Skip to main content

AI assistant

Sign in to chat with this filing

The assistant answers questions, extracts KPIs, and summarises risk factors directly from the filing text.

Teixeira Durate Interim / Quarterly Report 2006

Oct 2, 2006

1919_ir_2006-10-02_f9065104-f051-4701-a874-3fa0e7fb7176.pdf

Interim / Quarterly Report

Open in viewer

Opens in your device viewer

TEIXEIRA DUARTE
RELATÓRIO
E C O N T A S
$1^{\circ}$ Semestre

TEIXEIRA DUARTE - ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES, S.A. SOCIEDADE ABERTA Edifício 2, Lagoas Park - 2740-265 Porto Salvo Capital Social: € 210.000.000 NIPC 500 097 488 Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Cascais (Oeiras), sob o nº 15.444 Titular do Alvará de Construção n.º 24

Documento de Certificação do Sistema de Gestão da Qualidade outorgado à Teixeira Duarte em 20 de Dezembro de 2002, no âmbito da Construção Civil, Industrial e Obras Públicas, incluindo Tecnologia de Fundações.

Documento de Certificação do Sistema de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho outorgado à Teixeira Duarte em 23 de Fevereiro de 2006, no âmbito da Construção Civil, Industrial e Obras Públicas, incluindo Tecnologia de Fundações.

ÍNDICE

SÍNTESE DE INDICADORES 4
QUADRO DO "GRUPO TEIXEIRA DUARTE" - 1º SEMESTRE 2006 5
RELATÓRIO DE GESTÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO - 1º SEMESTRE 2006 6
I.INTRODUÇÃO 7
II.ENQUADRAMENTO ECONÓMICO 7
III.APRECIAÇÃO GLOBAL 8
IV.ANÁLISE SECTORIAL 11
IV.1.CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS 11
IV.1.1.MERCADO INTERNO 11
IV.1.2.MERCADO EXTERNO 12
IV.2.CONCESSÕES E SERVIÇOS 13
IV.2.1.MERCADO INTERNO 13
IV.2.2.MERCADO EXTERNO 13
IV.3.IMOBILIÁRIA 13
IV.3.1.MERCADO INTERNO 13
IV.3.2.MERCADO EXTERNO 14
IV.4.HOTELARIA 14
IV.4.1.MERCADO INTERNO 14
IV.4.2.MERCADO EXTERNO 14
IV.5.COMÉRCIO ALIMENTAR 15
IV.6.COMERCIALIZAÇÃO DE VIATURAS 15
IV.6.1.MERCADO INTERNO 15
IV.6.2.MERCADO EXTERNO 15
IV.7.DISTRIBUIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS 15
IV.8.PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS EM SOCIEDADES COTADAS 16
V.FACTOS OCORRIDOS APÓS A CONCLUSÃO DO 1º SEMESTRE 16
VI.PERSPECTIVAS PARA O EXERCÍCIO DE 2006 17
ANEXO AO RELATÓRIO DE GESTÃO 18
TITULARES DE PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 19
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS - 1º SEMESTRE 2006 20
RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA SEMESTRAL DO AUDITOR (CONTAS INDIVIDUAIS) 40
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS - 1º SEMESTRE 2006 42
RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA SEMESTRAL DO AUDITOR (CONTAS CONSOLIDADAS) 71

Síntese de Indicadores Consolidados

1º Sem. 1º Sem.2002 2003 2004 2005 2006 1º Sem. 1º Sem. 1º Sem. Crescimento2006/2005
Trabalhadores 6.963 6.614 6.233 6.064 6.936 14,4%
Vendas/Prestações de Serviços 344 301 312 296 356 20,4%
Proveitos Operacionais 382 331 325 315 375 19,2%
EBITDA 43 29 29 37 38 1,8%
EBIT 27 16 16 25 24 -4,2%
Imobilizações incorpóreas líquidas / Activos intangíveis + Goodwill 508 484 9 4 9 95,6%
Imobilizações corpóreas líquidas / Activos fixos tangíveis + Propriedade de Investimento 327 310 499 564 676 20,0%
Investimentos Financeiros + Títulos Negociáveis - Provisões / Investimentos em associadas + Activos
disponíveis para venda + Outros investimentos + Outros activos correntes 474 497 848 1.095 1.088 -0,6%
Total do Capital Próprio 316 272 338 467 536 14,8%
Resultados Líquidos 14 9 28 43 29 -33,7%

Notas:

Os valores contabilisticos estão expressos em milhões de Euros.

Os valores apresentados relativamente a 30 de Junho de 2002, 2003 e 2004 estão de acordo com o POC, enquanto os relativos a 30 de Junho de 2005 e 2006 estão de acordo com as IFRS.

Os valores da coluna "Crescimento 2006/2005 %" foram calculados tendo por base os valores sem arrendondamentos.

O Total do Capital Próprio inclui os interesses minoritários.

Síntese de Indicadores - Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A.

1º Sem. 1º Sem. 1º Sem. 1º Sem. 1º Sem. Crescimento
2002 2003 2004 2005 2006 2006/2005
Trabalhadores 2.082 1.942 1.789 1.675 1.690 0,9%
Vendas/Prestações de Serviços 205 167 187 146 187 27,8%
Proveitos Operacionais 213 182 187 149 193 29,1%
EBITDA 23 13 9 4 -1 -133,2%
EBIT 19 9 5 2 -3 -240,8%
Investimentos Financeiros + Títulos Negociáveis 361 273 283 317 360 13,4%
Capital Próprio 285 248 254 278 315 13,4%
Resultados Líquidos 14 9 19 39 13 -65,9%

Notas:

Os valores contabilisticos estão expressos em milhões de Euros.

Os valores apresentados estão de acordo com o POC

Os valores da coluna "Crescimento 2006/2005 %" foram calculados tendo por base os valores sem arrendondamentos.

I. INTRODUÇÃO

Nos termos das disposições legais e regulamentares aplicáveis, "Teixeira Duarte – Engenharia e Construções, S.A." apresenta o Relatório referente ao 1º Semestre de 2006, expondo em conjunto os seus âmbitos individual e consolidado, através do qual presta informação sobre a actividade e os resultados obtidos nesse período, permitindo, inclusivamente, a análise de tais elementos desde o encerramento do exercício de 2005, bem como a evolução previsível até ao final do ano em curso.

As demonstrações financeiras consolidadas estão elaboradas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IAS/IFRS) e as demonstrações financeiras individuais de "TEIXEIRA DUARTE - Engenharia e Construções, S.A." são apresentadas e conformidade com o normativo contabilístico nacional em vigor.

II. ENQUADRAMENTO ECONÓMICO

Durante este primeiro semestre do ano vislumbraram-se alguns sinais de recuperação da economia nacional, confirmando-se um ligeiro crescimento do PIB, que se supõe poderá fixar-se no final do ano num valor ligeiramente superior a 1%, impulsionado sobretudo pelas exportações.

Porém, nestes seis meses, a maioria dos indicadores de acompanhamento da conjuntura do sector da construção continuaram a evoluir negativamente, nomeadamente as vendas de cimento que decresceram 4,2%.

Ainda mais agravados que tal indicador, os valores dos concursos públicos lançados e das adjudicações reduziramse, respectivamente, 29% e 27% em relação ao período homólogo, enquanto que o índice de produção de edifícios em final de Junho se apresentava 6,1% abaixo do apurado no primeiro semestre de 2005.

Nesta conjuntura, intensificou-se a concorrência reflectida em preços depreciados e anormalmente baixos, bem como na participação de enorme número de concorrentes.

Já no que se refere aos principais mercados externos em que as empresas do Grupo Teixeira Duarte actuam, embora com as características e condicionantes próprias de cada um, continuam todos a registar crescimentos sustentados, nomeadamente em Espanha, na Argélia, em Angola e em Moçambique.

A desvalorização do Dólar Americano face ao Euro foi o principal factor desfavorável no âmbito macroeconómico dos mercados externos, com reflexos directos nos nossos resultados, em especial no que se refere aos contributos da actividade relacionada com Angola.

III. APRECIAÇÃO GLOBAL

No primeiro semestre de 2006 os Resultados Líquidos Consolidados atribuíveis a detentores de capital atingiram 29 milhões de Euros.

O volume de negócios aumentou 20,4% face ao período homólogo, alcançando 356 milhões de Euros.

Seguindo a mesma tendência, o EBITDA registou uma subida em relação a igual período do ano passado, tendo atingido 38 milhões de Euros.

Comparando com o período homólogo, os resultados financeiros foram penalizados em 18 milhões de Euros, por força da já abordada desvalorização do Dólar Americano face ao Euro.

Os resultados relativos a actividades de investimento diminuíram relativamente ao período homólogo, devido, essencialmente, a menos valias no valor de 2,8 milhões de Euros, verificadas pela alienação do remanescente da participação que ainda era detida no "GRUPO SOARES DA COSTA – SGPS, S.A.".

Os resultados líquidos consolidados, registaram, deste modo, um decréscimo de 33,7% quando comparados com o primeiro semestre de 2005, explicado, fundamentalmente, pelas supra referidas desvalorização do Dólar Americano face ao Euro e menos valia na alienação da mencionada participação financeira.

Sector de Actividade Mercado Interno Mercado Externo Total
2006 2005 Var (%) 2006 2005 Var (%) 2006 2005 Var (%)
Construção Civil e Obras Públicas 135.748 129.677 4,7% 43.288 28.693 50,9% 179.036 158.370 13,0%
Concessões e Serviços 5.397 4.507 19,7% 9.740 7.254 34,3% 15.137 11.761 28,7%
Imobiliária 31.212 34.843 -10,4% 4.830 3.355 44,0% 36.042 38.198 -5,6%
Hotelaria 3.245 3.190 1,7% 25.135 20.972 19,9% 28.380 24.162 17,5%
Comércio Alimentar - - - 34.874 20.885 67,0% 34.874 20.885 67,0%
Comércio Automóvel 3.686 3.869 -4,7% 39.696 24.112 64,6% 43.382 27.981 55,0%
Distribuição de Combustíveis 38.493 33.442 15,1% - - - 38.493 33.442 15,1%
Outras - 9 -% - - - - 9 -%
Total dos Sectores: 217.781 209.537 3,9% 157.272 105.272 49,7% 375.344 314.809 19,2%

Proveitos Operacionais por Sectores de Actividade e Mercados Geográficos

Os proveitos operacionais consolidados foram superiores a 375 milhões de Euros, revelando um incremento de 19,2% relativamente aos primeiros seis meses do ano passado, resultante, maioritariamente, da expansão da actividade no mercado externo.

O mercado interno teve um ligeiro aumento em relação ao primeiro semestre de 2005 mas, atendendo ao excepcional crescimento de 49,7% do mercado externo, este passou a representar 42% dos proveitos operacionais.

Os contributos de cada um dos sectores de actividade para os proveitos operacionais consolidados foram os seguintes:

Destacamos o significativo crescimento de 13% verificado nos proveitos operacionais consolidados do sector da Construção Civil e Obras Públicas, bem como o expressivo aumento de 25,5% nas outras áreas de actuação, nomeadamente no Comércio Automóvel e Alimentar.

Assim, sublinhamos que a ligeira diminuição da representatividade do core business na totalidade dos proveitos em relação ao final do primeiro semestre do ano passado resultou de um menor acréscimo deste sector face ao conjunto dos demais e não de uma diminuição dos seus valores absolutos.

O endividamento do Grupo, que continua a ser objecto de cuidado controlo e integrado na estratégia global definida, atingiu 1.404.857 Milhares de Euros, tendo tido um acréscimo de apenas 19 milhões de Euros durante os primeiros seis meses do ano, período no qual continuaram a ser efectuados significativos investimentos, nomeadamente dando-se seguimento ao processo de aquisição de participação social no capital da "C+P.A. – Cimento e Produtos Associados, S.A.", sociedade detentora de 1,89% do "Banco Comercial Português, S.A." e, no sector imobiliário, nos empreendimentos de "Lagoas Park" e "Gaia Nova".

Esta política de investimentos e de reforço dos capitais próprios tem permitido à Empresa aumentar o seu activo de forma significativa, nomeadamente aqueles que pela sua qualidade têm liquidez reconhecida, entendendo-se a este propósito oportuno referir que só as participações sociais detidas no "Banco Comercial Português, S.A." e "CIMPOR - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A.", valorizadas em 1.074.973 Milhares de Euros de acordo com as respectivas cotações de mercado a 30 de Junho de 2006, somadas aos espaços já arrendados do empreendimento "Lagoas Park", valorizados em 168.000 Milhares de Euros de acordo com uma taxa de capitalização das rendas de 8%, dão cobertura a 88% do valor de endividamento do Grupo.

O Activo Líquido do Grupo Teixeira Duarte ascendeu a 2.396 milhões de Euros, mantendo valores semelhantes aos do final de 2005.

A variação no valor dos Capitais Próprios reflecte a distribuição de dividendos de 6,3 milhões de Euros e o efeito patrimonial da integração de subsidiárias estrangeiras e associadas, afectado pela desvalorização do Dólar Americano relativamente ao Euro.

Foram constituídas duas novas sociedades hoteleiras, denominadas "Lagoas Hotel, S.A." e "STELGEST – Gestão Hoteleira, S.A.", enquanto que, como reflexo do aumento da actividade das empresas do Grupo que actuam no sector da construção no mercado externo, foi criada a Sucursal de Espanha e o Estabelecimento Estável na Argélia, ambos dependendo da Casa Matriz, bem como a sociedade "TEIX.CO, SPA" também na Argélia e a Sucursal da SOMAFEL, S.A. em Marrocos.

Quanto aos recursos humanos, o número total de trabalhadores das empresas do Grupo Teixeira Duarte aumentou 14,4%, tendo-se fixado, em 30 de Junho de 2006, em 6.936, destacando-se ainda o processo desencadeado com vista à certificação profissional que envolveu, numa primeira fase, 389 trabalhadores.

Cumpre-nos ainda destacar que se realizou no passado dia 5 de Maio a Assembleia Geral Anual dos accionistas da "Teixeira Duarte – Engenharia e Construções, S.A.", a qual, registando a expressiva participação de mais de 77% da totalidade do capital, veio a aprovar todas as propostas a ela submetidas à apreciação, nomeadamente as subscritas pelo Conselho de Administração.

Na sequência da deliberação de aplicação de resultados, foram cumpridas todas as formalidades e distribuídos os dividendos aos accionistas mediante pagamentos efectuados a partir de 2 de Junho de 2006, conforme comunicados oportunamente divulgados ao mercado.

Os títulos da "Teixeira Duarte – Engenharia e Construções, S.A." registaram no semestre uma valorização de 9,02% subindo de 1,29€ para 1,45€, estando nesta data a sua cotação em 1,69€.

IV. ANÁLISE SECTORIAL

IV.1. - CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS

No âmbito do core business do Grupo, realça-se o facto de, em resultado de um já longo trabalho de estudo de mercados e de angariação de obras nos países em que actuamos no exterior, termos atingido 188 milhões de Euros de adjudicações, o que significa um aumento superior a 30% em relação ao primeiro semestre do ano passado e indicia um bom impulso para a actividade produtiva deste sector, nomeadamente no estrangeiro, com os consequentes proveitos daí advenientes.

IV.1.1. - MERCADO INTERNO

Em consequência de um bem sucedido esforço para obtenção de obras no mercado interno em 2005, foi possível obter neste primeiro semestre e em ambiente de forte quebra de produção do sector a nível nacional, registar um aumento de 4,7% dos proveitos operacionais consolidados no core business do Grupo em Portugal.

Também ao nível dos proveitos operacionais não consolidados, mais reveladores da real dimensão da actividade desenvolvida nesta área, registámos proveitos de 172.192 Milhares de Euros, que traduzem um acréscimo de 7,8% em relação aos primeiros seis meses do ano passado.

O centro de exploração de geotecnia e fundações manteve níveis de actividade semelhantes aos do período homólogo, apesar da redução do número de obras em curso.

Aos centros de construção civil e de obra pública foram decisivos para o aludido aumento dos proveitos, sendo de destacar importantes obras em "Lagoas Park", a conclusão da primeira fase do Hospital dos Lusíadas – em sequência da qual se seguiu a outorga do contrato para a segunda fase –, bem como a empreitada de estabilização da encosta da Arrábida, terminada dentro do prazo previsto, já no decurso do segundo semestre deste ano.

Assinalamos ainda o desenvolvimento dos trabalhos de Reabilitação e Reforço do Túnel do Rossio, obra de elevada complexidade técnica e na qual a primazia da segurança de pessoas e bens tem levado a uma actuação cuidada e a procura de soluções complementares para a resolução dos problemas que têm surgido.

Em linha com o que se verifica em termos globais no mercado interno tal como acima já fizemos referência a propósito do enquadramento económico, registou-se uma quebra significativa nos valores quer das propostas estudadas quer das obras aqui adjudicadas, em Portugal.

IV.1.2 - MERCADO EXTERNO

Para além da nossa actuação em outros países como a França, Marrocos e Venezuela, através de sociedades nossas participadas, destacaremos aqui apenas os mais significativos mercados externos para este sector da construção civil e obras públicas.

Em Espanha, o Centro de Exploração de Geotecnia e Fundações da "TEIXEIRA DUARTE - Engenharia e Construções, S.A." registou uma subida dos proveitos e antevê um valor final superior ao verificado no ano anterior, enquanto que a "GSC – Compañia General de Servicios y Construcción, S.A." deu continuidade à sua actividade nesta área prosseguindo os trabalhos e participando em diversos concursos.

No mesmo período, aumentaram as adjudicações na área da geotecnia e fundações, o que nos permite validar a consolidação da nossa entrada neste importante mercado, estando, inclusivamente, em desenvolvimento o estudo e concretização de medidas para optimizar os recursos afectos à actividade levada a cabo neste país.

Na Argélia, a actuação durante o semestre fica caracterizada pelo desenvolvimento das primeiras obras no terreno e a assinatura de novos contratos de empreitada, com especial destaque para a "Réalisation de la 2me Rocade Autoroutiere D'Alger Sur 65km".

Em resultado da apresentação em diversos concursos, em associação com empresas do Grupo e com parceiros locais, assinalamos a entrada no mercado argelino da associada BEL, S.A., que assim se junta à SOMAFEL, S.A. e OFM, S.A..

Foi celebrada a escritura pública de constituição da "TEIX.CO, S.P.A.", uma parceria luso argelina, que arrancou a sua actividade na área da geotecnia.

Registamos a continuação da obtenção de novas obras, que no semestre tiveram o valor de 56 milhões de Euros, o que consideramos indiciador das boas expectativas para a nossa actuação neste mercado.

Em Angola, referimos a manutenção dos níveis de produção em relação a igual período de 2005, bem como a angariação de novas obras no valor de 55 milhões de Euros, o que nos permite perspectivar o incremento dos proveitos face ao exercício anterior.

Em Moçambique, demos continuidade à nossa actividade, referenciando-se o início de algumas obras e a execução da empreitada da ponte sobre o Rio Limpopo para a Administração Nacional de Estradas.

O actual dinamismo do mercado da construção e a adjudicação à nossa Empresa de obras no valor de 11 milhões de Euros, confirma o nosso optimismo para este mercado.

IV.2. - CONCESSÕES E SERVIÇOS

IV.2.1. - MERCADO INTERNO

O Grupo Teixeira Duarte desenvolve a sua actividade nesta área de negócios, em Portugal, com as sociedades "TDGI – Tecnologia de Gestão de Imóveis, S.A.", "RECOLTE – Recolha, Tratamento e Eliminação de Resíduos, S.A." e "CPE – Companhia de Parques de Estacionamento, S.A.", bem como através das participações de que é titular nas sociedades e "SATU – Sistema Automático de Transportes Urbanos – Oeiras, E.M.", "SCUTVIAS – Auto-Estradas da Beira Interior, S.A." e "LUSOPONTE – Concessionária para a Travessia do Tejo, S.A.".

