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Cofina SGPS — Annual Report 2005
Mar 9, 2006
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Annual Report
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EVOLUÇÃO DA ACTIVIDADE - EXERCÍCIO DE 2005
A actividade do Grupo Cofina durante o exercício de 2005 foi marcada essencialmente pela reestruturação das suas participações financeiras numa lógica de negócio, tendo sido concretizado o projecto de cisão e criada uma unidade dedicada exclusivamente a actividades de indústria (Altri, SGPS, S.A., abrangendo os grupos F. Ramada e Caima/Celtejo) concentrando a Cofina, SGPS, S.A. as operações de media, e ainda pelo lançamento de uma emissão de obrigações convertíveis em acções, no montante de 50 milhões de euros e vencimento em 2010, com o objectivo de financiar a actividade em geral e aproveitar a conjuntura de baixas taxas de juro.
A escritura pública de cisão-simples foi outorgada em 14 de Fevereiro de 2005, e a data relevante para produção de efeitos contabilísticos e jurídicos da referida cisão teve lugar no dia 1 de Março de 2005. Assim, a informação financeira consolidada da Cofina, SGPS, S.A. relativa ao exercício de 2005 inclui as demonstrações financeiras da Sociedade e do Grupo Cofina Media, incorporando apenas os dois primeiros meses de actividade dos Grupos Ramada e Caima, os quais foram transferidos por cisão para o Grupo Altri, SGPS, S.A.
Assim no final de 2005 após a finalização do processo de reestruturação, o organigrama dos principais investimentos das duas holdings (incluindo a aquisição do Grupo Celtejo, anteriormente denominado Portucel Tejo, a qual ocorreu durante o segundo semestre de 2005) é como segue:
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----- Start of picture text ----- Celtejo95%100% Caima Pasta e Papel100% Cofina Media Pasta de Papel 10,5% Vista Alegre AtlantisMedia e Comunicação 100% F. Ramada Cristais, Vidros e PorcelanasAços e Sistemas de Armazenagem----- End of picture text -----
TRANSIÇÃO PARA IFRS
A Cofina passou a adoptar com efeito a 1 de Janeiro de 2004 as Normas Internacionais de Relato Financeiro, tendo as demonstrações financeiras consolidadas do exercício de 2005 sido preparadas de acordo com os princípios de reconhecimento e mensuração dos IAS/ IFRS. Deste modo, os valores comparativos apresentados relativamente ao período homólogo do ano anterior foram reexpressos para reflectir esta alteração de princípios contabilísticos usados na preparação das demonstrações financeiras consolidadas.
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1. INFORMAÇÃO CONSOLIDADA E COMPARAÇÃO COM PERÍODOS HOMÓLOGOS
Os indicadores de performance consolidados do Grupo Cofina relativos ao exercício de 2005, preparados de acordo com os princípios de reconhecimento e mensuração dos IFRS, podem ser resumidos como segue:
| Dez-05IFRS(a)129.77713.338(3.513)7.59016.2263.03110.621 | Dez-04IFRS(a)134.7268.642(5.771)3.89511.60615.23719.132 | ∆ 2005 / 2004-3,7%54,3%39,1%94,9%39,8%-44,5% | Dez-04IFRS(b)275.38028.579(7.155)19.132n.a.n.a.19.132 | ||
|---|---|---|---|---|---|
| Proveitos operacionaisResultados operacionais (EBIT)Resultados financeirosResultado líquido das actividades de media e holding (c)EBITDA das operações de media e holdingResultado líquido das actividades em descontinuidade (c)Resultado líquido consolidado global (c) |
(valores em milhares de Euros)
EBITDA - Resultados operacionais + Amortizações
(a) - Proveitos e Resultados operacionais e EBITDA referindo-se unicamente a actividades de media e holding.
(b) - Proveitos e Resultados operacionais e EBITDA englobando a totalidade das operações do Grupo Cofina (holding, media e indústria) em 31 de Dezembro de 2004.
