Skip to main content

AI assistant

Sign in to chat with this filing

The assistant answers questions, extracts KPIs, and summarises risk factors directly from the filing text.

Jeronimo Martins Interim / Quarterly Report 2010

Aug 19, 2010

1906_ir_2010-08-19_0d07d069-d09e-48ba-beef-32a8e6811ec6.pdf

Interim / Quarterly Report

Open in viewer

Opens in your device viewer

Relatório & Contas Consolidado 1º Semestre 2010

ÍNDICE

I – Relatório Consolidado de Gestão

Mensagem do CEO 3
1. Introdução 3
2. Análise de Vendas 3
3. Análise de Resultados 5
4. Balanço 6
5. Perspectivas 7

II – Anexo ao Relatório Consolidado de Gestão

1. Crescimento de vendas 8
2. Parque de Lojas 8
3. Detalhe da Margem EBITDA 9
4. Capital Circulante 9
5. Detalhe da Dívida 9
6. Definições 10
7. Informação Relativa a Contas Semestrais Individuais 10

III – Outras informações 11

IV – Declaração do Conselho de Administração 14

V – Demonstrações Financeiras

1. Demonstrações Financeiras 16
2. Notas às Demonstrações Financeiras 20
3. Relatórios de Auditoria 36

I . RELATÓRIO CONSOLIDADO DE GESTÃO

Mensagem do CEO – Pedro Soares dos Santos

"As marcas do Grupo iniciaram 2010 bem preparadas e merecendo a preferência dos consumidores. Esta robustez reflectiu-se no bom desempenho de vendas registado nos primeiros seis meses do ano e provou o acerto do enfoque estratégico que todas as insígnias estão a colocar no objectivo de aumentar quota de mercado.

Os sinais positivos que recebemos dos resultados do primeiro semestre permitem-nos antecipar a continuação de um desempenho sólido, intensificado pela maior densidade de vendas ao longo do ano e garantindo o cumprimento dos objectivos traçados pelo Grupo."

1. Introdução

As vendas consolidadas cresceram 19,6% (+12,7% a taxa de câmbio constante) e o EBITDA registou um desempenho sólido, aumentando 20,1%, representando uma margem de 6,5% das vendas.

O cash flow por acção, seguindo o bom desempenho operacional, registou um aumento de 22,2%.

A dívida consolidada reduziu-se em 189,9 milhões de euros em relação ao primeiro semestre do ano anterior, atingindo 752,0 milhões de euros.

O resultado líquido consolidado atingiu 101,7 milhões de euros, um crescimento de 39,4% em relação ao primeiro semestre do ano anterior.

2. Análise de Vendas

V ENDAS E S ERVIÇ OS
(Milhões de Euros ) 1S 10 1S 09 Δ % 2T 10 2T09 Δ %
% total % total Pln Euro % total % total Pln Euro
Retalho Portugal 1.400,9 34,6% 1.276,8 37,8% 9,7% 730,7 35,0% 664,6 37,4% 9,9%
Rec heio 336,1 8,3% 324,7 9,6% 3,5% 179,3 8,6% 171,1 9,6% 4,8%
Madeira 61,8 1,5% 60,8 1,8% 1,8% 32,0 1,5% 32,2 1,8% ‐0,9%
Biedronka 2.220,9 54,9% 1.682,2 49,8% 18,1% 32,0% 1.133,2 54,3% 886,5 49,9% 15,3% 27,8%
Indús tria 117,3 2,9% 118,2 3,5% ‐0,7% 63,9 3,1% 64,0 3,6% ‐0,1%
S erviç os de Mkt. Rep. Res t. 42,5 1,1% 40,3 1,2% 5,4% 23,0 1,1% 21,6 1,2% 6,6%
A jus tes de Cons olidaç ão ‐136,4 ‐3,4% ‐122,3 ‐3,6% 11,5% ‐73,8 ‐3,5% ‐64,6 ‐3,6% 14,3%
T otal J M 4.043,3 100,0% 3.380,6 100,0% 19,6% 2.088,2 100,0% 1.775,4 100,0% 17,6%
p.m. Retalho Portugal
(vendas de lojas )
1.290,6 1.180,3 9,3% 670,7 613,8 9,3%

As vendas consolidadas atingiram 4.043,3 milhões de euros, um crescimento de 19,6% em relação ao primeiro semestre do ano anterior em resultado de um muito bom desempenho LFL de 8,2% das vendas consolidadas do Grupo, da contribuição das lojas novas e, ainda, da apreciação de 11,8% da taxa média do zloty em relação ao euro.

Cres cimento LFL (1S10/1S09)

Na Polónia, no segundo trimestre do ano, as vendas LFL da Biedronka, que cresceram +8,0%, reflectiram o: i) efeito de três dias de encerramento das lojas, no âmbito do período de luto nacional pelo acidente de avião de Smolensk, bem como ii) um comparativo mais difícil pelo facto de a Páscoa, em 2010, ter beneficiado mais o primeiro trimestre do ano, ao contrário de em 2009, onde a Páscoa se reflectiu principalmente no segundo trimestre.

No mês de Junho deste ano, com a chegada do bom tempo a influenciar categorias como as bebidas, o LFL da Companhia polaca regressou aos dois dígitos de crescimento.

Importa também sublinhar que a inflação alimentar no País registou uma desaceleração e o cabaz da Biedronka incluiu, no 1S10, um valor negativo de 0,3%.

As vendas totais da Biedronka registaram, no 1S10, um crescimento de 18,1% em moeda local, em resultado do LFL (+10,5%) e do programa de abertura de lojas, que levou a que no 1S10 se contasse com +10,8% de área de venda em relação ao 1S09.

Em Portugal, o ambiente competitivo manteve-se dinâmico, especialmente ao nível das campanhas de comunicação. As posições relativas de posicionamento de preço têm-se mantido estáveis e o crescimento da área de venda no sector relativamente moderado (c.+1,2% desde o início deste ano).

Importa referir que, em Portugal, no que respeita à inflação alimentar, o comparativo com o primeiro semestre do ano anterior registou ainda uma inflação negativa que, no cabaz médio do Pingo Doce, atingiu 2,3% no período em análise.

Os modelos de negócio em Portugal – Pingo Doce e Recheio – registaram um notável desempenho de vendas, em contraste com a envolvente macroeconómica.

O crescimento LFL do Pingo Doce de 8,8% espelha uma dinâmica evolução de c.11% dos volumes. Este desempenho reflecte a força do modelo de negócio, suportado por uma estratégia de aumento de quota de mercado para a qual, nos últimos nove meses, tem contribuído a vertente da comunicação com a campanha publicitária iniciada no final de 2009. Salienta-se que, para este desempenho LFL, contribuiu fortemente o aumento do número de visitas dos consumidores.

O Recheio, a operar em dois segmentos – retalho tradicional e HoReCa – muito pressionados pela envolvente macroeconómica, registou, no semestre, um crescimento LFL das vendas de 3,1% (c.4% em volume), para o qual contribuíram uma proposta de valor muito competitiva e uma capacidade comercial notável, sobretudo a nível das campanhas de vendas junto dos seus clientes.

Na Madeira, as vendas totais, embora com crescimento, foram afectadas pelo encerramento, em Fevereiro de 2010, das duas principais lojas da Companhia na Ilha devido à tempestade que assolou a região. Estas duas lojas foram reabertas, após concluídos os trabalhos de recuperação, no início de Junho.

Na Indústria, as vendas em volume continuaram a acelerar a tendência positiva dos meses anteriores e algumas categorias como o Azeite e Chá Gelado registaram desempenhos particularmente fortes. Em valor, as vendas da área de negócio registaram, no 1S10, uma redução de 0,7%, reflectindo o reposicionamento de preço e as campanhas de comunicação em categorias chave.

Na área dos Serviços de Marketing, Representações e Restauração, o desempenho LFL das vendas (-4,8%) no 1S10 reflectiu a pressão que algumas categorias estão a sofrer em consequência da crescente concorrência no mercado. Para o desempenho das vendas totais (+5,4%) contribuíram as novas representadas, que entraram em 2009 para o portefólio da Companhia.

3. Análise de Resultados

RES UL T ADOS C ONS OL IDADOS
(Milhões de Euros ) 1S 10 1S 09 Δ 2T 10 2T 09 Δ
Vendas C ons olidadas 4.043,3 3.380,6 19,6% 2.088,2 1.775,4 17,6%
Margem Total 936,8 23,2% 787,6 23,3% 18,9% 490,0 23,5% 411,7 23,2% 19,0%
Cus tos Operac ionais ‐673,0 ‐16,6% ‐568,0 ‐16,8% 18,5% ‐344,5 ‐16,5% ‐292,7 ‐16,5% 17,7%
EBIT DA 263,8
6,5%
219,6
6,5%
20,1% 145,5
7,0%
118,9
6,7%
22,4%
Deprec iaç ão ‐92,3
‐2,3%
‐81,9
‐2,4%
12,8% ‐46,6
‐2,2%
‐40,9
‐2,3%
14,0%
EBIT 171,5
4,2%
137,8
4,1%
24,5% 98,9
4,7%
78,0
4,4%
26,8%
Res ultados Financeiros ‐35,5
‐0,9%
‐35,1
‐1,0%
1,2% ‐18,5
‐0,9%
‐17,6
‐1,0%
5,2%
Itens não Rec orrentes ‐1,5
0,0%
‐4,5
‐0,1%
n.a. 0,3
0,0%
‐5,3
‐0,3%
n.a.
EBT 134,5
3,3%
98,2
2,9%
37,0% 80,7
3,9%
55,2
3,1%
46,3%
Impos tos ‐28,9
‐0,7%
‐19,7
‐0,6%
46,8% ‐18,5
‐0,9%
‐12,4
‐0,7%
48,9%
Re s ultados L íquidos 105,7
2,6%
78,5
2,3%
34,5% 62,2
3,0%
42,8
2,4%
45,5%
Interes s es que não c ontrolam ‐3,9
‐0,1%
‐5,6
‐0,2%
‐29,6% ‐2,8
‐0,1%
‐2,3
‐0,1%
20,4%
Res . L íquidos atrib. a J M 101,7
2,5%
73,0
2,2%
39,4% 59,5
2,8%
40,5
2,3%
46,9%
Res. L íquido / acção (euros ) 0,16 0,12 39,4% 0,09 0,06 46,9%
Cash Flow / acção (euros ) 0,33 0,27 22,2% 0,18 0,14 25,9%

Resultados Operacionais

O EBITDA consolidado registou um desempenho sólido nos primeiros seis meses do ano, atingindo 263,8 milhões de euros, um aumento de 20,1% em relação ao mesmo período do ano anterior e uma margem de 6,5% das vendas.

