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Jeronimo Martins — Interim / Quarterly Report 2025
Aug 27, 2025
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Interim / Quarterly Report
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Jerónimo Martins
2025
Primeiro semestre
RELATÓRIO E CONTAS CONSOLIDADO

Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025
ÍNDICE
Mensagem do Presidente do Conselho de Administração e Administrador-Delegado - Pedro Soares dos Santos
3
I – RELATÓRIO CONSOLIDADO DE GESTÃO
- Visão Geral sobre o Desempenho e Principais Drivers
- Análise de Desempenho por Insígnia
- Análise de Informação Financeira Consolidada
- Perspetivas para 2025
- Anexo ao Relatório de Gestão
5.1. Impacto da IFRS 16 nas Demonstrações Financeiras
5.2. Detalhe de Vendas
5.3. Parque de Lojas
5.4. Capital Circulante
5.5. Detalhes de Empréstimos e Locações Financeiras
5.6. Definições - Notas Reconciliatórias
- Informação Relativa a Contas Individuais
II – DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS
- Demonstrações Financeiras Consolidadas
- Declaração do Conselho de Administração
- Relatório da Auditoria
Jerónimo Martins | R&C 1.° Semestre 2025
Mensagem do Presidente do Conselho de Administração e Administrador-Delegado
Pedro Soares dos Santos
"No primeiro semestre de 2025, num contexto de incerteza global persistente, mantivemo-nos fiéis às nossas prioridades estratégicas: garantir a competitividade de preços; compensar a pressão de operar com baixa inflação alimentar e aumento dos custos com pessoal; e executar os programas de investimento.
A solidez do desempenho nos primeiros seis meses reflete a assertividade do trabalho das nossas insígnias em todas as frentes. Em todos os países onde operamos, assegurámos ofertas de qualidade a preços competitivos para as famílias, priorizando a disciplina de custos e o reforço das medidas de produtividade como forma de mitigar a inevitável pressão sobre as margens e preservar a base de clientes.
A execução do plano de investimento avança sem hesitações. Aqui, gostaria de destacar o arranque da operação da Biedronka na Eslováquia, no primeiro trimestre, e a integração na nossa cadeia Ara, que ficou concluída no final de julho, de c.70 lojas anteriormente operadas pela Colsubsidio.
Vamos continuar a acompanhar atentamente o comportamento do consumidor e a manter-nos flexíveis e ágeis na resposta às necessidades das famílias.
Ao mesmo tempo que inovamos na oferta e trabalhamos na melhoria da experiência de compra e da eficiência das operações enquanto fatores críticos de sucesso no longo prazo, continuaremos a responder aos desafios ambientais e sociais que se colocam aos nossos negócios e a cumprir a nossa agenda de sustentabilidade."
Mensagem do Presidente
Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025
I - RELATÓRIO CONSOLIDADO DE GESTÃO
1. Visão Geral sobre o Desempenho e Principais Drivers
Nesta primeira metade de 2025, perante um ambiente de consumo tímido, continuámos determinados a assegurar a competitividade de preço que, em conjunto com a qualidade das propostas de valor, nos tem garantido a preferência dos consumidores e o reforço das posições de mercado das nossas insígnias.
O bom desempenho das vendas e o reforço da disciplina operacional e das medidas de aumento da produtividade permitiram proteger a rentabilidade num semestre que se antecipava difícil, devido à combinação do baixo nível de inflação nos nossos cabazes com a subida dos salários e à estagnação do consumo alimentar.
As vendas cresceram 6,7% (+6% a taxas de câmbio constantes) e o EBITDA do Grupo aumentou 10,3% (+9% a taxas de câmbio constantes), com a respetiva margem a subir 0,2 p.p. para 6,6% (6,4% no 1S 24).
O resultado líquido foi de 269 milhões de euros, 6,6% acima do ano anterior.
Importa referir que a prioridade dada à execução do programa de investimento levou, no primeiro semestre do ano, à abertura de um total de 196 lojas entre as várias insígnias e à remodelação de 71 localizações.
No final de junho, o balanço do Grupo apresentava uma posição líquida de caixa (excluindo a IFRS16) de 213 milhões de euros, já depois do pagamento, em maio, de 371 milhões de euros relativos a dividendos.
2. Análise de Desempenho por Insígnia
POLÔNIA
Na Polônia, a inflação alimentar foi de 5,7% nos primeiros seis meses do ano, com a média do 2T (5,2%) a situar-se ligeiramente abaixo da do 1T, influenciada pelo facto de os preços dos produtos alimentares básicos nos dois períodos homólogos (2T 25 e 2T 24) incluírem o valor do IVA reintroduzido em abril do ano passado.
Os consumidores mantiveram-se relativamente contidos ao longo do semestre e o ambiente competitivo permaneceu intenso e promocional.

Perante o exigente desafio de superar o fortíssimo aumento dos volumes registado no 1S 24, e por forma a garantir a preferência das famílias polacas, a Biedronka focou-se em continuar a oferecer as melhores oportunidades de poupança do mercado, sem descurar a qualidade e a inovação do seu sortido, que, ao longo dos 30 anos, tem evoluído de forma contínua.
As vendas, em moeda local, aumentaram 5%, com um LFL de 0,9%, e a quota de mercado foi reforçada. Em euros, as vendas atingiram 12,4 mil milhões, mais 7,1% do que no 1S 24.
No 2T, com a contribuição positiva da Páscoa que, em 2024, ocorreu no 1T, as vendas, em moeda local, cresceram 9,7%, registando um LFL de 5,3%. Em euros, as vendas cifraram-se em 6,4 mil milhões, mais 10,7% do que no 2T 24.
O EBITDA aumentou 9% (+6,9% em moeda local) com a respetiva margem a atingir 7,7% (7,6% no 1S 24). Para este sólido desempenho contribuíram sinergicamente o crescimento das vendas, o reforço da disciplina de custos e o foco na produtividade.
Mantendo-se no centro da estratégia da Biedronka, os programas de expansão e de remodelação de lojas foram executados de acordo com o planeado, tendo-se inaugurado 81 lojas no período (72 adições líquidas) e remodelado 34 localizações.

A Hebe cresceu 7,3% as suas vendas (em moeda local), com o LFL a fixar-se em 1,3%. Em euros, as vendas atingiram 297 milhões, 9,4% acima do 1S 24.
No 2T, as vendas, em moeda local, subiram 6,2%, com um LFL de 0,7%, totalizando, em euros, 152 milhões, mais 7,2% do que no 2T 24.
O EBITDA decresceu 7% (-8,8% em moeda local), com a respetiva margem a cifrar-se em 6,2% (7,3% no 1S 24), pressionada pelo investimento em preço necessário para defender a relevância num mercado que se tornou substancialmente mais competitivo. No segundo trimestre, a insígnia ajustou a sua assertividade comercial e reforçou o seu programa de eficiência e contenção de custos, de modo a proteger as suas margens.
Relatório de Gestão
Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025
A Hebe abriu nove lojas no mercado polaco e uma na República Checa, terminando o período com um total de 382 lojas na Polónia, quatro na República Checa e duas na Eslováquia.
PORTUGAL
Em Portugal, a inflação alimentar foi de 2% no 1S e 2,4% no 2T, tendo o consumidor mantido inalterada a orientação para as oportunidades de preço e promoções.

LFL Pingo Doce (excl. combustível)
pingo doce
O Pingo Doce prosseguiu a sua dinâmica comercial, bem reconhecida pelos consumidores, e continuou a conversão de lojas para o conceito All About Food, levando as vendas a crescer 5,7% com um forte LFL de 3,9% (excluindo combustível).
No 2T, incorporando o efeito positivo de calendário relativo à Páscoa no período, as vendas aumentaram 8,3% com um LFL de 6,5% (excluindo combustível).
No 1S, o Pingo Doce inaugurou três lojas e concluiu 24 remodelações.
O EBITDA cifrou-se em 141 milhões de euros, 6,1% acima do mesmo período do ano anterior, tendo a respetiva margem, em linha com o ano anterior, atingido 5,5%, suportado pelo bom desempenho de vendas e pelas iniciativas para aumentar a produtividade que contrariaram a pressão dos custos.

LFL Recheio
RECHEIO
O Recheio registou vendas de 657 milhões de euros, 1,9% acima do primeiro semestre do ano anterior, com um LFL de 1,6%. No 2T, as vendas foram de 355 milhões de euros, 3,9% acima do 2T 24, com um LFL de 3,5%.
O EBITDA da insígnia foi de 32 milhões de euros, 8,6% acima do mesmo período do ano anterior, tendo a respetiva margem atingido 4,9% (4,6% no 1S 24), suportada pela dinâmica mais favorável de mix registada no 2T 25 em relação ao período homólogo.
COLÔMBIA
Na Colômbia, onde a inflação alimentar se fixou em 4,6% no 1S (4,5% no 2T), os consumidores mantiveram-se muito orientados para o fator preço.

LFL Ara
ara
Forçada em garantir e reforçar a preferência dos consumidores nos bairros onde se encontra, a Ara continuou a aprofundar a sua estratégia promocional, criando oportunidades de poupança relevantes para as famílias colombianas.
O resultado foi um desempenho notável, com as vendas a crescerem, em moeda local, 15,6%, incluindo um LFL de 5,3%. Em euros, as vendas atingiram 1,5 mil milhões no semestre, 7% acima do 1S 24.
No 2T, beneficiando da Páscoa no período, as vendas em moeda local subiram 18,1%, incluindo um LFL de 7,7%. Em euros as vendas aumentaram 5% para os 758 milhões.
A insígnia inaugurou 96 novas lojas (93 adições líquidas), 58 das quais resultantes da integração das lojas anteriormente operadas pela Colsubsidio, fechando o semestre com um parque de 1.531 localizações.
O EBITDA foi de 60 milhões de euros, 50,5% acima do 1S 24 (+62,5% em moeda local), com a respetiva margem a situar-se nos 3,9% (2,8% no 1S 24). Para além do bom desempenho das vendas, a melhoria da margem continuou a beneficiar também do trabalho executado em 2024 para proteger a margem bruta e controlar os custos.
