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Teixeira Durate — Interim / Quarterly Report 2004
Sep 28, 2004
1919_ir_2004-09-28_74f78c3c-9754-4c57-b8e4-c6c0ce9f9522.pdf
Interim / Quarterly Report
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| R | Е | L | A | T | Ó | R | Ι | О |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Е | C | О | N | 1 | T | A | S | |
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TEIXEIRA DUARTE - ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES, S.A.
SOCIEDADE ABERTA
Edifício 2, Lagoas Park - 2740-265 Porto Salvo Capital Social: € 210.000.000 NIPC 500 097 488
Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Cascais (Oeiras), sob o nº 15.444 Titular do Alvará de Construção n.º 24

ÍNDICE
| QUADRO DO "GRUPO TEIXEIRA DUARTE" - 1º SEMESTRE 2004 | 4 | |
|---|---|---|
| SÍNTESE DE INDICADORES | 5 | |
| RELATÓRIO DE GESTÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO - 1º SEMESTRE 2004 | 6 | |
| I. | INTRODUÇÃO | 7 |
| II. | ENQUADRAMENTO ECONÓMICO | 7 |
| III. | APRECIAÇÃO GLOBAL | 7 |
| IV. | ANÁLISE SECTORIAL | 9 |
| IV.1. | CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS | 9 |
| IV.1.1. | MERCADO INTERNO | 9 |
| IV.1.2. | MERCADO EXTERNO | 9 |
| IV.2. | IMOBILIÁRIA, HOTELARIA E COMÉRCIO ALIMENTAR | 10 |
| IV.2.1. | MERCADO INTERNO | 10 |
| IV.2.2. | MERCADO EXTERNO | 10 |
| IV.3. | COMERCIALIZAÇÃO DE VIATURAS E COMBUSTÍVEIS | 11 |
| IV.3.1. | MERCADO INTERNO | 11 |
| IV.3.2. | MERCADO EXTERNO | 11 |
| IV.4. | PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS | 11 |
| V. | FACTOS OCORRIDOS APÓS A CONCLUSÃO DO SEMESTRE | 12 |
| VI. | PERSPECTIVAS PARA O EXERCÍCIO DE 2004 | 13 |
| ANEXO AO RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO | 14 | |
| DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS "TEIXEIRA DUARTE, S.A." | 16 | |
| RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA SEMESTRAL DO AUDITOR (CONTAS INDIVIDUAIS) | 35 | |
| DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS | 37 | |
| RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA SEMESTRAL DO AUDITOR (CONTAS CONSOLIDADAS) | 65 | |
GRUPO TEIXEIRA DUARTE - 1º SEMESTRE 2004


Grupo Teixeira Duarte
| 2000 | 2001 | 2002 | 2003 | 2004 | 1º Sem. 1º Sem. 1º Sem. 1º Sem. 1º Sem. Crescimento2004/2003 | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Trabalhadores | 7.023 | 7.490 | 6.963 | 6.614 | 6.233 | -5,8% |
| Vendas/Prestações de Serviços (milhões de euros) | 329 | 320 | 344 | 301 | 352 | 17,3% |
| Proveitos Operacionais (milhões de euros) | 332 | 347 | 382 | 331 | 365 | 10,3% |
| VAB (milhões de euros) | 75 | 94 | 102 | 90 | 93 | 3,4% |
| EBITDA (milhões de euros) | 26 | 39 | 43 | 29 | 30 | 4,4% |
| Imobilizações Incorpóreas Líquidas (milhões de euros) | 10 | 10 | 508 | 484 | 457 | -5,7% |
| Imobilizações Corpóreas Líquidas (milhões de euros) | 143 | 169 | 327 | 310 | 366 | 18,2% |
| Investimentos Financeiros + Títulos Negociáveis - Provisões (milhões de euros) | 390 | 565 | 474 | 497 | 391 | -21,4% |
Observações: Os valores da coluna "Crescimento 2004/2003" foram calculados tendo por base os valores das demonstrações financeiras.
Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A.
| 1º Sem. 1º Sem. 1º Sem. 1º Sem. 1º Sem. Crescimento | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2000 | 2001 | 2002 | 2003 | 2004 | 2004/2003 | |
| Trabalhadores | 2.102 | 2.026 | 2.082 | 1.942 | 1.789 | -7,9% |
| Vendas/Prestações de Serviços (milhões de euros) | 193 | 181 | 205 | 167 | 187 | 12,1% |
| Proveitos Operacionais (milhões de euros) | 192 | 190 | 213 | 182 | 187 | 2,7% |
| VAB (milhões de euros) | 44 | 48 | 57 | 45 | 43 | -4,6% |
| EBITDA (milhões de euros) | 14 | 17 | 23 | 13 | 9 | -28,9% |
| Investimentos Financeiros + Títulos Negociáveis (milhões de euros) | 243 | 255 | 361 | 273 | 283 | 3,7% |
| Capital Próprio (milhões de euros) | 260 | 289 | 285 | 248 | 254 | 2,5% |
| Resultados Líquidos (milhões de euros) | 14 | 14 | 14 | 9 | 19 | 123,2% |
Observações: Os valores da coluna "Crescimento 2004/2003" foram calculados tendo por base os valores das demonstrações financeiras.


I. - INTRODUÇÃO
Apresentamos o relatório da "Teixeira Duarte – Engenharia e Construções, S.A." (TD), referente ao 1º semestre de 2004, quer na versão individual quer abrangendo toda a actividade consolidada, deste modo cumprindo as disposições legais e regulamentares que regem as sociedades com o capital aberto ao investimento do público.
II. - ENQUADRAMENTO ECONÓMICO
O 1º semestre do ano não evidenciou sinais claros de melhoria da actividade económica nacional, em particular no mercado da construção, que continua a viver tempos de indefinição. Confirmaram-se as nossas previsões de um período bastante complicado, de forte contenção, com acentuada queda do investimento público e com o sector privado a caracterizar-se por uma prudência máxima e um risco mínimo. Tiveram, por conseguinte, pleno cabimento, todas as medidas que preconizámos no sentido de um esforço acrescido no rigor e na racionalidade dos custos.
III. - APRECIAÇÃO GLOBAL
Os proveitos operacionais consolidados atingiram 365 milhões de euros, o que representa um aumento de 10,3 % em relação ao período homólogo do ano anterior. A construção representou 55,2 % deste total, a Imobiliária e Hotelaria 10,7 %, o Comércio de Combustíveis e Automóveis 26,6 %, o Comércio Alimentar 5,6 % e as Participações Financeiras 1,9 %. O mercado interno contribuiu com 79,6 % desse valor global e o externo com 20,4 %.
Os resultados líquidos alcançaram 19,3 milhões de euros, uma subida de 123,2 % sobre o semestre homólogo de 2003, dos quais 11,3 milhões respeitam a ajustes financeiros referentes às cotações dos títulos BCP, pela anulação parcial da provisão que, no cumprimento da legislação e regulamentação aplicável, havia sido efectuada no final do exercício.
Ainda a respeito de legislação aplicável, a TD encontra-se já a tomar as medidas necessárias para a transição e aplicação, a partir do exercício que se inicia em 1 de Janeiro de 2005, das Normas Internacionais de Contabilidade (IAS/IFRS) adoptadas no seio da União Europeia. Com efeito, na sequência do quanto indicámos em Maio passado, aquando da divulgação do Relatório de Gestão referente ao exercício de 2003, cumpre-nos referir que através de uma equipa própria com apoio de consultoria externa, continuamos a desenvolver a implementação dos procedimentos necessários para o rigoroso e atempado cumprimento dessa obrigação, tendo-se vindo a efectuar de acordo com a calendarização previamente definida as sucessivas etapas que vão possibilitando a formação gradual dos profissionais do Grupo que lidam com esta área.
Actualmente, a Empresa procede a uma avaliação qualitativa do impacto das mencionadas IAS, ponderando-se os vários aspectos consoante os diferentes departamentos da Empresa, as múltiplas actividades por ela desenvolvidas e as diversas normas em causa, sendo que, genericamente, podemos adiantar que as questões que mais afectarão as contas são relacionadas com a valorização e a divulgação dos elementos que as integram, cujos critérios e obrigações passarão a ser divergentes dos actuais, alvitrando-se, em alguns casos, hipóteses alternativas que ainda estamos a ponderar.

Porém e embora ainda não seja adequado fazer um balanço quantitativo da relevância material de um eventual impacto que as IAS poderão ter na Empresa e no Grupo – uma vez que apenas depois de avaliadas as questões qualitativas e de ponderadas as opções que iremos assumir é que poderemos estimar possíveis consequências práticas –, estamos em condições de assegurar que a partir de 1 de Janeiro de 2005 produziremos uma informação contabilística de acordo com as mencionadas normas, obtendo, simultaneamente, elementos homólogos, comparáveis, relativos ao exercício de 2004.
Inserido no objectivo de racionalizar todos os custos e elevar o respectivo controlo a níveis cada vez mais exigentes, dedicámos particular atenção aos principais factores de produção, designadamente mão de obra e equipamento.
Em relação aos Recursos Humanos, procurou-se minimizar a inactividade, tendo-se registado descida dos respectivos custos com relação ao semestre homólogo passado. Também neste capítulo, e dando seguimento a uma estratégia de potenciar sinergias dentro do Grupo, foram implementados os Serviços Partilhados, o que permitiu redução de custos e aumento de eficácia, tendo passado a ser processados através dos serviços da Empresa matriz mais 423 trabalhadores de 13 Empresas do Grupo.
Uma referência à recente publicação oficial da regulamentação do Novo Código do Trabalho. Se bem que tenha de ser reconhecido um esforço no sentido da sua modernização e adequação às novas realidades do mercado global, é ainda por demais evidente um pesado lastro de carga ideológica, que o mantém muito rígido, sem flexibilidade para poder responder aos desafios dos tempos modernos, implicando custos, encargos e burocracias às empresas, que lhes retiram competitividade.
No que concerne aos equipamentos, temos em curso um processo de reavaliação de todo o parque existente, em função da sua natureza, versatilidade e flexibilidade de utilização, analisando as respectivas taxas médias de ocupação ao longo dos anos, e tendo também presente as alternativas que o mercado oferece. Deste modo se define um "parque base", mais equilibrado e concentrado, com o que isso implica de economia de custos de operação, de manutenção e de espaço de parqueamento.
No âmbito dos concursos para as parcerias em saúde na Construção e Gestão de Hospitais, iniciámos a nossa associação com o Grupo Caixa Geral de Depósitos, tendo concorrido ao Hospital de Loures e estando em curso o de Cascais.
Uma referência também para a associação realizada com a Brisa para o concurso de "Concessão do Douro Litoral", que tem por objecto a concepção, construção, alargamento de vias, financiamento, conservação e exploração de 120Km de lanços viários, dos quais 72Km em Auto-Estrada e cujo desfecho só será conhecido no próximo ano.
No concernente aos títulos da Teixeira Duarte, salientamos que os mesmos tiveram no semestre uma valorização de 0,75 € para 1,2 € (+ 60%) e que, já desde o passado dia 1 de Julho do corrente ano passaram a integrar de novo o índice PSI 20 da Euronext Lisboa.

IV. - ANÁLISE SECTORIAL
IV.1. - CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS
IV.1.1. - MERCADO INTERNO
A escassez da procura tem conduzido a uma concorrência demasiado agressiva, com o inevitável aviltamento de preços. Não pactuamos com esses procedimentos, embora à custa de alguma redução da nossa carteira de encomendas. Apesar disso, conseguimos algum equilíbrio da actividade no conjunto dos diversos centros de exploração. Também as nossas principais participadas, com intervenções mais especializadas, tanto nas obras ferroviárias, como subterrâneas ou marítimas, atingiram desempenhos compatíveis com a conjuntura envolvente, adequando e racionalizando os seus recursos operacionais de tal modo que foram alcançados patamares de produção e rentabilidade bastante satisfatórios.
Fazemos uma especial referência a duas das principais obras que temos contratadas, que, por circunstâncias diversas, merecem alguns comentários.
A primeira é a da Construção da Estação do Metropolitano de Lisboa no Terreiro do Paço. A obra conseguiu vencer recentemente a sua etapa mais crítica e decisiva: a conclusão da laje de fundo, ou soleira, da estação. Foi um facto que mereceu o justo reconhecimento e celebração por parte do construtor, dono de obra e demais intervenientes no processo.
Esta empreitada tem proporcionado, ou devia proporcionar, grandes ensinamentos a todas as entidades envolvidas, ou que se envolveram. Ensinamentos - não só de ordem técnica, em particular geotécnica e geohidráulica - que deveriam servir de lição, para que não se tomem atitudes e juízos precipitados ou se façam afirmações de carácter demagógico no exercício de episódicas funções em cargos de representatividade.
A segunda obra que merece também uma menção particular é a da construção da sede da Polícia Judiciária em Caxias. Como é do conhecimento público, em resultado de diversos litígios judiciais entre várias entidades a obra foi suspensa, com tudo o que isso implica de desperdício, custos e encargos adicionais, atrasos, etc.. É um caso que ilustra e documenta, de forma exemplar e paradigmática, as consequências irreversíveis de esbanjamento de meios que o actual modelo de centros de poder e de decisão não tem conseguido evitar.
IV.1.2 - MERCADO EXTERNO
Em Angola, a grande escassez de concursos públicos e a tendência para se fazerem contratações com propostas que aportem financiamentos, tem conduzido a dificuldades na angariação de novas empreitadas.
Em Moçambique, o mercado de construção evidencia certas melhorias, o que permite algum optimismo sobre o futuro da actividade.
Na Venezuela prossegue a empreitada de ampliação do Aeroporto Internacional de Maiquetia, estando toda a actividade do País pendente da evolução dos delicados processos políticos e sociais em curso.
Na Argélia, demos continuidade ao trabalho de prospecção e estudo de mercado, tendo já participado em alguns

concursos, em associação com empresas do Grupo e também com parceiros locais, aguardando-se o resultado dessas actividades para podermos aferir e desenvolver as futuras diligências.
IV.2 - IMOBILIÁRIA, HOTELARIA E COMÉRCIO ALIMENTAR
IV.2.1. - MERCADO INTERNO
Centrámos a nossa actividade no desenvolvimento dos dezassete principais empreendimentos em carteira, tendo investido cerca de 14 milhões de euros, dos quais 60% se destinaram à construção de edifícios de habitação na "Quinta do Cravel", "Forum Oeiras" e "Terraços do Moinho". No "Lagoas Park" assinalamos a tramitação do licenciamento de mais um edifício com 16.000 m2 de área de construção acima do solo, tendo a boa receptividade do mercado permitido o início da respectiva construção já no segundo semestre.
Foi também aprovada a operação de loteamento de "Villa Park", na Amadora, para o qual se prevê a construção de 26.400 m2 .
Os três Fundos de Investimento Imobiliário geridos pela TDF – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A., tinham, no final do semestre, o valor líquido de 552 milhões de euros.
Os hotéis do Grupo registaram um total de proveitos de cerca de 2,3 milhões de euros, uma diminuição de 2,5% em relação a igual período do ano anterior, o que resulta de uma redução de 5% das taxas de ocupação, apesar de tudo menos gravosa do que os 15% de quebra que se verificaram na Região do Algarve e Costa Azul.
Em "Lagoas Park" prosseguimos a exploração de um restaurante.
IV.2.2. - MERCADO EXTERNO
Em Angola e como previsto, foi concluída a obra do Edifício Millenium, tendo o mesmo sido totalmente arrendado à EXXON. Actualmente não temos fracções por comercializar em qualquer dos nossos imóveis, estando em preparação o projecto para execução de um edifício de escritórios na Alameda Manuel Van Dunem.
No Sector da Hotelaria consideramos que tivemos um bom semestre, com taxas de ocupação de 85% e 92% nos Hotéis "Trópico" e "Alvalade". Igualmente a pastelaria, esplanada e fábrica "Nilo" registaram um bom movimento, assim como o restaurante "Pinto's", que melhorou a sua performance em relação ao ano passado, embora ainda com potencial de crescimento por desenvolver.
No Comércio Alimentar, estão em curso as operações para abertura de lojas na Gabela, Lobito e Malange, bem como se executam as medidas convenientes no sentido de ir dotando cada vez mais a "MAXI" com as necessárias infraestruturas ao nível de instalações, recursos humanos, informática e comunicações, desse modo permitindo o seu desenvolvimento e ampliação de forma sustentada.
Em Moçambique, o "Polana Shopping Center" tem todas as suas lojas ocupadas e mantém-se como o centro comercial de referência no Maputo. O "Hotel Avenida" cumpriu, de forma muito satisfatória, o seu primeiro ano de exploração após as obras de ampliação e requalificação; o "Hotel Tivoli Beira" continua a funcionar bem e o "Tivoli Maputo", apesar de algumas dificuldades, regista uma gestão financeira equilibrada. A manutenção de todas estas

unidades em Moçambique é, ou irá ser, assegurada pela TDGI, que no futuro prevê funcionar não só no Grupo TD como também perspectiva alguns negócios no exterior.
IV.3. - COMERCIALIZAÇÃO DE VIATURAS E COMBUSTÍVEIS
IV.3.1. - MERCADO INTERNO
Verificou-se uma ligeira tendência de melhoria do mercado de viaturas, mas ainda tímida e irregular, o que nos leva a prever só para 2005 uma retoma mais significativa. As oficinas da VTD foram mudadas para Alfragide e está em curso a preparação das instalações da Andrade Corvo para poderem ser recomendadas pela Mercedes Benz.
Nos combustíveis e lubrificantes, a tendência foi para uma forte subida dos preços dos produtos petrolíferos, com consequências desfavoráveis na rentabilidade da nossa actividade.
IV.3.2 - MERCADO EXTERNO
Em Angola o mercado de viaturas novas continua em crescimento, sendo de destacar no semestre o início das vendas da "Chevrolet" na Vauco, com boa aceitação do público, bem como a aquisição da empresa "Autocompetição", que irá comercializar viaturas e motociclos da marca Honda.
IV.4 – PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS
A TD manteve a sua participação na CIMPOR – Cimentos de Portugal – SGPS, S.A. nos mesmos termos e proporções em que havia terminado o ano anterior, ou seja, com uma participação total de 19,97% do capital social, sendo o accionista de referência dessa sociedade.
O BANCO COMERCIAL PORTUGUÊS, S.A. continuou a assumir uma relevância estratégica e de longo prazo, permanecendo, desse modo, a TD titular, indirecta, de uma participação qualificada de 2,32% do capital social daquela instituição que neste semestre contribuiu de forma positiva para os resultados das empresas do Grupo TD.
Conforme referido logo no início deste relatório a propósito da "Apreciação Global", recordamos aqui o impacto significativamente positivo que a anulação parcial da provisão constituída no final do exercício anterior veio a ter nos resultados deste primeiro semestre de 2004, reforçando a ideia por nós sempre sustentada de que tal provisão resulta de meros circunstancialismos pontuais e que não traduzem de forma adequada o efectivo valor desta importante e relevante participação financeira.
Relativamente à sociedade GRUPO SOARES DA COSTA, SGPS, S.A., da qual a 30 de Junho de 2004 a TD, através da sua participada TEDAL, detinha 19,99% do capital social, cumprirá referir que foi assumido o propósito de equacionar a melhor solução para as múltiplas parcerias que os dois Grupos têm vindo a manter em diversas sociedades.
Neste enquadramento, a TD decidiu promover a alienação da participação financeira de que é titular na sociedade GRUPO SOARES DA COSTA, SGPS, S.A.

A propósito da realidade que se descreveu no parágrafo anterior, cabe referir que está já programado que a TD venha a deter a totalidade do capital social da RECOLTE – Recolha, Tratamento e Eliminação de Resíduos, S.A., sociedade da qual é actualmente titular de 60% das acções e cuja actividade se pretende dinamizar, ampliando a sua área de intervenção e adoptando uma maior e mais intensa política comercial num sector relativamente ao qual se continuam a revelar algumas indecisões políticas condicionantes do seu normal desenvolvimento.
Por outro lado e na sequência do que acima se referiu e do quanto havíamos indicado no nosso Relatório Anual, está também previsto que a TD aliene a participação de 14% do capital social da INDÁQUA – Industria e Gestão de Águas, S.A. a empresas do Grupo SOARES DA COSTA, consumando-se, desse modo, uma verdadeira "separação de águas" entre ambos os Grupos neste sector.
No âmbito do processo de consolidação da posição da TD na empresa sedeada em Espanha GSC – Compañia General de Servicios Y Construccion, S.A., foi adquirido ainda durante o primeiro semestre do ano em curso um novo lote de acções, sendo que em 30 de Junho de 2004 a TD era já titular de 80,37% do capital social daquela empresa, que tem prosseguido a sua actividade de acordo com o previsto.
A SATU-OEIRAS – Sistema Automático de Transporte Urbano, E.M., lançou em exploração comercial, no dia 7 de Junho, a sua 1ª fase entre a Estação dos Navegantes em Paço de Arcos e a Estação do Forum em Oeiras Park. Encontra-se em montagem o estaleiro de apoio às obras da 2ª fase – Oeiras Park até Lagoas Park – cujo arranque dos trabalhos se perspectiva para o 2º semestre do corrente ano.
O MTS – Metro, Transportes do Sul, S.A.; o ACE construtor, Metroligeiro – Construção de Infra-estruturas e o ACE Metro de Superfície, desenvolveram, na medida em que lhes foi permitido, os seus trabalhos nos Concelhos de Almada e Seixal. São já sensíveis alguns atrasos no desenvolvimento deste projecto, os quais estão a introduzir dificuldades e encargos adicionais na gestão e exploração do sistema, que terão de ser devidamente equacionados à luz dos contratos que vinculam todas as partes envolvidas.
V. - FACTOS OCORRIDOS APÓS A CONCLUSÃO DO SEMESTRE
Terminou no passado dia 9 de Agosto de 2004 o prazo de indisponibilidade das acções da CIMPOR – Cimentos de Portugal – SGPS, S.A. adquiridas pela TD no âmbito do processo de reprivatização daquela sociedade, tendo a Empresa confirmado o carácter estratégico e relevante desta participação qualificada para o Grupo Teixeira Duarte, ao assumir que não é seu propósito proceder à sua alienação.
VI. - PERSPECTIVAS PARA O EXERCÍCIO DE 2004
Mantemos a análise que fizemos no Relatório Anual do exercício de 2003, onde se previa um ano de 2004 de grandes dificuldades, exigindo muita prudência, rigor e racionalidade na tomada de decisões.
Continuamos a apontar como objectivos para 2004 proveitos operacionais de 770 milhões de euros para o Grupo,

400 milhões de produção para a casa matriz TD e resultados líquidos de 20 milhões de euros. Quanto a estes, não é demais voltar a dizer, tudo vai depender da evolução do mercado financeiro e da volatilidade da Bolsa, particularmente na influência que isso possa ter na cotação dos títulos BCP.
Lagoas Park, 24 de Setembro 2004
O Conselho de Administração
Eng.º Pedro Pereira Coutinho Teixeira Duarte
Dr. Pedro Maria Calainho Teixeira Duarte
Dr. Manuel Ferreira
Eng.º António José Lobo Ferreira Gonçalves
Eng.º José Alves Pereira

Em cumprimento dos deveres de informação a que está vinculada pelas novas normas normas regulamentares em vigor, a Teixeira Duarte indica, de seguida, o número de valores mobiliários emitidos pela Sociedade e por sociedades com as quais esteja em relação de domínio ou de grupo detidos por titulares dos órgãos de Administração e de Fiscalização, bem como todas as aquisições, onerações ou transmissões durante o primeiro semestre do ano de 2004.
I - Número de acções detidas pelos Membros do Órgão de Administração
(Artigo 9.º, n.º 1, alínea b) do Regulamento CMVM, n.º 4/2004)
| Nome | Sociedade | N.º de Acções em 30.06.2004 |
|---|---|---|
| Pedro Pereira Coutinho Teixeira Duarte | Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. | 9.165.652 |
| Pedro Maria Calainho Teixeira Duarte | Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. | 42.000 |
| Manuel Ferreira | Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. | 2.000.000 |
| António José Lobo Ferreira Gonçalves | Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. | 0 |
| José Alves Pereira | Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. | 2.350.000 |
II - Operações com acções detidas pelos Membros do Órgão de Administração
(Artigo 9.º, n.º 1, alínea b) do Regulamento CMVM, n.º 4/2004)
| Nome | Sociedade | Operação | Data | N.º de Acções | Preço por Acção |
|---|---|---|---|---|---|
| Pedro Pereira Coutinho Teixeira Duarte Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. | Transmissão | 13-Jan-04 | 80.000 | 0,74 € | |
| Transmissão | 03-Fev-04 | 300.000 | 0,73 € | ||
| Transmissão* | 25-Jun-04 | 19.303.788 | 0,75 € | ||
| Pedro Maria Calainho Teixeira Duarte | Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. | Aquisição | 31-Mai-04 | 399.980 | 1,19 € |
| Transmissão* | 25-Jun-04 | 399.980 | 0,75 € | ||
| Manuel Ferreira | Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. | Transmissão | 20-Abr-04 | 98.039 | 1,15 € |
| Transmissão | 21-Abr-04 | 82.049 | 1,15 € | ||
| 22-Abr-04 | 1.340 | 1,13 € | |||
| Transmissão | 22-Abr-04 | 18.572 | 1,12 € | ||
| Transmissão | 29-Abr-04 | 100.000 | 1,20 € | ||
| Transmissão | 30-Abr-04 | 100.000 | 1,21 € | ||
| José Alves Pereira | Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. | Transmissão | 26-Fev-04 | 500.000 | 1,04 € |
| 03-Mar-04 | 304.340 | 1,05 € | |||
| 30-Abr-04 | 700 | 1,21 € | |||
| 03-Mai-04 | 4.000 | 1,21 € | |||
| 06-Mai-04 | 145.300 | 1,20 € |
* - Para os devidos efeitos informa-se que estas duas transmissões foram efectuadas no âmbito de uma operação de aumento de capital em espécie na sociedade Teixeira Duarte - SGPS, S.A., a qual passou a ser titular dessas acções, conforme, aliás, oportunamente foi divulgado ao Mercado pelos meios oficiais da Empresa.
III - Número de acções detidas pelo Órgão de Fiscalização
(Artigo 9.º, n.º 1, alínea b) do Regulamento CMVM, n.º 4/2004)
Nos termos e para os efeitos do mesmo normativo acima referido, mais se informa que o Órgão de Fiscalização da Sociedade não detém quaisquer acções da mesma, nem de qualquer outra entidade que com ela esteja em relação de domínio ou de grupo.

