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Novabase SGPS Annual Report 2003

May 26, 2003

1943_10-k_2003-05-26_c20aa1f8-b20d-4042-b0ce-b7a786d65783.pdf

Annual Report

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NOVABASE - SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, SA

Sociedade Aberta Sede: Av. Engº Duarte Pacheco, Amoreiras, Torre 1, 9º Piso, Lisboa Capital Social: 14.127.982 Euros Matriculada na Conservatória do registo Comercial de Lisboa sob o nº 1495 Pessoa Colectiva nº 502.280.182

RELATÓRIO E CONTAS DE 2002

MENSAGEM DO PRESIDENTE

O exercício de 2002, que aqui se relata, foi um período muito difícil para o mercado das Tecnologias da Informação. Com efeito, em todo o mundo, as empresas deste sector reportam reduções de vendas, pressão sobre os preços, efectuam reduções violentas de custos, incluindo em muitos casos a redução de efectivos. Como era de esperar, numa situação deste tipo, a estrutura do mercado é profundamente alterada com a entrada em dificuldades e até desaparecimento de vários players, designadamente os de média dimensão, concentração entre empresas, redução forte de actividade de muitas delas e resultados negativos em muitos casos.

Neste contexto, a Novabase regista um excelente resultado, pois continuou a crescer, embora naturalmente longe dos crescimentos de cerca de 100% ao ano que conseguimos em anos anteriores. Assim, o exercício terminou com um volume de negócios consolidado de 114.1 M€ (mais 18.2 % que no exercício anterior). Os resultados líquidos situaram-se nos 9.5 M€ (contra 8.9 M€ do ano anterior). A Margem EBIT-

DA foi de 16.5%, contra 16.9% verificada no exercício anterior. Nota-se assim uma pequena redução da margem EBITDA, essencialmente porque o nosso mix de vendas foi alterado, tendo a divisão Engineering Solutions aumentado percentualmente a sua contribuição. Como esta divisão opera a margens menores, a margem global reduz-se. O efeito de pressão sobre os preços que se verificou no mercado foi contrariado por reduções de custos.

Após este exercício, e embora os resultados de outras empresas do sector não sejam ainda conhecidos, à data da produção do presente relatório é um dado adquirido que a Novabase se situa entre as três maiores empresas do segmento dos integradores de sistemas e a segunda maior de origem nacional.

O Negócio da Novabase em 2002 repartiu-se fundamentalmente entre três divisões: Novabase Consulting, Novabase Engineering Solutions e Novabase Training, contribuindo a primeira com cerca de 55.5% do negócio global, a segunda com 40.7% e finalmente a terceira com 2.2%. Daqui se conclui que a Novabase é hoje uma empresa com o seu negócio fundamentalmente repartido por duas áreas: a da consultoria e a das soluções integradas de engenharia. Estes dois grandes pilares da nossa intervenção no mercado correspondem a dois negócios maduros, intrinsecamente diferentes mas complementares.

No que respeita ao negócio de consultoria, operámos uma grande reestruturação no exercício de 2002. Este negócio era operado por uma rede de cerca de 20 empresas, cada uma especializada numa dada oferta e com um mecanismo de coordenação muito simples. Tratava-se de uma estrutura ideal para crescer, muito horizontal, baseada essencialmente na iniciativa dos gestores respectivos, tipicamente accionistas de cada uma dessas empresas, e numa divisão de territórios de actuação de cada empresa. Não é, no entanto, uma boa estrutura para quando já se é grande, como é hoje o nosso caso no mercado Português. Com efeito, à medida que a dimensão do negócio aumenta, torna-se necessária uma estrutura organizacional mais simples, com menos componentes, com um mecanismo de decisão mais expedito.

Assim sendo, definimos uma nova estrutura matricial (com responsáveis -"partners" de mercado e de práticas / oferta) típica das grandes consultoras internacionais, fundimos equipas, definimos novos mecanismos de coordenação e eliminámos estruturas redundantes. Já durante o exercício de 2003 procederemos à fusão formal das empresas em questão por forma a que resulte uma estrutura empresarial mais simples. No final desta reestruturação ficamos com quatro grandes práticas ao nível desta divisão, nomedamente EA - Enterprise Applications, BI - Business Intelligence, ACD - Advanced Custom Development e Outsourcing. Criaram-se ainda competências partilhadas de negócio EPM - Enterprise Project Management e BCA - Business Consulting & Architecture. A prática de Outsourcing integra a antiga divisão ASP e

a área de Cedência de Recursos, criando novas capacidades, após um recrutamento no mercado de especialistas nesta área. O desempenho da divisão Novabase Consulting foi bom, tendo em atenção os tempos difíceis do mercado, pois aumentou o seu volume de negócios de 55.8 M€, em 2001, para 63.3 M€ em 2002, verificando-se todavia uma redução da sua Margem EBITDA, de 20.3% para 19.7%. Salientam-se os desempenhos nas áreas de CRM e

Soluções Empresariais à Medida. Esta última área foi reforçada próximo do final do ano com a equipa proveniente da ATX, após a conclusão do negócio oportunamente anunciado com o BES (Banco Espírito Santo).

A divisão Novabase Engineering Solutions teve um excelente desempenho em 2002, conseguindo uma maior expressão relativa no volume de negócios global, 40.7% contra 38.4% do ano anterior. Obteve significativas vitórias comerciais, designadamente na área da Bilhética e Controlo de Acessos, tendo ganho todos os concursos significativos que existiram em Portugal no exercício de 2002. Conseguiu assim esta divisão aumentar significativamente o seu volume de negócios (de 37 M€ para 46.4 M€), sem impacto significativo nas respectivas margens. Em Dezembro de 2002 a Novabase acordou a compra, ao valor contabilístico, das operações da participada portuguesa da GE Capital IT Solutions, que integrou na divisão Novabase Engineering Solutions. Tratou-se de uma excelente aquisição, que aumentou a oferta da divisão e vai trazer em 2003 um incremento significativo ao volume de negócios global da Novabase, uma vez que os respectivos resultados ainda não foram consolidados em 2002. Se o tivessem sido, bem como os da ATX, o volume de negócios da Novabase teria crescido para cerca de 150 M€.

O desenvolvimento das operações internacionais foi naturalmente dificultado pela situação dos mercados, designadamente o do Brasil. A juntar à crise internacional do sector, a incerteza ao nível político pré-eleitoral e a desvalorização do Real tornaram o panorama neste país bastante difícil, designadamente para operações pequenas e vindas do exterior como foi o caso da nossa. Assim, o volume de negócios no Brasil foi de 4.1 M€, tendo o break-even operacional surgido apenas no último mês do ano. Em Espanha, criámos um ponto de observação na Novabase Consulting materializa-

do por uma pequena empresa situada em Madrid, tendo a Novabase Engineering Solutions continuado a operar neste mercado com apenas uma representação comercial. Trata-se de um mercado de muito difícil penetração, mas que tende a evoluir para uma integração com o mercado nacional, pelo que se revelou estratégico proceder à sua abordagem sistemática. Com as lições obtidas por esta via tiraremos conclusões quando à nossa abordagem futura neste território.

No plano bolsista, a Novabase passou a figurar no índice Next150 após a integração da Bolsa Portuguesa no Euronext. De salientar que, apesar da queda que foi generalizada em todo o sector, a Novabase registou uma das melhores performances entre os seus pares europeus.

No último trimestre do ano deslocámos a divisão Novabase Consulting e os serviços da nossa holding para novas instalações, num único edifício, tendo-se obtido importantes ganhos de sinergias, bem como uma poupança significativa ao nível do custo das rendas respectivas. Reduzimos significativamente os custos de Marketing e Comunicação, e também ao nível da Logística. Investimos em novos Sistemas de Informação, que já se encontram em produção, tendo sido construídos on-time e onbudget. Trata-se de um conjunto de novas ferramentas baseadas nas aplicações SAP e Meta IV para as áreas financeira, logística, gestão de projecto, compras, vendas e recursos humanos. Estes sistemas são essenciais para a dimensão que a Novabase tem hoje.

Entrámos entretanto num novo exercício. Os mercados continuam a dar sinais de inquietação. Continuaremos a nossa missão de resistir da melhor forma possível às dificuldades, procurando actuar num novo quadro

estratégico resultante das alterações da estrutura de mercado e da progressiva integração entre os dois mercados ibéricos. São objectivos essenciais para 2003 promover e expandir a nossa oferta de Outsourcing (a área onde se espera maiores crescimentos nos próximos anos no mercado de TI), tirar partido de uma nova oferta de Infraestruturas, Networking e Enterprise Computing, aproveitando o potencial da recém adquirida participada portuguesa da GE Capital IT Solutions, responder adequadamente à concentração crescente do mercado Português procurando outras oportunidades de aquisição e/ou parcerias estratégicas e re-equacionar a presença internacional.

A Novabase ambiciona a ser a principal empresa a operar no mercado Português no domínio das Tecnologias de Informação, procurando o seu lugar entre as maiores do espaço Ibérico e continuando a ser, de forma cada vez mais sustentada, uma das empresas com maior potencial no sector das Tecnologias de Informação na União Europeia.

Rogério Carapuça Presidente do Conselho de Administração

ÓRGÃOS SOCIAIS

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

· Raúl Bordalo Junqueiro (Presidente)

· Diogo Leónidas Rocha (Secretário)

CONSELHO FISCAL

  • · Pedro Rebelo de Sousa (Presidente) · Manuel de Oliveira Rego
  • Em representação da SROC "Oliveira Rego & Associados" · João Francisco Ferreira de Almada e Quadros Saldanha
  • · José Miguel Caseiro Martins Godinho (Vogal Suplente)
  • · Alexandre Hipólito dos Santos (Vogal Suplente) Em representação da SROC "Oliveira Rego & Associados"

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

  • · Rogério dos Santos Carapuça (Presidente)
  • · José Afonso Oom Ferreira de Sousa
  • · Pedro Miguel Quinteiro Marques de Carvalho
  • · Luis Paulo Cardoso Salvado
  • · João Nuno da Silva Bento
  • · Álvaro José da Silva Ferreira
  • · Paulo Jorge Freire Andrez
  • · João Vasco Tavares da Mota Ranito
  • · João Filipe Santos Teixeira Neto
  • · José Carlos de Almeida Pedro de Jesus
  • · Nuno Miguel Isidoro Duarte

RELATÓRIO DE 2002

1. INDICADORES CHAVE

1.1. Volume de Negócios

O Volume de Vendas e Prestação de Serviços Consolidados em 2002 atingiu os 114.1 M€ (Milhões de Euros), o que representa um crescimento de 18.2% face aos 96.5 M€ registados em 2001.

1.2. Margem EBITDA

O Cash Flow Operacional (EBITDA) atingiu os 18.8 M€, mais 15.7% face aos 16.3 M€ registados em 2001. A margem percentual do EBITDA manteve-se em níveis elevados em 2002, cifrando-se em 16.5%, inferior, como se previa, à margem global de 2001, que se cifrou em 16.9%. Esta redução esperada resulta do aumento de peso relativo da actividade da divisão Engineering Solutions nas vendas totais, que passou de 38.4% em 2001 para 40.7% das vendas totais em 2002. Esta divisão tem uma Margem EBITDA de 12.2%, inferior à margem global.

1.3. Resultados Líquidos

Os Resultados Líquidos Consolidados em 2002, já deduzidos de interesses minoritários, atingiram 9.5 M€, correspondendo a um crescimento de 6.4% face a 2001, ano em que se cifraram em 8.9 M€.

Utilizando as normas IAS, os Resultados Líquidos Consolidados apresentam um decréscimo de 955 mil euros face aos valores atrás apresentados segundo as normas POC. Face aos resultados obtidos no período homólogo, apresentam um crescimento de 10%.

Resultados Líquidos Consolidados (IAS)

1.4 EPS (Resultados Por Acção)

Os EPS (Resultados Por Acção) subiram para 0.335 euros por acção, valor que compara com os 0.315 obtidos em 2001, traduzindo um crescimento de 6.3%.

2. ENQUADRAMENTO MACRO-ECONÓMICO

2002 foi um ano de forte desaceleração económica, marcado por ameaças de conflitos militares, por uma instabilidade geo-política no Médio Oriente e pela deterioração da situação na América Latina. Neste cenário verificou-se um aumento significativo da aversão ao risco, com implicações negativas a nível do comportamento de consumo e de investimento, adiando a retoma económica. A instabilidade e incerteza levaram as empresas a adiar investimentos e a reduzir

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as suas estruturas de custos, determinando redução de vendas para os seus fornecedores e afectando os restantes elementos das cadeias de valor. Essa contracção dos volumes de negócio e dos resultados das empresas teve um natural efeito nos mercados accionistas, os quais desvalorizaram fortemente, marcados por elevados níveis de volatilidade.

Em termos de Economia Portuguesa, a quebra generalizada do consumo e do investimento privado, acompanhada por forte contenção da despesa e do investimento público, foi responsável, em 2002, por um crescimento estimado do PIB não superior a 0.5%, e inferior ao crescimento médio anual da Zona Euro, que se estima situado próximo de 1%.

As perspectivas para 2003, caso se verifique uma evolução favorável do contexto macro-económico, apontam para um crescimento médio do PIB esperado para a Zona Euro à volta dos 1.5%, valor superior ao esperado para Portugal, que se situa nos 1%. A acontecer, seria o segundo ano consecutivo de divergência económica face aos países da Zona Euro.

3. O SECTOR DAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO

Não existem, nesta data, dados finais sobre a evolução do mercado nacional de Tecnologias de Informação (TI) no ano 2002. As estimativas iniciais apontavam para valores na casa dos 2.1 mil milhões de euros, segundo um estudo realizado pela Associação Nacional das Empresas das Tecnologias de Informação e Electrónica (Anetie) com o Centro de Estudos Aplicados da Universidade Católica Portuguesa. Este valor aproxima--se da estimativa fornecida pelo European Information Technology Observatory - EITO (uma "task force" criada pela Comissão Europeia para acompanhar a evolução do mercado de TI e que conta com a colaboração da International Data Corporation - IDC), que aponta para valores na casa dos 1.9 mil milhões de euros.

Este valor corresponde a uma estimativa de crescimento nulo ou mesmo negativo deste sector em Portugal, pois no ano passado a dimensão estimada do mercado era de cerca de 2.185 mil milhões de euros. De facto, já no decurso do 2º semestre de 2002, a INSAT - Consultadoria e Serviços SA alertava para o facto de o mercado se poder encontrar em retracção. As reacções que detectamos no mercado em clientes concretos parecem confirmar esta estimativa de redução efectiva da dimensão do mercado. Recentemente a IDC estimou que a taxa de crescimento do mercado de TI em Portugal foi negativa em 2002 (-4.9%).

As razões apontadas para este abrandamento do sector são várias, entre as quais:

  • a) Abrandamento global da economia
  • b) Concentração dos gestores no corte de custos, com os orçamentos de TI mais focados na manutenção e menos em investimento
  • c) Adiamento de investimentos em TI por parte da Administração Pública, como resultado da conjuntura política
  • d) Fraco investimento em soluções de e-government
  • e) Maior pressão nos preços, fruto de uma maior capacidade de oferta
  • f) Dúvidas quanto ao retorno dos investimentos significativos em TI realizados no passado

Em Portugal, os ratios de investimento em TI quer por habitante quer em % do PIB mostram-se muito inferiores aos da média comunitária, facto que deixa antever perspectivas de crescimento interessantes para este sector logo que se verifique uma retoma. No entanto, torna-se difícil antever quando se verificará essa mesma retoma.

O Volume de Negócios da Novabase obtido em 2002, cerca de 114.1 M€, corresponderá assim a uma quota no mercado de cerca de 13.5% do sub-segmento dos serviços de TI. No entanto, uma parte da nossa actividade, designadamente o fornecimento de equipamentos para Televisão Interactiva, Bilhética e Controlo de Acessos não figura exactamente neste sub-segmento, pelo que a quota de mercado será corrigida por esse factor.

Se analisarmos apenas os fornecedores de serviços e software aplicacional, que constituem o caso mais comparável com a Novabase, verifica-se que a empresa se inclui entre os três primeiros integradores no mercado nacional e o segundo de origem nacional, sendo o primeiro a Edinfor (grupo EDP).

Em termos de grandes utilizadores, continua a verificar-se uma predominância neste mercado de três grandes sectores: Financeiro, Telecomunicações e Administração Pública, seguramente os mercados onde também a Novabase desenvolve maioritariamente a sua actividade.

Prevê-se um ano de 2003 ainda em contexto claramente recessivo e marcado por várias dúvidas. Acredita-se que continue o processo de concentração no sector das TI, resultante do abrandamento da economia e de um tecido empresarial fragmentado. Assim, verificaram-se várias operações de fusão ao nível internacional que tiveram a sua contrapartida no mercado nacional e ainda algumas aquisições de empresas nacionais por parte de empresas maiores, umas nacionais e outras estrangeiras. De destacar aqui a aquisição pela Indra de uma empresa portuguesa do sector (CPC), o que permite àquela grande empresa ibérica deter uma intervenção mais directa sobre o mercado nacional. Relevam-se ainda as dificuldades vividas por várias empresas emblemáticas do mercado nacional, o que demonstra a dificuldade dos tempos que vivemos.

Espera-se uma procura cada vez maior de soluções de outsourcing de sistemas e de aplicações. Não sendo imune ao contexto, acreditamos que a Novabase saberá reforçar as suas capacidades e os seus resultados neste futuro incerto.

Durante o ano de 2002 a Novabase integrou vários dos seus negócios, tendo

4. ESTRUTURA DA NOVABASE E MODELO DE GOVERNO

nomeadamente reduzido para três o número de divisões:

4.1. Divisões de Negócio

  • Novabase Consulting
  • Novabase Engineering Solutions
  • Novabase Training

As estas divisões de negócio junta-se a Novabase Capital, corporate venture da Novabase. A Novabase Consulting operou uma profunda reestruturação com vista a reduzir o número das suas estruturas organizacionais, nomeadamente o número de empresas, fundiu actividades, integrou forças de vendas e criou duas competências partilhadas de suporte à condução dos negócios. O modelo de governo da divisão prevê a existência de partners por mercado e por prática, resultando cada prática da fusão de várias empresas.

As práticas são:

EA - Enterprise Applications

BI - Business Intelligence

ACD - Advanced Custom Development e Outsourcing

As competências partilhadas de negócio são:

EPM - Enterprise Project Management

BCA - Business Consulting & Architecture

A prática de Outsourcing inclui a antiga divisão ASP e a NBO (empresa de recrutamento e cedência de recursos).

A Novabase Engineering Solutions fornece soluções de TV interactiva, telecomunicações, bilhética e controlo de acessos. Após a aquisição da participada por-

tuguesa da GE Capital IT Solutions, operada em Dezembro de 2002, a divisão passa a dispôr igualmente de uma oferta de Infraestruturas e Networking e Enterprise Computing.

A Novabase Training fornece soluções de formação presencial e de e-learning. Fez a sua estreia em 2002, após a aquisição das participações na FLAG e FLAG BEAT, estruturou a sua oferta e iniciou uma abordagem ao mercado destinada a criar uma nova área de negócio da Novabase perfeitamente complementar às restantes.

No entanto, a reduzida dimensão prevísivel de uma operação de formação, mesmo que de sucesso no mercado nacional, face à dimensão das restantes divisões, feznos tomar a decisão que será implementada em 2003, de integração destas empresas nas outras estruturas da Novabase, desactivando assim a estrutura divisional. Esta decisão acarretará uma redução de custos nesta área e surge como mais natural, pois a existência de uma divisão na Novabase só se justifica para volumes de negócio comparáveis às restantes divisões, o que não seria aqui o caso.

4.2. Novabase Capital

Por seu turno, a Novabase Capital, não sendo uma divisão de negócio, é uma estrutura de suporte ao desenvolvimento dos negócios. Concentra a função de "Corporate Venture" da Novabase e a área de Fusões e Aquisições capaz de responder às necessidades das restantes divisões neste domínio.

4.3. Organigrama

O organigrama junto inclui todas as empresas que se encontram no perímetro de consolidação da Novabase SGPS, SA. Refere-se também a Novabase IIS (ex - GE Capital IT Solutions Portugal), cuja aquisição apenas foi formalizada no dia 2 de Janeiro de 2003.

4.4 Modelo de Governo

Os Órgãos Sociais e de Coordenação da Novabase SGPS, SA são:

Assembleia Geral - é o orgão máximo de decisão da Novabase. No decorrer de 2002 a Assembleia Geral reuniu por uma ocasião (29 de Abril) para analisar, discutir e votar sobre as seguintes matérias:

  • Relatório e Contas do Exercício de 2001
  • Proposta de Aplicação de Resultados
  • Apreciação geral do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal da Sociedade
  • Supressão do direito de preferência relativamente ao eventual aumento de capital a deliberar pelo Conselho de Administração para suporte ao Plano de Opção de Compra de Acções atrás referido
  • Aquisição e alienação de acções próprias

Nesta Assembleia registou-se a presença de accionistas detentores de mais de 70% do capital social, tendo todos os pontos sido aprovados por mais de 2/3 dos votos.

Conselho Fiscal - compete-lhe fiscalizar as contas da sociedade, tendo efectuado, no ano de 2002, as reuniões estatutariamente previstas e desenvolvido os trabalhos de verificação de contas que entendeu necessários no cumprimento das suas obrigações, tendo procedido às análises e formulado as sugestões que entendeu adequadas.

Conselho de Administração - compete-lhe gerir as actividades da Empresa, devendo subordinar-se às deliberações dos accionistas e observar as intervenções do Conselho Fiscal. Conduziu a sua actividade no âmbito das suas competências e dentro das linhas de orientação definidas e aprovadas para este exercício e cuja expressão essencial se reflecte neste Relatório.

A figura indica a composição do Conselho, bem como as responsabilidades principais dos seus membros.

Rogério Santos Carapuça
CEO / Chairman
José Afonso Sousa
CFO / Novabase Capital
Pedro Marques Carvalho
CIO / Novabase Serviços
Luís Paulo Salvado
CEO / Novabase Consulting
Álvaro Silva Ferreira
Novabase Consulting
João Nuno Bento
Novabase Consulting
João Filipe Neto
Novabase Consulting
Nuno Duarte
CEO / Novabase Engineering
João Vasco Ranito
Novabase Engineering
José Carlos Jesus
Novabase Engineering

Para além dos Órgãos Estatutários (Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Conselho de Administração), a Novabase instituiu ainda um outro Órgão cuja actividade se resume de seguida.

Comissão Executiva - é o orgão de coordenação das funções horizontais centralizadas (Finanças, Marketing, Área Administrativa dos Recursos Humanos, Sistemas de Informação, Jurídica e Logística). Inclui os administradores que tutelam as áreas funcionais e os seus clientes internos, i.e. os CEO das divisões de negócios. Este orgão propõe ao Conselho de Administração políticas e orientações para a gestão corrente.

5. ACTIVIDADE DAS DIVISÕES DE NEGÓCIO

5.1 Novabase Consulting

A actividade da divisão no ano de 2002 foi caracterizada por um Volume de Negócios de 63.3 M€, tendo crescido 13.4% face aos 55.8 M€ obtidos no ano anterior. O EBITDA desta divisão foi de 12.5 M€, o que representa 19.7% do Volume de Negócios. Estes indicadores, quando analisados à luz do ambiente recessivo vivido em Portugal no sector das TI, demonstram uma boa capacidade de manutenção da base de clientes e Volume de Negócios associado, bem como a preferência dos clientes pela actividade desenvolvida nos últimos anos.

Do trabalho desenvolvido no exercício em análise destacamos:

Estrutura Organizacional

O primeiro semestre de 2002 foi caracterizado pela implementação da restruturação divisional, resultando na constituição da actual divisão Novabase Consulting, fruto da aglutinação da anterior divisão de e-Consulting com as actividades de Cedência de Recursos e Outsourcing aplicacional. Durante o segundo semestre a estrutura empresarial foi também motivo de uma restruturação, com o claro objectivo de aglutinar e reforçar valências técnicas, simplificando o modelo de gestão, estruturando-se toda a divisão em torno de cinco grandes blocos. Área Comercial - gestão integrada de toda a oferta da divisão para os vários mercados verticais.

Prática de Business Intelligence - agregando competências em suporte à decisão, qualidade de dados e geo-referenciação.

Prática de Enterprise Applications - agregando competências sobre as principais soluções aplicacionais ao nível empresarial.

Prática de Outsourcing - agregando as competências da disponibilização e gestão de meios humanos e a anterior estrutura de ASP.

Prática de Advanced Custom Development- agregando as competências de desenvolvimento à medida nos principais ambientes aplicacionais de médio e grande porte.

Estrutura Funcional

Ao nível funcional foi criada uma nova unidade de Gestão de Talento com o objectivo de implementar uma política consistente de gestão de carreiras e competências ao nível da divisão. Uma nova unidade de Consultoria de Negócio foi também activada, visando reforçar o Know-How sobre as especificidades do negócio dos clientes.

Visando uma melhor operacionalização das suas actividades em Portugal, a divisão Novabase Consulting passou também a basear as suas operações em novas instalações. A utilização das novas instalações permitiu disponibilizar melhores condições de trabalho para todos os colaboradores bem como uma redução significativa na estrutura de custos de infra-estruturas da divisão, melhorando ainda as condições de interface com clientes.

Aquisições

Pretendendo reforçar a sua presença no mercado de Cedência de Recursos, a Novabase Consulting aumentou a carteira de negócios, pela aquisição e integração da unidade de negócio de Cedência de Recursos da empresa Mercabolsa. A operação de integração ocorreu durante o mês de Fevereiro de 2002.

Sendo um dos objectivos da Novabase Consulting o reforço das competências tecnológicas e de negócio no sector das TI na área financeira, foi efectuada a aquisição da ATX Software, no final do ano 2002. A ATX é uma empresa espe-

Destaques da actividade da divisão

Do ponto de vista comercial o ano foi caracterizado por uma forte redução do investimento em TI na maioria das empresas Portuguesas, provocando um esforço redobrado na conquista de novos projectos para a divisão. Apesar do ambiente pessimista, a Novabase obteve um conjunto significativo de adjudicações e levou a efeito um conjunto de projectos interessantes, dos quais salientamos os seguintes, por segmento de mercado:

Government:

  • Desenvolvimento do portal "Gestão.Saúde", que visa disponibilizar estudos e informação sobre a evolução e gestão dos sistemas de saúde. Sobre este subsistema, assenta uma Plataforma de Disponibilização de Conteúdos sobre a Internet.
  • Implementação de sistema de gestão e planeamento do licenciamento de obras numa câmara municipal de grande dimensão.
  • Desenvolvimento de uma solução para gestão de património de um instituto público, contemplando gestão de arquivo, sistema de workflow e disponibilização de informação através da intranet.
  • Implementação de um sistema de suporte à decisão para a área do urbanismo de uma câmara municipal de grande dimensão
  • Desenvolvimento de uma solução de análise, controlo e racionalização de custos de telecomunicações para a Administração Pública.
  • Implementação de um contact center para disponibilização de serviços autárquicos e de informação ao cidadão, numa agência de desenvolvimento regional do centro do país.
  • Início de um Projecto que pretende assumir a função de intermediação no espaço digital entre a oferta e a procura de informação e serviços dentro do espaço geográfico de um concelho do norte do país.
  • Implementação de um ERP usando tecnologia SAP para uma direcção-geral. - Execução de um Plano Estratégico de Sistemas de Informação para um Ministério Angolano.
  • Desenvolvimento de soluções à medida para vários Ministérios em Portugal.

Insurance:

  • Execução da primeira fase de um projecto CRM com a ferramenta Siebel numa companhia de seguros, visando aumentar as capacidades de gestão da relação com o cliente. Foram também criadas novas funcionalidades com vista a alargar esta ferramenta de CRM à rede de vendas.
  • Implementação de um sistema de MIS Reports integrado, para um grande grupo segurador nacional, que permite disponibilizar aos diversos utilizadores um conjunto de relatórios, referentes a qualquer ponto da estrutura hierárquica da sua rede comercial.
  • Desenvolvimento do primeiro projecto de detecção e gestão de fraude no ramo de sinistros automóvel para um grupo segurador também líder de mercado.
  • Projecto de qualidade de dados para um Grupo Segurador Português.
  • Desenvolvimento de uma solução de geo- referenciação de sinistros adaptada para integração com os call centers de seguradoras.
  • Implementação de um projecto para a área de detecção de fraude no seguro automóvel, para um Grupo Segurador Nacional.
  • Desenho da estratégia para o mercado de seguros, suportada nas competências de CRM, BI, ERP, Outsourcing, Security, Advanced Custom Development e materializada no road map de sistemas de informação para o referido mercado segurador.
  • Desenho e gestão de processos na área de seguros VIDA por uma importante seguradora Moçambicana.

Banking & Securities:

  • Assinatura de um contrato com o grupo Espírito Santo, visando a prestação de serviços na área das Tecnologias de Informação em regime de outsourcing, com um valor mínimo de 6 M€ anuais, e por um período de cinco anos renovável por outros cinco.
  • Implementação de uma Solução Corporativa de Formulários Electrónicos num grande Grupo Financeiro Português. Esta solução visou a criação de um meio de comunicação formal corporativo entre os milhares de colaboradores da instituição, bem como uniformizar toda a recolha de propostas de crédito provenientes da rede comercial e sua interligação com os sistemas de Workflow existentes.
  • Implementação de uma solução de Desmaterialização de Formulários na área dos Serviços Financeiros.
  • Desenvolvimento de uma aplicação para gestão de propostas de crédito a particulares numa grande instituição financeira. Esta implementação visou dotar todos os intervenientes do processo de crédito a particulares (preposição, análise e aprovação), de uma solução única, integrada e disponível na intranet.
  • Implementação dos projectos de Conversão e Testes para o Euro de dois Sistemas de Informação, críticos para duas importantes direcções de um grande Grupo Financeiro Português.
  • Implementação de um novo Sistema de Informação para a gestão da área de recursos humanos de um Grande Grupo Financeiro Português e migração dos dados existentes na anterior aplicação de Medicina do Trabalho para o novo package adquirido.
  • Desenvolvimento para um grande Grupo Financeiro Português, durante o ano 2002, de vários projectos na área da Qualidade de Dados. Estes projectos têm vindo a ser executados, quer ao nível do ramo bancário, quer do ramo segurador deste Grupo. Os projectos têm contemplado acções de normalização, purificação, desduplicação e enriquecimento de dados.
  • Realização de um road map de Suporte à Decisão numa instituição financeira, com posterior construção de um protótipo para a área de Supervisão de Gestão de Activos.

  • Redefinição e uniformização de toda a Arquitectura de Sistemas de Informação de um importante Grupo Financeiro Português. Conversão do Sistema de Informação de suporte à actividade de uma das empresas do Grupo e migração da respectiva base de dados para os novos standards em vigor. Neste processo foi ainda considerada a evolução dos equipamentos e canais de comunicações existentes, de modo a optimizar o desempenho da solução.

  • Como consequência da aceitação do projecto de implementação de um novo Sistema de Informação num importante departamento de uma Instituição Financeira, foi celebrado o respectivo contrato de Apoio Técnico à Evolução (Outsourcing Aplicacional) desse mesmo sistema, por um período de 4 anos.
  • Adjudicação do serviço de recuperação do arquivo histórico de Contratos de Adesão a Cartões de Crédito numa Instituição Financeira, tendo como objectivo a futura implementação de uma solução de arquivo electrónico documental para os processos digitalizados.
  • Celebração com uma Instituição Financeira de um contrato de manutenção, relativo ao DataWarehouse Corporativo.
  • Celebração do contrato de Outsourcing Aplicacional para gestão da infra estrutura aplicacional e o contrato de Desenvolvimento e Manutenção Aplicacional da arquitectura multicanal de uma Instituição Bancária. Nesta mesma instituição, foi concluído o projecto de colaboração para implementação do suporte aplicacional à actividade dos novos Canais de Relação Pessoal.

Manufacturing, Retail & Services:

  • Desenvolvimento de um sistema de gestão documental para um dos maiores grupos de empresas de produção e comercialização de bebidas em Portugal. Trata-se de um projecto estratégico que complementa outros projectos de Sistemas de Informação já em produção, e que trará a todo o grupo uma optimização na gestão documental.

Post & Transportation

  • Implementação de um sistema de controlo de gestão de um operador de transporte aéreo. O referido sistema permite ao cliente apurar margens e controlar custos de operação suportando um conjunto de decisões em tempo útil, assim como suportar todo o mecanismo de optimização de rotas e de reporting aos accionistas.
  • Desenvolvimento do primeiro projecto (em termos nacionais) de um portal de internet para um importante transportador aéreo, que permite efectuar reservas de voos regulares e de pacotes turísticos online.
  • Adjudicação do suporte e manutenção de um conjunto de sistemas de informação para um operador de transportes.
  • Implementação de um sistema de informação de gestão de meios de transporte de um operador de transportes nacional.
  • Apresentação ao mercado da estratégia de sistemas de informação para os operadores de logística.
  • Desenvolvimento de uma aplicação de gestão de frotas específica para o mercado de transportes integrada com as áreas de geo-referenciação de rotas e cartografia digital.
  • Apresentação ao mercado do e-framework de reservas online para operadores de transportes aéreos e de turismo.

Telecom & Media

  • Desenvolvimento de um sistema de disponibilização online de conteúdos de uma agência noticiosa, bem como participação na recuperação do arquivo histórico. O serviço foi lançado, permitindo o acesso e comercialização de conteúdos noticiosos ao público em geral e a clientes institucionais.
  • Início da comercialização do produto TelRep. Este produto tem o seu foco na redução, supervisão e gestão dos custos em telecomunicações. Ao longo de 2002 várias vendas do produto foram efectuadas, disponibilizando informação necessária para uma eficaz gestão dos gastos correntes com esta rubrica.
  • Desenvolvimento do maior projecto nacional infra-estruturante de CRM em plataforma Siebel e site de e-commerce em Grupo de Telecomunicações.
  • Desenvolvimento de um sistema de geo-referenciação de informação e de reestruturação tecnológica de plataforma de Business Intelligence num Grupo de Telecomunicações.
  • Implementação da evolução de site de e-commerce em agência noticiosa Portuguesa.
  • Implementação de um projecto de Order Management em operador de telecomunicações fixas.
  • Desenvolvimento de um projecto de geo-referenciação de activos com integração para análise de viabilidade de utilização de banda larga em operador de telecomunicações fixas.
  • Realização de um projecto de actualização tecnológica e desenvolvimento de novas funcionalidades da plataforma de integração (EAI) de um operador de telecomunicações.
  • Realização da re-estruturação tecnológica de alimentação de Data Warehouse em empresa de media.
  • Finalização de um conjunto de projectos de Análise de Tarifários e Gestão de Campanhas em operador móvel.
  • Desenvolvimento de um projecto de Previsão de Abandono de Clientes Prépagos em operador móvel.
  • Início de novos modelos de análise sobre repositório de informação de Gestão em operador móvel.

