Skip to main content

AI assistant

Sign in to chat with this filing

The assistant answers questions, extracts KPIs, and summarises risk factors directly from the filing text.

Sonae SGPS Interim / Quarterly Report 2003

Oct 2, 2003

1901_ir_2003-10-02_2bddd3d3-f638-4c04-959a-0deb50afe6c7.pdf

Interim / Quarterly Report

Open in viewer

Opens in your device viewer

SONAE INDÚSTRIA SGPS SA

Sociedade Aberta

Relatório do Conselho de Administração 1º Semestre de 2003

Lugar do Espido, Via Norte, Maia Matriculada na C.R.C. da Maia sob o nº. 1067 Capital Social de 500 000 000 euros Pessoa Colectiva nº. 500 204 128

31 de Julho de 2003

Senhores Accionistas:

Em cumprimento da Lei e dos Estatutos da sociedade vimos apresentar a V. Exas. o Relatório e Contas referentes ao primeiro semestre de 2003.

O relatório e as demonstrações financeiras que aqui apresentamos referem-se exclusivamente à actividade individual da sociedade, sendo os aspectos relativos à actividade das participadas tratados em relatório próprio.

1. Envolvente Económica

A Sonae Indústria, SGPS, SA, desenvolve a sua actividade através de subsidiárias localizadas na Europa Ocidental, América do Norte, Brasil e África do Sul, espaços económicos onde durante o primeiro semestre de 2003 se verificaram, de forma generalizada, condições macroeconómicas adversas, caracterizadas principalmente por tendências recessivas ou de fraco crescimento económico, procura interna débil e aumento das taxas de desemprego.

Ao longo dos últimos meses do primeiro e início do segundo semestres, tem-se registado consistentemente uma evolução positiva dos indicadores de clima económico e de sentimento dos consumidores, embora com ritmos diferentes nas várias zonas económicas: nos Estados Unidos, de forma mais vigorosa, sendo opinião cada vez mais unânime que a recuperação económica se encontra já em curso, principalmente em virtude da relativamente rápida e bem sucedida intervenção militar no Iraque, de políticas monetárias expansivas e políticas fiscais de estímulo ao investimento e ao consumo, sendo previsto uma taxa crescimento anual do PIB de 2,5%1 . Na União Europa, verificam-se condições bastante distintas nas principais economias: evolução positiva dos mesmos indicadores mais nítida no Reino Unido, moderada na França e Alemanha e ausência de recuperação em Itália. Consequentemente, perspectiva -se timidamente o início de uma retoma da actividade económica na União Europeia, onde as principais economias apresentaram desempenhos negativos e bastante aquém dos verificados na América do Norte ao longo do primeiro semestre, estando previsto uma taxa de crescimento anual do PIB de 2,1%1 .para o Reino Unido e de 1,05%1 .para a Zona Euro.

Em relação a Portugal, a actividade económica tem, desde 2002, acompanhado pari passu a tendência internacional, embora de forma mais acentuada, principalmente em resultado das

políticas internas de consolidação orçamental, com forte impacto negativo ao nível da procura interna. Consequentemente, o PIB contraiu-se ao longo do segundo semestre de 2002 e primeiro semestre de 2003. Em relação ao segundo semestre do corrente exercício, está prevista uma ligeira recuperação da actividade económica, a continuar de forma mais nítida em 2004, sendo prevista uma taxa de crescimento do PIB para 2003 de 0,3%1 .

Fontes 1 OECD Economic Outlook, nº. 73, June 2003, www.oecd.org;

2. ACTIVIDADES DA SOCIEDADE GESTORA

No âmbito de um conceito de exercício indirecto da actividade económica, a sociedade, para além da gestão da sua carteira de participações financeiras, tem centrado a sua actividade na definição das linhas de orientação estratégica e gestão financeira global, com enfoque na gestão das necessidades de financiamento e acompanhamento dos negócios das suas subsidiárias.

Terminado o ciclo de grandes investimentos restruturantes da capacidade produtiva das suas subsidiárias, a sociedade tem prosseguido com uma racionalização da sua carteira de participações, tendo em conta a tendência estratégica de centralização no seu negócio principal.

