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Jeronimo Martins Interim / Quarterly Report 2007

Sep 19, 2007

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Interim / Quarterly Report

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RELATÓRIO E CONTAS CONSOLIDADO 1º SEMESTRE DE 2007

Jerónimo Martins, SGPS, S.A.

Sociedade Aberta

1099 - 008 LISBOA

R&C07 Consolidado

1º Semestre

ÍNDICE

I - Relatório de Gestão

1. Introdução 4
2. Vendas 5
3. Resultados Operacionais 6
4. Balanço 7
5. Perspectivas 7
6. Eventos Subsquentes à data do Balanço 7
II – Anexos ao Relatório de Gestão 9

III - Demonstrações Financeiras

1. Demonstrações Financeiras 13
2. Notas às Demonstrações Financeiras 17
3. Relatórios de Auditoria 30

I . RELATÓRIO DE GESTÃO

I - RELATÓRIO DE GESTÃO

1. Introdução

As cadeias de retalho do Grupo apresentaram, no primeiro semestre de 2007, um sólido desempenho com aumento de quotas de mercado nos diferentes formatos. Os notáveis crescimentos de vendas registados no Pingo Doce (+9,0% de crescimento LFL no semestre, apesar do comparável mais exigente derivado do forte crescimento LFL registado no mesmo período do ano anterior) e especialmente na Biedronka (+19,2% de aumento das vendas LFL nos seis meses) contribuíram para a consolidação destes dois modelos de sucesso.

As vendas consolidadas aumentaram 19,3% para 2.419,9 milhões de euros. O resultado líquido atribuível a Jerónimo Martins cresceu 12,3% para 41,7 milhões de euros.

Particularmente notável foi o desempenho de vendas e resultados da Biedronka. As vendas da companhia polaca cresceram 34,2% em euros, tendo o EBITDA atingido 58,7 milhões de euros (mais 55p.b. para 5,5% das vendas), um aumento de 49,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O acelerar do crescimento económico está a contribuir para que a Biedronka ultrapasse os seus, já de si exigentes, objectivos. Ao longo do segundo semestre espera-se que a evolução de vendas e resultados continue a revelar uma tendência francamente positiva.

O EBITDA do Grupo atingiu 142.0 milhões de euros, um crescimento de 9,2% em relação ao primeiro semestre do ano anterior. Esta evolução corresponde a uma redução de 54p.b., para 5,9% das vendas consolidadas e reflecte um conjunto de diferentes factores, alguns dos quais serão atenuados ao longo do segundo semestre do ano. Destes, destacam-se: i) o aumento da competitividade de preço nos formatos em Portugal continental e na Madeira, ii) o acelerar do plano de remodelações com consequente impacto em custos, iii) atrasos no plano de aberturas para 2007 dos formatos de retalho em Portugal, com impacto na diluição de custos iv) o crescimento acelerado, no mix de vendas, da marca própria assente numa política inicial de penetração com preços agressivos e v) o facto de algumas das lojas mais recentes do Feira Nova estarem ainda no processo de conduzir as vendas para os níveis normais do formato.

Os custos financeiros líquidos consolidados atingiram 22,9 milhões de euros no primeiro semestre de 2007 (20,6 milhões de euros no mesmo período de 2006), seguindo o forte programa de expansão em Portugal e na Polónia. De destacar que esta rubrica incorpora, no semestre, resultados positivos relativos às operações de hedging de taxa de juro do Grupo.

Os ganhos em outros investimentos reflectem os dividendos recebidos e ajustes na carteira de acções do BCP que deverá continuar a ser gerida de forma activa.

A linha de imposto sobre o rendimento do exercício reflecte, para além do cálculo normal do imposto afecto ao exercício, ajustes à provisão de impostos diferidos relativos a prejuízos fiscais gerados em anos anteriores.

2. Vendas

Crescimento de Vendas
Vendas Totais Vendas LFL
1T07 2T07 1S07 1T07 2T07 1S07
Pingo Doce 15.8% 15.3% 15.6% 10.7% 7.6% 9.0%
Feira Noval 9.8% 9.3% 9.5% $-1.2%$ $-2.0%$ $-1.6%$
Hipers -4.5% $-4.1%$ $-4.3%$ -4.5% $-4.1%$ $-4.3%$
Mini-hipers 28.0% 24.9% 26.4% 3.2% 0.4% 1.7%
Recheio 5.8% 3.2% 4.4% 4.6% 1.9% 3.2%
Madeira 11.9% 12.3% 12.1% 8.9% 12.7% 11.0%
Biedronka
Euro. 29.3% 38.7% 34.2%
PLN 31.0% 33.6% 32.4% 18.9% 19.4% 19.2%
Indústria $-0.8%$ $-0.9%$ $-0.9%$ 3.1% 2.1% 2.6%
Serviços de Mkt. Repr e Rest. 9.5% 2.8% 6.0% 6.0% 13% 3.5%

O Pingo Doce registou, nestes seis meses de 2007, um aumento da sua quota de mercado no universo APED1 de 120p.b. em relação ao mesmo período do ano anterior, em resultado de contar no seu parque de lojas com mais 16 unidades e também de um forte desempenho LFL que mesmo com uma comparação mais difícil (+11,1% de LFL no segundo trimestre de 2006) atingiu 7,6% no segundo trimestre de 2007.

As vendas de marca própria no Pingo Doce cresceram 35,5%, representando 38,0% das vendas da Companhia no semestre.

No Feira Nova e com o objectivo de acelerar o reposicionamento da insígnia, foi dada especial atenção ao aumento da penetração da marca própria na área alimentar, tendo as vendas desta categoria de produtos aumentado, nos mini-hipers, para 19,5% das vendas versus 13,6% no mesmo período do ano anterior.

Na Madeira, o forte desempenho de vendas, numa base comparável, é reflexo da decisão de replicar nas lojas Pingo Doce presentes naquele mercado a estratégia já implementada em território continental.

No Recheio, destaca-se o forte desempenho da companhia no canal HoReCa onde as vendas a este segmento registaram, nos primeiros seis meses do ano, um crescimento de 9,5%.

