Annual Report • Jun 2, 2010
Annual Report
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Capital Social: 25.641.459 Euros
Sede: Rua General Norton de Matos, n.º 68, Porto
Pessoa Colectiva n.º 502 293 225
31 de Dezembro de 2009
| INTRODUÇÃO 2 | |
|---|---|
| EVOLUÇÃO BOLSISTA 6 | |
| ACTIVIDADE DO GRUPO 9 | |
| ANÁLISE FINANCEIRA 11 | |
| PERSPECTIVAS PARA 2008 15 | |
| PROPOSTA DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO PARA APLICAÇÃO DO RESULTADO LÍQUIDO INDIVIDUAL 16 |
|
| GOVERNO DA SOCIEDADE 17 | |
| DISPOSIÇÕES LEGAIS 40 | |
| DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE 44 | |
| CONSIDERAÇÕES FINAIS 44 |
Dando cumprimento ao disposto na Lei, vem o Conselho de Administração da Cofina, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta) apresentar o Relatório de Gestão relativo ao exercício de 2009.
À semelhança do que se verificou em períodos recentes, o exercício de 2009 foi dominado pela concorrência persistente no mercado dos media, com os diversos players a tentar incrementar a sua quota de mercado na circulação e captação de publicidade, tarefa que não se tem revelado fácil, resultado do clima económico actual.
Num ano marcado pelo empenho na recuperação, a Cofina Media, subsidiária na qual se encontram agrupados os interesses operacionais do Grupo Cofina apresentou sinais de restabelecimento.
O segmento das receitas de publicidade sofreu no geral fortes quebras, com particular relevância para o mercado de imprensa escrita e dentro deste, mais difícil ainda para o segmento das revistas. Adicionalmente, o segmento das receitas de marketing alternativo continuou a reflectir a desfavorável conjuntura económica e financeira que o país e o mundo atravessam.
Assim, atenta às dificuldades de mercado, a gestão das empresas do grupo Cofina colocou forte pressão na contenção dos custos operacionais, estratégia que em alguns segmentos de actuação conseguiu inverter a quebra dos resultados.
O ano de 2009 apresentou-se como o reflexo da crise económico - financeira, de âmbito global, que se precipitou no ano de 2008. O crescimento mundial manteve-se insatisfatoriamente decrescente, face aos períodos expansivos anteriores. Relativamente aos dados do 1º trimestre de 2009, o PIB dos EUA, da UE 27 e do Japão registaram quebras de 2,6%, 4,4% e 9,1% respectivamente, conservando o abrandamento das economias avançadas e a extensão do mesmo para as economias emergentes.
Na Europa, como nos EUA, os governos e bancos centrais reforçaram os esforços de estabilização e sustentação, no entanto, não conseguiram evitar os elevados níveis de volatilidade nos mercados de matérias-primas, monetários, financeiros e cambiais a nível global.
A Zona Euro, assistiu a um expressivo recuo da produção e do emprego, assim como do investimento e do consumo. Entre os resultados perversos do cenário global, destacou-se o aumento do rácio da dívida pública em função do PIB dos estados membros, de 69,3% em 2008 para 84%, a queda do PIB em cerca de 5% acumulados, o aumento da taxa de desemprego para valores próximos dos 10% e perdas significativas nas instituições financeiras. Das medidas extraordinárias adoptadas pelo Banco Central Europeu (BCE), salientou-se a forte baixa da taxa de juro de referência que se fixou nos 1% em Maio (taxa mais baixa de sempre) e a extensão do regime de cedência de liquidez (entre seis meses e um ano) do BCE às outras instituições financeiras que originou, entre outros factores, na descida da taxa de inflação durante 2009.
Os efeitos manifestados na Zona Euro foram também verificados na economia norteamericana. Apesar da economia dos EUA ter apresentado resultados satisfatórios nos últimos trimestres do ano, o PIB dos EUA, no conjunto de 2009, apresentou uma contracção de 2,4%, contrastando com o crescimento de 0,4% do ano de 2008. Neste contexto global, a Reserva Federal Norte Americana manteve a sua actuação incisiva na política monetária, mantendo a taxa de juro directora num intervalo de variação situado entre os 0% e os 0,25%. Esta economia apresentou actuações impactantes ao longo do ano, no entanto, manteve em 2009 valores inquietantes no que concerne à taxa de desemprego, à oscilação da taxa de inflação (por força da evolução do preço do petróleo), à desvalorização do dólar face ao euro, ao elevado défice orçamental e à contracção da procura interna.
Ao nível dos mercados financeiros, a crise financeira fez-se sentir principalmente no 1º semestre de 2009. Na segunda metade do ano, os sinais das actuações extraordinárias reflectiram-se na confiança dos investidores, registando-se nas bolsas europeias subidas superiores a 20%. O sucesso dos índices bolsitas foi também sentido com a subida de 82% da bolsa brasileira e da bolsa chinesa de Xangai apresentando uma subida de 20%. Em Portugal, o PSI 20 seguiu a tendência internacional e europeia e encerrou o ano com ganhos superiores a 30%, face ao início do ano.
Durante 2009, a economia portuguesa espelhou a condição generalizada de toda a Zona Euro. As perspectivas de evolução sentidas entre 2006 e 2007 foram interrompidas em 2008 e revistas em baixa em 2009. Verificou-se uma redução no PIB em termos homólogos, de 2,6%, traduzindo a contracção das componentes que o constituem, com excepção do consumo público. As contas públicas evidenciaram um grau de deterioração substancialmente superior ao esperado. O défice estrutural, em 2009 atingiu os 8,1% do PIB, aspecto que decorre sobretudo da receita, que apresentou uma diminuição face às previsões anuais. A dívida pública portuguesa situou-se nos 76,6% do PIB, um aumento de 10,3 p.p. face a 2008.
A deterioração da actividade económica, durante o ano, reflectiu-se no mercado de trabalho e na evolução dos preços. A taxa de desemprego atingiu os 9,5%, aumentando 1,9 pontos percentuais (p.p) face a 2008, registando-se adicionalmente uma diminuição do emprego em 2,9% face ao período homólogo. Ao longo de 2009, o mercado de trabalho acarretou os aspectos profundos da crise que se fez sentir na quebra da produtividade, nos níveis de consumo privado e no endividamento das famílias portuguesas. Relativamente à evolução da inflação, os preços dos produtos energéticos e dos produtos alimentares (especialmente os não transformados) apresentaram quebras sucessivas em termos homólogos, nos últimos meses, representando o contributo mais importante para a diminuição da taxa de inflação média anual (-0,8%), o que face à Zona Euro representa uma das taxas mais negativas. Isto verifica-se pois estes produtos pesam mais do que na média da Área Euro, no total do cabaz do IHPC (Índice Harmonizado de Preço no Consumidor).
Na generalidade, Portugal apresentou resultados semelhantes aos observados nas economias Europeias e na generalidade dos países desenvolvidos. Este é o resultado de uma economia aberta e integrada como se apresenta a economia portuguesa, em que a disseminação das perturbações no sistema financeiro e a desaceleração da actividade económica mundial continuou a ter implicações desfavoráveis, tal como já se verificava em 2008. Manteve-se a incerteza dos mercados financeiros, e o controlo extraordinário nos mercados monetários, que não premiaram nem incentivaram o investimento e dificultaram a poupança. Adicionalmente, foca-se em 2009 a propagação destas perturbações na actividade económica interna, e principalmente, da deterioração do mercado de trabalho e de aspectos relacionados com as condições sociais (condições das reformas nacionais, nível de vida, saúde, educação).
Durante o ano de 2009, o cenário macroeconómico apresentou uma desaceleração da economia global, em reflexo da crise económico-financeira que despoletou nos últimos meses de 2008. Neste período, registaram-se os maiores níveis de instabilidade dos mercados financeiros das últimas décadas, bem como uma redução da actividade económica na generalidade dos países, com efeito significativo no comércio mundial.
A partir do 2º trimestre de 2009, os indicadores globais começaram a apontar para uma recuperação económica, nomeadamente pelo aumento do nível de confiança dos agentes económicos e nos indicadores quantitativos, como o PIB e o comércio mundial, apesar das taxas de crescimento se manterem negativas.
Esta evolução deveu-se, em grande medida, à actuação dos estabilizadores automáticos, bem como à retracção do preço das matérias-primas, ao aumento dos apoios sociais cedidos pelos governos e à redução das taxas de juro. Estas medidas contribuíram para o desagravamento do comportamento dos mercados financeiros e para a recuperação das economias.
Relativamente à economia portuguesa, esta tem evidenciado um conjunto de fragilidades de natureza estrutural, que têm limitado o seu crescimento potencial ao longo dos últimos anos, num contexto de aumento da concorrência nos mercados internacionais, nomeadamente ao nível da produtividade do factor trabalho.
Para 2010, perspectiva-se que o desempenho da economia portuguesa se apresente mais favorável face a 2009, reflectindo os sinais de retoma, embora lenta, da economia mundial.
O crescimento do Produto Interno bruto (PIB) estima-se em 0,7 por cento para 2010 e 1,4 por cento em 2011, depois de uma contracção de 2,6 por cento verificada em 2009.
Esta projecção para o crescimento da actividade económica tem subjacente o aumento da procura externa, a qual já tem vindo a beneficiar das medidas implementadas pelas autoridades no sentido de promover a estabilidade financeira e dos estímulos monetários e orçamentais implementados nas principais economias mundiais.
Relativamente à taxa de desemprego em Portugal, as perspectivas apontam para um agravamento, atingindo cerca de 9,8% em 2010, face a 9,6% em 2009.
A taxa de inflação estima-se que atinja 0,7% em 2010 e 1,6% em 2011, em resultado sobretudo do aumento do preço do petróleo, do aumento das importações de bens não energéticos e de um crescimento moderado dos custos unitários do trabalho.
No que respeita à dívida pública, estima-se que esta se situe nos 84% do PIB em 2010, face aos 76,6% atingidos em 2009. De notar que a dívida pública portuguesa situa-se acima da média europeia e que, juntamente com os défices primários estruturais, será um factor determinante na sustentabilidade das finanças públicas a médio/longo prazo.
(Nota: foi considerado o PSI 20 como um índice com valor inicial idêntico ao das acções da Cofina)
O PSI 20 apresentou desde os primeiros meses de 2009 sinais de recuperação face ao baixo desempenho de 2008. Após um primeiro trimestre de restabelecimento ligeiro, a cotação do PSI 20 atingiu em Março o seu mínimo, manifestando a partir dessa data uma fase marcada pela recuperação consistente, tendo crescido 22% em apenas 4 meses e 30% em todo o ano. A bolsa portuguesa tem acompanhado ao longo do ano os principais índices bolsistas nos seus movimentos de recuperação que se traduz numa valorização de 33,5% dos principais índices.
Evolução Bolsista
Como resultado do clima de recuperação que se faz sentir no mercado de títulos, a Cofina viu as sua acções evoluírem significativamente a partir do 1 º trimestre de 2009.A evolução das cotações foram consistentes ao longo do ano, encerrando o ano com um valor por acção de 1,06 Euros, tendo iniciado o ano de 2009 a cotar nos 0,46 Euros.
Durante o ano foram transaccionadas cerca de 40 milhões de acções, representativas de, aproximadamente 39% do capital da empresa.
As acções da Cofina atingiram um valor máximo entre 21 e 24 de Dezembro, cotando nessa data 1,05 Euros por acção. O valor mínimo das acções durante o período cifrou-se em 0,5 Euros por acção entre os dias 6 e 10 de Março de 2009.
Os principais eventos que marcaram a evolução da cotação das acções da Cofina durante o ano 2009 podem ser descritos, cronologicamente, do seguinte modo:
No comunicado relativo à apresentação das demonstrações financeiras do 1º semestre (em 27 de Agosto 2009), a Cofina SGPS, S.A. apresentou um resultado líquido de, aproximadamente, 5,5 milhões de Euros, tendo o EBITDA apresentado um decréscimo de 9% face ao período homólogo. Nesta data, as acções fecharam nos 0,90 Euros por acção.
Em 30 de Setembro de 2009 foi comunicado ao mercado que o conjunto das carteiras geridas pela Caixagest-Técnicas de Gestão de Fundos SGPS alienou em bolsa 410.000 acções da Cofina SGPS, S.A ao preço de 0,95 Euros por acção.
O Grupo Cofina desenvolve a sua actividade essencialmente na área dos media e conteúdos.
A empresa chave nesta área de negócio é a Cofina Media, S.G.P.S., S.A., detentora de títulos líderes dos respectivos segmentos. No portfólio de publicações do Grupo destacamse o jornal diário "Correio da Manhã", o diário desportivo "Record", os jornais gratuitos "Destak" e "Metro", a revista de informação "Sábado" bem como outros títulos, entre os quais "Jornal de Negócios", "Máxima", "TV Guia", "Flash!", "Vogue", "GQ", "Rotas e Destinos", "PC Guia" e "Automotor".
Deste modo, em 31 de Dezembro de 2009 o organigrama das participações do Grupo Cofina Media podia ser resumido como segue:
Durante o primeiro semestre de 2009, o Grupo Cofina adquiriu uma participação de 51% no capital da sociedade Web Works – Desenvolvimento de Aplicações para a Internet, S.A.
No segundo semestre de 2009, o Grupo Cofina adquiriu uma participação de 20% na Transjornal – Edição de Publicações, S.A. e uma participação de 100% na Holdimédia SGPS, S.A. (detentora da restante participação de 80% na Transjornal).
Adicionalmente, foi constituída a sociedade Cofina – Eventos e Comunicação, S.A. que tem como actividades a promoção e organização de eventos.
O ano de 2009 caracterizou-se pela pressão sobre os meios de imprensa tradicionais, ameaçados pelo acesso a jornais "on-line". No entanto, esta é uma área onde o Grupo não apresenta vulnerabilidades relevantes: por um lado possui uma base consistente de leitores ao nível dos seus meios de comunicação em suporte papel; por outro lado, a sua presença nas áreas que poderão ser beneficiadas permite-lhe facilmente substituir as receitas de circulação, que eventualmente venham a ser perdidas, por receitas de publicidade.
O ano de 2009 ficou também marcado por uma conjuntura macroeconómica internacional e nacional difícil com impactos na procura interna e na retoma da economia portuguesa. Ainda assim, a Cofina conseguiu manter a liderança de mercado nos seus principais meios de comunicação social.
De acordo com os dados disponibilizados pela APCT para o ano de 2009, o "Correio da Manhã" é o jornal mais vendido em Portugal, com vendas médias diárias superiores a 118 mil exemplares. De acordo com os dados disponibilizados por esta entidade certificadora, o "Correio da Manhã" tem uma quota de mercado superior a 37% (segmento dos diários generalistas pagos). Registe-se que em 2008 o "Correio da Manhã" tinha uma quota de mercado de 34,9% e que, em 2009, o jornal reforçou a sua liderança mesmo tendo entrado um novo player no mercado (Jornal I).
| 2003 | 2004 | 2005 | 2006 | 2007 | 2008 | 2009 | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Circulação média anual | |||||||
| CM | 110.750 | 115.943 | 113.792 | 111.951 | 115.334 | 118.336 | 118.398 |
| Diário de Notícias | 47.131 | 39.094 | 35.542 | 36.537 | 36.226 | 40.017 | 32.771 |
| Jornal de Notícias | 102.527 | 112.150 | 95.231 | 95.441 | 91.812 | 101.234 | 89.006 |
| Público | 54.306 | 51.194 | 48.986 | 44.197 | 41.760 | 41.908 | 37.276 |
| 24 Horas | 47.575 | 49.738 | 48.819 | 41.417 | 35.786 | 37.311 | 26.007 |
| Jornal I | 12.828 | ||||||
| Fonte: APCT |
Também em termos de audiências, e de acordo com os dados da Marktest, o "Correio da Manhã" é líder de mercado com mais de 1 milhão de leitores diários.
| 2003 | 2004 | 2005 | 2006 | 2007 | 2008 | 2009 | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Audiência média anual | |||||||
| CM | 830.667 | 838.667 | 844.000 | 772.333 | 995.667 | 945.333 | 1.065.000 |
| Diário de Notícias | 368.000 | 319.333 | 314.667 | 265.000 | 318.667 | 302.667 | 363.000 |
| Jornal de Notícias | 995.667 | 941.667 | 1.001.000 | 949.000 | 986.333 | 917.000 | 1.010.000 |
| Público | 430.000 | 436.667 | 426.333 | 371.667 | 390.000 | 363.000 | 389.000 |
| 24 Horas | 246.667 | 251.333 | 254.667 | 247.000 | 268.000 | 221.667 | 210.000 |
| Fonte: Marktest |
A revista semanal de grande informação "Sábado" registou em 2009 vendas médias semanais de cerca de 77,7 mil exemplares, aumentando igualmente a sua quota de mercado.
Circulação paga: revistas de grande informação (anos 2009 e 2008)
mil exemplares, sendo também líder no seu segmento.
| Circ. Paga | Evol. | Shares Circ. Paga | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2009 | 2008 | Circ.Paga | 2009 | 2008 | ||
| Sábado | 77.715 | 74.194 | 4,7% | 41% | 40% | |
| Visão | 100.904 | 100.201 | 0,7% | 54% | 54% | |
| Focus | 9.826 | 11.306 | -13,1% | 5% | 6% | |
| Mercado | 188.445 | 185.702 | 1,5% |
Fonte: APCT Valores Médios por Edição; Periodo em análise:Janeiro a Dezembro
Adicionalmente, o jornal diário desportivo Record vendeu em média, por dia, cerca de 71
A informação financeira consolidada da Cofina relativa ao exercício de 2009, preparada de acordo com os princípios de reconhecimento e mensuração das Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adoptadas pela União Europeia, pode ser apresentada como segue:
| (milhares de euros) | 2009 | 2008 | Var (%) |
|---|---|---|---|
| Receitas Operacionais | 134.053 | 144.033 | -6,9% |
| Circulação | 63.829 | 61.801 | 3,3% |
| Publicidade | 52.689 | 60.203 | -12,5% |
| Produtos de marketing alternativo e outros | 17.535 | 22.029 | -20,4% |
| Receitas por segmentos | 134.053 | 144.033 | -6,9% |
| Jornais | 98.519 | 102.899 | -4,3% |
| Revistas | 35.534 | 41.134 | -13,6% |
| Custos operacionais (a) | 112.657 | 123.695 | -8,9% |
| EBITDA Consolidado (b) | 21.396 | 20.338 | 5,2% |
| Margem EBITDA | 16,0% | 14,1% | + 1,8 p.p. |
| Jornais | 20.520 | 18.158 | 13,0% |
| Margem EBITDA Jornais | 20,8% | 17,6% | + 3,2 p.p. |
| Revistas | 876 | 2.180 | -59,8% |
| Margem EBITDA Revistas | 2,5% | 5,3% | - 2,8 p.p. |
| Amortizações Correntes (-) | 2.974 | 3.579 | -16,9% |
| EBIT | 18.422 | 16.759 | 9,9% |
| Margem EBIT | 13,7% | 11,6% | + 2,1 pp |
(a) Custos operacionais excluindo amortizações
(b) EBITDA = resultados antes de impostos, resultados financeiros e amortizações e depreciações
Em termos agregados, durante o ano de 2009, as receitas totais ascenderam a mais de 134 milhões de Euros (-7%), enquanto os custos operacionais caíram cerca de 9%, para 113 milhões de Euros. Neste contexto, o cash-flow operacional (EBITDA) registado em 2009 foi superior a 21,3 milhões de Euros, o representa um crescimento de 5,2% face ao ano anterior.
Em 31 de Dezembro de 2009, a dívida líquida nominal da Cofina era de cerca de 84,2 milhões de Euros.
De um modo mais detalhado, os principais indicadores ao nível das demonstrações financeiras consolidadas do Grupo Cofina são como segue:
| (milhares de euros) | 2009 | 2008 | Var (%) |
|---|---|---|---|
| Receitas Operacionais | 134.053 | 144.033 | -6,9% |
| Circulação | 63.829 | 61.801 | 3,3% |
| Publicidade | 52.689 | 60.203 | -12,5% |
| Produtos de marketing alternativo e outros | 17.535 | 22.029 | -20,4% |
| Receitas por segmentos | 134.053 | 144.033 | -6,9% |
| Jornais | 98.519 | 102.899 | -4,3% |
| Revistas | 35.534 | 41.134 | -13,6% |
| Custos operacionais (a) | 112.657 | 123.695 | -8,9% |
| EBITDA(b) | 21.396 | 20.338 | 5,2% |
| Margem EBITDA | 16,0% | 14,1% | + 1,8 p.p. |
| Jornais | 20.520 | 18.158 | 13,0% |
| Margem EBITDA Jornais | 20,8% | 17,6% | + 3,2 p.p. |
| Revistas | 876 | 2.180 | -59,8% |
| Margem EBITDA Revistas | 2,5% | 5,3% | - 2,8 p.p. |
| Amortizações Correntes (-) | 2.974 | 3.579 | -16,9% |
| EBIT | 18.422 | 16.759 | 9,9% |
| Margem EBIT | 13,7% | 11,6% | + 2,1 pp |
| Resultados Financeiros | 6.393 | (89.516) | - |
| Res. Antes Imp. e Minoritários | 24.815 | (72.757) | - |
| Imposto IRC | 7.545 | 560 | - |
| Interesses Minoritários | 179 | (44) | - |
| Resultado Líquido(c) | 17.092 | (73.273) | - |
(a) Custos operacionais excluindo amortizações
(b) EBITDA = resultados antes de impostos, resultados financeiros e amortizações e depreciações
(c) Resultado líquido atribuível aos accionistas da Empresa mãe
As receitas operacionais obtidas em 2009 apresentaram uma descida de cerca 7%, destacando-se a diminuição de 20% registada nas receitas de produtos de marketing alternativo. As receitas de publicidade apresentaram uma redução de 12,5 %, fruto da crise económica que continua a surtir efeitos em todos os sectores económicos.
A redução das receitas foi inferior à redução verificada nos custos operacionais, o que conduziu a um aumento de cerca de 5% no EBITDA, que atingiu os 21,3 milhões de Euros. A margem EBITDA cresceu 1,8 pontos percentuais, passando de 14,1% em 2008 para 16% em 2009.
O resultado antes de impostos e resultados financeiros (EBIT) do Grupo foi de 18,4 milhões de Euros, o que representa um aumento expressivo de cerca de 10% face ao período homólogo de 2009.
O resultado líquido atingiu os 17 milhões de Euros, enquanto no período homólogo de 2008 tinha sido de -73,3 milhões de Euros. Os investimentos mensurados ao justo valor através de resultados, nomeadamente a participação accionista que a Cofina detém na ZON Multimédia, encontram-se valorizados ao seu valor de mercado, de acordo com a sua cotação bolsista em 31 de Dezembro de 2009. O impacto total desta valorização (incluindo os dividendos recebidos de 2,4 milhões de Euros), no montante global de, aproximadamente, 12 milhões de Euros foi, na sua totalidade, reconhecido na demonstração dos resultados, na rubrica "Resultados relativos a outros investimentos".
| 2009 | 2008 | Var (%) | |
|---|---|---|---|
| (milhares de euros) | |||
| Receitas Operacionais Consolidadas | 98.519 | 102.899 | -4,3% |
| Circulação | 46.108 | 44.324 | 4,0% |
| Publicidade | 40.076 | 44.836 | -10,6% |
| Produtos de marketing alternativo e outros | 12.335 | 13.739 | -10,2% |
| Custos operacionais (a) | 77.999 | 84.741 | -8,0% |
| EBITDA Consolidado (b) | 20.520 | 18.158 | 13,0% |
| Margem EBITDA | 20,8% | 17,6% | +3,2 p.p. |
(a) Custos operacionais excluindo amortizações
(b) EBITDA = resultados antes de impostos, resultados financeiros e amortizações e depreciações
Em relação ao ano de 2009, as receitas totais atingiram cerca de 98,5 milhões de Euros, o que corresponde a um decréscimo de 4,3%. Em detalhe, as receitas de publicidade foram de cerca de 40,1 milhões de Euros (-10,6%), as receitas de marketing alternativo atingiram os 12,3 milhões de Euros (-10,2%) e as receitas de circulação cresceram 4% para mais de 46,1 milhões de Euros.
O EBITDA foi de cerca de 20,5 milhões de Euros, tendo registado um crescimento face ao período homólogo do ano anterior de 13%, com a margem EBITDA a atingir 20,8% (+3,2 pontos percentuais que em 2008).
A evolução trimestral do segmento de jornais durante o ano de 2009 é apresentada no quadro abaixo:
| 1ºT 2009 | 2ºT 2009 | 3ºT 2009 | 4ºT 2009 | 4ºT 2008 | Var (%) | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| (milhares de euros) | 4ºT 09/4ºT 08 | |||||
| Receitas Operacionais Consolidadas | 22.725 | 25.367 | 24.198 | 26.229 | 24.455 | 7,3% |
| Circulação | 10.836 | 11.234 | 12.508 | 11.530 | 11.018 | 4,6% |
| Publicidade | 8.698 | 10.501 | 9.624 | 11.253 | 10.417 | 8,0% |
| Produtos de marketing alternativo e outros | 3.191 | 3.632 | 2.066 | 3.446 | 3.020 | 14,1% |
| Custos operacionais (a) | 18.224 | 20.274 | 18.704 | 20.797 | 20.022 | 3,9% |
| EBITDA Consolidado (b) | 4.501 | 5.093 | 5.494 | 5.432 | 4.433 | 22,5% |
| Margem EBITDA | 19,8% | 20,1% | 22,7% | 20,7% | 18,1% | +2,6 p,p, |
(a) Custos operacionais excluindo amortizações
(b) EBITDA = resultados antes de impostos, resultados financeiros e amortizações e depreciações
No quarto trimestre de 2009 as receitas totais do segmento de jornais atingiram cerca de 26,2 milhões de Euros, o que corresponde a um crescimento superior a 7% face ao quarto trimestre de 2008.
As receitas de circulação registaram um crescimento de 4,6%, tendo atingido os 11,5 milhões de Euros. As receitas de publicidade atingiram cerca de 11,3 milhões de Euros (+8%). As receitas associadas a produtos de marketing alternativo cifraram-se nos 3,4 milhões de Euros, o que representa uma subida de mais de 14%.
O EBITDA alcançado neste segmento ascendeu a cerca de 5,4 milhões de Euros, o que representa um crescimento superior a 22% face ao período homólogo do ano anterior. A margem EBITDA atingiu os 20,7%.
| 2009 | 2008 | Var (%) | |
|---|---|---|---|
| (milhares de euros) | |||
| Receitas Operacionais | 35.534 | 41.134 | -13,6% |
| Circulação | 17.721 | 17.477 | 1,4% |
| Publicidade | 12.613 | 15.367 | -17,9% |
| Produtos de marketing alternativo e outros | 5.200 | 8.290 | -37,3% |
| Custos operacionais (a) | 34.658 | 38.954 | -11,0% |
| EBITDA (b) | 876 | 2.180 | -59,8% |
| Margem EBITDA | 2,5% | 5,3% | - 2,8 p.p. |
(a) Custos operacionais excluindo amortizações
(b) EBITDA = resultados antes de impostos, resultados financeiros e amortizações e depreciações
Em termos anuais, os resultados do segmento de revistas são afectados pelo fraco desempenho registado nos dois primeiros trimestres de 2009. Assim, as receitas atingiram os 35,5 milhões de Euros (-13,6%) e o EBITDA foi de cerca de 0,9 milhões de Euros, face aos 2,2 milhões de Euros registados em 2008.
Relativamente às publicações, em 2009, a revista semanal de grande informação "Sábado" registou vendas médias semanais de cerca de 77,7 mil exemplares; a revista semanal de televisão e sociedade "TV Guia" vendeu, em média, mais de 77,1 mil exemplares; e a revista semanal de sociedade "Flash" registou uma circulação paga média de 49 mil exemplares.
