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Cofina SGPS

Quarterly Report Oct 1, 2007

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Quarterly Report

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COFINA, SGPS, S.A. Capital Social: 25.641.459 Euros Rua General Norton de Matos, n.º 68, Porto Pessoa Colectiva n.º 502 293 225

COFINA, S.G.P.S., S.A. (SOCIEDADE ABERTA)

Relatório do Conselho de Administração

CONTAS INDIVIDUAIS

30 de Junho de 2007

Senhores accionistas

Dando cumprimento ao disposto na Lei, vem o Conselho de Administração da Cofina, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta) apresentar o Relatório de Gestão relativo à sua actividade individual do primeiro semestre do exercício de 2007.

A Cofina, S.G.P.S., S.A. elaborou contas consolidadas, sobre as quais o Conselho de Administração emitiu um pormenorizado relatório que será objecto de divulgação. Deste modo, considera-se que o conteúdo da informação a produzir para as contas individuais é similar ao produzido para as contas consolidadas, reproduzindo-se no entanto algumas menções obrigatórias nos termos do Código das Sociedades Comerciais e do Código dos Valores Mobiliários.

DISPOSIÇÕES LEGAIS

Acções próprias

Nos termos e para os efeitos do disposto no art. º 66 do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que em 30 de Junho de 2007 a Cofina não detinha acções próprias não tendo adquirido ou alienado acções próprias durante o semestre.

Acções detidas pelos órgãos sociais da Cofina

Nos termos e para os efeitos do disposto no art. 447º do Código das Sociedades Comerciais informa-se que em 30 de Junho de 2007, os administradores da Sociedade detinham as seguintes acções:

Paulo Jorge dos Santos Fernandes 3.085.746
Pedro Macedo Pinto de Mendonça 854.500
Domingos José Vieira de Matos 3.469.716
João Manuel Matos Borges de Oliveira (a)
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira (a) 4.580.000

(a) – 4.580.000 acções correspondem ao total das acções da Cofina, S.G.P.S., S.A. detidas pela sociedade Caderno Azul – S.G.P.S., S.A., da qual os administradores João Manuel Matos Borges de Oliveira e Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira são accionistas.

Em 30 de Junho de 2007, os membros do Conselho Fiscal, da Mesa da Assembleia Geral não possuíam acções representativas do capital social da Cofina.

Participação no Capital da Sociedade

Nos termos e para os efeitos do disposto nos Artigos 16º e 20º do Código de Valores Mobiliários e no Artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que as sociedades e/ou pessoas singulares que têm uma participação social qualificada que ultrapasse os 2%, 5%, 10%, 20%, 33% e 50% dos direitos de voto, e de acordo com as notificações recebidas na sede da sociedade até à data, são como segue:

Acções detidas % directa de
Superior a 2% dos direitos de voto em 30.06.2007 direitos de voto
Banco BPI, S.A. 4.936.874 4,81%
Caderno Azul, SGPS, S.A. (a) 4.580.000 4,47%
Millennium BCP – Gestão de Fundos de Investimento, S.A. 3.787.800 3,69%
Santander Gestão de Activos – Sociedade Gestora de
Fundos de Investimento Mobiliário, S.A.
3.728.974 3,64%
Domingos José Vieira de Matos 3.469.716 3,38%
Paulo Jorge dos Santos Fernandes 3.085.746 3,01%

(a) – 4.580.000 acções correspondem ao total das acções da Cofina, S.G.P.S., S.A. detidas pela sociedade Caderno Azul – S.G.P.S., S.A., da qual os administradores João Manuel Matos Borges de Oliveira e Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira são accionistas.

RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Acções detidas % directa de
Superior a 5% dos direitos de voto em 30.06.2007 direitos de voto
Ana Rebelo Mendonça Fernandes 6.256.340 6,10%
UBS AG, Zurique 6.040.000 5,89%
Acções detidas % de direitos
Superior a 20% dos direitos de voto em 30.06.2007 de voto
Cofihold, S.G.P.S., S.A.
i) directamente 21.000.000 20,47%
ii) indirectamente, através dos seus administradores
Paulo Jorge dos Santos Fernandes 3,01%
Domingos José Vieira de Matos 3,38%
Pedro Macedo Pinto de Mendonça 0,83%
João Manuel Matos Borges de Oliveira (a) 4,47%
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira (a)

(a) – 4,47% corresponde à participação total detida pela sociedade Caderno Azul – S.G.P.S., S.A., da qual os administradores João Manuel Matos Borges de Oliveira e Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira são accionistas.

A Cofina não foi notificada de quaisquer participações acima de 33% dos direitos de voto.

DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE

Os membros do Conselho de Administração da Cofina, S.G.P.S., S.A. declaram assumir a responsabilidade pela presente informação e asseguram que os elementos nela inscritos são verídicos e que não existem omissões que sejam do seu conhecimento.

Nos termos do art. 21º do Decreto-Lei 411/91, de 17 de Outubro informamos que não existem dívidas em mora perante o Estado, nomeadamente perante a Segurança Social.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não queremos concluir sem expressar o nosso agradecimento, reconhecendo a dedicação e empenho dos Colaboradores da Cofina. Finalmente, gostaríamos de expressar a nossa gratidão pela colaboração prestada pelos restantes Órgãos Sociais, a qual é extensiva às Instituições Bancárias que connosco se relacionaram.

Porto, 6 de Setembro de 2007

O Conselho de Administração

Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Presidente

João Manuel Matos Borges de Oliveira

Pedro Macedo Pinto de Mendonça

Domingos José Vieira de Matos

Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira

COFINA, S.G.P.S., S.A.

BALANÇOS EM 30 DE JUNHO DE 2007 E 2006

(Montantes expressos em Euros)

2007 2006
Activo Amortizações Activo Activo
Activo Notas bruto e ajustamentos líquido líquido
Imobilizado:
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 10 461.818 461.818 - -
Despesas de investigação e de desenvolvimento 10 107.494 103.888 3.606 -
Propriedade industrial e outros direitos 10 21.291 20.875 416 4.103
590.603 586.581 4.022 4.103
Imobilizações corpóreas:
Equipamento administrativo 10 166.503 146.511 19.992 29.039
Outras imobilizações corpóreas 10 99.204 90.929 8.275 11.725
265.707 237.440 28.267 40.764
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresas do grupo 10 e 16 269.126.529 24.996 269.101.533 47.151.265
Partes de capital em empresas associadas 10 e 16 146.900 - 146.900 156.900
Partes de capital em outras empresas 10 e 16 507.500 507.500 - -
Títulos e outras aplicações financeiras 10 e 16 7.819.178 - 7.819.178 54.500.000
Outros empréstimos concedidos 10 2.500.000 2.500.000 - -
280.100.107 3.032.496 277.067.611 101.808.165
Circulante:
Dívidas de terceiros - Curto prazo:
Empresas do grupo 16 2.149.892 - 2.149.892 2.987.171
Adiantamentos a fornecedores - - - 9.321
Estado e outros entes públicos 50 2.054.828 - 2.054.828 1.591.274
Outros devedores 98.724 - 98.724 1.860.429
4.303.444 - 4.303.444 6.448.195
Títulos negociáveis:
Outros títulos negociáveis 17 e 21 83.088.556 966.199 82.122.357 2.771.701
Depósitos bancários e caixa:
Depósitos bancários 52 17.841.185 17.841.185 67.587.463
Caixa 308 308 6.142
17.841.493 17.841.493 67.593.605
Acréscimos e diferimentos:
Acréscimos de proveitos 51 37.183 37.183 2.459.642
Custos diferidos 51 789.338 789.338 37.166
826.521 826.521 2.496.808
Total de amortizações 824.021
Total de ajustamentos 3.998.695
Total do activo 387.016.431 4.822.716 382.193.715 181.163.341

O Anexo faz parte integrante do balanço em 30 de Junho de 2007.

