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Cofina SGPS

Management Reports Apr 30, 2008

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Management Reports

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COFINA, SGPS, S.A.

Capital Social: 25.641.459 Euros

Sede: Rua General Norton de Matos, n.º 68, Porto

Pessoa Colectiva n.º 502 293 225

COFINA, S.G.P.S., S.A. (SOCIEDADE ABERTA)

Relatório do Conselho de Administração

CONTAS INDIVIDUAIS

31 de Dezembro de 2007

ÍNDICE

PROPOSTA DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO PARA APLICAÇÃO DO
RESULTADO LÍQUIDO INDIVIDUAL 3
DISPOSIÇÕES LEGAIS 3
DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE 5
CONSIDERAÇÕES FINAIS 5

Senhores accionistas

Dando cumprimento ao disposto na Lei, vem o Conselho de Administração da Cofina, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta) apresentar o Relatório de Gestão relativo à sua actividade individual do exercício de 2007.

A Cofina, S.G.P.S., S.A. elaborou contas consolidadas, sobre as quais o Conselho de Administração emitiu um pormenorizado relatório que será objecto de publicação. Deste modo, considera-se que o conteúdo da informação a produzir para as contas individuais é similar ao produzido para as contas consolidadas reproduzindo-se, no entanto, algumas menções obrigatórias nos termos do Código das Sociedades Comerciais e do Código dos Valores Mobiliários.

PROPOSTA DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO PARA APLICAÇÃO DO RESULTADO LÍQUIDO INDIVIDUAL

A Cofina, S.G.P.S., S.A. na qualidade de holding do Grupo, registou nas suas contas individuais, preparadas de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal, um resultado líquido de 56.103.155,20 euros para o qual, nos termos legais e estatutários, o Conselho de Administração propõe à Assembleia Geral a seguinte aplicação:

Reservas livres 52.179.678,98
Resultados transitados 333.671,96
Distribuição de dividendos 3.589.804,26
------------------
56.103.155,20
=========

Esta aplicação corresponde a uma distribuição de dividendos de 0,035 euros por acção (num total de 102.565.836 acções).

DISPOSIÇÕES LEGAIS

Acções próprias

Nos termos e para os efeitos do disposto no art. º 66 do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que em 31 de Dezembro de 2007 a Cofina não detinha acções próprias, não tendo adquirido ou alienado acções próprias durante o ano.

Acções detidas pelos órgãos sociais da Cofina

Nos termos e para os efeitos do disposto no art. 447º do Código das Sociedades Comerciais informa-se que em 31 de Dezembro de 2007, os administradores da Sociedade detinham as seguintes acções:

Paulo Jorge dos Santos Fernandes 3.085.746
Pedro Macedo Pinto de Mendonça 854.500
Domingos José Vieira de Matos 3.469.716
João Manuel Matos Borges de Oliveira (a)
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira (a) 4.580.000

(a) – 4.580.000 acções correspondem ao total das acções da Cofina, S.G.P.S., S.A. detidas pela sociedade Caderno Azul – S.G.P.S., S.A., da qual os administradores João Manuel Matos Borges de Oliveira e Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira são accionistas.

Em 31 de Dezembro de 2007, o Revisor Oficial de Contas, os membros do Conselho Fiscal e da Mesa da Assembleia Geral não possuíam acções representativas do capital social da Cofina.

Participação no Capital da Sociedade

Nos termos e para os efeitos do disposto nos Artigos 16º e 20º do Código de Valores Mobiliários e no Artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que as sociedades e/ou pessoas singulares que têm uma participação social qualificada que ultrapasse os 2%, 5%, 10%, 20%, 33% e 50% dos direitos de voto, e de acordo com as notificações recebidas na sede da sociedade até à data, são como segue:

Acções detidas % directa de
Superior a 2% dos direitos de voto em 31.12.2007 direitos de voto
Caderno Azul, SGPS, S.A. (a) 4.580.000 4,47%
Millennium BCP – Gestão de Fundos de Investimento, S.A. 4.005.925 3,91%
Santander Gestão de Activos – Sociedade Gestora de
Fundos de Investimento Mobiliário, S.A.
3.728.974 3,64%
Domingos José Vieira de Matos 3.469.716 3,38%
Banco BPI, S.A. (b) 3.200.000 3,12%
Paulo Jorge dos Santos Fernandes 3.085.746 3,01%

(a) – 4.580.000 acções correspondem ao total das acções da Cofina, S.G.P.S., S.A. detidas pela sociedade Caderno Azul – S.G.P.S., S.A., da qual os administradores João Manuel Matos Borges de Oliveira e Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira são accionistas.