Utilities & Energy:

  • Implementação de plataforma de integração de sistemas e criação de Webservices para empresa de distribuição de água.
  • Desenvolvimento de um projecto de integração entre vários sistemas de backoffice (SAP), o sistema de billing e sistemas core operacionais numa utility nacional.

Operações Internacionais

A nível internacional a Novabase Consulting levou a efeito no Brasil um ciclo de restruturação. Depois de uma primeira fase de instalação e abertura de mercados, os objectivos para 2002 centraram-se na consolidação e obtenção do equilíbrio financeiro, tendo para isso sido nomeada uma nova equipa de gestão. Ao nível da oferta operou-se uma mudança significativa.

A redução verificada no mercado das margens operacionais nas áreas de ERP e Cedência de Recursos, fruto de um excesso de capacidade no mercado, levaram à decisão de desafectação de um número significativo de colaboradores, resultando numa diminuição de perto de 40% da força produtiva da Novabase Brasil. O desinvestimento nestas áreas foi colmatado por uma maior aposta nas áreas de BI e CRM. Para além da significativa alteração na carteira de clientes e projectos, o ano de 2002 da Novabase Brasil foi caracterizado por uma forte política de contenção e racionalização de custos.

O ano fica ainda marcado pelo início das operações em Espanha com a constituição da Novabase Consulting Espanha no final do segundo trimestre. A recém criada empresa começou a operar em Junho através dos seus escritórios de Madrid, focando a sua atenção na disponibilização das práticas de CRM e BI para os principais sectores de actividade do mercado naquele país.

5.2 Novabase Engineering Solutions

O Volume de Negócios da divisão Novabase Engineering Solutions foi de aproximadamente 46.4 M€, representando cerca de 40.7% do Volume de Negócios global da Novabase e um crescimento face ao período homólogo de 25.2%. Estes proveitos consistiram no fornecimento de equipamento para televisão (cabo e satélite) e de serviços de integração de sistemas associados (num total de proveitos de 28.5 M€ que se comparam com proveitos de 20 M€ em 2001), assim como fornecimento de equipamento e serviços na área do Ticketing, Telecomunicações e Controlo Electrónico de Acessos (num total de proveitos de 17.5 M€ que se comparam com proveitos de 16.9 M€ no período homólogo).

Em termos de EBITDA, esta divisão gerou um valor de 5.6 M€ (que representa 12.2 % das vendas) o que traduz um crescimento face ao ano anterior superior a 27% .

Destaques da Actividade da Divisão

Foram desenvolvidas neste período diversas actividades, com vista ao desenvolvimento dos negócios desta divisão, das quais importa destacar as seguintes:

  • Adjudicação, na área do Ticketing e Controlo de Acessos Electrónico, de um contrato de fornecimento de aproximadamente 10 M€ para a instalação em todos os mais de 900 autocarros e pontos de venda de um grande transportador urbano de um sofisticado sistema de Ticketing e Validação de Passes Electrónicos sem contacto. Com um conjunto de encomendas em carteira neste sector, a Novabase assume-se como o líder de mercado em Portugal na implementação de sistemas de ticketing electrónico e sistemas de informação associados para o sector dos transportes:
  • i) Operadores de Travessia Fluvial
  • ii) Operadores Ferroviários e Metropolitano
  • iii) Transportes Rodoviários
  • Obtenção de novos contratos de desenvolvimento e prestação de serviços com empresas na Bélgica, Alemanha e Espanha, na área de TV interactiva.
  • Obtenção de novos contratos de fornecimento de descodificadores de satélite para serviços de distribuição de TV digital DTH, MMDS e CABO.
  • Obtenção de novos contratos de fornecimento para equipamentos de acesso Internet de banda Larga (ADSL e Cabo), assim como de equipamento para serviços de banda larga sem fios.
  • Constituição da subsidiária da OCTALTV na Suíça, com o objectivo de reforçar a capacidade comercial junto dos clientes no centro/norte da Europa.
  • Desenvolvimento de diversas actividades de investigação e desenvolvimento no domínio de novos produtos, com vista ao desenvolvimento dos negócios desta divisão, das quais importa destacar os equipamentos de acesso ADSL para os serviços de acesso Internet por ADSL por computador pessoal e para os serviços de distribuição de TV interactiva por ADSL.

Destaque ainda para a já referida aquisição de 83% do capital da subsidiária portuguesa da GE Capital IT Solutions, líder em soluções e serviços de integração de redes e infra-estruturas de comunicações e entreprise computing. Os restantes 17% estão na posse da gestão da empresa.

5.3 Novabase Training

Durante o ano de 2002, ao nível do negócio da formação, assistiu-se a uma situação típica de momentos de abrandamento económico: por um lado as empresas adiam o seu investimento na área de formação (muitas estão mesmo a reduzir os seus quadros); por outro lado os clientes individuais, fruto desse abrandamento, aproveitam para fazer formação e procurar um aumento das suas competências.

A redução de custos ao nível das empresas não se observa apenas na actividade formativa, mas também na área de fornecimento de sistemas de informação, nomeadamente na implementação de sistemas de e-learning, em que, apesar do aumento de interesse por parte das empresas, ainda não se materializou todo o potencial que este conceito encerra em si.

No decurso de 2002 a divisão Novabase Training, constituída no início do ano, atingiu um Volume de Negócios de 2.5 M€, o que representa um crescimento de 45.4% face a igual período do ano transacto, onde se obteve 1.7 M€. O peso desta divisão no Volume de Negócios global da Novabase foi de 2.2%, o que reflecte o facto desta ser uma actividade recente na empresa. O EBITDA desta divisão foi neste período de 0.4 M€, o que representa 15.6% do Volume de Negócios.

Ao nível do e-learning, notou-se um maior interesse por parte das empresas, nomeadamente das grandes empresas, estando esta fase destinada à instalação de plataformas e ao início de projectos piloto. As grandes organizações começaram a colocar consultas ao mercado nesta área, sendo alguns dos projectos (2 a 3 anos) de valor bastante significativo.

Existe ainda algum desconhecimento no mercado das vantagens de migração e de reutilização de conteúdos que sigam as normas AICC e/ou SCORM, tendo-se assistido, nalguns casos, a clientes perderem o investimento realizado anteriormente.

De qualquer forma, existe já um número expressivo de empresas que consideram o e-learning como fazendo parte integrante da sua estratégia de Recursos Humanos.

O ano de 2002 foi também o ano em que se apostou na vertente comercial desta área, dando a conhecer a oferta ao mercado alvo da mesma. Este esforço comercial e fruto do ciclo de venda de alguns produtos, só terá maior impacto nos resultados e volume de negócios em próximos exercícios, nomeadamente já em 2003.

6. ACTIVIDADE DA NOVABASE CAPITAL

O Volume de Negócios consolidado da Novabase Capital no exercício de 2002 foi de 1.9 M€, cerca de 1.6% do Volume de Negócios global da Novabase, com uma margem EBITDA de 18%. Estes valores representam uma actividade em linha com o orçamentado para este período.

As actividades desenvolvidas pela Novabase Capital estiveram associadas a duas grandes áreas de intervenção:

  • Desenvolvimento do portfolio, optimizando a carteira de investimentos e potenciando o crescimento do negócio das empresas participadas. Procuramos oportunidades de Corporate Venture Capital, continuando a analisar transacções de investimento e desinvestimento que possam acrescentar valor para o Grupo. Em 2002, alienámos a participação na Milenar, como tínhamos planeado após ter concluído com sucesso a fase de desenvolvimento tecnológico da plataforma, conseguindo uma mais-valia financeira de cerca de 50%. Adicionalmente, foram feitos desinvestimentos estratégicos das participações nos projectos Infordesporto e Netsaúde, ficando a Novabase como fornecedor tecnológico preferencial.
  • Actividades de M&A para as empresas do Grupo, apoiando a consolidação das divisões de negócio no mercado local e explorando possibilidades de investimento internacional. Um exemplo recente foi a participação no processo de aquisição da subsidiária portuguesa da GE Capital IT Solutions para a divisão Engineering Solutions.

Destaques da actividade da divisão

No decorrer do exercício 2002, o portfolio de empresas participadas/geridas pela Novabase Capital apresentou resultados bastante animadores, cumprindo-se as expectativas definidas. Tentando resumir o que de mais relevante pode destacarse nestas empresas no decorrer do ano, temos:

  • Durante 2002, a Mind continuou a reforçar, na área do NewMedia, a reputação e visibilidade que já vinha a construir em anos anteriores. Alguns prémios e nomeações são prova dessa realidade:

Nomeação dos projectos "Senhor do Anéis" e "Mundial 2002", (produtos desenvolvidos para a NOVIS/CLIX), para a categoria de CD-Rom, no Prémio de Design Publish/Briefing. O site CETELEM foi um dos nomeados na categoria de Comércio Electrónico e Suporte às PME, do Multimédia XXI'2002, promovido pela APDC (Associação para o Desenvolvimento das Comunicações). Igualmente, em 2002, a Mind recebeu o 2º prémio na categoria de sites do 5º Concurso Nacional da Microsoft - Site Nik, desenvolvido para a Peugeot Portugal. Na área industrial, saliente-se a assinatura de um contrato com a empresa inglesa BUSM ("British United Shoe Machinery"), uma das maiores multinacionais na área dos bens e equipamentos para calçado. Esse contrato teve por objecto a distribuição à escala mundial, por parte da BUSM, de produtos de software para calçado desenvolvidos pela Mind. Neste mesmo enquadramento, Mind e BUSM fizeram, com assinalável sucesso, a apresentação pública dos referidos produtos durante a Feira SIMAC 2002/Itália, a maior mostra mundial de produtos e tecnologias para a Indústria do Calçado. Na área das Bibliotecas e Arquivos, foi fortalecida a parceria com a Biblioteca Nacional, através da negociação de um novo contrato de cooperação, que se traduz numa maior autonomia para a Mind.

  • O ano de 2002 foi considerado pela SAPi2 como um ano de viragem na estratégia da empresa, assumindo-se no mercado como empresa autónoma. São factos relevantes desta nova estratégia o reforço da sua parceria com a SAP Portugal, a diminuição da sua dependência de parceiros com motivos de subcontratação e a conquista de um novo conjunto de clientes directos. Durante o mesmo ano, a SAPi2 investiu internamente no desenvolvimento do seu portal e no conhecimento de áreas ligadas à Web, como sejam o SAP Portals, o Web AS e o ITS, tendo concebido um conjunto de ferramentas que permitem a interpretação de informação externa ao sistema SAP, a sua consulta via Web e uma consequente automatização no processo de integração com o mesmo. Para 2003, a SAPi2 espera reforçar a sua presença em clientes directos, consolidando a sua experiência na coordenação e implementação de projectos SAP, sejam eles projectos iniciais ou projectos de optimização de processos de negócio.
  • Durante 2002, a Dínamo complementou o seu leque de serviços de implementação de Sistemas de Gestão com os Sistemas de Gestão de Segurança de Informação (SGSI), estabelecendo para o efeito uma parceria com o BSI (British Standard Institute), passando assim a ser o representante desta entidade em Portugal. Na sequência desta iniciativa já foi realizado um Workshop, foram publicados vários artigos em revistas da especialidade e realizados diversos diagnósticos. Foi também neste ano que um dos colaboradores da Dínamo obteve a certificação PMP (Project Management Profissional) do PMI (Project Management Institute), aumentando assim a exclusiva lista de portugueses que detêm esta qualificação.
  • A Manchete, em 2002, apostou no desenvolvimento da sua área de competitive intelligence através de relatórios de media para suporte à decisão mais elaborados e interactivos com o cliente. Para além de um alargamento da sua base de clientes de media clipping online, houve claramente uma aposta em serviços de valor acrescentado, tais como análises de marca e posicionamento de concorrência nos media. A aposta nos clientes da área tecnologia/consultoria deu frutos, conseguindo as contas dos líderes de mercado nestes sectores, assim como no sector da indústria farmacêutica, onde a Manchete ainda não estava presente. A plataforma de clipping Netpress foi ainda bastante melhorada com a introdução de novas funcionalidades e tecnologia inovadora, mantendo- -se assim como líder de mercado no clipping online nos principias sectores da economia portuguesa.
  • O SuperEmprego, portal vertical na área do emprego e formação, afirmou-se cada vez mais como a plataforma de recrutamento electrónico de sucesso. Integrado na rede Sapo, resulta de uma parceria entre a Novabase e a PT Multimedia e conta já com uma alargada rede de parceiros e clientes a nível nacional e internacional. Mensalmente, o SuperEmprego divulga uma média de 350 oportunidades de emprego e formação, consultadas por mais de 330 mil utilizadores regulares, ultrapassando os 7 milhões de pageviews mensais. Para além dos conteúdos disponíveis no portal, é enviada uma newsletter semanal a cerca de 53 mil subscritores.

Para o próximo ano a Novabase Capital continuará a actuar nestas duas vertentes, afirmando-se, cada vez mais, como uma área catalisadora de novos negócios e oportunidades.

7. ACTIVIDADE DAS ÁREAS FUNCIONAIS

7.1. Recursos Humanos

No ano de 2002 efectuou-se a separação entre duas áreas, a de Gestão de Talento e a de Gestão Administrativa de Recursos Humanos. Assim, foi criada na divisão Novabase Consulting uma nova área de apoio estratégico ao negócio designada por Gestão de Talento.

Esta área tem como principal objectivo a criação de uma prática comum na Novabase Consulting no que diz respeito aos processos de Gestão de Talento, orientada às necessidades e especificidade do nosso negócio, com vista a consolidar o compromisso e a excelência de desempenho. Da experiência feita nesta divisão tiraremos conclusões para toda a empresa.

Os resultados e benefícios que se esperam obter através desta área serão conseguidos a médio prazo, uma vez que implica trabalhar em dois pilares críticos e sensíveis. Por um lado, o alinhamento organizacional face a práticas, processos e metodologias de Gestão de Talento, por outro, a mudança da mentalidade e abordagem deste tema.

Por seu turno, ao nível central (Novabase SGPS), a área de Gestão Administrativa de Recursos Humanos iniciou a centralização dos processos respectivos, tendo adoptado um novo sistema de informação.

7.2. Sistemas de Informação

Este foi para a Novabase o ano mais importante de sempre em relação à implementação de sistemas de informação para suporte à sua gestão e operação. Com a definição da arquitectura de sistemas da Novabase em Maio de 2001 iniciou-se um complexo programa de iniciativas de TI, para responder às necessidades da gestão aos mais diversos níveis da organização e em todas as suas naturezas. Estes projectos vão potenciar a Novabase, através de um conhecimento mais profundo do estado do negócio e agilizar as decisões, garantindo que toda a informação relevante é conhecida e tida em consideração no momento oportuno. No decorrer deste processo, não só foi garantido o rigoroso alinhamento da estratégia de TI com o negócio, como também a mais elevada disciplina no cumprimento dos prazos e dos orçamentos individuais de cada projecto.

Na componente de repositório de recursos humanos, processamento de salários e employee self-service, foi implementado o Meta4 e para a gestão da força de vendas e CRM o Siebel Sales. A mais importante iniciativa foi claramente a implementação de mySAP para a gestão administrativa e financeira de projectos. A integração de sistemas recorre a um Operational Data Store que é gerido através de uma ferramenta de EAI - Enterprise Application Integration. Ao longo do ano foram igualmente renovadas todas as plataformas de hardware de suporte às aplicações corporativas, introduzida uma rede especializada para storage (SAN) e um novo robot de backup's.

A Direcção Informática (DI) reduziu a sua equipa em 25% para 17 pessoas e obteve economias de escala a partir da introdução de mecanismos de alarme e manutenção preventiva e remota, recorrendo a produtos como o BMC, Compaq InSight Manager e desenvolvimentos de software internos em PERL e SNMP com agentes de monitorização que por SMS avisam a equipa técnica sempre que surge um problema ou uma mudança que pode ser relevante. Esta equipa suporta uma infraestrutura com mais de 200 servidores e uma comunidade Novabase com cerca de 1.000 utilizadores, dos quais mais de 20% remotos. O atendimento de 1ª linha recebeu em 2002 mais de 7.300 pedidos e desenvolveu mais de 20.000 actividades orientadas ao utilizador final. A DI liderou igualmente uma mudança profunda ao nível das áreas funcionais, disponibilizando o Siebel Service para o registo e gestão das suas actividades. A DI procede à facturação de todos os serviços e produtos que disponibiliza às empresas Novabase, garantindo a total directização e transparência dos custos internos de TI, para o que possui uma solução própria de billing baseada em Proclarity.

Esta equipa possui certificação MSP-Microsoft Solution Provider, Compaq SAN-Storage Area Network e BMC--Software Business Parter e Certified Service Partner.

7.3. Comunicação e Marketing Institucional

Em 2002, a Novabase continuou a reforçar a sua imagem institucional, consolidando o processo de renovação da sua identidade corporativa.

A comunicação desenvolvida pela Novabase reafirmou os valores da sua cultura, que se centram na confiança e na transparência, apostando sempre na orientação à satisfação do Cliente.

A Unidade de Comunicação e Marketing Institucional prosseguiu o seu trabalho de manutenção e reforço da notoriedade da Novabase, num ano em que o investimento foi reduzido em relação a 2001.

O lançamento do novo site institucional e respectiva newsletter electrónica, a edição do Manual de Identidade Corporativa, o reforço de meios de comunicação interna, a renovação de suportes de comunicação externa e a coordenação de diversas acções de marketing junto dos Clientes foram alguns dos aspectos mais relevantes da actividade de comunicação e marketing da Novabase.

Ao nível de imprensa, a Novabase consolidou a sua presença nos meios de comunicação social mais relevantes do panorama nacional, contribuindo assim para o reforço da notoriedade da marca Novabase. Participámos e organizámos 18 eventos externos e 48 eventos internos. Emitimos 40 comunicados de imprensa donde resultaram 1.661 notícias sobre a Novabase nos orgãos de comunicação social. A média mensal de visitas ao site web da Novabase foi de 13.299 e atingimos o número de 1.490 assinantes da Newsletter electrónica.

De salientar ainda a atribuição à Novabase do prémio "Melhor Site Institucional 2002" pela Associação Portuguesa de Comunicação Empresarial (APCE).

7.4. Finanças

Este foi um ano de significativa mudança nas áreas financeiras, uma vez que estas estiveram envolvidas num conjunto de projectos e actividades estruturantes conducentes à melhoria dos sistemas de informação de gestão.

Com particular incidência neste campo refere-se a implementação bem sucedida do projecto SAP R/3, envolvendo milhares de horas de recursos votados ao levantamento de processos, redesenho, formação, testes, migração e implementação.

O projecto SAP da Novabase pode ser considerado como um dos mais avançados quanto à profundidade alcançada no domínio das componentes de Project Management and Accounting.

A Novabase prosseguiu a sua política de atracção de talento, continuando a reforçar-se no mercado com profissionais seniores vindos de sectores relevantes para a actividade do Grupo.

Neste ano, apesar do crescimento contínuo e sustentado do negócio, foi possível através de um programa de contenção sistemática e de centralização progressiva de algumas actividades, obter uma redução de efectivos considerável.

Um conjunto de ferramentas e metodologias foram também introduzidas, no sentido de melhorar a captação de informação prospectiva que permita antecipar o mercado.

7.5. Logística

A área de logística da Novabase levou a cabo a mudança de instalações da Novabase Consulting, Novabase Capital e Novabase SGPS para um novo espaço nas Amoreiras. O novo espaço, é caracterizado por um menor custo por m2 e por distribuir os colaboradores por menos andares, possibilitando assim uma maior interacção entre todos. Tem melhores facilidades para reuniões e possui uma cantina cuja exploração foi concessionada.

Já em Dezembro de 2002, esta área deu apoio à integração do novo espaço onde está alojada a Novabase Infraestruturas e Integração de Sistemas Informáticos (ex- GE Capital IT Solutions) em Carnaxide.

Assim, na cidade de Lisboa, a Novabase possui agora três espaços distintos: Amoreiras, Parque das Nações e Carnaxide.

7.6. Jurídica

Tradicionalmente, os serviços jurídicos eram contratados pela Novabase ao exterior, por meio de algumas avenças com escritórios de advogados. Sem deixar de recorrer a estes em questões muito específicas, a Novabase fez em 2002 uma aposta na criação de competências próprias nesta área, justificada pela dimensão que a empresa atingiu e pela celeridade/proximidade que tal permite em relação a muitos processos. O saldo dessa aposta em 2002 é altamente positivo.

8. FACTOS RELEVANTES

Como parte integrante das acções de divulgação que competem às empresas cotadas, como é o caso da Novabase, enviámos para a CMVM, para consequente divulgação ao mercado, os seguintes factos relevantes:

2002-12-30

ATX

A Novabase chegou a um acordo com o Grupo Espírito Santo que envolve: (1) um contrato de outsourcing no valor mínimo anual de 6 M€ por um período de cinco anos e renovável por outros cinco anos, (2) a aquisição de 51% da empresa ATX Software, especializada em sistemas de informação centrais para a banca e mercado financeiro e (3) a compra pelo BES de 5% do capital da Novabase aos seus gestores, reforçando a sua posição final para 10%. A Novabase pagou 8.5 M€, dos quais 2.5 M€ foram pagos em acções da Novabase avaliadas a 5.65 euros por acção com um período de um ano de imobilização e os restantes 6 M€ foram pagos em dinheiro.

2002-12-09

GE Capital IT Solutions

A Novabase adquiriu 83% da GE Capital IT Solutions Portugal, que integrou a divisão Engineering Solutions. A aquisição foi efectuada ao valor contabilístico por 2.5 M€. Os gestores que permaneceram na empresa adquiriram os restantes 17%. Esta aquisição, que apenas foi efectiva em Janeiro de 2003, permitiu reforçar as competências da Novabase na área do desenho e implementação de infraestruturas e redes para grandes clientes institucionais em Portugal.

2002-11-05

Novabase ganha concurso para fornecimento de solução de bilhética para Rodoviária de Lisboa e Transportes Sul do Tejo

A Rodoviária de Lisboa e os Transportes do Sul do Tejo escolheram a Novabase como fornecedor dos respectivos sistemas integrados de bilhética, num projecto cujo volume total ronda os 7 M€. Estes projectos vêm ao encontro da necessidade comum dos operadores de transportes de se dotarem de meios de apoio à gestão do seu negócio cada vez mais modernos e eficientes, onde se inclui o projecto de bilhética sem contacto desenvolvido pelos Operadores da Área Metropolitana de Lisboa (AML) no âmbito do projecto Calypso.

2002-10-29

Novabase SGPS apresenta Resultados Consolidados do 3º Trimestre de 2002 Volume de Negócios cresce 21% para 73.5 M€, Resultados Líquidos crescem 7.5% para 4.1 M€ e EBITDA cresce 19% para 10.3 M€. Novabase apresenta também contas em IAS.

2002-07-31

Novabase apresenta Resultados do primeiro Semestre de 2002 Volume de Negócios cresce 23.3% para 50.7 M€, Resultados Líquidos crescem 27.2% para 2.8 M€ e EBITDA cresce 20.8% para 7.2 M€. Novabase apresenta igualmente as contas em formato internacional (IAS).

2002-04-30

Novabase divulga Resultados do 1º Trimestre de 2002 Volume de Negócios cresce 22.3% para 21.7 M€, Resultados Líquidos crescem 44.9% para 0.75 M€ e EBITDA cresce 41.2% para 2.7 M€.

2002-04-03

Novabase contratada pela Carris para fornecimento de solução de bilhética O contrato no valor total de 10.7 M€ inclui o fornecimento da solução que se baseia na utilização do cartão sem contacto "Lisboa Viva", projecto conduzido pela OTLIS que congrega, numa óptica multimodal todos os operadores de transportes urbanos da área metropolitana de Lisboa. O valor total de 10.7 M€ inclui o fornecimento da solução (9.6 M€) e um contrato de manutenção por dois anos (1.1 M€).

2002-03-07

Novabase divulga Resultados do Exercício de 2001

O Volume de Vendas e Prestação de Serviços Consolidados em 2001 atingiu os

96.5 M€, o que representa um crescimento de 82.5% face a 2000. Os Resultados Líquidos Consolidados em 2001, já deduzidos de interesses minoritários, atingiram 8.9 M€, correspondendo a um crescimento de 38.9%. O EBITDA atingiu os 16.3 M€, mais 54.8% face aos 10.5 M€ registados em 2000.

2002-01-10

Novabase e Otrum divulgam contrato para fornecimento de soluções para Televisão Interactiva na Europa

A parceria visa o desenvolvimento de uma solução de Televisão Interactiva para a indústria de Hospitality.

9. ANÁLISE ECONOMICO - FINANCEIRA

O Volume de Negócios em 2002 atingiu os 114.1 M€, o que reflecte um crescimento de 18.2% face ao mesmo período no ano anterior. Em termos de actividade:

  • A divisão Novabase Consulting cresceu 13.4% face a 2001, de 55.8 para 63.3 M€.
  • A divisão Novabase Engineering Solutions cresceu 25.2% face a 2001, de 37.0 para 46.4 M€.
  • A divisão Novabase Training cresceu 45.4% face a 2001, de 1.7 para 2.5 M€.
  • A Novabase Capital manteve aproximadamente o mesmo Volume de Negócios do ano anterior (1.9 M€).

Os Resultados Líquidos Consolidados, depois de interesses minoritários são, neste período, de 9.5 M€, representando um crescimento de 6.4% face a 2001 (8.9 M€).

O Número Médio de Colaboradores que se situava, no fim de 2001, nos 944, decresceu para 926, representando uma redução de 1.9% face a 2001 . Assim sendo, o Volume de Negócios por Colaborador, neste período de 2002, fixou-se em cerca de 123 mil euros, mais 20.5% que em 2001 (102 mil euros).

Número Médio de Colaboradores

O EBITDA atingiu os 18.8 M€, o que reflecte um crescimento de 15.7% face a 2001 (16.3 M€).

Em percentagem do Volume de Negócios, o EBITDA neste período representa aproximadamente uma margem total de 16.5%. A desagregação desta margem por Divisão de Negócios, no final de 2002, é analisada como se segue:

  • A divisão Novabase Consulting em Portugal é responsável por uma margem EBITDA de 22%. Ao considerar-se em conjunto com o Brasil - negócio que ainda não entrou na fase de 'break-even' anual, e como tal representa ainda uma margem negativa (-11.9%) - a margem EBITDA reduz-se para 19.7%.
  • A divisão Novabase Engineering Solutions apresentou um EBITDA de 5.6 M€, a que corresponde uma margem EBITDA de 12.2%.
  • A divisão Novabase Training apresentou um EBITDA de 0.4 M€, a que corresponde uma margem EBITDA de 15.6%.
  • A Novabase Capital apresentou um EBITDA de 0.3 M€, a que corresponde uma margem EBITDA de 18.0%.

O volume de "Trabalhos para a Própria Empresa" reduziu--se 43.1%, de 2.9 M€ em 2001 para 1.7 M€ em 2002. Em consequência, ao nível do EBITDA Ajustado pela rúbrica "Trabalhos para a Própria Empresa", verifica-se um crescimento do EBITDA Ajustado de 28.6%, consubstanciado na evolução de um valor de 13.4 M€ em 2001 (o que corresponde a uma margem de EBITDA Ajustado de 13.8%) para um valor de 17.2 M€ em 2002, o que representa uma margem de EBITDA Ajustado de 15.1%.

Os Resultados Operacionais (EBIT) atingiram os 12.4 M€, o que reflecte um crescimento de 6.3% face a 2001 (11.7 M€). O menor crescimento verificado neste indicador deveu-se essencialmente ao aumento do peso das amortizações derivadas do equipamento básico e despesas de investigação e desenvolvimento, consubstanciado nos investimentos estratégicos realizados pelo Grupo Novabase na modernização dos seus sistemas de informação.

Os Resultados Financeiros de 2002, no valor líquido negativo de 588 mil euros, foram fortemente penalizados face ao período homólogo (negativos de 208 mil euros), essencialmente devido a diferenças cambiais (300 mil euros) e ao aumento do recurso a operações de factoring sem recurso (200 mil euros), como resultado do agravamento generalizado dos prazos médios de recebimento na economia Portuguesa em geral, utilizando para este efeito a carteira de clientes institucionais de muito baixo risco e assegurando por esta via níveis sólidos e confortáveis de liquidez a custos de funding muito reduzido.

O recurso a este tipo de facilidades financeiras, utilizando apenas a carteira de clientes institucionais de muito baixo risco, permite encarar estes créditos como títulos de crédito perfeitamente transaccionáveis, permitindo suprimir as necessidades básicas de fundo de maneio das actividades do Grupo Novabase.

Os Resultados Antes de Impostos de 2002, no valor de 10.1 M€, foram fortemente penalizados face ao período homólogo (12.4 M€), essencialmente devido à implementação do plano de reestruturação do seu universo empresarial, de modo a aumentar a qualidade dos serviços prestados aos seus clientes e a optimizar os níveis de eficiência internos.

Em consequência, o Conselho de Administração deliberou implementar um plano de restruturação empresarial que permitisse dotar o Grupo de uma plataforma operacional e comercial por forma a continuar a aumentar a sua quota de mercado de forma sustentada e sólida. Neste contexto, a Novabase identificou como necessário reorganizar-se para 2003 com três objectivos:

  • Optimizar a eficiência operacional
  • Aumentar a orientação para o cliente
  • Acelerar a introdução de inovações tecnológicas no mercado

A implementação deste plano estratégico com claros e evidentes benefícios a curto, médio e longo prazo, teve impacto nos Resultados Extraordinários, onde se encontram reflectidos os seguintes custos não recorrentes:

  • Restruturação do quadro de pessoal (comercial e funcional) no valor de 1.8 M€. - Aceleração do período de amortização de alguns imobilizados incorpóreos no valor de 0.5 M€.
  • Aceleração da totalidade da amortização do goodwill sobre a SAF no valor de 0.4 M€.

O volume de Capitais Próprios elevou-se de 63.4 M€, em 2001, para 69.4 M€, em 31 de Dezembro de 2002, reflectindo um crescimento de 9.5%.

Os Earnings Per Share (Resultados Por Acção) cresceram 6.3%, passando de 0.315 para 0.335 euros por acção.

Em 31 de Dezembro de 2002, o Balanço manteve uma situação líquida de tesouraria ("net-cash") muito positiva de 19.2 M€. Apesar de reflectir um decréscimo de 17% face aos 23.1 M€ do período homólogo, se expurgado o impacto da aquisição da ATX e do Contrato Programa com o Grupo BES no valor de 8.5 M€, o "net-cash" ajustado sobe para 27.7 M€, mais 20% que em 2001.

As Existências passaram de 7.8 para 9.4 M€, de 2001 para 2002, respectivamente, mantendo-se a cobertura sobre as vendas de produtos nos 23%.

Em 31 de Dezembro de 2002, os Clientes C/Corrente cifraram-se em 32.0 M€, ligeiramente superior ao valor de 31 de Dezembro de 2001 (30.2 M€). Assim sendo, o Prazo Médio de Recebimento apresentou um decréscimo assinalável, passando de 98 dias para os 86 dias.

Investimento

O investimento líquido total da Novabase ascendeu, em 2002, a cerca de 16.4 M€, dos quais 11.3 M€ constitui investimento não recorrente em Goodwill, Trespasses e Direitos (situações referentes a aquisições de partes de capital) e ainda em projectos de melhoria interna na Novabase. Os restantes 5.1 M€ constituem a componente de investimento recorrente.

O Imobilizado em Curso passou de 3.4 M€ em 2001 para 4.0 M€ em 2002, o que corresponde a um investimento líquido de cerca de 0.6 M€. Esta variação resulta da transferência para imobilizado firme de 3.3 M€ e do investimento novo no período de 3.9 M€.

Destes 3.9 M€, 1.0 M€ são projectos não recorrentes relativos ao desenvolvimento interno do SAP e os restantes 2.9 M€ são projectos recorrentes de desenvolvimento de produtos e serviços.

A transferência para imobilizado firme, para a rubrica de I&D, no valor total de 3.3 M€, refere-se a 2.3 M€ de projectos recorrentes de desenvolvimento de produtos e serviços e a 1.0 M€ de projectos não recorrentes de melhoria interna na Novabase, realizados na sua maioria pela Novabase Serviços e que respeitam a investimentos em tecnologias de informação, entre os quais projectos internos em SAP, Chasm, Meta4 e Controlo de Acessos.

O Imobilizado Incorpóreo, excluindo o imobilizado em curso, passou de 20.0 M€ em 2001 para 34.5 M€ em 2002, o que representa um investimento líquido em 2002 de 14.5 M€. Deste valor, apenas 2.5 M€ são investimento recorrente em projectos de I&D e 12.0 M€ constituem o investimento não recorrente. Na componente não recorrente, cerca de 11.0 M€ respeitam a investimento em partes de capital (5.6 M€ são relativos a Direitos previstos no contrato de outsourcing com o Grupo BES, 2.6 M€ de Trespasses relativos a aquisição da ATX, 1.7 M€ de Trespasses relativos à aquisição da área de Cedência de Recursos da Mercabolsa e 1.1 M€ referentes a outras aquisições) e cerca de 1.0 M€ respeitam a projectos

internos na Novabase transferidos do imobilizado em curso, atrás referidos. O Imobilizado Corpóreo passou de 11.9 M€ em 2001 para 14.2 M€ em 2002, o que representa um investimento líquido de 2.3 M€, dos quais a componente não recorrente apenas representa cerca de 0.4 M€.

