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Cofina SGPS

Management Reports Sep 1, 2010

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Management Reports

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COFINA, SGPS, S.A.

Capital Social: 25.641.459 Euros

Rua General Norton de Matos, n.º 68, Porto

Pessoa Colectiva n.º 502 293 225

COFINA, S.G.P.S., S.A. (SOCIEDADE ABERTA)

Relatório do Conselho de Administração

CONTAS CONSOLIDADAS

30 de Junho de 2010

INTRODUÇÃO 3
EVOLUÇÃO BOLSISTA 4
ACTIVIDADE DO GRUPO 6
ANÁLISE FINANCEIRA 10
PERSPECTIVAS PARA O SEGUNDO SEMESTRE DE 2010 15
GOVERNO DA SOCIEDADE 15
DISPOSIÇÕES LEGAIS 16
DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE 18
CONSIDERAÇÕES FINAIS 18

Senhores accionistas

Dando cumprimento ao disposto na Lei, vem o Conselho de Administração da Cofina, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta) apresentar o Relatório de Gestão relativo ao primeiro semestre do exercício de 2010.

INTRODUÇÃO

O primeiro semestre de 2010 foi marcado por uma ligeira recuperação da economia portuguesa depois da grave crise económica e financeira que marcou todo o ano de 2009. Contudo, esta pequena recuperação não foi suficiente para que as receitas de publicidade no sector dos media voltassem aos níveis de períodos anteriores.

A concorrência entre os principais players de mercado mantém-se a um nível elevado em resultado deste clima económico de quase estagnação.

No entanto, a Cofina Media, subsidiária que agrega os interesses do Grupo Cofina no sector, conseguiu manter uma performance digna de referência, sobretudo ao nível dos jornais. Esta performance foi igualmente potenciada pela continuidade da estratégia de redução de custos adoptada pelo Grupo.

EVOLUÇÃO BOLSISTA

(Nota: Consideramos o PSI 20 como um índice com valor inicial idêntico ao do título em análise, de forma a possibilitar uma melhor comparação das variações das cotações.)

Invertendo a tendência de subida de 2009, o PSI-20 caiu cerca de 17% no 1º semestre de 2010, acompanhando as principais bolsas europeias. A crise da divida pública na Zona Europeia, as quedas constantes dos ratings e as medidas de austeridade dos Governos são alguns dos factores impulsionadores desta evolução negativa, sendo que Portugal, Espanha e Grécia foram dos países que mais se ressentiram com estes acontecimentos.

As acções da Cofina acompanharam esta tendência de descida mas com uma amplitude mais acentuada, encerrando o semestre com um valor por acção de 0,81 Euros (valor mínimo). Durante o semestre foram transaccionadas cerca de 7,5 milhões de acções, representativas de 7% do capital social da Empresa, tendo durante este período atingido um valor máximo de 1,25 Euros por acção.

Os principais eventos que marcaram a evolução da cotação das acções da Cofina durante o primeiro semestre de 2010 podem ser descritos, cronologicamente, do seguinte modo:

  • A 3 de Fevereiro foi anunciada a diminuição da percentagem de participação da UBS AG para um nível inferior a 5% do capital social e dos direitos de voto da Cofina SGPS com a alienação de 955.474 acções e manutenção de 4.462.037 acções correspondentes a 4,35% do capital social e dos direitos de voto.
  • A 8 de Fevereiro foi comunicada a transmissão de 1.222.000 de acções da sociedade Promendo – Promoções Empresariais S.A. para a sociedade Promendo SGPS, S.A. na sequência do processo de cisão-fusão destas duas sociedades.
  • No comunicado relativo ao anúncio da performance do Grupo no exercício de 2009, realizado em 11 de Março de 2010, a Cofina apresentou um resultado líquido consolidado de 17 milhões de Euros. As receitas operacionais diminuíram 7% cifrando-se nos 134 milhões de Euros. Nesta data, as acções da Cofina fecharam a cotar nos 1,15 Euros por acção.
  • No comunicado relativo à apresentação das demonstrações financeiras do primeiro trimestre de 2010, efectuado em 6 de Maio, a Cofina evidenciou resultados líquidos negativos de 6,7 milhões de Euros, tendo o EBITDA apresentado um crescimento de 7% face ao período homólogo. Nesta data, as acções da Cofina fecharam a cotar nos 0,90 Euros por acção.
  • No comunicado relativo às deliberações da Assembleia Geral Anual de 17 de Maio, efectuado em 18 de Maio, a Cofina revelou a aprovação da distribuição de dividendos de 1.025.658,36 Euros o que corresponde a um dividendo de 0,01 Euros por acção.

ACTIVIDADE DO GRUPO

O Grupo Cofina desenvolve a sua actividade essencialmente na área dos media e conteúdos.

A empresa chave nesta área de negócio é a Cofina Media, S.G.P.S., S.A., detentora de títulos líderes dos respectivos segmentos como o jornal diário "Correio da Manhã", o diário desportivo "Record", os jornais gratuitos "Destak" e "Metro", a revista de informação "Sábado" bem como outros títulos, entre os quais "Jornal de Negócios", "Máxima", "TV Guia", "Flash!", "Vogue", "GQ", "Rotas e Destinos", "PC Guia" e "Automotor".

Actualmente, o organigrama das participações do Grupo Cofina Media pode ser resumido como segue:

À semelhança de períodos anteriores, o primeiro semestre de 2010 caracterizou-se pela pressão sobre os meios de imprensa tradicionais, ameaçados pelo acesso a jornais "online". No entanto, esta é uma área onde o Grupo não apresenta vulnerabilidades

relevantes: por um lado possui uma base consistente de leitores ao nível dos seus meios de comunicação em suporte papel; por outro lado, a sua presença nas áreas que poderão ser beneficiadas permite-lhe facilmente substituir as receitas de circulação, que eventualmente venham a ser perdidas, por receitas de publicidade.

O primeiro semestre de 2010 ficou também marcado por uma conjuntura macroeconómica internacional difícil, que teve impactos na procura interna e no nível de retoma da economia portuguesa. Ainda assim, a Cofina conseguiu manter a liderança de mercado nos seus principais meios de comunicação social, nomeadamente no jornal diário "Correio da Manhã" e ganhando quota de mercado noutros títulos, dos quais merece destaque a revista de informação semanal "Sábado".

No que se refere ao investimento publicitário, o Grupo Cofina manteve a liderança entre os principais grupos de media:

Investimento
publicitário em
2010
Share Investimento
publicitário em
2009
Share
Cofina Media 93.950.026 26% 84.036.090 24%
Controlinveste 64.123.012 18% 66.538.738 19%
Impresa 53.578.256 15% 51.763.408 15%
Impala 25.195.241 7% 21.618.101 6%

Fonte: Mediamonitor

(valores a preço de tabela em euros acumulados em 30 de Junho)

Durante o primeiro semestre de 2010, o investimento publicitário nas empresas do gupo Cofina Media recuperou parte da queda abrupta que registou no semestre passado (subida de cerca de 12% quando no semestre passado tinha sofrido uma redução de 19% face ao período homólogo). No entanto, esta comparação é afectada pelo facto de, em Junho de 2010, se ter realizado o Mundial de Futebol na África do Sul, evento desportivo que teve um impacto significativo nas receitas publicitárias do segundo trimestre de 2010.

No que se refere à circulação paga, o Grupo Cofina reforçou a posição de liderança alcançado em 2009 tendo, para além disso, aumentado o número total de exemplares vendidos ao contrário dos players mais importantes, que sofreram uma redução significativa.

Circulação paga
Grupo Editorial 2010 Share 2009 Share
Cofina Media 27.893.168 31% 27.054.831 28%
Controlinveste 21.108.657 24% 26.558.840 28%
Impala 9.899.193 11% 10.442.301 11%
Impresa 9.207.153 10% 9.440.987 10%

Fonte: APCT

Número total de exemplares vendidos de Janeiro a Abril inclusive

Circulação paga Share
2010 2009 Variação 2010 2009
Correio da manhã 123.352 114.525 7,7% 43,2% 35,3%
Jornal de Notícias 83.381 99.044 -15,8% 29,2% 30,5%
24 Horas 16.069 32.913 -51,2% 5,6% 10,1%
Público 32.981 37.530 -12,1% 11,6% 11,6%
Diário de Notícias 29.555 40.374 -26,8% 10,4% 12,4%
Mercado 285.338 324.387 -12,0%

Fonte: APCT

Número médio de exemplares vendidos por edição de Janeiro a Abril inclusive

O mercado dos diários generalistas registou um decréscimo de 12% entre Janeiro e Abril de 2010 face a igual período de 2009. No entanto, o Correio da Manhã continuou a ser o diário que apresentou, durante este período, os maiores níveis de circulação paga, tendo inclusive sido a única publicação a subir (7,7%) enquanto os restantes concorrentes mais directos sofreram reduções significativas todas elas acima dos 10%.

De acordo com os dados disponibilizados pela APCT (referentes aos meses de Janeiro a Abril de 2010), o Correio da Manhã é o jornal mais vendido em Portugal, com vendas médias diárias superiores a 123 mil exemplares. O jornal diário desportivo Record vendeu em média, por dia, cerca de 69 mil exemplares.

Em termos de revistas, a "Sábado" registou vendas médias semanais de cerca de 73 mil exemplares. A TV Guia vendeu, em média, por semana mais de 73 mil exemplares e a revista de moda Máxima registou uma circulação paga média mensal de 52 mil exemplares.

Em relação ao mercado das revistas generalistas, verificou-se uma quebra de 2,9% entre Janeiro e Abril de 2010 face a igual período de 2009 sendo que a Revista Sábado apresentou uma redução de circulação paga de 8,2% mas manteve a segunda posição destacada.

