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Mota-Engil Interim / Quarterly Report 2004

Sep 23, 2004

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Interim / Quarterly Report

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MOTA-ENGIL, S.G.P.S., S.A. RELATÓRIO E CONTAS CONSOLIDADAS - PRIMEIRO SEMESTRE DE 2004

RELATÓRIO CONSOLIDADO DE GESTÃO

Relatório Consolidado de Gestão relativo ao 1º semestre de 2004

Proveitos Operacionais

554 ME

"Desenvolvendo a nossa actividade principal na área da construção, queremos consolidar-nos como o maior grupo português deste sector, com uma significativa taxa de diversificação para as áreas de serviços, logística, concessões de infra-estruturas de transportes e uma larga presença em mercados internacionais, tendo sempre como objectivo a rentabilidade do GRUPO e a criação de riqueza para o accionista."

2003 2004 taxa decrescimentoanual
Proveitos Operacionais 447.957 554.249 23,73%
EBITDA 52.523 55.467 5,60%
EBIT 23.731 25.677 8,20%
NOPAT 17.401 17.687 1,64%
R.Financeiros -14.611 -11.435 -21,74%
R.Líquido 5.635 7.863 39,53%

MOTA-ENGIL, S.G.P.S., S.A.

Relatório Consolidado de Gestão relativo ao 1º semestre de 2004

Carteira de Encomendas

1.892 ME

"Numa conjuntura em profunda mutação assumimos uma atitude disponível para identificar as mudanças tentando que se transformem em oportunidades de crescimento sustentado para o GRUPO."

2001 2002 2003 2004
Construção Nacional 1.280 1.323 1.679 1.380
Construção Internacional 197 229 178 283
Serviços 301 293 263 229
Total 1.778 1.845 2.120 1.892

valores em milhares de euros

Relatório Consolidado de Gestão relativo ao 1º semestre de 2004

"Internamente, apostamos no desenvolvimento das capacidades dos nossos colaboradores num ambiente de permanente desafio ..."

"Criado "Prémio Mota-Engil Engenharia" no âmbito do acordo com a Faculdade de Engenharia da UP"

"Mota-Engil participa na Jobshop do Instituto Superior Técnico subordinada ao tema "A um passo do Futuro""

"Martifer patrocinou as conferências de marketing, direccionadas para o mercado ibérico realizadas na Universidade da Beira Interior"

"Mota-Engil presente no I Fórum Construção, uma parceria Diário Económico/ANEOP"

"Mota-Engil patrocinou debate sobre TGV na Faculdade de Engenharia da UP subordinado ao tema "Pontes ferroviárias em vias de alta velocidade""

"O Grupo Mota-Engil foi um dos patrocinadores do I Fórum África"

Relatório Consolidado de Gestão relativo ao 1º semestre de 2004

"A missão do GRUPO MOTA-ENGIL será sempre a total satisfação de clientes e accionistas, tendo como princípios básicos assegurar a máxima qualidade nas melhores condições de segurança com total respeito pelo ambiente..."

"Suma distinguida com 1º lugar do Prémio Nacional de Inovação Ambiental"

"Serurb empilhou 200 toneladas de resíduos na Praça de Matosinhos no âmbito de campanha de sensibilização para a separação de resíduos domésticos"

"Mota-Engil Engenharia distinguida por "Boas Práticas" pelo IDICT no âmbito do prémio "Prevenir Mais Viver Melhor no Trabalho""

"Centros Industriais do Grupo Mota-Engil com certificação ambiental (NP EN ISO 14001:1999)"

Relatório Consolidado de Gestão relativo ao 1º semestre de 2004

Exmos. Senhores Accionistas,

De acordo com a legislação em vigor apresentamos o Relatório Consolidado de Gestão, conjuntamente com as contas relativas ao primeiro semestre de 2004.

1. Enquadramento global

Durante os primeiros meses de 2004 a actividade da economia mundial foi afectada por factores contraditórios que apenas permitiram registar sinais tímidos de retoma nas principais economias do globo. O principal desses factores foi com certeza a tendência altista do preço do petróleo.

Em Portugal, confirmando as expectativas explicitadas no relatório consolidado de gestão referente ao exercício de 2003, os sinais de retoma mantiveram-se abaixo do requerido pela globalidade da economia e pelo sector de construção em particular. A manutenção da política de restrição orçamental e a indefinição quanto às medidas concretas nas áreas do ambiente e do investimento público (nomeadamente no que ao programa de parcerias público-privadas diz respeito) dificultou a verdadeira retoma, que se espera venha a ser concretizada essencialmente pela influência das exportações (cujo crescimento será por sua vez consequência da retoma nos nossos principais parceiros económicos).

1.1. Mercado interno

1.1.1. Enquadramento macro-económico

Segundo o Banco de Portugal (in Boletim Económico de Junho de 2004), a economia portuguesa deverá crescer em 2004 entre 0,75% e 1,75% (taxa de variação do PIB) face a uma redução de 1,2% em 2003.

No entanto, na mesma publicação, o Banco de Portugal mantem expectativas de redução do Consumo Público e de lenta retoma do investimento (taxa de variação da Formação Bruta de Capital Fixo entre -0,25% e 2,75% face a -9,5% em 2003).

1.1.2. Conjuntura no sector de construção

A retoma parece ainda mais difícil no sector de construção tal como se pode concluir pelos mais recentes dados divulgados pela ANEOP (in Síntese de Conjuntura do Mercado de Obras Públicas de Julho de 2004).

Assim, segundo esta fonte, apesar de ao nível dos indicadores de promoções e adjudicações se notarem crescimentos com algum significado, os indicadores de trabalhos reais, nomeadamente o Valor do Trabalhos Realizados (VTR´s), mantêm variações homólogas negativas. Também os indicadores de confiança espelham esta tendência (-41% em Junho face a -45% em Janeiro).

A difícil situação do sector poderá igualmente ser analisada pela evolução dos preços das matérias primas. Particularmente relevante e com impacto

Relatório Consolidado de Gestão relativo ao 1º semestre de 2004

negativo salienta-se a excepcional subida do preço do aço para construção, 70 % de Janeiro a Maio, e já no final do semestre a subida do preço do barril do petróleo, cujo reflexo no sector, e na economia em geral, não está ainda convenientemente assimilado.

A estrutura empresarial do sector encontra-se por isso extremamente fragilizada. Este contexto veio ainda mais afectado pela instabilidade pontual criada com a alteração do governo e consequente atraso na definição, que já tardava, das políticas referentes ao investimento público em infraestruturas e aos grandes projectos já anunciados (TGV, novo aeroporto de Lisboa, e parcerias público-privadas nas áreas do ambiente, saúde e infraestruturas entre outras).

1.2. Mercados externos

1.2.1. Enquadramento macro-económico

A Nova Europa: 15 + 10 = 25 !

Do ponto de vista do enquadramento dos mercados externos em que as empresas do GRUPO desenvolvem actividade, a maior atenção deve ser dada para a concretização do alargamento da UE aos países da Europa Central ocorrida durante o semestre em análise. E o GRUPO MOTA-ENGIL associou-se da melhor forma a este facto pelo alargamento da sua carteira de negócios com a adjudicação de importantes obras na Hungria e na Polónia.

1.2.2. Conjuntura nos principais mercados

Angola

Reflexo da estabilização social e política, a economia Angolana tem vindo a registar crescimentos acentuados (medidos pela taxa de variação do PIB que se estima ser superior a 13% em 2004). Esta evolução regista-se não só pela influência do sector petrolífero mas também pelos indíces de crescimento dos restantes sectores, nomeadamente pela influência directa do investimento estrangeiro.

Aguarda-se no entanto a definição de uma política de investimento público, bem como a concretização da anunciada política de incentivos fiscais e financeiros à actividade económica. Espera-se ainda a resolução definitiva do dossier da dívida às empresas portuguesas.

Europa central e de leste

As economias dos países da Europa Central e de Leste registaram, nos primeiros meses de 2004, crescimentos que demonstram uma retoma das respectivas economias face aos níveis mais moderados verificados em 2003.

Assim, a informação mais recente sobre a taxa de variação do PIB na Hungria (1º trimestre de 2004 de acordo com o Banco Nacional da Hungria) aponta para um valor aproximado de 4,2%, que se eleva para 11,2% quando analisada a evolução da produção do sector de construção.

Já na Polónia os dados disponíveis parecem indicar uma dificuldade superior no início da

Relatório Consolidado de Gestão relativo ao 1º semestre de 2004

retoma, embora a previsão para a taxa de crecimento anual do PIB se mantenha em 5%. Mantem-se no entanto a expectativa de forte crescimento no sector de construção (adiado nos últimos anos pelos atrasos na concretização do investimento público nos principais projectos de infraestruturas).

Na República Checa, a taxa de crescimento do PIB para o primeiro trimestre (3,1% de acordo com o Banco Central do país) revela que a retoma que se vinha registando nos últimos meses de 2003 se manterá em 2004, sendo que os dados sobre o sector de construção são ainda mais evidentes quanto ao crescimento potencial (produção global do sector com variação superior a 20% até Maio).

2. Projecto de implementação das Normas Internacionais de Relato Financeiro

Com o objectivo de preparar as empresas do GRUPO para a necessidade de adoptar as Normas Internacionais de Relato Financeiro, foi constituída em 2003 uma Equipa de Projecto de Implementação das Normas IFRS/IAS que estabeleceu um cronograma de trabalhos abrangendo as seguintes áreas:

  • Formação;

  • Diagnóstico;

  • Recolha de informação;

  • Auditoria;

  • Sistemas de informação;

  • Implementação.

As fases de formação, de diagnóstico e de recolha e tratamento da informação foram praticamente concluídas estando o processo final de auditoria e validação em curso.

De acordo com o trabalho desenvolvido pela equipa de projecto, os principais impactos nos indicadores de relato financeiro decorrerão da adopção de políticas contabilísticas para os activos do GRUPO permitindo uma clarificação e explicitação do seu valor real. Assim, a avaliação de activos como os imóveis para uso próprio, propriedades de investimento, investimentos financeiros e recursos naturais para exploração, terá um impacto positivo no Activo Consolidado e consequentemente nos Capitais Próprios do GRUPO. Em contrapartida estimam-se impactos negativos nas rubricas de acréscimos e diferimentos (incluindo impostos diferidos) e portanto também nos capitais próprios.

Globalmente, embora os trabalhos de avaliação externa de alguns dos activos ainda não estejam concluídos e validados, estima-se um impacto positivo nos capitais próprios do GRUPO.

As contas apresentadas em anexo a este Relatório de Gestão foram elaboradas de acordo com o normativo POC, mas em função do trabalho desenvolvido pela Equipa de Projecto, o GRUPO estará em condições de publicar as contas de 2005 de acordo com o novo normativo

Relatório Consolidado de Gestão relativo ao 1º semestre de 2004

e de prestar todas as informações obrigatórias nos terceiro e quarto trimestres de 2004.

3. Análise da actividade

3.1. Construção

MOTA-ENGIL ENGENHARIA

Apesar da conjuntura de mercado adversa, a área da construção, através da MOTA-ENGIL ENGENHARIA E CONSTRUÇÃO, registou um comportamento positivo no mercado interno.

Nas quatro Concessões Rodoviárias em que estamos envolvidos, mantiveram-se as dificuldades que têm sido assinaladas às autoridades competentes nas matérias que a estas compete resolver, salientando-se no entanto a entrega no prazo previsto no segundo semestre de 2004 da Concessão da Costa da Prata, objectivo possível devido ao enorme esforço de mobilização implementado pelas construtoras envolvidas. Ainda no âmbito dos projectos das SCUT, é nossa convicção que as propostas que os consórcios liderados pela MOTA-ENGIL, apresentaram para as Concessões, Douro Litoral e Grande Lisboa nos dão a confiança de poderem vir a ser consideradas para o processo negocial previsto no concurso pelo IEP.

Para além do esforço referido no cumprimento dos prazos nas obras para as quatro concessionárias de auto-estradas, a actividade principal foi ainda complementada com volumes de produção significativos noutras obras de infraestruturas (nomeadamente aeroportuárias e ferroviárias) e na construção de edifícios. Adicionalmente também a produção dos centros autónomos (obras de reabilitação, fundações, geotecnia, pré-esforço e pedreiras) atingiu níveis de destaque (28,3 milhões de Euros).

Em termos consolidados registou-se um crescimento dos proveitos de cerca de 5% relativamente ao objectivo estabelecido para o período. Apesar da conjuntura e deste crescimento a MOTA-ENGIL ENGENHARIA mantem uma Carteira de Encomendas consistente para o próximo biénio, perspectivando-se a redução controlada do volume de negócios para 2005.

MARTIFER

Na área industrial a MARTIFER e suas participadas mantêm um crescimento contínuo. No período em análise destacam-se a criação da MARTIFER – ENERGIA, a qual construiu uma fábrica para a produção de torres eólicas, bem como a entrada em funcionamento da fábrica de estruturas metálicas na Polónia, através da MARTIFER – POLSKA.

Em termos consolidados, a MARTIFER registou um crescimento dos proveitos em 38% relativamente ao período homólogo do exercício anterior, dos quais destacamos o mercado Espanhol, o qual deverá representar em 2004 cerca de 15 M€..

A consolidação das actividades em Espanha e na Europa de Leste, bem como o fornecimento de equipamentos para a energia eólica, irão permitir

Relatório Consolidado de Gestão relativo ao 1º semestre de 2004

um crescimento continuado das actividades desta área.

Associadas nacionais

No que diz respeito às associadas de construção nacionais, e apesar da conjuntura desfavorável já referida, nomeadamente na área das autarquias, onde parte dessas empresas têm o seu mercado principal, a actividade pode ser considerada globalmente satisfatória, naturalmente com comportamentos diferentes das várias empresas. Pela positiva, devemos citar a TRACEVIA, que tem desenvolvido o fornecimento do sistema telemático às SCUT da Costa de Prata e Beira Interior com pleno sucesso até à data; pela negativa, a MAPREL, com um desempenho bastante afastado do seu orçamento anual, resultado de um nível de actividade inferior ao previsto e à existência de custos adicionais decorrentes do aumento do preço do aço.

Associadas internacionais

Angola

A Sucursal de Angola atingiu, no primeiro semestre de 2004, um volume de Proveitos Operacionais superior a 17,9 milhões de Euros.

O Investimento realizado neste semestre atingiu 3,2 milhões de Euros, com o decurso das obras do Edíficio Habitacional de Cabinda, nomeadamente com a realização do Condomínio Social da MOTA-ENGIL ENGENHARIA, que estará concluído ainda este ano. Em 2004, foram ainda iniciados alguns grandes projectos, designadamente a obra das Torres Atlântico e as infraestruturas da Sociedade Mineira do Luó. Foi aberta uma frente de trabalho na área do Huambo com a obra do Edifício do BNA.

Presentemente, a Sucursal possui uma carteira de 122 milhões de Euros, sendo 25 milhões a executar no segundo semestre de 2004.

No que respeita às associadas que desenvolvem actividade neste país destaca-se a performance da PREFAL que em relação ao período homólogo do ano transacto obteve um aumento de 29 % na produção de produtos pré-fabricados e de 6 % no fornecimento de betão pronto. Na actividade comercial, as vendas líquidas totais aumentaram 34% comparativamente ao primeiro semestre de 2003.

A ICER encerrou o primeiro semestre de 2004 com um Volume de Negócios a atingir os 1,8 milhões de Euros e um Resultado Líquido de 376 mil Euros, representando um forte crescimento face aos menos de 60 mil Euros do período homólogo.

A PAVITERRA obteve no primeiro semestre de 2004 um Volume de Proveitos Operacionais superior a 7,1 milhões de Euros, com um resultado líquido de 110 mil Euros. O Investimento atingiu 2,5 milhões de Euros no decurso do semestre, na sequência da renovação do seu parque de máquinas.

Europa central e de leste

Na sequência da política traçada para a melhoria das vias de comunicação rodoviária e infraestruturas ambientais foram abertos diversos concursos públicos na Polónia, República Checa

Relatório Consolidado de Gestão relativo ao 1º semestre de 2004

e Hungria. Entre outros realçam-se várias secções de auto-estradas, tratamento de águas residuais, abastecimentos de água e aterros sanitários Com efeito, foram adjudicas à MOTA-ENGIL no primeiro semestre de 2004 vários projectos de envergadura, nomeadamente três troços de auto-estradas na Polónia cujo valor de construção ultrapassa os 100 milhões de Euros e a construção da Circular de Debrecen, na Hungria, uma empreitada no valor de 88 milhões de Euros.

Na Polónia, a MOTA-ENGIL iniciou um processo de fusão das suas duas participadas da área da construção - a KPRD e a PBM - com o objectivo de criar a futura MOTA-ENGIL POLSKA, uma empresa que irá passar a actuar em todos os segmentos da construção, e não só na área de construção de estradas e pontes, como tem ocorrido até agora. O processo deverá estar concluído no final do ano.

Refira-se ainda que a KPRD atingiu nos primeiros seis meses do ano um volume de trabalhos da ordem dos 9,1 milhões de Euros e que a PBM LUBARTÓW registou neste período um Volume de Negócios e Resultados Líquidos bastante superiores aos esperados respectivamente de 7,1 milhões de Euros e de 54 mil Euros.

Com a adjudicação dos projectos referidos a Carteira de Encomendas ascende a cerca de 150 milhões de Euros, prevendo-se aumentar a facturação para 100 milhões de Euros em 2005.

Na República Checa, o total de proveitos da SEFIMOTA, A.S. no 1º semestre de 2004 foi de 10,7 milhões de Euros e o Resultado Liquído de 100 mil Euros, reflectindo um crescimento relativamente ao ano passado de 0,3 % a nível dos proveitos e de 55,6% a nível dos resultados. A Carteira de Encomendas ascendia no final do semestre a 25,5 milhões de Euros.

Ainda na República Checa destaque ainda para a M-INVEST,SRO que teve no primeiro semestre um Resultado Líquido de 318,9 mil Euros, contra 163,5 mil Euros em idêntico período no ano passado.

No final deste primeiro semestre iniciou-se a construção do maior projecto até agora desenvolvido pela M-INVEST, o Empreendimento Bohdalec constituído por 244 fogos. Nos primeiros dois meses de construção foram já vendidos 50 apartamentos.

Referência ainda ao facto de a SEFIMOTA, ter iniciado os estudos de mercado com o objectivo de entrar no mercado da Eslováquia, tendo concluído a primeira fase do processo com a constituição da MOTA-ENGIL ESLOVÁQUIA (detida em 80% pela própria SEFIMOTA, sendo os restantes 20% de um sócio local). Já com escritórios em Bratislava, espera-se ainda até ao final do corrente ano o início da actividade da nova empresa, através da angariação de um primeiro contrato.

Na Hungria, a MOTA-HUNGARIA atingiu um Volume de Negócios no primeiro semestre de 8,1 milhões de Euros (correspondentes a execução da carteira de obras conseguida no final do ano transacto) com Resultado negativo de 478 mil

Relatório Consolidado de Gestão relativo ao 1º semestre de 2004

Euros. Este resultado reflecte o facto de o início das obras ter coincidido com o início do ano e somente agora se estar a atingir o ritmo normal de progresso. Adicionalmente a nova obra no valor de 88 milhões de Euros só foi consignada em Julho. Dentro desta realidade é de esperar que no decurso do segundo semestre se retomem os valores orçamentados.

Outros mercados

A associada MK CONTRACTORS LLC, com sede em Miami e detida em 50,5% pelo GRUPO MOTA-ENGIL atingiu um Volume de Negócios de cerca de 11,5 milhões de Euros. De salientar, a adjudicação em 2004 dos Condomínios habitacionais Grove Garden e ONYX – no valor respectivamente de 9,7 e 18,7 milhões de Euros.

A TRANSLEI, associada com sede em Lima (Perú), apresentou em Junho de 2004 um Volume de Negócios de 8,6 milhões de Euros e um Resultado Líquido negativo em 395 mil Euros. Em 2004 foram adjudicadas obras no valor de cerca de 5 milhões de Euros, destacando-se a barragem de Carachugo no valor de 1 milhão de Euros cujo cliente é Mineira Yanacocha. A TRANSLEI realizou para este cliente diversos trabalhos (obras, trabalhos por administração directa e aluguer de equipamentos) na província de Cajamarca, no Norte do Perú. A Mineira de Yanacocha é a maior produtora de ouro da América Latina e a terceira à escala mundial.

A associada moçambicana EMOCIL atingiu nos primeiros seis meses de 2004 um Volume de Negócios de 1,1 milhões de Euros e resultado líquido negativo de 130 mil Euros. Está em curso e com conclusão prevista para finais de 2004 o Condomínio Ponta Vermelha.

No Benin, a execução do projecto de reabilitação e reforço do pavimento no Lote nº2 Dassa-Savé-Parakou-Beroubouay, decorreu durante os primeiros meses de 2004 a um ritmo a todos os títulos excepcional. Neste período, o volume de trabalhos efectuado atingiu os 11 milhões de Euros. O sucesso atingido neste projecto vem reforçar as competências de MOTA-ENGIL na execução de trabalhos em condições de dificuldade extrema. Os últimos trabalhos deverão estar concluídos até ao final de 2004.

A totalidade da área de negócio de construção, registou, durante os primeiros seis meses do ano, uma contribuição para o total de Proveitos Operacionais do GRUPO de 519,6 milhões de Euros que permitiram alcançar contribuições para o EBITDA de 52,2 milhões de Euros e para o EBIT de 26,7 milhões de Euros.

3.2. Ambiente e serviços

A actividade desenvolvida pela MOTA-ENGIL AMBIENTE E SERVIÇOS (MEAS) e suas participadas nesta área de negócios do GRUPO durante o período em apreciação caracterizou-se pela manutenção de uma continuada expectativa no que concerne ao Ambiente tendo-se assistido à publicação de uma resolução do Conselho de Ministros traçando algumas directivas quanto ao futuro da participação das empresas privadas nos

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domínios da água, saneamento e resíduos sólidos. Contudo, face às duas mudanças no titular da pasta do Ambiente, aguarda-se uma clarificação dessa resolução.

Àgua e saneamento

Apesar dessas contrariedades, foi possível desenvolver algumas iniciativas nos domínios das Concessões de Água e Saneamento mediante a participação da INDÁQUA em dois importantes concursos de Concessão Municipal.

Resíduos sólidos

No domínio dos resíduos sólidos continuamos a encontrar os maiores obstáculos ao desenvolvimento desta área de negócio onde as empresas privadas foram convidadas a investir apresentando candidaturas à obtenção de licenças para construção e exploração de aterros de resíduos industriais banais.

Infelizmente, a construção de aterros licenciados no início de 2002 continua a sofrer situações de continuado bloqueio administrativo encetado pelas Câmaras de Figueira da Foz e do Seixal a quem competiria estar na linha da frente na luta por um ambiente melhor. Esperamos, convictamente que a nova equipa da Ministério do Ambiente assuma no terreno a politica ambiental traçada pelo Governo em exercício de funções.

No domínio de actividade de recolha e limpeza de resíduos sólidos urbanos as empresas que desenvolvem essas actividades estão a sofrer uma profunda e continuada erosão da sua capacidade financeira por força de situações de incumprimento contratual por parte dos Municípios.

Outras concessões de serviços públicos

No domínio das Concessões de serviço público continuamos as negociações com a Administração do Porto de Setúbal e obtivemos a carta de intenção de adjudicação dos 2 contratos de concessão do Terminal Multiusos do Porto de Setúbal tendo, entretanto, sido assinados esses contratos a favor das sociedades constituídas para o efeito, a SADOPORT-TERMINAL MARÍTIMO DO SADO, S.A. e TERSADO - TERMINAIS PORTUÁRIOS DO SADO, S.A. nas quais o GRUPO detém participações de 25%.

Em associação com Clece (Grupo ACS/Dragados) e Ibéria participamos no processo de privatização de 50,1% da empresa SPdH, Sociedade Portuguesa de Handling, detida pela TAP e Portugália. Infelizmente, razões de opção estratégica do vendedor acabaram por determinar outro vencedor.

No âmbito de uma parceria publico-privada o GRUPO participou, durante este período, no 1.º concurso público de Hospitais PPP – o Hospital de Loures. O Contrato de Gestão tem por objecto a realização de prestações de cuidados de saúde, (promotoras, preventivas ou terapêuticas) no âmbito do Serviços Nacional de Saúde no Hospital de Loures, bem como a gestão do Edifício Hospitalar, ou seja, a sua concepção, projecto, construção, financiamento, conservação e manutenção.

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Outros serviços

A MANVIA, empresa do GRUPO dedicada à manutenção industrial, vem-se debatendo com algumas dificuldades na angariação de novos contratos de prestação de serviços de manutenção, situação em parte justificada pelo clima de recessão vigente onde os investimentos na manutenção são objecto redução.

A VIBEIRAS, entretanto, vem desenvolvendo a actividade de construção e manutenção de infraestruturas de jardins, relvados em campos de futebol com assinalável sucesso.

A nossa participada SOL-S E SOL-SUNI, TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO, SA, vem seguindo ao longo de semestre o programa de reajustamento de recursos iniciado em 2003 apresentando resultados em linha com as previsões.

A ENVIROIL, enquanto unidade recicladora de óleos usados, continua a adquirir o óleo usado, que é na realidade um resíduo, a preços de combustível, penalizando fortemente a sua viabilidade. Acompanhamos activamente a criação do novo Sistema Integrado de Gestão dos Óleos Usados, que estamos certos, irá contribuir decisivamente para alteração da situação.

No âmbito do desenvolvimento de negócios inovadores a MEAS possui uma participação de 35% na JARDIMAIA,LDA., sociedade constituída no final de 2003 e destinada ao comércio de flores, plantas e outros artigos de jardinagem bem como ao comércio de animais de estimação. Esta sociedade é detentora da marca francesa "Jardiland" e irá operar com essa designação. O investimento a realizar pela JARDIMAIA no primeiro centro em Portugal situa-se no Concelho da Maia e corresponde a um total de cerca de 5 milhões de Euros. Espera-se a abertura ao público durante o ultimo trimestre deste exercício.

Em termos de resultados globais, a MOTA-ENGIL AMBIENTE E SERVIÇOS, S.G.P.S., sub-holding para a área de ambiente e serviços, e as suas participadas, contribuiram para o total de Proveitos Operacionais do GRUPO com cerca de 31,9 milhões de Euros, enquanto as contribuições para o EBITDA e o EBIT ascenderam a 8,8 e a 5,2 milhões de Euros, respectivamente.

3.3. Imobiliário e turismo

Imobiliário

Tendo-se verificado a manutenção da crise do sector durante o período de análise, sem qualquer sinal que possa evidenciar uma retoma sustentada, a actividade das empresas que operam neste sector foi assim fortemente afectada.

Acresce ainda a esta conjuntura o atraso no licenciamento de empreendimentos, essencialmente localizados na cidade do Porto, cujo desenvolvimento poderia ter equilibrado a actividade desta área de negócio.

Assim, foi adoptada a política seguida no exercício precedente, quanto à alocação de

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recursos, concentrando-os preferencialmente no desenvolvimento e valorização dos projectos imobiliários em carteira.

Turismo

Neste sector, não obstante ter-se mantido o efeito negativo provocado pela conjuntura económica, nacional e internacional, foi possível assegurar desempenhos equivalentes aos verificados no ano anterior.

Esperamos que os investimentos efectuados nos dois últimos anos, designadamente em beneficiações e acções promocionais, comecem a produzir os seus efeitos a curto prazo.

Globalmente, a perfomance desta área de negócio pode-se resumir referindo uma contribuição para o total de Proveitos Operacionais do GRUPO de aproximadamente 2,3 milhões de Euros, nível que ficou abaixo do orçado e que não permitiu ir além de uma contribuição negativa de 365 mil Euros para os Resultados Operacionais Consolidados.

3.4. Concessões de transportes

Portugal

Concessões existentes

Durante o 1º semestre de 2004, decorreram a bom ritmo os trabalhos de construção nas quatro concessões rodoviárias em que o GRUPO participa. Merece especial destaque a Costa de Prata, em que os grandes esforços desenvolvidos devem permitir que cerca de 55 km de autoestrada sejam abertos ao tráfego ao longo do 2º semestre de 2004.

