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Semapa

Quarterly Report Feb 29, 2008

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Quarterly Report

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RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS

EXERCÍCIO DE 2007

Semapa – Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, SA. Sociedade Aberta

Av. Fontes Pereira de Melo, 14 – 10º - 1050-121 Lisboa Tel. (351) 213 184 700 Fax (351) 213 573 326 Mat. Cons. Reg. Com. de Lisboa e Nº Pessoa Colectiva 502 593 130 Capital Social 118.332.445 Euros

ÍNDICE

1. ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO 1
2. ACTIVIDADE DESENVOLVIDA 2
3. ACONTECIMENTOS RELEVANTES DO EXERCÍCIO 3
4. ÁREA FINANCEIRA 4
4.1. Financiamentos 4
4.2. Políticas Contabilísticas 4
4.3. Gestão de Risco 4
4.4. Pensões 5
4.5. Evolução da Performance Bolsista 5
4.6. Resultado Líquido do Exercício 6
5. PERSPECTIVAS PARA 2008 6
6. EVENTOS SUBSEQUENTES 6
7. REFERÊNCIAS FINAIS 6
8. PROPOSTA DE APLICAÇÃO DOS RESULTADOS 7

1. ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO

Em 2007, a economia portuguesa cresceu 1,9%, depois de ter acelerado no último trimestre do ano. De acordo com dados divulgados pelo INE, o crescimento do PIB no ano passado foi o mais elevado dos últimos seis anos (2001), o que contrasta favoravelmente com 1,6% de crescimento que ocorreu em 2006.

O perfil de recuperação da economia nacional registado em 2007 foi apoiado numa evolução mais favorável do investimento empresarial e num crescimento robusto das exportações de bens e serviços. Simultaneamente, verificou-se uma correcção de alguns desequilíbrios, designadamente: i) das contas externas, apesar dos choques desfavoráveis decorrentes do significativo aumento do preço do petróleo e da subida das taxas de juro aos longo dos últimos anos; e, ii) das finanças públicas, continuando-se a assistir ao processo de consolidação orçamental, que superou mesmo os compromissos assumidos no âmbito do Pacto de Estabilidade e Crescimento. Refira-se ainda que em 2007 continuou a desaceleração do consumo privado iniciada em 2006, a qual terá implicado a interrupção da tendência decrescente da taxa de poupança das famílias observada nos anos mais recentes.

A taxa de inflação em Portugal, medida pela taxa de variação média anual do IHPC (Índice Harmonizado de Preços do Consumidor), deverá ter diminuído de 3,0% em 2006 para 2,4% em 2007, explicado, em grande parte, pela componente energética, que reflectiu a evolução do preço do petróleo em euros, em termos anuais.

A nível mundial, o ano de 2007 caracterizou-se por um crescimento global ainda relativamente forte, o que se ficou a dever, em grande medida, à contribuição do bloco de países constituído pela China, Índia, Rússia e Brasil, nos quais, segundo estimativas do FMI o ritmo de expansão da actividade rondou os 8,1%. Por outro lado, as economias desenvolvidas abrandaram o ritmo de crescimento de 2,9% para 2,5%.

A situação nos mercados financeiros internacionais caracterizou-se, desde Agosto de 2007, por uma elevada turbulência, que induziu uma reavaliação significativa e abrupta do risco por parte dos investidores, cujos efeitos na actividade económica não são fáceis de quantificar, quer pela ausência de informação sobre a verdadeira dimensão do fenómeno, quer pela complexidade dos mecanismos de transmissão envolvidos e das soluções adequadas à sua resolução.

A forte deterioração da confiança no sistema financeiro e o consequente alargamento dos diferenciais entre as taxas de juro de mercado e as taxas directoras, influenciou a política monetária em 2007, que acabou por ser um ano de viragem das políticas monetárias de alguns dos principais bancos centrais e de interrupção do ciclo de normalização de outros.

Após 15 meses de pausa, em Setembro de 2007 a Reserva Federal Americana (FED) anunciou um corte de 0,5% da taxa de referência dos fed funds, abandonando o discurso predominantemente centrado no controlo das pressões inflacionistas para focar a sua atenção na redução dos riscos de um arrefecimento mais pronunciado da economia. Até ao final do ano, o FED voltou a descer a taxa directora, tendo mesmo surpreendido o mercado em Janeiro com a redução em 125 pontos da taxa, colocando-a nos 3%.

Por seu lado, o BCE interrompeu a sua política de subida gradual da taxa de juro de refinanciamento, que acabou por se manter nos 4% no final de 2007 devido a i) provável arrefecimento da economia e ii) problemas de liquidez provocadas pela crise financeira que levaram à subida das taxas Euribor para os prazos mais curtos. Apesar da interrupção do ciclo, o BCE tem mantido um discurso agressivo, colocando ênfase no controlo das tensões inflacionistas.

2. ACTIVIDADE DESENVOLVIDA

Tendo em consideração o enquadramento económico, a Semapa SGPS registou um desempenho globalmente positivo em 2007 dada: i) a contribuição líquido das suas participadas para o resultado líquido, no valor global de 127,9 milhões de euros e ii) a alienação de um total de 18,0 milhões de acções da EDP, a que correspondeu a uma mais valia de 23,9 milhões de euros.

No exercício de 2007, os resultados operacionais ascenderam a (13,7) milhões de euros, em sintonia com os valores registados no exercício económico anterior - (13,5) milhões de euros) - e resultaram essencialmente dos custos de estrutura da Semapa SGPS.

Os Resultados Financeiros aportam ao Resultado Líquido um contributo positivo de 105,4 milhões de euros. Para este valor concorreu fundamentalmente os Ganhos em Empresas do Grupo e Associadas com 130,7 milhões de euros (28,6% superior ao valor apresentado no exercício de 2006).

Os Resultados Correntes foram positivos no valor de 91,6 milhões de euros que comparam com os 83,5 milhões de euros registados em 2006 (+9,7%).

A Semapa SGPS encerrou o exercício de 2007 com um Resultado Líquido do período de 122,0 milhões de euros, 33,4% superior ao valor apresentado em idêntico período do ano anterior.

Destaque-se também a redução do nível de endividamento líquido bancário em 27,9 milhões de euros, relativamente ao final de 2006, Para a sua redução contribuíram os seguintes factores: (i) o encaixe de 76,7 milhões de euros com a alienação de acções da EDP, (ii) o recebimento de dividendos das participadas Portucel e da Secil (82,3 e 19,1 milhões de euros, respectivamente), pese embora se tenha (i) pago dividendos de 27,2 milhões de euros, (ii) adquirido acções próprias no valor de 36,7 milhões de euros, (iii) adquirido em bolsa acções da Portucel no montante de 68,7 milhões de euros e (iv) suportado os custos de estrutura e financeiros.

3. ACONTECIMENTOS RELEVANTES DO EXERCÍCIO

  • Realização da Assembleia Geral da Semapa SGPS, em Março de 2007, na qual foi deliberado distribuir dividendos de 0,23 euros por acção em circulação, os quais foram pagos em Abril, no total de 27,2 milhões de euros.
  • Alienação no decurso do exercício de 2007, de um total de 18,0 milhões de acções da EDP Energias de Portugal, a que correspondeu um encaixe financeiro de 76,7 milhões de euros e uma mais valia de 23,9 milhões de euros.
  • Reforço da participação na Portucel, através da aquisição em Bolsa de acções representativas de 3,40% do capital daquela subsidiária.
  • Ao abrigo do contrato Put & Call Combination celebrado com o Caixa Banco de Investimento no final de 2006, a Semapa SGPS exerceu ainda o direito de compra de 2,95% do capital social da Portucel.
  • Aquisição de 2.720.000 acções próprias correspondentes a 2,30% do capital social da Semapa SGPS.

4. ÁREA FINANCEIRA

4.1. Financiamentos

Em 31 de Dezembro de 2007, a dívida líquida bancária da Semapa SGPS totalizou cerca de 433,7 milhões de euros, valor que compara favoravelmente com o registado no final de 2006, já que se traduz numa de redução de 27,9 milhões de euros.

Em Fevereiro de 2007, e ao abrigo do contrato Put & Call Combination celebrado em Novembro de 2006 com o Caixa – Banco de Investimento, a Semapa SGPS exerceu o direito de compra sobre 2,95% do capital social da Portucel. O valor de aquisição desta

Obrigacionistas Papel comercial Outros emprést. Depósitos

participação adicional ascendeu a 76,4 milhões de euros, tendo tipo um efeito neutro no endividamento líquido da Semapa SGPS, uma vez que apenas houve uma substituição de dívida.

Em Março de 2007, de acordo com o estipulado contratualmente, a Semapa SGPS procedeu ao reembolso de 25% do valor nominal das obrigações emitidas ao abrigo do empréstimo obrigacionista – Semapa 98 – no valor de 5,6 milhões de euros.

No decurso de 2007, a Semapa SGPS reforçou a utilização da linha de crédito contratada com o propósito de adquirir títulos de empresas cotadas integrantes do PSI20 (nomeadamente, o reforço da participação financeira na Portucel e aquisição de acções próprias).

A totalidade do financiamento da Semapa SGPS encontra-se denominada em euros e em regime de taxa variável.

4.2. Políticas Contabilísticas

As demonstrações financeiras individuais da Semapa foram preparadas de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal, com a seguinte derrogação:

  • Aplicação da metodologia de reconhecimento dos ganhos e perdas actuariais, em planos de benefícios definidos, directamente nos capitais próprios (Nota 40), conforme disposto na IAS 19 aprovada pelo Regulamento 1910/2005 da Comissão Europeia, de 8 de Novembro.
  • Valorização dos activos financeiros disponíveis para venda, ao justo valor, de acordo com o IAS 39, sendo que as variações no justo valor desses activos são imputadas directamente aos capitais próprios da Semapa

Adicionalmente, os investimentos financeiros em empresas do grupo (e subsidiárias de empresas do grupo) e associadas relevados pelo método da equivalência patrimonial, incorporam os impactos de alterações de políticas contabilísticas registados nas demonstrações financeiras dessas empresas.

4.3. Gestão de Risco

A gestão de riscos tem como prioridade a detecção e cobertura dos riscos que possam ter um impacto materialmente relevante no "resultado líquido" e nos "capitais próprios" ou que criem restrições significativas à prossecução do desenvolvimento dos negócios do Grupo.

No que concerne à actividade da Semapa SGPS refira-se que se encontra exposta a risco de taxa de juro, já que todos os financiamentos encontram-se em regime de taxa de juro variável.

A Semapa SGPS não se encontra exposta a risco de taxa de câmbio uma vez que não efectua transacções com o estrangeiro.

A Semapa SGPS não se encontra exposta ao risco de liquidez por ter linhas de crédito por utilizar com maturidades até 8 anos.

4.4. Pensões

A implementação do Regulamento de reforma dos administradores da Semapa, aprovado na Assembleia Geral de accionistas de 2005, resultou no reconhecimento de responsabilidades referentes a serviços passados no valor de 84 milhões de euros, os quais foram integralmente reconhecidos como custos do exercício de 2005. Da reavaliação destas responsabilidades no final de 2007, resulta um montante de cerca de 91,8 milhões de euros.

4.5. Evolução da Performance Bolsista

O ano de 2007 caracterizou-se por alguma volatilidade nos mercados de capitais, em particular na segunda metade do ano. As principais bolsas europeias tiveram um desempenho misto, com alguns índices a registar ganhos expressivos, nomeadamente o índice da bolsa de Lisboa, o PSI20, que se valorizou cerca de 16%, e com outros índices a acumular perdas, caso do índice FTSE 30, que perdeu cerca de 4%.

Em 2007, o título da Semapa teve um desempenho bolsista bastante positivo até à crise que abalou os mercados financeiros em Agosto, acabando por encerrar o ano praticamente aos mesmos níveis registados no final de 2006 e ligeiramente abaixo da performance do PSI20, conforme pode ser observado no gráfico que a seguir se apresenta:

Evolução das Cotações - desde 29.12.2006 até 31.12.2007

Nota: cotações de fecho

Assim, constata-se que os títulos da Semapa registaram uma valorização de 51% no 1º semestre de 2007 e que, a partir de meados de Agosto até ao final de 2007, o título acumulou uma perda de cerca de 23% . No ano de 2007, a cotação acabou por desvalorizar cerca de 0,79%.

A cotação de fecho diária do título Semapa variou entre o mínimo de 8,77 euros e o máximo de 13,59 euros. O volume médio diário, no período em referência, situou-se nos 280.902 títulos.

Na sessão após a divulgação dos resultados referentes ao exercício de 2006, ocorrida no dia 2 de Março de 2007, registou-se um ajustamento da cotação do título tendo a cotação diminuído em 4,8% face à sessão anterior.

Aquando do pagamento de dividendos relativos ao exercício de 2007, não se registou ajustamento relevante na cotação do título Semapa.

4.6. Resultado Líquido do Exercício

A Semapa encerrou o exercício de 2007 com um Resultado Líquido de 122,0 milhões de euros.

5. PERSPECTIVAS PARA 2008

O ano de 2008 será marcado por uma grande incerteza quanto ao impacto que a crise que assola actualmente os mercados financeiros terá na economia dos principais mercados do Grupo Semapa.

É expectável que a economia norte-americana continue o processo de acentuado arrefecimento que tem registado desde 2006, existindo mesmo a possibilidade de entrar em recessão durante o corrente ano. Espera-se igualmente que a economia europeia sofra um abrandamento, mantendo contudo um crescimento económico positivo. Como consequência, a economia global deverá desacelerar também em 2008, esperando-se contudo que as economias emergentes mantenham alguma pujança.

Sendo a Semapa SGPS uma sociedade cujo objecto é a gestão de participações sociais, as suas perspectivas de evolução dos negócios estão, em grande medida, dependentes da evolução da actividade das suas participadas: Grupo Secil e Grupo Portucel. Estas perspectivas vêm desenvolvidamente referidas no Relatório de Gestão referente às Contas Consolidadas. No entanto, salientam-se duas notas:

  • Em primeiro lugar nota-se que, embora não seja de prever impacto relevante, seja positivo ou negativo, não está ainda definitivamente fechado o sistema de ajustamento de preço da venda da participação minoritária da Secil à CRH, actuais sócios Irlandeses, nos termos dos usuais mecanismos contratuais então acordados. Admitimos que seja possível encerrar este assunto durante o exercício de 2008.
  • Em segundo lugar, tem já julgamento marcado para Maio de 2008 a acção judicial que a Semapa, através da sua subsidiária Semapa Inversiones SL, mantém contra diversas sociedades dos Grupos Teixeira Duarte, BCP e Lafarge, relativa à violação da obrigação de lançamento de uma OPA obrigatória sobre acções da Cimpor.

6. EVENTOS SUBSEQUENTES

• No decurso do mês de Janeiro do ano corrente, a Semapa SGPS reforçou em 0,20% a sua participação na subsidiária Portucel, através da aquisição em bolsa de 1,5 milhões de acções.

7. REFERÊNCIAS FINAIS

O ano de 2007 representou para a Semapa SGPS mais um ano de crescimento e de consolidação da Empresa e do Grupo, um dos maiores grupos de raiz industrial portugueses.

Para o resultado obtido muito contribuíram e, por isso, aqui deixamos expressos os nossos agradecimentos:

  • Aos nossos Colaboradores, cujo esforço e dedicação tornou possível o desenvolvimento de uma das mais dinâmicas Empresas/ Grupo portugueses;
  • O apoio e compreensão dos nossos Clientes e Fornecedores, assumindo-se como parceiros do nosso projecto;
  • A cooperação das Instituições Financeiras, das Autoridades de Regulação e de Fiscalização;
  • A colaboração do Conselho Fiscal e da Mesa da Assembleia Geral; e
  • Aos nossos Accionistas que continuadamente nos têm acompanhado e cuja confiança acreditamos que continuaremos a merecer.

8. PROPOSTA DE APLICAÇÃO DOS RESULTADOS

  • Considerando que a Empresa deve manter uma estrutura financeira compatível com o crescimento sustentado do Grupo que tutela nas diversas Áreas de Negócio onde opera;
  • Considerando que a independência da Empresa perante o sistema financeiro passa pela preservação no curto, médio e longo prazos de níveis de endividamento consolidados que permitam a manutenção de indicadores sólidos de solvabilidade;

Propõe-se a aplicação dos Resultados Líquidos do exercício individual, apurado segundo o normativo POC, no montante de 121.950.560,81 euros (cento e vinte e um milhões, novecentos e cinquenta mil, quinhentos e sessenta euros e oitenta e um cêntimos) conforme segue:

Dividendos às acções em circulação (25,5 cêntimos/ acção) 29.481.173,48 euros Reservas Livres 35.181.477,69 euros Resultados Transitados 57.287.909,64 euros

Lisboa, 25 de Fevereiro de 2008

O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Pedro Mendonça de Queiroz Pereira Presidente

_____________________________________________ Maria Maude Mendonça de Queiroz Pereira Lagos Vogal

_____________________________________________

_____________________________________________

_________________________________________

Carlos Eduardo Coelho Alves Vogal

José Alfredo de Almeida Honório Vogal

Francisco José Melo e Castro Guedes Vogal

_________________________________________

_________________________________________

_____________________________________________

_________________________________________

Carlos Maria Cunha Horta e Costa Vogal

_________________________________________ José Miguel Pereira Gens Paredes Vogal

Paulo Miguel Garcês Ventura Vogal

Rita Maria Lagos do Amaral Cabral Vogal

_________________________________________ António da Nóbrega de Sousa da Câmara Vogal

_________________________________________ António Paiva de Andrada Reis Vogal

Fernando Maria Costa Duarte Ulrich Vogal

_________________________________________

_________________________________________ Joaquim Martins Ferreira do Amaral Vogal

Governo Societário

INTRODUÇÃO

A Semapa manteve o esforço que tem vindo a desenvolver nos últimos anos de atender às preocupações cada vez maiores dos investidores com as questões de governo societário. Este esforço está desde logo traduzido na manutenção do cumprimento no exercício de 2007 de quase todas as recomendações da CMVM neste âmbito do governo societário.

Porque se trata de um processo evolutivo com novas preocupações e novos desafios, temos em 2008 um conjunto novo de recomendações da CMVM que em parte é já cumprido pela Semapa e em parte verá o seu cumprimento assegurado durante o ano de 2008.

No exercício passado a Semapa optou por estruturar o relatório de governo societário de forma a incluir em capítulos independentes não só o Relatório sobre a estrutura e as práticas do governo societário elaborado nos termos do Regulamento da CMVM n.º 7/2001, mas também um conjunto de outras matérias que resultam de outras exigências legais e recomendações. É uma estrutura que tem algumas sobreposições e obriga a algumas remissões, mas que tem a vantagem de apresentar os dados de forma mais estruturada e com maior facilidade de consulta.

Optámos por isso por manter a seguinte estrutura para este relatório:

I. RELATÓRIO SOBRE A ESTRUTURA E AS PRÁTICAS DO GOVERNO SOCIETÁRIO ELABORADO NOS TERMOS DO REGULAMENTO DA CMVM N.º 7/2001

Capítulo 0 Declaração de cumprimento

Recomendação nº 1

A sociedade assegura a existência de um permanente contacto com o mercado, respeitando o princípio da igualdade de tratamento dos accionistas e prevenindo as assimetrias no acesso à informação por parte dos investidores. Funciona para o efeito na sociedade um gabinete de apoio ao investidor, nos termos adiante desenvolvidos.

A recomendação é pois integralmente adoptada.

Recomendação nº 2

Não existe na sociedade qualquer tipo de restrição ao exercício do direito de voto ou à representação dos accionistas, sendo os prazos estatutários existentes para apresentação de documentação necessária à participação directa na assembleia ou exercício de voto por correspondência inferiores aos mínimos recomendados.

É por isso também uma recomendação integralmente cumprida.

Recomendação nº 3

A recomendação no sentido de criar um sistema interno de controlo de riscos é adoptada pela sociedade.

Para além de organismos e mecanismos próprios que existem ao nível das sociedades participadas, funciona na própria sociedade uma Comissão de Controlo Interno (CCI) com competências específicas na área do controlo de riscos, nos termos adiante descritos.

Recomendação nº 4

Não existem quaisquer medidas adoptadas com o objectivo de impedir o êxito de ofertas públicas de aquisição, sendo por isso esta recomendação plenamente acolhida.

Recomendação nº 5

O órgão de administração é composto por uma pluralidade de membros que exercem uma orientação efectiva em relação à gestão da sociedade e aos seus responsáveis, nos termos adiante mais desenvolvidos.

A recomendação neste sentido é pois adoptada pela sociedade.

Recomendação nº 5-A

Na sociedade existe um número de administradores não executivos que assegura o acompanhamento e avaliação contínua da gestão da sociedade por parte dos administradores executivos.

Para além do exercício destas funções por administradores não executivos, existe também um organismo interno, a Comissão de Controlo Interno, da qual não podem fazer parte administradores com funções executivas, e que tem também um papel relevante de controlo e acompanhamento, tendo designadamente funções consultivas no que respeita à escolha dos auditores externos.

Esta recomendação é assim plenamente adoptada pela sociedade.

Recomendação nº 6

Existem no Conselho de Administração da Semapa membros não executivos independentes. É o caso dos Senhores Administradores Eng. Joaquim Martins Ferreira do Amaral e Eng. António da Nóbrega de Sousa da Câmara.

Para além disso, todos os membros do Conselho Fiscal são independentes e exercem de facto as suas competências. Acresce ainda que o Presidente do Conselho Fiscal é membro da Comissão de Controlo Interno da sociedade, também com funções na área da fiscalização e controlo, incluindo designadamente poderes consultivos quanto à escolha dos auditores externos.

Trata-se de uma recomendação que a CMVM não considera cumprida pela sociedade por o número de administradores não executivos independentes ser inferior a 25% do total dos administradores.