Circulação paga
2010 2009 Variação 2010 2009
72.998 79.551 -8,2% 39,1% 41,4%
103.754 103.000 0,7% 55,6% 53,7%
9.705 9.406 3,2% 5,2% 4,9%
186.458 191.957 -2,9%

Fonte: APCT

Número médio de exemplares vendidos por edição de Janeiro a Abril inclusive

ANÁLISE FINANCEIRA

Principais indicadores do 1º semestre de 2010

Os indicadores de performance consolidados do Grupo Cofina relativos ao primeiro semestre de 2010, preparados de acordo com os princípios de reconhecimento e de mensuração das Normas Internacionais de Relato Financeiro, podem ser resumidos como segue:

30.06.2010 30.06.2009 Δ 2010 / 2009
Proveitos operacionais 66.780 64.756 3,1%
Resultados antes de impostos e resultados financeiros (EBIT) 8.010 7.543 6,2%
EBITDA 9.932 9.230 7,6%
Resultado líquido (a) (10.926) 5.468 s.s.
(valores em milhares de euros)

EBITDA = resultados antes de impostos, resultados financeiros e amortizações e depreciações

(a) - Resultado líquido atribuível aos accionistas da Empresa mãe

Ao nível dos proveitos operacionais verificou-se um aumento de cerca de 3,1% neste indicador face ao período homólogo de 2009, evidenciando uma ligeira recuperação depois do difícil ano anterior que ficou marcado por uma grande redução da publicidade devido à crise económica e correspondente retracção do investimento publicitário. Graças à manutenção da estratégia de redução e contenção de custos iniciada pelo Grupo no primeiro semestre de 2009 os resultados operacionais aumentaram mais do que proporcionalmente em 6,2%.

Esta política teve também impacto ao nível do EBITDA que teve um aumento de 7,6% face ao primeiro semestre de 2009, cifrando-se nos 9,9 milhões de Euros em 30 de Junho de 2010.

O endividamento bancário nominal bruto do Grupo Cofina em 30 de Junho de 2010 ascende a 210 milhões de Euros, correspondente a um endividamento nominal líquido de 97,5 milhões de Euros.

As demonstrações financeiras consolidadas anexas em 30 de Junho de 2010 apresentavam capital próprio negativo. Tal facto deve-se exclusivamente à exposição que um Grupo tem na ZON Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A. ("Zon Multimédia") através da detenção de 15.190.000 acções valorizadas ao valor de mercado.

É convicção do Conselho de Administração que a cotação da Zon Multimédia naquela data não reflecte o justo valor deste título, sendo a expectativa deste Conselho de Administração que a situação de capitais próprios consolidados negativos deixe de ser aplicável até ao final do exercício de 2010.

De um modo mais detalhado, os principais indicadores ao nível das demonstrações financeiras consolidadas do Grupo Cofina são como segue:

Jun-10 Jun-09 Δ 2010 / 2009
Receitas operacionais 66.780 64.756 3,1%
Circulação 31.565 30.831 2,4%
Publicidade 27.144 24.801 9,4%
Produtos de marketing alternativo e outros 8.071 9.124 -11,5%
Receitas operacionais por segmentos 66.780 64.756 3,1%
Jornais 50.032 48.092 4,0%
Revistas 16.748 16.664 0,5%
Custos operacionais (a) 56.848 55.527 2,4%
EBITDA Consolidado (b) 9.932 9.229 7,6%
Margem EBITDA 14,9% 14,3% + 0,6 pp
EBITDA Jornais 10.331 9.594 7,7%
Margem EBITDA Jornais 20,6% 19,9% + 0,7 pp
EBITDA Revistas (399) (365) 9,3%
Margem EBITDA Revistas -2,4% -2,2% - 0,2 pp
Amortizações Correntes 1.922 1.686 14,0%
EBIT (c) 8.010 7.543 6,2%
Margem EBIT 12,0% 11,6% + 0,4 pp
Resultados Financeiros (17.370) 516 s.s.
Resultados Correntes (9.360) 8.059 s.s.
Margem Resultados Correntes -14,0% 12,4% s.s.
Reultados antes de impostos e minoritários (9.360) 8.059 s.s.
Imposto sobre o rendimento 1.617 2.493 s.s.
Interesses Minoritários (51) 98 s.s.
Resultado Líquido Consolidado (10.926) 5.468 s.s.
(valores em milhares de euros)

(a) Custos operacionais excluindo amortizações

(b) EBITDA = resultados antes de impostos, resultados financeiros e amortizações e depreciações

(c) EBIT = resultados antes de impostos e resultados financeiros

As receitas operacionais do primeiro semestre apresentaram um aumento de cerca 3%, destacando-se o aumento de 9,4% registada nas receitas de publicidade e de 2,4% nas receitas de circulação o que reflecte uma recuperação face à diminuição muito significativa (14%) em período homólogo de 2009 fruto da crise económica e financeira internacional que se reflectiu numa retracção na procura e no mercado publicitário.

Os custos operacionais atingiram cerca de 57 milhões de Euros, o que representa um acréscimo de 2,4% face ao período homólogo do ano anterior. Este aumento menos do que proporcional face aos proveitos operacionais é justificado pela política de custos definida em períodos anteriores pelo Grupo de adaptar a sua estrutura de custos ao contexto económico recessivo, tendo aprofundado as acções de redução de custos.

Assim sendo, face a este comportamento dos custos, o EBITDA teve um aumento de 7,6%, atingindo os 9,9 milhões de Euros. A margem EBITDA cresceu 0,6 pontos percentuais, passando de 14,3% em 2009 para 14,9% em 2010.

Os resultados antes de impostos e resultados financeiros (EBIT) atingiram os 8 milhões de Euros, o que corresponde a um aumento de cerca de 6,2% face ao período homólogo de 2009. A margem EBIT, a par da tendência registada na margem EBITDA, registou um crescimento de 0,4 pontos percentuais face ao primeiro semestre de 2009, tendo-se cifrado nos 12%.

O resultado líquido consolidado atingiu um valor negativo de cerca de 10,9 milhões de Euros, enquanto no primeiro semestre de 2009 tinha sido de 5,5 milhões de Euros positivos. Tal facto deve-se exclusivamente à exposição que o Grupo tem na ZON Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A. ("Zon Multimédia") através da detenção de 15.190.000 acções valorizadas ao valor de mercado.

Principais indicadores do 2º trimestre de 2010

No segundo trimestre de 2010 as receitas operacionais atingiram os 34,6 milhões de Euros, o que representa um aumento de 1,7% face ao segundo trimestre de 2009 e um crescimento de 7,7% face ao nível de receitas atingido no primeiro trimestre de 2010.

2T 10 2T 09 Δ 2T10 / 2T09 1T 10 Δ 2T10 / 1T10
Receitas operacionais 34.625 34.062 1,7% 32.155 7,7%
Circulação 15.909 15.604 2,0% 15.656 1,6%
Publicidade 15.098 13.595 11,1% 12.046 25,3%
Produtos de marketing alternativo e outros 3.618 4.863 -25,6% 4.453 -18,8%
Receitas operacionais por segmentos 60.576 34.062 77,8% 32.155 88,4%
Jornais 34.625 25.366 36,5% 24.081 43,8%
Revistas 25.951 8.696 198,4% 8.074 221,4%
Custos operacionais (a) 29.338 29.159 0,6% 27.510 6,6%
EBITDA Consolidado (b) 5.287 4.903 7,8% 4.645 13,8%
Margem EBITDA 15,3% 14,4% 14,4%
EBITDA Jornais 5.543 5.093 8,8% 4.788 15,8%
Margem EBITDA Jornais 16,0% 20,1% 19,9%
EBITDA Revistas (256) (190) 34,7% (143) 79,0%
Margem EBITDA Revistas -1,0% -2,2% -1,8%
Amortizações Correntes 963 841 14,5% 959 0,4%
EBIT (c) 4.324 4.062 6,5% 3.686 17,3%
Margem EBIT 12,5% 11,9% 11,5%
Resultados Financeiros (8.048) (2.014) s.s. (9.322)
Resultados Correntes (3.724) 2.048 s.s. (5.636) -33,9%
Margem Resultados Correntes -10,8% 6,0% -17,5%
Reultados antes de impostos e minoritários (3.724) 2.048 s.s. (5.636) -33,9%
Imposto sobre o rendimento 485 1.502 s.s. 1.132 -57,2%
Interesses Minoritários 12 118 s.s. (63) s.s.
Resultado Líquido Consolidado (4.221) 428 s.s. (6.705) -37,0%

(valores em milhares de euros) (a) Custos operacionais excluindo amortizações

(b) EBITDA = resultados antes de impostos, resultados financeiros e amortizações e depreciações

(c) EBIT = resultados antes de impostos e resultados financeiros

Em termos de circulação, verificou-se um crescimento face ao período homólogo do ano anterior (+2,0%) e face ao primeiro trimestre de 2010 (+1,6%). Em termos de receitas de publicidade, registou-se um aumento de 11% year on year e de 25% quarter on quarter. As receitas de marketing alternativo atingiram cerca de 3,6 milhões de Euros, o que representa um decréscimo de 26% face ao segundo trimestre de 2009 e de 19% face ao primeiro trimestre de 2010.

Os custos operacionais do segundo trimestre de 2010 atingiram cerca de 29,3 milhões de Euros, o que representa um acréscimo de 0,6% face ao período homólogo do ano anterior.

O EBITDA do período em causa cifrou-se nos 5,3 milhões de Euros, o que corresponde a um acréscimo de 7,8% year on year e de 13,8% quarter on quarter. A optimização é igualmente evidenciada através da margem EBITDA, que atingiu os 15,3% neste trimestre, o que representa uma subida de 0,9 pontos percentuais face aos 14,4% registados no segundo trimestre de 2009.

Segmento de Jornais

Este segmento integra as seguintes publicações: "Correio da Manhã", "Record","Jornal de Negócios", "Destak" e "Metro".