O Investimento Financeiro passou de 2.1 M€ em 2001 para 1.1 M€ em 2002, o que corresponde a um desinvestimento líquido de cerca de 1.0 M€. Este montante corresponde na sua maioria ao saldo das alienações e aquisições efectuadas pela Novabase Capital de participações minoritárias no capital de diversas empresas. Destas operações, a mais relevante foi a alienação dos 25.1% da Infordesporto no valor de 1.3 M€.

Investimento
Não Recorrente Recorrente Total
Imobilizado em curso
Transferência p/ Imob. Firme 1,026 2,916 3,942
Imobilizado Incorpóreo -951 -2,346 -3,297
Sub-total (1) 75 570 645
I&D 951 2,542 3,493
Propriedade Industrial e Outros Direitos 5,599 5,599
Goodwill 385 385
Trespasses 5,009 5,009
Sub-total (2) 11,944 2,542 14,486
Imobilizado Corpóreo
Eq. Transporte / Leasing / AOV -558 -558
Outros 912 1,942 2,854
Sub-total (3) 354 1,942 2,296
Imobilizado Financeiro
Empresas Associadas -1,037 -1,037
Sub-total (4) -1,037 0 -1,037
Total 11,336 5,054 16,39

Balanço e Demonstração dos Resultados Pró-Forma Consolidados da Novabase, preparados de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade (IAS) Ainda que obrigatória apenas a partir de 2005, inclusive, a apresentação de demonstrações financeiras consolidadas preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade (NIC's "IAS") para empresas cotadas em Bolsa, o Conselho de Administração da Novabase entendeu divulgar, desde já, simultaneamente alguns indicadores pró-forma consolidados, a reconciliação de resultados líquidos pró-forma consolidados e dos capitais próprios pró-forma consolidados, apurados por referência aos Princípios Contabilísticos geralmente aceites em Portugal e às Normas Internacionais de Contabilidade.

A informação divulgada, para fins informativos, inclui os principais ajustamentos identificados como de maior impacto à luz das Normas Internacionais de Contabilidade.

Sinteticamente, os Resultados Pró-Forma Consolidados - IAS são analisados como se segue:

2002
Euro '000
2001
Euro '000
Resultados Consolidados - POC 9,459 8,886
Ajustamentos para IAS:
1. Despesas de Instalação e Constituição 114 198
2. Despesas com Campanhas Publicitárias 158 -187
3. Despesas em Projectos de Investigação e Desenvolvimento -234 -401
4. Bonus / Gratificações a Colaboradores -956 -923
5. Impostos Diferidos -37 176
Resultados Líquidos Consolidados - IAS PRÓ-FORMA 8,504 7,749

Os Capitais Próprios Pró-Forma Consolidados são analisados sumariamente como se segue:

2002
Euro '000
2001
Euro '000
Capitais Próprios Consolidados - POC 69,434 63,381
Ajustamentos para IAS:
1. Despesas de Instalação e Constituição -490 -444
2. Despesas com Campanhas Publicitárias - -318
3. Despesas em Projectos de Investigação e Desenvolvimento -1,096 -862
4. Bonus / Gratificações a colaboradores -956 -923
5. Impostos Diferidos 599 601
6. "Fair-value" dos títulos de investimento -77 26
Capitais Próprios Consolidados - IAS PRÓ-FORMA 67,414 61,461

10. COMPORTAMENTO BOLSISTA

O ano 2002 caracterizou-se por uma baixa simultânea do ciclo económico das principais economias mundiais, agravado, a nível macroeconómico por conflitos militares e tensões político-económicas e a nível microeconómico pela falta de fiabilidade nas contas reportadas por algumas empresas. A perda de confiança e o aumento significativo de aversão ao risco determinaram uma retracção de consumo e investimento e o adiamento da retoma económica.

Como consequência, os mercados accionistas sofreram depreciações substanciais nos primeiros nove meses de 2002. A acção Novabase terminou o ano a perder 30%, acima da queda do índice PSI20, que caiu 25.3%, mas substancialmente menos que o índice EuroStoxx Technology, que perdeu 56.1%.

-70% -60% -50% -40% -30% -20% -10% 0% 10% 20% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Jul Ago Set Out Nov Dez Novabase PSI20 Eurostoxx Technology Index (SX8P) Novabase e o Mercado

Ao comparar a cotação da Novabase com as de outras empresas do sector das TI na Europa, confirmamos que a Novabase foi das acções que melhor desempenho teve em 2002, tendo sido das empresas que menos desvalorizou.

A cotação média, ponderada pela quantidade, do título Novabase em 2002, cifrouse em 6.32 euros por acção. Foram transaccionadas cerca de 7 milhões de acções nas 247 sessões de bolsa de 2002, correspondentes a um valor de transacção de 44.3 M€. O número médio diário de acções transaccionadas fixou-se em cerca de 28.4 mil títulos, correspondentes a um valor médio diário de cerca de 0.18 M€.

Em termos de liquidez, a rotação em 2002 representou cerca de 82.7% do free float e corresponde a cerca de 25% do capital total da Novabase.

A cotação no último dia de bolsa de 2002, dia 31 de Dezembro de 2002, fixouse nos 5.80 euros, o que representa uma desvalorização de cerca de 30% face aos 8.39 euros com que a Novabase se fixou no final de 2001 (cotação de 28 Dezembro de 2001).

A cotação de fecho máxima registada em 2002 ocorreu no 1º trimestre, em que a acção fechou a 8.45 euros, enquanto que o valor mínimo registado fixou-se nos 4.06 euros e ocorreu no 4º trimestre de 2002. A capitalização bolsista no final de 2002 fixou-se em 163.9 M€.

Resumo 4Q2002 3Q2002 2Q2002 1Q2002
Cotação mínima (valor euros) 4,06 4,45 6,59 7,75
Cotação máxima (valor euros) 5,84 6,49 8,39 8,45
Cotação média ponderada pela quantidade 5,3 5,47 7,8 8,18
Nº de títulos transaccionados 2.833.093 1.622.460 1.043.747 1.510.371
Capitaliz. bolsista no último dia do período (M-Euros ) 163,9 127,7 186,2 238,8

11 . PROPOSTA DE APLICAÇÃO DE RESULTADOS

O resultado líquido apurado no exercício de 2002 foi de 9.459.990,75 €, que se propõe tenha a seguinte aplicação:

Reserva Legal : Euros: 472. 999,54
Resultados Transitados: Euros: 8.986.991,21

12 . PERSPECTIVAS PARA 2003

12.1 Principais Objectivos

Inicia-se agora o exercício de 2003. Os mercados continuam a dar sinais de inquietação. A situação geopolítica assim o determina. Portugal entrou na chamada recessão técnica. Continuaremos a procurar resistir da melhor forma às dificuldades, procurando actuar num novo quadro estratégico resultante das alterações da estrutura de mercado e da progressiva integração entre os dois mercados ibéricos.

Assim, é necessário promover e expandir a nossa oferta de Outsourcing, a área onde se espera maior crescimento nos próximos anos no mercado de TI. Esta área deverá, no próximo exercício, registar um crescimento orgânico, mas procuraremos também encontrar formas de crescer por aquisição, se for possível encontrar activos interessantes para juntar aos nossos.

A divisão Novabase Consulting, terminada a sua reestruturação, procurará responder às actuais dificuldades do negócio de consultoria no mercado em geral, procurando crescer e sobretudo manter/melhorar a sua rentabilidade no mercado nacional. Procurará consolidar a posição de break-even operacional atingida no Brasil em Dezembro de 2002 e avaliará novas hipóteses de crescimento em Espanha.

A divisão Novabase Engineering Solutions tirará partido da nova oferta de Infraestruturas e Networking e Enterprise Computing. Dada a elevada quota de mercado atingida em Portugal em alguns dos seus negócios, nomeadamente de TV Digital, procurará uma forma de crescer internacionalmente.

12.2 Estrutura da Novabase

A Novabase empreendeu uma reestruturação durante 2002, cujos efeitos se tornarão mais visíveis em 2003, com vista a melhor se adaptar à evolução do mercado e à sua condição de grande player nacional que hoje é. Esta reestruturação surge na sequência da constatação que a estrutura existente e que permitiu à Novabase crescimentos até aqui significativos, não é, muito menos nas actuais condições de mercado, a estrutura ideal para ser grande.

Esta reestruturação foi particularmente significativa na divisão Novabase Consulting, pois foi aqui que se desenvolveu a "rede de empresas" que constituiu o nosso modelo de crescimento na segunda metade dos anos 90. Paralelamente, nas restantes divisões, foram surgindo novas iniciativas e até aquisições mas não foi necessário empreender um processo de reestruturação da mesma dimensão do operado na Novabase Consulting, pois o número de empresas era menor.

O processo acima descrito está praticamente concluído, ficando a faltar apenas alguns aspectos de natureza formal (fusão formal de empresas, modificação de contratos de trabalho com os colaboradores, etc.) que estão neste momento em curso.

Assim, para 2003 a estrutura da Novabase é a seguinte:

Duas divisões de negócio apenas: Novabase Consulting e Novabase Engineering Solutions.

A divisão de Training deixa de existir, sendo as respectivas empresas FLAG e DELTAFOR enquadradas na Novabase Capital e estando em estudo a passagem da SAF para a Novabase Consulting. Esta decisão implica a nossa assunção de que o negócio de formação propriamente dito é ainda embrionário (e portanto fica em incubação na Novabase Capital) e o negócio da SAF mais próximo da venda de soluções (neste caso de e-learning), portanto mais próximo do Consulting.

A Novabase Consulting mantém a sua estrutura recentemente aprovada e já atrás descrita.

No que respeita à divisão Novabase Engineering Solutions, não há alterações ao elenco de empresas que figuravam na divisão em 2002 e inclui-se de novo a Novabase Infraestruturas e Integração de Sistemas Informáticos (ex GE Capital ITS Portugal), à excepção das competências de workflow e document management que foram integradas na Novabase Consulting. Por seu turno, as equipas de Infraestruturas e Networking que existiam na Novabase Consulting passaram para a Novabase IIS.

Além das Divisões de Negócio, continuamos a contar com a Novabase Capital (nossa unidade de fusões e aquisições e gestão de participadas não integradas nas divisões).

Ao nível da Novabase SGPS, mantemos naturalmente as áreas funcionais centrais, designadamente direcção financeira e relação com investidores, direcção de comunicação e marketing institucional, direcção jurídica, direcção de informática, direcção de logística e qualidade e direcção administrativa de RH (excluindo a gestão de talento que é divisional).

Vamos continuar o esforço de integração de procedimentos e sistemas em toda a empresa. Em funcionamento pleno estão já os sistemas SAP (para as áreas financeira, logística, gestão de projecto, compras e vendas) e META 4 (recursos humanos).

13 . INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

13.1 Acções Próprias

Em conformidade com a legislação em vigor, por deliberação em Assembleia Geral de 29 de Abril de 2002, a aquisição de acções próprias por parte da Novabase S.G.P.S. é permitida até ao limite máximo de 10% do seu capital social.

A 31 de Dezembro de 2001 a Novabase S.G.P.S. detinha em carteira 87.258 acções próprias representativas de 0.3% do seu capital social.

Durante o exercício de 2002 a empresa adquiriu em bolsa 800.107 acções próprias a um preço líquido médio de 7.12 euros, e alienou 602.399 acções próprias a um preço médio de 7.50 euros.

O acréscimo na carteira de acções próprias da empresa resultante das transacções acima referidas no total de 197.708 acções permitiu-lhe efectuar a cedência de 260.000 acções, em transacção realizada fora de bolsa. As 260.000 acções foram avaliadas em 5.65 euros por acção, e destinaram-se à liquidação de parte do valor acordado para a aquisição das acções da empresa ATX Software S.A, no âmbito do contrato de prestação de serviços na àrea das tecnologias de informação, em regime de Outsourcing com o Grupo BES.

A 31 de Dezembro de 2002 a Novabase S.G.P.S. detinha em carteira 24.966 acções próprias representativas de 0.1% do seu capital social.

13.2 Negócios Efectuados com Accionistas de Referência

A Novabase manteve as seguintes relações com o Grupo BES:

  • No início de 2002 o Grupo BES detinha cerca de 5% do capital social da Novabase.
  • Durante 2002 o volume de vendas e prestação de serviços da Novabase ao Grupo BES elevou-se a cerca de 4.5 M€ (cerca de 3.9% da facturação global do exercício).
  • Em Dezembro de 2002 a Novabase fechou com o Grupo BES um acordo que inclui: (1) um contrato de outsourcing no valor mínimo anual de 6 M€ por um período de cinco anos e renovável por outros cinco anos, (2) a aquisição de 51% da empresa ATX Software, especializada em sistemas de informação centrais para a banca e mercado financeiro com uma oferta de produtos de software inovadores na área de integração de sistemas, (3) a compra pelo BES de 5% do capital da Novabase aos seus gestores. A Novabase pagou 8.5 M€ pelo contrato de outsourcing e pela aquisição de 51% da ATX, dos quais 2.5 M€ foram pagos em acções da Novabase avaliadas a 5.65 euros por acção com um período de um ano de imobilização. Os restantes 6 M€ foram pagos em dinheiro. O Grupo BES pagou pelos 5% do capital que adquiriu aos gestores da Novabase um preço por acção de 5.65 euros.
  • No final de 2002 a posição do Grupo BES no capital da Novabase passou para cerca de 10%.
  • Durante 2002 o Grupo BES não teve qualquer representante nos orgãos sociais da Novabase.

13.3 Menções Obrigatórias

Durante o exercício, não foram concedidas, nem solicitadas, autorizações para a concretização de negócios entre os Administradores e a Sociedade.

A Empresa não tem débitos em mora à Administração Fiscal nem ao Centro Regional de Segurança Social.

Agradecimentos

O Conselho de Administração, ao terminar o seu relatório relativo ao exercício de 2002, deseja expressar o seu reconhecimento a todos quantos se empenharam activamente no desenvolvimento da Novabase, na construção contínua da sua visão, no estabelecimento de objectivos concretos, na sua persecução e nas pequenas tarefas árduas do dia a dia, permitindo-se destacar em especial:

  • Os nossos Clientes, pela preferência com que nos distinguiram, pelos desafios colocados, pela confiança demonstrada, pelas críticas e sugestões, pela relação de trabalho criada com a nossa Empresa.
  • Os nossos Colaboradores, pela competência colocada ao serviço de uma missão comum, pelo esforço, pelo empenhamento, pelo entusiasmo e pelas críticas, por quererem partilhar connosco o seu projecto profissional de vida.
  • Os nossos Accionistas, pela confiança demonstrada e pelo apoio, colaboração e interesse com que têm acompanhado a actividade da Empresa.
  • Os nossos Parceiros, pela contribuição para o aumento das nossa capacidades, num mundo em que ninguém realiza nada sozinho.
  • O Conselho Fiscal e Auditores Externos, que acompanharam de forma rigorosa, esforçada e construtiva todos os aspectos de relevo na Sociedade.

Lisboa, 28 de Fevereiro de 2003

O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Rogério dos Santos Carapuça (Presidente) José Afonso Oom Ferreira de Sousa Pedro Miguel Quinteiro Marques de Carvalho Luís Paulo Cardoso Salvado João Nuno da Silva Bento Álvaro José da Silva Ferreira Paulo Jorge Freire Andrez João Vasco Tavares da Mota Ranito João Filipe Santos Teixeira Neto José Carlos de Almeida Pedro de Jesus Nuno Miguel Isidoro Duarte

RELATÓRIO SOBRE AS PRÁTICAS DE GOVERNO

Accionistas Nº de % % Direito
acções Capital voto
José Afonso Oom Ferreira de Sousa 3.137.936 11,11% 11,12%
Pedro Miguel Quinteiro Marques de Carvalho 3.137.756 11,10% 11,11%
Rogério dos Santos Carapuça 2.352.195 8,32% 8,33%
Luís Paulo Cardoso Salvado 2.239.846 7,93% 7,93%
João Nuno da Silva Bento 2.239.746 7,93% 7,93%
Paulo Jorge Ferreira Andrez 1.020.501 3,61% 3,61%
Álvaro José da Silva Ferreira 1.010.676 3,58% 3,58%
João Filipe dos Santos Teixeira Neto 618,621 2,19% 2,19%
João Vasco Tavares da Mota Ranito 618,621 2,19% 2,19%
José Carlos de Almeida Pedro de Jesus 460,353 1,63% 1,63%
Nuno Miguel Isidoro Duarte 258,947 0,92% 0,92%
Total 17.095.198 60,50% 60,55%

Publicidade de Participações dos Membros de Orgãos de Administração (nº 5 do Art.º 447 CSC)

Accionistas Nº de
acções
%
Capital
% Direito
voto
José Afonso Oom Ferreira de Sousa 3.137.936 11,11% 11,12%
Pedro Miguel Quinteiro Marques de Carvalho 3.137.756 11,10% 11,11%
Banco Espírito Santo, SA 3.037.954 10,75% 10,76%
Rogério dos Santos Carapuça 2.352.195 8,32% 8,33%
Luís Paulo Cardoso Salvado 2.239.846 7,93% 7,93%
João Nuno da Silva Bento 2.239.746 7,93% 7,93%
Paulo Jorge Ferreira Andrez 1.020.501 3,61% 3,61%
Álvaro José da Silva Ferreira 1.010.676 3,58% 3,58%
Fernando Eduardo Ribeiro Marques 861,34 3,05% 3,05%
João Filipe dos Santos Teixeira Neto 618,621 2,19% 2,19%
João Vasco Tavares da Mota Ranito 618,621 2,19% 2,19%
AF Investimentos - F.I.M. AF PPA Grupo BCP 565,361 2,00% 2,00%
José Carlos de Almeida Pedro de Jesus 460,353 1,63% 1,63%
Nuno Miguel Isidoro Duarte 258,947 0,92% 0,92%
Manuel Saldanha Fortes Tavares Festas 93,993 0,33% 0,33%
Total 21.653.846 76,63% 76,70%

Publicidade de Participações de Accionistas (nº 4 do Art.º 448 CSC)

Membros do CA Posição
31/12/01
Aquisições Alienações
(*)
Posição
31/12/02
José Afonso Oom Ferreira de Sousa 3.383.670 0 245,734 3.137.936
Pedro Miguel Quinteiro Marques de Carvalho 3.383.490 0 245,734 3.137.756
Rogério dos Santos Carapuça 2.536.406 0 184,211 2.352.195
Luís Paulo Cardoso Salvado 2.415.248 0 175,402 2.239.846
João Nuno da Silva Bento 2.415.148 0 175,402 2.239.746
Paulo Jorge Ferreira Andrez 1.099.641 0 79,14 1.020.501
Álvaro José da Silva Ferreira 1.089.816 0 79,14 1.010.676
João Filipe dos Santos Teixeira Neto 667,068 0 48,447 618,621
João Vasco Tavares da Mota Ranito 667,068 0 48,447 618,621
José Carlos de Almeida Pedro de Jesus 496,405 0 36,052 460,353
Nuno Miguel Isidoro Duarte 279,226 0 20,279 258,947
0
Total 18.433.186 0 1.337.988 17.095.198

(*) Alienação proporcional em bloco efectuada pelos membros do CA no âmbito do contrato de Outsourcing e de aquisição da ATX ao Grupo BES Publicidade de Aquisição/Alienação de Acções pelos Membros do CA

INTRODUÇÃO

A Novabase optou por incluir, em separado, um Anexo ao Relatório de 2002 totalmente dedicado ao Governo de Sociedade Cotada, em conformidade com o Regulamento da CMVM N.º 07/2001 e com as Recomendações da CMVM sobre o Governo das Sociedades Cotadas.

Este documento contém informação que respeita às exigências do artigo 7º do Código dos Valores Mobiliários e apenas contém remissões para o relatório anual de gestão da sociedade, do qual faz parte integrante como Anexo.

CAPÍTULO I . DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÃO

1. Repartição de competências entre os vários órgãos e departamentos da sociedade no quadro do processo de decisão empresarial

O Relatório do Conselho de Administração de 2002 no seu capítulo 4, divulga informação detalhada sobre a Estrutura, o Organigrama e o Modelo de Governo da Novabase, detalhando os seus órgãos de Coordenação. Assim, são referidas naquele capítulo as competências, o funcionamento e a composição dos seguintes Órgãos Estatutários: Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Conselho de Administração. A informação divulgada detalha ainda as funções de cada um dos seus membros em particular. Para além dos Órgãos Estatutários, o referido capítulo divulga ainda a composição e as competências de outro Órgão da Novabase: a Comissão Executiva. No capítulo 5 do Relatório é detalhada a actividade da Novabase pelas Divisões de Negócio em que se encontrou estruturada no exercício de 2002.

2. Descrição da evolução da cotação das acções da Novabase

O Relatório de 2002, no seu capítulo 10, contém uma descrição detalhada da evolução da acção Novabase no Mercado de Cotações Oficiais da Euronext Lisboa. Os factos relevantes divulgados pela Novabase, também referidos no capítulo 8 do Relatório de 2002, podem ser visualizados no seguinte gráfico de cotações:

(Vêr gráfico na página seguinte)

A - Contrato com Otrum para fornecimento de soluções para Televisão Interactiva na Europa

  • B -Resultados do Exercício de 2001: Volume de Negócios cresce 82%
  • C Contrato com Carris para fornecimento de solução de Bilhética D - Resultados do 1º Trimestre de 2002: Volume de Negócios cresce 22%
  • E Resultados do 1º Semestre de 2002: Volume de Negócios cresce 23%
  • F Resultados do 3º Trimestre de 2002: Volume de Negócios cresce 21%
  • G Contrato com Rodoviária de Lisboa e Transportes Sul do Tejo para fornecimento de solução de Bilhética H - Aquisição de 83% da GE Capital IT Solutions Portugal
  • I Contrato de Outsourcing com BES. Aquisição de 51% da ATX Software SA. BES reforça para 10% participação no capital

da Novabase

Novabase e o Mercado

Em 2001, a Novabase, na sequência do Plano de Opção de Compra de Acções em vigor na empresa descrito no Ponto 4 do presente Anexo, procedeu ao aumento do capital social, por entradas em dinheiro, de 14.100.000 euros para 14.127.982 euros. O aumento de capital foi efectuado mediante a emissão de 55.964 acções, com o valor nominal de 0.5 euros cada uma. Estas acções foram subscritas e realizadas ao preço de 8.5 euros ou 10.4 euros, consoante o preço de exercício das opções que estiveram na base da subscrição das acções. O registo comercial deste aumento de capital foi obtido no dia 1 de Junho de 2001.

Em 2002, pelo comportamento dos mercados bolsistas em geral e em particular pelo caso Português, não se efectuou qualquer aumento de capital.

3 . Política de Distribuição de Dividendos adoptada pela Novabase

Dividendos relativos aos Exercícios de 2000 e de 2001 - O Conselho de Administração propôs nas Assembleias Gerais de accionistas de 22 de Maio de 2001 e de 29 de Abril de 2002 que os resultados dos exercícios de 2000 e de 2001 continuassem a ser investidos na própria empresa com vista a privilegiar investimentos de natureza estruturante, com impacto decisivo no crescimento e na rentabilidade da empresa. No prospecto de oferta pública de venda e de admissão à negociação no Mercado de Cotações Oficiais da BVLP das acções da Novabase, já tinha sido anunciada a intenção de não proceder à distribuição de dividendos a accionistas nos três anos subsequentes à referida admissão à negociação. Assim, as respectivas Assembleias Gerais deliberaram, por unanimidade, não distribuir dividendos aos accionistas relativamente aos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2000 e 2001. Dividendos relativos ao Exercício de 2002 - Também na sequência do previsto no referido prospecto de admissão, o Conselho de Administração da Novabase não irá propor em Assembleia Geral a distribuição de dividendos aos accionistas relativos ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2002, de forma a poder capitalizar a própria Sociedade para fazer face ao crescimento esperado das suas actividades, acrescentando valor aos seus accionistas.

4 . Planos de Atribuição de Opções de Subscrição e/ou Aquisição de Acções da Novabase

A Novabase tem em vigor um Plano de Opção de Compra de Acções, o qual abrange todos os trabalhadores e membros do Conselho de Administração da Novabase e das restantes sociedades do grupo (considerando-se para o efeito sociedade do grupo aquela em que a Novabase detenha ou venha a deter, directa ou indirectamente, uma participação dominante no capital ou uma participação inferior a 50% no capital, juntamente com o controlo de gestão). Na decisão de implementação do referido plano, a Novabase teve em conta a intenção de fidelização dos seus colaboradores, através da partilha do sucesso da empresa, bem como o alinhamento de interesses com os accionistas, através do incentivo decorrente da participação directa de tais colaboradores na performance das acções da empresa. Na adopção do referido esquema de participação no capital da sociedade pelos trabalhadores a Novabase teve igualmente em vista motivar e recompensar o desempenho individual, através da atribuição de opções no âmbito de uma das componentes do plano: a componente de desempenho. O Plano de Opção de Compra de Acções prevê a atribuição de opções de compra ou subscrição (consoante o seu exercício seja efectuado através da compra de acções próprias à Novabase, ou através da subscrição de aumento do capital da sociedade) em dois tipos de componentes (complementares), permitindo o alinhamento com sistemas de retribuição e recompensa:

  • a) Componente base de vinculação atribuída uma única vez a cada colaborador do Grupo Novabase, ou administrador de qualquer empresa do Grupo Novabase, com excepção da Novabase SGPS, equivalente a uma percentagem do salário anual líquido, fixada individualmente.
  • b) Componentes anuais de desempenho individual atribuídas anualmente em 2001, 2002 e 2003, correspondentes aos desempenhos verificados nos anos 2000, 2001 e 2002, respectivamente, através da especialização de uma parte da gratificação ou remuneração variável dos colaboradores ou administradores de qualquer empresa do Grupo Novabase.

As opções atribuídas no âmbito das respectivas componentes até 31 de Dezembro de cada ano podem ser exercidas faseadamente em quatro momentos, ocorrendo o primeiro momento no dia 25 de Maio do ano imediatamente seguinte ao da atribuição da primeira Componente Anual de Desempenho e os restantes em igual dia (ou no dia útil imediatamente seguinte, se esse não o for) nos meses de Maio dos três anos seguintes, e em lotes correspondentes a 25% do número de Opções atribuídas. Cada componente tem uma estrutura idêntica de exercício com a duração total de 4 anos, conforme exemplificado na ilustração que se segue:

As duas modalidades de componentes - de vinculação (CV) e de desempenho (CD) poderão sobrepor-se, conforme exemplo que se segue:

O preço de subscrição e/ou aquisição das acções objecto das opções atribuídas em cada componente no âmbito do Plano é definido em momento anterior à data de atribuição, devendo corresponder, em regra, ao que resultar da média aritmética dos preços, ponderada pelos respectivos volumes, das transacções das acções da Novabase ocorridas na Euronext Lisboa, nas sessões de Bolsa que tenham lugar entre 1 de Outubro e 31 de Dezembro do ano anterior àquele a que se refere a implementação das componentes, eventualmente corrigido nos termos previstos no Plano de Opção de Compra de Acções aprovado em Assembleia Geral de 22 de Maio de 2001. Os preços atribuídos às várias componentes até esta data foram os seguintes (valores em euros):

Vinculação 2000 2001 2002
Vinculação 10.4/ 8.5* 10,4 8,23
Desempenho 8,5 8,23 4,96

* Para colaboradores na Novabase antes do ano 2000

As Acções correspondentes às Opções atribuídas mas ainda não exercidas ao abrigo do Plano, adicionadas às acções correspondentes às Opções já exercidas, não deverão exceder, a qualquer momento, e em relação ao volume total das acções representativas do capital social da Novabase nesse momento, o limite máximo total de 12.5%. É ao Conselho de Administração da Novabase que compete a atribuição efectiva da qualidade de participante do Plano, sendo igualmente responsável pela atribuição das opções no âmbito das diversas componentes.

Durante o ano de 2001, teve lugar a primeira fase de implementação do Plano de Opção de Compra de Acções em vigor, tendo sido exercidas, em 25 de Maio de 2001, 55.964 opções de subscrição de acções da Novabase, correspondentes a 47.6% das opções atribuídas em condições de serem exercidas naquela data. O referido exercício concretizou-se através de um aumento de capital deliberado para o efeito, que teve lugar em 1 de Junho de 2001. Das 55.964 acções subscritas, 45.043 foram subscritas ao preço de 8.50 euros, tendo as restantes 10.921 sido subscritas a 10.40 Euros. Em 2002, e devido aos comportamentos dos mercados de capitais, não foram exercidas quaisquer opções previstas no Plano de Opção de Compra de Acções.

5 . Utilização de novas tecnologias na divulgação de informação financeira e de outra informação preparatória das reuniões das assembleias gerais

A Novabase iniciou em 2001 o desenvolvimento de um novo Site Institucional na Internet, que entrou em funcionamento no início de 2002.

Este Site, com o endereço www.novabase.pt, inclui um espaço de inscrição do utilizador por perfil. Existe um perfil dedicado exclusivamente ao investidor.

Dispõe o Investidor de diversos links de interesse contendo a informação relevante atribuída ao seu perfil. A nível de informação financeira, tem acesso a Relatórios & Contas de períodos anteriores; ao Calendário Financeiro; à Informação relevante sobre o sector que apoia a previsibilidade das receitas; aos Factos Relevantes; à informação sobre a composição e competências dos Órgãos Sociais; à indicação dos Analistas que cobrem o título, incluindo os contactos electrónicos dos mesmos, bem como o consenso de mercado para as vendas a três anos e margens de Ebitda; ao desempenho bolsista das acções da Novabase; à estrutura accionista da Novabase; a um espaço reservado a Assembleias Gerais, no qual serão divulgadas convocatórias

e informação preparatória disponibilizada aos accionistas para as reuniões da Assembleia Geral, bem como o modelo de voto por correspondência; a um espaço de "Corporate Governance" no qual a Novabase reproduziu o presente relatório; e ao contacto do Gabinete de Apoio aos Accionistas da Novabase.

6. Gabinete de Apoio ao Investidor

A Novabase assegura um apoio permanente ao mercado de capitais. O Gabinete de Relações com Investidores tem a responsabilidade de representar a Novabase junto da CMVM e dos investidores, promovendo o contacto com os investidores, particulares e institucionais, nacionais e estrangeiros.

O Gabinete disponibiliza a informação através da sua homepage conforme indicado no ponto anterior.

O gabinete de apoio ao investidor tem os seguintes contactos:

  • Manuel Tavares Festas Responsável para as Relações com o Mercado e Investidores Telefone: +351 213 836 300 Fax: +351 213 836 301 Email: [email protected] Morada: Av. Engº. Duarte Pacheco 15F, 1099-078 Lisboa, Portugal

CAPÍTULO II . EXERCÍCIO DE DIREITO DE VOTO E REPRESENTAÇÃO DE ACCIONISTAS

Nos termos da Cláusula 9 dos Estatutos da Novabase, a cada 1.000 acções corresponde um voto. Os accionistas que pretendam participar na Assembleia Geral devem comprovar, até quinze dias antes da respectiva reunião, a inscrição em conta de valores mobiliários escriturais das suas acções. No caso de contitularidade de acções, só o representante comum, ou um representante deste, poderá participar nas reuniões da Assembleia Geral.

Os accionistas com direito a voto poderão, de harmonia com o artigo 22º do Código dos Valores Mobiliários, exercê-lo por correspondência, encontrando-se referidas nas convocatórias para as reuniões da Assembleia Geral as regras a que deve obedecer tal modalidade de exercício do direito de voto, designadamente a exigência da sua apresentação em mão na sede da sociedade ou da recepção, através de correio registado, até ao terceiro dia útil anterior à realização da Assembleia Geral. Na declaração de voto assinada pelo accionista deve ser manifestado, de forma inequívoca, o sentido do seu voto em relação a cada um dos pontos da ordem de trabalhos da assembleia. A declaração de voto deve ser acompanhada de fotocópia legível do Bilhete de Identidade do accionista; no caso de accionista que seja pessoa colectiva, a declaração de voto deverá ser assinada por quem a represente, com a assinatura reconhecida notarialmente nessa qualidade.

A Novabase disponibiliza, através do site institucional www.novabase.pt, o modelo para o exercício do direito de voto por correspondência nas Assembleia Gerais de Accionistas. Tal aconteceu já na de 29 de Abril de 2002.

A Novabase tem incentivado a participação e exercício do direito de voto nas Assembleias Gerais, nomeadamente, através de representação que se encontra expressamente prevista e regulada nos estatutos da empresa. Com efeito, os accionistas poderão fazer-se representar nas reuniões das Assembleias Gerais pelo cônjuge, ascendente ou descendente, ou por outro accionista ou ainda por um membro do Conselho de Administração. A representação do accionista poderá ser feita através de carta dirigida

por este último ao Presidente da Mesa, com a antecedência mínima de três dias relativamente à data designada para a reunião da Assembleia Geral.

Existe um espaço próprio dedicado a "Assembleias Gerais" no site www.novabase.pt., no qual a Novabase disponibiliza a convocatória e a informação preparatória da próxima Assembleia Geral anual de accionistas, procurando assim incentivar o voto por correspondência ou através de representante.

CAPÍTULO III.

REGRAS SOCIETÁRIAS

Regulamentos Internos e de Conduta em Matéria de Sigilo

A Novabase compromete-se a garantir a confidencialidade sobre os dados disponibilizados pelos Clientes ou por terceiros envolvidos em cada projecto, não os disponibilizando a quaisquer outras entidades, salvo autorização expressa do cliente.

A Novabase assume, igualmente, o compromisso de remover e destruir, no final de cada projecto, todo e qualquer tipo de registo relacionado com os dados analisados que não venha a ser necessário para projectos subsequentes e que o Cliente considere como de acesso privilegiado.

Sem prejuízo do disposto acima, será conveniente que a definição dos processos de normalização e de identificação definidos durante um projecto, sejam salvaguardados por forma a poderem ser utilizados em eventuais extensões a esse projecto. A informação a salvaguardar consiste num conjunto de ficheiros de referência e de parametrização das ferramentas utilizadas, não havendo a necessidade de salvaguardar quaisquer dados existentes nas bases de dados processadas.

