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Jeronimo Martins — Interim / Quarterly Report 2004
Sep 24, 2004
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Interim / Quarterly Report
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Jerónimo Martins, SGPS, S.A.
Relatório e Contas Individuais 1º Semestre de 2004
| Índice | página |
|---|---|
| Relatório de Gestão | 2 |
| Anexo ao Relatório de Gestão | 5 |
| Demonstrações Financeiras | 7 |
| Notas às Demonstrações Financeiras | 14 |
| Relatórios de Auditoria |
JERÓNIMO MARTINS, SGPS, S.A.
SOCIEDADE ABERTA
RELATÓRIO DE GESTÃO
1º Semestre de 2004
A Jerónimo Martins enquanto gestora de participações sociais detém um portfolio de investimentos composto por forte presença na distribuição alimentar em Portugal (Pingo Doce, Feira Nova e Recheio) e Polónia (Biedronka), no sector industrial onde mantém à longa data uma parceria com a Unilever (Fima, Lever e Iglo) ,no retalho especializado (Hussel) e ainda serviços de marketing e distribuição (JMD).
A Jerónimo Martins enquanto Holding do Grupo, exerce funções de coordenação e assessoria às suas participadas, sendo que as áreas funcionais de apoio ao Grupo vão desde a administração, relações institucionais, desenvolvimento e estratégia, planeamento e controlo, jurídico, gestão de risco, fiscalidade, auditoria interna, recursos humanos, operações financeiras, contabilidade, consolidação, segurança e comunicação. O volume de negócios resultante da prestação destes serviços foi de 6,5 milhões de euros.
A performance operacional do Grupo em Portugal
Num semestre que se caracterizou ainda por um abrandamento do consumo, apenas contrariado no mês de Junho, aquando da realização do Euro 2004, as cadeias de retalho do Grupo mantiveram as vendas ao mesmo nível do ano transacto. Um bom desempenho, atendendo à redução continuada dos preços, quer no Pingo Doce, quer no Feira Nova.
Os supermercados e os mini-hipers registaram evoluções positivas do like-for-like, tendo este último formato beneficiado da implementação, sempre com sucesso, do conceito ElectriCo.
Já os hipermercados apresentaram um desempenho diferenciado, tendo, globalmente, registado um like-for-like negativo, em grande parte devido à deflação verificada no Feira Nova durante este período.
As duas insígnias continuaram a desenvolver esforços de redução dos custos e a reinvestir a totalidade das melhorias registadas em preços, com um impacto ao nível da margem EBITDA relativamente marginal.
O Recheio beneficiou da realização do Euro 2004, tendo as vendas like-for-like registado um aumento de 2,6%, face ao primeiros seis meses do ano transacto. O crescimento no canal HoReCa, ao qual foi dado novo impulso com a abertura da plataforma de Lisboa, no final de Maio, mais do que compensou a diminuição das vendas no canal de retalho tradicional.
Os resultados operacionais da cadeia de Cash & Carry mantiveram-se dentro das expectativas traçadas.
A Madeira apresentou um desempenho muito positivo, com as vendas a crescerem 3,7%, e a margem de cash flow operacional a situar-se ao mesmo nível do ano transacto, devido à activa campanha de promoções levada a cabo, nos dois últimos meses do semestre.
As áreas da Indústria enfrentaram um período de vendas menos bom, a par do que ocorreu em toda a Europa, reflectindo o aumento da concorrência em algumas categorias-chave mas, conseguindo, ainda assim, manter as suas quotas de mercado.
O negócio de representações (JMDpc), por seu turno, continuou a apresentar crescimentos muito interessantes face ao mesmo período de 2003, na categoria de distribuição de produtos alimentares. Um rigoroso controlo dos custos permitiu também um aumento da margem EBITDA, apesar da menor contribuição da área de cosmética, num contexto difícil para este tipo de negócio.
A Hussel aumentou as vendas em 10,4% (correspondente a 4,4% no like-for-like).
A performance operacional do Grupo na Polónia
A cadeia Biedronka continuou a apresentar um elevado desempenho das vendas e do cash flow operacional, apesar de uma das categorias mais importantes – bebidas – ter sido fortemente afectada, durante o 2º trimestre, pelas condições atmosféricas adversas que caracterizaram toda a Europa Central nesse período.
Vincando a sua posição de líder do mercado alimentar polaco, a Biedronka apresentou, nos primeiros seis meses de 2004, um crescimento notável das vendas de 14,9% em moeda local e de 8,7% numa base comparável.
A margem EBITDA da cadeia apresentou um crescimento face ao primeiro semestre do ano transacto, atingindo 4,5% das vendas da cadeia.
Apesar da desvalorização do zloty não possibilitar um melhor impacto ao nível das contas consolidadas, a actividade na Polónia situa-se continuadamente acima do breakeven, em termos de resultados líquidos.
A Performance da Holding
A performance da empresa enquanto Holding e gestora de participações sociais, apresentou no 1º semestre de 2004 resultados operacionais de 2,2 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 1,2 milhões de euros face ao 1º Semestre de 2003. Esta situação resulta de um aumento dos serviços prestados às companhias operacionais, associado a uma redução dos custos operacionais.
Na Assembleia Geral de 15 de Abril de 2004 foi deliberada a aprovação de um aumento de capital de 150.000.000 de euros por novas entradas em dinheiro, mediante a emissão de 30.000.000 de novas acções ordinárias com o valor nominal de 5 euros cada, com subscrição reservada a accionistas no exercício do direito de preferência. O período de subscrição decorreu entre 11 de Junho de 2004 e 25 de Junho de 2004, tendo sido exercidos direitos correspondentes a 29.590.861 acções. As restantes 409.139 acções foram sujeitas a rateio. A liquidação financeira das acções subscritas no exercício dos direitos de subscrição ocorreu a 30 de Junho de 2004 e a liquidação financeira das acções atribuídas em rateio ocorreu em 5 de Julho de 2004.
Em termos financeiros, os custos líquidos de financiamento atingiram no 1º Semestre de 2004 o montante de 8,4 milhões de euros, o que representa um decréscimo de 15% face ao 1º Semestre de 2003.
O Grupo continuou em 2004 a anunciada redução da dívida, com o impacto ao nível da Holding a traduzir-se numa redução da Dívida Líquida em 28,3 milhões de euros (redução de 12%), tendo atingido o valor de 214,9 milhões de euros no final do 1º Semestre de 2004.
Os resultados não usuais/não frequentes atingiram no 1º Semestre de 2004 o montante de 1,4 milhões de euros, correspondendo na sua maioria a redução de provisões, associadas ao aumento do valor realizável de alguns dos investimentos financeiros provisionados em exercícios anteriores.
Outros Pontos Relevantes a destacar
A Jerónimo Martins, através da sua participada Jerónimo Martins Dystrybucja Sp.zo.o (JMD), encontra-se a ultimar negociações, no sentido de antecipar o recebimento do valor de venda da participação na sociedade Eurocash Sp. zo.o, previsto, no acordo assinado em 4 de Março de 2003, para um período máximo de 9 anos.
Assim, e com o objectivo de cancelar um relacionamento que se poderia estender por quase uma década e, desta forma, fazer cessar todas as obrigações contratualmente assumidas pela JMD de apoio e parceria para com a sua antiga participada, permitindo-lhe focar inteiramente no negócio da Biedronka, a JM propôs aos responsáveis pelo MBO uma redução no valor do preço, caso exercessem os seus direitos contratuais ainda este ano.
