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Sonae SGPS — Interim / Quarterly Report 2003
Oct 2, 2003
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Interim / Quarterly Report
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SONAE INDÚSTRIA, SGPS, SA Relatório e Contas Consolidadas 1º semestre 2003 Sociedade Aberta
Lugar do Espido, Via Norte, Maia Matriculada na C.R.C. da Maia sob o n.º 1067 Capital Social: EUR 500.000.000 Pessoa Colectiva n.º 500204128
| 1. ENQUADRAMENTO CONJUNTURAL DOS NEGÓCIOS2 | |
|---|---|
| 1.1 ENVOLVENTE ECONÓMICA 2 1.2 ENVOLVENTE DO NEGÓCIO3 |
|
| 2. ACTIVIDADE OPERACIONAL4 | |
| 3. ANÁLISE DAS CONTAS CONSOLIDADAS6 | |
| 3.1 DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS 6 3.2 BALANÇO 7 |
|
| 4. ESTRUTURA PATRIMONIAL E ALTERAÇÕES NA ÁRVORE DE PARTICIPAÇÕES DA SONAE INDÚSTRIA 8 |
|
| 5. PERSPECTIVAS PARA O SEGUNDO SEMESTRE DE 2003 9 |

RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Senhores Accionistas:
Em cumprimento da Lei e dos Estatutos da sociedade vimos apresentar a V. Exas. o Relatório e Contas consolidadas referentes ao primeiro semestre de 2003.
1. Enquadramento Conjuntural dos Negócios
1.1 Envolvente Económica
O primeiro semestre de 2003 ficou marcado pelo fraco desempenho económico generalizado a nível mundial. Apesar da intervenção militar no Iraque ter terminado mais cedo do que o previsto e do preço médio do petróleo ter sido inferior ao do 1º trimestre de 2003, a economia norte-americana, normalmente considerada como motor da economia mundial, não foi capaz de registar uma clara recuperação económica, não correspondendo por essa via às expectativas que vinham sendo formuladas. A taxa de desemprego norte-americana continuou em níveis superiores aos dos anos anteriores gerando uma crise de confiança generalizada que se propagou para outras zonas do globo.
A economia da União Europeia, entre Abril e Junho, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Quinze não registou qualquer alteração em relação ao verificado no 1º trimestre do ano, tendo a economia Alemã ter entrado em recessão técnica neste 2º trimestre, pesando sobre o comportamento do PIB europeu.
Para finalizar, durante este primeiro semestre de 2003, assistiu-se a uma valorização do Euro face à maioria das outras moedas, nomeadamente face ao Dólar Americano para níveis verificados apenas no seu lançamento em 1999. Esta situação, provocou dificuldades acrescidas de exportação dos Países aderentes ao Euro, por perda de competitividade com os restantes Países da zona não Euro.

1.2 Envolvente do Negócio
O mercado de painéis derivados de madeira registou ao longo do primeiro semestre de 2003, e de uma forma generalizada, a continuação da tendência registada no segundo semestre de 2002. A existência de uma forte pressão sobre os preços de venda na generalidade dos mercados europeus e a valorização do Euro face à grande maioria das restantes moedas (a título exemplificativo, a taxa de cambio média do Euro/USD no 1º semestre de 2003 foi de 1,10, face ao valor de 0,90 do mesmo período homólogo, o que representa uma valorização de cerca de 20%) limitou a possibilidade de exportações da Europa para o Resto do Mundo.
Efectuando uma análise mais detalhada aos mercados europeus em que a Sonae Indústria opera, verificou-se o seguinte:
- na Península Ibérica, o mercado continua a ser afectado por um excesso de capacidade produtiva instalada e a evolução negativa do sector da construção continua a ser determinante. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), em Junho de 2003 a variação relativa média dos últimos 12 meses do total de obras licenciadas foi de -3,2%. Relativamente aos fogos licenciados, este indicador caiu - 10,1% no mesmo período de tempo. No sector dos painéis de madeira, a Sonae Indústria teve uma quebra de 6% nas suas vendas, comparando o 1º semestre de 2003, com o seu período homologo do ano anterior.
- na Europa Central, tal como tinha sucedido no 1º trimestre de 2003, os comportamentos dos mercados Alemão e Francês foram de retracção enquanto que o mercado do Reino Unido, continua a mostrar um crescimento moderado. O volume de negócios do 1º semestre de 2003, na Alemanha e na França diminuíram 3% e 5% respectivamente, comparando com o mesmo período homologo. O número de falências de empresas francesas com volume de negócios superior a 15 milhões de euros aumentou 8% no primeiro semestre deste ano, segundo um estudo hoje apresentado pela seguradora de crédito Euler Herms. No Reino Unido, continua a existir crescimento no sector de construção, nomeadamente público, não residencial ( escolas e hospitais ) que é o principal dinamizador deste crescimento. O volume de negócios registou uma crescimento de 7% em moeda local, quando convertido para o Euro, este crescimento, passa a ser negativo de 3%, quando comparado com o volume de vendas do período homologo do ano passado. A desvalorização da Libra Esterlina foi de 9,3% comparando ambos os períodos.

Fora da União Europeia, os mercados onde a Sonae Indústria está presente foram afectados por factores distintos, que se pautaram por uma evolução bastante favorável do negócio:
- Os sinais positivos do crescimento da economia Canadiana, de 2.7% para o ano de 2003 (estimativa OCDE), estão em sintonia com os resultados da Sonae Indústria. O volume de vendas no Canadá no 1º semestre , foi superior em 36%, ao do mesmo período homologo do ano passado. A envolvente macro-económica foi desfavorável para a Sonae Indústria pois a desvalorização cambial de 12% do dólar canadiano contra o euro entre o 1º semestre de 2003 face ao 1º semestre de 2002, determinaram uma redução do contributo do volume de negócios da operação Canadiense para o consolidado da Sonae Indústria;
- A forte desvalorização da moeda Brasileira, registrada neste 1º semestre face ao mesmo período homologo do ano passado, continua a ser o factor mais negativo. Apesar do volume de negócios do mercado brasileiro ter aumentado em 38% face ao mesmo período do ano passado, quando traduzidos em Euros, existiu uma diminuição das vendas de 15%.
- O mercado Sul Africano foi o único que registou uma valorização da moeda local face ao Euro. A prestação da Sonae Indústria neste mercado foi positiva, com um aumento de 26%, no volume de negócios quando comparado com o semestre homólogo do ano anterior.
O volume de negócios consolidado da Sonae Indústria no 1º semestre de 2003 foi de EUR 748.4 milhões, uma variação negativa de 2,6%, em valor, relativamente ao período homólogo de 2002, não obstante o crescimento de 5% em volume. A conjugação da influência adversa da conjuntura económica internacional, a valorização, neste período, do Euro relativamente à maioria das moedas e a forte pressão sobre os preços de venda na generalidade dos mercados são responsáveis por uma progressão do valor de vendas dissonante com o esforço de penetração de mercado que o Grupo conseguiu. Só o efeito cambial, de per si, retirou cerca de Euro 30 milhões ao Volume de Negócios por comparação com as taxas de referência do 1º Semestre de 2003.
2. Actividade Operacional
A margem EBITDA consolidada do Grupo SONAE INDÚSTRIA a 30 de Junho de 2003 foi de 10,1% do volume de negócios, inferior à margem homóloga do 1º semestre de 2002 (11,6%).

Apesar do aumento da taxa de utilização dos activos produtivos, em dois dígitos percentuais, aliada a uma redução dos custos operacionais, tanto variáveis como fixos, a evolução desfavorável da margem EBITDA resulta dos seguintes factores:
- pressão sobre os preços de venda da generalidade dos produtos e na generalidade dos mercados. O preço de venda de alguns produtos sofreu uma diminuição superior a 10%, quando comparado com o período homologo do ano passado.
- aumento do preço dos químicos, segundo custo produtivo mais importante, após a madeira. Parte deste aumento deveu-se ao aumento generalizada do preço do petróleo e derivados, quando comparados com o 1º Semestre de 2002;
- evolução cambial: face ao 1º semestre de 2002, o dólar canadiano desvalorizou-se em média 12,0% face ao Euro, a libra esterlina desvalorizou-se em média 9,3% e o real brasileiro 38,6%. Este cenário cambial negativo, provocou uma perda aproximada de 5 milhões de Euros no cash Flow Operacional da Sonae Indústria.
Em termos consolidados, o cash flow operacional ascendeu a EUR 75.4 milhões, uma variação de –15,4% face ao semestre homólogo de 2002. Os resultados operacionais consolidados foram de EUR 3,1 milhões (EUR 12,0 milhões no 1º semestre de 2002) e os resultados correntes foram negativos em EUR 39,3 milhões (EUR –36,6 milhões no 1º Semestre de 2002). Os resultados financeiros melhoraram em 12,8% (cerca de EUR 6,2 milhões) por uma redução dos custos financeiros de cerca de EUR 3 milhões e por menores perdas cambiais de cerca de EUR 4 milhões.
Os resultados extraordinários foram positivos em EUR 6,4 milhões, inferiores aos do ano passado (EUR 13,3 milhões).
Consequentemente os resultados líquidos antes de impostos cifraram-se em EUR –33,5 milhões, menos EUR 9,4 milhões que o mesmo período homologo do ano anterior.
O resultado líquido consolidado do exercício, foi negativo em EUR 41,5 milhões, inferior em EUR 3,4 milhões face ao mesmo período homólogo de 2002.
No seguimento do processo de focalização do negócio da Sonae Indústria, no final de Junho de 2003 foi assinado um acordo para a transferência a curto prazo da participação na Plysorol para uma empresa do universo da Sonae Capital, pelo que esta deixou de ser consolidada nas contas da Sonae Indústria. Também no final de Junho, algumas subsidiárias celebraram contratos de cessão de créditos, associados a contas a receber, no montante aproximado de EUR 72,3 milhões.

3. Análise das contas consolidadas
3.1 Demonstração de Resultados
| EUR milhões | 1º S 02 | 1º S 03 | ∆ vs. 1º S 02 |
|---|---|---|---|
| Volume de Negócios | 768,3 | 748,4 | -2,6% |
| Cash Flow Operacional | 89,1 | 75,4 | -15,4% |
| Margem EBITDA % | 11,6% | 10,1% | -13,1% |
| Resultados Operacionais | 12,0 | 3,1 | -74,3% |
| Resultados Financeiros | (48,5) | (42,3) | -12,8% |
| Resultados Correntes | (36,6) | (39,3) | 7,4% |
| Resultados Extraordinários | 13,3 | 6,4 | -51,7% |
| Empresas Associadas | (0,9) | (0,7) | -23,6% |
| Resultados antes de Impostos | (24,1) | (33,5) | 38,8% |
| Impostos | (9,8) | (6,3) | -35,7% |
| Interesses Minoritários | 4,2 | 1,8 | -58,4% |
| Resultado Líquido do Exercício | (38,1) | (41,5) | 9,0% |
Apesar do volume de vendas ter aumentado mais de 5%, em termos consolidados, o volume de negócios no primeiro semestre de 2003 cifrou-se em EUR 748,4 milhões, uma diminuição de 2,6% face ao do período homólogo do ano anterior.
Apesar de existirem melhorias operacionais internas na Sonae Indústria, quando comparamos ambos os períodos, não foram suficientes para melhorar a margem EBITDA. O Cash Flow operacional foi de EUR 75,4 milhões menos 15,4% face ao mesmo período homólogo do ano passado. Esta variação não acompanhou a variação do volume de negócios. Como já foi referido anteriormente, a forte pressão sobre os preços de venda, aliada à desvalorização das moedas nos Países onde a Sonae Indústria tem actividade operacional, provocou uma diminuição na margem EBITDA que passou de 11,6% para 10,1%.
Em termos consolidados, os resultados operacionais consolidados foram de EUR 3,1 milhões, um diminuição de 74,3% face ao período homólogo do ano anterior. Os resultados correntes foram negativos em EUR 39,3 milhões, inferiores em 7,4% face ao primeiro semestre de 2002. Os resultados financeiros melhoraram em 12,8% (cerca de EUR 6,3 milhões) por uma redução dos custos financeiros de cerca de EUR 3 milhões e por menores perdas cambiais de cerca de EUR 4 milhões.
Os resultados extraordinários foram positivos em EUR 6,4 milhões, inferiores aos do ano passado (EUR 13,3 milhões). Consequentemente os resultados líquidos antes de impostos