(c) - Resultado líquido atribuível aos accionistas da Cofina e a minoritários
Com a concretização da operação de cisão que levou à criação da Altri, SGPS, S.A., as operações de indústria (Grupos F. Ramada e Caima) passaram a ser consideradas operações em descontinuidade, de acordo com a IFRS 5 – “Activos não correntes detidos para venda e unidades operacionais descontinuadas”. Deste modo, as demonstrações financeiras consolidadas do Grupo Cofina em 31 de Dezembro de 2005 não são directamente comparáveis com as do período homólogo anterior, nomeadamente no que se refere à demonstração dos resultados do exercício de 2005 que apenas inclui, ao nível das operações, as actividades de media e da própria holding, sendo a totalidade das operações dos dois primeiros meses de 2005 das actividades de indústria (tendo em consideração que a cisão ocorreu em 1 de Março de 2005) apresentada na demonstração dos resultados em linha autónoma, designada “Operações em descontinuidade”.
Analisando os dados do Grupo Cofina numa base comparável, verifica-se uma ligeira redução dos proveitos operacionais (3,7%) em resultado do menor peso das campanhas de marketing alternativo face ao ano de 2004. No entanto, esta redução é mais do que compensada pela melhoria na rentabilidade operacional do grupo, com um crescimento dos resultados operacionais de 4,7 milhões de euros, um incremento de 54,3% face ao exercício anterior.
Este facto, conjugado com a melhor performance financeira do grupo (redução do custo liquido de financiamento em cerca de 2,3 milhões de euros) possibilitou o crescimento dos resultados líquidos em cerca de 95%, cifrando-se no exercício de 2005 em 7,6 milhões de euros o resultado líquido das operações de media e holding, e em 10,6 milhões de euros o resultado global do Grupo Cofina (considerando os dois primeiros meses da actividade de indústria).
O endividamento bancário bruto do Grupo Cofina no final do exercício de 2005 ascende a 131,7 milhões de euros, ao qual corresponde um endividamento líquido de 51,4 milhões de euros (não considerando como dedutível ao endividamento o investimento na Lusomundo Media no montante de 24 milhões de euros). Em 31 de Dezembro de 2004 o endividamento líquido das actividades de media e holding ascendia a 109 milhões de euros. Esta redução do endividamento líquido é motivada essencialmente (i) pelo recebimento de cerca de 37 milhões de euros de dividendos da Celulose do Caima, SGPS, S.A. efectuados no âmbito do projecto de cisão das duas actividades anteriormente desenvolvidas, (ii) pela alienação da participação financeira na F. Ramada – Aços e Indústrias, S.A. ao Grupo Caima e (iii) pelo cash-flow libertado pelas operações correntes do Grupo.
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2. ANÁLISE DA ACTIVIDADE DA INVESTEC MEDIA
A Investec Media, holding na qual se encontram agrupados os interesses do Grupo Cofina relativamente a media e conteúdos, apresentou performances muito satisfatórias, apesar da conjuntura de estagnação verificada durante o ano de 2005. Os principais indicadores ao nível das demonstrações financeiras consolidadas do Grupo Cofina Media são como segue:
| Dez-05 | Dez-04 | ∆ 2005 / 2004 | Dez-04 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| IFRSIFRSPOC | ||||||||
