Skip to main content

AI assistant

Sign in to chat with this filing

The assistant answers questions, extracts KPIs, and summarises risk factors directly from the filing text.

Cofina SGPS Interim / Quarterly Report 2004

Sep 27, 2004

9978_ir_2004-09-27_771b6195-9394-4d95-8f12-9e73d0234ff2.pdf

Interim / Quarterly Report

Open in viewer

Opens in your device viewer

30 de Junho de 2004

Introdução Enquadramento macroeconómico Áreas de negócio Evolução bolsista Análise financeira Perspectivas para o segundo semestre de 2004

Disposições legais Declaração de responsabilidade Considerações finais

COFINA, S.G.P.S., S.A. (SOCIEDADE ABERTA)

Cofina, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta)

Relatório do Conselho de Administração

Contas Consolidadas

Rua General Norton de Matos, 68 4050-424 Porto

Capital Social: 25.641.459 €

ÍNDICE

INTRODUÇÃO 2
ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO 3
ÁREAS DE NEGÓCIO 6
EVOLUÇÃO BOLSISTA 11
ANÁLISE FINANCEIRA 13
PERSPECTIVAS PARA O SEGUNDO SEMESTRE DE 2004 17
DISPOSIÇÕES LEGAIS 19
DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE 21
CONSIDERAÇÕES FINAIS 21

Junho de 2004

Senhores accionistas

Dando cumprimento ao disposto na Lei, vem o Conselho de Administração da Cofina, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta) apresentar o Relatório de Gestão relativo ao primeiro semestre do exercício de 2004.

INTRODUÇÃO

A actividade do grupo Cofina para o primeiro semestre de 2004 ficou marcada pela forte dinâmica dos seus investimentos no sector dos media. Auxiliado pela retoma do mercado publicitário, o qual registou um crescimento de receitas da ordem dos 14,8% no primeiro semestre de 2004 face ao mesmo período do ano anterior, o Grupo Investec atingiu um crescimento de receitas operacionais de 27,5%, com os títulos "Correio da Manhã" e "Record" a alcançar os seus recordes históricos em termos de facturação publicitária. Para este nível de performance contribuíram os eventos realizados em Portugal ("Rock in Rio" e "Euro 2004").

O primeiro semestre de 2004 foi igualmente positivo para o sector de indústria do grupo Cofina. A F. Ramada viu crescer as suas receitas operacionais 17,3% face ao mesmo período do ano anterior, impulsionada pela retoma do investimento de uma forma geral e pela realização de algumas obras de sistemas de armazenagem relevantes no mercado internacional. Neste sector tem ainda sido colocada atenção especial à consolidação da posição do Grupo no mercado ibérico de aço.

A Celulose do Caima incrementou igualmente as suas receitas operacionais em cerca de 16%, com o valor da facturação a crescer 2,5%, apesar da influência negativa provocada pelo comportamento depressivo do mercado da pasta, o qual associado à apreciação do euro face ao dólar americano criou uma forte pressão sobre os preços da pasta. Com o objectivo de consolidar a sua posição no sector e incrementar a sua capacidade produtiva, foi celebrado, já durante o segundo semestre de 2004, um contrato de investimento de 12 milhões de euros, a realizar até finais de 2005, com a Agência Portuguesa para o Investimento, o qual possibilitará o aumento da capacidade produtiva da fábrica para as 115.000 toneladas anuais e permitirá melhorar a ecoeficiência das instalações, através da implementação de tecnologias limpas nos domínios das emissões atmosféricas e dos efluentes líquidos.

No início do segundo trimestre de 2004, a Cofina, SGPS, adquiriu um lote adicional de acções da Celulose do Caima, SGPS, S.A. que lhe permitiu assim aumentar a percentagem de consolidação desta participada de 85,43% para 97,23%.

ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO

Enquadramento Internacional

A evolução da economia internacional durante o primeiro semestre de 2004 evidenciou alguns sinais de retoma, nomeadamente a reanimação do consumo privado e dos índices de confiança dos consumidores que se têm mostrado mais optimistas. No entanto, e contrariando esta tendência, ainda se verifica a manutenção de um elevado nível de desemprego e assiste-se a uma contínua subida dos preços do petróleo.

Os sinais de retoma verificados conduziram a uma estabilização das taxas de juro, com ligeira tendência de subida, por um lado, e por outro à intensificação da formação bruta de capital fixo, com reflexos positivos no investimento.

Nos Estados Unidos da América, a taxa de crescimento do PIB registou um decréscimo do primeiro trimestre para o segundo, situando-se em 1,1% e 0,8%, respectivamente. Este facto é justificado pela desaceleração do consumo privado, mas compensado pela aceleração na formação bruta de capital fixo. Embora o aumento substancial dos preços da energia tenha sido também responsável pelo abrandamento da actividade e das condições do mercado de trabalho, a economia norte americana tem condições para retomar um ritmo mais forte de crescimento a curto prazo.

Ao nível da Zona Euro, verifica-se que a economia se mantém dependente do mercado americano, pelo que se têm vindo igualmente a verificar alguns indícios de retoma económica. A procura interna revelou-se mais forte, bem como o ritmo de crescimento do sector industrial, embora o desemprego continue a ser um factor de preocupação.

Apesar da situação mais estável que se parece viver em termos económicos, quer nos Estados Unidos da América, quer na Europa, não nos podemos alhear do facto de 2004 ser um ano de eleições nos Estados Unidos e ter sido o ano do maior alargamento verificado na União Europeia, com a admissão de 10 novos membros.

Enquadramento Nacional

A economia portuguesa apresenta os mesmos sintomas que se fizeram sentir a nível europeu, ou seja, índices de confiança mais positivos, acompanhados de uma maior predisposição para o consumo e investimento privados e a manutenção da taxa de inflação na ordem dos 2,5%. Os valores de crescimento projectados para a economia portuguesa em 2004 rondam os 1,25%.

Apesar dos sinais de retoma, a economia portuguesa continua a apresentar uma taxa de desemprego elevada, que não mostrou, durante o primeiro semestre de 2004, tendência de inversão. A taxa de desemprego média anual durante o ano de 2003 situou-se em 6,4%.

Portugal tem vindo a conduzir a sua política económica com um forte acento na política orçamental, visando a correcção do défice público, conforme exigido pela União Europeia, objectivo que tem sido alcançado por um lado, através de receitas extraordinárias, conseguidas nomeadamente através da venda de património e, por outro, com o aumento das receitas fiscais.

A antecipação de um crescimento do rendimento disponível das famílias, a adequada evolução dos custos e as perspectivas de aumento da procura externa, com consequências directas a nível das exportações, poderão ser factores determinantes na continuação da retoma económica que se pretende fazer sentir em Portugal.

Perspectivas futuras

Apesar da retoma económica parecer evidente no primeiro semestre de 2004, ainda subsistem alguns sinais de incerteza quanto à evolução da situação da economia, quer no panorama nacional, quer no panorama internacional.

As eleições presidenciais nos Estados Unidos da América e os impactos que as mesmas poderão ter no desenrolar das relações com o Médio Oriente, são um factor a ter em conta nas previsões e expectativas futuras, nomeadamente a nível dos mercados financeiros e petrolíferos.

Na Zona Euro, verificou-se uma reanimação da procura, em parte devido a um alívio nas condições de concessão de crédito às empresas e particulares. As exportações continuarão a ser um dos motores de crescimento da economia, o que poderá ser um factor positivo face à melhoria expectável da procura externa.

A Europa irá certamente passar por uma fase de ajustamentos, não só às modificações verificadas na conjuntura externa, mas também às alterações ocorridas na sua própria estrutura, nomeadamente a integração dos 10 novos Estados-Membros na ordem existente.

Neste contexto, e no que se refere à economia portuguesa, antecipa-se que se mantenha o comportamento hesitante tanto dos indicadores de sentimento como dos de actividade, perspectivando-se uma recuperação lenta e moderada.

Ao nível da procura interna, a situação actual de desemprego, com reflexos no rendimento disponível da população, e o nível de endividamento das empresas e dos particulares, apresentam-se como claros obstáculos à expansão do investimento e do consumo, o que associado à necessidade de controlo orçamental e à diminuição das transferências da União Europeia, permite antecipar que aquela não virá a ser a variável propulsora do crescimento de curto prazo do Produto Interno Bruto.

Neste contexto, Portugal terá de efectuar um esforço no sentido da redução da taxa de desemprego e, paralelamente, empreender medidas tendentes ao aumento da produtividade, de forma a expandir a produção e o investimento, com vista ao alcance da convergência com os restantes países europeus.

ÁREAS DE NEGÓCIO

O Grupo Cofina possui participações em diversas áreas de negócio da economia nacional, residindo aí uma das razões para o seu crescimento sustentado.

O organigrama das participações mais relevantes do Grupo, em função das diversas áreas de negócio, é o seguinte:

A. Media e Conteúdos

A empresa chave nesta área de negócio é a Investec, S.G.P.S., S.A., detentora de títulos de renome na área de publicações periódicas de revistas e de jornais diários. Esta empresa detém produtos líderes dos respectivos segmentos como o jornal diário "Correio da Manhã", o jornal diário desportivo "Record" bem como outros títulos como o "Jornal de Negócios", "Máxima", "TV Guia", "Rotas e Destinos", "Sábado", "PC Guia" e "Automotor".

Actualmente, e após a reestruturação ocorrida da estrutura societária, de forma a permitir uma maior eficiência na gestão de recursos, o organigrama do Grupo Investec na área de media pode ser resumido como segue:

Em termos de estrutura do grupo Investec, o primeiro semestre de 2004 foi marcado pela constituição de uma nova empresa, Grafedisport – Impressão e Artes Gráficas, S.A. parceria com a Lisgráfica, S.A. e que se dedicará à impressão dos jornais editados pelo grupo, permitindo-lhe assim uma maior autonomia e capacidade de resposta a alterações de tiragem.

Em 7 de Maio de 2004 a Investec lançou a sua nova revista "Sábado", uma newsmagazine semanal, e se configura com uma das grandes apostas editoriais do grupo para 2004, atingindo 30.000 exemplares vendidos apenas dois meses e meio após o seu lançamento, ultrapassando assim as expectativas mais optimistas.

No primeiro semestre de 2004 foi ainda lançada a revista "Dez", uma revista desportiva que acompanha o Jornal Record nas suas edições de sábado.

A decomposição das receitas operacionais consolidadas do grupo é esquematizada no quadro seguinte:

Jun-04 Jun-03 Variação
Total de receitas 63.021 49.446 27,5%
Circulação 25.024 21.917 14,2%
Jornais 19.043 16.143 18,0%
Revistas 5.981 5.774 3,6%
Publicidade 26.160 21.827 19,9%
Jornais 18.801 15.668 20,0%
Revistas 7.359 6.159 19,5%
Marketing alternativo 11.837 5.702 107,6%
Jornais 7.594 1.414 437,1%
Revistas 4.243 4.288 -1,0%

(valores em milhares de euros)

Ao nível das receitas de circulação, estas cresceram 14,2%, com a área de jornais a registar o incremento mais forte de 18%, tendo atingido 19 milhões de euros. De salientar neste ponto a performance do Jornal Record, que viu aumentar as suas vendas de circulação de 79 mil exemplares/dia em 2003 para 91 mil exemplares/dia em 2004, com um crescimento de 15%. Na área de revistas o aumento de receitas de circulação cifrou-se nos 3,6%.

Estimulado pelos eventos do Euro 2004 e Rock in Rio e pelos primeiros sinais de retoma económica, o mercado publicitário de imprensa registou no primeiro semestre do ano, segundo os dados da Marktest, um crescimento de 17,8%. O Grupo Investec potenciou esse clima favorável e logrou aumentar as suas receitas publicitárias em 19,9%, atingindo 26,2 milhões de euros. A taxa de crescimento foi muito semelhante nos jornais e nas revistas, com os valores de 18,8 e 7,4 milhões de euros, respectivamente.

O primeiro semestre de 2004 foi ainda marcado por um forte impulso nas vendas de produtos de marketing alternativo, duplicando o volume de negócios, que atingiu 11,8 milhões de euros. É de realçar neste contexto o êxito da acção "Enciclopédia" associada ao Correio da Manhã. A área de revistas conseguiu manter o nível de vendas do mesmo período do ano anterior, recuperando no trimestre de 2004 o decréscimo que o primeiro trimestre registava.

B. Pasta de Papel

A participação neste sector é efectuada, actualmente, através da Celulose do Caima, S.G.P.S., S.A., a qual por sua vez detém indirectamente, entre outras, a Caima – Indústria de Celulose, S.A., dedicada unicamente à actividade de produção de pasta de papel, a Silvicaima, S.A., unidade detentora e gestora dos recursos florestais do grupo, e Caima Energia, S.A., que responde à necessidades de energia eléctrica e térmica para as empresas associadas.

Durante o primeiro semestre de 2004 o mercado de pasta teve um comportamento depressivo, que associado à apreciação do euro face ao dólar americano criou uma forte pressão sobre os preços da pasta expressos em Euros. O preço da pasta kraft branqueada de eucalipto (BEKP) situou-se em media, durante o primeiro semestre, nos 433 Euros, inferior ao ocorrido no período homólogo do ano anterior, onde atingiu um preço médio de 466 Euros.

Os stocks Utipulp apresentaram um decréscimo de 2,7% face ao início do ano situando-se no final de Junho nos 1.256 Mtons, tendo o mesmo ocorrido com os stocks Europulp que apresentaram um decréscimo de 7% face ao início do ano.

Ao nível da actividade comercial do grupo Caima, durante o primeiro semestre, as quantidades vendidas atingiram as 55,4 mil toneladas, representando um aumento de 12% face ao período homólogo do ano anterior. Apesar deste aumento, a facturação situou-se apenas 2,5% acima da ocorrida em igual período do ano anterior como consequência da baixa de preços. A península ibérica e a restante Europa comunitária continuaram a ser os principais mercados, absorvendo mais de 95% das vendas de pasta.

A actividade industrial do primeiro semestre de 2004 foi caracterizado por um bom desempenho do sector da produção tendo-se produzido, 55,5 mil toneladas. Este valor encontra-se 11,6% acima da produção de igual período do ano anterior resultante sobretudo do facto de a paragem anual da fábrica ter ocorrido no ano transacto durante o mês de Junho, enquanto que no ano em curso teve lugar durante o mês de Julho.

Registaram-se ainda baixos consumos específicos de matérias primas e matérias subsidiárias afectas à produção, tendo-se conseguido utilizar em pleno o projecto de queima de biomassa.

O valor líquido entre venda de energia eléctrica e compra de energia eléctrica à EDP – Distribuição de Energia, SA foi no semestre de 15,9 Gwh o que representa um aumento de 18,9% face ao período homólogo no ano anterior. Este crescimento é em parte resultado da alteração ocorrida no mês de paragem da fábrica.

Iniciou-se ainda o investimento tendente ao aumento da capacidade de queima da caldeira de recuperação, que irá decorrer durante o 2º semestre do ano, e que irá permitir o aumento marginal da capacidade de produção.

A actividade florestal da Caima foi condicionada pela ocorrência dos incêndios no verão no ano transacto com incidência nas Plantações, Manutenções e Cortes de madeira.

A Silvicaima forneceu 63.000 m3 equivalentes sem casca, o que representou 37% das necessidades de consumo de madeira da fábrica.