Note-se, não obstante, que a exigência da recomendação não é quantitativa, mas antes uma exigência de "número suficiente", o que pressupõe em nosso entender uma apreciação crítica e valoração caso a caso. Na situação concreta da Semapa, face às características da sociedade, designadamente a circunstância de ser uma sociedade gestora de participações sociais com uma estrutura muito simplificada, e face ao que se adiantou já sobre o número de administradores não executivos independentes e à posição do Conselho Fiscal e Comissão de Controlo Interno, entendemos de forma diferente da CMVM que a recomendação é claramente cumprida pela Semapa.

Recomendação nº 7

Funciona na sociedade uma Comissão de Controlo do Governo Societário (CCGS) com atribuições específicas na avaliação da estrutura e governo societário, nos termos adiante desenvolvidos. É uma recomendação que a sociedade adopta plenamente.

Recomendação nº 8

A estrutura da remuneração do Conselho de Administração, que nos termos estatutários pode ser constituída por uma parte fixa e outra variável, sendo que a parte variável pode compreender uma participação nos lucros, permite o alinhamento dos interesses dos administradores com os da sociedade.

Não é adoptada a recomendação no sentido da divulgação da remuneração dos administradores em termos individuais. A não adopção fica a dever-se à ponderação de todos os interesses em causa que, no entender da administração, para além de outros potenciais efeitos negativos, aponta no sentido de não serem os ganhos resultantes dessa divulgação superiores ao direito de reserva e privacidade de cada administrador.

A recomendação é assim apenas parcialmente acolhida.

Recomendação nº 8-A

Esta recomendação é adoptada pela sociedade.

No exercício de 2007 foi submetida à apreciação dos accionistas na assembleia geral anual, e aí discutida, uma declaração sobre política de remunerações dos órgãos sociais, da responsabilidade da Comissão de Remunerações, com validade até ao final do mandato em curso dos órgãos sociais.

Recomendação nº 9

Também esta recomendação é adoptada com a independência de todos os membros da Comissão de Remunerações.

Recomendação nº 10

Esta recomendação não é aplicável por não ter sido até hoje adoptado pela sociedade qualquer plano de atribuição de acções e/ou opções de aquisição de acções.

Recomendação nº 10-A

A sociedade adoptou um regime interno de comunicação de irregularidades alegadamente ocorridas no seu seio, no qual são consagrados os meios de comunicação, as pessoas com legitimidade para as receberem, o regime de tratamento e outros elementos adiante desenvolvidos.

Trata-se de uma recomendação plenamente adoptada pela sociedade.

Recomendação nº 11

Esta recomendação não é aplicável à sociedade por ser dirigida apenas a investidores institucionais.

Capítulo I Divulgação de Informação

1. Mapas Funcionais

Apresenta-se de forma gráfica simplificada o organigrama relativo à repartição de competências no quadro do processo de decisão empresarial:

No que concerne a distribuição de pelouros entre os titulares do órgão de administração, muito embora não exista uma compartimentação rígida de funções e responsabilidades, podem ser identificados essencialmente quatro núcleos:

  • 1º Planeamento estratégico e política de investimentos, que cabe ao Presidente do Conselho de Administração Senhor Pedro Mendonça de Queiroz Pereira e ao Administrador Senhor Eng. Carlos Eduardo Coelho Alves.
  • 2º Política financeira e gestão de riscos, que cabe aos Administradores Senhores Dr. José Alfredo de Almeida Honório e Dr. José Miguel Pereira Gens Paredes.
  • 3º Política de recursos humanos e controlo administrativo, que cabe aos Administradores Senhores Dr. Francisco José de Melo e Castro Guedes e Dr. Carlos Maria Cunha Horta e Costa.
  • 4º Área jurídica que cabe ao Administrador Senhor Dr. Paulo Miguel Garcês Ventura

O Administrador Senhor Eng. Joaquim Martins Ferreira do Amaral, único administrador que integra a Comissão de Controlo Interno, tem especiais responsabilidades no âmbito da supervisão geral.

2. Comissões específicas

Funcionam no âmbito da sociedade três comissões específicas: a Comissão de Remunerações, a Comissão de Controlo Interno e a Comissão de Controlo do Governo Societário.

A Comissão de Remunerações tem atribuições na área da definição das remunerações dos órgãos sociais e é composta pelos seguintes membros, que não são accionistas nem fazem parte dos restantes órgãos da sociedade, encontrando-se nesta data vago um dos lugares:

  • Egon Zehnder, representada pelo Senhor Dr. José Gonçalo Maury
  • Eng. Frederico José da Cunha Mendonça e Meneses.

A Comissão de Controlo Interno (CCI) tem atribuições na área da detecção e do controlo de todos os riscos relevantes na actividade da sociedade, em especial dos riscos financeiros, como adiante se desenvolve, sendo composta pelas seguintes pessoas:

  • Dr. Duarte Nuno D'Orey da Cunha Presidente do Conselho Fiscal
  • Dr. Álvaro Manuel Ricardo Nunes administrador de sociedade com participação qualificada na Semapa
  • Eng. Joaquim Martins Ferreira do Amaral administrador não executivo independente

A Comissão de Controlo do Governo Societário (CCGS) tem por objecto a supervisão permanente do cumprimento pela sociedade das disposições legais, regulamentares e estatutárias aplicáveis ao governo societário, a análise crítica das práticas e comportamentos da sociedade no âmbito do governo societário, e a iniciativa no sentido de propor a discussão, alteração e introdução de novos procedimentos que visem o aperfeiçoamento da estrutura e governo societários.

A CCGS reúne com a periodicidade compatível com o exercício das suas competências, tendo a obrigação de submeter anualmente ao Conselho de Administração um relatório completo sobre a situação do governo da sociedade e as propostas de alteração que entenda convenientes.

Esta Comissão é composta por três a cinco pessoas nomeadas pelo Conselho de Administração, devendo do mesmo fazer parte pelo menos um administrador não executivo e uma pessoa que não desempenhe funções de administração na sociedade. Fazem nesta data parte da Comissão as seguintes pessoas:

  • Drª Rita Maria Lagos do Amaral Cabral Administradora não executiva
  • Eng. Gonçalo Allen Serras Pereira Consultor que exerceu até 2005 funções de administrador executivo na sociedade.
  • Eng. Jorge Manuel de Mira Amaral administrador de sociedades em relação de domínio com a Semapa que exerceu durante vários anos funções na mesa da assembleia geral da Semapa.

3. Controlo de riscos

O controlo de riscos na sociedade é efectuado através de uma unidade orgânica com funções específicas nesta área – a Comissão de Controlo Interno –, através da existência de auditorias independentes e através dos órgãos sociais.

A CCI tem como principal objecto a detecção e o controlo de todos os riscos relevantes na actividade da sociedade, em especial dos riscos financeiros, tendo-lhe sido atribuídas todas as competências necessárias ao prosseguimento daquele objectivo, nomeadamente:

  • a) Assegurar o cumprimento pela sociedade de todo o quadro normativo que lhe seja aplicável, de natureza legal ou regulamentar,
  • b) Acompanhar os negócios da sociedade assegurando uma análise integrada e permanente dos riscos associados aos mesmos,
  • c) Fiscalizar a qualidade da informação financeira e contabilística velando pela sua fiabilidade,
  • d) Propor a aprovação de medidas concretas e procedimentos relativos ao controlo e redução dos riscos na actividade da sociedade, visando o aperfeiçoamento do sistema interno de controlo de riscos, e
  • e) Emitir parecer sobre a escolha dos auditores externos e fiscalizar a sua independência.

A CCI deixou de supervisionar o sistema de comunicação de irregularidades por tal competência ter sido entretanto atribuída expressamente pela lei ao Conselho Fiscal.

Esta Comissão é composta por três a cinco pessoas nomeadas pelo Conselho de Administração, da qual não podem fazer parte administradores com funções executivas, tendo nesta data a composição já acima indicada.

Ainda na vertente interna, para além da relevância nesta área das funções desempenhadas pelo Conselho Fiscal, o controlo de riscos assume particular relevância a nível das principais dominadas onde é diferente a natureza dos riscos e a exposição das sociedades, que dispõem por isso de sistemas próprios e independentes de controlo dos riscos a que estão sujeitas.

A auditoria externa é realizada na Semapa e nas sociedades por si dominadas pela PricewaterhouseCoopers.

4. Evolução da cotação

Em 2007, o título da Semapa teve um desempenho bolsista bastante positivo até à crise que abalou os mercados financeiros em Agosto, acabando por encerrar o ano praticamente ao nível do final de 2006. A cotação média diária do título Semapa variou entre o mínimo de 8,72 euros e o máximo de 13,45 euros. O volume médio diário, no período em referência, situou-se nos 280.902 títulos.

Na sessão após a divulgação dos resultados referentes ao exercício de 2006, ocorrida no dia 2 de Março de 2007, registou-se um ajustamento da cotação do título tendo a cotação diminuído em 4,8% face à sessão anterior.

Por seu lado, a distribuição de 0,23 euros por acção em circulação, os quais representaram, em termos líquidos, para os accionistas sujeitos a tributação, 0,184 euros por acção, não teve impacto relevante na formação do preço.

A evolução das cotações médias da Empresa no decurso do exercício de 2007, bem como os principais factos que foram objecto de comunicação ao mercado, encontram-se reflectidos no gráfico que a seguir se apresenta:

Assim, constata-se que os títulos da Semapa, depois de registarem uma forte valorização, após a crise dos mercados financeiros de Agosto, registaram desvalorizações sucessivas

O título da Semapa encerrou 2007 com uma desvalorização de 0,79% face ao final de 2006, abaixo da performance do PSI20.

5. Política de distribuição de dividendos

No que se refere à distribuição de dividendos, a sociedade tem seguido a política de distribuir um montante elevado sem recorrer a endividamento adicional para o efeito e sem pôr em causa a sua solidez financeira. Procura-se manter por um lado uma estrutura financeira compatível com o crescimento sustentado da empresa e das diversas áreas de negócio e por outros indicadores sólidos de solvabilidade.

O rácio dividendos distribuídos / resultados líquidos do ano (pay-out) tem sido elevado tendo registado o máximo de 94% em 1995 e o mínimo de 7,1% em 2004.

Nos últimos três exercícios foi distribuído o seguinte dividendo por cada acção em circulação:

2005 (relativo ao exercício de 2004) 0,11€ por acção

2006 (relativo ao exercício de 2005) 0,42€ por acção

2007 (relativo ao exercício de 2006) 0,23€ por acção

O pagamento de dividendos em 2006 relativos ao exercício de 2005 reflectiu um resultado extraordinário e não recorrente resultante da venda da Enersis que justificou a proposta de um dividendo significativamente superior àquele que teria sido proposto se não tivesse ocorrido o referido ganho.

6. Planos de atribuição de acções e opções

Não existem na sociedade planos de atribuição de acções nem planos de atribuição de opções de aquisição de acções.

7. Negócios com titulares dos órgãos sociais, titulares de participações qualificadas e sociedades dominadas

Não há, neste âmbito, quaisquer negócios a registar.

8. Serviços de apoio ao investidor

O serviço de apoio ao investidor funciona num gabinete sob a responsabilidade do Administrador Senhor Dr. José Miguel Pereira Gens Paredes, também representante da sociedade para as relações com o mercado, que dispõe de colaboradores e de acesso em tempo útil a todos os sectores da sociedade por forma a garantir por um lado a eficácia necessária na resposta às solicitações e por outro a transmissão de informação pertinente aos accionistas e investidores de forma atempada e sem desigualdades.

O Senhor Dr. José Miguel Pereira Gens Paredes pode ser contactado através do endereço [email protected] ou através dos contactos telefónicos gerais da sociedade.

Por este meio é possível ter acesso a toda a informação pública relativa à sociedade. Nota-se, de qualquer forma, que a informação mais usualmente solicitada pelos investidores está disponível no sítio da sociedade na internet em www.semapa.pt.

9. Comissão de remunerações

A Comissão de remunerações da Semapa tem a seguinte composição, já acima indicada, encontrando-se vago um dos lugares:

  • Egon Zehnder, representada pelo Senhor Dr. José Gonçalo Maury
  • Eng. Frederico José da Cunha Mendonça e Meneses

Nenhum dos membros da Comissão é também membro do órgão de administração ou seu cônjuge, parente ou afim em linha recta até ao 3º grau inclusive.

10. Remuneração paga a auditores

Durante o exercício de 2007 foram suportados pela sociedade e por outras consigo em relação de domínio os seguintes custos com auditores:

Serviços de revisão legal de contas 428.673 €
Outros serviços de garantia de fiabilidade 61.791 €
Serviços de consultoria fiscal 344.542 €
Outros serviços que não de revisão legal de contas -
Soma: 835.006 €

Quanto aos serviços de consultoria fiscal e outros que não a revisão legal de contas, os nossos auditores têm instituídas exigentes regras internas para garantir a salvaguarda da sua independência, tendo essas regras sido adoptadas na prestação destes serviços e objecto de monitorização por parte da sociedade, em especial pelo Conselho Fiscal e pela Comissão de Controlo Interno.

Capítulo II Exercício de direito de voto e representação accionista

1. Regras societárias sobre direito de voto

Não existem regras societárias que de alguma forma limitem o direito de voto ou que excluam o direito de voto por correspondência. As regras societárias pertinentes no que respeita ao exercício do direito de voto pelos accionistas são apenas as que se desenvolvem nos pontos seguintes.

2. Modelo para voto por correspondência

A sociedade disponibiliza um modelo para o exercício do direito de voto por correspondência. Este modelo está disponível no sítio da sociedade na internet e pode ser pedido através dos serviços de apoio ao investidor.

3. Voto por meios electrónicos

Não é ainda possível o exercício do direito de voto por meios electrónicos. Anota-se que até esta data a sociedade não teve qualquer solicitação ou manifestação de interesse por parte de accionistas ou investidores na disponibilização desta funcionalidade.

4. Antecedência de bloqueio

Os estatutos da sociedade exigem que os accionistas apresentem à sociedade o documento comprovativo da titularidade das acções até cinco dias antes da data da assembleia.

5. Prazo de recepção de voto por correspondência

Os votos por correspondência podem ser recebidos até à véspera da data da reunião da Assembleia Geral.

6. Número de acções a que corresponde um voto

Corresponde um voto a cada 385 acções da sociedade.

Capítulo III Regras societárias

1. Códigos de conduta e comunicação de irregularidades

Na sociedade vigora um conjunto de "Princípios Deontológicos" aprovados pelo Conselho de Administração que estabelecem regras e princípios de natureza deontológica aplicáveis aos trabalhadores e aos membros dos órgãos sociais.

São em especial consagrados os deveres de diligência, traduzidos em obrigações concretas de profissionalismo, zelo e responsabilidade, o dever de lealdade, que no âmbito dos princípios de honestidade e integridade visa especialmente precaver situações de conflitos de interesses, e o dever de confidencialidade com incidência no tratamento de informação relevante.

São ainda consagrados deveres de responsabilidade social empresarial, nomeadamente de defesa ambiental e de protecção de todos os accionistas, concretamente minoritários, assegurando designadamente o cumprimento de deveres de informação e um tratamento igual e justo.

Vigora também na sociedade um "Regulamento Relativo à Comunicação de Irregularidades" que tem como objecto regular a comunicação pelos trabalhadores da sociedade de irregularidades alegadamente ocorridas no seu seio.

Este regulamento consagra o dever geral de comunicação de alegadas irregularidades, indicando o Conselho Fiscal como entidade com competência para as receber, e prevendo também uma solução alternativa na eventualidade de existir conflito de interesses por parte do Conselho Fiscal no âmbito da comunicação em causa.

O Conselho Fiscal, podendo para o efeito socorrer-se da colaboração da Comissão de Controlo Interno, deve proceder à averiguação de todos os factos necessários à apreciação da alegada irregularidade. Este processo termina com o arquivamento ou com a apresentação ao Conselho de Administração ou à Comissão Executiva, conforme esteja ou não em causa um titular dos órgãos sociais, de uma proposta de aplicação das medidas mais adequadas face à irregularidade em causa.

O regulamento contém ainda outras disposições, designadamente no sentido de salvaguardar a confidencialidade da comunicação, o tratamento não prejudicial do trabalhador comunicante e a difusão do respectivo regime na sociedade.

Tanto o documento dos "Princípios Deontológicos" como o "Regulamento Relativo à Comunicação de Irregularidades" são de acesso reservado.

2. Controlo de risco na actividade

Existe na sociedade uma unidade orgânica com competência no âmbito do controlo de risco da actividade da sociedade, a Comissão de Controlo Interno, cujas atribuições foram já descritas no ponto 3 do capítulo I.

3. Medidas susceptíveis de interferir em OPAs

Não existem disposições estatutárias ou medidas adoptadas pela sociedade susceptíveis de interferir no êxito de ofertas públicas, nem a sociedade tem conhecimento de acordos parassociais que possam ter esse efeito, sem prejuízo da assumida coordenação de direitos de voto por parte de accionistas titulares de mais de metade do capital da sociedade, nos termos indicados na listagem de participações qualificadas.

Capítulo IV Órgão de administração

1. Caracterização do órgão de administração

O Conselho de Administração da sociedade é composto por treze membros, tendo 7 funções executivas e sendo dois dos não executivos independentes, nos termos do quadro seguinte:

Executivos Independentes
Pedro Mendonça de Queiroz Pereira X
Maria Maude Mendonça de Queiroz Pereira Lagos
Carlos Eduardo Coelho Alves X
José Alfredo de Almeida Honório X
Francisco José Melo e Castro Guedes X
Executivos Independentes
Carlos Maria Cunha Horta e Costa X
José Miguel Gens Paredes X
Paulo Miguel Garcês Ventura X
Rita Maria Lagos do Amaral Cabral
António da Nóbrega de Sousa da Câmara X
António Paiva de Andrada Reis
Fernando Maria Costa Duarte Ulrich
Joaquim Martins Ferreira do Amaral X

Individualiza-se, em relação a cada um dos membros, a natureza das funções, as qualificações profissionais, o número de acções detidas, a data da primeira designação e termo do mandato, a indicação das funções desempenhadas noutras sociedades com a identificação das que fazem parte do grupo Semapa (identificadas com as siglas "GS"), e ainda outras actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos.

Pedro Mendonça de Queiroz Pereira

    1. Natureza das funções no órgão de administração: Executivas
    1. Número de acções da sociedade detidas: Não é titular de acções da sociedade
    1. Qualificações profissionais: Curso Geral dos Liceus em Lisboa e frequência do Instituto Superior de Administração.
    1. Data da primeira designação e termo do mandato: 1991 2009
    1. Funções desempenhadas noutras sociedades:
ABOUT THE FUTURE – Empresa Produtora de Papel, S.A (GS) Administrador
CIMENTOSPAR - Participações Sociais, SGPS, Lda (GS) Gerente
CIMIGEST, SGPS, S.A Presidente do Conselho de Administração
CIMINPART - Investimentos e Participações, SGPS, S.A. (GS) Presidente do Conselho de Administração
CIMO - Gestão de Participações, SGPS, S.A Presidente do Conselho de Administração
CMP - Cimentos Maceira e Pataias, S.A. (GS) Presidente do Conselho de Administração
ECOVALUE – Investimentos Imobiliários, L.da Gerente
LONGAPAR, SGPS, SA Presidente do Conselho de Administração
O E M - Organização de Empresas, SGPS, S.A. Presidente do Conselho de Administração
PORTUCEL - Empresa Produtora de Pasta e Papel, S.A. (GS) Presidente do Conselho de Administração
e Membro da Comissão Executiva
SECIL - Companhia Geral de Cal e Cimento, S.A. (GS) Presidente do Conselho de Administração
SECILPAR Inversiones, S.L. (GS) Presidente do Conselho de Administração
SEINPART - Participações, SGPS, S.A. (GS) Presidente do Conselho de Administração
SEMINV - Investimentos, SGPS, S.A. (GS) Presidente do Conselho de Administração
SODIM SGPS, SA Presidente do Conselho de Administração
SOPORCEL - Sociedade Portuguesa de Papel, S.A. (GS) Presidente do Conselho de Administração
e Membro da Comissão Executiva
SOPORCEL – Gestão de Participações Sociais, SGPS, S.A. (GS) Administrador
TEMA PRINCIPAL – SGPS, S.A. Administrador
VÉRTICE - Gestão de Participações, SGPS, S.A. Presidente do Conselho de Administração
CIMIPAR – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A Presidente do Conselho de Administração
CMPartin - Inversiones y Participaciones Empresariales S.L. (GS) Presidente do Conselho de Administração
ECOLUA - Actividades Desportivas, L.da Gerente
IMOCIPAR – Imobiliária, S.A. Administrador
PARSECIL, S.L. (GS) Presidente do Conselho de Administração
PARSEINGES - Gestão de Investimentos, SGPS, S.A (GS) Presidente do Conselho de Administração
SEMAPA Inversiones, S.L. (GS) Presidente do Conselho de Administração
Sociedade Agrícola da Quinta da Vialonga, S.A Presidente do Conselho de Administração

Maria Maude Mendonça de Queiroz Pereira Lagos

    1. Natureza das funções no órgão de administração: Não executivas
    1. Número de acções da sociedade detidas: Não é titular de acções da sociedade
    1. Qualificações profissionais: Curso Geral dos Liceus em Lisboa.
    1. Data da primeira designação e termo do mandato: 1994 2009
    1. Funções desempenhadas noutras sociedades:
CIMIGEST, SGPS, S.A Administradora
HOTEL VILLA MAGNA, S.L Presidente do Conselho de Administração
HOTEL RITZ, SA Presidente do Conselho de Administração
O E M - Organização de Empresas, SGPS, S.A. Administradora
SODIM, SGPS, S.A. Administradora
SONAGI, SGPS, S.A. Administradora
  1. Outras actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos:
IDEIAS INTERACTIVAS – Informática, S.A. (Ydreams) Administradora
LONGAVIA - Imobiliária, S.A. Administradora
VÉRTICE – Gestão de Participações, SGPS, S.A Administradora

