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Novabase SGPS Interim / Quarterly Report 2006

Sep 29, 2006

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Interim / Quarterly Report

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Relatório e Contas

1º Semestre de 2006

Índice

Relatório de Gestão & Contas
I - Relatório de Gestão & Resultados Página
1 Indicadores Chave 1
2 Resumo da Actividade 3
3 Análise Económico-Financeira 8
4 Comportamento Bolsista 11
II - Demonstrações Financeiras Consolidadas
III - Participações Qualificadas
  • IV Contas Consolidadas
  • V Contas Individuais

Resultados Consolidados a 30 de Junho de 2006

( IFRS/IAS )

26 de Julho de 2006

Volume de Negócios: 125.4 M€ (95.0 M€ em 1H05)

EBITDA: 10.0 M€ (8.5 M€ em 1H05)

Resultados Líquidos: 3.6 M€ (3.7 M€ em 1H05)

1. Indicadores Chave

1.1. Volume de Negócios

As Vendas e Prestação de Serviços Consolidados da Novabase atingiram no 1º semestre de 2006 (1H06) o montante de 125.4 M€ (milhões de euros), valor que corresponde a um incremento de 32.0% face aos 95.0 M€ registados no 1º semestre de 2005 (1H05).

Volume de Negócios

Novabase SGPS, S.A. Sociedade Aberta Código Euronext: NBA.AM Contribuinte nº 502.280.182 Matriculada CRCLx. N.º1495 Capital Social: 15 700 697.00 € Sede: Av. Eng.º Duarte Pacheco 15 F, 1099-078 LISBOA

Manuel Tavares Festas Investor Relations Tel. +351 213 836 300 Fax: +351 213 836 301 [email protected]

1.2. Cash Flow Operacional (EBITDA)

O Cash Flow Operacional (EBITDA) atingiu neste período 10.0 M€, montante que representa um acréscimo de 17.7% quando comparado com os 8.5 M€ registados em igual período de 2005.

A margem EBITDA no 1H06 cifrou-se em 8.0%, valor que compara com 8.9% obtido no 1H05.

1.3. Resultados

Os Resultados Operacionais (EBIT) atingiram 5.2 M€, o que traduz um decréscimo de 7.1% face aos 5.6 M€ registados no 1H05.

O RAI atingiu neste período 3.4 M€, 21.0% abaixo do valor de 4.3 M€ registado em 1H05. Esta redução é explicada pelo impacto de provisões não recorrentes de stocks no valor de 2.2 M€. Estas provisões, que não têm impacto a nível de cash no 1H06, referem-se a componentes e equipamentos de Digital TV adquiridos em exercícios anteriores e que foram já provisionadas, em grande parte, no ano de 2005. Nesta data optou-se, numa óptica mais conservadora, por provisionar o remanescente, uma vez que volvidos mais de seis meses não foi possível utilizar, de uma forma significativa, esses stocks.

Os Resultados Líquidos Consolidados, depois de interesses minoritários atingiram 3.6 M€, tendo decrescido 3.0% face ao valor de 3.7 M€ registado em 1H05.

Resultados Líquidos Consolidados

2. Resumo da Actividade

A Novabase é hoje a maior empresa portuguesa de tecnologias e sistemas de informação (TI) e também a que mais cresce. Neste semestre (1H06) as vendas cresceram 32.0% face ao registado em 1H05, valor incomparavelmente superior ao crescimento do mercado.

No 1H06 a Novabase teve, em média, 1440 colaboradores e apresenta um volume de negócios de 125.4 M€, dos quais 25.0% são gerados fora de Portugal. Mantém-se, portanto, a tendência de crescimento em valor absoluto e em valor relativo deste indicador.

No gráfico seguinte pode ver-se a repartição do volume de negócios obtido no 1H06 nas quatro áreas de negócios: Novabase Consulting, Novabase Engineering (que resulta da anterior Divisão Novabase Engineering Solutions retirando a área de Digital TV), Novabase Digital TV e Novabase Capital.

2.1. Novabase Consulting

A Novabase Consulting possuiu hoje uma força de 839 consultores que operam em 4 práticas:

  • Advanced Custom Development: inclui o desenvolvimento de soluções customizadas e de Business Process Management (BPM), bem como soluções de Enterprise Document Management (EDM), de Trustworthy Computing e de Quality Assurance;

  • Business Intelligence: inclui serviços de consultoria na definição e implementação de estratégias de Business Intelligence (Strategic and Tactical Intelligence, Customer Lifecycle Management, Balanced Scorecards, Business Intelligence Infrastructure, entre outros);

  • Enterprise Applications: inclui soluções de Enterprise Resource Planning (ERP), Customer Relationship Management (CRM) e Supply Chain Management (SCM);

  • Outsourcing: inclui a oferta de Business Process Outsourcing (BPO)/ Enterprise Content Management (ECM), serviços de IT Governance & Service Management, Application Management, Outsourcing de aplicações e IT Contracting

A Novabase Consulting opera fundamentalmente nos seguintes mercados:

  • Banking and Financial Services, incluindo as áreas de Banca, Seguros e serviços financeiros em geral;

  • Telecommunications, em que se incluem naturalmente como principais clientes os respectivos operadores;

  • Government, onde se inclui a administração pública, regional e local, a defesa e a saúde.

Num enquadramento económico ainda difícil, esta área de negócio manteve um forte crescimento, no 1H06, tendo o volume de negócios crescido, em termos homólogos 17.7%.

O EBITDA da Novabase Consulting no 1H06 aumentou 14.5% em termos homólogos para 5.4 M€ a que corresponde uma margem EBITDA de 15.8%. Este valor já inclui, ao contrário do que aconteceu em anos anteriores, o custo relativo à atribuição de Stock Options aos colaboradores no valor de 437 K€. Expurgando este valor, para que seja comparável com o ano anterior, a margem EBITDA teria sido de 17.1% no 1H06 (o que compara favoravelmente com 16.3% no 1H05).

2.2. Novabase Engineering

Esta área, que conta com 240 colaboradores, inclui fundamentalmente os seguintes negócios:

  • Intelligent Information Architectures: soluções que incluem as tradicionais Infraestruturas de TI que vão desde as componentes físicas (cablagem, routers, etc) até aos serviços de comunicações empresariais, entre os quais a videoconferência móvel e o video on demand;

  • Mobility Solutions: produtos, aplicações e serviços que possibilitem aos Clientes acesso a soluções completas de mobilidade;

  • Ticketing and Transport Solutions: oferta "core" para transportes que abrange os dispositivos e sistemas necessários à realização do ciclo de vida de um bilhete, desde a sua produção até ao repercutir no back-office e que inclui ainda soluções de bilhética e controlo de acessos para clientes fora do sector dos transportes.

O volume de negócios global desta área de negócios atingiu 50.9 M€ o que representa um crescimento de 27.8% face ao valor do 1H05. Este crescimento deve-se, essencialmente, a um excelente desempenho da área Mobility Solutions.

Volume de Negócios Novabase Engineering

O EBITDA da Novabase Engineering no 1H06 caiu 31.2% em termos homólogos. Esta redução deve-se essencialmente a dois factores: i) alteração de mix de vendas, com uma maior contribuição da área de Mobility Solutions que opera com margens mais baixas e ii) redução de rentabilidade na área de Intelligent Information Architectures proveniente de uma redução, face ao período homólogo, de cerca de 5% do volume de negócios, para uma estrutura idêntica.

2.3. Novabase Digital TV

A área de negócio de Digital TV da Novabase é hoje uma das principais a nível Europeu. A sua massa crítica de 250 colaboradores é uma das mais significativas empresas do seu tipo na Europa.

Esta área iniciou a sua actividade no ano 2000 e desde aí tem apresentado um crescimento exponencial. Os seus Clientes são os operadores de TV (por cabo, satélite e terrestre), o retalho, Clientes OEM (noutros países) e no caso das soluções de Corporate TV são as empresas em geral.

Os desafios e oportunidades de crescimento abundam nos domínios em que esta área de negócio opera, especialmente na área da televisão de alta definição e da disponibilização de conteúdos de TV em dispositivos móveis/ portáteis. Os consumidores ambicionam obter acesso aos conteúdos de TV da sua preferência com uma qualidade de imagem acima da média e através de variados dispositivos de suporte que lhes permitam aceder-lhes em qualquer momento e em qualquer lugar. A Novabase tem investido significativamente em I&D e dispõe de inovadoras soluções nesta área que lhe permitem encarar com muito optimismo os próximos anos.

O útimo exercício (2005) foi de grande crescimento nesta área. Para além da venda de set-topboxes, os Clientes OEM - onde se procede à venda de licenças - quadruplicaram face ao ano anterior. No seu conjunto, o número de dispositivos e licenças vendidas também duplicou face ao ano anterior. No 1H06 este negócio continuou a apresentar taxas de crescimento expressivas, tendo atingido 39.3 M€, o que representa um crescimento de 61.7% face ao valor registado no 1H05.

Em 2006 previa-se, desde o início, uma redução de vendas no mercado nacional e, simultaneamente, um aumento de vendas no mercado internacional. No 1H06 essa redução ainda não se verificou, embora se saiba que ela irá ocorrer no 2H06 à medida que o processo de digitalização em curso na TV Cabo avança. Esta área de negócio está a explorar formas de crescimento alternativas dentro e fora de Portugal. Note-se que em 1H05 esta área fazia 29.9% do seu negócio fora de Portugal, enquanto em 1H06 essa percentagem subiu para 36.3%, efeito este que tende a acentuar-se.

O EBITDA da Novabase Digital TV no 1H06 aumentou 69.9% em termos homólogos.

EBITDA

3. Análise Económico-Financeira

O Volume de Negócios no 1H06 atingiu os 125.4 M€, o que reflecte um crescimento de 32.0% face ao mesmo período do ano anterior.

Volume de Negócios

Em termos de actividade comparativa com o período homólogo do ano anterior, observamos o seguinte:

  • O negócio da Novabase Consulting cresceu 17.7% face ao 1H05, de 28.9 para 34.0 M €.

  • O negócio da Novabase Engineering cresceu 27.8% face ao 1H05, de 39.8 para 50.9 M €.

  • O negócio da Novabase Digital TV cresceu 61.7% face ao 1H05, de 24.3 para 39.3 M€.

  • O negócio da Novabase Capital decresceu 38.8% face ao 1H05, de 2.0 para 1.2 M€. Contudo organicamente apenas decresceu 6%, devido ao efeito da saída das empresas "Mind" e "Manchete" do perímetro de consolidação.

O EBITDA atingiu os 10.0 M€, o que reflecte um crescimento de 17.7% face a igual período de 2005 (8.5 M€).

Em percentagem do Volume de Negócios, o EBITDA, no 1H06, representa uma margem total de 8.0%.

A desagregação desta margem por área de negócios é analisada como se segue:

  • O negócio da Novabase Consulting apresenta um EBITDA de 5.4 M€ a que corresponde uma margem de 15.8%. Este valor já inclui, ao contrário do que aconteceu em anos anteriores, o custo relativo à atribuição de Stock Options aos colaboradores no valor de 437 K€. Expurgando este valor, para que seja comparável com o ano anterior, a margem EBITDA no 1H06 teria sido de 17.1% (o que compara favoravelmente com 16.3% no 1H05).

  • O negócio da Novabase Engineering apresenta um EBITDA de 1.9M€ a que corresponde uma margem de 3.7%.

  • O negócio da TV Digital apresenta um EBITDA de 1.7 M€ a que corresponde uma margem de 4.2%.

  • O negócio da Novabase Capital apresentou um EBITDA de 1.1 M€ a que correspondeu uma margem de 91.2%. Este montante inclui a mais-valia relativa à alienação de uma participada.

O Número Médio de Colaboradores que se situava, no 1H05, nos 1262 cresceu 14.1% para 1440.

Número Médio de Colaboradores

Neste 1H06 foi constituido um reforço, pela totalidade, de Provisões não Recorrentes no montante de 2.2 M€. Estas provisões, que não têm impacto a nível de cash no 1H06, referemse a componentes e equipamentos de Digital TV adquiridos em exercícios anteriores e que foram já provisionadas, em grande parte, no ano de 2005.

Os Resultados Operacionais (EBIT) atingiram os 5.2 M€, o que reflecte um decréscimo de 7.1% face ao 1H05 (5.6 M€).

Os Resultados Financeiros atingiram o valor líquido negativo de 1.8 M€, que compara com o valor líquido negativo de 1.3 M€. Contudo, os Resultados Financeiros do 1H06, foram penalizados pelo custo de 399 K€ referente ao write-off de uma participada da Novabase Capital, sem o que se situariam ao mesmo nível do ano anterior.

Os Resultados Antes de Impostos de 2006, no valor líquido de 3.4M€, reflectem um decréscimo face ao período homólogo (4.3M€).

Os Resultados Líquidos Consolidados, depois de interesses minoritários e dos resultados das operações descontinuadas são, neste período, de 3.6 M€, representando um pequeno decréscimo de 3.0% face a 2005 (3.7 M€).

A evolução comparativa do EBITDA para os Resultados Líquidos é de seguida apresentada:

Ebitda para Result. Líq.: 1H06 vs 1H05

Os Lucros por Acção (Earnings Per Share - EPS) registaram um ligeiro decréscimo, passando de 0.132 para 0.125 euros por acção, naturalmente em linha com o decréscimo dos Resultados Líquidos, considerando o número médio de acções no período.

Lucros por Acção (EPS)

Em Junho de 2006, o Balanço Consolidado manteve uma Posição Líquida Global de Tesouraria ('Global Net-Cash') positiva de 19.1 M€, reflectindo, um crescimento face aos 11.0 M€ registados em Junho de 2005. Este valor inclui os depósitos à ordem e a prazo, as aplicações de tesouraria e em acções próprias, deduzido dos empréstimos bancários de curto e médio prazo.

As Existências passaram de 17.5 para 13.4 M€, de 1H05 para 1H06, respectivamente. Dado que o volume de vendas de produtos subiu significativamente no 1H06 para 74.2 M€, o peso das existências sobre as vendas de produtos baixou de 32.6% para 18.1% no período.

No final de 1H06, os Clientes e acréscimos de proveitos cifraram-se em 82.4 M€, valor que compara com os 57.1 M€ do período homólogo de 2005. O Prazo Médio de Recebimentos elevou-se para os 97.7 dias (em 1H05, 91 dias).

4. Comportamento Bolsista

O 1H06 foi caracterizado por uma apreciação do índice PSI20 que valorizou 10.5% e que reflecte a reacção a algumas ofertas públicas de aquisição na Euronext Lisbon. A cotação da acção Novabase, desvalorizou-se no período 8.9%, uma desvalorização superior à ocorrida no índice EuroStoxx Technology (desvalorização de 3.2%).

Neste 1H06 houve um forte incremento da liquidez, a rotação representou 38.1% do capital da Novabase e foram transaccionadas 11.1 milhões de acções, quando em todo o ano de 2005, representou cerca de 30% do capital da Novabase (e 20% do capital em 2004).

Novabase e o Mercado

Ao comparar a cotação da Novabase com as de outras empresas do sector de TI na Europa, observamos que a performance da acção Novabase no 1H06 ficou dentro da média de performance das outras empresas e mostrou uma menor volatilidade.

A cotação média, ponderada pela quantidade, do título Novabase no 1H06 cifrou-se em 6.47 euros por acção. Foram transaccionadas cerca de 11.1 milhões de acções em todas as sessões de bolsa em 1H06, correspondentes a um valor de transacção de 71.9 M€. O número médio diário de acções transaccionadas fixou-se em cerca de 87 mil títulos, correspondente a um valor médio diário de cerca de 0.6 M€.

A cotação no último dia de bolsa do 1H06, dia 30 de Junho de 2006, fixou-se nos 5.77 euros, o que representa uma desvalorização de cerca de 9.1% face aos 6.35 euros com que a Novabase se fixou no final de 2005.

A cotação de fecho máxima ocorrida no 1H06 atingiu os 7.27 euros, enquanto que o valor mínimo de fecho registado fixou-se nos 5.65 euros. A capitalização bolsista no final do 1H06, fixou-se em 181.2 M€.

Resumo 2Q06 1Q06 4Q05 3Q05 2Q05
Cotação Mínima (€) 5.65 6.22 6.22 5.65 5.45
Cotação Máxima (€) 7.27 7.14 6.96 6.65 6.33
Cotação média ponderada (€) 6.4 6.53 6.46 6.05 5.99
Nº títulos transaccionado 5.486.682 5.620.963 2.343.978 3.627.403 1.655.939
Capitalização Bolsista noúltimo dia do trimestre (M€) 181.2 205.1 182.4 191 163.2

Demonstrações Financeiras Consolidadas

Elaboradas de acordo com as NORMAS INTERNACIONAIS de Relato Financeiro (IFRS)

Balanço Consolidado Demonstração dos Resultados Consolidados em 30 de Junho de 2006 e 2005 para os 6 meses findos em 30 de Junho de 2006

30.06.06 30.06.05 30.06.06 30.06.05 Var. %
(Milhares de Euros) (Milhares de Euros)
Activo OPERAÇÕES EM CONTINUAÇÃO
Imobilizado corpóreo 5 869 6 875 Vendas 74 189 53 684
Imobilizado incorpóreo 36 895 37 790 Custo das vendas (60 475) (41 684)
Investimentos financeiros 2 040 1 732
Impostos diferidos activos 9 719 8 404 Margem bruta 13 714 12 000 14.3 %
Total de Activos Não Correntes 54 523 54 801 Outros proveitos operacionais
Prestação de serviços 51 239 41 336
Existências 13 411 17 487 Proveitos suplementares e subsídios 138 87
Clientes e acréscimos de proveitos 82 37420 737 57 14517 110 Outros proveitos de exploração 1 228 327
Devedores e despesas antecipadas 797 691 52 605 41 750
Activos detidos para vendaCaixa e equivalentes a caixa 36 887 22 560
66 319 53 750
Total de Activos Correntes 154 206 114 993 Outros custos operacionais
Activos operações em continuação 208 729 169 794 Fornecimentos e serviços externosCustos com o pessoal (29 484)(25 591) (21 621)(22 955)
Provisões (838) (213)
Activos operações descontinuadas - 560 Outros custos de exploração (405) (463)
Total de Activos 208 729 170 354 (56 318) (45 252)
Capital Próprio Resultados Brutos (EBITDA) 10 001 8 498 17.7 %
Capital social 15 701 14 363 Provisões não recorrentes (2 211) -
Acções próprias (170) (82)
Prémios de emissão 49 213 37 252 Resultados Operacionais Brutos 7 790 8 498 -8.3 %
Reservas e resultados acumulados 25 6813 635 21 2293 746 Amortizações do exercício (2 556) (2 863)
Resultado líquido consolidado Resultados Operacionais (EBIT) 5 234 5 635
Total do Capital Próprio 94 060 76 508 Ganhos / (Perdas) financeiras (1 827) (1 324) -7.1 %
Interesses Minoritários 11 621 13 857 Resultados Antes de Impostos 3 407 4 311 -21.0 %
Impostos sobre lucros (585) (1 147)
Capitais Próprios totais 105 681 90 365 Impostos diferidos 543 708
Passivo Resultados oper. em continuação 3 365 3 872 -13.1 %
Instituições de crédito 8 250 6 982
Fornecedores de imobilizado 1 840 1 512
Provisões para riscos e encargos 432 577 OPERAÇÕES DESCONTINUADAS
Impostos diferidos passivos 136 100
Resultados operações descontinuadas 68 560 -87.9 %
Total de Passivos Não Correntes 10 658 9 171
Interesses minoritários 202 (686)
Instituições de crédito 12 571 6 218
Fornecedores 42 855 24 070 Resultado Líquido Atribuível 3 635 3 746 -3.0 %
Credores e acréscimos de custos 28 866 30 925
Proveitos diferidos 8 098 9 605
Total de Passivos Correntes 92 390 70 818 Outras informações :
Volume de negócios (VN) 125 428 95 020 32.0 %
Total de Passivos oper. em continuação 103 048 79 989 EBITDA % sobre VN 8.0 % 8.9 %
RAI % sobre VN 2.7 % 4.5 %
Total de Passivos oper. descontinuadas - -
Total de Passivos 103 048 79 989 Net Cash 19 065 11 044
208 729 170 354

Capital Social 15 700 697.00 Euros, Matriculada CRCL N.º 1495, Contribuinte N.º 502 280 182

Novabase S.G.P.S., S.A. Sociedade Aberta - Código BVL: NBA.IN Pessoa que assume a responsabilidade pela informação, cargo que desempenha e contactos:

Sede Avenida Eng.º Duarte Pacheco, 15-F, Amoreiras, 1099-078 Lisboa, PORTUGAL Manuel Tavares Festas - Investors Relations - Tel. +351 21 383 6300 - Fax +351 21 383 6305

Demonstrações Financeiras Consolidadas por SEGMENTOS Elaboradas de acordo com as NORMAS INTERNACIONAIS de Relato Financeiro (IFRS)

(Milhares de Euros)

Consulting Engineering DigitalTV Capital Novabase
OPERAÇÕES EM CONTINUAÇÃO
Vendas 21 41 186 32 982 - 74 189
Custo das vendas (10) (38 174) (22 291) - (60 475)
Margem Bruta 11 3 012 10 691 - 13 714
Outros proveitos operacionais
Prestação de serviços 33 954 9 717 6 356 1 212 51 239
Proveitos suplementares e subsídios 57 - 80 1 138
Outros proveitos de exploração 70 5 66 1 087 1 228
34 081 9 722 6 502 2 300 52 605
34 092 12 734 17 193 2 300 66 319
Outros custos operacionais
Fornecimentos e serviços externos (10 721) (6 227) (11 841) (695) (29 484)
Custos com o pessoal (17 689) (4 480) (2 948) (474) (25 591)
(Provisões) / anulação de provisões (199) (102) (537) - (838)
Outros custos de exploração (106) (66) (207) (26) (405)
(28 715) (10 875) (15 533) (1 195) (56 318)
Resultados Brutos (EBITDA) 5 377 1 859 1 660 1 105 10 001
Provisões não recorrentes - - (2 211) - (2 211)
Resultados Operacionais Brutos 5 377 1 859 (551) 1 105 7 790
Amortizações do exercício (1 549) (482) (462) (63) (2 556)
Resultados Operacionais (EBIT) 3 828 1 377 (1 013) 1 042 5 234
Resultados financeiros (255) (540) (639) (393) (1 827)
Resultados Antes de Impostos (RAI) 3 573 837 (1 652) 649 3 407
Provisão para impostos sobre lucros (523) (31) (5) (26) (585)
Provisão para impostos diferidos 88 19 382 54 543
Resultados operações em continuação 3 138 825 (1 275) 677 3 365
OPERAÇÕES DESCONTINUADAS
Resultados operações descontinuadas 68 - - - 68
Interesses minoritários (521) (162) 888 (3) 202
Resultado Líquido Atribuível 2 685 663 (387) 674 3 635
Outras informações :
Volume de negócios (VN) 33 975 50 903 39 338 1 212 125 428
EBITDA 5 377 1 859 1 660 1 105 10 001
EBITDA % sobre VN 15.8% 3.7% 4.2% 91.2% 8.0%
RAI % sobre VN 10.5% 1.6% -4.2% 53.5% 2.7%

Capital Social 15 700 697.00 Euros, Matriculada CRCL N.º 1495, Contribuinte N.º 502 280 182

Novabase S.G.P.S., S.A. Sociedade Aberta - Código BVL: NBA.IN Pessoa que assume a responsabilidade pela informação, cargo que desempenha e contactos:

Sede Avenida Eng.º Duarte Pacheco, 15-F, Amoreiras, 1099-078 Lisboa, PORTUGAL Manuel Tavares Festas - Investors Relations - Tel. +351 21 383 6300 - Fax +351 21 383 6305

Sociedade Aberta - Código BVL: NBA.IN

Contribuinte nº 502.280.182

Capital Social: 15.700.697,00 euros

Sede: Av. Engº Duarte Pacheco, Amoreiras, 15F 1099-078 Lisboa

Relatório de Gestão Consolidado do Conselho de Administração

Publicidade de Participações dos Membros de Orgãos de Administração (n.º 5 do Art.º 447 CSC)

% %
Accionistas nº acções capital direito voto
José Afonso Oom Ferreira de Sousa 2 498 746 7.96% 7.97%
Pedro Miguel Quinteiro Marques de Carvalho 2 498 697 7.96% 7.97%
Rogério dos Santos Carapuça 1 884 787 6.00% 6.01%
Luís Paulo Cardoso Salvado 1 786 790 5.69% 5.70%
João Nuno da Silva Bento 1 783 563 5.68% 5.69%
Álvaro José da Silva Ferreira 804 866 2.56% 2.57%
João Vasco Tavares da Mota Ranito 492 628 1.57% 1.57%
José Carlos de Almeida Pedro de Jesus 368 875 1.17% 1.18%
Manuel Saldanha Fortes Tavares Festas 74 946 0.24% 0.24%
Total 12 193 898 38.83% 38.89%

Publicidade de Participações de Accionistas (n.º 4 do Art.º 448 CSC)

% %
Accionistas nº parcial nº acções capital direito voto
ES TECH VENTURES, SGPS, SA 1 792 144
Outras Sociedades em relação de domínio ou do grupo 1 568 977
Elementos dos Orgãos Sociais 150
Grupo Banco Espírito Santo, SA (termos do nº1 do artº20 do CVM) 3 361 271 10.70% 10.72%
José Afonso Oom Ferreira de Sousa 2 498 746 7.96% 7.97%
Pedro Miguel Quinteiro Marques de Carvalho 2 498 697 7.96% 7.97%
Rogério dos Santos Carapuça 1 884 787 6.00% 6.01%
Luís Paulo Cardoso Salvado 1 786 790 5.69% 5.70%
João Nuno da Silva Bento 1 783 563 5.68% 5.69%
Caixagest - Técnicas de Gestão de Fundos, SA 1 465 828 4.67% 4.68%
Millenniumbcp-Gestão de Fundos, SA 1 463 165 4.66% 4.67%
Álvaro José da Silva Ferreira 804 866 2.56% 2.57%
Santander Gestão de Activos - S.G.F.I.M., SA 947 950 3.02% 3.02%
Banco BPI, SA 895 504 2.85% 2.86%
Threadneedle Asset Management Limited 598 303 1.91% 1.91%
João Vasco Tavares da Mota Ranito 492 628 1.57% 1.57%
José Carlos de Almeida Pedro de Jesus 368 875 1.17% 1.18%
Manuel Saldanha Fortes Tavares Festas 74 946 0.24% 0.24%
Total 20 925 919 66.64% 66.74%

CONTAS 1º semestre de 2006

NOVABASE S.G.P.S., S.A.