Prosseguem as negociações com o Estado relativas ao reequilíbrio financeiro das Concessões Norte e Costa de Prata. Estes procedimentos, solicitados pelas Concessionárias, visam repor a situação em que estas estariam se não tivessem ocorrido sucessivos atrasos imputáveis ao Concedente que condicionaram o normal desenvolvimento dos trabalhos em períodos anteriores.

Novas concessões

Os Consórcios LusoLisboa e LusoPorto, liderados pela MOTA-ENGIL, apresentaram propostas aos dois concursos para atribuição das concessões rodoviárias com portagem real lançados pelo Governo Português durante o 1º semestre de 2004 - Grande Lisboa e Douro Litoral.

Internacional

Grécia

Na Grécia o Consórcio Odopoesis, liderado pelo GRUPO MOTA-ENGIL, em conjunto com o Grupo Acciona (Espanha), e composto ainda pelo Banco Espírito Santo e pelos construtores locais Michaniki e Themeliodomi, prosseguiu com os trabalhos de preparação da proposta para a concessão do projecto Maliakos-Kleidi, cuja data de entrega tem sido sucessivamente adiada pelo Estado Grego em decorrência da grande concentração de esforços das autoridades responsáveis por transportes e infra-estruturas

Relatório Consolidado de Gestão relativo ao 1º semestre de 2004

daquele país na finalização dos preparativos para os Jogos Olímpicos de Atenas.

Pelas mesmas razões, foi adiado o lançamento dos concursos internacional para a atribuição da concessão dos projectos Corinto-Tripoli-Kalamata/Lefktron-Sparti e Atenas (Elefsina)- Corinth-Patra, para os quais o Consórcio Odopoesis está pré-qualificado.

República da Irlanda

Na sequência da fase de negociações com o Concedente e da apresentação da proposta final ("BAFO" ou "Best And Final Offer") para o concurso internacional para a concessão do projecto N8 Rathcormac to Fermoy Bypass, o consórcio Togher Toll, liderado pelo GRUPO MOTA-ENGIL, em conjunto com o grupo Acciona (Espanha) e a Mowlem (Inglaterra), e composto ainda pelo Banco Espírito Santo e pelos construtores locais Coffey e Priority, foi preterido pelas autoridades irlandesas, tendo o consórcio anglo-alemão com o qual concorreu directamente na fase derradeira do concurso internacional sido declarado adjudicatário do projecto.

Conforme o planeamento do Governo Irlandês, novos concursos para concessões de autoestradas serão lançados no segundo semestre de 2004 e início de 2005. O GRUPO está a prepararse para concorrer aos novos projectos anunciados, em que o conhecimento do mercado e a experiência entretanto adquiridos deverão representar grande valia.

O desenvolvimento das actividades concessionadas é uma actividade estratégica e de longo prazo que impõe, no imediato, significativos investimentos. Assim, o GRUPO MOTA-ENGIL investiu nas concessões de que a MOTA-ENGIL CONCESSÕES DE TRANSPORTES, SGPS, SA, é accionista ao longo do 1º semestre de 2004 cerca de 12 milhões de Euros, perfazendo um total de 46 milhões de Euros já investidos nas sociedades concessionárias participadas.

4. Análise das contas consolidadas

Não tendo sido significativas as variações de perímetro, face ao primeiro semestre de 2003, a performance do GRUPO MOTA-ENGIL é aqui analisada, por comparação com esse período, e atendendo ao enquadramento e à análise da actividade em cada área, feita nos capítulos precedentes.

Os Proveitos Operacionais Consolidados da MOTA-ENGIL, SGPS, SA nos primeiros seis meses de 2004 ascenderam a 554.248.818 Euros, o que, face aos 447.956.558 Euros de 2002, representa um crescimento de 23,7%.

Também ao nível dos Resultados Operacionais, verificou-se um aumento 8,2% (de 23.730.675 Euros para 25.677.145 Euros). Este valor traduz, portanto, uma margem EBIT de 4,6% sobre os Proveitos Operacionais.

O Cash-Flow Operacional foi de 55.467.643 Euros, mais 2.944.367 Euros do que no primeiro semestre de 2003, tendo a margem EBITDA

Relatório Consolidado de Gestão relativo ao 1º semestre de 2004

sobre os Proveitos Operacionais atingido 10% em 2004.

Os Resultados Financeiros, atingiram o valor negativo de 11.434.959 Euros, até Junho de 2004, menos 3.175.891 milhões de Euros do que no período homólogo do ano anterior.

Em função desta evolução das performances operacional e financeira, o Resultado Líquido Consolidado do primeiro semestre de 2004 foi de 7.863.169 Euros, em alta face aos 5.635.392 Euros registados em 2003.

A performance económica descrita conduziu a um Gearing Líquido (Endividamento Líquido/Capital Próprio + Endividamento Líquido) de 66,7%.

O GRUPO investiu, em termos consolidados, 33 milhões de Euros, dos quais 19,6 milhões de Euros em imobilizado técnico e 13,4 milhões de Euros em imobilizado financeiro (dos quais, como se referiu acima, cerca de 12 milhões para financiar as Concessões Rodoviárias).

Em Junho de 2004 o GRUPO MOTA-ENGIL dispunha de uma Carteira de Encomendas de 1,9 mil milhões de Euros, dos quais mais de 700 milhões de Euros para realizar ainda em 2004.

5. Informações obrigatórias

Durante o primeiro semestre do ano a sociedade comunicou em 5 de Janeiro a conclusão do processo de reorganização do GRUPO, em 29 de Janeiro informou a extinção do acordo para a promoção conjunta de grandes projectos nacionais com os grupos TD e Somague e registou a adjudicação de várias obras na Europa Central na "semana do alargamento Europeu" em comunicado de 12 de Maio.

A Assembleia Geral de Accionistas reuniu em 30 de Março tendo aprovado os Relatórios e Contas referentes ao período findo em 31 de Dezembro de 2003.

Na mesma Assembleia Geral foi aprovada a proposta de distribuição de resultados que contemplava um dividendo de 5,5 cêntimos por acção, que foi entretanto pago durante o mês de Abril.

De acordo com o disposto nos artigos 447º e 448º do Código das Sociedades Comerciais são os seguintes os números de valores mobiliários emitidos pela MOTA-ENGIL, SGPS, SA e por sociedades com as quais esta se encontra em relação de domínio ou de grupo, detidos no período de 1 de Janeiro de 2004 a 30 de Junho de 2004, por titulares de orgãos sociais:

(Nota: O capital da MOTA-ENGIL, SGPS, SA ascende a 204.635.695 Euros, estando representado por 204.635.695 acções ao portador com o valor nominal de 1 Euro cada.

O capital da MOTA-ENGIL, SGPS, SA é detido em 33,55% pela MOTA GESTÃO E PARTICIPAÇÕES, SGPS, SA, em 19,37% pela VALLIS, SGPS, SA e 19,37% pela ALGOSI-GESTÃO DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, SGPS, SA.

A MOTA GESTÃO E PARTICIPAÇÕES, SGPS, SA detêm 51% DA VALLIS, SGPS, SA e 51% da

Relatório Consolidado de Gestão relativo ao 1º semestre de 2004

ALGOSI-GESTÃO DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, SGPS, SA.

O capital da MOTA GESTÃO E PARTICIPAÇÕES, SGPS, SA é detido em 70% pela SOMOTA, SGPS, SA.

O capital da SOMOTA, SGPS, SA é detido em 58,84% pela FM-SOCIEDADE DE CONTROLO, SGPS, SA.)

matriculada na Conservatória do Registo Comercial do Porto sob o nº 3.586/950920, pessoa colectiva nº 503.488.860 era detida em 30 de Junho de 2004 pelos Administradores da MOTA-ENGIL, SGPS, SA, Engº António Manuel Queirós Vasconcelos da Mota, Drª Maria Manuela Queirós Vasconcelos Mota, Drª Maria Teresa Queirós Vasconcelos Mota e Engª Maria Paula Queirós Vasconcelos Mota respectivamente nas

Detendo em 2004.06.30 acções de
MOTA-ENGIL,SGPS, SA ALGOSI, SGPS, SAVALLIS, SGPS, SAMGP, SGPS, SA SOMOTA, SGPS, SA FM, SGPS, SA
Qt.Inicial Movimento Qt.Final % Qt. % Qt. % Qt. % Qt.I Mov. Qt.F % Qt. %
ANTÓNIO MANUEL QUEIRÓS VASCONCELOS DA MOTA(ENG.), CÔNJUGE 2.585.780 0 2.585.780 1,3 1.666 16,7 3.332 16,7 330.000 5,5 45.534 0 45.534 4,6 19.110 38,2
MARIA MANUELA QUEIRÓS VASCONCELOS MOTA (DRª) ECÔNJUGE 2.025.005 0 2.025.005 1,0 1.078 10,8 2.156 10,8 240.000 4,0 35.424 0 35.424 3,5 10.290 20,6
MARIA TERESA QUEIRÓS VASCONCELOS MOTA (DRª) ECÔNJUGE 2.100.000 0 2.100.000 1,0 1.078 10,8 2.156 10,8 240.000 4,0 35.424 0 35.424 3,5 10.290 20,6
MARIA PAULA QUEIRÓS VASCONCELOS MOTA (ENGª) ECÔNJUGE 2.276.215 0 2.276.215 1,1 1.078 10,8 2.156 10,8 240.000 4,0 35.424 0 35.424 3,5 10.290 20,6
ANTÓNIO JORGE CAMPOS ALMEIDA (ENGº) E CÔNJUGE 258.475 0 258.475 0,1 0 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0 0 0,0 0 0,0
ARNALDO JOSÉ NUNES DA COSTA FIGUEIREDO (ENGº) ECÔNJUGE 91.410 0 91.410 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0,0 18 0 18 0,0 0 0,0
MANUEL MARIA COELHO DE SOUSA RIBEIRO (ENGº) ECÔNJUGE 89.130 0 89.130 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0 0 0,0 0 0,0
CARLOS MANUEL MARQUES MARTINS (ENGº) E CÔNJUGE 24.230 0 24.230 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0 0 0,0 0 0,0
ISMAEL ANTUNES HERNANDEZ GASPAR (ENGº) ECÔNJUGE 49.110 0 49.110 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0 0 0,0 0 0,0
MOTA GESTÃO E PARTICIPAÇÕES, SGPS, SA 68.617.423 40.190 68.657.613 33,6 5.100 51,0 10.200 51,0 0 0,0 0 0 0 0,0 0 0,0
ALGOSI - GESTÃO DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, SGPS,SA 39.635.345 0 39.635.345 19,4 0 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0 0 0,0 0 0,0
VALLIS - SGPS, SA 39.635.305 0 39.635.305 19,4 0 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0 0 0,0 0 0,0
SOMOTA, SGPS, SA 0 0 0 0,0 0 0,0 0 0,0 4.200.000 70,0 0 0 0 0,0 0 0,0
FM, SGPS, SA 0 0 0 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0,0 588.249 112 588.361 58,8 0 0,0

Os restantes membros dos Orgãos Sociais não são titulares dos valores mobiliários em causa.

De acordo com o disposto na alínea e do número 1 do artigo 6º do regulamento 24/2000 da CMVM é a seguinte a lista dos titulares de participações qualificadas, com indicação do número de acções detidas e percentagem de direitos de voto correspondentes, calculada nos termos do artigo 20º do Código dos Valores Mobiliários, em 30 de Junho de 2004.

  1. A F.M. - SOCIEDADE DE CONTROLO, SGPS, SA, com sede na Rua do Rego Lameiro, nº 38, no Porto, com o capital social de Euros 250.000,00, percentagens de, para o primeiro de 38,2% e 20, 6% para cada uma das três restantes, no total de 99,96%.

  2. Os quatro acima referidos Administradores da MOTA-ENGIL, SGPS, SA, Engº António Manuel Queirós Vasconcelos da Mota, Drª Maria Manuela Queirós Vasconcelos Mota, Drª Maria Teresa Queirós Vasconcelos Mota e Engª Maria Paula Queirós Vasconcelos Mota detinham em 30 de Junho de 2004 no capital da sociedade SOMOTA, SGPS, SA, Sociedade Aberta, com sede

Relatório Consolidado de Gestão relativo ao 1º semestre de 2004

na Casa da Calçada, Amarante, com o capital social de Euros 5.000.000,00 matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Amarante sob o nº 969/960424, pessoa colectiva nº 503.634.514 respectivamente nas percentagens de, para o primeiro de 4,6% e 3,5% para cada uma das três restantes, enquanto que a F.M. - Sociedade de Controlo, SGPS, SA , S.A. detinha 58,84% do mesmo capital pelo que a SOMOTA é detida no total de 74,03%.

    1. A MOTA GESTÃO E PARTICIPAÇÕES, SGPS, SA, com sede na Rua do Rego Lameiro, nº 38, no Porto, com o capital social de Euros 30.000.000,00, matriculada na Conservatória do Registo Comercial do Porto sob o nº 50.875/931115, pessoa colectiva nº 503.101.524 era detida em 30 de Junho de 2004 pelos Administradores da MOTA-ENGIL, SGPS, SA, Engº António Manuel Queirós Vasconcelos da Mota, Drª Maria Manuela Queirós Vasconcelos Mota, Drª Maria Teresa Queirós Vasconcelos Mota e Engª Maria Paula Queirós Vasconcelos Mota respectivamente nas percentagens de, para o primeiro de 5,5% e 4,0% para cada uma das três restantes, enquanto que a SOMOTA a detém na percentagem de 70,0% pelo que a MOTA GESTÃO E PARTICIPAÇÕES é detida em 87,50% pelos referidos.
    1. A MOTA GESTÃO E PARTICIPAÇÕES, SGPS, SA, com sede na Rua do Rego Lameiro, Nº 38, no Porto, com o capital social de Euros 30.000.000,00, matriculada na Conservatória do Registo Comercial do Porto sob o nº 50.875/931115, pessoa colectiva nº 503 101 524,

detinha em 30 de Junho de 2004, no capital da MOTA-ENGIL, SGPS, S.A.:

  • i) directamente, 68.657.613 acções escriturais, ordinárias, ao portador, com o valor nominal de 1 euro cada, correspondentes a 33,55% do capital, e a que correspondem 35,10% dos direitos de voto;
  • ii) indirectamente, através da VALLIS, SGPS, SA, com sede na Rua do Rêgo Lameiro, Nº 38, no Porto, com o capital social de euros 100.000,00, matriculada na Conservatória do Registo Comercial do Porto sob o nº 9.667/980322, pessoa colectiva nº 504 125 257, sociedade detida em 51% pela MOTA GESTÃO E PARTICIPAÇÕES, SGPS, SA, 39.635.305 acções escriturais, ordinárias, ao portador, com o valor nominal de 1 euro cada, correspondentes a 19,37% do capital, e a que correspondem 20,26% dos direitos de voto;
  • iii) indirectamente, através da ALGOSI GESTÃO DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, SGPS, SA, com sede na Rua do Rêgo Lameiro, Nº38, no Porto, com o capital social de euros 50.000,00 matriculada na Conservatória do Registo Comercial do Porto sob o nº 6.655/980522, pessoa colectiva n º 504 170 945, sociedade detida em 51% pela MOTA GESTÃO E PARTICIPAÇÕES, SGPS, SA, 39.635.345 acções escriturais, ordinárias, ao portador, com o valor nominal de 1 euro cada, correspondentes a 19,37% do capital, e a que correspondem 20,26% dos direitos de voto.

Relatório Consolidado de Gestão relativo ao 1º semestre de 2004

  1. Os membros do Conselho de Administração e do Órgão de Fiscalização da MOTA GESTÃO E PARTICIPAÇÕES, SGPS, SA detinham em 30 de Junho de 2004, individualmente, no capital da MOTA-ENGIL, SGPS, S.A., acções escriturais, ordinárias ao portador com o valor nominal de 1 euro cada, cuja totalidade era de 9.089.795, correspondentes a 4,44% do capital, e a que correspondem 4,65% dos direitos de voto, não tendo porém, nenhum membro dos referidos órgãos sociais da MOTA GESTÃO E PARTICIPAÇÕES, SGPS, SA, individualmente, um número de acções da MOTA-ENGIL, SGPS, SA representativas de 2% ou mais do capital.

Os direitos de voto, mencionados nas alíneas ii) e iii) do n.º 4 e no n.º 5 supra, são imputáveis à MOTA GESTÃO E PARTICIPAÇÕES, SGPS, SA, nos termos do disposto do artigo 20º do Código dos Valores Mobiliários.

    1. Maria Amália Guedes Queirós Vasconcelos Mota detinha em 30 de Junho de 2004, no capital da MOTA-ENGIL, SGPS, SA, 6.547.345 acções escriturais, ordinárias, ao portador, com o valor nominal de 1 euro cada, correspondentes a 3,20% do capital, e a 3,35% dos direitos de voto.
    1. A Caixagest Gestão de Fundos, SA detinha em 30 de Junho de 2004, no capital da MOTA-ENGIL, SGPS, SA, 4.930.126 acções escriturais, ordinárias, ao portador, com o valor nominal de 1 euro cada, correspondentes a 2,41% do capital e a 2,52% do direitos de voto.
    1. A CGD Pensões Sociedade Gestora de Fundos, SA detinha em 30 de Junho de 2004, no

capital da MOTA-ENGIL, SGPS, SA, 12.739.416 acções escriturais, ordinárias, ao portador, com o valor nominal de 1 euro cada, correspondentes a 6,23% do capital e a 6,51% do direitos de voto.

6. Previsões

Analisada a performance das empresas do GRUPO nos capítulos precedentes podemos concluir que as previsões efectuadas no Relatório Consolidado de Gestão do exercício de 2003 quanto ao nível dos valores expectados para os Proveitos Operacionais se encontram ainda ajustadas, sendo de prever, em face da conjuntura do sector, uma ligeira redução das margens operacionais que se espera no entanto compensada por uma performance financeira acima do verificado no ano anterior, contribuindo para a subida do Resultado Líquido Consolidado.

Porto, 10 de Setembro de 2004

O Conselho de Administração,

Eng. António Manuel Queirós Vasconcelos da Mota Presidente

Eng. António Jorge Campos de Almeida Vice-Presidente

Relatório Consolidado de Gestão relativo ao 1º semestre de 2004

Eng. Arnaldo José Nunes da Costa FigueiredoVogal
Eng. Manuel Maria Coelho de Sousa RibeiroVogal
Dra. Maria Manuela Queirós Vasconcelos MotaVogal
Dra. Maria Teresa Queirós Vasconcelos MotaVogal
Engª. Maria Paula Queirós Vasconcelos MotaVogal
Eng. Carlos Manuel Marques MartinsVogal
Dr. Eduardo Jorge de Almeida RochaVogal
Eng. Ismael Antunes Hernandez GasparVogal

Dr. Luís Manuel Ferreira Parreirão Gonçalves Vogal

www.mota-engil.pt

Direcção de Relações com o Mercado de Capitais João Vermelho Rua Mário Dionísio, nº2 2796-957 Linda-A-Velha

Tel: 21 415 8200 Fax: 21 415 8688

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS

Balanços Consolidados em 30 de Junho de 2004 e 2003

(Montantes expressos em Euro)

2004 2003
Notas Activo Amortizações Activo Activo CAPITAL PRÓPRIO, INTERESSES MINORITÁRIOS E Notas
ACTIVO Explicativas s bruto e provisões líquido líquido PASSIVO Explicativas 2004 2003
IMOBILIZAÇÕES INCORPÓREAS CAPITAL PRÓPRIO
Despesas de instalação 2 11.458.070 (11.097.124) 360.946 695.518 Capital 11 204.635.695 204.635.695
Despesas de investigação e desenvolvimento 2 5.147.211 (1.921.564) 3.225.647 1.663.209 Acções próprias - valor nominal 11 (9.028.038) (9.028,209)
Propriedade industrial e outros direitos 2 1.815.727 (1.157.935) 657.792 464,499 Acções próprias - descontos e prémios 11 (3.264.877) (3.264.859)
Trespasses 2 272.214 (183.399) 88.815 13.165 Prémios de emissão de acções 11 87.256.034 87.256.034
Imobilizações em curso 2 209.789 - 209.789 931.327 Diferenças de consolidação 11 (53.217.916) (49.662.470)
Diferenças de consolidação 2 32.787.856 (6.941.517) 25.846.339 31.382.817 Reservas legais 11 6.753.893 5.984.899
51.690.867 (21.301.539) 30.389.328 35.150.535 Reservas livres 11 27.292.490 23.936.950
IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS Ajustamentos de conversão cambial 11 (43.941.710) (39.351.232)
Terrenos e recursos naturais 3 40.238.344 (95.550) 40.142.794 34.491.271 Resultados transitados 11 480.524 480.524
Edifícios e outras construções 3 110.080.913 (33.680.097) 76.400.816 75.588.024 Resultado consolidado líquido do semestre 11 7.863.169 5.635.392
Equipamento básico 3 330.828.521 (231.762.780) 99.065.741 98.970.899 Total do capital próprio 224.829.264 226.622.724
Equipamento de transporte 3 133.724.612 (101.143.626) 32.580.986 44.799.465
Ferramentas e utensílios 3 9.440.146 (7.400.740) 2.039.406 2.269.279
Equipamento administrativo 3 29.518.360 (22.240.603) 7.277.757 8.156.011 INTERESSES MINORITÁRIOS 12 22.835.300 16.922.410
Taras e vasilhame 3 3.725.514 (2.884.075) 841.439 1.439.950
Outras imobilizações corpóreas 3 2.322.898 (1.016.965) 1.305.933 964.681 B. B. B. B. B. B. B. B. B. B. B. B. B. B
Imobilizações em curso 3 24.267.692 - 24.267.692 25.215.485 PASSIVO 4.0 00.040.070 45.040.047
Adiantamentos por conta de imobilizações corpóreas 3 4.759.837 (400.004.400) 4.759.837 4.960.787 PROVISÕES PARA RISCOS E ENCARGOS 13 20.318.072 15.919.017
INVESTIMENTOS FINANCEIROS 688.906.837 (400.224.436) 288.682.401 296.855.852 DÍVIDAS A TERCEIROS - MÉDIO E LONGO PRAZO
Partes de capital em empresas do grupo 4 13.486.348 (5.248) 13.481.100 19.862.427 Empréstimos por obrigações não convertíveis 14 67.500.000 52.467.918
Empréstimos a empresas do grupo 4 2.349.601 (3.240) 2.349.601 1.198.128 Dívidas a instituições de crédito 14 94.667.798 129.042.342
Partes de capital em empresas associadas 4 5.121.207 5.121.207 6,777,889 Empresas associadas 14 525.857 2.019.241
Empréstimos a empresas associadas 4 6.958.673 6.958.673 8.061.819 Adiantamentos por conta de vendas 14 17.897.145 31.408.809
Partes de capital em empresas participadas 4 7.584.664 _ 7.584.664 5.104.076 Outros empréstimos obtidos 14 76.098.653 33.998.165
Empréstimos a empresas participadas 4 1.098.601 1.098.601 2.386.702 Fornecedores de imobilizado, conta corrente 14 25.356.750 27.906.519
Títulos e outras aplicações financeiras 4 69.469.959 (2.130.303) 67.339.656 33.073.875 Outros credores 14 587.094 3.486.431
lmobilizações em curso 4 607.061 - 607.061 260.452 282.633.297 280.329.425
Adiantamentos por conta de investimentos financeiros 4 1.231.686 - 1.231.686 675.354
107.907.800 (2.135.551) 105.772.249 77.400.722 DÍVIDAS A TERCEIROS - CURTO PRAZO
DÍVIDAS DE TERCEIROS - MÉDIO E LONGO PRAZO PRA AZO Empréstimos por obrigações não convertíveis 15 37.425.000 67.337.716
Clientes, conta corrente 5 12.857.574 (251.575) 12.605.999 12.844.950 Dívidas a instituições de crédito 15 244.733.738 265.461.185
Clientes, títulos a receber 5 12.214.261 - 12.214.261 13.822.798 Adiantamentos por conta de vendas 15 21.490.120 12.957.285
Empresas participadas e participantes 5 48.035.338 - 48.035.338 38.497.755 Fornecedores, conta corrente 15 266.107.084 207.854.112
Outros devedores 5 2.022.132 (185.243) 1.836.889 699.222 Fornecedores, facturas em recepção e conferência 15 884.253 3.450.958
75.129.305 (436.818) 74.692.487 65.864.725 Fornecedores, títulos a pagar 15 14.005.682 12.995.391
CIRCULANTE Fornecedores de imobilizado, títulos a pagar 15 699 699
Existências Empresas do grupo 15 147.032 74.864
Matérias primas, subsidiárias e de consumo 6 e 20 30.531.886 (200.841) 30.331.045 25.683.008 Empresas associadas 15 42.254 231
Produtos e trabalhos em cursoProdutos acabados 6 e 206 e 20 16.847.419 (EE 00E) 16.847.41918.319.572 24.625.816 Outros accionistasAdiantamentos de clientes 1515 35.9376.138.373 15.5518.616.866
Produtos acapadosMercadorias 6 e 20 18.375.207 (55.635) 18.319.57235.056.861 14.038.686 Adiantamentos de clientesOutros empréstimos obtidos 15 6.138.373607.268 14.889.936
MercadonasAdiantamentos por conta de compras 6 e 20 35.176.6223.167.191 (119.761) 35.056.861 35.694.0263.568.227 Fornecedores de imobilizado, conta corrente 15 15.703.703 21,267,415
Adiantamentos por conta de compras 6 e 20 104.098.325 (376.237) 103.722.088 103.609.763 Estado e outros entes públicos 15 24.821.766 22.138.444
Dívidas de terceiros - curto prazo 104.030.323 (3/0.23/) 103.722.000 103.008.703 Outros credores 15 20.372.842 11.293.206
Clientes, conta corrente 7 474.332.232 (5.054.455) 469.277.777 405.069.933 Odilos tiedoles 13 652.515.751 648.353.859
Clientes, titulos a receber 7 21.289.233 (3.034.433) 21.289.233 18.977.579 002.010.701 040.333.033
Clientes de cobrança duvidosa 7 12.786.256 (8.429.570) 4.356.686 1.790.542 ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
Empresas associadas 7 3.218.923 (0.120.010) 3.218.923 12.162.203 Acréscimos de custos 16 41.107.497 49.733.282
Empresas participadas e participantes 7 230.976 _ 230.976 10.115 Proveitos diferidos 16 59.593.757 56.161.165
Adiantamentos a fornecedores 7 7.529.778 7.529.778 6.316.450 Passivos por impostos diferidos 26 7.796.894 11.543.834
Estado e outros entes públicos 7 5.483.316 - 5.483.316 5.032.479 108.498.148 117.438.281
Outros devedores 7 63.711.247 (2.721.549) 60.989.698 71.602.798
588.581.961 (16.205.574) 572.376.387 520.962.099
Títulos negociáveis
Outras aplicações de tesouraria 8 1.916.672 (1.016) 1.915.656 12.596
Depósitos bancários e caixa
Depósitos bancários 9 20.519.891 20.519.891 25.403.952
Caixa 9 1.939.171 1.939.171 1.517.550
22.459.062 22.459.062 26.921.502
ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
Acréscimos de proveitos 10 61.726.743 61.726.743 118.180.047
Custos diferidos 10 24.527.347 24.527.347 30.861.793
Activos por impostos diferidos 26 25.366.084 25.366.084 29.766.082
T 111.620.174 4400 555 555 111.620.174 178.807.922
Total de amortizações (423.568.992) Total de manadas 4 000 005 005 4 000 010 500
Total de provisões 4.752.244.622 (17.112.179) 4 244 620 622 4 205 505 742 Total do passivo 1.063.965.268 1.062.040.582
Total do activo 1.752.311.003 (440.681.171) 1.311.629.832 1.305.585.716 Total do capital próprio e do passivo 1.311.629.832 1.305.585.716

Demonstração Consolidada dos Resultados por Naturezas para os semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003

(Montantes expressos em Euro)

