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Cofina SGPS Interim / Quarterly Report 2004

Sep 27, 2004

9978_ir_2004-09-27_c5133e2e-a8a4-4c66-b17b-d11611e79754.pdf

Interim / Quarterly Report

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30 de Junho de 2004

COFINA, S.G.P.S., S.A. (SOCIEDADE ABERTA)

Relatório do Conselho de Administração

Contas Individuais

Cofina, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta)

Rua General Norton de Matos, 68 4050-424 Porto

Capital Social: 25.641.459 €

Senhores accionistas

Dando cumprimento ao disposto na Lei, vem o Conselho de Administração da Cofina, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta) apresentar o Relatório de Gestão relativo à sua actividade individual do primeiro semestre do exercício de 2004.

A Cofina, S.G.P.S., S.A. elaborou contas consolidadas, sobre as quais o Conselho de Administração emitiu um pormenorizado relatório que será objecto de publicação. Deste modo, considera-se que o conteúdo da informação a produzir para as contas individuais é similar ao produzido para as contas consolidadas, reproduzindo-se no entanto algumas menções obrigatórias nos termos do Código das Sociedades Comerciais e do Código dos Valores Mobiliários.

DISPOSIÇÕES LEGAIS

Acções próprias

Nos termos e para os efeitos do disposto no art. º 66 do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que em 30 de Junho de 2004 a Cofina não detinha acções próprias, não tendo ocorrido qualquer compra ou venda de acções próprias durante o primeiro semestre de 2004.

Acções detidas pelos órgãos sociais da Cofina

Nos termos e para os efeitos do disposto no art.º 447 do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que, durante o primeiro semestre de 2004, os administradores da Sociedade não adquiriram nem venderam acções representativas do capital social da Cofina, S.G.P.S., S.A., sendo, em 30 de Junho de 2004, detentores das seguintes acções:

Paulo Jorge dos Santos Fernandes 1.225.989
João Manuel Matos Borges de Oliveira 1.145.000
Pedro Macedo Pinto de Mendonça 426.250
Domingos José Vieira de Matos 1.367.974
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira 1.145.000

Em 30 de Junho de 2004, o Fiscal Único e os membros da Mesa da Assembleia Geral, com excepção da primeira secretária – Ana Rebelo Mendonça Fernandes, não possuíam nenhuma acção representativa do capital social.

Participação no Capital da Sociedade

Nos termos e para os efeitos do disposto nos Artigos 16º e 20º do Código de Valores Mobiliários e no Artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que as sociedade e/ou pessoas singulares que têm uma participação social qualificada que ultrapasse os 2%, 10%, 20%, 33% e 50% dos direitos de voto, e de acordo com as notificações recebidas são como segue:

Acções detidas % directa de
Superior a 2% dos direitos de voto em 30.06.2004 direitos de voto
Schroder Investment Management Limited 1.050.000 2,05%
João Manuel Matos Borges de Oliveira 1.145.000 2,23%
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira 1.145.000 2,23%
Paulo Jorge dos Santos Fernandes 1.225.989 2,39%
Domingos José Vieira de Matos 1.367.974 2,67%
Acções detidas % directa de
Superior a 5% dos direitos de voto em 30.06.2004 direitos de voto
Fundo de Investimentos Mobiliários Caixagest 2.950.880 5,75%
Ana Rebelo Mendonça Fernandes 3.041.170 5,93%
Banco BPI, S.A. 4.354.960 8,49%
Acções detidas % de direitos
Superior a 20% dos direitos de voto em 30.06.2004 de voto
Cofihold, S.G.P.S., S.A.
a) directamente 10.500.000 20,47%
b) indirectamente, através dos seus administradores
João Manuel Matos Borges de Oliveira 2,23%
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira 2,23%
Paulo Jorge dos Santos Fernandes 2,39%
Domingos José Vieira de Matos 2,67%

A Cofina não foi notificada de qualquer transacção ocorrida durante o exercício nas participações detidas pelo Banco BPI, S.A. ou pela Cofihold, S.G.P.S., S.A., não tendo igualmente recebido qualquer notificação de participações acima de 33% dos direitos de voto.

DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE

Os membros do Conselho de Administração da Cofina, S.G.P.S., S.A. declaram assumir a responsabilidade pela presente informação e asseguram que os elementos nela inscritos são verídicos e que não existem omissões que sejam do seu conhecimento.

Nos termos do art. 21º do Decreto-Lei 411/91, de 17 de Outubro informamos que não existem dívidas em mora perante o Estado, nomeadamente perante a Segurança Social.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não queremos concluir sem expressar o nosso agradecimento, reconhecendo a dedicação e empenho dos Colaboradores do Grupo Cofina. Finalmente, gostaríamos de expressar a nossa gratidão pela colaboração prestada pelos restantes Órgãos Sociais, a qual é extensiva às Instituições Bancárias que connosco se relacionaram.

