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Sonaecom SGPS Interim / Quarterly Report 2003

Oct 2, 2003

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Interim / Quarterly Report

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Relatório e Contas 1º Semestre de 2003

SONAECOM, S.G.P.S., S.A.

RELATÓRIO E CONTAS 2003

I. RELATÓRIO DE GESTÃO 3
1. Introdução 4
2. A envolvente macroeconómica 4
3. A performance em bolsa 5
4. O sector 6
5. Actividade da Sociedade 6
5.1. Actividade financeira 6
5.2. Actividade operacional 7
6. Perspectivas futuras 8
7. Agradecimentos 8
II. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 10
Anexo aos balanços e às demonstrações dos resultados 14

I. RELATÓRIO DE GESTÃO

1- Introdução

A Sonaecom SGPS foca-se na gestão e coordenação estratégica de um portfólio de empresas que operam nas áreas das telecomunicações , media, internet, software e sistemas informáticos.

Procurando maximizar o valor gerado para os accionistas, durante 2003 a equipa de gestão da Sonaecom focou os seus esforços na adaptação da organização do Grupo e na estrutura de custos e na melhoria dos processos existentes. As empresas do Grupo Sonaecom desenvolveram esforços comuns no sentido de explorar todas as sinergias disponíveis, nomeadamente, na consolidação das áreas de serviços ao Cliente e dos departamentos de tecnologias de informação, depois da óbvia integração do respectivo back-office, que ficou concluída durante 2002. A Sonaecom acredita que ainda existem oportunidades de poupança nesta área.

2- A envolvente macroeconómica

Durante o primeiro semestre de 2003, a economia internacional sofreu a influência da guerra no Iraque, o que levou a uma natural retracção no consumo e no investimento global, ambos bastante fragilizados na fase anterior à guerra. No período pós guerra, a economia norteamericana começou a mostrar sinais de recuperação na confiança dos consumidores.

O fortalecimento do euro face ao dólar colocou a Europa numa posição competitiva mais frágil. Por outro lado, a maior potência económica europeia, a Alemanha, continua a mostrar sinais de retracção: as mais recentes estimativas apontam para uma redução do PIB de 0,2% para o primeiro trimestre do ano1 .

Os efeitos do abrandamento no nível da actividade económica na Europa fizeram-se sentir de forma ainda mais acentuada em Portugal, em parte devido às medidas impostas pelo Governo no sentido de reduzir o défice do sector público. Nas projecções anunciadas pelo Banco de Portugal em Julho deste ano, espera-se que a economia portuguesa registe uma descida do PIB de cerca de 0,5% em 2003, na sequência das baixas estimativas para o crescimento da procura interna. No entanto, tudo aponta para uma recuperação da procura externa, levando a um aumento das exportações entre 2,25% e 3,75% para o ano de 2003. É fundamental que a economia mundial recupere, por forma a que as actividades empresariais portuguesas caminhem no sentido da convergência com o resto da Europa.

1 Fonte: Banco de Portugal

3- A performance em bolsa

A cotação da Sonaecom valorizou mais de 30% no primeiro semestre de 2003, fechando a 2,04 euros a 30 de Junho, e com uma capitalização bolsista de 462 milhões de euros. Esta evolução compara com uma valorização do principal índice de Mercado Português (PSI20) de 27% e do principal índice de telecomunicações da Europa (DJ Eurostoxx Telco) de 17%.

O volume médio diário transaccionado neste período foi de 480 mil acções, o que representa 1,23% do capital da empresa disperso em bolsa (17,21% do capital social).

A boa performance poderá ser explicada pela contínua melhoria dos resultados apresentados, quer financeiros quer operacionais, que têm convergido com as expectativas do mercado.

A Sonaecom foi a primeira empresa portuguesa a ser incorporada no Euronext NextEconomy Segment, como um reconhecimento do bom trabalho realizado em termos de transparência e qualidade de comunicação com o mercado de capitais.

Os segmentos da Euronext (Economy e Prime), foram criados para fornecer aos investidores um fluxo constante de informação relevante e detalhada das pequenas e médias empresas listadas na Euronext. Para pertencerem ao segmento da EuroNext, as empresas devem garantir que a sua informação financeira está conforme as exigências especiais, estendendo-se para além das obrigações existentes nos seus próprios mercados.

Com a inclusão no segmento da NextEconomy, a Sonaecom está confiante que conseguirá alcançar uma maior visibilidade nos mercados de capitais internacionais, e conseguirá alargar a diversidade da sua base accionista.

4- O sector

O mercado das telecomunicações móveis, em Portugal, é um sector competitivo e maduro, com níveis altos de penetração registados no final do primeiro trimestre de 2003: 94% de acordo com os valores divulgados pelos três operadores móveis nacionais e 83% com base nos subscritores activos anunciados pela Anacom. Embora ainda haja espaço para desenvolvimento na utilização dos serviços móveis de voz, a grande fatia de crescimento das receitas irá resultar do desenvolvimento e da proliferação de novas aplicações e serviços de dados com base nas redes GSM, GPRS e UMTS. Os atrasos registados no desenvolvimento da tecnologia UMTS e a falta de visibilidade em termos de soluções de terminais compatíveis e apelativos, entre outras coisas, sugerem que, do ponto de vista do consumidor e dos operadores, a tecnologia UMTS só deverá ser atractiva a partir de meados de 2004.

O mercado dos operadores da rede fixa caracteriza-se pela posição dominante do operador incumbente (94% de linhas de acesso e 90% de tráfego gerado nas redes fixas2 ), três anos e meio depois da liberalização do sector. Estes números em nada favorecem a posição competitiva de Portugal face ao resto da Europa e reflectem uma deficiente implementação de medidas regulatórias chave, nomeadamente a desagregação do lacete local e a oferta ADSL equitativa.

As dificuldades sentidas pelos operadores alternativos em aceder ao lacete local em condições económicas viáveis leva ao deteriorar de sua posição competitiva em detrimento do Grupo PT, que controla efectivamente as duas redes de acesso local existentes – cobre e cabo. Este factor tem uma relevância acrescida, se analisarmos o mercado de internet de banda larga que é actualmente dominado pelas ofertas de cabo e ADSL do incumbente, deixando os operadores alternativos sem ofertas competitivas. Face a esta discriminação sectorial, os operadores alternativos assistem à rápida dissecação da sua quota de mercado.