- 1. A TEIXEIRA DUARTE Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. é imputável, nos termos do disposto no Artigo 20.º do Código dos Valores Mobiliários e ainda do entendimento da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, uma participação qualificada de 241.211.684 acções, correspondente a 57,43% do capital e dos direitos de voto, por força de:
- a) 41.600.020 acções por ela detidas directamente, correspondentes a 9,90% do capital social e dos direitos de voto;
- b) 175.619.516 acções imputáveis, nos termos do artigo 20.º do Código dos Valores Mobiliários, à sociedade sua participada TDG - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., correspondentes a uma participação qualificada de 41,81% do capital e dos direitos de voto, por via de:
-
- 161.000.000 acções detidas directamente, correspondentes a 38,33% do capital e dos direitos de voto;
-
- 14.619.516 acções detidas pelos membros do respectivo Conselho de Administração, correspondentes a 3,48% do capital e dos direitos de voto.
-
- c) 9.165.652 acções detidas pelo Presidente do Conselho de Administração da sociedade TEIXEIRA DUARTE Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., Senhor Eng.º Pedro Pereira Coutinho Teixeira Duarte, correspondentes a 2,18% do capital e dos direitos de voto.
- d) 21.146.012 acções detidas pelos restantes membros do Conselho de Administração de TEIXEIRA DUARTE Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. e dos membros dos Conselho de Administração de TDG - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., correspondentes a 5,03% dos direitos de voto (nas quais se incluem as 14.619.516 acções acima indicadas no n.º 2 da alínea b) deste ponto 1.);
- e) 8.300.000 acções detidas pela Sociedade TDP Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., correspondentes a uma participação de 1,98% do capital e dos direitos de voto, imputados a TEIXEIRA DUARTE - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. em conformidade com o entendimento da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, do qual se discorda e que é objecto de recursos contenciosos.
- 2. Fundo de Pensões do Grupo Banco Comercial Português é titular de uma participação qualificada de 46.092.716 acções, correspondente a 10,97% do capital e dos direitos de voto.
- 3. A FUNDAÇÃO JOSÉ BERARDO é imputada, nos termos do disposto no artigo 20.º do Código dos Valores Mobiliários, uma participação qualificada de 23.836.168 acções, detidas directamente pela sociedade sua participada METALGEST - Sociedade de Gestão - S.G.P.S., S.A., correspondente a 5,68% do capital e dos direitos de voto.
-
- A Banco Comercial Português, S.A. é imputada, nos termos do disposto no artigo 20.º do Código dos Valores Mobiliários, uma participação qualificada de 16.706.547 acções, correspondente a 3,98% do capital e dos direitos de voto, por força de:
- a) 16.546.680 acções imputáveis nos termos do artigo 20.º do Código dos Valores Mobiliários à sociedade sua participada Seguros e Pensões Gere, Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., correspondentes a uma participação qualificada de 3,94% do capital e dos direitos de voto, por via de:
-
- 11.245.992 acções detidas pela sociedade sua participada Ocidental Companhia Portuguesa de Seguros de Vida, S.A., correspondentes a uma participação qualificada de 2,68% do capital e dos direitos de voto;
-
- 5.134.908 acções detidas pela sociedade sua participada Império Bonança Companhia de Seguros, S.A., correspondentes a uma participação de 1,22% do capital e dos direitos de voto;
-
- 165.780 acções detidas pela sociedade sua participada Ocidental Companhia Portuguesa de Seguros, S.A., correspondentes a uma participação de 0,04% do capital e dos direitos de voto.
-
- b) 159.867 acções detidas pela sociedade sua participada BCP Investimento Banco Comercial Português de Investimento, S.A., correspondentes a uma participação de 0,04% do capital e dos direitos de voto.


| Junho de 2004 | Dezembro de 2003 | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Activobruto | Amortizaçõese provisões | Activolíquido | Activolíquido | ||
| ACTIVO | Notas | ||||
| IMOBILIZADO: | |||||
| Imobilizações incorpóreas: | |||||
| Trespasses | 10 | 313.016 | (55.761) | 257.255 | 264.704 |
| Imobilizações corpóreas: | |||||
| Edifícios e outras construções | 10 | 4.519 | (3.492) | 1.027 | 1.179 |
| Equipamento básico | 10 | 49.911 | (45.422) | 4.489 | 5.675 |
| Equipamento de transporte | 10 | 5.688 | (5.381) | 307 | 452 |
| Ferramentas e utensílios | 10 | 22.103 | (20.469) | 1.634 | 2.098 |
| Equipamento administrativo | 10 | 14.400 | (12.313) | 2.087 | 2.169 |
| Outras imobilizações corpóreas | 10 | 164 | (164) | - | - |
| Imobilizações em curso | 10 | 28497.069 | -(87.241) | 2849.828 | -11.573 |
| Investimentos financeiros: | |||||
| Partes de capital em empresas do grupo | 10 e 16 | 109.448 | - | 109.448 | 88.692 |
| Partes de capital em empresas associadas | 10 e 16 | 10.882 | - | 10.882 | 10.489 |
| Empréstimos a empresas associadas | 10 e 16 | 1.932 | - | 1.932 | 1.232 |
| Títulos e outras aplicações financeiras | 10 e 16 | 157.110 | (2) | 157.108 | 158.897 |
| Outros empréstimos | 10 e 16 | 3.459 | - | 3.459 | 2.724 |
| 282.831 | (2) | 282.829 | 262.034 | ||
| CIRCULANTE: | |||||
| Existências: | |||||
| Matérias - primas, subsidiárias e de consumo | 34 e 41 | 1.799 | (6) | 1.793 | 1.848 |
| Produtos e trabalhos em curso | 42 | 35.488 | - | 35.488 | 33.848 |
| Produtos acabados e intermédios | 42 | 4.553 | - | 4.553 | 8.656 |
| 41.840 | (6) | 41.834 | 44.352 | ||
| Dívidas de terceiros - Médio e longo prazo: | |||||
| Empresas do grupo | 16 | 31.227 | - | 31.227 | 29.965 |
| Empresas participadas e participantes | 16 | 20.664 | - | 20.664 | 20.820 |
| Outros devedores | 719 | - | 719 | 719 | |
| Dívidas de terceiros - Curto prazo: | 52.610 | - | 52.610 | 51.504 | |
| Clientes, conta corrente | 169.900 | - | 169.900 | 158.835 | |
| Clientes, títulos a receber | 303 | - | 303 | 240 | |
| Clientes de cobrança duvidosa | 23 e 34 | 42.457 | (41.573) | 884 | 764 |
| Empresas do grupo | 16 | 186.697 | - | 186.697 | 189.656 |
| Adiantamentos a fornecedores | 581 | - | 581 | 248 | |
| Estado e outros entes públicosOutros devedores | 4923 e 34 | 1.1605.167 | -(2.201) | 1.1602.966 | 8452.283 |
| 406.265 | (43.774) | 362.491 | 352.871 | ||
| Depósitos bancários e caixa: | |||||
| Depósitos bancários | 1.436 | 1.436 | 2.258 | ||
| Caixa | 471 | 471 | 466 | ||
| 1.907 | 1.907 | 2.724 | |||
| Acréscimos e Diferimentos: | |||||
| Acréscimos de proveitos | 50 | 1.531 | 1.531 | 3.198 | |
| Custos diferidos | 50 | 8.111 | 8.111 | 1.061 | |
| 9.642 | 9.642 | 4.259 | |||
| Total de amortizações | (143.004) | ||||
| Total de provisões | (43.780) | ||||
| Total do activo | 1.205.180 | (186.784) | 1.018.396 | 994.021 |

| Junho de 2004 | Dezembro de 2003 | ||
|---|---|---|---|
| CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO | Notas | ||
| CAPITAL PRÓPRIO: | |||
| Capital | 36 e 40 | 210.000 | 210.000 |
| Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas | 40 | 39.466 | 22.704 |
| Reservas de reavaliação | 13 e 40 | 2 | 3 |
| Reserva legal | 40 | 7.700 | 7.100 |
| Outras reservas | 40 | 48.665 | 45.510 |
| Resultados transitados | 40 | (71.335) | (58.030) |
| Resultado líquido do exercício | 40 | 19.309 | 10.874 |
| Total do capital próprio | 253.807 | 238.161 | |
| PASSIVO: | |||
| Provisões para riscos e encargos: | |||
| Outras provisões para riscos e encargos | 34 | 2.167 | 1.272 |
| Dívidas a terceiros - Médio e longo prazo: | |||
| Empréstimos por obrigações: | |||
| Não convertíveis | 48 | 200.000 | - |
| Dívidas a instituições de crédito | 48 | 343.983 | 535.567 |
| Adiantamentos de clientes | 19.625 | 19.840 | |
| Empresas do grupo | 16 | 216 | 216 |
| Empresas participadas e participantes | 16 | 456 | 456 |
| Outros credores | 1.796 | 1.519 | |
| 566.076 | 557.598 | ||
| Dívidas a terceiros - Curto prazo: | |||
| Dívidas a instituições de crédito | 48 | 2.613 | |
| Fornecedores, conta corrente | 85.760 | 88.706 | |
| Empresas do grupo | 16 | 1.797 | 2.058 |
| Adiantamentos de clientes | 10.944 | 10.271 | |
| Outros empréstimos obtidos | - | 5.270 | |
| Fornecedores de imobilizado, conta corrente | 1.328 | 1.707 | |
| Estado e outros entes públicos | 49 | 7.466 | 11.409 |
| Outros credores | 3.313 | 3.746 | |
| 113.221 | 123.167 | ||
| Acréscimos e Diferimentos: | |||
| Acréscimos de custos | 50 | 17.804 | 9.986 |
| Proveitos diferidos | 50 | 65.127 | 63.613 |
| Passivos por impostos diferidos | 6 e 50 | 194 | 224 |
| 83.125 | 73.823 | ||
| TOTAL DO PASSIVO | 764.589 | 755.860 | |
| TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO | 1.018.396 | 994.021 |
O anexo faz parte integrante do balanço em 30 de Junho de 2004.

| 1º Semestre | |||
|---|---|---|---|
| Junho de 2004 | Junho de 2003 | ||
| CUSTOS E PERDAS | Notas | ||
| Custo das matérias consumidas | 41 | 20.459 | 21.745 |
| Fornecimentos e serviços externos | 123.127 | 114.121 | |
| Custos com o pessoal: | |||
| Remunerações | 27.442 | 25.779 | |
| Encargos sociais | 6.250 | 6.243 | |
| 33.692 | 32.022 | ||
| Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo | 10 | 2.820 | 2.923 |
| Provisões | 34 | 903 | 343 |
| 3.723 | 3.266 | ||
| Impostos | 701 | 1.369 | |
| Outros custos e perdas operacionais | 290 | 371 | |
| (A) | 181.992 | 172.894 | |
| Custos e perdas financeiros | 45 | 20.166 | 30.581 |
| (C) | 202.158 | 203.475 | |
| Custos e perdas extraordinários | 46 | 151 | 126 |
| (E) | 202.309 | 203.601 | |
| Imposto sobre o rendimento do exercício | 6 e 49 | 970 | 2.775 |
| (G) | 203.279 | 206.376 | |
| Resultado líquido do exercício | 19.309222.588 | 8.651215.027 | |
| PROVEITOS E GANHOS | |||
| Vendas | 44 | 165.373 | 139.780 |
| Prestações de serviços | 44 | 21.479 | 26.874 |
| 186.852 | 166.654 | ||
| Variação da produção | 42 | (2.332) | 11.898 |
| Trabalhos para a própria empresa | - | 4 | |
| Proveitos suplementares | 2.730 | 3.695 | |
| (B) | 187.250 | 182.251 | |
| Proveitos e ganhos financeiros | 45 | 34.660 | 28.383 |
| (D) | 221.910 | 210.634 | |
| Proveitos e ganhos extraordinários | 46 | 678 | 4.393 |
| (F) | 222.588 | 215.027 | |
| (milhares de Euros) | |||
| Resultados operacionais: (B) - (A) = | 5.258 | 9.357 | |
| Resultados financeiros: (D-B) - (C-A) = | 14.494 | (2.198) | |
| Resultados correntes: (D) - (C) = | 19.752 | 7.159 | |
| Resultados antes de impostos: (F) - (E) = | 20.279 | 11.426 | |
| Resultado líquido do exercício: (F) - (G) = | 19.309 | 8.651(milhares de Euros) |
O anexo faz parte integrante da demonstração dos resultados por naturezas para o semestre findo em 30 de Junho de 2004.
(milhares de Euros)

1 - NOTA INTRODUTÓRIA
A Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. ("Teixeira Duarte" ou "Empresa") tem sede em Porto Salvo, foi constituída em 4 de Janeiro de 1934 e tem como actividade principal a Construção Civil e Obras Públicas.
As demonstrações financeiras anexas referem-se à Empresa em termos individuais, tendo os investimentos financeiros sido registados pelo método da equivalência patrimonial, tal como explicado na nota 3 d), infra.
A Empresa irá preparar e apresentar em separado demonstrações financeiras consolidadas nas quais vão ser incluídas demonstrações financeiras das empresas em que exerce o domínio da gestão.
As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano Oficial de Contabilidade para a apresentação de demonstrações financeiras individuais. As notas cuja numeração se encontra ausente deste anexo não são aplicáveis à Empresa, ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras anexas.
Todos os valores deste anexo estão expressos em milhares de Euros.
3 - BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS
As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, mantidos de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal.
Estas demonstrações financeiras reflectem as contas individuais da Empresa, preparadas nos termos legais conforme o artigo 246º do Código dos Valores Mobiliários. Embora os investimentos financeiros tenham sido registados pelo método da equivalência patrimonial, o que está de acordo com os princípios da contabilidade geralmente aceites, estas demonstrações financeiras somente incluem o efeito da consolidação dos resultados e capitais próprios das empresas participadas, mas não incluem o efeito da consolidação integral ao nível dos activos, passivos, proveitos e custos. O efeito desta consolidação consiste em aumentar o activo e o passivo (incluindo interesses minoritários) em, aproximadamente, 850.000 milhares de Euros e os proveitos em, aproximadamente, 191.000 milhares de Euros.
Na Nota 16 é apresentada informação financeira relativa às empresas do Grupo e associadas.
Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras anexas foram os seguintes:
a) Imobilizações incorpóreas
As imobilizações incorpóreas compreendem os trespasses correspondentes às diferenças apuradas na compra das participações financeiras, os quais são amortizados num período de dez ou vinte anos, correspondente aos períodos expectáveis de recuperação dos investimentos nas empresas participadas.
b) Imobilizações corpóreas
As imobilizações corpóreas adquiridas até 31 de Dezembro de 1997 encontram-se registadas ao custo de aquisição, reavaliado de acordo com as disposições legais (Nota 12), com base em coeficientes oficiais de desvalorização monetária. As imobilizações corpóreas adquiridas após aquela data encontram-se registadas ao custo de aquisição.
As amortizações são calculadas, sobre o custo histórico ou reavaliado, a partir do ano de entrada em funcionamento ou início de utilização dos bens, de acordo com o método das quotas constantes. As taxas de amortização praticadas correspondem às seguintes vidas úteis estimadas:
| Anos de vida útil | |
|---|---|
| Edifícios e outras construções | 10 |
| Equipamento básico | 4 a 8 |
| Equipamento de transporte | 4 a 7 |
| Ferramentas e utensílios | 4 a 7 |
| Equipamento administrativo | 3 a 10 |
| Outras imobilizações corpóreas | 1 |
c) Locação financeira
Os activos imobilizados adquiridos mediante contratos de locação financeira, bem como as correspondentes responsabilidades, são contabilizados pelo método financeiro. De acordo com este método, o custo do activo é registado no imobilizado corpóreo, a correspondente responsabilidade é registada no passivo e os juros incluídos no valor das rendas e a amortização do activo, calculada conforme descrito na alínea anterior, são registados como custos na demonstração dos resultados do exercício a que respeitam.

d) Investimentos financeiros
Os investimentos financeiros em empresas do grupo e associadas são registados pelo método da equivalência patrimonial, sendo as participações inicialmente contabilizadas pelo custo de aquisição, o qual foi acrescido ou reduzido pela diferença entre esse custo de aquisição e o valor proporcional à participação nos capitais próprios dessas empresas, reportado à data de aquisição ou da primeira aplicação do método da equivalência patrimonial. As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos nessas empresas e o valor proporcional à participação da Empresa nos capitais próprios, à data de aquisição ou da primeira aplicação do referido método, foram registadas na rubrica "Ajustamentos de partes de capital", incluída nos capitais próprios, com excepção das diferenças apuradas na aquisição das empresas mencionadas na Nota 10, as quais foram registadas na rubrica "Trespasses".
De acordo com o método da equivalência patrimonial as participações financeiras são ajustadas pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos das empresas do grupo e associadas, por contrapartida de ganhos ou perdas financeiros do exercício, e por outras variações ocorridas nos seus capitais próprios, por contrapartida da rubrica "Ajustamentos de partes de capital". Adicionalmente, os dividendos recebidos destas empresas são registados como uma diminuição do valor dos investimentos financeiros.
Os investimentos financeiros em outras empresas participadas, outras aplicações financeiras e os empréstimos concedidos a empresas participadas encontram-se registados ao custo de aquisição ou ao valor nominal, o qual é inferior ao respectivo valor de mercado ou de recuperação. Exceptuam-se as unidades de participação no Fundo de Investimento Imobiliário Fechado TDF, as quais, a partir do exercício findo em 31 de Dezembro de 2003, inclusive, passaram a estar valorizadas pela aplicação do método da equivalência patrimonial às respectivas participações financeiras (Nota 10).
Os rendimentos resultantes de investimentos financeiros em outras empresas participadas e em títulos e aplicações financeiras (dividendos) são registados na demonstração dos resultados do exercício em que é decidida e anunciada a sua distribuição.
e) Existências
As matérias-primas, subsidiárias e de consumo encontram-se valorizadas ao custo de aquisição, o qual é inferior ao respectivo valor de mercado, utilizando-se o custo médio como método de custeio. É registada uma provisão para depreciação de existências nos casos em que o valor de mercado das matérias-primas é inferior ao seu custo médio de reposição.
Os produtos e trabalhos em curso encontram-se valorizados ao custo de produção, que inclui o custo dos materiais incorporados, mão-deobra directa e gastos gerais.
f) Reconhecimento dos proveitos e custos relativos a obras em curso
Para o reconhecimento dos proveitos e custos das obras em curso, foi adoptado o método da percentagem de acabamento. De acordo com este método, no final de cada exercício, os custos e proveitos relacionados com obras em curso são reconhecidos na demonstração dos resultados do exercício em função do critério da percentagem de acabamento das obras, o qual é determinado pela comparação e aplicação do menor dos rácios obtido entre os custos incorridos até à data e os custos totais estimados e os proveitos incorridos até à data e os proveitos totais estimados.
São diferidos proveitos de obras de acordo com a legislação aplicável, que se destinam a cobrir eventuais custos a incorrer no período de garantia das obras, bem como eventuais perdas estimadas em obras em curso.
g) Provisão para dívidas de cobrança duvidosa
A provisão para dívidas de cobrança duvidosa foi calculada com base na avaliação das perdas estimadas pela não cobrança das contas a receber de clientes e outros devedores (Notas 23 e 34).
h) Provisão para outros riscos e encargos
A provisão para outros riscos e encargos destina-se a cobrir responsabilidades decorrentes da actividade da Empresa e perdas em empresas participadas com capitais próprios negativos (Nota 34).
i) Trabalhos para a própria empresa
Os trabalhos para a própria empresa correspondem essencialmente aos custos associados à execução e reparação de equipamentos próprios e incluem custos com materiais, mão-de-obra directa e gastos gerais.
j) Especialização de exercícios
As receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual estas são reconhecidas à medida em que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de "Acréscimos e diferimentos" (Nota 50).
l) Resultados em Agrupamentos Complementares de Empresas
Conforme disposto na Directriz Contabilística nº 24, a Empresa não integrou nas suas demonstrações financeiras a proporção dos activos, passivos, proveitos e custos relativos aos Agrupamentos Complementares de Empresas ("ACE") em que participa, reconhecendo contudo, através do método da equivalência patrimonial a sua proporção nos capitais próprios e resultados desses ACE.
m) Saldos e transacções expressas em moeda estrangeira
Todos os activos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para Euros às taxas de câmbio vigentes em 30 de Junho de 2004. As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transacções e as vigentes na data das cobranças, pagamentos, ou à data do balanço, foram registadas como proveitos e custos na demonstração dos resultados do semestre.

n) Impostos diferidos
Os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação.
Os activos e passivos por impostos diferidos são calculados e periodicamente avaliados utilizando as taxas de tributação que se espera estarem em vigor à data da reversão das diferenças temporárias.
Os activos por impostos diferidos são registados unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para os utilizar. Na data de cada balanço é efectuada uma reapreciação das diferenças temporárias subjacentes aos activos por impostos diferidos no sentido de os reconhecer ou ajustar, em função da expectativa actual da sua recuperação futura.
4 - COTAÇÕES EM MOEDA ESTRANGEIRA
Em 30 de Junho de 2004 foram utilizadas as seguintes taxas de câmbio, para converter para Euros os principais activos e passivos expressos em moeda estrangeira:
| Dólar Americano (USD) | 1,2155 |
|---|---|
| Bolívar Venezuelano (VEB) | 2.330,8400 |
| Pataca Macaense (MOP) | 9,7647 |
| Kwanza Angolano (AON) | 101,5529 |
| Metical Moçambicano (MZM) | 27.803,9000 |
6 - IMPOSTOS
A Empresa encontra-se sujeita ao Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC) à taxa de 25%, que pode ser incrementada pela Derrama até à taxa máxima de 10%, resultando uma taxa de imposto agregada de 27,5%.
A Empresa (enquanto sociedade dominante) e algumas das suas participadas (localizadas em Portugal e onde a percentagem de participação é igual ou superior a 90%) encontra-se sujeita, por opção, ao Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades, previsto no artigo 63º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas.
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (dez anos para a Segurança Social até 2000, inclusive, e cinco anos a partir de 2001), excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos em que, dependendo das circunstâncias os prazos são prolongados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais da Empresa dos anos de 2000 a 2003 poderão vir ainda a ser sujeitas a revisão. O Conselho de Administração entende que eventuais correcções resultantes de revisões e inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos, não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras em 30 de Junho de 2004.
Nos termos do artigo 81º do Código do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas, a Empresa encontra-se sujeita adicionalmente a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo mencionado.
O encargo de imposto registado no semestre findo em 30 de Junho de 2004 corresponde essencialmente a:
| Base Fiscal | Imposto |
|---|---|
| 20.279 | |
| 838 | |
| (4) | |
| 166 | |
| 1.000 | |
| 1.000 | |
| (30) | |
| 970 | |
| (17.318)1093.070 |
As diferenças permanentes incluem, essencialmente, a anulação dos efeitos de equivalência patrimonial e a amortização dos trespasses.
Todas as situações que possam vir a afectar significativamente os impostos futuros encontram-se relevadas por via da aplicação dos normativos dos impostos diferidos.