CUSTOS E PERDAS Notas 2004 2002 PROVEITOS E GANHOS Notas 2004 2002
COSTOS E FERDAS Explicativas 2004 2003 - FROVEITOS E GANHOS Explicativas 2004 2003
Custo das mercadorias vendidas e das matérias con sumidas:
Mercadorias 20 4.404.454 1.774.880 Vendas:
Matérias 20 124.526.993 82.162.204 Mercadorias 18 6.226.549 3.324.875
20 128.931.447 83.937.084 Produtos 18 76.873.586 68.728.542
18 83.100.135 72.053.417
Fornecimentos e serviços externos 21 261.376.496 218.863.998 Poster # a de consiste 40 445 000 040 040 000 057
Ot Prestação de serviços 1818 445.300.642528.400.777 346.990.257419.043.674
Custos com o pessoal:Remunerações 22 82.158.626 70.541.071 18 528.400.777 419.043.674
Encargos sociais: 22 02.130.020 70.541.071 Variação da produção 1.211.325 4.206.927
Pensões 22 394.742 336,707 valiação da produção 1.211.323 4.200.927
Outros 22 21.872.432 18.811.888 Trabalhos para a própria empresa 19 4.892.426 3.201.853
Canos 22 - 494.733.743 392.490.748 Traballios para a propila empresa 13 4.032.420 3.201.033
10 1.1 00.1 10 002.100.110 Proveitos suplementares 13.781.498 8.077.873
Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo 2 e 3 28.212.453 27.716.591 Translate suprementation 0.011.010
Provisões 23 1.578.045 1.076.010 Subsídios à exploração 340.716 128.338
- 524.524.241 421.283.349 , ,
Outros proveitos e ganhos operacionais 5.622.076 13.297.893
Impostos 2.498.254 2.164.129 (B) 554.248.818 447.956.558
Outros custos e perdas operacionais _ 1.549.178 778.405
(A) 528.571.673 424.225.883 Proveitos e ganhos financeiros 24 6.707.620 8.117.432
(D) 560.956.438 456.073.990
Custos e perdas financeiros 24 18.142.579 22.728.282
(C) 546.714.252 446.954.165 Proveitos e ganhos extraordinários 25 6.285.506 4.801.926
Custos e perdas extraordinários 25 7.566.893 2.560.545
(E) 554.281.145 449.514.710
Impostos sobre o rendimento do semestre 26 3.126.115 4.305.088
(G) 20 - 557.407.260 453.819.798
(0) 337.407.200 400.018.780
Interesses minoritários 27 1.971.515 1.420.726
Resultado consolidado líquido do semestre 7.863.169 5.635.392
Resultado consolidado liquido do semestre - 567.241.944 460.875.916 (F) 567.241.944 460.875.916
= 307.241.844 400.073.310 (1) 307.241.344 400.073.310
Resultado operacional (B) - (A) 25.677.145 23.730.675
Resultado financeiro (D - B) - (C - A) (11.434.959) (14.610.850)
Resultado corrente (D) - (C) 14.242.186 9.119.825
Res. antes de impostos e i.m. (F) - (E) 12.960.799 11.361.206
Res. cons. líq. do semestre antes de i.m. (F) - (G) 9.834.684 7.056.118
Res. cons. líq. do semestre 7.863.169 5.635.392

Para ser lido em conjunto com anexo ao balanço e à demonstração dos resultados e notas explicativas correspondentes

ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CO ONSOLIDADOS

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

Indicações obrigatórias constantes do Plano Oficial de Contabilidade:

    1. As informações relativas às empresas incluídas na consolidação pelo método integral são apresentadas na Nota Explicativa 4.
    1. Os motivos da exclusão de empresas do grupo da consolidação pelo método integral são apresentados na Nota Explicativa 4.
    1. As informações relativas a empresas associadas são apresentadas na Nota Explicativa 4.
    1. Os motivos da exclusão de empresas associadas da consolidação pelo método de equivalência patrimonial são apresentados na Nota Explicativa 4.
    1. As informações relativas a empresas consolidadas pelo método proporcional são apresentadas na Nota Explicativa 4.
    1. As informações relativas a empresas participadas em mais de 10% cuja informação não foi apresentada nas notas anteriores são referidas na Nota Explicativa 4.
    1. O número médio de trabalhadores ao serviço, durante o primeiro semestre de 2004, das empresas incluídas na consolidação pelos métodos integral e proporcional, bem como a sua repartição por categorias encontra-se referido na Nota Explicativa 22.
    1. Não existem casos em que a aplicação das normas de consolidação não seja suficiente para que as demonstrações financeiras consolidadas dêem uma imagem verdadeira e apropriada da situação financeira e dos resultados do conjunto das empresas incluídas na consolidação.
    1. Não existe qualquer afastamento da aplicação das normas de consolidação efectuado para se obter a necessária imagem verdadeira e apropriada da situação financeira e dos resultados do conjunto de empresas incluídas na consolidação.
    1. A discriminação das diferenças de consolidação, indicação dos métodos de cálculo adoptados e explicitação das variações significativas ocorridas no período em análise, são apresentados nas Notas Explicativas 2, 11 e 16.
    1. Não existem alterações materialmente relevantes de métodos e procedimentos de consolidação que afectem a comparabilidade dos valores do primeiro semestre de 2004 com os do primeiro semestre de 2003.
    1. Não existem situações, materialmente relevantes, que impliquem a eliminação de resultados decorrentes de operações efectuadas entre empresas do grupo ou associadas.
    1. As demonstrações financeiras consolidadas são elaboradas com referência à mesma data das demonstrações financeiras da empresa-mãe.
    1. Não existem alterações significativas na composição do conjunto das empresas incluídas na consolidação durante o primeiro semestre de 2004.
    1. Os critérios de valorimetria utilizados pelas empresas do grupo foram consistentes entre si e são os descritos na Nota Explicativa 1.
    1. Não existem ajustamentos excepcionais de valor dos activos, feitos exclusivamente para fins fiscais e não eliminados da consolidação.
    1. A justificação da amortização do valor de diferenças de consolidação para além do período de cinco anos é apresentada na Nota Explicativa 2.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

    1. Os critérios de contabilização das participações em empresas associadas são referidos na Nota Explicativa 4.
    1. Não se aplicou o método da equivalência patrimonial pela primeira vez a nenhuma participação no primeiro semestre de 2004.
    1. Não existem elementos do activo ou do passivo de empresas associadas que tenham sido valorizados segundo critérios diferentes dos utilizados na consolidação.
    1. Não existem compromissos financeiros que não figurem no balanço consolidado.
    1. A descrição das responsabilidades por garantias prestadas, desdobradas por natureza é apresentada na Nota Explicativa 17.
    1. As bases de apresentação e principais critérios valorimétricos utilizados são apresentados na Nota Explicativa 1.
    1. O método de conversão utilizado para conversão em Euros dos elementos incluídos nas demonstrações financeiras consolidadas que sejam ou tenham sido originariamente expressos em moeda estrangeira é apresentado na Nota Explicativa 1-c-xvii).
    1. Os valores incluídos em despesas de instalação e em despesas de investigação e desenvolvimento são analisados na Nota Explicativa 2.
    1. Não existem trespasses amortizados para além de um período de cinco anos.
    1. Os movimentos do activo imobilizado constantes do balanço consolidado e nas respectivas amortizações e provisões são apresentados nas Notas Explicativas 2, 3 e 4.
    1. Não existem juros suportados referentes a imobilizado em construção que tenham sido capitalizados no primeiro semestre de 2004.
    1. Não existem ajustamentos do valor dos activos compreendidos na consolidação que tenham sido objecto de amortizações e de provisões extraordinárias, feitas exclusivamente para fins fiscais.
    1. Em 30 de Junho de 2004 não existem diferenças significativas, que não estejam cobertas pelas provisões constituídas pelo Grupo, entre os valores das rubricas do activo circulante, calculados de acordo com os critérios valorimétricos adoptados pelo Grupo e o respectivo valor de mercado.
    1. Não existem elementos do activo circulante que se encontrem registados a um valor inferior ao mais baixo do custo ou do valor de mercado.
    1. Não existem provisões extraordinárias respeitantes a elementos do activo circulante.
    1. As dívidas a terceiros com vencimento a mais de cinco anos são apresentadas na Nota Explicativa 14.
    1. O montante total das dívidas a terceiros cobertas por garantias reais prestadas por empresas incluídas na consolidação, com indicação de natureza e forma é apresentado na Nota Explicativa 17.
    1. Não existem diferenças levadas ao activo, entre as importâncias das dívidas a pagar e as correspondentes dívidas arrecadadas.
    1. A análise do valor líquido consolidado das vendas e das prestações de serviços é apresentada na Nota Explicativa 18.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

    1. Os elementos do activo, passivo e dos capitais próprios foram valorizados segundo critérios de valorimetria uniformes, de acordo com o estipulado no Plano Oficial de Contas, e não foram efectuadas amortizações e provisões extraordinárias com vista a obter vantagens fiscais durante o primeiro semestre de 2004 ou em períodos anteriores.
    1. A diferença entre os impostos imputados à demonstração consolidada dos resultados do período e dos períodos anteriores, e os impostos já pagos e a pagar relativamente a esses mesmos períodos encontra-se descrita na Nota Explicativa 26.
    1. As remunerações atribuídas aos membros dos orgãos sociais que estejam relacionadas com o exercício das respectivas funções, bem como o montante dos compromissos em matéria de pensões de reforma referentes a antigos membros destes orgãos são apresentadas na Notas Explicativas 22 e 1-c-x).
    1. Não existem adiantamentos ou empréstimos concedidos aos membros dos orgãos de administração ou de fiscalização da Empresa-mãe, efectuados por esta última ou por uma empresa filial.
    1. Os diplomas legais em que se baseou a reavaliação de imobilizações corpóreas são apresentados na Nota Explicativa 3.
    1. A análise das reavaliações é apresentada na Nota Explicativa 3.
    1. Não existem contas do balanço e da demonstração dos resultados cujos conteúdos não sejam comparáveis com os de Junho de 2003.
    1. A análise dos resultados financeiros consolidados é apresentada na Nota Explicativa 24.
    1. A análise dos resultados extraordinários consolidados é apresentada na Nota Explicativa 25.
    1. O movimento ocorrido nas provisões é apresentado nas Notas Explicativas 4 a 8 e 13.
    1. A indicação dos bens utilizados no regime de locação financeira é apresentada na Nota Explicativa 14.
    1. Em 30 de Junho de 2004, as responsabilidades financeiras por letras descontadas assumidas pela participada Mota-Engil Engenharia, e não cobertas por seguro de crédito, ascendiam a Euro 128.836. O montante de contas a receber cedidas em "factoring" ascendia a Euro 23.168.425. Nesta mesma data, a rubrica "Dívidas de terceiros – médio e longo prazo" - "Clientes, títulos a receber" incluem, essencialmente, letras aceites pelas empresas participadas sediadas em Angola (Paviterra e ICER), nos montantes de Euro 10.419.453 e Euro 777.481, respectivamente.
    1. Não existem outras informações exigidas por diplomas legais.
    1. Não existem outras informações consideradas relevantes para melhor compreensão da situação financeira e dos resultados do conjunto das empresas incluídas na consolidação, para além das apresentadas nas notas explicativas deste anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados.

NOTAS EXPLICATIVAS

(Faz parte integrante do anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados)

Balanço Consolidado em 30 de Junho de 2004 e 2003

NotasExplicativas 2004Euro 2003Euro
Activo
Imobilizações incorpóreasImobilizações corpóreasInvestimentos financeirosDívidas de terceiros de médio e longo prazoExistênciasDívidas de terceiros de curto prazoTítulos negociáveisDisponibilidadesAcréscimos e diferimentos activosActivos por impostos diferidos 234567891026 30.389.328288.682.401105.772.24974.692.487103.722.088572.376.3871.915.65622.459.06286.254.09025.366.0841.311.629.832 35.150.535296.855.85277.400.72265.864.725103.609.763520.962.09912.59626.921.502149.041.84029.766.0821.305.585.716
Capital Próprio
CapitalAcções própriasPrémios de emissãoDiferenças de consolidaçãoAjustamentos de conversão cambialReservas e resultados transitadosResultado consolidado líquido do semestre 11111111111111 204.635.695(12.292.915)87.256.034(53.217.916)(43.941.710)34.526.9077.863.169 204.635.695(12.293.068)87.256.034(49.662.470)(39.351.232)30.402.3735.635.392
Total do Capital Próprio 224.829.264 226.622.724
Interesses MinoritáriosPassivo 12 22.835.300 16.922.410
Provisões para outros riscos e encargosDívidas a terceiros de médio e longo prazoDívidas a terceiros de curto prazoAcréscimos e diferimentos passivosPassivos por impostos diferidosTotal do Passivo 1314151626 20.318.072282.633.297652.515.751100.701.2547.796.8941.063.965.2681.311.629.832 15.919.017280.329.425648.353.859105.894.44711.543.8341.062.040.5821.305.585.716

Para ser lido com o anexo ao balanço e à demonstração dos resultados e correspondentes notas explicativas

Demonstração dos Resultados Consolidados para os semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003

NotasExplicativas 2004Euro 2003Euro
Proveitos operacionaisVendas e prestações de serviços 18 528.400.777 419.043.674
Variação da produçãoTrabalhos para a própria empresaSubsídios à exploraçãoOutros proveitos e ganhos operacionais 19 1.211.3254.892.426340.71619.403.574 4.206.9273.201.853128.33821.375.766
554.248.818 447.956.558
Custos operacionaisCusto das mercadorias vendidas e consumidasFornecimentos e serviços externosCustos com pessoalAmortizaçõesProvisõesOutros custos operacionais 2021222 e 323 128.931.447261.376.496104.425.80028.212.4531.578.0454.047.432 83.937.084218.863.99889.689.66627.716.5911.076.0102.942.534
Resultado operacional 25.677.145 23.730.675
Resultado financeiro 24 (11.434.959) (14.610.850)
Resultado extraordinário 25 (1.281.387) 2.241.381
Imposto sobre o rendimento do semestre 26 3.126.115 4.305.088
Resultado consolidado líquido antes de interesses minoritários 9.834.684 7.056.118
Interesses minoritários 27 1.971.515 1.420.726
Resultado consolidado líquido do semestre 7.863.169 5.635.392

Para ser lido com o anexo ao balanço e à demonstração dos resultados e correspondentes notas explicativas

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

Nota Introdutória

A Mota – Engil, SGPS, S.A. ("Mota-Engil SGPS" ou "Empresa-mãe"), e empresas participadas ("Grupo"), têm como actividade principal as empreitadas de obras públicas e privadas e actividades com elas conexas.

Todos os montantes apresentados nestas notas explicativas são apresentados em Euro, salvo se expressamente referido em contrário.

1. Políticas Contabilísticas

a) Bases de apresentação

As demonstrações financeiras consolidadas em 30 de Junho de 2004 anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas que constituem o Grupo (Nota Explicativa 4), mantidos de acordo com princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal.

b) Princípios de consolidação

A consolidação das empresas referidas na Nota Explicativa 4, efectuou-se pelos métodos de integração global e proporcional, conforme aplicável. As transacções e saldos significativos entre as empresas foram eliminados no processo de consolidação e o valor correspondente à participação de terceiros nas empresas consolidadas pelo método de integração global, é apresentado no balanço consolidado anexo, na rubrica "Interesses minoritários" (Nota Explicativa 12). As diferenças de consolidação, decorrentes da diferença entre o valor contabilístico das partes de capital e o valor da respectiva proporção do capital próprio que elas representam, foram registadas no balanço consolidado no capital próprio ou i) se positivo, nas imobilizações incorpóreas, ii) ou se negativo, na rubrica de proveitos diferidos (Notas Explicativas 2, 11 e 16).

Os investimentos financeiros representativos de partes de capital em empresas associadas (Nota Explicativa 4) encontram-se valorizados pelo método da equivalência patrimonial, com excepção dos referidos nessa nota, os quais foram valorizados ao mais baixo do custo de aquisição, ou do valor estimado de realização.

c) Principais critérios valorimétricos

Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras consolidadas, foram os seguintes:

i) Imobilizações incorpóreas

As imobilizações incorpóreas são constituídas basicamente por despesas com aumentos de capital, investigação e trespasses, sendo amortizadas pelo método das quotas constantes durante um período entre três e seis anos. As diferenças de consolidação são amortizadas durante um período entre cinco e vinte anos, e são registadas em rubricas de custos e perdas financeiras (Notas Explicativas 2 e 24).

ii) Imobilizações corpóreas

As imobilizações corpóreas adquiridas até 31 de Dezembro de 1997 encontram-se registadas ao custo de aquisição, reavaliado de acordo com as disposições legais aplicáveis (Nota Explicativa 3). As imobilizações corpóreas adquiridas após aquela data encontram-se registadas ao custo de aquisição.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

As amortizações são calculadas pelo método de quotas constantes a partir do mês de entrada em funcionamento dos bens, excepto quanto às taxas de amortização aplicadas ao equipamento básico da Mota-Engil Engenharia, as quais estão indexadas à taxa de ocupação verificada no período, mas mantendo-se dentro dos limites legais. As vidas úteis estimadas são as seguintes:

Anos de vida útil
Edifícios e outras construções 5 a 50
Equipamento básico 3 a 10
Equipamento de transporte 3 a 10
Ferramentas e utensílios 3 a 6
Equipamento administrativo 4 a 10
Taras e vasilhame 3 a 6
Outras imobilizações corpóreas 3 a 10

As despesas incorridas pelo Grupo com grandes reparações de imobilizado são amortizadas num período que varia entre 2 e 5 anos. As despesas de conservação e reparação que não aumentam a vida útil, nem resultem em benfeitorias ou melhorias significativas nos elementos das imobilizações corpóreas, são registadas como custo do exercício em que ocorrem.

iii) Locação financeira

Os activos imobilizados adquiridos segundo contratos de locação financeira, bem como as correspondentes responsabilidades encontram-se reflectidos no balanço consolidado, sendo amortizados de acordo com as vidas úteis estimadas referidas na alínea anterior. A parcela de capital incluída nas rendas pagas relativas aos contratos de locação financeira é registada como redução daquelas responsabilidades, sendo os juros incluídos nessas rendas registados como custo financeiro do exercício a que respeitam.

iv) Investimentos financeiros

Os investimentos financeiros em empresas associadas são registados pelo método da equivalência patrimonial sendo as participações inicialmente contabilizadas pelo custo de aquisição, o qual é acrescido ou reduzido para o valor correspondente à proporção dos capitais próprios dessas empresas, reportados à data de aquisição ou da primeira aplicação do método da equivalência patrimonial.

De acordo com o método da equivalência patrimonial as participações financeiras são ajustadas anualmente pelo valor correspondente à participação dos resultados líquidos das associadas por contrapartida de ganhos ou perdas do exercício. Adicionalmente os dividendos recebidos destas empresas são registados como uma diminuição do valor dos investimentos (Nota Explicativa 4).

Os restantes investimentos financeiros encontram-se registados ao mais baixo do custo de aquisição ou de mercado, e, no caso de empréstimos concedidos, ao valor nominal.

As mais e menos valias apuradas na alienação de participações financeiras encontram-se contabilizadas em resultados financeiros.

v) Existências

As mercadorias, as matérias-primas, subsidiárias e de consumo encontram-se valorizadas ao custo médio de aquisição, o qual é inferior ao respectivo valor de mercado. Os produtos acabados e semiacabados e os produtos e trabalhos em curso encontram-se valorizados ao custo de produção, o qual é inferior ao valor de mercado. Os custos de produção incluem o custo da matéria-prima incorporada, mão-de-obra directa e gastos gerais de fabrico.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

vi) Provisões para créditos de cobrança duvidosa

As provisões para créditos de cobrança duvidosa foram calculadas com base na avaliação global das perdas estimadas pela não cobrança das contas a receber de clientes e outros devedores.

vii) Outras aplicações de tesouraria

As outras aplicações de tesouraria encontram-se registadas ao mais baixo do custo de aquisição, ou valor de mercado.

viii) Especialização de exercícios

As receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio de especialização dos exercícios pelo qual estas são reconhecidas à medida em que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos (Notas Explicativas 10 e 16).

ix) Acções próprias

As acções próprias são registadas ao custo de aquisição, sendo as mais ou menos-valias geradas com a sua alienação registadas directamente na rubrica "Reservas livres" (Nota Explicativa 11).

x) Pensões e complemento de pensões

A empresa Mota-Engil Engenharia assumiu em exercícios anteriores o compromisso de conceder a alguns dos seus ex-empregados prestações pecuniárias a título de complemento de pensões de reforma. Em 30 de Junho de 2004 esta participada tem constituído em acréscimos de custos e em provisões para riscos e encargos os montantes de, aproximadamente, Euro 4.100.000 e Euro 1.750.000, respectivamente, que visam dar cobertura às responsabilidades àquela data (Notas Explicativas 13 e 16).

xi) Reconhecimento de custos e proveitos em obras

O Grupo reconhece os resultados das obras, contrato a contrato, de acordo com o método de percentagem de acabamento, o qual é entendido como sendo a relação entre os custos incorridos em cada obra até uma determinada data e a soma destes custos com os custos estimados para completar a obra. As diferenças obtidas entre os valores resultantes da aplicação do grau de acabamento aos proveitos estimados e os valores facturados, são contabilizadas nas rubricas "Acréscimos de proveitos" (Nota Explicativa 10) ou "Proveitos diferidos" (Nota Explicativa 16).

Relativamente aos contratos de prestação de serviços das sucursais no estrangeiro, os proveitos são registados com base nos autos de medição dos trabalhos realizados, sendo as diferenças positivas ou negativas face à facturação efectuada, calculadas contrato a contrato e, apresentadas nas rubricas do balanço "Acréscimos de proveitos" (Nota Explicativa 10) ou "Proveitos diferidos" (Nota Explicativa 16), excepto no caso da Mota-Engil Engenharia em que tal registo é efectuado pelo líquido.

xii) Obras de construção civil e obras públicas de curta duração

Nestes contratos de prestação de serviços o Grupo reconhece os proveitos e custos à medida que se facturam ou incorrem, respectivamente.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

xiii) Reconhecimento de custos e proveitos na actividade imobiliária

As vendas da actividade imobiliária e os correspondentes custos das fracções vendidas são registados no momento em que existe expectativa, pelas condições contratuais, de que os clientes irão consumar a aquisição, isto é, quando o preço da venda está na sua quase totalidade pago, ou em que existe acordo de compra com entidades públicas relativo a planos de realojamento. A margem das vendas é ponderada pela percentagem de acabamento do imóvel, determinada pela relação entre os custos incorridos e os custos totais estimados.

xiv) Trabalhos para a própria empresa

Os trabalhos para a própria empresa correspondem basicamente a obras de construção e beneficiação, executadas pelas próprias empresas, bem como grandes reparações de equipamentos e incluem custos com materiais, mão-de-obra directa e gastos gerais.

xv) Resultados em Agrupamentos Complementares de Empresas

Os resultados nos Agrupamentos Complementares de Empresas (ACE) são reconhecidos ou na proporção em que se participa nesses agrupamentos, ou através de facturação de custos e proveitos com os ACE.

xvi) Sucursais no estrangeiro

Em 30 de Junho de 2004, as demonstrações financeiras das sucursais no estrangeiro, para além da Sucursal de Moçambique da Mota-Engil Engenharia, foram integradas nas demonstrações financeiras consolidadas, tendo sido eliminadas as transacções com elas efectuadas. As diferenças de câmbio originadas na conversão para Euro dessas demonstrações financeiras foram incluídas no capital próprio. A Sucursal de Moçambique da Mota-Engil Engenharia foi integrada ao nível das rubricas de custos e proveitos nas demonstrações financeiras desta empresa, sendo que ao nível das rubricas de balanço, o seu efeito encontra-se concentrado na rubrica de "Outros devedores". Seguidamente apresenta-se um resumo da informação relativa às sucursais no estrangeiro:

Angola Moçambique Polónia Hungria RepúblicaCheca Benim Chade
Activos imobilizados 34.666.870 34.536 693.142 - 50.386 20.255 193.965
Activos circulantes 40.446.982 1.377.433 10.112.406 7.443.259 337.464 9.600.750 6.638.191
Acréscimos e diferimentos activos 23.851.720 262.596 69.782 186.284 - 1.602.870 7.737.382
Passivos 56.675.916 2.904.156 11.585.576 8.367.091 502.467 13.336.658 18.270.361

xvii) Activos e passivos expressos em moeda estrangeira

Todos os activos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para Euro, utilizando-se as cotações oficiais vigentes em 30 de Junho de 2004. As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transacções e aquelas em vigor na data das cobranças, pagamentos ou à data do balanço, são registadas como proveitos e custos na demonstração dos resultados do exercício.

As diferenças de câmbio favoráveis nas dívidas de médio e longo prazo foram registadas como proveito diferido (Nota Explicativa 16).

As diferenças de câmbio originadas na conversão para Euro de demonstrações financeiras das empresas participadas registadas pelo método de equivalência patrimonial são registadas directamente em capitais próprios.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

As demonstrações financeiras de empresas participadas e sucursais expressas em moeda estrangeira, que não Quanzas Angolanos, foram convertidas para Euro, através da utilização das seguintes taxas de câmbio:

Histórica: para as rubricas do capital próprio, com excepção do resultado do

ano;

Vigente no final do ano: para a totalidade dos activos e passivos, e para a demonstração dos

resultados do ano.

As demonstrações financeiras de empresas participadas expressas em Quanzas Angolanos foram convertidas para Euro, através da utilização das seguintes taxas de câmbio:

Histórica: para as rubricas de imobilizado e do capital próprio, com excepção do

resultado do ano;

Vigente no final do ano: para a totalidade dos activos e passivos monetários;

Média: para a demonstração dos resultados do ano.

As diferenças de câmbio originadas nesta conversão, foram incluídas no capital próprio na rubrica "Ajustamentos de conversão cambial".

xviii) Impostos diferidos

Os impostos diferidos são calculados com base no método da responsabilidade de balanço e referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os seus respectivos montantes para efeitos de tributação (Nota Explicativa 26).

Os activos e passivos por impostos diferidos são calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação que se espera estarem em vigor à data da reversão das diferenças temporárias.

Os activos por impostos diferidos são registados unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para os utilizar. Na data de cada balanço é efectuada uma reapreciação das diferenças subjacentes aos activos por impostos diferidos no sentido de reconhecer activos por impostos diferidos não registados anteriormente por não terem preenchido as condições para o seu registo e, ou, para reduzir o montante dos impostos diferidos activos registados em função da expectativa actual da sua recuperação futura. (Nota Explicativa 26).

xix) Letras descontadas e contas a receber cedidas em "factoring"

Os saldos de clientes titulados por letras descontadas e não vencidas e as contas a receber cedidas em "factoring" à data de balanço, estão evidenciadas pelo seu valor nominal, como dedução às correspondentes rubricas do activo, sendo os juros registados de acordo com o critério da especialização do exercício (Nota 48 do Anexo ao balanço e à demonstração dos resultados consolidados).

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

2. Imobilizações incorpóreas

Durante o primeiro semestre de 2004, o movimento ocorrido no valor de custo ou reavaliado das imobilizações incorpóreas, bem como nas respectivas amortizações acumuladas foi o seguinte:

Valor Bruto:Despesas de instalação11.400.40893-57.569Despesas de investigação e desenvolvimento2.970.688314.512-1.862.011Propriedade industrial e outros direitos831.30899.569-884.850 11.458.0705.147.2111.815.727272.214
196.5641.500(13.165)87.315Trespasses
Imobilizações em curso369.128167.166-(326.505) 209.789
Diferenças de consolidação36.649.026189.313(1.236.487)(2.813.996) 32.787.856
(1.249.652)(248.756)52.417.122772.153 51.690.867
Amortizações Acumuladas:
Despesas de instalação(10.871.221)(170.479)-(55.424) (11.097.124)
Despesas de investigação e desenvolvimento(1.436.621)(357.950)-(126.993) (1.921.564)
Propriedade industrial e outros direitos(387.074)(100.496)-(670.365) (1.157.935)
Trespasses(187.835)-4.436- (183.399)
Diferenças de consolidação(6.271.040)(878.917)-208.440 (6.941.517)
(19.153.791)(1.507.842)4.436(644.342) (21.301.539)
33.263.331(735.689)(1.245.216)(893.098) 30.389.328

Os valores inscritos na coluna de transferências do valor bruto do imobilizado, incluem os movimentos decorrentes da alteração no perímetro da consolidação e o efeito da variação cambial, nos montantes positivos de Euro 46.062 e de Euro 6.573, respectivamente. Os valores correspondentes no mapa de movimentos das amortizações acumuladas ascendem a Euro 44.298 e Euro 4.708 positivos.

Incluído ainda na coluna de transferências encontra-se o montante bruto de imobilizado de cerca de Euro 1.500.000 relativo a software, os quais foram transferidos da conta de imobilizado corpóreo em curso.