Registamos o crescimento deste sector e o consequente incremento de proveitos operacionais consolidados, que passaram de 4.507 milhares de Euros no primeiro semestre de 2005 para 5.397 milhares de Euros nos primeiros seis meses deste ano.

IV.2.2. - MERCADO EXTERNO

No estrangeiro, a actuação nesta área é levada a cabo pelas sociedades "GSC – Compañia General de Servicios Y Construccion, S.A.", em Espanha, "TDGI – Tecnologia de Gestão de Imóveis, Lda. (Angola)" e "TDGI – Tecnologia de Gestão de Imóveis, Lda. (Moçambique)".

A "GSC" viu compensado o esforço de angariação de contratos que tem vindo a desenvolver, conseguindo um significativo crescimento dos proveitos operacionais em relação ao primeiro semestre de do ano anterior, que se fixaram em 8.750 milhares de Euros no final de Junho de 2006.

Ambas as "TDGI" prosseguiram as suas actividades de gestão técnica de imóveis, tendo recentemente apresentado diversas propostas reforçando o alargamento da sua intervenção junto de entidades exteriores ao Grupo Teixeira Duarte.

IV.3 – IMOBILIÁRIA

IV.3.1. - MERCADO INTERNO

Centrámos a nossa actividade no desenvolvimento dos empreendimentos em carteira, tendo investido 29.448 milhares de Euros, dos quais 51% se destinaram à construção de edifícios no "Gaia Nova" e no "Lagoas Park". Neste, assinalamos a conclusão de mais um edifício com 16.000 m2 de área de construção acima do solo e a prossecução das empreitadas do "Lagoas Park Hotel" e do healthclub "Club L".

Assinalamos a obtenção de rendas no valor de 10.730 milhares de Euros, dos quais 6.510 milhares de Euros referentes a "Lagoas Park".

No semestre em análise, os activos sob gestão pela "TDF – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A." sofreram redução significativa fixando-se em 354.892 Milhares de Euros, na sequência da transferência da gestão do "Fundo de Investimento Imobiliário Fechado Renda Predial" para entidade exterior.

IV.3.2. - MERCADO EXTERNO

Em Angola, o sector continua muito pressionado por uma procura francamente superior à oferta disponível, o que tem conduzido à ocupação integral do nosso património destinado ao arrendamento.

Prosseguimos a construção de dois novos edifícios, um destinado a serviços e outro a habitação, bem como o licenciamento de outros projectos para reforço da nossa carteira de imóveis.

Em Moçambique, o "Polana Shopping Center" consolida a liderança em termos de centros comerciais na cidade de Maputo, pelo que, a par da criteriosa selecção de lojistas, temos hoje uma ocupação integral.

IV.4 – HOTELARIA

IV.4.1. - MERCADO INTERNO

Os proveitos totais do Grupo nesta área registaram, no semestre, um total de 3.539 milhares de Euros.

Foram realizados investimentos nos estabelecimentos das empresas do Grupo em Portugal no valor total de cerca de 920 Milhares de Euros, dos quais se destacam as beneficiações realizadas no Hotel Eva, com a construção de um amplo Health Club e de novos quartos.

No período em análise a taxa de ocupação nas nossas unidades decresceu 4% relativamente a 2005, explicada, essencialmente, pelas limitações sofridas no Hotel Eva durante a execução das obras de melhoramento, bem como pela concorrência de novos hotéis de cinco estrelas.

Já no dia 1 de Julho e no âmbito de um contrato de cessão de exploração celebrado pela "STELGEST, S.A." por uma empresa constituída no seio do Grupo em Junho passado, foi aberta no Algarve uma nova unidade hoteleira de 4 estrelas com cento e quarenta apartamentos, estando previsto para o final de Setembro a inauguração do recém construído "Lagoas Park Hotel", unidade de 4 estrelas, com cento e oitenta quartos e duas suites.

IV.4.2. - MERCADO EXTERNO

Em Angola, os hotéis "Trópico" e "Alvalade" mantiveram-se como produtos de excelência do mercado de Luanda.

O restaurante "Pinto's" e a rede de pastelarias "Nilo" continuam a merecer a preferência dos clientes, permitindo o incremento dos respectivos proveitos.

Também em Maputo, o hotel "Avenida" registou um crescimento de 21% na taxa de ocupação, que conduziu a um aumento de 597 Milhares de Euros face a período homólogo do ano anterior, tendo o "Hotel Tivoli Maputo" tido uma ligeira melhoria do seu desempenho.

Igualmente em Moçambique, o hotel "Tivoli Beira" teve uma descida da sua taxa de ocupação que, ainda assim, não penalizou os resultados da sua exploração.

IV.5. – COMÉRCIO ALIMENTAR

Esta actividade é desenvolvida pelo Grupo Teixeira Duarte para o mercado de Angola e registou proveitos de 34.874 milhares de Euros entre 1 de Janeiro de 2006 e 30 de Junho do mesmo ano, o que corresponde a um aumento de 67% em relação a igual período do ano anterior.

Destacamos o início da construção de uma nova Central de Distribuição e Cash and Carry, em Luanda, unidade logística indispensável ao grande crescimento e diversificação geográfica que esta nossa área de negócio tem tido naquele país.

IV.6. - COMERCIALIZAÇÃO DE VIATURAS

IV.6.1. - MERCADO INTERNO

Apesar da difícil conjuntura deste sector em Portugal, onde se registou uma quebra generalizada nas vendas e na prestação de assistência pós venda, no primeiro semestre mantivemos valores próximos dos homólogos de 2005, com ligeira melhoria na assistência pós venda, em resultado da boa prestação em viaturas Mercedes Benz.

IV.6.2. - MERCADO EXTERNO

A nossa actuação neste sector no estrangeiro cinge-se a Angola, onde representamos as marcas "NISSAN", "PEUGEOT", "RENAULT", "CHEVROLET" e "HONDA", com as quais alcançámos um significativo crescimento, tendo os proveitos atingido o valor de 39.696 Milhares de Euros, mais 64,6% do que em igual período de 2005.

Face à dimensão já alcançada e com vista a melhor poder responder às solicitações do mercado, demos início à construção de um novo "Pólo Automóvel" em Luanda.

IV.7. – DISTRIBUIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS

A medida estratégica e fundamental, iniciada já em 2005, de proceder à importação directa e regular de produtos petrolíferos revelou-se como o factor essencial para a redução dos custos, o que, associado à renegociação de contratos com os principais fornecedores e à reestruturação levada a cabo para optimização dos recursos, permitiram a melhoria significativa dos resultados alcançados neste primeiro semestre do ano.

IV.8 – PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS EM SOCIEDADES COTADAS

As várias empresas do Grupo Teixeira Duarte mantiveram sólidas as suas duas participações qualificadas e estratégicas de que são titulares em sociedades cotadas, ou seja, o "Banco Comercial Português, S.A." e a "CIMPOR – Cimentos de Portugal – SGPS, S.A.".

No primeiro caso, refira-se que no final de 2005 as empresas do Grupo Teixeira Duarte detinham 2,61%, sendo que em 30 de Junho de 2006 e incluindo a imputação das acções de que a "C+P.A. – Cimento e Produtos Associados, S.A." é titular no capital daquela instituição de crédito, eram-lhes imputadas 4,22%.

Já no caso da "CIMPOR - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A." referimos que, apesar da diminuição da participação directa detida pela "TEIXEIRA DUARTE - Engenharia e Construções, S.A.", a participação total imputada se fixou, em 30 de Junho de 2006, em 21,04%, com o contributo das aquisições feitas pela sociedade totalmente dominada pelo Grupo, "TDCIM – SGPS, S.A.".

Uma nota sobre a participação detida pela "TEDAL – SGPS, S.A." na "GRUPO SOARES DA COSTA – SGPS, S.A.", para recordar que, dando continuidade às sucessivas vendas em bolsa consoante as oportunidades de mercado, concluímos, no dia 7 de Abril, a alienação das acções daquela sociedade, não sendo, desde então, titulares de qualquer percentagem no seu capital.

V. FACTOS OCORRIDOS APÓS A CONCLUSÃO DO 1º SEMESTRE

No dia 2 de Agosto, entre a nossa participada "PTG – SGPS, S.A." e a "ARCOLGESTE – Gestão de Participações e Investimentos Imobiliários, S.A.", foi celebrado um acordo com vista à concretização de uma operação de concentração de empresas, através da qual se pretende conglomerar as actividades desenvolvidas pelas sociedades suas participadas, respectivamente, nas áreas da distribuição de combustíveis líquidos e lubrificantes e na distribuição de combustíveis gasosos, visando-se, essencialmente, estabelecer um compromisso de longo termo, nas mencionadas áreas de negócios, apontando para um reforço de posição no mercado e para o desenvolvimento de grandes Projectos a nível nacional e internacional.

No dia 5 de Setembro e no âmbito da empreitada de "Reabilitação e Reforço do Túnel do Rossio", o consórcio formado pela "TEIXEIRA DUARTE - Engenharia e Construções, S.A." e pela "E.P.O.S. – Empresa Portuguesa de Obras Subterrâneas, Lda." assumiu o propósito de preparar, em 30 dias, um conjunto de medidas que permitam a conclusão da obra no prazo máximo de um ano.

VI. PERSPECTIVAS PARA O EXERCÍCIO DE 2006

Embora cientes da variação negativa dos resultados líquidos em relação ao semestre homólogo, não podemos deixar de referir que tal resulta também do excepcional desempenho ocorrido quanto a esse indicador no ano passado e que avaliamos como muito positivos os 29 milhões de Euros alcançados no final dos primeiros seis meses deste ano.

Por tudo quanto referimos ao longo deste relatório, mantemos as mesmas perspectivas de atingir os 700 milhões de Euros de proveitos operacionais consolidados para o final do ano em curso, bem como resultados líquidos consolidados de 80 milhões de Euros.

Lagoas Park, 25 de Setembro 2006

O Conselho de Administração

Pedro Pereira Coutinho Teixeira Duarte

Pedro Maria Calainho Teixeira Duarte

José Alves Pereira

João Salvador dos Santos Matias

Manuel Maria Calainho de Azevedo Teixeira Duarte

Joel Vaz Viana de Lemos

Jorge Ricardo de Figueiredo Catarino

Carlos Gomes Baptista

João José de Gouveia Capelão

Em cumpirmento dos deveres de informação a que está vinculada pelos diversos normativos em vigor, em particular o artigo 9.º, n.º1, alínea b) do Regulamento da CMVM N.º 4/2004, a Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. apresenta, de seguida, a lista de valores mobiliários emitidos pela Sociedade e por sociedades com as quais esteja em relação de domínio ou de grupo, detidas por titulares dos órgãos de Administração e de Fiscalização, bem como todas as aquisições, onerações ou transmissões durante o primeiro semestre de 2006, especificando o montante, a data do facto e a contrapartida paga ou recebida.

I - Número de acções detidas, directa e indirectamente, pelos Membros do Órgão de Administração a 31 de Dezembro de 2005:

Nome Sociedade N.º de Acções em 30.12.2005
Pedro Pereira Coutinho Teixeira Duarte Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. 9.165.652
Pedro Maria Calainho Teixeira Duarte Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. (*) 742.000
José Alves Pereira Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. 100.000
Manuel Maria Calainho de Azevedo Teixeira Duarte Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. 5.432.262
Joel Vaz Viana de Lemos Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. 500.112
Jorge Ricardo de Figueiredo Catarino Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. 170.670
Carlos Gomes Baptista Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. 40.634
João José Gouveia Capelão Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. 10.387

(*) - 700.000 acções são detidas, indirectamente, através de sociedade por si dominada, com a firma "PASIM - Sociedade Imobiliária, S.A."

II - Operações com acções detidas, directa e indirectamente, pelos Membros do Órgão de Administração durante o período compreendido entre 1 de Janeiro e 30 de Junho de 2006:

Nome Sociedade Operação Data N.º de Acções Preço por Acção
Pedro Pereira Coutinho Teixeira Duarte Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. Aquisição (*) 05-Abr-06 848.020 1,70 €
Joel Vaz Viana de Lemos Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. Transmissão 22-Jun-06 3.750 1,42 €
Transmissão 23-Jun-06 31.250 1,42 €
Transmissão 26-Jun-06 31.250 1,42 €

(*) - Acções adquiridas, por herança, em comum com sua mulher.

III - Número de acções detidas pelos Membros do Órgão de Administração a 30 de Junho de 2006

Nome Sociedade N.º de Acções em 30.6.2005
Pedro Pereira Coutinho Teixeira Duarte Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. (*) 10.013.672
Pedro Maria Calainho Teixeira Duarte Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. (**) 742.000
José Alves Pereira Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. 100.000
Manuel Maria Calainho de Azevedo Teixeira Duarte Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. 5.432.262
Joel Vaz Viana de Lemos Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. 433.862
Jorge Ricardo de Figueiredo Catarino Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. 170.670
Carlos Gomes Baptista Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. 40.634
João José Gouveia Capelão Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. 10.387

(*) - 848.020 acções são detidas em comum e sem determinação de parte ou direito, com sua mulher.

(**) - 700.000 acções são detidas, indirectamente, através de sociedade por si dominada, com a firma "PASIM - Sociedade Imobiliária, S.A."

IV - Número de acções detidas pelo Órgão de Fiscalização

Nos termos e para os efeitos dos normativos aplicáveis, mais se informa que o Órgão de Fiscalização da Sociedade não detém quaisquer acções da mesma, nem de qualquer outra entidade que com ela esteja em relação de domínio ou de grupo.

Dando cumprimento às disposições legais e regulamentares aplicáveis, nomeadamente ao previsto na alínea e), do n.º 1 do artigo 9.º do Regulamento CMVM n.º 4/2004, é com base nos registos da Sociedade e nas informações recebidas que a "TEIXEIRA DUARTE - Engenharia e Construções, S.A." divulga aqui a lista dos titulares de participações qualificadas no seu capital social à data de 30 de Junho de 2006, com indicação do número de acções detidas e percentagem de direitos de voto correspondentes, calculada nos termos do artigo 20.º do Código dos Valores Mobiliários.

TITULARES DE PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS A 30 DE JUNHO DE 2006

    1. A "TEIXEIRA DUARTE SGPS, S.A." é imputável, nos termos do disposto no Artigo 20º do Código dos Valores Mobiliários e em conformidade com entendimento da CMVM - do qual se discorda quanto à matéria constante da alínea f) infra -, a participação qualificada de 233.760.664 acções, correspondente a 55,66% dos direitos de voto, por força de
    • a. 43.000.000 acções por ela detidas directamente, correspondentes a 10,24% do capital social e dos direitos de voto;
    • b. 161.000.000 acções detidas pela Sociedade sua participada "TDG SGPS, S.A.", correspondentes a 38,33% do capital social e dos direitos de voto;
    • c. 201.000 acções detidas pela Sociedade sua participada "GRATAC SGPS, S.A.", correspondentes a 0,05% do capital social e dos direitos de voto;
    • d. 10.013.672 acções detidas pelo Presidente do Conselho de Administração da sociedade TEIXEIRA DUARTE SGPS, S.A., Senhor Eng.º Pedro Pereira Coutinho Teixeira Duarte, correspondentes a 2,38% do capital e dos direitos de voto;
    • e. 9.661.134 acções detidas pelos restantes membros do Conselho de Administração de TEIXEIRA DUARTE SGPS, S.A., correspondentes a 2,30% dos direitos de voto (nenhum destes alcançando, individualmente, qualquer participação qualificada);
    • f. 9.884.858 acções detidas pelos membros do Conselho de Administração de TDG SGPS, S.A. que não sejam membros do Conselho de Administração da sociedade indicada na alínea d) anterior, correspondentes a 2,35% dos direitos de voto (nenhum destes alcançando, individualmente, qualquer participação qualificada), imputação esta feita em conformidade com entendimento da CMVM do qual se discorda.
    1. A FUNDAÇÃO JOSÉ BERARDO, IPSS é imputada, nos termos do disposto no artigo 20.º do Código dos Valores Mobiliários, uma participação qualificada de 49.746.573 acções, correspondente a 11,84% dos direitos de voto, por força de:
    • a. 48.750.047 acções detidas directamente pela própria FUNDAÇÃO JOSÉ BERARDO, IPSS, correspondentes a 11,61% do capital social e dos direitos de voto;
    • b. 994.526 acções detidas pela sociedade sua participada MOAGENS ASSOCIADAS, S.A., correspondentes a 0,24% do capital social e dos direitos de voto;
    • c. 2.000 acções detidas pela sociedade sua participada COTRANCER Comércio e Transformação de Cereais, S.A. correspondentes a 0,0005% do capital social e dos direitos de voto.
    1. O Fundo de Pensões do Grupo Banco Comercial Português é titular de uma participação qualificada de 41.999.716 acções, correspondente a 9,99% do capital social e dos direitos de voto (*).
  • (*) Nota Em cumprimento de ofício recebido da CMVM, o Banco Comercial Português, S.A. informou a "TEIXEIRA DUARTE Engenharia e Construções, S.A.", por carta datada de 3 de Agosto de 2006, que, sem prejuízo de manter aposição de que os direitos de voto de acções detidas pelo Fundo de pensões do Grupo BCP não podem legalmente considerar-se imputáveis ao Banco Comercial Português, S.A., (…) a soma aritmética das acções e direitos de voto detidos pelo Fundo de Pensões do Grupo BCP e detidos pelo Banco Comercial Português, S.A., ou entidades consigo em qualquer das relações previstas no artigo 20.º era a acima indicada no ponto 3.. Mais acrescentando que a Sociedade gestora do Fundo de Pensões do Grupo BCP exerce de forma independente os respectivos direitos de voto.

