Skip to main content

AI assistant

Sign in to chat with this filing

The assistant answers questions, extracts KPIs, and summarises risk factors directly from the filing text.

Jeronimo Martins Interim / Quarterly Report 2025

Aug 27, 2025

1906_ir_2025-08-27_881cf013-3d26-4a61-9586-08c77af11377.pdf

Interim / Quarterly Report

Open in viewer

Opens in your device viewer

Jerónimo Martins

2025

Primeiro semestre

RELATÓRIO E CONTAS CONSOLIDADO

img-0.jpeg


Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025

ÍNDICE

Mensagem do Presidente do Conselho de Administração e Administrador-Delegado - Pedro Soares dos Santos

3

I – RELATÓRIO CONSOLIDADO DE GESTÃO

  1. Visão Geral sobre o Desempenho e Principais Drivers
  2. Análise de Desempenho por Insígnia
  3. Análise de Informação Financeira Consolidada
  4. Perspetivas para 2025
  5. Anexo ao Relatório de Gestão
    5.1. Impacto da IFRS 16 nas Demonstrações Financeiras
    5.2. Detalhe de Vendas
    5.3. Parque de Lojas
    5.4. Capital Circulante
    5.5. Detalhes de Empréstimos e Locações Financeiras
    5.6. Definições
  6. Notas Reconciliatórias
  7. Informação Relativa a Contas Individuais

II – DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS

  1. Demonstrações Financeiras Consolidadas
  2. Declaração do Conselho de Administração
  3. Relatório da Auditoria

Jerónimo Martins | R&C 1.° Semestre 2025

Mensagem do Presidente do Conselho de Administração e Administrador-Delegado

Pedro Soares dos Santos

"No primeiro semestre de 2025, num contexto de incerteza global persistente, mantivemo-nos fiéis às nossas prioridades estratégicas: garantir a competitividade de preços; compensar a pressão de operar com baixa inflação alimentar e aumento dos custos com pessoal; e executar os programas de investimento.

A solidez do desempenho nos primeiros seis meses reflete a assertividade do trabalho das nossas insígnias em todas as frentes. Em todos os países onde operamos, assegurámos ofertas de qualidade a preços competitivos para as famílias, priorizando a disciplina de custos e o reforço das medidas de produtividade como forma de mitigar a inevitável pressão sobre as margens e preservar a base de clientes.

A execução do plano de investimento avança sem hesitações. Aqui, gostaria de destacar o arranque da operação da Biedronka na Eslováquia, no primeiro trimestre, e a integração na nossa cadeia Ara, que ficou concluída no final de julho, de c.70 lojas anteriormente operadas pela Colsubsidio.

Vamos continuar a acompanhar atentamente o comportamento do consumidor e a manter-nos flexíveis e ágeis na resposta às necessidades das famílias.

Ao mesmo tempo que inovamos na oferta e trabalhamos na melhoria da experiência de compra e da eficiência das operações enquanto fatores críticos de sucesso no longo prazo, continuaremos a responder aos desafios ambientais e sociais que se colocam aos nossos negócios e a cumprir a nossa agenda de sustentabilidade."

Mensagem do Presidente


Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025

I - RELATÓRIO CONSOLIDADO DE GESTÃO

1. Visão Geral sobre o Desempenho e Principais Drivers

Nesta primeira metade de 2025, perante um ambiente de consumo tímido, continuámos determinados a assegurar a competitividade de preço que, em conjunto com a qualidade das propostas de valor, nos tem garantido a preferência dos consumidores e o reforço das posições de mercado das nossas insígnias.

O bom desempenho das vendas e o reforço da disciplina operacional e das medidas de aumento da produtividade permitiram proteger a rentabilidade num semestre que se antecipava difícil, devido à combinação do baixo nível de inflação nos nossos cabazes com a subida dos salários e à estagnação do consumo alimentar.

As vendas cresceram 6,7% (+6% a taxas de câmbio constantes) e o EBITDA do Grupo aumentou 10,3% (+9% a taxas de câmbio constantes), com a respetiva margem a subir 0,2 p.p. para 6,6% (6,4% no 1S 24).

O resultado líquido foi de 269 milhões de euros, 6,6% acima do ano anterior.

Importa referir que a prioridade dada à execução do programa de investimento levou, no primeiro semestre do ano, à abertura de um total de 196 lojas entre as várias insígnias e à remodelação de 71 localizações.

No final de junho, o balanço do Grupo apresentava uma posição líquida de caixa (excluindo a IFRS16) de 213 milhões de euros, já depois do pagamento, em maio, de 371 milhões de euros relativos a dividendos.

2. Análise de Desempenho por Insígnia

POLÔNIA

Na Polônia, a inflação alimentar foi de 5,7% nos primeiros seis meses do ano, com a média do 2T (5,2%) a situar-se ligeiramente abaixo da do 1T, influenciada pelo facto de os preços dos produtos alimentares básicos nos dois períodos homólogos (2T 25 e 2T 24) incluírem o valor do IVA reintroduzido em abril do ano passado.

Os consumidores mantiveram-se relativamente contidos ao longo do semestre e o ambiente competitivo permaneceu intenso e promocional.

img-1.jpeg

Perante o exigente desafio de superar o fortíssimo aumento dos volumes registado no 1S 24, e por forma a garantir a preferência das famílias polacas, a Biedronka focou-se em continuar a oferecer as melhores oportunidades de poupança do mercado, sem descurar a qualidade e a inovação do seu sortido, que, ao longo dos 30 anos, tem evoluído de forma contínua.

As vendas, em moeda local, aumentaram 5%, com um LFL de 0,9%, e a quota de mercado foi reforçada. Em euros, as vendas atingiram 12,4 mil milhões, mais 7,1% do que no 1S 24.

No 2T, com a contribuição positiva da Páscoa que, em 2024, ocorreu no 1T, as vendas, em moeda local, cresceram 9,7%, registando um LFL de 5,3%. Em euros, as vendas cifraram-se em 6,4 mil milhões, mais 10,7% do que no 2T 24.

O EBITDA aumentou 9% (+6,9% em moeda local) com a respetiva margem a atingir 7,7% (7,6% no 1S 24). Para este sólido desempenho contribuíram sinergicamente o crescimento das vendas, o reforço da disciplina de custos e o foco na produtividade.

Mantendo-se no centro da estratégia da Biedronka, os programas de expansão e de remodelação de lojas foram executados de acordo com o planeado, tendo-se inaugurado 81 lojas no período (72 adições líquidas) e remodelado 34 localizações.

img-2.jpeg

A Hebe cresceu 7,3% as suas vendas (em moeda local), com o LFL a fixar-se em 1,3%. Em euros, as vendas atingiram 297 milhões, 9,4% acima do 1S 24.

No 2T, as vendas, em moeda local, subiram 6,2%, com um LFL de 0,7%, totalizando, em euros, 152 milhões, mais 7,2% do que no 2T 24.

O EBITDA decresceu 7% (-8,8% em moeda local), com a respetiva margem a cifrar-se em 6,2% (7,3% no 1S 24), pressionada pelo investimento em preço necessário para defender a relevância num mercado que se tornou substancialmente mais competitivo. No segundo trimestre, a insígnia ajustou a sua assertividade comercial e reforçou o seu programa de eficiência e contenção de custos, de modo a proteger as suas margens.

Relatório de Gestão


Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025

A Hebe abriu nove lojas no mercado polaco e uma na República Checa, terminando o período com um total de 382 lojas na Polónia, quatro na República Checa e duas na Eslováquia.

PORTUGAL

Em Portugal, a inflação alimentar foi de 2% no 1S e 2,4% no 2T, tendo o consumidor mantido inalterada a orientação para as oportunidades de preço e promoções.

img-3.jpeg
LFL Pingo Doce (excl. combustível)

pingo doce
O Pingo Doce prosseguiu a sua dinâmica comercial, bem reconhecida pelos consumidores, e continuou a conversão de lojas para o conceito All About Food, levando as vendas a crescer 5,7% com um forte LFL de 3,9% (excluindo combustível).

No 2T, incorporando o efeito positivo de calendário relativo à Páscoa no período, as vendas aumentaram 8,3% com um LFL de 6,5% (excluindo combustível).

No 1S, o Pingo Doce inaugurou três lojas e concluiu 24 remodelações.

O EBITDA cifrou-se em 141 milhões de euros, 6,1% acima do mesmo período do ano anterior, tendo a respetiva margem, em linha com o ano anterior, atingido 5,5%, suportado pelo bom desempenho de vendas e pelas iniciativas para aumentar a produtividade que contrariaram a pressão dos custos.

img-4.jpeg
LFL Recheio

RECHEIO
O Recheio registou vendas de 657 milhões de euros, 1,9% acima do primeiro semestre do ano anterior, com um LFL de 1,6%. No 2T, as vendas foram de 355 milhões de euros, 3,9% acima do 2T 24, com um LFL de 3,5%.

O EBITDA da insígnia foi de 32 milhões de euros, 8,6% acima do mesmo período do ano anterior, tendo a respetiva margem atingido 4,9% (4,6% no 1S 24), suportada pela dinâmica mais favorável de mix registada no 2T 25 em relação ao período homólogo.

COLÔMBIA

Na Colômbia, onde a inflação alimentar se fixou em 4,6% no 1S (4,5% no 2T), os consumidores mantiveram-se muito orientados para o fator preço.

img-5.jpeg
LFL Ara

ara
Forçada em garantir e reforçar a preferência dos consumidores nos bairros onde se encontra, a Ara continuou a aprofundar a sua estratégia promocional, criando oportunidades de poupança relevantes para as famílias colombianas.

O resultado foi um desempenho notável, com as vendas a crescerem, em moeda local, 15,6%, incluindo um LFL de 5,3%. Em euros, as vendas atingiram 1,5 mil milhões no semestre, 7% acima do 1S 24.

No 2T, beneficiando da Páscoa no período, as vendas em moeda local subiram 18,1%, incluindo um LFL de 7,7%. Em euros as vendas aumentaram 5% para os 758 milhões.

A insígnia inaugurou 96 novas lojas (93 adições líquidas), 58 das quais resultantes da integração das lojas anteriormente operadas pela Colsubsidio, fechando o semestre com um parque de 1.531 localizações.

O EBITDA foi de 60 milhões de euros, 50,5% acima do 1S 24 (+62,5% em moeda local), com a respetiva margem a situar-se nos 3,9% (2,8% no 1S 24). Para além do bom desempenho das vendas, a melhoria da margem continuou a beneficiar também do trabalho executado em 2024 para proteger a margem bruta e controlar os custos.