Neste âmbito, há a destacar as seguintes operações realizadas no período pela sociedade e suas subsidiárias:

  • a) Alienação da participação na Imoplamac, SA por 620 000 euros, à data de 1 de Janeiro de 2003;
  • b) Alienação da participação na NAB, SA por 231 210 euros, à data de 30 de Junho de 2003;
  • c) Alienação da participação na Imocapital, SGPS, SA à Socelpac, SGPS, S. A., por 119 750 000 euros, à data de 28 de Maio de 2003;
  • d) Aumento de capital da Socelpac, SGPS, SA no montante de 119 950 000 euros, à data de 28 de Maio de 2003;
  • e) Aumento de capital da Sonae UK, Ltd., no montante de 38 000 000 GBP, à data de 1 de Janeiro de 2003;
  • f) Aumento de capital da Tafisa UK, Ltd., no montante de 38 000 000 GBP, à data de 1 de Janeiro de 2003;

  • g) Redução de capital da Tafiber Tableros de Fibras Ibéricas, S. L., no montante de 18 578 484 euros, seguido de aumento de capital, no montante de 21 000 000 euros, à data de 30 de Junho de 2003;
  • h) Redução de capital da Taiber Tableros Aglomerados Ibéricos, S. L., no montante de 17 155 613 euros seguido de aumento de capital, no montante de 12 000 110 euros, à data de 30 de Junho de 2003;
  • i) Redução de capital da Portucel Embalagem Empresa Produtora de Embalagem de Cartão, S. A., no montante de 20 000 000 euros, à data de 13 de Março de 2003;
  • j) Redução de capital da Portucel Viana Empresa Produtora de Papéis Industriais, S. A., no montante de 100 000 000 euros, à data de 16 de Janeiro de 2003;
  • k) Aquisição, pela Tableros de Fibras, S. A. de 6 400 acções representativas do seu capital social, por 22 597 euros, elevando desta forma para 3,7% o número de acções próprias detidas por esta sociedade;
  • l) Liquidação da Resoflex Lda. à data de 30 de Junho de 2003;

3. ACÇÕES PRÓPRIAS

No decorrer do primeiro semestre de 2003 a sociedade não adquiriu ou alienou acções próprias. A 30 de Junho de 2003 a empresa não detinha quaisquer acções próprias.

7. RESULTADOS

Relativamente ao primeiro semestre de 2003, a sociedade apresenta:

Resultados operacionais: -405 544 euros;

Resultados financeiros: 4 838 794 euros;

Resultados extraordinários: 119 727 504 euros;

Resultado líquido de 124 160 754 euros.

Maia, 31 de Julho de 2003

O Conselho de Administração

____________________ Belmiro Mendes de Azevedo

Carlos António Rocha Moreira da Silva

____________________________

____________________________

Carlos Francisco de Miranda Guedes Bianchi de Aguiar

____________________________________________

________________________________

________________________________

________________________________

________________________________

________________________________

________________________________

___________________________ Jose Antonio Comesaña Portela

Duarte Paulo Teixeira de Azevedo

José Álvaro Cuervo Garcia

________________________________ José Álvaro Cuervo Garcia

Diogo António Rodrigues da Silveira

Christian Günther Schwarz

Stéfan Colin Collignon

Hans -Georg Brodach

Angel Manuel Garcia Altozano

INFORMAÇÃO DOS ORGÃOS SOCIAIS

Em cumprimento do disposto no nº. 1 da alínea b) do artº. 7 do Regulamento nº. 11/2000 da CMVM, com as alterações introduzidas pelo Regulamento nº. 24/2000 da CMVM, declaramos ter recebido a seguinte informação:

Belmiro Mendes de Azevedo

Data Aquisições
Quantidade
Valor Md. €
Alienações
Quantidade
Valor Md. €
Saldo em
30.06.2003
Quantidade
Efanor Investimentos, SGPS, SA (1)
Imparfin, SGPS, SA (2)
Sonae, SGPS, SA
Sonae.com, SGPS, SA
49,999,997
112,500
14,901
75,537

Duarte Paulo Teixeira de Azevedo

Aquisições Alienações Saldo em
30.06.2003
Data Quantidade
Valor Md. €
Quantidade Valor Md. € Quantidade
Efanor Investimentos, SGPS, SA (1) 1
Imparfin, SGPS, SA (2) 112,500
Sonae, SGPS, SA 277,486
Sonae.com, SGPS, SA 264,875
Obrigações Sonae Indústria / 98 0
Amortização 03.03.2003 2,013,647 0.01
Obrigações Modelo Continente / 95 598,558

Carlos Francisco de Miranda Guedes Bianchi de Aguiar

Aquisições Alienações Saldo em
30.06.2003
Data Quantidade
Valor Md. €
Quantidade
Valor Md. €
Quantidade
Sonae, SGPS, SA 10,620