Relatório de Gestão
Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025
3. Análise de Informação Financeira Consolidada
Resultados Consolidados
| (€ Milhões) | 15 25 | 15 24 | Δ | 2T 25 | 2T 24 | Δ | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Vendas e Prestação de Serviços | 17.396 | 16.298 | 6,7% | 9.020 | 8.232 | 9,6% | ||||
| Margem | 3.565 | 20,5% | 3.318 | 20,4% | 7,5% | 1.825 | 20,2% | 1.667 | 20,3% | 9,4% |
| Custos Operacionais | -2.418 | -13,9% | -2.277 | -14,0% | 6,2% | -1.205 | -13,4% | -1.136 | -13,8% | 6,1% |
| EBITDA | 1.148 | 6,6% | 1.040 | 6,4% | 10,3% | 620 | 6,9% | 532 | 6,5% | 16,5% |
| Depreciação | -562 | -3,2% | -513 | -3,2% | 9,4% | -282 | -3,1% | -263 | -3,2% | 7,4% |
| EBIT | 586 | 3,4% | 527 | 3,2% | 11,3% | 338 | 3,7% | 269 | 3,3% | 25,5% |
| Custos Financeiros Líquidos | -158 | -0,9% | -130 | -0,8% | 21,0% | -87 | -1,0% | -69 | -0,8% | 24,7% |
| Ganhos/Perdas em Joint Ventures e Associadas | 0 | 0,0% | 0 | 0,0% | n.a. | 0 | 0,0% | 0 | 0,0% | n.a. |
| Outras Perdas e Ganhos | -60 | -0,3% | -62 | -0,4% | n.a. | -52 | -0,6% | -13 | -0,2% | n.a. |
| EBT | 368 | 2,1% | 334 | 2,1% | 10,1% | 199 | 2,2% | 187 | 2,3% | 6,7% |
| Imposto sobre o Rendimento do exercício | -99 | -0,6% | -82 | -0,5% | 20,4% | -56 | -0,6% | -32 | -0,4% | 72,1% |
| Resultados Líquidos | 269 | 1,5% | 252 | 1,5% | 6,8% | 143 | 1,6% | 154 | 1,9% | -7,1% |
| Interesses que não Controlam | 0 | 0,0% | 1 | 0,0% | n.a. | -1 | 0,0% | 2 | 0,0% | n.a. |
| Resultados Líquidos atribuíveis a JM | 269 | 1,5% | 253 | 1,6% | 6,6% | 142 | 1,6% | 156 | 1,9% | -8,9% |
| Res. Líquido / ação (€) | 0,43 | 0,40 | 6,6% | 0,23 | 0,25 | -8,9% | ||||
| Res. Líquido / ação sem Outras Perdas e Ganhos (€) | 0,52 | 0,49 | 6,6% | 0,31 | 0,26 | 17,8% |
Balanço
| (€ Milhões) | 15 25 | 2024 | 15 24 |
|---|---|---|---|
| Goodwill Líquido | 648 | 639 | 637 |
| Ativo Fixo Líquido | 6.046 | 5.891 | 5.605 |
| Direitos de Uso Líquido | 3.714 | 3.530 | 3.365 |
| Capital Circulante Total | -3.838 | -4.062 | -3.856 |
| Outros | 354 | 318 | 343 |
| Capital Investido | 6.923 | 6.317 | 6.095 |
| Total de Empréstimos | 1.086 | 1.003 | 799 |
| Locações Financeiras | 146 | 128 | 113 |
| Locações Operacionais Capitalizadas | 4.003 | 3.790 | 3.594 |
| Acréscimos e Diferimentos de Juros | 9 | 25 | 14 |
| Caixa e Equivalentes de Caixa | -1.453 | -1.882 | -1.321 |
| Dívida Líquida | 3.790 | 3.064 | 3.200 |
| Interesses que não Controlam | 229 | 247 | 238 |
| Capital Social | 629 | 629 | 629 |
| Reservas e Resultados Retidos | 2.275 | 2.377 | 2.028 |
| Fundos de Acionistas | 3.134 | 3.253 | 2.895 |
No final de junho, a posição líquida de caixa situa-se nos €3,8 MM. Excluindo responsabilidades com locações operacionais capitalizadas, o Grupo apresenta uma posição líquida de caixa de €213 M, já depois do pagamento aos acionistas da sociedade de €371 M de dividendos.
Cash Flow
| (€ Milhões) | 15 25 | 15 24 |
|---|---|---|
| EBITDA | 1.148 | 1.040 |
| Pagamento de Locações Operacionais Capitalizadas | -198 | -189 |
| Pagamento de Juros | -162 | -136 |
| Outros Itens Financeiros | 1 | 0 |
| Imposto sobre o Resultado | -105 | -197 |
| Fundos Gerados pelas Operações | 683 | 519 |
| Pagamento de Capex | -596 | -527 |
| Variação de Capital Circulante | -192 | -322 |
| Outros | -52 | -52 |
| Cash Flow | -157 | -383 |
Relatório de Gestão
Jerónimo Martins | R&C 1.° Semestre 2025
O Cash Flow gerado no período, antes de pagamento de dividendos que ocorreu em maio, foi negativo em 157 milhões de euros.
Capex
| (€ Milhões) | 15 25 | Peso | 15 24 | Peso |
|---|---|---|---|---|
| Biedronka | 239 | 44% | 121 | 31% |
| Pingo Doce | 90 | 16% | 155 | 39% |
| Recheio | 9 | 2% | 7 | 2% |
| Ara | 114 | 21% | 68 | 17% |
| Outros | 94 | 17% | 45 | 11% |
| Investimento Total | 546 | 100% | 396 | 100% |
O Programa de Investimento atingiu um valor de 546 milhões de euros.
4. Perspetivas para 2025
Os primeiros seis meses de 2025 ficaram marcados por uma incerteza acentuada, impulsionada por turbulência na geopolítica global e instabilidade política nas principais economias europeias. Num ambiente que permanece volátil, prevemos que o comportamento do consumidor continue a pautar-se por prudência e contenção e que a dinâmica concorrencial dos mercados onde operamos se mantenha intensa. Ainda assim, as perspetivas para 2025 mantêm-se, no essencial, em linha com o apresentado a 19 de março.
As nossas insígnias continuarão a garantir a competitividade de preço necessária para sustentar a preferência dos que confiam nas nossas propostas de valor e escolhem as nossas lojas, e para fortalecer as respetivas posições de mercado.
Na Polónia, a atualização do salário mínimo em 9,2% contribui para o crescimento real do rendimento disponível das famílias. No entanto, o contexto concorrencial mantém-se intenso, num mercado de retalho alimentar que permanece relativamente contido.
A Biedronka, honrando o seu compromisso de 30 anos no mercado polaco com os preços baixos todos os dias, continuará a liderar a competitividade de preço e a desenhar as melhores oportunidades de poupança para as famílias polacas. A prioridade será o desempenho das vendas, o que, à luz dos crescimentos acima dos do mercado consistentemente entregues nos últimos anos, constitui um elevado desafio.
A Biedronka continuará também focada na eficiência de custos e na implementação de medidas adicionais de produtividade para proteger a rentabilidade e responder à pressão que resulta da combinação de baixa inflação no seu cabaz com subida dos custos com salários no contexto de baixo dinamismo do consumo alimentar que se tem vindo a observar.
Os bons resultados dos formatos de loja usados para a expansão estimulam a insígnia a prosseguir o reforço da proximidade da sua presença no mercado com 130 a 150 aberturas de loja previstas (líquidas) em 2025. Por seu lado, o programa de remodelações deverá agora abranger c.200 localizações no ano e a Companhia espera ainda inaugurar um novo centro de distribuição, que se vem juntar aos 17 já existentes.
O arranque da operação na Eslováquia ficou marcado pela abertura, neste primeiro semestre, de seis lojas Biedronka no país e a entrada em atividade do primeiro centro de distribuição. Até ao final de 2026 espera-se que a operação conte com pelo menos 50 lojas no país.
A Hebe, ao longo do primeiro semestre deste ano, respondeu com uma maior assertividade de preço à intensificação da concorrência no sector, enfrentando o desafio de operar com significativa deflação no seu cabaz. A insígnia está a trabalhar no reforço da disciplina de custos como forma de gerir a pressão resultante sobre a margem.
Avançando com o alargamento seletivo da sua rede de lojas na Polónia, a Hebe prevê abrir em 2025 c.30 novas localizações, mantendo o canal de e-commerce no centro da estratégia de crescimento e de internacionalização.
Em Portugal, apesar da subida de 6,1% do salário mínimo contribuir para o aumento do consumo, a orientação para as promoções continua a ser o comportamento dominante em matéria alimentar.
O Pingo Doce, que tem beneficiado do sucesso do conceito de loja All About Food, prosseguirá com o seu programa de remodelações, que deverá abranger c.50 lojas em 2025. A Companhia prevê ainda inaugurar no ano c.10 novas localizações.
O Recheio manter-se-á focado em ter as melhores ofertas para cada um dos seus segmentos de clientes, avançando no seu programa de remodelação de lojas, que continua a elevar a proposta de valor para o canal HoReCa, enquanto a rede de parcerias Amanhecer, que já conta com mais de 700 localizações, se continuará a expandir.
Relatório de Gestão
Jerónimo Martins | R&C 1.° Semestre 2025
Na Colômbia, antecipa-se que o crescimento do consumo permaneça modesto em resultado da persistência do impacto negativo da inflação sobre o rendimento real das famílias.
A Ara prosseguirá o seu trabalho para manter a preferência dos consumidores, avançar com a execução do seu plano de expansão e melhorar a sua rentabilidade.
A insígnia espera abrir, no ano, mais de 150 novas lojas, às quais se juntam as c.70 lojas situadas em localizações de elevada qualidade, anteriormente operadas pelo Colsubsidio e cuja integração na rede da Ara se concluiu no final de julho.
Para apoiar a expansão da rede de lojas, o investimento em logística contempla a conclusão de um novo centro de distribuição que já se encontra em atividade, bem como a preparação de nova capacidade para os anos seguintes.
O programa de investimento mantém-se como primeira prioridade de alocação de capital, devendo, em 2025, ficar em linha com o valor dos últimos anos: ligeiramente acima de mil milhões de euros.
Lisboa, 31 de julho de 2025
O Conselho de Administração
Relatório de Gestão
Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025
5. Anexo ao Relatório Consolidado de Gestão
5.1. Impacto da IFRS 16 nas Demonstrações Financeiras
Demonstração dos Resultados por Funções
| (€ Milhões) | IFRS16 | Excl. IFRS16 | ||
|---|---|---|---|---|
| 15'25 | 15'24 | 15'25 | 15'24 | |
| Vendas e Prestação de Serviços | 17.396 | 16.298 | 17.396 | 16.298 |
| Custo das Vendas | -13.831 | -12.980 | -13.831 | -12.980 |
| Margem | 3.565 | 3.318 | 3.565 | 3.318 |
| Custos de Distribuição | -2.695 | -2.522 | -2.790 | -2.603 |