Relatório de Gestão


Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025

3. Análise de Informação Financeira Consolidada

Resultados Consolidados

(€ Milhões) 15 25 15 24 Δ 2T 25 2T 24 Δ
Vendas e Prestação de Serviços 17.396 16.298 6,7% 9.020 8.232 9,6%
Margem 3.565 20,5% 3.318 20,4% 7,5% 1.825 20,2% 1.667 20,3% 9,4%
Custos Operacionais -2.418 -13,9% -2.277 -14,0% 6,2% -1.205 -13,4% -1.136 -13,8% 6,1%
EBITDA 1.148 6,6% 1.040 6,4% 10,3% 620 6,9% 532 6,5% 16,5%
Depreciação -562 -3,2% -513 -3,2% 9,4% -282 -3,1% -263 -3,2% 7,4%
EBIT 586 3,4% 527 3,2% 11,3% 338 3,7% 269 3,3% 25,5%
Custos Financeiros Líquidos -158 -0,9% -130 -0,8% 21,0% -87 -1,0% -69 -0,8% 24,7%
Ganhos/Perdas em Joint Ventures e Associadas 0 0,0% 0 0,0% n.a. 0 0,0% 0 0,0% n.a.
Outras Perdas e Ganhos -60 -0,3% -62 -0,4% n.a. -52 -0,6% -13 -0,2% n.a.
EBT 368 2,1% 334 2,1% 10,1% 199 2,2% 187 2,3% 6,7%
Imposto sobre o Rendimento do exercício -99 -0,6% -82 -0,5% 20,4% -56 -0,6% -32 -0,4% 72,1%
Resultados Líquidos 269 1,5% 252 1,5% 6,8% 143 1,6% 154 1,9% -7,1%
Interesses que não Controlam 0 0,0% 1 0,0% n.a. -1 0,0% 2 0,0% n.a.
Resultados Líquidos atribuíveis a JM 269 1,5% 253 1,6% 6,6% 142 1,6% 156 1,9% -8,9%
Res. Líquido / ação (€) 0,43 0,40 6,6% 0,23 0,25 -8,9%
Res. Líquido / ação sem Outras Perdas e Ganhos (€) 0,52 0,49 6,6% 0,31 0,26 17,8%

Balanço

(€ Milhões) 15 25 2024 15 24
Goodwill Líquido 648 639 637
Ativo Fixo Líquido 6.046 5.891 5.605
Direitos de Uso Líquido 3.714 3.530 3.365
Capital Circulante Total -3.838 -4.062 -3.856
Outros 354 318 343
Capital Investido 6.923 6.317 6.095
Total de Empréstimos 1.086 1.003 799
Locações Financeiras 146 128 113
Locações Operacionais Capitalizadas 4.003 3.790 3.594
Acréscimos e Diferimentos de Juros 9 25 14
Caixa e Equivalentes de Caixa -1.453 -1.882 -1.321
Dívida Líquida 3.790 3.064 3.200
Interesses que não Controlam 229 247 238
Capital Social 629 629 629
Reservas e Resultados Retidos 2.275 2.377 2.028
Fundos de Acionistas 3.134 3.253 2.895

No final de junho, a posição líquida de caixa situa-se nos €3,8 MM. Excluindo responsabilidades com locações operacionais capitalizadas, o Grupo apresenta uma posição líquida de caixa de €213 M, já depois do pagamento aos acionistas da sociedade de €371 M de dividendos.

Cash Flow

(€ Milhões) 15 25 15 24
EBITDA 1.148 1.040
Pagamento de Locações Operacionais Capitalizadas -198 -189
Pagamento de Juros -162 -136
Outros Itens Financeiros 1 0
Imposto sobre o Resultado -105 -197
Fundos Gerados pelas Operações 683 519
Pagamento de Capex -596 -527
Variação de Capital Circulante -192 -322
Outros -52 -52
Cash Flow -157 -383

Relatório de Gestão


Jerónimo Martins | R&C 1.° Semestre 2025

O Cash Flow gerado no período, antes de pagamento de dividendos que ocorreu em maio, foi negativo em 157 milhões de euros.

Capex

(€ Milhões) 15 25 Peso 15 24 Peso
Biedronka 239 44% 121 31%
Pingo Doce 90 16% 155 39%
Recheio 9 2% 7 2%
Ara 114 21% 68 17%
Outros 94 17% 45 11%
Investimento Total 546 100% 396 100%

O Programa de Investimento atingiu um valor de 546 milhões de euros.

4. Perspetivas para 2025

Os primeiros seis meses de 2025 ficaram marcados por uma incerteza acentuada, impulsionada por turbulência na geopolítica global e instabilidade política nas principais economias europeias. Num ambiente que permanece volátil, prevemos que o comportamento do consumidor continue a pautar-se por prudência e contenção e que a dinâmica concorrencial dos mercados onde operamos se mantenha intensa. Ainda assim, as perspetivas para 2025 mantêm-se, no essencial, em linha com o apresentado a 19 de março.

As nossas insígnias continuarão a garantir a competitividade de preço necessária para sustentar a preferência dos que confiam nas nossas propostas de valor e escolhem as nossas lojas, e para fortalecer as respetivas posições de mercado.

Na Polónia, a atualização do salário mínimo em 9,2% contribui para o crescimento real do rendimento disponível das famílias. No entanto, o contexto concorrencial mantém-se intenso, num mercado de retalho alimentar que permanece relativamente contido.

A Biedronka, honrando o seu compromisso de 30 anos no mercado polaco com os preços baixos todos os dias, continuará a liderar a competitividade de preço e a desenhar as melhores oportunidades de poupança para as famílias polacas. A prioridade será o desempenho das vendas, o que, à luz dos crescimentos acima dos do mercado consistentemente entregues nos últimos anos, constitui um elevado desafio.

A Biedronka continuará também focada na eficiência de custos e na implementação de medidas adicionais de produtividade para proteger a rentabilidade e responder à pressão que resulta da combinação de baixa inflação no seu cabaz com subida dos custos com salários no contexto de baixo dinamismo do consumo alimentar que se tem vindo a observar.

Os bons resultados dos formatos de loja usados para a expansão estimulam a insígnia a prosseguir o reforço da proximidade da sua presença no mercado com 130 a 150 aberturas de loja previstas (líquidas) em 2025. Por seu lado, o programa de remodelações deverá agora abranger c.200 localizações no ano e a Companhia espera ainda inaugurar um novo centro de distribuição, que se vem juntar aos 17 já existentes.

O arranque da operação na Eslováquia ficou marcado pela abertura, neste primeiro semestre, de seis lojas Biedronka no país e a entrada em atividade do primeiro centro de distribuição. Até ao final de 2026 espera-se que a operação conte com pelo menos 50 lojas no país.

A Hebe, ao longo do primeiro semestre deste ano, respondeu com uma maior assertividade de preço à intensificação da concorrência no sector, enfrentando o desafio de operar com significativa deflação no seu cabaz. A insígnia está a trabalhar no reforço da disciplina de custos como forma de gerir a pressão resultante sobre a margem.

Avançando com o alargamento seletivo da sua rede de lojas na Polónia, a Hebe prevê abrir em 2025 c.30 novas localizações, mantendo o canal de e-commerce no centro da estratégia de crescimento e de internacionalização.

Em Portugal, apesar da subida de 6,1% do salário mínimo contribuir para o aumento do consumo, a orientação para as promoções continua a ser o comportamento dominante em matéria alimentar.

O Pingo Doce, que tem beneficiado do sucesso do conceito de loja All About Food, prosseguirá com o seu programa de remodelações, que deverá abranger c.50 lojas em 2025. A Companhia prevê ainda inaugurar no ano c.10 novas localizações.

O Recheio manter-se-á focado em ter as melhores ofertas para cada um dos seus segmentos de clientes, avançando no seu programa de remodelação de lojas, que continua a elevar a proposta de valor para o canal HoReCa, enquanto a rede de parcerias Amanhecer, que já conta com mais de 700 localizações, se continuará a expandir.

Relatório de Gestão


Jerónimo Martins | R&C 1.° Semestre 2025

Na Colômbia, antecipa-se que o crescimento do consumo permaneça modesto em resultado da persistência do impacto negativo da inflação sobre o rendimento real das famílias.

A Ara prosseguirá o seu trabalho para manter a preferência dos consumidores, avançar com a execução do seu plano de expansão e melhorar a sua rentabilidade.

A insígnia espera abrir, no ano, mais de 150 novas lojas, às quais se juntam as c.70 lojas situadas em localizações de elevada qualidade, anteriormente operadas pelo Colsubsidio e cuja integração na rede da Ara se concluiu no final de julho.

Para apoiar a expansão da rede de lojas, o investimento em logística contempla a conclusão de um novo centro de distribuição que já se encontra em atividade, bem como a preparação de nova capacidade para os anos seguintes.

O programa de investimento mantém-se como primeira prioridade de alocação de capital, devendo, em 2025, ficar em linha com o valor dos últimos anos: ligeiramente acima de mil milhões de euros.

Lisboa, 31 de julho de 2025

O Conselho de Administração

Relatório de Gestão


Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025

5. Anexo ao Relatório Consolidado de Gestão

5.1. Impacto da IFRS 16 nas Demonstrações Financeiras

Demonstração dos Resultados por Funções

(€ Milhões) IFRS16 Excl. IFRS16
15'25 15'24 15'25 15'24
Vendas e Prestação de Serviços 17.396 16.298 17.396 16.298
Custo das Vendas -13.831 -12.980 -13.831 -12.980
Margem 3.565 3.318 3.565 3.318
Custos de Distribuição -2.695 -2.522 -2.790 -2.603
Custos Administrativos -284 -269 -285 -270
Outras Perdas e Ganhos Operacionais -60 -62 -60 -62
Resultados Operacionais 526 465 430 383
Custos Financeiros Líquidos -158 -130 -31 -23
Ganhos/Perdas em Outros Investimentos 0 0 0 0
Ganhos/Perdas em Joint Ventures e Associadas 0 0 0 0
Resultados Antes de Impostos 368 334 399 359
Imposto sobre o Rendimento do Exercício -99 -82 -104 -87
Resultados Líquidos (antes de int. que não controlam) 269 252 295 272
Interesses que não Controlam 0 1 -1 -1
Resultados Líquidos Atribuíveis a JM 269 253 294 272

Demonstração dos Resultados (Perspetiva da Gestão)