Carlos Eduardo Coelho Alves

    1. Natureza das funções no órgão de administração: Executivas
    1. Número de acções da sociedade detidas: Não é titular de acções da sociedade
    1. Qualificações profissionais: Licenciatura em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior Técnico (1971).
    1. Data da primeira designação e termo do mandato: 1991 2009
    1. Funções desempenhadas noutras sociedades:
ABOUT THE FUTURE – Empresa Produtora de Papel, S.A. (GS) Administrador
CIMINPART - Investimentos e Participações, SGPS, S.A. (GS) Administrador
CIMENT DE SIBLINE S.A.L. (GS) Administrador
CIMENTOSPAR - Participações Sociais, L.da (GS) Gerente
CIMO - Gestão de Participações, SGPS, S.A Administrador
CMP - Cimentos Maceira e Pataias, S.A. (GS) Administrador e Presidente da Comissão
Executiva
FLORIMAR – Gestão de Participações, SGPS, Soc. Unip., L.da (GS) Gerente
HEWBOL – SGPS, L.da (GS) Gerente
LONGAPAR, SGPS, S.A. Administrador
PARCIM – Investments B.V. (GS) Administrador
PORTUCEL – Empresa Produtora de Pasta e Papel, S.A. (GS) Administrador
SCG – Société des Ciments de Gabès, S.A. (GS) Presidente do Conselho de Administração
SECIL - Companhia Geral de Cal e Cimento, S.A. (GS) Administrador e Presidente da Comissão
Executiva
SECILPAR Inversiones, S.L. (GS) Administrador
SEMINV - Investimentos, SGPS, S.A. (GS) Administrador
SEINPART - Participações, SGPS, S.A. (GS) Administrador
SODIM, SGPS, S.A. Administrador
SONACA – SGPS, S.A Presidente do Conselho de Administração
SOPORCEL – Sociedade Portuguesa de Papel, S.A. (GS) Administrador
BETOPAL, S.L. (GS) Administrador
CIMIGEST, SGPS, S.A Administrador
CMPartin - Inversiones y Participaciones Empresariales S.L. (GS) Administrador
FESPECT – Serviço de Consultadoria, S.A Administrador
PARSEINGES - Gestão de Investimentos, SGPS, S.A. (GS) Administrador
PARSECIL, S.L. (GS) Administrador
SEMAPA Inversiones, S.L. (GS) Administrador

José Alfredo de Almeida Honório

    1. Natureza das funções no órgão de administração: Executivas
    1. Número de acções da sociedade detidas: 20.000 acções
    1. Qualificações profissionais: Licenciatura em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (1980)
    1. Data da primeira designação e termo do mandato: 1994 2009
    1. Funções desempenhadas noutras sociedades:
ABOUT THE FUTURE – Empresa Produtora de Papel, S.A. (GS) Presidente da Comissão Executiva e Administrador
ALIANÇA FLORESTAL – Soc. para o Des. Agro-Florestal, S.A. (GS) Presidente do Conselho de Administração
CIMENTOSPAR - Participações Sociais, SGPS, L.da (GS) Gerente
CIMINPART - Investimentos e Participações, SGPS, S.A. (GS) Administrador
CIMO - Gestão de Participações, SGPS, S.A Administrador
CMP - Cimentos Maceira e Pataias, S.A. (GS) Administrador
IMPACTVALUE – SGPS, S.A. (GS) Presidente do Conselho de Administração
LONGAPAR, SGPS, S.A Administrador
PORTUCEL FLORESTAL – Empresa de Des. Agro-Florestal, S.A. (GS) Presidente do Conselho de Administração
PORTUCEL – Empresa Produtora de Pasta e Papel, S.A. (GS) Presidente da Comissão Executiva e
Administrador
PORTUCEL SOPORCEL Energia – SGPS, S.A. (GS) Presidente do Conselho de Administração
PORTUCEL SOPORCEL Floresta – SGPS, S.A. (GS) Presidente do Conselho de Administração
PORTUCEL SOPORCEL Papel – SGPS, S.A. (GS) Presidente do Conselho de Administração
PORTUCEL SOPORCEL Participações – SGPS, S.A. (GS) Presidente do Conselho de Administração
SECIL - Companhia Geral de Cal e Cimento, S.A. (GS) Administrador
SEINPART - Participações, SGPS, S.A. (GS) Administrador
SEMINV - Investimentos, SGPS, S.A (GS) Administrador
SOPORCEL – Sociedade Portuguesa de Papel, S.A. (GS) Presidente da Comissão Executiva e Vice
Presidente do Conselho de Administração
SOPORCEL – Gestão de Participações Sociais, SGPS. S.A. (GS) Presidente do Conselho de Administração
TECNIPAPEL, L.da (GS) Presidente do Conselho de Gerência
BETOPAL, S.L. (GS) Administrador
CEPI – Confederation of European Paper Industries Membro da Comissão Executiva
CELPA – Associação da Indústria Papeleira Presidente do Conselho Geral e Vogal da
Comissão Executiva
CIMIGEST, SGPS, S.A Administrador
CIMPOR – Cimentos de Portugal, SGPS, S.A Administrador
CMPartin - Inversiones y Participaciones Empresariales S.L. (GS) Administrador
FLORIMAR – Gestão e Participações, SGPS, Soc. Unipessoal, L.da (GS) Gerente
HEWBOL – SGPS, L.da (GS) Gerente
IBET – Instituto de Biologia Experimental e Tecnologia Presidente da Direcção
PARCIM Investment B.V. (GS) Administrador
PARSECIL, S.L. (GS) Administrador
PARSEINGES - Gestão de Investimentos, SGPS, S.A. (GS) Administrador
SECILPAR Inversiones, S.L. (GS) Administrador
SEMAPA Inversiones, S.L. (GS) Administrador

Francisco José Melo e Castro Guedes

    1. Natureza das funções no órgão de administração: Executivas
    1. Número de acções da sociedade detidas: Não é titular de acções da sociedade
    1. Qualificações profissionais: Licenciatura em Finanças no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras; MBA Insead.
    1. Data da primeira designação e termo do mandato: 2001 2009
    1. Funções desempenhadas noutras sociedades:
CMP- Cimentos Maceira e Pataias, S.A (GS) Administrador
CIMENT DE SIBLINE S.A.L. (GS) Administrador
CIMENTOSPAR – Participações Sociais, SGPS, L.da (GS) Gerente
CIMINPART - Investimentos e Participações, SGPS, S.A. (GS) Administrador
FLORIMAR – Gestão e Participações, SGPS, Soc. Unipessoal, L.da (GS) Gerente
HEWBOL – SGPS, L.da (GS) Gerente
SECIL – Companhia Geral de Cal e Cimento, S.A. (GS) Administrador
SEINPART Participações, SGPS, S.A. (GS) Administrador
SEMINV – Investimentos, SGPS, S.A. (GS) Administrador
SCG – Société des Ciments de Gabès, S.A. (GS) Administrador
SEMAPA Inversiones, S.L. (GS) Presidente do Conselho de Administração
SILONOR, S.A. (GS) Administrador
VERDEOCULTO - Investimentos, SGPS, S.A. (GS) Presidente do Conselho de Administração
VIROC PORTUGAL – Indústrias de Madeira e Cimento, S.A. (GS) Presidente do Conselho de Administração
  1. Outras actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos:

ENERSIS - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A.................... Administrador ENERSIS II – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A................ Administrador PARSEINGES - Gestão de Investimentos, SGPS, S.A. (GS)...................... Administrador

Carlos Maria Cunha Horta e Costa

    1. Natureza das funções no órgão de administração: Executivas
    1. Número de acções da sociedade detidas: Não é titular de acções da sociedade
    1. Qualificações profissionais: Licenciatura em Economia pelo Instituto Superior de Economia
    1. Data da primeira designação e termo do mandato: 2006 2009
    1. Funções desempenhadas noutras sociedades:

CIMIGEST, SGPS, S.A................................................................................ Administrador CIMIPAR, Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A...................... Presidente Conselho de Administração CIMO - Gestão de Participações, SGPS, S.A.............................................. Administrador LONGAPAR, SGPS, S.A. ........................................................................... Administrador

  1. Outras actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos:
CTT- Correios de Portugal, S.A. Presidente Conselho de Administração
CTT Expresso, S.A. Presidente Conselho de Administração
CTT – Gestão de Serviços e Equipamentos Postais Presidente Conselho de Administração
Payshop, S.A. Presidente Conselho de Administração
Mailtec – Holding, SGPS, S.A Presidente Conselho de Administração
Postcontacto, L.da Gerente
Lucent Technologies – Portugal Presidente
João Lagos Sports – Gestão de Eventos, S.A Administrador

José Miguel Pereira Gens Paredes

    1. Natureza das funções no órgão de administração: Executivas
    1. Número de acções da sociedade detidas: Não é titular de acções da sociedade
    1. Qualificações profissionais: Licenciatura em Economia
    1. Data da primeira designação e termo do mandato: 2006 2009
    1. Funções desempenhadas noutras sociedades:
CIMIPAR – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A Administrador
SEINPART - Participações, SGPS, S.A. (GS) Administrador
SEMINV - Investimentos, SGPS, S.A. (GS) Administrador
SONACA, SGPS, S.A Administrador
TERCIM – Terminais de Cimento, S.A. (GS) Administrador
VERDEOCULTO - Investimentos, SGPS, S.A. (GS) Administrador
  1. Outras actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos:
BECIM – Corretora de Seguros, L.da Gerente
CIMINPART – Investimentos e Participações, SGPS, S.A. (GS) Administrador

ENERSIS – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SGPS, S.A....... Administrador ENERSIS II – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SGPS, S.A.... Administrador ECH – Exploração de Centrais Hidroeléctricas, S.A.................................... Administrador PESL – Parque Eólico da Serra do Larouco, S.A. ....................................... Administrador SILONOR, S.A. (GS) ................................................................................... Administrador SODIM, SGPS, S.A. .................................................................................... Vogal do Conselho Fiscal SECILPAR Inversiones, S.L. (GS)............................................................... Administrador

Paulo Miguel Garcês Ventura

    1. Natureza das funções no órgão de administração: Executivas
    1. Número de acções da sociedade detidas: Não é titular de acções da sociedade
    1. Qualificações profissionais: Licenciado em Direito pelo Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Inscrito na Ordem dos Advogados.
    1. Data da primeira designação e termo do mandato: 2006 2009
    1. Funções desempenhadas noutras sociedades:
BEIRA-RIO – Sociedade Construtora de Armazéns, S.A. Presidente da Mesa da Assembleia Geral
CIMILONGA – Imobiliária, S.A Presidente da Mesa da Assembleia Geral
CIMIPAR – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A Administrador
CIMO - Gestão de Participações, SGPS, S.A Presidente da Mesa da Assembleia Geral
ESTRADAS DE PORTUGAL, S.A. Vice-Presidente da Mesa da Assembleia
Geral
GALERIAS RITZ – Imobiliária, S.A Presidente da Mesa da Assembleia Geral
GOLIATUR – Sociedade de Investimentos Imobiliários, S.A. Presidente da Mesa da Assembleia Geral
LONGAPAR, SGPS, S.A. Presidente da Mesa da Assembleia Geral
LONGAVIA – Imobiliária, S.A. Presidente da Mesa da Assembleia Geral
O E M - Organização de Empresas, SGPS, S.A. Presidente da Mesa da Assembleia Geral
PARQUE RITZ – Imobiliária, S.A Presidente da Mesa da Assembleia Geral
REN – Redes Energéticas Nacionais, SGPS, S.A Vice-Presidente da Mesa da Assembleia
Geral
SEINPART Participações, SGPS, S.A. (GS) Presidente da Mesa da Assembleia Geral
SEMAPA Inversiones, S.L. (GS) Administrador
SEMINV - Investimentos, SGPS, S.A (GS) Presidente da Mesa da Assembleia Geral
SONAGI – Imobiliária, S.A Presidente da Mesa da Assembleia Geral
VÉRTICE – Gestão de Participações, SGPS, S.A Presidente da Mesa da Assembleia Geral
Sociedade Agrícola da Quinta da Vialonga, S.A Presidente da Mesa da Assembleia Geral
  1. Outras actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos:

CIMIPAR – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A.................... Presidente da Mesa da Assembleia Geral IMOCIPAR – Imobiliária, S.A. ...................................................................... Presidente da Mesa da Assembleia Geral SEMAPA – Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, S.A.................... Secretário da Sociedade Exerceu advocacia em regime de profissional liberal

Rita Maria Lagos do Amaral Cabral

    1. Natureza das funções no órgão de administração: Não executivas
    1. Número de acções da sociedade detidas: Não é titular de acções da sociedade
    1. Qualificações profissionais: Licenciatura em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa – Advogada inscrita na Ordem dos Advogados
    1. Data da primeira designação e termo do mandato: 2006 2009
    1. Funções desempenhadas noutras sociedades:
CIMIGEST, SGPS, S.A Administradora
Sociedade Amaral Cabral & Associados – Sociedade de Advogados, RL. . Administradora
Casa Agrícola Amaral Cabral, L.da. Gerente
Sociedade Agrícola do Margarido, L.da Gerente
Companhia Agrícola da Quinta do Duque Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Assistente convidada da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa. Membro do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida

António da Nóbrega de Sousa da Câmara

    1. Natureza das funções no órgão de administração: Não executivas
    1. Número de acções da sociedade detidas: Não é titular de acções da sociedade
    1. Qualificações profissionais: Licenciatura em Engenharia Civil (1977), IST; MSc (1979) e PhD (1982) em Engenharia de Sistemas Ambientais.
    1. Data da primeira designação e termo do mandato: 2006 2009
    1. Funções desempenhadas noutras sociedades:

IDEIAS INTERACTIVAS – Informática, S.A. (Ydreams).............................. Chief Executive Officer

  1. Outras actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos:

Professor Catedrático da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

António Paiva de Andrada Reis

    1. Natureza das funções no órgão de administração: Não executivas
    1. Número de acções da sociedade detidas: Não é titular de acções da sociedade
    1. Qualificações profissionais: Licenciatura em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa
    1. Data da primeira designação e termo do mandato: 2006 2009
    1. Funções desempenhadas noutras sociedades:
CIMIGEST, SGPS, S.A Administrador
CIMO - Gestão de Participações, SGPS, S.A Administrador
LONGAPAR, SGPS, S.A. Administrador

CIMIPAR - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ................... Administrador Associação Portuguesa de Seguradores..................................................... Presidente

Fernando Maria Costa Duarte Ulrich

    1. Natureza das funções no órgão de administração: Não executivas
    1. Número de acções da sociedade detidas: Não é titular de acções da sociedade
    1. Qualificações profissionais: Frequência do Curso de Gestão de Empresas no Instituto Superior de Economia de Lisboa.
    1. Data da primeira designação e termo do mandato: 2006 2009
    1. Funções desempenhadas noutras sociedades:
Banco BPI, S.A. Presidente da Comissão Executiva e Vice Presidente do Conselho de Administração
BFA - Banco de Fomento SARL (Angola) Presidente do Conselho de Administração
Banco Português de Investimento, S.A. Presidente do Conselho de Administração
BPI VIDA – Companhia de Seguros de Vida, S.A. Presidente do Conselho de Administração
BPI Gestão de Activos – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento
Mobiliários, S.A Presidente do Conselho de Administração
BPI Pensões – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. Presidente do Conselho de Administração
Inter - Risco – Sociedade de capital de Risco, S.A Administrador
Viacer - Sociedade Gestora de Participações Sociais, L.da Gerente
Petrocer, L.da Gerente
BPI Capital Finance Limited (Cayman Islands) Administrador
BPI Global Investment Fund Management Company SA (Luxemburgo) Presidente
BPI Madeira, SGPS, Unipessoal Vogal do Conselho de Administração
  1. Outras actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos:
Banco Português de Investimento, S.A. Vice-Presidente do Conselho de
Portugal Telecom, S.A Administrador não executivo Administração
Banco de Fomento de Angola – BFA Administrador
Banco de Fomento S.A.R.L. (Angola) Vice-Presidente do Conselho de
Administração
Banco BPI, S.A. Vice-Presidente da Comissão Executiva
Companhia de Seguros Allianz Portugal, S.A Administrador não executivo
PT – Multimédia, Serviços de Telecomunicações e
Multimédia, SGPS, S.A. Administrador não executivo
Solo – Investimentos em Comunicações, SGPS, S.A. Presidente do Conselho de Administração
Banco de Fomento S.A.R.L. (Moçambique) Vice-Presidente do Conselho de
Administração
Impresa – SGPS, S.A. Administrador
SIC – Sociedade Independente de Comunicação, S.A. Administrador
Investec, SGPS, S.A Vice-Presidente do Conselho de
Administração
CIP Membro do Conselho Consultivo

Joaquim Martins Ferreira do Amaral

    1. Natureza das funções no órgão de administração: Não executivas
    1. Número de acções da sociedade detidas: Não é titular de acções da sociedade
    1. Qualificações profissionais: Licenciatura em Engenharia Mecânica IST.
    1. Data da primeira designação e termo do mandato: 2006 2009
    1. Funções desempenhadas noutras sociedades:

LUSOPONTE – Concessionária para a Travessia do Tejo S.A................... Presidente do Conselho de Administração Dresdner Bank............................................................................................. Sénior Advisor Transdev – Transportes............................................................................... Consultor

  1. Outras actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos:

CIMIANTO - Sociedade Técnica de Hidráulica, S.A.. .................................. Administrador ENERSIS - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A.................... Administrador ENERSIS II – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SGPS, SA..... Administrador GALP ENERGIA, SGPS, S.A. ..................................................................... Presidente do Conselho de Administração

2. Comissão Executiva

A única comissão com competência em matéria de gestão é a Comissão Executiva, sendo composta pelos administradores Senhores Pedro Mendonça de Queiroz Pereira, Eng. Carlos Eduardo Coelho Alves, Dr. José Alfredo de Almeida Honório, Dr. Francisco José Melo e Castro Guedes, Dr. Carlos Maria Cunha Horta e Costa, Dr. José Miguel Gens Paredes e Dr. Paulo Miguel Garcês Ventura.

Estão delegados na Comissão Executiva os mais amplos poderes de gestão, na sua grande parte discriminadamente indicados no acto de delegação, e apenas limitados no que respeita à matéria identificada no artigo 407º nº 4 do Código das Sociedades Comerciais

3. Funcionamento do órgão de administração

A gestão da sociedade é centrada na articulação entre o Conselho de Administração e a Comissão Executiva.

A coordenação e a aproximação é assegurada pela existência de um presidente comum, pela transmissão regular de toda a informação relevante relativa à gestão corrente da sociedade aos membros do Conselho de Administração que não são membros da Comissão Executiva por forma a permitir um acompanhamento permanente da vida societária, e pela convocação de reuniões do Conselho de Administração para todas as decisões consideradas especialmente relevantes, ainda que se enquadrem no âmbito dos poderes gerais delegados.

É relevante notar neste âmbito o facto de existir uma permanente disponibilidade dos membros da Comissão Executiva para prestar as informações que sejam solicitadas pelos restantes membros do Conselho de Administração e a prática seguida de transmissão imediata a estes de todas as informações que a relevância ou urgência assim o imponham.

Estão vedadas à Comissão Executiva as deliberações sobre:

  • i) Escolha do Presidente do Conselho de Administração;
  • ii) Cooptação de administradores;
  • iii) Pedido de convocação de assembleias gerais;
  • iv) Relatórios e contas anuais;
  • v) Prestação de cauções e garantias pessoais ou reais pela sociedade;
  • vi) Mudança de sede e aumentos de capital, e
  • vii) Projectos de fusão, de cisão e de transformação da sociedade.

Não existe definição interna de incompatibilidades ou de número máximo de cargos acumuláveis pelos administradores em órgãos de gestão de outras sociedades.

Durante o ano de 2007 o Conselho de Administração reuniu quatro vezes.

4. Política de remuneração

A política de remuneração, que não é determinada pelo próprio Conselho de Administração, alinha os interesses dos administradores com os da sociedade dividindo a remuneração numa parte fixa e noutra variável.

Quanto à primeira, é estabelecida tendo em conta os usuais critérios em funções de administração, ponderando em especial o nível das responsabilidades, a dimensão e capacidade da sociedade, os valores praticados no mercado para funções equivalentes e a natureza executiva ou não das funções. Quanto à segunda, traduz-se numa participação nos resultados estatutariamente limitada a 5% dos resultados líquidos para o conjunto dos administradores.

Não existe nenhuma definição formal de tratamento remuneratório distinto entre administradores executivos e não executivos, sendo essa circunstância ponderada de forma geral na fixação dos vários valores.

Não está em vigor na sociedade qualquer política relativa a compensações ou outros pagamentos ligados à cessação de funções, que não seja o regime de reformas aprovado em assembleia geral e que adiante se desenvolve.

Remete-se de qualquer forma, nesta matéria, para a declaração da Comissão de Remunerações incluída adiante neste documento.

5. Indicação da remuneração e regime de reforma

Durante o exercício de 2007 a remuneração total auferida pelo conjunto dos administradores na sociedade foi a seguinte, tendo em conta a distinção entre administradores executivos e não executivos e a distinção entre remuneração fixa e variável:

Adm. executivos Adm. não executivos Total
Remuneração Fixa 1.906.698,35 € 779.535,60 € 2.686.233,95 €
Remuneração Variável 1.354.689,00 € 685.495,00 € 2.040.184,00 €
Total 3.261.387,35 € 1.465.030,60 € 4.726.417,95 €

Muito embora no passado a parte variável da remuneração dos membros do Conselho de Administração tenha sido directamente deliberada pela assembleia geral como aplicação de resultados, a necessidade desde 2007 de atender aos normativos contabilísticos que determinam a contabilização no próprio exercício das remunerações variáveis que ao mesmo dizem respeito, levou a que nos últimos exercícios se tenha optado por uma solução diferente.

A remuneração variável previsível é agora provisionada nas contas do exercício a que diz respeito e é posteriormente fixada pela Comissão de Remunerações, respeitando o limite consignado nos estatutos, que determinam: "A remuneração pode ser constituída por uma parte fixa e uma parte variável, que englobará uma participação nos lucros, não podendo esta participação nos lucros ser superior, para o conjunto dos administradores, a cinco por cento do resultado líquido do exercício anterior.".

O sistema variável de remunerações é pois baseado nos resultados e nos critérios da Comissão de Remunerações adiante desenvolvidos na respectiva declaração.