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ÍNDICE

PARTE I - CONTAS CONSOLIDADAS 1º semestre de 2006 5
I. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS para os 6 meses findos em 30 de Junho de 2006 7
● Balanço Consolidado em 30 de Junho de 2006 8
● Demonstração dos Resultados Consolidados - 30 de Junho de 2006 9
● Demonstração dos Fluxos de Caixa Consolidados - 30 de Junho de 2006 10
● Mapa de Alterações aos Capitais Próprios Consolidados 11
● Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas - 30 de Junho de 2006: 12
Nota 1. Informação geral 12
Nota 2. Políticas contabilísticas 12
Nota 3. Política de gestão do risco financeiro 19
Nota 4. Estimativas e julgamentos contabilísticos mais relevantes 20
Nota 5. Actividade por segmentos 20
Nota 6. Empresas incluídas na consolidação 24
Nota 7. Activos fixos tangíveis 25
Nota 8. Activos fixos intangíveis 26
Nota 9. Investimentos em empresas associadas 28
Nota 10. Activos e passivos por impostos diferidos 29
Nota 11. Inventários 30
Nota 12. Clientes e outras contas a receber 30
Nota 13. Acréscimos de proveitos 30
Nota 14. Outros activos correntes 31
Nota 15. Activos financeiros disponíveis para venda 31
Nota 16. Caixa e equivalentes a caixa 31
Nota 17. Activos não correntes classificados como disponíveis para venda 32
Nota 18. Capital Social, prémios de emissão, acções próprias e opções sobre acções 32
Nota 19. Reservas e resultados acumulados 35
Nota 20. Interesses minoritários 35
Nota 21. Empréstimos 35
Nota 22. Responsabilidades com planos de reforma 36
Nota 23.Nota 24. ProvisõesFornecedores e outras contas a pagar 3737
Nota 25. Proveitos diferidos e outros passivos correntes 38
Nota 26. Fornecimentos e serviços externos 38
Nota 27. Gastos com o pessoal 38
Nota 28. Outras perdas líquidas 39
Nota 29. Amortizações e depreciações 39
Nota 30. Custo líquido de financiamento 40
Nota 31. Perdas em associadas 40
Nota 32. Impostos sobre o rendimento 40
Nota 33. Resultados por acção 41
Nota 34. Compromissos 42
Nota 35. Partes relacionadas 42
Nota 36. Outras Informações 43
Nota 37. Eventos subsequentes à data de balanço 44
II. DOCUMENTOS DO AUDITOR REGISTADO NA CMVM 45
Relatório de revisão limitada elaborado por auditor registado na CMVM sobre informação semestral consolidada 47
III. Membros do Conselho de Administração e Valores Mobiliários detidos por Órgãos Sociais 49

● 51 Valores Mobiliários emitidos pela Sociedade e por Sociedades com as quais a Novabase SGPS tem relação de domínio ou de grupos detidos por titulares de órgãos sociais da Novabase SGPS e das Outras sociedades

PARTE II - CONTAS INDIVIDUAIS 1º semestre de 2006 53
I. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS para os 6 meses findos em 30 de Junho de 2006 55
● Balanço Individual em 30 de Junho de 2006 56
● Demonstração dos Resultados Individuais - 30 de Junho de 2006 57
● Demonstração dos Fluxos de Caixa Individuais - 30 de Junho de 2006 58
● Mapa de Alterações aos Capitais Próprios Individuais 59
● Notas às Demonstrações Financeiras Individuais - 30 de Junho de 2006: 60
Nota 1. Informação geral 60
Nota 2. Políticas contabilísticas 60
Nota 3. Política de gestão do risco financeiro 65
Nota 4. Estimativas e julgamentos contabilísticos mais relevantes 65
Nota 5. Activos fixos tangíveis 66
Nota 6. Investimentos em empresas subsidiárias 67
Nota 7. Activos e passivos por impostos diferidos 67
Nota 8. Clientes e outras contas a receber 68
Nota 9. Acréscimos de proveitos 68
Nota 10. Activos financeiros disponíveis para venda 68
Nota 11. Caixa e equivalentes a caixa 69
Nota 12. Capital Social, prémios de emissão, acções próprias e opções sobre acções 69
Nota 13. Reservas e resultados acumulados 72
Nota 14. Empréstimos 72
Nota 15. Fornecedores e outras contas a pagar 73
Nota 16. Fornecimentos e serviços externos 73
Nota 17. Gastos com o pessoal 73
Nota 18. Outros ganhos / (perdas) líquidos 73
Nota 19. Depreciações 74
Nota 20. Ganho líquido de financiamento 74
Nota 21. Impostos sobre o rendimento 74
Nota 22. Compromissos 75
Nota 23. Partes relacionadas 76
Nota 24. Outras Informações 77
Nota 25. Eventos subsequentes à data de balanço 77
II. DOCUMENTOS DO AUDITOR REGISTADO NA CMVM 79

● 81 Relatório de revisão limitada elaborado por auditor registado na CMVM sobre informação semestral individual

CONTAS CONSOLIDADAS 1º semestre de 2006

(Página intencionalmente deixada em branco)

I. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS para os 6 meses findos em 30 de Junho de 2006

Balanço Consolidado em 30 de Junho de 2006

(Valores expressos em milhares de Euros)
Notas 30.06.06 31.12.05
Activo
Activos fixos tangíveis 7 5 869 6 776
Activos fixos intangíveis 8 36 895 38 633
Investimentos em empresas associadas 9 2 040 1 735
Activos por impostos diferidos 10 9 719 9 053
Total de Activos Não Correntes 54 523 56 197
Inventários 11 13 411 12 966
Clientes e outras contas a receber 12 80 358 78 916
Imposto sobre o rendimento a receber 877 619
Acréscimos de proveitos 13 17 811 14 287
Outros activos correntes 14 4 065 3 781
Activos financeiros disponíveis para venda 15 797 757
Caixa e equivalentes a caixa 16 36 887 33 800
Total de Activos Correntes 154 206 145 126
Activos não correntes classificados como disponíveis para venda 17 - -
208 729 201 323
Capitais Próprios
Capital social 18 15 701 14 363
Acções próprias 18 (170) (14)
Prémios de emissão 18 49 213 37 252
Reservas e resultados acumulados 19 25 681 21 932
Resultado líquido consolidado 3 635 5 084
Capitais Próprios atribuídos aos accionistas 94 060 78 617
Interesses minoritários 20 11 621 12 018
Capitais Próprios totais 105 681 90 635
Passivo
Empréstimos 21 10 090 12 156
Provisões 23 432 591
Passivos por impostos diferidos 10 136 136
Total de Passivos Não Correntes 10 658 12 883
Empréstimos 21 13 289 6 540
Fornecedores e outras contas a pagar 24 70 203 78 105
Imposto corrente sobre o rendimento a pagar 800 958
Proveitos diferidos e outros passivos correntes 25 8 098 12 202
Total dos Passivos Correntes 92 390 97 805
Total do Passivo operações em continuação 103 048 110 688
Passivos directamente associados com
activos não correntes classificados como disponíveis para venda 17 - -
208 729 201 323

Lisboa, 28 de Setembro de 2006

Demonstração dos Resultados Consolidados para os 6 meses findos em 30 de Junho de 2006

(Valores expressos em milhares de Euros)
Notas 6 M *30.06.06 6 M *30.06.05
Operações em continuação
Vendas 5 74 189 53 684
Prestação de serviços 5 51 239 41 336
Custo das vendas (60 475) (41 684)
Fornecimentos e serviços externos 26 (29 484) (21 621)
Gastos com o pessoal 27 (25 591) (22 955)
Outras perdas líquidas 28 (2 088) (262)
Resultados Operacionais Brutos 7 790 8 498
Amortizações e depreciações 29 (2 556) (2 863)
Resultados Operacionais 5 234 5 635
Custo líquido de financiamento 30 (1 401) (1 324)
Perdas em associadas 31 (426) -
Resultados Antes de Impostos 3 407 4 311
Impostos sobre o rendimento 32 (42) (439)
Resultados das operações em continuação 3 365 3 872
Operações descontinuadas
Resultados das operações descontinuadas 17 68 560
Resultado líquido 3 433 4 432
Atribuível a:
Accionistas 3 635 3 746
Interesses minoritários 20 (202) 686
3 433 4 432
Resultado por acção das operações em continuação
atribuível aos accionistas (€ por acção) - básico 33 0.12 euros 0.11 euros
Resultado por acção das operações descontinuadasatribuível aos accionistas (€ por acção) - básico 33 Zero euros 0.02 euros

6 M * - período de 6 meses findo em

O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Demonstração dos Fluxos de Caixa Consolidados

para os 6 meses findos em 30 de Junho de 2006

(Valores expressos em milhares de Euros)
6 M * 6 M *
Notas 30.06.06 30.06.05
Actividades Operacionais
Recebimentos de clientes 124 340 89 809
Pagamentos a fornecedores (105 060) (71 513)
Pagamentos ao pessoal (31 073) (26 068)
Fluxo gerado pelas operações (11 793) (7 772)
Pagamentos de imposto sobre o rendimento (664) (646)
Outros pagamentos operacionais (3 758) (1 107)
(4 422) (1 753)
Fluxo das Actividades Operacionais (16 215) (9 525)
Actividades de Investimento
Recebimentos:
Juros e proveitos similares 212 208
212 208
Pagamentos:
Aquisição de filiais e associadas (54) (1 370)
Compra de imobilizações corpóreas (764) (1 783)
Compra de imobilizações incorpóreas (1 070) (131)
(1 888) (3 284)
Fluxo das Actividades de Investimento (1 676) (3 076)
Actividades de Financiamento
Recebimentos:
Empréstimos obtidos 21 7 051 1 248
Aumentos de capital e prémios de emissão 18 13 299 1 587
Venda de acções próprias 18 757 188
21 107 3 023
Pagamentos:
Empréstimos obtidos 21 (2 341) (3 851)
Juros e custos similares (1 279) (1 379)
Aquisição de acções próprias 18 (2 767) (1 104)
(6 387) (6 334)
Fluxo das Actividades de Financiamento 14 720 (3 311)
Variação de caixa e seus equivalentes (3 171) (15 912)
Caixa e seus equivalentes no início do período 31 633 36 042
Caixa e seus equivalentes no fim do período 28 462 20 130

Mapa de Alterações aos Capitais Próprios Consolidados

(Valores expressos em milhares de Euros)
------------------------------------------ -- --
Atribuídos aos accionistas Interesses Reservas rel. Total
Capitalsocial Prémio deemissãode acções Acçõespróprias Reservaslegais (*) Ajustamentooutr. reservas acumulados Res. livres justo valor e e resultados minoritáriosa stock option dosCapitaisPróprios
Saldos em 1 de Janeiro de 2005 14 203 35 825 (4) 1 254 194 20 711 12 248 - 84 431
Ganhos/perdas justo valor líquid.imp. - - - - (113) - - - (113)
Outros - - - - - 21 - - 21
Ganhos líq. reconhecidos direct. em CP - - - - (113) 21 - - (92)
Resultado líquido - - - - - 3 746 686 - 4 432
Ganhos líq. reconhecidos no período - - - - (113) 3 767 686 - 4 340
Aumento de capital 160 1 427 - - - - - - 1 587
Compra e venda de acções próprias - - (78) - - (838) - - (916)
Variação do perímetro de consolidação - - - - - - 923 - 923
Saldos em 30 de Junho de 2005 14 363 37 252 (82) 1 254 81 23 640 13 857 - 90 365
Saldos em 1 de Janeiro de 2006 14 363 37 252 (14) 1 254 147 25 615 12 018 - 90 635
Ganhos/perdas justo valor líquid.imp. - - - - 40 - - - 40
Outros - - - - - - - - -
Ganhos líq. reconhecidos direct. em CP - - - - 40 - - - 40
Resultado líquido - - - - - 3 635 (202) - 3 433
Ganhos líq. reconhecidos no período - - - - 40 3 635 (202) - 3 473
Aumento de capital 1 338 11 961 - - - - - - 13 299
Constituição de Reserva legal - - - 22 - (22) - - -
Compra e venda de acções próprias - - (156) - - (1 853) - - (2 009)
Stock Options - valor serviços prestados - - - - - - - 478 478
Variação do perímetro de consolidação - - - - - - (195) - (195)
Saldos em 30 de Junho de 2006 15 701 49 213 (170) 1 276 187 27 375 11 621 478 105 681

(*) Estas reservas não podem ser distribuídas.

Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas para os 6 meses findos em 30 de Junho de 2006

1. Informação geral

A Novabase, Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA (adiante designada por Novabase ou Empresa), criada inicialmente sob a denominação de Novabase – Sistemas de Informação e Base de Dados, Lda., é a Empresa mais antiga do Grupo Novabase, detendo as participações sociais das restantes Empresas do Grupo. Constituída em 11 de Maio de 1989, teve como actividade principal a produção e comercialização de sistemas informáticos até ao final de 1999.

Em 23 de Dezembro de 1999, a Empresa alterou a sua denominação social e o seu objecto, convertendo-se numa sociedade gestora de participações sociais, tendo como objecto a gestão de participações sociais de outras empresas como forma indirecta de exercício de actividade económica.

O Grupo Novabase opera em três áreas de negócio:

(i) Novabase Consulting - engloba a área de consultoria, integração de sistemas, outsourcing, recrutamento e cedência de recursos no sector das tecnologias de informação.

(ii) Novabase Engineering - engloba a área de soluções de engenharia baseadas em hardware próprio e software embarcado, incluindo bilhética, controlo de acessos e produtos e soluções de telecomunicações.

(iii) Novabase Digital TV - engloba a área de televisão digital, nomeadamente o desenvolvimento e comercialização de set-top-boxes para operadores de cabo, satélite e sector empresarial.

A Novabase Capital, não sendo uma divisão de negócio, é uma estrutura de suporte ao desenvolvimento dos negócios da Novabase. Concentra a função de "Corporate Venture" da Novabase e a área de Fusões e Aquisições para responder às necessidades das restantes divisões.

O Grupo tem sede em Portugal e mantém operações em Portugal, Espanha e Alemanha.

A Novabase está cotada na Euronext Lisbon.

Estas demonstrações financeiras consolidadas intercalares foram autorizadas para emissão pelo Conselho de Administração em 28 de Setembro de 2006.

2. Políticas contabilísticas

Os principais critérios contabilísticos e valorimétricos aplicados na preparação das demonstrações financeiras consolidadas encontram-se descritos abaixo. Estas políticas contabilísticas são apresentadas de maneira consistente nos períodos reflectidos nestas demonstrações financeiras.

a) Bases de preparação

As demonstrações financeiras consolidadas intercalares para o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2006 foram preparadas em conformidade com o IAS 34 "Relato Financeiro Intercalar". Estas demonstrações financeiras intercalares foram também preparadas de acordo com as International Financial Reporting Standards - IFRS, emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e com as interpretações do International Financial Reporting Interpretation Commitee (IFRIC), tal como adoptados pela União Europeia, na data de preparação destas demonstrações financeiras.

Os seguintes normativos, interpretações e alterações foram publicados e são mandatórios para períodos contabilísticos que finalizam em 31 de Dezembro de 2006:

  • Alteração da IAS 19 Benefícios dos empregados (efectivo a partir de 1 de Janeiro de 2006). O Grupo decidiu manter a política contabilística anterior relativamente ao reconhecimento de ganhos e perdas actuariais.

  • Alteração da IAS 39 Instrumentos financeiros: Reconhecimento e Mensuração com a dição das disposições sobre a utilização da opção de justo valor (efectivo a partir de 1 de Janeiro de 2006). Consideramos que o efeito na classificação e mensuração dos instrumentos financeiros relevados ao justo valor operados pelo Grupo não é relevante para as suas operações.

  • Emenda à IAS 21 Os efeitos de Alterações em Taxas de Câmbio - Investimento Líquido numa Unidade Operacional Estrangeira (efectivo a partir de 1 de Janeiro de 2006). Consideramos que o efeito desta emenda não é relevante para o Grupo.

  • Emendas à IAS 39 Instrumentos financeiros: Reconhecimento e Mensuração e à IFRS 4 Contratos de Seguros - Contratos de Garantia Financeira (efectivo a partir de 1 de Janeiro de 2006). Consideramos que o efeito desta emenda não é relevante para o Grupo.

  • IFRS 6 Exploração e Avaliação de Recursos Minerais (efectivo a partir de 1 de Janeiro de 2006). Consideramos que o efeito deste normativo não é relevante para o Grupo.

  • IFRIC 4 Determinar se um Acordo contém uma Locação (efectivo a partir de 1 de Janeiro de 2006). Consideramos que o efeito desta interpretação não é relevante para o Grupo.

  • IFRIC 5 Direitos a Interesses resultantes de Fundos de Descomissionamento, Restauração e Reabilitação Ambiental (efectivo a partir de 1 de Janeiro de 2006). Consideramos que o efeito desta interpretação não é relevante para o Grupo.

  • IFRIC 6 Passivos decorrentes da participação em mercados específicos - Resíduos de equipamento eléctrico e electrónico (efectivo a partir de exercícios iniciados após 1 de Dezembro de 2005). Consideramos que o efeito desta interpretação não é relevante para o Grupo.

Os seguintes normativos, interpretações e alterações foram publicados, mas a sua adopção não é mandatória para 2006 e, consequentemente, o Grupo decidiu não proceder à sua adopção antecipadamente:

  • IFRIC 7 Aplicação da Abordagem pela Reexpressão segundo o IAS 29 Relato Fianceiro em Economias Hiperinflacionárias (efectivo para exercícios iniciados em ou após 1 de Março de 2006). Consideramos que o efeito desta interpretação não é relevante para o Grupo.

  • IFRS 7 Instrumentos Financeiros: Divulgação de Informações (efectivo a partir de 1 de Janeiro de 2007). Consideramos que o efeito deste normativo não será relevante para o Grupo. O IFRS 7 introduz novas divulgações para melhorar o relato financeiro sobre instrumentos financeiros, o que irá necessitar divulgações qualitativas e quantitativas sobre a exposição do Grupo a riscos associados a instrumentos financeiros.

  • Emenda à IAS 1 Iapresentação de Demonstrações Financeiras - Informações a prestar em matéria de capital (efectivo a partir de 1 de Janeiro de 2007). Consideramos que o efeito desta emenda não é relevante para o Grupo.

As demonstrações financeiras consolidadas da Novabase foram preparadas segundo o princípio do custo histórico excepto no que respeita aos activos detidos para venda e instrumentos financeiros derivados.

A preparação das demonstrações financeiras em conformidade com os princípios contabilísticos anteriormente referidos requer o uso de estimativas e pressupostos que afectam as quantias reportadas de activos e passivos, assim como as quantias reportadas de proveitos e custos durante o período de relato. Apesar destas estimativas serem baseadas no melhor conhecimento da gestão em relação aos eventos e acções correntes, os resultados actuais podem, em última instância, diferir destas estimativas. As áreas que envolvem um maior grau de julgamento ou complexidade, ou áreas em que pressupostos e estimativas sejam significativas para as demonstrações financeiras são apresentadas na nota 4.

É convicção do Conselho de Administração que as estimativas e pressupostos adoptados não incorporam riscos significativos que possam causar, no decurso do próximo exercício, ajustamentos materiais ao valor dos activos e passivos.

b) Bases de consolidação

(1) Filiais

Filiais são todas as entidades (entidades de finalidade especial incluído) sobre as quais o grupo tem poder de controlar as políticas financeiras e operacionais, geralmente acompanhado de uma quota-parte de mais do que 50% dos direitos de voto. A existência e o efeito de direitos de voto potenciais que presentemente são aplicáveis ou convertíveis, são considerados quando se avalia se o Grupo controla uma entidade. As filiais são incluídas na consolidação desde a data em que o controlo é transferido para o grupo. As mesmas são excluídas da consolidação na data em que o controlo termina.

É usado o método da compra na contabilização da aquisição de filiais pelo grupo. O custo de aquisição corresponde ao justo valor dos activos entregues, acções emitidas e passivos assumidos à data de aquisição, acrescido dos custos directamente imputáveis à aquisição. Os activos identificáveis adquiridos, passivos e passivos contingentes assumidos numa concentração de actividades empresariais são mensurados inicialmente ao seu justo valor na data de aquisição, independentemente de quaisquer interesses minoritários. O excesso do custo de aquisição sobre o justo valor da quota-parte do grupo nos activos líquidos identificáveis é registado como goodwill. Se o custo da aquisição for inferior ao justo valor dos activos líquidos da filial adquirida, a diferença é reconhecida directamente em resultados do período.

As transacções intra-grupo e os saldos e ganhos não realizados em transacções entre empresas do grupo são eliminados. As perdas não realizadas são também eliminadas, a não ser que a transacção forneça evidência de imparidade do activo transferido. Quando considerado necessário, as políticas contabilísticas das filiais são alteradas para garantir a consistência com as políticas adoptadas pelo Grupo.

(2) Empresas associadas

As empresas associadas são entidades sobre as quais o Grupo tem uma influência significativa, mas sobre as quais não pode exercer o seu controlo, geralmente acompanhado com uma quota-parte entre 20% e 50% dos direitos de voto. Os investimentos em associadas são contabilizados pelo método da equivalência patrimonial e são inicialmente reconhecidos ao custo. O investimento do Grupo em associadas inclui o goodwill (líquido de perdas por imparidade) apurado na data de aquisição.

A quota-parte do grupo nos proveitos e perdas da sua associada após a aquisição é reconhecida como resultado do período. A sua quotaparte nos movimentos em reservas após aquisição é reconhecida em reservas. Os movimentos cumulativos após aquisição anteriormente descritos são ajustados por contrapartida do valor líquido do investimento em associadas. Quando a quota-parte das perdas de uma associada excede o investimento na associada, o Grupo não reconhece perdas adicionais, excepto se tiver incorrido em responsabilidades adicionais ou tiver efectuado pagamentos em benefício da associada.

