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Litho Formas Portuguesa Annual Report 2004

Apr 7, 2005

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Annual Report

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Relatório & Contas

2004

Litho Formas Portuguesa – Impressos Continuos e Múltiplos, S.A.,Sociedade Aberta Sede: Rua D. Nuno Álvares Pereira – Vale Figueira – 2695-748 S. João da Talha Contribuinte nº 500 166 773 Capital Social: 2.500.000 Euros Matriculada na Conservatória de Loures sob o nº 1.848 www.lithoformas.pt

Índice

1. Composição dos Órgãos Sociais3
2. Participações no Capital Social4
3. Relatório da Administração5/8
4. Balanço9/10
5. Demonstração de Resultados por Natureza Analítica11
6. Demonstração de Resultados por Funções12
7. Demonstração de Fluxos de Caixa13
8. Anexo às Demonstrações Financeiras14/24
9. Relatório sobre o Governo das Sociedades25/30
10. Relatório e Parecer do Conselho Fiscal31
11. Certificação Legal de Contas32/33
12. Aprovação da Aplicação de Resultados34

1. Composição dos Órgãos Sociais

Mesa da Assembleia Geral

Presidente: Benjamim Mendes
Secretária: Carla Sofia Jesus Baptista

Conselho de Administração

Klaus Ludwig Hellmut Saalfeld
João Manuel Martins Cabral
Nuno Guilherme Trindade Lourenço Pinheiro
Christoph Riess
Luis Filipe Ramos Gonçalves Pereira

Conselho Fiscal

Presidente: Sousa & Santos Associados, SROC, efectivo(registada no Registo de Auditores da CMVM sob nº9005)Representada por José de Sousa Santos (ROC nº 152)
Paulo Jorge Macedo Gamboa, Roc nº1068, suplente
Vogal: Wolfgang Kemper
Vogal: Colette Marie Louise Antoinette Ghislaine Schmitz

2. Participações no Capital Social

2.1. Participações dos membros do Conselho de Administração no Capital da empresa (nos termos do nº5 do artigo nº 447 C.S.C.)

Membros do Conselho de Administração titulares de acções a 31/12/2004:

João Manuel Cordeiro Martins Cabral 5.000
Nuno Guilherme Trindade Lourenço Pinheiro 1.500
Luis Filipe Ramos Gonçalves Pereira 52.500

2.2. Participações Qualificadas (artigo 20 do C.V.M)

Guisela Saalfeld 97.640 20%
Julia Suzanne Katherina Saalfeld 135.000 28%
Luís Filipe Ramos Gonçalves Pereira 52.500 11%
Raquel de Castro Roque Lourenço Pinheiro 50.000 10%

3. Relatório do Conselho de Administração

Exmos Senhores Accionistas,

De acordo com os preceitos legais e com o previsto nos estatutos submetemos à apreciação de Vas. Exas., o Relatório, o Balanço, a Demonstração de Resultados e respectivos anexos relativos ao Exercício de 2004 .

Introdução

Portugal foi ao longo do ano de 2004 marcado por um conjunto de ocorrências que não permitiram a criação de um clima económico favorável à actividade das Empresas, mantendo-se a tendência recessiva verificada no ano anterior. Se por via do Euro2004 houve um clima de optimismo, indicíador de uma inversão dessa tendência, com possibilidades de crescimento económico positivo, a mudança de Governo em Julho 2004 e o anúncio da dissolução da Assembleia da República em Novembro 2004, criaram mais uma vez um clima de expectativa e apreensão nos agentes económicos.

Actividade Comercial

Em 2004 as vendas foram equivalentes ás verificadas em 2003, tendo atingido globalmente o valor de 7,1 milhões de euros.

Verificou-se contudo uma alteração no comportamento das diferentes linhas de produtos que compõem a oferta da Litho Formas Portuguesa. Os formulários, sendo a linha de produtos mais tradicional da empresa, recuperou ligeiramente do decréscimo verificado em 2003, com mais 4% de vendas que no referido ano. Este facto é resultado de um incremento nas exportações, que incidiram sobretudo nestes produtos e que atingiram cerca de 836 mil euros, mais 72% que em 2003.

Igualmente com crescimento, muito por força do Contrato de fornecimento de ingressos para o EURO 2004, conforme já mencionado no nosso relatório semestral, a Impressão Digital conseguiu um valor de vendas no seu primeiro ano de 484 mil euros dos quais 21% são já resultado de encomendas e contratos novos. Esta linha de produtos é uma das apostas estratégicas no sentido da diversificação da oferta da empresa, estando a actividade no início do presente ano a corresponder aos objectivos traçados.

As Etiquetas autoadesivas é outra das linhas de produto onde a empresa tem um consolidado volume de negócio, atingindo-se um volume equivalente ao do ano anterior o qual tinha registado, nesse mesmo ano, um crescimento superior a 5%.

Performance negativa teve o Offset Comercial, reflectindo as dificuldades que se registaram essencialmente no mercado publicitário pós Euro2004. Os produtos oriundos desta linha, sofrem sempre de grande instabilidade. Contudo existe para o actual exercício uma grande expectativa graças às possibilidades de "cross selling" geradas pela Impressão Digital.

Resumindo, e apesar da empresa não considerar a existência de segmentos diferenciados diremos, de uma forma generalizada, que a actividade produtiva vendeu em conjunto mais 4,1% que em 2003, enquanto que a revenda de Mercadorias ficou aquém do valor verificado no ano anterior em 34%.

Relativamente aos Mercados, a principal incidência do esforço comercial centra-se nos grandes clientes quer em Portugal, quer em Espanha onde se conseguiu manter um importante crescimento. Igualmente se consolidou a relação existente com um distribuidor em França e se fizeram vendas pontuais para a Holanda o que permitiu que as vendas de Exportação atingissem os 836 mil Euros, contra 487 mil Euros do ano passado, representando 12% do total das Vendas, que foi de 7,103 milhões de Euros.

Actividade Produtiva

No seguimento da estratégia da empresa de acrescentar valor aos seus produtos, houve um esforço significativo de integrar nestes características que levassem á utilização das diversas competências de produção da empresa. Esta será claramente uma vantagem competitiva da empresa e foi nesse sentido que foram orientados os investimentos em meios de produção no ano de 2004. No total a empresa investiu 289 mil euros sendo parte importante deste valor utilizado na instalação de unidades de acabamento que permitam a flexibilidade necessária à produção de diversos produtos digitais.

Relativamente ao custo das vendas, verificou-se novamente um aumento da incorporação de matérias primas como factor de custo, o qual anulou os esforços de redução de custo efectuados ao nível da transformação, penalizando a margem. Os fornecimentos de serviços externos aumentaram 11,4%, devido essencialmente a um aumento significativo dos custos de transporte, gerado não só por um aumento ao longo do ano do preço dos fretes, mas também pelo aumento significativo das exportações que têm naturalmente um custo transporte superior.

Os custos com o pessoal são ligeiramente superiores a 2004, mais 1%, mas reflectem custos de reestruturação que serão explicados mais à frente. Na prática verificou-se um aumento de produtividade já que se verificou um aumento de facturação, um aumento da tonelagem transformada com uma redução de efectivos no sector produtivo.

Apesar dos investimentos realizados o custo com a depreciação cifrou-se em 452 mil Euros, 97 mil euros inferior ao valor verificado em 2004.

Recursos Humanos e Organização

O primeiro semestre da empresa decorreu de acordo com as previsões, pelo que decidiu a Administração proceder em Junho, a aumentos salariais baseados no mérito reconhecido através da avaliação de desempenho de cada funcionário, não tendo o valor médio ultrapassado os 3%.