Perspectivas para o 2º Semestre 2004
Tendo concluído com sucesso o aumento de capital de 150 milhões de euros, aprovado na Assembleia Geral de Accionistas de 15 de Abril, Jerónimo Martins tem agora a flexibilidade financeira necessária para aproveitar as oportunidades de investimento que se lhe colocam.
Com a entrada em vigor da nova lei de licenciamento comercial e respectiva regulamentação, na 1º fase de candidaturas, foram apresentados pedidos de licenças para a abertura de várias unidades Pingo Doce, principalmente nas áreas da Grande Lisboa e do Grande Porto, e Feira Nova, até 7000 m2. O Grupo espera ver deferidos alguns desses pedidos ainda no decorrer de 2004.
Entretanto, os estabelecimentos recentemente adquiridos foram já inaugurados sob as insígnias de retalho do Grupo. A loja Pingo Doce na Sertã iniciou, com bastante sucesso, a sua operação ainda no 1º semestre (em 19 de Maio), mas, devido à necessidade de efectuar obras de remodelação profundas, o Feira Nova inaugurou as suas três unidades no final deste mês de Julho.
Na Polónia, a Biedronka mantém o seu plano de expansão, mais agressivo que os dos últimos anos, que lhe permitirá manter a sua posição de líder e atingir brevemente uma rentabilidade adequada dos capitais próprios.
Não se vislumbram facilidades neste 2º semestre, prevendo-se uma intensificação da concorrência, mas o Grupo irá manter forte concentração na redução de custos de forma a sustentar o seu actual nível de margens.
Declarações Legais
Nos termos da Lei, cumpre ao Conselho de Administração declarar que:
- a) Para além dos factos acima referidos, e dos que, em maior detalhe, constam do Relatório que acompanha as Demonstrações Financeiras Consolidadas do Grupo relativas ao 1º Semestre de 2004, não tem conhecimento da ocorrência, após o termo do exercício, de outras situações que, pela sua especial relevância, mereçam ser destacadas;
- b) Nos termos do artigo 21º do Decreto Lei nº 411/91, de 17 de Outubro, não existem dívidas em mora à Segurança Social;
- c) Nos termos do disposto no nº 2 do artigo 324º do Código das Sociedades Comerciais, não houve movimento de compras e vendas de Acções Próprias, pelo que o número de Acções Próprias detidas no final do 1º Semestre de 2004 era o mesmo de 31 de Dezembro de 2003: 171.800 Acções Próprias.
Lisboa, 29 de Julho de 2004
O Conselho de Administração
INFORMAÇÃO SOBRE A PARTICIPAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E DE FISCALIZAÇÃO NO CAPITAL DA EMPRESA A 30 DE JUNHO DE 2004
(De acordo com a disposição no artigo 447ª do Código das Sociedades Comerciais e nos termos da alínea b) do nº1 do artigo 7º do Regulamento da CMVM nº 24/2000)
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
| Membros do Conselho deAdministração | Posição em 31.12.03 | Acréscimos no 1º Semestre 3 | Diminuições no 1º Semestre | Posição em 30.06.04 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Acções | Obrigações | Acções | Obrigações | Acções | Obrigações | Acções | Obrigações | |||
| Elisio Alexandre Soares dos Santos | 15.281 | 2.500.000 | 4.790 | 20.071 | 2.500.000 | |||||
| José Manuel da Silveira e CastroSoares dos Santos 1 | n.a. | n.a. | - | - | ||||||
| Luís Maria Viana Palha da Silva | - | - | - | - | ||||||
| Pedro Manuel de Castro Soares dosSantos | 18.014 | 434.952 | 5.647 | 23.661 | 434.952 | |||||
| António Mendo Castel-BrancoBorges | - | - | - | - | ||||||
| Artur Eduardo Brochado dos SantosSilva 1 2 | n.a. | n.a. | 359 | 1.506 | - | |||||
| Hans Eggerstedt | 3.000 | - | 940 | 3.940 | - | |||||
| Manuel Fernando Macedo de AlvesMonteiro 1 | n.a. | n.a. | - | - | ||||||
| Rui Manuel de Medeiros d`EspineyPatrício | - | - | - | - | ||||||
| Álvaro Carlos Gonzalez Troncoso | - | - | - | - |
1 - Nomeados Administradores na Assembleia Geral realizada em 15.04.2004; n.a. – não aplicável
FISCAL ÚNICO
O Fiscal Único, Bernardes Sismeiro & Associados, SROC, Lda., não detinha quaisquer acções e obrigações, em 30 de Junho de 2004, não tendo realizado transacções com quaisquer títulos de Jerónimo Martins, SGPS, S.A.
2 - À data da sua nomeação para Adminstrador detinha 1.147 acções.
- Os acréscimos no 1º semestre dizem respeito à subscrição de acções do aumento de capital de 150.000.000 euros por novas entradas em dinheiro, mediante a emissão de 30.000.000 de novas acções ordinárias com o valor nominal de 5 euros cada, com subscrição reservada a accionistas no exercício do direito de preferência. As acções subscritas no aumento de capital foram admitidas à negociação em 14 de Julho de 2004.
LISTA DOS TITULARES DE PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS A 30 DE JUNHO DE 2004
(De acordo com a disposição nos artigos 447º e 448º do Código das Sociedades Comerciais, nos termos da alínea e) do nº1 do artigo 6º do regulamento da CMVM nº 11/2000 e nos termos do Código dos Valores Mobiliários)
| Accionista | Nº Acções detidas 3 | %Capital | % dosDireitos deVoto1 |
|---|---|---|---|
| Sociedade Francisco Manuel dos Santos, SGPS, SA | |||
| Directamente | 72.954.985 | 57,966% | 58,045% |
| Strand Ventures Inc.2 | |||
| Directamente | 10.394.615 | 8,259% | 8,270% |
| Através da Sociedade Fitron Management Ltd. ( Detida a100% pela Sociedade Strand Ventures, Inc.) | 4.174.159 | 3,317% | 3,321% |
| Através da Sociedade Multiplus Investments Ltd. (Detida a100% pela Sociedade Strand Ventures, Inc.) | 5.206.256 | 4,137% | 4,142% |
| Total Imputável | 19.775.030 | 15,712% | 15,734% |
( % Direitos de voto = Nº Acções Detidas / (Nº Total Acções JM - Acções Próprias))
2 Nos termos e para os efeitos do n.º 3 do art. 16 do Código dos Valores Mobiliários (CVM), as participações detidas directa e indirectamente pela Strand Ventures Inc, devem ser imputadas, nos termos do n.º 1 do art. 20 do CVM às seguintes sociedades:
- Banco Privado Português (Cayman) Ltd., mediante contrato de gestão de carteira da totalidade da participação na Jerónimo Martins, SGPS, SA;
- Banco Privado Português, SA, mediante acordo com diversos accionistas da sociedade Strand Ventures, o qual lhe permite a eleição da maioria dos membros do órgão de administração.
3 O número de acções detidas por cada accionista a 30 de Junho de 2004 inclui as novas acções subscritas no aumento de capital de 150.000.000 euros (ver nota 12 das Notas às Demonstrações Financeiras).
Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o n.º 8 122 Capital social EUR 479.293.220 NIPC 500 100 144 Rua Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J 1099 - 008 LISBOA
BALANÇO EM 30 DE JUNHO DE 2004 E EM 31 DE DEZEMBRO 2003
(Montantes expressos em milhares de Euros)
| Junho 2004 | Dezembro 2003 | Junho 2003 | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Activo | Activo bruto | Amortizações eprovisões | Activo liquido | Activo liquido | Activo liquido | |
| Imobilizado | ||||||
| Imobilizações incorpóreas | ||||||
| Despesas de investigação e de desenvolvimento | 247 | 246 | 1 | 26 | 50 | |
| 247 | 246 | 1 | 26 | 50 | ||
| Imobilizações corpóreas | ||||||
| Terrenos e recursos naturais | - | - | - | - | 176 | |
| Edifícios e outras construções | 130 | 26 | 104 | 110 | 785 | |
| Equipamento de transporte | 135 | 123 | 12 | - | 10 | |
| Ferramentas e utensílios | 2 | 2 | - | - | 1 | |
| Equipamento administrativo | 1.644 | 1.431 | 213 | 241 | 200 | |
| Outras imobilizações corpóreas | 389 | 244 | 145 | 162 | 178 | |
| 2.300 | 1.826 | 474 | 513 | 1.350 | ||
| Investimentos financeiros | ||||||
| Partes de capital em empresas do grupo | 506.184 | 273.270 | 232.914 | 233.905 | 211.966 | |
| Empréstimos a empresas do grupo | 944.831 | 23.575 | 921.256 | 793.810 | 765.072 | |
| Partes de capital em empresas associadas | - | - | - | - | - | |
| Investimentos em imóveis e títulos | 27.659 | 2.680 | 24.979 | 17.356 | 4.996 | |
| 1.478.674 | 299.525 | 1.179.149 | 1.045.071 | 982.034 | ||
| Circulante | ||||||
| Dividas de terceiros - Curto prazo | ||||||
| Clientes conta corrente | 194 | - | 194 | 373 | 2.710 | |
| Empresas do grupo | 347 | - | 347 | 1.010 | 27.496 | |
| Estado e outros entes públicos | 218 | - | 218 | 220 | 801 | |
| Outros devedores | 2.236 | 187 | 2.049 | 2.680 | 158 | |
| Subscritores de capital | 2.046 | 2.046 | - | - | ||
| 5.041 | 187 | 4.854 | 4.283 | 31.165 | ||
| Títulos negociáveis | ||||||
| Outros títulos negociáveis | - | - | - | - | 2.794 | |
| Outras aplicações de tesouraria | - | - | - | - | 29.000 | |
| - | - | - | - | 31.794 | ||
| Depósitos bancários e caixa | ||||||
| Depósitos bancários | 15.144 | 15.144 | 6.354 | 6.368 | ||
| Caixa | 9 | 9 | 10 | 11 | ||
| 15.153 | 15.153 | 6.364 | 6.379 | |||
| Acréscimos e diferimentos | ||||||
| Acréscimos de proveitos | 2.349 | 2.349 | 2.228 | 2.806 | ||
| Custos diferidos | 698 | 698 | 926 | 342 | ||
| 3.047 | 3.047 | 3.154 | 3.148 | |||
| Total de amortizações | 2.072 | |||||
| Total de provisões | 299.712 | |||||
| Total do activo | 1.504.462 | 301.784 | 1.202.678 | 1.059.411 | 1.055.920 |
Para ser lido em conjunto com as notas às Demonstrações Financeiras em anexo.
Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o n.º 8 122 Capital social EUR 479.293.220 NIPC 500 100 144 Rua Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J 1099 - 008 LISBOA
BALANÇO EM 30 DE JUNHO DE 2004 E EM 31 DE DEZEMBRO 2003
(Montantes expressos em milhares de Euros)
| Junho 2004 | Dezembro 2003 | Junho 2003 | |
|---|---|---|---|
| Capital Próprio e Passivo | |||
| Capital próprio | |||
| Capital | 629.293 | 479.293 | 479.293 |
| Acções próprias - valor nominal | (859) | (859) | (859) |
| Acções próprias - descontos e prémios | (5.201) | (5.201) | (5.201) |
| Prémios de emissão de acções | 22.452 | 22.452 | 22.452 |
| Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas | 1 | 1 | 1 |
| Reservas: | |||
| Reservas legais | 27.637 | 22.054 | 22.054 |
| Reservas para incorporação de capital | 12.424 | ||
| Reservas para acções próprias | 6.060 | 6.060 | 6.060 |
| Outras reservas | 364.682 | 366.429 | 354.005 |
| Resultados transitados | (109.634) | (215.716) | (215.716) |
| Subtotal | 934.431 | 674.513 | 674.513 |
| Resultado líquido do exercício | 16.490 | 111.665 | 72.917 |
| Total do capital próprio | 950.921 | 786.178 | 747.430 |
| Passivo | |||
| Provisões para riscos e encargos | |||
| Provisões para pensões | 16.528 | 17.055 | 15.558 |
| Outras provisões para riscos e encargos | 1.764 | 4.205 | 7.154 |
| 18.292 | 21.260 | 22.712 | |
| Dividas a terceiros - Médio e longo prazo | |||
| Dividas a instituições de crédito | 25.000 | ||
| Empréstimos por obrigações: | |||
| Convertíveis com opção de reembolso em acções | 175.339 | ||
| Não convertíveis | 40.000 | 40.000 | |
| Fornecedores de imobilizado | 38 | 56 | 11 |
| 40.038 | 65.056 | 175.350 | |
| Dividas a terceiros - Curto prazo | |||
| Empréstimos por obrigações: | |||
| Convertíveis com opção de reembolso em acções | 186.526 | 180.760 | |
| Não convertíveis | 93.327 | ||
| Dividas a instituições de crédito | 3.472 | 8.985 | |
| Fornecedores conta corrente | 538 | 385 | 282 |
| Empresas do grupo | 3.552 | 371 | 2.844 |
| Outros accionistas (sócios) | 7 | 7 | 7 |
| Fornecedores de imobilizado | 85 | 59 | 102 |
| Estado e outros entes públicos | 360 | 327 | 403 |
| Outros credores | 17 | 6 | 9 |
| 191.085 | 185.387 | 105.959 | |
| Acréscimos e diferimentos | |||
| Acréscimos de custos | 2.342 | 1.530 | 4.469 |
| 2.342 | 1.530 | 4.469 | |
| Total do passivo | 251.757 | 273.233 | 308.490 |
| Total do capital próprio e do passivo | 1.202.678 | 1.059.411 | 1.055.920 |
Para ser lido em conjunto com as notas às Demonstrações Financeiras em anexo.