cifraram-se em EUR –33,5 milhões, menos EUR 9,4 milhões que o mesmo período homologo do ano anterior.
O resultado líquido consolidado do exercício, foi negativo em EUR 41,5 milhões, inferior em EUR 3,4 milhões face ao mesmo período homólogo de 2002.
3.2 Balanço
| EUR milhões | 1º S 02 | 1º S 03 | D vs. 1º S 02 |
|---|---|---|---|
| 1 Imobilizado Líquido |
1.664,9 | 1.485,0 | -10,8% |
| Activo Corrente | 781,1 | 733,9 | -6,0% |
| Total do Activo | 2.446,0 | 2.218,9 | -9,3% |
| 1 Capitais Próprios |
296,1 | 223,1 | -24,6% |
| Interesses Minoritários | 165,3 | 164,5 | -0,5% |
| Passivo de Longo Prazo | 1.078,7 | 1.077,1 | -0,1% |
| Passivo de Curto Prazo | 906,0 | 754,3 | -16,7% |
| Total do Passivo | 1.984,6 | 1.831,3 | -7,7% |
1 Tal como em 2001 e 2002, as Diferenças de Consolidação foram anuladas por contrapartida de Reservas. Caso esta anulação não tivesse sido efectuada, o Imobilizado Incorpóreo e os Capitais Próprios em 30 de Junho de 2003 seriam superiores em EUR 187.807.739 e os resultados do período inferiores em EUR 4.606.644.
Os activos líquidos consolidados da Sonae Indústria passaram de EUR 2.446 milhões no final do primeiro semestre de 2002 para EUR 2.219 milhões no final do primeiro semestre de 2003. O endividamento líquido consolidado ascendeu a EUR 629,9 milhões, face a um endividamento líquido EUR 756,3 milhões no período homólogo de 2002.
No final do primeiro semestre, o grau de cobertura do activo pelos capitais próprios, acrescidos dos interesses minoritários, era de 5,7 vezes, face aos 5,3 do período homólogo do ano anterior e o rácio do endividamento líquido para o total dos capitais próprios e interesses minoritários era de 163%.
A Liquidez Geral no final do primeiro semestre de 2003 é de 97%, representando uma melhoria face ao valor de 86%, relativo ao mesmo período homologo de 2002 e a Autonomia Financeira teve uma pequena variação, passando de –1,6% para –1,8%, no mesmo período anteriormente referido.

4. Estrutura patrimonial e alterações na árvore de participações da SONAE INDÚSTRIA
Terminado o ciclo de grandes investimentos na capacidade produtiva das suas subsidiárias, a sociedade tem prosseguido com uma racionalização do seu portfolio de participações, tendo em conta a tendência estratégica de centralização no seu core business.
Neste âmbito, há a destacar as seguintes operações realizadas neste primeiro semestre de 2003:
- a) Alienação da participação na Imoplamac, SA por EUR 620 mil, à data de 1 de Janeiro de 2003;
- b) Alienação da participação na NAB, SA por EUR 231 210 , à data de 30 de Junho de 2003;
- c) Alienação da participação na Imocapital, SGPS, SA à Socelpac, SGPS, S. A., por EUR 119 750 mil, à data de 28 de Maio de 2003;
- d) Aumento de capital da Socelpac, SGPS, SA no montante de EUR 119 950 mil, à data de 28 de Maio de 2003;
- e) Aumento de capital da Sonae UK, Ltd., no montante de GBP 38 milhões, à data de 1 de Janeiro de 2003;
- f) Aumento de capital da Tafisa UK, Ltd., no montante de GBP 38 milhões, à data de 1 de Janeiro de 2003;
- g) Redução de capital da Tafiber Tableros de Fibras Ibéricas, S. L., no montante de EUR 18 578 484, seguido de aumento de capital, no montante de EUR 21 milhões, à data de 30 de Junho de 2003;
- h) Redução de capital da Taiber Tableros Aglomerados Ibéricos, S. L., no montante de EUR 17 155 613 seguido de aumento de capital, no montante de EUR 12 000 110 , à data de 30 de Junho de 2003;
- i) Redução de capital da Portucel Embalagem Empresa Produtora de Embalagem de Cartão, S. A., no montante de EUR 20 milhões, à data de 13 de Março de 2003;
- j) Redução de capital da Portucel Viana Empresa Produtora de Papéis Industriais, S. A., no montante de EUR 100 milhões, à data de 16 de Janeiro de 2003;
- k) Aquisição de 6 400 acções representativas do capital social da Tableros de Fibras, S. A., por EUR 22 597 , elevando desta forma para 3,7% o número de acções próprias detidas por esta sociedade;
- l) Liquidação da Resoflex Lda. à data de 30 de Junho de 2003;

5. Perspectivas para o segundo semestre de 2003
No final deste 1º semestre de 2003, a conjuntura económica global continua insatisfatória. O crescimento dos EUA e da Europa Ocidental desde o início desta década, permanece bastante inferior ao registado na segunda metade da década de 90. Poucos países, com a excepção da China, Rússia e de alguns dos Países de Leste que vão aderir à CEE, possuem actualmente uma economia em expansão e mesmo nestes casos o impacto que se sente nos países onde a Sonae Indústria opera é quase inexistente.
A incerteza do futuro das tensões geo políticas, conjuntamente com o fim da Guerra no Iraque associados com o aumento progressivo dos preços do petróleo podem vir a limitar o crescimento próximo da economia mundial. Porém, na sequência do corte das taxas de referência pelo BCE, no início de Junho, para o mínimo histórico de 2%, seguindo a mesma orientação da Reserva Federal Norte Americana, espera-se uma retoma do crescimento da economia nos próximos meses. Segundo a Comissão Europeia e a OCDE, existirá um crescimento moderado na Europa, no 2º semestre deste ano, não ultrapassando 0,4% no final do ano, devendo crescer para um valor próximo de 1,5% no ano de 2004. Quanto aos EUA, este crescimento em 2004 poderá, atingir os 4%, afirmam as mesmas fontes.
No sector residencial e não residencial, onde o consumo de derivados de madeira estão correlacionados, não se espera mudanças significativas neste segundo semestre face ao primeiro. Para o ano de 2004, espera-se uma diminuição de 0,2% no sector residencial e um aumento com o mesmo valor percentual no sector não residencial, segundo dados Euroconstruct.
Assim, é expectável que o sector de produção de painéis derivados de madeira continue a ser ter a sua actividade condicionada, nos mercados Europeus.
Condicionada por este contexto económico globalmente desfavorável, o Grupo Sonae Indústria prosseguirá a sua estratégia de consolidação industrial e de presença nos diversos mercados onde actua, nomeadamente através da:
- Gestão eficiente da sua capacidade produtiva;
- Focalização na geração de cash flow operacional, mantendo um cumprimento estrito das normas ambientais internacionalmente aceites e potenciação uma gestão florestal sustentável;
- Eficiente gestão dos activos intangíveis, seja a nível logístico, gestão de compras, força comercial e de vendas, bem como ao nível dos sistemas informáticos de gestão em geral;

- Melhor utilização dos capitais empregues, seja através do aumento da produtividade e optimização do fundo de maneio, seja através da gestão de outros activos que não garantam a melhor rentabilidade e/ou que sejam consumidores de recursos financeiros.
Maia, 15 de Setembro de 2003 O Conselho de Administração