O Grupo tem vindo a registar nas rubricas de "Despesas de instalação", "Despesas de investigação e desenvolvimento" e "Propriedade industrial e outros direitos" as seguintes naturezas de custo que, em 30 de Junho de 2004 e 2003, apresentavam os seguintes saldos:

30.06.04 30.06.03
Despesas de instalação:
Despesas incorridas com aumentos de capital e organização 11.458.070 11.360.887
Amortizações acumuladas (11.097.124) (10.665.369)
360.946 695.518
Despesas de investigação e desenvolvimento:
Estudos e projectos 5.147.211 2.835.206
Amortizações acumuladas (1.921.564) (1.171.997)
3.225.647 1.663.209
Propriedade industrial e outros direitos:
Direitos e licenciamentos 1.815.727 837.235
Amortizações acumuladas (1.157.935) (372.736)
657.792 464.499

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

Os saldos apresentados na rubrica "Diferenças de consolidação", correspondem às diferenças positivas entre o custo de aquisição das partes de capital e a proporção dos respectivos capitais próprios à data de compra, sendo amortizadas no período estimado de recuperação dos investimentos actualmente compreendido entre 5 e 20 anos. Em 30 de Junho de 2004, esta rubrica apresentava a seguinte composição:

Activobruto Amortizaçõesacumuladas Activolíquido
Armando Duarte 272.977 (61.419) 211.558
Aurimove 83.242 (41.621) 41.621
Correia & Correia 175.622 (26.343) 149.279
Geogranitos 3.030.068 (681.766) 2.348.302
Icil-Icafal 801.137 (259.198) 541.939
KPRD 4.245.399 (1.047.876) 3.197.523
Manvia 497.747 (87.106) 410.641
Maprel 526.637 (263.319) 263.318
Maprel Nelas 526.700 (263.350) 263.350
Martifer 1.160.816 (319.224) 841.592
Metalruda 2.344.994 (527.624) 1.817.370
Mota-Viso 19.900 (9.950) 9.950
Ornamag 1.865.878 (393.570) 1.472.308
PBM 218.045 (38.158) 179.887
Sols e Solsuni 6.821.760 (1.631.888) 5.189.872
Sonauta 898.979 (157.321) 741.658
STL 2.563.693 (192.277) 2.371.416
Suma 3.404.208 (603.834) 2.800.374
Timoz 541.221 (121.775) 419.446
UTIL 2.599.520 (194.964) 2.404.556
Vibeiras 189.313 (18.934) 170.379
32.787.856 (6.941.517) 25.846.339

O aumento na rubrica "Diferenças de consolidação", resulta da diferença positiva gerada no primeiro semestre de 2004 entre o custo de aquisição de parte do capital da Vibeiras e a proporção do respectivo capital próprio à data de compra daquela parte de capital.

O abate na rubrica "Diferenças de consolidação" respeita a uma correcção efectuada no cálculo do goodwill da Util, enquanto a coluna das transferências, no montante líquido de Euro 2.605.556, corresponde ao goodwill anteriormente registado na participação na Lusoponte. No primeiro semestre de 2004, foi interrompida a consolidação desta participada na sequência das alterações ocorridas na estrutura accionista da Lusoponte, com consequências ao nível da capacidade de influência na sua gestão por parte do Grupo.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

3. Imobilizações Corpóreas

Durante o primeiro semestre de 2004, o movimento ocorrido no valor de custo ou reavaliado das imobilizações corpóreas, bem como nas respectivas amortizações acumuladas foi o seguinte:

Saldo inicial Aumentos Alienações Transferências eabates Saldo final
Valor Bruto:
Terrenos e recursos naturais 38.657.477 369.972 - 1.210.895 40.238.344
Edifícios e outras construções 111.027.601 265.884 (10.874) (1.201.698) 110.080.913
Equipamento básico 320.586.504 9.652.190 (3.726.465) 4.316.292 330.828.521
Equipamento de transporte 133.657.623 1.607.726 (2.198.788) 658.051 133.724.612
Ferramentas e utensílios 8.686.451 277.759 (315) 476.251 9.440.146
Equipamento administrativo 29.247.803 867.430 (204.817) (392.056) 29.518.360
Taras e vasilhame 3.375.096 352.711 (148.375) 146.082 3.725.514
Outras imobilizações corpóreas 2.522.945 51.049 - (251.096) 2.322.898
Imobilizações em curso 25.445.674 4.120.336 (55.000) (5.243.318) 24.267.692
Adiantamentos por conta de imobilizações corpóreas 3.920.082 1.497.061 (148.614) (508.692) 4.759.837
677.127.256 19.062.118 (6.493.248) (789.289) 688.906.837
Amortizações Acumuladas:
Terrenos e recursos naturais - (16.911) - (78.639) (95.550)
Edifícios e outras construções (31.062.060) (2.520.771) 10.874 (108.140) (33.680.097)
Equipamento básico (218.639.721) (14.900.754) 2.658.020 (880.325) (231.762.780)
Equipamento de transporte (96.144.522) (7.825.543) 2.075.587 750.852 (101.143.626)
Ferramentas e utensílios (6.675.544) (474.677) 315 (250.834) (7.400.740)
Equipamento administrativo (21.554.699) (1.456.963) 147.386 623.673 (22.240.603)
Taras e vasilhame (2.593.119) (290.973) - 17 (2.884.075)
Outras imobilizações corpóreas (1.017.731) (96.936) 6.517 91.185 (1.016.965)
(377.687.396) (27.583.528) 4.898.699 147.789 (400.224.436)
299.439.860 (8.521.410) (1.594.549) (641.500) 288.682.401

Os valores inscritos na coluna de transferências e abates do valor líquido do imobilizado, incluem os movimentos decorrentes da alteração no perímetro da consolidação e o efeito da variação cambial, nos montantes positivos de Euro 3.809.426 e de Euro 6.940.876, respectivamente. Adicionalmente, esta coluna inclui ainda as transferências para imobilizado incorpóreo e para investimentos financeiros dos montantes de Euro 1.500.000 (Nota Explicativa 2) e Euro 7.747.065 (Nota Explicativa 4), respectivamente.

O Grupo procedeu em anos anteriores à reavaliação das suas imobilizações corpóreas ao abrigo da legislação aplicável, nomeadamente:

  • •Decreto-Lei 219/82, de 2 de Junho
  • •Decreto-Lei 399-G/84, de 28 de Dezembro
  • •Decreto-Lei 118-B/86, de 27 de Maio
  • •Decreto-Lei 111/88, de 2 de Abril
  • •Decreto-Lei 49/91, de 25 de Janeiro
  • •Decreto-Lei 264/92, de 24 de Novembro
  • •Decreto-Lei 31/98, de 11 de Fevereiro.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

O detalhe dos custos históricos de aquisição de imobilizações corpóreas reavaliadas e correspondente reavaliação em 30 de Junho de 2004, líquidos de amortizações, é o seguinte:

Custoshistóricos Reavaliação Valorescontabilísticosreavaliados
Imobilizações corpóreas
Terrenos e recursos naturaisEdifícios e outras construçõesEquipamento básico 28.992.59471.579.06097.153.085 11.150.2004.821.7561.912.656 40.142.79476.400.81699.065.741
Equipamento de transporte 32.424.567 156.419 32.580.986
Ferramentas e utensíliosEquipamento administrativo 2.035.9597.253.314 3.44724.443 2.039.4067.277.757
Taras e vasilhameOutras imobilizações corpóreas 841.4391.287.026 -18.907 841.4391.305.933
241.567.044 18.087.828 259.654.872

Uma parte (40%) do incremento decorrente das reavaliações não é aceite como custo para efeitos de determinação da matéria colectável em sede de imposto sobre o rendimento de pessoas colectivas (IRC).

Em 30 de Junho de 2004 e 2003 encontravam-se no estrangeiro, nomeadamente em sucursais, as seguintes imobilizações corpóreas propriedade da Mota-Engil Engenharia:

30.06.04 30.06.03
Angola 31.067.407 32.540.281
Benim 1.133.915 1.902.438
Bulgária 823 1.630
Chade 7.570.478 7.823.841
Gana 65.160 163.808
Malawi 317.556 982.607
Moçambique 101.683 399.370
Polónia 2.125.955 3.393.321
República Checa - 4.340
42.382.977 47.211.636

4. Investimentos Financeiros

Durante o primeiro semestre de 2004, o movimento ocorrido no valor de custo ou reavaliado dos investimentos financeiros, bem como nas respectivas amortizações e provisões acumuladas foi o seguinte:

Saldo inicial Aumentos Alienações Transferências eabates Saldo final
Valor Bruto:
Partes de capital em empresas do grupoEmpréstimos a empresas do grupoPartes de capital em empresas associadasEmpréstimos a empresas associadasPartes de capital em empresas participadasEmpréstimos a empresas participadasTítulos e outras aplicações financeirasImobilizações em cursoAdiantamentos por conta de investimentos financeiros 12.388.9791.692.7716.820.4476.507.2995.087.6381.934.50250.841.450426.8541.181.746 1.000.325699.889-588.788500-10.885.383180.20749.940 --(7.800)(137.414)-(835.901)(3.939)-- 97.044(43.059)(1.691.440)-2.496.526-7.747.065-- 13.486.3482.349.6015.121.2076.958.6737.584.6641.098.60169.469.959607.0611.231.686
86.881.686 13.405.032 (985.054) 8.606.136 107.907.800
Amortizações e Provisões Acumuladas:
Partes de capital em empresas do grupoTítulos e outras aplicações financeiras (5.248)(1.902.542) -(156.457) -- -(71.304) (5.248)(2.130.303)
(1.907.790)84.973.896 (156.457)13.248.575 -(985.054) (71.304)8.534.832 (2.135.551)105.772.249

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

Incluído em transferências encontram-se os montantes positivo de Euro 1.358.851 e negativo de Euro 387.287 relativo a alterações no perímetro de consolidação, e à aplicação do método da equivalência patrimonial, respectivamente.

Em 30 de Junho de 2004 e 2003, os saldos das rubricas incluídas em investimentos financeiros, compõem-se como segue:

30.06.04 30.06.03
Partes de capital em empresas do grupo
CorgimobilCPTP 105.436- 105.4368.214.123
EM 544.115 -
EMSA 49.109 54.225
Engil JCA 329.207 329.207
Engil Tâmega ACE 199.519 199.519
Martifer Energia 1.000.000 -
Martifer Polska 936.525 -
MECT - 1.000.000
Metroepszolg 768.225 854.231
M-Invest 1.033.714 765.678
Moravian 152.120 108.977
Neklanova 235.496 -
PBM 965.165 902.330
SGA 2.297.729 2.684.441
Sols e Solsuni 2.086.830 1.795.515
Sonauta 1.412.839 1.543.003
TratofozTuralgo 669.900248.496 669.900248.203
Outras 451.923 392.887
13.486.348 19.867.675
30.06.04 30.06.03
Empréstimos a empresas do grupo
Corgimobil 243.334 243.334
EM 500.000 -
Fibreglass (Moçambique)Martifer Energia 13.904 13.906
Matiprel 650.00042.398 -42.398
PBM 899.965 852.698
Outras - 45.792
2.349.601 1.198.128
30.06.04 30.06.03
Partes de capital em empresas associadas
Ambilital 176.862 115.636
Asinter 113.573 157.542
Auto-Sueco Angola 1.654.641 1.444.686
CecimeCimertex & Ca -173.270 249.400175.325
Ecodetra 1.153.202 1.153.203
Jardimaia 175.000 -
Parque Ambiental Nortenho - 506.392
Resilei - 881.587
Soprocil - 290.902
Vortal 1.494.135 1.569.135
Outras
180.524 234.081

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

30.06.04 30.06.03
Empréstimos a empresas associadas
Aenor 2.235.157 2.668.175
Empresa Agrícola 860.352 860.352
Indáqua - 105.000
InterconOperadora Lusoscut BLA 3.863.164- 3.992.969435.323
6.958.673 8.061.819
30.06.04 30.06.03
Partes de capital em empresas participadas
Cerâmica de Boialvo 319.343 319.343
Iberfibran 375.000 375.000
Icil-Icafal 1.357.204 1.479.421
Lusoponte 4.330.601 1.667.401
MTS 904.400 904.400
Outros 298.116 358.511
7.584.664 5.104.076
30.06.04 30.06.03
Empréstimos a empresas participadas
Lusoponte 1.098.601 1.934.502
MTS - 452.200
1.098.601 2.386.702
Títulos e outras aplicações financeiras 30.06.04 30.06.03
Aenor 16.728.720 4.758.370
Dependências em países africanos 782.231 1.116.340
Investimentos em imóveisIndáqua 20.932.5571.120.000 11.693.720-
Lusoponte 4.828.862 4.828.862
Lusoscut BLA 12.327.166 4.006.105
Lusoscut CP 8.740.896 6.515.194
Lusoscut GP 3.959.392 1.688.581
MTS - 113.050
Outros investimentos 50.135 50.135
69.469.959 34.770.357
Adiantamentos por conta de investimentos financeiros 30.06.04 30.06.03
Sadoport 12.500 -
Parque Ambiental NortenhoTersado 1.206.68612.500 675.354-
1.231.686 675.354

O acréscimo verificado na rubrica de "Títulos e outras aplicações financeiras" corresponde basicamente às prestações acessórias concedidas à Aenor, Lusoscut BLA, Lusoscut CP e Lusoscut GP, e à transferência para investimentos em imóveis do montante de Euro 7.747.065, relativo a um imóvel registado na sucursal de Angola que se encontra arrendado, e antes se encontrava registado em imobilizações corpóreas em curso.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

Empresas incluídas na consolidação pelo método integral

As empresas incluídas na consolidação pelo método integral, respectivas sedes, proporção do capital detido, actividade, data de constituição e data de aquisição das participações financeiras, são as seguintes:

Sede Percentagemefectiva daparticipação Actividade Datadeconstituição Data deaquisição
Mota Engil, SGPS, S.A., sociedade aberta Porto - SGPS Agosto 90 -
Aurimove – Utilidades, Equipamentos e Investimentos Imobiliários, Lda. ("Aurimove")Através da MEIT Porto 100,00 Imobiliária Dezembro 93 -
Calçadas do Douro - Sociedade Imobiliária, Lda. ("Calçadas do Douro") Através da MEIT Porto 100,00100,00 Imobiliária - Setembro 00
Companhia Portuguesa de Trabalhos Portuários e Construções, S.A. ("CPTP")Através da Mota–Engil Engenharia Lisboa 100,00 Construções etrabalhosportuários - Julho 02
Edifício Mota - Viso – Soc. Imobiliária, Lda.("Mota Viso")Através da MEIT Porto 100,00100,00 Imobiliária Junho 94 -
Emocil – Empresa Moçambicana de Construção Imobiliária ("Emocil")Através da Mota–Engil Engenharia Maputo(Moçambique) 75,0075,00 Imobiliária Julho 94 -
Engil III – Investimentos Internacionais e Construção, S.A. ("Engil III")Através da Mota–Engil Engenharia Funchal 100,00100,00 Gestão departicipaçõesfinanceiras Agosto 97 -
Engil 4i – SGPS, S.A. ("Engil 4I")Através da Mota–Engil Engenharia Porto 100,00100,00 SGPS Dezembro 02 -
Ferrovias e Construções, S.A. ("Ferrovias")Através da Mota–Engil Engenharia Linda-a-Velha 100,00100,00 Construção emanutenção decaminhos de Abril 88 Setembro 94
Geogranitos – Pedreiras de Amarante, Lda. ("Geogranitos")Através da Mota–Engil Engenharia Amarante 100,00100,00 ferroConstrução eexploração depedreiras Abril 88 Março 90Junho 00Dezembro 00
Gerco – Sociedade de Engenharia Electrotécnica, S.A. ("Gerco")Através da Mota–Engil Engenharia Lisboa 99,9899,98 Execução de instalações eléctricas Junho 84 Agosto 90Maio 94Setembro 94Março 95Dezembro 95
Herso- Obras Civiles y Ferroviárias, S.A. ("Herso")Através da Engil III Buenos Aires(Argentina) 87,8487,84 Construção emanutenção decaminhos deferro Julho 92 Novembro 97Abril 98
Imoengil – Sociedade Imobiliária, S.A. ("Imoengil")Através da Mota–Engil Engenharia Matosinhos 100,00100,00 Imobiliária Janeiro 34 Setembro 91Março 93Maio 97
KPRD – Krakowskie Przedsiebiorstwo Robót Drogowych, S.A. ("KPRD")Através da Tabella Holding Cracóvia(Polónia) 100,00100,00 Execução de obras Fevereiro 53 Março 99
Largo do Paço – Investimentos Turísticos e Imobiliários, Lda. ("Largo do Paço") Amarante 100,00 Imobiliária - Outubro 01
Através da MEIT 100,00
Manvia - Manutenção e Exploração de Instalações, Lda. ("Manvia")Através da Mota–Engil Ambiente e Serviços Lisboa 100,00100,00 Manutenção eexploração deinstalações - Junho 98
Maprel – Empresa de Pavimentos e Materiais Pré-esforçados, Lda("Maprel")Através da Mota–Engil Engenharia Vila Nova deGaia 100,00100,00 Fabrico demateriais pré-esforçados Janeiro 60 Fevereiro 87
Maprel - Nelas, Indústria de Pré- Fabricados, S.A. ("Maprel Nelas")Através da MaprelAtravés da Mota–Engil Engenharia Porto 98,0097,001,00 Fabrico demateriais pré-esforçados Janeiro 01 -
Martifer – Construções Metalomecânicas, S.A. ("Martifer")Através da Mota–Engil Engenharia Oliveira deFrades 50,0050,00 Execução emontagem deestruturasmetálicas Fevereiro 90 Junho 98Fevereiro 99

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

Sede Percentagemefectiva daparticipação Actividade Datadeconstituição Data deaquisição
Martifer - Alumínios ,S.A. ("Martifer Alumínios")Através da Martifer Oliveira deFrades 27,5027,50 Caixilharias Outubro 90 Abril 99
Martifer Construcciones Metalicas España, S.A. ("Martifer Espanha")Através da Martifer Valência(Espanha) 50,0050,00 Projecto,execução emontagem deestruturasmetálicas Novembro 99 -
Martins & Coutinho, Construções em Aço Inox, Lda. ("Martins &Coutinho")Através da Martifer Oliveira deFrades 37,5037,50 Construções emaço inox Abril 96 Agosto 98Outubro 98Dezembro 98
Metalruda – Construções Metálicas, S.A. ("Metalruda")Através da Martifer Arruda dosVinhos 50,0050,00 Execução emontagem deestruturasmetálicas Março 79 Junho 99
Mil e Sessenta – Sociedade Imobiliária, Lda. ("Mil e Sessenta")Através da MEIT Porto 100,00100,00 Imobiliária - Julho 01
Mota-Engil, Ambiente e Serviços, SGPS, S.A. ("Mota-Engil Ambiente eServiços") (a) Porto 100,00 SGPS Junho 97 -
Mota-Engil Concessões de Transportes, SGPS, S.A. ("MECT") Lisboa 100,00 Concessões detransportes Janeiro 03 -
Mota-Engil Engenharia e Construção, S.A. ("Mota-Engil Engenharia")(b) Amarante 100,00 Execução deobras e compra e - Dezembro 00
MEITS, Mota-Engil Imobiliário e Turismo, S.A. ("MEIT") Porto 100,00 venda de imóveisGestão departicipaçõesfinanceiras Setembro 01 -
MESP- Mota Engil , Serviços Partilhados, Administrativos e de Gestão,S.A. ("MESP") Porto 100,00 ServiçosAdministrativos Dezembro 02 -
Motadómus, Lda. ("Motadómus")Através da AurimoveAtravés da MEIT Porto 100,0095,005,00 Imobiliária Dezembro 96 Dezembro 00
Mota Hungária, Rt (" Mota Hungária")Através da Mota–Engil Engenharia Budapeste(Hungria) 100,00100,00 Execução deobras públicas Janeiro 96 -
Mota Internacional – Comércio e Consultadoria Económica, Lda ("MotaInternacional")Através da Mota–Engil Engenharia Funchal 100,00100,00 Gestão departicipaçõesfinanceiras Setembro 97 Dezembro 98
Mota Keystone Construction, LLC ("MKC")Através da Mota–Engil Engenharia Miami(EUA) 50,5050,50 Imobiliária Março 02 -
Nortedómus, Lda. ("Nortedómus")Através da MEIT Lisboa 100,00100,00 Imobiliária - Outubro 01
Planinova – Sociedade Imobiliária, S.A. ("Planinova")Através da MEIT Porto 100,00100,00 Imobiliária Dezembro 00 -
Prefal – Préfabricados de Luanda, Lda. ("Prefal")Através da Mota InternacionalAtravés da Maprel Luanda(Angola) 90,0070,0020,00 Fabrico demateriais préesforçados Dezembro 93 -
Qualibetão – Comercialização de Betões, Lda. ("Qualibetão")Através da Mota–Engil Engenharia Porto Alto 100,00100,00 Fabrico ecomercializaçãode betão decimento ebetuminoso Julho 96 -
Rentaco – Equipamentos de Construção, Lda. ("Rentaco")Através da Mota-Engil Engenharia Porto Alto 100,00100,00 Aluguer deequipamentos deconstrução Setembro 89 Julho 96
Resilei – Tratamento de Resíduos Industriais, LdaAtravés da STL Leiria 30,62530,625 Tratamento deResíduosIndustriais - Junho 03
RTA - Rio Tâmega, Turismo e Recreio, S.A. ("RTA")Através da MEIT Amarante 100,00100,00 Imobiliário eturismo - Maio 00
Sedengil – Sociedade Imobiliária, Lda.("Sedengil")Através da Mota–Engil EngenhariaAtravés da Imoengil Matosinhos 100,0070,0030,00 Imobiliária Outubro 82 Maio 95Maio 97Agosto 97
Sefimota Stavebni, AS ("Sefimota")Através da Mota–Engil Engenharia Praga(R. Checa) 80,0080,00 Construção civil eobras públicas Janeiro 97 -
Serurb – Serviços Urbanos, Lda. ("Serurb") V.N.Famalicão 61,50 Recolha deresíduos Julho 92 Julho 92
Através da Mota-Engil Ambiente e Serviços 61,50 sólidos urbanos

(a) anteriormente designada por Engil Investimentos, SGPS, S.A.

(b) anteriormente designada por MOTA & Companhia, S.A.. No exercício de 2003 incorporou por fusão a actividade de construção da Engil, Sociedade de Construção Civil, S.A., e a Mota-Engil Internacional, Comércio Internacional e Serviços, S.A.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

Sede Percentagemefectiva daparticipação Actividade Datadeconstituição Data deaquisição
Serurb (Matosinhos) Serviços Urbanos, S.A. ("Serurb Matosinhos")Através da SerurbAtravés da Mota-Engil Ambiente e Serviços Matosinhos 61,8960,891.00 Recolha deresíduossólidos urbanos Dezembro 00 -
Serurb (Douro) Serviços Urbanos, Lda.("Serurb Douro")Através da SerurbAtravés da Mota-Engil Ambiente e Serviços Murça 65,3555,3510,00 Recolha deresíduossólidos urbanos Dezembro 00 -
Siltei - Aluguer de Máquinas e Equipamentos, S.A. ("Siltei")Através da Mota–Engil Engenharia Amarante 100,00100,00 Aluguer deequipamento detransporte Outubro 89 -
Soprocil – Sociedade de Projectos e Construções Civis, S.A. (Soprocil)Através da Mota-Engil Engenharia Tavira 65,8865,88 Construção civi eobras públicas - Dezembro 00
STL – Sociedade de Transportes e Limpeza, Lda. ("STL")Através da SumaAtravés da UTIL Ourém 61,2530,62530,625 Recolha etratamento deresíduos - Junho 03
Suma – Serviços Urbanos Meio Ambiente, S.A. ("Suma")Através da Mota-Engil Ambiente e ServiçosAtravés da Tracevia Lisboa 61,2560,410,84 Recolha deresíduos sólidosurbanos Junho 94 -
Tabella Holding, BV ("Tabella")Através da Mota–Engil Engenharia Amesterdão(Holanda) 100,00100,00 Gestão deParticipaçõesfinanceiras Novembro 98 -
Tecnocarril – Sociedade de Serviços Industriais e Ferroviários, Lda.("Tecnocarril") Entroncamento 100,00 Tratamento demadeira para uso Janeiro 94 Setembro 94
Através da Mota–Engil EngenhariaAtravés da Ferrovias 15,0085,00 ferroviário
Tracevia – Sinalização Segurança e Gestão de Tráfego, Lda.("Tracevia") Sintra 77,50 Sinalização egestão de tráfego Junho 80 Outubro 84
Através da Mota–Engil Engenharia 77,50
Transportes Lei, S.A. ("Translei")Através da Engil 4IAtravés da Mota–Engil Engenharia Lima(Perú) 100,0055,0045,00 Industria daconstrução eactividadescomplementares Setembro 86 Junho 98Junho 99
UTIL – União de Transportes e Limpeza, Lda. ("UTIL")Através da SumaAtravés da Serurb Ourém 61,2561,190,06 Recolha etratamento deresíduos - Junho 03
Vibeiras – Sociedade Comercial de Plantas, S.A. ("Vibeiras")Através da Mota-Engil Ambiente e Serviços Torres Novas 77,7877,78 Espaços verdes Julho 88 Outubro 98

Empresas do Grupo excluídas da consolidação

Os investimentos financeiros em empresas do Grupo não consolidadas pelo método de consolidação integral (dado não terem actividade ou serem imateriais, individualmente e no seu conjunto, para a apresentação de uma imagem fiel e verdadeira da situação financeira e resultados das operações do Grupo, conforme o estipulado no nº1 do Artigo 4º do Decreto-Lei n.º 238/91, de 2 de Julho), encontram-se registados na rubrica "Partes de capital em empresas do grupo", ao respectivo custo de aquisição, sendo as suas respectivas sedes sociais e proporção do capital detido em 30 de Junho de 2004, as seguintes:

Designação País PercentagemEfectiva daParticipação
Cogamo-Constructions Gabonaises, Mota, S.A. ("Cogamo") Gabão 51,30
Corgimobil - Empresa Imobiliária das Corgas, Lda. ("Corgimobil") Portugal 70,42
EM - Edifícios Modernos , Construções, S.A. ("EM") Portugal 75,00
EMASA, Lda. ("EMASA") Angola 95,00
Engil – Construtora do Tâmega, ACE, S.A. ("Engil Tâmega ACE") Portugal 53,00
Engil, S.A. – Bau, GmbH ("Engil Bau") Alemanha 100,00
Engil JCA - Construção Civil e Obras Públicas, Lda. ("Engil JCA") Portugal 60,00
Fibreglass Sundlete, Lda. ("Fibreglass") Moçambique 100,00
Hifer Construccion Conservación e Servicios, S.A. ("Hifer") Espanha 50,00
Holdinorte - Sociedade Imobiliária do Norte, Lda. ("Holdinorte") Portugal 67,00
M-Invest Bohdalec, A.S. ("Bohdalec") Polónia 86,00
M-Invest Jihlavska, A.S. ("Jihlavska") Polónia 68,00
Matiprel – Materiais Pré-Esforçados, Lda. ("Matiprel") Portugal 70,00
Martifer Energia, S.A. ("Martifer Energia") Portugal 50,00
Martifer Polska ("Martifer Polska") Polónia 50,00
Mota-Engil Florida Investments Corp.("ME Florida") EUA 100,00
Mota-Engil Tecnologias de Informação, S.A. ("METI") Portugal 100,00

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

Designação País PercentagemEfectiva daParticipação
Mota Maurícias, Lda. ("Mota Maurícias") Maurícias 100,00
Mota Real Estate, sro ("Mota Real Estate") Rep. Checa 100,00
Mota-Engil II, Gestão, Ambiente, Energia e Concessões de Serviços, S.A. ("MEGA") Portugal 100,00
Serurb Esposende – Serviços Urbanos, Lda.("Serurb Esposende") Portugal 65,80
Tratofoz - Sociedade de Tratamento de Resíduos, S.A. ("Tratofoz") Portugal 67,00
Turalgo-Sociedade de Promoção Imobiliária e Turística do Algarve, S.A. ("Turalgo") Portugal 51,00

Empresas do Grupo e Associadas registadas pelo método da equivalência patrimonial