Jose Antonio Comesaña Portela

Aquisições Alienações
Data Quantidade Valor Md. € Quantidade Valor Md. € 30.06.2003
Quantidade
Sonae.com, SGPS, SA 29,900
Tableros de Fibras, S.A. 1,216
Aquisições Alienações Saldo em
30.06.2003
Quantidade Valor Md. € Quantidade Valor Md. € Quantidade
(1) Efanor Investimentos, SGPS, SA
Sonae, SGPS, SA
Pareuro, BV (3)
948,101,424
20,000
(3) Pareuro, BV
Sonae, SGPS, SA
(2) Imparfin, SGPS, SA
108,820,695
Sonae, SGPS, SA 5,193,798

PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS

Em cumprimento ao artº. 6º., alínea e) do Regulamento da CMVM nº. 11/2000, com as alterações introduzidas pelo Regulamento nº. 24/2000, indicamos os titulares de participações qualificadas a 30 de Junho de 2003:

% Direitos
Accionista Nº. De acções de voto
Sonae, SGPS, S. A. 95 871 002 95,87%

Sonae Indústria - SGPS, SA

Balanço em 30 de Junho de 2003

Euros
03.06.30 02.06.30
Activo Activo
Bruto
Amortizações
e Provisões
Activo
Liquido
Activo
Liquido
IMOBILIZADO
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação
Despesas investigação e desenvolvimento
6.163.637
90.928
5.947.710
86.128
215.927
4.800
1.021.438
19.494
Propriedade industrial e outros direitos
Trespasses
Imobilizações em curso
Adiantam. por conta de imobilizações incorpóreas
6.254.565 6.033.838 220.727 1.040.932
Imobilizações corpóreas:
Terrenos e recursos naturais
Edificios e outras construções
Equipamento básico
Equipamento de transporte
Ferramentas e utensílios
Equipamento administrativo 112.458 100.783 11.675 18.662
Taras e vasilhame
Outras imobilizações corpóreas
Imobilizações em curso
Adiantam. por conta de imobilizações corpóreas
112.458 100.783 11.675 18.662
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresas do grupo 510.996.391 510.996.391 405.211.409
Empréstimos a empresas do grupo 23.311.069 23.311.069 361.176.011
Partes de capital em empresas associadas
Empréstimos a empresas associadas
159.615 159.615
Títulos e outras aplicações financeiras 206.789 206.789 17.922
Outros empréstimos concedidos 446.742.240 446.742.240
Imobilizações em curso
Adiant. p/ conta investimentos financeiros
981.416.104 981.416.104 766.405.342
CIRCULANTE
Existências:
Matérias primas, subsidiárias e de consumo
Produtos e trabalhos em curso
Subprodutos desperd.resíduos e refugos
Produtos acabados e intermédios
Mercadorias
Adiantamentos p/ conta de compras
Dívidas de terceiros - Médio e longo prazo:
Clientes c/c
Clientes - Títulos a receber
Adiantam. a fornecedores
Estado e outros entes públicos
Outros devedores 4.842.074 4.842.074 4.843.688
4.842.074 4.842.074 4.843.688
Dívidas de terceiros - Curto prazo:
Clientesc/c
Clientes - Títulos a receber
Clientes de cobrança duvidosa
Empresas do grupo
75.387.504 75.387.504 201.435.663
Empresas participadas e participantes
Outros accionistas
Adiantam. a fornecedores
Adiantam. a fornecedores de imobilizado
Estado e outros entes públicos 481.151 481.151 893.736
Outros devedores 25.937.613 25.937.613 5.599.248
Subscritores de capital
101.806.268 101.806.268 207.928.647
Títulos negociáveis:
Obrigações em empresas associadas
Outros títulos negociáveis
Outras aplicações de tesouraria
20.459.200 20.459.200 15.070.961
20.459.200 20.459.200 15.070.961
Depósitos bancários e caixa:
Depósitos bancários
2.784.320 2.784.320 51.991
Caixa 112 112 421
2.784.432 2.784.432 52.412
ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
Acréscimos de proveitos 10.395.695 10.395.695 15.804.379
Custos diferidos 537 537 177.666
10.396.232 10.396.232 15.982.045
Total de amortizações 6.134.621
Total de provisões
Total do activo 1.128.071.333 1.121.936.712 1.011.342.689