5 – Análise de actividade da Sociedade

5.1 –Actividade financeira

As principais alterações registadas nas disponibilidades da Sonaecom SGPS (contas individuais) durante o primeiro semestre de 2003, podem ser resumidas de acordo com a tabela seguinte:

Alterações na liquidez da Sonaecom SGPS Montante (m€)
Liquidez da Sonaecom SGPS em 2002.12.31 89,8
Suprimentos líquidos recebidos/concedidos (12,1)
Novis Telecom (1,2)
Sonae Telecom BV (3,5)
Sonae Matrix S.G.P.S (2,4)
Sonae Com Sistemas de Informação (5,0)
Empréstimos obtidos de empresas do grupo 2,3
Redução de divida bancária (0,3)
Movimentos Sonaecom SGPS 2,2
Juros pagos (0,2)
Juros recebidos 2,5
Receitas operacionais 2,5
Despesas operacionais e outras (2,6)
Total de movimentos do período (7,9)
Liquidez da Sonaecom SGPS em 2003.06.30 81,9

2

Anacom

As disponibilidades da Sonaecom SGPS reduziram em 7,9 milhões de euros para 81,9 milhões de euros, dos 89,9 milhões de euros disponíveis no final de 2002. Esta evolução resultou essencialmente de um aumento de 12,1 milhões de euros nos suprimentos às suas participadas:

  • A Sonaecom injectou na Novis mais 4,6 milhões de euros de suprimentos, para fazer face às suas necessidades financeiras, dos quais 3,3 milhões via Sonaecom Sistemas de Informação que agora detém 41,6% da Novis.
  • A Sonaecom injectou cerca de 2,4 milhões de euros à Sonae Matrix SGPS, dos quais 1,1 milhões de euros para solver as necessidades financeiras do Clix.
  • A Sonaecom injectou cerca de 1,7 milhões de euros na Sonaecom Sistemas de Informação para financiar a sua actividade operacional.
  • A Sonae Telecom BV recebeu 3,5 milhões euros para financiar as suas subsidiárias; para realizar a sua parte do aumento de capital na Altitude SGPS em 0,95 milhões de euros; e para aplicar 1,5 milhões de euros na aquisição de uma opção de compra sobre 6 % das acções da Retailbox BV (a Retailbox detém 66% da Enabler Portugal)

Este decréscimo nas disponibilidades foi atenuado pelo aumento das aplicações de tesouraria das suas participadas na Sonaecom SGPS, que aumentaram 2,3 milhões de euros desde Dezembro de 2002.

A actividade operacional da Sonaecom também contribuiu positivamente para o valor final das disponibilidades – o recebimento de 2,5 milhões de euros de juros assim como o recebimento de 2,5 milhões de euros provenientes de serviços de suporte à gestão, contribuíram para o fluxo positivo de tesouraria de 2,2 milhões de euros após despesas operacionais.

5.2- Actividade operacional

Durante o primeiro semestre de 2003, a Sonaecom SGPS gerou receitas de 2,6 milhões de euros, essencialmente no âmbito dos serviços de gestão fornecidos às suas participadas relativamente a:

  • Gestão da envolvente regulatória;
  • Apoio ao financiamento das sociedades;
  • Auditoria interna e gestão de risco;
  • Suporte fiscal e legal;
  • Relações públicas e eventos;
  • Apoio em projectos de desenvolvimento de sistemas de informação;
  • Cedências parciais e temporárias de colaboradores.

Os custos operacionais do centro corporativo Sonaecom, atendendo à sua reduzida dimensão, representam apenas 0,7% do total da facturação consolidada. Durante o primeiro semestre de 2003, os custos operacionais (excluindo o efeito das amortizações e provisões) ascenderam a 2,9 milhões de euros, que comparam com os 2 milhões de euros registados no primeiro semestre de 2002. Este aumento é essencialmente explicado pela centralização na holding dos serviços de natureza legal (mais 12 colaboradores) e pelo fortalecimento do departamento ligado à envolvente regulatória (mais 4 colaboradores).

O EBITDA da Sonaecom SGPS foi negativo em 1,2 milhões de euros, em linha com os 1,2 milhões de euros negativos registados no mesmo período de 2002.

Durante 2003, a principal fonte de proveitos para a Sonaecom SGPS foram os rendimentos que resultaram da aplicação da liquidez e do montante de suprimentos garantidos às suas subsidiárias. Assim, os juros debitados ascenderam a 4,8 milhões de euros que foram consideravelmente superiores aos 1,8 milhões registados no ano anterior.

Nos custos financeiros da Sonaecom está incluída uma provisão de 24 milhões de euros3 para uma imparidade em investimentos financeiros nas áreas de Internet e capital de risco. Esta foi a principal justificação para os 19,5 milhões de euros negativos de resultados financeiros registados no primeiro semestre de 2003.

Os resultados extraordinários foram positivos em 0,5 milhões de euros, e reflectem a recuperação de despesas associadas ao aumento de capital da Sonaecom e a processos legais.

A Sonaecom SGPS apresentou para este período um prejuízo de 19,8 milhões de euros que compara com o resultado negativo de 3,1 milhões de euros registados no período homólogo do ano anterior.

6- Perspectivas futuras

No segundo semestre de 2003, a gestão da Sonaecom continuará a direccionar os seus esforços para o aumento da rentabilidade dos seus negócios, através de acções determinadas e disciplinadas, alavancando todas as sinergias de grupo e optimizando a sua estrutura de custos. A gestão continuará a prospecção de novas soluções que permitam o crescimento das receitas, apesar da desfavorável envolvente económica e regulatória. O objectivo da Sonaecom é posicionar-se como a melhor empresa na prestação de serviços de comunicações em Portugal; criar valor para o accionista e proteger os interesses dos seus stakeholders.

7- Agradecimentos

Ao Fiscal Único agradecemos pela supervisão e cooperação prestadas durante este semestre. Agradecemos aos nossos fornecedores, às instituições bancárias e a outros parceiros do Grupo pela confiança que depositaram em nós.

Acima de tudo, gostaríamos de agradecer a toda a equipa de colaboradores do Grupo Sonaecom, que trabalharam incansavelmente para assegurar a continuidade do sucesso alcançado, e cujos esforços são totalmente reconhecidos.

3 Nota 34 do anexo

Maia, 23 de Julho de 2003

O Conselho de Administração,

Belmiro Mendes de Azevedo

Duarte Paulo Teixeira Azevedo

António Castelo Branco Borges

António José Santos Silva Casanova

David Graham Shenton Bain

George Christopher Lawrie

Jean-François René Pontal

Luis Filipe Campos Dias de Castro Reis

II. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

Balanços em 30 de Junho de 2003 e 2002

(Montantes expressos em Euro)

