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Altri SGPS — Management Reports 2008
Apr 30, 2008
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Management Reports
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31 de Dezembro de 2007
Altri, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta)
ALTRI, S.G.P.S., S.A. (SOCIEDADE ABERTA)
Relatório do Conselho de Administração
Contas Consolidadas
Rua General Norton de Matos, 68 4050-424 Porto Capital Social: 25.641.459 €
ÍNDICE
| Introdução | 2 |
|---|---|
| Enquadramento Macroeconómico | 4 |
| Evolução bolsista | 7 |
| Actividade do Grupo | 11 |
| Análise financeira | 18 |
| Perspectivas para 2008 | 21 |
| Proposta de aplicação de resultados | 22 |
| Governo da Sociedade | 23 |
| Disposições legais | 40 |
| Declaração de responsabilidade | 42 |
| Considerações finais | 42 |
Senhores accionistas
Dando cumprimento ao disposto na Lei, vem o Conselho de Administração da Altri, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta) apresentar o Relatório de Gestão relativo ao exercício de 2007.
INTRODUÇÃO
Constituída em Março de 2005, a Altri, S.G.P.S., S.A. assume actualmente uma posição de destaque no mercado nacional da pasta de papel e aços industriais e especiais e sistemas de armazenagem.
Os últimos anos foram marcados por diversas aquisições e investimentos significativos que permitiram à Altri reforçar a sua posição nos mercados onde opera;
-
O ano de 2005 foi marcado pela aquisição de 95% do capital da Celtejo – Empresa de Celulose do Tejo, S.A., aquisição esta que veio a ser reforçada durante o primeiro trimestre de 2006 e durante o primeiro semestre de 2007 pela aquisição de participações adicionais de 4,45% e 0,13%, respectivamente, da referida empresa, o que representou um investimento global superior a 40 milhões de Euros;
-
Em Janeiro de 2006 o Grupo adquiriu uma participação de 50% do capital da EDP Bioeléctrica, um investimento considerado estratégico e com elevadas potencialidades, num negócio que ascendeu a 7,5 milhões de Euros;
-
Em Agosto de 2006 o Grupo adquiriu 100% dos direitos de voto da Celbi – Celulose da Beira Industrial, S.A. à Stora Enso, num investimento que ascendeu a aproximadamente 430 milhões de Euros;
-
Em Dezembro de 2006 foi acordado o apoio do Estado Português ao projecto de expansão de capacidade da Celbi, cujo investimento ascende a mais de 320 milhões de Euros;
-
Em Março de 2007 foi inaugurada a central de biomassa RódãoPower, com capacidade de produção de 13 MWh de energia eléctrica;
-
Em Outubro de 2007 foi acordado o apoio do Estado Português ao projecto de modernização e de uma nova linha de branqueamento na Celtejo, com vista a aumentar o valor acrescentado da fábrica. O investimento total ascende a cerca de 73 milhões de Euros;
-
Em Dezembro de 2007 o Grupo tinha cerca de 78 mil hectares de floresta sob gestão.
-
No sector dos Aços (Grupo F. Ramada), no exercício de 2007 ocorreu uma reorganização do Grupo e reforço da posição nos mercados Espanhol e Benelux;
Face aos investimentos realizados, no final do ano de 2007 a estrutura das principais participações do Grupo Altri pode ser representada como segue:
ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO
Enquadramento Internacional
O ano de 2007 foi um ano de crescimento sustentado da economia mundial (5,6 por cento fora da Zona Euro), baseado essencialmente no florescimento das economias emergentes e não tanto no crescimento das mais avançadas, cuja actividade registou um abrandamento global. Um dos países que mais impulsionou este crescimento foi a China, com uma taxa de crescimento de 11,4 por cento ao longo do ano, contrariando situações mais recessivas como a que atravessa os EUA. Já o Japão continua com um crescimento baseado nas suas exportações (o que suscita preocupação com a valorização do iene face ao dólar).
No primeiro semestre do ano, o enquadramento económico internacional pautou-se pela manutenção das tendências de 2006, com um crescimento robusto da actividade económica e do comércio mundiais, num quadro de condições globalmente favoráveis à expansão dos mercados financeiros.
No entanto, durante o Verão de 2007, esta condição inverteu-se com a continuada deterioração do mercado habitacional nos EUA (crise do sub-prime), que gerou uma mudança abrupta da percepção do risco nos mercados financeiros internacionais.
Esta crise no sector imobiliário norte-americano e que gerou uma contracção dos mercados financeiros mundiais, fez com que, com o intuito de redimir estes efeitos, a Reserva Federal Norte-Americana reduzisse a taxa de juro directora; não pôde, no entanto, alargar muito o âmbito desta medida por haver uma pressão inflacionista forte que poderia tornar a situação económica ainda mais adversa. O Banco Central Europeu, por seu turno, interrompeu a política de subida sustentada da taxa de juro de operações principais de refinanciamento (taxa "refi") que tinha vindo a implementar, e esta manteve-se nos 4 por cento a que havia ascendido em Março de 2007. No entanto, a sua postura quanto à evolução futura deste indicador financeiro aparenta manter-se agressiva, sempre no sentido do seu objectivo principal – o controlo da inflação na área do Euro.
A Zona Euro, por seu turno, está em recuperação sustentada e, pela primeira vez desde 2001, cresceu mais que a economia norte-americana (2,7 por cento contra os 2,2 desta última), sendo esta expansão caracterizada pela diversificação sectorial. A subida das exportações europeias reflecte a intensificação do comércio internacional, ainda que a crescente valorização do Euro faça com que esta zona perca competitividade nas relações de troca com o exterior e que, como tal, se preveja uma descida das suas exportações.
A inflação na Zona Euro situou-se nos 2,1% no ano de 2007 e centra-se em classes específicas como a alimentação e os combustíveis.
A nível cambial, mantiveram-se as tendências observadas em 2006, com uma apreciação da taxa de câmbio nominal efectiva do Euro, resultado dos ganhos contra o dólar, o iene, a libra esterlina e o franco suíço. Esta valorização da moeda europeia traz algumas preocupações quanto à perda de competitividade das exportações da área do Euro e diminuição deste agregado macroeconómico num horizonte breve.
O ano de 2007 caracterizou-se por alguma volatilidade nos mercados de capitais, em particular na segunda metade do ano. As principais bolsas europeias tiveram um desempenho misto, com alguns índices a registar ganhos expressivos, nomeadamente o índice da bolsa de Lisboa, o PSI20, que se valorizou cerca de 16%, e com outros índices a acumular perdas (como o caso do índice FTSE 100, que perdeu cerca de 4%).
Enquadramento Nacional
Durante o ano 2007 verificou-se uma recuperação da actividade económica baseada na aceleração do crescimento empresarial e na significativa expansão das exportações de bens e serviços. O aumento do PIB nacional em 2007 foi de 1,9 por cento, sendo que as principais componentes deste crescimento são a Formação Bruta de Capital Fixo e as exportações. O consumo das famílias teve um crescimento estimado de 1,2 por cento, a que não foi alheio o mau momento que atravessa o mercado de trabalho e o agravamento da carga fiscal (no sentido da consolidação das contas públicas, objectivo inserido no âmbito do Pacto de Estabilidade e Crescimento), que fazem com que diminua o rendimento disponível das famílias. Em termos de política económica, este ajustamento acarreta uma política orçamental claramente restritiva.
Esta recuperação económica, no entanto, não deixa de ombrear com a contínua deterioração do mercado de trabalho. A taxa de desemprego continuou a crescer e situou-se, em 2007, nos 8,2 por cento (segundo a OCDE) ao passo que a criação líquida de emprego revelou valores muito baixos.
Pese embora a aproximação de Portugal ao nível de crescimento da Área Euro, o seu desempenho continua a ser insatisfatório quando comparado com economias de rendimento per capita equiparado.
O Índice de Preços no Consumidor registou uma variação média de 2,5 por cento, o que representa uma descida de 0,6 p.p. face ao ano transacto. As classes de despesa que entram na formação deste índice e que mais se destacaram foram as da "Saúde", "Bebidas alcoólicas e tabaco" e "Educação". O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor, que facilita a comparação com os restantes países da Área Euro, registou um aumento de 2,4 por cento face a 2006.
Perspectivas futuras
Fora da Zona Euro
A OCDE prevê, para os EUA, um abrandamento no crescimento em 2008, para uma taxa de 2%, retomando o ritmo de 2,2% em 2009. Este risco de abrandamento acentuado mais duradouro nos EUA é também derivado da turbulência registada nos mercados financeiros, o que poderá pôr em causa o normal crescimento económico.
O Japão também deverá crescer menos do que em anos anteriores, registando taxas de 1,6% e 1,8% em 2008 e 2009, respectivamente.
Ao nível dos países emergentes da Ásia espera-se que o seu crescimento permaneça a níveis elevados, fortemente suportado pela procura.
Zona Euro
O crescimento económico deverá abrandar na Zona Euro, passando dos 2,7% de 2007 para 2,2% em 2008 e 2,1% em 2009, segundo previsões da Comissão Europeia.
O mesmo órgão estima a criação de 8 milhões de novos postos de trabalho na União Europeia entre 2008 e 2009, o que, a acontecer, relegaria a taxa de desemprego para os 7,1% na Zona Euro, um valor muito baixo face aos anos anteriores.
Quanto à inflação, a ocorrência de novos aumentos no preço do petróleo ou dos produtos alimentares de base poderá levar a pressões inflacionistas.
Portugal
As projecções para o desempenho económico do país no período de 2008 – 2009 apontam no sentido da continuidade da recuperação económica que já se registou no exercício de 2007, prevendo-se taxas de crescimento do produto interno de 2 por cento em 2008 e de 2,3 por cento em 2009. Espera-se que a procura doméstica contribua para este crescimento do PIB, especialmente com a recuperação do investimento (quer privado, quer público). Já o consumo privado deve manter um perfil evolutivo discreto, resultado de um aumento dos custos do serviço da dívida e da estagnação do mercado de trabalho.
A Comissão Europeia estima uma taxa de desemprego em Portugal que se cifra nos 8% e nos 7,7% nos 2 próximos anos, respectivamente, o que revela a continuidade da deterioração das condições deste mercado.
Espera-se que os valores da inflação, medidos pelo IHPC (Índice Harmonizado de Preços do Consumidor), venham a situar-se perto dos 2%, nomeadamente nos 2,4% em 2008 e nos 2% no ano seguinte.
EVOLUÇÃO BOLSISTA
(Nota: Consideramos o PSI 20 como um índice com valor inicial idêntico ao do título em análise, de forma a possibilitar uma melhor comparação das variações das cotações.)
Genericamente, a actividade no mercado de capitais nacional durante o exercício de 2007 foi marcada por um dinamismo considerável explicado, por um lado, pelo facto da economia portuguesa estar a passar por um movimento de recuperação económica já visível no final de 2006, o que cria um enquadramento favorável ao desenvolvimento das empresas e, adicionalmente, pelo facto do PSI 20 ter beneficiado de intensos movimentos em torno de eventuais operações de fusões e aquisições. O principal índice bolsista (PSI-20) valorizou-se cerca de 15% face à abertura do ano, e cifrando-se nos 12.925 pontos.
Por seu turno, as acções da Altri continuam com o crescimento significativo já demonstrado desde 2005, ano da sua constituição, comprovando a confiança depositada no Grupo pelos investidores, e continuando a premiar a dinâmica das suas actividades no passado recente, com a aquisição das participações no Grupo Celtejo no início do segundo semestre de 2005 e na Celulose Beira Industrial (CELBI) em Agosto de 2006.
A cotação das acções da Altri registou um incremento superior a 30% durante o ano de 2007, encerrando com um valor unitário de 5,33 Euros e uma capitalização bolsista de cerca de 547 milhões de Euros.
Foram transaccionadas durante o ano de 2007 cerca de 207,5 milhões de títulos da Empresa, volume extremamente relevante se tivermos em consideração que o seu capital é composto por cerca de 103 milhões de acções.
Os principais eventos que marcaram a evolução dos títulos da Empresa durante o ano de 2007 podem ser descritos cronologicamente do seguinte modo:
Evolução bolsista
- Em 5 de Janeiro de 2007 a Altri comunicou que, no ano de 2006, registou um recorde absoluto de produção em todas as suas unidades industriais (Celbi, Celtejo, Caima e CPK), tendo ultrapassado as 609 mil toneladas, o que representa um crescimento médio de 5% face ao ano de 2005. Foi ainda anunciado que, no futuro próximo, a empresa prevê aumentar a sua capacidade de produção nas suas unidades, com especial destaque para a Celtejo e para a Celbi. A Altri estimava atingir uma capacidade de produção de 195 mil toneladas na Celtejo e de 550 mil toneladas na Celbi, o que representa um crescimento de 69% da capacidade produtiva do conjunto destas duas unidades;
- Através de comunicado efectuado em 7 de Março de 2007, o Grupo anunciou a sua performance relativamente ao exercício de 2006, cifrando-se o resultado líquido incluindo interesses minoritários em cerca de 21,1 milhões de Euros (esta performance engloba apenas 4 meses de actividade da Celbi dado que a sua aquisição data de Agosto de 2006). Os proveitos operacionais consolidados ascenderam a 296 milhões de Euros cifrando-se o cash-flow operacional (resultados operacionais + amortizações) em 63 milhões de Euros. O resultado líquido consolidado atribuível aos accionistas da empresa-mãe no exercício de 2006 ascendeu a 20,8 milhões de Euros. Os proveitos operacionais do 4º trimestre de 2006 atingiram 98,5 milhões de Euros, um resultado operacional de 16,7 milhões de Euros e um EBITDA de 22,5 milhões de Euros, apesar de estes valores terem sido negativamente afectados pelas paragens programadas nas instalações da Celbi e da Caima. As acções da Altri fecharam a 5,78 Euros por acção;
- Em 16 de Março de 2007 através de comunicado à CMVM a Altri informou que João Manuel Matos Borges de Oliveira e Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira alienaram, fora de bolsa, as 2.290.000 acções da Altri – SGPS, S.A.
detidas por cada um correspondentes individualmente a 2,23% dos direitos de voto e igual percentagem de capital social. Foi ainda comunicado que cada um destes administradores detém 50% do capital social da Caderno Azul, SGPS, S.A. que nesta mesma data adquiriu, fora de bolsa, 4.580.000 acções da Altri SGPS, S.A. correspondentes a 4,47% do capital e dos direitos de voto desta última;
- Foi efectuada em 2 de Abril a comunicação à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de que, conforme aprovado em Assembleia Geral, a Altri iria pagar um dividendo unitário de 0,05 Euros, relativo ao exercício de 2006, a partir do dia 18 do mesmo mês. Nesta data as acções fecharam a 5,75 Euros por acção;
- Em 9 de Maio de 2007 foram comunicados ao mercado os resultados da Altri relativos ao primeiro trimestre de 2007. Comparativamente com os dados de performance do último trimestre de 2006, o único comparável com o período actual, verifica-se um crescimento, numa base comparável, da actividade do Grupo Altri, nomeadamente ao nível do incremento dos proveitos operacionais, com um aumento de 8%, e no que se refere aos resultados operacionais, com uma variação positiva de 27% face ao período comparável. No primeiro trimestre de 2007, o Grupo Altri atingiu proveitos operacionais consolidados de 106 milhões de Euros, e um resultado líquido consolidado de, aproximadamente, 11 milhões de Euros, cifrando-se o cash-flow operacional (resultados operacionais + amortizações) em, aproximadamente, 28 milhões de Euros. Nesta data a cotação da Altri, SGPS, S.A. encerrava nos 6,55 Euros por acção;
- Em 6 de Junho de 2007, foi comunicado ao mercado que a J.P. Morgan Chase & Co., em seu nome e das suas participadas, deixou de deter uma participação qualificada no capital social da Altri, SGPS, S.A. Este facto resultou da venda, pela sua participada J.P. Morgan Asset Management (UK) Limited actuando na sua qualidade de gestora discricionária de fundos de investimentos, de 738.108 acções ordinárias da sociedade, em 4 de Junho de 2007. Após esta alienação, o número total de acções detidas pela J.P. Morgan Chase & Co. diminuiu para 1.966.113 correspondendo a 1,91% do capital social da Altri;
- Através de comunicado efectuado em 5 de Setembro de 2007, o Grupo anunciou a sua performance relativamente ao 1º semestre de 2007, cifrandose o resultado líquido incluindo interesses minoritários em cerca de 19,3 milhões de Euros. Os proveitos operacionais consolidados ascenderam a pouco mais de 213 milhões de Euros cifrando-se o cash-flow operacional (resultados operacionais + amortizações) em 53,5 milhões de Euros. Os proveitos operacionais do segundo trimestre de 2007 atingiram 107 milhões de Euros, um resultado operacional de 18 milhões de Euros e um cash-flow operacional de 25 milhões de Euros; e
Em 7 de Novembro de 2007, foram comunicados ao mercado os resultados da Altri relativos ao terceiro trimestre de 2007. O Grupo Altri atingiu proveitos operacionais consolidados de cerca de 102 milhões de Euros, o que corresponde a um crescimento de 3% face aos valores registados no 4º trimestre de 2006. O cash-flow operacional cifrou-se em cerca de 27 milhões de Euros, tendo registado um crescimento de 18% face ao 4ºtrimestre de 2006. Estes resultados produziram um resultado líquido consolidado superior a 9 milhões de Euros (+9% face ao 4º trimestre de 2006).
ACTIVIDADE DO GRUPO
Tendo a sua génese sido o resultado de um processo de reestruturação do Grupo Cofina com o objectivo de agregar numa holding distinta as áreas de actividade industrial, a Altri é actualmente detentora, de interesses nos sectores de Pasta e Papel, bem como nos Aços e Sistemas de armazenagem.
A. Pasta e Papel
A participação neste sector é efectuada através da Celulose do Caima SGPS, a qual por sua vez detém directa e indirectamente, entre outras:
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Caima – Indústria de Celulose (Constância), produção e comercialização de pasta de papel;
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Celbi – Celulose da Beira Industrial, S.A. (Figueira da Foz), produção e comercialização de pasta de papel;
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Celtejo – Empresa de Celulose do Tejo, S.A. (Vila Velha de Ródão), produção e comercialização de pasta de papel;
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CPK – Companhia Produtora de Papel Kraftsack, S.A. (Vila Velha de Ródão), produção e comercialização de papel kraftsack;
-
Silvicaima – Sociedade Silvícola do Caima, S.A. (Constância), unidade detentora e gestora de recursos florestais do grupo;
-
Caima Energia – Empresa de Gestão e Exploração de Energia, S.A. (Constância) e Ródão Power, S.A. (Vila Velha de Ródão), respondem às necessidades de energia eléctrica e térmica para as empresas associadas localizadas nestes pólos.
Adicionalmente, com o objectivo de apoiar as suas necessidades energéticas e expandir a sua actividade para um sector considerado interessante do ponto de vista estratégico, o Grupo detém ainda uma participação de 50% no capital da EDP Bioeléctrica.
Durante o ano de 2007 o mercado internacional de pasta de papel registou uma forte procura da pasta de celulose, cujo preço é referenciado no mercado internacional em USD, e aumentos de preços motivados quer pela forte dinâmica da procura, quer para anular os efeitos provocados pela sistemática desvalorização da moeda americana. A nível mundial, os stocks globais estão em níveis excepcionalmente baixos.
O preço médio da pasta BEKP durante o ano de 2007 foi de cerca de 703 USD/ton, o que representa um crescimento de 10% face ao preço médio registado em 2006 (638 USD/ton). Convertendo para Euros, verificou-se que o preço médio da BEKP se cifrou nos 513 EUR/ton, o corresponde a um crescimento de cerca de 1% face ao preço médio de 509 EUR/ton, registado em 2006.
Em termos de custos de produção, o ano de 2007 ficou marcado por um tendência de subida do preço dos principais factores de produção, nomeadamente a madeira e os químicos derivados do petróleo.
O Grupo Altri registou no ano de 2007 um recorde absoluto de produção em todas as suas unidades industriais, Celbi, Celtejo, Caima e CPK, tendo atingido as 639 mil toneladas, o que representa um crescimento médio de 5% face ao ano de 2006. Na performance das unidades industriais, destaque para os crescimentos verificados na Celbi de 6,8% para as 325 mil toneladas de pasta de papel produzida face às 304 mil toneladas verificadas em 2006 e para a CPK, que produz papel kraftsack, com um aumento de produção de 8,1% para as 62,9 mil toneladas.
GRUPO CELBI
A Celbi, unidade adquirida durante o mês de Agosto de 2006, atingiu durante o exercício de 2007 vendas de 324,8 mil toneladas de pasta de papel, representando um crescimento de 4% face ao exercício anterior.
No que se refere à produção de pasta de papel esta ascendeu a 325 mil toneladas, 6,8% acima da produção do exercício anterior.
GRUPO CAIMA
No ano de 2007, o volume de vendas foi de 113,9 mil toneladas de pasta o que representa um crescimento de 3% face às vendas registadas em 2006. A Península Ibérica e a restante Europa comunitária continuaram a ser os principais mercados.
Em 2007 produziram-se 111,10 mil toneladas de pasta, volume que se situou 2,2% acima da produção de idêntico período do exercício anterior e que configura uma exploração optimizada da capacidade produtiva da fábrica.
A Silvicaima continua a ter um papel importante no abastecimento das empresas do grupo tendo sido possível atingir, em conjunto com os fornecimentos do exterior, stocks de madeira confortáveis no final de 2007. As permutas de madeira com outras empresas do sector, que atingiram no final de Dezembro cerca de 35.000 m3, permitiram a redução dos respectivos custos de transporte.
GRUPO CELTEJO
O volume de vendas, no ano de 2007 ascendeu a 133,4 mil toneladas de pastas Kraft cruas e a 61,6 mil toneladas de papel kraftsack, representando um decréscimo e um aumento, respectivamente, de quase 6% e 4% face ao período homólogo do ano anterior.
A produção de pastas Kraft cruas no ano foi de 139,2 mil toneladas, 1% superior à produção de 2006. No papel kraftsack a produção foi de 62,7 mil toneladas, 8,2% acima da ocorrida em 2006.
