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Cofina SGPS

Quarterly Report Apr 13, 2007

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Quarterly Report

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Cofina, S.G.P.S., S.A.

Rua General Norton de Matos, 68 4050-424 Porto Capital Social: 25.641.459 €

COFINA, S.G.P.S., S.A. (SOCIEDADE ABERTA)

Relatório do Conselho de Administração

CONTAS INDIVIDUAIS

31 de Dezembro de 2006

Senhores accionistas

Dando cumprimento ao disposto na Lei, vem o Conselho de Administração da Cofina, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta) apresentar o Relatório de Gestão relativo à sua actividade individual do exercício de 2006.

A Cofina, S.G.P.S., S.A. elaborou contas consolidadas, sobre as quais o Conselho de Administração emitiu um pormenorizado relatório que será objecto de publicação. Deste modo, considera-se que o conteúdo da informação a produzir para as contas individuais é similar ao produzido para as contas consolidadas, reproduzindo-se, no entanto, algumas menções obrigatórias nos termos do Código das Sociedades Comerciais e do Código dos Valores Mobiliários.

DISPOSIÇÕES LEGAIS

Acções próprias

Nos termos e para os efeitos do disposto no art. º 66 do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que em 31 de Dezembro de 2006 a Cofina não detinha acções próprias não tendo adquirido ou alienado acções próprias durante o exercício.

Acções detidas pelos órgãos sociais da Cofina

Nos termos e para os efeitos do disposto no art. 447º do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que em 31 de Dezembro de 2006 os administradores da Sociedade detinham as seguintes acções:

Paulo Jorge dos Santos Fernandes 3.085.746
João Manuel Matos Borges de Oliveira 2.290.000
Pedro Macedo Pinto de Mendonça 854.500
Domingos José Vieira de Matos 3.469716
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira 2.290.000

Durante o exercício de 2006, o administrador Paulo Jorge dos Santos Fernandes procedeu à alienação de 50.000 acções da Cofina, em 10 de Março de 2006, tendo recebido a contrapartida de 184.340 euros.

Em 31 de Dezembro de 2006, o Fiscal Único e os membros da Mesa da Assembleia Geral não possuíam acções representativas do capital social da Cofina, com excepção da primeira secretária, Ana Rebelo Mendonça Fernandes, que possuía 6.256.340 acções da sociedade.

RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Participação no Capital da Sociedade

Nos termos e para os efeitos do disposto nos Artigos 16º e 20º do Código de Valores Mobiliários e no Artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que as sociedades e/ou pessoas singulares que têm uma participação social qualificada que ultrapasse os 2%, 5%, 10%, 20%, 33% e 50% dos direitos de voto, e de acordo com as notificações recebidas na sede da sociedade até à data, são como segue:

Acções detidas % directa de
Superior a 2% dos direitos de voto em 31.12.2006 direitos de voto
Santander Gestão de Activos 3.728.974 3,64%
Domingos José Vieira de Matos 3.469.716 3,38%
Paulo Jorge dos Santos Fernandes 3.085.746 3,01%
João Manuel Matos Borges de Oliveira 2.290.000 2,23%
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira 2.290.000 2,23%
Millennium BCP – Gestão de Fundos de Investimento, S.A. 2.285.020 2,23%
Acções detidas % directa de
Superior a 5% dos direitos de voto em 31.12.2006 direitos de voto
Banco BPI, S.A. 8.709.920 8,49%
Ana Rebelo Mendonça Fernandes 6.256.340 6,10%
UBS AG, Zurique 6.040.000 5,89%
Acções detidas % de direitos
Superior a 20% dos direitos de voto em 31.12.2006 de voto
Cofihold, S.G.P.S., S.A.
a) directamente 21.000.000 20,47%
b) indirectamente, através dos seus administradores
Paulo Jorge dos Santos Fernandes 3,01%
João Manuel Matos Borges de Oliveira 2,23%
Pedro Macedo Pinto de Mendonça 0,83%
Domingos José Vieira de Matos 3,38%
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira 2,23%

A Cofina não foi notificada de qualquer participação acima de 33% dos direitos de voto.

RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

PROPOSTA DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO PARA APLICAÇÃO DO RESULTADO LÍQUIDO INDIVIDUAL

A Cofina, S.G.P.S., S.A., registou nas suas contas individuais, preparadas de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal, um resultado líquido de 5.617.022,67 euros, para o qual, nos termos legais e estatutários, o Conselho de Administração propõe à Assembleia Geral a seguinte aplicação:

Reserva Legal 280.851,13 Reservas Livres 1.746.367,28 Distribuição de dividendos 3.589.804,26 ----------------- 5.617.022,67 =========

Esta aplicação corresponde a uma distribuição de dividendos de 0,035 euros por acção (num total de 102.565.836 acções).

DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE

Os membros do Conselho de Administração da Cofina, S.G.P.S., S.A. declaram assumir a responsabilidade pela presente informação e asseguram que os elementos nela inscritos são verídicos e que não existem omissões que sejam do seu conhecimento.

Nos termos do art. 21º do Decreto-Lei 411/91, de 17 de Outubro informamos que não existem dívidas em mora perante o Estado, nomeadamente perante a Segurança Social.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não queremos concluir sem expressar o nosso agradecimento, reconhecendo a dedicação e empenho dos nossos Colaboradores. Finalmente, gostaríamos de expressar a nossa gratidão pela colaboração prestada pelos restantes Órgãos Sociais, a qual é extensiva às Instituições Bancárias que connosco se relacionaram.

Porto, 12 de Março de 2007

O Conselho de Administração

Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Presidente

João Manuel Matos Borges de Oliveira

Pedro Macedo Pinto de Mendonça

Domingos José Vieira de Matos

Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira

BALANÇOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006 E 2005

(Montantes expressos em Euros)

2006 2005
Activo Amortizações Activo Activo
Activo Notas bruto e ajustamentos líquido líquido
Imobilizado:
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 10 461.818 461.818 - -
Despesas de investigação e de desenvolvimento 10 107.494 102.686 4.808 -
Propriedade Industrial 10 21.291 20.736 555 6.820
590.603 585.240 5.363 6.820
Imobilizações corpóreas:
Equipamento administrativo 10 164.804 141.731 23.073 33.916
Outras imobilizações corpóreas 10 98.950 89.075 9.875 13.574
263.754 230.806 32.948 47.490
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresas do grupo 10 e 16 269.126.529 24.996 269.101.533 47.151.265
Partes de capital em empresas associadas 10 e 16 146.900 - 146.900 156.900
Partes de capital em outras empresas 10 e 16 507.500 507.500 - -
Títulos e outras aplicações financeiras 10 e 16 54.500.000 - 54.500.000 54.500.000
Outros empréstimos concedidos 10 2.500.000 2.500.000 - -
326.780.929 3.032.496 323.748.433 101.808.165
Circulante:
Dívidas de terceiros - Curto prazo:
Empresas do grupo 16 4.637.911 - 4.637.911 3.538.332
Estado e outros entes públicos 49 1.518.707 - 1.518.707 1.418.377
Outros devedores 360.295 - 360.295 1.696.825
21 6.516.913 - 6.516.913 6.653.534
Títulos negociáveis:
Outros títulos negociáveis 21 e 53 2.461.129 2.019 2.459.110 7.498
Depósitos bancários e caixa:
Depósitos bancários 52 55.270.378 55.270.378 60.413.032
Caixa 1.774 1.774 1.426
55.272.152 55.272.152 60.414.458
Acréscimos e diferimentos:
Acréscimos de proveitos 50 2.560.722 2.560.722 2.438.891
Custos diferidos 50 42.744 42.744 34.691
2.603.466 2.603.466 2.473.582
Total de amortizações 816.046
Total de ajustamentos 3.034.515
Total do activo 394.488.946 3.850.561 390.638.385 171.411.547

O Anexo faz parte integrante do balanço em 31 de Dezembro de 2006.

BALANÇOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006 E 2005

(Montantes expressos em Euros)

Capital próprio e passivo Notas 2006 2005
Capital próprio:
Capital 35, 36 e 40 25.641.459 25.641.459
Prémios de emissão de acções 40 15.874.835 15.874.835
Reservas:
Reserva legal 40 5.128.293 4.280.706
Reservas livres 40 33.047.948 -
Resultados transitados 40 (333.672) (333.672)
Resultado líquido do exercício 40 5.617.023 36.459.681
84.975.886 81.923.009
Passivo:
Dívidas a terceiros - Médio e longo prazo:
Dívidas a instituições de crédito - 17.956.724
Outros empréstimos obtidos 48 50.000.000 50.000.000
50.000.000 67.956.724
Dívidas a terceiros - Curto prazo:
Dívidas a instituições de crédito 48 17.956.726 5.985.575
Outros empréstimos obtidos 48 3.750.000 -
Fornecedores, conta corrente 65.525 58.640
Fornecedores de imobilizado 1.082 -
Empresas do grupo 16 28.229.770 5.326.756
Estado e outros entes públicos 49 2.288.590 24.933
Outros credores 51 202.439.893 9.246.036
254.731.586 20.641.940
Acréscimos e diferimentos:
Acréscimos de custos 50 930.913 889.874
Total do capital próprio e do passivo 390.638.385 171.411.547

O Anexo faz parte integrante do balanço em 31 de Dezembro de 2006.