Analisando a performance trimestral ao longo de 2009, o segmento de revistas registou melhorias substanciais durante o quarto trimestre de 2009, tendo registado um EBITDA de cerca de 1,2 milhões de Euros, o que corresponde a um crescimento superior a 61% face ao período homólogo de 2008. As receitas totais cifraram-se em 10 milhões de Euros (+10,6%), com as receitas de publicidade a atingirem cerca de 4,3 milhões de Euros (+11%), as receitas de circulação caíram menos de 1% para os 4,3 milhões de Euros e as receitas de marketing alternativo atingiram cerca de 1,5 milhões de Euros (+61%).
| 1ºT 2009 | 2ºT 2009 | 3ºT 2009 | 4ºT 2009 | 4ºT 2008 | Var (%) | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| (milhares de euros) | ||||||
| Receitas Operacionais | 7.969 | 8.695 | 8.863 | 10.007 | 9.050 | 10,6% |
| Circulação | 4.391 | 4.370 | 4.699 | 4.261 | 4.285 | -0,6% |
| Publicidade | 2.508 | 3.094 | 2.760 | 4.251 | 3.838 | 10,8% |
| Produtos de marketing alternativo e outros | 1.070 | 1.231 | 1.404 | 1.495 | 927 | 61,3% |
| Custos operacionais (a) | 8.144 | 8.885 | 8.839 | 8.790 | 8.296 | 6,0% |
| EBITDA (b) | -175 | -190 | 24 | 1.217 | 754 | 61,4% |
| Margem EBITDA | -2,2% | -2,2% | 0,3% | 12,2% | 8,3% | + 3,8 p,p, |
(a) Custos operacionais excluindo amortizações (b) EBITDA = resultados antes de impostos, resultados financeiros e amortizações e depreciações
Face às incertezas e dificuldades que se prevêem para 2010, tanto para a economia nacional como mundial, e a tendência de retracção do mercado publicitário, especialmente na imprensa escrita, o Grupo continuará a manter uma gestão atenta e prudente sem descurar o reforço da liderança dos seus títulos e não deixará de aproveitar todas as oportunidades para potenciar os seus resultados.
O Grupo está convicto das suas capacidades e da excelência dos seus produtos e prevê para o ano de 2010 a continuação da performance positiva que tem, consecutivamente, vindo a apresentar. O Grupo mantém-se confiante de que conseguirá manter a sua posição de liderança nas publicações mais relevantes, tendo como objectivo prosseguir com a estratégia de consolidação das suas publicações e de crescimento dos seus lançamentos mais recentes, de forma a permitir-lhe manter a posição que é reconhecida ao Grupo Cofina no sector dos media.
A Cofina, S.G.P.S., S.A. na qualidade de holding do Grupo, registou nas suas contas individuais, preparadas de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal, um resultado líquido de 973.921,65 Euros, para o qual, nos termos legais e estatutários, o Conselho de Administração propõe à Assembleia Geral a seguinte aplicação:
Dividendos 973.921,65 =======
O Conselho de Administração propõe igualmente a distribuição de reservas livres no montante de 51.736,71 Euros, sob a forma de dividendos, o que corresponde a um dividendo de 0,01 Euro por acção.
A Cofina adopta os Regulamentos e Recomendações sobre o Governo das Sociedades nos termos descritos ao longo deste relatório.
Este relatório, atendendo à circular emitida pela CMVM a 17 de Fevereiro de 2010, foi elaborado de acordo com o Regulamento da CMVM n.º 1/2007, de 21 de Novembro, com as alterações introduzidas pelo Regulamento da CMVM n.º 5/2008, de 15 de Outubro e com o Código de Governo das Sociedades e pretende ser o resumo dos aspectos fundamentais da gestão da Sociedade no que respeita ao Conselho de Administração, tendo em conta a necessidade de transparência relativamente a esta matéria e a premência de comunicação para com os investidores e os destinatários da informação.
São adicionalmente cumpridos os deveres de informação exigidos pela lei 28/2009, de 19 de Junho, pelos artigos 447º e 448º do Código das Sociedades Comerciais e pelo Regulamento da CMVM n.º 5/2008.
A Assembleia Geral de Accionistas realizada em 27 de Maio de 2009 aprovou uma alteração na estrutura do Conselho de Administração. Assim, foram eleitos para o Conselho de Administração até ao termo do mandato em curso (2008/2010), dois novos administradores:
Deste modo, o Conselho de Administração passou a ser composto por 6 elementos como segue:
0.1 Indicação do local onde se encontram disponíveis ao público os textos dos códigos de governo das sociedades aos quais o emitente se encontre sujeito
Este relatório, atendendo à circular emitida pela CMVM a 17 de Fevereiro de 2010, foi elaborado de acordo com o Regulamento da CMVM n.º 1/2007, de 21 de Novembro, com as alterações introduzidas pelo Regulamento da CMVM n.º 5/2008, de 15 de Outubro e com o Código de Governo das Sociedades, disponíveis em www.cmvm.pt.
0.2 Indicação das recomendações contidas no Código de Governo das Sociedades da CMVM adoptadas e não adoptadas
A Cofina, S.G.P.S., S.A. cumpre com a maioria das recomendações da CMVM relativas ao Governo das Sociedades como segue:
| Recomendações da CMVM sobre Governo das Sociedades | Cumpre | Não cumpre | Não aplicável |
|---|---|---|---|
| I. ASSEMBLEIA GERAL I.1. MESA DA ASSEMBLEIA GERAL |
|||
| I.1.1 O presidente da mesa da assembleia geral deve dispor de recursos humanos e logísticos de apoio que sejam adequados às suas necessidades, considerada a situação económica da sociedade. |
√ | ||
| I.1.2 A remuneração do presidente da mesa da assembleia deve ser divulgada no relatório anual sobre o governo da sociedade. |
√ | ||
| I.2. PARTICIPAÇÃO NA ASSEMBLEIA | |||
| I.2.1 A antecedência do depósito ou bloqueio das acções para a participação em assembleia geral imposta pelos estatutos não deve ser superior a 5 dias úteis. |
√ | ||
| I.2.2 Em caso de suspensão da reunião da assembleia geral, a sociedade não deve obrigar ao bloqueio durante todo o período até que a sessão seja retomada, devendo bastar-se com a antecedência ordinária exigida na primeira sessão. |
√ | ||
| I.3. VOTO E EXERCÍCIO DO DIREITO DE VOTO | |||
| I.3.1 As sociedades não devem prever qualquer restrição estatutária do voto por correspondência. | √ | ||
| I.3.2 O prazo estatutário de antecedência para a recepção da declaração de voto emitida por correspondência não deve ser superior a 3 dias úteis. |
√ | ||
| I.3.3 As sociedades devem prever, nos seus estatutos, que corresponda um voto a cada acção. | √ | ||
| I.4. QUÓRUM E DELIBERAÇÕES | |||
| I.4.1 As sociedades não devem fixar um quórum constitutivo ou deliberativo superior ao previsto por lei. | √ | ||
| I.5. ACTAS E INFORMAÇÃO SOBRE DELIBERAÇÕES ADOPTADAS | |||
| I.5.1 As actas das reuniões da assembleia geral devem ser disponibilizadas aos accionistas no sitio Internet da sociedade no prazo de 5 dias, ainda que não constituam informação privilegiada, nos termos legais, e deve ser mantido neste sítio um acervo histórico das listas de presença, das ordens de trabalhos e das deliberações tomadas relativas às reuniões realizadas, pelo menos, nos 3 anos antecedentes. |
√ | ||
| I.6. MEDIDAS RELATIVAS A MUDANÇA DO CONTROLO | |||
| I.6.1 As medidas que sejam adoptadas com vista a impedir o êxito de ofertas públicas de aquisição devem respeitar os interesses da sociedade e dos seus accionistas. |
√ | ||
| I.6.2 Os estatutos das sociedades que, respeitando o princípio na alínea anterior, prevejam a limitação do número de votos que possam ser emitidos ou exercidos por um único accionista, de forma individual ou em concertação com outros accionistas, devem prever igualmente que seja consignado que, pelo menos de cinco em cinco anos será sujeita a deliberação pela Assembleia Geral a manutenção ou não dessa disposição estatutária – sem requisitos de quórum agravado relativamente ao legal - e que nessa deliberação se contam todos os votos emitidos sem que aquela limitação funcione. |
√ | ||
| I.6.3 Não devem ser adoptadas medidas defensivas que tenham por efeito provocar automaticamente uma erosão grave no património da sociedade em caso de transição de controlo ou de mudança da composição do órgão de administração, prejudicando dessa forma a livre transmissibilidade das acções e a livre apreciação pelos accionistas do desempenho dos titulares do órgão de administração. |
√ | ||
| II. ORGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E DE FISCALIZAÇÃO | |||
| II.1. TEMAS GERAIS II.1.1. ESTRUTURA E COMPETÊNCIA |
|||
| II.1.1.1 O órgão de administração deve avaliar no seu relatório de governo o modelo adoptado, identificando eventuais constrangimentos ao seu funcionamento e propondo medidas de actuação que, no seu juízo, sejam idóneas para os superar. |
√ | ||
| II.1.1.2 As sociedades devem criar sistemas internos de controlo, para a detecção eficaz de riscos ligados à actividade da empresa, em salvaguarda do seu património e em benefício de transparência do seu governo societário. |
√ | ||
| II.1.1.3 Os órgãos de administração e fiscalização devem ter regulamentos de funcionamento os quais devem ser divulgados no sítio na Internet da sociedade. |
√ |
| Recomendações da CMVM sobre Governo das Sociedades | Cumpre | Não cumpre | Não aplicável |
|---|---|---|---|
| II.1.2. INCOMPATIBILIDADES E INDEPENDÊNCIA | |||
| II.1.2.1 O conselho de administração deve incluir um número de membros não executivos que garanta efectiva capacidade de supervisão, fiscalização e avaliação da actividade dos membros executivos. |
√ | ||
| II.1.2.2 De entre os administradores não executivos deve contar-se um número adequado de administradores independentes, tendo em conta a dimensão da sociedade e a sua estrutura accionista, que não pode em caso algum ser inferior a um quarto do número total de administradores. |
√ | ||
| II.1.3. ELIGIBILIDADE E NOMEAÇÃO | |||
| II.1.3.1 Consoante o modelo aplicável, o presidente do conselho fiscal, da comissão de auditoria ou da comissão para as matérias financeiras deve ser independente e possuir as competências adequadas ao exercício das respectivas funções. |
√ | ||
| II.1.4. POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DE IRREGULARIDADES | |||
| II.1.4.1 A sociedade deve adoptar uma política de comunicação de irregularidades alegadamente ocorrida no seu seio, com os seguintes elementos: i) indicação dos meios através dos quais as comunicações de práticas irregulares podem ser feitas internamente, incluindo as pessoas com legitimidade para receber comunicações; ii) indicação do tratamento a ser dado às comunicações, incluindo tratamento confidencial, caso assim seja pretendido pelo declarante. |
√ | ||
| II.1.4.2 As linhas gerais desta política devem ser divulgadas no relatório sobre o governo das sociedades. | √ | ||
| II.1.5. REMUNERAÇÃO | |||
| II.1.5.1 A remuneração dos membros do órgão de administração deve ser estruturada de forma a permitir o alinhamento dos interesses daqueles como os interesses da sociedade. Neste contexto: i) a remuneração dos administradores que exerçam funções executivas deve integrar uma componente baseada no desempenho, devendo tomar por isso em consideração a avaliação de desempenho realizada periodicamente pelo órgão ou comissão competentes; ii) a componente variável deve ser consistente com a maximização do desempenho de longo prazo da empresa e dependente da sustentabilidade das variáveis de desempenho adoptadas; iii) quando tal não resulte directamente de imposição legal, a remuneração dos membros não executivos do órgão de administração deve ser exclusivamente constituída por uma quantia fixa. |
√ | ||
| II.1.5.2 A comissão de remunerações e o órgão de administração devem submeter à apreciação pela assembleia geral anual de accionistas de uma declaração sobre a política de remunerações, respectivamente, dos órgãos de administração e fiscalização e dos demais dirigentes na acepção do nº 3 do artigo 248º -B do Código dos Valores Mobiliários, neste contexto, devem, nomeadamente, ser explicitados aos accionistas os critérios e os principais parâmetros para a avaliação do desempenho para determinação da componente variável, quer se trate de prémios em acções, opções de aquisição de acções, bónus anuais ou de outras componentes. |
√ | ||
| II.1.5.3 Pelo menos um representante da comissão de remunerações deve estar presente nas assembleias gerais anuais de accionistas. |
√ | ||
| II.1.5.4 Deve ser submetida à assembleia geral a proposta relativa à aprovação de planos de atribuição de acções, e/ou de opções de aquisição de acções ou com base nas variações do preço das acções, a membros dos órgãos de administração, fiscalização e demais dirigentes, na acepção do n.º 3 do artigo 248.º-B do Código dos Valores Mobiliários. A proposta deve conter todos os elementos necessários para uma avaliação correcta do plano. A proposta deve ser acompanhada do regulamento do plano ou, caso o mesmo ainda não tenha sido elaborado, das condições gerais a que o mesmo deverá obedecer. Da mesma forma devem ser aprovadas em assembleia geral as principais características do sistema de benefícios de reforma de que beneficiem os membros dos órgãos de administração, fiscalização e demais dirigentes, na acepção do n.º 3 do artigo 248.º-B do Código dos Valores Mobiliários. |
√ | ||
| II.1.5.5 A remuneração dos membros dos órgãos de administração e fiscalização deve ser objecto de divulgação anual em termos individuais, distinguindo-se, sempre que for caso disso, as diferentes componentes recebidas em termos de remuneração fixa e de remuneração variável, bem como a remuneração recebida em outras empresas do grupo ou em empresas controladas por accionistas titulares de participações qualificadas. |
√ | ||
| II.2. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO | |||
| II.2.1 Dentro dos limites estabelecidos por lei para cada estrutura de administração e fiscalização, e salvo por força da reduzida dimensão da sociedade, o conselho de administração deve delegar a administração quotidiana da sociedade, devendo as competências delegadas ser identificadas no relatório anual sobre o Governo da Sociedade. |
√ | ||
| II.2.2 O conselho de administração deve assegurar que a sociedade actua de forma consentânea com os seus objectivos, não devendo delegar a sua competência, designadamente, no que respeita a: i) definir a estratégia e as políticas gerais da sociedade; ii) definir a estrutura empresarial do grupo; iii) decisões que devam ser consideradas estratégicas devido ao seu montante, risco ou às suas características especiais. |
√ | ||
| II.2.3 Caso o presidente do conselho de administração exerça funções executivas, o conselho de administração deve encontrar mecanismos eficientes de coordenação dos trabalhos dos membros não executivos, que designadamente assegurem que estes possam decidir de forma independente e informada, e deve proceder-se à devida explicitação desses mecanismos aos accionistas no âmbito do relatório sobre o governo da sociedade. |
√ | ||
| II.2.4 O relatório anual de gestão deve incluir uma descrição sobre a actividade desenvolvida pelos administradores não executivos referindo, nomeadamente, eventuais constrangimentos deparados. |
√ | ||
| II.2.5. O órgão de administração deve promover uma rotação do membro com o pelouro financeiro, pelo menos no fim de cada dois mandatos. |
√ | ||
| II.3. ADMINISTRADOR DELEGADO, COMISSÃO EXECUTIVA E CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO EXECUTIVO | |||
| II.3.1 Os administradores que exerçam funções executivas, quando solicitados por outros membros dos órgãos sociais, devem prestar, em tempo útil e de forma adequada ao pedido, as informações por aqueles requeridas. |
√ | ||
| II.3.2 O presidente da comissão executiva deve remeter, respectivamente, ao presidente do conselho de administração e, conforme aplicável, ao presidente da conselho fiscal ou da comissão de auditoria, as convocatórias e as actas das respectivas reuniões. |
√ | ||
| II.3.3 O presidente do conselho de administração executivo deve remeter ao presidente do conselho geral e de supervisão e ao presidente da comissão para as matérias financeiras, as convocatórias e as actas das respectivas reuniões. |
√ |
| Não cumpre Não aplicável |
|---|
| √ |
As recomendações I.3.2, II.1.1.3, II.1.2.1, II.1.4.1, II.1.4.2, II.1.5.1, II.1.5.2, II.1.5.5, II.2.1, II.2.3 e II.2.5 não são adoptadas integralmente pela Cofina, conforme justificação apresentada abaixo, ao passo que as recomendações II.1.2.2, II.1.5.4, II.2.4, II.3.2, II.3.3, II.4.1 e III.1.3 não são aplicáveis à Sociedade, conforme explanado abaixo.
divulgados no seu sítio da Internet, no entanto as suas competências estão divulgadas nos estatutos da Cofina a qual tem também um código de conduta aplicável a todos os colaboradores do Grupo e extensível aos seus órgãos de administração;
pelo pelouro financeiro do Grupo, tal tem sido assegurado pela delegação de competências nos responsáveis pelo pelouro financeiro das empresas operacionais.
Os membros dos órgãos sociais, com excepção do Conselho de Administração, são considerados independentes, sendo a sua independência aferida no momento da sua designação através de declaração expressa dos mesmos.
A Assembleia Geral é composta por todos os accionistas com direito de voto, a quem compete deliberar sobre alterações estatutárias, proceder à apreciação geral da administração e fiscalização da Sociedade, deliberar sobre o relatório de gestão e contas do exercício, proceder à eleição dos corpos sociais de sua competência e, de uma forma geral, deliberar sobre todos os termos que lhe forem submetidos pelo Conselho de Administração.
O Presidente da Assembleia Geral é o Dr. Pedro Nuno Fernandes de Sá Pessanha da Costa e o secretário é o Dr. Fernando Eugénio Cerqueira Magro Ferreira.
O Presidente da mesa da Assembleia Geral dispõe de recursos humanos e logísticos de apoio que sejam adequados às suas necessidades e ao cumprimento das suas funções, nomeadamente, o apoio e colaboração prestados pelo secretariado da empresa e pelo Secretário da Sociedade. A remuneração relativa ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 ascendeu a 5.000 Euros.
A Cofina, previamente a cada Assembleia Geral, e respeitando os prazos legais, procede a ampla publicitação das datas em que as mesmas ocorrerão, sendo complementado no site institucional da Cofina (www.cofina.pt) o aviso da convocatória.
Tem direito a voto o accionista titular de uma acção registada ou depositada em seu nome em sistema centralizado de valores mobiliários. Os registos ou depósitos anteriormente referidos e o bloqueio das acções deverão mostrar-se efectuados e ser comprovados perante a sociedade com a antecedência mínima de cinco dias relativamente à data para que a reunião da Assembleia Geral foi convocada, não sendo aceites declarações de bloqueio com antecedência inferior àquela.
Em caso de suspensão da sessão, as acções deverão ser bloqueadas com uma antecedência de cinco dias úteis com referência à data em que seja retomada a sessão.
A Assembleia Geral é constituída por todos os accionistas com direito a voto, correspondendo um voto a cada acção.
O voto por correspondência pode ser efectuado nos seguintes termos:
até ao termo do dia da realização da assembleia geral;
a declaração de se pretender exercer o voto por correspondência e o documento comprovativo da qualidade de accionista devem ser entregues na sede social, até às dezassete horas do quinto dia útil anterior ao dia designado para a reunião, com identificação do remetente, dirigido ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral;
deverá haver uma declaração de voto para cada ponto da Ordem do Dia para o qual seja admitido o voto por correspondência e cada declaração de voto deverá ser enviada em envelope fechado e lacrado, dentro da referida carta, e só poderá ser aberta pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral no momento da contagem dos votos, pelo que cada envelope deverá indicar no seu exterior o ponto da Ordem do Dia a que o voto respeitar;
os votos emitidos por correspondência valerão como votos negativos em relação a propostas de deliberação apresentadas ulteriormente à emissão do voto;
a presença na Assembleia Geral do accionista ou de representante deste será entendida como revogação do seu voto por correspondência.
Existe um modelo especificamente determinado para o exercício do direito de voto por correspondência.
Não se encontra para já prevista a possibilidade do exercício de direito de voto por meios electrónicos.
Os accionistas individuais com direito de voto poderão fazer-se representar por outro accionista, por cônjuge, ascendente ou descendente, ou por qualquer membro do Conselho de Administração. As pessoas colectivas que sejam accionistas da Sociedade serão representadas por quem designarem para o efeito. As representações mencionadas devem ser comunicadas ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, por carta entregue na sede social, até às dezassete horas do quinto dia útil anterior ao dia designado para a reunião da Assembleia Geral. Não existe um modelo especificamente determinado para a representação em Assembleia Geral.
Os accionistas que não forem titulares de um número de acções necessário para que tenham direito de voto, poderão agrupar-se de forma a perfazer esse número, devendo designar um só deles que a todos represente na Assembleia Geral.
Os estatutos da Cofina não contemplam qualquer quórum constitutivo ou deliberativo superior ao previsto na lei.
As actas das reuniões da Assembleia Geral são disponibilizadas aos accionistas no sítio Internet da Cofina, sendo mantido neste sítio um acervo histórico da principal informação relativamente a essas reuniões.
A Cofina não adoptou nenhuma cláusula ou medida defensiva para impedir a livre transmissibilidade das acções representativas do seu capital social e a livre apreciação, pelos Accionistas, do desempenho dos titulares do órgão de Administração.
Tanto quanto é do conhecimento da Cofina não foi celebrado nenhum acordo parassocial relativamente ao exercício de direitos sociais ou à transmissibilidade das acções nem existe, tanto quanto é do seu conhecimento, qualquer acordo que vise assegurar ou frustrar o êxito de ofertas públicas de aquisição.
II.1.1 Estrutura e competência
Os órgãos sociais da Cofina, S.G.P.S., S.A. são:
Quatro dos actuais membros do Conselho de Administração foram nomeados em Assembleia Geral realizada no dia 28 de Maio de 2008 e dois deles nomeados na Assembleia Geral realizada no dia 27 de Maio de 2009 (Ana Rebelo Mendonça Fernandes e Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira), sendo os 6 membros eleitos para o triénio 2008/2010.
Todos os actuais membros do Conselho de Administração da Cofina, S.G.P.S., S.A. desempenham funções executivas, com excepção da Drª Ana
Rebelo Mendonça Fernandes.
Sistema de controlo de riscos
O Conselho de Administração considera que o Grupo se encontra exposto aos riscos normais decorrentes da sua actividade, nomeadamente ao nível das unidades operacionais. Assim, os principais riscos a que o Grupo considera estar sujeito são: Risco de Crédito, Risco de Taxa de Juro e Risco de Taxa de Câmbio.
À semelhança de qualquer actividade que envolva uma componente comercial, o Risco de Crédito é um factor primordial tido em consideração pela Administração nas unidades operacionais. Numa primeira abordagem o risco de crédito é gerido através de uma análise continuada do rating de crédito de cada um dos clientes, antecipadamente à sua aceitação, e subsidiariamente, através da adequação dos prazos concedidos para pagamento. A avaliação do risco de crédito é efectuada numa base regular, tendo em consideração as condições correntes de conjuntura económica e a situação específica do crédito de cada uma das empresas, sendo adoptados procedimentos correctivos sempre que tal se julgue conveniente.
O risco de crédito está essencialmente relacionado com as contas a receber resultantes das operações das diversas empresas do Grupo, o qual procura ser minorado pela política de descontos financeiros de antecipação ou pronto pagamento instituída. Este risco é monitorizado numa base regular por cada uma das empresas do Grupo com o objectivo de:
Tendo em consideração o endividamento a que se encontra exposto o Grupo, eventuais variações sobre a taxa de juro poderão ter um impacto indesejado sobre os resultados. Neste sentido, a adequada gestão do risco de taxa de juro leva a que o Grupo tente optimizar o balanceamento entre o custo da dívida e a exposição à variabilidade das taxas. Assim, quando se considera ultrapassado o limite desejado de exposição ao risco de taxa de juro, são contratados swaps de taxa de juro que cubram a exposição da Empresa ao risco e que atenuem a volatilidade dos seus resultados.
O risco da taxa de juro está essencialmente relacionado com os juros suportados com a contratação de programas de papel comercial e de dois empréstimos obrigacionistas a uma taxa de juro variável. No sentido de reduzir o nível de risco a que o Grupo está exposto, a Cofina contratou um produto de cobertura de risco onde fixa a taxa de juro. A política interna de gestão deste tipo de risco passa pela cobertura de taxa de juro em cerca de 25% dos empréstimos contraídos, através do produto anteriormente referido.
A sensibilidade do Grupo a variações na taxa de juro, encontra-se limitada pela contratação de produtos de cobertura de risco conforme referido acima, os quais são registados pelo seu valor de mercado apurado por referência a avaliações externas efectuadas por entidades independentes.
Considerando eventuais transacções com entidades não residentes e fixados em moeda diferente de Euro, a variação de taxa de câmbio poderá ter um impacto relevante sobre a performance do Grupo. Deste modo, sempre que tal seja aplicável e considerado necessário para reduzir a volatilidade dos seus resultados, o Grupo procura efectuar uma cobertura da sua exposição à variabilidade da taxa de câmbio através da contratação de instrumentos financeiros derivados.
Estes riscos podem ocorrer se as fontes de financiamento, como sejam os fluxos de caixa operacionais, de desinvestimento, de linhas de crédito e os fluxos de caixa obtidos de operações de financiamento, não satisfizerem as necessidades de financiamento, como sejam as saídas de caixa para actividades operacionais e de financiamento, os investimentos, a remuneração dos accionistas e o reembolso de dívida.
Como forma de mitigar este risco, o Grupo procura manter uma posição líquida e uma maturidade média da dívida que lhe permita a amortização da sua dívida em prazos adequados.
A estrutura e as práticas de governo da Cofina não revelaram quaisquer constrangimentos ao normal funcionamento do Conselho de Administração, nem
tomou este órgão conhecimento da existência de constrangimentos ao funcionamento de outros órgãos sociais. O Conselho Fiscal exerceu a sua competência fiscalizadora, tendo recebido o adequado apoio do Conselho de Administração para esse efeito. O Revisor Oficial de Contas acompanhou o desenvolvimento da actividade da Sociedade e procedeu aos exames e verificações por si considerados necessários à revisão e certificação legais das contas, em interacção com o Conselho Fiscal, e com plena colaboração do Conselho de Administração. O Conselho de Administração tem vindo a exercer a sua actividade em diálogo com o Conselho Fiscal e o Revisor Oficial de Contas, prestando a colaboração solicitada com transparência e rigor, em observância dos respectivos regulamentos de funcionamento e das melhores práticas de governo societário.
O Conselho de Administração eleito em Assembleia Geral não inclui qualquer membro que possa ser considerado independente.
Os membros dos vários órgãos sociais da Sociedade são eleitos em Assembleia Geral para mandatos com duração de três anos.
Como órgão colegial que é, a aferição da independência do Conselho Fiscal é feita a todos aqueles que o compõem, dada a aplicabilidade do nº 6 do art. 414 do Código das Sociedades Comerciais, considerando-se independência de acordo com a definição que é dada nos termos do nº 5 do art. 414 e incompatibilidade de acordo com a definição do nº 1 do 414-A ambos do Código das Sociedades Comerciais. Os três elementos que compõem o Conselho Fiscal da sociedade cumprem assim as regras de incompatibilidade e de independência acima identificadas.
Relativamente à competência para o exercício de funções consideramos que todos os membros possuem competências adequadas ao exercício das respectivas funções e o Presidente está adequadamente apoiado pelos restantes membros do Conselho Fiscal.
Ainda que a política de comunicação de irregularidades internas não esteja formalmente definida, tendo em consideração a proximidade dos membros do Conselho de Administração às actividades das diversas empresas do Grupo e os respectivos colaboradores, a Cofina considera que tal proximidade permite que sempre que sejam detectadas irregularidades as mesmas sejam prontamente comunicadas ao Conselho de Administração, que assegura a implementação de procedimento que visa lidar de modo eficaz e justo com as eventuais irregularidades detectadas. Ao nível das competências na avaliação de questões éticas e da estrutura e governo societário, tais funções são exercidas directamente pelo Conselho de Administração, que mantém um debate constante sobre esta problemática.
De acordo com os estatutos da Sociedade, os membros dos órgãos sociais terão as remunerações que forem fixadas pela comissão de remunerações composta por três elementos, um dos quais será o presidente e terá voto de qualidade, todos eleitos por deliberação dos accionistas. Adicionalmente o presidente da comissão de remunerações está presente em todas as reuniões da Assembleia Geral.
A remuneração do Presidente da mesa da Assembleia Geral relativa ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 ascendeu a 5.000 Euros.
Cinco dos seis membros de Administração não auferem qualquer remuneração pela Sociedade, sendo remunerados directamente pelas restantes sociedades do Grupo Cofina onde exercem funções de administração. O único membro de Administração que é remunerado pela Cofina SGPS, S.A., é a administradora não executiva Dra. Ana Rebelo Mendonça Fernandes.
A remuneração dos membros do Conselho de Administração não está directamente dependente da evolução da cotação das acções da Sociedade. Não se encontra definida nenhuma política de compensações a atribuir aos membros do Conselho de Administração em caso de destituição ou cessação antecipada de contrato.