(€ Milhões) (Excl. IFRS16) (Excl. IFRS16)
15'25 15'24 Δ 2T'25 2T'24 Δ
Vendas e Prestação de Serviços 17.396 16.298 6,7% 9.020 8.232 9,6%
Margem 3.565 20,5% 3.318 20,4% 7,5% 1.825 20,2% 1.667 20,3% 9,4%
Custos Operacionais -2.747 -15,8% -2.576 -15,8% 6,7% -1.371 -15,2% -1.288 -15,6% 6,4%
EBITDA 818 4,7% 742 4,6% 10,3% 454 5,0% 380 4,6% 19,6%
Depreciação -329 -1,9% -298 -1,8% 10,4% -165 -1,8% -152 -1,8% 8,9%
EBIT 490 2,8% 444 2,7% 10,1% 289 3,2% 228 2,8% 26,8%
Custos Financeiros Líquidos -31 -0,2% -23 -0,1% 30,9% -16 -0,2% -14 -0,2% 15,0%
Ganhos/Perdas em Joint Ventures e Associadas 0 0,0% 0 0,0% n.a. 0 0,0% 0 0,0% n.a.
Outras Perdas e Ganhos -60 -0,3% -62 -0,4% n.a. -52 -0,6% -13 -0,2% n.a.
EBT 399 2,3% 359 2,2% 11,0% 221 2,5% 201 2,4% 10,0%
Imposto sobre o Rendimento do exercício -104 -0,6% -87 -0,5% 19,9% -59 -0,7% -35 -0,4% 68,2%
Resultados Líquidos 295 1,7% 272 1,7% 8,2% 162 1,8% 166 2,0% -2,4%
Interesses que não Controlam -1 0,0% -1 0,0% n.a. -2 0,0% 1 0,0% n.a.
Resultados Líquidos atribuíveis a JM 294 1,7% 272 1,7% 8,0% 160 1,8% 167 2,0% -4,3%
Res. Líquido / ação (€) 0,47 0,43 8,0% 0,25 0,27 -4,3%
Res. Líquido / ação sem Outras Perdas e Ganhos (€) 0,56 0,52 7,8% 0,33 0,28 20,5%

Balanço

(€ Milhões) (Excl. IFRS16)
15'25 2024 15'24
Goodwill Líquido 647 639 637
Ativo Fixo Líquido 6.046 5.891 5.605
Capital Circulante Total -3.834 -4.058 -3.850
Outros 308 277 307
Capital Investido 3.167 2.749 2.698
Total de Empréstimos 1.086 1.003 799
Locações Financeiras 146 128 113
Acréscimos e Diferimentos de Juros 9 25 14
Caixa e Equivalentes de Caixa -1.453 -1.882 -1.321
Dívida Líquida -213 -726 -394
Interesses que não Controlam 246 262 252
Capital Social 629 629 629
Reservas e Resultados Retidos 2.505 2.584 2.211
Fundos de Acionistas 3.381 3.475 3.092

Relatório de Gestão


Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025

Cash Flow

(€ Milhões) (Excl. IFRS16)
15'25 15'24
EBITDA 818 742
Pagamento de Juros -32 -27
Outros Itens Financeiros 1 0
Imposto sobre o Resultado -105 -197
Fundos Gerados pelas Operações 682 519
Pagamento de Capex -596 -527
Variação de Capital Circulante -192 -323
Outros -51 -52
Cash Flow -157 -383

Detalhe de EBITDA

(€ Milhões) IFRS16
15'25 15'24
Biedronka 956 7,7% 878 7,6%
Hebe 18 6,2% 20 7,3%
Pingo Doce 141 5,5% 132 5,5%
Recheia 32 4,9% 30 4,6%
Ara 60 3,9% 40 2,8%
Outros & Ajustes de Consolidação -60 n.a. -59 n.a.
JM Consolidado 1.148 6,6% 1.040 6,4%
Excl. IFRS16
--- --- --- ---
15'25 15'24
732 5,9% 675 5,8%
0 0,0% 3 1,2%
101 4,0% 95 4,0%
29 4,5% 27 4,2%
20 1,3% 3 0,2%
-64 n.a. -61 n.a.
818 4,7% 742 4,6%

Detalhe dos Resultados Financeiros

(€ Milhões) IFRS16
15'25 15'24
Juros Líquidos -24 -19
Juros de Locações Operacionais Capitalizadas -130 -109
Diferenças Cambiais 2 4
Outros -6 -6
Custos Financeiros Líquidos -158 -130
Excl. IFRS16
--- ---
15'25 15'24
-24 -19
- -
-1 2
-6 -6
-31 -23

5.2. Detalhe de Vendas

(€ Milhões) 15'25 15'24 6 % 27'25 27'24 6 %
% total % total excl. FX Euro % total % total excl. FX Euro
Biedronka 12.356 71,0% 11.539 70,8% 5,0% 7,1% 6.409 71,1% 5.788 70,3% 9,7% 10,7%
Hebe 297 1,7% 271 1,7% 7,3% 9,4% 152 1,7% 142 1,7% 6,2% 7,2%
Pingo Doce 2.534 14,6% 2.398 14,7% 5,7% 1.334 14,8% 1.231 15,0% 8,3%
Recheia 657 3,8% 645 4,0% 1,9% 355 3,9% 342 4,2% 3,9%
Ara 1.533 8,8% 1.432 8,8% 15,6% 7,0% 758 8,4% 721 8,8% 18,1% 5,0%
Outros & Ajustes de Consolidação 20 0,1% 12 0,1% 60,1% 11 0,1% 7 0,1% 69,3%
Total JM 17.396 100% 16.298 100% 6,0% 6,7% 9.020 100% 8.232 100% 10,0% 9,6%

Relatório de Gestão


Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025

Crescimento das Vendas

Crescimento Total de Vendas Crescimento LFL
1T 25 2T 25 1S 25 1T 25 2T 25 1S 25
Biedronka
Euro 3,4% 10,7% 7,1%
PLN 0,3% 9,7% 5,0% -3,5% 5,3% 0,9%
Hebe
Euro 11,9% 7,2% 9,4%
PLN 8,5% 6,2% 7,3% 1,9% 0,7% 1,3%
Pingo Doce 2,8% 8,3% 5,7% 1,0% 6,1% 3,7%
Excl. combustível 2,9% 8,8% 5,9% 1,1% 6,5% 3,9%
Recheio -0,4% 3,9% 1,9% -0,5% 3,5% 1,6%
Ara
Euro 9,1% 5,0% 7,0%
COP 13,0% 18,1% 15,6% 3,0% 7,7% 5,3%
Total JM
Euro 3,8% 9,6% 6,7%
Excl. FX 1,9% 10,0% 6,0% -2,2% 5,4% 1,6%

5.3. Parque de Lojas

Número de Lojas 2024 Aberturas Encerramentos 1S 25 1S 24
1T 25 2T 25 1S 25
Biedronka ** 3.730 56 25 9 3.802 3.620
Hebe *** 381 5 5 3 388 361
Pingo Doce 489 1 2 0 492 485
Recheio 43 0 0 0 43 43
Ara *** 1.438 9 87 3 1.531 1.349
Área de Venda (m²) 2024 Aberturas Encerramentos Remodelações * 1S 25 1S 24
--- --- --- --- --- --- ---
1T 25 2T 25 1S 25
Biedronka ** 2.666.757 39.353 18.004 -1.078 2.725.191 2.576.197
Hebe *** 97.041 1.285 1.260 596 98.990 92.276
Pingo Doce 578.755 200 2.480 -1.730 583.165 571.914
Recheio 144.870 0 0 -1.307 146.177 144.870
Ara *** 502.215 3.251 45.075 916 549.625 468.009
  • Inclui ajustes a áreas de vendas
    ** Exclui as lojas e área de venda dos 25 Micro Fulfilment Centres (MFC) para abastecer a operação da Biek (entregas ultrarápidas)
    *** Inclui 6 lojas fora da Polónia
    *** Inclui 70 Bodegas del Canasto (B2B)

5.4. Capital Circulante

(€ Milhões) IFRS16 Excl. IFRS16
1S 25 1S 24 1S 25 1S 24
Existências 2.028 1.874 2.028 1.874
em dias de vendas 21 21 21 21
Clientes 56 68 56 68
em dias de vendas 1 1 1 1
Fornecedores -4.609 -4.479 -4.609 -4.479
em dias de vendas -48 -50 -48 -50
Outros -1.312 -1.318 -1.308 -1.313
Capital Circulante Total -3.838 -3.856 -3.834 -3.850
em dias de vendas -40 -43 -40 -43

Relatório de Gestão


Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025

5.5. Detalhes de Empréstimos e Locações Financeiras

(€ Milhões) 15'25 15'24
Empréstimos de Médio Longo Prazo / Locações financeiras 586 419
% do Total 47,6% 45,9%
Maturidade Média (anos) 4,2 3,2
Empréstimos de Curto Prazo / Locações financeiras 645 494
% do Total 52,4% 54,1%
Total de Empréstimos / Locações financeiras 1.231 913
Maturidade Média (anos) 2,1 1,7
% Total de Empréstimos / Locações financeiras em euros 22,7% 15,3%
% Total de Empréstimos / Locações financeiras em złoty 22,9% 17,7%
% Total de Empréstimos / Locações financeiras em pesos colombianos 54,4% 67,1%

5.6. Definições

Vendas like-for-like (LFL): vendas das lojas e de plataformas de e-commerce que operaram sob as mesmas condições nos dois períodos. Excluem-se as lojas que abriram ou encerraram num dos dois períodos. As vendas das lojas que sofreram remodelações profundas excluem-se durante o período da remodelação (encerramento da loja).

Relatório de Gestão


Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025

6. Notas Reconciliatórias

(Seguindo as orientações da ESMA de outubro de 2015 sobre Medidas Alternativas de Desempenho)

Demonstração dos Resultados

Demonstração dos Resultados (página 6) Demonstração Consolidada dos Resultados por Funções (nas Demonstrações Financeiras Consolidadas) Primeiro Semestre de 2025
Vendas e Prestação de Serviços Vendas e prestação de serviços
Margem Margem
Custos Operacionais Inclui as linhas de Custos de distribuição; e Custos administrativos, excluindo €-562 milhões relativo a Depreciações e amortizações (nota 3 - Reporte por segmentos de atividade)
EBITDA
Depreciação Valor refletido na nota 3 - Reporte por segmentos de atividade
EBIT
Custos Financeiros Líquidos Custos financeiros líquidos
Ganhos / Perdas em Joint ventures e Associadas Ganhos (perdas) em joint ventures e associadas
Outras Perdas e Ganhos Inclui linhas de Outras perdas e ganhos operacionais; Ganhos/Perdas na alienação de negócios (quando aplicável) e Ganhos/Perdas em outros investimentos (quando aplicável)
EBT Resultados antes de impostos
Imposto sobre o Rendimento do Exercício Imposto sobre o rendimento do exercício
Resultados Líquidos Resultados líquidos (antes de interesses que não controlam)
Interesses que não Controlam Interesses que não controlam
Resultados Líquidos atribuíveis a JM Resultado líquido atribuível aos Acionistas de Jerónimo Martins