C. Aços e Sistemas de Armazenagem

A intervenção do grupo neste sector efectua-se através do Grupo F. Ramada, uma das principais empresas nacionais desta área e da qual a Cofina detém a totalidade do capital.

Após uma fase de adaptação da sua estrutura organizacional, o grupo é actualmente composto por 7 empresas agrupadas por área de negócios, duas das quais sediadas no Reino Unido e em França, e que servem como intermediário das vendas do grupo nestes países, numa tentativa de racionalizar a rede de distribuição da empresa

Continuam igualmente activas parcerias estratégicas com entidades espanholas no sentido alargar a esfera de influência do grupo no mercado ibérico do aço e dos sistemas de armazenagem.

No sector do Aço, durante o primeiro semestre de 2004, os resultados da Empresa (vendas e margens) encontram-se fortemente influenciados pela enorme perturbação mundial no sector siderúrgico. A procura extraordinária que a China tem provocado no mercado da sucata e também nos produtos acabados influenciou de forma imprevisível os preços de aquisição e a disponibilidade de stock em todos os produtores europeus de aço.

Também no sector dos Moldes a China está a apresentar-se como um forte concorrente ao mercado Nacional. Os sectores habituais de maior consumo (sector automóvel e electrodomésticos) estão a deslocalizar para esta região a produção de peças e respectivos moldes.

Atendendo à surpreendente subida de preços verificou-se imensa dificuldade em repercutir esta variação sobre o consumidor, ficando assim a margem da Empresa algo comprometida. Esta situação inverteu-se durante o segundo trimestre de 2004, em virtude de o mercado se ter tornado mais "receptivo" às alterações recentes.

É assim expectativa da Empresa, que o segundo semestre de 2004 continue a ser um período de grande pressão e desafio, em resultado do crescimento dos preços do aço nos mercados internacionais.

O volume de negócios da actividade de Sistemas de Armazenagem cresceu 17% na primeira metade de 2004 relativamente ao período homólogo anterior, tendo o mercado externo representado 80% do volume de negócios consolidados. Este crescimento ficou a dever-se essencialmente ao crescimento da quota de mercado da Empresa nos mercados espanhol e britânico. Este resultado é fruto da estratégia de internacionalização, através do reforço da rede de distribuição internacional, que tem vindo a ser um objectivo seguido nos últimos anos

EVOLUÇÃO BOLSISTA

(Nota: consideramos o PSI 20 como um índice com valor inicial idêntico ao do título em análise por forma a possibilitar uma melhor comparação das variações das cotações)

O primeiro semestre de 2004 confirmou, ainda que de forma ténue, os sinais de retoma que se começaram a verificar em 2003. O PSI 20, principal indicador do mercado accionista português, verificou um crescimento de 7,7% face ao primeiro dia do ano, cotando-se nos 7.387 pontos no dia 30 de Junho de 2004

Desde o primeiro dia do ano que as acções da Cofina, SGPS, S.A. denotaram uma performance superior à do índice PSI 20, mercê da confiança depositada pelos investidores e pelos bons resultados consecutivamente alcançados. A cotação das acções da Cofina cresceu 17,4% na primeira metade do ano, claramente acima da generalidade do mercado,

Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho

encerrando este período com um valor por acção de 2,97 euros, correspondendo a uma capitalização bolsista global de cerca de 152 milhões de euros. Durante o primeiro semestre foram transaccionadas cerca de 7,3 milhões de acções da Cofina,

representativas de 14% do total de títulos da Empresa, facto que denota a sua dinâmica no mercado de capitais. As acções da Cofina atingiram durante este período um valor máximo de 3,14 euros por acção, no dia 8 de Abril de 2004, o dia seguinte ao do anúncio dos dividendos sobre o exercício de 2003, no montante de 0,034 euros/acção. O valor mínimo das acções cifrou-se nos 2,52 euros.

As acções da Celulose do Caima, SGPS, S.A. continuaram a verificar uma liquidez muito reduzida, em resultado da elevada participação detida pela Cofina, tendo sido apenas transaccionadas cerca de 25 mil acções durante o primeiro semestre, e sem qualquer

expressão sobre o total de títulos emitidos pela empresa. Após a excelente performance verificada no ano de 2003, com as acções da Celulose do Caima a valorizarem cerca de 69%, na primeira metade de 2004 a sua cotação caiu cerca de 20%, para os 4,75 euros

no final do período. Assim no final do primeiro semestre de 2004 a capitalização bolsista desta Empresa ascendia a cerca de 103 milhões de euros. Durante o primeiro semestre de 2004, a Cofina adquiriu, em mercado fora de bolsa, uma participação adicional 2.295.990 acções da Celulose do Caima, SGPS, representativas de 11,78% dos seus direitos de voto.

ANÁLISE FINANCEIRA

A evolução de alguns indicadores financeiros consolidados da Cofina e das suas participadas face a períodos anteriores, apresentado seguidamente, dá uma ideia geral sobre a performance do grupo e dos seus diversos sectores.

Cofina, SGPS, S.A.

De uma forma geral, os indicadores financeiros das contas consolidadas do Grupo Cofina apresentaram uma evolução positiva face a períodos anteriores.

(valores em milhares de euros) Jun-04 Dez-03 Jun-03
Balanço Var. Jun/Dez
Activo Líquido 384.700 371.923 350.360 3,4%
Capitais Próprios 80.160 77.697 68.936 3,2%
Interesses minoritários 2.626 12.190 11.408 -78,5%
Dívida Remunerada Bruta 181.840 183.073 171.857 -0,7%
Disponibilidades 43.476 35.973 36.553 20,9%
Dívida Remunerada Líquida 138.364 147.100 135.304 -5,9%
Demonstração dos resultados Var. Jun/Jun
Proveitos operacionais 133.680 224.347 109.996 21,5%
Resultados Operacionais (EBIT) 13.274 17.660 9.511 39,6%
Resultado líquido antes dos interesses minoritários 4.943 11.287 3.788 30,5%
Interesses minoritários 388 1.456 653 -40,5%
Resultado Líquido 4.555 9.831 3.135 45,3%
EBITDA (a) 24.163 37.974 19.168 26,1%
Indicadores
RL/Prov. Operacionais 3,4% 4,4% 2,9%
Divida/EBITDA 2,9 3,9 3,1
Capitais próprios / Activo 20,8% 20,9% 20,1%
Return on equity 11,4% 12,7% 8,9%

(a) EBITDA = Resultados Operacionais + Amortizações + Provisões

A principal variação ao nível do balanço corresponde à forte variação do valor dos interesses minoritários, que se reduziram para cerca de 2,6 milhões de euros, em resultado da aquisição, em Abril de 2004, de acções representativas de 12,8% dos direitos de voto do capital da Celulose do Caima, SGPS, S.A. A dívida remunerada líquida verificou igualmente um decréscimo de cerca de 9 milhões de euros face a Dezembro de 2003, denotando a capacidade do grupo para libertar fundos, e como igualmente confirma a evolução do indicador "Dívida / Ebitda", que se cifra em Junho de 2004 nos 2,9.

Os proveitos operacionais do grupo cifraram-se nos 133 milhões de euros, com um crescimento de 21,5% face ao ano anterior, fortemente impulsionados pela performance do sector dos media, que aumentou 27,5%, mas igualmente suportado pelas acréscimo de proveitos operacionais do sector de indústria (com aumentos de 17% na F. Ramada e 16% na Caima, pese embora o facto de a facturação de pasta de papel ter apenas aumentado 2,5%). O EBITDA do grupo acompanhou a evolução dos proveitos operacionais, com uma variação face ao período homólogo do ano anterior de 26,1%.

O resultado líquido do semestre atingiu 4,55 milhões de euros, crescendo 45% face ao primeiro semestre de 2003, suportado quer pela melhoria dos resultados financeiros do grupo, quer pela melhoria generalizada das diversas áreas do Grupo.

Investec, SGPS, S.A.

(valores em milhares de euros) Jun-04 Dez-03 Jun-03
Balanço Var. Jun/Dez
Activo Líquido 153.457 178.223 155.492 -13,9%
Capitais Próprios 67.460 109.236 109.314 -38,2%
Dívida Remunerada Bruta 30.456 14.035 7.643 117,0%
Disponibilidades 9.442 8.316 5.481 13,5%
Dívida Remunerada Líquida 21.015 5.719 2.162 267,5%
Demonstração dos resultados Var. Jun/Jun
Proveitos operacionais 63.021 100.632 49.446 27,5%
Resultados Operacionais (EBIT) 6.879 6.991 2.779 147,5%
Resultado líquido antes dos interesses minoritários 4.825 3.299 3.381 42,7%
Interesses minoritários 34 45 36 -5,0%
Resultado Líquido 4.791 3.254 3.345 43,2%
EBITDA (a) 10.794 14.772 6.492 66,3%
Indicadores
RL/Prov. Operacionais 7,6% 3,2% 6,8%
Divida/EBITDA 1,0 0,4 0,2
Capitais próprios / Activo 44,0% 61,3% 70,3%
Return on equity 14,2% 3,0% 6,1%

(a) EBITDA = Resultados Operacionais + Amortizações + Provisões

Ao nível do balanço temos a realçar a forte redução dos capitais próprios, em resultado da devolução à sua accionista, de cerca de 84 milhões de euros de Prestações Suplementares, e ao aumento de capital de cerca de 37 milhões de euros, efectuado durante o primeiro semestre de 2004.

A dívida remunerada verificou um acréscimo face a Dezembro de 2003, em virtude do financiamento para aquisição da participação financeira na Lusumundo Media, SGPS, S.A., operação que envolveu cerca de 25 milhões de euros. Caso não tivessemos em conta este facto, o endividamento do grupo viria reduzido em cerca de 8 milhões de euros face ao final do ano anterior, em resultado do cash-flow operacional liberto pelo grupo, que se cifrou em Junho de 2004 em 10,8 milhões de euros.

(valores em milhares de euros) Jun-04 Jun-03 Variação
Receitas operacionais 63.021 49.446 27,5%
Custos operacionais (sem amort. E provisões) 52.228 42.954 21,6%
EBITDA Media 10.793 6.492 66,3%
margem EBITDA Media 17,1% 6,5%
EBITDA Jornais 9.201 5.373 71,2%
margem EBITDA Jornais 20,2% 16,2%
EBITDA Revistas 1.593 1.119 42,4%
margem EBITDA Revistas 9,1% 6,9%

Os custos operacionais cifraram-se nos 52 milhões de euros e registaram um aumento de 21,6%, centrado essencialmente nos custos variáveis, e no lançamento de produtos de marketing alternativo. No entanto, podemos considerar que a evolução dos custos foi favorável, tendo em conta a taxa de 27,5% do crescimento das receitas. Estas viram-se foram fortemente impulsionadas com o acréscimo de receitas de circulação e de publicidade motivado pela retoma do mercado publicitário e com os eventos realizados em Portugal durante o primeiro semestre de 2004: Campeonato Europeu de Futebol e Rock in Rio. A juntar a estes factores devemos ainda mencionar as campanhas de marketing

alternativo, que tiveram um impacto significativo nos proveitos da empresa, crescendo 108% face ao Junho de 2003.

O *cash-*flow operacional registado no primeiro semestre foi de 10,8 milhões de euros, com uma margem de 17,1%, (cash-flow operacional / proveitos operacionais), com a área de jornais a atingir 9,2 milhões de euros de EBITDA e uma margem de 20,2% e a área de revistas a situar-se em 1,6 milhões de euros de EBITDA e uma margem de 9,1%.

Celulose do Caima, SGPS, S.A.

(valores em milhares de euros) Jun-04 Dez-03 Jun-03
Balanço Var. Jun/Dez
Activo Líquido 123.302 118.467 112.370 4,1%
Capitais Próprios 87.738 82.615 77.162 6,2%
Dívida Remunerada Bruta 12.563 16.221 16.675 -22,6%
Disponibilidades 8.638 15.598 14.898 -44,6%
Dívida Remunerada Líquida 3.924 622 1.777 530,5%
Demonstração dos resultados Var. Jun/Jun
Proveitos operacionais 27.241 48.876 23.535 15,7%
Resultados Operacionais (EBIT) 4.198 8.577 4.227 -0,7%
Resultado Líquido 5.122 9.685 4.232 21,0%
EBITDA (a) 7.220 13.838 7.207 0,2%
Indicadores
RL/Prov. Operacionais 18,8% 19,8% 18,0%
Divida/EBITDA 0,3 0,0 0,1
Capitais próprios / Activo 71,2% 69,7% 68,7%
Return on equity 11,7% 11,7% 11,0%

(a) EBITDA = Resultados Operacionais + Amortizações + Provisões

Os resultados líquidos do semestre atingiram o valor de 5,12 milhões de euros, traduzindo um crescimento de 21% face ao mesmo período do ano passado.

Apesar do impacto negativo da descida verificada no preço médio de venda da pasta, foi possível atingir resultados operacionais em linha com o período homólogo do ano anterior, pela concorrência de vários factores, sendo de destacar, (i) o aumento do volume de vendas, (ii) o incremento da venda de energia e (iii) a contribuição positiva dos contratos de futuros sobre o preço da pasta, que possibilitou uma eficaz estratégia de "hedging" face à variação do preço da pasta de papel.

Ainda ao nível dos dados consolidados do grupo Caima, é de salientar a relação de cobertura do activo pelos capitais próprios da Empresa, sendo o seu endividamento muito pouco significante.

F. Ramada, S.A.

(valores em milhares de euros) Jun-04 Dez-03 Jun-03
Balanço Var. Jun/Dez
Activo Líquido 72.516 68.113 75.308 6,5%
Capitais Próprios 25.018 24.795 28.196 0,9%
Dívida Remunerada Bruta 19.648 21.727 23.788 -9,6%
Disponibilidades 3.163 8.428 9.067 -62,5%
Dívida Remunerada Líquida 16.485 13.299 14.721 24,0%
Demonstração dos resultados Var. Jun/Jun
Proveitos operacionais 43.418 74.838 37.016 17,3%
Resultados Operacionais (EBIT) 3.970 6.187 2.938 35,1%
Resultado Líquido 2.410 3.321 1.479 63,0%
EBITDA (a) 5.903 10.463 5.088 16,0%
Indicadores
RL/Prov. Operacionais 5,6% 4,4% 4,0%
Divida/EBITDA 2,8 1,3 1,4
Capitais próprios / Activo 34,5% 36,4% 37,4%
Return on equity 19,3% 13,4% 10,5%

(a) EBITDA = Resultados Operacionais + Amortizações + Provisões

Ao nível das contas consolidadas do grupo F. Ramada, que integram essencialmente os sectores do aço e dos sistemas de armazenagem, é de salientar mais um vez o crescimento dos proveitos operacionais, comum à totalidade do grupo Cofina, e que, alavancado pela boa performance comercial do grupo, permitiu um acréscimo dos resultados operacionais de cerca de 35%.

O cash-flow operacional do grupo aumentou igualmente face ao mesmo período do ano anterior, cifrando agora perto dos 6 milhões de euros, aumentando cerca de 16%. É ainda de realçar a boa rentabilidade dos capitais próprios do grupo, situando em 19,3% em Junho de 2004, bem como o aumento da rentabilidade dos proveitos operacionais, de 4,0% em Junho de 2003 para 5,6% no período corrente.