Junho 2006 Dezembro 2005
Activo Amortizações Activo Activo
bruto e ajustamentos líquido líquido
ACTIVO Notas
IMOBILIZADO:
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de Instalação 10 22 (1) 21 -
Trespasses 10 230.774 (63.463) 167.311 190.834
230.796 (63.464) 167.332 190.834
Imobilizações corpóreas:
Edifícios e outras construções 10 4.331 (3.849) 482 569
Equipamento básico 10 e 15 48.339 (44.129) 4.210 2.368
Equipamento de transporte 10 4.513 (4.274) 239 174
Ferramentas e utensílios 10 22.198 (21.154) 1.044 1.197
Equipamento administrativo 10 e 15 16.403 (13.834) 2.569 2.321
Outras imobilizações corpóreas 10 164 (164) - -
Imobilizações em curso 10 583 - 583 -
96.531 (87.404) 9.127 6.629
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresas do grupo 10 e 16 176.646 - 176.646 160.930
Partes de capital em empresas associadas 10 e 16 13.552 - 13.552 12.327
Empréstimos a empresas associadas 10 e 16 20.955 - 20.955 20.955
Títulos e outras aplicações financeiras 10 e 16 92.402 (6) 92.396 102.729
Outros empréstimos 10 e 16 1.217 - 1.217 2.118
304.772 (6) 304.766 299.059
CIRCULANTE:
Existências:
Matérias - primas, subsidiárias e de consumo 41 1.986 - 1.986 2.003
Produtos e trabalhos em curso 42 17.305 - 17.305 12.967
Produtos acabados e intermédios 42 1.954 - 1.954 1.975
21.245 - 21.245 16.945
Dívidas de terceiros - Médio e longo prazo:
Empresas do grupo 16 152.944 - 152.944 132.156
Empresas participadas e participantes 16 6.947 - 6.947 6.276
Outros devedores 708 - 708 763
160.599 - 160.599 139.195
Dívidas de terceiros - Curto prazo:
Clientes, conta corrente 131.716 - 131.716 179.085
Clientes, títulos a receber 79 - 79 350
Clientes de cobrança duvidosa 21 e 23 35.899 (34.969) 930 848
Empresas do grupo 16 120.152 - 120.152 27.302
Adiantamentos a fornecedores 1.719 - 1.719 895
Estado e outros entes públicos 49 1.736 - 1.736 2.627
Outros devedores 21 e 23 4.527 (2.216) 2.311 2.758
295.828 (37.185) 258.643 213.865
Títulos negociáveis:
Outros títulos negociáveis 17 55.311 - 55.311 54.370
Depósitos bancários e caixa:
Depósitos bancários 12.903 12.903 5.749
Caixa 547 547 499
13.450 13.450 6.248
ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS:
Acréscimos de proveitos 50 3.721 3.721 294
Custos diferidos 50 7.956 7.956 8.549
Activos por impostos diferidos 6 5.988 5.988 1.291
17.665 17.665 10.134
Total de amortizações (150.874)
Total de ajustamentos (37.185)
Total do activo 1.196.197 (188.059) 1.008.138 937.279
Junho 2006 Dezembro 2005
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO Notas
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital 36 e 40 210.000 210.000
Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas 40 45.240 45.684
Reserva legal 40 12.600 9.200
Outras reservas 40 120.810 68.353
Resultados transitados 40 (86.739) (87.686)
Resultado líquido do período 40 13.312 66.357
Total do capital próprio 315.223 311.908
PASSIVO:
Provisões 34 1.789 1.440
Dívidas a terceiros - Médio e longo prazo:
Empréstimos por obrigações:
Não convertíveis 48 200.000 200.000
Dívidas a instituições de crédito 48 246.038 207.800
Adiantamentos de clientes 11.708 19.624
Empresas do grupo 16 1.840 269
Fornecedores de imobilizado, conta corrente 15 470 -
460.056 427.693
Dívidas a terceiros - Curto prazo:
Dívidas a instituições de crédito 48 17.013 2.100
Fornecedores, conta corrente 92.547 95.615
Empresas do grupo 16 1.710 1.709
Adiantamentos de clientes 32.918 15.798
Fornecedores de imobilizado, conta corrente 15 131 113
Estado e outros entes públicos 49 3.875 4.363
Outros credores 1.534 2.515
149.728 122.213
Acréscimos e Diferimentos:
Acréscimos de custos 50 17.641 9.858
Proveitos diferidos 50 63.596 64.062
Passivos por impostos diferidos 6 105 105
81.342 74.025
Total do passivo 692.915 625.371

Total do capital próprio e do passivo 1.008.138 937.279

(milhares de Euros)

O anexo faz parte integrante do balanço em 30 de Junho de 2006.

Junho 2006 Junho 2005
CUSTOS E PERDAS Notas
Custo das matérias consumidas 41 30.211 17.471
Fornecimentos e serviços externos 126.162 93.399
Custos com o pessoal:
Remunerações 27.897 26.283
Encargos sociais 7.713 6.916
35.610 33.199
Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo 10 1.815 1.969
Ajustamentos 21 276 25
Provisões 34 50 -
2.141 1.994
Impostos 1.435 595
Outros custos e perdas operacionais 397 237
(A) 195.956 146.895
Custos e perdas financeiros 45 24.511 18.610
(C) 220.467 165.505
Custos e perdas extraordinários 46 2.024 447
(E) 222.491 165.952
Imposto sobre o rendimento(G) 6 (4.336)218.155 1.928167.880
Resultado líquido do período 13.312 38.987
231.467 206.867
PROVEITOS E GANHOS
VendasPrestações de serviços 4444 142.89443.630 113.66632.297
186.524 145.963
Variação da produção 42 4.317 1.661
Trabalhos para a própria empresa 7 1
Proveitos suplementares(B) 1.798192.646 1.621149.246
Proveitos e ganhos financeiros 45 37.611 56.536
(D) 230.257 205.782
Proveitos e ganhos extraordinários 46 1.210 1.085
(F) 231.467 206.867

(milhares de Euros)

Resultados operacionais: (B) - (A) = (3.310) 2.351
Resultados financeiros: (D-B) - (C-A) = 13.100 37.926
Resultados correntes: (D) - (C) = 9.790 40.277
Resultados antes de impostos: (F) - (E) = 8.976 40.915
Resultado líquido do período: (F) - (G) = 13.312 38.987

O anexo faz parte integrante da demonstração dos resultados por naturezas para o semestre findo em 30 de Junho de 2006.

(milhares de Euros)

TEIXEIRA DUARTE - ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES, S.A.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (MONTANTES EXPRESSOS EM MILHARES DE EUROS)

1 - NOTA INTRODUTÓRIA

A Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. ("Teixeira Duarte" ou "Empresa") tem sede em Porto Salvo, foi constituída em 4 de Janeiro de 1934 e tem como actividade principal a Construção Civil e Obras Públicas.

As demonstrações financeiras anexas referem-se à Empresa em termos individuais, tendo os investimentos financeiros sido registados pelo método da equivalência patrimonial, tal como explicado na nota 3 c), infra.

A Empresa irá preparar e apresentar em separado demonstrações financeiras consolidadas nas quais vão ser incluídas demonstrações financeiras das empresas em que exerce o domínio da gestão.

As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano Oficial de Contabilidade para a apresentação de demonstrações financeiras individuais. As notas cuja numeração se encontra ausente deste anexo não são aplicáveis à Empresa, ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras anexas.

3 - BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS

As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, mantidos de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal.

Estas demonstrações financeiras reflectem as contas individuais da Empresa, preparadas nos termos legais conforme o artigo 246º do Código dos Valores Mobiliários. Embora os investimentos financeiros tenham sido registados pelo método da equivalência patrimonial, o que está de acordo com os princípios da contabilidade geralmente aceites, estas demonstrações financeiras somente incluem o efeito da consolidação dos resultados e capitais próprios das empresas participadas, mas não incluem o efeito da consolidação integral ao nível dos activos, passivos, proveitos e custos.

Na Nota 16 é apresentada informação financeira relativa às empresas do Grupo e associadas.

Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras anexas foram os seguintes:

a) Imobilizações incorpóreas

As imobilizações incorpóreas são referentes a trespasses correspondentes às diferenças apuradas na compra de participações financeiras, as quais são amortizadas no período expectável de recuperação dos investimentos e a despesas de instalação inerentes à constituição da Sucursal de Espanha.

b) Imobilizações corpóreas

As amortizações são calculadas, sobre o custo histórico ou reavaliado, a partir do ano de entrada em funcionamento ou início de utilização dos bens, de acordo com o método das quotas constantes. As taxas de amortização praticadas correspondem às seguintes vidas úteis estimadas:

Anos de vida útil
Edifícios e outras construções 10
Equipamento básico 4 a 8
Equipamento de transporte 4 a 7
Ferramentas e utensílios 4 a 7
Equipamento administrativo 3 a 10
Outras imobilizações corpóreas 1

c) Investimentos financeiros

Os investimentos financeiros em empresas do grupo e associadas são registados pelo método da equivalência patrimonial, sendo as participações inicialmente contabilizadas pelo custo de aquisição, o qual foi acrescido ou reduzido pela diferença entre esse custo de aquisição e o valor proporcional à participação nos capitais próprios dessas empresas, reportado à data de aquisição ou da primeira aplicação do método da equivalência patrimonial. As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos nessas empresas e o valor proporcional à participação da Empresa nos capitais próprios, à data de aquisição ou da primeira aplicação do referido método, foram registadas na rubrica "Ajustamentos de partes de capital", incluída nos capitais próprios, com excepção das diferenças apuradas na aquisição destas empresas, as quais foram registadas na rubrica "Trespasses".

De acordo com o método da equivalência patrimonial as participações financeiras são ajustadas pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos das empresas do grupo e associadas, por contrapartida de ganhos ou perdas financeiros do exercício, e por outras variações ocorridas nos seus capitais próprios, por contrapartida da rubrica "Ajustamentos de partes de capital". Adicionalmente, os dividendos recebidos destas empresas são registados como uma diminuição do valor dos investimentos financeiros.

Os investimentos financeiros em outras empresas participadas, outras aplicações financeiras e os empréstimos concedidos a empresas participadas encontram-se registados ao custo de aquisição ou ao valor nominal, o qual é inferior ao respectivo valor de mercado ou de recuperação.

Os rendimentos resultantes de investimentos financeiros em outras empresas participadas e em títulos e aplicações financeiras (dividendos) são registados na demonstração de resultados do exercício em que é decidida e anunciada a sua distribuição.

d) Existências

As matérias-primas, subsidiárias e de consumo encontram-se valorizadas ao custo de aquisição, o qual é inferior ao respectivo valor de mercado, utilizando-se o custo médio como método de custeio.

Os produtos e trabalhos em curso encontram-se valorizados ao custo de produção, que inclui o custo dos materiais incorporados, mão-deobra directa e gastos gerais.

e) Títulos negociáveis

Na sequência do processo de reorganização das participações financeiras do grupo, iniciado no exercício findo em 31 de Dezembro de 2004, a participação no Fundo de Investimento Imobiliário Fechado TDF, anteriormente registada em "Investimentos financeiros", foi reclassificada em "Títulos negociáveis" (Nota 17), visto que se aguarda a conclusão do seu processo de alienação para dentro do grupo. Deste modo, entendeu-se por mais adequado manter o método de contabilização aplicado às empresas do grupo e associadas mencionado na alínea c).

f) Reconhecimento dos proveitos e custos relativos a obras em curso

Para o reconhecimento dos proveitos e custos das obras em curso, foi adoptado o método da percentagem de acabamento. De acordo com este método, no final de cada exercício, os custos e proveitos relacionados com obras em curso são reconhecidos na demonstração dos resultados do exercício em função do critério da percentagem de acabamento das obras, o qual é determinado pela comparação e aplicação do menor dos rácios obtido entre os custos incorridos até à data e os custos totais estimados e os proveitos incorridos até à data e os proveitos totais estimados.

São diferidos proveitos de obras de acordo com a legislação aplicável, que se destinam a cobrir eventuais custos a incorrer no período de garantia das obras, bem como eventuais perdas estimadas em obras em curso.

g) Ajustamentos a dívidas de cobrança duvidosa

O ajustamento para dívidas a receber foi calculado com base na avaliação das perdas estimadas pela não cobrança das contas a receber de clientes e outros devedores (Notas 21 e 23).

h) Provisões

As provisões destinam-se a cobrir responsabilidades decorrentes da actividade da Empresa e perdas em empresas participadas com capitais próprios negativos (Nota 34).

i) Trabalhos para a própria empresa

Os trabalhos para a própria empresa correspondem essencialmente aos custos associados à execução e reparação de equipamentos próprios e incluem custos com materiais, mão-de-obra directa e gastos gerais.

j) Especialização de exercícios

As receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual estas são reconhecidas à medida em que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de "Acréscimos e diferimentos" (Nota 50).

k) Resultados em Agrupamentos Complementares de Empresas

Conforme disposto na Directriz Contabilística nº 24, a Empresa não integrou nas suas demonstrações financeiras a proporção dos activos, passivos, proveitos e custos relativos aos Agrupamentos Complementares de Empresas ("ACE") em que participa, reconhecendo contudo, através do método da equivalência patrimonial a sua proporção nos capitais próprios e resultados desses ACE.

l) Saldos e transacções expressas em moeda estrangeira

Todos os activos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para Euros às taxas de câmbio vigentes em 30 de Junho de 2006 (Nota 4). As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transacções e as vigentes na data das cobranças, pagamentos, ou à data do balanço, foram registadas como proveitos e custos na demonstração dos resultados do exercício.

m) Impostos diferidos

Os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação.

Os activos e passivos por impostos diferidos são calculados e periodicamente avaliados utilizando as taxas de tributação que se espera estarem em vigor à data da reversão das diferenças temporárias.

Os activos por impostos diferidos são registados unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para os utilizar. Na data de cada balanço é efectuada uma reapreciação das diferenças temporárias subjacentes aos activos por impostos diferidos no sentido de os reconhecer ou ajustar, em função da expectativa actual da sua recuperação futura.

4 - COTAÇÕES EM MOEDA ESTRANGEIRA

Em 30 de Junho de 2006 foram utilizadas as seguintes taxas de câmbio, para converter para Euros os principais activos e passivos expressos em moeda estrangeira:

Dólar Americano (USD) 1,2713
Bolívar Venezuelano (VEB) 2.729,8600
Pataca Macaense (MOP) 10,1707
Kwanza Angolano (AON) 100,8448
Metical Moçambicano (MZM) 32.876,2000
Dinar Argelino (DZD) 92,9130

6 - IMPOSTOS

A Empresa encontra-se sujeita ao Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC) à taxa de 25%, que pode ser incrementada pela Derrama até à taxa máxima de 10%, resultando uma taxa de imposto agregada de 27,5%.

A Empresa (enquanto sociedade dominante) e algumas das suas participadas (localizadas em Portugal e onde a percentagem de participação é igual ou superior a 90%) encontra-se sujeita, por opção, ao Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades, previsto no artigo 63º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas.

De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (dez anos para a Segurança Social até 2000, inclusive, e cinco anos a partir de 2001), excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos em que, dependendo das circunstâncias os prazos são prolongados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais da Empresa dos anos de 2002 a 2005 poderão vir ainda a ser sujeitas a revisão. O Conselho de Administração entende que eventuais correcções resultantes de revisões e inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos, não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras em 30 de Junho de 2006.

Nos termos do artigo 81º do Código do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas, a Empresa encontra-se sujeita adicionalmente a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo mencionado.

O encargo de imposto registado no semestre findo em 30 de Junho de 2006 corresponde essencialmente a:

Base fiscal Imposto
Resultado antes de imposto 8.976
Diferenças permanentes (26.161)
Diferenças temporárias 109
(17.079)
Tributações autónomas 361
Imposto corrente (Nota 49) 361
Imposto corrente 361
Imposto diferido (4.697)
Encargo do semestre (4.336)

As diferenças permanentes incluem, essencialmente, a anulação dos efeitos da equivalência patrimonial e a amortização dos trespasses.

Todas as situações que possam vir a afectar significativamente os impostos futuros encontram-se relevadas por via da aplicação dos normativos dos impostos diferidos.

Os movimentos ocorridos no semestre, em resultado da adopção deste normativo, quanto à sua natureza e impacto são como se segue:

Saldo Efeito Saldo
inicial no semestre final
Activos por impostos diferidos:
Prejuizos fiscais reportáveis 1.291 4.697 5.988
Passivos por impostos diferidos:Mais-valias fiscais com tributação diferida 105 - 105

7 - NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2006, o número médio de empregados ao serviço da Empresa foi de 1.690 pessoas.

9 - AMORTIZAÇÃO DE "TRESPASSES" PARA ALÉM DE CINCO ANOS

O trespasse apurado na aquisição de uma participação financeira na Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. está a ser amortizado, conforme previsto na Directriz Contabilística nº 1/91, durante um período de 20 anos tendo em conta a expectativa de retorno do referido investimento (nota 10).

10 - MOVIMENTO DO ACTIVO IMOBILIZADO

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2006, o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas, imobilizações corpóreas e investimentos financeiros, bem como nas respectivas amortizações acumuladas, foi o seguinte:

Activo bruto
Rubricas Saldo Aumentos Alienações Equivalência Transferências/ Saldo
inicial patrimonial abates final
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação - 22 - - - 22
Trespasses 254.446 - (23.672) - - 230.774
254.446 22 (23.672) - - 230.796
Imobilizações corpóreas:
Edifícios e outras construções 4.304 28 (1) - - 4.331
Equipamento básico 47.359 2.553 (1.515) - (58) 48.339
Equipamento de transporte 4.729 106 (286) - (36) 4.513
Ferramentas e utensílios 22.079 150 - - (31) 22.198
Equipamento administrativo 15.508 897 - - (2) 16.403
Outras imobilizações corpóreas 164 - - - - 164
Imobilizações em curso - 583 - - - 583
94.143 4.317 (1.802) - (127) 96.531
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresas do grupo 160.930 - - 15.716 - 176.646
Partes de capital em empresas associadas 12.327 - - 1.225 - 13.552
Empréstimos a empresas associadas 20.955 - - - - 20.955
Títulos e outras aplicações financeiras 102.734 - (9.014) (1.318) - 92.402
Outros empréstimos 2.118 - - - (901) 1.217
299.064 - (9.014) 15.623 (901) 304.772

Amortizações

Rubricas Saldoinicial Aumentos Alienações Abates Saldofinal
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação - 1 - - 1
Trespasses (Nota 45) 63.612 5.769 (5.918) - 63.463
63.612 5.770 (5.918) - 63.464
Imobilizações corpóreas:
Edifícios e outras construções 3.735 115 (1) - 3.849
Equipamento básico 44.991 709 (1.515) (56) 44.129
Equipamento de transporte 4.555 41 (286) (36) 4.274
Ferramentas e utensílios 20.882 301 - (29) 21.154
Equipamento administrativo 13.187 648 - (1) 13.834
Outras imobilizações corpóreas 164 - - - 164
87.514 1.814 (1.802) (122) 87.404
Investimentos financeiros:
Títulos e outras aplicações financeiras 5 1 - - 6

A diminuição verificada durante o semestre findo em 30 de Junho de 2006, na rubrica "Imobilizações incorpóreas" resulta de:

Alienação de parte da participação na Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. 23.672
A diminuição verificada durante o semestre findo em 30 de Junho de 2006, na rubrica "Investimentos financeiros" resulta de:
- Títulos e outras aplicações financeiras:Alienação de parte da participação na Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. 9.013
As transferências verificadas durante o semestre findo em 30 de Junho de 2006, na rubrica "Investimentos financeiros" resulta de:
- Outros empréstimos:
Reembolso de prestações acessórias na Lusoponte - Concessionária para a Travessia do Tejo, S.A. 828
Transferência para suprimentos na MTS - Metro, Transportes do Sul, S.A. 74
902

As amortizações dos "Trespasses" encontram-se registadas na demonstração dos resultados na rubrica "Custos e perdas financeiros" (Nota 45).