30 de Junho de 2003 30 de Junho de 2002
ACTIVO Notas AB AP AL AL
IMOBILIZADO
Imobilizações incorpóreas
Despesas de instalação 3.a), 8 e 10 1.258.894 1.077.547 181.347 821.638
Propriedade industrial e outros direitos 3.a), 8 e 10 2.393 739 1.654 906
Imobilizações em curso 3.a), 8 e 10 - - - 17.252
1.261.287 1.078.286 183.001 839.796
Imobilizações corpóreas
Edifícios e outras construções 3.b) e 10 317.060 108.084 208.976 254.611
Equipamento administrativo 3.b) e 10 168.638 64.447 104.191 90.859
Imobilizações em curso 3.b) e 10 - - - 5.197
485.698 172.531 313.167 350.667
Investimentos financeiros
Partes de capital em empresas do grupo 1, 3.c), 10, 16 e 34 131.830.729 8.099.902 123.730.827 186.129.778
Empréstimos a empresas do grupo 3.c), 10, 34 186.382.143 30.750.098 155.632.045 213.076.792
Títulos e outras aplicações financeiras 3.c) e 10 151.095.696 - 151.095.696 44.766.666
469.308.568 38.850.000 430.458.568 443.973.236
CIRCULANTE
Dívidas de terceiros – curto prazo
Estado e outros entes públicos 6 325.508 - 325.508 855.400
Outros devedores 401.003 - 401.003 352.446
726.511 - 726.511 1.207.846
Títulos negociáveis
Outras aplicações de tesouraria 3.h) e 48 81.906.004 - 81.906.004 27.776.345
Depósitos bancários e caixa
Depósitos bancários 24.746 - 24.746 81.640
Caixa 3.023 - 3.023 1.779
27.769 - 27.769 83.420
Acréscimos e diferimentos
Activos por impostos diferidos 3.f), 6 e 50 - - - 103.000
Acréscimos de proveitos 3.d) e 50 8.235.056 - 8.235.056 3.573.885
Custos diferidos 3.d) e 50 251.986 - 251.986 128.355
8.487.042 - 8.487.042 3.805.240
Total de amortizações 1.250.817
Total de provisões 38.850.000
Total do Activo 562.202.879 40.100.817 522.102.062 478.036.549

O anexo, da página 14 à 27, faz parte integrante destas demonstrações financeiras

O Técnico Oficial de Contas A Administração

Carlos Rui Verde Ribeiro Belmiro Mendes de Azevedo

Duarte Paulo Teixeira Azevedo

António Castelo Branco Borges

António José Santos Silva Casanova

David Graham Shenton Bain

George Christopher Lawrie

Jean-François René Pontal

Luís Filipe Campos Dias de Castro Reis

Balanços em 30 de Junho de 2003 e 2002

(Montantes expressos em Euro)

CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO Notas 30 de Junho de 2003 30 de Junho de 2002
CAPITAL PRÓPRIO
Capital 36 a 40 226.250.000 181.000.000
Prémios de emissão de acções 36 a 40 335.819.541 279.257.041
Reservas legais 40 114.360 114.360
Outras reservas 40 1.329.131 1.329.131
Resultados transitados 40 (53.174.552) (3.167.378)
Resultado líquido do semestre 40 (19.797.330) (3.121.072)
Total do Capital Próprio 490.541.150 455.412.082
PASSIVO
Provisões para outros riscos e encargos
Outras provisões para riscos e encargos 3.e), 34 139.500 700.000
Dívidas a terceiros - curto prazo
Empresas do grupo 47 30.007.000 20.405.000
Fornecedores de imobilizado, c/c - 5.197
Estado e outros entes públicos 6 123.873 90.659
Outros credores 138.032 250.368
30.268.905 20.751.224
Acréscimos e diferimentos
Acréscimos de custos 3.d) e 50 1.152.469 1.049.186
Proveitos diferidos 3.d) e 50 39 124.057
1.152.508 1.173.243
Total do Passivo 31.560.913 22.624.467

Total do Capital Próprio e do Passivo 522.102.062 478.036.549

O anexo, da página 14 à 27, faz parte integrante destas demonstrações financeiras

O Técnico Oficial de Contas A Administração

Carlos Rui Verde Ribeiro Belmiro Mendes de Azevedo

Duarte Paulo Teixeira Azevedo

António Castelo Branco Borges

António José Santos Silva Casanova

David Graham Shenton Bain

George Christopher Lawrie

Jean-François René Pontal

Luís Filipe Campos Dias de Castro Reis

Demonstrações dos resultados por naturezas dos semestres findos em 30 de Junho de 2003 e 2002

(Montantes expressos em Euro)

Notas 30 de Junho de 2003 30 de Junho de 2002
CUSTOS E PERDAS
Fornecimentos e serviços externos 49 1.601.298 1.003.393
Custos com o pessoal
Remunerações 7 e 43 1.077.313 843.300
Encargos sociais e outros 7 e 43 208.014 1.285.327 161.846 1.005.146
Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo 3.a), 3.b) e 10 390.808 442.342
Provisões 3.c), 34 84.500 475.308 - 442.342
Impostos 16.745 2.788
( a ) 3.378.678 2.453.670
Amortizações e provisões de aplicações e investimentos financeiros 3.c), 10, 34, 45 24.010.181 3.700.000
Juros e custos similares
Relativos a empresas do grupo 45 322.489 172.507
Outros 45 4.600 24.337.270 1.588 3.874.095
( c ) 27.715.948 6.327.764
Custos e perdas extraordinárias 46 30.139 8.456
( e ) 27.746.087 6.336.220
Imposto sobre o rendimento do semestre
Imposto corrente 6 - - 286.190 286.190
( g ) 27.746.087 6.622.410
Resultado líquido do semestre (19.797.330) (3.121.072)
Total dos Custos e Perdas 7.948.757 3.501.338
PROVEITOS E GANHOS
Prestação de serviços 1.956.167 1.682.832
Proveitos suplementares 635.295 -
( b ) 2.591.462 1.682.832
Outros juros e proveitos similares
Relativos a empresas do grupo 4.708.324 1.813.630
Outros 45 95.912 4.804.236 4.876 1.818.506
45( d ) 7.395.698 3.501.338
Proveitos e ganhos extraordinários 553.059 -
46( f ) 7.948.757 3.501.338
Total dos Proveitos e Ganhos 7.948.757 3.501.338
Resultados operacionais: (b) - (a) = (787.216) (770.838)
Resultados financeiros: (d - b) - (c - a) = (19.533.034) (2.055.588)
Resultados correntes: (d) - (c) = (20.320.250) (2.826.426)
Resultados antes de impostos: (f) - (e) = (19.797.330) (2.834.882)
Resultado líquido do semestre: (f) - (g) = (19.797.330) (3.121.072)

O anexo, da página 14 à 27, faz parte integrante destas demonstrações financeiras

O Técnico Oficial de Contas A Administração

Carlos Rui Verde Ribeiro Belmiro Mendes de Azevedo

Duarte Paulo Teixeira Azevedo

António Castelo Branco Borges

António José Santos Silva Casanova

David Graham Shenton Bain

George Christopher Lawrie

Jean-François René Pontal

Luís Filipe Campos Dias de Castro Reis

Anexo aos Balanços e às Demonstrações dos Resultados

Anexo aos Balanços e às Demonstrações dos Resultados

(Montantes expressos em Euros)

Nota introdutória

A Sonaecom, S.G.P.S., S.A., (doravante designada "Empresa" ou "SonaeCom") foi constituída em 6 de Junho de 1988, sob a firma Sonae – Tecnologias de Informação, S.A..

Por escritura pública de 30 de Setembro de 1997 realizou-se a cisão-fusão da Pargeste, S.G.P.S., S.A., passando a Empresa a abarcar as participações financeiras das empresas ligadas ao núcleo de comunicação e tecnologias de informação da sociedade cindida.