PERSPECTIVAS PARA O SEGUNDO SEMESTRE DE 2004

Tendo em conta os resultados verificados no primeiro semestre de 2004, a segunda metade de 2004 é encarada com optimismo, mesmo tendo em conta que durante este período não se farão sentir os efeitos de alguns eventos com reconhecido impacto na economia nacional, como sejam o Campeonato Europeu de Futebol ou a realização do festival de música "Rock in Rio".

O Grupo encontra-se actualmente a analisar os impactos da conversão das suas demonstrações financeiras para as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("International Financial Reporting Standards", anteriormente denominadas Normas Internacionais de Contabilidade) por forma a estar em condições de apresentar ao mercado durante o exercício de 2005 os impactos de tal conversão, bem como passar a reportar durante esse exercício as suas demonstrações financeiras de acordo com esse normativo.

Na perspectiva dos negócios em que o Grupo Cofina está presente, as expectativas para o segundo semestre de 2004 poderão ser resumidas como segue:

Área de media e conteúdos

Com a retoma do mercado publicitário sentida durante a primeira metade do ano, para o segundo semestre de 2004 mantêm-se as expectativas positivas para o sector dos media, esperando o grupo continuar igualmente o seu crescimento ao nível da circulação.

Encontra-se a decorrer actualmente a continuação da edição da Enciclopédia do Correio da Manhã, com o lançamento de mais 12 volumes, que se espera venha a ter o mesmo sucesso dos primeiros 20 volumes editados durante o primeiro semestre.

Para a segunda metade do ano perspectiva-se igualmente a consolidação da estrutura e da base de leitores da nova newsmagazine "Sábado", e que a direcção editorial prevê vir a ser uma referência neste tipo de revistas.

Área de indústria

No Grupo Caima irá ser efectuado um investimento na área do ambiente e aumento de capacidade de produção, já devidamente contratado com a Agência Portuguesa para o Investimento (API) no montante de, aproximadamente, 12 milhões de euros, a ser concluído até ao final de 2005. Espera-se que este investimento venha a fazer sentir os seus impactos no mais breve espaço de tempo, nomeadamente ao nível dos efeitos sobre o meio ambiente.

GOVERNO DA SOCIEDADE

Conforme disposição constante do nº1 do Regulamento da CMVM nº7/2001, a Empresa está dispensada de apresentar informação referente ao Governo das Sociedades, uma vez que esta apenas é obrigatória conjuntamente com o relatório anual de gestão e dado que não ocorreram alterações significativas face ao divulgado no Relatório do Conselho de Administração relativo ao exercício de 2003.

DISPOSIÇÕES LEGAIS

Acções próprias

Nos termos e para os efeitos do disposto no art. º 66 do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que em 30 de Junho de 2004 a Cofina não detinha acções próprias, não tendo ocorrido qualquer compra ou venda de acções próprias durante o primeiro semestre de 2004.

Acções detidas pelos órgãos sociais da Cofina

Nos termos e para os efeitos do disposto no art.º 447 do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que, durante o primeiro semestre de 2004, os administradores da Sociedade não adquiriram nem venderam acções representativas do capital social da Cofina, S.G.P.S., S.A., sendo, em 30 de Junho de 2004, detentores das seguintes acções:

Paulo Jorge dos Santos Fernandes 1.225.989
João Manuel Matos Borges de Oliveira 1.145.000
Pedro Macedo Pinto de Mendonça 426.250
Domingos José Vieira de Matos 1.367.974
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira 1.145.000

Em 30 de Junho de 2004, o Fiscal Único e os membros da Mesa da Assembleia Geral, com excepção da primeira secretária – Ana Rebelo Mendonça Fernandes, não possuíam nenhuma acção representativa do capital social.

Participação no Capital da Sociedade

Nos termos e para os efeitos do disposto nos Artigos 16º e 20º do Código de Valores Mobiliários e no Artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que as sociedade e/ou pessoas singulares que têm uma participação social qualificada que ultrapasse os 2%, 10%, 20%, 33% e 50% dos direitos de voto, e de acordo com as notificações recebidas são como segue:

Acções detidas % directa de
Superior a 2% dos direitos de voto em 30.06.2004 direitos de voto
Schroder Investment Management Limited 1.050.000 2,05%
João Manuel Matos Borges de Oliveira 1.145.000 2,23%
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira 1.145.000 2,23%
Paulo Jorge dos Santos Fernandes 1.225.989 2,39%
Domingos José Vieira de Matos 1.367.974 2,67%
Acções detidas % directa de
Superior a 5% dos direitos de voto em 30.06.2004 direitos de voto
Fundo de Investimentos Mobiliários Caixagest 2.950.880 5,75%
Ana Rebelo Mendonça Fernandes 3.041.170 5,93%
Banco BPI, S.A. 4.354.960 8,49%
Acções detidas % de direitos
Superior a 20% dos direitos de voto em 30.06.2004 de voto
Cofihold, S.G.P.S., S.A.
a) directamente 10.500.000 20,47%
b) indirectamente, através dos seus administradores
João Manuel Matos Borges de Oliveira 2,23%
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira 2,23%
Paulo Jorge dos Santos Fernandes 2,39%
Domingos José Vieira de Matos 2,67%

A Cofina não foi notificada de qualquer transacção ocorrida durante o exercício nas participações detidas pelo Banco BPI, S.A. ou pela Cofihold, S.G.P.S., S.A., não tendo igualmente recebido qualquer notificação de participações acima de 33% dos direitos de voto.

DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE

Os membros do Conselho de Administração da Cofina, S.G.P.S., S.A. declaram assumir a responsabilidade pela presente informação e asseguram que os elementos nela inscritos são verídicos e que não existem omissões que sejam do seu conhecimento.

Nos termos do art. 21º do Decreto-Lei 411/91, de 17 de Outubro informamos que não existem dívidas em mora perante o Estado, nomeadamente perante a Segurança Social.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não queremos concluir sem expressar o nosso agradecimento, reconhecendo a dedicação e empenho dos Colaboradores do Grupo Cofina. Finalmente, gostaríamos de expressar a nossa gratidão pela colaboração prestada pelos restantes Órgãos Sociais, a qual é extensiva às Instituições Bancárias que connosco se relacionaram.

Porto, 10 de Setembro de 2004

O Conselho de Administração

Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Presidente

João Manuel Matos Borges de Oliveira

Pedro Macedo Pinto de Mendonça

Domingos José Vieira de Matos

Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira

COFINA, SGPS, S.A.

BALANÇOS CONSOLIDADOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003

( Montantes expressos em Euros )

2004 2003
Activo Amortizações Activo Activo
Activo Notas bruto e provisões líquido líquido
Imobilizado:Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 2.735.520 2.445.311 290.209 554.842
Despesas de investigação e desenvolvimento 1.903.797 1.619.954 283.843 25.520
Propriedade industrial e outros direitos 908.049 418.535 489.514 616.068
Outras imobilizações incorpóreas 769.086 407.142 361.944 49.896
Diferenças de consolidação 10 106.475.957 17.650.808 88.825.149 93.372.242
27 112.792.409 22.541.750 90.250.659 94.618.568
Imobilizações corpóreas:
Terrenos e recursos naturais 42 32.921.207 - 32.921.207 33.714.050
Edifícios e outras contruções 42 33.187.882 20.482.976 12.704.906 14.145.367
Equipamento básico 42 99.151.507 78.469.369 20.682.138 23.369.093
Equipamento de transporte 42 5.198.936 4.726.801 472.135 538.383
Ferramentas e utensílios 42 973.258 887.178 86.080 88.074
Equipamento administrativo 42 15.503.159 13.091.765 2.411.394 1.930.581
Outras imobilizações corpóreas 42 1.923.959 1.465.072 458.887 303.070
Imobilizações em curso 4.679.835 - 4.679.835 3.265.291
Adiantamentos por conta de imobilizado corpóreo 460.566 - 460.566 834.169
27 194.000.309 119.123.161 74.877.148 78.188.078
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresas do grupo 46 e 65 174.388 98.623 75.765 50.000
Partes de capital em empresas associadas 46 e 65 5.171.578 1.531.573 3.640.005 1.741.475
Partes de capital em outras empresas 46 e 65 8.374.299 1.072.535 7.301.764 7.377.106
Empréstimos de financiamento 46 e 65 3.226.635 3.226.635 - -
Investimentos em imóveis 1.694.752 7.725 1.687.027 1.511.357
Títulos e outras aplicações financeiras 46 e 65 30.323.757 5.716.712 24.607.045 109.381
Imobilizações em curso 6.248 - 6.248 39.904
27 48.971.657 11.653.803 37.317.854 10.829.223
Realizável a médio e longo prazo:
Plantações (Produtos e trabalhos em curso) 46 e 62 19.880.794 288.345 19.592.449 22.950.405
Outros devedores 46 1.242.012 1.242.012 - -
21.122.806 1.530.357 19.592.449 22.950.405
Circulante:
Existências:
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo 61 11.841.369 1.233.161 10.608.208 7.736.769
Produtos e trabalhos em curso 62 2.913.508 - 2.913.508 2.418.197
Subprodutos, desperdícios, resíduos e refugos 62 1.173 - 1.173 787
Produtos acabados e intermédios 62 4.956.573 40.445 4.916.128 4.262.062
Mercadorias 61 9.578.785 1.122.634 8.456.151 8.569.366
46 29.291.408 2.396.240 26.895.168 22.987.181
Dívidas de terceiros - Curto prazo:
Clientes, c/c 59.787.007 2.126.714 57.660.293 46.641.223
Clientes - Títulos a receber 2.830.233 162.418 2.667.815 2.875.738
Clientes de cobrança duvidosa 18.634.570 18.634.570 - -
Empresas do grupo 677.037 - 677.037 -
Adiantamentos a fornecedoresAdiantamentos a fornecedores de imobilizado 2.173.81150.761 -- 2.173.81150.761 1.607.6145.069
Estado e outros entes públicos 53 3.183.081 - 3.183.081 1.777.024
Outros devedores 64 12.994.521 1.711.031 11.283.490 15.735.471
46 100.331.021 22.634.733 77.696.288 68.642.139
Títulos negociáveis
Outros títulos negociáveis 46 11.174.792 961.685 10.213.107 21.303
Depósitos bancários e caixa:
Depósitos bancários 32.943.399 32.943.399 35.926.881
Caixa 319.348 319.348 605.154
Acréscimos e diferimentos: 33.262.747 33.262.747 36.532.035
Acréscimos de proveitos 55 7.172.830 7.172.830 6.565.745
Custos diferidos 55 7.421.390 7.421.390 9.024.931
14.594.220 14.594.220 15.590.676
Total de amortizações 141.672.636
Total de provisõesTotal do activo 565.541.369 39.169.093180.841.729 384.699.640 350.359.608

O Anexo faz parte integrante do balanço consolidado em 30 de Junho de 2004.

COFINA, SGPS, S.A.

BALANÇOS CONSOLIDADOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003

( Montantes expressos em Euros )

Capital próprio, interesses minoritários e passivo Notas 2004 2003
Capital próprio:
Capital 56 e 58 25.641.459 25.000.000
Prémios de emissão de acções 58 15.874.835 14.276.576
Diferenças de consolidação 10 e 58 23.942.464 23.942.464
Reservas:
Reserva legal 58 4.139.205 4.024.087
Outras reservas 58 28.819.594 21.369.438
Ajustamentos em partes de capital em filiais e associadas 58 (22.812.143) (22.812.143)
75.605.414 65.800.422
Resultado consolidado líquido do período 59 4.554.916 3.135.432
80.160.330 68.935.854
Interesses minoritários 60 2.625.881 11.408.471
Passivo:
Provisões para riscos e encargos 46 19.549.802 18.560.958
Dívidas a terceiros - Médio e longo prazo:
Dívidas a instituições de crédito 50 83.498.865 90.485.380
Outros empréstimos obtidos 50 4.764.418 5.717.301
Outros credores 54 3.628.985 1.555.268
Fornecedores de imobilizado, c/c 1.830.507 1.335.142
93.722.775 99.093.091
Dívidas a terceiros - Curto prazo:
Empréstimos por obrigações - 14.963.937
Dívidas a instituições de crédito 50 63.647.465 54.756.866
Fornecedores, c/c 29.857.726 22.298.393
Fornecedores - Facturas em recepção e conferência 3.056.930 646.188
Empresas do Grupo 86.145 -
Outros empréstimos obtidos 50 29.929.581 5.933.777
Adiantamentos por conta de vendas 502.678 1.499.668
Outros accionistas 105.923 136.760
Adiantamentos de clientes 554.373 287.599
Fornecedores de imobilizado, c/c 2.255.489 1.863.110
Estado e outros entes públicos 53 9.058.654 7.356.664
Outros credores 54 24.888.541 22.179.804
163.943.505 131.922.766
Acréscimos e diferimentos:
Acréscimos de custos 55 21.722.331 18.677.918
Proveitos diferidos 55 2.975.01624.697.347 1.760.55020.438.468
Total do capital próprio, de interesse minoritários e do passivo 384.699.640 350.359.608

O Anexo faz parte integrante do balanço consolidado em 30 de Junho de 2004.

COFINA, SGPS, S.A.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS RESULTADOS POR NATUREZAS DOS PERÍODOS DE SEIS MESES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003

(Montantes expressos em Euros )

Custos e perdas Notas 2004 2003
Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas 61 41.433.474 36.186.281
Fornecimentos e serviços externos 42.436.830 31.600.965
Custos com o pessoal:
Remunerações 18.863.773 16.747.655
Encargos sociais 6.327.607 5.792.206
Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo 27 8.842.461 8.527.676
Provisões 46 2.047.319 1.129.060
Impostos 337.960 297.265
Outros custos e perdas operacionais 116.822 203.451
(A) 120.406.246 100.484.559
Amortizações e provisões de aplicações financeiras e investimentos financeiros 27 e 44 3.133.777 4.142.411
Juros e custos similares
Outros 44 3.767.562 5.454.874
(C) 127.307.585 110.081.844
Custos e perdas extraordinários 45 4.703.515 4.420.167
(E) 132.011.100 114.502.011
Impostos sobre o rendimento do período 38 e 53 3.199.679 2.336.028
Interesses minoritários (G) 135.210.779388.386 116.838.039652.786
135.599.165 117.490.825
Resultado consolidado líquido do período 59 4.554.916 3.135.432
140.154.081 120.626.257
Proveitos e ganhos Notas 2004 2003
Vendas 36 93.756.604 82.305.173
Prestações de serviços 36 29.303.061 25.249.254
Variação da produção 62 1.335.742 500.676
Trabalhos para a própria empresa 6.118 42.150
Proveitos suplementares 63 8.534.143 1.545.603
Subsídios à exploração 4.104 2.288
Outros proveitos e ganhos operacionais 63 740.080 350.860
Juros e proveitos similares: (B) 133.679.852 109.996.004
Outros 44 4.111.217 6.386.077
(D) 137.791.069 116.382.081
Proveitos e ganhos extraordinários 45 2.363.012 4.244.176
(F) 140.154.081 120.626.257
Resultados operacionais (B) - (A) 13.273.606 9.511.445
Resultados financeiros (D - B) - (C - A) (2.790.122) (3.211.208)
Resultados correntes (D) - (C) 10.483.484 6.300.237
Resultados antes de impostos (F) - (E) 8.142.981 6.124.246
Resultado consolidado com os interesses minoritários do período (F) - (G) 4.943.302 3.788.218
Resultado consolidado líquido do período 4.554.916 3.135.432

O Anexo faz parte integrante da demonstração dos resultados consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004

(Montantes expressos em Euros)

NOTA INTRODUTÓRIA

A Cofina, SGPS, S.A. ("Cofina" ou "Empresa") é uma sociedade anónima, com sede no Porto, sendo as suas acções cotadas na Euronext Lisboa, e tem como actividade principal a gestão de participações sociais.