Na Polónia, o EBITDA gerado pela Biedronka cresceu 27,6% em moeda local, atingindo uma margem de 7,2% das vendas (6,7% no 1S09). A evolução positiva do EBITDA prende-se com a diluição de custos fixos em virtude da crescente escala de operações. Importa salientar que, no 1S10 o EBITDA, beneficiou do comparativo mais fácil no ano.

No Retalho em Portugal, a margem EBITDA atingiu 5,2% das vendas. A evolução, em relação ao mesmo período do ano anterior, reflecte dois efeitos essenciais, sendo o mais visível a nova campanha de comunicação de imagem. Esta campanha tem um papel fundamental na estratégia de aumento sustentável de quota de mercado do Pingo Doce, mas nos trimestres de menor densidade de vendas, ganha peso relevante na estrutura de custos da Companhia. Em segundo lugar, a deflação nas vendas que não permite a normal diluição dos custos, em especial aqueles que dependem da evolução dos volumes ou que registaram uma inflação positiva.

Embora nos primeiros quatro meses do ano a evolução negativa dos preços na economia se tenha feito sentir de uma forma mais expressiva do que o esperado, em Maio já se registou um abrandamento da deflação e, em Junho, o comparativo de preços com o mesmo mês do ano anterior já foi positivo.

No Recheio, a boa resposta das vendas às campanhas realizadas, onde se destaca a campanha comercial relacionada com o Mundial de Futebol, teve um impacte positivo na evolução do EBITDA que cresceu 6,8%, nos primeiros seis meses de 2010, registando uma margem de 5,7% das vendas (5,5% no 1S09).

Na área da Indústria, a margem EBITDA atingiu 14,8% das vendas (16,4% no 1S09) e esta evolução reflecte, essencialmente, o suporte de comunicação dado às principais marcas do portefólio, como forma de aumentar competitividade no mercado e o reposicionamento de preço em alguns produtos.

Resultados Líquidos

O resultado líquido atribuível a Jerónimo Martins cresceu 39,4%, atingindo 101,7 milhões de euros, +34,1% se excluídos os itens não recorrentes.

4. Balanço

1S 10 2009 1S 09
733,4 736,6 712,8
2.178,9 2.101,6 1.942,5
‐1.203,9 ‐1.201,5 ‐944,7
100,8 121,0 137,7
1.809,2 1.757,7 1.848,4
848,1 796,3 974,1
82,3 84,6 91,0
13,0 30,9 15,5
‐191,4 ‐219,8 ‐138,7
752,0 692,0 942,0
276,0 287,6 273,3
629,3 629,3 629,3
151,9 148,8 3,9
1.057,2 1.065,7 906,4
71,1% 64,9% 103,9%

A dívida líquida consolidada atingiu 752,0 milhões de euros e o gearing cifrou-se em 71,1%, mantendo-se o fortalecimento do balanço como uma das prioridades do Grupo.

No que respeita ao programa de investimento do Grupo, a expansão do parque de lojas na Polónia manteve-se como a principal prioridade e a Biedronka absorveu 65,9% do total de 185,8 milhões de euros investidos nos primeiros seis meses do ano.

INV ES T IMENT O
(Milhões de Euros ) 1S 10 Pes o
Dis tribuiç ão em Portugal 61,3 33,0%
Dis tribuiç ão na Polónia 122,4 65,9%
Indús tria e Outros 2,1 1,1%
Inve s tim e n to T otal 185,8 100,0%

A companhia polaca abriu 67 lojas no

1S10 e, seguindo a normal sazonalidade do programa de aberturas, o 2S10 concentrará o maior número de novas lojas no ano. A Biedronka realizou ainda 47 remodelações.

O Pingo Doce abriu três lojas nos primeiros seis meses de 2010 e procedeu a 12 remodelações, das quais cinco relativas a antigas lojas Plus e duas relativas à conversão de hipermercados em lojas Pingo Doce.

Em Abril de 2010, o Recheio adquiriu uma nova loja no centro do País com 1.020 m2 e em Maio uma outra loja, com 3.200 m2, no Sul do País. Ambas as localizações vêm reforçar a oferta da Companhia ao canal HoReCa.

5. Perspectivas

O Grupo tem mantido, desde 2009, um grande enfoque no aumento de quota de mercado, sobretudo através do desempenho LFL, como aquela que considera ser a estratégia sustentável nesta fase negativa do ciclo económico, que lhe permitirá não só ter um desempenho acima do sector, mas, principalmente, sair fortalecido na sua posição de mercado.

O desempenho do primeiro semestre do ano, com uma sólida evolução de vendas e resultados, permite reforçar a confiança de que as insígnias entram na segunda parte do ano, que é o período mais relevante para as operações, bem preparadas para continuar a fortalecer o desempenho do Grupo naquele que se espera ser um ano de sólida evolução de vendas e resultados.

Na Polónia, espera-se que, no segundo semestre do ano, se mantenha a tendência positiva registada nos primeiros seis meses, embora a evolução da margem EBITDA nos terceiro e quarto trimestres deste ano esteja limitada pelo forte comportamento registado nos mesmos períodos de 2009.

A Biedronka manter-se-á focada no seu plano de abertura de lojas e até ao final do ano, para além de mais 70 remodelações, esperam-se mais 100 novas lojas, absorvendo a maior fatia do investimento do Grupo para este ano, que se estima atinja cerca de 400 milhões de euros.

No segundo semestre do ano, os volumes, em Portugal, deverão continuar a evoluir de uma forma robusta, ainda que, reflectindo o comparativo mais exigente para o 3T e 4T. A maior densidade de vendas associada ao segundo semestre do ano, em conjunto com a expectativa da evolução positiva da inflação, deverão permitir recuperar o nível de diluição de custos, contribuindo para a recuperação da margem EBITDA.

Lisboa, 27 de Julho de 2010

O Conselho de Administração

II . ANEXO AO RELATÓRIO CONSOLIDADO DE GESTÃO

1. Crescimento de Vendas

Vendas Totais Vendas LFL
1T10 2T10 1S10 1T10 2T 10 1S10
Retalho Portugal 9,4% 9,3% 9,3% 7,9% 6,8% 7,3%
Supermercados 13,0% 11,1% 12,0% 9,7% 7,9% 8,8%
Hipermercados $-14.2%$ $-5,0%$ $-9,6%$ $-7.3%$ * $-4,5%$ * $-5,9%$ *
Recheio 2,1% 4,8% 3,5% 2,2% 4,0% 3,1%
Madeira 4.8% $-0.9%$ 1,8% 16,4% 16,3% 16,4%
Biedronka
Euro 36,7% 27,8% 32,0%
PLN 21,2% 15,3% 18,1% 13,3% 8,0% 10,5%
Indús tria $-1,4%$ $-0.1%$ $-0,7%$ $-1,4%$ $-0.1%$ $-0,7%$
Serv. de Mkt. Repr e Rest. 4,0% 6,6% 5,4% $-2,0%$ $-7,2%$ $-4,8%$

* ex c luindo duas lojas em remodelação

2. Parque de Lojas

NÚMERO DE LOJAS
2009 Aberturas
1T 10
2T 10 Encerramentos *
1S 10
Parque de Lojas
1S 10
1S 09
Retalho Portugal 343 1 $\overline{2}$ 1 345 342
Supermercados 334 1 $\overline{2}$ 1 336 333
Hipermercados 9 0 $\Omega$ $\Omega$ 9 9
Recheio 35 $\mathbf 0$ $\mathcal{P}$ $\Omega$ 37 35
Madeira 15 $\mathbf 0$ $\Omega$ $\Omega$ 15 15
Biedronka 1.466 42 25 6 1.527 1.408
ÁREA DE VENDA (m2)
Aberturas Encerramentos * Parque de Lojas
2009 1T 10 2T 10 1S 10 1S 10 1S 09
Retalho Portugal 434.744 1.605 1.756 4.992 433.113 431.850
Supermercados 352.276 1.605 1.756 805 354.832 349.382
Hipermercados 82.468 0 0 4.187 78.281 82.468
Recheio 114.410 $\Omega$ 4.220 $-271$ 118.901 115.724
Madeira 14.300 $\Omega$ $\Omega$ $\Omega$ 14.300 14.626
Biedronka 814.493 26.951 13.959 3 855.400 772.353

* inc luindo alteraç ões de área de vendas devido a remodelaç ões

3. Detalhe da Margem EBITDA

1S 10 % to tal 1S 09 % total
Retalho Portugal (vendas de loja) 5,2% 25,6% 5,9% 31,8%
Recheio 5,7% 7.2% 5,5% 8,1%
Madeira 3,7% 0,9% 4,3% 1,2%
Biedronka 7,2% 60,6% 6,7% 51,0%
Indústria 14,8% 6,6% 16,4% 8,8%
Serviços de Mkt, Repr e Rest. 0.1% 0.0% 1,8% 0,3%
A justes de Consolidação n.a n.a n.a n.a
JM Consolidado 6,5% 100,0% 6,5% 100,0%

4. Capital Circulante

(Milhões de Euros) 1S 10 2009 1S 09
Existências 346,1 334,5 324,5
em dias de vendas 15 17 17
Clientes 98,1 76,8 92,7
em dias de vendas 4 4 5
Fornecedores $-1.328,9$ $-1.345,2$ $-1.150.5$
em dias de vendas -59 -67 -62
Capital Circulante Trade $-884,7$ $-933,9$ -733.3
em dias de vendas -40 -47 -39
Outros $-319,2$ $-267,5$ $-211,4$
Capital Circulante Total $-1.203.9$ $-1.201.5$ $-944.7$
em dias de vendas -54 -60 -51

5. Detalhe da Dívida

(Milhões de Euros) H 1 10 2009
Dívida de Médio Longo Prazo 655,8 707,6
% da Dívida Financeira 77,3% 88,9%
Maturidade 2,8 3,1
Emprés timos Obrigaccionis tas 375,0 375,0
Private Placement 80,5 151,0
A c tualiz ação do justo valor 7,4 $-16,9$
Papel Comercial 70,0 70,0
Outros Emprés timos 122,9 128,5
Dívida de Curto Prazo 192,3 88,7
% da Dívida Financeira 22,7% 11,1%
Dívida Financeira 848,1 796,3
Maturidade 2,4 2,9
Leasings 82,3 84,6
Juros Diferidos & Operações de Cobertura 13,0 30,9
Títulos Negociáveis e Depósitos Bancários $-191,4$ $-219,8$
Dívida Líquida 752,0 692,0

6. Definições

Vendas like-for-like (LFL): vendas das lojas que operaram sob as mesmas condições nos dois períodos. Excluem-se as lojas que abriram ou encerraram num dos dois períodos. As vendas das lojas que sofreram remodelações profundas excluem-se durante o período da remodelação (encerramento da loja).

