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Jeronimo Martins — Interim / Quarterly Report 2010
Aug 19, 2010
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Interim / Quarterly Report
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Relatório & Contas Consolidado 1º Semestre 2010
ÍNDICE
I – Relatório Consolidado de Gestão
| Mensagem do CEO | 3 |
|---|---|
| 1. Introdução | 3 |
| 2. Análise de Vendas | 3 |
| 3. Análise de Resultados | 5 |
| 4. Balanço | 6 |
| 5. Perspectivas | 7 |
II – Anexo ao Relatório Consolidado de Gestão
| 1. Crescimento de vendas | 8 |
|---|---|
| 2. Parque de Lojas | 8 |
| 3. Detalhe da Margem EBITDA | 9 |
| 4. Capital Circulante | 9 |
| 5. Detalhe da Dívida | 9 |
| 6. Definições | 10 |
| 7. Informação Relativa a Contas Semestrais Individuais | 10 |
III – Outras informações 11
IV – Declaração do Conselho de Administração 14
V – Demonstrações Financeiras
| 1. Demonstrações Financeiras | 16 |
|---|---|
| 2. Notas às Demonstrações Financeiras | 20 |
| 3. Relatórios de Auditoria | 36 |
I . RELATÓRIO CONSOLIDADO DE GESTÃO
Mensagem do CEO – Pedro Soares dos Santos
"As marcas do Grupo iniciaram 2010 bem preparadas e merecendo a preferência dos consumidores. Esta robustez reflectiu-se no bom desempenho de vendas registado nos primeiros seis meses do ano e provou o acerto do enfoque estratégico que todas as insígnias estão a colocar no objectivo de aumentar quota de mercado.
Os sinais positivos que recebemos dos resultados do primeiro semestre permitem-nos antecipar a continuação de um desempenho sólido, intensificado pela maior densidade de vendas ao longo do ano e garantindo o cumprimento dos objectivos traçados pelo Grupo."
1. Introdução
As vendas consolidadas cresceram 19,6% (+12,7% a taxa de câmbio constante) e o EBITDA registou um desempenho sólido, aumentando 20,1%, representando uma margem de 6,5% das vendas.
O cash flow por acção, seguindo o bom desempenho operacional, registou um aumento de 22,2%.
A dívida consolidada reduziu-se em 189,9 milhões de euros em relação ao primeiro semestre do ano anterior, atingindo 752,0 milhões de euros.
O resultado líquido consolidado atingiu 101,7 milhões de euros, um crescimento de 39,4% em relação ao primeiro semestre do ano anterior.
2. Análise de Vendas
| V ENDAS E S ERVIÇ OS | ||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| (Milhões de Euros ) | 1S 10 | 1S 09 | Δ % | 2T 10 | 2T09 | Δ % | ||||||
| % total | % total | Pln | Euro | % total | % total | Pln | Euro | |||||
| Retalho Portugal | 1.400,9 | 34,6% | 1.276,8 | 37,8% | 9,7% | 730,7 | 35,0% | 664,6 | 37,4% | 9,9% | ||
| Rec heio | 336,1 | 8,3% | 324,7 | 9,6% | 3,5% | 179,3 | 8,6% | 171,1 | 9,6% | 4,8% | ||
| Madeira | 61,8 | 1,5% | 60,8 | 1,8% | 1,8% | 32,0 | 1,5% | 32,2 | 1,8% | ‐0,9% | ||
| Biedronka | 2.220,9 | 54,9% | 1.682,2 | 49,8% | 18,1% | 32,0% | 1.133,2 | 54,3% | 886,5 | 49,9% | 15,3% | 27,8% |
| Indús tria | 117,3 | 2,9% | 118,2 | 3,5% | ‐0,7% | 63,9 | 3,1% | 64,0 | 3,6% | ‐0,1% | ||
| S erviç os de Mkt. Rep. Res t. | 42,5 | 1,1% | 40,3 | 1,2% | 5,4% | 23,0 | 1,1% | 21,6 | 1,2% | 6,6% | ||
| A jus tes de Cons olidaç ão | ‐136,4 | ‐3,4% | ‐122,3 | ‐3,6% | 11,5% | ‐73,8 | ‐3,5% | ‐64,6 | ‐3,6% | 14,3% | ||
| T otal J M | 4.043,3 | 100,0% | 3.380,6 | 100,0% | 19,6% | 2.088,2 | 100,0% | 1.775,4 | 100,0% | 17,6% | ||
| p.m. Retalho Portugal (vendas de lojas ) |
1.290,6 | 1.180,3 | 9,3% | 670,7 | 613,8 | 9,3% |
As vendas consolidadas atingiram 4.043,3 milhões de euros, um crescimento de 19,6% em relação ao primeiro semestre do ano anterior em resultado de um muito bom desempenho LFL de 8,2% das vendas consolidadas do Grupo, da contribuição das lojas novas e, ainda, da apreciação de 11,8% da taxa média do zloty em relação ao euro.
Cres cimento LFL (1S10/1S09)
Na Polónia, no segundo trimestre do ano, as vendas LFL da Biedronka, que cresceram +8,0%, reflectiram o: i) efeito de três dias de encerramento das lojas, no âmbito do período de luto nacional pelo acidente de avião de Smolensk, bem como ii) um comparativo mais difícil pelo facto de a Páscoa, em 2010, ter beneficiado mais o primeiro trimestre do ano, ao contrário de em 2009, onde a Páscoa se reflectiu principalmente no segundo trimestre.
No mês de Junho deste ano, com a chegada do bom tempo a influenciar categorias como as bebidas, o LFL da Companhia polaca regressou aos dois dígitos de crescimento.
Importa também sublinhar que a inflação alimentar no País registou uma desaceleração e o cabaz da Biedronka incluiu, no 1S10, um valor negativo de 0,3%.
As vendas totais da Biedronka registaram, no 1S10, um crescimento de 18,1% em moeda local, em resultado do LFL (+10,5%) e do programa de abertura de lojas, que levou a que no 1S10 se contasse com +10,8% de área de venda em relação ao 1S09.
Em Portugal, o ambiente competitivo manteve-se dinâmico, especialmente ao nível das campanhas de comunicação. As posições relativas de posicionamento de preço têm-se mantido estáveis e o crescimento da área de venda no sector relativamente moderado (c.+1,2% desde o início deste ano).
Importa referir que, em Portugal, no que respeita à inflação alimentar, o comparativo com o primeiro semestre do ano anterior registou ainda uma inflação negativa que, no cabaz médio do Pingo Doce, atingiu 2,3% no período em análise.
Os modelos de negócio em Portugal – Pingo Doce e Recheio – registaram um notável desempenho de vendas, em contraste com a envolvente macroeconómica.
O crescimento LFL do Pingo Doce de 8,8% espelha uma dinâmica evolução de c.11% dos volumes. Este desempenho reflecte a força do modelo de negócio, suportado por uma estratégia de aumento de quota de mercado para a qual, nos últimos nove meses, tem contribuído a vertente da comunicação com a campanha publicitária iniciada no final de 2009. Salienta-se que, para este desempenho LFL, contribuiu fortemente o aumento do número de visitas dos consumidores.
O Recheio, a operar em dois segmentos – retalho tradicional e HoReCa – muito pressionados pela envolvente macroeconómica, registou, no semestre, um crescimento LFL das vendas de 3,1% (c.4% em volume), para o qual contribuíram uma proposta de valor muito competitiva e uma capacidade comercial notável, sobretudo a nível das campanhas de vendas junto dos seus clientes.
Na Madeira, as vendas totais, embora com crescimento, foram afectadas pelo encerramento, em Fevereiro de 2010, das duas principais lojas da Companhia na Ilha devido à tempestade que assolou a região. Estas duas lojas foram reabertas, após concluídos os trabalhos de recuperação, no início de Junho.
Na Indústria, as vendas em volume continuaram a acelerar a tendência positiva dos meses anteriores e algumas categorias como o Azeite e Chá Gelado registaram desempenhos particularmente fortes. Em valor, as vendas da área de negócio registaram, no 1S10, uma redução de 0,7%, reflectindo o reposicionamento de preço e as campanhas de comunicação em categorias chave.
Na área dos Serviços de Marketing, Representações e Restauração, o desempenho LFL das vendas (-4,8%) no 1S10 reflectiu a pressão que algumas categorias estão a sofrer em consequência da crescente concorrência no mercado. Para o desempenho das vendas totais (+5,4%) contribuíram as novas representadas, que entraram em 2009 para o portefólio da Companhia.
3. Análise de Resultados
| RES UL T ADOS C ONS OL IDADOS | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| (Milhões de Euros ) | 1S 10 | 1S 09 | Δ | 2T 10 | 2T 09 | Δ |
| Vendas C ons olidadas | 4.043,3 | 3.380,6 | 19,6% | 2.088,2 | 1.775,4 | 17,6% |
| Margem Total | 936,8 23,2% | 787,6 23,3% | 18,9% | 490,0 23,5% | 411,7 23,2% | 19,0% |
| Cus tos Operac ionais | ‐673,0 ‐16,6% | ‐568,0 ‐16,8% | 18,5% | ‐344,5 ‐16,5% | ‐292,7 ‐16,5% | 17,7% |
| EBIT DA | 263,8 6,5% |
219,6 6,5% |
20,1% | 145,5 7,0% |
118,9 6,7% |
22,4% |
| Deprec iaç ão | ‐92,3 ‐2,3% |
‐81,9 ‐2,4% |
12,8% | ‐46,6 ‐2,2% |
‐40,9 ‐2,3% |
14,0% |
| EBIT | 171,5 4,2% |
137,8 4,1% |
24,5% | 98,9 4,7% |
78,0 4,4% |
26,8% |
| Res ultados Financeiros | ‐35,5 ‐0,9% |
‐35,1 ‐1,0% |
1,2% | ‐18,5 ‐0,9% |
‐17,6 ‐1,0% |
5,2% |
| Itens não Rec orrentes | ‐1,5 0,0% |
‐4,5 ‐0,1% |
n.a. | 0,3 0,0% |
‐5,3 ‐0,3% |
n.a. |
| EBT | 134,5 3,3% |
98,2 2,9% |
37,0% | 80,7 3,9% |
55,2 3,1% |
46,3% |
| Impos tos | ‐28,9 ‐0,7% |
‐19,7 ‐0,6% |
46,8% | ‐18,5 ‐0,9% |
‐12,4 ‐0,7% |
48,9% |
| Re s ultados L íquidos | 105,7 2,6% |
78,5 2,3% |
34,5% | 62,2 3,0% |
42,8 2,4% |
45,5% |
| Interes s es que não c ontrolam | ‐3,9 ‐0,1% |
‐5,6 ‐0,2% |
‐29,6% | ‐2,8 ‐0,1% |
‐2,3 ‐0,1% |
20,4% |
| Res . L íquidos atrib. a J M | 101,7 2,5% |
73,0 2,2% |
39,4% | 59,5 2,8% |
40,5 2,3% |
46,9% |
| Res. L íquido / acção (euros ) | 0,16 | 0,12 | 39,4% | 0,09 | 0,06 | 46,9% |
| Cash Flow / acção (euros ) | 0,33 | 0,27 | 22,2% | 0,18 | 0,14 | 25,9% |
Resultados Operacionais
O EBITDA consolidado registou um desempenho sólido nos primeiros seis meses do ano, atingindo 263,8 milhões de euros, um aumento de 20,1% em relação ao mesmo período do ano anterior e uma margem de 6,5% das vendas.
Na Polónia, o EBITDA gerado pela Biedronka cresceu 27,6% em moeda local, atingindo uma margem de 7,2% das vendas (6,7% no 1S09). A evolução positiva do EBITDA prende-se com a diluição de custos fixos em virtude da crescente escala de operações. Importa salientar que, no 1S10 o EBITDA, beneficiou do comparativo mais fácil no ano.
