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Martifer Interim / Quarterly Report 2025

Aug 22, 2025

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Interim / Quarterly Report

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MARTÍFER PROK

RELATÓRIO E CONTAS

PRIMEIRO SEMESTRE 2025

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MARTIFER
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RELATÓRIO E CONTAS

RELATÓRIO DE GESTÃO

INTRODUÇÃO

5 Destaques do primeiro semestre de 2025
9 Principais indicadores financeiros

GRUPO MARTIFER

13 Principais acontecimentos
19 Principais acontecimentos posteriores
21 Eventos subsequentes

DESEMPENHO

25 Holding
26 - Análise de Resultados Consolidados
29 - Análise de Estrutura de Capital Consolidada
31 - Comportamento da Ação
33 Construção Metálica
35 Indústria Naval
37 Renováveis

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

41 Principais riscos
47 Demonstrações financeiras consolidadas e notas
83 Perspetivas futuras

ANEXOS

87 Outras informações
89 Informação obrigatória

Nota: Este relatório adota o novo acordo ortográfico.

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INTRODUÇÃO

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INTRODUÇÃO

Destaques do primeiro semestre de 2025

DESTAQUES PRIMEIRO SEMESTRE 2025
5


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INTRODUÇÃO

DESTAQUES DO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2025

141,0 M€

Rendimentos Operacionais atingiram 141,0 M€ refletindo um crescimento orgânico YoY de 11 % e de 34 % quando comparado com o mesmo período de 2023.

16,3 M€

EBITDA positivo em 16,3 M€ (margem de 12 % sobre o Volume de Negócios).

8,0 M€

Resultado líquido atribuível ao Grupo de 8,0 M€.

67 %

Volume de Negócios gerado fora de Portugal e exportações ascendem a 67 % do Volume de Negócios total do Grupo.

41 M€

O Valor Acrescentado Bruto cifrou-se em cerca de 41 M€, 30 % do Volume de Negócios.

83 M€

A Dívida Bruta teve um decréscimo de 4 M€ face a dezembro de 2024 para 83 M€.

32 M€

A Dívida Líquida teve um aumento de cerca de 54 M€, face a dezembro de 2024, passando de -22 M€ para 32 M€ em linha com o ambicioso plano de CAPEX em curso e a normalização das rubricas de Fundo de Maneio quando comparadas com o exercício de 2024

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77,6 M€

Capital Próprio positivo de 77,6 M€, sendo o Capital atribuível ao Grupo de 73,7 M€.

665 M€

Carteira de encomendas na Construção Metálica e Indústria Naval de 665 M€.

DESTAQUES PRIMEIRO SEMESTRE 2025


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INTRODUÇÃO

Principais Indicadores Financeiros

PRINCIPAIS INDICADORES FINANCEIROS


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INTRODUÇÃO

PRINCIPAIS INDICADORES FINANCEIROS

M€ JUN-25 JUN-24 VAR %
Rendimentos Operacionais 141,0 126,5 11%
EBITDA 16,3 20,4 -20%
Margem EBITDA 12,0% 16,7% -4,7 pp
Amortizações e depreciações -3,5 -3,2 -11%
Provisões e perdas de imparidade de ativos não correntes não financeiros 0,0 0,3 -91%
EBIT 12,8 17,6 -27%
Margem EBIT 9,4% 14,4% -5 pp
Resultados financeiros -3,6 -3,9 9%
Resultados antes de impostos 9,2 13,6 -33%
Impostos -1,4 -1,9 28%
Resultado líquido do período 7,8 11,7 -33%
Atribuível a interesses que não controlam -0,2 0,2 n.m.
Atribuível ao Grupo 8,0 11,5 -31%
Resultado por ação (€) 0,082 0,118 -31%

(a) EBITDA = Vendas e prestações de serviços + Outros rendimentos operacionais – CMVMC – Subcontratos - Fornecimentos e serviços externos - Gastos com o pessoal - Perdas de imparidade de ativos financeiros - Outros gastos operacionais
(b) Margem EBITDA = EBITDA/Volume de Negócios

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GRUPO MARTIFER

Principais Acontecimentos

PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS 13


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PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS

01 2025

West Sea inicia corte de chapas para o navio da Ryobi

Em meados de janeiro, a West Sea deu início a uma fase crucial na construção do navio japonês Ryobi: o arranque do corte de chapa.

Este momento marca o fim de um ciclo de trabalho conceptual e técnico e o começo da produção e fabrico. Para assinalar esta etapa, os responsáveis pelo projeto reuniram-se junto à máquina de corte para dar início ao processo.

SOBRE A RYOBI HOLDINGS

Em dezembro de 2023, a West Sea assinou um contrato com o grupo japonês Ryobi Holdings para a construção de um navio de cruzeiro de luxo, avaliado em cerca de 100 milhões de euros, com entrega prevista para 2027.

Este luxuoso navio terá capacidade para entre 100 e 150 passageiros, medirá aproximadamente 120 metros de comprimento, 19 metros de boca e terá um calado de cerca de cinco metros.

A Ryobi Holdings Co., Ltd., sediada em Okayama, Japão, atua em várias áreas, incluindo transporte de passageiros por autocarro e táxi, logística, turismo, retalho, imobiliário e IT. Fundada em 1910, a empresa desenvolve negócios por todo o Japão.

Metro de Riade inicia operação

A Martifer Metallic Constructions participou no extraordinário projeto do Metro de Riade, que acaba de entrar em pleno funcionamento, contribuindo com duas obras emblemáticas.

Em 2018, a Martifer concluiu a Ponte King Fahd Road para o cliente FAST Consortium, que conecta uma das estações mais icônicas da rede, projetada pelos renomados Zaha Hadid Architects.

Mais recentemente, foi concluído o Park & Ride, com a sua magnífica fachada perfurada. Este complexo, que inclui parques de estacionamento para o Metro de Riade, foi adjudicado à Martifer em 2020 pelo consórcio ArRiyadh New Mobility e já está em operação.

Inicialmente, a Martifer ficou responsável pela engenharia, fabrico e instalação das fachadas de quatro edifícios que acolhem os parques de estacionamento de apoio à Linha 3 do metro. Posteriormente, assumiu também o apoio técnico e a montagem para a conclusão de mais quatro estações elevadas da mesma linha.

O contrato do Park & Ride envolveu cerca de 18 000 m² de fachadas, distribuídas entre chapa de alumínio 3D perfurada, sombreadores e fachada cortina (interior e exterior).

Martifer na reta final do Aeroporto de Manchester

A Martifer Metallic Constructions está a entrar na fase final da sua intervenção no Terminal 2 do Aeroporto de Manchester.

A inauguração do Terminal 2 está prevista para o segundo semestre de 2025. O novo cais do Terminal 2 oferecerá 12 portas de embarque, capazes de acolher desde aviões pequenos até modelos de grande dimensão, como o Airbus A380.

O terminal contará ainda com 27 novos restaurantes, bares e lojas. Será também implementada uma nova área de segurança equipada com scanners 3D, além de um sistema de taxiway duplo que visa aumentar a eficiência das operações aéreas.

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Este é o primeiro projeto da Martifer em Manchester, reforçando o seu papel em iniciativas de grande relevância para o desenvolvimento da rede de infraestruturas do Reino Unido.

02 2025

Ponte Greenland - As primeiras estruturas da Martifer já foram instaladas

Poucas semanas após as fábricas de Portugal e Roménia expedirem as primeiras peças para a Ponte de Grenland, na Noruega, a Eiffage iniciou a montagem da estrutura em obra.

Em meados de janeiro, foi instalado o primeiro elemento do bloco de ancoragem, produzido pela Martifer na Roménia, na sua posição final. Cada componente, transportado por via terrestre, pesa até cerca de 8 toneladas e tem dimensões máximas de 3,2 metros de largura. A fábrica de Calarasi, na Roménia, irá produzir doze estruturas semelhantes, totalizando cerca de 90 toneladas de aço.

No início de fevereiro, chegaram ao local da obra, vindas do porto de Skien, as primeiras secções da torre, expedidas pela Martifer de Oliveira de Frades. As secções da base da torre, com 20 toneladas e até 4,9 metros de largura, são transportadas por via marítima. A fábrica de Oliveira de Frades produzirá dezoito estruturas semelhantes, num total de 280 toneladas de aço.

35 ANOS DE MARTIFER – Uma História de Visão, Inovação e Compromisso!

O grupo Martifer celebrou 35 anos de um percurso marcado pela determinação, inovação e excelência. Desde a sua fundação, o Grupo tem sido um exemplo de engenharia, indústria e construção, contribuindo para projetos icônicos e impulsionando o setor em Portugal e no mundo.

Esta conquista é um reflexo do trabalho árduo de todas as equipas, do espírito visionário dos seus fundadores e da confiança de todos os stakeholders que caminham connosco. Mais do que um número, 35 anos representam a solidez, a capacidade de adaptação e o compromisso em construir um futuro sustentável e inovador.

Parabéns a todos os que fazem parte desta história! Que os próximos anos continuem a ser de crescimento, conquistas e muito sucesso.

03 2025

West Sea assinala o início da construção dos novos NPO

No final de março, realizou-se na West Sea a cerimónia de início da construção dos Navios Patrulha Oceânicos (NPO). Presidida pelo Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, a cerimónia contou ainda com a presença do Vice-Chefe do Estado-Maior da Armada, Vice-Almirante Aníbal Soares Ribeiro, do Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, do Chairman do grupo Martifer, Carlos Martins, entre outras entidades.

Os seis novos NPO, com entregas previstas entre 2027 e 2031, terão início de construção assinalado nesta cerimónia nos estaleiros de Viana do Castelo. Estes navios juntar-se-ão aos quatro NPO atualmente em operação. A adjudicação dos seis novos NPO à West Sea ocorreu em dezembro de 2023, no âmbito da Lei de Programação Militar, refletindo a prioridade dada a este projeto pelo interesse nacional.

A West Sea colabora com a Marinha Portuguesa desde 2014, quando foi contratada para a reparação do NPO Figueira da Foz. Desde então, construiu os NPO Sines e Setúbal, entregues em 2018 e 2019, respetivamente.

Os novos navios incorporarão capacidades multifunções, proporcionando maior flexibilidade operacional e permitindo responder a missões complexas, como guerra de minas, vigilância submarina, projeção de força e recolha de informações operacionais. Estas capacidades permitirão ainda o seu emprego no âmbito da NATO, da Organização das Nações Unidas e da União Europeia, em missões de segurança marítima e operações de paz.

PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS


MARTIFER GROUP

Dádiva de Sangue

No âmbito da sua responsabilidade social, o Grupo Martifer promove anualmente, nas suas instalações, ações de dádiva de sangue e de inscrição para dadores de medula óssea, dirigidas aos colaboradores e à comunidade.

Nos meses de março e abril, a sede em Oliveira de Frades e a West Sea, em Viana do Castelo, receberam todos os que, de forma altruísta, decidiram participar nesta causa solidária.

MARTIFER na Zak World of Façades

A Martifer Metallic Constructions participou na edição espanhola da Zak World of Façades, intitulada “Circularidad en La Envolvente De Los Edificios”, que decorreu no dia 20 de março, em Madrid.

Num mercado de referência para a Martifer, esta conferência foi uma ótima oportunidade para ficar a par das mais recentes inovações e desafios na indústria das fachadas.

A Zak World of Façades é uma série de conferências, mundialmente reconhecida, com foco no design e na engenharia de fachadas. Até agora foram organizadas mais de 150 edições, atraindo mais de 45 000 participantes em todo o mundo. A conferência realiza-se em mais de 40 países, incluindo Europa, Médio Oriente, Ásia, América do Norte e Austrália.

Martifer ganha 3º projeto no estádio Santiago Bernabéu

Após a conclusão bem-sucedida dos dois primeiros projetos no Estádio Santiago Bernabéu — que incluíram os módulos em aço inoxidável e alumínio para a cobertura e o revestimento perimetral do rés-do-chão (Zócalo) — a FCC adjudicou à Martifer Metallic Constructions o terceiro pacote de trabalhos: o revestimento interior do átrio.

Este átrio é uma das entradas VIP do estádio, e a nossa missão consiste na modelação completa dos revestimentos das escadas rolantes. A área a intervencionar é de aproximadamente 1 500 m², com a complexidade técnica já reconhecida nos trabalhos anteriores.

A intervenção da Martifer abrange o fabrico, fornecimento, e montagem da subestrutura metálica que envolve as escadas e serve de suporte às bandejas de painel composto A2, assegurando o nível de qualidade exigido pelos arquitetos e pelo clube.

O design está a cargo do gabinete de arquitetura L35, parte do trio original responsável pela conceção do estádio, e foi validado pela Ayesa, gestora do projeto para o Real Madrid.

04 2025

Martifer monta o primeiro pilar no projeto HVO da GALP

Em 2024 a Martifer Metallic Constructions ganhou o fornecimento, fabrico e a montagem de estrutura metálica para vários edifícios, do Projeto HVO da Galp, em Sines. O gestor de projeto é a Technip Energies e o cliente a Galp.

Em abril de 2025, a Martifer montou o primeiro pilar, em Sines. O projeto HVO visa produzir combustíveis renováveis e acelerar a descarbonização do setor energético. Esta unidade irá produzir gasóleo renovável, jet renovável e bionafta — para utilizar na descarbonização do transporte rodoviário e aéreo.

No total, a Martifer é responsável por 2 760 toneladas de estrutura metálica para este projeto, inserido na Refinaria da Galp, que tem como objetivo a construção de uma instalação industrial inovadora para produzir biocombustíveis.

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MARTIFER GROUP

HS2 - 2000 t de aço erguidas no Curzon nº 2

Enquanto, nas fábricas de Oliveira de Frades, avançam os trabalhos para os viadutos Curzon nº 1 e Duddeston, cerca de 200 profissionais montam em obra a imponente estrutura do Curzon nº 2. No estaleiro, multiplicam-se as cabines de soldadura, aumenta o número de trabalhadores e cresce a pressão para cumprir prazos.

No final de maio, partiu de Oliveira de Frades a primeira carga para o Curzon nº 2. Atualmente, já foram montadas cerca de 2 400 toneladas de aço ao nível do solo e 2 000 toneladas em altura, com mais de 6 toneladas de soldadura realizadas em obra.

O viaduto, com 150 metros de comprimento e 25 metros de altura, é uma treliça curva em aço que transportará o HS2 sobre um viaduto ferroviário vitoriano. Concebido para valorizar o património industrial de Birmingham, terá três vias de alta velocidade e será montado no solo antes de ser lançado para a sua posição final — um dos maiores lançamentos de viadutos alguma vez realizados no Reino Unido.

Apelidado "Ponte Bellingham", em homenagem ao futebolista inglês Jude Bellingham, natural da região, será a estrutura mais alta dos acessos da Curzon Street, que conduzem o HS2 à nova estação central de Birmingham.

05 2025

Novo Projeto - Nobu Hotel, Madrid, Espanha

A Martifer Metallic Constructions foi selecionada para executar a fachada do Hotel Nobu Madrid, propriedade da Millenium Hospitality Real Estate Socimi. O cliente é a Constructora San José, com quem já colaborámos em projetos de referência, como o Hotel Princesa e a Castellana 85, também na capital espanhola.

Com projeto arquitetónico do gabinete RCCYP, a reabilitação prevê a transformação de um edifício de escritórios dos anos 60 num hotel de luxo, localizado em pleno centro de Madrid, a poucos metros da Puerta del Sol, junto à Gran Vía e à Plaza de Cibeles. A localização privilegiada, mas de elevada densidade urbana, exige soluções técnicas e operacionais adaptadas, de forma a superar os desafios logísticos e de montagem.

O novo hotel contará com 50 quartos de luxo e procurará preservar o carácter imponente da zona, aliando-o a materiais e sistemas contemporâneos. A fachada ventilada conjugará alumínio e vidro com revestimento cerâmico especial nas zonas opacas, garantindo estética e desempenho.

Este será o primeiro hotel da marca Nobu na capital espanhola — uma marca internacionalmente reconhecida, cofundada pelo ator Robert De Niro.

West Sea celebra Dia da Marinha 2025

No dia 10 de maio, a Martifer promoveu um evento no Navio-Escola Sagres, em Viana do Castelo, para celebrar o Dia da Marinha 2025 e o 11.º aniversário da West Sea.

A cerimónia contou com a presença do CEO do grupo Martifer, Pedro Duarte, do Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, do Contra-almirante Rodrigues Mateus, entre outras entidades.

Foi um dia especial para celebrar conquistas, fortalecer parcerias e olhar com orgulho para o percurso que temos vindo a construir em conjunto.

Paralelamente, a West Sea marcou presença nas exposições do Centro Cultural, num espaço partilhado com a Marinha Portuguesa.

PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS


MARTIFER GROUP

Navalria | Barcos rabelo em águas de moliceiros

Em maio, um dos dois rabelos em construção na Navalria flutuou pela primeira vez.

Após a flutuação na doca, foi rebocado até ao elevador, para dar continuidade aos trabalhos de aprestamento no plano horizontal. Concluída esta fase, seguir-se-ão as provas e vistorias, antes da entrega ao nosso cliente, a Tomaz do Douro.

Estas embarcações turísticas têm 26,80 metros de comprimento e 6,74 metros de boca, totalizando cerca de 50 toneladas de aço.

A manobra de movimentação, que levou o rabelo do hangar de produção para o plano horizontal, foi necessária para permitir o avanço das construções seguintes, entretanto já iniciadas.

06 2025

Martifer, West Sea e Navaria, juntas a contar histórias felizes

No âmbito da sua responsabilidade social, no início de junho, a Martifer, a West Sea e a Navalria juntaram-se à Ajudaris para celebrar o Dia Mundial da Criança nas pediatrias dos hospitais de Viana do Castelo e Viseu, bem como no Centro de Acolhimento Temporário da Cáritas, em Aveiro.

A iniciativa teve como objetivo levar alegria e cor às crianças internadas e às que vivem em lares de acolhimento, promovendo a escrita de histórias para o próximo livro solidário da Ajudaris. A ação incluiu a entrega simbólica de livros da coleção Histórias da Ajudaris, a leitura de uma história e a montagem de um cubo que se transformava num jogo divertido.

Este foi o segundo ano consecutivo em que a Martifer participou nesta iniciativa. Mais uma vez, saímos destas instituições de "coração cheio", por termos proporcionado às crianças a oportunidade de contribuir para o projeto, criando a sua própria história para o próximo livro solidário.

Martifer patrocina "Façades 2025 – Towards Sustainability"

No dia 6 de junho de 2025, Lisboa foi palco de um dos eventos mais relevantes na área da construção sustentável: a conferência "Façades 2025 – Towards Sustainability", no Centro Cultural de Belém.

A Martifer foi um dos patrocinadores do evento e Jorge Rosário um dos oradores da conferência, levando a todos os convidados o tema "Engineering in Façade Construction: Diversity of Raw Materials Used on Building Envelopes".

Já no segundo painel de discussão, foi a vez de Daniel Machado debater "The Future of Façade Innovation and Collaboration".

Organizado pela NOVA School of Science and Technology, em parceria com o seu Centro de Tecnologias e Sistemas e a European Façade Network, o evento reuniu especialistas internacionais para debater o futuro do design sustentável de edifícios, com foco nas fachadas e nos invólucros arquitetónicos.

Sob a coordenação do professor Daniel Aelenei (PhD), a conferência abordou temas como tecnologias inteligentes, materiais inovadores e sistemas adaptativos de fachadas, com ênfase na eficiência energética e na resiliência climática.

Arquitetos, engenheiros e investigadores apresentaram projetos de vanguarda, tendências emergentes e soluções avançadas que estão a moldar o futuro das fachadas sustentáveis, tanto em construções novas como em reabilitações.

À conversa com Miguel Ángel Nunez e Adrián Roiz - Fachadas em Foco

No dia 5 de junho, a Martifer recebeu Ádrian Roiz, da Arup, e Miguel Ángel Núñez, da ENAR Envolventes Arquitectónicas, em Oliveira de Frades, para uma conversa inspiradora sobre inovação e grandes projetos.

O evento contou com mais de 80 pessoas, de áreas diversas do grupo Martifer, que assistiram presencialmente e online.

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MARTIFER GROUP

Durante o encontro, foram abordados temas essenciais como novos materiais e soluções e fachadas de alta performance, ilustrados com casos práticos que demonstram o impacto da inovação no setor. Foi um momento de partilha de conhecimento e experiência que reforça o compromisso do grupo Martifer com a vanguarda tecnológica e a excelência nos seus projetos.

Martifer conclui a fachada do Hotel Princesa em Madrid

A Martifer Metallic Constructions concluiu os trabalhos de fachada na remodelação do Hotel Princesa em Madrid, criando um novo hotel de luxo no centro da capital espanhola.

O projeto incluiu a substituição de 1 200 janelas de alumínio, 4 600 m² de sistemas de divisórias secas para estanquidade ao ar e regulação da geometria, e todo ele revestido com mais de 5 500 m² de painel compósito de alumínio em duas cores. Para além do corpo principal dos dois volumes, todas as estruturas metálicas do rés do chão foram construídas para acolher as aberturas em alumínio e vidro, as portas automáticas e a modernização da pérgula de entrada.

Este foi um desafio que reforça a experiência da Martifer em projetos de reabilitação exigentes e logisticamente complexos. Parabéns a toda a equipa!

West Sea e Ryobi celebram o nascimento do Navio-Hotel para o mar do Japão

Na segunda-feira, 30 de junho, Pedro Duarte, CEO do Grupo Martifer, e Mitsunobu Kojima, CEO da Ryobi Holdings, presidiram à cerimónia de "Colocação da Quilha", que marcou oficialmente o início da construção do Navio-Hotel Ryobi.

O evento realizou-se na Plataforma de Construção e reuniu a administração do Grupo Martifer e da West Sea, os profissionais envolvidos no projeto e vários representantes das empresas parceiras.

