AI assistant
Jeronimo Martins — Interim / Quarterly Report 2007
Sep 19, 2007
1906_ir_2007-09-19_212b3c71-db11-4b79-89d1-df95c150c98a.pdf
Interim / Quarterly Report
Open in viewerOpens in your device viewer
RELATÓRIO E CONTAS CONSOLIDADO 1º SEMESTRE DE 2007
Jerónimo Martins, SGPS, S.A.
Sociedade Aberta
1099 - 008 LISBOA
R&C07 Consolidado
1º Semestre
ÍNDICE
I - Relatório de Gestão
| 1. Introdução | 4 |
|---|---|
| 2. Vendas | 5 |
| 3. Resultados Operacionais | 6 |
| 4. Balanço | 7 |
| 5. Perspectivas | 7 |
| 6. Eventos Subsquentes à data do Balanço | 7 |
| II – Anexos ao Relatório de Gestão | 9 |
III - Demonstrações Financeiras
| 1. Demonstrações Financeiras | 13 |
|---|---|
| 2. Notas às Demonstrações Financeiras | 17 |
| 3. Relatórios de Auditoria | 30 |
I . RELATÓRIO DE GESTÃO
I - RELATÓRIO DE GESTÃO
1. Introdução
As cadeias de retalho do Grupo apresentaram, no primeiro semestre de 2007, um sólido desempenho com aumento de quotas de mercado nos diferentes formatos. Os notáveis crescimentos de vendas registados no Pingo Doce (+9,0% de crescimento LFL no semestre, apesar do comparável mais exigente derivado do forte crescimento LFL registado no mesmo período do ano anterior) e especialmente na Biedronka (+19,2% de aumento das vendas LFL nos seis meses) contribuíram para a consolidação destes dois modelos de sucesso.
As vendas consolidadas aumentaram 19,3% para 2.419,9 milhões de euros. O resultado líquido atribuível a Jerónimo Martins cresceu 12,3% para 41,7 milhões de euros.
Particularmente notável foi o desempenho de vendas e resultados da Biedronka. As vendas da companhia polaca cresceram 34,2% em euros, tendo o EBITDA atingido 58,7 milhões de euros (mais 55p.b. para 5,5% das vendas), um aumento de 49,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O acelerar do crescimento económico está a contribuir para que a Biedronka ultrapasse os seus, já de si exigentes, objectivos. Ao longo do segundo semestre espera-se que a evolução de vendas e resultados continue a revelar uma tendência francamente positiva.
O EBITDA do Grupo atingiu 142.0 milhões de euros, um crescimento de 9,2% em relação ao primeiro semestre do ano anterior. Esta evolução corresponde a uma redução de 54p.b., para 5,9% das vendas consolidadas e reflecte um conjunto de diferentes factores, alguns dos quais serão atenuados ao longo do segundo semestre do ano. Destes, destacam-se: i) o aumento da competitividade de preço nos formatos em Portugal continental e na Madeira, ii) o acelerar do plano de remodelações com consequente impacto em custos, iii) atrasos no plano de aberturas para 2007 dos formatos de retalho em Portugal, com impacto na diluição de custos iv) o crescimento acelerado, no mix de vendas, da marca própria assente numa política inicial de penetração com preços agressivos e v) o facto de algumas das lojas mais recentes do Feira Nova estarem ainda no processo de conduzir as vendas para os níveis normais do formato.
Os custos financeiros líquidos consolidados atingiram 22,9 milhões de euros no primeiro semestre de 2007 (20,6 milhões de euros no mesmo período de 2006), seguindo o forte programa de expansão em Portugal e na Polónia. De destacar que esta rubrica incorpora, no semestre, resultados positivos relativos às operações de hedging de taxa de juro do Grupo.
Os ganhos em outros investimentos reflectem os dividendos recebidos e ajustes na carteira de acções do BCP que deverá continuar a ser gerida de forma activa.
A linha de imposto sobre o rendimento do exercício reflecte, para além do cálculo normal do imposto afecto ao exercício, ajustes à provisão de impostos diferidos relativos a prejuízos fiscais gerados em anos anteriores.
2. Vendas
| Crescimento de Vendas | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Vendas Totais | Vendas LFL | |||||
| 1T07 | 2T07 | 1S07 | 1T07 | 2T07 | 1S07 | |
| Pingo Doce | 15.8% | 15.3% | 15.6% | 10.7% | 7.6% | 9.0% |
| Feira Noval | 9.8% | 9.3% | 9.5% | $-1.2%$ | $-2.0%$ | $-1.6%$ |
| Hipers | -4.5% | $-4.1%$ | $-4.3%$ | -4.5% | $-4.1%$ | $-4.3%$ |
| Mini-hipers | 28.0% | 24.9% | 26.4% | 3.2% | 0.4% | 1.7% |
| Recheio | 5.8% | 3.2% | 4.4% | 4.6% | 1.9% | 3.2% |
| Madeira | 11.9% | 12.3% | 12.1% | 8.9% | 12.7% | 11.0% |
| Biedronka | ||||||
| Euro. | 29.3% | 38.7% | 34.2% | |||
| PLN | 31.0% | 33.6% | 32.4% | 18.9% | 19.4% | 19.2% |
| Indústria | $-0.8%$ | $-0.9%$ | $-0.9%$ | 3.1% | 2.1% | 2.6% |
| Serviços de Mkt. Repr e Rest. | 9.5% | 2.8% | 6.0% | 6.0% | 13% | 3.5% |
O Pingo Doce registou, nestes seis meses de 2007, um aumento da sua quota de mercado no universo APED1 de 120p.b. em relação ao mesmo período do ano anterior, em resultado de contar no seu parque de lojas com mais 16 unidades e também de um forte desempenho LFL que mesmo com uma comparação mais difícil (+11,1% de LFL no segundo trimestre de 2006) atingiu 7,6% no segundo trimestre de 2007.
As vendas de marca própria no Pingo Doce cresceram 35,5%, representando 38,0% das vendas da Companhia no semestre.
No Feira Nova e com o objectivo de acelerar o reposicionamento da insígnia, foi dada especial atenção ao aumento da penetração da marca própria na área alimentar, tendo as vendas desta categoria de produtos aumentado, nos mini-hipers, para 19,5% das vendas versus 13,6% no mesmo período do ano anterior.
Na Madeira, o forte desempenho de vendas, numa base comparável, é reflexo da decisão de replicar nas lojas Pingo Doce presentes naquele mercado a estratégia já implementada em território continental.
No Recheio, destaca-se o forte desempenho da companhia no canal HoReCa onde as vendas a este segmento registaram, nos primeiros seis meses do ano, um crescimento de 9,5%.
Na área da Indústria, relembra-se a alienação do negócio de ultracongelados em Novembro de 2006. Numa base comparável as vendas atribuíveis a Jerónimo Martins cresceram 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
1 APED – Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição
3. Resultados Operacionais
| MARGEM EBITDA | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Vendas e Serviços (Mil Eur). | |||||||
| 1S 07 | 18.06 | A % | 1S 07 | $\times$ total | 1S 06 | $\times$ total | |
| Retalho Portugal - vendas de loja | 870,107 | 769,697 | 13.0% | 5.4% | 32.9% | 7.0% | 41.6% |
| Cash & Carry Portugal | 294,271 | 281.751 | 4.4% | 5.4% | 11.2% | 5.5% | 11.8% |
| Madeira | 55,881 | 49,861 | 12.1% | 2.9% | 1.2% | 4.9% | 1.9% |
| Polónia - Biedronka | 1,064,744 | 793,521 | 34.2% | 5.5% | 41.3% | 5.0% | 30.3% |
| Serviços de Mkt, Reprie Rest. | 36,919 | 34,827 | 6.0% | 2.6% | 0.7% | 0.5% | 0.1% |
| Indústria | 123,603 | 124,701 | $-0.9%$ | 16.0% | 14.0% | 16.1% | 15.5% |
| Ajustes de Consolidação | $-25,589$ | $-26,449$ | 10.7% | n.a | n.a | n.a | n.a |
| JM Consolidado | 2,419,936 2,027,909 | $19.3\times$ | 5.9% | 100.0% | 6.4% | $100.0 \times$ |
No Retalho em Portugal a redução da margem EBITDA no semestre reflecte, para além da normal redução que advém do esforço de ganho de competitividade, especialmente no Feira Nova, um conjunto de diversos factores que merecem ser destacados:
- i) Remodelação, nos primeiros seis meses do ano, de 24 lojas Pingo Doce com um período médio de encerramento por loja de 6 semanas, representando os custos incorridos durante o período de encerramento cerca de 21p.b. na margem. Até ao final do ano, a companhia espera proceder a mais 4 remodelações.