GRUPO INDUSTRIA
Balanço Consolidado em 30 de Junho de 2003
| Euros | ||||
|---|---|---|---|---|
| 03.06.30 | 02.06.30 | |||
| Activo | Activo | Amortizações | Activo | Activo |
| Bruto | e Provisões | Liquido | Liquido | |
| IMOBILIZADO | ||||
| Imobilizações incorpóreas: | ||||
| Despesas de instalação | 73.049.776 | 41.757.457 | 31.292.319 | 41.392.511 |
| Despesas investigação e desenvolvimento | 13.594.549 | 9.450.445 | 4.144.104 | 4.364.837 |
| Propriedade industrial e outros direitos | 5.442.130 | 4.896.162 | 545.968 | 2.267.042 |
| Imobilizações em curso | 708.581 | 708.581 | 588.305 | |
| 92.795.036 | 56.104.064 | 36.690.972 | 48.612.695 | |
| Imobilizações corpóreas: | ||||
| Terrenos e recursos naturais | 69.168.063 | 1.722.752 | 67.445.311 | 67.638.054 |
| Edificios e outras construções | 446.145.103 | 111.871.059 | 334.274.044 | 377.894.924 |
| Equipamento básico | 1.793.287.964 | 818.402.703 | 974.885.261 | 1.035.447.668 |
| Equipamento de transporte | 21.960.611 | 19.288.254 | 2.672.357 | 3.654.422 |
| Ferramentas e utensílios Equipamento administrativo |
5.382.636 52.856.463 |
3.336.805 37.667.367 |
2.045.831 15.189.096 |
1.278.236 41.799.163 |
| Taras e vasilhame | 23.392 | 13.398 | 9.994 | 5.362 |
| Outras imobilizações corpóreas | 28.226.199 | 23.561.410 | 4.664.789 | 5.808.868 |
| Imobilizações em curso | 30.818.823 | 30.818.823 | 54.439.383 | |
| Adiantamentos por conta de imobilizações corpóreas | 1.560.647 | 1.560.647 | 3.560.261 | |
| 2.449.429.901 | 1.015.863.748 | 1.433.566.153 | 1.591.526.341 | |
| Investimentos financeiros: | ||||
| Partes de capital em empresas associadas | 58.711.283 | 45.321.070 | 13.390.213 | 20.443.538 |
| Empréstimos a empresas associadas | 15.498.801 | 14.969.145 | 529.656 | 2.677.758 |
| Partes de capital em outras empresas participadas | 141.633 | 141.633 | 104.633 | |
| Títulos e outras aplicações financeiras | 201.334 | 146.074 | 55.260 | 246.256 |
| Outros empréstimos concedidos | 331.669 | 331.669 | 328.537 | |
| Adiantamentos por conta investimentos financeiros | 319.117 | 319.117 | 1.004.236 | |
| 75.203.837 | 60.436.289 | 14.767.548 | 24.804.958 | |
| CIRCULANTE | ||||
| Existências: | ||||
| Matérias primas, subsidiárias e de consumo | 108.296.681 | 4.140.291 | 104.156.390 | 113.037.613 |
| Produtos e trabalhos em curso | 6.404.413 | 6.404.413 | 7.112.515 | |
| Subprodutos, desperdícios, resíduos e refugos | 745.693 | 745.693 | 10.885.774 | |
| Produtos acabados e intermédios | 84.789.201 | 1.584.271 | 83.204.930 | 86.850.317 |
| Mercadorias | 7.310.240 | 232.396 | 7.077.844 | 15.914.886 |
| Adiantamentos por conta de compras | 12.698 | 12.698 | ||
| 207.558.926 | 5.956.958 | 201.601.968 | 233.801.105 | |
| Dívidas de terceiros - Médio e longo prazo: | ||||
| Clientes de cobrança duvidosa | 378.000 | 376.296 | 1.704 | |
| Empresas associadas | 82.830 | 82.830 | 101.176 | |
| Outros devedores | 1.161.683 | 124.972 | 1.036.711 | 998.225 |
| 1.622.513 | 501.268 | 1.121.245 | 1.099.401 | |
| Dívidas de terceiros - Curto prazo: | ||||
| Clientes, c/c | 158.415.669 | 4.626.651 | 153.789.018 | 243.518.699 |
| Clientes - Títulos a receber | 34.722.050 | 1.332 | 34.720.718 | 47.089.539 |
| Clientes de cobrança duvidosa | 19.411.308 | 16.378.227 | 3.033.081 | 3.533.149 |
| Empresas associadas | 33.981.453 | 33.981.453 | 12.804.462 | |
| Outros accionistas | 45.502 | |||
| Adiantamentos a fornecedores | 1.692.015 | 1.692.015 | 1.998.366 | |
| Adiantamentos a fornecedores de imobilizado | 163 | 163 | 9.978 | |
| Estado e outros entes públicos | 23.411.959 | 23.411.959 | 33.737.664 | |
| Outros devedores | 51.730.116 | 722.890 | 51.007.226 | 53.337.128 |
| 323.364.733 | 21.729.100 | 301.635.633 | 396.074.487 | |
| Títulos negociáveis: | ||||
| Acções em empresas associadas | 33.321.734 | 33.321.734 | ||
| Outros títulos negociáveis | 3.263.840 | 9.516 | 3.254.324 | 1.256.764 |
| Outras aplicações de tesouraria | 6.756.580 | 6.756.580 | 138.256 | |
| 43.342.154 | 9.516 | 43.332.638 | 1.395.020 | |
| Depósitos bancários e caixa: | ||||
| Depósitos bancários | 94.911.454 | 94.911.454 | 58.319.848 | |
| Caixa | 2.414.956 | 2.414.956 | 1.055.660 | |
| 97.326.410 | 97.326.410 | 59.375.508 | ||
| ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS | ||||
| Acréscimos de proveitos | 70.032.793 | 70.032.793 | 71.434.239 | |
| Custos diferidos | 18.841.625 | 18.841.625 | 17.871.558 | |
| 88.874.418 | 88.874.418 | 89.305.797 | ||
| Total de amortizações | 1.071.967.812 | |||
| Total de provisões | 88.633.131 | |||
| Total do activo | 3.379.517.928 | 2.218.916.985 | 2.445.995.312 | |
O Conselho de Administração
GRUPO INDUSTRIA
Balanço Consolidado em 30 de Junho de 2003
| Euros | ||
|---|---|---|
| Capital Próprio e Passivo | 03.06.30 | 02.06.30 |
| CAPITAL PRÓPRIO | ||
| Capital | 500.000.000 | 500.000.000 |
| Prémios de emissão de acções | 135.339.049 | 135.339.049 |
| Ajustamento de partes de capital em filiais e associadas | 11.297.822 | 12.462.329 |
| Reservas de reavaliação | 4.648.437 | 5.376.591 |
| Reservas: | ||
| Reservas legais | 3.297.117 | 3.297.117 |
| Reservas estatutárias | 0 | |
| Reservas contratuais | 0 | |
| Outras reservas | -389.912.629 | -322.293.537 |
| 264.669.796 | 334.181.549 | |
| Resultado líquido do exercício | -41.546.199 | -38.107.710 |
| Total do capital próprio | 223.123.597 | 296.073.839 |
| Interesses Minoritários | 164.462.430 | 165.277.718 |
| PASSIVO | ||
| Provisões para riscos e encargos: | ||
| Provisões para pensões | 22.480.376 | 22.504.927 |
| Provisões para impostos | 520.284 | 537.106 |
| Outras provisões para riscos e encargos | 34.613.590 | 46.045.734 |
| 57.614.250 | 69.087.767 | |
| Dívidas a terceiros - Médio e longo prazo: | ||
| Empréstimos por obrigações: | ||
| Não convertíveis | 23.140.934 | 51.081.744 |
| Dívidas a instituições de crédito | 593.571.733 | 522.027.191 |
| Fornecedores, c/c | 2.504 | 2.924 |
| Empresas associadas Outros empréstimos obtidos |
384.615.231 3.102.633 |
422.371.717 3.644.277 |
| Fornecedores de imobilizado, c/c | 12.661.252 | 18.261.355 |
| Estado e outros entes públicos | 9.484.276 | 8.581.043 |
| Outros credores | 50.500.074 | 52.693.595 |
| 1.077.078.637 | 1.078.663.846 | |
| Dívidas a terceiros - Curto prazo: | ||
| Dívidas a instituições de crédito | 150.328.307 | 238.379.902 |
| Adiantamentos por conta de vendas | 1.911 | 406 |
| Fornecedores, c/c | 122.554.182 | 114.086.540 |
| Fornecedores - Facturas em recepção e conferência | 21.655.152 | 23.355.747 |
| Fornecedores - Títulos a pagar | 22.178.056 | 26.211.216 |
| Fornecedores de imobilizado - Títulos a pagar | 223.907 | 284.506 |
| Empresas associadas | 77.796.524 | 91.063.896 |
| Outros accionistas | 46 | |
| Adiantamentos de clientes | 833.796 | 566.205 |
| Outros empréstimos obtidos | 510.902 | 1.948.058 |
| Fornecedores de imobilizado, c/c | 10.615.402 | 25.338.517 |
| Estado e outros entes públicos | 29.058.937 | 40.037.952 |
| Outros credores | 59.266.065 | 90.463.447 |
| 495.023.187 | 651.736.392 | |
| Acréscimos e diferimentos Acréscimos de custos |
104.510.445 | 119.942.278 |
| Proveitos diferidos | 97.104.439 | 65.213.472 |
| 201.614.884 | 185.155.750 | |
| Total do passivo | 1.831.330.958 | 1.984.643.755 |
| Total do capital próprio, dos interesses minoritários e do passivo | 2.218.916.985 | 2.445.995.312 |
O Conselho de Administração
GRUPO INDUSTRIA
Demonstração Consolidada dos Resultados do 1º.Semestre de 2003
| Euros | ||||
|---|---|---|---|---|
| 03.06.30 | 02.06.30 | |||
| CUSTOS E PERDAS | ||||
| Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas: Mercadorias |
27.656.026 | 23.726.077 | ||
| Matérias | 319.442.934 | 347.098.960 | 321.534.221 | 345.260.298 |
| Fornecimentos e serviços externos | 198.900.661 | 192.507.023 | ||
| Custos com o pessoal: | ||||
| Remunerações Encargos sociais: |
102.769.931 | 106.072.649 | ||
| Pensões | 2.629.575 | 2.172.878 | ||
| Outros | 32.232.564 | 137.632.070 | 32.864.425 | 141.109.952 |
| Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo | 68.179.394 | 71.638.746 | ||
| Provisões | 4.121.770 | 72.301.164 | 5.455.526 | 77.094.272 |
| Impostos | 7.103.318 | 7.222.151 | ||
| Outros custos e perdas operacionais | 922.295 | 8.025.613 | 874.011 | 8.096.162 |
| (A) | 763.958.468 | 764.067.707 | ||
| Amortizações e provisões de aplicações e investimentos financeiros | ||||
| Juros e custos similares: | ||||
| Relativos a empresas associadas | 12.144.700 | 10.213.090 | ||
| Outros | 41.025.960 | 53.170.660 | 45.946.073 | 56.159.163 |
| (C) Perdas relativas a empresas associadas |
817.129.128 722.850 |
820.226.870 920.145 |
||
| Custos e perdas extraordinárias | 25.098.578 | 25.159.117 | ||
| (E) | 842.950.556 | 846.306.132 | ||
| Imposto corrente | 4.381.978 | 7.104.941 | ||
| Imposto diferido | 1.891.233 | 2.649.670 | ||
| (G) | 849.223.767 | 856.060.743 | ||
| Interesses minoritários | 1.752.844 | 4.208.613 | ||
| Resultado consolidado líquido do exercício | -41.546.199 | -38.107.710 | ||
| Proveitos e ganhos | 809.430.412 | 822.161.646 | ||
| Vendas: Mercadorias |
32.764.136 | 27.099.576 | ||
| Produtos | 710.350.312 | 738.947.147 | ||
| Prestações de serviços | 5.274.059 | 748.388.507 | 2.275.338 | 768.322.061 |
| Variação da produção | 7.650.773 | -6.338.911 | ||
| Trabalhos para a própria empresa | 373.582 | 2.399.790 | ||
| Proveitos suplementares Subsídios à exploração |
7.006.740 168.431 |
4.377.935 308.577 |
||
| Outros proveitos e ganhos operacionais | 3.440.096 | 10.615.267 | 6.954.990 | 11.641.502 |
| (B) | 767.028.129 | 776.024.442 | ||
| Ganhos de participações de capital: | ||||
| Relativos a empresas associadas | 30.000 | |||
| Relativos a outras empresas | ||||
| Rendimentos de títulos negociáveis e de outras aplicações financeiras: | ||||
| Relativos a empresas associadas Outros |
1.559 991.807 |
394 2.732 |
||
| Outros juros e proveitos similares: Relativos a empresas associadas |
39.110 | 104.176 | ||
| Outros | 9.770.836 | 10.833.312 | 7.524.772 | 7.632.074 |
| (D) | 777.861.441 | 783.656.516 | ||
| Ganhos relativos a empresas associadas Proveitos e ganhos extraordinários |
40.397 31.528.574 |
26.556 38.478.574 |
||
| (F) | 809.430.412 | 822.161.646 | ||
| Resumo: | ||||
| Resultados operacionais: (B) - (A) = | 3.069.661 | 11.956.735 | ||
| Resultados financeiros: [(D) - (B)] - [(C) - (A)] = | -42.337.348 | -48.527.089 | ||
| Resultados correntes: (D) - (C) = | -39.267.687 | -36.570.354 | ||
| Resultados antes de impostos: (F) - (E) = Resultado consolidado com os interesses minoritários do exercício: (F) - (G) = |
-33.520.144 -39.793.355 |
-24.144.486 -33.899.097 |
O Conselho de Administração

SONAE INDÚSTRIA, SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, S.A.
ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS CONSOLIDADOS
A informação constante deste anexo segue a estrutura e numeração propostas pelo Plano Oficial de Contabilidade, sendo apenas apresentadas as notas cuja informação é relevante para a leitura das demonstrações financeiras consolidadas do Grupo Sonae Indústria, SGPS, SA.
0 - POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS E CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS ADOPTADOS
As contas consolidadas foram elaboradas de acordo com os princípios contabilísticos e normas de consolidação do Plano Oficial de Contabilidade, com a alteração introduzida pelo decreto-lei n.º 238/91, de 2 de Julho.
As políticas contabilísticas e os critérios valorimétricos mais significativas utilizadas na elaboração das contas consolidadas foram as seguintes:
(a) Custo histórico
As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas ao custo histórico, modificado por reavaliações legais ou económicas de imobilizações corpóreas específicas, e com base no princípio da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação (notas 1 e 3), mantidos de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal.
(b) Bases de consolidação
As demonstrações financeiras consolidadas incluem a sociedade mãe e as suas filiais (notas 1 a 3). Os resultados das filiais adquiridas ou vendidas durante o período estão incluídos na demonstração de resultados desde a data da sua aquisição ou até à data da sua venda. São efectuados ajustamentos na consolidação, quando necessário, por forma a adaptar as

políticas contabilísticas das associadas às definidas pelo Grupo. Os saldos, as transacções e os lucros entre empresas do Grupo foram eliminados.
(c) Investimentos financeiros
As sociedades em que o Grupo participe em mais de 20% mas em menos de 50% do capital social e nas quais o Grupo pode exercer influência significativa foram incluídas nas contas como empresas associadas pelo método de equivalência patrimonial. A parte do resultado líquido das associadas atribuível ao Grupo está incluída na demonstração de resultados. A parte de outros movimentos nos capitais próprios das associadas ocorridos após a aquisição e atribuíveis ao Grupo aparece relevada nos capitais próprios consolidados. São efectuados ajustamentos na consolidação quando necessário para adaptar as políticas contabilísticas das associadas às definidas pelo Grupo. As transacções e os lucros com empresas associadas são eliminados na consolidação, proporcionalmente.
As participações financeiras em empresas do grupo e associadas que sejam excluídas da consolidação nos termos estabelecidos no art.º. 4º do decreto-lei n.º 238/91, bem como as participações em empresas participadas, são relevadas ao custo de aquisição (notas 2 e 4).
(d) Títulos negociáveis
Os títulos negociáveis e outras aplicações de tesouraria são valorizadas ao custo de aquisição, que inclui os gastos adicionais de compra.
(e) Activo imobilizado corpóreo
O activo imobilizado corpóreo é apresentado ao seu custo de aquisição, incluindo as sucessivas reavaliações legais, acrescido das despesas imputáveis à compra.
Os subsídios recebidos ou a receber relativos a activos específicos são apresentados em proveitos diferidos e posteriormente considerados proveitos ao longo da vida útil dos respectivos bens. Os subsídios não identificáveis com activos específicos são considerados proveitos no exercício em que são recebidos.