Em 3 de Novembro de 1999, procedeu-se ao aumento de capital e alteração do pacto social, tendo a firma sido alterada para Sonae.com, S.G.P.S., S.A. Desde então, o objecto social da Empresa consiste na gestão de participações sociais, tendo o capital social sido redenominado para Euros, ficando este representado por cento e cinquenta milhões de acções de valor nominal unitário de 1 Euro.

Em 1 de Junho de 2000, a Empresa foi objecto de uma Oferta Combinada de Acções, a qual integrou o seguinte:

  • Oferta Pública de Venda de 5.430.000 acções representativas de 3,62% do capital social realizado no mercado nacional através de uma transacção em Sessão Especial de Bolsa, dirigida (i) aos colaboradores do Grupo Sonae; (ii) aos clientes das sociedades dominadas pela Sonae.com; e (iii) ao público em geral.

  • Oferta Particular de Venda de 26.048.261 acções representativas de 17,37% do capital social, dirigida a investidores institucionais, nacionais e estrangeiros.

Complementarmente à Oferta Combinada de Venda e nos termos a seguir indicados, teve lugar um aumento do capital social da Empresa, tendo sido as novas acções integralmente subscritas e realizadas pela Sonae, S.G.P.S., S.A. (accionista da SonaeCom doravante designada "Sonae"). Este aumento de capital foi subscrito e realizado, na data de fixação do preço da Oferta Combinada de Venda de Acções, na modalidade de novas entradas em dinheiro, dando lugar à emissão de 31.000.000 de novas acções ordinárias, escriturais e com o valor nominal unitário de 1 Euro. O preço de subscrição das novas acções foi igual ao preço fixado para a alienação das acções na Oferta Combinada de Venda.

Adicionalmente, a Sonae alienou 4.721.739 acções representativas do capital social da Sonae.Com ao abrigo da opção concedida aos bancos líderes da Oferta Particular de Venda e 1.507.865 acções a gestores do Grupo Sonae e antigos sócios de uma empresa adquirida.

Por deliberação da Assembleia Geral realizada em 17 de Junho de 2002, o capital social foi aumentado de 181.000.000 Euros para 226.250.000 Euros por subscrição pública reservada aos accionistas. Foram subscritas e realizadas 45.250.000 novas acções, de valor nominal unitário de 1 euro, ao preço de 2,25 euros por acção.

Em 30 de Abril de 2003, por escritura pública, a designação social foi alterada para Sonaecom, S.G.P.S., S.A..

As notas seguintes respeitam a numeração sequencial estipulada pelo Plano Oficial de Contabilidade aprovado pelo Decreto-Lei nº 410/89, de 21 de Novembro, modificado pelo Decreto-Lei nº 238/91, de 2 de Julho. As notas cujo número não figura neste Anexo, não são aplicáveis à Empresa ou não são relevantes para a sua apresentação.

1. Disposições do POC derrogadas no exercício

Nas demonstrações financeiras não foi aplicado o método da equivalência patrimonial previsto na Directriz Contabilística nº 9/92, por se considerar que, apresentando esta sociedade demonstrações financeiras consolidadas, a aplicação do referido método nas suas contas individuais continuaria a não traduzir uma imagem apropriada da composição do património e actividades desenvolvidas pelo conjunto da Empresa com as suas filiais. Adicionalmente, a aplicação deste método, quando a Empresa apresenta demonstrações financeiras consolidadas, não é obrigatório no normativo internacional.

3. Bases de apresentação, princípios contabilísticos e critérios valorimétricos

As demonstrações financeiras foram preparadas a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, mantidos de acordo com princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal, no pressuposto de continuidade das operações. As principais políticas contabilísticas e critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras foram os seguintes:

a) Imobilizações incorpóreas

As imobilizações incorpóreas são valorizadas ao custo de aquisição e são constituídas, essencialmente, por despesas de alterações ao pacto social da Empresa, nomeadamente despesas decorrentes dos aumentos de capital da Empresa.

As amortizações são calculadas pelo método das quotas constantes durante um período de três anos, sendo reflectidas por duodécimos, a partir do momento em que as correspondentes despesas sejam incorridas. As taxas anuais utilizadas correspondem às taxas máximas fiscalmente aceites.

b) Imobilizações corpóreas

As imobilizações corpóreas são valorizadas ao custo de aquisição. As depreciações são calculadas pelo método das quotas constantes e registadas por duodécimos a partir do mês em que se inicia a utilização dos bens. As taxas anuais utilizadas correspondem às taxas máximas fiscalmente aceites e às seguintes vidas úteis estimadas:

Anos de vida útil
Edifícios e outras construções 10
Equipamento administrativo 5

c) Investimentos financeiros

Os investimentos financeiros representativos de partes de capital em empresas do grupo são relevados ao custo de aquisição (Nota 1). Os empréstimos concedidos a essas empresas são registados ao valor nominal.

Na rubrica de títulos e outras aplicações financeiras são registadas as prestações suplementares realizadas nas filiais e associadas.

São constituídas provisões para investimentos financeiros sempre que exista diferença materialmente relevante entre o custo de aquisição e o valor estimado de realização da participação, detida directa ou indirectamente, numa perspectiva de médio e longo prazo.

d) Acréscimos e diferimentos

Os custos e os proveitos são contabilizados no exercício a que dizem respeito, independentemente da data do seu pagamento ou recebimento. Os custos e os proveitos cujo valor real não seja conhecido são contabilizados por estimativa, no exercício a que dizem respeito.

Nas rubricas de acréscimos e diferimentos são registados os custos e os proveitos imputáveis ao exercício corrente, cujas despesas e receitas apenas ocorrerão em exercícios futuros, bem como as despesas e as receitas que já ocorreram, mas que respeitam a exercícios futuros, e que serão imputadas aos resultados de cada um desses exercícios, pelo valor que lhes corresponde.

e) Provisão para riscos e encargos

Esta provisão reflecte as responsabilidades, derivadas dos planos de "stock options" e outros incentivos a colaboradores, sendo estas registadas nos períodos durante os quais se espera que influenciem a motivação e permanência dos colaboradores na Empresa.

f) Impostos sobre lucros

A Empresa reconhece os impostos diferidos de acordo com a Directriz Contabilística nº 28, de 29 de Junho de 2001 (Nota 6).

Os activos e passivos por impostos diferidos são calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação que se espera estarem em vigor à data da reversão das diferenças temporárias.

Os activos por impostos diferidos são registados unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para os utilizar. Na data de cada balanço é efectuada uma reapreciação das diferenças temporárias subjacentes aos activos por impostos diferidos no sentido de reconhecer activos por impostos diferidos não registados anteriormente por não terem preenchido as condições para o seu registo e/ou para reduzir o montante de impostos diferidos activos registados em função da expectativa actual da sua recuperação futura.

g) Activos e passivos em moeda estrangeira

As transacções em moeda estrangeira são relevadas ao câmbio do dia de cada operação.