Cash Flow por acção: (Resultado líquido + Depreciações – Impostos diferidos – Itens não recorrentes) / Número de Acções.

EBITDA: Resultado antes de impostos, custos e proveitos financeiros, depreciações e amortizações.

Gearing: Dívida Líquida / Fundos de Accionistas

7. Informação Relativa a Contas Semestrais Individuais

Nos termos da alínea b) do n.º 3 do artigo 246.º do Código dos Valores Mobiliários, as contas semestrais individuais de Jerónimo Martins SGPS, S.A. não são divulgadas pelo facto de não conterem informação significativa.

III . OUTRAS INFORMAÇÕES

INFORMAÇÃO SOBRE A PARTICIPAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E DE FISCALIZAÇÃO NO CAPITAL DA EMPRESA A 30 DE JUNHO DE 2010

(De acordo com a disposição no artigo 447º do Código das Sociedades Comerciais e nos termos da alínea b) do nº1 do artigo 7º do Regulamento da CMVM n.º 24/2000)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Membros do Conselho de
Administração
Posição em 31.12.2009 Acréscimos no exercício Diminuições no
exercício
Posição em 30.06.2010
Acções Obrigações Acções Obrigações Acções Obrigações Acções Obrigações
Elísio Alexandre Soares dos Santos 1 152.633 - (15.000) 137.633 -
José Manuel da Silveira e Castro Soares
dos Santos
- - - -
Luís Maria Viana Palha da Silva - - - -
Pedro Manuel de Castro Soares dos
Santos
198.305 - 198.305 -
António Mendo Castel-Branco Borges - - - -
Artur Eduardo Brochado dos Santos
Silva
7.680 - 7.680 -
Hans Eggerstedt 2 19.700 - 19.700 -
Marcel Lucien Corstjens - - - -
Nicolaas Pronk - - - -
Stefan Kirsten 2 3 n.a. n.a.
António Viana-Baptista 2 3 n.a. n.a. - -

1 As 15.000 acções foram alienadas a 28/04/2010, pelo preço unitário médio de Eur 7,41.

2 Pertencem adicionalmente à Comissão de Auditoria.

3 Apenas foram nomeados para os cargos na Assembleia Geral de 9 de Abril de 2010.

REVISOR OFICIAL DE CONTAS

O Revisor Oficial de Contas, PricewaterhouseCoopers & Associados, SROC, Lda., não detinha quaisquer acções e obrigações, em 30 de Junho de 2010, não tendo realizado transacções com quaisquer títulos de Jerónimo Martins, SGPS, S.A.

Lista de Transacções de Dirigentes

Jerónimo Martins, SGPS, S.A., vem, no cumprimento do número 7 do artigo 14º do Regulamento da CMVM 5/2008 informar sobre todas as transacções efectuadas pelos Dirigentes da Sociedade nos primeiros seis meses do ano de 2010.

Data Natureza Código ISIN Volume Preço
28-04-2010 Venda PTJMT0AE0001 35 7,38
28-04-2010 Venda PTJMT0AE0001 300 7,38
28-04-2010 Venda PTJMT0AE0001 375 7,38
28-04-2010 Venda PTJMT0AE0001 1.959 7,39
28-04-2010 Venda PTJMT0AE0001 5.331 7,39
28-04-2010 Venda PTJMT0AE0001 4.371 7,44
28-04-2010 Venda PTJMT0AE0001 2.629 7,44

E. Alexandre Soares dos Santos

LISTA DOS TITULARES DE PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS A 30 DE JUNHO DE 2010

De acordo com a disposição nos artigos 447º e 448º do Código das Sociedades Comerciais, nos termos da alínea e) do nº1 do artigo 6º do regulamento da CMVM n.º 11/2000 e nos termos do Código dos Valores Mobiliários)

Accionista Nº Acções
detidas
% Capital % dos Direitos
de Voto 1
Sociedade Francisco Manuel dos Santos, SGPS, S.A.
Directamente 353.119.573 56,114% 56,190%
Asteck, S.A. 2
Directamente 62.929.500 10,000% 10,014%
Barclays Plc 3
Através da Sociedade Barclays Capital Inc.
Através da Sociedade Barclays Capital Securities Ltd
Através da Sociedade Barclays Wealth Manageers Portugal -
SGFIM, SA
966.722
13.613.386
180.440
0,154%
2,163%
0,029%
0,154%
2,166%
0,029%
Total Imputável 14.760.548 2,346% 2,349%
  • 1 % Direitos de voto = N.º Acções Detidas / (N.º Total Acções JM Acções Próprias)
  • 2 Nos termos do artigo 16º e 20º do Código dos Valores Mobiliários (CVM), as participações detidas pela Asteck, S.A. devem ser imputadas à Heerema Holding Company Inc., que detém 100% daquela sociedade.
  • 3 O número de acções indicado reporta-se a 3 de Maio de 2010, data da última comunicação desta sociedade à Jerónimo Martins, SGPS, S.A..

Declaração do Conselho de Administração

Nos termos previstos na alínea c) do n.º 1 do artigo 246º do Código dos Valores Mobiliários, informamos que, tanto quanto é do seu conhecimento:

  • i) a informação constante do relatório de gestão intercalar expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição da Jerónimo Martins, SGPS, S.A. e das empresas incluídas no perímetro da consolidação, contendo uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam; e
  • ii) a informação constante nas demonstrações financeiras consolidadas, assim como nos seus anexos, foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da Jerónimo Martins, SGPS, S.A. e das empresas incluídas no perímetro da consolidação.

Lisboa, 27 de Julho de 2010

Elísio Alexandre Soares dos Santos (Presidente do Conselho de Administração)

Pedro Manuel de Castro Soares dos Santos (Administrador-delegado e Membro do Conselho de Administração)

Luís Maria Viana Palha da Silva

(Membro do Conselho de Administração, Presidente da Comissão de Acompanhamento de Matérias Financeiras e da Comissão de Responsabilidade Corporativa e Membro da Comissão de Avaliação e Nomeações)

José Manuel da Silveira e Castro Soares dos Santos (Membro do Conselho de Administração e da Comissão de Acompanhamento de Matérias Financeiras, da Comissão de Responsabilidade Corporativa e da Comissão de Avaliação e Nomeações)

António Mendo Castel-Branco Borges (Membro do Conselho de Administração)

Artur Eduardo Brochado dos Santos Silva (Membro do Conselho de Administração e da Comissão de Avaliação e Nomeações)

Hans Eggerstedt (Membro do Conselho de Administração e Presidente da Comissão de Auditoria)

Marcel Lucien Corstjens (Membro do Conselho de Administração)

Nicolaas Pronk (Membro do Conselho de Administração)

António Viana-Baptista (Membro do Conselho de Administração, da Comissão de Auditoria e da Comissão de Responsabilidade Corporativa)

Stefan Kirsten

(Membro do Conselho de Administração, da Comissão de Auditoria e da Comissão de Acompanhamento de Matérias Financeiras)

V. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES PARA OS PERÍODOS FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2010 E 2009

Notas 1º Semestre
2010
1º Semestre
2009
2º Trimestre
2010
2º Trimestre
2009
Vendas e prestações de serviços 3 4.043.290 3.380.573 2.088.160 1.775.442
Custo das vendas (3.279.104) (2.731.978) (1.691.042) (1.431.558)
Proveitos e custos suplementares 4 172.659 139.035 92.911 67.780
Margem 936.845 787.630 490.029 411.664
Custos de distribuição 5 (676.868) (574.957) (347.655) (294.238)
Custos administrativos 5 (88.503) (74.897) (43.458) (39.390)
Resultados operacionais não usuais 9.1 (1.308) (4.327) 209 (5.494)
Resultados operacionais 170.166 133.449 99.125 72.542
Custos financeiros líquidos 6 (35.622) (35.077) (18.564) (17.536)
Ganhos/Perdas em empresas associadas 14 115 (10) 72 (39)
Ganhos/Perdas em outros investimentos 9.2 (149) (177) 65 207
Resultados antes de impostos 134.510 98.185 80.698 55.174
Imposto sobre o rendimento do exercício 8 (28.859) (19.652) (18.457) (12.396)
Resultados líquidos
(antes de interesses que não controlam)
105.651 78.533 62.241 42.778
Atribuível a:
Interesses que não controlam 3.908 5.556 2.789 2.318
Accionistas de Jerónimo Martins 101.743 72.977 59.452 40.460
Resultado básico e diluído por acção - Euros 22 0,1619 0,1161 0,0946 0,0644

Valores expressos em milhares de euros

Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo

BALANÇO CONSOLIDADO EM 30 DE JUNHO DE 2010 E 31 DE DEZEMBRO DE 2009

Notas 2010 2009
Activo
Activos fixos tangíveis 10 2.067.985 2.002.831
Propriedades de investimento 12 55.714 63.283
Activos intangíveis 11 844.375 835.368
Partes de capital em empresas associadas 14 1.233 1.118
Investimentos financeiros disponíveis para venda 15 7.090 7.528
Devedores e acréscimos e diferimentos 18 71.414 72.305
Instrumentos financeiros derivados 13 7.454 351
Impostos diferidos activos 17.1 67.756 69.021
Total de activos não correntes 3.123.021 3.051.805
Existências 16 346.084 334.478
Impostos a recuperar 17.2 38.007 22.335
Devedores e acréscimos e diferimentos 18 194.320 190.793
Instrumentos financeiros derivados 13 3.831 1.515
Caixa e equivalentes de caixa 19 194.421 223.501
Total de activos correntes 776.663 772.622
Total do activo 3.899.684 3.824.427
Capital próprio e passivo
Capital 629.293 629.293
Prémios de emissão 22.452 22.452
Acções próprias (6.060) (6.060)
Reservas de reavaliação e outras reservas 21.1 46.473 55.184
Resultados retidos 89.066 77.189
781.224 778.058
Interesses que não controlam 275.963 287.636
Total do capital próprio 1.057.187 1.065.694
Empréstimos obtidos 23 703.743 756.361
Credores e acréscimos e diferimentos 25 340 -
Instrumentos financeiros derivados 13 21.802 30.137
Benefícios concedidos a empregados 29.781 27.738
Proveitos diferidos – subsídios do Estado 947 959
Provisões para riscos e encargos 24 20.550 18.480
Impostos diferidos passivos 17.1 91.013 88.892
Total de passivos não correntes 868.176 922.567
Credores e acréscimos e diferimentos 25 1.656.220 1.647.490
Instrumentos financeiros derivados 13 2.683 3.084
Empréstimos obtidos 23 226.634 124.495
Impostos a pagar 17.2 88.711 61.021
Proveitos diferidos – subsídios do Estado 73 76
Total de passivos correntes 1.974.321 1.836.166
Total do capital próprio e passivo 3.899.684 3.824.427

Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo

DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS GANHOS E PERDAS RECONHECIDOS NOS CAPITAIS PRÓPRIOS

Valores expressos em milhares de euros

1º Semestre
2010
1º Semestre
2009
2º Trimestre
2010
2º Trimestre
2009
Diferenças de conversão cambial (3.852) (23.440) (33.540) 17.905
Justo valor dos instrumentos de cobertura de fluxos de caixa (7.218) (3.320) (1.425) 1.658
Justo valor dos instrumentos de cobertura de operações estrangeiras 475 5.119 7.033 (1.591)
Justo valor de Investimentos financeiros disponíveis para venda (439) - (398) -
Resultados reconhecidos directamente nos Capitais Próprios (11.034) (21.641) (28.330) 17.972
Resultado líquido 105.651 78.533 62.241 42.778
Total de Ganhos e Perdas reconhecidos 94.617 56.892 33.911 60.750
Atribuível a:
Interesses que não controlam 1.585 4.408 2.161 2.805
Accionistas de Jerónimo Martins 93.032 52.484 31.750 57.945

DEMONSTRAÇÃO DE ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO CONSOLIDADO

Capital próprio atribuível aos accionistas de Jerónimo Martins, SGPS, S.A. Notas Capital Prémios de emissão de acções Acções próprias Reservas reavaliação e outras reservas Resultados retidos Total Interesses que não controlam Total do Capital próprio Balanço em 31 de Dezembro de 2008 629.293 22.452 (6.060) 58.295 (54.162) 649.818 281.307 931.125 Variações no Capital Próprio em 2009 Diferença de conversão cambial do 1º Semestre de 2009 21.1 (23.440) (23.440) (23.440) Justo valor de instrumentos de cobertura de fluxos de caixa 21.1 (2.172) (2.172) (1.148) (3.320) Justo valor de instrumentos de cobertura de operações estrangeiras 21.1 5.119 5.119 5.119 Resultados reconhecidos directamente no Capital Próprio - - - (20.493) - (20.493) (1.148) (21.641) Resultado do 1º Semestre de 2009 72.977 72.977 5.556 78.533 Total de ganhos e perdas reconhecidas no período - - - (20.493) 72.977 52.484 4.408 56.892 Dividendos 21.2 (69.128) (69.128) (12.445) (81.573) Balanço em 30 de Junho de 2009 629.293 22.452 (6.060) 37.802 (50.313) 633.174 273.270 906.444 Balanço em 31 de Dezembro de 2009 629.293 22.452 (6.060) 55.184 77.189 778.058 287.636 1.065.694 Variações no Capital Próprio em 2010 Diferença de conversão cambial do 1º Semestre de 2010 21.1 (3.852) (3.852) (3.852) Justo valor de instrumentos de cobertura de fluxos de caixa 21.1 (4.895) (4.895) (2.323) (7.218) Justo valor de instrumentos de cobertura de operações estrangeiras 21.1 475 475 475 Justo valor de investimentos financeiros disponíveis para venda 21.1 (439) (439) (439) Resultados reconhecidos directamente no Capital Próprio - - - (8.711) - (8.711) (2.323) (11.034) Resultado do 1º Semestre de 2010 101.743 101.743 3.908 105.651 Total de ganhos e perdas reconhecidas no período - - - (8.711) 101.743 93.032 1.585 94.617 Dividendos 21.2 (89.866) (89.866) (13.258) (103.124) Balanço em 30 de Junho de 2010 629.293 22.452 (6.060) 46.473 89.066 781.224 275.963 1.057.187

Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo

Valores expressos em milhares de euros

DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA

PARA OS PERÍODOS FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2010 E 2009

Valores expressos em milhares de euros
Notas 2010 2009
Actividades operacionais
Recebimentos de clientes 4.502.804 3.758.150
Pagamentos aos fornecedores e ao pessoal (4.234.677) (3.566.014)
Caixa gerada pelas operações 20 268.127 192.136
Juros pagos (37.718) (43.791)
Imposto sobre o rendimento pago (14.433) (14.002)
Fluxos de caixa de actividades operacionais 215.976 134.343
Actividades de investimento
Alienação de activos fixos tangíveis 3.185 658
Juros recebidos 1.466 1.711
Dividendos recebidos 56 33
Aquisição de activos fixos tangíveis (165.092) (156.903)
Alienação de investimentos financeiros disponíveis para
venda e de propriedades de investimento 7.880 -
Aquisição de investimentos financeiros disponíveis para
venda e de propriedades de investimento
(5) (17)
Aquisição de activos intangíveis (15.710) (4.560)
Fluxos de caixa de actividades de investimento (168.220) (159.078)
Actividades de financiamento
Recebimentos relativos a empréstimos 64.635 187.021
Pagamentos de empréstimos (39.825) (157.831)
Pagamento de dividendos 21.2 (103.124) (81.573)
Fluxos de caixa de actividades de financiamento (78.314) (52.383)
Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa (30.558) (77.118)
Movimentos de caixa e equivalentes
Caixa e equivalentes de caixa no início do 1º semestre 223.501 227.132
Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa (30.558) (77.118)
Efeito das variações cambiais 1.478 (7.169)
Justo valor de activos financeiros detidos para negociação - 220
Caixa e equivalentes de caixa no final do 1º semestre 19 194.421 143.065

Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo

DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O PERÍODO INTERCALAR

Valores expressos em milhares de euros
1º Semestre
2010
1º Semestre
2009
2º Trimestre
2010
2º Trimestre
2009
Fluxos de caixa de actividades operacionais
Fluxos de caixa de actividades de investimento
215.976
(168.220)
134.343
(159.078)
163.365
(87.980)
138.957
(53.080)
Fluxos de caixa de actividades de financiamento (78.314) (52.383) (87.171) (22.518)
Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa (30.558) (77.118) (11.786) 63.359
1 Actividade 21
2 Políticas contabilísticas21
3 Reporte por segmentos de actividade 22
4 Proveitos e custos suplementares23
5 Custos de distribuição e administrativos23
6 Custos financeiros líquidos 23
7 Instrumentos financeiros24
8 Imposto reconhecido na demonstração dos resultados 24
9 Resultados operacionais não usuais e ganhos/perdas em outros investimentos 25
10 Activos fixos tangíveis25
11 Activos intangíveis26
12 Propriedades de investimento 27
13 Instrumentos financeiros derivados 27
14 Partes de capital em empresas associadas28
15 Investimentos financeiros disponíveis para venda29
16 Existências 29
17 Impostos29
18 Devedores e acréscimos e diferimentos30
19 Caixa e equivalentes de caixa 31
20 Caixa gerada pelas operações 31
21 Capital e reservas 31
22 Resultado por acção 32
23 Empréstimos obtidos 32
24 Provisões e ajustamentos para o valor de realização34
25 Credores e acréscimos e diferimentos 34
26 Contingências 34
27 Partes relacionadas 35

1 Actividade

A Jerónimo Martins, SGPS, S.A. (JMH) é a empresa-mãe do Grupo Jerónimo Martins (Grupo) e está sediada em Lisboa.

O Grupo dedica-se fundamentalmente à produção, distribuição e venda de géneros alimentícios e outros produtos de grande consumo. O Grupo opera em Portugal e na Polónia.

Sede Social: Rua Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J- 1099-008 Lisboa

Capital Social: 629.293.220 euros

Número Comum de Matrícula na C.R.C. de Lisboa e de Pessoa Colectiva: 500 100 144

A JMH está cotada na Euronext Lisboa (anterior Bolsa de Valores de Lisboa e Porto) desde 1989.

Estas Demonstrações Financeiras Consolidadas foram aprovadas pelo Conselho de Administração no dia 27 de Julho de 2010.

2 Políticas contabilísticas

As demonstrações financeiras consolidadas da JMH foram preparadas de acordo com a norma de relato financeiro intercalar (IAS 34), e em conformidade com as restantes Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e com as interpretações do International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC).

As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como adoptadas na União Europeia, e de acordo com os mesmos princípios e políticas contabilísticas adoptados pelo Grupo na elaboração das demonstrações financeiras anuais, incluindo essencialmente uma explicação dos eventos e alterações relevantes para a compreensão das variações na posição financeira e desempenho da empresa desde a última data do relatório anual. Desta forma, é omitida uma parte das notas constantes nas demonstrações financeiras de 2009, quer por não terem sofrido alteração, quer por não serem materialmente relevantes para a compreensão das presentes demonstrações financeiras intercalares.

Face a 2009, foram emitidos pela União Europeia (i) o Regulamento n.º 243/2010 que adoptou algumas melhorias aos IFRS 2, IFRS 5, IFRS 8, IAS 1, IAS 7, IAS 17, IAS 18, IAS 36, IAS 38, IAS 39, IFRIC 9 e IFRIC 16; (ii) o Regulamento n.º 244/2010 que adoptou as alterações ao IFRS 2 – Pagamento com Base em Acções, clarificando o tratamento contabilístico dos pagamentos baseados em acções do Grupo nas contas individuais de uma entidade que recebe os bens ou serviços, quando essa entidade não tem a obrigação de efectuar esse pagamento baseado em acções; (iii) o Regulamento n.º 550/2010 que adoptou as alterações ao IFRS 1 – Adopção pela primeira vez das Normas Internacionais de Relato Financeiro, que trata sobre isenções adicionais para os adoptantes pela primeira vez resultando numa emenda relativa a activos em petróleo e gás; e (iv) o Regulamento n.º 574/2010 que adoptou as alterações aos IFRS 1 – Adopção pela primeira vez das Normas internacionais de Relato Financeiro e IFRS 7 – Instrumentos Financeiros: Divulgações, que clarifica a isenção limitada da obrigação de apresentar divulgações comparativas de acordo com a IFRS 7 para os adoptantes pela primeira vez.