No Retalho em Portugal, a margem EBITDA atingiu 5,2% das vendas. A evolução, em relação ao mesmo período do ano anterior, reflecte dois efeitos essenciais, sendo o mais visível a nova campanha de comunicação de imagem. Esta campanha tem um papel fundamental na estratégia de aumento sustentável de quota de mercado do Pingo Doce, mas nos trimestres de menor densidade de vendas, ganha peso relevante na estrutura de custos da Companhia. Em segundo lugar, a deflação nas vendas que não permite a normal diluição dos custos, em especial aqueles que dependem da evolução dos volumes ou que registaram uma inflação positiva.
Embora nos primeiros quatro meses do ano a evolução negativa dos preços na economia se tenha feito sentir de uma forma mais expressiva do que o esperado, em Maio já se registou um abrandamento da deflação e, em Junho, o comparativo de preços com o mesmo mês do ano anterior já foi positivo.
No Recheio, a boa resposta das vendas às campanhas realizadas, onde se destaca a campanha comercial relacionada com o Mundial de Futebol, teve um impacte positivo na evolução do EBITDA que cresceu 6,8%, nos primeiros seis meses de 2010, registando uma margem de 5,7% das vendas (5,5% no 1S09).
Na área da Indústria, a margem EBITDA atingiu 14,8% das vendas (16,4% no 1S09) e esta evolução reflecte, essencialmente, o suporte de comunicação dado às principais marcas do portefólio, como forma de aumentar competitividade no mercado e o reposicionamento de preço em alguns produtos.
Resultados Líquidos
O resultado líquido atribuível a Jerónimo Martins cresceu 39,4%, atingindo 101,7 milhões de euros, +34,1% se excluídos os itens não recorrentes.
4. Balanço
| 1S 10 | 2009 | 1S 09 |
|---|---|---|
| 733,4 | 736,6 | 712,8 |
| 2.178,9 | 2.101,6 | 1.942,5 |
| ‐1.203,9 | ‐1.201,5 | ‐944,7 |
| 100,8 | 121,0 | 137,7 |
| 1.809,2 | 1.757,7 | 1.848,4 |
| 848,1 | 796,3 | 974,1 |
| 82,3 | 84,6 | 91,0 |
| 13,0 | 30,9 | 15,5 |
| ‐191,4 | ‐219,8 | ‐138,7 |
| 752,0 | 692,0 | 942,0 |
| 276,0 | 287,6 | 273,3 |
| 629,3 | 629,3 | 629,3 |
| 151,9 | 148,8 | 3,9 |
| 1.057,2 | 1.065,7 | 906,4 |
| 71,1% | 64,9% | 103,9% |
A dívida líquida consolidada atingiu 752,0 milhões de euros e o gearing cifrou-se em 71,1%, mantendo-se o fortalecimento do balanço como uma das prioridades do Grupo.
No que respeita ao programa de investimento do Grupo, a expansão do parque de lojas na Polónia manteve-se como a principal prioridade e a Biedronka absorveu 65,9% do total de 185,8 milhões de euros investidos nos primeiros seis meses do ano.
| INV ES T IMENT O | ||
|---|---|---|
| (Milhões de Euros ) | 1S 10 | Pes o |
| Dis tribuiç ão em Portugal | 61,3 | 33,0% |
| Dis tribuiç ão na Polónia | 122,4 | 65,9% |
| Indús tria e Outros | 2,1 | 1,1% |
| Inve s tim e n to T otal | 185,8 | 100,0% |
A companhia polaca abriu 67 lojas no
1S10 e, seguindo a normal sazonalidade do programa de aberturas, o 2S10 concentrará o maior número de novas lojas no ano. A Biedronka realizou ainda 47 remodelações.
O Pingo Doce abriu três lojas nos primeiros seis meses de 2010 e procedeu a 12 remodelações, das quais cinco relativas a antigas lojas Plus e duas relativas à conversão de hipermercados em lojas Pingo Doce.
Em Abril de 2010, o Recheio adquiriu uma nova loja no centro do País com 1.020 m2 e em Maio uma outra loja, com 3.200 m2, no Sul do País. Ambas as localizações vêm reforçar a oferta da Companhia ao canal HoReCa.
5. Perspectivas
O Grupo tem mantido, desde 2009, um grande enfoque no aumento de quota de mercado, sobretudo através do desempenho LFL, como aquela que considera ser a estratégia sustentável nesta fase negativa do ciclo económico, que lhe permitirá não só ter um desempenho acima do sector, mas, principalmente, sair fortalecido na sua posição de mercado.
O desempenho do primeiro semestre do ano, com uma sólida evolução de vendas e resultados, permite reforçar a confiança de que as insígnias entram na segunda parte do ano, que é o período mais relevante para as operações, bem preparadas para continuar a fortalecer o desempenho do Grupo naquele que se espera ser um ano de sólida evolução de vendas e resultados.
Na Polónia, espera-se que, no segundo semestre do ano, se mantenha a tendência positiva registada nos primeiros seis meses, embora a evolução da margem EBITDA nos terceiro e quarto trimestres deste ano esteja limitada pelo forte comportamento registado nos mesmos períodos de 2009.
A Biedronka manter-se-á focada no seu plano de abertura de lojas e até ao final do ano, para além de mais 70 remodelações, esperam-se mais 100 novas lojas, absorvendo a maior fatia do investimento do Grupo para este ano, que se estima atinja cerca de 400 milhões de euros.
No segundo semestre do ano, os volumes, em Portugal, deverão continuar a evoluir de uma forma robusta, ainda que, reflectindo o comparativo mais exigente para o 3T e 4T. A maior densidade de vendas associada ao segundo semestre do ano, em conjunto com a expectativa da evolução positiva da inflação, deverão permitir recuperar o nível de diluição de custos, contribuindo para a recuperação da margem EBITDA.
Lisboa, 27 de Julho de 2010
O Conselho de Administração
II . ANEXO AO RELATÓRIO CONSOLIDADO DE GESTÃO
1. Crescimento de Vendas
| Vendas Totais | Vendas LFL | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1T10 | 2T10 | 1S10 | 1T10 | 2T 10 | 1S10 | |
| Retalho Portugal | 9,4% | 9,3% | 9,3% | 7,9% | 6,8% | 7,3% |
| Supermercados | 13,0% | 11,1% | 12,0% | 9,7% | 7,9% | 8,8% |
| Hipermercados | $-14.2%$ | $-5,0%$ | $-9,6%$ | $-7.3%$ * | $-4,5%$ * | $-5,9%$ * |
| Recheio | 2,1% | 4,8% | 3,5% | 2,2% | 4,0% | 3,1% |
| Madeira | 4.8% | $-0.9%$ | 1,8% | 16,4% | 16,3% | 16,4% |
| Biedronka | ||||||
| Euro | 36,7% | 27,8% | 32,0% | |||
| PLN | 21,2% | 15,3% | 18,1% | 13,3% | 8,0% | 10,5% |
| Indús tria | $-1,4%$ | $-0.1%$ | $-0,7%$ | $-1,4%$ | $-0.1%$ | $-0,7%$ |
| Serv. de Mkt. Repr e Rest. | 4,0% | 6,6% | 5,4% | $-2,0%$ | $-7,2%$ | $-4,8%$ |
* ex c luindo duas lojas em remodelação
2. Parque de Lojas
| NÚMERO DE LOJAS | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2009 | Aberturas 1T 10 |
2T 10 | Encerramentos * 1S 10 |
Parque de Lojas 1S 10 |
1S 09 | |||
| Retalho Portugal | 343 | 1 | $\overline{2}$ | 1 | 345 | 342 | ||
| Supermercados | 334 | 1 | $\overline{2}$ | 1 | 336 | 333 | ||
| Hipermercados | 9 | 0 | $\Omega$ | $\Omega$ | 9 | 9 | ||
| Recheio | 35 | $\mathbf 0$ | $\mathcal{P}$ | $\Omega$ | 37 | 35 | ||
| Madeira | 15 | $\mathbf 0$ | $\Omega$ | $\Omega$ | 15 | 15 | ||
| Biedronka | 1.466 | 42 | 25 | 6 | 1.527 | 1.408 |
| ÁREA DE VENDA (m2) | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Aberturas | Encerramentos * | Parque de Lojas | |||||||
| 2009 | 1T 10 | 2T 10 | 1S 10 | 1S 10 | 1S 09 | ||||
| Retalho Portugal | 434.744 | 1.605 | 1.756 | 4.992 | 433.113 | 431.850 | |||
| Supermercados | 352.276 | 1.605 | 1.756 | 805 | 354.832 | 349.382 | |||
| Hipermercados | 82.468 | 0 | 0 | 4.187 | 78.281 | 82.468 | |||
| Recheio | 114.410 | $\Omega$ | 4.220 | $-271$ | 118.901 | 115.724 | |||
| Madeira | 14.300 | $\Omega$ | $\Omega$ | $\Omega$ | 14.300 | 14.626 | |||
| Biedronka | 814.493 | 26.951 | 13.959 | 3 | 855.400 | 772.353 |
* inc luindo alteraç ões de área de vendas devido a remodelaç ões
3. Detalhe da Margem EBITDA
| 1S 10 | % to tal | 1S 09 | % total | |
|---|---|---|---|---|
| Retalho Portugal (vendas de loja) | 5,2% | 25,6% | 5,9% | 31,8% |
| Recheio | 5,7% | 7.2% | 5,5% | 8,1% |
| Madeira | 3,7% | 0,9% | 4,3% | 1,2% |
| Biedronka | 7,2% | 60,6% | 6,7% | 51,0% |
| Indústria | 14,8% | 6,6% | 16,4% | 8,8% |
| Serviços de Mkt, Repr e Rest. | 0.1% | 0.0% | 1,8% | 0,3% |
| A justes de Consolidação | n.a | n.a | n.a | n.a |
| JM Consolidado | 6,5% | 100,0% | 6,5% | 100,0% |
4. Capital Circulante
| (Milhões de Euros) | 1S 10 | 2009 | 1S 09 |
|---|---|---|---|
| Existências | 346,1 | 334,5 | 324,5 |
| em dias de vendas | 15 | 17 | 17 |
| Clientes | 98,1 | 76,8 | 92,7 |
| em dias de vendas | 4 | 4 | 5 |
| Fornecedores | $-1.328,9$ | $-1.345,2$ | $-1.150.5$ |
| em dias de vendas | -59 | -67 | -62 |
| Capital Circulante Trade | $-884,7$ | $-933,9$ | -733.3 |
| em dias de vendas | -40 | -47 | -39 |
| Outros | $-319,2$ | $-267,5$ | $-211,4$ |
| Capital Circulante Total | $-1.203.9$ | $-1.201.5$ | $-944.7$ |
| em dias de vendas | -54 | -60 | -51 |
5. Detalhe da Dívida
| (Milhões de Euros) | H 1 10 | 2009 |
|---|---|---|
| Dívida de Médio Longo Prazo | 655,8 | 707,6 |
| % da Dívida Financeira | 77,3% | 88,9% |
| Maturidade | 2,8 | 3,1 |
| Emprés timos Obrigaccionis tas | 375,0 | 375,0 |
| Private Placement | 80,5 | 151,0 |
| A c tualiz ação do justo valor | 7,4 | $-16,9$ |
| Papel Comercial | 70,0 | 70,0 |
| Outros Emprés timos | 122,9 | 128,5 |
| Dívida de Curto Prazo | 192,3 | 88,7 |
| % da Dívida Financeira | 22,7% | 11,1% |
| Dívida Financeira | 848,1 | 796,3 |
| Maturidade | 2,4 | 2,9 |
| Leasings | 82,3 | 84,6 |
| Juros Diferidos & Operações de Cobertura | 13,0 | 30,9 |
| Títulos Negociáveis e Depósitos Bancários | $-191,4$ | $-219,8$ |
| Dívida Líquida | 752,0 | 692,0 |
6. Definições
Vendas like-for-like (LFL): vendas das lojas que operaram sob as mesmas condições nos dois períodos. Excluem-se as lojas que abriram ou encerraram num dos dois períodos. As vendas das lojas que sofreram remodelações profundas excluem-se durante o período da remodelação (encerramento da loja).
Cash Flow por acção: (Resultado líquido + Depreciações – Impostos diferidos – Itens não recorrentes) / Número de Acções.