Na área da Indústria, relembra-se a alienação do negócio de ultracongelados em Novembro de 2006. Numa base comparável as vendas atribuíveis a Jerónimo Martins cresceram 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

1 APED – Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição

3. Resultados Operacionais

MARGEM EBITDA
Vendas e Serviços (Mil Eur).
1S 07 18.06 A % 1S 07 $\times$ total 1S 06 $\times$ total
Retalho Portugal - vendas de loja 870,107 769,697 13.0% 5.4% 32.9% 7.0% 41.6%
Cash & Carry Portugal 294,271 281.751 4.4% 5.4% 11.2% 5.5% 11.8%
Madeira 55,881 49,861 12.1% 2.9% 1.2% 4.9% 1.9%
Polónia - Biedronka 1,064,744 793,521 34.2% 5.5% 41.3% 5.0% 30.3%
Serviços de Mkt, Reprie Rest. 36,919 34,827 6.0% 2.6% 0.7% 0.5% 0.1%
Indústria 123,603 124,701 $-0.9%$ 16.0% 14.0% 16.1% 15.5%
Ajustes de Consolidação $-25,589$ $-26,449$ 10.7% n.a n.a n.a n.a
JM Consolidado 2,419,936 2,027,909 $19.3\times$ 5.9% 100.0% 6.4% $100.0 \times$

No Retalho em Portugal a redução da margem EBITDA no semestre reflecte, para além da normal redução que advém do esforço de ganho de competitividade, especialmente no Feira Nova, um conjunto de diversos factores que merecem ser destacados:

  • i) Remodelação, nos primeiros seis meses do ano, de 24 lojas Pingo Doce com um período médio de encerramento por loja de 6 semanas, representando os custos incorridos durante o período de encerramento cerca de 21p.b. na margem. Até ao final do ano, a companhia espera proceder a mais 4 remodelações.
  • ii) Atraso no plano de aberturas de ambas as cadeias de retalho devido a questões burocráticas que acabaram por impedir que se realizasse a maioria das aberturas no primeiro semestre do ano. Este atraso levou a que as companhias incorressem, durante o primeiro semestre, em mais custos do que o esperado (formação, salários e rendas, entre outros) de lojas que abriram com atraso no semestre, mas também relativos a lojas cujas vendas só aparecerão no terceiro e quarto trimestres do ano. Estima-se que estes custos tenham representado cerca de 22p.b. da margem do primeiro semestre.
  • iii) A decisão de acelerar o reposicionamento da cadeia Feira Nova, com o aumento significativo e num curto espaço de tempo da penetração da marca própria, levou a uma pressão sobre a margem devido à rápida alteração no mix de vendas das marcas da indústria versus marca própria.

Na Madeira, a redução da margem EBITDA em 196p.b. reflecte o trabalho de reposicionamento dos supermercados Pingo Doce naquela região. Este reposicionamento tem por objectivo replicar naquele mercado o sucesso que o Pingo Doce já tem em território continental.

Na Polónia, a subida de 55p.b. da margem EBITDA da Biedronka que em conjunto com o crescimento das vendas originou um crescimento do EBITDA em euros de 49,1%, é o reflexo da excelência operacional desta companhia, que também beneficiou do crescimento económico registado no País.

4. Balanço

Balanço Consolidado
Milhares de Euros 1S07 2006 1506
Goodwill Líquido 423.584 399,058 391.820
Activo Fixo Líquido 1.501.802 1.364.473 1.195.456
Capital Circulante Líquido $-652.822$ -667.065 $-422.653$
Outros 182.454 177.033 117,895
Capital Investido 1.455.017 1.273.499 1.282.518
Dívida Financeira 683.409 605.802 658.017
Leasings 56.711 47.504 30.728
Juros Diferidos 36.411 26.337 19.673
Títulos Negociáveis e Depósitos Bancários $-81.044$ $-173.425$ $-72.872$
Dívida Líquida 695.486 506.218 635.546
Interesses Minoritários 267.121 275.391 249.866
Capital Social 629.293 629.293 629.293
Reservas e Resultados retidos -136,883 $-137.403$ $-232.188$
Fundos de Accionistas 759.531 767.281 646.971
Gearing 91,6% 66,0% 98,2%

5. Perspectivas

Os resultados do primeiro semestre do ano reflectem as decisões estratégicas em implementação nas várias áreas de negócio. Na segunda metade do ano, espera-se uma progressão sólida dos resultados, como consequência de uma notável evolução da Biedronka e da melhoria contínua e progressiva, ao longo dos trimestres, dos formatos de retalho em Portugal derivada, tanto das novas aberturas, como de acções comerciais já em implementação na rede de lojas. As companhias da área da distribuição vão prosseguir com os planos de expansão e espera-se que o Pingo Doce abra 9 lojas no segundo semestre do ano e que o Feira Nova realize entre 3 a 5 inaugurações. Na Polónia, estima-se que a Biedronka abra um mínimo de 63 lojas ao longo dos últimos seis meses de 2007.

Espera-se, para o ano de 2007, uma forte evolução de vendas, acompanhada por uma positiva evolução do EBITDA consolidado.

6. Eventos subsequentes à data do balanço

A 17 de Julho de 2007 foi recebida informação das empresas Strand Ventures Inc. e Zenith, SGPS, S.A. a declararem terem alienado fora de bolsa 18.323.260 e 2.911.490 acções de Jerónimo Martins, SGPS S.A., respectivamente. Estas participações representavam 2,92% dos direitos de voto (2,91% do capital social) no que respeita ao investimento da Strand Ventures Inc., e 0,46% de direitos de voto e de capital social relativamente à Zenith, SGPS, S.A..

Lisboa, 25 de Julho de 2007

O Conselho de Administração

R&C07 Consolidado 1º Semestre

II . ANEXO AO RELATÓRIO DE GESTÃO

II – ANEXOS AO RELATÓRIO DE GESTÃO

Capital Circulante
Milhares de Euros 1S 07 2006 1S 06
Existências 291.308 255.941 256.766
em dias de vendas 22 21 23
Clientes 93.142 77.210 84.785
em dias de vendas 7 6 8
Fornecedores -881.815 -845.315 -699.955
em dias de vendas -66 -69 -62
Capital Circulante Trade -497.365 -512.164 -358.404
em dias de vendas -37 -42 -32
Outros -155.457 -154.901 -64.249
Capital Circulante Total -652.822 -667.065 -422.653
em dias de vendas -49 -54 -38
Peso. 21 07 1T 07
57% 64 46
43% 40 42
1% 0.
100% 105 88
Detalhe da Dívida
Milhares de Euros 1S07 1S06 A%
Dívida de Médio Longo Prazo 556,449 555,050 0.3%
% da Dívida Financeira 81.4% 84.4% n.a.
Empréstimos Obrigaccionistas 255,000 255,000 0.0%
Private Placement 151,007 151,007 0.0%
Papel Comercial 120,000 115,500 3.9%
Outros Empréstimos MLT e Operações de Cobertural 30,442 33,543 $-9.2%$
Dívida de Curto Prazo 126,960 102,968 23.3%
% da Dívida Financeira 18.6% 15.6% n.a.
Papel Comercial 33,000 7,500 340.0%
Outros Empréstimos CP 93,960 95,468 $-1.6%$
Dívida Financeira 683,409 658,017 3.9%
Maturidade 3.0 3.8 n.a.
Custo Médio da Dívida 4.3% 3.6% n.a.
% Dívida em Euros 83.8% 88.5% n.a.
% Dívida em Zlotys 16.2% 11.5% n.a.
Leasings e Juros Diferidos 93,122 50,401 84.8%
Títulos Negociáveis e Depósitos Bancários. $-81,044$ $-72,872$ 11.2%
Dívida Líquida 695,486 635,546 9.4%

INFORMAÇÃO SOBRE A PARTICIPAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E DE FISCALIZAÇÃO NO CAPITAL DA EMPRESA A 30 DE JUNHO DE 2007