Relatório de Gestão


Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025

Balanço

| Balanço Consolidado
(página 6) | Balanço Consolidado a 30 de junho de 2025
(nas Demonstrações Financeiras Consolidadas) |
| --- | --- |
| Goodwill Líquido | Valor incluído na linha de Ativos intangíveis |
| Ativo Fixo Líquido | Inclui as linhas de Ativos tangíveis e intangíveis (excluindo o Goodwill líquido de €648 milhões) e adicionando Locações financeiras (€160 milhões) |
| Direitos de Uso Líquido | Inclui a linha de Direitos de uso deduzido das Locações financeiras (€160 milhões) |
| Capital Circulante Total | Inclui as linhas de Devedores, acréscimos e diferimentos correntes; Existências; Ativos biológicos; Credores, acréscimos e diferimentos; Benefícios concedidos a empregados; assim como €-68 milhões relativo a Outros valores de natureza operacional. Exclui €-6 milhões de Acréscimos e diferimento de juros (nota 15 - Dívida financeira líquida) |
| Outros | Inclui as linhas de Propriedades de investimento; Partes de capital em joint ventures e associadas; Outros investimentos financeiros; Devedores, acréscimos e diferimentos não correntes; Impostos diferidos ativos e passivos; Impostos sobre o rendimento a receber e a pagar; Provisões para riscos e encargos. Exclui €-68 milhões relativo a Outros valores de natureza operacional |
| Capital Investido | |
| Total de Empréstimos | Inclui as linhas de Empréstimos obtidos correntes e não correntes |
| Locações Financeiras | Responsabilidades com locações financeiras (2025: €146 milhões) nos termos da norma IAS 17 que vigorava antes da adoção da IFRS16 |
| Locações Operacionais Capitalizadas | Valor refletido nas linhas de Responsabilidades com locações correntes e não correntes excluindo as Responsabilidades com locações financeiras (linha acima) |
| Acréscimos e Diferimentos de Juros | Inclui as linhas de Instrumentos financeiros derivados, assim como o valor de €-6 milhões relativo a Acréscimos e diferimentos de juros (nota 15 - Dívida financeira líquida) |
| Caixa e Equivalentes de Caixa | Inclui a linha de Caixa e equivalentes caixa; e Aplicações que não qualificam como equivalentes de caixa quando aplicável (nota 9 – Devedores, acréscimos e diferimentos) |
| Dívida Líquida | |
| Interesses que não Controlam | Interesses que não controlam |
| Capital Social | Capital social |
| Reservas e Resultados Retidos | Inclui as linhas de Prémio de emissão; Ações próprias; Outras reservas e Resultados retidos |

Fundos de Acionistas

Relatório de Gestão


Jerónimo Martins | R&C 1.° Semestre 2025

Cash Flow

| Cash Flow
(página 6) | Demonstração Consolidada dos Fluxos de Caixa
(nas Demonstrações Financeiras Consolidadas)
Primeiro Semestre de 2025 |
| --- | --- |
| EBITDA | Corresponde à linha de Fluxos de caixa operacionais antes de variações de capital circulante, incluindo rubricas que não geraram fluxos de caixa, e excluindo custos e proveitos que não têm natureza operacional (€52 milhões) |
| Pagamento de Locações Operacionais Capitalizadas | Inclui a linha de Pagamento de locações, excluído de €6 milhões correspondente ao pagamento de locações financeiras ao abrigo de anteriores normativos |
| Pagamento de Juros | Inclui a linha de Pagamento de juros de empréstimos, Pagamento de juros de locações e Juros recebidos |
| Imposto sobre o Resultado | Imposto sobre o rendimento pago |
| Fundos gerados pelas Operações | |
| Pagamento de Capex | Inclui as linhas de Alienação de ativos fixos tangíveis e ativos intangíveis; Alienação de outros investimentos financeiros e propriedades de investimento; Aquisição de ativos fixos tangíveis e ativos intangíveis; Aquisição de outros investimentos financeiros e propriedades de investimento; e Aquisição de negócios.
Inclui ainda aquisições de ativos fixos tangíveis classificados como locação financeira ao abrigo de anteriores normativos (€-23 milhões) |
| Variação de Capital Circulante | Inclui as Variações de capital circulante |
| Outros | Inclui a linha Alienação de negócios (quando aplicável); e custos e proveitos que geraram fluxos de caixa, mas que não têm natureza operacional (€-52 milhões) |
| Cash Flow | Corresponde à Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa deduzida de Pagamentos de dividendos; Aquisição de partes de capital a interesses que não controlam; de Variação líquida de empréstimos obtidos; e de Variação de Aplicações que não qualificam como equivalentes de caixa.
Inclui ainda as Aquisições de ativos fixos tangíveis classificados como locação financeira (€-23 milhões); e deduzido dos Pagamentos de locações financeiras (€6 milhões), ambos ao abrigo de anteriores normativos |

7. Informação Relativa a Contas Individuais

Nos termos do n.º 5 do artigo 10.º do Regulamento da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) n.º 5/2008, as contas semestrais individuais de Jerónimo Martins, SGPS, S.A., não são divulgadas pelo facto de não conterem informação adicional relevante, face à que consta do presente relatório.

Relatório de Gestão


Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025

II - Demonstrações Financeiras Consolidadas Condensadas

1. Demonstrações Financeiras Consolidadas

  • DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES 17
  • DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RENDIMENTOS INTEGRAIS 17
  • BALANÇO CONSOLIDADO 18
  • DEMONSTRAÇÃO DE ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO CONSOLIDADO 19
  • DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA 20

Índice das Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas

Índice das Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas Página
1. Atividade 21
2. Políticas contabilísticas 21
3. Reporte por segmentos de atividade 22
4. Custos operacionais por natureza 23
5. Custos financeiros líquidos 24
6. Imposto reconhecido na demonstração dos resultados 24
7. Ativos fixos tangíveis, ativos intangíveis, propriedades de investimento e direitos de uso 25
8. Instrumentos financeiros derivados 25
9. Devedores, acréscimos e diferimentos 26
10. Caixa e equivalentes de caixa 26
11. Dividendos 26
12. Resultado básico e diluído por ação 26
13. Empréstimos obtidos 26
14. Responsabilidades com locações 27
15. Dívida financeira líquida 27
16. Provisões e responsabilidades com benefícios de empregados 27
17. Credores, acréscimos e diferimentos 28
18. Contingências 28
19. Partes relacionadas 29
20. Companhias subsidiárias e interesses em joint ventures e associadas 29
21. Eventos subsequentes à data do balanço 29

Demonstrações Financeiras Consolidadas


Jerónimo Martins | R&C 1.° Semestre 2025

DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES

Para os períodos findos em 30 de junho de 2025 e 2024

Notas junho junho
2025 2024
Vendas e prestação de serviços 3 17.396 16.298
Custo das vendas 4 (13.831) (12.980)
Margem 3.565 3.318
Custos de distribuição 4 (2.695) (2.522)
Custos administrativos 4 (284) (269)
Outras perdas e ganhos operacionais 4.1 (60) (62)
Resultados operacionais 526 465
Custos financeiros líquidos 5 (158) (130)
Resultados antes de impostos 368 334
Imposto sobre o rendimento do exercício 6 (99) (82)
Resultados líquidos
(antes de interesses que não controlam) 269 252
Atribuível a:
Interesses que não controlam (0) (1)
Aos Acionistas de Jerónimo Martins 269 253
Resultado básico e diluído por ação - euros 12 0,4284 0,4020

Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo.

€ Milhões
2.° Trimestre 2.° Trimestre
2025 2024
9.020 8.232
(7.195) (6.564)
1.825 1.667
(1.353) (1.273)
(134) (126)
(52) (13)
286 256
(87) (69)
199 187
(56) (32)
143 154
1 (2)
142 156
0,2257 0,2478

DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RENDIMENTOS INTEGRAIS

Para os períodos findos em 30 de junho de 2025 e 2024

junho 2025 junho 2024 € Milhões
2.° Trimestre 2.° Trimestre
Resultados líquidos 269 252 143 154
Outros rendimentos integrais:
Itens que não serão reclassificados para resultados 0 - 0 -
Diferenças de conversão cambial (1) 6 (33) (4)
Variação do justo valor dos instrumentos de cobertura de fluxos de caixa (2) 0 (2) 0
Variação do justo valor dos instrumentos de cobertura de operações estrangeiras 1 (1) 10 3
Imposto relacionado 1 1 (1) 0
Itens que poderão ser reclassificados para resultados (0) 6 (26) (0)
Outros rendimentos integrais líquidos de imposto (0) 6 (26) (0)
Total de rendimentos integrais 269 258 117 154
Atribuível a:
Interesses que não controlam (0) (1) 1 (2)
Acionistas de Jerónimo Martins 269 259 116 156
Total de rendimentos integrais 269 258 117 154

Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo.

Demonstrações Financeiras Consolidadas


Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025

Em 30 de junho de 2025 e 31 de dezembro de 2024

BALANÇO CONSOLIDADO

Notas junho 2025 dezembro 2024
Ativo
Ativos fixos tangíveis 7 5.731 5.590
Ativos intangíveis 7 803 795
Propriedades de investimento 7 8 8
Direitos de uso 7 3.873 3.676
Ativos biológicos 13 10
Investimentos em joint ventures e associadas 20 117 84
Outros investimentos financeiros 2 2
Devedores, acréscimos e diferimentos 9 50 52
Impostos diferidos ativos 238 246
Total de ativos não correntes 10.835 10.463
Existências 1.991 1.997
Ativos biológicos 24 19
Imposto sobre o rendimento a receber 114 98
Devedores, acréscimos e diferimentos 9 882 896
Caixa e equivalentes de caixa 10 1.453 1.823
Total de ativos correntes 4.464 4.834
Total do ativo 15.299 15.297
Capital próprio e passivo
Capital 629 629
Prémios de emissão 22 22
Ações próprias (6) (6)
Outras reservas (100) (99)
Resultados retidos 2.358 2.460
2.904 3.006
Interesses que não controlam 229 247
Total do capital próprio 3.134 3.253
Empréstimos obtidos 13 454 507
Responsabilidades com locações 14 3.510 3.311
Credores, acréscimos e diferimentos 17 6 6
Instrumentos financeiros derivados 8 0 13
Benefícios concedidos a empregados 16 83 79
Provisões para riscos e encargos 16 100 83
Impostos diferidos passivos 127 130
Total de passivos não correntes 4.279 4.127
Empréstimos obtidos 13 632 496
Responsabilidades com locações 14 639 607
Credores, acréscimos e diferimentos 17 6.597 6.800
Instrumentos financeiros derivados 8 3 4
Imposto sobre o rendimento a pagar 15 9
Total de passivos correntes 7.886 7.917
Total do capital próprio e passivo 15.299 15.297

Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo.