| Custos Administrativos | -284 | -269 | -285 | -270 |
| Outras Perdas e Ganhos Operacionais | -60 | -62 | -60 | -62 |
| Resultados Operacionais | 526 | 465 | 430 | 383 |
| Custos Financeiros Líquidos | -158 | -130 | -31 | -23 |
| Ganhos/Perdas em Outros Investimentos | 0 | 0 | 0 | 0 |
| Ganhos/Perdas em Joint Ventures e Associadas | 0 | 0 | 0 | 0 |
| Resultados Antes de Impostos | 368 | 334 | 399 | 359 |
| Imposto sobre o Rendimento do Exercício | -99 | -82 | -104 | -87 |
| Resultados Líquidos (antes de int. que não controlam) | 269 | 252 | 295 | 272 |
| Interesses que não Controlam | 0 | 1 | -1 | -1 |
| Resultados Líquidos Atribuíveis a JM | 269 | 253 | 294 | 272 |
Demonstração dos Resultados (Perspetiva da Gestão)
| (€ Milhões) | (Excl. IFRS16) | (Excl. IFRS16) | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 15'25 | 15'24 | Δ | 2T'25 | 2T'24 | Δ | |||||
| Vendas e Prestação de Serviços | 17.396 | 16.298 | 6,7% | 9.020 | 8.232 | 9,6% | ||||
| Margem | 3.565 | 20,5% | 3.318 | 20,4% | 7,5% | 1.825 | 20,2% | 1.667 | 20,3% | 9,4% |
| Custos Operacionais | -2.747 | -15,8% | -2.576 | -15,8% | 6,7% | -1.371 | -15,2% | -1.288 | -15,6% | 6,4% |
| EBITDA | 818 | 4,7% | 742 | 4,6% | 10,3% | 454 | 5,0% | 380 | 4,6% | 19,6% |
| Depreciação | -329 | -1,9% | -298 | -1,8% | 10,4% | -165 | -1,8% | -152 | -1,8% | 8,9% |
| EBIT | 490 | 2,8% | 444 | 2,7% | 10,1% | 289 | 3,2% | 228 | 2,8% | 26,8% |
| Custos Financeiros Líquidos | -31 | -0,2% | -23 | -0,1% | 30,9% | -16 | -0,2% | -14 | -0,2% | 15,0% |
| Ganhos/Perdas em Joint Ventures e Associadas | 0 | 0,0% | 0 | 0,0% | n.a. | 0 | 0,0% | 0 | 0,0% | n.a. |
| Outras Perdas e Ganhos | -60 | -0,3% | -62 | -0,4% | n.a. | -52 | -0,6% | -13 | -0,2% | n.a. |
| EBT | 399 | 2,3% | 359 | 2,2% | 11,0% | 221 | 2,5% | 201 | 2,4% | 10,0% |
| Imposto sobre o Rendimento do exercício | -104 | -0,6% | -87 | -0,5% | 19,9% | -59 | -0,7% | -35 | -0,4% | 68,2% |
| Resultados Líquidos | 295 | 1,7% | 272 | 1,7% | 8,2% | 162 | 1,8% | 166 | 2,0% | -2,4% |
| Interesses que não Controlam | -1 | 0,0% | -1 | 0,0% | n.a. | -2 | 0,0% | 1 | 0,0% | n.a. |
| Resultados Líquidos atribuíveis a JM | 294 | 1,7% | 272 | 1,7% | 8,0% | 160 | 1,8% | 167 | 2,0% | -4,3% |
| Res. Líquido / ação (€) | 0,47 | 0,43 | 8,0% | 0,25 | 0,27 | -4,3% | ||||
| Res. Líquido / ação sem Outras Perdas e Ganhos (€) | 0,56 | 0,52 | 7,8% | 0,33 | 0,28 | 20,5% |
Balanço
| (€ Milhões) | (Excl. IFRS16) | ||
|---|---|---|---|
| 15'25 | 2024 | 15'24 | |
| Goodwill Líquido | 647 | 639 | 637 |
| Ativo Fixo Líquido | 6.046 | 5.891 | 5.605 |
| Capital Circulante Total | -3.834 | -4.058 | -3.850 |
| Outros | 308 | 277 | 307 |
| Capital Investido | 3.167 | 2.749 | 2.698 |
| Total de Empréstimos | 1.086 | 1.003 | 799 |
| Locações Financeiras | 146 | 128 | 113 |
| Acréscimos e Diferimentos de Juros | 9 | 25 | 14 |
| Caixa e Equivalentes de Caixa | -1.453 | -1.882 | -1.321 |
| Dívida Líquida | -213 | -726 | -394 |
| Interesses que não Controlam | 246 | 262 | 252 |
| Capital Social | 629 | 629 | 629 |
| Reservas e Resultados Retidos | 2.505 | 2.584 | 2.211 |
| Fundos de Acionistas | 3.381 | 3.475 | 3.092 |
Relatório de Gestão
Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025
Cash Flow
| (€ Milhões) | (Excl. IFRS16) | |
|---|---|---|
| 15'25 | 15'24 | |
| EBITDA | 818 | 742 |
| Pagamento de Juros | -32 | -27 |
| Outros Itens Financeiros | 1 | 0 |
| Imposto sobre o Resultado | -105 | -197 |
| Fundos Gerados pelas Operações | 682 | 519 |
| Pagamento de Capex | -596 | -527 |
| Variação de Capital Circulante | -192 | -323 |
| Outros | -51 | -52 |
| Cash Flow | -157 | -383 |
Detalhe de EBITDA
| (€ Milhões) | IFRS16 | |||
|---|---|---|---|---|
| 15'25 | Má | 15'24 | Má | |
| Biedronka | 956 | 7,7% | 878 | 7,6% |
| Hebe | 18 | 6,2% | 20 | 7,3% |
| Pingo Doce | 141 | 5,5% | 132 | 5,5% |
| Recheia | 32 | 4,9% | 30 | 4,6% |
| Ara | 60 | 3,9% | 40 | 2,8% |
| Outros & Ajustes de Consolidação | -60 | n.a. | -59 | n.a. |
| JM Consolidado | 1.148 | 6,6% | 1.040 | 6,4% |
| Excl. IFRS16 | ||||
| --- | --- | --- | --- | |
| 15'25 | Má | 15'24 | Má | |
| 732 | 5,9% | 675 | 5,8% | |
| 0 | 0,0% | 3 | 1,2% | |
| 101 | 4,0% | 95 | 4,0% | |
| 29 | 4,5% | 27 | 4,2% | |
| 20 | 1,3% | 3 | 0,2% | |
| -64 | n.a. | -61 | n.a. | |
| 818 | 4,7% | 742 | 4,6% |
Detalhe dos Resultados Financeiros
| (€ Milhões) | IFRS16 | |
|---|---|---|
| 15'25 | 15'24 | |
| Juros Líquidos | -24 | -19 |
| Juros de Locações Operacionais Capitalizadas | -130 | -109 |
| Diferenças Cambiais | 2 | 4 |
| Outros | -6 | -6 |
| Custos Financeiros Líquidos | -158 | -130 |
| Excl. IFRS16 | ||
| --- | --- | |
| 15'25 | 15'24 | |
| -24 | -19 | |
| - | - | |
| -1 | 2 | |
| -6 | -6 | |
| -31 | -23 |
5.2. Detalhe de Vendas
| (€ Milhões) | 15'25 | 15'24 | 6 % | 27'25 | 27'24 | 6 % | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| % total | % total | excl. FX | Euro | % total | % total | excl. FX | Euro | |||||
| Biedronka | 12.356 | 71,0% | 11.539 | 70,8% | 5,0% | 7,1% | 6.409 | 71,1% | 5.788 | 70,3% | 9,7% | 10,7% |
| Hebe | 297 | 1,7% | 271 | 1,7% | 7,3% | 9,4% | 152 | 1,7% | 142 | 1,7% | 6,2% | 7,2% |
| Pingo Doce | 2.534 | 14,6% | 2.398 | 14,7% | 5,7% | 1.334 | 14,8% | 1.231 | 15,0% | 8,3% | ||
| Recheia | 657 | 3,8% | 645 | 4,0% | 1,9% | 355 | 3,9% | 342 | 4,2% | 3,9% | ||
| Ara | 1.533 | 8,8% | 1.432 | 8,8% | 15,6% | 7,0% | 758 | 8,4% | 721 | 8,8% | 18,1% | 5,0% |
| Outros & Ajustes de Consolidação | 20 | 0,1% | 12 | 0,1% | 60,1% | 11 | 0,1% | 7 | 0,1% | 69,3% | ||
| Total JM | 17.396 | 100% | 16.298 | 100% | 6,0% | 6,7% | 9.020 | 100% | 8.232 | 100% | 10,0% | 9,6% |
Relatório de Gestão
Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025
Crescimento das Vendas
| Crescimento Total de Vendas | Crescimento LFL | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1T 25 | 2T 25 | 1S 25 | 1T 25 | 2T 25 | 1S 25 | |
| Biedronka | ||||||
| Euro | 3,4% | 10,7% | 7,1% | |||
| PLN | 0,3% | 9,7% | 5,0% | -3,5% | 5,3% | 0,9% |
| Hebe | ||||||
| Euro | 11,9% | 7,2% | 9,4% | |||
| PLN | 8,5% | 6,2% | 7,3% | 1,9% | 0,7% | 1,3% |
| Pingo Doce | 2,8% | 8,3% | 5,7% | 1,0% | 6,1% | 3,7% |
| Excl. combustível | 2,9% | 8,8% | 5,9% | 1,1% | 6,5% | 3,9% |
| Recheio | -0,4% | 3,9% | 1,9% | -0,5% | 3,5% | 1,6% |
| Ara | ||||||
| Euro | 9,1% | 5,0% | 7,0% | |||
| COP | 13,0% | 18,1% | 15,6% | 3,0% | 7,7% | 5,3% |
| Total JM | ||||||
| Euro | 3,8% | 9,6% | 6,7% | |||
| Excl. FX | 1,9% | 10,0% | 6,0% | -2,2% | 5,4% | 1,6% |
5.3. Parque de Lojas
| Número de Lojas | 2024 | Aberturas | Encerramentos | 1S 25 | 1S 24 | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1T 25 | 2T 25 | 1S 25 | ||||
| Biedronka ** | 3.730 | 56 | 25 | 9 | 3.802 | 3.620 |
| Hebe *** | 381 | 5 | 5 | 3 | 388 | 361 |
| Pingo Doce | 489 | 1 | 2 | 0 | 492 | 485 |
| Recheio | 43 | 0 | 0 | 0 | 43 | 43 |
| Ara *** | 1.438 | 9 | 87 | 3 | 1.531 | 1.349 |
| Área de Venda (m²) | 2024 | Aberturas | Encerramentos Remodelações * | 1S 25 | 1S 24 | |
| --- | --- | --- | --- | --- | --- | --- |
| 1T 25 | 2T 25 | 1S 25 | ||||
| Biedronka ** | 2.666.757 | 39.353 | 18.004 | -1.078 | 2.725.191 | 2.576.197 |
| Hebe *** | 97.041 | 1.285 | 1.260 | 596 | 98.990 | 92.276 |
| Pingo Doce | 578.755 | 200 | 2.480 | -1.730 | 583.165 | 571.914 |
| Recheio | 144.870 | 0 | 0 | -1.307 | 146.177 | 144.870 |
| Ara *** | 502.215 | 3.251 | 45.075 | 916 | 549.625 | 468.009 |
- Inclui ajustes a áreas de vendas
** Exclui as lojas e área de venda dos 25 Micro Fulfilment Centres (MFC) para abastecer a operação da Biek (entregas ultrarápidas)
*** Inclui 6 lojas fora da Polónia
*** Inclui 70 Bodegas del Canasto (B2B)
5.4. Capital Circulante
| (€ Milhões) | IFRS16 | Excl. IFRS16 | ||
|---|---|---|---|---|
| 1S 25 | 1S 24 | 1S 25 | 1S 24 | |
| Existências | 2.028 | 1.874 | 2.028 | 1.874 |
| em dias de vendas | 21 | 21 | 21 | 21 |
| Clientes | 56 | 68 | 56 | 68 |
| em dias de vendas | 1 | 1 | 1 | 1 |
| Fornecedores | -4.609 | -4.479 | -4.609 | -4.479 |
| em dias de vendas | -48 | -50 | -48 | -50 |
| Outros | -1.312 | -1.318 | -1.308 | -1.313 |
| Capital Circulante Total | -3.838 | -3.856 | -3.834 | -3.850 |
| em dias de vendas | -40 | -43 | -40 | -43 |
Relatório de Gestão
Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025
5.5. Detalhes de Empréstimos e Locações Financeiras
| (€ Milhões) | 15'25 | 15'24 |
|---|---|---|
| Empréstimos de Médio Longo Prazo / Locações financeiras | 586 | 419 |
| % do Total | 47,6% | 45,9% |
| Maturidade Média (anos) | 4,2 | 3,2 |
| Empréstimos de Curto Prazo / Locações financeiras | 645 | 494 |
| % do Total | 52,4% | 54,1% |
| Total de Empréstimos / Locações financeiras | 1.231 | 913 |
| Maturidade Média (anos) | 2,1 | 1,7 |
| % Total de Empréstimos / Locações financeiras em euros | 22,7% | 15,3% |
| % Total de Empréstimos / Locações financeiras em złoty | 22,9% | 17,7% |
| % Total de Empréstimos / Locações financeiras em pesos colombianos | 54,4% | 67,1% |
5.6. Definições
Vendas like-for-like (LFL): vendas das lojas e de plataformas de e-commerce que operaram sob as mesmas condições nos dois períodos. Excluem-se as lojas que abriram ou encerraram num dos dois períodos. As vendas das lojas que sofreram remodelações profundas excluem-se durante o período da remodelação (encerramento da loja).