EBITDA: Resultado antes de impostos, custos e proveitos financeiros, depreciações e amortizações.
Gearing: Dívida Líquida / Fundos de Accionistas
7. Informação Relativa a Contas Semestrais Individuais
Nos termos da alínea b) do n.º 3 do artigo 246.º do Código dos Valores Mobiliários, as contas semestrais individuais de Jerónimo Martins SGPS, S.A. não são divulgadas pelo facto de não conterem informação significativa.
III . OUTRAS INFORMAÇÕES
INFORMAÇÃO SOBRE A PARTICIPAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E DE FISCALIZAÇÃO NO CAPITAL DA EMPRESA A 30 DE JUNHO DE 2010
(De acordo com a disposição no artigo 447º do Código das Sociedades Comerciais e nos termos da alínea b) do nº1 do artigo 7º do Regulamento da CMVM n.º 24/2000)
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
| Membros do Conselho de Administração |
Posição em 31.12.2009 | Acréscimos no exercício | Diminuições no exercício |
Posição em 30.06.2010 | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Acções | Obrigações | Acções | Obrigações | Acções | Obrigações | Acções | Obrigações | |
| Elísio Alexandre Soares dos Santos 1 | 152.633 | - | (15.000) | 137.633 | - | |||
| José Manuel da Silveira e Castro Soares dos Santos |
- | - | - | - | ||||
| Luís Maria Viana Palha da Silva | - | - | - | - | ||||
| Pedro Manuel de Castro Soares dos Santos |
198.305 | - | 198.305 | - | ||||
| António Mendo Castel-Branco Borges | - | - | - | - | ||||
| Artur Eduardo Brochado dos Santos Silva |
7.680 | - | 7.680 | - | ||||
| Hans Eggerstedt 2 | 19.700 | - | 19.700 | - | ||||
| Marcel Lucien Corstjens | - | - | - | - | ||||
| Nicolaas Pronk | - | - | - | - | ||||
| Stefan Kirsten 2 3 | n.a. | n.a. | ||||||
| António Viana-Baptista 2 3 | n.a. | n.a. | - | - |
1 As 15.000 acções foram alienadas a 28/04/2010, pelo preço unitário médio de Eur 7,41.
2 Pertencem adicionalmente à Comissão de Auditoria.
3 Apenas foram nomeados para os cargos na Assembleia Geral de 9 de Abril de 2010.
REVISOR OFICIAL DE CONTAS
O Revisor Oficial de Contas, PricewaterhouseCoopers & Associados, SROC, Lda., não detinha quaisquer acções e obrigações, em 30 de Junho de 2010, não tendo realizado transacções com quaisquer títulos de Jerónimo Martins, SGPS, S.A.
Lista de Transacções de Dirigentes
Jerónimo Martins, SGPS, S.A., vem, no cumprimento do número 7 do artigo 14º do Regulamento da CMVM 5/2008 informar sobre todas as transacções efectuadas pelos Dirigentes da Sociedade nos primeiros seis meses do ano de 2010.
| Data | Natureza | Código ISIN | Volume | Preço |
|---|---|---|---|---|
| 28-04-2010 | Venda | PTJMT0AE0001 | 35 | 7,38 |
| 28-04-2010 | Venda | PTJMT0AE0001 | 300 | 7,38 |
| 28-04-2010 | Venda | PTJMT0AE0001 | 375 | 7,38 |
| 28-04-2010 | Venda | PTJMT0AE0001 | 1.959 | 7,39 |
| 28-04-2010 | Venda | PTJMT0AE0001 | 5.331 | 7,39 |
| 28-04-2010 | Venda | PTJMT0AE0001 | 4.371 | 7,44 |
| 28-04-2010 | Venda | PTJMT0AE0001 | 2.629 | 7,44 |
E. Alexandre Soares dos Santos
LISTA DOS TITULARES DE PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS A 30 DE JUNHO DE 2010
De acordo com a disposição nos artigos 447º e 448º do Código das Sociedades Comerciais, nos termos da alínea e) do nº1 do artigo 6º do regulamento da CMVM n.º 11/2000 e nos termos do Código dos Valores Mobiliários)
| Accionista | Nº Acções detidas |
% Capital | % dos Direitos de Voto 1 |
|---|---|---|---|
| Sociedade Francisco Manuel dos Santos, SGPS, S.A. | |||
| Directamente | 353.119.573 | 56,114% | 56,190% |
| Asteck, S.A. 2 | |||
| Directamente | 62.929.500 | 10,000% | 10,014% |
| Barclays Plc 3 | |||
| Através da Sociedade Barclays Capital Inc. Através da Sociedade Barclays Capital Securities Ltd Através da Sociedade Barclays Wealth Manageers Portugal - SGFIM, SA |
966.722 13.613.386 180.440 |
0,154% 2,163% 0,029% |
0,154% 2,166% 0,029% |
| Total Imputável | 14.760.548 | 2,346% | 2,349% |
- 1 % Direitos de voto = N.º Acções Detidas / (N.º Total Acções JM Acções Próprias)
- 2 Nos termos do artigo 16º e 20º do Código dos Valores Mobiliários (CVM), as participações detidas pela Asteck, S.A. devem ser imputadas à Heerema Holding Company Inc., que detém 100% daquela sociedade.
- 3 O número de acções indicado reporta-se a 3 de Maio de 2010, data da última comunicação desta sociedade à Jerónimo Martins, SGPS, S.A..
Declaração do Conselho de Administração
Nos termos previstos na alínea c) do n.º 1 do artigo 246º do Código dos Valores Mobiliários, informamos que, tanto quanto é do seu conhecimento:
- i) a informação constante do relatório de gestão intercalar expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição da Jerónimo Martins, SGPS, S.A. e das empresas incluídas no perímetro da consolidação, contendo uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam; e
- ii) a informação constante nas demonstrações financeiras consolidadas, assim como nos seus anexos, foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da Jerónimo Martins, SGPS, S.A. e das empresas incluídas no perímetro da consolidação.
Lisboa, 27 de Julho de 2010
Elísio Alexandre Soares dos Santos (Presidente do Conselho de Administração)
Pedro Manuel de Castro Soares dos Santos (Administrador-delegado e Membro do Conselho de Administração)
Luís Maria Viana Palha da Silva
(Membro do Conselho de Administração, Presidente da Comissão de Acompanhamento de Matérias Financeiras e da Comissão de Responsabilidade Corporativa e Membro da Comissão de Avaliação e Nomeações)
José Manuel da Silveira e Castro Soares dos Santos (Membro do Conselho de Administração e da Comissão de Acompanhamento de Matérias Financeiras, da Comissão de Responsabilidade Corporativa e da Comissão de Avaliação e Nomeações)
António Mendo Castel-Branco Borges (Membro do Conselho de Administração)
Artur Eduardo Brochado dos Santos Silva (Membro do Conselho de Administração e da Comissão de Avaliação e Nomeações)
Hans Eggerstedt (Membro do Conselho de Administração e Presidente da Comissão de Auditoria)
Marcel Lucien Corstjens (Membro do Conselho de Administração)
Nicolaas Pronk (Membro do Conselho de Administração)
António Viana-Baptista (Membro do Conselho de Administração, da Comissão de Auditoria e da Comissão de Responsabilidade Corporativa)
Stefan Kirsten
(Membro do Conselho de Administração, da Comissão de Auditoria e da Comissão de Acompanhamento de Matérias Financeiras)
V. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES PARA OS PERÍODOS FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2010 E 2009
| Notas | 1º Semestre 2010 |
1º Semestre 2009 |
2º Trimestre 2010 |
2º Trimestre 2009 |
|
|---|---|---|---|---|---|
| Vendas e prestações de serviços | 3 | 4.043.290 | 3.380.573 | 2.088.160 | 1.775.442 |
| Custo das vendas | (3.279.104) | (2.731.978) | (1.691.042) | (1.431.558) | |
| Proveitos e custos suplementares | 4 | 172.659 | 139.035 | 92.911 | 67.780 |
| Margem | 936.845 | 787.630 | 490.029 | 411.664 | |
| Custos de distribuição | 5 | (676.868) | (574.957) | (347.655) | (294.238) |
| Custos administrativos | 5 | (88.503) | (74.897) | (43.458) | (39.390) |
| Resultados operacionais não usuais | 9.1 | (1.308) | (4.327) | 209 | (5.494) |
| Resultados operacionais | 170.166 | 133.449 | 99.125 | 72.542 | |
| Custos financeiros líquidos | 6 | (35.622) | (35.077) | (18.564) | (17.536) |
| Ganhos/Perdas em empresas associadas | 14 | 115 | (10) | 72 | (39) |
| Ganhos/Perdas em outros investimentos | 9.2 | (149) | (177) | 65 | 207 |
| Resultados antes de impostos | 134.510 | 98.185 | 80.698 | 55.174 | |
| Imposto sobre o rendimento do exercício | 8 | (28.859) | (19.652) | (18.457) | (12.396) |
| Resultados líquidos (antes de interesses que não controlam) |
105.651 | 78.533 | 62.241 | 42.778 | |
| Atribuível a: | |||||
| Interesses que não controlam | 3.908 | 5.556 | 2.789 | 2.318 | |
| Accionistas de Jerónimo Martins | 101.743 | 72.977 | 59.452 | 40.460 | |
| Resultado básico e diluído por acção - Euros | 22 | 0,1619 | 0,1161 | 0,0946 | 0,0644 |
Valores expressos em milhares de euros
Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo
BALANÇO CONSOLIDADO EM 30 DE JUNHO DE 2010 E 31 DE DEZEMBRO DE 2009
| Notas | 2010 | 2009 | |
|---|---|---|---|
| Activo | |||
| Activos fixos tangíveis | 10 | 2.067.985 | 2.002.831 |
| Propriedades de investimento | 12 | 55.714 | 63.283 |
| Activos intangíveis | 11 | 844.375 | 835.368 |
| Partes de capital em empresas associadas | 14 | 1.233 | 1.118 |
| Investimentos financeiros disponíveis para venda | 15 | 7.090 | 7.528 |
| Devedores e acréscimos e diferimentos | 18 | 71.414 | 72.305 |
| Instrumentos financeiros derivados | 13 | 7.454 | 351 |
| Impostos diferidos activos | 17.1 | 67.756 | 69.021 |
| Total de activos não correntes | 3.123.021 | 3.051.805 | |
| Existências | 16 | 346.084 | 334.478 |
| Impostos a recuperar | 17.2 | 38.007 | 22.335 |
| Devedores e acréscimos e diferimentos | 18 | 194.320 | 190.793 |
| Instrumentos financeiros derivados | 13 | 3.831 | 1.515 |
| Caixa e equivalentes de caixa | 19 | 194.421 | 223.501 |
| Total de activos correntes | 776.663 | 772.622 | |
| Total do activo | 3.899.684 | 3.824.427 | |
| Capital próprio e passivo | |||
| Capital | 629.293 | 629.293 | |
| Prémios de emissão | 22.452 | 22.452 | |
| Acções próprias | (6.060) | (6.060) | |
| Reservas de reavaliação e outras reservas | 21.1 | 46.473 | 55.184 |
| Resultados retidos | 89.066 | 77.189 | |
| 781.224 | 778.058 | ||
| Interesses que não controlam | 275.963 | 287.636 | |
| Total do capital próprio | 1.057.187 | 1.065.694 | |
| Empréstimos obtidos | 23 | 703.743 | 756.361 |
| Credores e acréscimos e diferimentos | 25 | 340 | - |
| Instrumentos financeiros derivados | 13 | 21.802 | 30.137 |
| Benefícios concedidos a empregados | 29.781 | 27.738 | |
| Proveitos diferidos – subsídios do Estado | 947 | 959 | |
| Provisões para riscos e encargos | 24 | 20.550 | 18.480 |
| Impostos diferidos passivos | 17.1 | 91.013 | 88.892 |
| Total de passivos não correntes | 868.176 | 922.567 | |
| Credores e acréscimos e diferimentos | 25 | 1.656.220 | 1.647.490 |
| Instrumentos financeiros derivados | 13 | 2.683 | 3.084 |
| Empréstimos obtidos | 23 | 226.634 | 124.495 |
| Impostos a pagar | 17.2 | 88.711 | 61.021 |
| Proveitos diferidos – subsídios do Estado | 73 | 76 | |
| Total de passivos correntes | 1.974.321 | 1.836.166 | |
| Total do capital próprio e passivo | 3.899.684 | 3.824.427 |
Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS GANHOS E PERDAS RECONHECIDOS NOS CAPITAIS PRÓPRIOS
Valores expressos em milhares de euros
| 1º Semestre 2010 |