| Receitas OperacionaisCirculaçãoPublicidadeProdutos de marketing alternativo e outrosReceitas operacionais por segmentosJornaisRevistasCustos operacionais (a)EBITDA Consolidado (b)Margem EBITDAEBITDA JornaisMargem EBITDA JornaisEBITDA RevistasMargem EBITDA RevistasAmortizações CorrentesEBIT (antes de goodwill) (c)Margem EBIT (antes de goodwill)Amortizações de GoodwillEBITMargem EBITResultados FinanceirosResultados CorrentesMargem Resultados CorrentesResultados extraordináriosRes. antes de Impostos e MinoritáriosImposto sobre o rendimentoInteresses MinoritáriosResultado Líquido Consolidado (antes de goodwill)Amortizações GoodwillResultado Líquido Consolidado | 129.747 | 134.612 | -3,6% | 134.498 | ||||
| 56.296 | 52.513 | 7,2% | 52.513 | |||||
| 52.683 | 51.717 | 1,9% | 51.717 | |||||
| 20.768 | 30.382 | -31,6% | 30.268 | |||||
| 129.747 | 134.612 | -3,6% | 134.498 | |||||
| 91.341 | 93.015 | -1,8% | 92.931 | |||||
| 38.406 | 41.597 | -7,7% | 41.567 | |||||
| 111.864 | 120.818 | -7,4% | 116.554 | |||||
| 17.883 | 13.794 | 29,6% | 17.944 | |||||
| 13,8% | 10,3% | 13,3% | ||||||
| 17.396 | 16.452 | 5,7% | 17.966 | |||||
| 19,1% | 17,7% | 19,3% | ||||||
| 487 | (2.658) | n.a. | 27 | |||||
| 1,3% | -6,4% | 0,1% | ||||||
| 2.853 | 2.930 | -2,6% | 2.006 | |||||
| 15.030 | 10.864 | 38,4% | 15.938 | |||||
| 11,6% | 8,1% | 11,9% | ||||||
| - | - | n.a. | 4.366 | |||||
| 15.030 | 10.864 | 38,4% | 11.572 | |||||
| 11,6% | 8,1% | 8,6% | ||||||
| 692 | 241 | 186,9% | (1.672) | |||||
| 15.722 | 11.105 | 41,6% | 9.900 | |||||
| 12,1% | 8,3% | 7,4% | ||||||
| - | - | n.a. | (2.612) | |||||
| 15.722 | 11.105 | 41,6% | 7.288 | |||||
| 3.154 | 3.607 | -12,6% | 1.027 | |||||
| 54 | 12 | 350,0% | 9 | |||||
| 12.514 | 7.486 | 67,2% | 10.618 | |||||
| - | - | n.a. | 4.366 | |||||
| 12.514 | 7.486 | 67,2% | 6.252 | |||||
| (valores em milhares de Euros) | ||||||||
| (a)Custos operacionais excluindo amortizações | ||||||||
| (b)EBITDA(resultados operacionais + amortizações) | ||||||||
| (c)EBIT(resultados operacionais) |
Numa conjuntura de estagnação ao nível das vendas de circulação e de marketing alternativo, influenciada pela ausência em 2005 de eventos como o “Euro 2004” e “Rock in Rio”, as receitas apresentaram uma ligeira redução. No entanto, outros factores, como a performance da revista Sábado que superou todas as expectativas, e a melhor gestão dos custos operacionais, contribuíram definitivamente para os assinaláveis índices de crescimento dos principais indicadores consolidados da Investec Media.
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EBITDA
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EBIT
- Crescimento de 29,6% – Crescimento de 38,4%
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Resultado Líquido – Crescimento de 67,2%
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Área de Jornais:
| Dez-05 | Dez-04 | ∆ 2005 / 2004 | ∆ 2005 / 2004 | |||
|---|---|---|---|---|---|---|
| IFRS | IFRS | Valor% | ||||
| Receitas OperacionaisCirculaçãoPublicidadeProdutos de marketing alternativo e outrosCustos operacionais (a)EBITDAMargem EBITDA | 91.341 | 93.015 | (1.674) | -1,8% | ||
| 40.805 | 39.292 | 1.513 | 3,9% | |||
| 37.903 | 37.462 | 441 | 1,2% | |||
| 12.633 | 16.261 | (3.628) | -22,3% | |||
| 73.945 | 76.563 | (2.618) | -3,4% | |||
| 17.396 | 16.452 | 944 | 5,7% | |||
| 19,0% | 17,7% | - | - | |||
| (valores em milhares de Euros) | ||||||
| (a)Custos operacionais exceptuando amortizações |
As vendas de circulação atingiram 40,8 milhões de euros tendo registado um crescimento face a 2004 de 3,9%, tendo o “Correio da Manhã” logrado manter a destacada liderança do segmento dos diários generalistas, com um aumento do share de circulação de 31% para 33%.
As receitas de publicidade apresentaram um crescimento de 1,2%, tendo atingido um volume de transacções de 37,9 milhões de euros.