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS POR NATUREZAS DOS

EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006 E 2005

(Montantes expressos em Euros)

Custos e perdas Notas 2006 2005
Fornecimentos e serviços externos 542.705 1.057.254
Custos com o pessoal:
Remunerações 186.531 201.512
Encargos sociais 49.085 46.922
Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo 10 27.116 33.770
Ajustamentos - 1.476.887
Impostos 53.297 76.271
Outros custos e perdas operacionais 10.493 1.261
(A) 869.227 2.893.877
Juros e custos similares:
Outros 45 7.077.389 3.020.029
(C) 7.946.616 5.913.906
Custos e perdas extraordinários 46 284.668 802.581
(E) 8.231.284 6.716.487
Imposto sobre o rendimento do exercício 6 7.600 (2.229.607)
(G) 8.238.884 4.486.880
Resultado líquido do exercício 5.617.023 36.459.681
13.855.907 40.946.561
Proveitos e ganhos Notas 2006 2005
Reversões de amortizações e ajustamentos 21 1.476.887 -
(B) 1.476.887 -
Rendimentos de participações de capital 45 15 36.726.111
Juros e proveitos similares:
Outros 45 12.172.471 1.262.176
(D) 13.649.373 37.988.287
Proveitos e ganhos extraordinários 46 206.534 2.958.274
(F) 13.855.907 40.946.561
Resumo:
Resultados operacionais:
(B) - (A)
607.660 (2.893.877)
Resultados financeiros:
(D-B) - (C-A)
5.095.097 34.968.258
Resultados correntes:
(D) - (C)
5.702.757 32.074.381
Resultados antes de impostos:
(F) - (E)
5.624.623 34.230.074
Resultado líquido do exercício:
(F) - (G)
5.617.023 36.459.681

O Anexo faz parte integrante da demonstração dos resultados do exercício findo em 31 de Dezembro de 2006.

COFINA, SGPS, S.A.

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES DOS EXERCÍCIOS

FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006 E 2005

( Montantes expressos em Euros

2006 2005
Outros proveitos e ganhos operacionais 1.648.418 -
Custos administrativos (359.424) (416.724)
Outros custos e perdas operacionais (752.385) (2.426.489)
Resultados operacionais 536.609 (2.843.213)
Rendimentos de participações de capital 15 36.726.111
Custo líquido de financiamento (1.828.711) (1.824.256)
Ganhos (perdas) em associadas (2.524.996) 1.582.232
Ganhos (perdas) em outros investimentos 9.441.706 589.200
Resultados correntes 5.624.623 34.230.074
Impostos sobre resultados correntes (7.600) 2.229.607
Resultado líquido do exercício 5.617.023 36.459.681
Resultados por acção 0,11 0,71

para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2006. O Anexo faz parte integrante dos demonstração de resultados

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA DOS EXERCÍCIOS

FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006 E 2005

(Montantes expressos em Euros)

2006 2005
Actividades operacionais:
Recebimentos de clientes - 835.100
Pagamentos a fornecedores (567.095) (1.036.307)
Pagamentos ao pessoal (238.041) (805.136) (255.289) (456.495)
Outros recebimentos/pagamentos relativos à actividade operacional 2.516.886 54.773
Impostos sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas 4.578.351 7.095.237 (2.242.931) (2.188.158)
Fluxos gerados pelas actividades operacionais (1) 6.290.101 (2.644.653)
Actividades de investimento:
Recebimentos provenientes de:
Imobilizações corpóreas - 4.800
Investimentos financeiros 10.100.418 34.185.117
Empréstimos concedidos - 10.825.330
Juros e proveitos similares 1.944.648 1.250.543
Dividendos - 12.045.066 36.726.111 82.991.901
Pagamentos relativos a:
Investimentos financeiros (31.173.584) (5.160.017)
Imobilizações corpóreas (10.285) (26.303)
Empréstimos concedidos (2.500.000) (33.683.869) (7.000.000) (12.186.320)
Fluxos gerados pelas actividades de investimento (2) (21.638.803) 70.805.581
Actividades de financiamento:
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos 87.755.000 87.755.000 53.800.000 53.800.000
Pagamentos respeitantes a:
Juros e custos similares (3.859.275) (2.787.827)
Empréstimos obtidos (70.990.575) (63.460.798)
Dividendos distribuídos (2.564.146) (77.413.996) (2.564.146) (68.812.771)
Fluxos gerados pelas actividades de financiamento (3) 10.341.004 (15.012.771)
Caixa e seus equivalentes no início do exercício 60.421.956 7.273.799
Variação de caixa e seus equivalentes: (1)+(2)+(3) (5.007.698) 53.148.157
Caixa e seus equivalentes no fim do exercício 55.414.258 60.421.956

O anexo faz parte integrante da demonstração do exercício findo em 31 de Dezembro de 2006.