COFINA, S.G.P.S., S.A.

BALANÇOS EM 30 DE JUNHO DE 2007 E 2006

(Montantes expressos em Euros)

Capital próprio e passivo Notas 2007 2006
Capital próprio:
Capital 36 e 40 25.641.459 25.641.459
Prémios de emissão de acções 40 15.874.835 15.874.835
Reservas:
Reserva legal 40 5.409.144 5.128.293
Reservas livres 40 34.794.316 33.047.948
Resultados transitados 40 (333.672) (333.672)
Resultado líquido do exercício 40 132.017.337 2.947.441
213.403.419 82.306.304
Passivo:
Dívidas a terceiros - Médio e longo prazo:
Dívidas a instituições de crédito - 14.963.939
Outros empréstimos obtidos 48 50.000.000 50.000.000
Empréstimos por obrigações 49 50.000.000 -
100.000.000 64.963.939
Dívidas a terceiros - Curto prazo:
Dívidas a instituições de crédito 48 3.000.000 5.985.575
Outros empréstimos obtidos 48 18.750.000 3.750.000
Fornecedores, conta corrente 9.538 9.784
Empresas do grupo 16 41.434.776 4.331.132
Accionistas - 2.564.146
Estado e outros entes públicos 50 2.042.906 2.134.668
Outros credores 789.566 13.051.482
66.026.786 31.826.787
Acréscimos e diferimentos:
Acréscimos de custos
51 2.763.510 2.066.311
Total do capital próprio e do passivo 382.193.715 181.163.341

O Anexo faz parte integrante do balanço em 30 de Junho de 2007.

COFINA, S.G.P.S., S.A.

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS POR NATUREZAS DOS

PERÍODOS DE SEIS MESES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2007 E 2006

(Montantes expressos em Euros)

Custos e perdas Notas 2007 2006
Fornecimentos e serviços externos 175.541 267.097
Custos com o pessoal:
Remunerações 104.511 99.174
Encargos sociais 24.919 22.802
Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo 10 7.974 12.139
Impostos 29.475 28.546
Outros custos e perdas operacionais 247 10.247
(A) 342.667 440.005
Amortizações e ajustamentos de aplicações e investimentos financeiros
Juros e custos similares:
21 e 45 964.180 -
Outros 45 3.975.286 2.196.280
(C) 5.282.133 2.636.285
Custos e perdas extraordinários 46 2.598 284.678
(E) 5.284.731 2.920.963
Imposto sobre o rendimento do período 1.184 6.116
(G) 5.285.915 2.927.079
Resultado líquido do período 132.017.337 2.947.441
137.303.252 5.874.520
Proveitos e ganhos Notas 2007 2006
Reversões de amortizações e ajustamentos - 444.852
(B) - 444.852
Rendimentos de participações de capital 45 135.848.292 -
Juros e proveitos similares:
Outros 45 1.404.356 5.426.144
(D) 137.252.648 5.870.996
Proveitos e ganhos extraordinários 46 50.604 3.524
(F) 137.303.252 5.874.520
Resumo:
Resultados operacionais: (B) - (A) (342.667) 4.847
Resultados financeiros: (D-B) - (C-A) 132.313.182 3.229.864
Resultados correntes: (D) - (C) 131.970.515 3.234.711
Resultados antes de impostos: (F) - (E) 132.018.521 2.953.557
Resultado líquido do período: (F) - (G) 132.017.337 2.947.441

O Anexo faz parte integrante da demonstração dos resultados do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2007.

COFINA, SGPS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2007 (Montantes expressos em Euros)

NOTA INTRODUTÓRIA

A Cofina, S.G.P.S., S.A. ("Cofina" ou "Empresa") é uma sociedade anónima, com sede no Porto e que tem como actividade principal a gestão de participações sociais (Nota 16), sendo as suas acções cotadas na NYSE Euronext Lisboa.