(b) – as 3.200.000 acções são detidas pelo Fundo de Pensões do Banco BPI. Esta participação é imputável ao Banco BPI nos termos do artigo 20º do Código dos Valores Mobiliários.

Acções detidas % directa de
Superior a 5% dos direitos de voto em 31.12.2007 direitos de voto
Ana Rebelo Mendonça Fernandes 6.256.340 6,10%
UBS AG, Zurique 6.040.000 5,89%
Acções detidas % de direitos
Superior a 20% dos direitos de voto em 31.12.2007 de voto
Cofihold, S.G.P.S., S.A.
i) directamente 21.000.000 20,47%
ii) indirectamente, através dos seus administradores
Paulo Jorge dos Santos Fernandes 3,01%
Domingos José Vieira de Matos 3,38%
Pedro Macedo Pinto de Mendonça 0,83%
João Manuel Matos Borges de Oliveira (a)
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira (a) 4,47%

(a) – 4,47% corresponde à participação total detida pela sociedade Caderno Azul – S.G.P.S., S.A., da qual os administradores João Manuel Matos Borges de Oliveira e Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira são accionistas.

A Cofina não foi notificada de quaisquer participações acima de 33% dos direitos de voto.

DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE

Os membros do Conselho de Administração da Cofina, S.G.P.S., S.A. declaram assumir a responsabilidade pela presente informação e asseguram que os elementos nela inscritos são verídicos e que não existem omissões que sejam do seu conhecimento.

Nos termos do art. 21º do Decreto-Lei 411/91, de 17 de Outubro informamos que não existem dívidas em mora perante o Estado, nomeadamente perante a Segurança Social.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não queremos concluir sem expressar o nosso agradecimento, reconhecendo a dedicação e empenho dos Colaboradores do Grupo Cofina. Finalmente, gostaríamos de expressar a nossa gratidão pela colaboração prestada pelos restantes Órgãos Sociais, a qual é extensiva às Instituições Bancárias que connosco se relacionaram.

Porto, 18 de Abril de 2008

O Conselho de Administração

Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Presidente

João Manuel Matos Borges de Oliveira

Pedro Macedo Pinto de Mendonça

Domingos José Vieira de Matos

Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira

BALANÇOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 E 2006

(Montantes expressos em Euros)

Activo
Amortizações
Activo
Activo
bruto
e ajustamentos
líquido
líquido
Activo
Notas
Imobilizado:
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação
10
461.818
461.818
-
-
Despesas de investigação e de desenvolvimento
10
107.494
105.090
2.404
4.808
Propriedade industrial e outros direitos
10
21.291
21.014
277
555
590.603
587.922
2.681
5.363
Imobilizações corpóreas:
Equipamento administrativo
10
175.085
153.812
21.273
23.073
Outras imobilizações corpóreas
10
99.444
92.867
6.577
9.875
274.529
246.679
27.850
32.948
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresas do grupo
10 e 16
269.075.760
47.075.500
222.000.260
269.101.533
Partes de capital em empresas associadas
10 e 16
146.900
146.900
-
146.900
Partes de capital em outras empresas
10 e 16
607.500
607.500
-
-
Títulos e outras aplicações financeiras
10 e 16
7.819.178
7.819.178
-
54.500.000
Outros empréstimos concedidos
10
-
-
-
-
277.649.338
55.649.078
222.000.260
323.748.433
Circulante:
Dívidas de terceiros - Curto prazo:
Empresas do grupo
16
5.635.585
-
5.635.585
4.637.911
Estado e outros entes públicos
49
2.561.151
-
2.561.151
1.518.707
Outros devedores
124.683
-
124.683
360.295
8.321.419
-
8.321.419
6.516.913
Títulos negociáveis:
Outros títulos negociáveis
17 e 21
70.794.333
5.525.839
65.268.494
2.459.110
Depósitos bancários e caixa:
Depósitos bancários
51
94.540.649
94.540.649
55.270.378
Caixa
1.099
1.099
1.774
94.541.748
94.541.748
55.272.152
Acréscimos e diferimentos:
Acréscimos de proveitos
50
246.885
246.885
2.560.722
Custos diferidos
50
938.895
938.895
42.744
1.185.780
1.185.780
2.603.466
Total de amortizações
834.601
Total de ajustamentos
61.174.917
Total do activo
453.357.750
62.009.518
391.348.232
390.638.385
2007 2006

O Anexo faz parte integrante do balanço em 31 de Dezembro de 2007.

BALANÇOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 E 2006

(Montantes expressos em Euros)

Capital próprio e passivo Notas 2007 2006
Capital próprio:
Capital 36 e 40 25.641.459 25.641.459
Prémios de emissão de acções 40 15.874.835 15.874.835
Reservas:
Reserva legal 40 5.409.144 5.128.293
Reservas livres 40 34.794.315 33.047.948
Resultados transitados 40 (333.672) (333.672)
Resultado líquido do exercício 40 56.103.155 5.617.023
137.489.236 84.975.886
Passivo:
Dívidas a terceiros - Médio e longo prazo:
Outros empréstimos obtidos 48 50.000.000 50.000.000
Empréstimos por obrigações 48 50.000.000 -
100.000.000 50.000.000
Dívidas a terceiros - Curto prazo:
Dívidas a instituições de crédito 48 5.795.000 17.956.726
Outros empréstimos obtidos 48 113.750.000 3.750.000
Fornecedores, conta corrente 35.375 65.525
Fornecedores de imobilizado - 1.082
Empresas do grupo 16 31.585.510 28.229.770
Estado e outros entes públicos 49 185.837 2.288.590
Outros credores 655.727 202.439.893
152.007.449 254.731.586
Acréscimos e diferimentos:
Acréscimos de custos 50 1.851.547 930.913
Total do capital próprio e do passivo 391.348.232 390.638.385

O Anexo faz parte integrante do balanço em 31 de Dezembro de 2007.

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS POR NATUREZAS DOS

EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 E 2006

(Montantes expressos em Euros)

Custos e perdas Notas 2007 2006
Fornecimentos e serviços externos 411.382 542.705
Custos com o pessoal:
Remunerações 201.297 186.531
Encargos sociais 46.436 49.085
Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo 10 18.555 27.116
Impostos 41.801 53.297
Outros custos e perdas operacionais 494 10.493
(A) 719.965 869.227
Amortizações e ajustamentos de aplicações e investimentos financeiros 45 60.665.398 -
Juros e custos similares 45 19.999.356 7.077.389
(C) 81.384.719 7.946.616
Custos e perdas extraordinários 46 96.393 284.668
(E) 81.481.112 8.231.284
Imposto sobre o rendimento do exercício 6 904.345 7.600
(G) 82.385.457 8.238.884
Resultado líquido do exercício 56.103.155 5.617.023
138.488.612 13.855.907
Proveitos e ganhos Notas 2007 2006
Reversões de amortizações e ajustamentos - 1.476.887
(B) - 1.476.887
Rendimentos de participações de capital 45 135.848.307 15
Outros juros e proveitos similares 45 2.516.740 12.172.471
(D) 138.365.047 13.649.373
Proveitos e ganhos extraordinários 46 123.565 206.534
(F) 138.488.612 13.855.907
Resumo:
Resultados operacionais: (B) - (A) (719.965) 607.660
Resultados financeiros: (D-B) - (C-A) 57.700.293 5.095.097
Resultados correntes: (D) - (C) 56.980.328 5.702.757
Resultados antes de impostos:
(F) - (E) 57.007.500 5.624.623
Resultado líquido do exercício: (F) - (G) 56.103.155 5.617.023

O Anexo faz parte integrante da demonstração dos resultados do exercício findo em 31 de Dezembro de 2007.

COFINA, SGPS, S.A.

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES DOS EXERCÍCIOS

FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 E 2006

( Montantes expressos em Euros

2007 2006
Outros proveitos e ganhos operacionais 98.668 1.648.418
Custos administrativos (719.964) (359.424)
Outros custos e perdas operacionais (513.802) (752.385)
Resultados operacionais (1.135.098) 536.609
Custo líquido de financiamento (5.681.722) (1.828.711)
Ganhos (perdas) em filiais e associadas 71.551.537 (2.524.981)
Ganhos (perdas) em outros investimentos (7.727.217) 9.441.706
Resultados correntes 57.007.500 5.624.623
Impostos sobre resultados correntes (904.345) (7.600)
Resultado líquido do exercício 56.103.155 5.617.023
Resultados por acção 1,06 0,11

para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007. O Anexo faz parte integrante das demonstrações de resultados

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA DOS EXERCÍCIOS

FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 E 2006

(Montantes expressos em Euros)

