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Sonaecom SGPS Interim / Quarterly Report 2004

Sep 27, 2004

1921_ir_2004-09-27_7271e2c6-0d50-42fe-9515-922a1d3ca12c.pdf

Interim / Quarterly Report

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Relatório e contas consolidadas Junho 2004

SONAECOM, S.G.P.S., S.A.

Relatório e contas consolidadas Junho 2004

I. Relatório de gestão 3
Actividade Operacional 4
Telecomunicações 4
A Rede Sonaecom 4
Análise Financeira Individual 6
Optimus 6
Novis 7
Clix 9
Grupo Público 10
Sistemas de Informação – S&SI 11
Regulação 12
Análise Financeira Consolidada 12
Volume de Negócios 12
EBITDA 13
Resultados Financeiros Líquidos 14
Impostos 14
Resultados Líquidos positivos em dois trimestres consecutivos 14
CAPEX & FCF 14
Estrutura de Capital 15
Perfomance embolsa 16
Perspectivas Futuras 16
Agradecimentos 17
II. Demonstrações Financeiras Consolidadas 18
Anexo às demonstrações financeiras consolidadas 24

I. RELATÓRIO DE GESTÃO

A Sonaecom continua a exceder as expectativas, tendo alcançado melhorias significativas a nível operacional e financeiro:

  • ◘ O Volume de Negócios consolidado cresceu 9% no primeiro semestre de 2004, em comparação com idêntico período do ano anterior;
  • ◘ Aumento de 53% no EBITDA que atingiu 98 milhões de euros, o que compara com os 64 milhões de euros registados no primeiro semestre de 2003. A margem de EBITDA consolidada foi de 23% (16% no primeiro semestre de 2003);
  • ◘ O Resultado Líquido após minoritários foi positivo e atingiu os 6 milhões de euros, em comparação com o Resultado Líquido negativo de 11 milhões de euros registado no período homólogo do ano anterior;
  • ◘ A Sonaecom regista um Resultado Líquido positivo em dois trimestres consecutivos;
  • ◘ O cash-flow operacional (EBITDA – CAPEX) mais do que duplicou, tendo atingido 47 milhões de euros neste semestre.

Com estes resultados, demonstramos que a Sonaecom alcançou uma posição rentável e sustentável no mercado, apesar dos persistentes atrasos na implementação de medidas fundamentais ao desenvolvimento de um mercado de telecomunicações verdadeiramente competitivo. Acreditamos que, através da nossa organização flexível e integrada, com uma estrutura de custos reduzida e com competências extremamente focadas, conseguiremos criar valor adicional significativo para o consumidor e para o accionista, desde que eliminadas as principais barreiras à concorrência.

Paulo Azevedo, CEO Sonaecom

ACTIVIDADE OPERACIONAL

TELECOMUNICAÇÕES

Com o objectivo de criar um grupo de telecomunicações verdadeiramente integrado, a Sonaecom tem vindo, progressivamente, a aumentar a integração das principais redes de telecomunicações - fixas, móveis e internet – e, em resultado, está a tornar-se cada vez mais autonomizada da PT*.*

No final do primeiro semestre de 2004, a rede da Sonaecom geria 95% do seu tráfego, medido em Giga BpsKm.

A REDE SONAECOM

Os principais investimentos efectuados na rede de telecomunicações de alta capacidade foram concluídos em Fevereiro de 2003. Hoje em dia, concentram-se os esforços de desenvolvimento da rede no aumento da sua capacidade e capilaridade através da desagregação de centrais locais incluídas na ORALL (oferta de referência de acesso ao lacete local), através de interligação local para voz, Internet de banda larga e circuitos.

A rede de telecomunicações da Sonaecom é suportada em vários tipos de rede:

  • ◘ Uma rede TDM para voz;
  • ◘ Uma rede ATM / FR para serviços de dados;
  • ◘ Uma rede IP/MPLS para serviços de dados/Internet;
  • ◘ Uma rede de transmissão (xWDW, SDH, xETHERNET) para serviços de circuitos digitais e para suportar todas as redes SC).

Encontra-se, actualmente, em desenvolvimento uma rede NGN (IP, GbE) network, para serviços "ultra-broadband".

Optimus

A Optimus registou um aumento significativo nas receitas de serviços no primeiro semestre de 2004, mais 8% do que o valor registado no primeiro semestre de 2003.

Este crescimento é, em grande parte, justificado por:

  • Aumento das receitas de clientes: as receitas geradas aumentaram 9% para 187 milhões de euros:
  • Aumento das receitas de roaming: durante o primeiro semestre de 2004 as receitas aumentaram cerca de 34%, em comparação com o primeiro semestre de 2003, em parte (cerca de 3,5 milhões de euros) devido ao efeito do Euro 2004, o campeonato europeu de futebol, organizado em Portugal durante grande parte de Junho e início de Julho.

No final do primeiro trimestre de 2004, a Optimus implementou uma política mais restritiva em relação aos seus clientes registados, aplicando melhorias nos sistemas de activação, no que respeita aos pacotes de minutos para o mercado das PMEs. Assim, os indicadores operacionais registados não são comparáveis com os do ano anterior. No final do segundo trimestre de 2004, o total de clientes registados da Optimus ascendia a 2.093 mil e, no primeiro semestre de 2004, a receita média por cliente (ARPU) atingiu os 23,7 euros, dos quais 15 euros dizem respeito à facturação média mensal ao cliente.

No primeiro semestre de 2004, as receitas de dados representaram 9,2% do total de receitas de serviços da Optimus, cerca de 27 milhões de euros, o que significa um crescimento de 19% relativamente às receitas de dados geradas no mesmo período do ano anterior.

O número de SMSs representa 75% das receitas de dados da Optimus, o que compara com os 78% registados no primeiro semestre de 2003. Após o lançamento do portal Zone, em Maio de 2003, o tráfego GPRS cresceu mais de 22 vezes, a utilização de MMS aumentou 9 vezes e a penetração de telemóveis compatíveis com MMS representa cerca de 10% da base de clientes.

A Optimus lançou a sua campanha promocional UMTS, em Junho de 2004. A empresa acredita no potencial futuro dos dados móveis, todavia, acredita que o grande desenvolvimento do UMTS apenas deverá ocorrer no médio prazo – 2005/2006 – devido, essencialmente, à ainda reduzida diversidade e atractividade de telemóveis, bem como os seus preços relativamente altos, face aos actuais equipamentos GSM / GPRS.

Durante o semestre, a Optimus registou mais poupanças de custos. Em percentagem do Volume de Negócios, os custos operacionais da Optimus reduziram para 70%, o que compara com 75% no primeiro semestre de 2003.

Impulsionada pelo incremento das receitas de serviços acima referido e pelas poupanças adicionais de custos operacionais, no primeiro semestre de 2004, a Optimus alcançou uma margem EBITDA de 29%, o que compara com 23% no primeiro semestre de 2003.

Novis

A Novis registou um crescimento significativo em todas as suas áreas de negócio, com a excepção da Internet grossista (Clix). As receitas de serviços totais subiram 23% no primeiro semestre de 2004, em comparação com o período homólogo do ano anterior. Porém, os dois momentos não são directamente comparáveis dado que, a partir de Janeiro de 2004, a Novis passou a gerir todo o tráfego internacional da Optimus. A partir de 23 de Abril de 2004, a Novis passou a consolidar a KPNQwest Portugal, a qual contribuiu com cerca de dois meses de receitas (cerca de 2,3 mihões de euros). Ainda no final do segundo trimestre, a Autoridade da Concorrência deu a sua aprovação definitiva à aquisição da KPNQwest Portugal pela Novis e o seu processo de integração tem vindo a correr a bom ritmo.

Os mercados de PMEs e Micro empresas cresceram 38% e 59%, respectivamente, em termos de tráfego e clientes. No final do primeiro semestre 2004, a Novis tinha 228 mil clientes, dos quais cerca de 3 mil eram clientes de acesso directo. No final do primeiro semestre de 2004, a KPNQwest Portugal tinha 1.822 clientes e o volume total de tráfego no período foi de 432 milhões de minutos.

A Novis apresenta-se, claramente, como o operador alternativo para o mercado de clientes PMEs, Micro empresas e Residenciais, com quotas de mercado de 42,5%, 40,4% e 40,6% de entre os operadores alternativos e, de acordo com dados disponíveis à data de elaboração deste relatório. O mercado de acesso indirecto residencial tem vindo a revelar-se cada vez menos atraente, devido aos elevados níveis de churn (rotação de clientes) e aos níveis de receitas pouco representativos. Assim, os clientes de acesso directo são, actualmente, a prioridade para a Novis.

Tendo concluído os principais investimentos na construção da rede, a Novis encontra-se a desenvolver esforços para aumentar a sua capacidade e capilaridade. Foram já construídos um número significativo de acessos às estações de base da Optimus (1.731 E1s) através de ligação WLL (acesso sem fios) e através da desagregação de centrais locais da PT e colocação de equipamento SHDSL, para fornecer circuitos de alta capacidade.

No final de Junho, a Novis contava com 55 centrais locais desagregadas com equipamento SHDSL e ainda 11 das mesmas centrais com equipamento ADSL. O enfoque da construção e gestão da rede da Sonaecom é de aumentar a eficiência operacional, optimizar custos e minimizar as necessidades de investimento. A rede da Sonaecom é de importância estratégica para o Grupo, pois garante velocidade e flexibilidade na gestão dos serviços e a manutenção de elevados níveis de segurança e fiabilidade.

Resultado do seu posicionamento de mercado focalizado e dos esforços para optimizar a sua estrutura de custos, a Novis atingiu EBITDA positivo durante o quarto trimestre de 2003. A rentabilidade continua a evoluir e, no primeiro semestre de 2004, a Novis gerou um EBITDA de cerca de 3 milhões de euros, sendo que este valor inclui o contributo da KPNQwest Portugal de cerca de 54 mil euros.

A Novis adquiriu a KPNQwest Portugal em Abril, por um montante máximo de 11,5 milhões de euros. O negócio principal da KPNQwest Portugal é o do acesso Internet e serviços de housing para empresas e para mercados grossistas, alugando também a infraestrutura a terceiros. Assim, o tráfego gerado pelo seu negócio está a ser rápida e facilmente transferido para a rede da Novis. Em 2003, a KPNQwest Portugal facturou 12,5 milhões de euros, gerou um EBITDA de 2,7 milhões de euros e um Cash Flow Operacional (EBITDA – CAPEX) de 2,5 milhões de euros. A aquisição veio reforçar a posição de mercado da Novis nos seus mercados estratégicos, com particular destaque para o mercado empresarial de Internet.

lix C

beneficia de um monopólio efectivo no mercado de Internet Residencial em Portugal e A PT tem conseguido eliminar a sua concorrência. A não ser que surjam medidas drásticas de alteração no ambiente competitivo e na regulação do sector, o Clix não terá possibilidade de continuar a operar no mercado, tal como provavelmente acontecerá aos restantes ISPs alternativos.

banda larga continua a ser o motor de crescimento do mercado de Internet em Portugal, A estimulado pela proliferação de inúmeras ofertas atraentes, cujo alvo é a migração dos utilizadores de banda estreita para a banda larga. Os preços das ofertas de banda larga têm vindo a aproximar-se dos da banda estreita, pelo que os novos subscritores de Internet tendem a aderir directamente para ofertas de banda larga. Desta forma, o tráfego de Internet de banda estreita tem vindo a decrescer a um ritmo bastante acelerado.

Total Tráfego Originado na Rede Fixa Tráfego Total Internet Banda Larga

e acordo com a informação fornecida pela ANACOM, no final do primeiro trimestre de 2004 D existiam 565 mil subscritores de Internet de banda larga em Portugal, dos quais 226 com acesso ADSL. A penetração total da Internet ascendia a 25,7% (fonte INE/UMIC).

PT aumentou a sua quota de mercado, no mercado de banda larga, para 79% no final do A primeiro semestre de 2004, o que compara com 72% no final do período homólogo de 2003 e, no primeiro trimestre de 2004, alcançou uma quota de 90% dos novos clientes ADSL no mercado.

Quota de mercado Banda Larga da PT 2T03 2T04
Acesso cabo 69% 74%
ADSL 78% 86%
TOTAL 72% 79%

Fonte : Relatórios da ANACOM, Relatório e Contas da PT

O notável crescimento da quota de mercado da PT está a ser conseguido através da prática de preços francamente predatórios, do esmagamento de margens e do abuso generalizado da sua posição de mercado dominante. As condições económicas para operadores alternativos oferecerem ADSL, tendo por base a oferta grossista da PT, tornaram-se de tal forma difíceis, que no primeiro trimestre de 2004, os dois principais concorrentes da PT no

mercado de Internet, acabaram por cancelar as suas ofertas de banda larga para novos subscritores. Actualmente, o ambiente competitivo é de tal forma deficitário, que os novos subscritores residenciais de banda larga nos principais centros urbanos do país, Porto e Lisboa, têm apenas duas alternativos por onde escolher, a oferta ADSL da PT ou a oferta de cabo.

A ANACOM solicitou, em Fevereiro, que a PT apresentasse uma proposta de referência para uma oferta bitstream para ADSL, a qual permitiria aos operadores interligarem-se com a rede da PT em mais pontos de agregação. Com a proposta apresentada posteriormente pela PT, constatou-se que, mais uma vez, ela conseguiu bloquear efectivamente qualquer possibilidade de os operadores alternativos desenvolverem ofertas verdadeiramente competitivas, devido à imposição de várias restrições de cariz técnico e económico.

esultado das inúmeras restrições à concorrência no mercado residencial de banda larga, R erguidas pela PT, durante o primeiro semestre de 2004, o Clix continuou a registar uma acelerada redução dos seus clientes, tráfego e receitas de banda estreita. Pese embora o Clix tenha obtido significativas poupanças de custos, cerca de 21% em comparação com o semestre homólogo de 2003, as mesmas não foram suficientes para compensar a perda de receitas de acesso pelo que, no período, o Clix registou um agravamento da sua margem EBITDA negativa para 7%.

Clix- Indicadores Operacionais 2T03 1T04 2T04
Clientes activos (milhares) 199 170 141
Tráfego Banda estreita (milhões minutos) 350 266 212
Nº Visitantes Portal (milhares) 1.504 2.225 2.367
Page-Views (milhões) 62 65 58

conformado com o efectivo monopólio da PT no mercado de Internet de banda larga, o Clix In tem vindo a desenvolver esforços no sentido de alavancar a sua reconhecida posição de liderança no mercado de banda estreita. Assim, o Clix tem desenvolvido uma série de iniciativas para descobrir tecnologias de acesso local alternativas, algumas já em curso e outras ainda em testes comerciais ou ainda piloto.

m Dezembro de 2003, o Clix iniciou a sua oferta de banda larga baseada em acesso directo E para o mercado residencial, em conjunto com uma oferta de voz da Novis – a "Revolução das Flores" – investindo para tal em ADSL, sobre a linha de cobre desagregada da PT, em 11 centrais locais. O Clix tem também procurado testar tecnologias de acesso local sem fios como alternativa à oferta de acesso de banda larga ao mercado residencial.

rupo Público (Público, Xis, Público.pt) G

u 11% no primeiro semestre de 2004. O Público O Volume de Negócios do Público aumento tem vindo a sustentar o sucesso dos seus produtos associados, tendo lançado várias iniciativas no período tais como uma Enciclopédia, uma colecção de Fados em CD e uma série de livros para crianças. As vendas de produtos associados contribuíram significativamente para o EBITDA do Público, no primeiro semestre do ano corrente, porém o número de exemplares vendidos dos produtos associados tem vindo a reduzir face à proliferação de ofertas concorrentes.

A venda de jornais registou uma quebra no primeiro semestre de 2004, em comparação com o período homólogo, para 6 milhões de euros. A circulação média diária ascendeu a 51 mil exemplares no primeiro semestre de 2004, menos 9%, devido essencialmente à redução das vendas de jornal no fim de semana e ao menor nível de vendas de produtos associados em comparação com anos anteriores. Apesar desta quebra, de acordo com dados fornecidos pelo APCT, o Público manteve a sua posição de terceiro jornal diário em termos de circulação, com uma quota de mercado de 12,8%. O mercado publicitário está a dar alguns sinais de retoma, após anos bastante difíceis e o Público conseguiu aumentar as suas receitas de publicidade em 14%, para 9 milhões de euros no primeiro semestre de 2004, face ao período homólogo.

O Público tem registado uma tendência de melhoria da sua rentabilidade, com um aumento do EBITDA de 0,3 milhões de euros negativo, no primeiro semestre de 2003, para níveis positivos de EBITDA em 1 milhão de euros no primeiro semestre de 2004. A melhoria explica-se, principalmente, pelo contributo positivo dos produtos associados e pela melhoria da actividade publicitária.

stemas de Informação (S&SI) Si

aram importantes desenvolvimentos nas suas carteiras de Os vários negócios do S&SI regist clientes no primeiro semestre de 2004, dos quais se destacam:

  • ◘ O reforço da posição da Enabler no mercado Alemão, tendo conquistado novos clientes e novos projectos em clientes existentes;
  • ◘ software líder de revenue A WeDo ganhou um contrato para fornecer o seu assurance – RAID – a uma subsidiária Europeia da Vodafone e à Telemar. Já no segundo trimestre, a WeDo celebrou uma parceria com a Hewlett Packard da América Latina para que estes distribuíssem o RAID;
  • ◘ da Saúde e da Agricultura A Bizdirect encontra-se já a trabalhar com o Ministério em projectos de "eGovernment".

O Volume de Negócios do S&SI aumentou 11% no primeiro semestre de 2004, em comparação com o período homólogo. O EBITDA também registou um aumento significativo de 13%.

EGULAÇÃO R

ão houve desenvolvimentos relevantes em matéria de regulação do mercado fixo. A N proposta da PT para uma oferta grossista ADSL bitstream revelou-se como sendo ainda mais penalizadora para os novos operadores que a actual oferta, construída com base num desconto face ao preço de retalho. Dados os obstáculos de cariz técnico e económico criados pela oferta, os operadores alternativos continuam fora do mercado face à impossibilidade de desenvolver ofertas de banda larga ADSL que sejam competitivas e economicamente viáveis (ver secção sobre o Clix). Continuamos a aguardar a decisão da Autoridade da Concorrência relativo ao processo de abuso de posição dominante por parte da PT e desencadeado pela Sonaecom.

m termos de desagregação do lacete local, o custo de desagregação de um cliente a pagar E à PT é completamente desproporcional em comparação com o valor a pagar à PT no caso da oferta grossista ADSL, estando também longe das melhores práticas europeias. No caso da desagregação do lacete local (ULL), a PT cobra um valor que pode variar entre 90 e 160 euros por cliente, conforme a sua localização. No caso da oferta grossista ADSL, a PT cobra pelo mesmo acesso local 38 euros sendo que esta oferta apenas contempla 2 pontos nacionais de agregação. Assim, não é viável avançar com o mercado residencial enquanto os custos da desagregação não desçam para níveis mais aceitáveis.

emos expectativas de que ocorra uma descida das tarifas fixo-móvel e móvel-móvel de T forma gradual e concomitante com a introdução do princípio da diferenciação do operador mais pequeno, tal como sucede nos demais países europeus.

pesar de tudo, a Sonaecom regista um esforço significativo da ANACOM que se traduziu A especialmente na decisão sobre a extensão ao nível grossista da oferta dos circuitos de interligação e no projecto de decisão, onde prevê a obrigação imposta à PT de criar uma tarifa plana de interligação – um objectivo pelo qual a Sonaecom luta há muito tempo.