Conforme já mencionado no relatório semestral foi feito um esforço de reorganização da empresa com uma redução de efectivos, cifrando-se o número total de colaboradores da empresa no final de 2004 em 107 pessoas, apesar de se ter criado um novo departamento de produção com a Admissão de pessoal específico. Os custos incorporados na rubrica "Custos pessoal" relativos a reestruturação ascenderam a 84 mil euros.

O resultado do conjunto destas acções foi um aumento de 1% nos custos totais com Pessoal.

Investimentos

Em 2004 a Litho Formas Portuguesa continuou a investir na área da Impressão Digital consolidando a estratégia traçada anteriormente, focando o seu esforço na busca de flexibilidade de soluções de acabamento, as quais absorveram parte significativa do total de investimentos que atingiram os 289 mil euros.

Evolução dos Resultados

Contrariamente à nossa perspectiva, a qual foi adiantada no relatório semestral proporcionado aos Senhores Accionistas em Agosto último, verificou-se no último trimestre uma redução significativa do volume de negócio, o qual ficou em termos de vendas para o 4º trimestre, 300 mil euros abaixo do previsto, não permitindo a rentabilizar a operação e anulando completamente todos os esforços feitos na reestruturação e criando um resultado operacional negativo do exercício de 438 mil euros. Contratos entretanto celebrados e um realinhamento da força comercial da empresa, permitem-nos encarar esta fase como ocasional já que o volume de negócios no inicio deste ano está alinhado com o orçamento aprovado pelo Conselho de Administração em Novembro 2004

A consistente estratégia de investimento financeiro desenvolvida pela empresa, permitiu em 2004, um excelente resultado financeiro, o qual atingiu os 609 mil euros positivos. A carteira de títulos negociáveis da empresa era a 31 de Dezembro de 2004 a que se apresenta no quadro 17 dos anexos a este relatório, mostrando o Balanço o valor líquido de provisões de acordo com os preceitos contabilisticos vigentes, num total de 1,9 milhões de euros. O valor de mercado era a 31 de Dezembro 2004 igual a 2,036 milhões de euros.

Os resultados extraordinários são positivos e no valor de 131 mil euros constituídos principalmente por ganhos em existências provenientes de prémios anuais de quantidade obtidos dos fornecedores de matéria prima.

O resultado líquido do exercício foi de 298 mil euros, positivo, por força da excelente performance dos activos financeiros.

O Cash Flow do Exercício (Meios Libertos Brutos) foi de 750 mil Euros .

A rentabilidade dos Capitais Próprios foi de 11,4%.

A Autonomia Financeira está nos 45,1% e a liquidez geral apresenta um racio de 1,6.

Conclusões

A indústria gráfica enfrenta um grave problema de excesso de capacidade instalada e depende claramente da saúde e confiança dos agentes económicos, e reconhecidamente, não têm sido melhores as condições verificadas nos últimos exercícios. Tem sido feito um esforço de adaptação contínuo da empresa a estas condições quer através da busca de novos produtos e novos mercados, quer ao nível da redução de custos e reorganização de recursos. O desaparecimento de algumas empresas neste sector, com dimensão diversa, poderão reequilibrar a oferta e repor a rentabilidade do sector a um nível satisfatório para os accionistas. É com base neste pressuposto e com a certeza de se estarem a tomar internamente medidas conducentes ao retorno da empresa a níveis de operacionalidade desejáveis que projectamos um futuro melhor e nesse sentido procedemos à elaboração do orçamento para 2005.

O orçamento aprovado para o ano de 2005, prevê um resultado operacional positivo de 136 mil Euros, para uma previsão de vendas 7,6 milhões de Euros.

Agradecimentos

A Administração reafirma expressamente o seu agradecimento pela colaboração e dedicação demonstrada por todos os funcionários e releva com especial carinho a confiança demonstrada por todos os clientes e fornecedores .

Igualmente aqui cabe uma palavra de agradecimento ao Conselho Fiscal, pela colaboração prestada ao longo do exercício.

Proposta de aplicação de resultados

No exercício de 2004 a Litho Formas Portuguesa obteve um resultado depois de impostos de 298.431 euros.

O Conselho de Administração propõe que o resultado seja aplicado do seguinte modo:

Para Reserva Legal 14.922 euros

Para Resultados Transitados 283.509 euros

Vale de Figueira, 28 de Fevereiro de 2005

O Conselho de Administração

______________________ ___________________________ _______________________

(Vogal) (Presidente) (Vogal)

Engº João Manuel C Martins Cabral Klaus Ludwig H. Saalfeld Nuno Guilherme T. Lourenço Pinheiro

4. Balanço

CÓDIGO DE CONTAS 2004 2003
CE (1) POC ACTIVO BRUTO AMORTIZAÇÕESE PROVISÕESACUMULADAS ACTIVO LÍQUIDO ACTIVO LÍQUIDO
ACTIVO
C IMOBILIZADO
I Imobilizações incorpóreas
1 431 Despesas de instalação 67.306 67.306
1 432 Despesas de investigação e desenvolvimento 61.976 61.976
2 433 Propriedade industrial e outros direitos 30.703 30.703
3 434 Trespasses 2.993 2.993 2.993
Subtotal 162.977 159.984 2.993 2.993
II Imobilizações corpóreas
1 421 Terrenos e recursos naturais 112.031 112.031 112.031
1 422 Edifícios e outras construções 1.753.286 1.241.946 511.340 579.278
2 423 Equipamento básico 9.790.259 8.883.335 906.924 990.774
2 424 Equipamento de transporte 418.194 406.221 11.973 24.970
3 425 Ferramentas e utensílios 135.249 93.100 42.148 44.709
3 426 Equipamento administrativo 565.545 519.934 45.611 55.164
3 427 Taras e vasilhame 5.457 5.405 52 52
3 429 Outras imobilizações corpóreas 166.520 124.304 42.216 41.269
4 441/6 Imobilizações em curso 0 0 0 36.645
4 448 Adiantamentos por conta de imobilizações corpóreas 0 0 0 60.200
Subtotal 12.946.539 11.274.245 1.672.294 1.945.091
III Investimentos financeiros
1 4111 Partes de capital em empresas do grupo 474 474
5 4113+414+415 Títulos e outras aplicações financeiras 8.209 8.209 8.209
Subtotal 8.683 474 8.209 8.209
D CIRCULANTE
I Existências
1 36 Matérias-primas, subsidiárias e de consumo 542.566 542.566 554.153
2 35 Produtos e trabalhos em curso 126.235 126.235 155.079
3 33 Produtos acabados e intermédios 55.194 55.194 43.141
3 32 Mercadorias 22.634 22.634 49.773
Subtotal 746.629 0 746.629 802.146
II Dívidas de terceiros - curto prazo (b)
1 211 Clientes, c/c 1.814.690 1.814.690 2.100.721
1 212 Clientes, títulos a receber 6.900
1 218 Clientes cobrança duvidosa 322.128 313.970 8.158 44.357
3 253+254 Empresas do grupo 282.787 227.075 55.712 281.285
4 24 Estado e outros entes públicos 36.973 36.973 21.058
4 262+/6+/7+/8+221 Outros devedores 7 7 14.753
Subtotal 2.456.584 541.045 1.915.539 2.469.074
III Títulos negociáveis
3 1513+1523+153/9 Outros títulos negociáveis 1.994.753 94.473 1.900.280 1.197.106
Subtotal 1.994.753 94.473 1.900.280 1.197.106
IV 12+13+14 Depósitos bancários e caixaDepósitos bancários 145.266 145.266 82.035
11 Caixa 812 812 273
Subtotal 146.077 0 146.077 82.308
ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
E 271 Acréscimos de proveitos 30.311 30.311 18.145
272 Custos diferidos 15.814 15.814 15.882
276 Imposto diferido activo
46.125 0 46.125 34.027
Total de amortizações 11.434.230
Total de provisões 635.992
Total do Activo 18.508.368 12.070.222 6.438.146 6.540.954