Jun-10 Jun-09 Δ 2010 / 2009
Valor %
Receitas operacionais 50.032 48.092 1.940 4,0%
Circulação 23.519 22.070 1.449 6,6%
Publicidade 20.795 19.199 1.596 8,3%
Produtos de marketing alternativo e outros 5.718 6.823 (1.105) -16,2%
Custos operacionais (a) 39.701 38.498 1.203 3,1%
EBITDA (b) 10.331 9.594 737 7,7%
Margem EBITDA 20,6% 19,9% + 0,7 pp

(valores em milhares de euros)

(a) Custos operacionais exceptuando amortizações

(b) EBITDA = resultados antes de impostos, resultados financeiros e amortizações e depreciações

As receitas operacionais obtidas no segmento dos jornais foram de 50 milhões de Euros, representando um aumento de 4% face ao período homólogo de 2009, tendo as receitas de circulação e publicidade verificado um aumento de 6,6% e 8,3%, respectivamente. Por outro lado, as receitas de produtos de marketing alternativo sofreram uma redução de 16%.

Os custos operacionais apresentaram um aumento de 3,1%, atingindo os 39,7 milhões de Euros em 30 de Junho de 2010.

O EBITDA registado no período foi de 10,3 milhões de Euros, com uma variação positiva de 3,1% face ao período homólogo. A margem EBITDA foi de 20,6%, o que representa um aumento de 0,7 pontos percentuais quando comparada com Junho de 2009.

Em termos trimestrais, o segundo trimestre registou receitas de 25,9 milhões de Euros, o que corresponde a um acréscimo de 2,3% face ao segundo trimestre de 2009 e um crescimento de 7,8% face ao primeiro trimestre deste ano.

2T 10 2T 09 Var (%) 1T 10 Var (%)
2T10 / 2T09 2T10 / 1T10
Receitas operacionais 25.952 25.367 2,3% 24.081 7,8%
Circulação 11.907 11.234 6,0% 11.612 2,5%
Publicidade 11.369 10.501 8,3% 9.426 20,6%
Produtos de marketing alternativo e outros 2.676 3.632 -26,3% 3.043 -12,1%
Custos operacionais (a) 20.409 20.274 0,7% 19.293 5,8%
EBITDA (b) 5.543 5.093 8,8% 4.788 15,8%
Margem EBITDA 21,4% 20,1% + 1,3 pp 19,9% + 1,5 pp

(valores em milhares de euros) (a) Custos operacionais exceptuando amortizações

(b) EBITDA = resultados antes de impostos, resultados financeiros e amortizações e depreciações

As receitas de circulação atingiram cerca de 12 milhões de Euros, tendo crescido 6% face ao segundo trimestre de 2009 e 2,5% face ao primeiro trimestre de 2010. Por seu turno, as receitas de publicidade foram de 11,3 milhões de Euros, o que representa um aumento de 8,3% year on year e 20,6% quarter on quarter. As receitas associadas a produtos de marketing alternativo foram de 2,7 milhões de Euros, o que se traduz numa queda de 26% face ao segundo trimestre de 2009 e 12,1% quarter on quarter.

Em termos de EBITDA, no segundo trimestre de 2010, o segmento de jornais da Cofina atingiu cerca de 5,5 milhões de Euros, registando um crescimento de 8,8% face aos 5,1 milhões de euros registados no segundo trimestre do ano transacto e de 15,8% face ao primeiro trimestre de 2010. A margem EBITDA superou os 21%.

Segmento de Revistas

Este segmento integra as seguintes publicações: "Sábado", "Tv Guia", "Flash", "Máxima", "Vogue", "Máxima Interiores", "GQ", "Automotor", "Rotas&Destinos", "PC Guia" e "Semana Informática".

Jun-10 Jun-09
Valor %
16.748 16.664 84 0,5%
8.046 8.761 (715) -8,2%
6.349 5.602 747 13,3%
2.353 2.301 52 2,3%
17.147 17.029 118 0,7%
(399) (365) (34) 9,3%
-2,4% -2,2% - 0,2 pp
Δ 2010 / 2009

(valores em milhares de euros)

(a) Custos operacionais exceptuando amortizações

(b) EBITDA = resultados antes de impostos, resultados financeiros e amortizações e depreciações

No segmento de revistas as receitas totais cifraram-se em cerca de 16,7 milhões de Euros, o que representa um ligeiro aumento de 0,5%. A variação negativa nas receitas de circulação (-8,2%) foi compensada pelos aumentos nas receitas de publicidade (13,3%) e nas receitas de marketing alternativo (2,3%) que atingiram valores na ordem dos 6,3 e 2,3 milhões de Euros, respectivamente.

Os custos operacionais cifram-se nos 17,1 milhões de Euros o que representa um ligeiro aumento de 0,7% face a igual período de 2009.

O EBITDA atingiu cerca de 339 mil Euros negativos no final do primeiro semestre de 2010 e a margem EBITDA foi negativa em 2,4%.

PERSPECTIVAS PARA O SEGUNDO SEMESTRE DE 2010

Face às incertezas e dificuldades que se prevêem para o segundo semestre de 2010, quer na economia nacional, quer a nível internacional, e a retracção da procura no mercado publicitário, o Grupo irá manter uma gestão prudente sem descurar o reforço da liderança dos seus títulos e as oportunidades para potenciar os seus resultados.

O Grupo está convicto das suas capacidades e prevê manter no segundo semestre a performance positiva que se tem vindo a apresentar. O Grupo mantém-se confiante na sua capacidade para manter a posição de liderança que as suas publicações ocupam e reforçar o posicionamento das suas publicações mais recentes.

GOVERNO DA SOCIEDADE

De acordo com as disposições legais em vigor, a Empresa está dispensada de apresentar informação referente ao Governo da Sociedade, uma vez que esta apenas é obrigatória conjuntamente com o relatório anual de gestão.

DISPOSIÇÕES LEGAIS

Acções próprias

Nos termos e para os efeitos do disposto no art. º 66 do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que em 30 de Junho de 2010 a Cofina não detinha acções próprias não tendo adquirido ou alienado acções próprias durante o semestre.

Acções detidas pelos órgãos sociais da Cofina

Nos termos e para os efeitos do disposto no art. 447º do Código das Sociedades Comerciais informa-se que em 30 de Junho de 2010, os administradores da Sociedade detinham as seguintes acções:

Paulo Jorge dos Santos Fernandes 7.165.746
Ana Rebelo Mendonça Fernandes (b) 15.385.276
João Manuel Matos Borges de Oliveira (a) 10.264.014
Domingos José Vieira de Matos 7.296.112
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira 4.928.291
Pedro Macedo Pinto de Mendonça 854.500

(a) as 10.264.014 acções correspondem ao total das acções da Cofina, S.G.P.S., S.A. detidas pela sociedade Caderno Azul, S.G.P.S., S.A., da qual o administrador João Manuel Matos Borges de Oliveira é administrador e accionista, titular de 50% do respectivo capital social.

(b) consideram-se imputáveis a Ana Rebelo Mendonça Fernandes, para além dos 6.377.840 de acções da Cofina, S.G.P.S., S.A. detidas a título pessoal, 9.007.436 acções da Cofina, S.G.P.S., S.A. detidas pela sociedade Promendo, S.G.P.S., S.A., de que é administradora e accionista, titular de 59,6% do respectivo capital social. Assim, nos termos legais, consideram-se imputáveis a Ana Rebelo Mendonça Fernandes, um total de 15.385.276 acções, correspondentes a 15% do capital e dos direitos de voto da Cofina, S.G.P.S., S.A..

Em 30 de Junho de 2010, o Revisor Oficial de Contas, os membros do Conselho Fiscal e da Mesa da Assembleia Geral não possuíam acções representativas do capital social da Cofina.

Participação no Capital da Sociedade

Nos termos e para os efeitos do disposto nos Artigos 16º e 20º do Código de Valores Mobiliários e no Artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que as sociedades e/ou pessoas singulares que têm uma participação social qualificada que ultrapasse os 2%, 5%, 10%, 20%, 33% e 50% dos direitos de voto, e de acordo com as notificações recebidas na sede da sociedade até à data, são como segue:

Acções % directa
detidas em de direitos
Superior a 2% dos direitos de voto 30.06.2010 de voto
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira 4.928.291 4,81%
UBS AG, Zurique 4.462.037 4,35%
Banco BPI, S.A. (a) 3.200.000 3,12%
Millenium BCP – Gestão de Fundos de Investimento, S.A. 2.085.568 2,03%

(a) as 3.200.000 acções são detidas pelo Fundo de Pensões do Banco BPI. Esta participação é imputável ao Banco BPI nos termos do artigo 20º do Código dos Valores Mobiliários.

Acções % directa
detidas em de direitos
Superior a 5% dos direitos de voto 30.06.2010 de voto
Promendo, SGPS, S.A. (a) 9.007.436 8,78%
Domingos José Vieira de Matos 7.296.112 7,11%
Paulo Jorge dos Santos Fernandes 6.165.746 6,99%
Ana Rebelo Mendonça Fernandes (b) 6.377.840 6,22%
Santander Asset Management – Sociedade Gestora de Fundos de
Investimento Mobiliário, S.A. 5.147.981 5,02%

(a) as 9.007.436 acções da Cofina, S.G.P.S., S.A. detidas pela sociedade Promendo, S.G.P.S., S.A, consideram-se imputáveis a Ana Rebelo Mendonça Fernandes, sua administradora e accionista, titular de 59,6% do respectivo capital social

(b) consideram-se, igualmente, imputáveis a Ana Rebelo Mendonça Fernandes, 9.007.436 acções da Cofina, S.G.P.S., S.A. detidas pela sociedade Promendo, S.G.P.S., S.A, já referidas em (a). Assim, nos termos legais, consideram-se imputáveis a Ana Rebelo Mendonça Fernandes, um total de 15.385.276 acções, correspondentes a 15% do capital e dos direitos de vota da Cofina, S.G.P.S., S.A..