Os activos e os passivos expressos em moeda estrangeira são convertidos para Euros, utilizando as taxas de câmbio vigentes à data do balanço (Nota 4).

h) Títulos negociáveis

Os títulos negociáveis e outras aplicações de tesouraria são valorizados ao valor nominal ou ao custo de aquisição, os quais não excedem o respectivo valor de mercado (Nota 48).

4. Cotações utilizadas

Todos os activos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para Euros utilizando-se as taxas de câmbio vigentes em 30 de Junho de 2003. As taxas de câmbio utilizadas para conversão foram as seguintes:

2003 2002
Libras esterlinas 1,44259 1,53893

6. Imposto sobre lucros

De acordo com a legislação em vigor, a Administração Fiscal tem a possibilidade de rever a situação fiscal da Empresa durante um período de quatro anos (dez anos para a Segurança Social até 31 de Dezembro de 2000, e cinco anos após essa data). Deste modo, as declarações fiscais de cada exercício, desde 1999 poderão vir, ainda, a ser sujeitas a revisão.

Conforme a legislação fiscal em vigor, os prejuízos fiscais são reportáveis por um período de 6 anos, podendo ser deduzidos à matéria colectável apurada nesse exercício.

Os prejuízos reportáveis referentes aos exercícios de 2001 e 2002 ascendem a, aproximadamente, 1.537.000 Euros e 40.278.000 Euros, respectivamente, tendo no primeiro semestre de 2003 existido uma matéria colectável positiva de aproximadamente 4.300.000 Euros, que utilizou parcialmente os referidos prejuízos fiscais. Além disso, existem diferenças temporárias associadas, essencialmente, a provisões para investimentos financeiros, no valor de, aproximadamente, 3.463.000 Euros, 11.432.000 Euros e 24.095.000 Euros geradas em 2001, 2002 e no primeiro semestre de 2003, respectivamente. Por razões de prudência e atendendo ao disposto na Directriz Contabilística nº 28 quanto ao reconhecimento de activos por impostos diferidos activos desta natureza, a Empresa não registou os activos por impostos diferidos correspondentes aos prejuízos fiscais reportáveis, que ascenderiam a aproximadamente 507.000 Euros e 13.300.000 Euros, respectivamente, com utilização no primeiro semestre de 2003 de 1.419.000 Euros, bem como os impostos diferidos activos referentes às diferenças temporárias, que ascenderiam a aproximadamente 1.143.000 Euros, 3.773.000 Euros e 7.951.000 Euros, respectivamente, calculados a uma taxa de imposto de 33% (incluindo a derrama).

7. Número médio de colaboradores

Durante os primeiros semestres de 2003 e 2002, a Empresa manteve, em média, 37 e 24 colaboradores, respectivamente.

8. Imobilizações incorpóreas

Em 30 de Junho de 2003, as imobilizações incorpóreas são constituídas, essencialmente, por despesas de alteração do pacto social, nomeadamente despesas decorrentes dos aumentos de capital da Empresa.

10. Movimento do activo imobilizado

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2003, o movimento ocorrido no valor de custo das imobilizações incorpóreas e corpóreas e dos investimentos financeiros, bem como nas respectivas amortizações e provisões acumuladas, foi o seguinte:

Transferên
Activo bruto Saldo inicial Aumentos Alienações cias e abates Saldo final
Imobilizações incorpóreas:Despesas de instalação 2.445.335 - - (1.186.441) 1.258.894
Propriedade industrial e
outros direitos 2.393 - - - 2.393
2.447.728 - - (1.186.441) 1.261.287
Imobilizações corpóreas:
Edifícios e outras construções 317.060 - - - 317.060
Equipamento administrativo 134.844 15.498 (2.971) 21.267 168.638
Imobilizações em curso 19.244 2.023 - (21.267) -
471.148 17.521 (2.971) - 485.698
Investimentos financeiros:Partes de capital em empresas
do grupo 131.891.004 - - (60.275) 131.830.729
Empréstimos
a empresas do grupo 87.308.982 100.323.161 (1.250.000) - 186.382.143
Títulos e outras aplicações
financeiras 151.095.696 - - - 151.095.696
370.295.682 100.323.161 (1.250.000) (60.275) 469.308.568
Transferên
Amortizações e provisões Saldo inicial Reforço Alienações cias e abates Saldo final
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 1.900.373 355.195 - (1.178.021) 1.077.547
Propriedade industrial e
outros direitos 340 399 - - 739
1.900.713 355.594 - (1.178.021) 1.078.286
Imobilizações corpóreas:
Edifícios e outras construções 78.272 29.812 - - 108.084
Equipamento administrativo 46.697 19.391 (1.641) - 64.447
124.969 49.203 (1.641) - 172.531
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresas
do grupo 2.763.000 5.336.902 - - 8.099.902
Empréstimos a empresas do
grupo 12.076.819 18.673.279 - - 30.750.098
14.839.819 24.010.181 - - 38.850.000

Os reforços de amortizações foram registados em amortizações do exercício, no valor de 390.808 Euros, e em custos extraordinários (Nota 46), no valor de 13.989 Euros.

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2003 foram abatidas despesas de instalação totalmente amortizadas no valor de 1.085.420 Euros.

As variações ocorridas nos Investimentos financeiros compõem-se como se segue:

Transferên
Saldo inicial Reforço Alienações cias e abates Saldo final
Partes de capital em
empresas do grupo:
Sonae Telecom, S.G.P.S.,
S.A. ("Sonae Telecom") 105.799.981 - - - 105.799.981
Novis Telecom, S.A.
("Novis") 17.930.846 - - - 17.930.846
Sonaetelecom BV 4.209.902 - - - 4.209.902
Sonae Matrix Multimédia,
S.G.P.S., S.A. ("Sonae
Matrix") 2.670.000 - - - 2.670.000
Sonae.com – Sistemas de
Informação, S.G.P.S., S.A.
("Sonae.com SI") 1.220.000 - - - 1.220.000
Sonae Telecom, S.A. 60.275 - - (60.275) -
131.891.004 - - (60.275) 131.830.729
Empréstimos
a empresas do grupo:
Sonae.com SI 2.949.417 77.467.341 - - 80.416.758
Sonaetelecom BV 72.650.960 6.134.151 - - 78.785.111
Sonae Matrix 10.744.094 15.538.333 (1.250.000) - 25.032.427
Novis 964.511 1.183.336 - - 2.147.847
87.308.982 100.323.161 (1.250.000) - 186.382.143
Títulos e outras aplicações
financeiras:
Sonae Telecom 112.300.821 - - - 112.300.821
Novis 21.508.875 - - - 21.508.875
Sonae Matrix 11.543.000 - - - 11.543.000
Sonae.com SI 5.743.000 - - - 5.743.000
151.095.696 - - - 151.095.696

O abate de partes de capital em empresas do grupo refere-se à dissolução da Sonae Telecom, S.A..