O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração
Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o n.º 8 122 Capital social EUR 479.293.220 NIPC 500 100 144 Rua Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J 1099 - 008 LISBOA
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR NATUREZAS PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003
(Montantes expressos em milhares de Euros)
| Curdastos epes | Junho 2004 | Junho 2003 | Preithoovose gans | Junho 2004 | Junho 2003 |
|---|---|---|---|---|---|
| atéCudaadoriaendidadariaidastos mercs vs es ms consums | ndaVes: | ||||
| doMeriarcas | - | - | doMeriarcas | - | - |
| térMaias | - | - | Produtos | - | - |
| Forimentorviçextnecs eseosernos | 2.248 | 2.426 | ãodePrestaviççseros | 5.753 | 5.364 |
| Cul:stos comopessoa | ãoãoVariadeduçproç | - | - | ||
| õesRemuneraç | 1.844 | 1.056 | rópbalhosTrariaparaa pempresa | - | - |
| Eociaisncargos s:sõe | Proveitoslementsuparesbsís à | 42 | 50 | ||
| PensOu | (209)206 | 795244 | ãoSudiolorexpaçhosOueitcionai | - | - |
| trosõesóreóreAmizadoimobilizadoinort | 99 | 14 | tros provose ganoperas | -5.795 | -5.4 |
| çcorpo ecorpoõesProvis | 2- | (B) | 14 | ||
| Imtospos | 46 | 45 | õesRendintos darticipdeitalmee paçcap | 21.249 | 78.914 |
| Oudascionaitrousts cosperoperas | 29 | 39 | ítuiávRendis dloseisdelicaõesntoe toutmenegocerasapç | ||
| (A) | 4.263 | 4.747 | fineirancas: | ||
| Relativodos aempresasgrupo | - | - | |||
| rdadoadaPeocis emempresasgrupoeasss | - | - | Outros | 2 | 18 |
| õesõesõesAmortizavisdelicainvestimentoçeproapçes | Outros juveitossimilarroseproes: | ||||
| fineirancosilarJusim | - | 227 | lativodoRes aempresasgrupoOu | 76142 | 801.5700 |
| tosrosecuses:Relativodo | 38 | 269 | tros | 27.849 | 86.626 |
| s aempresasgrupoOutros | 8.407 | 9.797 | (D) | ||
| (C) | 12.708 | 15.040 | áriProveinhodintosxtregas eaoros | 2.694 | 12.938 |
| áriCustordaxtrdins epes eaoros | 1.319 | 11.579 | |||
| (E) | 14.027 | 26.619 | |||
| cícImbredimo diotosentpossooreno exer | 26 | 28 | |||
| diferidoImtosposs | - | - | |||
| (G) | 14.053 | 26.647 | |||
| ultadoliquido dcícResioo exer | 16.490 | 72.917 | |||
| 30.543 | 99.564 | (F) | 30.543 | 99.564 | |
| ltadoionais(B)- (A)Resus operac= | 1.532 | 667 | |||
| s fReltadoinaeir(D-B)- (C-A) =suncosReltado(D)(C)tessus corren=- | 13.60915.141 | 70.91971.586 | |||
| ltados de i(F)- (E)Rentetossus ampos= | 16.516 | 72.945 | |||
| rcíReltadoliquido dcio(F)- (G)suo exe= | .49016 | .91727 | |||
Para ser lido em conjunto com as notas às Demonstrações Financeiras em anexo.
O Técnico Oficial de Contas
O Conselho de Administração
JERÓNIMO MARTINS, SGPS, S.A.
Sociedade Aberta
Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o n.º 8 122 Capital social EUR 479 293 220 NIPC 500 100 144 Rua Tierno Galvan, Torre 3, 9º Letra J
1099-008 Lisboa
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003
(Montantes expressos em milhares de Euros)
| Notas | Junho 2004 | Junho 2003 | |
|---|---|---|---|
| Prestações de serviçosCusto das prestações de serviços | 6.504(3.252) | 5.806(3.754) | |
| Resultados brutos | 3.252 | 2.052 | |
| Outros proveitos e ganhos operacionaisCustos administrativosOutros custos e perdas operacionaisResultados Operacionais | 48(386)(666)2.248 | 213(447)(809)1.009 | |
| Custos financeiros líquidosGanhos (perdas) em filiais e associadasGanhos (perdas) em outros investimentosResultados não usuais / não frequentes | 45 | (8.376)20.5556821.407 | (9.911)79.1051.1131.629 |
| Resultados CorrentesImpostos sobre os resultados correntes | 16.516(26) | 72.945(28) | |
| Resultados correntes após impostos | 16.490 | 72.917 | |
| Resultados extraordinários | - | - | |
| Resultados líquidos | 16.490 | 72.917 | |
| Resultado básico por acção (euros) | 13 | 0,1720 | 0,7620 |
| Resultado básico diluído por acção (euros) | 13 | 0,1720 | 0,7398 |
Para ser lido em conjunto com as notas às Demonstrações Financeiras em anexo.
O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração
Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o n.º 8 122 Capital social EUR 479.293.220 NIPC 500 100 144 Rua Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J 1099 - 008 LISBOA
BALANÇO EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 31 DE DEZEMBRO DE 2003
(Montantes expressos em milhares de Euros)
| Notas | Junho 2004 | Dezembro 2003 | |
|---|---|---|---|
| Activo | |||
| Imobilizações corpóreas | 6 | 474 | 513 |
| Propriedades de investimento | 2.459 | 2.459 | |
| Imobilizações incorpóreas | 7 | 1 | 26 |
| Partes de capital em empresas do grupo | 226.629 | 227.620 | |
| Partes de capital em joint-ventures | 6.285 | 6.285 | |
| Empréstimos a empresas do grupo | 8 | 921.256 | 793.815 |
| Investimentos financeiros disponíveis para venda | 9 | 22.520 | 14.897 |
| Total de activos não correntes | 1.179.624 | 1.045.615 | |
| Impostos a recuperar | 218 | 220 | |
| Empréstimos a empresas do grupo | 8 | 347 | 1.005 |
| Devedores e acréscimos e diferimentos | 5.290 | 6.207 | |
| Subscritores de capital | 12 | 2.046 | - |
| Caixa e equivalentes de caixa | 11 | 15.153 | 6.364 |
| Total de activos correntes | 23.054 | 13.796 | |
| Total do activo | 1.202.678 | 1.059.411 | |
| Capital | 12 | 629.293 | 479.293 |
| Prémio de emissão | 22.452 | 22.452 | |
| Acções próprias | (6.060) | (6.060) | |
| Reservas | 398.380 | 394.543 | |
| Resultados retidos | (93.144) | (104.050) | |
| Total do capital próprio | 950.921 | 786.178 | |
| Empréstimos obtidos | 14 | 40.038 | 65.056 |
| Benefícios concedidos a empregados | 16.528 | 17.055 | |
| Provisões | 15 | 1.764 | 4.205 |
| Total de passivos não correntes | 58.330 | 86.316 | |
| Credores e acréscimos e diferimentos | 3.040 | 2.035 | |
| Empréstimos obtidos | 14 | 190.027 | 184.555 |
| Impostos a pagar | 360 | 327 | |
| Total de passivos correntes | 193.427 | 186.917 | |
| Total do capital próprio e do passivo | 1.202.678 | 1.059.411 | |
Para ser lido em conjunto com as notas às Demonstrações Financeiras em anexo.
O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração
Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o n.º 8 122 Capital social EUR 479.293.220 NIPC 500 100 144 Rua Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J 1099 - 008 LISBOA
MOVIMENTOS OCORRIDOS NO CAPITAL PRÓPRIO
(Montantes expressos em milhares de Euros)
| Notas | Calitap | Prés dmioeãoissem | õesAcçópriaprs | Reservas | sultadReosidorets | taldoToópital prriocap | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| landeirodeBa1Ja2003çoemne | 479.293 | 22.452 | (6.060) | 43394.5 | (215.715) | 674.513 | |
| ultadodoRes1ºestre 2003sem | 72.917 | 72.917 | |||||
| eríal dhosdashecidaodoTote ganeperrecons no p | - | - | - | - | 72.917 | 72.917 | |
| Balan30deJunho de 2003çoem | 93479.2 | 222.45 | (6.060) | 43394.5 | (142.798) | 747.430 | |
| landeirode2004Ba1Jaçoemne | 479.293 | 22.452 | (6.060) | 43394.5 | (104.050) | 786.178 | |
| nhoaloãoaloGarizajusto vs na vçaor:t. fíve- Ininairosdisis pndavesnceponarave | 10 | 525 | 525 | ||||
| Cuso dapitaltosentcom aume c | 13 | (2.272) | (2.272) | ||||
| ópResultadonheciddirectentapitalrios recoosame no cpr | - | - | - | 7)(1.74 | - | (1.747) | |
| ultadodo1ºre 2004Resestsem | 16.490 | 16.490 | |||||
| eríTotal dhosdashecidaodoe ganeperrecons no p | - | - | - | 7)(1.74 | 016.49 | 14.743 | |
| a legal(resultado dcíci)Reso 2003ervo exer | 5.584 | (5.)584 | - | ||||
| Aumo dapitalente c | 13 | 150.000 | 150.000 | ||||
| Balan30deJunho de 2004çoem | 93629.2 | 222.45 | (6.060) | 80398.3 | 4)(93.14 | 950.921 |
Para ser lido em conjunto com as notas às Demonstrações Financeiras em anexo.
