Annual Report • May 4, 2009
Annual Report
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Capital Social: 25.641.459 Euros
Sede: Rua General Norton de Matos, n.º 68, Porto
Pessoa Colectiva n.º 502 293 225
31 de Dezembro de 2008
| PROPOSTA DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO PARA APLICAÇÃO DO | |
|---|---|
| RESULTADO LÍQUIDO INDIVIDUAL 3 | |
| DISPOSIÇÕES LEGAIS 3 | |
| DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE 5 | |
| CONSIDERAÇÕES FINAIS 5 |
Dando cumprimento ao disposto na Lei, vem o Conselho de Administração da Cofina, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta) apresentar o Relatório de Gestão relativo à sua actividade individual do exercício de 2008.
A Cofina, S.G.P.S., S.A. elaborou contas consolidadas, sobre as quais o Conselho de Administração emitiu um pormenorizado relatório que será objecto de publicação. Deste modo, considera-se que o conteúdo da informação a produzir para as contas individuais é similar ao produzido para as contas consolidadas reproduzindo-se, no entanto, algumas menções obrigatórias nos termos do Código das Sociedades Comerciais e do Código dos Valores Mobiliários.
A Cofina, S.G.P.S., S.A. na qualidade de holding do Grupo, registou nas suas contas individuais, preparadas de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal, um resultado líquido negativo de 60.303.443 euros para o qual, nos termos legais e estatutários, o Conselho de Administração propõe à Assembleia Geral a seguinte aplicação:
Resultados transitados ( 60.303.443 )
------------------ ( 60.303.443 ) =========
DISPOSIÇÕES LEGAIS
Nos termos e para os efeitos do disposto no art. º 66 do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que em 31 de Dezembro de 2008 a Cofina não detinha acções próprias, não tendo adquirido ou alienado acções próprias durante o ano.
Nos termos e para os efeitos do disposto no art. 447º do Código das Sociedades Comerciais informa-se que em 31 de Dezembro de 2008, os administradores da Sociedade detinham as seguintes acções:
| Paulo Jorge dos Santos Fernandes | 6.715.746 |
|---|---|
| Pedro Macedo Pinto de Mendonça | 854.500 |
| Domingos José Vieira de Matos | 6.969.716 |
| João Manuel Matos Borges de Oliveira (a) | 9.246.660 |
(a) – 9.246.6690 acções correspondem ao total das acções da Cofina, S.G.P.S., S.A. detidas pela sociedade Caderno Azul – S.G.P.S., S.A., da qual o administrador João Manuel Matos Borges de Oliveira é accionista.
Em 31 de Dezembro de 2008, o Revisor Oficial de Contas, os membros do Conselho Fiscal e da Mesa da Assembleia Geral não possuíam acções representativas do capital social da Cofina.
Nos termos e para os efeitos do disposto nos Artigos 16º e 20º do Código de Valores Mobiliários e no Artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que as sociedades e/ou pessoas singulares que têm uma participação social qualificada que ultrapasse os 2%, 5%, 10%, 20%, 33% e 50% dos direitos de voto, e de acordo com as notificações recebidas na sede da sociedade até à data, são como segue:
| Acções detidas | % directa de | |
|---|---|---|
| Superior a 2% dos direitos de voto | em 31.12.2008 | direitos de voto |
| Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira | 4.333.340 | 4,22% |
| Banco BPI, S.A. (a) | 3.200.000 | 3,12% |
| CAIXAGEST - Técnicas de Gestão de Fundos, S.A. | 2.064.307 | 2,01% |
(a) – as 3.200.000 acções são detidas pelo Fundo de Pensões do Banco BPI. Esta participação é imputável ao Banco BPI nos termos do artigo 20º do Código dos Valores Mobiliários.
| Acções detidas | % directa de | |
|---|---|---|
| Superior a 5% dos direitos de voto | em 31.12.2008 | direitos de voto |
| Caderno Azul, SGPS, S.A. (a) | 9.246.660 | 9,02% |
| Promendo - SGPS, S.A. (b) | 7.000.000 | 6,82% |
| Domingos José Vieira de Matos | 6.969.716 | 6,80% |
| Paulo Jorge dos Santos Fernandes | 6.715.746 | 6,55% |
| Ana Rebelo Mendonça Fernandes (c) | 6.337.840 | 6,22% |
| UBS AG, Zurique | 6.040.000 | 5,89% |
| Santander Asset Management – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, S.A. |
5.147.981 | 5,02% |
(a) 9.246.660 acções correspondem ao total das acções da Cofina, S.G.P.S., S.A. detidas pela sociedade Caderno Azul – S.G.P.S., S.A., da qual o administrador João Manuel Matos Borges de Oliveira é accionista.
(b) Os 7.000.000 de acções da COFINA – SGPS, S.A. detidas pela sociedade PROMENDO – SGPS, S.A., consideram-se imputáveis a Ana Rebelo Mendonça Fernandes, sua administradora e accionista, titular de 59,6% do respectivo capital social.
(c) Consideram-se, igualmente, imputáveis a Ana Rebelo Mendonça Fernandes, para além dos 7.000.000 de acções da COFINA – SGPS, S.A. detidas pela sociedade PROMENDO – SGPS, S.A. já referidos em (b), ainda 1.222.000 de acções da COFINA – SGPS, S.A. detidas pela sociedade Promendo – Promoções Empresariais, S.A., de que é administradora e accionista, titular de 68% do respectivo capital social. Assim, nos termos legais, consideram-se imputáveis a Ana Rebelo Mendonça Fernandes, um total de 14.599.840 acções, correspondentes a 14,23% do capital e dos direitos de voto da COFINA – SGPS, S.A.