(f) Depreciação
A depreciação é calculada em duodécimos pelo método das quotas constantes em função da vida útil de cada tipo de activo. As taxas de depreciação anual mais importantes são as seguintes:
| % | |
|---|---|
| Edifícios e outras construções | 2 |
| Equipamento básico | 6,6 |
| Equipamento de transporte | 20 |
| Equipamento administrativo | 10 |
| Imobilizações incorpóreas | 20 |
(g) Propriedade Industrial e Outros Direitos
As marcas e patentes são apresentadas ao custo e amortizadas ao longo da vida útil do correspondente activo ou da duração da patente ou marca, dos dois a mais baixa.
(h) Diferenças de consolidação
As diferenças de consolidação, calculadas na data de aquisição de investimentos financeiros em empresas do grupo e associadas, e que correspondem ao excesso do valor de aquisição sobre o valor atribuível aos activos líquidos adquiridos, são registados directamente nos capitais próprios como uma redução do saldo da rubrica "Outras Reservas" (ver nota 11).
(i) Capitalização de encargos financeiros
Os encargos financeiros relacionados com activos específicos, incorridos até ao momento de entrada em funcionamento do respectivo bem, são capitalizados, nomeadamente os encargos financeiros relativos a empréstimos bancários e de empresas do grupo, destinados ao financiamento do activo imobilizado em curso. Estes encargos capitalizados são amortizados ao longo do período médio estimado de amortização daqueles activos fixos, que é de 15 anos (nota 28).

(j) Despesas de instalação, de investigação e desenvolvimento
As despesas de instalação, de investigação e desenvolvimento de projectos específicos com expectativa razoável de sucesso comercial são capitalizadas desde que se considere serem os proveitos futuros estimados superiores aos custos de desenvolvimento já incorridos ou estimados incorrer e aos respectivos custos de produção, distribuição e administrativos. Estas despesas capitalizadas são amortizadas por um período de cinco anos (nota 25).
(k) Existências
As existências são apresentadas ao mais baixo entre o custo e o valor líquido de realização. O custo é na generalidade calculado utilizando o critério da média ponderada e os seguintes métodos:
Mercadorias e Matérias-primas
- custo médio das existências, incluindo custos de transporte, despacho e manuseamento;
Produtos em Curso de Fabrico e Produtos Acabados
- incluem todos os custos directos de produção e encargos gerais de fabrico imputados com base num nível normal de actividade, com excepção das amortizações de imobilizado.
(l) Activos e passivos em moedas estrangeiras
Os activos e passivos denominados em moedas estrangeiras são convertidos para euros às taxas de câmbio em vigor no final do período. Os resultados das filiais estrangeiras são convertidos à taxa de câmbio média do período. As diferenças ocorridas na conversão da situação líquida inicial das subsidiárias são registadas numa reserva de conversão monetária, a qual está incluída na rubrica "Outras reservas".
Nos casos em que os saldos no fim do período estão regulados por contratos de compra a prazo de moeda estrangeira, a taxa de câmbio definida nesses contratos é utilizada para converter as suas componentes em euros.

As taxas de câmbio utilizadas no período para a conversão em euros das contas das filiais estrangeiras foram as constantes na nota n.º 24.
(m) Interesses minoritários
Os montantes dos capitais próprios das empresas filiais consolidadas, atribuíveis às acções ou partes detidas por pessoas estranhas às empresas incluídas na consolidação, são inscritos no balanço consolidado na rubrica "Interesses minoritários".
Os interesses minoritários sobre o resultado líquido das filiais consolidadas são identificados e ajustados por dedução ao resultado do Grupo e inscritos na demonstração de resultados consolidada na rubrica "Interesses minoritários".
(n) Impostos sobre o rendimento
A estimativa de imposto sobre o rendimento para o período findo em 30 de Junho de 2003 é calculada com base no resultado líquido ajustado de acordo com a legislação fiscal, considerando cada uma das filiais isoladamente ou os grupos de consolidação fiscal, quando existentes, e considera, quando existem situações relevantes, a tributação diferida.
Os impostos diferidos, quando relevantes, são calculados com base no método da responsabilidade de balanço e referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos activos e passivos para efeitos de relato contabilístico e os seus respectivos montantes para efeitos de tributação.
Os activos e passivos por impostos diferidos são calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação que se espera estarem em vigor à data da reversão das diferenças temporárias.
Os activos por impostos diferidos associados a prejuízos fiscais reportáveis são registados unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para os utilizar.

(o) Locação financeira
Os activos sob contratos de locação financeira, bem como as correspondentes responsabilidades estão reflectidas no balanço consolidado, de acordo com o disposto na Directriz Contabilística n.º 10 (nota 47).
(p) Provisões
As provisões são constituídas pelos valores efectivamente necessários para fazer face a riscos estimados.
(q) Especialização de exercícios
As empresas do grupo registam os seus custos e proveitos de acordo com o princípio da especialização de exercícios, pelo qual os custos e proveitos são reconhecidos à medida que são gerados, independentemente do momento em que são pagos ou recebidos.
I - INFORMAÇÕES RELATIVAS ÀS EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO E A OUTRAS
NOTA 1. EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO
| FIRMA | SEDE SOCIAL | % DE CAPITAL | CONDIÇÕES | |||
|---|---|---|---|---|---|---|
| DETIDO | DE | |||||
| INCLUSÃO | ||||||
| 30.06.2003 | 30.06.2002 | |||||
| Directo | Total | Directo | Total | |||
| Agloma – Financial Investments, B. V. | Ilhas Caimão | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) |
| Agloma - Sociedade Industrial de Madeira Aglomerada, S.A. | Oliveira do Hospital | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) |
| Casca - Sociedade de Revestimento, S.A. | Águeda | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) |
| Celnave – Agência de Navegação, Lda. | Viana do Castelo | 100,00% | 32,50% | 100,00% | 32,50% | c) |
| Celpap – Terminal de Celulose e Papel de Portugal, Lda. | Viana do Castelo | 100,00% | 32,50% | 100,00% | 32,50% | c) |
| Cia. De Industrias y Negocios, S.A. | Madrid (Espanha) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) |
| Emprobal – Empr. Prod. e Comercial. de Embalagens, Lda. | Funchal | 60,00% | 19,50% | 60,00% | 19,50% | c) |
| Euro Decorative Boards Ltd. | Peterlee (U.K.) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) |
| Euromegantic Lteé | Québec (Canadá) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) |
| Euroresinas - Indústrias Quimicas, S.A. | Maia | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) |
| Explotaciones Comerciales, Industriales y de Servicios, S.A. | Madrid (Espanha) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) |
| Explotaciones Madereras Catalanas, S. A. | Barcelona (Espanha) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) |

| Gescartão, SGPS, SA | Viana do Castelo | 65,00% | 32,50% | 65,00% | 32,50% | c) | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Glunz AG | Hamm (Alemanha) | 98,17% | 93,02% | 97,52% | 92,96% | a) | |
| Gollin GmbH | Bad Oeynhausen (Alemanha) | 90,00% | 83,71% | 90,00% | 83,66% | a) | |
| Imocapital, SGPS, SA | Maia | 50,00% | 50,00% | 50.00% | 50,00% | b) | |
| Industrias Quimicas del Carbono, S.A. | Valencia (Espanha) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Isoroy Casteljaloux | Casteljaloux (França) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Isoroy Chatellerault | Labruguière (França) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Isoroy Diffusion, SNC | Alfortville (França) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Isoroy Le Creusot, SAS | Torcy (França) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Isoroy Panneaux de Fibres, S.A. | St.Dizier (França) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Isoroy Transformation | St. Dizier (França) | 99,99% | 94,74% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Isoroy, SAS | Boulogne (França) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Lepe – Empresa Portuguesa de Embalagens, SA | Marinha Grande | 100,00% | 32,50% | 100,00% | 32,50% | c) | |
| 2) | Leroy Gabon S.A. | Libreville (Gabão) | 99,99% | 94,74% | 99,99% | 94,68% | a) |
| Maichave – Consultoria e Gestão, SA | Maia | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) | |
| Maiequipa - Gestão Florestal, S.A. | Maia | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) | |
| Manipulaciones Florestales, S.A. | Madrid (Espanha) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Megantic B.V. | Amsterdam (Países Baixos) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Movelpartes – Comp. para a Indústria do Mobiliário, S.A. | Paredes | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) | |
| 1) | NAB – Sociedade Imobiliária, Lda | Maia | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) |
| Novobord (Pty) Ltd. | Rosebank (África do Sul) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| 2) | Placage Okoumé du Gabon | Libreville (Gabão | 99,87% | 94,63% | 89,76% | 84,99% | a) |
| 2) | Plysorol SAS | Niort (França) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) |
| 2) | Plysorol SNC | Lisieux (França) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) |
| Poliface – Componentes e Sist.para Mob. e Construção, S.A. | Maia | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) | |
| Poliface Componentes y Sist.para Mobil. y Construccion, S.L. | Madrid (Espanha) | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) | |
| Portucel Embalagem – Empr. Produtora Embal. de Cartão, SA | Albarraque | 100,00% | 32,50% | 100,00% | 32,50% | c) | |
| Portucel Recicla – Indústria de Papel Reciclado, SA | Mourão | 100,00% | 32,50% | 100,00% | 32,50% | c) | |
| Portucel Viana – Empresa Produtora de Papéis Industriais, SA | Viana do Castelo | 100,00% | 32,50% | 100,00% | 32,50% | c) | |
| Racionalización y Manufacturas Florestales, S.A. | Madrid (Espanha) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Resoflex – Mobiliário e Equipamentos de Gestão, S.A. | Vila de Conde | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) | |
| RGR – Reciclagem e Gestão de Resíduos, SA | Maia | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) | |
| SCS Beheer, BV | Holanda | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Selvicola del Norte, S.A. | Madrid (Espanha) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Siaf – Soc. de Iniciativa e Aproveitamentos Florestais, S.A. | Mangualde | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Socelpac, SGPS, SA | Maia | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) | |
| Sociedade de Iniciativa e Aproveit. Florestais - Energias, S.A. | Mangualde | 100,00% | 94,76% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Sociétè Civile Bois de la Duchesse | Auxerre (França) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Sociétè Civile de Chamouilley | St. Dizier (França) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Sociétè Civile de la Route de Caen | Saint-Pierre (França) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Société de Tranchage Isoroy | Honfleur (França) | 99,82% | 94,57% | 99,76% | 94,52% | a) | |
| Société des Essences Fines Isoroy | Honfleur (França) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Société de Panneaux Isoroy, S.A.S. | Ussel (França) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Somit – Imobiliária, S.A. | Oliveira do Hospital | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Sonae – Serviços de Gestão, S. A. | Maia | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) | |
| Sonae Indústria – Consultadoria e Gestão, S. A. | Maia | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) | |
| Sonae Indústria – Soc. Gestora de Participações Sociais, S.A. | Maia | MÃE | MÃE | MÃE | MÃE | MÃE | |
| Sonae Indústria de Revestimentos, S.A. | Maia | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) | |
| Sonae Novobord (Pty) Ltd | Woodnead (África do Sul) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Sonae Tafibra - Gestão Comercial, S.A. | Maia | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) | |
| Sonae Tafibra (UK) Ltd | Hants (Reino Unido) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 100,00% | a) | |
| Sonae Tafibra Benelux, B. V. | Woerden (Países Baixos) | 100,00% | 93,02% | 100,00% | 92,96% | a) | |
| Sonae UK, Limited | Londres (Reino Unido) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Spanboard Products Ltd | Belfast (Reino Unido) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Tableros de Fibras, S.A. | Madrid (Espanha) | 94,73%% | 94,75% | 92,92% | 94,69% | a) | |
| Tableros Tradema, S.L. | Madrid (Espanha) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Tafiber, Tableros de Fibras Ibéricas, S.L. | Madrid (Espanha) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Tafibra - Tableros Aglomerados y de Fibras, A.I.E. | Madrid (Espanha) | 100,00% | 94,76% | 100,00% | 91,42% | a) | |
| Tafibra South Africa, Limited | África do Sul | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Tafibras, S.A. | Curitiba (Brasil) | 53,99% | 51,15% | 53,82% | 51,12% | a) | |
| Tafisa Brasil, S.A. | Curitiba (Brasil) | 100,00% | 59,44% | 100,00% | 59,40% | a) |