Os movimentos ocorridos no semestre, em resultado da adopção deste normativo, quanto à sua natureza e impacto são como se segue:
| Saldoinicial | Reversão | Saldofinal | ||
|---|---|---|---|---|
| Passivos por impostos diferidos: | ||||
| Mais-valias fiscais com tributação diferida | 224 | (30) | 194 |
7 - NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL
Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004 o número médio de empregados ao serviço da Empresa foi de 1.789 pessoas.
9 - AMORTIZAÇÃO DE "TRESPASSES" PARA ALÉM DE CINCO ANOS
O trespasse apurado na aquisição de uma participação financeira na Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. está a ser amortizado, conforme previsto na Directriz Contabilística nº 1/91, durante um período de 20 anos tendo em conta a expectativa de retorno do referido investimento (Nota 10).
Os restantes trespasses apurados nas aquisições da Somafel - Engenharia e Obras Ferroviárias, S.A. e G.S.C. - Compañia General de Servicios y Construcción, S.A. estão a ser amortizados durante um período de 10 anos.
10 - MOVIMENTO DO ACTIVO IMOBILIZADO
Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004, o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas, imobilizações corpóreas e investimentos financeiros, bem como nas respectivas amortizações acumuladas, foi o seguinte:
Activo bruto
| Rubricas | Saldoinicial | Aumentos | Alienações | Equivalênciapatrimonial | Transferências/abates | Saldofinal |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Imobilizações incorpóreas: | ||||||
| Trespasses | 312.484 | 532 | - | - | - | 313.016 |
| 312.484 | 532 | - | - | - | 313.016 | |
| Imobilizações corpóreas: | ||||||
| Edifícios e outras construções | 4.548 | 14 | (43) | - | - | 4.519 |
| Equipamento básico | 50.308 | 271 | (574) | - | (94) | 49.911 |
| Equipamento de transporte | 6.356 | 34 | (692) | - | (10) | 5.688 |
| Ferramentas e utensílios | 22.094 | 104 | - | - | (95) | 22.103 |
| Equipamento administrativo | 14.033 | 440 | - | - | (73) | 14.400 |
| Outras imobilizações corpóreas | 164 | - | - | - | - | 164 |
| Imobilizações em curso | - | 284 | - | - | - | 284 |
| 97.503 | 1.147 | (1.309) | - | (272) | 97.069 | |
| Investimentos financeiros: | ||||||
| Partes de capital em empresas do grupo | 88.692 | 3.464 | - | 17.292 | - | 109.448 |
| Partes de capital em empresas associadas | 10.489 | 490 | - | (97) | - | 10.882 |
| Empréstimos a empresas associadas | 1.232 | 700 | - | - | - | 1.932 |
| Títulos e outras aplicações financeiras | 158.898 | 47 | - | (1.835) | - | 157.110 |
| Outros empréstimos | 2.724 | 735 | - | - | - | 3.459 |
| 262.035 | 5.436 | - | 15.360 | - | 282.831 |

Amortizações acumuladas
| Rubricas | Saldo | Aumentos | Alienações | Transferências/ | Saldo |
|---|---|---|---|---|---|
| inicial | abates | final | |||
| Imobilizações incorpóreas: | |||||
| Trespasses (Nota 45) | 47.780 | 7.981 | - | - | 55.761 |
| 47.780 | 7.981 | - | - | 55.761 | |
| Imobilizações corpóreas: | |||||
| Edifícios e outras construções | 3.369 | 155 | (32) | - | 3.492 |
| Equipamento básico | 44.633 | 1.425 | (554) | (82) | 45.422 |
| Equipamento de transporte | 5.904 | 160 | (674) | (9) | 5.381 |
| Ferramentas e utensílios | 19.996 | 558 | - | (85) | 20.469 |
| Equipamento administrativo | 11.864 | 522 | - | (73) | 12.313 |
| Outras imobilizações corpóreas | 164 | - | - | - | 164 |
| 85.930 | 2.820 | (1.260) | (249) | 87.241 | |
| Investimentos financeiros: | |||||
| Títulos e outras aplicações financeiras | 1 | 1 | - | - | 2 |
| 1 | 1 | - | - | 2 | |
O aumento ocorrido durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004, na rubrica de "Trespasses" resulta do reconhecimento da diferença entre o custo de aquisição das acções representativas de 15,77% do capital da G.S.C. - Compañia General de Servicios y Construcción, S.A., e o valor proporcional da participação no respectivo capital próprio, no montante de 532 milhares de Euros.
O aumento ocorrido durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004, na rubrica de "Investimentos financeiros" resulta de:
- Partes de capital em empresas do grupo:
| Aquisição de participação na BEL-ERE - Engenharia e Reabilitação de Estruturas, S.A. | 2.942 |
|---|---|
| Aquisição de participação na G.S.C Compañia General de Servicios y Construcción, S.A. | 522 |
| 3.464 | |
| - Partes de capital em empresas associadas: | |
| Subscrição do aumento de capital na SATU-Oeiras - Sistema Automático de Transporte Urbano, S.A. | 490 |
| - Empréstimos a empresas associadas: | |
| Aumento nas prestações acessórias na Recolte - Recolha, Tratamento e Eliminação de Resíduos, S.A. | 700 |
| - Empréstimos a outras empresas: | |
| Conversão de suprimentos em prestações acessórias na Indáqua - Indústria e Gestão de Águas, S.A. | 735 |
As amortizações dos "Trespasses" encontram-se registadas na demonstração dos resultados na rubrica "Custos e perdas financeiros" (Nota 45).
Os ajustamentos registados nas rubricas de investimentos financeiros no semestre findo em 30 de Junho de 2004, em consequência da aplicação do método da equivalência patrimonial, resultam das seguintes situações:
| Ganhos/perdas(Nota 45) | Dividendosrecebidos | Ajustamentospartes capital(Nota 40) | Provisões(Nota 34) | Total | |
|---|---|---|---|---|---|
| Partes de capital em empresas do grupo: | |||||
| Teixeira Duarte - Gestão de Participações e Investimento Imobiliários, S.A. | 12.666 | - | 2.640 | - | 15.306 |
| Gedoisis - Sociedade de Gestão e Investimento Imobiliário, S.A. | 24 | - | - | - | 24 |
| Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Macau), Lda. | - | - | 1 | - | 1 |
| Epos - Empresa Portuguesa de Obras Subterrâneas, S.A. | 8 | (50) | (50) | - | (92) |
| Tegaven - Teixeira Duarte y Associados, CA | (20) | - | (17) | - | (37) |
| Somafel - Engenharia e Obras Ferroviárias, S.A. | 439 | (225) | (71) | - | 143 |
| TDF - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. | 63 | (118) | (15) | - | (70) |
| Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Moçambique), Lda. | 786 | - | 53 | - | 839 |
| Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Angola), Lda. | 1.218 | - | 316 | - | 1.534 |
| Avenida - Empreendimentos Turísticos e Hoteleiros, Lda. | 104 | - | 21 | - | 125 |
| Recolte - Recolha, Tratamento e Eliminação de Resíduos, S.A. | (160) | - | - | 160 | - |
| G.S.C. Compañia General de Servicios y Construcción, S.A. | (440) | - | - | - | (440) |
| BEL-ERE - Engenharia e Reabilitação de Estruturas, S.A. | (15) | - | (26) | - | (41) |
| 14.673 | (393) | 2.852 | 160 | 17.292 |

| Ganhos/perdas(Nota 45) | Dividendosrecebidos | Ajustamentospartes capital(Nota 40) | Provisões(Nota 34) | Total | |
|---|---|---|---|---|---|
| Partes de capital em empresas associadas: | |||||
| Scutvias - Autoestradas da Beira Interior, S.A. | 4 | - | 2 | - | 6 |
| CPE - Companhia de Parques de Estacionamento, S.A. | (87) | - | - | - | (87) |
| SATU-Oeiras - Sistema Automático de Transporte Urbano, E.M. | (16) | - | - | - | (16) |
| (99) | - | 2 | - | (97) | |
| Partes de capital em outras empresas: | |||||
| Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. | 9.070 | (11.479) | - | - | (2.409) |
| TDO - Investimento e Gestão, Lda. | 3 | - | - | - | 3 |
| Tedal - SGPS, S.A. | 2 | - | - | - | 2 |
| Seiur - Sociedade de Empreendimentos Imobiliários e Urbanísticos, S.A. | (80) | - | - | - | (80) |
| Teisomar - Obras Marítimas, ACE | (1) | - | - | - | (1) |
| Acestradas - Construção de Estradas, ACE | 8 | - | - | - | 8 |
| Três Ponto Dois, ACE | 8 | (1.309) | - | - | (1.301) |
| Engil / Mota / Teixeira Duarte - Requalificações Urbanas, ACE | (2) | - | - | 2 | - |
| Fundo de Investimento Imobiliário Fechado - TDF | 1.340 | - | 603 | - | 1.943 |
| 10.348 | (12.788) | 603 | 2 | (1.835) | |
| 24.922 | (13.181) | 3.457 | 162 | 15.360 |
12 - REAVALIAÇÕES DE IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS (LEGISLAÇÃO)
A Empresa procedeu em anos anteriores à reavaliação das suas imobilizações corpóreas ao abrigo da legislação aplicável, nomeadamente:
- Decreto-Lei Nº 430/78, de 27 de Dezembro
- Decreto-Lei Nº 219/82, de 2 de Junho
- Decreto-Lei Nº 399-G/84, de 28 de Dezembro
- Decreto-Lei Nº 118-B/86, de 27 de Maio
- Decreto-Lei Nº 111/88, de 2 de Abril
- Decreto-Lei Nº 49/91, de 25 de Janeiro
- Decreto-Lei Nº 264/92, de 24 de Novembro
- Decreto-Lei Nº 31/98, de 11 de Fevereiro
13 - REAVALIAÇÕES DE IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS
O detalhe dos custos históricos de aquisição de imobilizações corpóreas e correspondente reavaliação, líquidos de amortizações acumuladas, é em 30 de Junho de 2004 o seguinte:
| Rubricas | Custoshistóricos | Reavaliações | Valoresreavaliados |
|---|---|---|---|
| Imobilizações corpóreas | |||
| Edifícios e outras construções | 90 | 2 | 92 |

16 - EMPRESAS DO GRUPO, ASSOCIADAS E PARTICIPADAS
Em 30 de Junho de 2004, os investimentos financeiros em empresas do grupo e associadas, bem como a principal informação financeira respeitante às mesmas era como segue:
| Firma/Sede | Capitalpróprio | Resultadoslíquidos | Percentagemparticipação | Valor daparticipação |
|---|---|---|---|---|
| Partes de capital em empresas do grupo: | ||||
| Teixeira Duarte - Gestão de Participações e Investimentos Imobiliários, S.A.Edifício 2, Lagoas Park - Porto Salvo | 64.871 | 12.666 | 100,00% | 64.871 |
| Gedoisis - Sociedade de Gestão e Investimento Imobiliário, S.A.Edifício 2, Lagoas Park - Porto Salvo | 10.464 | 24 | 99,95% | 10.459 |
| Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Macau), Lda.Av. Praia Grande, 693 - Edifício Tai Wha, 8º A - B - Macau | 47 | - | 80,00% | 38 |
| Epos - Empresa Portuguesa de Obras Subterrâneas, Lda.Edifício 1, Lagoas Park - Porto Salvo | 5.968 | 17 | 50,00% | 2.984 |
| Tegaven - Teixeira Duarte y Asociados, CAAv. Este, 6 - Ed. Centro Parque Carabobo, Piso 6, Of. 601 - Caracas - Venezuela | 1.579 | (116) | 17,04% | 269 |
| Somafel - Engenharia e Obras Ferroviárias, S.A.Edifício 1, Lagoas Park - Porto Salvo | 24.352 | 731 | 60,00% | 14.611 |
| TDF - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A.Edifício 2, Lagoas Park - Porto Salvo | 2.024 | 159 | 40,00% | 810 |
| Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Moçambique), Lda.Av. 24 de Julho, 141 - Maputo - Moçambique | 4.626 | 1.829 | 43,00% | 1.989 |
| Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Angola), Lda.Rua Amílcar Cabral, 27 C - Luanda - Angola | 9.597 | 1.522 | 80,00% | 7.678 |
| Avenida - Empreendimentos Turísticos e Hoteleiros, Lda.Av. 24 de Julho, 141 - Maputo - Moçambique | 778 | 130 | 80,00% | 622 |
| Recolte - Recolha, Tratamento e Eliminação de Resíduos, S.A. a)Rua Castilho, 59 - 7º Esq Lisboa | 457 | (266) | 60,00% | - |
| G.S.C Compañia General de Servicios y Construcción, S.A.Rua Pintor Juan Gris, 5 - Madrid - Espanha | 2.756 | (547) | 80,37% | 2.215 |
| BEL-ERE - Engenharia e Reabilitação de Estruturas, S.A.Edifício 1, Lagoas Park - Porto Salvo | 2.902 | (15) | 100,00% | 2.902 |
| 109.448 | ||||
| Partes de capital em empresas associadas: | ||||
| Scutvias - Autoestradas da Beira Interior, S.A.Rua da Senhora do Porto, 930 - Porto | 49.222 | 21 | 20,00% | 9.844 |
| CPE - Companhia de Parques de Estacionamento, S.A.Edifício 1, Lagoas Park - Porto Salvo | 298 | (436) | 20,00% | 60 |
| SATU-Oeiras - Sistema Automático de Transporte Urbano, E.M.Edifício Paço de Arcos E.N. 249/3 Paço de Arcos - Oeiras | 1.995 | (32) | 49,00% | 978 |
| 10.882 |
a) Na aplicação do método da equivalência patrimonial, ao valor do capital próprio foi deduzido o valor das prestações acessórias no montante de 2.754 milhares de Euros.

Em 30 de Junho de 2004, a rubrica "Títulos e outras aplicações financeiras" tinha a seguinte composição:
| Fundo de Investimento Imobiliário Fechado TDF | 53.575 |
|---|---|
| Outras participações financeiras: | |
| Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. | 94.119 |
| Lusoponte - Concessionária para a Travessia do Tejo, S.A. | 1.875 |
| Longapar - SGPS, S.A. | 1.006 |
| Indáqua - Indústria e Gestão de Águas, S.A. | 700 |
| Imocipar - Imobiliária, S.A. | 670 |
| MTS - Metro, Transportes do Sul, S.A. | 455 |
| Seiur - Sociedade de Empreendimentos Imobiliários e Urbanísticos, S.A. | 341 |
| EIA - Ensino, Investigação e Administração, S.A. | 300 |
| Besleasing & Factoring - Instituição Financeira de Crédito, S.A. | 169 |
| TDO - Investimento e Gestão, Lda. | 167 |
| Construlink - Tecnologias de Informação, S.A. | 50 |
| Engenharia Hidráulica de Macau, Lda. | 40 |
| Tedal - SGPS, S.A. | 26 |
| Indáqua Feira - Industria de Águas de Santa Maria da Feira, S.A. | 25 |
| TD VIA - Sociedade Imobiliária, S.A. | 5 |
| 99.948 | |
| Agrupamentos Complementares de Empresas (a): | |
| Acestradas - Construção de Estradas, ACE | 3.107 |
| Três Ponto Dois, ACE | 8 |
| Novaponte - Agrupamento para a Construção da Segunda Travessia do Tejo, ACE | 553 |
| Ferponte - Agrupamento para a Execução das Obras na Ponte sobre o Tejo em Lisboa, ACE | 9 |
| Teisomar - Obras Marítimas, ACE | 2 |
| 3.679 | |
| Investimentos financeiros em imóveis | 108 |
| 157.110 |
(a) A participação da Empresa nos Agrupamentos Complementares de Empresas supra indicados resultou da apropriação, na proporção da sua participação, dos resultados acumulados dessas entidades reportados a 30 de Junho de 2004, tal como indicado na Nota 3 l).
Em 30 de Junho de 2004, os empréstimos concedidos a empresas do grupo e outras empresas participadas, correspondiam a prestações acessórias concedidas às seguintes entidades:
| Recolte - Recolha, Tratamento e Eliminação de Resíduos, S.A. | 1.932 |
|---|---|
| Lusoponte - Concessionária para a Travessia do Tejo, S.A.Indáqua - Indústria e Gestão de Águas, S.A. | 2.6198403.459 |
| 5.391 |
As prestações acessórias não vencem juros e, conforme disposto na legislação comercial, só poderão ser reembolsadas pelas empresas a quem foram concedidas quando, após o seu pagamento, os respectivos capitais próprios não forem inferiores à soma do capital com a reserva legal.

Saldos e transacções com empresas do grupo
Os saldos em 30 de Junho de 2004 com empresas do grupo e relacionadas eram como segue:
| Empresas do grupo | Clientes, | Dívidas de | Outros | Fornecedores, Adiantamentos | Dívidas a | Outros | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| conta corrente | empresas do grupo | devedores | conta corrente | de clientes | empresas do grupo | credores | |
| Acestrada, ACE | 290 | - | - | 12 | 2.601 | - | 3 |
| Alvalade, Lda. | 5.355 | - | - | - | - | - | - |
| Angoimo, Lda. | 34.171 | - | 712 | - | - | - | - |
| Avenida, Lda. | 1.117 | 742 | - | 1 | - | - | - |
| BEL-ERE, S.A. | 97 | 272 | - | 2.230 | - | 94 | - |
| CPE, S.A. | 10.473 | 11.159 | - | 1 | - | - | - |
| Epos, Lda. | 1.803 | 50 | - | 10.085 | - | - | - |
| Eurogtd, S.A. | - | - | - | 887 | - | - | 657 |
| Fundo Inv. Imob. Fechado TDF | 5.008 | - | - | - | - | - | - |
| Grupo C. Feira, ACE | 1.051 | - | - | 88 | - | - | - |
| Indáqua, S.A. | 600 | 2.239 | - | 4 | - | - | - |
| Lusoponte, S.A. | 117 | 742 | - | 4 | - | - | - |
| Máxi, Lda. | 1.194 | - | - | - | - | - | - |
| Metro de Superfície, ACE | 446 | - | - | 923 | - | - | - |
| Metroligeiro, ACE | 5.894 | - | - | 1.791 | - | - | - |
| Metropaço, ACE | 3.871 | - | - | 173 | - | - | - |
| MTS, S.A. | - | 456 | - | 8 | - | 456 | - |
| OFM, S.A. | 661 | - | - | - | - | - | - |
| Qta. do Cravel Imobiliária, S.A. | 1.198 | - | - | - | - | 10 | - |
| Scutvias, S.A. | 1.448 | 4.736 | - | - | - | - | - |
| Somafel, S.A. | 309 | - | - | 2.453 | - | - | - |
| T.D. (Sucursal Angola), S.A. | - | 20.194 | - | - | - | - | - |
| TD/Opca - Fungere, ACE | 7.374 | - | - | 5.530 | - | - | - |
| TDA - Com. Indústria, Lda. | 958 | - | - | - | - | - | - |
| Tedal - S.G.P.S., S.A. | 1 | - | - | - | - | 657 | - |
| T.D G.P.I.I., S.A. | 1.777 | 196.223 | - | - | - | 184 | - |
| T.D.(Moçambique), Lda. | 3.817 | 30 | - | 2 | - | - | - |
| Três Ponto Dois, ACE | 291 | - | - | 6.391 | - | - | - |
| Vauco, Lda. | 1.039 | - | - | - | - | - | - |
| Outros | 3.315 | 1.745 | 127 | 1.144 | - | 1.068 | 491 |
| 93.675 | 238.588 | 839 | 31.727 | 2.601 | 2.469 | 1.151 |
Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004, as transacções com empresas do grupo foram como segue:
| Empresas do grupo | Compras | Custo das Forn. serv. Custos e perdas Custos e perdas | Vendas Prestação | Proveitos Prov. e ganhos | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| imobilizado | mercadorias | externos | financeiros | extraordinárias | serviços suplementares | financeiros | |||
| Alvalade, Lda. | - | - | - | - | - | 115 | 224 | - | - |
| Angoimo, Lda. | - | - | - | - | - | 3.735 | 2.076 | - | - |
| ElA, S.A. | - | 13 | 1.216 | - | - | 10 | 180 | 158 | - |
| CPE, S.A. | - | - | 1 | - | - | 3.616 | 1 | - | 213 |
| Epos, Lda. | - | - | 4.470 | - | - | - | 114 | 496 | - |
| Eurogtd, S.A. | 384 | - | 651 | - | - | - | - | - | - |
| Fundo Inv. Imob. Fechado TDF | - | - | 14 | - | - | 2.976 | - | - | - |
| Grupo C. Feira, ACE | - | - | 231 | 2 | - | 288 | 66 | - | 15 |
| Indáqua-Feira, S.A. | - | - | - | - | - | - | - | - | 137 |
| Máxi, Lda. | - | - | - | - | - | 23 | 182 | - | - |
| Metro de Superfície, ACE | - | - | 1.164 | - | - | 175 | 218 | 66 | - |
| Metroligeiro, ACE | - | - | 3.342 | 42 | 9 | 7.014 | 172 | 488 | 1 |
| Metropaço, ACE | - | - | 746 | 3 | - | 2.773 | 196 | 62 | 2 |
| OFM, S.A. | - | - | 7 | - | - | 722 | 19 | 21 | - |
| Petrin, S,A. | - | 50 | 487 | - | - | 6 | 117 | - | - |
| Qta. de Cravel Imobiliária, S.A. | - | - | - | - | - | 2.895 | 34 | - | - |
| Scutvias, S.A. | - | - | - | - | - | 196 | - | 7 | 306 |
| Serafim L. Andrade, S.A.R.L. | - | - | - | - | - | 229 | 346 | - | - |
| Somafel, S.A. | - | - | 5.691 | - | - | 27 | 121 | 591 | - |
| TDF, S.A. | - | - | - | - | - | 139 | 165 | - | - |
| TD Via, S.A. | - | - | - | - | - | 924 | 38 | - | - |
| TD/Opca - Fungere, ACE | - | - | 11.200 | 28 | - | 14.556 | - | 129 | 98 |
| TDA - Com. Indústria, Lda. | - | - | - | - | - | 94 | 276 | - | - |
| TDGI, S.A. | - | - | 391 | - | - | - | 293 | 51 | - |
| T.D G.P.I.I., SA | - | - | 901 | - | - | 1.027 | 189 | - | 3.207 |
| T.D. (Angola), Lda. | - | - | - | - | - | - | 152 | - | - |
| T.D. (Moçambique), Lda. | - | - | - | - | - | 84 | 400 | - | - |
| Três Ponto Dois, ACE | - | - | 6.210 | - | - | 380 | 416 | 326 | - |
| V8, S.A. | - | - | - | - | - | 113 | 54 | - | - |
| Outras | 2 | 2 | 167 | 9 | 20 | 208 | 407 | 5 | 151 |
| 386 | 65 | 36.889 | 84 | 29 | 42.325 | 6.456 | 2.400 | 4.130 |
Os valores de contas a receber de empresas participadas sediadas em Angola, bem como o investimento financeiro nessas empresas, ascendem em 30 de Junho de 2004 a, aproximadamente, 132.000 milhares de Euros. Os valores a receber de terceiros sediados nesse país estão adequadamente cobertos por provisões constituídas.