NÁLISE FINANCEIRA CONSOLIDADA A

nálise do primeiro semestre: A

r melhorias significativas de crescimento, rentabilidade e A Sonaecom continua a regista geração de FCF.

olume de Negócios (contas individuais das empresas) V

O Volume de Negócios Consolidado aumentou 9% no primeiro semestre de 2004 para 429 milhões de euros em comparação com o período homólogo. O principal contribuinte para o Volume de Negócios é a Optimus, com 71%, porém os outros negócios têm vindo a aumentar gradualmente o seu contributo:

EBITDA

O EBITDA aumentou 53% no primeiro semestre para 98 milhões de euros tendo a Sonaecom alcançado uma margem de 23%, mais 7 pontos percentuais que no período homólogo.

Todos os principais negócios são actualmente contribuidores positivos de EBITDA com excepção do Clix. A margem EBITDA da Optimus no semestre foi de 29% sendo que para tal contribui o benefício pontual das receitas de roaming associadas ao Campeonato Europeu de Futebol, organizado em Portugal em Junho e no princípio de Julho, de cerca de 3,5 milhões de euros.

A capacidade revelada pela Sonaecom para integrar a maioria das funções transversais do Grupo tais como toda a Área Administrativa e Financeira, Tesouraria, Recursos Humanos, Relações Públicas, Área de Clientes, Legal, etc., e daí extrair sinergias, tem sido crucial para a obtenção de poupanças adicionais de custos e melhorias de eficiência operacional. Ainda mais relevante é o facto de que, com a progressiva integração das diversas redes de telecomunicações do Grupo, estar-se a atingir uma independência estrutural face à PT, permitindo assim uma estrutura de custos mais eficiente e flexível.

As Depreciações e Amortizações caíram 4% no primeiro semestre em comparação com o período homólogo, por força da adopção de um novo IFRS relativo à não amortização do Goodwill. Com a nova directiva, o Goodwill deixa de ser amortizado, mantendo-se como um activo no Balanço, sujeito anualmente a testes de avaliação de imparidade. A Sonaecom adoptou a nova directiva a partir de 1 de Janeiro de 2004.

Resultados Financeiros Líquidos

Os Resultados Líquidos Financeiros foram negativos em 10,8 milhões de euros no primeiro semestre de 2004, o que compara com 9,1 milhões de euros negativos no primeiro semestre de 2003. A deterioração explica-se, principalmente, pelos custos associados ao refinanciamento da Optimus.

Impostos

A rubrica de impostos constante da demonstração de resultados da Sonaecom de cerca de 10 milhões de euros é constituída por um pagamento efectivo de 0,55 milhões de euros (0,47 milhões de euros pagos pela Enabler), sendo o restante respeitante a movimentos nas contas de impostos diferidos, incluindo a utilização de impostos diferidos activos na medida que começam a ser gerados lucros e a anulação do saldo de impostos diferidos activos no Clix (cerca de 2,8 milhões de euros).

Resultados Líquidos Positivos em dois trimestres consecutivos

A Sonaecom gerou Resultados Líquidos após minoritários positivos nos dois primeiros trimestres do ano, o que se explica pela melhoria da sua rentabilidade. No primeiro semestre de 2004, os Resultados Líquidos Consolidados atribuíveis à Sonaecom foram de 6 milhões de euros, o que compara com prejuízos de 11 milhões de euros no primeiro semestre do ano anterior.

CAPEX & FCF

O CAPEX no primeiro semestre foi superior em 13% quando comparado com o período homólogo, facto explicado pela aquisição da KPNQwest Portugal por parte da Novis em Abril e pelos investimentos efectuados em UMTS na Optimus.

No primeiro semestre, a Sonaecom gerou 48 milhões de euros de Cash Flow Operacional (EBITDA – CAPEX), mais 145% que no primeiro semestre de 2003. O FCF no primeiro semestre de 2004 foi negativo em 2 milhões de euros, motivado por um maior investimento

em fundo de maneio e níveis superiores de investimento : (i) pagamento de 28 milhões de euros de IVA (recuperável até final de 2004) associado à venda das torres da Optimus a uma subsidiária detida a 100% - Optimus Towering (anteriormente Situs) e (ii) CAPEX mais elevado por força da aquisição da KPNQwest Portugal.

Estrutura de Capital

da Sonaecom continua a demonstrar melhorias. No final do primeiro A estrutura de capital semestre de 2004, o endividamento líquido ascendia a 339 milhões de euros e o rácio Debt to Equity (Endividamento / Total de Capitais Próprios com Minoritários + Endividamento) foi de 51%, o que compara com 54% no final do semestre homólogo de 2003, embora este rácio se tenha mantido estável nos primeiros 6 meses do ano.

ndividamento Líquido a dividir pelo EBITDA (últimos quatro trim do primeiro semestre de 2003 para 1,9x no final do pr cobertura de juros passou de 8,5x para 13,2x em igual pe acidade da Sonaecom para cumprir o serviço da su O rácio de E estres) passou de 3,6x no final imeiro semestre de 2004, e o rácio de ríodo, reflexo do aumento da cap a dívida. A liquidez consolidada no final do primeiro semestre ascendia a 89 milhões de euros e a liquidez disponível na holding era de 62 milhões de euros.

Performance em Bolsa

Nos primeiros 6 meses do ano, a cotação da Sonaecom valorizou 35%, fechando a 30 de Junho a 3,19 euros por acção. Desta forma, no final do primeiro semestre a capitalização olsista da Sonaecom ascendia a 722 milhões de euros, representando um aumento de 186 paração com o final de 2003. b milhões de euros em com

A quantidade média de acções transaccionadas no período foi de 470 mil acções, quantidade equivalente e 1% das acções dispersas em bolsa.

A boa performance bolsista da Sonaecom resulta da divulgação continuada de bons resultados operacionais e financeiros e da preocupação com elevados p drões de comunicação com o mercado de capitais. O rupo procura estar sempre disponível para vestidores e analistas e durante o primeiro semestre, a Sonaecom realizou e participou em a G in inúmeras inciativas com o mercado, de entre as quais se destacam:

  • Roadshow Lisboa organizado pelo BCP Investimentos
  • Roadshow UK organizado pela Morgan Stanley
  • Roadshow US organizado pelo Santander
  • Roadshow UK organizado pelo Banco Espírito Santo
  • ◘ BPI Small & Mid Cap Conference – Junho 2004
  • ◘ Santander Telecom Conference – Junho 2004

Perspectiv as Futuras

A boa perfo estre de 2004 fornece uma base sólida para CF no segundo semestre, pese mbora a sua dimensão dependerá de eventuais desenvolvimentos ao nível das tarifas de rmance operacional e financeira no primeiro sem a geração de rentabilidade e melhorias de F e interligação móvel.

gradecimentos A

gradecemos ao Fiscal Único pelo aconselhamento e ajuda prestados. Agradecemos mbém aos nossos fornecedores, às instituições bancárias e a outros parceiros do Grupo depositaram em nós. A ta pela confiança que

Gostaríamos de agradecer, acima de tudo, a toda a equipa de colaboradores do Grupo Sonaecom que trabalharam intensamente para assegurar a continuidade do sucesso alcançado e cujo esforço é claramente visível nos resultados por nós alcançados.

Conselho de Administração, elmiro Mendes de Azevedo uarte Paulo Teixeira Azevedo ntónio Castelo Branco Borges ntónio José Santos Silva Casanova avid Graham Shenton Bain eorge Christopher Lawrie ean-François René Pontal uis Filipe Campos Dias de Castro Reis Maia, 27 de Julho de 2004 O B D A A D G J L

ichard Henry O'Toole

R

II. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS

BALANÇOS CONSOLIDADOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003 E 31 DE DEZEMBRO DE 2003

(Montantes expressos em Euros)

ACTIVO Notas Junho de 2004 Junho de 2003 Dezembro de 2003
ACTIVOS NÃO CORRENTES:
Imobilizações corpóreas 1.c), 1.f) e 5 464.502.884 508.153.640 490.831.009
Imobilizações incorpóreas 1.d) e 6 193.650.196 171.719.353 201.440.387
Goodwill 1.d) e 6 31.483.668 30.396.602 26.940.588
Investimentos em empresas associadas 1.b) e 3 661.185 815.303 723.685
Investimentos disponíveis para venda 1.e) e 7 5.968.587 2.289.500 5.966.092
Outras dívidas de terceiros 8 3.770.213 - -
Impostos diferidos activos 1.p), 1.r) e 9 76.906.024 91.571.549 84.626.227
Outros activos não correntes 1.r) e 10 22.196.470 9.924.769 21.991.571
Total de activos não correntes 799.139.227 814.870.716 832.519.558
ACTIVOS CORRENTES:
Existências 1.h) e 11 11.077.356 9.681.611 8.278.703
Clientes 1.i) e 12 142.518.798 158.897.434 145.002.551
Outras dívidas de terceiros 1.i) e 13 45.998.496 9.742.054 18.008.172
Outros activos correntes 1.j), 1.q), 1.r) e 14 66.970.677 60.802.245 60.719.893
Caixa e equivalentes de caixa 1.k) e 15 88.743.851 94.120.446 144.166.252
Total de activos correntes 355.309.178 333.243.790 376.175.571
Total do activo 1.154.448.405 1.148.114.506 1.208.695.129
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital social 16 226.250.000 226.250.000 226.250.000
Reservas 1.s) e 1.w) 13.009.202 31.166.114 31.533.763
Resultado líquido consolidado do período/ exercício 6.147.169 (11.151.353) (19.170.834)
245.406.371 246.264.761 238.612.929
Interesses minoritários 1.a) e 17 171.112.886 158.283.747 164.420.927
Total do capital próprio 416.519.257 404.548.508 403.033.856
PASSIVO:
PASSIVO NÃO CORRENTE:
Empréstimos de longo prazo líquidos da parcela de curto prazo 1.l) e 18 400.000.000 280.573.500 420.458.200
Outros credores não correntes 1.f) e 19 4.078.062 12.794.733 46.132.150
Provisões para riscos e encargos 1.o), 1. r) e 20 5.006.776 9.170.869 3.741.092
Outros passivos não correntes 1.r) e 21 8.745.401 - 7.020.723
Total de passivos não correntes 417.830.239 302.539.102 477.352.165
PASSIVO CORRENTE:
Parcela de curto prazo dos empréstimos de longo prazo 1.l) e 18 - 61.114.700 -
Empréstimos de curto prazo e outros empréstimos 1.l) e 22 26.070.516 121.721.156 56.462.414
Fornecedores 23 149.619.118 132.672.057 140.969.320
Outras dívidas a terceiros 24 26.181.263 19.673.600 17.631.305
Outros passivos correntes 1.q) e 25 118.228.012 105.845.383 113.246.070
Total de passivos correntes 320.098.909 441.026.896 328.309.109
Total do passivo e capital próprio 1.154.448.405 1.148.114.506 1.208.695.129

O anexo faz parte integrante destas demonstrações financeiras.

O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração Patrícia Maria Cruz Ribeiro da Silva Belmiro Mendes de Azevedo Duarte Paulo Teixeira de Azevedo António Castelo Branco Borges

David Graham Shenton Bain

António José Santos Silva Casanova

George Christopher Lawrie

Jean-François René Pontal

Luís Filipe Campos Dias de Castro Reis

Richard Henry O'Toole

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DE RESULTADOS POR NATUREZAS

PARA O SEMESTRE E PARA O TRIMESTRE FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004,

PARA O SEMESTRE E PARA O TRIMESTRE FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2003 E

PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2003

(Montantes expressos em Euros)

Notas Junho de 2004 Março aJunho de 2004(Não auditado) Junho de 2003 Março aJunho de 2003(Não auditado) Dezembro de 2003
Proveitos operacionais:
Vendas 26 50.270.605 26.399.856 47.902.411 20.656.907 106.214.013
Prestações de serviços 26 378.671.492 195.690.052 346.386.846 178.065.348 731.528.331
Outros proveitos operacionais 27 3.271.568 873.346 5.723.476 3.419.984 7.109.594
Total de proveitos operacionais •• 432.213.665 222.963.254 400.012.733 202.142.239 844.851.939
Custos operacionais:
Custo das vendas 11 (49.276.456) (26.227.390) (41.128.499) (17.193.197) (111.189.573)
Fornecimentos e serviços externos 1.g) e 28 (221.931.070) (110.253.099) (225.404.865) (114.597.777) (457.510.181)
Custos com o pessoal 39 (46.183.409) (23.161.619) (46.629.508) (24.190.524) (95.134.727)
Amortizações e depreciações 5 e 6 (62.712.966) (30.371.538) (65.164.843) (32.228.765) (129.392.972)
Provisões e perdas de imparidade 1.o), 1.v) e 20 (10.528.367) (5.183.614) (12.735.025) (6.410.619) (20.879.234)
Outros custos operacionais 1.v) e 29 (6.600.928) (3.548.231) (10.128.850) (5.505.640) (14.601.660)
Total de custos operacionais , , , , , , , , , , , , , , , , , , , (397.233.196) (198.745.491) (401.191.590) (200.126.522) (828.708.346)
Resultados operacionais 34.980.469 24.217.763 (1.178.857) 2.015.717 16.143.593
Ganhos e perdas em empresas associadas 30 (64.187) 34.530 80.619 80.619 (432.295)
Outros resultados financeiros 1.m), 1.n), 1.t) e 30 (10.743.905) (5.717.098) (9.222.614) (4.725.306) (23.559.924)
Resultados correntes 24.172.377 18.535.195 (10.320.852) (2.628.970) (7.848.626)
Imposto sobre o rendimento 1.p) e 31 (9.615.098) (6.307.008) (3.849.838) (2.332.580) (11.765.308)
Resultado depois de impostos 14.557.279 12.228.187 (14.170.690) (4.961.550) (19.613.934)
Interesses minoritários 1.a) e 17 (8.410.110) (6.316.107) 3.019.338 567.643 443.100
Resultado líquido consolidado - 6.147.169 5.912.080 (11.151.353) (4.393.907) (19.170.834)
Resultados por acçãoIncluindo operações em descontinuaçãoBásicosDiluídos 0,030,03 0,030,03 (0,05)(0,05) (0,02)(0,02) (0,08)(0,08)
Excluindo operações em descontinuaçãoBásicos 0.03 0,03 (0,05) (0,02) (80,0)
Dusicos 0,03 0,03 (0,03) (0,02) (0,00)
Diluídos 0,03 0,03 (0,05) (0,02) (0,08)

O anexo faz parte integrante destas demonstrações financeiras.

O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração

Patrícia Maria Cruz Ribeiro da Silva Belmiro Mendes de Azevedo

Duarte Paulo Teixeira de Azevedo

António José Santos Silva Casanova

António Castelo Branco Borges

David Graham Shenton Bain

George Christopher Lawrie

Jean-François René Pontal

Luís Filipe Campos Dias de Castro Reis

Richard Henry O'Toole

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO

PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003

(Montantes expressos em Euros)

2004
Res ervas
ital Res Prémiosde emissão Out Ajustamentosiniciais Reservasde Total de Inte Resultado
Notas CapSocial ervalegal de acções rasreservas IASpara cobertura reservas ressesminoritários líquido Total
Saldde Dbrode 231003o emezem 226.250.000 114.360 335.819.541 (182).577.529 (129)1.380.89 (440)1.71 31.533.763 - (19.834)170. 238.612.929
Aplicação dsultado clidado de 2003o reonso - - - (19.170.834) - - (19.170.834) -- 19.170.834 -
Resultado clidado líquido dtre findo30de Junho de2004onsoo semesem - - - - - - - - 6.147.169 6.147.169
Ress decobra (Ss)ertuervawap - - - - 185.875 185.875 - - 185.875
Alteração dedeersãmbial eoutrreservasconvo caos - - - 460.398 - - 460.398 - - 460.398
Saldde Junho de302004o em 16 226.250.000 114.360 335.819.541 (205)1.287.96 (129)1.380.89 (255).835 13.009.202 - 6.147.169 245.406.371
Inteinoritáriresses mos
Sald31de Dbrode 2003o emezem - - - - - - - 164.420.927 - 164.420.927
Entradasde novasempresasPreses Stare - - - - - - - (2.458.744)1.432.958 - (2.458.744)1.432.958
taçõuplemensVariação dos minoritários daRetailbEnablerox e - -- -- -- -- -- - (324.194) - (324.194)
s decobra (Ss)Resertuervawap -- - - - - - - (296).844 -- (296).844
inoritárisultadoInteresses mos no re - - - - - - -- 8.410.110 - 8.410.110
Outras - - - - - - - (71.327) - (71.327)
Sald30de Junho de2004o em 17 - - - - - - - 171.112.886 - 171.112.886
Total 226.250.000 114.360 335.819.541 (201.287.965) (121.380.899) (255.835) 13.009.202 171.112.886 6.147.169 416.519.257
2003
Res ervas
Prémios Ajustamentos Reservas
Capital Reserva de emissão Outras iniciais de Total de Interesses Resultado
Social legal de acções reservas IASpara cobertura reservas minoritários liquído Total
Sald31de Dbrode 2002o emezem 226.250.000 114.360 335.819.541 (109.217.954) (121.380.899) - 105.335.048 -- (74.535.849) 257.049.199
ão dsultado clidado de 2002o reonso - - - 535.849 - - 535.849 - 74.535.849 -
Aplicaçultado clidado líquido dtre findode Junho deRes302003onsoo semesem - - - (74.)- - - (74.)- - (11.)151.353 (11.)151.353
CorrEmpréstimos delonlíquidosda pla drto pgo prazoarcee curazo - - - 459.584 - - 459.584 - - 459.584
Alteração dedeersãmbial eoutrreservasconvo caos - - - (92.669) - - (92.669) - - (92.669)
Sald30de Junho de2003o em 16 226.250.000 114.360 335.819.541 (183.386.888) (121.380.899) - 31.166.114 - (11.151.353) 246.264.761
inoritáriInteresses mos
Sald31de Dbrode 2002o emezem - - - - - - - 160.195.053 - 160.195.053
Variaçãultadossitados da Enabler UKtrano nos res - - - - - - - 22.695 - 22.695
Variação dambiaiss reservas ca - - - - - - - (17.585) - (17.585)
inoritárisultadoInteresses mos no re - - - - - - - (3.038)19.3 - (3.038)19.3
Outras - - - - - - - 1.102.922 - 1.102.922
Sald30de Junho de2003o em 17 - - - - - - - 158.283.747 - 158.283.747
Total 226.250.000 114.360 335.819.541 (183.386.888) (121.380.899) 31.166.114 158.283.747 (11.151.353) 404.548.508

DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DE FLUXOS DE CAIXA

PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003

(Montantes expressos em Euros)

Junho de 2004 Junho de 2003
Resultado operacional antes de Amortizações, Depreciações e Provisões 108.221.802 76.721.010
Variação de fundos circulantesFluxos de actividade operacional (68.039.541)40.182.261 (51.223.162)25.497.848
Investimento líquido financeiroInvestimento líquido em imobilizado corpóreo e incorpóreo (8.979.978)(30.568.255) (2.500.000)(23.546.968)
Fluxos de actividade de investimento (39.548.233) (26.046.968)
Variação de empréstimos concedidos e obtidosReceitas/Despesas financeiras (53.570.619)(5.905.548) (37.067.284)(8.803.219)
Fluxos de actividade de financiamento (59.476.167) (45.870.503)
Variação de caixa e seus equivalentes (58.842.139) (46.419.623)
Disponibilidades no início do períodoDisponibilidades no fim do período 147.585.99088.743.851 140.540.06994.120.446

O anexo faz parte integrante destas demonstrações financeiras.