Os ganhos não realizados em transacções entre o Grupo e as suas associadas são eliminados até ao grau da quota-parte do grupo nas associadas. As perdas não realizadas são também eliminadas, a não ser que a transacção forneça evidência de imparidade do activo transferido. Quando considerado necessário, as políticas contabilísticas de associadas são alteradas para garantir a consistência com as políticas adoptadas pelo Grupo.

c) Informação por segmentos

Um segmento de negócio é um grupo de activos e operações que estão sujeitos a riscos e retornos diferentes de outros segmentos de negócio. Um segmento geográfico é um ambiente económico particular que está sujeito a riscos e retornos diferentes dos componentes que operam em outros ambientes económicos.

O Grupo Novabase divulga informação sobre segmentos de negócio e geográficos, que vão além dos requisitos de apresentação mandatórios do IAS 14. Estes segmentos adicionais são divulgados, dado o impacto que têm como investimento estratégico do Grupo.

Para efeitos de preparação desta informação, a Novabase S.G.P.S. e a Novabase Serviços, S.A. foram consideradas como partes integrantes do segmento de negócio do Consulting.

Os resultados por segmentos geográficos são calculados com base nos mercados de destino das vendas, o que inclui as exportações e a actividade das empresas situadas fora de Portugal. Os activos e passivos por segmentos geográficos são calculados com base nos mercados de origem das vendas, referindo-se aos activos e passivos das empresas fora de Portugal.

d) Transacções em moedas estrangeiras

(1) Moeda de mensuração

Os itens incluídos nas demonstrações financeiras de cada empresa do Grupo, são mensurados usando a moeda do principal ambiente económico no qual a empresa funciona (moeda funcional). As demonstrações financeiras consolidadas são apresentadas em milhares de Euros. O Euro é a moeda funcional e de apresentação da empresa mãe.

(2) Transacções e saldos

As transacções em moeda estrangeira são transpostas para a moeda funcional utilizando as taxas de câmbio prevalecentes à data da transacção. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidação destas transacções e da transposição no fim do ano dos activos e passivos monetários denominados em moeda estrangeira são reconhecidos na demonstração dos resultados.

As diferenças de câmbio em itens não monetários são relatadas na demonstração dos resultados como parte de um ganho ou perda ao seu justo valor. As diferenças de câmbio em itens monetários, como por exemplo, acções classificadas como detidas para venda, são incluídas em reservas nos capitais próprios.

(3) Empresas do grupo

Todas as entidades do grupo têm a sua moeda funcional idêntica à moeda de apresentação das contas consolidadas.

e) Activos fixos tangíveis

Os activos fixos tangíveis são compostos essencialmente por equipamento básico e de transporte. Os activos fixos tangíveis são registados ao custo de aquisição, líquido de depreciações acumuladas. Considera-se, como custo de aquisição, os custos directamente atribuíveis à aquisição dos activos (soma do respectivo preço de compra com os gastos suportados directa ou indirectamente para o colocar no seu estado actual).

Os custos subsequentes são incluídos no valor contabilístico do activo ou são reconhecidos como um activo separadamente, apenas quando seja provável a existência de benefícios económicos futuros associados ao bem e quando o custo puder ser mensurado com fiabilidade. Todas as outras despesas de manutenção, conservação e reparação são registadas na demonstração dos resultados durante o período financeiro em que são incorridas.

As depreciações são calculadas pelo método das quotas constantes, durante as suas vidas úteis estimadas como se segue:

N.º de anos
• Edifícios e outras construções 3 a 50
• Equipamento básico 3 a 4
• Equipamento de transporte 4
• Ferramentas e utensílios 4
• Equipamento administrativo 3 a 10

O valor residual de um activo e a sua vida útil são revistos e ajustados, caso necessário, na data de relato.

Quando a quantia registada de um activo é superior ao seu valor recuperável, esta é ajustada imediatamente para o seu valor recuperável.

Os ganhos e as perdas nas alienações são determinados pela comparação do valor de venda com o montante líquido registado e são incluídos no resultado do período.

f) Activos fixos intangíveis

(1) Goodwill

O goodwill representa o excesso do custo de aquisição sobre o justo valor da quota-parte do Grupo nos activos líquidos identificados da filial/associada na data de aquisição. O goodwill apurado nas aquisições de filiais é incluído na rubrica de activos fixos intangíveis. O goodwill apurado nas aquisições de associadas é incluído na rubrica de investimentos em empresas associadas.

O goodwill é sujeito anualmente a um teste de imparidade, estando registado ao seu custo deduzido de perdas cumulativas por imparidade. Os ganhos e as perdas na alienação de uma entidade incluem o valor líquido do goodwill relativo à entidade alienada.

Para efeitos de realização de testes de imparidade o goodwill é associado a unidades geradoras de caixa. As unidades geradoras de caixa representam o investimento do grupo em cada uma das áreas de negócio em que a Novabase opera, a Novabase Consulting, a Novabase Engineering e a Novabase Digital TV. Adicionalmente, para efeitos do teste de imparidade ao goodwill não afecto a estas unidades geradoras de caixa, foram identificadas unidades geradoras de caixa ao nível de cada uma das filiais/associadas adquiridas.

(2) Intangíveis desenvolvidos internamente

As despesas de investigação, efectuadas na procura de novos conhecimentos técnicos ou científicos ou na busca de soluções alternativas, são reconhecidas em resultados quando incorridas. As despesas de desenvolvimento interno de intangíveis são reconhecidas como um intangível, quando: i) for demonstrável a exequibilidade técnica do produto ou processo em desenvolvimento, ii) o Grupo tiver a intenção e a capacidade de completar o seu desenvolvimento, iii) a viabilidade comercial esteja assegurada e iv) o seu custo possa ser mensurado com fiabilidade.

Estes activos encontram-se registados ao custo de aquisição ou de produção. O custo de aquisição ou de produção inclui o custo de aquisição dos activos, acrescidos dos gastos com mão-de-obra directa ou serviços subcontratados para o efeito, bem como a quota-parte de custos fixos imputáveis à produção destes activos.

Estes activos são amortizados pelo método das quotas constantes por períodos que variam entre 3 a 5 anos. Os intangíveis desenvolvidos internamente são testados quanto à sua imparidade à data de relato.

(3) Propriedade industrial e outros direitos

Estes activos encontram-se registados ao custo de aquisição. A rubrica de propriedade industrial e outros direitos tem uma vida útil definida e é contabilizada ao custo deduzido de amortizações acumuladas. As amortizações são calculadas usando o método das quotas constantes para alocar o custo da propriedade industrial e outros direitos às suas vidas úteis estimadas.

(4) Imobilizações em curso

Tratam-se, essencialmente, de intangíveis relativos a projectos de desenvolvimento interno de software e hardware.

g) Imparidade dos activos

Os activos que não têm uma vida útil definida não são sujeitos a amortizações e depreciações, sendo sujeitos anualmente a testes de imparidade. Os activos sujeitos a amortização e depreciação são revistos anualmente para determinar se houve imparidade, quando eventos ou circunstâncias indicam que o seu valor registado pode não ser recuperável. Uma perda por imparidade é reconhecida pelo excesso do valor contabilístico sobre o seu valor recuperável, que é definido como o mais alto entre o valor líquido de venda (líquido de custos de alienação do activo) e o seu valor de uso. Para efeitos de avaliação de uma imparidade, os activos são alocados ao nível do segmento em que se encontram, dado ser este o nível a que a administração efectua a monitorização do seu investimento.

h) Investimentos

A Novabase classifica os seus investimentos de acordo com as seguintes categorias: (i) empréstimos e devedores e (ii) activos disponíveis para venda. A classificação é dependente do propósito para o qual os investimentos foram adquiridos ou efectuados. A administração determina a classificação dos seus investimentos à data de aquisição e reavalia essa classificação à data de relato.

(a) Empréstimos e devedores

Os empréstimos e devedores são activos financeiros sem características de derivados com pagamentos fixos ou determináveis, e que não são cotados num mercado activo. Este tipo de investimento surge quando o grupo fornece dinheiro, bens ou serviços directamente a um cliente sem a intenção de negociar esta dívida. Os devedores são incluídos no activo corrente, excepto para saldos com maturidades de mais de 12 meses da data de balanço que são classificados como activos não correntes. Os devedores são incluídos no balanço nas rubricas de clientes e outras contas a receber e acréscimo de proveitos.

(b) Activos disponíveis para venda

Os activos disponíveis para venda são activos sem características de derivados que ou se enquadram nesta categoria ou não são alocáveis a outra categoria. São incluídos em activos não correntes, a não ser que a gestão tenha uma intenção expressa de deter o investimento durante menos de 12 meses após a data do balanço.

As aquisições e alienações de investimentos são reconhecidas à data da transacção, que é a data em que o Grupo se compromete na aquisição ou alienação do activo. Os investimentos são inicialmente reconhecidos ao justo valor, acrescidos dos custos de transacção. Os investimentos são desreconhecidos quando os direitos para receber os fluxos de caixa dos investimentos expiram ou foram transferidos e o grupo transferiu substancialmente todos os riscos e benefícios de propriedade. Os activos disponíveis para venda são subsequentemente registados ao seu justo valor.

Os ganhos e as perdas não realizados, provenientes de alterações nos justos valores de activos não monetários classificados como disponíveis para venda, são reconhecidos no capital próprio. Quando estes activos classificados como disponíveis para venda são vendidos ou sujeitos a perdas por imparidade, os ajustamentos cumulativos de justo valor são incluídos na demonstração dos resultados como ganhos e perdas em investimentos financeiros.

Os justos valores de investimentos em empresas cotadas são baseados em preços de mercado correntes. Se não existir um mercado activo para um activo financeiro (e para títulos não cotados), o grupo determina o justo valor através da aplicação de técnicas de avaliação. Estas técnicas incluem o uso de transacções comerciais recentes, a referência a outros instrumentos com características semelhantes, a análise de fluxos de caixa descontados e modelos de avaliação de opções modificados para incorporar as características específicas do emitente.

O grupo avalia, em cada data de balanço, se há uma evidência objectiva de que um activo financeiro ou um grupo de activos financeiros sofreram uma perda por imparidade. Se existir uma diminuição no justo valor por um período prolongado dos activos disponíveis para venda, a perda cumulativa - calculada pela diferença entre o custo de aquisição e o justo valor corrente, menos qualquer perda por imparidade nesse activo financeiro que já foi reconhecida em resultados - é anulada através do capital próprio e reconhecida no resultado do período. As perdas por imparidade em investimentos financeiros que já foram reconhecidas em resultados não são anuladas por via da demonstração dos resultados.

i) Inventários

Os inventários de mercadorias, matérias-primas e subsidiárias são registadas ao menor entre o valor de custo e o seu valor realizável líquido. Para efeitos de valorização das saídas de armazém, o Grupo utiliza o preço médio ponderado.

No caso dos produtos acabados, intermédios e em curso, o custo de produção inclui custos das matérias-primas, custos com pessoal, outros custos directos e despesas gerais de produção relacionadas (baseada na capacidade operacional normal). Os custos de financiamento são excluídos. O valor realizável líquido é o preço da venda estimado de acordo com as actividades normais de negócio, menos as despesas de venda imputáveis.

j) Clientes

Os clientes são reconhecidos, inicialmente, ao seu justo valor e são relevados, subsequentemente, ao custo deduzido da provisão para perdas por imparidade. Esta provisão é estabelecida quando existe evidência objectiva de que o Grupo não é capaz de cobrar todos os montantes devidos, de acordo com os termos originalmente estabelecidos para liquidação das dívidas de terceiros. O montante da provisão é a diferença entre o montante registado e o valor recuperável, sendo este o valor presente dos cash-flows esperados, descontados à taxa efectiva. O valor da provisão é reconhecido na demonstração dos resultados do período.

k) Caixa e equivalentes a caixa

Esta rubrica inclui caixa, depósitos à ordem em bancos e outros investimentos de curto prazo de alta liquidez com maturidades de três meses e descobertos bancários. Os descobertos bancários são incluídos na rubrica de empréstimos bancários nos passivos correntes no balanço.

l) Capital social

As acções ordinárias são classificadas em capital próprio.

Os custos directamente atribuíveis à emissão de novas acções ou opções são apresentados como uma dedução, líquida de impostos, ao valor recebido resultante desta emissão. Os custos directamente imputáveis à emissão de novas acções ou opções, ou para a aquisição de um negócio, são incluídos no custo de aquisição como parte do valor da compra.

Quando a Empresa ou as suas filiais adquirem acções próprias da Empresa mãe, o montante pago é deduzido ao total dos capitais próprios atribuível aos accionistas, e apresentado como acções próprias, até à data em que estas são canceladas, reemitidas ou vendidas. Quando tais acções são subsequentemente vendidas ou reemitidas, o montante recebido é novamente incluído nos capitais próprios atribuíveis aos accionistas.

m) Empréstimos

Os empréstimos são reconhecidos, inicialmente, ao seu justo valor, líquido dos custos de transacção incorridos. Os empréstimos são, subsequentemente, registados ao custo amortizado; qualquer diferença entre os montantes recebidos (líquidos de custos de transacção) e o valor a pagar são reconhecidos na demonstração dos resultados durante o período dos empréstimos usando o método da taxa efectiva.

Os empréstimos são classificados como passivos correntes, a não ser que o grupo tenha o direito incondicional para diferir a liquidação do passivo por mais de 12 meses após a data do balanço.

Os custos com juros relativos a empréstimos obtidos são registados na rubrica de custo líquido de financiamento na demonstração dos resultados.

n) Impostos diferidos

Os impostos diferidos são calculados pelo método da responsabilidade de balanço, determinado pelas diferenças temporárias entre os valores contabilísticos dos activos e passivos nas demonstrações financeiras e as respectivas bases de tributação. No entanto, não são calculados impostos diferidos sobre as diferenças de reconhecimento inicial de activos e passivos numa transacção relativa à concentração de actividades empresariais, quando as mesmas não afectam nem o resultado contabilístico nem o resultado fiscal no momento da transacção.

Os activos por impostos diferidos são reconhecidos sempre que seja provável que sejam gerados lucros fiscais futuros contra os quais as diferenças temporárias possam ser utilizadas.

Os impostos diferidos são registados para as diferenças temporárias em investimentos em filiais e associadas, excepto quando a anulação da diferença temporária seja controlada pelo grupo e quando seja provável que a diferença temporária não seja anulada num futuro próximo.

o) Benefícios a empregados

Bónus

O Grupo estima um passivo e um custo por bónus, baseado numa fórmula que considera o resultado distribuível aos colaboradores depois de certos ajustamentos.

Pensões de Reforma

A filial TechnoTrend AG tem responsabilidade por um plano de benefícios definidos.

Um plano de benefícios definidos é um plano de pensões que define o montante do benefício a ser atribuído, usualmente como uma função de um ou mais factores como idade, anos de serviço e compensação.

O passivo em relação aos planos de pensões de benefícios definidos é o valor presente da responsabilidade dos benefícios à data do balanço deduzido do justo valor dos activos do plano conjuntamente com ajustamentos de ganhos ou perdas actuariais e custos de serviços passados. A responsabilidade de planos de benefícios definidos é calculada anualmente por actuários independentes, usando o método das unidades de crédito projectadas. O valor presente da responsabilidade dos planos de benefícios definidos é determinada pelos exfluxos de caixa futuros usando taxas de juro de obrigações de tesouro que tenham termos de maturidade aproximados aos termos do passivo relacionado.

Os ganhos e as perdas actuariais provenientes de ajustamentos de experiência, alterações nos pressupostos actuariais e alterações aos planos de pensões, no excesso do maior entre 10% do valor dos activos do plano ou 10% das responsabilidades de benefícios definidos, são debitados ou creditados em resultados durante a vida média remanescente esperada de serviço dos empregados relacionados.

Obrigações com férias, subsídio de férias e subsídio de Natal

De acordo com a legislação vigente em Portugal, os colaboradores têm, anualmente, direito a um mês de férias e a um mês de subsídio de férias, direito esse adquirido no ano anterior ao do seu pagamento. Adicionalmente, os colaboradores têm, anualmente, direito a um mês de subsídio de natal, direito adquirido ao longo do ano e liquidado durante o mês de Dezembro de cada exercício civil. Assim, estas responsabilidades são registadas no período em que os colaboradores adquirem o respectivo direito, independentemente da data do seu pagamento.

Opções sobre acções

O Grupo tem por prática remunerar os serviços prestados por alguns dos seus colaboradores, através de um plano de atribuição de opções sobre acções, liquidado com base em capital próprio. O justo valor dos serviços recebidos é registado como um custo na demonstração dos resultados, por contrapartida de um incremento nos capitais próprios, ao longo do período de aquisição de direitos pelo colaborador. O valor total a registar como custo foi determinado com base no justo valor das opções atribuídas, que foi estimado apenas com recurso a condições de mercado. As condições de aquisição que não são as condições de mercado foram consideradas para estimar o número de opções que no final do período de aquisição terão direitos adquiridos. Em cada data de relato, a empresa revê a estimativa do número de opções que se espera que se tornem exercíveis e reconhece o impacto da revisão da estimativa original na demonstração dos resultados por contrapartida de capital próprio.

p) Provisões

São constituídas provisões no balanço sempre que: i) o Grupo tem uma obrigação presente, legal ou implícita, resultante de um acontecimento passado; ii) seja provável que uma diminuição, razoavelmente estimável, de recursos incorporando benefícios económicos será exigida para liquidar esta obrigação e; iii) que o seu valor é razoavelmente estimável. Provisões de reestruturação consistem em penalidades de cancelamento de locações e pagamentos derivados de benefícios de reformas antecipadas. Não são reconhecidas provisões para perdas operacionais futuras.

Quando existirem diversas obrigações semelhantes, a exigibilidade de redução da responsabilidade é determinada considerando a categoria das obrigações no conjunto. A provisão é reconhecida mesmo quando existe uma baixa probabilidade do pagamento relativo a cada um dos itens incluídos na mesma categoria de responsabilidade.

q) Reconhecimento do rédito

O rédito compreende os montantes facturados na venda de produtos e na prestação de serviços, líquidos do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e descontos, depois de eliminar as transacções intra-grupo. O rédito é reconhecido como se segue:

(a) Vendas de produtos

As vendas de produtos são reconhecidas quando uma entidade do Grupo forneça produtos ao cliente, o cliente aceite os produtos e a cobrança seja razoavelmente garantida.

A venda de software é normalmente efectuada sem direito de retorno, no entanto, caso haja alguma hipótese de devolução o Grupo estima à data de venda um montante para este tipo de retorno.

(b) Prestações de serviços

Os proveitos com projectos de consultoria em regime de 'time and materials' são reconhecidos na data da prestação dos serviços.

Os proveitos com projectos de consultoria em regime de contrato fechado ('turn key'), são reconhecidos através do método da percentagem de acabamento, com base nos totais de custos incorridos, facturação contratada, e estimativas de custos a incorrer preparadas pelos responsáveis técnicos de cada projecto, para conclusão dos mesmos. Desta forma, as rubricas de acréscimos de proveitos e proveitos diferidos são ajustadas de forma a demonstrar o resultado de cada projecto no final do período.

(c) Juros

Os juros recebidos são reconhecidos pelo princípio da especialização do exercício, tendo em consideração o montante em dívida e a taxa efectiva durante o período até à maturidade. Se um credor estiver sujeito a imparidade, o grupo reduz o valor ao seu valor recuperável, (cash-flow futuro estimado, descontado à taxa efectiva original do instrumento) e contabiliza o desconto como ganho financeiro.

(d) Dividendos

Os dividendos são reconhecidos quando existe o direito de os receber.

r) Subsídios

Os subsídios do governo são reconhecidos ao seu justo valor, quando existe uma garantia suficiente de que o subsídio venha a ser recebido e de que a Novabase cumpre com todas as condições para o receber.

Os subsídios atribuídos a fundo perdido para o financiamento de projectos de investigação e desenvolvimento estão registados em balanço, na rubrica de proveitos diferidos e são reconhecidos na demonstração dos resultados de cada exercício, proporcionalmente às amortizações das imobilizações subsidiadas.

Os subsídios à exploração destinam-se à cobertura dos custos, incorridos e registados, com o desenvolvimento de acções de formação profissional, sendo os mesmos reconhecidos em resultados à medida em que os custos são incorridos, independentemente do momento de recebimento do subsídio.

s) Locações

As locações nas quais uma parte significativa dos riscos e benefícios da propriedade é detida pelo locador são classificadas como locações operacionais. Os pagamentos efectuados nas locações operacionais, líquidos de quaisquer incentivos recebidos do locador, são registados na demonstração dos resultados pelo método das quotas constantes durante o período da locação.

Os contratos de locação financeira celebrados em relação a bens do imobilizado corpóreo são registados em contas de imobilizações sempre que o grupo assuma substancialmente todos os benefícios e riscos associados à propriedade dos respectivos bens. As locações financeiras são capitalizadas pelo princípio da locação ao valor mais baixo entre o justo valor do imobilizado corpóreo e o valor actualizado das rendas mínimas. Cada pagamento da locação é alocado entre o passivo e os custos financeiros no sentido de calcular uma taxa constante de remuneração da dívida. As responsabilidades de locações correspondentes, líquidas de custos financeiros, são registadas no passivo (curto e longo prazo). O elemento de juro do custo financeiro é registado na demonstração dos resultados durante o período da locação para produzir uma taxa de juro periódica constante no saldo remanescente do passivo para cada período. As imobilizações corpóreas adquiridas em locações financeiras são depreciadas durante o mais curto entre a vida útil e o termo de locação (4 anos).

t) Comparativos

As demonstrações financeiras consolidadas do período findo em 30 de Junho de 2006 são comparáveis em todos os aspectos materialmente relevantes com o período de 2005.

u) Instrumentos financeiros derivados

Os derivados são inicialmente reconhecidos pelo seu justo valor, na data em que o contrato de derivado é iniciado, e são subsequentemente remensurados pelo seu justo valor.

3. Política de gestão do risco financeiro

As actividades do Grupo Novabase expõem-na a uma variedade de riscos financeiros, incluindo os efeitos de alterações em preços de mercado da dívida e dos capitais próprios, taxas de câmbio e taxas de juro.

A imprevisibilidade dos mercados financeiros é analisada continuamente em consonância com a política de gestão de riscos do Grupo, de forma a minimizar potenciais efeitos adversos na sua performance financeira.

a) Risco de taxa de câmbio

O Grupo encontra-se exposto ao risco de flutuação cambial do dólar, dado que algumas subsidiárias (a TechnoTrend, a Celfocus e a Octal TV) efectuam transacções nesta moeda.

O departamento financeiro é responsável pelo acompanhamento da evolução cambial da moeda referida cima, procurando mitigar o impacto da flutuação cambial nos resultados consolidados.

Os contratos de fixação cambial existentes em 30.06.06, com o objectivo de ajudar a suportar o acerto cambial das dívidas em aberto a fornecedores em USD são 2 forwards simples de compra de USD:

  • Novabase compra 1.000.000 USD para 10/07/2006 ao câmbio 1.2775
  • Novabase compra 1.000.000 USD para 24/07/2006 ao câmbio 1.2785

b) Risco de fluxos de caixa e de justo valor

Os fluxos de caixa operacionais e financeiros do grupo são substancialmente independentes da flutuação dos mercados de taxa de juro.

O risco de taxa de juro do Grupo resulta de empréstimos a curto e longo prazo. Os empréstimos de taxa variável expõem o Grupo ao risco de fluxo de caixa relativo à taxa de juro. A Administração não considera economicamente necessária a implementação de uma política de gestão de risco de fluxo de caixa relativo à taxa de juro dado que a dívida remunerada do Grupo não é considerada materialmente relevante.

O Grupo contrata operações de factoring sem recurso com o objectivo de estabilizar os seus fluxos de caixa. Em 30.06.06, o saldo entregue a empresas de factoring era de 26 373m€.

c) Risco de crédito

A política do Grupo Novabase, em termos de risco de contraparte das operações financeiras, rege-se pela análise da capacidade técnica, competitividade, notação de crédito e exposição a cada contraparte, evitando concentrações significativas de risco de crédito. A contratação de operações de factoring sem recurso visa minimizar este risco (ver ponto anterior).

d) Risco de liquidez

O Grupo Novabase efectua uma gestão do risco de liquidez através da manutenção de saldos financeiros suficientes, facilidade na obtenção de fundos através de linhas de crédito adequadas. Dada a dinâmica do negócio do Grupo, a tesouraria tem como objectivo a manutenção da flexibilidade no financiamento de fluxos financeiros, ao assegurar a disponibilidade de linhas de crédito.