A Cofina não foi notificada de quaisquer participações acima de 20% dos direitos de voto.
Os membros do Conselho de Administração da Cofina, S.G.P.S., S.A. declaram assumir a responsabilidade pela presente informação e asseguram que os elementos nela inscritos são verídicos e que não existem omissões que sejam do seu conhecimento.
Nos termos do art. 21º do Decreto-Lei 411/91, de 17 de Outubro informamos que não existem dívidas em mora perante o Estado, nomeadamente perante a Segurança Social.
Não queremos concluir sem expressar o nosso agradecimento, reconhecendo a dedicação e empenho dos Colaboradores do Grupo Cofina. Finalmente, gostaríamos de expressar a nossa gratidão pela colaboração prestada pelos restantes Órgãos Sociais, a qual é extensiva às Instituições Bancárias que connosco se relacionaram.
Porto, 28 de Abril de 2009
Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Presidente
João Manuel Matos Borges de Oliveira
Pedro Macedo Pinto de Mendonça
Domingos José Vieira de Matos
(Montantes expressos em Euros)
| 2008 | 2007 | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Activo | Amortizações | Activo | Activo | ||
| Activo | Notas | bruto | e ajustamentos | líquido | líquido |
| Imobilizado: | |||||
| Imobilizações incorpóreas: | |||||
| Despesas de instalação | 10 | 461.818 | 461.818 | - | - |
| Despesas de investigação e de desenvolvimento | 10 | 107.494 | 107.494 | - | 2.404 |
| Propriedade industrial e outros direitos | 10 | 21.291 | 21.291 | - | 277 |
| Imobilizado em curso | 10 | 3.106 | - | 3.106 | - |
| 593.709 | 590.603 | 3.106 | 2.681 | ||
| Imobilizações corpóreas: | |||||
| Equipamento de transporte | 10 | 2.039 | 510 | 1.529 | - |
| Equipamento administrativo | 10 | 184.791 | 167.446 | 17.345 | 21.273 |
| Outras imobilizações corpóreas | 10 | 99.444 | 96.198 | 3.246 | 6.577 |
| 286.274 | 264.154 | 22.120 | 27.850 | ||
| Investimentos financeiros: | |||||
| Partes de capital em empresas do grupo | 10 e 16 | 269.075.760 | 47.075.500 | 222.000.260 | 222.000.260 |
| Partes de capital em empresas associadas | 10 e 16 | 146.900 | 146.900 | - | - |
| Partes de capital em outras empresas | 10 e 16 | 607.500 | 607.500 | - | - |
| Títulos e outras aplicações financeiras | 10 e 16 | 7.819.178 | 7.819.178 | - | - |
| 277.649.338 | 55.649.078 | 222.000.260 | 222.000.260 | ||
| Circulante: | |||||
| Dívidas de terceiros - Curto prazo: | |||||
| Empresas do grupo | 16 | 3.287.623 | - | 3.287.623 | 5.635.585 |
| Estado e outros entes públicos | 49 | 1.109.356 | - | 1.109.356 | 2.561.151 |
| Outros devedores | 98.801 | - | 98.801 | 124.683 | |
| 4.495.780 | - | 4.495.780 | 8.321.419 | ||
| Títulos negociáveis: | |||||
| Outros títulos negociáveis | 17 e 21 | 116.555.086 | 60.115.397 | 56.439.689 | 65.268.494 |
| Depósitos bancários e caixa: | |||||
| Depósitos bancários | 51 | 33.990.552 | 33.990.552 | 94.540.649 | |
| Caixa | 2.600 | 2.600 | 1.099 | ||
| 33.993.152 | 33.993.152 | 94.541.748 | |||
| Acréscimos e diferimentos: | |||||
| Acréscimos de proveitos | 50 | 267.394 | 267.394 | 246.885 | |
| Custos diferidos | 50 | 675.704 | 675.704 | 938.895 | |
| 943.098 | 943.098 | 1.185.780 | |||
| Total de amortizações | 854.757 | ||||
| Total de ajustamentos | 115.764.475 | ||||
| Total do activo | 434.516.437 | 116.619.232 | 317.897.205 | 391.348.232 |
O Anexo faz parte integrante do balanço em 31 de Dezembro de 2008.
(Montantes expressos em Euros)
| Capital próprio e passivo | Notas | 2008 | 2007 |
|---|---|---|---|
| Capital próprio: | |||
| Capital | 36 e 40 | 25.641.459 | 25.641.459 |
| Prémios de emissão de acções | 40 | 15.874.835 | 15.874.835 |
| Reservas: | |||
| Reserva legal | 40 | 5.409.144 | 5.409.144 |
| Reservas livres | 40 | 86.973.994 | 34.794.315 |
| Resultados transitados | 40 | (333.672) | |
| Resultado líquido do exercício | 40 | (60.303.443) | 56.103.155 |
| 73.595.989 | 137,489.236 | ||
| Passivo: | |||
| Dívidas a terceiros - Médio e longo prazo: | |||
| Outros empréstimos obtidos | 48 | 100.000.000 | 50.000.000 |
| Empréstimos por obrigações | 50.000.000 | ||
| 100.000.000 | 100.000.000 | ||
| Dívidas a terceiros - Curto prazo: | |||
| Dívidas a instituições de crédito | 48 | 6.025.000 | 5.795.000 |
| Empréstimos por obrigações | 48 | 50.000.000 | |
| Outros empréstimos obtidos | 48 | 50.000.000 | 113.750.000 |
| Fornecedores, conta corrente | 1.847 | 35.375 | |
| Empresas do grupo | 16 | 35,790,666 | 31.585.510 |
| Estado e outros entes públicos | 49 | 175,395 | 185.837 |
| Outros credores | 364,473 | 655.727 | |
| 142.357.381 | 152,007.449 | ||
| Acréscimos e diferimentos: | |||
| Acréscimos de custos | 50 | 1.943.835 | 1.851.547 |
| Total do capital próprio e do passivo | 317.897.205 | 391.348.232 |
O Anexo faz parte integrante do balanço em 31 de Dezembro de 2008.
EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E 2007
(Montantes expressos em Euros)
| Custos e perdas | Notas | 2008 | 2007 | ||
|---|---|---|---|---|---|
| Fornecimentos e serviços externos | 986.948 | 411.382 | |||
| Custos com o pessoal: | |||||
| Remunerações | 228.560 | 201.297 | |||
| Encargos sociais | 42.787 | 46.436 | |||
| Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo | 10 | 20.156 | 18.555 | ||
| Impostos | 36.500 | 41.801 | |||
| Outros custos e perdas operacionais | 493 | 494 | |||
| (A) | 1.315.444 | 719.965 | |||
| Amortizações e ajustamentos de aplicações e investimentos financeiros | 45 | 54.589.558 | 60.665.398 | ||
| Juros e custos similares | 45 | 10.641.512 | 19.999.356 | ||
| (C) | 66.546.514 | 81.384.719 | |||
| Custos e perdas extraordinários | 46 | 56.597 | 96.393 | ||
| (E) | 66.603.111 | 81.481.112 | |||
| Imposto sobre o rendimento do exercício | 6 | (303.490) | 904.345 | ||
| (G) | 66.299.621 | 82.385.457 | |||
| Resultado líquido do exercício | (60.303.443) | 56.103.155 | |||
| 5.996.178 | 138.488.612 | ||||
| Proveitos e ganhos | Notas | 2008 | 2007 | ||
| Reversões de amortizações e ajustamentos | - | - | |||
| (B) | - | - | |||
| Rendimentos de participações de capital | 45 | 4.632.154 | 135.848.307 | ||
| Outros juros e proveitos similares | 45 | 1.227.230 | 2.516.740 | ||
| (D) | 5.859.384 | 138.365.047 | |||
| Proveitos e ganhos extraordinários | 46 | 136.794 | 123.565 | ||
| (F) | 5.996.178 | 138.488.612 | |||
| Resumo: | |||||
| Resultados operacionais: | (B) - (A) | (1.315.444) | (719.965) | ||
| Resultados financeiros: | (D-B) - (C-A) | (59.371.686) | 57.700.293 | ||
| Resultados correntes: | (D) - (C) | (60.687.130) | 56.980.328 | ||
| Resultados antes de impostos: | (F) - (E) | (60.606.933) | 57.007.500 | ||
| Resultado líquido do exercício: | (F) - (G) | (60.303.443) | 56.103.155 | ||
O Anexo faz parte integrante da demonstração dos resultados do exercício findo em 31 de Dezembro de 2008.
( Montantes expressos em Euros)
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Outros proveitos e ganhos operacionais | 136.846 | 98.668 |
| Custos administrativos | (1.315.443) | (719.964) |
| Outros custos e perdas operacionais | (554.997) | (513.802) |
| Resultados operacionais | (1.733.594) | (1.135.098) |
| Custo líquido de financiamento | (8.915.934) | (5.681.722) |
| Ganhos (perdas) em filiais e associadas | - | 71.551.537 |
| Ganhos (perdas) em outros investimentos | (49.957.405) | (7.727.217) |
| Resultados correntes | (60.606.933) | 57.007.500 |
| Impostos sobre resultados correntes | 303.490 | (904.345) |
| Resultado líquido do exercício | (60.303.443) | 56.103.155 |
| Resultados por acção | - | 1,06 |
para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2008. O Anexo faz parte integrante das demonstrações de resultados
| Actividades operacionais: Pagamentos a fornecedores (1.044.721) (441.532) (275.294) (1.320.015) (687.594) Pagamentos ao pessoal (246.062) 874.212 Outros recebimentos/pagamentos relativos à actividade operacional (10.932.733) Impostos sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas 5.649.026 6.523.238 (881.034) (11.813.767) 5 203 223 (12.501.361) Fluxos gerados pelas actividades operacionais (1) Actividades de investimento: Recebimentos provenientes de: Empréstimos concedidos 46.680.822 1.215.204 3.814.160 Juros e proveitos similares Dividendos 4.623.671 5.838.875 186.343.289 135.848.307 Pagamentos relativos a: (200.109.700) Investimentos financeiros (14.851) (11.857) Imobilizações corpóreas (14.851) (200.521.098) Empréstimos concedidos (399.541) (14.177.809) 5.824.024 Fluxos gerados pelas actividades de investimento (2) Actividades de financiamento: Recebimentos provenientes de: 225.000.000 177.350.000 177.350.000 225.000.000 Empréstimos obtidos Pagamentos respeitantes a: Juros e custos similares (11.355.286) (7.197.476) (236.100.000) (35.756.726) Emprestimos obtidos (3.589.804) (251.045.090) (3.589.805) (46.544.007) Dividendos distribuídos 130.805.993 (26.045.090) Fluxos gerados pelas actividades de financiamento (3) 55.414.258 159.541.081 Caixa e seus equivalentes no início do exercício 104.126.823 Variação de caixa e seus equivalentes: (1)+(2)+(3) (15.017.843) 159.541.081 144 523 238 Caixa e seus equivalentes no fim do exercício |
2008 | 2007 | ||
|---|---|---|---|---|
O anexo faz parte integrante da demonstração do exercício findo em 31 de Dezembro de 2008.