Porto, 10 de Setembro de 2004

O Conselho de Administração

Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Presidente

João Manuel Matos Borges de Oliveira

Pedro Macedo Pinto de Mendonça

Domingos José Vieira de Matos

Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira

COFINA, S.G.P.S., S.A.

BALANÇOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003

(Montantes expressos em Euros)

2004 2003
Activo Amortizações Activo Activo
Activo Notas bruto e provisões líquido líquido
Imobilizado:
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 8 e 10 461.818 461.818 - -
Despesas de investigação e de desenvolvimento 8 e 10 100.282 96.349 3.933 11.800
562.100 558.167 3.933 11.800
Imobilizações corpóreas:
Equipamento de transporte 10 23.044 23.044 - -
Equipamento administrativo 10 154.196 99.853 54.343 73.972
Outras imobilizações corpóreas 10 98.004 72.234 25.770 34.618
275.244 195.131 80.113 108.590
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresas do grupo 10 e 16 144.647.794 12.928.366 131.719.428 117.380.426
Partes de capital em empresas associadas 10 e 16 156.900 - 156.900 156.900
Partes de capital em outras empresas 10 e 16 20.712.539 13.401.276 7.311.263 7.805.533
Títulos e outras aplicações financeiras 10 e 16 60.216.682 5.716.682 54.500.000 67.418.866
Outros empréstimos concedidos 10 e 16 3.226.635 3.226.635 - -
34 228.960.550 35.272.959 193.687.591 192.761.725
Circulante:
Dívidas de terceiros - Curto prazo:
Clientes, c/c 16 1.666.000 - 1.666.000 1.130.500
Empresas do grupo 16 3.734.047 - 3.734.047 635.973
Adiantamentos a fornecedores 628 - 628 -
Estado e outros entes públicos 49 972.532 - 972.532 77.691
Outros devedores 52 15.119.252 - 15.119.252 8.464.500
21.492.459 - 21.492.459 10.308.664
Títulos negociáveis
Outros títulos negociáveis 17 717.535 717.535 -
Depósitos bancários e caixa:
Depósitos bancários 11.705.860 11.705.860 6.918.462
Caixa 1.315 1.315 310
11.707.175 11.707.175 6.918.772
Acréscimos e diferimentos:
Acréscimos de proveitos 50 2.427.258 2.427.258 2.838.582
Custos diferidos 50 1.416.533 1.416.533 3.401.153
3.843.791 3.843.791 6.239.735
Total de amortizações 753.298
Total de provisõesTotal do activo 267.558.854 35.272.95936.026.257 231.532.597 216.349.286

O Anexo faz parte integrante do balanço em 30 de Junho de 2004.

COFINA, S.G.P.S., S.A.

BALANÇOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003

(Montantes expressos em Euros)

Capital próprio e passivo Notas 2004 2003
Capital próprio:
Capital 36 e 40 25.641.459 25.000.000
Prémios de emissão de acções 40 15.874.835 14.276.576
Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas 40 (12.918.866) -
Reservas:
Reserva legal 40 4.139.206 4.024.087
Reservas livres 40 70.505.665 70.369.734
Resultado líquido do período (1.441.687) (175.585)
101.800.612 113.494.812
Passivo:
Provisões para riscos e encargos - 2.743.388
Dívidas a terceiros - Médio e longo prazo:
Dívidas a instituições de crédito 48 32.630.533 40.197.302
Outros credores 51 3.173.584 -
35.804.117 40.197.302
Dívidas a terceiros - Curto prazo:
Empréstimos por obrigações - 14.963.937
Dívidas a instituições de crédito 48 21.386.489 23.118.030
Outros empréstimos obtidos 48 26.500.000 4.000.000
Fornecedores, conta corrente 25.525 155.887
Empresas do grupo 16 25.686.699 -
Estado e outros entes públicos 49 259.760 153.677
Outros credores 51 19.731.293 16.432.673
93.589.766 58.824.204
Acréscimos e diferimentos:
Acréscimos de custos 50 338.102 1.089.580
Total do capital próprio e do passivo 231.532.597 216.349.286

O Anexo faz parte integrante do balanço em 30 de Junho de 2004.

COFINA, S.G.P.S., S.A.

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS POR NATUREZAS DOS

PERÍODOS DE SEIS MESES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003

(Montantes expressos em Euros)