CÓDIGO DE CONTAS EXERCÍCIOS
CE (1) POC 2004 2003
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
A CAPITAL PRÓPRIO
I 51 Capital 2.500.000 2.500.000
52 Acções próprias
521 Valor nominal (60.505) (60.505)
522 Prémios e descontos 11.932 11.932
III 55 Ajustamento de partes de capital em filiadas e assoc. 37.550 37.550
56 Reservas de reavaliação 130.596 152.362
IV 57 Reservas:
1/2 571 Reservas legais 236.956 236.956
4 574 Reservas livres 1.363.343 1.363.343
4 579 Reservas especiais 134.087 134.087
V 59 Resultados Transitados (1.745.583) (1.503.325)
Subtotal 2.608.376 2.872.400
VI 88 Resultado líquido do exercicio 298.431 (264.024)
Total do capital próprio 2.906.807 2.608.376
PASSIVO
B Provisões para riscos e encargos
3 293/8 Outras provisões para riscos e encargos 0 227.075
0 227.075
C DÍVIDAS A TERCEIROS - Médio e longo prazo
2 231+12 Dívidas a instituições de crédito
8 239 Outros empréstimos obtidos
8 261 Fornecedores de Imobilizado, c/c 243.610 378.748
243.610 378.748
C DÍVIDAS A TERCEIROS - Curto prazo
1 231+12 Dívidas a instituições de crédito 1.186.777 1.092.882
4 221 Fornecedores, c/c 1.320.131 1.352.619
8 251+255 Outros accionistas (sócios) 8.290 8.290
8 2611 Fornecedores de Imobilizado, c/c 243.095 333.592
8 24 Estado e outros entes públicos 172.364 227.976
8 262+263+264 Outros credores 4.656
2.935.313 3.015.359
D ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
273 Acréscimos de custos 285.023 254.818
274 Proveitos diferidos 51.252 37.747
276 Impostos diferidos passivos 16.141 18.831
352.416 311.396
Total do passivo 3.531.339 3.932.578
Total do capital próprio e do passivo 6.438.146 6.540.954

5. Demonstração de Resultados por Natureza Analítica

CÓDIGO DE CONTAS EXERCÍCIOS
CE (1) POC 2004 2003
A CUSTOS E PERDAS
2. a) 61 Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas :
Mercadorias 478.973 696.441
Matérias 3.208.080 3.687.053 2.960.400 3.656.841
2. b) 62 Fornecimentos e serviços externos 1.269.012 1.139.179
3 Custos com o pessoal :
3. a) 641 + 642 Remunerações 1.652.127 1.674.600
3. b) Encargos Sociais :
643 + 644 Pensões
645 / 8 / 9 Outros 457.556 2.109.684 413.794 2.088.394
4. a) 66 Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo 451.194 548.377
4. b) 67 Provisões 451.194 548.377
5 63 Impostos 13.253 11.962
5 65 Outros custos e perdas operacionais 5.739 18.991 5.295 17.257
(A) 7.535.934 7.450.048
6 682 Perdas em empresas do grupo e associadas
6 683 + 684 Amort. e provisões de aplicações e investimentos financeiros 22.390
7 (2) Juros e custos similares :
Relativos a empresas do grupo
Outros 158.984 181.374 268.670 268.670
(C) 7.717.307 7.718.718
10 69 Custos e perdas extraordinários 20.656 38.650
(E) 7.737.964 7.757.368
8 + 11 86 Imposto sobre o rendimento do exercício 3.419 59
(G) 7.741.383 7.757.427
13 88 Resultado líquido do exercício 298.431 (264.024)
8.039.814 7.493.403
B PROVEITOS E GANHOS
1 71 Vendas :
Mercadorias 601.873 915.354
Produtos 6.500.992 6.248.882
1 72 Prestações de serviços 7.102.864 219 7.164.455
2 (3) Variação da produção (16.791) (9.811)
3 75 Trabalhos para a própria empresa
4 73 Proveitos suplementares 12.000 5.500
4 74 Subsídios à exploração
4 76 Outros proveitos e ganhos operacionais (4.791) (4.311)
(B) 7.098.073 7.160.144
5 782 Ganhos em empresas do grupo e associadas
5 784 Rendimentos de participação de capital 38.243 30.700
6 (4) Rendimentos de títulos negociáveis e de outras apl financeiras :
Relativos a empresas do grupo
Outros
7 (5) Outros juros e proveitos similares :
Relativos a empresas do grupo
Outros 751.682 789.925 37.490 68.190
(D) 7.887.998 7.228.334
9 79 Proveitos e ganhos extraordinários 151.816 265.069
(F) 8.039.814 7.493.403
Resumo
Resultados operacionais :(B) - (A) = (437.860) (289.904)
Resultados financeiros :(D-B) - (C-A) = 608.551 (200.480)
Resultados correntes :(D) - (C) = 170.691 (490.384)
Resultados Antes de impostos :(F) - (E) = 301.850 (263.965)
Resultados do exercício :(F) - (G) = 298.431 (264.024)

(*) N = valores do presente exercício; N-1 = valores do exercício anterior

(1) Em conformidade com o art.º 24º da 4º Directiva da CE.

(2) 681 + 685 + 686 + 687 + 688

(3) Diferença algébrica entre as existências finais e iniciais de «Produtos acabados e intermédios» (C/33), «Subprodutos, desperdícios, resíduos e refugos» (C/34) e

«Produtos e trabalhos em curso» (C/35), tomando ainda em consideração o movimento registado em «Regularizações de existências» (C/34) (4) 7812 + 7815 + 7816 + 783

(5) 7811 + 7813 + 7814 + 785 + 786 + 787 + 788

6. Demonstração de Resultados por Funções

2004 2003
Vendas e prestações de serviços 7.102.864 7.164.454
Custo das vendase das prestações de serviços (6.055.940) (5.960.118)
Resultados brutos 1.046.924 1.204.337
Outros proveitos e ganhos operacionais 141.761 5.500
Custos de distribuição (824.400) (817.762)
Custos administrativos (656.916) (659.506)
Outros custos eperdas operacionais (6.356)
Resultados operacionais (292.631) (273.788)
Custo líquido do financiamento (99.226) (74.018)
Ganhos (perdas) em filiais eassociadas 0 0
Ganhos (perdas) em outros investimentos 690.257 76.340
Ganhos (perdas) em imobilizações 3.450 7.500
Resultados correntes 301.850 (263.965)
Imposto sobre os resultados correntes 3.419 59
Resultados correntes após impostos 298.431 (264.024)
Resultados extraordinários
Imposto sobre os resultados extraordinários
Resultados líquidos 298.431 (264.024)
Resultados por acção 0,61 (0,54)