Actividades operacionais:
Pagamentos a fornecedores
(441.532)
(567.095)
Pagamentos ao pessoal
(246.062)
(687.594)
(238.041)
(805.136)
Outros recebimentos/pagamentos relativos à actividade operacional
(10.932.733)
2.516.886
Impostos sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas
(881.034)
(11.813.767)
4.578.351
Fluxos gerados pelas actividades operacionais (1)
(12.501.361)
Actividades de investimento:
Recebimentos provenientes de:
Investimentos financeiros
-
10.100.418
Empréstimos concedidos
46.680.822
-
Juros e proveitos similares
3.814.160
1.944.648
Dividendos
135.848.307
186.343.289
-
Pagamentos relativos a:
Investimentos financeiros
(200.109.700)
(31.173.584)
Imobilizações corpóreas
(11.857)
(10.285)
Empréstimos concedidos
(399.541)
(200.521.098)
(2.500.000)
Fluxos gerados pelas actividades de investimento (2)
(14.177.809)
Actividades de financiamento:
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos
177.350.000
177.350.000
87.755.000
Pagamentos respeitantes a:
Juros e custos similares
(7.197.476)
(3.859.275)
Empréstimos obtidos
(35.756.726)
(70.990.575)
Dividendos distribuídos
(3.589.805)
(46.544.007)
(2.564.146)
(77.413.996)
Fluxos gerados pelas actividades de financiamento (3)
130.805.993
10.341.004
Caixa e seus equivalentes no início do exercício
55.414.258
Variação de caixa e seus equivalentes: (1)+(2)+(3)
104.126.823
2007 2006
7.095.237
6.290.101
12.045.066
(33.683.869)
(21.638.803)
87.755.000
60.421.956
(5.007.698)
Caixa e seus equivalentes no fim do exercício 159.541.081 55.414.258

O anexo faz parte integrante da demonstração do exercício findo em 31 de Dezembro de 2007.

(Montantes expressos em Euros)

1. AQUISIÇÃO E ALIENAÇÃO DE INVESTIMENTOS FINANCEIROS

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007 as aquisições e alienações de investimentos financeiros foram as seguintes:

Aquisições Valor da
transacção
Valor
pago/cobrado
Cofina Media, S.G.P.S., S.A. – transacções
efectuadas em exercícios anteriores e liquidadas em 2007
Yellow Entertainment, SGPS, S.A.
Outros
222.000.000
100.000
9.700
200.000.000
100.000
9.700
----------------- ----------------
222.109.700 200.109.700
========== =========

2. DISCRIMINAÇÃO DOS COMPONENTES DE CAIXA E SEUS EQUIVALENTES

A discriminação de caixa e seus equivalentes em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 e a reconciliação entre o seu valor e o montante de disponibilidades constantes no balanço naquela data é como segue:

2007 2006
Numerário 1.099 1.774
Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis 17.640.649 55.270.378
Depósitos bancários mobilizáveis em menos de três meses 76.900.000 -
Títulos negociáveis 70.794.333 2.461.129
Disponibilidades constantes no balanço ---------------
165.336.081
---------------
57.733.281
Títulos negociáveis adquiridos no final de 2006 e pendentes de
liquidação em 31 de Dezembro de 2006 - ( 2.319.023 )
Descobertos bancários ( 5.795.000 )
---------------
-
---------------
Disponibilidades constantes na demonstração dos fluxos de caixa 159.541.081 55.414.258
========= ========

COFINA, SGPS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 (Montantes expressos em Euros)

NOTA INTRODUTÓRIA

A Cofina, S.G.P.S., S.A. ("Cofina" ou "Empresa") é uma sociedade anónima, com sede no Porto e que tem como actividade principal a gestão de participações sociais (Nota 16), sendo as suas acções cotadas na Euronext Lisboa.

Em 31 de Dezembro de 2007 a Cofina desenvolve a sua actividade essencialmente como gestora de participações sociais na área dos media, actuando nesse sector principalmente através da Cofina Media, SGPS, S.A., sociedade detida em 100% pela Cofina (Nota 16).

As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano Oficial de Contabilidade e aquelas cuja numeração se encontra ausente deste anexo não são aplicáveis à Empresa ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras anexas.

3. BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS

As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, mantidos de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal.

Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras foram os seguintes:

a) Imobilizações incorpóreas

As imobilizações incorpóreas, que compreendem essencialmente despesas com o aumento de capital e despesas com a definição da imagem corporativa, encontram-se registadas ao custo e são amortizadas pelo método das quotas constantes durante um período de três anos.

b) Imobilizações corpóreas

As imobilizações corpóreas encontram-se registadas ao custo de aquisição.

As amortizações são calculadas pelo método das quotas constantes, de acordo com as seguintes vidas úteis estimadas:

Anos
Equipamento administrativo 3 a 10
Outras imobilizações corpóreas 4 a10

c) Investimentos financeiros

As partes de capital em empresas do Grupo, associadas e outras empresas, bem como os investimentos em títulos e outras aplicações financeiras são registados ao custo de aquisição adicionado de eventuais despesas de compra, sendo efectuados os ajustamentos necessários para reduzir o montante dos investimentos financeiros ao seu valor líquido de realização estimado.

Os rendimentos resultantes de investimentos financeiros (dividendos recebidos) são registados na demonstração dos resultados do exercício em que é decidida e anunciada a sua distribuição (Nota 45).

d) Especialização dos exercícios

A Empresa regista as suas receitas e despesas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual as receitas e despesas são reconhecidas à medida em que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos (Nota 50).

