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Cofina SGPS — Annual Report 2003
May 10, 2004
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Annual Report
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31 de Dezembro de 2003
Introdução Enquadramento macroeconómico Áreas de negócio Evolução bolsista Análise financeira Proposta de aplicação de resultados Perspectivas para 2004 Governo da Sociedade Disposições legais Declaração de responsabilidade Considerações finais
Cofina, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta)
Rua General Norton de Matos, 68 4050-424 Porto Capital Social: 25.641.459 €
COFINA, S.G.P.S., S.A. (SOCIEDADE ABERTA)
Relatório do Conselho de Administração
Contas Consolidadas

Senhores accionistas
Dando cumprimento ao disposto na Lei, vem o Conselho de Administração da Cofina, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta) apresentar o Relatório de Gestão relativo ao exercício de 2003.
INTRODUÇÃO
Durante o exercício de 2003, o Grupo Cofina continuou a tomar parte em alguns dos principais eventos que marcaram o panorama económico nacional.
Ao nível da área de indústria, a Cofina confirmou, através da Invescaima – Investimentos e Participações, S.G.P.S., SA., o seu interesse na reprivatização da Portucel, S.A., tendo apresentado já em 2004 uma proposta para o lote indivisível de 230.250.000 acções nominativas, representativas de 30% do Capital da Portucel, SA. Relacionado com este facto, já no decorrer de 2003, a Cofina em consórcio com a Lecta havia ganho o concurso público de privatização de 25% do capital de Portucel. No entanto, a Assembleia Geral desta empresa vetou a estratégia então apresentada.
Ao nível da área de media, há a assinalar a boa performance das principais empresas do grupo. Após a remodelação da revista TV Guia, adquirida no final de 2002, da passagem do Jornal de Negócios a diário e do lançamento da revista Flash durante o primeiro semestre de 2003, está previsto para a primeira metade de 2004 um novo projecto editorial consistindo numa news magazine.
Prevê-se que a realização do Euro 2004 venha beneficiar o sector dos media em Portugal, nomeadamente ao nível dos jornais desportivos, onde a Cofina se encontra representada através do jornal "Record".
Durante o mês de Janeiro de 2003, a Cofina, SGPS, S.A. alienou, em mercado fora de bolsa, ao Banco de Investimento Global, S.A. um lote de 2.200.000 acções escriturais da Celulose do Caima, SGPS, S.A., correspondentes a 10,17% do capital social desta participada, pelo valor unitário de 3,8 Euros por acção. Ao nível das demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Cofina, SGPS, S.A., esta transacção não teve impacto quer no investimento financeiro quer na percentagem de consolidação daquela participada, considerando o entendimento das entidades competentes em relação às cláusulas relevantes do contrato de compra e venda daquelas acções.
ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO
Enquadramento Internacional
A evolução da economia internacional durante o ano de 2003 evidenciou um fraco dinamismo, em especial na zona Euro, tendo como principais factores a incerteza associada à guerra no Iraque e a volatilidade dos mercados financeiros.

Dada a envolvente económica des favorável e como forma de contrariar esta tendência verificaram-se cortes na taxa de juro de referência e a aprovação de programas de redução de impostos em diversos países industrializados.
Nos Estados Unidos da América o saldo orçamental passou de um excedente de 1% do PIB em 2000 para um défice de 4% no ano corrente e, no mesmo período, as taxas de juro caíram 5,5 pontos percentuais. Já na Zona Euro o estímulo orçamental foi em média nulo, e a descida das taxas de juro ficou-se por metade da registada nos EUA.
Ao nível da Zona Euro, verifica-se que a economia se mantém dependendo do mercado americano, não tendo ainda sido possível criar um dinamismo de mercado interno, o que aliado à forte apreciação do euro que, no segundo semestre de 2003 atingiu 30% face ao dólar, dificulta a retoma económica.
No curto prazo, é expectável que se venha a verificar a retoma da economia americana alicerçada sobretudo em políticas monetária e orçamental fortemente expansionistas o que se antecipa não vir a ser sustentável no médio e longo prazo.
Na área do euro, a actividade económica manteve-se estagnada. Uma procura interna debilitada, a apreciação do euro e o desemprego crescente constituíram restrições importantes ao crescimento.
Antecipa-se contudo que, ultrapassada a questão da apreciação continuada do Euro, a retoma da economia americana e asiática, venha a proporcionar a retoma da economia europeia, perspectiva esta incorporada já nos índices de confiança empresarial dos principais países europeus.
Enquadramento Nacional
A economia portuguesa apresenta os mesmos sintomas que se fizeram sentir a nível europeu ampliados pelo efeito de um maior rigor da política orçamental e da ameaça que a crescente abertura ao comércio das economias menos desenvolvidas representa para a competitividade dos ramos trabalho-intensivos da indústria nacional.

A conjuntura económica em Portugal pautou-se pela continuação da contracção da actividade produtiva, que se prolonga desde o segundo semestre de 2002, caracterizada pela quebra de todas as parcelas do Produto Interno Bruto.
Portugal registou durante 2003 a maior queda do PIB entre os países europeus e também a maior subida do desemprego, tendo-se verificado como factores positivos a redução da taxa de inflação e a melhoria das expectativas dos consumidores e dos empresários o que poderá vir a potenciar o crescimento económico a médio prazo.
Os progressos na correcção de desequilíbrios económicos e a ligeira melhoria de alguns indicadores económicos podem indiciar o início de um novo ciclo de expansão económica a partir de 2004, sendo fundamental que se verifique a recuperação da procura externa oriunda dos parceiros comerciais e consequente recuperação das exportações portuguesas.
Perspectivas futuras
No panorama Internacional verifica-se alguma incerteza no que respeita à evolução da situação económica, assistindo-se a sucessivas revisões em baixa das previsões de crescimento económico.
Como forma de contrariar os efeitos da incerteza ao nível dos indicadores macroeconómicos, o Banco Central Europeu procedeu, no início de 2004, a uma nova revisão das taxas de juro indicadoras, sendo expectável que esta medida venha a estimular os mercados e dê um novo impulso à procura.
Na Zona do Euro, as exportações continuarão a ser o principal motor de crescimento da economia, sendo previsível que o Euro não sofrerá valorizações abruptas, não pondo em causa o crescimento das exportações no actual cenário de melhoria da procura externa.
É ainda expectável que, o aumento da actividade produtiva, o aumento da taxa de crescimento do crédito ao sector privado e a perspectiva de que as condições financeiras se mantenham favoráveis, possibilitem que o investimento seja, depois das exportações, o principal motor de crescimento da economia.
A taxa de inflação poderá registar um ligeiro abrandamento, beneficiando do corte de impostos directos nalguns países e do efeito da valorização do Euro no preço dos bens importados. Todavia, o aumento de alguns impostos indirectos limitará a quebra da inflação.

Neste contexto, e no que se refere à economia portuguesa, antecipa-se que se mantenha o comportamento hesitante tanto dos indicadores de sentimento como dos de actividade, perspectivando-se uma recuperação lenta e moderada.
O principal factor de recuperação da economia nacional continuará a ser as exportações, as quais deverão beneficiar, em primeiro lugar, do fortalecimento da procura interna na Zona Euro.
Ao nível da procura interna, o nível de endividamento actual das empresas e dos particulares apresentam -se como claros obstáculos à expansão do investimento e do consumo, o que associado à necessidade de controlo orçamental e à diminuição das transferências da União Europeia permite antecipar que aquela não virá a ser a variável propulsora do crescimento de curto prazo do Produto Interno Bruto.


ÁREAS DE NEGÓCIO
O Grupo Cofina possui participações em diversas áreas de negócio da economia nacional, residindo aí uma das razões para o seu crescimento sustentado.
O organigrama das participações m ais relevantes do Grupo, em função das diversas áreas de negócio, é o seguinte:

A. Aços e Sistemas de Armazenagem
Desde o final de 2001 que a Cofina detém a totalidade dos direitos de voto do grupo F. Ramada através do qual intervém no mercado dos Aços e Sistemas de Armazenagem.
Para além destas duas principais áreas de negócio, a F. Ramada tem ainda interesses no mercado de aços especiais para moldes , serras e ferramentas.
Durante o exercício de 2003, foi autonomizada numa empresa distinta (F. Ramada – Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas de Armazenagem, S.A.), a actividade de sistemas de armazenagem, com o objectivo de lhe conceder maior capacidade de gestão.
O Grupo Ramada tem igualmente realizado esforços no sentido de consolidar a sua rede de distribuição a nível europeu, de forma a conseguir uma maior visibilidade dos seus produtos e influência junto dos seus clientes. Insere neste objectivo a criação de um grupo de empresas participadas, que actualmente se consubstancia na Storax Racking Systems, Ltd., com sede no Reino Unido, e B.P.S. Equipements, sediada em França.

Estão igualmente em fase final negociações no sentido de estabelecer parcerias estratégicas com entidades espanholas no sentido de alargar a sua esfera de influência na Península Ibérica, ao nível dos sistemas de armazenagem.
O volume de negócios de Sistemas de Armazenagem cresceu, em Portugal, 7,5% relativamente ao ano anterior, tendo o mercado externo representado 77% do volume de negócios consolidado e contribuído na totalidade para este crescimento.
Os resultados foram sustentados pela estratégia de internacionalização e reforço da rede de distribuição a nível mundial, bem como pela especialização no nicho de mercado dos "coldstores", principal "core business" das empresas participadas : Storax Racking Systems e B.P.S. Equipements. A quota de mercado cresceu significativamente no mercado Espanhol e concretizou-se a expansão nos mercados Austríaco e do Benelux.
No que concerne à área de negócio de Aços, importa realçar o facto de o ano de 2003 ter sido um ano difícil para a indústria metalomecânica europeia, reflectindo-se este facto de uma forma directa na indústria metalomecânica portuguesa que, actuando em parte como sub-contratada da sua congénere europeia, tem sempre dificuldades acrescidas em momentos de crise. Factos motivadores desta tendência foram a estagnação do sector exportador de peças para automóvel e a redução da actividade ao nível da produção de moldes para plástico, bem como o ambiente de depressão sentido no sector de construção civil e obras públicas.
Em resultado da situação mencionada, a pressão concorrencial no mercado dos aços acentuou-se com reflexo nas margens comerciais, em parte também afectadas por uma recuperação do preço do aço no mercado internacional ocorrido no segundo semestre a qual, face à conjuntura já referida, é de difícil transferência para o cliente final.
O Grupo Ramada procedeu entretanto à aceleração de projectos de melhoria da qualidade e da produtividade das operações, como forma de redução da despesa, ajustando-a assim à conjuntura, mas também preparando-se para responder à esperada recuperação dos seus clientes e antecipando-se às transformações estruturais que ocorrerão na cadeia de valor em que se insere.

B. Pasta de Papel
A participação neste sector é efectuada, actualmente, através da Celulose do Caima, S.G.P.S., S.A., a qual por sua vez detém, entre outras, a Caima – Indústria de Celulose, S.A., dedicada unicamente à actividade de produção de pasta de papel, a Silvicaima, S.A., unidade detentora e gestora dos recursos florestais do grupo e Caima Energia, S.A., que responde à necessidades de energia eléctrica e térmica para as empresas associadas.
A valorização do Euro face ao dólar, moeda de referência no mercado internacional de pasta de papel, provocou a queda dos preços do BEKP (pasta de papel branqueada) em cerca de 7%. No entanto, e apesar desta conjuntura negativa, o Grupo Caima conseguiu aumentar o seu volume de vendas face ao ano anterior para 103 mil toneladas, ultrapassando pelo segundo ano consecutivo a barreira das 100.000 toneladas de pasta vendida.
A produção da pasta de papel cifrou-se nas 105 mil toneladas, com um incremento de 3,6% face ao ano de 2002, denotando o esforço colocado no aumento de capacidade de produção da unidade fabril do Grupo e que possibilitou o aumento de 38% do volume de produção desde 1997.
A Caima continua a apostar essencialmente nos mercados de pasta para produção de papel tissue e papel de imprensa e escrita, representado estes dois mercados 68% e 26% da produção da empresa, respectivamente. As vendas continuam essencialmente centradas no mercado Europeu, representado o volume de negócios com a Península Ibérica mais de 40% do valor total.
O Grupo Caima detém actualmente 25 mil hectares de áreas florestais sob sua gestão, representando a plantação de eucalipto 78% deste montante, o que lhe permite uma capacidade de auto-abastecimento de cerca de 70% das suas necessidades.
Os incêndios que assolaram o país durante o mês de Agosto, nomeadamente na região de Constância, atingiram igualmente as plantações florestais propriedade do Grupo Caima, consumindo cerca de 20% da sua área florestal. No entanto, devido à existência de coberturas de seguro e de provisões que se encontravam constituídas para este fim, não se verificaram perdas patrimoniais .
Apesar da quebra do preço da pasta de papel em 7%, o valor das vendas caiu apenas cerca de 1%, compensado pelo aumento de toneladas de pasta vendidas . O esforço de redução de custos, a celebração de contratos de venda de pasta a médio prazo e o crescimento das vendas de energia produzida pela Caima Energia para a rede eléctrica nacional permitiram que, mesmo com uma redução das vendas, o cash flow operacional aumentasse 13% face ao ano anterior.

C. Media e Conteúdos
A empresa chave nesta área de negócio é a Investec, S.G.P.S., S.A., detentora de títulos de renome na área de publicações periódicas de revistas e de jornais diários. Esta empresa detém produtos líderes dos respectivos segmentos como o jornal diário "Correio da Manhã", o jornal diário desportivo "Record", bem como outros títulos como o "Jornal de Negócios", "Máxima", "TV Guia", "Rotas e Destinos", "PC Guia" e "Automotor".
Em 31 de Dezembro de 2003 e após a reestruturação ocorrida da estrutura societária, de forma a permitir uma maior eficiência na gestão de recursos, o organigrama do Grupo Investec na área dos Media pode ser resumido como segue:

Apesar da difícil conjuntura económica que o País enfrenta desde 2001, com repercussão muito significativa no Mercado da Publicidade, o Grupo Investec prosseguiu a sua estratégia de consolidação e desenvolvimento no Sector, reafirmando-se como um dos principais "players" em Portugal.
Neste contexto, cumpre realçar os seguintes factos mais relevantes:
O desempenho ímpar do jornal Correio da Manhã, conquistando ao Jornal de Notícias a liderança na circulação paga do segmento dos diários generalistas.
A performance do Correio da Manhã nesta vertente foi altamente positiva, registando em 2003 uma venda média por edição de 111.424 exemplares, 16% superior à registada em 2002.
No investimento de Publicidade, o Correio da Manhã viu o "share" de mercado evoluir positivamente em 1% igualando o Jornal de Notícias com um "share" de 28% .

- Consolidação do projecto TV Guia que registou em 2003 um crescimento de 36% na circulação paga, posicionando a venda média por edição nos 93.845 exemplares.
- Lançamento da Flash! em meados do ano, revista que integra o difícil segmento das revistas de Sociedade, marcadamente dominado pela Nova Gente e Caras. Sublinha-se que, em pouco mais de seis meses, registou uma média de 56.255 exemplares por edição.
- Jornal de Negócios passagem de semanário a diário e remodelação editorial.
- Na área da Distribuição, o ano de 2003 marcou a consolidação do projecto de concentração da VASP com a Deltapress, sendo evidente que o desafio foi plenamente alcançado, registando um dos melhores resultados de sempre.
O ano de 2003, para a Investec pode considerar-se francamente positivo e revelador do acerto de políticas e estratégias seguidas, como é possível demonstrar pela evolução do volume de negócios , quer ao nível de receitas de circulação, quer ao nível de receitas de publicidade, conforme evidenciado no quadro abaixo:
| 2003 | 2002 | Variação | |
|---|---|---|---|
| Circulação | 53.799 | 38.372 | 40,2% |
| Publicidade | 43.488 | 42.719 | 1,8% |
| 97.287 | 81.091 | 19,9% |
De igual forma, perante um panorama altamente depressivo do mercado da publicidade, foram implementadas políticas agressivas que se traduziram num crescimento de vendas de publicidade de 2%. Adicionalmente, de acordo com os dados obtidos junto da Mediamonitor, a Investec conseguiu manter o "share" de 18% do mercado de imprensa, conforme se demonstra no quadro seguinte:
| Grupo Editorial | Investimentopublicitário em 2003 | Share | Investimentopublicitário em 2002 | Share |
|---|---|---|---|---|
| Lusomundo Media | 118.936.634 | 21 % | 112.014.543 | 21 % |
| Investec | 104.743.966 | 18 % | 96.922.814 | 18 % |
| Impresa | 104.514.889 | 18 % | 110.274.317 | 20 % |
| Impala | 41.833.949 | 7 % | 38.300.863 | 7 % |
| Fonte: Mediamonitor |
Valores de tabela em Euros

Face à realidade do Sector definiu-se como primeiro objectivo a melhoria continuada de todos os produtos do Portfólio e, como segundo objectivo, o preenchimento de todos os segmentos do mercado de imprensa escrita de grande circulação. A estratégia adoptada traduziu-se num forte crescimento das vendas consolidadas em banca, isto é, mais 22 % que o período homólogo a que corresponde um "share" de 25%.
| Grupo Editorial | Circulação paga2003 | Share | Circulação paga2002 | Share |
|---|---|---|---|---|
| Lusomundo Media | 63.697.605 | 26 % | 61.988.008 | 26 % |
| Investec | 61.839.313 | 25 % | 57.642.476 | 24 % |
| Impala | 34.455.795 | 14 % | 35.018.128 | 15 % |
| Impresa | 25.859.745 | 11 % | 28.009.914 | 12 % |
Fonte: APCT
Exemplares vendidos nos 3 primeiros trimestres de 2003
D. Cristal, Vidro e Porcelanas
A participação da Cofina nestes sectores, apesar de minoritária, é considerada estratégica, e concretiza-se no Grupo VAA – Vista Alegre Atlantis, S.G.P.S., S.A. Esta empresa atravessa ainda um processo de reestruturação no sentido de criação de sinergias entre as estruturas dos dois anteriores grupos, Vista Alegre e Atlantis, nomeadamente, nas áreas comerciais e de logística, sendo um dos seus potenciais de crescimento e um dos seus trunfos face à concorrência, a sua rede de pontos de venda e a existência de uma "marca" com clientes fidelizados. Neste sentido, durante 2003, ocorreu a fusão da Atlantis, Atlantis Roma, Vista Alegre e Casa Alegre na associada Fábrica de Porcelanas da Vista Alegre, S.A. com a consequente extinção das quatro sociedades incorporadas.
O objectivo desta operação foi o de criar um grande sector de actividade que integre toda a actividade de produção e comercialização do cristal, do vidro manual, da porcelana e da faiança.


EVOLUÇÃO BOLSISTA
(Nota: consideramos o PSI 20 como um índice com valor inicial idêntico ao do título em análise por forma a possibilitar uma melhor comparação das variações das cotações)
O ano de 2003 marcou o ponto de viragem da tendência decrescente verificada nos mercados accionistas em períodos anteriores, particularmente a partir do segundo semestre. Verificou-se assim uma crescente animação no mercado de capitais, com uma recuperação do principal índice bolsista, o PSI 20, em cerca de 13,5% face a 2002, cotando-se no último dia do ano nos 6.747 pontos.
As acções da Cofina, SGPS, S.A. não escaparam ao clima de incerteza que ainda se verificava no mercado de capitais durante a primeira metade de 2003, vendo a sua cotação cair cerca de 5,1% durante o primeiro semestre, face ao primeiro dia do ano. No entanto, esta tendência inverteu-se a partir do 3º trimestre, recuperando o valor das acções aproximadamente 13,1%, fechando com um saldo positivo no ano de 2003 de 5,5%. Deste modo, os títulos Cofina encerraram o exercício com uma capitalização bolsista de aproxim adamente 128 milhões de euros, a uma cotação de fecho de 2,5

euros, tendo transaccionado durante o exercício 4,8 milhões de acções, correspondentes a cerca de 10% do total de acções que compõem o capital da empresa.
Cofina PSI 20

As acções da Celulose do Caima, SGPS, S.A. continuaram a verificar uma liquidez muito reduzida, em resultado da elevada participação detida pela Cofina. Deste modo, apenas foram transaccionadas cerca de 75 mil acções durante o exercício, representativas de 0,4% do total de acções emitidas pela empresa. Os títulos da Celulose do Caima valorizaram-se cerca de 69% durante o exercício e terminaram o ano cotadas em 6,5 euros, correspondendo este valor a uma capitalização bolsista de aproximadamente 127 milhões de euros.
Importa referir a operação efectuada em Janeiro de 2003, através da qual a Cofina, S.G.P.S., S.A. alienou, em mercado fora de bolsa, ao Banco de Investimento Global, S.A. um lote de 2.200.000 acções escriturais da Celulose do Caima, SGPS, S.A.,

correspondentes a 10,17% do capital social desta participada, pelo valor unitário de 3,8 Euros por acção.