- ii) Atraso no plano de aberturas de ambas as cadeias de retalho devido a questões burocráticas que acabaram por impedir que se realizasse a maioria das aberturas no primeiro semestre do ano. Este atraso levou a que as companhias incorressem, durante o primeiro semestre, em mais custos do que o esperado (formação, salários e rendas, entre outros) de lojas que abriram com atraso no semestre, mas também relativos a lojas cujas vendas só aparecerão no terceiro e quarto trimestres do ano. Estima-se que estes custos tenham representado cerca de 22p.b. da margem do primeiro semestre.
- iii) A decisão de acelerar o reposicionamento da cadeia Feira Nova, com o aumento significativo e num curto espaço de tempo da penetração da marca própria, levou a uma pressão sobre a margem devido à rápida alteração no mix de vendas das marcas da indústria versus marca própria.
Na Madeira, a redução da margem EBITDA em 196p.b. reflecte o trabalho de reposicionamento dos supermercados Pingo Doce naquela região. Este reposicionamento tem por objectivo replicar naquele mercado o sucesso que o Pingo Doce já tem em território continental.
Na Polónia, a subida de 55p.b. da margem EBITDA da Biedronka que em conjunto com o crescimento das vendas originou um crescimento do EBITDA em euros de 49,1%, é o reflexo da excelência operacional desta companhia, que também beneficiou do crescimento económico registado no País.
4. Balanço
| Balanço Consolidado | |||
|---|---|---|---|
| Milhares de Euros | 1S07 | 2006 | 1506 |
| Goodwill Líquido | 423.584 | 399,058 | 391.820 |
| Activo Fixo Líquido | 1.501.802 | 1.364.473 | 1.195.456 |
| Capital Circulante Líquido | $-652.822$ | -667.065 | $-422.653$ |
| Outros | 182.454 | 177.033 | 117,895 |
| Capital Investido | 1.455.017 | 1.273.499 | 1.282.518 |
| Dívida Financeira | 683.409 | 605.802 | 658.017 |
| Leasings | 56.711 | 47.504 | 30.728 |
| Juros Diferidos | 36.411 | 26.337 | 19.673 |
| Títulos Negociáveis e Depósitos Bancários | $-81.044$ | $-173.425$ | $-72.872$ |
| Dívida Líquida | 695.486 | 506.218 | 635.546 |
| Interesses Minoritários | 267.121 | 275.391 | 249.866 |
| Capital Social | 629.293 | 629.293 | 629.293 |
| Reservas e Resultados retidos | -136,883 | $-137.403$ | $-232.188$ |
| Fundos de Accionistas | 759.531 | 767.281 | 646.971 |
| Gearing | 91,6% | 66,0% | 98,2% |
5. Perspectivas
Os resultados do primeiro semestre do ano reflectem as decisões estratégicas em implementação nas várias áreas de negócio. Na segunda metade do ano, espera-se uma progressão sólida dos resultados, como consequência de uma notável evolução da Biedronka e da melhoria contínua e progressiva, ao longo dos trimestres, dos formatos de retalho em Portugal derivada, tanto das novas aberturas, como de acções comerciais já em implementação na rede de lojas. As companhias da área da distribuição vão prosseguir com os planos de expansão e espera-se que o Pingo Doce abra 9 lojas no segundo semestre do ano e que o Feira Nova realize entre 3 a 5 inaugurações. Na Polónia, estima-se que a Biedronka abra um mínimo de 63 lojas ao longo dos últimos seis meses de 2007.
Espera-se, para o ano de 2007, uma forte evolução de vendas, acompanhada por uma positiva evolução do EBITDA consolidado.
6. Eventos subsequentes à data do balanço
A 17 de Julho de 2007 foi recebida informação das empresas Strand Ventures Inc. e Zenith, SGPS, S.A. a declararem terem alienado fora de bolsa 18.323.260 e 2.911.490 acções de Jerónimo Martins, SGPS S.A., respectivamente. Estas participações representavam 2,92% dos direitos de voto (2,91% do capital social) no que respeita ao investimento da Strand Ventures Inc., e 0,46% de direitos de voto e de capital social relativamente à Zenith, SGPS, S.A..
Lisboa, 25 de Julho de 2007
O Conselho de Administração
R&C07 Consolidado 1º Semestre
II . ANEXO AO RELATÓRIO DE GESTÃO
II – ANEXOS AO RELATÓRIO DE GESTÃO
| Capital Circulante | |||
|---|---|---|---|
| Milhares de Euros | 1S 07 | 2006 | 1S 06 |
| Existências | 291.308 | 255.941 | 256.766 |
| em dias de vendas | 22 | 21 | 23 |
| Clientes | 93.142 | 77.210 | 84.785 |
| em dias de vendas | 7 | 6 | 8 |
| Fornecedores | -881.815 | -845.315 | -699.955 |
| em dias de vendas | -66 | -69 | -62 |
| Capital Circulante Trade | -497.365 | -512.164 | -358.404 |
| em dias de vendas | -37 | -42 | -32 |
| Outros | -155.457 | -154.901 | -64.249 |
| Capital Circulante Total | -652.822 | -667.065 | -422.653 |
| em dias de vendas | -49 | -54 | -38 |
| Peso. | 21 07 | 1T 07 |
|---|---|---|
| 57% | 64 | 46 |
| 43% | 40 | 42 |
| 1% | 0. | |
| 100% | 105 | 88 |
| Detalhe da Dívida | |||
|---|---|---|---|
| Milhares de Euros | 1S07 | 1S06 | A% |
| Dívida de Médio Longo Prazo | 556,449 | 555,050 | 0.3% |
| % da Dívida Financeira | 81.4% | 84.4% | n.a. |
| Empréstimos Obrigaccionistas | 255,000 | 255,000 | 0.0% |
| Private Placement | 151,007 | 151,007 | 0.0% |
| Papel Comercial | 120,000 | 115,500 | 3.9% |
| Outros Empréstimos MLT e Operações de Cobertural | 30,442 | 33,543 | $-9.2%$ |
| Dívida de Curto Prazo | 126,960 | 102,968 | 23.3% |
| % da Dívida Financeira | 18.6% | 15.6% | n.a. |
| Papel Comercial | 33,000 | 7,500 | 340.0% |
| Outros Empréstimos CP | 93,960 | 95,468 | $-1.6%$ |
| Dívida Financeira | 683,409 | 658,017 | 3.9% |
| Maturidade | 3.0 | 3.8 | n.a. |
| Custo Médio da Dívida | 4.3% | 3.6% | n.a. |
| % Dívida em Euros | 83.8% | 88.5% | n.a. |
| % Dívida em Zlotys | 16.2% | 11.5% | n.a. |
| Leasings e Juros Diferidos | 93,122 | 50,401 | 84.8% |
| Títulos Negociáveis e Depósitos Bancários. | $-81,044$ | $-72,872$ | 11.2% |
| Dívida Líquida | 695,486 | 635,546 | 9.4% |
INFORMAÇÃO SOBRE A PARTICIPAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E DE FISCALIZAÇÃO NO CAPITAL DA EMPRESA A 30 DE JUNHO DE 2007
(De acordo com a disposição no artigo 447º do Código das Sociedades Comerciais e nos termos da alínea b) do nº1 do artigo 7º do Regulamento da CMVM nº 24/2000)
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
| Membros do Conselho de Administração | Posição em 31.12.06 2 | Acréscimos no exercício | Diminuições no exercício | Posição em 30.06.07 | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Acções | Obrigações | Acções | Obrigações | Acções | Obrigações | Acções | Obrigações | |
| Elísio Alexandre Soares dos Santos | 100.355 | - | 100.355 | - | ||||
| José Manuel da Silveira e Castro Soares dos Santos |
- | - | - | - | ||||
| Luís Maria Viana Palha da Silva | - | - | - | - | ||||
| Pedro Manuel de Castro Soares dos Santos | 118.305 | - | 118.305 | - | ||||
| António Mendo Castel-Branco Borges 1 | - | - | - | - | ||||
| Artur Eduardo Brochado dos Santos Silva | 7.680 | - | 7.680 | - | ||||
| Hans Eggerstedt 1 | 19.700 | - | 19.700 | - | ||||
| Manuel Fernando Macedo de Alves Monteiro | - | - | - | - | ||||
| Rui Manuel de Medeiros d`Espiney Patrício 1 | - | - | - | - | ||||
| Álvaro Carlos Gonzalez Troncoso | - | - | - | - |
1 pertencem adicionalmente à Comissão de Auditoria
2 o número de acções apresentado a 31.12.06 foi ajustado de acordo com o "stock-split" de 31 de Maio de 2007 (cada acção foi convertida em 5 novas acções)
Revisor Oficial de Contas
O Revisor Oficial de Contas, PricewaterhouseCoopers & Associados, SROC, Lda., não detinha quaisquer acções e obrigações, em 30 de Junho de 2007, não tendo realizado transacções com quaisquer títulos de Jerónimo Martins, SGPS, S.A..
