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Jeronimo Martins Interim / Quarterly Report 2004

Sep 24, 2004

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Interim / Quarterly Report

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Jerónimo Martins, SGPS, S.A.

Relatório e Contas Individuais 1º Semestre de 2004

Índice página
Relatório de Gestão 2
Anexo ao Relatório de Gestão 5
Demonstrações Financeiras 7
Notas às Demonstrações Financeiras 14
Relatórios de Auditoria

JERÓNIMO MARTINS, SGPS, S.A.

SOCIEDADE ABERTA

RELATÓRIO DE GESTÃO

1º Semestre de 2004

A Jerónimo Martins enquanto gestora de participações sociais detém um portfolio de investimentos composto por forte presença na distribuição alimentar em Portugal (Pingo Doce, Feira Nova e Recheio) e Polónia (Biedronka), no sector industrial onde mantém à longa data uma parceria com a Unilever (Fima, Lever e Iglo) ,no retalho especializado (Hussel) e ainda serviços de marketing e distribuição (JMD).

A Jerónimo Martins enquanto Holding do Grupo, exerce funções de coordenação e assessoria às suas participadas, sendo que as áreas funcionais de apoio ao Grupo vão desde a administração, relações institucionais, desenvolvimento e estratégia, planeamento e controlo, jurídico, gestão de risco, fiscalidade, auditoria interna, recursos humanos, operações financeiras, contabilidade, consolidação, segurança e comunicação. O volume de negócios resultante da prestação destes serviços foi de 6,5 milhões de euros.

A performance operacional do Grupo em Portugal

Num semestre que se caracterizou ainda por um abrandamento do consumo, apenas contrariado no mês de Junho, aquando da realização do Euro 2004, as cadeias de retalho do Grupo mantiveram as vendas ao mesmo nível do ano transacto. Um bom desempenho, atendendo à redução continuada dos preços, quer no Pingo Doce, quer no Feira Nova.

Os supermercados e os mini-hipers registaram evoluções positivas do like-for-like, tendo este último formato beneficiado da implementação, sempre com sucesso, do conceito ElectriCo.

Já os hipermercados apresentaram um desempenho diferenciado, tendo, globalmente, registado um like-for-like negativo, em grande parte devido à deflação verificada no Feira Nova durante este período.

As duas insígnias continuaram a desenvolver esforços de redução dos custos e a reinvestir a totalidade das melhorias registadas em preços, com um impacto ao nível da margem EBITDA relativamente marginal.

O Recheio beneficiou da realização do Euro 2004, tendo as vendas like-for-like registado um aumento de 2,6%, face ao primeiros seis meses do ano transacto. O crescimento no canal HoReCa, ao qual foi dado novo impulso com a abertura da plataforma de Lisboa, no final de Maio, mais do que compensou a diminuição das vendas no canal de retalho tradicional.

Os resultados operacionais da cadeia de Cash & Carry mantiveram-se dentro das expectativas traçadas.

A Madeira apresentou um desempenho muito positivo, com as vendas a crescerem 3,7%, e a margem de cash flow operacional a situar-se ao mesmo nível do ano transacto, devido à activa campanha de promoções levada a cabo, nos dois últimos meses do semestre.

As áreas da Indústria enfrentaram um período de vendas menos bom, a par do que ocorreu em toda a Europa, reflectindo o aumento da concorrência em algumas categorias-chave mas, conseguindo, ainda assim, manter as suas quotas de mercado.

O negócio de representações (JMDpc), por seu turno, continuou a apresentar crescimentos muito interessantes face ao mesmo período de 2003, na categoria de distribuição de produtos alimentares. Um rigoroso controlo dos custos permitiu também um aumento da margem EBITDA, apesar da menor contribuição da área de cosmética, num contexto difícil para este tipo de negócio.

A Hussel aumentou as vendas em 10,4% (correspondente a 4,4% no like-for-like).

A performance operacional do Grupo na Polónia

A cadeia Biedronka continuou a apresentar um elevado desempenho das vendas e do cash flow operacional, apesar de uma das categorias mais importantes – bebidas – ter sido fortemente afectada, durante o 2º trimestre, pelas condições atmosféricas adversas que caracterizaram toda a Europa Central nesse período.

Vincando a sua posição de líder do mercado alimentar polaco, a Biedronka apresentou, nos primeiros seis meses de 2004, um crescimento notável das vendas de 14,9% em moeda local e de 8,7% numa base comparável.

A margem EBITDA da cadeia apresentou um crescimento face ao primeiro semestre do ano transacto, atingindo 4,5% das vendas da cadeia.

Apesar da desvalorização do zloty não possibilitar um melhor impacto ao nível das contas consolidadas, a actividade na Polónia situa-se continuadamente acima do breakeven, em termos de resultados líquidos.

A Performance da Holding

A performance da empresa enquanto Holding e gestora de participações sociais, apresentou no 1º semestre de 2004 resultados operacionais de 2,2 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 1,2 milhões de euros face ao 1º Semestre de 2003. Esta situação resulta de um aumento dos serviços prestados às companhias operacionais, associado a uma redução dos custos operacionais.

Na Assembleia Geral de 15 de Abril de 2004 foi deliberada a aprovação de um aumento de capital de 150.000.000 de euros por novas entradas em dinheiro, mediante a emissão de 30.000.000 de novas acções ordinárias com o valor nominal de 5 euros cada, com subscrição reservada a accionistas no exercício do direito de preferência. O período de subscrição decorreu entre 11 de Junho de 2004 e 25 de Junho de 2004, tendo sido exercidos direitos correspondentes a 29.590.861 acções. As restantes 409.139 acções foram sujeitas a rateio. A liquidação financeira das acções subscritas no exercício dos direitos de subscrição ocorreu a 30 de Junho de 2004 e a liquidação financeira das acções atribuídas em rateio ocorreu em 5 de Julho de 2004.

Em termos financeiros, os custos líquidos de financiamento atingiram no 1º Semestre de 2004 o montante de 8,4 milhões de euros, o que representa um decréscimo de 15% face ao 1º Semestre de 2003.

O Grupo continuou em 2004 a anunciada redução da dívida, com o impacto ao nível da Holding a traduzir-se numa redução da Dívida Líquida em 28,3 milhões de euros (redução de 12%), tendo atingido o valor de 214,9 milhões de euros no final do 1º Semestre de 2004.

Os resultados não usuais/não frequentes atingiram no 1º Semestre de 2004 o montante de 1,4 milhões de euros, correspondendo na sua maioria a redução de provisões, associadas ao aumento do valor realizável de alguns dos investimentos financeiros provisionados em exercícios anteriores.