ANÁLISE FINANCEIRA
Dado o papel que revestem para uma melhor compreensão da actividade da sociedade, apresentamos, seguidamente, a evolução de alguns indicadores financeiros consolidados da Cofina e das suas participadas, reportados a 31 de Dezembro de 2003 e de 2002.
Cofina, SGPS, S.A.
| (valores em milhares de euros) | Dezembrode 2003 | Dezembrode 2002 |
|---|---|---|
| Balanço | ||
| Activo Líquido | 371.923 | 330.571 |
| Capitais Próprios | 77.697 | 67.454 |
| Interesses Minoritários | 12.190 | 10.756 |
| Dívida remunerada | ||
| Médio e longo prazo | 94.852 | 106.873 |
| Curto prazo | 88.220 | 50.448 |
| Endividamento líquido | 147.102 | 133.243 |
| Demonstração de Resultados | ||
| Vendas e Prestações de Serviços | 218.276 | 216.583 |
| Resultados Operacionais | 17.660 | 20.804 |
| Resultados Financeiros | ( 3.761 ) | ( 10.239 ) |
| Resultados Correntes | 13.899 | 10.565 |
| Interesses Minoritários | 1.456 | 1.126 |
| Resultado Líquido Consolidado | 9.831 | 8.546 |
| Indicadores | ||
| Rentab. Operacional do Vol. Negócios | 8,09% | 9,61% |
| ROE | 12,7% | 12,7% |
| EBITDA (a) | 37.974 | 39.684 |
(a) Resultado operacional + Amortizações + Provisões

Os indicadores financeiros das contas consolidadas do Grupo Cofina apresentaram, na sua grande maioria, evoluções positivas face ao ano anterior, com o activo líquido a verificar um incremento de cerca de 13% face ao ano anterior e o volume de negócios a crescer 1%, apesar do clima de estagnação económica que se fez sentir ainda durante a primeira metade do exercício.
O EBITDA do grupo verificou uma redução de cerca de 4,3%, acompanhando a redução dos resultados operacionais, em virtude do esforço económico no sentido de manter o volume de vendas, sacrificando parte da margem operacional e efectuando um esforço comercial acrescido. Ainda assim, o resultado líquido consolidado do exercício verificou um incremento de 15% face a 2002, em grande parte motivado pela boa performance dos resultados financeiros, que se saldaram numa variação positiva de cerca de 6,5 milhões de Euros, contribuindo para este valor as mais valias geradas na alienação de investimentos em títulos negociáveis, nomeadamente, a participação que a Cofina detinha na TVI – Televisão Independente, S.A.
A análise da evolução dos indicadores financeiros ao nível de volume de negócios e de cash-flow operacional ("EBITDA") é fortemente influenciada pela alienação no final de 2002, das participações na área das novas tecnologias "Easysoft", "Chip 7" e "Netviagens". Se não considerarmos os contributos do Grupo Cofina.Com onde estas empresas se inseriam, estes indicadores seriam como segue:
| (valores em milhares de euros) | Dezembrode 2003 | Dezembrode 2002 | Variação em termoscomparáveis |
|---|---|---|---|
| Volume de negócios | 218.276 | 190.936 | 14,3% |
| EBITDA | 38.006 | 36.626 | 3,8% |
Desta forma, e em bases comparáveis, é visível que quer o volume de negócios, quer o EBITDA do Grupo Cofina apresentam crescimentos de 14,3% e 3,8%, respectivamente.
Na análise do endividamento líquido cumpre realçar que caso não tivesse sido efectuado, em Outubro de 2003, o investimento de 24 milhões de Euros na aquisição de 19,09% da Lusomundo Media, SGPS, S.A. o endividamento líquido teria diminuído, aproximadamente, 10,1 milhões de Euros .

Celulose do Caima, SGPS, S.A.
| (valores em milhares de euros) | Dezembrode 2003 | Dezembrode 2002 |
|---|---|---|
| Volume de negócios | 47.415 | 48.102 |
| EBITDA(a) | 13.838 | 12.203 |
| Resultado líquido | 9.686 | 6.676 |
| Capitais próprios | 82.618 | 72.929 |
| Rentab. Operac. Vol. Negócios | 18,1% | 15,1% |
| ROE | 11,7% | 9,2% |
(a) Resultado Operacional + Amortizações + Provisões
O volume de negócios consolidado do grupo Caima verificou um decréscimo de cerca de 1,4% face ao ano anterior (pese o facto de em termos de toneladas de pasta de papel vendidas ter-se verificado um aumento face a 2002), mas que foi no entanto compensado pelo incremento da sua margem, já que o EBITDA do grupo cresceu 1,6 milhões de euros (13,4%) em resultado do esforço comercial e aumento de eficácia do processo produtivo da empresa. Para esta performance contribuíram igualmente as decisões em matéria de gestão, já que o grupo se encontra actualmente a beneficiar do contrato de fixação do preço da pasta de papel que celebrou com uma instituição canadiana. Deste facto resultam igualmente os incrementos nos indicadores da rentabilidade operacional do volume de negócios e "Return on Equity".
| (valores em milhares de euros) | Dezembrode 2003 | Dezembrode 2002 |
|---|---|---|
| Volume de negócios | 73.574 | 61.904 |
| EBITDA(a) | 10.463 | 9.357 |
| Resultado líquido | 3.321 | 2.895 |
| Capitais próprios | 24.795 | 28.634 |
| Rentab. Operac. Vol. Negócios | 8,4% | 8,9% |
| ROE | 13,4% | 10,1% |
| (a)Resultado Operacional + Amortizações + Provisões |
F. Ramada, S.A.

O incremento do volume de negócios do grupo F. Ramada resultou da conjugação de dois factores: por um lado, do esforço comercial efectuado pelas empresas do grupo sediadas em Portugal, no sentido de incrementar a sua quota de mercado, essencialmente ao nível da Península Ibérica; e, por outro lado, do aumento de vendas das empresas participadas localizadas em França e no Reino Unido, que se encontram actualmente a entrar numa fase de estabilização ao nível da sua integração no grupo, o que lhes possibilita criar sinergias ao nível das suas actividades operacionais.
Assim, apesar do incremento do volume de negócios se ter cifrado em cerca de 19%, o crescimento do cash-flow operacional ascendeu apenas a 12%, fruto do incremento do preço do aço nos mercados internacionais .
A redução dos capitais próprios do grupo face ao ano anterior prende-se com a anulação de uma reserva de reavaliação livre que tinha sido criada em exercícios anteriores antes do controlo do Grupo Cofina, de aproximadamente 5 milhões de euros, e que foi anulada em 2003. Com esta redução, e com o incremento do resultado líquido em cerca de 14,7%, a rentabilidade dos capitais próprios cresceu de 10% para 13%.
| (valores em milhares de euros) | Dezembrode 2003 | Dezembrode 2002 (b) | Dezembrode 2002 |
|---|---|---|---|
| Volume de negócios | 97.287 | 80.922 | 106.569 |
| EBITDA(a) | 14.772 | 13.491 | 16.575 |
| Resultado líquido | 3.254 | - | 5.492 |
| Capitais próprios | 109.236 | - | 21.103 |
| Rentab. Operac. Vol. Negócios | 7,2% | - | 8,32% |
| ROE | 3,0% | - | 26,0% |
Investec, SGPS, S.A.
(a) Resultado Operacional + Amortizações + Provisões
(b) Excluindo Easysoft, Chip 7 e Netviagens, alienadas no final de 2002
O sector dos media e comunicação viu o seu volume de negócios diminuir cerca de 8,7% face ao ano anterior, motivado pela venda, no final de 2002, das empresas do sector de novas tecnologias "Easysoft", "Chip 7" e "Netviagens". Se não tivermos em conta este factor, e tendo em conta que estas três empresas contribuíam com um volume de negócios de, aproximadamente, 26 milhões de euros, o grupo verificou um incremento do seu volume de negócios de aproximadamente 16 milhões de euros, ou seja, um aumento de cerca de 20% face a 2002.
De igual forma, o EBITDA consolidado da Investec, SGPS, S.A. em bases comparáveis, i.e. excluindo os contributos para o consolidado das empres as alienadas no final de 2002, apresenta um crescimento de 9,5% face ao ano anterior.

Adicionalmente, o resultado líquido do Grupo Investec, excluindo, em ambos os exercícios, os contributos do Grupo Cofina.Com (fortemente influenciado por mais valias geradas na alienação de investimentos financeiros em ambos os exercícios ), apresenta um crescimento de, aproximadamente, 15%.
Os resultados demonstrados pelo grupo Investec poderiam ser ainda mais favoráveis, não fora o elevado esforço financeiro efectuado tendo em vista o lançamento da nova publicação do grupo, a revista FLASH!, e ainda a passagem do Jornal de Negócios a diário durante o segundo trimestre de 2003.
O incremento ao nível dos capitais próprios do grupo resultou essencialmente da obtenção, junto do accionista, de Prestações Suplementares no montante de aproximadamente 84 milhões de euros, facto que provocou a quebra verificada no indicador de rentabilidade dos capitais próprios.

PROPOSTA DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO PARA A APLICAÇÃO DO RESULTADO LIQUIDO INDIVIDUAL DO EXERCÍCIO
A Cofina, SGPS, S.A. na qualidade de holding do Grupo, registou nas suas contas individuais um resultado líquido de 2.302.365,76 Euros, para o qual, nos termos legais e estatutários, o Conselho de Administração propôs à Assembleia Geral a seguinte aplicação:
| Reserva Legal | 115.118,29 |
|---|---|
| Reservas Livres | 135.930,75 |
| Distribuição de dividendos | 2.051.316,72 |
| 2.302.365,76 |

PERSPECTIVAS PARA 2004
Espera-se que 2004 venha a confirmar os sinais de retoma económ ica sentidos já durante o segundo semestre de 2003.
Durante 2004, o Grupo irá analisar os impactos da conversão das suas demonstrações financeiras para as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("International Financial Reporting Standards", anteriormente denominadas Normas Internacionais de Contabilidade) por forma a estar em condições de apresentar ao mercado durante o exercício de 2005 os impactos de tal conversão, bem como passar a reportar durante esse exercício as suas demonstrações financeiras de acordo com esse normativo.
Na perspectiva dos negócios em que o Grupo Cofina está presente, as expectativas para 2004 poderão ser resumidas como segue:
Área de indústria
Ao nível dos investimentos realizados pelo grupo na área da Pasta de Papel, a Cofina SGPS, S.A. através da sua empresa participada Invescaima – Investimentos e Participações, SGPS, S.A. apresentou uma proposta no contexto do concurso público relativo à alienação de acções da Portucel, S.A. no âmbito da segunda fase de reprivatização, apresentando uma proposta para o lote indivisível de 230.250.000 acções nominativas representativas de 30% do capital social da Portucel. O grupo acredita que esta proposta serve, da forma mais adequada, as necessidades de desenvolvimento da Portucel, ao m esmo tempo que dá resposta às preocupações do Governo quanto ao reforço da estrutura accionista e à manutenção do centro de decisão da empresa em Portugal.
Irá ser efectuado um investimento na área do ambiente e aumento de capacidade de produção, já devidamente contratado com a Agência Portuguesa para o Investimento (API) no montante de, aproximadamente, 12 milhões de Euros.
Área de media e conteúdos
Para 2004 espera-se que venham a ser sentidos os efeitos positivos da consolidação do lançamento da revista FLASH! e da passagem do Jornal de Negócios a diário.
Adicionalmente, foi já tornado público que a Cofina se encontra a avaliar a possibilidade de realizar uma Oferta Pública Inicial ("IPO") do capital da Investec, SGPS, S.A. com o objectivo de potenciar o crescimento do Grupo.

GOVERNO DA SOCIEDADE
No cumprimento das orientações constantes do Regulamento da CMVM n.º 07/2001, com as alterações introduzidas pelo Regulamento nº 11/2003, este ponto pretende ser o resumo dos aspectos fundamentais da gestão da Sociedade no que respeita ao Conselho de Administração, tendo em conta a necessidade de transparência relativamente a esta matéria e a necessidade de informação por parte dos investidores e dos destinatários da informação.
Este capítulo encontra-se organizado segundo as instruções definidas pelo Anexo ao regulamento supracitado, sendo entendimento do Conselho de Administração de que foram cumpridas, na sua maioria, as disposições constantes das Recomendações da CMVM sobre o Governo das Sociedade Cotadas.
I. Divulgação de Informação
- Órgãos e definições de competências
Órgãos Sociais
Os corpos sociais da Cofina, S.G.P.S., S.A. são:
- Assembleia Geral, composta por todos os accionistas com direito de voto, a quem compete deliberar sobre alterações estatutárias, proceder à apreciação geral da administração e fiscalização da Sociedade, deliberar sobre o relatório de gestão e contas do exercício, proceder à eleição dos corpos sociais de sua competência e, de uma forma geral, deliberar sobre todos os termos que lhe forem submetidos pelo Conselho de Administração.
- Conselho de Administração, composto actualmente por 5 membros, a quem compete praticar todos os actos de gestão na concretização de operações inerentes ao seu objecto social, tendo por fim o interesse da Sociedade, accionistas e trabalhadores.
- Fiscal Único, a quem compete a fiscalização da administração, a verificação da regularidade das contas da Sociedade, registos contabilísticos e documentos de suporte e verificar a observância da lei e do contrato de Sociedade.

Principais áreas de responsabilidade dos membros do Conselho de Administração
O Conselho de Administração funciona de forma colegial com as funções de gestão e coordenação das diferentes empresas do Grupo e é constituído actualmente por um presidente e quatro vogais, exercendo todos os membros funções executivas. O organigrama funcional do Grupo é como segue:

2. Comissões existentes na Sociedade
A Cofina, SGPS, S.A. tem definida uma Comissão de Remunerações, cujas competências incidem essencialmente sobre a definição das remunerações dos principais quadros das empresas dominadas. A sua composição é como segue:
Eng. Paulo Jorge dos Santos Fernandes Eng. João Manuel Matos Borges de Oliveira Pedro Macedo Pinto de Mendonça
Todos os membros da Comissão de Remunerações são também administradores da sociedade.
3. Descrição do sistema de controlo de riscos implementado na sociedade
Tendo em conta que a Cofina, SGPS, S.A. desempenha unicamente funções de holding, o controlo dos riscos inerentes à actividade é efectuado directamente pelo Conselho de Administração, dada a estreita relação e tempo dedicado ao desempenho das suas funções.
Nas restantes empresas participadas, são definidos sistemas de controlo específicos a cada uma das actividades cujo órgão máximo é o Conselho de Administração de cada uma das empresas .

- Evolução da cotação das acções da Cofina na Euronext Lisboa
Em complemento à análise efectuada anteriormente sobre a evolução da cotação dos títulos da Cofina, apresenta-se em seguida uma análise detalhada das variações mais significativas, bem como dos factos relevantes ocorridos ao longo do exercício.

Evolução da cotação das acções da Cofina
-
12 de Março de 2003 – divulgação dos resultado do exercício de 2002, no montante de 8,5 milhões de euros, e volume de negócios de 216,6 milhões de euros. Nesta data as acções tinham uma cotação de 1,94 euros.
-
15 de Abril de 2003 – informação relativa ao pagamento de dividendos relativos ao exercício de 2002, no montante de 0,035 euros por acção, com início em 9 de Maio de 2003
-
24 de Abril de 2003 – anúncio dos resultados relativos ao primeiro trimestre de 2003, com um crescimento de 9 % face a igual período do ano anterior. A cotação de fecho das acções nesta data ascendia a 2,04 euros por acção.
-
7 de Maio de 2003 – nesta data é anunciada a venda da participação que a Cofina detinha na TVI, correspondente a 4,64% do seu capital, à Media Capital, SGPS, S.A. num negócio que envolveu cerca de 7,4 milhões de euros.
-
7 de Agosto de 2003 – início do pagamento dos juros correspondentes ao 10º cupão e reembolso final das Obrigações Cofina, SGPS, S.A. / 98 com Warrants.
-
21 de Agosto de 2003 – a Cofina SGPS,S.A. procede à escritura de aumento de capital social para 25.641.459 euros na sequência do exercício de Warrants, através da emissão de 1.282.918 acções

-
5 de Setembro de 2003 – a Cofina divulga os resultados relativos ao primeiro semestre de 2003, apresentando a essa data um resultado consolidado de 3,13 milhões de euros, com uma variação de 21,7% face ao ano anterior. Nesta data as acções cotavam-se nos 2,33 euros.
-
21 de Outubro de 2003 – a Cofina anuncia a aquisição, pelo preço de 24 milhões de euros , de um lote de 1.441.236 acções da Lusomundo Media, SGPS, S.A. correspondentes a 19,09 % dos direitos de voto desta empresa.
-
27 de Outubro de 2003 - anúncio dos resultados relativos ao terceiro trimestre de 2003, com um crescimento de 15 % face a igual período do ano anterior, com um volume de negócios acumulado até esta data de 160 milhões de euros, em linha com o verificado em período homólogo do ano anterior, sendo de realçar a melhoria dos resultados financeiros até esta data de cerca de 1 milhão de euros. A cotação de fecho das acções nesta data ascendia a 2,4 euros por acção.
5. Política de dividendos
A evolução dos dividendos ilíquidos distribuídos, os quais têm como objectivo proporcionar uma adequada remuneração aos accionistas do capital investido, sem nunca perder de vista as necessidades de expansão/investimento do Grupo, foi, nos últimos exercícios, como segue:
| Dividendos | Dividendos |
|---|---|
| distribuídos | por acção (a) |
| 498.798 | 0,100 |
| 997.596 | 0,200 |
| 1.246.997 | 0,025 |
| 1.500.000 | 0,030 |
| 1.750.000 | 0,035 |
(a) - Note-se que, aquando da distribuição dos dividendos dos exercícios de 1998 e 1999, encontravam-se emitidas 5.000.000 de acções, tendo durante o exercício de 2000 este número sido aumentado para 50.000.000 de acções.
Adicionalmente, o Conselho de Administração propôs que fosse distribuído um dividendo por acção de 0,040 Euros relativamente ao exercício de 2003, o que representa um crescimento de 14% face ao dividendo distribuído no exercício anterior.
6. Planos de atribuição de acções e de opção de aquisição de acções
A Cofina, S.G.P.S., S.A. não possui qualquer plano de atribuição de acções ou de opções de aquisição de acções aos membros dos órgãos sociais, nem aos seus trabalhadores.

7. Utilização de novas tecnologias na divulgação da informação
Através da sua página oficial na Internet (www.cofina.pt), a Cofina disponibiliza informação financeira relativamente à sua actividade individual e consolidada, bem como das suas empresas participadas. Este site é igualmente utilizado pela empresa para divulgação de comunicados efectuados à imprensa com indicação sobre quaisquer factos relevantes para a vida societária da empresa que ocorram. Nesta página encontram -se igualmente disponíveis os documentos de prestação de contas da empresa para os últimos exercícios.
No relacionamento institucional com as entidades reguladoras dos mercados, a Cofina incentiva e privilegia sempre que possível o correio electrónico para prestar e receber informações.
8. Negócios realizados entre a Sociedade e membros dos órgãos sociais
Durante o exercício de 2003, não foram realizados quaisquer negócios entre a Sociedade e os membros dos seus órgãos sociais (de administração e de fiscalização), titulares de participações qualificadas ou sociedades em relação de domínio ou grupo, que não tenham sido realizados em condições normais de mercado para operações do mesmo género, e sempre inseridas na actividade normal da sociedade, de gestão das suas participações financeiras.
9. Gabinete de Apoio ao Investidor
Embora não exista formalmente instituído um Gabinete de Apoio ao Investidor, esta função é assegurada pelo Presidente do Conselho de Administração, Eng.º Paulo Jorge dos Santos Fernandes. Sempre que necessário, o Presidente do Conselho de Administração assegura a prestação ao mercado de toda a informação relevante no tocante a acontecimentos marcantes, factos enquadráveis como factos relevantes, divulgação trimestral de resultados e resposta a eventuais pedidos de esclarecimento por parte dos investidores ou público em geral sobre informação financeira de carácter público.
Os contactos com vista à obtenção de informações por parte de investidores poderão ser efectuados pelas seguintes vias:
Avenida João Crisóstomo, nº 72 - 5º 1069-043 Lisboa Tel: + 351 21 315 6165 Fax: + 351 21 315 61 46 Email: [email protected]

Representante para as relações com o mercado: Eng. Paulo Jorge dos Santos Fernandes Presidente do Conselho de Administração
10. Remunerações pagas aos auditores
As remunerações pagas aos nossos auditores e a outras pessoas colectivas pertencentes à mesma rede, pelas empresas em relação de domínio ou de grupo, ascendem a 530.515 euros, distribuídas da seguinte forma:
| - Serviços de Certificação Legal das Contas | 54% |
|---|---|
| - Serviços de Consultoria Fiscal | 30% |
| - Outros serviços | 16% |
O Conselho de Administração na solicitação dos projectos assegura antes da adjudicação, que aos auditores e sua respectiva rede, não são contratados serviços que, nos termos da Recomendação da Comissão Europeia nº C (2002) 1873 de 16 de Maio de 2002, possam pôr em causa a sua independência.
II. Exercício de direitos de voto e representação de accionistas
A Cofina, previamente a cada Assembleia Geral, e respeitando os prazos legais, procede a ampla publicitação das datas em que as mesmas ocorrerão, sendo complementado no site institucional da Cofina (www.cofina.pt) o aviso da convocatória.
A Assembleia Geral é constituída por todos os accionistas com direito a voto, correspondendo um voto a cada mil acções.
Tem direito a voto o accionista titular de, pelo menos, mil acções registadas ou depositadas em seu nome em sistema centralizado de valores mobiliários. De acordo com os estatutos da empresa, as inscrições, averbamentos e depósitos anteriormente referidos deverão mostrar-se efectuados com a antecedência mínima de quinze dias relativamente à data para que a reunião da Assembleia Geral foi convocada.
No seu artigo 10º, ponto 8, os estatutos definem que "os accionistas não poderão votar por correspondência, salvo nos casos em que disposição legal autorizar imperativamente essa forma de voto".
Não está prevista a possibilidade do exercício de direito de voto por meios electrónicos.