1º Semestre 2009 |
2º Trimestre 2010 |
2º Trimestre 2009 |
|
|---|---|---|---|---|
| Diferenças de conversão cambial | (3.852) | (23.440) | (33.540) | 17.905 |
| Justo valor dos instrumentos de cobertura de fluxos de caixa | (7.218) | (3.320) | (1.425) | 1.658 |
| Justo valor dos instrumentos de cobertura de operações estrangeiras | 475 | 5.119 | 7.033 | (1.591) |
| Justo valor de Investimentos financeiros disponíveis para venda | (439) | - | (398) | - |
| Resultados reconhecidos directamente nos Capitais Próprios | (11.034) | (21.641) | (28.330) | 17.972 |
| Resultado líquido | 105.651 | 78.533 | 62.241 | 42.778 |
| Total de Ganhos e Perdas reconhecidos | 94.617 | 56.892 | 33.911 | 60.750 |
| Atribuível a: | ||||
| Interesses que não controlam | 1.585 | 4.408 | 2.161 | 2.805 |
| Accionistas de Jerónimo Martins | 93.032 | 52.484 | 31.750 | 57.945 |
DEMONSTRAÇÃO DE ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO CONSOLIDADO
Capital próprio atribuível aos accionistas de Jerónimo Martins, SGPS, S.A. Notas Capital Prémios de emissão de acções Acções próprias Reservas reavaliação e outras reservas Resultados retidos Total Interesses que não controlam Total do Capital próprio Balanço em 31 de Dezembro de 2008 629.293 22.452 (6.060) 58.295 (54.162) 649.818 281.307 931.125 Variações no Capital Próprio em 2009 Diferença de conversão cambial do 1º Semestre de 2009 21.1 (23.440) (23.440) (23.440) Justo valor de instrumentos de cobertura de fluxos de caixa 21.1 (2.172) (2.172) (1.148) (3.320) Justo valor de instrumentos de cobertura de operações estrangeiras 21.1 5.119 5.119 5.119 Resultados reconhecidos directamente no Capital Próprio - - - (20.493) - (20.493) (1.148) (21.641) Resultado do 1º Semestre de 2009 72.977 72.977 5.556 78.533 Total de ganhos e perdas reconhecidas no período - - - (20.493) 72.977 52.484 4.408 56.892 Dividendos 21.2 (69.128) (69.128) (12.445) (81.573) Balanço em 30 de Junho de 2009 629.293 22.452 (6.060) 37.802 (50.313) 633.174 273.270 906.444 Balanço em 31 de Dezembro de 2009 629.293 22.452 (6.060) 55.184 77.189 778.058 287.636 1.065.694 Variações no Capital Próprio em 2010 Diferença de conversão cambial do 1º Semestre de 2010 21.1 (3.852) (3.852) (3.852) Justo valor de instrumentos de cobertura de fluxos de caixa 21.1 (4.895) (4.895) (2.323) (7.218) Justo valor de instrumentos de cobertura de operações estrangeiras 21.1 475 475 475 Justo valor de investimentos financeiros disponíveis para venda 21.1 (439) (439) (439) Resultados reconhecidos directamente no Capital Próprio - - - (8.711) - (8.711) (2.323) (11.034) Resultado do 1º Semestre de 2010 101.743 101.743 3.908 105.651 Total de ganhos e perdas reconhecidas no período - - - (8.711) 101.743 93.032 1.585 94.617 Dividendos 21.2 (89.866) (89.866) (13.258) (103.124) Balanço em 30 de Junho de 2010 629.293 22.452 (6.060) 46.473 89.066 781.224 275.963 1.057.187
Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo
Valores expressos em milhares de euros
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA
PARA OS PERÍODOS FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2010 E 2009
| Valores expressos em milhares de euros | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Notas | 2010 | 2009 | |||
| Actividades operacionais | |||||
| Recebimentos de clientes | 4.502.804 | 3.758.150 | |||
| Pagamentos aos fornecedores e ao pessoal | (4.234.677) | (3.566.014) | |||
| Caixa gerada pelas operações | 20 | 268.127 | 192.136 | ||
| Juros pagos | (37.718) | (43.791) | |||
| Imposto sobre o rendimento pago | (14.433) | (14.002) | |||
| Fluxos de caixa de actividades operacionais | 215.976 | 134.343 | |||
| Actividades de investimento | |||||
| Alienação de activos fixos tangíveis | 3.185 | 658 | |||
| Juros recebidos | 1.466 | 1.711 | |||
| Dividendos recebidos | 56 | 33 | |||
| Aquisição de activos fixos tangíveis | (165.092) | (156.903) | |||
| Alienação de investimentos financeiros disponíveis para | |||||
| venda e de propriedades de investimento | 7.880 | - | |||
| Aquisição de investimentos financeiros disponíveis para venda e de propriedades de investimento |
(5) | (17) | |||
| Aquisição de activos intangíveis | (15.710) | (4.560) | |||
| Fluxos de caixa de actividades de investimento | (168.220) | (159.078) | |||
| Actividades de financiamento | |||||
| Recebimentos relativos a empréstimos | 64.635 | 187.021 | |||
| Pagamentos de empréstimos | (39.825) | (157.831) | |||
| Pagamento de dividendos | 21.2 | (103.124) | (81.573) | ||
| Fluxos de caixa de actividades de financiamento | (78.314) | (52.383) | |||
| Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa | (30.558) | (77.118) | |||
| Movimentos de caixa e equivalentes | |||||
| Caixa e equivalentes de caixa no início do 1º semestre | 223.501 | 227.132 | |||
| Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa | (30.558) | (77.118) | |||
| Efeito das variações cambiais | 1.478 | (7.169) | |||
| Justo valor de activos financeiros detidos para negociação | - | 220 | |||
| Caixa e equivalentes de caixa no final do 1º semestre | 19 | 194.421 | 143.065 |
Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O PERÍODO INTERCALAR
| Valores expressos em milhares de euros | ||||
|---|---|---|---|---|
| 1º Semestre 2010 |
1º Semestre 2009 |
2º Trimestre 2010 |
2º Trimestre 2009 |
|
| Fluxos de caixa de actividades operacionais Fluxos de caixa de actividades de investimento |
215.976 (168.220) |
134.343 (159.078) |
163.365 (87.980) |
138.957 (53.080) |
| Fluxos de caixa de actividades de financiamento | (78.314) | (52.383) | (87.171) | (22.518) |
| Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa | (30.558) | (77.118) | (11.786) | 63.359 |
| 1 | Actividade 21 | |
|---|---|---|
| 2 | Políticas contabilísticas21 | |
| 3 | Reporte por segmentos de actividade 22 | |
| 4 | Proveitos e custos suplementares23 | |
| 5 | Custos de distribuição e administrativos23 | |
| 6 | Custos financeiros líquidos 23 | |
| 7 | Instrumentos financeiros24 | |
| 8 | Imposto reconhecido na demonstração dos resultados 24 | |
| 9 | Resultados operacionais não usuais e ganhos/perdas em outros investimentos 25 | |
| 10 | Activos fixos tangíveis25 | |
| 11 | Activos intangíveis26 | |
| 12 | Propriedades de investimento 27 | |
| 13 | Instrumentos financeiros derivados 27 | |
| 14 | Partes de capital em empresas associadas28 | |
| 15 | Investimentos financeiros disponíveis para venda29 | |
| 16 | Existências 29 | |
| 17 | Impostos29 | |
| 18 | Devedores e acréscimos e diferimentos30 | |
| 19 | Caixa e equivalentes de caixa 31 | |
| 20 | Caixa gerada pelas operações 31 | |
| 21 | Capital e reservas 31 | |
| 22 | Resultado por acção 32 | |
| 23 | Empréstimos obtidos 32 | |
| 24 | Provisões e ajustamentos para o valor de realização34 | |
| 25 | Credores e acréscimos e diferimentos 34 | |
| 26 | Contingências 34 | |
| 27 | Partes relacionadas 35 | |
1 Actividade
A Jerónimo Martins, SGPS, S.A. (JMH) é a empresa-mãe do Grupo Jerónimo Martins (Grupo) e está sediada em Lisboa.
O Grupo dedica-se fundamentalmente à produção, distribuição e venda de géneros alimentícios e outros produtos de grande consumo. O Grupo opera em Portugal e na Polónia.
Sede Social: Rua Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J- 1099-008 Lisboa
Capital Social: 629.293.220 euros
Número Comum de Matrícula na C.R.C. de Lisboa e de Pessoa Colectiva: 500 100 144
A JMH está cotada na Euronext Lisboa (anterior Bolsa de Valores de Lisboa e Porto) desde 1989.
Estas Demonstrações Financeiras Consolidadas foram aprovadas pelo Conselho de Administração no dia 27 de Julho de 2010.
2 Políticas contabilísticas
As demonstrações financeiras consolidadas da JMH foram preparadas de acordo com a norma de relato financeiro intercalar (IAS 34), e em conformidade com as restantes Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e com as interpretações do International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC).
As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como adoptadas na União Europeia, e de acordo com os mesmos princípios e políticas contabilísticas adoptados pelo Grupo na elaboração das demonstrações financeiras anuais, incluindo essencialmente uma explicação dos eventos e alterações relevantes para a compreensão das variações na posição financeira e desempenho da empresa desde a última data do relatório anual. Desta forma, é omitida uma parte das notas constantes nas demonstrações financeiras de 2009, quer por não terem sofrido alteração, quer por não serem materialmente relevantes para a compreensão das presentes demonstrações financeiras intercalares.
Face a 2009, foram emitidos pela União Europeia (i) o Regulamento n.º 243/2010 que adoptou algumas melhorias aos IFRS 2, IFRS 5, IFRS 8, IAS 1, IAS 7, IAS 17, IAS 18, IAS 36, IAS 38, IAS 39, IFRIC 9 e IFRIC 16; (ii) o Regulamento n.º 244/2010 que adoptou as alterações ao IFRS 2 – Pagamento com Base em Acções, clarificando o tratamento contabilístico dos pagamentos baseados em acções do Grupo nas contas individuais de uma entidade que recebe os bens ou serviços, quando essa entidade não tem a obrigação de efectuar esse pagamento baseado em acções; (iii) o Regulamento n.º 550/2010 que adoptou as alterações ao IFRS 1 – Adopção pela primeira vez das Normas Internacionais de Relato Financeiro, que trata sobre isenções adicionais para os adoptantes pela primeira vez resultando numa emenda relativa a activos em petróleo e gás; e (iv) o Regulamento n.º 574/2010 que adoptou as alterações aos IFRS 1 – Adopção pela primeira vez das Normas internacionais de Relato Financeiro e IFRS 7 – Instrumentos Financeiros: Divulgações, que clarifica a isenção limitada da obrigação de apresentar divulgações comparativas de acordo com a IFRS 7 para os adoptantes pela primeira vez.
No que respeita aos Regulamentos n.º 243, n.º 244 e n.º 550, a sua aplicação é obrigatória para os exercícios que se iniciem após 31 de Dezembro de 2009. O Regulamento n.º 574 é de aplicação obrigatória para o primeiro exercício financeiro que comece após 30 de Junho de 2010. Todos os regulamentos citados não apresentam qualquer impacte nas Demonstrações Financeiras do Grupo.
Os valores apresentados, salvo indicação em contrário, são expressos em milhares de euros (m EUR).
Os montantes relativos aos trimestres, bem como as correspondentes variações, não se encontram auditados.
2.1. Transacções em moeda estrangeira
As transacções em moeda estrangeira são convertidas para Euros à taxa de câmbio em vigor à data da transacção.