As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano Oficial de Contabilidade e aquelas cuja numeração se encontra ausente deste anexo não são aplicáveis à Empresa ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras anexas.

Dado que a Empresa prepara e apresenta demonstrações financeiras consolidadas, preparadas de acordo com os princípios de mensuração e reconhecimento das Normas Internacionais de Relato Financeiro ("International Financial Reporting Standards – IFRS") e que, na opinião da Administração, reflectem de forma mais adequada a situação financeira da Empresa e os resultados das suas operações, a Empresa mantém nas contas individuais os investimentos financeiros, nomeadamente em empresas do grupo, ao custo de aquisição, não aplicando assim o método de equivalência patrimonial.

3. BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS

As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, mantidos de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal.

Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras foram os seguintes:

a) Imobilizações incorpóreas

As imobilizações incorpóreas, que compreendem essencialmente despesas com o aumento de capital e despesas com a definição da imagem corporativa, encontram-se registadas ao custo e são amortizadas pelo método das quotas constantes durante um período de três anos.

b) Imobilizações corpóreas

As imobilizações corpóreas encontram-se registadas ao custo de aquisição.

As amortizações são calculadas pelo método das quotas constantes, de acordo com as seguintes vidas úteis estimadas:

Anos
Equipamento administrativo 3 a 10
Outras imobilizações corpóreas 4 a10

c) Investimentos financeiros

As partes de capital em empresas do Grupo, associadas e outras empresas, bem como os investimentos em títulos e outras aplicações financeiras são registados ao custo de aquisição adicionado de eventuais despesas de compra, sendo reconhecidos os ajustamentos necessários para reduzir o montante dos investimentos financeiros ao seu valor líquido de realização estimado.

Os rendimentos resultantes de investimentos financeiros (dividendos recebidos) são registados na demonstração de resultados do exercício em que é decidida e anunciada a sua distribuição (Nota 45).

d) Títulos negociáveis

Os títulos negociáveis são registados ao mais baixo do custo de aquisição ou valor de mercado, sendo registados ajustamentos à quantia assentada dos títulos negociáveis na rubrica "Ajustamentos de títulos negociáveis" para reflectir a diferença entre o valor de custo e o respectivo valor de realização, nos casos em que este é inferior ao custo na data do balanço.

COFINA, SGPS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2007 (Montantes expressos em Euros)

e) Especialização de exercícios

A Empresa regista as suas receitas e despesas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual as receitas e despesas são reconhecidas à medida em que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos (Nota 51).

f) Impostos diferidos

Os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação.

Os activos e passivos por impostos diferidos são calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação aprovadas para os períodos em que se prevê venham a reverter as diferenças temporárias subjacentes (dedutíveis ou tributáveis).

Os activos por impostos diferidos são registados unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para utilizá-los. Na data de cada balanço é efectuada uma reapreciação das diferenças temporárias subjacentes aos activos por impostos diferidos no sentido de reconhecer activos por impostos diferidos não registados anteriormente por não terem preenchido as condições para o seu registo e/ou para reduzir o montante dos impostos diferidos activos registados em função da expectativa actual da sua recuperação futura.

g) Acções próprias

As acções próprias são registadas ao custo de aquisição, sendo as mais ou menos valias geradas com a sua alienação registadas na rubrica "Reservas livres".

6. IMPOSTOS

De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (dez anos para a Segurança Social até 2000, inclusive, e cinco anos a partir de 2001) e, deste modo, as declarações fiscais da Empresa dos anos de 2003 a 2007 poderão vir ainda a ser sujeitas a revisão. A Administração da Empresa entende que as eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras anexas.

Nos termos do artigo 81º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas a Empresa encontra-se sujeita adicionalmente a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo mencionado.