O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração

Capital Próprio e Passivo 03.06.30 02.06.30
CAPITAL PRÓPRIO
Capital 500.000.000 500.000.000
Acções próprias - valor nominal
Acções próprias - descontos e prémios
Acções próprias - acções remiveis
Prestações suplementares
Prémios de emissão de acções 135.339.049 135.339.049
Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas
Reservas de reavaliação
Reservas:
Reservas legais
3.297.117 3.297.117
Reservas estatutárias
Reservas contratuais
Outras reservas 50.818.831 50.818.832
Resultados transitados -5.188.172 1.947.030
684.266.825 691.402.028
Resultado líquido do exercício 124.160.754 5.222.515
Total dos capitais próprios 808.427.579 696.624.543
PASSIVO
Provisões para riscos e encargos:
Provisões para pensões
Provisões para impostos
Outras provisões para riscos e encargos 2.035.000
2.035.000
Dívidas a terceiros - Médio e longo prazo:
Empréstimos por obrigações:
Convertíveis
Não convertíveis 21.029.170
Dívidas a instituições de crédito
Adiantamentos por conta de vendas
Fornecedores c/c
Fornecedores - Títulos a pagar
Fornecedores de imobilizado - Títulos a pagar
Empresas do grupo
214.053.790 225.185.723
Empresas participadas e participantes
Outros accionistas (sócios)
Adiantamentos de clientes
Outros empréstimos obtidos
Fornecedores de imobilizado c/c
Estado e outros entes públicos
Outros credores
2.127.544
Subscritores de capital MLP
214.053.790 248.342.437
Dívidas a terceiros - Curto prazo:
Empréstimos por obrigações:
Convertíveis
Não convertíveis
Dívidas a instituições de crédito
Adiantamentos por conta de vendas
14.947.188 5.006.196
Fornecedores c/c 6.121 5.066
Fornecedores - Facturas em recepção e conferência
Fornecedores - Títulos a pagar
Fornecedores de imobilizado - Títulos a pagar
Empresas do grupo 76.255.490 49.087.008
Empresas participadas e participantes
Outros accionistas (sócios)
Adiantamentos de clientes
Outros empréstimos obtidos
Fornecedores de imobilizado c/c 4.240
Estado e outros entes públicos 165 1.788.993
Outros credores 804.391 908.508
92.017.595 56.795.771
Acrescimos e diferimentos
Acréscimos de custos
7.437.748 7.537.534
Proveitos diferidos 7.404
7.437.748 7.544.938
Total do passivo 313.509.133 314.718.146
Total do capital próprio e do passivo 1.121.936.712 1.011.342.689

Sonae Indústria - SGPS, SA

Demonstração dos Resultados do 1º. Semestre de 2003

Euros
03.06.30 02.06.30
CUSTOS E PERDAS
Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas:
Mercadorias
Matérias-Primas
Fornecimentos e serviços externos 142.389 469.321
Custos com o pessoal:
Remunerações
Encargos sociais:
Pensões
Outros
Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo 208.295 599.193
Provisões 208.295 599.193
Impostos 54.260 12.750
Outros custos operacionais 600 54.860 1.562 14.312
(A) 405.544 1.082.826
Amortizações e provisões de aplicações e investimentos financeiros
Juros e custos similares:
Relativos a empresas do grupo
Outros
7.370.562
280.120
7.650.682 7.232.144
923.767
8.155.911
(C)
Perdas relativas a empresas associadas
8.056.226 9.238.737
Custos e perdas extraordinárias 377.224 3.487
(E) 8.433.450 9.242.224
Imposto sobre o rendimento do exercício 1.785.561
(G)
Resultado líquido do exercício
8.433.450
124.160.754
11.027.785
5.222.515
132.594.204 16.250.300
Proveitos e ganhos
Vendas:
Mercadorias
Produtos
Prestação de serviços
Variação da produção
Trabalhos para a própria empresa
Proveitos suplementares
Subsídios à exploração
16.321
Outros proveitos e ganhos operacionais 16.321
(B) 16.321
Ganhos de participações de capital:
Relativos a empresas do grupo
Relativos a outras empresas
Rendimentos de títulos negociáveis e de outras aplicações financeiras:
Relativos a empresas do grupo
952.485 514.105
Outros
Outros juros e proveitos similares:
Relativos a empresas do grupo 11.449.348 14.845.741
Outros
(D)
87.643 12.489.476
12.489.476
441 15.360.287
15.376.608
Ganhos relativos a empresas associadas
Proveitos e ganhos extraordinários
(F)
120.104.728
132.594.204
873.692
16.250.300
Resumo:
Resultados operacionais: (B) - (A) = -405.544 -1.066.505
Resultados financeiros: [(D) - (B)] - [(C) - (A)] = 4.838.794 7.204.376
Resultados correntes: (D) - (C) =
Resultados antes de impostos: (F) - (E) =
4.433.250
124.160.754
6.137.871
7.008.076
Resultado líquido do exercício: (F) - (G) = 124.160.754 5.222.515

O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração

SONAE INDÚSTRIA SGPS SA

ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS

EM 30 DE JUNHO DE 2003

(Valores expressos em Euros)

NOTA INTRODUTÓRIA

A informação constante deste anexo segue a estrutura e numeração propostas pelo Plano Oficial de Contabilidade, sendo apenas apresentadas as notas cuja informação é relevante para a leitura das demonstrações financeiras da Sonae Indústria, SGPS, SA.