Para além destes valores, os administradores executivos da sociedade auferiram também remunerações por funções de administração exercidas em sociedades dominadas que no seu total, incluindo remunerações fixas e variáveis, atingiram 7.316.217,10 €.

Na sociedade não existem benefícios de natureza não pecuniária nem outros benefícios pecuniários para além das remunerações indicadas. Não existem também na sociedade direitos de aquisição de acções ou opções sobre acções ou outro sistema de incentivos com acções, tal como não existem indemnizações pagas ou devidas a ex-administradores executivos relativamente à cessação das suas funções durante o exercício.

Está em vigor na sociedade um sistema de reforma para os administradores aprovado em assembleia geral, nos termos do qual os administradores têm direito ao abono de uma pensão mensal vitalícia, paga 12 vezes por ano, a partir dos 55 anos de idade, se tiverem prestado um mínimo de 8 anos de serviço à sociedade, seguidos ou interpolados na qualidade de administradores. No caso de invalidez, o direito não depende da idade.

O valor da pensão é fixado entre 80% e 27,2% do resultado da divisão por 12 da remuneração fixa anual que o administrador auferir à data da cessação de funções como administrador da Semapa e

de qualquer outra sociedade dominada. A percentagem é determinada pelo tempo total de serviço prestado, neste caso incluindo o prestado na Semapa e em sociedades dominadas, na qualidade de administrador ou outra. A percentagem de 80% é aplicável a situações de 20 ou mais anos, sendo sucessivamente aplicáveis percentagens inferiores até aos referidos 27,2% para o mínimo de 8 anos. A Assembleia Geral de 30 de Março de 2005 decidiu a aplicação do limite máximo a 6 administradores.

Com relevância, o regulamento consagra ainda a transmissibilidade de metade do valor da pensão ao cônjuge sobrevivo ou filhos menores ou incapazes, e a obrigatoriedade de deduzir ao valor da pensão quer o montante de serviços remunerados que venham a ser prestados posteriormente à Semapa ou a sociedades dominadas, quer o valor das pensões que o beneficiário tenha direito a receber de um sistema público de segurança social e respeitem ao mesmo período de serviço.

6. Política de comunicação de irregularidades

As linhas gerais da política de comunicações de irregularidades ocorridas na sociedade ficaram já amplamente descritas no ponto 1 do Capítulo 3 deste relatório, para o qual se remete.

II. RELATÓRIO EXPLICATIVO DAS MATÉRIAS A QUE SE REFERE O Nº 1 DO ARTIGO 245.º-A DO CVM

Dispõe o n.º 3 do artigo 245.º-A do Código de Valores Mobiliários que o órgão de administração de sociedades emitentes de acções admitidas à negociação em mercado regulamentado apresenta anualmente à assembleia geral um relatório explicativo de um conjunto de matérias de governo societário identificadas no n.º 1 do mesmo artigo.

É essa explicação que se faz de seguida, com a identificação exacta das alíneas a que respeita, sendo que, nos casos em que o conteúdo informativo resulta já do relatório sobre a estrutura e as práticas do governo societário elaborado nos termos do Regulamento da CMVM n.º 7/2001, para aí nos limitamos a remeter.

a) Estrutura de capital, incluindo indicação das acções não admitidas à negociação, diferentes categorias de acções, direitos e deveres inerentes às mesmas e percentagem de capital que cada categoria representa

O capital social da Semapa é composto exclusivamente por acções ordinárias, com o valor nominal de 1 euro cada, sendo iguais os direitos e deveres inerentes a todas as acções.

O capital é composto por um total de 118.332.445 acções, correspondentes a igual valor nominal total em euros, e encontram-se todas elas admitidas à negociação.

A opção quanto à existência de uma única categoria de acções mantém-se desde a constituição da sociedade e não existem por ora circunstâncias que justifiquem propor aos accionistas a alteração da situação.

b) Eventuais restrições à transmissibilidade das acções, tais como cláusulas de consentimento para a alienação, ou limitações à titularidade de acções

Não existem na Semapa restrições de qualquer natureza à transmissibilidade ou titularidade das suas acções. É também uma situação que se mantém desde a constituição da sociedade e que parece ser ainda no actual momento a mais equilibrada na ponderação de todos os interesses accionistas.

c) Participações qualificadas no capital social da sociedade

Remete-se o conteúdo informativo para a respectiva parte do relatório onde é exposta essa informação.

Da apreciação da listagem de participações qualificadas, verifica-se a existência de um conjunto de sociedades controladoras, que se mantêm nessa posição desde a admissão das acções da Semapa à negociação. Parte relevante do restante capital está também distribuído por outras participações qualificadas.

A Semapa é uma sociedade que tem beneficiado de uma grande estabilidade accionista, com alguma implicação na liquidez do título.

d) Identificação de accionistas titulares de direitos especiais e descrição desses direitos

Não há na Semapa nenhum accionista ou categoria de accionistas que sejam titulares de direitos especiais.

e) Mecanismos de controlo previstos num eventual sistema de participação dos trabalhadores no capital na medida em que os direitos de voto não sejam exercidos directamente por estes

Não existe também na Semapa qualquer mecanismo de participação dos trabalhadores no seu capital.

Note-se que, sendo a Semapa uma sociedade gestora de participações sociais com um número muito limitado de trabalhadores, não parece que se justifique adopção de tal mecanismo.

f) Eventuais restrições em matéria de direito de voto, tais como limitações ao exercício do voto dependente da titularidade de um número ou percentagem de acções, prazos impostos para o exercício do direito de voto ou sistemas de destaque de direitos de conteúdo patrimonial

Nada há a apontar neste âmbito excepto quanto à existência de prazos para apresentação da documentação necessária à participação na assembleia e para o voto por correspondência.

Os prazos, que respeitam as recomendações nesta matéria, são os seguintes:

Antecedência
necessária
para apresentação de
documento comprovativo da titularidade de acções da
sociedade 5 dias
Antecedência
necessária
para apresentação dos
instrumentos de representação de accionistas
5 dias
Antecedência
necessária
para apresentação da
documentação para voto por correspondência véspera da AG

Cremos que o actual regime é razoável e não se justifica por enquanto qualquer alteração.

g) Acordos parassociais que sejam do conhecimento da sociedade e possam conduzir a restrições em matéria de transmissão de valores mobiliários ou de direitos de voto

A sociedade desconhece a existência de qualquer acordo parassocial relativo a acções representativas do seu capital, sem prejuízo da assumida coordenação de direitos de voto por parte da Cimigest, SGPS, S.A. e outras entidades nos termos que resultam da listagem de participações qualificadas.

h) Regras aplicáveis à nomeação e substituição dos membros do órgão de administração e à alteração dos estatutos da sociedade

Não existem na Semapa quaisquer regras especiais relativas à nomeação e substituição dos membros dos órgãos de administração ou à alteração dos seus estatutos. Há pois nestas matérias que aplicar o regime geral que resulta do Código das Sociedades Comerciais.

Sendo o regime geral supletivo um regime equilibrado, quer no que respeita à nomeação e substituição de membros do órgão de administração quer quanto ao regime de alterações aos estatutos da sociedade, e não existindo na Semapa quaisquer circunstâncias particulares que recomendem outra solução, entendemos que a situação deve ser mantida.

i) Poderes do órgão de administração, nomeadamente no que respeita a deliberações de aumento do capital

O contrato social da Semapa não autoriza o Conselho de Administração a deliberar aumentos de capital.

Reconhece-se que a opção por permitir o Conselho de Administração deliberar nessa matéria pode ter conveniências de ordem prática e de celeridade. Ainda não se sentiu necessidade de o propor aos accionistas, mas é uma possibilidade em aberto e regularmente ponderada.

j) Acordos significativos de que a sociedade seja parte e que entrem em vigor, sejam alterados ou cessem em caso de mudança de controlo da sociedade na sequência de uma oferta pública de aquisição, bem como os efeitos respectivos, salvo se, pela sua natureza, a divulgação dos mesmos for seriamente prejudicial para a sociedade, excepto se a sociedade for especificamente obrigada a divulgar essas informações por força de outros imperativos legais

Não existem acordos de qualquer natureza que produzam efeitos em caso de mudança de controlo da sociedade na sequência de uma oferta pública de aquisição.

É uma situação preferível à existência de relações directas entre a estabilidade de funcionamento da sociedade e a sua situação accionista, e que o Conselho de Administração se esforçará por preservar.

l) Acordos entre a sociedade e os titulares do órgão de administração ou trabalhadores que prevejam indemnizações em caso de pedido de demissão do trabalhador, despedimento sem justa causa ou cessação da relação de trabalho na sequência de uma oferta pública de aquisição

Não existem também acordos entre a sociedade e os titulares dos órgãos sociais ou trabalhadores que prevejam indemnizações em caso da cessação da relação na sequência de uma oferta pública de aquisição.

m) Sistemas de controlo interno e de risco de gestão implementados na sociedade

Existem sistemas de controlo interno e de risco de gestão implementados nos moldes descritos no ponto 3 do capítulo I do relatório sobre a estrutura e as práticas do governo societário elaborado nos termos do Regulamento da CMVM n.º 7/2001, para onde se remete.

O sistema existente na sociedade parece adequado e suficiente à natureza da sociedade e dos riscos efectivos que se lhe deparam. A Semapa é uma sociedade gestora de participações sociais com uma estrutura organizativa própria relativamente reduzida que no nosso entender não justifica a criação de unidades de controlo e fiscalização mais desenvolvidas do que o existente.

III. DECLARAÇÃO SOBRE POLÍTICA DE REMUNERAÇÕES

Recomenda expressamente a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários que seja submetida à apreciação pela assembleia geral de accionistas uma declaração sobre política de remuneração dos órgãos sociais. Foi o que se fez em 2007 com a apresentação aos accionistas da declaração sobre política de remunerações preparada pela Comissão de Remunerações da Semapa, a qual foi aprovada em conjunto com os restantes documentos de prestação de contas por nenhum dos accionistas ter solicitado, como então proposto, a sua votação em separado.

Esta declaração, como resulta do seu teor, contém as opções que no entender da Comissão devem ser mantidas até ao final do mandato em curso dos titulares dos órgãos sociais. Aqui se reproduz o seu teor:

Declaração em vigor sobre política de remunerações da responsabilidade da Comissão de Remunerações aprovada em Março de 2007

"1. Introdução

As duas possibilidades de definição de remunerações dos órgãos sociais mais comuns têm entre si um significativo afastamento. Temos por um lado a definição directa das remunerações pela assembleia, a que poucas vezes se recorre por não ser muito praticável pelas mais diversas razões, e por outro a definição das remunerações por uma Comissão que decide segundo critérios em relação aos quais os accionistas não tiveram oportunidade de se pronunciar.

Entendemos pois que é de louvar a solução intermédia de submeter à apreciação dos accionistas uma declaração sobre a política de remunerações a seguir pela Comissão. É o que fazemos com este documento.

2. Regime legal e estatutário

Qualquer definição de remunerações não pode deixar de ter em conta quer o regime legal geral quer o regime particular acolhido pelos estatutos da sociedade, quando for caso disso.

O regime legal para o conselho de administração vem essencialmente estabelecido no artigo 399º do Código das Sociedades Comerciais, e do mesmo resulta essencialmente o seguinte:

• A fixação das remunerações compete à assembleia geral de accionistas ou a uma comissão por aquela nomeada.

  • Aquela fixação de remunerações deve ter em conta as funções desempenhadas e a situação económica da sociedade.
  • A remuneração pode ser certa ou consistir parcialmente numa percentagem dos lucros do exercício, mas a percentagem máxima destinada aos administradores deve ser autorizada por cláusula do contrato de sociedade e não incide sobre distribuições de reservas nem sobre qualquer parte do lucro do exercício que não pudesse, por lei, ser distribuído aos accionistas.

Para o Conselho Fiscal e para os membros da Mesa da Assembleia Geral determina a lei que a remuneração deve consistir numa quantia fixa, e que é determinada nos mesmos molde pela assembleia geral de accionistas ou uma comissão por aquela nomeada, devendo ter em conta as funções desempenhadas e a situação económica da sociedade.

Já no que respeita aos estatutos, no caso da Semapa existe uma cláusula específica apenas para o Conselho de Administração, a 17ª, que rege simultaneamente o regime de reforma, e tem, na parte que aqui interessa, o seguinte conteúdo:

  • "2 A remuneração dos administradores e [...] é fixado por uma Comissão de Remunerações constituída por número ímpar de membros e eleita pela Assembleia Geral.
  • 3 A remuneração pode ser constituída por uma parte fixa e uma parte variável, que englobará uma participação nos lucros, não podendo esta participação nos lucros ser superior, para o conjunto dos administradores, a cinco por cento do resultado líquido do exercício anterior. "

É este o enquadramento formal em que deve ser definida a política de remunerações.

3. O percurso histórico

Na Semapa, desde a sua constituição e até ao ano de 2002, a remuneração de todos os administradores foi sempre composta apenas por uma parte fixa, pagável catorze vezes por ano, e fixada pela Comissão de Remunerações, então com a designação de Comissão de Fixação de Vencimentos.

No ano de 2003, na deliberação relativa à aplicação do resultado de 2002, foi pela primeira vez aplicado parte do resultado directamente na remuneração dos membros do Conselho de Administração, com a distribuição entre os membros que foi definida pela Comissão de Remunerações.

Este procedimento repetiu-se até ao ano de 2005, com referência aos resultados de 2004.

No ano de 2006 a aplicação de resultados do exercício de 2005 não previu a aplicação de qualquer montante destinado à remuneração da administração, o que se compreendia, tendo

em conta que o resultado já reflectia uma provisão para remuneração variável da administração nos termos das novas disposições contabilísticas aplicáveis. A parte variável da remuneração foi em 2006 fixada pela Comissão de Remunerações, também por referência ao resultado, nos termos estatutários.

O percentual da remuneração variável da administração em confronto com o resultado foi de aproximadamente 5% desde que teve início o pagamento de remuneração variável e até hoje, excepto quanto à remuneração paga em 2006, relativa ao ano de 2005, que foi de aproximadamente 4%.

Existe pois um procedimento constante desde o ano de 2003 no sentido de a remuneração dos membros do Conselho de Administração ser composta por uma parte fixa e outra variável sendo esta determinada como uma percentagem dos resultados.

Quanto ao Conselho Fiscal foi desde a constituição da sociedade remunerado com uma quantia mensal fixa. Já os membros da Mesa da Assembleia só recentemente passaram a ser remunerados, sendo a remuneração determinada em função das reuniões efectivamente ocorridas.

4. Princípios Gerais

Os princípios gerais a observar na fixação das remunerações dos órgãos sociais são essencialmente aqueles que de forma muito genérica resulta da lei: por um lado as funções desempenhadas e por outro a situação económica da sociedade. Se a estes acrescentarmos as condições gerais de mercado para situações equivalentes, encontramos aqueles que nos parecem ser os três grandes princípios gerais:

a) Funções desempenhadas.

Há que ter em conta as funções desempenhadas por cada titular de órgãos sociais não apenas num sentido formal, mas num sentido mais amplo da actividade efectivamente exercida e das responsabilidades que lhe estão associadas. Não estão na mesma posição todos os administradores executivos entre si, nem muitas vezes todos os membros do conselho fiscal, por exemplo. A ponderação das funções deve ser efectuada no seu sentido mais amplo e deve considerar critérios tão diversos como, por exemplo, a responsabilidade, o tempo de dedicação, ou o valor acrescentado para a empresa que resulta de um determinado tipo de intervenção ou de uma representação institucional.

Também a existência de funções desempenhadas noutras sociedades dominadas não pode ser alheia a esta ponderação, pelo que significa por um lado em termos de aumento de responsabilidade e por outro em termos de fonte cumulativa de rendimento.

c) A situação económica da sociedade.

Também este critério tem que ser compreendido e interpretado com cuidado. A dimensão da sociedade e inevitável complexidade da gestão associada, é claramente um dos aspectos relevantes da situação económica entendida na sua forma mais lata. As implicações existem quer na necessidade de remunerar uma responsabilidade que é maior

em sociedades maiores e com modelos de negócio complexos quer na capacidade de remunerar adequadamente a gestão.

d) Critérios de mercado.

O encontro entre a oferta e a procura é incontornável na definição de qualquer remuneração, e os titulares dos órgãos sociais não são excepção. Só o respeito pelas práticas do mercado permite manter profissionais de um nível ajustado à complexidade das funções a desempenhar e responsabilidades a assumir, e assim assegurar não só os interesses do próprio mas essencialmente os da sociedade e a criação de valor para todos os seus accionistas.

5. Opções concretas

As opções concretas de política de remuneração que submetemos à apreciação dos accionistas da sociedade são as seguintes:

  • 1ª A remuneração dos membros executivos do Conselho de Administração será composta por uma parte fixa e por uma parte variável.
  • 2ª A remuneração dos membros não executivos do Conselho de Administração, dos membros do Conselho Fiscal e dos membros da Mesa da Assembleia Geral será composta apenas por uma parte fixa. Excepcionalmente, os Administradores não executivos poderão receber uma remuneração extra por trabalhos adicionais solicitados e desempenhados. Nestes casos esta remuneração será separada daquela que já auferem por inerência dos cargos que desempenham.
  • 3ª A parte fixa da remuneração dos membros do Conselho de Administração consistirá num valor mensal pagável catorze vezes por ano ou num valor predeterminado por cada participação em reunião do Conselho de Administração.
  • 4ª A fixação do valor mensal para a parte fixa das remunerações dos membros do Conselho de Administração será feita para todos os que sejam membros da Comissão Executiva e para os que não sendo membros daquela Comissão exerçam funções ou desenvolvam trabalhos específicos de natureza repetida ou continuada.
  • 5ª A fixação de valor predeterminado por cada participação em reunião aos membros do Conselho de Administração será feita para aqueles que tenham funções essencialmente consultivas e de fiscalização.
  • 6ª As remunerações fixas dos membros do Conselho Fiscal consistirão todas num valor fixo mensal pagável catorze vezes por ano.
  • 7ª As remunerações fixas dos membros da Mesa da Assembleia Geral consistirão todas num valor predeterminado por cada reunião.

  • 8ª O processo de atribuição de remunerações variáveis aos membros executivos do Conselho de Administração deverá seguir os critérios propostos pela Comissão de Remunerações, não devendo exceder o valor global de cinco por cento do resultado líquido consolidado em formato IFRS, sem prejuízo de outras ponderações no caso de existência de resultados de natureza muito excepcional.

  • 9ª Na fixação de todas as remunerações, incluindo designadamente na distribuição do valor global da remuneração variável do Conselho de Administração serão observados os princípios gerais acima consignados: funções desempenhadas, situação da sociedade e critérios de mercado.

Entendemos que estas opções devem ser mantidas até ao final do mandato em curso dos órgãos sociais.

A Comissão de Remunerações

Presidente: Egon Zehnder, representada por José Gonçalo Maury Vogal: António Mota de Sousa Horta Osório Vogal: Frederico José da Cunha Mendonça e Meneses"

IV. INFORMAÇÕES A QUE SE REFEREM OS ARTIGOS 447.º E 448.º DO CSC

(por referência ao exercício de 2007)

1. Valores mobiliários da sociedade detidos pelos titulares dos órgãos sociais:

  • José Alfredo de Almeida Honório 20.000 acções.
  • Duarte Nuno d'Orey da Cunha 1.455 acções.
  • 2. Valores mobiliários de sociedades dominadas ou em relação de grupo com a Semapa detidos pelos titulares dos órgãos sociais:
  • António Paiva de Andrada Reis 4.400 acções da Portucel Empresa Produtora de Pasta e Papel, S.A.
  • Duarte Nuno d'Orey da Cunha 13.900 acções da Portucel Empresa Produtora de Pasta e Papel, S.A.
  • 3. Valores mobiliários da sociedade e de sociedades em relação de domínio detidos por sociedades em que os membros dos órgãos de administração e fiscalização exercem cargos nos órgãos sociais:
  • Cimigest, SGPS, S.A. 100 acções da Semapa.
  • Cimo Gestão de Participações, SGPS, S.A. 14.211.710 acções da Semapa.
  • Longapar, SGPS, S.A. 20.000.000 acções da Semapa.
  • Sodim SGPS, SA 23.365.000 acções da Semapa.
  • Sociedade Agrícola da Quinta da Vialonga, SA 642.535 acções da Semapa.
  • Sonaca, SGPS, SA 1.630.590 acções da Semapa.
  • OEM Organização de Empresas, SGPS, SA 500.000 acções da Semapa.
  • Seminv Investimentos, SGPS, S.A. 2.727.975 acções da Semapa.
  • Banco Português de Investimento, S.A. 3.294 acções das Semapa e 42.612 acções da Portucel

  • BPI Vida Companhia de Seguros de Vida, S.A. 405.804 acções da Semapa e 1.788.606 acções da Portucel.