A Empresa encontra-se abrangida pelo Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (sociedade dominante), registando cada uma das sociedades abrangidas por este regime o imposto sobre o rendimento nas suas contas individuais por contrapartida da rubrica "Empresas do grupo" (Nota 16). Nos casos em que as filiais contribuem com prejuízos é registado, nas contas individuais, o montante de imposto correspondente aos prejuízos que vierem a ser compensados pelos lucros das demais sociedades abrangidas por este regime.

O detalhe dos activos por impostos diferidos de acordo com as diferenças temporárias que os geraram reportados a 1 de Janeiro de 2007, é como segue:

Activos por impostos
diferidos
Relativos a:
Prejuízos fiscais reportáveis 1.755.966
Provisões não aceites para efeitos fiscais 804.147
2.560.113

O Conselho de Administração da Cofina decidiu não proceder ao registo dos activos por impostos diferidos nas suas demonstrações financeiras numa óptica de prudência.

COFINA, SGPS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2007

(Montantes expressos em Euros)

O movimento ocorrido nos activos por impostos diferidos no período findo em 30 de Junho de 2007, e os impactos que existiriam caso aqueles activos tivessem sido objecto de registo contabilístico, podem ser detalhados como segue:

Activos por impostos
diferidos
Saldo inicial 2.560.113
Efeito em resultados:
Prejuízos fiscais reportáveis ( 368.725 )
Provisões não aceites para efeitos fiscais 255.508
Saldo final 2.446.896

Nos termos da legislação em vigor, os prejuízos fiscais são reportáveis durante um período de seis anos após a sua ocorrência e susceptíveis de dedução a lucros fiscais gerados durante esse período.

Em 30 de Junho de 2007, a Empresa não tinha situações geradoras de passivos por impostos diferidos.

7. NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL

Em 30 de Junho de 2007 e 2006 a empresa tinha ao seu serviço 7 pessoas.

10. MOVIMENTO DO ACTIVO IMOBILIZADO

Durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2007, o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas, imobilizações corpóreas e investimentos financeiros, bem como nas respectivas amortizações acumuladas e ajustamentos, foi como segue:

Activo bruto
Saldo Alienações e Saldo
Rubricas inicial Aumentos abates Transferências final
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 461.818 - - - 461.818
Despesas de investigação e desenvolvimento 107.494 - - - 107.494
Propriedade industrial e outros direitos 21.291 - - - 21.291
590.603 - - - 590.603
Imobilizações corpóreas:
Equipamento administrativo 164.804 1.699 - - 166.503
Outras imobilizações corpóreas 98.950 254 - - 99.204
263.754 1.953 - - 265.707
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresas do grupo 269.126.529 - - - 269.126.529
Partes de capital em empresas associadas 146.900 - - - 146.900
Partes de capital em outras empresas 507.500 - - - 507.500
Títulos e outras aplicações financeiras 54.500.000 - ( 46.680.822) - 7.819.178
Outros empréstimos concedidos 2.500.000 - - - 2.500.000
326.780.929 - ( 46.680.822) - 280.100.107
Amortizações acumuladas e ajustamentos
Rubricas Saldo
inicial
Reforços Alienações e
abates
Saldo
final
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 461.818 - - 461.818
Despesas de investigação e desenvolvimento 102.687 1.201 - 103.888
Propriedade Industrial e Outros Direitos 20.736 139 - 20.875
585.241 1.340 - 586.581
Imobilizações corpóreas:
Equipamento administrativo 141.731 4.780 - 146.511
Outras imobilizações corpóreas 89.075 1.854 - 90.929
230.806 6.634 - 237.440
Investimentos financeiros:
Partes capital em empresas do grupo 24.996 - - 24.996
Partes de capital em outras empresas 507.500 - - 507.500
Outros empréstimos concedidos 2.500.000 - - 2.500.000
3.032.496 - - 3.032.496

A coluna "Alienações e abates" da rubrica "Títulos e outras aplicações financeiras" corresponde ao reembolso de prestações suplementares efectuado pela subsidiária F. Ramada – Participações, SGPS, S.A.