As empresas do Grupo e associadas incluídas na consolidação pela aplicação do método da equivalência patrimonial, suas respectivas sedes e proporção do capital detido em 30 de Junho de 2004, são as seguintes:

Designação País PercentagemEfectiva daParticipação
Armando Duarte, Lda. ("Armando Duarte") Portugal 100,00
Ambilital – Investimentos Ambientais no Alentejo, EIM. ("Ambilital") Portugal 30,13
Asinter – Comércio Internacional, Lda. ("Asinter") Portugal 30,00
Auto Sueco Angola, S.A. ("Auto Sueco Angola") Angola 25,50
Cimertex Angola – Sociedade de Máquinas e Equipamentos, Lda. ("Cimertex Angola") Angola 44,90
Cimertex & Companhia- Comércio Equipamentos e Serviços Técnicos, Lda. ("Cimertex & Companhia") Portugal 50,00
Citrup – Centro Integrado de Resíduos, Lda. ("Citrup") Portugal 15,37
Dirac – Soluções de Engenharia e Informática, Lda. ("Dirac") Portugal 48,00
Empresa Agrícola e Florestal Portuguesa, S.A. ("Empresa Agrícola") Portugal 44,70
EMSA – Empreendimentos e Exploração de Estacionamentos, S.A. ("EMSA") Portugal 100,00
Fabritubo - Tubos Pressocentrifugados de Betão, Lda. ("Fabritubo") Portugal 50,00
Ferrovias Brasil, Lda. ("Ferrovias Brasil") Brasil 100,00
Icil – Icafal, S.A. ("Icil-Icafal") Chile 17,64
Indáqua – Indústria e Gestão de Águas, S.A. ("Indáqua") Portugal 28,00
Indáqua Fafe – Gestão de Águas de Fafe, S.A. ("Indáqua Fafe") Portugal 27,96
Indáqua Feira - Indústria de Águas de Santa Maria da Feira, S.A. ("Indáqua Feira") Portugal 20,04
Indáqua Santo Tirso – Gestão de Águas de Santo Tirso, S.A. ("Indáqua St. Tirso") Portugal 28,00
Inovia, Serviços Ferroviários ACE, S.A. ("Inovia") Portugal 33,00
Lusoponte – Concessionária para a Travessia Tejo, S.A. ("Lusoponte") (Nota Explicativa 2) Portugal 13,83
Metroepszolg, RT("Metroepszolg") Hungria 99,77
Moravian Partner Constructors, sro ("Moravian") Rep. Checa 64,00
M-Invest Neklanova, sro ("Neklanova") Rep. Checa 94,00
M-Invest, sro ("M-Invest") Rep. Checa 86,00
Netmaster – Tecnologias de Informação, Lda. ("Netmaster") Portugal 60,00
Ornamag – Mármores e Granitos Ornamentais, S.A. ("Ornamag") Portugal 100,00
PBM-Lubartow ("PBM") Polónia 100,00
Rima – Resíduos Industriais e Meio Ambiente, S.A. ("Rima") Portugal 58,44
SGA – Sociedade do Golfe de Amarante, S.A. ("SGA") Portugal 97,00
Solmaster-Tecnologias de Informação, S.A. ("Solmaster") Portugal 60,00
Sol-S e Solsuni - Tecnologias de Informação, S.A. ("Sol-S e Solsuni") Portugal 60,00
Sol-S Internacional, Tecnologias de Informação S.A. ("Sol-S Internacional") Portugal 60,00
Sonauta-Sociedade de Navegação, Lda. ("Sonauta") Angola 83,00
Somafel e Ferrovias, ACE ("Somafel – Ferrovias, ACE") Portugal 40,00
Timoz – Transformadora Industrial de Mármores de Estremoz, Lda. ("Timoz") Portugal 100,00
Edipainel – Utilidades, Equipamentos e Investimentos Imobiliários, Lda. ("Venimove") Portugal 100,00

As participações nas empresas Armando Duarte, Ornamag e Timoz foram consolidadas em 2001 pelo método da integração global. Dado ser intenção do Conselho de Administração rever o seu posicionamento estratégico nesta área de negócios, estando incluída a possibilidade de alienação, estas empresas foram consolidadas nos semestres findos em 30 de Junho de 2003 e 2004 pelo método da equivalência patrimonial reportado a 31 de Dezembro de 2001, não tendo sido apropriado o resultado líquido negativo destas associadas desde essa data, cujo efeito líquido acumulado ascende a, aproximadamente, Euro 259.000. Incluído em provisões para outros riscos e encargos encontra-se registada uma provisão no montante de Euro 1.170.040 para fazer face aos capitais próprios negativos destas associadas. É convicção do Conselho de Administração da Mota-Engil SGPS que o valor pelo qual estas participações se encontram reflectidas no balanço não é inferior ao seu valor de realização.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

As empresas que constituem o Grupo Sol-S (Sol-S e Solsuni, Solmaster, Netmaster e Dirac) foram incluídas no primeiro semestre de 2002 pelo método de integração global. Face ao processo de reestruturação que ocorreu durante 2002 nestas participadas, que se substanciou na fusão por incorporação da Sol-Shop, Solsuni, Devweb, Infomania e Solsoft na Sol-S, e em virtude de ser intenção do Conselho de Administração rever o seu posicionamento estratégico na área de negócio das novas tecnologias, estas participações financeiras foram consolidadas pelo método da equivalência patrimonial a partir de Dezembro de 2002 inclusivé.

Participações materialmente irrelevantes em empresas associadas

Os investimentos financeiros em empresas associadas cujas participações são materialmente irrelevantes para a obtenção de uma imagem verdadeira e apropriada da situação financeira e dos resultados do conjunto de empresas compreendidas na consolidação, bem como a proporção do capital detido nestas empresas (empresas sem actividade e, ou, sem informação disponível em 30 de Junho de 2004), são como segue:

Designação País Efectiva daParticipação
Ecodetra – Sociedade de Tratamento e Deposição de Resíduos, S.A. ("Ecodetra") Portugal 49,00
Mota Cheong Kong – Construções e Investimentos, Lda. ("Mota Cheong Kong") China 40,00
Parquegil- Planeamento e Gestão de Estacionamento, S.A. ("Parquegil") Portugal 50,00
Socibil, SARL ("Socibil") Angola 30,00
Vortal – Comércio Electrónico, Consultadoria e Multimédia, S.A. ("Vortal") Portugal 22,50

Estes investimentos financeiros estão registados ao custo de aquisição o qual é inferior ao respectivo valor de mercado.

Empresas consolidadas pelo método proporcional

As empresas consolidadas pelo método de consolidação proporcional, suas respectivas sedes, proporção de capital detido, actividades, datas de constituição e datas de aquisição são como segue:

Sede Percentagemefectiva daparticipação Actividade Datadeconstituição Data deaquisição
Correia & Correia, Lda.("Correia & Correia")Através da Enviroil Sertã 34,00 Comércio erecolha de óleosusados Setembro 88 Fevereiro 00
Empresa de Terraplenagem e Pavimentações – Paviterra, SARL (Angola) ("Paviterra")Através de Mota Internacional Luanda(Angola) 49,00 Execução de obras Novembro 80 -
Enviroil – Resíduos e Energia, Lda. ("Enviroil")Através da Mota-Engil Ambiente e Serviços Matosinhos 42,50 Comércio erecolha deresíduosindustriais Novembro 97 -
Icer – Indústria de Cerâmica, Lda. ("Icer")Através da Mota-Engil Engenharia Luanda(Angola) 50,00 Indústriacerâmica Novembro 91 -
Probigalp Ligantes Betuminosos, S.A. ("Probigalp")Através da Mota-Engil Engenharia Amarante 25,00 Fabrico deprodutosbetuminosos Abril 98 -
Probisa Portuguesa - Construção e Obras Públicas, S.A. ("Probisa") Através da Mota-Engil Engenharia Amarante 50,00 Construção Janeiro 86 -

Nestas empresas, a gestão é partilhada com os outros accionistas, pelo que se considera ser o método de consolidação proporcional aquele que melhor representa o efeito da actividade destas empresas nas demonstrações financeiras do Grupo.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

Participações não inferiores a 10% em empresas não mencionadas anteriormente

As empresas não mencionadas nas notas anteriores, registadas ao custo de aquisição, percentagem de participação, e suas respectivas sedes, são conforme segue:

Designação País PercentagemEfectiva daParticipação
Aenor – Auto-Estradas do Norte, S.A. ("Aenor") Portugal 32,42
Imosines – Sociedade Imobiliária, Lda. ("Imosines") Portugal 10,61
Lusoscut – Auto-Estradas da Costa de Prata, S.A. ("Lusoscut CP") Portugal 32,79
Lusoscut – Auto-Estradas das Beiras Litoral e Alta, S.A. ("Lusoscut BLA") Portugal 32,79
Lusoscut – Auto Estradas do Grande Porto, S.A. ("Lusoscut GP") Portugal 32,79
Operanor – Operação e Manutenção de Auto Estradas, S.A. ("Operanor") Portugal 32,42
Operadora Lusoscut CP – Operação e Manutenção de Auto Estradas, S.A. ("Operadora Lusoscut CP") Portugal 32,79
Operadora Lusoscut BLA – Operação e Manutenção de Auto Estradas, S.A. ("Operadora Lusoscut BLA") Portugal 32,79
Operadora Lusoscut GP – Operação e Manutenção de Auto Estradas, S.A. ("Operadora Lusoscut GP") Portugal 33,50
Tratoser – Tratamento e Serviços Ambientais, S.A. ("Tratoser") Portugal 10,00
Publicultura – Sociedade de Informação e Cultura, S.A. ("Publicultura") Portugal 10,00
MTS – Metro, Transportes do Sul, S.A. ("MTS") Portugal 18,09

Critérios de contabilização das participações em associadas

As empresas incluídas na consolidação que detêm participações financeiras em associadas, adoptam o critério de as valorizar nas suas demonstrações financeiras individuais pelo método da equivalência patrimonial ou ao custo de aquisição, conforme aplicável. Os critérios de valorimetria utilizados para as participações financeiras em empresas associadas não consolidadas são os descritos na Nota Explicativa 1-c-iv), à excepção das participações nas associadas Aenor, Lusoscut CP, Lusoscut BLA, Lusoscut GP, Operanor, Operadora Lusoscut CP, Operadora Lusoscut BLA e Operadora Lusoscut GP que estão registadas ao custo histórico. De facto, atendendo à participação do Grupo nestas empresas, à actividade de concessionárias a que estas se dedicam e ao seu estado de arranque de operações, estas participações estão registadas ao custo de aquisição, que é inferior ao respectivo valor de mercado.

5. Dívidas de Terceiros de Médio e Longo Prazo

Esta rubrica é analisada como segue:

30.06.04 30.06.03
Custo:
Clientes, conta corrente 12.857.574 13.073.663
Clientes, títulos a receber 12.214.261 13.822.798
Empresas participadas e participantes 48.035.338 38.497.755
Outros devedores 2.022.132 2.301.337
75.129.305 67.695.553
Provisões para cobranças duvidosas:
Clientes, conta corrente (251.575) (228.713)
Empresas participadas e participantes - -
Outros devedores (185.243) (1.602.115)
(436.818) (1.830.828)
74.692.487 65.864.725

As dívidas de terceiros de médio e longo prazo incluem o montante de Euro 51.640.266 (2003: Euro 49.348.389) relativo a créditos sobre o estado Angolano e sobre empresas sediadas em Angola.

O aumento ocorrido em "Empresas participadas e participantes" corresponde a suprimentos concedidos a associadas da área do Ambiente e Serviços, consolidadas através do método da equivalência patrimonial.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

Provisão para cobranças duvidosas

Os movimentos na provisão para cobranças duvidosas são analisados como segue:

30.06.04 30.06.03
Clientes, conta corrente:
Saldo inicial 182.787 228.713
Aumento 34.560 -
Redução e transferências 34.228 -
Saldo final 251.575 228.713
Outros devedores:
Saldo inicial 185.243 1.602.115
Aumento - -
Redução e transferências - -
Saldo final 185.243 1.602.115
436.818 1.830.828

6. Existências

Esta rubrica é analisada como segue:

30.06.04 30.06.03
Custo:
Matérias primas, subsidiárias e de consumo 30.531.886 25.837.594
Produtos e trabalhos em curso 16.847.419 24.625.816
Produtos acabados 18.375.207 14.090.057
Mercadorias 35.176.622 35.789.330
Adiantamentos por conta de compras 3.167.191 3.568.227
104.098.325 103.911.024
Provisões para depreciação de existências:
Matérias primas, subsidiárias e de consumo (200.841) (154.586)
Produtos acabados (55.635) (51.371)
Mercadorias (119.761) (95.304)
(376.237) (301.261)
103.722.088 103.609.763

Produtos e trabalhos em curso

Em 30 de Junho de 2004 e 2003 o detalhe dos produtos e trabalhos em curso, era como segue:

30.06.04 30.06.03
Aurimove 2.215.284 2.448.834
Calçadas do Douro 763.767 522.241
Mil e Sessenta 450.479 473.873
Mota Viso 894.031 5.185.122
Mota-Engil Engenharia - 2.128.331
Planinova 10.463.970 10.264.081
RTA 62.364 62.364
Sedengil - 3.540.970
Sefimota 1.997.524 -
16.847.419 24.625.816

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

Provisão para depreciação de existências

Os movimentos na provisão para depreciação de existências são analisados como segue:

30.06.04 30.06.03
Saldo inicial 345.093 266.424
Aumento 58.563 65.303
Redução e transferências (27.419) (30.466)
Saldo final 376.237 301.261

Incluído em Redução e transferências encontra-se o montante positivo de Euro 4.132 relativo a diferenças cambiais.

7. Dívidas de Terceiros de Curto Prazo

Esta rubrica é analisada como segue:

30.06.04 30.06.03
Custo:
Clientes, conta corrente 474.332.232 408.982.182
Clientes, títulos a receber 21.289.233 18.977.579
Clientes de cobrança duvidosa 12.786.256 11.388.003
Empresas associadas 3.218.923 12.162.203
Empresas participadas e participantes 230.976 10.115
Adiantamentos a fornecedores 7.529.778 6.316.450
Estado e outros entes públicos 5.483.316 5.032.479
Outros devedores 63.711.247 71.721.748
588.581.961 534.590.759
Provisões para cobranças duvidosas:
Clientes, conta corrente (5.054.455) (3.912.249)
Clientes de cobrança duvidosa (8.429.570) (9.597.461)
Empresas associadas - -
Outros devedores (2.721.549) (118.950)
(16.205.574) (13.628.660)
572.376.387 520.962.099

Estado e outros entes públicos

Em 30 de Junho de 2004 e 2003 os saldos da rubrica "Estado e outros entes públicos" têm a seguinte composição:

30.06.04 30.06.03
Imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas 2.135.436 968.651
Imposto sobre o valor acrescentado 1.185.409 3.496.751
Segurança social 2.584 2.073
Imposto sobre o rendimento das pessoas singulares 4.313 -
Outros impostos 22.122 72.250
Impostos em outros países 2.133.452 492.754
5.483.316 5.032.479

A rubrica "Impostos em outros países" respeita às dívidas activas com as administrações fiscais dos países estrangeiros onde o Grupo desenvolve a sua actividade.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

Provisão para cobranças duvidosas

Os movimentos na provisão para cobranças duvidosas são analisados como segue:

30.06.04 30.06.03
Clientes, conta corrente:
Saldo inicial 3.893.305 3.760.919
Aumento 279.771 205.101
Redução e transferências 881.379 (53.771)
Saldo final 5.054.455 3.912.249
Clientes de cobrança duvidosa:
Saldo inicial 7.794.278 9.073.810
Aumento 881.528 708.327
Redução e transferências (246.236) (184.676)
Saldo final 8.429.570 9.597.461
Empresas associadas:
Saldo inicial 594.253 -
Aumento - -
Redução e transferências (594.253) -
Saldo final - -
Outros devedores:
Saldo inicial 2.007.068 130.753
Aumento 60.063 -
Redução e transferências 654.418 (11.803)
Saldo final 2.721.549 118.950
16.205.574 13.628.660

Incluído em Redução e transferências encontram-se o montante positivo de Euro 15.654 relativo a diferenças cambiais.

Incluído em Aumento encontra-se o montante de Euro 60.063 o qual teve como contrapartida a rubrica de Resultados Extraordinários.

8. Títulos Negociáveis

Incluído nesta rubrica encontram-se 80.501 acções da Repower Systems, AG no montante de Euro 1.385.194.

Os movimentos na provisão para aplicações de tesouraria são analisados como segue:

30.06.04 30.06.03
Aplicações de tesouraria:
Saldo inicial 2.250 708
Aumento - 1.336
Redução e transferências (1.234) -
Saldo final 1.016 2.044

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

9. Disponibilidades

Esta rubrica é analisada como segue:

30.06.04 30.06.03
Depósitos bancários 20.519.891 25.403.952
Caixa 1.939.171 1.517.550
22.459.062 26.921.502

10. Acréscimos e Diferimentos Activos

Em 30 de Junho de 2004 e 2003 os saldos desta rubrica apresentavam a seguinte composição:

30.06.04 30.06.03
52.211.184 101.291.283
6.159.551 11.702.392
1.157.652 1.811.199
2.198.356 3.375.173
61.726.743 118.180.047
9.840.887 20.676.578
2.193.825 1.644.473
6.965.163 3.556.522
5.527.472 4.984.220
24.527.347 30.861.793
86.254.090 149.041.840

Os acréscimos de proveitos relativos a projectos imobiliários referem-se aos montantes a facturar relativos à construção de vários projectos imobiliários no âmbito dos Planos Especiais de Realojamento – PER, efectuados pela participada Sedengil.

O Grupo adopta o procedimento de diferir custos com propostas de trabalhos, cuja adjudicação à data do balanço não é conhecida mas que se antecipa favorável. Consequentemente, estes custos são na generalidade dos casos incluídos na obra no caso desta ser adjudicada, ou como custos do exercício quando a decisão é desfavorável.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

11. Capital Próprio

Durante o primeiro semestre de 2004 o movimento ocorrido nos saldos da rubricas de capital próprio, foi o seguinte:

Saldo inicial Aumentos Diminuições Aplicação deresultados Saldo final
Capital 204.635.695 - - - 204.635.695
Acções próprias - valor nominal (9.028.038) - - - (9.028.038)
Acções próprias - descontos e prémios (3.264.877) - - - (3.264.877)
Prémios de emissão de acções 87.256.034 - - - 87.256.034
Diferenças de consolidação (49.626.822) - (3.591.094) - (53.217.916)
Reservas legais 5.984.746 - - 769.147 6.753.893
Reservas livres 23.937.103 - - 3.355.387 27.292.490
Ajustamentos de conversão cambial (48.902.375) 4.960.665 - - (43.941.710)
Resultados transitados 480.524 - - - 480.524
Resultado consolidado líquido do semestre 15.382.944 7.863.169 - (15.382.944) 7.863.169
226.854.934 12.823.834 (3.591.094) (11.258.410) 224.829.264

Capital

O capital da Mota-Engil SGPS em 30 de Junho de 2004, ascende a Euro 204.635.695, estando representado por 204.635.695 acções ao portador com valor nominal de 1 Euro cada.

Prémios de emissão de acções

A legislação comercial dispõe que os prémios de emissão de acções não podem ser distribuídos aos accionistas, só podendo ser utilizados em aumentos de capital, ou na cobertura de prejuízos depois de utilizadas as reservas e resultados distribuíveis.

Reserva legal

A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital. Segundo dispõe a legislação comercial, esta reserva não pode ser distribuída aos accionistas apenas podendo ser utilizada em aumentos de capital ou na cobertura de prejuízos, depois de esgotadas todas as outras reservas.

Aplicação de resultados

De acordo com a decisão da Assembleia Geral da Mota-Engil SGPS em reunião realizada em 30 de Março de 2004, o resultado líquido do exercício findo em 31 de Dezembro de 2003, foi aplicado como segue:

Reserva legal 769.147
Reservas livres 2.858.834
Dividendos 11.254.963
Gratificações por aplicação de resultados 500.000

Os dividendos a distribuir relativos a acções próprias, no montante de Euro 496.553, foram reclassificados para reservas livres.

Ajustamentos de conversão cambial

A variação nesta rubrica resulta da conversão para Euro de demonstrações financeiras de empresas participadas originalmente expressas em moeda estrangeira, de acordo com os critérios descritos na Nota Explicativa 1-c-xvii).

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

Diferenças de consolidação

O movimento ocorrido na rubrica "Diferenças de consolidação" corresponde a variações patrimoniais ocorridas em algumas das empresas incluídas no perímetro de consolidação, relativas a:

Gratificações por aplicação de resultados efectuadas pelas participadas (1.975.010)
Correcção à estimativa do goodwill calculado em 2003 relativo à Util (757.348)
Outras variações (858.736)
(3.591.094)

O saldo desta rubrica corresponde à compensação efectuada entre os valores de aquisição de partes de capital em empresas do Grupo e a proporção dos respectivos capitais próprios à data da sua aquisição, acrescidos ou diminuídos de outras variações nos capitais próprios dessas empresas, que não as relativas a resultados do exercício. Em 30 de Junho de 2004 esta rubrica tem a seguinte composição:

30.06.04
Ferrovias (3.379.055)
Gerco (307.412)
Martifer (2.444.193)
MEIT (334.107)
Mota-Engil Ambiente e Serviços (27.315)
Mota-Engil Engenharia (44.864.696)
Qualibetão (177.963)
Rentaco (180.289)
Sedengil (3.884)
Serurb (882.600)
Sols e Solsuni (373.123)
Suma (478.216)
Tecnocarril 24.157
Translei 1.945.275
Vibeiras (1.734.495)
(53.217.916)

12. Interesses Minoritários no Balanço

Em 30 de Junho de 2004 e 2003 esta rubrica tem a seguinte composição:

30.06.04 30.06.03
Emocil 82.892 106.724
Gerco 156 433
Maprel Nelas (15.440) (13.151)
Martifer e subsidiárias 10.387.869 7.918.248
MKC 127.452 2.018.877
Motadómus - 21.312
Prefal 400.699 415.778
Sefimota 216.153 171.889
Serurb e subsidiárias 1.556.242 972.309
Soprocil 463.041 -
Suma e subsidiárias 8.749.997 4.472.324
Tracevia 451.253 262.764
Vibeiras 414.988 574.903
22.835.302 16.922.410

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

13. Provisões para Outros Riscos e Encargos

O movimento das provisões no período findo em 30 de Junho de 2004 pode ser analisado como segue:

30.06.04 30.06.03
Provisões para outros riscos e encargos
Saldo inicial 17.249.465 14.973.250
Aumento 323.623 151.073
Redução e transferências 2.744.984 794.694
Saldo final 20.318.072 15.919.017

Em 30 de Junho de 2004, a rubrica "Provisões para outros riscos e encargos" reflecte a melhor estimativa de Conselho de Administração para fazer face a: (i) riscos associados com empresas participadas; (ii) riscos associados ao desenvolvimento de operações em curso e na vertente internacional, (iii) para responsabilidades no investimento na Intercon, Construção, ACE, (iv) capitais próprios negativos de algumas associadas que se encontram registadas pelo método da equivalência patrimonial e (v) outros riscos e eventuais contingências não identificados especificamente, relacionados com o desenvolvimento das operações do Grupo.

Incluído em Redução e transferências encontram-se os montantes positivos de Euro 17.999 e de Euro 1.745.107 relativo a diferenças cambiais e a alterações no perímetro de consolidação, respectivamente.

14. Dívidas a Terceiros de Médio e Longo Prazo

Esta rubrica tem o seguinte detalhe:

30.06.04 30.06.03
Empréstimos por obrigações não convertíveis 67.500.000 52.467.918
Dívidas a instituições de crédito 94.667.798 129.042.342
Empresas associadas 525.857 2.019.241
Adiantamentos por conta de vendas 17.897.145 31.408.809
Outros empréstimos obtidos 76.098.653 33.998.165
Fornecedores de imobilizado, conta corrente 25.356.750 27.906.519
Outros credores 587.094 3.486.431
282.633.297 280.329.425

Empréstimos por obrigações não convertíveis

Em 28 de Junho de 2002, a Empresa-mãe contraiu um empréstimo por obrigações no valor de Euro 22.500.000, por um prazo de 5 anos, remunerado a uma taxa de juro correspondente à taxa Euribor a 6 meses, adicionada de 1,5 pontos percentuais. Os juros são pagos semestral e postecipadamente, em 28 de Junho e 28 de Dezembro de cada ano, tendo-se vencido o primeiro cupão em 28 de Dezembro de 2002. O reembolso será efectuado ao seu valor nominal, em seis prestações semestrais, a partir da data de pagamento do 5ºcupão. A Empresa-mãe poderá efectuar o reembolso antecipado total ou parcial, neste caso por redução ao valor nominal, das obrigações, a partir do 5º pagamento de cupão. Cada obrigacionista poderá, em qualquer momento e no prazo máximo de doze meses após a data de fecho de cada exercício, solicitar o reembolso antecipado das obrigações de que seja titular caso as demonstrações financeiras consolidadas da Mota Engil SGPS demonstrem o incumprimento de determinados rácios financeiros definidos contratualmente.

Em 9 de Dezembro de 2003, a Empresa-mãe emitiu um empréstimo obrigaccionista no montante de Euro 17.500.000, pelo prazo de 7 anos, remunerando juros semestralmente a uma taxa de juro

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

indexada à Euribor a 6 meses adicionada de 1,75 pontos percentuais, com o reembolso a ser efectuado em dez prestações semestrais, a partir da data de pagamento do 5ºcupão.

Em 29 de Dezembro de 2003, a Empresa-mãe contraiu um novo empréstimo por obrigações no valor de Euro 35.000.000, pelo prazo de 5 anos, remunerando juros semestralmente a uma taxa de juro indexada à Euribor a 6 meses adicionada de 0,75 pontos percentuais, com um único reembolso no final do prazo do empréstimo.

Dívidas a instituições de crédito

O saldo da rubrica de balanço "Dívidas a instituições de crédito" inclui um empréstimo contraído pela Mota Engil SGPS no montante de Euro 25.000.000, reembolsável em seis prestações semestrais, a partir de Junho de 2004 e que vence juros trimestrais a uma taxa indexada à Euribor a 6 meses.

Fornecedores de imobilizado

Em 30 de Junho de 2004, as empresas incluídas na consolidação mantinham responsabilidades como locatárias relativas a rendas vincendas em contratos de locação financeira no montante de Euro 37.902.662, com o seguinte prazo de vencimento:

Ano de vencimento Capital Juros Total
1 ano 10.441.504 808.790 11.250.294
2 anos 13.159.860 778.308 13.938.168
3 anos 7.777.533 346.392 8.123.925
4 ou mais anos 4.410.520 179.755 4.590.275
35.789.417 2.113.245 37.902.662

Outros empréstimos obtidos

Em 30 de Junho de 2004, o saldo das rubricas de balanço "Outros empréstimos obtidos" inclui uma emissão de papel comercial efectuada pela subsidiária Mota-Engil Engenharia, no montante, líquido de juros vincendos, de Euro 14.830.376, garantida por um sindicato bancário e que vence juros a taxa variável. Dado que o prazo de vencimento deste programa de emissão de papel comercial é 17 de Dezembro de 2005, o Conselho de Administração entendeu classificar este empréstimo como de médio e longo prazo por ser sua intenção renovar as emissões actualmente existentes. Aquele saldo inclui, ainda, uma emissão de papel comercial no valor, líquido de juros vincendos, de Euro 20.761.246, garantida por um sindicato bancário, que vence juros a taxa variável e cujo prazo de vencimento é 23 de Abril de 2005, bem como, outras três emissões no montante global de Euro 39.124.111, igualmente registadas como de médio e longo prazo, pelos motivos acima apontados.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

15. Dívidas a Terceiros de Curto Prazo

Esta rubrica é analisada como segue:

30.06.04 30.06.03
Empréstimos por obrigações não convertíveis 37.425.000 67.337.716
Dívidas a instituições de crédito 244.733.738 265.461.185
Adiantamentos por conta de vendas 21.490.120 12.957.285
Fornecedores, conta corrente 266.107.084 207.854.112
Fornecedores, facturas em recepção e conferência 884.253 3.450.958
Fornecedores, títulos a pagar 14.005.682 12.995.391
Fornecedores de imobilizado, títulos a pagar 699 699
Empresas do grupo 147.032 74.864
Empresas associadas 42.254 231
Outros accionistas 35.937 15.551
Adiantamentos de clientes 6.138.373 8.616.866
Outros empréstimos obtidos 607.268 14.889.936
Fornecedores de imobilizado, conta corrente 15.703.703 21.267.415
Estado e outros entes públicos 24.821.766 22.138.444
Outros credores 20.372.842 11.293.206
652.515.751 648.353.859

Empréstimos por obrigações não convertíveis

Por deliberação da Assembleia Geral de 8 de Março de 1999, o Conselho de Administração da Mota & Companhia foi autorizado a proceder no prazo de cinco anos, a uma ou mais emissões de obrigações, até ao valor global de Euro 29.925.000, subsistindo a autorização que lhe foi concedida anteriormente pela Assembleia Geral. Neste sentido, em Dezembro de 1999, foi efectuada uma emissão de 2.992.500 obrigações cotadas na Euronext Lisboa, de valor nominal de 10 Euro, com reembolso de uma só vez em Dezembro de 2004 (possibilidade de reembolso antecipado a partir de Maio de 2002), e que vence juros semestrais e postecipados a uma taxa indexada à Euribor de 6 meses.