No futuro próximo o Grupo prevê aumentar a sua capacidade de produção nas suas unidades, com especial destaque para a Celtejo e para a Celbi. A Altri estima atingir em 2010 uma capacidade de produção total de 910 mil toneladas de pasta, facto que coloca a empresa entre as 10 maiores do mundo na área da pasta de eucalipto.
Durante 2007 as instalações produtivas do sector do papel e pasta de papel continuaram a cumprir escrupulosamente a legislação ambiental, nomeadamente no que se refere aos parâmetros das emissões líquidas e gasosas, bem como à gestão e valorização dos resíduos sólidos.
B. Aços e Sistemas de Armazenagem
A Altri detém a totalidade dos direitos de voto do Grupo F. Ramada através do qual intervém no mercado dos Aços e Sistemas de Armazenagem.
Para além destas duas principais áreas de negócio, a F. Ramada tem ainda interesses no mercado de aços especiais para moldes, serras e ferramentas.
O Grupo Ramada é actualmente composto por 8 empresas, das quais 3 são sedeadas em países da União Europeia (Reino Unido, França e Bélgica), reflectindo os seus objectivos de consolidação da rede de distribuição Europeia, mantendo a posição de relevo no mercado ibérico que já detém através de parcerias com entidades espanholas.
No que se refere ao sector dos Sistemas de Armazenagem, durante o exercício de 2007, verificou-se um crescimento de vendas nos mercados internacionais através da expansão Europeia da força de vendas via distribuidores, tendo-se concretizado negócios em mais de 50 países dos cinco continentes.
A descida do nível de actividade no mercado UK foi compensada pela entrada de novos mercados, como a Alemanha, Polónia e Marrocos, assim como pelo crescimento das vendas em Portugal, Espanha, França e Benelux.
A actual carteira de encomendas, nomeadamente nos negócios de armazenagem (armazenagem automática e armazenagem de alta densidade para o frio) permite ao Grupo encarar o ano de 2008 com optimismo.
Relativamente ao sector dos Aços, o exercício de 2007 foi positivo para a actividade industrial na União Europeia o que gerou um efeito benéfico na actividade industrial em Portugal. Contudo as dificuldades estruturais da economia portuguesa impediram uma evolução positiva. Neste contexto é de realçar a redução verificada ao nível do preço do
aço no mercado europeu no segundo semestre de 2007, com os correspondentes impactos sobre o Grupo.
Evolução do Preço do Aço no Mercado Mundial (Valores em US\$/Tonelada)
Não obstante a redução do preço no mercado europeu, a evolução nos mercados internacionais foi positiva, mantendo a tendência crescente iniciada em períodos anteriores.
Em resultado do crescimento da actividade industrial internacional, os prazos de entrega das siderurgias alargaram-se, obrigando o Grupo a reforçar temporariamente os seus stocks.
A actividade comercial desenvolveu-se em bom nível o que permitiu alcançar os objectivos orçamentados.
ANÁLISE FINANCEIRA
Altri, SGPS, S.A.
A informação financeira consolidada da Altri relativa ao ano de 2007 e respectivos comparativos com o período homólogo de 2006, preparada de acordo com os princípios de reconhecimento e mensuração das Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adoptadas pela União Europeia reflecte a actividade do exercício de 2007 do Grupo Celbi/ Caima/ Celtejo e Grupo Ramada.
Tendo em consideração as alterações no perímetro de consolidação do Grupo durante o exercício de 2006, a comparabilidade dos dados consolidados apresentados é afectada pelo facto da performance do ano de 2006 englobar 4 meses de actividade da Celbi, uma vez que a sua aquisição ocorreu apenas em Agosto de 2006.
Assim sendo, os principais dados e indicadores da actividade consolidada do Grupo podem ser resumidos como seguem:
| (valores em milhares de euros) | Dez-07 | Dez-06 | ∆% | ||
|---|---|---|---|---|---|
| IFRS | IFRS | 07/06 | |||
| Balanço | |||||
| Activo Líquido | 1.056.119 | 773.924 | 36,5% | n.a. | n.a. |
| Capitais Próprios | 118.276 | 85.999 | 37,5% | n.a. | n.a. |
| Dívida Remunerada Bruta (nominal) | 783.038 | 580.092 | 35,0% | n.a. | n.a. |
| Caixa e equivalentes de caixa ( b ) | 136.330 | 25.481 | 435,0% | n.a. | n.a. |
| Dívida Remunerada Líquida (nominal) | 646.708 | 554.611 | 16,6% | n.a. | n.a. |
| Demonstração de Resultados | Dez-07 | Dez-2006 c) | ∆% | Dez-06 (d) | ∆% 07/06 (d) |
| Proveitos Operacionais | 419.336 | 295.535 | 41,9% | 399.111 | 5,1% |
| Resultados Operacionais (EBIT) | 75.778 | 43.662 | 73,6% | 63.740 | 18,9% |
| Resultados Financeiros | (33.462) | (17.001) | -96,8% | n.a. | n.a. |
| Resultado Líquido atribuível aos accionistas da Empresa-mãe | 35.194 | 20.844 | 68,8% | n.a. | n.a. |
| Interesses minoritários | 62 | 265 | -76,6% | n.a. | n.a. |
| Resultado Líquido | 35.256 | 21.109 | 67,0% | n.a. | n.a. |
| Indicadores | Dez-07 | Dez-2006 c) | ∆% | Dez-06 (d) | ∆% 07/06 (d) |
| RL / Prov. Operacionais | 8,4% | 7,1% | n.a. | n.a. | n.a. |
| EBITDA (a) | 102.315 | 63.160 | 62,0% | 90.955 | 12,5% |
| Capitais Próprios / Activo | 11,2% | 11,1% | n.a. | n.a. | n.a. |
| Return on Equity | 29,8% | 24,2% | n.a. | n.a. | n.a. |
(a) EBITDA = Resultados Operacionais + Amortizações;
(b) incluindo o valor dos investimentos mensurados ao justo valor através de resultados;
(c) incluindo unicamente 4 meses de actividade da Celbi, dada a data da sua aquisição;
(d) considerando 12 meses de actividade da Celbi em 2006.
No ano de 2007, o Grupo Altri atingiu proveitos operacionais consolidados de cerca de 419 milhões de Euros, o que corresponde a um crescimento de 42% face aos valores registados em 2006 e de 5% face ao pró-forma considerando 12 meses de actividade da Celbi. O EBITDA cifrou-se em cerca de 102 milhões de Euros, tendo registado um crescimento de 62% face ao ano de 2006 e de 12% em relação ao EBITDA pró-forma. Assim, o resultado líquido consolidado do ano de 2007 foi superior a 35 milhões de Euros, tendo crescido cerca de 67% face ao registado no exercício de 2006.
O investimento total (CAPEX) realizado durante o ano de 2007 ascendeu a 107 milhões de Euros. O endividamento nominal líquido do Grupo Altri em 31 de Dezembro de 2007 ascendia a, aproximadamente, 647 milhões de Euros.
Registe-se que no final do ano de 2007 a Altri detinha sob gestão cerca de 78 mil hectares de floresta em Portugal, o que representa um aumento de cerca de 3 mil hectares da floresta total sob gestão, que no final de 2006 era de cerca de 75 mil hectares.
De realçar ainda a cifra atingida ao nível da rentabilidade dos capitais próprios (ROE) que se situou perto dos 30%, um crescimento superior a 5 pontos percentuais face a 2006.
Com o objectivo de proporcionar informação ao mercado e aos accionistas para uma melhor análise da performance das actividades realizadas no sector da pasta e papel e no sector dos aços durante o exercício de 2007, apresenta-se seguidamente informação financeira e operacional sobre estes grupos.
Grupo Celbi/Caima/Celtejo
Conforme referido anteriormente, tendo em consideração as alterações no perímetro de consolidação do Grupo durante o exercício de 2006, a comparabilidade dos dados consolidados apresentados é afectada pelo facto da performance do ano de 2006 englobar 4 meses de actividade da Celbi, uma vez que a sua aquisição ocorreu apenas em Agosto de 2006.
| (valores em milhares de euros) | IFRS | IFRS | ∆% | ||
|---|---|---|---|---|---|
| Dez-07 | Dez-06 | 07/06 | |||
| Balanço | |||||
| Activo Líquido | 900.004 | 668.183 | 35% | n.a. | n.a. |
| Capitais Próprios | 126.868 | 80.184 | 58% | n.a. | n.a. |
| Dívida Remunerada Bruta (nominal) | 627.141 | 504.645 | 24% | n.a. | n.a. |
| Caixa e equivalentes de caixa ( b ) | 72.573 | 15.785 | 360% | n.a. | n.a. |
| Dívida Remunerada Líquida (nominal) | 554.568 | 488.860 | 13% | n.a. | n.a. |
| Demonstração de Resultados | Dez-07 | Dez-2006 c) | ∆% | Dez-06 (d) | ∆% 07/06 (d) |
| Proveitos Operacionais | 312.112 | 196.274 | 59% | 299.850 | 4% |
| Vendas e prestações de serviços | 317.245 | 187.690 | 69% | 291.040 | 9% |
| Resultados Operacionais (EBIT) | 67.345 | 33.804 | 99% | 53.882 | 25% |
| Resultado Líquido atribuível aos accionistas da empresa-mãe | 31.735 | 19.317 | 64% | n.a. | n.a. |
| Indicadores | Dez-07 | Dez-2006 c) | ∆% | Dez-06 (d) | ∆% 07/06 (d) |
| RL / Prov. Operacionais | 10,2% | 9,8% | 4% | n.a. | n.a. |
| EBITDA (a) | 91.626 | 51.053 | 79% | 78.848 | 16% |
| Margem EBITDA | 28,9% | 27,2% | n.a. | n.a. | n.a. |
| Capitais Próprios / Activo | 14,1% | 12,0% | 17% | n.a. | n.a. |
| Return on Equity | 25,0% | 24,1% | 4% | n.a. | n.a. |
(a) EBITDA = Resultados Operacionais + Amortizações;
(b) incluindo o valor dos investimentos detidos para negociação;
(c) incluindo unicamente 4 meses de actividade da Celbi, dada a data da sua aquisição;
(d) considerando 12 meses de actividade da Celbi em 2006.
No ano de 2007, o Grupo Celbi/Caima/Celtejo atingiu proveitos operacionais de cerca de 312 milhões de Euros, o que corresponde a um crescimento de 59% face aos valores registados em 2006 e de 4% face ao pró-forma considerando 12 meses de actividade da Celbi. O EBITDA cifrou-se em cerca de 92 milhões de Euros, tendo registado um crescimento de 79% face ao ano de 2006 e de 16% em relação ao EBITDA pró-forma que considera 12 meses de actividade da Celbi. Os resultados operacionais atingiram os 67 milhões de Euros, um crescimento de 99% face a 2006 e de 25% face à referida informação pró-forma.
A margem EBITDA registada no ano de 2007 foi de cerca de 29%, enquanto que no ano anterior se tinha cifrado nos 27%, evidenciando um crescimento superior a 2 pontos percentuais.
Em 2007, a produção total da unidade de pasta de papel da Altri (Celbi/Caima/Celtejo) ascendeu a cerca de 576 mil toneladas, o que representa um crescimento de cerca de 5% face à produção total registada no período homólogo de 2006.
Durante o ano de 2007 o mercado internacional de pasta de papel registou uma forte procura da pasta de celulose, cujo preço é referenciado no mercado internacional em USD, e aumentos de preços motivados quer pela forte dinâmica da procura, quer para anular os efeitos provocados pela sistemática desvalorização da moeda americana. A nível mundial, os stocks globais estão em níveis excepcionalmente baixos.
O preço médio da pasta BEKP durante o ano de 2007 foi de cerca de 703 USD/ton, o que representa um crescimento de 10% face ao preço médio registado em 2006 (638 USD/ton). Convertendo para Euros, verificou-se que o preço médio da BEKP se cifrou nos 513 EUR/ton, o corresponde a um crescimento de cerca de 1% face ao preço médio de 509 EUR/ton, registado em 2006.
Em termos de custos de produção, o ano de 2007 ficou marcado por um tendência de subida do preço dos principais factores de produção, nomeadamente a madeira e os químicos derivados do petróleo.
| (valores em milhares de euros) | IFRS | IFRS | ∆% |
|---|---|---|---|
| Dez-07 | Dez-06 | ||
| Balanço | |||
| Activo Líquido | 223.219 | 97.988 | 128% |
| Capitais Próprios | 37.389 | 34.287 | 9% |
| Dívida Remunerada Bruta (nominal) | 116.397 | 33.597 | 246% |
| Caixa e equivalentes de caixa ( b ) | 63.677 | 6.515 | 877% |
| Dívida Remunerada Líquida (nominal) | 52.721 | 27.082 | 95% |
| Demonstração de Resultados | Dez-07 | Dez-06 | ∆% |
| Proveitos Operacionais | 109.986 | 103.971 | 6% |
| Resultados Operacionais (EBIT) | 10.752 | 11.157 | -4% |
| Resultado Líquido | 6.995 | 7.639 | -8% |
| Indicadores | Dez-07 | Dez-06 | ∆% |
| RL / Prov. Operacionais | 6,4% | 7,3% | -13% |
| EBITDA (a) | 12.701 | 13.103 | -3% |
| Capitais Próprios / Activo | 16,7% | 35,0% | -52% |
| Return on Equity | 18,7% | 22,3% | -16% |
Grupo F. Ramada
(a) EBITDA = Resultados Operacionais + Amortizações;
(b) incluindo o valor dos investimentos detidos para negociação;
Os proveitos operacionais consolidados do Grupo Ramada ascenderam a, aproximadamente, 110 milhões de Euros, um incremento de 6% face ao período homólogo de 2006. O resultado operacional decresceu 4%, para cerca de 11 milhões de
Euros, enquanto que o EBITDA ascendeu a cerca de 13 milhões de Euros (-3%) durante o ano de 2007.
O principal motivo para o desempenho registado do EBITDA prende-se com uma redução da margem bruta, motivada pelo aumento do preço do aço no mercado internacional e que tem conduzido a crescimentos na rubrica "Custo das Matérias Vendidas e Materiais Consumidos".
PERSPECTIVAS PARA O EXERCÍCIO DE 2008
O ano de 2008 é encarado pelo grupo Altri de forma optimista face ao crescimento exponencial verificado desde a data da sua constituição, em Março de 2005, e tendo em conta os recentes investimentos realizados.
Durante o exercício de 2007 foi decidida a alienação da Ródão Power – Energia e Biomassa do Ródão, S.A., o que o Conselho de Administração estima que aconteça durante o exercício de 2008.
No segmento da Pasta e Papel, se por um lado a contracção na produção de papel aliada a um aumento da oferta da pasta poderão ter efeitos negativos na evolução do preço, por outro lado a pressão dos custos da madeira e do câmbio exercerão uma forte pressão em sentido contrário. Espera-se assim poder sustentar os preços das pastas. Adicionalmente, deverão igualmente contribuir de forma positiva para a performance do Grupo, ainda que não necessariamente já no exercício de 2008, os investimentos em curso nas unidades industriais da Celbi e Celtejo, que possibilitarão permitir atingir em 2010 uma capacidade de produção total de 910 mil toneladas de pasta.
No sector dos Aços a execução de novos projectos e investimentos dirigidos à produção de novos produtos e desenvolvimento da competitividade e qualidade perspectivam uma melhoria da actividade e o cumprimento dos objectivos fixados.
Ao nível dos Sistemas de Armazenagem, a política de investimentos contínua, a par da redução de custos e aumento de produtividade, permite ao Grupo estar optimista relativamente aos objectivos de crescimento de vendas e de rentabilidade esperados para 2008.
Em 16 de Abril de 2008 o Conselho de Administração da ALTRI, S.G.P.S., S.A. aprovou um projecto de cisão-simples desta sociedade, o qual prevê a separação das duas unidades de negócio autónomas da ALTRI correspondentes ao exercício da actividade da gestão de participações sociais, respectivamente, no sector da pasta e papel e no sector do aço e sistemas de armazenagem.
Esta reorganização insere-se numa lógica de focalização e transparência dos negócios da ALTRI, visando conferir a cada uma das áreas uma maior visibilidade e percepção de valor pelo mercado.
Conforme se prevê no referido projecto de cisão-simples, que será submetido à apreciação e deliberação dos accionistas da ALTRI em Assembleia Geral a convocar para o efeito, a prossecução de tal objectivo passará pela cisão da ALTRI, na modalidade de cisão – simples prevista na alínea a) do n.º 1 do art. 118.º do Código das Sociedades Comerciais, envolvendo o destaque para uma sociedade a constituir da
unidade de negócios autónoma correspondente ao exercício da actividade de gestão de participações sociais no sector do aço e sistemas de armazenagem.
A gestão da unidade de negócios da pasta e papel permanecerá na ALTRI, mantendose as acções representativas do seu capital social admitidas à negociação no EUROLIST BY EURONEXT, mercado de cotações oficiais gerido pela EURONEXT LISBON – Sociedade Gestora de Mercados Regulamentados, S.A. As acções representativas do capital social da nova sociedade serão objecto de pedido de admissão à negociação nesse mesmo mercado.
PROPOSTA DO CONCELHO DE ADMINISTRAÇÃO PARA APLICAÇÃO DO RESULTADO LÍQUIDO INDIVIDUAL
A Altri, S.G.P.S., S.A. na qualidade de holding do Grupo, registou nas suas contas individuais preparadas de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal um resultado líquido de 2.059.260,34 Euros, para o qual, nos termos legais e estatutários, o Conselho de Administração propõe à Assembleia Geral a seguinte aplicação:
Reserva Legal 102.963,02 Distribuição de dividendos 1.956.297,32
------------------ 2.059.260,34 ==========
Adicionalmente, o Conselho de Administração propõe a distribuição de 3.171.994,48 Euros relativos a Reservas Livres pelo que no total esta aplicação corresponde a uma distribuição de dividendos de 0,05 Euros por acção (num total de 102.565.836 acções).
GOVERNO DA SOCIEDADE
No cumprimento das orientações constantes do Regulamento da CMVM n.º 07/2001, com as alterações introduzidas pelos Regulamentos nº 11/2003 e nº 10/2005, este ponto pretende ser o resumo dos aspectos fundamentais da gestão da Sociedade no que respeita ao Conselho de Administração, tendo em conta a necessidade de transparência relativamente a esta matéria e a necessidade de informação por parte dos investidores e dos destinatários da informação.
Este capítulo encontra-se organizado segundo as instruções definidas pelo Anexo ao regulamento supracitado, sendo entendimento do Conselho de Administração de que foram cumpridas, na sua maioria, as disposições constantes das Recomendações da CMVM sobre o Governo das Sociedade Cotadas.
Face ao ano transacto, é de realçar neste ponto que, no seguimento das alterações introduzidas ao Código das Sociedades Comerciais pelo Decreto-Lei 76-A/2006, a Assembleia Geral de Accionistas realizada em 29 de Março de 2007 aprovou uma alteração parcial do contrato de sociedade, com a alteração da estrutura de fiscalização da Sociedade, passando esta a ser exercida por um Conselho Fiscal e por um Revisor Oficial de Contas.
Assim, foram eleitos, até ao termo do mandato em curso (2005/2007):
Conselho Fiscal
- Dr. João da Silva Natária Presidente
- Dr. Manuel Tiago Alves Baldaque de Marinho Fernandes Vogal
- Dra. Cristina Isabel Linhares Fernandes Vogal
- Dr. Joaquim Augusto Soares da Silva Suplente
Revisor Oficial de Contas
• Deloitte & Associados, SROC S.A., representada pelo Dr. António Manuel Martins Amaral
0. Declaração de cumprimento
A Altri, S.G.P.S., S.A. cumpre com a maioria das recomendações da CMVM relativas ao Governo das Sociedades, à excepção das seguintes (conforme numeração do Anexo ao Regulamento da CMVM 07/2001, com as alterações introduzidas subsequentemente):
Recomendação I-2: Muito embora não existam comissões de controlo interno formais com a atribuição de competências na avaliação da estrutura e governo societários, o Conselho de Administração entende que tais funções podem ser garantidas pelo próprio Conselho de Administração ao nível individual da Sociedade e que as mesmas funções são exercidas pelos departamentos de controlo de gestão das suas subsidiárias.
Ao nível das competências na avaliação de questões éticas e da estrutura e governo societário, tais funções são exercidas directamente pelo Conselho de Administração, que mantém um debate constante sobre esta problemática.
- Recomendação III-2: A Altri, S.G.P.S., S.A. não possui uma unidade orgânica dedicada especificamente à auditoria interna. Esta tarefa é desempenhada pelo departamento de controlo de gestão, sob a supervisão da Direcção Financeira, o qual elabora relatórios mensais para análise de cada um dos Conselhos de Administração das várias sociedades participadas.
- Recomendação IV: O Conselho de Administração eleito em Assembleia Geral não inclui qualquer membro que nos termos do Regulamento 11/2003 possa ser considerado independente.
- Recomendação IV-5: A Altri, S.G.P.S., S.A. divulga no presente capítulo informação relativa à remuneração fixa e variável dos seus administradores, entendendo que a divulgação da remuneração individual de cada administrador não traz informação relevante para os accionistas.
I. Divulgação de Informação
- Órgãos e definições de competências
Órgãos Sociais
Os corpos sociais da Altri, S.G.P.S., S.A. são:
Assembleia Geral, composta por todos os accionistas com direito de voto, a quem compete deliberar sobre alterações estatutárias, proceder à apreciação geral da administração e fiscalização da Sociedade, deliberar sobre o relatório de gestão e contas do exercício, proceder à eleição dos corpos sociais de sua competência e, de uma forma geral, deliberar sobre todos os termos que lhe forem submetidos pelo Conselho de Administração;
- Conselho de Administração, composto actualmente por 5 membros, a quem compete praticar todos os actos de gestão na concretização de operações inerentes ao seu objecto social, tendo por fim o interesse da Sociedade, accionistas e trabalhadores. Em 31 de Dezembro de 2007 este órgão era composto pelos seguintes membros:
- o Paulo Jorge dos Santos Fernandes Presidente
- o João Manuel Matos Borges de Oliveira Vogal
- o Pedro Macedo Pinto de Mendonça Vogal
- o Domingos José Vieira de Matos Vogal
- o Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira Vogal
- Conselho Fiscal, designado pela Assembleia Geral, composto por três membros e um ou dois suplementes, competindo-lhe a fiscalização da sociedade, bem como a designação de um Revisor Oficial de Contas ou Sociedade de Revisores Oficiais de Contas. Em 31 de Dezembro de 2007 este órgão era composto pelos seguintes membros:
- o Dr. João da Silva Natária Presidente
- o Dr. Manuel Tiago Alves Baldaque de Marinho Fernandes Vogal
- o Dra. Cristina Isabel Linhares Fernandes Vogal
- o Dr. Joaquim Augusto Soares da Silva Suplente
- Revisor Oficial de Contas (ou Sociedade de Revisores Oficiais de Contas), a quem compete proceder ao exame das contas da sociedade. Em 31 de Dezembro de 2007 era função era desempenhada pela Deloitte & Associados, SROC S.A.