Demonstrações Financeiras Consolidadas


Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025

DEMONSTRAÇÃO DE ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO CONSOLIDADO

Para os períodos findos em 30 de junho de 2025 e 2024

Capital próprio atribuível aos Acionistas de Jerónimo Martins, SGPS, S.A. Interesses que não controlam Total de capital próprio
Capital Prémios de emissão de ações Ações próprias Outros Reservas Resultados retidos Total
Cobertura fluxos de caixa Reservas cambiais
Balanço em 1 de janeiro de 2024 629 22 (6) - (110) 2.278 2.814 253 3.066
Variações no Capital Próprio em 2024
Diferença de conversão cambial - - - - 7 - 7 - 7
Variação do justo valor de instrumentos de cobertura de operações estrangeiras - - - - (1) - (1) - (1)
Outros rendimentos integrais - - - - 6 - 6 - 6
Resultado do exercício - - - - - 253 253 (1) 252
Total de outros rendimentos integrais - - - - 6 253 259 (1) 258
Dividendos - - - - - (412) (412) (17) (429)
Aquisição/Alienação de interesses que não controlam - - - - - (3) (3) 3 (1)
Balanço em 30 de junho de 2024 629 22 (6) - (104) 2.116 2.657 238 2.895
Balanço em 1 de janeiro de 2025 629 22 (6) - (99) 2.460 3.006 247 3.253
Variações no Capital Próprio em 2025
Variação do justo valor de instrumentos de cobertura de fluxos de caixa - - - (1) - - (1) - (1)
Variação do justo valor de instrumentos de cobertura de operações estrangeiras - - - - 1 - 1 - 1
Outros rendimentos integrais - - - (1) 1 - - - -
Resultado do exercício - - - - - 269 269 - 269
Total de outros rendimentos integrais - - - (1) 1 269 269 - 269
Dividendos (nota 11) - - - - - (371) (371) (17) (388)
Balanço em 30 de junho de 2025 629 22 (6) (1) (98) 2.358 2.904 229 3.134

Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo.

Demonstrações Financeiras Consolidadas
19


Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025

DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA

Para os períodos findos em 30 de junho de 2025 e 2024

Notas € Milhões
junho 2025 junho 2024
Resultados líquidos 269 253
Ajustamentos para:
Interesses que não controlam (0) (1)
Impostos 99 82
Depreciações e amortizações 562 513
Provisões e outros custos e proveitos operacionais 13 -
Custos financeiros líquidos 158 130
Ganhos/perdas em instrumentos derivados ao justo valor (13) (0)
Ganhos/perdas em ativos fixos tangíveis, intangíveis e direitos de uso 8 9
Fluxos de caixa operacionais antes de variações de capital circulante 1.096 988
Variações de capital circulante:
Existências 3 (58)
Devedores, acréscimos e diferimentos (10) (12)
Credores, acréscimos e diferimentos (192) (242)
Provisões e benefícios concedidos a empregados 7 (9)
Caixa gerada pelas operações 904 666
Imposto sobre o rendimento pago (105) (197)
Fluxos de caixa de atividades operacionais 799 469
Atividades de investimento
Alienação de ativos fixos tangíveis e ativos intangíveis 9 4
Redução do investimento em joint ventures - 2
Juros recebidos 22 24
Dividendos recebidos 1 0
Aquisição de ativos fixos tangíveis e ativos intangíveis (531) (506)
Aquisição de negócios (51) (12)
Aquisição de partes de capital a interesses que não controlam - (3)
Aplicações que não qualificam como equivalentes de caixa 9 59 136
Fluxos de caixa de atividades de investimento (491) (355)
Atividades de financiamento
Pagamento de juros de empréstimos obtidos (50) (48)
Pagamento de juros de locações 5 (134) (113)
Variação líquida de empréstimos obtidos 13 103 61
Pagamento de locações 14 (204) (194)
Pagamento de dividendos 11 (388) (429)
Fluxos de caixa de atividades de financiamento (673) (722)
Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa (366) (608)
Movimentos de caixa e equivalentes
Caixa e equivalentes de caixa no início do ano 1.823 1.938
Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa (366) (608)
Efeito das variações cambiais (4) (10)
Caixa e equivalentes de caixa no final de junho 10 1.453 1.321

Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo.

Demonstrações Financeiras Consolidadas


Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025

1. Atividade

Jerónimo Martins, SGPS, S.A. (JMH) é a empresa-mãe de Jerónimo Martins (Grupo) e está sediada em Lisboa.

O Grupo atua predominantemente no ramo da Distribuição Alimentar em Portugal, na Polónia, na Colômbia e, desde março 2025 na Eslováquia, e no ramo da Produção Agroalimentar em Portugal. Em 2023 iniciou atividade noutras geografias, nomeadamente na área Agroalimentar (aquacultura) em Marrocos, e no Retalho Especializado a partir da Polónia, na Chéquia e na Eslováquia.

Sede Social: Rua Actor António Silva, n.º 7, 1649-033 Lisboa, Portugal.

Capital Social: 629.293.220 euros.

Número Comum de Matrícula na Conservatória do Registo Comercial e de Pessoa Coletiva: 500 100 144.

A JMH está cotada na Euronext Lisbon desde 1989.

Estas Demonstrações Financeiras Consolidadas foram aprovadas pelo Conselho de Administração no dia 31 de julho de 2025.

2. Políticas contabilísticas

2.1. Bases de preparação

Os valores apresentados, salvo indicação em contrário, são expressos em milhões de euros (€ milhões). Devido a arredondamentos, o resultado aritmético dos números apresentados nas parcelas pode não corresponder exatamente aos totais.

Os montantes relativos aos trimestres, bem como as correspondentes variações, não se encontram auditados.

As Demonstrações Financeiras Consolidadas Condensadas da JMH foram preparadas em conformidade com a norma de relato financeiro intercalar (IAS 34), e em conformidade com as restantes Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e com as interpretações do International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC) tal como adotadas na União Europeia (UE).

As Demonstrações Financeiras Consolidadas da JMH foram preparadas de acordo com os mesmos princípios e políticas contabilísticas adotadas pelo Grupo na elaboração das demonstrações financeiras anuais, exceto no que respeita à adoção de novas normas, alterações e interpretações com aplicação obrigatória a partir de 1 de janeiro de 2025, e incluindo essencialmente uma explicação dos eventos e alterações relevantes para a compreensão das variações na posição financeira e desempenho do Grupo desde a data do relatório anual. Desta forma, são omitidas as políticas contabilísticas, bem como uma parte das notas constante nas demonstrações financeiras de 2024, quer por não ter sofrido alteração, quer por não ser materialmente relevantes para a compreensão das presentes demonstrações financeiras intercalares.

Tal como referido no capítulo das Demonstrações Financeiras Consolidadas do Relatório e Contas de 2024, nota 28 - Riscos financeiros, o Grupo encontra-se exposto a diversos riscos inerentes à sua atividade, sendo a sua monitorização e mitigação efetuada ao longo de todo o ano. No decurso do primeiro semestre de 2025, não se verificaram alterações materiais, para além das discriminadas nas notas deste anexo, que possam afetar de forma significativa a avaliação dos riscos a que o Grupo se encontra exposto.

Alteração de políticas contabilísticas e bases de preparação:

2.1.1. Novas normas, alterações e interpretações adotadas pelo Grupo

Em novembro de 2024 foi emitido pela UE o seguinte Regulamento, o qual foi adotado pelo Grupo com efeitos a 1 de janeiro de 2025:

Regulamento da UE Norma de IASB ou Interpretação do IFRIC adotado pela UE Norma / Interpretação emitida em Aplicação obrigatória nos exercícios iniciados em ou após
Regulamento n.º 2862/2024 IAS 21 Os Efeitos de Alterações em Taxas de Câmbio: Falta de permutabilidade (alterações) agosto 2023 1 janeiro 2025

O Grupo implementou as alterações acima, não tendo havido impacto nas suas Demonstrações Financeiras Consolidadas.

2.1.2. Novas normas, alterações e interpretações adotadas pela UE mas sem aplicação efetiva ao exercício iniciado em 1 de janeiro de 2025 e não aplicadas antecipadamente

Em 2025, a UE adotou um conjunto de alterações emitidas pelo IASB, a aplicar em períodos subsequentes:

Demonstrações Financeiras Consolidadas
21


Jerónimo Martins | R&C 1.° Semestre 2025

Regulamento do UE Norma da IASB ou interpretação do IFRIC adotada pela UE Norma / Interpretação emitida em Aplicação obrigatória nos exercícios iniciados em ou após
Regulamento n.° 1047/2025 IFRS 7 Instrumentos Financeiros: Divulgações e IFRS 9 Instrumentos Financeiros: Classificação e mensuração de instrumentos financeiros (alterações) maio 2024 1 janeiro 2026
Regulamento n.° 1266/2025 IFRS 7 Instrumentos Financeiros: Divulgações e IFRS 9 Instrumentos Financeiros: Contratos com referência a eletricidade gerada a partir de fontes renováveis (alterações) dezembro 2024 1 janeiro 2026
Regulamento n.° 1331/2025 Ciclo de melhoria às normas IFRS – Volume 11: IFRS 1 Adoção pela primeira vez das normas internacionais de relato financeiro, IFRS 7 Instrumentos Financeiros: Divulgações, IFRS 9 Instrumentos Financeiros, IFRS 10 Demonstrações Financeiras Consolidadas e IAS 7 Demonstração dos Fluxos de Caixa (alterações) julho 2024 1 janeiro 2026

As alterações acima são de aplicação efetiva para períodos anuais que se iniciem em ou após 1 de janeiro de 2026, e não foram aplicadas na preparação destas Demonstrações Financeiras Consolidadas. Não se espera que estas alterações venham a ter um impacto significativo nas Demonstrações Financeiras Consolidadas do Grupo.

2.1.3. Novas normas, alterações e interpretações ainda não adotadas pela UE

No primeiro semestre de 2025 o IASB/IFRIC não emitiu novas normas, alterações ou interpretações.

2.1.4. Alteração de políticas contabilísticas

Para além do acima referido, o Grupo não alterou as suas políticas contabilísticas durante o primeiro semestre de 2025, nem foram apurados erros relativos a exercícios anteriores que obriguem à reexpressão das Demonstrações Financeiras Consolidadas.

2.2. Transações em moeda estrangeira

As transações em moeda estrangeira são convertidas para a moeda funcional (Euro) à taxa de câmbio em vigor à data da transação.

À data do balanço, os ativos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira são convertidos à taxa de câmbio em vigor a essa data e as diferenças de câmbio resultantes dessa conversão são reconhecidas como resultados do exercício, exceto quando se tratam de ativos e passivos que sejam classificados como cobertura de fluxos de caixa ou cobertura de investimentos em entidades estrangeiras, ou quando estas respeitem a outros investimentos financeiros, que sejam instrumentos de capital próprio, para os quais as diferenças de câmbio resultantes são diferidas nos capitais próprios.