(De acordo com a disposição no artigo 447º do Código das Sociedades Comerciais e nos termos da alínea b) do nº1 do artigo 7º do Regulamento da CMVM nº 24/2000)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Membros do Conselho de Administração Posição em 31.12.06 2 Acréscimos no exercício Diminuições no exercício Posição em 30.06.07
Acções Obrigações Acções Obrigações Acções Obrigações Acções Obrigações
Elísio Alexandre Soares dos Santos 100.355 - 100.355 -
José Manuel da Silveira e Castro Soares dos
Santos
- - - -
Luís Maria Viana Palha da Silva - - - -
Pedro Manuel de Castro Soares dos Santos 118.305 - 118.305 -
António Mendo Castel-Branco Borges 1 - - - -
Artur Eduardo Brochado dos Santos Silva 7.680 - 7.680 -
Hans Eggerstedt 1 19.700 - 19.700 -
Manuel Fernando Macedo de Alves Monteiro - - - -
Rui Manuel de Medeiros d`Espiney Patrício 1 - - - -
Álvaro Carlos Gonzalez Troncoso - - - -

1 pertencem adicionalmente à Comissão de Auditoria

2 o número de acções apresentado a 31.12.06 foi ajustado de acordo com o "stock-split" de 31 de Maio de 2007 (cada acção foi convertida em 5 novas acções)

Revisor Oficial de Contas

O Revisor Oficial de Contas, PricewaterhouseCoopers & Associados, SROC, Lda., não detinha quaisquer acções e obrigações, em 30 de Junho de 2007, não tendo realizado transacções com quaisquer títulos de Jerónimo Martins, SGPS, S.A..

LISTA DOS TITULARES DE PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS A 30 DE JUNHO DE 2007

De acordo com a disposição nos artigos 447º e 448º do Código das Sociedades Comerciais, nos termos da alínea e) do nº1 do artigo 6º do regulamento da CMVM nº 11/2000 e nos termos do Código dos Valores Mobiliários)

Accionista Nº Acções
detidas
% Capital % dos Direitos de
Voto*
Sociedade Francisco Manuel dos Santos, SGPS, S.A.
Directamente 351.769.925 55,899% 55,976%
Asteck, S.A. 2
Directamente 62.629.500 10,000% 10,014%
Strand Ventures Inc.3
Directamente 18.323.260 2,912% 2,916%
Zenith, SGPS, S.A. 4
Directamente 2.911.490 0,463% 0,463%
Julius Baer Investment Management LLC 5
Directamente 13.838.065 2,199% 2,202%
  • 1 % Direitos de voto = Nº Acções Detidas / (Nº Total Acções JM Acções Próprias)
  • 2Nos termos do artigo 16º e 20º do Código dos Valores Mobiliários (CVM), as participações detidas pela Asteck, S.A. devem ser imputadas à Heerema Holding Company Inc., que detém 100% daquela sociedade.
  • 3 Nos termos e para os efeitos do n.º 3 do art. 16 do Código dos Valores Mobiliários (CVM), as participações detidas directa e indirectamente pela Strand Ventures Inc, devem ser imputadas, nos termos do n.º 1 do art. 20 do CVM às seguintes sociedades:
  • Banco Privado Português (Cayman) Ltd., mediante contrato de gestão de carteira da totalidade da participação na Jerónimo Martins, SGPS, S.A.;
  • Banco Privado Português, S.A., mediante acordo com diversos accionistas da sociedade Strand Ventures, o qual lhe permite a eleição da maioria dos membros do órgão de administração.
  • 4Nos termos e para os efeitos do n.º 3 do art. 16 do Código dos Valores Mobiliários (CVM), as participações detidas pela Zenith, SGPS, S.A., devem ser imputadas, nos termos do n.º 1 do art. 20 do CVM às seguintes sociedades:
  • Banco Privado Português, S.A., mediante contrato de gestão de carteira da totalidade da participação na Jerónimo Martins, SGPS, S.A.;
  • Banco Privado Português, S.A., mediante acordo com diversos accionistas da sociedade Zenith, SGPS, S.A., o qual lhe permite a eleição da maioria dos membros do órgão de administração.
  • 5 O número de acções indicado reporta-se a 6 de Dezembro de 2006, data da última comunicação desta sociedade à Jerónimo Martins, SGPS, SA.

R&C07 Consolidado 1º Semestre

III. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES

PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2007 E 2006

Notas 2007 2006
Vendas e prestações de serviços 3 2.419.936 2.027.909
Custo das vendas (1.950.195) (1.621.542)
Proveitos e custos suplementares 5 83.887 75.804
Margem 553.628 482.171
Custos de distribuição 6 (405.696) (342.509)
Custos administrativos 6 (65.488) (61.391)
Resultados operacionais não usuais 10.1 (547) (1.565)
Resultados operacionais 81.897 76.706
Custos financeiros líquidos 7 (22.908) (20.596)
Ganhos em empresas associadas 15 22 (27)
Ganhos em outros investimentos 10.2 1.319 557
Resultados antes de impostos 60.330 56.640
Imposto sobre o rendimento do exercício 9 (15.072) (8.933)
Resultados líquidos (antes de interesses minoritários) 45.258 47.707
Atribuível a:
Interesses minoritários 3.540 10.551
Aos Accionistas de Jerónimo Martins 41.718 37.156
Resultado básico e diluído por acção- Euros (*) 22.2 0,0664 0,0591

(*) O Resultado por acção de Junho de 2006 foi ajustado de acordo com o "stock split" de 31 de Maio de 2007 (cada acção foi convertida em 5 novas)

Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo

BALANÇO CONSOLIDADO EM 30 DE JUNHO DE 2007 E 31 DEZEMBRO DE 2006

Valores expressos em milhares de euros
Notas 2007 2006
Activo
Activos fixos tangíveis 11 1.446.117 1.317.146
Propriedades de investimento 13 34.447 34.876
Activos intangíveis 12 479.269 446.385
Partes de capital em empresas associadas 15 492 621
Investimentos financeiros disponíveis para venda 16 45.471 35.385
Devedores e acréscimos e diferimentos 19 63.914 64.336
Instrumentos financeiros derivados 14 1.222 1.897
Impostos diferidos activos 17.1 72.675 75.165
Total de activos não correntes 2.143.607 1.975.811
Propriedades de investimento 13 21.500 21.500
Existências 18 291.308 255.941
Impostos a recuperar 17.2 21.451 25.345
Devedores e acréscimos e diferimentos 19 167.841 150.360
Instrumentos financeiros derivados 14 389 -
Caixa e equivalentes de caixa 83.643 175.764
Total de activos correntes 586.132 628.910
Total do activo 2.729.739 2.604.721
Capital próprio e passivo
Capital 629.293 629.293
Prémios de emissão 22.452 22.452
Acções próprias (6.060) (6.060)
Reservas de reavaliação e outras reservas 21.1 97.888 84.420
Resultados retidos (251.163) (238.215)
492.410 491.890
Interesses minoritários 267.121 275.391
Total do capital próprio 759.531 767.281
Empréstimos obtidos 23 597.889 563.239
Instrumentos financeiros derivados 14 35.361 26.843
Benefícios concedidos a empregados 26 17.852 19.154
Proveitos diferidos – subsídios do Estado 1.305 1.344
Provisões para riscos e encargos 26 13.360 13.690
Impostos diferidos passivos 17.1 49.805 49.061
Total de passivos não correntes 715.572 673.331
Credores e acréscimos e diferimentos 25 1.079.897 1.041.840
Instrumentos financeiros derivados 14 515 317
Empréstimos obtidos 23 142.230 90.067
Impostos a pagar 17.2 31.832 31.782
Proveitos diferidos – subsídios do Estado 162 103
Total de passivos correntes 1.254.636 1.164.109
Total do capital próprio e passivo 2.729.739 2.604.721

Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo

DEMONSTRAÇÃO DE ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO CONSOLIDADO

Valores expressos em milhares de euros

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DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA

PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2007 E 2006

Valores expressos em milhares de euros
Notas 2007 2006
Actividades operacionais
Recebimentos de clientes 2.690.771 2.256.346
Pagamentos aos fornecedores e ao pessoal (2.556.304) (2.186.709)
Caixa gerada pelas operações 20 134.467 69.637
Juros pagos (25.755) (19.918)
Imposto sobre o rendimento pago (10.348) (4.818)
Fluxos de caixa de actividades operacionais 98.364 44.901
Actividades de investimento
Alienação de activos fixos tangíveis 3.583 4.342
Juros recebidos 2.151 1.267
Dividendos recebidos 628 625
Aquisição de empresas do grupo e associadas (2.500) -
Aquisição de activos fixos tangíveis (186.812) (120.334)
Alienação de investimentos financeiros disponíveis para
venda e de propriedades de investimento 3.580 -
Aquisição de investimentos financeiros disponíveis para
venda e de propriedades de investimento
(48) (4)
Aquisição de activos intangíveis (10.067) (11.094)
Fluxos de caixa de actividades de investimento (189.485) (125.198)
Actividades de financiamento
Recebimentos relativos a outros empréstimos não correntes 35.000 35.218
Recebimentos relativos a outros empréstimos correntes 33.298 -
Reembolso de empréstimos (4.000) (5.169)
Pagamento de dividendos 21.2 (67.112) (64.241)
Fluxos de caixa de actividades de financiamento (2.814) (34.192)
Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa (93.935) (114.489)
Movimentos de caixa e equivalentes
Caixa e equivalentes de caixa no início do 1º semestre 175.764 191.392
Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa (93.935) (114.489)
Efeito da aquisição de subsidiárias 1.051 -
Efeito das variações cambiais 763 (1.955)
Caixa e equivalentes de caixa no final do 1º semestre 83.643 74.948

Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo

1 Nota introdutória18
2 Políticas contabilísticas18
3 Reporte por segmentos de actividade 19
4 Aquisição e reestruturação de negócios19
5 Proveitos e custos suplementares20
6 Custos de distribuição e administrativos20
7 Custos financeiros líquidos 20
8 Instrumentos financeiros20
9 Imposto reconhecido na demonstração dos resultados 20
10 Resultados operacionais não usuais e ganhos em outros investimentos21
11 Activos fixos tangíveis22
12 Activos intangíveis22
13 Propriedades de Investimento23
14 Instrumentos financeiros derivados 23
15 Partes de capital em empresas associadas24
16 Investimentos financeiros disponíveis para venda24
17 Impostos24
18 Existências 25
19 Devedores e acréscimos e diferimentos26
20 Caixa gerada pelas operações 26
21 Capital e reservas 27
22 Resultado por acção diluído 27
23 Empréstimos obtidos 27
24 Dívida financeira líquida 28
25 Credores e acréscimos e diferimentos (correntes) 28
25 Provisões e ajustamentos para o valor de realização29
26 Contingências 29
27 Eventos subsequentes à data do balanço 29

1 Nota introdutória

A Jerónimo Martins, SGPS, S.A. (JMH) é a empresa-mãe do Grupo Jerónimo Martins (Grupo) e está sediada em Lisboa.

O Grupo Jerónimo Martins dedica-se fundamentalmente à produção, distribuição e venda de géneros alimentícios e outros produtos de grande consumo. O Grupo opera em Portugal e na Polónia.

Sede Social: Rua Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J – 1099-008 Lisboa

Capital Social: 629.293.220 euros

N.I.P.C.: 500100144

Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o nº 8.122

A JMH está cotada na Euronext Lisboa (anterior Bolsa de Valores de Lisboa e Porto) desde 1989.

Estas Demonstrações Financeiras Consolidadas foram aprovadas pelo Conselho de Administração no dia 25 de Julho de 2007.

2 Políticas contabilísticas

As demonstrações financeiras consolidadas da JMH foram preparadas de acordo com a norma de relato financeiro intercalar (IAS 34), e em conformidade com as restantes Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e com as interpretações do International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC).

As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como adoptadas na União Europeia, e de acordo com os mesmos princípios e políticas contabilísticas adoptados pelo Grupo na elaboração das demonstrações financeiras anuais, incluindo essencialmente uma explicação dos eventos e alterações relevantes para a compreensão das alterações na posição financeira e desempenho da empresa desde a última data do relatório anual. Desta forma, é omitida a maior parte das notas constantes nas demonstrações financeiras de 2006, quer por não terem sofrido alteração, quer por não serem materialmente relevantes para a compreensão das presentes demonstrações financeiras intercalares.

Os valores apresentados, salvo indicação em contrário, são expressos em milhares de euros (M EUR).

2.1. Transacções em moeda estrangeira

As principais cotações utilizadas à data do balanço foram as seguintes:

Taxa em
30 de Junho de
2007
Taxa média do
ano
Zloty da Polónia (PLN) 0,2654 € 0,2604 €
Libra Esterlina (GBP) 1,4837 € -
Dólar dos Estados Unidos da América (USD) 0,7405 € -