COFINA, SGPS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 (Montantes expressos em Euros)

e) Impostos diferidos

O imposto sobre o rendimento do exercício é calculado com base nos resultados tributáveis da Empresa de acordo com as regras fiscais em vigor.

Os activos e passivos por impostos diferidos são calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação aprovadas para os períodos em que se prevê venham a reverter as diferenças temporárias subjacentes (dedutíveis ou tributáveis).

Os activos por impostos diferidos são registados unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para os utilizar. Na data de cada balanço é efectuada uma reapreciação das diferenças temporárias subjacentes aos activos por impostos diferidos no sentido de reconhecer activos por impostos diferidos não registados anteriormente por não terem preenchido as condições para o seu registo e/ou para reduzir o montante dos impostos diferidos activos registados em função da expectativa actual da sua recuperação futura.

f) Acções próprias

As acções próprias são registadas ao custo de aquisição, sendo as mais ou menos valias geradas com a sua alienação registadas na rubrica "Reservas livres".

6. IMPOSTOS

De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (dez anos para a Segurança Social até 2000, inclusive, e cinco anos a partir de 2001) e, deste modo, as declarações fiscais da Empresa dos anos de 2004 a 2007 poderão vir ainda a ser sujeitas a revisão. A Administração da Empresa entende que as eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras anexas.

Nos termos do artigo 81º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas a Empresa encontra-se sujeita adicionalmente a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo mencionado.

A Empresa encontra-se abrangida pelo Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (sociedade dominante), sendo que cada uma das sociedades abrangidas por este regime regista o imposto sobre o rendimento nas suas demonstrações financeiras individuais na rubrica "Empresas do grupo". Nos casos em que as filiais contribuem com prejuízos é registado, nas contas individuais, o montante de imposto correspondente aos prejuízos que vierem a ser compensados pelos lucros das demais sociedades abrangidas por este regime (Nota 16).

Em 31 de Dezembro de 2007, a Empresa não procedeu ao registo nas suas demonstrações financeiras de activos por impostos diferidos associados a prejuízos fiscais reportáveis ou a provisões e ajustamentos não aceites para efeitos fiscais por motivos de prudência.

Em 31 de Dezembro de 2007 a Empresa não tinha situações geradoras de passivos por impostos diferidos.

7. NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL

Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 a empresa tinha ao seu serviço 7 pessoas.

10. MOVIMENTO DO ACTIVO IMOBILIZADO

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007, o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas, imobilizações corpóreas e investimentos financeiros, bem como nas respectivas amortizações acumuladas e ajustamentos, foi como segue:

Activo bruto
Saldo Alienações e Saldo
Rubricas Inicial Aumentos abates Transferências final
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 461.818 - - - 461.818
Despesas de investigação e desenvolvimento 107.494 - - - 107.494
Propriedade industrial e outros direitos 21.291 - - - 21.291
590.603 - - - 590.603
Imobilizações corpóreas:
Equipamento administrativo 164.804 10.281 - - 175.085
Outras imobilizações corpóreas 98.950 494 - - 99.444
263.754 10.775 - - 274.529
Investimentos financeiros (Nota 16) :
Partes de capital em empresas do grupo 269.126.529 49.700 (100.469) - 269.075.760
Partes de capital em empresas associadas 146.900 - - - 146.900
Partes de capital em outras empresas 507.500 100.000 - - 607.500
Títulos e outras aplicações financeiras 54.500.000 - (46.680.822) - 7.819.178
Outros empréstimos concedidos 2.500.000 - (2.500.000) - -
326.780.929 149.700 (49.281.291) - 277.649.338

A coluna "Aumentos" da rubrica "Partes de capital em outras empresas" corresponde à aquisição de acções representativas de 20% do capital social da Yellow Entertainment, SGPS, S.A..

A coluna "Alienações e abates" da rubrica "Títulos e outras aplicações financeiras" corresponde ao reembolso, por parte da F. Ramada - Participações, SGPS, S.A. de prestações suplementares que tinham sido concedidas a esta empresa.