Outros Pontos Relevantes a destacar

A Jerónimo Martins, através da sua participada Jerónimo Martins Dystrybucja Sp.zo.o (JMD), encontra-se a ultimar negociações, no sentido de antecipar o recebimento do valor de venda da participação na sociedade Eurocash Sp. zo.o, previsto, no acordo assinado em 4 de Março de 2003, para um período máximo de 9 anos.

Assim, e com o objectivo de cancelar um relacionamento que se poderia estender por quase uma década e, desta forma, fazer cessar todas as obrigações contratualmente assumidas pela JMD de apoio e parceria para com a sua antiga participada, permitindo-lhe focar inteiramente no negócio da Biedronka, a JM propôs aos responsáveis pelo MBO uma redução no valor do preço, caso exercessem os seus direitos contratuais ainda este ano.

Perspectivas para o 2º Semestre 2004

Tendo concluído com sucesso o aumento de capital de 150 milhões de euros, aprovado na Assembleia Geral de Accionistas de 15 de Abril, Jerónimo Martins tem agora a flexibilidade financeira necessária para aproveitar as oportunidades de investimento que se lhe colocam.

Com a entrada em vigor da nova lei de licenciamento comercial e respectiva regulamentação, na 1º fase de candidaturas, foram apresentados pedidos de licenças para a abertura de várias unidades Pingo Doce, principalmente nas áreas da Grande Lisboa e do Grande Porto, e Feira Nova, até 7000 m2. O Grupo espera ver deferidos alguns desses pedidos ainda no decorrer de 2004.

Entretanto, os estabelecimentos recentemente adquiridos foram já inaugurados sob as insígnias de retalho do Grupo. A loja Pingo Doce na Sertã iniciou, com bastante sucesso, a sua operação ainda no 1º semestre (em 19 de Maio), mas, devido à necessidade de efectuar obras de remodelação profundas, o Feira Nova inaugurou as suas três unidades no final deste mês de Julho.

Na Polónia, a Biedronka mantém o seu plano de expansão, mais agressivo que os dos últimos anos, que lhe permitirá manter a sua posição de líder e atingir brevemente uma rentabilidade adequada dos capitais próprios.

Não se vislumbram facilidades neste 2º semestre, prevendo-se uma intensificação da concorrência, mas o Grupo irá manter forte concentração na redução de custos de forma a sustentar o seu actual nível de margens.

Declarações Legais

Nos termos da Lei, cumpre ao Conselho de Administração declarar que:

  • a) Para além dos factos acima referidos, e dos que, em maior detalhe, constam do Relatório que acompanha as Demonstrações Financeiras Consolidadas do Grupo relativas ao 1º Semestre de 2004, não tem conhecimento da ocorrência, após o termo do exercício, de outras situações que, pela sua especial relevância, mereçam ser destacadas;
  • b) Nos termos do artigo 21º do Decreto Lei nº 411/91, de 17 de Outubro, não existem dívidas em mora à Segurança Social;
  • c) Nos termos do disposto no nº 2 do artigo 324º do Código das Sociedades Comerciais, não houve movimento de compras e vendas de Acções Próprias, pelo que o número de Acções Próprias detidas no final do 1º Semestre de 2004 era o mesmo de 31 de Dezembro de 2003: 171.800 Acções Próprias.

Lisboa, 29 de Julho de 2004

O Conselho de Administração

INFORMAÇÃO SOBRE A PARTICIPAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E DE FISCALIZAÇÃO NO CAPITAL DA EMPRESA A 30 DE JUNHO DE 2004

(De acordo com a disposição no artigo 447ª do Código das Sociedades Comerciais e nos termos da alínea b) do nº1 do artigo 7º do Regulamento da CMVM nº 24/2000)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Membros do Conselho deAdministração Posição em 31.12.03 Acréscimos no 1º Semestre 3 Diminuições no 1º Semestre Posição em 30.06.04
Acções Obrigações Acções Obrigações Acções Obrigações Acções Obrigações
Elisio Alexandre Soares dos Santos 15.281 2.500.000 4.790 20.071 2.500.000
José Manuel da Silveira e CastroSoares dos Santos 1 n.a. n.a. - -
Luís Maria Viana Palha da Silva - - - -
Pedro Manuel de Castro Soares dosSantos 18.014 434.952 5.647 23.661 434.952
António Mendo Castel-BrancoBorges - - - -
Artur Eduardo Brochado dos SantosSilva 1 2 n.a. n.a. 359 1.506 -
Hans Eggerstedt 3.000 - 940 3.940 -
Manuel Fernando Macedo de AlvesMonteiro 1 n.a. n.a. - -
Rui Manuel de Medeiros d`EspineyPatrício - - - -
Álvaro Carlos Gonzalez Troncoso - - - -

1 - Nomeados Administradores na Assembleia Geral realizada em 15.04.2004; n.a. – não aplicável

FISCAL ÚNICO

O Fiscal Único, Bernardes Sismeiro & Associados, SROC, Lda., não detinha quaisquer acções e obrigações, em 30 de Junho de 2004, não tendo realizado transacções com quaisquer títulos de Jerónimo Martins, SGPS, S.A.

2 - À data da sua nomeação para Adminstrador detinha 1.147 acções.

- Os acréscimos no 1º semestre dizem respeito à subscrição de acções do aumento de capital de 150.000.000 euros por novas entradas em dinheiro, mediante a emissão de 30.000.000 de novas acções ordinárias com o valor nominal de 5 euros cada, com subscrição reservada a accionistas no exercício do direito de preferência. As acções subscritas no aumento de capital foram admitidas à negociação em 14 de Julho de 2004.

LISTA DOS TITULARES DE PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS A 30 DE JUNHO DE 2004

(De acordo com a disposição nos artigos 447º e 448º do Código das Sociedades Comerciais, nos termos da alínea e) do nº1 do artigo 6º do regulamento da CMVM nº 11/2000 e nos termos do Código dos Valores Mobiliários)

Accionista Nº Acções detidas 3 %Capital % dosDireitos deVoto1
Sociedade Francisco Manuel dos Santos, SGPS, SA
Directamente 72.954.985 57,966% 58,045%
Strand Ventures Inc.2
Directamente 10.394.615 8,259% 8,270%
Através da Sociedade Fitron Management Ltd. ( Detida a100% pela Sociedade Strand Ventures, Inc.) 4.174.159 3,317% 3,321%
Através da Sociedade Multiplus Investments Ltd. (Detida a100% pela Sociedade Strand Ventures, Inc.) 5.206.256 4,137% 4,142%
Total Imputável 19.775.030 15,712% 15,734%

( % Direitos de voto = Nº Acções Detidas / (Nº Total Acções JM - Acções Próprias))

2 Nos termos e para os efeitos do n.º 3 do art. 16 do Código dos Valores Mobiliários (CVM), as participações detidas directa e indirectamente pela Strand Ventures Inc, devem ser imputadas, nos termos do n.º 1 do art. 20 do CVM às seguintes sociedades:

- Banco Privado Português (Cayman) Ltd., mediante contrato de gestão de carteira da totalidade da participação na Jerónimo Martins, SGPS, SA;

- Banco Privado Português, SA, mediante acordo com diversos accionistas da sociedade Strand Ventures, o qual lhe permite a eleição da maioria dos membros do órgão de administração.