Os reforços ocorridos na rubrica de Empréstimos a empresas do grupo nas empresas Sonae.com SI e Sonae Matrix, incluem valores que se encontravam em 31 de Dezembro de 2002 registados na rubrica de outros devedores e que resultaram da alienação de participações financeiras às referidas empresas no exercício findo em 31 de Dezembro de 2002, no montante de 72.504.414 Euros e 11.866.666 Euros, respectivamente. O reforço ocorrido, na mesma rubrica, na empresa Sonaetelecom BV, inclui também 2.610.651 Euros incluídos em 31 de Dezembro de 2002 na rubrica outros devedores, resultantes de um débito de juros.

16. Empresas do grupo, associadas e participadas

Em 30 de Junho de 2003, a Empresa apresenta contas consolidadas elaboradas de acordo com os IAS/IFRS (Normas Internacionais de Contabilidade). As demonstrações financeiras individuais da empresa e das suas filiais são, por sua vez, incluídas nas contas consolidadas da Sonae, S.G.P.S., S.A., com sede em Lugar do Espido, Via Norte, Maia (Nota 37).

As filiais e associadas detidas directamente pela Empresa são as seguintes:

30 de Junho de 2003 30 de Junho de 2002
Sede %participação Capitaispróprios Resultadolíquido %participação Capitaispróprios Resultadolíquido
Novis Maia 15,001% (a) 44.620.855 (22.131.913) 50,00% 19.647.378 (41.351.370)
Sonae Telecom, S.A. Madrid - - - 100% 50.224 (6.937)
Sonae Telecom Maia 100% 217.695.015 9.812 100% 105.427.792 (40.262)
Enabler Maia - 5.825.619 1.950.190 100% 4.806.103 2.166.913
Sonae Matrix Maia 100% (316.384) (342.103) 100% (297.597) (333.553)
Sonae.com SI Maia 100% 3.045.552 (1.629.947) 100% (36.295) (72.463)
Clixgest Maia - 12.847.348 (3.050.516) 56,67% 17.931.285 (2.326.690)
Investimento Directo Lisboa - 9.472.470 (50.706) 55% 9.543.489 1.010.865
Sonaetelecom BV Amesterdão 100% (9.615.426) (12.933.586) 100% 516.317 (23.775)

(a) indirectamente, através da Sonae.com SI, a Empresa detém uma participação adicional na Novis de 41,67%.

Indirectamente, através da Sonae Telecom, a Empresa detém uma participação de 46,29% na Optimus – Telecomunicações, S.A.

A empresa Sonae Telecom, S.A. foi dissolvida em 30 de Junho de 2003 (Nota 10).

34. Movimento ocorrido nas provisões

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2003, o movimento ocorrido no valor das provisões, foi o seguinte:

Utilização e
Saldo inicial Aumento Redução Saldo final
Provisões para outros riscos e encargos 55.000 84.500 - 139.500
Provisão para investimentos financeiros 14.839.819 24.010.181 - 38.850.000
14.894.819 24.094.681 - 38.989.500

As Provisões para outros riscos e encargos referem-se a responsabilidades derivadas dos planos de "stock options" e outros incentivos a colaboradores, de acordo com o definido na Nota 3.e) e as explicações adicionais mencionadas na Nota 51.

O reforço ocorrido no semestre findo em 30 de Junho de 2003, nas provisões para investimentos financeiros no montante de 24.010.181 Euros destina-se a dar cobertura a perdas estimadas na realização de activos detidos em filiais e associadas, de acordo com os princípios contabilísticos definidos (Nota 3c)). Este reforço foi contabilizado em custos financeiros. (Nota 45).

36. Composição do capital

Em 30 de Junho de 2003 o capital era composto por 226.250.000 acções ao portador, com o valor unitário de 1 Euro cada.

37. Pessoas colectivas com participação no capital da Empresa

Em 30 de Junho de 2003 as pessoas colectivas que detinham participações no capital igual ou superior a 20%, eram como se segue:

2003 % 2002 %
Sonae 39.063.998 17,27% 24.692.135 13,64%
Sonae Investments BV 148.250.000 65,52% 118.600.000 65,53%

40. Movimentos ocorridos nas contas de capital próprio

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2003, os movimentos ocorridos nos valores das rubricas do capital próprio foram os seguintes:

Saldo inicial Aumentos Transferências Saldo final
Capital 226.250.000 - - 226.250.000
Prémios de emissão de acções 335.819.541 - - 335.819.541
Reservas legais 114.360 - - 114.360
Reservas livres 1.329.131 - - 1.329.131
Resultados transitados (3.167.378) (50.007.175) - (53.174.552)
Resultado líquido do semestre (50.007.175) (19.797.330) 50.007.175 (19.797.330)
Total do capital próprio 510.338.479 (69.804.505) 50.007.175 490.541.150

43. Remunerações dos membros dos órgãos sociais

As remunerações atribuídas aos membros dos órgãos sociais da Empresa, relativas ao Conselho de Administração, durante os semestres findos em 30 de Junho de 2003 e 2002, foram de 513.587 Euros e 575.352 Euros, respectivamente.

45. Demonstrações dos resultados financeiros

Os resultados financeiros dos semestres findos em 30 de Junho de 2003 e 2002, têm a seguinte composição:

2003 2002
Custos e perdas:
Juros suportados (Nota 47) 324.628 173.154
Provisões para aplicações financeiras (Nota 34) 24.010.181 3.700.000
Diferenças de câmbio desfavoráveis 373 47
Outros custos e perdas financeiras 2.088 893
Resultados financeiros (19.533.034) (2.055.588)
4.804.236 1.818.506
Proveitos e ganhos:
Juros obtidos (Nota 48) 4.799.614 1.818.506
Diferenças de câmbio favoráveis 4.622 -
4.804.236 1.818.506

46. Demonstrações dos resultados extraordinários

Os resultados extraordinários dos semestres findos em 30 de Junho de 2003 e 2002, têm a seguinte composição:

2003 2002
Custos e perdas:
Perdas em imobilizações 15.197 8.454
Multas e penalidades 29 -
Aumentos de amortizações e de provisões 13.989 -
Correcções relativas a exercícios anteriores 923 -
Outros custos e perdas extraordinárias 1 2
Resultados extraordinários 522.920 (8.456)
553.059 -
Proveitos e ganhos:
Redução de amortizações e provisões 92.602 -
Correcções relativas a exercícios anteriores 240.726 -
Outros proveitos e ganhos extraordinários 219.731 -
553.059 -

As perdas em imobilizações dizem respeito, à dissolução da Sonae Telecom , S.A. (Notas 10 e 16).

Os proveitos decorrentes de correcções relativas a exercícios anteriores referem-se, essencialmente, à devolução pelo Estado de emolumentos e despesas notariais dispendidos em anos anteriores e associados a aumentos de capital social realizados pela Empresa.

Os outros proveitos e ganhos extraordinários referem-se, essencialmente, à recuperação de custos incorridos em anos anteriores relacionados com um processo judicial.