| Tafisa Canadá Societé en Commandite | Québec (Canadá) | 67,23% | 63,70% | 67,23% | 63,66% | a) |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Tafisa France S.A. | Alfortville (França) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) |
| Tafisa U.K.Ltd. | Petrelee (Reino Unido) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) |
| Taiber, Tableros Aglomerados Ibéricos, S.L. | Madrid (Espanha) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) |
| Tavapan, SA | Tavannes (Suiça) | 100,00% | 93,02% | 100,00% | 92,69% | a) |
| Tecnologias del Medio Ambiente, S.A. | Barcelona (Espanha) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) |
| Tool, GmbH | Alemanha | 100,00% | 93,02% | 100,00% | 92,96% | a) |
a) Alínea a), nº1 do artº1º do decreto-lei n.º 238/91( maioria dos direitos de voto, sendo titular do capital da empresa);
b) Alíneas c) e d), nº1 do artº1º do decreto-lei n.º 238/91;
c) Integradas nas demonstrações financeiras consolidadas da Imocapital, SGPS, S. A.;
1) Sociedade alienada em 30 de Junho de 2003;
2) Sociedade desconsolidada dado ter sido celebrado um acordo de compra e venda para a respectiva alienação num prazo inferior a um ano.
NOTA 2. EMPRESAS EXCLUÍDAS DA CONSOLIDAÇÃO
| FIRMA | SEDE SOCIAL | % DE CAPITAL | CONDIÇÕES | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| DETIDO | DE | ||||||
| EXCLUSÃO | |||||||
| 30.06.2003 | 30.06.2002 | ||||||
| Directo | Total | Directo | Total | ||||
| Ecociclo – Energia e Ambiente, S. A. | Matosinhos | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) | |
| Eiweiler Sperrholz GmbH | Alemanha | 100,00% | 93,02% | 100,00% | 92,96% | a) | |
| Enercicla, Lda | Mourão | 100,00% | 32,50% | 100,00% | 32,50% | a) | |
| Florestal y Maderera, S.A. | Madrid (Espanha) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Glunz Service GmbH | Hamm (Alemanha) | 100,00% | 93,02% | 100,00% | 92,96% | a) | |
| Glunz Uk Holdings, Ltd. | Londres (Reino Unido) | 100,00% | 93,02% | 100,00% | 92,96% | a) | |
| Glunz Uka Gmbh | Hamm (Alemanha) | 100,00% | 93,02% | 100,00% | 92,96% | a) | |
| 1) | Imoplamac – Gestão de Imóveis, S.A. | Santarém | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) |
| Orpin, S.A. | Madrid (Espanha) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| OSB Deustchland | Alemanha | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Novobord GmbH | Hamm (Alemanha) | 100,00% | 93,02% | 100,00% | 92,84% | a) | |
| Plysorol B.V. | Soest (Países Baixos) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
| Plysorol Contreplaques | Lisieux (França) | 100,00% | 94,75% | a) | |||
| Poliface Brasil, Ltda. | São Paulo (Brasil) | 99,99% | 99,99% | ||||
| Poliface North America | Québec (Canadá) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 100,00% | a) | |
| 2) | Resoflex I - Racionalização de Espaços, Lda | Braga | 82,50% | 100,00% | 82,50% | 82,50% | a) |
| Société Industrielle et Financière Isoroy | Rungis (França) | 100,00% | 94,75% | a) | |||
| Sonae Espanha, S.A. | Madrid (Espanha) | 99,94% | 99,94% | 99,94% | 94,63% | a) | |
| Sonae Indústria Brasil, Ltda | São Paulo (Brasil) | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) | |
| Sonae North América Inc. | Quebec (Canadá) | 100,00% | 100,00% | 100,00% | 100,00% | a) | |
| Tafisa Trading, S.A. | Madrid (Espanha) | 100,00% | 94,75% | 100,00% | 94,69% | a) | |
a) nº1 do art.º 4º do Decreto-Lei nº 238/91 (exclusão por imaterialidade);
1) Sociedade alienada em 28 de Maio de 2003;
2) Sociedade liquidada à data de 30 de Junho de 2003.

NOTA 3: EMPRESAS ASSOCIADAS CONTABILIZADAS PELO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL
| FIRMA | SEDE SOCIAL | % DE CAPITAL | |||
|---|---|---|---|---|---|
| DETIDO | |||||
| 30.06.2003 | 30.06.2002 | ||||
| Directo | Total | Directo | Total | ||
| Comfloresta – Comp. Catarinense de Empr. Florestais, S. A. | Brasil | 36,00% | 21,40% | 36,00% | 21,38% |
| Serradora Boix | Barcelona | 31,25% | 29,6% | 31,25% | 29,59% |
NOTA 4. EMPRESAS ASSOCIADAS NÃO CONTABILIZADAS PELO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL
| FIRMA | SEDE SOCIAL | % DE CAPITAL DETIDO |
MOTIVOS DE EXCLUSÃO |
|||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 30.06.2003 | 30.06.2002 | |||||
| Directo | Total | |||||
| OKO Zentrum NRW | Alemanha | 25,00% | 23,25% | 25,00% | 23,25% | a) |
| Promodeco – Proj. Imobiliário Decoração e Construção, Lda | Maia | 27,60% | 27,60% | 27,60% | 27,60% | a) |
| Sonaegest | Maia | 20,00% | 20,00% | 20,00% | 20,00% | a) |
| Stinnes Holz Gmbh | Hamm (Alemanha) | 35,25% | 32.79% | 35,25% | 32,77% | a) |
a) nº1 do artº4º do decreto-lei n.º 238/91 (exclusão por imaterialidade);
NOTA 7. TRABALHADORES AO SERVIÇO
O número médio de trabalhadores ao serviço, durante o período, das empresas incluídas na consolidação pode ser analisado como segue:
| Por categoria: | |
|---|---|
| Quadros | 732 |
| Técnicos | 1.322 |
| Pessoal Administrativo | 988 |
| Directos | 5.444 |
| Total | 8.486 |

III - INFORMAÇÕES RELATIVAS AOS PROCEDIMENTOS DE CONSOLIDAÇÃO
NOTA 10: DIFERENÇAS DE CONSOLIDAÇÃO
Conforme política expressa na nota 0.h), as diferenças de consolidação foram registadas na rubrica "Outras reservas":
| Euros | |||
|---|---|---|---|
| 03.06.30 | 02.06.30 | Variação | |
| De abertura | -3.445.948 | -3.445.052 | -896 |
| Positivas (a) | -220.380.850 | -239.134.188 | 18.753.338 |
| Negativas | 38.676.423 | 38.667.443 | 8.980 |
(a) líquido de amortizações acumuladas a 1 de Janeiro de 2001.
A diminuição das diferenças de consolidação inclui essencialmente o efeito da desconsolidação de sociedades (cf. nota 50-8).
NOTA 11. DISPOSIÇÕES DO POC DERROGADAS NO EXERCÍCIO
A política contabilística utilizada a partir de 1 de Janeiro de 2001 no tratamento das diferenças de consolidação (nota 0-h) constitui uma derrogação dos princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal, os quais preconizam que as diferenças de consolidação devem ser relevadas em rubrica autónoma do Imobilizado incorpóreo (Diferenças de consolidação) e amortizadas em quotas constantes durante o período estimado para a recuperação dos investimentos financeiros respectivos. Caso tivesse sido utilizado o critério preconizado pelo Plano Oficial de Contabilidade, os valores das rubricas de Imobilizado incorpóreo líquido e Capitais próprios viriam aumentados em 187 807 739 euros, e o valor do resultado do período viria diminuido em 4 606 644 euros.

NOTA 14. COMPARABILIDADE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS: ALTERAÇÕES NO PERÍMETRO DE CONSOLIDAÇÃO
A comparabilidade do Balanço Consolidado e da Demonstração Consolidada de Resultados de 30 de Junho de 2003 com o período homólogo do ano anterior é afectada pelas seguintes alterações do perímetro de consolidação:
1) No segundo semestre de 2002 foram incluídas as seguintes sociedades:
Pelo método de integração global:
- a) Isoroy Transformation
- a) Filial excluída no exercício anterior por não ser materialmente relevante;
- 2) No primeiro semestre de 2003 foram excluídas do perímetro de consolidação as seguintes sociedades:
Pelo método de integração global:
- a) Nab, Sociedade Imobiliária, Lda.;
- b) Leroy Gabon, S. A.;
- b) Placage Okoumé du Gabon;
- b) Plysorol SAS;
- b) Plysorol SNC;
- a) Filial alienada em 30 de Junho de 2003.
b) Sociedade desconsolidada dado ter sido celebrado um acordo de compra e venda para a respectiva alienação num prazo inferior a um ano.
NOTA 18. CONTABILIZAÇÃO DAS PARTICIPAÇÕES EM ASSOCIADAS
O conjunto das empresas incluídas na consolidação contabilizaram as participações em associadas de acordo com a alínea a) do n.º 5.4.3.1. do anexo II do Plano Oficial de Contabilidade (custo de aquisição). No entanto, e nos casos mencionados na Nota 3. foram efectuados ajustamentos de consolidação para a contabilização das participações em associadas pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com o n.º 13.6.1 das Normas de Consolidação de Contas. Nas restantes situações (nota 4 – exclusão por imaterialidade), as participações em associadas permanecem ao custo de aquisição.

IV - INFORMAÇÕES RELATIVAS A COMPROMISSOS
NOTA 21. COMPROMISSOS FINANCEIROS NÃO REFLECTIDOS NO BALANÇO
Os compromissos financeiros não reflectidos no balanço à data de 30 de Junho de 2003 são os seguintes:
- a) Os bancos participantes no empréstimo sindicado de 300.000.000 euros detêm uma opção de venda à Sonae Indústria SGPS, SA dos créditos por eles concedidos a um conjunto de subsidiárias desta última, a ser exercída nos termos referidos no ponto 7 da nota 50;
- b) Responsabilidade por rendas de ALD vincendas no montante 1 064 663 euros;
- c) A Sonae Indústria, S. G. P. S., S. A. é solidariamente responsável com o seu principal accionista, Sonae S.G.P.S., S. A., pelo cumprimento das obrigações decorrentes de um contrato de financiamento junto do Banco Europeu de Investimentos, no montante de 50 000 000 euros, efectuado durante o exercício de 2001.
NOTA 22. RESPONSABILIDADES POR GARANTIAS PRESTADAS
A 30 de Junho de 2003, as responsabilidades das empresas incluídas na consolidação por garantias prestadas podem ser apresentadas como segue:
| Euros | |
|---|---|
| Garantias | 303.784.064 |
| Hipotecas | 90.287.400 |
| Penhores | 3.940.503 |
| Outras | 69.938.078 |
V - INFORMAÇÕES RELATIVAS A POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
NOTA 23. CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS
Ver Nota 0.