As notas que se seguem respeitam a numeração definida no Plano Oficial de Contabilidade (POC) para a apresentação de demonstrações financeiras consolidadas. As notas cuja numeração é omitida neste anexo não são aplicáveis ao Grupo ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras consolidadas anexas.

1. EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO

As empresas incluídas na consolidação, suas sedes sociais e proporção do capital detido em 30 de Junho de 2004, são as seguintes:

Percentagem do capital detido
Denominação social Sede Directa Indirecta Efectiva
F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A. ("F.Ramada") Ovar 100,00% - 100,00%
Universal Afir – Aços Especiais e Ferramentas, S.A. Porto - 100,00% 100,00%
F. Ramada - Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas
de Armazenagem, S.A. Ovar - 100,00% 100,00%
F. Ramada II, Imobiliária,S.A. (a) Ovar - 100,00% 100,00%
F. Ramada, Serviços de Gestão, Lda. (a) Ovar - 100,00% 100,00%
BPS – Equipements, S.A. Paris - 100,00% 100,00%
Storax Racking Systems Limited Bromsgrove - 100,00% 100,00%
F. Ramada - Participações, SGPS, S.A. Ovar 99,89% 0,11% 100,00%
CofinaGest.Com – Consultoria, S.A. Porto 85,00% - 85,00%
Beleggingsmaatschappij Meating B.V. (a) Gravenhage 100,00% - 100,00%
Celulose do Caima, SGPS, S.A. ("Caima") Lisboa 97,23% - 97,23%
Caima Indústria de Celulose, S.A. Lisboa - 97,23% 97,23%
Silvicaima – Sociedade Silvícola Caima, Lda. Lisboa - 97,23% 97,23%
Caima Energia – Empresa de Gestão e Exploração de Energia, Constância Sul -
S.A. 97,23% 97,23%
Invescaima – Investimentos e participações, SGPS, S.A. Lisboa - 97,23% 97,23%
Inflora – Sociedade de Investimentos Florestais, S.A. Lisboa - 97,23% 97,23%
IMC – Investimentos, Média e Conteúdos, SGPS, S.A. Lisboa - 100,00% 100,00%
Investec Media, SGPS, S.A. Lisboa - 100,00% 100,00%
Canal de Negócios – Edição Electrónica de Publicações, Lda. Lisboa - 100,00% 100,00%
Cofina.Com II - SGPS, S.A. ("Cofina.Com") Porto - 100,00% 100,00%
Edirevistas, S.A. Lisboa - 98,95% 98,95%
Edisport - Sociedade de Publicações Desportivas, S.A. Lisboa - 100,00% 100,00%
Investec II, SGPS, Lda Lisboa - 100,00% 100,00%
Malva - Gestão Imobiliária, S.A. Lisboa - 100,00% 100,00%
Mediafin - SGPS, S.A. Lisboa - 100,00% 100,00%
Presselivre - Imprensa Livre, S.A. Lisboa - 99,19% 99,19%
TVG –Editora de Publicações e Multimédia, Lda. Lisboa - 99,40% 99,40%

(a) – empresa constituída em 2004

Estas empresas foram incluídas na consolidação, pelo método de integração global, com base no estabelecido na alínea d) do n.º 1 do Artigo 1º (participações financeiras de, pelo menos, 50% e detenção da maioria dos direitos de voto) do Decreto-Lei n.º 238/91, de 2 de Julho.

Durante o primeiro semestre de 2004, e ainda na sequência do processo de reestruturação do grupo Investec, foram dissolvidas as seguintes empresas:

  • Capital Digital Edição Electrónica de Publicações, Lda.

  • Exequatur Comércio por grosso de material e aparelhos de informática, S. A.

  • ID Center The Internet Data Center, S.A.

  • Kompare.com Informação Financeira, S.A.

  • Media Banner Consultoria de Marketing, Lda.

  • WeQui Consultoria para os Negócios e Gestão na Internet, Lda.

  • Jornal de Negócios Edição de Publicações, Lda.

(Montantes expressos em Euros)

No primeiro semestre de 2004, na sequência da adaptação da estrutura societária do grupo F. Ramada às suas necessidades, foram criadas duas novas empresas: F. Ramada II, Imobiliária, S.A. (criada através de cisão de activos imobiliários da F. Ramada – Aços e Indústrias, S.A. e da Universa Afir – Aços Especiais e Ferramentas, S.A.) e F. Ramada, Serviços de Gestão, Lda.

Durante o mês de Janeiro de 2003, a Cofina, SGPS, S.A. alienou no mercado fora de bolsa ao Banco de Investimento Global, S.A. um lote de 2.200.000 acções escriturais de valor nominal de 1 Euro cada, correspondentes a 10,17% do capital social da Celulose de Caima, SGPS, S.A., pelo valor unitário de 3,8 Euros por acção. No contrato de compra e venda das acções da Celulose do Caima, SGPS, S.A. está configurada a possibilidade de resolução do mesmo em função de determinadas cláusulas, designadamente nos casos de perda, por parte da empresa participada, da qualidade de sociedade aberta ou de lançamento, sobre as suas acções, de Oferta Pública de Aquisição ou de Oferta Pública de Troca, pelo que a respectiva participação se enquadra na alínea e) do n.º 1 do artigo 20º do Código dos Valores Mobiliários. Deste modo, a Cofina mantém registada nas suas demonstrações financeiras a totalidade do investimento financeiro sobre a Celulose do Caima, SGPS, S.A., tendo registado na rubrica "Outros empréstimos obtidos" o montante de 4.000.000 Euros já recebido relativo a esta operação (Nota 50).

2. EMPRESAS EXCLUÍDAS DA CONSOLIDAÇÃO

As empresas excluídas da consolidação, registadas na rubrica partes de capital em empresas do grupo ao custo de aquisição e a proporção do capital detido em 30 de Junho de 2004 pelo Grupo Cofina, são como segue:

Denominação social % Efectiva
Sector Zero – Produtos Informáticos, S.A. 50,00%
Cofina Indústria, S.A. 100,00%

Estas empresas não foram consolidadas dado serem imateriais, individualmente e no seu conjunto, para a apresentação de uma imagem fiel e verdadeira da situação financeira e resultados das operações do Grupo (nº1 do Artigo 4º do Decreto-Lei n.º 238/91, de 2 de Julho). Adicionalmente, a participação financeira na Sector Zero - Produtos Informáticos, S.A. encontra-se totalmente provisionada.

3. EMPRESAS ASSOCIADAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO

As empresas associadas do Grupo, suas respectivas sedes e a proporção do capital detido em 30 de Junho de 2004, são as seguintes:

Percentagem do capital detido
Denominação social Sede Directa Indirecta Efectiva
VASP – Sociedade de Transportes e Distribuições, Lda. Lisboa - 33,06% 33,06%
Whatevernet – Sistemas de Informação em Rede, S.A. Lisboa - 20,14% 20,14%

Estas empresas foram incluídas na consolidação pelo método da equivalência patrimonial, com base no estipulado no n.º 13.6 das normas de consolidação de contas estabelecidas pelo Decreto-Lei n.º 238/91, de 2 de Julho.

(Montantes expressos em Euros)

4. PARTICIPAÇÕES MATERIALMENTE IRRELEVANTES EM EMPRESAS ASSOCIADAS

Os investimentos financeiros em associadas cujas participações são materialmente irrelevantes para a obtenção de uma imagem verdadeira e apropriada da situação financeira e dos resultados do conjunto de empresas compreendidas na consolidação, bem como a proporção do capital detido nestas Empresas em 30 de Junho de 2004, são como segue:

Denominação social Sede Percentagem
Grafedisport – Impressão e Artes Gráficas, S.A. Queluz 50,00%
TV Tel - Grande Porto Comunicações, S.A. Porto 25,00%
CyberDream, SGPS, S.A. Lisboa 19,98%
Infocomércio – Com. Grosso Material e Aparelhos de Informática,Lda. Porto 25,00%
Blue Digit, S.A. Porto 20,00%

Estas participações foram excluídas da consolidação e registadas ao custo de aquisição dado serem imateriais, individualmente e no seu conjunto para a apresentação de uma imagem verdadeira da situação financeira e do resultado das operações do Grupo (nº1 do artigo 4º do Decreto – Lei n.º 238/91, de 2 de Julho). Adicionalmente, foram constituídas provisões para os investimentos financeiros que à data de balanço indiciem a existência de perdas futuras na sua alienação.

6. PARTICIPAÇÕES NÃO INFERIORES A 10% EM EMPRESAS NÃO MENCIONADAS NAS NOTAS ANTERIORES

Em 30 de Junho de 2004, o Grupo Cofina mantinha participações financeiras superiores a 10% do capital das seguintes sociedades:

Denominação social Sede Directa Indirecta Efectiva
VAA – Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A.AnglusRidet – Comércio por Grosso de Material e Aparelhos de Ilhavo 19,80% - 19,80%
Informática, S.A. Lisboa - 19,98% 19,98%
Movensis - Serviços de Apoio a Comunicações, S.A. Lisboa - 19,98% 19,98%
Via Tecla – Soluções Informáticas e Comunicações, S.A. Almada - 19,98% 19,98%
Lusomundo Media, SGPS, S.A. Lisboa - 19,09% 19,09%

Com excepção da VAA - Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A. e da Lusomundo Media, SGPS, S.A., as participações acima mencionadas encontram-se totalmente provisionadas.

A participação na VAA – Vista Alegre Atlantis está valorizada pelo método de equivalência patrimonial reportado a 31 de Dezembro de 2000 dado que em consequência do processo de fusão ocorrido em 2001 entre a Vista Alegre e a Atlantis Cristais de Alcobaça o Grupo Cofina passou a deter menos de 20% da sociedade fusionada. Encontram-se criadas provisões para reduzir esta participação ao seu valor de mercado.

7. NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL

Durante os períodos de seis meses findos em 30 de Junho de 2004 e 2003, o número médio de pessoal ao serviço das empresas incluídas na consolidação pelo método de consolidação integral foi de 1.581 e 1.545, respectivamente.

(Montantes expressos em Euros)

10. DIFERENÇAS DE CONSOLIDAÇÃO

a) Incluídas no capital próprio

Os saldos apresentados na rubrica do capital próprio "Diferenças de consolidação" foram originados na primeira preparação de demonstrações financeiras consolidadas e correspondem às diferenças, positivas e negativas, entre o custo de aquisição das partes de capital detidas e a proporção dos respectivos capitais próprios contabilísticos das empresas participadas, reportados àquela data, bem como às diferenças de consolidação negativas que o Conselho de Administração da Empresa entenda não corresponderem a perspectivas de resultados líquidos negativos no futuro. Durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 não ocorreram movimentos na rubrica de capitais próprios "Diferenças de consolidação".

b) Incluídas no imobilizado incorpóreo

Os saldos apresentados na rubrica do activo "Diferenças de consolidação" incluem as diferenças de consolidação positivas entre o custo de aquisição das partes de capital detidas e a proporção dos respectivos capitais próprios contabilísticos das empresas participadas originadas com a aquisição de novos lotes de acções de empresas já detidas e novas participações, as quais são amortizadas durante os períodos definidos pelo Conselho de Administração para sua recuperação e não superiores a 20 anos (Nota 23). O movimento ocorrido no período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 nesta rubrica foi como segue:

Valor bruto Amortizações
Saldo em 31 de Dezembro de 2003 104.642.418 14.971.600
Aumentos (Nota 27) 2.731.573 -
Regularizações (Nota 27) ( 898.034 ) ( 898.034 )
Amortização do exercício - 3.577.242
Saldo em 31 de Dezembro de 2003 106.475.957 17.650.808

O aumento verificado no valor bruto da rubrica do activo "Diferenças de consolidação" corresponde à diferença entre o valor de aquisição do investimento financeiro relativo a 11,79% do capital da Celulose do Caima, SGPS, S.A., ocorrido em Abril de 2004, e a correspondente percentagem nos capitais próprios dessa participada.

O montante de 898.034 Euros relativo a regularizações corresponde ao abate de uma diferença de consolidação totalmente amortizada.

Em 30 de Junho de 2004, o detalhe desta rubrica era como segue:

Valor líquido Amortizaçõesacumuladas Valor bruto Empresa participada
53.008.013 11.251.560 64.259.573 Presselivre – Imprensa Livre, S.A.
23.828.822 4.216.970 28.045.792 IMC – Investimentos, Media e Conteúdos, SGPS, S.A.
3.669.777 297.549 3.967.326 TVG – Editora de Publicações e Multimédia, Lda
2.663.283 68.290 2.731.573 Celulose do Caima, SGPS, S.A.
2.454.273 520.603 2.974.876 Edirevistas, S.A.
2.061.786 687.262 2.749.048 F. Ramada Aços e Indústrias, S.A.
1.026.517 568.968 1.595.485 Storax Racking Systems, Ltd
112.678 37.559 150.237 BPS Equipements, S.A.
- 2.047 2.047 Outros
88.825.149 17.650.808 106.475.957

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004

(Montantes expressos em Euros)

14. ALTERAÇÕES AO PERÍMETRO DE CONSOLIDAÇÃO

A comparabilidade das demonstrações financeiras consolidadas do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 com as do período homólogo do ano anterior encontra-se afectada pelas seguintes alterações no perímetro de consolidação, com excepção das relativas a fusões e cisões identificadas nas alienas (i.b), (ii.b) e (ii.c).

(i) inclusão das seguintes empresas no perímetro de consolidação:

Beleggingsmaatschappij Meating B.V. (a)

  • F. Ramada II, Imobiliária, S.A. (b)
  • F. Ramada, Serviços de Gestão, Lda. (a)
    • (a) empresa constituída em 2004
    • (b) empresa constituída em 2004 na sequência da cisão de parte dos activos da F. Ramada Aços e Indústrias, S.A. e da Universal Afir – Aços Especiais e Ferramentas, S.A.
  • (ii) saída do perímetro de consolidação:

Capital Digital – Edição Electrónica de Publicações, Lda. (a)

Exequatur – Comércio por grosso de material e aparelhos de informática, S. A. (a)

ID Center – The Internet Data Center, S.A. (a)

Kompare.com – Informação Financeira, S.A. (a)

Media Banner – Consultoria de Marketing, Lda. (a)

WeQui – Consultoria para os Negócios e Gestão na Internet, Lda. (a)

Jornal de Negócios – Edição de Publicações, Lda. (a)

Bid You 2 – Leilões Digitais, S.A. (d)

Edimoda - Sociedade Editorial S.A. (b)

Edimoda I – Sociedade Editorial, S.A. (b)

Edisport, SGPS, S.A. (c)

Laguna, SGPS, S.A. (c)

Multipress – Prestação de Serviços à Imprensa, Lda. (a)

Verpress – Produção de Publicações, S.A. (a)

Mediger – Sociedade Jornalística e Editorial, Lda. (d)

  • (a) empresa dissolvida
  • (b) empresa incorporada por fusão na Edirevistas, S.A.
  • (c) empresa incorporada por fusão na Investec, SGPS, S.A.
  • (d) empresa alienada

15. CONSISTÊNCIA NA APLICAÇÃO DE CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS

Os principais critérios valorimétricos utilizados pelo Grupo foram consistentes entre as empresas incluídas na consolidação e são os descritos na Nota 23.