Principais áreas de responsabilidade dos membros do Conselho de Administração
O Conselho de Administração, eleito em Assembleia Geral, funciona de forma colegial com as funções de gestão e coordenação das diferentes empresas do Grupo e é constituído actualmente por um presidente e quatro vogais, exercendo todos os membros funções executivas.
A distribuição de pelouros entre os diversos membros do Conselho de Administração pode ser efectuada do seguinte modo:
| João Borges Oliveira Chief Financial Officer |
Paulo Fernandes Chairman |
Domingos Matos Pedro Pinto Mendonca Carlos Borges Oliveira Vogais do C.A. |
|---|---|---|
| -------------------------------------------------------- | ------------------------------------ | ------------------------------------------------------------------------------------ |
De um modo geral, os administradores da Altri SGPS, actuando na condição de tal, centram a sua actividade essencialmente na gestão das participações do Grupo e na definição das linhas de desenvolvimento estratégico. A gestão diária das
empresas operacionais é realizada pela administração de cada uma das sociedades, a qual integra igualmente alguns dos administradores da Altri SGPS, mas igualmente outros administradores com competências e pelouros especificamente definidos.
Deste modo, e tendo em consideração o desenvolvimento da actividade dos membros do Conselho de Administração quer na Altri SGPS quer nas diversas empresas que integram o grupo, o organigrama funcional pode ser apresentado do seguinte modo:
2. Comissões existentes na Sociedade
De acordo com os estatutos da Sociedade, os membros dos órgãos sociais terão as remunerações que forem fixadas por uma comissão de três accionistas, um dos quais será o presidente e terá voto de qualidade, todos eleitos por deliberação dos accionistas. A remuneração dos administradores poderá ser certa ou consistir parcialmente numa percentagem que nunca poderá exceder cinco por cento dos lucros do exercício. No entanto, a Comissão de Remunerações não se encontra actualmente nomeada, não sendo os membros dos órgãos sociais actualmente remunerados pela Sociedade.
Não existem quaisquer outras Comissões formalmente constituídas em funcionamento na Sociedade.
3. Descrição do sistema de controlo de riscos implementado na sociedade
O Conselho de Administração considera que o Grupo se encontra exposto aos riscos normais decorrentes da sua actividade, nomeadamente ao nível das unidades operacionais. Assim, os principais riscos a que o Grupo considera estar sujeito são: Risco de Crédito, Risco de Taxa de Juro, Risco de Taxa de Câmbio e Risco de variabilidade nos preços de commodities.
Risco de Crédito
À semelhança de qualquer actividade que envolva uma componente comercial, o Risco de Crédito é um factor primordial tido em consideração pela Administração nas unidades operacionais. Numa primeira abordagem o risco de crédito é gerido através de uma análise continuada do rating de crédito de cada um dos clientes, antecipadamente à sua aceitação, e subsidiariamente, através da adequação dos prazos concedidos para pagamento. A avaliação do risco de crédito é efectuada numa base regular, tendo em consideração as condições correntes de conjuntura económica e a situação específica do crédito de cada uma das empresas, sendo adoptados procedimentos correctivos sempre que tal se julgue conveniente.
Risco de Taxa de Juro
Tendo em consideração o endividamento a que se encontra exposto o Grupo, eventuais variações sobre a taxa de juro poderão ter um impacto indesejado sobre os resultados. Neste sentido, a adequada gestão do risco de taxa de juro leva a que o Grupo tente optimizar o balanceamento entre o custo da dívida e a exposição à variabilidade das taxas. Assim, quando se considera ultrapassado o limite desejado de exposição ao risco de taxa de juro, são contratados swaps de taxa de juro que cubram a exposição da Empresa ao risco e que atenuem a volatilidade dos seus resultados.
Risco de Taxa de Câmbio
Efectuando um elevado volume de transacções com entidades não residentes e fixados em moeda diferente de Euro, a variação de taxa de câmbio poderá ter um impacto relevante sobre a performance do Grupo. Deste modo, sempre que considerado necessário para reduzir a volatilidade dos seus resultados, o Grupo procura efectuar uma cobertura da sua exposição à variabilidade da taxa de câmbio através da contratação de instrumentos financeiros derivados.
Risco de variabilidade nos preços de commodities
Desenvolvendo a sua actividade em dois sectores que transaccionam commodities (pasta de papel e aço), o Grupo encontra-se particularmente exposto a variações de preço, com os correspondentes impactos nos seus resultados. No entanto, a inserção nestes sectores permite-lhe a celebração de contractos de cobertura de variação de preços de pasta de papel, pelos montantes e valores considerados adequados às operações previstas, atenuando assim a volatilidade dos seus resultados.
4. Evolução da cotação das acções da Altri na Euronext Lisboa
Em complemento à análise efectuada anteriormente sobre a evolução da cotação dos títulos da Altri, apresenta-se em seguida uma análise detalhada das variações mais significativas tendo em consideração factores relevantes como o anúncio de
resultados, pagamento de dividendos ou a emissão de acções ou outros valores mobiliários ocorridos ao longo do exercício.
Evolução bolsista
- Através de comunicado efectuado em 7 de Março de 2007, o Grupo anunciou a sua performance relativamente ao exercício de 2006, cifrando-se o resultado líquido incluindo interesses minoritários em cerca de 21,1 milhões de Euros (esta performance engloba apenas 4 meses de actividade da Celbi dado que a sua aquisição data de Agosto de 2006). Os proveitos operacionais consolidados ascenderam a 296 milhões de Euros cifrando-se o cash-flow operacional (resultados operacionais + amortizações) em 63 milhões de Euros. O resultado líquido consolidado atribuível aos accionistas da empresa-mãe no exercício de 2006 ascendeu a 20,8 milhões de Euros. Os proveitos operacionais do 4º trimestre de 2006 atingiram 98,5 milhões de Euros, um resultado operacional de 16,7 milhões de Euros e um EBITDA de 22,5 milhões de Euros, apesar de estes valores terem sido negativamente afectados pelas paragens programadas nas instalações da Celbi e da Caima. As acções da Altri fecharam a 5,78 Euros por acção;
- Foi efectuada em 2 de Abril a comunicação à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de que, conforme aprovado em Assembleia Geral, a Altri iria pagar um dividendo unitário de 0,05 Euros, relativo ao exercício de 2006, a partir do dia 18 do mesmo mês. Nesta data as acções fecharam a 5,75 Euros por acção;
- Em 9 de Maio de 2007 foram comunicados ao mercado os resultados da Altri relativos ao primeiro trimestre de 2007. Comparativamente com os dados de performance do último trimestre de 2006, o único comparável com o período actual, verifica-se um crescimento, numa base comparável, da actividade do Grupo Altri, nomeadamente ao nível do incremento dos proveitos operacionais, com um aumento de 8%, e no que se refere aos resultados operacionais, com uma variação positiva de 27% face ao período comparável. No primeiro trimestre de 2007, o Grupo Altri atingiu proveitos operacionais consolidados de
106 milhões de Euros, e um resultado líquido consolidado de, aproximadamente, 11 milhões de Euros, cifrando-se o cash-flow operacional (resultados operacionais + amortizações) em, aproximadamente, 28 milhões de Euros. Nesta data a cotação da Altri, SGPS, S.A. encerrava nos 6,55 Euros por acção;
- Através de comunicado efectuado em 5 de Setembro de 2007, o Grupo anunciou a sua performance relativamente ao 1º semestre de 2007, cifrandose o resultado líquido incluindo interesses minoritários em cerca de 19,3 milhões de Euros. Os proveitos operacionais consolidados ascenderam a pouco mais de 213 milhões de Euros cifrando-se o cash-flow operacional (resultados operacionais + amortizações) em 53,5 milhões de Euros. Os proveitos operacionais do segundo trimestre de 2007 atingiram 107 milhões de Euros, um resultado operacional de 18 milhões de Euros e um cash-flow operacional de 25 milhões de Euros; e
- Em 7 de Novembro de 2007, foram comunicados ao mercado os resultados da Altri relativos ao terceiro trimestre de 2007. O grupo Altri atingiu proveitos operacionais consolidados de cerca de 102 milhões de Euros, o que corresponde a um crescimento de 3% face aos valores registados no 4º trimestre de 2006. O cash-flow operacional cifrou-se em cerca de 27 milhões de Euros, tendo registado um crescimento de 18% face ao 4ºtrimestre de 2006. Estes resultados produziram um resultado líquido consolidado superior a 9 milhões de Euros (+9% face ao 4º trimestre de 2006).
5. Política de dividendos
Tendo sido constituída no decurso do exercício de 2005, a Altri não tem ainda um historial de distribuição de dividendos perfeitamente definido. No entanto, de acordo com a política definida pelo Conselho de Administração, são propostos montantes relativos a distribuição de dividendos que tenham como objectivo proporcionar uma adequada remuneração aos accionistas do capital investido, sem nunca perder de vista as necessidades de expansão/investimento do Grupo.
Relativamente ao exercício de 2005, foi efectuada uma distribuição de dividendos no montante de 2.564.146 Euros, correspondendo a um dividendo de 0,05 euros por acção para um total de 51.282.918.
Relativamente ao exercício de 2006, foi efectuada uma distribuição de dividendos no montante de 5.128.292 Euros, correspondendo a um dividendo de 0,05 euros por acção para um total de 102.565.836.
Relativamente ao exercício de 2007, o Conselho de Administração propõe um dividendo igual ao do exercício anterior, ou seja, 0,050 Euros por acção para um total de 102.565.836 acções, correspondendo assim a um valor global de dividendos de 5.128.292 Euros.
6.
Planos de atribuição de acções e de opção de aquisição de acções
A Altri, S.G.P.S., S.A. não possui qualquer plano de atribuição de acções ou de opções de aquisição de acções aos membros dos órgãos sociais, nem aos seus trabalhadores.
7. Negócios realizados entre a Sociedade e membros dos órgãos sociais
Durante o exercício de 2007, não foram realizados quaisquer negócios entre a Sociedade e os membros dos seus órgãos sociais (de administração e de fiscalização), titulares de participações qualificadas ou sociedades em relação de domínio ou grupo, que não tenham sido realizados em condições normais de mercado para operações do mesmo género, e sempre inseridas na actividade normal da sociedade, de gestão das suas participações financeiras.
8. Gabinete de Apoio ao Investidor
Na sociedade existe um representante para as relações com o mercado – Dr. Alfredo Luís Portocarrero Pinto Teixeira, secretário da Sociedade.
Os contactos com vista à obtenção de informações por parte de investidores poderão ser efectuados pelas seguintes vias:
Rua do General Norton de Matos, 68 – r/c 4050-424 Porto Telefone: 22 8346502 Fax: 22 8346503 E-mail: [email protected]
Sempre que necessário, este representante assegura ao mercado a prestação de toda a informação relevante no tocante a acontecimentos marcantes, factos enquadráveis como factos relevantes, divulgação trimestral de resultados e resposta a eventuais pedidos de esclarecimento por parte dos investidores ou público em geral sobre informação financeira de carácter público.
Adicionalmente, através da sua página oficial na Internet (www.altri.pt), a Altri disponibiliza informação financeira relativamente à sua actividade individual e consolidada, bem como das suas empresas participadas. Esta página é igualmente utilizada pela empresa para divulgação de comunicados efectuados à imprensa com indicação sobre quaisquer factos relevantes para a vida societária. Nesta página encontram-se igualmente disponíveis os documentos de prestação de contas da Empresa.
9. Comissão de remunerações
Conforme mencionado anteriormente, não se encontra em funções a comissão de remunerações prevista nos estatutos da Sociedade, em virtude de os membros do Conselho de Administração e restantes órgãos sociais não serem remunerados directamente pela Altri, S.G.P.S., S.A. mas directamente pelas empresas subsidiárias onde desempenham funções.
10. Remunerações pagas aos auditores
As remunerações pagas aos nossos auditores e a outras pessoas colectivas pertencentes à mesma rede, pelas empresas em relação de domínio ou de grupo, ascendem a cerca de 595 mil Euros, distribuídas da seguinte forma:
| - Serviços de revisão legal das contas | 39,3% |
|---|---|
| - Outros serviços de garantia de fiabilidade | 20,5% |
| - Serviços de consultoria fiscal | 32,6% |
| - Outros serviços | 7,6% |
O Conselho de Administração, na solicitação dos projectos atribuídos aos auditores das empresas do grupo, assegura, antes da sua adjudicação, que a estes e sua respectiva rede não são contratados serviços que, nos termos da Recomendação da Comissão Europeia nº C (2002) 1873 de 16 de Maio de 2002 possam pôr em causa a sua independência. Adicionalmente, a independência é salvaguardada pelo facto de os outros serviços serem prestados por profissionais diferentes dos que executam os trabalhos de auditoria financeira.
II. Exercício de direitos de voto e representação de accionistas
A Altri, previamente a cada Assembleia Geral, e respeitando os prazos legais, procede a ampla publicitação das datas em que as mesmas ocorrerão, sendo complementado no site institucional da Altri (www.altri.pt) o aviso da convocatória.
A Assembleia Geral é constituída por todos os accionistas com direito a voto, correspondendo um voto a cada acção.
Tem direito a voto o accionista titular de uma acção registada ou depositada em seu nome em sistema centralizado de valores mobiliários. Os registos ou depósitos anteriormente referidos e o bloqueio das acções deverão mostrar-se efectuados e ser comprovados perante a sociedade com a antecedência mínima de cinco dias relativamente à data para que a reunião da Assembleia Geral foi convocada.
O voto por correspondência pode ser efectuado nos seguintes termos:
-
o voto por correspondência deverá ser exercido por declaração escrita, com a assinatura devidamente reconhecida (por notário, advogado ou solicitador), acompanhada de documento comprovativo da inscrição de acções em nome do accionista e respectiva imobilização até ao termo do dia da realização da assembleia geral;
-
a declaração de se pretender exercer o voto por correspondência e o documento comprovativo da qualidade de accionista devem ser entregues na sede social, até às dezassete horas do quinto dia útil anterior ao dia designado para a reunião, com identificação do remetente, dirigido ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral;
-
deverá haver uma declaração de voto para cada ponto da Ordem do Dia para o qual seja admitido o voto por correspondência e cada declaração de voto deverá ser enviada em envelope fechado e lacrado, dentro da referida carta, e só poderá ser aberta pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral no momento da
contagem dos votos, pelo que cada envelope deverá indicar no seu exterior o ponto da Ordem do Dia a que o voto respeitar;
-
os votos emitidos por correspondência valerão como votos negativos em relação a propostas de deliberação apresentadas ulteriormente à emissão do voto;
-
a presença na Assembleia Geral do accionista ou de representante deste será entendida como revogação do seu voto por correspondência.
Não existe um modelo especificamente determinado para o exercício do direito de voto por correspondência.
Não se encontra para já prevista a possibilidade do exercício de direito de voto por meios electrónicos.
Os accionistas individuais com direito de voto poderão fazer-se representar por outro accionista, por cônjuge, ascendente ou descendente, ou por qualquer membro do Conselho de Administração. As pessoas colectivas que sejam accionistas da Sociedade serão representadas por quem designarem para o efeito. As representações mencionadas devem ser comunicadas ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, por carta entregue na sede social, até às dezassete horas do quinto dia anterior ao dia designado para a reunião da Assembleia Geral.
Os accionistas que não forem titulares de um número de acções necessário para que tenham direito de voto, poderão agrupar-se de forma a perfazer esse número, devendo designar um só deles que a todos represente na Assembleia Geral.
III. Regras Societárias
Código de Conduta e Regulamentos Internos
Pelo facto da Altri ter a qualidade de Sociedade Aberta, existe por parte da Administração e seus colaboradores uma grande atenção no cumprimento dos deveres de confidencialidade nas relações com terceiros, salvaguardando a posição da Altri em situações de conflito de interesse.
Foi aprovado pelo Conselho de Administração da Altri um regulamento interno que define que os membros da Administração estão impedidos de transaccionar acções representativas do capital da Altri, S.G.P.S., S.A., bem como títulos nelas convertíveis ou que a elas confiram direitos:
- a) no período compreendido entre o 15º dia anterior ao termo de cada trimestre ou de cada exercício e a divulgação pública, qualquer que seja o meio utilizado, dos correspondentes resultados;
- b) no período compreendido entre a decisão dos órgãos competentes da Altri, S.G.P.S., S.A. de propor uma emissão de acções representativas do seu capital social ou de títulos nelas convertíveis ou que a elas confiram direito e a respectiva divulgação pública, qualquer que seja o meio utilizado para o efeito.
Sempre que esteja em curso uma operação sobre o capital da Altri, S.G.P.S., S.A. que tenha dado lugar à publicação de prospecto, não se aplicam as disposições
anteriormente apresentadas desde a data da publicação do prospecto até ao termo do período de subscrição ou aquisição dos valores abrangidos pela operação objecto desse prospecto.
No que se refere ao seu controlo interno, as empresas operacionais do Grupo Altri possuem órgãos de controlo de gestão que exercem a sua actividade a todos os níveis das empresas participadas, elaborando relatórios com periodicidade mensal para cada Conselho de Administração, isto para além da actividade desenvolvida pelo Revisor Oficial de Contas e dos auditores externos, que nos termos da lei exercem funções nas diversas sociedades.
Não existem quaisquer condições específicas que limitem o exercício de direitos de voto pelos accionistas da Sociedade ou outras matérias susceptíveis de interferir no êxito de Ofertas Públicas de Aquisição; não existem igualmente quaisquer acordos para-sociais que sejam do conhecimento da Sociedade.
IV. Órgão de administração
1. Caracterização do Conselho de Administração
De acordo com os actuais estatutos da Altri, o Conselho de Administração é constituído por três, cinco, sete ou nove membros, accionistas ou não, eleitos em Assembleia Geral por períodos de 3 anos.
O actual Conselho de Administração é constituído por 5 elementos, sendo os seus cargos distribuídos como segue:
| Paulo Jorge dos Santos Fernandes | Presidente |
|---|---|
| João Manuel Matos Borges de Oliveira | Vogal |
| Pedro Macedo Pinto de Mendonça | Vogal |
| Domingos José Vieira de Matos | Vogal |
| Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira | Vogal |
Todos os actuais membros do Conselho de Administração da Altri desempenham funções executivas. Os membros do Conselho de Administração da Altri não podem ser considerados independentes, na medida em que todos eles fazem parte do Conselho de Administração da Cofihold, S.G.P.S., S.A., empresa detentora de cerca de 20% do capital da Altri, e que sobre ela exerce uma influência dominante.
Os actuais membros do Conselho de Administração foram nomeados para o triénio 2005/2007 através da escritura de cisão que deu lugar à criação da Altri, realizada no dia 14 de Fevereiro de 2005, tendo sido esta a primeira nomeação dos membros.
Em 31 de Dezembro de 2007 os membros do Conselho de Administração eram titulares das seguintes acções da Altri:
| Nº de | ||
|---|---|---|
| Nome | acções | |
| detidas | ||
| Paulo Jorge dos Santos Fernandes | 3.085.746 | |
| Pedro Macedo Pinto de Mendonça | 852.500 | |
| Domingos José Vieira de Matos | 3.469.716 | |
| João Manuel Matos Borges de Oliveira (a) | } | |
| Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira (a) | 4.580.000 |
(a) 4.580.000 acções correspondem ao total das acções da Altri, S.G.P.S., S.A. detidas pela sociedade Caderno Azul – SGPS, S.A., da qual os administradores João Manuel Matos Borges de Oliveira e Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira são accionistas.
A qualificação profissional dos actuais membros do Conselho de Administração, actividade profissional desenvolvida e a indicação de outras empresas onde desempenha funções de administração, é como segue:
Paulo Jorge dos Santos Fernandes
Foi um dos fundadores da Cofina (Sociedade que deu origem à Altri, por cisão), tendo estado directamente envolvido na gestão do Grupo desde a sua criação. É licenciado em Engenharia Electrónica pela Universidade do Porto, tendo posteriormente concluído um MBA na Universidade de Lisboa. Desempenha funções nas áreas de media e indústria, bem como na definição estratégica do Grupo.
Para além das Empresas onde exerce actualmente funções de administração, a sua experiência profissional inclui:
- 1982/1984 Adjunto do Director de Produção da CORTAL
- 1986/1989 Director Geral da CORTAL
- 1989/1994 Presidente do Conselho de Administração da CORTAL
- 1995 Administrador da CRISAL CRISTAIS DE ALCOBAÇA, SA
- 1997 Administrador do Grupo Vista Alegre, SA
- 1997 Presidente do Conselho de Administração da ATLANTIS Cristais de Alcobaça, SA
- 2000/2001 Administrador da SIC
- 2001 Administrador da V.A.A.
Ao longo da sua carreira, desempenhou ainda funções em diversas associações:
- 1989/1994 Presidente da FEMB (Fédération Européene de Mobilier de Bureau) para Portugal
- 1989/1990 Presidente da Assembleia Geral Assoc. Industr. Águeda
- 1991/1993 Membro do Conselho Consultivo Assoc. Ind. Portuense
As outras empresas onde desempenha funções de administração em 31 de Dezembro de 2007 são:
- Altri, S.G.P.S., S.A.
- Caima Indústria de Celulose, S.A.
- Celbi Celulose da Beira Industrial, S.A.
- Celtejo Empresa de Celulose do Tejo, S.A.