  • 4. Aquisição, alienação ou oneração de valores mobiliários da sociedade ou de sociedades em relação de domínio ou de grupo pelos titulares dos órgãos sociais e pelas sociedades referidas em 3:
  • Carlos Eduardo Coelho Alves alienou 153.600 acções da Portucel Empresa Produtora de Pasta e de Papel, S.A., pelo preço de 2,63€ por acção, no dia 28 de Fevereiro
  • Carlos Maria Cunha Horta e Costa alienou 700 acções da Portucel Empresa Produtora de Pasta e Papel, S.A., pelo preço de 2,53€ por acção, no dia 15 de Janeiro.
  • Duarte Nuno d'Orey da Cunha comprou 2.000 acções da Portucel Empresa Produtora de Pasta e de Papel, S.A., pelo preço de 3,12€ por acção, no dia 23 de Julho
  • Duarte Nuno d'Orey da Cunha comprou 5.000 acções da Portucel Empresa Produtora de Pasta e de Papel, S.A., pelo preço de 2,86€ por acção, no dia 21 de Agosto
  • Duarte Nuno d'Orey da Cunha comprou 1.200 acções da Portucel Empresa Produtora de Pasta e de Papel, S.A., pelo preço de 2,24€ por acção, no dia 31 de Dezembro
  • Duarte Nuno d'Orey da Cunha comprou 300 acções da Semapa Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, S.A., pelo preço de 8,88€ por acção, no dia 31 de Dezembro
  • Duarte Nuno d'Orey da Cunha comprou 25 acções da Semapa Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, S.A., pelo preço de 13,54€ por acção, no dia 16 de Julho
  • Sonaca, SGPS, S.A. comprou 380.590 acções da Semapa Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, S.A., pelo preço de 9,84€ por acção, no dia 5 de Dezembro
  • Sodim, SGPS, S.A. alienou 2.750.000 acções da Semapa Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, S.A., pelo preço de 13,51€ por acção, no dia 4 de Julho

  • Cimo Gestão de Participações, SGPS, S.A, vendeu 380.590 acções da Semapa Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, S.A., pelo preço de 9,84€ por acção, no dia 5 de Dezembro

  • O Banco BPI, S.A. realizou as seguintes compras e vendas de acções da Portucel Empresa Produtora de Pasta e de Papel, S.A.:
Data Quantidade Preço médio Compra/Venda
20070108 95.827 2,39 € Compra
20070109 113.378 2,39 € Compra
20070301 94.700 2,62 € Compra
20070305 99.206 2,52 € Compra
20070521 176.580 2,84 € Compra
20070115 217.090 2,54 € Venda
20070116 217.090 2,63 € Venda
20070312 94.700 2,67 € Venda
20070319 99.206 2,61 € Venda
20070816 176.580 2,59 € Venda

• O Banco Português de Investimento, S.A. realizou as seguintes compras e vendas de acções da Portucel – Empresa Produtora de Pasta e de Papel, S.A.:

Data Quantidade Preço médio Compra/Venda
20070111 223.000 2,43 € Compra
20070112 75.000 2,47 € Compra
20070115 50.000 2,52 € Compra
20070116 150.000 2,61 € Compra
20070117 198.461 2,63 € Compra
20070119 200.000 2,60 € Compra
20070122 200.000 2,57 € Compra
20070123 135.690 2,54 € Compra
20070124 35.690 2,52 € Compra
20070129 50.000 2,66 € Compra
20070130 130.000 2,67 € Compra
20070131 170.000 2,62 € Compra
20070201 50.000 2,64 € Compra
20070202 100.000 2,65 € Compra
20070205 68.130 2,63 € Compra
20070207 150.000 2,64 € Compra
20070212 685.000 2,72 € Compra
20070213 100.000 2,75 € Compra
20070214 175.000 2,78 € Compra
Data Quantidade Preço médio Compra/Venda
20070215 250.000 2,73 € Compra
20070216 30.488 2,75 € Compra
20070223 197.000 2,79 € Compra
20070226 175.897 2,84 € Compra
20070227 389.400 2,73 € Compra
20070228 200.000 2,64 € Compra
20070301 250.000 2,65 € Compra
20070302 90.024 2,63 € Compra
20070305 147.376 2,52 € Compra
20070306 50.000 2,56 € Compra
20070309 100.000 2,65 € Compra
20070312 50.000 2,65 € Compra
20070313 218.508 2,63 € Compra
20070314 60.110 2,56 € Compra
20070320 50.000 2,62 € Compra
20070326 25.000 2,65 € Compra
20070327 25.000 2,62 € Compra
20070328 46.600 2,62 € Compra
20070330 118.100 2,66 € Compra
20070403 175.000 2,70 € Compra
20070404 449.239 2,78 € Compra
20070405 22.721 2,75 € Compra
20070410 50.000 2,69 € Compra
20070411 100.000 2,69 € Compra
20070412 2.682 2,67 € Compra
20070417 50.000 2,70 € Compra
20070418 50.000 2,72 € Compra
20070419 50.000 2,72 € Compra
20070420 150.000 2,75 € Compra
20070423 150.000 2,79 € Compra
20070424 162.184 2,75 € Compra
20070508 100.000 2,86 € Compra
20070509 50.000 2,87 € Compra
20070511 116.500 2,83 € Compra
20070514 33.500 2,84 € Compra
20070515 100.000 2,84 € Compra
20070517 100.000 2,83 € Compra
20070522 50.000 2,90 € Compra
20070523 50.000 2,93 € Compra
20070524 50.000 2,90 € Compra
20070525 100.000 2,88 € Compra

38/49

Data Quantidade Preço médio Compra/Venda
20070529 50.000 2,92 € Compra
20070530 16.254 2,91 € Compra
20070531 100.000 2,95 € Compra
20070605 50.000 2,93 € Compra
20070606 71.150 2,88 € Compra
20070612 16.965 2,83 € Compra
20070613 25.000 2,84 € Compra
20070619 100.000 2,87 € Compra
20070627 25.000 2,88 € Compra
20070628 230.000 2,91 € Compra
20070629 148.459 2,97 € Compra
20070702 50.000 3,02 € Compra
20070703 30.000 3,03 € Compra
20070704 170.000 3,12 € Compra
20070705 177.915 3,13 € Compra
20070706 700 3,12 € Compra
20070711 30.000 3,07 € Compra
20070712 25.000 3,10 € Compra
20070717 35.000 3,13 € Compra
20070718 50.000 3,12 € Compra
20070719 50.000 3,15 € Compra
20070720 50.000 3,15 € Compra
20070727 30.000 3,04 € Compra
20070815 100.000 2,79 € Compra
20070820 25.000 2,80 € Compra
20070823 90.000 2,86 € Compra
20070824 50.000 2,84 € Compra
20070829 35.703 2,78 € Compra
20070905 103.641 2,84 € Compra
20070907 2.235 2,82 € Compra
20070912 150.000 2,66 € Compra
20070913 50.000 2,64 € Compra
20070914 100.000 2,57 € Compra
20070917 105.360 2,51 € Compra
20070918 58.642 2,53 € Compra
20070919 150.000 2,64 € Compra
20070921 40.000 2,69 € Compra
20070924 10.000 2,66 € Compra
20070925 30.377 2,58 € Compra
20070927 30.000 2,60 € Compra
20071001 104.250 2,60 € Compra
Data Quantidade Preço médio Compra/Venda
20071002 100.000 2,66 € Compra
20071003 12.654 2,67 € Compra
20071004 150.000 2,65 € Compra
20071009 134.200 2,74 € Compra
20071010 83.500 2,77 € Compra
20071011 62.630 2,78 € Compra
20071012 40.000 2,75 € Compra
20071015 29.182 2,71 € Compra
20071016 10.000 2,64 € Compra
20071017 30.000 2,67 € Compra
20071019 10.000 2,63 € Compra
20071023 60.000 2,59 € Compra
20071025 100.000 2,56 € Compra
20071026 100.000 2,55 € Compra
20071030 50.000 2,58 € Compra
20071105 15.000 2,56 € Compra
20071106 40.000 2,57 € Compra
20071107 30.000 2,55 € Compra
20071109 40.000 2,49 € Compra
20071112 15.000 2,44 € Compra
20071113 75.000 2,43 € Compra
20071116 15.000 2,40 € Compra
20071119 15.000 2,39 € Compra
20071120 40.000 2,29 € Compra
20071123 10.000 2,29 € Compra
20071127 30.000 2,30 € Compra
20071128 40.000 2,32 € Compra
20071130 35.000 2,35 € Compra
20071203 15.000 2,46 € Compra
20071204 40.000 2,51 € Compra
20071205 25.000 2,54 € Compra
20071211 45.000 2,56 € Compra
20071212 25.000 2,52 € Compra
20071213 60.000 2,39 € Compra
20071219 10.000 2,37 € Compra
20071228 30.000 2,27 € Compra
20070102 96.408 2,40 € Venda
20070111 173.000 2,44 € Venda
20070112 125.000 2,46 € Venda
20070115 50.000 2,51 € Venda
20070116 150.000 2,63 € Venda
Data Quantidade Preço médio Compra/Venda
20070117 150.000 2,62 € Venda
20070118 248.461 2,61 € Venda
20070119 163.774 2,61 € Venda
20070122 21.916 2,58 € Venda
20070123 85.690 2,54 € Venda
20070124 300.000 2,56 € Venda
20070129 150.000 2,67 € Venda
20070130 80.000 2,67 € Venda
20070131 170.000 2,63 € Venda
20070201 200.000 2,63 € Venda
20070202 100.000 2,66 € Venda
20070205 80.000 2,64 € Venda
20070206 88.130 2,64 € Venda
20070207 50.000 2,64 € Venda
20070212 496.171 2,74 € Venda
20070213 243.829 2,74 € Venda
20070214 225.000 2,77 € Venda
20070215 100.488 2,75 € Venda
20070216 30.000 2,75 € Venda
20070223 197.000 2,80 € Venda
20070226 175.897 2,84 € Venda
20070227 159.400 2,72 € Venda
20070228 200.000 2,66 € Venda
20070301 250.000 2,69 € Venda
20070302 9.749 2,65 € Venda
20070305 50.000 2,55 € Venda
20070306 227.651 2,60 € Venda
20070307 100.000 2,64 € Venda
20070309 100.000 2,66 € Venda
20070312 5.731 2,66 € Venda
20070313 182.164 2,62 € Venda
20070314 60.110 2,58 € Venda
20070315 80.613 2,61 € Venda
20070320 50.000 2,61 € Venda
20070326 25.000 2,64 € Venda
20070327 53.500 2,64 € Venda
20070328 18.100 2,64 € Venda
20070330 118.100 2,66 € Venda
20070403 175.000 2,72 € Venda
20070404 649.236 2,76 € Venda
20070410 50.003 2,70 € Venda
Data Quantidade Preço médio Compra/Venda
20070411 100.000 2,70 € Venda
20070413 2.682 2,69 € Venda
20070417 50.000 2,72 € Venda
20070418 50.000 2,72 € Venda
20070419 50.000 2,72 € Venda
20070420 150.000 2,77 € Venda
20070424 112.184 2,75 € Venda
20070425 200.003 2,78 € Venda
20070508 100.000 2,86 € Venda
20070510 50.000 2,85 € Venda
20070511 100.000 2,84 € Venda
20070514 50.000 2,85 € Venda
20070515 100.000 2,85 € Venda
20070517 100.000 2,83 € Venda
20070523 100.000 2,93 € Venda
20070524 50.000 2,90 € Venda
20070525 100.000 2,89 € Venda
20070529 50.000 2,92 € Venda
20070530 116.254 2,92 € Venda
20070531 50.000 2,96 € Venda
20070601 50.000 2,95 € Venda
20070605 16.473 2,94 € Venda
20070606 125.106 2,91 € Venda
20070612 16.965 2,84 € Venda
20070613 25.000 2,84 € Venda
20070615 11.470 2,88 € Venda
20070619 50.000 2,87 € Venda
20070620 50.000 2,88 € Venda
20070627 25.000 2,89 € Venda
20070628 30.000 2,90 € Venda
20070629 124.312 2,98 € Venda
20070702 100.000 3,01 € Venda
20070703 80.054 3,05 € Venda
20070704 120.000 3,13 € Venda
20070705 225.700 3,12 € Venda
20070706 2.915 3,12 € Venda
20070709 100.000 3,16 € Venda
20070711 30.000 3,09 € Venda
20070712 25.000 3,13 € Venda
20070717 50.000 3,13 € Venda
20070718 35.000 3,13 € Venda
Data Quantidade Preço médio Compra/Venda
20070723 50.000 3,15 € Venda
20070725 50.000 3,11 € Venda
20070727 30.000 3,05 € Venda
20070820 25.000 2,80 € Venda
20070821 130.000 2,89 € Venda
20070823 90.000 2,85 € Venda
20070824 50.000 2,86 € Venda
20070829 35.703 2,79 € Venda
20070903 2.064 2,85 € Venda
20070905 4.676 2,85 € Venda
20070906 126.359 2,83 € Venda
20070907 113.641 2,81 € Venda
20070912 100.000 2,67 € Venda
20070913 50.000 2,64 € Venda
20070914 150.000 2,62 € Venda
20070917 105.360 2,50 € Venda
20070918 58.642 2,56 € Venda
20070919 150.000 2,66 € Venda
20070924 50.000 2,65 € Venda
20070925 30.377 2,60 € Venda
20070927 30.000 2,60 € Venda
20071001 4.250 2,63 € Venda
20071002 100.000 2,67 € Venda
20071003 12.654 2,67 € Venda
20071004 80.000 2,67 € Venda
20071008 40.000 2,69 € Venda
20071009 164.200 2,74 € Venda
20071010 83.500 2,78 € Venda
20071011 30.000 2,77 € Venda
20071012 40.000 2,76 € Venda
20071015 161.812 2,69 € Venda
20071016 10.000 2,66 € Venda
20071017 30.000 2,68 € Venda
20071019 10.000 2,63 € Venda
20071023 60.000 2,60 € Venda
20071026 100.000 2,55 € Venda
20071029 50.000 2,57 € Venda
20071030 30.594 2,59 € Venda
20071031 20.000 2,62 € Venda
20071101 20.000 2,64 € Venda
20071105 15.000 2,56 € Venda
Data Quantidade Preço médio Compra/Venda
20071106 40.000 2,57 € Venda
20071107 30.000 2,50 € Venda
20071112 15.000 2,44 € Venda
20071114 65.000 2,46 € Venda
20071115 20.000 2,45 € Venda
20071116 15.000 2,39 € Venda
20071119 15.000 2,31 € Venda
20071120 20.000 2,29 € Venda
20071121 20.000 2,28 € Venda
20071123 10.000 2,31 € Venda
20071127 30.000 2,31 € Venda
20071128 40.000 2,35 € Venda
20071130 35.000 2,39 € Venda
20071203 15.000 2,46 € Venda
20071204 240.000 2,52 € Venda
20071205 25.000 2,55 € Venda
20071211 165.000 2,58 € Venda
20071212 56.392 2,54 € Venda
20071214 51.250 2,37 € Venda
20071217 8.750 2,35 € Venda
20071219 10.000 2,37 € Venda
20071228 30.000 2,28 € Venda

• O BPI Vida – Companhia de Seguros de Vida, S.A. realizou as seguintes compras e vendas de acções da Portucel – Empresa Produtora de Pasta e de Papel, S.A.:

Data Quantidade Preço médio Compra/Venda
20070102 83.000 2,40 € Compra
20070110 2.200 2,40 € Compra
20070122 4.545 2,60 € Compra
20070228 8.344 2,67 € Compra
20070305 2.200 2,51 € Compra
20070314 2.000 2,55 € Compra
20070416 75.892 2,71 € Compra
20070418 1.800 2,72 € Compra
20070710 865 3,13 € Compra
20070711 17.949 3,10 € Compra
20070928 2.700 2,59 € Compra
20071228 6.696 2,29 € Compra
20070116 9.054 2,65 € Venda
20070223 339.398 2,78 € Venda
Data Quantidade Preço médio Compra/Venda
20070313 4.034 2,63 € Venda
20070723 84.131 3,14 € Venda
20070919 12.324 2,67 € Venda

• O Banco Português de Investimento, S.A. realizou as seguintes compras e vendas de acções da Semapa – Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, S.A.:

Data Quantidade Preço médio Compra/Venda
20070110 528 8,80 € Compra
20070115 15.000 9,11 € Compra
20070129 1.000 9,28 € Compra
20070202 10.000 9,80 € Compra
20070206 15.000 10,02 € Compra
20070212 5.332 11,21 € Compra
20070213 27.200 11,52 € Compra
20070214 14.500 11,37 € Compra
20070216 7.471 11,09 € Compra
20070221 1.457 11,66 € Compra
20070227 52.740 11,66 € Compra
20070228 17.000 11,01 € Compra
20070301 9.024 11,05 € Compra
20070302 81 10,97 € Compra
20070305 21.898 10,58 € Compra
20070306 3.684 10,79 € Compra
20070307 24.863 11,00 € Compra
20070309 4.000 10,88 € Compra
20070312 5.000 11,00 € Compra
20070313 14.084 10,87 € Compra
20070314 3.580 10,56 € Compra
20070315 6.870 10,96 € Compra
20070319 147 11,08 € Compra
20070327 1.170 11,21 € Compra
20070329 10.000 11,31 € Compra
20070403 5.000 11,90 € Compra
20070404 10.000 11,86 € Compra
20070412 6.000 11,84 € Compra
20070413 6.000 11,86 € Compra
20070416 3.964 11,84 € Compra
20070510 1.215 12,41 € Compra
20070521 7 12,36 € Compra
20070530 10.000 12,45 € Compra
Data Quantidade Preço médio Compra/Venda
20070605 4.854 12,55 € Compra
20070629 378 13,34 € Compra
20070913 3 11,79 € Compra
20071204 2.488 10,08 € Compra
20070111 528 8,84 € Venda
20070115 15.000 9,20 € Venda
20070129 500 9,27 € Venda
20070130 500 9,30 € Venda
20070202 10.000 9,85 € Venda
20070206 5.000 10,10 € Venda
20070207 10.000 9,93 € Venda
20070212 101.672 11,13 € Venda
20070213 27.200 11,56 € Venda
20070214 14.500 11,41 € Venda
20070216 7.471 11,20 € Venda
20070222 1.457 11,67 € Venda
20070227 2.740 11,43 € Venda
20070228 17.000 11,19 € Venda
20070301 25.000 11,24 € Venda
20070302 26.143 11,17 € Venda
20070305 15.000 10,67 € Venda
20070306 18.544 10,97 € Venda
20070307 4.863 10,99 € Venda
20070308 20.000 11,01 € Venda
20070309 4.000 10,98 € Venda
20070312 5.000 10,97 € Venda
20070313 14.084 10,91 € Venda
20070314 3.580 10,68 € Venda
20070315 6.870 10,92 € Venda
20070319 147 11,26 € Venda
20070327 1.170 11,22 € Venda
20070329 10.000 11,39 € Venda
20070403 5.000 11,92 € Venda
20070404 10.000 11,92 € Venda
20070411 5.000 11,88 € Venda
20070412 6.000 11,88 € Venda
20070413 4.964 11,87 € Venda
20070510 1.215 12,42 € Venda
20070528 7 12,55 € Venda
20070530 10.000 12,44 € Venda
20070606 2.000 12,59 € Venda
Data Quantidade Preço médio Compra/Venda
20070608 2.854 12,21 € Venda
20070615 1.736 12,32 € Venda
20070903 54 12,46 € Venda
20070913 3 11,90 € Venda
20071030 54 11,26 € Venda
20071204 2.488 10,07 € Venda

• O BPI Vida – Companhia de Seguros de Vida, S.A. realizou as seguintes compras e vendas de acções da Semapa – Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, S.A.:

Data Quantidade Preço médio Compra/Venda
20070102 570 8,82 € Compra
20070112 280 8,93 € Compra
20070122 429 9,19 € Compra
20070125 6.826 9,22 € Compra
20070129 2.421 9,28 € Compra
20070130 1.409 9,32 € Compra
20070227 8.500 11,36 € Compra
20071114 14.606 10,79 € Compra
20071116 5.000 10,49 € Compra
20071205 17.224 10,11 € Compra
20071228 1.643 8,90 € Compra
20070212 11.405 11,51 € Venda
20070411 19.000 11,90 € Venda
20070413 1.201 11,90 € Venda
20070423 2.183 12,08 € Venda
20070509 1.171 12,06 € Venda
20070510 6.538 12,40 € Venda
20070522 211 12,46 € Venda
20070720 8.188 13,53 € Venda
20070726 1.474 13,39 € Venda
20070919 2.513 11,77 € Venda
20071212 371 9,69 € Venda

V. PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS NO CAPITAL DA SEMAPA

(por referência à data deste relatório)

Entidade Nº acções % capital e
direitos de
voto
% dir. de voto
não
suspensos
A - Cimigest, SGPS, SA 100 0,00% 0,00%
Cimo - Gestão de Participações, SGPS, S.A. 14.211.710 12,01% 12,59%
Longapar, SGPS, S.A. 20.000.000 16,90% 17,72%
Sonaca, SGPS, S.A. 1.630.590 1,38% 1,44%
OEM - Organização de Empresas, SGPS, S.A. 500.000 0,42% 0,44%
Sociedade Agrícola da Quinta da Vialonga, S.A. 642.535 0,54% 0,57%
Sodim, SGPS, S.A. 23.365.000 19,75% 20,70%
José Alfredo Almeida Honório 20.000 0,02% 0,02%
Duarte Nuno d' Orey da Cunha 1.455 0,00% 0,00%
Soma: 60.371.390 51,02% 53,48%
B - Banco BPI, S.A. - - -
Banco Português de Investimento, S.A. – carteira própria 3.294 0% 0%
BPI Vida - Companhia de Seguros de Vida, S.A. 405.804 0,34% 0,36%
Fundos de Pensões geridos pela BPI Pensões - Sociedade
Gestora de Fundos de Pensões, S.A.
10.362.388 8,76% 9,18%
Fundos de Investimento geridos pela BPI Fundos – Gestão de
Fundos de Investimento Mobiliário, S.A.
1.237.518 1,05% 1,10%
Soma: 12.009.004 10,15% 10,64%
C - Banco Espírito Santo, S.A. - - -
Fundo de Pensões do BES 6.191.854 5,23% 5,49%
Soma: 6.191.854 5,23% 5,49%
D - Credit Suisse Group - - -
Credit Suisse (votos também imputáveis ao Credit Suisse
Securities (Europe) Limited a quem as acções foram
emprestadas) 19.279.477 16,29% 17,08%
Credit Suisse International 4.320.523 3,65% 3,83%
Soma: 23.600.000 19,94% 20,91%
E - Bestinver Gestión, SGIIC, SA - -
BESTINVER BOLSA, F.I. 1.547.305 1,31% 1,37%
Entidade Nº acções % capital e
direitos de
voto
% dir. de voto
não
suspensos
BESTINFOND F.I. 591.849 0,50% 0,52%
BESTINVER MIXTO, F.I. 260.945 0,22% 0,23%
SOIXA SICAV, S.A. 112.774 0,10% 0,10%
TEXRENTA INVERSIONES SICAV, S.A. 20.938 0,02% 0,02%
CORFIN INVERSIONES S.I.C.A.V., S.A. 9.450 0,01% 0,01%
RODAON INVERSIONES, SICAV, S.A. 7.993 0,01% 0,01%
TIBEST CINCO, SICAV, S.A. 6.880 0,01% 0,01%
INVERS, EN BOLSA SIGLO XXI, SICAV, S.A. 6.509 0,01% 0,01%
ATON INVERSIONES SICAV, S.A. 4.657 0,00% 0,00%
TIGRIS INVERSIONES, SICAV, S.A. 4.435 0,00% 0,00%
MERCADAL DE VALORES, SICAV, S.A. 4.179 0,00% 0,00%
H202 Inversiones SICAV, S.A. 3.850 0,00% 0,00%
DIVALSA DE INVERSIONES SICAV, S.A. 3.782 0,00% 0,00%
ENTRECAR INVERSIONES, SICAV, S.A. 3.395 0,00% 0,00%
PASGOM INVERSIONES, SICAV, S.A. 3.313 0,00% 0,00%
ACCIONES, CUP. Y OBLI. SEGOVIANAS, SICAV, S.A. 2.969 0,00% 0,00%
ZAMARRON SICAV, S.A. 2.487 0,00% 0,00%
Cartera Millennium SICAV, S.A. 2.483 0,00% 0,00%
CAMPO DE ORO, SICAV, S.A. 2.073 0,00% 0,00%
LINKER INVERSIONES, SICAV, S.A. 2.020 0,00% 0,00%
HELDALIN INVERSIONES SICAV, S.A. 1.462 0,00% 0,00%
Opec Inversiones, SICAV, S.A. 1.402 0,00% 0,00%
TAWARZAR 2-S2 SICAV, S.A. 1.211 0,00% 0,00%
IBERFAMA SICAV, S.A. 966 0,00% 0,00%
Soma: 2.609.327 2,21% 2,31%
Morgan Stanley - - -
Morgan Stanley & Co. Incorporated e Morgan Stanley & Co.
International plc 3.159.859 2,67% 2,80%
Soma: 3.159.859 2,67% 2,80%