47. Aplicações de tesouraria de empresas do grupo

Os movimentos de aplicações de tesouraria recebidas de empresas filiais, durante o semestre, foram os seguintes:

Saldo inicial Aumentos Diminuições Saldo final
Novis 24.527.000 34.867.000 34.444.000 24.950.000
Clix 1.455.000 10.686.667 10.232.667 1.909.000
We Do Consulting, S.A.
("We Do") 950.000 8.180.000 7.905.000 1.225.000
Enabler - 1.840.000 880.000 960.000
Digitmarket – Sistemas
de Informação, S.A.
("Digitmarket") 440.000 3.971.000 3.551.000 860.000
Sonae Telecom - 256.000 153.000 103.000
Douro – Centro de
Produções Artísticas,
Lda. ("Douro") 315.000 5.000 320.000 -
Sonae Matrix - 1.690.000 1.690.000 -
27.687.000 61.495.667 59.175.667 30.007.000

As aplicações de tesouraria de Empresas do grupo estão registadas na rubrica de Empresas do grupo no passivo, têm prazo de pagamento inferior a um ano e são remuneradas com base em taxas de juro de mercado (Nota 45).

48. Títulos negociáveis

Em 30 de Junho de 2003, a rubrica de Outras aplicações de tesouraria reflecte a operação financeira de curto prazo concedida pela Empresa à Sonae, no montante de 81.906.004 Euros.

Esta aplicação de tesouraria tem um prazo de reembolso inferior a um ano, e é remunerada com base em taxas de juro do mercado (Nota 45).

49. Fornecimentos e serviços externos

Durante os semestres findos em 30 de Junho de 2003 e 2002, a rubrica de Fornecimentos e serviços externos apresentou a seguinte composição:

2003 2002
Rendas e alugueres 709.639 57.118
Outros trabalhos especializados 554.827 383.853
Seguros 103.136 70.196
Deslocações e estadas 94.100 127.228
Publicidade e propaganda 55.055 178.664
Consultadoria 15.771 113.832
Outros 68.770 72.502
1.601.298 1.003.393

O aumento verificado na rubrica Rendas e alugueres corresponde a novos contratos celebrados ou assumidos pela Empresa no semestre. Na rubrica de Proveitos suplementares encontram-se registados os débitos efectuados a filiais da parcela que lhes pertence dessas rendas e alugueres.

50. Acréscimos e diferimentos

Em 30 de Junho de 2003 e 2002, os saldos registados em acréscimos e diferimentos eram como se segue:

2003 2002
Activos por impostos diferidos:
Impostos diferidos - 103.000
Acréscimos de proveitos:
Juros a receber 4.800.400 1.891.053
Serviços de apoio à gestão 1.884.656 1.682.832
Outros acréscimos de proveitos 1.550.000 -
8.235.056 3.573.885
Custos diferidos:
Rendas 109.716 2.816
Seguros 91.448 110.304
Outros custos diferidos 50.822 15.235
251.986 128.355
Acréscimos de custos:
Remunerações a liquidar 547.971 473.955
Trabalhos especializados 493.318 338.841
Outros acréscimos de custos 36.128 66.541
Juros a liquidar 75.052 169.849
1.152.469 1.049.186
Proveitos diferidos:
Outros proveitos diferidos 39 124.057
39 124.057

51. Outros factos relevantes

No início do ano 2001, a Empresa implementou um plano de "stock options", o qual tem como beneficiários determinados colaboradores do Grupo SonaeCom. De acordo com esse plano, a esses colaboradores é atribuído anual e gratuitamente um número de opções de compra de acções da Empresa. As opções, que se subdividem em "Plano IPO" e "Plano Regular", podem ser exercidas durante o período de um ano, que se inicia, respectivamente, dois e três anos após as datas de referência da sua atribuição. As datas de referência da atribuição do "Plano IPO" e do primeiro, segundo e terceiro anos do "Plano Regular" foram 2 de Junho de 2000, 31 de Março de 2001, 31 de Março de 2002 e 31 de Março de 2003 respectivamente. O preço de exercício para as opções concedidas no âmbito do "Plano IPO" é o preço da Oferta Pública (10 Euros). O preço de exercício das opções concedidas no âmbito do "Plano Regular" é o preço médio de transacção das acções na Bolsa de Valores de Lisboa e Porto, durante o mês precedente à data da atribuição da opção. Os beneficiários dos Planos Regulares têm a possibilidade de optar por receber opções ou, alternativamente, um determinado número de acções, de valor equivalente ao das opções. A elegibilidade depende do nível de responsabilidade e o valor das opções ou acções atribuídas (valorizado utilizando a fórmula de Black and Scholes) será função da remuneração total individual, ajustada à performance, medida de acordo com a metodologia corrente da subsidiária. O "Plano IPO" atingiu em 1 de Junho de 2003 a sua maturidade, não tendo sido exercida nenhuma das opções concedidas. O número de acções comprometidas em cada um dos planos regulares de opções ascendeu a 113.287, 633.340, e 2.503.401, respectivamente. O número de acções comprometidas correspondentes ao plano alternativo de atribuição de acções, ascendeu a 316.203, 899.376 e 1.316.193 para os Planos Regulares atribuídos em 2001, 2002 e 2003, respectivamente. Os termos do plano podem vir a ser ajustados, no futuro, para reflectir alterações na política de remuneração e/ou na posição financeira da Empresa e suas subsidiárias.

O valor que corresponde à Empresa nas responsabilidades e encargos associados aos compromissos descritos acima, ascende, em 30 de Junho de 2003 a, aproximadamente, 139.500 Euros e está reflectido no balanço na rubrica de Provisões para riscos e encargos (Nota 34).

Foi instaurado, no decurso do ano de 2000, um processo à Maxistar - Comunicações Pessoais, S.A., ("Maxistar") pelos restantes accionistas da Optimus, por violação de uma cláusula do Acordo Parassocial, reclamando estes o direito ao exercício da opção de compra das acções detidas por aquela accionista, por 70% do seu valor nominal. Por sua vez a accionista Maxistar instaurou um processo pela alegada violação de outra disposição do Acordo Parassocial contra os restantes accionistas da Optimus, reclamando também o direito do exercício da opção de compra das acções da Optimus detidas por estas empresas, por 70% do seu valor nominal. É entendimento destes accionistas que a fundamentação apresentada é destituída de qualquer razão.

Por decisão de 13 de Janeiro de 2003, o Tribunal Arbitral que apreciou o diferendo entre a SonaeCom e outros accionistas da Optimus, contra a Maxistar, foi esta última condenada ao pagamento de uma indemnização no valor de 2.344.350 Euros, sobre o qual incidirão os juros legais moratórios desde 13 de Janeiro de 1999, até à data do pagamento ou, em alternativa, a submeter-se ao exercício de uma opção de compra da sua participação na Optimus por 70% do respectivo valor real. A Administração da SonaeCom já comunicou à Maxistar a sua preferência pela primeira hipótese, tendo para tal dado instruções no sentido de se arrestarem as referidas acções para garantia daquele crédito.