Custos e perdas Notas 2004 2003
Fornecimentos e serviços externos 452.161 787.327
Custos com o pessoal:
Remunerações 99.242 89.156
Encargos Sociais 21.153 16.645
Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo 10 17.383 19.507
Impostos 90.946 77.878
Outros custos e perdas operacionais 247 3.750
(A) 681.132 994.263
Amortizações e provisões de aplicações e investimentos financeirosJuros e custos similares: 10 e 45 3.454.982 5.108.348
Outros 45 1.796.360 1.462.621
(C) 5.932.474 7.565.232
Custos e perdas extraordinários 46 490.410 1.345
(E) 6.422.884 7.566.577
Impostos sobre o rendimento do período 6 - -
(G) 6.422.884 7.566.577
Resultado líquido do período (1.441.687) (175.585)
4.981.197 7.390.992
Proveitos e ganhos Notas 2004 2003
Prestações de serviços 44 1.400.000 950.000
(B) 1.400.000 950.000
Rendimentos de participações de capital 45 1.980.000 1.800.000
Rendimentos de títulos negociáveis e outras aplicações financeiras:
Outros 45 1.292.800 -
Juros e proveitos similares:
Outros 45 308.397 4.639.163
(D) 4.981.197 7.389.163
Proveitos e ganhos extraordinários - 1.829
(F) 4.981.197 7.390.992
Resumo:
Resultados operacionais: (B) - (A) 718.868 (44.263)
Resultados financeiros: (D-B) - (C-A) (1.670.145) (131.806)
Resultados correntes: (176.069)
(D) - (C) (951.277)
Resultados antes de impostos: (F) - (E) (1.441.687) (175.585)

O Anexo faz parte integrante da demonstração dos resultados do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004.

COFINA, SGPS, S.A.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004

(Montantes expressos em Euros)

NOTA INTRODUTÓRIA

A Cofina, S.G.P.S., S.A. ("Cofina" ou "Empresa") é uma sociedade anónima, com sede no Porto e que tem como actividade principal a gestão de participações sociais (Nota 16), sendo as suas acções cotadas na Euronext Lisboa.

As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano Oficial de Contabilidade e aquelas cuja numeração se encontra ausente deste anexo não são aplicáveis à Empresa ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras anexas.

1. DERROGAÇÃO DE PRINCÍPIOS CONTABILÍSTICOS

Dado que a Empresa prepara e apresenta demonstrações financeiras consolidadas, as quais, na opinião da Administração, reflectem de forma mais adequada a situação financeira da Empresa e os resultados das suas operações, a Empresa mantém nas contas individuais os investimentos financeiros ao custo de aquisição, não aplicando assim o método de equivalência patrimonial, tal como preconizado pelo Plano Oficial de Contabilidade e directrizes contabilísticas.

3. BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS

As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, mantidos de acordo com princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal.

Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras foram os seguintes:

a) Imobilizações incorpóreas

As imobilizações incorpóreas, que compreendem essencialmente despesas com o aumento de capital, encontram-se registadas ao custo e são amortizadas pelo método das quotas constantes durante um período de três anos.

b) Imobilizações corpóreas

As imobilizações corpóreas encontram-se registadas ao custo de aquisição.

As amortizações são calculadas pelo método das quotas constantes, de acordo com as seguintes vidas úteis estimadas:

Anos
Equipamento de transporte 4
Equipamento administrativo 4 a 10
Outras imobilizações corpóreas 10

c) Investimentos financeiros

As partes de capital em empresas do Grupo, associadas e outras empresas, bem como os investimentos em títulos e outras aplicações financeiras são registadas ao custo de aquisição adicionado de eventuais despesas de compra, sendo constituídas provisões para reduzir o montante dos investimentos financeiros ao seu valor líquido de realização.

Os rendimentos resultantes de investimentos financeiros (dividendos recebidos) são registados na demonstração de resultados do exercício em que é decidida e anunciada a sua distribuição (Nota 45).

(Montantes expressos em Euros)

d) Especialização de exercícios

A Empresa regista as suas receitas e despesas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual as receitas e despesas são reconhecidas à medida em que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos (Nota 50).

e) Impostos diferidos

Os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação.

O Conselho de Administração da Cofina decidiu adoptar a disposição transitória prevista no parágrafo 72.b) da Directriz Contabilística n.º 28 – "Impostos sobre o Rendimento" segundo a qual é permitido a Empresa não reconhecer durante um período que não pode exceder cinco anos, os activos por impostos diferidos e os passivos por impostos diferidos relativos a situações aplicáveis à data da entrada em vigor da referida Directriz (1 de Janeiro de 2002). Enquanto existirem situações não relevadas que determinariam o reconhecimento de passivos por impostos diferidos a Empresa não procederá ao registo de activos por impostos diferidos.

A Empresa apresenta na Nota 6 do Anexo ao Balanço e à Demonstração dos resultados os impactos de tal medida.

f) Acções próprias

As acções próprias são registadas ao custo de aquisição, sendo as mais ou menos valias geradas com a sua alienação registadas na rubrica "Reservas livres".

6. IMPOSTOS

De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (dez anos para a Segurança Social até 2000, inclusive, e cinco anos a partir de 2001) e, deste modo, as declarações fiscais da Empresa dos anos de 2000 a 2004 poderão vir ainda a ser sujeitas a revisão. A Administração da Empresa entende que as eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras anexas.

Nos termos do artigo 81º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas a Empresa encontra-se sujeita adicionalmente a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo mencionado.