Semapa é detentora de 2.720.000 acções próprias, e a sociedade Seminv Investimentos, SGPS, S.A., integralmente dominada pela Semapa, detém 2.727.975 acções da Semapa, havendo assim um total de 5.447.975 acções, correspondentes as 4,6% do capital, sujeitas ao regime de acções próprias

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS POR NATUREZAS PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 E 2006

(Montantes expressos em Euros)

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99.2
71

O anexo faz parte integrante da demonstração dos resultados por naturezas para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007

O Técnico Oficial de Contas

O Conselho de Administração

BALANÇOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 E 2006

(Montantes expressos em Euros)

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O anexo faz parte integrante do balanço em 31 de Dezembro de 2007

O Técnico Oficial de Contas

O Conselho de Administração

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES

PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 E 2006

(Montantes expressos em Euros)

Notas 31-12-2007 31-12-2006
Vendas e prestações de serviços 44 e 53 4.362.282 5.077.367
Custo das vendas e das prestações de serviços (4.645.380) (5.320.857)
Resultados brutos (283.098) (243.490)
Outros proveitos e ganhos operacionais 26.062.993 10.652.756
Custos administrativos (852.728) (681.744)
Outros custos e perdas operacionais (12.617.110) (20.546.564)
Resultados operacionais 12.310.057 (10.819.042)
Custo líquido de financiamento (22.704.656) (4.800.627)
Ganhos / (perdas) em associadas 45 127.940.630 101.183.623
Ganhos / (perdas) em outros investimentos 45 128.261 689.147
Resultados correntes 117.674.292 86.253.101
Impostos sobre o rendimento do exercício 6 4.276.269 5.146.170
Resultado líquido do exercício 121.950.561 91.399.271
Resultado por acção 1,04 0,77

O anexo faz parte integrante da demonstração dos resultados por funções para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007

O Técnico Oficial de Contas

O Conselho de Administração

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS EXERCÍCIOS

FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO 2007 E 2006

(Montantes expressos em Euros)

Notas 31-12-2007 31-12-2006
ACTIVIDADES OPERACIONAIS:
Pagamentos a fornecedores (2.296.353) (2.772.696)
Pagamentos ao pessoal (8.047.322) (20.741.374)
Fluxos gerados pelas operações (10.343.675) (23.514.070)
(Pagamento) / recebimento do imposto sobre o rendimento 327.641 380.587
Outros recebimentos/ (pagamentos) relativos à actividade operacional 1.414.971 1.461.709
Fluxos gerados antes das rubricas extraordinárias (8.601.063) (21.671.774)
Fluxos das actividades operacionais
(1)
(8.601.063) (21.671.774)
ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO:
Recebimentos provenientes de:
Investimentos financeiros 743.985.101 19.564.217
Imobilizações corpóreas 14.000 -
Juros e proveitos similares 442.724 897.390
Dividendos 45 374.526.183 2.971.570
1.118.968.008 23.433.177
Pagamentos respeitantes a:
Investimentos financeiros (1.056.497.950) (171.897.102)
Imobilizações corpóreas (184.903) (181.766)
Imobilizações incorpóreas (805) -
(1.056.683.658) (172.078.868)
Fluxos das actividades de investimento
(2)
62.284.350 (148.645.691)
ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO:
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos 708.781.961 588.396.081
Empréstimos concedidos 40.970.781 139.127.947
749.752.742 727.524.028
Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos (665.822.261) (232.219.302)
Empréstimos concedidos (26.057.334) (344.576.467)
Juros e custos similares (21.167.319) (12.509.520)
Dividendos 40 (27.216.462) (49.699.627)
Aquisição de acções próprias 40 (36.765.574) -
(777.028.950) (639.004.916)
Fluxos das actividades de financiamento
(3)
(27.276.208) 88.519.112
VARIAÇÃO DE CAIXA E SEUS EQUIVALENTES
(4) = ( 1) + (2) + (3)
26.407.079 (81.798.353)
CAIXA E SEUS EQUIVALENTES NO INÍCIO DO EXERCÍCIO 54 (602.006) 81.196.347
CAIXA E SEUS EQUIVALENTES NO FIM DO EXERCÍCIO 54 25.805.073 (602.006)

O anexo faz parte integrante da demonstração dos fluxos de caixa para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007

O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração

(Montantes expressos em Euros)

NOTA INTRODUTÓRIA

A Semapa — Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, SA ("Empresa") foi constituída em 21 de Junho de 1991 e tem por objecto social a gestão de participações sociais noutras sociedades, nomeadamente nos sectores da produção de cimento e derivados e de pasta e de papel, através das suas participadas Secil – Companhia Geral de Cal e Cimento, SA e Portucel – Empresa Produtora de Pasta e Papel, SA.

As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano Oficial de Contabilidade ("POC"). As notas cuja numeração se encontra ausente deste anexo não são aplicáveis à Empresa ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras anexas.

1. DERROGAÇÕES AO PLANO OFICIAL DE CONTABILIDADE

As demonstrações financeiras individuais da Semapa foram preparadas de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal, com as seguintes derrogações:

  • Aplicação da metodologia de reconhecimento dos ganhos e perdas actuariais, em planos de benefícios definidos, directamente nos capitais próprios (Nota 40), conforme disposto na IAS 19 aprovada pelo Regulamento 1910/2005 da Comissão Europeia, de 8 de Novembro.
  • Valorização dos activos financeiros disponíveis para venda, ao justo valor, de acordo com a IAS 39, sendo que as variações no justo valor destes activos são imputadas directamente aos capitais próprios da Semapa (Notas 17 e 40).

Adicionalmente, os investimentos financeiros em empresas do grupo (e subsidiárias de empresas do grupo) e associadas relevados pelo método da equivalência patrimonial, incorporam os impactos de alterações de políticas contabilísticas registados nas demonstrações financeiras dessas empresas, conforme exposto na Nota 16.

3. BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS

As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, mantidos de acordo com princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal, com as excepções referidas na Nota 1.

Estas demonstrações financeiras reflectem apenas as contas individuais da Empresa. A Empresa preparou também contas consolidadas, em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IFRS"), as quais reflectem, em 31 de Dezembro de 2007, relativamente às contas individuais, as seguintes diferenças, sendo certo que os capitais próprios individuais, fruto da aplicação do método da equivalência patrimonial às suas subsidiárias e das derrogações referidas na Nota 1, coincidem com os capitais próprios consolidados:

Aumento
Total do activo 1.931.671.141
Total do passivo 1.626.798.061
Proveitos totais 1.328.649.402

(Montantes expressos em Euros)

Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras foram os seguintes:

a) Imobilizações corpóreas

As imobilizações corpóreas, que compreendem edifícios e outras construções, equipamento de transporte, ferramentas e utensílios, equipamento administrativo e outras imobilizações corpóreas, encontram-se registadas ao custo de aquisição e são amortizadas através do método das quotas constantes, durante um período que varia entre dois e dez anos, como se segue:

Vida útil
(anos)
Edifícios e outras construções 8 a 10
Equipamento de transporte 2 a 4
Ferramentas e utensílios 4
Equipamento administrativo 3 a 8
Outras imobilizações corpóreas 4 a 10

b) Investimentos financeiros

Os investimentos financeiros em empresas do grupo (e subsidiárias de empresas do grupo) e associadas são registados pelo método da equivalência patrimonial (Nota 16).

De acordo com o método da equivalência patrimonial, os investimentos financeiros são ajustados anualmente pelo montante correspondente à proporção da Empresa nos resultados líquidos das empresas do grupo por contrapartida de ganhos ou perdas do exercício (Nota 45). Adicionalmente, os dividendos recebidos destas empresas, por distribuição de resultados ou reservas, são registados como uma diminuição ao valor dos investimentos financeiros, no exercício em que são atribuídos.

Os activos financeiros disponíveis para venda estão registados na rubrica de títulos e outras aplicações financeiras e são constituídos por partes de capital em outras empresas (Notas 10 e 17). Encontram-se contabilizados ao justo valor que é o seu valor de mercado, entendido como o respectivo valor de cotação à data do balanço. As mais e menos valias potenciais resultantes são registadas directamente em capitais próprios, na rubrica "Ajustamentos de justo valor", até que o investimento financeiro seja vendido, recebido ou de qualquer forma alienado, momento em que o ganho ou perda acumulado, anteriormente reconhecido na rubrica "Ajustamentos de justo valor" é incluído no resultado líquido do exercício.

c) Especialização de exercícios

A Empresa regista os seus custos e proveitos de acordo com o princípio da especialização dos exercícios pelo qual as receitas e despesas são reconhecidas à medida em que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos (Nota 50).

d) Impostos sobre o rendimento

O imposto sobre o rendimento do exercício, inclui imposto corrente e diferido, quando aplicável. O imposto sobre o rendimento é reconhecido na demonstração dos resultados, excepto quando se relaciona com ganhos ou perdas directamente reconhecidos em reservas, caso em que é também reconhecido directamente em reservas, nomeadamente, no que se refere ao efeito das reavaliações.

O imposto corrente sobre o rendimento é determinado com base nos resultados líquidos, ajustados em conformidade com a legislação fiscal vigente à data do balanço.

(Montantes expressos em Euros)

O imposto diferido é calculado, com base na responsabilidade de balanço, sobre as diferenças temporárias entre os valores contabilísticos dos activos e passivos e a respectiva base de tributação. Para a determinação do imposto diferido é utilizada a taxa fiscal (decretada) que se espera estar em vigor no exercício em que as diferenças temporárias serão revertidas.

São reconhecidos impostos diferidos activos sempre que existe uma razoável segurança de que serão gerados lucros fiscais futuros contra os quais os activos poderão ser utilizados. Os impostos diferidos activos são revistos anualmente e reduzidos sempre que deixe de ser provável que os mesmos possam ser utilizados.

e) Complementos de pensões de reforma

A Empresa assumiu o compromisso de conceder aos seus administradores prestações pecuniárias a título de complementos de pensões de reforma, nos termos referidos na Nota 31.

As responsabilidades pelo pagamento de pensões de reforma são registadas de acordo com os critérios consagrados pela IAS 19 aprovada pelo Regulamento 1910/2005 da Comissão Europeia, de 8 de Novembro.

De acordo com a IAS 19, as empresas com planos de pensões reconhecem os custos com a atribuição destes benefícios à medida que os serviços são prestados pelos beneficiários. Deste modo a responsabilidade total da Semapa é estimada, pelo menos, semestralmente, à data dos fechos intercalar e anuais de contas, por uma entidade especializada e independente de acordo com o método das unidades de crédito projectadas.

A responsabilidade assim determinada é apresentada no balanço e os custos com pensões são registados na rubrica "Custos com o pessoal – encargos sociais – pensões". Os desvios actuariais, resultantes das diferenças entre os pressupostos utilizados para efeito de apuramento de responsabilidades e o que efectivamente ocorreu são reconhecidos directamente em capitais próprios, na rubrica "Resultados transitados" (Nota 40), bem como os impactos decorrentes da alteração de pressupostos.

f) Provisões

As provisões são constituídas com o objectivo de reconhecer as responsabilidades cuja natureza esteja claramente definida e que à data do balanço sejam de ocorrência provável ou certa, mas incertas quanto ao seu valor ou data de ocorrência.

g) Uso de estimativas

A preparação de demonstrações financeiras exige que a gestão da empresa efectue julgamentos e estimativas que afectam os montantes de proveitos, despesas, activos, passivos e divulgações à data do balanço. Estas estimativas são determinadas pelo juízo da gestão da empresa, baseado: (i) na melhor informação e conhecimento de eventos presentes, suplementada, em alguns casos, em relatos de peritos independentes e (ii) nas acções que a empresa considera poder vir a desenvolver no futuro. Todavia, na data de desfecho das operações, os resultados das mesmas poderão ser diferentes destas estimativas.

h) Acções Próprias

As acções próprias são contabilizadas pelo seu valor de aquisição como uma redução do capital próprio na rubrica "Acções próprias" sendo os ganhos ou perdas inerentes à sua alienação registados em "Outras reservas". Em conformidade com a legislação comercial aplicável, enquanto as acções próprias se mantiverem na posse da sociedade, é tornada indisponível uma reserva de montante igual ao seu custo de aquisição.

(Montantes expressos em Euros)

6. IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO

A partir do exercício com início em 1 de Janeiro de 2006, a Empresa é tributada através do regime especial de tributação de grupos de sociedades ("RETGS"), constituído pelas empresas em que detém participação igual ou superior a 90% e que cumprem as condições previstas no artigo 63º e seguintes do Código do IRC, possuindo prejuízos reportáveis de exercícios anteriores ao da aplicação do referido regime de tributação de Euros 18.325.643, sobre os quais não foram calculados impostos diferidos activos por não existirem expectativas de geração de lucro tributável no futuro, dado que a Empresa tem vindo a gerar resultados operacionais negativos.

Nos termos da legislação em vigor os prejuízos fiscais são reportáveis durante um período de seis anos após a sua ocorrência e susceptíveis de dedução aos lucros fiscais gerados durante esse período. Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, os prejuízos fiscais reportáveis, gerados em períodos anteriores à aplicação do RETGS pela Semapa SGPS, e o respectivo exercício de reporte são como segue:

Exercício
de
origem
Valor reportável
no período
Exercício
de
reporte
2001 2.803.802 2007
2002 4.374.315 2008
2003 5.120.440 2009
2004 8.830.888 2010
21.129.445

Relativamente aos prejuízos fiscais gerados no âmbito do RETGS, no montante de Euros 37.934.313, e que sobre os quais existe expectativa de virem a ser consumidos por lucros futuros gerados pelo grupo fiscal, no período de reporte dos mesmos, foram calculados impostos diferidos activos, os quais, em 31 de Dezembro de 2007, ascendiam a Euros 9.483.578.

Os ganhos e perdas em empresas do grupo, resultantes da aplicação do método da equivalência patrimonial, são deduzidos ou acrescidas, respectivamente, ao resultado do exercício, para apuramento da matéria colectável.

O imposto sobre o rendimento dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 tem a seguinte composição:

31-12-2007 31-12-2006
Imposto corrente (Nota 48) 27.295 33.844
Imposto diferido (4.303.564) (5.180.014)
(4.276.269) (5.146.170)

O imposto corrente estimado no exercício, no montante de Euros 27.295, refere-se a tributações autónomas.

(Montantes expressos em Euros)

A reconciliação da taxa efectiva de imposto é evidenciada como segue:

31-12-2007 31-12-2006
Resultado antes de impostos 117.674.292 86.253.101
Taxa nominal de imposto 26,50% 27,50%
Imposto esperado 31.183.687 23.719.603
Diferenças permanentes (a) (33.527.913) (29.231.787)
Tributação autónoma 27.295 33.844
Alteração da taxa de imposto - 518
.001
Prejuízos fiscais não recuperáveis 161.317 -
Prejuízos fiscais apropriados no âmbito do RETGS (2.120.655) (185.831)
(4.276.269) (5.146.170)
Taxa efectiva de imposto (3,63%) (5,97%)
Taxa efectiva de imposto sem efeito do M.E.P. 25,18% 26,29%

(a) Este valor respeita essencialmente a:

31-12-2007 31-12-2006
Efeito da aplicação do método da Equivalência Patrimonial (Nota 16) (127.940.630) (101.183.623)
Ajustamentos e provisões tributadas 2.234.293 11.880.862
Redução de provisões (479.659) (11.476.353)
Reversões de amortizações e ajustamentos - (7.853.000)
Responsabilidades com benefícios de reforma (Nota 31) 3.999.746 3.740.061
Dividendos tributados 76.551 -
Dividendos não tributados reconhecidos em resultados (29.224) (689.147)
Mais valias / menos valias contabilísticas não tributadas (24.824.975) (784.000)
Mais Valias fiscais tributadas 24.832.019 -
Lucro tributável das subsidiárias incluídas no RETGS 966.407 -
Perda na liquidação de subsidiárias (Nota 16) (7.420.000) -
Outros 2.065.045 67.793
(126.520.427) (106.297.407)
Impacto fiscal 26,5% (2006: 27,5%) (33.527.913) (29.231.787)

De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos e dez anos para a Segurança Social. Contudo, no caso de serem apresentados prejuízos fiscais estes podem ser sujeitos a revisão e liquidação pelas autoridades fiscais por um período de 6 anos. As declarações fiscais da Empresa relativas aos anos de 2004 a 2007 poderão vir ainda a ser sujeitas a revisão.

A Administração da Empresa entende que eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras em 31 de Dezembro de 2007.

7. NÚMERO MÉDIO DE PESSOAS AO SERVIÇO DA EMPRESA

O número médio de empregados ao serviço da Empresa em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 foi de 21 e 20 pessoas, respectivamente.

(Montantes expressos em Euros)

10. MOVIMENTO NO ACTIVO IMOBILIZADO

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007, o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas, corpóreas e investimentos financeiros, bem como nas respectivas amortizações acumuladas, foi o seguinte:

Activo bruto
Rubricas Saldo
inicial
Aumentos Alienações Transferências
e abates
Saldo
final
Imobilizações corpóreas:
Edifícios e outras construções 674.582 83.557 - - 758.139
Equipamento de transporte 159.636 - (49.787) - 109.849
Ferramentas e utensílios - 2.023 - - 2.023
Equipamento administrativo 234.358 44.820 - - 279.178
Outras imobilizações corpóreas 34.736 42.191 - - 76.927
Imobilizações em curso 177.483 14.494 - - 191.977
1.280.795 187.085 (49.787) - 1.418.093
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresas do grupo (Notas 16 e 17) 201.761.758 277.953.530 (2.896.592) (103.933.555) 372.885.141
Prestações suplementares em empresas do grupo (Notas 16 e 17) 827.120.000 731.002.856 - (841.702.965) 716.419.891
Empréstimos a empresas do grupo (Notas 16 e 17) 180.065.000 - - - 180.065.000
Títulos e outras aplicações financeiras (Nota 17) 70.136.794 3.892 (69.154.481) 143.680 1.129.885
1.279.083.552 1.008.960.278 (72.051.073) (945.492.840) 1.270.499.917
Amortizações acumuladas
Saldo Transferências Saldo
Rubricas inicial Reforço Alienações e abates final
Imobilizações corpóreas:
Edifícios e outras construções 134.916 77.040 - - 211.956
Equipamento de transporte 143.328 8.152 (49.787) - 101.693
Ferramentas e utensílios - 567 - 567
Equipamento administrativo 149.066 43.565 - - 192.631
Outras imobilizações corpóreas 8.334 12.438 - - 20.772

16. EMPRESAS DO GRUPO

Em 31 de Dezembro de 2007, os investimentos financeiros em empresas do grupo tinham a seguinte composição:

435.644 141.762 (49.787) - 527.619

31 de Dezembro de 2007 Valor de Proporção
Sede Capital Capitais Resultado % balanço no resultado
Empresas Social social próprios
a)
líquido
a)
(Nota 10) (Notas 17 e 45)
Bosques do Atlântico (ex-Betopal, SL) Madrid 3.005 5.651 14.981 100,00% - b) 5.651
CMP Investments, BV Amesterdão 50.000 32.626 (322.928) 100,00% - c) (322.928)
Portucel, SA Setúbal 767.500.000 1.122.448.076 136.838.423 7,22% d) 81.040.346 7.201.563
Secil, SA Setúbal 264.600.000 432.716.148 64.631.746 6,42% 27.760.703 4.146.420
Seinpar Investments, BV Amesterdão 18.000 494.317.311 (1.692.208) 100,00% 494.317.311 (1.692.208)
Seinpart, SGPS, SA Lisboa 180.000.000 387.784.634 (1.527.823) 49,00% 190.014.471 (748.633)
Semapa Inversiones, SL Madrid 3.006 209.114.918 19.071.863 100,00% 209.114.918 e) 19.071.863
Semapa Investments, BV (Nota 34) Amesterdão 18.000 (57.565) 70.385.842 100,00% - f) 70.385.842
Seminv, SGPS, SA Lisboa 7.500.000 267.073.949 29.894.726 100,00% 267.073.949 29.894.726
Verdeoculto, SGPS, SA Lisboa 50.000 48.334 (1.666) 100,00% 48.334 (1.666)
1.269.370.032 127.940.630
  • a) Depois de ajustadas as políticas contabilísticas.
  • b) A subsidiária Bosques do Atlântico, SL (ex-Betopal, SL) foi alienada durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007 pelo que os capitais próprios e o resultado líquido aqui mencionados reportam-se à data de alienação.
  • c) A subsidiária CMP Investments, BV foi liquidada durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007.
  • d) Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007 e relativamente à Portucel, a Semapa reforçou a participação nesta subsidiária de 4,16% para 7,22%. O resultado líquido apropriado pela Semapa nesta subsidiária, reflecte o efeito das aquisições sucessivas ocorridas em 2007.