3 Reporte por segmentos de actividade

Informação detalhada referente aos segmentos em 30 de Junho de 2007 e 2006

DISTRIBUIÇÃO
INDÚSTRIA E
SERVIÇOS
NÃO
TOTAL
Portugal Polónia Portugal ALOCADO
2007 2006 2007 2006 2007 2006 2007 2006 2007 2006
Proveitos com clientes externos
Vendas 1.219.711 1.100.753 1.058.595 788.244 132.780 130.393 140 297 2.411.226 2.019.687
Prestações de serviços 2.588 2.941 6.027 5.278 - - 95 3 8.710 8.222
1.222.299 1.103.694 1.064.622 793.522 132.780 130.393 235 300 2.419.936 2.027.909
Proveitos inter-segmentos 197 303 122 26.518 28.074 (26.837) (28.377) --
TOTAL DE PROVEITOS 1.222.496 1.103.997 1.064.744 793.522 159.298 158.467 (26.602) (28.077) 2.419.936 2.027.909
RESULTADO DO SEGMENTO 28.891 40.378 35.927 20.728 18.200 16.973 (1.121) (1.373) 81.897 76.706
Custos financeiros líquidos (22.908) (20.596)
Ganhos/ perdas em empresas associadas 22 (27)
Ganhos em outros Investimentos 1.319 557
RESULTADOS ANTES DE IMPOSTOS 60.330 56.640
Imposto sobre o rendimento (15.072) (8.933)
Interesses minoritários (3.540) (10.551)
RESULTADO LÍQUIDO 41.718 37.156
TOTAL DE ACTIVOS 1.782.100 1.574.829 694.013 494.171 326.625 318.948 (72.999) (70.849) 2.729.739 2.317.099
TOTAL DE PASSIVOS 1.215.849 1.061.312 446.274 288.944 241.668 257.736 66.417 62.137 1.970.208 1.670.127
Fluxos de caixa de actividades operacionais 98.364 44.901
Fluxos de caixa de actividades de investimento (189.485) (125.198)
Fluxos de caixa de actividades de financiamento (2.814) (34.192)
Investimento em Activos Fixos Tangíveis e Intangíveis 108.767 81.827 86.410 48.954 1.456 2.600 180 (187) 196.813 133.194
Amortizações e Depreciações 34.253 31.131 22.782 18.367 2.482 2.212 56 65 59.573 51.775

4 Aquisição e reestruturação de negócios

No seguimento do que foi mencionado no ponto 36 do Relatório e Contas Consolidado do Grupo Jerónimo Martins em Dezembro de 2006 e, na sequência do acordo celebrado com o parceiro Unilever e da fusão das companhias FimaVG – Distribuição de Produtos Alimentares, Lda; LeverElida – Distribuição de Produtos de Limpeza e Higiene Pessoal, Lda; IgloOlá – Distribuição de Gelados e Ultracongelados, Lda e Unilever Bestfoods Portugal – Produtos Alimentares, Sociedade Unipessoal, Lda, com efeitos a 1 de Janeiro de 2007, o Grupo Jerónimo Martins passou a relevar a partir dessa data, nas suas contas consolidadas, 45% das demonstrações financeiras da sociedade resultante da fusão – Unilever Jerónimo Martins, Lda.

No dia 1 de Fevereiro de 2007, o Pingo Doce – Distribuição Alimentar, SA adquiriu a totalidade do capital social da sociedade Simões & Freitas, Lda, detentora de um estabelecimento de retalho alimentar em Évora, após a decisão da Autoridade da Concorrência, de 23 de Janeiro de 2007, de não se opor à operação de concentração.

Os impactos resultantes destas operações nas Demonstrações Financeiras Consolidadas foram as que se apresentam de seguida:

Valor liquido desembolsado 24.255
Caixa adquirida (1.051)
Aumento dívida 18.306
Valor investido 7.000
Goodwill 22.321
Total de Activos (15.321)
Outras Contas a Pagar (2.161)
Empréstimos Bancários (18.306)
Caixa e Equivalentes de Caixa 1.051
Outras Contas a Receber (1.234)
Existências 1.956
Activos Fixos Tangíveis 3.373

5 Proveitos e custos suplementares

Junho 2007 Junho 2006
Ganhos suplementares 77.263 69.854
Descontos pronto pagamento obtidos 16.151 14.972
Descontos pronto pagamento concedidos (1.776) (1.761)
Comissões sobre meios de pagamento electrónicos (5.296) (5.200)
Outros custos suplementares (2.574) (2.363)
Provisões para saldos devedores de fornecedores 119 302
83.887 75.804

Os ganhos suplementares respeitam a ganhos obtidos pelo Grupo com a distribuição de produtos de consumo, nomeadamente alugueres de espaço, participações em aniversários, aluguer de topos. Os outros custos suplementares respeitam às mesmas naturezas definidas nos ganhos suplementares, suportados pelas companhias a operar no segmento de indústria e serviços.

6 Custos de distribuição e administrativos

Junho 2007 Junho 2006
Fornecimentos e serviços externos 105.325 93.277
Publicidade 29.078 27.982
Rendas e alugueres 46.138 41.468
Custos com pessoal 200.025 168.030
Amortizações e ganhos/perdas com activos tangíveis e intangíveis 58.695 49.947
Custos de transporte 32.619 26.713
Outros ganhos e perdas operacionais (696) (3.517)
471.184 403.900

7 Custos financeiros líquidos

Junho 2007 Junho 2006
Juros suportados (25.512) (20.018)
Juros obtidos 1.196 962
Dividendos 19 68
Diferenças de câmbio (108) (380)
Propriedades de investimento:
Valorização ao justo valor (nota 13) (13) (9)
Outros custos e proveitos financeiros 250 (1.449)
Valorização ao justo valor de instrumentos financeiros não qualificados como
de cobertura (nota 8)
1.260 230
(22.908) (20.596)

8 Instrumentos financeiros

O Grupo ao avaliar o justo valor dos seus instrumentos financeiros, registou em resultados (líquidos de impostos diferidos e interesses minoritários), os seguintes valores:

Junho 2007 Junho 2006
Swaps de taxa de câmbio 1.987 796
Swaps de taxa de juro (727) (566)
1.260 230
Impostos diferidos (334) (63)
Interesses minoritários (453) (420)
Valor registado em resultados 473 (253)

O valor registado em reservas durante 2007 referente à cobertura do investimento na Polónia é de M EUR (2.669) (líquidos de impostos diferidos).

9 Imposto reconhecido na demonstração dos resultados

9.1 Imposto corrente

Junho 2007 Junho 2006
Imposto corrente
Imposto corrente (10.464) (8.598)
Excesso/(insuficiência) de exercícios anteriores 24 (91)
(10.440) (8.689)
Imposto diferido
Diferenças temporárias originadas e revertidas no periodo (1.340) (1.783)
Alteração da base recuperável de prejuízos e diferenças temporárias de
exercícios anteriores
(3.292) 1.539
(4.632) (244)
Total de imposto sobre o rendimento (15.072) (8.933)

9.2 Reconciliação da taxa efectiva de imposto

Junho 2007 Junho 2006
Resultados antes de imposto 60.330 56.640
Imposto calculado à taxa de imposto aplicável em Portugal
Efeito fiscal gerado por:
26,5% (15.987) 27,5% (15.576)
Diferença de taxa de imposto aplicável noutros países 9,3% 5.585 9,0% 5.102
Resultados não tributados ou não recuperáveis (1,5%) (896) 0,4% 245
Custos não dedutíveis 0,6% 365 0,2% 104
Insuficiências (excesso) estimativa do ano anterior 0,0% 24 (0,2%) (91)
Alteração da base recuperável de prejuízos e diferenças
temporárias de exercícios anteriores
(5,5%) (3.292) 2,7% 1.539
Resultados sujeitos a tributação autónoma e outras
formas de tributação
(1,4%) (871) (0,5%) (256)
Imposto do periodo 25,0% (15.072) 15,8% (8.933)