Os ajustamentos registados nas rubricas de investimentos financeiros no semestre findo em 30 de Junho de 2006, em consequência da aplicação do método da equivalência patrimonial, resultam das seguintes situações:

Ganhos/perdas(Nota 45) Dividendosrecebidos Ajustamentospartes capital Total
Partes de capital em empresas do grupo:
Teixeira Duarte - Gestão de Participações e Investimento Imobiliários, S.A. 8.686 - 2.637 11.323
Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Macau), Lda. 6 - (5) 1
Epos - Empresa Portuguesa de Obras Subterrâneas, Lda. 141 (100) (75) (34)
Somafel - Engenharia e Obras Ferroviárias, S.A. 85 (120) (48) (83)
TDF - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. 54 (204) (21) (171)
Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Moçambique), Lda. 45 - (247) (202)
Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Angola), Lda. 6.750 - (2.796) 3.954
Avenida - Empreendimentos Turísticos e Hoteleiros, Lda. 396 - (50) 346
G.S.C. - Compañia General de Servicios y Construcción, S.A. 478 - - 478
BEL-ere - Engenharia Reabilitação Estruturas, S.A. 164 - (48) 116
LagoasFut - Equipamento Recreativo e Desportivo, S.A. (12) - - (12)
16.793 (424) (653) 15.716
Partes de capital em empresas associadas:
Scutvias - Autoestradas da Beira Interior, S.A. 3.587 (2.362) - 1.225
Partes de capital em outras empresas:
Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. 8.957 (9.690) 230 (503)
TDO - Investimento e Gestão, Lda. 7 - - 7
Acestrada - Construção de Estradas, ACE 7 - - 7
Três Ponto Dois - Trabalhos Gerais de Construção Civil, Via e Catenária de Mod. da Linha do Norte, ACE 19 (848) - (829)
8.990 (10.538) 230 (1.318)
29.370 (13.324) (423) 15.623

15 - IMOBILIZADO EM REGIME DE LOCAÇÃO FINANCEIRA

No semestre findo em 30 de Junho de 2006, a empresa utilizava os seguintes bens em regime de locação financeira:

Valor deaquisição Amortizaçãoacumulada Valorlíquido Capitalem dívida
144 43 101 103
552 56 496 498
696 99 597 601

16 - EMPRESAS DO GRUPO, ASSOCIADAS E PARTICIPADAS

Em 30 de Junho de 2006, os investimentos financeiros em empresas do grupo e associadas, bem como a principal informação financeira respeitante às mesmas era como segue:

Firma/Sede Capital Resultados Percentagem Valor da
próprio líquidos participação participação
Partes de capital em empresas do grupo:Teixeira Duarte - Gestão de Participações e Investimentos Imobiliários, S.A.Edifício 2, Lagoas Park - Porto Salvo 120.696 8.686 100,00% 120.696
Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Macau), Lda.Av. Praia Grande, 693 - Edifício Tai Wha, 8º A - B - Macau 79 8 80,00% 63
Epos - Empresa Portuguesa de Obras Subterrâneas, Lda.Edifício 1, Lagoas Park - Porto Salvo 6.683 283 50,00% 3.342
Tegaven - Teixeira Duarte y Asociados, CA (a)Av. Este, 6 - Edif. Centro Parque Carabobo,Piso 6, Of. 601 - Caracas - Venezuela 1.338 (268) 17,04% 228
Somafel - Engenharia e Obras Ferroviárias, S.A.Edifício 1, Lagoas Park - Porto Salvo 25.601 141 60,00% 15.361
TDF - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A.Edifício 2, Lagoas Park - Porto Salvo 2.089 135 40,00% 836
Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Moçambique), Lda.Av. Vinte e Quatro de Julho, nº 141 - Maputo - Moçambique 7.466 105 43,00% 3.210
Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Angola), Lda.R. Amilcar Cabral, nº 27 C - Luanda - Angola 26.759 8.437 80,00% 21.407
Avenida - Empreendimentos Turísticos e Hoteleiros, Lda.Av. Vinte e Quatro de Julho, nº 141 - Maputo - Moçambique 1.074 495 80,00% 859
G.S.C. - Compañía General de Servicios y Construcción, S.A.Rua Pintor Juan Gris, 5 - Madrid - Espanha 6.943 478 100,00% 6.943
Bel-ere, Engenharia e Reabilitação de Estruturas, S.A.Edifício 1, Lagoas Park - Porto Salvo 3.701 164 100,00% 3.701
LagoasFut - Equipamento Recreativo e Desportivo, S.A.Edifício 2, Lagoas Park - Porto Salvo (18) (44) 47,00% -
176.646
Empresas Associadas:
Scutvias - Autoestradas da Beira Interior, S.A.Rua da Senhora do Porto, nº 930 - Porto 67.760 17.934 20,00% 13.552
SATU Oeiras - Sistema Automático Transporte Urbano, E.M. (b)Edificio Paço de Arcos E.N. 249/3 Paço de Arcos - Oeiras (3.253) (1.498) 49,00% -13.552

a) Dados relativos ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2005.

b) Na aplicação do método da equivalência patrimonial, ao valor do capital próprio foi deduzido o valor das prestações acessórias no montante de 20.955 milhares de Euros.

Em 30 de Junho de 2006, a rubrica "Títulos e outras aplicações financeiras" tinha a seguinte composição:

86.822
1.875
1.006
670
455
198
91.026
1.147
19
51
50
1
1.268
108
92.402

(a) A participação da Empresa nos Agrupamentos Complementares de Empresas supra indicados resultou da apropriação, na proporção da sua participação, dos resultados acumulados dessas entidades reportados a 30 de Junho de 2006, tal como indicado na Nota 3 k).

Em 30 de Junho de 2006 os empréstimos concedidos a empresas do grupo e outras empresas participadas, correspondiam a prestações acessórias concedidas às seguintes entidades:

SATU Oeiras - Sistema Automático Transporte Urbano, E.M. 20.955
Lusoponte - Concessionária para a Travessia do Tejo, S.A.MTS - Metro, Transportes do Sul, S.A. 1.103114
1.217

As prestações acessórias, conforme disposto na legislação comercial, só poderão ser reembolsadas pelas empresas a quem foram concedidas quando, após o seu pagamento, os respectivos capitais próprios não forem inferiores à soma do capital com a reserva legal.

Saldos e transacções com empresas do grupo

Os saldos em 30 de Junho de 2006 com empresas do grupo e relacionadas eram como segue:

Empresas do grupo Clientes, Dívidas de Outros Fornecedores, Dívidas a Outros
conta corrente empresas do grupo devedores conta corrente empresas do grupo credores
Angoimo, Lda 35.283 - 708 6.881 - -
Avenida, Lda 981 97 - 1 - -
BEL-ere, S.A. 303 172 - 1.805 5 -
Epos, Lda 148 100 - 8.481 - -
Eurogtd, S.A. - - - 1.545 - -
Fundo Inv. Imob. Fechado TDF 5.752 - - - - -
G.P.C.I.E, ACE 317 - - 179 - -
GSC, S.A. 95 2.550 - 17 - -
Alvalade, Lda. 5.339 - - - - -
Máxi, Lda. 1.187 - - - - -
Metroligeiro, ACE 564 - 3 298 - -
Metropaço, ACE 1.878 - 1 1.309 - -
MTS, S.A. - 608 - 12 - -
Petrin, S.A. 24 - - 718 45 -
SATU Oeiras, E.M. 15 1.525 - - - 123
Scutvias, S.A. 82 4.736 - - - -
Serafim L. Andrade, S.A.R.L. 583 - - 1 - -
Somafel, S.A. 549 - - 567 - -
TDA - Com. Indústria, Lda. 1.860 - - - - -
TDGI, S.A. 72 201 - 716 2 -
T.D.-G.P.I.I., S.A. 8.854 245.605 - 182 1.440 -
T.D. (Sucursal Moçambique), S.A. - - - - 1.741 -
T.D. (Moçambique), Lda. 2.508 30 - 1 - -
T.D. (Sucursal Angola), S.A. - 22.944 - - - -
Três Ponto Dois, ACE 27 - - 885 - -
V8, S.A. 1.945 - - - 1 -
Vauco, Lda. 1.089 - - - - -
Outros 1.958 1.475 255 554 316 12
Totais 71.413 280.043 967 24.152 3.550 135

No semestre findo em 30 de Junho de 2006, as transacções com empresas do grupo foram como segue:

Empresas do grupo Compras de Custo dasImobilizado mercadorias Forn. serv.externos Custos e perdasextraordinários Vendas Prestaçãoserviços Proveitossuplementares Prov. e ganhosfinanceiros
Angoímo, Lda. - 44 - - 4.161 2.660 - -
BEL-ere, S.A. - - 531 - 231 254 112 -
Cimpor Betão Indústria Betão Pronto, S.A. - 698 - - - - - -
Cimpor Indústria de Cimentos, S.A. - 242 - - 15 - - -
Epos, Lda. - - 10.538 - - 122 - 434
Eurogtd, S.A. 71 - 599 - - 25 55 -
Eva, S.A. - - 2 - 666 21 - -
Fundo Inv. Imob. Fechado TDF - - 9 - 4.754 - - -
GSC, S.A. - - 16 - - 95 - 21
Alvalade, S.A. - - - - 175 197 - -
Máxi, Lda. - - - - 220 208 - -
Metro de Superfície, ACE - - 580 - - 65 1 -
Metroligeiro, ACE - - 244 - 737 134 20 28
Metropaço, ACE 8 - 419 - 1.047 128 30 4
Petrin, S.A. - 66 2.436 - 8 119 1 -
SATU Oeiras, E.M. - - 1 - 4 - - 627
Scutvias, S.A. - - - - - 91 - 387
Serafim L. Andrade, S.A.R.L. - - - - 406 231 - -
Somafel, S.A. - - 188 178 4 83 321 -
TDE, S.A. - - 74 - 203 36 - -
TD Via, S.A. - - - - 1.470 30 - -
TDA - Com. Indústria, Lda. - - - - 21 277 - -
TDGI, Lda. - - - - - 148 - -
TDGI, S.A. - - 691 - - 163 7 -
T.D. - G.P.I.I., S.A. - - 1.398 - 6.947 223 248 3.593
T.D. (Moçambique), Lda. - - - - 1.217 425 - -
Três Ponto Dois, ACE - - 182 255 - 26 59 -
V.T.D., S.A. 20 - 12 - - 75 64 -
V8, S.A. - - - - 2.915 58 - -
Vauco, Lda. - - - - 77 81 - -
Outros - 4 129 - 155 453 26 36
Totais 99 1.054 18.049 433 25.433 6.428 944 5.130

Os valores de contas a receber de empresas participadas sediadas em Angola, bem como o investimento financeiro nessas empresas, ascendem em 30 de Junho de 2006 a, aproximadamente, 164.000 milhares de Euros. Os valores a receber de terceiros sediados nesse país estão adequadamente cobertos por provisões constituídas.

Nas operações comerciais bem como nas operações financeiras, efectuadas entre a Empresa e qualquer outra entidade, sujeita ou não a IRC, com a qual esteja em situação de relações especiais, são contratados, aceites e praticados termos ou condições substancialmente idênticos aos que normalmente seriam contratados, aceites e praticados entre entidades independentes em operações comparáveis.

Para atestar o mais elevado grau de comparabilidade entre as referidas operações e as que são praticadas em situações normais de mercado ou de ausência de relações especiais, a Empresa adopta os seguintes métodos:

  • Partilha de custos;
  • Preço comparável de mercado; e
  • Custo majorado.

17 - PARTICIPAÇÃO INCLUÍDA NA RUBRICA "TÍTULOS NEGOCIÁVEIS"

Em 30 de Junho de 2006, a rubrica "Outros títulos negociáveis" tinha a seguinte composição:

Participação Quantidade % Valor Valor
títulos detidos Participação nominal balanço/mercado
Fundo de Investimento Imobiliário Fechado TDF 3.622.800 60,38% 18.070 55.311

21 - AJUSTAMENTOS A RUBRICAS DO ACTIVO CIRCULANTE

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2006, ocorreram os seguintes movimentos nos saldos das rubricas de ajustamentos:

Rubricas Saldo Reforço Saldo
inicial final
Dívidas de terceiros
Dívidas de cobrança duvidosa 34.693 276 34.969
Outros devedores 2.216 - 2.216
36.909 276 37.185

23 - DÍVIDAS DE COBRANÇA DUVIDOSA

Em 30 de Junho de 2006, existiam dívidas classificadas como de cobrança duvidosa nos montantes de 35.899 milhares de Euros em clientes de cobrança duvidosa e 2.216 milhares de Euros em outros devedores. Estas dívidas encontram-se ajustadas com base nas expectativas de perda pela não cobrança dessas contas a receber, tendo sido registados ajustamentos para essas dívidas de 34.969 milhares de Euros e 2.216 milhares de Euros, respectivamente (Nota 21).

31 - COMPROMISSOS FINANCEIROS ASSUMIDOS E NÃO INCLUÍDOS NO BALANÇO

Em 30 de Junho de 2006, estavam vigentes contratos de factoring sem direito de regresso, os quais foram registados como redução de contas a receber, no montante de 145.651 milhares de Euros. De acordo com as condições contratuais, a responsabilidade da Empresa restringe-se, essencialmente, à garantia de aceitação por parte dos clientes das facturas objecto de factoring.

Em 30 de Junho de 2006, a Empresa possuía responsabilidades por letras descontadas e não vencidas no montante de 557 milhares de Euros.

32 - GARANTIAS PRESTADAS

Em 30 de Junho de 2006, a Empresa tinha prestado garantias bancárias e seguros caução a clientes para efeito de concursos, adiantamentos já recebidos e como garantia de boa execução de obras no montante de, respectivamente 130.743 milhares de Euros e 47.201 milhares de Euros.

Para garantia de contrato mútuo, no valor de 200.000 milhares de Euros, outorgado pela participada Teixeira Duarte - Gestão de Participações e Investimentos Imobiliários, S.A., a Empresa deu em penhor à Caixa Geral de Depósitos, 45.000.000 acções da Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A..

Adicionalmente, a Empresa tem garantias prestadas a empresas do grupo, sob a forma de avales bancários, nos seguintes montantes:

Teixeira Duarte - Gestão de Participações e Investimentos Imobiliários, S.A.Bonaparte - Imóveis Comerciais e Participações, S.A.Tedal - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A.Teixeira Duarte International, LTD.USD40.000.000TDE - Empreendimentos Imobiliários, S.A.G.S.C. - Compañía General de Servicios y Construcción, S.A.TDO - Investimento e Gestão, Lda.USD25.000.000Petrin - Petróleos e Investimentos, S.A. / PTG - SGPS, S.A.TD Via - Sociedade Imobiliária, S.A.Avenida - Empreendimentos Turísticos e Hoteleiros, Lda.USD9.000.000VTD - Veículos Automóveis, S.A.Rochaoriental - Sociedade Hoteleira, S.A.Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Moçambique), Lda.USD6.550.000Metroligeiro - Construção de Infraestruturas, ACE Milhares de Euros
48.423
43.538
32.422
31.464
29.930
29.317
19.665
10.000
8.996
7.079
6.266
6.070
5.152
5.000
Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Angola), Lda.USD5.330.000 4.193
EVA - Sociedade Hoteleira, S.A. / Sinerama - Organizações Turísticas e Hoteleiras, S.A. 2.494
Petrin - Petróleos e Investimentos, S.A. 1.748
Recolte - Recolha, Tratamento, Eliminação de Resíduos, S.A. 1.515
BEL-ere, Engenharia e Reabilitação de Estruturas, S.A. 1.500
Fundo de Investimento Imobiliário Fechado TDF 1.247
Alpinus - Sociedade Hoteleira, S.A. 1.199
Quinta do Cravel - Imobiliária, S.A. 1.000
Somafel - Engenharia e Obras Ferroviárias, S.A. 1.000
OFM - Obras Públicas, Ferroviárias e Marítimas, S.A. 1.000
Esta - Gestão de Hotéis, S.A. 998
Angoímo - Empreendimentos e Construções, Lda.USD1.000.000 787
TDA - Comércio e Indústria, LdaUSD1.000.000 787
TDF - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. 503
EVA - Sociedade Hoteleira, S.A. 249
Sociedade Hotel Tivoli, Lda.USD300.000 234
TDGI - Tecnologia de Gestão de Imóveis, S.A. 150
CPE - Companhia de Parques de Estacionamento, S.A. 150
Parcauto - Sociedade Imobiliária, S.A. 100
Mercapetro - Produtos Petrolíferos, S.A. 100
Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Moçambique), Lda.MZM3.000.000.000 91
V8 - Gestão Imobiliária, S.A. 50
304.417

34 - MOVIMENTO OCORRIDO NAS PROVISÕES

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2006, ocorreram os seguintes movimentos nos saldos das rubricas de provisões:

Rubricas Saldoinicial Aumento Redução(Nota 46) Saldofinal
Provisões para impostos - 50 - 50
Outras provisões 1.440 775 (476) 1.739

O aumento das provisões para impostos resulta do montante de imposto apurado nas inspecções fiscais realizadas sobre os exercícios de 2003 e 2004.

O aumento de outras provisões inclui o montante de 742 milhares de Euros correspondentes à participação em perdas do exercício de empresas participadas (Nota 45).

A redução de outras provisões é relativa a despesas com pessoal provisionadas no exercício anterior, as quais, face a alterações no critério de pagamento destas, deixaram de existir.

36 - COMPOSIÇÃO DO CAPITAL

Em 30 de Junho de 2006, o capital da Empresa encontra-se totalmente subscrito e realizado, sendo composto por 420.000.000 acções com o valor nominal de cinquenta cêntimos de Euro cada.

37 - PARTICIPAÇÃO NO CAPITAL SUBSCRITO DE CADA UMA DAS PESSOAS COLECTIVAS QUE NELE DETENHAM PELO MENOS 20%

Em 30 de Junho de 2006, as participações no capital da Empresa acima dos 20% eram como segue:

Accionista Nº Acções % de participação
TDG - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. 161.000.000 38,33%

40 - VARIAÇÃO NAS RUBRICAS DE CAPITAL PRÓPRIO

O movimento ocorrido nas outras rubricas de capital próprio durante o semestre findo em 30 de Junho de 2006, foi como segue:

Rubricas Saldo Aumentos Diminuições Transferências Saldo
inicial final
Capital 210.000 - - - 210.000
Ajustamento de partes de capital em filiais e associadas:
Ajustamentos de transição 12.092 - - - 12.092
Lucros não atribuídos 93.807 - - - 93.807
Outras variações nos capitais próprios (60.215) 2.874 (3.318) - (60.659)
Reserva legal 9.200 - - 3.400 12.600
Reservas livres 68.353 - - 52.457 120.810
Resultados transitados:
Resultados transitados 6.121 - - 947 7.068
Lucros não atribuídos (93.807) - - - (93.807)
Resultado líquido do período 66.357 13.312 - (66.357) 13.312
311.908 16.186 (3.318) (9.553) 315.223

Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas

A variação verificada nesta rubrica resulta de variações nos capitais próprios das empresas do grupo e associadas, que não as motivadas pelo resultado do exercício.

Reserva legal

A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da Empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.

Aplicação de resultados de 2005

Em reunião de Assembleia Geral de Accionistas realizada em 05 de Maio de 2006 foram aprovadas as demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de Dezembro de 2005, tendo sido deliberada a seguinte aplicação de resultados:

Exercício de 2005
6.300
4.200
3.400
52.457
66.357

41 - CUSTO DAS MATÉRIAS CONSUMIDAS

O custo das matérias consumidas no semestre findo em 30 de Junho de 2006, foi determinado como segue:

Existências iniciais 2.003
Compras 30.194
Regularização de existências -
Existências finais (1.986)
30.211

42 - VARIAÇÃO DA PRODUÇÃO

A demonstração da variação da produção ocorrida no semestre findo em 30 de Junho de 2006, é como segue:

Produtos acabadose intermédios Produtos e trabalhosem curso
Existências finais 1.954 17.305
Regularização de existências - -
Existências iniciais (1.975) (12.967)
Diminuição / Aumento no semestre (21) 4.338

43 - REMUNERAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS SOCIAIS

As remunerações atribuídas aos membros dos órgãos sociais no semestre findo em 30 de Junho de 2006, foram respectivamente:

Fixas Variáveis Totais
443 889 1.332
57 148 205
22 - 22
522 1.037 1.559

44 - VENDAS E PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS POR ACTIVIDADE E MERCADOS GEOGRÁFICOS

As vendas e prestações de serviços no semestre findo em 30 de Junho de 2006, distribuem-se da seguinte forma:

Mercados
Interno Externo Total
Vendas 124.741 18.153 142.894
Prestações de serviços 2.106 41.524 43.630
126.847 59.677 186.524

45 - DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS FINANCEIROS

Os resultados financeiros dos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, têm a seguinte composição:

Custos e perdas Semestres Proveitos e ganhos Semestres
2006 2005 2006 2005
Juros suportados 9.360 7.257 Juros obtidos 5.390 1.465
Perdas em empresas do grupo e associadas 12 663 Ganhos em empresas do grupo e associadas (b) 30.316 48.111
Amortizações Investimentos em Imóveis 1 1 Rendimentos de Imóveis 20 20
Provisões para aplicações financeiras (Nota 34) 742 - Rendimentos de participação de capital 448 981
Diferenças de câmbio desfavoráveis 6.307 1.216 Diferenças de câmbio favoráveis 517 5.443
Custos com emissão de obrigações 707 707 Descontos de pronto pagamento obtidos 428 479
Outros custos e perdas financeiros (a) 7.382 8.766 Outros proveitos e ganhos financeiros 492 37
24.511 18.610
Resultados financeiros 13.100 37.926
37.611 56.536 37.611 56.536

(a) Esta rubrica inclui o montante de 5.769 milhares de Euros referente à amortização dos trespasses (Nota 10).