Acções % directa
detidas em de direitos
Superior a 10% dos direitos de voto 30.06.2010 de voto
Caderno Azul, SGPS, S.A. (a) 10.264.014 10,01%

(a) as 10.264.014 acções correspondem ao total das acções da Cofina, S.G.P.S., S.A. detidas pela sociedade Caderno Azul, S.G.P.S., S.A., da qual o administrador João Manuel Matos Borges de Oliveira é administrador e accionista, titular de 50% do respectivo capital social.

DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE

Os membros do Conselho de Administração da Cofina, S.G.P.S., S.A. declaram assumir a responsabilidade pela presente informação e asseguram que os elementos nela inscritos são verídicos e que não existem omissões que sejam do seu conhecimento.

Nos termos do n.º 3 do art. 8º do Código dos Valores Mobiliários declaramos que as contas que integram este relatório intercalar não foram objecto de exame simplificado.

Nos termos do art. 21º do Decreto-Lei 411/91, de 17 de Outubro informamos que não existem dívidas em mora perante o Estado, nomeadamente perante a Segurança Social.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não queremos concluir sem expressar o nosso agradecimento, reconhecendo a dedicação e empenho dos Colaboradores do Grupo Cofina. Finalmente, gostaríamos de expressar a nossa gratidão pela colaboração prestada pelos restantes Órgãos Sociais, a qual é extensiva às Instituições Bancárias que connosco se relacionaram.

Porto, 25 de Agosto de 2010

O Conselho de Administração

Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Presidente

João Manuel Matos Borges de Oliveira - Vogal

Pedro Macedo Pinto de Mendonça - Vogal

Domingos José Vieira de Matos - Vogal

Ana Rebelo Mendonça Fernandes - Vogal

Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira - Vogal

Artigo 447º do Código das Sociedades Comerciais e Artigo 14.º n.º 7 do Regulamento da CMVM n.º 05/2008

Divulgação de acções e outros título detidos por membros do Conselho de Administração e por Dirigentes, bem como por pessoas com estes estreitamente relacionadas, nos termos do Artigo 248.º B do Código dos Valores Mobiliários, e de transacções sobre os mesmos efectuados no decurso do exercício

Paulo Jorge dos Santos Fernandes

Data Natureza Volume Preço (€) Local N.º Acções
31-Dez-09 - - - - 7.165.746 30-Jun-10

Pedro Macedo Pinto de Mendonça

Data Natureza Volume Preço (€) Local N.º Acções
31-Dez-09 - - - - 854.500 30-Jun-10

Domingos José Vieira de Matos

Data Natureza Volume Preço (€) Local N.º Acções
31-Dez-09 - - - - 7.296.112 30-Jun-10

João Manuel Matos Borges de Oliveira (imputação via CADERNO AZUL - SGPS, S.A.)

Data Natureza Volume Preço (€) Local N.º Acções
31-Dez-09 - - - - 10.264.014 30-Jun-10

Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira

Data Natureza Volume Preço (€) Local N.º Acções
31-Dez-09 - - - - 4.928.291 30-Jun-10

Ana Rebelo Mendonça Fernandes

Data Natureza Volume Preço (€) Local N.º Acções
31-Dez-09 - - - - 6.377.840 30-Jun-10

Ana Rebelo Mendonça Fernandes (imputação via PROMENDO - SGPS, S.A.)

Data Natureza Volume Preço (€) Local N.º Acções
31-Dez-09 - - - - 9.007.436 30-Jun-10

Declaração nos termos do Art.º 246, 1, al. c) do Código de Valores Mobiliários

Os signatários individualmente declaram que, tanto quanto é do seu conhecimento, o Relatório de Gestão, as Demonstrações Financeiras individuais e consolidadas elaboradas em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adoptadas pela União Europeia, para efeitos de relato financeiro intercalar (IAS 34), bem como os demais documentos de prestação de contas exigidos por lei ou regulamento dão uma imagem verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, do activo e do passivo, da situação financeira e do resultado consolidado e individual da Cofina, SGPS, S.A. ("Cofina") em 30 de Junho de 2010 e que o Relatório de Gestão intercalar expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição da Cofina e das empresas incluídas no perímetro da consolidação e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas para os seis meses seguintes.

Porto, 25 de Agosto de 2010

Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Presidente Presidente do Conselho de Administração

João Manuel Matos Borges de Oliveira Vogal do Conselho de Administração

Pedro Macedo Pinto de Mendonça Vogal do Conselho de Administração

Domingos José Vieira de Matos Vogal do Conselho de Administração

Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira Vogal do Conselho de Administração

Ana Rebelo Mendonça Fernandes Vogal do Conselho de Administração

DEMONSTRAÇÕES DA POSIÇÃO FINANCEIRA CONSOLIDADA EM 30 DE JUNHO DE 2010, 31 DE DEZEMBRO DE 2009 E 30 DE JUNHO DE 2009 (Montantes expressos em Euros)

ACTIVO Notas 30.06.2010 31.12.2009 30.06.2009 ACTIVOS NÃO CORRENTES Activos fixos tangíveis 8.537.336 9.927.157 10.386.586 Diferenças de consolidação 6 91.996.994 91.996.994 90.566.766 Activos intangíveis 644.343 527.038 482.988 Investimentos em associadas 4 5.075.751 4.733.946 4.795.449 Investimentos disponíveis para venda 4 5.000 - - Activos por impostos diferidos 7 4.033.519 3.723.053 6.515.918 Total de activos não correntes 110.292.943 110.908.188 112.747.707 ACTIVOS CORRENTES Inventários 2.510.151 3.129.658 1.945.277 Clientes 12.774.106 11.384.331 10.370.024 Estado e outros entes públicos 855.626 522.914 1.915.776 Outras dívidas de terceiros 2.403.045 713.565 2.028.297 Outros activos correntes 7.562.602 8.617.438 7.334.768 Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados 8 48.342.078 65.901.718 57.766.251 Caixa e equivalentes de caixa 64.128.152 46.315.859 42.475.519 Total de activos correntes 138.575.760 136.585.483 123.835.912 TOTAL DO ACTIVO 248.868.703 247.493.671 236.583.619 CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO CAPITAL PRÓPRIO Capital social 17 25.641.459 25.641.459 25.641.459 Prémios de emissão de acções 15.874.835 15.874.835 15.874.835 Reserva legal 5.409.144 5.409.144 5.409.144 Outras reservas (44.975.433) (60.362.753) (60.182.316) Resultado líquido atribuível aos accionistas da Empresa-mãe (10.926.391) 17.091.529 5.468.404 Total do capital próprio atribuível aos accionistas da Empresa-mãe (8.976.386) 3.654.214 (7.788.474) Interesses sem controlo 470.556 591.835 940.752 TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO (8.505.830) 4.246.049 (6.847.722) PASSIVO PASSIVO NÃO CORRENTE Outros empréstimos 10 20.000.000 49.720.203 99.605.148 Responsabilidades por pensões 691.357 691.357 708.863 Outros credores não correntes 9 2.760.725 3.469.794 4.596.959 Provisões 11 1.075.567 1.076.423 993.421 Total de passivos não correntes 24.527.649 54.957.777 105.904.391 PASSIVO CORRENTE Empréstimos bancários 10 21.018.498 2.418.284 1.539.951 Outros empréstimos 10 168.128.752 143.299.505 99.358.054 Instrumentos derivados 12 1.284.633 245.439 - Fornecedores 12.050.536 12.804.434 10.136.785 Estado e outros entes públicos 4.455.953 4.888.406 4.171.055 Outros credores correntes 9 7.839.249 8.464.087 4.375.718 Outros passivos correntes 18.069.263 16.169.690 17.945.387 Total de passivos correntes 232.846.884 188.289.845 137.526.950 TOTAL DO PASSIVO 257.374.533 243.247.622 243.431.341 TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO 248.868.703 247.493.671 236.583.619

O anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS RESULTADOS PARA OS PERÍODOS DE SEIS MESES E TRÊS MESES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2010 E 2009

(Montantes expressos em Euros)
Notas 30.06.2010 30.06.2009 2º trimestre
2010
2º trimestre
2009
Vendas 31.463.649 30.744.300 15.852.839 15.610.516
Prestações de serviços 27.133.701 25.612.139 15.630.755 14.006.230
Outros proveitos 8.183.065 8.399.933 3.142.171 4.445.907
Custo das vendas (9.198.475) (9.499.254) (4.658.231) (4.861.808)
Fornecimentos e serviços externos (26.936.516) (26.512.225) (14.135.118) (14.641.324)
Custos com o pessoal (19.819.049) (18.897.085) (10.051.063) (9.469.837)
Amortizações e depreciações (1.921.554) (1.686.484) (961.804) (841.571)
Provisões e perdas por imparidade 11 (597.036) (325.352) (352.452) (80.919)
Outros custos (297.373) (292.317) (142.340) (104.572)
Resultados relativos a empresas associadas 13 41.805 128.574 37.899 151.689
Resultados relativos a outros investimentos 13 (15.129.240) 3.708.664 (6.896.260) (851.696)
Custos financeiros 13 (2.960.705) (4.005.081) (1.574.996) (1.563.108)
Proveitos financeiros 13 677.870 683.381 385.058 248.842
Resultado antes de impostos (9.359.858) 8.059.193 (3.723.542) 2.048.349
Impostos sobre o rendimento 7 (1.617.034) (2.493.060) (484.977) (1.502.428)
Resultado depois de impostos (10.976.892) 5.566.133 (4.208.519) 545.921
Atribuível a:
Detentores de capital próprio da empresa-mãe (10.926.391) 5.468.404 (4.221.285) 428.448
Interesses sem controlo (50.501) 97.729 12.766 117.473
Resultados por acção:
Básico 16 (0,11) 0,05 (0,04) 0,00
Diluído 16 (0,09) 0,04 (0,03) 0,00

O anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DO RENDIMENTO INTEGRAL PARA OS PERÍODOS DE SEIS E TRÊS MESES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2010 E 2009

(Montantes expressos em Euros)

30.06.2010 30.06.2009 2º trimestre
2010
2º trimestre
2009
Resultado líquido consolidado do período (10.976.892) 5.566.133 (4.208.519) 545.921
Diferenças de conversão cambial - - - -
Variação no justo valor dos activos disponíveis para venda - - - -
Variação no justo valor dos derivados de cobertura dos fluxos de caixa (676.310) - (176.087) -
Total do rendimento integral consolidado do período (11.653.202) 5.566.133 (4.384.606) 545.921
Atribuível a:
Accionistas da Empresa-Mãe (11.602.701) 5.468.404 (4.397.372) 428.448
Interesses sem controlo (50.501) 97.729 12.766 117.473

O anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO PARA OS PERÍODOS DE SEIS MESES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2010 E 2009

(Montantes expressos em Euros)

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)

O anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DOS FLUXOS DE CAIXA DOS PERÍODOS DE SEIS E TRÊS MESES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2010 E 2009(Montantes expressos em Euros)

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O anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.