10 Resultados operacionais não usuais e ganhos em outros investimentos

10.1 Resultados operacionais não usuais

Junho 2007 Junho 2006
Taxa de cosméticos de exercícios anteriores - (1.105)
Custos com processos de alienação de negócios (1.000) (297)
Outros 453 (163)
(547) (1.565)

10.2 Ganhos em outros investimentos

Junho 2007 Junho 2006
Ganhos na alienação de investimentos financeiros disponíveis para venda 860 -
Dividendos recebidos de investimentos financeiros disponíveis para venda 459 557
1.319 557

11 Activos fixos tangíveis

11.1 Movimentos ocorridos no periodo

Terrenos e
recursos
naturais
Edifícios e
outras
construções
Equipamento
básico e
ferramentas
Equipamento
transporte e
outros
Activos fixos
tangíveis em
curso e
adiantamentos
Total
Custo
Saldo inicial 329.494 929.799 634.188 132.579 86.414 2.112.474
Diferenças cambiais 298 5.088 1.944 1.018 606 8.954
Aumentos 9.582 32.576 38.262 10.721 91.246 182.387
Alienações - (2.958) (2.932) (923) (1.313) (8.126)
Transferências e abates 27.375 46.464 4.223 1.344 (83.715) (4.309)
Aquisições e reestruturação de negócios (167) 417 14.544 347 (98) 15.043
Saldo final 366.582 1.011.386 690.229 145.086 93.140 2.306.423
Amortizações e perdas por imparidade
Saldo inicial - 253.267 440.275 101.786 - 795.328
Diferenças cambiais - 1.713 1.075 663 - 3.451
Aumentos - 22.362 27.875 6.858 - 57.095
Alienações - (1.024) (2.856) (909) - (4.789)
Transferências e abates - (1.263) (860) (326) - (2.449)
Aquisições e reestruturação de negócios - 389 10.969 312 - 11.670
Saldo final - 275.444 476.478 108.384 - 860.306
Valor líquido
Em 1 de Janeiro de 2007 329.494 676.532 193.913 30.793 86.414 1.317.146
Em 30 de Junho de 2007 366.582 735.942 213.751 36.702 93.140 1.446.117

11.2 Reavaliações

Não se verificaram alterações aos valores de mercado dos terrenos afectos à actividade operacional.

12 Activos intangíveis

Movimentos ocorridos no período

Goodwill Despesas
de I&D
Software e
propr. Ind.
out. Dir.
Trespasses Activos
intangíveis
em curso
Total
Custo
Saldo inicial 385.341 27.515 23.390 51.560 5.334 493.140
Diferenças cambiais 2.205 359 164 373 67 3.168
Aumentos - 1.526 150 2.876 5.516 10.068
Transferências e abates - (761) 3.025 2.495 (6.692) (1.933)
Aquisições e reestruturação de negócios 22.321 - (23) - - 22.298
Saldo final 409.867 28.639 26.706 57.304 4.225 526.741
Amortizações e perdas por imparidade
Saldo inicial - 25.062 2.074 19.619 - 46.755
Diferenças cambiais - 350 2 37 - 389
Aumentos - 565 178 1.741 - 2.484
Transferências e abates - (1.999) (139) - - (2.138)
Aquisições e reestruturação de negócios - - (18) - - (18)
Saldo final - 23.978 2.097 21.397 - 47.472
Valor líquido
em 1 de Janeiro de 2007 385.341 2.453 21.316 31.941 5.334 446.385
em 30 de Junho de 2007 409.867 4.661 24.609 35.907 4.225 479.269

O Grupo detém como activos intangíveis de vida útil indefinida, para além do Goodwill, as Marcas Pingo Doce e Feira Nova, para as quais não existe um limite temporal a partir do qual se espere que deixem de gerar beneficios económicos para o Grupo. O seu valor liquido é de M EUR 13.717, o qual não está a ser amortizado e é sujeito anualmente a testes de imparidade.

O Grupo tem o Goodwill alocado por cada área de negócio, sendo composto da seguinte forma:

Áreas de Negócio Junho 2007 Dezembro 2006
Retalho Portugal 101.656 97.298
Grosso Portugal 72.433 72.433
Madeira 8.509 8.509
Indústria 93.809 75.846
Polónia 133.460 131.255
409.867 385.341

Os acréscimos nesta rubrica referem-se:

  • aquisição da companhia Simões e Freitas, Lda, conforme referido na nota 4, cujo valor de Goodwill ascendeu a M EUR 4.358;
  • na sequência do que também foi mencionado na nota 4, face ao processo de fusão das companhias FimaVG, LeverElida e IgloOlá na Unilever Jerónimo Martins e, de o Grupo Jerónimo Martins passar a relevar 45% da nova sociedade nas suas contas consolidadas, resultou num acréscimo ao valor de Goodwill de M EUR 17.963;
  • como consequência da conversão cambial dos activos do negócio da Polónia, o Goodwill afecto a este negócio, no montante de M PLN 502.818, sofreu uma actualização no valor de M EUR 2.205.

13 Propriedades de Investimento

Junho 2007
Saldo inicial 56.376
Transferência de activos fixos tangíveis 282
Variações valor de mercado (nota 7) (13)
Alienações (698)
Saldo final 55.947

Estão considerados como activos não correntes todos os activos para os quais não é expectável a sua alienação no período inferior a 12 meses.

14 Instrumentos financeiros derivados

Junho 2007 Dezembro 2006
Activo Passivo Activo Passivo
Não correntes
Swap taxa de juro 1.216 6.154 1.642 4.002
Swap taxa de câmbio 6 7.576 255 7.861
Cobertura do empréstimo em USD - 21.631 - 14.980
1.222 35.361 1.897 26.843
Correntes
Swap taxa de juro 389 172 - -
Swap taxa de câmbio - 343 - 317
389 515 - 317

Em Junho de 2007 estão incluidos nos valores apresentados os juros a receber ou a pagar vencidos até à data relativos a estes instrumentos financeiros no montante liquido de M EUR 119 devedores.

15 Partes de capital em empresas associadas

A movimentação da rubrica de empresas associadas em 2007 foi a seguinte:

Junho 2007
Partes de Capital
Saldo inicial 646
Aplicação equity method 22
Transferências (150)
Aquisições e reestruturação de negócios (1)
Saldo final 517
Ajustamento para o valor de realização
Saldo inicial (25)
Transferências -
Saldo final (25)
Valor líquido em 1 de Janeiro 621
Valor líquido em 30 de Junho 492

16 Investimentos financeiros disponíveis para venda

Junho 2007 Dezembro 2006
Acções BCP 39.562 29.557
Adiantamentos por conta de investimento financeiro 4.988 4.988
Outros 921 840
45.471 35.385

17 Impostos

17.1 Impostos diferidos activos e passivos

Movimentos nas contas de impostos diferidos

Junho 2007
Saldo inicial 26.104
Diferenças de conversão cambial 1.088
Reavaliações e reservas 33
Aquisição e reestruturação de negócios 277
Resultado do periodo (4.632)
Saldo final 22.870

Os impostos diferidos são apresentados no balanço da seguinte forma:

Junho 2007 Dezembro 2006
Impostos diferidos activos 72.675 75.165
Impostos diferidos passivos (49.805) (49.061)
22.870 26.104

Movimentos nos impostos diferidos ocorridos no periodo

Saldo
inicial
Efeito
em
Efeito no
capital
Aquisição e
reestrut. de
Diferenças
cambiais
Saldo final
resultados próprio negócios
Impostos diferidos passivos
Reavaliações de activos 33.825 (10) - (48) - 33.767
Proveitos diferidos para efeitos fiscais 1.209 (367) - - 13 855
Diferenças de Políticas contabilísticas em outros países 10.767 219 - - 185 11.171
Outras diferenças temporárias 3.260 707 - 45 - 4.012
49.061 549 - (3) 198 49.805
Impostos diferidos activos
Provisões além dos limites legais 9.071 (16) - 257 117 9.429
Reavaliações de activos 996 (75) - - - 921
Custos com pensões 4.543 (362) - 2 - 4.183
Custos com operações de cobertura de risco cambial 2.059 338 33 - 475 2.905
Prejuízos a recuperar 28.263 (2.262) - - 307 26.308
Lucro em existências 491 (34) - - - 457
Ajustamentos para o valor realizável de stocks 1.569 135 - - 18 1.722
Outros custos diferidos para efeitos fiscais 22.882 (1.730) - - 351 21.503
Diferenças de políticas contabilísticas em outros países 965 88 - - 18 1.071
Outras diferenças temporárias 4.326 (165) - 15 - 4.176
75.165 (4.083) 33 274 1.286 72.675
Variação líquida de imposto diferido 26.104 (4.632) 33 277 1.088 22.870

17.2 Impostos a recuperar e a pagar

Impostos a recuperar Junho 2007 Dezembro 2006
IRC a receber 1.482 1.814
IVA a recuperar 19.091 22.185
Outros 878 1.346
21.451 25.345
Impostos a pagar
IRC a pagar 4.693 3.916
IVA a pagar 10.394 13.651
IRS retido 2.482 1.974
Segurança social 9.266 7.501
Outros impostos 4.997 4.740
31.832 31.782

18 Existências

Junho 2007 Dezembro 2006
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo 5.888 4.700
Produtos e trabalhos em curso 1.247 550
Produtos acabados e intermédios 696 216
Mercadorias 292.328 258.625
300.159 264.091
Ajustamento para o valor de realização (nota 26) (8.851) (8.150)
Existências líquidas 291.308 255.941

19 Devedores e acréscimos e diferimentos

Não Correntes Junho 2007 Dezembro 2006
Outros devedores 59.651 59.651
Custos diferidos 4.263 4.685
63.914 64.336
Correntes
Clientes comerciais 94.313 78.074
Empresas participadas 7 7
Fornecedores 14.259 13.203
Pessoal 1.148 1.344
Outros devedores 32.469 33.662
Acréscimos de proveitos 11.064 14.586
Custos diferidos 14.581 9.484
167.841 150.360

A rubrica de outros devedores não correntes, no montante de M EUR 59.651, respeita a liquidações adicionais de imposto, sobre as quais já foi pedido o respectivo reembolso.

20 Caixa gerada pelas operações

Junho 2007 Junho 2006
Resultado líquido 41.718 37.156
Ajustamentos para:
Minoritários 3.540 10.551
Impostos 15.072 8.933
Amortizações 59.573 51.775
Provisões 2.548 1.455
Resultados financeiros 23.012 20.623
Ganhos/perdas em outros investimentos (1.319) (557)
Ganhos/perdas na alienação e abate de activos fixos tangíveis 1.005 (375)
Ganhos/perdas na alienação e abate de activos intangíveis - 158
145.149 129.719
Variações de working capital:
Existências (32.140) (19.022)
Devedores e acréscimos e diferimentos (15.980) (12.603)
Credores e acréscimos e diferimentos 38.505 (25.980)
Empresas participantes e participadas - (2.204)
Provisões (1.067) (273)
134.467 69.637

21 Capital e reservas

21.1 Movimentos ocorridos em reservas

Terrenos e
edifícios
Cash Flow
Hedging
reserve
Instrumentos
Financeiros
detidos para
venda
Reservas
cambiais
Total
Balanço em 1 de Janeiro de 2007 71.757 543 8.208 3.912 84.420
Aquisições e reestruturação de negócios:
- Valor bruto
- Imposto diferido
(776)
140
(776)
140
Justo valor de inst. de cobertura de fluxos de caixa (IAS 39):
- Valor bruto
- Imposto diferido
(123)
33
(123)
33
Justo valor dos inv. financeiros disp. para venda 12.028 12.028
Diferença de conversão cambial:
- Do 1º semestre
- Imposto diferido
1.078
1.088
1.078
1.088
Balanço em 30 de Junho de 2007 71.121 453 20.236 6.078 97.888

21.2 Dividendos

Os montantes distribuídos em 2007, no montante de M EUR 67.112, correspondem a dividendos pagos aos accionistas de Jerónimo Martins, SGPS, S.A. no valor de M EUR 55.302 (no valor de 0,44 euros por acção, considerando o stock-split seria de 0,088 por acção), e aos minoritários que participam em empresas do Grupo, no montante de M EUR 11.810.

22 Resultado por acção diluído

22.1 Resultado básico por acção diluído

Em 31 de Maio de 2007 realizou-se um "stock-split" sobre as acções da Jerónimo Martins SGPS, S.A.: cada acção detida foi convertida em 5 novas acções, com valor nominal de um euro. Desta forma, foi ajustado o cálculo do resultado por acção a Junho de 2006.

O cálculo do resultado básico por acção baseia-se no lucro líquido atribuível aos accionistas ordinários de M EUR 41.718 (2006: lucro de M EUR 37.156) e no número médio ponderado de acções ordinárias pendentes no período de 628.434.220 (2006 ajustado: 628.434.220).

22.2 Resultado líquido atribuível aos accionistas detentores de acções ordinárias (diluído)

Junho 2007 Junho 2006
Número médio ponderado de acções ordinárias 628.434.220 628.434.220
Res. Líq. do exer. atribuível aos accionistas detentores de acções ordinárias 41.718 37.156
Resultado básico diluído por acção – Euros 0,0664 0,0591

23 Empréstimos obtidos

A Jerónimo Martins, SGPS, S.A. negociou no primeiro semestre um novo programa de Papel Comercial no montante máximo de M EUR 100.000, ou o seu contra-valor em PLN, com maturidade em Março de 2010.

Foram renegociadas algumas condições em alguns programas de papel comercial existentes, tanto em pricing como em montantes.

Foram adicionalmente negociados dois programas de papel comercial no Grupo JMR no total de M EUR 140.000.