As vendas de produtos de marketing alternativo registaram um decréscimo de 22,3%, ressentindo-se da diversidade de oferta no mercado e da dificuldade em igualar o sucesso das campanhas efectuadas em 2004, nomeadamente da Enciclopédia do Correio da Manhã.
Os custos operacionais deste segmento atingiram 73,9 milhões de euros, apresentando um decréscimo de 3,4% face ao ano de 2004, grandemente influenciado pelo decréscimo das vendas dos produtos de marketing alternativo.
O EBITDA da área de jornais cifrou-se em 17,4 milhões de euros, 5,7% superior ao ano transacto, com a margem de EBITDA a crescer para 19% (17,7% em 2004).
Área de Revistas
| Dez-05 | Dez-04 | ∆ 2005 / 2004 | ∆ 2005 / 2004 | |||
|---|---|---|---|---|---|---|
| IFRSIFRS | Valor% | |||||
| Receitas OperacionaisCirculaçãoPublicidadeProdutos de marketing alternativo e outrosCustos operacionais (a)EBITDAMargem EBITDA | 38.40615.49114.7808.135 | 41.597 | (3.191) | -7,7% | ||
| 13.221 | 2.270 | 17,2% | ||||
| 14.255 | 525 | 3,7% | ||||
| 14.121 | (5.986) | -42,4% | ||||
| 37.919 | 44.255 | (6.336) | -14,3% | |||
| 4871,3% | (2.658) | 3.145 | 118,3% | |||
| -6,4% | - | - | ||||
| (valores em milhares de Euros) | ||||||
| (a)Custos operacionais exceptuando amortizações |
As vendas consolidadas atingiram 38,4 milhões de euros, 7,7% abaixo do período homólogo comparativo, em resultado das menores receitas de marketing alternativo, as quais verificaram uma quebra de cerca de 42% para os 8,1 milhões de euros. As receitas de circulação e publicidade seguiram a tendência de crescimento de anos anteriores, aumentando 17,2% e 3,7% respectivamente, para os 15,4 milhões de euros e 14,8 milhões de euros.
O EBITDA registado na área de revistas foi de cerca de meio milhão de euros, evolução bastante positiva se tivermos em consideração o valor negativo de 2,7 milhões de euros em 2004. De salientar que o ano 2004 foi negativamente influenciado por custos não recorrentes inerentes ao lançamento da revista SÁBADO.
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3. INFORMAÇÃO FINANCEIRA INDIVIDUAL
A informação financeira individual da Cofina, SGPS, S.A. em 31 de Dezembro de 2005 e 2004 foi preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal. Os principais dados individuais podem ser resumidos como segue:
| Dez-05 | Dez-04 | |||
|---|---|---|---|---|
| POC | POC | |||
| Total do activoTotal de capitais própriosResultado líquido | 171.412 | 211.605 | ||
| 81.923 | 106.072 | |||
| 36.460 | 2.830 | |||
| (valores em milhares de Euros) |
As variações mais relevantes ao nível de balanço da Cofina, SGPS, S.A. face às últimas demonstrações financeiras anuais apresentadas correspondem à cisão da participação social na Celulose do Caima, SGPS, S.A. a qual foi transmitida pelo respectivo valor de inscrição nos registos contabilísticos à data da elaboração do projecto de cisão (aproximadamente 58 milhões de euros), conforme exigência do regime de neutralidade fiscal do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (CIRC). Este valor foi registado por contrapartida das rubricas de capitais próprios, o que, em conjunto com a distribuição de dividendos efectuada (no montante de, aproximadamente, 2,6 milhões de euros) e com o recebimento de aproximadamente 37 milhões de euros relativos a dividendos da Celulose do Caima, SGPS, S.A., justifica grande parte da diminuição dos capitais próprios individuais de cerca de 24,1 milhões de euros, dividendos esses que afectam positivamente o resultado líquido do exercício.
Porto, 9 de Março de 2006
Eng. João Borges de Oliveira Administrador
Dr. Alfredo Portocarrero Controller
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