(Montantes expressos em Euros)

  • e) Inclui os empréstimos subordinados ("prestamos participativos").
  • f) Em 31 de Dezembro de 2007, os capitais próprios da subsidiária Semapa Investments, BV apresentam o valor negativo de Euros 57.565, pelo que foi constituída a respectiva provisão (Nota 34).

Derrogações ao Plano Oficial de Contabilidade

As participadas da Semapa passaram a aplicar em 2005, com efeitos reportados a 1 de Janeiro de 2004, o método de valorização do goodwill, subsequente ao seu reconhecimento inicial, preconizado pela Norma Internacional de Relato Financeiro nº 3 "Concentrações de actividades empresariais". De acordo com esta norma o goodwill não é amortizado e é sujeito a testes de imparidade, numa base mínima anual. As perdas de imparidade relativas ao goodwill não podem ser revertidas.

Ainda durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2004, algumas das subsidiárias do subgrupo Portucel alteraram a política contabilística de reconhecimento de activos biológicos (florestas em crescimento), passando a aplicar a IAS 41 "Agricultura". De acordo com esta norma os activos biológicos são mensurados ao justo valor, deduzido dos custos estimados de venda no momento da colheita.

As participadas Secil – Companhia Geral de Cal e Cimento, SA e Portucel – Empresa Produtora de Pasta e Papel, SA e as filiais destas valorizam os seus instrumentos financeiros derivados, quer sejam de negociação quer sejam de cobertura, e os activos financeiros disponíveis para venda, ao justo valor, de acordo com a IAS 39. Assim, as variações no justo valor dos seus instrumentos financeiros derivados considerados como de cobertura e dos activos financeiros disponíveis para venda são imputadas directamente aos capitais próprios destas participadas. A variação no justo valor dos instrumentos financeiros considerados como de negociação é reconhecida nas respectivas demonstrações dos resultados.

Algumas das subsidiárias do subgrupo Portucel alteraram a política contabilística de reconhecimento dos contratos que contêm uma locação conforme Interpretação IFRIC 4 - Determinar se um Acordo contém uma Locação. Foram contabilizados no activo destas subsidiárias os bens locados por contrapartida de fornecedores em locação, conta esta por sua vez reduzida por cada renda paga, na parte relativa à amortização de capital . Em cada período é contabilizada a amortização dos equipamentos e os encargos financeiros incluídos na renda paga.

(Montantes expressos em Euros)

17. INVESTIMENTOS FINANCEIROS

O movimento ocorrido nas rubricas "Partes de capital em empresas do grupo", "Prestações suplementares em empresas do grupo", "Empréstimos a empresas do grupo" e "Títulos e outras aplicações financeiras", durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007 foi o seguinte:

Partes de
capital em
empresas
do grupo
Prestações
suplementares
em empresas
do grupo
Empréstimos
a empresas
do grupo
Títulos e
outras
aplicações
financeiras
Total
Saldo inicial 201.761.758 827.120.000 180.065.000 70.136.794 1.279.083.552
Constituição da filial Verdeoculto - Investimentos, SGPS, SA 50.000 - - - - - 50.000
Aquisição de 1.000 acções do Banco Comercial Português, SA - - - 3.892 3.892
Alienação de 18.003.117 acções da EDP - Energias de Portugal, SA - - - (69.154.481) (69.154.481)
Aquisição de 25.417.336 acções da Portucel - Empresa Produtora
de Pasta e Papel, SA 67.082.315 - - - - - 67.082.315
Diferença apurada na aquisição da participação na Portucel -
Empresa Produtora de Pasta e Papel, SA (Nota 40)
(29.702.264) - - - - - (29.702.264)
Alienação de 1.939.000 acções da Portucel - Empresa Produtora
de Pasta e Papel, SA (2.890.941) - - - - - (2.890.941)
Aquisição de 17.640.000 acções da Seinpart - Participações, SA 210.821.215 - - - - - 210.821.215
Diferença apurada na aquisição da participação na Seinpart -
Participações, SGPS, SA (77.138.794) - - - - - (77.138.794)
Alienação da filial Bosques do Atlântico, SL (ex-Betopal, SL) (5.651) - - - (5.651)
Resultado apropriado pela aplicação do método
da equivalência patrimonial (Notas 6, 16 e 45):
- Ganhos 130.706.065 - - - 130.706.065
- Perdas (2.442.507) (322.928) (2.765.435)
Dividendos distribuídos à Empresa pelas participadas:
- Portucel - Empresa Produtora de Pasta e Papel, SA (Nota 45) (6.401.931) - - - (6.401.931)
- Secil - Companhia Geral de Cal e Cimento, SA (Nota 45) (2.407.487) - - - (2.407.487)
- Seinpar Investments, BV (Nota 45) (325.000) - - - (325.000)
- Semapa Investments, BV (Nota 45) (366.561.071) - - - (366.561.071)
Prestações suplementares às filiais:
- CMP Investments, BV - 7.420.000 - - 7.420.000
- Seinpar Investments, BV - 666.330.276 - - 666.330.276
- Seinpart - Participações, SGPS, SA - 57.252.580 - - 57.252.580
Reembolso de prestações suplementares pelas filiais:
- CMP Investments, BV - (32.626) - - (32.626)
- Semapa Investments, BV - (630.000.000) - - (630.000.000)
- Seminv - Investimentos, SGPS, SA - (32.270.000) - - (32.270.000)
Anulação da provisão para capitais próprios negativos da filial
CMP Investments, BV (Nota 34) - (7.064.446) - - (7.064.446)
Ajustamento de partes de capital por movimentos na rubrica de
Ajustamentos de justo valor nas filiais:
- Cimentospar - Participações Sociais, SGPS, Lda. (1.865.435) - - - (1.865.435)
- Seinpart - Participações, SGPS, SA (972) (972)
Outras variações nos capitais próprios das filiais:
- Seinpar Investments, BV (170.119.443) - - - (170.119.443)
- Semapa Inversiones, SL (1.348.941) - - - (1.348.941)
- Semapa Investments, BV 247.906.394 - - - 247.906.394
Outras variações nos capitais próprios dos sub-grupos:
- Portucel - Empresa Produtora de Pasta e Papel, SA 9.350.689 - - - 9.350.689
- Secil - Companhia Geral de Cal e Cimento, SA (6.282.051) - - - (6.282.051)
Provisão para capitais próprios negativos da filial Semapa
Investments, BV (Nota 34) 57.565 - - - 57.565
Dividendos Semapa distribuídos à subsidiária Seminv, SGPS, S.A. 627.434 - - - 627.434
Ajustamentos ao justo valor dos activos financeiros disponíveis
para venda:
- Banco Espírito Santo, SA (Nota 40) - - - 66.669 66.669
- EDP - Energias de Portugal, SA (Nota 40) - - - 79.212 79.212
- Banco Comercial Português, SA (Nota 40) - - - (972) (972)
Transferências e reposições de saldos entre rubricas 172.014.194 (172.012.965) - (1.229) -
Saldo final 372.885.141 716.419.891 180.065.000 1.129.885 1.270.499.917

No decurso do último trimestre de 2007, foi efectuada uma reestruturação interna das participações de forma a simplificar a estrutura societária do Grupo pelo que a participação de 36,63% no capital da Portucel detida pela subsidiária Semapa Investment BV foi transferida para a subsidiária Seinpar Investment BV. A Semapa Investment BV procedeu igualmente à transferência da sua participação de 49% na Seinpart SGPS para a Semapa SGPS. Estas operações, realizadas a valores de mercado, não originaram qualquer impacto contabilístico nas presentes demonstrações financeiras.

(Montantes expressos em Euros)

Em 31 de Dezembro de 2007 as partes de capital em empresas do grupo tinham a seguinte composição:

31-12-2007
Portucel, SA 81.040.346
Secil, SA 27.760.703
Seinpart, SGPS, SA 132.761.891
Semapa Inversiones, SL 29.049.918
Seminv, SGPS, SA 102.223.949
Verdeoculto, SGPS, SA 48.334
372.885.141

Em 31 de Dezembro de 2007, as prestações suplementares de Euros 716.419.891, tinham sido concedidas às seguintes entidades:

31-12-2007
Seinpar Investments, BV 494.317.311
Seinpart, SGPS, SA 57.252.580
Seminv, SGPS, SA 164.850.000
716.419.891

Os empréstimos a empresas do grupo, no montante de Euros 180.065.000, correspondem a empréstimos subordinados ("prestamos participativos") e foram integralmente concedidos à Semapa Inversiones, SL.

Os títulos e outras aplicações financeiras, no montante de Euros 1.129.885, repartem-se do seguinte modo:

31 de Dezembro de 2007
Mais / (menos)
Número Custo valia potencial
Empresas de acções histórico (Nota 40) Total
EDP, SA 90.000 323.088 79.212 402.300
BES, SA 48.311 525.268 199.397 724.665
BCP, SA 1.000 3.892 (972) 2.920
852.248 277.637 1.129.885

As diferenças positivas para o custo histórico, apuradas na valorização das acções da EDP e do BES, nos montantes de Euros 557.802 e Euros 270.897, respectivamente, e a diferença negativa apurada nas acções do BCP, no montante de Euros 972, foram registadas por contrapartida de capitais próprios (Nota 40).

25. DÍVIDAS ACTIVAS E PASSIVAS COM O PESSOAL

Em 31 de Dezembro de 2007 a Empresa não tinha dívidas activas ou passivas relacionadas com o pessoal. Em 31 de Dezembro de 2006 a Empresa tinha dívidas passivas relacionadas com o pessoal no montante de Euros 47.685 (Nota 49).

(Montantes expressos em Euros)

29. DÍVIDAS A TERCEIROS A MAIS DE CINCO ANOS

Em 31 de Dezembro de 2007 as dívidas a terceiros a mais de cinco anos respeitam a empréstimos obrigacionistas e ao programa de papel comercial, no montante de Euros 413.579.000 (Nota 51).

31. RESPONSABILIDADES POR COMPLEMENTOS DE PENSÕES DE REFORMA

Plano de benefícios definidos a cargo da Empresa

A Assembleia Geral Anual de accionistas, realizada em 30 de Março de 2005, aprovou o Regulamento de reforma dos administradores da Semapa, em execução do disposto no artigo 17º dos estatutos da sociedade. Nos termos do referido regulamento, os administradores da Semapa têm direito ao abono de uma pensão mensal vitalícia paga 12 vezes por ano, a partir dos 55 anos de idade, se tiverem prestado o mínimo de 8 anos de serviço à sociedade, seguidos ou interpolados, na qualidade de administradores, o qual só poderá ser exercido quando da cessação de funções.

Esta pensão atinge um máximo de 80%, sobre o vencimento mensal à data de cessação de funções, nos casos em que estejam atingidos 20 anos na qualidade de administrador, da Semapa e de qualquer outra sociedade por ela dominada, e um mínimo de 27,2% correspondente a oito anos nessa qualidade. A estes montantes serão no entanto subtraídos os valores de pensões recebidos pelos beneficiários através do sistema público de segurança social.

Uma vez que os estatutos da Empresa determinam que os mandatos dos Órgãos sociais correspondem a um período de quatro anos, a responsabilidade decorrente deste plano é apurada e contabilizada a partir do início do segundo mandato.

Não foi constituído qualquer fundo de pensões para financiamento desta responsabilidade que ficou a cargo da Empresa.

As responsabilidades da Empresa nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, registaram a seguinte evolução:

31-12-2007 31-12-2006
Responsabilidades no início do exercício 83.953.229 84.295.795
Movimentos no exercício: 7.874.206 (342.566)
Custos / (proveitos) reconhecidos nos resultados 3.999.746 3.740.061
Perdas / (ganhos) actuariais (Nota 40) 4.344.788 (3.543.052)
Pensões pagas no exercício (470.328) (539.575)
Responsabilidades no fim do exercício 91.827.435 83.953.229

A Semapa procedeu à aplicação da metodologia de reconhecimento dos ganhos e perdas actuariais directamente nos capitais próprios, conforme disposto na IAS 19 aprovada pelo Regulamento 1910/2005 da Comissão Europeia, de 8 de Novembro. Em 31 de Dezembro de 2007 o plano de benefícios definidos da Empresa registou perdas actuariais no montante de Euros 4.344.788 evidenciadas por contrapartida de capitais próprios (Nota 40).

De acordo com o cálculo actuarial, reportado a 31 de Dezembro de 2007, as responsabilidades por serviços passados ascendem a Euros 91.827.435, encontrando-se totalmente provisionadas na rubrica do passivo "Provisões para pensões" (Nota 34). Em 31 de Dezembro de 2006 a provisão ascendia a Euros 83.953.229.

(Montantes expressos em Euros)

O cálculo actuarial considera os seguintes pressupostos financeiros e demográficos:

31-12-2007 31-12-2006
Tabelas de mortalidade TV 88/90 TV 88/90
Tabela de Invalidez EKV 80 EKV 80
Taxa de crescimento das pensões 2,25% 2,25%
Taxa técnica de juro 5,25% 4,50%
Taxas de crescimento salarial 2,50% 2,50%
Taxa de reversibilidade das pensões 50% 50%
Nº de prestações anuais do complemento Semapa 12 12
Formula de Benefícios da Segurança Social Decreto-Lei nº 187/2007 Decreto-Lei nº 35/2002
de 10 de Maio de 19 de Fevereiro

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007, a Semapa procedeu à alteração de alguns dos pressupostos utilizados no cálculo das responsabilidades assumidas com complementos de pensões de reforma, nomeadamente à alteração da taxa de desconto, por considerar serem estes os pressupostos que melhor se adequam à realidade financeira e económica actual da Empresa.

32. GARANTIAS PRESTADAS

No decurso do exercício de 2006, a Semapa SGPS e a Semapa Inversiones, SL, na qualidade de garante, celebraram com uma instituição financeira um contrato promessa de concessão de crédito, até um montante de Euros 200.000.000, tendo como objectivo financiar a aquisição de acções cotadas na Euronext Lisboa e que integrassem o PSI 20 e/ou aquisição de acções da Portucel.

Com a disponibilidade de fundos ao abrigo do referido contrato, a Semapa e/ou a Garante obrigam-se a dar em penhor as correspondentes acções adquiridas e/ou acções da Portucel que detenham em carteira, ou alternativamente a constituição de um depósito a prazo, suficiente para manter um rácio de cobertura do montante em dívida nunca inferior a 1,1. Desta linha de crédito encontrava-se utilizado, em 31 de Dezembro de 2007, o montante de Euros 133.079.000, tendo sido dadas em penhor 37.475.858 acções da Portucel, 86.386 acções da EDP e 2.720.000 acções próprias da Semapa SGPS.

34. MOVIMENTO OCORRIDO NAS PROVISÕES

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007, realizaram-se os seguintes movimentos nas rubricas de provisões:

Rubricas Saldo
inicial
Constituição/
Reforço
Reduções Utilização/
/reposição
Saldo
final
Provisões:
Pensões (Nota 31) 83.953.229 8.344.534 - (470.328) 91.827.435
Apropriação pelo método da equivalência patrimonial de
capitais próprios negativos de subsidiárias (Nota 16) 7.073.776 57.565 (9.330) (7.064.446) 57.565
Outras provisões 280.148 2.234.292 - - 2.514.440
91.307.153 10.636.391 (9.330) (7.534.774) 94.399.440

Em 31 de Dezembro de 2007, os movimentos ocorridos na rubrica de provisão para capitais próprios negativos, por entidade, foram como segue:

Empresas Saldo
inicial
Reforço Reduções Utilização/
/reposição
Saldo
final
Betopal, SL (Nota 6) 9.330 - (9.330) - -
CMP Investments, BV 7.064.446 - - (7.064.446) -
Semapa Investments, BV (Nota 16) - 57.565 - - 57.565
7.073.776 57.565 (9.330) (7.064.446) 57.565

(Montantes expressos em Euros)

36. COMPOSIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL

Em 31 de Dezembro de 2007, o capital social da Empresa, encontrava-se totalmente subscrito e realizado, sendo composto por 118.332.445 acções com o valor nominal de 1 Euro cada (Nota 40).

37. IDENTIFICAÇÃO DAS PESSOAS COLECTIVAS COM CAPITAL SOCIAL SUBSCRITO

De acordo com a última Assembleia Geral, datada de 27 de Março de 2007, e participações qualificadas comunicadas, o capital da sociedade, em referência a 31 de Dezembro de 2007 e 2006 é detido da seguinte forma:

%
Nome Nº de Acções 31-12-2007 31-12-2006
Credit Suisse Group 23.600.000 19,94 19,94
Sodim, SGPS, S.A. 23.365.000 19,75 22,07
Longapar, SGPS, S.A. 20.000.000 16,90 16,90
Cimo - Gestão de Participações, SGPS, S.A. 14.211.710 12,01 12,33
Banco BPI, SA 11.855.974 10,02 10,02
Banco Espírito Santo, SA 6.191.854 5,23 5,52
Morgan Stanley 3.159.859 2,67 -
Seminv - Investimentos, SGPS, S.A 2.727.975 2,31 2,31
Acções próprias 2.720.000 2,30 -
Bestinver Gestión, SGIIC, S.A. 2.609.327 2,21 -
Sonaca - Sociedade Nacional de Canalizações, S.A, 1.630.590 1,38 1,06
Outros accionistas com participações inferiores a 2% 6.260.156 5,29 9,85
118.332.445 100,00 100,00

A sociedade Seminv - Investimentos, SGPS, S.A. é uma empresa subsidiária do Grupo Semapa pelo que as 2.727.975 acções por si detidas encontram-se evidenciadas como acções próprias nas Demonstrações Financeiras consolidadas do Grupo.

Adicionalmente, no dia 4 de Julho de 2007, a Semapa – Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, S.A. adquiriu, através de compra realizada em bolsa, 2.720.000 acções próprias, correspondentes a 2,30% do seu capital social.

(Montantes expressos em Euros)

40. VARIAÇÃO NAS RUBRICAS DE CAPITAL PRÓPRIO

O movimento ocorrido nas rubricas de capital próprio durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007, foi como segue:

Saldo Saldo
Rubricas inicial Aumentos Diminuições Transferências final
Capital 118.332.445 - - - 118.332.445
Acções próprias - Valor nominal - - (2.720.000) - (2.720.000)
Acções próprias - Descontos e prémios - - (34.045.574) - (34.045.574)
Prémios de emissão de acções 3.923.459 - - - 3.923.459
Ajustamentos de partes de capital em filiais
e associadas (Nota 17) (25.740.560) 257.884.517 (256.755.637) (1.244.844) (25.856.524)
Ajustamentos de justo valor (Nota 17) 16.505.299 145.881 (16.373.543) - 277.637
Reservas:
Reservas legais 23.666.489 - - - 23.666.489
Outras reservas 528.291.632 - - 64.182.808 592.474.440
Resultados transitados (19.375.703) - (34.047.052) 1.244.845 (52.177.910)
Resultado líquido do exercício 91.399.271 121.950.561 (27.216.462) (64.182.809) 121.950.561
737.002.332 379.980.959 (371.158.268) - 745.825.023

Na sequência da aquisição de 2.720.000 acções próprias, pelo montante de Euros 36.765.574, foi tornada indisponível uma reserva de igual montante, em reservas livres, em conformidade com a legislação comercial aplicável, reserva esta que deverá ser mantida até à alienação das referidas acções.

O aumento ocorrido na rubrica "Ajustamentos de justo valor", durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007, no montante de Euros 145.881, refere-se aos acertos do justo valor dos activos financeiros disponíveis para venda, incluídos na rubrica do activo "Títulos e outras aplicações financeiras" (Notas 10 e 17).

A diminuição ocorrida na rubrica "Ajustamentos de justo valor", durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007, inclui o montante de Euros 16.372.571, refere-se à transferência para resultados do justo valor dos activos financeiros disponíveis para venda, entretanto alienados no exercício (Nota 17).

A diminuição de Euros 34.047.052, ocorrida na rubrica "Resultados transitados", durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007, corresponde: (i) à diferença apurada entre a percentagem adicional de 3,06%, no montante de Euros 29.702.264, adquirida pela Semapa a accionistas minoritários da subsidiária Portucel e o respectivo valor de aquisição e (ii) ao reconhecimento das perdas actuariais directamente nos capitais próprios, no montante de Euros 4.344.788 (Nota 31), conforme disposto na IAS 19 aprovada pelo Regulamento 1910/2005 da Comissão Europeia, de 8 de Novembro.

Por deliberação da Assembleia Geral da Empresa, realizada em 27 de Março de 2007, a aplicação do resultado líquido do exercício de 2006, foi como segue:

Distribuição de dividendos (0,23 euros por acção) 27.216.462
--------------------------------------------------- ------------

Outras reservas 64.182.809

Ajustamentos de partes do capital em filiais e associadas: reflectem a compensação efectuada entre os valores contabilísticos das partes de capital detidas nas empresas do grupo e associadas e a proporção dos capitais próprios que eles representavam na data do primeiro registo pelo método de equivalência patrimonial, bem como os ajustamentos efectuados, após aquela data, directamente aos seus capitais próprios.