3 O número de acções detidas por cada accionista a 30 de Junho de 2004 inclui as novas acções subscritas no aumento de capital de 150.000.000 euros (ver nota 12 das Notas às Demonstrações Financeiras).

Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o n.º 8 122 Capital social EUR 479.293.220 NIPC 500 100 144 Rua Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J 1099 - 008 LISBOA

BALANÇO EM 30 DE JUNHO DE 2004 E EM 31 DE DEZEMBRO 2003

(Montantes expressos em milhares de Euros)

Junho 2004 Dezembro 2003 Junho 2003
Activo Activo bruto Amortizações eprovisões Activo liquido Activo liquido Activo liquido
Imobilizado
Imobilizações incorpóreas
Despesas de investigação e de desenvolvimento 247 246 1 26 50
247 246 1 26 50
Imobilizações corpóreas
Terrenos e recursos naturais - - - - 176
Edifícios e outras construções 130 26 104 110 785
Equipamento de transporte 135 123 12 - 10
Ferramentas e utensílios 2 2 - - 1
Equipamento administrativo 1.644 1.431 213 241 200
Outras imobilizações corpóreas 389 244 145 162 178
2.300 1.826 474 513 1.350
Investimentos financeiros
Partes de capital em empresas do grupo 506.184 273.270 232.914 233.905 211.966
Empréstimos a empresas do grupo 944.831 23.575 921.256 793.810 765.072
Partes de capital em empresas associadas - - - - -
Investimentos em imóveis e títulos 27.659 2.680 24.979 17.356 4.996
1.478.674 299.525 1.179.149 1.045.071 982.034
Circulante
Dividas de terceiros - Curto prazo
Clientes conta corrente 194 - 194 373 2.710
Empresas do grupo 347 - 347 1.010 27.496
Estado e outros entes públicos 218 - 218 220 801
Outros devedores 2.236 187 2.049 2.680 158
Subscritores de capital 2.046 2.046 - -
5.041 187 4.854 4.283 31.165
Títulos negociáveis
Outros títulos negociáveis - - - - 2.794
Outras aplicações de tesouraria - - - - 29.000
- - - - 31.794
Depósitos bancários e caixa
Depósitos bancários 15.144 15.144 6.354 6.368
Caixa 9 9 10 11
15.153 15.153 6.364 6.379
Acréscimos e diferimentos
Acréscimos de proveitos 2.349 2.349 2.228 2.806
Custos diferidos 698 698 926 342
3.047 3.047 3.154 3.148
Total de amortizações 2.072
Total de provisões 299.712
Total do activo 1.504.462 301.784 1.202.678 1.059.411 1.055.920

Para ser lido em conjunto com as notas às Demonstrações Financeiras em anexo.

Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o n.º 8 122 Capital social EUR 479.293.220 NIPC 500 100 144 Rua Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J 1099 - 008 LISBOA

BALANÇO EM 30 DE JUNHO DE 2004 E EM 31 DE DEZEMBRO 2003

(Montantes expressos em milhares de Euros)

Junho 2004 Dezembro 2003 Junho 2003
Capital Próprio e Passivo
Capital próprio
Capital 629.293 479.293 479.293
Acções próprias - valor nominal (859) (859) (859)
Acções próprias - descontos e prémios (5.201) (5.201) (5.201)
Prémios de emissão de acções 22.452 22.452 22.452
Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas 1 1 1
Reservas:
Reservas legais 27.637 22.054 22.054
Reservas para incorporação de capital 12.424
Reservas para acções próprias 6.060 6.060 6.060
Outras reservas 364.682 366.429 354.005
Resultados transitados (109.634) (215.716) (215.716)
Subtotal 934.431 674.513 674.513
Resultado líquido do exercício 16.490 111.665 72.917
Total do capital próprio 950.921 786.178 747.430
Passivo
Provisões para riscos e encargos
Provisões para pensões 16.528 17.055 15.558
Outras provisões para riscos e encargos 1.764 4.205 7.154
18.292 21.260 22.712
Dividas a terceiros - Médio e longo prazo
Dividas a instituições de crédito 25.000
Empréstimos por obrigações:
Convertíveis com opção de reembolso em acções 175.339
Não convertíveis 40.000 40.000
Fornecedores de imobilizado 38 56 11
40.038 65.056 175.350
Dividas a terceiros - Curto prazo
Empréstimos por obrigações:
Convertíveis com opção de reembolso em acções 186.526 180.760
Não convertíveis 93.327
Dividas a instituições de crédito 3.472 8.985
Fornecedores conta corrente 538 385 282
Empresas do grupo 3.552 371 2.844
Outros accionistas (sócios) 7 7 7
Fornecedores de imobilizado 85 59 102
Estado e outros entes públicos 360 327 403
Outros credores 17 6 9
191.085 185.387 105.959
Acréscimos e diferimentos
Acréscimos de custos 2.342 1.530 4.469
2.342 1.530 4.469
Total do passivo 251.757 273.233 308.490
Total do capital próprio e do passivo 1.202.678 1.059.411 1.055.920

Para ser lido em conjunto com as notas às Demonstrações Financeiras em anexo.