LISTA DOS TITULARES DE PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS A 30 DE JUNHO DE 2007
De acordo com a disposição nos artigos 447º e 448º do Código das Sociedades Comerciais, nos termos da alínea e) do nº1 do artigo 6º do regulamento da CMVM nº 11/2000 e nos termos do Código dos Valores Mobiliários)
| Accionista | Nº Acções detidas |
% Capital | % dos Direitos de Voto* |
|---|---|---|---|
| Sociedade Francisco Manuel dos Santos, SGPS, S.A. | |||
| Directamente | 351.769.925 | 55,899% | 55,976% |
| Asteck, S.A. 2 | |||
| Directamente | 62.629.500 | 10,000% | 10,014% |
| Strand Ventures Inc.3 | |||
| Directamente | 18.323.260 | 2,912% | 2,916% |
| Zenith, SGPS, S.A. 4 | |||
| Directamente | 2.911.490 | 0,463% | 0,463% |
| Julius Baer Investment Management LLC 5 | |||
| Directamente | 13.838.065 | 2,199% | 2,202% |
- 1 % Direitos de voto = Nº Acções Detidas / (Nº Total Acções JM Acções Próprias)
- 2Nos termos do artigo 16º e 20º do Código dos Valores Mobiliários (CVM), as participações detidas pela Asteck, S.A. devem ser imputadas à Heerema Holding Company Inc., que detém 100% daquela sociedade.
- 3 Nos termos e para os efeitos do n.º 3 do art. 16 do Código dos Valores Mobiliários (CVM), as participações detidas directa e indirectamente pela Strand Ventures Inc, devem ser imputadas, nos termos do n.º 1 do art. 20 do CVM às seguintes sociedades:
- Banco Privado Português (Cayman) Ltd., mediante contrato de gestão de carteira da totalidade da participação na Jerónimo Martins, SGPS, S.A.;
- Banco Privado Português, S.A., mediante acordo com diversos accionistas da sociedade Strand Ventures, o qual lhe permite a eleição da maioria dos membros do órgão de administração.
- 4Nos termos e para os efeitos do n.º 3 do art. 16 do Código dos Valores Mobiliários (CVM), as participações detidas pela Zenith, SGPS, S.A., devem ser imputadas, nos termos do n.º 1 do art. 20 do CVM às seguintes sociedades:
- Banco Privado Português, S.A., mediante contrato de gestão de carteira da totalidade da participação na Jerónimo Martins, SGPS, S.A.;
- Banco Privado Português, S.A., mediante acordo com diversos accionistas da sociedade Zenith, SGPS, S.A., o qual lhe permite a eleição da maioria dos membros do órgão de administração.
- 5 O número de acções indicado reporta-se a 6 de Dezembro de 2006, data da última comunicação desta sociedade à Jerónimo Martins, SGPS, SA.
R&C07 Consolidado 1º Semestre
III. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES
PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2007 E 2006
| Notas | 2007 | 2006 | |
|---|---|---|---|
| Vendas e prestações de serviços | 3 | 2.419.936 | 2.027.909 |
| Custo das vendas | (1.950.195) | (1.621.542) | |
| Proveitos e custos suplementares | 5 | 83.887 | 75.804 |
| Margem | 553.628 | 482.171 | |
| Custos de distribuição | 6 | (405.696) | (342.509) |
| Custos administrativos | 6 | (65.488) | (61.391) |
| Resultados operacionais não usuais | 10.1 | (547) | (1.565) |
| Resultados operacionais | 81.897 | 76.706 | |
| Custos financeiros líquidos | 7 | (22.908) | (20.596) |
| Ganhos em empresas associadas | 15 | 22 | (27) |
| Ganhos em outros investimentos | 10.2 | 1.319 | 557 |
| Resultados antes de impostos | 60.330 | 56.640 | |
| Imposto sobre o rendimento do exercício | 9 | (15.072) | (8.933) |
| Resultados líquidos (antes de interesses minoritários) | 45.258 | 47.707 | |
| Atribuível a: | |||
| Interesses minoritários | 3.540 | 10.551 | |
| Aos Accionistas de Jerónimo Martins | 41.718 | 37.156 | |
| Resultado básico e diluído por acção- Euros (*) | 22.2 | 0,0664 | 0,0591 |
(*) O Resultado por acção de Junho de 2006 foi ajustado de acordo com o "stock split" de 31 de Maio de 2007 (cada acção foi convertida em 5 novas)
Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo
BALANÇO CONSOLIDADO EM 30 DE JUNHO DE 2007 E 31 DEZEMBRO DE 2006
| Valores expressos em milhares de euros | |||
|---|---|---|---|
| Notas | 2007 | 2006 | |
| Activo | |||
| Activos fixos tangíveis | 11 | 1.446.117 | 1.317.146 |
| Propriedades de investimento | 13 | 34.447 | 34.876 |
| Activos intangíveis | 12 | 479.269 | 446.385 |
| Partes de capital em empresas associadas | 15 | 492 | 621 |
| Investimentos financeiros disponíveis para venda | 16 | 45.471 | 35.385 |
| Devedores e acréscimos e diferimentos | 19 | 63.914 | 64.336 |
| Instrumentos financeiros derivados | 14 | 1.222 | 1.897 |
| Impostos diferidos activos | 17.1 | 72.675 | 75.165 |
| Total de activos não correntes | 2.143.607 | 1.975.811 | |
| Propriedades de investimento | 13 | 21.500 | 21.500 |
| Existências | 18 | 291.308 | 255.941 |
| Impostos a recuperar | 17.2 | 21.451 | 25.345 |
| Devedores e acréscimos e diferimentos | 19 | 167.841 | 150.360 |
| Instrumentos financeiros derivados | 14 | 389 | - |
| Caixa e equivalentes de caixa | 83.643 | 175.764 | |
| Total de activos correntes | 586.132 | 628.910 | |
| Total do activo | 2.729.739 | 2.604.721 | |
| Capital próprio e passivo | |||
| Capital | 629.293 | 629.293 | |
| Prémios de emissão | 22.452 | 22.452 | |
| Acções próprias | (6.060) | (6.060) | |
| Reservas de reavaliação e outras reservas | 21.1 | 97.888 | 84.420 |
| Resultados retidos | (251.163) | (238.215) | |
| 492.410 | 491.890 | ||
| Interesses minoritários | 267.121 | 275.391 | |
| Total do capital próprio | 759.531 | 767.281 | |
| Empréstimos obtidos | 23 | 597.889 | 563.239 |
| Instrumentos financeiros derivados | 14 | 35.361 | 26.843 |
| Benefícios concedidos a empregados | 26 | 17.852 | 19.154 |
| Proveitos diferidos – subsídios do Estado | 1.305 | 1.344 | |
| Provisões para riscos e encargos | 26 | 13.360 | 13.690 |
| Impostos diferidos passivos | 17.1 | 49.805 | 49.061 |
| Total de passivos não correntes | 715.572 | 673.331 | |
| Credores e acréscimos e diferimentos | 25 | 1.079.897 | 1.041.840 |
| Instrumentos financeiros derivados | 14 | 515 | 317 |
| Empréstimos obtidos | 23 | 142.230 | 90.067 |
| Impostos a pagar | 17.2 | 31.832 | 31.782 |
| Proveitos diferidos – subsídios do Estado | 162 | 103 | |
| Total de passivos correntes | 1.254.636 | 1.164.109 | |
| Total do capital próprio e passivo | 2.729.739 | 2.604.721 |
Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo
DEMONSTRAÇÃO DE ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO CONSOLIDADO
Valores expressos em milhares de euros
| róp uív eró Ca pit al p rio rib el a ion ista s d nim ins , S GP S, S.A at e J o M art os acc |
|||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| No tas |
Ca pit al |
Pré mio s d e iss ão de em ões acç |
ões Acç óp ria pr s |
Res erv as val iaç ão rea e out ras res erv as |
Res ult ado s ido ret s |
Tot al |
Int ere sse s Min ori tár ios |
Tot al d o pit al p róp rio Ca |
|
| Ba lan 31 de De bro de 20 05 ço em zem |
62 9.2 93 |
22 .45 2 |
(6. 06 0) |
76 .07 8 |
(30 1.9 63 ) |
41 9.8 00 |
250 .76 5 |
67 0.5 65 |
|
| róp Va ria ões Ca pit al P rio 200 6 ç no e m |
|||||||||
| são Dife de mb ial do 1º re d e 2 006 est ren ça con ver ca sem |
(6. 005 ) |
(6. 005 ) |
(6. 005 ) |
||||||
| Rea val iaç ões de tivo s fi ac xos : |
|||||||||
| do re d 1º est e 2 006 sem - |
3 | 3 | 2 | 5 | |||||
| ual izaç ão dos ins s fi cei jus alo r (I AS 39) Act tru nto to v me nan ros ao |
595 | 595 | - | 595 | |||||
| Alte ão do alo r de s fi dis nda jus to v inv est ime nto cei ive is p raç nan ros pon ara ve |