NOTA 24 - COTAÇÕES UTILIZADAS PARA CONVERSÃO EM EUROS
As cotações utilizadas para conversão em euros das contas das filiais estrangeiras foram as seguintes (nota 0-l):
| Taxa média período | Taxa 30.06.2003 | |
|---|---|---|
| Libra | 0,6845 | 0,6932 |
| Franco Suiço | 1,49 | 1,5544 |
| Real | 3,5649 | 3,2887 |
| Rand | 8,8613 | 8,5419 |
| Dollar Canadiano | 1,6048 | 1,5506 |
VI - INFORMAÇÕES RELATIVAS A DETERMINADAS RUBRICAS
NOTA 27. MOVIMENTOS NAS RUBRICAS DO ACTIVO IMOBILIZADO
Os movimentos ocorridos durante o período nas rubricas do activo imobilizado constantes do balanço consolidado e nas respectivas amortizações e provisões podem ser resumidos como segue:
| Activo Bruto | Euros | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Saldo | Aumentos | Alienações | Transferências e | Saldo | |
| Rubricas | Inicial | (a) | Abates (b) | Final | |
| Imobilizações incorpóreas: | |||||
| Despesas de instalação | 74.470.038 | 43.360 | 2.055.707 | 592.085 | 73.049.776 |
| Despesas de investigação e desenvolvimento | 13.865.493 | 239.824 | 513.074 | 2.306 | 13.594.549 |
| Propriedade industrial e outros direitos | 7.851.555 | 15.000 | 2.421.653 | -2.772 | 5.442.130 |
| Imobilizações em curso | 352.993 | 364.730 | 4.278 | -4.864 | 708.581 |
| 96.540.079 | 662.914 | 4.994.712 | 586.755 | 92.795.036 | |
| Imobilizações corpóreas: | |||||
| Terrenos e recursos naturais | 89.133.698 | 2.015 | 9.975.760 | -9.991.890 | 69.168.063 |
| Edificios e outras construções | 476.858.102 | 310.744 | 39.995.391 | 8.971.648 | 446.145.103 |
| Equipamento básico | 1.789.952.258 | 3.637.905 | 44.392.796 | 44.090.597 | 1.793.287.964 |
| Equipamento de transporte | 24.876.146 | 854.284 | 3.940.461 | 170.642 | 21.960.611 |
| Ferramentas e utensilios | 4.454.441 | 49.662 | 438.223 | 1.316.756 | 5.382.636 |
| Equipamento administrativo | 53.708.271 | 1.238.087 | 1.404.770 | -685.125 | 52.856.463 |
| Taras e Vasilhame | 14.916 | 8.476 | 23.392 | ||
| Outras imobilizações corpóreas | 28.867.875 | 1.151.114 | 3.808.899 | 2.016.109 | 28.226.199 |
| Imobilizações em curso | 49.910.762 | 8.713.638 | 1.061.695 | -26.743.882 | 30.818.823 |
| Adiant. p/conta de imobilizações corpóreas | 2.514.490 | 753.629 | 1.465.570 | -241.902 | 1.560.647 |
| 2.520.290.959 | 16.719.554 | 106.483.565 | 18.902.953 | 2.449.429.901 | |
| Investimentos financeiros: | |||||
| Partes de capital em empresas associadas | 60.914.197 | 96 | 996.868 | -1.206.142 | 58.711.283 |
| Empréstimos a empresas associadas | 15.473.707 | 525 | 9.924 | 34.493 | 15.498.801 |
| Partes de capital em outras empresas participadas | 141.633 | 141.633 | |||
| Titulos e outras aplicações financeiras | 285.479 | 65.664 | 149.962 | 153 | 201.334 |
| Outros empréstimos concedidos | 331.669 | 331.669 | |||
| Adiant. P/conta investimentos financeiros | 299.875 | 19.242 | 319.117 | ||
| 77.446.560 | 66.285 | 1.156.754 | -1.152.254 | 75.203.837 |
- (a) Inclui efeito de alienação e desconsolidação de subsidiárias no valor de 105 012 105 euros;
- (b) Inclui actualização cambial dos saldos iniciais das filiais estrangeiras no valor de 20 363 746.euros;

| Amortizações e provisões | Euros | |||
|---|---|---|---|---|
| Saldo | Reforço | Regularizações | Saldo | |
| Rubricas | Inicial | (a) | Final | |
| Imobilizações incorporeas: | ||||
| Despesas de instalação | 36.482.812 | 6.592.535 | -1.317.890 | 41.757.457 |
| Despesas de investigação e desenvolvimento | 8.988.518 | 873.494 | -411.567 | 9.450.445 |
| Propriedade industrial e outros direitos | 5.913.360 | 400.092 | -1.417.290 | 4.896.162 |
| 51.384.690 | 7.866.121 | -3.146.747 | 56.104.064 | |
| Imobilizações corporeas: | ||||
| Terrenos e recurso naturais | 2.112.521 | -389.769 | 1.722.752 | |
| Edificios e outras construções | 121.976.981 | 5.019.626 | -15.125.548 | 111.871.059 |
| Equipamento básico | 788.109.190 | 51.778.130 | -21.484.617 | 818.402.703 |
| Equipamento de transporte | 22.459.902 | 837.720 | -4.009.368 | 19.288.254 |
| Ferramentas e utensilios | 3.198.359 | 462.706 | -324.260 | 3.336.805 |
| Equipamento administrativo | 36.953.238 | 1.551.355 | -837.226 | 37.667.367 |
| Taras e Vasilhames | 11.960 | 1.438 | 13.398 | |
| Outras imobilizações corporeas | 23.304.696 | 1.414.241 | -1.157.527 | 23.561.410 |
| 998.126.847 | 61.065.216 | -43.328.315 | 1.015.863.748 | |
| Investimentos financeiros: | ||||
| Partes de capital em empresas associadas | 45.321.070 | 45.321.070 | ||
| Empréstimos a empresas associadas | 14.969.145 | 14.969.145 | ||
| Titulos e outras aplicações financeiras | 146.074 | 146.074 | ||
| 60.436.289 | 0 | 0 | 60.436.289 |
(a) Inclui actualização cambial dos saldos iniciais das filiais estrangeiras no valor de 3 357 842 euros e efeito de alienação e desconsolidação de subsidiárias no valor de 46 985 989 euros.
NOTA 28. CUSTOS FINANCEIROS CAPITALIZADOS NO PERÍODO
Durante o período não foram capitalizados custos financeiros respeitantes a empréstimos obtidos para financiar imobilizações em construção (nota o-i).
NOTA 33. DÍVIDAS A TERCEIROS VENCÍVEIS A MAIS DE CINCO ANOS
O montante das dívidas a terceiros apresentadas no balanço consolidado e que se vencem para além de cinco anos é 97 695 855 euros.

NOTA 34. DÍVIDAS A TERCEIROS COBERTAS POR GARANTIAS REAIS
A 30 de Junho de 2003, era o seguinte o montante das dívidas a terceiros apresentadas no balanço consolidado cobertas por garantias reais prestadas pelas empresas incluídas no perímetro de consolidação:
| Euros | |
|---|---|
| Hipotecas | 49.033.143 |
| Penhores | 2.992.788 |
NOTA 36. INFORMAÇÃO SEGMENTAL
A actividade desenvolvida pela Sonae Indústria, S. G. P. S., S. A. e respectivas subsidiárias caracteriza-se por uma elevada dispersão geográfica dos activos e mercados em que se encontra presente, e por uma relativa homogeneidade em termos de produtos e serviços. Em relação ao elemento geográfico, importa referir que a Sociedade desenvolve a sua actividade produtiva através de subsidiárias instaladas em 9 países: Portugal, Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Suiça, Canadá, Brasil e África do Sul, que em conjunto absorvem cerca de 80% do volume de negócios consolidado. Para efeitos de análise segmental, verificase que tanto o risco de negócio como a rendibilidade da Sociedade, a nível consolidado, são função, principalmente, do vector geográfico e, acessoriamente, da diversidade de negócios, sendo também esta a forma como se encontra organizada a estrutura interna de gestão e de relato financeiro ao Conselho de Administração.
Consequentemente, para efeitos de relato financeiro por segmentos, a localização geográfica dos activos constitui o principal vector de segmentação, que se encontra complementado com informação por segmento de negócio.
A informação segmental que a seguir se apresenta foi preparada de acordo com as regras definidas tanto pela Directriz Contabilística nº. 27 como pela Norma Internacional de Contabilidade nº. 14 (revisão de 1997).

1. Segmentos geográficos
1.1. Com base na localização geográfica dos activos
| Segmentos | |||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| mil Euros | Portugal | Espanha | França | Alemanha | Reino Unido |
Brasil | Canadá | África do Sul |
Outros | Eliminações | Consolidado |
| Réditos Vendas externas Vendas inter-segmentos Réditos totais |
163 294 43 118 206 412 |
110 965 13 147 124 111 |
139 441 24 439 163 880 |
136 538 24 092 160 630 |
48 885 44 48 929 |
31 473 1 131 32 604 |
57 261 3 57 264 |
32 959 32 959 |
27 572 3 546 31 117 |
- 109 519 - 109 519 |
748 389 |
| Resultados Resultados segmentais |
24 604 | - 2 748 | - 9 442 | - 6 159 | - 4 924 | 2 542 | 2 398 | 5 095 | - 1 604 | - 40 | 9 722 |
| Resultados não imputados | - 222 | ||||||||||
| Resultado operacional | 24 604 | - 2 748 | - 9 442 | - 6 159 | - 4 924 | 2 542 | 2 398 | 5 095 | - 1 604 | - 40 | 9 500 |
| Custos financeiros Proveitos financeiros Parte resultados líquidos de associadas Imposto sobre os lucros Resultado das actividades ordinárias |
6 072 18 532 |
40 59 - 2 766 |
- 9 442 | - 6 159 | - 4 924 | - 723 569 1 250 |
- 690 3 088 |
5 095 | 264 - 1 868 |
- 40 | 53 171 10 833 - 682 6 273 - 39 793 |
| Perdas extraordinárias Proveitos extraordinários |
|||||||||||
| Resultado líquido | - 39 793 | ||||||||||
| Activos segmentais Investimento em associadas 1) Activos não imputados |
466 465 | 256 845 1 886 |
280 666 | 364 068 | 158 552 | 139 072 1 575 |
174 928 | 89 508 | 7 253 | 1 937 357 3 461 278 099 |
|
| Activos líquidos totais consolidados | 2 218 917 | ||||||||||
| Passivos segmentais Passivos não imputados |
91 356 | 105 550 | 108 411 | 130 058 | 27 288 | 16 429 | 15 607 | 15 945 | 1 435 | 512 080 1 319 251 |
|
| Passivos totais consolidados | 1 831 331 | ||||||||||
| Investimento em imobilizado corpóreo e incorpóreo |
3 806 | 2 553 | 3 018 | 1 603 | 2 351 | 2 040 | 777 | 722 | 512 | 17 382 | |
| Amortizações do período | 18 247 | 9 285 | 9 116 | 12 157 | 5 494 | 3 849 | 6 247 | 1 790 | 1 994 | 68 179 | |
1) Sociedades contabilizadas pelo método da equivalência patrimonial (nota 3).
1.2. Com base na localização geográfica dos clientes externos
| Segmento | mil Euros | |
|---|---|---|
| Rédito | ||
| Espanha | 135 791 | 18,1% |
| Alemanha | 114 836 | 15,3% |
| França | 112 112 | 15,0% |
| Portugal | 87 645 | 11,7% |
| Reino Unido | 53 936 | 7,2% |
| África do Sul | 37 976 | 5,1% |
| América do Norte | 32 904 | 4,4% |
| Brasil | 25 006 | 3,3% |
| Outros | 148 184 | 19,8% |
| Total | 748 389 |

2. Segmentos de negócio
| Segmentos | |||
|---|---|---|---|
| mil Euros | Derivados madeira |
Derivados papel |
Total |
| Réditos | 655.681 | 92.708 | 748.389 |
| Activo líquido | 1.718.527 | 218.830 | 1.937.357 |
| Investimento em imobilizado corpóreo e incorpóreo |
14.739 | 2.643 | 17.382 |
NOTA 38. IMPOSTOS DIFERIDOS
Em 30 de Junho de 2003 e 2002, o detalhe dos impostos diferidos activos e passivos de acordo com as diferenças temporárias que os geraram é como segue:
| Euros | ||||
|---|---|---|---|---|
| Activos por impostos diferidos | Passivos por impostos diferidos | |||
| 30.06.2003 | 30.06.2002 | 30.06.2003 | 30.06.2002 | |
| Reavaliação de imobilizado corpóreo depreciável | ||||
| Reavaliação de terrenos | ||||
| Mais-valias reinvestidas | ||||
| Prejuízos fiscais reportáveis | 66.000.199 | 65.425.639 | ||
| Provisões não aceites para efeitos fiscais | ||||
| Amortizações não aceites para efeitos fiscais | ||||
| Resultados pela aplicação do MEP | ||||
| Homogeneização de critérios | 30.804.425 | 29.176.462 | ||
| Outros | 523.414 | 190.136 | 3.009.368 | 2.806.833 |
| 66.523.613 | 65.615.775 | 33.813.793 | 31.983.295 |

O movimento ocorrido nos impostos diferidos nos períodos findos em 30 de Junho de 2003 e 2002 foi como segue:
| Euros | ||||
|---|---|---|---|---|
| Activos por impostos diferidos | Passivos por impostos diferidos | |||
| 30.06.2003 | 30.06.2002 | 30.06.2003 | 30.06.2002 | |
| Saldo inicial | 69.157.063 | 63.625.567 | 30.941.486 | 27.480.583 |
| Efeito em resultado: | ||||
| Amortização do período de reavaliações livres de imobilizado corpóreo depreciável | ||||
| Amortização do período de mais-valias reinvestidas | ||||
| Prejuízos fiscais reportáveis | 1.118.526 | 2.500.109 | ||
| Anulação de provisões tributadas em exercícios anteriores | ||||
| Efeito de alteração de taxa de imposto | -201.412 | |||
| Homogeneização de critérios | 2.319.583 | 5.314.863 | ||
| Outros | -257.786 | 533.682 | 305.513 | 167.186 |
| Sub-total | 860.740 | 2.832.379 | 2.625.096 | 5.482.049 |
| Efeito em reservas: | ||||
| Actualização do efeito de correcção monetária nas reservas de reavaliação de terrenos | ||||
| Alteração de perímetro | -2.575.400 | |||
| Outros | -918.790 | -842.171 | 247.211 | -979.337 |
| Saldo final | 66.523.613 | 65.615.775 | 33.813.793 | 31.983.295 |
Foram registados no exercício passivos por impostos diferidos no valor de 2 625 096 euros relevados na rubrica própria da demonstração consolidada de resultados e na rubrica de acréscimo de custos do balanço consolidado.
No período foram reconhecidos 1 811 168 euros e revertidos 950 428 euros de activos por impostos diferidos relevados na rubrica de imposto diferido da demonstração consolidada de resultados e na rubrica de acréscimos de proveitos do balanço consolidado.
Estão em aberto obrigações fiscais de reinvestimento em algumas filiais, decorrentes da alienação de participações financeiras realizadas em exercícios anteriores. Conforme política seguida em anos anteriores, é intenção do Conselho de Administração que essas filiais cumpram com estas obrigações de reinvestimento através da aquisição de outras participações financeiras, nos termos da legislação em vigor, facto pelo qual os ganhos gerados em exercícios anteriores na alienação daquelas participações (incluindo os resultantes de alienações a empresas do grupo, registadas nas contas individuais e anuladas no processo de consolidação), não foram incluídos no cálculo das estimativas de imposto sobre lucros dos exercícios de 2000, 2001, 2002 e primeiro semestre de 2003.