7. Demonstração de Fluxos de Caixa

2004 2003
ACTIVIDADES OPERACIONAIS
Recebimentos de clientes 8.471.406 7.777.163
Pagamento a fornecedores (3.890.724) (3.589.662)
Pagamentos ao pessoal (1.771.499) (1.853.837)
Fluxo gerado pelas operações 2.809.182 2.333.663
Pag./Receb. do imposto s/ rendimento (913.632) (230.137)
Outros receb./pagam. relat.à activ.oper. (1.297.380) (1.834.103)
Fluxos gerados antes das rubricas extraordinárias 598.170 269.423
Receb. relacionados com rubricas extraordinárias 20.247 5.842
Pagam. relacionados com rubricas extraordinárias (150.397) (94.597)
Fluxos das actividades operacionais [1] 468.020 180.669
ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO
Recebimentos provenientes de:
Investimentos financeiros 3.394.895 1.210.032
Imobilizações corpóreas 17.857 4.000
Juros e proveitos similares 1.914 318
Emprestimos concedidos 171.527
Outros não específicos 26.962 0
Subtotal 3.613.154 1.214.350
Pagamentos respeitantes a:
Investimentos financeiros (3.407.813) (1.210.383)
Imobilizações corpóreas (244.482) (126.764)
Outros não específicos (6.374) 0
Subtotal (3.658.669) (1.337.147)
Fluxos das actividades de investimento [2] (45.514) (122.796)
ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Recebimento provenientes de:
Empréstimos obtidos 850.962 575.000
Outros não específicos 0 136
Subtotal 850.962 575.136
Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos (850.000) (405.000)
Amortização de contratos de locação financeira (331.275) (236.208)
Juros e custos similares (121.356) (103.320)
Subtotal (1.302.631) (744.528)
Fluxos das actividades de financiamento [3] (451.670) (169.392)
Variação de caixa e seus equivalentes [4]=[1]+[2]+[3] (29.164) (111.520)
Efeito das diferenças de câmbio
Caixa e seus equivalentes no início do periodo (511.535) (400.015)
Caixa e seus equivalentes no fim do periodo (540.699) (511.535)

Anexo á Demonstração dos Fluxos de Caixa

Numerário 812 273
Depósitos à ordem 145.266 82.035
Descobertos Bancários (686.777) (593.843)
Disponibilidades (540.699) (511.535)

8. Anexo às Demonstrações Financeiras

    1. As demonstrações financeiras foram preparadas em harmonia com os princípios contabilísticos definidos no Plano Oficial de Contabilidade e das Directrizes Contabilísticas da Comissão de Normalização Contabilística. Assim, foram preparados segundo a convenção dos custos históricos, modificada pela reavaliação das imobilizações corpóreas e na base da continuidade das operações, em conformidade com os princípios contabilísticos de prudência, especialização dos exercícios, consistência, substância sobre a forma e materialidade.
    1. Não aplicável
    1. Critérios valorimétricos adoptados:
    • a) Imobilizações incorpóreas estão valorizadas ao custo de aquisição, líquidas de amortizações acumuladas.
  • b) Imobilizações corpóreas:

Estão apresentadas pelos valores de aquisição. Para parte dos edifícios e outras construções (Nota 13), excluindo os respectivos terrenos, são apresentados valores resultantes das reavaliações efectuadas, líquidos das reintegrações acumuladas.

As reintegrações são efectuadas pelos métodos das quotas constantes e/ou degressivas, a taxas calculadas de forma a que o valor dos imobilizados seja reintegrado durante a sua vida útil estimada.

As taxas utilizadas são as máximas admitidas para efeitos fiscais.

Os activos imobilizados adquiridos mediante contrato de locação financeira bem como as correspondentes responsabilidades são contabilizados pelo método financeiro. De acordo com este método, o custo do activo é registado no imobilizado corpóreo e a correspondente responsabilidade registada no passivo. Os juros incluídos no valor das rendas e a amortização do activo, calculada conforme acima referido, são registados como custos na demonstração de resultados do período a que respeitam.

  • c) Os investimentos financeiros são contabilizados pelo método do custo histórico deduzido da respectiva provisão quando aplicável.
  • d) Existências:

As existências de matérias primas, subsidiárias e de consumo estão valorizadas ao custo médio de aquisição.

Os Produtos e trabalhos em curso estão valorizados ao custo médio de aquisição das matérias primas e ao custo da mão de obra directa estimada.

Os produtos acabados estão valorizados ao custo de produção que inclui matérias primas, mão de obra e apropriados gastos gerais de fabrico.

e) Titulos Negociáveis:

Os Títulos (Nota 17) estão expressos pelos respectivos custos históricos excepto os recebidos como dividendos em espécie que estão valorizados pelo justo valor à data da sua distribuição. À data do balanço as menos valias potenciais são provisionadas.

    1. As transacções em moeda estrangeira são contabilizadas aos câmbios das datas das operações, não sendo significativos os saldos em moeda estrangeira com câmbio variável no final do ano.
    1. Não aplicável.
    1. De acordo com a legislação fiscal em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por partes das autoridades fiscais durante um período de quatro anos para os exercícios subsequentes a 1998 (sendo de seis anos no caso de serem utilizados prejuízos reportáveis) e dez anos no caso da Segurança Social (cinco anos a partir do ano de 2000, inclusive). Deste modo, as declarações fiscais da sociedade dos anos de 1998 a 2003, encontram-se sujeitas a revisão.

O Conselho de Administração entende que eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras em 31 de Dezembro de 2004.

De acordo com a legislação fiscal portuguesa, os prejuízos fiscais são reportáveis durante um período de seis anos após a sua ocorrência e susceptíveis de dedução a lucros fiscais gerados durante esse período. Desta forma, a 31 de Dezembro de 2004, a empresa tem aproximadamente 888.767 euros de prejuízos fiscais reportáveis a que corresponde, cerca de 244.728 euros de imposto diferido activo.

A empresa apresenta ainda nas suas contas, provisões não dedutíveis fiscalmente, no montante total de 94.473 euros a que corresponde cerca de 25.980 euros de imposto diferido activo.

Por outro lado, decorrente das reavaliações do imobilizado corpóreo, existem impostos diferidos passivos no montante de 16.141 euros.

No apuramento da matéria colectável referente ao exercício de 2004, foram deduzidos prejuízos fiscais de 1998 no valor de 356.577 euros. Caso estes prejuízos tivessem sido reconhecido como imposto diferido activo em exercícios anteriores, a reversão ocorrida no exercício traduzir-se-ia num aumento no gasto de imposto do exercício registado na demonstração dos resultados no valor de 98.057 euros. Contudo, tendo em conta as situações excepcionais que levaram à existência de lucros tributáveis em 2004, a Litho Formas, continua a não conseguir estimar com razoável segurança a possibilidade de existirem lucros fiscais no futuro, pelo que não foram reconhecidos quaisquer valores de imposto diferido activo nas demonstrações financeiras.

A movimentação dos impostos diferidos apresentam-se nos seguintes mapas:

Descrição Total Operações na D.R. Movimentação noutras Rubricas de CapitalPróprio
Reavaliação Outras
2004 2003 2004 2003 2004 2003 2004 2003
I - Imposto do exercício 3.419 58 58 58
II - Gastos (proveitos) de impostos do exercício reconhecidos neste exercício e anteriormente reconhecidoscomo impostos diferidos provenientes de:
1-Imposto diferido relativo à realização da reserva de reavaliação (218.847) (6.526) (218.847) (6.526)
(218.847) (6.526) (218.847) (6.526)
III - Gastos (proveitos) de impostos não reconhecidos anteriormente como Impostos diferidos provenientesde:
0 0
IV - Imposto diferido (II +/- III) (218.847) (6.526) (218.847) (6.526)
V Imposto corrente (I+/-IV) 222.266 6.584 218.905 6.584
  1. Reconciliação do imposto do exercício e do imposto corrente:

2.Decomposição dos Activos e Passivos por impostos diferidos:

Total Operações na D.R. Movimentação noutras Rubricas de CapitalPróprio
Descrição Reavaliação Outras
2004 2003 2004 2003 2004 2003 2004 2003
Diferenças temporárias que originaram Activos por impostos diferidos
Total I
Diferenças temporárias que originaram Passivos por impostos diferidos
a) 40% da Reserva de Reavaliação de activos imobilizados 0 68.477 9.782 9.782
Total II 0 68.477 9.782 9.782
Valores reflectidos no balanço:
Activos por impostos diferidos (Total I x 27,5%)
Passivos por impostos diferidos (Total II x 27,5%) 0 18.831 2.690 2.690

Assim, em consistência com o critério que tem vindo a ser adoptado em exercícios anteriores a Litho Formas decidiu não reconhecer qualquer imposto diferido relacionado com as seguintes diferenças temporárias:

Provisões não aceites fiscalmente 31-12-2004 31-12-2003
Para outros riscos e encargos (ver nota 34) 227.075
Para investimentos financeiros 72.556
Para aplicações financeiras 94.473 _______
Total de provisões não aceites 94.473 299.631
Prejuízos fiscais
de 1998 a utilizar até 2004 515.867
de 1999 a utilizar até 2005 135.211 135.211
de 2002 a utilizar até 2008 302.904 302.904
de 2003 a utilizar até 2009 450.652 450.652
Total de prejuízos fiscais 888.767 1.404.634

A partir do momento em que seja possível determinar, com alguma segurança, a probabilidade de recuperação destes prejuízos fiscais e daquelas diferenças temporárias, os subjacentes impostos diferidos activos serão reconhecidos contabilisticamente.