(1. 656 ) |
(1. 656 ) |
(1. 656 ) |
||||||
| Alte ão sult ado itad s tr 20 06 raç aos re ans os em |
1 | 1 | 1 | ||||||
| ulta dos hec ido s d tal Pró Res irec tam ent o C api prio re con e n |
- | - | - | (7. ) 063 |
1 | (7. ) 062 |
2 | (7. ) 060 |
|
| ulta do do re d Res 1º est e 2 006 sem |
37. 156 |
37. 156 |
10. 551 |
47. 707 |
|||||
| al d hos das hec ida erí odo Tot e g an e per re con s n o p |
- | - | - | (7. ) 063 |
37. 157 |
30. 094 |
10. 553 |
40. 647 |
|
| ide ndo Div s |
(52 9) .78 |
(52 9) .78 |
(11 2) .45 |
(64 1) .24 |
|||||
| lan de nho de Ba 30 Ju 20 06 ço em |
62 9.2 93 |
22 .45 2 |
(6. 0) 06 |
69 .01 5 |
(31 ) 7.5 95 |
39 7.1 05 |
249 .86 6 |
64 6.9 71 |
| lan de bro de Ba 31 De 20 06 ço em zem |
62 9.2 93 |
22 .45 2 |
(6. 0) 06 |
84 .42 0 |
(23 15) 8.2 |
49 1.8 90 |
27 5.3 91 |
76 7.2 81 |
|
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ria ões pit al P róp rio Va Ca 200 7 ç no e m |
|||||||||
| Dife de são mb ial do 1º re d e 2 007 est ren ça con ver ca sem |
21. 1 |
2.1 66 |
2.1 66 |
2.1 66 |
|||||
| val ões de s fi Rea iaç tivo ac xos : |
|||||||||
| ão ão ócio pel qui siç est rut de a a e re ura ç neg s - |
21. 1 |
(63 6) |
636 | - | - | ||||
| ão s fi Act ual izaç dos ins tru nto cei jus to v alo r (I AS 39) me nan ros ao |
21. 1 |
(90 ) |
(90 ) |
- | (90 ) |
||||
| ão Alte do jus to v alo r de inv est ime nto s fi cei dis ive is p nda raç nan ros pon ara ve |
21. 1 |
12. 028 |
12. 028 |
12. 028 |
|||||
| Pró Res ulta dos hec ido s d irec tam ent o C api tal prio re con e n |
- | - | - | 13. 468 |
636 | 14. 104 |
- | 14. 104 |
|
| Res ulta do do 1º est re d e 2 007 sem |
41. 718 |
41. 718 |
3.5 40 |
45. 258 |
|||||
| erí Tot al d hos das hec ida odo e g an e per re con s n o p |
- | - | - | 13. 468 |
42. 354 |
55. 822 |
3.5 40 |
59. 362 |
|
| Div ide ndo s |
21. 2 |
(55 .30 2) |
(55 .30 2) |
(11 .81 0) |
(67 .11 2) |
||||
| Ba lan 30 de Ju nho de 20 07 ço em |
62 9.2 93 |
22 .45 2 |
(6. 06 0) |
97 .88 8 |
(25 1.1 63 ) |
49 2.4 10 |
26 7.1 21 |
759 .53 1 |
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA
PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2007 E 2006
| Valores expressos em milhares de euros | |||
|---|---|---|---|
| Notas | 2007 | 2006 | |
| Actividades operacionais | |||
| Recebimentos de clientes | 2.690.771 | 2.256.346 | |
| Pagamentos aos fornecedores e ao pessoal | (2.556.304) | (2.186.709) | |
| Caixa gerada pelas operações | 20 | 134.467 | 69.637 |
| Juros pagos | (25.755) | (19.918) | |
| Imposto sobre o rendimento pago | (10.348) | (4.818) | |
| Fluxos de caixa de actividades operacionais | 98.364 | 44.901 | |
| Actividades de investimento | |||
| Alienação de activos fixos tangíveis | 3.583 | 4.342 | |
| Juros recebidos | 2.151 | 1.267 | |
| Dividendos recebidos | 628 | 625 | |
| Aquisição de empresas do grupo e associadas | (2.500) | - | |
| Aquisição de activos fixos tangíveis | (186.812) | (120.334) | |
| Alienação de investimentos financeiros disponíveis para | |||
| venda e de propriedades de investimento | 3.580 | - | |
| Aquisição de investimentos financeiros disponíveis para venda e de propriedades de investimento |
(48) | (4) | |
| Aquisição de activos intangíveis | (10.067) | (11.094) | |
| Fluxos de caixa de actividades de investimento | (189.485) | (125.198) | |
| Actividades de financiamento | |||
| Recebimentos relativos a outros empréstimos não correntes | 35.000 | 35.218 | |
| Recebimentos relativos a outros empréstimos correntes | 33.298 | - | |
| Reembolso de empréstimos | (4.000) | (5.169) | |
| Pagamento de dividendos | 21.2 | (67.112) | (64.241) |
| Fluxos de caixa de actividades de financiamento | (2.814) | (34.192) | |
| Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa | (93.935) | (114.489) | |
| Movimentos de caixa e equivalentes | |||
| Caixa e equivalentes de caixa no início do 1º semestre | 175.764 | 191.392 | |
| Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa | (93.935) | (114.489) | |
| Efeito da aquisição de subsidiárias | 1.051 | - | |
| Efeito das variações cambiais | 763 | (1.955) | |
| Caixa e equivalentes de caixa no final do 1º semestre | 83.643 | 74.948 |
Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo
| 1 | Nota introdutória18 | |
|---|---|---|
| 2 | Políticas contabilísticas18 | |
| 3 | Reporte por segmentos de actividade 19 | |
| 4 | Aquisição e reestruturação de negócios19 | |
| 5 | Proveitos e custos suplementares20 | |
| 6 | Custos de distribuição e administrativos20 | |
| 7 | Custos financeiros líquidos 20 | |
| 8 | Instrumentos financeiros20 | |
| 9 | Imposto reconhecido na demonstração dos resultados 20 | |
| 10 | Resultados operacionais não usuais e ganhos em outros investimentos21 | |
| 11 | Activos fixos tangíveis22 | |
| 12 | Activos intangíveis22 | |
| 13 | Propriedades de Investimento23 | |
| 14 | Instrumentos financeiros derivados 23 | |
| 15 | Partes de capital em empresas associadas24 | |
| 16 | Investimentos financeiros disponíveis para venda24 | |
| 17 | Impostos24 | |
| 18 | Existências 25 | |
| 19 | Devedores e acréscimos e diferimentos26 | |
| 20 | Caixa gerada pelas operações 26 | |
| 21 | Capital e reservas 27 | |
| 22 | Resultado por acção diluído 27 | |
| 23 | Empréstimos obtidos 27 | |
| 24 | Dívida financeira líquida 28 | |
| 25 | Credores e acréscimos e diferimentos (correntes) 28 | |
| 25 | Provisões e ajustamentos para o valor de realização29 | |
| 26 | Contingências 29 | |
| 27 | Eventos subsequentes à data do balanço 29 | |
1 Nota introdutória
A Jerónimo Martins, SGPS, S.A. (JMH) é a empresa-mãe do Grupo Jerónimo Martins (Grupo) e está sediada em Lisboa.
O Grupo Jerónimo Martins dedica-se fundamentalmente à produção, distribuição e venda de géneros alimentícios e outros produtos de grande consumo. O Grupo opera em Portugal e na Polónia.
Sede Social: Rua Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J – 1099-008 Lisboa
Capital Social: 629.293.220 euros
N.I.P.C.: 500100144
Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o nº 8.122
A JMH está cotada na Euronext Lisboa (anterior Bolsa de Valores de Lisboa e Porto) desde 1989.
Estas Demonstrações Financeiras Consolidadas foram aprovadas pelo Conselho de Administração no dia 25 de Julho de 2007.
2 Políticas contabilísticas
As demonstrações financeiras consolidadas da JMH foram preparadas de acordo com a norma de relato financeiro intercalar (IAS 34), e em conformidade com as restantes Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e com as interpretações do International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC).
As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como adoptadas na União Europeia, e de acordo com os mesmos princípios e políticas contabilísticas adoptados pelo Grupo na elaboração das demonstrações financeiras anuais, incluindo essencialmente uma explicação dos eventos e alterações relevantes para a compreensão das alterações na posição financeira e desempenho da empresa desde a última data do relatório anual. Desta forma, é omitida a maior parte das notas constantes nas demonstrações financeiras de 2006, quer por não terem sofrido alteração, quer por não serem materialmente relevantes para a compreensão das presentes demonstrações financeiras intercalares.
Os valores apresentados, salvo indicação em contrário, são expressos em milhares de euros (M EUR).