A remuneração variável atribuída resulta do desempenho das sociedades que compõem o Grupo.
Não existem:
As remunerações auferidas pelos membros do Conselho de Administração da Cofina durante os exercícios de 2009 e 2008, no exercício das suas funções em empresas do Grupo foram como segue:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| Remuneração fixa | 354.212 | 345.212 |
| Remuneração variavél | 555.000 | 105.000 |
| 909.212 | 450.212 |
Nos termos do artigo 3º da lei nº 28/2009 de 19 de Junho, bem como nas alíneas a) e b) do artigo 3º do Regulamento da CMVM n.º 1/2010, informa-se que a administradora não executiva Ana Rebelo Mendonça Fernandes auferiu, durante o exercício de 2009, 32.000 Euros, a título de remuneração fixa na Cofina SGPS, S.A..
A remuneração dos membros do Conselho Fiscal é composta por um montante anual fixo, baseado na situação da Cofina e nas práticas correntes de mercado, sendo que relativamente aos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 a remuneração dos membros do Conselho Fiscal foi como segue:
| Cargo | 2009 | 2008 | |
|---|---|---|---|
| João da Silva Natária | Presidente | 8.880 | 8.880 |
| Cristina Isabel Linhares Fernandes | Vogal | 7.440 | 7.440 |
| Manuel Tiago Alves Baldaque de Marinho Fernandes | Vogal | 7.440 | 7.440 |
| 23.760 | 23.760 |
As remunerações pagas aos auditores do Grupo Cofina e a outras pessoas colectivas pertencentes à mesma rede, pelas empresas em relação de domínio ou de grupo relativos aos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, ascenderam a 291.372 Euros e 317.692 Euros, respectivamente, distribuídas da seguinte forma:
| 2009 | 2008 | |
|---|---|---|
| - Serviços de revisão legal das contas | 58% | 55% |
| - Serviços de consultoria fiscal | 25% | 25% |
| - Outros serviços de garantia de fiabilidade | 17% | 20% |
O Conselho de Administração, na solicitação dos projectos atribuídos aos auditores das empresas do grupo, assegura, antes da sua adjudicação, que a estes e sua respectiva rede não são contratados serviços que, nos termos da Recomendação da Comissão Europeia nº C (2002) 1873 de 16 de Maio de 2002 possam pôr em causa a sua independência. Adicionalmente, a independência é salvaguardada pelo facto de os outros serviços serem prestados por profissionais diferentes dos que executam os trabalhos de auditoria financeira.
Adicionalmente, o sistema de qualidade do Auditor Externo controla e monitoriza os riscos potenciais de perda de independência ou de eventuais conflitos de interesse existentes com a Cofina.
De acordo com os estatutos da Cofina, o Conselho de Administração é constituído por três a nove membros, accionistas ou não, eleitos em Assembleia Geral por períodos de 3 anos, sendo que os actuais membros do Conselho de Administração foram nomeados para o triénio 2008/2010.
O Conselho de Administração, eleito em Assembleia Geral, funciona de forma
colegial com as funções de gestão e coordenação das diferentes empresas do Grupo e é constituído actualmente por um presidente e cinco vogais, sendo um deles não executivo.
Cinco dos actuais seis membros do Conselho de Administração da Cofina desempenham funções executivas e nenhum dos membros pode ser considerado independente de acordo com a definição do n.º 2 do artigo 1º do Regulamento da CMVM n.º 7/2001.
Pelo facto da Cofina ter a qualidade de Sociedade Aberta, existe por parte da Administração e seus colaboradores uma grande atenção no cumprimento dos deveres de confidencialidade nas relações com terceiros, salvaguardando a posição da Cofina em situações de conflito de interesse.
Competem ao Conselho de Administração os mais amplos poderes de gestão e representação da sociedade e a realização de todas as operações relativas à execução do objecto social, nomeadamente:
Não existe limitação quanto ao número máximo de cargos acumuláveis pelos administradores em órgãos de administração de outras sociedades, tentando os membros do Conselho de Administração da Cofina fazer parte das administrações das empresas participadas mais relevantes do grupo, de forma a permitir um mais próximo acompanhamento das suas actividades.
O Conselho de Administração reúne regularmente, sendo as suas deliberações válidas apenas quando esteja presente a maioria dos seus membros. Durante o ano de 2009 o Conselho de Administração reuniu 12 vezes, estando as correspondentes actas registadas no livro de actas do Conselho de Administração.
Relativamente às reuniões dos Conselhos de Administração das sociedades participadas dos quais os administradores da Cofina também fazem parte, estas ocorrem com a periodicidade necessária ao adequado acompanhamento das suas operações.
No que se refere ao seu controlo interno, as empresas operacionais do Grupo Cofina possuem órgãos de controlo de gestão que exercem a sua actividade a todos os
níveis das empresas participadas, elaborando relatórios com periodicidade mensal para cada Conselho de Administração.
Não existem quaisquer condições específicas que limitem o exercício de direitos de voto pelos accionistas da Sociedade ou outras matérias susceptíveis de interferir no êxito de Ofertas Públicas de Aquisição; não existem igualmente quaisquer acordos para-sociais que sejam do conhecimento da Sociedade.
A distribuição de pelouros entre os diversos membros do Conselho de Administração é efectuada do seguinte modo:
| Pedro Pinto Mendonça | |
|---|---|
| Domingos Matos | |
| João Borges de Oliveira | Paulo Fernandes Ana Rebelo Fernandes |
| Pedro Borges de Oliveira | |
| Chief Financial Officer | Chairman Vogais do CA |
De um modo geral, os administradores da Cofina SGPS, actuando na condição de tal, centram a sua actividade essencialmente na gestão das participações do Grupo e na definição das linhas de desenvolvimento estratégico. A gestão diária das empresas operacionais é realizada pela administração de cada uma das sociedades, a qual integra igualmente alguns dos administradores da Cofina SGPS, mas igualmente outros administradores com competências e pelouros especificamente definidos.
Deste modo, e tendo em consideração o desenvolvimento da actividade dos membros do Conselho de Administração quer na Cofina SGPS quer nas diversas empresas que integram o grupo, o organigrama funcional pode ser apresentado do seguinte modo:
A qualificação profissional dos actuais membros do Conselho de Administração, actividade profissional desenvolvida e a indicação de outras empresas onde desempenha funções de administração, é como segue:
Foi um dos fundadores da Cofina, tendo estado directamente envolvido na gestão do Grupo desde a sua criação. É licenciado em Engenharia Electrónica pela Universidade do Porto, tendo posteriormente concluído um MBA na Universidade de Lisboa. Desempenha funções nas áreas de media e indústria, bem como na definição estratégica do Grupo. É accionista da sociedade desde 1990 tendo igualmente sido nomeado administrador desde a mesma data.
Para além das Empresas onde exerce actualmente funções de administração, a sua experiência profissional inclui:
Ao longo da sua carreira, desempenhou ainda funções em diversas associações:
1991/1993 Membro do Conselho Consultivo Assoc. Ind. Portuense
Alteria, S.G.P.S., S.A. (a)
Sendo igualmente um dos fundadores da Cofina, desempenha funções de administração da Empresa desde a sua constituição. É licenciado em Engenharia Química pela Universidade do Porto, tendo concluído o MBA do Insead. Desempenha funções nas áreas de media e indústria, bem como na definição estratégica do Grupo. É accionista da sociedade desde 1990 tendo igualmente sido nomeado administrador desde a mesma data.
Para além das Empresas onde exerce actualmente funções de administração, a sua experiência profissional inclui:
1982/1983 Adjunto do Director de Produção da Cortal
1998/1999 Administrador da Efacec Capital, SGPS, S.A.
Alteria, S.G.P.S., S.A. (a)
Celulose do Caima, S.G.P.S., S.A. (a)
Cofina Media, S.G.P.S., S.A.
Frequentou a Faculdade de Medicina do Porto durante dois anos, detendo a licenciatura em Mecânica pela Ecole Superiore de L'Etat em Bruxelas. É accionista da sociedade desde 1990 tendo igualmente sido nomeado administrador desde a mesma data.
Para além das Empresas onde exerce actualmente funções de administração, a sua experiência profissional inclui:
1989 Administrador da Cortal
Alteria, S.G.P.S., S.A. (a)
Cofihold, S.G.P.S., S.A. (a)
Efe Erre Participações, S.G.P.S., S.A.
É licenciado em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, tendo iniciado actividades de gestão em 1978. É accionista da sociedade desde 1990 tendo igualmente sido nomeado administrador desde a mesma data.
Para além das Empresas onde exerce actualmente funções de administração, a sua experiência profissional inclui:
1978/1994 Administrador da Cortal, SA 1983 Sócio-Fundador da Promede – Produtos Médicos, S.A. 1998/2000 Administrador da Electro Cerâmica, S.A.
Prestimo Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
Silvicaima Sociedade Silvícola Caima, S.A. (a)
É licenciado em Gestão Financeira pelo Instituto Superior de Administração e Gestão do Porto e em 1999 frequentou o MBA- executivo na Escuela Superior de Administración y Dirección de Empresas (ESADE), terminando o mesmo em 2000. Nomeado administrador da sociedade desde Maio de 2009 para o período remanescente do triénio 2008/2010.
Para além das empresas onde exerce actualmente funções de administração, a sua experiência profissional inclui:
| 1986/2000 | Assessor de gerência de FERÁGUEDA ,Lda. |
|---|---|
| 1997/2000 | Assistente de Direcção da GALAN , Lda. |
| 2000 | Director do Departamento de Serras e Ferramentas de |
| F.RAMADA , AÇOS E INDÚSTRIA, S.A. | |
| 2006 | Administrador da UNIVERSAL AFIR, AÇOS ESPECIAIS E |
| FERRAMENTAS, S.A. |
Em 31 de Dezembro de 2009, as outras empresas onde desempenha funções de administração são:
É licenciada Economia pela Universidade Católica Portuguesa em Lisboa . Nomeada administradora da sociedade desde Maio 2009 para o remanescente do triénio 2008/ 2010.
Para além das empresas onde exerce actualmente funções de administração, a sua experiência profissional inclui:
1999 Sócia Gerente na empresa Farrajota & Mendonça, Lda. 2009 Administradora da PROMENDO, SGPS, S.A.
Em 31 de Dezembro de 2009, as outras empresas onde desempenha funções de administração são:
Não existe qualquer comissão executiva com competências em matéria de gestão pelo que esta recomendação não é aplicável. As decisões de gestão são tomadas directamente pelo Conselho de Administração, no desenrolar normal das suas funções, pelo que se considera ser a constituição de uma comissão deste tipo desnecessária ao bom funcionamento da sociedade e à protecção dos interesses dos investidores.
A fiscalização da sociedade compete ao Conselho Fiscal e ao Revisor Oficial de Contas, sendo o Conselho Fiscal composto por três membros efectivos e um suplente. Sob proposta do Conselho Fiscal a Assembleia Geral designa o Revisor Oficial de Contas para proceder ao exame das contas da sociedade.
Como órgão colegial que é, a aferição da independência do Conselho Fiscal é feita a todos aqueles que o compõem, dada a aplicabilidade do nº 6 do art. 414 do Código das Sociedades Comerciais, considerando-se independência de acordo com a definição que é dada nos termos do nº 5 do art. 414 e incompatibilidade de acordo com a definição do nº 1 do 414-A ambos do Código das Sociedades Comerciais. Os três elementos que compõem o Conselho Fiscal da sociedade cumprem assim as regras de incompatibilidade e de independência acima identificadas.
Durante o ano de 2009 o Conselho Fiscal da Sociedade reuniu 5 vezes, estando as correspondentes actas registadas no livro de actas do Conselho Fiscal.
Relativamente à competência para o exercício de funções consideramos que todos os membros possuem competências adequadas ao exercício das respectivas funções e o Presidente está adequadamente apoiado pelos restantes membros do Conselho Fiscal.
No exercício das suas competências e cumprimento dos seus deveres, o Conselho
Fiscal propõe à Assembleia Geral a nomeação do Revisor Oficial de Contas efectivo e suplente da Sociedade, fiscaliza a sua independência, designadamente, no tocante à prestação de serviços adicionais e o âmbito dos respectivos serviços e a revisão de contas aos documentos de prestação de contas da Sociedade. O Conselho Fiscal reúne sempre que necessário com o Auditor Externo nos termos das suas atribuições.
Deve ainda representar a Sociedade para todos os efeitos, junto do seu Auditor Externo, competindo-lhe, designadamente, propor o prestador destes serviços, a respectiva remuneração e zelar para que sejam asseguradas, dentro da empresa, as condições adequadas à prestação de serviços.
Os relatórios anuais sobre a actividade desenvolvida pelo Conselho Fiscal são objecto de divulgação no sítio da Internet da sociedade, em conjunto com os documentos de prestação de contas.
De acordo com os estatutos da Sociedade, os membros dos órgãos sociais terão as remunerações que forem fixadas por uma comissão de três membros, um dos quais será o presidente e terá voto de qualidade, todos eleitos por deliberação dos accionistas. A remuneração dos administradores poderá ser certa ou consistir parcialmente numa percentagem que nunca poderá exceder cinco por cento dos lucros do exercício.
O Conselho de Administração entende que a única comissão especializada imprescindível para fazer às necessidades da Sociedade tendo em conta a sua dimensão é a Comissão de Remunerações.
A Cofina, S.G.P.S., S.A. tem actualmente definido uma Comissão de Remunerações para o triénio 2008/2010 cuja composição é como segue:
Nenhum membro desta Comissão é membro do órgão de administração da Sociedade assim como não o é nenhum dos seus cônjuges, parentes e afins em linha recta até ao 3º grau, inclusive. É prática da Comissão de Remunerações fazer-se representar na Assembleia Geral pelo seu Presidente.
As actuais competências da Comissão de Remunerações essencialmente sobre a definição das remunerações dos principais quadros das empresas dominadas assim como pela remuneração do único membro do Conselho de Administração.
Em virtude de os membros do Conselho de Administração e restantes órgãos sociais
não serem remunerados pela Cofina, S.G.P.S., S.A. mas directamente pelas empresas subsidiárias onde desempenham funções, a actual competência da Comissão de Remunerações incide essencialmente sobre a definição das remunerações dos principais quadros das empresas dominadas.
A sociedade tem constituído um Gabinete de Apoio ao Investidor, sendo as funções de representante das relações com o mercado desempenhadas pela Dr.ª Laurentina da Silva Martins, assessora do Conselho de Administração da Sociedade.
Sempre que necessário, a representante das relações com o mercado assegura a prestação de toda a informação relevante no tocante a acontecimentos marcantes, factos enquadráveis como factos relevantes, divulgação trimestral de resultados e resposta a eventuais pedidos de esclarecimento por parte dos investidores ou público em geral sobre informação financeira de carácter público.
Os contactos com vista à obtenção de informações por parte de investidores poderão ser efectuados pelas seguintes vias:
Avenida João Crisóstomo, nº 72 - 4º 1069-043 Lisboa Tel: + 351 21 330 77 18 Fax: + 351 213309411 Email: [email protected]
Através da sua página oficial na Internet (www.cofina.pt), a Cofina disponibiliza informação financeira relativamente à sua actividade individual e consolidada, bem como das suas empresas participadas. Este site é igualmente utilizado pela empresa para divulgação de comunicados efectuados à imprensa com indicação sobre quaisquer factos relevantes para a vida societária. Nesta página encontram-se igualmente disponíveis os documentos de prestação de contas do Grupo para os últimos exercícios.
No relacionamento institucional com as entidades reguladoras dos mercados, a Cofina incentiva e privilegia sempre que possível o correio electrónico para prestar e receber informações.
A proposta de distribuição de dividendos efectuada pelo Conselho de Administração à Assembleia Geral tem por objectivo proporcionar aos accionistas uma adequada remuneração sobre o capital investido, sem no entanto colocar em causa o património do Grupo e as suas necessidades de expansão e investimento. Foi neste âmbito que os dividendos ilíquidos distribuídos nos últimos exercícios tiveram a seguinte evolução:
| Dividendos | Dividendos por |
|---|---|
| distribuídos | acção (em euro) (a) |
| 1.246.997 | 0,025 |
| 1.500.000 | 0,030 |
| 1.750.000 | 0,035 |
| 2.051.317 | 0,040 |
| 2.564.146 | 0,050 |
| 2.564.146 | 0,050 |
| 3.589.804 | 0,035 |
| 3.589.804 | 0,035 |
Durante o exercício de 2009, não foram realizados quaisquer negócios entre a Sociedade e os membros dos seus órgãos sociais (de administração e de fiscalização), titulares de participações qualificadas ou sociedades em relação de domínio ou grupo, que não tenham sido realizados em condições normais de mercado para operações do mesmo género, e sempre inseridas na actividade normal da sociedade, de gestão das suas participações financeiras.
Nos termos e para os efeitos do disposto no art. º 66 do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que em 31 de Dezembro de 2009 a Cofina não detinha acções próprias, não tendo adquirido ou alienado acções próprias durante o ano.
Nos termos e para os efeitos do disposto no art. 447º do Código das Sociedades Comerciais informa-se que em 31 de Dezembro de 2009, os administradores da Sociedade detinham as seguintes acções:
| Paulo Jorge dos Santos Fernandes | 7.165.746 |
|---|---|
| Pedro Macedo Pinto de Mendonça | 854.500 |
| Domingos José Vieira de Matos | 7.296.112 |
| João Manuel Matos Borges de Oliveira (a) | 10.264.014 |
| Ana Rebelo Mendonça Fernandes (b) | 15.385.276 |
| Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira | 4.928.291 |
(a) – as 10.264.014 acções correspondem ao total das acções da COFINA - SGPS, S.A. detidas pela sociedade Caderno Azul –SGPS S.A. , da qual o administrador João Manual Matos Borges de Oliveira é administrador e accionista , titular de 50% do respectivo capital social.
(b) – consideram-se imputáveis a Ana Rebelo Mendonça Fernandes para além dos 6.377.840 de acções da Cofina - SGPS, S.A. detidas a título pessoal, 7.785.436 de acções da COFINA - SGPS , S.A. detidas pela sociedade Promendo -SGPS ,S.A. , de que é administradora e accionista, titular de 59,6% do respectivo capital social, e, ainda, 1.222.000 acções da COFINA - SGPS , S.A. detidas pela sociedade Promendo - Promoções Empresariais S.A. , de que é administradora e accionista , titular de 68% do respectivo capital social. Assim, nos termos legais, consideram-se imputáveis a Ana Rebelo Mendonça Fernandes, um total de 15.385.276 acções, correspondentes a 15,00% do capital e dos direitos de voto da COFINA - SGPS , S.A.
Em 31 de Dezembro de 2009, o Revisor Oficial de Contas, os membros do Conselho Fiscal e da Mesa da Assembleia Geral não possuíam acções representativas do capital social da Cofina.
Nos termos e para os efeitos do disposto nos Artigos 16º e 20º do Código de Valores Mobiliários e no Artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que as sociedades e/ou pessoas singulares que têm uma participação social qualificada que ultrapasse os 2%, 5%, 10%, 20%, 33% e 50% dos direitos de voto, e de acordo com as notificações recebidas na sede da sociedade até à data, são como segue:
| Acções detidas | % directa de | |
|---|---|---|
| Superior a 2% dos direitos de voto | em 31.12.2009 | direitos de voto |
| Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira | 4.928.291 | 4,81% |
| Banco BPI, S.A. (a) | 3.200.000 | 3,12% |
| Millennium BCP – Gestão de Fundos de Investimento, S.A | 2.085.568 | 2,03% |
(a) – as 3.200.000 acções são detidas pelo Fundo de Pensões do Banco BPI. Esta participação é imputável ao Banco BPI nos termos do artigo 20º do Código dos Valores Mobiliários.
| Acções detidas | % directa de | |
|---|---|---|
| Superior a 5% dos direitos de voto | em 31.12.2009 | direitos de voto |
| Promendo - SGPS, S.A. (a) | 7.785.436 | 7,59% |
| Domingos José Vieira de Matos | 7.296.112 | 7,11% |
| Paulo Jorge dos Santos Fernandes | 7.165.746 | 6,99% |
| Ana Rebelo Mendonça Fernandes (b) | 6.377.840 | 6,22% |
| UBS AG, Zurique | 6.040.000 | 5,89% |
| Santander Asset Management – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, S.A. |
5.147.981 | 5,02% |
| Acções detidas | % directa de | |
|---|---|---|
| Superior a 10% dos direitos de voto | em 31.12.2009 | direitos de voto |
| CADERNO AZUL- SGPS, S.A. (a) | 10.264.014 | 10,01% |
(a) AS 10.264.014 acções correspondem ao total das acções da COFINA –SGPS ,S.A. detidas pela sociedade CADERNO AZUL –SGPS , S.A. da qual o administrador João Manuel Matos Borges de Oliveira é administrador e accionista, titular de 50% do respectivo capital social.
A Cofina não foi notificada de quaisquer participações acima de 20% dos direitos de voto.
Os membros do Conselho de Administração da Cofina, S.G.P.S., S.A. declaram assumir a responsabilidade pela presente informação e asseguram que os elementos nela inscritos são verídicos e que não existem omissões que sejam do seu conhecimento.
Nos termos do art. 21º do Decreto-Lei 411/91, de 17 de Outubro informamos que não existem dívidas em mora perante o Estado, nomeadamente perante a Segurança Social.
Não queremos concluir sem expressar o nosso agradecimento, reconhecendo a dedicação e empenho dos Colaboradores do Grupo Cofina. Finalmente, gostaríamos de expressar a nossa gratidão pela colaboração prestada pelos restantes Órgãos Sociais, a qual é extensiva às Instituições Bancárias que connosco se relacionaram.
Porto, 15 de Abril de 2010
Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Presidente
João Manuel Matos Borges de Oliveira
Pedro Macedo Pinto de Mendonça
Domingos José Vieira de Matos
Ana Rebelo Mendonça Fernandes
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira
Divulgação de acções e outros título detidos por membros do Conselho de Administração e por Dirigentes, bem como por pessoas com estes estreitamente relacionadas, nos termos do Artigo 248.º B do Código dos Valores Mobiliários, e de transacções sobre os mesmos efectuados no decurso do exercício
| Data | Natureza | Volume | Preço (€) | Local | N.º Acções | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 31-Dez-08 | - | - | - | - | 6.715.746 | |
| 27-Mar-09 | Compra | 25.000 | 0.519200 | Euronext Lisbon | 6.740.746 | |
| 30-Mar-09 | Compra | 16.000 | 0.510000 | Euronext Lisbon | 6.756.746 | |
| 31-Mar-09 | Compra | 11.794 | 0.506783 | Euronext Lisbon | 6.768.540 | |
| 01-Abr-09 | Compra | 22.206 | 0.507559 | Euronext Lisbon | 6.790.746 | |
| 05-Mai-09 | Compra | 25.000 | 0.743454 | Euronext Lisbon | 6.815.746 | |
| 06-Mai-09 | Compra | 25.000 | 0.742506 | Euronext Lisbon | 6.840.746 | |
| 07-Mai-09 | Compra | 50.000 | 0.800350 | Euronext Lisbon | 6.890.746 | |
| 20-Ago-09 | Compra | 60.000 | 0.821667 | Euronext Lisbon | 6.950.746 | |
| 21-Ago-09 | Compra | 40.000 | 0.851284 | Euronext Lisbon | 6.990.746 | |
| 01-Set-09 | Compra | 60.000 | 0.925000 | Euronext Lisbon | 7.050.746 | |
| 02-Set-09 | Compra | 20.000 | 0.900000 | Euronext Lisbon | 7.070.746 | |
| 08-Set-09 | Compra | 30.000 | 0.950000 | Euronext Lisbon | 7.100.746 | |
| 09-Set-09 | Compra | 25.000 | 0.940000 | Euronext Lisbon | 7.125.746 | |
| 10-Set-09 | Compra | 40.000 | 0.960000 | Euronext Lisbon | 7.165.746 | 31-Dez-09 |
Paulo Jorge dos Santos Fernandes
Pedro Macedo Pinto de Mendonça
| Data | Natureza | Volume | Preço (€) | Local | N.º Acções | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 31-Dez-08 | - | - | - | - | 854.500 | 31-Dez-09 |
Domingos José Vieira de Matos
| Data | Natureza | Volume | Preço (€) | Local | N.º Acções | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 31-Dez-08 | - | - | - | - | 6.969.716 | |
| 05-Mai-09 | Compra | 11.000 | 0.720000 | Euronext Lisbon | 6.980.716 | |
| 06-Mai-09 | Compra | 15.000 | 0.750000 | Euronext Lisbon | 6.995.716 | |
| 07-Mai-09 | Compra | 17.000 | 0.810000 | Euronext Lisbon | 7.012.716 | |
| 08-Mai-09 | Compra | 21.000 | 0.782422 | Euronext Lisbon | 7.033.716 | |
| 12-Mai-09 | Compra | 23.540 | 0.780000 | Euronext Lisbon | 7.057.256 | |
| 13-Mai-09 | Compra | 20.000 | 0.760000 | Euronext Lisbon | 7.077.256 | |
| 15-Mai-09 | Compra | 18.856 | 0.732121 | Euronext Lisbon | 7.096.112 | |
| 08-Jul-09 | Compra | 15.000 | 0.729533 | Euronext Lisbon | 7.111.112 | |
| 09-Jul-09 | Compra | 15.000 | 0.746667 | Euronext Lisbon | 7.126.112 | |
| 10-Jul-09 | Compra | 15.000 | 0.735333 | Euronext Lisbon | 7.141.112 | |
| 13-Jul-09 | Compra | 20.000 | 0.734325 | Euronext Lisbon | 7.161.112 | |
| 15-Jul-09 | Compra | 10.000 | 0.740000 | Euronext Lisbon | 7.171.112 | |
| 16-Jul-09 | Compra | 1.500 | 0.740000 | Euronext Lisbon | 7.172.612 | |
| 17-Jul-09 | Compra | 23.500 | 0.747362 | Euronext Lisbon | 7.196.112 | |
| 07-Ago-09 | Compra | 50.000 | 0.780000 | Euronext Lisbon | 7.246.112 | |
| 11-Ago-09 | Compra | 50.000 | 0.790000 | Euronext Lisbon | 7.296.112 | 31-Dez-09 |
Cofina, SGPS, S.A.
| Data | Natureza | Volume | Preço (€) | Local | N.º Acções |
|---|---|---|---|---|---|
| 31-Dez-08 | - | - | - | - | 9.246.660 |
| 21-Abr-09 | Compra | 35.000 | 0.60000 | Euronext Lisbon | 9.281.660 |
| 22-Abr-09 | Compra | 15.000 | 0.60000 | Euronext Lisbon | 9.296.660 |
| 23-Abr-09 | Compra | 30.000 | 0.60000 | Euronext Lisbon | 9.326.660 |
| 24-Abr-09 | Compra | 40.000 | 0.61225 | Euronext Lisbon | 9.366.660 |
| 27-Abr-09 | Compra | 10.000 | 0.617400 | Euronext Lisbon | 9.376.660 |
| 28-Abr-09 | Compra | 21.640 | 0.607689 | Euronext Lisbon | 9.398.300 |
| 29-Abr-09 | Compra | 38.360 | 0.625641 | Euronext Lisbon | 9.436.660 |
| 02-Jun-09 | Compra | 50.000 | 0.810000 | Euronext Lisbon | 9.486.660 |
| 03-Jun-09 | Compra | 15.000 | 0.800000 | Euronext Lisbon | 9.501.660 |
| 04-Jun-09 | Compra | 60.000 | 0.800000 | Euronext Lisbon | 9.561.660 |
| 05-Jun-09 | Compra | 40.000 | 0.800000 | Euronext Lisbon | 9.601.660 |
| 08-Jun-09 | Compra | 35.000 | 0.790000 | Euronext Lisbon | 9.636.660 |
| 10-Jun-09 | Compra | 15.000 | 0.790000 | Euronext Lisbon | 9.651.660 |
| 12-Jun-09 | Compra | 40.000 | 0.782241 | Euronext Lisbon | 9.691.660 |
| 15-Jun-09 | Compra | 25.000 | 0.780000 | Euronext Lisbon | 9.716.660 |
| 24-Jul-09 | Compra | 61.000 | 0.781803 | Euronext Lisbon | 9.777.660 |
| 27-Jul-09 | Compra | 40.000 | 0.792500 | Euronext Lisbon | 9.817.660 |
| 30-Jul-09 | Compra | 4.000 | 0.780000 | Euronext Lisbon | 9.821.660 |
| 31-Jul-09 | Compra | 26.000 | 0.796154 | Euronext Lisbon | 9.847.660 |
| 12-Ago-09 | Compra | 25.000 | 0.790000 | Euronext Lisbon | 9.872.660 |
| 13-Ago-09 | Compra | 88.007 | 0.785681 | Euronext Lisbon | 9.960.667 |
| 14-Ago-09 | Compra | 125.000 | 0.794000 | Euronext Lisbon | 10.085.667 |
| 31-Ago-09 | Compra | 65.920 | 0.910000 | Euronext Lisbon | 10.151.587 |
| 01-Set-09 | Compra | 1.400 | 0.910000 | Euronext Lisbon | 10.152.987 |
| 02-Set-09 | Compra | 36.027 | 0.885551 | Euronext Lisbon | 10.189.014 |
| 03-Set-09 | Compra | 20.000 | 0.919200 | Euronext Lisbon | 10.209.014 |
| 04-Set-09 | Compra | 55.000 | 0.913636 | Euronext Lisbon | 10.264.014 |
João Manuel Matos Borges de Oliveira (imputação via CADERNO AZUL - SGPS, S.A.)