As principais taxas de câmbio consideradas a esta data foram as indicadas abaixo:

Taxas de câmbio de referência do euro (x de moeda estrangeira por 1 euro) Zloty Polaco (PLN) Peso Colombiano (COP)
Taxa em 30 de junho de 2025 4,2423 4.731,78
Taxa média do período 4,2320 4.580,61
Taxa em 30 de junho de 2024 4,3090 4.451,25
Taxa média do período 4,3159 4.241,22

Para além destas moedas, o Grupo efetua transações em outras moedas e detém subsidiárias com outras moedas funcionais, que, no entanto, apresentam reduzida relevância.

3. Reporte por segmentos de atividade

A informação por segmentos é apresentada de acordo com o reporte interno para a Gestão. Com base nesse reporte, a Gestão avalia o desempenho de cada segmento e procede à alocação de recursos disponíveis.

A Gestão efetua o acompanhamento do desempenho das suas operações numa perspetiva geográfica e de acordo com a natureza do negócio. Considerando esta última perspetiva, foram identificados os segmentos de Retalho Portugal, Cash & Carry Portugal, Retalho Polónia, Saúde e Beleza Polónia, e Retalho Colômbia. Para além destes, existem ainda outros negócios, que, pela sua reduzida materialidade, não são reportados isoladamente.

Os segmentos operacionais identificados foram:

  • Retalho Portugal: inclui a unidade de negócio JMR (supermercados Pingo Doce);
  • Cash & Carry Portugal: inclui a unidade de negócio do Recheio (operação grossista de cash & carry e foodservice);
  • Retalho Polónia: contém a unidade de negócio da insígnia Biedronka neste país;
  • Saúde e Beleza Polónia: contém a unidade de negócio da insígnia Hebe na Polónia, bem como as operações das suas subsidiárias na Chéquia e Eslováquia;

Demonstrações Financeiras Consolidadas


Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025

  • Retalho Colômbia: contém a unidade de negócio da insígnia Ara;
  • Outros, eliminações e ajustamentos: inclui i. as unidades de negócio de menor materialidade (Cafetarias e lojas de chocolates, negócio Agro-Alimentar e o negócio da insígnia Biedronka na Eslováquia); ii. as empresas que compõem a Holding do Grupo; e iii. os ajustamentos de consolidação do Grupo.

Informação detalhada referente aos segmentos operacionais em junho de 2025 e 2024

Portugal Polónia Colômbia Outros, eliminações e ajustamentos Total JM Consolidado
Retalho Cash & Carry Retalho Saúde e Beleza Retalho
2025 2024 2025 2024 2025 2024 2025 2024 2025 2024 2025 2024 2025 2024
Vendas e prestação de serviços 2.844 2.700 657 645 12.356 11.539 297 271 1.533 1.432 (291) (290) 17.396 16.298
Inter-segmentos 310 302 4 4 1 - - - - - (314) (306) - -
Clientes Externos 2.534 2.398 653 641 12.356 11.539 297 271 1.533 1.432 24 16 17.396 16.298
Cash flow operacional (EBITDA) 141 132 32 30 956 878 18 20 60 40 (60) (59) 1.148 1.040
Depreciações e amortizações (110) (101) (14) (13) (341) (313) (23) (20) (58) (52) (15) (14) (562) (513)
Resultados antes de juros e impostos (EBIT) 31 31 19 17 615 564 (5) - 2 (13) (75) (73) 586 527
Outras perdas e ganhos operacionais (60) (62)
Resultados financeiros e ganhos em investimentos (158) (131)
Imposto sobre o rendimento do exercício (99) (82)
Interesses que não controlam - 1
Resultado líquido atribuível a JM 269 253
Total de ativos (1) 2.711 2.707 522 522 9.083 9.216 330 313 1.859 1.819 794 721 15.299 15.297
Total de passivos (1) 2.249 2.210 516 504 7.770 7.749 314 288 1.788 1.809 (472) (515) 12.165 12.044
Investimento em ativos tangíveis e intangíveis 90 156 9 7 216 106 8 8 114 68 35 25 472 370

(1) Os comparativos reportam-se a 31 de dezembro de 2024

Reconciliação entre EBIT e Resultados operacionais

2025 2024
EBIT 586 527
Outras perdas e ganhos operacionais (60) (62)
Resultados operacionais 526 465
  1. Custos operacionais por natureza
jun 2025 jun 2024
Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas (13.605) (12.755)
Variação de produção 20 9
Comissões sobre meios de pagamento eletrónicos (48) (43)
Outros custos suplementares (181) (170)
Fornecimentos e serviços externos (631) (580)
Publicidade (91) (88)
Rendas e alugueres (9) (14)
Custos com pessoal (1.568) (1.453)
Custos de transporte (180) (176)
Depreciações e amortizações de ativos tangíveis e intangíveis (320) (290)
Depreciações de direitos de uso (241) (223)
Ganhos/perdas com ativos tangíveis e intangíveis (9) (10)
Ganhos/perdas com direitos de uso 1 0
Outras naturezas de ganhos e perdas (8) (40)
Total (16.870) (15.833)

Demonstrações Financeiras Consolidadas


Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025

4.1. Outras perdas e ganhos operacionais

Os custos operacionais por natureza incluem as seguintes Outras perdas e ganhos operacionais, que pela sua natureza e materialidade, são excluídas dos indicadores de desempenho do Grupo por forma a permitir uma maior comparabilidade entre os vários períodos:

jun 2025 jun 2024
Donativo à Fundação Jerónimo Martins (40) (40)
Donativos a outras instituições (0) (2)
Reforço de provisões para contencioso (13) (0)
Custos com programas de reestruturação organizacional (13) (12)
Write-off de ativos e ganhos/perdas na alienação de ativos fixos tangíveis (5) (8)
Justo valor de instrumentos derivados de fixação de preços de energia 13 0
Outros (1) 0
Total (60) (62)

Conforme comunicado, na altura, em 19 de março de 2024, foi criada a Fundação Jerónimo Martins, com uma dotação inicial de €40 milhões, com vista a ampliar a escala e aumentar o alcance das iniciativas de carácter social e de solidariedade do Grupo.

Na Assembleia Geral de JMH ocorrida em 24 de abril de 2025, os acionistas aprovaram a alocação de €40 milhões dos resultados de 2024 como dotação subsequente à Fundação Jerónimo Martins.

5. Custos financeiros líquidos

jun 2025 jun 2024
Juros suportados com empréstimos obtidos (41) (39)
Juros suportados com locações (134) (113)
Juros obtidos 21 23
Diferenças de câmbio (0) 7
Diferenças de câmbio em responsabilidades com locações 3 3
Outras perdas e ganhos financeiros (6) (6)
Justo valor de investimentos financeiros detidos para negociação:
Instrumentos financeiros derivados (nota 8) (1) (5)
Total (158) (130)

Na rubrica de juros suportados estão incluídos os juros relativos aos empréstimos mensurados ao custo amortizado.

As diferenças de câmbio em responsabilidades com locações respeitam à atualização cambial, à data de reporte (30 de junho), dos contratos de arrendamento denominados em euros das subsidiárias Jeronimo Martins Polska, S.A. (JMP ou Biedronka), Jeronimo Martins Drogerie i Farmacja Sp.zo.o. (JMDiF ou Hebe) e Hebe Cesko s.r.o. (Hebe Chéquia), face ao valor reconhecido no final do exercício anterior (31 de dezembro).

As outras perdas e ganhos financeiros incluem, entre outros, custos com a emissão de dívida do Grupo, reconhecida em resultados através do método da taxa de juro efetiva.

6. Imposto reconhecido na demonstração dos resultados

jun 2025 jun 2024
Imposto corrente
Imposto corrente do exercício (92) (86)
Excesso/(insuficiência) de exercícios anteriores (0) 4
Total (92) (82)
Imposto diferido
Diferenças temporárias originadas e revertidas no exercício (3) (12)
Alteração da base recuperável de prejuízos e diferenças temporárias de exercícios anteriores (4) 10
Total (7) (2)
Outros ganhos/perdas relativos a impostos
Impacto da revisão de estimativas relativas ao contencioso fiscal (0) 1
Total (0) 1
Total de imposto sobre o rendimento do exercício (99) (82)

Em 2025 a taxa de imposto sobre o rendimento (IRC) aplicada às sociedades a operar em Portugal é de 20% (2024: 21%). Para as sociedades que apresentam resultados fiscais positivos é aplicada adicionalmente uma taxa de 1,5% a

Demonstrações Financeiras Consolidadas


Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025

título de derrama municipal e uma taxa de derrama estadual de 3%, 5% e 9% para lucros fiscais superiores a €1,5 milhões, €7,5 milhões e €35 milhões, respetivamente.

Na Polónia, para 2025 e 2024, a taxa de imposto sobre o rendimento aplicada aos lucros fiscais é de 19%.

Na Colômbia, a taxa de imposto sobre o rendimento é de 35% em 2025 e 2024.

A Jerónimo Martins e as participadas que fazem parte do seu perímetro de consolidação integral, encontram-se abrangidas pela norma da União Europeia, denominadas de Pilar 2, em que a Sociedade Francisco Manuel dos Santos Holding N.V. (SFMS) é a entidade-mãe do Grupo sujeito a tributação.

Este normativo visa o apuramento de um eventual imposto complementar que pode ser devido com referência a cada uma das jurisdições onde o Grupo opere, que apresente uma taxa efetiva inferior a 15%, apurado nos termos da legislação adotada por cada uma das geografias.

Tendo por base as declarações de informação financeira e fiscal por país ou jurisdição dos exercícios fiscais de 2023 e 2024, é expectativa da Jerónimo Martins que não será devido qualquer imposto complementar nas jurisdições em que opera com referência ao período de 2025 devido à aplicação das disposições de salvaguarda transitórias ("Transitional CbCR Safe Harbours").

7. Ativos fixos tangíveis, ativos intangíveis, propriedades de investimento e direitos de uso

Ativos fixos tangíveis Ativos intangíveis Propriedades investimento Direitos de uso Total
Valor líquido em 31 de dezembro de 2024 5.590 795 8 3.676 10.069
Diferenças cambiais (6) 3 - 1 (2)
Aumentos 464 8 - 166 637
Atualizações contratos de direitos de uso - - - 283 283
Alienações e abates (17) (0) - - (17)
Cancelamento contratos de direitos de uso - - - (14) (14)
Transferências 0 0 - (1) (0)
Aquisições/Alienações de negócios 11 6 - 5 22
Depreciações, Amortizações e perdas por imparidade (310) (10) - (241) (562)
Valor líquido em 30 de junho de 2025 5.731 803 8 3.873 10.415

Os aumentos de ativos fixos tangíveis correspondem predominantemente aos investimentos do Grupo em expansão de novas lojas e centros de distribuição, e em remodelações do parque de lojas existente.