4. Estimativas e julgamentos contabilísticos mais relevantes

A preparação das demonstrações financeiras requer que a Administração efectue estimativas e que adopte pressupostos que afectam os activos e passivos, e as divulgações de activos e passivos contingentes à data de relato das demonstrações financeiras, bem como os valores reportados do rédito e das despesas incorridos durante o período de relato. Os resultados actuais podem vir a ser diferentes dos estimados.

a) Estimativa da imparidade do goodwill

O grupo Novabase testa anualmente, no segundo semestre de cada exercício económico, se o goodwill se encontra em imparidade, de acordo com a política contabilística referida na nota 2. Os valores recuperáveis das unidades geradoras de fluxos de caixa foram calculados de acordo com o seu valor em uso. Estes cálculos requerem o uso de estimativas. (Ver nota 8.)

Se as margens brutas esperadas nestas unidades geradoras de fluxos de caixa fossem 10% mais baixas do que as estimativas da administração ou se a taxa de desconto aplicada fosse 10% superior, não seria reconhecida qualquer imparidade adicional.

b) Impostos

O Grupo Novabase é sujeito à tributação em vários territórios, existindo, portanto, uma componente de julgamento quando se determina o cálculo da estimativa para impostos. Existem transacções para as quais o impacto fiscal não é certo. O Grupo reconhece passivos para ajustamentos que possam surgir durante uma revisão fiscal, com base na estimativa dos impostos que podem vir a ser pagos.

Quando o impacto fiscal é diferente dos montantes inicialmente registados, estas diferenças terão impacto no custo de imposto de rendimento e em imposto diferido, no período em que este cálculo é efectuado.

c) Rédito

O reconhecimento do rédito pelo Grupo Novabase relativamente a projectos em regime de "turn key"é feito com recurso a análises e estimativas da gestão no que concerne ao desenvolvimento actual e futuro dos projectos de consultoria, os quais podem vir a ter um desenvolvimento futuro diferente do orçamentado à presente data pelos responsáveis técnicos de cada projecto. Eventuais alterações de estimativa iriam influenciar as rubricas de acréscimos de proveitos e de proveitos diferidos no balanço e prestação de serviços na demonstração dos resultados.

5. Actividade por segmentos

Formato de relato principal - segmentos de negócio

Em 30 de Junho de 2006, o Grupo, no que diz respeito aos segmentos de negócios, encontra-se organizado da seguinte forma:

  • Consulting
  • Engineering
  • Digital TV
  • Outros

As empresas que compõem cada um dos segmentos de negócio são apresentadas na nota 6. Para efeitos de preparação desta informação, a Novabase S.G.P.S. e a Novabase Serviços foram consideradas como parte integrante do segmento de negócio do Consulting.

Os resultados por segmentos de negócio no 1º semestre de 2005, são analisados como segue:

Digital
Consulting Engineering TV Outros Novabase
Vendas e prestações de serviços 28 875 39 833 24 330 1 982 95 020
Resultados Operacionais 3 004 2 196 517 (82) 5 635
Custo líquido de financiamento (191) (487) (614) (32) (1 324)
Resultados antes impostos 2 813 1 709 (97) (114) 4 311
Impostos sobre resultados (644) (555) 138 622 (439)
Resultado das operações em continuação 2 169 1 154 41 508 3 872
Resultados das operações descontinuadas 560 - - - 560
Outras informações :
Amortizações e depreciações (1 692) (506) (460) (205) (2 863)
Imparidade de clientes (151) (19) - - (170)

Os resultados por segmentos de negócio no 1º semestre de 2006, são analisados como segue:

Digital
Consulting Engineering TV Outros Novabase
Vendas e prestações de serviços 33 975 50 903 39 338 1 212 125 428
Resultados Operacionais 3 828 1 377 (1 013) 1 042 5 234
Custo líquido de financiamento (255) (507) (639) - (1 401)
Perdas em filiais e associadas (nota 31) - (33) - (393) (426)
Resultados antes impostos 3 573 837 (1 652) 649 3 407
Impostos sobre resultados (435) (12) 377 28 (42)
Resultado das operações em continuação 3 138 825 (1 275) 677 3 365
Resultados das operações descontinuadas 68 - - - 68
Outras informações :
Amortizações e depreciações (1 549) (482) (462) (63) (2 556)
Imparidade de clientes (199) (32) (22) - (253)
Imparidade de inventários - (71) (2 251) - (2 322)

Os activos e passivos por segmentos de negócio, bem como os investimentos em activos fixos em 31 de Dezembro de 2005, são analisados como segue:

Digital
Consulting Engineering TV Outros Novabase
Activos 62 412 56 029 75 373 5 774 199 588
Associadas 24 55 - 1 656 1 735
Total do activo 62 436 56 084 75 373 7 430 201 323
Total do passivo 28 772 40 506 39 515 1 895 110 688
Investimento em activos fixos (12 meses) 1 861 1 670 2 247 172 5 950

Os activos e passivos por segmentos de negócio, bem como os investimentos em activos fixos em 30 de Junho de 2006, são analisados como segue:

Digital
Consulting Engineering TV Outros Novabase
Activos 72 691 63 851 67 980 2 167 206 689
Associadas 24 55 - 1 961 2 040
Total do activo 72 715 63 906 67 980 4 128 208 729
Total do passivo 27 913 41 820 32 319 996 103 048
Investimento em activos fixos (6 meses) 662 581 619 20 1 882

Os activos por segmento de mercado consistem em activos fixos tangíveis, activos fixos intangíveis, inventários, clientes e tesouraria operacional e exclui, fundamentalmente investimentos em empresas associadas e investimentos detidos para venda.

Os investimentos em activos fixos compreendem adições em activos tangíveis (Nota 7) e intangíveis (Nota 8).

Formato de relato secundário - segmentos geográficos

Em 30 de Junho de 2006, o Grupo, no que diz respeito aos segmentos geográficos, encontra-se organizado da seguinte forma:

  • Portugal
  • Alemanha
  • Outros

Os resultados por segmentos geográficos no 1º semestre de 2005, são analisados como segue:

Grupo
Portugal Alemanha Outros Novabase
Vendas e prestações de serviços 75 758 11 805 7 457 95 020
Resultados Operacionais 5 134 527 (26) 5 635
Custo líquido de financiamento (943) (379) (2) (1 324)
Resultados antes impostos 4 191 148 (28) 4 311
Impostos sobre resultados (601) 26 136 (439)
Resultado das operações em continuação 3 590 174 108 3 872
Resultados das operações descontinuadas 560 - - 560
Outras informações :
Amortizações e depreciações (2 638) (166) (59) (2 863)
Imparidade de clientes (78) (92) - (170)

Os resultados por segmentos geográficos no 1º semestre de 2006, são analisados como segue:

Grupo
Portugal Alemanha Outros Novabase
Vendas e prestações de serviços 94 064 11 680 19 684 125 428
Resultados Operacionais 4 557 468 209 5 234
Custo líquido de financiamento (1 115) (273) (13) (1 401)
Perdas em filiais e associadas (426) - - (426)
Resultados antes impostos 3 016 195 196 3 407
Impostos sobre resultados 17 (1) (58) (42)
Resultado das operações em continuação 3 033 194 138 3 365
Resultados das operações descontinuadas 68 - - 68
Outras informações :
Amortizações e depreciações (2 340) (152) (64) (2 556)
Imparidade de clientes (253) - - (253)
Imparidade de inventários (2 322) - - (2 322)

Os activos e passivos por segmentos geográficos, bem como os investimentos em activos fixos em 31 de Dezembro de 2005, são analisados como segue:

Grupo
Portugal Alemanha Outros Novabase
Activos 171 660 22 618 5 310 199 588
Associadas 1 735 - - 1 735
Total do activo 173 395 22 618 5 310 201 323
Investimento em activos fixos (12 meses) 5 118 674 158 5 950

Os activos e passivos por segmentos geográficos, bem como os investimentos em activos fixos em 30 de Junho de 2006, são analisados como segue:

Grupo
Portugal Alemanha Outros Novabase
Activos 179 484 13 410 13 795 206 689
Associadas 2 040 - - 2 040
Total do activo 181 524 13 410 13 795 208 729
Investimento em activos fixos (6 meses) 1 634 122 126 1 882

6. Empresas incluídas na consolidação

As empresas incluídas na consolidação pelo método integral, à data de 30 de Junho de 2006, eram as seguintes:

do grupo30.06.0631.12.05Filiais e AssociadasPaísEurosEuro'000Euro'000Empresa-Mãe:Novabase S.G.P.S.Lisboa - Portugal€ 15 700 69761 817(720)-Divisão Novabase Consulting:Novabase Consulting, S.A.Lisboa - Portugal€ 2 041 00012 397(175)96.3%96.3%Novabase B. I., S.A.Lisboa - Portugal€ 250 0006 02549796.3%96.3%Novabase Saúde, S.A.Lisboa - Portugal€ 2 500 000(48)(7)100.0%100.0%Novabase Core Fin. Software Sol., S.A. Lisboa - Portugal€ 100 0004498100.0%70.0%NBO Recursos em TILisboa - Portugal€ 50 0005 90418196.3%96.3%Novabase A. C. D., S.A.Lisboa - Portugal€ 750 0006 74428393.4%92.7%Novabase Consulting SGPS, S.A.Lisboa - Portugal€ 10 675 49818 803(100)96.3%96.3%Novabase Consulting Espanha, S.A.Madrid - Espanha€ 1 000 000(322)(45)100.0%100.0%Novabase E. A., S.A.Lisboa - Portugal€ 150 0003 15552296.3%96.3%CelFocus, S.A.Lisboa - Portugal€ 100 0004 6561 04853.0%53.0%Mentor, S.A.Lisboa - Portugal€ 50 000(241)(1)100.0%100.0%COLLAB – Sol. I. Com. e Colab., S.A.Lisboa - Portugal€ 50 000411(228)55.4%55.4% Cap. Social Cap. Próprios R. Líquidos % participação
Empresa Holding, empresas Sede e 30.06.06 30.06.06 30.06.06
-
Lisboa - Portugal€ 325 0008016153.9% SAF, S.A. 53.9%
Nbase International Investments B.V. Amsterd. - Holanda€ 1 220 800857(11)100.0% 100.0%
Divisão Novabase Engineering:
Novabase Infraestruturas, SGPS, S.A. Oeiras - Portugal€ 50 00014 927(4)87.3% 87.3%
Novabase IIS, S.A.Oeiras - Portugal€ 70 50011 00955787.3% 87.3%
Octal - Engenharia de Sistemas, S.A.Lisboa - Portugal€ 3 000 0007 594(470)100.0% 100.0%
Novabase Infr. Integracion S. Inf., S. A.Madrid - Espanha€ 120 202(204)107100.0% 100.0%
Gedotecome, Lda.Lisboa - Portugal€ 25 000(237)(71)100.0% 100.0%
ES IT International Trade & ServicesFribourg / SuiçaCHF 200 00085(7)99.9% 99.9%
Octal 2 MobileLisboa - Portugal€ 50 00086632780.0% 80.0%
Divisão Novabase Digital TV:
Techno Trend HoldingAmsterd. - Holanda€ 70 00046 0402150.0% 50.0%
Techno Trend AGErfurt - Alemanha€ 5 263 3205 31124844.1% 44.1%
Novabase Interactive TVLisboa - Portugal€ 278 125266(5)38.3% 38.3%
Octal TV , S.A.Lisboa - Portugal€ 250 0005 179(27)30.7% 30.7%
OnTV, S.A.Lisboa - Portugal€ 100 0001 6447019.5% 19.5%
Novabase Capital:
Novabase Capital SGCR, S.A.Lisboa - Portugal€ 2 500 0003 9431 118100.0% 100.0%
Sapi 2 ci, Consultadoria Informática, S.APorto - Portugal(*)€ 60 1002915650.0% 50.0%
Sapi 2 pi, Projectos Informáticos, Lda.(*)Porto - Portugal€ 5 00067550.0% 50.0%
Manchete, S.A.Lisboa - Portugal--- 50.0%
Fundo Capital RiscoLisboa - Portugal€ 7 142 8577 069(54)30.0% 30.0%
Serviços Partilhados Novabase :
Novabase Serviços, S.A.Lisboa - Portugal€ 250 000(347)(186)100.0% 100.0%

Os Capitais Próprios apresentados, bem como os Resultados Líquidos não incluem o efeito da equivalência patrimonial.

As empresas incluídas na consolidação pelo método de equivalência patrimonial, à data de 30 de Junho de 2006, eram as seguintes:

Cap. Social Cap. Próprios R. Líquidos % participação
Empresa Holding, empresas Sede e 30-Jun-06 30-Jun-06 30-Jun-06 do grupo
Filiais e Associadas País Euros Euro'000 Euro'000 30.06.06 31.12.05
(*) Superemprego, S. A. Lisboa - Portugal € 500 000 258 (15) 36.25% 36.25%
(*) Mind, S.A. (i) Lisboa - Portugal € 370 000 800 40 50.00% 50.00%
(*) Key Lab Lisboa - Portugal € 500 000 858 (218) 15.0% 15.0%

(*) As contas destas empresas não se encontravam encerradas na data de fecho das Contas Consolidadas.

(i) Em 31 de Dezembro de 2005, a Mind estava incluída nas demonstrações financeiras pelo método da consolidação proporcional.

7. Activos fixos tangíveis

Esta rubrica é analisada como segue:

30.06.06 31.12.05
Depreciações Valor Depreciações Valor
Custo Acumuladas Líquido Custo Acumuladas Líquido
Edifícios e outras construções 1 361 356 1 005 1 328 286 1 042
Equipamento básico 4 167 2 331 1 836 5 967 3 663 2 304
Equipamento de transporte 4 654 2 325 2 329 4 643 2 021 2 622
Ferramentas e utensílios 421 340 81 406 321 85
Equipamento administrativo 1 647 1 037 610 1 670 956 714
Outras imobilizações corpóreas 12 4 8 12 3 9
12 262 6 393 5 869 14 026 7 250 6 776

Os movimentos da rubrica de activos fixos tangíveis durante 2005, para o Grupo, são analisados como segue:

Saldo em01.01.05 Aquisições/ Dotações Abates Transferências Variaçõesperímetro Saldo em31.12.05
Custo :
Edifícios e outras construções 970 675 (317) - - 1 328
Equipamento básico 9 106 1 068 (4 140) - (67) 5 967
Equipamento de transporte 4 039 1 839 (1 235) - - 4 643
Ferramentas e utensílios 391 53 (38) - - 406
Equipamento administrativo 5 378 340 (4 048) - - 1 670
Outras imobilizações corpóreas 56 7 (51) 12
19 940 3 982 (9 829) - (67) 14 026
Depreciações Acumuladas :
Edifícios e outras construções 487 101 (302) - - 286
Equipamento básico 6 513 1 323 (4 127) - (46) 3 663
Equipamento de transporte 1 983 1 247 (1 209) - - 2 021
Ferramentas e utensílios 308 51 (38) - - 321
Equipamento administrativo 4 698 286 (4 028) - - 956
Outras imobilizações corpóreas 13 9 (19) - - 3
14 002 3 017 (9 723) - (46) 7 250

Os movimentos da rubrica de activos fixos tangíveis durante o 1º semestre de 2006, para o Grupo, são analisados como segue:

Saldo em01.01.06 Aquisições/ Dotações Abates Transferências Variaçõesperímetro Saldo em30.06.06
Custo :
Edifícios e outras construções 1 328 33 - - - 1 361
Equipamento básico 5 967 287 (1 771) 1 (317) 4 167
Equipamento de transporte 4 643 436 (359) - (66) 4 654
Ferramentas e utensílios 406 19 (4) - - 421
Equipamento administrativo 1 670 36 (25) (1) (33) 1 647
Outras imobilizações corpóreas 12 - - - - 12
14 026 811 (2 159) - (416) 12 262
Depreciações Acumuladas :
Edifícios e outras construções 286 70 - - - 356
Equipamento básico 3 663 575 (1 690) - (217) 2 331
Equipamento de transporte 2 021 589 (215) - (70) 2 325
Ferramentas e utensílios 321 23 (4) - - 340
Equipamento administrativo 956 124 (20) - (23) 1 037
Outras imobilizações corpóreas 3 1 - - - 4
7 250 1 382 (1 929) - (310) 6 393

A rubrica de 'Edifícios e outras construções' inclui activos no montante de 805m€ que se encontram em instalações alheias ao Grupo.

As dotações de depreciações foram incluídas em 'Amortizações e depreciações' (nota 29).

A rubrica de 'Equipamento de transporte' inclui a relevação contabilística dos contratos de locação financeira, como se detalha a seguir:

30.06.06 31.12.05
CustoDepreciações acumuladas 4 117(1 937) 4 052(1 618)
Valor líquido 2 180 2 434
30.06.06 30.06.05
Depreciações do período 546 473

8. Activos fixos intangíveis

Esta rubrica é analisada como segue:

30.06.06 31.12.05
Amortizações Valor Amortizações Valor
Custo Acumuladas Líquido Custo Acumuladas Líquido
Intang. desenvolvidos internamente 2 513 1 467 1 046 3 423 824 2 599
Propriedade industrial e outros direitos 11 732 4 826 6 906 11 682 4 117 7 565
Imobilizações em curso 2 193 - 2 193 1 305 - 1 305
Goodwill 26 750 - 26 750 27 164 - 27 164
43 188 6 293 36 895 43 574 4 941 38 633

Os movimentos da rubrica de activos fixos intangíveis durante 2005, para o Grupo, são analisados como segue:

Saldo em Aquisições P. Imparidade Variações Saldo em
01.01.05 / Dotações / Abates Transferências perímetro 31.12.05
5 420 130 (2 414) 396 (109) 3 423
10 078 80 (1 270) 2 794 - 11 682
328 1 373 - (396) - 1 305
29 294 385 - (2 515) - 27 164
45 120 1 968 (3 684) 279 (109) 43 574
824
3 613 1 764 (1 539) 279 - 4 117
6 389 2 960 (3 845) (502) (61) 4 941
2 776 1 196 (2 306) (781) (61)

Os movimentos da rubrica de activos fixos intangíveis durante o 1º semestre de 2006, para o Grupo, são analisados como segue:

Saldo em01.01.06 Aquisições/ Dotações P. Imparidade/ Abates Transferências Variaçõesperímetro Saldo em30.06.06
Custo :
Intang. desenvolvidos internamente 3 423 1 (57) 65 (919) 2 513
Propriedade industrial e outros direitos 11 682 95 (43) - (2) 11 732
Imobilizações em curso 1 305 975 - (65) (22) 2 193
Goodwill 27 164 - (213) - (201) 26 750
43 574 1 071 (313) - (1 144) 43 188
Amortizações Acumuladas :
Intang. desenvolvidos internamente 824 422 (56) 781 (504) 1 467
Propriedade industrial e outros direitos 4 117 752 (43) - - 4 826
4 941 1 174 (99) 781 (504) 6 293

O valor da rubrica de Propriedade industrial e outros direitos é discriminado como segue:

Negócio PrazoAmortização Empresa Custo deinvestimento Amortizaçõesacumuladas Valorlíquido
(i) ATX Projectos 10 anos Novabase Consulting 8 295 2 344 5 951
(ii) SAP e Meta4Outros 5 anos Novabase Serviços 2 1941 243 1 4111 071 783172
11 732 4 826 6 906

(i) Valor pago ao grupo Espírito Santo a título de aquisição de um contrato de prestação de serviços por um período de 6 a 10 anos.

(ii) Sistemas de informação de gestão (mySAP) e de recursos humanos (META4) para uso interno do Grupo.

Na rubrica Intangíveis desenvolvidos internamente, encontram-se relevados os custos incorridos no âmbito dos projectos, quer para desenvolvimento de programas informáticos, quer projectos em áreas específicas, por vezes com parcerias estrangeiras.

O movimento no goodwill bruto pode ser apresentado da seguinte forma:

30.06.06 31.12.05
Saldo 1 de Janeiro 28 570 30 700
(i) Variação de perímetro (201) -
(ii) Goodwill gerado no reforço de participação de subsidiárias - 168
(iii) Goodwill gerado na aquisição de novas subsidiárias - 217
(iv) Transferências - (2 515)
Saldo no fim do período 28 369 28 570

O movimento na imparidade do goodwill pode ser apresentado da seguinte forma:

30.06.06 31.12.05
Saldo 1 de Janeiro (1 406) (1 406)
(v) Perda de imparidade (213) -
Saldo no fim do período (1 619) (1 406)

(i) Em 2006, alienação da participação na Manchete.

(ii) Em 2005: Gedotecome, SAF, NBO (ver nota 6).

(iii) Em 2005: negócio da GT Informática.

(iv) Em 2005: este montante refere-se à ATX Projectos e foi transferido para a rubrica de 'propriedade industrial e outros direitos'.

(v) No corrente período foi registada uma perda por imparidade relativamente ao restante valor do goodwill apurado na aquisição da participada Mind. A perda por imparidade registada encontra-se relacionada com a incerteza associada à comercialização de alguns activos intangíveis desta subsidiária.

Teste de imparidade ao goodwill

O goodwill é alocado às Unidades Geradoras de Fluxos de Caixa identificadas de acordo com os segmentos de negócio.

30.06.06 31.12.05
Divisão Novabase Consulting 14 155 14 155
Divisão Novabase Engineering 731 731
Divisão Novabase Digital TV 11 517 11 517
(*) Novabase Capital 347 761
26 750 27 164

(*) Neste caso, as Unidades Geradoras de Fluxos de Caixa são as empresas nas quais foi gerado o goodwill.

No segundo semestre de 2005, para efeitos da análise de imparidade dos activos, foram efectuadas avaliações com recurso ao método dos Cash Flows descontados, que sustentam a recuperabilidade do valor do goodwill.

Para efeitos das referidas avaliações, foi utilizada uma taxa de actualização de 10.% num horizonte temporal de 5 anos. Consideraramse taxas de crescimento conservadoras para efeitos de cálculo do cash-flow, tendo-se considerado uma taxa de crescimento na perpetuidade de 3%.

As margens EBITDA foram estimadas a partir das verificadas em 2005. Considerou-se, para 2006, um crescimento nas vendas e prestações de serviços de 10%.

Em resultado da aplicação do método acima descrito, obtém-se um valor recuperável dos activos superior ao valor dos activos contabilísticos, concluindo-se assim não existir imparidade dos activos do grupo alocados às Unidades Geradoras de Fluxos de Caixa.

9. Investimentos em empresas associadas

Esta rubrica é analisada como segue:

% de participação Valor
30.06.06 31.12.05 30.06.06 31.12.05
Divisão 'Novabase Consulting' :
(i) Plano B 75% 75% 9 9
(ii) WRC 4% 4% 15 15
Divisão 'Novabase Engineering' :
(ii) Tape 1% 1% 4 4
(ii) Intelcart 10% 10% 2 2
(iv) TV Lab 45% 45% 49 49
'Novabase Capital' :
(iii) Key Lab (ver nota 6) 15% 15% 1 307 1 340
(ii) Forward 20% 20% 100 100
(ii) Dosapac 40% 40% 513 200
(ii) Segthor - 25 -
(v) Mind (ver nota 6) 50% 50% - -
Superemprego (ver nota 6) 36.25% 36.25% - -
Outras 16 16
2 040 1 735

(i) Empresas excluídas da consolidação por estarem inactivas.

(ii) Empresas excluídas da consolidação por não serem consideradas materialmente relevantes.

(iii) Este saldo inclui o goodwill apurado na data de aquisição desta participação financeira no montante de 1 270m €.

(iv) A TV Lab saiu do perímetro de consolidação, ficando o Grupo sem influência significativa na empresa.

(v) Devido a incertezas relativamente à recuperabilidade dos activos intangíveis da participada, o Grupo decidiu provisionar o valor da participação financeira e goodwill associado.

10. Activos e passivos por impostos diferidos

O Grupo Novabase regista nas suas contas o efeito fiscal decorrente das diferenças temporais que se verificam entre os resultados anuais determinados numa óptica contabilística e numa óptica fiscal, de acordo com o disposto na IAS 12 - Impostos sobre o Rendimento.