16. EMPRESAS DO GRUPO, ASSOCIADAS E PARTICIPADAS

a) Partes de capital em empresas do grupo

Em 30 de Junho de 2007, a composição dos investimentos financeiros em empresas do grupo, bem como a informação financeira obtida das demonstrações financeiras naquela data das principais participações, era como segue:

Total do Proveitos Resultado
Nome % Montante Activo capital próprio totais líquido
Cofina Media, SGPS, S.A. (a) 100% 222.000.260 158.687.805 104.513.374 67.958.670 6.011.998
F. Ramada – Participações, SGPS, S. A. 100% 43.550.000 62.301.168 62.291.004 - -
Cofina B.V. 100% 3.525.500 54.103.878 2.439.671 1.172.781 160.010
Outras participações 50.769
269.126.529

(a) – demonstrações financeiras consolidadas preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro.

b) Partes de capital em empresas associadas

Em 30 de Junho de 2007, esta rubrica inclui participações em empresas não cotadas.

c) Partes de capital em outras empresas

Em 30 de Junho de 2007 esta rubrica refere-se a participações em empresas não cotadas cujo valor líquido estimado de realização é nulo, encontrando-se totalmente provisionadas.

d) Títulos e outras aplicações financeiras

Em 30 de Junho de 2007, esta rubrica corresponde a prestações acessórias/suplementares concedidas a empresas participadas.

Adicionalmente, em 30 de Junho de 2007 e 2006 a Empresa preparou demonstrações financeiras consolidadas de acordo com os princípios de mensuração e reconhecimento das Normas Internacionais de Relato Financeiro, das quais se apresenta um resumo dos principais dados financeiros:

Junho de 2007 Junho de 2006
Total do activo líquido consolidado 245.512.839 240.113.759
Total do capital próprio consolidado (a) 61.821.997 52.839.286
Total dos interesses minoritários constantes do balanço 2.861.068 116.468
Lucro consolidado do período (b) 5.689.087 5.385.833

(a) – incluindo interesses minoritários

(b) – incluindo o resultado líquido do período atribuível aos accionistas minoritários

Em 30 de Junho de 2007, os principais saldos com Empresas do Grupo podem ser detalhados como se segue:

Empresas do
Grupo (activo)
Empresas do
Grupo (passivo)
Presselivre – Imprensa Livre, S.A. 1.788.826 24.000.000
Edisport – Sociedade de Publicações Desportivas, S.A. 8.263 17.350.000
F.Ramada - Participações, S.G.P.S.,S.A. - 21.073
Cofina Media, S.G.P.S., S.A. - 39.544
Mediafin, S.G.P.S., S.A. 85.795 -
Edirevistas, S.A. 23.632 -
Canal Negócios – Edição de Publicações, Lda. 10.820 -
Cofina Com II, S.G.P.S., S.A. 104.791 -
Outros 127.765 24.159
2.149.892 41.434.776

O montante registado na rubrica do activo "Empresas do grupo" inclui 2.068.724 Euros correspondentes a saldos a receber do grupo no âmbito do RETGS (Nota 6).

Os montantes registados na rubrica do passivo "Empresas do grupo" relativos às subsidiárias Presselivre – Imprensa Livre, S.A. e Edisport – Sociedade de Publicações Desportivas, S.A. referem-se a empréstimos de curto prazo concedidos à Cofina, os quais vencem juros a taxas de mercado.

17. TÍTULOS NEGOCIÁVEIS

Em 30 de Junho de 2007 a rubrica "Outros títulos negociáveis" corresponde essencialmente a títulos cotados em bolsa, os quais se encontram registados ao valor de mercado.