Os accionistas individuais com direito de voto poderão fazer-se representar por outro accionista, por cônjuge, ascendente ou descendente, ou por qualquer membro do Conselho de Administração. As pessoas colectivas que sejam accionistas da Sociedade serão representadas por quem designarem para o efeito. As representações mencionadas devem ser comunicadas ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, por carta entregue na sede social, até às dezassete horas do quinto dia anterior ao dia designado para a reunião da Assembleia Geral.
Os accionistas que não forem titulares de um número de acções necessário para que tenham direito de voto, poderão agrupar-se por forma a perfazer esse número, devendo designar um só deles que a todos represente na Assembleia Geral.
III. Regras Societárias
Código de Conduta e Regulamentos Internos
Pelo facto da Cofina ter a qualidade de Sociedade Aberta, existe por parte da Administração e seus colaboradores uma grande atenção no cumprimento dos deveres de confidencialidade nas relações com terceiros, salvaguardando a posição da Cofina em situações de conflito de interesse.
Foi recentemente aprovado pelo Conselho de Administração da Cofina um novo regulamento interno que define que os membros da Administração estão impedidos de transaccionar acções representativas do capital da Cofina, SGPS, S.A., bem como títulos nelas convertíveis ou que a elas confiram direitos:
- a) no período compreendido entre o 15º dia anterior ao termo de cada trimestre ou de cada exercício e a divulgação pública, qualquer que seja o meio utilizado, dos correspondentes resultados;
- b) no período compreendido entre a decisão dos órgãos competentes da Cofina, SGPS, S.A. de propôr uma emissão de acções representativas do seu capital social ou de títulos nelas convertíveis ou que a elas confiram direito e a respectiva divulgação pública, qualquer que seja o meio utilizado para o efeito.
Sempre que esteja em curso uma operação sobre o capital da Cofina, SGPS, S.A. que tenha dado lugar à publicação de prospecto, não se aplicam as disposições anteriormente apresentadas desde a data da publicação do prospecto até ao termo do período de subscrição ou aquisição dos valores abrangidos pela operação objecto desse prospecto.

Em termos de controlo interno, as empresas operacionais do Grupo Cofina possuem órgãos de controlo de gestão que exercem a sua actividade a todos os níveis das empresas participadas, elaborando relatórios com periodicidade mensal para cada Conselho de Administração, isto para além da actividade desenvolvida pelo Revisor Oficial de Contas e dos auditores externos, que nos termos da lei exercem funções nas diversas sociedades.
Não existem quaisquer condições específicas que limitem o exercício de direitos de voto pelos accionistas da Sociedade, nem existem quaisquer acordos parassociais que sejam do conhecimento da Sociedade.
IV. Órgão de administração
1. Caracterização do Conselho de Administração
De acordo com os estatutos da Cofina, o Conselho de Administração é constituído por três, cinco, sete ou nove membros, accionistas ou não, eleitos em Assembleia Geral por períodos de 3 anos.
O actual Conselho de Administração é constituído por 5 elementos, sendo os seus cargos distribuídos como segue:
| Paulo Jorge dos Santos Fernandes | Presidente |
|---|---|
| João Manuel Matos Borges de Oliveira | Vogal |
| Pedro Macedo Pinto de Mendonça | Vogal |
| Domingos José Vieira de Matos | Vogal |
| Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira | Vogal |
Todos os actuais membros do Conselho de Administração da Cofina, SGPS, S.A. desempenham funções executivas. Os membros do Conselho de Administração da Cofina não podem ser considerados independentes, na medida em que todos eles fazem parte do Conselho de Administração da Cofihold, SGPS, S.A. empresa detentora de cerca de 20% do capital da Cofina, e que sobre ela exerce uma influência dominante.
Os membros do Conselho de Administração desempenham igualmente funções de administração nas seguintes empresas:
Paulo Jorge dos Santos Fernandes
- Caima Indústria de Celulose, S.A.
- Canal de Negócios Edição de Publicações, Lda.
- Celulose do Caima, S.G.P.S., S.A.
- Cofihold, S.G.P.S., S.A. (a)
- Cofina.com II, S.G.P.S., S.A.
- Cofinagest.com, Consultoria, S.A.

- Edisport Soc. de Publicações Desportivas, S.A.
- Exequatur Comércio por Grosso de Materiais e Apar. de informática, S.A.
- F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A.
- F. Ramada Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas de Armazenagem, S.A.
- F. Ramada Participações, S.G.P.S., S.A.
- IMC Investimentos, Média e Conteúdos, S.G.P.S., S.A.
- Invescaima, S.G.P.S., S.A.
- Investec II, S.G.P.S., S.A.
- Investec, S.G.P.S., S.A.
- Malva Sociedade de Gestão Imobiliária, S.,A.
- Mediafin S.G.P.S., S.A.
- Presselivre Imprensa Livre, S.A.
- Prestimo Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
- Sociedade Imobiliária Porto Seguro Investimentos Imobiliários, S.A. (a)
- Vista Alegre Atlantis, S.G.P.S., S.A. (a)
- Whatevernet, S.A. (a)
- (a) sociedades que não podem ser cons ideradas como fazendo parte do grupo Cofina, SGPS, S,A.
João Manuel Matos Borges de Oliveira
- Caima Indústria de Celulose, S.A.
- Celulose do Caima, S.G.P.S., S.A.
- Cofihold, S.G.P.S., S.A. (a)
- Cofina.com II, S.G.P.S., S.A.
- Edisport Soc. de Publicações Desportivas, S.A.
- F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A.
- F. Ramada Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas de Armazenagem, S.A.
- F. Ramada Participações, S.G.P.S., S.A.
- IMC Investimento, Media e Conteúdos, S.G.P.S., S.A.
- Invescaima, S.G.P.S., S.A.
- Investec, S.G.P.S., S.A.
- Jardins de França Empreendimentos Imobiliários, S.A. (a)
- Presselivre Imprensa Livre, S.A.
- Prestimo Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
- Universal Afir Aços, Máquinas e Ferramentas, S.A.
- Vista Alegre Atlantis, S.G.P.S., S.A. (a)
- (a) sociedades que não podem ser cons ideradas como fazendo parte do grupo Cofina, SGPS, S,A.

Pedro Macedo Pinto de Mendonça
- Caima Indústria de Celulose, S.A.
- Celulose do Caima, S.G.P.S., S.A.
- Cofihold, S.G.P.S., S.A. (a)
- F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A.
- F. Ramada Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas de Armazenagem, S.A.
- F. Ramada Participações, S.G.P.S., S.A.
- Prestimo Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
- (a) sociedades que não podem ser cons ideradas como fazendo parte do grupo Cofina, SGPS, S,A.
Domingos José Vieira de Matos
- Caima Indústria de Celulose, S.A.
- Celulose do Caima, S.G.P.S., S.A.
- Cofihold, S.G.P.S., S.A. (a)
- F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A.
- F. Ramada Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas de Armazenagem, S.A.
- F. Ramada Participações, S.G.P.S., S.A.
- Jardins de França Empreendimentos Imobiliários, S.A. (a)
- Prestimo Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
- Silvicaima Sociedade Silvícola Caima, S.A.
- Universal Afir Aços, Máquinas e Ferramentas, S.A.
- (a) sociedades que não podem ser cons ideradas como fazendo parte do grupo Cofina, SGPS, S,A.
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira
- Cofihold, S.G.P.S., S.A. (a)
- F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A.
- F. Ramada Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas de Armazenagem, S.A.
- F. Ramada Participações, S.G.P.S., S.A.
- Prestimo Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
- Silvicaima Sociedade Silvícola Caima, S.A.
- Universal Afir Aços, Máquinas e Ferramentas, S.A.
- (a) sociedades que não podem ser cons ideradas como fazendo parte do grupo Cofina, SGPS, S,A.

- Comissão Executiva
Não existe qualquer Comissão Executiva com competências em matéria de gestão. As decisões de gestão são tomadas pelo Conselho de Administração, no desenrolar normal das suas funções , pelo que se considera ser a constituição de uma comissão deste tipo desnecessária ao bom funcionamento da sociedade e à protecção dos interesses dos investidores.
- Controlo exercido pelo Conselho de Administração
Competem ao Conselho de Administração os mais amplos poderes de gestão e representação da sociedade e a realização de todas as operações relativas à execução do objecto social, nomeadamente:
- Adquirir, alienar e onerar quaisquer bens móveis, designadamente veículos automóveis e, observados os limites legais, imóveis;
- Adquirir participações sociais noutras sociedades;
- Alienar participações sociais noutras sociedades;
- Tomar e dar de locação quaisquer bens móveis e imóveis;
- Constituir mandatários ou procuradores para a prática de determinados actos ou categorias de actos, definindo a extensão dos respectivos mandatos;
- Representar a sociedade em juízo e fora dele activa e passivamente, propôr e fazer seguir acções judiciais, confessá-las e nelas desistir da instância ou do pedido e transigir, bem como, comprometer-se em árbitros.
Não existe limitação quanto ao número máximo de cargos acumuláveis pelos administradores em órgãos de administração de outras sociedades, tentando os membros do Conselho de Administração da Cofina fazer parte das administrações das empresas participadas mais relevantes do grupo, de forma a permitir um mais próximo acompanhamento das suas actividades.
O Conselho de Administração reúne regularmente, sendo as suas deliberações válidas apenas quando esteja presente a maioria dos seus membros. Durante o ano de 2003 o Conselho de Administração reuniu 12 vezes, estando as correspondentes actas registadas no livro de actas do Conselho de Administração.
- Politica de remunerações
Os membros do Conselho de Administração não auferem qualquer remuneração pela Sociedade sendo remunerados directamente pelas restantes sociedades do Grupo Cofina onde exercem funções de administração. A remuneração dos membros do Conselho de Administração não está directamente dependente da evolução da cotação das acções da Sociedade.

- Remuneração dos membros do Conselho de Administração
As remunerações auferidas pelos membros do Conselho de Administração da Cofina durante o exercício de 2003, no exercício das suas funções em empresas do grupo foram como segue:
| Remuneração fixa | 969.368 |
|---|---|
| Remuneração variável | 676.400 |
| -------------1.645.768 | |
| ======== |
V. Declaração de cumprimento
A Cofina, SGPS, S.A. cumpre com a m aioria das recomendações da CMVM relativas ao Governo das Sociedades, à excepção das seguintes:
- Recomendação II-2: Os estatutos da sociedade definem algumas limitações ao exercício do direito de voto, nomeadamente por impôr um prazo de antecedência do depósito ou bloqueio das acções para a participação em Assembleia Geral superior a 5 dias úteis, por restringir o voto por correspondência apenas a situações em que tal seja expressamente permitido por lei. A sociedade entende que os prazos definidos estatutariamente e as limitações do direito ao voto por correspondência não limitam o exercício activo do direito de voto por parte dos accionistas.
- Recomendação IV-6: O Conselho de Administração eleito em Assembleia Geral não inclui qualquer membro que nos termos do Regulamento 11/2003 possa ser considerado independente.
- Recomendação IV-7: Muito embora não existam comissões de controlo interno formais com a atribuição de competências na avaliação da estrutura e governo societários, o Conselho de Administração entende que tais funções podem ser garantidas pelo próprio Conselho de Administração ao nível individual da Sociedade e que as mesmas funções são exercidas pelos departamentos de controlo de gestão das suas subsidiárias.
Ao nível das competências na avaliação da estrutura e governo societário, tais funções s ão exercidas directamente pelo Conselho de Administração, que mantém um debate constante sobre esta problemática.

- Recomendação IV-8: A Cofina, SPGS, S.A. divulga no presente capítulo informação relativa à remuneração fixa e variável dos seus administradores, entendendo que a divulgação da remuneração individual de cada administrador não traz informação relevante para os accionistas.
- Recomendação IV-9: Os membros da comissão de remunerações são também administradores da Sociedade, contudo tal comissão de remunerações tem-se mantido inactiva uma vez que o Conselho de Administração não é remunerado pela Sociedade e apenas pelas suas subsidiárias, definindo somente as remunerações dos quadros das principais empresas subsidiárias.

DISPOSIÇÕES LEGAIS
Acções próprias
Nos termos e para os efeitos do disposto no art. º 66 do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que em 31 de Dezembro de 2003 a Cofina não detinha acções próprias, sendo o movimento ocorrido durante o exercício como segue:
| Número de | Montante | |
|---|---|---|
| acções | (Euros) | |
| 31 de Dezembro de 2002 | - | - |
| Aquisições | 183.893 | 377.625 |
| Alienações | ( 183.893 ) | ( 377.625 ) |
| 31 de Dezembro de 2003 | - | - |
Estas acções foram movimentadas durante o semestre, conforme autorização concedida pela Assembleia Geral de Accionistas ocorrida em 11 de Abril de 2003. As acções foram alienadas em bolsa, tendo sido gerada uma mais valia de 14.389 Euros.
Acções detidas pelos órgãos sociais da Cofina
Nos termos e para os efeitos do disposto no art.º 447 do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que, durante o exercício de 2003, os administradores da Sociedade não adquiriram nem venderam acções representativas do capital social da Cofina, S.G.P.S., S.A. , sendo, em 31 de Dezembro de 2003, detentores das seguintes acções:
| Paulo Jorge dos Santos Fernandes | 1.225.989 |
|---|---|
| João Manuel Matos Borges de Oliveira | 1.145.000 |
| Pedro Macedo Pinto de Mendonça | 426.250 |
| Domingos José Vieira de Matos | 1.367.974 |
| Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira | 1.145.000 |
Em 31 de Dezembro de 2003, o Fiscal Único e os membros da Mesa da Assembleia Geral, com excepção da primeira secretária – Ana Rebelo Mendonça Fernandes , não possuíam nenhuma acção representativa do capital social.

Participação no Capital da Sociedade
Nos termos e para os efeitos do disposto nos Artigos 16º e 20º do Código de Valores Mobiliários e no Artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que as sociedade e/ou pessoas singulares que têm uma participação social qualificada que ultrapasse os 2%, 10%, 20%, 33% e 50% dos direitos de voto, e de acordo com as notificações recebidas são como segue:
| Acções detidas | % directa de | |
|---|---|---|
| Superior a 2% dos direitos de voto | em 31.12.2003 | direitos de voto |
| Paulo Jorge dos Santos Fernandes | 1.225.989 | 2,39% |
| João Manuel Matos Borges de Oliveira | 1.145.000 | 2,23% |
| Domingos José Vieira de Matos | 1.367.974 | 2,67% |
| Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira | 1.145.000 | 2,23% |
| Acções detidas | % directa de | |
| Superior a 5% dos direitos de voto | em 31.12.2003 | direitos de voto |
| Banco BPI, S.A. | 4.354.960 | 8,49% |
| Ana Rebelo Mendonça Fernandes | 3.041.170 | 5,93% |
| CAIXAGEST, S.A. | 2.950.880 | 5,75% |
| Acções detidas | % de direitos | |
| Superior a 20% dos direitos de voto | em 31.12.2003 | de voto |
| Cofihold, S.G.P.S., S.A. | ||
| a) directamente | 10.500.000 | 20,47% |
| b) indirectamente, através dos seus administradores | ||
| Paulo Jorge dos Santos Fernandes | 2,39% | |
| João Manuel Matos Borges de Oliveira | 2,23% | |
| Domingos José Vieira de Matos | 2,67% | |
| Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira | 2,23% |
A Cofina não foi notificada de qualquer transacção ocorrida durante o exercício nas participações detidas pelo Banco BPI, S.A. ou pela Cofihold, S.G.P.S., S.A., não tendo igualmente recebido qualquer notificação de participações acima de 33% dos direitos de voto.
Adicionalmente, e apesar de a Cofina, SGPS, S.A. não ter sido notificada pela Portuguese Smaller Companies Fund de qualquer alteração nas acções por si detidas, estas já não fazem parte da informação enviada pelas instituições financeiras relativamente a distribuição de dividendos, pelo que esta participação foi retirada da listagem das participações qualificadas.