A discriminação de caixa e seus equivalentes em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 e a reconciliação entre o seu valor e o montante de disponibilidades constantes no balanço naquela data é como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Numerário | 2.600 | 1.099 |
| Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis | 288.082 | 17.640.649 |
| Depósitos bancários mobilizáveis em menos de três meses | 33.702.470 | 76.900.000 |
| Títulos negociáveis | 116.555.086 | 70.794.333 |
| Disponibilidades constantes no balanço | ----------------- 150.548.238 |
--------------- 165.336.081 |
| Descobertos bancários | ( 6.025.000 ) | ( 5.795.000 ) |
| Disponibilidades constantes na demonstração dos fluxos de caixa | --------------- 144.523.238 |
--------------- 159.541.081 |
| ========= | ========= |
(Montantes expressos em Euros)
A Cofina, S.G.P.S., S.A. ("Cofina" ou "Empresa") é uma sociedade anónima, com sede no Porto e que tem como actividade principal a gestão de participações sociais (Nota 16), sendo as suas acções cotadas na Euronext Lisboa.
Em 31 de Dezembro de 2008 a Cofina desenvolve a sua actividade essencialmente como gestora de participações sociais na área dos media, actuando nesse sector principalmente através da Cofina Media, SGPS, S.A., sociedade detida em 100% pela Cofina (Nota 16).
As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano Oficial de Contabilidade e aquelas cuja numeração se encontra ausente deste anexo não são aplicáveis à Empresa ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras anexas.
As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, mantidos de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal.
Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras foram os seguintes:
As imobilizações incorpóreas, que compreendem essencialmente despesas com o aumento de capital e despesas com a definição da imagem corporativa, encontram-se registadas ao custo e foram amortizadas pelo método das quotas constantes durante um período de três anos.
As imobilizações corpóreas encontram-se registadas ao custo de aquisição.
As amortizações são calculadas pelo método das quotas constantes, de acordo com as seguintes vidas úteis estimadas:
| Anos |
|---|
| 4 |
| 3 a 10 |
| 4 a10 |
As partes de capital em empresas do Grupo, associadas e outras empresas, bem como os investimentos em títulos e outras aplicações financeiras são registados ao custo de aquisição adicionado de eventuais despesas de compra, sendo efectuados os ajustamentos necessários para reduzir o montante dos investimentos financeiros ao seu valor líquido de realização estimado.
Os rendimentos resultantes de investimentos financeiros (dividendos recebidos) são registados na demonstração dos resultados do exercício em que é decidida e anunciada a sua distribuição (Nota 45).
A Empresa regista as suas receitas e despesas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual as receitas e despesas são reconhecidas à medida em que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos (Nota 50).
O imposto sobre o rendimento do exercício é calculado com base nos resultados tributáveis da Empresa de acordo com as regras fiscais em vigor.
(Montantes expressos em Euros)
Os activos e passivos por impostos diferidos são calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação aprovadas para os períodos em que se prevê venham a reverter as diferenças temporárias subjacentes (dedutíveis ou tributáveis).
Os activos por impostos diferidos são registados unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para os utilizar. Na data de cada balanço é efectuada uma reapreciação das diferenças temporárias subjacentes aos activos por impostos diferidos no sentido de reconhecer activos por impostos diferidos não registados anteriormente por não terem preenchido as condições para o seu registo e/ou para reduzir o montante dos impostos diferidos activos registados em função da expectativa actual da sua recuperação futura.
As acções próprias são registadas ao custo de aquisição, sendo as mais ou menos valias geradas com a sua alienação registadas na rubrica "Reservas livres".
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a Segurança Social). Deste modo, as declarações fiscais da Empresa dos anos de 2005 a 2008 poderão vir ainda a ser sujeitas a revisão. A Administração da Empresa entende que as eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras anexas.
Nos termos do artigo 81º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas a Empresa encontra-se sujeita adicionalmente a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo mencionado.
A Empresa encontra-se abrangida pelo Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (sociedade dominante), sendo que cada uma das sociedades abrangidas por este regime regista o imposto sobre o rendimento nas suas demonstrações financeiras individuais na rubrica "Empresas do grupo". Nos casos em que as filiais contribuem com prejuízos é registado, nas contas individuais, o montante de imposto correspondente aos prejuízos que vierem a ser compensados pelos lucros das demais sociedades abrangidas por este regime (Nota 16).
Em 31 de Dezembro de 2008, a Empresa não procedeu ao registo nas suas demonstrações financeiras de activos por impostos diferidos associados a prejuízos fiscais reportáveis ou a provisões e ajustamentos não aceites para efeitos fiscais por motivos de prudência.
Em 31 de Dezembro de 2008 a Empresa não tinha situações geradoras de passivos por impostos diferidos.
Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 a empresa tinha ao seu serviço 6 e 7 pessoas, respectivamente.