O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração Patrícia Maria Cruz Ribeiro da Silva Belmiro Mendes de Azevedo Duarte Paulo Teixeira Azevedo António Castelo Branco Borges António José Santos Silva Casanova David Graham Shenton Bain George Christopher Lawrie Jean-François René Pontal Luís Filipe Campos Dias de Castro Reis

Richard Henry O'Toole

ANEXO À DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DE FLUXOS DE CAIXA

PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003

(Montantes expressos em Euros)

1 - Descrição dos componentes de caixa e seus equivalentes:

Caixa e seus equivalentes no fim do exercício findo em 31/12/03: 144.166.252
Entradas de novas Empresas:
Enabler DE - (Fevereiro 2004) 149.254
KPN Qwest, Noriema e Jaua - (Abril 2004) 3.270.484
Caixa e seus equivalentes no fim do exercício findo em 31/12/03: 147.585.990
2 - Aquisições e alienações de investimentos financeiros
KPNQwest 8.869.141
Enabler DE 150.000
Enabler UK 79.685
Retailbox (118.848)
8.979.978

Anexo às demonstrações financeiras consolidadas

Anexo às demonstrações financeiras consolidadas em 30 de Junho de 2004 e 2003

(Montantes expressos em Euros)

A SONAECOM, S.G.P.S., S.A. ("Empresa" ou "Sonaecom") foi constituída em 6 de Junho de 1988, sob a firma Sonae – Tecnologias de Informação, S.A. e tem a sua sede no Lugar do Espido, Via Norte, Maia – Portugal, sendo a empresa-mãe dum universo de empresas conforme indicado nas Notas 2 e 3 ("Grupo").

Por escritura pública de 30 de Setembro de 1997, realizou-se a cisão-fusão da Pargeste, S.G.P.S., S.A., passando a Empresa a abarcar as participações financeiras das empresas ligadas ao núcleo de comunicação e tecnologias de informação da sociedade cindida.

Em 3 de Novembro de 1999, procedeu-se ao aumento de capital e alteração do pacto social, tendo a firma sido alterada para Sonae.com, S.G.P.S., S.A.. Desde então, o objecto social da Empresa é a gestão de participações sociais, tendo o capital social sido redenominado para Euros, ficando este, na altura, representado por cento e cinquenta milhões de acções de valor nominal unitário de 1 Euro.

Em 1 de Junho de 2000, a Empresa foi objecto de uma Oferta Combinada de Acções, que integrou o seguinte:

  • Oferta Pública de Venda de 5.430.000 acções, representativas de 3,62% do capital social, realizada no mercado nacional, dirigida (i) aos colaboradores do Grupo Sonae, (ii) aos clientes das sociedades dominadas pela Sonaecom e (iii) ao público em geral.
  • Oferta Particular de Venda de 26.048.261 acções, representativas de 17,37% do capital social, dirigida a investidores institucionais, nacionais e estrangeiros.

Complementarmente à Oferta Combinada de Venda, e nos termos a seguir indicados, teve lugar um aumento do capital social da Empresa, tendo as novas acções sido integralmente subscritas e realizadas pela Sonae, S.G.P.S., S.A. (accionista da Sonaecom, doravante designada "Sonae"). Este aumento de capital foi subscrito e realizado, na data de fixação do preço da Oferta Combinada de Venda, na modalidade de novas entradas em dinheiro, dando lugar à emissão de 31.000.000 de novas acções ordinárias, escriturais e com o valor nominal unitário de 1 Euro. O preço de subscrição das novas acções foi igual ao preço fixado para a alienação das acções na referida Oferta Combinada (10 Euros).

Adicionalmente, a Sonae alienou 4.721.739 acções representativas do capital social da Sonaecom ao abrigo da opção concedida aos bancos líderes da Oferta Particular de Venda e 1.507.865 acções a gestores do Grupo Sonae e a antigos sócios de empresas adquiridas pela Sonaecom.

Por deliberação da Assembleia Geral realizada em 17 de Junho de 2002, o capital social foi aumentado de 181.000.000 Euros para 226.250.000 Euros por subscrição pública reservada aos accionistas. Foram subscritas e realizadas 45.250.000 novas acções, de valor nominal unitário de 1 Euro, ao preço de 2,25 Euros por acção.

Em 30 de Abril de 2003, por escritura pública, a designação social foi alterada para SONAECOM, S.G.P.S., S.A..

Os negócios do Grupo consistem essencialmente nas seguintes actividades:

  • Operador de telecomunicações móveis;
  • Operador de telecomunicações fixas;
  • Internet e media;
  • Consultoria em sistemas de informação.

O Grupo opera, essencialmente, em Portugal, com algumas das subsidiárias (da área de Consultoria em sistemas de informação) a operar no Brasil, Reino Unido, Holanda e Alemanha.

Desde 1 de Janeiro de 2001, as empresas do Grupo sediadas na Zona Euro passaram a adoptar o Euro como moeda base nos seus processos, sistemas e registos contabilísticos.

1. Bases de apresentação

As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, e tomando por base o custo histórico, a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação (Notas 2 e 3), mantidos de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal ajustados, no processo de consolidação, de modo a que as demonstrações financeiras consolidadas estejam de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IAS/IFRS") emitidas pelo International Accounting Standards Board ("IASB"). A data de 1 de Janeiro de 2003 correspondeu ao início do período da primeira aplicação pela Sonaecom dos IAS/IFRS de acordo com a SIC 8 (First time adoption of IAS/ IFRS).

Na preparação das demonstrações financeiras consolidadas anexas, de acordo com os IAS/IFRS, foram adoptados princípios e políticas contabilísticas que, nalguns casos, divergem dos adoptados nas demonstrações financeiras consolidadas elaboradas de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal, nomeadamente, o desreconhecimento de activos incorpóreos associados aos custos de angariação de clientes, às despesas de instalação e às despesas de investigação e desenvolvimento e à reposição do goodwill no activo, o qual a partir de 1 de Janeiro de 2001 tinha sido contabilizado directamente na rubrica de "Reservas".

No semestre findo em 30 de Junho de 2004, a Sonaecom decidiu adoptar, a partir de 1 de Janeiro de 2004, as disposições previstas no IFRS 3 – "Business Combinations", relativamente à não amortização do Goodwill gerado na aquisição de participações financeiras e à realização dos respectivos testes de imparidade de acordo com a nova redacção da IAS 36.

Adicionalmente, a Sonaecom decidiu adoptar as disposições previstas na IAS 1, tendo por esse facto reclassificado nos balanços em 30 de Junho de 2004, 2003 e 31 de Dezembro de 2003, os saldos de interesses minoritários, para os incluir na rubrica de Capital Próprio.

Por último, a Sonaecom adoptou (antecipadamente) com efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2004, o IFRS 2 – "Share - Based Payment" , relativamente à contabilização de planos de acções e stock options.

Principais políticas contabilísticas

As principais políticas contabilísticas adoptadas na preparação das demonstrações financeiras consolidadas anexas foram as seguintes:

a) Investimentos financeiros em empresas do Grupo

As participações financeiras em empresas nas quais o Grupo detenha directa ou indirectamente, mais de 50% dos direitos de voto em Assembleia Geral de Accionistas ou detenha o poder de controlar as suas políticas financeiras e operacionais (definição de controlo utilizada pelo Grupo), foram incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas anexas pelo método de consolidação integral. O capital próprio e o resultado líquido destas empresas, correspondente à participação de terceiros nas mesmas, é apresentado no balanço consolidado e na demonstração de resultados consolidada, respectivamente, na rubrica "Interesses minoritários".

Quando os prejuízos atribuíveis aos minoritários excedem o interesse minoritário no capital próprio da subsidiária, o Grupo absorve esse excesso e quaisquer prejuízos adicionais, excepto quando os minoritários tenham a obrigação e sejam capazes de cobrir esses prejuízos. Se a subsidiária subsequentemente relatar lucros, o Grupo apropria todos os lucros até que a parte minoritária dos prejuízos absorvidos pelo Grupo tenham sido recuperados.

Na aquisição de empresas do Grupo é seguido o método da compra. Os resultados das filiais adquiridas ou vendidas durante o exercício estão incluídos nas demonstrações de resultados desde a data da sua aquisição ou até à data da sua venda. As transacções, os saldos e os dividendos distribuídos entre empresas do Grupo são eliminados.

As empresas consolidadas pelo método de consolidação integral encontram-se descritas na Nota 2.

Os investimentos financeiros em empresas do grupo excluídas da consolidação em 2003 eram imateriais e foram apresentados ao custo de aquisição (Nota 3), o qual não divergia significativamente do seu justo valor.

b) Investimentos financeiros em empresas associadas

Os investimentos financeiros em empresas associadas (geralmente, investimentos representando entre 20% a 50% do capital de uma empresa) são registados pelo método da equivalência patrimonial.

De acordo com o método da equivalência patrimonial, as participações financeiras são ajustadas anualmente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos das associadas por contrapartida de ganhos ou perdas do exercício e pelos dividendos recebidos, bem como pelas outras variações patrimoniais ocorridas nas participadas por contrapartida da rubrica de "Reservas".

É feita uma avaliação dos investimentos em associadas quando existem indícios de que o activo possa estar em imparidade.

Quando a proporção do Grupo nos prejuízos acumulados da associada excede o valor pelo qual o investimento se encontra registado, o investimento é relatado por valor nulo, excepto quando o Grupo tenha assumido compromissos para com a associada, altura em que procede ao registo de uma provisão para riscos e encargos para esse efeito.

Os investimentos financeiros em empresas associadas encontram-se descritos na Nota 3.

c) Imobilizações corpóreas

As imobilizações corpóreas encontram-se registadas ao custo de aquisição deduzido de amortizações acumuladas e eventuais perdas de imparidade acumuladas.

As amortizações são calculadas pelo método das quotas constantes e registadas por duodécimos, a partir da data em que os bens entram em funcionamento, por contrapartida da rubrica "Amortizações e depreciações" da demonstração de resultados.

As perdas de imparidade detectadas no valor de realização do imobilizado corpóreo, são registadas no ano em que se estimam, por contrapartida da rubrica "Outros custos operacionais" da demonstração de resultados.

As taxas anuais utilizadas correspondem à vida útil estimada dos bens, que são as seguintes:

Anos de vida útil
Edifícios 50
Outras construções 10
Rede de telecomunicações 10-20
Outros equipamentos básicos 8
Equipamento de transporte 4
Equipamento administrativo 3-10
Ferramentas e utensílios 5-8
Outras imobilizações corpóreas 4-8

As despesas correntes com reparação e manutenção do imobilizado são registadas como custo no exercício em que ocorrem. As beneficiações de montante significativo que aumentam o período estimado de utilização dos respectivos bens, são capitalizadas e amortizadas de acordo com a vida útil remanescente dos correspondentes bens.

As imobilizações em curso representam imobilizado ainda em fase de construção/desenvolvimento, encontrando-se as mesmas registadas ao custo de aquisição. Estas imobilizações são amortizadas a partir do momento em que os activos subjacentes estejam concluídos ou em estado de uso.

d) Imobilizações incorpóreas e Goodwill

As imobilizações incorpóreas encontram-se registadas ao custo de aquisição, deduzido das amortizações acumuladas e eventuais perdas de imparidade. As imobilizações incorpóreas só são reconhecidas se for provável que delas advenham benefícios económicos futuros para o Grupo, se o Grupo possuir o poder de controlar as mesmas e se possa medir razoavelmente o seu valor.

As imobilizações incorpóreas compreendem, essencialmente, software (excluindo aquele que se encontra associado a imobilizações corpóreas – software de sites de telecomunicações), propriedade industrial e os encargos incorridos com as licenças de operador de rede móvel (GSM e UMTS) e de rede fixa.

As amortizações são calculadas pelo método das quotas constantes, por duodécimos, durante o período estimado da sua vida útil (três anos), a partir do mês em que as correspondentes despesas sejam incorridas, sendo as licenças de operador de rede móvel e de rede fixa amortizadas pelo período de tempo durante o qual foram concedidas (15 anos). A licença de operador UMTS não se encontra a ser amortizada.

As amortizações do exercício das imobilizações incorpóreas são registadas na demonstração de resultados na rubrica de "Amortizações e depreciações".

As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em empresas do grupo e associadas e o montante atribuído ao justo valor dos activos e passivos identificáveis dessas empresas à data da sua aquisição, quando positivas, são registadas na rubrica de "Goodwill", e, quando negativas, são registadas directamente na demonstração de resultados. Até 1 de Janeiro de 2004, o "Goodwill" era amortizado durante o período estimado de recuperação do investimento, geralmente dez anos, sendo as amortizações registadas na demonstração de resultados na rubrica de "Amortizações e depreciações do exercício". A partir de 1 de Janeiro de 2004, de acordo com a IFRS 3 – "Business Combinations", o Grupo suspendeu a amortização do "Goodwill". As perdas de imparidade do exercício do "goodwill" são registadas na demonstração de resultados do exercício na rubrica de "Outros custos operacionais".

e) Investimentos

Os investimentos classificam-se como segue:

  • Investimentos detidos até à maturidade
  • Investimentos detidos para negociação
  • Investimentos disponíveis para venda

Os investimentos detidos até à maturidade são classificados como activos não correntes, excepto se a sua maturidade for inferior a 12 meses da data do balanço. Os investimentos detidos para negociação são classificados como activos correntes. Os investimentos disponíveis para venda são classificados como activos não correntes mesmo quando o Conselho de Administração manifesta intenção de os alienar num período inferior a 12 meses.

Todas as compras e vendas destes investimentos são reconhecidas à data da entrega.

Os investimentos são inicialmente registados pelo seu valor de aquisição, que é o justo valor da retribuição dada por ele, incluindo despesas de transacção.

Após o reconhecimento inicial, os investimentos disponíveis para venda são remensurados pelos seus justos valores, sem qualquer dedução para custos de transacção em que se possa incorrer na venda, por referência à sua cotação ou ao valor de mercado estimado à data do balanço.

f) Locação financeira

Os activos imobilizados adquiridos mediante contratos de locação financeira, bem como as correspondentes responsabilidades, são contabilizados pelo método financeiro, reconhecendo o imobilizado corpóreo, as amortizações acumuladas correspondentes e as dívidas pendentes de liquidação de acordo com o plano financeiro contratual. Adicionalmente, os juros incluídos no valor das rendas e as amortizações do imobilizado corpóreo são reconhecidos como custos na demonstração de resultados do exercício a que respeitam.

g) Locação operacional (ALD's)

Os bens cuja utilização decorre do regime de aluguer de longa duração ("ALD"), estão contabilizados pelo método de locação operacional. De acordo com este método, as rendas pagas são reconhecidas como custo, durante o período de aluguer a que respeitam.

h) Existências

As existências são valorizadas ao custo de aquisição deduzido das eventuais perdas de imparidade.

As perdas acumuladas de imparidade para depreciação de existências reflectem a diferença entre o custo de aquisição e o valor realizável líquido de mercado das existências, bem como a estimativa de perdas de imparidade por baixa rotação, obsolescência e deterioração (Nota 20).

i) Clientes e outras dívidas de terceiros

As dívidas de clientes e as outras dívidas de terceiros são registadas pelo seu valor nominal deduzido de eventuais perdas de imparidade, por forma a que as mesmas reflictam o seu valor realizável líquido.

j) Títulos negociáveis

Os títulos negociáveis e outras aplicações de tesouraria com vencimento a mais de três meses são valorizados ao justo valor, e registam-se na rubrica de "Outros activos correntes".

k) Caixa e equivalentes de caixa

Os montantes incluídos na rubrica de "Caixa e equivalentes de caixa" correspondem aos valores de caixa, depósitos bancários à ordem e a prazo e outras aplicações de tesouraria com vencimento a menos de três meses e para os quais o risco de alteração de valor não é significativo.

l) Empréstimos

Os empréstimos são registados no passivo pelo seu justo valor. Eventuais despesas com a emissão desses empréstimos são registadas em outros activos correntes ou não correntes e reconhecidas como custo, de forma linear, ao longo do período de vida desses empréstimos.

m) Encargos financeiros com empréstimos obtidos

Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são geralmente reconhecidos como custo à medida em que são incorridos. Os encargos financeiros de empréstimos obtidos directamente relacionados com a aquisição, construção ou produção de activos fixos são capitalizados fazendo parte do custo do activo. A capitalização destes encargos inicia-se com a preparação das actividades de construção ou desenvolvimento do activo e é interrompida após o início de utilização ou no final de produção ou construção do activo ou ainda quando o projecto em causa se encontra numa fase de suspensão.

n) Instrumentos financeiros derivados

O Grupo utiliza derivados na gestão dos seus riscos financeiros unicamente como forma de garantir a cobertura desses riscos. Derivados para negociação (especulação) não são utilizados pelo Grupo.

Os instrumentos financeiros derivados ("cash flow hedges") utilizados pelo Grupo respeitam a "swaps" de taxa de juro para cobertura do risco de taxa de juro em empréstimos obtidos. O montante dos empréstimos, prazos de vencimento dos juros e planos de reembolso dos empréstimos subjacentes aos "swaps" de taxa de juro são em tudo idênticos às condições estabelecidas para os empréstimos contratados. A variação no justo valor dos "swaps" de cobertura de "cash-flow" é registada no activo ou no passivo por contrapartida da rubrica dos capitais próprios "Reservas de cobertura".

o) Provisões

As provisões são reconhecidas quando, e somente quando, o Grupo tem uma obrigação presente (legal ou implícita) resultante dum evento passado e é provável que, para a resolução dessa obrigação, ocorra uma saída de recursos e que o montante da obrigação possa ser razoavelmente estimado. As provisões são revistas na data de cada balanço e são ajustadas de modo a reflectir a melhor estimativa a essa data.

p) Imposto sobre o rendimento

O imposto sobre o rendimento do exercício é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na consolidação e considera a tributação diferida.

O imposto corrente sobre o rendimento é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na consolidação de acordo com as regras fiscais em vigor no local da sede de cada empresa do grupo.

Os impostos diferidos são calculados com base no método da responsabilidade de balanço e reflectem as diferenças temporárias entre o montante dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os seus respectivos montantes para efeitos de tributação.

Os impostos diferidos activos são reconhecidos unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para utilizar esses impostos diferidos activos. No final de cada exercício é efectuada uma revisão dos impostos diferidos registados, bem como dos não reconhecidos, sendo os mesmos reduzidos sempre que deixe de ser provável a sua utilização futura ou registados, desde que, e até ao ponto em que, se torne provável a geração de lucros tributáveis no futuro que permitam a sua recuperação (Nota 9).

q) Especialização de exercícios e Rédito

Os custos e os proveitos são contabilizados no exercício a que dizem respeito, independentemente da data do seu pagamento ou recebimento. Os custos e os proveitos cujo valor real não seja conhecido, são contabilizados por estimativa.

Nas rubricas de "Outros activos correntes" e "Outros passivos correntes" (Notas 14 e 25) são registados os custos e os proveitos imputáveis ao exercício corrente e cujas despesas e receitas apenas ocorrerão em exercícios futuros, bem como as despesas e as receitas que já ocorreram, mas que respeitam a exercícios futuros e que serão imputadas aos resultados de cada um desses exercícios, pelo valor que lhes corresponde.

As receitas dos serviços de telecomunicações são reconhecidas no período em que ocorrem. A facturação destes serviços é efectuada numa base mensal. Os valores não facturados, desde o último ciclo de facturação até ao final do mês, são registados com base na valorização do tráfego realmente ocorrido. As diferenças entre estes valores estimados e os reais, que normalmente não são significativas, são registadas no período subsequente.

Os proveitos decorrentes de vendas são reconhecidos na demonstração de resultados consolidada quando os riscos e vantagens significativos inerentes à posse dos activos são transferidos para o comprador e o montante dos proveitos possa ser razoavelmente quantificado. As vendas são reconhecidas líquidas de impostos e descontos.