Amortizações acumuladas e ajustamentos
Saldo Alienações e Saldo
Rubricas inicial Reforços abates final
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 461.818 - - 461.818
Despesas de investigação e desenvolvimento 102.686 2.404 - 105.090
Propriedade Industrial e outros direitos 20.736 278 - 21.014
585.240 2.682 - 587.922
Imobilizações corpóreas:
Equipamento administrativo 141.731 12.081 - 153.812
Outras imobilizações corpóreas 89.075 3.792 - 92.867
230.806 15.873 - 246.679
Investimentos financeiros:
Partes capital em empresas do grupo 24.996 47.075.500 (24.996) 47.075.500
Partes capital em empresas associadas - 146.900 - 146.900
Partes de capital em outras empresas 507.500 100.000 - 607.500
Títulos e outras aplicações financeiras - 7.819.178 - 7.819.178
Outros empréstimos concedidos 2.500.000 - (2.500.000) -
3.032.496 55.141.578 (2.524.996) 55.649.078

16. EMPRESAS DO GRUPO, ASSOCIADAS E PARTICIPADAS

a) Partes de capital em empresas do grupo

Em 31 de Dezembro de 2007, a composição dos investimentos financeiros em empresas do grupo, bem como a informação financeira obtida das demonstrações financeiras das principais participações naquela data, era como segue:

Total do Proveitos Resultado
Nome % Montante Activo capital próprio totais líquido
F. Ramada - Participações, SGPS, S. A. (a) 100% 43.550.000 12.432.525 12.149.137 - (47.032.212)
Cofina Media (a) (b) 100% 222.000.260 199.385.401 110.200.281 137.847.728 14.555.759
Cofina B.V. (a) 100% 3.525.500 53.467.240 3.627.657 2.434.749 98.509
269.075.760

(a) – demonstrações financeiras preliminares, sujeitas a aprovação

(b) – dados consolidados, preparados de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro, tal como adoptadas pela União Europeia.

b) Partes de capital em empresas associadas

Em 31 de Dezembro de 2007, esta rubrica inclui participações em empresas não cotadas.

c) Partes de capital em outras empresas

Em 31 de Dezembro de 2007 esta rubrica refere-se a participações em empresas não cotadas cujo valor líquido estimado de realização é nulo, encontrando-se totalmente provisionadas.

d) Títulos e outras aplicações financeiras

Em 31 de Dezembro de 2007, esta rubrica corresponde a prestações acessórias/suplementares concedidas a empresas participadas.

Adicionalmente, em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 a Empresa preparou demonstrações financeiras consolidadas de acordo com os princípios de mensuração e reconhecimento das Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adoptados pela União Europeia, das quais se apresenta um resumo dos principais dados financeiros:

Dezembro de 2007 Dezembro de 2006
Total do activo líquido consolidado 373.115.329 216.516.024
Total do capital próprio consolidado (a) 64.474.981 59.762.962
Total dos interesses minoritários 870.726 2.706.542
Lucro consolidado do exercício (b) 10.133.524 9.702.116

(a) – incluindo interesses minoritários

(b) – incluindo o resultado líquido do exercício atribuível aos accionistas minoritários

Em 31 de Dezembro de 2007, os principais saldos com empresas do Grupo podem ser detalhados como se segue:

Empresas do
Grupo (activo)
Empresas do
Grupo (passivo)
Presselivre – Imprensa Livre, S.A. 3.345.915 7.261.068
Edisport – Sociedade de Publicações, S.A. 1.173.616 18.114.270
F. Ramada - Participações, S.G.P.S.,S.A. 280.000 5.825.678
Cofina Media, S.G.P.S., S.A. - 192.921
Mediafin, S.G.P.S., S.A. 156.131 118.244
Edirevistas, S.A. 514.923 71.018
Outros 165.000
5.635.585
2.311
31.585.510

Do montante registado na rubrica do activo "Empresas do grupo" cerca de 5.150.000 Euros correspondem a saldos a receber do grupo no âmbito do RETGS (Nota 6).

Do montante registado na rubrica do passivo "Empresas do grupo" cerca de 9.190.000 Euros correspondem a saldos a pagar ao grupo no âmbito do RETGS (Nota 6).

17. TÍTULOS NEGOCIÁVEIS

Em 31 de Dezembro de 2007 a rubrica "Outros títulos negociáveis" corresponde essencialmente a títulos cotados em bolsa, nomeadamente na ZON Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A. (anteriormente denominada PT Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A.) para os quais se encontravam registados ajustamentos para os reduzir ao seu valor de cotação.

21. MOVIMENTOS OCORRIDOS NOS AJUSTAMENTOS DAS RUBRICAS DO ACTIVO CIRCULANTE

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007, os movimentos ocorridos nos ajustamentos das rubricas do activo circulante foram como segue:

Ajustamentos
Saldo
inicial Aumentos Utilizações Reversões final
2.019 5.523.820 - - 5.525.839
Saldo

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007 foram constituídos ajustamentos para reduzir os títulos negociáveis ao seu valor estimado de realização (o qual, no caso dos títulos cotados, corresponde à sua cotação à data de balanço).