Conflitos de Interesses

Não obstante considerar-se recomendável o estabelecimento, em geral, ao nível da organização interna da sociedade, de regras destinadas a regular situações de conflito de interesses entre os membros do órgão de administração e a sociedade cotada, bem como as principais obrigações resultantes da diligência, lealdade e confidencialidade dos membros do órgão de administração, a Novabase entende não se justificar, nas circunstâncias actuais, a adopção de medidas de tal natureza, uma vez que tais situações de conflito de interesses não se têm verificado.

No entanto, a Novabase não exclui a possibilidade de virem a ser criadas comissões de controlo interno, na medida em que tal venha a tornar-se necessário.

Controlo do Risco na Actividade da Novabase

A Novabase dispõe recentemente de uma equipa de Auditoria Interna que tem como função a realização de auditorias na área financeira a empresas participadas pela Novabase. A equipa de Auditoria Interna responde directamente perante o CFO da Novabase. Apesar de focada em grandes Clientes, a Novabase dispõe de uma análise de risco de crédito de Clientes desenvolvida internamente, sempre que solicitada pelo gestor de projecto.

Na área da gestão de risco de projecto, a Novabase dispõe de uma tecnologia de qualificação de projectos, mediante a análise de determinados parâmetros. Uma vez qualificado o risco do projecto, será ao mesmo atribuído um gestor de projecto com a senioridade equivalente. Em 2002 foram efectuadas diversas acções de formação a gestores de projectos, de forma a aumentar a sua qualificação. Ao nível da proposta, foi instituído um sistema de plafonds em função do qual a autorização da proposta necessita da validação da hierarquia correspondente, que no plafond máximo depende da própria administração. Existe um procedimento de validação, envio e arquivo central de propostas, que ao nível contratual, é revisto pelo departamento jurídico da Novabase. Este departamento emite o seu parecer, sem o qual a proposta não será enviada ao cliente.

Desenvolvendo a Novabase a sua actividade na área das Tecnologias da Informação, existe para si o risco de (i) as soluções desenvolvidas se tornarem obsoletas num espaço de tempo relativamente curto; (ii) a aposta no desenvolvimento de uma determinada solução não se revelar adequada; e (iii) o timing do desenvolvimento e proposta de novas soluções ser menos ajustado em relação às exigências do mercado. Tendo em conta os referidos riscos, a Novabase constituiu uma área de Gestão de Oferta, que procede à avaliação da indústria, com os objectivos de detectar as tendências que se formam e de promover o desenvolvimento de competências dentro da Novabase para endereçar as mesmas. Administradores de várias participadas da Novabase dedicam-se especialmente à área das tecnologias, mantendo uma relação privilegiada e atenta com os analistas independentes sobre o mercado das tecnologias da informação.

Limites ao Exercício de Direito de Voto, Direitos Especiais e Acordos Parassociais

Não existem limites estatutários ao direito de voto, não existindo igualmente acções que confiram direitos especiais.

Em 14 de Junho de 2000, foi celebrado um acordo parassocial entre os seguintes accionistas da Novabase:

  • Rogério Santos Carapuça
  • José Afonso Sousa
  • Pedro Marques Carvalho
  • Luís Paulo Salvado
  • João Nuno Bento
  • Álvaro Silva Ferreira
  • Paulo Jorge Andrez
  • João Vasco Ranito
  • João Filipe Neto
  • José Carlos Jesus
  • Nuno Miguel Duarte
  • Manuel Tavares Festas
  • Fernando Ribeiro Marques

O Acordo tem um período de validade de três anos e foi, nas suas partes essenciais, transcrito no prospecto de admissão à negociação submetido à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e os principais factos que dele resultam são os seguintes:

  • 1. Obrigações relativamente à composição dos Órgãos Sociais e à eleição dos respectivos membros.
  • 2. Obrigação e compromisso de não alienar as respectivas acções excepto nas condições e termos autorizados por uma maioria igual ou superior a 2/3 das acções detidas pelos signatários do Acordo.
  • 3. Obrigação dos signatários de permanecerem na Novabase em funções de gestão em regime de exclusividade.

Para além do acordo parassocial acima descrito, e de um entendimento com sete quadros seniores da Novabase referente a 96.000 acções por estes detidas (resultantes do mecanismo de alinhamento de interesses referido no Relatório de Gestão do ano transacto), a Novabase não tem conhecimento da existência de quaisquer outros acordos parassociais sobre as acções representativas do seu capital social.

CAPÍTULO IV . ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO

O Conselho de Administração da Novabase é actualmente composto por 11 membros. Nos termos do artigo 14º dos estatutos, o Conselho de Administração pode delegar

num administrador determinadas funções específicas de administração, devendo para o efeito exarar em acta os poderes delegados, podendo igualmente delegar numa comissão executiva, constituída por cinco administradores, a gestão corrente da sociedade.

Caso venha a ser constituída, o Conselho de Administração fixará as atribuições da comissão executiva na gestão corrente da sociedade, delegando nela, quando necessário, todas as competências cuja inclusão não está vedada pelo artigo quatrocentos e sete do Código das Sociedades Comerciais.

Os membros do Conselho de Administração em exercício foram eleitos por unanimidade dos accionistas ao tempo da sua eleição. Desde a dispersão do capital social da Novabase, através da admissão à negociação em Bolsa das suas acções, não houve ainda qualquer eleição para os órgãos sociais, pelo que todos os actuais administradores da Novabase são accionistas, não revestindo qualquer um deles o carácter de independente, no sentido de não disporem de uma participação no capital social da empresa.

Para além das funções de administração da Novabase, os membros do Conselho de Administração que exercem igualmente funções de administração noutras sociedades do Grupo são:

Administrador Sociedade do Grupo Novabase
Rogério Santos Carapuça - Novabase Sistemas de Informação, S.A.
- Novabase Saúde, S.A.
José Afonso Sousa - Novabase Capital, S.A.
- Novabase Serviços, S.A.
- OctalTV
- TVLab
- Superemprego
Pedro Marques Carvalho - Novabase Sistemas de Informação, S.A.
- Novabase Serviços, S.A.
Luís Paulo Salvado - Cfocus, S.A.
- Novabase Serviços, S.A.
- Novabase Data Quality, S.A.
- Novabase Geoinformação, S.A.
- Novabase Outsourcing, S.A.
- Celfocus, S.A.
- Novabase Gestão de Activos
João Nuno Bento - Novabase Suporte à Decisão, S.A.
- Novabase Sistemas de Informação, S.A.
- Cfocus, S.A.
- Novabase Desenvolvimento à Medida, S.A.
- Novabase Data Quality, S.A.
- Novabase Gestão Empresarial, S.A.
- Novabase Outsourcing, S.A.
- Celfocus, S.A.
- Novabase Gestão de Activos
- Mentor IT, S.A.
Álvaro Silva Ferreira - NBO, S.A.
- Novabase Sistemas de Informação, S.A.
- Novabase Serviços, S.A.
- Deltafor
- Superemprego
Paulo Jorge Andrez - Deltafor
- Superemprego
- SAF
- Clipanúncios
- Milenar, S.A.
- NBO, S.A.
João Vasco Ranito - Novabase Porto, S.A.
- Novabase Desenvolvimento à Medida, S.A.
- Novabase Saúde, S.A.
- Novabase ERP
João Filipe Neto - Novabase Porto, S.A.
- Novabase Sistemas de Informação, S.A.
- Novabase Saúde, S.A.
José Carlos Jesus - TVLAb
- Octal, S.A.
- OctalTV
Nuno Miguel Duarte - TVLAb
- OnTV
- Octal, S.A.
- OctalTV

Nos termos dos estatutos sociais, o Conselho de Administração reunirá sempre que for convocado pelo seu presidente ou por outros dois administradores, devendo reunir pelo menos uma vez por mês. Durante o exercício de 2002 o Conselho de Administração da Novabase efectivamente reuniu regularmente, no mínimo uma vez por mês, garantindo o controlo efectivo da gestão da sociedade.

A remuneração dos membros do Conselho de Administração não se encontra dependente dos resultados da sociedade nem da evolução da cotação das acções da Novabase na Euronext Lisboa.

Durante o exercício de 2002 os membros do Conselho de Administração auferiram remunerações no montante global de 1.3 M€. Não foram até esta data atribuídas quaisquer Opções de Subscrição e/ou Aquisição de Acções da Novabase aos membros do Conselho de Administração.

NOVABASE S.G.P.S., S.A. CONTAS DE 2002

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

BASES DE APRESENTAÇÃO DESTE RELATÓRIO SOBRE AS CONTAS 2002

O Relatório sobre as Contas 2002 da Novabase S.G.P.S., S.A., apresenta em simultâneo as Contas Consolidadas e Individuais.

Por um lado, com o objectivo claro e manifesto de se proceder ao integral cumprimento do Normativo Legal e Contabilístico consubstanciado em especial no Plano Oficial de Contabilidade, mas por outro lado também, com o objectivo de se divulgar a realidade económico-financeira e qualitativa do Grupo Novabase de acordo com elevados padrões de referência internacional, o Conselho de Administração do Grupo entendeu ser o momento adequado a reestruturar a apresentação da informação financeira por forma a antecipar a implementação gradual e sustentada dos Princípios e Normas Internacionais de Contabilidade, que será obrigatória apenas a partir de 2005, inclusive.

Em consequência, o presente Relatório sobre as Contas 2002, encontra-se divido em 4 partes, nomeadamente:

I. Elementos Contabilísticos Exigidos pelo Plano Oficial de Contabilidade Basicamente são incluídas, nesta parte, as peças contabilísticas de divulgação obrigatória, bem como a menção a todos os pontos referidos nos Anexos obrigatórios às respectivas peças contabilísticas.

II. Demonstrações Financeiras - 2002 e 2001

Inclui o conjunto completo de balanços, demonstração de resultados, por natureza e por funções, mapas de fluxos de caixa, mapas de movimentos nos capitais próprios, em simultâneo em base consolidada e base individual, bem como toda a divulgação / "disclosure" de notas explicativas.

Todas as demonstrações e apresentações da informação económico-financeira, em base consolidada e individual, foram desenvolvidas e preparadas de acordo com os formatos das Normas Internacionais de Contabilidade.

III. Demonstrações Financeiras - Pró-forma IAS - 2002 e 2001

Ainda que obrigatória apenas a partir de 2005, inclusive, a apresentação de demonstrações financeiras consolidadas preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade (NIC's "IAS") para empresas cotadas em Bolsa, o Conselho de Administração da Novabase S.G.P.S. entendeu divulgar, desde já, simultaneamente a reconciliação dos Resultados Líquidos Pró-forma IAS Consolidados e dos Capitais Próprios Pró-forma IAS Consolidados, bem como a divulgação do Balanço e a Demonstração dos Resultados Consolidados IAS Próforma apurados por referência aos Princípios Contabilísticos Geralmente Aceites em Portugal e às Normas Internacionais de Contabilidade.

IV. Documentos do Conselho Fiscal, do Auditor registado na CMVM e dos Auditores Externos

Relativos às DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS elaboradas de acordo com os Princípios Contabilísticos Geralmente Aceites em Portugal

Inclui o conjunto completo dos Relatórios, Pareceres e Certificações Legais sobre as contas consolidadas e as individuais, com referência aos Pontos I e II acima identificados.

Relativos às DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Pró-forma IAS

Inclui o relatório de Revisão Limitada sobre o Balanço Consolidado Pró-forma e a Demonstração dos Resultados Consolidados Pró-forma, preparados de acordo com a Normas Internacionais de Contabilidade, com referência ao Ponto III acima identificado.

NOVABASE S.G.P.S., S.A. CONTAS CONSOLIDADAS DE 2002

I - Elementos Contabilísticos exigidos pelo Plano Oficial de Contabilidade (POC)

BALANÇO CONSOLIDADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2002 E 2001 NOVABASE, Sociedade Gestora de participações Sociais, SA

(Valores expressos em milhares de Euros)

2002 2001
Activo Amortizações Activo Activo
ACTIVO Bruto Provisões Líquido Líquido
IMOBILIZADO
Imobilizado Incorpóreo
Despesas de instalação 2 009 1 480 529 843
Despesas de investigação e desenvolvimento 7 131 3 043 4 088 1 826
Propriedade industrial e outros direitos 5 844 229 5 615 148
Trespasses sobre negócios 6 415 481 5 934 1 299
Imobilizações em curso 4 022 - 4 022 3 377
Diferenças de consolidação 13 111 3 634 9 477 10 293
38.532 8.867 29.665 17.786
Imobilizado Corpóreo
Edifícios e outras construções 994 443 551 250
Equipamento básico 7 877 4 348 3 529 2 595
Equipamento de transporte 3 801 2 320 1 481 2 044
Ferramentas e utensílios 125 42 83 114
Equipamento administrativo 1 418 750 668 675
Outras imobilizações corpóreas 12 6 6 6
14.227 7.909 6.318 5.684
Investimentos Financeiros
Partes de capital em empresas associadas 1 049 - 1 049 2 101
Empréstimos a empresas associadas
Partes de capital em outras empresas participadas
-
18
-
-
-
18
-
3
Empréstimos a outras empresas participadas - - - -
Obrigações e títulos de participação 8 - 8 8
Outras aplicações financeiras - - - -
1.075 - 1.075 2.112
CIRCULANTE
Existências
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo 6 638 - 6 638 5 069
Produtos e trabalhos em curso 184 30 154 184
Produtos acabados 2 427 - 2 427 1 947
Mercadorias 152 - 152 561
9.401 30 9.371 7.761
Dívidas de Terceiros - Curto Prazo
Clientes conta corrente 31 902 - 31 902 30 242
Clientes - títulos a receber 109 - 109 -
Clientes de cobrança duvidosa 1 870 1 870 - 71
Empresas associadas 274 - 274 -
Outros accionistas 308 - 308 42
Adiantamentos a fornecedores 1 112 - 1 112 165
Adiantamentos a fornecedores de imobilizado - - - -
Estado e outros entes públicos 2 972 - 2 972 649
Outros devedores 5 036 197 4 839 13 043
43.583 2.067 41.516 44.212
Títulos Negociáveis
Títulos negociáveis 622 - 622 612
Outras aplicações de tesouraria 8 225 - 8 225 16 924
8.847 - 8.847 17.536
Depósitos Bancários e Caixa
Depósitos bancários 20 401 20 401 9 231
Caixa 144 144 38
20.545 20.545 9.269
Acréscimos e Diferimentos
Acréscimos de proveitos
2 077 2 077 1 930
Custos diferidos 4 284
6.361
4 284
6.361
1 718
3.648
Total de Amortizações 16.776
2.097
Total de Provisões 18.873 123.698 108.008
TOTAL 142.571
O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração

BALANÇO CONSOLIDADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2002 E 2001 NOVABASE, Sociedade Gestora de participações Sociais, SA

(Valores expressos em milhares de Euros)

CAPITAL PRÓPRIO 2002 2001
CAPITAL PRÓPRIO
Capital social 14 128 14 128
Acções próprias ( 12) ( 44)
Prémios de emissão de acções 35 153 35 162
Diferenças de consolidação 84 86
Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas 11 472 ( 81)
Reservas: -
- Reservas legais 752 563
- Reservas livres 942 4 667
- Outras reservas - -
Diferenças de conversão cambial
Resultados transitados
( 2 544)
-
185
( 171)
59.975 54.495
Resultado líquido do exercício 9.459 8.886
Total do Capital Próprio 69.434 63.381
Interesses Minoritários de Resultados 738 1 002
Interesses Minoritários de Reservas 4 269 2 675
Total dos Interesses Minoritários 5.007 3.677
PASSIVO
Dívidas a Terceiros - Médio e Longo Prazo:
Dívidas a instituições de crédito
6.000 1.983
Fornecedores de imobilizado 505 1.009
6.505 2.992
Dívidas a Terceiros - Médio e Longo Prazo:
Dívidas a instituições de crédito 4 235 1 753
Adiantamento por conta de vendas - -
Fornecedores conta corrente 15 888 14 857
Fornecedores de imobilizado 1 732 1 580
Empresas associadas - 93
Outros accionistas 77 17
Estado e outros entes públicos 7 929 8 120
Outros credores 3 403 1 998
33.264 28.418
Acréscimos e Diferimentos
Acréscimos de custos
6 515 5 628
Proveitos diferidos 2 973 3 912
9.488 9.540
Total do Passivo 49.257 40.950
Total do Capital Próprio e de Interesses Minoritários 74.441 67.058
TOTAL 123.698 108.008
O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração

(Assinatura ilegível) (Assinaturas ilegíveis)

NOVABASE, Sociedade Gestora de participações Sociais, SA

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS CONSOLIDADOS PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2002 E 2001

(Valores expressos em milhares de Euros)
------------------------------------------ --
2002 2001
CUSTOS E PERDAS
Custo das mercad. vend. e das matérias consumidas
Fornecimentos e serviços externos
30 455
36 383
25 232
28 330
Custos com o pessoal:
Remunerações
Encargos sociais
Outros
24 765
5.104
487
30.356
97.194
24 096
4.546
1 011
29.653
83.215
Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo
Provisões
6 439
590
7.029
104.223
4 621
363
4.984
88.199
Impostos
Outros custos e perdas operacionais
(A)
95
19
114
104.337
65
12
77
88.276
Custos e perdas financeiras
(C)
Custos e perdas extraordinárias
(E)
Imposto sobre o rendimento do exercicio
(G)
Interesses minoritários
Resultado consolidado líquido do exercício
1.501
105.838
3 453
109.291
(111)
109.180
738
9.459
119.377
1.303
89.579
303
89.882
2.487
92.369
1.002
8.886
102.257
PROVEITOS E GANHOS
Vendas
Prestações de serviços
40 474
73 589
114.063 33 397
63 069
96.466
Trabalhos para a própria empresa
Proveitos suplementares
Subsídios à exploração
Outros proveitos e ganhos operacionais
(B)
1.672
238
551
218
2.679
116.742
2.937
244
283
12
3.476
99.942
Proveitos e ganhos financeiros
(D)
Proveitos e ganhos extraordinários
(F)
913
117.655
1 722
119.377
1 095
101.037
1 220
102.257
Resultados operacionais
Resultados financeiros
Resultados correntes
Resultados antes de impostos
Resul. consolidados e interesses minoritários
(B) - (A)
(D - B) - (C - A)
(D) - (C)
(F) - (E)
(F) - (G)
12.405
(588)
11.817
10.086
10.197
11.666
(208)
11.458
12.375
9.888
O Técnico Oficial de Contas
(Assinatura ilegível)
O Conselho de Administração
(Assinaturas ilegíveis)

NOVABASE S.G.P.S., S.A. CONTAS INDIVIDUAIS DE 2002

NOVABASE, Sociedade Gestora de participações Sociais, SA

BALANÇO INDIVIDUAL EM 31 DE DEZEMBRO DE 2002 E 2001

(Valores expressos em milhares de Euros)

2002 2001
Activo Amortizações Activo Activo
ACTIVO Bruto Provisões Líquido Líquido
ACTIVO
Imobilizado
Imobilizado Incorpóreo
Despesas de instalação
258 257 1 74
Despesas de investigação e desenvolvimento 3 1 2 3
Propriedade industrial e outros direitos - - - -
Diferenças de consolidação (Trespasses)
Imobilizações em curso
11 430
-
3 299
-
8 131
-
9 524
-
11.691 3.557 8.134 9.601
Imobilizado Corpóreo
Edifícios e outras construções
Equipamento básico
544
46
322
36
222
10
230
11
Equipamento de transporte 21 21 - -
Ferramentas e utensílios - - - 1
Equipamento administrativo - - - -
Outras imobilizações corpóreas -
611
-
379
-
232
-
242
Investimentos Financeiros
Partes de capital em empresas do grupo
Empréstimos a empresas do grupo
38 416
9 197
-
-
38 416
9 197
30 780
-
Partes de capital em empresas associadas - - - 1 310
Empréstimos a empresas associadas - - - -
Títulos e outras aplicações financeiras - - - -
Outros empréstimos concedidos 2
47.615
-
-
2
47.615
2
32.092
CIRCULANTE
Existências
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo
- - - -
Produtos e trabalhos em curso - - - -
Produtos acabados - - - -
Mercadorias -
-
-
-
-
-
-
-
Dívidas de Terceiros - Cruto Prazo
Clientes conta corrente 6 794 - 6 794 4 310
Clientes de cobrança duvidosa
Empresas do grupo
434
23
434
-
-
23
5
-
Empresas participadas e participantes - - - -
Outros accionistas - - - -
Adiantamentos a fornecedores 921 - 921 32
Adiantamentos a fornecedores de imobilizado
Estado e outros entes públicos
-
277
-
-
-
277
-
69
Outros devedores 19 339 - 19 339 17 091
Subscritores de capital - - - -
27.788 434 27.354 21.507
Títulos Negociáveis
Títulos negociáveis 612 - 612 612
Outras aplicações de tesouraria 8 225 - 8 225 16 233
8.837 - 8.837 16.845
Depósitos Bancários e Caixa
Depósitos bancários 565 565 67
Caixa 1
566
1
566
1
68
Acréscimos e Diferimentos
Acréscimos de proveitos 1 639 1 639 23
Custos diferidos 26
1.665
26
1.665
16
39
Total de Amortizações 3.936
Total de Provisões 434
TOTAL 98.773 4.370 94.403 80.394
O Técnico Oficial de Contas
(Assinatura ilegível)
O Conselho de Administração (Assinaturas ilegíveis)

NOVABASE, Sociedade Gestora de participações Sociais, SA

BALANÇO INDIVIDUAL EM 31 DE DEZEMBRO DE 2002 E 2001

(Valores expressos em milhares de Euros)

CAPITAL PRÓPRIO 2002 2001
CAPITAL PRÓPRIO
Capital social 14 128 14 128
Acções próprias ( 12) ( 44)
Prémios de emissão de acções 35 153 35 153
Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas 11 556 6 528
Reservas:
- Reservas legais 752 319
- Reservas livres 942 901
Diferenças de conversão cambial ( 2 544) 185
Resultados transitados - 717
59.975 57.887
Resultado líquido do exercício
Total do Capital Próprio
9.459
69.434
8.678
66.565
PASSIVO
Dívidas a Terceiros - Médio e Longo Prazo:
Dívidas a instituições de crédito 6.000 -
Fornecedores de imobilizado 62 -
6.062 -
Dívidas a Terceiros - Curto Prazo:
Dívidas a instituições de crédito 78 31
Adiantamento por conta de vendas - -
Fornecedores conta corrente 1 075 1 259
Fornecedores de imobilizado - -
Empresas do grupo
Empresas participadas e participantes
1 081
-
-
-
Outros accionistas - -
Estado e outros entes públicos 436 124
Outros credores 15 931 12 182
18.601 13.596
Acréscimos e Diferimentos
Acréscimos de custos 256 202
Proveitos diferidos 50 31
306 233
Total do Passivo 24.969 13.829
Total do Capital Próprio e do Passivo 94.403 80.394
O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração

(Assinatura ilegível) (Assinaturas ilegíveis)

2002 2001 CUSTOS E PERDAS Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas - - Fornecimentos e serviços externos 726 1 467 Custos com o pessoal: Remunerações 1 324 1 328 Encargos sociais 146 132 Outros 11 1.481 18 1.478 2.207 2.945 Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo 1 242 945 Provisões - 1.242 73 1.018 3.449 3.963 Impostos - 1 Outros custos e perdas operacionais 4 4 3 4 (A) 3.453 3.967 Custos e perdas financeiras 3 380 698 (C) 6.833 4.665 Custos e perdas extraordinárias 424 228 (E) 7.257 4.893 Imposto sobre o rendimento do exercicio 128 245 (G) 7.385 5.138 Resultado líquido do exercício 9.459 8.678 16.844 13.816 PROVEITOS E GANHOS Vendas - - Prestações de serviços 4 829 4.829 2 340 2.340 Trabalhos para a própria empresa - - Proveitos suplementares 97 16 Subsídios à exploração 31 - Outros proveitos e ganhos operacionais - 128 - 16 (B) 4.957 2.356 Proveitos e ganhos financeiros 10 492 11 043 (D) 15.449 13.399 Proveitos e ganhos extraordinários 1 395 417 (F) 16.844 13.816 Resultados operacionais (B) - (A) 1.504 (1.611) Resultados financeiros (D - B) - (C - A) 7.112 10.345 Resultados correntes (D) - (C) 8.616 8.734 Resultados antes de impostos (F) - (E) 9.587 8.923 Resultados líquido do exercício (F) - (G) 9.459 8.678 DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS INDIVIDUAIS PARA NOVABASE, Sociedade Gestora de participações Sociais, SA O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração (Assinatura ilegível) (Assinaturas ilegíveis) (Valores expressos em milhares de Euros) OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2002 E 2001

CONSOLIDADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2002 E 2001 ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS

As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano Oficial de Contabilidade para as demonstrações financeiras consolidadas.

  • 1 ) As informações sobre as empresas incluídas na consolidação, relativamente à firma, sede, fracção de capital detida e condições referidas no nº 1 do artº 1º do DL nº 238/91 de 2 de Julho que determinaram que se efectuasse a consolidação, constam nas notas 1, 4 e 5 das Demonstrações Financeiras.
  • 2 ) As informações sobre as filiais excluídas da consolidação são apresentada na nota 5 das Demonstrações Financeiras.
  • 3 ) As empresas associadas consolidadas pelo método de equivalência patrimonial são apresentadas no que diz respeito à sua firma, sede e fracção de capital detida na nota 5 das Demonstrações Financeiras.
  • 4 ) As informações sobre as empresas associadas excluídas da consolidação são apresentadas na nota 5 das Demonstrações Financeiras.
  • 5 ) As informações relativas à firma, sede, fracção de capital detida relacionadas com as empresas consolidadas pelo método proporcional, bem como os factos em que se baseia a direcção conjunta, são referidos na nota 5 das Demonstrações Financeiras.
  • 6 ) As empresas detidas em pelo menos 10% por empresas referidas nas notas acima indicadas nos números 1 ou 2 são apresentadas no que diz respeito à sua firma, sede e fracção de capital detida na nota 5 das Demonstrações Financeiras.
  • 7 ) A desagregação por categorias do nº médio de trabalhadores ao serviço das empresas incluídas na consolidação, quer pelo método integral, quer pelo método proporcional, é evidenciada na nota 21 das Demonstrações Financeiras.
  • 8 ) Não se verificaram situações em que a aplicação das normas de consolidação definidas no DL nº 238/91 de 2 de Julho não tenham sido suficientes para se obter uma imagem verdadeira e apropriada da situação financeira e dos resultados do conjunto das empresas incluídas na consolidação.
  • 9 ) As normas de consolidação definidas no DL nº 238/91 de 2 de Julho foram aplicadas na íntegra.
  • 10 )Na nota 4 das Demonstrações Financeiras, procede-se à discriminação da rubrica "Diferenças de Consolidação" e explicitação dos métodos de cálculo adoptados, assim como as variações face ao exercício anterior.
  • 11 ) Os métodos e procedimentos utilizados na consolidação do presente exercício foram aplicados de forma consistente com o exercício anterior.
  • 12 )As demonstrações financeiras consolidadas apresentam os activos, os passivos, os capitais próprios e os resultados das empresas incluídas na consolidação como se se tratasse de uma única empresa.
  • 13 )As demonstrações financeiras consolidadas foram elaboradas com referência à mesma data das demonstrações financeiras de todas as empresas incluídas na consolidação.
  • 14 ) As alterações ao perímetro de consolidação constam da nota 5 das Demonstrações Financeiras.
  • 15 ) As demonstrações financeiras consolidadas e as demonstrações financeiras das empresas incluídas na consolidação utilizam os critérios de valorimetria apresentados na nota 1 das Demonstrações Financeiras - Políticas Contabilísticas.
  • 16 ) Não se efectuaram ajustamentos excepcionais ao valor dos activos com fins exclusivamente fiscais que não tenham sido eliminados na consolidação.
  • 17 ) As diferenças de consolidação são amortizadas pelo método das quotas constantes durante um período de dez anos, que se estima ser o tempo necessário para recuperar o investimento.
  • 18 ) Os critérios, utilizados pelo conjunto das empresas incluídas na consolidação, quanto à contabilização das participações em empresas associadas estão explicitados na nota 1 das Demonstrações Financeiras.
  • 19 ) As empresas associadas cuja participação está contabilizada pelo custo de aquisição estão referidas na nota 5 das Demonstrações Financeiras.
  • 20 ) Não foram efectuadas derrogações quanto à homogeneização dos critérios de valorimetria usados pelas associadas.

  • 21 )Os compromissos financeiros assumidos pelo Grupo que não figuram no balanço consolidado dizem respeito, por um lado, aos encargos financeiros relativos ao aluguer de viaturas (ver nota 2 das Demonstrações Financeiras) e, por outro, a garantias bancárias prestadas a terceiros (ver nota 28 das Demonstrações Financeiras).

  • 22 ) Na nota 28 das Demonstrações Financeiras, faz-se a desagregação, por natureza, das responsabilidades das empresas incluídas na consolidação por garantias prestadas e são explicitadas as garantias reais.
  • 23 )Os critérios de valorimetria aplicados às várias rubricas das demonstrações financeiras consolidadas, bem como os métodos utilizados no cálculo dos ajustamentos de valor, designadamente amortizações e provisões, encontram-se discriminados na nota 1 das Demonstrações Financeiras.
  • 24 )Os elementos incluídos nas demonstrações financeiras consolidadas, que se encontravam originalmente expressos em moeda estrangeira, foram convertidos para contra-valores em euros, de acordo com as políticas contabilísticas apresentadas na nota 1 das Demonstrações Financeiras.
  • 25 )As despesas de instalação e de investigação e desenvolvimento encontram-se desenvolvidas na nota 3 das Demonstrações Financeiras.
  • 26 ) Os trespasses sobre negócios são amortizados durante um período que oscila entre os 3 e os 10 anos. (Ver nota 3 das Demonstrações Financeiras.)
  • 27 )Nas notas 2 e 3 das Demonstrações Financeiras, são apresentados os movimentos ocorridos quer nas rubricas do activo imobilizado constantes do balanço consolidado, quer nas respectivas amortizações e provisões.
  • 28 ) Não foram capitalizados, no exercício, custos respeitantes a empréstimos obtidos para financiar imobilizações.
  • 29 )Não houve ajustamentos de valor dos activos compreendidos na consolidação que tenham sido objecto de amortizações ou de provisões extraordinárias, com fins exclusivamente fiscais.
  • 30 )Não se considera que haja elementos do activo circulante que apresentem diferenças materialmente relevantes entre o custo calculado de acordo com os critérios valorimétricos adoptados e os respectivos preços de mercado.
  • 31 )Não se atribuiu a qualquer elemento do activo circulante um valor inferior ao mais baixo do custo ou do mercado.
  • 32 )Não foram detectados elementos do activo circulante em que se preveja uma descida estável no valor.
  • 33 )Não existem dívidas para com terceiros que tenham um prazo de vencimento superior a cinco anos.
  • 34 )Não existem dívidas a terceiros cobertas por garantias reais prestadas pelas empresas incluídas na consolidação.
  • 35 )Não ocorreram situações em que se tenha verificado uma diferença entre os montantes das dívidas a pagar e as respectivas quantias arrecadadas.
  • 36 )O valor líquido consolidado das vendas e das prestações de serviços discriminado por categorias e mercados geográficos é analisado na nota 19 das Demonstrações Financeiras.
  • 37 )Na determinação do resultado consolidado, não existem efeitos determinados pela utilização de critérios de valorimetria não previstos no POC ou pela criação de amortizações ou provisões extraordinárias com fins exclusivamente fiscais.
  • 38 )A diferença entre os impostos imputados à demonstração consolidada dos resultados do exercício e dos exercícios anteriores e os impostos já pagos e a pagar relativamente a esses exercícios é analisada na nota 27 das Demonstrações Financeiras.
  • 39 )A indicação global, para cada um dos órgãos de administração e de fiscalização da Novabase S.G.P.S., S.A., das remunerações atribuídas aos seus membros consta da nota 21 das Demonstrações Financeiras.
  • 40 )Não foram concedidos empréstimos ou adiantamentos aos membros dos órgãos de administração ou de fiscalização da Novabase S.G.P.S., S.A..
  • 41 )Não ocorreram, em nenhuma das empresas incluídas na consolidação, reavaliações de imobilizações corpóreas ou de investimentos financeiros, pelo que não houve que recorrer a qualquer diploma legal.
  • 42 ) Não há reavaliação de imobilizado a discriminar.

  • 43 ) Todas as contas do balanço e da demonstração de resultados consolidados são comparáveis com as do exercício anterior.

  • 44 )A demonstração consolidada dos resultados financeiros é apresentada na nota 24 das Demonstrações Financeiras.
  • 45 ) Os resultados extraordinários consolidados são decompostos na nota 25 das Demonstrações Financeiras.
  • 46 ) A exposição dos movimentos ocorridos nas várias contas de provisões acumuladas é feita nas notas 7, 8 e 9 das Demonstrações Financeiras.
  • 47 )A indicação dos bens utilizados em locação financeira e respectivos valores contabilísticos consta da nota 2 das Demonstrações Financeiras.
  • 48 )Não existem dívidas tituladas que não estejam evidenciadas no balanço consolidado.
  • 49 )Não existem outras informações exigidas por diplomas legais.
  • 50 )Outras informações relevantes para a percepção da situação financeira e dos resultados do conjunto das empresas incluídas na consolidação podem ser analisadas nas notas explicativas das Demonstrações Financeiras.
  • CONSOLIDADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2002 E 2001 ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS

A actividade da Novabase, enquanto Sociedade Gestora de Participações Sociais, é regulada pelo Decreto-lei n.º 495/88, de 30 de Dezembro, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 318/94, de 24 de Dezembro, e pelo Decreto-Lei n.º 378/98, de 27 de Novembro, pelo Código das Sociedades Comerciais, pelos estatutos e demais legislação aplicável.