O valor líquido dos ativos intangíveis a 30 de junho de 2025 inclui o valor de Goodwill no montante de €648 milhões.

Como consequência da conversão cambial dos ativos dos negócios denominados em moeda estrangeira, o valor líquido dos ativos fixos tangíveis e intangíveis e direitos de uso reduziu-se em €2 milhões. Esta variação inclui o aumento de €2 milhões relativos ao Goodwill dos negócios da Polónia.

8. Instrumentos financeiros derivados

jun 2025 dez 2024
Nacional Ativo Passivo Nacional Ativo Passivo
Corrente Não corrente Corrente Não corrente Corrente Não corrente Corrente Não corrente
Derivados de negociação
Forwards cambiais - compra de mercadorias 40.2 M EUR
17 M USD 0 - 1 - 58.4 M EUR
3,6 M USD 0 - 0 -
Cross-currency-swaps - operações de tesouraria 40 M EUR 0 - - - 100 M EUR - - 0 -
Commodities swap - compra de energia n/a - - - 0 n/a - - - 13
Derivados designados como cobertura de fluxos de caixa
Forwards cambiais - compra de mercadorias 8,1 M EUR
48,9 M USD 0 - 2 - 3,8 M EUR
6,4 M USD 0 - 0 -
Derivados designados como cobertura de investimentos em operações estrangeiras
Forwards cambiais 220 M PLN 0 - 0 - 2.080 M PLN 0 - 4 -
Total de derivados de negociação 0 - 1 0 0 - 0 13
Total de derivados designados como 0 - 2 - 0 - 4 -
Total de derivados ativos/passivos 0 - 3 0 0 - 4 13

Demonstrações Financeiras Consolidadas


Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025

9. Devedores, acrécimos e diferimentos

jun 2025 dez 2024
Não correntes
Outros devedores 45 47
Custos diferidos 5 5
Total 50 52
Correntes
Clientes comerciais 80 75
Outros devedores 234 209
Outros impostos a recuperar 14 12
Acrécimos de proveitos e custos diferidos 554 541
Aplicações que não qualificam como equivalentes de caixa - 58
Total 882 896

10. Caixa e equivalentes de caixa

jun 2025 dez 2024
Depósitos à ordem 544 379
Aplicações de tesouraria 905 1.441
Caixa 5 4
Total 1.453 1.823

11. Dividendos

O montante pago em 2025, de €388 milhões, corresponde a dividendos pagos aos Acionistas da JMH no valor de €371 milhões e aos interesses que não controlam que participam em Companhias do Grupo, no montante de €17 milhões.

12. Resultado básico e diluído por ação

jun 2025 jun 2024
Ações ordinárias emitidas no início do ano 629.293.220 629.293.220
Ações próprias no início do ano (859.000) (859.000)
N.º médio ponderado de ações ordinárias 628.434.220 628.434.220
Resultado líquido do exercício atribuível aos acionistas detentores de ações ordinárias 269 253
Resultado básico e diluído por ação – Euros 0,4284 0,4020

13. Empréstimos obtidos

O Grupo tem contratados programas de papel comercial no montante total de €425 milhões, dos quais €100 milhões são de tomada firme. As emissões são remuneradas à taxa Euribor para o prazo de emissão respetivo, adicionada de spreads variáveis, e com possibilidade de serem emitidos em leilão. Ao longo do primeiro semestre foram realizadas algumas emissões de papel comercial, com vista a colmatar necessidades de tesouraria decorrentes da atividade normal do Grupo, cuja utilização à data de 30 de junho de 2025 era de €160 milhões.

Na Polónia foram realizados pagamentos de 49,6 milhões de złoty, cerca de €12 milhões, relativos a amortizações de capital de um financiamento de médio e longo prazo. Foi contratada uma nova linha de descoberto bancário pelo montante total de 300 milhões de złoty, cerca de €71 milhões.

A Jerónimo Martins Colombia, SAS contratou ainda em 2024 um novo empréstimo com a International Finance Corporation (IFC), integrada no Banco Mundial, no montante 120 milhões de dólares, tendo desembolsado a última tranche disponível no primeiro trimestre de 2025, no montante de 21 milhões de dólares, equivalente a 85 mil milhões de pesos colombianos. Este empréstimo, ESG Linked, tem uma maturidade de sete anos e tem como propósito apoiar a expansão da companhia com a construção de dois centros de distribuição com classificação 'Green' através da certificação EDGE-Advanced. Foram negociados dois novos empréstimos, através de bancos internacionais, equivalentes a €100 milhões, cuja utilização ainda não ocorreu. Com os bancos locais foi negociado um aumento das linhas de financiamento de 310 mil milhões de pesos colombianos, cerca de €65 milhões. Durante os primeiros seis meses do ano, a Jerónimo Martins Colombia SAS efetuou ainda o pagamento de 80 mil milhões de pesos colombianos, cerca de €16 milhões, relativos a amortizações de capital de três empréstimos de médio e longo prazo.

Demonstrações Financeiras Consolidadas
26


Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025

13.1. Empréstimos correntes e não correntes

jun 2025 Saldo inicial Cash flows Transfer. Diferenças cambiais Saldo final
Empréstimos não correntes
Empréstimos bancários 507 (37) (12) (4) 454
Total 507 (37) (12) (4) 454
Empréstimos correntes
Descobertos bancários - 35 - (1) 33
Empréstimos bancários 496 105 12 (14) 598
Total 496 140 12 (16) 632

14. Responsabilidades com locações

jun 2025 Correntes Não correntes Total
Saldo inicial 607 3.311 3.918
Aumentos (novos contratos) 20 145 166
Pagamentos (204) (0) (204)
Transferências 178 (178) -
Alteração / Cancelamento de contratos 33 234 267
Aquisições/Alienações de negócios 0 4 5
Diferenças cambiais 4 (6) (3)
Saldo final 639 3.510 4.149

15. Dívida financeira líquida

Tendo o Grupo contratado diversas operações de cobertura cambial e de taxa de juro, bem como efetuado algumas aplicações financeiras de curto prazo, o montante líquido da dívida financeira consolidada à data do balanço é o seguinte:

jun 2025 dez 2024
Empréstimos não correntes (nota 13.1) 454 507
Empréstimos correntes (nota 13.1) 632 496
Responsabilidades com locações não correntes (nota 14) 3.510 3.311
Responsabilidades com locações correntes (nota 14) 639 607
Instrumentos financeiros derivados (nota 8) 3 17
Acréscimos e diferimentos de juros 6 8
Caixa e equivalentes de caixa (nota 10) (1.453) (1.823)
Aplicações que não qualificam como equivalentes de caixa (nota 9) - (58)
Total 3.790 3.064

16. Provisões e responsabilidades com benefícios de empregados

2025 Riscos e encargos Benefícios de empregados
Saldo a 1 de janeiro 83 79
Constituição, reforço e transferências 18 6
Utilização (0) (2)
Saldo a 30 de junho 100 83

Demonstrações Financeiras Consolidadas


Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025

  1. Credores, acréscimos e diferimentos
jun 2025 dez 2024
Não correntes
Credores comerciais 2 2
Acréscimos de custos e proveitos diferidos 3 3
Total 6 6
Correntes
Fornecedores 4.745 4.943
Outros credores comerciais 465 407
Credores não comerciais 445 480
Outros impostos a pagar 219 212
Responsabilidades em contratos com clientes 24 29
Responsabilidades com reembolsos a clientes 2 2
Acréscimos de custos e proveitos diferidos 698 728
Total 6.597 6.800

Algumas subsidiárias do Grupo celebraram protocolos de confirming com instituições financeiras, os quais permitem aos fornecedores comerciais, que adiram voluntariamente aos mesmos, antecipar o recebimento das suas faturas para cerca de 7 dias. Na rubrica de fornecedores encontra-se o montante de €750 milhões (dez 2024: €882 milhões), já recebido pelos fornecedores, relativo às responsabilidades abrangidas por estes protocolos.

  1. Contingências

Passivos contingentes

No decurso do primeiro semestre de 2025, verificaram-se as seguintes alterações aos passivos contingentes mencionados no Relatório & Contas do exercício de 2024:

Outros processos de contencioso fiscal e legal:

a) A Autoridade Tributária (AT) informou a Recheio SGPS que deveria proceder à requalificação fiscal de dividendos recebidos, no montante total de €82 milhões, de uma sua participada na Zona Franca da Madeira, durante os exercícios de 2000 a 2003. Na opinião daquela entidade, esses dividendos deveriam ser tratados como juros recebidos, os quais estão sujeitos a tributação em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC), ao contrário dos dividendos, que estão isentos. Na sequência daquela informação, veio a AT liquidar o correspondente valor de imposto de €21 milhões, do qual se mantém em disputa o montante de €20 milhões. Tendo, entretanto, sido julgadas improcedentes ambas as impugnações judiciais, a Gestão recorreu das mesmas. Veio, entretanto, o Tribunal Central Administrativo dar total provimento às pretensões da Recheio SGPS em um dos casos, tendo, entretanto, a Administração Tributária recorrido da mesma. O Supremo Tribunal Administrativo deu provimento a esse recurso, pelo que a Recheio requereu a sua nulidade e, bem assim, recorreu para o Tribunal Constitucional;

b) A AT procedeu a algumas correções em sede de IRC em Companhias pertencentes ao Grupo Fiscal liderado pela sociedade JMR SGPS, as quais originaram liquidações adicionais de imposto, relativamente aos anos de 2002 a 2015, no montante total de €81 milhões, do qual se mantém em disputa o montante de €71 milhões. Entretanto, o Tribunal Tributário emitiu sentenças para os anos de 2002 a 2007, 2011 e 2014, as quais, tendo sido apenas parcialmente favoráveis ao Grupo, foram já contestadas para instância superior;

c) A AT procedeu a algumas correções em sede de IRC, em Companhias pertencentes ao Grupo Fiscal liderado pela sociedade Recheio SGPS, as quais originaram liquidação adicional de imposto, relativamente aos anos de 2007 a 2014, no montante total de €17 milhões, do qual se mantém em disputa o montante de €16 milhões. O Tribunal Tributário de Lisboa pronunciou-se, entretanto, relativamente aos exercícios de 2008, 2009, 2010, 2011, 2013 e 2014, dando total vencimento às pretensões da Recheio SGPS. À data, a AT apresentou já recurso de todas aquelas sentenças. Em 2024, o Tribunal Central Administrativo veio pronunciar-se a favor da Recheio, quanto ao exercício de 2010 e o Supremo Tribunal Administrativo a favor da AT, quanto a 2013, pelo que quanto a este último a Recheio apresentou recurso, tendo ao mesmo sido negado provimento;

e) A AT liquidou, para o período de 2016 a 2019, à JMR SGPS e à JMH (enquanto sociedade que encabeça o Grupo Fiscal em que se insere o Recheio SGPS), os montantes, respetivamente, de €122 milhões e €30 milhões, relativos à tributação em IRC de ¼ dos resultados gerados em operações internas do Grupo fiscal, em cada um desses anos. Conforme explicado no Relatório & Contas de 2018 (e anos anteriores), esta liquidação resulta da aplicação da norma transitória incluída no Orçamento de Estado Português de 2016 (e depois nos três Orçamentos seguintes). A Gestão, suportada pela opinião dos seus advogados e consultores fiscais, entende que lhe assiste razão, pelo que contestou todos aqueles processos. Quanto ao processo da JMH, relativo a 2017, o Tribunal Tributário de Lisboa veio decidir desfavoravelmente à sociedade, pelo que a mesma recorreu dessa decisão;