(Montantes expressos em Euros)

1. PAGAMENTOS/RECEBIMENTOS RELATIVOS A INVESTIMENTOS FINANCEIROS

Durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2010 os pagamentos e recebimentos relativos a investimentos financeiros foram os seguintes:

Aquisições Valor da
transacção
Valor
pago
Adiantamentos por conta de investimentos financeiros 300.000 100.000
Visapress – Gestão de Conteúdos dos Media, CRL 5.000 5.000
Mercados Globais – Publicação de Conteúdos, Lda. – adquirida
em exercícios anteriores 72.000 20.000
------------ ----------
377.000 125.000
======= ======

2. DISCRIMINAÇÃO DOS COMPONENTES DE CAIXA E SEUS EQUIVALENTES

A discriminação de caixa e seus equivalentes constantes da demonstração dos fluxos de caixa do exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, e dos períodos de seis meses findos em 30 de Junho de 2010 e 2009 e a reconciliação entre esse valor e o montante de "Caixa e equivalentes de caixa" constante do balanço nessa data é como segue:

30.06.2010 31.12.2009 30.06.2009
Numerário
Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis
Depósitos bancários convertíveis em menos de 3 meses
89.333
7.111.819
56.927.000
89.555
2.281.304
43.945.000
105.145
8.970.374
33.400.000
Disponibilidades constantes no balanço 64.128.152 46.315.859 42.475.519
Descobertos bancários ( 21.018.498 ) ( 2.418.284 ) ( 798.256 )
43.109.654 43.897.575 41.677.263

(Montantes expressos em Euros)

1. NOTA INTRODUTÓRIA

A Cofina, SGPS, S.A. ("Cofina" ou "Empresa") é uma sociedade anónima, com sede na Rua General Norton de Matos, 68, r/c no Porto e que tem como actividade principal a gestão de participações sociais, sendo as suas acções cotadas na Euronext Lisboa. Actualmente a Cofina dedica-se à gestão de participações sociais essencialmente na área dos media, sendo a empresa-mãe do grupo de empresas indicado na Nota 4 e designado por Grupo Cofina.

O Grupo possui títulos de referência nos segmentos em que se insere, editando os jornais "Correio da Manhã", "Record", "Jornal de Negócios" , "Destak" e "Metro" bem como as revistas "Sábado", "Automotor", "TV Guia", "Flash!", "Rotas e Destinos", "Máxima" e "GQ", entre outras.

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2010 o Grupo desenvolveu a sua actividade essencialmente em Portugal, possuindo ainda alguns interesses no Brasil, por via do investimento financeiro efectuado no Destak Brasil (Nota 4).

As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, embora em 30 de Junho de 2010 o capital próprio do Grupo seja negativo. Tal facto deve-se exclusivamente à exposição que o Grupo tem na ZON Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A. (Zon Multimédia) através da detenção de 15.190.000 acções valorizadas ao valor de mercado (Nota 7). É convicção do Conselho de Administração que a cotação da Zon Multimédia naquela data não reflecte o justo valor deste título, sendo a expectativa deste Conselho de Administração que a situação de capitais próprios consolidados melhore até final do exercício de 2010.

As demonstrações financeiras consolidadas do Grupo Cofina são apresentadas em Euros (com arredondamento à unidade), sendo esta a divisa utilizada pelo Grupo nas suas operações, e como tal considerada a moeda funcional. As operações das sociedades estrangeiras, cuja moeda funcional não seja o Euro, são convertidas para Euros utilizando as taxas de câmbio à data do balanço, e os custos e proveitos, bem como os fluxos de caixa, são convertidos para Euros utilizando a taxa de câmbio média verificada no exercício. A diferença cambial resultante é registada nas rubricas de capitais próprios.

2. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS E BASES DE APRESENTAÇÃO

As demonstrações financeiras em 30 de Junho de 2010 foram preparadas utilizando políticas contabilísticas consistentes com as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("International Financial Reporting Standards – IFRS") e de acordo com a Norma Internacional de Contabilidade 34 – Relato Financeiro Intercalar, e incluem a demonstração da posição financeira, a demonstração dos resultados, a demonstração do rendimento integral, a demonstração das alterações no capital próprio e a demonstração dos fluxos de caixa, bem como as notas explicativas seleccionadas.

As políticas contabilísticas adoptadas na preparação das demonstrações financeiras consolidadas da Cofina são consistentes com as utilizadas na preparação das demonstrações financeiras apresentadas para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009.

3. ALTERAÇÕES DE POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS E CORRECÇÃO DE ERROS

Durante o período foram adoptadas pela primeira vez as versões revistas do IFRS 3 – Concentração de actividades empresariais e IAS 27 – Demonstrações financeiras consolidadas e separadas (revisão de 2008). Estas alterações vêm trazer algumas modificações ao nível do registo de concentrações de actividades empresariais, nomeadamente no que diz respeito:

(a) ao apuramento do goodwill e à mensuração dos interesses sem controlo (anteriormente designados por interesses minoritários): institui a opção, numa base de transacção por transacção, permitindo o cálculo do valor dos interesses sem controlo de acordo com a proporção do justo valor dos activos e passivos adquiridos, ou de acordo com o justo valor dos interesses minoritários. Adicionalmente, o valor do goodwill passa a ser calculado como a diferença entre o preço de aquisição da participação acrescido do valor de interesses sem controlo deduzido do justo valor dos activos e passivos adquiridos;

(Montantes expressos em Euros)

  • (b) ao reconhecimento e mensuração subsequente de pagamentos contingentes: de acordo com a actual versão do IFRS 3 o valor de pagamentos contingentes futuros é reconhecido como passivo no momento da concentração empresarial de acordo o seu justo valor. Qualquer alteração ao valor reconhecido inicialmente passa a ser reconhecido por contrapartida do valor do goodwill apenas se ocorrerem dentro do período de remensuração (12 meses após a data de aquisição) e apenas se estiverem relacionados com eventos anteriores à aquisição, caso contrário deverão ser registados por contrapartida de resultados;
  • (c) ao tratamento dos custos directos relacionados com a concentração: passam a ser geralmente registados directamente em resultados não afectando o valor do custo de aquisição da participação;
  • (d) ao registo de transacções de compra de interesses em entidades já controladas e de transacções de venda de interesses sem que de tal resulte a perda de controlo: até à adopção da versão revista da IAS 27 um incremento da percentagem de controlo sobre qualquer subsidiária implicava o apuramento de uma diferença de consolidação sendo que a diminuição da percentagem de controlo dava lugar ao reconhecimento de um ganho ou uma perda com a correspondente alienação. Com a adopção da nova norma as transacções que não dão origem a ganho ou perda de controlo sobre uma entidade são tratadas como transacções entre detentores de capital afectando apenas as rubricas de Capital Próprio sem que exista impacto em Goodwill ou em resultados;
  • (e) ao cálculo do resultado na venda de participação com perda de controlo e necessidade de remensuração dos interesses retidos na participação alienada: de acordo com a nova versão da norma em consequência, da perda de controlo, deverão ser desreconhecidos activos e passivos das entidades correspondentes e qualquer interesse retido sobre a entidade alienada deverá ser remensuração a justo valor. O valor recebido em resultado da alienação acrescido do efeito da remensuração referida afectará o resultado do período.

4. INVESTIMENTOS

Perímetro de consolidação

As empresas incluídas na consolidação pelo método integral, respectivas sedes, proporção do capital detido e actividade desenvolvida em 30 de Junho de 2010 são as seguintes:

Denominação social Sede Percentagem
efectiva de
participação
Actividade
Empresa mãe:
Cofina, SGPS, S.A.
Porto Sociedade gestora de participações sociais
Cofina B.V. ("Cofina BV")
Efe Erre Participações, SGPS, S.A. ("FR")
Amesterdão
(Holanda)
Ovar
100,00%
100,00%
Sociedade gestora de participações sociais
Sociedade gestora de participações sociais
Grupo Cofina Media
Cofina Media, SGPS, S.A. ("Cofina Media")
Presselivre – Imprensa Livre, S.A. ("Presselivre")
Lisboa
Lisboa
100,00%
99,37%
Sociedade gestora de participações sociais
Publicação de jornais e revistas
Edisport –
Sociedade de Publicações, S.A.
("Edisport")
Edirevistas

Sociedade
Editorial,
S.A.
("Edirevistas")
Lisboa
Lisboa
100,00%
99,46%
Publicação de jornais
Publicação de revistas
Mediafin, SGPS, S.A. ("Mediafin")
Metronews – Publicações, S.A. ("Metronews")
Lisboa
Carnaxide
100,00%
59,00%
Sociedade gestora de participações sociais
Publicação de jornais
Grafedisport – Impressão e Artes Gráficas, S.A.
("Grafedisport")
Queluz 100,00% Impressão de jornais
Web Works – Desenvolvimento de Aplicações
para Internet, S.A. ("Web Works")
Lisboa 51% Produção
e
criação
de
sites
para
desenvolvimento de negócios online
Holdimédia SGPS, S.A. ("Holdimédia")
Transjornal

Edição
de
Publicações,
S.A.
Lisboa
Lisboa
59%
59%
Sociedade gestora de participações sociais
Publicação de jornais
("Transjornal")
Cofina - Eventos e Comunicação S.A. ("Cofina
Eventos")
Lisboa 70% Promoção e organização de eventos

(Montantes expressos em Euros)

Estas filiais foram incluídas na consolidação do Grupo Cofina pelo método de consolidação integral.