  • 1 ) As demonstrações financeiras do exercício foram preparadas, em todos os seus aspectos materiais, em conformidade com o Plano Oficial de Contabilidade (POC).
  • 2 ) As demonstrações financeiras do exercício são comparáveis, em todos os aspectos materialmente relevantes, com as do exercício anterior, não se tendo verificado alterações nas políticas contabilísticas.
  • 3 ) As políticas e critérios valorimétricos estão apresentados na nota 1 das Demonstrações Financeiras.
  • 4 ) As cotações utilizadas para actualização das dívidas activas e passivas em moeda estrangeira estão de acordo com os princípios contabilísticos expressos na nota 1 das Demonstrações Financeiras.
  • 5 ) O resultado do exercício não foi afectado com vista a obter vantagens fiscais.
  • 6 ) As situações com impacto significativo nos impostos futuros são analisadas na nota 27 das Demonstrações Financeiras.
  • 7 ) O efectivo médio de trabalhadores ao serviço da Novabase S.G.P.S., S.A. encontra-se referido na nota 21 das Demonstrações Financeiras.
  • 8 ) A informação sobre as despesas de instalação e de investigação e desenvolvimento é apresentada na nota 3 das Demonstrações Financeiras.
  • 9 ) A amortização das diferenças de consolidação (trespasses) é efectuada no período de 10 anos que se estima ser o período de retorno do investimento efectuado.
  • 10 ) Os movimentos ocorridos no activo imobilizado são exibidos nas notas 2 e 3 das Demonstrações Financeiras.
  • 11 ) Não foram capitalizados quaisquer custos respeitantes a empréstimos obtidos para financiar imobilizações.
  • 12 ) Não foi feita qualquer reavaliação de imobilizado, pelo que não houve que recorrer a qualquer diploma legal.

13 ) Não há reavaliação de imobilizado a discriminar.

  • 14 ) A classificação das imobilizações corpóreas e em curso por afectação, bem como a discriminação dos custos financeiros nelas capitalizados podem analisar-se nas notas 2 e 3 das Demonstrações Financeiras.
  • 15 ) A discriminação dos bens utilizados em regime de locação financeira e respec-

tivos montantes contabilísticos estão apresentados na nota 2 das Demonstrações Financeiras.

  • 16 ) As informações sobre as empresas do Grupo, associadas e participadas, relativamente à firma, sede, fracção de capital detida, bem como o valor dos capitais próprios e do resultado encontram-se expostas na nota 5 das Demonstrações Financeiras.
  • 17 ) Na conta "Títulos Negociáveis", não existem acções ou quotas de empresas cujo valor contabilístico represente mais de 5% do activo circulante desta sociedade.
  • 18 ) A Novabase S.G.P.S., S.A. não detém qualquer fundo.
  • 19 ) Não se verificam diferenças materialmente relevantes entre o custo dos elementos de activo circulante, calculados de acordo com os critérios valorimétricos adoptados e as quantias correspondentes aos respectivos preços de mercado.
  • 20 ) Não foi atribuído a quaisquer elementos do activo circulante um valor inferior ao mais baixo entre o custo e o valor do mercado.
  • 21 ) Por não se prever uma descida estável do valor de quaisquer elementos do activo circulante, não foram criadas provisões extraordinárias.
  • 22 ) Não há existências que se encontrem fora da empresa.
  • 23 ) O valor das dívidas de cobrança duvidosa corresponde aos valores evidenciados no balanço.
  • 24 )Não foram concedidos empréstimos ou adiantamentos aos membros dos órgãos de administração ou de fiscalização da Novabase S.G.P.S., S.A..
  • 25 )O valor das dívidas activas e passivas respeitantes ao pessoal da empresa encontra-se resumido na nota 9 das Demonstrações Financeiras.
  • 26 ) O valor das dívidas tituladas encontra-se evidenciado no balanço.
  • 27 ) Não foram emitidas quaisquer obrigações convertíveis, títulos de participação ou direitos similares.
  • 28 ) A Novabase S.G.P.S., S.A. não tem débitos em mora ao Estado ou a outros entes públicos.
  • 29 ) Não existem dívidas a terceiros há mais de cinco anos.
  • 30 )As dívidas a terceiros cobertas por garantias reais prestadas pela empresa encontram-se discriminadas por natureza, forma e rubricas de balanço na nota 28 das Demonstrações Financeiras.
  • 31 )A informação sobre o valor dos compromissos financeiros que não figuram no balanço consta da nota 28 das Demonstrações Financeiras.
  • 32 )As responsabilidades da Novabase S.G.P.S., S.A. por garantias prestadas estão desdobradas de acordo com a natureza e garantias reais na nota 28 das Demonstrações Financeiras.
  • 33 )Não ocorreu qualquer situação em que se tenha verificado uma diferença entre as importâncias das dívidas a pagar e as correspondentes quantias arrecadadas.
  • 34 )O desdobramento das contas de provisões acumuladas, bem como a explicitação dos movimentos ocorridos no exercício encontram-se expostos nas notas 7, 8 e 9 das Demonstrações Financeiras.
  • 35 )Durante este exercício, a Novabase S.G.P.S., S.A. não foi submetida a qualquer aumento ou redução de capital. Além disso, todo o capital subscrito até ao fim deste exercício encontra-se realizado.
  • 36 )A decomposição, por categorias, das acções em que se divide o capital da empresa, em número e valor nominal, consta da nota 12 das Demonstrações Financeiras.
  • 37 ) No capital subscrito, não participa em mais de 20% qualquer pessoa colectiva.
  • 38 ) No decurso deste excercício, não foram subscritas quaisquer acções.
  • 39 ) Não se verificaram quaisquer variações nas reservas de reavaliação, durante o exercício.
  • 40 ) O movimento ocorrido em cada uma das rubricas de capital próprio, em base individual, é analisado da seguinte forma:

(Ver quadro na página seguinte)

Saldo
Inicial
Aumentos Diminuições Saldo
Final
Capital social 14.128 - - 14.128
Acções próprias (44) 32 - (12)
Prémios de emissão de acções 35.153 - - 35.153
Ajustamentos de partes de capital
em filiais e associadas 6.713 5.028 (2.729) 9.012
Reservas Legais 319 433 - 752
Reservas Livres 901 41 - 942
Resultados transitados 717 - (717) -
Resultado líquido do exercício 2001 8.678 - (8.678) -
2002 - 9.459 - 9.459
66.565 14.993 (12.124) 69.434
  • 41 ) Durante o exercício, não se verificaram quaisquer movimentos nas rubricas de existências.
  • 42 ) A Novabase S.G.P.S., S.A. não conheceu qualquer variação na produção.
  • 43 )A indicação global, para cada um dos órgãos de administração e de fiscalização da Novabase S.G.P.S., S.A., das remunerações atribuídas aos seus membros consta da nota 21 das Demonstrações Financeiras.
  • 44 )A repartição do valor líquido das vendas e das prestações de serviços por actividades e mercados geográficos está exposta na nota 19 das Demonstrações Financeiras.
  • 45 ) Os resultados financeiros são decompostos na nota 24 das Demonstrações Financeiras.
  • 46 ) Os resultados extraordinários podem ser analisados na nota 25 das Demonstrações Financeiras.
  • 47 )Nos termos do nº 1 do artº 21º do Decreto-Lei nº 411/91 de 17 de Outubro, deve registar-se que a Novabase S.G.P.S., S.A. não é devedora de quaisquer contribuições vencidas à Segurança Social.
  • 48 )Outras informações relevantes para a compreensão dos resultados e da posição financeira podem ser analisadas nas notas explicativas das Demonstrações Financeiras.
  • E INDIVIDUAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2002 E 2001 ANEXO À DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA CONSOLIDADOS

As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida na Directriz Contabilística nº 14 e aplicam-se tanto à demonstração dos fluxos de caixa individuais como à demonstração dos fluxos de caixa consolidados.

  • 1 ) As informações relativas à aquisição ou alienação de filiais e outras actividades empresariais encontram-se explicitadas na nota 5 das Demonstrações Financeiras.
  • 2 ) A discriminação dos componentes de caixa e seus equivalentes é apresentada na nota 11 das Demonstrações Financeiras.
  • 3 ) Não existiram actividades financeiras não monetárias.
  • 4 ) A segmentação das actividades do Grupo ao nível dos fluxos de caixa não é aplicável em vista da não segmentação ao nível das demonstrações financeiras individuais ou consolidadas.
  • 5 ) Não foram consideradas relevantes para a compreensão da demonstração dos fluxos de caixa quaiquer outras informações.

(Valores expressos em milhares de Euros) II - Demonstrações Financeiras 31 de Dezembro de 2002 e 2001

NOVABASE, Sociedade Gestora de participações Sociais, SA

BALANÇO CONSOLIDADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2002 E 2001

(Valores expressos em milhares de Euros)

Notas 2002 2001
ACTIVO
Imobilizado corpóreo 2 6.318 5.684
Imobilizado incorpóreo 3 20.188 7.493
Diferenças de consolidação activas 4 9.477 10.293
Investimentos financeiros 5 1.075 2.112
Impostos diferidos activos 6 3.465 763
Total de Activos Não Correntes 40.523 26.345
Existências 7 9.371 7.761
Clientes 8 32.011 30.313
Outros devedores 9 9.505 13.899
Acréscimos e diferimentos activos 10 2.896 2.885
Títulos negociáveis 11 8.847 17.536
Caixa e disponibilidades em bancos 11 20.545 9.269
Total de Activos Correntes 83.175 81.663
123.698 108.008
CAPITAIS PRÓPRIOS
Capital social 12 14.128 14.128
Acções próprias 14 (12) (44)
Prémios de emissão 35.153 35.162
Reservas e resultados acumulados 15 10.706 5.249
Resultado líquido consolidado 15 9.459 8.886
Total dos Capitais Próprios 69.434 63.381
Interesses minoritários 16 5.007 3.677
PASSIVO
Instituições de crédito 17 6.000 1.983
Fornecedores de imobilizado 18 505 1.009
Impostos diferidos passivos 6 50 -
Total de Passivos Não Correntes 6.555 2.992
Instituições de crédito 17 4.235 1.753
Fornecedores de imobilizado 18 1.732 1.580
Fornecedores 15.888 14.857
Outros credores 9 11.409 10.228
Acréscimos e diferimentos passivos 10 9.438 9.540
Total dos Passivos Correntes 42.702 37.958
Total do Passivo 49.257 40.950
123.698 108.008

O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração

(Assinatura ilegível) (Assinaturas ilegíveis)

NOVABASE, Sociedade Gestora de participações Sociais, SA
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS CONSOLIDADOS PARA
OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2002 E 2001
(Valores expressos em milhares de Euros)
Notas 2002 2001
Vendas
Custo das vendas
Margem bruta
19
19
40.474
30.455
10.019
33.397
25.232
8.165
Outros proveitos operacionais
Prestação de serviços
Trabalhos para a própria empresa
Proveitos suplementares e subsídios à exploração
Outros proveitos de exploração
19 73.589
1.672
789
218
76.268
86.287
63.069
2.937
527
12
66.545
74.710
Outros custos operacionais
Fornecimentos e serviços externos
Custos com o pessoal
Provisões do exercício
Outros custos de exploração
20
21
22
36.383
30.356
590
114
28.330
29.653
363
77
Resultados Operacionais Brutos (EBITDA)
Amortizações do imobilizado
Amortizações de investimentos empresariais
Resultados Operacionais (EBIT)
Ganhos / (perdas) financeiras
Resultados Correntes
Ganhos / (perdas) extraordinárias
Custos de reestruturação
Resultados Antes de Impostos
Provisão para impostos sobre lucros
23
23
24
25
25
27
67.443
18.844
4.777
1.662
12.405
(588)
11.817
101
(1.832)
10.086
2.194
58.423
16.287
3.506
1.115
11.666
(208)
11.458
917
-
12.375
3.273
Provisão para impostos diferidos
Resultados Depois de Impostos
Interesses minoritários
Resultado Líquido Atribuível
Resultado por Acção - Básico - Euros
27
12
(2.305)
10.197
738
9.459
(786)
9.888
1.002
8.886
0,33 euros 0,31 euros
O Técnico Oficial de Contas
(Assinatura ilegível)
O Conselho de Administração
(Assinaturas ilegíveis)

BALANÇO INDIVIDUAL EM 31DE DEZEMBRO DE 2002 E 2001 NOVABASE, Sociedade Gestora de participações Sociais, SA

(Valores expressos em milhares de Euros)
Notas 2002 2001
ACTIVO
Imobilizado corpóreo 2 232 242
Imobilizado incorpóreo 3 3 77
Diferenças de consolidação 4 8.131 9.524
Investimentos financeiros 5 47.615 32.092
Total de Activos Não Correntes 55.981 41.935
Clientes 8 6.794 4.315
Outros devedores 9 20.560 17.192
Acréscimos e diferimentos activos 10 1.665 39
Títulos negociáveis 11 8.837 16.845
Caixa e disponibilidades em bancos 11 566 68
Total de Activos Correntes 38.422 38.459
94.403 80.394
CAPITAIS PRÓPRIOS
Capital social 12 14.128 14.128
Acções próprias 14 (12) (44)
Prémios de emissão 35.153 35.153
Reservas e resultados acumulados 15 10.706 8.650
Resultado líquido do exercício 15 9.459 8.678
Total dos Capitais Próprios 69.434 66.565
PASSIVO
Instituições de crédito 17 6.000 -
Fornecedores de imobilizado 18 62 -
Impostos diferidos passivos 6 50 -
Total de Passivos Não Correntes 6.112 -
Instituições de crédito 17 78 31
Fornecedores 1.075 1.259
Outros credores 9 17.448 12.306
Acréscimos e diferimentos passivos 10 256 233
Total dos Passivos Correntes 18.857 13.829
Total do Passivo 24.969 13.829
94.403 80.394
O Técnico Oficial de Contas
(Assinatura ilegível)
O Conselho de Administração
(Assinaturas ilegíveis)

NOVABASE, Sociedade Gestora de participações Sociais, SA

DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS INDIVIDUAIS PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2002 E 2001

(Valores expressos em milhares de Euros)

Notas 2002 2001
Vendas - -
Custo das vendas - -
Margem bruta - -
Outros proveitos operacionais
Prestação de serviços 19 4.829 2.340
Proveitos suplementares e subsídios à exploração 128 16
4.957 2.356
4.957 2.356
Outros custos operacionais
Fornecimentos e serviços externos 20 726 1.467
Custos com o pessoal 21 1.481 1.478
Provisões do exercício 22 - 73
Outros custos de exploração 4 4
2.211 3.022
Resultados Operacionais Brutos (EBITDA)
Amortizações do imobilizado
23 2.746
99
(666)
122
Amortizações de investimentos empresariais 23 1.143 823
Resultados Operacionais (EBIT) 1.504 (1.611)
Ganhos / (perdas) financeiras 24 7.112 10.345
Resultados Correntes 8.616 8.734
Ganhos / (perdas) extraordinárias 25 971 189
Resultados Antes de Impostos 9.587 8.923
Provisão para impostos sobre lucros 27 128 245
Resultado Líquido 9.459 8.678
Resultado por Acção - Básico - Euros 12 0,33 euros 0,31 euros
O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração
(Assinatura ilegível) (Assinaturas ilegíveis)

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS CONSOLIDADOS E INDIVIDUAIS, POR NOVABASE, Sociedade Gestora de participações Sociais, SA FUNÇÕES PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2002 E 2001

Consolidado Individual
2001 2002 2001
96.466 4.829 2.340
(71.239) (103) (2.336)
25.227 4.726 4
4.320 275 208
(1.731) (8) (17)
(3.578) (1.606) -
(11.140) (1.022) (799)
13.098 2.365 (604)
(655) 228 (180)
(1.303) 5.598 8.328
1.235 1.396 1.379
12.375 9.587 8.923
(2.487) (128) (245)
9.888 9.459 8.678
-
8.678
(1.002)
8.886
-
9.459
0,33 euros 0,31 euros 0,33 euros 0,31 euros

O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração (Assinatura ilegível) (Assinaturas ilegíveis)

NOVABASE, Sociedade Gestora de participações Sociais, SA

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA CONSOLIDADOS E INDIVIDUAIS, PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2002 E 2001

(Valores expressos em milhares de Euros)
------------------------------------------ -- -- -- -- --
Consolidado Individual
2002 2001 2002 2001
ACTIVIDADES OPERACIONAIS
Recebimentos de clientes 110.949 94.359 242 4.535
Pagamentos a fornecedores (68.995) (45.772) (1.395) (1.527)
Pagamentos ao pessoal (30.711) (28.940) (1.568) (1.478)
Fluxo gerado pelas operações 11.243 19.647 (2.721) 1.530
Receb. / (pagamentos) de imp. o sobre o rendimento (2.177) (5.687) (274) (153)
Outros recebimentos / (pagamentos) operacionais (30) (7.996) (269) (867)
(2.207) (13.683) (543) (1.020)
Fluxo gerado antes das rubricas extraordinárias 9.036 5.964 (3.264) 510
Recebimentos relacI. com rubricas extraordinárias 170 175 14 -
Pagamentos relaci. com rubricas extraordinárias (2.455) (44) (18) (18)
(2.285) 131 (4) (18)
Fluxo das Actividades Operacionais 6.751 6.095 (3.268) 492
ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO
Recebimentos:
Venda de investimentos financeiros 1.746 - 1.346 678
Subsídios de investimento 972 309 - -
Juros e proveitos similares 931 - 281 100
Dividendos - 2 79 -
3.649 311 1.706 778
Pagamentos:
Aquisição de investimentos financeiros (500) (288) (10.798) (9.613)
Compra de imobilizações corpóreas (1.506) (874) - -
Compra de imobilizações incorpóreas (5.500) (6.041) - -
(7.506) (7.203) (10.798) (9.613)
Fluxo das Actividades de Investimento (3.857) (6.892) (9.092) (8.835)
ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Recebimentos:
Empréstimos obtidos 8.350 978 8.350 1.372
Aumentos de capital e prémios de emissão - 1.064 - 497
Venda de acções próprias 4.517
12.867
-
2.042
4.517
12.867
-
1.869
Pagamentos:
Empréstimos obtidos (6.269) (202) (2.350) -
Rendas de aluguer de longa duração (954) (788) - (122)
Juros e custos similares (1.455) (871) (16) (229)
Bónus a colaboradores (923) (484) - -
Aquisição de acções próprias (5.698) (44) (5.698) (770)
(15.299) (2.389) (8.064) (1.121)
Fluxo das Actividades de Financiamento (2.432) (347) 4.803 748
Variação de caixa e seus equivalentes 462 (1.144) (7.557) (7.595)
Caixa e seus equivalentes no início do período 25.080 26.224 16.882 24.477
Caixa e seus equivalentes no fim do período 25.542 25.080 9.325 16.882

O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração (Assinatura ilegível) (Assinaturas ilegíveis)

MAPA DE ALTERAÇÕES AOS CAPITAIS PRÓPRIOS CONSOLIDADOS PARA OS NOVABASE, Sociedade Gestora de participações Sociais, SA EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2002 E 2001

Total dos Reser. livres Capitais Capital Prémio de Reservas e result. Acções próprios social emissão legais acumula. próprias Saldos em 31 de Dezembro de 2000 55.125 14.100 34.684 - 6.341 - Constituição de reservas: Reserva legal - - - 319 (319) - Bónus aos empregados (484) - - - (484) - Aumento de capital 497 28 469 - - - Compra e venda de acções próprias (945) - - - (901) (44) Resultado do exercício 8.886 - - - 8.886 - Diferença cambial da consolidação 323 - - - 323 - Outras reservas de consolidação (21) - - - (21) - Saldos em 31 de Dezembro de 2001 63.381 14.128 35.153 319 13.825 (44) Constituição de reservas: Reserva legal - - - 433 (433) - Bónus aos empregados (923) - - - (923) - Compra e venda de acções próprias 32 - - - - 32 Resultado do exercício 9.459 - - - 9.459 - Diferença cambial da consolidação (2.729) - - - (2.729) - Outras reservas de consolidação 214 - - - 214 - Saldos em 31 de Dezembro de 2002 69.434 14.128 35.153 752 19.413 (12) (Valores expressos em milhares de Euros)

Notas às Demonstrações Financeiras 31 de Dezembro de 2002 e 2001

1. POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS

a) Bases de apresentação

A Novabase, Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA (adiante designada por Novabase ou Empresa), criada inicialmente sob a denominação de Novabase – Sistemas de Informação e Base de Dados, Lda., é a Empresa mais antiga do Grupo Novabase, detendo as participações sociais das restantes Empresas do Grupo. Constituída em 11 de Maio de 1989, teve como actividade principal a produção e comercialização de sistemas informáticos até ao final de 1999.

Em 23 de Dezembro de 1999, esta Empresa alterou a sua denominação social e o seu objecto, convertendo-se numa sociedade gestora de participações sociais, tendo como objecto a gestão de participações sociais de outras empresas como forma indirecta de exercício de actividades económicas.

As demonstrações financeiras consolidadas da Novabase, S.G.P.S. foram preparadas, no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação, em conformidade com o Decreto-Lei n.º 238/91, de 2 de Julho, que define as normas relativas à consolidação de contas em Portugal. A Novabase como Empresa-Mãe do Grupo detém participações em empresas filiais e associadas. São consideradas filiais as que correspondem a investimentos de carácter duradouro cuja participação directa ou indirecta seja superior a 50% ou onde, embora com participação inferior àquela, a Novabase exerça uma posição de domínio. As empresas associadas são investimento de carácter duradouro, cuja participação da Novabase se situe entre 20% e 50% e em relação às quais não exista uma relação de controlo, mas apenas de complementaridade com as actividades da Novabase. Nestas circunstâncias, o conjunto de filiais e associadas exclui as empresas cuja participação não foi adquirida com o objectivo de intervenção na gestão das respectivas entidades. As notas explicativas que se seguem respeitam a uma numeração sequencial das rubricas de balanço e da demonstração de resultados das peças contabilísticas incluídas neste 'Ponto II - Demonstrações Financeiras. Toda a informação financeira, em base consolidada e em base individual exigida de acordo com Plano Oficial de Contabilidade e enunciada no 'Ponto I - Elementos Contabilísticos Exigidos pelo Plano Oficial de Contabilidade (POC)', é integralmente desenvolvida nestas notas às demonstrações financeiras a seguir apresentadas.

b) Bases de consolidação

Datas de referência

As demonstrações financeiras consolidadas reflectem os activos, passivos e resultados da Novabase S.G.P.S., S.A. e das suas empresas subsidiárias, tal como definido nas notas 4 e 5, bem como o resultado proporcional à participação financeira em empresas associadas, relativamente aos anos findos em 31 de Dezembro de 2002 e 2001.

Participações financeiras em subsidiárias

As participações financeiras em empresas subsidiárias que representem 50%, ou a maioria do capital, ou de direitos de voto, e em que o Grupo exerce o controlo, são consolidadas pelo método da consolidação integral. Os saldos e transacções significativas existentes entre empresas do Grupo são eliminados. O valor cor-

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respondente à participação de terceiros nessas empresas é apresentado no balanço consolidado, na rubrica de interesses minoritários tal como demonstrado na nota 16.

Participações financeiras em associadas

As participações financeiras em empresas associadas cujo valor da participação representa entre 20% e 50% do capital social e nas quais o Grupo exerce influência significativa, são contabilizadas pelo método da equivalência patrimonial, pelo que o valor contabilístico da participação corresponde ao valor proporcional da participação em capital, reservas e resultados da empresa associada. Nas empresas em que o Grupo exerce controlo em conjunto com outros accionistas é aplicado o método da consolidação proporcional.

Diferenças de consolidação (trespasses) - 'Goodwill'

O 'goodwill', resultante da aquisição de participações em empresas subsidiárias e associadas, é definido como a diferença entre o valor de custo e o justo valor proporcional da situação patrimonial adquirida. De acordo com o Plano Oficial de Contabilidade, é adoptada a política de capitalização do 'goodwill' como imobilizado incorpóreo, sendo amortizado pela sua vida útil estimada, não excedendo 10 anos.

Participações financeiras em subsidiárias residentes no estrangeiro

Na consolidação, o valor dos activos e passivos de subsidiárias residentes no estrangeiro são registados pelo seu contravalor em euros às taxas de câmbio oficiais em vigor na data do balanço. Os resultados destas subsidiárias são consolidados pelo seu contravalor em euros à taxa de câmbio média ponderada do exercício. As diferenças cambiais resultantes da conversão em euros da situação patrimonial no início do ano e dos resultados do exercício, à taxa de câmbio oficial na data do balanço, são registadas em reservas.

Contabilização, numa base individual, das participações financeiras em empresas subsidiárias e associadas

Os investimentos financeiros em empresas subsidiárias e associadas, em base individual, encontram-se registados pelo método da equivalência patrimonial, tal como definido na Directriz Contabilistica nº 9. A diferença entre o custo de aquisição e o valor proporcional dos capitais próprios da empresa participada à data de aquisição é registada na rubrica de ajustamentos de partes de capital, caso a diferença seja negativa, ou registada no imobilizado incorpóreo, caso esta diferença seja positiva ('goodwill'). Os resultados líquidos apurados pelas empresas participadas são registados, a partir da data de aquisição, como ganhos ou perdas na Demonstração de Resultados.

Outros investimentos

Os investimentos em sociedades com participação inferior a 20% do capital social e em que o Grupo não exerce influência significativa são contabilizados ao custo de aquisição, sendo o proveito desses investimentos reconhecido quando recebido.

c) Reconhecimento de custos e proveitos

Os custos e os proveitos são registados no exercício a que respeitam, independentemente do momento do seu pagamento ou recebimento, de acordo com o princípio contabilístico da especialização do exercício. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos.

Os proveitos com projectos de consultadoria em regime de 'time and materials', são reconhecidos de acordo com os serviços prestados.

Os proveitos com projectos de consultadoria em regime de contrato fechado ('turn key'), são reconhecidos em conformidade com o disposto na Directriz Contabilistica nº 3, através do método da percentagem de acabamento, com base nos totais de custos incorridos, facturação contratada, e estimativas de custos a incorrer preparadas pelos responsáveis técnicos de cada projecto, para conclusão dos mesmos. Desta forma, as rubricas de acréscimos de proveitos e proveitos diferidos são ajustadas de forma a demonstrar o resultado de cada projecto no final do período.

d) Contas a receber

As contas a receber são relevadas ao seu valor líquido de realização, o qual é determinado tendo em consideração as provisões necessárias para os créditos de cobrança duvidosa. Estas provisões são constituídas com base na avaliação das perdas estimadas pela não cobrança das contas a receber no final de cada ano.

e) Responsabilidades por férias e subsídio de férias

O valor das responsabilidades por férias e subsídio de férias e respectivos encargos de 2001 e 2002, a pagar no ano seguinte, foi imputada como custos desses exercícios, por contrapartida da rubrica de "Acréscimos de custos".

f) Títulos negociáveis

Os títulos negociáveis encontram-se registados ao custo de aquisição.

g) Activos e passivos em moeda estrangeira

Todos os activos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos

para Euros utilizando as taxas de câmbio vigentes nas datas dos balanços. As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transacções e as vigentes na data das cobranças, dos pagamentos ou à data do balanço, são registadas como proveitos e custos na demonstração de resultados consolidados do exercício.

h) Imobilizações corpóreas

Os bens do activo imobilizado são registados ao custo de aquisição, acrescido das despesas necessárias à sua colocação em funcionamento. As despesas efectuadas em beneficiação de imobilizações que aumentem a sua vida útil são capitalizadas e as despesas de manutenção, conservação e reparação são consideradas como custos quando incorridas.

As amortizações são calculadas a partir da data de entrada em funcionamento ou inicio da utilização dos bens, pelo método das quotas constantes, de acordo com o período de vida útil estimado, o qual não difere substancialmente das taxas máximas anuais permitidas para efeitos fiscais, como segue:

N.º de anos
O Edifícios e outras construções 20 a 50
O Equipamento básico 3 a 4
O Ferramentas e utensílios 4
O Equipamento de transporte 4
O Equipamento administrativo 3 a 10

Os encargos com reparações e manutenção de natureza plurianual e de carácter recorrente são reconhecidos numa base de acréscimo, sendo a parte correspondente a cada exercício registada na demonstração de resultados.

i) Imobilizações incorpóreas e Diferenças de Consolidação 'Goodwill'

As imobilizações incorpóreas compreendem, para além das diferenças de consolidação 'goodwill' acima referidas, as despesas de instalação, as despesas de investigação e desenvolvimento, as despesas com propriedade intelectual e outros direitos e os trespasses. Estas rubricas são amortizadas pelo método das quotas constantes por um período de três anos, excepto as diferenças de consolidação 'goodwill' e os trespasses que são amortizados num período de dez anos.

j) Imobilizações em curso

As imobilizações em curso respeitam aos projectos e produtos de desenvolvimento interno de software em execução, sendo valorizados em função dos custos das horas gastas pelos colaboradores envolvidos, bem como os custos directamente associados aos mesmos e os custos incorridos com subcontratações de entidades externas. No momento em que o projecto ou produto inicia a sua comercialização, estes valores são transferidos para a rubrica de despesas de investigação e desenvolvimento.

k) Diferenças de Consolidação 'Goodwill'

O goodwill (diferenças de consolidação) é registado no activo e amortizado pelos períodos necessários à recuperação do investimento realizado, sendo esse período de dez anos.

O valor de goodwill apresentado no balanço como activo incorpóreo é revisto anualmente, sendo efectuados ajustamentos referentes a perdas permanentes de valor, nos casos em que se considere necessário.

l) Locação financeira e outros alugueres

Os contratos de locação financeira celebrados em relação a bens do imobilizado corpóreo são registados em contas de imobilizações sempre que o grupo assuma todos os benefícios e riscos associados à propriedade dos respectivos bens. O valor pelo qual essas aquisições são capitalizadas corresponde ao valor actual das rendas futuras. A correspondente responsabilidade é registada no passivo, sendo os encargos financeiros associados a cada renda bem como a amortização do activo, calculada conforme descrito na alínea supra, registados como custos na demonstração consolidada dos resultados do exercício a que respeitam.

Em virtude de nas contas individuais não ser utilizado este critério valorimétrico, as demonstrações financeiras consolidadas após 31 de Dezembro de 1998 têm sido ajustadas por forma a mostrarem uma imagem verdadeira e apropriada da situação financeira e dos resultados do conjunto das empresas incluídas na consolidação em consonância com o preconizado pela Directriz Contabilística n.º 25. O detalhe do ajustamento pode ser observado na nota 2.

m) Existências

As existências de mercadorias e matérias primas e subsidiárias são registadas ao preço de custo acrescido de despesas de compra, o qual é inferior ao respectivo valor de mercado.

No caso dos produtos acabados e intermédios e em curso, o custo de produção inclui, além dos custos directos, uma imputação de gastos gerais de fabrico, determinada em função da fase de acabamento respectiva.

Os montantes necessários para reduzir o valor de existências ao seu valor líquido realizável, sempre que se estime perda de valor, são relevados na conta de provisão para depreciação de existências.

n) Capitalização de custos

As Empresas do Grupo em fase de lançamento seguem, como regra geral, a capi-

talização da generalidade dos custos relacionados com projectos e reconhecem nos resultados do exercício apenas as suas despesas de funcionamento.

o) Subsídios atribuídos para financiamento de imobilizações

Os subsídios atribuídos a fundo perdido para o financiamento de projectos de investigação e desenvolvimento estão registados em balanço, na rubrica proveitos diferidos para posterior reconhecimento na demonstração dos resultados de cada exercício, proporcionalmente às amortizações das imobilizações corpóreas subsidiadas. A parcela do subsídio reconhecido como proveito no exercício integra os resultados extraordinários consolidados do exercício.

p) Fiscalidade

O encargo com o imposto sobre o rendimento é apurado tendo em consideração as disposições do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC), a uma taxa de 30% acrescida de 10% de derrama, sendo reconhecidas contabilisticamente, se relevantes as situações de diferimento de imposto, em conformidade com a Directriz Contabilística n.º 28.

As subsidiárias estrangeiras da Empresa são tributadas de acordo com as regras fiscais vigentes nos respectivos países de origem.

q) Comparativos

As demonstrações financeiras consolidadas são consistentes com as do ano anterior, pelo que não existem casos de implementação, alteração ou discontinuidade dos princípios e políticas contabilísticas.