1. DISPOSIÇÕES DO POC DERROGADAS NO EXERCÍCIO

No sentido de as demonstrações financeiras darem uma imagem verdadeira e apropriada, as disposições do POC derrogadas, assim como os seus efeitos, foram os seguintes:

Nas demonstrações financeiras não foi aplicado o método da equivalência patrimonial previsto pela Directriz Contabilística nº 9/92, por se considerar que, apresentando esta sociedade demonstrações financeiras consolidadas, a aplicação do referido método nas contas individuais continuaria a não traduzir uma imagem apropriada da composição do património e actividades desenvolvidas pelo conjunto da Sociedade com as suas filiais. Adicionalmente, a aplicação deste método, quando a Sociedade apresenta demonstrações financeiras consolidadas, não é obrigatório no normativo internacional.

3. CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS E POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS UTILIZADAS

As Demonstrações Financeiras foram elaboradas em conformidade com os princípios contabilísticos da continuidade das operações, da especialização dos exercícios e do custo histórico, e foram utilizados os seguintes critérios valorimétricos e políticas contabilísticas:

a) Activo imobilizado incorpóreo

O activo imobilizado incorpóreo é apresentado ao custo de aquisição e é amortizado pelo método das quotas constantes durante um período de 3 anos.

b) Activo imobilizado corpóreo

O imobilizado é registado ao custo de aquisição, sendo as amortizações calculadas segundo o método das quotas constantes, com aplicação das taxas mínimas da portaria nº. 737/81 e do decreto regulamentar nº. 2/90.

c) Investimentos financeiros

Os investimentos financeiros encontram-se registados ao custo de aquisição adicionado das despesas de compra ou, no caso dos empréstimos concedidos a empresas interligadas e de outros empréstimos concedidos, ao valor nominal. As perdas permanentes de valor estimadas na realização das participações financeiras e empréstimos, encontram-se registadas na rubrica provisão para investimentos financeiros (Nota 34).

Na venda de participações financeiras é respeitado o critério de relevação por lotes.

d) Títulos negociáveis

Os títulos negociáveis e outras aplicações de tesouraria são registados ao mais baixo do custo de aquisição, incluindo os gastos adicionais de compra mas excluindo eventuais parcelas de rendimentos correspondentes ao tempo decorrido, ou valor de mercado.

e) Dívidas de e a Terceiros

As operações em moeda estrangeira são registadas ao câmbio da data considerada para a operação.

À data do balanço as dívidas resultantes dessas operações (excepto as incluídas nas rubricas de investimentos financeiros), em relação às quais não exista fixação de câmbio, são actualizadas com base no câmbio dessa data, sendo as respectivas diferenças de câmbio, se negativas e/ou positivas de curto prazo, reconhecidas como resultados do exercício e, se positivas de médio e longo prazo, diferidas. Caso existam expectativas razoáveis de que o ganho é reversivel, o mesmo é transferido para resultados no exercício em que se realizam os pagamentos ou recebimentos, totais ou parciais, das dívidas com que estão relacionadas e pela parte correspondente a cada pagamento ou recebimento.

7. NÚMERO MÉDIO DE PESSOAS AO SERVIÇO DA SOCIEDADE

Durante o primeiro semestre de 2003 não existiram pessoas com vínculo laboral à Sociedade.

8. DESPESAS DE INSTALAÇÃO E DESPESAS DE INVESTIGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO

Não ocorreram variações significativas no saldo da rubrica de Depesas de Instalação durante o período.

10. MOVIMENTOS NAS RUBRICAS DO ACTIVO IMOBILIZADO

Os movimentos ocorridos durante o período, nas rubricas do activo imobilizado constantes do balanço e nas respectivas amortizações e provisões podem ser resumidos como segue:

Activo Bruto Euros
Saldo Transferências Saldo
Rubricas Inicial Aumentos Alienações e Abates Final
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 6.384.321 22.349 243.033 6.649.703
Despesas Investigacao e Desenvolvimento 90.928 90.928
6.475.249 22.349 243.033 6.740.631
Imobilizações corporeas:
Equipamento de transporte 0
Equipamento administrativo 111.953 505 112.458
111.953 505 112.458
Investimentos financeiros:
a) Partes de capital em empresas do grupo 392.211.833 119.950.000 1.155.484 -9.958 510.996.391
Empréstimos a empresas do grupo 67.010.013 0 43.700.032 1.088 23.311.069
Partes de capital em empresas associadas 159.615 0 159.615
Empréstimos a empresas associadas
Titulos e outras aplicações financeiras 196.831 0 9.958 206.789
Outros empréstimos concedidos 339.988.714 108.154.614 1.400.000 -1.088 446.742.240
799.567.006 228.104.614 46.255.516 0 981.416.104

a) O aumento verificado na rubrica, respeita à subscrição e realização do aumento de capital na Socelpac, SGPS, S. A..