Os proveitos relacionados com os cartões pré-pagos são reconhecidos à medida que os minutos são consumidos. No final de cada período é efectuada uma estimativa dos minutos por consumir e o valor de receita associado a estes minutos é diferido.

Os activos e passivos financeiros não correntes são registados pelo seu justo valor e, em cada exercício, a actualização para o justo valor é registada na demonstração de resultados nas rubricas de "Proveitos financeiros" e "Custos financeiros".

r) Classificação de balanço

Os activos realizáveis e os passivos exigíveis a mais de um ano da data de balanço são classificados, respectivamente, como activos e passivos não correntes.

Adicionalmente, pela sua natureza, os impostos diferidos activos e as provisões para riscos e encargos são classificados como activos e passivos não correntes (Notas 10 e 21).

s) Reserva legal

A legislação comercial Portuguesa estabelece que pelo menos 5% do resultado líquido anual tem que ser destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital. Esta reserva não é distribuível, a não ser em caso de liquidação, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos, depois de esgotadas todas as outras reservas, e para incorporação no capital.

t) Saldos e transacções expressos em moeda estrangeira

Todos os activos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para Euros utilizando as taxas de câmbio vigentes na data dos balanços.

As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transacções e as vigentes na data das cobranças, pagamentos ou à data do balanço, são registadas como proveitos e custos na demonstração consolidada de resultados do exercício.

u) Conversão de demonstrações financeiras de entidades estrangeiras

São tratadas como entidades estrangeiras aquelas que operando no estrangeiro têm autonomia organizacional, económica e financeira.

Os activos e passivos das demonstrações financeiras de entidades estrangeiras são convertidos para Euros utilizando as taxas de câmbio existente à data do balanço e os custos e proveitos dessas demonstrações financeiras foram convertidos para Euros utilizando a taxa de câmbio média do período. A diferença cambial resultante é registada no capital próprio na rubrica "Outras reservas".

As cotações utilizadas para conversão em Euros das contas das filiais e associadas estrangeiras foram as seguintes:

2004 2003
30.06.04 Média 30.06.03 Média
Libra inglesa 1,49087 1,48508 1,44259 1,46092
Real brasileiro 0,26428 0,27475 0,30407 0,28051

v) Imparidade de activos

É efectuada uma avaliação de imparidade à data de cada balanço e sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indique que o montante pelo qual um activo se encontra registado possa não ser recuperado. Sempre que o montante pelo qual um activo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda de imparidade, registada na demonstração de resultados na rubrica de "Outros custos operacionais" nos casos de Goodwill, e para os outros activos na rubrica de "Provisões e perdas de imparidade". A quantia recuperável, é a mais alta do preço de venda líquido e do valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do activo numa transacção ao alcance das partes envolvidas, deduzido dos custos directamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que são esperados que surjam do uso continuado do activo e da sua alienação no final da sua vida útil. A quantia recuperável é estimada para cada activo, individualmente ou, no caso de não ser possível, para a unidade geradora de caixa à qual o activo pertence.

w) Planos de Acções e Stock Options

A Sonaecom adoptou, antecipadamente, as disposições previstas na IFRS 2 – "Share - based Payment", relativamente ao tratamento contabilístico dos planos de acções e de stock options.

Os planos estabelecidos pelo Grupo são liquidados através da entrega de acções, pelo que a responsabilidade é registada a crédito na rubrica de "Reservas", no Capital próprio, apurada na data de atribuição das mesmas. O registo é efectuado pelo justo valor, proporcionalmente ao período decorrido, por contrapartida da rubrica de "Custos com pessoal" da demonstração de resultados do exercício.

Adicionalmente, quando as responsabilidades são abrangidas por um contrato de cobertura, os impactos deste contrato anulam o efeito em Capitais próprios. Dado que as responsabilidades são substituídas pelo pagamento de uma verba fixa, esse montante total é contabilizado nas rubricas de "Outros passivos não correntes" e "Outros passivos correntes". A parte da responsabilidade ainda não reconhecida na demonstração de resultados (relacionada com o período ainda a decorrer até à data de exercício) é reconhecida no balanço nas rubricas de "Outros activos não correntes" e "Outros activos correntes". O líquido entre o valor de "Outros passivos" e "Outros activos" é registado a débito na rubrica de "Outras reservas" no Capital próprio.

O Grupo celebrou em 2003 um contrato onde transferiu, através do estabelecimento do pagamento de uma verba fixa, a titularidade da sua responsabilidade afecta àquele plano para uma entidade exterior ao Grupo Sonaecom. Assim, o impacto total associado aos planos de acções e de stock options está contabilizado, no balanço, nas rubricas de "Outros activos não correntes", "Outros activos correntes", "Outros passivos não correntes" e "Outros passivos correntes". Na demonstração de resultados, o custo está contabilizado na rubrica de "Custos com pessoal".

x) Contingências

As responsabilidades contingentes não são reconhecidas nas demonstrações financeiras consolidadas, sendo as mesmas divulgadas no anexo, a menos que a possibilidade de uma saída de fundos afectando benefícios económicos futuros seja remota.

Um activo contingente não é reconhecido nas demonstrações financeiras, mas divulgado no anexo quando é provável a existência de um benefício económico futuro.

y) Eventos subsequentes

Os eventos ocorridos após a data do balanço que proporcionem informação adicional sobre condições que existiam à data do balanço ("adjusting events") são reflectidos nas demonstrações financeiras consolidadas. Os eventos após a data do balanço que proporcionem informação sobre condições que ocorram após a data do balanço ("non adjusting events"), se materiais, são divulgados no anexo às demonstrações financeiras consolidadas.

2. Empresas incluídas na consolidação

As empresas do grupo incluídas na consolidação, suas sedes sociais, actividade principal, detentor de capital e proporção do capital detido em 30 de Junho de 2004 e 2003, são as seguintes:

Percentagem do capital detido
2004 2003
Firma(Marca comercial) Sede social Actividade principal Detentor decapital Directo Efectivo* Directo Efectivo*
Empresa-mãe:SONAECOM, S.G.P.S.,S.A. ("Sonaecom") Maia Gestão de participaçõessociais. - - - - -
Subsidiárias:Clixgest – Internet eConteúdos, S.A.("Clixgest" – usando amarca "Clix") Maia Desenvolvimento de todasas actividades relacionadascom as tecnologias deinformação e multimédia,nomeadamente internet,conteúdos e comércioelectrónico. Sonae Matrix 56,67% 56,67% 56,67% 56,67%
Digitmarket – Sistemasde Informação, S.A.("Digitmarket" – usandoa marca "Bizdirect") Maia Desenvolvimento deplataformas de gestão ecomercialização deprodutos, serviços einformação, tendo comoprincipal suporte a internet. Sonae.comSistemas deInformação 75,1% 75,1% 75,1% 75,1%
Douro – Centro deProduções Artísticas, Lda.("Douro") Matosinhos Concepção e produção defilmes, cinema, vídeo,comerciais, documentários,trilhas sonoras, para rádio eTV, assessoria,comercialização e promoçãode vendas de eventos eespectáculos artísticos eculturais. Sonae Matrix (Dissolvida) 100% 100%
Enabler – Informática,S.A. ("Enabler") Maia Prestação de serviços noâmbito do desenvolvimento,comercialização eimplementação de soluçõesde informação. Retailbox 100% 70% 100% 66%
Enabler Brasil, Ltda.("Enabler Brasil") CuritibaParaná Exploração comercial desoftware, desenvolvido pelaempresa ou por terceiros;prestação de serviçostécnicos de consultoriarelacionada com software. Enabler 99,99% 69,99% 99,99% 65,34%
Enabler & Retail Consult,Gmbh(Enabler Alemanha) (a) Alemanha Prestação de serviços noâmbito do desenvolvimento,comercialização eimplementação de soluçõesde informação. Enabler 85% 59,5% 50% 33%
Enabler UK, Limited("Enabler UK") Reino Unido Prestação de serviços noâmbito do desenvolvimento,comercialização eimplementação de soluçõesde informação. Enabler 85% 59,5% 65% 42,9%
Exit Travel – Agência deViagens e Turismo Maia Prestação de serviços deagência de viagens, turismo Sonaecom 75% 75% - -
Online, S.A. ("Exit") e lazer, através da internet. PortaisVerticais - - 75% 37,5%

2004 2003 Firma (Marca comercial) Sede social Actividade principal Detentor de capital Directo Efectivo* Directo Efectivo* Fun Online – Actividades Lúdicas, S.A. ("Fun Online" – usando a marca "Level") Maia Desenvolvimento, organização e realização de jogos, eventos e outras actividades lúdicas on-line. Sonae Matrix (Dissolvida) 100% 100% Investimento Directo – Sociedade Financeira de Corretagem, S.A. ("Investimento Directo" – usando a marca "Atrium") Lisboa Intermediação na compra e venda de bens mobiliários. Sonaecom Sistemas de Informação - - 55% 55% Harpa Beheer BV ("Harpa") Amesterdão Gestão de participações sociais. Público (Dissolvida) 100% 99,99% Jaua, S.G.P.S.,S.A. ("Jaua") (d) Lisboa Gestão de participações sociais. Novis 100% 56,67% - - KPNQwest Portugal – Telecomunicações, Lda ("KPNQwest") (d) Lisboa Fornecimento de acesso à internet. Jaua Noriema 51% 49% 28,9% 27,77% - - - - Mainroad – Serviços em Tecnologias de Informação, S.A. Maia Prestação de serviços de consultadoria na área dos sistemas de informação. Novis 100% 56,67% - - Miauger – Organização e Gestão de Leilões Electrónicos, S.A. ("Miauger") Maia Organização e gestão de leilões electrónicos "online" de produtos e serviços. Sonaecom 100% 100% 100% 100% Move On, S.G.P.S., S.A. ("Move On") Maia Gestão de participações sociais, no âmbito do negócio de corporate venturing. Sonae.com Sistemas de Informação (Dissolvida) 100% 100% Noriema, S.G.P.S.,S.A. ("Noriema") (d) Lisboa Gestão de participações sociais. Novis 100% 56,67% - - M3G – Edições Digitais, S.A. ("M3G") Lisboa Edições digitais, edição electrónica e produção de conteúdos na internet. Público.pt 100% 99,99% 100% 99,99% Novis Telecom, S.A. ("Novis") Maia Instalação, manutenção e exploração de equipamentos de processamento de informação e de telecomunicações, gestão de redes e fornecimento de informação e de serviços de valor acrescentado. Sonaecom Sonae Matrix Sonae.com Sistemas de Informação 15% 41,67% - 15% 41,67% - 15% - 41,67% 15% - 41,67% Optimus – Telecomunicações, S.A. ("Optimus") Maia Prestação de serviços de telecomunicações móveis e estabelecimento, gestão e exploração de redes de telecomunicações. Sonae Telecom 46,29% 46,29% 46,29% 46,29% Per-Mar – Sociedade de Construções, S.A. ("Per-Mar") Maia Compra e venda, arrendamento e exploração de bens imóveis e estabelecimentos comerciais. Optimus 100% 46,29% 100% 46,29% Público – Comunicação Social, S.A. ("Público") Porto Redacção, composição e edição de publicações periódicas e não periódicas. Sonaetelecom BV 99,99% 99,99% 99,99% 99,99%

Percentagem do capital detido

2004 2003
Firma(Marca comercial) Sede social Actividade principal Detentor decapital Directo Efectivo* Directo Efectivo*
Público.pt – ServiçosDigitais Multimédia, S.A.("Público.pt") Maia Divulgação de produtos eserviços em formatoelectrónico, divulgação deinformação multimédia epromoção de negócios emambiente digital. Público 100% 99,99% 100% 99,99%
Retailbox BV("Retailbox") Amesterdão Gestão de participaçõessociais. SonaetelecomBV 70% 70% 66% 66%
Optimus Towering –Exploração de Torres deTelecomunicações, S.A.(ex. "Situs") (b) Maia Implantação, instalação eexploração de torres e outrossites para colocação deequipamentos detelecomunicações. Optimus 100% 46,29% 50% 23,15%
Santo Bosque – Espaço MatosinhosOrganização, promoção e Sonae Matrix (Dissolvida) 92,9% 92,9%
de Entretenimento, Lda.("Santo Bosque") produção de espectáculos,eventos e actualidadesculturais, recreativas e deentretenimento; locaçãotemporária de espaços,equipamento e prestação deserviços; a gestão de meiospublicitários epromocionais; edição depublicações; gestão eexploração deestabelecimentos derestauração e a prestação deserviços ou venda deprodutos conexos com asactividades atrás indicadas. 7,1% 7,1%
Sociedade Independentede Radiodifusão Sonora,S.A. ("S.I.R.S." – usandoa marca "Rádio Nova")(c) Porto Actividade de radiodifusãosonora. Público 45% 45% 90% 89,99%
Sonae.com – Sistemas deInformação, S.G.P.S.,S.A. ("Sonae.comSistemas de Informação") Maia Gestão de participaçõessociais, no âmbito donegócio de corporateventuring e joint-ventures Sonaecom 100% 100% 100% 100%
Sonae MatrixMultimédia, S.G.P.S.,S.A. ("Sonae Matrix") Maia Gestão de participaçõessociais, no âmbito dosnegócios multimédia. Sonaecom 100% 100% 100% 100%
Sonae Telecom, S.G.P.S.,S.A. ("Sonae Telecom") Maia Gestão de participaçõessociais, no âmbito dastelecomunicações móveis. Sonaecom 100% 100% 100% 100%
Sonaetelecom BV Amesterdão Gestão de participaçõessociais. Sonaecom 100% 100% 100% 100%
We Do Consulting –Sistemas de Informação,S.A. ("We Do") Maia Prestação de serviços deconsultoria na área dossistemas de informação. Sonae.comSistemas deInformação 100% 100% - -
Sonaetelecom - - 100% 100%

Percentagem do capital detido

BV

Percentagem do capital detido
2004 2003
Firma(Marca comercial) Sede social Actividade principal Detentor decapital Directo Efectivo* Directo Efectivo*
XS – Comunicação,Informação e Lazer, S.A.("XS" – usando a marca"Xis") Maia Redacção, composição eedição de publicaçõesperiódicas e não periódicas,concretizada através darevista Xis. Público 100% 99,99% 100% 99,99%

* Percentagem efectiva de capital detido pela Sonaecom

  • (a) A Enabler Alemanha, em 30 de Junho de 2003, não foi incluída na consolidação (Nota3);
  • (b) A Situs, em 30 de Junho de 2003, não foi incluída na consolidação (Nota3);
  • (c) A SIRS, em 30 de Junho de 2004, foi incluída pelo método da equivalência patrimonial (Nota3).
  • (d) As demonstrações financeiras destas empresas foram consolidadas pelo método integral a partir de 1 de Abril de 2004.

Todas estas empresas foram incluídas na consolidação, pelo método de consolidação integral, conforme estabelecido pelo IAS 27 – "Demonstrações financeiras consolidadas e contabilização de investimentos em subsidiárias"(maioria dos direitos de voto, sendo titular de capital da empresa). Atendendo aos estatutos da Optimus, a Sonaecom, apesar de deter apenas 46,29% da referida empresa, detém 52,34% dos direitos de voto.

3. Investimentos em empresas associadas

Em 30 de Junho de 2004 e 2003, esta rubrica incluía investimentos em empresas associadas e em empresas excluídas da consolidação, cujas sedes sociais, actividades principais, detentor do capital, proporção do capital detido e valor de balanço em 30 de Junho de 2004 e 2003, são as seguintes:

Percentag gem do capital detido Valor de e balanço
Firma(Marca Actividade Detentor de 20 04 20 03
comercial) Sede social principal capital Directo Efectivo* Directo Efectivo* 2004 2003
Empresas assoc iadas:
Exit Travel –Agência deViagens eTurismoOnline, S.A.("Exit") Maia Prestação deserviços deagência deviagens, turismo elazer, através dainternet. SonaecomPortaisVerticais 75% 75% -75% 37,5% Incluída naconsolidação(Nota 2) (a)
Myplace –ConteúdosImobiliários naInternet, S.A.("Myplace –usando a marca"Casaglobal") Maia Criação edesenvolvimentode um portal nainternet queagreguecentralmenteinformaçãorelativa à compra evenda de imóveis,bem como acriação deconteúdosrelacionados. PortaisVerticais - - 100% 55% (Dissolvida) (a)
Net Mall,S.G.P.S., S.A.("Net Mall") Maia Gestão de participações sociais. Sonae.ComSistemas deInformação 50% 50% 50% 50% (a) (a)
PortaisVerticais.com,S.G.P.S., S.A.("PortaisVerticais") Maia Gestão departicipaçõessociais, no âmbitodo negócio dosportais verticais. Sonae Matrix - - 50% 50% (Dissolvida) (a)
SociedadeIndependentedeRadiodifusãoSonora, S.A.("S.I.R.S." –usando a marca"Rádio Nova") Porto Actividade de radiodifusão sonora. Público 45% 45% 90% 89,99% (a) Incluída naconsolidação(Nota 2)
Percentagem do capital detido Valor de balanço
2004 2003
Firma(Marcacomercial) Sede social Actividadeprincipal Detentor decapital Directo Efectivo* Directo Efectivo* 2004 2003
Unipress –Centro Gráfico,Lda.("Unipress") V.N.Gaia Comércio eindústria de artesgráficas e ediçãode publicações. Público 40% 40% 40% 40% 661.185 727.803
Global S –CentroComercial, Lda. Matosinhos Prestação deserviços detecnologias deinformação, para apromoção e gestão Global S 2,4% 0,8% 99,7% 25% (b) (b)
de centroscomerciaismultimédia.Exploração decentro comercial(Global Shop). Global S 24 97,5% 15,8% 97,5% 15,8% (b) (b)
Global S,S.G.P.S., S.A.("Global S" –usando a marca"Global Shop") Matosinhos Gestão departicipaçõessociais. Net Mall 64,7% 32,4% 50,1% 25,1% (b) (b)
Global S –Tecnologias deInformação,Lda. Matosinhos Desenvolvimento,produção,comercialização,formação eprestação deserviços no âmbitodas tecnologias deinformação,comunicação esegurança. Global S 75% 24,3% 66,7% 17% (b) (b)
Global S 24,S.G.P.S., S.A. Matosinhos Gestão departicipaçõessociais. Global S 50% 16,2% - - (b) (b)
Empresas associadas registadas pelo custo de aquisição:
Enabler &Retail Consult,Gmbh Alemanha Prestação deserviços no âmbitododesenvolvimento,comercialização eimplementação desoluções deinformação. Enabler 85% 59,5% 50% 33% Incluída naconsolidação(Nota 2) 12.500
OptimusTowering –Exploração deTorres deTelecomunicações, S.A. (ex."Situs") Maia Implantação,instalação eexploração detorres e outros sitespara colocação deequipamentos detelecomunicações. Optimus 100% 46,29% 50% 23,15% Incluída naconsolidação(Nota 2) 25.000
Percentagem do capital detido Valor de balanço
2004 2003
Firma(Marcacomercial) Sede social Actividadeprincipal Detentor decapital Directo Efectivo* Directo Efectivo* 2004 2003
Empresas do grupo excluídas da consolidação:
Contacto Útil –Serviços deGestão deAtendimento aClientes, S.A.("ContactoÚtil") Maia Criação e gestãode centros deatendimento aclientes e callcenters,incluindo adetenção dorespectivoequipamento erestanteinfraestruturaassociada. Optimus Dissolvida 100% 46,29% - 50.000
661.185 815.303

(a) Participação que se encontra totalmente provisionada.

As empresas associadas foram incluídas na consolidação, pelo método de equivalência patrimonial, conforme indicado na Nota 2.

A dissolução da Contacto Útil gerou uma menos-valia de 50.000 Euros (Nota 30).