Os impostos diferidos somente são compensados quando existe um direito irrevogável para compensação e quando os impostos sobre rendimentos são relativos à mesma entidade fiscal. Os seguintes montantes foram determinados após a sua compensação no balanço:

30.06.06 31.12.05
Activos por impostos diferidos
Recuperável dentro de 12 meses 2 308 2 255
Recuperável após 12 meses 7 411 6 798
9 719 9 053
Passivos por impostos diferidos
Absorvido dentro de 12 meses - -
Absorvido após 12 meses 136 136
136 136
O movimento bruto nos activos por impostos diferidos foi o seguinte:
30.06.06 31.12.05
Saldo 1 de Janeiro 9 053 7 979
Variação de perímetro (74) (251)
Transferências 197 (48)
Efeito registado na demonstração dos resultados 543 1 373

Saldo no fim do período 9 053 9 719

Para o grupo, o movimento nos activos por impostos diferidos antes de compensação dos saldos dentro da mesma jurisdição fiscal no exercício é o seguinte:

PrejuízosFiscais AmortizaçãoAcelerada BenefíciosFiscais Provisões Total
Em 1 de Janeiro de 2005 4 857 496 1 990 636 7 979
Dotações Resultado Líquido 1 357 (166) 182 - 1 373
Transferências (48) (48)
Variação de Perímetro (251) - - - (251)
Em 31 de Dezembro de 2005 5 915 330 2 172 636 9 053
Dotações Resultado Líquido 854 (124) (187) - 543
Transferências 197 - - - 197
Variação de Perímetro (74) - - - (74)
Em 30 de Junho de 2006 6 892 206 1 985 636 9 719

11. Inventários

Esta rubrica é analisada como segue:

30.06.06 31.12.05
Mercadorias 11 922 11 362
Produtos acabados e intermédios 358 2 510
Matérias primas, subsidiárias e de consumo 8 894 5 011
Provisão para depreciação de inventários 21 174(7 763) 18 883(5 917)
13 411 12 966

No corrente período foi registado na rubrica de 'Outros ganhos e perdas líquidos' (nota 28) uma provisão para depreciação de inventários no montante de 2 322 mil euros.

No corrente exercício, foi efectuada uma utilização de provisões para depreciação de inventários no montante aproximado de 166m€.

12. Clientes e outras contas a receber

Esta rubrica é analisada como segue:

30.06.06 31.12.05
Clientes conta corrente 64 739 70 178
Clientes - títulos a receber 317 723
Clientes de cobrança duvidosa 2 134 2 403
Provisão para cobranças duvidosas (2 627) (2 471)
64 563 70 833
Adiantamentos a fornecedores 9 843 3 706
Pessoal 548 240
Impostos 589 673
Subsídios a receber do Fundo Social Europeu 355 346
Devedores de partes relacionadas 1 639 1 563
Alienações de participações financeiras 1 880 380
Outros 941 1 175
15 795 8 083
80 358 78 916

O Grupo reconheceu uma perda de imparidade de clientes de 253 mil euros (2005 : 390 mil euros), reconhecida na rubrica de 'Outras perdas líquidas'.

13. Acréscimos de proveitos

Os Acréscimos de proveitos são analisados como segue:

30.06.06 31.12.05
- Projectos em curso 17 334 14 013
- Outros acréscimos de proveitos 47717 811 27414 287

14. Outros activos correntes

Esta rubrica é analisada como segue:

30.06.06 31.12.05
- Manutenção de hardware e software 1 823 2 258
- Subcontratos 730 688
- Outros custos diferidos 1 512 835
4 065 3 781

Para o correcto balanceamento dos serviços prestados por terceiros, foram especializados custos e proveitos que serão reflectidos nos resultados do próximo período.

15. Activos financeiros disponíveis para venda

Os movimentos nesta rubrica são analisados como segue:

30.06.06 31.12.05
Saldo 1 de Janeiro 757 807
Alienações - (3)
Diferenças de justo valor reconhecidas em capital próprio 40 (47)
Saldo no fim do período 797 757
A rubrica de Activos disponíveis para venda é analisada como segue:
30.06.06 31.12.05
Acções
- Acções Portugal Telecom 578 523
- Acções PT Multimédia 219 234
797 757

16. Caixa e equivalentes a caixa

Com referência ao Mapa dos fluxos de caixa, para efeitos de determinação e discriminação dos Componentes de Caixa e seus equivalentes, esta rubrica é analisada como segue:

30.06.06 31.12.05
- Numerário 28 31
- Depósitos bancários a curto prazo 36 841 12 080
- Outras aplicações de tesouraria :
- Produtos financeiros em bancos nacionais 18 21 689
Caixa e equivalentes a caixa 36 887 33 800
- 'Overdrafts' (8 425) (2 167)
28 462 31 633

17. Activos não correntes classificados como disponíveis para venda

Em 2004, a Novabase optou por descontinuar as operações da Novabase Brasil. A actividade aqui desenvolvida era deficitária e exigia uma estrutura e um esforço de gestão e de tesouraria desproporcionados. No negócio da Formação, também em 2004, verificou-se uma situação semelhante, em que igualmente se optou pela descontinuação desta actividade tendo-se alienado as empresas que operavam nesta área de negócio. Foram, assim, provisionados ainda no exercício de 2004, os custos associados a estas duas decisões no valor de 1.8 e 2.2 milhões de euros, respectivamente.

Na sequência da alienação de 80% da participação da Novabase Brasil foi registada no decurso do 1.º semestre de 2005 a mais-valia de 560m€. Os restantes 20% detidos pela Novabase Consulting foram alienados no 1.º semestre de 2006, tendo sido registada a mais-valia de 68m€.

De seguida, faz-se a análise do resultado das operações descontinuadas bem como dos activos destas actividades.

30.06.06 30.06.05
Formação Brasil Formação Brasil
Receitas - 68 - 560
Despesas - - - -
Resultados antes de impostos das operações descontinuadas - 68 - 560
Impostos - - - -
Resultados depois de impostos das op. descontinuadas - 68 - 560
30.06.06 31.12.05
Formação Brasil Formação Brasil
Activos não correntes disponíveis para venda
Valor a receber da participação financeira 2 915 - 2 915 68
Provisões (2 915) - (2 915) (68)
- - - -

18. Capital Social, prémios de emissão, acções próprias e opções sobre acções

O Capital social de 15 700 697.00 euros, representado por 31 401 394 de acções de valor nominal de 0.5 euros cada uma, encontra-se integralmente realizado.

Em 1 de Junho de 2006, a Novabase S.G.P.S., S.A. procedeu a um aumento de capital de 1 337 815 euros, sendo o seu montante, integralmente subscrito e realizado, através da emissão de 2 675 629 novas acções ordinárias, com o valor nominal de 0.5 euros cada. 2 634 308 acções foram subscritas e realizadas ao preço de 4.96 €, 38 755 acções ao preço de 5.87 € e 2 566 acções ao preço de 6.10 €. Assim, a partir de 1 de Junho de 2006, o capital social passou a ser representado por 31 401 394 acções.

Número deAcções(milhares) CapitalSocial Prémios deemissão AcçõesPróprias Total
Em 1 de Janeiro de 2005 28 407 14 203 35 825 (4) 50 024
Aumento de Capital 319 160 1 427 - 1 587
Aquisição de acções próprias - - - (178) (178)
Cedência de acções próprias - - - 168 168
Em 31 de Dezembro de 2005 28 726 14 363 37 252 (14) 51 601
Aumento de Capital 2 675 1 338 11 961 - 13 299
Aquisição de acções próprias - - - (213) (213)
Cedência de acções próprias - - - 57 57
Em 30 de Junho de 2006 31 401 15 701 49 213 (170) 64 744

Em conformidade com a legislação em vigor, por deliberação em Assembleia Geral de 28 de Abril de 2003, a aquisição de acções próprias por parte da Novabase S.G.P.S. é permitida até ao limite máximo de 10% do seu capital social.

A 31 de Dezembro de 2005, a Novabase S.G.P.S. detinha em carteira 27 358 acções próprias, representativas de 0.10% do seu capital social.

Durante o 1º semestre de 2006, a empresa adquiriu em bolsa 428 049 acções próprias a um preço líquido médio de 6.46 euros e alienou em bolsa 114 484 acções próprias a um preço líquido médio de 6.61 euros.

A 30 de Junho de 2006, a Novabase S.G.P.S. detinha em carteira 340 923 acções próprias, representativas de cerca de 1.09% do seu capital social.

Opções sobre acções

Foi aprovado na Assembleia Geral de Accionistas de 19 de Abril de 2003 um Plano de Opção de Compra de Acções para o período 2003- 2005, que se segue ao anterior Plano de Opção de Compra de Acções aprovado para o período 2000-2002.

Enquanto no anterior Plano, ambas as componentes se referiam à vinculação e/ou ao desempenho verificado nos anos de 2000, 2001 e 2002, no Plano para o período de 2003-2005 poderão ser atribuídas opções de vinculação e/ou de desempenho relativos aos anos 2003, 2004 e 2005. De forma a aproximar a data de um bom desempenho num determinado exercício e o correspondente prémio, no referido Plano não foi considerado o período de 1 ano de carência, podendo o início do exercício de cada opção ser exercido logo no ano seguinte àquele a cujo desempenho se refere a avaliação. O período de exercício das opções passou para 3 anos neste Plano ao contrário do anterior em que era de 4 anos.

As opções atribuídas no âmbito das respectivas componentes até 31 de Dezembro de cada ano, podem ser exercidas faseadamente em três momentos, ocorrendo o primeiro momento associado à primeira componente anual de desempenho no dia 25 de Maio do ano imediatamente seguinte ao que o desempenho se refere e os restantes em igual dia (ou no dia útil imediatamente seguinte, se esse não o for) nos sucessivos meses de Maio, e em lotes correspondentes a 33% do número de Opções atribuídas.

Este novo Plano de Opção de Compra de Acções abrange todos os trabalhadores e membros do Conselho de Administração da Novabase e das restantes sociedades do grupo (considerando-se para o efeito sociedade do grupo aquela em que a Novabase detenha ou venha a deter, directa ou indirectamente, uma participação dominante no capital ou uma participação inferior a 50% no capital, juntamente com o controlo de gestão).

Em 2002 e em 2003, devido aos comportamentos dos mercados de capitais não foram exercidas quaisquer opções previstas no Plano de Opção de Compra de Acções.

As Acções correspondentes às Opções atribuídas mas ainda não exercidas ao abrigo do Plano de Opção de Compra de Acções referente ao período de 2000 a 2002 e do Plano referente aos exercícios de 2003 a 2005, não poderão exceder, a qualquer momento, e em relação ao volume total das acções representativas do capital social da Novabase nesse momento, o limite máximo total acumulado de 25%, correspondente a 12.5% por plano.

O Preço de Subscrição e/ou Aquisição das Acções objecto das Opções atribuídas em cada Componente Anual de Desempenho será definido em momento anterior à data de atribuição, devendo corresponder, em regra, ao que resultar da média aritmética dos preços, ponderada pelos respectivos volumes, das transacções das acções da Novabase ocorridas na Euronext Lisbon, nas sessões de Bolsa que tenham lugar entre 1 de Outubro e 31 de Dezembro do ano anterior àquele a que o desempenho respeita.

O Preço de Subscrição e/ou Aquisição das Acções objecto das Opções atribuídas na Componente Base de Vinculação será definido em momento anterior à data de atribuição, devendo corresponder, em regra, ao que resultar da média aritmética dos preços, ponderada pelos respectivos volumes, das transacções das acções da Novabase ocorridas na Euronext Lisbon, nas sessões de Bolsa que tenham lugar entre 1 de Outubro e 31 de Dezembro do ano anterior àquele em que as Opções são atribuídas.

Em Junho de 2005, teve lugar a terceira fase de subscrição de acções, tendo sido exercidas 319 058 opções de subscrição de acções da Novabase, das quais 314 971 acções foram subscritas e realizadas ao preço de 4.96 € e 4 087 acções ao preço de 5.87 €, correspondentes a 8.9% das opções atribuídas em condições de serem exercidas naquela data.

Em Junho de 2006, teve lugar a quarta fase de subscrição de acções em vigor, tendo sido exercidas 2 675 629 opções de subscrição de acções da Novabase, das quais 2 634 308 acções foram subscritas e realizadas ao preço de 4.96 €, 38 755 acções ao preço de 5.87 € e 2 566 acções ao preço de 6.10 €, correspondentes a 48.% das opções atribuídas em condições de serem exercidas naquela data.

É relevante mencionar que todos os planos à data de 30 de Junho de 2006 são considerados com liquidação com base em acções.

Os movimentos no número de opções sobre acções vivas são os seguintes:

30.06.06 31.12.05
Preço médiode exercíciopor acção Opções(milhares) Preço médiode exercíciopor acção Opções(milhares)
Em 1 de Janeiro 5 886 6 298
Atribuído 6.10 1 008 -
Exercido 4.97 (2 676) 4.96 (319)
Expirado 6.58 (1 473) (93)
No fim do período 2 745 5 886

As opções sobre acções em aberto no final do período têm a seguinte data de termo e os seguintes preços de exercício:

Preço de Opções (milhares)
Data de termo exercício 30.06.06 31.12.05
2006 8.23 - 718
2007 4.96 455 3 798
2007 5.87 1 285 1 370
2008 6.10 1 005 -
2 745 5 886

No 1º semestre de 2006 foram atribuídas 1008 opções ao abrigo do plano 2003-2005. Estas opções têm os direitos adquiridos na totalidade por decisão do Conselho de Administração, devendo ser liquidadas com base em acções.

O justo valor das opções atribuídas no período determinado utilizando o modelo de avaliação Black-Scholes foi de 478m€ (2005: 0). Os principais inputs do modelo foram os seguintes:

  • (i) Spot: 6.47€ média das cotações médias diárias desde o início do ano até à data de atribuição.
  • (ii) Preço de exercício: 6.1€
  • (iii) Volatilidade: 14.24% - calculada com base nas cotações dos 12 meses (aproximação da maturidade esperada) de 2005 (dado que o preço de exercício foi determinado com base nas cotações de 2005)
  • (iv) Maturidade esperada: 1.17 anos média ponderada entre 2, 14 e 26 meses
  • (v) Taxa de juro sem risco: 3.14% Euribor 12 meses na data de atribuição

A Novabase S. G. P. S. mantém dois acordos estabelecidos em 2004, no âmbito da actividade de "liquidity provider", com a Caixa –Banco de Investimento, S.A. (Caixa) e com o Banco de Investimento Global, S.A. (BIG) que visam fomentar a liquidez do título Novabase em bolsa.

As duas instituições financeiras, Caixa e BIG, celebraram, por seu turno, com a Euronext Lisbon, S.A. (Euronext) contratos de "Liquidity Provider" sobre as acções da Novabase. Estes contratos obrigam as instituições financeiras a expor ofertas de compra e venda durante a sessão de bolsa, com quantidades mínimas de compra e de venda e com um spread máximo entre a compra e a venda. Em contrapartida, a Euronext estabelece condições especiais favoráveis aos negócios efectuados no âmbito desta actividade e garante a sua monitorização e análise.

A actividade de market making passou a ser permitida no mercado nacional desde Março de 2004, na sequência da integração da bolsa Portuguesa na Euronext. A Novabase foi o segundo título da Euronext Lisbon a iniciar este tipo de contratos.

O Liquidity Provider é uma figura instituída pelo Grupo Euronext com o objectivo de:

    1. Fomentar a liquidez dos títulos relativamente aos quais o contrato é celebrado;
    1. Garantir os preços, as quantidades e os spreads sobre as acções da empresa sobre a qual é celebrado o contrato.

O contrato é celebrado entre a Euronext e uma entidade financeira que se obriga a:

a) Expor ofertas de compra e venda durante a sessão de bolsa;

b) Expor essas ofertas com quantidades mínimas de compra e de venda;

c) Expor essas ofertas com um spread máximo entre a compra e a venda (predefinido no contrato celebrado).

Como contrapartida, a Euronext estabelece condições especiais no preçário cobrado aos membros aquando da sua actuação como Liquidity Provider, não cobrando as comissões resultantes de negócios efectuados no âmbito desta actividade. A Euronext Lisbon garante a monitorização e a análise desta actividade.

A celebração dos referidos contratos consubstancia mais um passo importante no esforço desenvolvido pela Novabase - SGPS, SA para fomentar a liquidez do título em bolsa e o consequente aumento da visibilidade da acção.

Data de termo BIG Caixa
Limite máx. de acções 300 000 acções 400 000 acções
Obrigação ofertas firmes de compra e venda 5000 na Compra e Venda 2000 na Compra e Venda
Spread máx. 5 ticks (1%) 0.05 (~0,8%)
Duração Trimestral renovável por iguais períodos Trimestral renovável per. semestr

19. Reservas e resultados acumulados

De acordo com a legislação vigente, as empresas que constituem o Grupo Novabase são obrigadas a transferir para a rubrica de reservas legais, no mínimo, 5% do resultado líquido anual, até que a mesma atinja 20% do capital. Esta reserva não poderá ser distribuída aos accionistas, podendo, contudo, ser utilizada para absorver prejuízos.

Reservalegal Outrasreservase resultadosacumulados Reserva dejustovalor Reservasrelativasa stockoptions TOTAL
Saldo em 01.01.05 1 254 20 711 194 - 22 159
Aumento da reserva - 4 904 (47) - 4 857
Saldo em 31.12.05 1 254 25 615 147 - 27 016
Aumento da reserva 22 1 760 40 478 2 300
Saldo em 30.06.06 1 276 27 375 187 478 29 316

A Novabase S.G.P.S., S.A., desde a sua constituição, optou por nunca distribuir dividendos aos seus accionistas decidindo manter na Empresa os meios financeiros necessários ao seu desenvolvimento.

20. Interesses minoritários

Esta rubrica é analisada como segue:

30.06.06 31.12.05
Saldo em 1 de Janeiro 12 018 12 248
Ganhos e perdas actuariais - (58)
Variações de perímetro de consolidação (195) 993
Interesses minoritários de resultados (202) (1 165)
11 621 12 018

21. Empréstimos

Esta rubrica é analisada como segue:

30.06.06 31.12.05
Não correntes
Dívidas a instituições de crédito 8 250 10 604
Credores de locação financeira 1 840 1 552
10 090 12 156
Correntes
Dívidas a instituições de crédito 12 571 5 147
Credores de locação financeira 718 1 393
13 289 6 540
Total dos empréstimos 23 379 18 696

Os períodos em que as dívidas a instituições financeiras correntes serão negociadas com diferentes condições são as seguintes:

6 meses oumenos 6 a 12 meses Total
Em 31 de Dezembro de 2005 3 773 1 374 5 147
Em 30 de Junho de 2006 10 958 1 613 12 571

A maturidade das dívidas a instituições financeiras não correntes é como segue:

30.06.06 31.12.05
De 1 a 2 anos 2 700 5 162
De 2 a 5 anos 5 550 4 942
Mais de 5 anos - 500
8 250 10 604
As taxas de juro efectivas à data do Balanço eram as seguintes:
30.06.06 31.12.05
Dívidas a instituições de crédito 4.000% 3.600%
Contas bancárias a descoberto - "Overdrafts" 3.750% 3.785%
30.06.06 31.12.05
Credores de locação financeira - Rendas mínimas:
Até 1 ano 718 1 393
De 1 a 5 anos 1 840 1 552
2 558 2 945

22. Responsabilidades com planos de reforma

A TechnoTrend AG é detentora de um plano de reforma para os membros do seu 'management board'. A responsabilidade com este plano está incluída na rubrica de acréscimo de custos. O custo do exercício está registado na rubrica de custos com pessoal.

Esta rubrica é analisada como segue:

Responsabilidades de balanço relativas a:

31.12.05
436 434
436 434
30.06.06 31.12.05
39 65
65
30.06.0639

O montante relativo a planos de reforma que figura no balanço, é analisado como segue:

30.06.06 31.12.05
Valor presente da responsabilidade dos benefícios definidos 593 591
Justo valor dos activos do plano (157) (157)
436 434

O montante relativo a planos de reforma que figura na demonstração dos resultados, é analisado como segue:

30.06.06 31.12.05
Custo actual do serviço 30 49
Juros pagos 9 23
Retorno esperado dos activos do plano - (7)
Total, incluído nos custos com pessoal 39 65

Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas

O movimento nas contas de balanço é analisado como segue:

30.06.06 31.12.05
Saldo em 1 de Janeiro 434 271
Total de custos reconhecidos em Balanço - 169
Total de custos reconhecidos na demonstração dos resultados 39 65
Contribuições pagas (37) (71)
No fim do período 436 434

Os principais pressupostos actuariais utilizados são os seguintes:

30.06.06 31.12.05
Taxa de desconto 5.25% 4.60%
Retorno esperado dos activos do plano 5.25% 4.60%
Aumentos salariais futuros 2.00% 0.00%
Aumentos do plano previstos 2.00% 2.00%

23. Provisões

Os movimentos das Provisões são analisados como segue:

30.06.06 31.12.05
Saldo em 1 de Janeiro 591 168
Registadas em resultados:
Dotação do exercício - 100
Utilizações - (31)
Transferências (158) 354
Variação de perímetro (1) -
432 591

O saldo de provisões destina-se a fazer face, entre outras, às seguintes situações:

Garantias - Responsabilidade com custos a incorrer com a subcontratação de terceiros para assegurar o período de garantia relativo ao fornecimento de hardware no âmbito do negócio de Televisão (275m€).

Processos judiciais - Responsabilidade com indemnizações a terceiros relativas a processos judiciais em curso (100m€). A liquidação desta responsabilidade está dependente do desfecho judicial dosreferidos processos.

24. Fornecedores e outras contas a pagar

Esta rubrica é analisada como segue:

30.06.06 31.12.05
Fornecedores 42 137 41 458
Marketing 2 178 7 214
Remunerações, férias e subsídios de férias e de Natal 7 758 6 169
Projectos em curso 5 052 5 497
Imposto sobre o valor acrescentado 3 791 7 251
Contribuições para a segurança social 697 1 429
Retenção de impostos sobre os rendimentos 575 940
Colaboradores 1 256 1 675
Credores por subscrições não liberadas 537 537
Planos de pensões 436 434
Adiantamentos de clientes 637 208
Outros acréscimos de custos 2 535 2 375
Outros credores 2 614 2 918
70 203 78 105

25. Proveitos diferidos e outros passivos correntes

Esta rubrica é analisada como segue:

30.06.06 31.12.05
Subsídios
- Subsídios para investimentos 293 492
- Subsídios à formação 572 482
Projectos de consultoria 7 233 11 228
8 098 12 202

26. Fornecimentos e serviços externos

A rubrica de Fornecimentos e serviços externos é analisada como segue:

30.06.06 30.06.05
Subcontratos 9 154 7 187
Fornecimentos e serviços :
Água, electricidade e combustíveis 309 274
Utensílios, material de escritório e documentação técnica 190 277
Rendas e alugueres 1 026 1 031
Comunicações 329 351
Transporte de mercadorias 854 1 064
Seguros 446 337
Transportes, deslocações e estadias e despesas de representação 2 423 2 018
Comissões e honorários 3 552 2 747
Publicidade e propaganda 8 300 3 651
Trabalhos especializados 1 349 1 263
Outros fornecimentos e serviços 1 552 1 421
20 330 14 434
29 484 21 621

27. Gastos com o pessoal

A rubrica de Gastos com o pessoal é analisada como segue:

30.06.06 30.06.05
Remuneração dos órgãos sociais 2 693 1 858
Remuneração dos colaboradores 18 365 16 938
Encargos sobre remunerações 3 638 3 333
Stock options atribuídas aos colaboradores e aos orgãos sociais 478 -
Outros custos com o pessoal 417 826
25 591 22 955

O número médio de pessoal, por divisão, é analisado como segue:

30.06.06 30.06.05
Total Consultores Outros Total Consultores Outros
Divisão :
'Novabase Consulting' 839 839 - 733 733 -
'Novabase Engineering' 240 240 - 206 206 -
'Digital TV' 250 250 - 199 199 -
'Novabase Capital' : 21 21 - 33 33 -
Geral 90 - 90 91 - 91
1 440 1 350 90 1 262 1 171 91

28. Outras perdas líquidas

Esta rubrica é analisada como segue:

30.06.06 30.06.05
(i) Mais valia na alienação de participações financeiras 1 085 -
(Imparidade) / Reversão de imparidade de clientes (220) 208
Imparidade de inventários (2 322) (224)
Provisão para garantias (507) -
Provisão para processos judiciais com colaboradores - (100)
Outras provisões do exercício - (97)
Outros (124) (49)
(2 088) (262)

(i) Referente à alienação da participação na Manchete.