(Montantes expressos em Euros)

21. COMPROMISSOS FINANCEIROS ASSUMIDOS E NÃO INCLUÍDOS NO BALANÇO CONSOLIDADO

Os compromissos com encargos com pensões de reforma de empresas do Grupo, consolidadas pelo método de integração global existem na Caima e Silvicaima, bem como para algumas empresas do Grupo Investec, dos quais aqueles não incluídos no balanço consolidado são como segue:

Celulose do Caima,SGPS, S.A.

Fundo de Pensões

O Fundo de Pensões Caima e Silvicaima, constituído por escritura de 31 de Dezembro de 1987 e administrado pela "BPI Pensões - Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A.", destina-se a garantir aos trabalhadores (i) que à data normal da reforma ou (ii) na cessação contratual do contrato de trabalho com a Empresa, tenham pelo menos 57 anos de idade e 10 anos de serviço contínuo, o direito a um complemento de reforma, a partir da idade normal de reforma, cujo valor tem por base a média dos vencimentos ilíquidos dos últimos dois anos ao serviço da empresa. Por decisão da Administração da Caima, o Fundo de Pensões Caima e Silvicaima foi dividido em dois fundos autónomos, em Dezembro de 1998, após autorização do Instituto de Seguros de Portugal e, de acordo com o último estudo actuarial realizado pela sociedade gestora do fundo com referência a 31 de Dezembro de 2003, o valor actual das responsabilidades por serviços passados para os colaboradores no activo e para os reformados, naquela data, eram como segue:

======== ======
2.850.166 383.825
Reformados 1.778.682 160.726
Activos 1.071.484 223.099
Caima Silvicaima

Aquelas responsabilidades foram determinadas com base no método de cálculo "Project Unit Credit", tendo-se utilizado as Tábuas de Mortalidade TV 73/77 e Invalidez EKV-80. Para além dos parâmetros técnicos acima referidos foram assumidos como pressupostos uma rentabilidade real de longo prazo de 3% quando comparada com o crescimento dos salários e de 4% face ao crescimento das pensões.

Em 31 de Dezembro de 2003 o valor patrimonial dos fundos de pensões da Caima e Silvicaima ascendia a 2.823.157 Euros e 386.628 Euros, respectivamente, existindo ainda em 30 de Junho de 2004 um saldo credor reflectido na rubrica "Acréscimos de custos" no montante de 283.964 Euros, em conformidade com a Directriz Contabilística nº 19 (Nota 55). Adicionalmente, o Conselho de Administração estima que a não actualização do referido estudo actuarial a 30 de Junho de 2004 e o consequente não registo de quaisquer efeitos nas demonstrações financeiras consolidadas anexas não é relevante para as mesmas.

Terrenos arrendados

A Silvicaima assumiu responsabilidades com rendas de terrenos arrendados para florestação no montante de 4.406.000 Euros, ascendendo o valor das rendas referente ao período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 a, aproximadamente, 444.000 Euros.

Outros compromissos

Em 30 de Junho de 2004, os compromissos contratuais assumidos para aquisição de imobilizado assumidos pelas Empresas do Grupo Caima são de, aproximadamente, 2.440.000 Euros.

(Montantes expressos em Euros)

22. GARANTIAS PRESTADAS

Em 30 de Junho de 2004, o Grupo tinha assumido responsabilidades por garantias prestadas, como segue:

  • a) penhor de 3.846.937 acções da VAA Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A., para garantia de um empréstimo de 29.927.874 Euros junto do Banco BPI, S.A.;
  • b) penhor de 13.194.531 acções da Celulose do Caima, SGPS, S.A., para garantia de um crédito de mútuo no montante máximo de 29.184.687 Euros obtido junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A. e da Caixa – Banco de Investimento, S.A.;
  • c) penhor de 1.230.268 acções da Celulose do Caima, SGPS, S.A., como garantia de um empréstimo no montante de 3.740.984 Euros, contraído junto do Banco BPI, S.A.;
  • d) garantia bancária no montante de 4.000.000 Euros para garantia da conta a pagar à Independent News & Media (UK), Ltd resultante da aquisição, durante o exercício de 2003, de uma participação na Lusomundo Media, SGPS, S.A. (Nota 54);
  • e) penhor de 1.706.920 acções da VAA Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A. e de 200.000 acções da F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A. para garantia de um programa de papel comercial junto do Banco BPI no montante de 3.750.000 Euros;
  • f) em 30 de Junho de 2004, a F. Ramada tinha assumido responsabilidades por garantias bancárias prestadas e que podem ser detalhadas como segue:
Papel comercial 3.996.995
IAPMEI 1.381.720
Outras 205.047
5.583.762========
  • g) em 30 de Junho de 2004, as empresas do grupo Caima tinha constituído responsabilidades por garantias bancárias e seguros de caução prestados no montante de, aproximadamente, 5.435.000 Euros;
  • h) em 30 de Junho de 2004, as empresas do grupo Investec tinham assumido responsabilidades por garantias prestadas no montante de, aproximadamente, 2.800.000 Euros relacionadas, essencialmente, com concursos publicitários. Tinham ainda entregue livranças para garantia de linhas de crédito no montante global de, aproximadamente, 11.000.000 Euros;
  • i) a IMC Investimentos, Media e Conteúdos, SGPS, S.A. tinha constituído um penhor de 3.555.338 acções da Investec SGPS, S.A. para garantia de um empréstimo de 46.138.805 Euros obtido junto do Banco BPI, S.A. Para garantia deste empréstimo, a IMC, SGPS, S.A. entregou ainda uma livrança em branco por si subscrita e avalizada pela Edisport – Sociedade de Publicações Desportivas, S. A. e pela Presselivre – Imprensa Livre, S. A., para cumprimento de todas e quaisquer responsabilidades decorrentes do mencionado contrato de empréstimo bancário;
  • j) a Cofina.com II, SGPS, S.A. tinha constituído penhor de 465.030 acções da Gescartão, SGPS, S.A. para garantia de um contrato de abertura de crédito junto do Banif – Banco de Investimento, S.A. no montante de 2.168.844 Euros;
  • k) a Cofina.com II, SGPS, S.A. tinha constituído penhor de 1.500.000 acções da Media Capital, SGPS, S.A. para garantia de um contrato de abertura de crédito junto do Banif – Banco de Investimento, S.A. no montante de 3.290.744 Euros. A Cofina avalizou uma livrança a favor daquela instituição bancária para garantia deste empréstimo.

Adicionalmente, a Cofina tinha constituídas garantias bancárias no montante de 22.500.000 Euros para garantia dos programas de papel comercial existentes.

(Montantes expressos em Euros)

23. BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS UTILIZADOS

Bases de apresentação

As demonstrações financeiras consolidadas anexas, foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação (Nota 1), mantidos de acordo com princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal.

Princípios de consolidação

A consolidação das empresas subsidiárias referidas na Nota 1, efectuou-se pelo método de integração global de acordo com o estabelecido na alínea d) do n.º 1 do Artigo 1º do Decreto-Lei n.º 238/91 de 2 de Julho. Neste sentido, as transacções e saldos significativos entre as empresas foram eliminados no processo de consolidação, sendo o valor correspondente à participação de terceiros nas empresas subsidiárias apresentado nas rubricas "Interesses minoritários". Adicionalmente, as diferenças de consolidação, decorrentes da diferença entre o valor contabilístico das partes de capital e o valor da proporção do justo valor do capital próprio que elas representam foram registados no balanço consolidado nas rubricas "Diferenças de consolidação" (Nota 10) e são amortizadas em quotas constantes pelo período estimado de recuperação do investimento, o qual não excede 20 anos.

Os investimentos financeiros representativos de partes de capital em empresas associadas, encontram-se valorizados no balanço consolidado pelo método da equivalência patrimonial e as diferenças entre o valor contabilístico das partes de capital e o valor da proporção dos capitais próprios que elas representam foram registados no balanço consolidado na rubrica de capital próprio "Ajustamentos de partes de capital em empresas associadas", no que respeita às diferenças apuradas na data da primeira consolidação e nas diferenças geradas por variações de capitais próprios das empresas associadas (Nota 58).

Principais critérios valorimétricos

Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras consolidadas, foram os seguintes:

a) Imobilizações incorpóreas

As imobilizações incorpóreas, que compreendem essencialmente (i) despesas com estudos e projectos de consultoria, (ii) concessões e licenças, (iii) despesas com aumentos de capital, (iv) diferenças de consolidação e (v) custos incorridos internamente com um projecto de racionalização industrial, encontram-se registadas ao custo de aquisição e são amortizadas pelo método das quotas constantes durante um período que varia entre 3 e 5 anos, à excepção do título "Record", o qual se encontra a ser amortizado num prazo de 10 anos, e das diferenças de consolidação que se encontram a ser amortizadas conforme descrito na Nota 10.

b) Imobilizações corpóreas

As imobilizações corpóreas adquiridas até 31 de Dezembro de 1997 encontram-se registadas ao custo de aquisição, reavaliadas de acordo com as disposições legais (Nota 41). As imobilizações corpóreas adquiridas após aquela data encontram-se registadas ao custo de aquisição.

No Grupo Caima, os terrenos e recursos naturais afectos à exploração florestal adquiridos até 31 de Dezembro de 1998 encontram-se registados ao custo de aquisição, reavaliados em 31 de Dezembro de 1998 com base em avaliações técnicas efectuadas por avaliadores independentes. Em 30 de Junho de 2004, o efeito dessa reavaliação extraordinária é inferior ao efeito que resultaria da aplicação dos coeficientes de reavaliação previstos no Decreto-Lei n.º 31/98, de 11 de Fevereiro.

Os gastos de conservação e reparação, que não aumentam a vida útil ou resultem em benfeitorias ou melhorias significativas nos elementos das imobilizações corpóreas, são registados como custos do exercício.

(Montantes expressos em Euros)

As amortizações do exercício são calculadas pelo método das quotas constantes, de acordo com as seguintes vidas úteis estimadas:

Anos
Edifícios e outras construções 10 a 50
Equipamento básico 2 a 15
Equipamento de transporte 2 a 10
Ferramentas e utensílios 4 a 14
Equipamento administrativo 2 a 10
Outras imobilizações corpóreas 3 a 10

c) Investimentos financeiros

Os investimentos financeiros em empresas associadas são registados pelo método da equivalência patrimonial, à excepção dos mencionados na Nota 4, sendo as participações inicialmente contabilizadas pelo custo de aquisição, o qual foi acrescido ou reduzido do valor correspondente à proporção dos capitais próprios dessas empresas, reportados à data de aquisição ou da primeira aplicação do método da equivalência patrimonial.

De acordo com o método da equivalência patrimonial, as participações financeiras são ajustadas anualmente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos das associadas por contrapartida de ganhos ou perdas do exercício. Adicionalmente, os dividendos destas empresas são registados como uma diminuição do valor dos investimentos.

Os restantes investimentos financeiros estão registados ao custo de aquisição o qual, deduzido das provisões para investimentos financeiros, se aproxima do valor estimado de realização.

d) Florestas

As florestas propriedade do grupo Caima encontram-se classificadas na rubrica "Produtos e trabalhos em curso", essencialmente a longo prazo. O custo das florestas adquiridas ou com as plantações efectuadas e os custos incorridos com o seu desenvolvimento, conservação e manutenção são incluídos no valor destas. O custo da madeira é transferido para custo de produção quando a madeira é cortada. Os cortes de madeira própria são valorizados ao custo específico de cada mata atribuído a cada corte, o qual inclui ainda os custos incorridos em cada mata desde o último corte. São reconhecidos como custo do exercício os custos acumulados de plantação, manutenção e gastos administrativos, proporcionais à área cortada no exercício.

e) Locação financeira e aluguer de longa duração

Os activos imobilizados adquiridos mediante contratos de locação financeira bem como as correspondentes responsabilidades são contabilizados pelo método financeiro. De acordo com este método, o custo do activo é registado no imobilizado corpóreo, a correspondente responsabilidade é registada no passivo e os juros incluídos no valor das rendas e a amortização do activo, calculada conforme descrito na Nota 23.b), são registados como custos na demonstração de resultados do exercício a que respeitam.

As rendas de aluguer de longa duração referentes a bens adquiridos neste regime são reconhecidos na totalidade como custo do exercício na data em que são facturadas pelo locador.

(Montantes expressos em Euros)

f) Existências

As matérias-primas, subsidiárias e de consumo encontram-se valorizadas ao custo médio de aquisição o qual, deduzido da provisão constituída para depreciação de existências, é inferior ao respectivo valor de mercado.

Os produtos acabados e semi-acabados, os subprodutos e os produtos e trabalhos em curso encontram-se valorizados ao custo de produção, que inclui o custo das matérias-primas incorporadas, mão-de-obra e gastos gerais de fabrico, e que é inferior ao valor de mercado. Dentro desta óptica, a madeira cortada em posse do grupo Caima encontra-se valorizada ao custo de produção, que inclui os custos incorridos com o corte e "rechega" da madeira, assim como a parte proporcional à área cortada dos custos acumulados de estabelecimento, manutenção e gastos administrativos com estes activos.

As empresas do Grupo procederam à constituição das correspondentes provisões para reduzir, quando aplicável, as existências ao valor realizável líquido ou preço de mercado (Nota 46).

g) Provisões para riscos e encargos

As empresas do Grupo registam nesta rubrica as provisões constituídas que não se enquadram, pela sua natureza, na provisão para cobranças duvidosas nem para depreciação de existências, nomeadamente para fazer face a eventuais encargos com planos de restruturação (Nota 46).

h) Títulos negociáveis

Os títulos negociáveis correspondem essencialmente a acções cotadas na Euronext Lisboa, os quais são registados ao mais baixo do custo de aquisição ou valor de mercado.

i) Indemnizações ao pessoal

As empresas do Grupo têm como procedimento registar como custo extraordinário do exercício os encargos com rescisões de contratos de trabalho acordados em cada exercício, excepto para aquelas rescisões que se enquadram em planos de restruturação, cujos encargos são afectos à utilização de provisões para riscos e encargos criadas para esse efeito.

j) Especialização de exercícios

As Empresas do Grupo registam as suas receitas e despesas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual as receitas e despesas são reconhecidas à medida em que são geradas independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos (Nota 55).

k) Complementos de reforma

Algumas empresas do Grupo assumiram compromissos de conceder aos seus empregados prestações pecuniárias a título de complementos de pensões de reforma por velhice ou invalidez. Para cobrir essas responsabilidades (i) existem os correspondentes fundos de pensões autónomos, cujos encargos anuais, determinados de acordo com cálculos actuariais são registados como custos ou proveitos do exercício, em conformidade com a Directriz Contabilística n.º 19/97 (Nota 21), ou (ii) foram constituídas provisões com base em cálculos actuariais.

l) Letras descontadas

Os saldos de clientes titulados por letras descontadas e não vencidas à data de balanço, estão evidenciados pelo seu valor nominal, como uma dedução às correspondentes rubricas do activo, sendo os juros registados de acordo com o critério da especialização dos exercícios. Em 30 de Junho de 2004, o montante de letras descontadas junto de instituições financeiras ascendia a, aproximadamente, 100.000 Euros.