(b) Esta rubrica inclui o montante de 934 milhares de Euros referente à aplicação do método da equivalência patrimonial na valorização do Fundo de Investimento Imobiliário Fechado TDF.

46 - DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS

Os resultados extraordinários dos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, têm a seguinte composição:

Custos e perdas Semestres Proveitos e ganhos Semestres
2006 2005 2006 2005
Donativos 40 18 Ganhos em existências 11 2
Perdas em existências 7 1 Ganhos em imobilizações 275 563
Perdas em imobilizações 1.292 18 Benefícios de penalidades contratuais 432 258
Multas e penalidades 25 - Reduções de provisões (Nota 34) 476 -
Correcções relativas a exercícios anteriores - 71 Indemnizações 5 -
Insuficiência da estimativa para impostos - 8 Outros proveitos e ganhos extraordinários 11 262
Outros custos e perdas extraordinários 660 331
2.024 447
Resultados extraordinários (814) 638
1.210 1.085 1.210 1.085

48 - EMPRÉSTIMOS OBTIDOS

Em 30 de Junho de 2006, a rubrica "Empréstimos por obrigações - não convertíveis" respeita aos seguintes empréstimos por obrigações:

  • Um empréstimo obrigacionista no montante de 120.000 milhares de Euros, com emissão em 29 de Março de 2004, por um período de 5 anos, correspondentes a 2.400.000 obrigações, não convertíveis, ao valor nominal de 50 Euros cada, remunerando juros semestral e postecipadamente, a uma taxa indexada à Euribor a seis meses acrescida de 0,875%. O reembolso é efectuado numa única prestação, em 29 de Março de 2009.

  • Um empréstimo obrigacionista no montante de 80.000 milhares de Euros, com emissão em 12 de Maio de 2004, por um período de 5 anos, correspondentes a 1.600.000 de obrigações, não convertíveis, ao valor nominal de 50 Euros cada, remunerando juros semestral e postecipadamente a uma taxa indexada à Euribor a seis meses acrescida de 0,875%. O reembolso é efectuado numa única prestação, em 12 de Maio de 2009.

Em 30 de Junho de 2006, a rubrica "Dívidas a instituições de crédito", a médio/longo prazo, respeita aos seguintes empréstimos:

  • Um empréstimo no montante de 130.000 milhares de Euros, contratado junto do Banco Comercial Português, vencendo juros à taxa Euribor a noventa dias acrescidos de 1%. O capital será amortizado em oito prestações semestrais, iguais e sucessivas, no valor de 16.250 milhares de Euros cada, vencendo-se a primeira em 30 Junho de 2007 e a última em 31 de Dezembro de 2010. A primeira prestação está considerada no balanço a curto prazo uma vez que o seu prazo de vencimento é inferior a um ano.

  • Um programa grupado de emissões de papel comercial, por subscrição particular contratado em 14 de Outubro de 2005 com o Banco Comercial Português, no montante global de 150.000 milhares de Euros, no qual tomam parte a Empresa e a sua associada Teixeira Duarte - Gestão de Participações de Investimentos Imobiliários, S.A., pelos montantes de 27.800 milhares de Euros e 122.200 milhares de Euros, respectivamente. A participação de cada sociedade no programa poderá ser variável em cada uma das utilizações do programa, tendo a Empresa que participar, no mínimo, com 10% do valor total. Estão contratadas dezasseis emissões semestrais e sucessivas pelo valor nominal total do programa, vencendo juros semestrais e postecipadamente a uma taxa indexada à Euribor a seis meses acrescida de 0,875% e determinada em função da data de realização do leilão, procedendo-se ao reembolso da última emissão a 14 de Outubro de 2013.

  • Um programa grupado de emissões de papel comercial contratado em 16 de Dezembro de 2005 com o Banco Espirito Santo, no montante utilizado de 50.000 milhares de Euros, no qual tomam parte a Empresa e a sua associada Teixeira Duarte - Gestão de Participações de Investimentos Imobiliários, S.A., estando a totalidade em utilização pela Empresa. A participação de cada sociedade em cada programa poderá ser variável em cada uma das utilizações. O programa tem uma duração de cinco anos menos um dia, a contar da data de assinatura do contrato, os juros vencem-se antecipada e semestralmente, sendo a taxa de intervenção indexada à Euribor de um a seis meses acrescidos de 0,25% e determinada em função da data de realização de cada leilão.

  • Um programa grupado de emissões de papel comercial, por subscrição particular contratado em 6 de Janeiro de 2006 com o Banco Comercial Português, no montante utilizado de 25.000 milhares de Euros, no qual tomam parte a Empresa e a sua associada Teixeira Duarte - Gestão de Participações de Investimentos Imobiliários, S.A., pelos montantes de 2.500 milhares de Euros e 22.500 milhares de Euros, respectivamente. A participação de cada sociedade no programa poderá ser variável em cada uma das utilizações do programa, tendo a Empresa que participar, no mínimo, com 10% do valor total. O programa tem uma duração de cinco anos, a contar da data de assinatura do contrato, os juros vencem-se postecipada e semestralmente, sendo a taxa de intervenção indexada à Euribor de um a seis meses por leilão competitivo ou 7 a 180 dias por colocação directa, acrescida de 0,4% e determinada em função da data de realização de cada leilão, procedendo-se ao reembolso da ultima emissão a 6 de Janeiro de 2011.

  • Um programa grupado de emissões de papel comercial contratado em 14 de Fevereiro de 2006 com o Banco Comercial Português, no montante global de 50.000 milhares de Euros, no qual tomam parte a Empresa e a sua associada Teixeira Duarte - Gestão de Participações de Investimentos Imobiliários, S.A., estando a totalidade em utilização pela Empresa. A participação de cada sociedade em cada programa poderá ser variável em cada uma das utilizações do programa, tendo a Empresa que participar no mínimo, com 10% do valor total. Estão contratadas dezasseis emissões semestrais e sucessivas pelo valor nominal total do programa, vencendo juros semestrais e postecipadamente a uma taxa indexada à Euribor a seis meses acrescida de 0,875% e determinado em função da data de realização de cada leilão, procedendo-se ao reembolso da última emissão a 14 de Fevereiro de 2014.

  • Um contrato de cessão de créditos celebrado com o Banco Comercial Português no montante de 1.987 milhares de Euros, celebrado em 30 de Maio de 2006. A Empresa assume o risco de não pagamento dos créditos cedidos trinta dias após a data limite de pagamento, que ocorre em 30 de Junho de 2008. Os encargos com esta operação são de conta do cliente.

As "Dívidas a instituições de crédito", a curto prazo, vencem juros a taxas normais de mercado.

49 - ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

Em 30 de Junho de 2006, os saldos com estas entidades tinham a seguinte composição:

Saldos devedores:Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas - IRC:Imposto estimado (480)
Pagamentos por conta 2.169
Retenções na fonte 31.692
Imposto sobre o Valor Acrescentado 44
1.736
Saldos credores
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas - IRC:
Imposto estimado (Nota 6) 361
Pagamentos por conta (35)
Retenções na fonte (187)
139
Imposto sobre o Valor Acrescentado 1.585
Imposto sobre o Rendimento - Retenção na fonte 818
Contribuição para a Segurança Social 1.175
Restantes impostos 158
3.875

50 - ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS

Em 30 de Junho de 2006, os saldos destas rubricas tinham a seguinte composição:

Acréscimos de proveitos:
Juros a receber 1.238
Outros 2.483
3.721
Custos diferidos:
Gastos com emissão de obrigações 3.963
Gastos com emissão de papel comercial 2.782
Juros 772
Rendas 342
Outros 97
7.956
Acréscimos de custos:
Encargos com pessoal 8.695
Encargos financeiros vencidos e não pagos 2.637
Contencioso 236
Outros 6.073
17.641
Proveitos diferidos:
Proveitos diferidos em obras ( Nota 3 f) ) 43.112
Trabalhos facturados e não executados 19.796
Juros de letras a receber diferidos 688
63.596

Os proveitos diferidos em obras correspondem a valores não reconhecidos como resultados e que se destinam a fazer face a custos a incorrer no período de garantia das obras, tal como indicado na Nota 3 f). Os trabalhos facturados e não executados resultam da aplicação do método da percentagem de acabamento, tal como indicado na Nota 3 f).

Junho de 2006 Dezembro de 2005
Notas
Activos não correntes
Goodwill 2.753 2.753
Outros activos intangíveis 5.908 5.202
Activos fixos tangíveis 14 364.677 354.520
Propriedades de investimento 15 311.585 309.601
Investimentos em associadas 16 889.439 915.211
Activos financeiros disponíveis para venda 17 187.590 200.430
Outros investimentos 10.867 11.519
Activos por impostos diferidos 18 37.984 28.986
Outros activos não correntes 6.364 9.825
Total de activos não correntes 1.817.167 1.838.047
Activos correntes
Existências 9 189.283 177.057
Clientes 223.154 241.999
Outros devedores 47.514 35.566
Caixa e equivalentes a caixa 20 86.996 76.153
Outros activos correntes 31.532 26.694
Total de activos correntes 578.479 557.469
TOTAL DO ACTIVO 7 2.395.646 2.395.516
Capital próprio
Capital 21 210.000 210.000
Ajustamentos de partes capital em associadas (45.921) (24.532)
Ajustamentos de conversão cambial (11.366) 455
Reservas e resultados transitados 22 331.088 224.696
Resultado líquido consolidado 28.698 108.283
Capital próprio atribuivel a accionistas 512.499 518.902
Interesses minoritários 23.307 25.230
Total capital próprio 535.806 544.132
Passivos não correntes
EmpréstimosProvisões 23 1.067.9362.701 1.056.9605.951
Fornecedores 345 -
Locações financeiras 24.807 18.075
Passivos por impostos diferidos 18 31.892 35.159
Outros passivos não correntes 24 80.529 93.818
Total de passivos não correntes 1.208.210 1.209.963
Passivos correntes
Empréstimos 23 336.921 328.766
Fornecedores 134.723 135.477
Locações financeiras 3.153 3.111
Outros credores 11.968 52.265
Outros passivos correntes 25 164.865 121.802
Total de passivos correntes 651.630 641.421
TOTAL DO PASSIVO 7 1.859.840 1.851.384
TOTAL DO PASSIVO E CAPITAL PRÓPRIO 2.395.646 2.395.516
(milhares de Euros)

O anexo faz parte integrante do balanço consolidado em 30 de Junho 2006.

2006 2005
Notas
Proveitos operacionais
Vendas e prestações de serviços 7 e 8 356.113 295.843
Outros proveitos operacionais 8 19.231 18.966
Total de proveitos operacionais 375.344 314.809
Custos operacionais
Custo das vendas 9 135.404 96.930
Variação da produção (12.304) (6.843)
Fornecimentos e serviços externos 128.841 109.541
Custos com pessoal 73.454 64.487
Amortizações e depreciações 7 e 14 14.050 11.984
Provisões e perdas por imparidade 7 (361) 1
Outros custos operacionais 12.356 13.763
Total de custos operacionais 351.440 289.863
Resultados operacionais 7 23.904 24.946
Custos e perdas financeiros 7 e 10 39.178 29.359
Proveitos e ganhos financeiros 7 e 10 4.919 18.458
Resultados relativos a actividades de investimento 7 e 10 30.504 33.294
Resultados financeiros (3.755) 22.393
Resultados antes de impostos 7 20.149 47.339
Impostos sobre o rendimento 7 e 11 (8.102) 2.128
Resultado líquido do semestre 28.251 45.211
(Milhares de Euros)
Atribuível a:
Detentores de capital 28.698 43.310
Interesses minoritários 7 (447) 1.901
Resultado por acção:
Básico 12 0,07 0,10
Diluído 12 0,07 0,10

O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada dos resultados para o semestre findo em 30 de Junho 2006.

Reservas e Resultados transitados
Capital partes de capitalem associadas(Nota 16) Ajustamentos Ajustamentos Reserva Reservasde conversãocambial legal livres Reservavalor Outras Resultados Resultadode justo reservas transitados Interesseslíquido minoritários Total
Saldo em 1 de Janeiro de 2006 Notas 210.000 (24.532) 455 9.200 68.353 10.905 - 136.238 108.283 25.230 544.132
Aplicação do resultado consolidado de 2005:
Transferência para reserva legal e livre - - - 3.400 52.457 - - - (55.857) - -
Dividendos distribuídos 13 - - - - - - - - (6.300) - (6.300)
Transferência para resultados transitados - - - - - - - 46.126 (46.126) - -
Variação nos ajustamentos de conversão cambial - - (11.821) - - - - - - - (11.821)
Variação do justo valor dos activos financeiros
disponíveis para venda 17 - - - - - (4.508) - - - - (4.508)
Efeito da aplicação do método de
equivalência patrimonial 16 - (21.389) - - - - - - - - (21.389)
Outros - - - - - - - 8.917 - (1.476) 7.441
Resultado consolidado líquido do período - - - - - - - - 28.698 (447) 28.251
Saldo em 30 de Junho de 2006 210.000 (45.921) (11.366) 12.600 120.810 6.397 - 191.281 28.698 23.307 535.806
Saldo em 1 de Janeiro de 2005 210.000 (64.070) (8.279) 7.700 48.665 (19.326) 1 109.017 61.355 21.811 366.874
Aplicação do resultado consolidado de 2004:
Transferência para reserva legal e livre - - - 1.500 19.688 - - - (21.188) - -
Dividendos distribuídos 13 - - - - - - - - (4.872) - (4.872)
Transferência para resultados transitados - - - - - - - 35.295 (35.295) - -
Variação nos ajustamentos de conversão cambial - - 5.939 - - - - - - - 5.939
Variação do justo valor dos activos financeiros
disponíveis para venda 17 - - - - - 17.096 - - - - 17.096
Efeito da aplicação do método de
equivalência patrimonial 16 - 33.321 - - - - - - - - 33.321
Outros - - - - - - (1) 1.165 - 1.671 2.835
Resultado consolidado líquido do período - - - - - - - - 43.310 1.901 45.211
Saldo em 30 de Junho de 2005 210.000 (30.749) (2.340) 9.200 68.353 (2.230) - 145.477 43.310 25.383 466.404

O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada das alterações no capital próprio para o semestre findo em 30 de Junho 2006.

2006 2005
Notas
ACTIVIDADES OPERACIONAIS
Recebimentos de clientes 423.808 315.527
Pagamentos a fornecedores (282.563) (248.470)
Pagamentos ao pessoal (71.582) (61.363)
Fluxo gerado pelas operações 69.663 5.694
Pagamento/recebimento do imposto sobre o rendimento (3.201) (1.422)
Outros recebimentos/pagamentos relativos à actividade operacional (61.957) (25.304)
Fluxos das actividades operacionais (1) 4.505 (21.032)
ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO
Recebimentos provenientes de:
Investimentos financeiros 20 31.040 922
Propriedades de investimento e activos fixos tangíveis 3.610 8.160
Juros e proveitos similares 1.522 1.643
Dividendos 20 33.262 28.494
69.434 39.219
Pagamentos respeitantes a:
Investimentos financeiros 20 (21.615) (119.493)
Propriedades de investimento e activos fixos tangíveis (22.350) (30.171)
Activos intangíveis (1.450) (90)
(45.415) (149.754)
Fluxos das actividades de investimento (2) 24.019 (110.535)
ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos 532.409 734.748
Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos (513.278) (579.517)
Juros e custos similares (28.740) (19.428)
Dividendos (6.297) (4.872)
(548.315) (603.817)
Fluxos das actividades de financiamento (3) (15.906) 130.931
Variação de caixa e seus equivalentes (4)=(1)+(2)+(3) 12.618 (636)
Efeito das diferenças de câmbio (1.775) 1.565
Caixa e seus equivalentes no início do período 20 76.153 59.034
Caixa e seus equivalentes no fim do período 20 86.996 59.963
(milhares de Euros)

O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada dos fluxos de caixa para o semestre findo em 30 de Junho de 2006.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006

(VALORES EXPRESSOS EM MILHARES DE EUROS)

1 - NOTA INTRODUTÓRIA

A Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. ("Teixeira Duarte" ou "Empresa") tem sede em Porto Salvo, foi constituída em 4 de Janeiro de 1934 e tem como actividade principal a Construção Civil e Obras Públicas.

O universo empresarial da Teixeira Duarte ("Grupo") é formado pelas empresas participadas indicadas na Nota 4. As principais actividades do Grupo são as seguintes: Construção Civil e Obras Públicas; Concessões e Serviços; Imobiliária; Hotelaria; Comércio Alimentar; Comércio Automóvel e Distribuição de Combustíveis.

2 - PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS

2.1 - Bases de apresentação

As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação, ajustados no processo de consolidação, de modo a estarem de acordo com as disposições das Normas Internacionais de Relato Financeiro adoptadas pela União Europeia, efectivas para os exercícios iniciados em 1 de Janeiro de 2005.

Devem entender-se como fazendo parte daquelas normas, quer as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IFRS") emitidas pelo International Accounting Standards Board ("IASB"), quer as Normas Internacionais de Contabilidade ("IAS") emitidas pelo International Accounting Standards Committee ("IASC") e respectivas interpretações, emitidas pelo International Financial Reporting Interpretation Committee ("IFRIC") e Standing Interpretation Committee ("SIC"), respectivamente, cuja adopção foi aprovada pela União Europeia. De ora em diante, o conjunto daquelas normas e interpretações serão designados genericamente por "IFRS".

As demonstrações financeiras foram preparadas em conformidade com a IAS 34 - Relato Financeiro Intercalar, segundo a convenção do custo histórico, excepto no que respeita às propriedades de investimento e aos activos financeiros disponíveis para venda.

2.2 - Políticas contabilísticas

As políticas contabilisticas adoptadas são consistentes com as seguidas na preparação das demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de Dezembro de 2005 e referidas no respectivo anexo.

O Grupo aplicou a totalidade das IFRS, adoptadas pela União Europeia, efectivas a partir de 1 de Janeiro de 2005 e não ocorreu, durante o semestre findo em 30 de Junho de 2006 a adopção de qualquer IFRS novo ou revisto.

3 - ALTERAÇÕES DE POLÍTICAS, ESTIMATIVAS E ERROS

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2006 não ocorreram alterações de políticas contabilísticas, face às consideradas na preparação da informação financeira relativa ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2005 e referidas no respectivo anexo, nem foram registados erros materiais relativos a exercícios anteriores.