Desde os primórdios da construção naval, o assentamento da quilha simboliza o nascimento de uma embarcação. Apesar da evolução dos métodos construtivos, este momento mantém o nome e permanece como um marco solene, celebrando o arranque formal de um projeto naval.

A cerimónia iniciou-se com a tradicional colocação de duas moedas recém-cunhadas sob o primeiro bloco estrutural, como símbolo de boa sorte para o navio e a sua tripulação. Esta prática remonta à Grécia e Roma antigas, onde se acreditava que as moedas ajudavam a proteger os marinheiros em caso de naufrágio. Hoje, representam também o engenho, o saber e a dedicação.

Seguiram-se os discursos do CEO do grupo Martifer, Pedro Duarte, e do Chairman da Ryobi, Mitsunobu Kojima, que destacaram que este momento foi o culminar de um trabalho exemplar e altamente profissional das equipas da West Sea e da Ryobi. Ambos manifestaram grande satisfação com a parceria, expressando o desejo de que seja duradoura e dê origem a novos projetos conjuntos.

PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS POSTERIORES

Novo Projeto - Novo Mercado de Legazpi, Madrid, Espanha

A Martifer Metallic Constructions foi adjudicada para a reabilitação do Mercado de Legazpi, o antigo mercado de frutas e legumes de Madrid. O projeto inclui o design, fabrico e a montagem de diversas fachadas de alumínio, totalizando cerca de 7 000 m².

Uma das particularidades desta intervenção é a utilização de muro cortina de alumínio, formando uma retícula em cada vão da estrutura existente. As lâminas cerâmicas de sombreamento, cobrindo cerca de 2 500 m² da superfície envidraçada, serão pré-montadas em fábrica e reproduzem o padrão do antigo tijolo do edifício original — uma homenagem significativa a este ícone da cidade.

PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS


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O desenvolvimento do projeto tem contado com a colaboração do nosso parceiro Proinller, com quem já trabalhámos nos projetos Helios e Santiago Bernabéu. Graças à experiência conjunta, foi possível criar uma solução técnica que conquistou o arquiteto Enrique Bardají, o responsável pelo Património municipal e a construtora FCC.

O Mercado de Legazpi é um edifício histórico e muito estimado pelos madrilenos. Após anos de abandono, a Câmara Municipal decidiu avançar com uma reabilitação de grande escala para aproveitar a estrutura existente, composta por 10 blocos. O objetivo é criar escritórios para serviços municipais atualmente dispersos por vários edifícios alugados na cidade, além de uma nova zona comercial.

Energia Solar e Eólica no Parque de Babadag na Roménia

No início de julho, a Eviva Nalbant S.R.L. atingiu 50 % da construção do parque solar que está a transformar o parque eólico de Babadag num projeto híbrido. O novo parque solar Babadag PV terá uma capacidade de 18,3 MWp e produzirá cerca de 24.500 MWh por ano.

O parque eólico de Babadag, desenvolvido e construído pela Martifer Renewables em 2012, é operado desde então pela subsidiária da Martifer na Roménia. Com uma potência instalada de 42 MW, o parque é composto por 20 turbinas Suzlon de 2,1 MW cada e gera aproximadamente 78.000 MWh anuais — o equivalente ao consumo de 30.000 casas.

Após quase 13 anos de operação, a Eviva Nalbant S.R.L. decidiu avançar para um novo desafio: a hibridização do parque eólico Babadag com a construção do parque solar no mesmo terreno.

A hibridização é uma solução eficiente em rápido desenvolvimento no setor das energias renováveis, que integra parques eólicos e solares num único ponto de ligação à rede elétrica nacional, através da mesma subestação.

Este conceito permite aumentar a capacidade instalada de energia renovável sem necessidade de reforço da infraestrutura da rede elétrica, pois os sistemas fotovoltaicos e eólicos tendem a produzir em períodos distintos. Além disso, otimiza o uso do espaço e maximiza a utilização dos recursos naturais, considerando a sazonalidade do vento e do sol — com ventos mais fortes no inverno e elevados níveis de irradiação solar no verão nesta região.

Novo projeto de reparação - Souselas

O Souselas, navio de carga geral da Ership SAU, com 158 metros de comprimento e 23,2 metros de boca, entrou na Bacia de Aprestamento no dia 16 de julho, deslocando-se para a Doca 1 no dia 19 do mesmo mês.

Os principais trabalhos de reparação incluem decapagem e pintura do casco, reparação das escotilhas e juntas de vedação, manutenção das gruas de carga, além de diversos trabalhos em aço e canalizações.

A reparação está prevista para durar cerca de 25 dias.

Martifer conclui Monforte de Lemos, 28 em Madrid

A Martifer Metallic Constructions concluiu mais um projeto no centro de Madrid, reabilitando as fachadas do edifício localizado na rua Monforte de Lemos, 28.

Este complexo é composto por cinco volumes principais: torres, base inferior, ponte, pátios e edifício anexo, que somam mais de 10 000 m² de fachadas de alumínio e revestimentos.

Esta reabilitação representou um desafio especial, uma vez que o edifício original, o Centro de Informática dos Correios de Espanha, foi projetado em 1972 pelo lendário arquiteto espanhol Alejandro de la Sota. A sua fachada é um bem de interesse cultural, pelo que o novo complexo irá melhorar as características técnicas do revestimento, mas conservará toda a essência arquitetónica. É importante destacar o respeito pelo projeto original, que se reflete em cada detalhe elaborado pelo arquiteto Antonio Ruiz Barbarin (Arquimania) e com a Ferrés Arquitectos y Consultores como consultora de fachadas. Isso não teria sido possível sem o apoio da Azora como proprietária, coordenada pela Arcadis como gestora do projeto e pelo nosso cliente direto, Construcciones San Martín, S.A..

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EVENTOS SUBSEQUENTES

No dia 5 de agosto de 2025, a Visabeira Indústria SGPS, S.A. (Oferente) tornou pública, por via do Anúncio Preliminar, a decisão de lançamento de uma oferta pública geral e obrigatória de aquisição da totalidade das ações representativas do capital social da Martifer – SGPS, S.A. ("Oferta").

A Oferta é geral e obrigatória, em consequência de a Oferente (Visabeira Indústria SGPS, S.A.) ter celebrado no mesmo dia:

a) um acordo de acionistas com a I'M – SGPS, S.A. e a Mota-Engil, SGPS, S.A. em relação aos termos e condições que deverão regular as respetivas relações enquanto acionistas da Martifer – SGPS, S.A. ("Acordo Parassocial Tripartido"), cuja produção de efeitos se encontra sujeita à obtenção das aprovações e/ou não oposição, sem compromissos, da(s) autoridade(s) da concorrência exigíveis nos termos da regulamentação aplicável ("Condição") e gerará imputação de direitos de votos às partes nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 20.º do CVM;

b) um acordo, integrado no Acordo Parassocial Tripartido, igualmente com a I'M – SGPS, S.A. e a Mota-Engil, SGPS, S.A., com vista ao lançamento da Oferta, obrigando-se a Oferente a, nos termos e condições do Anúncio Preliminar e dos demais documentos da Oferta, lançar a presente Oferta (em cumprimento do seu próprio dever e em substituição do dever das demais partes no referido acordo de acionistas, em resultado da imputação a todas elas de mais de 50 % (cinquenta por cento) dos direitos de votos da Martifer calculados nos termos do número 1 do artigo 20.º do CVM).

c) um contrato de compra e venda em relação a ações representativas de 5 % (cinco por cento) do capital social da Martifer SGPS, S.A., com liquidação física e financeira a 6 de agosto de 2025; e

d) um aditamento ao contrato promessa de compra e venda celebrado pela Oferente, em 2 de outubro de 2024, prevendo-se neste aditamento que a Oferente adquirirá, até 30 de abril de 2026, ações representativas de 18% (dezoito por cento) do capital social da Martifer SGPS, S.A. (em vez de 19 % (dezanove por cento), como estava previsto previamente ao aditamento), na sequência de notificação pela Visabeira às promitentes-vendedoras para o efeito.

Desde a data de referência das contas não ocorreram outros factos que afetem a informação financeira divulgada.

PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS


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DESEMPENHO

Holding

HOLDING 25


MARTIFER
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ANÁLISE DE RESULTADOS CONSOLIDADOS

M€ JUN-25 JUN-24 VAR. %
Rendimentos Operacionais 141,0 126,5 11%
EBITDA 16,3 20,4 -20%
Margem EBITDA 12,0% 16,7% -4,7 pp
Amortizações e depreciações -3,5 -3,2 -11%
Provisões e perdas de imparidade de ativos não correntes não financeiros 0,0 0,3 -91%
EBIT 12,8 17,6 -27%
Margem EBIT 9,4% 14,4% -5 pp
Resultados financeiros -3,6 -3,9 9%
Resultados antes de impostos 9,2 13,6 -33%
Impostos -1,4 -1,9 28%
Resultado líquido do período 7,8 11,7 -33%
Atribuível a interesses que não controlam -0,2 0,2 n.m.
Atribuível ao Grupo 8,0 11,5 -31%
Resultado por ação (€) 0,082 0,118 -31%

(a) EBITDA = Vendas e prestações de serviços + Outros rendimentos operacionais – CMVMC – Subcontratos - Fornecimentos e serviços externos - Gastos com o pessoal - Perdas de imparidade de ativos financeiros - Outros gastos operacionais
(b) Margem EBITDA = EBITDA/Volume de Negócios

RENDIMENTOS OPERACIONAIS

No 1.º semestre de 2025 os rendimentos operacionais ascenderam a 141,0 milhões de euros (126,5 milhões de euros no 1.º semestre de 2024) sendo 53 % respeitantes ao segmento da Construção Metálica, 44 % ao segmento da Indústria Naval e 4 % ao segmento da Renováveis.

RENDIMENTOS OPERACIONAIS JUN-25 JUN-24 VAR. (%)
M€ PESO M€ PESO
Martifer Consolidado 141,0 100% 126,5 100% 11%
Construção Metálica 74,6 53% 68,1 54% 10%
Indústria Naval 61,7 44% 50,9 40% 21%
Renováveis 6,0 4% 8,8 7% -32%
Outras -1,3 -1% -1,1 -1% 19%

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MARTIFER

GROUP

BREAKDOWN VENDAS E PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS POR ORIGEM E DESTINO

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Origem

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Destino

Analisando o volume de negócios por geografia – considerando a localização dos clientes e o local de destino das vendas e serviços prestados - Portugal representa 33 % do total das vendas e prestações de serviços e o mercado internacional 67 % divididos da seguinte forma: União Europeia (excluindo Portugal) – 18 %, Angola – 5 %, América Latina – 2 % e Outros (essencialmente o volume de negócios para o Reino Unido, bem como o associado à construção dos navios cruzeiro para navegar no Ártico e na Antártida) – 42 %.

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EBITDA E RESULTADO LÍQUIDO

No 1.º semestre de 2025 o EBITDA consolidado registou um valor positivo de 16,3 milhões de euros (20,4 milhões de euros no 1.º semestre de 2024), tendo para isso contribuído o segmento da Indústria Naval com 8,0 milhões de euros, o segmento da Construção Metálica com 6,6 milhões de euros e o segmento da Renováveis com 1,8 milhões de euros.

EBITDA JUN-25 JUN-24 VAR. (%)
M€ MARG M€ MARG
Martifer Consolidado 16,3 12% 20,4 17% -20%
Construção Metálica 6,6 9% 5,9 9% 11%
Indústria Naval 8,0 13% 10,4 20% -23%
Renováveis 1,8 36% 4,0 64% -54%
Outras -0,2 0,1 n.m.

O resultado líquido consolidado ascendeu a 7,8 milhões de euros (11,7 milhões de euros no 1.º semestre de 2024).

RLE JUN-25 JUN-24 VAR. (%)
M€ PESO M€ PESO
Martifer Consolidado 7,8 100% 11,7 100% -33%
Construção Metálica 1,3 16% 0,0 0% >100%
Indústria Naval 5,5 70% 7,1 60% -23%
Renováveis 0,2 2% 2,4 21% -92%
Outras 0,9 11% 2,2 19% -59%

INVESTIMENTO CONSOLIDADO

O valor do investimento em ativos fixos tangíveis, ativos intangíveis e ativos sob direitos de uso no 1.º semestre de 2025 foi de 23,0 milhões de euros, aplicado, essencialmente, nos segmentos: Renováveis 11,9 milhões de euros (essencialmente devido à construção do projeto solar Korchowa II, na Polónia, assim como a construção do parque solar, que está a transformar o parque eólico de Babadag num projeto híbrido, na Roménia) e na Indústria Naval 10,1 milhões de euros (maioritariamente referente ao investimento na nova doca seca de Viana do Castelo, a qual é destinada à reparação naval e permitirá captar navios de maior dimensão e acrescentar capacidade produtiva). e na Construção Metálica 1,0 milhões de euros (maioritariamente com a aquisição de equipamentos).

De salientar que nos valores acima referidos estão incluídos os impactos decorrentes da aplicação da IFRS16, que em termos de investimento ascendeu a cerca de 0,7 milhões de euros.

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ANÁLISE DA ESTRUTURA DE CAPITAL CONSOLIDADA

SITUAÇÃO FINANCEIRA

CM JUN-25 DEZ-24 VAR. %
Ativos Fixos (incluindo Goodwill e Ativos de direito de uso) 115,4 97,4 18%
Outros Ativos não correntes 28,0 28,8 -3%
Inventários e Devedores Correntes 143,7 112,2 28%
Caixa e equivalentes de caixa 50,7 108,2 -53%
Ativo Total 337,8 346,7 -3%
Capital Próprio 73,7 79,2 -7%
Interesses que não controlam 3,8 4,8 -20%
Total do Capital Próprio 77,6 84,0 -8%
Dívida e Passivos de locações não correntes 86,2 106,7 -19%
Outros passivos não correntes 7,8 7,8 1%
Dívida e Passivos de locações correntes 18,6 6,2 >100%
Outros passivos correntes 147,7 142,0 4%
Passivo Total 260,3 262,7 -1%

O valor total do ativo ascende a 337,8 milhões de euros (346,7 milhões a 31 de dezembro de 2024), sendo que o valor dos ativos não correntes totalizam 143,4 milhões de euros (126,2 milhões de euros em 31 de dezembro de 2024). O aumento relativo aos Ativos fixos tangíveis decorre do investimento realizado nos vários segmentos.

O valor do capital próprio atribuível ao Grupo a 30 de junho de 2025 totalizava 73,7 milhões de euros, sendo que o mesmo totalizava 79,2 milhões de euros a 31 de dezembro de 2024.

Em 30 de junho de 2025 a liquidez geral cifrou-se em 117 % (149 % em 31 de dezembro 2024) e o rácio de solvabilidade em 120 % (157 % em 31 de dezembro de 2024).

DÍVIDA LÍQUIDA

Durante o 1.º semestre de 2025, manteve-se a tendência decrescente da dívida estrutural consolidada, de acordo com as premissas definidas no Plano Estratégico do grupo Martifer, que passam pela manutenção de um nível de dívida financeira e, consequentemente, de um serviço de dívida ajustado aos cash-flows gerados pelas atividades operacionais das empresas do Grupo.

O Grupo tinha iniciado um conjunto de investimentos no final de 2024, nomeadamente no segmento da Indústria Naval que irá permitir o aumento de capacidade instalada nos Estaleiros de Viana do Castelo e no segmento da Renováveis com a construção de 48,97 MW de projetos fotovoltaicos na Polónia e Roménia. No final do ano, os valores de caixa consolidados incorporavam já em larga medida a parcela de fundos próprios a aportar no desenvolvimento destes investimentos e que foram na sua maioria aplicados já no primeiro semestre de 2025.

A par destes investimentos, verificou-se ainda o consumo de valores recebidos a título de adiantamento ou primeiros milestones nos segmentos da Indústria Naval e da Construção Metálica relativos a projetos que entraram agora numa fase mais avançada com uma forte componente de aquisição de matérias-primas e cujos recebimentos haviam ocorrido ainda em 2024.

Estes dois fatores justificam em larga medida o aumento registado na dívida líquida consolidada do Grupo, que se mantém num nível muito confortável, com um rácio Net Debt/ EBITDA muito inferior a 2,5x.

No primeiro semestre de 2025, foi resolvido em definitivo o Acordo de Reestruturação assinado em 2015, tendo sido contratada nova dívida com maturidade de 7 anos.

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De referir que o Grupo irá manter a sua estratégia de contratação de dívida, sempre efetuada de forma criteriosa e associada a projetos que promovam a criação de valor de forma sustentada para o Grupo, mantendo o grau de endividamento adequado ao grau de permanência dos Ativos do Grupo.

TENDÊNCIA DE DECRÉSCIMO DA DÍVIDA LÍQUIDA EXCLUINDO PASSIVOS DE LOCAÇÕES (M€)

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Nota: Dívida Líquida = Empréstimos (+/-) Derivados – Caixa e equivalentes de Caixa

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COMPORTAMENTO DA AÇÃO MARTIFER

PERFORMANCE DA AÇÃO | 1S 2025 – variação em %

img-0.jpeg
Fonte: Reuters

VOLUME TRANSACIONADO | 1S 2025 – '000 ações

img-1.jpeg
Fonte: Reuters

Segundo o World Economic Forum (WEF), apesar de vários choques sem precedentes nos últimos anos, a economia global manteve-se estável em 2024. Contudo, o panorama global mudou, assim como as prioridades políticas. Desde o início de 2025, os Estados Unidos intensificaram a imposição de tarifas sobre as importações, o que levou à adoção de contramedidas por parte de outros governos elevando as taxas tarifárias para os níveis mais altos dos últimos 100 anos. O aumento das tarifas representa um choque negativo para o crescimento global, especialmente devido à imprevisibilidade com que estão a ser aplicadas, o que, segundo o WEF, dificulta cada vez mais a criação de projeções futuras. Posto isto, espera-se que o crescimento global seja de apenas 2,8 % em 2025 e 3 % em 2026. Quanto à economia norte-americana, projeta-se um crescimento para 2025 de apenas

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1,8 %, desacelerando dos 2,7 % anteriormente projetados em janeiro. O WEF demonstra alguma preocupação quanto aos riscos associados à incerteza global, sugerindo uma maior coordenação entre os países de forma a construir um futuro mais estável, assim como políticas monetárias fortes para garantirem a estabilidade financeira dos países e das respetivas moedas.

O índice europeu Stoxx 50 subiu 8,32 % no primeiro semestre de 2025, depois de uma subida anual de 8,28 % em 2024. O índice de França (CAC 40) registou uma subida de 3,87% no primeiro semestre do ano enquanto o índice Italiano (FTMIB) apresentou uma subida de 16,4 %. No ano anterior, 2024, o índice francês tinha caído, aproximadamente, 2 %, enquanto o índice italiano subiu 12 %. Por outro lado, os índices do Reino Unido (FTSE 100) e de Portugal (PSI) acabaram por subir 7,19 % e 16,92 %, respetivamente. O índice DAX, índice alemão, subiu, aproximadamente, 20,09 % ao longo do semestre, continuando a subida registada no ano anterior de 18,85 %.

Os Estados Unidos da América registaram ligeiras subidas nos mercados acionistas durante o semestre como reflete o índice industrial Dow Jones que subiu, aproximadamente, 3,64 %. Este aumento contrasta com aumento acentuado vivenciado ao longo do ano de 2024 com cerca de 12,88 %.

Relativamente ao índice S&P500, o mesmo subiu, aproximadamente, 5,5 %. O índice NASDAQ registou uma subida de 7,93 %. Os mercados asiáticos, com o índice de Shanghai registaram uma subida de 2,76 %, neste semestre.

As ações da Martifer, SGPS S.A. valorizaram, aproximadamente, 22 % sendo que registavam, no último dia útil do semestre, 2,12 euros/ação, e que, no dia 2 de janeiro de 2025, registavam 1,735 euros/ação. Analisando os extremos obtidos, por um lado, tem-se como mínimo 1,715 euros/ação, atingido no final de janeiro de 2025, enquanto o máximo (2,21 euros/ação) do semestre foi atingido a 17 de junho e no dia seguinte. Destaca-se que as ações da Martifer, SGPS S.A. superaram o crescimento do PSI no primeiro semestre de 2025.

Para terminar, é importante abordar os dados de volumes de transações diárias das ações da Martifer. SGPS S.A. A 30 de abril foi atingido o máximo do ano com 327.935 ações transacionadas. Em termos de menor volume, foram registadas, no dia 7 de fevereiro, apenas 181 ações transacionadas. Numa perspetiva semestral, acrescenta-se que o volume total de transações registadas ao longo do primeiro semestre de 2025 foi de 3.231.580 ações transacionadas, sendo que, no ano de 2024 foi registado um volume total de 4.753.259 ações transacionadas. Assim, é visível que neste semestre foram realizadas, aproximadamente, 68 % das transações realizadas no ano anterior.

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DESEMPENHO

Construção Metálica

CONSTRUÇÃO METÁLICA 33


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DESEMPENHO

CONSTRUÇÃO METÁLICA

ATIVIDADE

Este segmento está integrado na subholding Martifer Metallic Constructions e inclui as atividades de construção metalomecânica, fachadas em alumínio e vidro, manutenção industrial e infraestruturas para oil & gas.

A carteira de encomendas no final do 1.º semestre de 2025 ascendia a 187 milhões de euros, dispersa por várias geografias.

CARTEIRA DE ENCOMENDAS POR GEOGRAFIA

Geografia Total %
África 8 4%
África Subsariana 8 4%
Europa de Leste e Médio Oriente 0 0%
Europa Ocidental 179 96%
Construção Metálica 149 80%
Oil & Gas 30 16%
187 100%

RESULTADOS OPERACIONAIS

Os rendimentos operacionais da Construção Metálica ascenderam a 74,6 milhões de euros no 1.º semestre de 2025, o que corresponde a um aumento de cerca de 10 % face ao período homólogo (68,1 milhões de euros), reflexo do aumento da atividade, essencialmente, nas geografias do Reino Unido e de Portugal.