DECLARAÇÃO DE RESPONS ABILIDADE
Os membros do Conselho de Administração da Cofina, S.G.P.S., S.A. declaram assumir a responsabilidade pela presente informação e asseguram que os elementos nela inscritos são verídicos e que não existem omissões que sejam do seu conhecimento.
Nos termos do art. 21º do Decreto-Lei 411/91, de 17 de Outubro informamos que não existem dívidas em mora perante o Estado, nomeadamente perante a Segurança Social.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Não queremos concluir sem expressar o nosso agradecimento, reconhecendo a dedicação e empenho dos Colaboradores do Grupo Cofina. Finalmente, gostaríamos de expressar a nossa gratidão pela colaboração prestada pelos restantes Órgãos Sociais, a qual é extensiva às Instituições Bancárias que connosco se relacionaram.
Porto, 10 de Março de 2004
O Conselho de Administração
Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Presidente
João Manuel Matos Borges de Oliveira
Pedro Macedo Pinto de Mendonça
Domingos José Vieira de Matos
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira
BALANÇOS CONSOLIDADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2003 E 2002
( Montantes expressos em Euros )
| 2003 | 2002 | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Activo | Amortizações | Activo | Activo | ||
| Activo | Notas | bruto | e provisões | líquido | líquido |
| Imobilizado: | |||||
| Imobilizações incorpóreas: | |||||
| Despesas de instalação | 3 238 091 | 2 643 052 | 595 039 | 533 765 | |
| Despesas de investigação e desenvolvimento | 1 903 797 | 1 522 736 | 381 061 | 38 666 | |
| Propriedade industrial e outros direitos | 908 049 | 381 624 | 526 425 | 629 571 | |
| Outras imobilizações incorpóreas | 386 849 | 374 380 | 12 469 | 102 035 | |
| Diferenças de consolidação | 10 | 104 642 418 | 14 971 600 | 89 670 818 | 96 125 488 |
| 27 | 111 079 204 | 19 893 392 | 91 185 812 | 97 429 525 | |
| Imobilizações corpóreas: | |||||
| Terrenos e recursos naturais | 42 | 33 419 983 | - | 33 419 983 | 33 913 996 |
| Edifícios e outras contruções | 42 | 33 303 633 | 19 913 700 | 13 389 933 | 14 655 783 |
| Equipamento básico | 42 | 98 936 854 | 75 009 727 | 23 927 127 | 27 490 578 |
| Equipamento de transporteFerramentas e utensílios | 4242 | 5 274 462959 930 | 4 870 638876 089 | 403 82483 841 | 727 34168 409 |
| Equipamento administrativo | 42 | 15 102 804 | 12 583 307 | 2 519 497 | 1 909 110 |
| Outras imobilizações corpóreas | 42 | 1 873 922 | 1 382 153 | 491 769 | 351 530 |
| Imobilizações em curso | 3 888 987 | - | 3 888 987 | 705 923 | |
| Adiantamentos por conta de imobilizado corpóreo | 1 247 281 | - | 1 247 281 | 490 589 | |
| 27 | 194 007 856 | 114 635 614 | 79 372 242 | 80 313 259 | |
| Investimentos financeiros: | |||||
| Partes de capital em empresas do grupo | 46 e 65 | 399 351 | 252 880 | 146 471 | 87 687 |
| Partes de capital em empresas associadas | 46 e 65 | 2 924 024 | 1 531 573 | 1 392 451 | 1 778 542 |
| Partes de capital em outras empresas | 46 e 65 | 8 772 319 | 697 704 | 8 074 615 | 7 375 188 |
| Empréstimos de financiamento | 46 e 65 | 3 226 635 | 3 226 635 | - | - |
| Investimentos em imóveis | 1 617 403 | 4 196 | 1 613 207 | 1 059 655 | |
| Títulos e outras aplicações financeiras | 46 e 65 | 28 955 005 | 3 088 266 | 25 866 739 | 109 381 |
| Imobilizações em curso | 41 164 | - | 41 164 | 39 904 | |
| 27 | 45 935 901 | 8 801 254 | 37 134 647 | 10 450 357 | |
| Realizável a médio e longo prazo: | |||||
| Plantações (Produtos e trabalhos em curso) | 46 e 62 | 19 864 337 | 288 345 | 19 575 992 | 22 626 871 |
| Outros devedores | 46 | 1 104 512 | 1 104 512 | - | - |
| 20 968 849 | 1 392 857 | 19 575 992 | 22 626 871 | ||
| Circulante: | |||||
| Existências: | |||||
| Matérias-primas, subsidiárias e de consumo | 61 | 10 943 588 | 1 227 481 | 9 716 107 | 8 538 920 |
| Produtos e trabalhos em curso | 62 | 2 202 321 | - | 2 202 321 | 2 621 058 |
| Subprodutos, desperdícios, resíduos e refugos | 62 | 1 794 | - | 1 794 | 260 |
| Produtos acabados e intermédios | 62 | 5 022 770 | 22 511 | 5 000 259 | 4 578 566 |
| Mercadorias | 61 | 9 643 226 | 967 071 | 8 676 155 | 8 202 228 |
| 46 | 27 813 699 | 2 217 063 | 25 596 636 | 23 941 032 | |
| Dívidas de terceiros - Curto prazo: | |||||
| Clientes, c/c | 50 018 881 | 2 004 182 | 48 014 699 | 49 011 554 | |
| Clientes - Títulos a receber | 3 783 181 | 162 418 | 3 620 763 | 2 816 519 | |
| Clientes de cobrança duvidosa | 18 051 622 | 18 051 096 | 526 | - | |
| Accionistas | - | - | - | 22 562 | |
| Empresas do grupo | 490 429 | - | 490 429 | - | |
| Adiantamentos a fornecedores | 1 486 067 | - | 1 486 067 | 313 246 | |
| Adiantamentos a fornecedores de imobilizado | 49 864 | - | 49 864 | 5 069 | |
| Estado e outros entes públicos | 53 | 4 086 353 | - | 4 086 353 | 2 622 742 |
| Outros devedores | 64 | 13 485 936 | 1 848 530 | 11 637 406 | 8 895 070 |
| 46 | 91 452 333 | 22 066 226 | 69 386 107 | 63 686 762 | |
| Títulos negociáveis | |||||
| Outros títulos negociáveis | 7 522 773 | 831 185 | 6 691 588 | 13 427 659 | |
| 46 | 7 522 773 | 831 185 | 6 691 588 | 13 427 659 | |
| Depósitos bancários e caixa: | |||||
| Depósitos bancários | 29 162 036 | 29 162 036 | 10 544 963 | ||
| Caixa | 117 604 | 117 604 | 105 507 | ||
| 29 279 640 | 29 279 640 | 10 650 470 | |||
| Acréscimos e diferimentos: | |||||
| Acréscimos de proveitos | 55 | 7 562 520 | 7 562 520 | 3 801 971 | |
| Custos diferidos | 55 | 6 137 891 | 6 137 891 | 4 243 084 | |
| 13 700 411 | 13 700 411 | 8 045 055 | |||
| Total de amortizações | 134 533 202 | ||||
| Total de provisões | 35 304 389 | ||||
| Total do activo | 541 760 666 | 169 837 591 | 371 923 075 | 330 570 990 | |
O Anexo faz parte integrante do balanço consolidado em 31 de Dezembro de 2003.
BALANÇOS CONSOLIDADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2003 E 2002
( Montantes expressos em Euros )
| Capital próprio, interesses minoritários e passivo | Notas | 2003 | 2002 |
|---|---|---|---|
| Capital próprio: | |||
| Capital | 56 e 58 | 25 641 459 | 25 000 000 |
| Prémios de emissão de acções | 58 | 15 874 835 | 14 276 576 |
| Diferenças de consolidação | 10 e 58 | 23 942 464 | 23 942 464 |
| Reservas: | |||
| Reserva legal | 58 | 4 024 087 | 3 806 765 |
| Outras reservas | 58 | 21 194 878 | 14 695 120 |
| Ajustamentos em partes de capital em filiais e associadas | 58 | (22 812 143) | (22 812 143) |
| 67 865 580 | 58 908 782 | ||
| Resultado consolidado líquido do exercício | 59 | 9 831 016 | 8 545 686 |
| 77 696 596 | 67 454 468 | ||
| Interesses minoritários | 60 | 12 190 121 | 10 756 119 |
| Passivo: | |||
| Provisões para riscos e encargos | 46 | 18 945 855 | 18 410 812 |
| Dívidas a terceiros - Médio e longo prazo: | |||
| Dívidas a instituições de crédito | 50 | 89 611 616 | 100 190 784 |
| Outros empréstimos obtidos | 50 | 5 240 859 | 6 682 702 |
| Outros credores | 54 | 2 884 483 | 1 793 732 |
| Fornecedores de imobilizado, c/c | 2 095 601 | 1 563 418 | |
| 99 832 559 | 110 230 636 | ||
| Dívidas a terceiros - Curto prazo: | |||
| Empréstimos por obrigações | - | 14 963 937 | |
| Dívidas a instituições de crédito | 50 | 54 051 746 | 33 543 941 |
| Fornecedores, c/c | 26 228 838 | 23 326 218 | |
| Fornecedores - Facturas em recepção e conferência | 682 540 | 308 494 | |
| Empresas do Grupo | 56 564 | 4 988 | |
| Outros empréstimos obtidos | 50 | 34 168 539 | 1 939 493 |
| Adiantamentos por conta de vendas | 620 096 | 488 535 | |
| Outros accionistas | 116 428 | 143 991 | |
| Adiantamentos de clientes | 356 398 | 382 928 | |
| Fornecedores de imobilizado, c/c | 1 504 563 | 1 818 766 | |
| Estado e outros entes públicos | 53 | 6 438 242 | 6 055 515 |
| Outros credores | 54 | 22 250 627 | 24 207 369 |
| 146 474 581 | 107 184 175 | ||
| Acréscimos e diferimentos: | |||
| Acréscimos de custos | 55 | 15 036 925 | 14 432 017 |
| Proveitos diferidos | 55 | 1 746 438 | 2 102 763 |
| 16 783 363 | 16 534 780 | ||
| Total do capital próprio, de interesses minoritários e do passivo | 371 923 075 | 330 570 990 | |
O Anexo faz parte integrante do balanço consolidado em 31 de Dezembro de 2003.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS RESULTADOS POR NATUREZAS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2003 E 2002
(Montantes expressos em Euros )
| Custos e perdas | Notas | 2003 | 2002 |
|---|---|---|---|
| Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas | 61 | 72 288 851 | 69 480 328 |
| Fornecimentos e serviços externos | 68 073 080 | 65 101 109 | |
| Custos com o pessoal: | |||
| Remunerações | 33 938 821 | 31 533 544 | |
| Encargos sociais | 10 792 785 | 11 104 944 | |
| Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo | 27 | 16 019 002 | 16 512 805 |
| Provisões | 46 | 4 295 660 | 2 367 708 |
| Impostos | 729 855 | 673 931 | |
| Outros custos e perdas operacionais | 63 | 548 797 | 361 778 |
| (A) | 206 686 851 | 197 136 147 | |
| Amortizações e provisões de aplicações financeiras e investimentos financeiros | 44 | 2 382 412 | 5 042 790 |
| Juros e custos similares | |||
| Outros | 44 | 8 571 328 | 8 335 267 |
| (C) | 217 640 591 | 210 514 204 | |
| Custos e perdas extraordinários | 45 | 8 987 787 | 7 713 605 |
| (E) | 226 628 378 | 218 227 809 | |
| Impostos sobre o rendimento do exercício | 38 | 1 372 716 | 2 605 973 |
| (G) | 228 001 094 | 220 833 782 | |
| Interesses minoritários | 1 456 194 | 1 125 756 | |
| 229 457 288 | 221 959 538 | ||
| Resultado consolidado líquido do exercício | 59 | 9 831 016 | 8 545 686 |
| 239 288 304 | 230 505 224 | ||
| Proveitos e ganhos | Notas | 2003 | 2002 |
| Vendas | 36 | 167 268 775 | 157 408 879 |
| Prestações de serviços | 36 | 51 006 750 | 59 174 464 |
| Variação da produção | 62 | 956 883 | (2 906 674) |
| Trabalhos para a própria empresa | 99 356 | 79 982 | |
| Proveitos suplementares | 63 | 3 573 596 | 3 623 851 |
| Subsídios à exploração | 4 996 | - | |
| Outros proveitos e ganhos operacionais | 63 | 1 436 145 | 559 148 |
| (B) | 224 346 501 | 217 939 650 | |
| Juros e proveitos similares: | |||
| Outros | 44 | 7 192 922 | 3 139 445 |
| (D) | 231 539 423 | 221 079 095 | |
| Proveitos e ganhos extraordinários | 45 | 7 748 881 | 9 426 129 |
| (F) | 239 288 304 | 230 505 224 | |
| Resultados operacionais | (B) - (A) | 17 659 650 | 20 803 503 |
| Resultados financeiros | (D - B) - (C - A) | (3 760 818) | (10 238 612) |
| Resultados correntes | (D) - (C) | 13 898 832 | 10 564 891 |
| Resultados antes de impostos | (F) - (E) | 12 659 926 | 12 277 415 |
| Resultado consolidado com os interesses minoritários do exercício | (F) - (G) | 11 287 210 | 9 671 442 |
| Resultado consolidado líquido do exercício | 9 831 016 | 8 545 686 |
O Anexo faz parte integrante da demonstração dos resultados consolidada do exercício findo em 31 de Dezembro de 2003.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2003 E 2002
( Montantes expressos em Euros)
| 2003 | 2002 | |
|---|---|---|
| Vendas e prestações de serviços | 218 275 525 | 216 583 343 |
| Custo das vendas e prestações de serviços | (168 355 703) | (165 969 444) |
| Resultados brutos | 49 919 822 | 50 613 899 |
| Outros proveitos e ganhos operacionais | 5 219 573 | 9 229 838 |
| Custos de distribuição | (9 432 482) | (10 239 198) |
| Custos administrativos | (20 366 702) | (23 457 403) |
| Outros custos e perdas operacionais | (6 035 688) | (2 329 887) |
| Resultados operacionais | 19 304 523 | 23 817 249 |
| Rendimentos de participações de capital: | ||
| Relativos a outras empresas | - | 619 |
| Custo líquido de financiamento | (5 447 699) | (6 519 044) |
| Ganhos (perdas) em investimentos financeiros | 1 595 296 | (4 981 824) |
| Resultados não usuais ou não frequentes | (2 792 196) | (39 585) |
| Resultados correntes | 12 659 924 | 12 277 415 |
| Impostos sobre resultados correntes | (1 372 714) | (2 605 973) |
| Resultados correntes após impostos | 11 287 210 | 9 671 442 |
| Resultados extraordinários | - | - |
| Impostos sobre os resultados extraordinários | - | - |
| Interesses minoritários | (1 456 194) | (1 125 756) |
| Resultado líquido do exercício | 9 831 016 | 8 545 686 |
| Resultados por acção (Euros) | 0,19 | 0,17 |
O Anexo faz parte integrante da demonstração dos resultados consolidada do exercício findo em 31 de Dezembro de 2003.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS FLUXOS DE CAIXA DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2003 E 2002
(Montantes expressos em Euros)
| 2003 | 2002 | |||
|---|---|---|---|---|
| Actividades operacionais: | ||||
| Recebimentos de clientes | 211 483 981 | 221 407 058 | ||
| Pagamentos a fornecedores | (125 203 561) | (124 269 982) | ||
| Pagamentos ao pessoal | (41 372 941) | 44 907 479 | (40 019 152) | 57 117 924 |
| Outros recebimentos/pagamentos relativos à actividade operacional | (15 822 033) | (13 599 499) | ||
| Impostos sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas | (3 097 280) | (18 919 313) | (1 715 055) | (15 314 554) |
| Recebimentos relativos a rubricas extraordinárias | 892 391 | 689 403 | ||
| Pagamentos relativos a rubricas extraordinárias | (3 565 446) | (2 673 055) | (2 480 771) | (1 791 368) |
| Fluxos gerados pelas actividades operacionais (1) | 23 315 111 | 40 012 002 | ||
| Actividades de investimento: | ||||
| Recebimentos provenientes de: | ||||
| Investimentos financeiros | 6 056 927 | 5 996 026 | ||
| Imobilizações corpóreas | 3 864 712 | 4 290 813 | ||
| Empréstimos concedidos | 1 722 020 | - | ||
| Subsidios ao investimento | 34 039 | 31 938 | ||
| Juros e proveitos similares | 4 738 087 | 1 769 146 | ||
| Dividendos | 484 953 | 16 900 738 | 98 532 | 12 186 455 |
| Pagamentos relativos a: | ||||
| Investimentos financeiros | (26 303 462) | (2 753 959) | ||
| Imobilizações incorpóreas | (722 921) | (190 082) | ||
| Imobilizações corpóreas | (9 039 990) | (6 735 001) | ||
| Empréstimos concedidos | (3 470 035) | - | ||
| Plantações florestais (existências de médio e longo prazo) | (1 800 644) | (41 337 052) | (1 837 968) | (11 517 010) |
| Fluxos gerados pelas actividades de investimento (2) | (24 436 314) | 669 445 | ||
| Actividades de financiamento: | ||||
| Recebimentos provenientes de: | ||||
| Empréstimos obtidos | 40 225 455 | 18 989 564 | ||
| Aumento de Capital, prestações suplementares e prémios de emissão | 2 239 718 | - | ||
| Dividendos de acções próprias | - | 151 451 | ||
| Venda de acções próprias | 392 018 | 42 857 191 | 37 824 | 19 178 839 |
| Pagamentos respeitantes a: | ||||
| Amortização de contratos de locação financeira | (51 844) | (43 092) | ||
| Juros e custos similares | (24 033 233) | (11 116 027) | ||
| Dividendos distribuídos | (1 750 000) | (1 834 101) | ||
| Compra de acções próprias | (377 629) | - | ||
| Empréstimos obtidos | (34 451 107) | (60 663 813) | (44 392 543) | (57 385 763) |
| Fluxos gerados pelas actividades de financiamento (3) | (17 806 622) | (38 206 924) | ||
| Caixa e seus equivalentes no início do exercício | 34 318 753 | 31 666 910 | ||
| Efeito de variação de perímetro | (6 770) | 177 320 | ||
| Variação de caixa e seus equivalentes: (1)+(2)+(3) | (18 927 825) | 2 474 523 | ||
| Caixa e seus equivalentes no fim do exercício | 15 384 158 | 34 318 753 |
O Anexo faz parte integrante da demonstração consolidada de fluxos de caixa do exercício findo em 31 de Dezembro de 2003.
1. PAGAMENTOS/RECEBIMENTOS RELATIVOS A INVESTIMENTOS FINANCEIROS
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2003 os pagamentos e recebimentos relativos a investimentos financeiros foram os seguintes:
Pagamentos:
| Lusomundo Media, SGPS, S.A. | 20.007.494 |
|---|---|
| Aquisição de terrenos | 1.617.403 |
| Outros | 4.678.565 |
| 26.303.462 | |
| Recebimentos: | |
| Easysoft – Software e Sistemas, S.A. | 1.800.000 |
| Alienação de imóveis | 1.511.358 |
| Chip 7 – Computadores, Multimédia e Serviços, S.A. | 750.000 |
| Deltapress – Sociedade Distribuidora de Publicações, S.A. | 541.682 |
| Outros | 1.453.887 |
| 6.056.927 |
2. DISCRIMINAÇÃO DOS COMPONENTES DE CAIXA E SEUS EQUIVALENTES
A discriminação de caixa e seus equivalentes em 31 de Dezembro de 2003 e 2002 e a reconciliação entre o seu valor e o montante de disponibilidades constantes no balanço naquela data é como segue:
| 2003 | 2002 | |
|---|---|---|
| NumerárioDepósitos bancários imediatamente mobilizáveis | 117.60429.162.036 | 105.50710.544.963 |
| Descobertos bancários | ( 21.418.255 ) | ( 3.793.784 ) |
| 7.861.385 | 6.856.686 | |
| Títulos negociáveis | 7.522.773 | 27.462.067 |
| Disponibilidades constantes no balanço | 15.384.158 | 34.318.753 |
(Montantes expressos em Euros)
NOTA INTRODUTÓRIA
A Cofina, SGPS, S.A. ("Cofina" ou "Empresa") é uma sociedade anónima, com sede no Porto, sendo as suas acções cotadas na Euronext Lisboa, e que tem como actividade principal a gestão de participações sociais.
As notas que se seguem respeitam a numeração definida no Plano Oficial de Contabilidade (POC) para a apresentação de demonstrações financeiras consolidadas. As notas cuja numeração é omitida neste anexo não são aplicáveis ao Grupo ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras consolidadas anexas.
1. EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO
As empresas incluídas na consolidação, suas sedes sociais e proporção do capital detido em 31 de Dezembro de 2003, são as seguintes:
| Percentagem do capital detido | ||||
|---|---|---|---|---|
| Denominação social | Sede | Directa | Indirecta | Efectiva |
| F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A. ("F.Ramada") | Ovar | 100,00% | - | 100,00% |
| Universal Afir – Aços Especiais e Ferramentas, S.A. | Porto | - | 100,00% | 100,00% |
| F. Ramada - Produção e Comercialização de Estruturas Metálicasde Armazenagem, S.A. (a) | Ovar | - | 100,00% | 100,00% |
| BPS – Equipements, S.A. | Paris | - | 100,00% | 100,00% |
| Storax Racking Systems Limited | Bromsgrove | - | 100,00% | 100,00% |
| F. Ramada - Participações, SGPS, S.A. | Ovar | 99,89% | 0,11% | 100,00% |
| CofinaGest.Com – Consultoria, S.A. | Porto | 85,00% | - | 85,00% |
| Celulose do Caima, SGPS, S.A. ("Caima") | Lisboa | 85,43% | - | 85,43% |
| Caima Indústria de Celulose, S.A. | Lisboa | - | 85,43% | 85,43% |
| Silvicaima – Sociedade Silvícola Caima, Lda. | Lisboa | - | 85,43% | 85,43% |
| Caima Energia – Empresa de Gestão e Exploração de Energia, | Constância Sul | - | ||
| S.A. | 85,43% | 85,43% | ||
| Invescaima – Investimentos e participações, SGPS, S.A. | Lisboa | - | 85,43% | 85,43% |
| Inflora – Sociedade de Investimentos Florestais, S.A. | Lisboa | - | 85,43% | 85,43% |
| IMC – Investimentos, Média e Conteúdos, SGPS, S.A. | Lisboa | - | 100,00% | 100,00% |
| Investec, SGPS, S.A. | Lisboa | - | 99,99% | 99,99% |
| Canal de Negócios – Edição Electrónica de Publicações, Lda. | Lisboa | - | 99,99% | 99,99% |
| Capital Digital - Edição Electrónica de Publicações, Lda. | Lisboa | - | 99,99% | 99,99% |
| Cofina.Com II - SGPS, S.A. ("Cofina.Com") | Porto | - | 99,99% | 99,99% |
| Edirevistas, S.A. | Lisboa | - | 98,94% | 99,94% |
| Edisport - Sociedade de Publicações Desportivas, S.A. | Lisboa | - | 99,99% | 99,99% |
| Exequatur – Comércio por grosso de material e | ||||
| aparelhos de informática, S.A. | Lisboa | - | 99,99% | 99,99% |
| IDCenter - The Internet Data Center Telecomunicações, S.A. | Lisboa | - | 99,99% | 99,99% |
| Investec II, SGPS, Lda | Lisboa | - | 99,99% | 99,99% |
| Jornal de Negócios – Edição de Publicações, Lda. | Lisboa | - | 99,99% | 99,99% |
| Kompare.com - Informação Financeira, S.A. | Lisboa | - | 99,99% | 99,99% |
| Malva - Gestão Imobiliária, S.A. | Lisboa | - | 99,99% | 99,99% |
| Media Banner – Consultoria de Marketing, Lda. | Lisboa | - | 99,99% | 99,99% |
| Mediafin - SGPS, S.A. | Lisboa | - | 99,99% | 99,99% |
| Presselivre - Imprensa Livre, S.A. | Lisboa | - | 99,18% | 99,18% |
| TVG –Editora de Publicações e Multimédia, Lda. | Lisboa | - | 99,40% | 99,40% |
| Webqi – Consultoria para os Negócios e Gestão na Internet, Lda. | Lisboa | - | 99,99% | 99,99% |
(a) – empresa constituída em 2003
Estas empresas foram incluídas na consolidação, pelo método de integração global, com base no estabelecido na alínea d) do n.º 1 do Artigo 1º (participações financeiras de, pelo menos, 50% e detenção da maioria dos direitos de voto) do Decreto-Lei n.º 238/91, de 2 de Julho.
(Montantes expressos em Euros)
Durante o exercício de 2003, e no âmbito do processo de reestruturação do Grupo Investec ocorreram as seguintes operações:
- Fusão por incorporação da Edimoda Sociedade Editorial, S.A. e Edimoda I Sociedade Editorial, S.A. na Edirevistas, S.A.
- Fusão por incorporação da Edisport, SGPS, S.A. e Laguna, SGPS, S.A. na Investec, SGPS, S.A.
Estas operações, e uma vez que eram empresas já detidas pelo Grupo, não tiveram qualquer tipo de impacto nas demonstrações financeiras anexas.