No que respeita aos Regulamentos n.º 243, n.º 244 e n.º 550, a sua aplicação é obrigatória para os exercícios que se iniciem após 31 de Dezembro de 2009. O Regulamento n.º 574 é de aplicação obrigatória para o primeiro exercício financeiro que comece após 30 de Junho de 2010. Todos os regulamentos citados não apresentam qualquer impacte nas Demonstrações Financeiras do Grupo.

Os valores apresentados, salvo indicação em contrário, são expressos em milhares de euros (m EUR).

Os montantes relativos aos trimestres, bem como as correspondentes variações, não se encontram auditados.

2.1. Transacções em moeda estrangeira

As transacções em moeda estrangeira são convertidas para Euros à taxa de câmbio em vigor à data da transacção.

À data do balanço, os activos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira são convertidos à taxa de câmbio em vigor a essa data e as diferenças de câmbio resultantes dessa conversão são reconhecidas como resultados do exercício, excepto quando se tratam de activos e passivos que sejam classificados como cobertura de investimentos em entidades estrangeiras, para os quais, as diferenças de câmbio resultantes são diferidas nos capitais próprios.

As principais cotações utilizadas à data do balanço foram as seguintes:

Taxa em
30 de Junho de 2010
Taxa média do ano
Zloty da Polónia (PLN) € 0,2411 € 0,2501
Dólar dos Estados Unidos da América (USD) € 0,8166 -

3 Reporte por segmentos de actividade

A informação por segmentos é apresentada de acordo com o reporte interno para a Gestão. Com base nesse reporte, a Gestão avalia a performance de cada segmento bem como procede à alocação de recursos disponíveis.

A Gestão efectua o acompanhamento da performance dos negócios de acordo com uma perspectiva geográfica e de natureza do negócio. De acordo com esta última perspectiva, foram identificados os segmentos de Retalho Portugal, Retalho Polónia, Cash & Carry Portugal e Indústria Portugal. Para além destes, existem ainda outros negócios, no entanto pela sua reduzida materialidade não são reportados isoladamente.

Segmentos de negócio:

  • Retalho Portugal: inclui as unidades de negócio JMR (supermercados Pingo Doce e hipermercados Feira Nova);
  • Cash & Carry Portugal: inclui a unidade de negócio por grosso do Recheio;
  • Retalho Polónia: contém a unidade de negócio da Insígnia Biedronka;
  • Indústria Portugal: inclui a joint venture com a Unilever, consolidada pelo método proporcional;
  • Outros, eliminações e ajustamentos: inclui i) as unidades de negócio de reduzida materialidade (Madeira, Serviços de Marketing e Representações, Restauração e farmácias na Polónia); ii) as empresas que compõem a Holding do Grupo; e iii) os ajustamentos de consolidação do Grupo.

A Gestão avalia a performance dos segmentos baseada na informação sobre resultados antes de juros e impostos (EBIT). Esta mensuração exclui os efeitos de resultados não recorrentes.

Informação detalhada referente aos segmentos de negócio em Junho de 2010 e 2009

Retalho Portugal Cash&Carry
Portugal
Retalho Polónia Indústria Portugal Outros,
eliminações e
ajustamentos
Total JM
Consolidado
2010 2009 2010 2009 2010 2009 2010 2009 2010 2009 2010 2009
Vendas e Prestações de Serviços 1.400.926 1.276.778 336.144 324.698 2.220.941 1.682.186 117.308 118.169 (32.029) (21.258) 4.043.290 3.380.573
Inter-segmentos 107.353 93.658 659 441 271 187 21.034 20.233 (129.061) (114.365) 256 154
Clientes Externos 1.293.573 1.183.120 335.485 324.257 2.220.670 1.681.999 96.274 97.936 97.032 93.107 4.043.034 3.380.419
Cash-Flow Operacional (EBITDA) 67.615 69.758 19.005 17.787 159.982 112.084 17.417 19.323 (223) 680 263.796 219.632
Depreciações e Amortizações (42.905) (40.415) (4.389) (4.244) (41.046) (32.499) (1.591) (1.951) (2.391) (2.747) (92.322) (81.856)
Resultado Operacional (EBIT) 24.710 29.343 14.616 13.543 118.936 79.585 15.826 17.372 (2.614) (2.067) 171.474 137.776
Resultados Financeiros (35.656) (35.264)
Resultado Líquido atribuível a JM 101.743 72.977
TOTAL DE ACTIVOS (1) 1.814.850 1.818.824 298.068 288.099 1.442.742 1.428.051 233.319 199.438 110.705 90.015 3.899.684 3.824.427
TOTAL DE PASSIVOS (1) 1.256.058 1.236.945 241.335 239.475 941.893 932.252 157.992 115.433 245.219 234.628 2.842.497 2.758.733
Investimento em Activos Fixos 44.964 35.745 9.106 5.284 122.369 59.966 1.332 1.285 8.045 1.284 185.816 103.564

(1) Os comparativos reportam-se a 31 de Dezembro de 2009

Reconciliação entre EBIT e Resultado Operacional

Junho 2010 Junho 2009
EBIT 171.474 137.776
Resultados operacionais não usuais (1.308) (4.327)
Resultado Operacional 170.166 133.449

Informação referente aos segmentos geográficos em Junho de 2010 e 2009

Vendas e Prestação de Serviços
2010 2009
Portugal 1.819.273 1.696.172
Polónia 2.224.017 1.684.401
Total 4.043.290 3.380.573

4 Proveitos e custos suplementares

Junho 2010 Junho 2009
Ganhos suplementares 166.473 132.862
Descontos pronto pagamento obtidos 18.949 17.951
Descontos pronto pagamento concedidos (1.693) (1.609)
Comissões sobre meios de pagamento electrónicos (7.707) (6.777)
Outros custos suplementares (2.835) (3.280)
Provisões para saldos devedores de fornecedores (528) (112)
172.659 139.035

Os ganhos suplementares respeitam a ganhos obtidos pelo Grupo com a distribuição de produtos de consumo, nomeadamente alugueres de espaço, participações em aniversários, aluguer de topos. Os outros custos suplementares respeitam às mesmas naturezas definidas nos ganhos suplementares, suportados pelas companhias a operar no segmento de indústria e serviços.

5 Custos de distribuição e administrativos

Junho 2010 Junho 2009
Fornecimentos e serviços externos 157.128 137.185
Publicidade 37.014 29.756
Rendas e alugueres 89.248 79.308
Custos com pessoal 332.095 280.591
Amortizações e ganhos/perdas com activos tangíveis e intangíveis 91.855 80.186
Custos de transporte 53.124 43.077
Outros ganhos e perdas operacionais 4.907 (249)
765.371 649.854

6 Custos financeiros líquidos

Junho 2010 Junho 2009
Juros suportados (32.801) (35.203)
Juros obtidos 1.462 1.122
Dividendos 56 33
Diferenças de câmbio (737) (1.164)
Propriedades de investimento:
Valorização ao justo valor (nota 12) (9) (9)
Outros custos e proveitos financeiros (3.449) (2.622)
Justo valor de investimentos financeiros detidos para negociação:
Instrumentos financeiros derivados (nota 7) (144) 2.546
Obrigações do Tesouro - 220
(35.622) (35.077)

Na rubrica de juros suportados estão incluídos os juros relativos aos empréstimos mensurados ao custo amortizado, bem como os juros de derivados de cobertura de justo valor e de cobertura de fluxos de caixa (nota 13).

Os outros custos e proveitos financeiros incluem, entre outros, custos com a emissão de dívida do Grupo.

7 Instrumentos financeiros

Justo valor dos instrumentos financeiros derivados

Valor registado em resultados:

Junho 2010 Junho 2009
Derivados de Negociação
Swaps de taxa de câmbio (130) 1.317
Swaps de taxa de juro (14) 1.229
(144) 2.546
Imposto reconhecido na demonstração dos resultados 38 (675)
Interesses que não controlam 52 (381)
Valor registado em resultados (54) 1.490

O valor registado em reservas referente à cobertura do investimento na Polónia é de m EUR 474, líquidos de impostos.

A alteração do justo valor dos instrumentos derivados designados como cobertura de justo valor (nota 13) no montante de m EUR 24.796 positivos (2009: m EUR 4.714 negativos) foi compensada por uma variação relativa à actualização do empréstimo de 180 milhões de USD (nota 23.2).

8 Imposto reconhecido na demonstração dos resultados

8.1 Imposto corrente

Junho 2010 Junho 2009
Imposto corrente
Imposto corrente do exercício (23.348) (16.947)
Excesso/(insuficiência) de exercícios anteriores 17 121
(23.331) (16.826)
Imposto diferido (nota 17.1)
Diferenças temporárias originadas e revertidas no exercício (6.899) (3.860)
Alteração da base recuperável de prejuízos e diferenças
temporárias de exercícios anteriores
1.371 1.034
(5.528) (2.826)
Total de imposto sobre o rendimento do exercício (28.859) (19.652)

8.2 Reconciliação da taxa efectiva de imposto

Junho 2010 Junho 2009
Resultados antes de imposto 134.510 98.185
Imposto calculado à taxa de imposto aplicável em Portugal 26,5% (35.645) 26,5% (26.019)
Efeito fiscal gerado por:
Diferença de taxa de imposto aplicável noutros países 6,7% 9.025 6,6% 6.509
Resultados não tributados ou não recuperáveis (0,6%) (751) (0,9%) (862)
Custos não dedutíveis e benefícios fiscais (1,1%) (1.517) 0,5% 451
Insuficiência (excesso) na estimativa do ano anterior 0,0% 19 0,1% 121
Alteração da base recuperável de prejuízos e diferenças
temporárias de exercícios anteriores
1,0% 1.371 1,1% 1.034
Resultados sujeitos a tributação autónoma e outras
formas de tributação (incluindo Derrama Estadual)
(1,0%) (1.361) (0,9%) (886)
Imposto do exercício 21,5% (28.859) 20,0% (19.652)

9 Resultados operacionais não usuais e ganhos/perdas em outros investimentos

9.1 Resultados operacionais não usuais

Junho 2010 Junho 2009
Perdas com alienação de negócios (1.235) -
Custos com programas de reestruturação organizacional - (3.207)
Perdas relativas à catástrofe natural ocorrida na Madeira (1.000) -
Reembolso de emolumentos em resultado de decisão judicial 1.350 -
Imparidade de activos (402) (983)
Outros (21) (137)
(1.308) (4.327)

9.2 Ganhos/Perdas em outros investimentos

Junho 2010 Junho 2009
Perdas no justo valor de investimentos financeiros disponíveis para venda - (177)
Perdas com processo de alienação de investimentos financeiros disponíveis para venda (149) -
(149) (177)