Em 30 de Junho de 2003, algumas empresas do grupo e associadas foram excluídas da consolidação, dado serem imateriais quer individualmente quer no seu conjunto para as demonstrações financeiras consolidadas, encontrando-se registadas nas demonstrações financeiras anexas pelo custo de aquisição ou pelo seu valor estimado de realização, dos dois o mais baixo.

4. Alterações ocorridas no grupo

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004, verificaram-se as seguintes alterações no Grupo:

4. a) Aquisições

Compradora Participada Data %adquirida %Participaçãoactual
Enabler Enabler & RetailConsult Jan-04 35% 85%
Sonae Telecom BV Retailbox BV Fev-04 6% 70%
Enabler Enabler UK Abr-04 2,5% 85%
Novis Jaua Abr-04 100% 100%
Novis Noriema Abr-04 100% 100%

(b) Em 2003, o valor do balanço das Empresas do Sub-Grupo Global S encontra-se reflectido no activo da Netmall (Empresa detentora dessa participação), o qual era nulo nessas datas.

* Percentagem efectiva de capital detido pela Sonaecom.

Como resultado das aquisições acima mencionadas, foi gerado um Goodwill no montante de 4.545.574 Euros (Nota 6).

Em Abril de 2004, o Grupo adquiriu a KPNQwest por intermédio da Jaua e da Noriema. Esta transacção resume-se como segue:

Activos líquidos adquiridos:

Equipamento administrativo 1.235.739
Outro imobilizado corpóreo 347.057
Existências 89.478
Empréstimos ao Grupo 3.000.000
Clientes 3.753.239
Outros devedores 208.681
Disponibilidades 3.270.484
Activos por impostos diferidos 809.006
Outros 21.878
Provisões para outros riscos e encargos (213.000)
Fornecedores (1.611.490)
Empréstimos do Grupo (4.683.000)
Outros credores (295.750)
Acréscimos de custos (489.246)
Total 5.443.076
Goodwill 5.676.990
Custo de aquisição 11.120.066
Disponibilidades adquiridas (3.270.484)
7.849.582
Parcela de Goodwill imputada a minoritários (2.460.027)

4. b) Operações internas

% %
Compradora Vendedora Participada Data Aquisição Participaçãoactual
Sonaecom Portais Verticais Exit Jan-04 75% 75%

Esta operação não gerou qualquer resultado ao nível das contas consolidadas.

4. c) Prestações suplementares

Participante Participada Data Valor %Participaçãoactual
Sonae.com Sistemasde Informação Digitmarket Fev-04 2.212.436 75,1%
Optimus Situs Mar-04 175.750.000 100%

4. d) Dissolução de sociedades

Participante Participada Data %Participação
Sonae Matrix Portais Verticais Fev-04 100%
Sonae Matrix Douro Mar-04 100%
Optimus Contacto Útil Jun-04 100%

4. e) Aumentos de capital

Participante Participada Data Valor %Participação
Enabler Enabler Brasil Mai-04 407.566 Reais 99,99%

4. f) Reduções de capital

Participante Participada Data Valor %Participação
Sonae Matrix Clix Fev-04 11.600.000 56,67%
Sonae.com SI Digitmarket Abr-04 3.655.000 75,1%

4. g) Alienações

Vendedora Participada Data %alienada %Participação
Sonae Telecom BV Retailbox BV Mar-04 2% 70%

Como resultado da alienação acima referida foi gerada uma menos-valia de 14.187 Euros (Nota 30).

5. Imobilizações corpóreas

Nos semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003, o movimento ocorrido no valor das imobilizações corpóreas, bem como nas respectivas amortizações e perdas de imparidade acumuladas, foi o seguinte:

2004 2003
Terrenos Edifícios eOutras
e recursos outras Equipamento Equipamento Equipamento Ferramentas imobilizações Imobilizações
naturais construções básico de transporte administrativo e utensílios corpóreas em curso Total Total
Activo bruto:
Saldo inicialNovas empresas 1.391.593 154.974.769 550.394.743 211.986 101.042.052 1.166.385 2.046.875 27.884.034 839.112.437 799.149.294
no consolidado - - 6.894 - 6.048.429 - 652.734 - 6.708.057 -
Adições - 53.191 2.725.594 234.827 64.173 2.272 29.757 27.375.072 30.484.886 25.453.118
AlienaçõesTransferências e - (277.613) (1.641.085) (271.393) (1.746.677) (5.548) (170) (8.538.392) (12.480.878) (6.617.899)
abates - 5.393.731 12.182.770 (26.398) 2.303.945 37.993 - (20.613.802) (721.761) 2.446.285
Saldo final 1.391.593 160.144.078 563.668.916 149.022 107.711.922 1.201.102 2.729.196 26.106.912 863.102.741 820.430.798
2004 2003
Terrenos Edifícios e Outras
e recursos outras Equipamento Equipamento Equipamento Ferramentas imobilizações Imobilizações
naturais construções básico de transporte administrativo e utensílios corpóreas em curso Total Total
Amortizações eperdas deimparidadeacumuladas:
Saldo inicialNovas empresas - 55.705.401 246.263.629 117.438 44.143.553 1.050.238 1.001.169 - 348.281.428 271.698.840
no consolidadoAmortizações do - - - - 4.791.676 - 304.063 - 5.095.739 -
exercícioPerdas deimparidade do - 7.659.955 30.027.647 14.176 11.278.509 48.504 275.452 - 49.304.243 48.819.780
exercício - - - (229.788) - - - (229.788) -
AlienaçõesTransferências e - (107.242) (1.322.945) (13.806) (1.746.677) (2.945) (170) - (3.193.785) (2.727.841)
abates - (24.865) (206.265) - (432.175) 5.325 - - (657.980) (5.513.621)
Saldo final - 63.233.249 274.762.066 117.808 57.805.098 1.101.122 1.580.514 - 398.599.857 312.277.158
Valor líquido 1.391.593 96.910.829 288.906.850 31.214 49.906.824 99.980 1.148.682 26.106.912 464.502.884 508.153.640

As adições do semestre incluem um conjunto de activos, associados à operação de UMTS.

O custo de aquisição das imobilizações corpóreas detidas pelo Grupo no âmbito de contratos de locação financeira, em 30 de Junho de 2004 e em 31 de Dezembro de 2003, ascendia a 9.909.416 Euros, sendo o seu valor líquido contabilístico, nessas datas, de 6.415.592 Euros e 8.525.685 Euros, respectivamente.

As imobilizações corpóreas incluem juros suportados e outros encargos financeiros incorridos, directamente relacionados com a construção de determinadas imobilizações em curso. Em 30 de Junho de 2004 e em 31 de Dezembro de 2003, o total destes custos ascende a 14.264.206 Euros e 11.366.034 Euros, respectivamente. Para este efeito, foi utilizada uma taxa de capitalização de 4,625% em 2004 (3,737 % em 2003) a qual corresponde à taxa média ponderada de remuneração do custo dos financiamentos obtidos pelo Grupo.

O imobilizado corpóreo em curso apresentava, em 30 de Junho de 2004 e 2003, a seguinte composição:

2004 2003
Desenvolvimento da rede móvel 22.215.993 18.231.163
Desenvolvimento da rede fixa 2.246.065 1.201.519
Sistemas de informação 1.519.466 -
Obras emedifícios 125.388 133.354
26.106.912 19.566.036

Em 30 de Junho de 2004 e 2003, o valor dos compromissos assumidos perante terceiros respeitantes a investimentos a efectuar era como segue:

2004 2003
23.760.573 48.740.174
4.994.861 8.226.262
28.755.434 56.966.436

6. Imobilizações incorpóreas e Goodwill

Nos semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003, o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas e no goodwill, bem como nas respectivas amortizações e perdas de imparidade acumuladas, foi o seguinte:

2004 2003 2004 2003
Goodwill Propriedadeindustrial Software Outros Imobilizadoem curso Total Total
Activo Bruto:
Saldo inicial 59.851.238 62.458.466 4.291.030 142.247.942 - 157.052.850 303.591.822 248.219.454
Novas empresas noconsolidadoSaída de empresas do 3.288.610 - - - - - - -
consolidado (319.748) - - - - - - -
Adições 1.256.964 - 22.176 380.509 55.810 7.551.810 8.010.305 16.363.555
Alienações - - - (12.717) - (10.000) (22.717) (1.050.994)
Transferências e abates (32.593.396) (560.722) (12.148) 4.431.527 582.391 (7.404.530) (2.402.760) (99)
Saldo final 31.483.668 61.897.744 4.301.058 147.047.261 638.201 157.190.130 309.176.650 263.531.916
2004 2003 2004 2003
Goodwill Propriedadeindustrial Software Outros Imobilizadoem curso Total Total
Amortizações e perdasdeimparidadeacumuladas:
Saldo inicial 32.910.650 27.126.225 3.811.437 98.339.998 - - 102.151.435 76.231.402
Novas empresas noconsolidadoSaída de empresas do - - - - - - - -
consolidado (319.748) - - - - - - -
Amortização doexercícioPerdas de imparidade do - 2.396.034 182.678 13.226.045 - - 13.408.723 13.949.029
exercício (Nota 29) - 434.530 - - - - - -
Alienações - - - (7.205) - - (7.205) -
Transferências e abates (32.590.902) 1.544.353 (11.877) (14.622) - - (26.499) 1.632.132
Saldo final - 31.501.142 3.982.238 111.544.216 - - 115.526.454 91.812.563
Valor líquido 31.483.668 30.396.602 318.820 35.503.045 638.201 157.190.130 193.650.196 171.719.353

O Grupo, de acordo com a política prevista na IFRS 3, suspendeu a amortização do Goodwill a partir de 1 de Janeiro de 2004. O valor incluído na rubrica de "Transferências e abates" no montante de 32.590.902 Euros corresponde à reclassificação das amortizações acumuladas de Goodwill para o valor bruto.

Em 30 de Junho de 2004 e em 31 de Dezembro de 2003, o Grupo tinha registado na rubrica "Imobilizações incorpóreas" 156.160.334 Euros e 154.894.024 Euros, respectivamente, correspondentes ao investimento realizado no desenvolvimento da rede UMTS.

O imobilizado incorpóreo em curso apresentava, em 30 de Junho de 2004 e 2003, a seguinte composição:

2004 2003
Incorpóreo :
Licença UMTS (1) 132.453.751 99.759.579
Estudos de desenvolvimento das redes UMTS (1) e GPRS (2),
incluindo encargos financeiros capitalizados (Nota 1.m)) 24.736.379 21.851.484
Desenvolvimento de software emcurso - 6.697.361
157.190.130 128.308.424
  • (1) Universal Mobile Telecommunications Service
  • (2) General Packet Radio System

A rubrica Imobilizações em curso – Licença UMTS inclui Euro 32.694.084 relativos ao contrato celebrado em 2002 entre a Oni Way e os restantes três operadores de telecomunicações móveis com licenças de UMTS em Portugal. O valor nominal da dívida à data da transacção era de Euro 33.333.333, tendo sido actualizada para o justo valor, com base na taxa média de rendimento das aplicações financeiras da subsidiária Optimus.

Durante 2003, a ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações) tomou a decisão de adiar para 1 de Julho de 2004 o início da operação comercial de prestação de serviços de telecomunicações móveis utilizando a tecnologia UMTS ("Universal Mobile Telecommunications Service"). Apesar deste adiamento, o Conselho de Administração da Sonaecom mantém a confiança no sucesso comercial dos serviços baseados na tecnologia UMTS e na consequente rentabilidade dos montantes já investidos.

A reconciliação entre a rubrica "Amortizações e depreciações" da demonstração de resultados e as amortizações e depreciações efectuadas em Junho de 2004 e Junho de 2003, é como segue:

2004 2003
Depreciações do exercício – Imobilizado corpóreo 49.304.243 48.819.780
Amortizações do exercício – Imobilizado incorpóreo 13.408.723 16.345.063
62.712.966 65.164.843
Amortizações e depreciações – Demonstração de resultados 62.712.966 65.164.843

Em 30 de Junho de 2004 e 31 de Dezembro de 2003, o "goodwill" tinha a seguinte composição:

2004 2003
Amortização, Amortização
Valor Valor e perdas e perdas de
Data de bruto bruto de imparidade imparidade Valor Valor
aquisição 30.06.2004 31.12.2003 do exercício acumuladas contabilístico contabilístico
Sonaecom / SRD Jan-98 11.996 11.996 - 9.036 2.960 4.760
Novis / IPG Maio-99 6.040.703 6.040.703 - 2.818.995 3.221.708 4.127.814
Optimus / Per-Mar Dez-99 78.755 78.755 - 31.502 47.253 59.066
Sonae BV / Público Abr-00 45.977.115 45.977.115 - 25.977.115 20.000.000 24.800.000
Harpa / Público.pt Abr-00 450.015 450.015 - 450.015 - 348.759
Público / SIRS Abr-00 116.510 116.510 - 43.690 72.820 180.588
Público / Harpa (b) Abr-00 - - - - - 539
Sonaecom / Enabler Jun-00 1.456.456 1.456.456 - 509.760 946.696 1.765.400
Novis / IPG Jun-00 1.127.837 1.127.837 - 404.143 723.694 892.870
Sonae BV / Prodígio (b) Jun-00 - - - - - 282.792
Sonaecom / Inv.Directo (Nota 7) Dez-00 - - - - - 1.816.142
Miauger / Lotes Dez-00 1.234.943 1.234.943 - 1.234.943 - 1.039.410
WeDo / Sidra Jan-01 1.318.726 1.318.726 - 395.618 923.108 1.120.917
WeDo / Sidra Jan-01 12.470 14.964 - 4.489 7.981 -
Novis / IPG (a) Maio-01 399.038 399.038 - 106.410 292.628 352.484
Matrix / Douro Maio-01 - 319.748 - - - 282.444
Matrix / Santo Bosque (b) Maio-01 - - - - - 198.542
Douro / Santo Bosque (b) Maio-01 - - - - - 9.015
Público / M3G Jul-01 269.936 269.936 - 269.936 - 242.942
Sonae BV / Prodígio (b) Jun-00 - - - - - 189.940
Novis / IPG (a) Maio-02 399.038 399.038 - 66.506 332.532 392.387
Matrix / Miauger Jul-02 249.732 249.732 - 249.732 - -
Enabler / Enabler UK Jul-03 374.738 374.738 - 18.737 356.001 -
Optimus / Situs Out-03 10.988 10.988 - 275 10.713 -
Enabler / Enabler DE Jan-04 71.647 - - - 71.647 -
Sonaetelecom BV / Retailbox Fev-04 1.208.897 - - - 1.208.897 -
Novis / Noriema Abr-04 2.092.375 - - - 2.092.375 -
Novis / Jaua Abr-04 1.124.588 - - - 1.124.588 -
Enabler / Enabler UK Abr-04 48.067 - - - 48.067 -
64.074.570 59.851.238 - 32.590.902 31.483.668 26.940.588

SRD – Sonae Rede de Dados (actualmente Novis) IPG – IP Global (empresa fundida na Novis)

(a) – Em 2001 e 2002 a Novis efectuou pagamentos adicionais, no âmbito do contrato de aquisição da IP Global, no montante de 399.038 Euros em cada um daqueles exercícios.

(b) – Empresas dissolvidas durante o exercício de 2003

7. Investimentos disponíveis para venda

Em 30 de Junho de 2004 e 2003, esta rubrica incluía investimentos financeiros classificados como disponíveis para venda e tinha a seguinte composição:

2004 2003
ValorBruto Perdas de imparidadeacumuladas (Nota 20) Valorlíquido Valorbruto Perdas de imparidadeacumuladas ValorLíquido
Altitude Software BV - - - 10.000.000 (10.000.000) -
Investimento Directo 6.761.267 (2.000.000) 4.761.267 - - -
Despegar.com 2.539.227 (2.539.227) - 2.539.229 (1.469.890) 1.069.339
Altitude, SGPS, SALusa – Agência de Notícias de 1.000.000 - 1.000.000 1.000.000 - 1.000.000
Portugal, S.A.SESI – Sociedade de Ensino 197.344 - 197.344 197.344 - 197.344
Superior e Investigação, S.A.NP – Notícias Portugal,Cooperativa de Utentes de 146.248 (146.248) - 146.248 (146.248) -
Serviços de Informação, C.R.L. 7.482 - 7.482 7.482 - 7.482
Outros 2.494 - 2.494 15.335 - 15.335
Investimentos disponíveis paravenda não correntes 10.654.062 (4.685.475) 5.968.587 13.905.638 (11.616.138) 2.289.500

Em Dezembro de 2003, foi celebrado um acordo de venda da participada Investimento Directo pelo que, a mesma foi excluída do perímetro de consolidação, e o investimento financeiro registado pelo seu valor de realização. Esta Sociedade, em 30 de Junho de 2004 e 31 de Dezembro de 2003, apresenta um total de balanço de 11.534.669 Euros e 10.588.217 Euros, respectivamente. Os capitais próprios, naquelas datas, eram no montante de 9.767.773 Euros e 9.562.503 Euros (5.372.275 Euros e 5.259.378 Euros, após minoritários), incluindo um resultado líquido de 205.270 Euros e 39.327 Euros (112.899 Euros e 21.630 Euros, após minoritários). A concretização deste negócio foi já aprovada pelo Banco de Portugal e está agora dependente da autorização da redução do Capital Social da Sociedade, a qual se encontra pendente da decisão do Tribunal Competente, sendo entendimento do Conselho de Administração da Sonaecom que esta autorização será concedida e que a venda do investimento financeiro será concretizada nas condições assumidas no referido acordo.

8. Outras dívidas de terceiros

Em 30 de Junho de 2004, as Outras dívidas de terceiros são relativas à alienação de imobilizado pela filial Optimus (Nota13) e têm o seguinte plano de reembolso previsto:

Valor
2005 970.733
2006 951.699
2007 933.038
2008 914.743
3.770.213

9. Impostos diferidos activos

Os impostos diferidos activos em 30 de Junho de 2004 e 2003, no montante de 76.906.024 Euros e 91.571.549 Euros, respectivamente, decorrem de diferenças temporárias relativas a prejuízos fiscais reportáveis e provisões não aceites fiscalmente.

O movimento ocorrido nos activos por impostos diferidos activos nos semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003 foi como segue:

2004 2003
Saldo inicial 84.626.227 94.549.225
Entrada de novas empresas 817.707 -
Efeito em resultados:
Lucro tributável e diferenças temporárias na Optimus (8.106.703) (3.215.363)
Ajustamento à estimativa da matéria colectável da Optimus 1.479.394 (41.284)
Prejuízos fiscais reportáveis e diferenças temporárias na Novis 1.141.372 -
Prejuízos fiscais reportáveis e diferenças temporárias na MainroadAnulação por imparidade de activos por impostos diferidos reconhecidos em 295.660 -
anos anteriores na Clixgest (2.840.848) -
Lucro tributável e diferenças temporárias na WeDo (324.621) 244.914
Lucro tributável e diferenças temporárias no Público (168.246) 145.240
Prejuízos fiscais reportáveis e diferenças temporárias na Clixgest - 97.679
Correcção à estimativa da matéria colectável da Clixgest - (177.812)
Outros (7.183) (18.824)
Sub-total (Nota 31) (8.531.175) (2.965.450)
Efeito em reservas:
Outros (6.735) (12.226)
Saldo final 76.906.024 91.571.549

A 30 de Junho de 2004 e 2003 foi efectuada uma avaliação dos impostos diferidos a reconhecer em resultado dos ajustamentos de conversão para IAS, de que decorrem essencialmente impostos diferidos activos, tendo os mesmos sido registados apenas na extensão em que era provável que lucros tributáveis futuros estariam utilizáveis e contra os quais possam ser utilizadas as perdas fiscais ou diferenças tributárias dedutíveis. Esta avaliação baseou-se nos planos de negócio das empresas do grupo, periodicamente revistos e actualizados, e nas oportunidades de planeamento fiscal disponíveis e identificadas.