À data do balanço, os activos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira são convertidos à taxa de câmbio em vigor a essa data e as diferenças de câmbio resultantes dessa conversão são reconhecidas como resultados do exercício, excepto quando se tratam de activos e passivos que sejam classificados como cobertura de investimentos em entidades estrangeiras, para os quais, as diferenças de câmbio resultantes são diferidas nos capitais próprios.
As principais cotações utilizadas à data do balanço foram as seguintes:
| Taxa em 30 de Junho de 2010 |
Taxa média do ano | ||
|---|---|---|---|
| Zloty da Polónia (PLN) | € 0,2411 | € 0,2501 | |
| Dólar dos Estados Unidos da América (USD) | € 0,8166 | - |
3 Reporte por segmentos de actividade
A informação por segmentos é apresentada de acordo com o reporte interno para a Gestão. Com base nesse reporte, a Gestão avalia a performance de cada segmento bem como procede à alocação de recursos disponíveis.
A Gestão efectua o acompanhamento da performance dos negócios de acordo com uma perspectiva geográfica e de natureza do negócio. De acordo com esta última perspectiva, foram identificados os segmentos de Retalho Portugal, Retalho Polónia, Cash & Carry Portugal e Indústria Portugal. Para além destes, existem ainda outros negócios, no entanto pela sua reduzida materialidade não são reportados isoladamente.
Segmentos de negócio:
- Retalho Portugal: inclui as unidades de negócio JMR (supermercados Pingo Doce e hipermercados Feira Nova);
- Cash & Carry Portugal: inclui a unidade de negócio por grosso do Recheio;
- Retalho Polónia: contém a unidade de negócio da Insígnia Biedronka;
- Indústria Portugal: inclui a joint venture com a Unilever, consolidada pelo método proporcional;
- Outros, eliminações e ajustamentos: inclui i) as unidades de negócio de reduzida materialidade (Madeira, Serviços de Marketing e Representações, Restauração e farmácias na Polónia); ii) as empresas que compõem a Holding do Grupo; e iii) os ajustamentos de consolidação do Grupo.
A Gestão avalia a performance dos segmentos baseada na informação sobre resultados antes de juros e impostos (EBIT). Esta mensuração exclui os efeitos de resultados não recorrentes.
Informação detalhada referente aos segmentos de negócio em Junho de 2010 e 2009
| Retalho Portugal | Cash&Carry Portugal |
Retalho Polónia | Indústria Portugal | Outros, eliminações e ajustamentos |
Total JM Consolidado |
|||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2010 | 2009 | 2010 | 2009 | 2010 | 2009 | 2010 | 2009 | 2010 | 2009 | 2010 | 2009 | |
| Vendas e Prestações de Serviços | 1.400.926 | 1.276.778 | 336.144 | 324.698 2.220.941 | 1.682.186 | 117.308 | 118.169 | (32.029) | (21.258) 4.043.290 | 3.380.573 | ||
| Inter-segmentos | 107.353 | 93.658 | 659 | 441 | 271 | 187 | 21.034 | 20.233 | (129.061) | (114.365) | 256 | 154 |
| Clientes Externos | 1.293.573 | 1.183.120 | 335.485 | 324.257 2.220.670 | 1.681.999 | 96.274 | 97.936 | 97.032 | 93.107 4.043.034 | 3.380.419 | ||
| Cash-Flow Operacional (EBITDA) | 67.615 | 69.758 | 19.005 | 17.787 | 159.982 | 112.084 | 17.417 | 19.323 | (223) | 680 | 263.796 | 219.632 |
| Depreciações e Amortizações | (42.905) | (40.415) | (4.389) | (4.244) | (41.046) | (32.499) | (1.591) | (1.951) | (2.391) | (2.747) | (92.322) | (81.856) |
| Resultado Operacional (EBIT) | 24.710 | 29.343 | 14.616 | 13.543 | 118.936 | 79.585 | 15.826 | 17.372 | (2.614) | (2.067) | 171.474 | 137.776 |
| Resultados Financeiros | (35.656) | (35.264) | ||||||||||
| Resultado Líquido atribuível a JM | 101.743 | 72.977 | ||||||||||
| TOTAL DE ACTIVOS (1) | 1.814.850 | 1.818.824 | 298.068 | 288.099 1.442.742 | 1.428.051 | 233.319 | 199.438 | 110.705 | 90.015 3.899.684 | 3.824.427 | ||
| TOTAL DE PASSIVOS (1) | 1.256.058 | 1.236.945 | 241.335 | 239.475 | 941.893 | 932.252 | 157.992 | 115.433 | 245.219 | 234.628 2.842.497 | 2.758.733 | |
| Investimento em Activos Fixos | 44.964 | 35.745 | 9.106 | 5.284 | 122.369 | 59.966 | 1.332 | 1.285 | 8.045 | 1.284 | 185.816 | 103.564 |
(1) Os comparativos reportam-se a 31 de Dezembro de 2009
Reconciliação entre EBIT e Resultado Operacional
| Junho 2010 | Junho 2009 | |
|---|---|---|
| EBIT | 171.474 | 137.776 |
| Resultados operacionais não usuais | (1.308) | (4.327) |
| Resultado Operacional | 170.166 | 133.449 |
Informação referente aos segmentos geográficos em Junho de 2010 e 2009
| Vendas e Prestação de Serviços | ||||
|---|---|---|---|---|
| 2010 | 2009 | |||
| Portugal | 1.819.273 | 1.696.172 | ||
| Polónia | 2.224.017 | 1.684.401 | ||
| Total | 4.043.290 | 3.380.573 |
4 Proveitos e custos suplementares
| Junho 2010 | Junho 2009 | |
|---|---|---|
| Ganhos suplementares | 166.473 | 132.862 |
| Descontos pronto pagamento obtidos | 18.949 | 17.951 |
| Descontos pronto pagamento concedidos | (1.693) | (1.609) |
| Comissões sobre meios de pagamento electrónicos | (7.707) | (6.777) |
| Outros custos suplementares | (2.835) | (3.280) |
| Provisões para saldos devedores de fornecedores | (528) | (112) |
| 172.659 | 139.035 |
Os ganhos suplementares respeitam a ganhos obtidos pelo Grupo com a distribuição de produtos de consumo, nomeadamente alugueres de espaço, participações em aniversários, aluguer de topos. Os outros custos suplementares respeitam às mesmas naturezas definidas nos ganhos suplementares, suportados pelas companhias a operar no segmento de indústria e serviços.
5 Custos de distribuição e administrativos
| Junho 2010 | Junho 2009 | |
|---|---|---|
| Fornecimentos e serviços externos | 157.128 | 137.185 |
| Publicidade | 37.014 | 29.756 |
| Rendas e alugueres | 89.248 | 79.308 |
| Custos com pessoal | 332.095 | 280.591 |
| Amortizações e ganhos/perdas com activos tangíveis e intangíveis | 91.855 | 80.186 |
| Custos de transporte | 53.124 | 43.077 |
| Outros ganhos e perdas operacionais | 4.907 | (249) |
| 765.371 | 649.854 |
6 Custos financeiros líquidos
| Junho 2010 | Junho 2009 | |
|---|---|---|
| Juros suportados | (32.801) | (35.203) |
| Juros obtidos | 1.462 | 1.122 |
| Dividendos | 56 | 33 |
| Diferenças de câmbio | (737) | (1.164) |
| Propriedades de investimento: | ||
| Valorização ao justo valor (nota 12) | (9) | (9) |
| Outros custos e proveitos financeiros | (3.449) | (2.622) |
| Justo valor de investimentos financeiros detidos para negociação: | ||
| Instrumentos financeiros derivados (nota 7) | (144) | 2.546 |
| Obrigações do Tesouro | - | 220 |
| (35.622) | (35.077) |
Na rubrica de juros suportados estão incluídos os juros relativos aos empréstimos mensurados ao custo amortizado, bem como os juros de derivados de cobertura de justo valor e de cobertura de fluxos de caixa (nota 13).
Os outros custos e proveitos financeiros incluem, entre outros, custos com a emissão de dívida do Grupo.
7 Instrumentos financeiros
Justo valor dos instrumentos financeiros derivados
Valor registado em resultados:
| Junho 2010 | Junho 2009 | |
|---|---|---|
| Derivados de Negociação | ||
| Swaps de taxa de câmbio | (130) | 1.317 |
| Swaps de taxa de juro | (14) | 1.229 |
| (144) | 2.546 | |
| Imposto reconhecido na demonstração dos resultados | 38 | (675) |
| Interesses que não controlam | 52 | (381) |
| Valor registado em resultados | (54) | 1.490 |
O valor registado em reservas referente à cobertura do investimento na Polónia é de m EUR 474, líquidos de impostos.
A alteração do justo valor dos instrumentos derivados designados como cobertura de justo valor (nota 13) no montante de m EUR 24.796 positivos (2009: m EUR 4.714 negativos) foi compensada por uma variação relativa à actualização do empréstimo de 180 milhões de USD (nota 23.2).
8 Imposto reconhecido na demonstração dos resultados
8.1 Imposto corrente
| Junho 2010 | Junho 2009 | |
|---|---|---|
| Imposto corrente | ||
| Imposto corrente do exercício | (23.348) | (16.947) |
| Excesso/(insuficiência) de exercícios anteriores | 17 | 121 |
| (23.331) | (16.826) | |
| Imposto diferido (nota 17.1) | ||
| Diferenças temporárias originadas e revertidas no exercício | (6.899) | (3.860) |
| Alteração da base recuperável de prejuízos e diferenças temporárias de exercícios anteriores |
1.371 | 1.034 |
| (5.528) | (2.826) | |
| Total de imposto sobre o rendimento do exercício | (28.859) | (19.652) |
8.2 Reconciliação da taxa efectiva de imposto
| Junho 2010 | Junho 2009 | |||
|---|---|---|---|---|
| Resultados antes de imposto | 134.510 | 98.185 | ||
| Imposto calculado à taxa de imposto aplicável em Portugal | 26,5% | (35.645) 26,5% | (26.019) | |
| Efeito fiscal gerado por: | ||||
| Diferença de taxa de imposto aplicável noutros países | 6,7% | 9.025 | 6,6% | 6.509 |
| Resultados não tributados ou não recuperáveis | (0,6%) | (751) | (0,9%) | (862) |
| Custos não dedutíveis e benefícios fiscais | (1,1%) | (1.517) | 0,5% | 451 |
| Insuficiência (excesso) na estimativa do ano anterior | 0,0% | 19 | 0,1% | 121 |
| Alteração da base recuperável de prejuízos e diferenças temporárias de exercícios anteriores |
1,0% | 1.371 | 1,1% | 1.034 |
| Resultados sujeitos a tributação autónoma e outras formas de tributação (incluindo Derrama Estadual) |
(1,0%) | (1.361) | (0,9%) | (886) |
| Imposto do exercício | 21,5% | (28.859) 20,0% | (19.652) |
9 Resultados operacionais não usuais e ganhos/perdas em outros investimentos
9.1 Resultados operacionais não usuais
| Junho 2010 | Junho 2009 | |
|---|---|---|
| Perdas com alienação de negócios | (1.235) | - |
| Custos com programas de reestruturação organizacional | - | (3.207) |
| Perdas relativas à catástrofe natural ocorrida na Madeira | (1.000) | - |
| Reembolso de emolumentos em resultado de decisão judicial | 1.350 | - |
| Imparidade de activos | (402) | (983) |
| Outros | (21) | (137) |
| (1.308) | (4.327) |
9.2 Ganhos/Perdas em outros investimentos
| Junho 2010 | Junho 2009 | |
|---|---|---|
| Perdas no justo valor de investimentos financeiros disponíveis para venda | - | (177) |
| Perdas com processo de alienação de investimentos financeiros disponíveis para venda | (149) | - |
| (149) | (177) |
10 Activos fixos tangíveis
10.1 Movimentos ocorridos no exercício
| Terrenos e recursos naturais |
Edifícios e outras construções |
Equipamento básico e ferramentas |
Equipamento transporte e outros |
Activos fixos tangíveis em curso e adiantamentos |
Total | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Custo | ||||||
| Saldo inicial | 414.757 | 1.513.352 | 928.342 | 179.614 | 114.211 | 3.150.276 |
| Diferenças Cambiais | (1.124) | (7.586) | (2.847) | (862) | (1.376) | (13.795) |
| Aumentos | 4.581 | 48.012 | 52.140 | 3.621 | 61.752 | 170.106 |
| Alienações | (427) | (1.063) | (9.086) | (1.492) | (1.577) | (13.645) |
| Transferências e abates | 7.113 | 28.491 | (2.110) | 453 | (39.851) | (5.904) |
| Transferências de prop. de investimento | 954 | 2.863 | - | - | - | 3.817 |
| Saldo final | 425.854 | 1.584.069 | 966.439 | 181.334 | 133.159 | 3.290.855 |
| Amortizações e perdas por imparidade | ||||||
| Saldo inicial | - | 413.296 | 602.737 | 131.412 | - | 1.147.445 |
| Diferenças cambiais | - | (2.202) | (1.448) | (710) | - | (4.360) |
| Aumentos | - | 38.984 | 39.926 | 9.691 | - | 88.601 |
| Alienações | - | (34) | (8.750) | (1.455) | - | (10.239) |
| Transferências e abates | - | (840) | (3.531) | (363) | - | (4.734) |
| Transferências de prop. de investimento | - | 531 | - | - | - | 531 |
| Perdas por imparidade | - | 3.392 | 2.065 | 169 | - | 5.626 |
| Saldo final | - | 453.127 | 630.999 | 138.744 | - | 1.222.870 |
| Valor líquido | ||||||
| Em 1 de Janeiro de 2010 | 414.757 | 1.100.056 | 325.605 | 48.202 | 114.211 | 2.002.831 |
| Em 30 de Junho de 2010 | 425.854 | 1.130.942 | 335.440 | 42.590 | 133.159 | 2.067.985 |
As perdas por imparidade reflectem o impacto da intempérie na ilha da Madeira. Estas perdas encontram-se cobertas por seguro e estão reflectidas nas demonstrações financeiras na rubrica de resultados operacionais não usuais.