23.1 Empréstimos correntes e não correntes

Junho 2007 Dezembro 2006
Empréstimos não correntes
Empréstimos bancários 172.021 140.162
Empréstimos por obrigações 384.378 391.012
Outros empréstimos 49 112
Responsabilidades com locação financeira 41.441 31.953
597.889 563.239
Empréstimos correntes
Descobertos bancários 4.566 1.713
Empréstimos bancários 122.394 72.803
Responsabilidades com locação financeira 15.270 15.551
142.230 90.067

23.2 Termos e prazo de reembolso dos empréstimos

Taxa
média
Total Menos de 1 ano Mais de 1 ano
Empréstimos bancários
Papel comercial EUR 3,98% 145.000 25.000 120.000
Empréstimo em EUR 4,35% 105.737 53.667 52.070
Empréstimos em PLN 4,66% 43.727 43.727 -
Empréstimos por obrigações
Empréstimos 4,38% 406.007 - 406.007
Actualização do justo valor (21.629) - (21.629)
Descobertos bancários 4,63% 4.566 4.566 -
Responsabilidades com locações financeiras 4,22% 56.711 15.270 41.441
740.119 142.230 597.889

O montante de M EUR (21.629), ajustado ao total de empréstimos por obrigações, diz respeito à actualização do empréstimo obrigacionista de 180 milhões de USD, para o qual o Grupo contratou um instrumento de cobertura, apresentado na nota 14 com uma valorização simétrica.

24 Dívida financeira

Tendo o Grupo contratado diversas operações de cobertura cambial e de taxa de juro, bem como efectuado algumas aplicações financeiras de curto prazo, o montante líquido da dívida financeira consolidada à data do balanço é o seguinte:

Junho 2007 Dezembro 2006
Empréstimos não correntes (nota 23.1) 597.889 563.239
Empréstimos correntes (nota 23.1) 142.230 90.067
Instrumentos Financeiros Derivados (nota 14) 34.266 25.263
Acréscimos e diferimentos de juros 2.145 1.074
Depósitos à ordem (78.290) (158.635)
Aplicações de tesouraria (2.754) (14.790)
695.486 506.218

25 Credores e acréscimos e diferimentos

Junho 2007 Dezembro 2006
Montantes a liquidar de associadas 8 8
Outros credores comerciais 892.742 861.785
Outros credores não comerciais 55.335 61.065
Acréscimos de custos 130.007 117.596
Proveitos diferidos 1.805 1.386
1.079.897 1.041.840

26 Provisões e ajustamentos para o valor de realização

Saldo inicial Provisões
constituídas
Provisões
utilizadas
Diferença
cambial
Aquisição.
e reest. de
negócios
Saldo final
Devedores duvidosos 28.525 881 (1.684) 91 (7) 27.806
Partes de capital em empresas associadas 25 - - - - 25
Existências (nota 18) 8.150 3.580 (2.995) 94 22 8.851
Outros títulos 57 - - - - 57
Total de ajustamentos para o valor de realização 36.757 4.461 (4.679) 185 15 36.739
Benefícios concedidos a empregados 19.154 - (1.194) - (108) 17.852
Outros riscos e encargos 13.690 1.760 (3.112) 17 1.005 13.360
Total de Provisões 32.844 1.760 (4.306) 17 897 31.212

27 Contingências

No seguimento das contingências mencionadas no Relatório & Contas do exercício de 2006, nomeadamente no ponto e) do mesmo, foram a Recheio, SGPS, SA (Recheio), a JMR – Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, SA (JMR) e Jerónimo Martins, SGPS, SA (JM), notificadas durante este semestre pela Direcção de Serviços de Prevenção e Inspecção Tributária (DSPIT) do Ministério das Finanças.

De acordo com a DSPIT, as sociedades acima mencionadas deverão proceder à requalificação fiscal dos dividendos recebidos de participadas na Zona Franca da Madeira, que na opinião daquela entidade, deveriam ter sido tratados como juros.

Foram recebidos os relatórios finais para o exercício de 2003, relativos à sociedade Recheio no montante de M EUR 16.126 e JMR no montante de M EUR 38.309. A DSPIT emitiu entretanto relatórios preliminares relativamente ao exercício de 2003 para a JM e ao exercício de 2004 para a JMR, nesta última, de valor semelhante ao recebido relativamente ao exercício anterior, após exercer o direito de audição prévia, as sociedades irão aguardar a notificação do relatório final.

As sociedades, com o apoio dos seus consultores fiscais e jurídicos, consideram não existir validade nem fundamento, pelo que irão recorrer. Convictas de que lhes assiste inteira razão nesta matéria, as Sociedades não irão proceder a qualquer alteração nas suas Demonstrações Financeiras.

28 Eventos subsequentes à data do balanço

A 17 de Julho de 2007 foi recebida informação das empresas Strand Ventures Inc. e Zenith, SGPS, S.A. a declararem terem alienado fora de bolsa 18.323.260 e 2.911.490 acções de Jerónimo Martins, SGPS S.A., respectivamente. Estas participações representavam 2,92% dos direitos de voto (2,91% do capital social) no que respeita ao investimento da Strand Ventures Inc., e 0,46% de direitos de voto e de capital social relativamente à Zenith, SGPS, S.A..

Lisboa, 25 de Julho de 2007

Técnico de Contas O Conselho de Administração

PricewaterhouseCoopers & Associados - Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda. Palácio Sottomayor Rua Sousa Martins, 1 - 3º 1069-316 Lisboa Portugal Tel +351 213 599 000 Fax +351 213 599 999

Relatório de Revisão Limitada Elaborado por Auditor Registado na CMVM sobre a Informação Semestral Consolidada

Introdução

1 Apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2007, da Jerónimo Martins, SGPS, SA., incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço consolidado (que evidencia um total de 2.729.739 milhares de euros, e um total de capital próprio de 759.531 milhares de euros, o qual inclui interesses minoritários de 267.121 milhares de euros e um resultado líquido de 41.718 milhares de euros), a Demonstração consolidada dos resultados por funções, a Demonstração de alterações no capital próprio consolidado e a Demonstração consolidada dos fluxos de caixa do período findo naquela data, e o correspondente Anexo.

2 As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos.

Responsabilidades

3 É da responsabilidade do Conselho de Administração: (a) a preparação de informação financeira consolidada que apresente de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das empresas incluídas na consolidação e o resultado consolidado das suas operações; (b) que a informação financeira histórica seja preparada em conformidade com a norma internacional de contabilidade 34, "Relato Financeiro Intercalar", tal como adoptada na União Europeia e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários (CVM); (c) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (d) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (e) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.

4 A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva, lícita conforme exigido pelo CVM, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso trabalho.

Jerónimo Martins, SGPS, SA. 3 de Agosto de 2007

Âmbito

5 O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida não contém distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu: (a) principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicação, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se a informação financeira consolidada é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

6 O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira consolidada constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.

7 Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente parecer sobre a informação semestral.

Parecer

8 Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2007 contém distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com a norma internacional de contabilidade 34, "Relato Financeiro Intercalar", tal como adoptada na União Europeia e que não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

Lisboa, 3 de Agosto de 2007

PricewaterhouseCoopers & Associados, S.R.O.C., Lda. representada por:

Jorge Manuel Santos Costa, R.O.C.