7. O número médio de efectivos ao serviço da empresa foi o seguinte:

31-12-2004 31-12-2003
Pessoal dirigente 1 1
Pessoal administrativo 11 11
Pessoal comercial 25 26
Pessoal fabril 70 74
107 112

8. Não aplicável

    1. Não aplicável
    1. O movimento ocorrido nas Rubricas de Imobilizado e respectivas amortizações foi o seguinte:
ACTIVO BRUTO
Rubricas Saldo Inicial Aumentos Alienações Transferências eAbates Saldo Final
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de Instalação 67.306 67.306
Despesas Invest. Desenvolvimento 61.976 61.976
Propriedade industrial e Outras 30.703 30.703
Trespasses 2.993 2.993
Imobilizações em curso incorpóreas 0
Subtotal 162.977 0 0 0 162.977
Imobilizações corpóreas:
Terrenos e recursos naturais 112.031 112.031
Edifícios e outras construções 1.753.286 1.753.286
Equipamento básico 9.646.889 268.858 (125.487) 9.790.260
Equipamento de transporte 426.424 0 (8.230) 418.194
Ferramentas e utensílios 135.249 135.249
Equipamento administrativo 547.313 18.232 565.545
Taras e Vasilhames 5.457 5.457
Outras imobilizações corpóreas 164.723 1.797 166.520
Imobilizações em curso corpóreas 36.645 (36.645) 0
Adiant. por conta de imob. corpóreas 60.200 (60.200) 0
Subtotal 12.888.215 288.887 (133.717) (96.845) 12.946.539
Investimentos financeiros:
Partes de capital em emp. do grupo 72.557 (72.083) 474
Partes de capital em emp. associadas 0 0
Títulos e outras aplicações financeiras 8.209 8.209
Subtotal 80.766 0 0 (72.083) 8.683
Total 13.131.958 288.887 (133.717) (168.928) 13.118.199

AMORTIZAÇÕES / PROVISÕES

Rubricas Saldo Inicial Reforço Regularizações Saldo Final
Imobilizações incorpóreas:
Estudos e Projectos Industriais 67.306 67.306
Investigação e Desenvolvimento 61.976 61.976
Licenças 30.703 30.703
Subtotal 159.984 0 0 159.984
Imobilizações corpóreas:
Edifícios e outras construções 1.174.008 67.938 1.241.946
Equipamento básico 8.656.114 341.119 (113.899) 8.883.335
Equipamento de transporte 401.454 10.939 (6.173) 406.220
Ferramentas e utensílios 90.540 2.561 93.100
Equipamento administrativo 451.384 27.785 479.169
Taras e Vasilhames 5.405 0 5.405
Outras imobilizações corpóreas 164.218 851 165.069
Subtotal 10.943.123 451.194 (120.072) 11.274.245
Investimentos financeiros:
Partes de capital em emp. grupo 72.557 (72.083) 474
Títulos e outras aplicações financeiras 0 0
Subtotal 72.557 0 0 474
Total 11.175.665 451.194 (120.072) 11.434.703

    1. Não Aplicável
    1. As imobilizações corpóreas foram reavaliadas ao abrigo dos seguintes diplomas legais: DL-118-B/86; DL-111/88; DL-49/91; DL-264/92.

A empresa descontinuou a política de reavaliar as imobilizações corpóreas ao abrigo da lei fiscal por considerar negligenciáveis os correspondentes efeitos.

  1. Mapa das reavaliações
Rubricas Custos Históricos Reavaliações Valores ContabilisticosReavaliados
(a) (a) (b) (b)
Imobilizações corpóreas:Edifícios e outras construções 258.780 146.888 405.669

REAVALIAÇÕES

(a) – Líquidos de amortizações

(b) – Englobam as sucessivas reavaliações

    1. Todo o imobilizado corpóreo está afecto à actividade da empresa e não existem imobilizações implantadas em propriedade alheia.
    1. Locação financeira

A 31 de Dezembro de 2004, a empresa tinha registado na rubrica de Fornecedores de Imobilizado conta corrente um montante de 486.704 euros, dos quais referem-se à aquisição de quatro máquinas em sistema de leasing financeiro.Uma máquina rotativa de Offset, um "Computer To Plate", uma máquina de impressão digital e uma envelopadora com rebobinador e desbobinador, com o valor contabilístico líquido de 364.460 euros, 84.800 euros, 154.800 euros e157.850 euros, respectivamente.

16. Participações financeiras

PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS
Rubricas Participação Capitais Próprios31/12/04 Resultado do Exercício31/12/04 Provisão Valor deBalanço
DO GRUPO:
ELIEFE, Lda.( Nunca teve actividade e encontra-setotalmente provisionada) 95% 499 (474)
Litho Formas & Drescher,Ldaa) 100% (227.000) (143) (72.083)
SubtotalOUTRAS EMPRESASInvestimento em acções em outras empresas (226.501) (143) (72.557) 0
com participações minoritárias 8.209
Subtotal 8.209
Total (226.501) (143) (72.557) 8.209

a) Apesar dos efeitos da consolidação serem considerados materialmente irrelevantes e da Litho Formas & Drescher se encontrar totalmente inactiva desde 2001, em exercícios anteriores a Litho Formas consolidou esta participação pelo método integral.

Adicionalmente, nas contas individuais de exercícios anteriores, tendo em conta que os capitais próprios desta subsidiária se encontravam negativos, a Litho Formas provisionou a totalidade do valor da participação, tendo ainda reconhecido como provisão para riscos e encargos a totalidade dos capitais próprios negativos.

Por outro lado, tendo em conta que a ELIEFE nunca teve qualquer actividade e que se encontra totalmente provisionada, são também materialmente irrelevantes os efeitos da consolidação, razão pela qual esta participação não é objecto de consolidação.

Tendo em conta que no decorrer do exercício de 2004 a Litho Formas & Drescher entrou em processo de liquidação e que os efeitos da consolidação desta participação são materialmente irrelevantes, a Litho Formas não procedeu à consolidação desta participação, razão pela qual não são apresentadas demonstrações financeiras consolidadas referentes ao exercício de 2004.

Adicionalmente, considerando o processo de liquidação e partilha em curso, o qual deverá ser concluído no decorrer de 2005, a participação na Litho Formas & Drescher deixou de ter carácter de permanência, razão pela qual se procedeu à reclassificação desta participação para a conta 1511 - Acções - Empresas do grupo, juntamente com a respectiva provisão, pelo que o valor contabilistico desta participação é nulo (ver notas 17 e 34).

No tocante à provisão para riscos e encargos anteriormente reconhecida, tendo em conta que a totalidade do passivo da Litho Formas & Dresher é constituído por uma dívida à Litho Formas e que não são expectáveis encargos significativos com o processo de liquidação, procedeu-se à reclassificação daquela provisão para Provisões para cobranças duvidosas (ver nota 34).