10 Activos fixos tangíveis

10.1 Movimentos ocorridos no exercício

Terrenos e
recursos
naturais
Edifícios e
outras
construções
Equipamento
básico e
ferramentas
Equipamento
transporte e
outros
Activos fixos
tangíveis em
curso e
adiantamentos
Total
Custo
Saldo inicial 414.757 1.513.352 928.342 179.614 114.211 3.150.276
Diferenças Cambiais (1.124) (7.586) (2.847) (862) (1.376) (13.795)
Aumentos 4.581 48.012 52.140 3.621 61.752 170.106
Alienações (427) (1.063) (9.086) (1.492) (1.577) (13.645)
Transferências e abates 7.113 28.491 (2.110) 453 (39.851) (5.904)
Transferências de prop. de investimento 954 2.863 - - - 3.817
Saldo final 425.854 1.584.069 966.439 181.334 133.159 3.290.855
Amortizações e perdas por imparidade
Saldo inicial - 413.296 602.737 131.412 - 1.147.445
Diferenças cambiais - (2.202) (1.448) (710) - (4.360)
Aumentos - 38.984 39.926 9.691 - 88.601
Alienações - (34) (8.750) (1.455) - (10.239)
Transferências e abates - (840) (3.531) (363) - (4.734)
Transferências de prop. de investimento - 531 - - - 531
Perdas por imparidade - 3.392 2.065 169 - 5.626
Saldo final - 453.127 630.999 138.744 - 1.222.870
Valor líquido
Em 1 de Janeiro de 2010 414.757 1.100.056 325.605 48.202 114.211 2.002.831
Em 30 de Junho de 2010 425.854 1.130.942 335.440 42.590 133.159 2.067.985

As perdas por imparidade reflectem o impacto da intempérie na ilha da Madeira. Estas perdas encontram-se cobertas por seguro e estão reflectidas nas demonstrações financeiras na rubrica de resultados operacionais não usuais.

10.2 Garantias

Não foram dados quaisquer activos tangíveis em garantia de cumprimento de obrigações bancárias ou outras.

10.3 Reavaliações

Não se verificaram alterações aos valores de mercado dos terrenos afectos à actividade operacional.

11 Activos intangíveis

11.1 Movimentos ocorridos no exercício

Goodwill Despesas de
I&D
Software,
prop. Ind. e
out. dir.
Trespasses Activos
intangíveis
em curso
Total
Custo
Saldo inicial 736.633 26.066 53.425 72.254 7.693 896.071
Diferenças Cambiais (3.202) (210) (425) (653) (219) (4.709)
Aumentos - 611 2.406 6.331 6.362 15.710
Transferências e abates - (686) 1.332 1.562 (3.307) (1.099)
Saldo final 733.431 25.781 56.738 79.494 10.529 905.973
Amortizações e perdas por imparidade
Saldo inicial - 24.533 4.735 31.435 - 60.703
Diferenças cambiais - (207) (15) (167) - (389)
Aumentos - 372 632 2.720 - 3.724
Transferências e abates - (2.242) (201) (5) - (2.448)
Perdas por imparidade - - 8 - - 8
Saldo final - 22.456 5.159 33.983 - 61.598
Valor líquido
Em 1 de Janeiro de 2010 736.633 1.533 48.690 40.819 7.693 835.368
Em 30 de Junho de 2010 733.431 3.325 51.579 45.511 10.529 844.375

O Grupo identificou como activos intangíveis de vida útil indefinida, para além do Goodwill, as marcas Pingo Doce e Feira Nova, para as quais não existe um limite temporal a partir do qual se espere que deixem de gerar benefícios económicos para o Grupo. O seu valor líquido é de m EUR 9.228 para a marca Pingo Doce e m EUR 4.489 para a marca Feira Nova, as quais não estão a ser amortizadas sendo sujeitas anualmente a testes de imparidade, com os mesmos pressupostos que são utilizados para o Goodwill (nota 11.4).

11.2 Garantias

Não foram dados quaisquer activos intangíveis em garantia de cumprimento de obrigações bancárias ou outras.

11.3 Activos intangíveis em curso

Estão considerados em activos intangíveis em curso valores referentes à implementação de projectos de simplificação de processos, direitos de usufruto de activos ainda não operacionais e trespasses.

11.4 Goodwill

O Grupo tem o Goodwill alocado por cada área de negócio, sendo composto da seguinte forma:

Áreas de Negócio Junho 2010 Dezembro 2009
Retalho Portugal 239.386 239.386
Cash & Carry Portugal 82.460 82.460
Madeira 8.509 8.509
Indústria Portugal 93.809 93.809
Serviços 57 57
Retalho Polónia 309.210 312.412
733.431 736.633

Como consequência da conversão cambial dos activos do negócio da Polónia, o Goodwill afecto a este negócio, no montante de m PLN 1.282.278, sofreu uma actualização no valor de m EUR 3.202 negativos.

12 Propriedades de investimento

Junho 2010
Saldo inicial 63.283
Aumentos 5
Transferência para activos fixos tangíveis (3.286)
Variações de justo valor (9)
Perdas por imparidade (4.215)
Alienações (64)
Saldo final 55.714

As propriedades de investimento referem-se a terrenos e edifícios inicialmente adquiridos para uso nas operações do Grupo, e outros que foram efectivamente utilizados nessas operações durante um certo período de tempo, mas que se tornaram redundantes por não ser possível neles construir unidades geradoras de caixa, ou por se tornarem desnecessários para as operações devido a reestruturações das mesmas.

Encontram-se ainda nesta categoria terrenos adquiridos recentemente cujo destino ainda não foi definido, sendo que nestes termos se encontram para valorização.

Estão considerados como activos não correntes todos os activos para os quais não é expectável a sua alienação no período inferior a 12 meses.

13 Instrumentos financeiros derivados

Notional Junho 2010 Notional Dezembro 2009
Activo Passivo Activo Passivo
Corrente Não
Corrente
Corrente Não
Corrente
Corrente Não Corrente Corrente Não
Corrente
Derivados de Negociação
Swap taxa de juro 10 milhões
EUR
- - - 512 10 milhões
EUR
- - - 564
Forwards cambiais (PLN) - - - - 14,1 milhões
PLN
115 - - -
Forwards cambiais (USD) - - - - 0,6 milhões
USD
15 - - -
Derivados designados como cobertura
de justo valor
Cobertura do empréstimo em USD 180 milhões
USD
588 7.442 - - 180 milhões
USD
- - - 16.766
Derivados designados como cobertura
de fluxos de caixa
Swap taxa de juro (EUR) 525,9 milhões
EUR
- - 976 20.862 527,7
milhões EUR
- - - 12.807
Swap taxa de juro (PLN) 256,5 milhões
PLN
- 12 - 428 171 milhões
PLN
- 351 - -
Derivados designados como cobertura
de investimentos em operações
estrangeiras
Swap taxa de câmbio (PLN) 400 milhões
PLN
3.243 - - - 400 milhões
PLN
1.385 - - -
Forwards cambiais (PLN) 110 milhões
PLN
- - 1.707 - 197 milhões
PLN
- - 3.084 -
Total de derivados de negociação - - - 512 130 - - 564
Total de derivados designados como
cobertura
3.831 7.454 2.683 21.290 1.385 351 3.084 29.573
Total de derivados activos/passivos 3.831 7.454 2.683 21.802 1.515 351 3.084 30.137

Em Junho de 2010 estão incluídos nos valores apresentados os juros a receber ou a pagar vencidos até à data relativos a estes instrumentos financeiros no montante líquido a pagar de m EUR 2.004.

Instrumentos financeiros derivados de negociação

Swaps de taxa de juro

O Grupo tinha contratado a 30 de Junho de 2010 instrumentos financeiros derivados classificados como de negociação com um notional de m EUR 10.000 (Dezembro de 2009: m EUR 10.000). O justo valor destes instrumentos em 30 de Junho de 2010 era de m EUR 512 negativos (Dezembro de 2009: m EUR 564 negativos).

Forwards cambiais

O Grupo procede à cobertura económica do risco cambial da sua exposição ao Zloty Polaco e ao Dólar Americano, inerente à compra de mercadorias em moeda estrangeira. Para esse efeito, o Grupo contratou forwards cambiais, com vencimentos no 1º trimestre de 2010. Os instrumentos financeiros derivados em carteira a 31 de Dezembro de 2009 envolviam um notional de m PLN 14.107 e m USD 609. O justo valor destes instrumentos em 31 de Dezembro de 2009 era de m EUR 130 positivos. A 30 de Junho de 2010 não existiam instrumentos derivados nesta categoria.

Cobertura de justo valor

Swaps de taxa de câmbio

O Grupo procede à cobertura total da exposição ao risco do justo valor dos empréstimos em USD no valor total de m USD 180.000, através de dois cross currency swaps com as mesmas características da dívida emitida. O objectivo desta cobertura é transformar a emissão de taxa fixa em taxa variável e cobrir a sua exposição ao USD, passando a reflectir desta forma as alterações de justo valor da dívida emitida. O risco de crédito não se encontra coberto. O justo valor dos dois cross currency swaps a 30 de Junho de 2010 era de m EUR 8.030 positivos (Dezembro de 2009: m EUR 16.766 negativos).

Cobertura de fluxos de caixa

Swaps de taxa de Juro

O Grupo procede à contratação de swaps de taxa de juro para cobrir o risco de taxa de juro inerente aos pagamentos futuros de empréstimos. A 30 de Junho de 2010, o montante total de empréstimos com coberturas associadas era de m EUR 643.157 (Dezembro de 2009: m EUR 647.007) e de m PLN 285.000 (Dezembro de 2009: m PLN 285.000).

O Grupo procede à fixação de uma parte dos pagamentos futuros de juros de empréstimos, através da contratação de swaps de taxa de juro. O risco coberto é o indexante da taxa variável associada aos empréstimos. O objectivo desta cobertura é transformar os empréstimos de taxa de juro variável em taxa de juro fixa. O risco de crédito não se encontra coberto. Estão contratados swaps de taxa de juro em Euros e Zlotys.

Os swaps de taxa de juro em Euros apresentam um notional de m EUR 525.875 (Dezembro de 2009: m EUR 527.675), sendo que o justo valor destes instrumentos em 30 de Junho de 2010 era de m EUR 21.838 negativos (Dezembro de 2009: m EUR 12.807 negativos).

Por outro lado, os swaps de taxa de juro em Zlotys apresentam um notional m PLN 256.500 (Dezembro de 2009: m PLN 171.000), sendo que o justo valor destes instrumentos em 30 de Junho de 2010 era de m EUR 416 negativos (Dezembro de 2009: m EUR 351 positivos).