Jerónimo Martins, SGPS, S.A.
Sociedade Aberta
Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o n.º 8 122 Capital social EUR 629 293 220 NIPC 500 100 144 R. Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J
1099 - 008 LISBOA
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003
(Montantes expressos em milhares de Euros)
| Notas | Junho 2004 | Junho 2003 | |
|---|---|---|---|
| Actividades operacionais | |||
| Recebimentos de clientesPagamentos a FornecedoresPagamentos ao pessoal | 8.215149(2.325) | 11.36167(1.525) | |
| Caixa gerado pelas operações | 6.039 | 9.903 | |
| Pagamento de juros e custos similaresImposto sobre o rendimento pagoOutros pag./rec. Relativos à actividade operacional | (2.041)(23)(3.190) | (2.688)(137)(4.370) | |
| Fluxo de actividades operacionais (1) | 784 | 2.708 | |
| Actividades de Investimento | |||
| Recebimentos provenientes de :Investimentos FinanceirosAlienação de empresas do grupo e associadasAlienação de investimentos financeiros disponíveis para vendaReembolso de empréstimos e prest. suplem. capital concedidos a participadasAlienação de imobilizações corpóreasRecebimentos de jurosDividendos recebidos | -3894-1021.249 | (51)2.69516.585231.69468.806 | |
| Pagamentos respeitantes a :Aquisições e aumentos de capital em empresas do grupo e associadasAquisições de investimentos financeiros disponíveis para vendaEmpréstimos e prestações suplementares de capital concedidos a participadasAquisição de imobilizações corpóreas | -(7.123)(127.446)(27) | (30)(4.950)(27.134)(29) | |
| Fluxo de actividades de investimento (2) | (112.440) | 57.609 | |
| Actividades de financiamento | |||
| Recebimentos de empréstimos obtidosRecebimentos por aumentos de capital e prémios de emissãoRecebimentos de juros e proveitos similaresReembolso de empréstimos obtidos | 3.448145.68252(28.738) | --116(31.413) | |
| Fluxo actividades de financiamento (3) | 120.444 | (31.297) | |
| Variação de caixa e seus equivalentes (4)Caixa e seus equivalentes - início do períodoCaixa e seus equivalentes - Fim do período | 18 | 8.7896.36415.153 | 29.0206.35935.379 |
Para ser lido em conjunto com as notas às Demonstrações Financeiras em anexo.
| Índice das notas às demonstrações financeiras | Página |
|---|---|
| 1. Actividade | 15 |
| 2. Políticas contabilísticas | 15 |
| 3. Conciliação dos resultados operacionais POC com a demonstração por funções (DRF) | 16 |
| 4. Custos financeiros líquidos | 16 |
| 5. Resultados não usuais | 16 |
| 6. Imobilizações corpóreas | 17 |
| 7. Imobilizações incorpóreas | 17 |
| 8. Empréstimos a empresas do grupo | 18 |
| 9. Investimentos financeiros disponíveis para venda | 18 |
| 10. Impostos | 18 |
| 11. Caixa e equivalentes de caixa | 19 |
| 12. Capital | 19 |
| 13. Resultado por acção | 19 |
| 14. Empréstimos obtidos | 20 |
| 15. Provisões | 21 |
| 16. Instrumentos financeiros | 21 |
| 17. Contingências | 22 |
| 18. Eventos subsequentes à data do balanço | 22 |
| INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR | 22 |
| 19. Reconciliação para os princípios geralmente aceites em Portugal | 22 |
1. Actividade
A Jerónimo Martins, SGPS, S.A. (JMH) é a empresa-mãe do Grupo Jerónimo Martins (Grupo) e está sediada em Lisboa. A sua actividade resulta essencialmente na gestão das participações sociais das empresas do Grupo.
O Grupo Jerónimo Martins dedica-se fundamentalmente à produção, distribuição e venda de géneros alimentícios e outros produtos de grande consumo. O Grupo opera em Portugal e na Polónia.
A JMH está cotada na Euronext Lisboa (anterior Bolsa de Valores de Lisboa e Porto) desde 1989.
2. Políticas contabilísticas
As demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com os mesmos princípios e políticas contabilísticas adoptados pela empresa na elaboração das demonstrações financeiras anuais, incluindo essencialmente uma explicação dos eventos e alterações relevantes para a compreensão das alterações na posição financeira e desempenho da empresa desde a última data do relatório anual. Desta forma, é omitida a maior parte das notas constantes nas demonstrações financeiras de 2003, quer por não terem sofrido alteração, quer por não serem materialmente relevantes para a compreensão das presentes demonstrações financeiras intercalares.
A Jerónimo Martins tem vindo a preparar demonstrações financeiras consolidadas desde o exercício de 2000 de acordo com os princípios geralmente aceites em Portugal, com as derrogações necessárias para estarem em conformidade com as Normas Internacionais de Contabilidade (IAS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e com as interpretações da Standings Interpretation Committee (SIC) do IASB.
Em 2003, a Jerónimo Martins decidiu aplicar igualmente os princípios atrás mencionados na preparação das suas demonstrações financeiras individuais. Desta alteração não resultaram ajustamentos materialmente relevantes que possam distorcer a comparabilidade com o 1º Semestre de 2003, na medida em que, desde o ano de 2000, tem sido levado a cabo um esforço de aproximação entre as duas bases de preparação de contas.
Adopção das novas normas e das normas revistas que foram publicadas pelo IASB
Visando assegurar a maior comparabilidade possível da informação financeira divulgada, o Grupo Jerónimo Martins decidiu adoptar, com referência a 1 de Janeiro de 2004, as recentes alterações introduzidas pelo International Accounting Standards Board (IASB).
Desta forma a informação financeira relativa ao exercício de 2005, ano de aplicação obrigatória das IFRS, terá uma base perfeitamente comparável, evitando-se os efeitos resultantes das constantes alterações aos normativos contabilísticos.
Os valores apresentados, salvo indicação em contrário, são expressos em milhares de euros (M EUR).
As políticas contabilísticas mais significativas utilizadas na preparação destas demonstrações financeiras encontram-se descritas abaixo:
2.1 Transacções em moeda estrangeira
As principais cotações utilizadas à data do balanço foram as seguintes:
Taxa em 30 de Junho de 2004
Libra Esterlina € 1,4909
3. Conciliação dos resultados operacionais POC com a demonstração por funções (DRF)
| Junho 2004 | Junho 2003 | |
|---|---|---|
| Resultados operacionais demonstração por funções | 2.248 | 1.009 |
| Custos financeiros líquidos (resultados operacionais POC) | (6) | (14) |
| Ganhos/perdas em outros investimentos (resultados operacionais POC) | - | 210 |
| Outros custos e perdas operacionais (resultados financeiros POC) | 9 | 3 |
| Outros proveitos e ganhos operacionais (resultados financeiros POC) | - | (15) |
| Vendas e prestações de serviços (resultados financeiros POC) | (751) | (799) |
| Outros custos e perdas operacionais (resultados extraordinários POC) | 327 | 421 |
| Outros proveitos e ganhos operacionais (resultados extraordinários POC) | (295) | (148) |
| Resultados operacionais POC | 1.532 | 667 |
As principais diferenças dizem respeito aos serviços financeiros prestados, que são considerados como prestações de serviços na DRF e as rendas de activos fixos detidos para venda, considerada como ganhos (perdas) em outros investimentos.