- Celulose do Caima, S.G.P.S., S.A.
- Cofihold, S.G.P.S., S.A. (a)
- Cofina Media, S.G.P.S., S.A. (a)
- CPK Companhia Produtora de Papel Kraftsack, S.A.
- Edisport Soc. de Publicações, S.A. (a)
- F. Ramada Participações, S.G.P.S., S.A. (a)
- F. Ramada Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas de Armazenagem, S.A.
- F. Ramada II Imobiliária, S.A.
- F. Ramada Serviços de Gestão, Lda.
- F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A.
- Invescaima, S.G.P.S., S.A.
- Mediafin S.G.P.S., S.A. (a)
- Presselivre Imprensa Livre, S.A. (a)
- Prestimo Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
- Ródão Power, S.A.
- Sociedade Imobiliária Porto Seguro Investimentos Imobiliários, S.A. (a)
- (a) sociedades que, em 31 de Dezembro de 2007, não podem ser consideradas como fazendo parte do grupo Altri, S.G.P.S., S.A.
João Manuel Matos Borges de Oliveira
Sendo igualmente um dos fundadores da Cofina (Sociedade que deu origem à Altri, por cisão), desempenha funções de administração da Empresa desde a sua constituição. É licenciado em Engenharia Química pela Universidade do Porto, tendo frequentado uma pós graduação na Universidade Católica de Lisboa e concluído o MBA do Insead. Desempenha funções nas áreas de media e indústria, bem como na definição estratégica do Grupo.
Para além das Empresas onde exerce actualmente funções de administração, a sua experiência profissional inclui:
- 1982/1983 Adjunto do Director de Produção da Cortal
- 1984/1985 Director de Produção da Cortal
- 1987/1989 Director de Marketing da Corta
- 1989/1994 Diretor Geral da Cortal
- 1989/1995 Vice Presidente do Conselho de Administração da Cortal
- 1989/1994 Administrador da Seldex
- 1996/2000 Administrador não executivo da Atlantis, S.A.
- 1997/2000 Administrador não executivo da Vista Alegre, S.A.
- 1998/1999 Administrador da Efacec Capital, SGPS, S.A.
As outras empresas onde desempenha funções de administração em 31 de Dezembro de 2007 são:
- Altri, S.G.P.S., S.A.
- Caima Indústria de Celulose, S.A.
- Celbi Celulose da Beira Industrial, S.A.
- Celtejo Empresa de Celulose do Tejo, S.A.
- Celulose do Caima, S.G.P.S., S.A.
- Cofihold, S.G.P.S., S.A. (a)
- Cofina Media, S.G.P.S., S.A. (a)
- Edisport Soc. de Publicações, S.A. (a)
- F. Ramada Participações, S.G.P.S., S.A. (a)
- F. Ramada Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas de Armazenagem, S.A.
- F. Ramada II Imobiliária, S.A.
- F. Ramada Serviços de Gestão, Lda.
- F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A.
- Invescaima, S.G.P.S., S.A.
- Jardins de França Empreendimentos Imobiliários, S.A. (a)
- Presselivre Imprensa Livre, S.A. (a)
- Prestimo Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
- Universal Afir Aços, Máquinas e Ferramentas, S.A.
- (a) sociedades que, em 31 de Dezembro de 2007, não podem ser consideradas como fazendo parte do grupo Altri, S.G.P.S., S.A.
Pedro Macedo Pinto de Mendonça
Frequentou a Faculdade de Medicina do Porto durante dois anos, detendo a licenciatura em Mecânica pela Ecole Superiore de L'Etat em Bruxelas. É accionista da sociedade desde a constituição tendo igualmente sido nomeado administrador desde a mesma data.
Para além das Empresas onde exerce actualmente funções de administração, a sua experiência profissional inclui:
- 1959 Director de Abastecimento da Empresa de Metalurgia Artística Lisboa
- 1965 Director de Produção da Empresa de Metalurgia Artística
- 1970 Administrador da Seldex e responsável pelo Departamento Comercial
- 1986 Sócio Fundador da Euroseel
- 1986/1990 Administrador da Euroseel
- 1986 Presidente do Conselho de Administração da Seldex
- 1989 Administrador da Cortal
As outras empresas onde desempenha funções de administração em 31 de Dezembro de 2007 são:
- Altri, S.G.P.S., S.A.
- Caima Indústria de Celulose, S.A.
- Celbi Celulose da Beira Industrial, S.A.
- Celtejo Empresa de Celulose do Tejo, S.A.
-
Celulose do Caima, S.G.P.S., S.A.
-
Cofihold, S.G.P.S., S.A. (a)
- Cofina Media, S.G.P.S., S.A. (a)
- F. Ramada Participações, S.G.P.S., S.A. (a)
- F. Ramada Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas de Armazenagem, S.A.
- F. Ramada II Imobiliária, S.A.
- F. Ramada Serviços de Gestão, Lda.
- F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A.
- Prestimo Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
- (a) sociedades que, em 31 de Dezembro de 2007, não podem ser consideradas como fazendo parte do grupo Altri, S.G.P.S., S.A.
Domingos José Vieira de Matos
É licenciado em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, tendo iniciado actividades de gestão em 1978. É accionista da sociedade desde a constituição tendo igualmente sido nomeado administrador desde a mesma data.
Para além das Empresas onde exerce actualmente funções de administração, a sua experiência profissional inclui:
1978/1994 Administrador da CORTAL, SA
1983 Sócio-Fundador da PROMEDE – Produtos Médicos, S.A.
1998/2000 Administrador da ELECTRO CERÂMICA, S.A.
As outras empresas onde desempenha funções de administração a 31 de Dezembro de 2007 são:
- Altri, S.G.P.S., S.A.
- Caima Indústria de Celulose, S.A.
- Celbi Celulose da Beira Industrial, S.A.
- Celulose do Caima, S.G.P.S., S.A.
- Cofihold, S.G.P.S., S.A. (a)
- F. Ramada Participações, S.G.P.S., S.A. (a)
- F. Ramada Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas de Armazenagem, S.A.
- F. Ramada II Imobiliária, S.A.
- F. Ramada Serviços de Gestão, Lda.
- F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A.
- Jardins de França Empreendimentos Imobiliários, S.A. (a)
- Prestimo Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
- Silvicaima Sociedade Silvícola Caima, S.A.
- Universal Afir Aços, Máquinas e Ferramentas, S.A.
- (a) sociedades que, em 31 de Dezembro de 2007, não podem ser consideradas como fazendo parte do grupo Altri, S.G.P.S., S.A.
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira
É licenciado em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, e iniciou a sua carreira em 1988 como director comercial. É accionista da sociedade desde a constituição tendo sido nomeado administrador desde a mesma data.
Para além das Empresas onde exerce actualmente funções de administração, a sua experiência profissional inclui:
1991/1995 Responsável pela Delegação de Aveiro da Lusoleasing, S.A.
As outras empresas onde desempenha funções de administração a 31 de Dezembro de 2007 são:
- Altri, S.G.P.S., S.A.
- Cofihold, S.G.P.S., S.A. (a)
- F. Ramada Participações, S.G.P.S., S.A. (a)
- F. Ramada Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas de Armazenagem, S.A.
- F. Ramada II Imobiliária, S.A.
- F. Ramada Serviços de Gestão, Lda.
- F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A.
- Prestimo Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
- Silvicaima Sociedade Silvícola Caima, S.A.
- Universal Afir Aços, Máquinas e Ferramentas, S.A.
- (a) sociedades que, em 31 de Dezembro de 2007, não podem ser consideradas como fazendo parte do grupo Altri, S.G.P.S., S.A.
-
- Comissão Executiva
Não existe qualquer Comissão Executiva com competências em matéria de gestão. As decisões de gestão são tomadas directamente pelo Conselho de Administração, no desenrolar normal das suas funções, pelo que se considera ser a constituição de uma comissão deste tipo desnecessária ao bom funcionamento da sociedade e à protecção dos interesses dos investidores.
- Controlo exercido pelo Conselho de Administração
Competem ao Conselho de Administração os mais amplos poderes de gestão e representação da sociedade e a realização de todas as operações relativas à execução do objecto social, nomeadamente:
- Adquirir, alienar e onerar quaisquer bens móveis, designadamente veículos automóveis e, observados os limites legais, imóveis;
- Adquirir participações sociais noutras sociedades;
- Alienar participações sociais noutras sociedades;
- Tomar e dar de locação quaisquer bens móveis e imóveis;
-
Constituir mandatários ou procuradores para a prática de determinados actos ou categorias de actos, definindo a extensão dos respectivos mandatos;
-
Representar a sociedade em juízo e fora dele activa e passivamente, propor e fazer seguir acções judiciais, confessá-las e nelas desistir da instância ou do pedido e transigir, bem como, comprometer-se em árbitros.
Não existe limitação quanto ao número máximo de cargos acumuláveis pelos administradores em órgãos de administração de outras sociedades, tentando os membros do Conselho de Administração da Altri fazer parte das administrações das empresas participadas mais relevantes do grupo, de forma a permitir um mais próximo acompanhamento das suas actividades.
O Conselho de Administração reúne regularmente, sendo as suas deliberações válidas apenas quando esteja presente a maioria dos seus membros. Durante o ano de 2007 o Conselho de Administração da Sociedade reuniu 12 vezes, estando as correspondentes actas registadas no livro de actas do Conselho de Administração. Relativamente às reuniões dos Conselhos de Administração das sociedades participadas dos quais os administradores da Altri também fazem parte, estas ocorrem com a periodicidade necessária ao adequado acompanhamento das suas operações.
4. Política de remunerações
Os membros do Conselho de Administração não auferem qualquer remuneração pela Sociedade sendo remunerados directamente pelas restantes sociedades do Grupo Altri onde exercem funções de administração. A remuneração dos membros do Conselho de Administração não está directamente dependente da evolução da cotação das acções da Sociedade.
Não se encontra definida nenhuma política de compensações a atribuir aos membros do Conselho de Administração em caso de destituição ou cessação antecipada de contrato.
5. Remuneração dos membros do Conselho de Administração
As remunerações auferidas pelos membros do Conselho de Administração da Altri durante o exercício de 2007, no exercício das suas funções em empresas do grupo foram como segue:
| Remuneração fixa | 850.820 |
|---|---|
| Remuneração variável | 1.150.000 |
| ------------- | |
| 2.000.820 | |
| ======= | |
A remuneração variável atribuída resulta do desempenho das sociedades que compõem o Grupo, sendo os critérios da sua atribuição antecipadamente definidos.
Não existem:
-
planos ou sistemas de incentivos relacionados com a atribuição de acções aos membros do Conselho de Administração;
-
indemnizações pagas ou devidas a ex-administradores relativamente à cessão de funções durante o exercício;
- regimes complementares de pensões ou de reforma antecipada para os administradores;
- benefícios não pecuniários considerados como remuneração.
-
- Política de comunicação de irregularidades ocorridas na Sociedade
Tendo em consideração a proximidade dos membros do Conselho de Administração relativamente às actividades correntes das diversas empresas do Grupo, os colaboradores do grupo, não existe formalmente um modelo de comunicação de irregularidades internas, sendo que esta proximidade permite que sempre que são detectadas irregularidades, são prontamente comunicadas aos administradores que asseguram a implementação de procedimento que visam lidar de modo eficaz e justo com as eventuais irregularidades relatadas.
DISPOSIÇÕES LEGAIS
Acções próprias
Nos termos e para os efeitos do disposto no art. º 66 do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que em 31 de Dezembro de 2007 a Altri não detinha acções próprias, não tendo adquirido ou alienado acções próprias durante o ano.
Acções detidas pelos órgãos sociais da Altri
Nos termos e para os efeitos do disposto no art. 447º do Código das Sociedades Comerciais informa-se que em 31 de Dezembro de 2007, os administradores da Sociedade detinham as seguintes acções:
| Paulo Jorge dos Santos Fernandes | 3.085.746 |
|---|---|
| Pedro Macedo Pinto de Mendonça | 852.500 |
| Domingos José Vieira de Matos | 3.469.716 |
| João Manuel Matos Borges de Oliveira (a) | |
| Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira (a) | 4.580.000 |
(a) – 4.580.000 acções correspondem ao total das acções da Altri, S.G.P.S., S.A. detidas pela sociedade Caderno Azul – S.G.P.S., S.A., da qual os administradores João Manuel Matos Borges de Oliveira e Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira são accionistas.
Em 31 de Dezembro de 2007, o Revisor Oficial de Contas, os membros do Conselho Fiscal e da Mesa da Assembleia Geral não possuíam acções representativas do capital social da Altri.
Participação no Capital da Sociedade
Nos termos e para os efeitos do disposto nos Artigos 16º e 20º do Código de Valores Mobiliários e no Artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que as sociedades e/ou pessoas singulares que têm uma participação social qualificada que ultrapasse os 2%, 5%, 10%, 20%, 33% e 50% dos direitos de voto, e de acordo com as notificações recebidas na sede da sociedade até à data, são como segue:
| Acções detidas | % directa de | |
|---|---|---|
| Superior a 2% dos direitos de voto | em 31.12.2007 | direitos de voto |
| Caderno Azul, SGPS, S.A. (a) | 4.580.000 | 4,47% |
| Domingos José Vieira de Matos | 3.469.716 | 3,38% |
| Paulo Jorge dos Santos Fernandes | 3.085.746 | 3,01% |
| Millennium BCP – Gestão de Fundos de Investimento, S.A. | 2.745.659 | 2,68% |
(a) – 4.580.000 acções correspondem ao total das acções da Altri, S.G.P.S., S.A. detidas pela sociedade Caderno Azul – S.G.P.S., S.A., da qual os administradores João Manuel Matos Borges de Oliveira e Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira são accionistas.
| Acções detidas | % directa de | |
|---|---|---|
| Superior a 5% dos direitos de voto | em 31.12.2007 | direitos de voto |
| UBS AG, Zurique | 10.234.325 | 9,98% |
| Ana Rebelo Mendonça Fernandes | 6.369.340 | 6,21% |
| Bestinver Gestión, SGIIC, S.A. | 5.184.748 | 5,06% |
| Acções detidas | % de direitos | |
| Superior a 20% dos direitos de voto | em 31.12.2007 | de voto |
| Cofihold, S.G.P.S., S.A. | ||
| i) directamente | 21.000.000 | 20,47% |
| ii) indirectamente, através dos seus administradores | ||
| Paulo Jorge dos Santos Fernandes | 3,01% | |
| Domingos José Vieira de Matos | 3,38% | |
| Pedro Macedo Pinto de Mendonça | 0,83% | |
| João Manuel Matos Borges de Oliveira (a) Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira (a) |
4,47% |
(a) – 4,47% corresponde à participação total detida pela sociedade Caderno Azul – S.G.P.S., S.A., da qual os administradores João Manuel Matos Borges de Oliveira e Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira são accionistas.
A Altri não foi notificada de quaisquer participações acima de 33% dos direitos de voto.
DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE
Os membros do Conselho de Administração da Altri, S.G.P.S., S.A. declaram assumir a responsabilidade pela presente informação e asseguram que os elementos nela inscritos são verídicos e que não existem omissões que sejam do seu conhecimento.
Nos termos do art. 21º do Decreto-Lei 411/91, de 17 de Outubro informamos que não existem dívidas em mora perante o Estado, nomeadamente perante a Segurança Social.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Não queremos concluir sem expressar o nosso agradecimento, reconhecendo a dedicação e empenho dos Colaboradores do Grupo Altri. Finalmente, gostaríamos de expressar a nossa gratidão pela colaboração prestada pelos restantes Órgãos Sociais, a qual é extensiva às Instituições Bancárias que connosco se relacionaram.
Porto, 18 de Abril de 2008
O Conselho de Administração
Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Presidente
João Manuel Matos Borges de Oliveira
Pedro Macedo Pinto de Mendonça
Domingos José Vieira de Matos
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira
Declaração nos termos do Art.º 245, 1, al. c) do Código de Valores Mobiliários
Os signatários individualmente declaram que, tanto quanto é do seu conhecimento, o Relatório de Gestão, as Demonstrações Financeiras individuais preparadas de acordo com os Princípios de Contabilidade do Plano Oficial de Contabilidade e as Demonstrações Financeiras consolidadas elaboradas em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adoptadas pela União Europeia, bem como os demais documentos de prestação de contas exigidos por lei ou regulamento dão uma imagem verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, do activo e do passivo, da situação financeira e do resultado consolidado e individual da Altri, SGPS, S.A. ("Altri") em 31 de Dezembro de 2007 e que o Relatório de Gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição da Altri e das empresas incluídas no perímetro da consolidação e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam.
Porto, 18 de Abril de 2008
Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Presidente Presidente do Conselho de Administração
João Manuel Matos Borges de Oliveira Vogal do Conselho de Administação
Pedro Macedo Pinto de Mendonça Vogal do Conselho de Administação
Domingos José Vieira de Matos Vogal do Conselho de Administação
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira Vogal do Conselho de Administação
ALTRI, SGPS, S.A.
BALANÇOS CONSOLIDADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 E 2006
(Montantes expressos em Euros)
| ACTIVO | Notas | 31.12.2007 | 31.12.2006 |
|---|---|---|---|
| ACTIVOS NÃO CORRENTES: | |||
| Activos biológicos | 9 | 61.757.351 | 55.324.771 |
| Imobilizações corpóreas | 6 | 314.751.323 | 245.092.772 |
| Diferenças de consolidação | 7 | 270.523.604 | 266.875.965 |
| Imobilizações incorpóreas | 8 | 967.621 | 667.898 |
| Investimentos em empresas associadas | 4.2 | 11.481.318 | 7.750.614 |
| Investimentos disponíveis para venda | 4.3 | 882.572 | 1.205.072 |
| Outros activos não correntes | 16 | 117.767 | 345.463 |
| Activos por impostos diferidos | 10 | 11.925.730 | 8.992.788 |
| Total de activos não correntes | 672.407.286 | 586.255.343 | |
| ACTIVOS CORRENTES: | |||
| Existências | 9 | 70.235.470 | 55.408.732 |
| Clientes | 11 | 88.593.128 | 81.381.318 |
| Outras dívidas de terceiros | 12 | 28.215.022 | 4.590.509 |
| Estado e outros entes públicos | 13 | 29.362.081 | 16.599.025 |
| Outros activos correntes | 14 | 4.877.667 | 4.207.931 |
| Instrumentos financeiros derivados | 26 | 3.748.671 | - |
| Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados | 4.4 | 1.280.512 | 2.829.120 |
| Caixa e equivalentes de caixa | 15 | 135.049.790 | 22.652.129 |
| Activos classificados como detidos para venda | 4.5 | 22.349.034 | - |
| Total de activos correntes | 383.711.375 | 187.668.764 | |
| Total do activo | 1.056.118.661 | 773.924.107 | |
| CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO | 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
| CAPITAL PRÓPRIO: | |||
| Capital social | 17 | 25.641.459 | 25.641.459 |
| Reserva legal | 17 | 1.527.560 | 182.597 |
| Outras reservas | 17 | 55.639.142 | 39.041.091 |
| Resultado líquido consolidado do exercício | 35.193.702 | 20.843.789 | |
| Total do capital próprio atribuível aos accionistas da Empresa-Mãe | 118.001.863 | 85.708.936 | |
| Interesses minoritários | 18 | 274.494 | 290.356 |
| Total do capital próprio | 118.276.357 | 85.999.292 | |
| PASSIVO: | |||
| PASSIVO NÃO CORRENTE: | |||
| Empréstimos bancários | 19 | 207.729.419 | 426.886.102 |
| Outros empréstimos | 19 | 327.280.808 | 35.349.336 |
| Outros credores não correntes | 21 | 349.073 | 25.298.862 |
| Outros passivos não correntes | 22 | 1.396.405 | 1.624.859 |
| Passivos por impostos diferidos | 10 | 1.884.051 | 1.167.417 |
| Provisões Total de passivos não correntes |
20 | 4.817.457 543.457.213 |
4.270.534 494.597.110 |
| PASSIVO CORRENTE: | |||
| Empréstimos bancários | 19 | 80.005.517 | 31.426.012 |
| Outros empréstimos - parcela de curto prazo | 19 | 134.992.560 | 57.364.786 |
| Fornecedores | 23 | 43.289.485 | 37.058.311 |
| Outras dívidas a terceiros | 24 | 53.281.583 | 23.337.653 |
| Estado e outros entes públicos | 13 | 14.781.864 | 11.992.897 |
| Outros passivos correntes | 25 | 39.403.914 | 26.817.538 |
| Instrumentos financeiros derivados | 26 | 4.183.446 | 5.330.508 |
| Passivos associados a activos classificados como detidos para venda | 4.5 | 24.446.722 | - |
| Total de passivos correntes | 394.385.091 | 193.327.705 | |
| Total do passivo e capital próprio | 1.056.118.661 | 773.924.107 |
O anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
ALTRI, SGPS, S.A.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS RESULTADOS POR NATUREZAS PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 E 2006
(Montantes expressos em Euros)
| Notas | 31.12.2007 | 31.12.2006 | ||
|---|---|---|---|---|
| Proveitos operacionais | ||||
| Vendas | 36 | 403.612.867 | 278.605.285 | |
| Prestações de serviços | 36 | 5.873.101 | 7.086.030 | |
| Outros proveitos operacionais | 32 | 9.849.716 | 9.844.107 | |
| Total de proveitos operacionais | 419.335.684 | 295.535.422 | ||
| Custos operacionais | ||||
| Custo das vendas | 9 | 154.777.850 | 108.431.532 | |
| Fornecimento de serviços externos | 104.594.086 | 74.788.295 | ||
| Custos com o pessoal | 47.417.599 | 40.845.703 | ||
| Amortizações e depreciações | 6 e 8 | 26.537.622 | 19.497.642 | |
| Provisões e perdas por imparidade | 20 | 2.426.988 | 3.587.346 | |
| Outros custos operacionais | 33 | 7.803.786 | 4.722.442 | |
| Total de custos operacionais | 343.557.931 | 251.872.960 | ||
| Resultados operacionais | 36 | 75.777.753 | 43.662.462 | |
| Resultados relativos a activos classificados como detidos para venda | 4.5 | 187.820 | - | |
| Resultados relativos a empresas associadas | 34 | (429.249) | 284.368 | |
| Resultados relativos a outros investimentos | 34 | 619.059 | (2.765.452) | |
| Custos financeiros | 34 | (39.085.833) | (16.692.411) | |
| Proveitos financeiros | 34 | 5.245.717 | 2.172.361 | |
| Resultado antes de impostos | 42.315.267 | 26.661.328 | ||
| Impostos sobre o rendimento | 10 | (7.059.232) | (5.552.515) | |
| Resultado depois de impostos | 35.256.035 | 21.108.813 | ||
| Atribuível a: | ||||
| Detentores de capital próprio da empresa-mãe | 35 | 35.193.702 | 20.843.789 | |
| Interesses minoritários | 18 | 62.333 | 265.024 | |
| Resultados por acção: | ||||
| Básico | 35 | 0,34 | 0,24 | |
| Diluído | 35 | 0,34 | 0,24 |
O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada dos resultados.