22. GARANTIAS PRESTADAS

Em 31 de Dezembro de 2007, a Cofina tinha constituído garantias cujo detalhe é como segue:

  • a) penhor de 88.883.450 acções da Cofina Media, S.G.P.S., S.A. como garantia de uma facilidade de crédito em depósito à ordem obtida junto do Banco BPI, S.A. e que, em 31 de Dezembro de 2007, não estava a ser utilizada;
  • b) penhor de 88.883.450 acções da Cofina Media,S.G.P.S., S.A. como garantia do Programa de Papel Comercial contraído junto do Banco BPI, S.A. cujo saldo em dívida em 31 de Dezembro de 2006 ascendia a 3.750.000 Euros,
  • c) penhor de 88.883.450 acções da Cofina Media, S.G.P.S., S.A. como garantia do Programa de Papel Comercial contraído junto do Banco BPI e cujo saldo em dívida em 31 de Dezembro de 2007 ascendia a 40.000.000 Euros;
  • d) penhor de 6.756.937 acções da ZON MULTIMÉDIA Serviços de Telecomunicações e Multimédia, S.G.P.S., S.A. como garantia do Programa de Papel Comercial contraído junto da Caixa – Banco de Investimento, S.A. e da Caixa Geral de Depósitos, S.A. cujo saldo em dívida, em 31 de Dezembro de 2007, ascendia a 50.000.000 Euros.

36. COMPOSIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL

Em 31 de Dezembro de 2007, o capital da Empresa, totalmente subscrito e realizado, era composto por 102.565.836 acções com o valor nominal de 25 cêntimos de Euro cada.

37. IDENTIFICAÇÃO DE PESSOAS COLECTIVAS COM MAIS DE 20% DO CAPITAL

As seguintes pessoas colectivas detêm mais de 20% do capital subscrito em 31 de Dezembro de 2007:

  • Cofihold, SGPS, S.A.

40. VARIAÇÃO NAS RUBRICAS DE CAPITAL PRÓPRIO

O movimento ocorrido nas rubricas de capital próprio durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007 foi como segue:

Saldo
inicial
Aumentos Diminuições Transferências Saldo
final
Capital 25.641.459 - - - 25.641.459
Prémios de emissão de acções 15.874.835 - - - 15.874.835
Reservas: - - -
Reserva legal 5.128.293 - - 280.851 5.409.144
Reservas livres 33.047.948 - - 1.746.367 34.794.315
Resultados transitados ( 333.672 ) - - - ( 333.672 )
Resultado líquido do exercício 5.617.023 56.103.155 ( 3.589.805 ) ( 2.027.218 ) 56.103.155
Total 84.975.886 56.103.155 ( 3.589.805 ) - 137.489.236

A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinada ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital social. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.

De acordo com a deliberação tomada na Assembleia Geral realizada em 29 de Março de 2007, foi deliberado que o resultado líquido do exercício de 2006 fosse distribuído como segue:

5.617.023
=========
Dividendos 3.589.805
----------------
Reservas livres 1.746.367
Reserva legal 280.851

45. DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS FINANCEIROS

Os resultados financeiros dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 têm a seguinte composição:

2007 2006
Custos e perdas:
Juros suportados 7.182.045 3.335.410
Ajustamentos de aplicações financeiras (Notas 10 e 21) 60.665.398 2.019
Diferenças de câmbio desfavoráveis - 130
Perdas na alienação de aplicações de tesouraria 12.299.443 619.772
Outros custos e perdas financeiros 517.868 3.120.058
-----------------
80.664.754
---------------
7.077.389
Resultados financeiros 57.700.293 5.095.097
----------------
138.365.047
---------------
12.172.486
========== =========
Proveitos e ganhos:
Juros obtidos 1.500.323 2.066.477
Ganhos de participações de capital 135.848.307 15
Diferenças de câmbio favoráveis 99 -
Ganhos na alienação de aplicações de tesouraria 1.016.318 10.105.994
-----------------
138.365.047
---------------
12.172.486
========== =========

As rubricas "Perdas na alienação de aplicações de tesouraria" e "Ganhos na alienação de aplicações de tesouraria" referem-se a perdas e ganhos obtidos na alienação de títulos cotados.

A rubrica "Ganhos de participações de capital" do exercício findo em 31 de Dezembro de 2007 corresponde essencialmente à distribuição de dividendos por parte de empresas do grupo.

46. DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS

Os resultados extraordinários dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 têm a seguinte composição:

2007 2006
250.850
-
279
33.527
16.608 12
------------
284.668
( 78.134 )
------------
123.565 206.534
=======
24.996 35.000
5.741
46.655 165.793
------------
206.534
====== =======
1.200
75.464
1.236
1.885
----------
96.393
27.172
----------
======
51.914
-----------
123.565

48. DÍVIDAS A INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO, OUTROS EMPRÉSTIMOS OBTIDOS E EMPRÉSTIMOS POR OBRIGAÇÕES

Em 31 de Dezembro de 2007, a rubrica do passivo de curto prazo "Dívidas a instituições de crédito" correspondia na sua totalidade a descobertos bancários.