No 1º semestre de 2006, o Grupo alienou a sua participação de 50.001% na Manchete, sendo que o valor total da alienação foi de 1 500 m€, o qual se encontra na totalidade por liquidar à data de 30 de Junho de 2006.

Os activos e passivos da subsidiária alienados são os que se seguem:

Manchete
Caixa e equivalentes a caixa 68
Activos fixos tangíveis 117
Activos fixos intangíveis 10
Clientes e outras contas a receber e acréscimos de proveitos 475
Outros activos correntes 17
Empréstimos (62)
Provisões para riscos e encargos (1)
Fornecedores, outros credores e proveitos diferidos (214)
Acréscimos de custos (74)
Activos líquidos 336

29. Amortizações e depreciações

A rubrica de amortizações e depreciações é analisada como se segue:

30.06.06 30.06.05
Activos fixos tangíveis :
Edifícios e outras construções 70 27
Equipamento básico 575 662
Equipamento de transporte 589 499
Ferramentas e utensílios 23 24
Equipamento administrativo 124 139
Outras imobilizações corpóreas 1 14
1 382 1 365
Activos fixos intangíveis :
Intangíveis desenvolvidos internamente 422 603
Direitos contratuais e outros 752 895
1 174 1 498
2 556 2 863

30. Custo líquido de financiamento

A análise desta rubrica é a seguinte:

30.06.06 30.06.05
Juros obtidos 230 179
Diferenças de câmbio favoráveis 627 358
Outros ganhos financeiros 17 31
Juros pagos
- empréstimos (406) (305)
- contratos de locação (228) (201)
- factoring (370) (225)
- outros (24) (12)
Despesas com garantias bancárias (76) (75)
Serviços e comissões bancárias (91) (163)
Diferenças de câmbio desfavoráveis (988) (908)
Outras perdas financeiras (92) (3)
(1 401) (1 324)

31. Perdas em associadas

A análise desta rubrica é a seguinte:

Ganho / (Perda)
30.06.06 30.06.05
'Novabase Capital' :
Mind, S.A. (398) -
Forward - distribuição de dividendos 5 -
'Engineering:'
Key Lab (33) -
(426) -

32. Impostos sobre o rendimento

A análise desta rubrica é a seguinte:

30.06.06 30.06.05
Impostos correntes 585 1 147
Impostos diferidos relativos às diferenças temporárias (543) (708)
42 439

Para o grupo, o imposto sobre o rendimento do exercício difere do valor teórico usando a taxa média de impostos do país da empresa-mãe devido ao seguinte:

30.06.06 30.06.05
Resultado antes de impostos 3 407 4 311
Imposto à taxa nominal 937 1 186
Benefícios fiscais relativos à criação líquida de postos de trabalho (349) (409)
Amortizações e provisões não aceites para efeitos fiscais 89 63
Reconhecimento de imposto relativo a eventos de exercícios anteriores (458) (556)
Alienação de subsidiárias (298) (100)
Tributação autónoma 149 127
Prejuízos em empresas onde não são reconhecidos impostos diferidos 45 16
Despesas não aceites para efeitos fiscais 55 -
Benefício fiscal à Investigação e Desenvolvimento (122) -
Outros (6) 112
Imposto sobre lucros 42 439

33. Resultados por acção

Básico

O cálculo do resultado básico por acção baseia-se no lucro atribuível aos accionistas ordinários dividido pela média ponderada de acções ordinárias no período, excluindo acções ordinárias compradas pelo Grupo e detidos como acções próprias (Nota 18).

Diluído

O resultado diluído por acção é calculado ajustando o nº médio ponderado de acções ordinárias de forma a assumir a conversão de todas as potenciais acções ordinárias dilutivas. A Novabase tem apenas um tipo de potenciais acções ordinárias dilutivas: as stock options. Determinou-se o número de acções que seriam adquiridas ao justo valor (determinado pela média no período da cotação de mercado das acções da Novabase). Este número de acções assim determinado foi comparado com o número de acções que seriam emitidas se fossem exercidas todas as opções.

Os resultados por acção são analisados como segue:

30.06.06 30.06.05
Nº médio ponderado de acções ordinárias 29 171 703 28 459 883
Ajustamento relativo às stock options 291 017 545 752
Nº médio ponderado de acções ordinárias ajustado 29 462 720 29 005 635
Resultado das operações em continuação atribuível aos accionistas ordinários 3 567 544 3 186 145
Resultado por Acção - Básico - Euros 0.12 euros 0.11 euros
Resultado por Acção - Diluído - Euros 0.12 euros 0.11 euros
Resultado das operações descontinuadas atribuível aos accionistas ordinários 67 775 560 000
Resultado por Acção - Básico - Euros - 0.02 euros
Resultado por Acção - Diluído - Euros - 0.02 euros

34. Compromissos

Os compromissos financeiros que não figuram no balanço referentes a garantias bancárias prestadas a terceiros destinadas a servir de caução aos projectos em curso, são analisados como segue:

Banco 30.06.06 31.12.05
Novabase S.G.P.S. BPI 102 102
Novabase S.G.P.S. CGD - 40
Novabase S.G.P.S. BES 3 000 3 000
Novabase Consulting, S.A. BPI 1 228 1 054
Novabase Consulting, S.A. BES 4 956 4 956
Novabase B. I., S.A. BPI 100 132
Novabase B. I., S.A. BES 131 131
Novabase A. C. D., S.A. BPI 13 13
NBO Recursos em TI BPI - 7
Novabase Serviços, S.A. BPI 399 7
Novabase Serviços, S.A. BES - 428
Manchete, S.A. BPN - 9
SAF, S.A. BPI 5 9
Novabase Core Fin. Software Sol., S.A. BPI 2 2
CelFocus, S.A. BPI 417 417
Octal - Engenharia de Sistemas, S.A. BCP 910 910
Octal - Engenharia de Sistemas, S.A. BES 21 21
Octal - Engenharia de Sistemas, S.A. COSEC 98 98
Novabase IIS, S.A. CITIBANK - -
Novabase IIS, S.A. BNP PARIBAS 10 10
Novabase IIS, S.A. BES 1 290 1 003
Novabase IIS, S.A. BCP 10 10
Novabase Infr. Integracion S. Inf., S. A. LA CAIXA - 14
Novabase Infr. Integracion S. Inf., S. A. BES 79 75
Gedotecome, Lda. BCP 35 35
Octal TV , S.A. BCP 18 -
Octal TV , S.A. BBVA 237 237
13 061 12 720

A Novabase S.G.P.S. emitiu a favor da TT AG uma confort letter para garantir os empréstimos contraídos por esta.

35. Partes relacionadas

Para efeitos de apresentação destas demonstrações financeiras, são consideradas como partes relacionadas todas as filiais e associadas, accionistas com influência na gestão do Grupo e elementos-chave na gestão do Grupo.

As transacções realizadas com entidades relacionadas são detalhadas como segue:

i) Venda de bens e prestações de serviços

30.06.06 30.06.05
Grupo BES 3 855 4 248
3 855 4 248

As transacções acima identificadas foram praticadas a preços de mercado.

ii) Compras de bens e aquisição de serviços
30.06.06 30.06.05
Grupo BES - 33
- 33
iii) Remuneração / Benefícios dos principais elementos da gestão da empresa
30.06.06 30.06.05
benefícios/remunerações de curto prazo 2 654 1 829
benefícios/remunerações após reforma 39 29
benefícios/remunerações por cessão de contrato - -
2 693 1 858
iv) Saldos relativos a compras / vendas de bens e serviços
30.06.06 31.12.05
Devedores de partes relacionadas
Grupo BES 3 464 5 606
3 464 5 606

Em 30 de Junho de 2006 e em 31 de Dezembro de 2005, não houve necessidade de constituir provisões para os empréstimos concedidos a associadas.

v) Empréstimos de partes relacionadas

30.06.06 31.12.05
Grupo BES 5 950 6 800

36. Outras Informações

Em 30 de Junho de 2006 o Grupo era interveniente nos seguintes processos:

  • (i) Processo judicial instaurado por Drink In – Companhia de Indústria de Bebidas e Alimentação, S.A. contra participada da Novabase, através do qual aquela reclama o pagamento da quantia de aproximadamente 716 mil euros a título de alegada multa por atraso na conclusão de projecto de instalação de um sistema informático. Esta acção judicial foi contestada e foi deduzido pedido reconvencional no montante de cerca de 297 mil euros respeitante ao preço em dívida das diversas facturas do referido projecto. A instância encontra-se suspensa para uma tentativa de acordo entre as partes. O pedido de condenação da empresa participada da Novabase apresenta-se destituído de fundamento e representa um caso manifesto de abuso de direito.
  • (ii) Acção Declarativa Ordinária em que é Autora uma participada da Novabase e são Rés Air Luxor, S.A. e Air Luxor Tours-Operadores Turísticos, S.A., que visa obter a condenação das entidades acima identificadas ao pagamento de montantes em dívida relativos a serviços profissionais prestados e indemnização por incumprimento de contrato. Esta acção está em fase de audiência de discussão e julgamento. O valor do montante reclamado pela Autora (que inclui juros vencidos) é de 708 mil euros, dos quais 410 mil euros dizem respeito a dívida vencida e o restante refere-se a juros sobre este montante e indemnização por incumprimento de contrato. Por outro lado, contesta-se o pedido reconvencional apresentado pelas Rés supra identificadas, no montante total de € 2.8 Milhões de euros relativo a alegados danos patrimoniais sofridos em virtude de problemas de execução e implementação do sistema instalado pela Novabase, e danos não patrimoniais decorrentes de alegadas reclamações e danos de imagem. O estado do julgamento não permite antecipar o resultado final da acção, contudo, em relação ao pedido reconvencional, existem boas probabilidades de ser considerado improcedente, por não provado.
  • (iii) Existem 3 processos judiciais pendentes em Tribunal do Trabalho e 1 em Tribunal Cível, intentados contra 2 participadas da Novabase por ex-colaboradores das empresas, sendo o total dos potenciais encargos resultantes de decisões desfavoráveis a estes empresas de aproximadamente 96 mil euros, acrescido de juros de mora vencidos e vincendos até integral pagamento; em duas destas acções, uma decisão desfavorável implicará o pagamento de retribuições vencidas e vincendas até ao trânsito em julgado da decisão (acrescido de juros de mora vencidos e vincendos até integral pagamento) e indemnização a arbitrar pelo Tribunal, entre 15 e 45 dias de retribuição de base por cada ano de antiguidade. A maioria destas acções encontra-se a aguardar Audiência de Discussão e Julgamento.

(iv) A Novabase, Sociedade Gestora de Participações Sociais, S. A. e a Novabase Capital, gestão e Participação em Incitativas Empresariais na Nova Economia, SGPS, S. A. são Rés numa acção declarativa de condenação sob a forma de processo comum, em que é pedida a condenação das referidas empresas no pagamento de € 904.627,07, acrescida de juros legais, bem como os danos a apurar no decurso da acção ou em sede de execução de sentença. Esta acção está em fase de audiência de discussão e julgamento. No caso de uma decisão do Tribunal desfavorável à Novabase, Sociedade Gestora de Participações Sociais, S. A. e à Novabase Capital, Gestão e Participação em Incitativas Empresariais na Nova Economia, SGPS, S. A., os encargos que daí poderão advir para estas sociedades é o pagamento de € 904.627,07 (novecentos e quatro mil seiscentos e vinte e sete mil euros e sete cêntimos) acrescida de juros legais, bem como os danos a apurar no decurso da acção ou em sede de execução de sentença.

37. Eventos subsequentes à data de balanço

Até à data de conclusão deste relatório não ocorreram eventos relevantes que mereçam destaque.

DOCUMENTOS DO AUDITOR REGISTADO NA CMVM II.

(Página intencionalmente deixada em branco)

Membros do Conselho de Administração e Valores Mobiliários detidos por Órgãos Sociais III.

(Página intencionalmente deixada em branco)

VALORES MOBILIÁRIOS EMITIDOS PELA SOCIEDADE E POR SOCIEDADES COM AS QUAIS A NOVABASE SGPS TEM RELAÇÃO DE DOMÍNIO OU DE GRUPOS DETIDOS POR TITULARES DE ÓRGÃOS SOCIAIS DA NOVABASE SGPS E DAS OUTRAS SOCIEDADES

Capital SocialEuros Nº Total deAcções NºAcções/Quotasdetidas pelosÓrgãos Sociais em31.12.05 Transacções NºAcções/Quotasdetidas pelosÓrgãos Sociais em30.06.06 % detidapelos ÓrgãosSociais em30.06.2006
Novabase SGPS, S.A. 15 700 697 31 401 394 12 899 023 (705 125) 12 193 898 38.8%
José Afonso Oom Ferreira de Sousa 2 498 746 0 2 498 746 8.0%
Pedro Miguel Quinteiro Marques de Carvalho 2 498 697 0 2 498 697 8.0%
Rogério dos Santos Carapuça 1 884 787 0 1 884 787 6.0%
Luís Paulo Cardoso Salvado 1 786 790 0 1 786 790 5.7%
João Nuno da Silva Bento 1 783 563 0 1 783 563 5.7%
Álvaro José da Silva Ferreira 809 872 (5 006) 804 866 2.6%
João Filipe dos Santos Teixeira Neto 492 628 (492 628) 0 0.0%
João Vasco Tavares da Mota Ranito 492 628 0 492 628 1.6%
José Carlos de Almeida Pedro de Jesus 368 875 0 368 875 1.2%
Nuno Miguel Isidoro Duarte 207 491 (207 491) 0 0.0%
Manuel Saldanha Fortes Tavares Festas 74 946 0 74 946 0.2%
CelFocus 100 000 100 000 3 0 3 0.0%
Paulo Jorge Barros Pires Trigo 1 0 1 0.0%
Francisco Manuel Martins Pereira do Valle 1 0 1 0.0%
José Afonso Oom Ferreira de Sousa 1 0 1 0.0%
COLLAB – Sol. I. Com. e Colab., S.A. 50 000 50 000 18 750 0 18 750 37.5%
Álvaro José da Silva Ferreira 7 500 0 7 500 15.0%
João Nuno da Silva Bento 7 500 0 7 500 15.0%
Pedro Cabrita Quintas 3 750 0 3 750 7.5%
ES IT International Trade & Services, S.A. 200 000 2 000 1 0 1 0.1%
José Afonso Oom Ferreira de Sousa 1 0 1 0.1%
Manchete, S.A. 150 000 150 000 74 999 0 74 999 50.0%
Luis Carlos Feliciano da Mota 37 399 0 37 399 24.9%
Mª de Fátima da Silva Rebelo 37 400 0 37 400 24.9%
José Afonso Oom Ferreira de Sousa 100 0 100 0.1%
Manuel Tavares Festas 100 0 100 0.1%
Mind, S.A. 370 000 74 000 26 400 0 26 400 35.7%
João Carlos Martins Bernardo 10 980 0 10 980 14.8%
Rui Pedro Silva Casteleiro 10 980 0 10 980 14.8%
Bruno Cardoso Mendes 4 440 0 4 440 6.0%
NB Advanced Custom Development, S.A. 750 000 750 000 8 753 0 8 753 1.2%
João Pedro Silva 8 753 0 8 753 1.2%
Novabase Consulting SGPS, S.A. 10 675 498 10 675 498 394 117 0 394 117 3.7%
João Rafael Leitão Ivo da Silva 105 687 0 105 687 1.0%
Luís Miguel Mota da Cunha Lobo 107 299 0 107 299 1.0%
Nuno Carlos Dias Santos Fórneas 67 362 0 67 362 0.6%
Pedro Miguel Correia Vala Chagas 113 769 0 113 769 1.1%
NB Core Financial Software Solutions, S.A. 100 000 100 000 30 000 (30 000) 0 0.0%
Paulo Jorge Botelho Xardoné 15 000 (15 000) 0 0.0%
Fernando Miguel Figueira Tareco 15 000 (15 000) 0 0.0%
Novabase Infraestruturas, SGPS, S.A. 50 000 5 000 000 419 993 0 419 993 8.4%
Miguel Vicente 381 812 0 381 812 7.6%
Luís Dias 38 181 0 38 181 0.8%
Novabase Interactive TV 278 125 278 125 67 084 (33 542) 33 542 12.1%
José Carlos de Almeida Pedro de Jesus 33 542 0 33 542 12.1%
Octal2Mobile, S.A. 50 000 50 000 10 000 0 10 000 20.0%
Eduardo Carqueja 10 000 0 10 000 20.0%
OnTV 100 000 100 000 28 250 0 28 250 28.3%
Pedro Casqueiro 28 250 0 28 250 28.3%
SAF 325 000 325 000 24 375 0 24 375 7.5%
Mário Jacinto S. Oliveira L. Figueira 24 375 0 24 375 7.5%
SAPi2, S.A. 60 100 60 100 22 500 0 22 500 37.4%
Paulo Eduardo Simões de Abreu Cascais 7 500 0 7 500 12.5%
Jorge Humberto Ferreira Moreira 7 500 0 7 500 12.5%
José Manuel Gomes de Vasconcelos Diniz 7 500 0 7 500 12.5%
Tecnhotrend Holding, B.V. 70 000 7 000 000 3 500 000 0 3 500 000 50.0%
Heiko Kieser 3 110 300 0 3 110 300 44.4%
Michael Pauli 389 700 0 389 700 5.6%
TV Lab, S.A. 525 000 525 000 26 250 0 26 250 5.0%
António Precatado 26 250 0 26 250 5.0%

(Página intencionalmente deixada em branco)

CONTAS INDIVIDUAIS 1º semestre de 2006

(Página intencionalmente deixada em branco)

I. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS para os 6 meses findos em 30 de Junho de 2006

Balanço Individual em 30 de Junho de 2006

Notas 30.06.06 31.12.05
Activo
Activos fixos tangíveis 5 200 204
Investimentos em empresas subsidiáriasEmpréstimos a empresas subsidiárias 623 26 33513 488 27 15913 488
Activos por impostos diferidos 7 200 272
Total de Activos Não Correntes 40 223 41 123
Clientes e outras contas a receber 8 39 039 35 046
Imposto sobre o rendimento a receber 25 17
Outros activos correntes 13 16
Activos financeiros disponíveis para venda 10 797 757
Caixa e equivalentes a caixa 11 11 422 3 623
Total de Activos Correntes 51 296 39 459
91 519 80 582
Capitais Próprios
Capital social 12 15 701 14 363
Acções próprias 12 (170) (14)
Prémios de emissão 12 49 213 37 252
Reservas e resultados acumulados 13 (2 207) (1 300)
Resultado líquido 13 (720) 429
Total dos Capitais Próprios 61 817 50 730
Passivo
Empréstimos 14 8 250 9 600
Provisões - -
Impostos diferidos passivos 7 136 136
Total de Passivos Não Correntes 8 386 9 736
Empréstimos 14 2 824 2 200
Fornecedores e outras contas a pagar 15 18 483 17 904
Imposto sobre o rendimento a pagar 9 12
Total dos Passivos Correntes 21 316 20 116
Total do Passivo 29 702 29 852
91 519 80 582

Lisboa, 28 de Setembro de 2006

O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

(Valores expressos em milhares de Euros)

Demonstração dos Resultados Individuais

para os 6 meses findos em 30 de Junho de 2006

(Valores expressos em milhares de Euros)
6 M * 6 M *
Notas 30.06.06 30.06.05
Prestação de serviços 1 545 991
Fornecimentos e serviços externos 16 (352) (307)
Gastos com o pessoal 17 (1 185) (940)
Outros ganhos / (perdas) líquidos 18 (694) 168
Resultados Operacionais Brutos (686) (88)
Depreciações 19 (4) (5)
Resultados Operacionais (690) (93)
Ganho líquido de financiamento 20 49 79
Resultados Antes de Impostos (641) (14)
Impostos sobre o rendimento 21 (79) (21)
Resultado líquido (720) (35)

6 M * - período de 6 meses findo em

O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Demonstração dos Fluxos de Caixa Individuais para os 6 meses findos em 30 de Junho de 2006

(Valores expressos em milhares de Euros)
6 M * 6 M *
Notas 30.06.06 30.06.05
Actividades Operacionais
Recebimentos de clientes 1 510 416
Pagamentos a fornecedores (252) (273)
Pagamentos ao pessoal (818) (871)
Fluxo gerado pelas operações 440 (728)
Recebimentos / (pagamentos) de imposto sobre o rendimento (16) (2)
Outros recebimentos / (pagamentos) operacionais (472) (116)
(488) (118)
Fluxo das Actividades Operacionais (48) (846)
Actividades de Investimento
Recebimentos:
Juros e proveitos similares 61 83
Dividendos - -
61 83
Pagamentos:
Investimentos em filiais e associadas - -
- -
Fluxo das Actividades de Investimento 61 83
Actividades de Financiamento
Recebimentos:
Empréstimos obtidos - -
Financiamento de filiais 953 3 826
Aumentos de capital e prémios de emissão 12 13 299 1 587
Venda de acções próprias 12 757 188
15 009 5 601
Pagamentos:
Empréstimos obtidos (850) -
Financiamento de filiais (3 470) (7 690)
Juros e custos similares 20 (260) (212)
Aquisição de acções próprias 12 (2 767) (1 104)
(7 347) (9 006)
Fluxo das Actividades de Financiamento 7 662 (3 405)
Variação de caixa e seus equivalentes 7 675 (4 168)
Caixa e seus equivalentes no início do período 3 623 5 540
Caixa e seus equivalentes no fim do período 11 298 1 372

Mapa de Alterações aos Capitais Próprios Individuais

(Valores expressos em milhares de Euros)

Total dosCapitaisPróprios Capitalsocial Prémio deemissãode acções Acçõespróprias Reservaslegais (*) Ajustamento dReservas livrejusto valor e e resultadosoutras reservas acumulados stock options e s Reservasrelativas a
Saldos em 1 de Janeiro de 2005 48 903 14 203 35 825 (4) 1 254 194 (2 569) -
Ganhos/perdas justo valor líquido imp. (113) - - - - (113) - -
Ganhos líq. reconhecidos direct. em CP (113) - - - - (113) - -
Resultado líquido (35) - - - - - (35) -
Ganhos líq. reconhecidos no período (148) - - - - (113) (35) -
Aumento de capital 1 587 160 1 427 - - - - -
Compra e venda de acções próprias (916) - - (78) - - (838) -
Saldos em 30 de Junho de 2005 49 426 14 363 37 252 (82) 1 254 81 (3 442) -
Saldos em 1 de Janeiro de 2006 50 730 14 363 37 252 (14) 1 254 149 (2 274) -
Ganhos/perdas justo valor líquido imp. 39 - - - - 39 - -
Ganhos líq. reconhecidos direct. em CP 39 - - - - 39 - -
Resultado líquido (720) - - - - - (720) -
Ganhos líq. reconhecidos no período (681) - - - - 39 (720) -
Aumento de capital 13 299 1 338 11 961 - - - - -
Constituição de Reserva legal - - - - 22 - (22) -
Compra e venda de acções próprias (2 009) - - (156) - - (1 853) -
Stock Options - valor serviços prestados 478 - - - - - - 478
Saldos em 30 de Junho de 2006 61 817 15 701 49 213 (170) 1 276 188 (4 869) 478

(*) Estas reservas não podem ser distribuídas.

Notas às Demonstrações Financeiras Individuais para os 6 meses findos em 30 de Junho de 2006

1. Informação geral

A Novabase, Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA (adiante designada por Novabase ou Empresa), criada inicialmente sob a denominação de Novabase – Sistemas de Informação e Base de Dados, Lda., é a Empresa mais antiga do Grupo Novabase, detendo as participações sociais das restantes Empresas do Grupo. Constituída em 11 de Maio de 1989, teve como actividade principal a produção e comercialização de sistemas informáticos até ao final de 1999.