O Conselho de Administração
ALTRI, S.G.P.S., S.A.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 E 2006
(Montantes expressos em Euros)
| Atri buív el a ccio nist as d a E -Mã os a mp resa e |
||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Res erv a |
Res ulta do |
Inte ress es |
Tot al d pita l o ca |
|||||||
| Cap ital ial soc |
lega l |
Ou tras res erv as |
líqu ido |
Tot al |
min orit ário s |
pró prio |
||||
| Res a d erv e |
Res a d erv e |
|||||||||
| Not as |
cob ertu ra |
são con ver |
Out ras |
|||||||
| Sal do 1 de Ja neir o d e 2 006 em |
25. 641 .459 |
- | - | (17 9.4 53) |
34. 867 .623 |
10. 415 .229 |
70. 744 .858 |
1.7 78. 485 |
72. 523 .343 |
|
| Apl icaç ão do ulta do soli dad o d e 2 005 res con : |
||||||||||
| nsfe rên Tra cia lega l e r ltad os t sita dos par a re ser va esu ran |
- | 182 .597 |
- | - | 7.6 68. 486 |
(7. ) 851 .083 |
- | - | - | |
| Div iden dos dis trib uíd os |
38 | - | - | - | - | (2. 564 .146 ) |
(2. 564 .146 ) |
- | (2. 564 .146 ) |
|
| Var iaçã o n as res erv as: |
||||||||||
| Res as d rsão erv e co nve |
- | - | - | 38. 204 |
- | - | 38. 204 |
- | 38. 204 |
|
| Res as d ber tura erv e co |
- | - | (3. 377 .780 ) |
- | - | - | (3. 377 .780 ) |
- | (3. 377 .780 ) |
|
| Out iaçõ ras var es |
- | - | (18 ) .515 |
- | 42. 526 |
- | 24. 011 |
24. 935 |
48. 946 |
|
| Aqu isiç ão de ticip açã dici l na Ce ltejo - E de Ce lulo se d o T ejo , S. A. par o a ona mp resa |
5 | - | - | - | - | - | - | - | (1. 778 .088 ) |
(1. 778 .088 ) |
| Res ulta do líqu ido soli dad o d con o |
||||||||||
| rcíc io fi ndo 31 de De bro de 20 06 exe em zem |
- | - | - | - | - | 20. 843 .789 |
20. 843 .789 |
265 .024 |
21. 108 .813 |
|
| Sal do 31 de Dez bro de 20 06 em em |
25. 641 .459 |
182 .597 |
(3.3 96. 295 ) |
(14 1.24 9) |
42. 578 .635 |
20. 843 .789 |
85. 708 .936 |
290 .356 |
85. 999 .292 |
|
| Sal do 1 de Ja neir o d e 2 007 em |
25. 641 .459 |
182 .597 |
(3. ) 396 .295 |
(14 9) 1.24 |
42. 578 .635 |
20. 843 .789 |
85. 708 .936 |
290 .356 |
85. 999 .292 |
|
| Apl icaç ão do ulta do soli dad o d e 2 006 res con : |
||||||||||
| Tra nsfe rên cia lega l e r ltad sita dos os t par a re ser va esu ran |
- | 1.3 44. 963 |
- | - | 14. 370 .534 |
(15 ) .715 .497 |
- | - | - | |
| Div iden dos dis trib uíd os |
38 | - | - | - | - | - | (5. 128 .292 ) |
(5. 128 .292 ) |
- | (5. 128 .292 ) |
| Var iaçã o n as res erv as: |
||||||||||
| Res as d rsão erv e co nve |
- | - | - | (23 79) 2.0 |
- | - | (23 79) 2.0 |
- | (23 79) 2.0 |
|
| Res as d ber tura erv e co |
- | - | 2.4 64. 893 |
- | - | 2.4 64. 893 |
- | 2.4 64. 893 |
||
| Out iaçõ ras var es |
- | - | - | - | (5. ) 297 |
- | (5. ) 297 |
- | (5. ) 297 |
|
| Aqu isiç ão de ticip açã dici l na Ce ltejo - E de Ce lulo se d o T ejo , S. A. par o a ona mp resa |
5 | - | - | - | - | - | - | - | (78 .195 ) |
(78 .195 ) |
| Res ulta do líqu ido soli dad o d con o |
||||||||||
| rcíc io fi ndo 31 de De bro de 20 07 exe em zem |
- | - | - | - | - | 35. 193 .702 |
35. 193 .702 |
62. 333 |
35. 256 .035 |
|
| Sal do 31 de Dez bro de 20 07 em em |
25. 641 .459 |
1.52 7.5 60 |
(93 1.40 2) |
(37 3.3 28) |
56. 943 .872 |
35. 193 .702 |
118 .00 1.86 3 |
274 .494 |
118 .276 .357 |
O anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.
O Conselho de Administração
ALTRI , SGPS, S.A.
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 E 2006
(Montantes expressos em Euros)
| Notas | 2007 | 2006 | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Actividades operacionais: Recebimentos de clientes |
411.899.754 | 283.196.549 | ||||
| Pagamentos a fornecedores | (280.294.763) | (188.364.216) | ||||
| Pagamentos ao pessoal | (40.418.855) | (39.637.122) | ||||
| Outros recebimentos/pagamentos relativos à actividade operacional | (26.226.867) | (15.616.955) | ||||
| Impostos sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas | (7.572.085) | 57.387.184 | 3.402.671 | 42.980.927 | ||
| Fluxos gerados pelas actividades operacionais (1) | 57.387.184 | 42.980.927 | ||||
| Actividades de investimento: | ||||||
| Recebimentos provenientes de: | ||||||
| Investimentos financeiros | 1 | 3.620.539 | 13.262.718 | |||
| Imobilizações corpóreas | 3.876.789 | 543.999 | ||||
| Subsídios ao investimento | 346.504 | 52.980 | ||||
| Juros e proveitos similares | 2.388.630 | 10.232.462 | 1.197.952 | 15.057.649 | ||
| Pagamentos relativos a: | ||||||
| Investimentos financeiros | 1 | (10.033.310) | (442.344.938) | |||
| Imobilizações incorpóreas | (465.863) | (338.893) | ||||
| Imobilizações corpóreas | (93.941.508) | (29.737.436) | ||||
| Empréstimos concedidos | (10.915.196) | (3.500.000) | ||||
| Activos biológicos | (5.591.139) | (120.947.016) | (3.413.694) | (479.334.961) | ||
| Fluxos gerados pelas actividades de investimento (2) | (110.714.554) | (464.277.312) | ||||
| Actividades de financiamento: | ||||||
| Recebimentos provenientes de: | ||||||
| Empréstimos obtidos | 539.303.784 | 539.303.784 | 563.639.805 | 563.639.805 | ||
| Pagamentos respeitantes a: | ||||||
| Amortização de contratos de locação financeira | (973.426) | (1.003.306) | ||||
| Juros e custos similares | (28.467.770) | (11.168.931) | ||||
| Dividendos distribuídos | (5.128.292) | (2.564.146) | ||||
| Empréstimos obtidos | (339.927.370) | (374.496.858) | (123.067.675) | (137.804.058) | ||
| Fluxos gerados pelas actividades de financiamento (3) | 164.806.926 | 425.835.747 | ||||
| Caixa e seus equivalentes no início do exercício | 2 | 13.931.279 | 3.007.363 | |||
| Efeito de variação de perímetro | 1 | 103.678 | 6.384.554 | |||
| Variação de caixa e seus equivalentes: (1)+(2)+(3) | 111.479.556 | 4.539.362 | ||||
| Caixa e seus equivalentes no fim do exercício | 2 | 125.514.513 | 13.931.279 | |||
O Anexo faz parte integrante da demonstração consolidada de fluxos de caixa.
O Conselho de Administração
ANEXO À DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DE FLUXOS DE CAIXA PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007
(Montantes expressos em Euros)
1. PAGAMENTOS E RECEBIMENTOS RELATIVOS A INVESTIMENTOS FINANCEIROS
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007 os pagamentos e recebimentos relativos a investimentos financeiros foram os seguintes:
| Valor da transacção |
Valor pago/cobrado |
|
|---|---|---|
| Aquisições | ||
| Títulos detidos para negociação Socasca – Recolha e Comércio de Recicláveis, S.A. EDP – Produção Bioeléctrica, S.A. Celtejo - Empresa de Celulose do Tejo, SA |
1.633.982 4.930.945 3.875.000 53.383 --------------- |
1.633.982 4.470.945 3.875.000 53.383 ---------------- |
| 10.493.310 ========= |
10.033.310 ========= |
|
| Alienações | ||
| Títulos disponíveis para negociação Investimentos disponíveis para venda |
3.270.539 350.000 |
3.270.539 350.000 |
| --------------- 3.620.539 |
---------------- 3.620.539 |
|
| ========= | ========= |
O valor de Caixa e seus equivalentes adquirido durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007, através da aquisição da Socasca – Recolha e Comércio de Recicláveis, S.A. ascendeu a 103.678 Euros.
2. DISCRIMINAÇÃO DOS COMPONENTES DE CAIXA E SEUS EQUIVALENTES
A discriminação de caixa e seus equivalentes constantes da demonstração dos fluxos de caixa e a reconciliação entre esse valor e o montante de "Caixa e seus equivalentes" constante do balanço é como segue:
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
|---|---|---|
| Caixa | 671.914 | 232.606 |
| Depósitos bancários | 134.377.876 | 22.419.523 |
| 135.049.790 | 22.652.129 | |
| Descobertos bancários | (9.535.277) | (8.720.850) |
| 125.514.513 | 13.931.279 |
(Montantes expressos em Euros)
1. NOTA INTRODUTÓRIA
A Altri, SGPS, S.A. ("Altri" ou "Empresa") é uma sociedade anónima constituída em 1 de Março de 2005, com sede na Rua General Norton de Matos, 68, r/c no Porto e que tem como actividade principal a gestão de participações sociais, sendo as suas acções cotadas na Euronext Lisbon.
A Altri foi constituída no âmbito do projecto de reestruturação da Cofina, SGPS, S.A. através da cisão representativa de 97,23% da participação social detida por aquela sociedade na Celulose do Caima, SGPS, S.A., na modalidade de cisão-simples prevista na alínea a) do n.º 1 do art. 118º do Código das Sociedades Comerciais. A data relevante para produção de efeitos contabilísticos e jurídicos da referida cisão foi 1 de Março de 2005.
As acções representativas do capital social da Altri, SGPS, S.A. foram atribuídas aos accionistas da Cofina, SGPS, S.A. na relação de uma acção representativa do capital social da Altri, SGPS, S.A. por cada acção da Cofina, SGPS, S.A. detida, tendo sido admitidas à negociação no mercado de cotações oficiais gerido pela Euronext Lisbon no dia 1 de Março de 2005.
Actualmente a Altri dedica-se à gestão de participações sociais essencialmente na área industrial, sendo a empresa-mãe do grupo de empresas indicado na Nota 4 e designado por Grupo Altri. As principais áreas de actuação do Grupo são:
- a) produção de pasta de papel e papel, através das unidades operacionais dos Grupos Celbi, Celtejo e Caima;
- b) comercialização de aço e sistemas de armazenagem, através do Grupo F. Ramada.
As demonstrações financeiras consolidadas do Grupo Altri são apresentadas em Euros, sendo esta a divisa utilizada pelo Grupo nas suas operações e como tal considerada a moeda funcional. As operações das sociedades estrangeiras cuja moeda funcional não seja o Euro são incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas de acordo com a política estabelecida na Nota 2.2.d).
2. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
As principais políticas contabilísticas adoptadas na preparação das demonstrações financeiras consolidadas são como segue:
2.1 BASES DE APRESENTAÇÃO
As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação (Nota 4) ajustados de modo a reflectir os princípios de mensuração e reconhecimento das Normas Internacionais de Relato Financeiro ("International Financial Reporting Standards – IFRS" – anteriormente designadas "Normas Internacionais de Contabilidade – IAS") emitidas pelo International Accounting Standards Board ("IASB") em vigor em 1 de Janeiro de 2007 tal como adoptadas pela União Europeia.
As demonstrações financeiras intercalares são apresentadas de acordo com as normas e formato impostos pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
Durante o exercício de 2007 foi aplicada pela primeira vez a IFRS 7 - "Instrumentos Financeiros-Divulgação de Informação" cuja aplicação é obrigatória para os exercícios com início em ou após 1 de Janeiro de 2007 e as correspondentes alterações ao IAS 1- "Apresentação das Demonstrações Financeiras". O impacto da aplicação destas normas resultou no acréscimo de informação divulgada ao nível dos instrumentos financeiros utilizados no Grupo.
Adicionalmente e a partir de 1 de Janeiro de 2007 entraram em vigor cinco interpretações: (i) IFRIC 7 - "Adopção do método de reexpressão de acordo com o IAS 29 - Reporte Financeiro em Economias Hiper inflacionárias"; (ii) IFRIC 8 - "Âmbito do IFRS 2"; (iii) IFRIC 9 - "Reavaliação dos Derivados Embutidos"; (iv) IFRIC 10 - "Demonstrações Financeiras Intercalares e Imparidade"; e IFRIC 11 – "IFRS 2 – Grupos e transacções com base em acções". A aplicação destas interpretações não teve impacto relevante ao nível das políticas contabilísticas da Altri e das suas demonstrações financeiras.
(Montantes expressos em Euros)
Á data da emissão destas demonstrações financeiras, tinham sido emitidas as seguintes normas e interpretações, cuja aplicação ainda não era obrigatória e cuja ratificação pela União Europeia, para a maioria das normas, ainda não ocorreu:
-
Alteração da IAS 1 – "Apresentação das demonstrações financeiras: uma apresentação revista" – (obrigatória a 1 de Janeiro de 2009);
-
Alteração da IAS 23 – "Custo de empréstimos obtidos" – (obrigatória a 1 de Janeiro de 2009);
-
Alteração da IFRS 3 – "Concentrações empresariais" – (obrigatória a 1 de Julho de 2009);
-
IFRS 8 – "Segmentos Operacionais" – (obrigatória a 1 de Janeiro de 2009);
-
IFRIC 12 – "Acordos sobre Serviços de Concessão" – (obrigatória a 1 de Janeiro de 2008);
-
IFRIC 13 – "Programas de Fidelização de Clientes" – (obrigatória a 1 de Julho de 2008);
-
IFRIC 14 – "IAS 19 – Os limites de um plano de benefícios definidos" – (obrigatória a 1 de Janeiro de 2008).
Em 31 de Dezembro de 2007, o Grupo não se encontra a aplicar qualquer das normas e interpretações acima referidas, sendo que a aplicação das mesmas não produzirá, segundo o Conselho de Administração do Grupo, efeitos materiais nas demonstrações financeiras consolidadas do período da sua primeira aplicação, com excepção da IFRS 8, a qual resultará numa alteração das divulgações de informação por segmentos, e na alteração da IFRS 3 que resultará em alterações significativas ao nível do apuramento das diferenças de consolidação.
Estas demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas tomando por base o custo histórico, excepto para alguns instrumentos financeiros que se encontram registados ao justo valor.
As políticas contabilísticas adoptadas na preparação das demonstrações financeiras consolidadas da Altri são consistentes com as utilizadas na preparação das demonstrações financeiras apresentadas para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2006.
2.2 PRINCÍPIOS DE CONSOLIDAÇÃO
Os princípios de consolidação adoptados pelo Grupo Altri na preparação das suas demonstrações financeiras consolidadas são os seguintes:
a) Investimentos financeiros em empresas do Grupo
As participações financeiras em empresas nas quais o Grupo Altri detenha, directa ou indirectamente, mais de 50% dos direitos de voto em Assembleia Geral de Accionistas ou detenha o poder de controlar as suas políticas financeiras e operacionais (definição de controlo utilizada pelo Grupo), são incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas pelo método de consolidação integral. O capital próprio e o resultado líquido destas empresas correspondente à participação de terceiros nas mesmas são apresentados separadamente no balanço consolidado e na demonstração dos resultados consolidada nas rubricas "Interesses minoritários". As empresas incluídas nas demonstrações financeiras pelo método de consolidação integral encontram-se detalhadas na Nota 4.1.
Quando os prejuízos atribuíveis aos accionistas minoritários excedem o interesse minoritário no capital próprio da filial, o Grupo absorve esse excesso e quaisquer prejuízos adicionais, excepto quando os accionistas minoritários tenham a obrigação e sejam capazes de cobrir esses prejuízos. Se a filial subsequentemente reportar lucros, o Grupo apropria todos os lucros até que a parte minoritária dos prejuízos absorvidos pelo Grupo tenha sido recuperada.
Nas concentrações empresariais ocorridas após a data de transição para as Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adoptadas pela União Europeia – IFRS 1 (1 de Janeiro de 2004), os activos e passivos de cada filial são identificados ao seu justo valor na data de aquisição conforme estabelecido pelo IFRS 3 – "Concentrações de actividades empresariais". Qualquer excesso do custo de aquisição face ao justo valor dos activos e passivos líquidos adquiridos é reconhecido como diferença de consolidação positiva. Caso o diferencial entre o custo de aquisição e o justo valor de activos e passivos líquidos adquiridos (incluindo passivos contingentes) seja negativo, o mesmo é reconhecido como proveito do exercício após reconfirmação do justo valor atribuído. Os interesses de accionistas minoritários são apresentados pela respectiva proporção do justo valor dos activos e passivos identificados.
(Montantes expressos em Euros)
Os resultados das filiais adquiridas ou vendidas durante o exercício estão incluídos nas demonstrações de resultados desde a data da sua aquisição ou até à data da sua venda, respectivamente.
Sempre que necessário, são efectuados ajustamentos às demonstrações financeiras das filiais para adequar as suas políticas contabilísticas às usadas pelo Grupo. As transacções, os saldos e os dividendos distribuídos entre empresas do Grupo são eliminados no processo de consolidação.
Nas situações em que o Grupo detenha, em substância, o controlo de outras entidades criadas com um fim específico ("Special Purpose Entities" – SPE's), ainda que não possua participações de capital directamente ou indirectamente nessas entidades, as mesmas são consolidadas pelo método de consolidação integral.
b) Investimentos financeiros em empresas associadas
Os investimentos financeiros em empresas associadas (entendendo o Grupo como tal as empresas onde exerce uma influência significativa mas em que não detém o controlo ou o controlo conjunto das mesmas através da participação nas decisões financeiras e operacionais da empresa - geralmente investimentos representando entre 20% a 50% do capital de uma empresa) são registados pelo método da equivalência patrimonial.
De acordo com o método da equivalência patrimonial, os investimentos financeiros em empresas associadas são inicialmente contabilizados pelo custo de aquisição, o qual é acrescido ou reduzido do valor correspondente à proporção dos capitais próprios dessas empresas, reportados à data de aquisição ou da primeira aplicação do método da equivalência patrimonial. As participações financeiras são posteriormente ajustadas anualmente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos das associadas por contrapartida de ganhos ou perdas do exercício. Adicionalmente, os dividendos destas empresas são registados como uma diminuição do valor do investimento, e a parte proporcional nas variações dos capitais próprios é registada como uma variação do capital próprio do Grupo.
As diferenças entre o custo de aquisição e o justo valor dos activos e passivos identificáveis da associada na data de aquisição, se positivas, são reconhecidas como diferenças de consolidação e mantidas no valor da rubrica "Investimentos em empresas associadas". Se essas diferenças forem negativas, após reconfirmação do justo valor atribuído, são registadas como proveito do exercício na rubrica "Resultados relativos a empresas associadas".
É efectuada uma avaliação dos investimentos em associadas quando existem indícios de que o activo possa estar em imparidade, sendo registadas como custo as perdas por imparidade que se demonstrem existir. Quando as perdas por imparidade reconhecidas em exercícios anteriores deixam de existir são objecto de reversão.
Quando a proporção do Grupo nos prejuízos acumulados da associada excede o valor pelo qual o investimento se encontra registado, o investimento é reportado por valor nulo, excepto quando o Grupo tenha assumido compromissos para com a associada, registando nesses casos uma provisão para fazer face a essas obrigações.
Os ganhos não realizados em transacções com empresas associadas são eliminados proporcionalmente ao interesse do Grupo na associada por contrapartida do investimento nessa mesma associada. As perdas não realizadas são similarmente eliminadas, mas somente até ao ponto em que a perda não evidencie que o activo transferido esteja em situação de imparidade.
Os investimentos financeiros em empresas associadas encontram-se detalhados na Nota 4.2.
(Montantes expressos em Euros)
c) Diferenças de consolidação
Nas concentrações de actividades empresariais, as diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em empresas do Grupo e associadas e o justo valor dos activos e passivos identificáveis dessas empresas à data da sua aquisição, se positivas, são registadas na rubrica do activo "Diferenças de consolidação" ou mantidas na rubrica "Investimentos em empresas associadas", consoante se refiram a empresas do Grupo ou a empresas associadas. As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em filiais sedeadas no estrangeiro e o justo valor dos activos e passivos identificáveis dessas filiais à data da sua aquisição, encontram-se registadas na moeda funcional dessas filiais, sendo convertidas para a moeda de reporte do Grupo (Euro) à taxa de câmbio em vigor na data de balanço. As diferenças cambiais geradas nessa conversão são registadas na rubrica de capitais próprios "Reserva de conversão".