O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração

Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o n.º 8 122 Capital social EUR 479.293.220 NIPC 500 100 144 Rua Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J 1099 - 008 LISBOA

DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR NATUREZAS PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003

(Montantes expressos em milhares de Euros)

Curdastos epes Junho 2004 Junho 2003 Preithoovose gans Junho 2004 Junho 2003
atéCudaadoriaendidadariaidastos mercs vs es ms consums ndaVes:
doMeriarcas - - doMeriarcas - -
térMaias - - Produtos - -
Forimentorviçextnecs eseosernos 2.248 2.426 ãodePrestaviççseros 5.753 5.364
Cul:stos comopessoa ãoãoVariadeduçproç - -
õesRemuneraç 1.844 1.056 rópbalhosTrariaparaa pempresa - -
Eociaisncargos s:sõe Proveitoslementsuparesbsís à 42 50
PensOu (209)206 795244 ãoSudiolorexpaçhosOueitcionai - -
trosõesóreóreAmizadoimobilizadoinort 99 14 tros provose ganoperas -5.795 -5.4
çcorpo ecorpoõesProvis 2- (B) 14
Imtospos 46 45 õesRendintos darticipdeitalmee paçcap 21.249 78.914
Oudascionaitrousts cosperoperas 29 39 ítuiávRendis dloseisdelicaõesntoe toutmenegocerasapç
(A) 4.263 4.747 fineirancas:
Relativodos aempresasgrupo - -
rdadoadaPeocis emempresasgrupoeasss - - Outros 2 18
õesõesõesAmortizavisdelicainvestimentoçeproapçes Outros juveitossimilarroseproes:
fineirancosilarJusim - 227 lativodoRes aempresasgrupoOu 76142 801.5700
tosrosecuses:Relativodo 38 269 tros 27.849 86.626
s aempresasgrupoOutros 8.407 9.797 (D)
(C) 12.708 15.040 áriProveinhodintosxtregas eaoros 2.694 12.938
áriCustordaxtrdins epes eaoros 1.319 11.579
(E) 14.027 26.619
cícImbredimo diotosentpossooreno exer 26 28
diferidoImtosposs - -
(G) 14.053 26.647
ultadoliquido dcícResioo exer 16.490 72.917
30.543 99.564 (F) 30.543 99.564
ltadoionais(B)- (A)Resus operac= 1.532 667
s fReltadoinaeir(D-B)- (C-A) =suncosReltado(D)(C)tessus corren=- 13.60915.141 70.91971.586
ltados de i(F)- (E)Rentetossus ampos= 16.516 72.945
rcíReltadoliquido dcio(F)- (G)suo exe= .49016 .91727

Para ser lido em conjunto com as notas às Demonstrações Financeiras em anexo.

O Técnico Oficial de Contas

O Conselho de Administração

JERÓNIMO MARTINS, SGPS, S.A.

Sociedade Aberta

Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o n.º 8 122 Capital social EUR 479 293 220 NIPC 500 100 144 Rua Tierno Galvan, Torre 3, 9º Letra J

1099-008 Lisboa

DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003

(Montantes expressos em milhares de Euros)

Notas Junho 2004 Junho 2003
Prestações de serviçosCusto das prestações de serviços 6.504(3.252) 5.806(3.754)
Resultados brutos 3.252 2.052
Outros proveitos e ganhos operacionaisCustos administrativosOutros custos e perdas operacionaisResultados Operacionais 48(386)(666)2.248 213(447)(809)1.009
Custos financeiros líquidosGanhos (perdas) em filiais e associadasGanhos (perdas) em outros investimentosResultados não usuais / não frequentes 45 (8.376)20.5556821.407 (9.911)79.1051.1131.629
Resultados CorrentesImpostos sobre os resultados correntes 16.516(26) 72.945(28)
Resultados correntes após impostos 16.490 72.917
Resultados extraordinários - -
Resultados líquidos 16.490 72.917
Resultado básico por acção (euros) 13 0,1720 0,7620
Resultado básico diluído por acção (euros) 13 0,1720 0,7398

Para ser lido em conjunto com as notas às Demonstrações Financeiras em anexo.

O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração

Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o n.º 8 122 Capital social EUR 479.293.220 NIPC 500 100 144 Rua Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J 1099 - 008 LISBOA

BALANÇO EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 31 DE DEZEMBRO DE 2003

(Montantes expressos em milhares de Euros)

Notas Junho 2004 Dezembro 2003
Activo
Imobilizações corpóreas 6 474 513
Propriedades de investimento 2.459 2.459
Imobilizações incorpóreas 7 1 26
Partes de capital em empresas do grupo 226.629 227.620
Partes de capital em joint-ventures 6.285 6.285
Empréstimos a empresas do grupo 8 921.256 793.815
Investimentos financeiros disponíveis para venda 9 22.520 14.897
Total de activos não correntes 1.179.624 1.045.615
Impostos a recuperar 218 220
Empréstimos a empresas do grupo 8 347 1.005
Devedores e acréscimos e diferimentos 5.290 6.207
Subscritores de capital 12 2.046 -
Caixa e equivalentes de caixa 11 15.153 6.364
Total de activos correntes 23.054 13.796
Total do activo 1.202.678 1.059.411
Capital 12 629.293 479.293
Prémio de emissão 22.452 22.452
Acções próprias (6.060) (6.060)
Reservas 398.380 394.543
Resultados retidos (93.144) (104.050)
Total do capital próprio 950.921 786.178
Empréstimos obtidos 14 40.038 65.056
Benefícios concedidos a empregados 16.528 17.055
Provisões 15 1.764 4.205
Total de passivos não correntes 58.330 86.316
Credores e acréscimos e diferimentos 3.040 2.035
Empréstimos obtidos 14 190.027 184.555
Impostos a pagar 360 327
Total de passivos correntes 193.427 186.917
Total do capital próprio e do passivo 1.202.678 1.059.411

Para ser lido em conjunto com as notas às Demonstrações Financeiras em anexo.

O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração

Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o n.º 8 122 Capital social EUR 479.293.220 NIPC 500 100 144 Rua Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J 1099 - 008 LISBOA

MOVIMENTOS OCORRIDOS NO CAPITAL PRÓPRIO

(Montantes expressos em milhares de Euros)

Notas Calitap Prés dmioeãoissem õesAcçópriaprs Reservas sultadReosidorets taldoToópital prriocap
landeirodeBa1Ja2003çoemne 479.293 22.452 (6.060) 43394.5 (215.715) 674.513
ultadodoRes1ºestre 2003sem 72.917 72.917
eríal dhosdashecidaodoTote ganeperrecons no p - - - - 72.917 72.917
Balan30deJunho de 2003çoem 93479.2 222.45 (6.060) 43394.5 (142.798) 747.430
landeirode2004Ba1Jaçoemne 479.293 22.452 (6.060) 43394.5 (104.050) 786.178
nhoaloãoaloGarizajusto vs na vçaor:t. fíve- Ininairosdisis pndavesnceponarave 10 525 525
Cuso dapitaltosentcom aume c 13 (2.272) (2.272)
ópResultadonheciddirectentapitalrios recoosame no cpr - - - 7)(1.74 - (1.747)
ultadodo1ºre 2004Resestsem 16.490 16.490
eríTotal dhosdashecidaodoe ganeperrecons no p - - - 7)(1.74 016.49 14.743
a legal(resultado dcíci)Reso 2003ervo exer 5.584 (5.)584 -
Aumo dapitalente c 13 150.000 150.000
Balan30deJunho de 2004çoem 93629.2 222.45 (6.060) 80398.3 4)(93.14 950.921

Para ser lido em conjunto com as notas às Demonstrações Financeiras em anexo.