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira
| Data | Natureza | Volume | Preço (€) | Local | N.º Acções | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 31-Dez-08 | - | - | - | - | 4.333.340 | |
| 31-Dez-09 | - | - | - | - | 4.928.291 | 31-Dez-09 |
| Data | Natureza | Volume | Preço (€) | Local | N.º Acções | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 31-Dez-08 | - | - | - | - | 6.377.840 | ||||
| 27-Mai-09 | - | - | - | - | 6.377.840 | 31-Dez-09 | |||
| Ana Rebelo Mendonça Fernandes (imputação via PROMENDO - SGPS, S.A.) | |||||||||
| Data | Natureza | Volume | Preço (€) | Local | N.º Acções | ||||
| 31-Dez-08 | - | - | - | - | 7.000.000 | ||||
| 27-Mai-09 | - | - | - | - | 7.623.066 | ||||
| 27-Mai-09 | Compra | 12.943 | 0,79 | Euronext Lisbon | 7.636.009 | ||||
| 27-Mai-09 | Compra | 1.500 | 0,81 | Euronext Lisbon | 7.637.509 | ||||
| 27-Mai-09 | Compra | 17.927 | 0,82 | Euronext Lisbon | 7.655.436 | ||||
| 27-Mai-09 | Compra | 10.000 | 0,83 | Euronext Lisbon | 7.665.436 | ||||
| 27-Mai-09 | Compra | 10.000 | 0,84 | Euronext Lisbon | 7.675.436 | ||||
| 27-Mai-09 | Compra | 10.000 | 0,85 | Euronext Lisbon | 7.685.436 | ||||
| 29-Mai-09 | Compra | 15.500 | 0,82 | Euronext Lisbon | 7.700.936 | ||||
| 29-Mai-09 | Compra | 10.000 | 0,83 | Euronext Lisbon | 7.710.936 | ||||
| 29-Mai-09 | Compra | 25.000 | 0,85 | Euronext Lisbon | 7.735.936 | ||||
| 01-Jun-09 | Compra | 4.500 | 0,85 | Euronext Lisbon | 7.740.436 | ||||
| 01-Jun-09 | Compra | 35.000 | 0,86 | Euronext Lisbon | 7.775.436 | ||||
| 01-Jun-09 | Compra | 10.000 | 0,87 | Euronext Lisbon | 7.785.436 | 31-Dez-09 | |||
| Ana Rebelo Mendonça Fernandes (imputação via Promendo - Promoções Empresariais, S.A.) | |||||||||
| Data | Natureza | Volume | Preço (€) | Local | N.º Acções | ||||
| 31-Dez-08 | - | - | - | - | 1.222.000 | ||||
| 27-Mai-09 | - | - | - | - | 1.222.000 | 31-Dez-09 |
Declaração nos termos do Art.º 245, 1, al. c) do Código de Valores Mobiliários
Os signatários individualmente declaram que, tanto quanto é do seu conhecimento, o Relatório de Gestão, as Demonstrações Financeiras individuais preparadas de acordo com os Princípios Contabilísticos Geralmente aceites em Portugal e as Demonstrações Financeiras consolidadas elaboradas em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adoptadas pela União Europeia, bem como os demais documentos de prestação de contas exigidos por lei ou regulamento dão uma imagem verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, do activo e do passivo, da situação financeira e do resultado consolidado e individual da Cofina, SGPS, S.A. ("Cofina") em 31 de Dezembro de 2009 e que o Relatório de Gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição da Cofina e das empresas incluídas no perímetro da consolidação e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam.
Porto, 15 de Abril de 2010
Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Presidente Presidente do Conselho de Administração
João Manuel Matos Borges de Oliveira Vogal do Conselho de Administração
Pedro Macedo Pinto de Mendonça Vogal do Conselho de Administração
Domingos José Vieira de Matos Vogal do Conselho de Administração
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira Vogal do Conselho de Administração
Ana Rebelo Mendonça Fernandes Vogal do Conselho de Administração
(Montantes expressos em Euros)
| ACTIVO | Notas | 31.12.2009 | 31.12.2008 |
|---|---|---|---|
| ACTIVOS NÃO CORRENTES | |||
| Activos fixos tangíveis | 7 | 9.927.157 | 11.543.485 |
| Diferenças de consolidação | 6 | 91.996.994 | 89.053.723 |
| Activos intangíveis | 8 | 527.038 | 440.991 |
| Investimentos em associadas | 4 | 4.733.946 | 6.380.838 |
| Investimentos disponíveis para venda | 4 | - | - |
| Activos por impostos diferidos | 10 | 3.723.053 | 8.681.501 |
| Total de activos não correntes | 110.908.188 | 116.100.538 | |
| ACTIVOS CORRENTES | |||
| Inventários | 11 | 3.129.658 | 1.938.730 |
| Clientes | 9 e 12 | 11.384.331 | 11.572.793 |
| Estado e outros entes públicos | 9 e 13 | 522.914 | 1.320.165 |
| Outras dívidas de terceiros | 9 e 14 | 713.565 | 812.488 |
| Outros activos correntes | 9 e 15 | 8.617.438 | 7.691.199 |
| Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados | 9 e 16 | 65.901.718 | 56.494.590 |
| Caixa e equivalentes de caixa | 9 e 17 | 46.315.859 | 47.786.722 |
| Total de activos correntes | 136.585.483 | 127.616.687 | |
| TOTAL DO ACTIVO | 247.493.671 | 243.717.225 | |
| CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO | |||
| CAPITAL PRÓPRIO | |||
| Capital social | 18 | 25.641.459 | 25.641.459 |
| Prémios de emissão de acções | 18 | 15.874.835 | 15.874.835 |
| Reserva legal | 18 | 5.409.144 | 5.409.144 |
| Outras reservas | 18 | (60.362.753) | 13.089.460 |
| Resultado líquido do exercício atribuível aos accionistas da Empresa-mãe | 17.091.529 | (73.272.795) | |
| Total do capital próprio atribuível aos accionistas da Empresa-mãe | 3.654.214 | (13.257.897) | |
| Interesses minoritários | 591.835 | 767.021 | |
| TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO | 4.246.049 | (12.490.876) | |
| PASSIVO | |||
| PASSIVO NÃO CORRENTE | |||
| Outros empréstimos | 9 e 19 | 49.720.203 | 99.431.682 |
| Responsabilidades por pensões | 20 | 691.357 | 708.863 |
| Credores por locações financeiras | 9 e 21 | 3.469.794 | 5.669.065 |
| Passivos por impostos diferidos | 10 | - | - |
| Provisões | 22 | 1.076.423 | 1.014.909 |
| Total de passivos não correntes | 54.957.777 | 106.824.519 | |
| PASSIVO CORRENTE | |||
| Empréstimos bancários | 9 e 19 | 2.418.284 | 12.454.291 |
| Outros empréstimos | 9 e 19 | 143.299.505 | 99.326.751 |
| Instrumentos derivados | 9 e 23 | 245.439 | - |
| Fornecedores | 9 e 24 | 12.804.434 | 11.697.748 |
| Estado e outros entes públicos | 9 e 13 | 4.888.406 | 3.094.990 |
| Outros credores correntes | 9, 21 e 25 | 8.464.087 | 7.806.389 |
| Outros passivos correntes | 9 e 26 | 16.169.690 | 15.003.413 |
| Total de passivos correntes | 188.289.845 | 149.383.582 | |
| TOTAL DO PASSIVO | 243.247.622 | 256.208.101 | |
| TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO | 247.493.671 | 243.717.225 | |
O anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
| Notas | 31.12.2009 | 31.12.2008 | |
|---|---|---|---|
| Vendas | 27 | 63.614.852 | 61.555.143 |
| Prestações de serviços | 27 | 54.511.674 | 61.020.092 |
| Outros proveitos | 27 | 15.926.313 | 21.457.798 |
| Custo das vendas | 11 | (19.537.928) | (21.130.471) |
| Fornecimentos e serviços externos | (51.852.251) | (60.444.412) | |
| Custos com o pessoal | (39.441.518) | (40.736.378) | |
| Amortizações e depreciações | 7 e 8 | (2.973.534) | (3.579.193) |
| Provisões e perdas por imparidade | 22 | (1.206.946) | (518.020) |
| Outros custos | (618.684) | (865.813) | |
| Resultados relativos a instrumentos derivados | 23 | - | 950.000 |
| Resultados relativos a empresas associadas | 28 | 187.468 | (1.579.976) |
| Resultados relativos a outros investimentos | 28 | 11.865.462 | (78.907.798) |
| Custos financeiros | 28 | (7.022.938) | (11.642.785) |
| Proveitos financeiros | 28 | 1.363.164 | 1.665.071 |
| Resultado antes de impostos | 24.815.134 | (72.756.742) | |
| Impostos sobre o rendimento | 10 | (7.544.678) | (560.356) |
| Resultado líquido consolidado do exercício | 17.270.456 | (73.317.098) | |
| Atribuível a: | |||
| Accionistas da Empresa-mãe | 17.091.529 | (73.272.795) | |
| Interesses minoritários | 178.927 | (44.303) | |
| Resultados por acção: | |||
| Básico | 31 | 0,17 | (0,71) |
| Diluído | 31 | 0,14 | (0,58) |
O anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
| Notas | 31.12.2009 | 31.12.2008 | |
|---|---|---|---|
| Resultado líquido consolidado do exercício | 17.270.456 | (73.317.098) | |
| Diferenças de conversão cambial | - | - | |
| Variação no justo valor dos activos disponíveis para venda | - | - | |
| Variação no justo valor dos derivados de cobertura dos fluxos de caixa | 10 e 23 | (180.398) | - |
| Total do rendimento integral consolidado do exercício | 17.090.058 | (73.317.098) | |
| Atribuível a: | |||
| Accionistas da Empresa-Mãe | 16.911.131 | (73.272.795) | |
| Interesses minoritários | 178.927 | (44.303) |
O anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
| Atribuível aos Accionistas da Empresa-Mãe | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Prémios de | |||||||||
| Capital | emissão | Reserva | Outras | Resultado líquido | Interesses | Total do | |||
| Notas | social | de acções | legal | reservas | do exercício | Total | minoritários | Capital próprio | |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2008 | 25.641.459 | 15.874.835 | 5.409.144 | 6.558.030 | 10.120.787 | 63.604.255 | 870.726 | 64.474.981 | |
| Aplicação do resultado líquido consolidado do exercício de 2007: | |||||||||
| Transferência para reserva legal e resultados transitados | - | - | - | 6.530.983 | (6.530.983) | - | - | - | |
| Dividendos distribuídos | 32 | - | - | - | (3.589.804) | (3.589.804) | (58.501) | (3.648.305) | |
| Variação nas reservas e interesses minoritários | |||||||||
| Aquisições e entradas de empresas | - | - | - | - | - | - | - | - | |
| Instrumentos de Cobertura | - | - | - | - | - | - | - | - | |
| Outras variações | - | - | - | 447 | - | 447 | (901) | (454) | |
| Resultado líquido consolidado do exercício | |||||||||
| findo em 31 de Dezembro de 2008 Saldo em 31 de Dezembro de 2008 |
- 25.641.459 |
- 15.874.835 |
- 5.409.144 |
- 13.089.460 |
(73.272.795) (73.272.795) |
(73.272.795) (13.257.897) |
(44.303) 767.021 |
(73.317.098) (12.490.876) |
|
| Saldo em 1 de Janeiro de 2009 | 25.641.459 | 15.874.835 | 5.409.144 | 13.089.460 | (73.272.795) | (13.257.897) | 767.021 | (12.490.876) | |
| Aplicação do resultado líquido consolidado do exercício de 2008: | |||||||||
| Transferência para reserva legal e resultados transitados | - | - | - | (73.272.795) | 73.272.795 | - | - | - | |
| Dividendos distribuídos | - | - | - | - | - | - | (64.800) | (64.800) | |
| Variação nas reservas e interesses minoritários | |||||||||
| Aquisições e entradas de empresas | - | - | - | - | - | - | (288.210) | (288.210) | |
| Instrumentos de Cobertura | 10 e 23 | - | - | - | (180.398) | - | (180.398) | - | (180.398) |
| Outras variações | - | - | - | 980 | - | 980 | (1.103) | (123) | |
| Resultado líquido consolidado do exercício | |||||||||
| findo em 31 de Dezembro de 2009 | - | - | - | - | 17.091.529 | 17.091.529 | 178.927 | 17.270.456 | |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2009 | 25.641.459 | 15.874.835 | 5.409.144 | (60.362.753) | 17.091.529 | 3.654.214 | 591.835 | 4.246.049 | |
O anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
| 2009 | 2008 | |||
|---|---|---|---|---|
| Actividades operacionais: | ||||
| Recebimentos de clientes | 151.973.509 | 156.119.230 | ||
| Pagamentos a fornecedores | (90.561.826) | (87.194.097) | ||
| Pagamentos ao pessoal | (39.192.402) | (42.630.625) | ||
| Outros recebimentos/pagamentos relativos à actividade operacional | (95.233) | 889.681 | ||
| Impostos sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas | (1.007.548) | 21.116.500 | 819.966 | 28.004.155 |
| Fluxos gerados pelas actividades operacionais (1) | 21.116.500 | 28.004.155 | ||
| Actividades de investimento: | ||||
| Recebimentos provenientes de: | ||||
| Investimentos financeiros | 1.684.769 | - | ||
| Activos fixos tangíveis | 91.220 | - | ||
| Juros e proveitos similares | 1.359.622 | 512.471 | ||
| Dividendos | 2.438.433 | 5.574.044 | 7.591.620 | 8.104.091 |
| Pagamentos relativos a: | ||||
| Investimentos financeiros | (2.238.939) | (53.152.868) | ||
| Activos intangíveis | (282.230) | (25.200) | ||
| Activos fixos tangíveis | (985.547) | (3.506.716) | (2.116.840) | (55.294.908) |
| Fluxos gerados pelas actividades de investimento (2) | 2.067.328 | (47.190.817) | ||
| Actividades de financiamento: | ||||
| Recebimentos provenientes de: | ||||
| Empréstimos obtidos | 1.483.390 | 1.483.390 | 200.000.000 | 200.000.000 |
| Pagamentos respeitantes a: | ||||
| Amortização de contratos de locação financeira | (2.287.162) | (1.725.824) | ||
| Juros e custos similares | (6.957.525) | (11.414.154) | ||
| Dividendos | - | (3.589.804) | ||
| Empréstimos obtidos | (7.342.703) | (16.587.390) | (213.750.000) | (230.479.782) |
| Fluxos gerados pelas actividades de financiamento (3) | (15.104.000) | (30.479.782) | ||
| Caixa e seus equivalentes em empresas consolidadas pela primeira vez | 495.316 | - | ||
| Caixa e seus equivalentes no início do exercício | 35.322.431 | 84.988.875 | ||
| Variação de caixa e seus equivalentes: (1)+(2)+(3) | 8.079.828 | (49.666.444) | ||
| Caixa e seus equivalentes no fim do exercício | 43.897.575 | 35.322.431 |
O anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
(Montantes expressos em Euros)
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 os pagamentos e recebimentos relativos a investimentos financeiros foram os seguintes:
| Aquisições | Valor da transacção |
Valor pago |
|---|---|---|
| Web Works – Desenvolvimento de Aplicações para Internet, S.A. Transjornal – Edição de Publicações, S.A. Mercados Globais – Publicação de Conteúdos, Lda. – adquirida |
1.668.157 89.217 |
1.600.657 89.217 |
| em exercícios anteriores Holdimédia SGPS, S.A. |
72.000 501.065 |
48.000 501.065 |
| -------------- 2.330.439 ======== |
-------------- 2.238.939 ======== |
|
| Alienações | Valor da transacção |
Valor cobrado |
| O Sol é Essencial, S.A. Títulos detidos para negociação |
1.583.390 101.379 |
1.583.390 101.379 |
| ------------- 1.684.769 ======= |
------------- 1.684.769 ======= |
A discriminação de caixa e seus equivalentes constantes da demonstração dos fluxos de caixa dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 e a reconciliação entre esse valor e o montante de "Caixa e seus equivalentes" constante do balanço nessa data é como segue:
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | |
|---|---|---|
| Numerário Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis Depósitos bancários convertíveis em menos de 3 meses |
89.555 2.281.304 43.945.000 |
81.596 10.677.656 37.027.470 |
| Disponibilidades constantes no balanço | 46.315.859 | 47.786.722 |
| Descobertos bancários | ( 2.418.284 ) | ( 12.454.291 ) |
| 43.897.575 | 35.322.431 |
(Montantes expressos em Euros)
A Cofina, SGPS, S.A. ("Cofina", "Grupo Cofina" ou "Empresa") é uma sociedade anónima, com sede na Rua General Norton de Matos, 68, r/c no Porto e que tem como actividade principal a gestão de participações sociais, sendo as suas acções cotadas na Euronext Lisboa. Actualmente a Cofina dedica-se à gestão de participações sociais essencialmente na área dos media, sendo a empresa-mãe do grupo de empresas indicado na Nota 4 e designado por Grupo Cofina.
O Grupo possui títulos de referência nos segmentos em que se insere, editando os jornais "Correio da Manhã", "Record", "Jornal de Negócios", "Destak" e "Metro", bem como as revistas "Sábado", "Automotor", "TV Guia", "Flash!", "Rotas e Destinos", "Máxima" e "GQ", entre outras.
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 o Grupo desenvolveu a sua actividade essencialmente em Portugal, possuindo ainda alguns interesses no Brasil, por via do investimento financeiro efectuado no Destak Brasil (Nota 4).
As demonstrações financeiras consolidadas do Grupo Cofina são apresentadas em Euros (com arredondamento às unidades), sendo esta a divisa utilizada pelo Grupo nas suas operações e como tal considerada a moeda funcional. As operações das sociedades estrangeiras cuja moeda funcional não seja o Euro são incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas de acordo com a política estabelecida na Nota 2.2.d).
As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações embora em 31 de Dezembro de 2009 o capital próprio do Grupo seja inferior a metade do capital social. Tal facto deve-se exclusivamente à exposição que o Grupo tem na ZON Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A. ("Zon Multimédia") através da detenção de 15.190.000 acções valorizadas ao valor de mercado, o qual com base na cotação deste título em 31 de Dezembro de 2009 (4,338 Euros por acção) gerou uma reversão da perda de imparidade, registada em exercícios anteriores, no montante de cerca de 9,6 milhões de Euros. Em 31 de Dezembro de 2008, o mesmo título apresentava uma cotação de 3,71 Euros por acção o que gerou, no exercício findo nessa data, o registo de uma perda de imparidade no montante de, aproximadamente, 86 milhões de Euros (Nota 28).
É convicção do Conselho de Administração que a cotação da Zon Multimédia em 31 de Dezembro de 2009 não reflecte o real valor de mercado deste título, facto que pode ser demonstrado por exemplo através das recomendações de analistas financeiros nacionais e estrangeiros que apontam para um price-target médio (utilizando para o efeito as 12 últimas recomendações das principais casas de investimento datadas entre 14 de Setembro de 2009 e 25 de Março de 2010) de 5,3 Euros.
Adicionalmente, é expectativa deste Conselho de Administração que até final do exercício de 2010 a situação de capitais próprios consolidados inferiores a metade do capital social deixe de ser aplicável como consequência de (i) por um lado dos resultados que irão ser gerados pelas operações do Grupo durante o exercício de 2010 e (ii) por outro lado com a recuperação do valor de cotação deste título.
As principais políticas contabilísticas adoptadas na preparação das demonstrações financeiras consolidadas são como segue:
As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação, mantidos de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro, tal como adoptadas pela União Europeia, em vigor para exercícios económicos iniciados em 1 de Janeiro de 2009. Devem entender-se como fazendo parte daquelas normas, as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IFRS" – International Financial Reporting Standards) emitidas pelo International Accounting Standard Board ("IASB"), as Normas Internacionais de Contabilidade ("IAS"), emitidas pelo International Accounting Standards Committee ("IASC") e respectivas interpretações – IFRIC e SIC, emitidas, respectivamente, pelo International Financial Reporting Interpretation Committee ("IFRIC") e pelo Standing Interpretation Committee ("SIC"), que tenham sido adoptadas pela União Europeia. De ora em diante, o conjunto daquelas normas e interpretações serão designados genericamente por "IAS/IFRS".
(Montantes expressos em Euros)
As demonstrações financeiras intercalares foram apresentadas, trimestralmente, de acordo com IAS 34 – "Relato Financeiro Intercalar".
Durante o exercício de 2009, não ocorreram alterações de políticas contabilísticas face às apresentadas nas demonstrações financeiras consolidadas em 31 de Dezembro de 2008.
As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões aprovadas ("endorsed") pela União Europeia foram adoptadas ou aplicadas pelo Grupo pela primeira vez no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009:
| Data de eficácia (exercícios iniciados |
||
|---|---|---|
| Norma/Interpretação | em ou após) | |
| NOVAS NORMAS E INTERPRETAÇÕES: IFRS 8 – Segmentos operacionais |
1-Jan-09 | A IFRS 8 substitui a IAS 14, redefinindo os segmentos relatáveis e a informação a relatar sobre os mesmos. |
| IFRIC 13 – Programas de fidelização de clientes |
1-Jul-08 | Esta interpretação esclarece que os bónus atribuídos a clientes como parte de uma transacção de venda são registados como uma componente separada da transacção. |
| REVISÕES: IAS 1 – Apresentação de demonstrações financeiras (Revisão de 2007) |
1-Jan-09 | Esta revisão introduz alterações de terminologia, incluindo novas designações para as peças das demonstrações financeiras, assim como alterações ao nível do formato e conteúdo de tais peças. |
| IAS 23 – Custos de empréstimos obtidos (Revisão de 2007) |
1-Jan-09 | Esta revisão introduz a obrigatoriedade de capitalização dos custos de empréstimos relacionados com activos que se qualificam para tal. |
| EMENDAS: IFRS 1 – Adopção pela primeira vez das normas internacionais de relato financeiro / IAS 27 – Demonstrações financeiras consolidadas e separadas (Emendas) |
1-Jan-09 | Estas emendas referem-se à mensuração do custo dos investimentos na adopção inicial das IFRS e ao reconhecimento do rendimento de dividendos provenientes de subsidiárias, nas demonstrações financeiras da empresa-mãe. |
| IFRS 2 – Pagamento com base em acções (Emendas) |
1-Jan-09 | Estas emendas clarificam a definição de condições de atribuição (vesting conditions e non-vesting conditions) e o tratamento de cancelamentos. |
| IFRS 7 – Instrumentos financeiros: divulgações (Emendas) |
1-Jan-09 | Estas emendas alargam as divulgações requeridas relativamente ao justo valor de instrumentos financeiros e ao risco de liquidez. |
| IAS 1 – Apresentação de demonstrações financeiras / IAS 32 – Instrumentos financeiros: apresentação (Emendas) |
1-Jan-09 | Estas emendas clarificam a classificação e a apresentação de instrumentos financeiros com uma opção put. |
(Montantes expressos em Euros)
| Norma/Interpretação | Data de eficácia (exercícios iniciados em ou após) |
|
|---|---|---|
| IAS 39 – Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração (Emendas) |
1-Jul-08 | Estas emendas permitem, em condições limitadas, a reclassificação de instrumentos financeiros não derivados das categorias de justo valor por resultados e de disponíveis para venda para outras categorias. |
| Melhoramentos das normas internacionais de relato financeiro – 2007 |
Várias (usualmente 1- Jan-09 |
Este processo envolveu a revisão de 32 normas contabilísticas. |
| O efeito nas demonstrações financeiras do Grupo do exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, decorrente |
da adopção e aplicação das normas e interpretações, revisões e emendas acima referidas, não foi significativo.
As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões, foram, até à data de aprovação destas demonstrações financeiras, aprovadas ("endorsed") pela União Europeia, mas têm aplicação obrigatória apenas em exercícios económicos futuros:
| Norma/Interpretação | Data de eficácia (exercícios iniciados em ou após) |
|
|---|---|---|
| NOVAS NORMAS E INTERPRETAÇÕES: IFRIC 12 – Acordos de concessão de serviços |
1-Jan-10 | Esta interpretação, aplicável a concessões do tipo público-para-privado, enquadra o operador como prestador de serviços e introduz regras de reconhecimento por parte do operador do rédito de construção e de operação de infraestruturas e sua mensuração. |
| IFRIC 15 – Acordos para a construção de imóveis |
1-Jan-10 | Esta interpretação clarifica as condições necessárias para enquadrar o reconhecimento do rédito proveniente da construção de imóveis no âmbito da IAS 11 – Contratos de construção ou no âmbito da IAS 18 – Rédito. |
| IFRIC 16 – Coberturas de um investimento líquido numa unidade operacional estrangeira |
1-Jul-09 | Esta interpretação fornece orientações sobre a contabilidade de cobertura de um investimento líquido numa unidade operacional estrangeira. |
| IFRIC 18 – Transferências de activos provenientes de clientes |
Transferências efectuadas em ou após 1-Jul-09 |
Esta interpretação fornece orientações sobre a contabilização pelos operadores de activos fixos tangíveis provenientes de clientes". |
| REVISÕES: IFRS 1 – Adopção pela primeira vez das normas internacionais de relato financeiro (Revisão de 2008) |
1-Jan-10 | Esta revisão reflecte as várias alterações ocorridas desde a primeira versão desta norma. |
(Montantes expressos em Euros)
| Norma/Interpretação | Data de eficácia (exercícios iniciados em ou após) |
||
|---|---|---|---|
| IFRS 2008) |
3 – Concentrações de actividades empresariais / IAS 27 – Demonstrações financeiras consolidadas e separadas (Revisão de |
1-Jul-09 | Esta revisão introduz alterações: (a) na mensuração dos interesses sem controlo (anteriormente designados interesses minoritários); (b) no reconhecimento e mensuração subsequente de pagamentos contingentes; (c) no tratamento dos custos directos relacionados com a concentração; e (d) no registo de transacções de compra de interesses em entidades já controladas e de venda de interesses das quais não resulte a perda de controlo sobre a entidade. |
| EMENDAS: IAS 39 – Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração (Emendas) |
1-Jul-09 | Estas emendas clarificam alguns aspectos da contabilidade de cobertura, nomeadamente: (i) a identificação da inflação como um risco coberto e (ii) a cobertura com opções. |
|
| IFRIC 9 – Reavaliação de derivados embutidos / IAS 39 – Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração (Emendas) |
Exercícios acabados em ou iniciados após 30-Jun-09 |
Estas emendas clarificam as circunstâncias em que é permitida a reapreciação subsequente da obrigatoriedade de separação de um derivado embutido. |
Estas normas apesar de aprovadas ("endorsed") pela União Europeia, não foram adoptadas pelo Grupo no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, em virtude de a sua aplicação não ser ainda obrigatória e o Grupo ter decidido não as adoptar antecipadamente. Não são estimados impactos significativos nas demonstrações financeiras, decorrentes da adopção das mesmas, com excepção das alterações da IFRS 3 e consequente alteração ao nível da IAS 27.
As políticas contabilísticas e os critérios de mensuração adoptados pelo Grupo a 31 de Dezembro de 2009 são comparáveis com os utilizados na preparação das demonstrações financeiras em 31 de Dezembro de 2008.