Em 23 de Dezembro de 1999, a Empresa alterou a sua denominação social e o seu objecto, convertendo-se numa sociedade gestora de participações sociais, tendo como objecto a gestão de participações sociais de outras empresas como forma indirecta de exercício de actividade económica.

A Novabase SGPS, S.A.,com sede em Portugal, está cotada na Euronext Lisbon.

Estas demonstrações financeiras foram autorizadas para emissão pelo Conselho de Administração em 28 de Setembro de 2006.

2. Políticas contabilísticas

Os principais critérios contabilísticos e valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras individuais encontram-se descritos abaixo. Estas políticas contabilísticas são apresentadas de maneira consistente nos períodos reflectidos nestas demonstrações financeiras.

a) Bases de preparação

As demonstrações financeiras intercalares para o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2006 foram preparadas em conformidade com o IAS 34 "Relato Financeiro Intercalar". Estas demonstrações financeiras intercalares foram também preparadas de acordo com as International Financial Reporting Standards - IFRS, emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e com as interpretações do International Financial Reporting Interpretation Commitee (IFRIC), tal como adoptados pela União Europeia, na data de preparação destas demonstrações financeiras.

Os seguintes normativos, interpretações e alterações foram publicados e são mandatórios para períodos contabilísticos que finalizam em 31 de Dezembro de 2006:

  • Alteração da IAS 19 Benefícios dos empregados (efectivo a partir de 1 de Janeiro de 2006). O Grupo decidiu manter a política contabilística anterior relativamente ao reconhecimento de ganhos e perdas actuariais.

de justo valor (efectivo a partir de 1 de Janeiro de 2006). Consideramos que o efeito na classificação e mensuração dos instrumentos financeiros relevados ao justo valor operados pelo Grupo não é relevante para as suas operações.

p p

  • Emenda à IAS 21 Os efeitos de Alterações em Taxas de Câmbio - Investimento Líquido numa Unidade Operacional Estrangeira (efectivo a partir de 1 de Janeiro de 2006). Consideramos que o efeito desta emenda não é relevante para o Grupo.

  • Emendas à IAS 39 Instrumentos financeiros: Reconhecimento e Mensuração e à IFRS 4 Contratos de Seguros - Contratos de Garantia Financeira (efectivo a partir de 1 de Janeiro de 2006). Consideramos que o efeito desta emenda não é relevante para o Grupo.

  • IFRS 6 Exploração e Avaliação de Recursos Minerais (efectivo a partir de 1 de Janeiro de 2006). Consideramos que o efeito deste normativo não é relevante para o Grupo.

  • IFRIC 4 Determinar se um Acordo contém uma Locação (efectivo a partir de 1 de Janeiro de 2006). Consideramos que o efeito desta interpretação não é relevante para o Grupo.

  • IFRIC 5 Direitos a Interesses resultantes de Fundos de Descomissionamento, Restauração e Reabilitação Ambiental (efectivo a partir de 1 de Janeiro de 2006). Consideramos que o efeito desta interpretação não é relevante para o Grupo.

  • IFRIC 6 Passivos decorrentes da participação em mercados específicos - Resíduos de equipamento eléctrico e electrónico (efectivo a partir de exercícios iniciados após 1 de Dezembro de 2005). Consideramos que o efeito desta interpretação não é relevante para o Grupo.

Os seguintes normativos, interpretações e alterações foram publicados, mas a sua adopção não é mandatória para 2006 e, consequentemente, o Grupo decidiu não proceder à sua adopção antecipadamente:

  • IFRIC 7 Aplicação da Abordagem pela Reexpressão segundo o IAS 29 Relato Fianceiro em Economias Hiperinflacionárias (efectivo para exercícios iniciados em ou após 1 de Março de 2006). Consideramos que o efeito desta interpretação não é relevante para o Grupo.

  • IFRS 7 Instrumentos Financeiros: Divulgação de Informações (efectivo a partir de 1 de Janeiro de 2007). Consideramos que o efeito deste normativo não será relevante para o Grupo. O IFRS 7 introduz novas divulgações para melhorar o relato financeiro sobre instrumentos financeiros, o que irá necessitar divulgações qualitativas e quantitativas sobre a exposição do Grupo a riscos associados a instrumentos financeiros.

  • Emenda à IAS 1 Iapresentação de Demonstrações Financeiras - Informações a prestar em matéria de capital (efectivo a partir de 1 de Janeiro de 2007). Consideramos que o efeito desta emenda não é relevante para o Grupo.

As demonstrações financeiras da Novabase foram preparadas segundo o princípio do custo histórico excepto no que respeita aos activos detidos para venda e instrumentos financeiros derivados.

A preparação das demonstrações financeiras em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites requer o uso de estimativas e pressupostos que afectam as quantias reportadas de activos e passivos, assim como as quantias reportadas de proveitos e custos durante o período de relato. Apesar destas estimativas serem baseadas no melhor conhecimento da gestão em relação aos eventos e acções correntes, os resultados actuais podem, em última instância, diferir destas estimativas. As áreas que envolvem um grau maior de julgamento ou complexidade, ou áreas em que pressupostos e estimativas sejam significativas para as demonstrações financeiras são apresentadas na nota 4.

b) Investimentos em empresas subsidiárias

As participações financeiras em filiais e associadas são registadas pelo seu valor de aquisição.

c) Transacções em moedas estrangeiras

(1) Moeda de mensuração

As demonstrações financeiras da Novabase S. G. P. S. são apresentadas em milhares de Euros. O Euro é a moeda funcional e de apresentação.

(2) Transacções e saldos

As transacções em moeda estrangeira são transpostas para a moeda funcional utilizando as taxas de câmbio prevalecentes à data da transacção. Os ganhos e as perdas cambiais resultantes da liquidação destas transacções e da transposição no fim do ano dos activos e passivos monetários denominados em moeda estrangeira são reconhecidos na demonstração dos resultados.

As diferenças de câmbio em itens não monetários são relatadas na demonstração dos resultados como parte de um ganho ou perda ao seu justo valor. As diferenças de câmbio em itens monetários, como por exemplo, acções classificadas como detidas para venda, são incluídas em reservas nos capitais próprios.

d) Activos fixos tangíveis

Os activos fixos tangíveis são compostos essencialmente por edifícios e outras construções. Os activos fixos tangíveis são registados ao custo de aquisição, líquido de depreciações acumuladas. Considera-se, como custo de aquisição, os custos directamente atribuíveis à aquisição dos activos (soma do respectivo preço de compra com os gastos suportados directa ou indirectamente para o colocar no seu estado actual).

Os custos subsequentes são incluídos no valor contabilístico do activo ou são reconhecidos como um activo separadamente, apenas quando seja provável a existência de benefícios económicos futuros associados ao bem e quando o custo puder ser fiavelmente mensurado. Todas as outras despesas de manutenção, conservação e reparação são registadas na demonstração dos resultados durante o período financeiro em que são incorridas.

As depreciações são calculadas pelo método das quotas constantes, durante as suas vidas úteis estimadas como se segue:

N.º de anos
• Edifícios e outras construções 20 a 50
• Equipamento básico 3 a 4

O valor residual de um activo e a sua vida útil são revistos e ajustados, caso necessário, na data de relato.

Quando a quantia registada de um activo é superior ao seu valor recuperável, esta é ajustada para o seu valor recuperável.

Os ganhos e as perdas gerados nas alienações de activos são determinados pela comparação do valor de venda com o montante líquido registado e são incluídos no resultado do período.

e) Imparidade dos activos

Os activos que não têm uma vida útil definida não são sujeitos a amortizações, mas são sujeitos anualmente a testes de imparidade. Os activos que são sujeitos a amortização são revistos anualmente para determinar se houve imparidade, quando eventos ou circunstâncias indicam que o seu valor registado pode não ser recuperável. Uma perda por imparidade é reconhecida pelo excesso do valor contabilístico sobre o seu valor recuperável, que é definido como o mais alto entre o valor líquido de venda (líquido de custos de alienação do activo) e o seu valor de uso.

f) Investimentos

A Novabase classifica os seus investimentos de acordo com as seguintes categorias: (i) empréstimos e devedores e (ii) activos disponíveis para venda. A classificação é dependente do propósito para o qual os investimentos foram adquiridos ou efectuados. A Administração determina a classificação dos seus investimentos à data de aquisição e reavalia essa classificação à data de relato.

(a) Empréstimos e devedores

Os empréstimos e devedores são activos financeiros sem características de derivados com pagamentos fixos ou determináveis, e que não são cotados num mercado activo. Este tipo de investimento surge quando o grupo fornece dinheiro, bens ou serviços directamente a um cliente sem a intenção de negociar esta dívida. Os devedores são incluídos no activo corrente, excepto para saldos com maturidades de mais de 12 meses da data de balanço que são classificados como activos não correntes. Os devedores são incluídos no balanço na categoria de clientes e outros devedores.

(b) Activos disponíveis para venda

Os activos disponíveis para venda são activos sem características de derivados que ou se enquadram nesta categoria ou não são alocáveis a outra categoria. São incluídos em activos não correntes, a não ser que a gestão tenha uma intenção expressa de deter o investimento durante menos de 12 meses após a data do balanço.

As aquisições e alienações de investimentos são reconhecidas à data da transacção, que é a data em que a Novabase S. G. P. S. se compromete na aquisição ou alienação do activo. Os activos disponíveis para venda são subsequentemente registados ao seu justo valor.

Os ganhos e as perdas não realizados, provenientes de alterações nos justos valores de activos não monetários classificados como disponíveis para venda, são reconhecidos no capital próprio. Quando estes activos classificados como disponíveis para venda são vendidos ou sujeitos a perdas por imparidade, os ajustamentos cumulativos de justo valor são incluídos na demonstração dos resultados como ganhos e perdas em investimentos financeiros.

Os justos valores de investimentos em empresas cotadas são baseados em preços de mercado correntes. Se não existir um mercado activo para um activo financeiro (e para títulos não cotados), a Novabase S. G. P. S. determina o justo valor através da aplicação de técnicas de avaliação. Estas técnicas incluem o uso de transacções comerciais recentes, a referência a outros instrumentos com características semelhantes, a análise de fluxos de caixa descontados e modelos de avaliação de opções modificados para incorporar as características específicas do emitente.

A Novabase S. G. P. S. avalia, em cada data de balanço, se há uma evidência objectiva de que um activo financeiro ou um grupo de activos financeiros sofreram uma perda por imparidade. Se existir uma diminuição no justo valor por um período prolongado dos activos disponíveis para venda, a perda cumulativa - calculada pela diferença entre o custo de aquisição e o justo valor corrente, menos qualquer perda por imparidade nesse activo financeiro que já foi reconhecida em resultados - é anulada através do capital próprio e reconhecida no resultado do período. As perdas por imparidade em investimentos financeiros que já foram reconhecidas em resultados não são anuladas por via da demonstração dos resultados.

g) Clientes

Os saldos de clientes são reconhecidos, inicialmente, ao seu justo valor e são relevados, subsequentemente, ao custo deduzido da provisão para perdas por imparidade. Esta provisão é estabelecida quando existe evidência objectiva de que a Novabase S. G. P. S. não é capaz de cobrar todos os montantes devidos, de acordo com os termos originalmente estabelecidos para liquidação das dívidas de terceiros. O montante da provisão é a diferença entre o montante registado e o valor recuperável, sendo este o valor presente dos cash-flows esperados, descontados à taxa efectiva. O valor da provisão é reconhecido na demonstração dos resultados do período.

h) Caixa e equivalentes a caixa

Esta rubrica inclui caixa, depósitos à ordem em bancos e outros investimentos de curto prazo de alta liquidez com maturidades de três meses e descobertos bancários. Os descobertos bancários são incluídos na rubrica de empréstimos bancários nos passivos correntes no balanço.

i) Capital social

As acções ordinárias são classificadas em capital próprio.

Os custos directamente atribuíveis à emissão de novas acções ou opções são apresentados como uma dedução, líquida de impostos, ao valor recebido resultante desta emissão. Os custos directamente imputáveis à emissão de novas acções ou opções, ou para a aquisição de um negócio, são incluídos no custo de aquisição como parte do valor da compra.

Quando a Novabase S. G. P. S. adquire acções próprias, o montante pago é deduzido ao total dos capitais próprios atribuível aos accionistas, e apresentado como acções próprias, até à data em que estas são canceladas, reemitidas ou vendidas. Quando tais acções são subsequentemente vendidas ou reemitidas, o montante recebido é novamente incluído nos capitais próprios atribuíveis aos accionistas.

j) Empréstimos

Os empréstimos são reconhecidos, inicialmente, ao seu justo valor, líquido dos custos de transacção incorridos. Os empréstimos são, subsequentemente, registados ao custo amortizado; qualquer diferença entre os montantes recebidos (líquidos de custos de transacção) e o valor a pagar são reconhecidos na demonstração dos resultados durante o período dos empréstimos usando o método da taxa efectiva.

Os empréstimos são classificados como passivos correntes, a não ser que o grupo tenha o direito incondicional para diferir a liquidação do passivo por mais de 12 meses após a data do balanço.

Os custos com juros relativos a empréstimos obtidos são registados na rubrica de custo líquido de financiamento na demonstração dos resultados.

k) Impostos diferidos

Os impostos diferidos são calculados pelo método da responsabilidade de balanço, determinado pelas diferenças temporárias entre os valores contabilísticos dos activos e passivos nas demonstrações financeiras e as respectivas bases de tributação. No entanto, não são calculados impostos diferidos sobre as diferenças de reconhecimento inicial de activos e passivos numa transacção relativa à concentração de actividades empresariais, quando as mesmas não afectam nem o resultado contabilístico nem o resultado fiscal no momento da transacção.

Os impostos diferidos activos são reconhecidos sempre que seja provável que sejam gerados lucros fiscais futuros contra os quais as diferenças temporárias possam ser utilizadas.

l) Benefícios a empregados

Bónus

A Novabase S. G. P. S. reconhece um passivo e um custo por bónus, baseado numa fórmula que considere o resultado distribuível aos empregados depois de certos ajustamentos.

Responsabilidades por férias, subsídio de férias e subsídio de Natal

De acordo com a legislação vigente, os trabalhadores têm, anualmente, direito a um mês de férias e a um mês de subsídio de férias, direito esse adquirido no ano anterior ao do seu pagamento. Adicionalmente, os trabalhadores têm, anualmente, direito a um mês de subsídio de natal, direito adquirido ao longo do ano e liquidado durante o mês de Dezembro de cada exercício civil. Assim, estas responsabilidades são registadas no período em que os trabalhadores adquirem o respectivo direito, independentemente da data do seu pagamento.

Opções sobre acções

O Empresa tem por prática remunerar os serviços prestados por alguns dos seus colaboradores, através de um plano de atribuição de opções sobre acções, liquidado com base em capital próprio. O justo valor dos serviços recebidos é registado como um custo na demosntração dos resultados, por contrapartida de um incremento nos capitais próprios, ao longo do período de aquisição de direitos pelo colaborador. O valor total a registar como custo foi determinado com base no justo valor das opções atribuídas, que foi estimado apenas com recurso a condições de mercado. As condições de aquisição que não são as condições de mercado foram consideradas para estimar o número de opções que no final do período de aquisição terão direitos adquiridos. Em cada data de relato, a empresa revê a estimativa do número de opções que se espera que se tornem exercíveis e reconhece o impacto da revisão da estimativa original na demonstração dos resultados por contrapartida de capital próprio.

A Novabase S. G. P. S. transfere este custo para as suas filiais.

m) Provisões

São constituídas provisões no balanço sempre que: i) a Novabase S. G. P. S. tem uma obrigação presente, legal ou implícita, resultante de um acontecimento passado; ii) seja provável que uma diminuição, razoavelmente estimável, de recursos incorporando benefícios económicos será exigida para liquidar esta obrigação e; iii) que o seu valor é razoavelmente estimável. Provisões de reestruturação consistem em penalidades de cancelamento de locações e pagamentos derivados de benefícios de reformas antecipadas. Não são reconhecidos provisões para perdas operacionais futuras.

Quando existirem diversas obrigações semelhantes, a exigibilidade de redução da responsabilidade é determinada considerando a categoria das obrigações no conjunto. A provisão é reconhecida mesmo quando existe uma baixa probabilidade do pagamento relativo a cada um dos itens incluídos na mesma categoria de responsabilidade.

n) Reconhecimento do rédito

O rédito compreende os montantes facturados na prestação de serviços líquidos do Imposto sobre o Valor Acrescentado e descontos. O rédito é reconhecido como se segue:

(a) Prestações de serviços

Os proveitos são reconhecidos na data da prestação dos serviços.

(b) Juros

Os juros recebidos são reconhecidos pelo princípio da especialização do exercício, tendo em consideração o montante em dívida e a taxa efectiva durante o período até à maturidade. Se um credor estiver sujeito a imparidade, a Novabase S. G. P. S. reduz o valor ao seu valor recuperável, (cash-flow futuro estimado, descontado à taxa efectiva original do instrumento) e contabiliza o desconto como ganho financeiro.

(c) Dividendos

Os dividendos são reconhecidos quando existe o direito de os receber.

o) Locações

As locações nas quais uma parte significativa dos riscos e benefícios da propriedade é detida pelo locador são classificadas como locações operacionais. Os pagamentos efectuados nas locações operacionais, líquidos de quaisquer incentivos recebidos do locador, são registados na demonstração dos resultados pelo método das quotas constantes durante o período da locação.

Os contratos de locação financeira celebrados em relação a bens do imobilizado corpóreo são registados em contas de imobilizações sempre que a Novabase S. G. P. S. assuma substancialmente todos os benefícios e riscos associados à propriedade dos respectivos bens. As locações financeiras são capitalizadas pelo princípio da locação ao valor mais baixo entre o justo valor do imobilizado corpóreo e o valor actualizado das rendas mínimas. Cada pagamento da locação é alocado entre o passivo e os custos financeiros no sentido de calcular uma taxa constante de remuneração da dívida. As responsabilidades de locações correspondentes, líquidas de custos financeiros, são registadas no passivo (curto e longo prazo). O elemento de juro do custo financeiro é registado na demonstração dos resultados durante o período da locação para produzir uma taxa de juro periódica constante no saldo remanescente do passivo para cada período. As imobilizações corpóreas adquiridas em locações financeiras são depreciadas durante o mais curto entre a vida útil e o termo de locação (4 anos).

p) Comparativos

As demonstrações financeiras individuais do período findo em 30 de Junho de 2006 são comparáveis em todos os aspectos materialmente relevantes com o período findo em 30 de Junho de 2005.

q) Instrumentos financeiros derivados

Os derivados são inicialmente reconhecidos pelo seu justo valor, na data em que o contrato de derivado é iniciado, e são subsequentemente remensurados pelo seu justo valor.

3. Política de gestão do risco financeiro

As actividades da Novabase S. G. P. S. expõem-na a uma variedade de riscos financeiros, incluindo os efeitos de alterações em preços de mercado da dívida e dos capitais próprios e taxas de juro.

A imprevisibilidade dos mercados financeiros é analisada continuamente em consonância com a política de gestão de riscos da Novabase S. G. P. S., de forma a minimizar potenciais efeitos adversos na sua performance financeira.

a) Risco de fluxos de caixa e de justo valor

Os fluxos de caixa operacionais e financeiros da Novabase S. G. P. S. são substancialmente independentes da flutuação dos mercados de taxa de juro. A Novabase S. G. P. S. não possui activos de valor material que rendam juros.

O risco de taxa de juro da Novabase S. G. P. S. resulta de empréstimos a curto e longo prazo. Os empréstimos de taxa variável expoem a Novabase S. G. P. S. ao risco de fluxo de caixa relativo à taxa de juro. A Administração não considera economicamente necessária a implementação de uma política de gestão de risco de fluxo de caixa relativo à taxa de juro dado que a dívida remunerada da Novabase S.G.P.S. não é considerada materialmente relevante.

b) Risco de crédito

A política da Novabase S. G. P. S., em termos de risco de contraparte das operações financeiras, rege-se pela análise da capacidade técnica, competitividade, notação de crédito e exposição a cada contraparte, evitando concentrações significativas de risco de crédito.

c) Risco de liquidez

A Novabase S. G. P. S. efectua uma gestão prudente do risco de liquidez através da manutenção de saldos financeiros suficientes, facilidade na obtenção de fundos através de linhas de crédito adequadas. Dada a dinâmica do negócio do Grupo, a tesouraria tem como objectivo a manutenção da flexibilidade no financiamento de fluxos financeiros, ao assegurar a disponibilidade de linhas de crédito.

4. Estimativas e julgamentos contabilísticos mais relevantes

A preparação das demonstrações financeiras requer que a Administração efectue estimativas e que adopte pressupostos que afectam os activos e passivos, e as divulgações de activos e passivos contingentes à data de relato das demonstrações financeiras, bem como os valores reportados do rédito e das despesas incorridos durante o período de relato. Os resultados actuais podem vir a ser diferentes dos estimados.

Impostos

A Novabase S. G. P. S. efectua transacções para as quais o impacto fiscal não é certo. A Novabase S. G. P. S. reconhece passivos para ajustamentos que possam surgir durante uma revisão fiscal, com base na estimativa dos impostos que podem vir a ser pagos.

Quando o impacto fiscal é diferente dos montantes inicialmente registados, estas diferenças terão impacto no custo de imposto de rendimento e em imposto diferido, no período em que este cálculo é efectuado.

5. Activos fixos tangíveis

Esta rubrica é analisada como segue:

30.06.06 31.12.05
Custo DepreciaçõesAcumuladas ValorLíquido Custo DepreciaçõesAcumuladas ValorLíquido
Edifícios e outras construçõesEquipamento básico 54446 34446 200- 54446 34145 2031
590 390 200 590 386 204

Os movimentos da rubrica de activos fixos tangíveis durante 2005, em base individual, são analisados como segue:

Saldo em Aquisições Saldo em
01.01.05 / Dotações Abates Transferências 31.12.05
Custo :
Edifícios e outras construções 544 - - - 544
Equipamento básico 46 - - - 46
590 - - - 590
Depreciações Acumuladas :
Edifícios e outras construções 336 5 - - 341
Equipamento básico 42 3 - - 45
378 8 - - 386

Os movimentos da rubrica de activos fixos tangíveis durante o 1º semestre de 2006, em base individual, são analisados como segue:

Saldo em01.01.06 Aquisições/ Dotações Abates Transferências Saldo em30.06.06
Custo :
Edifícios e outras construções 544 - - - 544
Equipamento básico 46 - - - 46
590 - - - 590
Depreciações Acumuladas :
Edifícios e outras construções 341 3 - - 344
Equipamento básico 45 1 - - 46
386 4 - - 390

6. Investimentos em empresas subsidiárias

Em 30 de Junho de 2006, as empresas subsidiárias da Novabase S. G. P. S. eram as seguintes:

Sede e Cap. Próprios % participação Custo de aquisição
Empresa Subsidiária País 30.06.06 30.06.06 31.12.05 30.06.06 31.12.05
Novabase Serviços, S.A. Lisboa - Portugal (347) 100.0% 100.0% 250 250
Novabase Consulting SGPS, S.A. Lisboa - Portugal 18 803 96.3% 96.3% 10 319 10 319
Mentor, S.A. Lisboa - Portugal (241) 100.0% 100.0% 46 46
Novabase Saúde, S.A. Lisboa - Portugal (48) 100.0% 100.0% 2 305 2 305
Novabase Core Fin. Software Sol., S.A. Lisboa - Portugal 44 100.0% 70.0% 954 954
Techno Trend Holding Amsterd. - Holanda 46 040 50.0% 50.0% 713 713
Techno Trend AG Erfurt - Alemanha 5 311 6.6% 6.6% 2 264 2 264
Novabase Interactive TV Lisboa - Portugal 266 0.8% 0.8% 7 7
TVLab, S.A. Lisboa - Portugal 86 45.0% 45.0% 236 236
Octal - Engenharia de Sistemas, S.A. Lisboa - Portugal 7 594 100.0% 100.0% 3 299 3 299
Nbase International Investments B.V. Amsterd. - Holanda 857 100.0% 100.0% 1 058 1 058
Novabase Capital SGCR, S.A. Lisboa - Portugal 3 943 100.0% 100.0% 4 704 4 704
(*) Sapi 2 ci, Consultadoria Informática, S.A. Porto - Portugal 291 50.0% 50.0% 978 978
(*) Mind, S.A. Lisboa - Portugal 800 50.0% 50.0% 824 824
(*) Key Lab Lisboa - Portugal 858 15.0% 15.0% 1 300 1 300
Outros 2 2
29 259 29 259
Provisão para investimentos em empresas subsidiárias (2 924) (2 100)
26 335 27 159

(*) As contas destas empresas não se encontravam encerradas na data de fecho das Contas.