O EBITDA do 1.º semestre de 2025 situou-se nos 6,6 milhões de euros, apresentando uma variação positiva de 0,7 milhões de euros face ao período homólogo, que se justifica essencialmente pelo aumento da atividade nos mercados acima indicados, quando comparado com o 1.º semestre de 2024.

O EBIT foi positivo em 5,1 milhões de euros que compara com um valor de 4,9 milhões de euros do período homólogo, o que corresponde a um aumento de cerca de 3 %.

M€ JUN-25 JUN-24 VAR %
Rendimentos Operacionais 74,6 68,1 10%
EBITDA 6,6 5,9 11%
Margem EBITDA 9,2% 8,9% 0,3 pp
Amortizações e depreciações -1,5 -1,4 -13%
Provisões e perdas de imparidade de ativos não correntes não financeiros 0,0 0,3 -91%
EBIT 5,1 4,9 3%
Margem EBIT 7,1% 7,4% -0,3 pp
Resultados financeiros -3,2 -4,4 26%
Resultados antes de impostos 1,8 0,5 >100%
Impostos -0,6 -0,5 -11%
Resultado líquido do período 1,3 0,0 >100%
Atribuível a interesses que não controlam -0,2 0,2 n.m.
Atribuível ao Grupo 1,4 -0,2 n.m.

(a) EBITDA = Vendas e prestações de serviços + Outros rendimentos operacionais – CMVMC – Subcontratos - Fornecimentos e serviços externos - Gastos com o pessoal - Perdas de imparidade de ativos financeiros - Outros gastos operacionais
(b) Margem EBITDA = EBITDA/Volume de Negócios

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DESEMPENHO

Indústria Naval

INDÚSTRIA NAVAL 35


MARTIFER GROUP

DESEMPENHO

INDÚSTRIA NAVAL

ATIVIDADE

Este segmento está integrado na subholding Martifer Metallic Constructions e inclui a construção de navios e a prestação de serviços de reparação e conversão naval.

A carteira de encomendas no final do 1.º semestre de 2025 totalizava 478 milhões de euros.

RESULTADOS OPERACIONAIS

Os rendimentos operacionais da Indústria Naval ascenderam a 61,7 milhões de euros em 30 de junho 2025, o que corresponde a uma variação positiva de cerca de 21 % face ao período homólogo, com a construção naval a representar 67 %, a reparação naval a representar cerca de 31 %, e trabalhos para a própria empresa, com a construção da Nova Doca Seca na West Sea, 1 %. A variação face ao período homólogo está relacionada diretamente com o número de obras em curso face ao ano anterior, nomeadamente na construção naval, com o projeto de construção de 6 Navios Patrulha Oceânicos para a Marinha Portuguesa, e a construção de um navio cruzeiro de luxo para o grupo japonês Ryobi Holdings.

O EBITDA do 1.º semestre de 2025 situou-se nos 8,0 milhões de euros, inferior ao EBITDA do período homólogo, que ascendeu a 10,4 milhões de euros. Esta diminuição face ao período anterior está diretamente relacionada com a reversão de provisões registada no 1º semestre de 2024, anteriormente constituídas sobre contratos onerosos que não se vieram a verificar. Excluindo esse efeito, o crescimento orgânico da margem EBITDA comparável seria de cerca de 34 %.

M€ JUN-25 JUN-24 VAR.%
Rendimentos Operacionais 61,7 50,9 21%
EBITDA 8,0 10,4 -23%
Margem EBITDA 13,2% 20,4% -7,2 pp
Amortizações e depreciações -0,7 -0,6 -16%
Provisões e perdas de imparidade de ativos não correntes não financeiros 0,0 0,0 n.m.
EBIT 7,3 9,8 -25%
Margem EBIT 12,1% 19,3% -7,2 pp
Resultados financeiros -0,4 0,3 n.m.
Resultados antes de impostos 6,9 10,0 -31%
Impostos -1,5 -3,0 50%
Resultado líquido do período 5,5 7,1 -23%
Atribuível a interesses que não controlam 0,0 0,0 n.m.
Atribuível ao Grupo 5,5 7,1 -23%

(a) EBITDA = Vendas e prestações de serviços + Outros rendimentos operacionais – CMVMC – Subcontratos - Fornecimentos e serviços externos - Gastos com o pessoal - Perdas de imparidade de ativos financeiros - Outros gastos operacionais
(b) Margem EBITDA = EBITDA/Volume de Negócios

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DESEMPENHO

Renováveis

RENOVÁVEIS
37


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DESEMPENHO

RENOVÁVEIS

ATIVIDADE

A Martifer Renewables, SGPS, S.A., subholding para o segmento de negócio Renováveis, é detida a 100 % pela Martifer, SGPS, S.A., atua como um developer de energias renováveis, principalmente no desenvolvimento de parques eólicos e solares fotovoltaicos (em localizações geográficas específicas). Mais do que acumular potência em exploração, a estratégia da Martifer Renewables assenta numa rigorosa utilização de capitais no desenvolvimento e construção de projetos, tendo implementado uma política de rotação de ativos em processo de desenvolvimento, gestão da construção, gestão de ativos e operação e manutenção (O&M).

RESULTADOS OPERACIONAIS

Os rendimentos operacionais totalizaram 6,0 milhões de euros e respeitam, essencialmente, aos proveitos dos parques, detidos na totalidade e em operação na Roménia, na Polónia e em Portugal

O EBITDA atingiu os 1,8 milhões de euros no 1.º semestre de 2025, tendo registado uma diminuição face ao período homólogo devido essencialmente à redução das vendas de energia e de certificados verdes na Roménia.

O investimento total em ativos fixos tangíveis e ativos sob direito de uso realizado no 1.º semestre de 2025 totalizou 11,9 milhões de euros, que resulta essencialmente da construção do projeto solar Korchowa II, na Polónia, assim como da construção do parque solar, que está a transformar o parque eólico de Babadag num projeto híbrido, na Roménia.

ME JUN-25 JUN-24 VAR.%
Rendimentos Operacionais 6,0 8,8 -32%
EBITDA 1,8 4,0 -54%
Margem EBITDA 36,3% 63,6% -27,3 pp
Amortizações e depreciações -1,3 -1,2 -7%
Provisões e perdas de imparidade de ativos não correntes não financeiros 0,0 0,0 n.m.
EBIT 0,5 2,8 -80%
Margem EBIT 10,8% 44,2% -33,4 pp
Resultados financeiros -0,1 0,0 n.m.
Resultados antes de impostos 0,4 2,8 -85%
Impostos -0,2 -0,3 29%
Resultado líquido do período 0,2 2,4 -92%
Atribuível a interesses que não controlam 0,0 0,0 n.m.
Atribuível ao Grupo 0,2 2,4 -92%

(a) EBITDA = Vendas e prestações de serviços + Outros rendimentos operacionais – CMVMC – Subcontratos - Fornecimentos e serviços externos - Gastos com o pessoal - Perdas de imparidade de ativos financeiros - Outros gastos operacionais

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MARTIFER
GROUP

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PRINCIPAIS RISCOS 41

DEMONSTRAÇÕES
FINANCEIRAS

Principais riscos


MARTIFER GROUP

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

RISCOS FINANCEIROS

Os riscos financeiros constantes no Relatório e contas de 2024 (em 'Principais Riscos') atualizados a 30 de junho de 2025 são como se segue:

A incerteza, característica dominante dos mercados, comporta em si uma variedade de riscos aos quais as atividades do grupo Martifer se encontram expostas, designadamente, risco de preço, risco de taxa de câmbio, risco de taxa de juro, risco de liquidez e risco de crédito.

A) RISCO DE PREÇO

A volatilidade do preço das matérias-primas constitui um risco para o Grupo, no segmento da Construção Metálica e Indústria Naval.

No primeiro semestre de 2025, o preço do aço manteve-se em níveis baixos, nomeadamente na Europa, em linha com os valores registados no final de 2024.

Em julho os futuros do aço na China registaram uma quebra significativa face aos meses anteriores, fruto do anúncio de uma política fiscal expansionista por parte de Pequim, em paralelo, o anúncio da implementação de tarifas aduaneiras sobre grandes economias por parte dos EUA fazem antever uma diminuição do consumo de aço fora da China.

Com o anúncio das tarifas à importação de aço e alumínio, nos EUA registaram-se já movimentos de investimento em aumento da capacidade produtiva destas commodities.

Assim, espera-se que os preços do aço se mantenham a níveis baixos, sobretudo fora dos EUA onde a oferta deverá aumentar em consequência da diminuição das exportações.

No caso do alumínio, com o aumento dos investimentos em defesa na Europa e com a manutenção das sanções sobre a Rússia, o maior produtor de alumínio, é expectável que o preço desta commodity possa sofrer maiores pressões de subida. Ainda assim, acredita-se que as tarifas impostas pelos EUA possam ter um efeito positivo nos preços de venda no mercado europeu, em consequência do aumento da oferta interna.

A Martifer tem procurado mitigar este risco, através de um planeamento rigoroso das compras de matéria-prima, que permitiu a obtenção de economias de escala na quantidade adquirida e consequente fixação de preço. Por outro lado, tem mitigado este risco através de contratos com clientes que permitam repercutir as alterações do preço da matéria-prima no valor pago pelo cliente, nomeadamente através de mecanismos de revisão de preços por forma a acautelar o risco de aumentos futuros.

O Grupo está ainda sujeito ao risco associado à variação dos preços de venda de energia através do segmento de negócio da 'Renováveis'.

Em 2021, com a retoma da atividade industrial que tinha sido fortemente afetada pela pandemia, os custos de energia iniciaram uma trajetória crescente a nível global, crescimento que foi largamente acentuado pela guerra na Ucrânia dado o forte grau de dependência energética da Europa relativamente a combustíveis fósseis oriundos da Rússia.

A partir do terceiro trimestre de 2023, os preços de energia nos mercados europeus iniciaram uma trajetória decrescente, tendo mesmo atingido mínimos históricos em 2024, impulsionados por condições climáticas muito favoráveis à produção hídrica e eólica. No final de 2024, início de 2025, assistiu-se a uma recuperação dos preços que se têm mantido a níveis baixos.

De referir, que esta descida não afetou as receitas do Grupo na área de geração de energia de fontes renováveis, devido à política a fixação do preço de venda de energia, pelo menos numa base anual, que tem vindo a ser seguida pela Martifer por forma a mitigar o risco da quebra dos preços de venda da energia na rentabilidade dos projetos de produção de energia de fonte renovável em operação. A manutenção dos preços em níveis elevados nos mercados em que a Martifer tem produção de energia, como a Polónia e a Roménia, irá beneficiar a fixação futura dos preços à semelhança do que aconteceu em anos anteriores.

Atualmente, a energia produzida pelos projetos eólicos e solares detidos pela Martifer Renewables em operação correspondem a uma capacidade instada de 51,1 MWh, com uma produção que supera largamente o consumo anual de energia de todas as unidades do Grupo permitindo, assim, que o risco associado ao preço da energia tenha atualmente um saldo positivo no Grupo, que através da sua produção consegue fazer uma cobertura natural deste risco.

GRUPO MARTIFER | RELATÓRIO E CONTAS 152025


MARTIFER GROUP

Paralelamente, o Grupo implementou um programa de descarbonização das suas unidades produtivas de Oliveira de Frades e Viana do Castelo que envolve não só a introdução de melhorias ao nível das estruturas/equipamentos, através da sua substituição por equipamentos com menor consumo, mas também a instalação de soluções de autoconsumo energético eólico e solar, num total de 3,5 MW. A execução do programa concluído em 2024, envolveu a instalação de uma central de geração eólica de 2,1 MW no parque industrial de Oliveira de Frades.

O Grupo está atento à evolução das consequências da atual conjuntura macroeconómica nos preços da energia por forma a poder adaptar a sua estratégia ao nível da fixação dos preços de venda e compra de acordo com a evolução esperada no mercado, mantendo o enfoque na sua estratégia de descarbonização, quer através de soluções de produção de fonte renovável quer através da otimização dos processos produtivos.

B) RISCO CAMBIAL

O risco cambial apresenta uma forte interdependência com os restantes tipos de riscos, salientando-se a sua relação com o risco dos países, através da evolução das economias e o seu impacto nas taxas de inflação e de juro e com o risco de crédito, por via das oscilações monetárias que poderão colocar em causa futuros fluxos financeiros, traduzindo-se na possibilidade de registar perdas ou ganhos em resultado de variações de taxas de câmbio entre diferentes divisas.

O grupo Martifer está exposto ao risco cambial, fruto da sua diversificação geográfica desenvolvendo, atualmente, a sua atividade operacional através das subsidiárias presentes em quatro continentes distintos.

Assim, observa-se uma exposição ao risco de transação, associado às atividades operacionais (em que os gastos, rendimentos, ativos e passivos são denominados em moedas diferentes da moeda de relato), das operações realizadas entre essas subsidiárias e outras empresas do Grupo e da existência de transações efetuadas pelas empresas operacionais em moeda diferente da moeda de reporte do Grupo.

A política de gestão de risco de taxa de câmbio seguida pelo Grupo, tem como objetivo último diminuir ao máximo a sensibilidade dos seus resultados a flutuações cambiais.

No âmbito da atividade operacional de todas as subsidiárias, procura-se que as transações sejam realizadas nas respetivas moedas locais. Pela mesma razão, os empréstimos contraídos pelas subsidiárias estrangeiras são preferencialmente contraídos nas respetivas moedas locais, permitindo desta forma, o matching dos cash-flows localmente e consequente anulação do risco cambial de natureza económica.

No que respeita à cobertura de risco cambial, as operações de cobertura são esporádicas por se considerar que o seu custo é, por vezes, excessivo face ao nível dos riscos envolvidos. No entanto, sempre que considerado adequado, o Grupo contrata a cobertura de taxas de câmbio por forma a cobrir o risco.

Contrariamente à política adotada pelo BCE, a FED tem desacelerado o processo de redução das taxas de juro. O diferencial de taxas de juro com a Zona Euro tem beneficiado a estabilidade do USD.

Contudo, e apesar da perspetiva de que este diferencial de taxas de juro se venha a manter, e dos indicadores sólidos que têm vindo a ser divulgados relativamente ao desempenho da economia americana, há expectativa de que a aplicação de tarifas alfandegárias às importações podem vir a prejudicar o comércio e resultar no aumento da taxa de inflação nos EUA.

A perspetiva de aumento do défice da balança comercial e de um aumento da taxa de inflação pesam negativamente na avaliação do USD. De referir, que o comportamento das yields em Julho de 2025, que vem corroborar a reação do mercado ao relatório de emprego nos EUA publicado no mesmo mês, podem indicar que o ciclo de queda do Euro face ao USD poderá estar num ponto de inversão.

À medida que os mercados parecem estar a retomar a confiança na moeda única, a incerteza face ao comportamento da inflação perante as novas medidas da administração Trump mantém-se e será determinante para o comportamento destas duas moedas.

A Inglaterra, a libra esterlina contava no final de Julho já com 11 semanas de depreciação, apesar tudo o final do mês trouxe alguma recuperação da moeda à medida que o dólar dos EUA enfraqueceu após o relatório de emprego anteriormente mencionado que se revelou mais fraco do que o esperado e que sinalizou um mercado de trabalho em desaceleração.

PRINCIPAIS RISCOS


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Ainda assim, a libra registou uma queda acentuada de 3,8 % em julho de 2025, a sua pior performance mensal desde setembro de 2022, à medida que as preocupações sobre as perspetivas económicas e saúde fiscal do Reino Unido continuaram a pesar no comportamento dos investidores que permanecem cada vez mais pessimistas sobre as perspetivas de crescimento da Grã-Bretanha.

Mantém-se a expectativa de que o Banco da Inglaterra possa cortar as taxas de juros em 25 pontos-base em Agosto de 2025, e que volte muito provavelmente a fazer outro corte até ao final do ano, à medida que muda o foco para apoiar o crescimento.

Também outras moedas europeias a que o Grupo está exposto, nomeadamente o zloty polaco ou o novo leu romeno são moedas que têm sofrido fortes pressões de desvalorização. No início de 2025, o zloty polaco perdeu novamente valor, em consequência da incerteza provocada pelas eleições nos EUA e tem mantido essa tendência de enfraquecimento ao longo do primeiro semestre do ano. Contudo, o zloty tem espaço para se fortalecer no segundo semestre de 2025 se se mantiver o enfraquecimento do USD e fruto da postura agressiva do Banco Nacional Polaco e do aumento do investimento estrangeiro.

Por seu turno, o Banco Central Romeno que vinha a resistir à depreciação do leu romeno e após um longo período de estabilidade, o leu romeno sofreu em maio de 2025 uma queda, passando barreira dos 5 ron/eur. O governo de Bucareste anunciou já que a taxa de câmbio deverá manter-se a este nível até pelo menos o final de 2025, mantendo a sua política de correção fiscal para evitar a intervenção na moeda.

As economias em desenvolvimento, como é caso de Angola e Moçambique, têm apresentado sinais de elevada debilidade, mantendo-se a escassez de divisas. O atual contexto de incerteza económica a nível mundial e em particular o contexto geopolítico destes países, fazem antever que as dificuldades de acesso a moeda forte se possam manter ainda até ao final de 2025.

Neste contexto, o Grupo tem mitigado este risco, procurando efetuar uma cobertura cambial natural, através de contratos com recebimentos fixados em divisas transacionáveis, com menor volatilidade e simultaneamente utilizadas no pagamento das matérias-primas. Estando, atualmente, a monitorizar em permanência a evolução das várias moedas no sentido de avaliar a viabilidade de recorrer a instrumentos de cobertura em casos que o possam justificar.

C) RISCO DE TAXA DE JURO

O risco de taxa de juro traduz a possibilidade de existirem flutuações no montante dos encargos financeiros futuros em empréstimos contraídos devido à evolução do nível de taxas de juro de mercado.

O custo da dívida financeira contraída pelo Grupo está indexado a taxas de referência de curto prazo, revistas com uma periodicidade inferior a um ano (sobretudo a Euribor 6m) e adicionadas de prémios de risco oportunamente negociados. Assim, variações nas taxas de juro podem afetar os resultados do Grupo.

A exposição do Grupo ao risco da taxa de juro advém de passivos financeiros contratados a taxa variável, pelo que as alterações ao nível da taxa de juro têm impacto direto no valor dos juros, provocando, consequentemente, variações de caixa.

No primeiro semestre de 2025, manteve-se a trajetória decrescente das taxas de juro na Zona Euro. A 5 de Junho de 2025, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou aquela que é já a oitava redução nas taxas de referência desde que iniciou em junho do ano passado o atual ciclo de alívio da política monetária. Christine Lagarde, presidente do BCE, afirmou mesmo que "Ao nível atual das taxas de juro, estamos a chegar ao fim de um ciclo de política monetária que respondia a choques acumulados, incluindo a covid-19, a guerra na Ucrânia e a crise energética" afirmando que o Banco está assim em boa posição para alcançar a meta de longo prazo de uma taxa de inflação de 2 %.

Com efeito, os níveis atuais da inflação na Zona Euro estão já dentro do objetivo estabelecido com o Eurostat a estimar a taxa de inflação de Maio nos 1,9 % e o BCE a rever as estimativas para a taxa de inflação para uma taxa média de 2 % este ano e 1,9 % para 2026.

Ao nível das taxas de juro as projeções de junho de 2025 do BCE apontam para uma Euribor a 3m a rondar 2,1 % em 2025 e 1,9 % em 2026, o que poderá indicar que possa ocorrer mais uma descida no final de 2025/início de 2026, situação que é indicada como provável por alguns analistas.

Contudo, o atual clima de incerteza potenciado pela guerra comercial, leva a maioria dos analistas a terem uma atitude cautelosa face a previsões futuras. A indefinição relativamente à política de tarifas aduaneiras dos EUA que apesar de ter conhecido alguma

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definição de julho de 2025 com o acordo entre os EUA e a comissão Europeia, tem visto a sua entrada em vigor a ser sucessivamente adiada.

Não é ainda possível antecipar os efeitos deste acordo que fixa o valor das tarifas aduaneiras dos EUA sobre os produtos europeus em cerca de 15 %, mas é expectável que estas venham a prejudicar a competitividade e rentabilidade das empresas europeias tendo em conta o atual nível de exportações das empresas europeias para os EUA.

Numa primeira análise, é admissível que países que exportavam massivamente para os EUA, nomeadamente a China, intensifiquem as suas trocas comerciais com os países europeus pelo que poderemos assistir a uma redução significativa dos preços, por outro lado, a diminuição da competitividade dos produtos europeus nos EUA pode levar a uma redução nas exportações e consequentemente aumentar a oferta dos produtos no mercado interno, pelo que a Europa poderá mesmo enfrentar um ciclo deflacionário com impacto direto no crescimento económico da riqueza dos países europeus.

Este contexto, poderá fazer com que o Banco Central Europeu seja forçado a rever a sua política monetária. Para já tudo indica que as taxas de juro deverão manter-se em terreno reduzido com tendência ainda ligeiramente decrescente.

A exposição do grupo Martifer ao risco de taxa de juro é, atualmente, moderada. A consistência dos resultados muito positivos do Grupo tem potenciado a obtenção de bons níveis de rating junto das entidades financeiras, com reflexo na melhoria das margens/spreads cobrados. Por outro lado, o atual nível de dívida do Grupo e os confortáveis rácios Gross Debt/EBITDA e Net Debt/EBITDA aliados à expectativa de redução dos indexantes, contribuem para a redução do peso dos custos associados à dívida.

D) RISCO DE LIQUIDEZ

O risco de liquidez traduz a capacidade do Grupo fazer face às suas responsabilidades financeiras, tendo em conta os recursos financeiros disponíveis.