As diferenças de consolidação transferidas por cisão (Nota Introdutória) originadas em aquisições anteriores a 1 de Janeiro de 2004 foram mantidas pelos valores apresentados de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal a essa data, e objecto de testes de imparidade, sendo os impactos desses ajustamentos registados na rubrica "Outras reservas", em conformidade com as disposições constantes da IFRS 1 – "Adopção pela primeira vez das IFRS". No caso de filiais estrangeiras, as diferenças de consolidação foram reexpressas na moeda funcional de cada filial, retrospectivamente.
O valor das diferenças de consolidação não é amortizado, sendo testado anualmente para verificar se existem perdas por imparidade. As perdas por imparidade das diferenças de consolidação constatadas no exercício são registadas na demonstração de resultados do exercício na rubrica "Provisões e perdas por imparidade". As perdas por imparidade relativas a diferenças de consolidação não são revertidas.
As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em empresas do Grupo e associadas e o justo valor dos activos e passivos identificáveis (incluindo passivos contingentes) dessas empresas à data da sua aquisição, se negativas, são reconhecidas como proveito na data de aquisição, após reconfirmação do justo valor dos activos e passivos identificáveis.
O Grupo testa anualmente a existência de imparidade das diferenças de consolidação. Os valores recuperáveis das unidades geradoras de fluxos de caixa são determinados com base no cálculo dos valores de uso. Estes cálculos exigem o uso de pressupostos que são efectuados com base em estimativas de circunstâncias futuras cuja ocorrência poderá vir a ser diferente da estimada.
d) Conversão de demonstrações financeiras de filiais expressas em moeda estrangeira
Os activos e passivos das demonstrações financeiras de entidades estrangeiras incluídas na consolidação são convertidos para Euros utilizando as taxas de câmbio à data do balanço e os custos e proveitos bem como os fluxos de caixa são convertidos para Euros utilizando a taxa de câmbio média verificada no exercício. A diferença cambial resultante é registada na rubrica de capitais próprios "Reservas de conversão".
O valor das diferenças de consolidação e ajustamentos de justo valor resultantes da aquisição de entidades estrangeiras são tratados como activos e passivos dessa entidade e transpostos para Euros de acordo com a taxa de câmbio em vigor no final do exercício.
Sempre que uma entidade estrangeira é alienada, a diferença cambial acumulada é reconhecida na demonstração de resultados como um ganho ou perda na alienação.
A cotação utilizada na conversão para Euros das contas das filiais e empresas associadas estrangeiras incluídas nas demonstrações financeiras anexas foi a seguinte:
| Libra esterlina | ||||
|---|---|---|---|---|
| Câmbio final | Câmbio médio | |||
| 31.12.2007 | 1,36361 | 1,46127 | ||
| 31.12.2006 | 1,48482 | 1,46686 |
(Montantes expressos em Euros)
2.3 PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS
Os principais critérios valorimétricos usados pelo Grupo Altri na preparação das suas demonstrações financeiras consolidadas, são os seguintes:
a) Imobilizações incorpóreas
As imobilizações incorpóreas encontram-se registadas ao custo de aquisição, deduzido das amortizações e das perdas por imparidade acumuladas. As imobilizações incorpóreas só são reconhecidas se for provável que delas advenham benefícios económicos futuros para o Grupo, sejam controláveis pelo Grupo e se possa medir razoavelmente o seu valor.
As despesas de desenvolvimento para as quais o Grupo demonstre capacidade para completar o seu desenvolvimento e iniciar a sua comercialização e/ou uso e relativamente às quais seja provável que o activo criado venha a gerar benefícios económicos futuros, são capitalizadas. As despesas de desenvolvimento que não cumpram estes critérios são registadas como custo no período em que são incorridas.
Os custos internos associados à manutenção e ao desenvolvimento de software são registados como custos na demonstração de resultados quando incorridos, excepto na situação em que estes custos estejam directamente associados a projectos para os quais seja provável a geração de benefícios económicos futuros para o Grupo. Nestas situações os custos são capitalizados como activos incorpóreos.
As amortizações são calculadas, após o início de utilização dos bens, pelo método das quotas constantes em conformidade com o período de vida útil estimado (genericamente 3 a 5 anos).
b) Imobilizações corpóreas
As imobilizações corpóreas adquiridas até 1 de Janeiro de 2004 (data de transição para IFRS) e transferidas para o Grupo Altri por cisão (Nota Introdutória), encontram-se registadas ao seu "deemed cost", o qual corresponde ao custo de aquisição, ou custo de aquisição reavaliado de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal até àquela data, deduzido das amortizações acumuladas e de perdas por imparidade.
As imobilizações corpóreas adquiridas após aquela data encontram-se registadas ao custo de aquisição, deduzido das correspondentes amortizações e das perdas por imparidade acumuladas.
As amortizações são calculadas, após o início de utilização dos bens, pelo método das quotas constantes em conformidade com o período de vida útil estimado para cada grupo de bens.
As taxas de amortização utilizadas correspondem aos seguintes períodos de vida útil estimada:
| Anos | |
|---|---|
| Terrenos e recursos naturais | 20 a 50 |
| Edifícios e outras construções | 10 a 50 |
| Equipamento básico | 2 a 15 |
| Equipamento de transporte | 2 a 10 |
| Ferramentas e utensílios | 4 a 14 |
| Equipamento administrativo | 2 a 10 |
| Outras imobilizações corpóreas | 3 a 10 |
As despesas de conservação e reparação que não aumentem a vida útil dos activos nem resultem em benfeitorias ou melhorias significativas nos elementos das imobilizações corpóreas são registadas como custo do exercício em que incorridas.
As imobilizações corpóreas em curso representam imobilizado ainda em fase de construção, encontrandose registadas ao custo de aquisição deduzido de eventuais perdas de imparidade. Estas imobilizações são amortizadas a partir do momento em que os activos subjacentes estejam em estado de uso.
(Montantes expressos em Euros)
As mais ou menos valias resultantes da venda ou abate do imobilizado corpóreo são determinadas como a diferença entre o preço de venda e o valor líquido contabilístico na data de alienação ou abate, sendo registadas na demonstração dos resultados nas rubricas "Outros proveitos operacionais" ou "Outros custos operacionais".
c) Locações
A classificação das locações financeiras ou operacionais é realizada em função da substância dos contratos em causa e não da sua forma.
Os contratos de locação são classificados como (i) locações financeiras se através deles forem transferidos substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse e como (ii) locações operacionais se através deles não forem transferidos substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse.
Os activos imobilizados adquiridos mediante contratos de locação financeira bem como as correspondentes responsabilidades são contabilizados pelo método financeiro. De acordo com este método, o custo do activo é registado no imobilizado corpóreo, a correspondente responsabilidade é registada no passivo e os juros incluídos no valor das rendas e a amortização do activo, calculada conforme descrito na Nota 2.3.b), são registados como custos na demonstração dos resultados do período a que respeitam.
Nas locações consideradas como operacionais, as rendas devidas referentes a bens adquiridos neste regime são reconhecidas como custo na demonstração dos resultados do exercício a que respeitam.
d) Subsídios governamentais ou de outras entidades públicas
Os subsídios recebidos no âmbito de programas de formação profissional ou subsídios à exploração, são registados na rubrica "Outros proveitos operacionais" da demonstração consolidada dos resultados do exercício em que estes programas são realizados, independentemente da data do seu recebimento.
Os subsídios atribuídos a fundo perdido para financiamento de imobilizações corpóreas são registados no balanço como "Outros passivos correntes" e "Outros passivos não correntes" relativamente às parcelas de curto prazo e de médio e longo prazo respectivamente, e reconhecidos na demonstração dos resultados proporcionalmente às amortizações das imobilizações corpóreas subsidiadas.
e) Imparidade dos activos, excepto Diferenças de consolidação
É efectuada uma avaliação de imparidade dos activos do Grupo à data de cada balanço e sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indiquem que o montante pelo qual o activo se encontra registado possa não ser recuperável.
Sempre que o montante pelo qual o activo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade, registada na demonstração dos resultados na rubrica "Provisões e perdas por imparidade".
A quantia recuperável é a mais alta entre o preço de venda líquido e o valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do activo, numa transacção entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos custos directamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que são esperados que surjam do uso continuado do activo e da sua alienação no final da sua vida útil. A quantia recuperável é estimada para cada activo, individualmente ou, no caso de não ser possível, para a unidade geradora de fluxos de caixa à qual o activo pertence.
A reversão de perdas por imparidade reconhecidas em exercícios anteriores é registada quando se conclui que as perdas por imparidade reconhecidas anteriormente já não existem ou diminuíram. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida na demonstração dos resultados na rubrica "Outros proveitos operacionais". Esta reversão da perda por imparidade é efectuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de amortização ou depreciação) caso a perda por imparidade não se tivesse registada em exercícios anteriores.
(Montantes expressos em Euros)
f) Encargos financeiros com empréstimos obtidos
Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são reconhecidos como custo na demonstração dos resultados do exercício de acordo com o princípio da especialização dos exercícios.
g) Existências
As mercadorias e as matérias-primas, subsidiárias e de consumo são valorizadas ao custo médio de aquisição, deduzido do valor dos descontos de quantidade concedidos pelos fornecedores, o qual é inferior ao respectivo valor de mercado.
Os produtos acabados e semi-acabados, os subprodutos e os produtos e trabalhos em curso são valorizados ao custo de produção, que inclui o custo das matérias-primas incorporadas, mão-de-obra e gastos gerais de fabrico, e que é inferior ao valor de mercado. Dentro desta óptica, a madeira cortada em posse do Grupo encontra-se valorizada ao custo de produção, que inclui os custos incorridos com o corte e "rechega" da madeira, assim como a parte proporcional à área cortada dos custos acumulados de estabelecimento, manutenção e gastos administrativos com estes activos.
As empresas do Grupo procederam ao registo das correspondentes perdas por imparidade para reduzir, quando aplicável, as existências ao seu valor realizável líquido ou preço de mercado.
h) Activos biológicos
As florestas, propriedade das empresas do Grupo encontram-se classificadas na rubrica "Activos biológicos". O custo das florestas adquiridas ou com as plantações efectuadas e os custos incorridos com o seu desenvolvimento, conservação e manutenção são incluídos no valor destas. O custo da madeira é transferido para custo de produção quando a madeira é cortada. Os cortes de madeira própria são valorizados ao custo específico de cada mata atribuído a cada corte, o qual inclui ainda os custos incorridos em cada mata desde o último corte. São reconhecidos como custo do exercício os custos acumulados de plantação, manutenção e gastos administrativos, proporcionais à área cortada nesse exercício.
O Conselho de Administração optou por não registar os activos biológicos ao seu justo valor por entender que, face à natureza dos activos em avaliação, a determinação daquele depende de pressupostos que poderão não ser fiavelmente apurados, e consequentemente o eventual justo valor não seria mensurado com fiabilidade. É, no entanto, convicção do Conselho de Administração, com base em alguns indicadores, que com a política seguida de registo dos activos biológicos ao custo de aquisição não resultam diferenças materialmente relevantes face ao seu registo ao justo valor.
i) Provisões
As provisões são reconhecidas quando, e somente quando, o Grupo tenha uma obrigação presente (legal ou implícita) resultante de um evento passado, seja provável que para a resolução dessa obrigação ocorra uma saída de recursos e o montante da obrigação possa ser razoavelmente estimado. As provisões são revistas na data de cada balanço e ajustadas de modo a reflectir a melhor estimativa a essa data.
As provisões para custos de reestruturação são reconhecidas pelo Grupo sempre que exista um plano formal e detalhado de reestruturação e que o mesmo tenha sido comunicado às partes envolvidas.
j) Complementos de reforma
Algumas empresas do Grupo assumiram compromissos de conceder aos seus empregados prestações pecuniárias a título de complementos de pensões de reforma por velhice ou invalidez. Para cobrir essas responsabilidades existem os correspondentes fundos de pensões autónomos, cujos encargos anuais, determinados de acordo com cálculos actuariais são registados como custos ou proveitos do exercício, em conformidade com a IAS 19 – "Benefícios dos empregados".
As responsabilidades actuariais são calculadas de acordo com o "Projected Unit Credit Method" utilizando os pressupostos actuariais e financeiros considerados adequados (Nota 28).
(Montantes expressos em Euros)
k) Instrumentos financeiros
i) Investimentos
Os investimentos detidos pelo Grupo são classificados como segue:
Investimentos detidos até à maturidade, designados como activos financeiros não derivados com pagamentos fixados ou determináveis e maturidade fixada, e relativamente aos quais existe a intenção positiva e a capacidade de deter até à maturidade. Estes investimentos são classificados como Activos não correntes, excepto se o seu vencimento for inferior a 12 meses da data do balanço.
Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados fazem parte de uma carteira de instrumentos financeiros geridos com o objectivo de obtenção de lucros no curto prazo e são classificados como Activos correntes.
Investimentos disponíveis para venda, designados como todos os restantes investimentos que não sejam considerados como detidos até à maturidade ou mensurados ao justo valor através de resultados, sendo classificados como Activos não correntes.
Os investimentos são inicialmente registados pelo seu valor de aquisição, que é o justo valor do preço pago sendo que no caso dos investimentos detidos até à maturidade e investimentos disponíveis para venda são incluídas no valor do activo as despesas de transacção.
Após o reconhecimento inicial, os investimentos mensurados a justo valor através de resultados e os investimentos disponíveis para venda são reavaliados pelos seus justos valores por referência ao seu valor de mercado à data do balanço, sem qualquer dedução relativa a custos de transacção que possam vir a ocorrer até à sua venda. Os investimentos em instrumentos de capital próprio que não sejam cotados e para os quais não seja possível estimar com fiabilidade o seu justo valor, são mantidos ao custo de aquisição deduzido de eventuais perdas por imparidade. Os investimentos detidos até à maturidade são mensurados pelo custo amortizado usando o método da taxa de juro efectiva.
Os ganhos ou perdas provenientes de uma alteração no justo valor dos investimentos disponíveis para venda são registados no capital próprio, na rubrica de "Reserva de cobertura" incluída na rubrica "Outras Reservas" até o investimento ser vendido ou recebido ou até que o justo valor do investimento se situe abaixo do seu custo de aquisição e que tal corresponda a uma perda por imparidade, momento em que a perda acumulada é transferida para a demonstração dos resultados.
Todas as compras e vendas destes investimentos são reconhecidas à data da assinatura dos respectivos contratos de compra e venda, independentemente da sua data de liquidação financeira.
ii) Dívidas de terceiros
As dívidas de terceiros que não vencem juros são registadas pelo seu valor nominal deduzido de eventuais perdas de imparidade para que as mesmas reflictam o seu valor presente realizável líquido.
As perdas por imparidade são registadas em sequência de eventos ocorridos que indiquem, objectivamente e de forma quantificável, que a totalidade ou parte do saldo em dívida não será recebido. Para tal, cada empresa do Grupo tem em consideração informação de mercado que demonstre que o cliente está em incumprimento das suas responsabilidades bem como informação histórica dos saldos vencidos e não recebidos.
As perdas por imparidade reconhecidas correspondem à diferença entre o montante escriturado do saldo a receber e respectivo valor actual dos fluxos de caixa futuros estimados, descontados à taxa de juro efectiva inicial que, nos casos em que se perspective um recebimento num prazo inferior a um ano, é considerada nula.
(Montantes expressos em Euros)
iii) Empréstimos
Os empréstimos são registados no passivo pelo seu valor nominal deduzido dos custos de transacção que sejam directamente atribuíveis à emissão desses passivos. Os encargos financeiros são calculados de acordo com a taxa de juro efectiva e contabilizados na demonstração dos resultados do período de acordo com o princípio da especialização dos exercícios. A parcela do juro efectivo relativa a comissões com a emissão de empréstimos é adicionada ao valor contabilístico dos empréstimos caso não sejam liquidados durante o exercício.
Sempre que existe direito de cumprimento obrigatório de compensar activos e passivos e o Conselho de Administração pretenda liquidar numa base líquida ou realizar o activo e liquidar simultaneamente o passivo, os mesmos são compensados, e apresentados no balanço pelo seu montante líquido.
iv) Fornecedores e dívidas a terceiros
As dívidas a fornecedores ou a outros terceiros que não vencem juros são registadas pelo seu valor nominal.
v) Instrumentos derivados
O Grupo Altri utiliza instrumentos derivados na gestão dos seus riscos financeiros como forma de garantir a cobertura desses riscos, não sendo utilizados instrumentos derivados com o objectivo de negociação.
Os instrumentos derivados utilizados pelo Grupo definidos como instrumentos de cobertura de fluxos de caixa respeitam fundamentalmente a instrumentos de cobertura de taxa de juro de empréstimos obtidos, bem como de cobertura do preço da pasta de papel. Os indexantes, as convenções de cálculo, as datas de refixação das taxas de juro e os planos de reembolso dos instrumentos de cobertura de taxa de juro são em tudo idênticos às condições estabelecidas para os empréstimos subjacentes contratados, pelo que configuram relações perfeitas de cobertura. Os índices de preços aos quais estão indexados os contratos de futuros de cobertura do preço da pasta de papel, são os mais utilizados pelas empresas do Grupo como referencial do preço de venda da sua pasta de papel.
Os critérios utilizados pelo Grupo para classificar os instrumentos derivados como instrumentos de cobertura de fluxos de caixa são os seguintes:
- espera-se que a cobertura seja altamente eficaz ao conseguir a compensação de alterações nos fluxos de caixa atribuíveis ao risco coberto;
- a eficácia da cobertura pode ser fiavelmente mensurada;
- existe adequada documentação sobre a transacção a ser coberta no início da cobertura;
- a transacção objecto de cobertura é altamente provável.
Os instrumentos de cobertura são registados pelo seu justo valor. As alterações de justo valor destes instrumentos são reconhecidas em capitais próprios na rubrica "Reservas de cobertura", sendo transferidas para resultados no mesmo período em que o instrumento objecto de cobertura afecta resultados.
A determinação do justo valor destes instrumentos financeiros é efectuada com recurso a sistemas informáticos de valorização de instrumentos derivados e teve por base a actualização, para a data do balanço, dos fluxos de caixa futuros do "leg" fixo e do "leg" variável do instrumento derivado.
A contabilização de cobertura de instrumentos derivados é descontinuada quando o instrumento se vence ou é vendido. Nas situações em que o instrumento derivado deixe de ser qualificado como instrumento de cobertura, as diferenças de justo valor acumuladas até então, que se encontram registadas em capital próprio na rubrica "Reserva de cobertura", são transferidas para resultados do período, ou adicionadas ao valor contabilístico do activo a que as transacções objecto de cobertura deram origem, e as reavaliações subsequentes são registadas directamente nas rubricas da demonstração dos resultados.
(Montantes expressos em Euros)
Quando existam derivados embutidos em outros instrumentos financeiros ou outros contratos, os mesmos são tratados como derivados separados nas situações em que os riscos e características não estejam intimamente relacionados com os contratos de acolhimento e nas situações em que os contratos não sejam apresentados pelo seu justo valor com os ganhos ou perdas não realizadas registadas na demonstração dos resultados.
Nos casos em que os instrumentos derivados, embora contratados com o objectivo específico de cobertura de riscos financeiros, não se enquadram nos requisitos acima referidos para classificação como instrumentos de cobertura, as variações do justo valor afectam directamente a demonstração de resultados, na rubrica "Resultados financeiros".
vi) Passivos financeiros e Instrumentos de capital próprio
Os passivos financeiros e os instrumentos de capital próprio são classificados de acordo com a substância contratual da transacção, independentemente da forma legal que assumem. São considerados instrumentos de capital próprio os que evidenciam um interesse residual nos activos do Grupo após dedução dos passivos, sendo registados pelo valor recebido, líquido dos custos suportados com a sua emissão.
vii) Acções próprias
As acções próprias são contabilizadas pelo seu valor de aquisição como um abatimento ao capital próprio. Os ganhos e perdas inerentes à alienação das acções próprias são registadas na rubrica "Outras reservas", não afectando o resultado do exercício.
viii) Letras descontadas e contas a receber cedidas em "factoring"
O Grupo desreconhece activos financeiros nas suas demonstrações financeiras, unicamente quando o direito contratual aos fluxos de caixa inerentes a tais activos já tiver expirado, ou quando o Grupo transfere substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à posse de tais activos para uma terceira entidade. Se o Grupo retiver substancialmente os riscos e benefícios inerentes à posse de tais activos, continua a reconhecer nas suas demonstrações financeiras os mesmos, registando no passivo na rubrica "Empréstimos" a contrapartida monetária pelos activos cedidos.
Consequentemente, os saldos de clientes titulado por letras descontadas e não vencidas e as contas a receber cedidas em factoring à data de cada balanço, com excepção das operações de "factoring sem recurso" são reconhecidas nas demonstrações financeiras do Grupo até ao momento do seu recebimento.
ix) Caixa e equivalentes de caixa
Os montantes incluídos na rubrica "Caixa e equivalentes de caixa" correspondem aos valores de caixa, depósitos bancários, depósitos a prazo e outras aplicações de tesouraria, vencíveis a menos de três meses, e que possam ser imediatamente mobilizáveis sem risco significativo de alteração de valor.
Ao nível da demonstração consolidada dos fluxos de caixa, a rubrica "Caixa e equivalentes de caixa" compreende também os descobertos bancários incluídos na rubrica do passivo corrente "Empréstimos bancários".
x) Activos classificados como detidos para venda
Os activos e os passivos são classificados como detidos para venda, quando a sua realização se espera efectivar não pelo uso mas pela venda. O Grupo classifica os activos e os passivos nesta rubrica quando existe uma elevada probabilidade da venda se realizar e os activos e passivos estão disponíveis para venda imediata. O Conselho de Administração encontra-se empenhado na venda dos activos e passivos registados nesta rubrica e é seu entendimento que a mesma se realizará nos próximos doze anos.
Os activos classificados como detidos para venda são valorizados ao mais baixo do seu valor contabilístico à data da decisão de venda ou do seu justo valor deduzido dos custos da venda.
(Montantes expressos em Euros)
l) Activos e passivos contingentes
Os activos contingentes são possíveis activos que surgem de acontecimentos passados e cuja existência somente será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob o controlo da Empresa.