91.399.271

(Montantes expressos em Euros)

A movimentação ocorrida nesta rubrica, durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007, apresentase como segue:

Saldo inicial (25.740.560)
Ajustamento de partes de capital por movimentos na rubrica de
Ajustamentos de justo valor na filiais:
- Cimentospar - Participações Sociais, SGPS, Lda. (1.865.435)
- Seinpart - Participações, SGPS, SA (972)
Outras variações nos capitais próprios das filiais:
- Seinpar Investments, BV (170.119.443)
- Semapa Inversiones, SL (1.348.941)
- Semapa Investments, BV 247.906.394
Outras variações nos Capitais Próprios dos sub-grupos:
- Portucel - Empresa Produtora de Pasta e Papel, SA 9.350.689
- Secil - Companhia Geral de Cal e Cimento, SA (6.282.051)
Diferença apurada na aquisição da participação na Seinpart - Participações, SGPS, SA (77.138.794)
Dividendos Semapa distribuídos à subsidiária Seminv, SGPS, S.A. 627.434
Transferência para resultados transitados por alienação da filial Betopal, SL (4.334)
Transferência para resultados transitados por liquidação da filial CMP Investments, BV (1.240.511)
Saldo final (25.856.524)

(Montantes expressos em Euros)

O valor dos ajustamentos, no montante negativo de Euros 25.856.524, reparte-se pelas seguintes participadas directas:

Portucel - Empresa Produtora de Pasta e Papel, SA 714.084
Secil - Companhia Geral de Cal e Cimento, SA 1.493.551
Seinpar - Investments, BV (176.881.168)
Seinpart - Participações, SGPS, SA (77.310.691)
Semapa Inversiones, SL 1.245.227
Semapa Investments, BV 258.252.437
Seminv - Investimentos, SGPS, SA (33.369.964)
(25.856.524)

Os ajustamentos de partes de capital em filiais (e subsidiárias de empresas do grupo) e associadas são resultantes da aplicação do método da equivalência patrimonial aos investimentos financeiros nessas empresas, evidenciando assim, entre outros, os impactos de alterações de políticas contabilísticas das subsidiárias do grupo (Nota 16).

Reservas legais: A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinada ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital, o que já se verifica. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da Empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.

43. REMUNERAÇÃO DOS MEMBROS DOS ORGÃOS SOCIAIS

As remunerações dos membros dos órgãos sociais, incluindo a estimativa para o prémio de gestão, nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, foram as seguintes:

31-12-2007 31-12-2006
Conselho de Administração - Remuneração 2.697.435 2.283.891
Conselho de Administração - Especialização de prémio de gestão (Nota 50) 6.419.003 7.342.171
Conselho de Administração - Reversão do excesso de estimativa para
prémio de gestão relativo ao exercício de 2006 (2.770.304) -
Conselho Fiscal 41.612 11.447
Impacto em resultados do exercício 6.387.746 9.637.509

Adicionalmente os administradores da Semapa beneficiam de um plano de pensões conforme descrito na Nota 31.

44. PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS POR MERCADOS

As prestações de serviços, nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, distribuem-se da seguinte forma:

31-12-2007 31-12-2006
Mercado interno (Nota 53)
Mercado externo (Nota 53)
4.353.923
8.359
5.077.367
-
4.362.282 5.077.367

(Montantes expressos em Euros)

45. DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS FINANCEIROS

Os resultados financeiros dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 têm a seguinte composição:

31-12-2007 31-12-2006
Custos e perdas:
Juros suportados com empréstimos obtidos
junto de accionistas (Nota 52) 339.132 272.617
Juros suportados com empréstimos obtidos
junto de empresas do grupo (Nota 53) 98.142 378.523
Juros suportados com outros empréstimos obtidos 21.525.163 10.944.151
Perdas em empresas do grupo (Nota 16) 2.765.435 427.888
Ajustamentos de aplicações financeiras -
Outros custos e perdas financeiros 2.016.851 1.194.928
26.744.723 13.218.107
Resultados financeiros 105.364.235 97.072.143
132.108.958 110.290.250
Proveitos e ganhos:
Juros obtidos com empréstimos concedidos
a empresas do grupo (Nota 53) 869.375 7.085.986
Outros juros obtidos 182.284 829.900
Ganhos em empresas do grupo e associadas (Nota 16) 130.706.065 101.611.511
Rendimentos de participações de capital 128.261 689.147
Reversões e outros proveitos e ganhos financeiros 222.973 73.706
132.108.958 110.290.250

Os rendimentos de participações de capital, no montante de Euros 128.261, correspondem a dividendos recebidos das sociedades EDP – Energias de Portugal, SA, Banco Espírito Santo, SA e Banco Comercial Português, SA, no montante de respectivamente, Euros 108.900, Euros 19.324 e Euros 37. Adicionalmente, a Empresa recebeu dividendos das participadas Secil – Companhia Geral de Cal e Cimento, SA, Seinpar Investments BV, Semapa Investments, BV e Portucel – Empresa Produtora de Pasta e Papel, SA, no valor de Euros 2.407.487, Euros 325.000, Euros 366.561.071 e Euros 6.401.931, respectivamente (Nota 17), que foram reconhecidos a crédito das participações financeiras nestas sociedades.

(Montantes expressos em Euros)

46. DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS

Os resultados extraordinários dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 têm a seguinte composição:

31-12-2007 31-12-2006
10.000 5.800
14.044 -
200 -
- 366
- 16.396
24.244 22.562
26.037.380 2.712.680
26.085.868 2.757.804
26.049.938 2.158.591
9.330 576.126
2.356 525
26.061.624 2.735.242

A rubrica "Ganhos em imobilizações" inclui o montante de Euros 23.904.869 referente à alienação de 18.003.117 acções da EDP (Nota 17).

48. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

Em 31 de Dezembro de 2007, não existiam dívidas em situação de mora com o Estado e outros entes públicos.

Os saldos com estas entidades, em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, eram como segue:

31-12-2007 31-12-2006
Devedores Credores Devedores Credores
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas - IRC 274.316 - 577.340 -
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares - IRS - 101.970 - 135.476
Imposto sobre o Valor Acrescentado - 48.115 59.282 97.982
Imposto do selo - 2.200 - 1.600
Contribuições para a Segurança Social - 40.217 - 48.390
274.316 192.502 636.622 283.448

Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, os montantes registados na rubrica de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas – IRC, tinham a seguinte composição:

(Montantes expressos em Euros)

31-12-2007 31-12-2006
Estimativa de imposto sobre o rendimento - da Empresa (Nota 6) (27.295) (33.844)
Pagamento especial por conta 27.246 14.159
Retenções na fonte efectuadas à Empresa 264.877 526.584
Retenções na fonte efectuadas às subsidiárias incluídas no RETGS 9.488 70.441
274.316 577.340

(Montantes expressos em Euros)

49. OUTROS DEVEDORES E CREDORES

Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, estas rubricas tinham a seguinte composição:

31-12-2007 31-12-2006
Outros devedores
Fornecedores, c/c 2.489 3.318
Devedores diversos:
Accionistas - 233
Empresas do Grupo (Nota 53) 7.404.354 5.278.682
Outros 1.377.539 1.080.033
8.784.382 6.362.266
Outros credores
Fornecedores de imobilizado conta corrente 71.899 36.971
Pessoal - 47.685
Consultores e assessores 128.112 27.725
Accionistas (Nota 52) 4.266.555 4.262.673
Empresas do Grupo (Nota 53) 15.743 104
Outros 14.045 -
4.496.354 4.375.158

Em 31 de Dezembro de 2007 o valor a receber de empresas do grupo inclui o montante de Euros 5.500.000, referente à caução prestada por conta dos administradores eleitos pela Semapa, nos respectivos conselhos de administração dessas empresas, nos termos dos artigos 396º e 418º-A do Código das Sociedades Comerciais (Nota 53). Em 31 de Dezembro de 2006 este montante ascendia a Euros 4.000.000.

O valor a pagar a accionistas inclui o montante de Euros 4.250.000 referente à caução por estes prestada por conta dos administradores eleitos para o Conselho de Administração da Semapa, nos termos dos artigos 396º e 418º-A do Código das Sociedades Comerciais (Nota 52).

(Montantes expressos em Euros)

50. ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS

Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, estas rubricas tinham a seguinte composição:

31-12-2007 31-12-2006
Acréscimos de proveitos
Juros a receber:
Empresas do grupo (Nota 53) 147.586 51.004
Custos diferidos:
Rendas 41.321 40.079
Juros antecipados do Programa de Papel Comercial 121.270 576.571
Despesas com abertura de crédito (Nota 51):
Empréstimos obrigacionistas 1.016.742 1.147.042
Programa de papel comercial 856.586 870.210
Empréstimos bancários 804.150 275.334
Outros custos diferidos 1.758 2.311
2.841.827 2.911.547
Acréscimos de custos:
Seguros 1.206 16.288
Juros de empréstimos a liquidar 3.453.710 2.650.442
Férias, subsídio de férias e outros encargos com o pessoal 7.139.823 5.551.305
Outros acréscimos de custos 16.559 54.813
10.611.298 8.272.848

Em 31 de Dezembro de 2007, a rubrica "Acréscimos de custos – Férias, Subsídio de férias e outros encargos com o pessoal", inclui o montante de Euros 6.309.012 respeitante à especialização do custo com o prémio a pagar à Administração relativo ao prémio de gestão (Nota 43).

51. EMPRÉSTIMOS

Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, esta rubrica apresentava a seguinte composição:

31-12-2007 31-12-2006
Médio e
Curto prazo longo prazo Total Total
Empréstimo por obrigações Semapa 1998/2008 2.244.590 - 2.244.590 7.856.067
Empréstimos por obrigações Semapa 2006/2016 - 225.000.000 225.000.000 225.000.000
Programa de papel comercial - 55.500.000 55.500.000 123.550.000
Empréstimos obtidos de instituições bancárias - 158.079.000 158.079.000 38.367.000
Outros empréstimos obtidos - 18.726.084 18.726.084 66.263.756
Descobertos bancários 1.100.477 - 1.100.477 613.183
3.345.067 457.305.084 460.650.151 461.650.006

No que respeita ao empréstimo obrigacionista Semapa 1998/2008, após o reembolso antecipado e os programados no 14º, 16º e 18º cupões, de 20%, 25% e 25%, respectivamente, ocorridos em 9 de Março de 2005, 2006 e 2007, o montante deste empréstimo obrigacionista ascende actualmente a Euros 2.244.590 correspondendo a 2.244.590.447 obrigações com o valor nominal de 0,001 euro cada, cujo reembolso está previsto para Março de 2008.

A Semapa SGPS, SA, no âmbito do processo de reestruturação da dívida, contratou, no primeiro semestre de 2006, dois empréstimos obrigacionistas, nos montantes de Euros 50.000.000 e Euros 175.000.000 pelo prazo de 10 anos, liderados pelo Banco BPI, SA e pelo Banco Espírito Santo de

(Montantes expressos em Euros)

Investimento, SA conjuntamente com a Caixa – Banco de Investimento, SA. Este último encontra-se cotado na Euronext Lisboa sob a designação "Obrigações Semapa 2006/2016" ascendendo o seu valor unitário, em 31 de Dezembro de 2007, a Euros 100,93.

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2006, a Semapa contratou um programa de papel comercial até ao montante máximo de Euros 175.000.000, pelo prazo de 10 anos, junto de um sindicato bancário liderado pelo Banco Espírito Santo de Investimento, S.A. e pela Caixa – Banco de Investimento, S.A. do qual se encontra utilizado um montante de Euros 55.500.000, em 31 de Dezembro de 2007.

Adicionalmente, em 31 de Dezembro de 2006, a Semapa tinha negociadas 2 estruturas - com o Caixa– Banco de Investimento (Put & Call Combination) e com o Credit Suisse International (Portucel Total Return Swap) - evidenciadas na rubrica "Outros empréstimos obtidos" pelo montante global de Euros 66.263.756 as quais lhe conferem o direito de, em datas pré-determinadas, comprar 2,95% e 1,13% do capital social da Portucel S.A., respectivamente. Caso a Semapa não exerça as opções até ao final dos prazos contratados (10-11-2009 e 14-11-2009, respectivamente), as instituições financeiras têm a opção de venda à Semapa. Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007, a Semapa exerceu a opção de compra referente à Put & Call Combination pelo montante de Euros 47.537.673.

Em 31 de Dezembro de 2007, os empréstimos classificados a médio e longo prazo apresentavam o seguinte plano de reembolso previsto:

2009 18.726.084
2010 25.000.000
2013 e seguintes 413.579.000
457.305.084

Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, os créditos bancários concedidos e não sacados, ascendiam a Euros 197.570.523 e a Euros 249.719.816, respectivamente.

52. ACCIONISTAS

Em 31 de Dezembro de 2007 os montantes a pagar a accionistas tinha o seguinte detalhe:

Passivo
Accionistas
-curto prazo
Fornecedores,
conta
corrente
Outros
credores
(Nota 49)
Cimigest, SGPS, SA - 10.864 -
Cimo - Gestão de Participações, SGPS, SA 3.239.252 - -
Longapar, SGPS, SA 4.601.613 - 4.266.555
Sonaca - Sociedade Nacional de Canalizações, SA 321.836 - -
8.162.701 10.864 4.266.555

Os montantes a pagar a accionistas de Euros 8.162.701 respeita a operações de tesouraria de curto prazo. Estes montantes vencem juros a taxas normais de mercado.

A rubrica "Outros credores" inclui o montante de Euros 4.250.000 que a Semapa recebeu do accionista Longapar, SGPS, SA, referente à caução por esta prestada por conta dos administradores eleitos para o Conselho de Administração da Semapa, nos termos dos artigos 396º e 418º-A do Código das Sociedades Comerciais (Nota 49).

(Montantes expressos em Euros)

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007, as transacções com accionistas foram como segue:

Compras
de bens e
serviços
Custos
financeiros
(Nota 45)
Cimigest, SGPS, SA 107.740 -
Cimo - Gestão de Participações, SGPS, SA - 130.253
Longapar, SGPS, SA - 174.709
Sonaca - Sociedade Nacional de Canalizações, SA - 34.170
107.740 339.132

53. EMPRESAS DO GRUPO

Em 31 de Dezembro de 2007, os saldos com as principais empresas do grupo são os seguintes:

Activo Passivo
Empresas
do grupo
-curto prazo
Outros
devedores
(Nota 49)
Acréscimos
de proveitos
(Nota 50)
Empresas
do grupo
-curto prazo
Outros
credores
(Nota 49)
Bosques do Atlântico, SL (ex-Betopal, SL) - 97 - - -
Cimentospar - Participações, SGPS, Lda. - 1.790.862 - 4.831 -
Ciminpart - Investimentos e Participações, SGPS, SA - 3 - - -
Portucel - Empresa Produtora de Pasta e Papel, SA - 3.327.319 - - -
Secil - Companhia Geral de Cal e Cimento, SA - 2.286.073 - - -
Seinpar Investments, BV - - - 895.548 -
Seinpart - Participações, SGPS, SA - - - 197.995 -
Semapa Inversiones, SL 5.628.063 - 147.586 - -
Semapa Investments, BV 40.391 - - - -
Seminv - Investimentos, SGPS, SA 57.903 - - 4.657 15.743
5.726.357 7.404.354 147.586 1.103.031 15.743

Os saldos a receber das empresas de grupo, no montante de Euros 5.726.357, respeitam a operações de tesouraria de curto prazo e vencem juros a taxas de mercado, debitados trimestralmente.

Em 31 de Dezembro de 2007, o montante da rubrica "Outros devedores" a receber das empresas do grupo, Secil – Companhia Geral de Cal e Cimento, SA e Portucel – Empresa Produtora de Pasta e Papel, SA, inclui os montantes de EUR 2.250.000 e Euros 3.250.000, respectivamente, referente à caução prestada por conta dos administradores eleitos pela Semapa, conforme Nota 49.

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007, as transacções efectuadas com as empresas do grupo foram como segue:

(Montantes expressos em Euros)

Vendas
e prestações
de serviços
Proveitos
financeiros
(Nota 45)
Custos
financeiros
(Nota 45)
Bosques do Atlântico, SL (ex-Betopal, SL) 8.359 65 -
Cimenpar Investments, BV - 3.234 -
Cimentospar - Participações, SGPS, Lda 1.527.360 - 71.674
CMP Investments, BV - 319.648 -
Portucel - Empresa Produtora de Pasta e Papel, SA 2.670.720 - -
Secil - Companhia Geral de Cal e Cimento, SA 155.843 - -
Seinpar Investments, BV - 25.600 9.686
Seinpart - Participações, SGPS, SA - 45.459 16.782
Semapa Inversiones, SL - 465.554 -
Semapa Investments, BV - 1.271 -
Seminv - Investimentos, SGPS, SA - 8.544 -
4.362.282 869.375 98.142

O montante de Euros 4.362.282 inscrito na rubrica "Vendas e prestações de serviços", refere-se a serviços prestados pela Empresa, nas áreas financeira, contabilística, fiscal e informática, entre outros.

54. DISCRIMINAÇÃO DE CAIXA E SEUS EQUIVALENTES

A discriminação de caixa e seus equivalentes em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, é como segue:

31-12-2007 31-12-2006
Depósitos à ordem 26.902.806 8.683
Numerário 2.744 2.494
Descobertos bancários (1.100.477) (613.183)
25.805.073 (602.006)

55. CUSTOS SUPORTADOS COM SERVIÇOS PRESTADOS PELOS ACTUAIS AUDITORES/ REVISORES

Os custos suportados com serviços prestados, pelos actuais auditores/ revisores, durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, foram os seguintes:

31-12-2007 31-12-2006
Serviços de Revisão Legal de Contas 64.141 94.752
Serviços de assessoria fiscal 9.500 2.600
Outros serviços de assessoria financeira - 13.300
73.641 110.652

56. RECONCILIAÇÃO DA RUBRICA "RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS" EVIDENCIADA NA DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR NATUREZAS E NA DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES

A demonstração dos resultados por funções apresenta um conceito de resultados extraordinários diferente do definido no Plano Oficial de contabilidade (POC) para preparação da demonstração dos resultados por naturezas. Assim o valor dos resultados extraordinários nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 de, respectivamente, Euros 26.037.380 e Euros 2.712.680, apresentados na demonstração dos resultados por naturezas (Nota 46) foram reclassificados para a rubrica de resultados correntes:

(Montantes expressos em Euros)

Demonstração dos resultados
2007 2006
Por Reclassi-
Por
Reclassi- Por
naturezas ficações funções naturezas ficações funções
Resultados operacionais (11.513.575) 26.037.380 14.523.805 (13.531.722) 2.712.680 (10.819.042)
Resultados correntes 93.861.150 26.037.380 119.898.530 83.540.421 2.712.680 86.253.101
Resultados extraordinários 26.037.380 (26.037.380) - 2.712.680 (2.712.680) -
Resultado líquido do exercício 119.871.235 - 119.871.235 91.399.271 - 91.399.271

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(Montantes expressos em Euros)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

_________________________________________ Pedro Mendonça de Queiroz Pereira Presidente

Maria Maude Mendonça de Queiroz Pereira Lagos Vogal

Carlos Eduardo Coelho Alves Vogal

José Alfredo de Almeida Honório Vogal

_________________________________________ Francisco José de Melo e Castro Guedes Vogal

Carlos Maria Cunha Horta e Costa Vogal

José Miguel Pereira Gens Paredes Vogal

Paulo Miguel Garcês Ventura Vogal

Rita Maria Lagos do Amaral Cabral Vogal

António da Nóbrega de Sousa da Câmara Vogal

António Paiva de Andrada Reis Vogal

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(Montantes expressos em Euros)

_________________________________________ Fernando Maria Costa Duarte Ulrich Vogal

Técnico Oficial de Contas Vogal

Paulo Jorge Morais Costa Joaquim Martins Ferreira do Amaral

SEMAPA Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, SA

Relatório e Parecer do Conselho Fiscal Sobre as Contas Individuais Exercício de 2007

Senhores Accionistas,

    1. Nos termos da lei, dos estatutos da empresa e do mandato que nos conferiram apresentamos o nosso relatório sobre a actividade fiscalizadora desenvolvida e damos o nosso parecer sobre o Relatório Individual de Gestão e Demonstrações Financeiras individuais apresentadas pelo Conselho de Administração da Semapa – Sociedade de Investimento e Gestão, SGPS, S.A., relativamente ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2007.
    1. No decurso do exercício acompanhámos com a periodicidade e extensão que considerámos adequada, a actividade da empresa. Verificámos a regularidade da escrituração contabilística e da respectiva documentação. Vigiámos pela observância da lei e dos estatutos.
    1. Acompanhámos os trabalhos desenvolvidos pela PriceWaterhouseCoopers & Associados, SROC, Lda. e apreciámos a Certificação Legal de Contas e Relatório de Auditoria, concordando com a Certificação Legal de contas apresentada.
    1. No âmbito das nossas funções verificámos que:
  • a) o Balanço individual, a Demonstração de Resultados individual por natureza e por funções, a Demonstração individual dos Fluxos de Caixa e o correspondente Anexo permitem uma adequada compreensão da situação financeira da empresa e dos seus respectivos resultados;
  • b) as políticas contabilísticas e os critérios valorimétricos adoptados são adequados e conformes com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal, tendo-se dado seguimento às análises e recomendações emitidas pelo auditor externo;
  • c) o Relatório Individual de Gestão é suficientemente esclarecedor da evolução dos negócios e da situação da empresa, evidenciando com clareza os aspectos mais significativos da actividade;
  • d) a proposta de aplicação de resultados é adequada e devidamente fundamentada.
    1. Nestes termos, tendo em consideração as informações recebidas do Conselho de Administração e Serviços da empresa, bem como as conclusões constantes da Certificação Legal de Contas e Relatório de Auditoria, somos do parecer que:
  • a) seja aprovado o Relatório Individual de Gestão;
  • b) sejam aprovadas as Demonstrações Financeiras individuais;

  • c) seja aprovada a proposta de aplicação de resultados.

    1. Finalmente, os membros do Conselho Fiscal expressam o seu reconhecimento e agradecimento pela colaboração prestada, ao Conselho de Administração, aos principais responsáveis da empresa e demais Colaboradores da empresa.

Lisboa, 27 de Fevereiro de 2008

O Presidente do Conselho Fiscal

Duarte Nuno d'Orey da Cunha

O Vogal

Miguel Camargo de Sousa Eiró

O Vogal

Gonçalo Nuno Palha Gaio Picão Caldeira

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