Os valores dos capitais próprios apresentados não incluem o efeito da equivalência patrimonial.

No corrente período foi registada uma perda por imparidade relativa à Mind no montante de 824 m€.

7. Activos e passivos por impostos diferidos

A Novabase S. G. P. S. regista nas suas contas o efeito fiscal decorrente das diferenças temporais que se verificam entre os resultados anuais determinados numa óptica contabilística e numa óptica fiscal, de acordo com o disposto na IAS 12 - Impostos sobre o Rendimento.

30.06.06 31.12.05
Activos por impostos diferidos
Recuperável dentro de 12 meses - -
Recuperável após 12 meses 200 272
200 272
Passivos por impostos diferidos
Absorvido dentro de 12 meses - -
Absorvido após 12 meses 136 136
136 136

O movimento bruto nos activos por impostos diferidos foi o seguinte:

30.06.06 31.12.05
Saldo 1 de Janeiro 272 294
(Custo) / Proveito registado na demonstração dos resultados (72) (22)
Saldo no fim do período 200 272

8. Clientes e outras contas a receber

Esta rúbrica é analisada como segue:

30.06.06 31.12.05
Clientes conta corrente
- Partes relacionadas - nota 22 4 703 5 932
- Outros 28 13
Clientes de cobrança duvidosa 290 290
Provisão para cobranças duvidosas (290) (290)
4 731 5 945
Adiantamentos a fornecedores 7 27
Partes relacionadas - nota 22 33 320 28 992
Pessoal 83 57
Outros 898 25
34 308 29 101
39 039 35 046

A Novabase S. G. P. S. não reconheceu no período qualquer perda por imparidade . No 1º semestre de 2005, tinha reconhecido uma perda de imparidade de 117m€.

9. Acréscimos de proveitos

Os Acréscimos de proveitos são analisados como segue:

30.06.06 31.12.05
- Stock Options 478 -
- Bónus 400 -
- Outros acréscimos de proveitos 29 12
907 12

10. Activos financeiros disponíveis para venda

Os movimentos nesta rubrica são analisados como segue:

30.06.06 31.12.05
Saldo 1 de Janeiro 757 807
Alienações - (3)
Diferenças de justo valor registadas em capital próprio 40 (47)
Saldo no fim do período 797 757
A rubrica de Activos financeiros disponíveis para venda é analisada como segue:
30.06.06 31.12.05
Títulos negociáveis :
- Acções Portugal Telecom 578 523
- Acções PT Multimédia 219 234
797 757

11. Caixa e equivalentes a caixa

Com referência ao Mapa dos fluxos de caixa, para efeitos de determinação e discriminação dos Componentes de Caixa e seus equivalentes, esta rubrica é analisada como segue:

30.06.06 31.12.05
- Depósitos bancários a curto prazo- Outras aplicações de tesouraria : 11 422 1 123
- Produtos financeiros em bancos nacionais - 2 500
Caixa e equivalentes a caixa 11 422 3 623
- 'Overdrafts' (124) -
11 298 3 623

12. Capital Social, prémios de emissão, acções próprias e opções sobre acções

O Capital social de 15 700 697.00 euros, representado por 31 401 394 de acções de valor nominal de 0.5 euros cada uma, encontra-se integralmente realizado.

Em 1 de Junho de 2006, a Novabase S.G.P.S., S.A. procedeu a um aumento de capital de 1 337 815 euros, sendo o seu montante, integralmente subscrito e realizado, através da emissão de 2 675 629 novas acções ordinárias, com o valor nominal de 0.5 euros cada. 2 634 308 acções foram subscritas e realizadas ao preço de 4.96 €, 38 755 acções ao preço de 5.87 € e 2 566 acções ao preço de 6.10 €. Assim, a partir de 1 de Junho de 2006, o capital social passou a ser representado por 31 401 394 acções.

Número deAcções(milhares) CapitalSocial Prémios deemissão AcçõesPróprias Total
Em 1 de Janeiro de 2005 28 407 14 203 35 825 (4) 50 024
Aumento de Capital 319 160 1 427 - 1 587
Aquisição de acções próprias - - - (178) (178)
Cedência de acções próprias - - - 168 168
Em 31 de Dezembro de 2005 28 726 14 363 37 252 (14) 51 601
Aumento de Capital 2 675 1 338 11 961 - 13 299
Aquisição de acções próprias - - - (213) (213)
Cedência de acções próprias - - - 57 57
Em 30 de Junho de 2006 31 401 15 701 49 213 (170) 64 744

Em conformidade com a legislação em vigor, por deliberação em Assembleia Geral de 28 de Abril de 2003, a aquisição de acções próprias por parte da Novabase S.G.P.S. é permitida até ao limite máximo de 10% do seu capital social.

A 31 de Dezembro de 2005, a Novabase S.G.P.S. detinha em carteira 27 358 acções próprias, representativas de 0.10% do seu capital social.

Durante o 1º semestre de 2006, a empresa adquiriu em bolsa 428 049 acções próprias a um preço líquido médio de 6.46 euros e alienou em bolsa 114 484 acções próprias a um preço líquido médio de 6.61 euros.

A 30 de Junho de 2006, a Novabase S.G.P.S. detinha em carteira 340 923 acções próprias, representativas de cerca de 1.09% do seu capital social.

Opções sobre acções

Foi aprovado na Assembleia Geral de Accionistas de 19 de Abril de 2003 um Plano de Opção de Compra de Acções para o período 2003-2005, que se segue ao anterior Plano de Opção de Compra de Acções aprovado para o período 2000-2002.

Enquanto no anterior Plano, ambas as componentes se referiam à vinculação e/ou ao desempenho verificado nos anos de 2000, 2001 e 2002, no Plano para o período de 2003-2005 poderão ser atribuídas opções de vinculação e/ou de desempenho relativos aos anos 2003, 2004 e 2005. De forma a aproximar a data de um bom desempenho num determinado exercício e o correspondente prémio, no referido Plano não foi considerado o período de 1 ano de carência, podendo o início do exercício de cada opção ser exercido logo no ano seguinte àquele a cujo desempenho se refere a avaliação. O período de exercício das opções passou para 3 anos neste Plano ao contrário do anterior em que era de 4 anos.

As opções atribuídas no âmbito das respectivas componentes até 31 de Dezembro de cada ano, podem ser exercidas faseadamente em três momentos, ocorrendo o primeiro momento associado à primeira componente anual de desempenho no dia 25 de Maio do ano imediatamente seguinte ao que o desempenho se refere e os restantes em igual dia (ou no dia útil imediatamente seguinte, se esse não o for) nos sucessivos meses de Maio, e em lotes correspondentes a 33% do número de Opções atribuídas.

Este novo Plano de Opção de Compra de Acções abrange todos os trabalhadores e membros do Conselho de Administração da Novabase e das restantes sociedades do grupo (considerando-se para o efeito sociedade do grupo aquela em que a Novabase detenha ou venha a deter, directa ou indirectamente, uma participação dominante no capital ou uma participação inferior a 50% no capital, juntamente com o controlo de gestão).

Em 2002 e em 2003, devido aos comportamentos dos mercados de capitais não foram exercidas quaisquer opções previstas no Plano de Opção de Compra de Acções.

As Acções correspondentes às Opções atribuídas mas ainda não exercidas ao abrigo do Plano de Opção de Compra de Acções referente ao período de 2000 a 2002 e do Plano referente aos exercícios de 2003 a 2005, não poderão exceder, a qualquer momento, e em relação ao volume total das acções representativas do capital social da Novabase nesse momento, o limite máximo total acumulado de 25%, correspondente a 12.5% por plano.

O Preço de Subscrição e/ou Aquisição das Acções objecto das Opções atribuídas em cada Componente Anual de Desempenho será definido em momento anterior à data de atribuição, devendo corresponder, em regra, ao que resultar da média aritmética dos preços, ponderada pelos respectivos volumes, das transacções das acções da Novabase ocorridas na Euronext Lisbon, nas sessões de Bolsa que tenham lugar entre 1 de Outubro e 31 de Dezembro do ano anterior àquele a que o desempenho respeita.

O Preço de Subscrição e/ou Aquisição das Acções objecto das Opções atribuídas na Componente Base de Vinculação será definido em momento anterior à data de atribuição, devendo corresponder, em regra, ao que resultar da média aritmética dos preços, ponderada pelos respectivos volumes, das transacções das acções da Novabase ocorridas na Euronext Lisbon, nas sessões de Bolsa que tenham lugar entre 1 de Outubro e 31 de Dezembro do ano anterior àquele em que as Opções são atribuídas.

Em Junho de 2005, teve lugar a terceira fase de subscrição de acções, tendo sido exercidas 319 058 opções de subscrição de acções da Novabase, das quais 314 971 acções foram subscritas e realizadas ao preço de 4.96 € e 4 087 acções ao preço de 5.87 €, correspondentes a 8.9% das opções atribuídas em condições de serem exercidas naquela data.

Em Junho de 2006, teve lugar a quarta fase de subscrição de acções em vigor, tendo sido exercidas 2 675 629 opções de subscrição de acções da Novabase, das quais 2 634 308 acções foram subscritas e realizadas ao preço de 4.96 €, 38 755 acções ao preço de 5.87 € e 2 566 acções ao preço de 6.10 €, correspondentes a 48.% das opções atribuídas em condições de serem exercidas naquela data.

É relevante mencionar que todos os planos à data de 30 de Junho de 2006 são considerados com liquidação com base em acções.

Os movimentos no número de opções sobre acções vivas são os seguintes:

30.06.06 31.12.05
Preço médiode exercíciopor acção Opções(milhares) Preço médiode exercíciopor acção Opções(milhares)
Em 1 de Janeiro 5 886 6 298
Atribuído 6.10 1 008 -
Exercido 4.97 (2 676) 4.96 (319)
Expirado 6.58 (1 473) (93)
No fim do período 2 745 5 886

As opções sobre acções em aberto no final do período têm a seguinte data de termo e os seguintes preços de exercício:

Preço de Acções (milhares)
Data de termo exercício 30.06.06 31.12.05
2006 8.23 - 718
2007 4.96 455 3 798
2007 5.87 1 285 1 370
2008 6.10 1 005 -
2 745 5 886

No 1º semestre de 2006 foram atribuídas 1008 opções ao abrigo do plano 2003-2005. Estas opções têm os direitos adquiridos na totalidade por decisão do Conselho de Administração, devendo ser liquidadas com base em acções.

O justo valor das opções atribuídas no período determinado utilizando o modelo de avaliação Black-Scholes foi de 478m€ (2005: 0). Os principais inputs do modelo foram os seguintes:

  • (i) Spot: 6.47€ média das cotações médias diárias desde o início do ano até à data de atribuição.
  • (ii) Preço de exercício: 6.1€
  • (iii) Volatilidade: 14.24% - calculada com base nas cotações dos 12 meses (aproximação da maturidade esperada) de 2005 (dado que o preço de exercício foi determinado com base nas cotações de 2005)
  • (iv) Maturidade esperada: 1.17 anos média ponderada entre 2, 14 e 26 meses
  • (v) Taxa de juro sem risco: 3.14% Euribor 12 meses na data de atribuição

A Novabase S. G. P. S. mantém dois acordos estabelecidos em 2004, no âmbito da actividade de "liquidity provider", com a Caixa –Banco de Investimento, S.A. (Caixa) e com o Banco de Investimento Global, S.A. (BIG) que visam fomentar a liquidez do título Novabase em bolsa.

As duas instituições financeiras, Caixa e BIG, celebraram, por seu turno, com a Euronext Lisbon, S.A. (Euronext) contratos de "Liquidity Provider" sobre as acções da Novabase. Estes contratos obrigam as instituições financeiras a expor ofertas de compra e venda durante a sessão de bolsa, com quantidades mínimas de compra e de venda e com um spread máximo entre a compra e a venda. Em contrapartida, a Euronext estabelece condições especiais favoráveis aos negócios efectuados no âmbito desta actividade e garante a sua monitorização e análise.

A actividade de market making passou a ser permitida no mercado nacional desde Março de 2004, na sequência da integração da bolsa Portuguesa na Euronext. A Novabase foi o segundo título da Euronext Lisbon a iniciar este tipo de contratos.

  • O Liquidity Provider é uma figura instituída pelo Grupo Euronext com o objectivo de:
    1. Fomentar a liquidez dos títulos relativamente aos quais o contrato é celebrado;
    1. Garantir os preços, as quantidades e os spreads sobre as acções da empresa sobre a qual é celebrado o contrato.

O contrato é celebrado entre a Euronext e uma entidade financeira que se obriga a:

  • a) Expor ofertas de compra e venda durante a sessão de bolsa;
  • b) Expor essas ofertas com quantidades mínimas de compra e de venda;

c) Expor essas ofertas com um spread máximo entre a compra e a venda (predefinido no contrato celebrado).

Como contrapartida, a Euronext estabelece condições especiais no preçário cobrado aos membros aquando da sua actuação como Liquidity Provider, não cobrando as comissões resultantes de negócios efectuados no âmbito desta actividade. A Euronext Lisbon garante a monitorização e a análise desta actividade.

A celebração dos referidos contratos consubstancia mais um passo importante no esforço desenvolvido pela Novabase - SGPS, SA para fomentar a liquidez do título em bolsa e o consequente aumento da visibilidade da acção.

Data de termo BIG Caixa
Limite máx. de acções 300 000 acções 400 000 acções
Obrigação ofertas firmes de compra e venda 5000 na Compra e Venda 2000 na Compra e Venda
Spread máx. 5 ticks (1%) 0.05 (~0,8%)
Duração Trimestral renovável por iguais períodos Trimestral renovável per. semestr

13. Reservas e resultados acumulados

De acordo com a legislação vigente, a Novabase S. G. P. S. é obrigada a transferir para a rubrica de reservas legais, no mínimo, 5% do resultado líquido anual, até que a mesma atinja 20% do capital. Esta reserva não poderá ser distribuída aos accionistas, podendo, contudo, ser utilizada para absorver prejuízos.

Reservalegal Outrasreservase resultadosacumulados Reserva dejustovalor Reservasrelativasa stockoptions TOTAL
Saldo em 01.01.05 1 254 (2 569) 194 - (1 121)
Aumento da reserva - 295 (45) - 250
Saldo em 31.12.05 1 254 (2 274) 149 - (871)
Aumento da reserva 22 (2 595) 39 478 (2 056)
Saldo em 30.06.06 1 276 (4 869) 188 478 (2 927)

A Novabase S.G.P.S., S.A., desde a sua constituição, optou por nunca distribuir dividendos aos seus accionistas decidindo manter na Empresa os meios financeiros necessários ao seu desenvolvimento.

14. Empréstimos

Esta rubrica é analisada como segue:

30.06.06 31.12.05
Não correntes
Dívidas a instituições de crédito 8 250 9 600
8 250 9 600
Correntes
Dívidas a instituições de crédito 2 824 2 200
2 824 2 200
Total dos empréstimos 11 074 11 800

A maturidade das dívidas a instituições financeiras não correntes é como segue:

30.06.06 31.12.05
De 1 a 2 anos 2 700 4 400
De 2 a 5 anos 5 550 4 700
Mais de 5 anos - 500
8 250 9 600

As taxas de juro efectivas à data do Balanço eram as seguintes:

Dívidas a instituições de crédito 4.000% 3.600%
Contas bancárias a descoberto - "Overdrafts" 3.750% 3.785%

30.06.06 31.12.05

15. Fornecedores e outras contas a pagar

Esta rubrica é analisada como segue:

30.06.06 31.12.05
Fornecedores 94 115
Acréscimos de custos
- Pessoal 743 251
- Outros acréscimos de custos 115 92
Estado e outros entes públicos 124 403
Partes relacionadas - nota 22 17 397 17 042
Outros credores e operações diversas 10 1
18 483 17 904

16. Fornecimentos e serviços externos

A rubrica de Fornecimentos e serviços externos é analisada como segue:

30.06.06 30.06.05
Água, electricidade e combustíveis 13 13
Utensílios, material de escritório e documentação técnica - 2
Rendas e alugueres 87 78
Seguros 33 29
Transportes, deslocações e estadias e despesas de representação 79 52
Trabalhos especializados 121 101
Outros fornecimentos e serviços 19 32
352 307
352 307

17. Gastos com o pessoal

A rubrica de Gastos com o pessoal é analisada como segue:

30.06.06 30.06.05
Remuneração dos orgãos sociais 1 117 858
Encargos sobre remunerações 66 75
Outros custos com o pessoal 2 7
1 185 940

O número médio de pessoal, por categoria, é analisado como segue:

30.06.06 30.06.05
Administração 9 11
9 11

18. Outros ganhos / (perdas) líquidos

Esta rubrica é analisada como segue:

30.06.06 30.06.05
Proveitos suplementares 133 9
Perdas de imparidade em investimentos em empresas subsidiárias (824) -
Recuperação de dívidas - 117
Outros (3) 42
(694) 168

19. Depreciações

A rubrica de Depreciações é analisada como segue:

30.06.06 30.06.05
Edifícios e outras construções 3 3
Equipamento básico 1 2
4 5

20. Ganho líquido de financiamento

A análise desta rubrica é a seguinte:

30.06.06 30.06.05
Juros obtidos 411 267
Outros ganhos financeiros - 26
Juros pagos
- empréstimos (225) (169)
Despesas com garantias bancárias (35) (26)
Serviços e comissões bancárias (8) (19)
Outras perdas financeiras (94) -
49 79

21. Impostos sobre o rendimento

A análise desta rubrica é a seguinte:

30.06.06 30.06.05
Impostos correntes 6 6
Impostos diferidos relativos às diferenças temporárias 73 15
79 21

O imposto sobre o rendimento do exercício difere do valor teórico usando a taxa média de impostos devido ao seguinte:

30.06.06 30.06.05
Resultado antes de impostos (641) (14)
Imposto à taxa nominal (176) (4)
Amortizações e provisões não aceites para efeitos fiscais 227 -
Despesas não aceites para efeitos fiscais 26 25
Tributação autónoma 6 -
Outros (4) -
Imposto sobre lucros 79 21

22. Compromissos

Os compromissos financeiros que não figuram no balanço referentes a garantias bancárias prestadas a terceiros destinadas a servir de caução aos projectos em curso, são analisados como segue:

Banco 30.06.06 31.12.05
Novabase S.G.P.S. BPI 102 102
Novabase S.G.P.S. CGD - 40
Novabase S.G.P.S. BES 3 000 3 000
Novabase Consulting, S.A. BPI 1 228 1 054
Novabase Consulting, S.A. BES 4 956 4 956
Novabase B. I., S.A. BPI 100 132
Novabase B. I., S.A. BES 131 131
Novabase A. C. D., S.A. BPI 13 13
NBO Recursos em TI BPI - 7
Novabase Serviços, S.A. BPI 399 7
Novabase Serviços, S.A. BES - 428
Manchete, S.A. BPN - 9
SAF, S.A. BPI 5 9
Novabase Core Fin. Software Sol., S.A. BPI 2 2
CelFocus, S.A. BPI 417 417
Octal - Engenharia de Sistemas, S.A. BCP 910 910
Octal - Engenharia de Sistemas, S.A. BES 21 21
Octal - Engenharia de Sistemas, S.A. COSEC 98 98
Novabase IIS, S.A. CITIBANK - -
Novabase IIS, S.A. BNP PARIBAS 10 10
Novabase IIS, S.A. BES 1 290 1 003
Novabase IIS, S.A. BCP 10 10
Novabase Infr. Integracion S. Inf., S. A. LA CAIXA - 14
Novabase Infr. Integracion S. Inf., S. A. BES 79 75
Gedotecome, Lda. BCP 35 35
Octal TV , S.A. BCP 18 -
Octal TV , S.A. BBVA 237 237
13 061 12 720

23. Partes relacionadas

Para efeitos de apresentação destas demonstrações financeiras, são consideradas como partes relacionadas todas as filiais e associadas, accionistas com influência na gestão do Grupo e elementos-chave na gestão do Grupo.

Os saldos líquidos com entidades relacionadas podem ser apresentados como segue:

Saldos devedores (nota 8) Saldos credores (nota 15)
Empresa Subsidiária 30.06.06 31.12.05 30.06.06 31.12.05
Novabase Consulting SGPS, S.A. 6 757 6 615 - -
NBO Recursos em TI - - 2 053 2 808
Novabase B. I., S.A. - - 1 500 2 512
Novabase Consulting, S.A. 320 799 9 070 7 022
Novabase E. A., S.A. 1 601 404 - -
Novabase A. C. D., S.A. - 1 3 336 3 330
Mentor, S.A. 173 172 - -
Novabase Saúde, S.A. 87 86 - -
SAF, S.A. - - 508 719
CelFocus, S.A. - - - -
Novabase Core Fin. Software Sol., S.A. 150 64 - -
COLLAB – Sol. I. Com. e Colab., S.A. - - 387 108
Novabase Serviços, S.A. 8 263 8 506 - -
OnTV, S.A. 565 550 - -
Novabase IIS, S.A. 25 427 - -
Octal 2 Mobile 3 867 917 - -
Octal - Engenharia de Sistemas, S.A. 7 466 7 719 543 543
Octal TV , S.A. 3 756 3 825 - -
Techno Trend Holding 78 78 - -
Novabase Consulting Espanha, S.A. 640 170 - -
Novabase Interactive TV 3 280 3 280 - -
Nbase International Investments B.V. - - - -
Novabase Capital SGCR, S.A. 404 640 - -
Mind, S.A. 18 28 - -
Novabase Brasil - 93 - -
TVLab, S.A. 573 550 - -
38 023 34 924 17 397 17 042

As transacções realizadas com entidades relacionadas são detalhadas como segue:

Vendas e prestação serviços Compras
30.06.06 30.06.05 30.06.06 30.06.05
Associadas 1 545 991 98 89
1 545 991 98 89

Os saldos de empréstimos a associadas detalham-se como se segue:

30.06.06 31.12.05
Novabase Consulting SGPS, S.A. 7 843 7 843
Novabase Consulting, S.A. 1 291 1 291
Novabase Core Fin. Software Sol., S.A. 800 800
Octal - Engenharia de Sistemas, S.A. 3 080 3 080
Mind, S.A. 332 332
Superemprego, S. A. 142 142
13 488 13 488

Estes empréstimos não vencem juros e não têm prazo de pagamento estipulado.

Os saldos de empréstimos de partes relacionadas detalham-se como se segue:

30.06.06 31.12.05
Grupo BES5 950 6 800
5 950 6 800

A remuneração / benefícios dos orgãos sociais são divulgados em Relatório de Gestão.

24. Outras Informações

Em 30 de Junho de 2006 a Empresa era interveniente no seguinte processo:

A Novabase, Sociedade Gestora de Participações Sociais, S. A. e a Novabase Capital, gestão e Participação em Incitativas Empresariais na Nova Economia, SGPS, S. A. são Rés numa acção declarativa de condenação sob a forma de processo comum, em que é pedida a condenação das referidas empresas no pagamento de € 904.627,07, acrescida de juros legais, bem como os danos a apurar no decurso da acção ou em sede de execução de sentença. Esta acção está em fase de audiência de discussão e julgamento. No caso de uma decisão do Tribunal desfavorável à Novabase, Sociedade Gestora de Participações Sociais, S. A. e à Novabase Capital, Gestão e Participação em Incitativas Empresariais na Nova Economia, SGPS, S. A., os encargos que daí poderão advir para estas sociedades é o pagamento de € 904.627,07 (novecentos e quatro mil seiscentos e vinte e sete mil euros e sete cêntimos) acrescida de juros legais, bem como os danos a apurar no decurso da acção ou em sede de execução de sentença.

25. Eventos subsequentes à data de balanço

Até à data de conclusão deste relatório não ocorreram eventos relevantes que mereçam destaque.

(Página intencionalmente deixada em branco)

DOCUMENTOS DO AUDITOR REGISTADO NA CMVM II.

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