(Montantes expressos em Euros)

1. AQUISIÇÃO E ALIENAÇÃO DE INVESTIMENTOS FINANCEIROS

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2006 as aquisições e alienações de investimentos financeiros foram as seguintes:

Aquisições Valor da
transacção
Valor
pago/cobrado
Cofina Media, S.G.P.S., S.A.
IMC – Investimentos, Media e Conteúdos, S.G.P.S., S.A. – transacções
222.000.000 22.000.000
efectuadas em exercícios anteriores e liquidadas em 2006
Celulose do Caima, S.G.P.S, S.A. - transacções efectuadas
31.174.869 8.000.000
em exercícios anteriores e liquidadas em 2006 16.777.775 1.173.584
-----------------
269.952.644
----------------
31.173.584
========== =========
Alienações
Avanzit, S.A. (a)
Transacções efectuadas em exercícios anteriores
9.486.222 9.486.222
e recebidas em 2006 589.200 589.200
Outros 24.996
----------------
24.996
---------------
10.100.418 10.100.418
========= =========

(a) – acções cotadas adquiridas e alienadas durante o exercício de 2006. Inclui o montante líquido de pagamentos e recebimentos efectuados em 2006.

2. DISCRIMINAÇÃO DOS COMPONENTES DE CAIXA E SEUS EQUIVALENTES

A discriminação de caixa e seus equivalentes em 31 de Dezembro de 2006 e 2005 e a reconciliação entre o seu valor e o montante de disponibilidades constantes no balanço naquela data é como segue:

2006 2005
Numerário 1.774 1.426
Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis 55.270.378 60.413.032
Títulos negociáveis 142.106 7.498
--------------- ---------------
Disponibilidades constantes na demonstração dos fluxos de caixa 55.414.258 60.421.956
--------------- ---------------
Títulos negociáveis adquiridos no final de 2006 e pendentes de
liquidação em 31 de Dezembro de 2006 2.319.023 -
--------------- ---------------
Disponibilidades constantes no balanço 57.733.281 60.421.956
========= ========

COFINA, SGPS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

NOTA INTRODUTÓRIA

A Cofina, S.G.P.S., S.A. ("Cofina" ou "Empresa") é uma sociedade anónima, com sede no Porto e que tem como actividade principal a gestão de participações sociais (Nota 16), sendo as suas acções cotadas na Euronext Lisboa.

As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano Oficial de Contabilidade e aquelas cuja numeração se encontra ausente deste anexo não são aplicáveis à Empresa ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras anexas.

1. DERROGAÇÃO DE PRINCÍPIOS CONTABILÍSTICOS

Dado que a Empresa prepara e apresenta demonstrações financeiras consolidadas, preparadas de acordo com os princípios de mensuração e reconhecimento das Normas Internacionais de Relato Financeiro ("International Financial Reporting Standards – IFRS") e que, na opinião da Administração, reflectem de forma mais adequada a situação financeira da Empresa e os resultados das suas operações, a Empresa mantém nas contas individuais os investimentos financeiros ao custo de aquisição, não aplicando assim o método de equivalência patrimonial, tal como preconizado pelo Plano Oficial de Contabilidade e directrizes contabilísticas.

3. BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS

As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, mantidos de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal.

Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras foram os seguintes:

a) Imobilizações incorpóreas

As imobilizações incorpóreas, que compreendem essencialmente despesas com o aumento de capital e despesas com a definição da imagem corporativa, encontram-se registadas ao custo e são amortizadas pelo método das quotas constantes durante um período de três anos.

b) Imobilizações corpóreas

As imobilizações corpóreas encontram-se registadas ao custo de aquisição.

As amortizações são calculadas pelo método das quotas constantes, de acordo com as seguintes vidas úteis estimadas:

Anos
Equipamento administrativo 3 a 10
Outras imobilizações corpóreas 4 a10

c) Investimentos financeiros

As partes de capital em empresas do Grupo, associadas e outras empresas, bem como os investimentos em títulos e outras aplicações financeiras são registados ao custo de aquisição adicionado de eventuais despesas de compra, sendo efectuados os ajustamentos necessários para reduzir o montante dos investimentos financeiros ao seu valor líquido de realização estimado.

Os rendimentos resultantes de investimentos financeiros (dividendos recebidos) são registados na demonstração de resultados do exercício em que é decidida e anunciada a sua distribuição (Nota 45).

d) Especialização de exercícios

A Empresa regista as suas receitas e despesas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual as receitas e despesas são reconhecidas à medida em que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos (Nota 50).