A rubrica "Outros empréstimos obtidos" em 31 de Dezembro de 2007 pode ser detalhada como segue:

Curto
prazo
Médio e
longo prazo
Papel comercial 113.750.000
==========
50.000.000
=========

A parcela de médio e longo prazo corresponde a um programa de papel comercial com tomada firme, o qual será unicamente reembolsado numa prestação única em 2010.

A rubrica do passivo de médio e longo prazo "Empréstimos por obrigações" corresponde a um empréstimo obrigacionista emitido durante o exercício de 2007 no montante de 50.000.000 Euros, com reembolso em 28 de Setembro de 2015, vencendo juros postecipados a uma taxa Euribor acrescida de um spread de 0,875%.

49. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

Em 31 de Dezembro de 2007, os saldos com estas entidades tinham a seguinte composição:

Saldos devedores:
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas:
Retenções na fonte 1.073.597
Pagamento especial por conta 1.487.554
-------------
2.561.151
========
Saldos credores:
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas:
Estimativa de imposto sobre o rendimento (Nota 6) 29.681
Tributação autónoma (Nota 6) 145.474
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares:
Retenções na fonte 4.135
Contribuições para a Segurança Social 6.547
-----------
185.837
======

50. ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS

Em 31 de Dezembro de 2007, os saldos mais relevantes das rubricas de acréscimos diferimentos tinham a seguinte composição:

Acréscimos de proveitos:
Juros a receber 246.885
=======
Custos diferidos:
Custos de montagem de empréstimos 650.003
Comissões e juros referentes a papel comercial 286.539
Outros 2.353
----------
938.895
======
Acréscimos de custos:
Juros a liquidar 1.780.014
Remunerações a liquidar 32.933
Outros 38.600
-------------
1.851.547
========

51. DEPÓSITOS BANCÁRIOS

Em 31 de Dezembro de 2007, esta rubrica podia ser detalhada como segue:

=========
94.540.649
---------------
Depósitos à ordem 17.640.649
Depósitos a prazo (vencíveis a menos de 3 meses) 76.900.000

RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL CONTAS INDIVIDUAIS

Aos Accionistas da Cofina, SGPS, S.A.

Em conformidade com a legislação em vigor e com o mandato que nos foi confiado, submetemos à vossa apreciação este Relatório e Parecer sobre o Relatório de Gestão e restantes documentos de prestação de contas da Cofina, SGPS, S.A. ("Empresa"), relativos ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2007, os quais são da responsabilidade do Conselho de Administração.

Ao longo do exercício em apreço, o Conselho Fiscal acompanhou a evolução da actividade da Empresa, a regularidade dos registos contabilísticos, o cumprimento do normativo legal e estatutário em vigor e a eficácia e integridade dos sistemas de gestão de riscos e de controlo interno, tendo efectuado reuniões com a periodicidade e extensão que considerou adequadas e tendo obtido da Administração e dos Serviços da Empresa as informações e esclarecimentos solicitados.

No âmbito das suas atribuições, o Conselho Fiscal examinou o Balanço em 31 de Dezembro de 2007, as Demonstrações dos resultados por naturezas e por funções, a Demonstração dos fluxos de caixa para o exercício findo nesta data e os correspondentes anexos. Adicionalmente procedeu à análise do Relatório de Gestão do exercício de 2007 e da proposta de aplicação de resultados nele apresentada, exerceu as suas competências em matéria de supervisão das habilitações, independência e execução das funções do Auditor Externo e do Revisor Oficial de Contas da Empresa e apreciou a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria emitida pela Sociedade de Revisores Oficiais de Contas da Empresa, que mereceu o seu acordo.

Face ao exposto, o Conselho Fiscal é de parecer que o Relatório de Gestão, as Demonstrações Financeiras bem como a proposta de aplicação de resultados estão de acordo com as disposições contabilísticas, legais e estatutárias aplicáveis, pelo que poderão ser aprovadas em Assembleia Geral de Accionistas.

Desejamos manifestar ao Conselho de Administração e aos diversos Serviços da Empresa o nosso apreço pela colaboração que nos prestaram.

Porto, 18 de Abril de 2008

O Conselho Fiscal

João da Silva Natária Presidente do Conselho Fiscal

Manuel Tiago Alves Baldaque de Marinho Fernandes Vogal do Conselho Fiscal

Cristina Isabel Linhares Fernandes Vogal do Conselho Fiscal

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