O principal objetivo da política de gestão de risco da liquidez é garantir que o Grupo tem ao seu dispor, a qualquer momento, os recursos financeiros suficientes para fazer face às suas responsabilidades e prosseguir as estratégias delineadas, honrando todos os compromissos assumidos com terceiros, através de uma adequada gestão da relação custo vs maturidade dos financiamentos.

Atualmente, o Grupo mantém os níveis de adequação da maturidade da dívida ao grau de permanência dos seus ativos de longo prazo, permitindo que os excedentes de tesouraria sejam suficientes para cumprir com as suas responsabilidades, fruto da implementação do Plano Estratégico do Grupo.

Assim, e atendendo ao cariz de médio/longo prazo dos investimentos efetuados, o serviço da dívida passa a acompanhar a maturidade dos ativos associados, não hipotecando o compromisso decorrente da sua atividade operacional de curto prazo na prossecução do objetivo do Grupo de adequar a maturidade de inflows da atividade operacional e de (des)investimento aos outflows da atividade de financiamento.

A direção financeira faz o acompanhamento da implementação das políticas de gestão de risco definidas pela administração, de forma a garantir que os riscos económicos e financeiros são identificados, mensurados e geridos de acordo com tais políticas.

As volatilidades dos preços dos fatores de produção, nomeadamente, nas matérias-primas e na fatura energética das empresas, constituem, também, um risco para a liquidez das empresas.

Nos últimos anos, as consequências dos conflitos como a Guerra da Ucrânia e em Israel, tiveram como consequência uma forte pressão inflacionista sobre as economias mundiais com os governos europeus a colocarem em prática várias medidas de apoio à liquidez das empresas, através não só dos Planos de Resiliência, mas também de medidas de apoio aos custos energéticos. No mercado ibérico, menos dependente do gás proveniente da Rússia, a fixação do preço do gás e a elevada percentagem de produção energética através de fontes de energia renováveis tem permitido às empresas conter os impactos destes fatores tendo mesmo sido atingidos preços de energia historicamente baixos no final de 2024 e início de 2025.

Com o controlo dos níveis de inflação e tendo em conta os excelentes níveis de produção hídrica e eólica registadas no primeiro semestre de 2025 aliada à previsão de níveis de irradiação solar excecionais para os meses de verão, é expectável que o preço da energia se mantenha estável até ao final do ano.

PRINCIPAIS RISCOS


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O grupo Martifer, através do seu segmento de negócio 'Renováveis', produz mais energia de fontes renováveis do que o total da energia consumida pelas suas unidades produtivas conseguindo, assim, um hedging total da sua fatura energética.

Ao nível das matérias-primas, a participação de grupos multidisciplinares na orçamentação dos projetos nas várias de negócio permite que o cash-flow de cada projeto possa refletir as reais condições de aquisição e o devido ajustamento aos inflows previstos.

A par das medidas enunciadas, a Martifer tem vindo a reforçar a sua atividade em segmentos de negócio com cash-flows recorrentes, como a área da manutenção industrial e a área das energias renováveis.

E) RISCO DE CRÉDITO

Com o reforço dos capitais da banca em Portugal, tem-se assistido a um impulso ao nível da concessão de crédito por parte dos bancos. A manutenção das taxas de juro em terreno positivo e consequente expectativa da melhoria da rentabilidade dos bancos na concessão de crédito, poderá tornar esta atividade ainda mais atrativa para as entidades financeiras.

Conforme referido anteriormente, o Grupo Martifer goza atualmente de avaliação de rating por parte das instituições financeiras muito positiva fruto da performance financeira do Grupo consistentemente positiva nos últimos anos. Por outro lado, o Grupo irá manter a sua política de redução da dívida estrutural e contratação de dívida adicional em contexto de Project Finance, o que faz com que a exposição do Grupo ao risco de crédito junto das entidades financeiras seja reduzido.

O Grupo encontra-se ainda sujeito ao risco de crédito no que concerne à sua atividade operacional e a exposição decorre essencialmente de clientes e outros devedores.

Ciente desta realidade, e do aumento do risco de crédito no atual contexto de contratação económica, o Grupo procura avaliar o risco de crédito de todos os seus clientes como racional para o estabelecimento do crédito a conceder, sendo objetivo último de assegurar a efetiva cobrança dos créditos nos prazos estabelecidos por forma a minimizar a sua exposição a cada um dos clientes.

Com este objetivo, o Grupo tem vindo a desenvolver os seus processos de KYC (Know your Customer) mais exaustivos. Em paralelo, recorre a agências de informação financeira e avaliação de crédito e efetua regularmente análises de risco e controlo de crédito, bem como cobrança e gestão de processos em contencioso, procedimentos essenciais para gerir a atividade creditícia e minimizar a ocorrência de incobráveis.

O Grupo tem ainda procurado diversificar a sua carteira de clientes nomeadamente no segmento da 'Indústria Naval' por forma a diversificar ainda mais este risco.

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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E NOTAS
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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

Demonstrações financeiras consolidadas e notas


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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS INTERCALARES

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS RESULTADOS PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2025 E 2024

NOTAS 1.º SEMESTRE 2025 (NÃO AUDITADO) 1.º SEMESTRE 2024 (NÃO AUDITADO)
Vendas e prestações de serviços 3, 4 135.744.717 122.154.892
Outros rendimentos operacionais 5 5.255.865 4.376.913
Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas 6 (35.192.050) (32.749.696)
Subcontratos 7 (34.888.604) (29.478.411)
Fornecimentos e serviços externos 8 (26.126.283) (19.478.710)
Gastos com o pessoal 9 (28.691.426) (23.257.904)
Perdas de imparidade de ativos financeiros 19 2.604.485 198.375
Outros gastos operacionais 10 (2.443.162) (1.381.101)
3 16.263.542 20.384.358
Amortizações e depreciações 3, 16 (3.512.322) (3.156.227)
Provisões 11, 26 30.048 336.756
Perdas de imparidade de ativos não correntes não financeiros 11 - -
3 12.781.268 17.564.887
Rendimentos e ganhos financeiros 12 1.287.683 988.590
Gastos e perdas financeiros 12 (4.885.747) (5.184.483)
Ganhos / (perdas) em empresas associadas e conjuntamente controladas 13 (8.750) 136.530
Ganhos / (perdas) monetárias líquidas 32 33.647 143.884
Resultado antes de imposto sobre o rendimento 9.208.101 13.649.407
Imposto sobre o rendimento 14 (1.377.959) (1.919.807)
Resultado líquido do período 3 7.830.142 11.729.600
Atribuível:
a interesses que não controlam 22 (156.322) 190.776
aos detentores do capital da empresa-mãe 15 7.986.464 11.538.824
Resultado líquido por ação: 15
básico e diluído 0,0817 0,1180

Para ser lido com o anexo às demonstrações financeiras consolidadas.

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DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DO RENDIMENTO INTEGRAL PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2025 E 2024

| € | NOTAS | 1° SEMESTRE 2025
(NÃO AUDITADO) | 1° SEMESTRE 2024
(NÃO AUDITADO) |
| --- | --- | --- | --- |
| Resultado líquido consolidado do período | | 7.830.142 | 11.729.600 |
| Valores que serão reclassificados por resultados | | | |
| Diferenças cambiais decorrentes de: (i) transposição de demonstrações financeiras expressas em moeda estrangeira; (ii) investimento líquido nas subsidiárias; e (iii) atualização cambial do goodwill | | (2.364.949) | 101.131 |
| Diferenças cambiais reclassificadas para resultados no período | 5 | (130.240) | 436.193 |
| Ajustamentos de partes de capital em empresas associadas e conjuntamente controladas | 17 | - | - |
| | | (2.495.189) | 537.325 |
| Rendimento integral consolidado do período | | 5.334.953 | 12.266.925 |
| Atribuível: | | | |
| a interesses que não controlam | | (903.561) | 252.151 |
| aos detentores do capital da empresa-mãe | | 6.238.514 | 12.014.773 |

Para ser lido com o anexo às demonstrações financeiras consolidadas.

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E NOTAS


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DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DA POSIÇÃO FINANCEIRA EM 30 DE JUNHO DE 2025 E 31 DE DEZEMBRO DE 2024

NOTAS 30 JUNHO 2025 (NÃO AUDITADO) 31 DEZEMBRO 2024
ATIVO
Não corrente
Goodwill 10.961.941 10.961.941
Ativos intangíveis 441.610 389.511
Ativos fixos tangíveis 83.176.009 64.944.959
Ativos sob direito de uso 16 20.823.301 21.150.599
Propriedades de Investimento 19.807.947 19.807.947
Investimentos em empresas associadas e conjuntamente controladas 17 153.745 162.495
Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados 18 240.004 265.004
Clientes e outros devedores 19 1.276.461 2.093.020
Ativos por impostos diferidos 6.548.626 6.467.048
143.429.644 126.242.523
Corrente
Inventários 16.597.262 17.493.178
Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados 18 2.341.308 4.464.706
Clientes e outros devedores 19 51.080.907 54.913.102
Ativos de Contratos com Clientes 20 12.935.504 5.764.542
Adiantamentos por conta de compras 19 33.177.265 16.645.472
Imposto sobre o rendimento 720.440 1.594.674
Estado e outros entes públicos 11.753.303 7.548.687
Outros ativos correntes 21 15.091.117 3.803.083
Caixa e equivalentes de caixa 50.715.028 108.222.984
194.412.134 220.450.427
Total do Ativo 337.841.777 346.692.950
CAPITAL PRÓPRIO
Capital Social 22 50.000.000 50.000.000
Ações Próprias 22 (2.868.519) (2.868.519)
Reservas e Resultados Transitados 18.605.425 9.093.604
Resultado líquido do período atribuível aos detentores de capital da empresa mãe 7.986.464 22.997.919
Capital próprio atribuível aos detentores de capital da empresa-mãe 73.723.369 79.223.004
Interesses que não controlam 22 3.848.742 4.752.303
Total do capital próprio 22 77.572.111 83.975.307
PASSIVO
Não corrente
Empréstimos 23 65.517.961 81.936.252
Passivos de locações 24 20.633.567 24.753.859
Fornecedores e outros credores 25 1.451.266 1.508.394
Provisões 26 2.988.096 3.886.756
Outros passivos não correntes 28 1.150.258 180.366
Passivos por impostos diferidos 2.256.462 2.274.162
93.997.610 114.539.788
Corrente
Empréstimos 23 17.089.318 4.458.503
Passivos de locações 24 1.488.109 1.735.757
Fornecedores e outros credores 25 53.557.761 46.716.817
Passivos de Contratos com Clientes 27 70.292.287 69.081.643
Imposto sobre o rendimento 1.833.849 3.092.033
Estado e outros entes públicos 5.896.166 3.563.975
Outros passivos correntes 28 16.114.566 19.529.127
166.272.056 148.177.855
Total do Passivo 260.269.666 262.717.643
Total do Capital Próprio e Passivo 337.841.777 346.692.950

Para ser lido com o anexo às demonstrações financeiras consolidadas.

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DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2025 E 2024 (NÃO AUDITADAS)

NOTAS CAPITAL AGÕES PRÓPRIAS RESERVAS DE CONVERSÃO CAMBIAIS OUTRAS RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS RESULTADO LÍQUIDO CAPITAL PRÓPRIO ATRIBUÍVEL AOS DETENTORES DE CAPITAL DA EMPRESA-MÃE INTERESES QUE NÃO CONTROLAM TOTAL CAPITAL PRÓPRIO
Saldo em 1 de janeiro de 2024 50.000.000 (2.868.519) (26.614.591) 15.240.118 19.695.658 55.452.666 789.805 56.242.471
Aplicação resultado líquido de 2023 - - - 19.695.658 (19.695.658) - - -
RENDIMENTO INTEGRAL DO PERÍODO: -
Resultado líquido do período - - - - 11.538.824 11.538.824 190.776 11.729.600
Diferenças cambiais decorrentes de: (i): transposição de demonstrações financeiras expressas em moeda estrangeira; e (ii) de Investimento líquido nas subsidiárias - - 475.950 - - 475.950 61.375 537.325
Total do rendimento integral do período - - 475.950 - 11.538.824 12.014.773 252.151 12.266.925
Ajustamento hiperinflação - - - (183) - (183) - (183)
Outras variações no capital próprio da empresa mãe e suas participadas - - - 66.677 - 66.677 66.676 133.353
Alterações no perímetro de consolidação 2, 22 - - - (119.394) - (119.394) 4.630.131 4.510.738
Transacções com interesses não controlados - - - 346.163 - 346.163 (911.773) (565.610)
Saldo em 30 de junho de 2024 50.000.000 (2.868.519) (26.138.642) 35.229.040 11.538.824 67.760.703 4.826.991 72.587.695
Saldo em 1 de janeiro de 2025 50.000.000 (2.868.519) (26.003.590) 35.097.194 22.997.919 79.223.004 4.752.303 83.975.307
Aplicação resultado líquido de 2024 - - - 22.997.919 (22.997.919) - - -
RENDIMENTO INTEGRAL DO PERÍODO:
Resultado líquido do período - - - - 7.986.464 7.986.464 (156.322) 7.830.142
Diferenças cambiais decorrentes de: (i): transposição de demonstrações financeiras expressas em moeda estrangeira; e (ii) de Investimento líquido nas subsidiárias - - (1.747.949) - - (1.747.949) (747.239) (2.495.189)
Total do rendimento integral do período - - (1.747.949) - 7.986.464 6.238.514 (903.561) 5.334.953
Ajustamento hiperinflação - - - 20.670 - 20.670 - 20.670
Distribuição de Dividendos - - - (11.734.091) - (11.734.091) - (11.734.091)
Alterações no perímetro de consolidação 2, 22 - - - (24.728) - (24.728) - (24.728)
Saldo em 30 de junho de 2025 50.000.000 (2.868.519) (27.751.539) 46.356.964 7.986.464 73.723.369 3.848.742 77.572.111

Para ser lido com o anexo às demonstrações financeiras consolidadas.

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E NOTAS


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DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS SEMESTRES

FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2025 E 2024

| € | NOTAS | 1.º SEMESTRE 2025
(NÃO AUDITADO) | 1.º SEMESTRE 2024
(NÃO AUDITADO) |
| --- | --- | --- | --- |
| ATIVIDADES OPERACIONAIS | | | |
| Recebimentos de clientes | | 147.289.226 | 154.706.821 |
| Pagamentos a fornecedores | | (137.629.753) | (98.593.406) |
| Pagamentos ao pessoal | | (20.260.379) | (16.914.118) |
| Fluxos gerados pelas operações | | (10.600.906) | 39.199.297 |
| Pagamento/Recebimento de imposto sobre o rendimento | | (2.241.756) | (2.222.085) |
| Outros receb./pagamentos de atividades operacionais | | (1.185.999) | (5.602.035) |
| Outros fluxos gerados | | (3.427.755) | (7.824.120) |
| Fluxos das atividades operacionais (1) | | (14.028.660) | 31.375.176 |
| ATIVIDADES DE INVESTIMENTO | | | |
| Recebimentos provenientes de: | | | |
| Investimentos financeiros | | 60.000 | 2.109.095 |
| Ativos fixos tangíveis | | 17.790 | 120.887 |
| Juros e proveitos similares | | 986.970 | 852.452 |
| Outros | | 69 | 1.370.163 |
| | | 1.064.829 | 4.452.597 |
| Pagamentos respeitantes a: | | | |
| Investimentos financeiros | | - | 493.281 |
| Ativos fixos tangíveis | | (17.274.158) | (2.929.604) |
| Ativos intangíveis | | (87.417) | (35.598) |
| Outros | | - | (301.048) |
| | | (17.361.575) | (2.772.969) |
| Fluxos das atividades de investimento (2) | | (16.296.746) | 1.679.628 |
| ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO | | | |
| Recebimentos provenientes de: | | | |
| Empréstimos obtidos | | 84.919.621 | - |
| Subsídios e doações | | 187.215 | 238.037 |
| Outros | | 772 | - |
| | | 85.107.608 | 238.037 |
| Pagamentos respeitantes a: | | | |
| Empréstimos obtidos | | (88.707.096) | (1.605.946) |
| Pagamentos de Locações | | (5.467.929) | (1.288.139) |
| Juros e custos similares | | (3.070.826) | (3.496.919) |
| Juros de Locações | | (729.200) | (774.004) |
| Dividendos | | (12.029.308) | - |
| Outros | | (1.039.322) | (2) |
| | | (111.043.681) | (7.165.010) |
| Fluxos das atividades de financiamento (3) | | (25.936.073) | (6.926.973) |
| Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) | | (56.261.479) | 26.127.832 |
| Outras variações | | - | 1 |
| Efeito das diferenças de câmbio | | (1.246.477) | 135.636 |
| Caixa e equivalentes de caixa no início do período | | 108.222.984 | 82.901.312 |
| Caixa e equivalentes de caixa no fim do período | | 50.715.028 | 109.164.781 |

Para ser lido com o anexo às demonstrações financeiras consolidadas.

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MARTIFER GROUP

NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS INTERCALARES (NÃO AUDITADAS)

0. NOTA INTRODUTÓRIA

A Martifer, SGPS, S.A., com sede na Zona Industrial, Apartado 17, Oliveira de Frades – Portugal ('Martifer SGPS' ou 'Empresa'), e empresas participadas ('Grupo'), têm como atividades principais a Construção Metálica (estrutura metálica, fachadas em alumínio e vidro, manutenção industrial e infraestruturas para oil & gas), a Indústria Naval e as Energias Renováveis (promoção e desenvolvimento de projetos eólicos e solares) (Nota 3).

A Martifer SGPS foi constituída em 29 de outubro de 2004, tendo o seu capital social sido realizado através da entrega da totalidade das ações, avaliadas a valores de mercado, que os acionistas do Grupo detinham na Martifer – Construções, S.A., participada constituída em 1990 e que nessa altura era a Empresa-mãe do atual grupo Martifer.

A partir de junho de 2007 e após a realização com sucesso de uma Oferta Pública de Subscrição, o Grupo passou a ter as suas ações cotadas na Euronext Lisboa.

Em 30 de junho de 2025, o Grupo desenvolve a sua atividade, essencialmente, na Europa Ocidental (Portugal, Espanha, França, Bélgica e Reino Unido), Europa de Leste (Polónia e Roménia), Médio Oriente (Arábia Saudita), América Latina (Argentina) e África Subsariana (Angola e Moçambique).

As notas que se seguem foram selecionadas de forma a contribuir para a compreensão das alterações mais significativas da posição financeira consolidada do Grupo e do seu desempenho face à última data de reporte anual com referência a 31 de dezembro de 2024.

Todos os montantes apresentados nestas notas explicativas são apresentados em euros (com arredondamentos às unidades), salvo se expressamente referido em contrário.

Estas demonstrações financeiras não são auditadas.

1. BASES DE APRESENTAÇÃO, DE CONSOLIDAÇÃO E POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS

1.1 BASES DE APRESENTAÇÃO

As demonstrações financeiras anexas respeitam às demonstrações financeiras consolidadas das empresas do grupo Martifer e foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro ('IFRS'), tal como adotadas pela União Europeia, em vigor para o exercício económico iniciado em 1 de janeiro de 2025. Estas correspondem às Normas Internacionais de Relato Financeiro, emitidas pelo International Accounting Standards Board ('IASB') e interpretações emitidas pelo IFRS Interpretations Committee ou pelo anterior Standing Interpretations Committee ('SIC'), que tenham sido adotadas na União Europeia.

As demonstrações financeiras consolidadas intercalares, para o período findo em 30 de junho de 2025 foram preparadas de acordo com o previsto na IAS 34 – 'Relato financeiro intercalar', tal como adotada pela União Europeia.

As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas a partir dos registos contabilísticos da Empresa e das suas subsidiárias (Nota 2), no pressuposto da continuidade das operações e tomando por base o custo histórico, exceto para a revalorização de certos ativos não correntes e de certos instrumentos financeiros que se encontram registados pelo justo valor.

As políticas contabilísticas e os critérios de mensuração adotados pelo Grupo são consistentes com os aplicados pelo Grupo na preparação da informação financeira do exercício findo em 31 de dezembro de 2024, apresentada para efeitos comparativos.

As demonstrações financeiras consolidadas são apresentadas em Euros por esta ser a moeda principal das operações do Grupo.

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E NOTAS


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Na preparação das demonstrações financeiras consolidadas em conformidade com as IAS/IFRS, o Conselho de Administração do Grupo adotou certos pressupostos e estimativas que poderão afetar os ativos e passivos reportados, bem como os rendimentos e gastos incorridos relativos aos períodos reportados. Todas as estimativas e assunções efetuadas pelo Conselho de Administração foram efetuadas com base no seu melhor conhecimento disponível à data da aprovação das demonstrações financeiras e das informações existentes naquela data.

1.2 ALTERAÇÕES DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS, JULGAMENTOS E ESTIMATIVAS

As políticas contabilísticas adotadas são consistentes com as utilizadas na preparação das demonstrações financeiras consolidadas do exercício findo em 31 de dezembro de 2024, e descritas nas respetivas notas anexas.