COFINA, SGPS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

e) Impostos diferidos

Os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação.

O Conselho de Administração da Cofina decidiu adoptar a disposição transitória prevista no parágrafo 72.b) da Directriz Contabilística n.º 28 – "Impostos sobre o Rendimento" segundo a qual é permitido à Empresa não reconhecer durante um período que não pode exceder cinco anos, os activos por impostos diferidos e os passivos por impostos diferidos relativos a situações aplicáveis à data da entrada em vigor da referida Directriz (1 de Janeiro de 2002). Enquanto existirem situações não relevadas que determinariam o reconhecimento de passivos por impostos diferidos a Empresa não procederá ao registo de activos por impostos diferidos.

São apresentados na Nota 6 do Anexo ao Balanço e à Demonstração dos resultados os impactos de tal medida.

f) Acções próprias

As acções próprias são registadas ao custo de aquisição, sendo as mais ou menos valias geradas com a sua alienação registadas na rubrica "Reservas livres".

6. IMPOSTOS

De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (dez anos para a Segurança Social até 2000, inclusive, e cinco anos a partir de 2001) e, deste modo, as declarações fiscais da Empresa dos anos de 2003 a 2006 poderão vir ainda a ser sujeitas a revisão. A Administração da Empresa entende que as eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras anexas.

Nos termos do artigo 81º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas a Empresa encontra-se sujeita adicionalmente a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo mencionado.

A Sociedade encontra-se abrangida pelo Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (sociedade dominante), sendo que cada uma das sociedades abrangidas por este regime regista o imposto sobre o rendimento nas suas contas individuais por contrapartida da rubrica "Empresas do grupo". Nos casos em que as filiais contribuem com prejuízos é registado, nas contas individuais, o montante de imposto correspondente aos prejuízos que vierem a ser compensados pelos lucros das demais sociedades abrangidas por este regime (Nota 16).

Conforme referido na Nota 3.e) o Conselho de Administração da Cofina decidiu não proceder ao registo de impostos diferidos aplicando para o efeito a medida transitória prevista na Directriz Contabilística nº 28 – "Impostos sobre o Rendimento".

O detalhe dos activos por impostos diferidos de acordo com as diferenças temporárias que os geraram, e que não foram objecto de registo reportados a 1 de Janeiro de 2006, é como segue:

Activos por impostos
diferidos
Relativos a:
Prejuízos fiscais reportáveis 3.177.823
Provisões não aceites para efeitos fiscais 1.444.719
4.622.542

Caso a empresa não tivesse adoptado a disposição transitória prevista na Directriz Contabilística nº 28 e procedesse ao registo dos activos e passivos por impostos diferidos relacionados com as diferenças temporárias acima referidas, os mesmos não seriam registados numa óptica de prudência.

(Montantes expressos em Euros)

O movimento ocorrido nos activos por impostos diferidos no exercício findo em 31 de Dezembro de 2006, e os impactos que existiriam caso aqueles activos tivessem sido objecto de registo contabilístico, podem ser detalhados como segue:

Activos por impostos
diferidos
Saldo inicial 4.622.542
Efeito em resultados:
Prejuízos fiscais reportáveis ( 1.246.260)
Provisões não aceites para efeitos fiscais ( 610.227)
Efeito de alteração de taxa de derrama (a) ( 205.942)
Saldo final 2.560.113

(a) - Como resultado da alteração introduzida pela "Lei das Finanças Locais" sobre as normas de cálculo da derrama, a vigorar a partir de 2007, é reflectido o impacto da alteração da taxa de imposto sobre o rendimento para efeito de cálculo de activos e passivos por impostos diferidos de 27,5% para 26,5%, excepto no que respeita a activos por impostos diferidos resultantes de prejuízos fiscais reportáveis, situação em que é utilizada uma taxa de 25%.

Nos termos da legislação em vigor, os prejuízos fiscais são reportáveis durante um período de seis anos após a sua ocorrência e susceptíveis de dedução a lucros fiscais gerados durante esse período.

Em 1 de Janeiro de 2002 e em 31 de Dezembro de 2006, a Empresa não tinha situações geradoras de passivos por impostos diferidos.

7. NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL

Em 31 de Dezembro de 2006 e 2005 a empresa tinha ao seu serviço 7 e 8 pessoas, respectivamente.