Nas operações comerciais bem como nas operações financeiras, efectuadas entre a Empresa e qualquer outra entidade, sujeita ou não a IRC, com a qual esteja em situação de relações especiais, são contratados, aceites e praticados termos ou condições substancialmente idênticos aos que normalmente seriam contratados, aceites e praticados entre entidades independentes em operações comparáveis.
Para atestar o mais elevado grau de comparabilidade entre as referidas operações e as que são praticadas em situações normais de mercado ou de ausência de relações especiais, a Empresa adopta os seguintes métodos:
- Partilha de custos;
- Preço comparável de mercado; e
- Custo majorado.
23 - DÍVIDAS DE COBRANÇA DUVIDOSA
Em 30 de Junho de 2004, existiam dívidas classificadas como de cobrança duvidosa nos montantes de 42.457 milhares de Euros em clientes de cobrança duvidosa e 2.201 milhares de Euros em outros devedores. Estas dívidas encontram-se provisionadas com base nas expectativas de perda pela não cobrança dessas contas a receber, tendo sido registadas provisões para essas dívidas de 41.573 milhares de Euros e 2.201 milhares de Euros, respectivamente (Nota 34).
31 - COMPROMISSOS FINANCEIROS ASSUMIDOS E NÃO INCLUÍDOS NO BALANÇO
Em 30 de Junho de 2004, estavam vigentes contratos de factoring sem direito de regresso, os quais foram registados como redução de contas a receber, no montante de 68.055 milhares de Euros. De acordo com as condições contratuais, a responsabilidade da Empresa restringe-se, essencialmente, à garantia de aceitação por parte dos clientes das facturas objecto de factoring.
Em 30 de Junho de 2004, a Empresa possuía responsabilidades por letras descontadas e não vencidas no montante de 627 milhares de Euros.
32 - GARANTIAS PRESTADAS
Em 30 de Junho de 2004, a Empresa tinha prestado garantias bancárias a clientes para efeito de concursos, adiantamentos já recebidos e como garantia de boa execução de obras no montante de 115.157 milhares de Euros.
Adicionalmente, a Empresa tem garantias prestadas a empresas do grupo, sob a forma de avales bancários, nos seguintes montantes:
| Beneficiário | Divisa | Valor em divisa | Milhares de Euros |
|---|---|---|---|
| Bonaparte - Imóveis Comerciais e Participações, S.A. | 35.207 | ||
| Tedal - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. | 32.422 | ||
| TDE - Empreendimentos Imobiliários, S.A. | 28.930 | ||
| TDO - Investimento e Gestão, Lda. | USD | 25.000.000 | 20.568 |
| Seiur - Sociedade de Empreendimentos Imobiliários e Urbanísticos, S.A. | 15.580 | ||
| Teixeira Duarte - Gestão de Participações e Investimentos Imobiliários, S.A. | 15.001 | ||
| TD Via - Sociedade Imobiliária, S.A. | 8.496 | ||
| Avenida - Empreendimentos Turísticos e Hoteleiros, Lda. | USD | 9.000.000 | 7.404 |
| G.S.C Compañía General de Servicios y Construcción, S.A. | 7.000 | ||
| VTD - Veículos Automóveis, S.A. | 6.266 | ||
| Metroligeiro - Construção de Infraestruturas, A.C.E. | 5.000 | ||
| Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Angola), Lda. | USD | 5.330.000 | 4.385 |
| Petras, S.A. / PTG - SGPS, S.A. | 3.492 | ||
| EVA, S.A. / Sinerama, S.A. | 2.494 | ||
| Petras, S.A. / Mercapetro, S.A. / Petrobeiras, S.A. / Petrin, S.A. | 2.494 | ||
| Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Moçambique), Lda. | USD | 3.000.000 | 2.468 |
| Fundo de Investimento Imobiliário Fechado TDF | 1.247 | ||
| Alpinus - Sociedade Hoteleira, S.A. | 1.199 | ||
| Somafel - Engenharia e Obras Ferroviárias, S.A. | 1.000 | ||
| OFM - Obras Públicas, Ferroviárias e Marítimas, S.A. | 1.000 | ||
| Esta - Gestão de Hóteis, S.A. | 998 | ||
| Angoímo - Empreendimentos e Construções, Lda. | USD | 1.000.000 | 823 |
| TDA - Comércio e Indústria, Lda | USD | 1.000.000 | 823 |
| Petras - Sociedade Distribuidora de Combustíveis, Lubrificantes e Gás Natural, S.A. | 748 | ||
| Recolte - Recolha, Tratamento, Eliminação de Resíduos, S.A. | 847 | ||
| Sociedade Hotel Tivoli, Lda. | USD | 300.000 | 247 |
| Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Moçambique), Lda. | MZM | 3.000.000.000 | 108 |
| Mercapetro - Produtos Petrolíferos, S.A. | 100 | ||
| TDF - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. | 4 | ||
| 206.351 | |||

34 - MOVIMENTO OCORRIDO NAS PROVISÕES
Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004, ocorreram os seguintes movimentos nos saldos das rubricas de provisões:
| Rubricas | Saldoinicial | Aumento | Saldofinal |
|---|---|---|---|
| Provisões para cobranças duvidosas | 43.604 | 170 | 43.774 |
| Provisões para riscos e encargos | 1.272 | 895 | 2.167 |
| Provisões para depreciação de existências | 6 | - | 6 |
O aumento de provisões para riscos e encargos inclui os montantes de 733 milhares de Euros e 162 milhares de Euros correspondentes, respectivamente ao valor estimado do imposto de correcções resultantes de revisões e inspecções por parte das autoridades fiscais e à participação em perdas do exercício de empresas participadas (Nota 45).
36 - COMPOSIÇÃO DO CAPITAL
Em 30 de Junho de 2004, o capital da Empresa encontra-se totalmente subscrito e realizado, sendo composto por 420.000.000 acções com o valor nominal de cinquenta cêntimos de Euro cada.
40 - VARIAÇÃO NAS RUBRICAS DE CAPITAL PRÓPRIO
O movimento ocorrido nas outras rubricas de capital próprio durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004, foi como segue:
| Rubricas | Saldo | Aumentos | Diminuições | Transferências / | Saldo |
|---|---|---|---|---|---|
| inicial | ajuste | final | |||
| Capital | 210.000 | - | - | - | 210.000 |
| Ajustamento de partes de capital em filiais e associadas: | |||||
| Ajustamentos de transição | 13.661 | 45 | - | - | 13.706 |
| Lucros não atribuídos | 63.808 | - | - | 13.306 | 77.114 |
| Outras variações nos capitais próprios | (54.765) | 3.635 | (224) | - | (51.354) |
| Reservas de reavaliação | 3 | - | - | (1) | 2 |
| Reserva legal | 7.100 | - | - | 600 | 7.700 |
| Reservas livres | 45.510 | - | - | 3.155 | 48.665 |
| Resultados transitados: | |||||
| Resultados transitados | 5.778 | - | - | 1 | 5.779 |
| Lucros não atribuídos | (63.808) | - | - | (13.306) | (77.114) |
| Resultado líquido do exercício | 10.874 | 19.309 | - | (10.874) | 19.309 |
| 238.161 | 22.989 | (224) | (7.119) | 253.807 |

Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas
A variação verificada nesta rubrica resulta: i) da diferença no valor de 13.306 milhares de Euros entre os resultados de 2003 das empresas do grupo e associadas, considerados na aplicação do método da equivalência patrimonial, e os resultados distribuídos por essas empresas no semestre findo em 30 de Junho de 2004, registada por contrapartida de resultados transitados; e ii) de variações nos capitais próprios das empresas do grupo e associadas, que não as motivadas pelo resultado do exercício.
Reserva legal
A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da Empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.
Aplicação de resultados de 2003
Em reunião de Assembleia Geral de Accionistas realizada em 30 de Abril de 2004 foram aprovadas as demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de Dezembro de 2003, tendo sido deliberada a seguinte aplicação de resultados:
| Exercício 2003 |
|---|
| 3.969 |
| 3.150 |
| 600 |
| 3.155 |
| 10.874 |
41 - CUSTO DAS MATÉRIAS CONSUMIDAS
O custo das matérias consumidas no semestre findo em 30 de Junho de 2004, foi determinado como segue:
| 1.854 |
|---|
| 20.322 |
| 82 |
| (1.799) |
| 20.459 |
42 - VARIAÇÃO DA PRODUÇÃO
A demonstração da variação da produção ocorrida no semestre findo em 30 de Junho de 2004, é como segue:
| Produtos acabadose intermédios | Produtos e trabalhosem curso | |
|---|---|---|
| Existências finais | 4.553 | 35.488 |
| Regularização de existências | 131 | - |
| Existências iniciais | (8.656) | (33.848) |
| Diminuição/aumento no semestre | (3.972) | 1.640 |

43 - REMUNERAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS SOCIAIS
As remunerações atribuídas aos membros dos órgãos sociais no semestre findo em 30 de Junho de 2004, foram respectivamente:
| Fixas | Variáveis | Totais | |
|---|---|---|---|
| Conselho de Administração | |||
| Membros Executivos | 183 | 306 | 489 |
| Membros não Executivos | 48 | 8 | 56 |
| Fiscal Único | 20 | - | 20 |
| 251 | 314 | 565 | |
44 - VENDAS E PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS POR ACTIVIDADE E MERCADOS GEOGRÁFICOS
As vendas e prestações de serviços no semestre findo em 30 de Junho de 2004, distribuem-se da seguinte forma:
| Mercados | |||
|---|---|---|---|
| Interno | Externo | Total | |
| Construção civil e obras públicas | 160.387 | 4.986 | 165.373 |
| Prestações de serviços | 2.764 | 18.715 | 21.479 |
| 163.151 | 23.701 | 186.852 | |
45 - DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS FINANCEIROS
Os resultados financeiros dos semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003, têm a seguinte composição:
| Custos e perdas | 1º SemestreProveitos e ganhos | 1º Semestre | |||
|---|---|---|---|---|---|
| 2004 | 2003 | 2004 | 2003 | ||
| Juros suportados | 9.235 | 10.594 | Juros obtidos | 3.610 | 13.000 |
| Perdas em emp. do grupo e associadas (Nota 10) | 660 | 384 | Ganhos em emp. do grupo e associadas (Nota 10) | 25.744 | 12.039 |
| Amortizações de investimentos em imóveis (Nota 10) | 1 | - | Rendimentos de imóveis | 11 | - |
| Provisões para aplicações financeiras (Nota 10 e 34) | 162 | 23 | Rendimentos de participação de capital | 120 | 35 |
| Diferenças de câmbio desfavoráveis | 976 | 10.750 | Diferenças de câmbio favoráveis | 4.384 | 2.047 |
| Outros custos e perdas financeiros (a) | 9.132 | 8.830 | Descontos de pronto pagamento obtidos | 502 | 607 |
| 20.166 | 30.581 | Outros proveitos e ganhos financeiros | 289 | 655 | |
| Resultados financeiros | 14.494 | (2.198) | |||
| 34.660 | 28.383 | 34.660 | 28.383 | ||
(a) Os outros custos e perdas financeiros incluem 7.981 milhares de Euros relativos à amortização dos trespasses (Nota 10).
46 - DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS
Os resultados extraordinários dos semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003, têm a seguinte composição:
| Custos e perdas | 1º Semestre | Proveitos e ganhos | 1º Semestre | ||
|---|---|---|---|---|---|
| 2004 | 2003 | 2004 | 2003 | ||
| Perdas em existências | 2 | 4 | Ganhos em existências | 6 | 3 |
| Perdas em imobilizações | 24 | 39 | Ganhos em imobilizações | 585 | 289 |
| Donativos | 14 | 10 | Outros proveitos e ganhos extraordinários | 87 | 4.101 |
| Multas e penalidades | 5 | 4 | |||
| Correcções relativas a exercícios anteriores | - | 12 | |||
| Insuficiência da estimativa para impostos | 22 | - | |||
| Outros custos e perdas extraordinários | 84 | 57 | |||
| 151 | 126 | ||||
| Resultados extraordinários | 527 | 4.267 | |||
| 678 | 4.393 | 678 | 4.393 | ||

48 - EMPRÉSTIMOS OBTIDOS
Em 30 de Junho de 2004, a rubrica "Dívidas a instituições de crédito", a médio/longo prazo, respeita a dois empréstimos de 205.284 milhares de Euros e de 138.699 milhares de Euros, contratados junto da Caixa Geral de Depósitos e Banco Comercial Português, respectivamente, cujo vencimento ocorrerá em 24 de Agosto de 2005, vencendo juros à taxa Euribor a noventa dias acrescidos de 1%.
As "Dívidas a instituições de crédito", a curto prazo, vencem juros a taxas normais de mercado.
Em 30 de Junho de 2004, a rubrica "Empréstimos por obrigações - não convertíveis" respeita aos seguintes empréstimos por obrigações:
- Um empréstimo obrigacionista no montante de 120.000 milhares de Euros, com emissão em 29 de Março de 2004, por um período de 5 anos, correspondentes a 2.400.000 obrigações, não convertíveis, ao valor nominal de 50 Euros cada, remunerando juros semestral e postcipadamente, a uma taxa indexada à Euribor a seis meses acrescida de 0,875%. O reembolso é efectuado numa única prestação, em 29 de Março de 2009.
- Um empréstimo obrigacionista no montante de 80.000 milhares de Euros, com emissão em 12 de Maio de 2004, por um período de 5 anos, correspondentes a 1.600.000 de obrigações, não convertíveis, ao valor nominal de 50 Euros cada, remunerando juros semestral e postcipadamente, a uma taxa indexada à Euribor a seis meses acrescida de 0,875%. O reembolso é efectuado numa única prestação, em 12 de Maio de 2009.
49 - ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
Em 30 de Junho de 2004, os saldos com estas entidades tinham a seguinte composição:
| Saldos devedores: | |
|---|---|
| Imposto sobre o Valor Acrescentado | 1.160 |
| Saldos credores: | |
| Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas - IRC: | |
| Imposto estimado | 1.000 |
| Retenções na fonte | (103) |
| 897 | |
| Imposto sobre o Valor Acrescentado | 4.676 |
| Imposto sobre o Rendimento - retenção na fonte | 757 |
| Contribuição para a Segurança Social | 1.135 |
| Restantes impostos | 1 |
| 7.466 |

50 - ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
Em 30 de Junho de 2004, os saldos destas rubricas tinham a seguinte composição:
| Juros a receber | |
|---|---|
| 399 | |
| Outros | 1.132 |
| 1.531 | |
| Custos diferidos: | |
| Gastos com emissão de obrigações | 6.792 |
| Seguros pagos antecipadamente | 224 |
| Rendas | 165 |
| Outros | 930 |
| 8.111 | |
| Acréscimos de custos: | |
| Encargos com férias e subsídio de férias | 8.242 |
| Encargos financeiros vencidos e não pagos | 2.358 |
| Contencioso | 799 |
| Seguros a liquidar | 416 |
| Outros | 5.989 |
| 17.804 | |
| Proveitos diferidos: | |
| Proveitos diferidos em obras ( Nota 3 f) ) | 48.784 |
| Trabalhos facturados e não executados | 15.655 |
| Juros de letras a receber diferidos | 688 |
| 65.127 |
Os proveitos diferidos em obras correspondem a valores não reconhecidos como resultados e que se destinam a fazer face a custos a incorrer no período de garantia das obras, tal como indicado na Nota 3 f).
Os trabalhos facturados e não executados resultam da aplicação do método da percentagem de acabamento, tal como indicado na Nota 3 f).


RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA ELABORADO POR AUDITOR REGISTADO NA CMVM SOBRE INFORMAÇÃO SEMESTRAL
INTRODUÇÃO
-
- Para os efeitos do artigo 246.º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004, da TEIXEIRA DUARTE - ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES, S.A., incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço (que evidencia um total de 1.018.396 milhares de euros e um total de capital próprio de 253.807 milhares de euros, incluindo um resultado líquido de 19.309 milhares de euros) e na Demonstração dos resultados do período findo naquela data e no correspondente Anexo.
-
- As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos.
RESPONSABILIDADES
-
- É da responsabilidade do Conselho de Administração:
- a) a informação financeira histórica, que seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo CVM;
- b) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados;
- c) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e
- d) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
-
- A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva, lícita e em conformidade com o exigido pelo CVM, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso trabalho.
ÂMBITO
-
- O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida está isenta de distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu:
- a) principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever:
- a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira;


- a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação;
- a aplicação, ou não, do princípio da continuidade:
- a apresentação da informação financeira; e
- se a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
-
- O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
-
- Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente relatório sobre a informação semestral.
PARECER
- Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 não esteja isenta de distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
Linda-a-Pastora, 27 de Setembro de 2004
MARIQUITO, CORREIA & ASSOCIADOS – SROC
Inscrição na CMVM n.º 2235
Representada por:
António Francisco Escarameia Mariguito – ROC
Sede: Rua do Visconde Moreira de Rey, 14 • Linda-a-Pastora 2790-447 Queijas • Tels.: 21 424 88 40 - Fax: 21 424 88 50 BKR with offices throughout the World E-mail: [email protected] • Delegação: Estrada Nacional 125, 51 R/C • 8700 Olhão


| ActivoAmortizaçõesActivoActivobrutoe provisõeslíquidolíquidoACTIVONotasIMOBILIZADO:Imobilizações incorpóreas:Despesas de instalação273.439(3.351)88178Despesas de investigação e de desenvolvimento27135(130)56Propriedade industrial e outros direitos274.875(1.137)3.7383.905Trespasses2725(1)2424Diferenças de consolidação10 e 27548.764(100.063)448.701462.323Imobilizações em curso274.0794.0793.486561.317(104.682)456.635469.922Imobilizações corpóreas:Terrenos e recursos naturais2733.05333.05331.742Edifícios e outras construções27280.901(34.407)246.494244.611Equipamento básico27146.001(114.355)31.64634.502Equipamento de transporte2717.515(13.381)4.1344.002Ferramentas e utensílios2723.926(21.952)1.9742.412Equipamento administrativo2735.139(23.019)12.12012.674Outras imobilizações corpóreas273.080(1.906)1.1741.842Imobilizações em curso2735.59635.59628.440Adiantamentos por conta de imobilizações corpóreas2774747575.285(209.020)366.265360.232Investimentos financeiros:Partes de capital em empresas do grupo27, 46 e 5075(33)4242Partes de capital em empresas associadas27 e 50199.513-199.513204.653Títulos e outras aplicações financeiras27, 46 e 50213.591(23.991)189.600184.764413.179(24.024)389.155389.459CIRCULANTE:Existências:Matérias-primas, subsidiárias e de consumo46 e 599.419(42)9.3777.115Produtos e trabalhos em curso46 e 60107.323(92)107.23197.452Produtos acabados e intermédios604.739-4.7398.842Mercadorias46 e 59110.215(1.451)108.76497.953231.696(1.585)230.111211.362Dívidas de terceiros - Médio e longo prazo:Clientes de cobrança duvidosa4644(43)11Empresas do grupo---1.997Empresas associadas7.598-7.5984.980Outras empresas participadas5.692-5.6927.033Outros accionistas67-6777Outros devedores852-85221814.253(43)14.21014.306Dívidas de terceiros - Curto prazo:Clientes, conta corrente46210.949(7.125)203.824195.367Clientes, titulos a receber4644.012(26.544)17.46817.441Clientes de cobrança duvidosa4666.390(56.632)9.7587.636Empresas do grupo22-22146Empresa associadas187-187155Outros accionistas780-780-Adiantamentos a fornecedores16.994-16.99413.375Adiantamentos a fornecedores de imobillizado3.244-3.2443.244Estado e outros entes públicos5714.80714.80711.065Outros devedores4639.923(2.920)37.00338.478397.308(93.221)304.087286.907Títulos negociáveis:Outros títulos negociáveis1.6461.6462Depósitos bancários e caixa:Depósitos bancários55.11855.11849.826Caixa2.8462.8462.27757.96457.96452.103Acréscimos e Diferimentos:Acréscimos de proveitos5810.13010.1309.323Custos diferidos5820.09920.09915.317Activos por impostos diferidos3818.08118.08117.14448.31048.31041.784Total de amortizações27(313.704)Total de provisões46(118.871)Total do activo2.300.958(432.575)1.868.383(milhares de Euros) | Junho de 2004 | Dezembro de 2003 | |
|---|---|---|---|
| 1.826.077 | |||
| Junho de 2004 | Dezembro de 2003 | ||
|---|---|---|---|
| CAPITAL PRÓPRIO, INTERESSES MINORITÁRIOS E PASSIVO | Notas | ||
| CAPITAL PRÓPRIO: | |||
| Capital | 52 e 53 | 210.000 | 210.000 |
| Ajustamentos de partes de capital em associadas | 53 | (74.868) | (74.851) |
| Diferenças de consolidação | 10 e 53 | 242 | 242 |
| Reservas de reavaliação | 53 | 2 | 3 |
| Reserva legal | 53 | 7.700 | 7.100 |
| Outras reservas | 53 | 48.665 | 45.510 |
| Ajustamentos de conversão cambial | 53 | (11.730) | (11.335) |
| Resultados transitadosResultado líquido do exercício | 5353 | 54.48719.309 | 50.61810.874 |
| Total do capital próprio | 253.807 | 238.161 | |
| INTERESSES MINORITÁRIOS | 54 | 23.386 | 23.326 |
| PASSIVO: | |||
| Provisões para riscos e encargos: | |||
| Outras provisões para riscos e encargos | 46 | 1.4351.435 | 397397 |
| Dívidas a terceiros - Médio e longo prazo: | |||
| Empréstimos por obrigações: | |||
| Não convertíveis | 55 | 200.000 | - |
| Dívidas a instituições de crédito | 55 | 706.710 | 897.706 |
| Empresas do grupo | - | 556 | |
| Empresas associadas | 578 | - | |
| Outras empresas participadas | 496 | 456 | |
| Outros accionistas | 46 | 53 | |
| Adiantamentos de clientes | 19.625 | 19.840 | |
| Fornecedores, titulos a pagar | 858 | - | |
| Fornecedores de imobilizado, conta corrente | 47 | 4.691 | 6.082 |
| Outros empréstimos obtidos | 55 | 2.296 | 2.422 |
| Outros credores | 8.305943.605 | 8.273935.388 | |
| Dívidas a terceiros - Curto prazo: | |||
| Dívidas a instituições de crédito | 55 | 288.449 | 253.214 |
| Adiantamentos por conta de vendas | 2.130 | 3.023 | |
| Fornecedores, conta corrente | 132.233 | 138.183 | |
| Fornecedores, facturas em recepção e conferência | 2.035 | 606 | |
| Fornecedores, titulos a pagar | 474 | 1.550 | |
| Empresas do grupo | - | 61 | |
| Empresas associadas | 61 | 704 | |
| Outras empresas participadas | 879 | - | |
| Outros accionistas | 13 | 11 | |
| Adiantamentos de clientes | 25.923 | 25.185 | |
| Outros empréstimos obtidos | 55 | 125 | 5.813 |
| Fornecedores de imobilizado, conta corrente | 30.252 | 29.131 | |
| Estado e outros entes públicosOutros credores | 57 | 13.36821.085 | 19.58930.806 |
| 517.027 | 507.876 | ||
| Acréscimos e Diferimentos: | |||
| Acréscimos de custos | 58 | 29.889 | 22.154 |
| Proveitos diferidos | 58 | 92.341 | 90.185 |
| Passivos por impostos diferidos | 38 | 6.893 | 8.590 |
| 129.123 | 120.929 | ||
| Total do passivoTotal do capital próprio, interesses minoritários e passivo | 1.591.1901.868.383 | 1.564.5901.826.077 |