Na preparação das demonstrações financeiras consolidadas, em conformidade com os IAS/IFRS, o Conselho de Administração do Grupo adoptou certos pressupostos e estimativas que afectam os activos e passivos reportados, bem como os proveitos e custos incorridos relativos aos períodos reportados. Todas as estimativas e assumpções efectuadas pelo Conselho de Administração foram efectuadas com base no seu melhor conhecimento existente, à data de aprovação das demonstrações financeiras, dos eventos e transacções em curso.
As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas para apreciação e aprovação em Assembleia Geral de Accionistas. O Conselho de Administração do Grupo entende que as mesmas serão aprovadas sem alterações.
Os princípios de consolidação adoptados pelo Grupo Cofina na preparação das suas demonstrações financeiras consolidadas são os seguintes:
As participações financeiras em empresas nas quais o Grupo Cofina detenha, directa ou indirectamente, mais de 50% dos direitos de voto em Assembleia Geral de Accionistas ou detenha o poder de controlar as suas políticas financeiras e operacionais (definição de controlo utilizada pelo Grupo) são incluídas nas
(Montantes expressos em Euros)
demonstrações financeiras consolidadas pelo método de consolidação integral. O capital próprio e o resultado líquido destas empresas correspondente à participação de terceiros nas mesmas são apresentados separadamente na demonstração da posição financeira consolidada e na demonstração de resultados consolidada, respectivamente, nas rubricas "Interesses minoritários". As empresas incluídas nas demonstrações financeiras pelo método de consolidação integral encontram-se detalhadas na Nota 4.
Quando os prejuízos atribuíveis aos accionistas minoritários excedem o interesse minoritário no capital próprio da filial, o Grupo absorve esse excesso e quaisquer prejuízos adicionais, excepto quando os accionistas minoritários tenham a obrigação e sejam capazes de cobrir esses prejuízos. Se a filial subsequentemente reportar lucros, o Grupo apropria todos os lucros até que a parte minoritária dos prejuízos absorvidos pelo Grupo tenha sido recuperada.
Nas concentrações empresariais ocorridas após a data de transição para as Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adoptadas pela União Europeia - IFRS (1 de Janeiro de 2004), os activos e passivos de cada filial são identificados ao seu justo valor na data de aquisição conforme estabelecido pela IFRS 3 – "Concentrações de actividades empresariais", podendo tal mensuração ser concluída num prazo de 12 meses após da data de aquisição. Qualquer excesso do custo de aquisição face ao justo valor dos activos e passivos líquidos adquiridos (incluindo passivos contingentes) é reconhecido como diferença de consolidação. Caso o diferencial entre o custo de aquisição e o justo valor de activos e passivos líquidos adquiridos seja negativo, o mesmo é reconhecido como proveito do exercício após reconfirmação do justo valor atribuído aos activos líquidos adquiridos. Os interesses de accionistas minoritários são apresentados pela respectiva proporção do justo valor dos activos e passivos identificados.
Os resultados das filiais adquiridas ou vendidas durante o exercício estão incluídos nas demonstrações de resultados desde a data da sua aquisição ou até à data da sua venda, respectivamente.
Sempre que necessário, são efectuados ajustamentos às demonstrações financeiras das filiais para adequar as suas políticas contabilísticas às usadas pelo Grupo. As transacções, os saldos e os dividendos distribuídos entre empresas do Grupo são eliminados no processo de consolidação.
Nas situações em que o Grupo detenha, em substância, o controlo de outras entidades criadas com um fim específico ("Special Purpose Entities" – SPE's), ainda que não possua participações de capital directa ou indirectamente nessas entidades, as mesmas são consolidadas pelo método de consolidação integral.
Os investimentos financeiros em empresas associadas (entendendo o Grupo como tal as empresas onde exerce uma influência significativa mas em que não detém o controlo ou o controlo conjunto das mesmas através da participação nas decisões financeiras e operacionais da empresa - geralmente investimentos representando entre 20% a 50% do capital de uma empresa) são registados pelo método da equivalência patrimonial.
De acordo com o método da equivalência patrimonial, os investimentos financeiros em empresas associadas são inicialmente contabilizados pelo custo de aquisição, o qual é acrescido ou reduzido do valor correspondente à proporção dos capitais próprios dessas empresas, reportados à data de aquisição ou da primeira aplicação do método da equivalência patrimonial. As participações financeiras são posteriormente ajustadas anualmente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos das associadas por contrapartida de ganhos ou perdas do exercício. Adicionalmente, os dividendos destas empresas são registados como uma diminuição do valor do investimento, e a parte proporcional nas variações dos capitais próprios é registada como uma variação do capital próprio do Grupo.
As diferenças entre o custo de aquisição e o justo valor dos activos e passivos identificáveis da associada na data de aquisição, se positivas, são reconhecidas como diferenças de consolidação e mantidas no valor da rubrica "Investimentos em empresas associadas". Se essas diferenças forem negativas, após reconfirmação do justo valor atribuído aos activos e passivos, são registadas como proveito do exercício na rubrica "Resultados relativos a empresas associadas".
É efectuada uma avaliação dos investimentos e empréstimos concedidos a associadas quando existem indícios de que o activo possa estar em imparidade, sendo registadas como custo financeiro na rubrica "Resultados relativos a empresas associadas" as perdas por imparidade que se demonstrem existir. Quando as perdas por imparidade reconhecidas em exercícios anteriores deixam de existir são objecto de reversão.
(Montantes expressos em Euros)
Quando a proporção do Grupo nos prejuízos acumulados da associada excede o valor pelo qual o investimento se encontra registado, o investimento é reportado por valor nulo, excepto quando o Grupo tiver assumido compromissos para com a associada, registando nesses casos uma provisão para fazer face a essas obrigações.
Os ganhos não realizados em transacções com empresas associadas são eliminados proporcionalmente ao interesse do Grupo na associada por contrapartida do investimento nessa mesma associada. As perdas não realizadas são similarmente eliminadas, mas somente até ao ponto em que a perda não evidencie que o activo transferido esteja em situação de imparidade.
Os investimentos financeiros em empresas associadas encontram-se detalhados na Nota 4.
Nas concentrações de actividades empresariais ocorridas após a data de transição para as Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adoptadas pela União Europeia - IFRS (1 de Janeiro de 2004), as diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em empresas do Grupo e associadas e o justo valor dos activos e passivos identificáveis (incluindo passivos contingentes) dessas empresas à data da sua aquisição, se positivas, são registadas na rubrica do activo "Diferenças de consolidação" ou mantidas na rubrica "Investimentos em empresas associadas", consoante se refiram a empresas do Grupo ou a empresas associadas. As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em filiais sedeadas no estrangeiro e o justo valor dos activos e passivos identificáveis (incluindo passivos contingentes) dessas filiais à data da sua aquisição encontram-se registadas na moeda funcional dessas filiais, sendo convertidas para a moeda de reporte do Grupo (Euro) à taxa de câmbio em vigor na data de balanço. As diferenças cambiais geradas nessa conversão são registadas na rubrica de capitais próprios "Reservas de conversão", incluída na rubrica "Outras reservas".
As diferenças de consolidação originadas em aquisições anteriores a 1 de Janeiro de 2004 foram mantidas pelos valores apresentados de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal a essa data, e foram objecto de testes de imparidade nessa data, sendo os impactos desses ajustamentos registados na rubrica "Resultados transitados", em conformidade com as disposições constantes da IFRS 1. No caso de filiais estrangeiras, as diferenças de consolidação foram reexpressas na moeda funcional de cada filial, retrospectivamente.
O valor das diferenças de consolidação não é amortizado, sendo testado anualmente para verificar se existem perdas por imparidade. Os valores recuperáveis das unidades geradoras de caixa são determinados com base no valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que se espera que surjam do uso continuado do activo e da sua alienação no final da sua vida útil. A quantia recuperável é estimada para cada activo, individualmente ou, no caso de não ser possível, para a unidade geradora de caixa à qual o activo pertence. Estes cálculos exigem a utilização de pressupostos que são efectuados com base em estimativas de circunstâncias futuras cuja ocorrência poderá vir a ser diferente da estimada. As perdas por imparidade das diferenças de consolidação constatadas no exercício são registadas na demonstração de resultados do exercício na rubrica "Provisões e perdas por imparidade". As perdas por imparidade relativas a diferenças de consolidação não são revertidas.
As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em empresas do Grupo e associadas e o justo valor dos activos e passivos identificáveis (incluindo passivos contingentes) dessas empresas à data da sua aquisição, se negativas, são reconhecidas como proveito na data de aquisição, após reconfirmação do justo valor dos activos e passivos identificáveis.
Os activos e passivos das demonstrações financeiras de entidades estrangeiras incluídas na consolidação são convertidos para Euros utilizando as taxas de câmbio à data do balanço e os custos e proveitos bem como os fluxos de caixa são convertidos para Euros utilizando a taxa de câmbio média verificada no exercício. A diferença cambial resultante é registada nas rubricas de capitais próprios.
O valor das diferenças de consolidação e ajustamentos de justo valor resultantes da aquisição de entidades estrangeiras são tratados como activos e passivos dessa entidade e transpostos para Euros de acordo com a taxa de câmbio em vigor no final do exercício.
(Montantes expressos em Euros)
Sempre que uma entidade estrangeira é alienada, a diferença cambial acumulada é reconhecida na demonstração de resultados como um ganho ou perda na alienação.
As cotações utilizadas na conversão para euros das empresas associadas estrangeiras foram as seguintes:
| 31 de Dezembro de 2009 | 31 de Dezembro de 2008 | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Final do | Média do | Final do | Média do | ||
| exercício | exercício | exercício | exercício | ||
| Real brasileiro | 0,3982 | 0,3628 | 0,3083 | 0,36935 |
Os principais critérios valorimétricos utilizados pelo Grupo Cofina na preparação das suas demonstrações financeiras consolidadas são os seguintes:
Os activos intangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das amortizações e das perdas por imparidade acumuladas. Os activos fixos intangíveis só são reconhecidos se for provável que deles advenham benefícios económicos futuros para o Grupo, sejam controláveis pelo Grupo e se possa medir razoavelmente o seu valor.
As despesas de investigação incorridas com novos conhecimentos técnicos são reconhecidas na demonstração dos resultados quando incorridas.
As despesas de desenvolvimento para as quais o Grupo demonstre capacidade para completar o seu desenvolvimento e iniciar a sua comercialização e/ou uso e relativamente às quais seja provável que o activo criado venha a gerar benefícios económicos futuros, são capitalizadas. As despesas de desenvolvimento que não cumpram estes critérios são registadas como custo no período em que são incorridas.
Os custos internos associados à manutenção e ao desenvolvimento de software são registados como custos na demonstração de resultados quando incorridos, excepto na situação em que estes custos estejam directamente associados a projectos para os quais seja provável a geração de benefícios económicos futuros para o Grupo. Nestas situações os custos são capitalizados como activos incorpóreos.
As amortizações são calculadas, após o início de utilização dos bens, pelo método das quotas constantes em conformidade com o período de vida útil estimado (genericamente 3 a 5 anos).
Os activos fixos tangíveis adquiridas até 1 de Janeiro de 2004 (data de transição para as Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adoptadas pela União Europeia), encontram-se registados ao seu "deemed cost", o qual corresponde ao custo de aquisição ou ao custo de aquisição reavaliado de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal até àquela data, deduzido das amortizações acumuladas e de perdas por imparidade.
Os activos fixos tangíveis adquiridos após aquela data encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das correspondentes amortizações e das perdas por imparidade acumuladas.
As amortizações são calculadas, após os bens estarem em condições de serem utilizados, pelo método das quotas constantes em conformidade com o período de vida útil estimado para cada grupo de bens.
(Montantes expressos em Euros)
As taxas de amortização utilizadas correspondem aos seguintes períodos de vida útil estimada:
| Anos |
|---|
| 10 |
| 2 a 15 |
| 2 a 10 |
| 4 a 14 |
| 2 a 10 |
| 3 a 10 |
As despesas de conservação e reparação que não aumentem a vida útil dos activos nem resultem em benfeitorias ou melhorias significativas nos elementos dos activos fixos tangíveis são registadas como custo do exercício em que são incorridas.
Os activos fixos tangíveis em curso representam activos fixos tangíveis ainda em fase de construção, encontrando-se registados ao custo de aquisição deduzido de eventuais perdas de imparidade. Estes activos são amortizados a partir do momento em que os activos subjacentes estejam em condições de serem utilizados.
As mais ou menos valias resultantes da venda ou abate de activos fixos tangíveis são determinadas como a diferença entre o preço de venda e o valor líquido contabilístico na data de alienação ou abate, sendo registadas na demonstração de resultados nas rubricas "Outros proveitos" ou "Outros custos".
Os contratos de locação são classificados como (i) locação financeira se através deles forem transferidos substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse e (ii) como locações operacionais se através deles não forem transferidos substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse do activo sob locação.
Os activos fixos tangíveis adquiridos mediante contratos de locação financeira bem como as correspondentes responsabilidades são contabilizados pelo método financeiro. De acordo com este método, o custo do activo é registado nos activos fixos tangíveis, a correspondente responsabilidade é registada no passivo e os juros incluídos no valor das rendas e a amortização do activo, calculada conforme descrito na Nota 2.3.b), são registados como custos na demonstração dos resultados do exercício a que respeitam.
A classificação das locações financeiras ou operacionais é realizada em função da substância dos contratos em causa e não da sua forma.
Nas locações consideradas como operacionais, as rendas devidas são reconhecidas como custo na demonstração dos resultados numa base linear durante o período do contrato de locação.
É efectuada uma avaliação de imparidade dos activos do grupo à data de cada balanço e sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indiquem que o montante pelo qual o activo se encontra registado possa não ser recuperável.
Sempre que o montante pelo qual o activo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade, registada na demonstração dos resultados na rubrica "Provisões e perdas por imparidade".
A quantia recuperável é a mais alta entre o preço de venda líquido e do valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do activo, numa transacção entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos custos directamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que são esperados que surjam do uso continuado do activo e da sua alienação no final da sua vida útil. A quantia recuperável é estimada para cada activo, individualmente ou, no caso de não ser possível, para a unidade geradora de fluxos de caixa à qual o activo pertence.
(Montantes expressos em Euros)
Quando as perdas por imparidade, reconhecidas em exercícios anteriores, deixem de existir, são objecto de reversão. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida na demonstração dos resultados na rubrica "Outros proveitos". Esta reversão da perda por imparidade é efectuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de amortização ou depreciação) caso a perda por imparidade não se tivesse registado em exercícios anteriores.
Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são usualmente reconhecidos como custo na demonstração dos resultados de acordo com o princípio da especialização dos exercícios.
Nos casos em que são contratados empréstimos com o fim específico de financiar activos fixos, os juros correspondentes são capitalizados, fazendo parte do custo do activo. A capitalização destes encargos inicia-se após o início da preparação das actividades de construção, e cessa quando o activo se encontra pronto para utilização ou caso o projecto seja suspenso.
f) Inventários
As mercadorias e as matérias-primas, subsidiárias e de consumo são valorizadas ao custo médio de aquisição, deduzido do valor dos descontos de quantidade concedidos pelos fornecedores, o qual é inferior ao respectivo valor de mercado.
As diferenças entre o custo e o respectivo valor de realização dos inventários, no caso de este ser inferior ao custo, são registadas como custo na rubrica "Provisões e perdas por imparidade".
g) Provisões
As provisões são reconhecidas quando, e somente quando, o Grupo (i) tenha uma obrigação presente (legal ou construtiva) resultante de um evento passado, (ii) seja provável que para a resolução dessa obrigação ocorra uma saída de recursos e (iii) o montante da obrigação possa ser razoavelmente estimado. As provisões são revistas na data de cada balanço e ajustadas de modo a reflectir a melhor estimativa do Conselho de Administração a essa data.
As provisões para custos de reestruturação são reconhecidas pelo Grupo sempre que exista um plano formal e detalhado de reestruturação e que o mesmo tenha sido comunicado às partes envolvidas.
Quando uma provisão é apurada tendo em consideração os fluxos de caixa necessários para liquidar tal obrigação, a mesma é registada pelo valor actual dos mesmos.
h) Complementos de reforma
Quando existem compromissos de conceder aos empregados prestações pecuniárias a título de complementos de pensões de reforma por velhice ou invalidez, são constituídas provisões com base em cálculos actuariais efectuados por entidades especializadas. As responsabilidades actuariais são calculadas de acordo com o "Projected Unit Credit Method" utilizando os pressupostos actuariais e financeiros considerados mais adequados.
Os investimentos detidos pelo Grupo são classificados como segue:
Investimentos registados ao justo valor através de resultados: esta categoria divide-se em duas subcategorias: "Activos financeiros detidos para negociação" e "Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados". Um activo financeiro é classificado nesta categoria se for adquirido com o propósito de ser vendido no curto prazo ou a sua performance e estratégia de investimento sejam analisadas e definidas pelo Conselho de Administração com base no justo valor do activo financeiro. Os instrumentos derivados são também classificados como detidos para negociação, excepto se estiverem afectos a operações de cobertura. Os activos desta categoria são classificados como activos correntes no caso de serem detidos para negociação ou se for expectável que se realizem num período inferior a 12 meses da data do balanço;
(Montantes expressos em Euros)
Investimentos detidos até ao vencimento: esta categoria inclui os activos financeiros, não derivados, com reembolsos fixos ou variáveis, que possuem uma maturidade fixada e cuja intenção do Conselho de Administração é a manutenção dos mesmos até à data do seu vencimento;
Investimentos disponíveis para venda: incluem-se aqui os activos financeiros, não derivados, que são designados como disponíveis para venda ou aqueles que não se enquadrem nas categorias anteriores. Esta categoria é incluída nos activos não correntes, excepto se o Conselho de Administração tiver a intenção de alienar o investimento num período inferior a 12 meses da data do balanço.
Os investimentos são inicialmente registados pelo seu valor de aquisição, que é o justo valor do preço pago incluindo as despesas de transacção, no caso dos investimentos detidos até ao vencimento e investimentos disponíveis para venda.
Após o reconhecimento inicial, os investimentos mensurados a justo valor através de resultados e os investimentos disponíveis para venda são reavaliados pelos seus justos valores por referência ao seu valor de mercado à data do balanço, sem qualquer dedução relativa a custos de transacção que possam vir a ocorrer até à sua venda. Os investimentos em instrumentos de capital próprio que não sejam cotados e para os quais não seja possível estimar com fiabilidade o seu justo valor, são mantidos ao custo de aquisição deduzido de eventuais perdas por imparidade. Os investimentos detidos até à maturidade são mensurados pelo custo amortizado usando o método da taxa de juro efectiva.
Os ganhos ou perdas provenientes de uma alteração no justo valor dos investimentos disponíveis para venda são registados no capital próprio, na rubrica "Reservas de justo valor" incluída na rubrica "Outras reservas" até o investimento ser vendido ou recebido ou até que o justo valor do investimento se situe abaixo do seu custo de aquisição e que tal corresponda a uma perda por imparidade, momento em que a perda acumulada é transferida para a demonstração dos resultados.
Todas as compras e vendas destes investimentos são reconhecidas à data da assinatura dos respectivos contratos de compra e venda, independentemente da sua data de liquidação financeira.
As dívidas de clientes, de outros devedores e de outros terceiros são registadas pelo seu valor nominal e apresentadas na demonstração da posição financeira consolidada deduzido de eventuais perdas de imparidade reconhecidas na rubrica "Perdas de imparidade acumuladas", para que os activos reflictam o seu valor realizável líquido. Estas rubricas, quando correntes, não incluem juros por não se considerar material o impacto do desconto.
As perdas de imparidade são registadas na sequência de eventos ocorridos que indiquem, objectivamente e de forma quantificável, que a totalidade ou parte do saldo em dívida não será recebido. Para tal, cada empresa do Grupo tem em consideração informação de mercado que demonstre que:
As perdas por imparidade reconhecidas correspondem à diferença entre o montante escriturado do saldo a receber e respectivo valor actual dos fluxos de caixa futuros estimados, descontados à taxa de juro efectiva inicial que, nos casos em que se perspective um recebimento num prazo inferior a um ano, é considerada nula por se considerar imaterial o efeito do desconto.
Os empréstimos são registados no passivo pelo seu valor nominal deduzido dos custos de transacção que sejam directamente atribuíveis à emissão desses passivos. Os encargos financeiros são calculados de acordo com a taxa de juro efectiva e contabilizados na demonstração dos resultados do período de acordo com o princípio da especialização dos exercícios.
Sempre que existe direito de cumprimento obrigatório de compensar activos e passivos e o Conselho de Administração pretenda liquidar numa base líquida ou realizar o activo e liquidar simultaneamente
(Montantes expressos em Euros)
o passivo, os mesmos são compensados, e apresentados na demonstração da posição financeira consolidada pelo seu montante líquido.
iv) Contas a pagar
As contas a pagar, que não vencem juros, são registadas pelo seu valor nominal, que é substancialmente equivalente ao seu justo valor.
v) Instrumentos derivados
O Grupo poderá utilizar instrumentos derivados na gestão dos seus riscos financeiros como forma de garantir a cobertura desses riscos, não sendo utilizados instrumentos derivados com o objectivo de especulação.
Os critérios utilizados pelo Grupo para classificar os instrumentos derivados como instrumentos de cobertura de fluxos de caixa são os seguintes:
Os instrumentos de cobertura de taxa de juro e de câmbio são registados pelo seu justo valor. As alterações de justo valor destes instrumentos são reconhecidas directamente em capitais próprios na rubrica "Reservas de cobertura" incluída na rubrica "Outras reservas" na parte em que essa cobertura se revele eficaz, sendo transferidas para a demonstração dos resultados no mesmo período em que o instrumento objecto de cobertura afecta resultados.
Caso os instrumentos derivados não se enquadrem nos requisitos acima indicados para classificação como instrumentos de cobertura, apesar de inicialmente contratados para esse fim, as variações no seu justo valor são reconhecidas directamente na demonstração dos resultados.
A contabilização de cobertura de instrumentos derivados é descontinuada quando o instrumento se vence ou é vendido. Nas situações em que o instrumento derivado deixe de ser qualificado como instrumento de cobertura, as diferenças de justo valor acumuladas até então, que se encontram registadas em capital próprio na rubrica "Reservas de cobertura", são transferidas para resultados do período, ou adicionadas ao valor contabilístico do activo a que as transacções objecto de cobertura deram origem, e as reavaliações subsequentes são registadas directamente nas rubricas da demonstração dos resultados.
Quando existam derivados embutidos em outros instrumentos financeiros ou outros contratos, os mesmos são tratados como derivados separados nas situações em que os riscos e características não estejam intimamente relacionados com os contratos de acolhimento e nas situações em que os contratos não sejam apresentados pelo seu justo valor com os ganhos ou perdas não realizadas registadas na demonstração dos resultados.
Os passivos financeiros e os instrumentos de capital próprio são classificados de acordo com a substância contratual da transacção, independentemente da forma legal que assumam. São considerados instrumentos de capital próprio os que evidenciam um interesse residual nos activos do Grupo após dedução dos passivos, sendo registados pelo valor recebido, líquido dos custos suportados com a sua emissão.
vii) Acções próprias
As acções próprias são contabilizadas pelo seu valor de aquisição como um abatimento ao capital próprio. Os ganhos e perdas inerentes à alienação das acções próprias são registadas em "Outras reservas".
(Montantes expressos em Euros)
O Grupo desreconhece activos financeiros das suas demonstrações financeiras, unicamente quando o direito contratual aos fluxos de caixa inerentes a tais activos já tiver expirado, ou quando o Grupo transfere substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à posse de tais activos para uma terceira entidade. Se o Grupo retiver substancialmente os riscos e benefícios inerentes à posse de tais activos, continua a reconhecer nas suas demonstrações financeiras os mesmos, registando no passivo, na rubrica "Empréstimos bancários" ou "Outros empréstimos", a contrapartida monetária pelos activos cedidos.
Consequentemente, os saldos de clientes titulados por letras descontadas e não vencidas e as contas a receber cedidas em factoring à data de cada balanço, com excepção das operações de "factoring sem recurso", são reconhecidas nas demonstrações financeiras do Grupo até ao momento do seu recebimento.
Os montantes incluídos na rubrica "Caixa e equivalentes de caixa" correspondem aos valores de caixa, depósitos bancários, depósitos a prazo e outras aplicações de tesouraria, vencíveis a menos de três meses, e que possam ser imediatamente mobilizáveis sem risco significativo de alteração de valor.
Ao nível da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica "Caixa e equivalentes de caixa" compreende também os descobertos bancários incluídos na rubrica do passivo corrente "Empréstimos bancários".
Os passivos contingentes são definidos pela Empresa como (i) obrigações que surjam de acontecimentos passados e cuja existência somente será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais acontecimentos futuros incertos não totalmente sob o controlo da empresa ou (ii) obrigações presentes que surjam de acontecimentos passados mas que não são reconhecidas porque não é provável que um fluxo de recursos que afecte benefícios económicos seja necessário para liquidar a obrigação ou a quantia da obrigação não pode ser mensurada com suficiente fiabilidade.
Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras do Grupo, sendo os mesmos objecto de divulgação, a menos que a possibilidade de uma saída de fundos afectando benefícios económicos futuros seja remota, caso este em que não são sequer objecto de divulgação.
Os activos contingentes são possíveis activos que surgem de acontecimentos passados e cuja existência somente será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob o controlo da Empresa.
Os activos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras da Empresa mas unicamente objecto de divulgação quando é provável a existência de um benefício económico futuro.
O imposto sobre o rendimento do exercício é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na consolidação e considera a tributação diferida.
O imposto corrente sobre o rendimento é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na consolidação de acordo com as regras fiscais em vigor no local e sede de cada empresa.
A maioria das empresas incluídas no perímetro de consolidação do Grupo Cofina pelo método integral é tributada segundo o Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades ("RETGS"), de acordo com o artigo 63º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas, sendo a Cofina a sociedade dominante do Grupo.
Os impostos diferidos são calculados com base no método da responsabilidade do balanço e reflectem as diferenças temporárias entre o montante dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação. Os impostos diferidos activos e passivos são calculados
(Montantes expressos em Euros)
e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação em vigor ou anunciadas para estarem em vigor à data expectável da reversão das diferenças temporárias.
Os activos por impostos diferidos são reconhecidos unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para a sua utilização, ou nas situações em que existam diferenças temporárias tributáveis que compensem as diferenças temporárias dedutíveis no período da sua reversão. No final de cada período é efectuada uma revisão desses impostos diferidos, sendo os mesmos reduzidos sempre que deixe de ser provável a sua utilização futura.
Os impostos diferidos são registados como custo ou proveito do exercício, excepto se resultarem de valores registados directamente em capital próprio, situação em que o imposto diferido é também registado na mesma rubrica.
O rédito proveniente da venda de bens apenas é reconhecido na demonstração dos resultados quando (i) são transferidos para o comprador os riscos e vantagens significativos da propriedade dos bens, (ii) não seja mantido um envolvimento continuado de gestão com grau geralmente associado com a posse ou o controlo efectivo dos bens vendidos, (iii) a quantia do rédito pode ser fiavelmente mensurada, (iv) seja provável que os benefícios económicos associados com as transacções fluam para o Grupo e (v) os custos incorridos ou a serem incorridos referentes à transacção possam ser fiavelmente mensurados. As vendas são reconhecidas líquidas de impostos, descontos e outros custos inerentes à sua concretização, pelo justo valor do montante recebido ou a receber.
As vendas de revistas e de jornais são registadas no período em que as publicações são distribuídas, sendo os jornais diários e as revistas semanais, mensais ou bimensais. As devoluções das publicações não vendidas são registadas como uma redução dos proveitos anteriormente registados, no período a que dizem respeito. Os proveitos resultantes da subscrição de revistas e jornais (assinaturas) são diferidos ao longo do período de subscrição (regra geral um ano).
As prestações de serviços que respeitam à venda de espaço publicitário nas publicações do Grupo são registadas no período em que a publicidade é publicada. O desconto de quantidade concedido relativo à venda de espaço publicitário é registado no período a que respeita como dedução ao valor bruto das prestações de serviços.
As prestações de serviços relacionadas com a actividade de impressão gráfica são reconhecidas no período em que o serviço é prestado.
Os dividendos são reconhecidos como proveitos na demonstração dos resultados do período em que é decidida a sua atribuição.
As restantes receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual estas são reconhecidas à medida que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos incluídas nas rubricas "Outros activos correntes" e "Outros passivos correntes".