Em 30 de Junho de 2004 e 2003, as taxas de imposto utilizadas para apuramento dos impostos diferidos activos foram de 27,5% e 33%, respectivamente.

De acordo com as declarações fiscais e outra informação preparada pelas empresas que registam impostos diferidos activos, os prejuízos fiscais reportáveis em 30 de Junho de 2004 eram como segue:

Data limite
Optimus We Do Novis Mainroad KPN Público Total de utilização
Gerados em 1999 26.034.073 - 4.389.749 - - - 30.423.822 2005
Gerados em 2000 4.906.216 - 52.672.299 - - - 57.578.515 2006
Gerados em 2001 27.155.919 1.501.723 81.152.856 - 2.962.880 1.164.016 113.941.394 2007
Gerados em 2002 37.153.620 3.405.534 71.576.002 - - 2.635.200 114.770.356 2008
Gerados em 2003 17.110.125 - 23.463.749 158.292 - 525.909 41.258.075 2009
Gerados em 2004 - - 5.628.003 830.342 - - 6.458.345 2010
112.359.953 4.907.257 238.882.658 988.634 2.962.880 4.325.125 364.430.507

O Grupo possui ainda os seguintes montantes susceptíveis de gerar impostos diferidos activos não registados:

2004
Prejuízos fiscais 100.693.522
Diferenças temporárias (essencialmente provisões não aceites) 15.101.581
Ajustamentos na conversão para IAS 16.805.950
Diferença temporária entre o valor dos activos
contabilísticos e fiscais 8.582.739
141.183.792

A Administração Fiscal tem a possibilidade de rever a situação fiscal da Empresa e das empresas participadas durante um período de quatro anos (dez anos para a Segurança Social até 31 de Dezembro de 2000 e cinco anos após essa data). Deste modo, as declarações fiscais de cada exercício, desde 2000, poderão vir ainda a ser sujeitas a revisão.

10. Outros activos não correntes

Em 30 de Junho de 2004 e 2003 esta rubrica era composta, essencialmente, por empréstimos e adiantamentos a empresas do grupo, como se segue:

2004 2003
Valorbruto Perdas deimparidadeacumuladas(Nota 20) Valorlíquido Valorbruto Perdas deimparidadeacumuladas Valorlíquido
Empréstimos concedidos a empresasconsolidadas pelo método daequivalência patrimonial:
Portais Verticais - - - 5.379.285 (1.121.000) 4.258.285
Rádio Nova 118.500 - 118.500 - - -
Net Mall, SGPS 839.140 - 839.140 - - -
957.640 - 957.640 5.379.285 (1.121.000) 4.258.285
Outros empréstimos concedidos:
Altitude Software, BV - - - 46.239 (46.239) -
S.E.S.I. 24.316 (24.316) - 24.316 (24.316) -
24.316 (24.316) - 70.555 (70.555) -
Adiantamentos por conta deinvestimentos financeiros - - - 1.500.000 - 1.500.000
- - - 1.500.000 - 1.500.000
Outros:Encargos a reconhecer com
financiamentos bancários obtidos 16.024.540 - 16.024.540 3.626.826 - 3.626.826
Stock options (Notas 1.w) e 36) 3.664.290 - 3.664.290 - - -
Maxistar – Comunicações Pessoais, S.A. 1.550.000 - 1.550.000 - - -
Outros activos não correntes - - - 539.658 - 539.658
21.238.830 - 21.238.830 4.166.484 - 4.166.484
22.220.786 (24.316) 22.196.470 11.116.324 (1.191.555) 9.924.769

Os empréstimos concedidos encontram-se registados ao seu justo valor.

As associadas Net Mall e Rádio Nova/SIRS estão incluídas na consolidação pelo método de equivalência patrimonial. Dado que a proporção do Grupo nos prejuízos acumulados é superior ao valor pelo qual o investimento se encontra registado e o Grupo assumiu compromissos relativamente a estas associadas, registou uma provisão para riscos e encargos.

Os "Encargos a reconhecer com financiamentos bancários obtidos" (essencialmente, comissões de montagem, serviços jurídicos e consultoria) dizem respeito a garantias e a encargos incorridos com a obtenção de financiamentos bancários (Notas 14 e 18), os quais são reconhecidos linearmente durante o período de vigência daqueles financiamentos.

O montante de 1.550.000 Euros diz respeito a uma indemnização a receber da Maxistar – Comunicações, S.A., decretada em sentença de um tribunal arbitral (Nota 37).

11. Existências

Em 30 de Junho de 2004 e 2003 esta rubrica tinha a seguinte composição:

2004 2003
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo 1.061.945 1.059.415
Mercadorias 15.857.769 16.194.653
16.919.714 17.254.068
Perdas de imparidade acumuladas em existências (Nota 20) (5.842.358) (7.572.457)
11.077.356 9.681.611

O custo das vendas nos semestres findos a 30 de Junho de 2004 e 2003 ascendeu a 49.276.456 Euros e 41.128.499 Euros, respectivamente, e foi apurado como segue:

2004 2003
Existências iniciais 13.202.422 24.601.920
Entrada de novas empresas 105.932 -
Compras 53.971.310 39.164.249
Regularizações de existências (1.083.494) (5.383.602)
Existências finais (16.919.714) (17.254.068)
49.276.456 41.128.499

Os montantes inscritos nas rubricas de "Regularização de existências", em 30 de Junho de 2004 e 2003, referem-se, essencialmente, a transferências de terminais de telecomunicações da rubrica de "Existências" para a rubrica de "Imobilizado", ao abrigo de contratos de comodato celebrados com clientes pela filial Optimus.

12. Clientes

Em 30 de Junho de 2004 e 2003 esta rubrica tinha a seguinte composição:

2004 2003
Clientes correntes:
Rede móvel 104.095.984 122.849.180
Rede fixa 13.802.202 22.596.315
Sistemas de informação 17.917.538 6.187.318
Multimédia e internet 6.672.275 7.233.822
142.487.999 158.866.635
Clientes, conta letras 30.799 30.799
Clientes de cobrança duvidosa 65.200.145 61.821.509
207.718.943 220.718.943
Perdas de imparidade acumuladas em contas a receber (Nota 20) (65.200.145) (61.821.509)
142.518.798 158.897.434

A exposição do Grupo ao risco de crédito é atribuível antes de mais às contas a receber da sua actividade operacional. Os montantes apresentados no balanço encontram-se líquidos das perdas acumuladas de imparidade para cobranças duvidosas que foram estimadas pelo Grupo, de acordo com a sua experiência e com base na sua avaliação da conjuntura e envolventes económicas. O Conselho de Administração entende que os valores contabilísticos das contas a receber se aproximam do seu justo valor.

13. Outras dívidas de terceiros

Em 30 de Junho de 2004 e 2003 esta rubrica tinha a seguinte composição:

2004 2003
Outros devedores 11.984.322 7.231.392
Estado e outros entes públicos 32.005.593 2.101.569
Adiantamentos a fornecedores 2.133.152 409.093
Perdas de imparidade acumuladas em contas a receber (Nota 20) (124.571) -
45.998.496 9.742.054

Em 30 de Junho de 2004 e 2003, a rubrica "Outros devedores" refere-se essencialmente a valores a receber pelas filiais Optimus, no montante de 8.741.758 Euros (dos quais 5.520.000 são relativos à parcela de curto prazo referentes à alienação de imobilizado referida na Nota 8) e 3.506.809 Euros, respectivamente, e Novis no montante de 1.048.054 Euros e 1.201.031 Euros, respectivamente.

Em 30 de Junho de 2004, a rubrica "Estado e outros entes públicos" inclui cerca de 27.990.000 Euros de IVA a receber pela filial Optimus Towering.

14. Outros activos correntes

Em 30 de Junho de 2004 e 2003, esta rubrica tinha a seguinte composição:

2004 2003
Facturação a emitir a clientes por prestação de serviços 22.265.070 23.247.965
Facturação a emitir a operadores nacionais 17.559.011 13.940.946
Facturação a emitir a operadores internacionais 5.251.040 2.088.548
Rendas pagas antecipadamente 5.415.014 5.755.834
Stock options (Notas 1.w) e 36) 3.268.508 -
Encargos com financiamentos – parcela de curto prazo 2.114.138 567.403
Trabalhos especializados pagos antecipadamente 2.358.130 1.224.593
Descontos de quantidade a receber 849.275 108.196
Contratos de manutenção pagos antecipadamente 186.430 313.998
Obras e comparticipações efectuadas emlojas de agentes - 4.299.585
Outros custos pagos antecipadamente 5.206.731 6.057.913
Outros acréscimos de proveitos 2.497.330 3.197.264
66.970.677 60.802.245

15. Caixa e equivalentes de caixa

Em 30 de Junho de 2004 e 2003, o detalhe de caixa e seus equivalentes era o seguinte:

2004 2003
Numerário 249.980 141.129
Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis 10.663.563 11.387.442
Aplicações de tesouraria 77.830.308 82.591.875
Caixa e equivalentes de caixa 88.743.851 94.120.446
Descobertos bancários (Nota 22) (2.578.643) (5.534.156)
86.165.208 88.586.290

A rubrica de "Aplicações de tesouraria", no montante de 77.830.308 Euros em 30 de Junho de 2004 inclui, operações financeiras de cedências de fundos de curto prazo pela Sonaecom à Sonae, no montante de 42.015.004 Euros, bem como as aplicações bancárias de curto prazo das filiais Optimus (32.930.000 Euros), Público (1.000.000 Euros), Enabler (590.518 Euros), We Do Brasil (544.786 Euros) e Mainroad (400.000 Euros). As operações concedidas à Sonae são reembolsáveis logo que solicitado, vencendo juros a taxas de mercado (Nota 30).

16. Capital social

Em 30 de Junho de 2004 e 2003, o capital da Sonaecom estava representado por 226.250.000 acções ordinárias escriturais, ao portador, com o valor unitário de 1 Euro. Nessas datas, a estrutura accionista era a seguinte:

2004 2003
Número de acções % Número de acções %
Sonae Investments BV 147.220.875 65,07% 148.250.000 65,52%
Sonae 39.367.500 17,40% 39.063.998 17,27%
Acções dispersas em Bolsa 39.661.625 17,53% 38.936.002 17,21%
226.250.000 100,00% 226.250.000 100,00%

17. Interesses minoritários

Em 30 de Junho de 2004 e 2003, os interesses minoritários tinham a seguinte composição:

2004 2003
Optimus 152.147.525 134.275.678
Novis 10.883.964 12.485.382
Situs 4.230.335 -
Mainroad 3.010.169 -
Enabler 1.916.546 1.363.872
Retailbox 1.274.451 540.752
Digitmarket 507.726 (784.278)
Enabler DE 107.938 -
Investimento Directo (Nota 7) - 4.237.921
Noriema (1.593.564) -
Jaua (854.013) -
Clix (606.279) 4.568.336
KPN (70.610) -
Outros 266.635 1.596.084
171.112.886 158.283.747

18. Empréstimos

Em 30 de Junho de 2004 e 2003, os empréstimos obtidos tinham a seguinte composição:

2004 2003
Montante utilizado
Médio e Médio e
Limite Curto prazo longo prazo Limite Curto prazo longo prazo
- 224.458.200 249.398.000 37.409.700 187.048.500
- 175.541.800 93.525.000
-
- 400.000.000 400.000.000 61.114.700 280.573.500
Optimus Banco Europeu de Investimento 324.458.200175.541.80075.000.000-575.000.000 Montante utilizado- 124.700.000 18.705.00025.902.0005.000.000

Financiamento Sindicado

Para efeitos dos fundos utilizados ao abrigo da tranche relativa ao Banco Europeu de Investimento, os bancos participantes no sindicato de médio e longo prazo asseguram a emissão das garantias bancárias requeridas, como habitualmente, por aquela instituição.

A taxa de juro está indexada à Euribor do prazo escolhido pela Optimus (actualmente 3 meses) e é função da performance financeira da mesma, nomeadamente em relação ao rácio de "Debt to EBITDA" (relação entre o montante de endividamento da empresa e os resultados antes de encargos financeiros, impostos, depreciações e amortizações, e antes do efeito das capitalizações e diferimentos de custos, bem como do reconhecimento no exercício dos custos diferidos anteriormente).

Os montantes utilizados ao abrigo da linha de financiamento de longo prazo (com excepção da tranche de financiamento em sistema de conta corrente que apenas será reembolsável em Junho de 2011) serão reembolsados em onze amortizações semestrais crescentes, com início em 15 de Junho de 2006. Nestes termos, a totalidade do endividamento externo da Optimus está actualmente classificado como passivo a médio e longo prazo. Em 30 de Junho de 2003 existiam, aproximadamente, 61.114.700 Euros de empréstimos reembolsáveis no curto prazo.

Os covenants acordados com o sindicato bancário são semelhantes aos negociados para este tipo de financiamento de longo prazo e incluem, nomeadamente, restrições à venda e oneração de activos e à contratação de financiamentos adicionais.

Tal como já previsto no anterior contrato de financiamento, o cumprimento das obrigações deste empréstimo foi garantido por todos os accionistas da Optimus com uma parte das suas acções (Nota 33).

Em 30 de Junho de 2004, as dívidas a instituições de crédito classificadas a médio e longo prazo tinham o seguinte plano de reembolso previsto:

Valor
2005 -
2006 30.000.000
2007 48.000.000
2008 54.000.000
2009 90.000.000
2010 114.000.000
2011 64.000.000
400.000.000

Em 30 de Junho de 2004, o montante de empréstimos bancários de longo prazo a serem reembolsados a mais de 5 anos ascendia a 228.000.000 Euros.

Novo Contrato de Financiamento com o Banco Europeu de Investimento

Em 19 de Dezembro de 2003, a Optimus assinou um segundo contrato de financiamento com o Banco Europeu de Investimento (BEI), no montante de Euro 100 milhões, destinado a cofinanciar os futuros investimentos em GPRS e UMTS previstos para o período 2004-2005. Este financiamento substituirá parte da tranche de financiamento a prazo fixo - Term Loan contratada com o sindicato bancário em Julho de 2003, mantendo-se, assim, em Euro 575 milhões a totalidade das linhas de crédito de médio e longo prazo contratadas.

A 30 de Junho de 2004, os empréstimos obtidos no âmbito deste contrato, encontram-se ainda totalmente por utilizar.

A assinatura deste financiamento adicional com o Banco Europeu de Investimento permitirá a redução do custo global da dívida. As condições negociadas com o BEI seguem de muito perto as condições previstas no contrato assinado com o sindicato bancário em Julho de 2003, nomeadamente quanto ao plano de reembolso e covenants.

Risco de Taxa de Juro

A Empresa apenas utiliza instrumentos derivados ou transacções semelhantes para efeitos de cobertura de riscos de taxa de juro considerados relevantes. Para efeitos de cobertura do risco de taxa de juro na empresa, as seguintes regras são utilizadas na selecção e determinação dos instrumentos de cobertura:

Para cada derivado ou instrumento de cobertura utilizado para protecção de risco associado a determinada transacção, as datas de fixação de taxas de juro e as respectivas datas de liquidação deverão ser exactamente as mesmas do financiamento / transacção objecto da cobertura;

Equivalência perfeita entre as taxas base: a taxa base utilizada no derivado ou instrumento de cobertura deverá ser exactamente a mesma que a aplicável ao financiamento / transacção que está a ser coberta;

Desde o inicio da transacção, o custo máximo do endividamento, resultante da operação de cobertura realizada, é conhecido e limitado, mesmo em cenários de evoluções extremas das taxas de juro de mercado, procurando-se que o nível de taxas daí resultante seja enquadrável no custo de fundos considerado no plano de negócios da Empresa.

A totalidade do endividamento da Empresa encontra-se actualmente a taxas variáveis e, como tal, swaps de taxa de juro e outros derivados são utilizados como forma de protecção contra as variações dos fluxos de caixa futuros associados aos pagamentos de juros. Os swaps de taxa de juro contratados têm o efeito económico de converter os respectivos empréstimos associados das taxas variáveis originais para taxas fixas. Ao abrigo destes contratos, a Optimus acorda com terceiras partes (bancos) a troca, em períodos de tempo pré-determinados (trimestralmente), da diferença entre o montante de juros calculados à taxa fixa contratada e à taxa variável da altura de refixação, com referência aos respectivos montantes nocionais acordados.

A Optimus definiu como política a manutenção de aproximadamente 50% do seu endividamento a taxas fixas e/ou a taxas máximas pré-determinadas. A 30 de Junho de 2004, cerca de 54% da dívida existente encontra-se coberta com aquele tipo de instrumentos, num montante total de Euro 215 milhões. As taxas fixas e máximas negociadas em 2003, determinadas por aquelas coberturas, variam entre 2,63% e 3,68%, sendo a maturidade média destas transacções de, aproximadamente, 21 meses.

As contrapartes dos instrumentos de cobertura estão limitadas a instituições de crédito de elevada qualidade creditícia, sendo política da empresa apenas contratar estes instrumentos com entidades bancárias que formem parte da sua operação de financiamento de médio e longo prazo.

Na determinação do justo valor das operações de cobertura (Nota 22), a Empresa utiliza determinados métodos, tal como modelos de avaliação de opções e de actualização de fluxos de caixa futuros, e utiliza determinados pressupostos que são baseados nas condições de taxas de juro de mercado prevalecentes à data de Balanço. Cotações comparativas de instituições financeiras, para instrumento específico ou semelhante, são utilizadas como referencial de avaliação. Quando o justo valor indicado pela instituição financeira é inferior ao valor obtido pelos métodos de cálculo utilizados pela Empresa, aquele valor é considerado na valorização do instrumento.

A Optimus documenta desde o início das transacções a relação entre o instrumento de cobertura e as respectivas transacções cobertas, bem como os objectivos da gestão de risco de taxa de juro e as políticas que determinam as várias transacções de cobertura. Actualmente, todas as transacções de cobertura estão relacionadas com o seu endividamento a médio e longo prazo contratado em Julho de 2003, nomeadamente às tranches de financiamento a prazo fixo e à tranche de financiamento do Banco Europeu de Investimento. A Optimus avalia, quer no momento de contratação quer numa base regular, a eficácia das transacções de cobertura na protecção contra as variações dos fluxos de caixa objecto de cobertura.

Os empréstimos bancários vencem juros a taxas normais de mercado e encontram-se todos denominados em Euros.

19. Outros credores não correntes

Em 30 de Junho de 2004 e 2003 esta rubrica era composta por saldos de fornecedores de imobilizado cujo vencimento é superior a um ano e empréstimos de accionistas minoritários a algumas subsidiárias, como se segue:

2004 2003
Fornecedores de imobilizado 2.225.641 4.286.175
Clix (France Telecom) 1.852.421 823.333
Novis (France Telecom) - 6.252.267
Digitmarket (AITEC) - 1.432.958
4.078.062 12.794.733

Em 30 de Junho de 2004, as dívidas a fornecedores de imobilizado classificadas a médio e longo prazo tinham o seguinte plano de reembolso previsto:

Valor
2005 1.266.979
2006 958.662
2.225.641

20. Provisões e perdas de imparidade acumuladas

O movimento ocorrido nas provisões e perdas de imparidade acumuladas durante o período findo em 30 de Junho de 2004 foi o seguinte:

_ 2004
Rubricas Saldoinicial Entrada deempresas noconsolidado Saída deempresas doconsolidado Reforço Utilização Redução Saldofinal
Perdas de imparidadeacumuladas em contas areceber (Notas 12 e 13) 61.253.109 814.221 (121.731) 7.096.850 (3.717.733) 65.324.716
Perdas de imparidadeacumuladas em existências(Nota 11) 4.923.719 21.000 1.804.117 (906.478) 5.842.358
Perdas de imparidadeacumuladas em investimentosdisponíveis para venda (Nota7) 14.685.477 - - (10.000.002) - 4.685.475
Perdas de imparidadeacumuladas em outros activosnão correntes (Nota 10) 70.555 - - - (46.239) 24.316
Provisões para riscos e encargos 3.741.092 213.000 - 1.627.400 (574.716) - 5.006.776
84.673.952 1.048.221 (121.731) 10.528.367 (15.245.167) - 80.837.403

A utilização de 10.000.002 Euros ocorrida na rubrica "Perdas de imparidade acumuladas em investimentos disponíveis para venda" resultou do abate efectuado à participação na Altitude Software BV.