2. EMPRESAS INCLUÍDAS NAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS

Em 30 de junho de 2025 e 31 de dezembro de 2024, as empresas incluídas na consolidação, respetivos métodos de consolidação, bem como as suas sedes sociais e proporção do capital detido, são como se segue:

EMPRESAS CONSOLIDADAS PELO MÉTODO INTEGRAL

EMPRESA SEDE PAÍS DESIGNAÇÃO PROPORÇÃO DO CAPITAL DETIDO PELA MARTIFER SGPS ANO 2024
DIRETAMENTE INDIRETAMENTE TOTAL TOTAL
Martifer SGPS, S.A. Oliveira de Frades Portugal Martifer SGPS Holding
Martifer Metallic Constructions SGPS, S.A. Oliveira de Frades Martifer Metallic Constructions 100,00% - 100,00% 100,00%
Martifer - Construções Metalomecânicas, S.A. Oliveira de Frades Portugal Martifer Construções - 100,00% 100,00% 100,00%
Martifer Construções Sucursal Bélgica Saint-Josse-ten-Noode Bélgica MTC Sucursal Bélgica - 100,00% 100,00% 100,00%
Martifer - Construções Metálicas España, S.A. Madrid Espanha Martifer Espanha - 100,00% 100,00% 100,00%
Martifer - Construções Metálicas Angola, S.A. Luanda Angola Martifer Angola - 78,75% 78,75% 78,75%
Martifer Constructions, SAS Rungis França Martifer França - 100,00% 100,00% 100,00%
Martifer Romania SRL Bucareste Romênia Martifer Romênia - 100,00% 100,00% 100,00%
Liszki Green Park, Sp. Z o.o Cracóvia Polônia Liszki Green Park - 90,00% 90,00% 90,00%
M City Gliwice Sp. Z o.o Cracóvia Polônia M City Gliwice - 100,00% 100,00% 100,00%
Martifer Retail & Warehousing Angola, S.A. Luanda Angola Martifer Retail Angola - 100,00% 100,00% 100,00%
Martifer UK Limited Londres Reino Unido Martifer UK - 100,00% 100,00% 100,00%
MT Construction Maroc, S.A.R.L. Tânger Marrocos Martifer Marrocos - - 100,00% 100,00%
Saudi Martifer Constructions LLC Riade Arábia Saudita Martifer Arábia Saudita - 100,00% 100,00% 100,00%
Navalria - Docas, Construções e Reparações Navais, S.A. Aveiro Portugal Navalria - 100,00% 100,00% 100,00%
West Sea - Estaleiros Navais, Lda. Oliveira de Frades Portugal West Sea - 100,00% 100,00% 100,00%
Martifer-Visabeira, S.A. Nacala Moçambique Martifer-Visabeira - 50,00% 50,00% 50,00%
Martifer Renewables SGPS, S.A. Oliveira de Frades Portugal Martifer Renewables SGPS 100,00% - 100,00% 100,00%
Martifer Renewables, S.A. Oliveira de Frades Portugal Martifer Renewables - 100,00% 100,00% 100,00%
Eviva Energy S.R.L. Bucareste Romênia Eviva Romênia - 100,00% 100,00% 100,00%
Eviva Nalbant S.R.L. Bucareste Romênia Eviva Nalbant - 100,00% 100,00% 100,00%

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EMPRESA SEDE PAÍS DESIGNAÇÃO PROPORÇÃO DO CAPITAL DETIDO PELA MARTIFER SGPS ANO 2024
DIRETAMENTE INDIRETAMENTE TOTAL
Martifer Renewables, S.A. Cracóvia Polónia Eviva Polónia - 100,00% 100,00% 100,00%
PV Sol 1 Sp. Z o.o Cracóvia Polónia PV Sol 1 - 100,00% 100,00% 100,00%
PV Sol 2 Sp. Z o.o Cracóvia Polónia PV Sol 2 - 100,00% 100,00% 100,00%
PV Sol 3 Sp. Z o.o Cracóvia Polónia PV Sol 3 - 100,00% 100,00% 100,00%
PV Sol 4 Sp. Z o.o Cracóvia Polónia PV Sol 4 - 100,00% 100,00% 100,00%
PV Sol 5 Sp. Z o.o Cracóvia Polónia PV Sol 5 - 100,00% 100,00% 100,00%
PV Sol 6 Sp. Z o.o Cracóvia Polónia PV Sol 6 - 100,00% 100,00% 100,00%
Wind Farm Piastowo Sp. Z o.o. Cracóvia Polónia Wind Farm Piastowo - 100,00% 100,00% 100,00%
Wind Farm Goraj Sp. Z o.o. Cracóvia Polónia Wind Farm Goraj - 100,00% 100,00% 100,00%
PV Sol 8 Sp. Z o.o. Cracóvia Polónia PV Sol 8 - 100,00% 100,00% 100,00%
Wind Farm Bukowsko Sp. Z o.o Cracóvia Polónia Wind Farm Bukowsko - 100,00% 100,00% 100,00%
Wind Farm Markowa Sp. Z o.o Cracóvia Polónia Wind Farm Markowa - - 100,00% 100,00%
Wind Farm Jawornik Sp. Z o.o Cracóvia Polónia Wind Farm Jawornik - 100,00% 100,00% 100,00%
Wind Farm Piersno Sp. Z o.o Cracóvia Polónia Wind Farm Piersno - - 100,00% 100,00%
Wind Farm Oborniki Sp. Z o.o Cracóvia Polónia Wind Farm Oborniki - 100,00% 100,00% 100,00%
Cedilhas ao Vento S.A. Oliveira de Frades Portugal Cedilhas ao Vento - 100,00% 100,00% 100,00%
Martifer Renewables Italy BV Amesterdão Holanda Renewables Italy Holanda - 100,00% 100,00% 100,00%
Martifer Renewables Brasil LTDA Fortaleza Brasil Martifer Renewables Brasil - 100,00% 100,00% 100,00%
MSPAR Energia e Participações, S.A. Barueri Brasil MSPAR - 100,00% 100,00% 100,00%
Floresta I, Geração de Energia S.A. Areia Branca Brasil Floresta I - 99,00% 99,00% 99,00%
Floresta II, Geração de Energia S.A. Areia Branca Brasil Floresta II - 99,00% 99,00% 99,00%
Floresta III, Geração de Energia S.A. Areia Branca Brasil Floresta III - 99,00% 99,00% 99,00%
Floresta IV, Geração de Energia S.A. Areia Branca Brasil Floresta IV - 99,00% 99,00% 99,00%
Volume Cintilante Unipessoal, Lda Oliveira de Frades Portugal Volume Cintilante - 100,00% 100,00% 100,00%
Volumevistoso, Lda Oliveira de Frades Portugal Volumevistoso - 100,00% 100,00% 100,00%
Gôndolaovento, Lda Oliveira de Frades Portugal Gôndolaovento - 100,00% 100,00% 100,00%
Clareiraovento, Lda Oliveira de Frades Portugal Caldeiraovento - 100,00% 100,00% 100,00%
Martifer Renewables O&M Sp. Z o.o. Cracóvia Polónia Martifer Renewables O&M - 100,00% 100,00% 100,00%
Remoinho Salutar, Lda Oliveira de Frades Portugal Remoinho Salutar - 100,00% 100,00% 100,00%
Ventos Economizados, Lda Oliveira de Frades Portugal Ventos Economizados - 100,00% 100,00% 100,00%
Eviva Energy AR S.A. Buenos Aires Argentina Eviva Energy AR - 100,00% 100,00% 100,00%
Palermo Generacion de Energia, S.A. Buenos Aires Argentina Palermo - 100,00% 100,00% 100,00%
Recoleta Generación Energía S.A. Buenos Aires Argentina Recoleta - 100,00% 100,00% 100,00%

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E NOTAS 55


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EMPRESAS CONSOLIDADAS PELO MÉTODO DE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL

As empresas consolidadas pelo método de equivalência patrimonial, suas sedes sociais e proporção do capital detido, são como se segue:

EMPRESA SEDE PAÍS DESIGNAÇÃO PROPORÇÃO DO CAPITAL DETIDO PELA MARTIFER SGPS ANO 2024
DIRETAMENTE INDIRETAMENTE TOTAL TOTAL
Construção Metálica
Empresas Associadas:
Martimetal Spa Alger Argélia Martimetal - 49,00% 49,00% 49,00%
Renewables
Empresas Associadas:
Hytlantic, S.A. Sines Portugal Hytlantic - 10,00% 10,00% 10,00%

Durante o 1.º semestre de 2025 e o exercício de 2024, as alterações no perímetro de consolidação foram como se segue:

CONSTITUIÇÃO DE EMPRESAS

Durante o 1.º semestre de 2025:

Não houve constituição de empresas.

Em 2024:

ANO 2024 SEDE PAÍS
Renewables
Empresas Subsidiárias:
Remoinho Salutar, Lda Oliveira de Frades Portugal
Ventos Economizados, Lda Oliveira de Frades Portugal

AQUISIÇÃO DE EMPRESAS

Durante o 1.º semestre de 2025:

Não houve aquisição de empresas.

Em 2024:

Não houve aquisição de empresas.

ALIENAÇÃO DE EMPRESAS

Durante o 1.º semestre de 2025:

Não houve alienação de empresas.

Em 2024:

Não houve alienação de empresas.

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DISSOLUÇÃO DE EMPRESAS

Durante o 1.º semestre de 2025:

1.º SEMESTRE 2025 SEDE PAÍS
Construção Metálica
Empresas Associadas:
MT Construction Maroc, S.A.R.L. Tânger Marrocos
Renewables
Empresas Subsidiárias
Wind Farm Piersno Sp. Z o.o Gliwice Polónia
Wind Farm Markowa Sp. Z o.o Gliwice Polónia

Em 2024:

ANO 2024 SEDE PAÍS
Construção Metálica
Empresas Associadas:
CNA Chantier Naval d'Arzew, Spa Arzew Argélia
Empresas Subsidiárias:
Martifer Consulting DWC LLC Dubai Emirados Árabes Unidos
Global Holding Limited Zebbug Malta
Global Engineering & Construction Limited Zebbug Malta

ALTERAÇÃO DO MÉTODO DE CONSOLIDAÇÃO

Durante o 1.º semestre de 2025:

Não se verificaram alterações ao método de consolidação.

Em 2024:

Martifer-Visabeira, S.A. – de equivalência patrimonial para integral. A 1 de janeiro de 2024 esta empresa passou a consolidar pelo método integral na sequência da assinatura do acordo parassocial que atribui controlo à Martifer Metallic Constructions SGPS, S.A. O impacto no Resultado consolidado foi negativo em 0,5 milhões de euros, registado na rubrica 'Ganhos/(perdas) em empresas associadas e conjuntamente controladas'.

Sendo uma concentração de atividade empresarial alcançada por fases, o tratamento contabilístico preconizado na IFRS 3R considera que o investimento nesta subsidiária detido antes da obtenção do controlo deverá ser valorizado a justo valor e, subsequentemente, incluído no preço da concentração de atividades empresariais à data da aquisição de controlo, sendo os valores resultantes reconhecidos na demonstração de resultados.

A avaliação pelo justo valor referente à unidade industrial sedeada em Moçambique e a remensuração ao justo valor do investimento financeiro previamente detido na Martifer-Visabeira, S.A. foram efetuados, não resultando da transação qualquer impacto a 31 de dezembro de 2024.

Assim, os efeitos da aquisição de controlo da Martifer-Visabeira, S.A. à data de 1 de janeiro de 2024, no que respeita ao total dos Ativos líquidos adquiridos ascende a 8.486.756 euros, englobando o valor de Caixa e equivalentes de caixa adquiridos no valor de 1.058.891 euros.

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E NOTAS


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De referir que o Volume de Negócios da Martifer-Visabeira, S.A. em 31 de dezembro de 2023 ascendeu a 12.363.870 euros (4.564.525 em 2024) tendo obtido o Resultado líquido do exercício de 1.442.546 euros.

O impacto desta transação ao nível dos interesses que não controlam ascende a 4,6 milhões de euros.

OUTRAS ALTERAÇÕES NO PERÍMETRO DE CONSOLIDAÇÃO

Durante o 1.º semestre de 2025:

Não se verificaram outras alterações no perímetro de consolidação.

Em 2024:

A Martifer Renewables O&M Sp. Z o.o. era detida em 68 %, sendo que no 1º semestre de 2024 ocorreu a compra dos restantes 32 %, passando a ser detida atualmente em 100 %. Esta foi uma transação com interesses que não controlam, a qual está refletida na Demonstração consolidada das alterações no Capital Próprio de 2024, na rubrica 'Transações com interesses não controlados'. O impacto desta transação em termos de fluxos de caixa ascende a 565.610 euros.

3. SEGMENTOS OPERACIONAIS

Para efeitos de gestão, o Grupo serve-se da sua organização interna como base para o seu reporte da informação por segmentos operacionais.

O Grupo está organizado em três segmentos operacionais: 'Construção Metálica', 'Indústria Naval' e 'Renováveis', sendo todas coordenadas e apoiadas pela Martifer SGPS.

O segmento operacional Construção Metálica inclui as atividades de construção metalomecânica, fachadas em alumínio e vidro, manutenção industrial e infraestruturas para oil & gas. A Indústria Naval inclui a construção de navios e a prestação de serviços de reparação e conversão naval. O segmento Renewables integra a promoção e desenvolvimento de projetos de energia renovável.

Até 2016 o segmento operacional Construção Metálica incluía a indústria naval mas atendendo às características desta indústria e ao peso que a mesma já assumia na atividade total do Grupo, a partir de 2017 passou a constituir ela própria um segmento operacional e a ser reportada como tal. A Martifer Metallic Constructions, SGPS, S.A. mantém-se como subholding agregadora dos segmentos operacionais Construção Metálica e Indústria Naval.

Os valores incluídos na linha 'Outros' respeitam aos serviços prestados pela Holding (Martifer SGPS).

As políticas contabilísticas e os critérios valorimétricos utilizados na preparação da informação por segmentos foram os mesmos das demonstrações financeiras consolidadas anexas (Nota 1.1).

Em 30 de junho de 2025 e 2024, as vendas e prestações de serviços por segmentos operacionais podem ser analisadas como se segue:

VENDAS PARA CLIENTES EXTERNOS (NOTA 4) VENDAS INTERSEGMENTOS TOTAL
6M€ 2025 6M€ 2024 6M€ 2025 6M€ 2024 6M€ 2025 6M€ 2024
Construção Metálica 70.093.027 65.378.304 1.192.521 974.536 71.285.548 66.352.840
Indústria Naval 60.701.904 50.716.210 913.552 13.402 61.615.457 50.729.612
Renováveis 4.949.786 6.060.378 128.102 204.074 5.077.888 6.264.451
Outros - - 1.560.215 1.492.223 1.560.215 1.492.223
135.744.717 122.154.892 3.794.390 2.684.234 139.539.107 124.839.126
Eliminações intersegmentos (2.683.138) (2.656.512)
Trabalhos para a própria empresa (Nota 5) (1.111.252) (27.722)
135.744.717 122.154.892

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O total das vendas e prestações de serviços para clientes externos, por geografia de origem e por segmento apresentam a seguinte decomposição a 30 de junho de 2025 e 2024:

6M² 2025 6M² 2024
Portugal
Construção Metálica 24.697.681 22.207.746
Indústria Naval 60.701.904 50.716.210
Renováveis 50.326 -
Restante Europa
Construção Metálica 37.516.824 31.999.066
Renováveis 4.899.459 6.060.378
Outros mercados
Construção Metálica 7.878.522 11.171.493
135.744.717 122.154.892

No 1.º semestre de 2025, as vendas e prestações de serviços registaram um aumento de 13,6 milhões de euros, comparativamente ao período homólogo. Verifica-se um aumento de cerca de 20 % na área da Indústria Naval, que está relacionada diretamente com o número de obras em curso face ao ano anterior, nomeadamente na construção naval, com projeto de construção de 6 Navios Patrulha Oceânicos para a Marinha Portuguesa, e a construção de um navio cruzeiro de luxo para o grupo japonês Ryobi Holdings. Durante o 1.º semestre de 2025 verificou-se um acréscimo de 7 % da atividade na Construção Metálica, face a igual período de 2024, derivado do aumento da atividade, essencialmente, nas geografias do Reino Unido e de Portugal. A variação negativa de 18 % do segmento da Renováveis decorre essencialmente da diminuição das vendas de energia e de certificados verdes na Roménia.

Em 30 de junho de 2025 e 2024, os rendimentos operacionais bem como o EBITDA, o EBIT e o Resultado Líquido do período, por segmentos operacionais, podem ser analisados como se segue:

RENDIMENTOS OPERACIONAIS EBITDA EBIT RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO
6M² 2025 6M² 2024 6M² 2025 6M² 2024 6M² 2025 6M² 2024 6M² 2025 6M² 2024
Construção Metálica 74.588.251 68.057.146 6.554.160 5.928.238 5.052.164 4.914.106 1.263.172 38.857
Indústria Naval 61.730.910 50.862.655 8.029.780 10.369.546 7.346.810 9.778.468 5.472.425 7.073.115
Renováveis 5.994.142 8.760.457 1.843.535 3.981.869 546.227 2.767.608 194.640 2.445.214
Outros (1.312.721) (1.148.453) (163.933) 104.705 (163.933) 104.705 899.906 2.172.414
141.000.582 126.531.805 16.263.542 20.384.358 12.781.268 17.564.887 7.830.142 11.729.600

Nota: Definição de EBITDA e EBIT conforme APM disponível no Relatório de Gestão.

No 1.º semestre de 2025, o EBITDA consolidado regista um valor positivo de 16,3 milhões de euros, tendo para isso contribuído positivamente todos os segmentos operacionais: o segmento da Construção Metálica com 6,6 milhões de euros, o segmento da Renewables com 1,8 milhões de euros e o segmento da Indústria Naval com 8,0 milhões de euros. O decréscimo de 2,3 milhões de euros face ao período homólogo do EBITDA na Indústria Naval está diretamente relacionada com a reversão de provisões verificada no 1º semestre de 2024, anteriormente constituídas sobre contratos onerosos que não se vieram a verificar. O EBITDA da Construção Metálica foi 11 % superior ao EBITDA do período homólogo, devido essencialmente ao aumento da atividade em algumas geografias face ao mesmo período do ano anterior. Na Renováveis o EBITDA apresentou um decréscimo, quando comparado com o período anterior, de cerca de 2,1 milhões de euros.

O investimento (aquisições de ativos fixos tangíveis e intangíveis e de ativos sob direito de uso) e as depreciações/amortizações do Grupo por segmentos operacionais até 30 de junho de 2025 e de 2024 são como se segue:

INVESTIMENTO AMORTIZAÇÕES
6M² 2025 6M² 2024 6M² 2025 6M² 2024
Construção Metálica 953.486 2.707.283 1.532.043 1.350.888
Indústria Naval 10.058.921 3.148.569 682.970 591.078
Renováveis 11.942.667 1.166.164 1.297.308 1.214.261
22.955.073 7.022.015 3.512.322 3.156.227

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E NOTAS


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O valor do investimento em ativos fixos tangíveis, ativos intangíveis e ativos sob direitos de uso no 1.º semestre de 2025 foi de 23,0 milhões de euros, aplicado, essencialmente, nos segmentos: Renováveis 11,9 milhões de euros (essencialmente devido à construção do projeto solar Korchowa II, na Polónia, assim como a construção do parque solar, que está a transformar o parque eólico de Babadag num projeto híbrido, na Roménia) e na Indústria Naval 10,1 milhões de euros (maioritariamente referente ao investimento na nova doca seca de Viana do Castelo, a qual é destinada à reparação naval e permitirá captar navios de maior dimensão e acrescentar capacidade produtiva).

4. VENDAS E PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS

A 30 de junho de 2025 e 2024 as vendas e prestações de serviços têm a seguinte composição:

6M² 2025 6M² 2024
Vendas 31.360.095 22.482.668
Prestações de serviços 104.384.622 99.672.224
135.744.717 122.154.892

As vendas e prestações de serviços por segmento operacional a 30 de junho de 2025 e 2024 têm a seguinte composição:

6M² 2025 6M² 2024
Construção Metálica 70.093.027 65.378.304
Indústria Naval 60.701.904 50.716.210
Renováveis 4.949.786 6.060.378
135.744.717 122.154.892

As vendas e prestações de serviços por tipo de rédito a 30 de junho de 2025 e 2024 têm a seguinte composição:

6M² 2025 6M² 2024
Construção Metálica - Obras de estrutura metálica e alumínios 62.482.282 52.487.290
Construção Metálica - Operação e Manutenção 7.439.966 12.493.147
Construção Metálica - Outros 170.779 397.867
Construção Metálica - Total 70.093.027 65.378.304
Indústria Naval - Construção 42.317.460 32.272.989
Indústria Naval - Reparação 18.037.877 18.143.975
Indústria Naval - Outros 346.567 299.245
Indústria Naval - Total 60.701.904 50.716.210
Renováveis - Venda de energia 3.565.924 3.524.893
Renováveis - Venda de Certificados verdes 829.639 1.516.416
Renováveis - Operação e Manutenção 433.700 466.832
Renováveis - Outros 120.522 552.237
Renováveis - Total 4.949.785 6.060.378
135.744.717 122.154.892

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5. OUTROS RENDIMENTOS OPERACIONAIS

A 30 de junho de 2025 e 2024 os outros rendimentos operacionais podem ser analisados como se segue:

6M² 2025 6M² 2024
Variação da produção 464 (24)
Trabalhos para a própria empresa (Nota 3) 1.111.252 27.722
Impostos 14.225 4.843
Reversões de perdas de imparidade:
Outras perdas de imparidade - 3.750
Proveitos suplementares 301.405 409.420
Ganhos em Inventários 523 578
Ganhos de capital em ativos não financeiros 935.293 1.759.625
Subsídios à exploração 16.200 13.581
Subsídios ao investimento - 239.482
Diferenças de câmbio favoráveis 1.685.373 603.695
Rendas de Propriedades de Investimento 312.948 321.983
Outros rendimentos operacionais 878.182 992.259
Total 5.255.865 4.376.913

A rubrica Trabalhos para a própria empresa referem-se essencialmente à West Sea, da Indústria Naval, e decorrem da construção da nova doca seca em Viana do Castelo.

Na rubrica de 'Proveitos suplementares', tanto em 2025 como em 2024, o principal destaque vai para os rendimentos da Construção Metálica, em Portugal.

A rubrica 'Ganhos de capital em ativos não financeiros' em 2025 respeita, essencialmente à liquidação da Martifer Marrocos (730.108 euros), da Construção Metálica, e às liquidações das empresas Wind Farm Markowa e Wind Farm Piersno (179.529 euros, líquido da componente de diferenças cambiais que foram geradas no passado e recicladas para a demonstração dos resultados no valor de 130.240 euros), da Renewables. Esta rubrica em 2024 respeita, essencialmente, ao recebimento do preço contingente/repermitting success fee, do projeto Dzwola decorrente da venda da Wind Farm Lada (1.650.000 euros).