Rubricas Quantidades Valores doBalanço Valor Mercado em31-12-2004
Empresas do Grupo
Litho Formas & Drescher (ver nota 16) 72.083
Subtotal 72.083
Acções
Outras Empresas
ABN AMRO 5.000 93.279 97.450
ING GROEP NV 7.000 139.645 155.820
SAMSUNG 500 54.900 51.650
ANGLO IRISH BANK CORP (EUR) 11.000 168.910 196.900
ERSTE 5.520 191.686 216.936
HYUNDAY 10.000 105.000 98.000
DEPFA 17.000 198.730 210.290
PUMA AG 1.000 214.440 202.300
HILTON GROUP PLC 37.511 152.494 156.950
PERSIMMON PLC 15.088 140.773 153.437
LLOYDS TSB GROUP PLC 4 27 28
ERSTE BANK DR OES 80 2.786 3.073
E.ON.AG DE 2.300 140.415 154.238
OMV AV 1.111 230.523 246.298
PETROLEO BRASILEIRO 3.200 89.063 93.409
Subtotal 116.314 1.922.670 2.036.779
Total 116.314 1.994.753 2.036.779

17. Títulos Negociáveis

    1. Não aplicável
    1. Não aplicável
    1. Não aplicável.
    1. Não aplicável.
    1. Não aplicável.
    1. O valor global das dívidas de cobrança duvidosa eram de 541.045 euros.
    1. Não aplicável.
    1. As dívidas do pessoal no fim do semestre eram de 7 euros.
    1. Não aplicável.
    1. Não aplicável.
    1. Em 31 de Dezembro não existiam dívidas em situação de mora à Segurança Social.
    1. Não aplicável.
    1. Não aplicável.
    1. Não aplicável.
    1. Garantias Prestadas:
CTT (para boa execução de encomendas) 7.345 euros
Sarriópapel (cumprimento de obrigações de pagamento) 150.000 euros
    1. Não aplicável.
    1. Movimento de provisões ocorrido no exercício.
PROVISÕES
Rubricas Saldo Inicial Aumento Redução Transferência Saldo Final
19 Provisões para aplicações de tesouraria 0 22.390 72.083 94.473
28 Provisões para cobranças duvidosas 331.088 (17.118) 227.075 541.045
29 Provisões para riscos e encargos (ver nota 16) 227.075 (227.075) 0
49 Provisões para investimentos financeiros (ver nota 16) 72.557 (72.083) 474
Total 630.719 22.390 (17.118) - 635.992

    1. Não aplicável.
    1. O capital da empresa está dividido em 500.000 acções ao valor nominal de 5 euros por acção.
    1. Não aplicável.
    1. Não aplicável.
    1. Reserva de reavaliação
RESERVA DE REAVALIAÇÃO
-- ------------------------ --
Rubricas Saldo inicial Aumento Diminuição Transferências Saldo
56 Reservas de reavaliação 152.362 (21.766) 130.596

a) A transferencia refere-se ao reconhecimentos da realização da reserva de reavaliação.

40. Movimentos ocorridos no exercício nas Rubricas de Capitais Próprios

CAPITAIS PRÓPRIOS
Rubricas Saldo Inicial Aumentos Diminuições Transferências Saldo final
Capital 2.500.000 2.500.000
Acções próprias
Valor Nominal (60.505) (60.505)
Prémios e Descontos 11.932 11.932
Ajustamento partes capital em fil. Assoc. 37.550 37.550
Reservas de Reavaliação 152.362 (21.766) 130.596
Reserva legal 236.956 236.956
Reservas livres 1.363.343 1.363.343
Reservas especiais 134.087 134.087
Resultados Transitados (1.503.325) (242.258) (1.745.583)
Resultados líquidos do exercício (264.024) 298.430 264.024 298.430
Capitais próprios 2.608.377 298.430 0 2.906.805

41. Demonstração do custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas como se segue:

CMVMPC
Movimentos Mercadorias Matérias-Primas Sub.e deConsumo Total
Existências iniciais 49.773 554.153 603.926
Compras 450.640 3.185.149 3.635.789
Regularizações 1.195 11.343 12.538
Existências finais 22.634 542.566 565.200
Custos do exercício 478.973 3.208.080 3.687.053

42. a) Demonstração da variação da produção como se segue:

Movimentos Produtos Acabados eIntermédios Produtos e Trabalhos emCurso Total
Existências iniciaisRegularização 43.141 155.079 198.220
Existências finais 55.194 126.235 181.429
Variação do exercício 12.053 (28.844) (16.791)

VARIAÇÃO DE PRODUÇÃO

b) Reconciliação da rubrica de resultados extraordinários evidenciada na demonstração dos resultados por natureza, e na demonstração de resultados por funções.

A demonstração de resultados por funções foi preparada em conformidade com o estabelecido pela Directriz Contabilistica nº 20, a qual apresenta um conceito de resultados extraordinários diferente do definido no Plano Oficial de Contabilidade (POC) para preparação da demonstração dos resultados por naturezas. Assim, o valor dos resultados extraordinários (131.159 euros), foi reclassificado para resultados correntes.

2004 2003
Rúbricas Por naturezas Reclassificação Por funções Por naturezas Reclassificação Por funções
Resultados Operacionais (437.860) 145.229 (292.631) (289.905) 16.117 (273.788)
Resultados Financeiros 608.551 (14.070) 594.481 (200.480) 210.303 9.823
Resultados Correntes 170.691 131.159 301.850 (490.385) 226.420 (263.965)
Resultados Extraordinários 131.159 (131.159) - 226.420 (226.420) -
Resultado Liquido do Exercício 298.431 298.431 (264.024) (264.024)
  1. Remuneração dos órgãos sociais:

As remunerações atribuídas aos membros dos Órgãos Sociais da empresa ascenderam a:

31-12-2004 31-12-2003
Conselho de Administração 79.482 93.345
Conselho Fiscal 2.000 2.000

44. O valor líquido das vendas e das prestações de serviços distribui-se como se segue:

Movimentos Vendas Prestação deServiços Total
Mercado Interno 6.267.090 6.267.090
Mercado Externo 835.775 0 835.775
7.102.865 0 7.102.865

VENDAS E PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS

A Litho Formas não identifica segmentos de negócio ou geográficos relevantes para proceder à sua análise/divulgação individualizada.

Efectivamente, no que respeita a segmentos de negócio, os produtos da Litho Formas são considerados substancialmente idênticos tanto no que respeita a sua natureza e processos produtivos, como no que respeita a clientes e canais de distribuição.

Por outro lado, no tocante a segmentos geográficos, tal como referido no quadro acima, cerca de 88% do rédito total da empresa advém de vendas no mercado interno (2003: 93%), sendo o restante para o mercado externo, fundamentalmente países da união europeia. Adicionalmente a empresa não detém quaisquer investimentos em imobilizações corpóreas, incorpóreas ou outros fora do território nacional.

Assim, não se verificam riscos e retornos substancialmente dissemelhantes que justifiquem uma análise/divulgação quer de segmentos de negócio quer de segmentos geográficos.