Amortizações e Provisões Euros
Saldo Transferências Saldo
Rubricas Inicial Aumentos Alienações e Abates Final
Imobilizações incorpóreas:
a) Despesas de instalação 5.964.899 203.141 220.330 6.388.370
Despesas Investigacao e Desenvolvimento 83.898 2.230 86.128
6.048.797 205.371 220.330 6.474.498
Imobilizações corporeas:
Equipamento de transporte
Equipamento administrativo 97.657 3.126 100.783
97.657 3.126 100.783
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresas do grupo

12. DIPLOMAS LEGAIS EM QUE SE BASEOU A REAVALIAÇÃO DE IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS

Em 30 de Junho de 2003 não existiam bens reavaliados no imobilizado da sociedade.

14. IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS E EM CURSO

As imobilizações corpóreas estão afectas à actividade da sociedade.

16. RELAÇÃO DAS EMPRESAS DO GRUPO E ASSOCIADAS

Em 30 de Junho de 2003, a Sociedade detinha as seguintes participações em empresas do grupo e associadas:

Euros
Firma % de Capitais Resultados
Participação Próprios exercício
30.06.2003 2003
Ecociclo - Energia e Ambiente, S. A. 100 -264.164 -12.347 b)
Euroresinas - Indústrias Químicas, S. A. 100 4.521.987 -306.552
Maichave - Acessórios de Casa, S. A. 100 -401.443 -106.309
Maiequipa, Equipamentos, S. A. 100 724.306 34.254
Movelpartes - Comp. Para Ind. de Mobil. , S. A. 100 4.228.553 -204.400
Poliface - Comp. Sist. pª Mobil. e Constr., S. A. 100 4.096.964 -175.436
R. G. R. - Reciclagem e Gestão de Resíduos, S. A. 100 160.946 61.736
Resoflex - Mobil. e Equipam. de Gestão, S. A. 100 401.905 -456.017
SIR - Sonae Indústria de Revestimentos, S. A. 99,98 27.398.825 390.292
Socelpac, SGPS, S. A. 100 119.957.845 -12.215
Sonae - Serviços de Gestão, S. A. 100 1.976.304 99.206
Sonae Indústria - Consultadoria e Gestão, S. A. 100 -311.444 -92.815
Sonae Indústria Brasil, Lda 100 187.209 2.765 b)
Sonae North America, Ltd 100 -603.096 -601.502 a), b)
Sonae Tafibra - Gestão Comercial, S. A. 100 1.490.183 161.839
Sonaegest Soc. Gest. Fundos Imobiliários, S. A. 20 1.423.329 107.132 a), b)
Tafisa - Tableros de Fibras, S. A. 83,82 -4.338.289 -696.141

A empresa integra o perímetro de consolidação da Sonae, SGPS, S. A. com sede no lugar de Espido,

Via Norte, Maia.

a) Demonstrações financeiras do exercício de 2001, por indisponibilidade de informação referente ao primeiro semestre de 2003.

b) Sociedade não incluída no perímetro de consolidação social da Sonae Indústria, SGPS, SA, por imaterialidade.

27. OBRIGAÇÕES E OUTROS TÍTULOS SIMILARES EMITIDOS PELA SOCIEDADE

OBRIGAÇÕES SONAE INDÚSTRIA/98

Em Março de 2003, efectuou-se o pagamento de juros referentes ao 10º cupão, bem como se procedeu ao reembolso integral do empréstimo obrigacionista, no montante de 21 029 170 euros.

31. COMPROMISSOS FINANCEIROS NÃO EVIDENCIADOS NO BALANÇO

A Sonae Indústria, S. G. P. S., S. A. é solidariamente responsável com o seu principal accionista, Sonae S.G.P.S., S. A., pelo cumprimento das obrigações decorrentes de um contrato de financiamento junto do Banco Europeu de Investimentos, no montante de 50 000 000 euros, efectuado duarante o exercício de 2001;

Durante o exercício de 2002, a Sonae Indústria S. G. P. S., S. A., conjuntamente com o seu principal accionista, Sonae S. G. P. S., S. A. e com a sua filial Glunz AG, efectuaram um contrato de financiamento junto do Banco Europeu de Investimento, no montante de 119 000 000 euros, o qual estabelece que as três sociedades são solidariamente responsáveis pelo cumprimento das obrigações decorrentes do mesmo.