Os activos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras da Empresa mas unicamente objecto de divulgação quando é provável a existência de um benefício económico futuro.
Os passivos contingentes são definidos pela Empresa como (i) obrigações possíveis que surjam de acontecimentos passados e cuja existência somente será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais acontecimentos futuros incertos não totalmente sob o controlo da empresa ou (ii) obrigações presentes que surjam de acontecimentos passados mas que não são reconhecidas porque não é provável que um fluxo de recursos que afecte benefícios económicos seja necessário para liquidar a obrigação ou a quantia da obrigação não pode ser mensurada com suficiente fiabilidade.
Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras do Grupo, sendo os mesmos objecto de divulgação, a menos que a possibilidade de uma saída de fundos afectando benefícios económicos futuros seja remota, caso este em que não são sequer objecto de divulgação.
m) Imposto sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento do exercício é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na consolidação e considera a tributação diferida.
O imposto corrente sobre o rendimento é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na consolidação de acordo com as regras fiscais em vigor.
Algumas das empresas incluídas no perímetro de consolidação do Grupo Altri pelo método integral são tributadas segundo o regime especial de tributação de grupos de sociedades, de acordo com o art. 63º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas.
Os impostos diferidos são calculados com base no método da responsabilidade do balanço e reflectem as diferenças temporárias entre o montante dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação. Os impostos diferidos activos e passivos são calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação em vigor ou anunciadas para estarem em vigor à data expectável da reversão das diferenças temporárias.
Os activos por impostos diferidos são reconhecidos unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para a sua utilização, ou nas situações em que existam diferenças temporárias tributáveis que compensem as diferenças temporárias dedutíveis no período da sua reversão. No final de cada período é efectuada uma revisão desses impostos diferidos, sendo os mesmos reduzidos sempre que deixe de ser provável a sua utilização futura.
Os impostos diferidos são registados como custo ou proveito do período, excepto se resultarem de valores registados directamente em capital próprio, situação em que o imposto diferido é também registado na mesma rubrica.
n) Rédito e especialização dos exercícios
O rédito proveniente da venda de bens apenas é reconhecido na demonstração dos resultados quando (i) são transferidos para o comprador os riscos e vantagens significativos da propriedade dos bens, (ii) não seja mantido um envolvimento continuado de gestão com grau geralmente associado com a posse ou o controlo efectivo dos bens vendidos, (iii) a quantia do rédito pode ser fiavelmente mensurada, (iv) seja provável que os benefícios económicos associados com as transacções fluam para o Grupo e (v) os custos incorridos ou a serem incorridos referentes à transacção possam ser fiavelmente mensurados. As vendas são reconhecidas líquidas de impostos, descontos e outros custos inerentes à sua concretização, pelo justo valor do montante recebido ou a receber.
(Montantes expressos em Euros)
As empresas do Grupo F. Ramada seguem o procedimento de reconhecer os resultados das obras relacionadas com a actividade de sistemas de armazenagem pelo método da obra acabada. Neste sentido os custos de produção já incorridos nas obras em curso permanecem registados como custos diferidos na rubrica "Outros activos correntes" e "Existências" e a facturação antecipada destas mesmas obras estão registadas como proveitos diferidos na rubrica "Outros passivos correntes".
Os dividendos são reconhecidos como proveitos na demonstração dos resultados do período em que é decidida a sua atribuição.
As restantes receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual estas são reconhecidas à medida em que são geradas independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos incluídas nas rubricas "Outros activos correntes", "Outros passivos correntes", "Outros activos não correntes" e "Outros passivos não correntes".
Os custos e proveitos cujo valor real não seja conhecido são estimados com base na melhor avaliação dos Conselhos de Administração das Empresas do Grupo.
o) Saldos e transacções expressos em moeda estrangeira
Todos os activos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para Euros utilizando as taxas de câmbio oficiais vigentes à data de balanço.
As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transacções e as vigentes na data das cobranças, pagamentos ou à data do balanço, dessas mesmas transacções, são registadas como proveitos e custos na demonstração consolidada de resultados do exercício, excepto as relativas a valores não monetários cuja variação de justo valor seja registada directamente em capital próprio.
p) Eventos subsequentes
Os eventos ocorridos após a data do balanço que proporcionem provas ou informações adicionais sobre condições que existiam à data do balanço ("adjusting events") são reflectidos nas demonstrações financeiras do Grupo. Os eventos após a data do balanço que sejam indicativos de condições que surgiram após a data do balanço ("non adjusting events"), quando materiais, são divulgados no anexo às demonstrações financeiras.
q) Informação por segmentos
Em cada exercício são identificados os segmentos relatáveis aplicáveis ao Grupo mais adequados tendo em consideração as actividades desenvolvidas.
A informação relativa ao rédito ao nível dos segmentos de negócio identificados é incluída na Nota 36.
r) Julgamentos e estimativas
As estimativas contabilísticas mais significativas reflectidas nas demonstrações financeiras consolidadas incluem:
- a) Vidas úteis dos activos tangíveis e intangíveis;
- b) Análises de imparidade das diferenças de consolidação e de outros activos tangíveis e intangíveis;
- c) Registo de imparidade aos valores do activo, nomeadamente existências e contas a receber, e provisões;
- d) Cálculo da responsabilidade associada aos fundos de pensões;
- e) Apuramento do justo valor dos instrumentos financeiros derivados.
(Montantes expressos em Euros)
As estimativas foram determinadas com base na melhor informação disponível à data da preparação das demonstrações financeiras consolidadas e com base no melhor conhecimento e na experiência de eventos passados e/ou correntes. No entanto, poderão ocorrer situações em períodos subsequentes que, não sendo previsíveis à data, não foram considerados nessas estimativas. As alterações a essas estimativas, que ocorram posteriormente à data das demonstrações financeiras consolidadas, serão corrigidas na demonstração de resultados de forma prospectiva, conforme disposto pelo IAS 8 – Políticas Contabilísticas, Alterações nas Estimativas Contabilísticas e Erros.
2.4 GESTÃO DE RISCO FINANCEIRO
O Grupo Altri encontra-se exposto essencialmente ao (i) risco de mercado, (ii) risco de liquidez e (iii) risco de crédito. O principal objectivo da Administração ao nível da gestão de risco é o de reduzir estes riscos a um nível considerado aceitável para o desenvolvimento das actividades do Grupo. As linhas orientadoras da política de gestão de risco são definidas pelo Conselho de Administração da Altri, o qual determina quais os limites de risco aceitáveis. A concretização operacional da política de gestão de risco é levada a cabo pela Administração e pela Direcção de cada uma das empresas participadas.
a) Risco de mercado
Revestem-se de particular importância no âmbito da gestão de risco de mercado o risco de taxa de juro, o risco de taxa de câmbio e o risco da variabilidade nos preços de commodities.
O Grupo utiliza instrumentos derivados na gestão dos seus riscos de mercado a que está exposto como forma de garantir a sua cobertura, não sendo utilizados instrumentos derivados com o objectivo de negociação ou especulação.
i) Risco de taxa de juro
A exposição do Grupo à taxa de juro decorre essencialmente dos empréstimos de longo prazo que são constituídos na sua maioria por dívida indexada à Euribor.
O objectivo do Grupo é limitar a volatilidade dos cash-flows e resultados tendo em conta o perfil da sua actividade operacional através da utilização de uma adequada combinação de dívida a taxa fixa e variável. A política do Grupo permite a utilização de derivados de taxa de juro para redução da exposição às variações da Euribor e não para fins especulativos.
A maior parte dos instrumentos derivados utilizados pelo Grupo na gestão do risco taxa de juro são definidos como instrumentos de cobertura de fluxos de caixa por configurarem relações perfeitas de cobertura. Os indexantes, as convenções de cálculos, as datas de refixação das taxas de juro e os planos de reembolso dos instrumentos de cobertura de taxa de juro são em tudo idênticos às condições estabelecidas para os empréstimos subjacentes contratados. No entanto, existem alguns instrumentos derivados que, embora tenham sido contratados com o objectivo de cobertura do risco da taxa de juro, não se enquadram nos requisitos acima referidos para classificação como instrumentos de cobertura.
ii) Risco de taxa de câmbio
O Grupo está exposto ao risco taxa de câmbio nas transacções relativas a vendas de produtos acabados em mercados internacionais em moeda diferente do Euro.
Sempre que o Conselho de Administração considere necessário para reduzir a volatilidade dos seus resultados à variabilidade das taxas de câmbio a exposição é controlada através de um programa de compra de divisas a prazo (forwards).
(Montantes expressos em Euros)
Adicionalmente, o Grupo possui ainda uma participação financeira cuja moeda funcional é diferente do Euro (Storax Racking Systems, cuja moeda funcional é a Libra Esterlina). Os activos e passivos denominados em Libras Esterlinas são como se segue:
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
|---|---|---|
| Activos | 7.964.327 | 6.764.263 |
| Pas s ivos | (5.044.871) | (3.921.230) |
| 2.919.456 | 2.843.033 |
Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 os saldos expressos em USD são como segue:
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
|---|---|---|
| Contas a receber | 15.113.769 | 3.932.800 |
| Contas a pagar | 24.717 | 41.263 |
| 15.138.486 | 3.974.063 |
O Conselho de Administração do Grupo entende que eventuais alterações da taxa de câmbio não terão um efeito significativo sobre as demonstrações financeiras consolidadas.
iii) Risco de variabilidade nos preços de commodities
Desenvolvendo a sua actividade em dois sectores que transaccionam commodities (pasta de papel e aço), o Grupo encontra-se particularmente exposto a variações do seu preço, com os correspondentes impactos nos seus resultados. No entanto, para gerir este risco foram celebrados contratos de cobertura de variação de preços da pasta de papel, pelos montantes e valores considerados adequados às operações previstas, atenuando assim a volatilidade dos seus resultados.
b) Risco de liquidez
O principal objectivo da política de gestão de risco de liquidez é garantir que o Grupo tem disponível, a todo o momento, os recursos financeiros necessários para fazer face às suas responsabilidades e prosseguir as estratégias delineadas honrando todos os compromissos assumidos com terceiros, quando se tornam devidos, através de uma adequada gestão da maturidade dos financiamentos.
O Grupo prossegue assim uma política activa de refinanciamento pautada pela manutenção de um nível elevado de recursos livres e imediatamente disponíveis para fazer face a necessidades de curto prazo e pelo alongamento ou manutenção da maturidade da dívida de acordo com os cash-flows previstos e a capacidade de alavancagem do seu balanço.
A análise de liquidez para instrumentos financeiros é apresentada junto da nota respectiva a cada classe de passivos financeiros.
c) Risco de crédito
O Grupo está exposto ao risco de crédito no âmbito da sua actividade operacional corrente. Este risco é controlado através de um sistema de recolha de informação financeira e qualitativa, prestada por entidades reconhecidas que fornecem informação de riscos, que permitem avaliar a viabilidade dos clientes no cumprimentos das suas obrigações, visando a redução do risco de concessão de crédito. Os montantes apresentados no balanço encontram-se líquidos das perdas acumuladas de imparidade para cobranças duvidosas que foram estimadas pelo Grupo, estando portanto ao seu justo valor.
O risco de crédito é limitado pela gestão da concentração de riscos e uma rigorosa selecção de contrapartes bem como pela contratação de seguros de crédito junto de instituições especializadas e que cobrem uma parte significativa do crédito concedido em resultado da actividade desenvolvida pelo Grupo.
3. ALTERAÇÕES DE POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS E CORRECÇÃO DE ERROS
Não ocorreram durante o período alterações de políticas contabilísticas nem erros materiais relativos a períodos anteriores.
(Montantes expressos em Euros)
4. INVESTIMENTOS
4.1 INVESTIMENTOS EM FILIAIS
As empresas incluídas na consolidação pelo método integral, respectivas sedes, proporção do capital detido e actividade desenvolvida em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 são as seguintes:
| Denominação social | Sede | Percentagem efectiva de participação |
Actividade | |
|---|---|---|---|---|
| 2007 | 2006 | |||
| Empresa mãe: Altri, SGPS, S.A. |
Porto | Sociedade gestora de participações sociais | ||
| Grupo Caima / Celtejo / Celbi | ||||
| Celulose do Caima, SGPS, S.A. | Lisboa | 100% | 100% | Sociedade gestora de participações sociais |
| Caima Indústria de Celulose, S.A. | Lisboa | 100% | 100% | Produção e comercialização de pasta de papel |
| Silvicaima – Sociedade Silvícola do Caima, S.A. | Lisboa | 100% | 100% | Exploração silvícola |
| Caima Energia – Empresa de Gestão e Exploração de Energia, S.A. | Lisboa | 100% | 100% | Produção de energia térmica e eléctrica |
| Invescaima – Investimentos e Participações, SGPS, S.A. | Lisboa | 100% | 100% | Sociedade gestora de participações sociais |
| Inflora – Sociedade de Investimentos Florestais, S.A. | Lisboa | 100% | 100% | Exploração silvícola |
| Socasca – Recolha e Comércio de Recicláveis, S.A. (a) | Águeda | 100% | - | Recolha e Comércio de Recicláveis |
| Celtejo – Empresa de Celulose do Tejo, S.A. | Vila Velha de Ródão | 99,58% | 99,45% | Produção e comercialização de pasta de papel |
| CPK – Companhia Produtora de Papel Kraftsack, S.A. | Vila Velha de Ródão | 99,58% | 99,45% | Produção e comercialização de papel |
| Ródão Power, S.A. - Energia e Biomassa do Ródão, S.A. (b) | Vila Velha de Ródão | - | 99,45% | Produção de energia térmica e eléctrica |
| Altri - Energias Renováveis, SGPS, S.A. (c) | Lisboa | 100% | - | Holding |
| Sosapel – Sociedade Comercial de Sacos de Papel, Lda. | Vila Velha de Ródão | 79,66% | 79,56% | Comercialização de pasta de papel |
| Celbi – Celulose da Beira Industrial, S.A. | Figueira da Foz | 100% | 100% | Produção e comercialização de pasta de papel |
| Celbinave – Tráfego e Estiva SGPS, Unipessoal, Lda. | Figueira da Foz | 100% | 100% | Agenciação e fretamento de navios |
| Viveiros do Furadouro Unipessoal, Lda. | Óbidos | 100% | 100% | Produção de plantas em viveiros e prestação de serviços agro-florestais e paisagísticos |
| Altri, Participaciones Y Trading, S.L. | Madrid, Espanha | 100% | 100% | Holding |
| Altri Sales, S.A. (d) | Nyon, Suiça | 100% | - | Comercialização de pasta de papel |
| Grupo Ramada | ||||
| F. Ramada – Aços e Indústrias, S.A. | Ovar | 100% | 100% | Comercialização de aço |
| F. Ramada – Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas de Armazenagem, S.A. |
Ovar | 100% | 100% | Produção e comercialização de sistemas de armazenagem |
| F. Ramada II, Imobiliária, S.A. | Ovar | 100% | 100% | Imobiliária |
| F. Ramada, Serviços de Gestão, Lda. | Ovar | 100% | 100% | Serviços de administração e gestão |
| Universal Afir - Aços, Máquinas e Ferramentas, S.A. | Porto | 100% | 100% | Comercialização de aço |
| BPS – Equipements, S.A. | Paris, França | 100% | 100% | Comercialização de sistemas de armazenagem |
| Storax Racking Systems, Ltd. | Bromsgrove, Reino Unido |
100% | 100% | Comercialização de sistemas de armazenagem |
| Storax Benelux | Bélgica | 100% | 100% | Comercialização de sistemas de armazenagem |
(a) – sociedade adquirida em 2007;
(b) – sociedade cujos activos e passivos foram classificados, no exercício de 2007, como detidos para venda;
(c) – sociedade constituída durante o segundo semestre de 2007, inicialmente com a designação "Melhor Razão, SGPS, S.A."; (d) – sociedade constituída durante o segundo semestre de 2007.
Estas filiais foram incluídas na consolidação do Grupo Altri pelo método de consolidação integral, conforme indicado na Nota 2.2.a).
(Montantes expressos em Euros)
4.2 INVESTIMENTOS EM ASSOCIADAS
As empresas associadas, proporção do capital detido e actividade desenvolvida em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 são como segue:
| Deno m inação so cial | P ercentagem efectiva de participação | A ctividade | ||
|---|---|---|---|---|
| 2007 | 2006 | |||
| EDP – P ro dução B io eléctrica, S.A . | 50% | 50% | P ro dução de energia eléctrica | |
| Operfo z – Operado res do P o rto da Figueira da Fo z, Lda. | 33,33% | 33,33% | Operação em po rto s |
Estas empresas associadas foram incluídas na consolidação do Grupo Altri pelo método de equivalência patrimonial, conforme indicado na Nota 2.2.b).
O valor de balanço, os capitais próprios e o resultado líquido para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007 das empresas associadas são como segue:
| Deno minação so cial | Valo r de balanço (a) |
A ctivo | Capital pró prio | Resultado líquido |
|---|---|---|---|---|
| EDP – P ro dução B io eléctrica, S.A . | 11.252.658 | 49.320.057 | 7.167.174 | (853.999) |
| Operfo z – Operado res do P o rto da Figueira da Fo z, Lda. | 228.660 | 1.964.053 | 691.558 | 46.418 |
| 11.481.318 |
(a) – inclui suprimentos concedidos
As políticas contabilísticas usadas por estas empresas associadas não diferem significativamente das utilizadas pelo Grupo Altri, facto pelo qual não houve lugar a qualquer harmonização de políticas contabilísticas.
4.3 INVESTIMENTOS DISPONÍVEIS PARA VENDA
Os investimentos disponíveis para venda em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 e o seu valor de balanço nessas datas, podem ser detalhados como segue:
| Denominação social | Valor de balanço | |||
|---|---|---|---|---|
| 2007 | 2006 | |||
| Imóveis não afectos à actividade do Grupo | 793.497 | 929.715 | ||
| Outros | 199.957 | 386.239 | ||
| 993.454 | 1.315.954 | |||
| Perdas de imparidade acumuladas em investimentos (Nota 20) | (110.882) | (110.882) | ||
| Valor líquido | 882.572 | 1.205.072 |
4.4 INVESTIMENTOS MENSURADOS AO JUSTO VALOR ATRAVÉS DE RESULTADOS
Os montantes incluídos na rubrica "Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados" em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 correspondem a investimentos em títulos cotados, os quais se encontram valorizados à correspondente cotação bolsista nessas datas.
4.5 ACTIVOS CLASSIFICADOS COMO DETIDOS PARA VENDA
Os activos e passivos detidos para venda dizem respeito aos activos e passivos da Ródão Power – Energia e Biomassa do Ródão, S.A. (líquidos das operações intragrupo), sociedade que será alienada no exercício de 2008.
(Montantes expressos em Euros)
O detalhe dos activos e passivos detidos para venda em 31 de Dezembro de 2007 são como se segue:
| Im obilizações corpóreas | 19.176.545 |
|---|---|
| Im obilizações incorpóreas | 6.107 |
| Exis tências | 194.722 |
| Clientes | 1.522.097 |
| Outras dívidas de terceiros | 1.449.465 |
| Outros activos correntes | 98 |
| Activos clas s ificados com o detidos para venda | 22.349.034 |
| Fornecedores | (2.443.139) |
| Em presas do grupo (Nota 12) | (21.640.843) |
| Outras dívidas a terceiros | (183.047) |
| Outros pas s ivos correntes | (179.693) |
| Pas s ivos as sociados a activos detidos para venda | (24.446.722) |
| Activos líquidos de pas s ivos detidos para venda | (2.097.688) |
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007 o resultado líquido da Ródão-Power - Energia e Biomassa do Ródão, S.A. ascendeu a 187.820 Euros.
5. ALTERAÇÕES OCORRIDAS NO PERÍMETRO DE CONSOLIDAÇÃO
Em Novembro de 2007 a Altri SGPS, S.A. através da sua participada Invescaima – Investimentos e Participações, SGPS, S.A. aquiriu 100% das acções representativas do capital social e dos direitos de voto da Socasca – Recolha e Comércio de Recicláveis, S.A. ("Socasca") cuja actividade principal consiste na recolha e comércio de recicláveis.
Dado que a aquisição se concretizou no final do exercício de 2007, a Socasca integrou o perímetro de consolidação da Altri, SGPS, S.A. com efeitos a 31 de Dezembro de 2007. O justo valor dos activos líquidos adquiridos bem como da diferença de consolidação gerada nesta aquisição são como se segue:
| Justo valor na data de aquisição |
|---|
| 1.240.950 |
| 3.562.410 |
| 4.803.360 |
| 1.451.703 |
| 2.068.351 |
| 3.520.054 |
| 1.283.306 |
| 3.647.639 |
| 4.930.945 |
Tendo em conta a natureza dos activos e passivos da Socasca a Altri entendeu que, com referência a 31 de Dezembro de 2007, o seu valor contabilístico não difere significativamente do seu justo valor. No entanto, durante o exercício de 2008 será feita uma reanálise desta questão, e caso o justo valor dos activos e passivos adquiridos difiram significativamente do seu justo valor contabilístico será efectuado uma reafectação da diferença de consolidação apurada em conformidade.
(Montantes expressos em Euros)
A aquisição desta sociedade foi liquidada no montante de 4.470.945 Euros, estando os restantes 460.000 Euros ainda por liquidar. Desta forma o fluxo de caixa gerado na operação pode ser detalhado como segue:
| Custo de aquisição já liquidado | 4.470.945 |
|---|---|
| Caixa e equivalentes da filial adquirida | (103.678) |
| 4.367.267 |
O preço de aquisição da Socasca encontra-se ainda sujeito a uma correcção em função da obtenção de uma licença de exploração, da performance financeira desta sociedade até 2009 e em função do recebimento efectivo de um subsídio ao investimento, estimando-se que essa correcção seja no máximo de, aproximadamente, 1.500.000 Euros. Caso esta operação tivesse sido reportada com efeitos a 1 de Janeiro de 2007, os proveitos operacionais do Grupo Altri do exercício de 2007 teriam um incremento de, aproximadamente, 2.900.000 Euros e os resultados operacionais teriam um incremento de, aproximadamente, 200.000 Euros.