(Montantes expressos em Euros)

m) Subsídios

Os subsídios recebidos no âmbito dos programas de formação profissional, são registados como proveitos do exercício na rubrica "Subsídios à exploração" da demonstração consolidada dos resultados, quando obtidos, independentemente da data do seu recebimento. Os subsídios atribuídos a fundo perdido para financiamento de imobilizações corpóreas são registados, como proveitos diferidos, nas rubricas de acréscimos e diferimentos, e reconhecidos na demonstração de resultados extraordinários proporcionalmente às amortizações das imobilizações corpóreas subsidiadas (Notas 51, 52 e 55).

n) Actividade de sistemas de armazenagem

O Grupo F. Ramada segue o procedimento de reconhecer os resultados das obras relacionadas com a actividade de sistemas de armazenagem pelo método da obra acabada. Neste sentido os custos de produção já incorridos nas obras em curso permanecem registados nas rubricas "Outros custos diferidos" e "Produtos e trabalhos em curso" e as facturações antecipadas destas mesmas obras estão registadas na rubrica "Proveitos diferidos" (Nota 55).

o) Reconhecimento de proveitos com a venda de publicações e venda do espaço publicitário

As vendas de revistas e de jornais são registadas no exercício em que as publicações são distribuídas. A devolução das publicações não vendidas é registada como uma redução dos proveitos anteriormente registados, no exercício a que dizem respeito. Os proveitos resultantes da subscrição de revistas e jornais são diferidos ao longo do período de subscrição.

As prestações de serviços que respeitam à venda de espaço publicitário são registadas no exercício em que a publicidade é publicada. O desconto de quantidade concedido relativo à venda de espaço publicitário é registado no exercício a que respeita como dedução ao valor bruto das prestações de serviços.

p) Cláusulas contratuais

As indemnizações pagas a título de acordos de não concorrência, segundo estabelecido nos contratos de compra e venda de participações, são registadas no activo e reconhecidas como custos durante o período pelo qual estes contratos se encontram vigentes (Notas 45 e 55).

q) Impostos diferidos

Os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação.

O Conselho de Administração da Cofina decidiu adoptar a disposição transitória prevista no parágrafo 72.b) da Directriz Contabilística n.º 28 – "Impostos sobre o Rendimento" segundo a qual é permitido o Grupo não reconhecer durante um período que não pode exceder cinco anos, os activos por impostos diferidos e os passivos por impostos diferidos relativos a situações aplicáveis à data da entrada em vigor da referida Directriz (1 de Janeiro de 2002). Enquanto existirem situações não relevadas que determinariam o reconhecimento de passivos por impostos diferidos o Grupo não procederá ao registo de activos por impostos diferidos.

São apresentados na Nota 38 do Anexo ao Balanço e à Demonstração dos resultados os impactos de tal medida.

r) Saldos e transacções expressas em moeda estrangeira

Todos os activos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para Euros utilizando as taxas de câmbio oficiais vigentes à data de balanço. As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transacções e as vigentes na data das cobranças, pagamentos ou à data do balanço, foram registadas como proveitos e custos na demonstração dos resultados do exercício.

(Montantes expressos em Euros)

s) Acções próprias

As acções próprias são registadas ao custo de aquisição, sendo as mais ou menos valias geradas com a sua alienação registadas na rubrica "Outras reservas".

t) Conversão de demonstrações financeiras expressas em moeda estrangeira

As diferenças de câmbio originadas na conversão para Euros das demonstrações financeiras de empresas participadas expressas em moeda estrangeira foram incluídas no capital próprio na rubrica de " Outras reservas". A conversão daquelas demonstrações financeiras é efectuada considerando as seguintes taxas de câmbio: i) taxa de câmbio vigente à data do balanço para converter todos os activos, passivos e as rubricas da demonstração dos resultados e ii) taxa de câmbio histórica para converter as restantes rubricas de capital próprio.

27. MOVIMENTO DO ACTIVO IMOBILIZADO

Durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004, o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas, corpóreas e investimentos financeiros, bem como nas respectivas amortizações acumuladas e provisões, foi o seguinte:

Activo Bruto
Rubrica Saldo em31-12-03 Variação deperímetro Aumentos Alienações Transferências e abates Saldo em30-06-04
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalaçãoDespesas de investigação e 3.238.091 ( 82.260 ) 490 - ( 420.801 ) 2.735.520
desenvolvimento 1.903.797 - - - - 1.903.797
Propriedade industrial e outros direitos 908.049 - - - - 908.049
Outras imobilizações incorpóreas 386.849 ( 182.060 ) 143.496 - 420.801 769.086
Diferenças de consolidação (Nota 10) 104.642.418 - 2.731.573 - ( 898.034 ) 106.475.957
111.079.204 ( 264.320 ) 2.875.559 - ( 898.034 ) 112.792.409
Imobilizações corpóreas:
Terrenos e recursos naturais 33.419.983 - 5.461 ( 3.751.598 ) 3.247.361 32.921.207
Edifícios e outras construções 33.303.633 ( 9.946 ) - ( 108.934 ) 3.129 33.187.882
Equipamento básico 98.936.854 ( 84.961 ) 299.614 - - 99.151.507
Equipamento de transporte 5.274.462 - 187.778 ( 263.304 ) - 5.198.936
Ferramentas e utensílios 959.930 - 21.423 ( 8.095 ) - 973.258
Equipamento administrativo 15.102.804 ( 42.601 ) 531.725 ( 88.769 ) - 15.503.159
Outras imobilizações corpóreas 1.873.922 ( 265 ) 52.017 ( 1.715 ) - 1.923.959
Imobilizações em curso 3.888.987 - 3.160.149 - ( 2.369.301 ) 4.679.835
Adiantamentos por conta deimobilizado corpóreo 1.247.281 - 59.557 - ( 846.272 ) 460.566
194.007.856 ( 137.773 ) 4.317.724 ( 4.222.415 ) 34.917 194.000.309
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresasdo grupo 399.351 - 25.765 ( 250.728 ) - 174.388
Partes de capital em empresasassociadas 2.924.024 - 2.158.120 ( 311.898 ) 401.332 5.171.578
Partes de capital em outras empresas 8.772.319 - 8.995 ( 5.683 ) ( 401.332 ) 8.374.299
Empréstimos de financiamento 3.226.635 - - - - 3.226.635
Investimentos em imóveis 1.617.403 - 77.349 - - 1.694.752
Títulos e outras aplicações financeiras 28.955.005 - 500.306 - 868.446 30.323.757
Imobilizações em curso 41.164 - - - ( 34.916 ) 6.248
45.935.901 - 2.770.535 ( 568.309 ) 833.530 48.971.657

Na rubrica " Terrenos e recursos naturais" está incluído o terreno denominado por "Casal do Bonito", relativamente ao qual o grupo Caima está a levar a cabo um processo de loteamento, a que corresponde uma área total de 20 hectares e 165 lotes. Em virtude de o processo de loteamento ter sido concluído durante o primeiro semestre de 2004, os custos incorridos com o mesmo foram transferidos da rubrica "Imobilizações em curso" para a rubrica "Terrenos e recursos naturais".

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004

(Montantes expressos em Euros)

Adicionalmente, durante o primeiro semestre de 2004, a Caima procedeu à alienação de alguns lotes de terreno do loteamento "Casal do Bonito", bem como de um imóvel.

O aumento verificado na rubrica "Partes de capital em empresas associadas" corresponde à constituição da Grafedisport – Impressão e Artes Gráficas, no montante de 1.250.000 Euros, e à actualização da aplicação do Método de Equivalência Patrimonial sobre a VASP, S.A. e sobre a Whatevernet, S.A., no montante de 908.120 Euros.

Amortizações acumuladas e provisões

Rubrica Saldo em31-12-03 Variação deperímetro Aumentos Alienações Transferências e abates Saldo em30-06-04
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalaçãoDespesas de investigação e 2.643.052 ( 80.602 ) 157.368 - ( 274.507 ) 2.445.311
desenvolvimento 1.522.736 - 97.218 - - 1.619.954
Propriedade industrial e outros direitos 381.624 - 36.911 - - 418.535
Outras imobilizações incorpóreas 374.380 ( 182.061 ) 62.880 - 151.943 407.142
Diferenças de consolidação (Nota 10) 14.971.600 - 3.577.242 - ( 898.034 ) 17.650.808
19.893.392 ( 262.663 ) 3.931.619 - ( 1.020.598 ) 22.541.750
Imobilizações corpóreas:
Edifícios e outras construções 19.913.700 ( 2.984 ) 658.522 ( 86.262 ) - 20.482.976
Equipamento básico 75.009.727 ( 84.429 ) 3.421.505 - 122.566 78.469.369
Equipamento de transporte 4.870.638 - 108.864 ( 247.660 ) ( 5.041 ) 4.726.801
Ferramentas e utensílios 876.089 - 18.015 ( 8.095 ) 1.169 887.178
Equipamento administrativo 12.583.307 ( 27.274 ) 620.466 ( 88.604 ) 3.870 13.091.765
Outras imobilizações corpóreas 1.382.153 ( 118 ) 83.470 ( 1.715 ) 1.282 1.465.072
114.635.614 ( 114.805 ) 4.910.842 ( 432.336 ) 123.846 119.123.161
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresasdo grupo 252.880 - - ( 154.257 ) - 98.623
Partes de capital em empresasassociadas 1.531.573 - - - - 1.531.573
Partes de capital em outras empresas 697.704 - 374.831 - - 1.072.535
Empréstimos de financiamento 3.226.635 - - - - 3.226.635
Investimentos em imóveis (Nota 44)Títulos e outras aplicações 4.196 - 3.529 - - 7.725
financeiras (Nota 44) 3.088.266 - 2.628.446 - - 5.716.712
8.801.254 - 3.006.806 ( 154.257 ) - 11.653.803

A coluna "Variação de perímetro" inclui o efeito líquido resultante das alterações do perímetro de consolidação conforme referido na Nota 14.

34. DÍVIDAS A TERCEIROS COBERTAS POR GARANTIAS REAIS

Em 30 de Junho de 2004, as dívidas a terceiros cobertas por garantias reais eram como segue:

  • a) penhor de 3.846.937 acções da VAA Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A., para garantia de um empréstimo de 29.927.874 Euros junto do Banco BPI, S.A.;
  • b) penhor de 13.194.531 acções da Celulose do Caima, SGPS, S.A., para garantia de um crédito de mútuo no montante máximo de 29.184.687 Euros obtido junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A. e da Caixa – Banco de Investimento;
  • c) penhor de 1.230.268 acções da Celulose do Caima, SGPS, S.A., como garantia de um empréstimo no montante de 3.740.984 Euros, contraído junto do Banco BPI, S.A.;
  • d) penhor de 3.555.338 acções da Investec, SGPS, S.A. constituído pela IMC Investimentos, Media e Conteúdos, SGPS, S.A. para garantia de um empréstimo de 46.138.805 Euros obtido junto do Banco BPI, S.A;

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004

(Montantes expressos em Euros)

  • e) a Cofina.com II, SGPS, S.A. tinha constituído penhor de 465.030 acções da Gescartão, SGPS, S.A. para garantia de um contrato de abertura de crédito junto do Banif – Banco de Investimento, S.A. no montante de 2.168.844 euros;
  • f) penhor de 1.706.920 acções da VAA Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A. e de 200.000 acções da F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A. para garantia de um programa de papel comercial junto do Banco BPI no montante de 3.750.000 Euros.

36. RELATO POR SEGMENTOS

Os contributos dos segmentos principais para a Demonstração dos Resultados consolidada podem ser analisados como segue:

Pasta de Media e Holdings e
Aços papel conteúdos outros Consolidado
Vendas e Prestações de serviços 42.542.711 25.911.364 54.605.590 - 123.059.665
Amortizações 1.685.789 2.906.802 4.232.488 17.382 8.842.461
Provisões 521.439 183.198 1.342.682 - 2.047.319
Resultados Operacionais 3.695.859 5.055.180 5.207.797 ( 685.230 ) 13.273.606
Ganhos e Perdas em associadas - - 945.542 - 945.542
Resultados Financeiros ( 28.869 ) 600.478 ( 349.461 ) ( 3.012.270 ) ( 2.790.122 )
Resultados Correntes 3.666.990 5.655.658 4.858.336 ( 3.697.500 ) 10.483.484
Resultados Extraordinários ( 498.516 ) 241.517 ( 1.593.229 ) ( 490.275 ) ( 2.340.503 )
Resultados antes de impostos 3.168.474 5.897.175 3.265.108 ( 4.187.775 ) 8.142.981
Resultado Líquido c/ Interesses minoritários 2.135.615 4.980.355 2.015.107 ( 4.187.775 ) 4.943.302
Cash-Flow Operacional (EBITDA) 5.903.087 8.145.180 10.782.967 ( 667.848 ) 24.163.386

Os contributos dos segmentos principais para o Balanço consolidado podem ser analisados como segue:

Pasta de Media e Holdings e
Aços papel conteúdos outros Consolidado
Imobilizado:
Incorpóreo 3.264.920 2.943.202 84.038.214 4.323 90.250.659
Corpóreo 14.232.040 57.638.585 2.919.958 86.565 74.877.148
Financeiro 1.031.160 2.521 29.824.526 6.459.647 37.317.854
Existências 18.861.212 25.721.902 1.904.503 - 46.487.617
Outros activos 41.719.050 19.074.616 53.461.239 21.511.457 135.766.362
Total do Activo 79.108.382 105.380.826 172.148.440 28.061.992 384.699.640
Dívidas a Terceiros:
Médio e Longo Prazo 11.489.353 8.911.696 37.517.609 35.804.117 93.722.775
Curto Prazo 27.984.294 14.034.281 54.216.340 67.708.590 163.943.505
Outros Passivos 8.025.015 9.827.711 20.747.902 5.646.521 44.247.149
Total do Passivo 47.498.662 32.773.688 112.481.851 109.159.228 301.913.429
Investimento do Período:
Incorpóreo 490 2.731.573 143.496 - 2.875.559
Corpóreo 773.711 2.738.656 805.030 327 4.317.724
Imobilizado financeiro:
Método da equivalência patrimonial - - 2.380.005 - 2.380.005
Endividamento Bruto 19.647.855 12.562.554 69.112.897 80.517.023 181.840.329
Endividamento Líquido 16.484.772 3.924.220 50.151.942 67.803.541 138.364.475

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004

(Montantes expressos em Euros)

As vendas e prestações de serviços durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 das empresas participadas e incluídas na consolidação pelo método de integração global distribuem-se da seguinte forma:

Mercado interno 101.890.360
Exportação (comunitário e extra-comunitário) 21.169.305
123.059.665
==========

38. IMPOSTOS

A generalidade das empresas do grupo Cofina são tributadas de acordo com o regime especial de tributação de grupos de sociedades, existindo em 30 de Junho de 2004 no Grupo Cofina três grupos de sociedades, dominados pela Cofina, SGPS, S.A. (integrando a essencialmente a própria Cofina e as empresas do grupo F. Ramada), pela Investec, SGPS, S.A. e pela Celulose do Caima, SGPS, S.A. Exceptuam-se a esta regra as empresas que não cumprem com as exigências constantes do artº 63º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas.

De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (dez anos para a Segurança Social, até 2000, inclusive, e cinco anos a partir de 2001). Deste modo, as declarações fiscais da Cofina e das suas empresas participadas dos anos de 2000 a 2004 poderão vir ainda ser sujeitas a revisão. O Conselho de Administração da Cofina entende que as correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras consolidadas anexas.