4. Custos financeiros líquidos
| Junho de 2004 | Junho de 2003 | |
|---|---|---|
| Custos financeiros | ||
| Juros suportados | (6.937) | (8.027) |
| Valorização ao justo valor de instrumentos | ||
| financeiros não qualificados como cobertura | (427) | - |
| Outros custos financeiros | (1.055) | (1.997) |
| (8.419) | (10.024) | |
| Proveitos financeiros | ||
| Juros obtidos | 41 | 113 |
| Outros proveitos financeiros | 3 | - |
| 44 | 113 | |
| Custos financeiros líquidos | (8.375) | (9.911) |
Os outros custos financeiros incluem, entre outros, imposto de selo por abertura de crédito e encargos de emissão de dívida de médio e longo prazo diferidos pelo prazo do empréstimo.
5. Resultados não usuais
| Junho 2004 | Junho 2003 | |
|---|---|---|
| Perdas na alienação Lillywhites | - | (50) |
| Aumento/redução provisões invest. financeiros | (759) | (11.109) |
| Aumento/redução provisões para riscos e encargos | 2.166 | 12.788 |
| 1.407 | 1.629 |
Os resultados não usuais foram influenciados na sua maioria por perdas potenciais associadas a investimentos financeiros e por reduções da provisão para riscos e encargos (ver nota 15).
6. Imobilizações corpóreas
6.1 Movimentos ocorridos no exercício
| Activo Bruto | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Saldo em1 Janeiro 2004 | Aumentos | Alienações | Transferênciase abates | Saldo em30 Junho 2004 | |
| Imobilizações corpóreas | |||||
| Terrenos e recursos naturais | - | - | -- | - | |
| Edifícios e outras construções | 130 | - | -- | 130 | |
| Equipamento de transporte | 121 | 13 | -- | 134 | |
| Ferramentas e utensílios | 2 | - | -- | 2 | |
| Equipamento administrativo | 1.622 | 22 | -- | 1.644 | |
| Outras imobilizações corpóreas | 389 | - | -- | 389 | |
| 2.264 | 35 | -- | 2.299 | ||
| Amortizações e provisões acumuladas | |||||
| Saldo em | Transferências | Saldo em | |||
| 1 Janeiro 2004 | Aumentos | Alienações | e abates | 30 Junho 2004 | |
| Imobilizações corpóreas | |||||
| Edifícios e outras construções | 20 | 6 | -- | 26 | |
| Equipamento de transporte | 121 | 2 | -- | 123 | |
| Ferramentas e utensílios | 2 | - | -- | 2 | |
| Equipamento administrativo | 1.381 | 50 | -- | 1.431 | |
| Outras imobilizações corpóreas | 227 | 17 | -- | 244 | |
| 1.751 | 75 | -- | 1.825 | ||
| Valor líquido | 513 | 474 |
7. Imobilizações incorpóreas
As imobilizações incorpóreas são constituídas por Despesas de investigação e de desenvolvimento e contém despesas suportadas com a implementação do novo sistema informático SAP que entrou em produtivo em 1999, no valor de M EUR 247.
7.1 Movimentos ocorridos no exercício
| Activo Bruto | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Saldo em1 Janeiro 2004 | Aumentos | Alienações | Transferênciase abates | Saldo em30 Junho 2004 | ||
| Imobilizações incorpóreas | ||||||
| Despesas de investigação e de desenvolvimento | 247 | - | - | - | 247 | |
| 247 | - | - | - | 247 | ||
| Amortizações e provisões acumuladas | ||||||
| Transferências | ||||||
| Saldo em1 Janeiro 2004 | Aumentos | Alienações | e abates | Saldo em30 Junho 2004 | ||
| Imobilizações incorpóreas | ||||||
| Despesas de investigação e de desenvolvimento | 221 | 25 | - | - | 246 | |
| 221 | 25 | - | - | 246 | ||
| Valor líquido | 26 | 1 |
8. Empréstimos a empresas do grupo
| Empréstimos não correntes | Junho 2004 |
|---|---|
| Valor líquido em 1 de Janeiro | 793.815 |
| Aumentos | 130.329 |
| Diminuições | (3.114) |
| Aumentos das provisões | - |
| Redução das provisões | 231 |
| Valor líquido em 30 de Junho | 921.256 |
| Empréstimos correntes | Junho 2004 |
| Valor líquido em 1 de Janeiro | 1.005 |
| Aumentos | - |
| Diminuições | (658) |
| Valor líquido em 30 de Junho | 347 |
Os empréstimos correntes vencem juros a taxas normais de mercado. Os empréstimos não correntes revestem a natureza de prestações suplementares de capital e, como tal, não vencem juros.
9. Investimentos financeiros disponíveis para venda
| Junho 2004 | Dezembro 2003 | |
|---|---|---|
| Acções BCPOutros | 24.725- | 17.60225 |
| 24.725 | 17.627 | |
| Provisões para o valor realizável (ver nota 15) | (2.205) | (2.730) |
| 22.520 | 14.897 |
Em Março de 2004, foram adquiridas 3.326.762 acções do BCP. Em 30 de Junho de 2004, a totalidade dos títulos do BCP em carteira foram valorizados ao valor de mercado – cotação a 30 de Junho de 2004 de 1,92 euros – Euronext Lisboa.
As variações face ao valor realizáveis são registadas directamente no capital próprio, em reservas.
10. Impostos
10.1 Impostos diferidos activos e passivos
A JMH não reconheceu impostos diferidos activos sobre prejuízos fiscais em virtude de não esperar a ocorrência de lucros fiscais futuros suficientes para assegurar a recuperabilidade dos impostos diferidos activos abaixo referidos.
10.2 Impostos diferidos não reconhecidos sobre prejuízos fiscais
Os montantes de impostos diferidos não reconhecidos são como se apresenta:
| Junho2004 | Dezembro2003 | |
|---|---|---|
| Prejuizos fiscais | 54.036 | 48.662 |
| Taxa de imposto | 27,5% | 27,5% |
| Impostos diferidos activos(não reconhecidos) | 14.860 | 13.382 |
11. Caixa e equivalentes de caixa
| Junho 2004 | Dezembro 2003 | |
|---|---|---|
| Depósitos à ordem | 13.904 | 14 |
| Aplicações de tesouraria | 1.240 | 6.340 |
| Caixa e equivalentes de caixa | 9 | 10 |
| 15.153 | 6.364 |
12. Capital
12.1 Capital social
Na Assembleia Geral de 15 de Abril de 2004 foi aprovada a proposta de aumento de capital de 479.293.220 euros para 629.293.220 euros por novas entradas em dinheiro, mediante a emissão de 30.000.000 de novas acções ordinárias com o valor nominal de 5 euros cada, com subscrição reservada a accionistas no exercício do direito de preferência.
O período de subscrição decorreu entre 11 de Junho de 2004 e 25 de Junho de 2004, tendo sido exercidos direitos correspondentes a 29.590.861 acções. As restantes 409.139 acções foram sujeitas a rateio.
A liquidação financeira das acções subscritas no exercício dos direitos de subscrição ocorreu a 30 de Junho de 2004 e a liquidação financeira das acções atribuídas em rateio ocorreu em 5 de Julho de 2004.