A Sociedade encontra-se abrangida pelo Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (sociedade dominante), sendo que cada uma das sociedades abrangidas por este regime regista o imposto sobre o rendimento nas suas contas individuais por contrapartida da rubrica "Empresas do grupo". Nos casos em que as filiais contribuem com prejuízos é registado, nas contas individuais, o montante de imposto correspondente aos prejuízos que vierem a ser compensados pelos lucros das demais sociedades abrangidas por este regime.

Conforme referido na Nota 3.e) o Conselho de Administração da Cofina decidiu não proceder ao registo de impostos diferidos, aplicando para o efeito a medida transitória prevista na Directriz Contabilística nº 28 – "Impostos sobre o Rendimento".

(Montantes expressos em Euros)

Em 30 de Junho de 2004, o detalhe dos activos por impostos diferidos de acordo com as diferenças temporárias que os geraram, e que não foram objecto de registo reportados a 1 de Janeiro de 2004, é como segue:

Activos por impostosdiferidos
Relativos a:
Prejuízos fiscais reportáveis 3.202.232
Provisões não aceites para efeitos fiscais 6.435.688
9.637.920

Caso a empresa não tivesse adoptado a disposição transitória prevista na Directriz Contabilística nº 28 e procedesse ao registo dos activos e passivos por impostos diferidos relacionados com as diferenças temporárias acima referidas, o efeito da alteração de política contabilística , reportada a 1 de Janeiro de 2004 teria um impacto positivo no património de, aproximadamente, 9.600.000 Euros.

O movimento ocorrido nos activos por impostos diferidos no período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004, e os impactos que existiriam caso aqueles activos tivessem sido objecto de registo contabilístico, podem ser detalhados como segue:

Activos porimpostos diferidos
Saldo inicialEfeito em resultados: 9.637.920
Prejuízos fiscais reportáveis ( 2.682 )
Provisões não aceites para efeitos fiscais 3.264.376
Saldo final 12.899.614

Nos termos da legislação em vigor os prejuízos fiscais são reportáveis durante um período de seis anos após a sua ocorrência e susceptíveis de dedução a lucros fiscais gerados durante esse período. Em 30 de Junho de 2004, os prejuízos fiscais reportáveis segundo as declarações entregues e outra informação da Empresa ascendem a, aproximadamente, 11.600.000 Euros, cujo detalhe e correspondente ano limite de utilização, é como segue:

Montante Ano limite deutilização
Gerados em 1999Gerados em 2000Gerados em 2001 79.0082.837.8298.717.89311.634.730 200520062007

Em 1 de Janeiro de 2002 e em 30 de Junho de 2004, a Empresa não tinha situações geradoras de passivos por impostos diferidos.

7. NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL

Em 30 de Junho de 2004 e 2003 a empresa tinha ao seu serviço 6 e 7 pessoas, respectivamente.

(Montantes expressos em Euros)

8. DESPESAS DE INSTALAÇÃO E DE INVESTIGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO

Em 30 de Junho de 2004, estas rubricas tinham a seguinte composição:

Despesas de instalação:
Despesas incorridas com aumentos de capital 343.427
Outras 118.391
461.818
Amortizações acumuladas ( 461.818 )
-
=======
Despesas de investigação e desenvolvimento:Desenvolvimento do site 23.601
Outras totalmente amortizadas 76.681
100.282
Amortizações acumuladas ( 96.349 )
3.933

======

10. MOVIMENTO DO ACTIVO IMOBILIZADO

Durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004, o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas, imobilizações corpóreas e investimentos financeiros, bem como nas respectivas amortizações acumuladas e provisões, foi o seguinte:

Activo bruto
Rubricas Saldoinicial Aumentos Alienações Transferências Saldofinal
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 461.818 - - - 461.818
Despesas de investigação e desenvolvimento 100.282 - - - 100.282
562.100 - - - 562.100
Imobilizações corpóreas:
Equipamento de transporte 23.044 - - - 23.044
Equipamento administrativo 153.869 327 - - 154.196
Outras imobilizações corpóreas 98.004 - - - 98.004
274.917 327 - - 275.244
Investimentos financeiros (Nota 16) :
Partes de capital em empresas do grupo 117.006.327 14.722.601 - 12.918.866 144.647.794
Partes de capital em empresas associadas 156.900 - - - 156.900
Partes de capital em outras empresas 20.718.231 - ( 5.692 ) - 20.712.539
Títulos e outras aplicações financeiras 72.267.102 868.446 - ( 12.918.866 60.216.682
Outros empréstimos concedidos 3.226.635 - - - 3.226.635
213.375.195 15.591.047 ( 5.692 ) - 228.960.550
Amortizações acumuladas e provisões
Saldo Saldo
Rubricas inicial Reforços Alienações final
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 461.818 - - 461.818
Despesas de investigação e desenvolvimento 92.415 3.934 - 96.349
554.233 3.934 - 558.167
Imobilizações corpóreas:
Equipamento de transporte 23.044 - - 23.044
Equipamento administrativo 90.748 9.105 - 99.853
Outras imobilizações corpóreas 67.890 4.344 - 72.234
181.682 13.449 - 195.131
Investimentos financeiros (Nota 34):
Partes de capital em empresas do grupo - 12.928.366 - 12.928.366
Partes de capital em outras empresas 12.584.240 817.036 - 13.401.276
Títulos e outras aplicações financeiras 3.088.236 2.628.446 - 5.716.682
Outros empréstimos concedidos 3.226.635 - - 3.226.635
18.899.111 16.373.848 - 35.272.959