| 1º Semestre | |||
|---|---|---|---|
| 2004 | 2003 | ||
| CUSTOS E PERDAS | Notas | ||
| Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas: | |||
| Mercadorias | 59 | 94.252 | 77.828 |
| Matérias | 59 | 38.241 | 36.235 |
| 132.493 | 114.063 | ||
| Fornecimentos e serviços externos | 133.361 | 120.816 | |
| Custos com o pessoal: | |||
| Remunerações | 50.003 | 46.344 | |
| Encargos sociais | 11.609 | 11.182 | |
| 61.612 | 57.526 | ||
| Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo | 27 | 11.895 | 11.563 |
| Provisões | 46 | 1.837 | 1.438 |
| 341.198 | 305.406 | ||
| Impostos | 6.309 | 6.308 | |
| Outros custos e perdas operacionais | 774 | 3.108 | |
| (A) | 348.281 | 314.822 | |
| Custos e perdas financeiros | 44 | 40.650 | 55.013 |
| (C) | 388.931 | 369.835 | |
| Custos e perdas extraordinários | 45 | 4.854 | 1.282 |
| (E) | 393.785 | 371.117 | |
| Imposto sobre o rendimento do exercício | 38 e 56 | (460) | 1.583 |
| (G) | 393.325 | 372.700 | |
| Interesses minoritários | 54 | 1.244 | 1.597 |
| 394.569 | 374.297 | ||
| Resultado líquido do exercício | 19.309 | 8.651 | |
| 413.878 | 382.948 | ||
| PROVEITOS E GANHOS | |||
| Vendas: | |||
| MercadoriasProdutos | 124.180134.201 | 103.030126.174 | |
| 258.381 | 229.204 | ||
| Prestações de serviços | 36 | 94.100352.481 | 71.415300.619 |
| Variação da produção | 60 | 5.454 | 12.208 |
| Trabalhos para a própria empresa | 1.699 | 9.102 | |
| Proveitos suplementares | 3.759 | 6.443 | |
| Outros proveitos e ganhos operacionais(B) 36 | 1.524364.917 | 2.550330.922 | |
| Proveitos e ganhos financeiros(D) | 44 | 32.977397.894 | 45.706376.628 |
| Proveitos e ganhos extraordinários | 45 | 15.984 | 6.320 |
| (F) | 413.878 | 382.948(milhares de Euros) | |
| Resultados operacionais: (B) - (A) = | 16.636 | 16.100 | |
| Resultados financeiros: (D-B) - (C-A) = | (7.673) | (9.307) | |
| 8.963 | 6.793 | ||
| Resultados correntes: (D) - (C) =Resultados antes de impostos e interesses minoritários: (F) - (E) =Resultado líquido do exercício antes de interesses minoritários: (F) - (G) = | 20.09320.553 | 11.83110.248 |

NOTA INTRODUTÓRIA
A Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. ("TEIXEIRA DUARTE" ou "Empresa"), com sede em Porto Salvo, foi constituída em 4 de Janeiro de 1934 e tem como actividade principal a Construção Civil e Obras Públicas.
O universo empresarial da Teixeira Duarte ("Grupo") é formado pelas empresas participadas indicadas nas Notas 1, 3 e 5. As principais actividades do Grupo são as seguintes: Construção Civil e Obras Públicas; Imobiliária; Hotelaria; Comércio Alimentar; Distribuição de Combustíveis; Comércio Automóvel e Participações Financeiras (Nota 36).
As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano Oficial de Contabilidade para apresentação das demonstrações financeiras consolidadas. As notas cuja numeração se encontra ausente deste anexo não são aplicáveis, ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras consolidadas anexas.
Todos os valores deste anexo estão expressos em milhares de Euros.
1 - EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO
As empresas incluídas na consolidação pelo método de integração global, suas respectivas sedes sociais e a proporção do capital detido em 30 de Junho de 2004 pelo Grupo, por mercados e actividades, são as seguintes:
| Denominação social | Sede | Percentagem do capital detido | ||
|---|---|---|---|---|
| Directa | Indirecta | Total | ||
| MERCADO INTERNO | ||||
| CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS | ||||
| BEL - ERE - Engenharia e Reabilitação de Estruturas, S.A. | Edifício 1, Lagoas ParkPorto Salvo | 100,00% | - | 100,00% |
| EPOS - Empresa Portuguesa de Obras Subterrâneas, Lda. (a) | Edifício 1, Lagoas ParkPorto Salvo | 50,00% | - | 50,00% |
| OFM - Obras Públicas, Ferroviárias e Marítimas, S.A. | Edifício 1, Lagoas ParkPorto Salvo | - | 60,00% | 60,00% |
| Somafel - Engenharia e Obras Ferroviárias, S.A. | Edifício 1, Lagoas ParkPorto Salvo | 60,00% | - | 60,00% |
| IMOBILIÁRIA | ||||
| Cerrado dos Outeiros - Sociedade Imobiliária, S.A. | Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo | - | 99,99% | 99,99% |
| Fundo de Investimento Imobiliário Fechado TDF | Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo | 60,33% | 39,62% | 99,95% |
| Gedoisis - Sociedade de Gestãoe Investimento Imobiliário, S.A. | Edifício 2, Lagoas ParkPorto salvo | 99,95% | 0,02% | 99,97% |
| Parcauto - Sociedade Imobiliária, S.A. | Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo | - | 99,80% | 99,80% |
| Quinta de Cravel - Imobiliária, S.A. | Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo | - | 99,80% | 99,80% |
| S. Luis de Maranhão - Gestão Imobiliária, S.A. | Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo | - | 100,00% | 100,00% |
| Soprocine - Empreendimentos Imobiliários, S.A. | Edifício 2, Lagoas ParkPorto salvo | - | 99,97% | 99,97% |
| TDE - Empreendimentos Imobiliários, S.A. | Edifício 2, Lagoas Park | - | 99,97% | 99,97% |
| TD Via - Sociedade Imobiliária, S.A. | Porto salvoEdifício 2, Lagoas Park | 0,50% | 86,98% | 87,48% |
| TDGI - Tecnologia de Gestão de Imóveis, S.A. | Porto salvoEdifício 1, Lagoas Park | - | 100,00% | 100,00% |
| Teixeira Duarte - Gestão de Participações | Porto salvoEdifício 2, Lagoas Park | 100,00% | - | 100,00% |
| e Investimentos Imobiliários, S.A.Tratado - Sociedade Imobiliária e de Gestão, S.A. | Porto salvoEdifício 2, Lagoas Park | - | 100,00% | 100,00% |
| V8 - Gestão Imobiliária, S.A. | Porto SalvoEdifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo | - | 99,90% | 99,90% |

| Denominação social | Sede | Percentagem do capital detido | ||
|---|---|---|---|---|
| Directa | Indirecta | Total | ||
| HOTELARIA | ||||
| Esta - Gestão de Hotéis, S.A. | Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo | - | 100,00% | 100,00% |
| EVA - Sociedade Hoteleira, S.A. | Av. República, 1 | - | 100,00% | 100,00% |
| Heather Properties, SGPS, S.A. | FaroEdifício 2, Lagoas Park | - | 100,00% | 100,00% |
| Porto Salvo | ||||
| Sinerama - Organizações Turísticas e Hoteleiras, S.A. | Edifício 2, Lagoas ParkPorto Salvo | - | 89,96% | 89,96% |
| DISTRIBUIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS | ||||
| Álvaro Luis & Rui, Lda. | Rua Treze de Janeiro, 38Cadaval | - | 98,58% | 98,58% |
| E.C.T Empresa de Comércio de Tabacos, Lda. | Rua Elias Garcia, 410 | - | 98,58% | 98,58% |
| Gasoarco - Comércio de Combustíveis, S.A. | AmadoraRua Capitão Eliseu de Azevedo - Arco de BaúlheCabeceiras de Basto | - | 98,58% | 98,58% |
| Mercamonta - Montagem e Assistência | Rua Óscar da Silva, 2243 | - | 97,47% | 97,47% |
| a Postos de Abastecimento, Lda. | Leça da Palmeira | |||
| Mercapetro - Produtos Petrolíferos, S.A. | Rua Óscar da Silva, 2243Leça da Palmeira | - | 55,93% | 55,93% |
| Petras - Sociedade Distribuidora de Combustíveis, | Rua Laura Alves, 19 - 1º Esq. | - | 85,06% | 85,06% |
| Lubrificantes e Gás Natural, S.A.Petrin - Petróleos e Investimentos, S.A. | LisboaRua Óscar da Silva, 2243 | - | 98,58% | 98,58% |
| Petrobeiras - Produtos Petrolíferos das Beiras, S.A. | Leça da PalmeiraRua Óscar da Silva, 2243 | - | 98,27% | 98,27% |
| PPS - Produtos Petrolíferos, S.A. | Leça da PalmeiraEdifício 1, Lagoas Park | - | 98,58% | 98,58% |
| Porto Salvo | ||||
| PTG - SGPS, S.A. | Edifício 1, Lagoas ParkPorto Salvo | - | 98,58% | 98,58% |
| Rocha & Monteiro, Lda. | Largo Paiva Couceiro, Estação ServiçoOeiras | - | 94,08% | 94,08% |
| S. Bento - Comércio de Combustíveis e Lubrificantes, S.A. | Estrada Nacional 109 - OradaOvar | - | 98,58% | 98,58% |
| SPI - Sociedade de Petróleo Independente, S.A. | Rua Óscar da Silva, 2243 | - | 94,44% | 94,44% |
| SM - Companhia Portuguesa de Distribuição | Leça da PalmeiraEdifício 1, Lagoas Park | - | 98,58% | 98,58% |
| de Petróleos e Derivados, S.A. | Porto Salvo | |||
| Transportes Centrais de Matosinhos, Lda. | Edifício 1, Lagoas ParkPorto Salvo | - | 98,58% | 98,58% |
| COMÉRCIO AUTOMÓVEL | ||||
| TDO - Investimento e Gestão, Lda. | Rua das Pretas, 4 - Fracção 4 D | 0,46% | 99,54% | 100,00% |
| VTD - Veículos Automóveis, S.A. | FunchalEdifício 1, Lagoas Park | - | 100,00% | 100,00% |
| PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS | Porto Salvo | |||
| CPE - Companhia de Parques de Estacionamento, S.A. | Edifício 1, Lagoas Park | 20,00% | 40,00% | 60,00% |
| Eurogtd - Sistemas de Informação, S.A. | Porto SalvoEdifício 1, Lagoas Park | - | 78,69% | 78,69% |
| RECOLTE - Recolha, Tratamento e Eliminação de Resíduos, S.A. | Porto SalvoRua Castilho, 59 - 7º Esq. | 60,00% | - | 60,00% |
| SATU Oeiras - Sistema Automático de Transporte Urbano, E.M. (a) | LisboaEdifício Paço de Arcos, E.N. 249/3 | 49,00% | - | 49,00% |
| TDO - SGPS, S.A. | Paço de ArcosRua das Pretas, 4 - Fracção 4 D | - | 100,00% | 100,00% |
| Tedal - SGPS, S.A. | FunchalEdifício 2, Lagoas Park | 0,01% | 99,99% | 100,00% |
| Porto Salvo |

| Denominação social | Sede | Percentagem do capital detido | ||
|---|---|---|---|---|
| Directa | Indirecta | Total | ||
| MERCADO EXTERNO | ||||
| ANGOLA | ||||
| IMOBILIÁRIA | ||||
| Afrimo - Empreendimentos Imobiliários, Lda. | Rua Amílcar Cabral, 51 - 1º CLuanda | - | 51,00% | 51,00% |
| Angopredial - Empreendimentos Imobiliários, Lda. | Rua Amílcar Cabral, 27 - R/C DLuanda | - | 100,00% | 100,00% |
| Angoimo - Empreendimentos e Construções, Lda. | Rua Amílcar Cabral, 27 - R/C DLuanda | - | 100,00% | 100,00% |
| Casangol - Gestão Imobiliária, Lda. | Rua Amílcar Cabral, 27 - R/C DLuanda | - | 100,00% | 100,00% |
| Imoafro - Empreendimentos Imobiliários, Lda. | Rua Amílcar Cabral, 27 - R/C DLuanda | - | 100,00% | 100,00% |
| Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Angola), Lda. | Rua Amílcar Cabral, 27 - R/C CLuanda | 80,00% | 20,00% | 100,00% |
| TDGI - Tecnologia de gestão de Imóveis, Lda. | Rua Comandante Che Guevara, 67 - 1º DLuanda | - | 100,00% | 100,00% |
| Urbáfrica - Sociedade Imobiliária, Lda. | Rua Amílcar Cabral, 35 - 5º CLuanda | - | 51,00% | 51,00% |
| Urbango - Gestão Imobiliária, Lda. | Rua Amílcar Cabral, 27 - R/C DLuanda | - | 100,00% | 100,00% |
| HOTELARIA | ||||
| Alvalade - Empreendimentos Turísticos e Hoteleiros, Lda. | Rua Comandante Che Guevara, 67 - 1º DLuanda | - | 100,00% | 100,00% |
| Serafim L. Andrade, S.A.R.L. | Rua da Missão, 103Luanda | - | 80,00% | 80,00% |
| COMÉRCIO ALIMENTAR | ||||
| Maxi - Comércio Geral, Importação e Exportação, Lda. | Rua João Rodrigues, 30Luanda | - | 90,00% | 90,00% |
| COMÉRCIO AUTOMÓVEL | ||||
| Comércio de Automóveis, Lda. | Rua Frederich Engels, 9Luanda | - | 100,00% | 100,00% |
| TDA - Comércio e Indústria, Lda. | Rua Francisco das Necessidades Castelo Branco, 39 a 45Luanda | - | 100,00% | 100,00% |
| Vauco - Automóveis e Equipamentos, Lda. | Rua Ho Chi Min (Largo 1º de Maio)Luanda | - | 51,00% | 51,00% |
| PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS | ||||
| Angocime - Cimentos de Angola, Lda. | Rua Comandante Che Guevara, 67 - 1º DLuanda | - | 100,00% | 100,00% |
| Betangola - Betões e Pré-Fabricados de Angola, Lda. | Rua Comandante Che Guevara, 67 - 1º DLuanda | - | 100,00% | 100,00% |
| ESPANHA | ||||
| PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS | ||||
| G.S.C Compañia General de Servicios y Construcción, S.A. | Rua Pintor Juan Gris, 5-1º A | 80,37% | - | 80,37% |
| GIBRALTAR | Madrid | |||
| CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS | ||||

| Denominação social | Sede | Percentagem do capital detido | ||
|---|---|---|---|---|
| Directa | Indirecta | Total | ||
| MACAU E VENEZUELA | ||||
| CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS | ||||
| Tegaven - Teixeira Duarte y Asociados, CA (a) | Av. Este, 6-Edif. Centro Parque Carabobo,Piso 6, Of. 601 - Caracas - Venezuela | 17,04% | 14,67% | 31,71% |
| Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Macau), Lda. | Rua de Xangai, 175, Edif. Assoc. Comercial Macau 10º AMacau | 80,00% | 20,00% | 100,00% |
| MOÇAMBIQUE | ||||
| CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS | ||||
| Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Moçambique), Lda. | Av. 24 de Julho, 141 | 43,00% | 21,19% | 64,19% |
| HOTELARIA | Maputo | |||
| Avenida - Empreendimentos Turísticos e Hoteleiros, Lda. | Av. 24 de Julho, 141 | 80,00% | 20,00% | 100,00% |
| Sociedade Hotel Alfacinha, Lda. (Tivoli - Beira) | MaputoAv. de Bagamoio, 363 | - | 98,21% | 98,21% |
| Beira | ||||
| Sociedade Hotel Tivoli, Lda. | Av. 25 de Setembro, 1321 | - | 65,00% | 65,00% |
| IMOBILIÁRIA | Maputo | |||
| Imopar - Centro Comercial de Maputo, S.A.R.L. | Av. 24 de Julho, 141 | - | 100,00% | 100,00% |
| Maputo | ||||
| TDGI - Tecnologia de gestão de Imóveis, Lda. | Av, 24 de Julho, 141Maputo | - | 51,35% | 51,35% |
Estas empresas subsidiárias foram incluídas na consolidação, pelo método de integração global, com base no estabelecido na alínea a) do nº 1 do Artigo 1º do Decreto-Lei nº 238/91, de 2 de Julho (maioria dos direitos de voto).
2 - EMPRESAS EXCLUÍDAS DA CONSOLIDAÇÃO
Os investimentos financeiros em empresas excluídas da consolidação, registados nas rubricas partes de capital em empresas do grupo e associadas (Nota 50) ao custo de aquisição, suas respectivas sedes sociais e a proporção do capital detido pelo Grupo em 30 de Junho de 2004, são as seguintes:
| Denominação social | Sede | Percentagem do capital detido | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Directa | Indirecta | Total | ||||
| Agrupamento para a Construção da Ponte do Sado, ACE | Bairro do Forno da CalAlcácer do Sal | 33,33% | - | 33,33% | ||
| Avia Portugal - Produtos Petrolíferos, S.A. | Rua do Alecrim, 38Lisboa | - | 43,87% | 43,87% | ||
| Cintel - Construtora do Interceptor de Esgotos de Lisboa, Lda. | Av. das Forças Armadas, 125 - 4º CLisboa | 25,00% | - | 25,00% | ||
| Ferdouro - Construção de Pontes e Ferrovias, ACE | Rua Senhora do Porto, 930Porto | 45,00% | - | 45,00% | ||
| Ferponte - Agrupamento para a Execuçãode Obras na Ponte sobre o Tejo em Lisboa, ACE | Av. das Forças Armadas, 125 - 4º ALisboa | 50,00% | - | 50,00% | ||
| Júpiter - Indústria Hoteleira, S.A. | Hotel Júpiter - Praia da RochaPortimão | - | 8,88% | 8,88% | ||
| Lote Seis - Infraestruturas de Gás Natural, ACE | Av. das Forças Armadas, 125 - 4º ALisboa | 50,00% | - | 50,00% |
(a) - Estas empresas, foram ainda incluídas pelo método de integração global, com base no estabelecido na alínea e) do Artigo 1º do Decreto-Lei nº 238/91, de 2 de Julho, as referidas empresas (Contrato de Gestão).

| Denominação social | Sede | Percentagem do capital detido | |||
|---|---|---|---|---|---|
| Directa | Indirecta | Total | |||
| Mannesmann - Sudrohrbau - Engil- | Alto do Seixal - Asseiceira | 12,25% | - | 12,25% | |
| - Soares da Costa - Teixeira Duarte - Mota -- Agrupamento de Infraestruturas de Gás Natural, ACE | Rio Maior | ||||
| Metrotúnel - Trabalhos de Construção em Túnel dos | Av. das Forças Armadas, 125 - 2º C | 28,00% | 8,00% | 36,00% | |
| 52º e 53º Troços Parciais da Linha Amarela, ACE | Lisboa | ||||
| MTS - Metro, Transportes do Sul, S.A. | Campo Grande, 382-4º C | 9,11% | - | 9,11% | |
| Lisboa | |||||
| Novaponte - Agrupamento para a Construção | Rua Cintura do Porto de Lisboa | 9,00% | - | 9,00% | |
| da Segunda Travessia do Tejo, ACE | Matinha - Lisboa | ||||
| Promociones Inmobiliarias, 3003, CA | Av. Este, 6 - Edif. Centro Parque Carabobo, Of. 601 | - | 19,00% | 19,00% | |
| Caracas - Venezuela | |||||
| Soconstrói - Teixeira Duarte - Construtores | Rua Dr. António Loureiro Borges, 74 - 6º - Miraflores | 50,00% | - | 50,00% | |
| de Parque de Estacionamento, ACE | Algés | ||||
| Tecnoceano - Grupo de Empresas | Doca dos Olivais | 25,00% | - | 25,00% | |
| de Construção Civil, ACE | Lisboa | ||||
| Tedeven Inmobiliaria, CA | Av. Este, 6 - Edif. Centro Parque Carabobo, Of. 601 | - | 29,17% | 29,17% | |
| Caracas - Venezuela | |||||
| Vijol - Comércio de Lubrificantes e Combustíveis, Lda. | Rua D. Jerónimo Osório, 11 - 1º | - | 98,58% | 98,58% | |
| Lisboa |
Estas empresas não foram consolidadas dado serem imateriais, individualmente e no seu conjunto, para a apresentação de uma imagem fiel e verdadeira da situação financeira e resultados das operações do Grupo (nº 1 do Artigo 4º do Dec.-Lei nº 238/91, de 2 de Julho).
3 - EMPRESAS REGISTADAS PELO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL
As empresas consolidadas pelo método da equivalência patrimonial, suas respectivas sedes e a proporção do capital detido em 30 de Junho de 2004, são as seguintes:
| Denominação social | Sede | Percentagem do capital detido | ||
|---|---|---|---|---|
| Directa | Indirecta | Total | ||
| Alpinus - Sociedade Hoteleira, S.A. | Pinhal do Concelho, Aldeia das Açoteias | - | 24,95% | 24,95% |
| Albufeira | ||||
| Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. | Rua Alexandre Herculano, 35 | 10,05% | 9,93% | 19,97% |
| Lisboa | ||||
| DNGÁS - Distribuição e Comércio de Gás, Lda. | Rua das Lagoas, Campo Raso | - | 40,00% | 40,00% |
| Sintra | ||||
| IMOC - Empreendimentos Imobiliários, S.A.R.L. | Av. 24 de Julho, 141 - Maputo | - | 29,78% | 29,78% |
| Moçambique | ||||
| Scutvias - Autoestradas da Beira Interior, S.A. | Rua Senhora do Porto, 930 | 20,00% | - | 20,00% |
| Porto | ||||
| Seiur - Sociedade de Empreendimentos | Edifício 2, Lagoas Park | 19,00% | - | 19,00% |
| Imobiliários e Urbanísticos, S.A. (a) | Lisboa | |||
| TDF - Sociedade Gestora de Fundos de | Edifício 2, Lagoas Park | 40,00% | 9,75% | 49,75% |
| Investimento Imobiliário, S.A. | Porto Salvo |
Estas empresas foram incluídas na consolidação pelo método da equivalência patrimonial, com base no estipulado no nº 13.6 das normas de consolidação de contas estabelecidas pelo Decreto-Lei nº 238/91, de 2 de Julho.
A participação na Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A., apesar de não atingir 20%, foi consolidada de acordo com este método pela relevância do investimento e tendo presente as obrigações resultantes para a accionista Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. do Concurso Público relativo à 4ª Fase de Reprivatização da Cimpor, SGPS, S.A.
(a) - A Seiur - Sociedade de Empreendimentos Imobiliários e Urbanísticos, S.A. detém a totalidade do capital da Bonaparte - Imóveis Comerciais e Participações, S.A., a qual se encontra registada pelo método da equivalência patrimonial.
4 - PARTICIPAÇÕES MATERIALMENTE IRRELEVANTES EM EMPRESAS ASSOCIADAS
O Grupo possuía participações em partes de capital de um conjunto de empresas que foram excluídas do processo de consolidação, por serem materialmente irrelevantes para a obtenção de uma imagem verdadeira e apropriada da situação financeira e dos resultados do Grupo (Nota 50).