As obrigações fiscais de reinvestimento decorrentes de alienações de participações financeiras realizadas em exercícios anteriores, foram integralmente cumpridas pelos Conselhos de Administração da Cofina e das empresas participadas (nomeadamente, IMC – Investimentos, Média e Conteúdos, SGPS, S.A., Investec, SGPS, S.A. e Investec II, SGPS, Lda.) através da aquisição de outras participações financeiras, conforme legislação fiscal em vigor.

Conforme referido na Nota 23.q) o Conselho de Administração da Cofina decidiu não proceder ao registo de impostos diferidos aplicando para o efeito a medida transitória prevista na Directriz Contabilística nº 28 – "Impostos sobre o Rendimento".

Em 30 de Junho de 2004, o detalhe dos activos e passivos por impostos diferidos de acordo com as diferenças temporárias que os geraram, e que não foram objecto de registo reportados a 1 de Janeiro de 2004, é como segue:

Activos por impostosdiferidos Passivos por impostosdiferidos
Relativos a:
Reavaliações livres de imobilizado corpóreo depreciável - 157.706
Reavaliações legais de imobilizado corpóreo depreciável - 207.846
Reavaliações livres de terrenos - 331.962
Mais-valias reinvestidas em imobilizado corpóreo - 118.800
Prejuízos fiscais reportáveis 9.861.111 -
Provisões não aceites para efeitos fiscais 10.805.049 -
20.666.160 816.314

Caso a empresa não tivesse adoptado a disposição transitória prevista na Directriz Contabilística nº 28 e procedesse ao registo dos activos e passivos por impostos diferidos relacionados com as diferenças temporárias acima referidas, o efeito da alteração de política contabilística, reportada a 1 de Janeiro de 2004 teria um impacto positivo no capital próprio de, aproximadamente, 19.800.000 Euros.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004

(Montantes expressos em Euros)

O movimento ocorrido nos activos e passivos por impostos diferidos no período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004, e os impactos que existiriam caso aqueles activos e passivos tivessem sido objecto de registo contabilístico, podem ser detalhados como segue:

Activos porimpostosdiferidos Passivos porimpostosdiferidos
Saldo inicial 20.666.160 816.314
Efeito em resultados:
Provisões não aceites para efeitos fiscais 3.214.912 -
Prejuízos fiscais reportáveis ( 9.601 ) -
Amortização do exercício de reavaliações legais de imobilizado
corpóreo depreciável - ( 10.290 )
Amortização do exercício de mais valias reinvestidas - ( 4.785 )
3.205.311 ( 15.075)
Saldo final 23.871.471 801.239

Do valor dos prejuízos fiscais reportáveis, o montante de, aproximadamente, 10.400.000 Euros correspondente aos prejuízos do grupo Cofina.com II e grupo Mediafin não foi tido em conta no cálculo dos activos por impostos diferidos, em virtude de existirem dúvidas, por parte do Conselho de Administração da Cofina quanto ao seu grau de recuperabilidade.

O detalhe dos prejuízos fiscais reportáveis das empresas do Grupo Cofina e correspondente ano limite de utilização, existentes em 30 de Junho de 2004, é como segue:

Ano limite de
Montante utilização
Gerados em 1999 1.954.671 2005
Gerados em 2000 9.497.807 2006
Gerados em 2001 20.178.633 2007
Gerados em 2002 5.494.760 2008
Gerados em 2003 4.874.361 2009
42.000.232

41. REAVALIAÇÃO DE IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS

O Grupo procedeu em anos anteriores à reavaliação das suas imobilizações corpóreas ao abrigo da legislação aplicável, nomeadamente:

  • Decreto-Lei n.º 126/77, de 2 de Abril
  • Decreto-Lei n.º 430/78, de 30 de Janeiro
  • Decreto-Lei n.º 24/82, de 30 de Janeiro
  • Decreto-Lei n.º 219/82, de 2 de Junho
  • Decreto-Lei n.º 399-G/84, de 28 de Dezembro
  • Decreto-Lei n.º 118-B/86, de 27 de Maio
  • Decreto-Lei n.º 111/88, de 2 de Abril
  • Decreto-Lei n.º 49/91, de 25 de Janeiro
  • Decreto-Lei n.º 264/92, de 24 de Novembro
  • Decreto-Lei n.º 31/98, de 11 de Fevereiro

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004

(Montantes expressos em Euros)

Os terrenos e recursos naturais afectos à exploração florestal, incluídos nas subsidiárias Silvicaima e Inflora, não foram objecto de reavaliação legal, mas sim de uma reavaliação extraordinária, efectuada em 1998, com base em relatórios de avaliadores independentes. Em 30 de Junho de 2004, o efeito dessa reavaliação extraordinária é inferior ao que resultaria da aplicação dos coeficientes de desvalorização monetária previstos na legislação acima referida.

42. REAVALIAÇÕES DE IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS

O detalhe do custo histórico de aquisição das imobilizações corpóreas e as correspondentes reavaliações, líquidos das amortizações acumuladas em 30 de Junho de 2004 é o seguinte:

Custo Custo histórico
Histórico Reavaliações reavaliado
Terrenos e recursos naturais 14.963.935 17.957.272 32.921.207
Edifícios e outras construções 7.430.232 5.274.674 12.704.906
Equipamento básico 20.604.409 77.729 20.682.138
Equipamento de transporte 466.240 5.895 472.135
Ferramentas e utensílios 86.078 2 86.080
Equipamento administrativo 2.405.984 5.410 2.411.394
Outras imobilizações corpóreas 458.644 243 458.887
46.415.522 23.321.225 69.736.747
========= ========= =========

Uma parte das amortizações referentes às reavaliações legais (40%) efectuadas pelas empresas consolidadas não são aceites como custo para efeitos de determinação da matéria colectável de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (Nota 38).

44. DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DE RESULTADOS FINANCEIROS

Os resultados financeiros dos períodos de seis meses findos em 30 de Junho de 2004 e 2003, têm a seguinte composição:

2004 2003
Custos e perdas:
Juros suportados 2.554.961 2.931.936
Amortizações de investimentos em imóveis (Nota 27) 3.529 -
Aumentos de provisões (Nota 46) 3.133.777 4.142.411
Diferenças de câmbio desfavoráveis 16.744 100.500
Descontos de pronto pagamento concedidos 262.804 225.799
Perdas na alienação de aplicações de tesouraria - 347.623
Outros custos e perdas financeiros 929.524 1.849.016
6.901.339 9.597.285
Resultados financeiros ( 2.790.122 ) ( 3.211.208 )
4.111.217 6.386.077
========= ========
Proveitos e ganhos:
Juros obtidos 539.466 303.356
Ganhos de participações de capital em empresas associadas 945.542 355.456
Ganhos de participações de capital em outras empresas - 244.073
Diferenças de câmbio favoráveis 25.870 329.491
Descontos de pronto pagamento obtidos 210.626 187.308
Ganhos na alienação de aplicações de tesouraria 1.454.919 3.804.170
Redução de provisões - 374.058
Outros proveitos e ganhos financeiros 934.794 788.165
4.111.217 6.386.077

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004

(Montantes expressos em Euros)

A rubrica "Ganhos na alienação de aplicações de tesouraria" inclui cerca de 1.300.000 Euros relativos a mais valias obtidas na alienação da acções da Gescartão, SGPS, S.A.

A rubrica "Outros custos e perdas financeiros" refere-se, essencialmente, a comissões bancárias associadas à reestruturação da dívida do grupo e a custos suportados com a emissão de programas de papel comercial.

A rubrica "Outros proveitos e ganhos financeiros" inclui, entre outros, custos financeiros repercutidos pelas empresas do grupo F. Ramada aos seus clientes.

45. DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DE RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS

Os resultados extraordinários dos períodos de seis meses findos em 30 de Junho de 2004 e de 2003, têm a seguinte composição:

2004 2003
Custos e perdas:
Donativos 236.593 253.551
Dívidas incobráveis 101.564 74.589
Perdas em existências 658.881 127.280
Perdas em imobilizações 6.477 44.854
Perdas na alienação de investimentos financeiros 165.140 -
Multas e penalidades 25.258 4.447
Aumentos de provisões (Nota 46) 220.046 -
Correcções relativas a exercícios anteriores 79.383 26.924
Indemnizações ao pessoal 260.910 832.861
Cláusulas contratuais (Nota 23.p) 521.147 569.802
Outros custos e perdas extraordinários 2.428.116 2.485.859
4.703.515 4.420.167
Resultados extraordinários ( 2.340.503 ) ( 175.991 )
2.363.012 4.244.176
======== ========
Proveitos e ganhos:Restituição de impostos 21.338 -
Recuperação de dívidas 489 1.041
Ganhos em existências 40.353 51.153
Ganhos em imobilizações 1.161.450 786.325
Ganhos na alienação de investimentos financeiros 683.845 2.522.543
Redução de provisões (Nota 46) 286.276 352.517
Correcções relativas a exercícios anteriores 47.073 361.527
Outros proveitos e ganhos extraordinários 122.188 169.070
2.363.012 4.244.176
======== ========

A rubrica "Cláusulas contratuais" inclui cerca de 450.000 Euros relativos a uma cláusula de não concorrência incluída no acordo de aquisição da TVG – Editora de Publicações e Multimédia, Lda.

A rubrica "Outros custos e perdas extraordinários" inclui, entre outros, cerca de 480.000 Euros relativos a insuficiência de estimativa de imposto sobre o rendimento, bem como custos incorridos com campanhas publicitárias efectuadas no lançamento de novas publicações editoriais do grupo Investec.

A rubrica "Ganhos em Imobilizações" inclui, essencialmente, mais valias obtidas pelas empresas do Grupo Caima na alienação de terrenos a terceiros.

(Montantes expressos em Euros)

46. MOVIMENTO OCORRIDO NAS PROVISÕES

Durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 realizaram-se os seguintes movimentos nas rubricas de provisões:

Saldo Variação de Reposições e Saldo
inicial perimetro Aumentos utilizações Transferências final
Investimentos financeiros 8.797.058 - 3.003.277 ( 154.257 ) - 11.646.078
Títulos negociáveis 831.185 - 130.500 - - 961.685
Depreciação de existências 2.505.408 - 179.177 - - 2.684.585
Outros devedores – Médio e longo prazo 1.104.512 - - - 137.500 1.242.012
Contas a receber 22.066.226 - 931.785 ( 225.778 ) ( 137.500 ) 22.634.733
Outros riscos e encargos 18.945.855 ( 38.509 ) 1.364.154 ( 721.698 ) - 19.549.802
54.250.244 ( 38.509 ) 5.608.893 ( 1.101.733 ) - 58.718.895

Os aumentos das provisões ocorridos durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 foram registados nas rubricas da demonstração de resultados como segue:

Provisões 2.047.319
Custos com pessoal 207.751
Custos e perdas financeiros (Nota 44) 3.133.777
Custos e perdas extraordinários (Nota 45) 220.046
5.608.893
========

O montante relativo aos aumentos de provisões registados na rubrica da demonstração dos resultados "Custos com pessoal" refere-se a responsabilidades por complementos de pensões.

As diminuições de provisões ocorridas durante o exercício foram registadas por contrapartida da rubrica da demonstração dos resultados "Proveitos extraordinários" no valor de 286.276 Euros (Nota 45). O montante remanescente correspondeu a utilizações directas efectuadas.

A rubrica "Provisões para riscos e encargos" diz respeito à melhor estimativa dos Conselhos de Administração da Empresa-mãe e das suas participadas para dar cobertura aos (i) riscos e outros encargos relacionados com as suas actividades, (ii) compromissos assumidos por algumas empresas do Grupo perante alguns empregados relativamente à atribuição de complementos de pensões (Nota 23.k)), e (iii) outros riscos e eventuais contingências não identificados especificamente, relacionados com o desenvolvimento das operações do Grupo.

50. DÍVIDAS A INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO E OUTROS EMPRÉSTIMOS OBTIDOS

Em 30 de Junho de 2004, o detalhe das dívidas a instituições de crédito e empréstimos obtidos era como segue:

Curto Médio e
prazo longo prazo
Dívidas a instituições de crédito:
Empréstimos bancários 37.151.703 81.628.372
Descobertos bancários 23.648.554 -
Outros empréstimos obtidos 1.246.994 1.870.493
Contas caucionadas 1.600.214 -
63.647.465 83.498.865
Outros empréstimos obtidos:
Papel comercial 24.976.697 -
Subsídios reembolsáveis (Nota 52) 952.884 4.764.418
Banco de Investimento Global (Nota 1) 4.000.000 -
29.929.581 4.764.418

(Montantes expressos em Euros)

Em 30 de Junho de 2004 as dívidas a instituições bancárias classificadas a médio e longo prazo tinham o seguinte plano de reembolso previsto:

2005 – segundo semestre 16.480.808
2006 34.929.973
2007 24.469.036
2008 6.190.476
2009 e seguintes 1.428.572
83.498.865

Com excepção dos empréstimos reembolsáveis do PEDIP, que não vencem juros (Notas 51 e 52), todos os restantes empréstimos acima referidos vencem juros a taxas de mercado em 30 de Junho de 2004.

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2003, a Cofina subscreveu um programa de emissões de papel comercial junto de duas instituições bancárias num montante máximo de 25.000.000 Euros. Em 30 de Junho de 2004, esta linha de papel comercial encontrava-se a ser utilizada no montante de 24.976.697 Euros incluídos na rubrica "Outros empréstimos obtidos". No âmbito deste contrato, o reembolso do empréstimo poderá vir a ser exigido, caso a Cofina venha a deter uma participação directa ou indirecta inferior a determinadas percentagens do capital social e dos direitos de voto das suas participadas F. Ramada – Aços e Indústrias, S.A., Investec, SGPS, S.A., Presselivre, S.A., Edisport, S.A., S.A., Caima – Indústria de Celulose, S.A. e VASP – Sociedade de Transportes e Distribuição, Lda., bem como no caso de não serem cumpridos determinados rácios financeiros evidenciados pelas demonstrações financeiras consolidadas anuais do Grupo Cofina.

O valor a pagar ao Banco de Investimento Global corresponde ao montante já recebido na operação de alienação de parte da participação financeira na Caima (Nota 1).

51. SUBSÍDIOS OBTIDOS NO ÂMBITO DO PEDIP II

Em Novembro de 1998 foi celebrado entre o IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento) e a Caima – Indústria de Celulose, S.A. um contrato de concessão de subsídio reembolsável e de subsídio a fundo perdido no âmbito do PEDIP II, para fazer face ao projecto de investimento apresentado pela Empresa, no montante de 26.314.652 Euros. Até 31 de Dezembro de 2003 a Caima – Indústria de Celulose tinha já recebido o subsídio reembolsável no montante de 2.933.751 Euros, e o subsídio a fundo perdido no montante de 626.243 Euros. Durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 a Caima – Indústria de Celulose, S.A. liquidou a dívida remanescente da parcela de subsídio reembolsável, não tendo deste modo qualquer valor em dívida em 30 de Junho de 2004.