4 - EMPRESAS INCLUÍDAS NO PERÍMETRO DE CONSOLIDAÇÃO

4.1 - Empresas Controladas

Em 30 de Junho de 2006 foram incluídas na consolidação, pelo método integral, a Empresa-mãe, Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A., e as seguintes empresas controladas:

Denominação Social Sede Percentagem de
participação efectiva
MERCADO INTERNO
CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS
BEL-ere - Engenharia e Reabilitação de Estruturas, S.A. Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo 100,00%
EPOS - Empresa Portuguesa de Obras Subterrâneas, Lda. Edifício 1, Lagoas ParkPorto Salvo 50,00%
OFM - Obras Públicas, Ferroviárias e Marítimas, S.A. Edifício 1, Lagoas ParkPorto Salvo 60,00%
SOMAFEL - Engenharia e Obras Ferroviárias, S.A. Edifício 1, Lagoas ParkPorto Salvo 60,00%
CONCESSÕES E SERVIÇOS
CPE - Companhia de Parques de Estacionamento, S.A. Edifício 1, Lagoas ParkPorto Salvo 60,00%
EUROGTD - Sistemas de Informação, S.A. Edifício 1, Lagoas ParkPorto salvo 75,00%
RECOLTE - Recolha, Tratamento e Eliminação de Resíduos, S.A. Edifício 1, Lagoas ParkPorto Salvo 100,00%
SATU Oeiras - Sistema Automático de Transporte Urbano, E.M. Edifício Paço de Arcos, E.N. 249/3Paço de Arços 49,00%
TDGI - Tecnologia de Gestão de Imóveis, S.A. Edifício 1, Lagoas ParkPorto Salvo 100,00%
IMOBILIÁRIA
ALTO DA PEÇA - Imobiliária, S.A. Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo 100,00%
BONAPARTE - Imóveis Comerciais e Participações, S.A. Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo 100,00%
CERRADO DOS OUTEIROS - Sociedade Imobiliária, S.A. Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo 100,00%
CRAVELGEST - Gestão Imobiliária, Lda. Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo 100,00%
Fundo de Investimento Imobiliário Fechado TDF Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo 100,00%
GFF - Empreendimentos Imobiliários, Lda. Av. Infante Santo, nº 64 C, 1º Esq.Lisboa 100,00%
IMOTD - SGPS, S.A. Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo 100,00%
LAGOASFUT - Equipamento Recreativo e Desportivo, S.A. Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo 100,00%
MARTINS & ESTEVES, S.A. Av. Infante Santo, nº 64 C, 1º Esq.Lisboa 100,00%
PARCAUTO - Sociedade Imobiliária, S.A. Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo 99,80%
QUINTA DE CRAVEL - Imobiliária, S.A. Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo 100,00%
TDE - Empreendimentos Imobiliários, S.A. Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo 100,00%
Denominação Social Sede Percentagem departicipação efectiva
TD VIA - Sociedade Imobiliária, S.A. Edifício 2, Lagoas Park 93,75%
Teixeira Duarte - Gestão de Participações e Investimentos Imobiliários, S.A. Porto SalvoEdifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo 100,00%
TEJO VILLAGE - Promoção Imobiliária, S.A. Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo 93,75%
TRANSBRITAL - Transportes e Britas Pio Monteiro & Filhos, S.A. Pedreira das Perdigueiras - LaveirasPaço de Arcos 100,00%
V8 - Gestão Imobiliária, S.A. Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo 99,90%
HOTELARIA
ALPINUS - Sociedade Hoteleira, S.A. Pinhal do Conselho - Aldeia das Açoteias 50,33%
ESTA - Gestão de Hotéis, S.A. AlbufeiraEdifício 2, Lagoas Park 100,00%
EVA - Sociedade Hoteleira, S.A. Porto SalvoAv. República, nº 1Faro 100,00%
LAGOAS HOTEL, S.A. Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo 100,00%
ROCHORIENTAL - Sociedade Hoteleira, S.A. Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo 100,00%
SINERAMA - Organizações Turísticas e Hoteleiras, S.A. Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo 99,78%
STELGEST - Gestão Hoteleira, S.A. Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo 100,00%
TDH - SGPS, S.A. Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo 100,00%
DISTRIBUIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS
E.C.T. - Empresa de Comércio de Tabacos, Lda. Rua Elias Garcia, 410 98,58%
LUBRILAMEIRÃO, Lda. AmadoraAv. da Liberdade, nº 666 95,83%
MERCAPETRO - Produtos Petrolíferos, S.A. FafeRua Óscar da Silva, 2243 55,93%
PETRIN - Petróleos e Investimentos, S.A. Leça da PalmeiraEdifício 1, Lagoas Park 94,28%
PPS - Produtos Petrolíferos, S.A. Porto SalvoEdifício 1, Lagoas ParkPorto Salvo 98,58%
PTG - SGPS, S.A. Edifício 1, Lagoas ParkPorto Salvo 98,58%
Transportes Centrais de Matosinhos, Lda. Edifício 1, Lagoas ParkPorto Salvo 98,58%
COMÉRCIO AUTOMÓVEL
TDO - Investimento e Gestão, Lda. Rua das Pretas, 4 - Fracção 4 D 100,00%
VTD - Veículos Automóveis, S.A. FunchalEdifício 1, Lagoas ParkPorto Salvo 100,00%
OUTRAS
TDO - SGPS, S.A. Rua das Pretas, 4 - Fracção 4 D 100,00%
TEDAL - SGPS, S.A. FunchalEdifício 2, Lagoas Park 100,00%
TDCIM - SGPS, S.A. Porto SalvoEdifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo 100,00%
Denominação Social Sede Percentagem departicipação efectiva
MERCADO EXTERNO
ANGOLA
CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS
ANGOCIME - Cimentos de Angola, Lda. Rua Comandante Che Guevara, 67 - 1º DLuanda 100,00%
BETANGOLA - Betões e Pré-Fabricados de Angola, Lda. Rua Comandante Che Guevara, 67 - 1º DLuanda 100,00%
CONCESSÕES E SERVIÇOS
TDGI - Tecnologia de Gestão de Imóveis, Lda. Rua Comandante Che Guevara, 67 - 1º DLuanda 100,00%
IMOBILIÁRIA
AFRIMO - Empreendimentos Imobiliários, Lda. Rua Amílcar Cabral, 51 - 1º C 51,00%
ANGOPREDIAL - Empreendimentos Imobiliários, Lda. LuandaRua Amílcar Cabral, 27 - R/C DLuanda 100,00%
ANGOIMO - Empreendimentos e Construções, Lda. Rua Amílcar Cabral, 27 - R/C D 100,00%
CASANGOL - Gestão Imobiliária, Lda. LuandaRua Amílcar Cabral, 27 - R/C DLuanda 100,00%
IMOAFRO - Empreendimentos Imobiliários, Lda. Rua Amílcar Cabral, 27 - R/C D 100,00%
Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Angola), Lda. LuandaRua Amílcar Cabral, 27 - R/C DLuanda 100,00%
URBÁFRICA - Sociedade Imobiliária, Lda. Rua Amílcar Cabral, 35 - 5º CLuanda 51,00%
URBANGO - Gestão Imobiliária, Lda. Rua Amílcar Cabral, 27 - R/C DLuanda 100,00%
HOTELARIA
ALVALADE - Empreendimentos Turísticos e Hoteleiros, Lda. Rua Comandante Che Guevara, 67 - 1º D 100,00%
Serafim L. Andrade, S.A.R.L. LuandaRua da Missão, 103Luanda 80,00%
COMÉRCIO ALIMENTAR
MAXI - Comércio Geral, Importação e Exportação, Lda. Rua João Rodrigues, 30Luanda 80,00%
COMÉRCIO AUTOMÓVEL
Auto Competição Angola, Lda. Rua Eugénio de Castro, Instalações do 70,00%
Comércio de Automóveis, Lda. Cine Atlântico - LuandaRua Frederich Engels, 9 100,00%
TDA - Comércio e Indústria, Lda. LuandaRua Francisco das Necessidades 100,00%
VAUCO - Automóveis e Equipamentos, Lda. Castelo Branco, 39 a 45 - LuandaRua Ho Chi Min (Largo 1º de Maio)Luanda 51,00%

Denominação Social Sede Percentagem departicipação efectiva
ESPANHA
CONCESSÕES E SERVIÇOS
G.S.C. - Compañía General de Servicios y Construcción, S.A. Av. Alberto Alcocer, 24 - 7ºMadrid 100,00%
GIBRALTAR
CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS
Teixeira Duarte International, LTD. 23, Portland House - Glacis RoadGibraltar 100,00%
MACAU E VENEZUELA
CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS
Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Macau), Lda. Rua de Xangai, 175Edifício Assoc. Comercial de Macau, 10 A 100,00%
TEGAVEN - Teixeira Duarte y Asociados, CA MacauAv. Este, 6 - Edif. Centro ParqueCarabobo, Piso 6, Of. 601 - Caracas - Venezuela 31,71%
MOÇAMBIQUE
CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS
Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Moçambique), Lda. Av. 24 de Julho, 141Maputo 72,66%
CONCESSÕES E SERVIÇOS
TDGI - Tecnologia de Gestão de Imóveis, Lda. Av. 24 de Julho, 141Maputo 67,41%
IMOBILIÁRIA
IMOPAR - Centro Comercial de Maputo, S.A.R.L. Av. 24 de Julho, 141Maputo 100,00%
HOTELARIA
AVENIDA - Empreendimentos Turísticos e Hoteleiros, Lda. Av. 24 de Julho, 141 100,00%
TIVOLI BEIRA - Hotelaria e Serviços, Lda. MaputoAv. de Bagamoio, 363 98,63%
Sociedade Hotel Tivoli, Lda. BeiraAv. 25 de Setembro, 1321Maputo 65,00%

4.2 - Empresas Associadas

As empresas associadas que, em 30 de Junho de 2006, foram registadas pelo método de equivalência patrimonial, são as seguintes (Nota 16):

Denominação Social Sede Percentagem departicipação efectiva
C + P.A. - Cimento e Produtos Associados, S.A. Av. Engº Duarte Pacheco, Torre 1 - 15ºLisboa 48,00%
CIMPOR - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. Rua Alexandre Herculano, 35Lisboa 21,04%
DNGÁS - Distribuição e Comércio de Gás, Lda. Rua das Lagoas, Campo RasoSintra 40,00%
IMOC - Empreendimentos Imobiliários, S.A.R.L. Av. 24 de Julho, 141Maputo 46,40%
SCUTVIAS - Autoestradas da Beira Interior, S.A. Rua Senhora do Porto, 930Porto 20,00%
TDF - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo 49,75%

4.3 - Empresas Controladas Conjuntamente

Em 30 de Junho de 2006, as seguintes empresas participadas foram consolidadas pelo método proporcional, dado que a gestão e controlo das mesmas são exercidos conjuntamente com os outros sócios/accionistas:

Denominação Social Sede Percentagem departicipação efectiva
ACESTRADA - Construção de Estradas, ACE Praça de Alvalade, 6 - 7º 20,00%
ENGIL/MOTA/TEIXEIRA DUARTE - Requalificações Urbanas, ACE LisboaAv. Fabril do Norte, 1601Matosinhos 33,33%
GPCC - Grupo Português de Construção de Infraestruturas deGás Natural, ACE Rua Senhora do Porto, 930Porto 25,00%
GPCIE - Grupo Português de Construção de Infraestruturas daExpo, ACE Qta. das Beirolas, Estaleiro Moscavide(Parque Expo) - Lisboa 25,00%
METROLIGEIRO - Construção de Infraestruturas, ACE Estrada da Luz, 90 - 6º ELisboa 26,80%
METROPAÇO - Trabalhos de Construção da Estação doMetropolitano do Terreiro do Paço, ACE Av. das Forças Armadas, 125 - 2º DLisboa 33,33%
SOMAFEL E OFM - Obras do Metro, ACE Edifício 1, Lagoas ParkPorto Salvo 60,00%
SOMAFEL/FERROVIAS, ACE Av. Columbano Bordalo Pinheiro, 93 - 7ºLisboa 36,00%
TEIXEIRA DUARTE/OPCA - Fungere - Parcela 1.18 do Parque dasNações em Lisboa - 3ª Fase - Empreitada de Acabamentose Instalações Especiais dos Edifícios para o Hotel eEscritórios, ACE Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo 60,00%
TEIXEIRA DUARTE - SOPOL - Metro Superfície, ACE Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo 57,30%
TEISOMAR - Obras Marítimas, ACE Av. da República, 42 - 2ºLisboa 50,00%
TRÊS PONTO DOIS - Trabalhos Gerais de Construção Civil, Via eCatenária de Modernização da Linha do Norte, ACE Av. das Forças Armadas, 125 - 2º CLisboa 50,00%

5 - ALTERAÇÕES NO PERÍMETRO DE CONSOLIDAÇÃO

No semestre findo em 30 de Junho de 2006, não se verificaram quaisquer alterações no perímetro de consolidação face ao considerado no exercício findo em 31 de Dezembro de 2005.

6 - COTAÇÕES

As cotações utilizadas para converter para Euros os activos e passivos expressos em moeda estrangeira em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, bem como os resultados dos segmentos geográficos, que não Portugal, dos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, foram os seguintes:

Câmbio de fecho Câmbio médio
Divisa Junho de2006 Dezembro de2005 Junho de2006 Junho de2005
Dólar Americano 1,2713 1,1797 1,2287 1,2894
Pataca Macaense 10,1707 9,4218 9,8163 10,3440
Metical Moçambicano 32.876,2000 28.024,4000 30.478,4857 26.703,8333
Bolivar Venezuelano 2.729,8600 2.533,1700 2.638,4800 2.637,7271
Kwanza Angolano 100,8448 95,8524 98,5818 113,3365
Dinar Argelino 92,9130 n/a 90,3654 n/a
Dinar Marroquino 11,0283 n/a 10,9776 n/a

7 - SEGMENTOS DE NEGÓCIO E GEOGRÁFICOS

As principais actividades desenvolvidas pelo Grupo são agrupadas nos seguintes segmentos de negócio:

  • · Construção civil e obras públicas
  • · Concessões e serviços
  • · Imobiliária
  • · Hotelaria
  • · Comércio alimentar
  • · Comércio automóvel
  • · Distribuição de combustíveis

Os resultados de cada um dos segmentos de negócio acima mencionados, nos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, foram os seguintes:

2006

civil e obraspúblicas Construção Concessões Imobiliária Hotelaria Comércioe serviços Comércioalimentar automóvel Distribuiçãodecombustíveis Nãoafectosa segmentos Eliminações Consolidado
Vendas e prestações de serviços
Vendas - clientes externos 174.610 14.877 24.425 26.058 34.854 42.985 38.304 - - 356.113
Vendas - intersegmentais 39.743 3.036 4.570 2.294 1.856 3.590 2.545 - (57.634) -
Total de vendas e prestações serviços 214.353 17.913 28.995 28.352 36.710 46.575 40.849 - (57.634) 356.113
Resultados das operações 6.551 (67) 11.343 7.419 3.386 7.916 910 (13.546) (8) 23.904
Custos e perdas financeiras 39.178
Proveitos e ganhos financeiros 4.919
Resultados relativos a actividades de investimento 30.504
Resultados financeiros (3.755)
Resultados antes de impostos 20.149
Imposto sobre o rendimento (8.102)
Resultado imputável aos
minoritários do segmento 132 (1.229) 267 (442) 351 467 7 - - (447)
Resultado líquido do período
atribuível a detentores de capital 28.698

As transacções inter-segmento são realizadas a preços de mercado.

Outras informações:

civil e obraspúblicas Construção Concessões Imobiliária Hotelaria Comércioe serviços Comércioalimentar automóvel Distribuiçãodecombustíveis Nãoafectosa segmentos Eliminações Consolidado
Dispêndios de capital fixo 13.180 2.282 7.871 10.211 1.719 241 498 12.010 -48.012
Depreciações e amortizações em resultados 6.834 1.962 830 2.991 271 496 665 1 -14.050
Provisões reconhecidas em resultados (427) (8) 53 21 - -- - -(361)

2005

Construção Concessões Imobiliária Hotelaria Comérciocivil e obraspúblicas e serviços Comércioalimentar automóvel Distribuiçãodecombustíveis Nãoafectosa segmentos Eliminações Consolidado
Vendas e prestações de serviços
Vendas - clientes externos 148.017 13.416 29.519 22.988 20.884 27.761 33.258 - - 295.843
Vendas - intersegmentais 32.969 2.743 3.625 5.236 1.662 2.598 788 - (49.621) -
Total de vendas e prestações de serviços 180.986 16.159 33.144 28.224 22.546 30.359 34.046 - (49.621) 295.843
Resultados das operações 16.707 (177) 8.867 6.561 1.408 4.296 (302) (12.412) (2) 24.946
Custos e perdas financeiras 29.359
Proveitos e ganhos financeiros 18.458
Resultados relativos a actividades de investimento 33.294
Resultados financeiros 22.393
Resultados antes de impostos 47.339
Imposto sobre o rendimento 2.128
Resultado imputável aosminoritários do segmento 2.719 (1.116) (74) 315 95 12 (50) - - 1.901
Resultado líquido do período
atribuível a detentores de capital 43.310

As transacções inter-segmento são realizadas a preços de mercado.

Outras informações:

civil e obraspúblicas Construção Concessões Imobiliáriae serviços Hotelaria Comércioalimentar Comércioautomóvel Distribuiçãodecombustíveis a segmentos Nãoafectos Consolidado
Dispêndios de capital fixo 5.695 17.062 9.695 2.696 1.350 370 824 31.560 69.252
Depreciações e amortizações em resultados 5.745 1.941 743 2.317 101 447 689 1 11.984
Provisões reconhecidas em resultados - - 1 - - - - - 1

Adicionalmente, os itens do activo e passivo por segmento, em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, e a respectiva reconciliação com o total consolidado são como segue:

2006

civil e obraspúblicas Construção Concessões Imobiliária Hotelaria Comércioe serviços Comércioalimentar automóvel Distribuiçãodecombustíveis Nãoafectosa segmentos Eliminações Consolidado
Activos relativos aos segmentos
Activos relativos aos segmentos 1.009.411 121.525 1.606.519 269.395 38.556 84.297 50.348 290.246 (1.964.090) 1.506.207
Investimentos em associadas 889.439
Total do activo consolidado 2.395.646
Passivo
Passivos relativos aos segmentos 895.553 91.927 1.220.612 188.061 29.781 33.688 43.827 6.089 (649.698) 1.859.840
Total do passivo consolidado 1.859.840

2005

civil e obraspúblicas Construção Concessões Imobiliária Hotelaria Comércioe serviços Comércioalimentar automóvel Distribuiçãodecombustíveis Nãoafectosa segmentos Eliminações Consolidado
Activos relativos aos segmentos
Activos relativos aos segmentos 828.391 123.634 1.481.483 249.974 33.391 82.004 57.494 285.161 (1.661.682) 1.480.305
Investimentos em associadas 915.211
Total do activo consolidado 2.395.516
Passivo
Passivos relativos aos segmentos 802.281 94.148 1.156.585 174.516 25.767 38.123 50.457 37.741 (528.234) 1.851.384
Total do passivo consolidado 1.851.384

As vendas e prestações de serviços por segmento geográfico apresentam a seguinte composição nos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005:

2006 2005
Portugal 201.219 192.769
Angola 124.083 85.089
Espanha 13.012 7.178
Árgelia 7.413 -
Moçambique 7.106 10.744
Marrocos 2.613 -
França 344 -
Ucrânia 302 -
Outros 21 63
356.113 295.843

8 - PROVEITOS OPERACIONAIS

2006 2005
Vendas e prestações de serviços
Vendas 256.610 205.846
Prestações de serviços 99.503 89.997
356.113 295.843
Outros proveitos operacionais
Trabalhos para a própria empresa (a) 10.378 8.635
Proveitos suplementares 5.721 6.744
Alienação de activos (b) 1.867 1.243
Benefícios de penalidades contratuais 445 23
Reversão de ajustamentos de contas a receber 115 294
Subsídios para investimento 49 233
Reversão de ajustamentos de existências 46 262
Subsídios à exploração 3 14
Outros proveitos operacionais 607 1.518
19.231 18.966
375.344 314.809

Nos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, os proveitos operacionais distribuíam-se como segue:

(a) - Os trabalhos para a própria empresa correspondem essencialmente a custos relativos à construção de imóveis no Lagoas Park.

(b) - Os ganhos indicados foram obtidos, essencialmente, com a alienação de activos fixos tangíveis no montante de 1.368 milhares de Euros (1.243 milhares de Euros em 2005).