5 - EMPRESAS CONSOLIDADAS PELO MÉTODO PROPORCIONAL
As entidades consolidadas pelo método proporcional, suas respectivas sedes e a proporção do capital detido em 30 de Junho de 2004, são como segue:
| Denominação social | Sede | Percentagem do capital detido | |||
|---|---|---|---|---|---|
| Directa | Indirecta | Total | |||
| Acestrada - Construção de Estradas, ACE | Praça de Alvalade, 6-7º | 20,00% | - | 20,00% | |
| Lisboa | |||||
| Engil/Mota/Teixeira Duarte - Requalificações Urbanas, ACE | Av. Fabril do Norte, 1601 | 33,33% | - | 33,33% | |
| Matosinhos | |||||
| GPCC - Grupo Português de Construção | Rua Senhora do Porto, 930 | 25,00% | - | 25,00% | |
| de Infraestruturas de Gás Natural, ACE | Porto | ||||
| GPCIE - Grupo Português de Construção | Qta. Beirolas, Estaleiro Moscavide (Parque Expo) | 25,00% | - | 25,00% | |
| de Infraestruturas da Expo, ACE | Lisboa | ||||
| GCF - Grupo Construtor da Feira, ACE | Rua da Paz, 66 - 1º - Sala 19 | 25,00% | - | 25,00% | |
| Porto | |||||
| Metroligeiro - Construção de Infraestruturas, ACE | Estrada da Luz, 90-6º E | 26,80% | - | 26,80% | |
| Lisboa | |||||
| Metropaço - Trabalhos de Construção da Estação | Av. das Forças Armadas, 125 - 2º D | 33,33% | - | 33,33% | |
| do Metropolitano do Terreiro do Paço, ACE | Lisboa | ||||
| Molinorte - Linha do Norte - Construção Civil, ACE | Rua Senhora do Porto, 930 | 23,50% | - | 23,50% | |
| Porto | |||||
| Somafel/Ferrovias, ACE | Av. Columbano Bordalo Pinheiro, 93 - 7º | - | 36,00% | 36,00% | |
| Lisboa | |||||
| Teixeira Duarte/Opca - Fungere - Parcela 1.18 do Parque | Edifício 2, Lagoas Park | 60,00% | - | 60,00% | |
| das Nações em Lisboa - 3ª Fase - Empreitada de Acabamentos e | Porto Salvo | ||||
| Instalações Especiais dos Edifícios para o Hotel e Escritórios, ACE | |||||
| Teixeira Duarte - Sopol - Metro Superfície, ACE | Edifício 2, Lagoas Park | 57,30% | - | 57,30% | |
| Porto Salvo | |||||
| Teisomar - Obras Marítimas, ACE | Av. da República, 42 - 2º | 50,00% | - | 50,00% | |
| Lisboa | |||||
| Três Ponto Dois - Trabalhos Gerais de Construção Civil, | Av. das Forças Armadas, 125 - 2º C | 50,00% | - | 50,00% | |
| Via e Catenária de Modernização da Linha do Norte, ACE | Lisboa |
Estas entidades foram consolidadas pelo método de consolidação proporcional, já que se tratam de Agrupamentos Complementares de Empresas onde a gestão é exercida conjuntamente entre as empresas agrupadas.
6 - PARTICIPAÇÕES EM EMPRESAS NÃO MENCIONADAS NAS NOTAS ANTERIORES
As seguintes empresas, em que o Grupo detém participações inferiores a 20% ou onde não exerce uma influência significativa na gestão, não são incluídas no perímetro de consolidação, estando valorizadas ao custo, deduzido de uma provisão para perdas estimadas na sua realização:
| Empresa | Sede | Participação |
|---|---|---|
| Companhia de Parques de Macau, S.A.R.L. | Av. Praia Grande, 693 - Edifício Tai Wah, 14ºMacau | 15,00% |
| Construlink - Tecnologias da Informação, S.A. | Travessa do Conde da Ponte, 24-1ºLisboa | 17,96% |
| Engenharia Hidráulica de Macau, Lda. | Rua Pedro José Lobo, 1 e 3 - 27º - BMacau | 10,00% |
| Indáqua - Indústria e Gestão de Águas, S.A. | Av. da Boavista, 3521 - 2ºPorto | 14,00% |
| Grupo Soares da Costa, SGPS, S.A. | Rua Senhora do Porto, 930Porto | 19,99% |
| VSL Sistemas Portugal - Pré-Esforço, Equipamentoe Montagens, S.A. | Estrada do Outeiro, Lote C - Piso 1 - AbóbodaCascais | 11,25% |
| Web-Lab - SGPS, S.A. | Rua do Noronha, 1-1ºLisboa | 14,74% |

7 - NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL
Durante o 1º semestre de 2004, o número médio de empregados ao serviço das empresas incluídas na consolidação foi o seguinte:
| Método de consolidação | ||
|---|---|---|
| Integral | Proporcional | |
| Quadros superiores | 495 | 1 |
| Enquadramento | 854 | 1 |
| Pessoal especializado | 3.126 | 12 |
| Outros | 1.737 | 7 |
| 6.212 | 21 |
10 - DIFERENÇAS DE CONSOLIDAÇÃO
A rubrica de "Diferenças de consolidação" incluída em imobilizações incorpóreas compreende as diferenças entre o custo de aquisição e o valor proporcional dos capitais próprios das empresas do grupo e associadas na data da sua aquisição e apresenta a seguinte composição:
| Participação | Custo deaquisição | Diferenças deconsolidação | Amortizaçõesacumuladas | |
|---|---|---|---|---|
| Álvaro Luis & Rui, Lda. | 98,58% | 289 | 289 | 130 |
| Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. | 19,97% | 737.518 | 531.373 | 92.990 |
| Gasoarco - Comércio de Combustíveis, S.A. | 98,58% | 781 | 631 | 158 |
| G.S.C Compañia General de Servicios y Construcción, S.A. | 80,37% | 5.451 | 2.962 | 290 |
| Mercapetro - Produtos Petrolíferos, S.A. | 55,93% | 895 | 811 | 446 |
| Petras - Sociedade Distribuidora de Combustíveis, Lubrificantes e Gás Natural, S.A. | 85,06% | 2.079 | 625 | 343 |
| Petrin - Petróleos e Investimentos, S.A. | 98,58% | 1.225 | 423 | 233 |
| Petrobeiras - Produtos Petrolíferos das Beiras, S.A. | 98,27% | 1.400 | 510 | 281 |
| Rocha & Monteiro, Lda. | 94,08% | 110 | 28 | 15 |
| S. Bento - Comércio de Combustíveis e Lubrificantes, S.A. | 98,58% | 1.338 | 1.172 | 293 |
| SM - Companhia Portuguesa de Distribuição de Petróleos e Derivados, S.A. | 98,58% | 1.398 | 734 | 404 |
| Somafel - Engenharia e Obras Ferroviárias, S.A. | 60,00% | 9.477 | 3.230 | 1.777 |
| Soprocine - Empreendimentos Imobiliários, S.A. | 99,97% | 809 | 988 | 444 |
| TDE - Empreendimentos Imobiliários, S.A. | 99,97% | 19.287 | 1.644 | 575 |
| Tedal - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. | 100,00% | 299.965 | 9 | 5 |
| Transportes Centrais de Matosinhos, Lda. | 98,58% | 54 | 21 | 12 |
| Tratado - Sociedade Imobiliária e de Gestão, S.A. | 100,00% | 17.000 | 156 | 86 |
| VTD - Veículos Automóveis, S.A. | 100,00% | 2.758 | 3.158 | 1.581 |
| 548.764 | 100.063 |
O movimento no saldo desta rubrica durante o 1º semestre de 2004 (Nota 27) resultou, essencialmente, da diferença apurada na aquisição da participação na G.S.C. - Compañia General de Servicios y Construcción, S.A.
A diferença de consolidação relativa à VTD - Veículos Automóveis, S.A., incorpora o valor das diferenças de consolidação apuradas na aquisição da Auto Dinis de Almeida & Freitas, S.A. e da Auto Garagem, Lda., as quais, 31 de Dezembro de 2003, foram objecto de um processo de fusão por incorporação na VTD - Veículos Automóveis, S.A..
O saldo da rubrica de "Diferenças de consolidação" em capitais próprios incluí, essencialmente, os efeitos derivados de movimentos de capitais próprios de empresas participadas.

14 - COMPOSIÇÃO DO CONJUNTO DAS EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO
As empresas consolidadas pela primeira vez no 1º semestre de 2004, pelo método de integração global, bem como a principal informação financeira em 30 de Junho de 2004, são as seguintes:
| Denominação social | Activo | Passivo | Capitalpróprio |
|---|---|---|---|
| Casangol - Gestão Imobiliária, Lda. | 409 | 258 | 151 |
| Urbango - Gestão Imobiliária, Lda. | 66 | 71 | (5) |
15 - CONSISTÊNCIA NA APLICAÇÃO DOS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS
Os principais critérios valorimétricos utilizados pelas empresas englobadas na consolidação foram consistentes entre si e são os descritos na Nota 23.
17 - AMORTIZAÇÃO DAS DIFERENÇAS DE CONSOLIDAÇÃO
Conforme indicado na Nota 10, o Grupo registou em imobilizado incorpóreo, o valor relativo às diferenças de aquisição de partes de capital ("Goodwill") em diversas empresas, as quais começaram a ser amortizadas no exercício de 1999, ou na data de aquisição quando posterior, considerando um período de dez anos, correspondente ao período estimado de recuperação dos investimentos realizados. Exceptua-se a diferença de compra apurada na aquisição da participação na Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. a qual está a ser amortizada em 20 anos por ser esse o período estimado de recuperação do investimento.
18 - CRITÉRIOS DE CONTABILIZAÇÃO DAS PARTICIPAÇÕES EM ASSOCIADAS
As empresas englobadas na consolidação que detêm participações financeiras em associadas, adoptam o critério de as valorizar nas suas demonstrações financeiras individuais pelo método da equivalência patrimonial.
Os critérios de contabilização utilizados para a valorização das participações financeiras em empresas associadas não consolidadas, são os expostos na Nota 23 d).
21 - COMPROMISSOS FINANCEIROS ASSUMIDOS E NÃO INCLUÍDOS NO BALANÇO CONSOLIDADO
Em 30 de Junho de 2004, estavam vigentes contratos de factoring sem direito de regresso, os quais foram registados como redução de contas a receber, no montante de 68.055 milhares de Euros. De acordo com as condições contratuais, a responsabilidade do Grupo restringe-se, essencialmente, à garantia de aceitação por parte dos clientes das facturas objecto de factoring.
Em 30 de Junho de 2004, o Grupo possuía responsabilidades por letras descontadas não vencidas no montante de 1.145 milhares de Euros.

22 - GARANTIAS PRESTADAS
Em 30 de Junho de 2004, as seguintes empresas do Grupo tinham prestado garantias a terceiros, como se segue:
| Entidade | Garantias bancárias | Garantias reais | Cauções |
|---|---|---|---|
| Acestrada - Construção de Estradas, ACE | 10.997 | - | - |
| Angoimo - Empreendimentos e Construções, Lda. | 24 | - | - |
| BEL-ERE - Engenharia e Reabilitação de Estruturas, S.A. | 1.128 | - | - |
| CPE - Companhia de Parques de Estacionamento, S.A. | 1.935 | - | - |
| Comércio de Automóveis, Lda. | 49 | - | - |
| Engil / Mota / Teixeira Duarte - Requalificações Urbanas, ACE | 288 | - | - |
| Epos - Empresa Portuguesa de Obras Subterrâneas, Lda. | 8.517 | - | - |
| EVA - Sociedade Hoteleira, S.A. | 356 | 860 | - |
| Gasoarco - Comércio de Combustíveis, S.A. | 75 | 49 | - |
| GPCC - Grupo Português de Construção de Infraestruturas de Gás Natural, ACE | 270 | - | - |
| GPCIE - Grupo Português de Construção de Infraestruturas da Expo, ACE | 543 | - | - |
| GCF - Grupo Construtor da Feira, ACE | 1.584 | - | - |
| Gedoisis - Sociedade de Gestão e Investimento Imobiliário, S.A. | 130 | 941 | - |
| G.S.C Compañia General de Servicios y Construcción, S.A. | 1.981 | - | - |
| Metroligeiro - Construção de Infraestruturas, ACE | 2.110 | ||
| Metropaço - Trabalhos de Construção da Estação do Metropolitano do Terreiro do Paço, ACE | 2.695 | - | - |
| OFM - Obras Públicas, Ferroviárias e Marítimas, S.A. | 5.990 | - | 1.638 |
| Petras - Sociedade Distribuidora de Combustíveis, Lubrificantes e Gás Natural, S.A. | 104 | - | - |
| Petrin - Petróleos e Investimentos, S.A. | 6.722 | - | - |
| Quinta de Cravel - Imobiliária, S.A. | 1.000 | - | - |
| Recolte - Recolha, Tratamento e Eliminação de Resíduos, S.A. | 282 | - | - |
| SATU-Oeiras - Sistema Automático de Transporte Urbano, E.M. | 59 | ||
| S. Luis de Maranhão - Gestão Imobiliária, S.A. | - | 1.496 | - |
| Sinerama - Organizações Turísticas e Hoteleiras, S.A. | 626 | - | - |
| SM - Companhia Portuguesa de Distribuição de Petróleos e Derivados, S.A. | 9 | - | - |
| Somafel - Engenharia e Obras Ferroviárias, S.A. | 9.805 | - | 2.115 |
| Teixeira Duarte/Opca - Fungere - Parcela 1.18 do Parque das Nações em Lisboa - 3ª Fase | |||
| - Empreitada de Acabamentos e Instalações Especiais dos Edifícios para o Hotel e Escritórios, ACE | 2.820 | - | - |
| TD Via - Sociedade Imobiliária, S.A. | 1.044 | 224 | - |
| TDA - Comércio e Indústria, Lda. | 321 | - | - |
| TDE - Empreendimentos Imobiliários, S.A. | 350 | - | - |
| TDGI - Tecnologia de Gestão de Imóveis, S.A. | 54 | - | - |
| TDO - Investimentos e Gestão, Lda. | 14.049 | - | - |
| Tegaven - Teixeira Duarte y Asociados, CA | 2.287 | - | - |
| Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Moçambique), Lda. | 3.270 | - | - |
| Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. | 115.157 | - | - |
| Teixeira Duarte - Gestão de Participações e Investimentos Imobiliários, S.A. | 9.692 | - | - |
| Teixeira Duarte International, Ltd. | 5.389 | - | - |
| Três Ponto Dois - Trabalhos Gerais de Construção Civil, Via e Catenária de Modernização da Linha do Norte, ACE | 3 | - | - |
| Vauco - Automóveis e Equipamentos, Lda. | 49 | - | - |
| VTD - Veículos Automóveis, S.A. | 1.429 | - | - |
| 213.193 | 3.570 | 3.753 |
As garantias bancárias foram prestadas fundamentalmente para efeitos de concursos, adiantamentos recebidos e como garantia de boa execução de obras.
A Somafel - Engenharia e Obras Ferroviárias, S.A. e a OFM - Obras Públicas, Ferroviárias e Marítimas, S.A., têm um seguro de caução prestado como garantia de boa execução de obras.
A garantia real prestada pela TD VIA - Sociedade Imobiliária, S.A. corresponde à reserva de compra de um terreno.
As garantias reais prestadas pela S. Luis de Maranhão - Gestão Imobiliária, S.A. e pela Gedoisis - Sociedade de Gestão e Investimento Imobiliário, S.A. correspondem à hipoteca de um terreno e de um edifício, respectivamente.
A garantia real prestada pela Eva - Sociedade Hoteleira, S.A. corresponde à hipoteca sobre um imóvel para garantia de pagamento de empréstimos internos obtidos por esta empresa.
A garantia real prestada pela Gasoarco - Comércio de Combustíveis, S.A. corresponde à hipoteca sobre um posto de combustível para garantia de pagamento de empréstimo interno obtido por esta empresa.

23 - BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS UTILIZADOS
Bases de apresentação
As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas no pressuposto de continuidade das operações das empresas incluídas na consolidação (Notas 1, 3 e 5), a partir dos seus livros e registos contabilísticos, mantidos de acordo com princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal.
Princípios de consolidação
A consolidação das empresas referidas na Nota 1, efectuou-se pelo método de integração global. As transacções e saldos significativos entre as empresas foram eliminadas no processo de consolidação e o valor correspondente à participação de terceiros nos capitais próprios e nos resultados dessas empresas é apresentado no balanço e na demonstração dos resultados na rubrica "Interesses minoritários".
A consolidação das entidades referidas na Nota 5, efectuou-se pelo método proporcional. De acordo com este método foram integradas nas demonstrações financeiras consolidadas os activos, passivos, proveitos e custos destas entidades, na proporção em que o Grupo nelas participa, tendo procedido à anulação de saldos e transacções pela referida proporção.
Principais critérios valorimétricos
Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras consolidadas, foram os seguintes:
a) Imobilizações incorpóreas
As imobilizações incorpóreas compreendem, essencialmente, as despesas incorridas em projectos específicos com valor económico futuro, bem como as diferenças apuradas na compra das participações financeiras (Nota 10). As imobilizações incorpóreas são amortizadas pelo método das quotas constantes, durante um período de três anos, à excepção das diferenças de consolidação que são amortizadas durante um período de 10 anos ou 20 anos (Nota 17), correspondente ao período estimado de recuperação dos respectivos investimentos financeiros.
b) Imobilizações corpóreas
A generalidade das imobilizações corpóreas adquiridas até 30 de Dezembro de 1997, encontram-se registadas ao valor de aquisição reavaliado de acordo com as disposições legais (Nota 41). As imobilizações corpóreas adquiridas após aquela data encontram-se registadas ao custo de aquisição, excepto alguns dos terrenos e edifícios relacionados com a actividade imobiliária, os quais foram reavaliados com base em estudos técnicos realizados por entidades especializadas.
As amortizações são calculadas pelo método das quotas constantes, de acordo com as seguintes vidas úteis estimadas:
| Anos de vida útil | |
|---|---|
| Edifícios e outras construções | 5 a 20 |
| Equipamento básico | 4 a 8 |
| Equipamento de transporte | 3 a 7 |
| Ferramentas e utensílios | 3 a 7 |
| Equipamento administrativo | 2 a 10 |
| Outras imobilizações corpóreas | 1 a 4 |
c) Locação financeira
Os activos imobilizados adquiridos mediante contratos de locação financeira, bem como as correspondentes responsabilidades são contabilizados pelo método financeiro. De acordo com este método o custo do activo é registado no imobilizado corpóreo, a correspondente responsabilidade é registada no passivo e os juros incluídos no valor das rendas e a amortização do activo, calculada conforme descrito na alínea anterior, são registados como custos na demonstração dos resultados do exercício a que respeitam.
d) Investimentos financeiros
Os investimentos financeiros nas entidades indicadas na Nota 3 encontram-se registados pelo método da equivalência patrimonial, sendo as participações inicialmente contabilizadas pelo custo de aquisição, o qual foi acrescido ou reduzido da diferença entre esse custo e o valor proporcional à participação nos capitais próprios dessas empresas reportado à data de aquisição ou da primeira aplicação do método da equivalência patrimonial. Estas diferenças encontram-se registadas na rubrica "Diferenças de consolidação" (Notas 10 e 17). De acordo com o método da equivalência patrimonial, as participações financeiras são ajustadas pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos dessas empresas por contrapartida de ganhos e perdas do exercício e por outras variações ocorridas nos capitais próprios, por contrapartida da rubrica "Ajustamentos de partes de capital em associadas". Adicionalmente, os dividendos recebidos destas empresas são registados como uma diminuição do valor dos investimentos financeiros.