As empresas associadas, respectivas sedes, proporção do capital detido e actividade desenvolvida em 30 de Junho de 2010 são as seguintes:

Denominação social Sede Percentagem efectiva de
participação
Actividade
Directa Indirecta
VASP – Sociedade de Transportes e Distribuições, Lda. Lisboa
São Paulo,
33,33%
-
-
23,96%
Distribuição de publicações
Prestação
de
serviços
de
AdCom Media Anúncios e Publicidade, S.A.
Destak Brasil – Editora, S.A.
Brasil
São Paulo,
Brasil
- 23,96% comunicação e publicidade
Publicação de jornais
Destak Brasil – Empreendimentos e Participações, S.A. São Paulo,
Brasil
23,96% - Sociedade gestora de
participações sociais
Mercados Globais – Publicação de Conteúdos, Lda. V.N.Gaia 50% - Prestação de serviços de gestão
e dinamização de um fórum
financeiro na internet

Estas empresas associadas foram incluídas na consolidação do Grupo Cofina pelo método de equivalência patrimonial.

Investimentos em empresas associadas

O custo de aquisição da participação financeira e o valor de balanço em 30 de Junho de 2010 das empresas associadas são como segue:

Denominação social Custo de
aquisição
Valor de
balanço
Capital próprio Resultado
líquido
VASP – Sociedade de Transportes e Distribuições, Lda. (b) 6.234 3.136.398 9.393.786 125.416
AdCom Media Anúncios e Publicidade, S.A. (a) (b) - - R\$ ( 14.652.078 ) R\$ 518.836
Destak Brasil – Editora, S.A. (a) (b) - - R\$ ( 1.615.364 ) R\$ ( 1.374.880 )
Destak Brasil – Empreendimentos e Participações, S.A. (b) 299.064 - R\$ 2.020.612 R\$ ( 47.998 )
Mercados Globais – Publicação de Conteúdos, Lda. 72.000 - (c) (c)

(a) – participação detida pela subsidiária Destak Brasil – Empreendimentos e Participações, S.A..

(b) – informação financeira não auditada. (c) – informação financeira não disponível.

Em 30 de Junho de 2010 e 31 de Dezembro de 2009 a rubrica do balanço "Investimentos em empresas associadas" pode ser detalhada como segue:

30.06.2010 31.12.2009
Investimento financeiro
VASP – Sociedade de Transportes e Distribuições, Lda. - método de
equivalência patrimonial
Destak Brasil – Empreendimentos e Participações, S.A.
Mercados Globais - Publicação de Conteúdos, Lda.
3.136.398
299.064
72.000
3.094.593
299.064
72.000
Adiantamentos por conta de investimentos financeiros 300.000 -
3.807.462 3.465.657
Perdas de imparidade acumuladas em investimentos em associadas (371.064) (371.064)
Empréstimos a empresas associadas
Valor bruto 3.697.878 3.697.878
Perdas de imparidade acumuladas (2.058.525) (2.058.525)
5.075.751 4.733.946

(Montantes expressos em Euros)

Em 30 de Junho de 2010 e em 31 de Dezembro de 2009 o Grupo possui investimentos disponíveis para venda correspondentes a participações minoritárias para as quais foram registadas perdas de imparidade em exercícios anteriores.

5. ALTERAÇÕES OCORRIDAS NO PERÍMETRO DE CONSOLIDAÇÃO

Durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2010 não ocorreram movimentos no perímetro de consolidação do Grupo Cofina.

Os factos geradores de alterações no perímetro de consolidação do Grupo Cofina, durante o semestre findo em 30 de Junho de 2009, são como segue:

I. Durante o primeiro semestre de 2009, o Grupo Cofina, através da sua subsidiária Cofina Media, SGPS, S.A., adquiriu uma participação de 51% no capital da sociedade Web Works – Desenvolvimento de Aplicações para Internet, S.A. (Nota 4). O Grupo detém o controlo desta sociedade, pelo que esta passou a ser incluída na consolidação pelo método integral.

O valor dos activos e passivos à data da entrada da sociedade (1 de Janeiro de 2009), bem como o apuramento da diferença de consolidação gerada, são como segue:

Web Works
Activos
Activos intangíveis 286
Activos fixos tangíveis 58.486
Dívidas de terceiros 198.645
Caixa e equivalentes de caixa 198.056
Outros activos 17.586
Passivos
Dívidas a curto prazo (173.682)
Outros passivos (9.776)
Activos líquidos 289.601
Percentagem adquirida 51%
Valor dos capitais próprios adquiridos 147.697
Pagamentos efectuados
1.660.740
Diferenças de consolidação na aquisição (Nota 6) 1.513.043
Activos e passivos atribuíveis a interesses minoritários 141.904
Fluxos de caixa líquidos decorrentes da variação de perímetro
Pagamentos efectuados (1.593.240)
Caixa e equivalentes de caixa adquiridos 198.056
(1.395.184)

A diferença de consolidação resultante da aquisição foi apurada com base nas demonstrações financeiras da sociedade adquirida reportadas a 31 de Dezembro de 2008. No exercício de imputação de justo valor aos activos e passivos adquiridos não foram detectadas diferenças face ao valor contabilístico dos mesmos, pelo que a diferença entre estes e o custo da participação foi registado como uma diferença de consolidação (Nota 6).

O resultado e os proveitos atribuíveis a esta subsidiária incluídos nas demonstrações financeiras consolidadas do semestre findo em 30 de Junho de 2009 do Grupo Cofina desde a data da sua consolidação pelo método integral ascendem a, aproximadamente, 128.000 Euros e 278.000 Euros, respectivamente.

(Montantes expressos em Euros)

II. Em 13 de Janeiro de 2009, o Grupo procedeu à alienação da participação que detinha na sociedade "O Sol é Essencial, S.A.", proprietária do Semanário "Sol", pelo montante de 1.583.390 Euros. Esta alienação não teve qualquer impacto na demonstração de resultados do semestre findo em 30 de Junho de 2009 uma vez que o investimento se encontrava registado nas demonstrações financeiras pelo valor estimado de realização.

6. DIFERENÇAS DE CONSOLIDAÇÃO

Durante os períodos de seis meses findos em 30 de Junho de 2010 e 2009, o movimento ocorrido nas diferenças de consolidação foi como segue:

30.06.2010 30.06.2009
Saldo em 1 de Janeiro
Aumento (Nota 5)
91.996.994
-
89.053.723
1.513.043
Saldo final 91.996.994 90.566.766

O movimento ocorrido nesta rubrica durante o primeiro semestre de 2009 refere-se à aquisição da participação na empresa Web Works – Desenvolvimento de Aplicações para Internet, S.A. (Nota 5).

7. IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO

Impostos diferidos

O movimento ocorrido nos activos por impostos diferidos nos períodos de seis meses findos em 30 de Junho de 2010 e 2009 foi como segue:

Activos por impostos diferidos Passivos por impostos diferidos
30.06.2010 30.06.2009 30.06.2010 30.06.2009
Saldo inicial 3.723.053 8.681.501 - -
Efeitos na demonstração dos resultados:
Aumento/(Utilização) de prejuízos fiscais reportáveis 37.484 (2.061.248) - -
Aumento/(Redução) de provisões e perdas por imparidade de activos (1.628) (106.000) - -
Outros efeitos (777) 1.665 - -
Efeitos no capital próprio:
Justo valor de instrumentos derivados 275.387 - - -
Saldo final 4.033.519 6.515.918 - -

O detalhe dos activos por impostos diferidos em 30 de Junho de 2010 e em 31 de Dezembro de 2009, de acordo com as diferenças temporárias que os geraram, é como segue:

30.06.2010 31.12.2009
Diferenças temporárias nos activos entre a sua base contabilística e fiscal - 777
Justo valor de instrumentos derivados 340.428 65.041
Provisões e perdas por imparidade de activos não aceites fiscalmente 1.867.416 1.869.044
Prejuízos fiscais reportáveis 1.825.675 1.788.191
4.033.519 3.723.053

De acordo com as declarações fiscais das empresas que registam impostos diferidos activos por prejuízos fiscais reportáveis, em 30 de Junho de 2010, os mesmos eram reportáveis como segue:

Prejuízo Activos por Data limite
fiscal impostos diferidos de utilização
Gerados em 2007 6.376.820 1.594.205 2013
Gerados em 2008 925.880 231.470 2014
7.302.700 1.825.675

(Montantes expressos em Euros)

Impostos correntes

Os impostos sobre o rendimento reconhecidos na demonstração dos resultados em 30 de Junho de 2010 e 2009 podem ser detalhados como segue:

30.06.2010 30.06.2009
Imposto corrente
Estimativa de imposto do período 502.020 359.872
Excesso de estimativa de imposto (74.181) (98.491)
Insuficiência de estimativa de imposto 7.127 66.096
Liquidação adicional de imposto 1.219.552 -
Imposto diferido (37.484) 2.165.583
1.617.034 2.493.060

O valor da rubrica "Liquidação adicional de imposto" refere-se a uma correcção à matéria colectável em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas relativa ao exercício de 2006.