10. MOVIMENTO DO ACTIVO IMOBILIZADO

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2006, o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas, imobilizações corpóreas e investimentos financeiros, bem como nas respectivas amortizações acumuladas e ajustamentos, foi como segue:

Activo bruto
Saldo Alienações e Saldo
Rubricas Inicial Aumentos abates Transferências final
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 461.818 - - - 461.818
Despesas de investigação e desenvolvimento 100.282 - - 7.212 107.494
Propriedade industrial e outros direitos 20.459 832 - - 21.291
Imobilizações em curso - 7.212 - (7.212) -
582.559 8.044 - - 590.603
Imobilizações corpóreas:
Equipamento administrativo 161.731 3.073 - - 164.804
Outras imobilizações corpóreas 98.950 - - - 98.950
260.681 3.073 - - 263.754
Investimentos financeiros (Nota 16) :
Partes de capital em empresas do grupo 47.193.765 222.000.260 (67.496) - 269.126.529
Partes de capital em empresas associadas 156.900 - (10.000) - 146.900
Partes de capital em outras empresas 507.500 - - - 507.500
Títulos e outras aplicações financeiras 54.500.000 - - - 54.500.000
Outros empréstimos concedidos 3.226.635 2.500.000 (3.226.635) - 2.500.000
105.584.800 224.500.260 (3.304.131) - 326.780.929

(Montantes expressos em Euros)

Amortizações acumuladas e ajustamentos
Rubricas Saldo
inicial
Reforços Alienações e
abates
Saldo
final
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação
461.818 - - 461.818
Despesas de investigação e desenvolvimento 100.282 2.404 - 102.686
Propriedade Industrial e Outros Direitos 13.639 7.097 - 20.736
575.739 9.501 - 585.240
Imobilizações corpóreas:
Equipamento administrativo 127.815 13.916 - 141.731
Outras imobilizações corpóreas 85.376 3.699 - 89.075
213.191 17.615 - 230.806
Investimentos financeiros:
Partes capital em empresas do grupo 42.500 24.996 (42.500) 24.996
Partes de capital em outras empresas 507.500 - - 507.500
Outros empréstimos concedidos 3.226.635 - (726.635) 2.500.000
3.776.635 24.996 (769.135) 3.032.496

A coluna "Aquisições" da rubrica "Partes de capital em empresas do grupo" corresponde à aquisição de acções da Cofina Media, S.G.P.S., S.A. representativas de 100% dos direitos de voto dessa empresa.

A coluna "Alienações" da rubrica "Partes de capital em empresas associadas" corresponde à alienação de uma participação financeira, tendo desta operação resultado uma mais valia de 10.000 Euros (Nota 46). Neste processo foram ainda cedidos os créditos que a Empresa tinha concedido a esta associada, incluídos na coluna "Alienações" da rubrica "Outros empréstimos concedidos" (Nota 45).

16. EMPRESAS DO GRUPO, ASSOCIADAS E PARTICIPADAS

a) Partes de capital em empresas do grupo

Em 31 de Dezembro de 2006, a composição dos investimentos financeiros em empresas do grupo, bem como a informação financeira obtida das demonstrações financeiras naquela data das principais participações, era como segue:

Total do Proveitos Resultado
Nome % Montante Activo capital próprio totais líquido
F. Ramada - Participações, SGPS, S. A. 100% 43.550.000 100.297.234 97.850.473 - ( 31.368 )
Cofina Media 100% 222.000.260 154.832.176 98.342.688 135.626.226 8.377.097
Cofina B.V. 100% 3.525.500 54.965.149 2.177.934 2.343.766 274.379
Outras participações 50.769
269.126.529

b) Partes de capital em empresas associadas

Em 31 de Dezembro de 2006, esta rubrica inclui participações em empresas não cotadas.

c) Partes de capital em outras empresas

Em 31 de Dezembro de 2006 esta rubrica refere-se a participações em empresas não cotadas cujo valor líquido estimado de realização é nulo, encontrando-se totalmente provisionadas.

d) Títulos e outras aplicações financeiras

Em 31 de Dezembro de 2006, esta rubrica corresponde a prestações acessórias/suplementares concedidas a empresas participadas.

(Montantes expressos em Euros)

Adicionalmente, a Cofina em 31 de Dezembro de 2006 e 2005 preparou demonstrações financeiras consolidadas de acordo com os princípios de mensuração e reconhecimento das Normas Internacionais de Relato Financeiro, das quais se apresenta um resumo dos principais dados financeiros:

Dezembro de 2006 Dezembro de 2005
216.516.024 230.257.862
59.762.962 50.165.231
2.706.542 230.909
9.702.116 10.621.118

(a) – incluindo interesses minoritários

(b) – incluindo o resultado líquido do exercício atribuível aos accionistas minoritários

Em 31 de Dezembro de 2006, os principais saldos com Empresas do Grupo podem ser detalhados como se segue:

Empresas do
Grupo (activo)
Empresas do
Grupo (passivo)
Presselivre – Imprensa Livre, S.A. 2.910.240 20.808.331
Edisport – Sociedade de Publicações Desportivas, S.A. 1.418.508 1.165.599
F.Ramada - Participações, S.G.P.S.,S.A. 45.459 3.821.073
Cofina Media, S.G.P.S., S.A. - 1.564.905
Mediafin, S.G.P.S., S.A. 147.185 100.283
Edirevistas, S.A. - 530.246
Canal Negócios – Edição de Publicações, Lda. 1.771 200.131
Cofina Com II, S.G.P.S., S.A. 53.539 -
Outros 61.209 39.202
4.637.911 28.229.770

Do montante registado na rubrica do activo "Empresas do grupo" cerca de 4.536.586 correspondem a saldos a receber do grupo no âmbito do RETGS (Nota 6).

Do montante registado na rubrica do passivo "Empresas do grupo" cerca de 2.267.181 correspondem a saldos a pagar ao grupo no âmbito do RETGS (Nota 6).

21. MOVIMENTOS OCORRIDOS NOS AJUSTAMENTOS DAS RUBRICAS DO ACTIVO CIRCULANTE

No exercício findo em 31 de Dezembro de 2006, os movimentos ocorridos nos ajustamentos das rubricas do activo circulante foram como segue:

Ajustamentos
Saldo
inicial
Aumentos Utilizações Reversões Saldo
final
Outros devedores 1.714.047 - 237.160 1.476.887 -
Outros títulos negociáveis (Nota 45) - 2.019 - - 2.019
1.714.047 2.019 237.160 1.476.887 2.019

O valor registado na rubrica "Utilizações" corresponde à anulação de uma conta a receber de uma sociedade liquidada durante o exercício de 2006.

O valor registado na rubrica "Reversões" refere-se a valores a totalmente provisionados e que foram recuperados durante o exercício.

22. GARANTIAS PRESTADAS

Em 31 de Dezembro de 2006, a Cofina tinha constituído garantias cujo detalhe é como segue:

  • a) penhor de 88.883.450 acções da Cofina Media, S.G.P.S., S.A. e aval da Edisport e Presselivre como garantia de empréstimos contraídos junto do Banco BPI, S.A., cujo saldo em dívida em 31 de Dezembro de 2006 ascendia a 17.956.724 Euros;
  • b) penhor de 88.883.450 acções da Cofina Media,S.G.P.S., S.A. como garantia do Programa de Papel Comercial contraído junto do Banco BPI, S.A. cujo saldo em dívida em 31 de Dezembro de 2006 ascendia a 3.750.000 Euros.

35. MOVIMENTOS OCORRIDOS NO CAPITAL

Em 22 de Dezembro de 2006 foi efectuada a renominalização do capital social, através da divisão de cada uma das acções representativas do capital social anteriormente existentes, com o valor nominal de 50 cêntimos de Euro, em duas novas acções com o valor nominal de 25 cêntimos de Euro cada.

36. COMPOSIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL

Em 31 de Dezembro de 2006, o capital da Empresa, totalmente subscrito e realizado, era composto por 102.565.836 acções com o valor nominal de 25 cêntimos de Euro cada.

37. IDENTIFICAÇÃO DE PESSOAS COLECTIVAS COM MAIS DE 20% DO CAPITAL

As seguintes pessoas colectivas detêm mais de 20% do capital subscrito em 31 de Dezembro de 2006:

  • Cofihold, SGPS, S.A.

40. VARIAÇÃO NAS RUBRICAS DE CAPITAL PRÓPRIO

O movimento ocorrido nas rubricas de capital próprio durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2006 foi como segue:

Saldo
inicial
Aumentos Diminuições Transferências Saldo
final
Capital 25.641.459 - - - 25.641.459
Prémios de emissão de
acções 15.874.835 - - - 15.874.835
Reservas:
Reserva legal 4.280.706 - - 847.587 5.128.293
Reservas livres - - - 33.047.948 33.047.948
Resultados transitados (333.672 ) - - - (333.672)
Resultado líquido do exercício 36.459.681 5.617.023 ( 2.564.146 ) ( 33.895.535 ) 5.617.023
Total 81.923.009 5.617.023 ( 2.564.146 ) - 84.975.886

A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinada ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital social. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.