21. MOVIMENTOS OCORRIDOS NOS AJUSTAMENTOS DAS RUBRICAS DO ACTIVO CIRCULANTE

No período de seis meses findo em 30 de Junho de 2007, os movimentos ocorridos nos ajustamentos das rubricas do activo circulante foram como segue:

Ajustamentos
Saldo
inicial
Aumentos Utilizações Reversões Saldo
final
Outros títulos negociáveis (Nota 45) 2.019 964.180 - - 966.199
2.019 964.180 - - 966.199

O valor registado na coluna "Aumentos" corresponde ao ajustamento necessário para reduzir o valor dos títulos negociáveis ao seu valor estimado de realização.

22. GARANTIAS PRESTADAS

Em 30 de Junho de 2007, a Cofina tinha constituído garantias cujo detalhe é como segue:

  • a) penhor de 88.883.450 acções da Cofina Media, S.G.P.S., S.A. como garantia de uma facilidade de crédito em depósito à ordem obtida junto do Banco BPI, S.A., que em 30 de Junho de 2007 não se encontrava a ser utilizada;
  • b) promessa de penhor com procuração irrevogável de 88.883.450 acções da Cofina Media, S.G.P.S., S.A. como garantia do Programa de Papel Comercial contratado com o Banco BPI, S.A. cujo saldo em dívida em 30 de Junho de 2007 ascendia a 3.750.000 Euros;
  • c) promessa de penhor com procuração irrevogável de 88.883.450 acções da Cofina Media, S.G.P.S., S.A. como garantia do Programa de Papel Comercial contratado com o Banco BPI, S.A. cujo saldo em dívida em 30 de Junho de 2007 ascendia a 15.000.000 Euros.

36. COMPOSIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL

Em 30 de Junho de 2007, o capital da Empresa, totalmente subscrito e realizado, era composto por 102.565.836 acções com o valor nominal de 25 cêntimos de Euro cada.

37. IDENTIFICAÇÃO DE PESSOAS COLECTIVAS COM MAIS DE 20% DO CAPITAL

As seguintes pessoas colectivas detêm mais de 20% do capital subscrito em 30 de Junho de 2007:

  • Cofihold, SGPS, S.A.

40. VARIAÇÃO NAS RUBRICAS DE CAPITAL PRÓPRIO

O movimento ocorrido nas rubricas de capital próprio durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2007 foi como segue:

Saldo
inicial
Aumentos Diminuições Transferências Saldo
final
Capital 25.641.459 - - - 25.641.459
Prémios de emissão de
acções 15.874.835 - - - 15.874.835
Reservas:
Reserva legal 5.128.293 - - 280.851 5.409.144
Reservas livres 33.047.948 - - 1.746.368 34.794.316
Resultados transitados ( 333.672 ) - - - ( 333.672 )
Resultado líquido do período 5.617.023 132.017.337 ( 3.589.804 ) ( 2.027.219 ) 132.017.337
Total 84.975.886 132.017.337 ( 3.589.804 ) - 213.403.419

A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinada ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital social. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.

De acordo com a deliberação tomada na Assembleia Geral de accionistas realizada em 29 de Março de 2007, foi deliberado que o resultado líquido do exercício de 2006 fosse distribuído como segue:

Reserva legal 280.851
Reservas livres 1.746.368
Dividendos 3.589.804
----------------
5.617.023
=========

45. DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS FINANCEIROS

Os resultados financeiros para os períodos de seis meses findos em 30 de Junho de 2007 e 2006 têm a seguinte composição:

2007 2006
Custos e perdas:
Juros suportados 2.955.445 1.672.652
Ajustamentos de aplicações financeiras (Nota 21) 964.180 -
Diferenças de câmbio desfavoráveis - 130
Perdas na alienação de aplicações de tesouraria 798.474 309.885
Outros custos e perdas financeiros 221.367 213.613
----------------
4.939.466
---------------
2.196.280
Resultados financeiros 132.313.182 3.229.864
---------------- --------------
137.252.648 5.426.144
========== ========
Proveitos e ganhos:
Juros obtidos 890.260 704.059
Ganhos de participações de capital 135.848.292 -
Ganhos na alienação de aplicações de tesouraria 514.096 4.722.085
-----------------
137.252.648
--------------
5.426.144
========== ========

As rubricas "Perdas na alienação de aplicações de tesouraria" e "Ganhos na alienação de aplicações de tesouraria" referem-se a perdas e ganhos obtidos na alienação de títulos de empresas cotadas.