COFINA, SGPS, S.A.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004

(Montantes expressos em Euros)

A coluna "Aumentos" da rubrica "Partes de capital em empresas do grupo", inclui 14.696.836 Euros referentes à aquisição de 2.295.990 acções da Celulose do Caima, SGPS, S.A. através de uma operação fora de Bolsa, correspondentes a 11,79% dos direitos de votos.

A coluna "Aumentos" da rubrica "Provisões para partes de capital em empresas do grupo" inclui 12.918.866 Euros relativos a provisões para fazer face a perdas no valor de realização de um investimento numa empresa subsidiária, e que o Conselho de Administração entendeu não ser realizável. De acordo com o ponto 5.4.3.5 do Plano Oficial de Contabilidade, esta provisão foi criada por contrapartida da rubrica de capitais próprios "Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas" (Nota 40).

As restantes provisões foram criadas por contrapartida da rubrica de custos financeiros "Aumentos de provisões" (Nota 45).

16. EMPRESAS DO GRUPO, ASSOCIADAS E PARTICIPADAS

Em 30 de Junho de 2004, a composição dos investimentos financeiros em empresas do Grupo, associadas e em outras empresas, bem como informação financeira obtida das demonstrações financeiras naquela data das principais participações, eram como segue:

a) Partes de capital em empresas do grupo

Total do Proveitos Resultado
Nome % Montante Activo Capital próprio Totais Líquido
Celulose do Caima SGPS, S. A. (a) 97,23% 58.044.770 123.301.530 87.738.158 30.344.462 5.121.986
F. Ramada - Aços e Indústrias, S. A. 100,00% 30.060.893 72.516.329 25.017.668 43.947.670 2.410.005
F. Ramada - Participações, SGPS, S. A. 99,89% 43.500.000 99.694.246 96.519.316 220.346 214.874
Outras participações 13.042.131
144.647.794

(a) Inclui a participação de 10,17% alienada ao Banco de Investimento Global, S.A. em 2003 sobre a qual pendem algumas cláusulas resolutivas.

b) Partes de capital em empresas associadas

Em 30 de Junho de 2004, esta rubrica inclui participações em empresas não cotadas.

c) Partes de capital em outras empresas

Em 30 de Junho de 2004, esta rubrica inclui o valor da participação de 19,8% na VAA – Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A. no montante de 20.205.040 Euros para a qual a Cofina constituiu, durante o exercício e em exercícios anteriores, provisões no montante de 12.903.276 Euros, tendo em conta o valor da cotação das acções desta participada na Euronext Lisboa.

d) Títulos e outras aplicações financeiras

Em 30 de Junho de 2004, esta rubrica corresponde essencialmente a prestações acessórias concedidas à F.Ramada - Participações, SGPS, S.A.

e) Outros empréstimos concedidos

Em 30 de Junho de 2004, esta rubrica é constituída por um montante concedido a uma participada a título de suprimentos.

Adicionalmente, de acordo com o princípio contabilístico da prudência, foram constituídas em exercícios anteriores provisões para fazer face a perdas no valor de realização deste empréstimo (Nota 34).

(Montantes expressos em Euros)

Adicionalmente, a Cofina preparou demonstrações financeiras consolidadas das quais se apresenta um resumo dos principais dados financeiros:

Junho de 2004 Junho de 2003
Total do activo líquido consolidado 384.699.640 350.359.608
Total do capital próprio consolidado 80.160.330 68.935.854
Total dos interesses minoritários 2.625.881 11.408.471
Lucro consolidado do período 4.554.916 3.135.432

Em 30 de Junho de 2004, os principais saldos com Empresas do grupo podem ser detalhados como segue:

Clientes Empresas do grupo(activo) Empresas do grupo(passivo)
Celulose do Caima, SGPS, S.A. - - 20.000.000
Caima Indústria, S.A. 1.249.500 - -
Caima Energia, S.A. 416.500 - -
Presselivre, S.A. - 2.374.415 -
Investec II, SGPS, S.A. - 606.872 -
Edisport, S.A. - 445.177 -
Cofinagest.com, S.A. - 232.160 -
IMC, SGPS, S.A. - - 1.150.564
Investec, SGPS, S.A. - - 260.832
Outros - 75.423 4.275.303
1.666.000 3.734.047 25.686.699

17. TÍTULOS NEGOCIÁVEIS

Em 30 de Junho de 2004, esta rubrica era constituída por uma participação de 0,55% na Gescartão SGPS, S.A., encontrando-se as mesmas registadas ao seu valor de aquisição, o qual é inferior ao seu valor de mercado.