Relatório de Gestão
Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025
6. Notas Reconciliatórias
(Seguindo as orientações da ESMA de outubro de 2015 sobre Medidas Alternativas de Desempenho)
Demonstração dos Resultados
| Demonstração dos Resultados (página 6) | Demonstração Consolidada dos Resultados por Funções (nas Demonstrações Financeiras Consolidadas) Primeiro Semestre de 2025 |
|---|---|
| Vendas e Prestação de Serviços | Vendas e prestação de serviços |
| Margem | Margem |
| Custos Operacionais | Inclui as linhas de Custos de distribuição; e Custos administrativos, excluindo €-562 milhões relativo a Depreciações e amortizações (nota 3 - Reporte por segmentos de atividade) |
| EBITDA | |
| Depreciação | Valor refletido na nota 3 - Reporte por segmentos de atividade |
| EBIT | |
| Custos Financeiros Líquidos | Custos financeiros líquidos |
| Ganhos / Perdas em Joint ventures e Associadas | Ganhos (perdas) em joint ventures e associadas |
| Outras Perdas e Ganhos | Inclui linhas de Outras perdas e ganhos operacionais; Ganhos/Perdas na alienação de negócios (quando aplicável) e Ganhos/Perdas em outros investimentos (quando aplicável) |
| EBT | Resultados antes de impostos |
| Imposto sobre o Rendimento do Exercício | Imposto sobre o rendimento do exercício |
| Resultados Líquidos | Resultados líquidos (antes de interesses que não controlam) |
| Interesses que não Controlam | Interesses que não controlam |
| Resultados Líquidos atribuíveis a JM | Resultado líquido atribuível aos Acionistas de Jerónimo Martins |
Relatório de Gestão
Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025
Balanço
| Balanço Consolidado
(página 6) | Balanço Consolidado a 30 de junho de 2025
(nas Demonstrações Financeiras Consolidadas) |
| --- | --- |
| Goodwill Líquido | Valor incluído na linha de Ativos intangíveis |
| Ativo Fixo Líquido | Inclui as linhas de Ativos tangíveis e intangíveis (excluindo o Goodwill líquido de €648 milhões) e adicionando Locações financeiras (€160 milhões) |
| Direitos de Uso Líquido | Inclui a linha de Direitos de uso deduzido das Locações financeiras (€160 milhões) |
| Capital Circulante Total | Inclui as linhas de Devedores, acréscimos e diferimentos correntes; Existências; Ativos biológicos; Credores, acréscimos e diferimentos; Benefícios concedidos a empregados; assim como €-68 milhões relativo a Outros valores de natureza operacional. Exclui €-6 milhões de Acréscimos e diferimento de juros (nota 15 - Dívida financeira líquida) |
| Outros | Inclui as linhas de Propriedades de investimento; Partes de capital em joint ventures e associadas; Outros investimentos financeiros; Devedores, acréscimos e diferimentos não correntes; Impostos diferidos ativos e passivos; Impostos sobre o rendimento a receber e a pagar; Provisões para riscos e encargos. Exclui €-68 milhões relativo a Outros valores de natureza operacional |
| Capital Investido | |
| Total de Empréstimos | Inclui as linhas de Empréstimos obtidos correntes e não correntes |
| Locações Financeiras | Responsabilidades com locações financeiras (2025: €146 milhões) nos termos da norma IAS 17 que vigorava antes da adoção da IFRS16 |
| Locações Operacionais Capitalizadas | Valor refletido nas linhas de Responsabilidades com locações correntes e não correntes excluindo as Responsabilidades com locações financeiras (linha acima) |
| Acréscimos e Diferimentos de Juros | Inclui as linhas de Instrumentos financeiros derivados, assim como o valor de €-6 milhões relativo a Acréscimos e diferimentos de juros (nota 15 - Dívida financeira líquida) |
| Caixa e Equivalentes de Caixa | Inclui a linha de Caixa e equivalentes caixa; e Aplicações que não qualificam como equivalentes de caixa quando aplicável (nota 9 – Devedores, acréscimos e diferimentos) |
| Dívida Líquida | |
| Interesses que não Controlam | Interesses que não controlam |
| Capital Social | Capital social |
| Reservas e Resultados Retidos | Inclui as linhas de Prémio de emissão; Ações próprias; Outras reservas e Resultados retidos |
Fundos de Acionistas
Relatório de Gestão
Jerónimo Martins | R&C 1.° Semestre 2025
Cash Flow
| Cash Flow
(página 6) | Demonstração Consolidada dos Fluxos de Caixa
(nas Demonstrações Financeiras Consolidadas)
Primeiro Semestre de 2025 |
| --- | --- |
| EBITDA | Corresponde à linha de Fluxos de caixa operacionais antes de variações de capital circulante, incluindo rubricas que não geraram fluxos de caixa, e excluindo custos e proveitos que não têm natureza operacional (€52 milhões) |
| Pagamento de Locações Operacionais Capitalizadas | Inclui a linha de Pagamento de locações, excluído de €6 milhões correspondente ao pagamento de locações financeiras ao abrigo de anteriores normativos |
| Pagamento de Juros | Inclui a linha de Pagamento de juros de empréstimos, Pagamento de juros de locações e Juros recebidos |
| Imposto sobre o Resultado | Imposto sobre o rendimento pago |
| Fundos gerados pelas Operações | |
| Pagamento de Capex | Inclui as linhas de Alienação de ativos fixos tangíveis e ativos intangíveis; Alienação de outros investimentos financeiros e propriedades de investimento; Aquisição de ativos fixos tangíveis e ativos intangíveis; Aquisição de outros investimentos financeiros e propriedades de investimento; e Aquisição de negócios.
Inclui ainda aquisições de ativos fixos tangíveis classificados como locação financeira ao abrigo de anteriores normativos (€-23 milhões) |
| Variação de Capital Circulante | Inclui as Variações de capital circulante |
| Outros | Inclui a linha Alienação de negócios (quando aplicável); e custos e proveitos que geraram fluxos de caixa, mas que não têm natureza operacional (€-52 milhões) |
| Cash Flow | Corresponde à Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa deduzida de Pagamentos de dividendos; Aquisição de partes de capital a interesses que não controlam; de Variação líquida de empréstimos obtidos; e de Variação de Aplicações que não qualificam como equivalentes de caixa.
Inclui ainda as Aquisições de ativos fixos tangíveis classificados como locação financeira (€-23 milhões); e deduzido dos Pagamentos de locações financeiras (€6 milhões), ambos ao abrigo de anteriores normativos |
7. Informação Relativa a Contas Individuais
Nos termos do n.º 5 do artigo 10.º do Regulamento da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) n.º 5/2008, as contas semestrais individuais de Jerónimo Martins, SGPS, S.A., não são divulgadas pelo facto de não conterem informação adicional relevante, face à que consta do presente relatório.
Relatório de Gestão
Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025
II - Demonstrações Financeiras Consolidadas Condensadas
1. Demonstrações Financeiras Consolidadas
- DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES 17
- DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RENDIMENTOS INTEGRAIS 17
- BALANÇO CONSOLIDADO 18
- DEMONSTRAÇÃO DE ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO CONSOLIDADO 19
- DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA 20
Índice das Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas
| Índice das Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas | Página |
|---|---|
| 1. Atividade | 21 |
| 2. Políticas contabilísticas | 21 |
| 3. Reporte por segmentos de atividade | 22 |
| 4. Custos operacionais por natureza | 23 |
| 5. Custos financeiros líquidos | 24 |
| 6. Imposto reconhecido na demonstração dos resultados | 24 |
| 7. Ativos fixos tangíveis, ativos intangíveis, propriedades de investimento e direitos de uso | 25 |
| 8. Instrumentos financeiros derivados | 25 |
| 9. Devedores, acréscimos e diferimentos | 26 |
| 10. Caixa e equivalentes de caixa | 26 |
| 11. Dividendos | 26 |
| 12. Resultado básico e diluído por ação | 26 |
| 13. Empréstimos obtidos | 26 |
| 14. Responsabilidades com locações | 27 |
| 15. Dívida financeira líquida | 27 |
| 16. Provisões e responsabilidades com benefícios de empregados | 27 |
| 17. Credores, acréscimos e diferimentos | 28 |
| 18. Contingências | 28 |
| 19. Partes relacionadas | 29 |
| 20. Companhias subsidiárias e interesses em joint ventures e associadas | 29 |
| 21. Eventos subsequentes à data do balanço | 29 |
Demonstrações Financeiras Consolidadas
Jerónimo Martins | R&C 1.° Semestre 2025
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES
Para os períodos findos em 30 de junho de 2025 e 2024
| Notas | junho | junho | |
|---|---|---|---|
| 2025 | 2024 | ||
| Vendas e prestação de serviços | 3 | 17.396 | 16.298 |
| Custo das vendas | 4 | (13.831) | (12.980) |
| Margem | 3.565 | 3.318 | |
| Custos de distribuição | 4 | (2.695) | (2.522) |
| Custos administrativos | 4 | (284) | (269) |
| Outras perdas e ganhos operacionais | 4.1 | (60) | (62) |
| Resultados operacionais | 526 | 465 | |
| Custos financeiros líquidos | 5 | (158) | (130) |
| Resultados antes de impostos | 368 | 334 | |
| Imposto sobre o rendimento do exercício | 6 | (99) | (82) |
| Resultados líquidos | |||
| (antes de interesses que não controlam) | 269 | 252 | |
| Atribuível a: | |||
| Interesses que não controlam | (0) | (1) | |
| Aos Acionistas de Jerónimo Martins | 269 | 253 | |
| Resultado básico e diluído por ação - euros | 12 | 0,4284 | 0,4020 |
Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo.
| € Milhões | ||
|---|---|---|
| 2.° Trimestre | 2.° Trimestre | |
| 2025 | 2024 | |
| 9.020 | 8.232 | |
| (7.195) | (6.564) | |
| 1.825 | 1.667 | |
| (1.353) | (1.273) | |
| (134) | (126) | |
| (52) | (13) | |
| 286 | 256 | |
| (87) | (69) | |
| 199 | 187 | |
| (56) | (32) | |
| 143 | 154 | |
| 1 | (2) | |
| 142 | 156 | |
| 0,2257 | 0,2478 |
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RENDIMENTOS INTEGRAIS
Para os períodos findos em 30 de junho de 2025 e 2024
| junho 2025 | junho 2024 | € Milhões | ||
|---|---|---|---|---|
| 2.° Trimestre | 2.° Trimestre | |||
| Resultados líquidos | 269 | 252 | 143 | 154 |
| Outros rendimentos integrais: | ||||
| Itens que não serão reclassificados para resultados | 0 | - | 0 | - |
| Diferenças de conversão cambial | (1) | 6 | (33) | (4) |
| Variação do justo valor dos instrumentos de cobertura de fluxos de caixa | (2) | 0 | (2) | 0 |
| Variação do justo valor dos instrumentos de cobertura de operações estrangeiras | 1 | (1) | 10 | 3 |
| Imposto relacionado | 1 | 1 | (1) | 0 |
| Itens que poderão ser reclassificados para resultados | (0) | 6 | (26) | (0) |
| Outros rendimentos integrais líquidos de imposto | (0) | 6 | (26) | (0) |
| Total de rendimentos integrais | 269 | 258 | 117 | 154 |
| Atribuível a: | ||||
| Interesses que não controlam | (0) | (1) | 1 | (2) |
| Acionistas de Jerónimo Martins | 269 | 259 | 116 | 156 |
| Total de rendimentos integrais | 269 | 258 | 117 | 154 |
Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo.
Demonstrações Financeiras Consolidadas
Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025
Em 30 de junho de 2025 e 31 de dezembro de 2024
BALANÇO CONSOLIDADO
| Notas | junho 2025 | dezembro 2024 | |
|---|---|---|---|
| Ativo | |||
| Ativos fixos tangíveis | 7 | 5.731 | 5.590 |
| Ativos intangíveis | 7 | 803 | 795 |
| Propriedades de investimento | 7 | 8 | 8 |
| Direitos de uso | 7 | 3.873 | 3.676 |
| Ativos biológicos | 13 | 10 | |
| Investimentos em joint ventures e associadas | 20 | 117 | 84 |
| Outros investimentos financeiros | 2 | 2 | |
| Devedores, acréscimos e diferimentos | 9 | 50 | 52 |
| Impostos diferidos ativos | 238 | 246 | |
| Total de ativos não correntes | 10.835 | 10.463 | |
| Existências | 1.991 | 1.997 | |
| Ativos biológicos | 24 | 19 | |
| Imposto sobre o rendimento a receber | 114 | 98 | |
| Devedores, acréscimos e diferimentos | 9 | 882 | 896 |
| Caixa e equivalentes de caixa | 10 | 1.453 | 1.823 |
| Total de ativos correntes | 4.464 | 4.834 | |
| Total do ativo | 15.299 | 15.297 | |
| Capital próprio e passivo | |||
| Capital | 629 | 629 | |
| Prémios de emissão | 22 | 22 | |
| Ações próprias | (6) | (6) | |
| Outras reservas | (100) | (99) | |
| Resultados retidos | 2.358 | 2.460 | |
| 2.904 | 3.006 | ||
| Interesses que não controlam | 229 | 247 | |
| Total do capital próprio | 3.134 | 3.253 | |
| Empréstimos obtidos | 13 | 454 | 507 |
| Responsabilidades com locações | 14 | 3.510 | 3.311 |
| Credores, acréscimos e diferimentos | 17 | 6 | 6 |
| Instrumentos financeiros derivados | 8 | 0 | 13 |
| Benefícios concedidos a empregados | 16 | 83 | 79 |
| Provisões para riscos e encargos | 16 | 100 | 83 |
| Impostos diferidos passivos | 127 | 130 | |
| Total de passivos não correntes | 4.279 | 4.127 | |
| Empréstimos obtidos | 13 | 632 | 496 |
| Responsabilidades com locações | 14 | 639 | 607 |
| Credores, acréscimos e diferimentos | 17 | 6.597 | 6.800 |
| Instrumentos financeiros derivados | 8 | 3 | 4 |
| Imposto sobre o rendimento a pagar | 15 | 9 | |
| Total de passivos correntes | 7.886 | 7.917 | |
| Total do capital próprio e passivo | 15.299 | 15.297 |
Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo.