2. IMOBILIZADO CORPÓREO

Esta rubrica é analisada como segue:

Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Edifícios e outras construções 994 599 544 544
Equipamento básico 7.877 5.596 46 33
Equipamento de transporte 3.801 4.359 21 21
Ferramentas e utensílios 125 154 - 1
Equipamento administrativo 1.418 1.210 - -
Outras imobilizações corpóreas 12 13 - -
14.227 11.931 611 599
Amortizações acumuladas
Amortizações do exercício (3.021) (2.434) (23) (37)
Amortizações de exercícios anteriores (4.888) (3.813) (356) (320)
(7.909) (6.247) (379) (357)
6.318 5.684 232 242

Os movimentos da rubrica de imobilizado corpóreo durante o ano de 2002, para o Grupo, são analisados como segue:

Euro'000 Saldo em Aquisições
1 Janeiro /Dotações
Euro'000
Abates
Euro'000 Euro'000
Transfe. Variações Saldo em
parímetro
Euro'000
31 Dez.
Euro'000
Custo :
Edifícios e outras construções 599 395 - - - 994
Equipamento básico 5.596 2.392 (504) 393 - 7.877
Equipamento de transporte 4.359 588 (1.146) - - 3.801
Ferramentas e utensílios 154 - (29) - - 125
Equipamento administrativo 1.210 208 - - - 1.418
Outras imobilizações corpóreas 13 - (1) - - 12
11.931 3.583 (1.680) 393 - 14.227
Euro'000 Saldo em Aquisições
1 Janeiro /Dotações
Euro'000
Abates
Euro'000 Euro'000
Transfe. Variações Saldo em
perímetro
Euro'000
31 Dez.
Euro'000
Amortizações Acumuladas :
Edifícios e outras construções 349 36 - - 58 443
Equipamento básico 3.001 1.864 (504) - (13) 4.348
Equipamento de transporte 2.315 947 (942) - - 2.320
Ferramentas e utensílios 40 13 (11) - - 42
Equipamento administrativo 535 161 - - 54 750
Outras imobilizações corpóreas 7 - (1) - - 6
6.247 3.021 (1.458) - 99 7.909

Em 31 de Dezembro de 2002, a rubrica de Imobilizado corpóreo - Equipamento de transporte no Grupo, inclui a relevação contabilística dos contratos de aluguer de longa duração de viaturas, dando estrito cumprimento à materia preconizada pela Directriz Contabilística N.º 25 que trata da contabilização da locação financeira e operacional. Os respectivos impactos contabilísticos são analisados como segue:

Custo de
Euro'000
Amortiz.
aquisição acumuladas do exercício exercício
Euro'000
Amortiz.
Euro'000 Euro'000
Juros de Rendas do Saldo em
Euro'000
exercício vincendas
Euro'000
Equipamento de transporte :
- Exercício económico 2002
2.476 1.489 643 211 954 1.030
- Exercício económico 2001 3.023 1.567 635 168 788 1.603

Os movimentos da rubrica de imobilizado corpóreo durante o ano de 2002, em base individual, são analisados como segue:

Euro'000 Saldo em Aquisições
1 Janeiro /Dotações
Euro'000
Abates
Euro'000 Euro'000
Transfe. Variações Saldo em
parímetro
Euro'000
31 Dez.
Euro'000
Custo :
Edifícios e outras construções 544 - - - - 544
Equipamento básico 33 13 - - - 46
Equipamento de transporte 21 - - - - 21
Ferramentas e utensílios 1 (1) - - - -
Equipamento administrativo - - - - - -
Outras imobilizações corpóreas - - - - - -
599 12 - - - 611
Amortizações Acumuladas :
Edifícios e outras construções 314 8 - - - 322
Equipamento básico 22 15 - (1) - 36
Equipamento de transporte 21 - - - - 21
Ferramentas e utensílios - - - - - -
Equipamento administrativo - - - - - -
Outras imobilizações corpóreas - - - - - -
357 23 - (1) - 379

3. IMOBILIZADO INCORPÓREO

Esta rubrica é analisada como segue:

Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Despesas de instalação
Despesas de investigação e desenvolvimento
2.009
7.131
2.015
3.638
258
3
256
3
Propriedade industrial e outros direitos 5.844 245 - -
Trespasses sobre negócios 6.415 1.406 - -
Imobilizações em curso 4.022 3.377 - -
25.421 10.681 261 259
Amortizações acumuladas 0 0
Amortizações do exercício de trespasses sobre negócios (364) (167) - -
Amortizações do exercício do imobilizado incorpóreo (2.237) (1.072) (76) (85)
Amortizações de exercícios anteriores (2.632) (1.949) (182) (97)
(5.233) (3.188) (258) (182)
20.188 7.493 3 77

A rubrica de dotações do exercício no valor de 2 237 milhares de euros, acima referida, inclui uma amortização extraordinária no valor de 479 mil euros que se encontra relevada na rubrica de custos extraordinários, na sequência das novas exigências normativas estabelecidas em termos da avaliação da imparidade dos Activos Incorpóreos. Numa óptica de prudência, o Conselho de Administração deliberou proceder a esta amortização mais acelerada referente a alguns items do imobilizado incorpóreo.

Os movimentos da rubrica de imobilizado incorpóreo durante o ano de 2002, para o Grupo, são analisados como segue:

Euro'000 Saldo em Aquisições
1 Janeiro /Dotações
Euro'000
Abates
Euro'000 Euro'000
Transfe. Variações Saldo em
parímetro
Euro'000
31 Dez.
Euro'000
Custo :
Despesas de instalação 2.015 356 - (362) - 2.009
Despesas investigação e desenvolvimento 3.638 841 (614) 3.266 - 7.131
Propriedade industrial e outros direitos 245 5.599 - - - 5.844
Trespasses sobre negócios 1.406 5.009 - - - 6.415
Imobilizações em curso 3.377 3.942 - (3.297) - 4.022
10.681 15.747 (614) (393) - 25.421
Amortizações Acumuladas :
Despesas de instalação 1.172 440 - - (132) 1.480
Despesas investigação e desenvolvimento 1.812 1.745 (614) - 100 3.043
Propriedade industrial e outros direitos 97 52 - - 80 229
Trespasses sobre negócios 107 364 - - 10 481
3.188 2.601 (614) - 58 5.233

O aumento no custo das despesas de instalação diz respeito aos custos de início de operação da Novabase Consulting Espanha.

Seguindo uma política de investimento em tecnologias de informação, o Grupo adquiriu, em 2001, algumas áreas de negócio:

  • O Sistema de gestão documental
  • O Serviços e equipamentos de distribuição de TV interactiva, com especial ênfase na área desportiva
  • O Prestação de serviços na área da saúde via internet

Os principais aumentos registados no custo das rubricas de 'Propriedade industrial e outros direitos' e de 'Trespasses sobre negócios' referem-se ao processo de aquisição de 51% da ATX Software e ao Contrato-programa com o Grupo Banco Espírito Santo (ver nota 32).

O valor dos Trespasses sobre negócios é discriminado como segue:

Negócios Prazo
Amortiz
Empresa
Novabase
Custo de
investi.
Euro'000
Amortiz.
acumuladas líquido
Euro'000
Valor
Euro'000
ATX Projectos
Portal na área da saúde
RH Outsourcing
Gestão Documental
TV Interactiva
10 anos TV Lab 10 anos Novabase Sist. Infor.
3 anos Novabase Sist. Infor.
10 anos NBO Recursos em TI
10 anos Novabase Int. Proces.
2.678
400
1.678
1.245
414
6.415
-
77
120
218
66
481
2.678
323
1.558
1.027
348
5.934

Na rubrica Despesas de investigação e desenvolvimento, encontram-se relevados os custos incorridos no âmbito dos projectos, quer para desenvolvimento de sistemas informáticos, quer projectos de investigação em áreas específicas, por vezes com parcerias estrangeiras. Alguns destes projectos estão a ser comparticipados por fundos europeus no âmbito de programas estratégicos.

Em 31 de Dezembro 2002, os principais projectos são os seguintes:

Empresa
Novabase
Custo de
investi.
Euro'000
Amortiz.
acumuladas líquido
Euro'000
Valor
Euro'000
Projectos de desenvol. de prod. e serviços:
ASP Novabase Outsourcing 1.144 289 855
Template SAP Novabase ERP 149 29 120
Implementação no Brasil Novabase ERP 220 43 177
IED Novabase Porto 233 97 136
Intercare Novabase Porto 153 64 89
Lusa Novabase Sist. Informação 174 87 87
Oracle Novabase Sist. Informação 88 56 32
TV Interactiva Octal, S.A. 495 495 -
MAVB Octal, S.A. 515 186 329
BILLAB Octal, S.A. 232 6 226
SIGMA Octal, S.A. 315 315 -
Eunice Octal, S.A. 168 168 -
Software NB Brasil Novabase Brasil 465 186 279
CSI Novabase Saúde 718 243 475
Inovação e tecnologia Novabase Desen. Medida 498 132 366
Outros 984 627 357
Projectos de melhoria interna Novabase:
Arco Íris Novabase Sist. Informação 224 6 218
Internacionalização Novabase Sist. Informação 332 9 323
EPM Novabase Sist. Informação 24 5 19
7.131 3.043 4.088

O Novabase ASP é o primeiro "Quality of Service ASP" a ser lançado em Portugal. As características principais deste modelo de ASP são a focalização exclusiva em aplicações corporativas (e.g., ERP, CRM) e a prestação de elevados níveis de serviço tanto na fase de implementação da solução como na fase de exploração da mesma. Este pacote de serviços inclui desde serviços de alojamento de aplicações, ao aluguer das mesmas, ou mesmo disponibilização destas aplicações usando uma rede de telecomunicações.

Com o projecto Internacionalização pretende criar-se uma estrutura organizacional de suporte técnico, comercial e de 'know how' de negócio para a internacionalização da Novabase Sistemas de Informação.

O Template SAP – AP consiste no desenvolvimento do template SAP para a administração pública na área Financeira. Este template visa implementar as necessidades dos organismos públicos relativamente aos vários planos de contas sectoriais.

O projecto de Implementação no Brasil consiste na criação de competências no Brasil na implementação de ERP's, nomeadamente SAP.

O Projecto IED é consubstanciado numa aplicação que permite ajudar a organizar e a gerir informação não estruturada, melhorar a qualidade e o desempenho na gestão de dados e informação, facilitar a comunicação e a partilha de informação no contexto dos processos de negócio, reduzir os custos de ineficiência logística e custos administrativos redundantes na cadeia de valor e ajudar a reunir e armazenar os dados vitais e estratégicos, permitindo a análise de tendências e evoluções.

O projecto MAVB consiste na máquina desenvolvida no âmbito do projecto MAVB 2000, e dá hoje resposta a um conjunto de quesitos de fundamental importância para os operadores de transporte designadamente a capacidade de gestão centralizada da venda, a dispensa de títulos, em suporte magnético ou sem contacto, diversas formas de pagamento, moedas, notas e cartões de débito/crédito ou proprietários.

O projecto BILLAB permitiu dotar a empresa de um meio de desenvolvimento, em ambiente real, das soluções integradas de bilhética disponibilizadas pela Octal. A empresa dispõe hoje de um ambiente de desenvolvimento que inclui todas as peças constituintes de uma solução de bilhética, onde é possível desenvolver e testar aplicações e o comportamento de novos elementos a integrar nas soluções disponibilizadas por forma a que a empresa esteja preparada para poder responder a novas necessidades requeridas pelos operadores de transporte bem como manter um permanente esforço de inovação.

O CSI – Cuidados de Saúde Integrados representa uma linha de produtos na área da Saúde orientados para as áreas administrativa e clínica de Instituições de Saúde Públicas e privadas. O CSI cobre os processos sofisticados de Gestão de actividade, Agendamento, Fluxos de Informação, bem como a área de Facturação, Honorários, Arquivo, Enfermagem e uma solução para a área de gestão de topo com modelos de suporte à decisão.

Os projectos de Inovação e Tecnologia centram-se, essencialmente, no domínio do Controlo de Qualidade com o desenvolvimento de ferramentas de teste de software e performance, bem como o desenvolvimento de protótipos relacionados com as novas tecnologias emergentes, nomeadamente através da criação de bibliotecas e de geradores de código incorporados em projectos futuros.

No domínio da melhoria interna, os dois projectos "Arco Íris" e "EPM" concentram esforços conjuntos na definição e implementação de novas políticas de procedimentos internos transversais ao grupo, com o objectivo comum de melhoria do processo organizacional como a estruturação e operacionalização do processo de Gestão de Projectos, através do desenvolvimento de competências internas, definição e criação de templates específicos, e integração de ferramentas de controlo de gestão e métodos de forma articulada, destinados a aumentar a qualidade e desempenho das tarefas associadas, tanto ao nível interno, bem como em modelos de Gestão de Projectos a comercializar.

Na rubrica Imobilizações em curso encontram-se relevados diversos projectos essencialmente de Inovação e Desenvolvimento.

Em 31 de Dezembro de 2002, os principais projectos em curso são os seguintes:

Empresa
Novabase
Saldo em
1 Jan.
Euro'000 Euro'000
Aumentos Transf.
Euro'000
Saldo em
31 Dez.
Euro'000
Projectos de desenvolvimento de produtos e serviços:
ASP Novabase Outsourcing 782 - (782) -
EPM Novabase Sist. Informação 24 - (24) -
CSI Novabase Saúde 649 69 (718) -
Inovação e tecnologia Novabase Desen. Medida 370 278 (498) 150
Validoctor Novabase Data Quality - 80 - 80
Template SAP-AP Novabase ERP 150 - (150) -
New Concept Deltafor - 623 623
Indústria MIND - 237 - 237
Fatec MIND 125 - (125) -
Bibliotecas MIND - 94 - 94
Technical Training Flag - 123 - 123
Desenvolvimento Brasil Novabase Brasil - 534 - 534
Projecto Outsoursing Novabase Sist. Informação - 379 - 379
Outros - 17 499 (17) 499
Projectos de melhoria interna Novabase:
E-Trust Novabase Sist. Informação 32 - (32) -
Qualidade Novabase Sist. Informação 51 - (51) -
Meta4 Novabase Serviços 257 - (257) -
CHASM Novabase Serviços 148 - (148) -
SAP Novabase Serviços 277 1.026 - 1.303
Nov@log Novabase Serviços 34 - (34) -
Projecto Integração Novabase Serviços 22 - (22) -
Sistema Controlo Acessos Novabase Serviços 55 - (55) -
Implementação no Brasil Novabase ERP 220 - (220) -
Telecomunicações Novabase Sup. à Decisão 73 - (73) -
Outros - 91 - (91) -
3.377 3.942 (3.297) 4.022

Os projectos em curso identificados na página anterior centram-se no desenvolvimento à medida de produtos e serviços, destinados a diversos tipos de actividades dos quais importa destacar:

O projecto de Inovação e Tecnologia consiste no desenvolvimento de ferramentas que possibilitem maior eficácia na administração de base de dados.

New Concept - Software destinado ao mercado da Formação, que consiste na aplicação de plataformas de e-learning a diversas linguagens informáticas e outros temas, disponibilizando o mesmo tema em diversas línguas, permitindo a aplicação a diveros utilizadores baseando-se num conceito de utilização bastante mais abrangente.

Indústria - Projecto em curso com o desenvolvimento à medida de software de design destinado especificamente a ser utilizado pela Industria do Calçado, a um nível internacional.

Encontram-se também relevados nesta rubrica projectos de investimento no

desenvolvimento de novas competências em novas àreas e modelos de negócio, mercados e serviços nomeadamente no Projecto Outsourcing e Software NB Brasil, respectivamente.

Classificado como projecto de melhoria interna do Grupo Novabase encontra-se em curso o projecto de desenvolvimento implementação e integração de plataformas informáticas de suporte à gestão destinado ao aumento da eficácia interna na gestão da informação.

Os movimentos da rubrica de Imobilizado incorpóreo durante o ano de 2002, para o Individual, são analisados como segue:

Euro'000 Saldo em Aquisições
1 Janeiro /Dotações
Euro'000
Abates
Euro'000 Euro'000
Transfe. Variações Saldo em
perímetro
Euro'000
31 Dez.
Euro'000
Custo :
Despesas de instalação
Despesas investigação desenvolvimento
256
3
2
-
-
-
-
-
-
-
258
3
259 2 - - - 261
Amortizações Acumuladas :
Despesas de instalação
Despesas investigação desenvolvimento
182
-
182
75
1
76
-
-
-
-
-
-
-
-
-
257
1
258

4. DIFERENÇAS DE CONSOLIDAÇÃO ACTIVAS

Em 31 de Dezembro de 2002, a rubrica de Diferenças de consolidação, resultante da diferença entre o valor de aquisição e o justo valor proporcional da situação patrimonial da empresa à data da aquisição, é analisada como segue:

Grupo Individual
Valor Amortiz. Diferenças Valor Amortiz. Diferenças
líquido acumuladas brutas líquido acumuladas brutas
Euro'000 Euro'000 Euro'000 Euro'000 Euro'000 Euro'000
Divisão Novabase Consulting :
Novabase Sist. Informação - - - - - -
Novabase Porto 565 (586) 1.151 565 (586) 1.151
NBO Recursos em TI 1.276 (602) 1.878 1.276 (602) 1.878
Novabase Desenvolvimento à Medida 642 (71) 713 642 (71) 713
Novabase Data Quality 764 (85) 849 764 (85) 849
Novabase Geoinformação - - - - - -
Novabase Saúde - - - - - -
Novabase ASP - - - - - -
Novabase Integração de Processos - - - -
-
-
Novabase ERP - Gestão Empresarial 188 (21) 209 188 (21) 209
Novabase Suporte à Decisão 1.619 (725) 2.344 1.619 (725) 2.344
Novabase Brasil - - - - - -
Novabase Gestão de Activos - - - -
-
-
CFOCUS 659 (73) 732 659 (73) 732
CelFOCUS - - - - - -
Mentor.it - - - - - -
Praetor II 441 (178) 619 - - -
Praetor III 127 (66) 193 - - -
6.281 (2.407) 8.688 5.713 (2.163) 7.876
Divisão Engineering Solutions:
Octal - Engenharia de Sistemas 312 (154) 466 312 (154) 466
OnTV 215
527
(92)
(246)
307
773
215
527
(92)
(246)
307
773
Divisão Novabase Training:
SAF - - - - - -
Flag 712 (66) 778 (2) (2) -
712 (66) 778 (2) (2) -
Divisão Novabase Capital:
Novabase Capital S.G.P.S. 821 (429) 1.250 821 (429) 1.250
MIND 426 (182) 608 426 (182) 608
Sapi 2 ci 646 (277) 923 646 (277) 923
Manchete 60 (25) 85 - - -
Clipanúncios 2 (1) 3 - - -
Dínamo 2 (1) 3 - - -
1.957 (915) 2.872 1.893 (888) 2.781
9.477 (3.634) 13.111 8.131 (3.299) 11.430
Amortizações do exercício (1.298) (1.143)
Na sequência das novas exigências normativas estabelecidas em termos da ava

liação das Imparidades dos Activos Incorpóreos, e numa óptica de prudência, o Conselho de Administração deliberou proceder à amortização extraordinária da totalidade do goodwill sobre a SAF. Os critérios que serviram de base a esta decisão do Conselho de Administração foram assentes nas necessidades decorrentes do processo de reestruturação das linhas de negócio do Grupo Novabase presentemente em curso.

O valor de amortização extraordinária no montante de 389 milhares de euros encontra-se relevado contabilisticamente na rubrica de Resultado Extraordinários, nota 25.

À data de 31 de Dezembro de 2002, o retorno sobre os investimentos efectuados pelo Grupo Novabase nas suas participadas, é analisado como segue:

Resultados
% Part. Valor de Amortiz. Atribuíveis Retorno Coef. %
Grupo Goodwill acumulados acumulados líquido Cobertura
(A) (B) (C)=(B)/(A)
Divisão Novabase Consulting :
Novabase Porto 100,00% 1.151 (586) 684 98 117%
NBO Recursos em TI 100,00% 1.878 (602) 5.018 4.416 834%
Novabase Desenvolvimento à Medida 94,95% 713 (71) 3.650 3.579 5.141%
Novabase Data Quality 96,00% 849 (85) 1.869 1.784 2.199%
Novabase ERP - Gestão Empresarial 100,00% 209 (21) (363) (384) (i)
Novabase Suporte à Decisão 96,52% 2.344 (725) 2.657 1.932 366%
CFOCUS 86,00% 732 (73) 1.514 1.441 2.074%
Praetor II 96,52% 619 (178) 698 520 392%
Praetor III 96,52% 193 (66) 218 152 330%
Divisão Engineering Solutions:
Octal - Engenharia de Sistemas 100,00% 466 (154) 3.430 3.276 2.227%
OnTV 51,00% 307 (92) 511 419 555%
Divisão Novabase Training:
SAF 51,00% - - - - -
Flag 100,00% 778 (66) 454 388 688%
Divisão Novabase Capital:
Novabase Capital S.G.P.S. 100,00% 1.250 (429) 646 217 151%
MIND 50,00% 608 (182) 143 (39) (ii)
Sapi 2 ci 50,00% 923 (277) 148 (129) (ii)
Outros 91 (27) (27) %
13.111 (3.634) 21.277 17.643

(i) A Novabase ERP - Gestão Empresarial encontra-se presentemente inserida no processo de reestruturação que passa pela fusão por incorporação na Cfocus. (ii) A Mind e a SAPi2 CI são empresas em fase de estabilização do início do seu ciclo de vida económica, prevendo-se um

5. INVESTIMENTOS FINANCEIROS

Esta rubrica é analisada como segue:

crescimento moderado e sustentado dos seus resultados nos próximos anos.

Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Partes de capital :
Empresas filiais - - 38.416 30.780
Empresas associadas 1.049 2.101 - 1.310
Outras empresas 18 3 - -
1.067 2.104 38.416 32.090
Obrigações e títulos e participação :
Empresas filiais
Empresas associadas
Outras empresas
-
-
8
8
-
-
8
8
-
-
2
2
-
-
2
2
Empréstimos de financiamento :
Empresas filiais - - 9.197 -
- - 9.197 -
1.075 2.112 47.615 32.092

O detalhe da rubrica de Partes de capital é analisado como segue:

Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Empresas filiais :
Divisão 'Novabase Consulting' :
Novabase Sistemas de Informação - - 2.871 2.940
Novabase Suporte à Decisão
Novabase Data Quality
-
-
-
-
1.513
2.846
1.701
2.368
Novabase Saúde - - 628 1.156
Novabase Porto - - 722 1.015
NBO Recursos em TI - - 4.359 2.413
Novabase Integração de Processos - - 293 294
Novabase Desenvolvimento à Medida - - 4.978 3.602
Novabase Geoinformação - - 145 61
Novabase Outsourcing (ASP) - - 2.390 2.353
Novabase ERP - Gestão Empresarial - - 56 548
Novabase Brasil - - - 854
Novabase Consulting Espanha - - 950 -
Novabase Gestão de Activos - - 49 50
Mentor.it - - - 60
(Continua na página seguinte)

Pág.26

Grupo Individual
2002 2001 2002 2001
Euro'000 Euro'000 Euro'000 Euro'000
Empresas filiais :
Divisão 'Novabase Consulting' :
(Continuado da página seguinte)
CFOCUS
- - 2.099 714
CelFOCUS - - - -
Outras - - 2 -
Divisão 'Novabase Engineering Solutions' :
Octal - Engenharia de Sistemas - - 4.700 4.700
Octal - Espanha - - - -
Octal TV - - 3.568 775
OnTV - - 497 197
TVLab - - 315 230
Divisão 'Novabase Training' :
Deltafor - - - -
SAF - - 164 208
Flag - - - -
Flag Beat - - - -
Divisão 'Novabase Capital' :
Novabase Capital S.G.P.S. - - 4.003 3.836
Sapi 2 ci, Consultadoria Informáticos - - 32 118
Sapi 2 pi, Projectos Informáticos - - - -
MIND - - 238 162
Serviços Partilhados Novabase :
Novabase Serviços -
-
-
-
998
38.416
425
30.780
Empresas associadas e outras empresas :
Manchete 2 55 - -
Infordesporto - 1.310 - 1.310
ATX - Software SA 500 - - -
Clipanúncios 47 80 - -
Dínamo 180 190 - -
Net Saúde - 306 - -
Setcom - 88 - -
Novabase Gestão de activos - 50 - -
SAF Espanha 10 10 - -
WRC 15 - - -
Tape 4 4 - -
Custos com aquisição da GE IT Solutions (Portugal) 289 - - -
Intelcart 2 2 - -
Outras 18 9 - -
1.067 2.104 - 1.310
1.067 2.104 38.416 32.090

Durante o exercício de 2002, ocorreram as seguintes alterações ao perímetro de consolidação do Grupo Novabase:

O A TV Lab deixou de ser integrada nas contas pelo método proporcional, passando a ser integrada pelo método integral de consolidação, uma vez que o Grupo passou a deter o controlo de gestão nesta empresa.

  • O Em 2002, a Novabase Gestão de Activos passou a ser incluída na consolidação. Em 2001, esta empresa não era materialmente relevante.
  • O A Novabase Consulting Espanha foi constituída no 2º semestre de 2002, tendo sido incluída na consolidação pelo método integral.
  • O A Flag e Flag Beat passam a ser inlcuídas na consolidação pelo método integral na sequência da sua aquisição pela Deltafor.

As empresas incluídas na consolidação pelo método integral, à data de 31 de Dezembro de 2002, eram as seguintes:

Empresa Holding, empresas
Subsidiária e Associadas
Sede e
País
Cap. Social
31-Dez-02
Euros
Capital
Próprio
Resultados
Líquidos
31-Dez-02 31-Dez-02
Euro'000 Euro'000
% de
particip.
Grupo
% de
particip.
Individual
Empresa-Mãe Holding do Grupo :
Novabase S.G.P.S., S.A. Lisboa - Port. €14.127.982 69.434 9.459 - -
Divisão 'Novabase Consulting' :
Novabase Sistemas de Infor. Lisboa - Port. €750.000 3.271 23 74,81% 74,81%
Novabase Suporte à Decisão Lisboa - Port. €199.520 1.822 180 96,52% 96,52%
Novabase Data Quality Lisboa - Port. €250.000 2.965 553 96,00% 96,00%
Novabase Saúde Lisboa - Port. €2.500.000 1.142 (959) 55,00% 55,00%
Novabase Porto Porto - Port. €100.000 723 (292) 100,00% 100,00%
NBO Recursos em TI Lisboa - Port. €50.000 4.360 2.135 100,00% 100,00%
Novabase Integ. de Processos Lisboa - Port. €150.000 326 64 90,00% 90,00%
Novabase Desenvol. à Medida Lisboa - Port. €750.000 5.242 1.564 94,95% 94,95%
Novabase Geoinformação Lisboa - Port. €50.000 145 63 100,00% 100,00%
Novabase Outsourcing (ASP) Lisboa - Port. €2.500.000 2.583 40 92,50% 92,50%
Novabase ERP - Gestão Empre. Lisboa - Port. €450.000 57 (484) 100,00% 100,00%
Novabase Brasil (i) Paulo - Bra. \$R10.150.000 1.556 (1.799) 59,84% -
Novabase Consulting Espanha Madrid - Esp. €1.000.000 1.000 - 95,00% 95,00%
(Continua na coluna seguinte)

As empresas incluídas na consolidação pelo método integral, à data de 31 de Dezembro de 2002, eram as seguintes:

Empresa Holding, empresas
Subsidiária e Associadas
Sede e
País
Cap. Social
31-Dez-02
Euros
Capital
Próprio
Resultados
Líquidos
31-Dez-02 31-Dez-02
Euro'000 Euro'000
% de
particip.
Grupo
% de
particip.
Individual
Divisão 'Novabase Consulting' :
(Continuado)
Novabase Gestão de Activos Lisboa - Port. €50.000 49 (1) 100,00% 100,00%
CFOCUS Lisboa - Port. €150.000 1.965 1.206 86,00% 86,00%
CelFOCUS (ii) Lisboa - Port. €100.000 1.421 942 47,30% -
Mentor.it Lisboa - Port. €50.000 (137) (214) 77,50% 77,50%
Praetor II (iii) Lisboa - Port. €6.235 10 (1) 96,52% -
Praetor III (iii) Lisboa - Port. €5.487 50 (4) 96,52% -
Divisão 'Novabase Engineering Solutions' :
Octal - Engenharia de Sistemas Lisboa - Port. €2.905.190 6.169 1.569 100,00% 100,00%
Octal Ingeniería de Sistemas (iv) Lisboa - Port. €120.202 107 (14) 75,00% -
Octal TV (v) Lisboa - Port. €250.000 3.519 1.999 60,67% 51,00%
OnTV Lisboa - Port. €100.000 974 751 51,00% 51,00%
TVLab Lisboa - Port. €525.000 629 169 50,00% 50,00%
Divisão 'Novabase Training' :
Deltafor (vi)
Lisboa - Port. €200.000 518 (60) 100,00% -
SAF Lisboa - Port. €325.000 321 (87) 51,00% 51,00%
Flag (vii) Lisboa - Port. €240.000 (421) 47 100,00% -
Flag Beat (viii) Lisboa - Port. €5.000 356 407 100,00% -
Divisão 'Novabase Capital' :
Novabase Capital S.G.P.S. Lisboa - Port. €2.500.000 3.729 (21) 100,00% 100,00%
Sapi 2 ci, Consultadoria Infor.
Sapi 2 pi, Projectos Infor. (ix)
Porto - Port.
Porto - Port.
€60.100
€5.000
165
17
(5) 50,00% 50,00%
4 50,00%
-
Serviços Partilhados Novabase :
Novabase Serviços Lisboa - Port. €250.000 998 641 100,00% 100,00%

(i) A Novabase Brasil é detida em 80% pela Novabase Sistemas de Informação. Adicionalmente, a Novabase Sistemas de Informação detém, a título provisório, uma participação de 19% nesta empresa relevada contabilisticamente na rubrica de outros activos para ser colocada junto do 'management' local.

(ii) Participação financeira detida em 55% pela Cfocus.

(iii) Participação financeira detida em 100% pela Novabase Suporte à Decisão.

(iv) Participação financeira detida em 75% pela Octal. (v) Participação financeira detida em 51% pela Novabase SGPS e 9.67% pela Octal.

(vi) Participação financeira detida em 100% pela Novabase Capital.

(vii) Participação financeira detida em 100% pela Deltafor.

(viii) Participação financeira detida em 100% pela Flag. (ix) Participação financeira detida em 100% pela SAPi2 CI.

A empresa incluída na consolidação pelo método proporcional, à data de 31 de Dezembro de 2002, era a seguinte:

Empresa Holding, empresas
Subsidiária e Associadas
Sede e
País
Cap. Social
31-Dez-02
Euros
Capital
Próprio
Resultados
Líquidos
31-Dez-02 31-Dez-02
Euro'000 Euro'000
% de
particip.
Grupo
% de
particip.
Individual
MIND Lisboa - Port. €300.000 475 75 50,00% 50,00%
As empresas incluídas na consolidação pelo método de equivalência patrimonial,

à data de 31 de Dezembro de 2002, eram as seguintes:

Empresa Holding, empresas
Subsidiária e Associadas
Sede e
País
Cap. Social
31-Dez-02
Euros
Capital
Próprio
Resultados
Líquidos
31-Dez-02 31-Dez-02
Euro'000 Euro'000
% de
particip.
Grupo
% de
particip.
Individual
Superemprego
Manchete
Clipanúncios
Dínamo
Lisboa - Port.
Lisboa - Port.
Lisboa - Port.
Lisboa - Port.
€500.000
€150.000
€450.000
€300.000
(93)
158
186
450
(137) 36,25% 36,25%
(92) 25,00%
(154) 25,00%
(28) 40,00%
-
-
-

As seguintes empresas, à data de 31 de Dezembro de 2002, são relevadas ao custo de aquisição:

participação
Individual
0%
0%
0%
0%
0%
0%
0%

(i) Estas empresas foram excluídas da consolidação por não serem consideradas materialmente relevantes. (ii) A Sociedade ATX Software foi excluída da consolidação e, por conseguinte, relevada contabilisticamente ao preço pelo qual irá ser exercida a opção de venda em Janeiro de 2004, no montante de 500 mil euros.

A actividade ATX Projectos incluída nesta empresa e que está relacionada com a actividade do Contrato-programa com o Grupo Banco Espírito Santo (ver nota 32), encontra-se presentemente a ser transferida para a empresa Novabase Porto. O valor do trespasse sobre este negócio, no montante de 2 678 milhares de euros, encontra-se evidenciado na nota 3.