  1. Demonstrações dos resultados financeiros como se segue:
CUSTOS E PERDAS EXERCICIOS PROVEITOS E GANHOS EXERCICIOS
2004 2003 2004 2003
681 Juros suportados 75.641 44.174 781 Juros obtidos 1.658 4.234
682 Perdas Empresas Associadas 0 0 782 Ganhos Empresas Associadas 0 0
684 Provisões para aplicações financeiras 22.390 0 784 Rendim. participação de capital 38.243 30.700
685 Diferenças de câmbio desfavoráveis 9.279 0 785 Diferenças de câmbio favoráveis 26.806 571
686 Desconto de pronto pagamento concedidos 8 3.611 786 Descontos de pronto pagamento obtidos 0 31
687 Perdas em aplicações de tesouraria 48.794 185.916 787 Ganhos em aplicações de tesouraria 723.198 31.763
688 Outros custos e perdas financeiras 25.263 34.969 788 Outros prov. e ganhos financeiros 20 890
Resultados financeiros 608.551 (200.481)
Total 789.925 68.189 Total 789.925 68.189

RESULTADOS FINANCEIROS

46. Demonstrações dos resultados extraordinários como se segue:

RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS

CUSTOS E PERDAS EXERCICIOS PROVEITOS E GANHOS EXERCICIOS
2004 2003 2004 2003
691 Donativos 1.200 380 791 Restituíção de impostos 0 0
692 Dívidas incobráveis 19.265 8.490 792 Recuperação de dívidas 0 0
693 Perdas em existências 0 0 793 Ganhos em existências 76.691 32.593
694 Perdas em imobilizações 0 0 794 Ganhos em imobilizações 3.450 7.500
695 Multas e penalidades 0 0 795 Benefícios de penalidades contratuais 0 0
696 Aumento de amortizações e provisões 0 28.388 796 Reduções de amortizações e provisões 17.118 202.376
697 Correcções rel. a exercícios anteriores 0 235 797 Correcções rel. a exercícios anteriores 35.896 9.663
698 Outros custos e perdas extraordinárias 191 1.157 798 Outros prov. e ganhos extraordinários 18.661 12.937
Resultados extraordinários 131.159 226.419
Total 151.816 265.069 Total 151.816 265.069
  1. Nada a referir.

  2. Nada a referir

São João da Talha 28 de Fevereiro de 2005

A Técnica Oficial de Contas nº 15630

_________________________

Carla Sofia Jesus Baptista

O Conselho de Administração

(Vogal) (Presidente) (Vogal)

______________________ ___________________________ _______________________

Engº João Manuel C Martins Cabral Klaus Ludwig H. Saalfeld Nuno Guilherme T. Lourenço Pinheiro

9. Relatório sobre o governo das sociedades Cotadas

A Litho Formas, S. A. respeita e cumpre com as recomendações da CMVM sobre o governo das sociedades cotadas, sempre que aplicável e de acordo com a sua realidade específica.

I - Divulgação de Informação

  1. De acordo com os seus estatutos a Sociedade tem um Conselho de Administração composto por 3 a 5 membros os quais são eleitos em Assembleia Geral. A sua composição actual é a seguinte:

Engº Klaus Ludwig Hellmut Saalfeld - Presidente

Engº João Manuel Cordeiro Martins Cabral – Administrador executivo e Director Geral

Engº Nuno Guilherme Trindade Lourenço Pinheiro – Administrador não executivo, responsável pelas relações com o mercado.

Engº Christoph Riess – Administrador não executivo

Dr. Luís Filipe Ramos Gonçalves Pereira – Administrador não executivo

O Conselho de Administração define a estratégia da sociedade, delegando a sua implementação no Administrador Executivo e Director Geral.

A organização operacional da empresa está representada no organigrama seguinte:

Ao Administrador Executivo e Director Geral reportam a Direcção de Produção, responsável pela gestão dos recursos de produção, aquisições e armazenagem de matérias primas, e pelo desenvolvimento e inovação de produtos, a Direcção Financeira responsável por toda a área Administrativa, Financeira e Recursos Humanos, a Direcção Comercial responsável pela política de comercial da empresa e ainda a Direcção de Soluções Gráficas Digitais a qual é responsável por uma linha de negócio especifica vocacionada para os produtos de origem Digital. O Administrador Executivo e Director Geral , tem ainda como responsabilidades directas a Informática de Gestão que desenvolve todas as aplicações analíticas de avaliação do negócio e controlo orçamental, e a Gestão da Qualidade, na qual a Administração está profundamente empenhada.

Têm origem nestas duas últimas áreas funcionais, importantes vectores de sustentabilidade da empresa já que todos os relatórios de acompanhamento do negócio, avaliação de riscos e seus impactes são aqui originados. A Qualidade é hoje em dia um factor de desenvolvimento e credibilidade indiscutível para qualquer organização pelo que o seu acompanhamento pela Administração é natural e intrínseco da Estratégia traçada.

  1. Não houve, no exercício de 2004, qualquer emissão de acções ou outros valores mobiliários, nem foram distribuídos dividendos do exercício. A movimentação e a cotação das acções ao longo do exercício de 2004 foi a seguinte:
Títulos Transaccionados em bolsa 6.040
Preço médio Transaccionado 0,48
Preço Máximo de Venda 0.77
Preço Mínimo de venda 0,16
    1. A Litho Formas não distribui dividendos desde 1996. Tal facto, deve-se aos resultados verificados e da constante necessidade de fazer investimentos que absorvem os recursos financeiros da empresa, não libertando meios para o pagamento dos dividendos. Não existem planos formais de distribuição de dividendos em curso, nem estão previstos quaisquer planos a criar no futuro. Contudo a Assembleia Geral é soberana na aprovação das propostas apresentadas pelos accionistas sobre esta matéria.
    1. Não existem planos de atribuição de acções, ou opções de aquisição de acções no exercício em curso.
    1. A empresa dispõe de uma rede de correio electrónico que utiliza nas comunicações internas e externas nomeadamente no contacto com a Euronext e CMVM, estando esta via igualmente em aberto ao público em geral, através do [email protected].

  1. Não se justifica a existência de um Gabinete de Apoio ao Investidor , porque a empresa no seu relacionamento com o mercado disponibiliza toda a informação através do responsável pelas relações com o mercado, sempre que seja solicitado:

Representante para as Relações do Mercado:

Engº Nuno Guilherme Pinheiro

Vias de acesso:

Presencial – na sede da sociedade, mediante solicitação prévia

Telefónica – 21 9947603

Fax – 21 9947696

Correio – para a sede da empresa

Correio electrónico – [email protected]

Sítio da Internet - www.lithoformas.pt

  1. A Litho Formas tem um contrato de prestação de serviço, no valor de 10.200 Euros, com uma Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, para a revisão legal de contas, incluindo a Certificação Legal e o Relatório de Auditoria.

II - Exercício de Direito de Voto e Representação de Accionistas

Nos termos dos Artigos 10º e 11º do pacto social e do Artigo 22º do Código dos Valores Mobiliários, são os seguintes os requisitos a que se encontra subordinada a participação e o exercício do direito de voto:

A Assembleia Geral é constituída pelos accionistas com direito a voto e as deliberações, quando tomadas nos termos da lei e dos presentes estatutos, são obrigatórias para todos.

    1. O accionista pode fazer-se representar nas assembleias por um membro do Conselho de Administração ou Direcção da sociedade, pelos seus cônjuges, ascendentes ou descendentes, ou outro accionista com direito a voto.
  • 2 Para participar na Assembleia Geral, devem os accionistas ter as acções registadas ou depositadas como propriedade sua, pelo menos , até ao terceiro dia anterior ao da reunião da mesma assembleia.
    1. Por cada 20 acções contar-se-á um voto.