Demonstrações Financeiras Consolidadas
Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025
DEMONSTRAÇÃO DE ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO CONSOLIDADO
Para os períodos findos em 30 de junho de 2025 e 2024
| Capital próprio atribuível aos Acionistas de Jerónimo Martins, SGPS, S.A. | Interesses que não controlam | Total de capital próprio | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Capital | Prémios de emissão de ações | Ações próprias | Outros Reservas | Resultados retidos | Total | ||||
| Cobertura fluxos de caixa | Reservas cambiais | ||||||||
| Balanço em 1 de janeiro de 2024 | 629 | 22 | (6) | - | (110) | 2.278 | 2.814 | 253 | 3.066 |
| Variações no Capital Próprio em 2024 | |||||||||
| Diferença de conversão cambial | - | - | - | - | 7 | - | 7 | - | 7 |
| Variação do justo valor de instrumentos de cobertura de operações estrangeiras | - | - | - | - | (1) | - | (1) | - | (1) |
| Outros rendimentos integrais | - | - | - | - | 6 | - | 6 | - | 6 |
| Resultado do exercício | - | - | - | - | - | 253 | 253 | (1) | 252 |
| Total de outros rendimentos integrais | - | - | - | - | 6 | 253 | 259 | (1) | 258 |
| Dividendos | - | - | - | - | - | (412) | (412) | (17) | (429) |
| Aquisição/Alienação de interesses que não controlam | - | - | - | - | - | (3) | (3) | 3 | (1) |
| Balanço em 30 de junho de 2024 | 629 | 22 | (6) | - | (104) | 2.116 | 2.657 | 238 | 2.895 |
| Balanço em 1 de janeiro de 2025 | 629 | 22 | (6) | - | (99) | 2.460 | 3.006 | 247 | 3.253 |
| Variações no Capital Próprio em 2025 | |||||||||
| Variação do justo valor de instrumentos de cobertura de fluxos de caixa | - | - | - | (1) | - | - | (1) | - | (1) |
| Variação do justo valor de instrumentos de cobertura de operações estrangeiras | - | - | - | - | 1 | - | 1 | - | 1 |
| Outros rendimentos integrais | - | - | - | (1) | 1 | - | - | - | - |
| Resultado do exercício | - | - | - | - | - | 269 | 269 | - | 269 |
| Total de outros rendimentos integrais | - | - | - | (1) | 1 | 269 | 269 | - | 269 |
| Dividendos (nota 11) | - | - | - | - | - | (371) | (371) | (17) | (388) |
| Balanço em 30 de junho de 2025 | 629 | 22 | (6) | (1) | (98) | 2.358 | 2.904 | 229 | 3.134 |
Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo.
Demonstrações Financeiras Consolidadas
19
Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA
Para os períodos findos em 30 de junho de 2025 e 2024
| Notas | € Milhões | ||
|---|---|---|---|
| junho 2025 | junho 2024 | ||
| Resultados líquidos | 269 | 253 | |
| Ajustamentos para: | |||
| Interesses que não controlam | (0) | (1) | |
| Impostos | 99 | 82 | |
| Depreciações e amortizações | 562 | 513 | |
| Provisões e outros custos e proveitos operacionais | 13 | - | |
| Custos financeiros líquidos | 158 | 130 | |
| Ganhos/perdas em instrumentos derivados ao justo valor | (13) | (0) | |
| Ganhos/perdas em ativos fixos tangíveis, intangíveis e direitos de uso | 8 | 9 | |
| Fluxos de caixa operacionais antes de variações de capital circulante | 1.096 | 988 | |
| Variações de capital circulante: | |||
| Existências | 3 | (58) | |
| Devedores, acréscimos e diferimentos | (10) | (12) | |
| Credores, acréscimos e diferimentos | (192) | (242) | |
| Provisões e benefícios concedidos a empregados | 7 | (9) | |
| Caixa gerada pelas operações | 904 | 666 | |
| Imposto sobre o rendimento pago | (105) | (197) | |
| Fluxos de caixa de atividades operacionais | 799 | 469 | |
| Atividades de investimento | |||
| Alienação de ativos fixos tangíveis e ativos intangíveis | 9 | 4 | |
| Redução do investimento em joint ventures | - | 2 | |
| Juros recebidos | 22 | 24 | |
| Dividendos recebidos | 1 | 0 | |
| Aquisição de ativos fixos tangíveis e ativos intangíveis | (531) | (506) | |
| Aquisição de negócios | (51) | (12) | |
| Aquisição de partes de capital a interesses que não controlam | - | (3) | |
| Aplicações que não qualificam como equivalentes de caixa | 9 | 59 | 136 |
| Fluxos de caixa de atividades de investimento | (491) | (355) | |
| Atividades de financiamento | |||
| Pagamento de juros de empréstimos obtidos | (50) | (48) | |
| Pagamento de juros de locações | 5 | (134) | (113) |
| Variação líquida de empréstimos obtidos | 13 | 103 | 61 |
| Pagamento de locações | 14 | (204) | (194) |
| Pagamento de dividendos | 11 | (388) | (429) |
| Fluxos de caixa de atividades de financiamento | (673) | (722) | |
| Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa | (366) | (608) | |
| Movimentos de caixa e equivalentes | |||
| Caixa e equivalentes de caixa no início do ano | 1.823 | 1.938 | |
| Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa | (366) | (608) | |
| Efeito das variações cambiais | (4) | (10) | |
| Caixa e equivalentes de caixa no final de junho | 10 | 1.453 | 1.321 |
Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo.
Demonstrações Financeiras Consolidadas
Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025
1. Atividade
Jerónimo Martins, SGPS, S.A. (JMH) é a empresa-mãe de Jerónimo Martins (Grupo) e está sediada em Lisboa.
O Grupo atua predominantemente no ramo da Distribuição Alimentar em Portugal, na Polónia, na Colômbia e, desde março 2025 na Eslováquia, e no ramo da Produção Agroalimentar em Portugal. Em 2023 iniciou atividade noutras geografias, nomeadamente na área Agroalimentar (aquacultura) em Marrocos, e no Retalho Especializado a partir da Polónia, na Chéquia e na Eslováquia.
Sede Social: Rua Actor António Silva, n.º 7, 1649-033 Lisboa, Portugal.
Capital Social: 629.293.220 euros.
Número Comum de Matrícula na Conservatória do Registo Comercial e de Pessoa Coletiva: 500 100 144.
A JMH está cotada na Euronext Lisbon desde 1989.
Estas Demonstrações Financeiras Consolidadas foram aprovadas pelo Conselho de Administração no dia 31 de julho de 2025.
2. Políticas contabilísticas
2.1. Bases de preparação
Os valores apresentados, salvo indicação em contrário, são expressos em milhões de euros (€ milhões). Devido a arredondamentos, o resultado aritmético dos números apresentados nas parcelas pode não corresponder exatamente aos totais.
Os montantes relativos aos trimestres, bem como as correspondentes variações, não se encontram auditados.
As Demonstrações Financeiras Consolidadas Condensadas da JMH foram preparadas em conformidade com a norma de relato financeiro intercalar (IAS 34), e em conformidade com as restantes Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e com as interpretações do International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC) tal como adotadas na União Europeia (UE).
As Demonstrações Financeiras Consolidadas da JMH foram preparadas de acordo com os mesmos princípios e políticas contabilísticas adotadas pelo Grupo na elaboração das demonstrações financeiras anuais, exceto no que respeita à adoção de novas normas, alterações e interpretações com aplicação obrigatória a partir de 1 de janeiro de 2025, e incluindo essencialmente uma explicação dos eventos e alterações relevantes para a compreensão das variações na posição financeira e desempenho do Grupo desde a data do relatório anual. Desta forma, são omitidas as políticas contabilísticas, bem como uma parte das notas constante nas demonstrações financeiras de 2024, quer por não ter sofrido alteração, quer por não ser materialmente relevantes para a compreensão das presentes demonstrações financeiras intercalares.
Tal como referido no capítulo das Demonstrações Financeiras Consolidadas do Relatório e Contas de 2024, nota 28 - Riscos financeiros, o Grupo encontra-se exposto a diversos riscos inerentes à sua atividade, sendo a sua monitorização e mitigação efetuada ao longo de todo o ano. No decurso do primeiro semestre de 2025, não se verificaram alterações materiais, para além das discriminadas nas notas deste anexo, que possam afetar de forma significativa a avaliação dos riscos a que o Grupo se encontra exposto.
Alteração de políticas contabilísticas e bases de preparação:
2.1.1. Novas normas, alterações e interpretações adotadas pelo Grupo
Em novembro de 2024 foi emitido pela UE o seguinte Regulamento, o qual foi adotado pelo Grupo com efeitos a 1 de janeiro de 2025:
| Regulamento da UE | Norma de IASB ou Interpretação do IFRIC adotado pela UE | Norma / Interpretação emitida em | Aplicação obrigatória nos exercícios iniciados em ou após |
|---|---|---|---|
| Regulamento n.º 2862/2024 | IAS 21 Os Efeitos de Alterações em Taxas de Câmbio: Falta de permutabilidade (alterações) | agosto 2023 | 1 janeiro 2025 |
O Grupo implementou as alterações acima, não tendo havido impacto nas suas Demonstrações Financeiras Consolidadas.
2.1.2. Novas normas, alterações e interpretações adotadas pela UE mas sem aplicação efetiva ao exercício iniciado em 1 de janeiro de 2025 e não aplicadas antecipadamente
Em 2025, a UE adotou um conjunto de alterações emitidas pelo IASB, a aplicar em períodos subsequentes:
Demonstrações Financeiras Consolidadas
21
Jerónimo Martins | R&C 1.° Semestre 2025
| Regulamento do UE | Norma da IASB ou interpretação do IFRIC adotada pela UE | Norma / Interpretação emitida em | Aplicação obrigatória nos exercícios iniciados em ou após |
|---|---|---|---|
| Regulamento n.° 1047/2025 | IFRS 7 Instrumentos Financeiros: Divulgações e IFRS 9 Instrumentos Financeiros: Classificação e mensuração de instrumentos financeiros (alterações) | maio 2024 | 1 janeiro 2026 |
| Regulamento n.° 1266/2025 | IFRS 7 Instrumentos Financeiros: Divulgações e IFRS 9 Instrumentos Financeiros: Contratos com referência a eletricidade gerada a partir de fontes renováveis (alterações) | dezembro 2024 | 1 janeiro 2026 |
| Regulamento n.° 1331/2025 | Ciclo de melhoria às normas IFRS – Volume 11: IFRS 1 Adoção pela primeira vez das normas internacionais de relato financeiro, IFRS 7 Instrumentos Financeiros: Divulgações, IFRS 9 Instrumentos Financeiros, IFRS 10 Demonstrações Financeiras Consolidadas e IAS 7 Demonstração dos Fluxos de Caixa (alterações) | julho 2024 | 1 janeiro 2026 |
As alterações acima são de aplicação efetiva para períodos anuais que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2026, e não foram aplicadas na preparação destas Demonstrações Financeiras Consolidadas. Não se espera que estas alterações venham a ter um impacto significativo nas Demonstrações Financeiras Consolidadas do Grupo.