NOTA 41. DIPLOMAS LEGAIS EM QUE SE BASEOU A REAVALIAÇÃO DE IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS
O Imobilizado corpóreo detido pelas várias empresas com sede em Portugal incluídas na consolidação foi reavaliado ao longo dos vários exercícios decorridos de acordo com as seguintes disposições legais: decretos-lei nºs 430/78, de 27 de Dezembro, 219/82, de 2 de Junho, 278/85, de 17 de Julho, 118/86, de 27 de Maio, 111/88, de 2 de Abril, 49/91, de 25 de Janeiro e 264/92 de 24 de Novembro. Exceptuam-se os casos dos activos adquiridos recentemente a preço de mercado.
NOTA 42. REAVALIAÇÕES
| Euros | |||
|---|---|---|---|
| Custo | Valores | ||
| Rúbricas | Histórico | Reavaliações | Contabilísticos |
| (a) | (a)(b) | Reavaliados (a) | |
| Imobilizações corpóreas: | |||
| Terrenos e recursos naturais | 63.868.289 | 3.577.022 | 67.445.311 |
| Edificios e outras construções | 326.690.136 | 7.583.908 | 334.274.044 |
| Equipamento básico | 969.861.550 | 5.023.711 | 974.885.261 |
| Equipamento de transporte | 2.381.769 | 290.588 | 2.672.357 |
| Ferramentas e utensílios | 2.045.213 | 618 | 2.045.831 |
| Equipamento administrativo | 15.196.704 | -7.608 | 15.189.096 |
| Taras e Vasilhames | 9.994 | 9.994 | |
| Outras imobilizações corpóreas | 4.561.578 | 103.211 | 4.664.789 |
| 1.384.615.233 | 16.571.450 | 1.401.186.683 |
O efeito global das reavaliações efectuadas no activo imobilizado pode ser demonstrado como segue:
(a) Líquidos de amortizações;
(b) Englobam as sucessivas reavaliações.
NOTA 43. COMPARABILIDADE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS: QUANTIFICAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO PERÍMETRO DE CONSOLIDAÇÃO
As alterações no perímetro de consolidação indicadas na nota 14 afectam a comparabilidade do balanço consolidado e da demonstração consolidada dos resultados do primeiro semestre de 2003 relativamente ao período homólogo do ano anterior, sendo de destacar os seguintes

efeitos relativos à exclusão das subsidiárias Leroy Gabon, S. A., Placage Okoumé du Gabon, Plysorol SAS e Plysorol SNC:
| Em Euros | Antes exclusão 30.06.2003 |
Após exclusão 30.06.2003 |
Variação |
|---|---|---|---|
| Balanço consolidado | |||
| Disponibilidades | 110.038.709 | 140.659.048 | 30.620.339 |
| Dívidas de terceiros | 303.125.041 | 302.647.329 | -477.712 |
| Existências | 222.607.426 | 201.601.968 | -21.005.458 |
| Investimentos financeiros | 14.908.551 | 14.767.548 | -141.003 |
| Imobilizações corpóreas e incorpóreas | 1.512.610.589 | 1.470.257.129 | -42.353.460 |
| Outros activos | 91.119.393 | 88.983.969 | -2.135.424 |
| Total capitais próprios sem resultado e com int. minorit. | 410.434.352 | 429.132.224 | 18.697.872 |
| Resultado líquido - grupo | -41.640.053 | -41.546.199 | 93.854 |
| Dívidas a terceiros - médio e longo prazo | 1.083.874.712 | 1.077.078.637 | -6.796.075 |
| Dívidas a terceiros - curto prazo | 537.431.290 | 495.023.193 | -42.408.097 |
| Outros passivos | 264.309.408 | 259.229.136 | -5.080.272 |
| Demonstração consolidada de resultados | |||
| Volume de negócios | 748.388.505 | 748.388.505 | 0 |
| Outros proveitos operacionais | 18.639.622 | 18.639.622 | 0 |
| Custos operacionais | 763.958.468 | 763.958.468 | 0 |
| Resultado operacional | 3.069.659 | 3.069.659 | 0 |
| Resultados financeiros | -42.337.747 | -42.337.747 | 0 |
| Resultados extraordinários | 6.429.997 | 6.429.997 | 0 |
| Estimativa imposto sobre rendimento | 6273212 | 6273212 | 0 |
| Outros | -682053 | -682053 | 0 |
Resultado líquido com interesses minoritários -39.793.356 -39.793.356 0

NOTA 44. DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS FINANCEIROS
| Euros | ||
|---|---|---|
| Custos e perdas | 03.06.30 | 02.06.30 |
| Juros suportados | 35.116.876 | 37.746.142 |
| Amortização de investimento em imóveis | ||
| Provisões para aplicações financeiras | ||
| Diferenças de câmbio desfavoráveis | 5.579.516 | 11.440.691 |
| Descontos de pronto pagamento concedidos | 8.255.412 | 4.206.185 |
| Perdas na alienação de aplicações de tesouraria | 4.772 | |
| Outros custos e perdas financeiras | 4.214.084 | 2.766.146 |
| Resultados financeiros | -42.337.348 | -48.527.089 |
| 10.833.312 | 7.632.075 | |
| Proveitos e ganhos | 03.06.30 | 02.06.30 |
| Juros obtidos | 2.406.403 | 2.001.809 |
| Rendimentos de imóveis | ||
| Rendimentos de participações de capital | 30.000 | 168 |
| Diferenças de câmbio favoráveis | 6.510.537 | 4.594.323 |
| Descontos de pronto pagamento obtidos | 1.694.643 | 639.202 |
| Ganhos na alienação de aplicações de tesouraria | 26.892 | 6.616 |
| Outros proveitos e ganhos financeiros | 164.837 | 389.957 |
| 10.833.312 | 7.632.075 |
NOTA 45. DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS
| Euros | |||
|---|---|---|---|
| Custos e perdas | 03.06.30 | 02.06.30 | |
| Donativos | 67.856 | 124.648 | |
| Dívidas incobráveis | 452.539 | 311.615 | |
| Perdas em existências | 45.057 | 98.565 | |
| Perdas em imobilizações | 1.735.729 | 433.294 | |
| Multas e penalidades | 79.521 | 149.922 | |
| Aumentos de amortizações e provisões | 2.190.598 | 1.459.744 | |
| Correcções relativas a exercícios anteriores | 4.074.477 | 2.477.333 | |
| a) | Outros custos e perdas extraordinárias | 16.452.801 | 20.103.991 |
| Resultados extraordinários | 6.429.997 | 13.319.457 | |
| 31.528.575 | 38.478.569 | ||
| Proveitos e ganhos | 03.06.30 | 02.06.30 | |
| Restituição de impostos | 1.686.786 | ||
| Recuperação de dívidas | 3.636 | 257.707 | |
| Ganhos em existências | 13.632 | 74.059 | |
| Ganhos em imobilizações | 6.738.034 | 5.370.348 | |
| Benefícios de penalidades contratuais | |||
| b) | Reduções de amortizações e provisões | 14.889.733 | 12.309.555 |
| Correcções relativas a exercícios anteriores | 1.765.112 | 2.168.250 | |
| c) | Outros proveitos e ganhos extraordinários | 6.431.642 | 18.298.650 |
| 31.528.575 | 38.478.569 |
(a) Os principais valores incluidos na rubrica de Outros custos e perdas extraordinários são 7 470 558 euros de diferenças de câmbio, 1 168 667 euros de indemnizações por rescisão de contratos de trabalho na Portucel Recicla e 3 345 154 euros de custos com descontinuação de segmentos produtivos, provisionados em exercícios anteriores;
(b) Inclui utilização de provisões:

- i. para perdas cambiais: 7 470 040 euros;
- ii. para indemnizações por rescisão de contratos de trabalho na Portucel Recicla: 1 068 907 euros;
- iii. para encerramento de segmentos produtivos: 3 344 937 euros (referentes aos custos indicados na alínea a)).
- c) Inclui 4 642 631 euros de subsídios ao investimento reconhecidos no período.
NOTA 46. DESDOBRAMENTO DAS CONTAS DE PROVISÕES E MOVIMENTOS OCORRIDOS NO EXERCÍCIO
As provisões acumuladas a 30 de Junho de 2003 e o seu movimento durante o período terminado nesta data, são as seguintes:
| Euros | ||||
|---|---|---|---|---|
| Contas | Saldo | Aumento | Redução | Saldo |
| Inicial | Final | |||
| Provisões p/ aplicações de tesouraria | 9.516 | 9.516 | ||
| Provisões para cobranças duvidosas | 20.682.742 | 2.313.643 | 766.017 | 22.230.368 |
| Provisões para riscos e encargos | 68.663.421 | 5.693.563 | 16.742.734 | 57.614.250 |
| Provisões para depreciação de existências | 7.786.864 | 999.568 | 2.829.474 | 5.956.958 |
| Provisões para investimentos financeiros | 60.436.289 | 60.436.289 | ||
| 157.578.832 | 9.006.774 | 20.338.225 | 146.247.381 |
NOTA 47. BENS UTILIZADOS EM REGIME DE LOCAÇÃO FINANCEIRA E RESPECTIVOS VALORES CONSOLIDADOS
| Euros | |
|---|---|
| Terrenos | 3.087.258 |
| Edifícios e outras construções | 14.931.446 |
| Equipamento básico | 20.014.473 |
| Equipamento de transporte | 500.780 |
| Equipamento administrativo | 1.088.584 |
| Outras imobilizações corpóreas | 796.546 |
| 40.419.087 |

NOTA 50. OUTRAS INFORMAÇÕES RELEVANTES PARA A COMPREENSÃO DA SITUAÇÃO FINANCEIRA E DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS
1) ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
- a) Acréscimos de Proveitos
- Os principais valores incluídos nesta rubrica são:
| Euros | |
|---|---|
| Activos por impostos diferidos (nota 38) | 66 523 613 |
b) Acréscimos de Custos
Os principais valores incluídos nesta rubrica são:
| Euros | |
|---|---|
| Remunerações a liquidar | 19.278.464 |
| Descontos de quantidade | 10.649.535 |
| Juros a liquidar | 13.826.904 |
| Impostos diferidos passivos (nota 38) | 33.813.793 |
c) Proveitos Diferidos
Os principais valores incluídos nesta rubrica são:
| Subsidios ao investimento | 96.989.509 |
|---|---|
Euros
2) OUTROS DEVEDORES – CURTO PRAZO
Os principais valores incluídos nesta rubrica são:
| Euros | |
|---|---|
| Contas correntes de "factoring" | 2.892.532 |
| Subsídios investimento | 16.305.312 |
| Alienação imobilizado | 14.346.767 |
| EDIA (Portucel Recicla) | 7.832.833 |
O saldo de 7 832 833 euros respeita a conta a receber pela subsidiária Portucel Recicla, vencida, relativa à indemnização acordada com a EDIA – Empresa de Desenvolvimento de Infraestruturas do Alqueva, em consequência da submersão das instalações industriais daquela subsidiária com a construção da Barragem do Alqueva. A EDIA considera não estarem reunidas as condições para que se proceda ao pagamento daquela conta a receber, pelo que a Portucel Recicla interpôs recentemente uma acção executiva ordinária para cobrança da mesma.