2.1. Transacções em moeda estrangeira
As principais cotações utilizadas à data do balanço foram as seguintes:
| Taxa em 30 de Junho de 2007 |
Taxa média do ano |
|
|---|---|---|
| Zloty da Polónia (PLN) | 0,2654 € | 0,2604 € |
| Libra Esterlina (GBP) | 1,4837 € | - |
| Dólar dos Estados Unidos da América (USD) | 0,7405 € | - |
3 Reporte por segmentos de actividade
Informação detalhada referente aos segmentos em 30 de Junho de 2007 e 2006
| DISTRIBUIÇÃO INDÚSTRIA E |
SERVIÇOS NÃO TOTAL |
|||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Portugal | Polónia | Portugal | ALOCADO | |||||||
| 2007 | 2006 | 2007 | 2006 | 2007 | 2006 | 2007 | 2006 | 2007 | 2006 | |
| Proveitos com clientes externos | ||||||||||
| Vendas | 1.219.711 1.100.753 1.058.595 | 788.244 | 132.780 | 130.393 | 140 | 297 | 2.411.226 | 2.019.687 | ||
| Prestações de serviços | 2.588 | 2.941 | 6.027 | 5.278 | - | - | 95 | 3 | 8.710 | 8.222 |
| 1.222.299 1.103.694 1.064.622 | 793.522 | 132.780 | 130.393 | 235 | 300 | 2.419.936 | 2.027.909 | |||
| Proveitos inter-segmentos | 197 | 303 | 122 | 26.518 | 28.074 | (26.837) | (28.377) | -- | ||
| TOTAL DE PROVEITOS | 1.222.496 1.103.997 1.064.744 | 793.522 | 159.298 | 158.467 | (26.602) | (28.077) | 2.419.936 | 2.027.909 | ||
| RESULTADO DO SEGMENTO | 28.891 | 40.378 | 35.927 | 20.728 | 18.200 | 16.973 | (1.121) | (1.373) | 81.897 | 76.706 |
| Custos financeiros líquidos | (22.908) | (20.596) | ||||||||
| Ganhos/ perdas em empresas associadas | 22 | (27) | ||||||||
| Ganhos em outros Investimentos | 1.319 | 557 | ||||||||
| RESULTADOS ANTES DE IMPOSTOS | 60.330 | 56.640 | ||||||||
| Imposto sobre o rendimento | (15.072) | (8.933) | ||||||||
| Interesses minoritários | (3.540) | (10.551) | ||||||||
| RESULTADO LÍQUIDO | 41.718 | 37.156 | ||||||||
| TOTAL DE ACTIVOS | 1.782.100 1.574.829 | 694.013 | 494.171 | 326.625 | 318.948 | (72.999) | (70.849) | 2.729.739 | 2.317.099 | |
| TOTAL DE PASSIVOS | 1.215.849 1.061.312 | 446.274 | 288.944 | 241.668 | 257.736 | 66.417 | 62.137 | 1.970.208 | 1.670.127 | |
| Fluxos de caixa de actividades operacionais | 98.364 | 44.901 | ||||||||
| Fluxos de caixa de actividades de investimento | (189.485) | (125.198) | ||||||||
| Fluxos de caixa de actividades de financiamento | (2.814) | (34.192) | ||||||||
| Investimento em Activos Fixos Tangíveis e Intangíveis | 108.767 | 81.827 | 86.410 | 48.954 | 1.456 | 2.600 | 180 | (187) | 196.813 | 133.194 |
| Amortizações e Depreciações | 34.253 | 31.131 | 22.782 | 18.367 | 2.482 | 2.212 | 56 | 65 | 59.573 | 51.775 |
4 Aquisição e reestruturação de negócios
No seguimento do que foi mencionado no ponto 36 do Relatório e Contas Consolidado do Grupo Jerónimo Martins em Dezembro de 2006 e, na sequência do acordo celebrado com o parceiro Unilever e da fusão das companhias FimaVG – Distribuição de Produtos Alimentares, Lda; LeverElida – Distribuição de Produtos de Limpeza e Higiene Pessoal, Lda; IgloOlá – Distribuição de Gelados e Ultracongelados, Lda e Unilever Bestfoods Portugal – Produtos Alimentares, Sociedade Unipessoal, Lda, com efeitos a 1 de Janeiro de 2007, o Grupo Jerónimo Martins passou a relevar a partir dessa data, nas suas contas consolidadas, 45% das demonstrações financeiras da sociedade resultante da fusão – Unilever Jerónimo Martins, Lda.
No dia 1 de Fevereiro de 2007, o Pingo Doce – Distribuição Alimentar, SA adquiriu a totalidade do capital social da sociedade Simões & Freitas, Lda, detentora de um estabelecimento de retalho alimentar em Évora, após a decisão da Autoridade da Concorrência, de 23 de Janeiro de 2007, de não se opor à operação de concentração.
Os impactos resultantes destas operações nas Demonstrações Financeiras Consolidadas foram as que se apresentam de seguida:
| Valor liquido desembolsado | 24.255 |
|---|---|
| Caixa adquirida | (1.051) |
| Aumento dívida | 18.306 |
| Valor investido | 7.000 |
| Goodwill | 22.321 |
| Total de Activos | (15.321) |
| Outras Contas a Pagar | (2.161) |
| Empréstimos Bancários | (18.306) |
| Caixa e Equivalentes de Caixa | 1.051 |
| Outras Contas a Receber | (1.234) |
| Existências | 1.956 |
| Activos Fixos Tangíveis | 3.373 |
5 Proveitos e custos suplementares
| Junho 2007 | Junho 2006 | |
|---|---|---|
| Ganhos suplementares | 77.263 | 69.854 |
| Descontos pronto pagamento obtidos | 16.151 | 14.972 |
| Descontos pronto pagamento concedidos | (1.776) | (1.761) |
| Comissões sobre meios de pagamento electrónicos | (5.296) | (5.200) |
| Outros custos suplementares | (2.574) | (2.363) |
| Provisões para saldos devedores de fornecedores | 119 | 302 |
| 83.887 | 75.804 |
Os ganhos suplementares respeitam a ganhos obtidos pelo Grupo com a distribuição de produtos de consumo, nomeadamente alugueres de espaço, participações em aniversários, aluguer de topos. Os outros custos suplementares respeitam às mesmas naturezas definidas nos ganhos suplementares, suportados pelas companhias a operar no segmento de indústria e serviços.
6 Custos de distribuição e administrativos
| Junho 2007 | Junho 2006 | |
|---|---|---|
| Fornecimentos e serviços externos | 105.325 | 93.277 |
| Publicidade | 29.078 | 27.982 |
| Rendas e alugueres | 46.138 | 41.468 |
| Custos com pessoal | 200.025 | 168.030 |
| Amortizações e ganhos/perdas com activos tangíveis e intangíveis | 58.695 | 49.947 |
| Custos de transporte | 32.619 | 26.713 |
| Outros ganhos e perdas operacionais | (696) | (3.517) |
| 471.184 | 403.900 |
7 Custos financeiros líquidos
| Junho 2007 | Junho 2006 | |
|---|---|---|
| Juros suportados | (25.512) | (20.018) |
| Juros obtidos | 1.196 | 962 |
| Dividendos | 19 | 68 |
| Diferenças de câmbio | (108) | (380) |
| Propriedades de investimento: | ||
| Valorização ao justo valor (nota 13) | (13) | (9) |
| Outros custos e proveitos financeiros | 250 | (1.449) |
| Valorização ao justo valor de instrumentos financeiros não qualificados como de cobertura (nota 8) |
1.260 | 230 |
| (22.908) | (20.596) |
8 Instrumentos financeiros
O Grupo ao avaliar o justo valor dos seus instrumentos financeiros, registou em resultados (líquidos de impostos diferidos e interesses minoritários), os seguintes valores:
| Junho 2007 | Junho 2006 | |
|---|---|---|
| Swaps de taxa de câmbio | 1.987 | 796 |
| Swaps de taxa de juro | (727) | (566) |
| 1.260 | 230 | |
| Impostos diferidos | (334) | (63) |
| Interesses minoritários | (453) | (420) |
| Valor registado em resultados | 473 | (253) |
O valor registado em reservas durante 2007 referente à cobertura do investimento na Polónia é de M EUR (2.669) (líquidos de impostos diferidos).