Conforme corroborado pelos nossos advogados, não existem activos ou passivos materiais associados a contingências fiscais prováveis ou possíveis que devessem ser alvo de divulgação em 30 de Junho de 2010.

8. INVESTIMENTOS MENSURADOS AO JUSTO VALOR ATRAVÉS DE RESULTADOS

Os montantes registados na rubrica "Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados" correspondem a investimentos em títulos cotados, os quais se encontram valorizados à correspondente cotação bolsista nessas datas (Nota 12).

O detalhe do valor de balanço em 30 de Junho de 2010 pode ser apresentado como segue:

Número de acções Cotação Valor de mercado
Zon Multimédia
Outros títulos cotados
15.190.000 3,182 48.334.580
7.498
----------------
48.342.078
=========

9. LOCAÇÃO FINANCEIRA

Em 30 de Junho de 2010 e 31 de Dezembro de 2009, as dívidas a fornecedores de imobilizado relativas a contratos de locação financeira encontravam-se classificadas nas rubricas "Outros credores não correntes" e "Outros credores correntes" e tinham o seguinte plano de reembolso previsto:

30.06.2010 31.12.2009
Ano n+1
Ano n+2
1.012.835
988.404
1.360.573
1.014.012
Ano n+3 515.481 692.577
Ano n+4 109.709 363.930
Ano n+5 e seguintes 34.296 38.702
2.660.725 3.469.794
Parcela de curto prazo 1.979.416 2.345.411
4.640.141 5.815.205

(Montantes expressos em Euros)

10. EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS E OUTROS EMPRÉSTIMOS

A rubrica do passivo corrente "Empréstimos bancários" refere-se a descobertos bancários, com vencimento no curto prazo e que vencem juros a taxas de mercado.

O detalhe da rubrica "Outros empréstimos" em 30 de Junho de 2010 e 31 de Dezembro de 2009 pode ser apresentado como segue:

30.06.2010
Valor contabilístico Valor nominal
Corrente Não corrente Corrente Não corrente
Empréstimos obrigacionistas 93.182.346 - 94.000.000 -
Papel comercial 74.946.406 20.000.000 75.000.000 20.000.000
168.128.752 20.000.000 169.000.000 20.000.000
31.12.2009
Valor contabilístico Valor nominal
Corrente Não corrente Corrente Não corrente
Empréstimos obrigacionistas
Papel comercial
93.299.505
50.000.000
-
49.720.203
94.000.000
50.000.000
-
50.000.000

A rubrica do passivo não corrente "Papel Comercial" corresponde a emissões de papel comercial com subscrição garantida de tomada firme pelos bancos com vencimento em 2012.

143.299.505 49.720.203 144.000.000 50.000.000

A rubrica do passivo corrente "Papel comercial" corresponde a emissões de papel comercial, com vencimento no curto prazo e que vencem juros a taxas de mercado.

Adicionalmente aos valores apresentados, em 30 de Junho de 2010 e a 31 de Dezembro de 2009, a Cofina, SGPS, S.A. tinha emitido papel comercial no montante de 50.000.000 Euros, o qual é apresentado no balanço anexo pelo montante líquido de uma aplicação do mesmo montante uma vez que estes dois instrumentos financeiros cumprem os requisitos de compensação.

(Montantes expressos em Euros)

11. MOVIMENTO DAS PROVISÕES E PERDAS DE IMPARIDADE

O movimento verificado nas provisões e perdas de imparidade durante os períodos de seis meses findos em 30 de Junho de 2010 e 2009 pode ser detalhado como segue:

30.06.2010
Provisões Perdas de imparidade
em investimentos
Perdas de imparidade
em existências
Perdas de imparidade
em contas a receber
Saldo inicial
Aumentos
Diminuições
Utilizações
1.076.423
-
-
(856)
4.130.379
-
-
-
248.185
-
-
-
7.580.412
856.402
(259.366)
(182.648)
Saldo final 1.075.567 4.130.379 248.185 7.994.800
30.06.2009
Provisões Perdas de imparidade
em investimentos
Perdas de imparidade
em existências
Perdas de imparidade
em contas a receber
Saldo inicial
Aumentos
Diminuições
1.014.909
-
-
4.943.160
698.556
-
260.852
-
-
8.083.751
325.352
-
Utilizações (21.488) (1.583.306) - (11.465)
Saldo final 993.421 4.058.410 260.852 8.397.638

Os "Aumentos" de perdas de imparidade verificados no primeiro semestre de 2010 foram registados, líquidos das "Diminuições", por contrapartida das rubricas da demonstração dos resultados como segue:

Provisões e perdas por imparidade 856.402

-------------- 856.402 ========

O valor registado na rubrica do balanço "Provisões" em 30 de Junho de 2010 corresponde à melhor estimativa da administração para fazer face a perdas a incorrer com processos judiciais actualmente em curso.

12. INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS

Os instrumentos financeiros derivados registados nas demonstrações financeiras em 30 de Junho de 2010 correspondem a swaps de taxa de juro relativos aos empréstimos de financiamento do Grupo. Dado que estes derivados cumprem os requisitos descritos pela IAS 39 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração, para serem classificados como de cobertura, o justo valor dos mesmos foi registado na rubrica de capital próprio "Outras Reservas", líquido de impostos diferidos.

Estes instrumentos financeiros encontravam-se registados ao seu justo valor à data de balanço, suportado em avaliações efectuadas por instituições financeiras. O seu movimento durante os períodos de seis meses findos em 30 de Junho de 2010 e 2009 pode ser apresentado como segue:

30.06.2010 30.06.2009
Saldo inicial 245.439 -
Aumento / (diminuições) 1.039.194 -
Saldo final 1.284.633 -

(Montantes expressos em Euros)

Os instrumentos financeiros derivados registados nas demonstrações financeiras em 30 de Junho de 2010 e 2009 incluem igualmente "call warrants" os quais conferem aos detentores das obrigações emitidas pelo Grupo o direito a subscrever acções da Cofina, SGPS, S.A. a um montante inicialmente fixado em 4,08 Euros por acção (antes da renominalização do capital social ocorrida em 2006). Em 30 de Junho de 2010 e em 31 de Dezembro de 2009 o seu justo valor é nulo.

13. RESULTADOS FINANCEIROS

Os custos e proveitos financeiros dos períodos de seis meses findos em 30 de Junho de 2010 e 2009 podem ser detalhados como segue:

30.06.2010 30.06.2009
Custos financeiros
Juros suportados 2.503.178 3.747.044
Comissões bancárias 366.970 214.655
Outros custos e perdas financeiros 90.557 43.382
2.960.705 4.005.081
Proveitos financeiros
Juros obtidos 677.850 683.214
Outros proveitos e ganhos financeiros 20 167
677.870 683.381

Os "Resultados relativos a empresas associadas" reflectidos na face da demonstração dos resultados dos semestres e trimestres findos em 30 de Junho de 2010 e 2009 correspondem, essencialmente, à apropriação da quota-parte do Grupo dos resultados nos investimentos em associadas.

Os "Resultados relativos a outros investimentos" em 30 de Junho de 2010 e 2009 podem ser detalhados como segue:

30.06.2010 30.06.2009
Valorização ao justo valor através de resultados (Notas Introdutória e 8)
Rendimentos de participações de capital
(17.559.640)
2.430.400
1.271.662
2.437.002
(15.129.240) 3.708.664

A rubrica "Valorização de investimentos ao justo valor através de resultados" refere-se essencialmente ao ajustamento para o justo valor do investimento financeiro detido na Zon Multimédia de acordo com a sua cotação bolsista.

(Montantes expressos em Euros)

14. ENTIDADES RELACIONADAS

Os principais saldos com entidades relacionadas em 30 de Junho de 2010 e 2009 e as principais transacções realizadas com essas entidades, durante os períodos findos nessas datas, podem ser detalhados como segue:

30.06.2010
Transacções Vendas e prestações
de serviços
Outros proveitos Aquisição de bens
e serviços
Empresas associadas 28.953.597 7.610.111 46.858
28.953.597 7.610.111 46.858
Saldos Contas a receber Contas a pagar Vendas a facturar
Empresas associadas 121.936 166.942 5.982.784
121.936 166.942 5.982.784
Transacções 30.06.2009
Vendas e prestações
de serviços
Outros proveitos Aquisição de bens
e serviços
Empresas associadas 28.250.932
28.250.932
7.472.426
7.472.426
237.422
237.422
Saldos Contas a receber Contas a pagar Vendas a facturar
Empresas associadas 115.359 426.440 6.173.672
115.359 426.440 6.173.672

As vendas, prestações de serviços e os outros proveitos realizados com empresas associadas durante os períodos findos em 30 de Junho de 2010 e 2009 correspondem essencialmente a vendas de publicações (jornais e revistas) e produtos de marketing alternativo efectuadas à VASP (Nota 4), a qual se encarrega da correspondente distribuição pelos postos de venda. Estas transacções são efectuadas no decorrer da normal actividade do Grupo.