Durante o mês de Janeiro de 2003, a Cofina, SGPS, S.A. alienou no mercado fora de bolsa ao Banco de Investimento Global, S.A. um lote de 2.200.000 acções escriturais de valor nominal de 1 Euro cada, correspondentes a 10,17% do capital social da Celulose de Caima, SGPS, S.A., pelo valor unitário de 3,8 Euros por acção. No contrato de compra e venda das acções da Celulose do Caima, SGPS, S.A. está configurada a possibilidade de resolução do mesmo em função de determinadas cláusulas, designadamente nos casos de perda, por parte da empresa participada, da qualidade de sociedade aberta ou de lançamento, sobre as suas acções, de Oferta Pública de Aquisição ou de Oferta Pública de Troca, pelo que a respectiva participação se enquadra na alínea e) do n.º 1 do artigo 20º do Código do Valores Mobiliários. Deste modo, a Cofina mantém registada nas suas demonstrações financeiras a totalidade do investimento financeiro sobre a Celulose do Caima, SGPS, S.A., tendo registado na rubrica "Outros empréstimos obtidos" o montante de 4.000.000 Euros já recebido, relativo a esta operação (Nota 50).
Em Maio de 2003, na sequência da cisão da actividade de sistemas de armazenagem da F. Ramada – Aços e Indústrias, S.A., foi criada a F. Ramada – Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas de Armazenagem, S.A. Esta empresa engloba a actividade do grupo associada à produção e comercialização de estruturas metálicas e sistemas de armazenagem.
2. EMPRESAS EXCLUÍDAS DA CONSOLIDAÇÃO
As empresas excluídas da consolidação, registadas na rubrica partes de capital em empresas do grupo ao custo de aquisição e a proporção do capital detido em 31 de Dezembro de 2003 pelo Grupo Cofina, são os seguintes:
| Denominação social | % Efectiva |
|---|---|
| Sector Zero – Produtos Informáticos, S.A. | 50,00% |
| Cofina Indústria, S.A. | 100,00% |
| Médico Amigo.Com – Edições Electrónicas, S.A. | 74,99% |
Estas empresas não foram consolidadas dado serem imateriais, individualmente e no seu conjunto, para a apresentação de uma imagem fiel e verdadeira da situação financeira e resultados das operações do Grupo (nº1 do Artigo 4º do Decreto-Lei n.º 238/91, de 2 de Julho). Adicionalmente, as participações financeiras na Sector Zero - Produtos Informáticos, S.A. e na Medico Amigo.Com - Edições Electrónicas, S.A. encontram-se totalmente provisionadas.
3. EMPRESAS ASSOCIADAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO
As empresas associadas ao Grupo, suas respectivas sedes e a proporção do capital detido em 31 de Dezembro de 2003, são as seguintes:
| Percentagem do capital detido | ||||
|---|---|---|---|---|
| Denominação social | Sede | Directa | Indirecta | Efectiva |
| Grupo Investec: | ||||
| VASP – Sociedade de Transportes e Distribuições, Lda. | Lisboa | - | 33,06% | 33,06% |
| Mediger - Sociedade Jornalística e Editorial, Lda. | Lisboa | - | 49,59% | 49,59% |
| Whatevernet – Sistemas de Informação em Rede, S.A. | Lisboa | - | 20,14% | 20,14% |
Estas empresas foram incluídas na consolidação pelo método de equivalência patrimonial, com base no estipulado no n.º 13.6 das normas de consolidação de contas estabelecidas pelo Decreto-Lei n.º 238/91, de 2 de Julho.
4. PARTICIPAÇÕES MATERIALMENTE IRRELEVANTES EM EMPRESAS ASSOCIADAS
Os investimentos financeiros em associadas cujas participações são materialmente irrelevantes para a obtenção de uma imagem verdadeira e apropriada da situação financeira e dos resultados do conjunto de empresas compreendidas na consolidação, bem como a proporção do capital detido nestas Empresas em 31 de Dezembro de 2003, são como segue:
| Denominação social | Sede | Percentagem |
|---|---|---|
| TV Tel - Grande Porto Comunicações, S.A. | Porto | 25,00% |
| CyberDream, SGPS, S.A. | Lisboa | 19,98% |
| Infocomércio – Com. Grosso Material e Aparelhos de Informática,Lda. | Porto | 25,00% |
Estas participações foram excluídas da consolidação e registadas ao custo de aquisição dado serem imateriais, individualmente e no seu conjunto, para a apresentação de uma imagem verdadeira da situação financeira e do resultado das operações do Grupo (nº1 do artigo 4º do Decreto – Lei n.º 238/91, de 2 de Julho). Adicionalmente, foram constituídas provisões para estes investimentos financeiros para fazer face a eventuais perdas futuras na sua alienação.
6. PARTICIPAÇÕES NÃO INFERIORES A 10% EM EMPRESAS NÃO MENCIONADAS NAS NOTAS ANTERIORES
Em 31 de Dezembro de 2003, o Grupo Cofina mantinha participações financeiras superiores a 10% do capital das seguintes sociedades:
| Denominação social | Sede | Directa | Indirecta | Efectiva |
|---|---|---|---|---|
| VAA – Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A.AnglusRidet – Comércio por Grosso de Material e Aparelhos de | Ilhavo | 19,80% | - | 19,80% |
| Informática, S.A. | Lisboa | - | 19,98% | 19,98% |
| Movensis - Serviços de Apoio a Comunicações, S.A.Via Tecla – Soluções Informáticas e Comunicações, S.A.Lusomundo Media, SGPS, S.A. | LisboaAlmadaLisboa | --- | 19,98%19,98%19,09% | 19,98%19,98%19,09% |
Com excepção da VAA - Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A. e da Lusomundo Media, SGPS, S.A., as participações acima mencionadas encontram-se totalmente provisionadas.
A participação na VAA – Vista Alegre Atlantis está valorizada pelo método de equivalência patrimonial reportado a 31 de Dezembro de 2000 dado que em consequência do processo de fusão ocorrido em 2001 entre a Vista Alegre e a Atlantis Cristais de Alcobaça, o Grupo Cofina passou a deter menos de 20% da sociedade fusionada. Esta participação encontra-se valorizada abaixo do seu valor de mercado.
7. NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2003 e 2002, o número médio de pessoal ao serviço das empresas incluídas na consolidação pelo método de consolidação integral foi de 1.591 e 1.478, respectivamente.
10. DIFERENÇAS DE CONSOLIDAÇÃO
a) Incluídas no capital próprio
Os saldos apresentados na rubrica do capital próprio "Diferenças de consolidação" foram originados na primeira preparação de demonstrações financeiras consolidadas e correspondem às diferenças, positivas e negativas, entre o custo de aquisição das partes de capital detidas e a proporção dos respectivos capitais próprios contabilísticos das empresas participadas, reportados àquela data, bem como às diferenças de consolidação negativas que o Conselho de Administração da Empresa entenda não corresponderem a perspectivas de resultados líquidos negativos no futuro (Nota 58). Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2003 não ocorreram movimentos na rubrica de capitais próprios "Diferenças de consolidação".
b) Incluídas no imobilizado incorpóreo
Os saldos apresentados na rubrica do activo "Diferenças de consolidação" incluem as diferenças de consolidação positivas entre o custo de aquisição das partes de capital detidas e a proporção dos respectivos capitais próprios contabilísticos das empresas participadas originadas com a aquisição de novos lotes de acções de empresas já detidas e novas participações, as quais são amortizadas durante os períodos definidos pelo Conselho de Administração para sua recuperação e não superiores a 20 anos (Nota 23). O movimento ocorrido no exercício findo em 31 de Dezembro de 2003 nesta rubrica foi como segue:
| Valor bruto | Amortizações | |
|---|---|---|
| Saldo em 31 de Dezembro de 2002 | 105.549.614 | 9.424.126 |
| Regularizações (Nota 27) | ( 907.196 ) | - |
| Amortização do exercício | - | 5.547.474 |
| Saldo em 31 de Dezembro de 2003 | 104.642.418 | 14.971.600 |
O montante de 907.196 Euros relativo a regularizações corresponde ao efeito do acerto no valor de compra da filial Storax Racking Systems, Ltd. que se encontrava pendente de pagamento e cujo montante final dependia do cumprimento por aquela filial de um conjunto de indicadores de performance que não se vieram a verificar.
Em 31 de Dezembro de 2003, o detalhe desta rubrica era como segue:
| Amortizações | |||
|---|---|---|---|
| Empresa participada | Valor bruto | acumuladas | Valor líquido |
| Presselivre – Imprensa Livre, S.A. | 64.259.573 | 9.638.936 | 54.620.637 |
| IMC – Investimentos, Media e Conteúdos, SGPS, S.A. | 28.045.792 | 3.515.825 | 24.529.967 |
| TVG – Editora de Publicações e Multimédia, Lda | 3.967.326 | 198.366 | 3.768.960 |
| Edirevistas, S.A. | 2.974.876 | 446.231 | 2.528.645 |
| F. Ramada Aços e Indústrias, S.A. | 2.749.048 | 549.810 | 2.199.238 |
| Storax Racking Systems, Ltd | 1.595.485 | 500.534 | 1.094.951 |
| Laguna, SGPS, S.A. | 898.034 | 89.804 | 808.230 |
| BPS Equipements, S.A. | 150.237 | 30.047 | 120.190 |
| Outros | 2.047 | 2.047 | - |
| 104.642.418 | 14.971.600 | 89.670.818 |
14. ALTERAÇÕES AO PERÍMETRO DE CONSOLIDAÇÃO
A comparabilidade das demonstrações financeiras consolidadas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2003 com as do exercício homólogo de 2002 encontra-se afectada pelas seguintes alterações no perímetro de consolidação, com excepção das relativas a fusões e cisões identificadas nas alienas (i.b), (ii.b) e (ii.c).
- (i) inclusão das seguintes empresas no perímetro de consolidação:
- TVG –Editora de Publicações e Multimédia, Lda. (a) F. Ramada – Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas de Armazenagem, S.A. (b)
- (a) empresa adquirida no final do exercício de 2002, não tendo sido, por isso, consolidadas as suas operações no exercício em causa, mas somente integrado o Balanço em 31 de Dezembro de 2002.
- (b) empresa constituída em 2003 na sequência da cisão de parte da actividade da F. Ramada Aços e Indústrias, S.A.
- (ii) saída do perímetro de consolidação:
Bid You 2 – Leilões Digitais, S.A. (a) Edimoda - Sociedade Editorial S.A. (b) Edimoda I – Sociedade Editorial, S.A. (b) Edisport, SGPS, S.A. (c) Laguna, SGPS, S.A. (c) Multipress – Prestação de Serviços à Imprensa, Lda. (d) Verpress – Produção de Publicações, S.A. (d)
- (a) empresa alienada
- (b) empresa incorporada por fusão na Edirevistas, S.A.
- (c) empresa incorporada por fusão na Investec, SGPS, S.A.
- (d) empresa dissolvida
15. CONSISTÊNCIA NA APLICAÇÃO DE CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS
Os principais critérios valorimétricos utilizados pelo Grupo foram consistentes entre as empresas incluídas na consolidação e são os descritos na Nota 23.
21. COMPROMISSOS FINANCEIROS ASSUMIDOS E NÃO INCLUÍDOS NO BALANÇO CONSOLIDADO
Os compromissos com encargos com pensões de reforma de empresas do Grupo, consolidadas pelo método de integração global existem na Caima e Silvicaima, bem como para algumas empresas do Grupo Investec, dos quais aqueles não incluídos no balanço consolidado são como segue:
(Montantes expressos em Euros)
Celulose do Caima,SGPS, S.A.
Fundo de Pensões
O Fundo de Pensões Caima e Silvicaima, constituído por escritura de 31 de Dezembro de 1987 e administrado pela "BPI Pensões - Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A.", destina-se a garantir aos trabalhadores (i) que à data normal da reforma ou (ii) na cessação contratual do contrato de trabalho com a Empresa, tenham pelo menos 57 anos de idade e 10 anos de serviço contínuo, o direito a um complemento de reforma, a partir da idade normal de reforma, cujo valor tem por base a média dos vencimentos ilíquidos dos últimos dois anos ao serviço da empresa. Por decisão da Administração da Caima, o Fundo de Pensões Caima e Silvicaima foi dividido em dois fundos autónomos, em Dezembro de 1998, após autorização do Instituto de Seguros de Portugal e, de acordo com o último estudo actuarial realizado pela sociedade gestora do fundo com referência a 31 de Dezembro de 2003, o valor actual das responsabilidades por serviços passados para os colaboradores no activo e para os reformados, naquela data, eram como segue:
| ======== | ====== | |
|---|---|---|
| 2.850.166 | 383.825 | |
| -------------- | ----------- | |
| Reformados | 1.778.682 | 160.726 |
| Activos | 1.071.484 | 223.099 |
| Caima | Silvicaima |
Aquelas responsabilidades foram determinadas com base no método de cálculo "Project Unit Credit", tendo-se utilizado as Tábuas de Mortalidade TV 73/77 e Invalidez EKV-80. Para além dos parâmetros técnicos acima referidos foram assumidos como pressupostos uma rentabilidade real de longo prazo de 3% quando comparada com o crescimento dos salários e de 4% face ao crescimento das pensões.
O movimento durante o exercício de 2003 e a situação patrimonial dos fundos de pensões em 31 de Dezembro de 2003, era como segue:
| FundoCaima | FundoSilvicaima | |
|---|---|---|
| Saldo no início do exercício | 2.458.809 | 339.885 |
| Contribuição do ano | 298.000 | 28.000 |
| Rendimentos do fundo, líquido | 233.685 | 28.588 |
| Complementos de reforma pagos | ( 167.337 ) | ( 9.845 ) |
| Saldo no fim do exercício | --------------2.823.157======== | -----------386.628====== |
Em virtude dos desvios actuariais desfavoráveis ocorridos no exercício de 2003, as empresas do grupo Caima registaram um custo extraordinário do exercício, de acordo com a Directriz Contabilística nº. 19 (Nota 45) e mantém um saldo credor no passivo na rubrica "Acréscimo de custos" (Nota 55).
Terrenos arrendados
A Silvicaima assumiu responsabilidades com rendas de terrenos arrendados para florestação no montante de, aproximadamente, 4.096.000 Euros, ascendendo o valor das rendas referente ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2003 a, aproximadamente, 566.000 Euros (665.000 Euros em 31 de Dezembro de 2002).
Outros compromissos
Em 31 de Dezembro de 2003, os compromissos contratuais para aquisição de imobilizado assumidos pelas empresas do Grupo Caima são de, aproximadamente, 919.000 Euros.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2003
(Montantes expressos em Euros)
22. GARANTIAS PRESTADAS
Em 31 de Dezembro de 2003, o Grupo tinha assumido responsabilidades por garantias prestadas, como segue:
- a) caução por depósito de 2.048.304 acções da VAA Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A., a favor do Banco BPI, S.A. como garantia de um empréstimo no montante de 3.491.585 Euros;
- b) penhor de 3.846.937 acções da VAA Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A., para garantia de um empréstimo de 29.927.874 Euros junto do Banco BPI, S.A.;
- c) penhor de 13.194.531 acções da Celulose do Caima, SGPS, S.A., para garantia de um crédito de mútuo no montante máximo de 29.184.687 Euros obtido junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A. e da Caixa – Banco de Investimento, S.A.;
- d) penhor de 1.230.268 acções da Celulose do Caima, SGPS, S.A., como garantia de um empréstimo no montante de 3.740.984 Euros, contraído junto do Banco BPI, S.A.;
- e) garantia bancária no montante de 4.000.000 Euros para garantia da conta a pagar à Independent News & Media (UK), Ltd resultante da aquisição, durante o exercício de 2003, de uma participação na Lusomundo Media, SGPS, S.A. (Nota 54);
- f) em 31 de Dezembro de 2003, a F. Ramada tinha assumido responsabilidades por garantias bancárias prestadas e que podem ser detalhadas como segue:
| --------------5.939.182======== | |
|---|---|
| Aquisição STORAX (GBP 250.000)Outras | 355.420205.047 |
| Papel comercialIAPMEI | 3.996.9951.381.720 |
- g) as Empresas que constituem o Grupo Caima tinham assumido responsabilidades por garantias bancárias e seguros de caução prestados de, aproximadamente, 5.325.000 Euros;
- h) em 31 de Dezembro de 2003, as Empresas do Grupo Investec tinham assumido responsabilidades por garantias prestadas no montante de, aproximadamente, 3.000.000 Euros relacionadas, essencialmente, com concursos publicitários. Tinham ainda entregue livranças para garantia de linhas de crédito no montante global de 11.977.175 Euros.
- i) a IMC Investimentos, Media e Conteúdos, SGPS, S.A. tinha constituído um penhor de 3.555.338 acções da Investec SGPS, S.A. para garantia de um empréstimo de 46.138.805 Euros obtido junto do Banco BPI, S.A. para garantia deste empréstimo, a IMC, SGPS, S.A. entregou ainda uma livrança em branco por si subscrita e avalizada pela Edisport – Sociedade de Publicações Desportivas, S. A. e pela Presselivre – Imprensa Livre, S. A., para cumprimento de todas e quaisquer responsabilidades decorrentes do mencionado contrato de empréstimo bancário;
- j) a Cofina.com II, SGPS, S.A. tinha constituído penhor de 515.030 acções da Gescartão, SGPS, S.A. para garantia de um contrato de abertura de crédito junto do Banif – Banco de Investimento, S.A. no montante de 2.168.844 Euros.
- k) penhor de 1.706.920 acções da VAA Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A. e de 200.000 acções da F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A. para garantia de um programa de papel comercial junto do Banco BPI no montante de 3.750.000 Euros.
Adicionalmente, a Cofina tinha constituídas garantias bancárias no montante de 16.250.000 Euros para garantia dos programas de papel comercial existentes.
(Montantes expressos em Euros)
23. BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS UTILIZADOS
Bases de apresentação
As demonstrações financeiras consolidadas anexas, foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação (Nota 1), mantidos de acordo com princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal.
Princípios de consolidação
A consolidação das empresas subsidiárias referidas na Nota 1, efectuou-se pelo método de integração global de acordo com o estabelecido na alínea d) do n.º 1 do Artigo 1º do Decreto-Lei n.º 238/91 de 2 de Julho. Neste sentido, as transacções e saldos significativos entre as empresas foram eliminados no processo de consolidação, sendo o valor correspondente à participação de terceiros nas empresas subsidiárias apresentado nas rubricas "Interesses minoritários". Adicionalmente, as diferenças de consolidação, decorrentes da diferença entre o valor contabilístico das partes de capital e o valor da proporção do justo valor do capital próprio que elas representam foram registados no balanço consolidado nas rubricas "Diferenças de consolidação" (Nota 10) e são amortizadas em quotas constantes pelo período estimado de recuperação do investimento, o qual não excede 20 anos.
Os investimentos financeiros representativos de partes de capital em empresas associadas, encontram-se valorizados no balanço consolidado pelo método da equivalência patrimonial e as diferenças entre o valor contabilístico das partes de capital e o valor da proporção dos capitais próprios que elas representam foram registados no balanço consolidado na rubrica de capital próprio "Ajustamentos de partes de capital em empresas associadas", no que respeita às diferenças apuradas na data da primeira consolidação e nas diferenças geradas por variações de capitais próprios das empresas associadas (Nota 58).
Principais critérios valorimétricos
Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras consolidadas, foram os seguintes:
a) Imobilizações incorpóreas
As imobilizações incorpóreas, que compreendem essencialmente (i) despesas com estudos e projectos de consultoria, (ii) concessões e licenças, (iii) despesas com aumentos de capital, (iv) diferenças de consolidação e (v) custos incorridos internamente com um projecto de racionalização industrial, encontram-se registadas ao custo de aquisição e são amortizadas pelo método das quotas constantes durante um período que varia entre 3 e 5 anos, à excepção do título "Record", o qual se encontra a ser amortizado num prazo de 10 anos, e das diferenças de consolidação que se encontram a ser amortizadas conforme descrito na Nota 10.
b) Imobilizações corpóreas
As imobilizações corpóreas adquiridas até 31 de Dezembro de 1997 encontram-se registadas ao custo de aquisição, reavaliadas de acordo com as disposições legais (Nota 41). As imobilizações corpóreas adquiridas após aquela data encontram-se registadas ao custo de aquisição.
No Grupo Caima, os terrenos e recursos naturais afectos à exploração florestal adquiridos até 31 de Dezembro de 1998 encontram-se registados ao custo de aquisição, reavaliados em 31 de Dezembro de 1998 com base em avaliações técnicas efectuadas por avaliadores independentes. Em 31 de Dezembro de 2003, o efeito dessa reavaliação extraordinária é inferior ao efeito que resultaria da aplicação dos coeficientes de reavaliação previstos no Decreto-Lei n.º 31/98, de 11 de Fevereiro.
Os gastos de conservação e reparação, que não aumentam a vida útil ou resultem em benfeitorias ou melhorias significativas nos elementos das imobilizações corpóreas, são registados como custos do exercício.
(Montantes expressos em Euros)
As amortizações do exercício são calculadas pelo método das quotas constantes, de acordo com as seguintes vidas úteis estimadas:
| Anos |
|---|
| 10 a 50 |
| 2 a 15 |
| 2 a 10 |
| 4 a 14 |
| 2 a 10 |
| 3 a 10 |
c) Investimentos financeiros
Os investimentos financeiros em empresas associadas são registados pelo método da equivalência patrimonial, à excepção dos mencionados na Nota 4, sendo as participações inicialmente contabilizadas pelo custo de aquisição, o qual foi acrescido ou reduzido do valor correspondente à proporção dos capitais próprios dessas empresas, reportados à data de aquisição ou da primeira aplicação do método da equivalência patrimonial.
De acordo com o método da equivalência patrimonial, as participações financeiras são ajustadas anualmente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos das associadas por contrapartida de ganhos ou perdas do exercício. Adicionalmente, os dividendos destas empresas são registados como uma diminuição do valor dos investimentos.