32. GARANTIAS PRESTADAS

Em 30 de Junho de 2003, a Sociedade tinha assumido responsabilidades por garantias prestadas, como segue:

1ª Repartição de finanças da Maia 364.775
Banco Europeu de Investimento 169.000.000

Não foi criada qualquer provisão para fazer face a eventuais riscos relacionados com os diferendos de natureza fiscal para os quais foram prestadas garantias, por ser entendimento da Administração que da resolução dos referidos diferendos não resultarão quaisquer passivos para a Sociedade.

Euros

36. COMPOSIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL

Em 30 de Junho de 2003 o capital social está representado por 100 000 000 de acções ordinárias ao portador e escriturais, com o valor nominal de 5 Euros.

37. PARTICIPAÇÃO NO CAPITAL SOCIAL SUPERIOR OU IGUAL A 20%, POR PESSOAS COLECTIVAS

As seguintes pessoas colectivas detêm mais de 20% do capital subscrito em 30 de Junho de 2003:

%
95,87

40. MOVIMENTOS OCORRIDOS NO EXERCÍCIO NAS RUBRICAS DE CAPITAIS PRÓPRIOS

Euros
Rubricas Saldo Saldo
Inicial Aumentos Diminuições Transferências Final
Capital social 500.000.000 500.000.000
Acções Próprias:
Valor nominal
Desconto e prémios
Prestações suplementares
Prémios de emissão de acções 135.339.049 135.339.049
Ajustamento de partes de capital em
empresas do grupo e associadas
Reservas de reavaliação
Reservas
- Reservas legais 3.297.117 3.297.117
- Reservas estatutárias
- Reservas contratuais
- Outras reservas 50.818.831 50.818.831
Resultados Transitados 1.947.029 -7.135.201 -5.188.172
Resultado Líquido -7.135.201 124.160.754 7.135.201 124.160.754
684.266.825 124.160.754 808.427.579

Os movimentos ocorridos nas outras rubricas de capitais próprios durante o 1º. semestre de 2003 foram como segue:

45. DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS FINANCEIROS

Euros
Custos e perdas 03.06.30 02.06.30
Juros suportados 7.632.222 7.733.104
Amortização de investimentos em imóveis
Provisões para aplicações financeiras
Diferenças de câmbio desfavoráveis 415.253
Descontos de pronto pagamento concedidos
Perdas na alienação de aplicações de tesouraria
Outros custos e perdas financeiras 18.460 7.555
Resultados financeiros 4.838.794 7.204.376
12.489.476 15.360.288
Proveitos e ganhos 03.06.30 02.06.30
Juros obtidos 12.408.381 15.360.288
Rendimentos de imóveis
Rendimentos de participações de capital
Diferenças de câmbio favoráveis 81.095
Descontos de pronto pagamento obtidos
Ganhos na alienação de aplicações de tesouraria
Outros proveitos e ganhos financeiros
12.489.476 15.360.288

46. DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS

euros
Custos e perdas 03.06.30 02.06.30
Donativos
Dívidas incobráveis
Perdas em existências
Perdas em imobilizações 377.021
Multas e penalidades 100
Aumentos de amortizações e provisões 203
Correcções relativas a exercícios anteriores 3.387
Outros custos e perdas extraordinárias
Resultados extraordinários 119.727.504 870.205
120.104.728 873.692
Proveitos e ganhos 03.06.30 02.06.30
Restituição de impostos
Recuperação de dívidas
Ganhos em existências
Ganhos em imobilizações 119.822.756
Benefícios de penalidades contratuais
Reduções de amortizações e provisões
Reduções de amortizações
Correcções relativas a exercícios anteriores 220.330 638.232
Outros proveitos e ganhos extraordinários 61.642 235.460
120.104.728 873.692

a) Inclui 119 725 000 euros de mais-valia referente à alienação da participação na Imocapital SGPS, SA a uma sociedade do grupo, que teve por base uma avaliação independente.