Jerónimo Martins, SGPS, S.A.

Sociedade Aberta

Matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, sob o n.º 8 122 Capital social EUR 629 293 220 NIPC 500 100 144 R. Tierno Galvan, Torre 3, 9º, Letra J

1099 - 008 LISBOA

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003

(Montantes expressos em milhares de Euros)

Notas Junho 2004 Junho 2003
Actividades operacionais
Recebimentos de clientesPagamentos a FornecedoresPagamentos ao pessoal 8.215149(2.325) 11.36167(1.525)
Caixa gerado pelas operações 6.039 9.903
Pagamento de juros e custos similaresImposto sobre o rendimento pagoOutros pag./rec. Relativos à actividade operacional (2.041)(23)(3.190) (2.688)(137)(4.370)
Fluxo de actividades operacionais (1) 784 2.708
Actividades de Investimento
Recebimentos provenientes de :Investimentos FinanceirosAlienação de empresas do grupo e associadasAlienação de investimentos financeiros disponíveis para vendaReembolso de empréstimos e prest. suplem. capital concedidos a participadasAlienação de imobilizações corpóreasRecebimentos de jurosDividendos recebidos -3894-1021.249 (51)2.69516.585231.69468.806
Pagamentos respeitantes a :Aquisições e aumentos de capital em empresas do grupo e associadasAquisições de investimentos financeiros disponíveis para vendaEmpréstimos e prestações suplementares de capital concedidos a participadasAquisição de imobilizações corpóreas -(7.123)(127.446)(27) (30)(4.950)(27.134)(29)
Fluxo de actividades de investimento (2) (112.440) 57.609
Actividades de financiamento
Recebimentos de empréstimos obtidosRecebimentos por aumentos de capital e prémios de emissãoRecebimentos de juros e proveitos similaresReembolso de empréstimos obtidos 3.448145.68252(28.738) --116(31.413)
Fluxo actividades de financiamento (3) 120.444 (31.297)
Variação de caixa e seus equivalentes (4)Caixa e seus equivalentes - início do períodoCaixa e seus equivalentes - Fim do período 18 8.7896.36415.153 29.0206.35935.379

Para ser lido em conjunto com as notas às Demonstrações Financeiras em anexo.

Índice das notas às demonstrações financeiras Página
1. Actividade 15
2. Políticas contabilísticas 15
3. Conciliação dos resultados operacionais POC com a demonstração por funções (DRF) 16
4. Custos financeiros líquidos 16
5. Resultados não usuais 16
6. Imobilizações corpóreas 17
7. Imobilizações incorpóreas 17
8. Empréstimos a empresas do grupo 18
9. Investimentos financeiros disponíveis para venda 18
10. Impostos 18
11. Caixa e equivalentes de caixa 19
12. Capital 19
13. Resultado por acção 19
14. Empréstimos obtidos 20
15. Provisões 21
16. Instrumentos financeiros 21
17. Contingências 22
18. Eventos subsequentes à data do balanço 22
INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR 22
19. Reconciliação para os princípios geralmente aceites em Portugal 22

1. Actividade

A Jerónimo Martins, SGPS, S.A. (JMH) é a empresa-mãe do Grupo Jerónimo Martins (Grupo) e está sediada em Lisboa. A sua actividade resulta essencialmente na gestão das participações sociais das empresas do Grupo.

O Grupo Jerónimo Martins dedica-se fundamentalmente à produção, distribuição e venda de géneros alimentícios e outros produtos de grande consumo. O Grupo opera em Portugal e na Polónia.

A JMH está cotada na Euronext Lisboa (anterior Bolsa de Valores de Lisboa e Porto) desde 1989.

2. Políticas contabilísticas

As demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com os mesmos princípios e políticas contabilísticas adoptados pela empresa na elaboração das demonstrações financeiras anuais, incluindo essencialmente uma explicação dos eventos e alterações relevantes para a compreensão das alterações na posição financeira e desempenho da empresa desde a última data do relatório anual. Desta forma, é omitida a maior parte das notas constantes nas demonstrações financeiras de 2003, quer por não terem sofrido alteração, quer por não serem materialmente relevantes para a compreensão das presentes demonstrações financeiras intercalares.

A Jerónimo Martins tem vindo a preparar demonstrações financeiras consolidadas desde o exercício de 2000 de acordo com os princípios geralmente aceites em Portugal, com as derrogações necessárias para estarem em conformidade com as Normas Internacionais de Contabilidade (IAS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e com as interpretações da Standings Interpretation Committee (SIC) do IASB.

Em 2003, a Jerónimo Martins decidiu aplicar igualmente os princípios atrás mencionados na preparação das suas demonstrações financeiras individuais. Desta alteração não resultaram ajustamentos materialmente relevantes que possam distorcer a comparabilidade com o 1º Semestre de 2003, na medida em que, desde o ano de 2000, tem sido levado a cabo um esforço de aproximação entre as duas bases de preparação de contas.

Adopção das novas normas e das normas revistas que foram publicadas pelo IASB

Visando assegurar a maior comparabilidade possível da informação financeira divulgada, o Grupo Jerónimo Martins decidiu adoptar, com referência a 1 de Janeiro de 2004, as recentes alterações introduzidas pelo International Accounting Standards Board (IASB).

Desta forma a informação financeira relativa ao exercício de 2005, ano de aplicação obrigatória das IFRS, terá uma base perfeitamente comparável, evitando-se os efeitos resultantes das constantes alterações aos normativos contabilísticos.

Os valores apresentados, salvo indicação em contrário, são expressos em milhares de euros (M EUR).

As políticas contabilísticas mais significativas utilizadas na preparação destas demonstrações financeiras encontram-se descritas abaixo:

2.1 Transacções em moeda estrangeira

As principais cotações utilizadas à data do balanço foram as seguintes:

Taxa em 30 de Junho de 2004

Libra Esterlina € 1,4909

3. Conciliação dos resultados operacionais POC com a demonstração por funções (DRF)

Junho 2004 Junho 2003
Resultados operacionais demonstração por funções 2.248 1.009
Custos financeiros líquidos (resultados operacionais POC) (6) (14)
Ganhos/perdas em outros investimentos (resultados operacionais POC) - 210
Outros custos e perdas operacionais (resultados financeiros POC) 9 3
Outros proveitos e ganhos operacionais (resultados financeiros POC) - (15)
Vendas e prestações de serviços (resultados financeiros POC) (751) (799)
Outros custos e perdas operacionais (resultados extraordinários POC) 327 421
Outros proveitos e ganhos operacionais (resultados extraordinários POC) (295) (148)
Resultados operacionais POC 1.532 667

As principais diferenças dizem respeito aos serviços financeiros prestados, que são considerados como prestações de serviços na DRF e as rendas de activos fixos detidos para venda, considerada como ganhos (perdas) em outros investimentos.