Os restantes investimentos financeiros estão registados ao custo de aquisição o qual, deduzido das provisões para investimentos financeiros, se aproxima do valor de mercado.
d) Florestas
As florestas propriedade do grupo Caima encontram-se classificadas na rubrica de produtos e trabalhos em curso, essencialmente a longo prazo. O custo das florestas adquiridas ou com as plantações efectuadas e os custos incorridos com o seu desenvolvimento, conservação e manutenção são incluídos no valor destas. O custo da madeira é transferido para custo de produção quando a madeira é cortada. Os cortes de madeira própria são valorizados ao custo específico de cada mata atribuído a cada corte, o qual inclui ainda os custos incorridos em cada mata desde o último corte. São reconhecidos como custo do exercício os custos acumulados de plantação, manutenção e gastos administrativos, proporcionais à área cortada no exercício.
e) Locação financeira e aluguer de longa duração
Os activos imobilizados adquiridos mediante contratos de locação financeira bem como as correspondentes responsabilidades são contabilizados pelo método financeiro. De acordo com este método, o custo do activo é registado no imobilizado corpóreo, a correspondente responsabilidade é registada no passivo e os juros incluídos no valor das rendas e a amortização do activo, calculada conforme descrito na Nota 23.b), são registados como custos na demonstração de resultados do exercício a que respeitam.
As rendas de aluguer de longa duração referentes a bens adquiridos neste regime são reconhecidos na totalidade como custo do exercício na data em que são facturadas pelo locador.
(Montantes expressos em Euros)
f) Existências
As mercadorias e as matérias-primas, subsidiárias e de consumo encontram-se valorizadas ao custo médio de aquisição, o qual é inferior ao respectivo valor de mercado. Os produtos acabados e semi-acabados, os subprodutos e os produtos e trabalhos em curso encontram-se valorizados ao custo de produção, que inclui o custo das matérias-primas incorporadas, mão-de-obra e gastos gerais de fabrico, e que é inferior ao valor de mercado. Dentro desta óptica, a madeira cortada em posse do grupo Caima encontra-se valorizada ao custo de produção, que inclui os custos incorridos com o corte e "rechega" da madeira, assim como a parte proporcional à área cortada dos custos acumulados de estabelecimento, manutenção e gastos administrativos com estes activos.
As empresas do Grupo procederam à constituição das correspondentes provisões para reduzir, quando aplicável, as existências ao valor realizável líquido ou preço de mercado (Nota 46).
g) Provisões para riscos e encargos
As empresas do Grupo registam nesta rubrica as provisões constituídas que não se enquadram, pela sua natureza, na provisão para cobranças duvidosas nem para depreciação de existências, nomeadamente para fazer face a eventuais encargos com planos de restruturação (Nota 46).
h) Títulos negociáveis
Os títulos negociáveis correspondem a acções cotadas na Euronext Lisboa e outras participações em empresas não cotadas, os quais são registados ao mais baixo do custo de aquisição ou valor de mercado.
i) Indemnizações ao pessoal
As empresas do Grupo têm como procedimento registar como custo extraordinário do exercício os encargos com rescisões de contratos de trabalho acordados em cada exercício, excepto para aquelas rescisões que se enquadram em planos de restruturação, cujos encargos são afectos à utilização de provisões para riscos e encargos criadas para esse efeito.
j) Especialização de exercícios
As Empresas do Grupo registam as suas receitas e despesas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual as receitas e despesas são reconhecidas à medida em que são geradas independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos (Nota 55).
k) Complementos de reforma
Algumas empresas do Grupo assumiram compromissos de conceder aos seus empregados prestações pecuniárias a título de complementos de pensões de reforma por velhice ou invalidez. Para cobrir essas responsabilidades (i) existem os correspondentes fundos de pensões autónomos, cujos encargos anuais, determinados de acordo com cálculos actuariais são registados como custos ou proveitos do exercício, em conformidade com a Directriz Contabilística n.º 19/97 (Nota 21), ou (ii) foram constituídas provisões com base em cálculos actuariais.
l) Letras descontadas
Os saldos de clientes titulados por letras descontadas e não vencidas à data de balanço, estão evidenciados pelo seu valor nominal, como uma dedução às correspondentes rubricas do activo, sendo os juros registados de acordo com o critério da especialização dos exercícios. Em 31 de Dezembro de 2003, o montante de letras descontadas junto de instituições financeiras ascendia a 1.050.848 Euros.
(Montantes expressos em Euros)
m) Subsídios
Os subsídios recebidos no âmbito dos programas de formação profissional, são registados como proveitos do exercício na rubrica "Subsídios à exploração" da demonstração consolidada dos resultados, quando obtidos, independentemente da data do seu recebimento. Os subsídios atribuídos a fundo perdido para financiamento de imobilizações corpóreas são registados, como proveitos diferidos, nas rubricas de acréscimos e diferimentos, e reconhecidos na demonstração de resultados extraordinários proporcionalmente às amortizações das imobilizações corpóreas subsidiadas (Notas 51, 52 e 55).
n) Actividade de sistemas de armazenagem
O Grupo F. Ramada segue o procedimento de reconhecer os resultados das obras relacionadas com a actividade de sistemas de armazenagem pelo método da obra acabada. Neste sentido os custos de produção já incorridos nas obras em curso permanecem registados nas rubricas "Outros custos diferidos" e "Produtos e trabalhos em curso" e as facturações antecipadas destas mesmas obras estão registadas na rubrica "Proveitos diferidos" (Nota 55).
o) Reconhecimento de proveitos com a venda de publicações e venda do espaço publicitário
As vendas de revistas e de jornais são registadas no exercício em que as publicações são distribuídas. A devolução das publicações não vendidas é registada como uma redução dos proveitos anteriormente registados, no exercício a que dizem respeito. Os proveitos resultantes da subscrição de revistas e jornais são diferidos ao longo do período de subscrição.
As prestações de serviços que respeitam à venda de espaço publicitário são registadas no exercício em que a publicidade é publicada. O desconto de quantidade concedido relativo à venda de espaço publicitário é registado no exercício a que respeita como dedução ao valor bruto das prestações de serviços.
p) Cláusulas contratuais
As indemnizações pagas a título de acordos de não concorrência, segundo estabelecido nos contratos de compra e venda de participações, são registadas no activo e reconhecidas como custos durante o período pelo qual estes contratos se encontram vigentes (Nota 45).
q) Impostos diferidos
Os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação.
O Conselho de Administração da Cofina decidiu adoptar a disposição transitória prevista no parágrafo 72.b) da Directriz Contabilística n.º 28 – "Impostos sobre o Rendimento" segundo a qual é permitido o Grupo não reconhecer durante um período que não pode exceder cinco anos, os activos por impostos diferidos e os passivos por impostos diferidos relativos a situações aplicáveis à data da entrada em vigor da referida Directriz (1 de Janeiro de 2002). Enquanto existirem situações não relevadas que determinariam o reconhecimento de passivos por impostos diferidos o Grupo não procederá ao registo de activos por impostos diferidos.
São apresentados na Nota 38 do Anexo ao Balanço e à Demonstração dos resultados os impactos de tal medida.
r) Saldos e transacções expressas em moeda estrangeira
Todos os activos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para Euros utilizando as taxas de câmbio oficiais vigentes à data de balanço. As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transacções e as vigentes na data das cobranças, pagamentos ou à data do balanço, foram registadas como proveitos e custos na demonstração dos resultados do exercício.
COFINA, S.G.P.S., S.A.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2003
(Montantes expressos em Euros)
s) Acções próprias
As acções próprias são registadas ao custo de aquisição, sendo as mais ou menos valias geradas com a sua alienação registadas na rubrica "Outras reservas".
t) Conversão de demonstrações financeiras expressas em moeda estrangeira
As diferenças de câmbio originadas na conversão para Euros das demonstrações financeiras de empresas participadas expressas em moeda estrangeira foram incluídas no capital próprio na rubrica de " Outras reservas". A conversão daquelas demonstrações financeiras é efectuada considerando as seguintes taxas de câmbio: i) taxa de câmbio vigente à data do balanço para converter todos os activos, passivos e as rubricas da demonstração dos resultados e ii) taxa de câmbio histórica para converter as restantes rubricas de capital próprio.
27. MOVIMENTO DO ACTIVO IMOBILIZADO
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2003, o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas, corpóreas e investimentos financeiros, bem como nas respectivas amortizações acumuladas e provisões, foi o seguinte:
| Activo Bruto | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Rubrica | Saldo em31-12-02 | Variação deperímetro | Aumentos | Alienações | Transferências e abates | Saldo em31-12-03 |
| Imobilizações incorpóreas: | ||||||
| Despesas de instalação | 2.872.617 | ( 26.155 ) | 731.158 | - | ( 339.529 ) | 3.238.091 |
| Despesas de investigação e | ||||||
| desenvolvimento | 1.352.064 | - | 559.765 | - | ( 8.032 ) | 1.903.797 |
| Propriedade industrial e outros direitos | 908.049 | - | - | - | - | 908.049 |
| Outras imobilizações incorpóreas | 386.849 | - | - | - | - | 386.849 |
| Diferenças de consolidação (Nota 10) | 105.549.614111.069.193 | -( 26.155 ) | -1.290.923 | -- | ( 907.196 )( 1.254.757 ) | 104.642.418111.079.204 |
| Imobilizações corpóreas: | ||||||
| Terrenos e recursos naturais | 33.913.996 | - | 119.746 | ( 613.759 ) | - | 33.419.983 |
| Edifícios e outras construções | 33.437.276 | - | 66.365 | ( 279.339 ) | 79.331 | 33.303.633 |
| Equipamento básico | 96.473.233 | ( 3.113 ) | 2.058.189 | ( 685.984 ) | 1.094.529 | 98.936.854 |
| Equipamento de transporte | 5.541.610 | - | 100.765 | ( 355.270 ) | ( 12.643 ) | 5.274.462 |
| Ferramentas e utensílios | 918.965 | - | 57.118 | ( 19.148 ) | 2.995 | 959.930 |
| Equipamento administrativo | 13.361.062 | ( 10.186 ) | 516.636 | ( 17.188 ) | 1.252.480 | 15.102.804 |
| Outras imobilizações corpóreas | 1.534.632 | - | 92.613 | - | 246.677 | 1.873.922 |
| Imobilizações em curso | 705.923 | - | 5.947.719 | - | ( 2.764.655 ) | 3.888.987 |
| Adiantamentos por conta de | ||||||
| imobilizado corpóreo | 490.589 | - | 861.932 | - | ( 105.240 ) | 1.247.281 |
| 186.377.286 | ( 13.299 ) | 9.821.083 | ( 1.970.688 ) | ( 206.526 ) | 194.007.856 | |
| Investimentos financeiros: | ||||||
| Partes de capital em empresas | ||||||
| do grupo | 714.665 | - | 58.784 | ( 374.098 ) | - | 399.351 |
| Partes de capital em empresas | ||||||
| associadas | 3.310.115 | - | 336.186 | ( 13.398 ) | ( 708.879 ) | 2.924.024 |
| Partes de capital em outras empresas | 8.298.865 | - | 314.968 | ( 265.944 ) | 424.430 | 8.772.319 |
| Empréstimos de financiamento | 3.226.635 | - | - | - | - | 3.226.635 |
| Investimentos em imóveis | 1.137.322 | - | 1.617.403 | ( 1.137.322 ) | - | 1.617.403 |
| Títulos e outras aplicações financeiras | 815.235 | - | 28.150.136 | - | ( 10.366 ) | 28.955.005 |
| Imobilizações em curso | 39.904 | - | 1.260 | - | - | 41.164 |
| 17.542.741 | - | 30.478.737 | ( 1.790.762 ) | ( 294.815 ) | 45.935.901 |
(Montantes expressos em Euros)
| Amortizações acumuladas e provisões | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Rubrica | Saldo em31-12-02 | Variação deperímetro | Aumentos | Alienações | Transferências e abates | Saldo em31-12-03 |
| Imobilizações incorpóreas: | ||||||
| Despesas de instalação | 2.338.852 | ( 22.846 ) | 746.996 | - | ( 419.950 ) | 2.643.052 |
| Despesas de investigação e | ||||||
| desenvolvimento | 1.313.398 | - | 216.392 | - | ( 7.054 ) | 1.522.736 |
| Propriedade industrial e outros direitos | 278.478 | - | 103.146 | - | - | 381.624 |
| Outras imobilizações incorpóreas | 284.814 | - | 89.566 | - | - | 374.380 |
| Diferenças de consolidação (Nota 10) | 9.424.126 | - | 5.547.474 | - | - | 14.971.600 |
| 13.639.668 | ( 22.846 ) | 6.703.574 | - | ( 427.004 ) | 19.893.392 | |
| Imobilizações corpóreas: | ||||||
| Edifícios e outras construções | 18.781.493 | - | 1.341.085 | ( 204.704 ) | ( 4.174 ) | 19.913.700 |
| Equipamento básico | 68.982.655 | ( 1.873 ) | 6.247.222 | ( 222.889 ) | 4.612 | 75.009.727 |
| Equipamento de transporte | 4.814.269 | - | 371.234 | ( 264.450 ) | ( 50.415 ) | 4.870.638 |
| Ferramentas e utensílios | 850.556 | - | 44.683 | - | ( 19.150 ) | 876.089 |
| Equipamento administrativo | 11.451.952 | ( 4.442 ) | 1.185.454 | ( 14.367 ) | ( 35.290 ) | 12.583.307 |
| Outras imobilizações corpóreas | 1.183.102 | - | 168.139 | - | 30.912 | 1.382.153 |
| 106.064.027 | ( 6.315 ) | 9.357.817 | ( 706.410 ) | ( 73.505 ) | 114.635.614 | |
| Investimentos financeiros: | ||||||
| Partes de capital em empresas | ||||||
| do grupo | 626.978 | - | - | ( 374.098 ) | - | 252.880 |
| Partes de capital em empresas | ||||||
| associadas | 1.531.573 | - | - | - | - | 1.531.573 |
| Partes de capital em outras empresas | 923.677 | - | - | ( 225.973 ) | - | 697.704 |
| Empréstimos de financiamento | 3.226.635 | - | - | - | - | 3.226.635 |
| Investimentos em imóveis (Nota 44) | 77.667 | - | 4.196 | ( 77.667 ) | - | 4.196 |
| Títulos e outras aplicações | 705.854 | 2.382.412 | - | 3.088.266 | ||
| financeiras (Nota 44) | - | - | ||||
| 7.092.384 | - | 2.386.608 | ( 677.738 ) | - | 8.801.254 |
A coluna "Variação de perímetro" inclui o efeito líquido resultante das alterações do perímetro de consolidação conforme referido na Nota 14.
O valor registado na coluna de aumentos da rubrica "Títulos e outras aplicações financeiras" corresponde, fundamentalmente ao valor da aquisição da participação representativa de 19,09% do capital da Lusomundo Media, SGPS, S.A. (24.007.494 Euros).
34. DÍVIDAS A TERCEIROS COBERTAS POR GARANTIAS REAIS
Em 31 de Dezembro de 2003, as dívidas a terceiros cobertas por garantias reais eram como segue:
- a) caução por depósito de 2.048.304 acções da VAA Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A., a favor do Banco BPI, S.A. como garantia de um empréstimo no montante de 3.491.585 Euros;
- b) penhor de 3.846.937 acções da VAA Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A., para garantia de um empréstimo de 29.927.874 Euros junto do Banco BPI, S.A.;
- c) penhor de 13.194.531 acções da Celulose do Caima, SGPS, S.A., para garantia de um crédito de mútuo no montante máximo de 29.184.687 Euros obtido junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A. e da Caixa – Banco de Investimento;
- d) penhor de 1.230.268 acções da Celulose do Caima, SGPS, S.A., como garantia de um empréstimo no montante de 3.740.984 Euros, contraído junto do Banco BPI, S.A.;
- e) penhor de 3.555.338 acções da Investec, SGPS, S.A. constituído pela IMC Investimentos, Media e Conteúdos, SGPS, S.A. para garantia de um empréstimo de 46.138.805 Euros obtido junto do Banco BPI, S.A;
- f) a Cofina.com II, SGPS, S.A. tinha constituído penhor de 515.030 acções da Gescartão, SGPS, S.A. para garantia de um contrato de abertura de crédito junto do Banif – Banco de Investimento, S.A. no montante de 2.168.844 euros.
- g) penhor de 1.706.920 acções da VAA Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A. e de 200.000 acções da F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A. para garantia de um programa de papel comercial junto do Banco BPI no montante de 3.750.000 Euros.
(Montantes expressos em Euros)
36. RELATO POR SEGMENTOS
Os contributos dos segmentos principais para a Demonstração dos Resultados consolidada podem ser analisados como segue:
| Aços | Pasta depapel | Media econteúdos | Holdings eoutros | Consolidado | |
|---|---|---|---|---|---|
| Vendas e Prestações de serviços | 73.573.717 | 47.415.145 | 97.286.663 | - | 218.275.525 |
| Amortizações do exercício | 3.625.867 | 5.140.551 | 7.176.502 | 76.082 | 16.019.002 |
| Provisões | 1.098.802 | 120.000 | 2.006.858 | 1.070.000 | 4.295.660 |
| Resultados Operacionais | 5.738.476 | 8.577.270 | 5.498.252 | ( 2.154.348 ) | 17.659.650 |
| Ganhos e Perdas em associadas | - | - | 394.970 | - | 394.970 |
| Resultados Financeiros | ( 248.018 ) | 1.061.669 | ( 2.320.379 ) | ( 2.254.090 ) | ( 3.760.818 ) |
| Resultados Correntes | 5.490.458 | 9.638.939 | 3.177.873 | ( 4.408.438 ) | 13.898.832 |
| Resultados Extraordinários | ( 642.995 ) | 1.587.660 | ( 1.670.807 ) | ( 512.764 ) | ( 1.238.906 ) |
| Resultados antes de impostos | 4.847.463 | 11.226.599 | 1.507.066 | ( 4.921.202 ) | 12.659.926 |
| Resultado Líquido c/ Interesses Minoritários | 2.872.154 | 9.686.467 | ( 420.990 ) | ( 850.421 ) | 11.287.210 |
| Cash-Flow Operacional (EBITDA) | 10.463.145 | 13.837.821 | 14.681.612 | ( 1.008.266 ) | 37.974.312 |
Os contributos dos segmentos principais para o Balanço consolidado podem ser analisados como segue:
| Pasta de | Media e | Holdings e | |||
|---|---|---|---|---|---|
| Aços | papel | conteudos | outros | Consolidado | |
| Imobilizado: | |||||
| Incorpóreo | 3.509.125 | 373.194 | 87.295.237 | 8.256 | 91.185.812 |
| Corpóreo | 14.865.963 | 61.419.423 | 2.987.169 | 99.687 | 79.372.242 |
| Financeiro | 1.065.770 | 2.520 | 25.368.810 | 10.697.547 | 37.134.647 |
| Existências | 16.520.667 | 25.895.172 | 2.756.789 | - | 45.172.628 |
| Outros activos | 39.486.980 | 30.605.956 | 33.896.105 | 15.068.705 | 119.057.746 |
| Total do Activo | 75.448.505 | 118.296.265 | 152.304.110 | 25.874.195 | 371.923.075 |
| Dívidas a Terceiros: | |||||
| Médio Longo Prazo | 9.108.385 | 10.681.278 | 33.275.684 | 46.767.212 | 99.832.559 |
| Curto Prazo | 29.914.576 | 15.963.876 | 36.351.765 | 64.244.364 | 146.474.581 |
| Outros Passivos | 3.975.494 | 9.033.114 | 16.979.960 | 5.740.650 | 35.729.218 |
| Total do Passivo | 42.998.455 | 35.678.268 | 86.607.409 | 116.752.226 | 282.036.358 |
| Investimento do Exercício: | |||||
| Incorpóreo | 56.965 | 559.765 | 674.193 | - | 1.290.923 |
| Corpóreo | 2.081.856 | 6.452.596 | 1.256.224 | 30.407 | 9.821.083 |
| Imobilizado financeiro: | |||||
| Método da equivalência patrimonial | - | - | 1.478.921 | - | 1.478.921 |
| Endividamento Bruto | 21.726.742 | 16.220.748 | 54.540.810 | 90.584.460 | 183.072.760 |
| Endividamento Líquido | 13.300.719 | 622.363 | 46.199.479 | 86.978.971 | 147.101.532 |
As vendas e prestações de serviços durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2003 das empresas participadas e incluídas na consolidação pelo método de integração global distribuem-se da seguinte forma:
Mercado interno 153.259.053 Exportação (comunitário e extra-comunitário) 65.016.472
------------------ 218.275.525 ==========
(Montantes expressos em Euros)
38. IMPOSTOS
A generalidade das empresas do grupo Cofina são tributadas de acordo com o regime especial de tributação de grupos de sociedades. A esta regra exceptuam-se as empresas que não cumprem com as exigências constantes do artº 63º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas, nomeadamente, as empresas que fazem parte do grupo Caima.
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (dez anos para a Segurança Social, até 2000, inclusive, e cinco anos a partir de 2001). Deste modo, as declarações fiscais da Cofina e das suas empresas participadas dos anos de 2000 a 2003 poderão vir ainda ser sujeitas a revisão. O Conselho de Administração da Cofina entende que as correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras consolidadas anexas.
As obrigações fiscais de reinvestimento decorrentes de alienações de participações financeiras realizadas em exercícios anteriores, foram integralmente cumpridas pelos Conselhos de Administração da Cofina e das empresas participadas (nomeadamente, IMC – Investimentos, Média e Conteúdos, SGPS, S.A., Investec, SGPS, S.A. e Investec II, SGPS, Lda.) através da aquisição de outras participações financeiras, conforme legislação fiscal em vigor.
Conforme referido na Nota 23.q) o Conselho de Administração da Cofina decidiu não proceder ao registo de impostos diferidos aplicando para o efeito a medida transitória prevista na Directriz Contabilística nº 28 – "Impostos sobre o Rendimento".
Em 31 de Dezembro de 2003, o detalhe dos activos e passivos por impostos diferidos de acordo com as diferenças temporárias que os geraram, e que não foram objecto de registo reportados a 1 de Janeiro de 2003, é como segue:
| Activos por impostosdiferidos | Passivos por impostosdiferidos | |
|---|---|---|
| Relativos a: | ||
| Reavaliações livres de imobilizado corpóreo depreciável | - | 183.929 |
| Reavaliações legais de imobilizado corpóreo depreciável | - | 249.849 |