2.1.3. Novas normas, alterações e interpretações ainda não adotadas pela UE
No primeiro semestre de 2025 o IASB/IFRIC não emitiu novas normas, alterações ou interpretações.
2.1.4. Alteração de políticas contabilísticas
Para além do acima referido, o Grupo não alterou as suas políticas contabilísticas durante o primeiro semestre de 2025, nem foram apurados erros relativos a exercícios anteriores que obriguem à reexpressão das Demonstrações Financeiras Consolidadas.
2.2. Transações em moeda estrangeira
As transações em moeda estrangeira são convertidas para a moeda funcional (Euro) à taxa de câmbio em vigor à data da transação.
À data do balanço, os ativos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira são convertidos à taxa de câmbio em vigor a essa data e as diferenças de câmbio resultantes dessa conversão são reconhecidas como resultados do exercício, exceto quando se tratam de ativos e passivos que sejam classificados como cobertura de fluxos de caixa ou cobertura de investimentos em entidades estrangeiras, ou quando estas respeitem a outros investimentos financeiros, que sejam instrumentos de capital próprio, para os quais as diferenças de câmbio resultantes são diferidas nos capitais próprios.
As principais taxas de câmbio consideradas a esta data foram as indicadas abaixo:
| Taxas de câmbio de referência do euro (x de moeda estrangeira por 1 euro) | Zloty Polaco (PLN) | Peso Colombiano (COP) |
|---|---|---|
| Taxa em 30 de junho de 2025 | 4,2423 | 4.731,78 |
| Taxa média do período | 4,2320 | 4.580,61 |
| Taxa em 30 de junho de 2024 | 4,3090 | 4.451,25 |
| Taxa média do período | 4,3159 | 4.241,22 |
Para além destas moedas, o Grupo efetua transações em outras moedas e detém subsidiárias com outras moedas funcionais, que, no entanto, apresentam reduzida relevância.
3. Reporte por segmentos de atividade
A informação por segmentos é apresentada de acordo com o reporte interno para a Gestão. Com base nesse reporte, a Gestão avalia o desempenho de cada segmento e procede à alocação de recursos disponíveis.
A Gestão efetua o acompanhamento do desempenho das suas operações numa perspetiva geográfica e de acordo com a natureza do negócio. Considerando esta última perspetiva, foram identificados os segmentos de Retalho Portugal, Cash & Carry Portugal, Retalho Polónia, Saúde e Beleza Polónia, e Retalho Colômbia. Para além destes, existem ainda outros negócios, que, pela sua reduzida materialidade, não são reportados isoladamente.
Os segmentos operacionais identificados foram:
- Retalho Portugal: inclui a unidade de negócio JMR (supermercados Pingo Doce);
- Cash & Carry Portugal: inclui a unidade de negócio do Recheio (operação grossista de cash & carry e foodservice);
- Retalho Polónia: contém a unidade de negócio da insígnia Biedronka neste país;
- Saúde e Beleza Polónia: contém a unidade de negócio da insígnia Hebe na Polónia, bem como as operações das suas subsidiárias na Chéquia e Eslováquia;
Demonstrações Financeiras Consolidadas
Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025
- Retalho Colômbia: contém a unidade de negócio da insígnia Ara;
- Outros, eliminações e ajustamentos: inclui i. as unidades de negócio de menor materialidade (Cafetarias e lojas de chocolates, negócio Agro-Alimentar e o negócio da insígnia Biedronka na Eslováquia); ii. as empresas que compõem a Holding do Grupo; e iii. os ajustamentos de consolidação do Grupo.
Informação detalhada referente aos segmentos operacionais em junho de 2025 e 2024
| Portugal | Polónia | Colômbia | Outros, eliminações e ajustamentos | Total JM Consolidado | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Retalho | Cash & Carry | Retalho | Saúde e Beleza | Retalho | ||||||||||
| 2025 | 2024 | 2025 | 2024 | 2025 | 2024 | 2025 | 2024 | 2025 | 2024 | 2025 | 2024 | 2025 | 2024 | |
| Vendas e prestação de serviços | 2.844 | 2.700 | 657 | 645 | 12.356 | 11.539 | 297 | 271 | 1.533 | 1.432 | (291) | (290) | 17.396 | 16.298 |
| Inter-segmentos | 310 | 302 | 4 | 4 | 1 | - | - | - | - | - | (314) | (306) | - | - |
| Clientes Externos | 2.534 | 2.398 | 653 | 641 | 12.356 | 11.539 | 297 | 271 | 1.533 | 1.432 | 24 | 16 | 17.396 | 16.298 |
| Cash flow operacional (EBITDA) | 141 | 132 | 32 | 30 | 956 | 878 | 18 | 20 | 60 | 40 | (60) | (59) | 1.148 | 1.040 |
| Depreciações e amortizações | (110) | (101) | (14) | (13) | (341) | (313) | (23) | (20) | (58) | (52) | (15) | (14) | (562) | (513) |
| Resultados antes de juros e impostos (EBIT) | 31 | 31 | 19 | 17 | 615 | 564 | (5) | - | 2 | (13) | (75) | (73) | 586 | 527 |
| Outras perdas e ganhos operacionais | (60) | (62) | ||||||||||||
| Resultados financeiros e ganhos em investimentos | (158) | (131) | ||||||||||||
| Imposto sobre o rendimento do exercício | (99) | (82) | ||||||||||||
| Interesses que não controlam | - | 1 | ||||||||||||
| Resultado líquido atribuível a JM | 269 | 253 | ||||||||||||
| Total de ativos (1) | 2.711 | 2.707 | 522 | 522 | 9.083 | 9.216 | 330 | 313 | 1.859 | 1.819 | 794 | 721 | 15.299 | 15.297 |
| Total de passivos (1) | 2.249 | 2.210 | 516 | 504 | 7.770 | 7.749 | 314 | 288 | 1.788 | 1.809 | (472) | (515) | 12.165 | 12.044 |
| Investimento em ativos tangíveis e intangíveis | 90 | 156 | 9 | 7 | 216 | 106 | 8 | 8 | 114 | 68 | 35 | 25 | 472 | 370 |
(1) Os comparativos reportam-se a 31 de dezembro de 2024
Reconciliação entre EBIT e Resultados operacionais
| 2025 | 2024 | |
|---|---|---|
| EBIT | 586 | 527 |
| Outras perdas e ganhos operacionais | (60) | (62) |
| Resultados operacionais | 526 | 465 |
- Custos operacionais por natureza
| jun 2025 | jun 2024 | |
|---|---|---|
| Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas | (13.605) | (12.755) |
| Variação de produção | 20 | 9 |
| Comissões sobre meios de pagamento eletrónicos | (48) | (43) |
| Outros custos suplementares | (181) | (170) |
| Fornecimentos e serviços externos | (631) | (580) |
| Publicidade | (91) | (88) |
| Rendas e alugueres | (9) | (14) |
| Custos com pessoal | (1.568) | (1.453) |
| Custos de transporte | (180) | (176) |
| Depreciações e amortizações de ativos tangíveis e intangíveis | (320) | (290) |
| Depreciações de direitos de uso | (241) | (223) |
| Ganhos/perdas com ativos tangíveis e intangíveis | (9) | (10) |
| Ganhos/perdas com direitos de uso | 1 | 0 |
| Outras naturezas de ganhos e perdas | (8) | (40) |
| Total | (16.870) | (15.833) |
Demonstrações Financeiras Consolidadas
Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025
4.1. Outras perdas e ganhos operacionais
Os custos operacionais por natureza incluem as seguintes Outras perdas e ganhos operacionais, que pela sua natureza e materialidade, são excluídas dos indicadores de desempenho do Grupo por forma a permitir uma maior comparabilidade entre os vários períodos:
| jun 2025 | jun 2024 | |
|---|---|---|
| Donativo à Fundação Jerónimo Martins | (40) | (40) |
| Donativos a outras instituições | (0) | (2) |
| Reforço de provisões para contencioso | (13) | (0) |
| Custos com programas de reestruturação organizacional | (13) | (12) |
| Write-off de ativos e ganhos/perdas na alienação de ativos fixos tangíveis | (5) | (8) |
| Justo valor de instrumentos derivados de fixação de preços de energia | 13 | 0 |
| Outros | (1) | 0 |
| Total | (60) | (62) |
Conforme comunicado, na altura, em 19 de março de 2024, foi criada a Fundação Jerónimo Martins, com uma dotação inicial de €40 milhões, com vista a ampliar a escala e aumentar o alcance das iniciativas de carácter social e de solidariedade do Grupo.
Na Assembleia Geral de JMH ocorrida em 24 de abril de 2025, os acionistas aprovaram a alocação de €40 milhões dos resultados de 2024 como dotação subsequente à Fundação Jerónimo Martins.
5. Custos financeiros líquidos
| jun 2025 | jun 2024 | |
|---|---|---|
| Juros suportados com empréstimos obtidos | (41) | (39) |
| Juros suportados com locações | (134) | (113) |
| Juros obtidos | 21 | 23 |
| Diferenças de câmbio | (0) | 7 |
| Diferenças de câmbio em responsabilidades com locações | 3 | 3 |
| Outras perdas e ganhos financeiros | (6) | (6) |
| Justo valor de investimentos financeiros detidos para negociação: | ||
| Instrumentos financeiros derivados (nota 8) | (1) | (5) |
| Total | (158) | (130) |
Na rubrica de juros suportados estão incluídos os juros relativos aos empréstimos mensurados ao custo amortizado.
As diferenças de câmbio em responsabilidades com locações respeitam à atualização cambial, à data de reporte (30 de junho), dos contratos de arrendamento denominados em euros das subsidiárias Jeronimo Martins Polska, S.A. (JMP ou Biedronka), Jeronimo Martins Drogerie i Farmacja Sp.zo.o. (JMDiF ou Hebe) e Hebe Cesko s.r.o. (Hebe Chéquia), face ao valor reconhecido no final do exercício anterior (31 de dezembro).
As outras perdas e ganhos financeiros incluem, entre outros, custos com a emissão de dívida do Grupo, reconhecida em resultados através do método da taxa de juro efetiva.
6. Imposto reconhecido na demonstração dos resultados
| jun 2025 | jun 2024 | |
|---|---|---|
| Imposto corrente | ||
| Imposto corrente do exercício | (92) | (86) |
| Excesso/(insuficiência) de exercícios anteriores | (0) | 4 |
| Total | (92) | (82) |
| Imposto diferido | ||
| Diferenças temporárias originadas e revertidas no exercício | (3) | (12) |
| Alteração da base recuperável de prejuízos e diferenças temporárias de exercícios anteriores | (4) | 10 |
| Total | (7) | (2) |
| Outros ganhos/perdas relativos a impostos | ||
| Impacto da revisão de estimativas relativas ao contencioso fiscal | (0) | 1 |
| Total | (0) | 1 |
| Total de imposto sobre o rendimento do exercício | (99) | (82) |
Em 2025 a taxa de imposto sobre o rendimento (IRC) aplicada às sociedades a operar em Portugal é de 20% (2024: 21%). Para as sociedades que apresentam resultados fiscais positivos é aplicada adicionalmente uma taxa de 1,5% a
Demonstrações Financeiras Consolidadas
Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025
título de derrama municipal e uma taxa de derrama estadual de 3%, 5% e 9% para lucros fiscais superiores a €1,5 milhões, €7,5 milhões e €35 milhões, respetivamente.
Na Polónia, para 2025 e 2024, a taxa de imposto sobre o rendimento aplicada aos lucros fiscais é de 19%.
Na Colômbia, a taxa de imposto sobre o rendimento é de 35% em 2025 e 2024.
A Jerónimo Martins e as participadas que fazem parte do seu perímetro de consolidação integral, encontram-se abrangidas pela norma da União Europeia, denominadas de Pilar 2, em que a Sociedade Francisco Manuel dos Santos Holding N.V. (SFMS) é a entidade-mãe do Grupo sujeito a tributação.