Os investimentos financeiros em outras empresas participadas excluídas da consolidação e em títulos e outras aplicações financeiras encontram-se registados ao custo de aquisição ou ao valor nominal no caso dos empréstimos concedidos, estando eventuais diferenças para valores de mercado, ou de recuperação cobertos por provisões (Notas 4 e 50).
Os rendimentos resultantes de investimentos financeiros em outras empresas participadas e em títulos e aplicações financeiras (dividendos e juros) são registados na demonstração dos resultados do exercício em que é decidida e anunciada a sua distribuição.
e) Existências
As mercadorias e as matérias-primas, subsidiárias e de consumo encontram-se valorizadas ao custo de aquisição, o qual é inferior ao respectivo valor de mercado, utilizando-se o custo médio como método de custeio. É registada uma provisão para depreciação de existências nos casos em que o valor de mercado das mercadorias é inferior ao seu custo de aquisição.
Os produtos e trabalhos em curso encontram-se valorizados ao custo de produção, que inclui o custo dos materiais incorporados, mão-deobra directa e gastos gerais.
Os produtos acabados e intermédios encontram-se valorizados ao custo de produção, o qual é inferior ao respectivo valor de mercado.
f) Reconhecimento dos proveitos e custos relativos às obras em curso
Para reconhecimento dos proveitos e dos custos das obras em curso, foi adoptado o método da percentagem de acabamento. De acordo com este método, no final de cada exercício os custos e os proveitos relacionados com obras em curso são reconhecidos na demonstração dos resultados do exercício em função da percentagem de acabamento das obras, a qual é determinada pela comparação e aplicação do menor dos rácios obtido entre os custos incorridos até á data e os custos totais estimados e os proveitos incorridos até á data e os proveitos totais estimados. São diferidos proveitos para fazer face a custos estimados com obras durante o período de garantia, de acordo com a legislação aplicável, bem como eventuais perdas estimadas em obras em curso.
g) Provisão para dívidas de cobrança duvidosa
A provisão para dívidas de cobrança duvidosa foi calculada com base na avaliação das perdas estimadas pela não cobrança das contas a receber de clientes e outros devedores (Nota 46).
h) Títulos negociáveis
Os títulos negociáveis são registados ao mais baixo do custo de aquisição ou de valor de mercado.
i) Trabalhos para a própria empresa
Os trabalhos para a própria empresa correspondem essencialmente a construção e grandes reparações de equipamentos próprios efectuados pelas empresas do Grupo e incluem custos com materiais, mão-de-obra directa e gastos gerais.
j) Especialização de exercícios
As receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização do exercício, pelo qual estas são reconhecidas à medida em que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos (Nota 58).
k) Saldos, transacções e investimentos financeiros expressos em moeda estrangeira
Os activos e passivos expressos em moeda estrangeira, foram convertidos para Euros às taxas de câmbio vigentes em 30 de Junho de 2004. As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transacções e as vigentes na data das cobranças, pagamentos, ou à data do balanço, foram registadas como proveitos e custos na demonstração dos resultados do semestre. Exceptuam-se as diferenças cambiais favoráveis, que quando não realizadas, são diferidas sempre que exista expectativa de reversibilidade das mesmas no futuro.
As diferenças de câmbio originadas na conversão para Euros de demonstrações financeiras de empresas participadas, expressas em moeda estrangeira foram incluídas no capital próprio na rubrica de "Ajustamentos de conversão cambial". A conversão daquelas demonstrações financeiras é efectuada considerando as seguintes taxas de câmbio: i) taxa de câmbio vigente à data do balanço para converter todos os activos e passivos, ii) taxa de câmbio média do exercício para converter as rubricas da demonstração dos resultados e iii) taxa de câmbio histórica para converter as restantes rubricas de capital próprio.

l) Impostos diferidos
Os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação.
Os activos e passivos por impostos diferidos são calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação que se esperam estarem em vigor à data da reversão das diferenças temporárias.
Os activos por impostos diferidos são registados unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para os utilizar. Na data de cada balanço é efectuada uma reapreciação das diferenças temporárias subjacentes aos activos por impostos diferidos no sentido de os reconhecer ou ajustar em função da expectativa actual da sua recuperação futura.
m) Subsídios obtidos
Os subsídios atribuídos ao Grupo por investimentos efectuados são registados como proveitos diferidos, na rubrica de acréscimos e diferimentos, e reconhecidos nas demonstrações dos resultados de forma consistente e proporcional às amortizações dos bens a cuja aquisição se destinaram.
Os subsídios à exploração são reconhecidos em resultados quando recebidos.
24 - COTAÇÕES EM MOEDA ESTRANGEIRA
Em 30 de Junho de 2004 foram utilizadas as seguintes taxas de câmbio para converter para Euros os principais activos e passivos expressos em moeda estrangeira:
| Pataca Macaense (MOP) | 9,7647 |
|---|---|
| Bolivar Venezuelano (VEB) | 2.330,84 |
| Dólar Americano (USD) | 1,2155 |
| Kwanza Angolano (AON) | 101,5529 |
| Metical Moçambicano (MZM) | 27.803,9 |

27 - MOVIMENTO DO ACTIVO IMOBILIZADO
Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004, o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas, corpóreas e investimentos financeiros, bem como nas respectivas amortizações acumuladas e provisões, foi o seguinte:
Activo bruto
| Rubricas | inicial | Saldo Ajustamentos | Equivalênciapatrimonial | Aumentos | Alienações Transferênciase abates | Saldofinal | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Imobilizações incorpóreas: | |||||||
| Despesas de instalação | 3.541 | 25 | - | - | - | (127) | 3.439 |
| Despesas de investigação e de desenvolvimento | 350 | - | - | - | - | (215) | 135 |
| Propriedade industrial e outros direitos | 4.739 | 129 | - | 3 | - | 4 | 4.875 |
| Trespasses | 24 | 1 | - | - | - | - | 25 |
| Diferenças de consolidação | 548.232 | - | - | 532 | - | - | 548.764 |
| Imobilizações em curso | 3.486 | - | - | 593 | - | - | 4.079 |
| 560.372 | 155 | - | 1.128 | - | (338) | 561.317 | |
| Imobilizações corpóreas: | |||||||
| Terrenos e recursos naturais | 31.742 | (11) | - | 662 | (345) | 1.005 | 33.053 |
| Edifícios e outras construções | 275.238 | 3.159 | - | 3.593 | (1.621) | 532 | 280.901 |
| Equipamento básico | 146.353 | 202 | - | 2.388 | (2.665) | (277) | 146.001 |
| Equipamento de transporte | 17.667 | (5) | - | 888 | (954) | (81) | 17.515 |
| Ferramentas e utensílios | 23.834 | - | - | 196 | (29) | (75) | 23.926 |
| Equipamento administrativo | 34.063 | 554 | - | 825 | (85) | (218) | 35.139 |
| Outras imobilizações corpóreas | 3.787 | 63 | - | 159 | (1) | (928) | 3.080 |
| Imobilizações em curso | 28.440 | 474 | - | 6.996 | (1) | (313) | 35.596 |
| Adiantamentos por conta de imobiliz. corpóreas | 7 | 67 | - | - | - | - | 74 |
| 561.131 | 4.503 | - | 15.707 | (5.701) | (355) | 575.285 | |
| Investimentos financeiros: | |||||||
| Partes capital em empresas do grupo | 75 | (1.053) | - | 1.053 | - | - | 75 |
| Partes capital em empresas associadas | 204.653 | - | (5.140) | - | - | - | 199.513 |
| Títulos e outras aplicações financeiras | 220.103 | - | - | 783 | (200) | (7.095) | 213.591 |
| 424.831 | (1.053) | (5.140) | 1.836 | (200) | (7.095) | 413.179 |
Amortizações acumuladas
| Rubricas | inicial | Saldo Ajustamentos | Reforço | Diminuições Transferênciase abates | Saldofinal | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Imobilizações incorpóreas: | ||||||
| Despesas de instalação | 3.363 | 22 | 87 | - | (121) | 3.351 |
| Despesas de investigação e de desenvolvimento | 344 | - | 2 | - | (216) | 130 |
| Propriedade industrial e outros direitos | 834 | 7 | 201 | - | 95 | 1.137 |
| Trespasses | - | - | - | - | 1 | 1 |
| Diferenças de consolidação | 85.909 | - | 14.154 | - | - | 100.063 |
| 90.450 | 29 | 14.444 | - | (241) | 104.682 | |
| Imobilizações corpóreas: | ||||||
| Edifícios e outras construções | 30.627 | 497 | 3.309 | (284) | 258 | 34.407 |
| Equipamento básico | 111.851 | 117 | 5.076 | (2.616) | (73) | 114.355 |
| Equipamento de transporte | 13.665 | 19 | 809 | (865) | (247) | 13.381 |
| Ferramentas e utensílios | 21.422 | - | 643 | (29) | (84) | 21.952 |
| Equipamento administrativo | 21.389 | 211 | 1.643 | (82) | (142) | 23.019 |
| Outras imobilizações corpóreas | 1.945 | 23 | 128 | - | (190) | 1.906 |
| 200.899 | 867 | 11.608 | (3.876) | (478) | 209.020 | |
| Investimentos financeiros: | ||||||
| Títulos e outras aplicações financeiras | 1 | - | 1 | - | - | 2 |
Os montantes incluídos na coluna de "Ajustamentos" correspondem essencialmente a: (i) saldos em 31 de Dezembro de 2003 das empresas consolidadas pela primeira vez em 30 de Junho de 2004 e aos saldos naquela data das empresas excluídas da consolidação neste semestre e que tinham sido consolidadas no exercício anterior (Nota 14); e (ii) efeito cambial da conversão dos saldos das empresas englobadas na consolidação cujas demonstrações financeiras são originalmente expressas em moeda estrangeira.
O reforço de amortizações inclui um montante de 3 milhares de euros que foi registado como custo extraordinário (Nota 45).
O reforço de amortizações para investimentos financeiros foi registado como custo financeiro (Nota 44).

Os ajustamentos nas rubricas de "Investimentos financeiros" são como segue:
Partes de capital em empresas do grupo:
G.S.C. Compañia General de Servicios Y Construcción, S.A. (a) (1.053)
(a) Empresa detida maioritariamente pela Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A.
Conforme referido na Nota 10, o aumento ocorrido, durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004, na rubrica de " Diferenças de consolidação" resulta da diferença apurada na aquisição da participação financeira na G.S.C. - Compañia General de Servicios y Construcción, S.A..
A aplicação do método da equivalência patrimonial aos investimentos financeiros em empresas do grupo e associadas, tem o seguinte impacto:
| Ganhos/(Perdas)(Nota 44) | Dividendosrecebidos | Ajustamentos de partesde capital (Nota 53) | Total | |
|---|---|---|---|---|
| Partes de capital em empresas associadas: | ||||
| Alpinus - Sociedade Hoteleira, S.A. | (243) | - | - | (243) |
| Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. | 18.030 | (22.819) | - | (4.789) |
| DNGÁS - Distribuição e Comércio de Gás, Lda. | 53 | - | - | 53 |
| Scutvias - Autoestradas da Beira Interior, S.A. | 4 | 2 | 6 | |
| Seiur - Sociedade de Empreendimentos Imobiliários e Urbanísticos, S.A. | (80) | - | - | (80) |
| TDF - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. | 79 | (147) | (19) | (87) |
| 17.843 | (22.966) | (17) | (5.140) |
Os aumentos ocorridos na rubrica de "Investimentos financeiros", foram como segue:
Partes de capital em empresas do grupo:
G.S.C. Compañia General de Servicios Y Construcción, S.A. 1.053
Títulos e outras aplicações financeiras:
Indáqua - Indústria e Gestão de Águas, S.A. 735
Outros 48 783
Os investimentos financeiros nestas empresas encontram-se registados ao custo de aquisição deduzidos por provisão por perdas estimadas, quando aplicável (Nota 50).
As alienações de investimentos financeiros foram como segue:
Títulos e outras aplicações financeiras:
Eur Accrual Notes 2007 200
34 - DÍVIDAS A TERCEIROS COBERTAS POR GARANTIAS REAIS
Em 30 de Junho de 2004 existiam dívidas a terceiros no montante de 3.570 milhares de Euros garantidas por hipotecas sobre posto de combustível, imóveis e terrenos pelo montante de 3.570 milhares de Euros (Nota 22).

36 - INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS
Em termos operacionais, o Grupo encontra-se organizado em seis segmentos principais:
- Construção civíl e obras públicas;
- Imobiliário;
- Hotelaria;
- Comércio alimentar;
- Distribuição combustíveis;
- Comércio automóvel.
A principal informação financeira por cada um dos segmentos de negócio, no semestre findo em 30 de Junho de 2004, é a seguinte:
| Construção civile obras públicas | Imobiliário | Hotelaria | Comércioalimentar | Distribuiçãocombustíveis | Comércioautomóvel | Participações Eliminações Consolidadofinanceiras | |||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Réditos: | |||||||||
| Vendas Externas | 198.928 | 9.464 | 19.978 | 20.541 | 77.624 | 19.025 | 6.921 | - | 352.481 |
| Vendas Intersegmentais | 49.445 | 2.736 | 832 | 1.778 | 598 | 6.492 | 1.413 | (63.294) | - |
| Réditos Totais | 248.373 | 12.200 | 20.810 | 22.319 | 78.222 | 25.517 | 8.334 | (63.294) | 352.481 |
| Resultado Segmentado | 25.150 | 4.808 | 4.969 | 2.490 | 100 | 1.052 | (273) | (5) | 38.291 |
| Gastos da empresa não imputados | (15.050) | (247) | (379) | (109) | (308) | (314) | (1.183) | - | (17.590) |
| Resultados Operacionais | 10.100 | 4.561 | 4.590 | 2.381 | (208) | 738 | (1.456) | (5) | 20.701 |
| Gastos de Juros | (11.247) | (10.571) | (1.157) | (29) | (698) | (170) | (3.474) | 5.052 | (22.294) |
| Proveitos de Juros | 4.619 | 1.189 | 5 | - | 187 | 277 | 251 | (5.018) | 1.510 |
| Partes de Lucros liquidas em Associadas | 1.078 | (473) | - | - | (262) | - | 3.346 | - | 3.689 |
| Ganhos em outros investimentos | 236 | 2.197 | 15 | - | - | 30 | 14.038 | (29) | 16.487 |
| Impostos s/ lucros | (1.313) | 1.467 | 72 | - | 9 | (17) | 242 | - | 460 |
| Resultados de actividades ordinárias | 3.473 | (1.630) | 3.525 | 2.352 | (972) | 858 | 12.947 | - | 20.553 |
| Interesses Minoritários | 1.120 | 139 | 228 | 146 | (22) | 52 | (419) | - | 1.244 |
| Resultado Liquido | 2.353 | (1.769) | 3.297 | 2.206 | (950) | 806 | 13.366 | - | 19.309 |
| Outras informações: | |||||||||
| Activos do segmento | 1.106.574 | 950.944 | 163.051 | 25.344 | 72.738 | 57.219 | 492.848 | (1.199.363) | 1.669.355 |
| Investimento em associadas | 105.116 | 944 | - | - | - | - | 92.968 | - | 199.028 |
| Activos totais consolidados | 1.868.383 | ||||||||
| Passivos do segmento | 897.187 | 743.601 | 115.277 | 21.647 | 61.384 | 20.141 | 225.688 | (493.735) | 1.591.190 |
| Passivos totais consolidados | 1.591.190 | ||||||||
| Depreciações | 6.056 | 1.202 | 2.438 | 103 | 715 | 449 | 932 | - | 11.895 |
| Outros gastos não desembolsadosdiferentes da depreciação | 1.200 | - | - | - | 156 | 481 | - | - | 1.837 |
As vendas e prestações de serviços por mercados geográficos no semestre findo em 30 de Junho de 2004, distribuem-se da seguinte forma:
Portugal 279.632 Angola 61.892 Moçambique 5.511 Espanha 5.348 Macau e Venezuela 98 352.481
O conjunto dos proveitos operacionais no semestre findo em 30 de Junho de 2004, possui o seguinte detalhe por mercado geográfico:
| Mercado interno | Mercado externo | Total | |
|---|---|---|---|
| Construção civil e obras públicas | 188.110 | 13.420 | 201.530 |
| Imobiliária | 16.558 | 1.540 | 18.098 |
| Hotelaria | 2.586 | 18.103 | 20.689 |
| Comércio alimentar | - | 20.551 | 20.551 |
| Distribuição de combustíveis | 77.818 | - | 77.818 |
| Comércio automóvel | 3.890 | 15.403 | 19.293 |
| Participações financeiras | 1.655 | 5.283 | 6.938 |
| 290.617 | 74.300 | 364.917 | |

Os activos e investimentos em imobilizações corpóreas e incorpóreas por mercado geográfico em 30 de Junho de 2004, são como segue:
| Activos líquidos segmentais | Investimentos | |
|---|---|---|
| Portugal | 1.627.949 | 12.588 |
| Angola | 201.563 | 3.216 |
| Moçambique | 22.376 | 909 |
| Espanha | 13.708 | 122 |
| Macau e Venezuela | 2.787 | - |
| 1.868.383 | 16.835 | |
38 - DIFERENÇAS ENTRE O RESULTADO CONTABILÍSTICO E FISCAL
As diferenças temporárias entre o valor contabilístico dos activos e passivos e a correspondente base fiscal foram registadas conforme disposto na Directriz Contabilística nº 28 - Imposto sobre o rendimento (Nota 23 alínea l).
No apuramento da matéria colectável, à qual é aplicada a taxa de imposto referida, são adicionados e subtraídos aos resultados contabilísticos montantes não aceites fiscalmente. Estas diferenças entre os resultados contabilísticos e fiscal podem ser de natureza temporária ou permanente.
Todas as situações que possam vir a afectar significativamente os impostos futuros encontram-se relevadas por via da aplicação dos normativos dos impostos diferidos. Os movimentos ocorridos no 1º semestre de 2004, em resultado da adopção deste normativo, quanto à sua natureza e impacto são como segue:
| Constituição | Reversão | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Saldo | Resultado | Capitais Resultado | Capitais | Saldo | |||
| Inicial | Ajustamento | liquido | próprios | liquido | próprios | final | |
| Activos por impostos diferidos: | |||||||
| Provisões para depreciação existências | 42 | - | - | - | (29) | - | 13 |
| Provisões para prejuizos em obras | 29 | - | - | - | (18) | - | 11 |
| Prejuizos fiscais reportáveis | 17.011 | (4) | 2.108 | - | (1.120) | - | 17.995 |
| Outros | 62 | - | - | - | - | - | 62 |
| 17.144 | (4) | 2.108 | - | (1.167) | - | 18.081 | |
| Passivos por impostos diferidos: | |||||||
| Reavaliações de imobilizações corpóreas | 1.705 | - | - | - | (20) | (482) | 1.203 |
| Ganhos tributados em períodos futuros | 278 | - | - | - | (40) | - | 238 |
| Mais-valias fiscais com tributação suspensa | 6.320 | - | - | - | (1.150) | - | 5.170 |
| Outras diferenças temporárias | 287 | - | - | - | (5) | - | 282 |
| 8.590 | - | - | - | (1.215) | (482) | 6.893 | |
A composição do Imposto sobre o Rendimento em 30 de Junho de 2004, é a seguinte:
| Imposto corrente | 1.696 |
|---|---|
| Imposto diferido | (2.156) |
| Imposto exercício | (460) |
39 - REMUNERAÇÕES DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS SOCIAIS
As remunerações atribuídas aos membros dos órgãos sociais da Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A. no semestre findo em 30 Junho de 2004, foram as seguintes:
| Fixas | Variáveis | Totais | |
|---|---|---|---|
| Conselho de Administração: | |||
| Membros executivos | 183 | 306 | 489 |
| Membros não executivos | 48 | 8 | 56 |
| Fiscal Único | 20 | - | 20 |
| 251 | 314 | 565 | |

41 - REAVALIAÇÕES DE IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS
As diversas empresas que integram o Grupo, procederam à reavaliação das suas imobilizações corpóreas ao abrigo da legislação aplicável, nomeadamente:
- Decreto-Lei Nº 430/78, de 27 de Dezembro
- Decreto-Lei Nº 219/82, de 2 de Junho
- Decreto-Lei Nº 399-G/84, de 28 de Dezembro
- Decreto-Lei Nº 118-B/86, de 27 de Maio
- Decreto-Lei Nº 111/88, de 2 de Abril
- Decreto-Lei Nº 49/91, de 25 de Janeiro
- Decreto-Lei Nº 264/92, de 24 de Novembro
- Decreto-Lei Nº 31/98, de 11 de Fevereiro
42 - REAVALIAÇÕES DE IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS
O detalhe dos custos históricos de aquisição de imobilizações corpóreas e correspondente reavaliação, líquidos de amortizações acumuladas, em 30 de Junho de 2004, é o seguinte:
| Rubricas | Custos históricos | Reavaliações | Valoresreavaliados |
|---|---|---|---|
| Terrenos e recursos naturais | 706 | 505 | 1.211 |
| Edifícios e outras construções | 8.153 | 6.894 | 15.047 |
| Equipamento básico | 423 | 49 | 472 |
| Ferramentas e utensílios | 1 | - | 1 |
| Equipamento administrativo | 9 | 1 | 10 |
| Outras imobilizações corpóreas | 5 | 1 | 6 |
| 9.297 | 7.450 | 16.747 |
Face à legislação em vigor, 40% do montante das amortizações relativas à parcela reavaliada não é aceite como custo para efeitos da determinação da matéria colectável em sede do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas.
Adicionalmente, conforme mencionado na nota 23 b), alguns dos terrenos e edifícios relacionados com a actividade imobiliária foram reavaliados com base em estudos técnicos realizados por entidades especializadas. O acréscimo de amortizações correspondente a estas reavaliações não é aceite como custo para efeito de determinação da matéria colectável em sede do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas.
44 - DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS RESULTADOS FINANCEIROS
Os resultados financeiros dos semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003, têm a seguinte composição:
| Custos e perdas | 1º Semestre | Proveitos e ganhos | 1º Semestre | ||
|---|---|---|---|---|---|
| 2004 | 2003 | 2004 | 2003 | ||
| Juros suportados | 20.094 | 22.005 | Juros obtidos | 1.170 | 10.785 |
| Amortizações de investimentos em imóveis (Nota 27) | 1 | - | Rendimentos de títulos de participação b) | 4.661 | 5.402 |
| Perdas em empresas do grupo e associadas (Nota 27) | 323 | - | Rendimentos de imóveis | 447 | 790 |
| Provisões para aplicações financeiras (Nota 46) | - | 1 | Ganhos em empresas do grupo e associadas (Nota 27) | 18.166 | 17.988 |
| Diferenças de câmbio desfavoráveis | 4.193 | 17.939 | Diferenças de câmbio favoráveis | 7.582 | 8.015 |
| Descontos de pronto pagamento concedidos | 11 | 14 | Descontos de pronto pagamento obtidos | 612 | 654 |
| Outros custos e perdas financeiros a) | 16.028 | 15.054 | Outros proveitos e ganhos financeiros | 339 | 2.072 |
| 40.650 | 55.013 | ||||
| Resultados financeiros | (7.673) | (9.307) | |||
| 32.977 | 45.706 | 32.977 | 45.706 |
a) Esta rubrica inclui 14.154 milhares de Euros correspondente à amortização das diferenças de consolidação (Notas 10 e 27).
b) Esta rubrica inclui 4.541 milhares de Euros, correspondente aos dividendos recebidos do BCP - Banco Comercial Português, S.A.