A utilização das Provisões para outros riscos e encargos refere-se, essencialmente, à reclassificação para "Outros passivos correntes e não correntes" da provisão para os planos de "stock options".

21. Outros passivos não correntes

Esta rubrica, no montante de 8.745.401 Euros, corresponde ao saldo a médio e longo prazo relativo ao plano de "stock options" do Grupo.

22. Empréstimos de curto prazo e outros empréstimos

Em 30 de Junho de 2004 e 2003, esta rubrica tinha a seguinte composição:

Entidadefinanciadora 2004 2003
Empréstimos bancários:
Financiamento intercalar da licença UMTS
Optimus BCP - 5.000.000
Optimus CGD - 30.000.000
Optimus BBVA - 25.000.000
Linhas de crédito de apoio à tesouraria:
Optimus CGD - 4.130.000
Optimus BCP - 2.279.000
Novis CGD 22.200.000 24.930.000
Novis BCP 739.194 24.848.000
22.939.194 116.187.000
Outros empréstimos:
Optimus – Justo valor
do Swap (Nota 18) 552.679 -
Descobertos bancários
(Nota 15) Vários 2.578.643 5.534.156
26.070.516 121.721.156

Os empréstimos bancários têm o seu vencimento no curto prazo, são remunerados a taxas normais de mercado e foram todos contraídos em Euros.

23. Fornecedores

Em 30 de Junho de 2004 e 2003, esta rubrica tinha a seguinte composição:

2004 2003
Fornecedores, conta corrente 84.604.906 111.863.069
Fornecedores - facturas em recepção e conferência 2.985.472 321.522
Fornecedores de imobilizado 62.028.740 20.487.466
149.619.118 132.672.057

A rubrica "Fornecedores de Imobilizado" inclui um montante de 40.639.651 Euros, que em 31 de Dezembro de 2003 estava classificado como dívida a pagar a mais de um ano.

24. Outras dívidas a terceiros

Em 30 de Junho de 2004 e 2003, esta rubrica tinha a seguinte composição:

2004 2003
Estado e outros entes públicos 21.172.350 14.711.889
Outros credores 5.008.913 4.961.711
26.181.263 19.673.600

Em 30 de Junho de 2004 e 2003, a rubrica "Estado e outros entes públicos" refere-se, essencialmente, a Impostos a pagar (Imposto sobre valor acrescentado, Imposto sobre Rendimento Colectivo, Taxa Social Única) das filiais Optimus (12.103.159 Euros e 8.449.548 Euros), Enabler (2.149.610 Euros e 1.630.311 Euros), We Do (1.033.259 Euros e 1.401.963 Euros), Público (1.029.417 Euros) e Novis (1.174.188 Euros e 1.288.669 Euros).

25. Outros passivos correntes

Em 30 de Junho de 2004 e 2003, esta rubrica tinha a seguinte composição:

2004 2003
Custos a pagar:
Facturação a emitir por operadores 38.959.502 24.834.317
Custos com o pessoal 19.790.766 19.356.063
Comissões 9.088.920 12.816.601
Trabalhos especializados 6.872.867 5.830.092
Outros fornecimentos e serviços externos 4.848.069 2.409.461
Publicidade e propaganda 4.534.802 4.139.270
Encargos financeiros a pagar 2.275.042 3.311.683
Stock Options (Nota 36) 2.475.901 1.857.522
Conservação e reparação 1.820.069 1.474.960
Descontos de quantidade 32.071 552.473
Outros custos a pagar 5.940.654 4.825.021
96.638.663 81.407.463
Proveitos diferidos:
Receitas antecipadas de clientes 19.949.297 23.892.278
Outros proveitos diferidos 1.640.052 545.642
21.589.349 24.437.920
118.228.012 105.845.383

26. Vendas e prestações de serviços

Em 30 de Junho de 2004 e 2003, a rubrica "Vendas e prestações de serviços" apresentava a seguinte composição:

2004 2003
Rede móvel 303.790.962 289.590.555
Rede fixa 50.489.619 39.809.214
Multimédia e Internet 44.681.286 44.371.192
Sistemas de Informação 28.648.094 27.457.166
Outros 1.332.136 594.003
428.942.097 394.289.257

27. Outros proveitos operacionais

Em 30 de Junho 2004 e 2003, a rubrica "Outros proveitos operacionais" apresentava a seguinte composição:

2004 2003
Proveitos suplementares 3.271.568 3.059.668
Lucros em operações financeiras - 2.606.161
Subsídios à exploração - 57.647
3.271.568 5.723.476

A rubrica "Lucros em operações financeiras" em 2003 diz respeito aos proveitos resultantes da actividade financeira (corretagem) da participada Investimento Directo (Nota 7), excluída da consolidação.

A rubrica "Proveitos suplementares" inclui essencialmente, despesas com infraestruturas de telecomunicações partilhadas pela Novis, as quais são registadas num primeiro momento como custo e posteriormente facturadas aos respectivos operadores parceiros, e ainda proveitos relacionados com a cedência de direitos de utilização de software por parte da Optimus.

28. Fornecimentos e serviços externos

Em 30 de Junho de 2004 e 2003, a rubrica "Fornecimentos e serviços externos" apresentava a seguinte composição:

2004 2003
Custos de interligação 107.166.503 87.100.981
Aluguer de circuitos 20.002.977 21.541.028
Comissões 23.836.392 23.859.843
Publicidade e propaganda 15.209.666 16.696.968
Outros 55.715.532 76.206.045
221.931.070 225.404.865

A rubrica de Outros inclui, essencialmente, trabalhos especializados, rendas e alugueres, produtos associados ao jornal, consultoria e conservação e reparação.

29. Outros custos operacionais

Em 30 de Junho de 2004 e 2003, a rubrica "Outros custos operacionais" apresentava a seguinte composição:

2004 2003
Impostos e taxas 5.781.652 6.136.760
Prejuízos emoperações financeiras - 2.672.678
Perdas de imparidade em imobilizações incorpóreas - 434.530
Outros 819.276 884.882
6.600.928 10.128.850

A rubrica "Impostos" em 30 de Junho de 2004 e 2003 inclui essencialmente as taxas pagas pela subsidiária Optimus à ANACOM associadas ao número de clientes activos, obrigação esta definida no âmbito da atribuição da licença de operador de GSM.

A rubrica "Prejuízos em operações financeiras" diz respeito aos custos resultantes da actividade financeira (corretagem) da participada Investimento Directo (Nota 7), excluída da consolidação desde Dezembro de 2003.

30. Resultados financeiros

Os resultados financeiros, dos semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003, têm a seguinte composição:

2004 2003
Resultados financeiros relativos a empresas associadas:
Perdas relativas a empresas associadas (64.187) -
Ganhos relativos a empresas associadas - 80.619
(64.187) 80.619
Outros resultados financeiros:
Juros suportados (7.371.716) (7.533.964)
Juros obtidos 1.397.894 1.688.586
Perdas de imparidade em investimentos disponíveis para
venda e outros activos não correntes - (1.350.874)
Diferenças de câmbio desfavoráveis (151.283) (1.280.672)
Diferenças de câmbio favoráveis 183.829 1.048.210
Outros custos e perdas financeiras (4.802.629) (1.793.900)
(10.743.905) (9.222.614)

O valor de "Perdas relativas a empresas associadas" no período findo em 30 de Junho de 2004 decorre da dissolução/ alienação das participações na Contacto Útil e na Retailbox (Notas 3 e 4).

Os "Juros obtidos" incluem 664.815 Euros (1.133.443 Euros em 2003) referentes à cessão de fundos de curto prazo à Sonae (Nota 15).

As rubricas de Diferenças de câmbio favoráveis e desfavoráveis resultam, principalmente, das variações nas taxas de câmbio do SDR ("Special Drawing Rights"), usado nas transacções entre a Optimus e outros operadores.

A rubrica "Outros custos e perdas financeiras" inclui, essencialmente o reconhecimento de comissões e outros custos relacionados com o financiamento referido na Nota 18.

31. Impostos sobre o rendimento

Os impostos sobre o rendimento reconhecidos nos semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003 são como segue ((custos)/proveitos):

2004 2003
Imposto corrente (1.083.923) (884.388)
Imposto diferido (Nota 9) (8.531.175) (2.965.450)
(9.615.098) (3.849.838)

32. Partes relacionadas

Durante o semestre findo a 30 de Junho de 2004, os saldos e transacções mantidos com partes relacionadas respeitam essencialmente à actividade operacional do Grupo (prestação de serviços de telecomunicações e serviços de consultoria) bem como à concessão e obtenção de empréstimos.

Os saldos e transacções mais significativos efectuadas com entidades relacionadas durante o primeiro semestre de 2004 foram os seguintes:

Saldos: Contas areceber Contas apagar Aplicaçõesde tesouraria Empréstimosobtidos
Sonae 7.598 (48.926) 42.015.004 -
Sonae InvestmentsBVModelo Continente - (10.689.137) - -
Hipermercados, S.A. 1.517.214 (737.746) - -
France Telecom 474.979 (423.407) - (1.852.421)
1.999.791 (11.899.216) 42.015.004 (1.852.421)
Transacções: Vendas eprestaçõesde serviços Fornecimentoe serviçosexternos Jurosdebitados Jurossuportados
Sonae (34.361) 102.385 664.815 -
Modelo Continente
Hipermercados, S.A. (2.125.860) 297.936 - -
France Telecom (2.555.131) 5.855.196 - 33.563
(4.715.352) 6.255.517 664.815 33.563

33. Responsabilidades por garantias prestadas

O valor das garantias emitidas a favor de terceiros, em 30 de Junho de 2004 e 2003, tinha a seguinte composição:

Beneficiário da garantia Descrição 2004 2003
Banco Europeu de InvestimentoABN AMRO Bank, NV,BCP Investimento e Banco Europeu FinanciamentoPenhor de 66,67% (51% em 2003) dasacções da Optimus para garantia de umfinanciamento desta participada (Nota 224.458.200 249.398.000
de Investimento 18) 130.361.725 85.431.419
ANACOM (a) Licença UMTS 2.493.989 2.493.989
Hewlett Packard Contratos de Locação Financeira e deprestação de serviços nas filiais Optimuse Novis 1.344.524 1.491.630
ANACOM (a) Licença Rede Fixa 648.437 648.437
Tribunal de Trabalho de Lisboa Processo de execução nº 199A/92Garantir o cumprimento integral doplano de sorteios da filial Novis, Clix, 271.511 271.511
Governo Civil de Lisboa Público e Optimus 235.109 -
Fazenda Pública do Porto Processo de execução fiscal nº3190/98Boa execução de trabalhos a realizar no 209.495 209.495
Câmara Municipal de Lisboa município de Lisboa 195.363 -
Direcção de Contribuições eImpostos Reembolso do IVA, exclusivamente dasfiliais Douro e Myplace. 43.833 551.508
Prisvideo Contrato DVD'sAcções dos processos nºs 3768A e - 300.000
Lisgráfica (b) 820/95 - 131.254
Outros 539.687 740.901
360.801.873 341.668.144

(a) Autoridade Nacional de Comunicações (anteriormente ICP – Instituto de Comunicações de Portugal)

34. Informação por segmentos

Nos semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003 foram identificados como segmentos de negócio os seguintes:

  • Rede Móvel
  • Rede Fixa
  • Multimédia e Internet
  • Sistemas de informação

As restantes actividades do grupo e os serviços corporativos encontram-se classificados como não alocados.

As transacções ocorridas nos períodos findos em 30 de Junho de 2004 e 2003 inter-segmentos foram anuladas no processo de consolidação.

Dada a imaterialidade dos activos e transacções efectuados pelo Grupo fora do território nacional, não é apresentada informação segmental por mercados geográficos.

A principal informação relativa aos segmentos de negócio existentes em 30 de Junho de 2004 e 2003 é como segue:

INFORMAÇÃO SEGMENTAL

PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003

(Montantes expressos em Euros)

RedeMóv el Rede Fix a Multimédia e Internet Sistemas de InformaçãoOutros Total
Junho 2004 Junho 2003 Junho 2004 Junho 2003 Junho 2004 Junho 2003 Junho 2004 Junho 2003 Junho 2004 Junho 2003 Junho 2004 Junho 2003
Proveitos:
Vendas ePreses de 303.790.962 289.590.555 50.489.619 32.276.341 44.681.286 44.371.192 28.648.094 27.457.166 1.332.136 594.003 428.942.097 394.289.257
taçõiçosservOutroveicionais 1.418.202 914.397 534.479 510.525 149.454 461.065 733.253 579.657 436.180 3.257.831 3.271.568 5.723.47
tos oos prperal de 305.209.164 290.504.952 51.024.098 32.786.866 44.830.740 44.832.257 29.381.347 28.036.823 1.768.316 3.851.834 432.213.665 6400.012
Totaeitosprov .733
Resultadoracional dtoopeo segmen 40.031.282 17.871.040 (3.533.371) (12.259.887) (486.638) (1.446.478) 241.403 1.075.625 (1.272.207) (6.419.158) 34.980.469 (1.178.857)
Juros líquidos (6.155.547) (5.257.816) (502.111) (932.466) (38.996) (46.297) 45.626 165.671 677.206 1.274.589 (5.973.822) (4.796.319)
Outrsultados financeiroos res (4.713.515) (2.833.702) (119.591) (293.939) 41.694 42.603 (2.371) (290.442) (40.487) (970.196) (4.834.270) (4.345.677)
sobrendiImpostostoe o rmen (6.735)0.99 (3.257)6.64 1.115.759 (29.910) (3.081)11.6 64.171 (980).399 (620).838 (7.782) (6.613) (9.698)15.0 (3.848)9.83
Inters minoritáriosesse (12.090.727) (3.737.928) 1.803.914 6.527.635 2.009.212 503.524 (192.206) (316.211) 59.698 42.319 (8.410.110) 3.019.338
Resultadolíquido díodoo per 10.340.498 2.784.946 (1.235.400) (6.988.567) (1.486.409) (882.477) (887.947) 13.804 (583.572) (6.079.059) 6.147.169 (11.151.353)
Activos:
Imobilizado 574.144.224 584.914.867 65.671.486 70.684.934 7.525.200 9.367.021 9.619.405 12.701.204 32.676.430 32.601.568 689.636.748 710.269.595
Existências 9.626.342 8.461.375 127.765 38.799 1.323.249 1.118.437 - - - - 11.077.356 9.618.611
stims finirosInveentoance - 75.000 - - 984.514 932.632 2.495 12.500 5.642.764 7.842.956 6.629.772 8.863.088
tivosdo sOutrentoos acegm 322.232.137 249.263.123 28.570.228 27.811.042 21.000.814 22.204.891 24.721.479 22.659.041 50.579.871 97.362.238 447.104.528 419.363.212
906.002.703 842.714.365 94.369.479 98.534.775 30.833.777 33.622.981 34.343.379 35.372.745 88.899.065 137.806.762 1.154.448.405 1.148.114.506
Passivos:
Passivosdo sento (excluindointes minoritários)gmeresse 625.854.062 593.151.422 55.768.303 89.551.620 24.942.126 21.191.446 26.191.731 31.676.587 5.172.926 7.994.923 737.929.148 743.565.998
625.854.062 593.151.422 55.768.303 89.551.620 24.942.126 21.191.446 26.191.731 31.676.587 5.172.926 7.994.923 737.929.148 743.565.998

35. Resultados por acção

Os resultados por acção, básicos e diluídos, são calculados dividindo o resultado líquido consolidado do período pelo número médio de acções existente durante os semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003.

36. Planos de Acções e Stock Options

No início do ano 2001, a Empresa implementou um plano de "stock options", o qual tem como beneficiários determinados colaboradores do Grupo SONAECOM. De acordo com esse plano, a esses colaboradores é atribuído anual e gratuitamente um número de opções de compra de acções da Empresa. As opções, que se subdividem em "Plano IPO" e "Plano Regular", podem ser exercidas durante o período de um ano, que se inicia, respectivamente, dois e três anos após as datas de referência da sua atribuição. As datas de referência da atribuição do "Plano IPO" e do primeiro, segundo, terceiro e quarto anos do "Plano Regular" foram 2 de Junho de 2000, 31 de Março de 2001, 31 de Março de 2002, 31 de Março de 2003 e 31 de Março de 2004 respectivamente. O preço de exercício para as opções concedidas no âmbito do "Plano IPO" é o preço da Oferta Pública (10 Euros). O preço de exercício das opções concedidas no âmbito do "Plano Regular" é o preço médio de transacção das acções na Bolsa de Valores de Lisboa e Porto, durante o mês precedente à data da atribuição da opção. Os beneficiários dos três primeiros Planos Regulares têm a possibilidade de optar por receber opções ou, alternativamente, um determinado número de acções, de valor equivalente ao das opções. No quarto "Plano Regular" os colaboradores têm a possibilidade de receberem acções. A elegibilidade depende do nível de responsabilidade e o valor das opções ou acções atribuídas (valorizado utilizando a fórmula de Black and Scholes) será função da remuneração total individual, ajustada à performance, medida de acordo com a metodologia corrente da subsidiária. O "Plano IPO" atingiu em 1 de Junho de 2003 a sua maturidade, não tendo sido exercida nenhuma das opções concedidas. O primeiro ano do "Plano Regular" atingiu a sua maturidade em 1 de Abril de 2004, não tendo sido exercida nenhuma das opções concedidas e tendo sido entregues 293.179 acções, aos colaboradores que optaram por acções. O número de acções comprometidas em cada um dos planos regulares de opções ascende a 601.640, e 2.056.950, para os Planos Regulares atribuídos em 2002 e 2003, respectivamente. O número de acções comprometidas correspondentes ao plano alternativo de atribuição de acções, ascende a 835.494, 1.369.460 e 1.311.402, para os Planos Regulares atribuídos em 2002, 2003 e 2004, respectivamente. Os termos do plano podem vir a ser ajustados, no futuro, para reflectir alterações na política de remuneração e/ou na posição financeira da Empresa e suas subsidiárias.

As responsabilidades derivadas dos planos de "stock options" e outros incentivos a colaboradores, abrangidas por um contrato de "hedging" celebrado em Dezembro de 2003, e cujo valor total se encontra registado nas rubricas de "Outros passivos não correntes" e "Outros passivos correntes", são registados na demonstração de resultados nos períodos durante os quais se espera que influenciem a motivação e permanência dos colaboradores na Empresa. A parcela referente ao período ainda não decorrido é registada nas rubricas de "Outros activos não corrente" e "Outros activos correntes".

O valor total que corresponde à Empresa nas responsabilidades e encargos associados aos compromissos descritos acima, ascende, em 30 de Junho de 2004, a 10.689.137 Euros, e está reflectido, no balanço, nas rubricas de Outros passivos não correntes (8.745.401 Euros) (Nota 21) e Outros passivos correntes (2.475.901 Euros) (Nota 25).