10.2 Garantias
Não foram dados quaisquer activos tangíveis em garantia de cumprimento de obrigações bancárias ou outras.
10.3 Reavaliações
Não se verificaram alterações aos valores de mercado dos terrenos afectos à actividade operacional.
11 Activos intangíveis
11.1 Movimentos ocorridos no exercício
| Goodwill Despesas de I&D |
Software, prop. Ind. e out. dir. |
Trespasses | Activos intangíveis em curso |
Total | ||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Custo | ||||||
| Saldo inicial | 736.633 | 26.066 | 53.425 | 72.254 | 7.693 | 896.071 |
| Diferenças Cambiais | (3.202) | (210) | (425) | (653) | (219) | (4.709) |
| Aumentos | - | 611 | 2.406 | 6.331 | 6.362 | 15.710 |
| Transferências e abates | - | (686) | 1.332 | 1.562 | (3.307) | (1.099) |
| Saldo final | 733.431 | 25.781 | 56.738 | 79.494 | 10.529 | 905.973 |
| Amortizações e perdas por imparidade | ||||||
| Saldo inicial | - | 24.533 | 4.735 | 31.435 | - | 60.703 |
| Diferenças cambiais | - | (207) | (15) | (167) | - | (389) |
| Aumentos | - | 372 | 632 | 2.720 | - | 3.724 |
| Transferências e abates | - | (2.242) | (201) | (5) | - | (2.448) |
| Perdas por imparidade | - | - | 8 | - | - | 8 |
| Saldo final | - | 22.456 | 5.159 | 33.983 | - | 61.598 |
| Valor líquido | ||||||
| Em 1 de Janeiro de 2010 | 736.633 | 1.533 | 48.690 | 40.819 | 7.693 | 835.368 |
| Em 30 de Junho de 2010 | 733.431 | 3.325 | 51.579 | 45.511 | 10.529 | 844.375 |
O Grupo identificou como activos intangíveis de vida útil indefinida, para além do Goodwill, as marcas Pingo Doce e Feira Nova, para as quais não existe um limite temporal a partir do qual se espere que deixem de gerar benefícios económicos para o Grupo. O seu valor líquido é de m EUR 9.228 para a marca Pingo Doce e m EUR 4.489 para a marca Feira Nova, as quais não estão a ser amortizadas sendo sujeitas anualmente a testes de imparidade, com os mesmos pressupostos que são utilizados para o Goodwill (nota 11.4).
11.2 Garantias
Não foram dados quaisquer activos intangíveis em garantia de cumprimento de obrigações bancárias ou outras.
11.3 Activos intangíveis em curso
Estão considerados em activos intangíveis em curso valores referentes à implementação de projectos de simplificação de processos, direitos de usufruto de activos ainda não operacionais e trespasses.
11.4 Goodwill
O Grupo tem o Goodwill alocado por cada área de negócio, sendo composto da seguinte forma:
| Áreas de Negócio | Junho 2010 | Dezembro 2009 |
|---|---|---|
| Retalho Portugal | 239.386 | 239.386 |
| Cash & Carry Portugal | 82.460 | 82.460 |
| Madeira | 8.509 | 8.509 |
| Indústria Portugal | 93.809 | 93.809 |
| Serviços | 57 | 57 |
| Retalho Polónia | 309.210 | 312.412 |
| 733.431 | 736.633 |
Como consequência da conversão cambial dos activos do negócio da Polónia, o Goodwill afecto a este negócio, no montante de m PLN 1.282.278, sofreu uma actualização no valor de m EUR 3.202 negativos.
12 Propriedades de investimento
| Junho 2010 | |
|---|---|
| Saldo inicial | 63.283 |
| Aumentos | 5 |
| Transferência para activos fixos tangíveis | (3.286) |
| Variações de justo valor | (9) |
| Perdas por imparidade | (4.215) |
| Alienações | (64) |
| Saldo final | 55.714 |
As propriedades de investimento referem-se a terrenos e edifícios inicialmente adquiridos para uso nas operações do Grupo, e outros que foram efectivamente utilizados nessas operações durante um certo período de tempo, mas que se tornaram redundantes por não ser possível neles construir unidades geradoras de caixa, ou por se tornarem desnecessários para as operações devido a reestruturações das mesmas.
Encontram-se ainda nesta categoria terrenos adquiridos recentemente cujo destino ainda não foi definido, sendo que nestes termos se encontram para valorização.
Estão considerados como activos não correntes todos os activos para os quais não é expectável a sua alienação no período inferior a 12 meses.
13 Instrumentos financeiros derivados
| Notional | Junho 2010 | Notional | Dezembro 2009 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Activo | Passivo | Activo | Passivo | |||||||
| Corrente | Não Corrente |
Corrente | Não Corrente |
Corrente | Não | Corrente Corrente | Não Corrente |
|||
| Derivados de Negociação | ||||||||||
| Swap taxa de juro | 10 milhões EUR |
- | - | - | 512 | 10 milhões EUR |
- | - | - | 564 |
| Forwards cambiais (PLN) | - | - | - | - 14,1 milhões PLN |
115 | - | - | - | ||
| Forwards cambiais (USD) | - | - | - | - 0,6 milhões USD |
15 | - | - | - | ||
| Derivados designados como cobertura de justo valor |
||||||||||
| Cobertura do empréstimo em USD | 180 milhões USD |
588 | 7.442 | - | - 180 milhões USD |
- | - | - | 16.766 | |
| Derivados designados como cobertura de fluxos de caixa |
||||||||||
| Swap taxa de juro (EUR) | 525,9 milhões EUR |
- | - | 976 | 20.862 | 527,7 milhões EUR |
- | - | - | 12.807 |
| Swap taxa de juro (PLN) | 256,5 milhões PLN |
- | 12 | - | 428 171 milhões PLN |
- | 351 | - | - | |
| Derivados designados como cobertura de investimentos em operações estrangeiras |
||||||||||
| Swap taxa de câmbio (PLN) | 400 milhões PLN |
3.243 | - | - | - 400 milhões PLN |
1.385 | - | - | - | |
| Forwards cambiais (PLN) | 110 milhões PLN |
- | - | 1.707 | - 197 milhões PLN |
- | - | 3.084 | - | |
| Total de derivados de negociação | - | - | - | 512 | 130 | - | - | 564 | ||
| Total de derivados designados como cobertura |
3.831 | 7.454 | 2.683 | 21.290 | 1.385 | 351 | 3.084 | 29.573 | ||
| Total de derivados activos/passivos | 3.831 | 7.454 | 2.683 | 21.802 | 1.515 | 351 | 3.084 | 30.137 |
Em Junho de 2010 estão incluídos nos valores apresentados os juros a receber ou a pagar vencidos até à data relativos a estes instrumentos financeiros no montante líquido a pagar de m EUR 2.004.
Instrumentos financeiros derivados de negociação
Swaps de taxa de juro
O Grupo tinha contratado a 30 de Junho de 2010 instrumentos financeiros derivados classificados como de negociação com um notional de m EUR 10.000 (Dezembro de 2009: m EUR 10.000). O justo valor destes instrumentos em 30 de Junho de 2010 era de m EUR 512 negativos (Dezembro de 2009: m EUR 564 negativos).
Forwards cambiais
O Grupo procede à cobertura económica do risco cambial da sua exposição ao Zloty Polaco e ao Dólar Americano, inerente à compra de mercadorias em moeda estrangeira. Para esse efeito, o Grupo contratou forwards cambiais, com vencimentos no 1º trimestre de 2010. Os instrumentos financeiros derivados em carteira a 31 de Dezembro de 2009 envolviam um notional de m PLN 14.107 e m USD 609. O justo valor destes instrumentos em 31 de Dezembro de 2009 era de m EUR 130 positivos. A 30 de Junho de 2010 não existiam instrumentos derivados nesta categoria.
Cobertura de justo valor
Swaps de taxa de câmbio
O Grupo procede à cobertura total da exposição ao risco do justo valor dos empréstimos em USD no valor total de m USD 180.000, através de dois cross currency swaps com as mesmas características da dívida emitida. O objectivo desta cobertura é transformar a emissão de taxa fixa em taxa variável e cobrir a sua exposição ao USD, passando a reflectir desta forma as alterações de justo valor da dívida emitida. O risco de crédito não se encontra coberto. O justo valor dos dois cross currency swaps a 30 de Junho de 2010 era de m EUR 8.030 positivos (Dezembro de 2009: m EUR 16.766 negativos).
Cobertura de fluxos de caixa
Swaps de taxa de Juro
O Grupo procede à contratação de swaps de taxa de juro para cobrir o risco de taxa de juro inerente aos pagamentos futuros de empréstimos. A 30 de Junho de 2010, o montante total de empréstimos com coberturas associadas era de m EUR 643.157 (Dezembro de 2009: m EUR 647.007) e de m PLN 285.000 (Dezembro de 2009: m PLN 285.000).
O Grupo procede à fixação de uma parte dos pagamentos futuros de juros de empréstimos, através da contratação de swaps de taxa de juro. O risco coberto é o indexante da taxa variável associada aos empréstimos. O objectivo desta cobertura é transformar os empréstimos de taxa de juro variável em taxa de juro fixa. O risco de crédito não se encontra coberto. Estão contratados swaps de taxa de juro em Euros e Zlotys.
Os swaps de taxa de juro em Euros apresentam um notional de m EUR 525.875 (Dezembro de 2009: m EUR 527.675), sendo que o justo valor destes instrumentos em 30 de Junho de 2010 era de m EUR 21.838 negativos (Dezembro de 2009: m EUR 12.807 negativos).
Por outro lado, os swaps de taxa de juro em Zlotys apresentam um notional m PLN 256.500 (Dezembro de 2009: m PLN 171.000), sendo que o justo valor destes instrumentos em 30 de Junho de 2010 era de m EUR 416 negativos (Dezembro de 2009: m EUR 351 positivos).