4. Custos financeiros líquidos

Junho de 2004 Junho de 2003
Custos financeiros
Juros suportados (6.937) (8.027)
Valorização ao justo valor de instrumentos
financeiros não qualificados como cobertura (427) -
Outros custos financeiros (1.055) (1.997)
(8.419) (10.024)
Proveitos financeiros
Juros obtidos 41 113
Outros proveitos financeiros 3 -
44 113
Custos financeiros líquidos (8.375) (9.911)

Os outros custos financeiros incluem, entre outros, imposto de selo por abertura de crédito e encargos de emissão de dívida de médio e longo prazo diferidos pelo prazo do empréstimo.

5. Resultados não usuais

Junho 2004 Junho 2003
Perdas na alienação Lillywhites - (50)
Aumento/redução provisões invest. financeiros (759) (11.109)
Aumento/redução provisões para riscos e encargos 2.166 12.788
1.407 1.629

Os resultados não usuais foram influenciados na sua maioria por perdas potenciais associadas a investimentos financeiros e por reduções da provisão para riscos e encargos (ver nota 15).

6. Imobilizações corpóreas

6.1 Movimentos ocorridos no exercício

Activo Bruto
Saldo em1 Janeiro 2004 Aumentos Alienações Transferênciase abates Saldo em30 Junho 2004
Imobilizações corpóreas
Terrenos e recursos naturais - - -- -
Edifícios e outras construções 130 - -- 130
Equipamento de transporte 121 13 -- 134
Ferramentas e utensílios 2 - -- 2
Equipamento administrativo 1.622 22 -- 1.644
Outras imobilizações corpóreas 389 - -- 389
2.264 35 -- 2.299
Amortizações e provisões acumuladas
Saldo em Transferências Saldo em
1 Janeiro 2004 Aumentos Alienações e abates 30 Junho 2004
Imobilizações corpóreas
Edifícios e outras construções 20 6 -- 26
Equipamento de transporte 121 2 -- 123
Ferramentas e utensílios 2 - -- 2
Equipamento administrativo 1.381 50 -- 1.431
Outras imobilizações corpóreas 227 17 -- 244
1.751 75 -- 1.825
Valor líquido 513 474

7. Imobilizações incorpóreas

As imobilizações incorpóreas são constituídas por Despesas de investigação e de desenvolvimento e contém despesas suportadas com a implementação do novo sistema informático SAP que entrou em produtivo em 1999, no valor de M EUR 247.

7.1 Movimentos ocorridos no exercício

Activo Bruto
Saldo em1 Janeiro 2004 Aumentos Alienações Transferênciase abates Saldo em30 Junho 2004
Imobilizações incorpóreas
Despesas de investigação e de desenvolvimento 247 - - - 247
247 - - - 247
Amortizações e provisões acumuladas
Transferências
Saldo em1 Janeiro 2004 Aumentos Alienações e abates Saldo em30 Junho 2004
Imobilizações incorpóreas
Despesas de investigação e de desenvolvimento 221 25 - - 246
221 25 - - 246
Valor líquido 26 1

8. Empréstimos a empresas do grupo

Empréstimos não correntes Junho 2004
Valor líquido em 1 de Janeiro 793.815
Aumentos 130.329
Diminuições (3.114)
Aumentos das provisões -
Redução das provisões 231
Valor líquido em 30 de Junho 921.256
Empréstimos correntes Junho 2004
Valor líquido em 1 de Janeiro 1.005
Aumentos -
Diminuições (658)
Valor líquido em 30 de Junho 347

Os empréstimos correntes vencem juros a taxas normais de mercado. Os empréstimos não correntes revestem a natureza de prestações suplementares de capital e, como tal, não vencem juros.

9. Investimentos financeiros disponíveis para venda

Junho 2004 Dezembro 2003
Acções BCPOutros 24.725- 17.60225
24.725 17.627
Provisões para o valor realizável (ver nota 15) (2.205) (2.730)
22.520 14.897

Em Março de 2004, foram adquiridas 3.326.762 acções do BCP. Em 30 de Junho de 2004, a totalidade dos títulos do BCP em carteira foram valorizados ao valor de mercado – cotação a 30 de Junho de 2004 de 1,92 euros – Euronext Lisboa.

As variações face ao valor realizáveis são registadas directamente no capital próprio, em reservas.

10. Impostos

10.1 Impostos diferidos activos e passivos

A JMH não reconheceu impostos diferidos activos sobre prejuízos fiscais em virtude de não esperar a ocorrência de lucros fiscais futuros suficientes para assegurar a recuperabilidade dos impostos diferidos activos abaixo referidos.

10.2 Impostos diferidos não reconhecidos sobre prejuízos fiscais

Os montantes de impostos diferidos não reconhecidos são como se apresenta:

Junho2004 Dezembro2003
Prejuizos fiscais 54.036 48.662
Taxa de imposto 27,5% 27,5%
Impostos diferidos activos(não reconhecidos) 14.860 13.382

11. Caixa e equivalentes de caixa

Junho 2004 Dezembro 2003
Depósitos à ordem 13.904 14
Aplicações de tesouraria 1.240 6.340
Caixa e equivalentes de caixa 9 10
15.153 6.364

12. Capital

12.1 Capital social

Na Assembleia Geral de 15 de Abril de 2004 foi aprovada a proposta de aumento de capital de 479.293.220 euros para 629.293.220 euros por novas entradas em dinheiro, mediante a emissão de 30.000.000 de novas acções ordinárias com o valor nominal de 5 euros cada, com subscrição reservada a accionistas no exercício do direito de preferência.

O período de subscrição decorreu entre 11 de Junho de 2004 e 25 de Junho de 2004, tendo sido exercidos direitos correspondentes a 29.590.861 acções. As restantes 409.139 acções foram sujeitas a rateio.

A liquidação financeira das acções subscritas no exercício dos direitos de subscrição ocorreu a 30 de Junho de 2004 e a liquidação financeira das acções atribuídas em rateio ocorreu em 5 de Julho de 2004.

A escritura pública de aumento de capital foi realizada a 7 de Julho de 2004, tendo a admissão à negociação no Mercado de Cotações Oficiais da Euronext Lisbon ocorrido em 14 de Julho de 2004.

O novo capital social autorizado é composto por 125.858.644 acções ordinárias (2003: 95.858.644). Todas as acções têm um valor nominal de cinco euros.