Este normativo visa o apuramento de um eventual imposto complementar que pode ser devido com referência a cada uma das jurisdições onde o Grupo opere, que apresente uma taxa efetiva inferior a 15%, apurado nos termos da legislação adotada por cada uma das geografias.
Tendo por base as declarações de informação financeira e fiscal por país ou jurisdição dos exercícios fiscais de 2023 e 2024, é expectativa da Jerónimo Martins que não será devido qualquer imposto complementar nas jurisdições em que opera com referência ao período de 2025 devido à aplicação das disposições de salvaguarda transitórias ("Transitional CbCR Safe Harbours").
7. Ativos fixos tangíveis, ativos intangíveis, propriedades de investimento e direitos de uso
| Ativos fixos tangíveis | Ativos intangíveis | Propriedades investimento | Direitos de uso | Total | |
|---|---|---|---|---|---|
| Valor líquido em 31 de dezembro de 2024 | 5.590 | 795 | 8 | 3.676 | 10.069 |
| Diferenças cambiais | (6) | 3 | - | 1 | (2) |
| Aumentos | 464 | 8 | - | 166 | 637 |
| Atualizações contratos de direitos de uso | - | - | - | 283 | 283 |
| Alienações e abates | (17) | (0) | - | - | (17) |
| Cancelamento contratos de direitos de uso | - | - | - | (14) | (14) |
| Transferências | 0 | 0 | - | (1) | (0) |
| Aquisições/Alienações de negócios | 11 | 6 | - | 5 | 22 |
| Depreciações, Amortizações e perdas por imparidade | (310) | (10) | - | (241) | (562) |
| Valor líquido em 30 de junho de 2025 | 5.731 | 803 | 8 | 3.873 | 10.415 |
Os aumentos de ativos fixos tangíveis correspondem predominantemente aos investimentos do Grupo em expansão de novas lojas e centros de distribuição, e em remodelações do parque de lojas existente.
O valor líquido dos ativos intangíveis a 30 de junho de 2025 inclui o valor de Goodwill no montante de €648 milhões.
Como consequência da conversão cambial dos ativos dos negócios denominados em moeda estrangeira, o valor líquido dos ativos fixos tangíveis e intangíveis e direitos de uso reduziu-se em €2 milhões. Esta variação inclui o aumento de €2 milhões relativos ao Goodwill dos negócios da Polónia.
8. Instrumentos financeiros derivados
| jun 2025 | dez 2024 | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Nacional | Ativo | Passivo | Nacional | Ativo | Passivo | |||||
| Corrente | Não corrente | Corrente | Não corrente | Corrente | Não corrente | Corrente | Não corrente | |||
| Derivados de negociação | ||||||||||
| Forwards cambiais - compra de mercadorias | 40.2 M EUR | |||||||||
| 17 M USD | 0 | - | 1 | - | 58.4 M EUR | |||||
| 3,6 M USD | 0 | - | 0 | - | ||||||
| Cross-currency-swaps - operações de tesouraria | 40 M EUR | 0 | - | - | - | 100 M EUR | - | - | 0 | - |
| Commodities swap - compra de energia | n/a | - | - | - | 0 | n/a | - | - | - | 13 |
| Derivados designados como cobertura de fluxos de caixa | ||||||||||
| Forwards cambiais - compra de mercadorias | 8,1 M EUR | |||||||||
| 48,9 M USD | 0 | - | 2 | - | 3,8 M EUR | |||||
| 6,4 M USD | 0 | - | 0 | - | ||||||
| Derivados designados como cobertura de investimentos em operações estrangeiras | ||||||||||
| Forwards cambiais | 220 M PLN | 0 | - | 0 | - | 2.080 M PLN | 0 | - | 4 | - |
| Total de derivados de negociação | 0 | - | 1 | 0 | 0 | - | 0 | 13 | ||
| Total de derivados designados como | 0 | - | 2 | - | 0 | - | 4 | - | ||
| Total de derivados ativos/passivos | 0 | - | 3 | 0 | 0 | - | 4 | 13 |
Demonstrações Financeiras Consolidadas
Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025
9. Devedores, acrécimos e diferimentos
| jun 2025 | dez 2024 | |
|---|---|---|
| Não correntes | ||
| Outros devedores | 45 | 47 |
| Custos diferidos | 5 | 5 |
| Total | 50 | 52 |
| Correntes | ||
| Clientes comerciais | 80 | 75 |
| Outros devedores | 234 | 209 |
| Outros impostos a recuperar | 14 | 12 |
| Acrécimos de proveitos e custos diferidos | 554 | 541 |
| Aplicações que não qualificam como equivalentes de caixa | - | 58 |
| Total | 882 | 896 |
10. Caixa e equivalentes de caixa
| jun 2025 | dez 2024 | |
|---|---|---|
| Depósitos à ordem | 544 | 379 |
| Aplicações de tesouraria | 905 | 1.441 |
| Caixa | 5 | 4 |
| Total | 1.453 | 1.823 |
11. Dividendos
O montante pago em 2025, de €388 milhões, corresponde a dividendos pagos aos Acionistas da JMH no valor de €371 milhões e aos interesses que não controlam que participam em Companhias do Grupo, no montante de €17 milhões.
12. Resultado básico e diluído por ação
| jun 2025 | jun 2024 | |
|---|---|---|
| Ações ordinárias emitidas no início do ano | 629.293.220 | 629.293.220 |
| Ações próprias no início do ano | (859.000) | (859.000) |
| N.º médio ponderado de ações ordinárias | 628.434.220 | 628.434.220 |
| Resultado líquido do exercício atribuível aos acionistas detentores de ações ordinárias | 269 | 253 |
| Resultado básico e diluído por ação – Euros | 0,4284 | 0,4020 |
13. Empréstimos obtidos
O Grupo tem contratados programas de papel comercial no montante total de €425 milhões, dos quais €100 milhões são de tomada firme. As emissões são remuneradas à taxa Euribor para o prazo de emissão respetivo, adicionada de spreads variáveis, e com possibilidade de serem emitidos em leilão. Ao longo do primeiro semestre foram realizadas algumas emissões de papel comercial, com vista a colmatar necessidades de tesouraria decorrentes da atividade normal do Grupo, cuja utilização à data de 30 de junho de 2025 era de €160 milhões.
Na Polónia foram realizados pagamentos de 49,6 milhões de złoty, cerca de €12 milhões, relativos a amortizações de capital de um financiamento de médio e longo prazo. Foi contratada uma nova linha de descoberto bancário pelo montante total de 300 milhões de złoty, cerca de €71 milhões.
A Jerónimo Martins Colombia, SAS contratou ainda em 2024 um novo empréstimo com a International Finance Corporation (IFC), integrada no Banco Mundial, no montante 120 milhões de dólares, tendo desembolsado a última tranche disponível no primeiro trimestre de 2025, no montante de 21 milhões de dólares, equivalente a 85 mil milhões de pesos colombianos. Este empréstimo, ESG Linked, tem uma maturidade de sete anos e tem como propósito apoiar a expansão da companhia com a construção de dois centros de distribuição com classificação 'Green' através da certificação EDGE-Advanced. Foram negociados dois novos empréstimos, através de bancos internacionais, equivalentes a €100 milhões, cuja utilização ainda não ocorreu. Com os bancos locais foi negociado um aumento das linhas de financiamento de 310 mil milhões de pesos colombianos, cerca de €65 milhões. Durante os primeiros seis meses do ano, a Jerónimo Martins Colombia SAS efetuou ainda o pagamento de 80 mil milhões de pesos colombianos, cerca de €16 milhões, relativos a amortizações de capital de três empréstimos de médio e longo prazo.
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13.1. Empréstimos correntes e não correntes
| jun 2025 | Saldo inicial | Cash flows | Transfer. | Diferenças cambiais | Saldo final |
|---|---|---|---|---|---|
| Empréstimos não correntes | |||||
| Empréstimos bancários | 507 | (37) | (12) | (4) | 454 |
| Total | 507 | (37) | (12) | (4) | 454 |
| Empréstimos correntes | |||||
| Descobertos bancários | - | 35 | - | (1) | 33 |
| Empréstimos bancários | 496 | 105 | 12 | (14) | 598 |
| Total | 496 | 140 | 12 | (16) | 632 |
14. Responsabilidades com locações
| jun 2025 | Correntes | Não correntes | Total |
|---|---|---|---|
| Saldo inicial | 607 | 3.311 | 3.918 |
| Aumentos (novos contratos) | 20 | 145 | 166 |
| Pagamentos | (204) | (0) | (204) |
| Transferências | 178 | (178) | - |
| Alteração / Cancelamento de contratos | 33 | 234 | 267 |
| Aquisições/Alienações de negócios | 0 | 4 | 5 |
| Diferenças cambiais | 4 | (6) | (3) |
| Saldo final | 639 | 3.510 | 4.149 |
15. Dívida financeira líquida
Tendo o Grupo contratado diversas operações de cobertura cambial e de taxa de juro, bem como efetuado algumas aplicações financeiras de curto prazo, o montante líquido da dívida financeira consolidada à data do balanço é o seguinte:
| jun 2025 | dez 2024 | |
|---|---|---|
| Empréstimos não correntes (nota 13.1) | 454 | 507 |
| Empréstimos correntes (nota 13.1) | 632 | 496 |
| Responsabilidades com locações não correntes (nota 14) | 3.510 | 3.311 |
| Responsabilidades com locações correntes (nota 14) | 639 | 607 |
| Instrumentos financeiros derivados (nota 8) | 3 | 17 |
| Acréscimos e diferimentos de juros | 6 | 8 |
| Caixa e equivalentes de caixa (nota 10) | (1.453) | (1.823) |
| Aplicações que não qualificam como equivalentes de caixa (nota 9) | - | (58) |
| Total | 3.790 | 3.064 |
16. Provisões e responsabilidades com benefícios de empregados
| 2025 | Riscos e encargos | Benefícios de empregados |
|---|---|---|
| Saldo a 1 de janeiro | 83 | 79 |
| Constituição, reforço e transferências | 18 | 6 |
| Utilização | (0) | (2) |
| Saldo a 30 de junho | 100 | 83 |
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- Credores, acréscimos e diferimentos
| jun 2025 | dez 2024 | |
|---|---|---|
| Não correntes | ||
| Credores comerciais | 2 | 2 |
| Acréscimos de custos e proveitos diferidos | 3 | 3 |
| Total | 6 | 6 |
| Correntes | ||
| Fornecedores | 4.745 | 4.943 |
| Outros credores comerciais | 465 | 407 |
| Credores não comerciais | 445 | 480 |
| Outros impostos a pagar | 219 | 212 |
| Responsabilidades em contratos com clientes | 24 | 29 |
| Responsabilidades com reembolsos a clientes | 2 | 2 |
| Acréscimos de custos e proveitos diferidos | 698 | 728 |
| Total | 6.597 | 6.800 |
Algumas subsidiárias do Grupo celebraram protocolos de confirming com instituições financeiras, os quais permitem aos fornecedores comerciais, que adiram voluntariamente aos mesmos, antecipar o recebimento das suas faturas para cerca de 7 dias. Na rubrica de fornecedores encontra-se o montante de €750 milhões (dez 2024: €882 milhões), já recebido pelos fornecedores, relativo às responsabilidades abrangidas por estes protocolos.