3) OUTROS CREDORES – CURTO PRAZO
Os principais valores incluídos nesta rubrica são:
Euros
Euros
Contas correntes de "factoring" 40.676.774
4) OUTROS CREDORES – MÉDIO E LONGO PRAZO
Os principais valores incluídos nesta rubrica são:
Aserraderos de Cuellar a) 50.051.855
a) Saldo resultante da aquisição de terreno à Aserraderos de Cuellar, S. A..
5) EMPRÉSTIMOS OBRIGACIONISTAS
Os empréstimos obrigacionistas podem ser resumidos como segue:
- a) SONAE INDÚSTRIA 98: em Março de 2003 efectuou-se o pagamento de juros referentes ao 10º. cupão, bem como se procedeu ao reembolso integral do empréstimo obrigacionista, no montante de 21 029 170 euros.
- b) Tafisa 98 no valor de 30.052.573 euros, que será reembolsado na sua totalidade em 2005. A taxa de juro corresponde à Mibor acrescida de 0,75%. Durante o primeiro semestre de 2003 foi efectuado um reembolso de 6 911 639 euros, na sequência do exercício de uma "put option", tendo o valor do empréstimo sido reduzido para 23 140 934 euros..
No final do período, atingiu-se o termo do prazo de exercício das cláusulas de "call option" e "put option" incluídas no empréstimo obrigacionista.

6) PENSÕES DE REFORMA
No âmbito da política salarial praticada por várias subsidiárias da Sonae Indústria, S. G. P. S, S. A., foram constituídos em exercícios anteriores planos de benefícios de reforma nos seguintes termos:
- a) Glunz AG: dispõe de um plano de benefícios definidos, sem fundo constítuido, calculado de acordo com a norma internacional nº 19 com base em estudos actuariais levados a cabo por entidade independente. Encontra-se coberto pelo valor da provisão para pensões da sociedade, que no final do primeiro semeste de 2003 atingiu o valor de 22 480 376 euros;
- b) Subsidiárias da Gescartão, S. G. P. S., S. A.: dispõem de um plano de benefícios definidos, com fundo constítuido gerido por entidade terceira , calculado de acordo com a directriz contabilística nº 19 com base em estudos actuariais levados a cabo por entidade independente. Durante o período, o fundo de pensões variou no montante líquido de 1 829 310 euros, que se encontra relevado nas rubricas de Custos com o pessoal, Acréscimos de custos (2 069 181 euros) e Custos diferidos (239 871 euros).
- c) Subsidiárias da Sonae Indústria S.G.P.S., S. A.: dispõem de um plano de benefícios definidos, com fundo constituído gerido por entidade terceira, calculado de acordo com a directriz contabilística nº 19 com base em estudos actuariais levados a cabo por entidade independente. Estão abrangidos os trabalhadores de cinco sociedades contratados até 31 de Dezembro de 1994 que, a partir do momento da reforma e até ao termo da vida, receberão mensalmente uma renda correspondente a 20% do seu salário à data de reforma. À data de 30 de Junho de 2003, a responsabilidade por serviços prestados não foi apurada, embora se estime que a diferença entre a responsabilidade e o valor do fundo patrimonial não seja relevante.
7) DÍVIDAS A INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO - MÉDIO E LONGO PRAZO
Em 1999 foi contratado por um conjunto de subsidiárias da Sonae Indústria um empréstimo sindicado em regime de "revolving" no valor de até 400 milhões de euros, cujo montante

disponível foi reduzido para 300 milhões de euros em 20/12/2002, e será reduzido para 100 milhões em 20/12/2004, vencendo-se na totalidade em 20/12/2006. O reembolso antecipado do empréstimo poderá ser exigido na sequência do exercício da opção de venda detida pelas instituições bancárias participantes, após decorrido um "remedy period" de 15 dias a contar da data de reporte das contas anuais e semestrais, em caso de incumprimento pelo Grupo Sonae Indústria dos seguintes rácios: Dívida remunerada líquida sobre Capital próprio de no máximo 1,4 e Dívida remunerada líquida sobre Cash flow operacional (EBITDA) de no máximo 4,5 em Junho de 2003 e 4 daí em diante.
A taxa de juro corresponde à Euribor a 3 ou 6 meses, acrescida de uma margem em função da performance económica do Grupo Sonae Indústria medida pelos rácios Dívida Remunerada Líquida sobre Capital Próprio e Dívida Remunerada Líquida sobre Cash Flow Operacional (EBITDA).
Durante o exercício de 2002, a Sonae Indústria, S. G. P. S., S. A., conjuntamente com o seu principal accionista, Sonae S. G. P. S., S. A. e com a sua filial Glunz Ag, celebraram um contrato de financiamento junto do Banco Europeu de Investimento, no montante total de 119 000 000 euros, utilizado na totalidade à data de 30 de Junho de 2003. Este empréstimo vence juros trimestrais, indexados à Euribor, e será reembolsado em 16 prestações semestrais, sucessivas e iguais, vencendo-se a primeira em Junho de 2005.
A Tafisa Canada celebrou em exercícios anteriores um contrato de financiamento junto de um sindicato bancário, no montante total de CAD 101 200 000. Este empréstimo vence juros à taxa de mercado, e será reembolsado em 45% do capital através de 9 amortizações semestrais, tendo-se vencido primeira em Junho de 2000, e em 55% do capital através de um único pagamento em Junho de 2005. À data de 30 de Junho de 2003, o valor do empréstimo ascendia a 48 948 669 euros.
A Sonae UK celebrou um contrato de financiamento junto do Banco Europeu de Investimento, no montante total de GBP 35.000.000. Este empréstimo vence juros à taxa de mercado, e será reembolsado em 15 prestações semestrais, sucessivas e iguais, tendo-se vencido a primeira em Junho de 2002. Em 30 de Junho de 2003, o valor do empréstimo ascendia a 40 392 520 euros.

8) DESCONSOLIDAÇÃO DE SOCIEDADES
Em 30 de Junho de 2003, foi celebrado um acordo com a Sonae Capital, SGPS, S.A. irretratável e irrevogável, para a alienação das participações financeiras nas subsidiárias Plysorol SAS, Plysorol SNC, Leroy Gabon S. A. e Placage Okoumé du Gabon. No contrato celebrado, para além de ser estabelecido o preço da referida alienação (33 321 734 euros), é também estipulado que os contratos de compra e venda daquelas participações deverão ser formalizados num prazo inferior a um ano. Consequentemente, estas sociedades foram excluídas de consolidação (cf. Notas 1, 14 e 43) e as respectivas participações foram reflectidas no balanço consolidado pelo valor líquido de alienação, acima referido.
9) CESSÃO DE CRÉDITOS
Em Junho de 2003 algumas subsidiárias do Grupo celebraram contratos de cessão de créditos com a SOMIT – Sociedade de Madeiras Industrializadas e Transformadas, S. A., no montante total de aproximadamente 72 300 000 euros, tendo o risco de crédito associado àquelas contas a receber sido transmitido para esta última entidade. Deste modo, aquelas contas a receber foram excluídas da demonstrações financeiras consolidadas, tendo o preço de cessão sido definido com base no seu valor nominal deduzido de um juro relativo ao período decorrente entre a data do contrato e a data de vencimento dos créditos.
MAGALHÃES, NEVES & ASSOCIADOS, SROC S.A.
Inscrição na OROC nº 95 Registo na CMVM nº 223 NIPC 502 558 610 Capital Social 50.000 euros Matriculada na CRC de Lisboa sob o nº 12.179
RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA ELABORADO POR AUDITOR REGISTADO NA CMVM SOBRE INFORMAÇÃO SEMESTRAL CONSOLIDADA
Introdução
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- Para os efeitos do artigo 246.º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação financeira consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2003, da Sonae Indústria, SGPS, S.A. e suas filiais ("Grupo Sonae Indústria"), incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço consolidado (que evidencia um total de 2.218.916.985 Euros e capitais próprios de 223.123.597 Euros, incluindo um resultado líquido negativo de 41.546.199 Euros), na Demonstração consolidada dos resultados do período de seis meses findo naquela data e no correspondente Anexo.
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- As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos da Empresa e suas filiais.
Responsabilidades
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- É da responsabilidade do Conselho de Administração da Empresa: (i) a preparação de informação financeira consolidada que apresente de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das empresas incluídas na consolidação e o resultado consolidado das suas operações; (ii) que a informação financeira histórica, seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários;(iii) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (iv) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (v) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
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- A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se, para os aspectos materialmente relevantes, é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva, lícita e em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório de segurança moderada, profissional e independente, sobre essa informação financeira, baseado no nosso trabalho.
Âmbito
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- O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida está isenta de distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, foi planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicabilidade, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se, para os aspectos materialmente relevantes, a informação financeira consolidada é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários.
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- O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira consolidada constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
-
- Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente relatório de revisão limitada sobre a informação financeira semestral.
MAGALHÃES, NEVES & ASSOCIADOS, SROC S.A.
Reserva
- Até 31 de Dezembro de 2000, o Grupo Sonae Indústria adoptou a política contabilística de registar no imobilizado incorpóreo as diferenças de consolidação calculadas na data de aquisição de investimentos financeiros em empresas do grupo e associadas e de as amortizar no período estimado de recuperação dos respectivos investimentos. No início de 2001, o Grupo Sonae Indústria decidiu adoptar um critério diferente, que consiste em registar aqueles montantes como uma redução de "Outras reservas", o qual foi aplicado igualmente ao valor líquido contabilístico em 31 de Dezembro de 2000 das diferenças de consolidação registadas até essa data. O critério adoptado a partir de 31 de Dezembro de 2000 não está de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal. Caso o Grupo Sonae Indústria tivesse mantido os critérios e prazos de amortização adoptados até 31 de Dezembro de 2000, o activo e os capitais próprios em 30 de Junho de 2003 seriam superiores em 66.444.792 Euros e o resultado líquido do período findo naquela data seria inferior em 2.760.271 Euros, correspondente à amortização daquelas diferenças de consolidação no período de seis meses findo em 30 de Junho de 2003.
Parecer
- Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, excepto para os efeitos do assunto descrito no parágrafo 8 acima, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2003 não esteja isenta de distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal e que, nos termos das definições incluídas nas directrizes mencionadas no parágrafo 5 acima, não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
Ênfases
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- O Grupo Sonae Indústria registou em exercícios anteriores, activos por impostos diferidos (Notas 38 e 50) relacionados com prejuízos fiscais reportáveis gerados por algumas das suas filiais, a maioria das quais sediadas em França, no montante de aproximadamente 52.610.000 Euros. A utilização futura destes prejuízos fiscais e, consequentemente, a realização dos activos por impostos diferidos respectivos é incerta, face à reestruturação efectuada e aos resultados negativos que continuam a ser gerados em algumas destas filiais e dependerá do cumprimento dos seus planos de negócios e da manutenção das actuais condições para o reporte de prejuízos fiscais.
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- Conforme referido na Nota 38 do Anexo, algumas filiais efectuaram em exercícios anteriores alienações de participações financeiras tendo registado nas suas contas individuais ganhos (cujos valores mais significativos ocorreram no exercício de 2000) que, na parte respeitante às alienações a outras empresas do Grupo Sonae Indústria foram anulados no processo de consolidação de contas. De acordo com a política seguida em anos anteriores, é intenção do Conselho de Administração da Empresa Mãe e das suas filiais cumprirem com as respectivas obrigações fiscais de reinvestimento através da aquisição de outras participações financeiras, nos termos da legislação em vigor.
Porto, 15 de Setembro de 2003
MAGALHÃES, NEVES & ASSOCIADOS, SROC, S.A. Representada por Jorge Manuel Araújo de Beja Neves