| Reavaliações livres de terrenos | - | 394.911 |
| Mais-valias reinvestidas em imobilizado corpóreo | - | 164.541 |
| Prejuízos fiscais reportáveis | 10.596.859 | - |
| Provisões não aceites para efeitos fiscais | 12.547.649 | - |
| 23.144.508 | 993.230 |
Caso a empresa não tivesse adoptado a disposição transitória prevista na Directriz Contabilística nº 28 e procedesse ao registo dos activos e passivos por impostos diferidos relacionados com as diferenças temporárias acima referidas, o efeito da alteração de política contabilística, reportada a 1 de Janeiro de 2003 teria um impacto positivo no capital próprio de, aproximadamente, 22.150.000 Euros.
COFINA, S.G.P.S., S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2003
(Montantes expressos em Euros)
O movimento ocorrido nos activos e passivos por impostos diferidos no exercício findo em 31 de Dezembro de 2003, e os impactos que existiriam caso aqueles activos e passivos tivessem sido objecto de registo contabilístico, podem ser detalhados como segue:
| Activos porimpostosdiferidos | Passivos porimpostosdiferidos | |
|---|---|---|
| Saldo inicialEfeito em resultados: | 23.144.508 | 993.230 |
| Provisões não aceites para efeitos fiscais | 609.730 | - |
| Prejuízos fiscais reportáveis | 1.236.475 | - |
| Amortização do exercício de reavaliações legais de imobilizado | ||
| corpóreo depreciável | - | ( 29.901 ) |
| Amortização do exercício de mais valias reinvestidas | - | ( 21.981 ) |
| 1.846.205 | ( 51.882) | |
| Impacto da alteração da taxa de IRC: | ||
| Reavaliações livres de imobilizado corpóreo depreciável | - | ( 26.224 ) |
| Reavaliações legais de imobilizado corpóreo depreciável | - | ( 12.102 ) |
| Reavaliações livres de terrenos | - | ( 62.948 ) |
| Mais-valias reinvestidas em imobilizado corpóreo | - | ( 23.760 ) |
| Prejuízos fiscais reportáveis | ( 1.972.222 ) | - |
| Provisões não aceites para efeitos fiscais | ( 2.352.331 ) | - |
| ( 4.324.553 ) | ( 125.034 ) | |
| Saldo final | 20.666.160 | 816.314 |
Do valor dos prejuízos fiscais reportáveis, o montante de, aproximadamente, 8.515.000 Euros correspondente aos prejuízos do grupo Cofina.com II e grupo Mediafin não foi tido em conta no cálculo dos activos por impostos diferidos, em virtude de existirem dúvidas, por parte do Conselho de Administração da Cofina quanto ao seu grau de recuperabilidade.
O detalhe dos prejuízos fiscais reportáveis das empresas do Grupo Cofina e correspondente ano limite de utilização, existentes em 31 de Dezembro de 2003, é como segue:
| Ano limite de | ||
|---|---|---|
| Montante | utilização | |
| Gerados em 1998 | 40.706 | 2004 |
| Gerados em 1999 | 2.031.176 | 2005 |
| Gerados em 2000 | 9.958.236 | 2006 |
| Gerados em 2001 | 22.051.141 | 2007 |
| Gerados em 2002 | 5.543.048 | 2008 |
| Gerados em 2003 | 4.749.146 | 2009 |
| 44.373.453 |
41. REAVALIAÇÃO DE IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS
O Grupo procedeu em anos anteriores à reavaliação das suas imobilizações corpóreas ao abrigo da legislação aplicável, nomeadamente:
- Decreto-Lei n.º 126/77, de 2 de Abril
- Decreto-Lei n.º 430/78, de 30 de Janeiro
- Decreto-Lei n.º 24/82, de 30 de Janeiro
- Decreto-Lei n.º 219/82, de 2 de Junho
- Decreto-Lei n.º 399-G/84, de 28 de Dezembro
- Decreto-Lei n.º 118-B/86, de 27 de Maio
- Decreto-Lei n.º 111/88, de 2 de Abril
- Decreto-Lei n.º 49/91, de 25 de Janeiro
- Decreto-Lei n.º 264/92, de 24 de Novembro
- Decreto-Lei n.º 31/98, de 11 de Fevereiro
(Montantes expressos em Euros)
Os terrenos e recursos naturais afectos à exploração florestal, incluídos nas subsidiárias Silvicaima e Inflora, não foram objecto de reavaliação legal, mas sim de uma reavaliação extraordinária, efectuada em 1998, com base em relatórios de avaliadores independentes. Em 31 de Dezembro de 2003, o efeito dessa reavaliação extraordinária é inferior ao que resultaria da aplicação dos coeficientes de desvalorização monetária previstos na legislação acima referida.
42. REAVALIAÇÕES DE IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS
O detalhe do custo histórico de aquisição das imobilizações corpóreas e as correspondentes reavaliações, líquidos das amortizações acumuladas em 31 de Dezembro de 2003 é o seguinte:
| Custo | Custo histórico | ||
|---|---|---|---|
| Histórico | Reavaliações | reavaliado | |
| Terrenos e recursos naturais | 15.373.723 | 18.046.260 | 33.419.983 |
| Edifícios e outras construções | 7.933.133 | 5.456.800 | 13.389.933 |
| Equipamento básico | 23.844.267 | 82.860 | 23.927.127 |
| Equipamento de transporte | 397.930 | 5.894 | 403.824 |
| Ferramentas e utensílios | 83.839 | 2 | 83.841 |
| Equipamento administrativo | 2.514.078 | 5.419 | 2.519.497 |
| Outras imobilizações corpóreas | 491.481 | 288 | 491.769 |
| --------------- | --------------- | --------------- | |
| 50.638.451 | 23.597.523 | 74.235.974 | |
| ========= | ========= | ========= |
Uma parte das amortizações referentes às reavaliações legais (40%) efectuadas pelas empresas consolidadas não são aceites como custo para efeitos de determinação da matéria colectável de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (Nota 38).
44. DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DE RESULTADOS FINANCEIROS
Os resultados financeiros dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2003 e 2002, têm a seguinte composição:
| 2003 | 2002 | |
|---|---|---|
| Custos e perdas: | ||
| Juros suportados | 5.794.732 | 6.847.979 |
| Perdas relativas a empresas associadas | - | 18.425 |
| Amortizações de investimentos em imóveis (Nota 27) | 4.196 | 19.972 |
| Provisões para títulos negociáveis | - | 1.216.241 |
| Provisões investimentos financeiros (Notas 27 e 46) | 2.382.412 | 3.826.549 |
| Diferenças de câmbio desfavoráveis | 135.134 | 156.661 |
| Descontos de pronto pagamento concedidos | 549.407 | 432.579 |
| Perdas na alienação de aplicações de tesouraria | - | 58.127 |
| Outros custos e perdas financeiros | 2.087.859 | 801.524 |
| ---------------10.953.740 | ----------------13.378.057 | |
| Resultados financeiros | ( 3.760.818 ) | ( 10.238.612 ) |
| ---------------7.192.922 | ---------------3.139.445 | |
| ========= | ======== | |
| Proveitos e ganhos: | ||
| Juros obtidos | 865.650 | 390.062 |
| Ganhos de participações de capital em empresas associadas | 394.970 | 1.445.547 |
| Rendimentos de participações de capital | 244.713 | 619 |
| Diferenças de câmbio favoráveis | 184.062 | 61.521 |
| Descontos de pronto pagamento obtidos | 402.285 | 242.960 |
| Ganhos na alienação de aplicações de tesouraria | 3.720.277 | 259.381 |
| Redução de provisões (Nota 46) | 374.058 | - |
| Outros proveitos e ganhos financeiros | 1.006.907 | 739.355 |
| --------------7.192.922 | --------------3.139.445 | |
| ======== | ======== |
(Montantes expressos em Euros)
A rubrica "Ganhos na alienação de aplicações de tesouraria" inclui cerca de 2.800.000 Euros relativos a uma mais valia obtida na alienação dos títulos negociáveis que o Grupo detinha da TVI – Televisão Independente, S.A.
A rubrica "Outros proveitos e ganhos financeiros" inclui, entre outros, custos financeiros repercutidos pelas empresas do grupo F. Ramada aos seus clientes.
A rubrica "Outros custos e perdas financeiros" refere-se, essencialmente, a comissões bancárias associadas à reestruturação de parte da dívida de médio e longo prazo e a custos suportados com a emissão de programas de papel comercial.
45. DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DE RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS
Os resultados extraordinários dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2003 e de 2002, têm a seguinte composição:
| 2003 | 2002 | |
|---|---|---|
| Custos e perdas: | ||
| Donativos | 594.305 | 166.548 |
| Dívidas incobráveis | 83.964 | 26.633 |
| Perdas em existências (Nota 62) | 338.947 | 350.905 |
| Perdas em imobilizações | 497.621 | 958.569 |
| Perdas na alienação de Investimentos Financeiros | 323.175 | - |
| Multas e penalidades | 50.282 | 34.237 |
| Aumentos de provisões (Nota 46) | 1.011.112 | 3.554.771 |
| Aumentos de amortizações (Nota 27) | 42.389 | - |
| Correcções relativas a exercícios anteriores | 59.528 | 191.299 |
| Indemnizações ao pessoal | 1.995.385 | 275.851 |
| Cláusulas contratuais (Nota 23.p) | 1.135.605 | 239.603 |
| Outros custos e perdas extraordinários | 2.855.474 | 1.915.189 |
| --------------8.987.787 | --------------7.713.605 | |
| Resultados extraordinários | ( 1.238.906 ) | 1.712.524 |
| --------------7.748.881 | --------------9.426.129 | |
| ======== | ======== | |
| Proveitos e ganhos: | ||
| Recuperação de dívidas | 1.041 | - |
| Ganhos em existências | 156.987 | 108.161 |
| Ganhos em imobilizações | 1.675.579 | 1.256.893 |
| Ganhos na alienação de investimentos financeiros | 600.004 | 4.817.634 |
| Benefícios de penalidades contratuais | 74.820 | 820 |
| Redução de amortizações e provisões (Nota 46) | 1.895.229 | 2.111.932 |
| Correcções relativas a exercícios anteriores | 412.807 | 66.024 |
| Outros proveitos e ganhos extraordinários | 2.932.414 | 1.064.665 |
| --------------7.748.881 | --------------9.426.129 | |
| ======== | ======== |
A rubrica "Indemnizações ao pessoal" inclui, aproximadamente, 1.682.000 Euros relativos a indemnizações ao pessoal pagas por empresas do grupo Investec resultantes do plano de reestruturação do grupo actualmente em curso.
A rubrica "Cláusulas contratuais" inclui cerca de 896.000 Euros relativos a uma cláusula de não concorrência incluída no acordo de aquisição da TV Guia.
A rubrica "Outros custos e perdas extraordinários" inclui, entre outros, custos incorridos com campanhas publicitárias efectuadas no lançamento de novas publicações editoriais do grupo Investec, bem como 30.055 Euros referentes a desvios actuariais desfavoráveis associados aos encargos com complementos de reforma e respectivo Fundo de Pensões do Grupo Caima, de acordo com a Directriz Contabilística nº 19 (Nota 21).
COFINA, S.G.P.S., S.A.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2003
(Montantes expressos em Euros)
A rubrica "Ganhos na alienação de investimentos financeiros" inclui cerca de 450.000 Euros relativos à mais-valia obtida por uma empresa do grupo Investec na alienação de um imóvel.
A rubrica "Ganhos em Imobilizações" inclui, essencialmente, mais valias obtidas pelas empresas do grupo Caima na alienação de terrenos a terceiros.
A rubrica "Outros Proveitos e Ganhos Extraordinários" inclui cerca de 1.800.000 Euros e de 541.000 Euros, relativos à correcção do preço de venda da Easysoft e da Deltapress, respectivamente.
46. MOVIMENTO OCORRIDO NAS PROVISÕES
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2003 realizaram-se os seguintes movimentos nas rubricas de provisões:
| Saldoinicial | Aumentos | Diminuições | Saldofinal | |
|---|---|---|---|---|
| Investimentos financeiros | 7.014.717 | 2.382.412 | ( 600.071 ) | 8.797.058 |
| Títulos negociáveis | 14.034.408 | - | (13.203.223 ) | 831.185 |
| Depreciação de existências | 2.828.778 | 63.943 | ( 387.313 ) | 2.505.408 |
| Outros devedores – Médio e longo prazo | 1.104.512 | - | - | 1.104.512 |
| Contas a receber | 21.825.028 | 2.717.196 | ( 2.475.998 ) | 22.066.226 |
| Outros riscos e encargos | 18.410.812 | 2.800.749 | ( 2.265.706 ) | 18.945.855 |
| 65.218.255 | 7.964.300 | ( 18.932.311 ) | 54.250.244 |
Os aumentos das provisões ocorridos durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2003 foram registados nas rubricas da demonstração de resultados como segue:
| Provisões do exercício | 4.295.660 |
|---|---|
| Custos com pessoal | 275.116 |
| Custos e perdas financeiros (Nota 44) | 2.382.412 |
| Custos e perdas extraordinários (Nota 45) | 1.011.112 |
| -------------- | |
| 7.964.300 | |
| ======== |
O montante relativo aos aumentos de provisões registados na rubrica da demonstração de resultados "Custos com pessoal" refere-se a responsabilidades por complementos de pensões.
As diminuições de provisões ocorridas durante o exercício foram registadas por contrapartida da rubrica da demonstração de resultados "Proveitos extraordinários" no valor de 1.895.229 Euros (Nota 45) e 374.058 Euros foram registados por contrapartida da rubrica da demonstração de resultados "Proveitos financeiros" (Nota 44). O montante remanescente correspondeu a utilizações directas efectuadas.
A rubrica "Provisões para riscos e encargos" diz respeito à melhor estimativa dos Conselhos de Administração da Empresa-mãe e das suas participadas para dar cobertura aos (i) riscos e outros encargos relacionados com as suas actividades, (ii) compromissos assumidos por algumas empresas do Grupo perante alguns empregados relativamente à atribuição de complementos de pensões (Nota 23.k)), e (iii) outros riscos e eventuais contingências não identificados especificamente, relacionados com o desenvolvimento das operações do Grupo.
(Montantes expressos em Euros)
50. DÍVIDAS A INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO E EMPRÉSTIMOS OBTIDOS
Em 31 de Dezembro de 2003, o detalhe das dívidas a instituições de crédito e empréstimos obtidos era como segue:
| CurtoPrazo | Médio elongo prazo | |
|---|---|---|
| Dívidas a instituições de crédito: | ||
| Empréstimos bancários | 31.035.596 | 87.117.626 |
| Descobertos bancários | 21.418.255 | - |
| Empréstimo garantido pelo fundo EFTA | 1.296.995 | 2.493.990 |
| Contas caucionadas | 300.900 | - |
| 54.051.746 | 89.611.616 | |
| Empréstimos obtidos: | ||
| Papel comercial | 28.726.697 | - |
| Subsídios reembolsáveis (Nota 52) | 1.441.842 | 5.240.859 |
| Banco de Investimento Global (Nota 1) | 4.000.000 | - |
| 34.168.539 | 5.240.859 |
Em 31 de Dezembro de 2003 os empréstimos classificados a médio e longo prazo, tinham o seguinte plano de reembolso previsto:
| 2005 | 33.729.447 |
|---|---|
| 2006 | 35.936.945 |
| 2007 e seguintes | 19.945.224 |
| 89.611.616 |
Com excepção dos empréstimos reembolsáveis do PEDIP, que não vencem juros (Notas 51 e 52), todos os restantes empréstimos acima referidos vencem juros a taxas de mercado em 31 de Dezembro de 2003.
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2003, foram reembolsados os empréstimos obrigacionistas emitidos pela F. Ramada em 1996, no montante de 4.987.979 Euros, e pela Cofina em 1998, no montante de 14.963.937 Euros.
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2003, a Cofina subscreveu um programa de emissões de papel comercial junto de duas instituições bancárias num montante máximo de 25.000.000 Euros. Em 31 de Dezembro de 2003, esta linha de papel comercial encontrava-se a ser utilizada no montante de 24.976.697 Euros incluídos na rubrica "Outros empréstimos obtidos". No âmbito deste contrato, o reembolso do empréstimo poderá vir a ser exigido, caso a Cofina venha a deter uma participação directa ou indirecta inferior a determinadas percentagens do capital social e dos direitos de voto das suas participadas F. Ramada – Aços e Indústrias, S.A., Investec, SGPS, S.A., Presselivre, S.A., Edisport, S.A., S.A., Caima – Indústria de Celulose, S.A. e VASP – Sociedade de Transportes e Distribuição, Lda., bem como no caso de não serem cumpridos determinados rácios financeiros evidenciados pelas demonstrações financeiras consolidadas anuais do Grupo Cofina.
O valor a pagar ao Banco de Investimento Global corresponde ao montante já recebido na operação de alienação de parte da participação financeira na Caima (Nota 1).
COFINA, S.G.P.S., S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2003
(Montantes expressos em Euros)
51. SUBSÍDIOS OBTIDOS NO ÂMBITO DO PEDIP II
Em Novembro de 1998 foi celebrado entre o IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento) e a Caima – Indústria de Celulose, S.A. um contrato de concessão de subsídio reembolsável e de subsídio a fundo perdido no âmbito do PEDIP II, para fazer face ao projecto de investimento apresentado pela Empresa, no montante de 26.314.652 Euros. Em 31 de Dezembro de 2003 a Caima – Indústria de Celulose tinha recebido uma parcela do subsídio reembolsável no montante de 2.933.751 Euros, assim como uma parcela do subsídio a fundo perdido no montante de 626.243 Euros.
Estes subsídios encontram-se divididos do seguinte modo:
- x Subsídio reembolsável de 3.911.667 Euros ao investimento directamente produtivo do qual a Caima Indústria de Celulose recebeu, até 31 de Dezembro de 2003, o montante de 2.933.751 Euros, tendo já sido efectuados reembolsos parciais. Consequente, o subsídio em dívida em 31 de Dezembro de 2003 será integralmente reembolsado durante o exercício de 2004.
- x Subsídio a fundo perdido ao investimento não directamente produtivo, sendo o limite máximo do subsídio de 653.385 Euros;
- x Subsídio a fundo perdido ao investimento respeitante à componente relativa ao ambiente externo, sendo o limite máximo do subsídio de 163.790 Euros;
- x Subsídio a fundo perdido de 242.351 Euros para as despesas com formação profissional e com a produção de material pedagógico.
52. SUBSÍDIO NO ÂMBITO DO REGIME DE APOIO AO APROVEITAMENTO DO POTENCIAL DOS RECURSOS ENERGÉTICOS ENDÓGENOS
Em Novembro de 1998 a Caima Energia celebrou com o IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento) e com a Direcção Geral de Energia, um contrato de concessão de subsídio reembolsável a taxa nula no âmbito do Regime de Apoio ao Aproveitamento do Potencial dos Recursos Energéticos Endógenos no montante de 8.889.067 Euros. Esta comparticipação financeira destinou-se à construção de uma central de produção de energia de 6.500 KVA de potência que utiliza casca de eucalipto, tendo o seu custo global ascendido a 15.326.867 Euros.
Em 31 de Dezembro de 2003, a execução deste projecto de investimento tinha sido finalizada, tendo a Caima Energia recebido parte do subsídio reembolsável, no montante de 8.099.510 Euros. Durante o exercício de 2003 a Empresa procedeu ao reembolso de 952.884 Euros, sendo que o calendário de reembolso da parte restante do subsídio é como segue:
| Curto prazo:2004 | 952.884 |
|---|---|
| Subsídio no âmbito de PEDIP II (Nota 51) | --------------488.958 |
| Total a curto prazo (Nota 50) | --------------1.441.842======== |
| Médio e longo prazo:20052006 e seguintes | 952.8844.287.975 |
| Total a médio e longo prazo (Nota 50) | --------------5.240.859======== |
53. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
Em 31 de Dezembro de 2003, o saldo devedor com estas entidades tinha a seguinte composição:
| Imposto sobre o Valor Acrescentado | 1.723.424 |
|---|---|
| Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas: | 2.344.812 |
| Outros | 18.117 |
| 4.086.353 |
Em 31 de Dezembro de 2003, o saldo credor com estas entidades tinha a seguinte composição:
| Imposto sobre o Rendimento de Pessoas ColectivasImposto sobre o Rendimento das Pessoas | 1.925.886 |
|---|---|
| Singulares – retenção na fonte | 1.141.917 |
| Imposto sobre o Valor Acrescentado | 2.017.773 |
| Contribuição para a Segurança Social | 1.321.520 |
| Outros | 31.146 |
| 6.438.242 |
54. OUTROS CREDORES
Em 31 de Dezembro de 2003, estas rubricas do passivo tinham a seguinte composição:
| Médio e longo prazo:Subsídio reembolsávelCredores por aquisição de participações financeirasOutros credores | 869.8932.000.00014.590 |
|---|---|
| --------------2.884.483 | |
| Curto prazo: | ======== |
| Banco BPI, S.A. | 16.210.932 |
| Credores por aquisição de participações financeiras | 2.000.000 |
| Adiantamentos por vendas de terrenos | 1.494.000 |
| Subsídio reembolsável | 869.893 |
| Outros | 1.675.802 |
| ----------------22.250.627 | |
| ========= |
A rubrica "Subsídio reembolsável" corresponde a duas parcelas de um subsídio reembolsável concedido à F. Ramada, S.A. pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento no âmbito do programa RETEX, o qual vence juros à taxa zero. O plano de vencimento para os valores com vencimento no curto prazo e no médio e longo prazo é como segue:
| ======= | |
|---|---|
| 2005 | 869.893 |
| ======= | |
| 2004 | 869.893 |
A dívida de curto prazo ao Banco BPI, S.A. refere-se ao montante pendente de liquidação relativo à aquisição de uma participação adicional de 20% da IMC – Investimentos, Média e Conteúdos, SGPS, S.A. adquirida no exercício de 2001, a qual virá a ser liquidada no próximo exercício.
A rubrica "Credores por aquisição de participações financeiras" corresponde a valores a pagar na sequência da aquisição da participação financeira na Lusomundo Media, SGPS, S.A. Esta dívida ascende a 4.000.000 de Euros sendo metade exigível em 2004 e o remanescente exigível em 2005.
A rubrica "Adiantamentos por vendas de terrenos" corresponde a diversos contratos promessa de compra e venda celebrados entre as empresas do grupo Caima e particulares para a alienação de terrenos propriedade do grupo.
(Montantes expressos em Euros)
55. ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
Em 31 de Dezembro de 2003, os saldos destas rubricas tinham a seguinte composição:
| Acréscimos de proveitos: | |
|---|---|
| Vendas de jornais e revistas a facturar (Nota 23.o) | 4.130.774 |
| Indemnizações a receber | 2.828.833 |
| Juros a receber | 422.345 |
| Outros acréscimos de proveitos | 180.568 |
| 7.562.520 | |