Os detentores de acções ordinárias têm direito a receber dividendos conforme deliberação da Assembleia Geral e têm direito a um voto por cada 100 acções detidas. Não existem acções preferenciais. Os direitos relativos às acções detidas em carteira pela companhia encontram-se suspensos até essas acções serem de novo colocadas no mercado.

12.2 Subscritores de capital

Conforme descrito na nota anterior, a liquidação financeira das 409.139 acções sujeitas a rateio apenas se verificou a 5 de Julho de 2004, pelo que o seu valor foi colocado numa conta de Subscritores de capital (2.046 M EUR).

12.3 Acções próprias

A reserva para acções próprias reflecte o custo das acções detidas em carteira pela companhia. À data de 30 de Junho de 2004 a companhia detinha 171.800 acções próprias (2003: 171.800).

12.4 Custos com aumento de capital

Os custos relativos ao aumento de capital, aprovado na Assembleia Geral de 15 de Abril de 2004, foram registados directamente em capital próprio, em reservas. Estes custos ascenderam a M EUR 2.272.

13. Resultado por acção

13.1 Resultado básico por acção

O cálculo do resultado básico por acção baseia-se no lucro líquido atribuível aos accionistas ordinários de M EUR 16.490 (2003: lucro de M EUR 72.917) e no número médio ponderado de acções ordinárias pendentes no período que ascendem a 95.851.679 (2003: 95.686.844).

Junho 2004 Junho 2003
Acções ordinárias emitidas no início do ano 95.858.644 95.858.644
Acções próprias no início do ano 171.800 171.800
Acções emitidas durante o ano (30/06/2004) 30.000.000 -
Número médio ponderado de acções ordinárias 95.851.679 95.686.844
Resultado básico por acção – Euros 0,1720 0,7620

13.2 Resultado diluído por acção

O cálculo do resultado diluído por acção baseia-se no lucro líquido diluído atribuível aos accionistas ordinários de M EUR 16.490 (2003: lucro de M EUR 73.852) e no número médio ponderado de acções ordinárias diluído pendentes no período de 95.851.679 (2003: 99.828.200).

Junho 2004 Junho 2003
Resultado líquido do exercício atribuível a accionistas ordinários 16.490 72.917
Efeito (líquido de imposto) dos juros relativos a warrants 935
Resultado líquido do exercício atribuível aos accionistas ordinários (diluido) 16.490 73.852
Junho 2004 Junho 2003
Número médio ponderado de acções ordinárias 95.851.679 95.686.844
Efeitos da conversão de warrants - 4.141.356
Número médio ponderado de acções ordinárias (diluido) 95.851.679 99.828.200
Resultado diluído por acção – Euros 0,1720 0,7398

14. Empréstimos obtidos

Esta nota fornece informação sobre os termos dos contratos de empréstimo e outro tipo de formas de financiamento.

14.1 Empréstimos correntes e não correntes

Junho 2004 Dezembro 2003
Empréstimos não correntes
Empréstimos bancários: Programa de Papel Comercial - 25.000
Empréstimos por obrigações 40.000 40.000
Responsabilidades com locação financeira 38 56
40.038 65.056
Empréstimos correntes
Empréstimos por obrigações 186.526 180.760
Descobertos bancários - 3.472
Empréstimos de empresas do grupo 3.448 266
Responsabilidades com locação financeira 53 57
190.027 184.555

14.2 Empréstimos obrigacionistas

Junho 2004 Dezembro 2003
Obrigações cupão zero com opção de reembolso em acções 186.526 180.760
Obrigações não convertíveis 40.000 40.000
226.526 220.720

Obrigações Cupão Zero

Em Dezembro de 1997 foram emitidas 25 milhões de obrigações JMH cupão zero, sendo que, na conversão para o euro passaram a 12.469.947.427, cada uma com valor nominal de 0,01 euro. Não tendo sido exercida a opção de reembolso antecipado em Dezembro de 2002, estas obrigações irão ser reembolsadas na maturidade em Dezembro de 2004 em dinheiro. A taxa de juro é fixa de 6,38%.

Obrigações não convertíveis

Em Outubro de 2003 foram emitidas 8.000.000 obrigações não convertíveis, com um valor nominal de 5 euros, a um prazo de 5 anos. A maturidade destas obrigações é Outubro de 2008 e a taxa de juro é variável.

As datas de reembolso dos empréstimos obrigacionistas são as seguintes:

Ano Montante
2004 186.526
2008 40.000
226.526

14.3 Empréstimos bancários: papel comercial

Em Setembro de 2003 foi celebrado um empréstimo bancário sob a forma de Programa de Emissões de Papel Comercial por Oferta Privada de Subscrição, no montante de M EUR 25.000, com vencimento em Setembro de 2008. A taxa de juro é variável e pode ser reembolsado a qualquer momento por opção da JMH. A 30 de Junho de 2004, o Programa não possuía nenhuma emissão activa.

15. Provisões

Rubricas Saldo em1 Janeiro 2004 Constituição Utilização /Redução Saldo em30 Junho 2004
Devedores duvidosos 187 - - 187
Partes de capital em empresas do grupo 272.279 991 - 273.270
Empréstimos a empresas do grupo 23.805 - 231 23.574
Investimentos financeiros detidos para venda 2.730 - 525 2.205
Benefícios a empregados 17.055 - 527 16.528
Outros riscos e encargos 4.205 - 2.441 1.764
320.261 991 3.724 317.528

A provisão para outros riscos e encargos diz respeito às responsabilidades potenciais associadas aos capitais próprios negativos de uma participada (ver nota 17).

16. Instrumentos financeiros

16.1 Risco de taxa de juro

Portfólio de Derivados de Taxa de Juro (DTJ)

A gestão de risco de taxa de juro é feita com recurso a instrumentos derivados, tais como, swaps e opções. Tratam-se de ferramentas eficientes e de baixo custo para cobrir ou anular variações negativas nos cash flows associados ao servico da dívida.

A 30 de Junho de 2004, a Jerónimo Martins SGPS tinha em carteira os seguintes DTJ:

Designação Contratação Montante Marked-to-Market (M2M)
KO Cap 14-Nov-03 €10.000.000 (€103.384)
Maxi Cap Floored 10-Dez-03 €10.000.000 (€169.382)
Interest Rate Swap 03-Mar-04 €10.000.000 €35.301
Lowered Coupon Swap 20-Abr-04 €10.000.000 (€252.430)
Quanto 2*6M CHF 20-Abr-04 €10.000.000 (€169.862)
Total €50.000.000 (€659.757)

16.2 Reflexos nas demonstrações financeiras

O impacto resultante do M2M dos instrumentos acima referidos nas demonstrações financeiras da JMH traduziu-se da seguinte forma: na Demonstração de Resultados temos um custo financeiro de M EUR 427. No balanço, encontra-se registado o montante de M EUR 728 na rubrica de Credores e acréscimos e diferimentos e o montante de M EUR 68 na rubrica de Devedores e acréscimos e diferimentos.