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2008, o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas, imobilizações corpóreas e investimentos financeiros, bem como nas respectivas amortizações e ajustamentos acumulados, foi como segue:
| Activo bruto | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Saldo | Alienações e | Trans | Saldo | ||
| inicial | Aumentos | abates | ferências | final | |
| Imobilizações incorpóreas: | |||||
| Despesas de instalação | 461.818 | - | - | - | 461.818 |
| Despesas de investigação e desenvolvimento | 107.494 | - | - | - | 107.494 |
| Propriedade industrial e outros direitos | 21.291 | - | - | - | 21.291 |
| Imobilizado em curso incorpóreo | - | 3.106 | - | - | 3.106 |
| 590.603 | 3.106 | - | - | 593.709 | |
| Imobilizações corpóreas: | |||||
| Equipamento de transporte | - | 2.039 | - | - | 2.039 |
| Equipamento administrativo | 175.085 | 9.706 | - | - | 184.791 |
| Outras imobilizações corpóreas | 99.444 | - | - | - | 99.444 |
| 274.529 | 11.745 | - | - | 286.274 | |
| Investimentos financeiros (Nota 16) : | |||||
| Partes de capital em empresas do grupo | 269.075.760 | - | - | - | 269.075.760 |
| Partes de capital em empresas associadas | 146.900 | - | - | - | 146.900 |
| Partes de capital em outras empresas | 607.500 | - | - | - | 607.500 |
| Títulos e outras aplicações financeiras | 7.819.178 | - | - | - | 7.819.178 |
| 277.649.338 | - | - | - | 277.649.338 | |
| Amortizações e ajustamentos acumulados | |||||
| Saldo | Alienações e | Trans | Saldo | ||
| inicial | Reforços | abates | ferências | final | |
| Imobilizações incorpóreas: | |||||
| Despesas de instalação | 461.818 | - | - | - | 461.818 |
| Despesas de investigação e desenvolvimento | 105.090 | 2.404 | - | - | 107.494 |
| Propriedade Industrial e outros direitos | 21.014 | 277 | - | - | 21.291 |
| 587.922 | 2.681 | - | - | 590.603 | |
| Imobilizações corpóreas: | |||||
| Equipamento de transporte | - | 510 | - | - | 510 |
| Equipamento administrativo | 153.812 | 13.634 | - | - | 167.446 |
| Outras imobilizações corpóreas | 92.867 | 3.331 | - | - | 96.198 |
| 246.679 | 17.475 | - | - | 264.154 | |
| Investimentos financeiros: | |||||
| Partes capital em empresas do grupo | 47.075.500 | - | - | - | 47.075.500 |
| Partes capital em empresas associadas | 146.900 | - | - | - | 146.900 |
| Partes de capital em outras empresas | 607.500 | - | - | - | 607.500 |
| Títulos e outras aplicações financeiras | 7.819.178 | - | - | - | 7.819.178 |
| 55.649.078 | - | - | - | 55.649.078 |
(Montantes expressos em Euros)
Em 31 de Dezembro de 2008, a composição dos investimentos financeiros em empresas do grupo, bem como a informação financeira obtida das demonstrações financeiras das principais participações naquela data, era como segue:
| Nome | % | Montante | Activo | Total do capital próprio |
Proveitos totais |
Resultado líquido |
|---|---|---|---|---|---|---|
| EFE ERRE Participações SGPS, S.A. (a) (c) Cofina Media (a) (b) Cofina B.V. (a) |
100% 100% 100% |
43.550.000 222.000.260 3.525.500 269.075.760 |
12.530.347 148.193.674 53.939.642 |
12.146.657 96.390.081 3.092.583 |
4 147.647.796 2.471.506 |
(2.480) (13.811.285) 357.838 |
(a) – demonstrações financeiras preliminares, sujeitas a aprovação, estando a participação totalmente provisionada
(b) – dados consolidados, preparados de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro, tal como adoptadas pela União Europeia
(c) – anteriormente denominada F. Ramada – Participações, SGPS, S.A., estando a participação totalmente provisionada
Em 31 de Dezembro de 2008, esta rubrica inclui participações em empresas não cotadas, cujo valor líquido estimado de realização é nulo, tendo sido registados em exercícios anteriores ajustamentos para fazer face às perdas estimadas.
Em 31 de Dezembro de 2008 esta rubrica refere-se a participações em empresas não cotadas cujo valor líquido estimado de realização é nulo, tendo sido registados em exercícios anteriores ajustamentos para fazer face às perdas estimadas.
Em 31 de Dezembro de 2008, esta rubrica corresponde a prestações acessórias/suplementares concedidas a empresas participadas.
Adicionalmente, em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 a Empresa preparou demonstrações financeiras consolidadas de acordo com os princípios de mensuração e reconhecimento das Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adoptados pela União Europeia, das quais se apresenta um resumo dos principais dados financeiros:
| Dezembro de 2008 | Dezembro de 2007 | |
|---|---|---|
| Total activo líquido consolidado | 243.717.225 | 373.140.325 |
| Total capital próprio consolidado (a) | (12.490.876) | 64.474.981 |
| Total dos interesses minoritários | 767.021 | 870.726 |
| Resultado líquido consolidado do exercício (b) | (73.317.098) | 10.133.524 |
(a) - incluindo interesses minoritários
(b) - incluindo o resultado líquido do exercício atribuível aos accionistas minoritários
Em 31 de Dezembro de 2008, os principais saldos com empresas do Grupo podem ser detalhados como se segue:
| Empresa do Grupo (activo) |
Empresa do Grupo (passivo) |
|
|---|---|---|
| Presselivre - Imprensa Livre, S.A. | 2.459.616 | (25.000.000) |
| Edisport - Sociedade de Publicações, S.A. | 245.056 | - |
| EFE ERRE Participações SGPS, S.A. | 280.000 | (5.733.371) |
| Cofina Media, S.G.P.S., S.A. | - | (4.989.935) |
| Mediafin, S.G.P.S.,S.A. | 137.951 | - |
| Edirevistas - Sociedade Editorial, S.A. | - | (67.360) |
| Yellow Entertainment | 165.000 | - |
| 3.287.623 | (35.790.666) |
(Montantes expressos em Euros)
Do montante registado na rubrica do activo "Empresas do grupo" cerca de 2.800.000 Euros correspondem a saldos a receber do grupo no âmbito do RETGS (Nota 6).