Estado e outros entes públicos

Em 30 de Junho de 2004 e 2003 os saldos da rubrica "Estado e outros entes públicos" têm a seguinte composição:

30.06.04 30.06.03
Imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas 5.602.524 7.126.543
Imposto sobre o valor acrescentado 11.200.880 967.353
Segurança social 3.917.051 3.324.658
Imposto sobre o rendimento das pessoas singulares 1.434.785 8.290.079
Outros impostos 523.054 943.251
Impostos em outros países 2.143.472 1.486.560
24.821.766 22.138.444

A rubrica "Impostos em outros países" respeita às dívidas passivas com as administrações fiscais dos países estrangeiros onde o Grupo desenvolve a sua actividade.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

16. Acréscimos e Diferimentos Passivos

Em 30 de Junho de 2004 e 2003 os saldos desta rubrica apresentavam a seguinte composição:

30.06.04 30.06.03
Acréscimos de custos
Encargos com férias e subsídio de férias 19.655.452 19.088.588
Juros a liquidar 1.573.450 2.707.044
Custos pendentes de facturação 11.461.553 4.756.791
Custos a facturar por ACE - 14.056.331
Outros acréscimos de custos (Nota Explicativa 1. c) x)) 8.417.042 9.124.528
41.107.497 49.733.282
Proveitos diferidos
Obras em curso 35.496.935 37.326.456
Juros pendentes de recebimento 12.842.830 6.573.227
Diferenças de câmbio 3.067 364.493
Subsídios ao investimento 3.849.188 4.009.020
Ganhos em investimentos financeiros 1.200.120 2.000.120
Rendas em imóveis próprios 30.239 29.743
Diferenças de consolidação 5.415.545 5.355.256
Outros proveitos diferidos 755.833 502.850
59.593.757 56.161.165
100.701.254 105.894.447

O montante diferido na conta Ganhos em investimentos financeiros respeita à parcela de mais-valias contingentes geradas na alienação de participações financeiras cuja efectivação e recebimento estão condicionados pela concretização de determinadas condições.

Obras em curso

Em 30 de Junho de 2004 e 2003 o detalhe por empresa do grupo dos proveitos diferidos relativos a obras em curso, era como segue:

30.06.04 30.06.03
Ferrovias 3.457.349 2.590.399
KPRD 119.783 346.202
Manvia 21.000 -
Martifer 1.272.901 1.010.511
Martifer Alumínios 1.472.908 299.513
Martifer Espanha - 26.045
Martins & Coutinho 560.223 443.627
Metalruda 403.896 1.205.887
MKC 328.563 2.765.998
Mota Hungária - 350.114
Mota-Engil Engenharia 26.364.978 27.398.144
Serurb - 883.512
Serurb Matosinhos - 6.504
Tracevia 1.495.334 -
35.496.935 37.326.456

Diferenças de consolidação

Os saldos apresentados nesta rubrica, correspondem às diferenças negativas entre o custo de aquisição das partes de capital e a proporção dos respectivos capitais próprios à data de compra. Em 30 de Junho de 2004, esta rubrica correspondia às participações na RTA, CPTP e na Soprocil, apresentava o valor de Euro 3.408.672, Euro 1.809.560 e Euro 197.313, respectivamente, e encontrava-se a ser amortizado em 10 anos (Nota Explicativa 1).

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

17. Garantias

Garantias Prestadas

Em 30 de Junho de 2004 e 2003, as garantias prestadas pelo Grupo a terceiros referentes a garantias bancárias e a seguros caução prestados a donos de obras cujas empreitadas estão a cargo das diversas empresas do Grupo, discriminadas por moeda eram como segue:

30.06.04 30.06.03
Euros 566.945.413 544.356.945
Dólares dos Estados Unidos 22.963.556 52.087.532
Kwashas do Malawi 4.063.939 4.212.557
Cedis da República do Gana 3.964.627 800.163
Forints Húngaros 4.262.940 1.198.687
Escudos Cabo Verdianos 147.621 161.627
Franco CFA 5.148.570 6.065.693
Zlotys Polacos 1.294.006 2.194.333
Coroas Checas 3.024.589 2.795.378
Meticais Moçambicanos 333.272 12.499
Dinares Tunisinos - 4.957.020
Nuevos Soles Peruanos 2.062.395 2.332.694
614.210.928 621.175.128

O detalhe por empresas do Grupo é como segue:

30.06.04 30.06.03
Correia & Correia35.998 30.192
CPTP7.692.733 -
Emocil360.683 13.527
Enviroil5.742 5.742
Ferrovias13.379.685 10.613.032
Geogranitos2.515.590 2.299.168
Gerco- 4.877.378
Manvia94.195 -
Maprel3.599.351 5.943.339
MECT107.721.903 -
Martifer15.436.390 11.428.187
Martifer Alumínios1.127.828 571.315
Martins & Coutinho134.251 134.251
Metalruda2.208.611 2.200.857
Mota Hungária478.602 1.701.369
Mota-Engil Engenharia388.592.106 512.956.887
Mota-Engil SGPS30.955.833 35.000.000
Probigalp23.689 18.500
Probisa862.605 766.578
RTA848.510 848.510
Sedengil241.311 1.719.029
Serurb14.009.267 13.843.651
STL428.318 799.429
Suma5.321.452 5.245.911
Tecnocarril2.639 -
Util2.140 -
Tracevia3.226.098 1.048.650
Translei5.993.062 9.109.626
Vibeiras2.510.028 -
Soprocil6.402.308 -
614.210.928 621.175.128

Na referida data, o Grupo tem constituída caução sobre as acções detidas e prestações acessórias efectuadas às empresas participadas Lusoscut CP, Lusoscut BLA, Lusoponte e AENOR, para garantir, a favor das entidades financeiras, os empréstimos contraídos por aquelas participadas, mecanismo que se insere no enquadramento jurídico e financeiro típico de uma estrutura de 'Project Finance'.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

Garantias reais

Em 30 de Junho de 2004 as garantias reais prestadas pelo Grupo são como segue:

Garantia Montante
Translei Hipoteca e Penhor 5.014.713
Martifer Penhor Mercantil 14.085.359
Maprel Hipoteca 3.300.000
22.400.072

Os penhores mercantis incidem sobre equipamentos e foram concedidos como garantia de empréstimos bancários obtidos.

18. Vendas e Prestações de Serviços

As vendas e prestações de serviços dos períodos findos em 30 de Junho de 2004 e 2003 distribuemse da seguinte forma:

30.06.04 30.06.03
Mercado Interno:
Vendas de mercadorias 3.418.581 3.247.448
Vendas de produtos 73.646.871 64.993.646
Prestações de serviços:
Obras públicas 212.057.993 137.595.905
Construção civil 110.250.309 53.712.074
Concessões de serviços públicos 24.037.708 29.244.464
Outras 11.162.072 30.999.811
434.573.534 319.793.348
Mercado externo
Vendas de mercadorias 2.807.968 77.427
Vendas de produtos 3.226.715 3.734.896
Prestações de serviços:
Obras públicas 47.939.964 37.280.545
Construção civil 21.280.326 57.370.470
Outras 18.572.270 786.988
93.827.243 99.250.326
528.400.777 419.043.674

19. Trabalhos para a Própria Empresa

Os trabalhos para a própria empresa nos períodos findos em 30 de Junho de 2004 e 2003 têm a seguinte repartição:

30.06.04 30.06.03
CPTP 583.895 -
Ferrovias - 203.030
Geogranitos - 21.511
Icer - 1.350
KPRD 15.997 38.406
Maprel 73.035 -
MEIT 286.698 -
Mota-Engil Engenharia 3.932.801 2.937.556
4.892.426 3.201.853

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

Dos trabalhos para a própria empresa da participada Mota-Engil Engenharia, aproximadamente Euro 2.700.000 correspondem a obras de construção de edifícios próprios na sua Sucursal de Angola.

20. Custo das Mercadorias Vendidas e Matérias Consumidas

O custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas no período findo em 30 de Junho de 2004, foi determinado como segue:

Matérias-primas,subsidiárias e de
Mercadorias consumo Total
Existências iniciais 34.805.808 29.180.675 63.986.483
Compras 4.775.268 125.878.204 130.653.472
Existências finais (35.176.622) (30.531.886) (65.708.508)
4.404.454 124.526.993 128.931.447

21. Fornecimentos e Serviços Externos

Incluído nesta rubrica encontra-se o montante de Euro 184.848.232 relativo a Subcontratos.

22. Custos com Pessoal

Esta rubrica é analisada como segue:

30.06.04 30.06.03
Remunerações 82.158.626 70.541.071
Encargos Sociais
Pensões 394.742 336.707
Outros 21.872.432 18.811.888
104.425.800 89.689.666

Número médio de pessoal

Durante o primeiro semestre de 2004, o número médio de pessoal ao serviço do Grupo pode ser analisado como segue:

30.06.04 30.06.03
Administradores 95 125
Empregados 4.697 4.925
Assalariados 7.813 7.343
12.605 12.393
Empresas nacionais 8.036 7.325
Empresas estrangeiras 2.241 2.514
Sucursais 2.328 2.554
12.605 12.393

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

Remunerações atribuídas aos membros dos orgãos sociais

As remunerações atribuídas ao Conselho de Administração da Empresa-mãe no período findo em 30 de Junho de 2004 ascenderam a Euro 993.112 e as atribuídas ao Fiscal Único foram no montante de Euro 10.428.

23. Provisões

As dotações de provisões dos primeiros semestres de 2004 e 2003 são analisadas como segue:

30.06.04 30.06.03
Provisões para dívidas de cobrança duvidosa
Clientes, conta corrente – médio-longo prazoClientes, conta corrente – curto prazoClientes de cobrança duvidosa 34.560279.771881.528 -205.101708.327
Provisões para depreciação de existências 58.563 65.303
Provisões para outros riscos e encargos 323.623 151.073
1.578.045 1.129.804

24. Resultados Financeiros

Os resultados financeiros nos períodos findos em 30 de Junho de 2004 e 2003, têm a seguinte composição:

30.06.04 30.06.03
Proveitos e ganhos financeiros
Juros obtidos 869.051 1.456.943
Rendimentos de imóveis 269.858 303.219
Rendimentos de participações de capital 46.389 24.734
Ganhos em empresas do grupo e associadas 1.006.924 2.772.820
Diferenças de câmbio favoráveis 3.093.202 2.758.849
Descontos de pronto pagamentos obtidos 718.267 527.342
Outros proveitos e ganhos financeiros 703.929 273.525
6.707.620 8.117.432
Custos e perdas financeiras
Juros suportados 9.995.280 10.741.248
Amortizações de investimentos em imóveis (Nota Explicativa 4) 156.457 137.900
Perdas em empresas do grupo e associadas 898.011 1.212.139
Diferenças de câmbio desfavoráveis 2.185.516 6.184.447
Descontos de pronto pagamento concedidos 148.659 121.176
Amortizações das diferenças de consolidação 878.917 1.004.833
Outros custos e perdas financeiros 3.879.739 3.326.539
18.142.579 22.728.282
Resultados Financeiros (11.434.959) (14.610.850)

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

Ganhos em empresas do grupo e associadas

Os ganhos em empresas associadas nos períodos findos em 30 de Junho de 2004 e 2003 têm a seguinte composição:

30.06.04 30.06.03
Ambilital - 6.866
Asinter 52.579 41.343
Auto Sueco Angola 444.871 277.717
Cimertex & Companhia 14.680 19.215
CPTP - 1.512.884
EMSA 4.534 1.583
Icil-Icafal 101.163 79.082
Indáqua Fafe 23.396 9.684
Lusoponte - 517.234
M-Invest 274.226 150.409
Moravian 31.299 21.330
Netmaster 5.972 -
Neklanova - 68.659
PBM 54.204 66.814
1.006.924 2.772.820

Perdas em empresas do grupo e associadas

As perdas em empresas associadas nos períodos findos em 30 de Junho de 2004 e 2003 têm a seguinte composição:

30.06.04 30.06.03
Cimertex Angola 156.189 26.275
Inovia 6.868 -
Icer 37.050 -
Indáqua 104.705 113.040
Indáqua Feira 26.685 12.323
Indáqua St. Tirso 16.596 21.452
Metroepszolg 280.316 127.138
Neklanova 4.419 -
Netmaster - 8.651
SGA 113.356 93.305
Sols e Solsuni 52.173 320.783
Sonauta 95.758 355.189
Soprocil - 130.721
Venimove 3.896 3.262
898.011 1.212.139

Outros custos e perdas financeiros

O saldo desta rubrica inclui basicamente despesas com garantias bancárias.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

25. Resultados Extraordinários

Os resultados extraordinários nos períodos findos em 30 de Junho de 2004 e 2003, têm a seguinte composição:

30.06.04 30.06.03
Proveitos e ganhos extraordinários
Restituição de impostos 499 976
Ganhos em imobilizações e existências 1.843.962 688.842
Benefícios de penalidades contratuais 71.202 15.924
Reduções de amortizações e provisões 554.334 251.063
Correcções relativas a exercícios anteriores 586.718 1.577.039
Outros proveitos e ganhos extraordinários 3.228.791 2.268.082
6.285.506 4.801.926
Custos e perdas extraordinárias
Donativos 278.546 142.316
Dívidas incobráveis 30.050 385
Perdas em imobilizações e existências 1.121.971 617.323
Multas e penalidades 66.731 204.847
Aumento das amortizações e provisões (Nota Explicativa 7) 60.063 -
Correcções relativas a exercícios anteriores 889.196 518.609
Outros custos e perdas extraordinários 5.120.336 1.077.065
7.566.893 2.560.545
Resultado Extraordinário (1.281.387) 2.241.381

A rubrica de "Outros custos e ganhos extraordinários", inclui, aproximadamente Euro 3.200.000, relativo a custos anteriormente diferidos referentes ao Projecto de concessão rodoviária na Irlanda.

26. Imposto sobre o Rendimento do Semestre

A decomposição dos activos e passivos por impostos diferidos pode ser analisada da seguinte forma:

As diferenças temporárias a deduzir ao lucro tributável que originaram activos por impostos diferidos são como segue:

Total Efeito naDemonstraçãodos Resultados Efeito emCapital Próprio
Provisões não aceites fiscalmente 20.913.334 310.714 (21.224.048)
Acréscimos de custos não aceites fiscalmente 4.221.143 - (4.221.143)
Prejuízos fiscais 29.574.594 (10.523.914) (19.050.680)
Redução de amortizações não considerada fiscalmente 81.309 - (81.309)
Outros 36.967.834 1.025 (36.968.859)
91.758.214 (10.212.175) (81.546.039)

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

As diferenças temporárias a deduzir à colecta que originaram activos por impostos diferidos são:

Total Efeito naDemonstraçãodos Resultados Efeito emCapital Próprio
Crédito de imposto por dupla tributação internacional 773.394 (773.394)

As diferencas temporárias que originaram passivos por impostos diferidos são como seque:

Total Efeito naDemonstraçãodos Resultados Efeito emCapital Próprio
Reavaliação de activos imobilizados (8.534.831) (482.792) 9.017.623
Resultados negativos em ACE's (5.466.062) 1.141 5.464.921
Diferimento de tributação de mais valias (3.583.416) (520.881) 4.104.297
Amortizações não aceites fiscalmente (4.466.353) (392.380) 4.858.733
Acréscimo de proveitos não tributados (3.318.197) (3.813.944) 7.132.141
Outros (1.916.479) (85.230) 2.001.709
(27.285.338) (5.294.086) 32.579.424

Em 30 de Junho de 2004, os activos e passivos por impostos diferidos ascendiam a Euro 25.366.084 e Euro 7.796.894, respectivamente, sendo o efeito na demonstração dos resultados negativo de Euro 3.437.248.

A reconciliação do imposto do exercício e do imposto corrente pode ser analisada como segue:

Imposto corrente 6.563.363
Reversão líquida do reporte de prejuízosImpostos diferidos relativos à constituição da reserva de reavaliação de imobilizaçõesImpostos diferidos com origem em diferenças temporáriasEfeito da alteração da taxa de imposto (2.773.109)(156.806)(465.707)(41.626)
Imposto diferido (3.437.248)
Imposto do exercício 3.126.115
Taxa Média Efectiva 24,1%

A Mota-Engil SGPS e as suas empresas participadas nacionais são tributadas individualmente e encontram-se sujeitas a impostos sobre lucros em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas - IRC, à taxa normal de 25%, acrescida de derrama à taxa máxima de 10%, resultando numa taxa de imposto agregada de 27,5%.

De acordo com a legislação nacional em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais por um período de quatro anos no que se refere aos exercícios de 2000 a 2003 (dez anos para a Segurança Social até 31 de Dezembro de 2001, cinco anos após essa data) e consequentemente essas declarações fiscais poderão ser sujeitas a revisão. O Conselho de Administração da Empresa-mãe entende que eventuais correcções, resultantes de diferentes interpretações da legislação vigente, por parte das autoridades fiscais, não poderão ter um efeito significativo nas demonstrações financeiras consolidadas anexas.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

27. Interesses Minoritários na Demonstração de Resultados

Em 30 de Junho de 2004 e 2003 esta rubrica tem a seguinte composição:

30.06.04 30.06.03
Emocil (32.578) (101.420)
Gerco - (338)
Maprel Nelas - 587
Martifer e subsidiárias 1.383.667 693.071
MKC (890.648) 166.180
Motadomus - 1.965
Prefal 33.135 35.565
Sefimota e subsidiárias 19.951 12.824
Serurb 266.988 120.739
Soprocil (41.166) -
Suma e subsidiárias 1.030.724 526.548
Tracevia 152.811 (56.646)
Vibeiras 48.631 21.651
1.971.515 1.420.726

28. Relato Por Segmentos

O Grupo está organizado em quatro áreas de negócio principais – Construção, Concessões de transportes, Ambiente e Serviços, e Imobiliário e Turismo -, as quais são coordenadas e apoiadas pela Mota-Engil SGPS e pela MESP. O segmento da "Construção" inclui as actividades de construção, obras públicas e estruturas metálicas nos mercados Nacional e Externo. O segmento do "Ambiente e Serviços" engloba as empresas de recolha e tratamento de resíduos urbanos. O segmento do "Imobiliário e Turismo" agrega as empresas de promoção imobiliária e empresas do sector do turismo. A área de "Concessões de transportes" inclui empresas que se encontram em fase de arranque e que não estão a ser consolidadas com excepção da MECT. Por este motivo não se justifica o relato deste segmento. Os valores relativos à MECT, Mota-Engil SGPS e MESP estão incluídos na coluna "Outros".

Os proveitos e custos segmentais são atribuíveis directamente aos segmentos ou imputados numa base razoável quando se tratam de proveitos ou custos conjuntos. O resultado operacional por segmentos de negócio pode ser analisado como segue:

Construção Ambiente eServiços Imobiliário eTurismo Outros Consolidado
Proveitos operacionais 519.625.677 31.888.294 2.273.550 461.297 554.248.818
Custo das vendasFornecimentos e serviços externosCustos com pessoalOutros custos operacionaisResultado operacional antes de amortizações e provisões(EBITDA) 126.511.146250.159.99886.639.4144.126.40552.188.714 2.105.4478.215.45912.698.171100.1268.769.091 314.854976.096943.172109.569(70.141) -2.024.9434.145.043(288.668)(5.420.021) 128.931.447261.376.496104.425.8004.047.43255.467.643
AmortizaçõesProvisões 24.226.4131.254.422 3.249.790323.623 294.516- 441.734- 28.212.4531.578.045
Resultado Operacional (EBIT) 26.707.879 5.195.678 (364.657) (5.861.755) 25.677.145
Resultado financeiro (11.434.959)
Resultado extraordinário (1.281.387)
Imposto sobre lucros 3.126.115
Result. Líq. antes de Interesses Minoritários 9.834.684
Interesses Minoritários 1.971.515
Resultado Líquido 7.863.169

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Consolidados 30 de Junho de 2004

Os activos segmentais incluem os activos identificáveis como pertencentes aos respectivos segmentos e consistem principalmente em imobilizado incorpóreo, corpóreo e existências e são analisados como segue:

Construção Ambiente eServiços Imobiliário eTurismo Outros Consolidado
ACTIVO LÍQUIDO
Imobilizado incorpóreo
Despesas de instalaçãoDespesas de investigação e desenvolvimentoPropriedade industrial e outros direitosTrespassesImobilizações em cursoDiferenças de consolidação 77.3281.977.702513.659-209.64912.298.24915.076.587 73.011120.828144.13388.815-13.496.51913.923.306 358---14051.57152.069 210.2491.127.117----1.337.366 360.9463.225.647657.79288.815209.78925.846.33930.389.328
Imobilizado Corpóreo
Terrenos e recursos naturaisEdifícios e outras construçõesEquipamento básicoEquipamento de transporteFerramentas e utensíliosEquipamento administrativoTaras e vasilhameOutras imobilizações corpóreasImobilizações em cursoAdiantamentos por conta de imob. corpóreas 32.300.94462.433.59092.534.82224.938.8271.608.7725.982.488-1.193.55423.983.3304.666.207249.642.534 3.805.1352.272.9895.922.4797.369.317422.240685.077841.439112.379188.208-21.619.263 4.036.71511.691.851608.44023.1571.55257.592--96.15493.63016.609.091 -2.386-249.6856.842552.600----811.513 40.142.79476.400.81699.065.74132.580.9862.039.4067.277.757841.4391.305.93324.267.6924.759.837288.682.401
Existências
Matérias-primas, subsidiárias e de consumoProdutos e trabalhos em cursoProdutos acabadosMercadoriasAdiantamentos por conta de compras 29.626.4821.997.52413.784.65725.781.2961.794.90072.984.859 493.095-4.673--497.768 211.46814.849.8954.530.2429.275.5651.372.29130.239.461 ------ 30.331.04516.847.41918.319.57235.056.8613.167.191103.722.088

Deloitte.

Deloitte & Associados, SROC S.A. Inscrição na OROC nº 43 Registo na CMVM nº 231

Edificio Atrium Saldanha Pr. Duque de Saldanha, 1–6º 1050-094 Lisboa Portugal

REGISTADO NA CMVM SOBRE INFORMAÇÃO SEMESTRAL CONSOLIDADA

Introdução

    1. Para os efeitos do artigo 246º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação financeira consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004, da Mota Engil, S.G.P.S., S.A., incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço consolidado (que evidencia um total de 1.311.629.832 Euros e um total de capital próprio de 224.829.264 Euros, incluindo um resultado líquido de 7.863.169 Euros) e na Demonstração consolidada dos resultados do período de seis meses findo naquela data e no correspondente Anexo.
    1. As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos da Empresa e suas filiais.

Responsabilidades

    1. É da responsabilidade do Conselho de Administração da Empresa: (i) a preparação de informação financeira consolidada que apresente de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das empresas incluídas na consolidação e o resultado consolidado das suas operações; (ii) que a informação financeira histórica, seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários; (iii) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (iv) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (v) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
    1. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se, para os aspectos materialmente relevantes, é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva, lícita e em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório de segurança moderada, profissional e independente, sobre essa informação financeira, baseado no nosso trabalho.

Âmbito

  1. O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida está isenta de distorções materialmente relevantes. Excepto quanto à limitação descrita no parágrafo 8 abaixo, o nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, foi planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicabilidade, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se, para os aspectos materialmente relevantes, a informação financeira consolidada é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários.

Deloitte.

Deloitte & Associados, SROC S.A. Inscrição na OROC nº 43 Registo na CMVM nº 231

    1. O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira consolidada constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
    1. Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente relatório de revisão limitada sobre a informação financeira semestral.

Reserva

  1. Conforme referido no Relatório de Gestão consolidado a Empresa através de algumas das suas participadas, realiza operações e detém activos em países africanos, nomeadamente Angola. Estes activos referem-se a imobilizações corpóreas (Nota explicativa 3), investimentos financeiros (Nota do anexo 48 e Nota explicativa 4), activos circulantes das sucursais de Angola (Nota explicativa 1.c) xvi) e, ainda contas a receber a médio e longo prazo, estas no valor de, aproximadamente, 51.640.000 Euros (Nota explicativa 5). Embora a evolução das operações e das transferências de fundos verificadas em 2003 e durante o primeiro semestre de 2004 tenha sido positiva face aos anos anteriores, atendendo ao inerente risco-país, não nos é possível concluir sobre o valor e data de realização daqueles activos, ainda que o trabalho localmente por nós efectuado, com base em suporte documental, inspecção física dos activos, análises dos elementos financeiros das sucursais e dos investimentos sediados em Angola, tenha confirmado os valores envolvidos.

Parecer

  1. Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, excepto quanto aos efeitos dos ajustamentos que poderiam revelar-se necessários, caso não existisse a limitação mencionada no parágrafo 8 acima, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 não esteja isenta de distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal e que, nos termos das definições incluídas nas directrizes mencionadas no parágrafo 5 acima, não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

Porto, 10 de Setembro de 2004

DELOITTE & ASSOCIADOS, SROC S.A.

Representada por Jorge Manuel Araújo de Beja Neves

MOTA-ENGIL, S.G.P.S., S.A. RELATÓRIO E CONTAS - PRIMEIRO SEMESTRE DE 2004

RELATÓRIO DE GESTÃO

Relatório de Gestão relativo ao 1º semestre de 2004

Exmos. Senhores Accionistas

A MOTA-ENGIL, SGPS, SA elaborou também Contas Consolidadas, sobre as quais emitiu pormenorizado relatório e das quais fará plena divulgação, procedendo à sua publicação.

Assim, e dado que nas Contas Individuais, que se juntam, se encontra reflectida a equivalência patrimonial não existindo nenhuns outros factos relevantes, considera-se que o conteúdo da informação a produzir para as contas individuais é idêntico ao produzido para as contas consolidadas.

Informações obrigatórias

Durante o primeiro semestre do ano a sociedade comunicou em 5 de Janeiro a conclusão do processo de reorganização do GRUPO, em 29 de Janeiro informou a extinção do acordo para a promoção conjunta de grandes projectos nacionais com os grupos TD e Somague e registou a adjudicação de várias obras na Europa Central na "semana do alargamento Europeu" em comunicado de 12 de Maio.

A Assembleia Geral de Accionistas reuniu em 30 de Março tendo aprovado os Relatórios e Contas referentes ao período findo em 31 de Dezembro de 2003.

Na mesma Assembleia Geral foi aprovada a proposta de distribuição de resultados que contemplava um dividendo de 5,5 cêntimos por acção, que foi entretanto pago durante o mês de Abril.

De acordo com o disposto nos artigos 447º e 448º do Código das Sociedades Comerciais são os seguintes os números de valores mobiliários emitidos pela MOTA-ENGIL, SGPS, SA e por sociedades com as quais esta se encontra em relação de domínio ou de grupo, detidos no período de 1 de Janeiro de 2004 a 30 de Junho de 2004, por titulares de orgãos sociais:

(Nota: O capital da MOTA-ENGIL, SGPS, SA ascende a 204.635.695 Euros, estando representado por 204.635.695 acções ao portador com o valor nominal de 1 Euro cada.