Todos os activos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para Euros utilizando as taxas de câmbio oficiais vigentes à data de balanço. As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transacções e as vigentes na data das cobranças, pagamentos ou à data do balanço, foram registadas como proveitos e custos na demonstração dos resultados do exercício.
Os eventos ocorridos após a data do balanço que proporcionem provas ou informações adicionais sobre condições que existiam à data do balanço ("adjusting events") são reflectidos nas demonstrações financeiras do Grupo. Os eventos após a data do balanço que sejam indicativos de condições que surgiram após a data do balanço ("non adjusting events"), quando materiais, são divulgados no anexo às demonstrações financeiras.
(Montantes expressos em Euros)
Em cada exercício, são identificados os segmentos relatáveis aplicáveis ao Grupo mais adequados tendo por base a organização interna do Grupo para efeitos de gestão.
A informação relativa ao rédito ao nível dos segmentos de negócio identificados é incluída na Nota 33.
A demonstração consolidada dos fluxos de caixa é preparada de acordo com a IAS 7, através do método directo. O Grupo classifica na rubrica "Caixa e seus equivalentes" os investimentos com vencimento a menos de três meses e para os quais o risco de alteração de valor é insignificante.
A demonstração dos fluxos de caixa encontra-se classificada em actividades operacionais (que englobam os recebimentos de clientes, pagamentos a fornecedores, pagamentos a pessoal e outros relacionados com a actividade operacional), de financiamento (que incluem, designadamente, os pagamentos e recebimentos referentes a empréstimos obtidos, contratos de locação financeira e pagamento de dividendos) e de investimento (que incluem, nomeadamente, aquisições e alienações de investimentos em empresas participadas e recebimentos e pagamentos decorrentes da compra e da venda de activos fixos tangíveis).
Na preparação das demonstrações financeiras anexas foram efectuados juízos de valor e estimativas e utilizados diversos pressupostos que afectaram as quantias relatadas de activos e passivos, assim como as quantias relatadas de rendimentos e gastos do exercício.
As estimativas e os pressupostos subjacentes foram determinados com base no melhor conhecimento existente à data de aprovação das demonstrações financeiras dos eventos e transacções em curso, assim como na experiência de eventos passados e/ou correntes. Contudo, poderão ocorrer situações em períodos subsequentes que, não sendo previsíveis à data de aprovação das demonstrações financeiras, não foram consideradas nessas estimativas. As alterações às estimativas que ocorram posteriormente à data das demonstrações financeiras serão corrigidas de forma prospectiva. Por este motivo e dado o grau de incerteza associado, os resultados reais das transacções em questão poderão diferir das correspondentes estimativas.
Os principais juízos de valor e estimativas efectuadas na preparação das demonstrações financeiras anexas foram os seguintes:
O Grupo Cofina encontra-se exposto basicamente a (i) riscos de mercado, (ii) riscos de crédito e (iii) riscos de liquidez. O principal objectivo da gestão de risco da Cofina é o de reduzir estes riscos até um nível considerado aceitável.
Os princípios gerais da gestão de riscos são aprovados pelo Conselho de Administração da Cofina, SGPS, S.A., sendo a sua implementação e acompanhamento supervisionados pelos administradores e directores de cada uma das empresas subsidiárias.
Revestem-se de particular importância no âmbito da gestão de risco de mercado os riscos de taxa de câmbio, taxa de juro, risco de mercado e risco de preço.
(Montantes expressos em Euros)
O impacto nas demonstrações financeiras das variações nas taxas de câmbio é reduzido, na medida em que a maior parte dos fluxos operacionais são contratados em Euros. O Grupo está apenas exposto ao risco de taxa de câmbio nas transacções em Real brasileiro, relativas à participação na associada Destak Brasil – Empreendimentos e Participações, S.A. registada pelo método da equivalência patrimonial. Deste modo, o Conselho de Administração do Grupo entende que eventuais alterações da taxa de câmbio não terão um efeito significativo sobre as demonstrações financeiras consolidadas.
Pontualmente e sempre que necessário o Grupo procura efectuar uma cobertura da sua exposição à variabilidade da taxa de câmbio através da contratação de instrumentos financeiros derivados, considerando eventuais transacções com entidades não residentes e fixadas em moeda diferente de Euro, em que a variação de taxa de câmbio possa ter um impacto relevante sobre a performance do Grupo, sempre que tal seja aplicável e considerado necessário para reduzir a volatilidade dos seus resultados.
O risco de taxa de juro é essencialmente resultante do endividamento do Grupo indexado a taxas variáveis, que pode expor o custo da dívida a um risco de volatilidade.
O Grupo utiliza instrumentos derivados ou transacções semelhantes para efeitos de cobertura de riscos de taxas de juro consideradas significantes. Três princípios são utilizados na selecção e determinação dos instrumentos de cobertura da taxa de juro:
Uma vez que a totalidade do endividamento da Cofina encontra-se indexado a taxas variáveis, são utilizados swaps de taxa de juro, quando tal é considerado necessário, como forma de protecção contra as variações dos fluxos de caixa futuros associados aos pagamentos de juros. Os swaps de taxa de juro contratados têm o efeito económico de converter os respectivos empréstimos associados a taxas variáveis para taxas fixas. Ao abrigo destes contratos o Grupo acorda com terceiras partes (Bancos) a troca, em períodos de tempo pré-determinados, da diferença entre o montante de juros calculados à taxa fixa contratada e à taxa variável da altura da refixação, com referência aos respectivos montantes nocionais acordados.
As contrapartes dos instrumentos de cobertura estão limitadas a instituições de crédito de elevada qualidade creditícia, sendo política do Grupo privilegiar a contratação destes instrumentos com entidades bancárias que formem parte das suas operações de financiamento. Para efeitos de determinação da contraparte das operações pontuais, a Cofina solicita a apresentação de propostas e preços indicativos a um número representativo de bancos de forma a garantir a adequada competitividade destas operações.
Na determinação do justo valor das operações de cobertura, o Grupo utiliza determinados métodos, tais como modelos de avaliação de opções e de actualização de (Montantes expressos em Euros)
fluxos de caixa futuros, e utiliza determinados pressupostos que são baseados nas condições de taxas de juro de mercado prevalecentes à data da demonstração da posição financeira consolidada. Cotações comparativas de instituições financeiras, para instrumentos específicos ou semelhantes, são utilizados como referencial de avaliação.
O Conselho de Administração do Grupo Cofina aprova os termos e condições dos financiamentos considerados materiais para a Empresa, analisando para tal a estrutura da dívida, os riscos inerentes e as diferentes opções existentes no mercado, nomeadamente quanto ao tipo de taxa de juro (fixo/variável).
c. Preço
O risco de preço é basicamente resultante da exposição que o Grupo Cofina tem em 31 de Dezembro de 2009 a títulos cotados na bolsa de valores. Nesta data, o Grupo Cofina detinha 15.190.000 acções da ZON Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A., as quais se encontravam valorizadas ao valor de cotação de final do ano (4,338 Euros).
Esta análise de sensibilidade foi calculada com base na quantidade de títulos existentes à data de balanço (durante o exercício de 2009 não houve variação na quantidade destes títulos). Deste modo, caso a cotação da ZON Multimédia fosse superior/inferior em 0,25 Euros (aproximadamente 6% face à cotação de 31 de Dezembro de 2009) o valor do activo seria superior/inferior em, aproximadamente, 3.790.000 Euros, excluindo eventuais efeitos fiscais.
A exposição do Grupo ao risco de crédito está maioritariamente associada às contas a receber decorrentes da sua actividade operacional e de tesouraria. O risco de crédito refere-se ao risco da contraparte incumprir com as suas obrigações contratuais, tal resultando numa perda para o Grupo.
A avaliação do risco de crédito é efectuada numa base regular, tendo em consideração as condições correntes de conjuntura económica e a situação específica do crédito de cada uma das empresas, sendo adoptados procedimentos correctivos sempre que tal se julgue conveniente.
O Grupo não possui risco de crédito significativo concentrado em nenhum cliente ou grupo de clientes em particular ou com características semelhantes, na medida em que as contas a receber estão repartidas por um elevado número de clientes, diferentes áreas de negócio e áreas geográficas.
Os ajustamentos para contas a receber são calculados tendo em consideração (i) o perfil de risco do cliente, (ii) o prazo médio de recebimento, e (iii) as condições financeiras do cliente.
Os montantes apresentados na demonstração da posição financeira consolidada encontram-se líquidos das perdas acumuladas de imparidade para cobranças duvidosas estimadas pelo Grupo, estando portanto ao justo valor.
O objectivo da política de gestão de risco de liquidez é garantir que o Grupo tem capacidade para liquidar ou cumprir as suas responsabilidades e prosseguir as estratégias delineadas, cumprindo todos os compromissos assumidos com terceiros no prazo estipulado.
O Grupo define como política activa (i) manter um nível suficiente de recursos livres e imediatamente disponíveis para fazer face aos pagamentos necessários no seu vencimento, (ii) limitar a probabilidade de incumprimento no reembolso de toda as suas aplicações e empréstimos negociando a amplitude das cláusulas contratuais e (iii) minimizar o custo de oportunidade de detenção de liquidez excedentária no curto prazo.
(Montantes expressos em Euros)
O Grupo procura ainda compatibilizar os prazos de vencimento de activos e passivos, através de uma gestão agilizada das suas maturidades.
Não ocorreram durante o exercício alterações de políticas contabilísticas nem erros materiais relativos a exercícios anteriores.
As empresas incluídas na consolidação pelo método integral, respectivas sedes, proporção do capital detido e actividade desenvolvida em 31 de Dezembro de 2009, são as seguintes:
| Denominação social | Sede | Percentagem efectiva de participação |
Actividade |
|---|---|---|---|
| Empresa mãe: | |||
| Cofina, SGPS, S.A. | Porto | Sociedade gestora de participações sociais | |
| Cofina B.V. ("Cofina BV") | Amesterdão (Holanda) |
100,00% | Sociedade gestora de participações sociais |
| Efe Erre Participações, SGPS, S.A. ("FR") | Ovar | 100,00% | Sociedade gestora de participações sociais |
| Grupo Cofina Media | |||
| Cofina Media, SGPS, S.A. ("Cofina Media") | Lisboa | 100,00% | Sociedade gestora de participações sociais |
| Presselivre – Imprensa Livre, S.A. (Presselivre") | Lisboa | 99,37% | Publicação de jornais e revistas |
| Edisport – Sociedade de Publicações, S.A. ("Edisport") |
Lisboa | 100,00% | Publicação de jornais |
| Edirevistas – Sociedade Editorial, S.A. ("Edirevistas") |
Lisboa | 99,46% | Publicação de revistas |
| Mediafin, SGPS, S.A. ("Mediafin") | Lisboa | 100,00% | Sociedade gestora de participações sociais |
| Metronews – Publicações, S.A. ("Metronews") | Carnaxide | 59,00% | Publicação de jornais |
| Grafedisport – Impressão e Artes Gráficas, S.A. ("Grafedisport") |
Queluz | 100,00% | Impressão de jornais |
| Web Works – Desenvolvimento de Aplicações para Internet, S.A. ("Web Works") (a) |
Lisboa | 51% | Produção e criação de sites para desenvolvimento de negócios online |
| Holdimédia SGPS, S.A. ("Holdimédia") (a) | Lisboa | 59% | Sociedade gestora de participações sociais |
| Transjornal – Edição de Publicações, S.A. ("Transjornal") (a) |
Lisboa | 59% | Publicação de jornais |
| Cofina - Eventos e Comunicação S.A. ("Cofina Eventos") (b) |
Lisboa | 70% | Promoção e organização de eventos |
| (a) – sociedade adquirida durante o exercício de |
2009 (Nota 5). (b) – sociedade constituída durante o exercício de
2009.
Estas filiais foram incluídas na consolidação do Grupo Cofina pelo método de consolidação integral, conforme indicado na Nota 2.2.a).
As empresas associadas, respectivas sedes, proporção do capital detido e actividade desenvolvida em 31 de Dezembro de 2009 são como segue:
| Denominação social | Sede | participação | Percentagem efectiva de | Actividade | |
|---|---|---|---|---|---|
| Directa | Indirecta | ||||
| VASP – Sociedade de Transportes e Distribuições, Lda. AdCom Media Anúncios e Publicidade, S.A. |
Lisboa São Paulo, Brasil |
33,33% - |
- 23,96% |
Distribuição de publicações Prestação de serviços de comunicação e publicidade |
|
| Destak Brasil – Editora, S.A. | São Paulo, Brasil |
- | 23,96% | Publicação de jornais | |
| Destak Brasil – Empreendimentos e Participações, S.A. | São Paulo, Brasil |
23,96% | - | Sociedade gestora de participações sociais Prestação de serviços de gestão |
|
| Mercados Globais – Publicação de Conteúdos, Lda. | V.N.Gaia | 50% | - | e dinamização de um fórum financeiro na internet |
(Montantes expressos em Euros)
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, por decisão da assembleia geral extraordinária da Destak Brasil – Editora de Publicações, S.A. foi decidido proceder à cisão do património desta sociedade em duas sociedades: a "AdCom Media Anúncios e Publicidade S.A." (anteriormente denominada Destak Brasil – Editora de Publicações, S.A.) cujo objecto social é a prestação de serviços de comunicação e publicidade e a "Destak Brasil Editora S.A." cujo objecto social é a publicação de jornais. Esta operação não teve qualquer impacto patrimonial para o Grupo Cofina uma vez que os activos e passivos foram cindidos pelo seu valor contabilístico.
Estas empresas associadas foram incluídas na consolidação do Grupo Cofina pelo método de equivalência patrimonial, conforme indicado na Nota 2.2.b).
O custo de aquisição da participação financeira, o valor de balanço, os capitais próprios em 31 de Dezembro de 2009 e o resultado líquido para o exercício findo naquela data das empresas associadas são como segue:
| Denominação social | Custo de aquisição |
Valor de balanço |
Capital próprio | Resultado líquido |
|---|---|---|---|---|
| VASP – Sociedade de Transportes e Distribuições, Lda. (a) | € 6.234 | € 3.094.593 | € 9.283.775 | € 230.007 |
| AdCom Media Anúncios e Publicidade S.A. (a) (b) | - | - | R\$ ( 14.711.297 ) | R\$ 895.180 |
| Destak Brasil – Editora, S.A. (a) (b) | - | - | R\$ ( 217.340 ) | R\$ ( 367.340 ) |
| Destak Brasil – Empreendimentos e Participações, S.A. (a) | € 299.064 | - | R\$ 2.068.610 | R\$ 16.398 |
| Mercados Globais – Publicação de Conteúdos, Lda. (c) | € 72.000 | - | (c) | (c) |
(a) – informação financeira provisória
(b) – participação detida pela subsidiária Destak Brasil – Empreendimentos e Participações, S.A.
(c) – informação financeira não disponível
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 a rubrica "Investimentos em empresas associadas" pode ser detalhada como segue:
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | |
|---|---|---|
| Investimento financeiro | ||
| VASP – Sociedade de Transportes e Distribuições, Lda. | 3.094.593 | 3.017.948 |
| Destak Brasil – Empreendimentos e Participações, S.A. | 299.064 | 299.064 |
| O Sol é Essencial, S.A. - método de equivalência patrimonial (a) | - | 670.889 |
| O Sol é Essencial, S.A. - diferença de consolidação (a) | - | 2.495.807 |
| Mercados Globais - Publicação de Conteúdos, Lda. | 72.000 | 72.000 |
| Adiantamentos por conta da aquisição de investimentos financeiros | - | 67.500 |
| 3.465.657 | 6.623.208 | |
| Perdas de imparidade acumuladas em investimentos em associadas (Nota 22) | (371.064) | (1.882.370) |
| Empréstimos a empresas associadas | ||
| Valor bruto | 3.697.878 | 3.000.000 |
| Perdas de imparidade acumuladas (Nota 22) | (2.058.525) | (1.360.000) |
| 4.733.946 | 6.380.838 |
(a) – Participação alienada durante o exercício de 2009
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 o Grupo possui investimentos disponíveis para venda correspondentes a participações minoritárias em empresas não cotadas para as quais foram registadas perdas por imparidade (Nota 22), apresentando naquelas datas um valor líquido nulo.
(Montantes expressos em Euros)
Os factos geradores de alterações no perímetro de consolidação do Grupo Cofina, durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, são como segue:
O justo valor dos activos e passivos à data da entrada daquelas sociedades (1 de Janeiro no caso da Web Works e 30 de Setembro de 2009 no caso da Holdimédia e da Transjornal), bem como o apuramento das diferenças de consolidação geradas, são como segue:
| Web Works | Holdimédia | Transjornal | Total | |
|---|---|---|---|---|
| Activos | ||||
| Activos intangíveis | 32.936 | - | 17.346 | 50.282 |
| Activos fixos tangíveis | 25.836 | - | 152.797 | 178.633 |
| Investimentos financeiros | - | 192.000 | - | 192.000 |
| Inventários | - | - | 12.820 | 12.820 |
| Dívidas de terceiros | 198.645 | - | 1.791.700 | 1.990.345 |
| Ajustamento para dívidas a recber | - | - | (286.585) | (286.585) |
| Caixa e equivalentes de caixa | 198.056 | 29.295 | 267.965 | 495.316 |
| Outros activos | 17.586 | - | 110.197 | 127.783 |
| Passivos | ||||
| Dívidas a curto prazo | (173.682) | (173.211) | (2.151.321) | (2.498.214) |
| Outros passivos | (9.776) | (4.000) | (1.044.645) | (1.058.421) |
| Activos líquidos | 289.601 | 44.084 | (1.129.726) | (796.041) |
| Percentagem adquirida | 51% | 59% | 59% | |
| Valor dos capitais próprios adquiridos | 147.697 | 26.010 | (666.539) | (492.832) |
| Custo de aquisição | 1.668.157 | 501.065 | 281.217 | 2.450.439 |
| Diferenças de consolidação na aquisição (Nota 6) | 1.520.460 | 475.055 | 947.756 | 2.943.271 |
| Activos e passivos atribuíveis a interesses minoritários | 141.904 | 18.074 | (463.188) | (303.209) |
| Fluxos de caixa líquidos decorrentes da variação de perímetro | ||||
| Pagamentos efectuados (a) | (1.600.657) | (501.065) | (89.217) | (2.190.939) |
| Caixa e equivalentes de caixa adquiridos | 198.056 | 29.295 | 267.965 | 495.316 |
| (1.402.601) | (471.770) | 178.748 | (1.695.623) |
(a) - parte do custo de aquisição do investimento financeiro na Web Works foi liquidado em 2008 a título de adiantamento.
A diferença de consolidação da Web Works resultante da aquisição foi apurada com base nas demonstrações financeiras da sociedade adquirida reportadas a 31 de Dezembro de 2008. No exercício de imputação de justo valor aos activos e passivos adquiridos não foram detectadas diferenças face ao valor contabilístico dos mesmos, pelo que a diferença entre estes e o custo da participação foi registada como uma diferença de consolidação.
O resultado e os proveitos atribuíveis a esta subsidiária incluídos nas demonstrações financeiras consolidadas do Grupo Cofina desde a data sua consolidação pelo método integral ascendem a, aproximadamente, 167.000 Euros e 581.000 Euros, respectivamente.
A diferença de consolidação resultante da aquisição da Holdimédia e da Transjornal foi apurada com base nas demonstrações financeiras das sociedades adquiridas reportadas a 30 de Setembro de 2009. No exercício de imputação de justo valor aos activos e passivos adquiridos não foram detectadas
(Montantes expressos em Euros)
diferenças face ao valor contabilístico dos mesmos, pelo que a diferença entre estes e o custo da participação foi registada como uma diferença de consolidação.
O resultado e os proveitos atribuíveis a estas subsidiárias incluídos nas demonstrações financeiras consolidadas do Grupo Cofina desde a data sua consolidação pelo método integral ascendem a, aproximadamente, 113.000 Euros e 1.229.000 Euros, respectivamente. Caso estas aquisições tivessem sido reportadas com efeitos a 1 de Janeiro de 2009, os proveitos do Grupo Cofina do exercício de 2009 teriam um incremento de, aproximadamente, 3.576.000 Euros e o resultado líquido teria um decréscimo de, aproximadamente, 47.000 Euros.
O apuramento daquelas diferenças de consolidação foi determinado provisoriamente podendo o Grupo proceder ao seu recálculo e reconhecer eventuais ajustamentos a esses valores provisórios num período até doze meses após a data de aquisição.
Não ocorreram factos geradores de alterações no perímetro de consolidação no Grupo Cofina durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2008.
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o movimento ocorrido nas diferenças de consolidação e nas respectivas perdas de imparidade, foi o seguinte:
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | |
|---|---|---|
| Saldo em 1 de Janeiro Aumento (Nota 5) |
89.053.723 2.943.271 |
89.053.723 - |
| Saldo final | 91.996.994 | 89.053.723 |
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, a rubrica 'Diferenças de consolidação' tinha a seguinte composição:
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | |
|---|---|---|
| Presselivre – Imprensa Livre, S.A. | 54.621.741 | 54.621.741 |
| Cofina Media, SGPS, S.A. | 24.524.544 | 24.524.544 |
| Edirevistas – Sociedade Editorial, S.A. | 6.297.606 | 6.297.606 |
| Grafedisport – Impressão e Artes Gráficas, S.A. | 1.906.459 | 1.906.459 |
| Metronews – Publicações, S.A. | 1.703.373 | 1.703.373 |
| Web Works – Desenvolvimento de Aplicações para Internet, S.A. | 1.520.460 | - |
| Transjornal – Edição de Publicações, S.A. | 1.422.811 | - |
| 91.996.994 | 89.053.723 |
São efectuados testes de imparidade às diferenças de consolidação numa base anual e sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indique que o montante pelo qual o activo se encontra registado possa não ser recuperado. Sempre que o montante pelo qual o activo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável é reconhecida uma perda de imparidade. A quantia recuperável é a mais alta do preço de venda líquido e do valor de uso. Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 não foram registadas nem revertidas quaisquer perdas de imparidade.
(Montantes expressos em Euros)
No exercício de 2009, os métodos e pressupostos utilizados, os quais no entendimento do Conselho de Administração são os que mais se adequam à conjuntura actual, na aferição da existência, ou não, de imparidade, para os principais valores de diferenças de consolidação são como segue:
| Método utilizado | Cash flows livres descontados |
|---|---|
| Base utilizada | Business plan |
| Período de projecção explícito | 5 anos |
| Taxas de crescimento das prestações de serviços | 1% |
| Taxa de desconto utilizada | 8,79% |
Para apuramento da taxa de desconto assumiram-se os seguintes pressupostos:
| - Custo do capital próprio: | 10,03% |
|---|---|
| - Custo da dívida (líquido de impostos): | 4,51% |
| - Custo médio ponderado do capital (WACC): | 8,79% |
| - Crescimento na perpetuidade: | 2,0% |
As empresas foram avaliadas através da metodologia dos cash flows livres descontados e tiveram por base business plans abrangendo um período de 5 anos desenvolvidos pelos responsáveis das empresas e devidamente aprovados pelo Conselho de Administração do Grupo.
Adicionalmente, o Conselho de Administração efectuou uma análise de sensibilidade com a taxa de crescimento na perpetuidade de zero não tendo sido identificados, mesmo neste cenário, problemas de imparidade nas diferenças de consolidação.
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o movimento ocorrido no valor dos activos fixos tangíveis, bem como nas respectivas amortizações e perdas de imparidade acumuladas, foi o seguinte:
| 2009 | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Activo bruto | |||||||||
| Terrenos e recursos naturais |
Edifícios e outras construções |
Equipamento básico |
Equipamento de transporte |
Ferramentas e utensílios |
Equipamento administrativo |
Outras imobilizações corpóreas |
Imobilizações em curso |
Total | |
| Saldo inicial | 165.970 | 440.093 | 22.137.445 | 796.996 | 94.302 | 10.654.646 | 940.044 | 54.173 | 35.283.669 |
| Aumentos | - | - | 23.852 | 110.264 | 1.250 | 157.665 | 24 | 406.914 | 699.969 |
| Variação de perímetro (Nota 5) | - | 38.434 | 165.704 | 37.406 | 7.001 | 314.478 | - | - | 563.023 |
| Alienações | - | - | (1.639) | (48.978) | - | (1.565) | - | - | (52.182) |
| Transferências e abates | - | (11.407) | (491.027) | (61.893) | - | (490.593) | 127.665 | (455.647) | (1.382.902) |
| Saldo final | 165.970 | 467.120 | 21.834.335 | 833.795 | 102.553 | 10.634.631 | 1.067.733 | 5.440 | 35.111.577 |
| 2009 Amortizações e perdas de imparidade acumuladas |
|||||||||
| Outras | |||||||||
| Terrenos e recursos naturais |
Edifícios e outras construções |
Equipamento básico |
Equipamento de transporte |
Ferramentas e utensílios |
Equipamento administrativo |
imobilizações corpóreas |
Imobilizações em curso |
Total | |
| Saldo inicial | - | 235.306 | 12.083.437 | 664.476 | 93.974 | 10.100.275 | 562.716 | - | 23.740.184 |
| Aumentos | - | 9.060 | 1.742.269 | 74.469 | 666 | 289.753 | 100.914 | - | 2.217.131 |
| Variação de perímetro (Nota 5) | - | 14.442 | 84.361 | 18.703 | 4.841 | 262.043 | - | - | 384.390 |
| Alienações | - | - | (1.639) | (18.703) | - | (777) | - | - | (21.119) |
| Transferências e abates | - | (13.543) | (510.563) | (54.251) | - | (513.463) | (44.346) | - | (1.136.166) |
| Saldo final | - | 245.265 | 13.397.865 | 684.694 | 99.481 | 10.137.831 | 619.284 | - | 25.184.420 |
| 165.970 | 221.855 | 8.436.470 | 149.101 | 3.072 | 496.800 | 448.449 | 5.440 | 9.927.157 | |
| 2008 | |||||||||
| Activo bruto | |||||||||
| Terrenos e recursos naturais |
Edifícios e outras construções |
Equipamento básico |
Equipamento de transporte |
Ferramentas e utensílios |
Equipamento administrativo |
Outras imobilizações corpóreas |
Imobilizações em curso |
Total | |
| Saldo inicial | 165.970 | 438.920 | 19.030.550 | 725.119 | 94.302 | 10.413.170 | 788.876 | - | 31.656.907 |
| Aumentos | - | - | 3.433.315 | 133.623 | - | 253.957 | 151.168 | 168.234 | 4.140.297 |
| Alienações | - | - | (52.260) | (61.746) | - | (9.315) | - | - | (123.321) |
| Transferências e abates | - | 1.173 | (274.160) | - | - | (3.166) | - | (114.061) | (390.214) |
| Saldo final | 165.970 | 440.093 | 22.137.445 | 796.996 | 94.302 | 10.654.646 | 940.044 | 54.173 | 35.283.669 |
| 2008 | |||||||||
| Amortizações e perdas de imparidade acumuladas | |||||||||
| Terrenos e recursos naturais |
Edifícios e outras construções |
Equipamento básico |
Equipamento de transporte |
Ferramentas e utensílios |
Equipamento administrativo |
Outras imobilizações corpóreas |
Imobilizações em curso |
Total | |
| Saldo inicial | - | 227.341 | 9.425.574 | 668.347 | 93.039 | 9.757.075 | 476.027 | - | 20.647.403 |
| Aumentos | - | 7.965 | 2.993.841 | 57.875 | 935 | 363.681 | 86.689 | - | 3.510.986 |
| Alienações | - | - | (38.264) | (61.746) | - | (1.866) | - | - | (101.876) |
| Transferências e abates | - | - | (297.714) | - | - | (18.615) | - | - | (316.329) |
| Saldo final | - | 235.306 | 12.083.437 | 664.476 | 93.974 | 10.100.275 | 562.716 | - | 23.740.184 |
| 165.970 | 204.787 | 10.054.008 | 132.520 | 328 | 554.371 | 377.328 | 54.173 | 11.543.485 |
(Montantes expressos em Euros)
No exercício de 2008 a linha "Aumentos" da rubrica do activo bruto "Equipamento básico" inclui, aproximadamente, 2.475.000 Euros relativos à aquisição de uma máquina de encarte automático efectuada pela subsidiária Grafedisport – Impressão e Artes Gráficas, S.A..