Entidades relacionadas

Para além das empresas incluídas na consolidação (Nota 4), as entidades consideradas relacionadas em 30 de Junho de 2010 podem ser apresentadas como segue:

  • − Altri, SGPS, S.A.
  • − Alteria, SGPS, S.A.
  • − Altri Energias Renováveis, SGPS, S.A.
  • − Altri, Participaciones Y Trading, S.L.
  • − Altri Sales, S.A.
  • − BPS Equipements, S.A.
  • − Caderno Azul, SGPS, S.A.
  • − Caima Energia Empresa de Gestão e Exploração de Energia, S.A.
  • − Caima Indústria de Celulose, S.A.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2010

(Montantes expressos em Euros)

  • − Caminho Aberto, SGPS, S.A.
  • − Captaraíz Unipessoal, Lda.
  • − Celbi Celulose da Beira Industrial, S.A.
  • − Celbinave Tráfego e Estiva SGPS, Unipessoal, Lda.
  • − Celtejo Empresa de Celulose do Tejo, S.A.
  • − Celulose do Caima, SGPS, S.A.
  • − Cofihold, SGPS, S.A.
  • − CPK Companhia Produtora de Papel Kraftsack, S.A.
  • − CPK II Comércio e Indústria, S.A.
  • − Elege Valor, SGPS, S.A.
  • − F. Ramada Aços e Indústrias, S.A.
  • − F. Ramada Investimentos, SGPS, S.A.
  • − F. Ramada Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas de Armazenagem, S.A.
  • − F. Ramada II, Imobiliária, S.A.
  • − F. Ramada, Serviços de Gestão, Lda.
  • − Inflora Sociedade de Investimentos Florestais, S.A.
  • − Invescaima Investimentos e Participações, SGPS, S.A.
  • − Livre Fluxo, SGPS, S.A.
  • − Malva Gestão Imobiliária, S.A.
  • − Pedro Frutícola, Sociedade Frutícola, Lda.
  • − Prestimo Prestígio Imobiliário, S.A.
  • − Ródão Power, S.A. Energia e Biomassa do Ródão, S.A.
  • − Silvicaima Sociedade Silvícola do Caima, S.A.
  • − Socasca Recolha e Comércio de Recicláveis, S.A.
  • − Sociedade Imobiliária Porto Seguro Investimentos Imobiliários, S.A.
  • − Sosapel Sociedade Comercial de Sacos de Papel, Lda.
  • − Storax Benelux
  • − Storax Racking Systems, Ltd.
  • − Torres da Luz Investimentos imobiliários, S.A.
  • − Universal Afir Aços, Máquinas e Ferramentas, S.A.
  • − Valor Autêntico, SGPS, S.A.
  • − Viveiros do Furadouro Unipessoal, Lda.

Administração

O Conselho de Administração da Cofina, SGPS, S.A. em 30 de Junho de 2010 era composto como segue:

Paulo Jorge dos Santos Fernandes João Manuel Matos Borges de Oliveira Pedro Macedo Pinto de Mendonça Domingos José Vieira de Matos Ana Rebelo Mendonça Fernandes Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira

15. RESPONSABILIDADES POR GARANTIAS PRESTADAS

Em 30 de Junho de 2010, o Grupo Cofina tinha constituído garantias cujo detalhe é como segue:

  • a) Penhor de 88.883.450 acções da Cofina Media SGPS, S.A., como garantia de uma facilidade de crédito em depósito à ordem obtida junto do Banco BPI, S.A. no montante máximo de 8.000.000 de Euros e que, em 30 de Junho de 2010, não estava a ser utilizada;
  • b) Penhor com procuração irrevogável de 88.883.450 acções da Cofina Media S.G.P.S, S.A. como garantia do Programa de Papel Comercial cujo saldo em dívida em 30 de Junho de 2010 ascendia a 50.000.000 Euros contratado com o Banco BPI, S.A. (Nota 10);
  • c) Penhor com procuração irrevogável de 15.190.000 acções da ZON MULTIMÉDIA Serviços de Telecomunicações e Multimédia, S.G.P.S, S.A como garantia do Programa de Papel Comercial contratado com o Caixa Banco de Investimento, S.A. e a Caixa Geral de Depósitos, S.A. cujo saldo em dívida em 30 de Junho de 2010 ascendia a 50.000.000 Euros (Nota 10).

(Montantes expressos em Euros)

Em 30 de Junho de 2010, as empresas do Grupo Cofina Media tinham ainda assumido responsabilidades por garantias prestadas no montante de, aproximadamente, 1.800.000 Euros relacionadas, essencialmente, com concursos publicitários. Nessa data, o Grupo tinha entregue livranças para garantia de linhas de crédito no montante global de 26.000.000 Euros.

16. RESULTADOS POR ACÇÃO

Os resultados por acção dos períodos de seis meses findos em 30 de Junho de 2010 e 2009 foram calculados em função dos seguintes montantes:

30.06.2010 30.06.2009
Resultado para efeito do cálculo do resultado líquido por acção
básico e diluído
(10.926.391) 5.468.404
Número médio ponderado de acções para efeito de cálculo do
resultado líquido por acção básico
102.565.836 102.565.836
Efeito de diluição dos warrants (a) 21.568.624 24.509.800
Número médio ponderado de acções para efeito de cálculo do
resultado líquido por acção diluído
124.134.460 127.075.636
Resultado por acção:
Básico
Diluído
(0,11)
(0,09)
0,05
0,04

(a) – O "efeito de diluição dos warrants" refere-se à opção atribuída aos detentores das obrigações associadas ao empréstimo obrigacionista emitido pela Cofina no montante de 44.000.000 Euros, que lhes confere o direito de as converter em 4.901,96 acções ordinárias da Empresa, por cada obrigação detida, no montante de 10.000 Euros.

17. CAPITAL SOCIAL

Em 30 de Junho de 2010, o capital social da Empresa encontrava-se totalmente subscrito e realizado e era composto por 102.565.836 acções com o valor nominal de 25 cêntimos de Euro cada acção. Nessa data, a Cofina, SGPS, S.A. e as suas filiais não detinham acções próprias.

18. INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS

Os segmentos reportáveis pelo Grupo assentam na identificação dos segmentos, conforme a informação financeira que é internamente reportada ao Conselho de Administração e que serve de suporte a este na avaliação de desempenho dos negócios e na tomada de decisões quanto à afectação dos recursos a utilizar. Os segmentos identificados, pelo Grupo, para o relato por segmentos, são assim consistentes com a forma como o Conselho de Administração analisa o seu negócio.

Dado o Grupo Cofina desenvolver actualmente a sua actividade essencialmente no mercado interno, não são relatados segmentos geográficos.

(Montantes expressos em Euros)

A repartição por segmentos para os períodos findos em 30 de Junho de 2010 e 2009 é como segue:

Ajustamentos de
Consolidação e
30.06.2010 Jornais Revistas eliminações Total
Proveitos operacionais líquidos 50.032.115 16.748.300 - 66.780.415
Cash-flow operacional - EBITDA (a) 10.330.996 (399.030) - 9.931.966
Resultados antes de impostos e de resultados financeiros 8.574.011 (563.599) - 8.010.412
Ajustamentos de
Consolidação e
30.06.2009 Jornais Revistas eliminações Total
Proveitos operacionais líquidos 48.092.492 16.663.880 - 64.756.372
Cash-flow operacional - EBITDA (a) 9.594.494 (364.355) - 9.230.139
Resultados antes de impostos e de resultados financeiros 8.065.336 (521.681) - 7.543.655

(a) - Resultados antes de impostos, resultados financeiros, amortizações e depreciações

19. APROVAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INTERCALARES

As demonstrações financeiras intercalares em 30 de Junho de 2010 foram aprovadas pelo Conselho de Administração e autorizadas para emissão em 25 de Agosto de 2010.

DEMONSTRAÇÕES DA POSIÇÃO FINANCEIRA EM 30 DE JUNHO DE 2010 E EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009

(Montantes expressos em Euros)

ACTIVO 30.06.2010 31.12.2009
ACTIVOS NÃO CORRENTES
Activos fixos tangíveis 50.678 10.647
Investimentos 222.000.260 222.000.260
Activos por impostos diferidos 340.428 65.818
Total de activos não correntes 222.391.366 222.076.725
ACTIVOS CORRENTES
Estado e outros entes públicos 517.011 256.712
Outras dívidas de terceiros 3.077.885 2.303.390
Outros activos correntes 164.803 218.968
Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados 48.342.078 65.901.718
Caixa e equivalentes de caixa 39.942.323 26.186.339
Total de activos correntes 92.044.100 94.867.127
TOTAL DO ACTIVO 314.435.466 316.943.852
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO
Capital social 25.641.459 25.641.459
Prémios de emissão de acções 15.874.835 15.874.835
Reserva legal 5.409.144 5.409.144
Outras reservas 25.760.037 26.550.224
Resultado líquido (8.044.497) 912.558
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO 64.640.978 74.388.220
PASSIVO
PASSIVO NÃO CORRENTE
Outros empréstimos 20.000.000 49.720.203
Total de passivos não correntes 20.000.000 49.720.203
PASSIVO CORRENTE
Empréstimos bancários 5.130.000 23.092
Outros empréstimos 174.173.796 149.518.014
Instrumentos derivados 1.284.633 245.439
Fornecedores 2.855 1.821
Estado e outros entes públicos 1.664.927 1.700.530
Outros credores correntes 45.033.980 39.946.191
Outros passivos correntes 2.504.297 1.400.342
Total de passivos correntes 229.794.488 192.835.429
TOTAL DO PASSIVO 249.794.488 242.555.632
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO 314.435.466 316.943.852

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS PARA OS PERÍODOS DE SEIS MESES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2010 E 2009

(Montantes expressos em Euros)

30.06.2010 30.06.2009
Outros proveitos 2.089 10
Fornecimentos e serviços externos (152.239) (167.619)
Custos com o pessoal (169.137) (121.092)
Amortizações e depreciações (5.667) (8.613)
Outros custos (24.911) (62.172)
Resultados relativos a outros investimentos (15.129.240) 3.708.665
Resultados relativos a empresas do grupo 7.858.771 -
Custos financeiros (3.238.885) (4.511.305)
Proveitos financeiros 381.216 552.007
Resultado antes de impostos (10.478.003) (610.119)
Impostos sobre o rendimento 2.433.506 (23.711)
Resultado depois de impostos (8.044.497) (633.830)
Resultados por acção:
Básico (0,08) (0,01)

Diluído (0,06) (0,00)

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