9 - CUSTOS DAS VENDAS E EXISTÊNCIAS

Durante os semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, o custo das vendas foi como segue:

Matérias primas,
subsidiárias e de consumo Mercadorias Total
Activo bruto
Saldo em 1 de Janeiro de 2006 10.718 66.570 77.288
Regularização de existências (77) 6.222 6.145
Compras 34.317 93.745 128.062
Custo do período (33.598) (101.806) (135.404)
Saldo em 30 de Junho de 2006 11.360 64.731 76.091
Ajustamentos acumulados a existências
Saldo em 1 de Janeiro de 2006 506 2.322 2.828
Reforços - 228 228
Ajustamentos (37) (138) (175)
Saldo em 30 de Junho de 2006 469 2.412 2.881
Valor líquido 10.891 62.319 73.210
Matérias primas,
subsidiárias e de consumo Mercadorias Total
Activo bruto
Saldo em 1 de Janeiro de 2005 8.533 48.943 57.476
Regularização de existências 734 (13) 721
Compras 13.980 98.777 112.757
Custo do período (12.685) (84.245) (96.930)
Saldo em 30 de Junho de 2005 10.562 63.462 74.024
Ajustamentos acumulados a existências
Saldo em 1 de Janeiro de 2005 47 2.994 3.041
Reforços - 53 53
Reduções e utilizações - (50) (50)
Ajustamentos 4 177 181
Saldo em 30 de Junho de 2005 51 3.174 3.225
Valor líquido 10.511 60.288 70.799

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, as existências tinham a seguinte composição:

Junho de Dezembro de
2006 2005
Matérias primas, subsidiárias e de consumo 11.360 10.718
Mercadorias 64.731 66.570
Produtos e trabalhos em curso 111.794 97.583
Produtos acabados e intermédios 9.410 10.063
Adiantamentos por conta de compras 140 -
197.435 184.934
Ajustamentos acumulados a existências (8.152) (7.877)
189.283 177.057

10 - RESULTADOS FINANCEIROS

Os resultados financeiros dos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005 foram os seguintes:

2006 2005
Custos e perdas financeiras
Juros suportados 26.242 22.208
Diferenças de câmbio desfavoráveis 9.377 4.316
Outros custos e perdas financeiros 3.559 2.835
39.178 29.359
Proveitos e ganhos financeiros
Juros obtidos 1.511 1.520
Diferenças de câmbio favoráveis 2.732 16.093
Descontos de pronto pagamento obtidos 474 503
Outros proveitos e ganhos financeiros 202 342
4.919 18.458
Resultados relativos a actividades de investimento
Resultados relativos a empresas associadas (a) 29.304 28.425
Dividendos (b) 3.826 5.739
Outros investimentos 12 -
Ganhos / perdas em activos financeiros disponíveis para venda (Nota 17) (2.638) (870)
30.504 33.294
Resultados financeiros (3.755) 22.393

(a) - Os resultados relativos a empresas associadas, no semestre findo em 30 de Junho de 2006, incluem o efeito da aplicação da equivalência patrimonial aos investimentos em associadas de 30.539 milhares de Euros (Nota 16), bem como a menos valia de 1.235 milhares de Euros apurada na alienação de um lote de acções da CIMPOR - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A..

(b) - Os valores apresentados correspondem essencialmente, a dividendos recebidos dos activos financeiros dísponiveis para venda ( 3.127 milhares de Euros e 3.677 milhares de Euros, nos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, respectivamente) (Nota 17).

11 - IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO

A Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A., encontra-se sujeita a Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas ("IRC"), actualmente à taxa de 25%, acrescida de Derrama até à taxa máxima de 10%, atingindo uma taxa agregada de 27,5%. No apuramento da matéria colectável, à qual é aplicada a referida taxa de imposto, são adicionados e subtraídos aos resultados contabilísticos montantes não aceites fiscalmente. Estas diferenças entre os resultados contabilístico e fiscal podem ser de natureza temporária ou permanente.

A Empresa e as participadas detidas em pelo menos 90%, localizadas em Portugal, encontram-se sujeitas ao regime especial de tributação dos grupos de sociedades (desde o exercício de 2003). Este regime consiste na agregação dos resultados tributáveis de todas as sociedades incluídas no perímetro de tributação, conforme estabelecido no artigo 63º do Código do IRC, deduzidos dos dividendos distribuídos, aplicando-se ao resultado global assim obtido a taxa de IRC, acrescida da respectiva derrama.

No apuramento da matéria colectável, à qual é aplicada a referida taxa de imposto, são adicionados e subtraídos aos resultados contabilísticos montantes não aceites fiscalmente. Estas diferenças entre os resultados contabilístico e fiscal podem ser de natureza temporária ou permanente.

De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (dez anos para a Segurança Social até 2000, inclusive e cinco anos após 2001), excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são alargados ou suspensos. Assim, as declarações fiscais da Empresa dos anos de 2002 a 2005 ainda poderão estar sujeitas a revisão. O Conselho de Administração entende que eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras em 30 de Junho de 2006.

O Grupo procede ao registo de impostos diferidos correspondentes às diferenças temporárias entre o valor contabilístico dos activos e passivos e a correspondente base fiscal (Nota 18).

O encargo de imposto registado nos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005 pode ser apresentado do seguinte modo:

2006 2005
Imposto corrente
Imposto sobre o rendimento em Portugal 1.502 3.130
Imposto sobre o rendimento em outras jurisdições 901 229
2.403 3.359
Imposto diferido (Nota 18) (10.505) (1.231)
(8.102) 2.128

Para além dos impostos diferidos registados directamente na demonstração dos resultados, foram registados impostos diferidos de 1.760 milhares de Euros, ( (6.482) milhares de Euros no semestre findo em 30 de Junho de 2005) directamente como variação dos capitais próprios relativos, essencialmente, à variação na valorização dos activos financeiros disponíveis para venda (Nota 17).

12 - RESULTADOS POR ACÇÃO

Os resultados por acção dos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, foram calculados tendo em consideração os seguintes montantes:

2006 2005
Resultado básico por acção
Resultado para efeito de cálculo dos resultado líquido por acção básico (resultado líquido do periodo) 28.698 43.310
Número médio ponderado de acções para efeito de cálculo do resultado líquido por acção básico (milhares) 420.000 420.000
Resultado líquido por acção básico 0,07 0,10

Pelo facto de, nos semestre findos em 30 de Junho de 2006 e 2005 não existirem efeitos diluidores do resultado por acção, o resultado diluído por acção é igual ao resultado básico por acção.

13 - DIVIDENDOS

Conforme deliberação da Assembleia Geral de Accionistas realizada em 5 de Maio de 2006, no semestre findo em 30 de Junho de 2006 foram atribuidos dividendos de 0,015 Euros por acção (0,0116 Euros por acção em 2005), tendo sido liquidados 6.297 milhares de Euros (4.872 milhares de Euros em 2005).

14 - ACTIVOS FIXOS TANGÍVEIS

Durante os semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, os movimentos ocorridos nos activos fixos tangíveis, bem como nas respectivas depreciações e perdas por imparidade acumuladas, foram os seguintes:

2006
Terrenose recursos e outrasnaturais construções Edifícios Equipamento Equipamento Ferramentasbásico de transporte Equipamentoe utensílios administrativo activos fixos Outrostangíveis Activos fixostangíveisem curso Adiantam. porconta activosfixos tangíveis Total
Activo bruto
Saldo inicial 50.590 231.053 172.669 23.026 24.283 33.760 2.973 58.750 8 597.112
Efeito de conversão cambial - (5.580) (1.375) (794) (15) (1.245) (63) (846) (1) (9.919)
Adições - 928 7.340 4.530 270 1.581 481 18.038 5 33.173
Transferências e abates (412) 309 332 (197) (20) 43 (53) (1.278) 63 (1.213)
Alienações - (1) (3.402) (2.452) - (38) - - (5.893)
Saldo final 50.178 226.709 175.564 24.113 24.518 34.101 3.338 74.664 75 613.260
Depreciações e perdas porimparidade acumuladas
Saldo inicial 164 47.791 130.900 15.460 22.651 23.524 2.102 - - 242.592
Efeito de conversão cambial - (1.887) (892) (521) (7) (741) (49) - - (4.097)
Depreciações - 4.303 6.049 1.376 404 1.232 135 - - 13.499
Transferências e abates - - (111) (176) (29) 32 (42) - - (326)
Alienações - (1) (2.170) (911) - (3) - - - (3.085)
Saldo final 164 50.206 133.776 15.228 23.019 24.044 2.146 - - 248.583
Valor líquido 50.014 176.503 41.788 8.885 1.499 10.057 1.192 74.664 75 364.677
2005
Terrenose recursos e outrasnaturais construções Edifícios Equipamento Equipamento Ferramentasbásico de transporte Equipamentoe utensílios administrativo activos fixos Outrostangíveis Activos fixostangíveisem curso Adiantam. porconta activosfixos tangíveis Total
Activo bruto
Saldo inicial 34.085 178.238 153.107 20.140 23.697 29.998 2.831 43.271 1.465 486.832
Efeito de conversão cambial 23 7.530 1.875 989 7 1.822 77 446 178 12.947
Adições 5 4.522 3.625 1.510 303 648 107 26.492 239 37.451
Transferências e abates 1.512 20.260 (446) (1.345) (9) (48) (64) (23.549) (52) (3.741)
Alienações (31) (2.812) (2.714) (883) (22) (67) (151) (78) - (6.758)
Saldo final 35.594 207.738 155.447 20.411 23.976 32.353 2.800 46.582 1.830 526.731
Depreciações e perdas por
imparidade acumuladas
Saldo inicial - 34.054 115.518 15.359 22.184 20.773 1.844 - - 209.732
Efeito de conversão cambial - 1.929 1.181 775 3 909 72 - - 4.869
Depreciações - 3.846 5.061 856 391 1.320 106 - - 11.580
Transferências e abates - (14) (500) (2.080) (2) (6) (16) - - (2.618)
Alienações - (658) (2.448) (615) (17) (73) (87) - - (3.898)
Saldo final - 39.157 118.812 14.295 22.559 22.923 1.919 - - 219.665
Valor líquido 35.594 168.581 36.635 6.116 1.417 9.430 881 46.582 1.830 307.066

15 - PROPRIEDADES DE INVESTIMENTO

Durante os semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, o movimento ocorrido nas propriedades de investimento foi o seguinte:

Saldo em 1 de Janeiro de 2006 309.601
Efeito de conversão cambial (1.821)
Aumentos / Alienações 5.197
Variação no justo valor (1.392)
Saldo em 30 de Junho de 2006 311.585
Saldo em 1 de Janeiro de 2005 262.248
Efeito de conversão cambial 283
Aumentos / Alienações (3.803)
Variação no justo valor (2.056)
Saldo em 30 de Junho de 2005 256.672

O justo valor de cada propriedade de investimento em exploração foi determinado através de avaliações reportadas às datas dos balanços, efectuadas em alguns casos por uma entidade especializada independente e de acordo com critérios de avaliação geralmente aceites para o mercado imobiliário. Nos restantes casos, a determinação do valor de mercado foi efectuada internamente, com base em critérios similares aos considerados pelos avaliadores externos, atendendo aos fluxos de caixa descontados expectáveis.

16 - INVESTIMENTOS EM ASSOCIADAS

As partes de capital detidas em empresas associadas, tiveram os seguintes movimentos nos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005:

Partes de capital Goodwill Total
Saldo em 1 de Janeiro de 2006 445.115 470.096 915.211
Efeito da aplicação do método de equivalência patrimonial:
- Efeito no resultado do período (Nota 10) 30.539 - 30.539
- Efeito em capitais próprios (21.389) - (21.389)
- Dividendos recebidos (29.439) - (29.439)
Aumentos 9.154 12.010 21.164
Alienações (9.014) (17.753) (26.767)
Outros 120 - 120
Saldo em 30 de Junho de 2006 425.086 464.353 889.439
28.425
33.321
(24.379)
Aumentos 24.936 31.557 56.493
Saldo em 30 de Junho de 2005 306.165 484.514 790.679
Saldo em 1 de Janeiro de 2005Efeito da aplicação do método de equivalência patrimonial:- Efeito no resultado do período (Nota 10)- Efeito em capitais próprios- Dividendos recebidos 243.86228.42533.321(24.379) 452.957--- 696.819

O detalhe dos investimentos em associadas em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005 é como se segue:

Junho de 2006
Partes de Valor de
Associadas capital Goodwill balanço
Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. 302.742 459.503 762.245
C+P.A. - Cimento e Produtos Associados, S.A. 106.838 4.850 111.688
SCUTVIAS - Autoestradas da Beira Interior, S.A. 12.229 - 12.229
IMOC - Empreendimentos Imobiliários, S.A.R.L. 1.685 - 1.685
TDF - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. 1.039 - 1.039
DNGÁS - Distribuição e Comércio de Gás, Lda. 250 - 250
Outros 303 - 303
425.086 464.353 889.439
Dezembro de 2005
Partes de Valor de
Associadas capital Goodwill balanço
Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. 322.216 465.246 787.462
C+P.A. - Cimento e Produtos Associados, S.A. 108.528 4.850 113.378
SCUTVIAS - Autoestradas da Beira Interior, S.A. 10.978 - 10.978
IMOC - Empreendimentos Imobiliários, S.A.R.L. 1.783 - 1.783
TDF - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. 1.252 - 1.252
DNGÁS - Distribuição e Comércio de Gás, Lda. 52 - 52
Outros 306 - 306
445.115 470.096 915.211

As referidas participações estão relevadas pelo método de equivalência patrimonial, que, nos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, teve os seguintes impactos:

2006
Associadas Ganhos e perdasem empresasassociadas(Nota 10) Ajustamentosde partescapital Dividendos Total
Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. 28.507 (21.300) (26.821) (19.614)
C+P.A. - Cimento e Produtos Associados, S.A. (1.690) - - (1.690)
DNGÁS - Distribuição e Comércio de Gás, Lda. 9 69 - 78
IMOC - Empreendimentos Imobiliários, S.A.R.L. 31 (129) - (98)
SCUTVIAS - Autoestradas da Beira Interior, S.A. 3.615 - (2.364) 1.251
TDF - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. 67 (26) (254) (213)
Outros - (3) - (3)
30.539 (21.389) (29.439) (20.289)
2005
Associadas Ganhos e perdasem empresasassociadas(Nota 10) Ajustamentosde partescapital Dividendos Total
Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. 26.389 33.157 (24.252) 35.294
IMOC - Empreendimentos Imobiliários, S.A.R.L. 944 164 - 1.108
SCUTVIAS - Autoestradas da Beira Interior, S.A. 1.006 - - 1.006
TDF - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. 147 - (127) 20
Outros (61) - - (61)
28.425 33.321 (24.379) 37.367

17 - ACTIVOS FINANCEIROS DISPONÍVEIS PARA VENDA

Nos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, os movimentos ocorridos na valorização dos activos financeiros disponíveis para venda, valorizados pelo respectivo justo valor, foram como segue:

2006 2005
Justo valor em 1 de Janeiro 200.430 204.444
Alienações durante o exercício (3.545) (686)
Aumento no justo valor - 22.786
Diminuição no justo valor (9.295) -
Justo valor em 30 de Junho 187.590 226.544

Os activos financeiros disponíveis para venda, e os respectivos valores de custo e de mercado, em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, são como seguem:

Junho de 2006 Dezembro de 2005
V. custo V. mercado V. custo V. mercado
Banco Comercial Português, S.A. 178.767 187.590 179.843 198.050
Grupo Soares da Costa, SGPS, S.A. - - 5.546 2.380
178.767 187.590 185.389 200.430

A diferença entre o valor de custo e o valor de mercado encontra-se registado em Reserva de justo valor.

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2006, e através de diversas operações de bolsa, o Grupo alienou a totalidade das acções que detinha no Grupo Soares da Costa, S.G.P.S., S.A., pelo valor global de 2.761 milhares de Euros. Decorrente dessa alienação foi apurada uma menos valia de 2.785 milhares de Euros.

Adicionalmente, no semestre findo em 30 de Junho de 2006, o Grupo alienou 500.000 acções detidas no Banco Comercial Português, S.A., da qual resultou uma mais valia de 147 milhares de Euros.

18 - IMPOSTOS DIFERIDOS

Todas as situações que possam vir a afectar significativamente os impostos futuros encontram-se relevadas por via da aplicação do normativo dos impostos diferidos.

O movimento ocorrido nos activos e passivos por impostos diferidos nos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, de acordo com as diferenças temporárias que os geraram, é o seguinte:

2006
Constituição Reversão
Saldoinicial Resultado Capitais Resultadolíquido (Nota11) próprios líquido (Nota 11) próprios Capitais Ajustamento Saldofinal
Activos por impostos diferidos
Ajustes de existências 1.386 14 - (1) - - 1.399
Ajustes de clientes cobrança duvidosa 1.432 - - (142) - - 1.290
Activos financeiros disponíveis para venda (Nota 17) 871 - - - (871) - -
Prejuizos fiscais reportáveis 24.074 8.739 50 (218) - - 32.645
Propriedades de investimento (Nota 15) 1.398 253 - - - - 1.651
Outros (175) 1.177 - (3) - - 999
28.986 10.183 50 (364) (871) - 37.984
Passivos por impostos diferidos
Ganhos tributados em períodos futuros 202 - - (1) - - 201
Mais-valias fiscais com tributação suspensa 5.040 - - - - - 5.040
Activos financeiros disponíveis para venda (Nota 17) 5.007 - - - (2.581) - 2.426
Propriedades de investimento (Nota 15) 18.252 - - (496) - - 17.756
Reavaliações de activos fixos tangiveis 6.087 - - (106) - - 5.981
Outros 571 - - (83) - - 488
35.159 - - (686) (2.581) - 31.892
2005
Constituição Reversão
Saldoinicial Resultado Capitais Resultadolíquido (Nota11) próprios líquido (Nota 11) próprios Capitais Ajustamento Saldofinal
Activos por impostos diferidos
Ajustes de existências 491 1.047 - (11) - - 1.527
Ajustes de clientes cobrança duvidosa 1.714 - - (136) - (1) 1.577
Activos financeiros disponíveis para venda (Nota 17) 7.331 - 162 - (5.447) - 2.046
Prejuizos fiscais reportáveis 17.130 1.921 - (84) - (26) 18.941
Propriedades de investimento (Nota 15) 1.587 35 - - - - 1.622
Outros 2.552 753 - (1.023) - - 2.282
30.805 3.756 162 (1.254) (5.447) (27) 27.995
Passivos por impostos diferidos
Ganhos tributados em períodos futuros 268 - - (34) - - 234
Mais-valias fiscais com tributação suspensa 5.571 - - - - - 5.571
Propriedades de investimento (Nota 15) 16.924 874 - - - - 17.798
Activos financeiros disponíveis para venda (Nota 17) - - 1.199 - - - 1.199
Reavaliações de activos fixos tangiveis 3.537 - - (78) (2) - 3.457
Outros 656 509 - - - - 1.165
26.956 1.383 1.199 (112) (2) - 29.424

Foram avaliados os impostos diferidos tendo sido apenas registados na medida em que se considera provável que ocorram lucros tributáveis no futuro que possam ser utilizados para recuperar as perdas fiscais ou diferenças tributárias dedutíveis. Esta avaliação baseou-se nos planos de negócios das empresas do Grupo, periodicamente revistos e actualizados, e nas oportunidades de planeamento fiscal disponíveis e identificadas.

19 - PARTES RELACIONADAS

As transações e saldos entre a Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. ("Empresa-mãe") e empresas do Grupo, que são partes relacionadas, foram eliminados no processo de consolidação, não sendo alvo de divulgação na presente nota. Os saldos e transacções entre o Grupo e as empresas associadas, relacionadas e indivíduos com poder de voto significativo com empresas próprias, estão detalhadas abaixo.

Os termos ou condições praticados entre a Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. e partes relacionadas são substancialmente idênticos aos que normalmente seriam contratados, aceites e praticados entre entidades independentes em operações comparáveis.