A escritura pública de aumento de capital foi realizada a 7 de Julho de 2004, tendo a admissão à negociação no Mercado de Cotações Oficiais da Euronext Lisbon ocorrido em 14 de Julho de 2004.
O novo capital social autorizado é composto por 125.858.644 acções ordinárias (2003: 95.858.644). Todas as acções têm um valor nominal de cinco euros.
Os detentores de acções ordinárias têm direito a receber dividendos conforme deliberação da Assembleia Geral e têm direito a um voto por cada 100 acções detidas. Não existem acções preferenciais. Os direitos relativos às acções detidas em carteira pela companhia encontram-se suspensos até essas acções serem de novo colocadas no mercado.
12.2 Subscritores de capital
Conforme descrito na nota anterior, a liquidação financeira das 409.139 acções sujeitas a rateio apenas se verificou a 5 de Julho de 2004, pelo que o seu valor foi colocado numa conta de Subscritores de capital (2.046 M EUR).
12.3 Acções próprias
A reserva para acções próprias reflecte o custo das acções detidas em carteira pela companhia. À data de 30 de Junho de 2004 a companhia detinha 171.800 acções próprias (2003: 171.800).
12.4 Custos com aumento de capital
Os custos relativos ao aumento de capital, aprovado na Assembleia Geral de 15 de Abril de 2004, foram registados directamente em capital próprio, em reservas. Estes custos ascenderam a M EUR 2.272.
13. Resultado por acção
13.1 Resultado básico por acção
O cálculo do resultado básico por acção baseia-se no lucro líquido atribuível aos accionistas ordinários de M EUR 16.490 (2003: lucro de M EUR 72.917) e no número médio ponderado de acções ordinárias pendentes no período que ascendem a 95.851.679 (2003: 95.686.844).
| Junho 2004 | Junho 2003 | |
|---|---|---|
| Acções ordinárias emitidas no início do ano | 95.858.644 | 95.858.644 |
| Acções próprias no início do ano | 171.800 | 171.800 |
| Acções emitidas durante o ano (30/06/2004) | 30.000.000 | - |
| Número médio ponderado de acções ordinárias | 95.851.679 | 95.686.844 |
| Resultado básico por acção – Euros | 0,1720 | 0,7620 |
13.2 Resultado diluído por acção
O cálculo do resultado diluído por acção baseia-se no lucro líquido diluído atribuível aos accionistas ordinários de M EUR 16.490 (2003: lucro de M EUR 73.852) e no número médio ponderado de acções ordinárias diluído pendentes no período de 95.851.679 (2003: 99.828.200).
| Junho 2004 | Junho 2003 | |
|---|---|---|
| Resultado líquido do exercício atribuível a accionistas ordinários | 16.490 | 72.917 |
| Efeito (líquido de imposto) dos juros relativos a warrants | 935 | |
| Resultado líquido do exercício atribuível aos accionistas ordinários (diluido) | 16.490 | 73.852 |
| Junho 2004 | Junho 2003 | |
| Número médio ponderado de acções ordinárias | 95.851.679 | 95.686.844 |
| Efeitos da conversão de warrants | - | 4.141.356 |
| Número médio ponderado de acções ordinárias (diluido) | 95.851.679 | 99.828.200 |
| Resultado diluído por acção – Euros | 0,1720 | 0,7398 |
14. Empréstimos obtidos
Esta nota fornece informação sobre os termos dos contratos de empréstimo e outro tipo de formas de financiamento.
14.1 Empréstimos correntes e não correntes
| Junho 2004 | Dezembro 2003 | |
|---|---|---|
| Empréstimos não correntes | ||
| Empréstimos bancários: Programa de Papel Comercial | - | 25.000 |
| Empréstimos por obrigações | 40.000 | 40.000 |
| Responsabilidades com locação financeira | 38 | 56 |
| 40.038 | 65.056 | |
| Empréstimos correntes | ||
| Empréstimos por obrigações | 186.526 | 180.760 |
| Descobertos bancários | - | 3.472 |
| Empréstimos de empresas do grupo | 3.448 | 266 |
| Responsabilidades com locação financeira | 53 | 57 |
| 190.027 | 184.555 |
14.2 Empréstimos obrigacionistas
| Junho 2004 | Dezembro 2003 | |
|---|---|---|
| Obrigações cupão zero com opção de reembolso em acções | 186.526 | 180.760 |
| Obrigações não convertíveis | 40.000 | 40.000 |
| 226.526 | 220.720 |
Obrigações Cupão Zero
Em Dezembro de 1997 foram emitidas 25 milhões de obrigações JMH cupão zero, sendo que, na conversão para o euro passaram a 12.469.947.427, cada uma com valor nominal de 0,01 euro. Não tendo sido exercida a opção de reembolso antecipado em Dezembro de 2002, estas obrigações irão ser reembolsadas na maturidade em Dezembro de 2004 em dinheiro. A taxa de juro é fixa de 6,38%.
Obrigações não convertíveis
Em Outubro de 2003 foram emitidas 8.000.000 obrigações não convertíveis, com um valor nominal de 5 euros, a um prazo de 5 anos. A maturidade destas obrigações é Outubro de 2008 e a taxa de juro é variável.
As datas de reembolso dos empréstimos obrigacionistas são as seguintes:
| Ano | Montante | ||
|---|---|---|---|
| 2004 | 186.526 | ||
| 2008 | 40.000 | ||
| 226.526 |
14.3 Empréstimos bancários: papel comercial
Em Setembro de 2003 foi celebrado um empréstimo bancário sob a forma de Programa de Emissões de Papel Comercial por Oferta Privada de Subscrição, no montante de M EUR 25.000, com vencimento em Setembro de 2008. A taxa de juro é variável e pode ser reembolsado a qualquer momento por opção da JMH. A 30 de Junho de 2004, o Programa não possuía nenhuma emissão activa.
15. Provisões
| Rubricas | Saldo em1 Janeiro 2004 | Constituição | Utilização /Redução | Saldo em30 Junho 2004 |
|---|---|---|---|---|
| Devedores duvidosos | 187 | - | - | 187 |
| Partes de capital em empresas do grupo | 272.279 | 991 | - | 273.270 |
| Empréstimos a empresas do grupo | 23.805 | - | 231 | 23.574 |
| Investimentos financeiros detidos para venda | 2.730 | - | 525 | 2.205 |
| Benefícios a empregados | 17.055 | - | 527 | 16.528 |
| Outros riscos e encargos | 4.205 | - | 2.441 | 1.764 |
| 320.261 | 991 | 3.724 | 317.528 |
A provisão para outros riscos e encargos diz respeito às responsabilidades potenciais associadas aos capitais próprios negativos de uma participada (ver nota 17).
16. Instrumentos financeiros
16.1 Risco de taxa de juro
Portfólio de Derivados de Taxa de Juro (DTJ)
A gestão de risco de taxa de juro é feita com recurso a instrumentos derivados, tais como, swaps e opções. Tratam-se de ferramentas eficientes e de baixo custo para cobrir ou anular variações negativas nos cash flows associados ao servico da dívida.
A 30 de Junho de 2004, a Jerónimo Martins SGPS tinha em carteira os seguintes DTJ:
| Designação | Contratação | Montante | Marked-to-Market (M2M) |
|---|---|---|---|
| KO Cap | 14-Nov-03 | €10.000.000 | (€103.384) |
| Maxi Cap Floored | 10-Dez-03 | €10.000.000 | (€169.382) |
| Interest Rate Swap | 03-Mar-04 | €10.000.000 | €35.301 |
| Lowered Coupon Swap | 20-Abr-04 | €10.000.000 | (€252.430) |
| Quanto 2*6M CHF | 20-Abr-04 | €10.000.000 | (€169.862) |
| Total | €50.000.000 | (€659.757) |
16.2 Reflexos nas demonstrações financeiras
O impacto resultante do M2M dos instrumentos acima referidos nas demonstrações financeiras da JMH traduziu-se da seguinte forma: na Demonstração de Resultados temos um custo financeiro de M EUR 427. No balanço, encontra-se registado o montante de M EUR 728 na rubrica de Credores e acréscimos e diferimentos e o montante de M EUR 68 na rubrica de Devedores e acréscimos e diferimentos.