52. SUBSÍDIO NO ÂMBITO DO REGIME DE APOIO AO APROVEITAMENTO DO POTENCIAL DOS RECURSOS ENERGÉTICOS ENDÓGENOS

Em Novembro de 1998 a Caima Energia celebrou com o IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento) e com a Direcção Geral de Energia, um contrato de concessão de subsídio reembolsável a taxa nula no âmbito do Regime de Apoio ao Aproveitamento do Potencial dos Recursos Energéticos Endógenos no montante de 8.889.067 Euros. Esta comparticipação financeira destinou-se à construção de uma central de produção de energia de 6.500 KVA de potência que utiliza casca de eucalipto, tendo o seu custo global ascendido a 15.326.867 Euros.

Em 31 de Dezembro de 2003, a execução deste projecto de investimento tinha sido finalizada, tendo a Caima Energia recebido parte do subsídio reembolsável, no montante de 8.099.510 Euros. O calendário de reembolso do subsídio em dívida em 30 de Junho de 2004 é como segue:

Curto prazo:
2004 952.884
======
Médio e longo prazo:
2005 - segundo semestre 476.442
2006 e seguintes 4.287.976
4.764.418
========

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004

(Montantes expressos em Euros)

53. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

Em 30 de Junho de 2004, o saldo devedor com estas entidades tinha a seguinte composição:

Imposto sobre o Valor Acrescentado 1.955.408
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas 1.197.544
Outros 30.129
3.183.081

Em 30 de Junho de 2004, o saldo credor com estas entidades tinha a seguinte composição:

Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas:

Imposto estimado 3.199.679
Retenção na fonte 4.137
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares:
Retenção na fonte 912.847
Imposto sobre o Valor Acrescentado 3.548.512
Contribuições para a Segurança Social 1.381.844
Outros 11.635
9.058.654

54. OUTROS CREDORES

Em 30 de Junho de 2004, estas rubricas do passivo tinham a seguinte composição:

Médio e longo prazo:

Subsídio reembolsável 455.401
Credores por aquisição de participações financeiras 3.173.584
3.628.985
========
Curto prazo:
Banco BPI, S.A. 16.210.932
Credores por aquisição de participações financeiras 3.173.584
Credores por alienação de créditos sobre terceiros 1.553.000
Subsídio reembolsável 869.893
Outros 3.081.132
24.888.541
=========

A rubrica "Subsídio reembolsável" corresponde a duas parcelas de um subsídio reembolsável concedido à F. Ramada, S.A. pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento no âmbito do programa RETEX, o qual vence juros à taxa zero. O valor em dívida deverá ser reembolsado até ao final de 2005.

A dívida de curto prazo ao Banco BPI, S.A. refere-se ao montante pendente de liquidação relativo à aquisição de uma participação adicional de 20% da IMC – Investimentos, Média e Conteúdos, SGPS, S.A. adquirida no exercício de 2001, a qual virá a ser liquidada no próximo exercício.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004

(Montantes expressos em Euros)

A rubrica "Credores por aquisição de participações financeiras" corresponde a valores a pagar na sequência da aquisição da participação financeira na Lusomundo Media, SGPS, S.A. Esta dívida ascende a 4.000.000 de Euros sendo metade exigível em 2004 e o remanescente exigível em 2005. Inclui ainda cerca de 2.300.000 Euros relativos a parte do valor em dívida pela aquisição de uma participação financeira na Celulose do Caima, SGPS, S.A. durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 (Nota 10).

A rubrica "Credores por alienação de créditos sobre terceiros" corresponde ao valor recebido da Merrill Lynch Credit Products, LLC. relativamente à venda de créditos reclamados judicialmente pela Caima junto da Enron Capital & Trade Resources International Corporation. Dado que existem ainda algumas condicionantes relacionadas com o desfecho deste processo, o Conselho de Administração decidiu não reconhecer qualquer proveito associado ao valor recebido.

55. ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS

Em 30 de Junho de 2004, os saldos destas rubricas tinham a seguinte composição:

Acréscimos de proveitos:
Vendas de jornais e revistas a facturar (Nota 23.o) 4.902.870
Indemnizações a receber 926.175
Descontos a obter 388.870
Outros acréscimos de proveitos 954.915
7.172.830
Custos diferidos:
Publicidade e propaganda 5.188.245
Cláusulas contratuais (Nota 23.p) 1.353.333
Custos com edições futuras 555.162
Seguros pagos antecipadamente 255.442
Outros custos diferidos 69.208
7.421.390
Acréscimos de custos:
Remunerações a liquidar 6.781.581
Publicidade 2.822.490
Comissões a liquidar 2.011.124
Rappel a conceder 1.255.771
Outros Fornecimentos e Serviços Externos 1.128.525
Juros a liquidar 561.496
Prémios a pagar ao pessoal 294.513
Fundos de pensões (Nota 21) 283.964
Outros acréscimos de custos 6.582.867
21.722.331
Proveitos diferidos:
Subsídios ao investimento (Notas 51 e 52) 951.630
Vendas a concretizar 593.949
Juros debitados a clientes 376.631
Outros proveitos diferidos 1.052.806
2.975.016

A rubrica de Acréscimos de Proveitos "Indemnizações a receber" refere-se à compensação estimada que as empresas do grupo Caima irão receber da seguradora pelas perdas sofridas nos incêndios florestais ocorridos durante o exercício de 2003.

O valor registado na rubrica de custos diferidos "Cláusulas contratuais" corresponde essencialmente a um acordo de não concorrência celebrado na sequência da aquisição da TVG –Editora de Publicações e Multimédia, Lda. em 2002 e que irá ser reconhecido como custo durante o período de vigência desse acordo (três anos).

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004

(Montantes expressos em Euros)

A rubrica "Publicidade e propaganda" inclui cerca de 1.300.000 Euros relativos a parte da contrapartida da operação de venda da participação financeira na TVI – Televisão Independente, S. A., através da qual o grupo Media Capital cedeu publicidade a efectuar nos exercícios seguintes ao grupo Cofina nos órgãos de comunicação social por si detidos. O montante remanescente corresponde a custos com campanhas publicitárias a realizar durante o segundo semestre de 2004.

Na rubrica "Subsídios ao investimento" encontram-se registados os valores recebidos de subsídios para investimento, no âmbito dos programas SIUR, PEDIP e SINDEPEDIP os quais, após conclusão dos processos, vão sendo reconhecidos como proveitos na demonstração consolidada dos resultados proporcionalmente à amortização dos bens que foram subsidiados. Encontra-se igualmente registado nesta rubrica o subsídio recebido no âmbito do programa SINDEPEDIP de regime de apoio à Promoção da Qualidade Industrial, que apoiou o Projecto de Certificação da Caima.

56. COMPOSIÇÃO DO CAPITAL

Em 30 de Junho de 2004, o capital da Cofina encontrava-se totalmente subscrito e realizado e era composto por 51.282.918 acções com o valor nominal de 50 cêntimos de Euro cada acção.

57. PESSOAS COLECTIVAS QUE DETÊM UMA PARTICIPAÇÃO NO CAPITAL SUBSCRITO DE PELO MENOS 20%

  • COFIHOLD, SGPS, S.A.

58. MOVIMENTO OCORRIDO NAS RUBRICAS DO CAPITAL PRÓPRIO

O movimento ocorrido nas rubricas de capital próprio durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004, foi o seguinte:

Saldo inicial Diminuições Transferências Saldo final
Capital 25.641.459 - - 25.641.459
Prémios de emissão de acções 15.874.835 - - 15.874.835
Diferenças de consolidação (Nota 10) 23.942.464 - - 23.942.464
Reservas:
Reserva legal 4.024.087 - 115.118 4.139.205
Outras reservas 21.194.878 ( 39.865 ) 7.664.581 28.819.594
Ajustamentos de partes de capital ( 22.812.143 ) - - ( 22.812.143 )

A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital social. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.

De acordo com o deliberado na Assembleia Geral datada de 1 de Abril de 2004, o Conselho de Administração da Cofina pode, durante um período de 18 meses a contar da data da Assembleia Geral, adquirir ou alienar acções próprias na Bolsa de Valores dentro dos limites legais e de acordo com outras condições relacionadas com: (i) o número mínimo de acções a alienar; (ii) os preços mínimo e máximo de aquisição; (iii) os preços mínimos de alienação. Adicionalmente, foi deliberado que o resultado líquido individual da Cofina, SGPS, S.A. do exercício de 2003 fosse distribuído como segue:

Reserva legal 115.118
Reservas livres 135.931
Dividendos 2.051.317
2.302.366========

Nesta Assembleia Geral foi ainda deliberado proceder a um aumento do capital social de 25.641.459 Euros para 32.500.000 Euros cuja subscrição será reservada aos accionistas que gozarão integralmente do seu direito legal de preferência. Este aumento será realizado até 31 de Dezembro de 2005, através de subscrição directa ou indirecta.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004

(Montantes expressos em Euros)

59. RECONCILIAÇÃO DO RESULTADO

A reconciliação entre o resultado agregado e o resultado consolidado para o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 pode ser detalhada como segue:

Resultado individual da CofinaApropriação dos resultados das empresas participadas (1.441.687 )11.855.744
Anulação dos dividendos recebidosAmortização de diferenças de consolidação (Nota 27)Outros ajustamentos de consolidação 10.414.057( 2.200.000 )( 3.577.242 )( 81.899 )
4.554.916
========

60. INTERESSES MINORITÁRIOS

Em 30 de Junho de 2004, esta rubrica do balanço apresenta a seguinte composição:

Celulose do Caima, SGPS, S.A. 2.436.102
Grupo Investec 189.779
2.625.881
=========

61. CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS E MATÉRIAS CONSUMIDAS

O custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 foi determinado como segue:

Matérias primas,subsidiárias e de
Mercadorias consumo Total
Existências iniciais 9.643.226 10.943.588 20.586.814
Compras 8.180.865 33.972.344 42.153.209
Regularização de existências ( 5.371 ) 118.976 113.605
Existências finais ( 9.578.785 ) ( 11.841.369 ) ( 21.420.154 )
8.239.935 33.193.539 41.433.474

(Montantes expressos em Euros)

62. VARIAÇÃO DA PRODUÇÃO

A demonstração da variação da produção ocorrida durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 é como segue:

Produtos Produtos e
acabados e trabalhos em
intermédios curso Plantações Subprodutos Total
Existências iniciais ( 5.022.770 ) ( 2.202.321 ) ( 19.864.337 ) ( 1.794 ) ( 27.091.222 )
Regularização de existências 63.931 - 610.985 - 674.916
Existências finais 4.956.573 2.913.508 19.880.794 1.173 27.752.048
(2.266 ) 711.187 627.442 ( 621 ) 1.335.742

Em 30 de Junho de 2004, o Grupo Caima tinha 143.463 Euros de produtos acabados à guarda de terceiros, no estrangeiro.

63. OUTROS RESULTADOS OPERACIONAIS E PROVEITOS SUPLEMENTARES

Em 30 de Junho de 2004, a rubrica "Outros proveitos e ganhos operacionais" incluía essencialmente ganhos associados a contratos de cobertura do risco de variação do preço da pasta de papel realizados entre Outubro de 2002 e Março de 2003 pela Caima – Indústria de Celulose, com uma entidade bancária externa, com início dos efeitos em Janeiro de 2003. Esses contratos cobrem 25%, 15% e 12% da produção de pasta dos anos de 2003, 2004 e 2005, respectivamente. No período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 o grupo Caima registou relativamente a esses contratos, proveitos no montante de, aproximadamente, 708.000 Euros.

Adicionalmente, a rubrica "Proveitos suplementares" corresponde fundamentalmente a valores relativos a acções promocionais efectuadas nas publicações do Grupo Investec.

64. OUTROS DEVEDORES

Em 30 de Junho de 2004, esta rubrica podia ser detalhada como segue:

VAA – Vista Alegre Atlantis, S.A. 4.693.961
Adiantamentos por conta da aquisição de investimentos financeiros 2.457.000
Introduxi – Computadores, multimédia e serviços, Lda. 750.000
Travel Action – Agência de Viagens e Turismo, S.A. 673.497
Outros 4.420.063
12.994.521
=========

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004

(Montantes expressos em Euros)

65. PARTES DE CAPITAL

Em 30 de Junho de 2004 os investimentos financeiros têm a seguinte composição:

Partes de capital em empresas do grupo:Sector Zero – Produtos Informáticos, S.A.Cofina Indústria, S.A.Outros 98.62350.00025.765
174.388
======
Partes de capital em empresas associadas:
TV Tel – Grande Porto Comunicações, S.A. 1.373.689
VASP – Sociedade de Transportes e Distribuições, S.A. 1.800.911
Grafedisport – Impressão e Artes Gráficas, S.A. 1.250.000
Whatevernet, S.A. 579.094
Outros 167.884
5.171.578
========
Partes de capital em outras empresas:
VAA – Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A. 7.588.763
Outros 785.536
8.374.299
========
Empréstimos de financiamento
Blue Digit – Serviços de Telecomunicações, S.A. 3.226.635
========
Títulos e outras aplicações financeiras
Lusomundo Media, SGPS, S.A. 24.007.494
Outros 6.316.263
30.323.757=========

Para fazer face a riscos associados a eventuais perdas no valor de realização destes investimentos financeiros, o Grupo Cofina tem registadas provisões no montante global de 11.646.078 Euros.

RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA ELABORADO POR AUDITOR REGISTADO NA CMVM SOBRE A INFORMAÇÃO SEMESTRAL CONSOLIDADA

Introdução

    1. Para os efeitos do artigo 246º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação financeira consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 da Cofina S.G.P.S., S.A. ("Empresa"), incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço consolidado (que evidencia um total de 384.699.640 Euros e capitais próprios de 80.160.330 Euros, incluindo um resultado líquido de 4.554.916 Euros), na Demonstração consolidada dos resultados do período de seis meses findo naquela data e no correspondente Anexo.
    1. As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos da Empresa e suas subsidiárias, posteriormente ajustadas com as quantias ainda sem registo contabilístico que foram objecto do nosso trabalho.

Responsabilidades

    1. É da responsabilidade do Conselho de Administração da Empresa: (i) a preparação de informação financeira consolidada que apresente de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das empresas incluídas na consolidação e o resultado consolidado das suas operações; (ii) que a informação financeira histórica, seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários; (iii) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (iv) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (v) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
    1. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se, para os aspectos materialmente relevantes, é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita e em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório de segurança moderada, profissional e independente, sobre essa informação financeira, baseado no nosso trabalho.

Âmbito

    1. O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida está isenta de distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, foi planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicabilidade, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se, para os aspectos materialmente relevantes, a informação financeira consolidada é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários.
    1. O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira consolidada constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
    1. Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente relatório de revisão limitada sobre a informação financeira semestral.

Página 2 de 2

Parecer

  1. Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 não esteja isenta de distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal e que, nos termos das definições incluídas nas directrizes mencionadas no parágrafo 5 acima, não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

Ênfase

  1. Conforme referido na Nota 38 do Anexo ao Balanço e à Demonstração dos resultados, a Empresa optou por aplicar a medida transitória prevista na Directriz Contabilística nº 28 não tendo registado os activos e passivos por impostos diferidos relativos a situações anteriores a 1 de Janeiro de 2002. Os efeitos nas demonstrações financeiras anexas, caso a Empresa não tivesse adoptado esta medida transitória, encontramse evidenciados na Nota 38 do Anexo ao Balanço e à Demonstração dos resultados consolidados.

Porto, 10 de Setembro de 2004 ______________________________________________ DELOITTE & ASSOCIADOS, SROC S.A. Representada por Jorge Manuel Araújo de Beja Neves