Durante o exercício de 2002, verificaram-se os seguintes movimentos nas participações financeiras:

1. Aquisições

Durante o exercício de 2002 foram adquiridas as seguintes participações financeiras:

Nome da empresa sujeita a aquisição % capital Empresa
adquirente
Flag 100,00% Deltafor
Flag Beat 100,00% Deltafor
Novabase Geoinformação 25,00% Novabase SGPS
Novabase Gestão Empresarial 2,50% Novabase SGPS
ATX Software 51,00% Novabase Sist. Informação

2. Alienações

Durante o exercício de 2002 foram alienadas as seguintes participações financeiras:

Nome da empresa sujeita a aquisição % capital Empresa
adquirente
Milenar 75,00% Novabase Capital
NetSaúde 20,00% Novabase Capital
Setcom 11,69% Novabase SGPS
Infordesporto 25,10% Novabase SGPS

6. IMPOSTOS DIFERIDOS ACTIVOS E PASSIVOS

O Grupo Novabase regista nas suas contas o efeito fiscal decorrente das diferenças temporais que se verificam entre os resultados anuais determinados numa óptica contabilística e numa óptica fiscal, de acordo com o disposto na Directriz Contabilística N.º 28 - Impostos sobre o Rendimento, analisado por empresa como segue:

Impostos Activos Impostos Passivos
2002 2001 2002 2001
Euro'000 Euro'000 Euro'000 Euro'000
Novabase SGPS - - 50 -
Novabase Sistemas de Informação 118 38 - -
Novabase Suporte à Decisão 123 - - -
Novabase Data Quality 235 - - -
Novabase Saúde - 252 - -
Novabase Porto 167 - - -
NBO Recursos em TI 1 - - -
Novabase Integração de Processos 67 - - -
Novabase Desenvolvimento à Medida 44 - - -
Novabase Geoinformação 54 - - -
Novabase Outsourcing (ASP) 90 2 - -
Novabase ERP - Gestão Empresarial 456 105 - -
CFOCUS 244 102 - -
Mentor.it 129 26 - -
Octal - Engenharia de Sistemas 41 - - -
OnTV 511 - - -
TVLab 191 - - -
Deltafor 15 - - -
SAF 213 7 - -
Flag 68 - - -
Novabase Capital 96 30 - -
Novabase Serviços 602 201 - -
3.465 763 50 -

Os movimentos das provisões para impostos diferidos activos e passivos são analisados como segue:

Impostos Activos Impostos Passivos
Grupo
Euro'000
Individual
Euro'000
Grupo
Euro'000
Individual
Euro'000
Saldo em 1 de Janeiro 2002 763 - - -
Dotações do exercício por base a :
Prejuízos fiscais 412 - - -
Benefícios fiscais:
- Criação líquida de postos trabalho 546 - - -
- Investimentos e I&D 1.209 - - -
Provisões 248 - 50 50
Amortizações aceleradas 213 - - -
Outros 74 - - -
Dotações do exercício 2.702 - 50 50
Saldo em 31 de Dezembro de 2002 3.465 - 50 50
7.
EXISTÊNCIAS

Esta rubrica é analisada como segue:

Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Mercadorias 152 581 - -
Produtos acabados e intermédios 2.427 1.947 - -
Produtos e trabalhos em curso 184 184 - -
Matérias primas, subsidiárias e de consumo 6.638 5.069 - -
9.401 7.781 - -
Provisão para depreciação de existências (30) (20) - -
9.371 7.761 - -

Os movimentos da Provisão para depreciação de existências são analisados como segue:

Grupo Individual
2002 2001 2002 2001
Euro'000 Euro'000 Euro'000 Euro'000
Saldo em 1 de Janeiro 20 10 - -
Dotação do exercício 10 10 - -
30 20 - -

8. CLIENTES

A análise da rubrica de clientes, por sector de actividade, é a seguinte:

Grupo Individual
2002 2001 2002 2001
Euro'000 Euro'000 Euro'000 Euro'000
Clientes residentes :
Administrações, serviços e empresas públicas 4.145 4.070 6 29
Hospitais e outros serviços de saúde 1.358 1.937 - -
Banca e outras empresas financeiras 6.225 1.933 - -
Seguradoras 389 647 - -
Indústria, retalho e serviços 7.671 6.802 6.783 4.278
Correios e transporte 4.271 2.848 - -
Telecomunicações e media 6.245 7.677 5 3
Outras entidades 633 755 - -
30.937 26.669 6.794 4.310
Clientes não residentes :
Administrações, serviços e empresas públicas 142 - - -
Hospitais e outros serviços de saúde - 10 - -
Banca e outras empresas financeiras 110 366 - -
Seguradoras 7 - - -
Indústria, retalho e serviços 635 1.714 - -
Correios e transporte - - - -
Telecomunicações e media 180 1.483 - -
Outras entidades - - - -
1.074 3.573 - -
32.011 30.242 6.794 4.310
Clientes de cobrança duvidosa 1.870 1.244 434 468
Provisão para cobranças duvidosas (1.870) (1.173) (434) (463)
32.011 30.313 6.794 4.315

Os movimentos da Provisão para cobranças duvidosas são analisados como segue:

Grupo Individual
2002 2001 2002 2001
Euro'000 Euro'000 Euro'000 Euro'000
Saldo em 1 de Janeiro 1.173 1.052 463 515
Variações de perímetro de consolidação 82 - - -
Dotação do exercício 722 156 78 73
Anulação de provisões (107) (35) (107) (125)
Transferências - - - -
Diferenças cambiais - - - -
1.870 1.173 434 463

9. OUTROS DEVEDORES E OUTROS CREDORES

A rubrica de Outros devedores é analisada como segue:

Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Estado e outros entes públicos
- Imposto sobre o rendimento IRC 1.060 230 277 69
- Imposto sobre o valor acrescentado 1.760 290 - -
- Outras tributações 152 129 - -
Empresas associadas 274 - 23 -
Outros accionistas 308 42 - -
Adiantamentos a fornecedores 1.112 165 921 32
Outros devedores
- Colaboradores 233 194 - -
- Alienação de participações financeiras 1.505 2.329 - -
(Continuana página seguinte)

Pág.28

Grupo Individual
2002 2001 2002 2001
Euro'000 Euro'000 Euro'000 Euro'000
(continuado da página anterior)
- Subsídios a receber do Fundo Social Europeu 1.066 372 - -
- Valores a receber de operações factoring sem recurso 488 7.891 - -
- Cash-pooling intra-grupo - - 13.800 15.031
- Outros devedores e operações diversas 1.744 2.454 5.539 2.060
9.702 14.096 20.560 17.192
Provisão para outros devedores (197) (197) - -
9.505 13.899 20.560 17.192

Os movimentos da Provisão para outros devedores são analisados como segue:

Grupo Individual
2002 2001 2002 2001
Euro'000 Euro'000 Euro'000 Euro'000
Saldo em 1 de Janeiro 197 - - -
Dotação do exercício - 197 - -
197 197 - -

A rubrica de Outros credores é analisada como segue:

Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Estado e outros entes públicos
- Imposto sobre o rendimento IRC
- Retenções na fonte
560
1.079
2.018
770
-
58
-
54
- Contribuições para a Segurança Social 885 1.002 29 14
- Imposto sobre o valor acrescentado 5.405 4.299 349 55
- Outras tributações
Outros accionistas
-
77
31
17
-
1.081
1
-
Outros credores
- Colaboradores 132 42 - -
- Cash-pooling intra-grupo - - 12.855 9.688
- Val. a entregar de oper. de factoring sem recurso
- Outros credores e operações diversas
1.020
2.251
-
2.049
-
3.076
-
2.494
11.409 10.228 17.448 12.306

10. ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS ACTIVOS E PASSIVOS

Os Acréscimos e diferimentos activos são analisados como segue:

Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Acréscimos de proveitos :
- Juros a receber - 24 1 23
- Projectos em curso 1.936 1.765 - -
- Outros acréscimos de proveitos 141 141 1.638 -
2.077 1.930 1.639 23
Custos diferidos :
- Manutenção de software 331 465 - -
- Rendas 61 58 - -
- Seguros 78 94 26 16
- Conservação plurianual 88 140 - -
- Outros custos diferidos 261 198 - -
819 955 26 16
2.896 2.885 1.665 39

Foram reflectidos neste exercício os correspondentes juros de aplicações financeiras, os quais só serão recebidos na data do seu resgate.

Os contratos de manutenção de software são licenciados por terceiros. Para o correcto balanceamento destes serviços foram especializados custos e proveitos os quais serão reflectidos nos resultados de 2003.

Os Acréscimos e diferimentos passivos são analisados como segue:

Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Acréscimos de custos :
- Férias, subsídios férias e outros encargos 3.473 3.763 205 202
- Juros a liquidar 18 44 - -
- Licenças de software 2.646 - - -
- Acções de marketing - 1.200 - -
- Outros acréscimos de custos 378 621 51 -
6.515 5.628 256 202
Proveitos diferidos :
- Subsídios para investimento imobilizado 980 587 - 31
(Continua na coluna seguinte)
Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
(Continuado da coluna anterior)
- Facturação antecipada 1.277 1.952 - -
- Manutenção de software 649 1.351 - -
- Outros proveitos diferidos 17 22 - -
2.923 3.912 - 31
9.438 9.540 256 233

Novabase Relatório e Contas de 2002

11. CAIXA, DISPONIBILIDADES EM BANCOS E TÍTULOS NEGOCIÁ-VEIS

A rubrica de Caixa e disponibilidades em bancos é analisada como segue:

Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Numerário :
- Caixa 144 38 1 1
144 38 1 1
Depósitos bancários :
- Depósitos à ordem 4.062 2.693 565 67
- Depósitos a prazo 16.339 6.538 - -
- Outros depósitos - - - -
20.401 9.231 565 67
20.545 9.269 566 68

A rubrica de Títulos negociáveis é analisada como segue:

Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Títulos negociáveis :
- Acções Portugal Telecom 585 585 585 585
- Acções PT Multimédia 27 27 27 27
- Outros títulos 10 - - -
622 612 612 612
Outras aplicações de tesouraria :
- Produtos financeiros em bancos nacionais 8.225 16.924 8.225 16.233
- Produtos financeiros em bancos estrangeiros - - - -
8.225 16.924 8.225 16.233
8.847 17.536 8.837 16.845

Com referência ao Mapa dos fluxos de caixa, para o Grupo e Individual, para efeitos de determinação e discriminação dos Componentes de Caixa e seus equivalentes, esta rubrica é analisada como segue:

Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Componentes de caixa :
- Numerário 144 38 1 1
- Depósitos bancários 20.401 9.231 565 67
- Títulos negociáveis 622 612 612 612
21.167 9.881 1.178 680
Equivalentes a caixa :
- Outras aplicações de tesouraria 8.225 16.924 8.225 16.233
- 'Overdrafts' (3.850) (1.725) (78) (31)
4.375 15.199 8.147 16.202
25.542 25.080 9.325 16.882

12. CAPITAL SOCIAL

O Capital social de 14 127 982 euros, representado por 28 255 964 de acções de valor nominal de 0.5 euros cada uma, encontra-se integralmente realizado. Em Junho de 2001, a Novabase S.G.P.S., S.A. procedeu a um aumento de capital, sendo o seu montante, integralmente subscrito e realizado, de 27 982 euros, através da emissão de 55 964 novas acções ordinárias, com o valor nominal de 0.5 euros cada. Assim, a partir de 31 de Dezembro de 2001, o capital social passou a ser representado por 28 255 964 acções. Os resultados por acção (EPS) são analisados como segue:

(Ver quadro na página seguinte)

Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Resultado Líquido em Euros 9.459.990,75 8.886.185,75 9.459.990,75 8.678.420,25
Nº médio de acções durante o ano 28.255.964 28.227.982 28.255.964 28.227.982

Resultado por Acção - Básico - Euros 0,33 euros 0,31 euros 0,33 euros 0,31 euros

13. RESERVA LEGAL

De acordo com a legislação vigente, as empresas que constituem o Grupo Novabase são obrigadas a transferir para a rubrica de reservas legais, no mínimo, 5% do resultado líquido anual, até que a mesma atinja 20% do capital. Esta reserva não poderá ser distribuída aos accionistas, podendo, contudo, ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas todas as outras reservas.

14. ACÇÕES PRÓPRIAS

Esta rubrica é analisada como segue:

Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Valor de balanço das acções da Novabase S.G.P.S., S.A. 12 44 12 44
Número de acções 24.966 87.258 24.966 87.258

As acções próprias detidas pela Novabase S.G.P.S., S.A. encontram-se dentro dos limites estabelecidos pelos Estatutos da Sociedade e pelo Código das Sociedades Comerciais.

acções acções acções acções

Durante o exercício de 2002, a empresa adquiriu em bolsa 800 107 acções próprias a um preço líquido médio de 7.12 euros e alienou 602 399 acções próprias a um preço médio de 7.50 euros.

O acréscimo na carteira de acções próprias da empresa resultante das transacções acima referidas no total de 197 708 acções permitiu-lhe efectuar a cedência de 260 000 acções, em transacção realizada fora de bolsa. As 260 000 acções foram avaliadas em 5.65 Euros por acção, e destinaram-se à liquidação de parte do valor acordado para a aquisição das acções da empresa ATX Software S.A, no âmbito do contrato de prestação de serviços na área das tecnologias de informação, em regime de Outsourcing com o Grupo BES.

15. RESERVAS, RESULTADOS ACUMULADOS E RESULTADOS LÍQUI-DOS

Esta rubrica é analisada como segue:

Grupo Individual
2002 2001 2002 2001
Euro'000 Euro'000 Euro'000 Euro'000
Reserva legal 752 563 752 319
Outras reservas e resultados acumulados 942 4.496 942 1.618
Resultados líquidos 9.459 8.886 9.459 8.678
Diferença cambial de consolidação (2.544) 185 (2.544) 185
Outras reservas de consolidação 11.556 5 11.556 6.528
20.165 14.135 20.165 17.328

No Grupo, está incluída uma subsidiária localizada no Brasil, Novabase Brasil Lta., cujas contas estão expressas na moeda do país, Reais Brasileiros. Em conformidade com a prática contabilística descrita na nota 1 sobre as Políticas Contabilísticas, estas contas foram convertidas na moeda em que se expressam as contas consolidadas gerando uma reserva de diferença cambial.

A Novabase S.G.P.S., S.A., desde a sua constituição e, não obstante ter apresentado sempre resultados positivos, optou por nunca distribuir dividendos aos seus accionistas decidindo manter na Empresa os meios financeiros necessários ao seu

16. INTERESSES MINORITÁRIOS

Esta rubrica é analisada como segue:

Grupo
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Interesses minoritários de resultados 738 1.002
Interesses minoritários de reservas 4.269
5.007
2.675
3.677
O detalhe por empresa da rubrica de Interesses minoritários é analisada como
segue:

(Ver quadro na coluna seguinte)

2002
Euro'000
2001
Euro'000
Divisão 'Novabase Consulting' :
Novabase Sistemas de Informação 333 359
Novabase Suporte à Decisão 63 62
Novabase Data Quality 119 99
Novabase Saúde 306 945
Novabase Integração de Processos 37 33
Novabase Desenvolvimento à Medida 260 192
Novabase Geoinformação - 20
Novabase Outsourcing (ASP) 188 190
Novabase ERP - Gestão Empresarial - 14
Novabase Brasil 227 214
Novabase Consulting Espanha 50 -
Novabase Gestão de Activos - -
CFOCUS 273 117
CelFOCUS 680 265
Mentor.it - 17
Praetor II - -
Praetor III 2 -
Divisão 'Novabase Engineering Solutions' :
Octal - Espanha 27 -
Octal TV 1.384 598
OnTV 477 190
TVLab 314 -
Divisão 'Novabase Training' :
SAF 157 200
Divisão 'Novabase Capital' :
Milenar - 26
Sapi 2 ci, Consultadoria Informáticos 102 134
Sapi 2 pi, Projectos Informáticos 8 -
Outras subsidiárias - 2
5.007 3.677

Grupo

17. DÍVIDAS A INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO

Esta rubrica é analisada como segue:

Grupo Individual
2002 2001 2002 2001
Euro'000 Euro'000 Euro'000 Euro'000
Passivos bancários Correntes - Curto Prazo 4.235 1.753 78 31
Passivos bancários Não Correntes - Méd./Long. Praz. 6.000 1.983 6.000 -
10.235 3.736 6.078 31

A rubrica dos passivos bancários Correntes - Curto Prazo, por empresa, é analisada como segue:

Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Descobertos bancários "Overdrafts" :
- Novabase S.G.P.S. 78 31 78 31
- Novabase Integração de Processos 108 - - -
- Novabase Data Quality 178 - - -
- Novabase Suporte à Decisão 141 - - -
- TVLab 192 - - -
- Octal 2.254 1.621 - -
- Octal TV 8 8 - -
- Sapi 2, ci 186 - - -
- NBO Recursos em TI 231 8 - -
- Flag 323 - - -
- Outras empresas 151 57 - -
Outros passivos bancários 385 28 - -
4.235 1.753 78 31

A rubrica dos passivos bancários Não Correntes - Médio / Longo Prazo, por empresa, é analisada como segue:

Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Linhas de crédito bancário e empréstimos :
- Novabase S.G.P.S.
- Octal
6.000
-
-
1.409
6.000
-
-
-
- Octal TV - 469 - -
- Sapi 2, ci - 92 - -
- Outras empresas -
6.000
13
1.983
-
6.000
-
-

Pág.30

18. FORNECEDORES DE IMOBILIZADO

Esta rubrica reflecte essencialmente os contratos de locação financeira celebrados em relação a bens do imobilizado corpóreo que são registados em contas de imobilizações sempre que o grupo assuma todos os benefícios e riscos associados à propriedade dos respectivos bens. O valor pelo qual essas aquisições são capitalizadas corresponde ao valor actual das rendas futuras. A correspondente responsabilidade é registada nesta rubrica do passivo, sendo os encargos financeiros associados a cada renda bem como a amortização do activo, calculada conforme descrito no normativo legal do Plano Oficial de Contabilidade.

Em virtude de nas contas individuais não ser utilizado este critério valorimétrico, as demonstrações financeiras consolidadas após 31 de Dezembro de 1998 têm sido ajustadas por forma a mostrarem uma imagem verdadeira e apropriada da situação financeira e dos resultados do conjunto das empresas incluídas na consolidação em consonância com o preconizado pela Directriz Contabilística n.º 25. Em 31 de Dezembro de 2002, a rubrica de Imobilizado corpóreo - Equipamento de transporte no Grupo, inclui a relevação constabilística dos contratos de aluguer de longa duração de viaturas, dando estrito cumprimento à materia preconizada na referida Directriz Contabilística N.º 25, que trata da contabilização da locação financeira e operacional. Os respectivos impactos contabilísticos são analisados na nota 2 às Demonstrações Financeiras.

19. VOLUME DE NEGÓCIOS

A análise do Volume de Negócios, por sector de actividade, é a seguinte:

Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Vendas por sector de actividade :
Administrações, serviços e empresas públicas 12 60 - -
Hospitais e outros serviços de saúde 7 95 - -
Banca e outras empresas financeiras 11 8 - -
Seguradoras 10 1 - -
Indústria, retalho e serviços 8.588 7.963 - -
Correios e transporte 3.108 1.691 - -
Telecomunicações e media 28.738 23.579 - -
Outras entidades - - - -
40.474 33.397 - -
Prestação de serviços por sector de actividade :
Administrações, serviços e empresas públicas 15.373 15.806 - -
Hospitais e outros serviços de saúde 1.709 3.578 - -
Banca e outras empresas financeiras 12.991 10.256 - -
Seguradoras 2.087 1.729 - -
Indústria, retalho e serviços 13.197 9.331 4.829 2.340
Correios e transporte 3.888 3.814 - -
Telecomunicações e media 23.883 18.200 - -
Outras entidades 461 355 - -
73.589 63.069 4.829 2.340
TOTAL de Volume de Negócios :
Administrações, serviços e empresas públicas 15.385 15.866 - -
Hospitais e outros serviços de saúde 1.716 3.673 - -
Banca e outras empresas financeiras 13.002 10.264 - -
Seguradoras 2.097 1.730 - -
Indústria, retalho e serviços 21.785 17.294 4.829 2.340
Correios e transporte 6.996 5.505 - -
Telecomunicações e media 52.621 41.779 - -
Outras entidades 461 355 - -
114.063 96.466 4.829 2.340

O Volume de Negócios por mercados geográficos, é analisado como segue:

Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Portugal 109.040 88.532 4.829 2.034
Espanha 636 1.929 - -
Brasil 4.051 5.100 - 306
Outros 336 905 - -
114.063 96.466 4.829 2.340

A rubrica de Prestação de Serviços é analisada como segue:

Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Desenvolvimento de software 10.406 14.982 - 22
Manutenção de software 2.894 3.503 - 1
Licenças de software 5.399 4.341 - -
Consultadoria 38.055 30.960 - 93
Recrutamento, formação e cedência de recursos 8.754 4.647 - -
Outros serviços prestados 8.081 4.636 4.829 2.224
73.589 63.069 4.829 2.340

20. FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS

A rubrica de Fornecimentos e serviços externos é analisada como segue:

Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Subcontratos :
Desenvolvimento de software 195 80 - -
Manutenção de software 1.601 1.123 - -
Licenças de software 3.985 3.574 - -
Consultadoria 8.881 6.634 93 906
Recrutamento, formação e cedência de recursos 373 383 - 3
Outros subcontratos 603 368 - -
Fornecimentos e serviços :
Água, electricidade e combustíveis 414 300 28 22
Utensílios e material de escritório 275 242 3 6
Rendas e alugueres 2.699 1.717 180 179
Comunicações 750 767 4 1
Seguros 819 571 58 44
Transportes, deslocações e estadias 2.205 1.465 112 95
Comissões e honorários 9.029 6.769 - -
Publicidade e propaganda 760 1.731 8 17
Trabalhos especializados 2.731 1.497 145 68
Outros fornecimentos e serviços 1.063 1.109 95 126
36.383 28.330 726 1.467

21. CUSTOS COM O PESSOAL

A rubrica de Custos com o pessoal é analisada como segue:

Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Remuneração dos orgãos sociais 2.328 2.081 1.324 1.322
Remuneração dos colaboradores 22.437 22.015 - 6
Encargos sobre remunerações 5.104 4.546 146 132
Outros custos com o pessoal 487 1.011 11 18
30.356 29.653 1.481 1.478

O número médio de pessoal, por categoria, é analisado como segue:

Grupo
2002
Individual
2002
Administração 42 11
Direcção 82 -
Gestores e chefes de projecto 88 -
Consultores 651 -
Funcionais e outros 63 -
926 11

22. PROVISÕES DO EXERCÍCIO

A rubrica de Provisões do exercício é analisada como segue:

Grupo Individual
2002 2001 2002 2001
Euro'000 Euro'000 Euro'000 Euro'000
Provisões para depreciação de existências 10 10 - -
Provisões para cobrança duvidosa 580 353 - 73
590 363 - 73

23. AMORTIZAÇÕES DO EXERCÍCIO

A rubrica de Amortizações do exercício é analisada como segue:

Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Amortizações do imobilizado
Imobilizado corpóreo :
Edifícios e outras construções 36 30 9 26
Equipamento básico 1.864 1.442 14 11
Equipamento de transporte 947 832 - -
Equipamento administrativo 160 117 - -
Outras imobilizações corpóreas 14 13 - -
3.021 2.434 23 37
Imobilizado incorpóreo :
Despesas de instalação 440 542 75 85
Despesas de investigação e desenvolvimento 1.264 514 1 -
Direitos contratuais e outros 52 16 - -
Outras imobilizações incorpóreas - - - -
1.756 1.072 76 85
4.777 3.506 99 122

Pág.31

Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
(Continuado da pagina anterior)
Amortizações de investimentos empresariais
Diferenças de consolidação:
- Método integral de consolidação 1.289 941 - -
- Equivalência patrimonial 9 7 1.143 823
Trespasses sobre negócios 364 167 - -
1.662 1.115 1.143 823
6.439 4.621 1.242 945

24. GANHOS / (PERDAS) FINANCEIRAS

A análise dos Resultados financeiros, é a seguinte:

Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Ganhos financeiros :
Juros obtidos 364 978 393 1.396
Proveitos na aplicação equivalência patrimonial 4 11 10.020 9.646
Diferenças de câmbio favoráveis 458 99 - -
Outros ganhos financeiros 87 7 79 1
913 1.095 10.492 11.043
Perdas financeiras :
Juros suportados 409 489 5 149
Juros associados a contratos de locação 213 167 - -
Serviços bancários 134 144 10 31
Prejuízos na aplicação equivalência patrimonial 73 202 3.358 469
Diferenças de câmbio desfavoráveis 645 226 6 -
Outras perdas financeiras 27 75 1 49
1.501 1.303 3.380 698
(588) (208) 7.112 10.345

25. GANHOS / (PERDAS) EXTRAORDINÁRIAS

A análise dos Resultados extraordinários, é a seguinte:

Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Ganhos extraordinários :
Ganhos em imobilizações 1.511 479 1.248 226
Recuperação de dívidas 51 69 - -
Redução de amortizações e provisões - 169 29 126
Correcções relativas a exercícios anteriores 85 105 67 3
Outros ganhos extraordinários 75 398 51 62
1.722 1.220 1.395 417
Perdas extraordinárias :
Perdas em existências
- 62 - -
Perdas em imobilizações 21 31 1 204
Correcções relativas a exercícios anteriores
Amortizações extraordinárias
529 165 16 1
- Diferenças de consolidação 389 - 389 -
- Imobilizações incorpóreas 479 - - -
Custos de reestruturação 1.832 - - -
Outras perdas extraordinárias 203 45 18 23
3.453 303 424 228
(1.731) 917 971 189

O Conselho de Administração, deliberou implementar um plano de reestruturação empresarial que permita dotar o Grupo de uma plataforma operacional e comercial, por forma a continuar a aumentar a sua quota de mercado de forma sustentada e sólida. Neste contexto, a Novabase SGPS identificou como necessário reorganizar-se para 2003 com três objectivos: optimizar a eficiência operacional, aumentar a orientação para o cliente e acelerar a introdução de inovações tecnológicas no mercado. Nos Resultados Extraordinários, encontram-se reflectivos os seguintes custos não recorrentes :

  • Reestruturação do quadro de pessoal (comercial e funcional) no valor de 1 832 milhares de euros.
  • Aceleração do período de amortização de alguns imobilizados incorpóreos no valor de 479 milhares de euros.
  • Aceleração da totalidade da amortização do goodwill sobre a SAF no valor de 389 milhares de euros.

26. RUBRICA DE RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS DA DEMONSTRA-ÇÃO DE RESULTADOS POR FUNÇÕES

A demonstração dos resultados por funções, em base consolidada e individual, foi preparada em conformidade com o estabelecido pela Directriz Contabilística n.º 20, a qual apresenta um conceito de resultados extraordinários diferente do definido no POC para preparação da demonstração consolidada dos resultados por natureza.

Em 31 Dezembro de 2002, o valor dos resultados extraordinários apresentado na referida demonstração dos resultados por naturezas, foi reclassificado para as rubricas de outros proveitos e ganhos operacionais, o que proporciona as seguintes diferenças nas naturezas de resultados:

Grupo Individual
Por
naturezas
Euro'000
Reclassi-
ficações
Euro'000
Por
funções
Euro'000 Euro'000
Por
naturezas
Reclassi-
ficações
Euro'000
Por
funções
Euro'000
Resultados Operacionais
Resultados Financeiros
(588) 12.405 (1.748)
17
10.657
(571)
1.504
7.112
861
110
2.365
7.222
Resultados Correntes 11.817 (1.731) 10.086 8.616 971 9.587
Resultados Extraordinários (1.731) 1.731 - 971 (971) -
Resultados Líquidos 10.197 - 10.197 9.459 - 9.459

27. PROVISÃO PARA IMPOSTOS SOBRE OS LUCROS

O Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas é auto-liquidado individualmente pela Novabase S.G.P.S., S.A. e pelas empresas incluídas na consolidação com base em declarações de auto-liquidação que estão sujeitas a inspecção e eventuais ajustamentos durante um período de quatro anos. Deste modo, a situação fiscal dos anos de 1999 a 2002 poderá ainda vir a ser sujeita a revisões e eventuais correcções. A Segurança Social pode ser revista ao longo de um prazo de dez anos.

Os prejuízos fiscais, apurados num determinado exercício, sujeitos também a inspecção e ajustamento, podem ser deduzidos aos lucros fiscais da Sociedade nos seis anos seguintes.

As Administrações das diferentes empresas do Grupo entendem que eventuais correcções resultantes de revisões por parte da administração tributária à situação fiscal das Empresas dos exercícios em aberto para inspecção não deverão ter um efeito significativo nas respectivas demonstrações financeiras.

A análise da Provisão para impostos sobre os lucros, é a seguinte:
Grupo Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
Dotação para imp. sobre os lucros
Dotação para imp. diferidos activos (ver nota 6 )
2.194
(2.702)
3.050
(563)
78
-
245
-
Dotação para outros imp. em filiais não residentes 347 - - -
Dotação para imp. diferidos passivos (ver nota 6 ) 50 - 50 -
(111) 2.487 128 245

A reconciliação entre a taxa nominal e a taxa efectiva de IRC no Grupo, para 2002 e 2001, é analisada como segue:

2002 2001
Imposto
Euro'000
Taxa
%
Imposto
Euro'000
Taxa
%
Taxa e imposto nominal sobre os lucros
- Principais efeitos ao nível da tributação :
3.328 33,00% 4.356 35,20%
Criação líquida de postos de trabalho (852) -8,45% (1.516) -12,25%
Investimento e Investigação & Desenvolvimento (909) -9,01% (474) -3,83%
Adições correntes à matéria colectável 627 6,22% 684 5,53%
Taxa e imposto efectivo sobre os lucros 2.194 21,76% 3.050 24,65%

28. GARANTIAS PRESTADAS A TERCEIROS

Os compromissos financeiros que não figuram no balanço referentes a garantias bancárias prestadas a terceiros destinadas a servir de caução aos projectos em curso, são analisados como segue:

Grupo Individual
2002 2001 2002 2001
Euro'000 Euro'000 Euro'000 Euro'000
Cliente / Projecto em curso :
IIES 795 660 795 660
ENT - 859 - 859
TMN 653 539 653 539
CTT 448 521 448 521
CGD 514 797 514 797
Transtejo - 279 - 279
ISQ 195 195 195 195
Sociedade Gestora F.P.B.P. 125 125 125 125
Delveste - 118 - 118
Siemens - 116 - 116
Adm. Regional Saúde Alentejo - 105 - 105
DGSP 100 97 100 97
CP - 90 - 90
DGDR - 95 - 95
Instituto de Informática - 57 - 57
(Continua na página seguinte)
Individual
2002
Euro'000
2001
Euro'000
2002
Euro'000
2001
Euro'000
51 51 51 51
6 - 6 -
8 - 8 -
38 - 38 -
1.085 - 1.085 -
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
1.247
- 128 - 128
119 500 119 500
25
29
40
56
52
29
97
509
48
664
-
Grupo
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
1.247
25
29
40
56
52
29
97
509
48
664
-

A distribuição das responsabilidades por garantias emitidas, por empresa Novabase e por instituição bancária, é a seguinte:

5.684 6.579 5.684 6.579

Grupo Individual
2002 2001 2002 2001
Banco Euro'000 Euro'000 Euro'000 Euro'000
Novabase S.G.P.S. BPI 102 689 102 689
Novabase S.G.P.S. CGD 40 63 40 63
Novabase S.G.P.S. BNU - 206 - 206
Novabase S.G.P.S. BPA - 130 - 130
Novabase S.G.P.S. MAPFRE - 74 - 74
Novabase Sistemas de Informação BPI 1.247 598 1.247 598
Novabase Sistemas de Informação BES 1.334 502 1.334 502
Novabase Suporte à Decisão BPI 778 553 778 553
Novabase Suporte à Decisão BES 32 142 32 142
Novabase Data Quality BES 131 131 131 131
Novabase Data Quality BPI 74 - 74 -
Novabase Saúde BCP 32 137 32 137
Novabase Integração de Processos BPI 112 22 112 22
NBO Recursos em TI BPI 15 2 15 2
Novabase Serviços BPI 58 60 58 60
Novabase Serviços BES 664 - 664 -
Novabase Desenvolvimento à Medida BPI 1.053 589 1.053 589
Novabase Desenvolvimento à Medida BES 10 10 10 10
Novabase Porto BPI 2 77 2 77
Novabase ERP - Gestão Empresarial BPI - 43 - 43
Sapi 2 ci, Consultadoria Informáticos BES - 128 - 128
Octal - Engenharia de Sistemas BES - 1.176 - 1.176
Octal / Octal TV / On TV BES - 1.247 - 1.247
5.684 6.579 5.684 6.579

29. ACTIVIDADE GRUPO NOVABASE POR SEGMENTOS DE NEGÓCIO

A actividade do Grupo Novabase no ano 2002, detalhada por segmentos de negócio, é analisada como segue:

Divisão
Euro'000
Divisão
Novabase Engineering Novabase Novabase
Consulting Solutions
Euro'000 Euro'000
Divisão
Training
Divisão
Capital
Euro'000
Total
Grupo
Novabase
Euro'000
Vendas 1.089 38.950 295 140 40.474
Custo das vendas 838 29.262 239 116 30.455
Margem bruta 251 9.688 56 24 10.019
Outros proveitos operacionais
Prestação de serviços 62.209 7.406 2.245 1.729 73.589
Trabalhos p/ própria empresa 883 404 215 170 1.672
Outros proveitos de exploração 919 66 21 1 1.007
64.011 7.876 2.481 1.900 76.268
Outros custos operacionais
Fornecimentos e serviços externos 26.964 7.822 1.250 347 36.383
Custos com o pessoal 24.288 4.040 804 1.224 30.356
Outros custos de exploração 547 53 87 17 704
51.799 11.915 2.141 1.588 67.443
Resultados Operacionais Brutos 12.463 5.649 396 336 18.844
Amortizações do exercício 5.340 644 160 295 6.439
Resultados Operacionais (EBIT) 7.123 5.005 236 41 12.405
Financeiros e extraordinários (1.897) (470) (51) 99 (2.319)
Resultados antes impostos (RAI) 5.226 4.535 185 140 10.086
Impostos sobre lucros (111)
Interesses minoritários 738
Resultado líquido atribuível 9.459
(Continua na coluna seguinte)

Divisão Divisão Divisão Divisão Total Novabase Engineering Novabase Novabase Grupo

Novabase Relatório e Contas de 2002

Consulting Solutions
Euro'000
Training
Euro'000 Euro'000
Capital
Euro'000
Novabase
Euro'000
(Continuado da coluna anterior)
Outras informações :
Volume de negócios (VN) 63.298 46.356 2.540 1.869 114.063
EBITDA 12.463 5.649 396 336 18.844
EBITDA % sobre VN 19,69 % 12,19 % 15,59 % 17,98 % 16,52 %
Custos estrutura / Proveitos % 87,77 % 26,82 % 82,89 % 92,30 % 63,29 %
RAI % sobre VN 8,26 % 9,78 % 7,28 % 7,49 % 8,84 %
Activos não correntes 34.631 2.773 1.377 1.742 40.523
Activos correntes 43.882 32.065 2.265 4.963 83.175

30. PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE ACÇÕES (STOCK OPTIONS)

Através de um plano de 'stock options', foram atribuídos direitos de subscrição e/ou aquisição de acções a colaboradores e membros do Conselho de Administração do Grupo Novabase. As 'stock options' são um esquema retributivo de incentivo baseado em opções de compra sobre acções da Empresa e integra duas componentes: a Componente Base de Vinculação e a Componente Anual de Desempenho.

As Opções atribuídas no âmbito da Componente Base de Vinculação e da Componente Anual de Desempenho consistem em direitos de subscrição e/ou aquisição de acções em operações de aumento de capital para o efeito realizadas pela Empresa ou mediante a aquisição de acções próprias da Empresa, nas condições definidas para cada Participante.

As Opções efectivamente atribuídas no âmbito de cada Componente Anual de Desempenho poderão ser exercidas pelo respectivo Participante faseadamente em quatro momentos, ocorrendo o primeiro momento no dia 25 de Maio do ano imediatamente seguinte ao início da respectiva Componente Anual de Desempenho e os restantes em igual dia (ou no dia útil imediatamente seguinte, se esse não o for) nos sucessivos meses de Maio, e em lotes correspondentes a 25% do número de Opções atribuídas. As Opções não exercidas, total ou parcialmente, na respectiva data de maturidade, poderão vir a ser exercidas nas subsequentes datas de maturidade. As últimas atribuições de Opções no âmbito do presente Plano Global deverão ocorrer até ao final do ano 2003.

No âmbito deste plano foram atribuídas, durante o ano de 2001, cerca de 470 000 opções nas primeiras componentes de vinculação, das quais 25%, ou seja, 117 500 foram colocadas à disposição dos seus titulares. O total de opções exercidas foi de 55 964, o que originou um aumento de capital de 27 982 euros, ou seja de 14 100 000 euros para 14 127 982 euros, através da emissão de 55 964 novas acções, com o valor nominal de 0.5 euros cada.

31. OUTRAS INFORMAÇÕES

Processo Judicial interposto contra a Empresa, relacionado com contrato de arrendamento do anterior edifício sede, no valor de 1 012 milhares de euros. Esta acção foi contestada, afigurando-se que a mesma não tem qualquer consistência, dela resultando um risco muito reduzido, a ponto de a Novabase ter formulado pedido reconvencional por eventuais prejuízos que da infundada propositura dessa acção possam vir a resultar para a Empresa.