Os principais saldos com entidades relacionadas em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005 podem ser detalhados como segue:

Junho de 2006
Saldos areceber Saldos apagar Empréstimosconcedidos Outrasdívidas
Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. - - - (48)
Cimpor Indústria de Cimentos, S.A. 232 45 - -
Cimpor Betão - Industria Betão Pronto, S.A. - 566 - -
Cimbetão - Cimpor Betão Moçambique, SARL - 21 - -
DNGÁS - Distribuição e Comércio de Gás, Lda. - 24 - -
IMOC - Empreendimentos Imobiliários, S.A.R.L. 2 1 - (247)
Scutvias - Autoestradas da Beira Interior, S.A. 3.980 318 4.736 -
TDF - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. 279 2 - -
4.493 977 4.736 (295)
Dezembro de 2005
Saldos areceber Saldos apagar Empréstimosconcedidos Outrasdívidas
Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. 3 - - -
DNGÁS - Distribuição e Comércio de Gás, Lda. 53 - - -
IMOC - Empreendimentos Imobiliários, S.A.R.L. - - 1 (224)
Scutvias - Autoestradas da Beira Interior, S.A. 3.210 12 4.736 -
TDF - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. 104 82 - -
3.370 94 4.737 (224)

As principais transacções realizadas nos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005 com entidades relacionadas foram como segue:

2006
Vendas eprestações deserviços Compras eserviçosobtidos Jurosdebitados
Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. 8 - -
Cimpor Indústria de Cimentos, S.A. 976 243 -
Cimpor Betão - Industria Betão Pronto, S.A. - 835 -
Cimbetão - Cimpor Betão Moçambique, SARL 1 56 -
DNGÁS - Distribuição e Comércio de Gás, Lda. - 116 -
Scutvias - Autoestradas da Beira Interior, S.A. 301 - 387
TDF - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. 112 163 -
1.398 1.413 387
2005
Vendas eprestações deserviços Compras eserviçosobtidos Jurosdebitados
Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. 7 - -
ALPINUS - Sociedade Hoteleira, S.A. 34 31 -
BONAPARTE - Imóveis Comerciais e Participações, S.A. 6 384 -
SEIUR - Sociedade de Empreendimentos Imobiliários e Urbanísticos, S.A. 3 - 5
Scutvias - Autoestradas da Beira Interior, S.A. 383 139 349
TDF - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. 139 7 -
572 561 354

As remunerações atribuídas aos membros dos órgãos sociais da Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A., nos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005 ascenderam a 1.558.787 Euros e 839.924 Euros, respectivamente.

20 - NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES DE FLUXOS DE CAIXA CONSOLIDADAS

Caixa e equivalentes de caixa

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, esta rubrica tem a seguinte composição:

Junho de2006 Dezembro de2005
Depósitos à ordem 55.809 42.588
Depósitos a prazo 26.557 29.376
Outros depósitos bancários - 484
Numerário 4.630 3.705
86.996 76.153
Descobertos bancários (Nota 23) (53.199) (51.758)
33.797 24.395

A rubrica de caixa e equivalentes a caixa compreende os valores de caixa, depósitos imediatamente mobilizáveis, aplicações de tesouraria e depósitos a prazo com vencimento a menos de três meses, e para os quais o risco de alteração de valor é insignificante. Em descobertos bancários estão registados os saldos credores de contas correntes com instituições financeiras.

Investimentos financeiros

Os recebimentos provenientes de investimentos financeiros nos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005 respeitam à alienação de partes de capital nas seguintes entidades:

2006 2005
CIMPOR - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. 25.533 -
Grupo Soares da Costa, SGPS, S.A. 2.761 611
Banco Comercial Português, S.A. 1.223 -
TD VIA - Sociedade Imobiliária, S.A. 552 -
Outros 971 311
31.040 922

Os pagamentos respeitantes a investimentos financeiros nos semestres findos em 30 de junho de 2006 e 2005 respeitam à aquisição de partes de capital nas seguintes entidades:

2006 2005
CIMPOR - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. 21.164 56.493
CRAVELGEST - Gestão Imobiliária, S.A. 234 -
DNGÁS - Distribuição e Comércio de Gás, Lda. 120 -
QUINTA DE CRAVEL - Imobiliária, S.A. 18 -
C+P.A. - Cimento e Produtos Associados, S.A. - 63.000
Outros 79 -
21.615 119.493

Dividendos

Os dividendos recebidos nos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005 foram como segue:

2006 2005
CIMPOR - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. 28.821 24.252
Banco Comercial Português, S.A. 3.126 3.677
SCUTVIAS - Autoestradas da Beira Interior, S.A. 2.362 -
Outros 953 565
33.262 28.494

21 - CAPITAL

Em 30 de Junho de 2006, o capital totalmente subscrito e realizado estava representado por 420.000.000 acções com o valor nominal de cinquenta cêntimos de Euro cada uma.

Em 30 de Junho de 2006, a TDG - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. detinha directamente, 161.000.000 acções representativas da Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A., correspondentes a 38,33% do respectivo capital social.

22 - RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS

Reserva legal: De acordo com a legislação em vigor, a Empresa é obrigada a transferir para reserva legal pelo menos 5% do resultado líquido anual, até que a mesma atinja, no mínimo, 20% do capital. Esta reserva não é distribuível aos accionistas, podendo contudo ser utilizada para absorver prejuízos, depois de esgotadas todas as outras reservas, ou incorporada no capital.

Reserva de justo valor: A reserva de justo valor resulta da diferença entre o valor de custo e o valor de mercado dos activos financeiros disponíveis para venda líquido de efeitos fiscais (Nota 17).

23 - EMPRÉSTIMOS

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, os empréstimos obtidos eram como segue:

Junho de2006 Dezembro de2005
Passivos não correntes
Empréstimos por obrigações 196.037 195.330
Papel comercial 266.180 192.184
Empréstimos bancários 604.945 668.463
Outros empréstimos obtidos 774 983
1.067.936 1.056.960
Passivos correntes
Empréstimos bancários 283.285 251.584
Papel comercial - 24.940
Outros empréstimos obtidos 437 484
Descobertos bancários (Nota 20) 53.199 51.758
336.921 328.766
1.404.857 1.385.726

Empréstimos por obrigações

Em 29 de Março de 2004 o Grupo emitiu um empréstimo obrigacionista de 120.000 milhares de Euros por um período de 5 anos, correspondentes a 2.400.000 obrigações não convertíveis ao valor nominal de 50 Euros cada, vencendo juros semestral e postecipadamente a uma taxa indexada à Euribor a seis meses acrescida de 0,875%. O reembolso é efectuado numa única prestação, no final do prazo de emissão, em 29 de Março de 2009.

Em 12 de Maio de 2004 o Grupo emitiu um empréstimo obrigacionista de 80.000 milhares de Euros por um período de 5 anos, correspondentes a 1.600.000 obrigações não convertíveis ao valor nominal de 50 Euros cada, vencendo juros semestral e postecipadamente a uma taxa indexada à Euribor a seis meses acrescida de 0,875%. O reembolso é efectuado numa única prestação, no final do prazo de emissão, em 12 de Maio de 2009.

Empréstimos bancários

Em 30 de Junho de 2006, os empréstimos bancários internos, os descobertos bancários e as contas correntes caucionadas venciam juros à taxa média anual ponderada de 3,92%.

Os empréstimos bancários contratados pelo Grupo, correspondem essencialmente a:

  • · Empréstimo junto do Banco Comercial Português, contratado em 23 de Dezembro de 2003 no montante total de 2.500 milhares de Euros, cujo vencimento ocorrerá em 23 de Dezembro de 2007.
  • · Empréstimo contratado pelo Grupo em 30 de Dezembro de 2004 junto da Caixa Geral de Depósitos, de 200.000 milhares de Euros, cujo vencimento ocorrerá em 30 de Outubro de 2009.
  • · Empréstimo contratado pelo Grupo junto do Banco Comercial Português, em 31 de Dezembro de 2004, de 400.000 milhares de Euros, cujo reembolso será em 8 prestações semestrais iguais e sucessivas, com início em 30 de Junho de 2007 e termo em 31 de Dezembro de 2010.
  • · Empréstimo junto do Banco Bilbao Vizcaya Argentaria, contratado em 31 de Dezembro de 2004 no montante actual de 37.500 milhares de Euros, cujo reembolso será em 3 prestações semestrais iguais e sucessivas, com termo em 31 de Dezembro de 2007.
  • · Empréstimo contratado pelo Grupo junto do Banco Comercial Português em 18 de Julho de 2005, de 13.966 milhares de Euros, cujo reembolso será em 2 prestações anuais iguais e sucessivas, com termo em 8 de Abril de 2008.
  • · Empréstimo junto do Banco Popular Español, contratado em 25 de Novembro de 2005 de 25.000 milhares de Euros, cujo vencimento ocorrerá em 30 de Novembro de 2008.
  • · Empréstimo contratado pelo Grupo junto do Banco Simeón em 1 de Fevereiro de 2006, no montante actual de 5.473 milhares de Euros, cujo reembolso será em sucessivas prestações mensais, com termo em 5 de Outubro de 2009.
  • · Empréstimo contratado pelo Grupo junto do Banco BPI em 23 de Junho de 2006, de 9.000 milhares de Euros, cujo vencimento ocorrerá em 21 de Julho de 2006.
  • · Contrato de Cessão de créditos celebrado com o Banco Comercial Português no montante de 1.987 milhares de Euros, celebrado em 30 de Maio de 2006. O Grupo assume o risco de não pagamento dos créditos cedidos trinta dias após a data limite de pagamento, 30 de Junho de 2008. Os encargos desta operação são de conta do cliente.

Em 30 de Junho de 2006, o Grupo tem negociado os seguintes programas de papel comercial:

  • · Programa grupado de emissões de papel comercial, por subscrição particular contratado junto do Banco Comercial Português em 14 de Outubro de 2005, no montante global de 150.000 milhares de Euros, no qual tomam parte a Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. e a sua associada Teixeira Duarte - Gestão de Participações de Investimentos Imobiliários, S.A., pelos montantes de 27.800 milhares de Euros e 122.200 milhares de Euros, respectivamente. A participação de cada sociedade no programa poderá ser variável, em cada uma das utilizações do programa, tendo a Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. que participar, no mínimo, com 10% do valor total. Estão contratadas dezasseis emissões semestrais e sucessivas pelo valor nominal total do programa, vencendo juros semestrais e postecipadamente a uma taxa indexada à Euribor a seis meses acrescida de um spread de 0,875%, procedendose ao reembolso da última emissão a 14 de Outubro de 2013.
  • · Programa grupado de emissões de papel comercial contratado junto dos Banco Espirito Santo de Investimento e Banco Espirito Santo em 16 de Dezembro de 2005, no montante de 50.000 milhares de Euros, no qual tomam parte a Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. e a sua associada Teixeira Duarte - Gestão de Participações de Investimentos Imobiliários, S.A., estando a totalidade em utilização pela Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A.. A participação de cada sociedade no programa poderá ser variável em cada uma das utilizações. O programa tem uma duração de cinco anos menos um dia, a contar da data de assinatura do contrato, os juros vencem-se antecipada e semestralmente, sendo a taxa de intervenção indexada à Euribor de um a seis meses acrescidos de 0,25% e determinada em função da data de realização de cada leilão.
  • · Programa grupado de emissões de papel comercial, por subscrição particular contratado em 06 de Janeiro de 2006 com o Banco Comercial Português, no montante utilizado de 25.000 milhares de Euros, no qual tomam parte a Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. e a sua associada Teixeira Duarte - Gestão de Participações de Investimentos Imobiliários, S.A., pelos montantes de 2.500 milhares de Euros e 22.500 milhares de Euros, respectivamente. A participação de cada sociedade no programa poderá ser variável em cada uma das utilizações do programa, tendo a Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. que participar, no mínimo, com 10% do valor total. O programa tem uma duração de cinco anos, a contar da data de assinatura do contrato, os juros vencem-se postecipada e semestralmente, sendo a taxa de intervenção indexada à Euribor de um a seis meses por leilão competitivo de 7 a 180 dias por colocação directa, acrescidos de 0,40% e determinada em função da data de realização de cada leilão, procedendo-se ao reembolso da última emissão a 06 de Janeiro de 2011.
  • · Programa grupado de emissões de papel comercial contratado em 14 de Fevereiro de 2006 com o Banco Comercial Português, no montante global de 50.000 milhares de Euros, no qual tomam parte a Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. e a sua associada Teixeira Duarte - Gestão de Participações de Investimentos Imobiliários, S.A., estando a totalidade em utilização pela Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A.. A participação de cada sociedade em cada programa poderá ser variável em cada uma das utilizações, tendo a Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. que participar no mínimo, com 10% do valor total. Estão contratadas dezasseis emissões semestrais e sucessivas pelo valor nominal total do programa, vencendo juros semestral e postecipadamente a uma taxa indexada à Euribor a seis meses acrescida de 0,875% e determinado em função da data de realização do leilão, procedendose ao reembolso da última emissão a 14 de Fevereiro de 2014.

A divida financeira não corrente apresenta os seguintes prazos de reembolso:

Junho de2006 Dezembro de2005
2007 68.065 135.583
2008 134.945 133.144
2009 498.740 496.043
2010 149.753 150.003
2011 e seguintes 216.433 142.187
1.067.936 1.056.960

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, os financiamentos em moeda externa encontravam-se expressos nas seguintes moedas:

Junho de 2006 Dezembro de 2005
Divisa Divisa Euros DivisaEuros
USD 8.790 6.915 9.5888.127

Os empréstimos denominados em moeda externa vencem juros à taxa de mercado e foram convertidos para Euros tomando por base a taxa de câmbio existente à data de balanço.

Outros empréstimos obtidos

Os outros empréstimos obtidos pelo Grupo correspondem, essencialmente a:

  • · Empréstimo contratado pelo Grupo junto do IAPMEI no montante actual de 643 milhares de Euros, cujo reembolso será em 15 de Fevereiro de 2009.
  • · Empréstimo contratado pelo Grupo junto do Fundo Turismo no montante actual de 376 milhares de Euros, cujo reembolso será em 31 de Janeiro de 2009.

24 - OUTROS PASSIVOS NÃO CORRENTES

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, esta rubrica tinha a seguinte composição:

Junho de2006 Dezembro de2005
Empresas associadas, participadas e outros accionistas
Empresas associadas 3.045 3.694
Outros accionistas - 57
3.045 3.751
Proveitos diferidos
Contratos de construção - período de garantia 35.178 37.114
Outros proveitos diferidos 5.111 5.986
40.289 43.100
Outros
Adiantamentos de clientes 11.708 21.475
Outros credores 25.487 25.492
37.195 46.967
80.529 93.818

25 - OUTROS PASSIVOS CORRENTES

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, esta rubrica tinha a seguinte composição:

Junho de2006 Dezembro de2005
Estado e outros entes públicos
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas - IRC (72) 899
Retenções de Imposto sobre o Rendimento 1.444 1.069
Imposto sobre o Valor Acrescentado 5.130 4.923
Contribuições para a Segurança Social 2.266 1.919
Outros 211 35
8.979 8.845
Empresas associadas, participadas e outros accionistas
Empresas associadas 312 703
Empresas participadas 442 145
Outros accionistas 16 15
770 863
Acréscimos de custos
Seguros a liquidar 500 487
Remunerações a liquidar 14.157 11.333
Juros a liquidar 6.681 5.063
Outros custos a pagar 12.535 7.130
33.873 24.013
Proveitos diferidos
Trabalhos facturados não executados 35.417 31.443
Subsídios ao investimento 2.954 2.627
Contratos de construção - período de garantia 11.104 11.405
Outros proveitos diferidos 4.754 5.971
54.229 51.446
Outros
Adiantamentos de clientes 54.633 28.526
Adiantamentos por conta de vendas 12.381 8.109
67.014 36.635
164.865 121.802

26 - OUTROS COMPROMISSOS FINANCEIROS

Controlo de Empresas Participadas

A maior parte das operações de financiamento tomadas por empresas operacionais ou por sub-holdings não prevê, nos respectivos contratos, a manutenção do controlo da maioria do seu capital por parte da Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A.. Todavia, as cartas de conforto que são solicitadas à Empresa - mãe para efeitos de contratação destas operações, contêm habitualmente o compromisso de não alienação do controlo (directo e/ou indirecto) dessas associadas.

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, as cartas de conforto prestadas pela Empresa - mãe e outras filiais ascendiam a 408.845 e 332.925 milhares de Euros, respectivamente.

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, o Grupo possuía responsabilidades por letras descontadas não vencidas no montante de 1.011 e 973 milhares de Euros, respectivamente.

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, estavam vigentes contratos de factoring sem direito de regresso, os quais foram registados como redução de contas a receber, no montante de 146.667 e 106.597 milhares de Euros, respectivamente. De acordo com as condições contratuais, a responsabilidade do Grupo restringe-se essencialmente, à garantia de aceitação por parte dos clientes das facturas objecto de factoring.

27 - ACTIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, o conjunto de empresas incluídas na consolidação tinha prestado garantias a terceiros, como segue:

Junho de2006 Dezembro de2005
Garantias prestadas:
Bancárias 299.069 250.508
Reais 240 548
Seguros de caução 53.432 42.810

As garantias bancárias foram prestadas fundamentalmente para efeitos de concursos, adiantamentos recebidos e como garantia de boa execução de obras.

A Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A., a SOMAFEL - Engenharia e Obras Ferroviárias, S.A., a OFM - Obras Públicas, Ferroviárias e Marítimas, S.A. e a RECOLTE - Recolha, Tratamento e Eliminação de Resíduos, S.A. têm seguros de caução prestados como garantia de boa execução de obras e prestação de serviços.

As garantias reais foram prestadas pelas seguintes empresas do grupo:

  • · TDVIA Sociedade Imobiliária, S.A. correspondente à reserva de compra de terreno.
  • · G.S.C. Compañia General de Servicios y Construcción, S.A. correspondente à hipoteca sobre um edifício para garantia de pagamento de empréstimo obtido por esta empresa.

Além das garantias indicadas anteriormente, foram prestados os penhores seguintes:

  • · Para garantia de contrato de mútuo, no valor de 200.000 milhares de Euros, outorgado pela Teixeira Duarte Gestão de Participações e Investimentos Imobiliários, S.A., a Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. deu em penhor 45.000.000 acções da CIMPOR - Cimentos de Portugal, S.G.P.S., S.A..
  • · Para garantia de contrato de mútuo, no montante actual de 37.500 milhares de Euros, outorgado pela Teixeira Duarte Gestão de Participações e Investimentos Imobiliários, S.A., a Teixeira Duarte - Gestão de Participações e Investimentos Imobiliários, S.A. e a TEDAL - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. deram em penhor 15.000.000 e 13.000.000 acções do Banco Comercial Português, S.A., respectivamente.
  • · Para garantia de dívidas a terceiros, no valor de 18.733 milhares de Euros, a IMOTD SGPS, S.A., deu em penhor 47.870 acções da V8, S.A. e 47.780 acções da Parcauto, S.A..
  • · Foi ainda constituída uma promessa de hipoteca sobre os lotes 7, 8, 9, 10, 11, 12, 15, 16 e 23, sitos em Lagoas Park, propriedade da Teixeira Duarte Gestão de Participações e Investimentos Imobiliários, S.A., para garantia de contratos de mútuo outorgados pela Teixeira Duarte - Gestão de Participações e Investimentos Imobiliários, S.A. e pela Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. no valor de 270.000 milhares de Euros e 130.000 milhares de Euros, respectivamente.

Adicionalmente:

  • · A TEDAL Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. assumiu perante o Banco Comercial Português, S.A. a obrigação de manter depositadas em conta própria nessa instituição, 3.430.000 acções da CIMPOR - Cimentos de Portugal, S.G.P.S., S.A., comprometendo-se a não onerar as mesmas a favor de outras entidades, autorizando o Banco a transmitir ao mercado por venda em caso de incumprimento do contrato de mútuo celebrado pela Teixeira Duarte - Gestão de Participações e Investimentos Imobiliários, S.A. no montante de 13.966 milhares de Euros celebrado entre as partes.
  • · Para garantia de contrato de papel comercial celebrado com o Banco Espirito Santo, no valor de 50.000 milhares de Euros, outorgado pela Teixeira Duarte Engenharia e Construções, S.A. e Teixeira Duarte - Gestão de Participações e Investimentos Imobiliários, S.A., a TEDAL - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. deu em penhor 13.350.000 acções da CIMPOR - Cimentos de Portugal, S.G.P.S., S.A..