As demonstrações financeiras da empresa incluem ainda 6.932.798 Euros, nas rubricas Outros activos não correntes (3.664.290 Euros) (Nota 10) e Outros activos correntes (3.268.508 Euros) (Nota 14) e 198.864 Euros em Provisões e perdas de imparidade do exercício, relacionados com estes encargos.

37. Outros Assuntos

  • (i) Em 31 de Dezembro de 2003, existem saldos em aberto com operadores nacionais, registados nas rubricas de clientes e fornecedores, no montante de Euro 37.101.955 e Euro 29.913.608, respectivamente, assim como saldos de "Outros activos correntes" no valor de Euro 411.649, e de "Outros passivos correntes" no valor de Euro 6.856.200, que resultam de um diferendo mantido com a TMN - Telecomunicações Móveis, S.A. relativo a preços de interligação do ano de 2001, tendo os respectivos custos e proveitos sido registados nesse ano. A Empresa considerou nas demonstrações financeiras as tarifas mais penalizadoras. Encontra-se julgamento marcado para o final de 2004.
  • (ii) Foi instaurado, no decurso do ano de 2000, um processo à Maxistar Comunicações Pessoais, S.A., ("Maxistar") pelos restantes accionistas da Optimus, por violação de uma cláusula do Acordo Parassocial, reclamando estes o direito ao exercício da opção de compra das acções detidas por aquela accionista, por 70% do seu valor nominal. Por sua vez a accionista Maxistar instaurou um processo pela alegada violação de outra disposição do Acordo Parassocial contra os restantes accionistas da Optimus, reclamando também o direito do exercício da opção de compra das acções da Optimus detidas por estas empresas, por 70% do seu valor nominal. É entendimento destes accionistas que a fundamentação apresentada é destituída de qualquer razão.

Por decisão de 13 de Janeiro de 2003, o Tribunal Arbitral que apreciou o diferendo entre a Sonaecom e outros accionistas da Optimus, contra a Maxistar, foi esta última condenada ao pagamento de uma indemnização no valor de 2.344.350 Euros, sobre o qual incidirão os juros legais moratórios desde 13 de Janeiro de 1999, até à data do pagamento ou, em alternativa, a submeter-se ao exercício de uma opção de compra da sua participação na Optimus por 70% do respectivo valor real. A Administração da Sonaecom já comunicou à Maxistar a sua preferência pela primeira hipótese, tendo para tal dado instruções no sentido de se arrestarem as referidas acções para garantia daquele crédito.

A Maxistar recorreu da decisão do Tribunal Arbitral, mas tendo em conta as reduzidas hipóteses de recursos dessa natureza, a Administração não espera que o mesmo seja admitido.

38. Compromissos com a Sociedade de Informação

No âmbito da atribuição da licença UMTS, a Optimus assumiu compromissos na área da promoção da Sociedade de Informação, num montante máximo de 275 milhões de Euros. Muito embora se tenham alterado profundamente as circunstâncias em que os referidos compromissos foram assumidos, a Optimus já realizou investimentos significativos na área em referência, sendo entendimento do Conselho de Administração da Optimus que, em 30 de Junho de 2004, não existem quaisquer responsabilidades não registadas decorrentes daquelas obrigações.

39. Remunerações atribuídas aos membros do Conselho de Administração da empresa-mãe

As remunerações atribuídas aos membros do Conselho de Administração da Sonaecom, nas empresas incluídas na consolidação, durante os semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003, ascenderam a 1.178.345 Euros e 770.975 Euros, respectivamente, valores calculados numa base de caixa para a remuneração fixa e numa base de acréscimo para a remuneração variável (prémio de desempenho e planos de acções).

40. Trabalhadores ao serviço

Durante os semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003, o número médio de trabalhadores ao serviço das empresas incluídas na consolidação, era de 2.470 e 2.536, respectivamente.

41. Aprovação das demonstrações financeiras

As demonstrações financeiras consolidadas foram aprovadas pelo Conselho de Administração e autorizadas para emissão em 27 de Julho de 2004.

BALANÇOS CONSOLIDADOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003

(FORMATO PLANO OFICIAL DE CONTABILIDADE)

(Montantes expressos em Euros)

Junho 2004 Junho 2003
ACTIVO AB AP AL AL
IMOBILIZADO
Imobilizações incorpóreas
Propriedade industrial e outros direitos 151.986.520 115.526.454 36.460.066 43.410.929
Diferenças de consolidação 31.483.668 - 31.483.668 30.396.602
Imobilizações em curso 157.190.130 - 157.190.130 128.308.424
340.660.318 115.526.454 225.133.864 202.115.955
Imobilizações corpóreas
Terrenos e recursos naturais 1.391.593 - 1.391.593 480.093
Edifícios e outras construções 160.144.078 63.233.249 96.910.829 101.869.805
Equipamento básico 563.668.916 274.762.066 288.906.850 339.860.508
Equipamento de transporte 149.022 117.808 31.214 30.316
Ferramentas e utensílios 1.201.102 1.101.122 99.980 167.366
Equipamento administrativo 107.711.922 57.805.098 49.906.824 45.122.026
Outras imobilizações corpóreas 2.729.196 1.580.514 1.148.682 1.057.490
Imobilizações em curso 26.106.912 - 26.106.912 19.566.036
863.102.741 398.599.857 464.502.884 508.153.640
Investimentos financeiros
Partes de capital em empresas do grupo 6.761.267 2.000.000 4.761.267 -
Partes de capital em empresas associadas 661.185 - 661.185 815.303
Empréstimos a empresas associadas 957.640 - 957.640 4.258.285
Títulos e outras aplicações financeiras 3.892.795 2.685.475 1.207.320 2.289.500
Outros empréstimos concedidos 24.316 24.316 - -
Adiantamentos por conta de investimentos financeiros - - - 1.500.000
CIRCULANTE 12.297.203 4.709.791 7.587.412 8.863.088
Existências
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo 1.061.945 - 1.061.945 1.059.415
Mercadorias 15.857.769 5.842.358 10.015.411 8.622.196
16.919.714 5.842.358 11.077.356 9.681.611
Dívidas de terceiros – curto prazo
Clientes, c/c 142.487.999 - 142.487.999 158.866.635
Clientes - títulos a receber 30.799 - 30.799 30.799
Clientes de cobrança duvidosa 65.200.145 65.200.145 - -
Adiantamentos a fornecedores 2.133.152 - 2.133.152 409.093
Estado e outros entes públicos 32.005.593 - 32.005.593 2.101.569
Outros devedores 15.754.535 124.571 15.629.964 7.231.392
257.612.223 65.324.716 192.287.507 168.639.488
Títulos negociáveisOutras aplicações de tesouraria 77.830.308 - 77.830.308 82.591.875
Depósitos bancários e caixa
Depósitos bancários 10.663.563 - 10.663.563 11.387.442
Caixa 249.980 - 249.980 141.129
10.913.543 - 10.913.543 11.528.571
Acréscimos e diferimentos
Acréscimos de proveitos 49.971.726 - 49.971.726 42.582.919
Custos diferidos 38.237.781 - 38.237.781 22.385.810
Activos por impostos diferidos 76.906.024 - 76.906.024 91.571.549
165.115.531 - 165.115.531 156.540.278
Total de Amortizações 514.126.311
Total de Provisões 75.876.865
Total do Activo 1.744.451.581 590.003.176 1.154.448.405 1.148.114.506

Estas demonstrações financeiras respeitam integralmente o formato constante do Plano Oficial de Contabilidade, mas o Conselho de Administração considera que as demonstrações financeiras apresentadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IAS/IFRS") dão uma imagem mais verdadeira e apropriada da actividade da sociedade e suas filiais, motivo pelo que as apresentou.

BALANÇOS CONSOLIDADOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003

(FORMATO PLANO OFICIAL DE CONTABILIDADE)

(Montantes expressos em Euros)

CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO Junho 2004 Junho 2003
CAPITAL PRÓPRIO
Capital 226.250.000 226.250.000
Prémios de emissão de acções 335.819.540 335.819.541
Reservas legais 114.360 114.360
Outras reservas (322.924.698) (304.767.787)
Resultado consolidado líquido do semestre 6.147.169 (11.151.353)
Total do Capital Próprio 245.406.371 246.264.761
Interesses minoritários 171.112.886 158.283.747
PASSIVO
Provisões para riscos e encargos
Outras provisões para riscos e encargos 5.006.776 9.170.869
Dívidas a terceiros - médio e longo prazo
Dívidas a instituições de crédito 400.000.000 280.573.500
Fornecedores de imobilizado, c/c 4.078.062 12.794.733
Outros credores 8.745.401 -
412.823.463 293.368.233
Dívidas a terceiros - curto prazo
Dívidas a instituições de crédito 26.070.516 182.835.856
Fornecedores, c/c 84.604.906 111.863.069
Fornecedores - facturas em recepção e conferência 2.985.472 321.522
Adiantamentos de clientes 117.774 -
Fornecedores de imobilizado, c/c 62.028.740 20.487.466
Estado e outros entes públicos 21.172.350 14.711.889
Outros credores 4.891.139 4.961.711
201.870.897 335.181.513
Acréscimos e diferimentos
Acréscimos de custos 96.638.663 81.407.463
Proveitos diferidos 21.589.349 24.437.920
118.228.012 105.845.383
Total do Passivo 737.929.148 743.565.998

Total do Capital Próprio, dos Interesses Minoritários e do Passivo 1.154.448.405 1.148.114.506

Estas demonstrações financeiras respeitam integralmente o formato constante do Plano Oficial de Contabilidade, mas o Conselho de Administração considera que as demonstrações financeiras apresentadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IAS/IFRS") dão uma imagem mais verdadeira e apropriada da actividade da sociedade e suas filiais, motivo pelo que as apresentou.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS RESULTADOS POR NATUREZAS

PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003

(FORMATO PLANO OFICIAL DE CONTABILIDADE)

(Montantes expressos em Euros)

Junho 2004 Junho 2003
CUSTOS E PERDAS
Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas
Mercadorias 46.957.282 38.746.575
Matérias 2.319.174 49.276.456 2.381.924 41.128.499
Fornecimentos e serviços externos 221.931.070 225.404.865
Custos com o pessoal
Remunerações 33.638.833 35.492.300
Encargos sociais e outros 12.544.576 46.183.409 11.137.208 46.629.508
Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo 62.712.966 65.164.843
Provisões 10.528.367 73.241.333 12.735.025 77.899.868
Impostos 5.781.652 6.136.760
Outros custos operacionais 819.276 6.600.928 3.992.090 10.128.850
( a ) 397.233.196 401.191.590
Perdas em empresas do grupo e associadas 64.187 -
Amortizações e provisões de aplicações e investimentos financeiros - -
Juros e custos similares
Outros 12.325.628 12.389.815 12.142.448 12.142.448
( c ) 409.623.011 413.334.038
Custos e perdas extraordinárias - -
( e ) 409.623.011 413.334.038
Imposto sobre o rendimento do semestre/ exercício
Imposto corrente 1.083.923 884.388
Imposto diferido 8.531.175 9.615.098 2.965.450 3.849.838
( g ) 419.238.110 417.183.876
Interesses minoritários 8.410.109 (3.019.338)
Resultado consolidado líquido do semestre 6.147.169 (11.151.353)
Total dos Custos e Perdas 433.795.388 403.013.185
PROVEITOS E GANHOS
Vendas
Mercadorias 30.341.199 29.621.684
Produtos 19.929.406 18.280.727
Prestação de serviços 378.671.492 428.942.097 346.386.846 394.289.257
Proveitos suplementares 3.271.568 3.059.668
Subsídios à exploração - 57.647
Outros proveitos e ganhos operacionais - 3.271.568 2.606.161 5.723.476
( b ) 432.213.665 400.012.733
Ganhos em empresas do grupo e associadas - 80.619
Outros juros e proveitos similares
Relativos a empresas do grupo - -
Outros 1.581.723 1.581.723 2.919.833 3.000.452
( d ) 433.795.388 403.013.185
Proveitos e ganhos extraordinários - -
( f ) 433.795.388 403.013.185
Total dos Proveitos e Ganhos 433.795.388 403.013.185
Resultados operacionais: (b) - (a) = 34.980.469 (1.178.857)
Resultados financeiros: (d - b) - (c - a) = (10.808.092) (9.141.996)
Resultados correntes: (d) - (c) = 24.172.377 (10.320.853)
Resultados antes de impostos: (f) - (e) = 24.172.377 (10.320.853)
Resultado consolidado com os interesses minoritários do semestre: (f) - (g) = 14.557.278 (14.170.691)

Estas demonstrações financeiras respeitam integralmente o formato constante do Plano Oficial de Contabilidade, mas o Conselho de Administração considera que as demonstrações financeiras apresentadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IAS/IFRS") dão uma imagem mais verdadeira e apropriada da actividade da sociedade e suas filiais, motivo pelo que as apresentou.

ANEXO A QUE SE REFERE O ARTIGO 9º, Nº 1, ALÍNEA B) DO REGULAMENTO DA CMVM Nº 04/2004

TÍTULOS DETIDOS PELOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS SOCIAIS E RESPECTIVAS TRANSACÇÕES DURANTE 2004

Aquisições Alienações Saldo em30.06.2004
Data Quantidade Valor Md. € Quantidade Valor Md. € Quantidade
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Belmiro Mendes de Azevedo
Efanor Investimentos, SGPS, SA (1) 49.999.997
Imparfin, SGPS, SA (3) 150.000
Sonae, SGPS, AS (4) 14.901
Sonaecom, SGPS, SA 75.537
Duarte Paulo Teixeira de AzevedoEfanor Investimentos, SGPS, SA (1) 1
Imparfin, SGPS, SA (3) 150.000
Sonae, SGPS, AS (4) 277.486
Sonaecom, SGPS, SA 278.967
Acções entregues ao abrigo do Plano deAtribuição Diferida de Acções 01.04.2004 14.092
António Castelo Branco Borges
Sonae, SGPS, AS (4) 2.593
Sonaecom, SGPS, SA 3.000
António José Santos Silva Casanova
Sonae, SGPS, AS (4) 250.000
Sonaecom, SGPS, SA 68.968
Acções entregues ao abrigo do Plano de
Atribuição Diferida de Acções 01.04.2004 8.638
David Graham Shenton Bain
Sonae, SGPS, AS 84) 3.518
Sonaecom, SGPS, SA 15.000
Alienação 04.03.2004 15.340 3,41
George Christopher Lawrie
Sonae, SGPS, AS (4) 106.000
Sonaecom, SGPS, SA 208.000
Jean-François René PontalSonaecom, SGPS, SA
Luís Filipe Campos Dias de Castro Reis
Sonaecom, SGPS, SA
Acções entregues ao abrigo do Plano de
Atribuição Diferida de Acções 01.04.2004 9.363
Alienação 11.05.2004 39.263 3,01
Richard Henry O'TooleSonaecom, SGPS, SA 3.000
MESA DA ASSEMBLEIA GERAL
João Pedro Mendonça da Silva
Sonaecom, SGPS, SA 3.372
Acções entregues ao abrigo do Plano deAtribuição Diferida de Acções 01.04.2004 3.372
Filipa de Sousa Taveira da Gama Santos CarvalhoSonaecom, SGPS, SA 440
Notas: Saldo em
Aquisições Alienações 30.06.2004
Data Quantidade Valor Md. € Quantidade Valor Md. € Quantidade
(1) Efanor Investimentos, SGPS, SASonae, SGPS, SA 949.983.715
Pareuro, BV (2) 20.000
Sonaecom, SGPS, SA 24.03.2004 1.000 3,08 1.000
(2) Pareuro, BV
Sonae, SGPS, SA 108.820.695
(3) Imparfin, SGPS, SA
Sonae, SGPS, SA 4.105.273

Anexo a que se refere o artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais

Número de acções a 30.06.2004
Efanor Investimentos, SGPS, SA
Sonae, SGPS, SA 949.983.715
Pareuro, BV 20.000
Sonaecom, SGPS, SA 1.000
Pareuro, BV
Sonae, SGPS, SA 108.820.695
SONAE, SGPS, SA
Sonaecom, SGPS, SA 39.367.500
Sonae Investments, BV 40
Sonae Investments, BV
Sonaecom, SGPS, SA 147.220.875

PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS

Dando cumprimento ao artº 9º, nº 1, alínea d) do Regulamento da CMVM nº 04/2004, indicamos os titulares de participações qualificadas a 30 de Junho de 2004:

Accionista Nº de acções % Direitos de voto
Sonae, SGPS, S.A. 39.367.500 17,40%
Sonae Investments, BV 147.220.875 65,07%
Belmiro Mendes de Azevedo 75.537 0,03%
Álvaro Carmona e Costa Portela 5.000 0,00%
Duarte Paulo Teixeira de Azevedo 278.967 0,12%
Ângelo Gabriel Ribeirinho dos Santos Paupério 59.800 0,03%
Total imputável 187.007.679 82,66%

Deloitte & Associados, SROC S.A. Inscrição na OROC nº 43 Registo na CMVM nº 231

Edifício Atrium Saldanha Pr. Duque de Saldanha, 1–6º 1050-094 Lisboa Portugal

RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA ELABORADO POR AUDITOR REGISTADO NA CMVM SOBRE INFORMAÇÃO SEMESTRAL CONSOLIDADA

Introdução

    1. Para os efeitos do artigo 246.º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação financeira consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004, da SONAECOM, S.G.P.S., S.A e subsidiárias ("Empresa"), incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço consolidado (que evidencia um total de 1.154.448.405 Euros e capitais próprios, incluindo interesses minoritários, de 416.519.257 Euros, incluindo um resultado líquido de 6.147.169 Euros), na Demonstração consolidada dos resultados por naturezas, na Demonstração consolidada de fluxos de caixa e na Demonstração consolidada das alterações no capital próprio do período de seis meses findo naquela data e no correspondente Anexo.
    1. As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos da Empresa e suas subsidiárias, ajustadas no processo de consolidação, de modo a que as demonstrações financeiras consolidadas estejam de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IAS/IFRS") emitidas pelo International Accounting Standards Board ("IASB").

Responsabilidades

    1. É da responsabilidade do Conselho de Administração da Empresa: (i) a preparação de informação financeira consolidada que apresente de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das empresas incluídas na consolidação e o resultado consolidado das suas operações; (ii) que a informação financeira histórica seja preparada de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IAS/IFRS") emitidas pelo IASB e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários; (iii) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (iv) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (v) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
    1. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se, para os aspectos materialmente relevantes, é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva, lícita e em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório de segurança moderada, profissional e independente, sobre essa informação financeira, baseado no nosso trabalho.

Âmbito

    1. O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida está isenta de distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, foi planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu, principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicabilidade, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se, para os aspectos materialmente relevantes, a informação financeira consolidada é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários.
    1. O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira consolidada constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
    1. Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente relatório de revisão limitada sobre a informação semestral.

Parecer

  1. Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 da SONAECOM, S.G.P.S., S.A não esteja isenta de distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IAS/IFRS), emitidas pelo IASB e que, nos termos das definições incluídas nas directrizes mencionadas no parágrafo 5 acima, que não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
Porto, 28 de Julho de 2004
DELOITTE & ASSOCIADOS, SROC S.A.
Representada por Jorge Manuel Araújo de Beja Neves

Dispensa de Publicação de Contas Individuais

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, ao abrigo do disposto no n.º3 do art. 250.º do Código de Valores Mobiliários, dispensou a publicação das contas individuais. Os documentos de prestação de contas alvo desta dispensa encontram-se disponíveis para consulta, juntamente com os restantes, na sede desta Sociedade.