Do montante registado na rubrica do passivo "Empresas do grupo" cerca de 10.700.000 Euros correspondem a saldos a pagar ao grupo no âmbito do RETGS (Nota 6).
O saldo da rubrica do passivo "Empresas do grupo" com a Presselivre – Imprensa Livre, S.A. refere-se a um empréstimo concedido por aquela participada para cobrir carências de tesouraria, o qual tem o seu vencimento no curto prazo e vence juros a taxas de mercado.
Em 31 de Dezembro de 2008 a rubrica "Outros títulos negociáveis" corresponde essencialmente a títulos cotados em bolsa, nomeadamente, da ZON Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A. para os quais se encontravam registados ajustamentos para os reduzir ao seu valor de cotação.
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2008, os movimentos ocorridos nos ajustamentos das rubricas do activo circulante foram como segue:
| Ajustamentos | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Saldo | Saldo | ||||
| inicial | Aumentos | Utilizações | Reversões | final | |
| Outros títulos negociáveis (Nota 45) | 5.525.839 | 54.589.558 | - | - | 60.115.397 |
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2008 foram constituídos ajustamentos para reduzir os títulos negociáveis ao seu valor estimado de realização (o qual, no caso dos títulos cotados, corresponde à sua cotação à data de balanço).
Em 31 de Dezembro de 2008, a Cofina tinha constituído garantias cujo detalhe é como segue:
Em 31 de Dezembro de 2008, o capital da Empresa, totalmente subscrito e realizado, era composto por 102.565.836 acções com o valor nominal de 25 cêntimos de Euro cada.
(Montantes expressos em Euros)
O movimento ocorrido nas rubricas de capital próprio durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2008 foi como segue:
| Saldo inicial |
Aumentos | Diminuições | Transferências | Saldo final |
|
|---|---|---|---|---|---|
| Capital | 25.641.459 | - | - | - | 25.641.459 |
| Prémios de emissão de acções | 15.874.835 | - | - | - | 15.874.835 |
| Reservas: | |||||
| Reserva legal | 5.409.144 | - | - | - | 5.409.144 |
| Reservas livres | 34.794.315 | - | - | 52.179.679 | 86.973.994 |
| Resultados transitados | (333.672) | - | - | 333.672 | - |
| Resultado líquido do exercício | 56.103.155 | - | (60.303.443) | (56.103.155) | (60.303.443) |
| 137.489.236 | - | (60.303.443) | (3.589.804) | 73.595.989 |
A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinada ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital social. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.
De acordo com a deliberação tomada na Assembleia Geral realizada em 28 de Maio de 2008, foi deliberado que o resultado líquido do exercício de 2007 fosse distribuído como segue:
| Reservas livres | 52.179.679 |
|---|---|
| Resultados transitados | 333.672 |
| Dividendos | 3.589.804 |
| -------------- 56.103.155 ======== |
Os resultados financeiros dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 têm a seguinte composição:
| Custos e perdas: Juros suportados Ajustamentos de aplicações financeiras (Notas 10 e 21) |
2008 10.143.112 54.589.558 |
2007 7.182.045 60.665.398 |
|---|---|---|
| Perdas na alienação de aplicações de tesouraria | - | 12.299.443 |
| Diferenças de câmbio desfavoráveis | 1.553 | - |
| Outros custos e perdas financeiros | 496.847 | 517.868 |
| 65.231.070 | 80.664.754 | |
| Resultados financeiros | (59.371.686) | 57.700.293 |
| 5.859.384 | 138.365.047 | |
| Proveitos e ganhos: | ||
| Juros obtidos | 1.227.178 | 1.500.323 |
| Ganhos de participações de capital | 4.632.154 | 135.848.307 |
| Diferenças de câmbio favoráveis | 52 | 99 |
| Ganhos na alienação de aplicações de tesouraria | - | 1.016.318 |
| 5.859.384 | 138.365.047 |
As rubricas "Perdas na alienação de aplicações de tesouraria" e "Ganhos na alienação de aplicações de tesouraria" referem-se a perdas e ganhos obtidos na alienação de títulos cotados.
A rubrica "Ganhos de participações de capital" do exercício findo em 31 de Dezembro de 2008 corresponde a dividendos recebidos.
Os resultados extraordinários dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 têm a seguinte composição:
| Custos e perdas: | 2008 | 2007 |
|---|---|---|
| Donativos | 865 | 1.200 |
| Perdas na alienação de investimentos financeiros | - | 75.464 |
| Multas | - | 1.236 |
| Correcções relativas a exercícios anteriores | 6.727 | 1.885 |
| Outros custos e perdas extraordinários | 49.005 | 16.608 |
| 56.597 | 96.393 | |
| Resultados extraordinários | 80.197 | 27.172 |
| 136.794 | 123.565 | |
| Proveitos e ganhos: | ||
| Ganhos em imobilizações | - | 24.996 |
| Correcções relativas a exercícios anteriores | 53.934 | 51.914 |
| Excesso de estimativa de imposto | 80.549 | - |
| Outros proveitos e ganhos extraordinários | 2.311 | 46.655 |
| 136.794 | 123.565 |
Em 31 de Dezembro de 2008, a rubrica do passivo de curto prazo "Dívidas a instituições de crédito" correspondia na sua totalidade a descobertos bancários.
A rubrica "Outros empréstimos obtidos" em 31 de Dezembro de 2008 pode ser detalhada como segue:
| Curto prazo |
Médio e longo prazo |
|
|---|---|---|
| Papel comercial | 50.000.000 ========= |
100.000.000 ======== |
A rubrica do passivo de médio e longo prazo "Papel comercial" corresponde a dois programas de papel comercial com subscrição garantida de tomada firma pelos bancos responsáveis pela sua colocação, uma no montante de 30.000.000 Euros e outra no montante de 20.000.000 Euros até Junho de 2011 e Outubro de 2012, respectivamente.