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o valor líquido dos activos fixos tangíveis adquiridos em regime de locação financeira pode ser detalhado como segue:
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Valor bruto | Amortizações acumuladas |
Valor líquido | Valor bruto | Amortizações acumuladas |
Valor líquido | ||
| Equipamento básico | 11.881.128 | 4.650.263 | 7.230.865 | 11.807.355 | 3.282.279 | 8.525.076 | |
| Equipamento de transporte | 92.888 | 33.289 | 59.599 | 60.208 | 60.208 | - | |
| 11.974.016 | 4.683.552 | 7.290.464 | 11.867.563 | 3.342.487 | 8.525.076 |
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 não existiam activos corpóreos dados como garantia de empréstimos contraídos, nem se encontravam capitalizados aos activos imobilizados quaisquer juros.
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o movimento ocorrido no valor dos activos intangíveis, bem como nas respectivas amortizações e perdas de imparidade acumuladas, foi o seguinte:
| 2009 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Activo bruto | |||||
| Despesas de investigação e desenvolvimento |
Propriedade industrial e outros direitos |
Outras imobilizações incorpóreas |
Software | Total | |
| Saldo inicial Aumentos |
25.800 - |
759.512 - |
25.200 - |
4.530.049 467.031 |
5.340.561 467.031 |
| Variação de perímetro (Nota 5) Transferências, regularizações e abates |
- - |
1.047 - |
- - |
108.853 (3.192.297) |
109.900 (3.192.297) |
| Saldo final | 25.800 | 760.559 | 25.200 | 1.913.636 | 2.725.195 |
| 2009 | |||||
| Amortizações acumuladas | |||||
| Despesas de investigação e desenvolvimento |
Propriedade industrial e outros direitos |
Outras imobilizações incorpóreas |
Software | Total | |
| Saldo inicial | 25.800 | 574.101 | 8.400 | 4.291.269 | 4.899.570 |
| Aumentos | - | 74.108 | 8.400 | 673.895 | 756.403 |
| Variação de perímetro (Nota 5) | - | 761 | - | 58.857 | 59.618 |
| Transferências, regularizações e abates | - | 37.767 | - | (3.555.201) | (3.517.434) |
| Saldo final | 25.800 | 686.737 | 16.800 | 1.468.820 | 2.198.157 |
| - | 73.822 | 8.400 | 444.816 | 527.038 | |
| 2008 Activo bruto |
|||||
| Despesas de investigação e |
Propriedade industrial e outros |
Outras imobilizações |
|||
| desenvolvimento | direitos | incorpóreas | Software | Total | |
| Saldo inicial | 25.800 | 768.793 | 12.470 | 4.468.594 | 5.275.657 |
| Aumentos | - | - | 25.200 | - | 25.200 |
| Transferências, regularizações e abates | - | (9.281) | (12.470) | 61.455 | 39.704 |
| Saldo final | 25.800 | 759.512 | 25.200 | 4.530.049 | 5.340.561 |
| 2008 Amortizações acumuladas |
|||||
| Despesas de investigação e |
Propriedade industrial e outros |
Outras imobilizações |
|||
| desenvolvimento | direitos | incorpóreas | Software | Total | |
| Saldo inicial | 17.200 | 547.049 | 12.470 | 4.278.357 | 4.855.076 |
| Aumentos | 11.004 | 36.333 | 8.400 | 12.470 | 68.207 |
| Transferências, regularizações e abates | (2.404) | (9.281) | (12.470) | 442 | (23.713) |
| Saldo final | 25.800 | 574.101 | 8.400 | 4.291.269 | 4.899.570 |
| - | 185.411 | 16.800 | 238.780 | 440.991 |
(Montantes expressos em Euros)
Os instrumentos financeiros, de acordo com as políticas descritas na Nota 2, foram classificados como segue:
| 31 de Dezembro de 2009 | Nota | Empréstimos e contas a receber |
Activos registados a justo valor por resultados |
Sub-total | Activos não abrangidos pelo IFRS 7 |
Total |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Activos correntes | ||||||
| Clientes | 12 | 11.384.331 | - | 11.384.331 | - | 11.384.331 |
| Estado e outros entes publicos | 13 | - | - | - | 522.914 | 522.914 |
| Outras dívidas de terceiros | 14 | 713.565 | - | 713.565 | - | 713.565 |
| Outros activos correntes | 15 | - | - | - | 8.617.438 | 8.617.438 |
| Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados | 16 | - | 65.901.718 | 65.901.718 | - | 65.901.718 |
| Caixa e equivalentes de caixa | 17 | 46.315.859 | - | 46.315.859 | - | 46.315.859 |
| 58.413.755 | 65.901.718 | 124.315.473 | 9.140.352 | 133.455.825 |
| 31 de Dezembro de 2008 | Nota | Empréstimos e contas a receber |
Activos registados a justo valor por resultados |
Sub-total | Activos não abrangidos pelo IFRS 7 |
Total |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Activos correntes | ||||||
| Clientes | 12 | 11.572.793 | - | 11.572.793 | - | 11.572.793 |
| Estado e outros entes publicos | 13 | - | - | - | 1.320.165 | 1.320.165 |
| Outras dívidas de terceiros | 14 | 812.488 | - | 812.488 | - | 812.488 |
| Outros activos correntes | 15 | - | - | - | 7.691.199 | 7.691.199 |
| Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados | 16 | - | 56.494.590 | 56.494.590 | - | 56.494.590 |
| Caixa e equivalentes de caixa | 17 | 47.786.722 | - | 47.786.722 | - | 47.786.722 |
| 60.172.003 | 56.494.590 | 116.666.593 | 9.011.364 | 125.677.957 |
| 31 de Dezembro de 2009 | Nota | Derivados | Outros passivos financeiros |
Sub-total | Passivos não abrangidos pelo IFRS 7 |
Total |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Passivos não correntes | ||||||
| Outros empréstimos | 19 | - | 49.720.203 | 49.720.203 | - | 49.720.203 |
| Outros credores não correntes | 24 | - | 3.469.794 | 3.469.794 | - | 3.469.794 |
| - | 53.189.997 | 53.189.997 | - | 53.189.997 | ||
| Passivos correntes | ||||||
| Empréstimos bancários | 19 | - | 2.418.284 | 2.418.284 | - | 2.418.284 |
| Outros empréstimos | 19 | - | 143.299.505 | 143.299.505 | - | 143.299.505 |
| Instrumentos derivados | 23 | 245.439 | - | 245.439 | - | 245.439 |
| Fornecedores | 24 | - | 12.804.434 | 12.804.434 | - | 12.804.434 |
| Estado e outros entes publicos | 13 | - | - | - | 4.888.406 | 4.888.406 |
| Outros credores correntes | 25 | - | 8.464.087 | 8.464.087 | - | 8.464.087 |
| Outros passivos correntes | 26 | - | - | - | 16.169.690 | 16.169.690 |
| 245.439 | 166.986.310 | 167.231.749 | 21.058.096 | 188.289.845 | ||
| 245.439 | 220.176.307 | 220.421.746 | 21.058.096 | 241.479.842 | ||
| Passivos não | ||||||
| 31 de Dezembro de 2008 | Outros passivos | abrangidos pelo | ||||
| Nota | Derivados | financeiros | Sub-total | IFRS 7 | Total | |
| Passivos não correntes | ||||||
| Outros empréstimos | 19 | - | 99.431.682 | 99.431.682 | - | 99.431.682 |
| Outros credores não correntes | 24 | - | 5.669.065 | 5.669.065 | - | 5.669.065 |
| - | 105.100.747 | 105.100.747 | - | 105.100.747 | ||
| Passivos correntes | ||||||
| Empréstimos bancários | 19 | - | 12.454.291 | 12.454.291 | - | 12.454.291 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Outros empréstimos | 19 | - | 99.326.751 | 99.326.751 | - | 99.326.751 |
| Instrumentos derivados | 23 | - | - | - | - | - |
| Fornecedores | 24 | - | 11.697.748 | 11.697.748 | - | 11.697.748 |
| Estado e outros entes publicos | 13 | - | - | - | 3.094.990 | 3.094.990 |
| Outros credores correntes | 25 | - | 7.806.389 | 7.806.389 | - | 7.806.389 |
| Outros passivos correntes | 26 | - | - | - | 15.003.413 | 15.003.413 |
| - | 131.285.179 | 131.285.179 | 18.098.403 | 149.383.582 | ||
| - | 236.385.926 | 236.385.926 | 18.098.403 | 254.484.329 | ||
(Montantes expressos em Euros)
O quadro abaixo detalha os instrumentos financeiros que são mensurados a justo valor após o reconhecimento inicial, agrupados em 3 níveis de acordo com a possibilidade de observar no mercado o seu justo valor:
Nível 1: o justo valor é determinado com base em preços de mercado activo;
Nível 2: o justo valor é determinado com base em técnicas de avaliação. Os principais inputs dos modelos de avaliação são observáveis no mercado;
Nível 3: o justo valor é determinado com base em modelos de avaliação, cujos principais inputs não são observáveis no mercado.
| 31.12.2009 | |||
|---|---|---|---|
| Nível 1 | Nível 2 | Nível 3 | |
| Activos financeiros mensurados a justo valor | |||
| Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados (Nota 16) | 65.901.718 | - | - |
| Passivos financeiros mensurados a justo valor | |||
| Derivados (Nota 23) | - | 245.439 | - |
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a Segurança Social), excepto quando tenham ocorrido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são alargados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais das empresas do Grupo Cofina dos anos de 2006 a 2009 poderão vir ainda a ser sujeitas a revisão.
O Conselho de Administração da Empresa entende que eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras consolidadas em 31 de Dezembro de 2009 e 2008.
A Cofina encabeça o grupo de empresas (Grupo Cofina) que são tributadas de acordo com o Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades ("RETGS").
O movimento ocorrido nos activos e passivos por impostos diferidos nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 foi como segue:
| Activos por impostos diferidos | Passivos por impostos diferidos | |||
|---|---|---|---|---|
| 2009 | 2008 | 2009 | 2008 | |
| Saldo inicial | 8.681.501 | 8.573.499 | - | 250.176 |
| Efeitos na demonstração de resultados: | ||||
| Aumento/(Utilização) de prejuízos fiscais reportáveis | (5.089.048) | 130.420 | - | - |
| Aumento/(Redução) de provisões não aceites para efeitos fiscais | 64.946 | (20.855) | - | - |
| Diferenças temporárias entre o valor contailístico e o valor fiscal de activos e passivos | - | 777 | - | (250.176) |
| Outros efeitos | 613 | (2.340) | - | - |
| Efeitos em capitais próprios: | ||||
| Justo valor de instrumentos derivados | 65.041 | - | - | - |
| Saldo final | 3.723.053 | 8.681.501 | - - |
O detalhe dos activos e passivos por impostos diferidos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, de acordo com as diferenças temporárias que os geraram, é como segue:
| 31.12.2009 | Activos por impostos diferidos |
Passivos por impostos diferidos |
|---|---|---|
| Diferenças temporárias nos activos entre a sua base contabilística e fiscal | 777 | - |
| Justo valor de instrumentos derivados Provisões e perdas por imparidade de activos não aceites fiscalmente |
65.041 1.869.044 |
- |
| Prejuízos fiscais reportáveis | 1.788.191 | - |
| 3.723.053 | - | |
| 31.12.2008 | Activos por impostos diferidos |
Passivos por impostos diferidos |
| Diferenças temporárias nos activos entre a sua base contabilística e fiscal | 164 | - |
| Provisões e perdas por imparidade de activos não aceites fiscalmente | 1.804.098 | - |
| Prejuízos fiscais reportáveis | 6.877.239 | - |
| 8.681.501 | - |
De acordo com as declarações fiscais das empresas que registam activos por impostos diferidos relativos a prejuízos fiscais, em 31 de Dezembro de 2009, os mesmos eram reportáveis como segue:
| Prejuízo | Activos por | Data limite | |
|---|---|---|---|
| fiscal | impostos diferidos | de utilização | |
| Gerados em 2007 | 6.814.616 | 1.703.654 | 2013 |
| Gerados em 2008 | 105.743 | 26.436 | 2014 |
| Gerados em 2009 | 232.404 | 58.101 | 2015 |
| 7.152.763 | 1.788.191 |
Os impostos sobre o rendimento reconhecidos na demonstração dos resultados durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 são detalhados como segue:
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | |
|---|---|---|
| Imposto corrente | ||
| Estimativa de imposto do exercício | 680.930 | 498.666 |
| Insuficiência de estimativa de imposto | 153.023 | 419.868 |
| Liquidação adicional de imposto | 1.687.236 | - |
| Imposto diferido | 5.023.489 | (358.178) |
| 7.544.678 | 560.356 |
A reconciliação do resultado antes de imposto para o imposto do exercício, é como segue:
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | |
|---|---|---|
| Resultado antes de impostos | 24.815.134 | (72.756.743) |
| Taxa de imposto (incluindo taxa máxima de derrama) | 26,50% | 26,50% |
| 6.576.011 | (19.280.537) | |
| Diferenças temporárias entre o valor contabilístico e o valor fiscal de activos e passivos | (5.661.349) | 18.582.529 |
| Outros custos/(Proveitos) não aceites fiscalmente | (834.693) | 698.008 |
| 79.969 | - | |
| Imposto diferido | 5.023.489 | (358.178) |
| Correcção das estimativas de imposto de exercícios anteriores | 153.023 | 419.868 |
| Liquidações adicionais de imposto | 1.687.236 | - |
| Derrama e tributação autónoma | 600.961 | 498.666 |
| Imposto sobre o rendimento | 7.544.678 | 560.356 |
Conforme corroborado pelos nossos advogados, não existem activos ou passivos materiais associados a contingências fiscais prováveis ou possíveis que devessem ser alvo de divulgação no Anexo às demonstrações financeiras consolidadas em 31 de Dezembro de 2009.
O valor da rubrica "Liquidações adicionais de imposto" refere-se a uma correcção à matéria colectável do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas relativa ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2005.
(Montantes expressos em Euros)
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 a rubrica "Inventários" tinha a seguinte composição:
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | |
|---|---|---|
| Matérias-primas, subsdiárias e de consumo | 3.377.843 | 2.199.582 |
| 3.377.843 | 2.199.582 | |
| Perdas de imparidade acumuldas em inventários (Nota22) | (248.185) | (260.852) |
| 3.129.658 | 1.938.730 |
O custo das vendas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 ascendeu a 19.537.928 Euros e o seu cálculo é como segue:
| Matérias primas, subsidiárias e de |
|
|---|---|
| consumo | |
| Inventários iniciais | 2.199.582 |
| Variação de perímetro (Nota 5) | 12.820 |
| Compras | 20.703.369 |
| Regularização de inventários | - |
| Inventários finais | (3.377.843) |
| 19.537.928 |
O custo das vendas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2008 ascendeu a 21.130.471 Euros e o seu cálculo é como segue:
| Mercadorias | Matérias primas, subsidiárias e de consumo |
Total | |
|---|---|---|---|
| Inventários iniciais | 536.689 | 2.977.480 | 3.514.169 |
| Compras | - | 20.352.573 | 20.352.573 |
| Regularização de inventários | (536.689) | - | (536.689) |
| Inventários finais | - | (2.199.582) | (2.199.582) |
| - | 21.130.471 | 21.130.471 |
O movimento ocorrido na rubrica "Mercadorias" no exercício de 2008 corresponde à regularização de artigos diversos utilizados em promoções para os quais tinham sido registadas, em exercícios anteriores, perdas de imparidade no mesmo montante (Nota 22).
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 esta rubrica tinha a seguinte composição:
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | |
|---|---|---|
| Clientes, conta corrente | 12.080.431 | 12.480.893 |
| Clientes de cobrança duvidosa | 6.639.195 | 6.359.409 |
| 18.719.626 | 18.840.302 | |
| Perdas de imparidade acumuladas em clientes (Nota 22) | (7.335.295) | (7.267.509) |
| 11.384.331 | 11.572.793 |
A exposição do Grupo ao risco de crédito é atribuível antes de mais às contas a receber da sua actividade operacional. Os montantes apresentados na demonstração da posição financeira consolidada encontram-se líquidos das perdas acumuladas de imparidade para cobranças duvidosas que foram estimadas pelo Grupo, de acordo com a sua experiência e com base na sua avaliação da conjuntura e envolventes económicas. O
(Montantes expressos em Euros)
Grupo regista perdas de imparidade para os saldos de clientes vencidos há mais de 180 dias. O Conselho de Administração entende que os valores contabilísticos das contas a receber se aproximam do seu justo valor.
Em 31 de Dezembro de 2009 e de 2008, a antiguidade dos saldos de clientes pode ser analisada (por segmento de negócio) como segue:
| Clientes | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | |||||
| Jornais | Revistas | Total | Jornais | Revistas | Total | |
| Não vencido | 4.557.574 | 1.669.757 | 6.227.331 | 4.467.162 | 1.850.150 | 6.317.312 |
| Vencido mas sem registo de imparidade | ||||||
| 0 - 90 dias | 3.343.977 | 1.225.774 | 4.569.751 | 3.313.394 | 1.218.459 | 4.531.853 |
| 90 - 180 dias | 138.315 | 199.377 | 337.692 | 411.623 | 115.422 | 527.045 |
| 180 - 360 dias | - | - | - | - | - | - |
| + 360 dias | - | - | - | - | - | - |
| 3.482.292 | 1.425.151 | 4.907.443 | 3.725.017 | 1.333.881 | 5.058.898 | |
| Saldos de permutas | ||||||
| Sem imparidade | 243.977 | 5.580 | 249.557 | 181.738 | 14.845 | 196.583 |
| Total | 8.283.843 | 3.100.488 | 11.384.331 | 8.373.917 | 3.198.876 | 11.572.793 |
A parcela "Saldos de permutas" corresponde a valores a receber em regime de permuta, relativamente aos quais existem igualmente contas a pagar registadas na rubrica "Fornecedores" (Nota 24).
Para os valores vencidos que não apresentam imparidade, o Grupo considera não ter havido deterioração da qualidade creditícia da contraparte, pelo que não se encontram em risco de incobrabilidade.
O prazo médio de crédito concedido aos clientes varia em função do tipo de venda / serviço prestado. De acordo com o procedimento definido com a empresa de distribuição, os valores relativos à distribuição de publicações são cobrados na data da factura. Relativamente às prestações de serviços (essencialmente publicidade) é concedido um período de crédito entre 15 e 60 dias (estes prazos mantiveram-se inalterados face ao exercício de 2008). O Grupo não cobra quaisquer encargos de juros enquanto os prazos de pagamento definidos estejam a ser respeitados. Findos esses prazos, são cobrados os juros que estiverem definidos contratualmente, e de acordo com a lei em vigor e aplicável a cada situação, o que tenderá a ocorrer só em situações extremas.
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 estas rubricas do activo e do passivo tinham a seguinte composição:
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | |
|---|---|---|
| Saldos devedores: | ||
| Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas | 351.895 | 1.030.365 |
| Imposto sobre o Valor Acrescentado | 164.793 | 283.475 |
| Outros Impostos | 6.226 | 6.325 |
| 522.914 | 1.320.165 | |
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | |
| Saldos credores: | ||
| Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas | 1.690.284 | 139.562 |
| Imposto sobre o Valor Acrescentado | 1.519.898 | 1.587.599 |
| Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares Contribuições para a Segurança Social |
1.005.056 673.083 |
682.132 685.697 |
| Outros Impostos | 85 | - |
| 4.888.406 | 3.094.990 |
A rubrica "Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas" registada no activo inclui pagamentos por conta e especiais por conta efectuados pelo Grupo, bem como retenções na fonte efectuadas por terceiros, líquidos da estimativa do imposto sobre o rendimento (Nota 10).
(Montantes expressos em Euros)
A rubrica do passivo "Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas" inclui, aproximadamente, 1.600.000 Euros relativas a uma liquidação adicional daquele imposto referente ao exercício de 2005, da qual o Grupo foi notificado no final de 2009 (Nota 10).
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 esta rubrica tinha a seguinte composição:
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | |
|---|---|---|
| Adiantamentos a fornecedores | 312.600 | 182.875 |
| Outros devedores | 646.082 | 1.445.855 |
| 958.682 | 1.628.730 | |
| Perdas de imparidade acumuladas em outras dívidas de terceiros (Nota 22) | (245.117) | (816.242) |
| 713.565 | 812.488 |
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, a antiguidade dos saldos de "Outras dívidas de terceiros" pode ser analisada como segue:
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Adiantamentos a fornecedores |
Outros devedores |
Total | Adiantamentos a fornecedores |
Outros devedores |
Total | |
| Não vencido | 312.600 | 400.965 | 713.565 | 182.875 | 629.613 | 812.488 |
| Vencido mas sem registo de imparidade | ||||||
| 0 - 90 dias | - | - | - | - | - | - |
| 90 - 180 dias | - | - | - | - | - | - |
| 180 - 360 dias | - | - | - | - | - | - |
| + 360 dias | - | - | - | - | - | - |
| - | - | - | - | - | - | |
| Total | 312.600 | 400.965 | 713.565 | 182.875 | 629.613 | 812.488 |
Os montantes apresentados na demonstração da posição financeira consolidada encontram-se líquidos das perdas acumuladas de imparidade que foram estimadas pelo Grupo, de acordo com a sua experiência e com base na sua avaliação da conjuntura e envolventes económicas. O Grupo regista perdas de imparidade para os saldos de outros devedores vencidos há mais de 180 dias.
O detalhe dos "Outros activos correntes" em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 é como segue:
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | |
|---|---|---|
| Acréscimo de proveitos: | ||
| Publicações (jornais e revistas) a facturar | 6.286.806 | 5.854.866 |
| Juros a receber | 760.824 | 289.883 |
| Outros | 131.146 | 356.552 |
| Custos diferidos: | ||
| Custos relativos a edições e publicidade a realizar no ano seguinte | 1.038.690 | 772.590 |
| Fornecimentos e serviços externos pagos antecipadamente | 262.013 | 364.054 |
| Outros | 137.959 | 53.254 |
| 8.617.438 | 7.691.199 |
Os montantes incluídos na rubrica "Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados" em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 correspondem a investimentos em títulos cotados, nomeadamente na ZON Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A., os quais se encontram valorizados à correspondente cotação bolsista nessas datas.
Aquando do reconhecimento inicial deste activo, o mesmo foi classificado como mensurado ao justo valor através de resultados uma vez que a análise da sua performance e estratégia de investimento nestes títulos tem por base o seu justo valor. A decisão de investimento foi efectuada com a perspectiva de maximizar o seu retorno financeiro seja através da obtenção de dividendos quer através das alterações no valor da sua cotação. A informação fornecida ao Conselho de Administração sobre a performance destes títulos é efectuada na base o justo valor dos mesmos na data de análise e a decisão e estratégia de investimentos definida pelo Conselho de Administração sobre estes títulos é efectuada nessa base
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o detalhe de "Caixa e equivalentes de caixa" era o seguinte:
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | |
|---|---|---|
| Caixa | 89.555 | 81.596 |
| Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis | 2.281.304 | 14.002.656 |
| Depósitos a prazo convertiveís em menos de 3 meses | 43.945.000 | 33.702.470 |
| 46.315.859 | 47.786.722 |
Em 31 de Dezembro de 2009, o capital social da Empresa encontrava-se totalmente subscrito e realizado e era composto por 102.565.836 acções com o valor nominal de 25 cêntimos de Euro cada acção. Nessa data, a Cofina, SGPS, S.A. e as suas filiais não detinham acções próprias.
Os prémios de emissão correspondem a ágios obtidos com a emissão ou aumentos de capital. De acordo com a legislação comercial portuguesa, os valores incluídos nesta rubrica seguem o regime estabelecido para a "reserva legal", isto é, os valores não são distribuíveis, a não ser em caso de liquidação, mas podem ser utilizados para absorver prejuízos, depois de esgotadas todas as outras reservas, e para incorporação no capital.
A legislação comercial Portuguesa estabelece que pelo menos 5% do resultado líquido anual tem que ser destinado ao reforço da "reserva legal" até que esta represente pelo menos 20% do capital social. Esta reserva não é distribuível, a não ser em caso de liquidação, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos, depois de esgotadas todas as outras reservas, e para incorporação no capital.
Nos termos da legislação portuguesa, o montante de reservas distribuíveis é determinado com base nas demonstrações financeiras individuais da Empresa, apresentadas de acordo com o Plano Oficial de Contabilidade ("POC"). Assim, em 31 de Dezembro de 2009 as reservas da Cofina, SGPS, S.A., que, pela sua natureza, se consideram distribuíveis, ascendem a, aproximadamente, 27,6 milhões de Euros.
(Montantes expressos em Euros)
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o detalhe da rubrica "Empréstimos bancários" é como segue:
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Valor contabilístico | Valor nominal | Valor contabilístico | Valor nominal | |||||
| Corrente | Não corrente | Corrente | Não corrente | Corrente | Não corrente | Corrente | Não corrente | |
| Descobertos bancários | 2.418.284 | - | 2.418.284 | - | 12.454.291 | - | 12.454.291 | - |
| 2.418.284 | - | 2.418.284 | - | 12.454.291 | - | 12.454.291 | - |
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o detalhe da rubrica "Outros empréstimos" é como segue:
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Valor contabilístico | Valor nominal | Valor contabilístico | Valor nominal | |||||
| Corrente | Não corrente | Corrente | Não corrente | Corrente | Não corrente | Corrente | Não corrente | |
| Empréstimos obrigacionistas | 93.299.505 | - | 94.000.000 | - | 49.434.121 | 49.431.682 | 50.000.000 | 50.000.000 |
| Papel comercial | 50.000.000 | 49.720.203 | 50.000.000 | 50.000.000 | 49.892.630 | 50.000.000 | 50.000.000 | 50.000.000 |
| 143.299.505 | 49.720.203 | 144.000.000 | 50.000.000 | 99.326.751 | 99.431.682 | 100.000.000 | 100.000.000 |
Em 31 de Dezembro de 2009 a rubrica do passivo corrente "Empréstimos obrigacionistas" inclui dois empréstimos obrigacionistas.
O primeiro empréstimo obrigacionista, cujo valor nominal ascende a 44.000.000 Euros, foi emitido pela Cofina B.V. e o valor contabilístico em 31 de Dezembro de 2009 ascende a 43.781.491 Euros, valorizado de acordo com o método da taxa de juro efectiva.
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, o Grupo subscreveu 6.000.000 Euros de obrigações pelo valor de 5.707.474 Euros.
As principais características deste empréstimo são como segue:
As obrigações emitidas são permutáveis, não subordinadas e não garantidas, e terão o seu vencimento em Agosto de 2010. O preço de conversão foi inicialmente fixado em 4,08 Euros por acção (antes da renominalização do capital social ocorrida em 2006), o que representa um prémio de 46% sobre a cotação média ponderada pelo volume na Euronext Lisbon desde o momento do lançamento até à fixação do preço, tendo tal cotação sido de 2,7968 Euros; o cupão (cash coupon) foi fixado em 3,875%. Foi solicitada a admissão à cotação das referidas obrigações no mercado de cotações oficiais da Bolsa de Valores do Luxemburgo e a sua admissão à negociação no mercado EuroMTF da Bolsa de Valores do Luxemburgo.
As principais características deste empréstimo obrigacionista são as seguintes:
(Montantes expressos em Euros)
responsável, perante a sua subsidiária, pelos danos causados, até ao limite em que seria responsável caso tivesse cumprido com as suas responsabilidades de dotação de fundos;
O segundo empréstimo obrigacionista corresponde a um empréstimo denominado "Obrigações Cofina SGPS – 2007/2015", cujo valor nominal ascende a 50.000.000 Euros, emitido pela Cofina SGPS, S.A. e cujo valor contabilístico, valorizado de acordo com o método da taxa de juro efectiva, ascende a 49.518.014 Euros. Este empréstimo de acordo com as suas condições vence-se em 28 de Setembro de 2015. No entanto, de acordo com o contrato inicial, os detentores das obrigações podem solicitar, por sua única e exclusiva iniciativa o reembolso antecipado sem qualquer tipo de penalizações das obrigações de que é titular. Neste sentido, embora seja convicção do Conselho de Administração que os detentores destas obrigações não irão solicitar o reembolso antecipado das mesmas e, consequentemente, o seu prazo de vencimento será o inicialmente previsto contratualmente (28 de Setembro de 2015), a Empresa à luz das normas contabilísticas, e uma vez que a capacidade de solicitação deste reembolso está na exclusiva posse do detentor das obrigações e não do emitente teve de classificar este empréstimo como corrente.