22. GARANTIAS PRESTADAS

Em 30 de Junho de 2004, a Cofina tinha constituído garantias cujo detalhe é como segue:

  • a) penhor de 3.846.937 acções da VAA Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A. para garantia de um empréstimo de 29.927.874 Euros junto do Banco BPI, S.A.;
  • b) penhor de 13.194.531 acções da Celulose do Caima, SGPS, S.A. para garantia de um crédito de mútuo no montante máximo de 29.184.687 Euros obtido junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A. e da Caixa – Banco de Investimento, S.A.;
  • c) penhor de 1.230.268 acções da Celulose do Caima, SGPS, S.A. como garantia de um empréstimo no montante de 3.740.984 Euros, contraído junto do Banco BPI, S.A.;
    • d) garantia bancária no montante de 4.000.000 Euros para garantia da conta a pagar à Independent News & Media (UK), Ltd resultante da aquisição, durante o exercício de 2003, de uma participação na Lusomundo Media, SGPS, S.A.;
    • e) penhor de 1.706.920 acções da VAA Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A. e de 200.000 acções da F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A. para garantia de um programa de papel comercial junto do Banco BPI no montante de 3.750.000 Euros.
    • f) a Cofina avalizou uma livrança a favor do Banif Banco de Investimento, S.A. para garantia de um empréstimo no montante de 3.290.744 Euros contraído pela subsidiária Cofina.com II, SGPS, S.A.

Adicionalmente, a Cofina tinha constituído garantias bancárias no montante de 22.500.000 Euros para garantia dos programas de papel comercial existentes.

(Montantes expressos em Euros)

34. MOVIMENTO OCORRIDO NAS PROVISÕES

Durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 verificaram-se os seguintes movimentos nas rubricas de provisões:

Saldoinicial Aumentos(Notas 10, 40 e 45) Reduções Saldofinal
Provisões para investimentos financeiros 18.899.111 16.373.848 - 35.272.959

36. COMPOSIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL

Em 30 de Junho de 2004, o capital da Empresa, totalmente subscrito e realizado, era composto por 51.282.918 acções com o valor nominal de 50 cêntimos de Euro cada.

37. IDENTIFICAÇÃO DE PESSOAS COLECTIVAS COM MAIS DE 20% DO CAPITAL

As seguintes pessoas colectivas detêm mais de 20% do capital subscrito em 30 de Junho de 2004:

  • Cofihold, SGPS, S.A.

40. VARIAÇÃO NAS RUBRICAS DE CAPITAL PRÓPRIO

O movimento ocorrido nas rubricas de capital próprio durante o primeiro semestre de 2004 foi como segue:

Saldoinicial Aumentos Diminuições Transferências Saldofinal
Capital 25.641.459 - - - 25.641.459
Prémios de emissão de acções 15.874.835 - - - 15.874.835
Ajustamentos de partes de capital em
filiais e associadas (Nota 10) - ( 12.918.866 ) - - ( 12.918.866 )
Reservas:
Reserva legal 4.024.087 - - 115.119 4.139.206
Reservas livres 70.369.734 - - 135.931 70.505.665

A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinada ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital social. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.

De acordo com o deliberado na Assembleia Geral datada de 1 de Abril de 2004, o Conselho de Administração da Cofina pode, durante um período de 18 meses a contar da data da Assembleia Geral, adquirir ou alienar acções próprias na Bolsa de Valores dentro dos limites legais e de acordo com outras condições relacionadas com: (i) o número mínimo de acções a alienar; (ii) os preços mínimo e máximo de aquisição; (iii) os preços mínimos de alienação. Adicionalmente, foi deliberado que o resultado líquido do exercício de 2003 fosse distribuído como segue:

Reserva legalReservas livres 115.119135.931
Dividendos 2.051.316
2.302.366
========

Na mencionada Assembleia Geral foi ainda deliberado proceder a um aumento do Capital social de 25.641.459 Euros para 32.500.000 Euros, cuja subscrição será reservada aos accionistas que gozarão integralmente do seu direito legal de preferência. Este aumento será realizado até 31 de Dezembro de 2005, através de subscrição directa ou indirecta.

(Montantes expressos em Euros)

44. PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS POR ACTIVIDADE E MERCADOS GEOGRÁFICOS

As prestações de serviços referem-se a assessoria de gestão a empresas participadas, com sede em Portugal.

45. DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS FINANCEIROS

Os resultados financeiros para os períodos de seis meses findos em 30 de Junho de 2004 e 2003 têm a seguinte composição:

2004 2003
Custos e perdas:
Juros suportados 1.360.713 1.398.478
Provisões para investimentos financeiros (Nota 34) 3.454.982 5.108.348
Diferenças de câmbio desfavoráveis 237 -
Outros custos e perdas financeiros 435.410 64.143
5.251.342 6.570.969
Resultados financeiros ( 1.670.145 ) ( 131.806 )
3.581.197 6.439.163
======== ========
Proveitos e ganhos:
Juros obtidos 308.346 1.222.660
Ganhos de participações de capital 1.980.000 1.800.000
Diferenças de câmbio favoráveis 51 -
Ganhos na alienação de aplicações financeiras 1.292.800 2.883.219
Outros proveitos e ganhos financeiros - 533.284
3.581.197 6.439.163
======== ========

A rubrica "Ganhos de participações de capital " refere-se a dividendos recebidos da empresa participada F. Ramada – Aços e Indústrias, S.A. durante o primeiro semestre de 2004.

A rubrica "Outros custos e perdas financeiros" refere-se essencialmente a custos suportados com a emissão de papel comercial durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004.

A rubrica "Ganhos na alienação de aplicações financeiras" refere-se a mais valias obtidas na alienação dos títulos negociáveis que a Empresa detinha da Gescartão, SGPS, S.A.

(Montantes expressos em Euros)

46. DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS

Os resultados extraordinários para os períodos de seis meses findos em 30 de Junho de 2004 e 2003 têm a seguinte composição:

2004 2003
Custos e perdas:
Donativos 250 50
Perdas em imobilizações 5.692 -
Correcções relativas a exercícios anteriores 14.433 -
Outros custos e perdas extraordinários 470.035 1.295
490.410 1.345
Resultados extraordinários ( 490.410 ) 484
- 1.829
====== =====
Proveitos e ganhos:
Ganhos em imobilizações - 1.520
Correcções relativas em exercícios anteriores - 212
Outros proveitos e ganhos extraordinários - 97
- 1.829
====== =====

O valor registado na rubrica "Outros custos e perdas extraordinários" corresponde essencialmente a perdas na alienação de créditos sobre terceiros.

48. DÍVIDAS A INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO E OUTROS EMPRÉSTIMOS OBTIDOS

Em 30 de Junho de 2004, o detalhe dos empréstimos obtidos de instituições de crédito era o seguinte:

Empréstimos bancários: Curtoprazo Médio elongo prazo
EmpréstimosDescobertos bancários 20.534.928851.561 32.630.533-
21.386.489========= 32.630.533=========

Estes empréstimos bancários vencem juros a taxas de mercado, e os montantes classificados a médio e longo prazo tinham o seguinte plano de reembolso previsto:

2005 8.272.567
2006 6.401.240
2007 17.956.726
32.630.533
=========

A rubrica "Outros empréstimos obtidos" pode ser detalhada como segue:

22.500.0004.000.000
26.500.000=========

(Montantes expressos em Euros)

Durante o período findo em 30 de Junho de 2004, a Cofina subscreveu um programa de emissões de papel comercial junto de duas instituições bancárias num montante máximo de 25.000.000 Euros. Em 30 de Junho de 2004, esta linha de papel comercial encontrava-se a ser utilizada no montante de 22.500.000 Euros incluídos na rubrica "Outros empréstimos obtidos". No âmbito deste contrato, o reembolso do empréstimo poderá vir a ser exigido caso a Cofina venha a deter uma participação directa ou indirecta inferior a determinadas percentagens do capital social e dos direitos de voto das suas participadas F. Ramada – Aços e Indústrias, S.A., Investec, SGPS, S.A., Presselivre, S.A., Edisport, S.A., S.A., Caima – Indústria de Celulose, S.A e VASP – Sociedade de Transportes e Distribuição, Lda., bem como no caso de não serem cumpridos determinados rácios financeiros evidenciados pelas demonstrações financeiras consolidadas anuais do Grupo Cofina.

49. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

Em 30 de Junho de 2004, os saldos com estas entidades tinham a seguinte composição:

Saldos devedores:

Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas a recuperar 944.486
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares- Retenções na fonte 22.438
Imposto sucessório 5.608
972.532
=======
Saldos credores:
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares- Retenções na fonte 3.340
Imposto sobre o Valor Acrescentado 249.904
Contribuições para a Segurança Social 6.516
259.760
=======

O saldo devedor da rubrica "Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas" refere-se, essencialmente, a pagamentos por conta efectuados pelo grupo de empresas, dominado pela Cofina, sujeito ao Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades ("RETGS").

50. ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS

Em 30 de Junho de 2004, os saldos destas rubricas tinham a seguinte composição:

Acréscimos de proveitos:

Juros a receber (Nota 45) 2.427.258
========
Custos diferidos:
Publicidade paga antecipadamente 1.328.617
Outros 87.916
1.416.533
========
Acréscimos de custos:
Juros a liquidar 271.152
Remunerações a liquidar 48.653
Outros 18.297
338.102
=======

A rubrica "Publicidade paga antecipadamente" corresponde a parte da contrapartida da operação de venda da participação financeira na TVI – Televisão Independente, S. A., através da qual o grupo Media Capital cedeu publicidade ao grupo Cofina nos órgãos de comunicação social por si detidos a ser utilizada em exercícios futuros.