ANEXO A QUE SE REFERE O ARTIGO 447º DO CÓDIGO DAS SOCIEDADES COMERCIAIS

TÍTULOS DETIDOS PELOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS SOCIAIS E RESPECTIVAS TRANSACÇÕES DURANTE 2003

Saldo em
Aquisições Alienações 30.06.2003
Data QuantidadeValor Md. € Quantidade Valor Md. € Quantidade
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Belmiro Mendes de Azevedo
Efanor Investimentos, SGPS, SA (1) 49.999.997
Imparfin, SGPS, SA (3) 112.500
Sonae, SGPS, SA 14.901
Sonaecom, SGPS, SA 75.537
Duarte Paulo Teixeira de Azevedo
Efanor Investimentos, SGPS, SA (1) 1
Imparfin, SGPS, SA (3) 112.500
Sonae, SGPS, SA 277.486
Sonaecom, SGPS, SA 264.875
Sonae Indústria, SGPS, SA (Obrigações 98) 03.03.03 2.013.647 0,01
Modelo Continente, SGPS, SA (Obrigações 95) 598.558
António Castelo Branco Borges
Sonae, SGPS, SA 2.593
Sonaecom, SGPS, SA 3.000
António José Santos Silva Casanova
Sonae, SGPS, SA 250.000
Sonaecom, SGPS, SA 60.330
David Graham Shenton Bain
Sonae, SGPS, SASonaecom, SGPS, SA 3.51830.340
George Christopher Lawrie
Sonaecom, SGPS, SA 208.000
Jean-François René Pontal
Sonaecom, SGPS, SA
Luís Filipe Campos Dias de Castro Reis
Sonaecom, SGPS, SA 29.900
Richard Henry O'Toole
Sonaecom, SGPS, SA 3.000
MESA DA ASSEMBLEIA GERAL
Clara Maria Azevedo Rodrigues Gomes
Sonaecom, SGPS, SA 530
Notas:
Saldo em
Aquisições Alienações 30.06.2003
(1) Efanor Investimentos, SGPS, SA Data QuantidadeValor Md. € Quantidade Valor Md. € Quantidade
Sonae, SGPS, SA 948.101.424
Pareuro, BV (2) 20.000
(2) Pareuro, BV

Sonae, SGPS, SA 108.820.695

Sonae, SGPS, SA 5.193.798

(3) Imparfin, SGPS, SA

Anexo a que se refere o artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais

Número de acções a 30.06.03
Efanor Investimentos, SGPS, SASonae, SGPS, SAPareuro, BV 948.101.42420.000
Pareuro, BVSonae, SGPS, SA 108.820.695
Imparfin, SGPS, SASonae, SGPS, SA 5.193.798
SONAE, SGPS, SASonaecom, SGPS, SASonae Investments, BV 39.063.99840
Sonae Investments, BVSonaecom, SGPS, SA 148.250.000

PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS

Dando cumprimento ao artº 6º alínea e) do Regulamento da CMVM nº 11/2000, com as alterações introduzidas pelo Regulamento nº 24/2000, indicamos os titulares de participações qualificadas a 30 de Junho de 2003:

Accionista Nº de acções % Direitos de voto
Sonae, SGPS, S.A. 39.063.998 17,27%
Sonae Investments, BV 148.250.000 65,52%
Belmiro Mendes de Azevedo 75.537 0,03%
Álvaro Carmona e Costa Portela 59.800 0,03%
Nuno Manuel Moniz Trigoso Jordão 59.800 0,03%
Duarte Paulo Teixeira de Azevedo 264.875 0,12%
Ângelo Gabriel Ribeirinho dos Santos Paupério 59.800 0,03%
Total imputável 187.833.810 83,02%

MAGALHÃES, NEVES ASSOCIADOS, SROC S.A. &

Inscrição na OROC nº 95 Registo na CMVM nº 223 NIPC 502 558 610 Capital Social 50.000 euros Matriculada na CRC de Lisboa sob o nº 12.179

RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA ELABORADO POR AUDITOR

REGISTADO NA CMVM SOBRE A INFORMAÇÃO SEMESTRAL INDIVIDUAL

Introdução

    1. Para os efeitos do artigo 246º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação financeira do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2003, da SONAECOM, S.G.P.S., S.A. ("Empresa"), incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço (que evidencia um total de 522.102.062 Euros e capitais próprios de 490.541.150 Euros, incluindo um resultado líquido negativo de 19.797.330 Euros) na Demonstração dos resultados do período de seis meses findo naquela data e no correspondente Anexo.
    1. As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos da Empresa.

Responsabilidades

    1. É da responsabilidade do Conselho de Administração da Empresa: (i) a preparação da informação financeira histórica semestral de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários; (ii) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (iii) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (iv) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
    1. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se, para os aspectos materialmente relevantes, é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva, lícita e em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório de segurança moderada, profissional e independente, sobre essa informação financeira, baseado no nosso trabalho.

Âmbito

  1. O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida está isenta de distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, foi planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicação, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se, para os aspectos materialmente relevantes, a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários.

MAGALHÃES, NEVES & ASSOCIADOS, SROC S.A.

  1. O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira constante do Relatório de Gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.

  2. Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente relatório de revisão limitada sobre a informação semestral.

Reserva

  1. Conforme referido no anexo ao balanço e à demonstração de resultados, as participações financeiras em empresas do grupo e associadas (Nota 16) encontram-se registadas ao custo de aquisição e não pelo método da equivalência patrimonial conforme requerido pela Directriz Contabilística nº 9, pelo que as demonstrações financeiras anexas não reflectem o efeito da consolidação ao nível de activos, passivos, proveitos, capitais próprios e resultado líquido do semestre. A Empresa apresentou em separado, demonstrações financeiras consolidadas em 30 de Junho de 2003, elaboradas de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade (IAS/IFRS), as quais apresentam um total de balanço de 1.148.114.506 Euros, passivos de 901.849.745 Euros, proveitos operacionais de 400.012.733 Euros, capital próprio de 246.264.761 Euros e um prejuízo do semestre findo em 30 de Junho de 2003 de 11.151.353 Euros.

Parecer

  1. Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, à excepção do efeito do assunto mencionado no parágrafo 8 acima, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2003 da SONAECOM, S.G.P.S., S.A. não esteja isenta de distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal e que, nos termos das definições incluídas nas Directrizes mencionadas no parágrafo 5 acima, não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

Ênfase

  1. As demonstrações financeiras relativas ao período de seis meses findo em 30 de Junho de 2002 foram por nós examinadas e o nosso Relatório de Revisão Limitada, datado de 11 de Julho de 2002, contém uma reserva relativa ao assunto descrito no parágrafo 8 acima.

Porto, 12 de Setembro de 2003

MAGALHÃES, NEVES & ASSOCIADOS, SROC S.A. Representada por Jorge Manuel Araújo de Beja Neves