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Jeronimo Martins Interim / Quarterly Report 2009

May 7, 2009

1906_10-q_2009-05-07_a0bf0ee6-e957-40f7-90fa-ccdf1b1025b7.pdf

Interim / Quarterly Report

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INFORMAÇÃO TRIMESTRAL CONSOLIDADA (Não Auditada)

(Elaborada de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro IAS/IFRS)

Empresa: Jerónimo Martins, SGPS, S.A.
Sede: Rua Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J - 1099-008 Lisboa NIPC: 500 100 144
Período de referência: Valores de referência em 000 Escem Euros
1º Trimestre 3º Trimestre 5º Trimestre (1) Início: 01/01/2009 Fim: 31/03/2009
Consolidada
Elementos do Balanço 31/03/2009 31/12/2008 Var. (%)
ACTIVO (2)
Activos Fixos Tangíveis 1.801.987.037 1.874.863.571 -3,9%
Goodwill 698.499.445 734.125.632 -4,9%
Activos Intangiveis (3) 86.084.063 92.595.467 -7,0%
Investimentos em Associadas 919.939 853.815 7,7%
Instrumentos Financeiros Detidos até à maturidade 11.227.662 2.063.632 444,1%
Activos Financeiros Disponíveis para Venda 7.036.890 7.469.740 -5,8%
Contas a Receber Terceiros (actividade comercial) 178.823.445 166.019.879 7,7%
CAPITAL PRÓPRIO
Capital Social 629.293.220 629.293.220
Nº. acções ordinárias 629.293.220 629.293.220
Nº. acções de outra natureza - -
Acções Próprias 859.000 859.000
Nº. acções com voto 859.000 859.000
Nº. acções pref. sem voto - -
Ajustamentos incluídos no Capital Próprio (4) 20.317.151 58.294.724 -65,1%
Interesses Minoritários 271.533.129 281.307.347 -3,5%
PASSIVO
Provisões 51.549.920 54.087.611 -4,7%
Contas a Pagar Terceiros (actividade comercial) 1.289.522.069 1.445.509.733 -10,8%
Outros Passivos Financeiros 1.020.498.936 1.067.340.034 -4,4%
TOTAL DO ACTIVO 3.447.817.523 3.726.565.240 -7,5%
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO 915.890.181 931.125.289 -1,6%
TOTAL DO PASSIVO 2.531.927.342 2.795.439.951 -9,4%
Consolidada
Elementos da Demonstração dos Resultados 31/03/2009 (5) 31/03/2008 Var. (%)
Réditos 1.605.130.795 1.504.910.674 6,7%
Custos das Vendas ou da Prestação de Serviços (1.300.419.491) (1.224.637.487) 6,2%
Resultados Brutos 304.711.304 280.273.187 8,7%
Resultados antes de gastos financeiros, impostos, depreciações e amortizações 100.687.817 91.890.288 9,6%
Gastos Financeiros (17.541.744) (24.685.881) 28,9%
Gasto de Impostos (7.255.820) (8.229.720) 11,8%
Resultado Líquido ao Trimestre (6) 35.754.783 32.451.961 10,2%
Atribuível a detentores de capital da empresa-mãe 32.516.683 31.879.202 2,0%
Atribuível a interesses minoritários (3.238.100) (572.759) -465,4%
Resultado Líquido ao Trimestre por acção básico (7) 0,05 0,05 2,0%
Resultado Líquido ao Trimestre por acção diluído (7) 0,05 0,05 2,0%

(1) Aplicável no primeiro exercício económico das sociedades que adoptem um exercício anual diferente do correspondente ao ano civil (Art.65.º- A do Código das

Sociedades Comerciais);

(2) A lista não contempla todas as rubricas do Activo pelo que a ordem não segue necessáriamente a distinção corrente/não corrente ou em ordem à liquidez;

(3) São incluídos todos os elementos abrangidos pela IAS 38 - Activos Intangíveis, excluíndo-se assim o goodwill, identificado autonomamente;

(4) Totalidade dos items de rendimento e gasto que, nos termos das IAS/IFRS ou Interpretações decorrentes, sejam reconhecidas directamente em capital próprio;

(5) Valores acumulados até à data em referência;

(6) O resultado liquido do trimestre refere-se ao acumulado até à data de reporte;

(7) Calculado nos termos da IAS 33.

INFORMAÇÃO TRIMESTRAL CONSOLIDADA (Não Auditada)

(Elaborada de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro IAS/IFRS)

Empresa: Jerónimo Martins, SGPS, S.A.
Sede: Rua Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J - 1099-008 Lisboa NIPC: 500 100 144
Período de referência: Valores de referência em 000 Escem Euros
1º Trimestre 3º Trimestre 5º Trimestre (1) Início: 01/01/2009 Fim: 31/03/2009