9 Imposto reconhecido na demonstração dos resultados
9.1 Imposto corrente
| Junho 2007 | Junho 2006 | |
|---|---|---|
| Imposto corrente | ||
| Imposto corrente | (10.464) | (8.598) |
| Excesso/(insuficiência) de exercícios anteriores | 24 | (91) |
| (10.440) | (8.689) | |
| Imposto diferido | ||
| Diferenças temporárias originadas e revertidas no periodo | (1.340) | (1.783) |
| Alteração da base recuperável de prejuízos e diferenças temporárias de exercícios anteriores |
(3.292) | 1.539 |
| (4.632) | (244) | |
| Total de imposto sobre o rendimento | (15.072) | (8.933) |
9.2 Reconciliação da taxa efectiva de imposto
| Junho 2007 | Junho 2006 | |||
|---|---|---|---|---|
| Resultados antes de imposto | 60.330 | 56.640 | ||
| Imposto calculado à taxa de imposto aplicável em Portugal Efeito fiscal gerado por: |
26,5% | (15.987) | 27,5% | (15.576) |
| Diferença de taxa de imposto aplicável noutros países | 9,3% | 5.585 | 9,0% | 5.102 |
| Resultados não tributados ou não recuperáveis | (1,5%) | (896) | 0,4% | 245 |
| Custos não dedutíveis | 0,6% | 365 | 0,2% | 104 |
| Insuficiências (excesso) estimativa do ano anterior | 0,0% | 24 | (0,2%) | (91) |
| Alteração da base recuperável de prejuízos e diferenças temporárias de exercícios anteriores |
(5,5%) | (3.292) | 2,7% | 1.539 |
| Resultados sujeitos a tributação autónoma e outras formas de tributação |
(1,4%) | (871) | (0,5%) | (256) |
| Imposto do periodo | 25,0% | (15.072) | 15,8% | (8.933) |
10 Resultados operacionais não usuais e ganhos em outros investimentos
10.1 Resultados operacionais não usuais
| Junho 2007 | Junho 2006 | |
|---|---|---|
| Taxa de cosméticos de exercícios anteriores | - | (1.105) |
| Custos com processos de alienação de negócios | (1.000) | (297) |
| Outros | 453 | (163) |
| (547) | (1.565) |
10.2 Ganhos em outros investimentos
| Junho 2007 | Junho 2006 | |
|---|---|---|
| Ganhos na alienação de investimentos financeiros disponíveis para venda | 860 | - |
| Dividendos recebidos de investimentos financeiros disponíveis para venda | 459 | 557 |
| 1.319 | 557 |
11 Activos fixos tangíveis
11.1 Movimentos ocorridos no periodo
| Terrenos e recursos naturais |
Edifícios e outras construções |
Equipamento básico e ferramentas |
Equipamento transporte e outros |
Activos fixos tangíveis em curso e adiantamentos |
Total | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Custo | ||||||
| Saldo inicial | 329.494 | 929.799 | 634.188 | 132.579 | 86.414 | 2.112.474 |
| Diferenças cambiais | 298 | 5.088 | 1.944 | 1.018 | 606 | 8.954 |
| Aumentos | 9.582 | 32.576 | 38.262 | 10.721 | 91.246 | 182.387 |
| Alienações | - | (2.958) | (2.932) | (923) | (1.313) | (8.126) |
| Transferências e abates | 27.375 | 46.464 | 4.223 | 1.344 | (83.715) | (4.309) |
| Aquisições e reestruturação de negócios | (167) | 417 | 14.544 | 347 | (98) | 15.043 |
| Saldo final | 366.582 | 1.011.386 | 690.229 | 145.086 | 93.140 | 2.306.423 |
| Amortizações e perdas por imparidade | ||||||
| Saldo inicial | - | 253.267 | 440.275 | 101.786 | - | 795.328 |
| Diferenças cambiais | - | 1.713 | 1.075 | 663 | - | 3.451 |
| Aumentos | - | 22.362 | 27.875 | 6.858 | - | 57.095 |
| Alienações | - | (1.024) | (2.856) | (909) | - | (4.789) |
| Transferências e abates | - | (1.263) | (860) | (326) | - | (2.449) |
| Aquisições e reestruturação de negócios | - | 389 | 10.969 | 312 | - | 11.670 |
| Saldo final | - | 275.444 | 476.478 | 108.384 | - | 860.306 |
| Valor líquido | ||||||
| Em 1 de Janeiro de 2007 | 329.494 | 676.532 | 193.913 | 30.793 | 86.414 | 1.317.146 |
| Em 30 de Junho de 2007 | 366.582 | 735.942 | 213.751 | 36.702 | 93.140 | 1.446.117 |
11.2 Reavaliações
Não se verificaram alterações aos valores de mercado dos terrenos afectos à actividade operacional.
12 Activos intangíveis
Movimentos ocorridos no período
| Goodwill | Despesas de I&D |
Software e propr. Ind. out. Dir. |
Trespasses | Activos intangíveis em curso |
Total | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Custo | ||||||
| Saldo inicial | 385.341 | 27.515 | 23.390 | 51.560 | 5.334 | 493.140 |
| Diferenças cambiais | 2.205 | 359 | 164 | 373 | 67 | 3.168 |
| Aumentos | - | 1.526 | 150 | 2.876 | 5.516 | 10.068 |
| Transferências e abates | - | (761) | 3.025 | 2.495 | (6.692) | (1.933) |
| Aquisições e reestruturação de negócios | 22.321 | - | (23) | - | - | 22.298 |
| Saldo final | 409.867 | 28.639 | 26.706 | 57.304 | 4.225 | 526.741 |
| Amortizações e perdas por imparidade | ||||||
| Saldo inicial | - | 25.062 | 2.074 | 19.619 | - | 46.755 |
| Diferenças cambiais | - | 350 | 2 | 37 | - | 389 |
| Aumentos | - | 565 | 178 | 1.741 | - | 2.484 |
| Transferências e abates | - | (1.999) | (139) | - | - | (2.138) |
| Aquisições e reestruturação de negócios | - | - | (18) | - | - | (18) |
| Saldo final | - | 23.978 | 2.097 | 21.397 | - | 47.472 |
| Valor líquido | ||||||
| em 1 de Janeiro de 2007 | 385.341 | 2.453 | 21.316 | 31.941 | 5.334 | 446.385 |
| em 30 de Junho de 2007 | 409.867 | 4.661 | 24.609 | 35.907 | 4.225 | 479.269 |
O Grupo detém como activos intangíveis de vida útil indefinida, para além do Goodwill, as Marcas Pingo Doce e Feira Nova, para as quais não existe um limite temporal a partir do qual se espere que deixem de gerar beneficios económicos para o Grupo. O seu valor liquido é de M EUR 13.717, o qual não está a ser amortizado e é sujeito anualmente a testes de imparidade.
O Grupo tem o Goodwill alocado por cada área de negócio, sendo composto da seguinte forma:
| Áreas de Negócio | Junho 2007 | Dezembro 2006 |
|---|---|---|
| Retalho Portugal | 101.656 | 97.298 |
| Grosso Portugal | 72.433 | 72.433 |
| Madeira | 8.509 | 8.509 |
| Indústria | 93.809 | 75.846 |
| Polónia | 133.460 | 131.255 |
| 409.867 | 385.341 |
Os acréscimos nesta rubrica referem-se:
- aquisição da companhia Simões e Freitas, Lda, conforme referido na nota 4, cujo valor de Goodwill ascendeu a M EUR 4.358;
- na sequência do que também foi mencionado na nota 4, face ao processo de fusão das companhias FimaVG, LeverElida e IgloOlá na Unilever Jerónimo Martins e, de o Grupo Jerónimo Martins passar a relevar 45% da nova sociedade nas suas contas consolidadas, resultou num acréscimo ao valor de Goodwill de M EUR 17.963;
- como consequência da conversão cambial dos activos do negócio da Polónia, o Goodwill afecto a este negócio, no montante de M PLN 502.818, sofreu uma actualização no valor de M EUR 2.205.
13 Propriedades de Investimento
| Junho 2007 | |
|---|---|
| Saldo inicial | 56.376 |
| Transferência de activos fixos tangíveis | 282 |
| Variações valor de mercado (nota 7) | (13) |
| Alienações | (698) |
| Saldo final | 55.947 |
Estão considerados como activos não correntes todos os activos para os quais não é expectável a sua alienação no período inferior a 12 meses.
14 Instrumentos financeiros derivados
| Junho 2007 | Dezembro 2006 | |||
|---|---|---|---|---|
| Activo | Passivo | Activo | Passivo | |
| Não correntes | ||||
| Swap taxa de juro | 1.216 | 6.154 | 1.642 | 4.002 |
| Swap taxa de câmbio | 6 | 7.576 | 255 | 7.861 |
| Cobertura do empréstimo em USD | - | 21.631 | - | 14.980 |
| 1.222 | 35.361 | 1.897 | 26.843 | |
| Correntes | ||||
| Swap taxa de juro | 389 | 172 | - | - |
| Swap taxa de câmbio | - | 343 | - | 317 |
| 389 | 515 | - | 317 |
Em Junho de 2007 estão incluidos nos valores apresentados os juros a receber ou a pagar vencidos até à data relativos a estes instrumentos financeiros no montante liquido de M EUR 119 devedores.