A rubrica do passivo de curto prazo "Papel comercial" corresponde a uma emissão no montante nominal até 50.000.000 Euros pelo prazo máximo de 5 anos a contar da respectiva data de assinatura ou seja 23 de Abril de 2013. No entanto, e de acordo com o contrato inicial decorrido um ano sobre a vigência do contrato (23 de Abril de 2008) ambas as partes têm o direito de em qualquer momento a partir do final do 1º ano de vigência deste programa de papel comercial a denunciar o contrato desde que comuniquem a sua intenção mediante um pré-aviso de 30 dias relativamente à data indicada para a denúncia. Embora seja convicção do Conselho de Administração que não haverá denúncia de qualquer das partes a este programa de papel comercial, uma vez que o banco tem essa capacidade o Grupo Cofina à luz das normas contabilísticas classificou esta dívida no curto prazo no balanço anexo.
A parcela de médio e longo prazo tem o seu vencimento como segue:
| Agosto de 2010 | 50.000.000 |
|---|---|
| Junho de 2011 | 30.000.000 |
| Outubro de 2012 | 20.000.000 |
| 100.000.000 |
Em 31 de Dezembro de 2008 a rubrica do passivo de curto prazo corrente "Empréstimos por obrigações" corresponde a um empréstimo obrigacionista denominado "Obrigações Cofina SGPS – 2007/2015", no montante de 50.000.000 Euros, vencendo juros postecipados a uma taxa Euribor acrescida de um spread de 0,875%. Este empréstimo de acordo com as suas condições contratuais vence-se em 28 de Setembro de 2015. No entanto, e uma vez que de acordo com o contrato inicial caso não seja cumprido um dos indicadores financeiros previstos contratualmente (e em 31 de Dezembro de 2008 um dos indicadores não estava a ser cumprido) os detentores das obrigações podem solicitar, por sua única e exclusiva iniciativa o reembolso antecipado sem qualquer tipo de penalizações das obrigações de que é titular. Neste sentido, embora seja convicção do Conselho de Administração que os detentores destas obrigações não irão solicitar o reembolso antecipado das mesmas e consequentemente o seu prazo de vencimento será o inicialmente previsto contratualmente (28 de Setembro de 2015), a Empresa à luz das normas contabilísticas, e uma vez que a capacidade de solicitação deste reembolso está na exclusiva posse do detentor das obrigações e não do emitente teve de classificar este empréstimo como corrente.
Em 31 de Dezembro de 2008, os saldos com estas entidades tinham a seguinte composição:
| Saldos devedores: |
|---|
| Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas: | |
|---|---|
| Retenções na fonte | 607.730 |
| Pagamento especial por conta | 193.580 |
| Estimativa de imposto sobre o rendimento (Nota 6) | 308.046 |
| -------------- 1.109.356 |
|
| ======= | |
| Saldos credores: | |
| Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas: | |
| Estimativa de imposto sobre o rendimento (Nota 6) | 160.472 |
| Tributação autónoma (Nota 6) | 4.557 |
| Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares: | |
| Retenções na fonte | 3.260 |
| Contribuições para a Segurança Social | 7.106 |
| ----------- | |
| 175.395 | |
| ====== | |
Em 31 de Dezembro de 2008, os saldos mais relevantes das rubricas de acréscimos diferimentos tinham a seguinte composição:
| Acréscimos de proveitos: | |
|---|---|
| Juros a receber | 267.394 |
| ====== | |
| Custos diferidos: | |
| Custos de montagem de empréstimos | 565.879 |
| Comissões e juros referentes a papel comercial | 107.370 |
| Outros | 2.455 |
| ------------ 675.704 |
|
| ====== | |
| Acréscimos de custos: | |
| Juros a liquidar | 1.901.379 |
| Remunerações a liquidar | 28.985 |
| Outros | 13.471 |
| -------------- 1.943.835 |
|
| ======= |
Em 31 de Dezembro de 2008, esta rubrica podia ser detalhada como segue:
| Depósitos a prazo (vencíveis a menos de 3 meses) | 33.702.470 |
|---|---|
| Depósitos à ordem | 288.082 |
| ---------------- 33.990.552 ======== |
Deloitte & Associados, SROC S.A. Inscrição na OROC nº 43 Registo na CMVM nº 231
Bom Sucesso Trade Center Praça do Bom Sucesso, 61 - 13° 4150-146 Porto Portugal
Tel: +(351) 225 439 200 Fax: +(351) 225 439 650 www.deloitte.pt
Nos termos da legislação aplicável, apresentamos a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria $\mathbf{1}$ sobre a informação financeira contida no Relatório de Gestão e as demonstrações financeiras anexas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2008 da Cofina, SGPS, S.A. ("Empresa"), as quais compreendem o Balanço em 31 de Dezembro de 2008, que evidencia um total de 317.897.205 Euros e capitais próprios de 73.595.989 Euros, incluindo um resultado líquido negativo de 60.303.443 Euros, as Demonstrações dos resultados por naturezas e por funções, a Demonstração dos fluxos de caixa do exercício findo naquela data e os correspondentes Anexos.