Cobertura de investimentos em operações estrangeiras
Swaps de taxa de câmbio
O Grupo mantém coberta parte da sua exposição à variação do Zloty decorrente do seu investimento líquido na Polónia através de um swap cambial de m PLN 400.000 (Dezembro de 2009: m PLN 400.000). O justo valor do derivado a 30 de Junho de 2010 era de m EUR 3.243 positivos (Dezembro de 2009: m EUR 1.385 positivos). A variação do justo valor do derivado é reconhecida na reserva de conversão cambial em capitais próprios.
Forwards cambiais
O Grupo procede à cobertura económica do risco cambial da sua exposição ao Zloty. Para esse efeito, o Grupo contratou forwards cambiais, com vencimentos mensais até Dezembro de 2010, envolvendo um notional de m PLN 110.000 (Dezembro de 2009: m PLN 197.000). O justo valor destes instrumentos a 30 de Junho de 2010 era de m EUR 1.707 negativos (Dezembro de 2009: m EUR 3.084 negativos). A variação do justo valor dos derivados é reconhecida na reserva de conversão cambial em capitais próprios.
14 Partes de capital em empresas associadas
A movimentação da rubrica de partes de capital durante o 1º semestre de 2010 foi a seguinte:
| Junho 2010 | |
|---|---|
| Saldo inicial | 1.118 |
| Aplicação do método de equivalência patrimonial | 115 |
| Saldo final | 1.233 |
15 Investimentos financeiros disponíveis para venda
Da redução de valor dos activos financeiros disponíveis para venda, o montante de m EUR 438 corresponde a variações no justo valor relativas a instrumentos de capital cotados, à data de preparação das demonstrações financeiras.
16 Existências
| Junho 2010 | Dezembro 2009 | |
|---|---|---|
| Matérias-primas, subsidiárias e de consumo | 6.164 | 4.779 |
| Produtos e trabalhos em curso | 906 | 669 |
| Produtos acabados e intermédios | 1.170 | 242 |
| Mercadorias | 352.419 | 340.915 |
| 360.659 | 346.605 | |
| Ajustamento para o valor de realização (nota 24) | (14.575) | (12.127) |
| Existências líquidas | 346.084 | 334.478 |
Não foram consignadas existências como garantia no cumprimento de obrigações contratuais.
17 Impostos
17.1 Impostos diferidos activos e passivos
Movimentos nas contas de impostos diferidos
| Junho 2010 | |
|---|---|
| Saldo inicial | (19.871) |
| Diferenças de conversão cambial (nota 21.1) | (420) |
| Reavaliações e reservas (nota 21.1) | 2.562 |
| Resultado do exercício (nota 8.1) | (5.528) |
| Saldo final | (23.257) |
Os impostos diferidos são apresentados no balanço da seguinte forma:
| Junho 2010 | Dezembro 2009 | |
|---|---|---|
| Impostos diferidos activos | 67.756 | 69.021 |
| Impostos diferidos passivos | (91.013) | (88.892) |
| (23.257) | (19.871) |
Movimentos nos impostos diferidos ocorridos no exercício
| Saldo inicial |
Efeito em |
Efeito no capital |
Diferenças cambiais |
Saldo final | |
|---|---|---|---|---|---|
| resultados | próprio | ||||
| Impostos diferidos passivos | |||||
| Reavaliações de activos | 32.550 | (396) | - | (43) | 32.111 |
| Proveitos diferidos para efeitos fiscais | 3.584 | 2.427 | - | (124) | 5.887 |
| Diferenças de Políticas contabilísticas em outros países | 12.297 | 139 | - | (131) | 12.305 |
| Tributação diferida de resultados | 35.745 | - | - | (366) | 35.379 |
| Outras diferenças temporárias | 4.716 | 615 | - | - | 5.331 |
| 88.892 | 2.785 | - | (664) | 91.013 | |
| Impostos diferidos activos | |||||
| Provisões além dos limites legais | 18.820 | (2.023) | - | (61) | 16.736 |
| Reavaliações de activos | 1.225 | - | - | - | 1.225 |
| Benefícios concedidos a empregados | 4.009 | 82 | - | - | 4.091 |
| Custos com operações de cobertura de risco cambial | 3.665 | 409 | 2.562 | (787) | 5.849 |
| Prejuízos a recuperar | 7.675 | (885) | - | (5) | 6.785 |
| Lucro em existências | 426 | (4) | - | - | 422 |
| Ajustamentos para o valor realizável de existências | 2.367 | 525 | - | (30) | 2.862 |
| Outros custos diferidos para efeitos fiscais | 24.394 | (1.202) | - | (164) | 23.028 |
| Diferenças de políticas contabilísticas em outros países | 2.324 | 369 | - | (37) | 2.656 |
| Outras diferenças temporárias | 4.116 | (14) | - | - | 4.102 |
| 69.021 | (2.743) | 2.562 | (1.084) | 67.756 | |
| Variação líquida de imposto diferido | (19.871) | (5.528) | 2.562 | (420) | (23.257) |
17.2 Impostos a recuperar e a pagar
| Junho 2010 | Dezembro 2009 | |
|---|---|---|
| Impostos a recuperar | ||
| IRC a receber | 16.558 | 15.030 |
| IVA a recuperar | 20.574 | 6.453 |
| Outros | 875 | 852 |
| 38.007 | 22.335 | |
| Impostos a pagar | ||
| IRC a pagar | 24.290 | 14.752 |
| IVA a pagar | 34.812 | 20.079 |
| IRS retido | 5.418 | 4.585 |
| Segurança social | 18.330 | 15.899 |
| Outros impostos | 5.861 | 5.706 |
| 88.711 | 61.021 |
18 Devedores e acréscimos e diferimentos
| Junho 2010 | Dezembro 2009 | |
|---|---|---|
| Não Correntes | ||
| Outros devedores | 66.090 | 66.326 |
| Custos diferidos | 5.324 | 5.979 |
| 71.414 | 72.305 | |
| Correntes | ||
| Clientes comerciais | 99.753 | 78.274 |
| Fornecedores | 18.019 | 13.226 |
| Pessoal | 1.628 | 1.539 |
| Outros devedores | 42.326 | 54.919 |
| Acréscimos de proveitos | 18.947 | 31.309 |
| Custos diferidos | 13.647 | 11.526 |
| 194.320 | 190.793 |
Do total da rubrica de outros devedores não correntes, m EUR 66.072, respeitam a liquidações adicionais de imposto bem como adiantamentos por conta de imposto, sobre os quais já foi pedido o respectivo reembolso.
Os acréscimos de proveitos correspondem essencialmente ao reconhecimento de proveitos suplementares contratados com fornecedores, no montante de m EUR 17.006.
O montante de devedores encontra-se registado pelo seu valor recuperável, ou seja, o Grupo constitui provisões para perdas por imparidade sempre que existam indicações de incobrabilidade (nota 24).
19 Caixa e equivalentes de caixa
| Junho 2010 | Dezembro 2009 | |
|---|---|---|
| Depósitos à ordem | 135.298 | 187.497 |
| Aplicações de tesouraria | 56.062 | 32.272 |
| Caixa e equivalentes de caixa | 3.061 | 3.732 |
| 194.421 | 223.501 |
As aplicações de tesouraria correspondem a depósitos de curto prazo e a outros títulos negociáveis para os quais existem provisões para o montante realizável (nota 24).
20 Caixa gerada pelas operações
| Junho 2010 | Junho 2009 | |
|---|---|---|
| Resultado líquido | 101.743 | 72.977 |
| Ajustamentos para: | ||
| Interesses que não controlam | 3.908 | 5.556 |
| Impostos | 28.859 | 19.652 |
| Amortizações | 92.322 | 81.856 |
| Provisões | 7.639 | 2.502 |
| Custos financeiros líquidos | 35.622 | 35.077 |
| Ganhos/perdas em empresas associadas | (115) | 10 |
| Ganhos/perdas na alienação investimentos financeiros | 149 | 177 |
| Ganhos/perdas na alienação e abate de activos fixos tangíveis | 1.547 | 1.115 |
| 271.674 | 218.922 | |
| Variações de capital circulante: | ||
| Existências | (16.538) | 55.757 |
| Devedores e acréscimos e diferimentos | (21.908) | (21.932) |
| Credores e acréscimos e diferimentos | 34.899 | (60.611) |
| 268.127 | 192.136 |
21 Capital e reservas
21.1 Reservas de reavaliação e outras reservas
| Terrenos e edifícios |
Cobertura de fluxo de caixa |
Invest. financeiros disponíveis para venda |
Reservas cambiais |
Total | |
|---|---|---|---|---|---|
| Balanço em 1 de Janeiro de 2010 | 84.931 | (4.985) | 58 | (24.820) | 55.184 |
| Actualização dos instrumentos financeiros ao justo valor: - Valor bruto - Imposto diferido/corrente |
(9.780) 2.562 |
692 (217) |
(9.088) 2.345 |
||
| - Interesses que não controlam | 2.323 | 2.323 | |||
| Actualização do justo valor dos instrumentos financeiros disponíveis para venda: - Valor bruto |
(439) | (439) | |||
| Diferença de conversão cambial: - Do exercício - Imposto diferido |
(228) 43 |
5 (1) |
(3.468) (203) |
(3.691) (161) |
|
| Balanço em 30 de Junho de 2010 | 84.746 | (9.876) | (381) | (28.016) | 46.473 |
| Terrenos e edifícios |
Cobertura de fluxo de caixa |
Reservas cambiais |
Total | |
|---|---|---|---|---|
| Balanço em 1 de Janeiro de 2009 | 93.783 | (1.082) | (34.406) | 58.295 |
| Actualização dos instrumentos financeiros ao justo valor: - Valor bruto - Imposto diferido - Interesses que não controlam |
- - - |
(4.368) 1.048 1.148 |
6.966 (1.847) - |
2.598 (799) 1.148 |
| Diferença de conversão cambial: - Do exercício - Imposto diferido |
- - |
- - |
(22.870) (570) |
(22.870) (570) |
| Balanço em 30 de Junho de 2009 | 93.783 | (3.254) | (52.727) | 37.802 |
21.2 Dividendos
Os montantes distribuídos em 2010, de m EUR 103.124, correspondem a dividendos pagos aos accionistas da JMH no valor de m EUR 89.866 e aos interesses que não controlam e que participam em empresas do Grupo, no montante de m EUR 13.258.
22 Resultado por acção
22.1 Resultado básico e diluído por acção
O cálculo do resultado liquido por acção - básico e diluído corresponde à divisão do lucro líquido ordinário atribuível aos accionistas de m EUR 101.743 (2009: lucro de m EUR 72.977) pelo número médio ponderado de acções ordinárias no período de 628.434.220 (2009: 628.434.220).
22.2 Número médio ponderado de acções ordinárias
| Junho 2010 | Junho 2009 | |
|---|---|---|
| Acções ordinárias emitidas no início do ano | 629.293.220 | 629.293.220 |
| Acções próprias no início do ano | 859.000 | 859.000 |
| Acções emitidas durante o ano | - | - |
| N.º Médio ponderado acções ordinárias | 628.434.220 | 628.434.220 |
22.3 Resultado líquido atribuível aos accionistas detentores de acções ordinárias
| Junho 2010 | Junho 2009 | |
|---|---|---|
| Número médio ponderado de acções ordinárias | 628.434.220 | 628.434.220 |
| Resultado Líquido do exercício atribuível aos accionistas | ||
| detentores de acções ordinárias | 101.743 | 72.977 |
| Resultado básico e diluído por acção – Euros | 0,1619 | 0,1161 |
23 Empréstimos obtidos
Jerónimo Martins, SGPS, SA renegociou no primeiro semestre de 2010, alguns programas de papel comercial em termos de maturidade, montantes e "pricings".
Nas várias empresas do Grupo foram contratados um total de m EUR 18.700 em operações de locação financeira com prazo a 48 meses e pagamento de juros e amortizações trimestrais.