Cobertura de investimentos em operações estrangeiras

Swaps de taxa de câmbio

O Grupo mantém coberta parte da sua exposição à variação do Zloty decorrente do seu investimento líquido na Polónia através de um swap cambial de m PLN 400.000 (Dezembro de 2009: m PLN 400.000). O justo valor do derivado a 30 de Junho de 2010 era de m EUR 3.243 positivos (Dezembro de 2009: m EUR 1.385 positivos). A variação do justo valor do derivado é reconhecida na reserva de conversão cambial em capitais próprios.

Forwards cambiais

O Grupo procede à cobertura económica do risco cambial da sua exposição ao Zloty. Para esse efeito, o Grupo contratou forwards cambiais, com vencimentos mensais até Dezembro de 2010, envolvendo um notional de m PLN 110.000 (Dezembro de 2009: m PLN 197.000). O justo valor destes instrumentos a 30 de Junho de 2010 era de m EUR 1.707 negativos (Dezembro de 2009: m EUR 3.084 negativos). A variação do justo valor dos derivados é reconhecida na reserva de conversão cambial em capitais próprios.

14 Partes de capital em empresas associadas

A movimentação da rubrica de partes de capital durante o 1º semestre de 2010 foi a seguinte:

Junho 2010
Saldo inicial 1.118
Aplicação do método de equivalência patrimonial 115
Saldo final 1.233

15 Investimentos financeiros disponíveis para venda

Da redução de valor dos activos financeiros disponíveis para venda, o montante de m EUR 438 corresponde a variações no justo valor relativas a instrumentos de capital cotados, à data de preparação das demonstrações financeiras.

16 Existências

Junho 2010 Dezembro 2009
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo 6.164 4.779
Produtos e trabalhos em curso 906 669
Produtos acabados e intermédios 1.170 242
Mercadorias 352.419 340.915
360.659 346.605
Ajustamento para o valor de realização (nota 24) (14.575) (12.127)
Existências líquidas 346.084 334.478

Não foram consignadas existências como garantia no cumprimento de obrigações contratuais.

17 Impostos

17.1 Impostos diferidos activos e passivos

Movimentos nas contas de impostos diferidos

Junho 2010
Saldo inicial (19.871)
Diferenças de conversão cambial (nota 21.1) (420)
Reavaliações e reservas (nota 21.1) 2.562
Resultado do exercício (nota 8.1) (5.528)
Saldo final (23.257)

Os impostos diferidos são apresentados no balanço da seguinte forma:

Junho 2010 Dezembro 2009
Impostos diferidos activos 67.756 69.021
Impostos diferidos passivos (91.013) (88.892)
(23.257) (19.871)

Movimentos nos impostos diferidos ocorridos no exercício

Saldo
inicial
Efeito
em
Efeito no
capital
Diferenças
cambiais
Saldo final
resultados próprio
Impostos diferidos passivos
Reavaliações de activos 32.550 (396) - (43) 32.111
Proveitos diferidos para efeitos fiscais 3.584 2.427 - (124) 5.887
Diferenças de Políticas contabilísticas em outros países 12.297 139 - (131) 12.305
Tributação diferida de resultados 35.745 - - (366) 35.379
Outras diferenças temporárias 4.716 615 - - 5.331
88.892 2.785 - (664) 91.013
Impostos diferidos activos
Provisões além dos limites legais 18.820 (2.023) - (61) 16.736
Reavaliações de activos 1.225 - - - 1.225
Benefícios concedidos a empregados 4.009 82 - - 4.091
Custos com operações de cobertura de risco cambial 3.665 409 2.562 (787) 5.849
Prejuízos a recuperar 7.675 (885) - (5) 6.785
Lucro em existências 426 (4) - - 422
Ajustamentos para o valor realizável de existências 2.367 525 - (30) 2.862
Outros custos diferidos para efeitos fiscais 24.394 (1.202) - (164) 23.028
Diferenças de políticas contabilísticas em outros países 2.324 369 - (37) 2.656
Outras diferenças temporárias 4.116 (14) - - 4.102
69.021 (2.743) 2.562 (1.084) 67.756
Variação líquida de imposto diferido (19.871) (5.528) 2.562 (420) (23.257)

17.2 Impostos a recuperar e a pagar

Junho 2010 Dezembro 2009
Impostos a recuperar
IRC a receber 16.558 15.030
IVA a recuperar 20.574 6.453
Outros 875 852
38.007 22.335
Impostos a pagar
IRC a pagar 24.290 14.752
IVA a pagar 34.812 20.079
IRS retido 5.418 4.585
Segurança social 18.330 15.899
Outros impostos 5.861 5.706
88.711 61.021

18 Devedores e acréscimos e diferimentos

Junho 2010 Dezembro 2009
Não Correntes
Outros devedores 66.090 66.326
Custos diferidos 5.324 5.979
71.414 72.305
Correntes
Clientes comerciais 99.753 78.274
Fornecedores 18.019 13.226
Pessoal 1.628 1.539
Outros devedores 42.326 54.919
Acréscimos de proveitos 18.947 31.309
Custos diferidos 13.647 11.526
194.320 190.793

Do total da rubrica de outros devedores não correntes, m EUR 66.072, respeitam a liquidações adicionais de imposto bem como adiantamentos por conta de imposto, sobre os quais já foi pedido o respectivo reembolso.

Os acréscimos de proveitos correspondem essencialmente ao reconhecimento de proveitos suplementares contratados com fornecedores, no montante de m EUR 17.006.

O montante de devedores encontra-se registado pelo seu valor recuperável, ou seja, o Grupo constitui provisões para perdas por imparidade sempre que existam indicações de incobrabilidade (nota 24).

19 Caixa e equivalentes de caixa

Junho 2010 Dezembro 2009
Depósitos à ordem 135.298 187.497
Aplicações de tesouraria 56.062 32.272
Caixa e equivalentes de caixa 3.061 3.732
194.421 223.501

As aplicações de tesouraria correspondem a depósitos de curto prazo e a outros títulos negociáveis para os quais existem provisões para o montante realizável (nota 24).

20 Caixa gerada pelas operações

Junho 2010 Junho 2009
Resultado líquido 101.743 72.977
Ajustamentos para:
Interesses que não controlam 3.908 5.556
Impostos 28.859 19.652
Amortizações 92.322 81.856
Provisões 7.639 2.502
Custos financeiros líquidos 35.622 35.077
Ganhos/perdas em empresas associadas (115) 10
Ganhos/perdas na alienação investimentos financeiros 149 177
Ganhos/perdas na alienação e abate de activos fixos tangíveis 1.547 1.115
271.674 218.922
Variações de capital circulante:
Existências (16.538) 55.757
Devedores e acréscimos e diferimentos (21.908) (21.932)
Credores e acréscimos e diferimentos 34.899 (60.611)
268.127 192.136

21 Capital e reservas

21.1 Reservas de reavaliação e outras reservas

Terrenos e
edifícios
Cobertura de
fluxo de caixa
Invest.
financeiros
disponíveis
para venda
Reservas
cambiais
Total
Balanço em 1 de Janeiro de 2010 84.931 (4.985) 58 (24.820) 55.184
Actualização dos instrumentos financeiros ao
justo valor:
- Valor bruto
- Imposto diferido/corrente
(9.780)
2.562
692
(217)
(9.088)
2.345
- Interesses que não controlam 2.323 2.323
Actualização do justo valor dos instrumentos
financeiros disponíveis para venda:
- Valor bruto
(439) (439)
Diferença de conversão cambial:
- Do exercício
- Imposto diferido
(228)
43
5
(1)
(3.468)
(203)
(3.691)
(161)
Balanço em 30 de Junho de 2010 84.746 (9.876) (381) (28.016) 46.473
Terrenos e
edifícios
Cobertura de
fluxo de caixa
Reservas
cambiais
Total
Balanço em 1 de Janeiro de 2009 93.783 (1.082) (34.406) 58.295
Actualização dos instrumentos financeiros ao justo valor:
- Valor bruto
- Imposto diferido
- Interesses que não controlam
-
-
-
(4.368)
1.048
1.148
6.966
(1.847)
-
2.598
(799)
1.148
Diferença de conversão cambial:
- Do exercício
- Imposto diferido
-
-
-
-
(22.870)
(570)
(22.870)
(570)
Balanço em 30 de Junho de 2009 93.783 (3.254) (52.727) 37.802

21.2 Dividendos

Os montantes distribuídos em 2010, de m EUR 103.124, correspondem a dividendos pagos aos accionistas da JMH no valor de m EUR 89.866 e aos interesses que não controlam e que participam em empresas do Grupo, no montante de m EUR 13.258.

22 Resultado por acção

22.1 Resultado básico e diluído por acção

O cálculo do resultado liquido por acção - básico e diluído corresponde à divisão do lucro líquido ordinário atribuível aos accionistas de m EUR 101.743 (2009: lucro de m EUR 72.977) pelo número médio ponderado de acções ordinárias no período de 628.434.220 (2009: 628.434.220).

22.2 Número médio ponderado de acções ordinárias

Junho 2010 Junho 2009
Acções ordinárias emitidas no início do ano 629.293.220 629.293.220
Acções próprias no início do ano 859.000 859.000
Acções emitidas durante o ano - -
N.º Médio ponderado acções ordinárias 628.434.220 628.434.220

22.3 Resultado líquido atribuível aos accionistas detentores de acções ordinárias

Junho 2010 Junho 2009
Número médio ponderado de acções ordinárias 628.434.220 628.434.220
Resultado Líquido do exercício atribuível aos accionistas
detentores de acções ordinárias 101.743 72.977
Resultado básico e diluído por acção – Euros 0,1619 0,1161

23 Empréstimos obtidos

Jerónimo Martins, SGPS, SA renegociou no primeiro semestre de 2010, alguns programas de papel comercial em termos de maturidade, montantes e "pricings".

Nas várias empresas do Grupo foram contratados um total de m EUR 18.700 em operações de locação financeira com prazo a 48 meses e pagamento de juros e amortizações trimestrais.