EVOLUÇÃO DA ACTIVIDADE NO TRIMESTRE O crescimento de 20,3% das vendas consolidadas e de 23,3% do EBITDA consolidado (a taxa de câmbio constante) reflectiu o forte desempenho operacional do Grupo nos três primeiros meses de 2009. No que respeita às vendas, é especialmente importante notar o crescimento de 2,0% numa base LFL (a taxa de câmbio constante) das vendas do Grupo, sendo que os primeiros três meses são os que menos contribuem para o desempenho do ano, principalmente quando, como em 2009, a Páscoa ocorre no segundo trimestre, provocando um efeito negativo de calendário. Para este crescimento, na mesma base de lojas, contribuiu especialmente a Biedronka (+7,7%), mas também o Recheio (+1,8%) e o comportamento positivo dos volumes nos supermercados do Pingo Doce. As vendas consolidadas cresceram 6,7% (+20,3% a taxa de câmbio constante), atingindo 1.605,1 milhões de euros nos primeiros três meses do ano e, reflectiram, para além do crescimento LFL, o plano de expansão executado no último ano e que aumentou em 400 o número de lojas do Grupo em relação ao 1T 2008. Em Portugal, a inflação alimentar manteve a tendência de desaceleração dos últimos meses de 2008 e o cabaz do Pingo Doce reflectiu esse impacto na comparação entre o 1T 2009 e o 1T 2008. Nos supermercados do Pingo Doce, o crescimento de cerca de 1% dos volumes numa base LFL (-0,7% em valor) reflectiu um maior dinamismo das lojas de menor dimensão. Nas lojas compactas, onde o sortido de não alimentar e o efeito da sazonalidade têm maior peso, o LFL de -11.1% reflecte também a redução do sortido ao longo de 2008 durante o processo de conversão para Pingo Doce. Os hipermercados do Grupo avançaram com o reposicionamento planeado, com reflexo na redução do sortido e consequentemente no comportamento LFL das vendas. Neste capítulo, em Portugal, é de referir uma diminuição da despesa média por acto de compra e o aumento do número de visitas, o que pode indiciar uma tendência de maior racionalidade/conservadorismo no processo de compra. Com o contributo de mais 87 lojas, as vendas do retalho em Portugal cresceram 11,2% em relação ao 1T 2008. Na Polónia, embora nas últimas semanas do trimestre se tenha verificado uma pressão inflacionista em algumas categorias, no primeiro trimestre do ano os preços no cabaz de referência da Biedronka praticamente não registaram alteração. O comportamento dos volumes manteve-se muito dinâmico e numa base LFL as vendas cresceram 7,7% em relação ao primeiro trimestre de 2008. A operar mais 311 lojas do que no mesmo período do ano anterior, a Biedronka registou um crescimento das vendas totais de 32,3% em moeda local, 5,2% em euros. O Recheio continuou a dar provas da sua competitividade no mercado e registou crescimentos de vendas nos dois segmentos em que opera – Tradicional e HoReCa, que, no seu conjunto, levaram as vendas LFL a crescer 1,8%. Este desempenho em conjunto com mais uma loja adquirida em Novembro do ano anterior, levou as vendas totais a crescer 5,2%, reforçando a posição de liderança do Recheio no País. Na Indústria, embora algumas categorias tenham reflectido uma concorrência crescente por parte das marcas da distribuição, verificou-se o aumento das quotas de mercado em algumas categorias chave (higiene doméstica e pessoal, molhos e margarinas, entre outros). O comportamento de vendas no primeiro trimestre, para além do efeito de calendário, reflecte uma tendência generalizada, nos clientes da Indústria, de redução de stocks cujo efeito se tenderá a diluir ao longo do ano. Na área dos Serviços de Marketing, Representações e Restauração, as vendas totais cresceram 5,0%, reflectindo a entrada, em meados de 2008, de duas novas representadas. O EBITDA consolidado cresceu 9,6% (+23,3% a taxa de câmbio constante), elevando a respectiva margem de 6,1% para 6,3% e, atingindo 100,7 milhões de euros. Para o desempenho do EBITDA contribuiu o trabalho realizado a nível de sourcing, passando por novos processos de procurement implementados mas também pelas sinergias e ganhos de escala da nova dimensão das operações. Considerando que a recente expansão não atingiu ainda o nível de maturidade de vendas, os ganhos ao nível de sourcing não têm ainda total visibilidade nos resultados. A evolução dos encargos financeiros, que decresceram 29,5%, atingindo 17,5 milhões de euros, reflecte por um lado o aumento de juros derivado do aumento da dívida em relação ao primeiro trimestre de 2008 e, por outro, a existência, em 2008, de custos extraordinários relativos às operações de cobertura. O desempenho operacional do Grupo levou a um crescimento de 2,0% do Resultado Líquido atribuível a Jerónimo Martins, mais do que compensando os efeitos negativos de calendário, de taxa de câmbio e de ganhos não recorrentes registados em igual período de 2008. A dívida líquida consolidada cifrou-se em 936,7 milhões de euros, reflectindo, em relação ao final de 2008, a normal sazonalidade do negócio. O Grupo Jerónimo Martins continua a encarar 2009 com prudência embora o desempenho de vendas demonstre a força dos modelos de negócio, em especial na área da distribuição através dos supermercados Pingo Doce, do Recheio e da Biedronka. O desempenho operacional do primeiro trimestre reflectiu os benefícios de escala a nível de sourcing, fruto da estratégia de expansão executada pelo Grupo nos últimos anos. Tendo as lojas recentemente abertas contribuições ainda abaixo da média das lojas maduras, é de esperar um aumento progressivo da visibilidade dos ganhos de escala nos resultados. Definições: EBITDA = Resultados antes de gastos financeiros, impostos, depreciações e amortizações. like-for-like (LFL) = vendas das lojas que operaram sob as mesmas condições nos dois períodos. Excluem-se as lojas que abriram ou encerraram num dos dois períodos. As vendas das lojas que sofreram remodelações profundas excluem-se durante o período da remodelação (encerramento da loja).

(Pessoas que assumem responsabilidade pela informação e cargos que desempenham) Luis Maria Viana Palha da Silva (Administrador)

Cláudia Alexandra Ribeiro de Palhares Falcão Lima Felix (Responsável pelo Gabinete de Relações com Investidores)

INFORMAÇÃO RELATIVA A CONTAS TRIMESTRAIS INDIVIDUAIS

Nos termos do n.º 3 do artigo 10.º do Regulamento da CMVM n.º 5/2008, as contas trimestrais individuais de Jerónimo Martins SGPS, S.A. não são divulgadas pelo facto de não conterem informação significativa.