As principais características deste empréstimo são como segue:
i) Cofina, SGPS, S.A.:
(Montantes expressos em Euros)
A rubrica do passivo não corrente "Papel comercial" corresponde a dois programas de papel comercial com subscrição garantida de tomada firme pelos bancos responsáveis pela sua colocação, uma no montante de 30.000.000 Euros e outra no montante de 20.000.000 Euros, até Junho de 2011 e Outubro de 2012, respectivamente.
A rubrica do passivo corrente "Papel comercial" corresponde a uma emissão no montante nominal até 50.000.000 Euros pelo prazo máximo de 5 anos a contar da respectiva data de assinatura, ou seja, 23 de Abril de 2013. No entanto, e de acordo com o contrato inicial decorrido um ano sobre a vigência do contrato (23 de Abril de 2008) ambas as partes têm o direito em qualquer momento a partir do final do 1º ano de vigência deste programa de papel comercial, a denunciar o contrato desde que comuniquem a sua intenção mediante um pré-aviso de 30 dias relativamente à data indicada para a denúncia. Embora seja convicção do Conselho de Administração que não haverá denúncia de qualquer das partes a este programa de papel comercial, uma vez que o banco tem essa capacidade o Grupo Cofina à luz das normas contabilísticas classificou esta dívida na demonstração da posição financeira consolidada anexa como corrente.
Adicionalmente aos valores apresentados, em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, a Cofina, SGPS, S.A. tinha emitido papel comercial no montante de 50.000.000 Euros, respectivamente, o qual é apresentado na demonstração da posição financeira consolidada anexa pelo montante líquido de uma aplicação do mesmo montante, uma vez que estes dois instrumentos financeiros cumprem os requisitos de compensação (Nota 2.3.i.iii).
Em 31 de Dezembro de 2009 as linhas de financiamento utilizadas pelo Grupo e os correspondentes montantes máximos autorizados, eram como segue:
| Natureza | Maturidade | Saldo autorizado |
Saldo nominal utilizado |
Saldo disponível |
|---|---|---|---|---|
| Cash poolling | 21.000.000 | 2.395.192 | 18.604.808 | |
| Overdraft | 5.000.000 | - | 5.000.000 | |
| Conta caucionada | 14.469.947 | 23.092 | 14.446.855 | |
| Facilidade em conta de Depósito à ordem | 8.000.000 | - | 8.000.000 | |
| Papel Comercial | 27-06-2011 | 35.000.000 | 30.000.000 | 5.000.000 |
| Papel Comercial | 15-10-2012 | 20.000.000 | 20.000.000 | - |
| Papel Comercial | 22-10-2012 | 50.000.000 | 50.000.000 | - |
| Obrigações 2005/2010 | 16-08-2010 | 44.000.000 | 44.000.000 | - |
| Obrigações 2007/2015 | 28-09-2015 | 50.000.000 | 50.000.000 | - |
| 247.469.947 | 196.418.284 | 51.051.663 |
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 estes empréstimos venceram juros a taxas indexadas à Euribor acrescidas de spreads que variam entre 0,8% e 3%, em função da natureza e prazo do crédito obtido.
(Montantes expressos em Euros)
O valor nominal dos empréstimos obrigacionistas (capital e juros) é reembolsável de acordo com o seguinte plano:
| Ano | Capital | Juros | |
|---|---|---|---|
| 2010 | 44.000.000 | 4.750.000 | |
| 2011 | - | 2.812.500 | |
| 2012 | - | 2.812.500 | |
| 2013 | - | 2.812.500 | |
| 2014 | - | 2.812.500 | |
| 2015 | 50.000.000 | 2.812.500 | |
| Total | 94.000.000 | 18.812.500 |
Conforme acima referido, o empréstimo com vencimento previsto em 2015 pode ser reembolsado antecipadamente por iniciativa dos detentores das obrigações razão pela qual o Grupo classificou o mesmo na demonstração da posição financeira consolidada anexa como corrente.
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 o Grupo não entrou incumprimento em qualquer empréstimo obtido.
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 a sensibilidade do Grupo a alterações no indexante da taxa de juro de mais ou menos um 1 ponto percentual, medida como a variação nos resultados financeiros pode ser analisada como segue, não considerando o efeito de cobertura dos instrumentos financeiros derivados (Nota 23):
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | |
|---|---|---|
| Juros suportados (Nota 28) | 6.291.034 | 10.909.269 |
| Variação positiva de 1 p.p. na taxa de juro aplicada à totalidade do endividamento |
(1.464.183) | (1.624.543) |
| Variação negativa de 1 p.p. na taxa de juro aplicada à totalidade do endividamento |
1.464.183 | 1.624.543 |
A análise de sensibilidade acima foi calculada com base na exposição à taxa de juro existente à data de balanço. Para esta análise foi tido como pressuposto base que a estrutura de financiamento (activos e passivos remunerados) se mantém estável ao longo do ano e semelhante à apresentada em 31 de Dezembro de 2008.
Foram registadas, com base na interpretação de determinada legislação laboral, responsabilidades decorrentes do pagamento de prestações pecuniárias a título de reforma e velhice a conceder a alguns empregados. De acordo com o cálculo actuarial realizado por uma entidade independente e especializada, o valor destas responsabilidades reportado a 31 de Dezembro de 2009 ascendia a 691.357 Euros. Estas responsabilidades encontram-se totalmente provisionadas e foram determinadas com base no método de cálculo "Projected Unit Credit", tendo-se utilizado as tábuas de mortalidade GRF 80 e de invalidez EKV-80. Para além dos parâmetros técnicos acima referidos, foram assumidos como pressupostos uma rentabilidade real de longo prazo de 2,0% quando comparada com o crescimento dos salários, 3,0 % face ao crescimento das pensões e uma taxa de desconto de 5%. A reversão registada ao nível das responsabilidades com pensões foi registada por contrapartida da rubrica da demonstração dos resultados "Custos com o pessoal" e ascendeu a 17.506 Euros no exercício de 2009.
(Montantes expressos em Euros)
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, as dívidas a fornecedores de activos fixos tangíveis relativas a contratos de locação financeira encontravam-se classificadas nas rubricas "Credores por locações financeiras" e "Outros credores correntes" e tinham o seguinte plano de reembolso previsto:
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | |
|---|---|---|
| 2011 | 1.360.573 | 2.288.887 |
| 2012 | 1.014.012 | 1.330.282 |
| 2013 | 692.577 | 1.010.643 |
| 2014 | 363.930 | 735.369 |
| 2015 e seguintes | 38.702 | 303.883 |
| 3.469.794 | 5.669.065 | |
| Parcela de curto prazo (Nota 25) | 2.345.411 | 2.241.156 |
| 5.815.205 | 7.910.221 |
O movimento verificado nas provisões e perdas de imparidade durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 pode ser detalhado como segue:
| 31.12.2009 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Provisões | Perdas de imparidade em investimentos (Nota 4) |
Perdas de imparidade em inventários (Nota 11) |
Perdas de imparidade em contas a receber (Notas 12 e 14) |
|||
| Saldo inicial | 1.014.909 | 4.943.160 | 260.852 | 8.083.751 | ||
| Aumentos | 130.000 | 770.555 | - | 1.596.769 | ||
| Variação de perímetro (Nota 5) | - | - | - | 286.585 | ||
| Diminuições | - | - | - | (519.823) | ||
| Utilizações | (68.486) | (1.583.336) | (12.667) | (1.866.870) | ||
| Saldo final | 1.076.423 | 4.130.379 | 248.185 | 7.580.412 |
| 31.12.2008 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Provisões | Perdas de imparidade em investimentos |
Perdas de imparidade em inventários |
Perdas de imparidade em contas a receber |
||||
| Saldo inicial | 1.466.809 | 3.363.622 | 802.888 | 9.777.260 | |||
| Aumentos | 278.100 | 1.583.305 | - | 712.734 | |||
| Diminuições | (215.000) | - | (5.347) | (252.467) | |||
| Utilizações | (515.000) | (3.767) | (536.689) | (2.153.776) | |||
| Saldo final | 1.014.909 | 4.943.160 | 260.852 | 8.083.751 |
Os aumentos de perdas de imparidade verificados nos exercícios de 2009 e 2008 foram registados por contrapartida das rubricas da demonstração dos resultados como segue:
| ======== | ======== | |
|---|---|---|
| 1.977.501 | 2.574.139 | |
| -------------- | -------------- | |
| Resultados relativos a outros investimentos (Nota 28) | 72.000 | - |
| Resultados relativos a empresas associadas (Nota 28) | 698.555 | 1.583.305 |
| Provisões e perdas por imparidade | 1.206.946 | 990.834 |
| 31.12.2009 | 31.12.2008 |
As reversões de perdas de imparidade e de provisões do exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, no montante de 519.823 Euros, encontram-se registadas como uma dedução à rubrica de custos "Provisões e perdas por imparidade", reflectindo desta forma esta rubrica o reforço líquido de provisões e perdas de imparidade do exercício.
(Montantes expressos em Euros)
As utilizações de perdas de imparidade em contas a receber correspondem à anulação de valores que se encontravam totalmente provisionados.
As utilizações de perdas de imparidade em inventários no exercício de 2008 correspondem à regularização de artigos diversos utilizados em promoções.
O valor registado em "Provisões" em 31 de Dezembro de 2009 corresponde à melhor estimativa da Administração para fazer face a perdas a incorrer com processos actualmente em curso. As utilizações de provisões referem-se, essencialmente, a indemnizações pagas a colaboradores.
Os instrumentos financeiros derivados registados nas demonstrações financeiras em 31 de Dezembro de 2009 correspondem a swaps de taxa de juro relativos aos empréstimos de financiamento do Grupo. Dado que estes derivados cumprem os requisitos descritos pela IAS 39 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração, para serem classificados como de cobertura, o justo valor dos mesmos foi registado na rubrica de capital próprio "Outras Reservas", líquido de impostos diferidos.
Os instrumentos financeiros derivados registados nas demonstrações financeiras em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 incluem igualmente "call warrants" os quais conferem aos detentores das obrigações emitidas pelo Grupo (Nota 19) o direito a subscrever acções da Cofina, SGPS, S.A. a um montante inicialmente fixado em 4,08 Euros por acção (antes da renominalização do capital social ocorrida em 2006). Estes instrumentos financeiros encontravam-se registados ao seu justo valor à data de balanço, suportado em avaliações efectuadas por instituições financeiras. Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 o seu justo valor é nulo.
O movimento dos instrumentos derivados durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 pode ser apresentado como segue:
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | ||
|---|---|---|---|
| Saldo inicial | - | 950.000 | |
| Aumentos / (diminuições) | 245.439 | (950.000) | |
| Saldo final | 245.439 | - |
Em 31 de Dezembro de 2009 a Empresa tinha contratado instrumentos financeiros de cobertura de taxa de juro cujo justo valor, calculado pelo método da actualização dos fluxos de caixa futuros, era como segue:
| Empresa | Financiamento coberto | Vencimento | Indexante base trocado |
Justo valor dos instrumentos financeiros |
|---|---|---|---|---|
| Cofina SGPS, S.A. | Empréstimo obrigacionista | 28-09-2010 | Euribor 6M | (19.981) |
| Cofina SGPS, S.A. | Empréstimo obrigacionista | 28-03-2011 | Euribor 6M | (16.355) |
| Cofina SGPS, S.A. | Empréstimo obrigacionista | 28-09-2012 | Euribor 6M | (145.413) |
| Cofina SGPS, S.A. | Empréstimo obrigacionista | 28-09-2010 | Euribor 6M | (31.985) |
| Cofina SGPS, S.A. | Empréstimo obrigacionista | 28-03-2011 | Euribor 6M | (31.705) |
(245.439)
(Montantes expressos em Euros)
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 esta rubrica podia ser apresentada, tendo em consideração a sua maturidade, como segue:
| Pagáveis em | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 31.12.2009 | Sem prazo (a) | Menos de 3 meses |
Entre 3 e 6 meses |
Mais de 6 meses |
||
| Fornecedores e outros passivos comerciais - conta corrente |
||||||
| Jornais | 10.716.649 | 1.010.017 | 9.706.632 | - | - | |
| Revistas | 2.051.758 | 79.382 | 1.972.376 | - | - | |
| Outros | 36.027 | 175 | 35.852 | - | - | |
| 12.804.434 | 1.089.574 | 11.714.860 | - | - | ||
| Pagáveis em | ||||||
| 31.12.2008 | Sem prazo (a) | Menos de 3 meses |
Entre 3 e 6 meses |
Mais de 6 meses |
||
| Fornecedores e outros passivos comerciais - conta corrente |
||||||
| Jornais | 9.012.070 | 925.775 | 8.086.295 | - | - | |
| Revistas | 2.640.615 | 224.803 | 2.415.812 | - | - | |
| Outros | 45.063 | - | 45.063 | - | - | |
| 11.697.748 | 1.150.578 | 10.547.170 | - | - |
(a) – os valores incluídos na parcela "Sem prazo" correspondem a transacções de permuta com entidades que são igualmente clientes (Nota 12). Deste modo, não apresentam prazo de liquidação pré-determinado.
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 esta rubrica tinha a seguinte composição:
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | |
|---|---|---|
| Credores por locações financeiras (Nota 21) | 2.345.411 | 2.241.156 |
| Outros credores: | ||
| Credores por aquisição de investimentos financeiros | 20.000 | - |
| Pessoal | 624.222 | - |
| Permutas com entidades públicas | 347.101 | - |
| Assinaturas | 459.203 | - |
| Outros | 4.688.149 | 5.565.233 |
| 8.484.087 | 7.806.389 |
Com excepção dos montantes relativos a responsabilidades por locação financeira, cujo plano de pagamento é apresentado na Nota 21, os restantes valores aprestados na rubrica "Outros credores correntes" em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 têm o seu vencimento em menos de 6 meses.
CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009
(Montantes expressos em Euros)
Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 a rubrica "Outros passivos correntes" pode ser detalhada como segue:
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | |
|---|---|---|
| Acréscimo de custos: | ||
| Remunerações a liquidar | 5.681.522 | 5.241.248 |
| Comissões a liquidar | 2.283.059 | 2.009.544 |
| Rappel a conceder | 1.967.474 | 2.602.491 |
| Fornecimentos e serviços externos | 1.408.495 | 891.789 |
| Juros a liquidar | 1.071.599 | 2.657.079 |
| Outros | 2.630.660 | 932.193 |
| Proveitos diferidos: | ||
| Receitas de marketing alternativo diferidas | 725.810 | 589.983 |
| Outros | 401.071 | 79.086 |
| 16.169.690 | 15.003.413 |
As "Vendas" dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 correspondem essencialmente à venda de jornais e revistas, incluindo ainda uma pequena parte de proveitos relativos à comercialização de papel para impressão.
As "Prestações de serviços" correspondem basicamente à venda de espaço publicitário nas publicações do Grupo, líquidas dos descontos concedidos.
Os "Outros proveitos" referem-se, essencialmente, à venda de produtos de marketing alternativo, os quais são comercializados juntamente com as publicações do Grupo Cofina.
Os custos e proveitos financeiros dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 podem ser detalhados como segue:
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | |
|---|---|---|
| Custos financeiros | ||
| Juros suportados | 6.291.034 | 10.909.269 |
| Comissões bancárias | 558.667 | 531.132 |
| Garantias e outras despesas bancárias | 64.884 | 169.828 |
| Diferenças cambiais desfavoráveis | 19 | 14.495 |
| Outros custos e perdas financeiros | 108.334 | 18.061 |
| 7.022.938 | 11.642.785 | |
| Proveitos financeiros | ||
| Juros obtidos | 1.330.373 | 1.665.071 |
| Outros proveitos e ganhos financeiros | 32.791 | - |
| 1.363.164 | 1.665.071 | |
Os "Resultados relativos a empresas associadas" reflectidos na face da demonstração dos resultados dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 correspondem, essencialmente, à apropriação da quota-parte do Grupo dos resultados nos investimentos em associadas bem como a juros de empréstimos a empresas associadas líquidos de perdas de imparidade para investimentos, empréstimos e prestações suplementares concedidas a estas empresas (698.555 Euros em 31 de Dezembro de 2009 – Nota 22) para as quais o Conselho de Administração entende poderem existir potenciais perdas no seu valor de realização.
Os "Resultados relativos a outros investimentos" em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 podem ser detalhados como segue:
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | |
|---|---|---|
| Perdas na alienação de outros investimentos financeiros Perdas de imparidade em outros investimentos financeiros (Nota 22) |
(97.614) (72.000) |
- - |
| Valorização ao justo valor através de resultados (Notas Introdutória e 16) | 9.596.643 | (86.508.203) |
| Rendimentos de participações de capital | 2.438.433 | 7.600.405 |
| 11.865.462 | (78.907.798) |
As empresas participadas têm relações entre si que se qualificam como transacções com partes relacionadas. Todas estas transacções são efectuadas a preços de mercado.
Nos procedimentos de consolidação estas transacções são eliminadas, uma vez que as demonstrações financeiras consolidadas apresentam informação da detentora e das suas subsidiárias como se de uma única empresa se tratasse.
Os principais saldos com entidades relacionadas em 31 de Dezembro de 2009 e as principais transacções realizadas com essas entidades durante o exercício findo nessa data, podem ser detalhados como segue:
| Transacções | Vendas e prestações de serviços |
Aquisição de bens e serviços |
|
|---|---|---|---|
| Empresas associadas | 73.813.755 | 990.961 | |
| Saldos | Contas a receber | Contas a pagar | Vendas a facturar |
| Empresas associadas | 147.671 | 165.903 | 6.286.806 |
As vendas e prestações de serviços realizadas a empresas associadas durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 correspondem essencialmente a vendas de publicações (jornais e revistas) e produtos de marketing alternativo efectuadas à VASP (Nota 4), a qual se encarrega da correspondente distribuição pelos postos de venda. Estas transacções são efectuadas no decorrer da normal actividade do Grupo
As compensações atribuídas aos membros da administração da Cofina, SGPS, S.A. durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 pelas empresas incluídas na consolidação pelo método integral, são como segue:
| Remuneração fixa Remuneração variável |
354.212 555.000 |
|---|---|
| ----------- | |
| 909.212 |
====== Nos termos do artigo 3º da lei nº 28/2009 de 19 de Junho, informa-se que a administradora não executiva Ana Rebelo Mendonça Fernandes auferiu, durante o exercício de 2009, 32.000 Euros a título de remuneração fixa directamente através da Cofina SGPS, S.A..
A remuneração dos membros do Conselho de Administração não está directamente dependente da evolução da cotação das acções da Sociedade.
(Montantes expressos em Euros)
Não existem:
Para além das empresas incluídas na consolidação (Nota 4), as entidades consideradas relacionadas em 31 de Dezembro de 2009 podem ser apresentadas como segue:
(Montantes expressos em Euros)
O Conselho de Administração da Cofina, SGPS, S.A. em 31 de Dezembro de 2009 era composto como segue:
Paulo Jorge dos Santos Fernandes João Manuel Matos Borges de Oliveira Pedro Macedo Pinto de Mendonça Domingos José Vieira de Matos Ana Rebelo Mendonça Fernandes Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira
Em 31 de Dezembro de 2009, o Grupo Cofina tinha constituído garantias cujo detalhe é como segue:
Em 31 de Dezembro de 2009, as empresas do Grupo Cofina Media tinham ainda assumido responsabilidades por garantias prestadas no montante de, aproximadamente, 1.500.000 Euros relacionadas, essencialmente, com concursos publicitários. Nessa data, o Grupo tinha entregue livranças para garantia de linhas de crédito no montante global de 26.000.000 Euros.
Os resultados por acção dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 foram calculados da seguinte forma:
| 31.12.2009 | 31.12.2008 | |
|---|---|---|
| Resultado para efeito do cálculo do resultado líquido por acção básico e diluído | 17.091.529 | (73.272.795) |
| Número médio ponderado de acções para efeito de cálculo do resultado líquido por acção básico |
102.565.836 | 102.565.836 |
| Efeito de diluição dos warrants (a) | 21.568.624 | 24.509.800 |
| Número médio ponderado de acções para efeito de cálculo do resultado líquido por acção diluído |
124.134.460 | 127.075.636 |
| Resultado por acção Básico Diluído |
0,17 0,14 |
(0,71) (0,58) |
(a) - O "efeito de diluição dos warrants" refere-se à opção atribuída aos detentores das obrigações associadas ao empréstimo obrigacionista emitido pelo Grupo no montante de 44.000.000 Euros (Nota 19) que lhes confere o direito de as converter em 4.901,96 acções ordinárias da Empresa, por cada obrigação detida no montante de 10.000 Euros (Nota 23).
(Montantes expressos em Euros)
No exercício de 2008 foram distribuídos dividendos no montante de 3.589.804,26 Euros referentes ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2007.
Relativamente ao exercício de 2009, o Conselho de Administração propõe que seja pago um dividendo ilíquido de 0,01 euros por acção. Este dividendo está sujeito à aprovação dos accionistas em Assembleia Geral.
A Cofina adoptou pela primeira vez em 2009 o IFRS 8 - Segmentos Operacionais que requer que a informação por segmentos divulgada seja a utilizada internamente pela gestão do Grupo.
Em resultado da aplicação dos critérios estabelecidos por aquela norma não foram identificados novos segmentos para além dos que o Grupo vinha a utilizar em exercícios anteriores.
Os proveitos operacionais líquidos, com a indicação dos relativos a transacções com outros segmentos e aqueles resultantes de transacções com entidades externas, podem ser apresentados como segue:
| 31.12.2009 | Jornais | Revistas | Total |
|---|---|---|---|
| Proveitos operacionais líquidos Resultantes de operações com clientes externos |
108.271.779 | 25.781.060 | 134.052.839 |
| Resultantes de operações com outros segmentos | 5.615.227 | 158.023 | 5.773.250 |
| 31.12.2008 | Jornais | Revistas | Total |
| Proveitos operacionais líquidos | |||
| Resultantes de operações com clientes externos | 115.706.109 | 28.326.924 | 144.033.033 |
| Resultantes de operações com outros segmentos | 4.085.437 | 243.818 | 4.329.255 |
Os valores relativos a cash-flow operacional, amortizações e depreciações e resultados antes de impostos e de resultados financeiros, por segmento de negócio, podem ser apresentados como segue:
| 31.12.2009 | Jornais | Revistas | Total |
|---|---|---|---|
| Cash-flow operacional - EBITDA (a) | 18.097.827 | 3.297.685 | 21.395.512 |
| Amortizações e depreciações | 2.838.293 | 135.241 | 2.973.534 |
| Resultados antes de impostos e de resultados financeiros | 15.259.534 | 3.162.444 | 18.421.978 |
(a) - Resultados antes de impostos, resultados financeiros, amortizações e depreciações
| 31.12.2008 | Jornais | Revistas | Total |
|---|---|---|---|
| Cash-flow operacional - EBITDA (a) | 16.858.022 | 3.479.917 | 20.337.939 |
| Amortizações e depreciações | 3.344.561 | 234.632 | 3.579.193 |
| Resultados antes de impostos e de resultados financeiros | 13.513.461 | 3.245.285 | 16.758.746 |
(a) - Resultados antes de impostos, resultados financeiros, amortizações e depreciações
(Montantes expressos em Euros)
Os dados relativos a activo total e passivo total, bem como sobre o investimento realizado no exercício em activos fixos tangíveis e intangíveis e os resultados relativos a empresas associadas, podem ser apresentados, por segmento, como segue:
| 31.12.2009 | Jornais | Revistas | Holdings e outros | Ajustamentos de consolidação e eliminações |
Total |
|---|---|---|---|---|---|
| Total do activo | 131.263.818 | 12.685.565 | 675.982.624 | (572.438.336) | 247.493.671 |
| Total do passivo | 72.942.740 | 6.636.632 | 337.503.435 | (173.835.185) | 243.247.622 |
| Investimento realizado no exercício (a) | 1.030.717 | 72.755 | 63.528 | - | 1.167.000 |
| Ganhos / (perdas) em empresas associadas | 187.468 | - | - | - | 187.468 |
(a) - aumentos de activos fixos tangíveis e intangíveis
| 31.12.2008 | Jornais | Revistas | Holdings e outros | Ajustamentos de consolidação e eliminações |
Total |
|---|---|---|---|---|---|
| Total do activo | 126.670.125 | 15.673.076 | 658.511.310 | (557.137.286) | 243.717.225 |
| Total do passivo | 65.714.867 | 7.384.906 | 336.583.889 | (153.475.561) | 256.208.101 |
| Investimento realizado no exercício (a) | 3.897.111 | 253.373 | 15.013 | - | 4.165.497 |
| Ganhos / (perdas) em empresas associadas | 3.331 | - | (1.583.307) | - | (1.579.976) |
(a) - aumentos de activos fixos tangíveis e intangíveis
Dado o Grupo Cofina desenvolver actualmente a sua actividade exclusivamente no mercado interno, não são relatados segmentos geográficos.
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o número médio de pessoal ao serviço das empresas incluídas na consolidação pelo método de consolidação integral foi de 947 e 929, respectivamente.
Posteriormente a 31 de Dezembro de 2009 e até à aprovação destas demonstrações financeiras consolidadas pelo Conselho de Administração (Nota 36) foi conhecido que a ZON Multimédia irá distribuir a título de dividendos o montante de 0,16 Euros por acção o que equivalerá a um encaixe para o Grupo Cofina, no pressuposto da manutenção do número de acções em 31 de Dezembro de 2009 de aproximadamente 2.430.000 Euros, excluindo eventuais efeitos fiscais.
As demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração e autorizadas para emissão em 15 de Abril de 2010. A sua aprovação final está ainda sujeita a concordância da Assembleia Geral de Accionistas.
Aos Accionistas da Cofina, SGPS, S.A.
Em conformidade com a legislação em vigor e com o mandato que nos foi confiado, submetemos à vossa apreciação este Relatório e Parecer sobre o Relatório de Gestão e restantes documentos de prestação de contas consolidadas da Cofina, SGPS, S.A. ("Empresa"), relativos ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, os quais são da responsabilidade do Conselho de Administração.
Ao longo do exercício em apreço, o Conselho Fiscal acompanhou a evolução da actividade da Empresa e suas participadas, a regularidade dos registos contabilísticos, o cumprimento do normativo legal e estatutário em vigor e a eficácia e integridade dos sistemas de gestão de riscos e de controlo interno, tendo efectuado reuniões com a periodicidade e extensão que considerou adequadas e tendo obtido da Administração e dos Serviços da Empresa e das suas participadas as informações e esclarecimentos solicitados.
No âmbito das suas atribuições, o Conselho Fiscal examinou a Demonstração da posição financeira consolidada em 31 de Dezembro de 2009, as Demonstrações consolidadas dos resultados e do rendimento integral, dos fluxos de caixa e das alterações no capital próprio para o exercício findo naquela data e os correspondentes anexos. Adicionalmente procedeu à análise do Relatório de Gestão do exercício de 2009, exerceu as suas competências em matéria de supervisão das habilitações, independência e execução das funções do Auditor Externo e do Revisor Oficial de Contas da Empresa e apreciou a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria emitida pela Sociedade de Revisores Oficiais de Contas da Empresa, que mereceu o seu acordo.
Face ao exposto, e tendo em consideração o assunto mencionado no parágrafo 6 da Certificação Legal das Contas, o Conselho Fiscal é de parecer que o Relatório de Gestão e as Demonstrações Financeiras consolidadas estão de acordo com as disposições contabilísticas, legais e estatutárias aplicáveis, pelo que poderão ser aprovadas em Assembleia Geral de Accionistas.
De acordo com o disposto no art. 8º nº 1, alínea a) do Regulamento da CMVM nº5/2008, os membros do Conselho Fiscal declaram que, tanto quanto é do seu conhecimento, o Relatório de Gestão, as Demonstrações Financeiras consolidadas elaboradas em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adoptadas pela União Europeia, bem como os demais documentos de prestação de contas exigidos por lei ou regulamento dão uma imagem verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, do activo e do passivo, da situação financeira e do resultado consolidado da Empresa em 31 de Dezembro de 2009 e que o Relatório de Gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição da Cofina, SGPS, S.A. e das empresas incluídas no perímetro da consolidação e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam.
Desejamos manifestar ao Conselho de Administração e aos diversos Serviços da Empresa e das empresas participadas o nosso apreço pela colaboração que nos prestaram.
Porto, 15 de Abril de 2010
O Conselho Fiscal
João da Silva Natária Presidente do Conselho Fiscal
Manuel Tiago Alves Baldaque de Marinho Fernandes Vogal do Conselho Fiscal
Cristina Isabel Linhares Fernandes Vogal do Conselho Fiscal
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