Presentemente, em Março de 2003, a decisão de primeira instância foi favorável à Novabase tendo esta sido totalmente absolvida. Todavia o autor interpôs recurso. Processo Judicial interposto contra a Empresa, relacionado com uma indemnização pretendida por um ex-colaborador de uma das participadas da Novabase, no valor de 904 mil euros. Esta acção foi contestada, afigurando-se que a mesma não tem qualquer consistência, dela resultando um risco muito reduzido, a ponto de a Novabase ter interposto um pedido de condenação em multa e indemnização a título de litigância de má fé.

32. EVENTOS RELEVANTES E SUBSEQUENTES

A Novabase S.G.P.S., S.A., através da sua participada Novabase Sistemas de Informação SA, e o Grupo BES assinaram no dia 29 de Dezembro um contrato de prestação de serviços na área das Tecnologias de Informação em regime de outsourcing, com um valor mínimo de 6 Milhões de Euros anuais, e por um período de 5 anos renovável por igual período.

Com vista ao cumprimento deste contrato a Novabase SGPS adquire à empresa Oblog Software SA, 51% da empresa ATX Software SA, empresa especializada na construção de sistemas de informação para a área financeira.

Por este negócio, que configura uma parceria tecnológica com o Grupo BES na área das TI, a Novabase paga 8.5 milhões de euros.

A metodologia de execução deste negócio prevê uma fase de due diligence da empresa ATX Software SA a executar a partir do dia 6 de Janeiro de 2003 durante um máximo de 30 dias. Adicionalmente, o Grupo BES, através do BES.com, adquire nesta data aos accionistas/gestores da Novabase 5% do respectivo capital social, por forma a colocar a sua posição em cerca de 10%.

Segundo Rogério Carapuça, Presidente da Novabase, "este negócio cria uma plataforma estável para que a Novabase possa ser um parceiro tecnológico do Grupo BES na área das TI ao mesmo tempo que reforça a posição deste grupo como

accionista de referência da Novabase." Acrescenta ainda que "a aquisição da ATX Software corresponde a um reforço das competências tecnológicas e de negócio da Novabase na área das TI para o domínio da Banca".

A ATX Software SA é uma empresa especializada na construção de sistemas de informação para a área financeira. Para além de uma oferta de serviços na área de integração de sistemas, possui igualmente uma oferta constituída por produtos de software inovadores.

Em Janeiro de 2003, na sequência da aquisição da ATX, a Novabase SGPS alienou 30% da Novabase Porto (empresa sem actividade) aos dois promotores individuais da ATX Software.

A Novabase e a GE Capital IT Solutions Portugal anunciam o acordo para a compra de cerca de 83% da GE Capital IT Solutions Portugal pela Novabase, onde integrará a divisão Engineering Solutions, sendo que os restantes 17% serão adquiridos pelo management que se manterá na empresa. O processo de aquisição será efectivo em Janeiro de 2003.

A conjugação com as competências da GE Capital IT Solutions Portugal permitirá à Novabase:

(i) oferecer soluções e serviços integrados abrangendo todo o ciclo de vida dos sistemas de informação e infra-estruturas de TI às empresas em Portugal;

(ii) reforçar relações e consolidar competências na integração de produtos dos principais fabricantes de TI's;

  • (iii) partilhar investimentos significativos no desenvolvimento de competências e produtos, bem como "best practices", com o objectivo de melhorar o âmbito, a qualidade e a relação custo-benefício da sua oferta;
  • (iv) posicionar a Novabase como fornecedor de qualidade de Infra-estruturas de TI em Portugal com um número de colaboradores na área de Soluções de Engenharia de Sistemas de cerca de 300.

Em 2001, a GE Capital IT Solutions Portugal facturou 27 Milhões de Euros que, somados aos 96 Milhões de Euros facturados pela Novabase no mesmo período, atingem um volume global pro-forma de 123 Milhões de Euros aproximadamente. O número total de colaboradores rondará os 1050. A Novabase pagará cerca de 2.5 Milhões de Euros pela aquisição da GE Capital IT Solutions Portugal.

Para Miguel Vicente, CEO da GE Capital IT Solutions Portugal, "A integração no Grupo Novabase é uma excelente oportunidade para os nossos clientes, colaboradores e parceiros de negócio. A complementaridade das competências permite à nova organização sublinhar a sua presença no mercado e acrescentar mais valor às suas soluções".

Segundo Nuno Duarte, CEO da Novabase Engineering Solutions, "Para o grupo Novabase a integração da GE Capital IT Solutions é uma oportunidade única de acrescentar à oferta da Novabase a reconhecida excelência das soluções de engenharia de IT e das "best-practices" de gestão pelas quais a GE é reconhecida em Portugal".

A GE Capital Information Technology Solutions foi fundada pela GENERAL ELECTRIC em 1996. Com operações na América do Norte e na Europa, os seus profissionais oferecem um conjunto de serviços de qualidade na área das Tecnologias de Informação. A missão da GE Capital ITS em Portugal é "criar vantagem competitiva aos nossos clientes através de soluções baseadas em tecnologias de informação, que visam melhorar a comunicação, inovar os processos de negócio e a partilha de conhecimento."

III - Demonstrações Financeiras PRÓ-FORMA IAS 31 de Dezembro de 2002 e 2001

Contas do Grupo Novabase preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade (IAS's)

Ainda que obrigatória apenas a partir de 2005, inclusive, a apresentação de demonstrações financeiras consolidadas preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade (NIC's "IAS") para empresas cotadas em Bolsa, o Conselho de Administração da Novabase S.G.P.S. entendeu divulgar, desde já, simultaneamente a reconciliação dos Resultados Líquidos Pró-forma Consolidados e dos Capitais Próprios Pró-forma Consolidados apurados por referência aos Princípios Contabilísticos Geralmente Aceites em Portugal e às Normas Internacionais de Contabilidade. A informação divulgada, para fins informativos, inclui os principais ajustamentos identificados como de maior impacto à luz das Normas Internacionais de Contabilidade.

Os ajustamentos de transição da primeira implementação foram baseados no 'draft' da norma de primeira aplicação de IAS. O Conselho de Administração da Novabase S.G.P.S. não espera que haja diferenças significativas aplicadas à realidade actual do Grupo Novabase por efeito das alterações que venham ainda a ser definidas na revisão final da referida norma.

Em resumo, os principais ajustamentos aos Resultados Consolidados Pró-forma são analisados como segue:

2002
Euro'000
2001
Euro'000
Resultados Consolidados - POC 9.459 8.886
Ajustamentos para IAS :
- Despesas de instalação e constituição
- Despesas com campanhas publicitárias
- Despesas em projectos de investigação e desenvolvimento
- Bonus / gratificações a colaboradores
- Impostos diferidos
114
158
(234)
(956)
(37)
198
(187)
(401)
(923)
176
Resultados Consolidados - IAS PRÓ-FORMA 8.504 7.749

Em resumo, os principais ajustamentos aos Capitais Próprios Consolidados Próforma são analisados como segue:

2002
Euro'000
2001
Euro'000
Capitais Próprios Consolidados - POC 69.434 63.381
Ajustamentos para IAS :
- Despesas de instalação e constituição
- Despesas com campanhas publicitárias
- Despesas em projectos de investigação e desenvolvimento
- Bonus / gratificações a colaboradores
- Impostos diferidos
- 'Fair-value' dos títulos de investimento
(490)
-
(1.096)
(956)
599
(77)
(444)
(318)
(862)
(923)
601
26
Capitais Próprios Consolidados - IAS PRÓ-FORMA 67.414 61.461

Nas páginas seguintes, são apresentados, o balanço consolidado e a demonstração dos resultados consolidados elaborados de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade (IAS's).

NOVABASE, Sociedade Gestora de participações Sociais, SA

BALANÇO CONSOLIDADO - PRÓ-FORMA IAS

Elaborado de acordo com as Normas Internacionais de contabilidade (IAS's)

2002
Euro'000
2001
Euro'000
Activo
Não Corrente
Imobilizado corpóreo 6.318 5.684
Imobilizado incorpóreo 18.162 5.497
Trespasses / goodwill 9.477 10.293
Investimentos financeiros 1.075 2.112
Impostos diferidos activos 4.064 1.373
Total de Activos Não Correntes 39.096 24.959
Corrente
Existências 9.371 7.761
Clientes e acréscimos de proveitos 34.088 32.173
Outros devedores e despesas antecipadas 10.345 15.078
Títulos negociáveis 8.771 17.561
Caixa e disponibilidades em bancos 20.545 9.269
Total de Activos Correntes 83.120 81.842
Total do Activo 122.216 106.801
Capital Próprio
Capital social 14.128 14.128
Acções próprias (12) (44)
Prémios de emissão 35.153 35.162
Reservas e resultados acumulados 9.641 4.466
Resultado líquido consolidado 8.504 7.749
Total do Capital Próprio 67.414 61.461
Interesses minoritários 4.588 3.459
Passivo
Não Corrente
Dívidas a instituições bancárias 6.000 1.983
Fornecedores 505 1.009
Impostos diferidos passivos 50 8
Total de Passivos Não Correntes 6.555 3.000
Corrente
Dívidas a instituições bancárias 4.235 1.753
Fornecedores 17.620 16.437
Outros credores e acréscimos de custos 18.881 16.779
Proveitos diferidos 2.923 3.912
Total dos Passivos Correntes 43.659 38.881
Total do Passivo 50.214 41.881
Total de Passivo, Interesses Minoritários e Capital Próprio 122.216 106.801

Pág.34

DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS - PRÓ-FORMA IAS NOVABASE, Sociedade Gestora de participações Sociais, SA Elaborado de acordo com as Normas Internacionais de contabilidade (IAS's)

Vendas
40.474
33.397
Custo das vendas
30.455
25.232
Margem bruta
10.019
8.165
Outros proveitos operacionais
Prestação de serviços
73.589
63.069
Proveitos suplementares e subsídios à exploração
789
527
Outros proveitos de exploração
1.938
1.232
76.316
64.828
86.335
72.993
Outros custos operacionais
Fornecimentos e serviços externos
36.448
27.776
Custos com o pessoal
30.727
29.548
Provisões
590
363
Custos de reestruturação
1.832
-
Outros custos de exploração
1.865
451
71.462
58.138
Resultados Operacionais Brutos (EBITDA)
14.873
14.855
Amortizações do imobilizado
3.690
2.580
Amortizações de trespasses / goodwill
1.662
1.115
Resultados Operacionais (EBIT)
9.521
11.160
Ganhos / (perdas) financeiras
(588)
(208)
Resultados antes de impostos
8.933
10.952
Impostos sobre os lucros
(75)
2.312
Resultados depois de impostos
9.008
8.640
Interesses minoritários
504
891
Resultado líquido
8.504
7.749
2002
Euro'000
2001
Euro'000
0,30 euros 0,27 euros Resultado por Acção - Básico - Euros

IV - Documentos do Conselho Fiscal, do Auditor Registado na CMVM e dos Auditores Externos

(i) Relativos aos Pontos I e II associado às DEMONSTRAÇÕES FINAN-CEIRAS elaboradas de acordo com os Princípios Contabilísticos Geralmente Aceites em portugal

RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL CONTAS CONSOLIDADAS

Senhores Accionistas,

  • 1. No desempenho das funções previstas no artº 420º do Código das Sociedades Comerciais, cumpre ao Conselho Fiscal emitir relatório e dar parecer sobre os documentos de prestação de contas consolidadas da NOVABASE – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. relativos ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2002.
  • 2. O Conselho Fiscal acompanhou os actos de gestão mais relevantes e efectuou verificações ao longo do ano às contas e aos sistemas de controlo interno, apresentando relatórios dos trabalhos, bem como sugestões quando as considerou adequadas. No desenvolvimento da sua actividade este Conselho contou sempre com a melhor colaboração do Conselho de Administração e dos serviços.
  • 3. Nos termos do nº 1 do artº 452º do Código das Sociedades Comerciais, o Conselho apreciou o relatório anual do Revisor Oficial de Contas.
  • 4. No final do exercício o Conselho Fiscal analisou os documentos de prestação de contas consolidadas e o relatório apresentados pelo Conselho de Administração, procedeu ás verificações que considerou convenientes e apreciou a "Certificação Legal e Relatório de Auditoria das Contas Consolidadas", em relação à qual dá a sua concordância.

5. PARECER:

Tudo devidamente ponderado, designadamente o que se contém na "Certificação Legal das Contas", somos de parecer que a Assembleia Geral aprove o relatório de gestão e as contas consolidadas do exercício de 2002, apresentados pelo Conselho de Administração.

Lisboa, 25 Fevereiro de 2003

O CONSELHO FISCAL

PEDRO REBELO DE SOUSA - Presidente JOÃO FRANCISCO F. DE A. E QUADROS SALDANHA OLIVEIRA REGO & ASSOCIADOS SOCIEDADE DE REVISORES OFICIAIS DE CONTAS Representada pelo sócio Manuel de Oliveira Rego

CONTAS INDIVIDUAIS

Senhores Accionistas,

    1. No desempenho das funções previstas no artº 420º do Código das Sociedades Comerciais, cumpre ao Conselho Fiscal emitir relatório e dar parecer sobre os documentos de prestação de contas da NOVABASE – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. relativos ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2002.
    1. O Conselho Fiscal acompanhou os actos de gestão mais relevantes e efectuou verificações ao longo do ano às contas e aos sistemas de controlo interno, apresentando relatórios dos trabalhos, bem como sugestões quando as considerou adequadas. No desenvolvimento da sua actividade este Conselho contou sempre com a melhor colaboração do Conselho de Administração e dos serviços.
    1. Nos termos do nº 1 do artº 452º do Código das Sociedades Comerciais, o Conselho apreciou o relatório anual do Revisor Oficial de Contas.
    1. No final do exercício o Conselho Fiscal analisou os documentos de prestação de contas e o relatório apresentados pelo Conselho de Administração, procedeu ás verificações que considerou convenientes e apreciou a "Certificação Legal das Contas e Relatório do Auditor", em relação à qual dá a sua concordância.

5. PARECER:

Tudo devidamente ponderado, designadamente o que se contém na "Certificação Legal das Contas", somos de parecer que a Assembleia Geral:

  • a) aprove o relatório de gestão e as contas do exercício de 2002, apresentados pelo Conselho de Administração;
  • b) aprove a proposta de aplicação de resultados contida no relatório de gestão apresentada pelo Conselho de Administração;
  • c) proceda à apreciação geral da Administração e Fiscalização da Sociedade e dela tire as conclusões referidas no artº 455º do Código das Sociedades Comerciais.

Lisboa, 25 Fevereiro de 2003

O CONSELHO FISCAL

PEDRO REBELO DE SOUSA - Presidente JOÃO FRANCISCO F. DE A. E QUADROS SALDANHA OLIVEIRA REGO & ASSOCIADOS SOCIEDADE DE REVISORES OFICIAIS DE CONTAS Representada pelo sócio Manuel de Oliveira Rego

CERTIFICADO LEGAL E RELATÓRIO DE AUDITORIA SOBRE AS CONTAS CONSOLIDADAS

INTRODUÇÃO

  1. Nos termos da legislação aplicável, apresentamos a Certificação Legal das Contas e o Relatório de Auditoria sobre a informação financeira contida no Relatório de Gestão e nas Demonstrações Financeiras Consolidadas anexas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2002, da NOVABASE – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA, as quais compreendem: o Balanço em 31 de Dezembro de 2002, (que evidencia um total de 123.698 milhares de euros e um total de capital próprio de 69.434 milhares de euros, incluindo um resultado líquido de 9.459 milhares de euros), as Demonstrações consolidadas dos Resultados por naturezas e por funções e a Demonstração consolidada dos fluxos de caixa do exercício findo naquela data, e nos correspondentes Anexos.

RESPONSABILIDADES

    1. É da responsabilidade do Conselho de Administração da empresa:
  • a) a preparação de demonstrações financeiras consolidadas que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto de empresas

incluídas na consolidação, o resultado consolidado das suas operações e os fluxos de caixa consolidados;

  • b) a informação financeira histórica, que seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários;
  • c) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados;
  • d) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e
  • e) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a actividade do conjunto das empresas incluídas na consolidação, a posição financeira ou resultados.
    1. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos de prestação de contas acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso exame.

ÂMBITO

    1. O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e as Directrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objectivo de obter um grau de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras consolidadas estão isentas de distorções materialmente relevantes. Para tanto o referido exame incluiu:
  • O a verificação das demonstrações financeiras das empresas incluídas na consolidação terem sido apropriadamente examinadas e, para os casos significativos em que o não tenham sido, a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e divulgações nelas constantes e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e critérios definidos pelo órgão de gestão respectivo, utilizadas na sua preparação;
  • O a verificação das operações de consolidação e da aplicação do método da equivalência patrimonial;
  • O a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adoptadas e a sua divulgação, tendo em conta as circunstâncias;
  • O a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade;
  • O a apreciação de ser adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras; e
  • O a apreciação se a informação financeira consolidada é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
    1. O nosso exame abrangeu ainda a verificação:
  • a) da concordância da informação financeira consolidada constante do Relatório de Gestão com os restantes documentos de prestação de contas.
    1. Entendemos que o exame efectuado proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa opinião.

OPINIÃO

  1. Em nossa opinião, as referidas demonstrações financeiras consolidadas apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira consolidada da NOVABASE – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA em 31 de Dezembro de 2002, o resultado consolidado das suas operações e os fluxos consolidados de caixa no exercício findo naquela data, em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites e a informação nelas constante é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

ÊNFASE

    1. Sem afectar a opinião expressa no parágrafo anterior, chamamos a atenção para a situação seguinte:
  • 8.1. O perímetro de consolidação é constituído pela empresa mãe NOVABASE, SGPS, S.A. e 32 filiais. Todas as empresas filiais, com materialidade, foram sujeitas a auditoria por parte de outros revisores/auditores, os quais nos facultaram as suas opiniões.

Lisboa, 25 de Fevereiro de 2003

OLIVEIRA REGO & ASSOCIADOS

SOCIEDADE DE REVISORES OFICIAIS DE CONTAS Representada pelo Sócio Manuel de Oliveira Rego

CERTIFICADO LEGAL E RELATÓRIO DE AUDITORIA SOBRE AS CONTAS INDIVIDUAIS

INTRODUÇÃO

  1. Nos termos da legislação aplicável, apresentamos a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria sobre a informação financeira contida no Relatório de Gestão e nas Demonstrações Financeiras anexas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2002, da NOVABASE – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA, as quais compreendem: o Balanço em 31 de Dezembro de 2002, (que evidencia um total de 94.403 milhares de euros e um total de capital próprio de 69.434 milhares de euros, incluindo um resultado líquido de 9.459 milhares de euros), as Demonstrações dos Resultados por naturezas e por funções e a Demonstração dos fluxos de caixa do exercício findo naquela data, e nos correspondentes Anexos.

RESPONSABILIDADES

    1. É da responsabilidade do Conselho de Administração da empresa:
  • a) a preparação de demonstrações financeiras que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira da empresa, o resultado das suas operações e os fluxos de caixa;
  • b) a informação financeira histórica, que seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários;
  • c) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados;
  • d) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado;
  • e) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a actividade, a posição financeira ou resultados.
    1. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos de prestação de contas acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso exame.

ÂMBITO

    1. O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e as Directrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objectivo de obter um grau de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras estão isentas de distorções materialmente relevantes. Para tanto o referido exame incluiu:
  • O a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e divulgações constantes das demonstrações financeiras e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e critérios definidos pelo Conselho de Administração, utilizadas na sua preparação;
  • O a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adoptadas e a sua divulgação, tendo em conta as circunstâncias;
  • O a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade;
  • O a apreciação de ser adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras;
  • O a apreciação se a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
    1. O nosso exame abrangeu ainda a verificação:
  • a) da concordância da informação financeira constante do Relatório de Gestão com os restantes documentos de prestação de contas.
    1. Entendemos que o exame efectuado proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa opinião.

OPINIÃO

  1. Em nossa opinião, as referidas demonstrações financeiras apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira da NOVABASE – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA em 31 de Dezembro de 2002, o resultado das suas operações e os fluxos de caixa no exercício findo naquela data, em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites e a informação nelas constante é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

Lisboa, 25 de Fevereiro de 2003

OLIVEIRA REGO & ASSOCIADOS

SOCIEDADE DE REVISORES OFICIAIS DE CONTAS Representada pelo Sócio Manuel de Oliveira Rego

RELATÓRIO DE AUDITORIA

1 Efectuámos a auditoria ao Balanço Consolidado da Novabase - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., à data de 31 de Dezembro de 2002, bem como às Demonstrações Consolidadas dos Resultados por natureza e por funções

do exercício findo naquela data e ao respectivo Anexo e à Demonstração Consolidada dos Fluxos de Caixa e respectivo Anexo. Estas Demonstrações Financeiras Consolidadas são da responsabilidade do Conselho de Administração da Empresa, competindo-nos como auditores a emissão de uma opinião sobre estas, baseada na nossa auditoria.

  • 2 A nossa auditoria foi conduzida de acordo com as Normas Internacionais de Auditoria. Estas normas exigem que planeemos e executemos a auditoria por forma a obtermos segurança aceitável sobre se as referidas Demonstrações Financeiras Consolidadas não contêm distorções materialmente relevantes. Uma auditoria inclui o exame, numa base de teste, das evidências que suportam os valores e informações constantes das Demonstrações Financeiras Consolidadas. Adicionalmente, uma auditoria inclui a apreciação dos princípios contabilísticos adoptados e a avaliação das estimativas significativas efectuadas pela Administração bem como a apreciação da apresentação das Demonstrações Financeiras Consolidadas. Em nosso entender a auditoria efectuada constitui base suficiente para a emissão da nossa opinião.
  • 3 Em nossa opinião, as Demonstrações Financeiras Consolidadas apresentam de forma apropriada, em todos os seus aspectos relevantes, a situação financeira do conjunto das empresas englobadas na consolidação da Novabase - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., a 31 de Dezembro de 2002, bem como os resultados das suas operações e os fluxos de caixa no exercício findo naquela data, de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal.

Lisboa, 26 de Fevereiro de 2003

IV - Documentos do Conselho Fiscal, do Auditor Registado na CMVM e dos Auditores Externos

(ii) Relativo ao Ponto III associado às DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - PRÓ-FORMA IAS elaboradas de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade

RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA

1 Efectuámos a revisão limitada ao Balanço Consolidado - Proforma IAS da Lisboa, 6 de Fevereiro de 2003

Novabase, SGPS, SA em 31 de Dezembro de 2002 e à Demonstração dos Resultados Consolidados - Proforma IAS do exercício findo naquela data preparados de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade bem como à reconciliação proforma, entre os capitais próprios e o resultado líquido, apurados de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal. A preparação dessa informação financeira é da responsabilidade do Conselho de Administração da Empresa. A nossa responsabilidade é a de emitir um relatório sobre essa informação financeira baseado na nossa revisão limitada.

  • 2 O nosso trabalho foi conduzido nos termos recomendados pelas Normas Internacionais de Auditoria. Estas normas exigem que planeemos e executemos a revisão por forma a obtermos segurança moderada sobre se a informação financeira acima mencionada está ou não isenta de distorções materialmente relevantes.
  • 3 Uma revisão limitada consiste, essencialmente em indagações ao pessoal da empresa e revisão analítica da informação financeira acima mencionada. Os procedimentos de auditoria que aplicámos, são portanto, substancialmente menores do que um exame efectuado de acordo com as Normas Internacionais de Auditoria, cujo objectivo consiste em expressar uma opinião sobre as Demonstrações Financeiras. Desta forma não nos encontramos em posição de emitir, nem emitiremos, tal opinião.
  • 4 A informação financeira referida acima, não inclui todos os elementos que seriam necessários pelas Normas Internacionais de Contabilidade, nomeadamente, a Demonstração de fluxos de caixa consolidados, a Demonstração das alterações dos capitais próprios consolidados e um Anexo com as inerentes Notas explicativas.
  • 5 Em resultado da nossa revisão, excepto quanto à omissão dos elementos referidos no parágrafo 4 acima, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a crer que a referida Informação Financeira Proforma IAS da Novabase, SGPS, SA não se encontra apresentada em todos os aspectos materialmente relevantes, de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade.

NOVABASE – SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A. ASSEMBLEIA GERAL DE ACCIONISTAS DE 29 DE ABRIL DE 2003

EXTRACTO DA ACTA

"Aos vinte e nove dias do mês de Abril do ano de dois mil e três, pelas 15 horas, teve lugar no Hotel Dom Pedro Lisboa, sito na Av. Engenheiro Duarte Pacheco n.º 24, em Lisboa, por as instalações da sociedade não reunirem as condições necessárias, a Assembleia Geral Anual de Accionistas da Novabase – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., com a seguinte Ordem de Trabalhos:---------------------------------------- Ponto Um: Deliberar sobre o Relatório de Gestão e as Contas relativas ao exercício de 2002;--------------------- Ponto Dois: Deliberar sobre a proposta de aplicação de resultados;---------------------------------------------------- Ponto Três: Proceder à apreciação geral da Administração e Fiscalização da sociedade; --------------------------- Ponto Quatro: Eleição de membros dos Órgãos Sociais para o triénio 2003-2005; ---------------------------------- Ponto Cinco: Eleição dos membros da Comissão de Vencimentos;---------------------------------------------------- Ponto Seis: Deliberar sobre a implementação de um Plano de Opção de Compra de Acções para os trabalhadores e membros do Conselho de Administração da sociedade e das restantes sociedades do Grupo Novabase e aprovação do respectivo regulamento; ----- Ponto Sete: Deliberar sobre a supressão do direito de preferência dos accionistas relativamente ao eventual aumento de capital a deliberar pelo Conselho de Administração para suporte do Plano de Opção de Compra de Acções em vigor no Grupo Novabase; ---------------------------------------------------------------------------------- Ponto Oito: Deliberar sobre aquisição e alienação de acções próprias. ------------------------------------------------ A Assembleia Geral foi regularmente convocada, mediante aviso convocatório, devidamente publicado conforme a lei determina, no Diário do República, 3ª série de dia 27 de Março de 2003, no jornal Diário de Notícias de 27 de Março de 2003 e no Boletim de Cotações da Euronext Lisbon no dia 26 de Março de 2003, que fica arquivado junto à presente acta. Encontravam-se presentes e representados os accionistas constantes da folha de presenças, representando vinte e um mil trezentos e setenta e seis votos correspondentes a vinte e um milhões trezentos e oitenta e sete mil novecentas e oitenta e seis acções, que correspondem

aproximadamente a setenta e cinco vírgula sessenta e nove por cento do capital social da sociedade, que é de catorze milhões cento e vinte e sete mil novecentos e oitenta e dois euros. -------------------------------------------

A Assembleia foi dirigida pelo Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral, o Dr. Raúl Bordalo Junqueiro.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Encontravam-se ainda presentes o Secretário da Mesa da Assembleia Geral da "Novabase – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A.", o Senhor Dr. Diogo Leónidas Rocha, o Presidente do Conselho de Administração, Senhor Prof. Rogério dos Santos Carapuça, os Vogais do Conselho de Administração, Eng. José Afonso Oom Ferreira de Sousa, Eng. Pedro Miguel Quinteiro Marques de Carvalho, Eng. Álvaro José da Silva Ferreira, Eng. Paulo Jorge Freire Andrez, Eng. João Filipe Santos Teixeira Neto, Eng. João Vasco Tavares da Mota Ranito e Eng. Nuno Miguel Isidoro Duarte, e os Vogais do Conselho Fiscal, Eng. Pedro Bastos em representação da Oliveira Rêgo e Associados, SROC, Eng. João Francisco Ferreira de Almada e Quadros Saldanha.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------

A folha de presenças e as cartas mandadeiras dos accionistas representados ficam arquivadas junto à presente acta e consideram-se parte integrante da mesma. O Presidente da Mesa esclarece que a Assembleia vai ser gravada em audio para mero efeito logístico de elaboração de acta.---------------------------------------------------- O Presidente da Mesa da Assembleia Geral verificou que a Assembleia se encontrava em condições de deliberar sobre todos os pontos da ordem de trabalhos. ------------------------------------------------------------------

Passados que foram cerca de quinze minutos sobre a hora marcada, o Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral declarou aberta a sessão começando por cumprimentar os órgãos sociais da Sociedade presentes, bem como os accionistas presentes, tendo dispensado a leitura integral da convocatória da presente Assembleia, dado o seu conteúdo ser do conhecimento de todos os accionistas presentes, lendo apenas a Ordem de Trabalhos. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------- Dando entrada no ponto um da Ordem de Trabalhos o Presidente da Mesa procedeu à leitura do mesmo e da respectiva proposta: "Ponto Um: Deliberar sobre o Relatório de Gestão e as Contas relativas ao exercício de 2002"; ---------------------------------------------------------

Proposta do Conselho de Administração: "Nos termos e para os efeitos do disposto nos artigos 376º, nº1, alínea a) e 508º A, nº 1 e 2 do Código das Sociedades Comerciais e das disposições estatutárias aplicáveis, propõe-se que a Assembleia delibere sobre o Relatório e as Contas relativas ao exercício de 2002".------------- O Presidente da Mesa deu a palavra ao Presidente do Conselho de Administração, Senhor Prof. Rogério dos Santos Carapuça, que fez uma apresentação gráfica das contas do exercício do ano 2002 e explicou a actividade da empresa em 2002. --------------------------------------------------------------------------------------------- Retomando a palavra, o Presidente da Mesa solicitou aos accionistas a colocação de questões que entendessem convenientes. Não tendo sido por estes requerido qualquer esclarecimento, o Presidente da Mesa colocou a proposta a votação. Terminado o escrutínio, procedeu-se à leitura e projecção dos respectivos resultados, que foram os seguintes:------------------------------------------------------------------------------------------ Votos a favor: 21.376 (vinte e um mil trezentos e setenta e seis) ------------------------------------------------------ Votos contra: 0 (zero) -------------------------------------------------------------------------------------------------------- Abstenções: 0 (zero) ---------------------------------------------------------------------------------------------------------- Votos nulos: 0 (zero)---------------------------------------------------------------------------------------------------------- Perante os resultados, o Presidente da Mesa proclamou ter sido aprovada por unanimidade a proposta relativa ao ponto um da Ordem de Trabalhos.--------------------------------------------------------------------------------------- A proposta do Conselho de Administração, bem como a documentação relativa a esta votação ficam arquivadas junto à presente acta e consideram-se parte integrante dela. ----------------------------------------------- Dando entrada no ponto dois da Ordem de Trabalhos o Presidente da Mesa procedeu à leitura do mesmo e da respectiva proposta: "Ponto Dois: Deliberar sobre a proposta de aplicação de resultados";------------------------- Pelo Conselho de Administração foi apresentada a seguinte proposta: "Nos termos das disposições legais e estatutárias, o Conselho de Administração propõe que o resultado líquido positivo do exercício findo em 31 de Dezembro de 2002, no valor de Euros: 9.459.990,75 (nove milhões quatrocentos e cinquenta e nove mil novecentos e noventa Euros e setenta e cinco cêntimos) seja aplicado do seguinte modo:-------------------------- Reserva legal: Euros: 472.999,54 (quatrocentos e setenta e dois mil novecentos e noventa e nove Euros e cinquenta e quatro cêntimos); ------------------------------------------------------------------------------------------------ Resultados transitados: Euros: 8.986.991,21 (oito milhões novecentos e oitenta e seis mil novecentos e noventa e um Euros e vinte e um cêntimos)".------------------------------------------------------------------------------ Dada a palavra ao Conselho de Administração, o Senhor Eng. José Afonso Oom Ferreira de Sousa explicou que "O actual Conselho de Administração da Novabase comprometeu-se, quando da divulgação do Prospecto para a cotação em bolsa da Novabase, no 2º trimestre do ano 2000, – e passo a citar: que nas Assembleias Gerais a realizar nos anos 2001, 2002 e 2003, referentes às contas, respectivamente, dos exercícios de 2000, 2001 e 2002, em que sejam apreciados os documentos de prestação de contas anuais da Novabase, a propor que os resultados do exercício continuassem a ser investidos na própria empresa com vista a privilegiar

investimentos de natureza estruturante, com impacto decisivo no crescimento e na rentabilidade da empresa. Assim, e de acordo com os preceitos legais, a proposta apresentada pelo Conselho de Administração é que dos resultados apurados sejam 5% para reservas legais e o restante para resultados transitados, conforme consta do Relatório e Contas, que os accionistas têm convosco".------------------------------------------------------- Retomando a palavra, o Presidente da Mesa solicitou aos accionistas que colocassem as questões que entendessem convenientes. Não tendo sido por estes requerido qualquer esclarecimento, o Presidente da Mesa colocou a proposta a votação. Terminado o escrutínio, procedeu-se à leitura e projecção dos respectivos resultados, que foram os seguintes:------------------------------------------------------------------------------------------ Votos a favor: 21.376 (vinte e um mil trezentos e setenta e seis) ------------------------------------------------------ Votos contra: 0 (zero) -------------------------------------------------------------------------------------------------------- Abstenções: 0 (zero) ---------------------------------------------------------------------------------------------------------- Votos nulos: 0 (zero)---------------------------------------------------------------------------------------------------------- Perante os resultados, o Presidente da Mesa proclamou ter sido aprovada a proposta por unanimidade relativa ao ponto dois da Ordem de Trabalhos.------------------------------------ -----------------------------------------------------(...)----------------------------------------------------

Findos os agradecimentos, e nada mais havendo a tratar, o Presidente da Mesa declarou encerrada a Assembleia Geral, pelas 17:00 horas, sendo lavrada a presente acta que vai ser assinada pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral e pelo Secretário da Mesa da Assembleia Geral." ----------------------------------------

As presentes deliberações da Assembleia Geral de Accionistas da Novabase – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., Sociedade Aberta, com sede na Av. Engenheiro Duarte Pacheco, 15 – F, em Lisboa, pessoa colectiva nº 502280182, matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa sob o nº 1495, com o capital social de 14.127.982 Euros, são certificadas pelo signatário, nos termos e para os efeitos previstos no artigo 446º-B alínea f) do Código das Sociedades Comerciais, destinando-se a presente certificação a ser depositada junto da Conservatória do Registo Comercial de Lisboa em cumprimento do disposto no artigo 42º do Código do Registo Comercial.

Lisboa, 25 de Maio de 2003.

O Secretário da Sociedade