45 - DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS
Os resultados extraordinários dos semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003, têm a seguinte composição:
| Custos e perdas | 1º Semestre | Proveitos e ganhos | 1º Semestre | ||
|---|---|---|---|---|---|
| 2004 | 2003 | 2004 | 2003 | ||
| Donativos | 17 | 24 | Restituição de impostos | - | 2 |
| Dívidas incobráveis | 5 | - | Recuperação de divídas | - | 196 |
| Perdas em existências | 189 | 10 | Ganhos em existências | 13 | 19 |
| Perdas em imobilizações | 150 | 358 | Ganhos em imobilizações | 1.351 | 633 |
| Multas e penalidades | 235 | 191 | Benefícios de penalidades contratuais | 3 | - |
| Aumento das amortizações e provisões (Nota 27) | 3 | - | Redução de amortizações e provisões (Nota 46) | 11.550 | 30 |
| Correcções relativas a exercícios anteriores | 518 | 138 | Correcções relativas a exercícios anteriores | 16 | 168 |
| Outros custos e perdas extraordinários | 3.737 | 561 | Outros proveitos e ganhos extraordinários | 3.051 | 5.272 |
| 4.854 | 1.282 | ||||
| Resultados extraordinários | 11.130 | 5.038 | |||
| 15.984 | 6.320 | 15.984 | 6.320 | ||
46 - MOVIMENTO OCORRIDO NAS PROVISÕES
Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004, ocorreram os seguintes movimentos nos saldos das rubricas de provisões:
| Saldoinicial | Ajustamentos | Aumentos | Redução /Utilização | Saldofinal | |
|---|---|---|---|---|---|
| Provisões para cobranças duvidosas | 92.903 | 92 | 521 | (252) | 93.264 |
| Provisões para riscos e encargos | 397 | 3 | 1.035 | - | 1.435 |
| Provisões para depreciação de existências | 1.433 | 45 | 285 | (178) | 1.585 |
| Provisões para investimentos financeiros (Nota 45) | 35.371 | - | - | (11.349) | 24.022 |
| Provisões para aplicações de tesouraria | 26 | 1 | - | (27) | - |
| 130.130 | 141 | 1.841 | (11.806) | 120.306 |
Os montantes incluídos na coluna de "Ajustamentos" correspondem essencialmente a: (i) saldos em 31 de Dezembro de 2003 das empresas consolidadas pela primeira vez em 30 de Junho de 2004 e aos saldos naquela data das empresas excluídas da consolidação neste semestre e que tinham sido consolidadas no exercício anterior (Nota 14); e (ii) efeito cambial na conversão dos saldos das empresas consolidadas cujas demonstrações financeiras são expressas em moeda estrangeira.
A redução de provisões para cobrança duvidosa, inclui 23 milhares de Euros, que foram registados como proveito extraordinário (Nota 45).
O aumento de provisões para riscos e encargos, inclui 4 milhares de Euros, que foram registados como outros custos com o pessoal.
47 - BENS EM REGIME DE LOCAÇÃO FINANCEIRA
Em 30 de Junho de 2004, as empresas do grupo mantém os seguintes bens de regime de locação financeira:
| Rubrica | Custoaquisição | Amortizaçõesacumuladas | Valorlíquido |
|---|---|---|---|
| Imobilizações corpóreas: | |||
| Terreno e recursos naturais | 1.010 | - | 1.010 |
| Edifícios e outras construções | 393 | 122 | 271 |
| Equipamento básico | 10.253 | 3.544 | 6.709 |
| Equipamento de transporte | 406 | 184 | 222 |
| Ferramentas e utensílios | 13 | 13 | - |
| 12.075 | 3.863 | 8.212 | |
Conforme indicado na Nota 23 c), o Grupo regista pelo método financeiro os activos imobilizados adquiridos mediante contratos de locação financeira.
Em 30 de Junho de 2004, encontra-se registado em imobilizado corpóreo um montante de 12.075 milhares de Euros, relativo ao valor de aquisição desses bens e na rubrica "Fornecedores de imobilizado, conta corrente" o montante de 7.115 milhares de Euros, relativo a contas a pagar às locadoras, dos quais 4.691 milhares de Euros estão classificados a médio e longo prazo por se vencerem a mais de um ano.

50 - INVESTIMENTOS FINANCEIROS
Em 30 de Junho de 2004, os investimentos financeiros tinham a seguinte composição:
| Partes de capital em empresas do grupo: | |
|---|---|
| Produciones Verdi, S.L. | 60 |
| Ferponte - Agrupamento para a Execução de Obras na Ponte sobre o Tejo em Lisboa, ACE | 8 |
| TDU - Urbanizações, S.A. | 7 |
| 75 | |
| Partes de capital em empresas associadas: | |
| Cimpor - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A. | 187.088 a) |
| Scutvias - Autoestradas da Beira Interior, S.A. | 9.845 a) |
| TDF - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. | 1.007 a) |
| Alpinus - Sociedade Hoteleira, S.A. | 662 a) |
| Seiur - Sociedade de Empreendimentos Imobiliários e Urbanísticos, S.A. | 341 a) |
| Lima Petróleos, Lda. | 140 |
| Gimob - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. | 122 |
| Petrosório, Lda. | 100 |
| DNGÁS - Distribuição e Comércio de Gás, Lda. | 85 a) |
| Link Trade & Investments, Ltd. | 60 |
| Avia Portugal - Produtos Petrolíferos, S.A. | 25 |
| Lubrilameirão - Comércio de Combustíveis, Lda. | 20 |
| Petropais - Combustíveis e Lubrificantes, Lda. | 17 |
| Outros | 1 |
| 199.513 | |
| Títulos e outras aplicações financeiras: | |
| BCP - Banco Comercial Português, S.A. | 166.379 b) |
| Grupo Soares da Costa, SGPS, S.A. | 30.090 b) |
| Lusoponte - Concessionária para a Travessia do Tejo, S.A. | 4.494 |
| Web-Lab - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. | 2.997 |
| Etergest - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. | 2.080 |
| Indáqua - Indústria e Gestão de Águas, S.A. | 1.540 |
| Longapar - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. | 1.006 |
| Coba - Consultores para Obras, Barragens e Planeamento, S.A. | 980 |
| Júpiter - Indústria Hoteleira, S.A. | 748 |
| Imocipar - Imobiliária, S.A. | 670 |
| Novaponte - Agrupamento para a Construção da Segunda Travessia do Tejo, ACE | 553 |
| MTS - Metro Transportes do Sul, S.A. | 456 |
| Matadouro de Macau, S.A.R.L. | 317 |
| EIA - Ensino, Investigação e Administração, S.A. | 299 |
| VSL Sistemas Portugal - Pré-Esforço, Equipamento e Montagens, S.A. | 258 |
| Companhia de Parques de Macau, S.A.R.L. | 205 |
| Besleasing e Factoring | 169 |
| Euravia, AG | 75 |
| Construlink - Tecnologias da Informação, S.A. | 50 |
| Engenharia Hidráulica de Macau, Lda. | 40 |
| Vilfer, S.A. | 36 |
| Indáqua - FeiraOutros | 25124 |
| 213.591 | |
| 413.179 | |
a) Estas empresas encontram-se registadas pelo método da equivalência patrimonial, conforme descrito nas Notas 3 e 23 d)
b) Em 30 de Junho de 2004, a percentagem de participação do Grupo no capital destas empresas era a seguinte:
| Empresas | Percentagemparticipação |
|---|---|
| BCP - Banco Comercial Português, S.A. | 2,32% |
| Grupo Soares da Costa, SGPS, S.A. | 19,99% |
No semestre findo em 30 de Junho de 2004, foram utilizadas provisões de 11.349 milhares de Euros (Nota 46) para ajustar o valor da participação no BCP ao correspondente valor de mercado, ou de recuperação.

52 - COMPOSIÇÃO DO CAPITAL
Em 30 de Junho de 2004, o capital da Teixeira Duarte encontra-se totalmente subscrito e realizado, sendo composto por 420.000.000 de acções com o valor nominal de cinquenta cêntimos de Euro cada.
53 - VARIAÇÃO NAS RUBRICAS DE CAPITAL PRÓPRIO
O movimento ocorrido nas rubricas de capital próprio durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004, foi como segue:
| Saldo inicial | Aumentos | Diminuições | Transferências/Ajuste | Saldo final |
|---|---|---|---|---|
| 210.000 | - | - | - | 210.000 |
| (74.851) | - | (17) | - | (74.868) |
| 242 | - | - | - | 242 |
| 3 | - | - | (1) | 2 |
| 7.100 | - | - | 600 | 7.700 |
| 45.510 | - | - | 3.155 | 48.665 |
| (11.730) | ||||
| 54.487 | ||||
| 19.309 | ||||
| 238.161 | 23.177 | (412) | (7.119) | 253.807 |
| (11.335)50.61810.874 | -3.86819.309 | (395)-- | -1(10.874) |
Reservas de reavaliação
Estas reservas resultam da reavaliação do imobilizado corpóreo efectuada nos termos da legislação aplicável (Nota 41). De acordo com a legislação vigente e as práticas contabilísticas seguidas em Portugal, estas reservas não podem ser distribuídas aos accionistas e só podem ser utilizadas em determinadas condições para futuro aumento do capital.
Reserva legal
A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.
Aplicação de resultados de 2003
Em reunião de Assembleia Geral de Accionistas realizada em 30 de Abril de 2004 foram aprovadas as demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de Dezembro de 2003, tendo sido deliberada a seguinte aplicação de resultados:
| Dividendos | 3.969 |
|---|---|
| Distribuição aos trabalhadores | 3.150 |
| Reserva legal | 600 |
| Reservas livres | 3.155 |
| 10.874 | |

54 - INTERESSES MINORITÁRIOS
Os interesses minoritários registados no balanço consolidado em 30 de Junho de 2004 e na demonstração dos resultados do semestre findo naquela data, respeitam à participação de terceiros nos capitais próprios e resultados das seguintes empresas do Grupo:
| Capitaispróprios | Resultados | |
|---|---|---|
| CPE - Companhia de Parques de Estacionamento, S.A. | 117 | (176) |
| E.C.T Empresa de Comércio de Tabacos, Lda. | (2) | (2) |
| Epos - Empresa Portuguesa de Obras Subterrâneas, Lda. | 2.984 | 8 |
| Eurogtd - Sistemas de Informação, S.A. | 408 | (12) |
| Fundo Investimento Imobiliário Fechado TDF | 44 | 1 |
| Gedoisis - Sociedade de Gestão e Investimento Imobiliário, S.A. | 3 | - |
| G.S.C Compañia General de Servicios y Construcción, S.A. | 541 | (107) |
| Maxi - Comércio Geral, Importação e Exportação, Lda. | 370 | 146 |
| Mercapetro - Produtos Petrolíferos, S.A. | 118 | (8) |
| Petras - Sociedade Distribuidora de Combustíveis, Lubrificantes e Gás Natural, S.A. | 345 | (1) |
| Quinta de Cravel - Imobiliária, S.A. | 27 | - |
| SATU - Oeiras - Sistema Automático de Transporte Urbano, E.M. | 1.017 | (17) |
| Serafim L. Andrade, S.A.R.L. | 2.901 | 230 |
| Sinerama - Organizações Turísticas e Hoteleiras, S.A. | 615 | (3) |
| Sociedade Hotel Alfacinha, Lda. (Tivoli - Beira) | 3 | 3 |
| Sociedade Hotel Tivoli, Lda. | 163 | (3) |
| Somafel - Engenharia e Obras Ferroviárias, S.A. | 9.679 | 234 |
| Tegaven - Teixeira Duarte y Asociados, CA | 1.310 | (96) |
| Teixeira Duarte - Engenharia e Construções (Moçambique), Lda. | 2.335 | 908 |
| TD Via - Sociedade Imobiliária, S.A. | 113 | (2) |
| Outros | 295 | 141 |
| 23.386 | 1.244 |
55 - DÍVIDAS A INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO
Em 30 de Junho de 2004, o detalhe das dívidas a instituições de crédito era o seguinte:
| Curto prazo | Médio elongo prazo | |
|---|---|---|
| Empréstimos obtidos: | ||
| Empréstimos por obrigações: | ||
| Não convertíveis | - | 200.000 |
| Empréstimos bancários: | ||
| Empréstimos internos | 47.125 | 667.468 |
| Empréstimos externos | 16.836 | 3.243 |
| Contas caucionadas | 132.667 | 35.999 |
| Descobertos autorizados | 66.881 | - |
| Papel comercial | 24.940 | - |
| Outros empréstimos obtidos | 125 | 2.296 |
| 288.574 | 909.006 |
Em 30 de Junho de 2004, os empréstimos classificados a médio e longo prazo, tinham o seguinte plano de reembolso previsto:
| 2005 | 655.486 |
|---|---|
| 2006 | 8.332 |
| 2007 | 11.780 |
| 2008 e seguintes | 233.408 |
| 909.006 |
Em 30 de Junho de 2004, os empréstimos bancários em moeda estrangeira encontravam-se expressos nas seguintes moedas:
| Valor em divisa | Valor emmilhares Euros | |
|---|---|---|
| Kwanza Angolano (AON) | 705.597.883 | 6.948 |
| Dólares Americanos (USD) | 9.684.850 | 7.968 |
| 14.916 |

Em 30 de Junho de 2004, os empréstimos bancários internos, os descobertos bancários e as contas correntes caucionadas venciam juros à taxa média anual de 3,05%.
Os empréstimos bancários internos contratados pelo Grupo, resultam essencialmente de:
Empréstimo contratado pelo Grupo junto do Banco Comercial Português em 13 de Abril de 1998, no montante actual de 27.933 milhares de Euros, cujo vencimento total ocorrerá em 8 de Abril de 2008.
Empréstimo contratado pelo Grupo em 24 de Agosto de 2001 junto da Caixa Geral de Depósitos, no montante total de 205.284 milhares de Euros, cujo vencimento ocorrerá em 24 de Agosto de 2005.
Empréstimo contratado pelo Grupo em 24 de Agosto de 2001 junto do Banco Comercial Português, de montante actual de 138.700 milhares de Euros, cujo vencimento ocorrerá em 24 de Agosto de 2005.
Em 28 de Dezembro de 2001 foi contratado empréstimo junto do Banco Comercial Português no montante de 275.000 milhares de Euros, cujo vencimento ocorrerá em 28 de Dezembro de 2005.
Em 31 de Dezembro de 2003, o Grupo contratou empréstimo junto do Banco Popular Español, no montante total de 25.000 milhares de Euros, cujo vencimento ocorrerá em 30 de Novembro de 2008.
Em 4 de Junho de 2004 foi contratado empréstimo junto do Banco Português de Investimento no montante de 5.000 milhares de Euros, cujo vencimento ocorrerá em 2 de Julho de 2004.
Em 11 de Junho de 2004 foi contratado empréstimo junto do Banco Comercial Português no montante de 4.980 milhares de Euros, cujo vencimento ocorrerá em 9 de Julho de 2004.
Em 18 de Junho de 2004, o Grupo contratou dois empréstimos junto da Caixa Geral de Depósitos e do Banco Português Investimento, de valor idêntico, no montante de 12.000 milhares de Euros, cujos vencimentos ocorrerão em 16 de Julho de 2004.
Em 25 de Junho de 2004 foi contratado empréstimo junto do Banco Nationale de Paris no montante de 2.500 milhares de Euros, cujo vencimento ocorrerá em 23 de Julho de 2004.
O Grupo tem contratado com sindicatos bancários a colocação e tomada em firme de emissões particulares de papel comercial até ao limite de 24.940 milhares de Euros, ao abrigo de um contrato programa válido até 6 de Janeiro de 2006, renovável por períodos de um ano. Em 30 de Junho de 2004 esta colocação estava a ser utilizada na totalidade.
Em 29 de Março de 2004 o Grupo emitiu um empréstimo obrigacionista no montante de 120.000 milhares de Euros por um período de 5 anos, correspondentes a 2.400.000 de obrigações não convertíveis ao valor nominal de 50 Euros cada, remunerando juros semestral e postecipadamente a uma taxa indexada à Euribor a seis meses acrescida de 0,875%.
O reembolso é efectuado numa única prestação, no final do prazo de emissão, em 29 de Março de 2009.
Em 12 de Maio de 2004 o Grupo emitiu um empréstimo obrigacionista no montante de 80.000 milhares de Euros por um período de 5 anos, correspondentes a 1.600.000 de obrigações não convertíveis ao valor nominal de 50 Euros cada, remunerando juros semestral e postecipadamente a uma taxa indexada à Euribor a seis meses acrescida de 0,875%.
O reembolso é efectuado numa única prestação, no final do prazo de emissão, em 12 de Maio de 2009.
56 - IMPOSTOS
A Empresa encontra-se sujeita ao Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC) à taxa de 25%, que pode ser incrementada pela Derrama até à taxa máxima de 10%, resultando uma taxa de imposto agregada de 27,5%.
De acordo com a legislação fiscal em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (dez anos para a Segurança Social até 2000, inclusive, e cinco anos a partir de 2001), excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos em que, dependendo das circunstâncias, os prazos serão prolongados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais da Empresa e das suas participadas dos anos de 2000 a 2003 poderão vir ainda a ser sujeitas a revisão. O Conselho de Administração da Empresa entende que eventuais correcções resultantes de tais revisões não poderão ter um efeito significativo nas demonstrações financeiras consolidadas em 30 de Junho de 2004.

57 - ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
Em 30 de Junho de 2004, os saldos com estas entidades tinham a seguinte composição:
| Saldos devedores: | |
|---|---|
| Imposto sobre o Valor Acrescentado | 14.807 |
| Saldos credores: | |
| Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas - IRC | |
| Estimativa do imposto | 1.696 |
| Pagamentos por conta e retenção na fonte | (1.077) |
| 619 | |
| Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares - retenção na fonte | 1.008 |
| Imposto sobre o Valor Acrescentado | 9.757 |
| Contribuição para a Segurança Social | 1.905 |
| Outras tributações | 79 |
| 13.368 |
58 - ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
Em 30 de Junho de 2004, os saldos destas rubricas tinham a seguinte composição:
| Acréscimos de proveitos: | |
|---|---|
| Juros a receber | 299 |
| Valores a facturar | 2.481 |
| Outros acréscimos de proveitos | 7.350 |
| 10.130 | |
| Custos diferidos: | |
| Seguros pagos antecipadamente | 441 |
| Juros a pagar | 41 |
| Diferenças câmbio desfavoráveis | 2.917 |
| Encargos comerciais com beneficio futuro | 2.039 |
| Capitalização de encargos financeiros | 3.670 |
| Contratos de fornecimento e publicidade | 1.323 |
| Outros custos diferidos | 9.668 |
| 20.099 | |
| Acréscimos de custos: | |
| Seguros a liquidar | 579 |
| Encargos com férias e subsídio de férias | 12.525 |
| Juros a liquidar | 3.288 |
| Outros acréscimos de custos | 13.497 |
| 29.889 | |
| Proveitos diferidos: | |
| Trabalhos facturados não executados | 22.932 |
| Juros de letras a receber | 688 |
| Subsídios ao investimento | 2.256 |
| Proveitos diferidos de obras - período de garantia | 54.170 |
| Diferenças de câmbio favoráveis | 124 |
| Outros proveitos diferidos | 12.171 |
| 92.341 | |
Os proveitos diferidos de obras correspondem a valores não reconhecidos como resultados e que se destinam a fazer face a custos a incorrer no período de garantia das obras, tal como indicado na Nota 23 f).
Os trabalhos facturados e não executados resultam da aplicação do método da percentagem de acabamento, tal como indicado na Nota 23 f).

59 - DEMONSTRAÇÃO DO CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS E DAS MATÉRIAS CONSUMIDAS
O custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas no semestre findo em 30 de Junho de 2004, foi determinado como segue:
| Movimentos | Mercadorias | Matérias-primas,subsidiárias e de consumo |
|---|---|---|
| Existências iniciais | 99.073 | 7.168 |
| Compras | 105.404 | 40.581 |
| Regularizações de existências | (10) a) | (89) b) |
| Existências finais | 110.215 | 9.419 |
| Custos no semestre | 94.252 | 38.241 |
a) Este montante é relativo às regularizações originadas pelas empresas Avenida - Empreendimentos Turísticos e Hoteleiros, Lda. e Sociedade Hotel Tivoli, Lda.
60 - DEMONSTRAÇÃO DA VARIAÇÃO DA PRODUÇÃO
A demonstração da variação da produção ocorrida no semestre findo em 30 de Junho de 2004, é como segue:
| Movimentos | Produtos acabadose intermédios | Produtos e trabalhosem curso |
|---|---|---|
| Existências finais | 4.739 | 107.323 |
| Regularizações de existências | - | 54 a) |
| Existências iniciais | 8.842 | 97.712 |
| Aumento/redução no semestre | (4.103) | 9.557 |
a) Este montante é relativo às regularizações originadas pelas empresas Angoimo - Empreendimentos e Construções, Lda., VTD - Veículos Automóveis, S.A., Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A., TD Via - Sociedade Imobiliária, S.A., Parcauto - Sociedade Imobiliária, S.A. e V8 - Gestão Imobiliária, S.A.
Em 30 de Junho de 2004, os produtos e trabalhos em curso respeitam ao seguinte:
| Obras em curso - diferença entre custos incorridos e valores facturados (Nota 23 f) ) | 41.545 |
|---|---|
| Empreendimentos imobiliários | 65.778 |
| 107.323 |
Os empreendimentos imobiliários em 30 de Junho de 2004 estão a ser desenvolvidos pelas seguintes entidades:
| Quinta de Cravel - Imobiliária, S.A. | 24.610 |
|---|---|
| TD VIA - Sociedade Imobiliária, S.A. | 18.892 |
| V8 - Gestão Imobiliária, S.A. | 12.873 |
| TDE - Empreendimentos Imobiliários, S.A. | 4.558 |
| Parcauto - Sociedade Imobiliária, S.A. | 3.330 |
| S. Luis de Maranhão - Gestão Imobiliária, S.A. | 1.117 |
| Angoimo - Empreendimentos e Construções, Lda. | 398 |
| 65.778 |
b) Este montante é relativo às regularizações originadas pelas empresas Avenida - Empreendimentos Turísticos e Hoteleiros, Lda. e Sociedade Hotel Tivoli, Lda.


RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA ELABORADO POR AUDITOR REGISTADO NA CMVM SOBRE INFORMAÇÃO SEMESTRAL CONSOLIDADA
INTRODUÇÃO
-
- Para os efeitos do artigo 246.º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004, da TEIXEIRA DUARTE - ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES, S.A., incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço consolidado (que evidencia um total de 1.868.383 milhares de euros e um total de capital próprio de 253.807 milhares de euros, incluindo um resultado líquido de 19.309 milhares de euros) e na Demonstração consolidada dos resultados do período findo naquela data e no correspondente Anexo.
-
- As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos.
RESPONSABILIDADES
-
- É da responsabilidade do Conselho de Administração:
- a) a preparação de informação financeira consolidada que apresente de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das empresas incluídas na consolidação, o resultado consolidado das suas operações;
- b) a informação financeira histórica, que seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo CVM;
- c) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados;
- d) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e
- e) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
-
- A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva, lícita e em conformidade com o exigido pelo CVM, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso trabalho.
ÂMBITO
- O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida está isenta de distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de

Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu:
- a) principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever:
- a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira:
- a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação:
- a aplicação, ou não, do princípio da continuidade:
- a apresentação da informação financeira; e
- se a informação financeira consolidada é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
-
- O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira consolidada constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
-
- Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente relatório sobre a informação semestral.
PARECER
- Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 não esteja isenta de distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
Linda-a-Pastora, 27 de Setembro de 2004
MARIQUITO, CORREIA & ASSOCIADOS – SROC
Inscrição na CMVM n.º 2235
Representada por:
António Francisco Escarameia Mariquito – ROC