    1. O direito de voto pode ser exercido por correspondência nos termos do Artigo 22º do Código dos Valores Mobiliários;
    1. Só serão considerados os votos por correspondência, desde que recebidos na sede da sociedade, por meio de carta registada com aviso de recepção, dirigida ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, com pelo menos três dias de antecedência em relação à data da Assembleia, sem prejuízo da obrigatoriedade da prova da qualidade de accionista.
    1. A declaração de voto deverá ser assinada pelo titular das acções ou pelo seu representante legal, devendo o accionista, se pessoa singular, acompanhar a declaração da cópia autenticada do seu Bilhete de Identidade, se pessoa colectiva deverá a assinatura ser reconhecida notarialmente na qualidade e com poderes para o acto:
    1. Só serão consideradas válidas as declarações de voto de onde conste de forma expressa e inequívoca: (1) a indicação do ponto ou pontos da ordem de trabalhos a que respeita; (2) a proposta concreta a que se destina, com indicação do ou dos proponentes; (3) a indicação precisa e incondicional do sentido de voto para cada proposta, bem como se o mesmo se mantém caso a proposta venha a ser alterada pelo seu proponente;
    1. Não obstante o disposto no ponto número 8, é permitido a um accionista que envie declaração de voto relativamente a certa proposta declarar que vota contra todas as demais propostas no mesmo ponto de ordem de trabalhos, sem outras especificações;
    1. Entender-se-á que os accionistas que enviem declarações de voto por correspondência se abstêm na votação das propostas que não sejam objecto dessas declarações;
    1. Não obstante o disposto no ponto numero 8, pode o accionista condicionar o sentido de voto para certa proposta à aprovação ou rejeição de outra, no âmbito do mesmo ponto da ordem de trabalhos;
    1. Compete ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, ou ao seu substituto, verificar da conformidade das declarações de voto por correspondência, valendo como não emitidos os votos correspondentes às declarações não aceites.

III – Regras Societárias

A Litho Formas Portuguesa não sentiu ainda necessidade de estabelecer regras de conduta ou regulamentos internos, desenvolvendo a sua actividade segundo as regras gerais constantes do código das Sociedades Comerciais, do Código dos Valores Mobiliários, assim como o cumprimento dos Princípios Contabilísticos definidos no Plano Oficial de Contas e das Directrizes Contabilísticas da Comissão de Normalização Contabilística, que pelos deveres que impõe garante o controle de risco na actividade da sociedade.

O Conselho de Administração tem velado pelo rigoroso cumprimento de todos estes normativos assumindo os deveres de lealdade e confidencialidade como um imperativo de conduta , nomeadamente no que toca à prevenção da utilização indevida dos bens societários e de oportunidades de negócio.

IV – Orgão de Administração

1- O Conselho de Administração, conforme foi referido anteriormente é eleito em Assembleia Geral tendo como responsabilidade gerir as actividades da sociedade, respeitando as deliberações da Assembleia Geral e submetendo a sua actividade À supervisão do Conselho Fiscal. Sendo constituído por cinco membros, um Presidente e quatro Vogais, a sua constituição era a seguinte em 1/1/2004:

Engº Klaus Ludwig Hellmut Saalfeld - Presidente do Conselho de Administração

Engº João Manuel Cordeiro Martins Cabral – Administrador executivo e Director Geral, Independente por deter menos de 2% dos votos.

Engº Nuno Lourenço Guilherme Trindade Pinheiro – Administrador não executivo, responsável pelas relações com o mercado.

Engº Christoph Riess – Administrador não executivo.

Sr Klaus Albert Schumann – Administrador não executivo.

Em 25 de Junho de 2004, apresentou renúncia ao cargo o Sr Klaus Schumann tendo o Conselho de Administração decidido cooptar para novo Administrador o Dr Luís Filipe Ramos Gonçalves Pereira, para completar o mandato em curso.

Dos actuais membros do Conselho de Administração desempenham cargos noutras sociedades os seguintes elementos:

Engº Nuno Pinheiro:

  • Sócio-Gerente de Litho Formas & Drescher
  • Gerente de Salfotécnica, Lda

Engº Christopher Riess:

  • Gerente de Deutsche Papier Holding Alemanha
  • Gerente de Deutsche ADP Alemanha
  • Gerente de Deutsche papier Vertriebs Gmbh Alemanha
  • 2 A função de Director Geral desempenhada pelo Administrador Executivo permite que o Conselho de Administração esteja presente na vida operacional da empresa razão pela qual não está nomeada uma Comissão Executiva.

  • 3 A Administração reúne periodicamente, havendo um livro de actas onde é registado o conteúdo das mesmas. Durante o Exercício de 2004 o Conselho da Administração reuniu 8 vezes. A cadeia de decisão da empresa respeita os estatutos.
  • 4 Não existem comissões de controlo interno.
  • 5 A remuneração do Conselho de Administração é fixa, não havendo qualquer pagamento de prémio indexado ao valor de cotação do título.
  • 6 No Exercício em causa os Membros do Conselho de Administração não são remunerados, o Administrador Executivo é simultaneamente Director Geral, sendo remunerado como tal. Este montante foi totalmente composto por salário fixo, não tendo sido pago neste exercício qualquer prémio de desempenho.

O Conselho de Administração

(Vogal) (Presidente) (Vogal)

______________________ ___________________________ _______________________

Engº João Manuel C Martins Cabral Klaus Ludwig H. Saalfeld Nuno Guilherme T. Lourenço Pinheiro

LITHO FORMAS PORTUGUESA – Impressos Contínuos e Múltiplos, S.A.

RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL RELATIVO AO EXERCÍCIO DE 2004

    1. No desempenho das funções que nos estão legalmente confiadas e em harmonia com o mandato que nos foi atribuído, acompanhámos a actividade da LITHO FORMAS PORTUGUESA – Impressos Contínuos e Múltiplos, S.A. durante o exercício de 2004, nomeadamente em conformidade com o disposto no Código das Sociedades Comerciais, tendo procedido às verificações que julgámos convenientes, nomeadamente no que respeita à escrituração dos livros, registos contabilísticos e documentação de suporte, tendo obtido sempre, quer da Administração quer dos serviços, os esclarecimentos solicitados.
    1. No final do exercício examinámos os documentos de prestação de contas e o Relatório de Gestão do Conselho de Administração que se encontra elaborado em obediência aos requisitos legais e em conformidade com os referidos documentos de prestação de contas, espelhando a situação da Empresa e aludindo às operações de maior significado.
    1. As Demonstrações Financeiras foram examinadas pela Sociedade de Revisores Oficiais de Contas que, em consequência, emitiu a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria, documento com o qual concordamos.
    1. Face ao exposto, relevando as conclusões da Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, e não tendo tomado conhecimento de violação da Lei e dos Estatutos, somos do parecer que a Assembleia Geral Anual aprove:
    • a) O Relatório de Gestão do Conselho de Administração, bem como as contas por este apresentadas, relativos ao exercício de 2004;
    • b) A proposta do Conselho de Administração quanto à aplicação dos resultados.

Lisboa, 15 de Março de 2005

O Conselho Fiscal:

_____________________________________________ SOUSA SANTOS E ASSOCIADOS - SROC (Presidente) Inscrita na CMVM sob o nº 9005 Representada por José de Sousa Santos (ROC n.º 804)

_______________________________

Wolfgang Kemper (Vogal)

________________________________

Colette M. L. A. Schmitz (Vogal)

12. Aprovação de Aplicação de Resultados

(...) "Deliberar sobre o Relatório de Gestão e as Contas do Exercício relativas a 2004;"

"Aberta a sessão e entrando-se no ponto número um da Ordem de Trabalhos o Sr. Engº Nuno Guilherme Lourenço Pinheiro, em representação do Conselho de Administração, remeteu para o teor do relatório de gestão e contas do exercício. Não havendo outras intervenções foi posto à votação o relatório de gestão e as contas do exercício, sendo os mesmos aprovados por unanimidade."

(...)"Deliberar sobre a proposta de aplicação de resultados;"

"Entrou-se em seguida no ponto número dois da Ordem de Trabalhos, tendo sido posta a votação a proposta de aplicação de resultados do Conselho de Administração no sentido de ser levado à conta de Reserva Legal o valor de 14.922 euros (Catorze mil, novecentos e vinte e dois euros) e à conta de Resultados Transitados o valor de 283.509 euros ( duzentos e oitenta e três mil, quinhentos e nove euros). Submetida a votação foi a proposta aprovada por unanimidade."