As 'Diferenças de câmbio favoráveis' estão relacionadas com a ocorrência de variações cambiais em créditos a receber de clientes e contas a pagar a fornecedores, essencialmente nas participadas de Portugal e de participadas do Grupo fora da Zona Euro (Nota 1.1), com o principal contributo a vir de Angola.

A rubrica 'Outros rendimentos operacionais', durante o 1.º semestre de 2025 e em 2024, inclui essencialmente rendimentos da geografia da Polónia, no segmento da Renewables.

6. CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS E MATÉRIAS CONSUMIDAS

A 30 de junho de 2025 e 2024 o custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas pode ser analisado como se segue:

6M² 2025
Existências iniciais 24.433.683
Compras 34.411.519
Variações de perímetro, diferenças cambiais, transferências e outros (37.930)
Existências finais 23.615.222
35.192.050

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6M' 2024
Existências iniciais 17.007.143
Compras 39.020.916
Variações de perímetro, diferenças cambiais, transferências e outros (3.881.954)
Existências finais 19.396.409
32.749.696

7. SUBCONTRATOS

A 30 de junho de 2025 e 2024 os subcontratos podem ser analisados como se segue:

6M' 2025 6M' 2024
Construção Metálica 12.273.194 14.703.141
Indústria Naval 22.370.452 14.414.101
Renováveis 244.958 361.169
34.888.604 29.478.411

Os subcontratos relacionam-se com subempreitadas das obras realizadas, principalmente nos segmentos Construção Metálica e Indústria Naval. A variação na Indústria Naval face ao período homólogo decorre do facto de, no 1.º semestre de 2025, ter havido mais atividade face a 2024.

8. FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS

A 30 de junho de 2025 e 2024 a repartição dos fornecimentos e serviços externos é a seguinte:

6M' 2025 6M' 2024
Trabalhos especializados 8.556.912 7.343.891
Rendas e alugueres 7.110.151 2.513.248
Honorários 455.359 732.781
Conservação e reparação 2.244.020 1.656.752
Seguros 1.504.180 1.494.913
Eletricidade e combustíveis 1.271.988 1.213.907
Transportes de mercadorias 1.908.107 1.102.071
Limpeza, higiene e conforto 370.352 341.947
Deslocações e estadas 1.081.347 1.098.632
Vigilância e segurança 450.849 361.440
Comunicação 110.813 87.319
Contencioso e notariado 111.540 118.874
Comissões 154.250 494.383
Ferramentas e utensílios 93.362 73.869
Publicidade e propaganda 141.216 249.741
Outros 561.837 594.943
26.126.283 19.478.710

Os trabalhos especializados incluem os gastos com serviços de auditoria, consultoria, sistemas de informação, estudos e pareceres, tendo verificado um acréscimo face a 2024, sobretudo no segmento da Indústria Naval.

O aumento verificado na rubrica 'Rendas e alugueres', face a 2024, decorre essencialmente do aumento de atividade no Reino Unido, no segmento da 'Construção Metálica'.

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A rubrica 'Transporte de mercadorias', em 2025, teve um aumento face a 2024, sobretudo em Portugal e no Reino Unido, no segmento da 'Construção Metálica'.

A 30 de junho de 2025, devido à aplicação da IFRS 16, estavam reconhecidos na rubrica de 'Rendas e Alugueres' 1.085.159 euros (446.180 euros em 2024) relativos a rendas de contratos de locações de baixo valor e 6.024.992 euros (2.067.068 euros em 2023) de locações de duração inferior a 12 meses.

9. GASTOS COM O PESSOAL

A 30 de junho de 2025 e 2024, os gastos com o pessoal podem ser analisados como se segue:

BM' 2025 BM' 2024
Remunerações 22.149.797 17.798.262
Encargos Sociais e outros 6.541.629 5.459.643
28.691.426 23.257.904

O aumento em 'Remunerações' deve-se, essencialmente, à atribuição de prémios salariais pelo Grupo como forma de reconhecimento e valorização de todos os colaboradores.

O valor dos encargos sociais e outros respeita, essencialmente, aos custos suportados com a Segurança Social, subsídios de refeição e de doença, com os seguros de acidentes de trabalho e indemnizações/compensações pela cessação de contratos de trabalho.

10. OUTROS GASTOS OPERACIONAIS

Os outros gastos operacionais dos períodos findos em 30 de junho de 2025 e 2024 são como se segue:

BM' 2025 BM' 2024
Impostos 417.915 300.390
Perdas em inventários 386 1.928
Perdas de capital em ativos não financeiros 6.847 9.802
Diferenças de câmbio desfavoráveis 1.455.082 881.373
Multas e penalidades 6.514 45.757
Outros gastos operacionais 289.903 93.243
2.443.162 1.381.101

A rubrica de 'Perdas de capital em ativos não financeiros' em 2025 respeita a uma menos-valia em ativos fixos tangíveis, no segmento da Construção Metálica. Em 2024 referia-se essencialmente, a uma menos-valia em ativos fixos tangíveis, no segmento da Renewables, bem como à perda decorrente da liquidação da CNA Chantier Naval d'Arzew, Spa, no valor de 3.495 euros, líquido da componente de diferença de cambiais que foram geradas no passado e recicladas para a demonstração consolidada dos resultados no montante de 347 euros.

A rubrica 'Diferenças de câmbio desfavoráveis' está relacionada com a ocorrência de variações cambiais em transações não financeiras, essencialmente nas participadas do Grupo fora da Zona Euro (Nota 1.1). Em junho de 2025 a geografia que mais contribuiu para esta rubrica foi Angola (em 2024 foi Portugal).

A rubrica 'Outros gastos operacionais', em 2025, respeita a gastos, essencialmente, das geografias Angola, Portugal e França, do segmento Construção Metálica. Em 2024, está relacionado, essencialmente, com gastos da geografia Portugal, no segmento da Construção Metálica.

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11. PROVISÕES E PERDAS DE IMPARIDADE EM ATIVOS FIXOS

As provisões e as perdas de imparidade a 30 de junho de 2025 e 2024 são como se segue:

6M² 2025 6M² 2024
Perdas de imparidade
Em ativos fixos tangíveis - -
- -
Provisões (Nota 26)
Garantias de qualidade (30.048) (235.807)
Contratos onerosos - (100.948)
Processos judiciais em curso - -
(30.048) (336.756)

As 'Provisões para contratos onerosos' respeitam a contratos de construção em curso em que se estima que o custo a incorrer para satisfazer a obrigação assumida excede os benefícios económicos previstos. Estas provisões respeitam essencialmente ao segmento da Construção Metálica. Em 2024, o valor das provisões relacionadas com contratos onerosos é negativo devido ao facto das provisões anteriormente constituídas terem sido revertidas.

12. RESULTADOS FINANCEIROS

A 30 de junho de 2025 e 2024, os resultados financeiros podem ser analisados como se segue:

RENDIMENTOS E GANHOS FINANCEIROS 6M² 2025 6M² 2024
Empréstimos e contas a receber (incluindo depósitos bancários)
- Juros obtidos 857.599 695.067
Ativos financeiros disponíveis para venda
- Rendimentos de participação de capital - -
Outros proveitos e ganhos financeiros relativos a outros ativos financeiros
- Diferenças de câmbio favoráveis 386.253 274.180
- Outros rendimentos e ganhos financeiros 8.831 19.344
1.287.683 988.590
GASTOS E PERDAS FINANCEIROS 6M² 2025 6M² 2024
Empréstimos e contas a pagar
- Juros suportados em empréstimos bancários 2.510.970 3.259.291
- Juros suportados em locações 650.140 699.123
Outros custos e perdas financeiros relativos a outros passivos financeiros
- Diferenças de câmbio desfavoráveis 376.982 262.062
- Outros gastos e perdas financeiros 1.347.656 964.008
4.885.747 5.184.483

As rubricas 'Diferenças de câmbio favoráveis/(desfavoráveis)' estão relacionadas com a ocorrência de variações cambiais, essencialmente nas participadas do Grupo, fora da Zona Euro (Nota 1.1).

A rubrica 'Juros suportados em empréstimos bancários' verificou uma diminuição face ao período homólogo, essencialmente relacionados com a renegociação da dívida, que nos permitiu otimizar os pricings contratados.

Os 'Juros suportados em locações' decorrem da aplicação da IFRS 16 – Locações.

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13. GANHOS/(PERDAS) EM EMPRESAS ASSOCIADAS E CONJUNTAMENTE CONTROLADAS

Os ganhos e as perdas em empresas associadas e empresas conjuntamente controladas nos períodos findos em 30 de junho de 2025 e 2024 podem ser analisados como se segue:

6M' 2025 6M' 2024
Método de Equivalência Patrimonial:
Martifer-Visabeira, S.A. - -
Hytlantic, S.A. (8.750) (7.773)
(8.750) (7.773)
Outras
Dissolução da CNA Chantier Naval d'Arzew, Spa - 666.069
Alteração de controlo na Martifer-Visabeira, S.A. - (521.767)
- 144.303
(8.750) 136.530

Em 2024 procedeu-se à dissolução da CNA Chantier Naval d'Arzew, Spa a qual gerou um ganho no valor de 666.069 euros, líquido da componente de diferença de cambiais que foram geradas no passado e recicladas para a demonstração consolidada dos resultados no montante de 0,2 milhões de euros.

No 1º semestre de 2024 também se verificou a alteração de controlo na Martifer-Visabeira, S.A. (nota 2), sendo que o impacto apresentado no quadro acima encontra-se líquido da componente de diferença de cambiais que foram geradas no passado e recicladas para a demonstração consolidada dos resultados no montante de 0,6 milhões de euros.

A informação sobre as empresas associadas e conjuntamente controladas consta na Nota 17.

14. IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO

A reconciliação do imposto sobre o rendimento dos períodos findos em 30 de junho de 2025 e 2024 pode ser analisada como se segue:

6M' 2025 6M' 2024
Imposto corrente 1.464.940 2.022.317
Impostos diferidos relativos ao reconhecimento de diferenças temporárias (78.786) (53.165)
Impostos diferidos relativos à reversão de diferenças temporárias (8.196) (49.346)
Utilização / Anulação de ativos por impostos diferidos relativos a prejuízos fiscais reportáveis - -
Outros - -
Imposto diferido (86.981) (102.510)
Imposto sobre o rendimento 1.377.959 1.919.807

15. RESULTADOS POR AÇÃO

A Martifer SGPS, S.A. emitiu apenas ações ordinárias, pelo que não existem direitos especiais de dividendo ou voto.

O capital social da Martifer, SGPS, S.A. é representado por 100.000.000 de ações ordinárias, totalmente subscritas e realizadas, representativas de um capital social de 50.000.000 euros.

O número médio ponderado de ações em circulação encontra-se deduzido de 2.215.910 ações correspondente a ações próprias detidas pela Martifer SGPS.

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Em 30 de junho de 2025 e 2024 não existe diferença entre o cálculo dos resultado por ação básico e o cálculo dos resultado por ação diluído, os quais podem ser demonstrados como se segue:

6M² 2025 6M² 2024
Resultado líquido do período (I) 7.986.464 11.538.824
Número médio ponderado de ações em circulação (II) 97.784.090 97.784.090
Resultado por ação básico e diluído (I) / (II) 0,0817 0,1180

16. ATIVOS SOB DIREITO DE USO

Os Ativos sob direito de uso a 30 de junho de 2025 e 31 de dezembro de 2024 são como se segue:

30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024
Valor bruto, deduzido de imparidades:
Terrenos e edifícios 14.282.584 14.245.261
Equipamentos 6.169.379 6.398.704
Outros ativos sob direito de uso 15.653.301 15.329.470
36.105.264 35.973.435
Amortizações acumuladas:
Terrenos e edifícios 8.342.596 8.045.400
Equipamentos 4.258.646 4.353.949
Outros ativos sob direito de uso 2.680.721 2.423.487
15.281.963 14.822.836
Valor líquido 20.823.301 21.150.599

Os 'Outros ativos sob direito de uso' respeitam a subconcessões de estaleiros navais e corresponde a todos os terrenos, edifícios e equipamentos associados.

A informação relativa aos valores brutos de 'Terrenos e edifícios', 'Equipamentos' e de 'Outros ativos sob direito de uso', deduzidos de perdas de imparidade acumuladas, a 30 de junho de 2025 e 31 de dezembro de 2024, pode ser analisada como se segue:

30 JUNHO 2025 TERRENOS E EDIFÍCIOS EQUIPAMENTOS OUTROS ATIVOS DIREITO DE USO TOTAL
Saldo inicial 1 janeiro 2025 14.245.261 6.398.704 15.329.470 35.973.435
Aumentos 57.584 338.775 323.831 720.190
Alienações e abates (20.968) (568.100) - (589.068)
Saldo final 30 junho 2025 14.282.584 6.169.379 15.653.300 36.105.264
31 DEZEMBRO 2024 TERRENOS E EDIFÍCIOS EQUIPAMENTOS OUTROS ATIVOS DIREITO DE USO TOTAL
--- --- --- --- ---
Saldo inicial 1 janeiro 2024 14.064.000 5.681.874 13.815.260 33.561.134
Aumentos 184.021 1.013.250 1.514.210 2.711.482
Alienações e abates (2.760) (296.420) - (299.181)
Saldo final 31 dezembro 2024 14.245.261 6.398.704 15.329.470 35.973.435

Em 2025 e em 2024, o aumento em 'Outros Ativos Direito de Uso' decorre da atualização anual da renda da subconcessão do estaleiro naval pela West Sea, Lda e pela Navalria S.A., tal como previsto contratualmente. Em 2025, do aumento em 'Equipamentos', 0,2 milhões de euros devem-se, essencialmente, à aquisição de equipamentos pela Martifer Construções, do segmento da Construção Metálica.

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A informação relativa aos valores das amortizações acumuladas de 'Terrenos e edifícios', 'Equipamentos' e de 'Outros ativos sob direito de uso' a 30 de junho de 2025 e 31 de dezembro de 2024 pode ser analisada como se segue:

30 JUNHO 2025 TERRENOS E EDIFÍCIOS EQUIPAMENTOS OUTROS ATIVOS DIREITO DE USO TOTAL
Saldo inicial 1 janeiro 2025 8.045.400 4.353.949 2.423.487 14.822.836
Aumentos 317.457 462.606 257.235 1.037.298
Alienações e abates (20.968) (494.426) - (515.394)
Transferências e outros movimentos 707 - - 707
Saldo final 30 junho 2025 8.342.596 4.258.645 2.680.722 15.281.963
31 DEZEMBRO 2024 TERRENOS E EDIFÍCIOS EQUIPAMENTOS OUTROS ATIVOS DIREITO DE USO TOTAL
--- --- --- --- ---
Saldo inicial 1 janeiro 2024 7.443.110 3.737.595 1.935.042 13.115.746
Aumentos 603.181 897.177 488.445 1.988.802
Alienações e abates (890) (280.822) - (281.712)
Saldo final 31 dezembro 2024 8.045.400 4.353.949 2.423.487 14.822.836
Valor líquido:
31 dezembro de 2024 6.199.860 2.044.754 12.905.984 21.150.599
30 junho 2025 5.939.988 1.910.734 12.972.578 20.823.301

17. INVESTIMENTOS EM EMPRESAS ASSOCIADAS E CONJUNTAMENTE CONTROLADAS

Em 30 de junho de 2025 e 31 de dezembro de 2024, a composição dos valores referentes a investimentos em empresas associadas e conjuntamente controladas é como se segue:

% CAPITAL DETIDO CAPITAL PRÓPRIO SEM PRESTAÇÕES ACESSÓRIAS PARTICIPAÇÃO FINANCEIRA POR EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL PRESTAÇÕES ACESSÓRIAS IMPARIDADE DE PRESTAÇÕES ACESSÓRIAS RESULTADO LÍQUIDO 30 JUNHO 2025
30 JUNHO 2023
Hytlantic, S.A. 10,00% (899.993) - 261.766 (108.022) (77.728) 153.745
153.745
% CAPITAL DETIDO CAPITAL PRÓPRIO SEM PRESTAÇÕES ACESSÓRIAS PARTICIPAÇÃO FINANCEIRA POR EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL PRESTAÇÕES ACESSÓRIAS IMPARIDADE DE PRESTAÇÕES ACESSÓRIAS RESULTADO LÍQUIDO 31 DEZEMBRO 2024
--- --- --- --- --- --- --- ---
30 JUNHO 2023
Hytlantic, S.A. 10,00% (992.715) - 261.766 (99.272) (170.450) 162.495
162.495

O movimento ocorrido nesta rubrica, no período findo em 30 de junho de 2025 e no exercício findo em 31 de dezembro de 2024, é como se segue:

30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024
Saldo inicial 162.495 4.016.450
Aplicação do MEP:
- que resultam do desempenho em resultados (Nota 13) (8.750) (17.045)
- outras variações em capitais próprios - -
Alteração resultante do ganho de controlo na Martifer-Visabeira, S.A. (Nota 2) - (3.947.676)
Movimentos nas Prestações Acessórias - 110.766
Diferenças cambiais - -
Saldo final 153.745 162.495

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18. ATIVOS FINANCEIROS AO JUSTO VALOR ATRAVÉS DOS RESULTADOS

NÃO CORRENTE

Em 30 de junho de 2025 e 31 de dezembro de 2024, o detalhe dos 'Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados' não corrente é como se segue:

30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024
Certificados Verdes - -
Outros 240.004 265.004
240.004 265.004

A 30 de junho de 2025 e 31 de dezembro de 2024, o movimento ocorrido na rubrica 'Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados' não corrente é como se segue:

30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024
Saldo inicial 265.004 1.015.786
Alienações e diminuições (25.000) (753.960)
Outras variações - 3.178
Saldo final 240.004 265.004

CORRENTE

Em 30 de junho de 2025 e 31 de dezembro de 2024, o detalhe dos 'Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados' corrente é como se segue:

30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024
Certificados Verdes 2.119.645 1.786.577
Depósitos bancários dados em garantia 215.067 2.671.533
Outros 6.596 6.596
2.341.308 4.464.706

A 30 de junho de 2025 e 31 de dezembro de 2024, o movimento ocorrido na rubrica 'Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados' corrente é como se segue:

30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024
Saldo inicial 4.464.706 8.728.589
Aumentos 1.179.145 8.633.302
Alienações e diminuições (3.218.567) (12.900.784)
Outras variações (83.977) 3.600
Saldo final 2.341.308 4.464.706

A 30 de junho de 2025 e 31 de dezembro de 2024, o detalhe dos certificados verdes correntes detidos pelo Grupo é como se segue:

30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024
N.º de Certificados Verdes detidos 73.591 61.107
Preço Unitário (RON) 146,253 145,427
Montante total (RON) 10.762.919 8.886.614
Montante total (EUR) 2.119.645 1.786.577

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19. CLIENTES E OUTROS DEVEDORES

A informação relativa a 'Clientes e Outros Devedores' em 30 de junho de 2025 e 31 de dezembro de 2024 pode ser analisada como se segue:

NÃO CORRENTES CORRENTES
30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024 30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024
Valor bruto:
Clientes:
Clientes, conta corrente 1.274.640 2.091.195 50.176.747 55.344.882
Clientes, títulos a receber - - 558.647 60.594
Clientes de cobrança duvidosa 4.714 5.366 13.540.583 17.295.508
1.279.353 2.096.561 64.275.978 72.700.983
Outros devedores:
Empresas associadas, participadas e participantes 262 307 - -
Adiantamentos a fornecedores - - - -
Outros 842.341 844.059 1.765.917 1.391.335
842.603 844.365 1.765.917 1.391.335
Total Valor Bruto 2.121.956 2.940.927 66.041.895 74.092.318

As perdas de imparidade acumuladas de Clientes e outros devedores são como se segue:

NÃO CORRENTES CORRENTES
30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024 30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024
Perdas de imparidade acumuladas:
Clientes 4.714 5.366 14.591.061 18.796.672
Outros Devedores 840.781 842.540 369.927 382.544
845.495 847.906 14.960.988 19.179.216
Valor líquido - Clientes 1.274.640 2.091.195 49.684.916 53.904.311
Valor líquido - Outros Devedores 1.822 1.825 1.395.990 1.008.791
Total do Valor líquido 1.276.461 2.093.020 51.080.907 54.913.102

O valor líquido entre os aumentos e reversões de imparidades em 2025 é positivo em 2.604.485 euros, sendo que o mesmo pode ser observado na Demonstração Consolidada dos Resultados na rubrica de 'Perdas de imparidade de ativos financeiros'. A diminuição das imparidades para clientes é proveniente da Martifer Construções, S.A e o reforço decorre da aplicação da IFRS 9.

A rubrica de 'Adiantamentos por conta de compras' respeita principalmente a compras efetuadas pela West Sea, para incorporação na construção de navios.