Demonstrações Financeiras Consolidadas
28


Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025

Já no decurso do mês de julho de 2025, o Instituto da Segurança Social notificou a subsidiária Pingo Doce – Distribuição Alimentar, SA para o pagamento voluntário do montante de €9,6 milhões, liquidado a título de contribuições de Taxa Social Única (TSU) em falta, alegadamente incidente sobre benefícios extraordinários pagos a trabalhadores, no período de maio de 2021 a setembro de 2023. A Gestão entende que as referidas contribuições não são devidas, porquanto, suportada pela opinião de advogados e consultores fiscais externos, diligenciará – por via dos mecanismos processuais adequados e nos prazos aplicáveis –, no sentido da contestação judicial da legalidade das mesmas.

19. Partes relacionadas

O Grupo é participado em 56,136% pela Sociedade Francisco Manuel dos Santos, B.V., sendo a Sociedade Francisco Manuel dos Santos Holding N.V. a entidade que qualifica enquanto Empresa-mãe final do Grupo.

Os saldos e transações de Companhias do Grupo com partes relacionadas são as seguintes:

Joint ventures Empresas associadas Outras entidades relacionadas (*)
jun 2025 jun 2024 jun 2025 jun 2024 jun 2025 jun 2024
Vendas e prestação serviços 0 - 17 15 0 0
Compras de mercadorias e fornecimentos de serviços 3 2 (0) (0) 61 58
Joint ventures Empresas associadas Outras entidades relacionadas (*)
jun 2025 dez 2024 jun 2025 dez 2024 jun 2025 dez 2024
Devedores, acréscimos e diferimentos 0 0 7 6 1 1
Credores, acréscimos e diferimentos 1 1 0 0 31 23

(*) As outras entidades relacionadas dizem respeito a outros investimentos financeiros, a sociedades participadas e/ou controladas pelo acionista maioritário de Jerónimo Martins, e sociedades detidas ou controladas por membros do Conselho de Administração do Grupo.

Todas as transações com partes relacionadas foram realizadas em condições normais de mercado, ou seja, os valores das transações correspondem aos que seriam praticados com empresas não relacionadas.

Os saldos que se encontram por liquidar entre as Companhias do Grupo e as partes relacionadas, por resultarem de acordos comerciais, são liquidados em dinheiro e estão sujeitos aos mesmos prazos de pagamento que são aplicados aos demais acordos celebrados pelas Companhias do Grupo com os seus fornecedores.

Não existem provisões para créditos duvidosos e não foram reconhecidos custos, durante o exercício, relacionados com dívidas incobráveis ou de cobrança duvidosa, com essas partes relacionadas.

20. Companhias subsidiárias e interesses em joint ventures e associadas

No decurso do primeiro semestre de 2025 ocorreram dois aumentos de capital da subsidiária Andfjord Salmon Group, AS (Andfjord), tendo o Grupo, através da subsidiária Jerónimo Martins – Agro-Alimentar, S.A. (JMAA), adquirido um total de 14,6 milhões de ações pelo montante global de €45 milhões. A 30 de junho de 2025 a participação do Grupo na Andfjord ascende a 35,11%.

Em 5 de junho de 2025, através da subsidiária JMAA, foram adquiridos 50% do capital da sociedade Tastyfruits, Lda. (Tastyfruits) passando o Grupo a deter 100% da referida sociedade. A Tastyfruits passou, desta forma, a ser consolidada integralmente nas demonstrações financeiras do Grupo (anteriormente era consolidada pelo método da equivalência patrimonial), sendo que os impactos decorrentes não são materialmente relevantes.

21. Eventos subsequentes à data do balanço

Até à data de conclusão deste Relatório não ocorreram eventos significativos que não se encontrem refletidos nas Demonstrações Financeiras Consolidadas.

Lisboa, 31 de julho de 2025

O Contabilista Certificado

O Conselho de Administração

Demonstrações Financeiras Consolidadas


Jerónimo Martins | R&C 1.ª Semestre 2025

2. Declaração do Conselho de Administração

Declaração do Conselho de Administração

Nos termos previstos na alínea c), número 1 do artigo 29.º-J do Código dos Valores Mobiliários, informamos que, tanto quanto é do nosso conhecimento:

i) a informação constante do relatório de gestão intercalar expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição da Jerónimo Martins, SGPS, S.A. e das empresas incluídas no perímetro da consolidação, contendo uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam; e

ii) a informação constante nas demonstrações financeiras consolidadas, assim como nos seus anexos, foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do ativo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da Jerónimo Martins, SGPS, S.A. e das empresas incluídas no perímetro da consolidação.

Lisboa, 31 de julho de 2025

Pedro Manuel de Castro Soares dos Santos
(Presidente do Conselho de Administração e Administrador-Delegado)

Agnieszka Słomka-Gołębiowska
(Membro do Conselho de Administração)

António Domingues
(Membro do Conselho de Administração e Membro da Comissão de Auditoria)

Elizabeth Ann Bastoni
(Membro do Conselho de Administração e Presidente da Comissão de Auditoria)

Fabio Villegas
(Membro do Conselho de Administração)

Francisco Sá Carneiro
(Membro do Conselho de Administração)

João Vale de Almeida
(Membro do Conselho de Administração)

José Manuel da Silveira e Castro Soares dos Santos
(Membro do Conselho de Administração)

María Ángela Holguín
(Membro do Conselho de Administração)

Nigyar Makhmudova
(Membro do Conselho de Administração)

Sérgio Tavares Rebelo
(Membro do Conselho de Administração e Membro da Comissão de Auditoria)

Demonstrações Financeiras Consolidadas


pwc

Relatório de Revisão Limitada de Demonstrações Financeiras Consolidadas Condensadas

Introdução

Efetuámos uma revisão limitada das demonstrações financeiras consolidadas condensadas anexas da Jerónimo Martins, SGPS S.A. (a Entidade), que compreendem o balanço consolidado em 30 de junho de 2025 (que evidencia um total de 15.299 milhões de euros e um total do capital próprio de 3.134 milhões de euros, incluindo um resultado líquido atribuível aos acionistas de 269 milhões de euros), as demonstrações consolidadas dos resultados por funções, a demonstração consolidada dos rendimentos integrais, a demonstração de alterações no capital próprio consolidado e a demonstração consolidada dos fluxos de caixa relativas ao semestre findo naquela data, e as notas anexas a estas demonstrações financeiras consolidadas condensadas.

Responsabilidades do órgão de gestão

É da responsabilidade do órgão de gestão a preparação de demonstrações financeiras consolidadas condensadas de acordo com a Norma Internacional de Contabilidade 34 – Relato Financeiro Intercalar tal como adotada na União Europeia, e pela criação e manutenção de um sistema de controlo interno apropriado para permitir a preparação de demonstrações financeiras consolidadas condensadas isentas de distorções materiais devido à fraude ou a erro.

Responsabilidades do auditor

A nossa responsabilidade consiste em expressar uma conclusão sobre as demonstrações financeiras consolidadas condensadas anexas. O nosso trabalho foi efetuado de acordo com a ISRE 2410 – Revisão de Informação Financeira Intercalar Efetuada pelo Auditor Independente da Entidade, e demais normas e orientações técnicas e éticas da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas. Estas normas exigem que o nosso trabalho seja conduzido de forma a concluir se algo chegou ao nosso conhecimento que nos leve a acreditar que as demonstrações financeiras consolidadas condensadas não estão preparadas em todos os aspetos materiais de acordo com a Norma Internacional de Contabilidade 34 – Relato Financeiro Intercalar tal como adotada na União Europeia.

Uma revisão limitada de demonstrações financeiras é um trabalho de garantia limitada de fiabilidade. Os procedimentos que efetuámos consistem fundamentalmente em indagações e procedimentos analíticos e consequente avaliação da prova obtida.

Os procedimentos efetuados numa revisão limitada são significativamente mais reduzidos do que os procedimentos efetuados numa auditoria executada de acordo com as Normas Internacionais de Auditoria (ISAs). Consequentemente, não expressamos uma opinião de auditoria sobre estas demonstrações financeiras consolidadas.

PricewaterhouseCoopers & Associados – Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.

Sede: Palácio Sottomayor, Rua Sousa Martins, 1 - 3º, 1069-316 Lisboa, Portugal

Receção: Palácio Sottomayor, Avenida Fontes Pereira de Melo, nº16, 1050-121 Lisboa, Portugal

Tel: +351 213 599 000, Fax: +351 213 599 999, www.pwc.pt

Matriculada na CRC sob o NIPC 506 628 752, Capital Social Euros 314.000

Inscrita na lista das Sociedades de Revisores Oficiais de Contas sob o nº 183

e na CMVM sob o nº 20161485

PricewaterhouseCoopers & Associados – Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda. pertence à rede de entidades que são membros da PricewaterhouseCoopers International Limited, cada uma das quais é uma entidade legal autónoma e independente.


Conclusão

Com base no trabalho efetuado, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que as demonstrações financeiras consolidadas condensadas anexas da Jerónimo Martins, SGPS S.A. em 30 de junho de 2025 não estão preparadas, em todos os aspetos materiais, de acordo com a Norma Internacional de Contabilidade 34 – Relato Financeiro Intercalar tal como adotada na União Europeia.

8 de agosto de 2025

PricewaterhouseCoopers & Associados
- Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
representada por:

img-0.jpeg

João Rui Fernandes Ramos, ROC n.º 1333
Registado na CMVM com o n.º 20160943

Relatório de Revisão Limitada de Demonstrações Financeiras Consolidadas Condensadas 30 de junho de 2025

Jerónimo Martins, SGPS S.A.


Jerónimo Martins

Jerónimo Martins, SGPS, S.A.
Sede: Rua Actor António Silva, n.º 7
1649-033 Lisboa
Tel.: +351 21 753 20 00
Fax: +351 21 752 61 74
www.jeronimomartins.com