COFINA, SGPS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2007

(Montantes expressos em Euros)

A rubrica "Ganhos de participações de capital" do período findo em 30 de Junho de 2007 inclui, essencialmente, a distribuição de reservas da empresa participada F. Ramada – Participações, SGPS, S.A.

46. DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS

Os resultados extraordinários para os períodos de seis meses findos em 30 de Junho de 2007 e 2006 têm a seguinte composição:

2007 2006
Custos e perdas:
Donativos 400 250.400
Multas e penalidades 313 738
Correcções relativas a exercícios anteriores 1.885 33.527
Outros custos e perdas extraordinários - 13
--------- -------------
2.598 284.678
Resultados extraordinários 48.006 ( 281.154 )
---------- -------------
50.604 3.524
====== =======
Proveitos e ganhos:
Correcções relativas a exercícios anteriores 50.318 3.519
Outros proveitos e ganhos extraordinários 286 5
--------- --------
50.604 3.524
===== ====

48. DÍVIDAS A INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO E OUTROS EMPRÉSTIMOS OBTIDOS

Em 30 de Junho de 2007, o detalhe dos empréstimos obtidos junto de instituições de crédito era o seguinte:

Empréstimos bancários: Curto
prazo
Médio e
longo prazo
Descobertos 3.000.000 -
======== =======

Estes empréstimos bancários vencem juros a taxas de mercado.

A rubrica "Outros empréstimos obtidos" pode ser detalhada como segue:

Curto
prazo
Médio e
longo prazo
Papel comercial 18.750.000
=========
50.000.000
=========

A parcela de médio e longo prazo será liquidada numa prestação única em 2010.

49. EMPRÉSTIMOS POR OBRIGAÇÕES

Durante o primeiro semestre de 2007, a Empresa emitiu um empréstimo obrigacionista no montante de 50.000.000 Euros com vencimento e reembolso numa prestação única em Setembro de 2015. As obrigações vencem juros semestrais e postecipados à taxa Euribor a 6 meses acrescida de um spread de 0,875%.

50. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

Em 30 de Junho de 2007, os saldos com estas entidades tinham a seguinte composição:

Saldos devedores:
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas:
Imposto a recuperar 1.057.308
Retenções na fonte 900.730
Pagamento especial por conta 96.790
-------------
2.054.828
========
Saldos credores:
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas:
Estimativa de imposto sobre o rendimento (Nota 6) 2.033.123
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares:
Retenções na fonte 2.919
Imposto sobre o Valor Acrescentado 107
Contribuições para a Segurança Social 6.757
-------------
2.042.906
========

51. ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS

Em 30 de Junho de 2007, os saldos das rubricas de acréscimos diferimentos tinham a seguinte composição:

========
2.763.510
-------------
Outros 224
Remunerações a liquidar 55.963
Juros a liquidar 2.707.323
Acréscimos de custos:
=======
789.338
Outros 1.803
------------
Comissões referentes a papel comercial 95.240
Custos diferidos
Comissões referentes ao empréstimo obrigacionista (Nota 49)
692.295
=====
Juros a receber 37.183
Acréscimos de proveitos:

Aquando da emissão do empréstimo obrigacionista no montante de 50.000.000 Euros (Nota 49) a Empresa incorreu numa despesa relativa à comissão de montagem do mesmo, a qual se encontra a ser diferida e reconhecida na demonstração dos resultados durante o período do empréstimo.

52. DEPÓSITOS BANCÁRIOS

Em 30 de Junho de 2007, esta rubrica podia ser detalhada como segue:

Depósitos a prazo (vencíveis a menos de 3 meses)
Depósitos à ordem
17.550.000
291.185
---------------
17.841.185
=========

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