15 Partes de capital em empresas associadas
A movimentação da rubrica de empresas associadas em 2007 foi a seguinte:
| Junho 2007 | |
|---|---|
| Partes de Capital | |
| Saldo inicial | 646 |
| Aplicação equity method | 22 |
| Transferências | (150) |
| Aquisições e reestruturação de negócios | (1) |
| Saldo final | 517 |
| Ajustamento para o valor de realização | |
| Saldo inicial | (25) |
| Transferências | - |
| Saldo final | (25) |
| Valor líquido em 1 de Janeiro | 621 |
| Valor líquido em 30 de Junho | 492 |
16 Investimentos financeiros disponíveis para venda
| Junho 2007 | Dezembro 2006 | |
|---|---|---|
| Acções BCP | 39.562 | 29.557 |
| Adiantamentos por conta de investimento financeiro | 4.988 | 4.988 |
| Outros | 921 | 840 |
| 45.471 | 35.385 |
17 Impostos
17.1 Impostos diferidos activos e passivos
Movimentos nas contas de impostos diferidos
| Junho 2007 | |
|---|---|
| Saldo inicial | 26.104 |
| Diferenças de conversão cambial | 1.088 |
| Reavaliações e reservas | 33 |
| Aquisição e reestruturação de negócios | 277 |
| Resultado do periodo | (4.632) |
| Saldo final | 22.870 |
Os impostos diferidos são apresentados no balanço da seguinte forma:
| Junho 2007 | Dezembro 2006 | |
|---|---|---|
| Impostos diferidos activos | 72.675 | 75.165 |
| Impostos diferidos passivos | (49.805) | (49.061) |
| 22.870 | 26.104 |
Movimentos nos impostos diferidos ocorridos no periodo
| Saldo inicial |
Efeito em |
Efeito no capital |
Aquisição e reestrut. de |
Diferenças cambiais |
Saldo final | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| resultados | próprio | negócios | ||||
| Impostos diferidos passivos | ||||||
| Reavaliações de activos | 33.825 | (10) | - | (48) | - | 33.767 |
| Proveitos diferidos para efeitos fiscais | 1.209 | (367) | - | - | 13 | 855 |
| Diferenças de Políticas contabilísticas em outros países | 10.767 | 219 | - | - | 185 | 11.171 |
| Outras diferenças temporárias | 3.260 | 707 | - | 45 | - | 4.012 |
| 49.061 | 549 | - | (3) | 198 | 49.805 | |
| Impostos diferidos activos | ||||||
| Provisões além dos limites legais | 9.071 | (16) | - | 257 | 117 | 9.429 |
| Reavaliações de activos | 996 | (75) | - | - | - | 921 |
| Custos com pensões | 4.543 | (362) | - | 2 | - | 4.183 |
| Custos com operações de cobertura de risco cambial | 2.059 | 338 | 33 | - | 475 | 2.905 |
| Prejuízos a recuperar | 28.263 | (2.262) | - | - | 307 | 26.308 |
| Lucro em existências | 491 | (34) | - | - | - | 457 |
| Ajustamentos para o valor realizável de stocks | 1.569 | 135 | - | - | 18 | 1.722 |
| Outros custos diferidos para efeitos fiscais | 22.882 | (1.730) | - | - | 351 | 21.503 |
| Diferenças de políticas contabilísticas em outros países | 965 | 88 | - | - | 18 | 1.071 |
| Outras diferenças temporárias | 4.326 | (165) | - | 15 | - | 4.176 |
| 75.165 | (4.083) | 33 | 274 | 1.286 | 72.675 | |
| Variação líquida de imposto diferido | 26.104 | (4.632) | 33 | 277 | 1.088 | 22.870 |
17.2 Impostos a recuperar e a pagar
| Impostos a recuperar | Junho 2007 | Dezembro 2006 |
|---|---|---|
| IRC a receber | 1.482 | 1.814 |
| IVA a recuperar | 19.091 | 22.185 |
| Outros | 878 | 1.346 |
| 21.451 | 25.345 | |
| Impostos a pagar | ||
| IRC a pagar | 4.693 | 3.916 |
| IVA a pagar | 10.394 | 13.651 |
| IRS retido | 2.482 | 1.974 |
| Segurança social | 9.266 | 7.501 |
| Outros impostos | 4.997 | 4.740 |
| 31.832 | 31.782 |
18 Existências
| Junho 2007 | Dezembro 2006 | |
|---|---|---|
| Matérias-primas, subsidiárias e de consumo | 5.888 | 4.700 |
| Produtos e trabalhos em curso | 1.247 | 550 |
| Produtos acabados e intermédios | 696 | 216 |
| Mercadorias | 292.328 | 258.625 |
| 300.159 | 264.091 | |
| Ajustamento para o valor de realização (nota 26) | (8.851) | (8.150) |
| Existências líquidas | 291.308 | 255.941 |
19 Devedores e acréscimos e diferimentos
| Não Correntes | Junho 2007 | Dezembro 2006 |
|---|---|---|
| Outros devedores | 59.651 | 59.651 |
| Custos diferidos | 4.263 | 4.685 |
| 63.914 | 64.336 | |
| Correntes | ||
| Clientes comerciais | 94.313 | 78.074 |
| Empresas participadas | 7 | 7 |
| Fornecedores | 14.259 | 13.203 |
| Pessoal | 1.148 | 1.344 |
| Outros devedores | 32.469 | 33.662 |
| Acréscimos de proveitos | 11.064 | 14.586 |
| Custos diferidos | 14.581 | 9.484 |
| 167.841 | 150.360 |
A rubrica de outros devedores não correntes, no montante de M EUR 59.651, respeita a liquidações adicionais de imposto, sobre as quais já foi pedido o respectivo reembolso.
20 Caixa gerada pelas operações
| Junho 2007 | Junho 2006 | |
|---|---|---|
| Resultado líquido | 41.718 | 37.156 |
| Ajustamentos para: | ||
| Minoritários | 3.540 | 10.551 |
| Impostos | 15.072 | 8.933 |
| Amortizações | 59.573 | 51.775 |
| Provisões | 2.548 | 1.455 |
| Resultados financeiros | 23.012 | 20.623 |
| Ganhos/perdas em outros investimentos | (1.319) | (557) |
| Ganhos/perdas na alienação e abate de activos fixos tangíveis | 1.005 | (375) |
| Ganhos/perdas na alienação e abate de activos intangíveis | - | 158 |
| 145.149 | 129.719 | |
| Variações de working capital: | ||
| Existências | (32.140) | (19.022) |
| Devedores e acréscimos e diferimentos | (15.980) | (12.603) |
| Credores e acréscimos e diferimentos | 38.505 | (25.980) |
| Empresas participantes e participadas | - | (2.204) |
| Provisões | (1.067) | (273) |
| 134.467 | 69.637 |
21 Capital e reservas
21.1 Movimentos ocorridos em reservas
| Terrenos e edifícios |
Cash Flow Hedging reserve |
Instrumentos Financeiros detidos para venda |
Reservas cambiais |
Total | |
|---|---|---|---|---|---|
| Balanço em 1 de Janeiro de 2007 | 71.757 | 543 | 8.208 | 3.912 | 84.420 |
| Aquisições e reestruturação de negócios: - Valor bruto - Imposto diferido |
(776) 140 |
(776) 140 |
|||
| Justo valor de inst. de cobertura de fluxos de caixa (IAS 39): - Valor bruto - Imposto diferido |
(123) 33 |
(123) 33 |
|||
| Justo valor dos inv. financeiros disp. para venda | 12.028 | 12.028 | |||
| Diferença de conversão cambial: - Do 1º semestre - Imposto diferido |
1.078 1.088 |
1.078 1.088 |
|||
| Balanço em 30 de Junho de 2007 | 71.121 | 453 | 20.236 | 6.078 | 97.888 |
21.2 Dividendos
Os montantes distribuídos em 2007, no montante de M EUR 67.112, correspondem a dividendos pagos aos accionistas de Jerónimo Martins, SGPS, S.A. no valor de M EUR 55.302 (no valor de 0,44 euros por acção, considerando o stock-split seria de 0,088 por acção), e aos minoritários que participam em empresas do Grupo, no montante de M EUR 11.810.
22 Resultado por acção diluído
22.1 Resultado básico por acção diluído
Em 31 de Maio de 2007 realizou-se um "stock-split" sobre as acções da Jerónimo Martins SGPS, S.A.: cada acção detida foi convertida em 5 novas acções, com valor nominal de um euro. Desta forma, foi ajustado o cálculo do resultado por acção a Junho de 2006.
O cálculo do resultado básico por acção baseia-se no lucro líquido atribuível aos accionistas ordinários de M EUR 41.718 (2006: lucro de M EUR 37.156) e no número médio ponderado de acções ordinárias pendentes no período de 628.434.220 (2006 ajustado: 628.434.220).