17. Contingências
Conforme referido na nota 15, a JMH detém uma participação numa sociedade que tem os capitais próprios negativos. Criou-se uma provisão para investimentos financeiros que reduz o investimento para zero. Adicionalmente, existe uma provisão para riscos e encargos relativa às responsabilidades potenciais associadas aos capitais próprios negativos.
18. Eventos subsequentes à data do balanço
Até à data de conclusão deste relatório, não ocorreram factos significativos que mereçam destaque.
INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR
19. Reconciliação para os princípios geralmente aceites em Portugal
As diferenças entre os princípios contabilísticos adoptados pela JMH e os princípios geralmente aceites em Portugal são os seguintes:
Propriedades de investimento
A JMH contabiliza em resultados do exercício as reavaliações de Propriedades de investimento (IAS 40), quando de acordo com os princípios geralmente aceites em Portugal, as reavaliações são registadas por contrapartida de reservas no capital próprio.
Custos relativos a aumentos de capital
A JMH contabiliza os custos relativos a aumentos de capital directamente no capital próprio, em reservas (de acordo com a IAS 32). De acordo com os princípios aceites em Portugal, estes custos são capitalizados em imobilizado incorpóreo e amortizados em 3 anos.
Investimentos financeiros disponíveis para venda
As variações ao justo valor dos investimentos financeiros disponíveis para venda são registados directamente no capital próprio (IAS 39). De acordo com os príncipios geralmente aceites em Portugal, estas deveriam ser reconhecidas nos resultados, na medida em que tratam de variações ao montante de provisões anteriormente reconhecidas.
Instrumentos financeiros
A JMH detém instrumentos financeiros em swaps para fixação de taxa juro, que reconhece nas suas demonstrações financeiras pelo seu justo valor, de acordo com o IAS 39. Os princípios aceites em Portugal são omissos nesta matéria.
A avaliação dos instrumentos financeiros resultou num custo financeiro de M EUR 427.
A informação abaixo apresentada, corresponde ao efeito que resultaria nas principais rubricas das demonstrações financeiras, caso não tivessem sido derrogados os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal.
| Balanço em 30 de Junho de 2004 | ||||
|---|---|---|---|---|
| Demonstrações Financeiras | Ajustamentos resultantesem derrogações ao POC | Dem. de acordo comprincípios geralmenteaceites em Portugal | ||
| ACTIVO | ||||
| Imobilizações incorpóreas | 1 | 2.209 | 2.210 | |
| Imobilizações corpóreas | 474 | - | 474 | |
| Investimentos financeiros | 1.179.149 | - | 1.179.149 | |
| Dívidas de terceiros – curto prazo | 4.844 | - | 4.844 | |
| Depósitos bancários e caixa | 15.153 | - | 15.153 | |
| Acréscimos e diferimentos | 3.047 | - | 3.047 | |
| Total do activo | 1.202.668 | 2.209 | 1.204.877 | |
| CAPITAL PRÓPRIO | ||||
| Capital | 629.293 | - | 629.293 | |
| Reservas e resultados transitados | 305.138 | 1.926 | 307.064 | |
| Resultado líquido do exercício | 16.490 | 918 | 17.408 | |
| Total do capital próprio | 950.921 | 2.844 | 953.765 | |
| PASSIVO | ||||
| Provisões para riscos e encargos | 18.292 | - | 18.292 | |
| Dívidas a terceiros – médio e longo prazo | 40.038 | - | 40.038 | |
| Dívidas a terceiros - curto prazo | 191.075 | - | 191.075 | |
| Acréscimos e diferimentos | 2.342 | (635) | 1.707 | |
| Total do passivo | 251.747 | (635) | 251.112 | |
| Total do capital próprio e passivo | 1.202.668 | 2.209 | 1.204.877 |
| Balanço em 31 de Dezembro de 2003 | |||
|---|---|---|---|
| Demonstrações Financeiras | Ajustamentos resultantesem derrogações ao POC | Dem. de acordo comprincípios geralmenteaceites em Portugal | |
| ACTIVO | |||
| Imobilizações incorpóreas | 26 | - | 26 |
| Imobilizações corpóreas | 513 | - | 513 |
| Investimentos financeiros | 1.045.071 | - | 1.045.071 |
| Dívidas de terceiros – curto prazo | 4.283 | - | 4.283 |
| Depósitos bancários e caixa | 6.364 | - | 6.364 |
| Acréscimos e diferimentos | 3.154 | - | 3.154 |
| Total do activo | 1.059.411 | - | 1.059.411 |
| CAPITAL PRÓPRIO | |||
| Capital | 479.293 | - | 479.293 |
| Reservas e resultados transitados | 195.220 | 1.626 | 196.846 |
| Resultado líquido do exercício | 111.665 | (1.447) | 110.218 |
| Total do capital próprio | 786.178 | 179 | 786.357 |
| PASSIVO | |||
| Provisões para riscos e encargos | 21.260 | - | 21.260 |
| Dívidas a terceiros – médio e longo prazo | 65.056 | - | 65.056 |
| Dívidas a terceiros - curto prazo | 185.387 | - | 185.387 |
| Acréscimos e diferimentos | 1.530 | (179) | 1.351 |
| Total do passivo | 273.233 | (179) | 273.054 |
| Total do capital próprio e passivo | 1.059.411 | - | 1.059.411 |
Lisboa, 29 de Julho de 2004
O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração

Sociedade de Revisores Oficiais de Contas
Bernardes, Sismeiro & Associados, SROC, Lda. Avenida da Liberdade, 245 - 7º C 1250 - 143 Lisboa Portugal Tel +351 21319 70 00 Fax +351 21316 11 12
Relatório de Revisão Limitada Elaborado por Auditor Registado na CMVM sobre a Informação Semestral
Introdução
- 1 Para os efeitos do artigo 246.º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004, da Jerónimo Martins, SGPS, SA., incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço (que evidencia um total de 1.202.678 milhares de euros e um total de capital próprio de 950.921 milhares de euros, incluindo um resultado líquido de 16.490 milhares de euros), na Demonstração dos resultados por naturezas e por funções e na Demonstração dos fluxos de caixa do período findo naquela data e no correspondente Anexo.
- 2 As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos.
Responsabilidades
- 3 É da responsabilidade do Conselho de Administração: (a) a informação financeira histórica, preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo CVM; (b) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (c) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (d) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
- 4 A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva, lícita conforme exigido pelo CVM, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso trabalho.
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas
Jerónimo Martins, SGPS, SA. 29 de Julho de 2004
Âmbito
- 5 O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida não contém distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu: (a) principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicação, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
- 6 O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
- 7 Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente parecer sobre a informação semestral.
Parecer
8 Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 contém distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal, derrogados para ficarem em conformidade com as normas internacionais de contabilidade, de acordo com a nota 2, e que não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
Lisboa, 29 de Julho de 2004
Bernardes, Sismeiro & Associados, S.R.O.C., Lda. representada por:
José Manuel de Oliveira Vitorino, R.O.C.