17. Contingências

Conforme referido na nota 15, a JMH detém uma participação numa sociedade que tem os capitais próprios negativos. Criou-se uma provisão para investimentos financeiros que reduz o investimento para zero. Adicionalmente, existe uma provisão para riscos e encargos relativa às responsabilidades potenciais associadas aos capitais próprios negativos.

18. Eventos subsequentes à data do balanço

Até à data de conclusão deste relatório, não ocorreram factos significativos que mereçam destaque.

INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR

19. Reconciliação para os princípios geralmente aceites em Portugal

As diferenças entre os princípios contabilísticos adoptados pela JMH e os princípios geralmente aceites em Portugal são os seguintes:

Propriedades de investimento

A JMH contabiliza em resultados do exercício as reavaliações de Propriedades de investimento (IAS 40), quando de acordo com os princípios geralmente aceites em Portugal, as reavaliações são registadas por contrapartida de reservas no capital próprio.

Custos relativos a aumentos de capital

A JMH contabiliza os custos relativos a aumentos de capital directamente no capital próprio, em reservas (de acordo com a IAS 32). De acordo com os princípios aceites em Portugal, estes custos são capitalizados em imobilizado incorpóreo e amortizados em 3 anos.

Investimentos financeiros disponíveis para venda

As variações ao justo valor dos investimentos financeiros disponíveis para venda são registados directamente no capital próprio (IAS 39). De acordo com os príncipios geralmente aceites em Portugal, estas deveriam ser reconhecidas nos resultados, na medida em que tratam de variações ao montante de provisões anteriormente reconhecidas.

Instrumentos financeiros

A JMH detém instrumentos financeiros em swaps para fixação de taxa juro, que reconhece nas suas demonstrações financeiras pelo seu justo valor, de acordo com o IAS 39. Os princípios aceites em Portugal são omissos nesta matéria.

A avaliação dos instrumentos financeiros resultou num custo financeiro de M EUR 427.

A informação abaixo apresentada, corresponde ao efeito que resultaria nas principais rubricas das demonstrações financeiras, caso não tivessem sido derrogados os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal.

Balanço em 30 de Junho de 2004
Demonstrações Financeiras Ajustamentos resultantesem derrogações ao POC Dem. de acordo comprincípios geralmenteaceites em Portugal
ACTIVO
Imobilizações incorpóreas 1 2.209 2.210
Imobilizações corpóreas 474 - 474
Investimentos financeiros 1.179.149 - 1.179.149
Dívidas de terceiros – curto prazo 4.844 - 4.844
Depósitos bancários e caixa 15.153 - 15.153
Acréscimos e diferimentos 3.047 - 3.047
Total do activo 1.202.668 2.209 1.204.877
CAPITAL PRÓPRIO
Capital 629.293 - 629.293
Reservas e resultados transitados 305.138 1.926 307.064
Resultado líquido do exercício 16.490 918 17.408
Total do capital próprio 950.921 2.844 953.765
PASSIVO
Provisões para riscos e encargos 18.292 - 18.292
Dívidas a terceiros – médio e longo prazo 40.038 - 40.038
Dívidas a terceiros - curto prazo 191.075 - 191.075
Acréscimos e diferimentos 2.342 (635) 1.707
Total do passivo 251.747 (635) 251.112
Total do capital próprio e passivo 1.202.668 2.209 1.204.877
Balanço em 31 de Dezembro de 2003
Demonstrações Financeiras Ajustamentos resultantesem derrogações ao POC Dem. de acordo comprincípios geralmenteaceites em Portugal
ACTIVO
Imobilizações incorpóreas 26 - 26
Imobilizações corpóreas 513 - 513
Investimentos financeiros 1.045.071 - 1.045.071
Dívidas de terceiros – curto prazo 4.283 - 4.283
Depósitos bancários e caixa 6.364 - 6.364
Acréscimos e diferimentos 3.154 - 3.154
Total do activo 1.059.411 - 1.059.411
CAPITAL PRÓPRIO
Capital 479.293 - 479.293
Reservas e resultados transitados 195.220 1.626 196.846
Resultado líquido do exercício 111.665 (1.447) 110.218
Total do capital próprio 786.178 179 786.357
PASSIVO
Provisões para riscos e encargos 21.260 - 21.260
Dívidas a terceiros – médio e longo prazo 65.056 - 65.056
Dívidas a terceiros - curto prazo 185.387 - 185.387
Acréscimos e diferimentos 1.530 (179) 1.351
Total do passivo 273.233 (179) 273.054
Total do capital próprio e passivo 1.059.411 - 1.059.411

Lisboa, 29 de Julho de 2004

O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração

Sociedade de Revisores Oficiais de Contas

Bernardes, Sismeiro & Associados, SROC, Lda. Avenida da Liberdade, 245 - 7º C 1250 - 143 Lisboa Portugal Tel +351 21319 70 00 Fax +351 21316 11 12

Relatório de Revisão Limitada Elaborado por Auditor Registado na CMVM sobre a Informação Semestral

Introdução

  • 1 Para os efeitos do artigo 246.º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004, da Jerónimo Martins, SGPS, SA., incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço (que evidencia um total de 1.202.678 milhares de euros e um total de capital próprio de 950.921 milhares de euros, incluindo um resultado líquido de 16.490 milhares de euros), na Demonstração dos resultados por naturezas e por funções e na Demonstração dos fluxos de caixa do período findo naquela data e no correspondente Anexo.
  • 2 As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos.

Responsabilidades

  • 3 É da responsabilidade do Conselho de Administração: (a) a informação financeira histórica, preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo CVM; (b) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (c) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (d) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
  • 4 A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva, lícita conforme exigido pelo CVM, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso trabalho.

Sociedade de Revisores Oficiais de Contas

Jerónimo Martins, SGPS, SA. 29 de Julho de 2004

Âmbito

  • 5 O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida não contém distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu: (a) principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicação, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
  • 6 O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
  • 7 Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente parecer sobre a informação semestral.

Parecer

8 Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 contém distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal, derrogados para ficarem em conformidade com as normas internacionais de contabilidade, de acordo com a nota 2, e que não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

Lisboa, 29 de Julho de 2004

Bernardes, Sismeiro & Associados, S.R.O.C., Lda. representada por:

José Manuel de Oliveira Vitorino, R.O.C.