20. ATIVOS DE CONTRATOS COM CLIENTES

A informação relativa a ativos de contratos com clientes por segmento de negócio, líquidos de adiantamentos, com referência a 30 de junho de 2025 e 31 de dezembro de 2024 pode ser analisada como se segue:

30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024
Acréscimo de rendimentos líquidos de adiantamentos:
Construção Metálica 11.231.477 4.353.292
Indústria Naval 1.704.027 1.411.249
12.935.504 5.764.542

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E NOTAS


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O movimento ocorrido no período até 30 de junho de 2025 e no exercício de 2024 nos ativos e nos passivos associados a contratos com clientes, excluindo a componente de adiantamentos, pode ser analisado como se segue:

30 JUNHO 2025
Saldo em 1 de janeiro de 2025 (54.907.360)
- Ativos de contratos com clientes 5.764.542
- Passivos de contratos com clientes (Nota 27) (60.671.902)
Aumentos resultantes do cumprimento de novas obrigações de desempenho ainda não faturadas 11.902.851
Obrigações de desempenho de 2024 faturadas em 2025 (4.683.364)
Faturação antecipada 2024 de obrigação de desempenho de 2025 16.124.312
Faturação 2025 sem correspondente obrigação de desempenho (19.061.846)
Diferenças cambiais, variações de perímetro e outras 240.677
Saldo em 30 de junho de 2025 (50.384.731)
Saldo em 30 de junho de 2025
- Ativos de contratos com clientes 12.935.504
- Passivos de contratos com clientes (Nota 27) (63.320.234)
(50.384.731)
31 DEZEMBRO 2024
--- ---
Saldo em 1 de janeiro de 2024 (6.325.487)
- Ativos de contratos com clientes 9.139.951
- Passivos de contratos com clientes (Nota 27) (15.465.438)
Aumentos resultantes do cumprimento de novas obrigações de desempenho ainda não faturadas 4.584.365
Obrigações de desempenho de 2023 faturadas em 2024 (8.050.027)
Faturação antecipada 2023 de obrigação de desempenho de 2024 7.997.672
Faturação 2024 sem correspondente obrigação de desempenho (53.233.934)
Diferenças cambiais, variações de perímetro e outras 120.051
Saldo em 31 de dezembro de 2024 (54.907.360)
Saldo em 31 de dezembro de 2024
- Ativos de contratos com clientes 5.764.542
- Passivos de contratos com clientes (Nota 27) (60.671.902)
(54.907.360)

O valor dos ativos de contratos com clientes, em 2025, diz maioritariamente respeito aos segmentos da Construção Metálica, no Reino Unido e em Portugal.

21. OUTROS ATIVOS CORRENTES

Em 30 de junho de 2025 e 31 de dezembro de 2024, a rubrica 'Outros ativos correntes' pode ser analisada como se segue:

30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024
Acréscimo de rendimentos:
Juros a receber 18 20.723
Outros acréscimos de rendimentos 3.635.251 1.674.382
3.635.269 1.695.105
Gastos diferidos:
Seguros 1.283.165 885.669
Encargos financeiros 300.843 41.153

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30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024
Rendas pagas antecipadamente 238.031 138.468
Outras despesas plurianuais pagas antecipadamente 1.003.016 867.517
Gastos a reconhecer - obras em curso 8.630.793 175.172
11.455.848 2.107.977
15.091.117 3.803.083

A rubrica 'Gastos a reconhecer – obras em curso' diz respeito, essencialmente, a faturas contabilizadas nas obras mas cujos trabalhos ainda não foram executados ou o material ainda não entrou no processo de fabrico.

A rubrica 'Outros acréscimos de rendimentos' está relacionada com a faturação a emitir pelo segmento da Construção Metálica, em Portugal e Moçambique, tanto em 2025 como em 2024.

22. CAPITAL PRÓPRIO

Capital social

O capital social da Martifer SGPS, S.A. totalmente subscrito e realizado, em 30 de junho de 2025, ascende a 50.000.000 de euros e é representado por 100.000.000 de ações nominativas, com um valor nominal de 50 cêntimos cada. Todas as ações têm os mesmos direitos, correspondendo um voto por cada ação. Durante o 1.º semestre de 2025 e em 2024 não ocorreram quaisquer movimentos no número de ações representativas do capital social da Martifer SGPS.

Durante o 1.º semestre de 2025 e em 2024, a Martifer SGPS não adquiriu nem alienou ações próprias. A Martifer SGPS detém 2.215.910 ações próprias, correspondentes a 2,22 % do seu capital social.

Em 30 de junho de 2025, o capital social da Empresa é detido em 38,01 % pela I'M - SGPS, S.A. (detida pelo eng.º Carlos Manuel Marques Martins e pelo dr. Jorge Alberto Marques Martins), 10,08 % por dois administradores relacionados com a I'M - SGPS, S.A. (eng.º Carlos Manuel Marques Martins e dr. Jorge Alberto Marques Martins), 37,5 % pela Mota-Engil SGPS, S.A. (empresa cotada em Bolsa), 2,22 % em ações próprias, encontrando-se os restantes 12,19 % dispersos em Bolsa.

Interesses que não controlam

O movimento dos interesses que não controlam pode ser analisado como se segue:

30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024
Saldo inicial 4.752.303 789.805
Distribuição de Dividendos - (353.338)
Resultado líquido do período (156.322) 382.106
Outras variações no capital próprio (747.239) 215.439
Alterações no perímetro de consolidação - 4.630.065
Transações com interesses que não controlam (Nota 2) - (911.773)
3.848.742 4.752.303

No período findo em 30 de junho de 2025, os principais impactos que justificam a variação dos interesses que não controlam, são o 'Resultado líquido do período' negativo e as 'Outras variações no capital próprio', que tem um impacto negativo e que resulta essencialmente da desvalorização cambial verificada em algumas geografias.

Em 2024, os principais impactos que justificam a variação dos interesses que não controlam, são as 'Alterações no perímetro de consolidação' positivo, relativo à Martifer – Visabeira, S.A. na sequência da alteração do método de consolidação de Método de Equivalência Patrimonial para Método Integral e as 'Transações com interesses que não controlam', que têm um impacto negativo e que resulta da aquisição pelo Grupo dos restantes 32 % na participação do capital da Martifer Renewables O&M Sp. Z o.o..

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E NOTAS


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O detalhe dos principais interesses que não controlam pode ser analisado como se segue:

% INTERESSOS QUE NÃO CONTROLAM 30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024
30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024
Construção Metálica
Martifer – Construções Metálicas Angola, S.A. 21,25% 21,25% 992.092 975.953
Liszki Green Park Sp. Z o.o. 10,00% 10,00% (911.096) (905.624)
Martifer-Visabeira, S.A. 50,00% 50,00% 3.767.746 4.681.973
Renewables
Outros interesses que não controlam - - - 1
3.848.742 4.752.303

23. EMPRÉSTIMOS

A 30 de junho de 2025 e 31 de dezembro de 2024, os montantes relativos a empréstimos são como se segue:

30 JUNHO 2025 ATÉ 1 ANO ENTRE 1 E 2 ANOS ENTRE 2 E 5 ANOS MAIS DE 5 ANOS TOTAL
Dívidas a instituições de crédito:
Empréstimos bancários 5.508.272 4.307.692 12.923.077 22.180.580 44.919.621
Contas caucionadas 7.500.000 - - - 7.500.000
Outros empréstimos obtidos:
Emissões de papel comercial 3.950.500 3.950.500 11.851.500 10.247.500 30.000.000
Outros empréstimos 130.546 57.112 - - 187.658
17.089.318 8.315.304 24.774.577 32.428.080 82.607.279
31 DEZEMBRO 2024 ATÉ 1 ANO ENTRE 1 E 2 ANOS ENTRE 2 E 5 ANOS MAIS DE 5 ANOS TOTAL
--- --- --- --- --- ---
Dívidas a instituições de crédito:
Empréstimos bancários 4.405.826 4.411.986 76.884.356 478.590 86.180.758
Outros empréstimos obtidos:
Outros empréstimos 52.677 161.320 - - 213.997
4.458.503 4.573.306 76.884.356 478.590 86.394.755

No primeiro semestre de 2025, regista-se uma redução dos empréstimos em cerca de 4,4 %, fruto do processo de reestruturação da dívida do Grupo.

Durante o primeiro semestre de 2025, foi assinada a cessação dos Acordos de Reestruturação da dívida financeira do Grupo Martifer que estavam em vigor desde 2015. Com a liquidação total destes acordos cujo valor ascendia a 86 milhões de euros a 31 de Dezembro de 2024, foi contratada nova dívida com uma maturidade média de 7 anos no valor total de 80 milhões de euros.

Foram ainda liquidados Leasings Financeiros cujo valor total ascendia 4,2 milhões de euros a 31 de Dezembro de 2024 (Nota 24).

No primeiro semestre de 2025 foi ainda contratado o financiamento para a construção de um parque solar na Polónia em regime de Project Finance cuja utilização a 30 de junho de 2025 ascendia a 4,9 milhões de euros.

A 30 de junho de 2025, o rácio de Dívida Bruta/EBITDA cifra-se em 2,4x e Dívida Líquida/EBITDA em 0,9x, considerando-se no cálculo que: Dívida Bruta = Empréstimos (+/-) Derivados e a Dívida Líquida = Dívida bruta - Caixa e equivalentes de caixa.

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30 JUNHO 2025

Dívidas a instituições de crédito (Não Correntes e Correntes) 82.607.279
Dívida Bruta 82.607.279
EBITDA LTM Jul 2024 – Jun 2025 34.101.410
Dívida Bruta / EBITDA LTM Jul 2024 – Jun 2025 2,4x
Dívida Líquida / EBITDA LTM Jul 2024 – Jun 2025 0,9x
Fornecedores de ativos fixos (Não Correntes e Correntes) (Nota 25) 2.774.251
Outros Empréstimos Obtidos (remunerados) (Não Correntes e Correntes) -
Empréstimos por Títulos de Participação (Não Correntes e Correntes) -
“Factoring” (com e sem recurso), “Confirming” e Letras Descontadas (Nota 25) 1.359.639
Passivos de Locação: a) referentes a locações financeiras (Nota 24) 4.137.570
Passivos de Locação: b) referentes ao valor atual das rendas das subconcessões dos estaleiros navais de Viana do Castelo e de Aveiro (Nota 24) 14.597.731
Passivos de Locação : c) outros (Nota 24) 3.386.375
Subsídios Reembolsáveis Empréstimos bancários -
Dívida Bruta + “outras rubricas” 108.862.845
EBITDA LTM Jul 2024 – Jun 2025 34.101.410
(Dívida Bruta + “Outras rubricas”) / EBITDA LTM Jul 2024 – Jun 2025 3,2x
(Dívida Bruta + “Outras rubricas” – Caixa e equivalentes de caixa) / EBITDA LTM Jul 2024 – Jun 2025 1,7x

24. PASSIVOS DE LOCAÇÕES

Em 30 de junho de 2025 e 31 de dezembro de 2024, o valor das rendas vincendas e o seu valor atual, associadas aos passivos de locação é como se segue:

RENDAS VINCENDAS DOS PASSIVOS DE LOCAÇÕES VALOR ATUAL DAS RENDAS DOS PASSIVOS DE LOCAÇÕES
30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024 30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024
Até 1 ano 2.514.398 3.048.279 1.488.109 1.735.757
Entre 1 e 5 anos 8.541.301 14.417.572 5.468.815 10.632.591
Mais de 5 anos 25.474.806 24.440.425 15.164.752 14.121.268
36.530.505 41.906.276 22.121.676 26.489.616
Juros incluídos nas rendas (14.408.830) (15.416.660) - -
Valor atual das rendas dos passivos de locações 22.121.676 26.489.616 22.121.676 26.489.616
Dos quais registados como:
- Rendas correntes 2.514.398 3.048.279 1.488.109 1.735.757
- Rendas não correntes 19.607.278 23.441.337 20.633.567 24.753.859
22.121.676 26.489.616 22.121.676 26.489.616

A 30 de junho de 2025 os Passivos de Locações referem-se essencialmente a:

  • subconcessões dos estaleiros navais de Viana do Castelo e de Aveiro, sendo o valor atual das rendas dos passivos de locações 14.597.731 euros (dos quais 292.765 euros registados em corrente e 14.304.966 euros em não corrente);
  • compromissos anteriores com locações financeiras, sendo o valor atual das rendas dos passivos de locações 4.137.570 euros (dos quais 190.941 euros registados em corrente e 3.946.629 euros em não corrente).

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25. FORNECEDORES E OUTROS CREDORES

A 30 de junho de 2025 e 31 de dezembro de 2024, a informação relativa a fornecedores e outros credores pode ser analisada como se segue:

NÃO CORRENTES CORRENTES
30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024 30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024
Fornecedores 1.445.019 1.503.394 47.657.365 42.137.898
Outros Credores:
Fornecedores de ativos fixos 6.247 - 2.768.005 894.467
Empresas associadas e outras entidades relacionadas - - 821.983 821.676
Outros - 5.000 2.310.409 2.862.777
Outros Credores 6.247 5.000 5.900.396 4.578.919
Total 1.451.266 1.508.394 53.557.761 46.716.817

Em 30 de junho de 2025 e 31 de dezembro de 2024, os saldos correntes mantidos com ‘empresas associadas e outras entidades relacionadas’ incluem saldos a pagar a fornecedores decorrentes da atividade operacional do Grupo. O Conselho de Administração acredita que o justo valor destes saldos não difere significativamente do seu valor contabilístico e que o efeito da atualização desses montantes não é material.

O Grupo recorre a linhas de confirming para a gestão dos pagamentos a alguns fornecedores. O fluxo de tesouraria apenas é reconhecido no momento em que ocorre o pagamento do valor à entidade financeira. Em 30 de junho de 2025, o valor da dívida cedida em confirming ascendia a 1.359.639 euros (1.351.244 euros em 31 de dezembro de 2024), sendo a mesma garantida pela Martifer SGPS, S.A.. Existiam plafonds não utilizados de confirming no montante de 1.640.361 euros (1.648.756 euros em 31 de dezembro de 2024).

26. PROVISÕES

A 30 de junho de 2025 e 31 de dezembro de 2024, a informação relativa a provisões pode ser detalhada como se segue:

30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024
Garantias de qualidade 1.753.789 1.827.007
Processos judiciais em curso 68.478 68.478
Contratos onerosos 4.152 799.254
Obrigações contratuais 1.161.677 1.192.016
2.988.096 3.886.756

O movimento ocorrido na rubrica de ‘Provisões’ durante o 1.º semestre de 2025 é como se segue:

SALDO INICIAL AUMENTO (Nota 11) REDUÇÃO (Nota 11) UTILIZAÇÕES VARIÇÕES DE PERÍMETRO, DIFERENÇAS CAMBIAIS E TRANSFERÊNCIAS SALDO FINAL
Garantias de qualidade 1.827.007 - (30.048) - (43.170) 1.753.789
Processos judiciais em curso 68.478 - - - - 68.478
Contratos onerosos 799.254 4.152 (4.152) - (795.102) 4.152
Obrigações contratuais 1.192.016 - - - (30.340) 1.161.677
3.886.756 4.152 (34.200) - (868.612) 2.988.096

No ano de 2023 foi constituída uma Provisão para contratos onerosos no valor de 6,1M€ decorrente da necessidade de renegociação com alguns fornecedores associados à construção de dois navios pela empresa West Sea, bem como pelo aumento generalizado dos preços dos equipamentos, materiais e serviços. Esta provisão foi constituída diretamente como custo operacional do exercício, na rubrica de subcontratos, de acordo com a política contabilística definida.

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No exercício de 2024, o valor dessa provisão registada na rubrica de subcontratos reduziu em cerca de 5,3 M€, sendo a provisão, a dezembro de 2024 no valor de 0,8 M€. No período findo em 30 de junho de 2025 a provisão passou a ser de 0 euros.

27. PASSIVOS DE CONTRATOS COM CLIENTES

A informação relativa a passivos de contratos com clientes por segmento de negócio com referência a 30 de junho de 2025 e 31 de dezembro de 2024 pode ser analisada como se segue:

30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024
ADIANTAMENTOS DE CLIENTES RENDIMENTOS DIFERIDOS (Nota 20) TOTAL ADIANTAMENTOS DE CLIENTES RENDIMENTOS DIFERIDOS (Nota 20) TOTAL
Construção Metálica 6.972.053 5.962.897 12.934.950 8.409.741 9.345.695 17.755.436
Indústria Naval - 57.357.338 57.357.338 - 51.326.207 51.326.207
Total Passivos de contratos com clientes 6.972.053 63.320.234 70.292.287 8.409.741 60.671.902 69.081.643

O movimento ocorrido no período findo em 30 de junho de 2025 nos adiantamentos recebidos de clientes pode ser analisado como se segue:

6M' 2025
Saldo em 1 de janeiro de 2025 8.409.741
Rédito reconhecido no ano associado a passivos registados em exercícios anteriores (1.473.574)
Adiantamentos recebidos no ano 35.671
Diferenças cambiais, variações de perímetro e outras 215
Saldo em 30 de junho de 2025 6.972.053

28. OUTROS PASSIVOS NÃO CORRENTES/CORRENTES

NÃO CORRENTE

A informação relativa aos outros passivos não correntes, com referência aos períodos findos em 30 de junho de 2025 e 31 de dezembro de 2024 é como se segue:

30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024
Rendimentos diferidos
Subsídios ao investimento 1.150.258 180.366
1.150.258 180.366

CORRENTE

A informação relativa aos outros passivos correntes, com referência aos períodos findos em 30 de junho de 2025 e 31 de dezembro de 2024 é como se segue:

30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024
Acréscimo de gastos
Acréscimo de gastos - Obras em Curso 4.310.966 7.801.974
Encargos com férias e subsídios de férias 5.112.225 4.887.878
Juros a liquidar 795.852 583.565
Seguros a liquidar 11.575 9.899

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E NOTAS


MARTIFER GROUP

30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024
Produção efetuada por subempreiteiros não faturada 76.753 958.999
Outros acréscimos de gastos 1.788.736 1.093.322
12.096.107 15.335.637
Rendimentos diferidos
Subsídios ao investimento 3.452 973.355
Outros rendimentos diferidos 4.015.007 3.220.136
4.018.458 4.193.490
16.114.566 19.529.127

A rubrica 'Acréscimo de gastos - obras em curso' inclui trabalhos executados e materiais fornecidos e incorporados no processo de fabrico mas ainda não faturados pelos fornecedores.

Os 'Outros acréscimos de gastos' em 2025 correspondem a outros fornecimentos e serviços prestados por terceiros até 30 de junho de 2025 e ainda não faturados.

A rubrica 'Outros rendimentos diferidos' em 30 de junho de 2025, assim como em 31 de dezembro de 2024, resulta essencialmente do reconhecimento do rendimento diferido com atribuição dos certificados verdes na Eviva Nalbant S.R.L (Nota 18), na 'Renewables', bem como do rendimento diferido relativo a uma obra em Portugal, na Martifer Construções.

29. ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES

A 30 de junho de 2025 existia o seguinte passivo contingente:

i) Ação declarativa em tribunal arbitral intentada em 2019 contra a subsidiária Martifer Construções Metalomecânicas, S.A. (MTC) e um terceiro, pelo cliente Andrade Gutierrez Engenharia S.A. (AG) no âmbito da execução do Contrato Particular de Fornecimento e Montagem das Estruturas Metálicas e Membranas de PTFE da Fachada e da Cobertura da «Arena da Amazônia», no montante total de 4,3 milhões de euros a título de regresso e 2,4 milhões de reais a título de custos adicionais, em curso no CCBC - Câmara de Comércio Brasil Canadá, em fase de instrução e produção de provas. A Administração da Empresa suportada nos pareceres jurídicos dos seus advogados, entende que decorrente do referido processo não é possível determinar quais as responsabilidades que poderão advir para a subsidiária MTC, embora considere reduzidas as possibilidades de uma condenação, até pelo facto de ter já reconvindo no valor de 12,7 milhões de reais a título de custos adicionais e trabalhos a mais. O processo encontra-se em fase de audiência de instrução.

ii) Ação comercial no tribunal judicial escocês (Court of Session) de Edimburgo, intentada em 22 de dezembro de 2020 contra a subsidiária Martifer UK Limited, pelo cliente Lendlease Construction (Europe) Ltd., no âmbito da execução do Contrato de Subempreitada da estrutura metálica e da cobertura da «SSE Hydro Arena de Glasgow», celebrado em 08 de junho de 2011, relacionada com alegados defeitos em obras realizadas, com um valor inicial reclamado de 583.123 £, relativo a eventuais reparações necessárias e contabilizando já danos quantificados em 150.000 £ alegadamente sofridos pela proprietária da «SSE Hydro Arena de Glasgow», a Scottish Event Campus Limited. No final do ano de 2024, o valor reclamado relativo às obras de reparação dos alegados defeitos de obra foi atualizado para cerca de 10.000.000 £ sem, contudo, qualquer sustentação probatória. Já no decorrer de 2025, da mesma forma não sustentada, o valor reclamado relativo às obras de reparação dos alegados defeitos de obra voltou a ser atualizado para cerca de 13.515.138 £, com estimativa de eventuais danos emergentes e lucros cessantes no caso da realização das referidas obras de reparação dos alegados defeitos vir a implicar o fecho da «SSE Hydro Arena de Glasgow» num valor máximo de 29.021.029 £, mas que a Scottish Event Campus Limited veio posteriormente indicar nos autos que tal valor não deve ser considerado por não existir necessidade de fechar a «SSE Hydro Arena de Glasgow» caso venha a ser necessário realizar obras de reparação. Decorrem nesta altura trabalhos, reuniões e diligências de vários experts contratados por cada Parte no litígio, a fim de sustentar as posições controvertidas, por um lado, e instruir as estratégias de defesa prosseguidas. O procedimento esteve suspenso durante mais de três anos e encontra-se ainda numa fase anterior à produção de provas (Proof), adiada face à evidência de não ser necessário o fecho da arena «SSE Hydro Arena de Glasgow». A administração da Empresa, suportada nos pareceres jurídicos dos seus advogados, entende que face ao momento introdutório do processo e às várias posições e modificações já apresentadas pela Scottish Event Campus Limited, não é

GRUPO MARTIFER | RELATÓRIO E CONTAS 152025


MARTIFER
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possível determinar quais as responsabilidades que poderão advir para a subsidiária, embora considere reduzidas as possibilidades de uma condenação, sobretudo face ao argumento de prescrição invocado em oposição à reclamação.