47. INFORMAÇÕES EXIGIDAS POR DIPLOMAS LEGAIS

Nº 4 do Artº 5º do Decreto-Lei nº 318/94

Euros
Créditos de empresas participantes
Sociedade Saldo Saldo
Inicial Aumentos Diminuições Transferências Final
Sonae SGPS, S. A. 197.883.850 16.169.940 214.053.790
Euros
Créditos a empresas participadas
Sociedade Saldo Saldo
Inicial Aumentos Diminuições Transferências Final
Euroresinas, Indústrias Químicas, S. A. 17.302.701 300.000 17.002.701
Ecociclo - Energia e Ambiente, S. A. 299.892 299.892
Imocapital, SGPS, S. A. 24.625.247 24.625.247
Indústrias Florestais de Manica - Ifloma, S. A. R. L.
Maichave - Consultadoria e Gestão, S. A.
Maiequipa, Equipamentos, S. A. 331.617 331.617
Movelpartes - Comp. Pª Indústria de Mobiliário, S. A. 3.691.918 440.000 3.251.918
NAB - Sociedade Imobiliária, S. A. 12.803.090 12.803.090
Poliface North America, Inc
Poliface, Comp. Sistemas pª Mobiliário Const., S. A. 444.955 444.955
Resoflex - Mobiliário e Equipamento de Gestão, S. A.
Somit - Soc. de Madeiras Industrial. e Transf., S. A.
Somit Imobiliária, S. A. 1.880.500 1.400.000 480.500
Sonae Indústria de Revestimentos, S. A. 5.907.739 5.087.739 820.000
Sonae North America, Ltd 1.088 1.088
Tafisa - Tableros de Fibras, S. A. 1.603.838 1.603.838
Taiber - Tableros Aglomerados Ibérios, S. L. 338.106.142 108.155.614 446.261.756
406.998.727 108.155.614 45.101.031 470.053.310

48. OUTRAS INFORMAÇÕES

1) EMPRÉSTIMOS DE FINANCIAMENTO CONCEDIDOS E NÃO REMUNERADOS

Durante o primeiro semestre de 2003, os saldos de suprimentos concedidos e não remunerados existentes à data de 31.12.2002, passaram a ser remunerados na totalidade.

Euros
31.12.2002 30.06.2003
- Ecociclo - Energia e Ambiente, S. A. 173.774 0
- Imocapital, SGPS, S. A. 24.625.247 0
- Sonae North America, Ltd 1.088 0

O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração

MAGALHÃES, NEVES & ASSOCIADOS, SROC S.A.

Inscrição na OROC nº 95 Registo na CMVM nº 223 NIPC 502 558 610 Capital Social 50.000 euros Matriculada na CRC de Lisboa sob o nº 12.179

RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA ELABORADO POR AUDITOR REGISTADO NA CMVM SOBRE INFORMAÇÃO SEMESTRAL PARA CONTAS INDIVIDUAIS

Introdução

    1. Para os efeitos do artigo 246.º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação financeira do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2003, da Sonae Indústria, S.G.P.S., S.A., incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço (que evidencia um total de 1.121.936.712 Euros e um total de capital próprio de 808.427.579 Euros, incluindo um resultado líquido de 124.160.754 Euros) e na Demonstração dos resultados do período de seis meses findo naquela data e no correspondente Anexo.
    1. As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos da Empresa.

Responsabilidades

    1. É da responsabilidade do Conselho de Administração da Empresa: (i) a preparação da informação financeira histórica semestral de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários; (ii) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (iii) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (iv) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
    1. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se, para os aspectos materialmente relevantes, é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva, lícita e em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório de segurança moderada, profissional e independente, sobre essa informação financeira, baseado no nosso trabalho.

Âmbito

    1. O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida está isenta de distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, foi planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicabilidade, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se, para os aspectos materialmente relevantes, a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários.
    1. O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
    1. Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente relatório de revisão limitada sobre a informação financeira semestral.

MAGALHÃES, NEVES & ASSOCIADOS, SROC S.A.

Reserva

  1. Conforme referido no anexo ao balanço e à demonstração dos resultados, as participações financeiras em empresas do grupo e associadas, encontram-se registadas ao custo de aquisição e não pelo método da equivalência patrimonial conforme requerido pela Directriz Contabilística nº 9. A Empresa irá preparar e apresentar em separado, demonstrações financeiras consolidadas em 30 de Junho de 2003. Embora na Nota 16 do anexo ao balanço e à demonstração dos resultados seja apresentada informação financeira das empresas do grupo e associadas, à data deste relatório, não foi quantificado o efeito nas demonstrações financeiras anexas que resultaria caso tivesse sido utilizado o método da equivalência patrimonial para registar os investimentos financeiros em empresas do grupo e associadas.

Parecer

  1. Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, excepto para os efeitos do assunto descrito no parágrafo 8 acima, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2003 não esteja isenta de distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal e que, nos termos das definições incluídas nas directrizes mencionadas no parágrafo 5 acima, não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

Porto, 31 de Julho de 2003

MAGALHÃES, NEVES & ASSOCIADOS, SROC, S.A. Representada por Jorge Manuel Araújo de Beja Neves