O capital da MOTA-ENGIL, SGPS, SA é detido em 33,55% pela MOTA GESTÃO E PARTICIPAÇÕES, SGPS, SA, em 19,37% pela VALLIS, SGPS, SA e 19,37% pela ALGOSI-GESTÃO DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, SGPS, SA.

A MOTA GESTÃO E PARTICIPAÇÕES, SGPS, SA detêm 51% DA VALLIS, SGPS, SA e 51% da ALGOSI-GESTÃO DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, SGPS, SA.

O capital da MOTA GESTÃO E PARTICIPAÇÕES, SGPS, SA é detido em 70% pela SOMOTA, SGPS, SA.

Relatório de Gestão relativo ao 1º semestre de 2004

O capital da SOMOTA, SGPS, SA é detido em 58,84% pela FM-SOCIEDADE DE CONTROLO, SGPS, SA.)

Queirós Vasconcelos da Mota, Drª Maria Manuela Queirós Vasconcelos Mota, Drª Maria Teresa Queirós Vasconcelos Mota e Engª Maria Paula Queirós Vasconcelos Mota respectivamente nas

Detendo em 2004.06.30 acções de
MOTA-ENGIL,SGPS, SA ALGOSI, SGPS, SA VALLIS, SGPS, SAMGP, SGPS, SA SOMOTA, SGPS, SA FM, SGPS, SA
Qt.Inicial Movimento Qt.Final % Qt. % Qt. % Qt. % Qt.I Mov. Qt.F % Qt. %
ANTÓNIO MANUEL QUEIRÓS VASCONCELOS DA MOTA(ENG.), CÔNJUGE 2.585.780 0 2.585.780 1,3 1.666 16,7 3.332 16,7 330.000 5,5 45.534 0 45.534 4,6 19.110 38,2
MARIA MANUELA QUEIRÓS VASCONCELOS MOTA (DRª) ECÔNJUGE 2.025.005 0 2.025.005 1,0 1.078 10,8 2.156 10,8 240.000 4,0 35.424 0 35.424 3,5 10.290 20,6
MARIA TERESA QUEIRÓS VASCONCELOS MOTA (DRª) ECÔNJUGE 2.100.000 0 2.100.000 1,0 1.078 10,8 2.156 10,8 240.000 4,0 35.424 0 35.424 3,5 10.290 20,6
MARIA PAULA QUEIRÓS VASCONCELOS MOTA (ENGª) ECÔNJUGE 2.276.215 0 2.276.215 1,1 1.078 10,8 2.156 10,8 240.000 4,0 35.424 0 35.424 3,5 10.290 20,6
ANTÓNIO JORGE CAMPOS ALMEIDA (ENGº) E CÔNJUGE 258.475 0 258.475 0,1 0 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0 0 0,0 0 0,0
ARNALDO JOSÉ NUNES DA COSTA FIGUEIREDO (ENGº) ECÔNJUGE 91.410 0 91.410 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0,0 18 0 18 0,0 0 0,0
MANUEL MARIA COELHO DE SOUSA RIBEIRO (ENGº) ECÔNJUGE 89.130 0 89.130 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0 0 0,0 0 0,0
CARLOS MANUEL MARQUES MARTINS (ENGº) E CÔNJUGE 24.230 0 24.230 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0 0 0,0 0 0,0
ISMAEL ANTUNES HERNANDEZ GASPAR (ENGº) ECÔNJUGE 49.110 0 49.110 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0 0 0,0 0 0,0
MOTA GESTÃO E PARTICIPAÇÕES, SGPS, SA 68.617.423 40.190 68.657.613 33,6 5.100 51,0 10.200 51,0 0 0,0 0 0 0 0,0 0 0,0
ALGOSI - GESTÃO DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, SGPS,SA 39.635.345 0 39.635.345 19,4 0 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0 0 0,0 0 0,0
VALLIS - SGPS, SA 39.635.305 0 39.635.305 19,4 0 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0 0 0,0 0 0,0
SOMOTA, SGPS, SA 0 0 0 0,0 0 0,0 0 0,0 4.200.000 70,0 0 0 0 0,0 0 0,0
FM, SGPS, SA 0 0 0 0,0 0 0,0 0 0,0 0 0,0 588.249 112 588.361 58,8 0 0,0

Os restantes membros dos Orgãos Sociais não são titulares dos valores mobiliários em causa.

De acordo com o disposto na alínea e do número 1 do artigo 6º do regulamento 24/2000 da CMVM é a seguinte a lista dos titulares de participações qualificadas, com indicação do número de acções detidas e percentagem de direitos de voto correspondentes, calculada nos termos do artigo 20º do Código dos Valores Mobiliários, em 30 de Junho de 2004.

  1. A F.M. - SOCIEDADE DE CONTROLO, SGPS, SA, com sede na Rua do Rego Lameiro, nº 38, no Porto, com o capital social de Euros 250.000,00, matriculada na Conservatória do Registo Comercial do Porto sob o nº 3.586/950920, pessoa colectiva nº 503.488.860 era detida em 30 de Junho de 2004 pelos Administradores da MOTA-ENGIL, SGPS, SA, Engº António Manuel percentagens de, para o primeiro de 38,2% e 20, 6% para cada uma das três restantes, no total de 99,96%.

  2. Os quatro acima referidos Administradores da MOTA-ENGIL, SGPS, SA, Engº António Manuel Queirós Vasconcelos da Mota, Drª Maria Manuela Queirós Vasconcelos Mota, Drª Maria Teresa Queirós Vasconcelos Mota e Engª Maria Paula Queirós Vasconcelos Mota detinham em 30 de Junho de 2004 no capital da sociedade SOMOTA, SGPS, SA, Sociedade Aberta, com sede na Casa da Calçada, Amarante, com o capital social de Euros 5.000.000,00 matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Amarante sob o nº 969/960424, pessoa colectiva nº 503.634.514 respectivamente nas percentagens de, para o primeiro de 4,6% e 3,5% para cada

Relatório de Gestão relativo ao 1º semestre de 2004

uma das três restantes, enquanto que a F.M. - Sociedade de Controlo, SGPS, SA , S.A. detinha 58,84% do mesmo capital pelo que a SOMOTA é detida no total de 74,03%.

    1. A MOTA GESTÃO E PARTICIPAÇÕES, SGPS, SA, com sede na Rua do Rego Lameiro, nº 38, no Porto, com o capital social de Euros 30.000.000,00, matriculada na Conservatória do Registo Comercial do Porto sob o nº 50.875/931115, pessoa colectiva nº 503.101.524 era detida em 30 de Junho de 2004 pelos Administradores da MOTA-ENGIL, SGPS, SA, Engº António Manuel Queirós Vasconcelos da Mota, Drª Maria Manuela Queirós Vasconcelos Mota, Drª Maria Teresa Queirós Vasconcelos Mota e Engª Maria Paula Queirós Vasconcelos Mota respectivamente nas percentagens de, para o primeiro de 5,5% e 4,0% para cada uma das três restantes, enquanto que a SOMOTA a detém na percentagem de 70,0% pelo que a MOTA GESTÃO E PARTICIPAÇÕES é detida em 87,50% pelos referidos.
    1. A MOTA GESTÃO E PARTICIPAÇÕES, SGPS, SA, com sede na Rua do Rego Lameiro, Nº 38, no Porto, com o capital social de Euros 30.000.000,00, matriculada na Conservatória do Registo Comercial do Porto sob o nº 50.875/931115, pessoa colectiva nº 503 101 524, detinha em 30 de Junho de 2004, no capital da MOTA-ENGIL, SGPS, S.A.:
  • i) directamente, 68.657.613 acções escriturais, ordinárias, ao portador, com o valor nominal de 1 euro cada, correspondentes a

33,55% do capital, e a que correspondem 35,10% dos direitos de voto;

  • ii) indirectamente, através da VALLIS, SGPS, SA, com sede na Rua do Rêgo Lameiro, Nº 38, no Porto, com o capital social de euros 100.000,00, matriculada na Conservatória do Registo Comercial do Porto sob o nº 9.667/980322, pessoa colectiva nº 504 125 257, sociedade detida em 51% pela MOTA GESTÃO E PARTICIPAÇÕES, SGPS, SA, 39.635.305 acções escriturais, ordinárias, ao portador, com o valor nominal de 1 euro cada, correspondentes a 19,37% do capital, e a que correspondem 20,26% dos direitos de voto;
  • iii) indirectamente, através da ALGOSI GESTÃO DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, SGPS, SA, com sede na Rua do Rêgo Lameiro, Nº38, no Porto, com o capital social de euros 50.000,00 matriculada na Conservatória do Registo Comercial do Porto sob o nº 6.655/980522, pessoa colectiva n º 504 170 945, sociedade detida em 51% pela MOTA GESTÃO E PARTICIPAÇÕES, SGPS, SA, 39.635.345 acções escriturais, ordinárias, ao portador, com o valor nominal de 1 euro cada, correspondentes a 19,37% do capital, e a que correspondem 20,26% dos direitos de voto.
    1. Os membros do Conselho de Administração e do Órgão de Fiscalização da MOTA GESTÃO E PARTICIPAÇÕES, SGPS, SA detinham em 30 de Junho de 2004, individualmente, no capital da MOTA-ENGIL, SGPS, S.A., acções escriturais, ordinárias ao portador com o valor nominal de 1 euro cada, cuja totalidade era de 9.089.795,

Relatório de Gestão relativo ao 1º semestre de 2004

correspondentes a 4,44% do capital, e a que correspondem 4,65% dos direitos de voto, não tendo porém, nenhum membro dos referidos órgãos sociais da MOTA GESTÃO E PARTICIPAÇÕES, SGPS, SA, individualmente, um número de acções da MOTA-ENGIL, SGPS, SA representativas de 2% ou mais do capital.

Os direitos de voto, mencionados nas alíneas ii) e iii) do n.º 4 e no n.º 5 supra, são imputáveis à MOTA GESTÃO E PARTICIPAÇÕES, SGPS, SA, nos termos do disposto do artigo 20º do Código dos Valores Mobiliários.

    1. Maria Amália Guedes Queirós Vasconcelos Mota detinha em 30 de Junho de 2004, no capital da MOTA-ENGIL, SGPS, SA, 6.547.345 acções escriturais, ordinárias, ao portador, com o valor nominal de 1 euro cada, correspondentes a 3,20% do capital, e a 3,35% dos direitos de voto.
    1. A Caixagest Gestão de Fundos, SA detinha em 30 de Junho de 2004, no capital da MOTA-ENGIL, SGPS, SA, 4.930.126 acções escriturais, ordinárias, ao portador, com o valor nominal de 1 euro cada, correspondentes a 2,41% do capital e a 2,52% do direitos de voto.
    1. A CGD Pensões Sociedade Gestora de Fundos, SA detinha em 30 de Junho de 2004, no capital da MOTA-ENGIL, SGPS, SA, 12.739.416 acções escriturais, ordinárias, ao portador, com o valor nominal de 1 euro cada, correspondentes a 6,23% do capital e a 6,51% do direitos de voto.

A MOTA-ENGIL, SGPS,SA não tem dívidas em mora perante o Estado ou quaisquer outras entidades públicas, incluindo a Segurança social.

Porto, 10 de Setembro de 2004

O Conselho de Administração,

Eng. António Manuel Queirós Vasconcelos da Mota Presidente

Eng. António Jorge Campos de Almeida Vice-Presidente

Eng. Arnaldo José Nunes da Costa Figueiredo Vogal

Eng. Manuel Maria Coelho de Sousa Ribeiro Vogal

Dra. Maria Manuela Queirós Vasconcelos Mota Vogal

Dra. Maria Teresa Queirós Vasconcelos Mota Vogal

Relatório de Gestão relativo ao 1º semestre de 2004

Engª. Maria Paula Queirós Vasconcelos Mota Vogal

Eng. Carlos Manuel Marques Martins Vogal

Dr. Eduardo Jorge de Almeida Rocha Vogal

Eng. Ismael Antunes Hernandez Gaspar Vogal

Dr. Luís Manuel Ferreira Parreirão Gonçalves Vogal

www.mota-engil.pt

Direcção de Relações com o Mercado de Capitais João Vermelho Rua Mário Dionísio, nº2 2796-957 Linda-A-Velha

Tel: 21 415 8200 Fax: 21 415 8688

email: [email protected]

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS

Balanços em 30 de Junho de 2004 e 2003

(Montantes expressos em Euro)

2004 2003
Notas Activo Amortizações Activo Activo Notas
ACTIVO Explicativas bruto e provisões líquido líquido CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO Explicativas 2004 2003
IMOBILIZAÇÕES INCORPÓREAS CAPITAL PRÓPRIO
Despesas de instalação 2 5.025.198 (4.818.084) 207.114 463.321 Capital 9 204.635.695 204.635.695
5.025.198 (4.818.084) 207.114 463.321 Acções próprias - valor nominal 9 (1.458.248) (1.458.419)
IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS Acções próprias - descontos e prémios 9 (18.753) (18.735)
Edifícios e outras construções 3 4.772 (2.385) 2.387 2.983 Prémios de emissão de acções 9 87.256.034 87.256.034
Equipamento de transporte 3 729.569 (523.023) 206.546 419.494 Ajustamentos partes de capital em filiais e associadas 9 (107.975.849) (99.829.616)
Equipamento administrativo 3 124.504 (73.527) 50.977 81.634 Reservas legais 9 6.753.893 5.984.899
858.845 (598.935) 259.910 504.111 Reservas livres 9 27.292.799 23.936.950
INVESTIMENTOS FINANCEIROS Resultados transitados 9 480.524 480.524
Partes de capital em empresas do grupo 4 229.770.256 - 229.770.256 225.302.102 216.966.095 220.987.332
Partes de capital em outras empresas 4 537.500 - 537.500 475.000
Títulos e outras aplicações financeiras 4 85.267.092 = 85.267.092 41.086.136 Resultado líquido do semestre 9 7.863.169 5.635.392
Adiantamentos por conta de investimentos financeiros 3 4 5.000 5.000 44.750 Total do capital próprio 224.829.264 226.622.724
315.579.848 315.579.848 266.907.988
DÍVIDAS DE TERCEIROS - MÉDIO E LONGO PRAZO PR PASSIVO _
Empresas participadas e participantes 5 61.545.794 61.545.794 87.477.125 PROVISÕES PARA RISCOS E ENCARGOS 10 31.645 3.715.055
61.545.794 61.545.794 87.477.125
CIRCULANTE DÍVIDAS A TERCEIROS - MÉDIO E LONGO PRAZO
Dívidas de terceiros - curto prazo Empréstimos por obrigações não convertíveis 11 67.500.000 22.500.000
Clientes, conta corrente 6 469.536 - 469.536 4.801.594 Dívidas a instituições de crédito 11 19.246.758 31.075.851
Empresas associadas 6 2.254.333 - 2.254.333 224.409 Outros empréstimos obtidos 11 37.572.336 9.882.775
Adiantamentos a fornecedores 6 791 - 791 620 Fornecedores de imobilizado, conta corrente 11 82.918 187.268
Estado e outros entes públicos 6 62.219 - 62.219 19.755 124.402.012 63.645.894
Outros devedores 6 3.572.248 3.572.248 291.841
6.359.127 6.359.127 5.338.219 DÍVIDAS A TERCEIROS - CURTO PRAZO
Depósitos bancários e caixa Empréstimos por obrigações não convertíveis 12 7.500.000 34.915.853
Depósitos bancários 7 71.578 71.578 71.387 Dívidas a instituições de crédito 12 32.236.964 35.550.429
Caixa 7 2.108 2.108 962 Fornecedores, conta corrente 12 822.316 466.805
73.686 73.686 72.349 Empresas associadas 12 - 231
ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS Outros accionistas 12 10.839 15.508
Acréscimos de proveitos 8 1.075.025 1.075.025 1.568.538 Fornecedores de imobilizado conta corrente 12 88.366 113.543
Custos diferidos 8 3.116.513 3.116.513 1.398.842 Estado e outros entes públicos 12 151.035 178.236
Activos por impostos diferidos 19 2.785.034 2.785.034 2.673.351 Outros credores 12 29.886 21.116
6.976.572 6.976.572 5.640.731 40.839.406 71.261.721
ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
Acréscimos de custos 13 899.724 1.158.450
899.724 1.158.450
Total de amortizações (5.417.019)
Total de provisões Total do passivo 166.172.787 139.781.120
Total do activo 396.419.070 (5.417.019) 391.002.051 366.403.844 Total do capital próprio e do passivo 391.002.051 366.403.844

Para ser lido em conjunto com o anexo ao balanço e à demonstração dos resultados e notas explicativas correspondentes

Demonstração dos Resultados por Naturezas para os semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003

(Montantes expressos em Euro)

CUSTOS E PERDAS NotasExplicativas 2004 2003 PROVEITOS E GANHOS NotasExplicativas 2004 2003
COSTOS E FERDAS Explicativas 2004 - FROVEITOS E OANHOS Explicativas 2004
Fornecimentos e serviços externos 1.415.182 1.138.856 Prestações de serviços 16 1.075.025 205.993
(B) 1.075.025 205.993
Custos com o pessoal:
Remunerações 15 1.370.509 1.578.188 Proveitos e ganhos financeiros 17 14.596.591 17.741.452
Encargos sociais 15 261.434 596.679 (D) 15.671.616 17.947.445
3.047.125 3.313.723
Proveitos e ganhos extraordinários 18 8.790 4.796
Amortizações 2 e 3 232.861 265.805 15.680.406 17.952.241
3.279.986 3.579.528
Impostos 71.602 72.317
Outros custos e perdas operacionais _ 1.047 16.047
(A) 3.352.635 3.667.892
Custos e perdas financeiros 17 4.832.675 9.704.105
(C) 8.185.310 13.371.997
Custos e perdas extraordinários 18 806.913 347.449
(E) 8.992.223 13.719.446
Impostos sobre o rendimento do semestre 19 (1.174.986) (1.402.597)
(G) 7.817.237 12.316.849
Resultado líquido do semestre _ 7.863.169 5.635.392
15.680.406 17.952.241 (F) 15.680.406 17.952.241
Resultado operacional: (B) - (A) (2.277.610) (3.461.899)
Resultado financeiro: (D - B) - (C - A) 8.037.347
Resultado corrente: (D) - (C) 7.486.306 4.575.448
Res. antes de impostos: (F) - (E) 6.688.183 4.232.795
Res. líq. do semestre: (F) - (G) 7.863.169 5.635.392
(, (-)

Para ser lido em conjunto com o anexo ao balanço e à demonstração dos resultados e notas explicativas correspondentes

ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados em 30 de Junho de 2004

Indicações obrigatórias constantes do Plano Oficial de Contabilidade:

    1. Não existem casos de derrogação das disposições do POC tendo em vista a necessidade de se dar uma imagem verdadeira do activo, do passivo e dos resultados da empresa.
    1. Não existem contas do balanço e da demonstração dos resultados cujos conteúdos não sejam comparáveis com os do primeiro semestre de 2003.
    1. Os critérios valorimétricos utilizados relativamente às várias rubricas do balanço e da demonstração dos resultados, bem como métodos de cálculo respeitantes aos ajustamentos de valor, designadamente amortizações e provisões, são apresentados na Nota Explicativa 1.
    1. Não existem contas incluídas no balanço e na demonstração dos resultados originariamente expressas em moeda estrangeira.
    1. Os elementos do activo, passivo e dos capitais próprios foram valorizados segundo critérios de valorimetria uniformes, de acordo com o estipulado no Plano Oficial de Contas, e não foram efectuadas amortizações e provisões extraordinárias com vista a obter vantagens fiscais durante o primeiro semestre de 2004 ou em períodos anteriores.
    1. As situações que afectam significativamente os impostos futuros são apresentadas na Nota Explicativa 19.
    1. O número médio de pessoas ao serviço da empresa no primeiro semestre de 2004, repartido por empregados e assalariados é apresentado na Nota Explicativa 15.
    1. Os valores incluídos em despesas de instalação são analisados na Nota Explicativa 2.
    1. Não existem trespasses registados em imobilizado incorpóreo (Nota Explicativa 2).
    1. Os movimentos ocorridos nas rubricas do activo imobilizado constantes do balanço e nas respectivas amortizações e provisões são apresentados nas Notas Explicativas 2, 3 e 4.
    1. Não existem custos incorridos no primeiro semestre de 2004 respeitantes a empréstimos obtidos para financiar imobilizações, durante a construção, que tenham sido capitalizados neste período.
    1. Não foram efectuadas reavaliações de imobilizações corpóreas ou de investimentos financeiros.
    1. Não foram efectuadas reavaliações de imobilizações corpóreas ou de investimentos financeiros, pelo que não se procedeu à elaboração do quadro descritivo das reavaliações.
    1. Não existem imobilizações corpóreas ou em curso em poder de terceiros, em propriedade alheia, no estrangeiro ou reversíveis. Não existem custos financeiros nelas capitalizados, quer no período, quer em termos acumulados.
    1. A indicação dos bens utilizados em regime de locação financeira é apresentada na Nota Explicativa 11.
    1. A indicação da firma e sede das empresas do grupo e das empresas associadas, com indicação da fracção de capital detida, bem como do resultado do último exercício em cada uma dessas empresas, com menção desse exercício, é apresentada na Nota Explicativa 4.
    1. Não existem acções e quotas incluídas na rubrica "Títulos negociáveis".
    1. Não existem valores registados na conta 4154-"Fundos".
    1. Em 30 de Junho de 2004 não existem diferenças significativas, que não estejam cobertas pelas provisões constituídas pela Empresa, entre os valores das rubricas do activo circulante calculados de acordo com os critérios valorimétricos adoptados e o respectivo valor de mercado.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados em 30 de Junho de 2004

    1. Não existem elementos do activo circulante que se encontrem registados a um valor inferior ao mais baixo do custo ou do valor de mercado.
    1. Não foram efectuadas provisões extraordinárias respeitantes a elementos do activo circulante.
    1. A Empresa não possui existências no seu balanço.
    1. Não existem dívidas de cobrança duvidosa em nenhuma das rubricas de dívidas de terceiros constantes do balanço.
    1. Não existem adiantamentos ou empréstimos concedidos aos membros dos órgãos de administração, de direcção e de fiscalização.
    1. Não existem dívidas activas ou passivas respeitantes ao pessoal da Empresa.
    1. Não existem dívidas tituladas que não estejam evidenciadas no balanço.
    1. A quantidade e valor nominal de obrigações convertíveis de títulos de participação e de outros títulos ou direitos similares emitidos pela empresa, com indicação dos direitos que conferem são apresentadas nas Notas Explicativas 11 e 12.
    1. Não existem dívidas incluídas na rubrica "Estado e outros entes públicos" em situação de mora.
    1. As dívidas a terceiros a mais de cinco anos são apresentadas na Nota Explicativa 11.
    1. Não existem dívidas a terceiros cobertas por garantias reais prestadas pela empresa.
    1. Não existem compromissos financeiros cuja indicação seja útil para a apreciação da situação financeira da Empresa que não figurem no balanço.
    1. A descrição das responsabilidades por garantias prestadas é apresentada na Nota Explicativa 14.
    1. Não existem diferenças levadas ao activo, entre as importâncias das dívidas a pagar e as correspondentes quantias arrecadadas.
    1. O desdobramento das contas de provisões acumuladas e a explicitação dos movimentos ocorridos no período são apresentados na Nota Explicativa 10.
    1. Não houve realização ou variação do capital social no primeiro semestre de 2004. O capital social encontra-se totalmente realizado.
    1. O número de acções de cada categoria em que se divide o capital da empresa e o seu valor nominal são apresentados na Nota Explicativa 9.
    1. A participação no capital subscrito de cada uma das pessoas colectivas que nele detenham pelo menos 20% é apresentada na Nota Explicativa 9.
    1. Não foram subscritas acções no capital durante o período.
    1. Não existem variações nas reservas de reavaliação durante o primeiro semestre de 2004.
    1. A explicitação e justificação dos movimentos ocorridos no primeiro semestre de 2004 em cada uma das rubricas de capitais próprios constantes no balanço são apresentadas na Nota Explicativa 9.
    1. Não existem custos das mercadorias vendidas e das matérias consumidas.
    1. Não existe variação da produção.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados em 30 de Junho de 2004

    1. As remunerações atribuídas aos membros dos orgãos sociais que estejam relacionadas com o exercício das respectivas funções, são apresentadas na Nota Explicativa 15. Não existem compromissos em matéria de pensões de reforma referentes a antigos membros destes orgãos.
    1. O valor líquido das prestações de serviços não se reparte por actividades ou por mercados consideravelmente diferentes.
    1. A demonstração dos resultados financeiros é apresentada na Nota Explicativa 17.
    1. A demonstração dos resultados extraordinários é apresentada na Nota Explicativa 18.
    1. Não existem outras informações exigidas por diplomas legais.
    1. Não existem outras informações consideradas relevantes para melhor compreensão da situação financeira e dos resultados, para além das apresentadas nas notas explicativas deste anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados.

NOTAS EXPLICATIVAS

(Faz parte integrante do anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados)

Balanço em 30 de Junho de 2004 e 2003

NotasExplicativas 2004Euro 2003Euro
Activo
Imobilizações incorpóreasImobilizações corpóreasInvestimentos financeirosDívidas de terceiros de médio e longo prazoDívidas de terceiros de curto prazoDisponibilidadesAcréscimos e diferimentos activosActivos por impostos diferidos 234567819 207.114259.910315.579.84861.545.7946.359.12773.6864.191.5382.785.034391.002.051 463.321504.111266.907.98887.477.1255.338.21972.3492.967.3802.673.351366.403.844
Capital Próprio
CapitalAcções própriasPrémios de emissão de acçõesAjustamentos partes de capital em filiais e associadasReservas e resultados transitadosResultado líquido do semestreTotal do Capital Próprio 999999 204.635.695(1.477.001)87.256.034(107.975.849)34.527.2167.863.169224.829.264 204.635.695(1.477.154)87.256.034(99.829.616)30.402.3735.635.392226.622.724
Passivo
Provisões para outros riscos e encargosDívidas a terceiros de médio e longo prazoDívidas a terceiros de curto prazoAcréscimos e diferimentos passivos 10111213 31.645124.402.01240.839.406899.724 3.715.05563.645.89471.261.7211.158.450
Total do Passivo 166.172.787 139.781.120
391.002.051 366.403.844

Para ser lido com o anexo ao balanço e à demonstração dos resultados e correspondentes notas explicativas

MOTA-ENGIL, S.G.P.S., S.A. Demonstração dos Resultados para os semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003

NotasExplicativas 2004Euro 2003Euro
Proveitos operacionais
Prestações de serviços 16 1.075.025 205.993
1.075.025 205.993
Custos operacionais
Fornecimentos e serviços externos 1.415.182 1.138.856
Custos com pessoal 15 1.631.943 2.174.867
Amortizações 2 e 3 232.861 265.805
Impostos 71.602 72.317
Outros custos operacionais 1.047 16.047
Resultado operacional (2.277.610) (3.461.899)
Resultado financeiro 17 9.763.916 8.037.347
Resultado extraordinário 18 (798.123) (342.653)
Imposto sobre o rendimento do semestre 19 1.174.986 1.402.597
Resultado líquido do semestre 7.863.169 5.635.392

Para ser lido com o anexo ao balanço e à demonstração dos resultados e correspondentes notas explicativas

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Notas explicativas em 30 de Junho de 2004

Nota Introdutória

A Mota-Engil, SGPS, S.A. ("Mota-Engil SGPS" ou "Empresa") foi constituída em 10 de Agosto de 1990 e tem como actividade principal a gestão de participações sociais em outras empresas.

Dando cumprimento ao disposto na legislação aplicável, a Mota-Engil SGPS irá elaborar e apresentar em separado demonstrações financeiras consolidadas em 30 de Junho de 2004, com as das empresas em que participa.

Todos os montantes apresentados nestas notas explicativas são apresentados em Euro, salvo se expressamente referido em contrário.

1. Políticas Contabilísticas

a) Bases de apresentação

As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, mantidos de acordo com princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal.

Estas demonstrações financeiras reflectem apenas as contas individuais da Empresa. Embora os investimentos financeiros tenham sido registados pelo método da equivalência patrimonial, o que está de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceites, estas demonstrações financeiras não incluem o efeito da consolidação integral ao nível de activos, passivos, proveitos e custos.