(Montantes expressos em Euros)

De acordo com a deliberação tomada na Assembleia Geral realizada em de 31 de Março de 2006, foi deliberado que o resultado líquido do exercício de 2005 fosse distribuído como segue:

Reserva legal 847.587
Reservas livres 33.047.948
Dividendos 2.564.146
----------------
36.459.681
=========

45. DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS FINANCEIROS

Os resultados financeiros para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2006 e 2005 têm a seguinte composição:

2006 2005
2.018.332
2.019 -
130 -
619.772 -
3.120.058 1.001.697
----------------
3.020.029
5.095.097 34.968.258
---------------
37.988.287
=========
1.262.176
36.726.111
10.105.994 -
---------------
37.988.287
=========
3.335.410
---------------
7.077.389
---------------
12.172.486
=========
2.066.477
15
---------------
12.172.486
=========

As rubricas "Perdas na alienação de aplicações de tesouraria" e "Ganhos na alienação de aplicações de tesouraria" referem-se a perdas e ganhos obtidos na alienação de títulos da Avanzit.

A rubrica "Outros custos e perdas financeiros" inclui custos suportados com a emissão de papel comercial durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2006, comissões de corretagem decorrentes das transacções em Bolsa acima mencionadas e perdas no valor de realização de créditos cedidos como consequência da alienação de investimentos financeiros (Nota 10).

A rubrica "Juros obtidos" refere-se, essencialmente, a juros obtidos de depósitos a prazo.

A rubrica "Ganhos de participações de capital" do exercício findo em 31 de Dezembro de 2005 refere-se a uma distribuição de reservas da empresa participada Celulose do Caima, SGPS, S.A.

46. DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS

Os resultados extraordinários para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2006 e 2005 têm a seguinte composição:

2006 2005
Custos e perdas:
Donativos 250.850 3.490
Perdas em imobilizações - 756.875
Multas 279 55
Correcções relativas a exercícios anteriores 33.527 32.239
Outros custos e perdas extraordinários 12 9.922
------------
284.668
--------------
802.581
Resultados extraordinários ( 78.134 ) 2.155.693
------------
206.534
--------------
2.958.274
Proveitos e ganhos: ======= ========
Ganhos em imobilizações (Nota 10) 35.000 2.933.107
Correcções relativas a exercícios anteriores 5.741 18.915
Outros proveitos e ganhos extraordinários 165.793 6.252
------------
206.534
--------------
2.958.274
======= ========

48. DÍVIDAS A INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO E OUTROS EMPRÉSTIMOS OBTIDOS

Em 31 de Dezembro de 2006, o detalhe dos empréstimos obtidos junto de instituições de crédito era o seguinte:

Empréstimos bancários: Curto
prazo
Médio e
longo prazo
Empréstimos 17.956.726 -
========= =========

Estes empréstimos bancários vencem juros a taxas de mercado.

Papel comercial 3.750.000
========
50.000.000
=========
A rubrica "Outros empréstimos obtidos" pode ser detalhada como segue: Curto
prazo
Médio e
longo prazo

A parcela de médio e longo prazo será liquidada numa prestação única em 2010.

49. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

Em 31 de Dezembro de 2006, os saldos com estas entidades tinham a seguinte composição:

Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas:
Imposto a recuperar
Retenções na fonte 1.057.308
388.929
Pagamento especial por conta 72.470
-------------
1.518.707
Saldos credores: ========
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas:
Estimativa de imposto sobre o rendimento (Nota 6) 2.277.005
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares:
Retenções na fonte 5.062
Contribuições para a Segurança Social 6.523
-------------
2.288.590
========

50. ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS

Em 31 de Dezembro de 2006, os saldos mais relevantes das rubricas de acréscimos diferimentos tinham a seguinte composição:

Acréscimos de proveitos:
Juros a receber
2.560.722
Custos Diferidos
Comissões e juros referentes a papel comercial
========
40.178
Outros 2.566
-----------
42.744
======
Acréscimos de custos:
Juros a liquidar
899.081
Remunerações a liquidar
Outros
31.263
569
-----------
930.913
======

51. OUTROS CREDORES

Em 31 de Dezembro de 2006, a rubrica do passivo "Outros credores" podia ser detalhada como segue:

Credores por aquisição de participações financeiras
Outros
200.000.000
2.439.893
-----------------
202.439.893
==========

O valor referente à dívida de credores por aquisição de participações financeiras refere-se à aquisição de acções da Cofina Media à subsidiária IMC – Investimentos, Média e Conteúdos, SGPS (Nota 10).

52. DEPÓSITOS BANCÁRIOS

Em 31 de Dezembro de 2006, esta rubrica podia ser detalhada como segue:

Depósitos a prazo (vencíveis a menos de 3 meses)
Depósitos à ordem
55.150.000
120.378
---------------
55.270.378
=========

53. TÍTULOS NEGOCIÁVEIS

Em 31 de Dezembro de 2006 a rubrica "Outros títulos negociáveis" corresponde essencialmente a títulos cotados em bolsa.

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