22.2 Resultado líquido atribuível aos accionistas detentores de acções ordinárias (diluído)
| Junho 2007 | Junho 2006 | |
|---|---|---|
| Número médio ponderado de acções ordinárias | 628.434.220 | 628.434.220 |
| Res. Líq. do exer. atribuível aos accionistas detentores de acções ordinárias | 41.718 | 37.156 |
| Resultado básico diluído por acção – Euros | 0,0664 | 0,0591 |
23 Empréstimos obtidos
A Jerónimo Martins, SGPS, S.A. negociou no primeiro semestre um novo programa de Papel Comercial no montante máximo de M EUR 100.000, ou o seu contra-valor em PLN, com maturidade em Março de 2010.
Foram renegociadas algumas condições em alguns programas de papel comercial existentes, tanto em pricing como em montantes.
Foram adicionalmente negociados dois programas de papel comercial no Grupo JMR no total de M EUR 140.000.
23.1 Empréstimos correntes e não correntes
| Junho 2007 | Dezembro 2006 | |
|---|---|---|
| Empréstimos não correntes | ||
| Empréstimos bancários | 172.021 | 140.162 |
| Empréstimos por obrigações | 384.378 | 391.012 |
| Outros empréstimos | 49 | 112 |
| Responsabilidades com locação financeira | 41.441 | 31.953 |
| 597.889 | 563.239 | |
| Empréstimos correntes | ||
| Descobertos bancários | 4.566 | 1.713 |
| Empréstimos bancários | 122.394 | 72.803 |
| Responsabilidades com locação financeira | 15.270 | 15.551 |
| 142.230 | 90.067 |
23.2 Termos e prazo de reembolso dos empréstimos
| Taxa média |
Total | Menos de 1 ano Mais de 1 ano | ||
|---|---|---|---|---|
| Empréstimos bancários | ||||
| Papel comercial EUR | 3,98% | 145.000 | 25.000 | 120.000 |
| Empréstimo em EUR | 4,35% | 105.737 | 53.667 | 52.070 |
| Empréstimos em PLN | 4,66% | 43.727 | 43.727 | - |
| Empréstimos por obrigações | ||||
| Empréstimos | 4,38% | 406.007 | - | 406.007 |
| Actualização do justo valor | (21.629) | - | (21.629) | |
| Descobertos bancários | 4,63% | 4.566 | 4.566 | - |
| Responsabilidades com locações financeiras | 4,22% | 56.711 | 15.270 | 41.441 |
| 740.119 | 142.230 | 597.889 |
O montante de M EUR (21.629), ajustado ao total de empréstimos por obrigações, diz respeito à actualização do empréstimo obrigacionista de 180 milhões de USD, para o qual o Grupo contratou um instrumento de cobertura, apresentado na nota 14 com uma valorização simétrica.
24 Dívida financeira
Tendo o Grupo contratado diversas operações de cobertura cambial e de taxa de juro, bem como efectuado algumas aplicações financeiras de curto prazo, o montante líquido da dívida financeira consolidada à data do balanço é o seguinte:
| Junho 2007 | Dezembro 2006 | |
|---|---|---|
| Empréstimos não correntes (nota 23.1) | 597.889 | 563.239 |
| Empréstimos correntes (nota 23.1) | 142.230 | 90.067 |
| Instrumentos Financeiros Derivados (nota 14) | 34.266 | 25.263 |
| Acréscimos e diferimentos de juros | 2.145 | 1.074 |
| Depósitos à ordem | (78.290) | (158.635) |
| Aplicações de tesouraria | (2.754) | (14.790) |
| 695.486 | 506.218 |
25 Credores e acréscimos e diferimentos
| Junho 2007 | Dezembro 2006 | ||
|---|---|---|---|
| Montantes a liquidar de associadas | 8 | 8 | |
| Outros credores comerciais | 892.742 | 861.785 | |
| Outros credores não comerciais | 55.335 | 61.065 | |
| Acréscimos de custos | 130.007 | 117.596 | |
| Proveitos diferidos | 1.805 | 1.386 | |
| 1.079.897 | 1.041.840 |
26 Provisões e ajustamentos para o valor de realização
| Saldo inicial | Provisões constituídas |
Provisões utilizadas |
Diferença cambial |
Aquisição. e reest. de negócios |
Saldo final | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Devedores duvidosos | 28.525 | 881 | (1.684) | 91 | (7) | 27.806 |
| Partes de capital em empresas associadas | 25 | - | - | - | - | 25 |
| Existências (nota 18) | 8.150 | 3.580 | (2.995) | 94 | 22 | 8.851 |
| Outros títulos | 57 | - | - | - | - | 57 |
| Total de ajustamentos para o valor de realização | 36.757 | 4.461 | (4.679) | 185 | 15 | 36.739 |
| Benefícios concedidos a empregados | 19.154 | - | (1.194) | - | (108) | 17.852 |
| Outros riscos e encargos | 13.690 | 1.760 | (3.112) | 17 | 1.005 | 13.360 |
| Total de Provisões | 32.844 | 1.760 | (4.306) | 17 | 897 | 31.212 |
27 Contingências
No seguimento das contingências mencionadas no Relatório & Contas do exercício de 2006, nomeadamente no ponto e) do mesmo, foram a Recheio, SGPS, SA (Recheio), a JMR – Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, SA (JMR) e Jerónimo Martins, SGPS, SA (JM), notificadas durante este semestre pela Direcção de Serviços de Prevenção e Inspecção Tributária (DSPIT) do Ministério das Finanças.
De acordo com a DSPIT, as sociedades acima mencionadas deverão proceder à requalificação fiscal dos dividendos recebidos de participadas na Zona Franca da Madeira, que na opinião daquela entidade, deveriam ter sido tratados como juros.
Foram recebidos os relatórios finais para o exercício de 2003, relativos à sociedade Recheio no montante de M EUR 16.126 e JMR no montante de M EUR 38.309. A DSPIT emitiu entretanto relatórios preliminares relativamente ao exercício de 2003 para a JM e ao exercício de 2004 para a JMR, nesta última, de valor semelhante ao recebido relativamente ao exercício anterior, após exercer o direito de audição prévia, as sociedades irão aguardar a notificação do relatório final.
As sociedades, com o apoio dos seus consultores fiscais e jurídicos, consideram não existir validade nem fundamento, pelo que irão recorrer. Convictas de que lhes assiste inteira razão nesta matéria, as Sociedades não irão proceder a qualquer alteração nas suas Demonstrações Financeiras.
28 Eventos subsequentes à data do balanço
A 17 de Julho de 2007 foi recebida informação das empresas Strand Ventures Inc. e Zenith, SGPS, S.A. a declararem terem alienado fora de bolsa 18.323.260 e 2.911.490 acções de Jerónimo Martins, SGPS S.A., respectivamente. Estas participações representavam 2,92% dos direitos de voto (2,91% do capital social) no que respeita ao investimento da Strand Ventures Inc., e 0,46% de direitos de voto e de capital social relativamente à Zenith, SGPS, S.A..
Lisboa, 25 de Julho de 2007
Técnico de Contas O Conselho de Administração
PricewaterhouseCoopers & Associados - Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda. Palácio Sottomayor Rua Sousa Martins, 1 - 3º 1069-316 Lisboa Portugal Tel +351 213 599 000 Fax +351 213 599 999
Relatório de Revisão Limitada Elaborado por Auditor Registado na CMVM sobre a Informação Semestral Consolidada
Introdução
1 Apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2007, da Jerónimo Martins, SGPS, SA., incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço consolidado (que evidencia um total de 2.729.739 milhares de euros, e um total de capital próprio de 759.531 milhares de euros, o qual inclui interesses minoritários de 267.121 milhares de euros e um resultado líquido de 41.718 milhares de euros), a Demonstração consolidada dos resultados por funções, a Demonstração de alterações no capital próprio consolidado e a Demonstração consolidada dos fluxos de caixa do período findo naquela data, e o correspondente Anexo.
2 As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos.
Responsabilidades
3 É da responsabilidade do Conselho de Administração: (a) a preparação de informação financeira consolidada que apresente de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das empresas incluídas na consolidação e o resultado consolidado das suas operações; (b) que a informação financeira histórica seja preparada em conformidade com a norma internacional de contabilidade 34, "Relato Financeiro Intercalar", tal como adoptada na União Europeia e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários (CVM); (c) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (d) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (e) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
4 A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva, lícita conforme exigido pelo CVM, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso trabalho.
Jerónimo Martins, SGPS, SA. 3 de Agosto de 2007
Âmbito
5 O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida não contém distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu: (a) principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicação, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se a informação financeira consolidada é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
6 O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira consolidada constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
7 Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente parecer sobre a informação semestral.
Parecer
8 Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2007 contém distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com a norma internacional de contabilidade 34, "Relato Financeiro Intercalar", tal como adoptada na União Europeia e que não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
Lisboa, 3 de Agosto de 2007
PricewaterhouseCoopers & Associados, S.R.O.C., Lda. representada por:
Jorge Manuel Santos Costa, R.O.C.