COFINA, SGPS, S.A.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004

(Montantes expressos em Euros)

51. OUTROS CREDORES

Em 30 de Junho de 2004, a rubrica do passivo "Outros credores" podia ser detalhada como segue:

Médio e Longo Prazo:

Independent News & Media (UK) LtdCredores por aquisição de participações financeiras 2.000.0001.173.584
3.173.584
========

Curto Prazo:

BPI Ventures, S.G.P.S, S.A. 16.210.932
Independent News & Media (UK) Ltd 2.000.000
Credores por aquisição de participações financeiras 1.173.584
Outros 346.777
19.731.293=========

O montante devido à BPI Ventures, S.G.P.S., S.A. refere-se à aquisição de uma participação adicional de 20 % no capital da empresa do grupo IMC – Investimentos, Média e Conteúdos, SGPS, S.A. durante o segundo semestre de 2001, o qual será liquidado até Agosto de 2004.

O montante devido à Independent News & Media (UK) Ltd refere-se ao montante ainda em dívida relativo à aquisição de acções da Lusomundo Media, SGPS, S.A., entretanto alienadas a uma empresa do grupo, o qual será liquidado em duas prestações de 2.000.000 Euros cada, vencendo-se a primeira em 2004 e a segunda em 2005.

O valor referente à dívida de credores por aquisição de participações financeiras refere-se à compra de acções da Celulose do Caima, S.A. (Nota 10).

52. OUTROS DEVEDORES

Em 30 de Junho de 2004, a rubrica do activo "Outros devedores" podia ser detalhada como segue:

VAA – Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A. 4.693.961
Investec SGPS, SA 9.114.103
Outros 1.311.188
15.119.252
=========

O saldo com a VAA – Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A. corresponde a um valor a receber pela alienação de acções da Atlantis – Cristais de Alcobaça, S.A. durante o exercício de 2001. Este montante vence a juros à taxa de mercado.

RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA ELABORADO POR AUDITOR REGISTADO NA CMVM SOBRE INFORMAÇÃO SEMESTRAL INDIVIDUAL

Introdução

    1. Para os efeitos do artigo 246º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação financeira do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 da Cofina S.G.P.S., S.A. ("Empresa"), incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço (que evidencia um total de 231.532.597 Euros e capitais próprios de 101.800.612 Euros, incluindo um resultado líquido negativo de 1.441.687 Euros), na Demonstração dos resultados do período de seis meses findo naquela data e no correspondente Anexo.
    1. As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos da Empresa.

Responsabilidades

    1. É da responsabilidade do Conselho de Administração da Empresa: (i) a preparação da informação financeira histórica semestral de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários; (ii) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (iii) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (iv) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
    1. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se, para os aspectos materialmente relevantes, é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita e em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório de segurança moderada, profissional e independente, sobre essa informação financeira, baseado no nosso trabalho.

Âmbito

    1. O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida está isenta de distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, foi planeado de acordo com aquele objectivo e consistiu principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicabilidade, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se, para os aspectos materialmente relevantes, a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários.
    1. O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
    1. Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente relatório de revisão limitada sobre a informação financeira semestral.

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Parecer

  1. Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 não esteja, para os fins indicados no parágrafo 9 abaixo, isenta de distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal e que, nos termos das definições incluídas nas directrizes mencionadas no parágrafo 5 acima, não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

Ênfases

    1. Conforme referido na Nota 6 do Anexo ao Balanço e à Demonstração dos resultados, a Empresa optou por aplicar a medida transitória prevista na Directriz Contabilística nº 28 não tendo registado os activos e passivos por impostos diferidos relativos a situações anteriores a 1 de Janeiro de 2002. Os efeitos nas demonstrações financeiras anexas, caso a Empresa não tivesse adoptado esta medida transitória, encontram-se evidenciados na Nota 6 do Anexo ao Balanço e à Demonstração dos resultados.
    1. As demonstrações mencionadas no parágrafo 1 acima referem-se à actividade da Empresa a nível individual e foram preparadas para publicação nos termos da legislação em vigor. Conforme indicado na nota 3.c) do Anexo, os investimentos financeiros em empresas subsidiárias e associadas são apresentados ao custo de aquisição sendo constituídas provisões para reduzir o montante daqueles investimentos à estimativa do seu valor líquido de realização (Nota 10). A Empresa irá preparar nos termos da legislação em vigor, demonstrações financeiras consolidadas que melhor apresentam a posição financeira e o resultado das operações do conjunto formado pela Empresa, suas subsidiárias e associadas, para publicação em separado.

Porto, 10 de Setembro de 2004 DELOITTE & ASSOCIADOS, SROC S.A.

Representada por Jorge Manuel Araújo de Beja Neves