23.1 Empréstimos correntes e não correntes

Junho 2010 Dezembro 2009
Empréstimos não correntes
Empréstimos bancários 192.902 198.487
Empréstimos por obrigações 462.907 509.127
Responsabilidades com locação financeira 47.934 48.747
703.743 756.361
Empréstimos correntes
Descobertos bancários 21.616 21.563
Empréstimos bancários 99.695 67.119
Empréstimos por obrigações 71.000 -
Responsabilidades com locação financeira 34.323 35.813
226.634 124.495

23.2 Termos e prazo de reembolso dos empréstimos

Taxa Total Menos de 1 Entre 1 e 5 Mais de 5
média ano anos anos
Empréstimos bancários
Papel Comercial em EUR 3,13% 114.000 44.000 70.000 -
Empréstimos em EUR 1,28% 79.055 17.643 61.412 -
Empréstimos em PLN 5,16% 99.542 38.052 61.490 -
Empréstimos por obrigações
Empréstimos 4,04% 526.007 70.470 455.537 -
Actualização do justo valor 7.900 530 7.370 -
Descobertos bancários 3,80% 21.616 21.616 -
Responsabilidades com locações financeiras 1,17% 82.257 34.323 47.934 -
930.377 226.634 703.743 -

O montante de m EUR 7.900, ajustado ao total de empréstimos por obrigações, diz respeito à actualização do empréstimo obrigacionista de m USD 180.000, para o qual o Grupo contratou um instrumento de cobertura, apresentado na nota 13.

23.3 Dívida financeira

Tendo o Grupo contratado diversas operações de cobertura cambial e de taxa de juro, bem como efectuado algumas aplicações financeiras de curto prazo, o montante líquido da dívida financeira consolidada à data do balanço é o seguinte:

Junho 2010 Dezembro 2009
Empréstimos não correntes (nota 23.1) 703.743 756.361
Empréstimos correntes (nota 23.1) 226.634 124.495
Instrumentos Financeiros Derivados (nota 13) 13.200 31.355
Acréscimos e diferimentos de juros (186) (442)
Depósitos à ordem (nota 19) (135.298) (187.497)
Aplicações de tesouraria (nota 19) (56.062) (32.272)
752.031 692.000

24 Provisões e ajustamentos para o valor de realização

Saldo
inicial
Constituição
e reforço
Utilização e
reversão
Diferença
cambial
Saldo final
Devedores duvidosos (nota 18) 22.342 676 (481) (34) 22.503
Existências (nota 16) 12.127 3.608 (1.003) (157) 14.575
Aplicações financeiras (nota 15) 2.058 438 - - 2.496
Aplicações de Tesouraria 57 - - - 57
Total de Ajustamentos para o valor de realização 36.584 4.722 (1.484) (191) 39.631
Benefícios concedidos a empregados 27.738 2.777 (734) - 29.781
Outros riscos e encargos 18.480 4.279 (2.105) (104) 20.550
Total de Provisões 46.218 7.056 (2.839) (104) 50.331

25 Credores e acréscimos e diferimentos

Junho 2010 Dezembro 2009
Outros credores comerciais 1.350.972 1.361.115
Outros credores não comerciais 96.039 89.083
Acréscimos de custos 203.104 194.110
Proveitos diferidos 6.105 3.182
1.656.220 1.647.490

26 Contingências

No seguimento das contingências mencionadas no Relatório & Contas do exercício de 2009, ocorreram actualizações nas alíneas a), b), e) e p), bem como o surgimento de uma nova contingência:

  • a) Relativamente ao processo interposto em 1999, na sequência da aquisição pelo Grupo de duas sociedades que detinham estabelecimentos anteriormente propriedade de ex-franquiados da ITMI Norte-Sul Portugal - Sociedade de Desenvolvimento e Investimento, S.A. teve lugar, em Julho, a leitura dos quesitos dados como provados pelo Tribunal que basicamente não deu como provada a ocorrência de quaisquer prejuízos, pelo que se reforça a convicção da Administração de que o Grupo tem razão e que nada será devido do montante peticionado.
  • b) Na acção interposta pela Leirimundo Construção Civil, Lda. para a anulação judicial da decisão arbitral que deu razão à JMR - Prestação de Serviços para Distribuição, S.A. (anteriormente denominada por Gestiretalho - Gestão e Consultoria para a Distribuição a Retalho, S.A.) no litígio que opunha as duas sociedades, o Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa deu, como esperado, razão à JMR, indeferindo o pedido da Leirimundo.
  • e) No processo que opunha a sociedade Tengelmann KG e as sociedades Jerónimo Martins, SGPS, S.A. e Pingo Doce – Distribuição de Produtos Alimentares, S.A. Relativamente a este processo, as partes chegaram a um acordo na primeira semana de Março, o qual abrange também outras questões que vinham a ser discutidas entre os dois Grupos. O acordo foi ratificado pelo Tribunal Arbitral em 12 de Março.

O montante pago pelo Grupo Jerónimo Martins não é material face ao pedido e, como mencionado, abarca a resolução de outras questões pendentes, como as relativas a lojas por abrir em Portugal.

p) No decurso do 2º Trimestre de 2010 a Administração Tributária anulou parcialmente as liquidações adicionais que emitiu, relativamente aos anos de 2006 e 2007, ao Feira Nova – Hipermercados, S.A. e ao Pingo Doce – Distribuição Alimentar, S.A., no montante total de m EUR 460. Tais liquidações respeitavam à correcção das taxas de IVA, para taxas de impostos mais elevadas do que as aplicadas a determinados bens, por parte das referidas sociedades. Não obstante e, uma vez que as suas pretensões não foram ainda totalmente deferidas, as sociedades, com o apoio dos seus consultores fiscais, já contestaram o deferimento parcial daquelas liquidações, considerando que não assiste razão à Administração Tributária nesta matéria.

A Administração Fiscal liquidou à Recheio, SGPS, S.A., o montante de m EUR 582, relativo à desconsideração para efeitos de IRC de encargos financeiros, que a Administração Fiscal considerou como dedução indevida face ao previsto em Ofício Circulado por esta emitido. Contudo, a Recheio com o apoio dos seus Consultores Fiscais e Advogados, considera não existir validade, nem fundamento, no relatório emitido pela Direcção de Serviços de Prevenção e Inspecção Tributária, o qual sustenta a liquidação adicional em apreço, pelo que irá contestar a mesma, não procedendo, entretanto, a qualquer alteração nas suas demonstrações financeiras.

27 Partes relacionadas

O Grupo é participado em 56,11% pela Sociedade Francisco Manuel dos Santos, não tendo existido transacções entre esta e qualquer outra companhia do Grupo no 1º semestre de 2010, nem se encontrando à data de 30 de Junho de 2010 qualquer valor a pagar ou a receber entre elas.

Os saldos e transacções de empresas do Grupo com partes relacionadas são os seguintes:

Vendas e Prestação Serviços Compras de mercadorias e
Fornecimentos de Serviços
Junho 2010 Junho 2009 Junho 2010 Junho 2009
Joint-Ventures 489 295 46.376 44.059
Empresas Associadas 41 315 429 228
Devedores e Acréscimos e
Diferimentos
Credores e Acréscimos e
Diferimentos
Junho 2010 Dezembro 2009 Junho 2010 Dezembro 2009
Joint-Ventures 525 607 19.842 8.900
Empresas Associadas 1 1 669 678

Os saldos e transacções não anulados no processo de consolidação, relativos a partes relacionadas, são os seguintes:

Vendas e Prestação Serviços Compras de mercadorias e
Fornecimentos de Serviços
Junho 2010 Junho 2009 Junho 2010 Junho 2009
Joint-Ventures 256 154 25.507 24.232
Empresas Associadas 41 315 429 228
Devedores e Acréscimos e
Diferimentos
Credores e Acréscimos e
Diferimentos
Junho 2010 Dezembro 2009 Junho 2010 Dezembro 2009
Joint-Ventures 274 319 10.912 4.894
Empresas Associadas 1 1 669 678

Todas as transacções com as empresas controladas conjuntamente (joint ventures) e empresas associadas foram realizadas em condições normais de mercado, ou seja, os valores das transacções correspondem aos que seriam praticados com empresas não relacionadas.

Os saldos que se encontram por liquidar entre as empresas do Grupo e as partes relacionadas, por resultarem de acordos comerciais, são liquidados em dinheiro e estão sujeitos aos mesmos prazos de pagamento que são aplicados aos demais acordos celebrados pelas empresas do Grupo com os seus fornecedores.

Os valores a receber não estão cobertos por seguro e não existem garantias dadas ou recebidas, uma vez que o Grupo detém uma influência relevante sobre estas empresas.

Não existem provisões para créditos duvidosos e não foram reconhecidos custos, durante o exercício, relacionados com dívidas incobráveis ou de cobrança duvidosa, com essas partes relacionadas.

Lisboa, 27 de Julho de 2010

O Técnico de Contas O Conselho de Administração

PricewaterhouseCoopers & Associados - Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda. Palácio Sottomayor Rua Sousa Martins, 1 - 3º 1069-316 Lisboa Portugal Tel +351 213 599 000 Fax +351 213 599 999

Relatório de Revisão Limitada Elaborado por Auditor Registado na CMVM sobre a Informação Semestral Consolidada

Introdução

1 Apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2010, da Jerónimo Martins, SGPS, SA., incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço consolidado (que evidencia um total de 3.899.684 milhares de euros, e um total de capital próprio de 1.057.187 milhares de euros, o qual inclui interesses que não controlam de 275.963 milhares de euros e um resultado líquido de 101.743 milhares de euros), na Demonstração consolidada dos resultados por funções, na Demonstração consolidada dos ganhos e perdas reconhecidos no capital próprio, na Demonstração de alterações no capital próprio consolidado, na Demonstração consolidada dos fluxos de caixa do período findo naquela data e no correspondente Anexo.

2 As quantias das demonstrações financeiras consolidadas, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos.

Responsabilidades

3 É da responsabilidade do Conselho de Administração: (a) a preparação de informação financeira consolidada que apresente de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das empresas incluídas na consolidação e o resultado consolidado das suas operações; (b) que a informação financeira histórica seja preparada em conformidade com a norma internacional de contabilidade 34, "Relato Financeiro Intercalar", tal como adoptada na União Europeia e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários (CVM); (c) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (d) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (e) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.

4 A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva, lícita conforme exigido pelo CVM, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso trabalho.

Jerónimo Martins, SGPS, SA.

Âmbito

5 O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida não contém distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu: (a) principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicação, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se a informação financeira consolidada é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

6 O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira consolidada constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.

7 Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente parecer sobre a informação semestral.

Parecer

8 Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2010 contém distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com a norma internacional de contabilidade 34, "Relato Financeiro Intercalar", tal como adoptada na União Europeia e que não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

Lisboa, 3 de Agosto de 2010

PricewaterhouseCoopers & Associados, S.R.O.C., Lda. representada por:

Abdul Nasser Abdul Sattar, R.O.C.