30. COMPROMISSOS

Garantias Financeiras

Em 30 de junho de 2025 e 31 de dezembro de 2024, as garantias bancárias prestadas por conta do Grupo a terceiros referentes a garantias bancárias e a seguros caução prestados a donos de obras cujas empreitadas estão a cargo das diversas empresas do Grupo, discriminadas por moeda eram como se segue:

30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024
Euro 81.925.286 73.895.839
Kwanza de Angola 259.000 303.691
Dólar Americano (*) 1.147.951 1.295.022
Libra Estrelina 8.976.652 9.261.591
92.308.890 84.756.143

(*) Garantias bancárias de boa execução emitidas em Moçambique e na Arábia Saudita.

O detalhe por empresa do Grupo é como se segue:

30 JUNHO 2025 31 DEZEMBRO 2024
Martifer Construções Metalomecânicas S.A. 11.713.099 14.211.042
Martifer Metallic Constructions SGPS 17.302.049 19.907.622
Navalria S.A. 120.000 120.000
West Sea Lda 61.452.401 48.775.649
Martifer Construcciones Metálicas Espanha 1.132.703 1.090.966
Martifer-Visabeira, S.A. 136.887 154.424
Martifer, SGPS 192.750 192.750
Martifer Construções Metálicas Angola S.A. 259.000 303.691
92.308.890 84.756.143

Garantias reais

Em 30 de junho de 2025 as garantias reais prestadas pelo Grupo são como se segue:

GARANTIA MUTUÁRIA VALOR EM DÍVIDA
Penhor dos equipamentos/construção inseridos no projeto/parque
Penhor de 100% das ações da PV SOL 8 PV SOL 8 4.919.621
Penhor de todos os bens móveis (seguros, contas bancárias, contas a receber, propriedade intelectual etc...)
4.919.621

No primeiro semestre de 2025 verificou-se uma notória diminuição (59 milhões de euros) das garantias reais. Com a cessação dos Acordos de Reestruturação, foram libertadas as garantias reais que haviam sido dadas em garantia no âmbito aquando da assinatura destes acordos em 2015.

A dívida nova contratada, não exigiu a entrega de garantias reais, pelo que está apenas ativa a penhora dos equipamentos do parque fotovoltaico de Korczowa, dada em garantia ao banco BGK no âmbito da contratação do Project Finance contratado para a construção deste projeto que está a ser desenvolvido pelo segmento das Renováveis na Polónia.

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E NOTAS


MARTIFER GROUP

31. PARTES RELACIONADAS

As participadas do Grupo têm relações entre si que se qualificam como transações com partes relacionadas. Todas estas transações são efetuadas a preços de mercado.

Nos procedimentos de consolidação estas transações são eliminadas, uma vez que as demonstrações financeiras consolidadas apresentam informação da detentora e das suas subsidiárias como se de uma única empresa se tratasse.

Os saldos decorrentes das transações efetuadas com empresas associadas e com empreendimentos conjuntos, consolidados pelo método de equivalência patrimonial, não são eliminados. Daqui decorre um impacto no Ativo de aproximadamente 0,27 milhões de euros, sendo que decorre essencialmente das contas a receber de empresas consolidadas pelo método de equivalência patrimonial do segmento da Renewables.

Além de transações correntes associadas a trabalhos de construção metálica efetuados com empresas do grupo Mota-Engil, não existem outros saldos e transações significativas realizadas com partes relacionadas durante o período findo em 30 de junho de 2025, que tenham afetado significativamente a posição financeira ou performance do Grupo.

32. EFEITOS DA REEXPRESSÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DE SUBSIDIÁRIAS CUJA MOEDA FUNCIONAL É A MOEDA DE UMA ECONOMIA HIPERINFLACIONÁRIA

Em 2017, Angola foi considerada uma economia hiperinflacionária pelo que as demonstrações financeiras das subsidiárias do Grupo, que exercem atividade neste país e cuja moeda funcional é o kwanza, tiveram de ser reexpressas em termos da unidade de mensuração corrente no fim do período de relato pela aplicação de um índice geral de preços.

Em 2019, segundo informação do FMI, Angola deixou de ser economia hiperinflacionária, pelo que a partir daqui considera-se que as quantias relatadas nas demonstrações financeiras, no final do período de relato anterior, são consideradas as quantias escrituradas das demonstrações financeiras subsequentes. A data considerada como a do último relato para Angola dentro da hiperinflação foi a de 30 de junho de 2019, sendo que se mantêm os valores desta geografia até que os itens de balanço reexpressados se esgotem.

Em 2018, foi a vez da Argentina ser considerada como economia hiperinflacionária, o que levou a que as empresas que reportam em pesos argentinos tivessem que ser ajustadas nesses efeitos, situação que se mantém a 30 de junho de 2025.

Os índices gerais de preços foram calculados com base na informação da inflação disponibilizada pelo Banco Central da República Argentina.

Os efeitos da reexpressão na demonstração consolidada dos resultados até 30 de junho de 2025 podem ser resumidos como se segue:

30 JUNHO 2025 ANGOLA ARGENTINA TOTAL
Reexpressão de gastos e rendimentos - (6.550) (6.550)
Efeito do desreconhecimento dos itens de balanço reexpressados (26.928) - (26.928)
Resultado monetário - 33.647 33.647
Impacto no Resultado líquido do período (26.928) 27.098 170

Os efeitos da reexpressão na demonstração consolidada da posição financeira em 30 de junho de 2025 podem ser resumidos como se segue:

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30 JUNHO 2025 ANGOLA ARGENTINA TOTAL
Ativos intangíveis 836.123 16.924 853.046
Ativos fixos tangíveis 5.089.749 683.222 5.772.971
Inventários 106.056 - 106.056
Diferimentos 3.265 60.729 63.994
Impacto no Ativo 6.035.193 760.874 6.796.067
Reservas 4.178.096 713.018 4.891.114
Resultado líquido do período (26.928) 27.098 170
Impacto no Capital Próprio 4.151.168 740.116 4.891.284
Passivos por impostos diferidos 1.689.822 15.511 1.705.333
Diferimentos 194.202 5.247 199.449
Impacto no Passivo 1.884.025 20.758 1.904.783

Por outro lado, os efeitos da reexpressão na demonstração consolidada da posição financeira em 31 de dezembro de 2024 podem ser resumidos como se segue:

31 DEZEMBRO 2024 ANGOLA ARGENTINA TOTAL
Ativos intangíveis 837.969 22.302 860.271
Ativos fixos tangíveis 5.122.234 962.204 6.084.438
Inventários 106.428 - 106.428
Diferimentos 3.265 55.284 58.549
Impacto no Ativo 6.069.896 1.039.790 7.109.686
Reservas 4.229.828 793.551 5.023.379
Resultado líquido do exercício (53.923) 225.628 171.706
Impacto no Capital Próprio 4.175.906 1.019.179 5.195.085
Passivos por impostos diferidos 1.699.788 14.811 1.714.599
Diferimentos 194.202 5.800 200.003
Impacto no Passivo 1.893.990 20.611 1.914.602

33. EVENTOS SUBSEQUENTES

No dia 5 de agosto de 2025, a Visabeira Indústria SGPS, S.A. (Oferente) tornou pública, por via do Anúncio Preliminar, a decisão de lançamento de uma oferta pública geral e obrigatória de aquisição da totalidade das ações representativas do capital social da Martifer – SGPS, S.A. ("Oferta").

A Oferta é geral e obrigatória, em consequência de a Oferente (Visabeira Indústria SGPS, S.A.) ter celebrado no mesmo dia:

a) um acordo de acionistas com a I'M – SGPS, S.A. e a Mota-Engil, SGPS, S.A. em relação aos termos e condições que deverão regular as respetivas relações enquanto acionistas da Martifer – SGPS, S.A. ("Acordo Parassocial Tripartido"), cuja produção de efeitos se encontra sujeita à obtenção das aprovações e/ou não oposição, sem compromissos, da(s) autoridade(s) da concorrência exigíveis nos termos da regulamentação aplicável ("Condição") e gerará imputação de direitos de votos às partes nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 20.º do CVM;

b) um acordo, integrado no Acordo Parassocial Tripartido, igualmente com a I'M – SGPS, S.A. e a Mota-Engil, SGPS, S.A., com vista ao lançamento da Oferta, obrigando-se a Oferente a, nos termos e condições do Anúncio Preliminar e dos demais documentos da Oferta, lançar a presente Oferta (em cumprimento do seu próprio dever e em substituição do dever das demais partes no referido acordo de acionistas, em resultado da imputação a todas elas de mais de 50% (cinquenta por cento) dos direitos de votos da Martifer calculados nos termos do número 1 do artigo 20.º do CVM).

c) um contrato de compra e venda em relação a ações representativas de 5 % (cinco por cento) do capital social da Martifer SGPS, S.A., com liquidação física e financeira a 6 de agosto de 2025; e

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E NOTAS


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d) um aditamento ao contrato promessa de compra e venda celebrado pela Oferente, em 2 de outubro de 2024, prevendo-se neste aditamento que a Oferente adquirirá, até 30 de abril de 2026, ações representativas de 18 % (dezoito por cento) do capital social da Martifer SGPS, S.A. (em vez de 19 % (dezanove por cento), como estava previsto previamente ao aditamento), na sequência de notificação pela Visabeira às promitentes-vendedoras para o efeito.

Desde a data de referência das contas não ocorreram outros factos que afetem a informação financeira divulgada.

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MARTIFER
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34. APROVAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

Estas demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração em 22 de agosto de 2025.

Oliveira de Frades, 22 de agosto de 2025

A Contabilista Certificada

Ana Margarida Ferreira Rocha

O Conselho de Administração

Carlos Manuel Marques Martins
(Presidente)

Arnaldo José Nunes da Costa Figueiredo
(Vice-Presidente)

Jorge Alberto Marques Martins
(Vice-Presidente)

Pedro Miguel Rodrigues Duarte
(Vogal do Conselho de Administração)

Pedro Nuno Cardoso Abreu Moreira
(Vogal do Conselho de Administração)

Carlos Alberto Araújo da Costa
(Vogal do Conselho de Administração)

Maria Sílvia da Fonseca Vasconcelos da Mota
(Vogal do Conselho de Administração)

Carla Maria de Araújo Viana Gonçalves Borges Norte
(Vogal do Conselho de Administração)

Filipe Belo Viegas Rosa
(Vogal do Conselho de Administração)

Mariana Nogueira Martins
(Vogal do Conselho de Administração)

Susana Isabel Barreto de Miranda Sargento
(Vogal do Conselho de Administração)

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E NOTAS


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PERSPETIVAS FUTURAS 83

DEMONSTRACÕES FINANCEIRAS

Perspetivas futuras

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PERSPETIVAS FUTURAS

O plano estratégico define o compromisso do grupo Martifer com o crescimento sustentável, a inovação e adaptação às tendências globais. Os principais eixos de desenvolvimento são:

  • Construção Metálica: Reforço do perfil exportador, apostando em mercados que valorizam qualidade, produtividade e valorização das pessoas;
  • Indústria Naval: Construção de uma nova doca seca em Viana do Castelo, ampliando a capacidade de reparação e construção naval e consolidando a posição como um dos maiores estaleiros da Europa;
  • Energia: Expansão na transição energética e descarbonização, aproveitando o crescimento do mercado das energias renováveis nas geografias core;
  • Inovação e Transição Digital: Adoção de tecnologias avançadas, incluindo Inteligência Artificial, para maior competitividade num contexto digital.
  • Sustentabilidade (ESG): Integração de práticas ambientais, sociais e de governança, com foco em energia renovável, economia circular e igualdade de género.

O futuro com uma intenção clara: inovação, sustentabilidade e liderança setorial, com objetivos ambiciosos mas realistas, assegurando um crescimento sólido e alinhado às exigências do mercado global.

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ZANIEKOST

WESTSEA

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MARTIFER GROUP

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OUTRAS INFORMAÇÕES 87

ANEXOS

Outras informações


MARTIFER GROUP

ANEXOS

OUTRAS INFORMAÇÕES

RECONCILIAÇÃO DAS MEDIDAS ALTERNATIVAS DE DESEMPENHO

De acordo com as orientações da ESMA (European Sales and Marketing Association) de outubro de 2015 sobre Medidas Alternativas de Desempenho ('APM'), o grupo Martifer apresenta a tabela com a definição das APM que não são de leitura direta nas demonstrações financeiras primárias:

RELATÓRIO DE GESTÃO DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
Autonomia financeira Capital próprio/Total do ativo
CAPEX Capital expenditure (investimento, a custos totais, na aquisição ou melhoramento de ativos tangíveis, intangíveis e sob direito de uso)
Dívida Líquida Empréstimos correntes e não correntes líquidos de caixa e equivalentes de caixa
EBITDA Vendas e prestações de serviços + Outros rendimentos operacionais - Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas - Subcontratos - Fornecimentos e serviços externos - Gastos com o pessoal - Perdas de imparidade de ativos financeiros - Outros gastos operacionais
Margem EBITDA EBITDA/Volume de Negócios
EBIT Vendas e prestações de serviços + Outros rendimentos operacionais - Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas - Subcontratos - Fornecimentos e serviços externos - Gastos com o pessoal - Perdas de imparidade de ativos financeiros - Outros gastos operacionais - Amortizações e depreciações - Provisões - Perdas de imparidade de ativos não financeiros
Margem EBIT EBIT/Volume de Negócios
Volume de Negócios Vendas e prestação de serviços
Redimentos operacionais Vendas e prestações de serviços + Outros rendimentos operacionais
Valor Acrescentado Bruto (VAB) Vendas e prestação de serviços + Variação de produção + Trabalhos para a própria empresa + Rendimentos suplementares + Subsídios à exploração – Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas – Fornecimento e serviços externos – Subcontratos – Impostos Indiretos
Resultados financeiros Rendimentos e ganhos financeiros - Gastos e perdas financeiros + Ganhos/(perdas) em empresas associadas e conjuntamente controladas + Ganhos/(perdas) monetárias líquidas
Rácio de solvabilidade (Capital próprio + Passivos não correntes)/Ativos não correntes
Liquidez geral Ativos correntes/Passivos correntes
Ativos Fixos (incluindo Goodwill e Ativos sob direito de uso) Goodwill + Ativos intangíveis + Ativos fixos tangíveis + Ativos sob direito de uso
Outros Ativos não correntes Propriedades de Investimento + Investimentos em empresas associadas e conjuntamente controladas + Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados + Clientes e outros devedores + Ativos por impostos diferidos
Inventários e Devedores Correntes Inventários + Ativos financeiros ao justo valor através dos resultados + Clientes e outros devedores + Ativos de Contratos com Clientes + Adiantamentos por conta de compras + Imposto sobre o rendimento + Estado e outros entes públicos + Outros ativos correntes
Capital Próprio Capital Social + Ações Próprias + Reservas e Resultados Transitados + Resultado líquido do período
Dívida e Passivos de locações não correntes Empréstimos não correntes + Passivos de locações não correntes
Outros passivos não correntes Fornecedores e outros credores + Provisões + Outros passivos não correntes + Passivos por impostos diferidos
Dívida e Passivos de locações correntes Empréstimos correntes + Passivos de locações correntes
Outros passivos correntes Fornecedores e outros credores + Passivos de Contratos com Clientes + Imposto sobre o rendimento + Estado e outros entes públicos + Outros passivos correntes

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ANEXOS

Informação Obrigatória

INFORMAÇÃO OBRIGATÓRIA 89


MARTIFER GROUP

ANEXOS

INFORMAÇÃO OBRIGATÓRIA

PARTICIPAÇÕES DOS MEMBROS DE ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO

De acordo com o disposto no artigo 447.º do Código das Sociedades Comerciais são os seguintes os valores mobiliários emitidos pela Martifer SGPS, S.A. e por sociedades com as quais esta se encontra em relação de domínio ou de grupo, detidos no período de 1 de janeiro de 2024 a 30 de junho de 2025, por titulares de órgãos sociais:

TITULARES ÓRGÃO SOCIAL N.º DE AÇÕES EM 30/06/2025
Carlos Manuel Marques Martins* Conselho de Administração 7.651.853
Jorge Alberto Marques Martins** Conselho de Administração 2.430.260
I'M – SGPS, S.A. *** Conselho de Administração 38.005.689
Arnaldo José Nunes da Costa Figueiredo Conselho de Administração 3.000
Pedro Miguel Rodrigues Duarte Conselho de Administração -
Pedro Nuno Cardoso Abreu Moreira Conselho de Administração -
Carlos Alberto Araújo da Costa Conselho de Administração -
Maria Silvia da Fonseca Vasconcelos da Mota Conselho de Administração
Carla Maria Araújo Viana Gonçalves Borges Norte Conselho de Administração
Susana Isabel Barreto de Miranda Sargento Conselho de Administração -
Mariana Nogueira Martins*** Conselho de Administração 5.451.853
Filipe Belo Viegas Rosa Conselho de Administração -
Mária Maria Machado Lapa de Barros Peixoto Conselho Fiscal -
Luís Filipe Cardoso da Silva Conselho Fiscal -
Joselito Pedro Quaresma Almeida Conselho Fiscal -
Nuno Miguel dos Santos Figueiredo Revisor Oficial de Contas em representação da Deloitte & Associados, SROC, S.A. -
Mariana Amorim Crava Guedes da Costa Mesa da Assembleia Geral -
Ana Sofia Pinto Rijo Andrade Mesa da Assembleia Geral -
Luís Leitão Marques Vale Lima Mesa da Assembleia Geral -
  • Das 7.651.853 ações detidas pelo acionista Carlos Manuel Marques Martins, 5.451.853 são detidas a título indireto, por força do agragado familiar deste membro do Conselho de Administração da Sociedade, através da sociedade Black and Blue Investimentos, S.A., da qual é acionista.
    ** As 2.430.260 ações detidas pelo acionista Jorge Alberto Marques Martins são detidas a título indireto, por força do casamento com Elisabete Maria de Almeida Jesus Farreca.
    *** Os administradores da Martifer, Carlos Manuel Marques Martins (e cônjuge) e Jorge Alberto Marques Martins, são os acionistas únicos da sociedade I'M - SGPS, S.A., detendo, respetivamente, ações representativas de 50 % e 50 % do seu capital social.
    *** Acionista da sociedade Black and Blue Investimentos, S.A., titular de 5.451.853 ações.

Transações de ações por parte dos membros dos órgãos sociais entre 1 de janeiro e 30 de junho de 2025:

No período decorrido entre 1 de janeiro e 30 de junho de 2025 não se verificaram transações de ações por parte dos membros dos órgãos sociais.

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MARTIFER
GROUP

TITULARES DE PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS

De acordo com o disposto na alínea c) do número 1 do artigo 9.º do regulamento n.º 5/2008 da CMVM, apresenta-se abaixo a lista dos titulares de participações qualificadas representativas de, pelo menos, 5 % do capital social da Martifer SGPS, S.A., com indicação do número de ações detidas e percentagem de direitos de voto correspondentes, calculada nos termos do artigo 20.º do Código dos Valores Mobiliários, em 30 de junho de 2025:

ACIONISTAS N.º DE AÇÕES % DO CAPITAL SOCIAL % DOS DIREITOS DE VOTO 1
I'M – SGPS, S.A. 38.005.689 38,01% 38,87%
Carlos Manuel Marques Martins*
Diretamente 2.200.000 2,20% 2,25%
Através da Black and Blue Investimentos, S.A. 5.451.853 5,45% 5,58%
Total Imputável 7.651.853 7,65% 7,83%
Jorge Alberto Marques Martins*
Diretamente - - -
Através de Elisabete Maria de Almeida Jesus Farreca 2.430.260 2,43% 2,49%
Total Imputável 2.430.260 2,43% 2,49%
Total imputável à I'M – SGPS, S.A. 48.087.802 48,09% 49,18%
Mota-Engil, SGPS, S.A. 37.500.000 37,50% 38,35%
Total Imputável à Mota-Engil, SGPS, S.A. 37.500.000 37,50% 38,35%

1) % Direitos de voto = N.º Ações Detidas / (N.º Total Ações - Ações Próprias)
* Membro de um órgão social da I'M - SGPS, S.A.

INFORMAÇÃO OBRIGATÓRIA


MARTIFER GROUP

DECLARAÇÃO DE CONFORMIDADE NOS TERMOS DA ALÍNEA C) DO NÚMERO 1 DO ARTIGO 29.º-G DO CÓDIGO DOS VALORES MOBILIÁRIOS

Senhores Acionistas,

Nos termos previstos na alínea c) do número 1 do artigo 29.º-G do Código dos Valores Mobiliários, informamos que, tanto quanto é do nosso conhecimento:

(i) a informação constante no relatório único de gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição da Martifer SGPS, S.A., Sociedade Aberta, e das empresas incluídas no perímetro de consolidação, contendo uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defronta; e

(ii) a informação constante nas demonstrações financeiras consolidadas e notas explicativas, foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do ativo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da Martifer SGPS, S.A., Sociedade Aberta, e das empresas incluídas no perímetro de consolidação.

Oliveira de Frades, 22 de agosto de 2025

O Conselho de Administração

| Carlos Manuel Marques Martins
(Presidente) | Arnaldo José Nunes da Costa Figueiredo
(Vice-Presidente) |
| --- | --- |
| Jorge Alberto Marques Martins
(Vice-Presidente) | Pedro Miguel Rodrigues Duarte
(Vogal do Conselho de Administração) |
| Pedro Nuno Cardoso Abreu Moreira
(Vogal do Conselho de Administração) | Carlos Alberto Araújo da Costa
(Vogal do Conselho de Administração) |
| Maria Sílvia da Fonseca Vasconcelos da Mota
(Vogal do Conselho de Administração) | Carla Maria de Araújo Viana Gonçalves Borges Norte
(Vogal do Conselho de Administração) |
| Filipe Belo Viegas Rosa
(Vogal do Conselho de Administração) | Mariana Nogueira Martins
(Vogal do Conselho de Administração) |
| Susana Isabel Barreto de Miranda Sargento
(Vogal do Conselho de Administração) | |

GRUPO MARTIFER | RELATÓRIO E CONTAS 152025


MARTIFER
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INFORMAÇÃO OBRIGATÓRIA 93


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