- Contingências
Passivos contingentes
No decurso do primeiro semestre de 2025, verificaram-se as seguintes alterações aos passivos contingentes mencionados no Relatório & Contas do exercício de 2024:
Outros processos de contencioso fiscal e legal:
a) A Autoridade Tributária (AT) informou a Recheio SGPS que deveria proceder à requalificação fiscal de dividendos recebidos, no montante total de €82 milhões, de uma sua participada na Zona Franca da Madeira, durante os exercícios de 2000 a 2003. Na opinião daquela entidade, esses dividendos deveriam ser tratados como juros recebidos, os quais estão sujeitos a tributação em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC), ao contrário dos dividendos, que estão isentos. Na sequência daquela informação, veio a AT liquidar o correspondente valor de imposto de €21 milhões, do qual se mantém em disputa o montante de €20 milhões. Tendo, entretanto, sido julgadas improcedentes ambas as impugnações judiciais, a Gestão recorreu das mesmas. Veio, entretanto, o Tribunal Central Administrativo dar total provimento às pretensões da Recheio SGPS em um dos casos, tendo, entretanto, a Administração Tributária recorrido da mesma. O Supremo Tribunal Administrativo deu provimento a esse recurso, pelo que a Recheio requereu a sua nulidade e, bem assim, recorreu para o Tribunal Constitucional;
b) A AT procedeu a algumas correções em sede de IRC em Companhias pertencentes ao Grupo Fiscal liderado pela sociedade JMR SGPS, as quais originaram liquidações adicionais de imposto, relativamente aos anos de 2002 a 2015, no montante total de €81 milhões, do qual se mantém em disputa o montante de €71 milhões. Entretanto, o Tribunal Tributário emitiu sentenças para os anos de 2002 a 2007, 2011 e 2014, as quais, tendo sido apenas parcialmente favoráveis ao Grupo, foram já contestadas para instância superior;
c) A AT procedeu a algumas correções em sede de IRC, em Companhias pertencentes ao Grupo Fiscal liderado pela sociedade Recheio SGPS, as quais originaram liquidação adicional de imposto, relativamente aos anos de 2007 a 2014, no montante total de €17 milhões, do qual se mantém em disputa o montante de €16 milhões. O Tribunal Tributário de Lisboa pronunciou-se, entretanto, relativamente aos exercícios de 2008, 2009, 2010, 2011, 2013 e 2014, dando total vencimento às pretensões da Recheio SGPS. À data, a AT apresentou já recurso de todas aquelas sentenças. Em 2024, o Tribunal Central Administrativo veio pronunciar-se a favor da Recheio, quanto ao exercício de 2010 e o Supremo Tribunal Administrativo a favor da AT, quanto a 2013, pelo que quanto a este último a Recheio apresentou recurso, tendo ao mesmo sido negado provimento;
e) A AT liquidou, para o período de 2016 a 2019, à JMR SGPS e à JMH (enquanto sociedade que encabeça o Grupo Fiscal em que se insere o Recheio SGPS), os montantes, respetivamente, de €122 milhões e €30 milhões, relativos à tributação em IRC de ¼ dos resultados gerados em operações internas do Grupo fiscal, em cada um desses anos. Conforme explicado no Relatório & Contas de 2018 (e anos anteriores), esta liquidação resulta da aplicação da norma transitória incluída no Orçamento de Estado Português de 2016 (e depois nos três Orçamentos seguintes). A Gestão, suportada pela opinião dos seus advogados e consultores fiscais, entende que lhe assiste razão, pelo que contestou todos aqueles processos. Quanto ao processo da JMH, relativo a 2017, o Tribunal Tributário de Lisboa veio decidir desfavoravelmente à sociedade, pelo que a mesma recorreu dessa decisão;
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Já no decurso do mês de julho de 2025, o Instituto da Segurança Social notificou a subsidiária Pingo Doce – Distribuição Alimentar, SA para o pagamento voluntário do montante de €9,6 milhões, liquidado a título de contribuições de Taxa Social Única (TSU) em falta, alegadamente incidente sobre benefícios extraordinários pagos a trabalhadores, no período de maio de 2021 a setembro de 2023. A Gestão entende que as referidas contribuições não são devidas, porquanto, suportada pela opinião de advogados e consultores fiscais externos, diligenciará – por via dos mecanismos processuais adequados e nos prazos aplicáveis –, no sentido da contestação judicial da legalidade das mesmas.
19. Partes relacionadas
O Grupo é participado em 56,136% pela Sociedade Francisco Manuel dos Santos, B.V., sendo a Sociedade Francisco Manuel dos Santos Holding N.V. a entidade que qualifica enquanto Empresa-mãe final do Grupo.
Os saldos e transações de Companhias do Grupo com partes relacionadas são as seguintes:
| Joint ventures | Empresas associadas | Outras entidades relacionadas (*) | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| jun 2025 | jun 2024 | jun 2025 | jun 2024 | jun 2025 | jun 2024 | |
| Vendas e prestação serviços | 0 | - | 17 | 15 | 0 | 0 |
| Compras de mercadorias e fornecimentos de serviços | 3 | 2 | (0) | (0) | 61 | 58 |
| Joint ventures | Empresas associadas | Outras entidades relacionadas (*) | ||||
| jun 2025 | dez 2024 | jun 2025 | dez 2024 | jun 2025 | dez 2024 | |
| Devedores, acréscimos e diferimentos | 0 | 0 | 7 | 6 | 1 | 1 |
| Credores, acréscimos e diferimentos | 1 | 1 | 0 | 0 | 31 | 23 |
(*) As outras entidades relacionadas dizem respeito a outros investimentos financeiros, a sociedades participadas e/ou controladas pelo acionista maioritário de Jerónimo Martins, e sociedades detidas ou controladas por membros do Conselho de Administração do Grupo.
Todas as transações com partes relacionadas foram realizadas em condições normais de mercado, ou seja, os valores das transações correspondem aos que seriam praticados com empresas não relacionadas.
Os saldos que se encontram por liquidar entre as Companhias do Grupo e as partes relacionadas, por resultarem de acordos comerciais, são liquidados em dinheiro e estão sujeitos aos mesmos prazos de pagamento que são aplicados aos demais acordos celebrados pelas Companhias do Grupo com os seus fornecedores.
Não existem provisões para créditos duvidosos e não foram reconhecidos custos, durante o exercício, relacionados com dívidas incobráveis ou de cobrança duvidosa, com essas partes relacionadas.
20. Companhias subsidiárias e interesses em joint ventures e associadas
No decurso do primeiro semestre de 2025 ocorreram dois aumentos de capital da subsidiária Andfjord Salmon Group, AS (Andfjord), tendo o Grupo, através da subsidiária Jerónimo Martins – Agro-Alimentar, S.A. (JMAA), adquirido um total de 14,6 milhões de ações pelo montante global de €45 milhões. A 30 de junho de 2025 a participação do Grupo na Andfjord ascende a 35,11%.
Em 5 de junho de 2025, através da subsidiária JMAA, foram adquiridos 50% do capital da sociedade Tastyfruits, Lda. (Tastyfruits) passando o Grupo a deter 100% da referida sociedade. A Tastyfruits passou, desta forma, a ser consolidada integralmente nas demonstrações financeiras do Grupo (anteriormente era consolidada pelo método da equivalência patrimonial), sendo que os impactos decorrentes não são materialmente relevantes.
21. Eventos subsequentes à data do balanço
Até à data de conclusão deste Relatório não ocorreram eventos significativos que não se encontrem refletidos nas Demonstrações Financeiras Consolidadas.
Lisboa, 31 de julho de 2025
O Contabilista Certificado
O Conselho de Administração
Demonstrações Financeiras Consolidadas
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2. Declaração do Conselho de Administração
Declaração do Conselho de Administração
Nos termos previstos na alínea c), número 1 do artigo 29.º-J do Código dos Valores Mobiliários, informamos que, tanto quanto é do nosso conhecimento:
i) a informação constante do relatório de gestão intercalar expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição da Jerónimo Martins, SGPS, S.A. e das empresas incluídas no perímetro da consolidação, contendo uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam; e
ii) a informação constante nas demonstrações financeiras consolidadas, assim como nos seus anexos, foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do ativo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da Jerónimo Martins, SGPS, S.A. e das empresas incluídas no perímetro da consolidação.
Lisboa, 31 de julho de 2025
Pedro Manuel de Castro Soares dos Santos
(Presidente do Conselho de Administração e Administrador-Delegado)
Agnieszka Słomka-Gołębiowska
(Membro do Conselho de Administração)
António Domingues
(Membro do Conselho de Administração e Membro da Comissão de Auditoria)
Elizabeth Ann Bastoni
(Membro do Conselho de Administração e Presidente da Comissão de Auditoria)
Fabio Villegas
(Membro do Conselho de Administração)
Francisco Sá Carneiro
(Membro do Conselho de Administração)
João Vale de Almeida
(Membro do Conselho de Administração)
José Manuel da Silveira e Castro Soares dos Santos
(Membro do Conselho de Administração)
María Ángela Holguín
(Membro do Conselho de Administração)
Nigyar Makhmudova
(Membro do Conselho de Administração)
Sérgio Tavares Rebelo
(Membro do Conselho de Administração e Membro da Comissão de Auditoria)
Demonstrações Financeiras Consolidadas
pwc
Relatório de Revisão Limitada de Demonstrações Financeiras Consolidadas Condensadas
Introdução
Efetuámos uma revisão limitada das demonstrações financeiras consolidadas condensadas anexas da Jerónimo Martins, SGPS S.A. (a Entidade), que compreendem o balanço consolidado em 30 de junho de 2025 (que evidencia um total de 15.299 milhões de euros e um total do capital próprio de 3.134 milhões de euros, incluindo um resultado líquido atribuível aos acionistas de 269 milhões de euros), as demonstrações consolidadas dos resultados por funções, a demonstração consolidada dos rendimentos integrais, a demonstração de alterações no capital próprio consolidado e a demonstração consolidada dos fluxos de caixa relativas ao semestre findo naquela data, e as notas anexas a estas demonstrações financeiras consolidadas condensadas.
Responsabilidades do órgão de gestão
É da responsabilidade do órgão de gestão a preparação de demonstrações financeiras consolidadas condensadas de acordo com a Norma Internacional de Contabilidade 34 – Relato Financeiro Intercalar tal como adotada na União Europeia, e pela criação e manutenção de um sistema de controlo interno apropriado para permitir a preparação de demonstrações financeiras consolidadas condensadas isentas de distorções materiais devido à fraude ou a erro.
Responsabilidades do auditor
A nossa responsabilidade consiste em expressar uma conclusão sobre as demonstrações financeiras consolidadas condensadas anexas. O nosso trabalho foi efetuado de acordo com a ISRE 2410 – Revisão de Informação Financeira Intercalar Efetuada pelo Auditor Independente da Entidade, e demais normas e orientações técnicas e éticas da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas. Estas normas exigem que o nosso trabalho seja conduzido de forma a concluir se algo chegou ao nosso conhecimento que nos leve a acreditar que as demonstrações financeiras consolidadas condensadas não estão preparadas em todos os aspetos materiais de acordo com a Norma Internacional de Contabilidade 34 – Relato Financeiro Intercalar tal como adotada na União Europeia.
Uma revisão limitada de demonstrações financeiras é um trabalho de garantia limitada de fiabilidade. Os procedimentos que efetuámos consistem fundamentalmente em indagações e procedimentos analíticos e consequente avaliação da prova obtida.
Os procedimentos efetuados numa revisão limitada são significativamente mais reduzidos do que os procedimentos efetuados numa auditoria executada de acordo com as Normas Internacionais de Auditoria (ISAs). Consequentemente, não expressamos uma opinião de auditoria sobre estas demonstrações financeiras consolidadas.
PricewaterhouseCoopers & Associados – Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
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e na CMVM sob o nº 20161485
PricewaterhouseCoopers & Associados – Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda. pertence à rede de entidades que são membros da PricewaterhouseCoopers International Limited, cada uma das quais é uma entidade legal autónoma e independente.
Conclusão
Com base no trabalho efetuado, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que as demonstrações financeiras consolidadas condensadas anexas da Jerónimo Martins, SGPS S.A. em 30 de junho de 2025 não estão preparadas, em todos os aspetos materiais, de acordo com a Norma Internacional de Contabilidade 34 – Relato Financeiro Intercalar tal como adotada na União Europeia.
8 de agosto de 2025
PricewaterhouseCoopers & Associados
- Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
representada por:

João Rui Fernandes Ramos, ROC n.º 1333
Registado na CMVM com o n.º 20160943
Relatório de Revisão Limitada de Demonstrações Financeiras Consolidadas Condensadas 30 de junho de 2025
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