O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e as Directrizes de Revisão / $\overline{4}$ Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais exigem que este seja planeado e executado com o objectivo de obter um grau de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras estão isentas de distorções materialmente relevantes. Este exame incluiu a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e informações divulgadas nas demonstrações financeiras e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e critérios definidos pelo Conselho de Administração, utilizadas na sua preparação. Este exame incluiu, igualmente, a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adoptadas e a sua divulgação, tendo em conta as circunstâncias, a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade das operações, a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras, e a apreciação, para os aspectos materialmente relevantes, se a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita. O nosso exame abrangeu também a verificação da concordância da informação financeira constante do Relatório de Gestão com os restantes documentos de prestação de contas. Entendemos que o exame efectuado proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa opinião.
.
Scessão Deloitte refere-se à Deloitte Touche Tohmatsu, uma Swiss Verein, ou a uma ou mais entidades da sua rede de firmas membro, sendo cada uma delas uma entidade legal separada e independente. Para aceder à descrição deta hada da estrutura legal da Deloitte Touche Tohmatsu e suas firmas membro consulte www.deloitte.com/about
Tipo: Sociedade civil sob a forma comercial | Capital Social: 500.000,00 £uros | Matrícula C.R.C. de Lisboa e NiPC: 501-776-311
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Deloitte & Associados, SROC S.A. Inscrição na OROC nº 43 Registo na CMVM nº 231
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Em nossa opinião, as demonstrações financeiras referidas no parágrafo 1 acima, apresentam de forma 5. verdadeira e apropriada, para os fins indicados no parágrafo 6 abaixo, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira da Cofina, SGPS, S.A. em 31 de Dezembro de 2008, o resultado das suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal e a informação financeira nelas constante é, nos termos das definições incluídas nas directrizes mencionadas no parágrafo 4 acima, completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
As demonstrações mencionadas no parágrafo 1 acima referem-se à actividade da Empresa a nível individual e 6 foram preparadas para publicação nos termos da legislação em vigor. Conforme indicado na Nota 3.c) do Anexo, os investimentos financeiros em empresas do grupo e associadas são apresentados ao custo de aquisição sendo constituídos ajustamentos para reduzir o montante daqueles investimentos à estimativa do seu valor líquido de realização. A Empresa preparou em separado, nos termos da legislação em vigor, demonstrações financeiras consolidadas em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adoptadas na União Europeia, que melhor apresentam a posição financeira, o resultado das operações e os fluxos de caixa do conjunto formado pela Empresa, suas filiais e associadas, apresentando em 31 de Dezembro de 2008 resultados líquidos e capitais próprios consolidados negativos de 73.272.795 Euros e 12.490.876 Euros, respectivamente, decorrente das perdas não realizadas reconhecidas durante o exercício de 2008 da desvalorização da participação detida na Zon Multimédia - Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A.
Porto, 28 de Abril de 2009
DELOITTE & ASSOCIADOS, SROC S.A. Representada por António Manuel Martins Amaral
Aos Accionistas da
Cofina, SGPS, S.A.
Em conformidade com a legislação em vigor e com o mandato que nos foi confiado, submetemos à vossa apreciação este Relatório e Parecer sobre o Relatório de Gestão e restantes documentos de prestação de contas individuais da Cofina, SGPS, S.A. ("Empresa"), relativos ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2008, os quais são da responsabilidade do Conselho de Administração.
Ao longo do exercício em apreço, o Conselho Fiscal acompanhou a evolução da actividade da Empresa, a regularidade dos registos contabilísticos, o cumprimento do normativo legal e estatutário em vigor e a eficácia e integridade dos sistemas de gestão de riscos e de controlo interno, tendo efectuado reuniões com a periodicidade e extensão que considerou adequadas e tendo obtido da Administração e dos Serviços da Empresa as informações e esclarecimentos solicitados.
No âmbito das suas atribuições, o Conselho Fiscal examinou o Balanço em 31 de Dezembro de 2008, as Demonstrações dos resultados por naturezas e por funções, a Demonstração dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data e os correspondentes anexos. Adicionalmente procedeu à análise do Relatório de Gestão do exercício de 2008 e da proposta de aplicação de resultados nele apresentada, exerceu as suas competências em matéria de supervisão das habilitações, independência e execução das funções do Auditor Externo e do Revisor Oficial de Contas da Empresa e apreciou a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria emitida pela Sociedade de Revisores Oficiais de Contas da Empresa, que mereceu o seu acordo.
Face ao exposto, e tendo em consideração o assunto mencionado no parágrafo 6 da Certificação Legal das Contas, o Conselho Fiscal é de parecer que o Relatório de Gestão, as Demonstrações Financeiras bem como a proposta de aplicação de resultados estão de acordo com as disposições contabilísticas, legais e estatutárias aplicáveis, pelo que poderão ser aprovadas em Assembleia Geral de Accionistas.
De acordo com o disposto no art. 8º nº 1, alínea a) do Regulamento da CMVM nº5/2008, os membros do Conselho Fiscal declaram que, tanto quanto é do seu conhecimento, o Relatório de Gestão, as Demonstrações Financeiras individuais elaboradas em conformidade com os Princípios Contabilísticos Geralmente aceites em Portugal, bem como os demais documentos de prestação de contas exigidos por lei ou regulamento dão uma imagem verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, do activo e do passivo, da situação financeira e do resultado da Empresa em 31 de Dezembro de 2008 e que o Relatório de Gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição da Cofina, SGPS, S.A. e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defronta.
Desejamos manifestar ao Conselho de Administração e aos diversos Serviços da Empresa o nosso apreço pela colaboração que nos prestaram.
Porto, 28 de Abril de 2009
O Conselho Fiscal
João da Silva Natária Presidente do Conselho Fiscal
Manuel Tiago Alves Baldaque de Marinho Fernandes Vogal do Conselho Fiscal
Cristina Isabel Linhares Fernandes Vogal do Conselho Fiscal
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