Na Nota Explicativa 4 é apresentada informação financeira relativa às empresas do grupo e associadas.

b) Principais critérios valorimétricos

Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras, foram os seguintes:

i) Imobilizações incorpóreas

As imobilizações incorpóreas referem-se essencialmente a despesas incorridas na constituição da Empresa, com aumentos de capital e de organização, as quais foram contabilizadas pelo respectivo custo histórico e estão a ser amortizadas pelo método das quotas constantes em seis anos.

ii) Imobilizações corpóreas

As imobilizações corpóreas encontram-se registadas ao custo de aquisição.

As amortizações são calculadas pelo método das quotas constantes, de acordo com as seguintes vidas úteis estimadas:

Anos
Edifícios e outras construções 8
Equipamento de transporte 4
Equipamento administrativo 8

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Notas explicativas em 30 de Junho de 2004

iii) Locação financeira

Os activos imobilizados adquiridos mediante contratos de locação financeira bem como as correspondentes responsabilidades são contabilizados pelo método financeiro. De acordo com este método o custo do activo é registado no imobilizado corpóreo, a correspondente responsabilidade é registada no passivo e os juros incluídos no valor das rendas e a amortização do activo são registados como custos na demonstração dos resultados do exercício a que respeitam.

iv) Investimentos financeiros

Os investimentos financeiros em empresas do grupo são registados pelo método de equivalência patrimonial, sendo as participações inicialmente contabilizadas pelo custo de aquisição, o qual foi acrescido ou reduzido do valor proporcional à participação nos capitais próprios dessas empresas, reportado à data de aquisição ou da primeira aplicação do método da equivalência patrimonial.

Para os investimentos financeiros em empresas do grupo adquiridos até 31 de Dezembro de 1996 e também no exercício findo em 31 de Dezembro de 1998 as diferenças entre o custo de aquisição desses investimentos e o valor proporcional à participação da Empresa nos capitais próprios dessas empresas à data de aquisição, foram registadas em capitais próprios na rubrica "Ajustamentos partes de capital em filiais e associadas". As diferenças de aquisição geradas em data posterior, foram registadas na rubrica de "Trespasses" do imobilizado incorpóreo até 31 de Dezembro de 2002, tendo em 1 de Janeiro de 2003 sido transferidas para a rubrica de investimentos financeiros. Em 30 de Junho de 2004 não existem diferenças de aquisição por amortizar.

De acordo com o método da equivalência patrimonial as participações financeiras são ajustadas anualmente, pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos das empresas do grupo por contrapartida de ganhos ou perdas financeiros. Adicionalmente, os dividendos recebidos destas empresas são registados como uma diminuição do valor dos investimentos financeiros.

As mais e menos - valias apuradas na alienação de investimentos financeiros são registadas por contrapartida de resultados financeiros (Nota Explicativa 17).

v) Especialização de exercícios

As receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual estas são reconhecidas à medida em que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas "Acréscimos e diferimentos" (Notas Explicativas 8 e 13).

vi) Acções próprias

As acções próprias são registadas ao custo de aquisição, sendo as mais ou menos valias geradas com a sua alienação registadas directamente na rubrica "Reservas livres".

vii) Impostos diferidos

Os impostos diferidos são calculados com base no método da responsabilidade de balanço e referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os seus respectivos montantes para efeitos de tributação.

Os activos e passivos por impostos diferidos são calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação que se espera estarem em vigor à data da reversão das diferenças temporárias.

Os activos por impostos diferidos são registados unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para os utilizar. Na data de cada balanço é efectuada uma reapreciação das diferenças subjacentes aos activos por impostos diferidos no sentido de reconhecer activos por impostos diferidos não registados anteriormente por não terem preenchido as condições

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Notas explicativas em 30 de Junho de 2004

para o seu registo e, ou, para reduzir o montante dos impostos diferidos activos registados em função da expectativa actual da sua recuperação futura (Nota Explicativa 19).

2. Imobilizações Incorpóreas

O Imobilizado incorpóreo respeita a despesas incorridas com aumentos de capital e organização e pode ser analisado como segue:

30.06.04
Despesas incorridas com aumentos de capital e organização:
Valor bruto 5.025.198
Amortizações acumuladasSaldo inicialAmortização do semestre (4.693.536)(124.548)
Saldo final (4.818.084)
207.114

3. Imobilizações Corpóreas

Durante o primeiro semestre de 2004, o movimento ocorrido no valor de custo das imobilizações corpóreas, bem como nas respectivas amortizações acumuladas foi o seguinte:

Saldo inicial Aumentos Alienações Transferências eabates Saldo final
4.772 - - - 4.772
759.538 3.500 (33.469) - 729.569
124.504 - - - 124.504
888.814 3.500 (33.469) - 858.845
(2.087) (298) - - (2.385)
(463.391) (92.892) 33.260 - (523.023)
(58.404) (15.123) - - (73.527)
(523.882) (108.313) 33.260 - (598.935)
364.932 (104.813) (209) - 259.910

4. Investimentos Financeiros

Durante o primeiro semestre de 2004, o movimento ocorrido no valor de custo ou reavaliado dos investimentos financeiros foi o seguinte:

Saldo inicial Aumentos Alienações Transferências eabates Saldo final
Valor Bruto:
Partes de capital em empresas do grupo 228.867.679 - - 902.577 229.770.256
Partes de capital em empresas associadas 175.000 - (175.000) - -
Partes de capital em outras empresas 537.500 - - - 537.500
Títulos e outras aplicações financeiras 37.516.968 47.750.124 - - 85.267.092
Adiantamentos por conta de investimentos financeiros 5.000 - - - 5.000
267.102.147 47.750.124 (175.000) 902.577 315.579.848

Incluído em "Transferências" encontram-se o montante de Euro 12.871.008 relativo à aplicação do método da equivalência patrimonial, assim como o montante negativo de Euro 11.850.000 relativo ao recebimento de dividendos daquelas empresas.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Notas explicativas em 30 de Junho de 2004

Em 30 de Junho de 2004 e 2003, os saldos das rubricas incluídas em investimentos financeiros, compõem-se como segue:

30.06.04 30.06.03
Partes de capital em empresas do grupo
CPTP-Comp. Portuguesa de Trabalhos Portuários, S.A. ("CPTP") - 6.768.057
Engil, S.ABAU, GmbH ("Engil Bau") - 3.783
Ferrovias e Construções, S.A. ("Ferrovias") - 7.393.485
Gerco-Sociedade de Engenharia Electrotécnica, S.A. ("Gerco") - 866.166
Maprel-Empresa de Pavimentos e Materiais Pré-Esforçados, Lda ("Maprel") - 2.016.931
Martifer-Construções Metalomecânicas, S.A. ("Martifer") - 7.931.542
MEITS, Mota-Engil Imobiliário e Turismo, S.A. ("MEIT") 15.853.507 -
MESP-Mota-Engil, Serviços Partilhados, Administrativos e de Gestão, S.A. ("MESP") - -
Mota Engil, Engenharia e Construção, S.A. ("Mota-Engil Engenharia") (a) 181.021.404 193.045.764
Mota-Engil Concessões de Transportes, SGPS, S.A. ("MECT") 15.799.764 1.000.000
Mota-Engil, Ambiente e Serviços, SGPS, S.A. ("Mota-Engil Ambiente e Serviços") (b) 17.095.581 3.143.917
Sol-S e Solsuni-Tecnologias de Informação, S.A. ("Sol-S e Solsuni") - 2.906.691
Tecnocarril-Sociedade de Serviços Industriais e Ferroviários, Lda ("Tecnocarril") - 225.766
229.770.256 225.302.102

(a) anteriormente designada Mota & Companhia, S.A.

A variação ocorrida nas "Partes de capital em empresas do grupo" resultou do processo de reorganização do Grupo, não tendo sido geradas quaisquer mais ou menos valia.

Partes de Capital em outras empresas 30.06.04 30.06.03
Adr - Agência de Desenvolvimento do Tâmega 62.500 -
Vortal-Comércio Electrónico, Consultadoria e Multimédia, S.A. ("Vortal") 475.000 475.000
537.500 475.000
Títulos e outras aplicações financeiras 30.06.04 30.06.03
Ferrovias - 2.644.168
Martifer - 1.750.000
Mota-Engil Ambiente e Serviços 7.060.000 2.360.000
Mota-Engil Engenharia 34.331.968 34.331.968
MESP 825.000 -
MEIT 14.000.000 -
MECT 29.050.124 -

Em 30 de Junho de 2004 a informação financeira sobre as empresas do grupo é como segue:

Sede Percentagemefectiva departicipação CapitaisPróprios ResultadoLíquido doSemestre
MECT Lisboa 100,00 15.799.764 (1.099.397)
MEIT Porto 100,00 15.853.507 (919.501)
MESP Porto 100,00 (31.644) 23.080
Mota-Engil Ambiente e Serviços Porto 100,00 17.095.581 1.692.054
Mota-Engil Engenharia Amarante 100,00 181.021.404 11.709.850

41.086.136 85.267.092

(b) anteriormente designada Engil Investimentos, SGPS, S.A.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Notas explicativas em 30 de Junho de 2004

O ajustamento no valor da rubrica de "Partes de capital em empresas do grupo", resultante da aplicação do método da equivalênia patrimonial aos investimentos financeiros, tem o seguinte detalhe:

Ganhos em empresas participadas (Nota Explicativa 17)Perdas em empresas participadas (Nota Explicativa 17) 13.424.984(2.018.898)11.406.086
Reversão de provisões (23.080)
Ajustamentos de partes de capital (Nota Explicativa 9)Dividendos recebidos 1.369.571(11.850.000)902.577

Os dividendos recebidos, os ajustamentos de partes de capital e os resultados líquidos do semestre das empresas participadas são como segue:

Dividendos Ajust. partes de Result. líquido
recebidos capital apropriado
MECT - - (1.099.397)
MEIT - 19.428 (919.501)
MESP - - 23.080
Mota-Engil Ambiente e Serviços 1.100.000 4.241.078 1.692.054
Mota-Engil Engenharia 10.750.000 (2.890.935) 11.709.850
11.850.000 1.369.571 11.406.086

5. Dívidas de Terceiros de Médio e Longo Prazo

Nesta rubrica encontram-se registados os empréstimos concedidos às empresas participadas os quais vencem juros a uma taxa equivalente à taxa de custo de financiamento externo da empresa.

Esta rubrica é analisada como segue:

30.06.04 30.06.03
Calçadas do Douro - 8.167.425
Ferrovias - 2.468.544
Gerco - 37.703
Mota-Engil Engenharia 41.984.235 58.923.800
Mota-Engil Ambiente e Serviços 15.583.339 8.475.344
MEIT 3.677.720 4.357.547
Planinova - 2.109
Qualibetão - 22.833
Sols e Solsuni - 3.054.320
MESP 300.500 1.967.500
61.545.794 87.477.125

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Notas explicativas em 30 de Junho de 2004

6. Dívidas de Terceiros de Curto Prazo

Esta rubrica é analisada como segue:

30.06.04 30.06.03
Clientes, conta corrente 469.536 4.801.594
Empresas associadas 2.254.333 224.409
Adiantamentos a fornecedores 791 620
Estado e outros entes públicos 62.219 19.755
Outros devedores 3.572.248 291.841
6.359.127 5.338.219

Os outros devedores incluem o montante de juros de suprimentos debitados às empresas associadas.

7. Disponibilidades

Esta rubrica é analisada como segue:

30.06.04 30.06.03
Depósitos bancários 71.578 71.387
Caixa 2.108 962
73.686 72.349

8. Acréscimos e Diferimentos Activos

Em 30 de Junho de 2004 e 2003 os saldos desta rubrica apresentavam a seguinte composição:

30.06.04 30.06.03
Acréscimos de proveitos
Juros a receber - 1.568.538
Outros acréscimos de proveitos 1.075.025 -
1.075.025 1.568.538
Custos diferidos
Custos com projectos em curso - 494.185
Seguros 3.974 37.416
Encargos financeiros diferidos 2.728.290 449.178
Outros custos diferidos 384.249 418.063
3.116.513 1.398.842
4.191.538 2.967.380

Os Outros acréscimos de proveitos incluem o montante relativo a honorários de gestão debitados às empresas associadas.

A rubrica de "Encargos financeiros diferidos" inclui os encargos incorridos com a montagem dos empréstimos obrigacionistas, que estão a ser reconhecidos ao longo do período de vida dos mesmos (Nota Explicativa 11).

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Notas explicativas em 30 de Junho de 2004

9. Capital Próprio

Durante o primeiro semestre de 2004, o movimento ocorrido nos saldos das rubricas de capital próprio, foi o seguinte:

Saldo inicial Aumentos Diminuições Aplicação deresultados Saldo final
Capital 204.635.695 - - - 204.635.695
Acções próprias – valor nominal (1.458.248) - - - (1.458.248)
Acções próprias – descontos e prémios (18.753) - - - (18.753)
Prémios de emissão de acções 87.256.034 - - - 87.256.034
Ajust. de partes de capital em filiais e associadas (109.345.420) - 1.369.571 - (107.975.849)
Reservas legais 5.984.746 - - 769.147 6.753.893
Reservas livres 23.937.412 - - 3.355.387 27.292.799
Resultados transitados 480.524 - - - 480.524
Resultado líquido do semestre 15.382.944 7.863.169 - (15.382.944) 7.863.169
226.854.934 7.863.169 1.369.571 (11.258.410) 224.829.264

Capital

O capital da Mota-Engil SGPS em 30 de Junho de 2004 ascende a Euro 204.635.695, totalmente subscrito e realizado, estando representado por 204.635.695 acções ao portador com valor nominal de 1 Euro cada.

As pessoas colectivas com mais de 20% do capital subscrito e realizado são analisadas como segue:

% Montante
Mota Gestão e Participações, S.G.P.S., S.A. 33,55 68.657.613

Prémios de emissão de acções

A legislação comercial dispõe que os prémios de emissão de acções não podem ser distribuídos aos accionistas, só podendo ser utilizados em aumentos de capital, ou na cobertura de prejuízos depois de utilizadas as reservas e resultados distribuíveis.

Reserva legal

A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital. Segundo dispõe a legislação comercial, esta reserva não pode ser distribuída aos accionistas apenas podendo ser utilizada em aumentos de capital ou na cobertura de prejuízos, depois de esgotadas todas as outras reservas.

Aplicação de resultados

De acordo com a decisão da Assembleia Geral da Mota-Engil SGPS em reunião realizada em 30 de Março de 2004, o resultado líquido do exercício findo em 31 de Dezembro de 2003, foi aplicado como segue:

Reserva legal 769.147
Reservas livres 2.858.834
Dividendos 11.254.963
Gratificações por aplicação de resultados 500.000

Os dividendos a distribuir relativos a acções próprias, no montante de Euro 496.553 foram reclassificados para reservas livres.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Notas explicativas em 30 de Junho de 2004

10. Provisões para Outros Riscos e Encargos

Em 30 de Junho de 2004 a "Provisão para outros riscos e encargos" refere-se à quota parte da Empresa nos capitais próprios negativos de algumas participadas (Nota Explicativa 4).

O movimento da provisão pode ser analisado como segue:

30.06.04
Provisões para outros riscos e encargos
Saldo inicial 54.725
Aumento -
Redução e transferências (23.080)
Saldo final 31.645

11. Dívidas a Terceiros de Médio e Longo Prazo

Esta rubrica tem o seguinte detalhe:

30.06.04 30.06.03
Empréstimos por obrigações não convertíveis 67.500.000 22.500.000
Dívidas a instituições de crédito 19.246.758 31.075.851
Outros empréstimos obtidos 37.572.336 9.882.775
Fornecedores de imobilizado, c/c 82.918 187.268
124.402.012 63.645.894

Empréstimos por obrigações não convertíveis

Em 28 de Junho de 2002, a Empresa contraiu um empréstimo por obrigações no valor de Euro 22.500.000, por um prazo de 5 anos, remunerado a uma taxa de juro correspondente à taxa Euribor a 6 meses, adicionada de 1,5 pontos percentuais. Os juros são pagos semestral e postecipadamente, em 28 de Junho e 28 de Dezembro de cada ano, tendo-se vencido o primeiro cupão em 28 de Dezembro de 2002. O reembolso será efectuado ao seu valor nominal, em seis prestações semestrais, a partir da data de pagamento do 5º cupão. A Empresa poderá efectuar o reembolso antecipado total ou parcial, neste caso por redução ao valor nominal, das obrigações, a partir do 5º pagamento de cupão. Cada obrigacionista poderá, em qualquer momento e no prazo máximo de doze meses após a data de fecho de cada exercício, solicitar o reembolso antecipado das obrigações de que seja titular caso as demonstrações financeiras consolidadas da Mota Engil SGPS demonstrem o incumprimento de determinados rácios financeiros definidos contratualmente.

Em 9 de Dezembro de 2003 a Mota-Engil SGPS emitiu um empréstimo obrigacionista no montante de de Euro 17.500.000, por um prazo de 7 anos, remunerado a uma taxa de juro correspondente à taxa Euribor a 6 meses, adicionada de 1,75 pontos percentuais. Os juros são pagos semestral e postecipadamente, em 9 de Junho e 9 de Dezembro de cada ano. O reembolso será efectuado em 10 prestações iguais e sucessivas a partir do 5º cupão.

Em 29 de Dezembro de 2003 a Empresa contraiu um novo empréstimo por obrigações no valor de Euro 35.000.000, por um prazo de 5 anos, remunerado a uma taxa de juro correspondente à taxa Euribor a 6 meses, adicionada de 0,75 pontos percentuais. Os juros são pagos semestral e postecipadamente, em 29 de Junho e 29 de Dezembro de cada ano e um único reembolso no final do prazo do empréstimo.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Notas explicativas em 30 de Junho de 2004

Dívidas a instituições de crédito

O saldo da rubrica de balanço "Dívidas a instituições de crédito" inclui um empréstimo contraído pela Mota Engil SGPS cujo montante inicial era de Euro 25.000.000, reembolsável em seis prestações semestrais, a partir de Junho de 2004 e que vence juros trimestrais a uma taxa indexada à Euribor a 6 meses.

Fornecedores de imobilizado

Em 30 de Junho de 2004, a Empresa mantinha responsabilidades como locatária relativas a rendas vincendas em contratos de locação financeira no montante de Euro 235.741, com o seguinte prazo de vencimento:

Ano de vencimento Capital Juros Total
1 ano 88.366 3.529 91.895
2 anos 73.478 1.400 74.878
3 anos 9.440 69 9.509
171.284 4.998 176.282

Outros empréstimos obtidos

Em 30 de Junho de 2004, o saldo da rubrica de balanço "Outros empréstimos obtidos" corresponde a uma emissão de papel comercial no valor, líquido de juros vincendos, de Euro 20.761.246, garantida por um sindicato bancário, que vence juros a taxa variável e cujo prazo de vencimento é 23 de Abril de 2008 e outra no valor, líquido de juros vincendos, de Euro 16.811.090, que vence juros a taxa variável e cujo prazo de vencimento é 3 de Dezembro de 2008.

12. Dívidas a Terceiros de Curto Prazo

Esta rubrica é analisada como segue:

30.06.04 30.06.03
Empréstimos por obrigações não convertíveis (Nota Explicativa 11) 7.500.000 34.915.853
Dívidas a instituições de crédito 32.236.964 35.550.429
Fornecedores, conta corrente 822.316 466.805
Empresas associadas - 231
Outros accionistas 10.839 15.508
Fornecedores de imobilizado, conta corrente 88.366 113.543
Estado e outros entes públicos 151.035 178.236
Outros credores 29.886 21.116
40.839.406 71.261.721

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Notas explicativas em 30 de Junho de 2004

Estado e outros entes públicos

Em 30 de Junho de 2004 e 2003 os saldos da rubrica "Estado e outros entes públicos" têm a seguinte composição:

30.06.04 30.06.03
Segurança social 67.921 65.978
Imposto sobre o rendimento das pessoas singulares - 102.788
Imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas 83.114 9.470
151.035 178.236

13. Acréscimos e Diferimentos Passivos

Em 30 de Junho de 2004 e 2003 os saldos desta rubrica apresentavam a seguinte composição:

30.06.04 30.06.03
Acréscimos de custos
Remunerações a liquidar 574.222 631.051
Juros a liquidar 303.540 466.411
Outros acréscimos de custos 21.962 60.988
899.724 1.158.450

14. Garantias

Em 30 de Junho de 2004, a Empresa tinha assumido responsabilidades por garantias prestadas no montante de Euro 35.000.000, as quais se destinam, fundamentalmente, a garantir empréstimos bancários da Empresa.

15. Custos com Pessoal

Esta rubrica é analisada como segue:

30.06.04 30.06.03
RemuneraçõesEncargos Sociais 1.370.509261.434 1.578.188596.679
1.631.943 2.174.867

Número médio de pessoal

O número médio de pessoal ao serviço da Mota-Engil, SGPS durante os primeiros semestres de 2004 e 2003 pode ser analisado como segue:

30.06.04 30.06.03
Administradores 11 11
Empregados 42 40
53 51

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Notas explicativas em 30 de Junho de 2004

Remunerações atribuídas aos membros dos orgãos sociais

As remunerações atribuídas ao Conselho de Administração da Empresa-mãe no período findo em 30 de Junho de 2004 ascenderam a Euro 993.112 e as atribuídas ao Fiscal Único ascenderam a Euro 10.428.

16. Prestação de Serviços

A rubrica de "Prestações de serviços" corresponde a serviços prestados a associadas relativos a serviços de gestão.

17. Resultados Financeiros

Os resultados financeiros no primeiro semestre de 2004 e 2003 têm a seguinte composição:

30.06.04 30.06.03
Proveitos e ganhos financeiros
Juros obtidosGanhos em empresas do grupo e associadas (Nota Explicativa 4)Outros proveitos e ganhos financeiros 1.171.53413.424.98473 1.565.33316.176.1127
14.596.591 17.741.452
Custos e perdas financeiras
Juros suportadosPerdas em empresas do grupo e associadas (Nota Explicativa 4)Diferenças de câmbio desfavoráveisOutros custos e perdas financeiros 2.500.7642.018.898-313.013 1.928.7827.640.08896135.139
4.832.675 9.704.105
Resultados Financeiros 9.763.916 8.037.347

18. Resultados Extraordinários

Os resultados extraordinários no primeiro semestre de 2004 e 2003 têm a seguinte composição:

30.06.04 30.06.03
Proveitos e ganhos extraordinários
Ganhos em imobilizaçõesCorrecções relativas a exercícios anteriores 8.790- 3.6881.108
8.790 4.796
Custos e perdas extraordinárias
DonativosMultas e penalidadesCorrecções relativas a exercícios anteriores 135.000385- 36.24133537.873
Outros custos e perdas extraordinários 671.528 273.000
806.913 347.449
Resultado Extraordinário (798.123) (342.653)

Incluído em Outros custos e perdas extraordinários encontra-se o montante de Euro 670.000 relativo a custos anteriormente diferidos referentes ao Projecto de concessão rodoviária na Irlanda, o qual não foi adjudicado ao Grupo.

Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados Notas explicativas em 30 de Junho de 2004

19. Imposto sobre o Rendimento do Semestre

As diferenças temporárias a deduzir ao lucro tributável que originaram activos por impostos diferidos são como segue:

Total Efeito naDemonstraçãodos Resultados Efeito emCapital Próprio
Provisões não aceites fiscalmentePrejuízos fiscais (54.725)(10.072.673) 553.505(4.880.154) (608.230)(5.192.519)
(10.127.398) (4.326.649) (5.800.749)

Em 30 de Junho de 2004, os activos por impostos diferidos ascendiam a Euro 2.785.034, sendo o efeito na demonstração dos resultados de Euro 1.189.829.

A reconciliação do imposto do exercício e do imposto corrente pode ser analisada como segue:

Imposto corrente 14.843
Reporte de prejuízosImpostos diferidos pela reversão de diferenças temporárias (1.342.043)152.214
Imposto diferido (1.189.829)
Imposto do exercício (1.174.986)

A Mota-Engil, SGPS encontra-se sujeita a impostos sobre lucros em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas - IRC, à taxa normal de 25%, acrescida de derrama à taxa máxima de 10%, resultando numa taxa de imposto agregada de 27,5%. Face à sua natureza jurídica e objecto social a Empresa encontra-se abrangida pela legislação fiscal que rege as sociedades gestoras de participações sociais. De acordo com esta legislação, os dividendos recebidos das empresas participadas não são tributados e os ganhos e perdas em empresas participadas resultantes da aplicação do método de equivalência patrimonial não são relevantes para efeitos fiscais.

De acordo com a legislação nacional em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos no que se refere aos exercícios de 2000 a 2003 (dez anos para a Segurança Social até 31 de Dezembro de 2001, cinco anos após essa data) e consequentemente essas declarações fiscais poderão ser sujeitas a revisão. O Conselho de Administração da Empresa entende que eventuais correcções, resultantes de diferentes interpretações da legislação vigente, por parte das autoridades fiscais, não poderão ter um efeito significativo nestas demonstrações financeiras.

Deloitte & Associados, SROC S.A. Inscrição na OROC nº 43 Registo na CMVM nº 231

Edifício Atrium Saldanha Pr. Duque de Saldanha, 1-6º 1050-094 Lisboa Portugal

RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA ELABORADO POR AUDITOR REGISTADO NA CMVM SOBRE INFORMAÇÃO SEMESTRAL INDIVIDUAL

Introdução

    1. Para os efeitos do artigo 246º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação financeira do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004, da Mota Engil, S.G.P.S., S.A., incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço (que evidencia um total de 391.002.051 Euros e um total de capital próprio de 224.829.264 Euros, incluindo um resultado líquido de 7.863.169 Euros) e na Demonstração dos resultados do período de seis meses findo naquela data e no correspondente Anexo.
    1. As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos da Empresa.

Responsabilidades

    1. É da responsabilidade do Conselho de Administração da Empresa: (i) a preparação da informação financeira histórica semestral de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários; (ii) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (iii) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (iv) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
    1. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se, para os aspectos materialmente relevantes, é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva, lícita e em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório de segurança moderada, profissional e independente, sobre essa informação financeira, baseado no nosso trabalho.

Âmbito

  1. O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida está isenta de distorções materialmente relevantes. Excepto quanto à limitação descrita no parágrafo 8 abaixo, o nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, foi planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicabilidade, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se, para os aspectos materialmente relevantes, a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários.

Deloitte & Associados, SROC S.A. Inscrição na OROC nº 43 Registo na CMVM nº 231

    1. O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
    1. Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente relatório de revisão limitada sobre a informação financeira semestral.

Reserva

  1. Na rubrica de investimentos financeiros inclui-se a participação financeira na Mota – Engil Engenharia e Construção, S.A. (Nota Explicativa 4) cuja Certificação Legal das Contas sobre as demonstrações financeiras em 31 de Dezembro de 2003, emitida por outro Revisor Oficial de Contas, contém uma reserva relativa à impossibilidade de concluir sobre a data e valor de realização de determinados activos desta participada sediados em países africanos, nomeadamente em Angola, devido ao inerente risco-país. Por este facto, não nos é possível concluir sobre o impacto desta situação na valorização deste investimento financeiro.

Parecer

  1. Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, excepto quanto aos efeitos dos ajustamentos que poderiam revelar-se necessários, caso não existisse a limitação mencionada no parágrafo 8 acima, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 não esteja isenta de distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal e que, nos termos das definições incluídas nas directrizes mencionadas no parágrafo 5 acima, não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

Ênfase

  1. As demonstrações financeiras anexas referem-se à Empresa em termos individuais e não consolidados. Assim, os investimentos financeiros foram registados pelo método da equivalência patrimonial, como disposto na Directriz Contabilística nº 9, através do qual foram considerados nos capitais próprios e nos resultados líquidos em 30 de Junho de 2004 os efeitos da consolidação dos capitais próprios e dos resultados das empresas participadas. No entanto, as demonstrações financeiras anexas não incluem o efeito da consolidação integral a nível de activos, passivos custos e proveitos, o que será efectuado nas demonstrações financeiras consolidadas a elaborar em separado. As demonstrações financeiras consolidadas apresentam acréscimos no activo e no passivo (incluindo-se interesses minoritários) de, aproximadamente, 921.000.000 Euros e nos custos e proveitos de, aproximadamente, 552.000.000 Euros.

Porto, 10 de Setembro de 2004

DELOITTE/& ASSOCIADOS, SROC S.A.

Representada por Jorge Manuel Araújo de Beja Neves