| Custos diferidos: | |
| Publicidade e propaganda | 2.935.315 |
| Cláusulas contratuais (Nota 23.p) | 1.874.780 |
| Custos com edições | 152.268 |
| Comissões bancárias | 123.786 |
| Subcontratos | 74.579 |
| Seguros pagos antecipadamente | 57.536 |
| Outros custos diferidos | 919.627 |
| 6.137.891 | |
| Acréscimos de custos: | |
| Encargos com férias e subsídio de férias | 6.376.693 |
| Fornecimentos e Serviços Externos | 2.288.451 |
| Comissões a liquidar | 1.638.711 |
| Juros a liquidar | 786.412 |
| Rappel a conceder | 573.567 |
| Despesas de venda a liquidar | 404.864 |
| Fundos de pensões (Nota 21) | 311.573 |
| Rendas a liquidar | 244.729 |
| Seguros a liquidar | 117.151 |
| Outros acréscimos de custos | 2.294.774 |
| 15.036.925 | |
| Proveitos diferidos: | |
| Subsídios ao investimento (Notas 51 e 52) | 1.008.979 |
| Juros debitados a clientes | 358.664 |
| Valores a facturar relativos a sistemas de armazenagem (Nota 23.n) | 270.810 |
| Outros proveitos diferidos | 107.985 |
| 1.746.438 |
A rubrica de Acréscimos de Proveitos "Indemnizações a receber" refere-se à compensação estimada que as empresas do grupo Caima irão receber da seguradora pelas perdas sofridas nos incêndios florestais ocorridos durante o exercício de 2003 (Nota 62).
A rubrica de Custos Diferidos "Cláusulas contratuais" inclui, aproximadamente, 1.800.000 Euros relativos a um acordo de não concorrência celebrado na sequência da aquisição da TVG –Editora de Publicações e Multimédia, Lda. em 2002 e que irá ser reconhecido como custo durante o período de vigência desse acordo (três anos).
A rubrica "Publicidade e propaganda" inclui cerca de 1.900.000 Euros relativos a parte da contrapartida da operação de venda da participação financeira na TVI – Televisão Independente, S. A., através da qual o grupo Media Capital cedeu publicidade a efectuar nos exercícios seguintes ao grupo Cofina nos órgãos de comunicação social por si detidos. O montante remanescente corresponde a custos com campanhas publicitárias a realizar em 2004.
COFINA, S.G.P.S., S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2003
(Montantes expressos em Euros)
Na rubrica "Subsídios ao investimento" encontram-se registados os valores recebidos de subsídios para investimento, no âmbito dos programas SIUR, PEDIP e SINDEPEDIP os quais, após conclusão dos processos, vão sendo reconhecidos como proveitos na demonstração consolidada de resultados proporcionalmente à amortização dos bens que foram subsidiados. Encontra-se igualmente registado nesta rubrica o subsídio recebido no âmbito do programa SINDEPEDIP de regime de apoio à Promoção da Qualidade Industrial, que apoiou o Projecto de Certificação da Caima.
56. COMPOSIÇÃO DO CAPITAL
Em 31 de Dezembro de 2003, o capital da Cofina encontrava-se totalmente subscrito e realizado e era composto por 51.282.918 acções com o valor nominal de 50 cêntimos de Euro cada acção.
57. PESSOAS COLECTIVAS QUE DETÊM UMA PARTICIPAÇÃO NO CAPITAL SUBSCRITO DE PELO MENOS 20%
- COFIHOLD, SGPS, S.A.
58. MOVIMENTO OCORRIDO NAS RUBRICAS DO CAPITAL PRÓPRIO
O movimento ocorrido nas rubricas de capital próprio durante exercício de 2003, foi o seguinte:
| Transfe | Saldo | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Saldo inicial | Aumentos | Diminuições | rências | final | |
| Capital | 25.000.000 | 641.459 | - | - | 25.641.459 |
| Acções próprias – valor nominal | - | 91.947 | ( 91.947 ) | - | - |
| Acções próprias – prémios de emissão | - | 285.678 | ( 285.678 ) | - | - |
| Prémios de emissão de acções | 14.276.576 | 1.598.259 | - | - | 15.874.835 |
| Diferenças de consolidação (Nota 10) | 23.942.464 | - | - | - | 23.942.464 |
| Reservas: | |||||
| Reserva legal | 3.806.765 | - | - | 217.322 | 4.024.087 |
| Outras reservas | 14.695.120 | 14.389 | ( 92.995 ) | 6.578.364 | 21.194.878 |
| Ajustamentos de partes de capital | ( 22.812.143 ) | - | - | - | ( 22.812.143 ) |
A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital social. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.
De acordo com o deliberado na Assembleia Geral de Accionistas datada de 11 de Abril de 2003, o Conselho de Administração da Cofina pode, durante um período de 18 meses a contar da data da Assembleia Geral, adquirir ou alienar acções próprias na Bolsa de Valores dentro dos limites legais e de acordo com outras condições relacionadas com: (i) o número máximo de acções a adquirir; (ii) os preços mínimo e máximo de aquisição; (iii) os preços mínimos de alienação; (iv) bem como no tocante à alienação de acções a favor de trabalhadores e membros dos órgãos sociais da Cofina, também foram fixados outros preços mínimos de alienação e número máximo de acções. Adicionalmente, foi deliberado que o resultado líquido individual da Cofina SGPS, S.A. do exercício de 2002 fosse distribuído como segue:
| Reserva legal | 217.322 |
|---|---|
| Reservas livres | 2.379.114 |
| Dividendos | 1.750.000 |
| -------------- | |
| 4.346.436 | |
| ======== |
O aumento na rubrica "Outras Reservas" corresponde à mais valia obtida na alienação de acções próprias ocorrida durante o exercício.
COFINA, S.G.P.S., S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2003
(Montantes expressos em Euros)
A partir de 7 de Agosto de 2003, passaram a estar em pagamento os juros e reembolso final das Obrigações COFINA, S.G.P.S. / 98 (Nota 50). Em sequência do exercício dos respectivos warrants, cujo prazo decorreu entre 1 e 31 de Julho de 2003, a Cofina procedeu, em 21 de Agosto de 2003, ao aumento do seu capital social por escritura pública, em 641.459 Euros, sendo este aumento representado por 1.282.918 novas acções de 50 cêntimos. Deste modo, o capital da Cofina passou a partir dessa data a estar representado por 51.282.918 acções de valor nominal de 50 cêntimos cada.
O aumento verificado na rubrica "Prémios de Emissão" corresponde ao prémio pago na subscrição do aumento de capital resultante do exercício dos warrants.
59. RECONCILIAÇÃO DO RESULTADO
A reconciliação entre o resultado agregado e o resultado consolidado para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2003 pode ser detalhada como segue:
| Resultado individual da CofinaApropriação dos resultados das empresas participadas | 2.302.36616.942.929 |
|---|---|
| Anulação dos dividendos recebidos | ----------------19.245.295( 2.000.000 ) |
| Anulação da provisão intra-grupo constituída nasdemonstrações financeiras individuais da CofinaAmortização de diferenças de consolidação (Nota 27)Anulação de mais valias financeiras intra-grupo·Aumentos de provisõesOutros ajustamentos de consolidação | 952.445( 5.547.474 )(992.506 )( 2.020.545 )193.801 |
| --------------9.831.016======== |
60. INTERESSES MINORITÁRIOS
Em 31 de Dezembro de 2003, esta rubrica do balanço apresenta a seguinte decomposição:
| Celulose do Caima, SGPS, S.A.Grupo Investec | 12.034.813155.308 |
|---|---|
| ---------------12.190.121 | |
| ========= |
61. CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS E MATÉRIAS CONSUMIDAS
O custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas no exercício findo em 31 de Dezembro de 2003 foi determinado como segue:
| Matérias primas,subsidiárias e de | |||
|---|---|---|---|
| Mercadorias | consumo | Total | |
| Existências iniciais | 9.165.921 | 9.705.836 | 18.871.757 |
| Compras | 13.111.389 | 60.780.279 | 73.891.668 |
| Regularização de existências | 68.507 | 43.733 | 112.240 |
| Existências finais | ( 9.643.226 ) | ( 10.943.588 ) | ( 20.586.814 ) |
| 12.702.591 | 59.586.260 | 72.288.851 |
COFINA, S.G.P.S., S.A.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2003
(Montantes expressos em Euros)
62. VARIAÇÃO DA PRODUÇÃO
A demonstração da variação da produção ocorrida no exercício findo em 31 de Dezembro de 2003 é como segue:
| Produtosacabados eintermédios | Produtos etrabalhos emcurso | Plantações | Subprodutos | Total | |
|---|---|---|---|---|---|
| Existências iniciais | ( 4.601.077 ) | ( 2.719.856 ) | ( 23.203.731 ) | ( 260 ) | ( 30.524.924 ) |
| Regularização de existências | 116.258 | 768.296 | 3.506.031 | - | 1.390.585 |
| Existências finais | 5.022.770 | 2.202.321 | 19.864.337 | 1.794 | 27.091.222 |
| 537.951 | 250.761 | 166.637 | 1.534 | 956.883 |
O montante registado em "Regularização de Existências" da rubrica "Plantações" corresponde basicamente às perdas estimadas do grupo Caima com os incêndios florestais ocorridos em 2003. Aquele montante foi registado na rubrica de extraordinários " Perdas em existências" líquido do montante de indemnização a receber do seguro (Notas 45 e 55).
Em 31 de Dezembro de 2003, o Grupo Caima tinha 915.082 Euros de produtos acabados à guarda de terceiros no estrangeiro.
63. OUTROS RESULTADOS OPERACIONAIS E PROVEITOS SUPLEMENTARES
Em 31 de Dezembro de 2003, as rubricas "Outros custos e perdas operacionais" e "Outros proveitos e ganhos operacionais" incluíam essencialmente perdas e ganhos associados a contratos de cobertura do risco de variação do preço da pasta de papel realizados entre Outubro de 2002 e Março de 2003 pela Caima – Indústria de Celulose, com uma entidade bancária externa, com início dos efeitos em Janeiro de 2003. Esses contratos cobrem 25%, 15% e 12% da produção de pasta dos anos de 2003, 2004 e 2005, respectivamente.
Adicionalmente, a rubrica "Proveitos suplementares" corresponde fundamentalmente a valores recebidos em consequência de acções promocionais efectuadas nas publicações do Grupo Investec.
64. OUTROS DEVEDORES
Em 31 de Dezembro de 2003, esta rubrica podia ser detalhada como segue:
| VAA – Vista Alegre Atlantis, S.A. | 4.872.048 |
|---|---|
| Adiantamentos por conta da aquisição de investimentos financeiros | 2.457.000 |
| Introduxi – Computadores, multimédia e serviços, Lda. | 750.000 |
| Travel Action – Agência de Viagens e Turismo, S.A. | 673.497 |
| Media Capital, SGPS, S.A. | 450.000 |
| Outros | 4.283.391 |
| --------------- | |
| 13.485.936 | |
| ========= |
65. PARTES DE CAPITAL
Em 31 de Dezembro de 2003 os investimentos financeiros têm a seguinte composição:
| Partes de capital em empresas do grupo: | |
|---|---|
| Médico Amigo.com – Edições Electrónicas, S.A. | 154.258 |
| Sector Zero – Produtos Informáticos, S.A. | 98.623 |
| Cofina Indústria, S.A. | 50.000 |
| Mediger – Sociedade Jornalística e Editorial, Lda. | 96.470 |
| ----------- | |
| 399.351 | |
| ====== |
(Montantes expressos em Euros)
| ========= | |
|---|---|
| 28.955.005 | |
| Outros | 4.947.511--------------- |
| Lusomundo Media, SGPS, S.A. | 24.007.494 |
| Títulos e outras aplicações financeiras | |
| Blue Digit – Serviços de Telecomunicações, S.A. | 3.226.635======== |
| Empréstimos de financiamento | |
| ======== | |
| --------------8.772.319 | |
| Outros | 1.183.556 |
| VAA – Vista Alegre Atlantis, SGPS, S.A. | 7.588.763 |
| Partes de capital em outras empresas: | |
| 2.924.024======== | |
| -------------- | |
| Outros | 167.884 |
| VASP – Sociedade de Transportes e Distribuições, S.A. | 1.382.451 |
| TV Tel – Grande Porto Comunicações, S.A. | 1.373.689 |
Para fazer face a riscos associados a eventuais perdas no valor de realização destes investimentos financeiros, o Grupo Cofina tem registadas provisões no montante global de 5.708.792 Euros.
66. ACÇÕES INTERPOSTAS POR ACCIONISTAS MINORITÁRIOS
A Celulose do Caima, SGPS, S.A. foi demandada por alguns accionistas minoritários nas seguintes acções judiciais:
- a) Acção de anulação/declaração de nulidade das deliberações sociais, tomadas na Assembleia Geral da Empresa de 16 de Julho de 2001, (i) de autorização para aquisição e alienação de acções próprias da Empresa; (ii) de aprovação do Relatório de Gestão e das Contas do Exercício de 2000 e (iii) de aprovação do Relatório consolidado de Gestão e das Contas Consolidadas do Exercício de 2000;
- b) Providência cautelar de suspensão de deliberações sociais, tomadas na Assembleia Geral da Empresa de 22 de Abril de 2002, (i) de autorização para aquisição e alienação de acções próprias da Empresa e (ii) de aumento do capital social da Empresa;
- c) Acção principal de anulação/declaração de nulidade das deliberações sociais tomadas na Assembleia Geral da Empresa de 22 de Abril de 2002 (i) de aprovação do Relatório de Gestão e Contas do Exercício de 2001; (ii) de aprovação do Relatório de Gestão e das Contas Consolidadas do Exercício de 2001; (ii) de aprovação de um voto de louvor aos órgãos de administração e fiscalização da Empresa; (iv) de autorização para a aquisição e alienação de acções próprias da Empresa e (v) de aumento do capital social da Empresa;
- d) Dois inquéritos judiciais à Empresa para prestação de informações;
- e) Acção de anulação das deliberações sociais aprovadas na reunião da Assembleia Geral de 23 de Maio de 2003 (i) de aprovação do Relatório de Gestão e Contas do Exercício de 2002, (ii) de aprovação do Relatório Consolidado de Gestão e Contas Consolidadas de Exercício de 2002, (iii) de eleição de administrador ao abrigo das regras especiais de eleição de administrador, e (iv) de autorização ao Conselho de Administração para aquisição e alienação de acções próprias;
- f) Acção de nomeação judicial de titular de órgão social, na qual é requerida a integração de um ROC e respectivo suplente no órgão de fiscalização da sociedade (Fiscal Único).
(Montantes expressos em Euros)
É convicção do Conselho de Administração da Sociedade que as acções judiciais mencionadas no parágrafo anterior carecem de qualquer fundamento, dado que todas as condutas colocadas em causa nessas mesmas acções judiciais foram, no seu entender, tomadas com respeito pela mais estrita legalidade.
As contas individuais e consolidadas relativas aos exercícios de 2000 a 2002 foram objecto de depósito junto das respectivas Conservatórias do Registo Comercial.
67. EVENTOS SUBSEQUENTES
Em 30 de Janeiro de 2004, a Cofina anunciou estar a avaliar a possibilidade de realizar uma Oferta Pública Inicial (IPO) da Investec, SGPS, S.A. com o objectivo de potenciar o crescimento do grupo.
MAGALHÃES, NEVES & ASSOCIADOS, SROC S.A.
Inscrição na OROC nº 95 Registo na CMVM nº 223 NIPC 502 558 610 Capital Social 50.000 euros Matriculada na CRC de Lisboa sob o nº 12.179
RELATÓRIO E PARECER DO FISCAL ÚNICO
CONTAS CONSOLIDADAS
Aos Accionistas da Cofina, S.G.P.S., S.A.
Em conformidade com a legislação em vigor e com o mandato que nos foi conferido, vimos submeter à vossa apreciação o nosso Relatório e Parecer que abrange a actividade por nós desenvolvida e os documentos de prestação de contas consolidadas de Cofina, S.G.P.S., S.A. ("Cofina") e subsidiárias ("Grupo"), relativos ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2003, os quais são da responsabilidade do Conselho de Administração da Cofina.
Acompanhámos a evolução da actividade e os negócios da Empresa e suas principais participadas, a regularidade dos seus registos contabilísticos e o cumprimento do normativo legal e estatutário em vigor, tendo recebido do Conselho de Administração e dos diversos serviços da Cofina e ainda dos órgãos sociais e serviços das principais empresas participadas todas as informações e esclarecimentos solicitados.
No âmbito das nossas funções, examinámos o Balanço consolidado em 31 de Dezembro de 2003, as Demonstrações consolidadas dos resultados por naturezas e por funções e a Demonstração consolidada dos fluxos de caixa para o exercício findo nesta data e os correspondentes anexos, e emitimos nesta data a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria, a qual contém no seu parágrafo 6 uma ênfase. Adicionalmente, procedemos a uma revisão do Relatório consolidado de Gestão do exercício de 2003 preparado pelo Conselho de Administração da Cofina.
Face ao exposto, somos de opinião que, tendo em consideração o exposto no parágrafo 6 da Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria, as demonstrações financeiras consolidadas supra referidas e o Relatório consolidado de Gestão, estão de acordo com as disposições contabilísticas, legais e estatutárias aplicáveis, pelo que poderão ser aprovados em Assembleia Geral de Accionistas.
Desejamos ainda manifestar ao Conselho de Administração, aos diversos serviços da Cofina e ainda dos órgãos sociais e serviços das empresas participadas, o nosso apreço pela colaboração que nos prestaram.
Porto, 10 de Março de 2004
MAGALHÃES, NEVES E ASSOCIADOS, SROC S.A. Representada por Jorge Manuel Araújo de Beja Neves
MAGALHÃES, NEVES & ASSOCIADOS, SROC S.A.
Inscrição na OROC nº 95 Registo na CMVM nº 223 NIPC 502 558 610 Capital Social 50.000 euros Matriculada na CRC de Lisboa sob o nº 12.179
CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS E RELATÓRIO DE AUDITORIA CONTAS CONSOLIDADAS
Introdução
- Nos termos da legislação aplicável, apresentamos a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria sobre a informação financeira consolidada contida no Relatório de Gestão e as demonstrações financeiras consolidadas anexas do exercício de 2003 de Cofina, SGPS, S.A. e subsidiárias, as quais compreendem o Balanço consolidado em 31 de Dezembro de 2003, que evidencia um total de 371.923.075 Euros e capitais próprios de 77.696.596 Euros, incluindo um resultado líquido de 9.831.016 Euros, as Demonstrações consolidadas dos resultados por naturezas e por funções e a Demonstração consolidada de fluxos dos caixa do exercício findo naquela data, e os correspondentes Anexos.
Responsabilidades
-
- É da responsabilidade do Conselho de Administração da Empresa: (i) a preparação de demonstrações financeiras consolidadas que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das empresas incluídas na consolidação, o resultado consolidado das suas operações e os seus fluxos consolidados de caixa; (ii) que a informação financeira histórica seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários; (iii) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados e a manutenção de sistemas de controlo interno apropriados; (iv) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a actividade do conjunto das empresas incluídas na consolidação, a sua posição financeira ou os seus resultados.
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- A nossa responsabilidade consiste em examinar a informação financeira contida nos documentos de prestação de contas acima referidos, incluindo a verificação se, para os aspectos materialmente relevantes, é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso exame.
Âmbito
- O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e as Directrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais exigem que este seja planeado e executado com o objectivo de obter um grau de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras consolidadas estão isentas de distorções materialmente relevantes. Este exame incluiu a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e informações divulgadas nas demonstrações financeiras e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e critérios definidos pelo Conselho de Administração, utilizadas na sua preparação. Este exame incluiu, igualmente, a verificação das operações de consolidação, a aplicação do método da equivalência patrimonial e de terem sido apropriadamente examinadas as demonstrações financeiras das empresas incluídas na consolidação, a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adoptadas, a sua aplicação uniforme e a sua divulgação, tendo em conta as circunstâncias, a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade das operações, a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras consolidadas, e a apreciação, para os aspectos materialmente relevantes, se a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita. O nosso exame abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira consolidada constante do Relatório de Gestão com os restantes documentos de prestação de contas consolidadas. Entendemos que o exame efectuado proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa opinião.
MAGALHÃES, NEVES & ASSOCIADOS, SROC S.A.
Opinião
- Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas referidas no parágrafo 1 acima, apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira consolidada de Cofina, SGPS, S.A. e suas subsidiárias em 31 de Dezembro de 2003, o resultado consolidado das suas operações e os seus fluxos consolidados de caixa no exercício findo naquela data, em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal e a informação nelas constante é, nos termos das definições incluídas nas directrizes mencionadas no parágrafo 4 acima, completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
Ênfase
- Conforme referido na Nota 38 do Anexo ao Balanço e à Demonstração dos resultados, a Empresa optou por aplicar a medida transitória prevista na Directriz Contabilística nº 28 não tendo registado os activos e passivos por impostos diferidos relativos a situações anteriores a 1 de Janeiro de 2002. Os efeitos nas demonstrações financeiras anexas, caso a Empresa não tivesse adoptado esta medida transitória, encontram-se evidenciados na Nota 38 do Anexo ao Balanço e à Demonstração dos resultados consolidados.
Porto, 10 de Março de 2004
MAGALHÃES, NEVES & ASSOCIADOS, SROC S.A. Representada por Jorge Manuel Araújo de Beja Neves