23.1 Empréstimos correntes e não correntes
| Junho 2010 | Dezembro 2009 | |
|---|---|---|
| Empréstimos não correntes | ||
| Empréstimos bancários | 192.902 | 198.487 |
| Empréstimos por obrigações | 462.907 | 509.127 |
| Responsabilidades com locação financeira | 47.934 | 48.747 |
| 703.743 | 756.361 | |
| Empréstimos correntes | ||
| Descobertos bancários | 21.616 | 21.563 |
| Empréstimos bancários | 99.695 | 67.119 |
| Empréstimos por obrigações | 71.000 | - |
| Responsabilidades com locação financeira | 34.323 | 35.813 |
| 226.634 | 124.495 |
23.2 Termos e prazo de reembolso dos empréstimos
| Taxa | Total | Menos de 1 | Entre 1 e 5 | Mais de 5 | |
|---|---|---|---|---|---|
| média | ano | anos | anos | ||
| Empréstimos bancários | |||||
| Papel Comercial em EUR | 3,13% | 114.000 | 44.000 | 70.000 | - |
| Empréstimos em EUR | 1,28% | 79.055 | 17.643 | 61.412 | - |
| Empréstimos em PLN | 5,16% | 99.542 | 38.052 | 61.490 | - |
| Empréstimos por obrigações | |||||
| Empréstimos | 4,04% | 526.007 | 70.470 | 455.537 | - |
| Actualização do justo valor | 7.900 | 530 | 7.370 | - | |
| Descobertos bancários | 3,80% | 21.616 | 21.616 | - | |
| Responsabilidades com locações financeiras | 1,17% | 82.257 | 34.323 | 47.934 | - |
| 930.377 | 226.634 | 703.743 | - |
O montante de m EUR 7.900, ajustado ao total de empréstimos por obrigações, diz respeito à actualização do empréstimo obrigacionista de m USD 180.000, para o qual o Grupo contratou um instrumento de cobertura, apresentado na nota 13.
23.3 Dívida financeira
Tendo o Grupo contratado diversas operações de cobertura cambial e de taxa de juro, bem como efectuado algumas aplicações financeiras de curto prazo, o montante líquido da dívida financeira consolidada à data do balanço é o seguinte:
| Junho 2010 | Dezembro 2009 | |
|---|---|---|
| Empréstimos não correntes (nota 23.1) | 703.743 | 756.361 |
| Empréstimos correntes (nota 23.1) | 226.634 | 124.495 |
| Instrumentos Financeiros Derivados (nota 13) | 13.200 | 31.355 |
| Acréscimos e diferimentos de juros | (186) | (442) |
| Depósitos à ordem (nota 19) | (135.298) | (187.497) |
| Aplicações de tesouraria (nota 19) | (56.062) | (32.272) |
| 752.031 | 692.000 |
24 Provisões e ajustamentos para o valor de realização
| Saldo inicial |
Constituição e reforço |
Utilização e reversão |
Diferença cambial |
Saldo final | |
|---|---|---|---|---|---|
| Devedores duvidosos (nota 18) | 22.342 | 676 | (481) | (34) | 22.503 |
| Existências (nota 16) | 12.127 | 3.608 | (1.003) | (157) | 14.575 |
| Aplicações financeiras (nota 15) | 2.058 | 438 | - | - | 2.496 |
| Aplicações de Tesouraria | 57 | - | - | - | 57 |
| Total de Ajustamentos para o valor de realização | 36.584 | 4.722 | (1.484) | (191) | 39.631 |
| Benefícios concedidos a empregados | 27.738 | 2.777 | (734) | - | 29.781 |
| Outros riscos e encargos | 18.480 | 4.279 | (2.105) | (104) | 20.550 |
| Total de Provisões | 46.218 | 7.056 | (2.839) | (104) | 50.331 |
25 Credores e acréscimos e diferimentos
| Junho 2010 | Dezembro 2009 | |
|---|---|---|
| Outros credores comerciais | 1.350.972 | 1.361.115 |
| Outros credores não comerciais | 96.039 | 89.083 |
| Acréscimos de custos | 203.104 | 194.110 |
| Proveitos diferidos | 6.105 | 3.182 |
| 1.656.220 | 1.647.490 |
26 Contingências
No seguimento das contingências mencionadas no Relatório & Contas do exercício de 2009, ocorreram actualizações nas alíneas a), b), e) e p), bem como o surgimento de uma nova contingência:
- a) Relativamente ao processo interposto em 1999, na sequência da aquisição pelo Grupo de duas sociedades que detinham estabelecimentos anteriormente propriedade de ex-franquiados da ITMI Norte-Sul Portugal - Sociedade de Desenvolvimento e Investimento, S.A. teve lugar, em Julho, a leitura dos quesitos dados como provados pelo Tribunal que basicamente não deu como provada a ocorrência de quaisquer prejuízos, pelo que se reforça a convicção da Administração de que o Grupo tem razão e que nada será devido do montante peticionado.
- b) Na acção interposta pela Leirimundo Construção Civil, Lda. para a anulação judicial da decisão arbitral que deu razão à JMR - Prestação de Serviços para Distribuição, S.A. (anteriormente denominada por Gestiretalho - Gestão e Consultoria para a Distribuição a Retalho, S.A.) no litígio que opunha as duas sociedades, o Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa deu, como esperado, razão à JMR, indeferindo o pedido da Leirimundo.
- e) No processo que opunha a sociedade Tengelmann KG e as sociedades Jerónimo Martins, SGPS, S.A. e Pingo Doce – Distribuição de Produtos Alimentares, S.A. Relativamente a este processo, as partes chegaram a um acordo na primeira semana de Março, o qual abrange também outras questões que vinham a ser discutidas entre os dois Grupos. O acordo foi ratificado pelo Tribunal Arbitral em 12 de Março.
O montante pago pelo Grupo Jerónimo Martins não é material face ao pedido e, como mencionado, abarca a resolução de outras questões pendentes, como as relativas a lojas por abrir em Portugal.
p) No decurso do 2º Trimestre de 2010 a Administração Tributária anulou parcialmente as liquidações adicionais que emitiu, relativamente aos anos de 2006 e 2007, ao Feira Nova – Hipermercados, S.A. e ao Pingo Doce – Distribuição Alimentar, S.A., no montante total de m EUR 460. Tais liquidações respeitavam à correcção das taxas de IVA, para taxas de impostos mais elevadas do que as aplicadas a determinados bens, por parte das referidas sociedades. Não obstante e, uma vez que as suas pretensões não foram ainda totalmente deferidas, as sociedades, com o apoio dos seus consultores fiscais, já contestaram o deferimento parcial daquelas liquidações, considerando que não assiste razão à Administração Tributária nesta matéria.
A Administração Fiscal liquidou à Recheio, SGPS, S.A., o montante de m EUR 582, relativo à desconsideração para efeitos de IRC de encargos financeiros, que a Administração Fiscal considerou como dedução indevida face ao previsto em Ofício Circulado por esta emitido. Contudo, a Recheio com o apoio dos seus Consultores Fiscais e Advogados, considera não existir validade, nem fundamento, no relatório emitido pela Direcção de Serviços de Prevenção e Inspecção Tributária, o qual sustenta a liquidação adicional em apreço, pelo que irá contestar a mesma, não procedendo, entretanto, a qualquer alteração nas suas demonstrações financeiras.
27 Partes relacionadas
O Grupo é participado em 56,11% pela Sociedade Francisco Manuel dos Santos, não tendo existido transacções entre esta e qualquer outra companhia do Grupo no 1º semestre de 2010, nem se encontrando à data de 30 de Junho de 2010 qualquer valor a pagar ou a receber entre elas.
Os saldos e transacções de empresas do Grupo com partes relacionadas são os seguintes:
| Vendas e Prestação Serviços | Compras de mercadorias e Fornecimentos de Serviços |
|||
|---|---|---|---|---|
| Junho 2010 | Junho 2009 | Junho 2010 | Junho 2009 | |
| Joint-Ventures | 489 | 295 | 46.376 | 44.059 |
| Empresas Associadas | 41 | 315 | 429 | 228 |
| Devedores e Acréscimos e Diferimentos |
Credores e Acréscimos e Diferimentos |
|||
|---|---|---|---|---|
| Junho 2010 | Dezembro 2009 | Junho 2010 | Dezembro 2009 | |
| Joint-Ventures | 525 | 607 | 19.842 | 8.900 |
| Empresas Associadas | 1 | 1 | 669 | 678 |
Os saldos e transacções não anulados no processo de consolidação, relativos a partes relacionadas, são os seguintes:
| Vendas e Prestação Serviços | Compras de mercadorias e Fornecimentos de Serviços |
|||
|---|---|---|---|---|
| Junho 2010 | Junho 2009 | Junho 2010 | Junho 2009 | |
| Joint-Ventures | 256 | 154 | 25.507 | 24.232 |
| Empresas Associadas | 41 | 315 | 429 | 228 |
| Devedores e Acréscimos e Diferimentos |
Credores e Acréscimos e Diferimentos |
|||
|---|---|---|---|---|
| Junho 2010 | Dezembro 2009 | Junho 2010 | Dezembro 2009 | |
| Joint-Ventures | 274 | 319 | 10.912 | 4.894 |
| Empresas Associadas | 1 | 1 | 669 | 678 |
Todas as transacções com as empresas controladas conjuntamente (joint ventures) e empresas associadas foram realizadas em condições normais de mercado, ou seja, os valores das transacções correspondem aos que seriam praticados com empresas não relacionadas.
Os saldos que se encontram por liquidar entre as empresas do Grupo e as partes relacionadas, por resultarem de acordos comerciais, são liquidados em dinheiro e estão sujeitos aos mesmos prazos de pagamento que são aplicados aos demais acordos celebrados pelas empresas do Grupo com os seus fornecedores.
Os valores a receber não estão cobertos por seguro e não existem garantias dadas ou recebidas, uma vez que o Grupo detém uma influência relevante sobre estas empresas.
Não existem provisões para créditos duvidosos e não foram reconhecidos custos, durante o exercício, relacionados com dívidas incobráveis ou de cobrança duvidosa, com essas partes relacionadas.
Lisboa, 27 de Julho de 2010
O Técnico de Contas O Conselho de Administração
PricewaterhouseCoopers & Associados - Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda. Palácio Sottomayor Rua Sousa Martins, 1 - 3º 1069-316 Lisboa Portugal Tel +351 213 599 000 Fax +351 213 599 999
Relatório de Revisão Limitada Elaborado por Auditor Registado na CMVM sobre a Informação Semestral Consolidada
Introdução
1 Apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2010, da Jerónimo Martins, SGPS, SA., incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço consolidado (que evidencia um total de 3.899.684 milhares de euros, e um total de capital próprio de 1.057.187 milhares de euros, o qual inclui interesses que não controlam de 275.963 milhares de euros e um resultado líquido de 101.743 milhares de euros), na Demonstração consolidada dos resultados por funções, na Demonstração consolidada dos ganhos e perdas reconhecidos no capital próprio, na Demonstração de alterações no capital próprio consolidado, na Demonstração consolidada dos fluxos de caixa do período findo naquela data e no correspondente Anexo.
2 As quantias das demonstrações financeiras consolidadas, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos.
Responsabilidades
3 É da responsabilidade do Conselho de Administração: (a) a preparação de informação financeira consolidada que apresente de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das empresas incluídas na consolidação e o resultado consolidado das suas operações; (b) que a informação financeira histórica seja preparada em conformidade com a norma internacional de contabilidade 34, "Relato Financeiro Intercalar", tal como adoptada na União Europeia e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários (CVM); (c) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (d) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (e) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
4 A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva, lícita conforme exigido pelo CVM, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso trabalho.
Jerónimo Martins, SGPS, SA.
Âmbito
5 O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida não contém distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu: (a) principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicação, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se a informação financeira consolidada é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
6 O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira consolidada constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
7 Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente parecer sobre a informação semestral.
Parecer
8 Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2010 contém distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com a norma internacional de contabilidade 34, "Relato Financeiro Intercalar", tal como adoptada na União Europeia e que não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
Lisboa, 3 de Agosto de 2010
PricewaterhouseCoopers & Associados, S.R.O.C., Lda. representada por:
Abdul Nasser Abdul Sattar, R.O.C.