Adicionalmente, durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007, fruto da classificação como activos classificados como detidos para venda, a Ródão Power – Energia e Biomassa do Ródão, S.A. deixou de ser consolidada pelo método de consolidação integral (Nota 4.5).
Em Agosto de 2006, em sequência do processo público de aquisição, a Altri, SGPS, S.A., através da sua participada Altri – Participaciones y Trading, S.L., adquiriu 99,96% das acções representativas do capital social e de 100% dos direitos de voto da Celulose Beira Industrial (Celbi), S.A., cuja actividade principal é a produção e comercialização de pasta de papel.
Dado que a aquisição se concretizou durante o mês de Agosto de 2006, a Celbi englobou o perímetro de consolidação da Altri, SGPS, S.A. a partir de 1 de Setembro de 2006. O apuramento do justo valor dos activos líquidos adquiridos bem como da diferença de consolidação gerada nesta aquisição são como segue:
| Valor contabilístico |
Ajustamentos de justo valor |
Justo valor na data de aquisição |
|
|---|---|---|---|
| Activos | |||
| Correntes | 75.094.730 | 75.094.730 | |
| Não correntes | 130.387.852 | 10.950.000 | 141.337.852 |
| 205.482.582 | 216.432.582 | ||
| Passivos | |||
| Correntes | 29.549.067 | 29.549.067 | |
| Não correntes | 8.899.412 | 8.899.412 | |
| 38.448.479 | 38.448.479 | ||
| Activo líquido | 167.034.103 | 177.984.103 | |
| Diferença de consolidação (Nota 7) | 252.580.488 | ||
| Custo global de aquisição | 430.564.591 |
A aquisição do investimento foi integralmente liquidada, podendo o fluxo de caixa líquido gerado na operação ser detalhado como segue:
| Custo global da aquisição | 430.564.591 |
|---|---|
| Caixa e equivalentes da filial adquirida | (6.384.554) |
| 424.180.037 |
(Montantes expressos em Euros)
O valor pago pela aquisição desta filial inclui:
- a expectativa de sinergias, crescimento da actividade e evolução expectável do mercado da pasta de papel, não tendo estes benefícios sido reconhecidos separadamente da diferença de consolidação dado que os benefícios económicos futuros a si associados não são passíveis de serem mensurados de uma forma razoável; e
- um volume de operações e respectivas relações comerciais com clientes. No entanto, estes activos não são passíveis de mensuração e reconhecidos separadamente das diferenças de consolidação uma vez que não podem ser separados do Grupo, vendidos ou transferidos, quer individualmente, quer em termos agregados.
O preço de aquisição da Celbi encontra-se ainda sujeito a uma correcção em função da determinação do "working capital" na data da aquisição e em função do recebimento efectivo de um subsídio ao investimento em curso, estimando-se que esse acerto seja no máximo de, aproximadamente, 3.000.000 Euros.
Caso esta aquisição tivesse sido reportada com efeitos a 1 de Janeiro de 2006, os proveitos operacionais consolidados do Grupo Altri do exercício de 2006 ascenderiam a, aproximadamente, 400.000.000 Euros e os resultados operacionais ascenderiam a, aproximadamente 64.000.000 Euros. O Conselho de Administração entende que esta informação financeira "pró-forma" representa um indicador da performance do Grupo numa base anual e representa uma base válida de comparação para exercícios futuros.
Excepto quanto aos terrenos propriedade da Empresa, o Conselho de Administração entendeu não efectuar nenhuma imputação de justo valor aos restantes activos fixos tangíveis pois é seu entendimento que, uma vez que os mesmos são quase na sua totalidade afectos à produção, e dada a natureza específica dos bens em causa, nomeadamente o equipamento básico, o cálculo do justo valor dos mesmos utilizando uma abordagem do custo de reposição depreciado se assemelha ao valor líquido contabilístico na data de aquisição. Deste modo, os ajustamentos de justo valor efectuados pelo Conselho de Administração na data de aquisição da filial correspondem, basicamente à valorização dos terrenos, onde estão as plantações florestais, ao seu justo valor.
Adicionalmente, durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007, o Grupo adquiriu uma percentagem adicional de 0,13% do capital do Grupo Celtejo pelo montante de 53.383 Euros o qual foi integralmente liquidado.
(Montantes expressos em Euros)
6. IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 o movimento ocorrido no valor das imobilizações corpóreas, bem como nas respectivas amortizações acumuladas, foi o seguinte:
| 2007 | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Activo bruto | ||||||||||
| Terrenos e recursos naturais |
Edifícios e outras construções |
Equipamento básico |
Equipamento de transporte |
Ferramentas e utensílios |
Equipamento administrativo |
Outras imobilizações corpóreas |
Imobilizações em curso |
Adiantamentos por conta de imobilizações |
Total | |
| Saldo inicial | 84.349.285 | 110.840.548 | 591.562.062 | 6.571.971 | 4.243.701 | 13.946.774 | 10.255.158 | 25.727.723 | 2.082.575 | 849.579.797 |
| Variação de perímetro - diminuições (Nota 4.5) | - | - | - | - | - | - | - | (14.127.570) | (1.444.250) | (15.571.820) |
| Variação de perímetro - aumentos (Nota 5) | 732.744 | 1.168.332 | 1.651.388 | 934.739 | 24.824 | 46.166 | 7.552 | 295.920 | - | 4.861.665 |
| Aumentos | 5.261.826 | 187.511 | 2.261.243 | 388.245 | 121.918 | 645.010 | 261.694 | 92.902.846 | 6.894.606 | 108.924.899 |
| Alienações | (338.735) | (318.823) | (5.972.843) | (542.987) | (17.146) | (878.548) | (178.094) | - | - | (8.247.176) |
| Tranferências e abates | 44.668 | 673.389 | 5.419.427 | - | 47.599 | 75.465 | (290.804) | (6.501.130) | - | (531.386) |
| Saldo final | 90.049.788 | 112.550.957 | 594.921.277 | 7.351.968 | 4.420.896 | 13.834.867 | 10.055.506 | 98.297.789 | 7.532.931 | 939.015.9 79 |
| Amortizações acumuladas | ||||||||||
| Terrenos e | ||||||||||
| recursos naturais |
Edifícios e outras construções |
Equipamento básico |
Equipamento de transporte |
Ferramentas e utensílios |
Equipamento administrativo |
Outras imobilizações corpóreas |
Total | |||
| Saldo inicial | 5.225.597 | 85.357.399 | 483.063.138 | 5.519.493 | 4.076.506 | 12.563.535 | 8.681.357 | 604.487.025 | ||
| Variação de perímetro (Nota 5) | - | 181.689 | 680.369 | 393.837 | 15.635 | 24.499 | 3.226 | 1.299.255 | ||
| Aumentos | 263.736 | 3.102.091 | 20.930.435 | 432.571 | 118.480 | 742.158 | 647.256 | 26.236.727 | ||
| Alienações | (34.208) | (141.681) | (5.633.841) | (524.241) | (17.146) | (924.266) | (183.272) | (7.458.655) | ||
| Tranferências e abates | - | 3.736 | (201.657) | - | 27.718 | 71.584 | (201.077) | (299.696) | ||
| Saldo final | 5.455.125 | 88.503.234 | 498.838.444 | 5.821.660 | 4.221.193 | 12.477.510 | 8.947.490 | 624.264.6 56 |
||
| 84.594.663 | 24.047.723 | 96.082.833 | 1.530.308 | 199.703 | 1.357.357 | 1.108.016 | 98.297.789 | 7.532.931 | 314.751.3 23 |
|
| 2006 | ||||||||||
| Terrenos e | Activo bruto | |||||||||
| recursos | Edifícios e outras | Equipamento | Equipamento | Ferramentas e | Equipamento | Outras imobilizações | Imobilizações em | Adiantamentos por conta | ||
| naturais | construções | básico | de transporte | utensílios | administrativo | corpóreas | curso | de imobilizações | Total | |
| Saldo inicial | 31.908.613 | 44.378.192 | 204.149.290 | 5.090.602 | 921.765 | 7.482.928 | 2.373.368 | 7.267.980 | 394.403 | 303.967.141 |
| Variação de perímetro (Nota 5) | 52.841.570 | 66.082.361 | 358.308.653 | 1.927.561 | 3.243.162 | 5.722.800 | 7.411.548 | 13.328.871 | 396.172 | 509.262.698 |
| Aumentos | 100.833 | 391.041 | 6.426.592 | 421.196 | 80.621 | 789.162 | 1.461.877 | 27.814.341 | 1.647.413 | 39.133.0 76 |
| Alienações | (501.731) | (209.211) | (76.375) | (886.648) | (1.847) | (51.908) | (1.042.498) | (3.544) | - | (2.773.762) |
| Transferências e abates | - | 198.165 | 22.753.902 | 19.260 | - | 3.792 | 50.863 | (22.679.925) | (355.413) | (9.356) |
| Saldo final | 84.349.285 | 110.840.548 | 591.562.062 | 6.571.971 | 4.243.701 | 13.946.774 | 10.255.158 | 25.727.723 | 2.082.575 | 849.579.7 97 |
| Amortizações acumuladas | ||||||||||
| Terrenos e | ||||||||||
| recursos naturais |
Edifícios e outras construções |
Equipamento básico |
Equipamento de transporte |
Ferramentas e utensílios |
Equipamento administrativo |
Outras imobilizações corpóreas |
Total | |||
| Saldo inicial | - | 27.882.122 | 138.043.334 | 4.107.767 | 867.263 | 6.501.463 | 1.821.108 | 179.223.057 | ||
| Variação de perímetro (Nota 5) | 5.038.956 | 55.114.499 | 331.268.674 | 1.926.969 | 3.117.261 | 5.157.892 | 6.923.566 | 408.547.817 | ||
| Aumentos | 203.598 | 2.509.126 | 13.857.395 | 360.998 | 93.898 | 1.096.097 | 1.038.093 | 19.159.2 05 |
||
| Alienações | (16.957) | (108.421) | (98.900) | (876.241) | (1.916) | (67.968) | (1.086.197) | (2.256.600) | ||
| Transferências e abates | - | (39.927) | (7.365) | - | - | (123.949) | (15.213) | (186.454) | ||
| Saldo final | 5.225.597 | 85.357.399 | 483.063.138 | 5.519.493 | 4.076.506 | 12.563.535 | 8.681.357 | 604.487.0 25 |
||
| 79.123.688 | 25.483.149 | 108.498.924 | 1.052.478 | 167.195 | 1.383.239 | 1.573.801 | 25.727.723 | 2.082.575 | 245.092.7 72 |
Os valores mais significativos incluídos na rubrica "Imobilizado em curso" em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, referem-se aos seguintes projectos:
| 31-12-2007 | 31-12-2006 | |
|---|---|---|
| Projecto de expansão de capacidade | 49.449.537 | - |
| Linha de branqueamento | 37.204.728 | 7.856.719 |
| Linha descasque/destroçamento - Parque de Madeiras | 6.299.171 | 2.235.130 |
| Máquina de prensa e electrofiltro para caldeira de recuperação | 1.712.729 | - |
| Caldeira de biomassa e turbo gerador | - | 11.828.663 |
| Outros projectos | 3.631.624 | 3.807.211 |
| Total | 98.297.789 | 25.727.723 |
Em 31 de Dezembro de 2007 encontram-se em curso dois grandes projectos, nomeadamente a instalação de uma linha de branqueamento da pasta de papel na filial Celtejo – Empresa de Celulose do Tejo, S.A. e o aumento da capacidade de produção da filial Celbi – Celulose da Beira Industrial, S.A., projectos que se estima que estejam concluídos durante o exercício de 2009 (Nota 28).
(Montantes expressos em Euros)
7. DIFERENÇAS DE CONSOLIDAÇÃO
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, os movimentos ocorridos nas diferenças de consolidação e nas respectivas perdas de imparidade, foram os seguintes:
| Valor em 01.01.2007 | 266.875.965 |
|---|---|
| Aum entos (Nota 5) | 3.647.639 |
| Valor líquido em 31.12.2007 | 270.523.604 |
| Valor em 01.01.2006 | 14.339.391 |
| Aum entos (Nota 5) | 252.580.488 |
| Dim inuições | (43.914) |
| Valor líquido em 31.12.2006 | 266.875.965 |
Os aumentos registados no exercício findo em 31 de Dezembro de 2007 são relativos à aquisição da Sócasca, Recolha e Comércio de Recicláveis, S.A. (Nota 5).
Os aumentos registados no exercício findo em 31 de Dezembro de 2006, são relativos à aquisição da Celbi – Celulose da Beira Industrial, S.A. (Nota 5).
As diferenças de consolidação não são amortizadas. São efectuados testes de imparidade às diferenças de consolidação numa base anual e sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indique que o montante pelo qual o activo se encontra registado possa não ser recuperado. Sempre que o montante pelo qual o activo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável é reconhecida uma perda de imparidade. A quantia recuperável é a mais alta do preço de venda líquido e do valor de uso. Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, não foram registadas nem revertidas quaisquer perdas de imparidade.
No exercício de 2007, por forma a aferir da existência, ou não, de imparidade para o principal valor das diferenças de consolidação (252.580.488 Euros (Nota 5)) que resultou da aquisição da Celbi – Celulose da Beira Industrial, S.A. no exercício de 2006, a Altri procedeu à comparação dos valores da performance financeira estimada para o exercício de 2007 constante da avaliação desta sociedade efectuada por uma entidade financeira aquando da sua aquisição pelo Grupo Altri, com os valores reais verificados em 2007 da Celbi. Tendo-se verificado que a performance financeira real da Celbi – Celulose da Beira Industrial, S.A. para o exercício de 2007 foi superior à estimada naquela avaliação, o Conselho de Administração da Altri concluiu pela inexistência de imparidade ao nível daquelas diferenças de consolidação. Aquela avaliação foi efectuada com base nos cash flows descontados tendo por base um plano de negócios da Celbi a 9 anos.
(Montantes expressos em Euros)
8. IMOBILIZAÇÕES INCORPÓREAS
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas, bem como nas respectivas amortizações acumuladas, foi o seguinte:
| 2007 Activo bruto |
||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Propriedade | ||||||||
| Despesas de instalação |
Despesas de desenvolv imento |
industrial e outros direitos |
Softw are | Imobilizado em curso |
Total | |||
| Saldo inicial | 57.555 | 3.521.114 | 93.373 | 230.374 | 230.791 | 4.133.207 | ||
| Variação de perímetro | (11.537) | - | (4.500) | - | (77.844) | (93.881) | ||
| Aumentos | - | 54.685 | - | 274.376 | 363.475 | 692.536 | ||
| Alienações | - | - | - | - | - | - | ||
| Tranf erências e abates | - | 10.500 | - | (13.551) | (10.500) | (13.551) | ||
| Saldo final | 46.018 | 3.586.299 | 88.873 | 491.199 | 505.922 | 4.718.31 1 |
||
| Amortizações acumuladas | ||||||||
| Propriedade | ||||||||
| Despesas de | Despesas de | industrial e outros | Imobilizado em | |||||
| instalação | desenvolv imento | direitos | Softw are | curso | Total | |||
| Saldo inicial | 8.097 | 3.205.558 | 71.148 | 180.506 | 3.465.309 | |||
| Variação de perímetro | (4.209) | - | (375) | - | (4.584) | |||
| Aumentos | - | 222.587 | 9.994 | 68.314 | 300.895 | |||
| Alienações | - | - | - | - | - | |||
| Tranf erências e abates | - | - | - | (10.930) | (10.930) | |||
| Saldo final | 3.888 | 3.428.145 | 80.767 | 237.890 | 3.750.69 0 |
|||
| 42.130 | 158.154 | 8.106 | 253.309 | 505.922 | 967.62 1 |
|||
| 2006 | ||||||||
| Activo bruto | ||||||||
| Propriedade | ||||||||
| Despesas de instalação |
Despesas de desenvolv imento |
industrial e outros direitos |
Softw are | Imobilizado em curso |
Total | |||
| Saldo inicial | 3.888 | 2.270.273 | 88.873 | 265.662 | 24.150 | 2.652.846 | ||
| Variação de perímetro (Nota 5) | 42.130 | 1.138.234 | - | - | - | 1.180.364 | ||
| Aumentos | 11.537 | 112.607 | 4.500 | 2.237 | 220.291 | 351.17 2 |
||
| Alienações | - | - | - | (37.525) | - | (37.525) | ||
| Transferências e abates | - | - | - | - | (13.650) | (13.650) | ||
| Saldo final | 57.555 | 3.521.114 | 93.373 | 230.374 | 230.791 | 4.133.20 7 |
||
| Amortizações acumuladas | ||||||||
| Propriedade | ||||||||
| Despesas de | Despesas de | industrial e outros | Imobilizado em | |||||
| instalação | desenvolv imento | direitos | Softw are | curso | Total | |||
| Saldo inicial | 3.888 | 1.927.811 | 60.779 | 178.185 | 2.170.663 | |||
| Variação de perímetro (Nota 5) | 363 | 999.893 | - | - | 1.000.256 | |||
| Aumentos | 49.361 | 217.519 | 70.704 | 853 | 338.43 7 |
|||
| Transferências e abates | (45.515) | 60.335 | (60.335) | 1.468 | (44.047) | |||
| Saldo final | 8.097 | 3.205.558 | 71.148 | 180.506 | 3.465.30 9 |
|||
| 49.458 | 315.556 | 22.225 | 49.868 | 230.791 | 667.898 | |||
9. EXISTÊNCIAS E ACTIVOS BIOLÓGICOS
Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, o montante registado na rubrica "Activos biológicos" corresponde às florestas e encargos incorridos com as plantações efectuados pelo Grupo, podendo o seu valor ser detalhado como segue:
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
|---|---|---|
| Valor bruto | 62.219.275 | 55.895.935 |
| Perdas de im paridade acum uladas em activos biológicos (Nota 20) | (461.924) | (571.164) |
| 61.757.351 | 55.324.771 |
Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, o montante registado na rubrica "Existências" pode ser detalhado como segue:
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
|---|---|---|
| Matérias-primas, subsidiárias e de consumo | 30.621.230 | 23.048.898 |
| Subprodutos, desperdícios, resíduos e refugos | 54.773 | 56.799 |
| Produtos e trabalhos em curso | 6.187.993 | 7.634.884 |
| Produtos acabados e intermédios | 19.363.928 | 15.282.907 |
| Mercadorias | 17.911.343 | 13.255.29 7 |
| 74.139.267 | 59.278.78 5 |
|
| Perdas de imparidade acumuladas (Nota 20) | (3.903.797) | (3.870.053) |
| 70.235.470 | 55.408.73 2 |
(Montantes expressos em Euros)
O custo das vendas do exercício findo em 31 de Dezembro 2007 ascendeu a 154.777.850 Euros e foi apurado como segue:
| Matérias primas, subsidiárias e de |
Produtos acabados e |
Produtos e trabalhos em |
Activos | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Mercadorias | consumo | Subprodutos | intermédios | curso | biológicos | Total | |
| Saldo inicial | 13.255.297 | 23.048.898 | 56.799 | 15.282.907 | 7.634.884 | 55.895.935 | 115.174.720 |
| Compras | 21.145.220 | 154.839.791 | - | - | - | - | 175.985.011 |
| Regularização de existências | (81.545) | (51.730) | 5 | 54.557 | (282.390) | (48.257) | (409.360) |
| Variação de perímetro (Nota 5) | - | 340.023 | - | - | 45.998 | - | 386.021 |
| Existências finais | (17.911.343) | (30.621.230) | (54.773) | (19.363.928) | (6.187.993) | (62.219.275) | (136.358.542) |
| 16.407.629 | 147.555.752 | 2.031 | (4.026.464) | 1.210.499 | (6.371.597) | 154.777.850 |
O custo das vendas do exercício findo em 31 de Dezembro 2006 ascendeu a 108.431.532 Euros e foi apurado como segue:
| Matérias primas, subsidiárias e de |
Produtos acabados e |
Produtos e trabalhos em |
Activos | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Mercadorias | consumo | Subprodutos | intermédios | curso | biológicos | Total | |
| Saldo inicial | 11.951.691 | 13.865.583 | 52.691 | 13.198.408 | 5.238.282 | 21.962.003 | 66.268.658 |
| Variação de perímetro (Nota 5) | 54.968 | 9.724.451 | - | 9.653.650 | 1.830.648 | 32.833.533 | 54.097.250 |
| Compras | 17.377.020 | 85.774.025 | - | - | - | - | 103.151.045 |
| Regularização de existências | 146.909 | (270.224) | 1.079 | (1.702) | 209.884 | 3.353 | 89.299 |
| Existências finais | (13.255.297) | (23.048.898) | (56.799) | (15.282.907) | (7.634.884) | (55.895.935) | (115.174.720) |
| 16.275.291 | 86.044.937 | (3.029) | 7.567.449 | (356.070) | (1.097.046) | 108.431.532 |
10. IMPOSTOS CORRENTES E DIFERIDOS
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (dez anos para a Segurança Social até 2000 inclusive, e cinco anos a partir de 2001), excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são alargados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais da generalidade das empresas do Grupo Altri dos anos de 2004 a 2007 poderão vir ainda a ser sujeitas a revisão.
O Conselho de Administração da Empresa entende que eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras consolidadas em 31 de Dezembro de 2007 e 2006.
(Montantes expressos em Euros)
O movimento ocorrido nos activos e passivos por impostos diferidos nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 foi como segue:
| 2007 | ||||
|---|---|---|---|---|
| Activos por impostos diferidos |
Passivos por impostos diferidos |
|||
| Saldo em 1.1.2007 | 8.992.788 | 1.167.417 | ||
| Efeitos na demonstração dos resultados: | ||||
| Aumento/(Utilização) de prejuízos fiscais reportáveis | (673.747) | - | ||
| Aumento/(Redução) de provisões não aceites para efeitos fiscais | 279.159 | - | ||
| Mais-valias reinvestidas | - | 56.520 | ||
| Harmonização de taxas de amortização | 682.533 | - | ||
| Anulação de mais valias e transacções intra-grupo | 2.489.552 | - | ||
| Outros efeitos | 225.334 | (158.700) | ||
| Efeitos em capitais próprios: | ||||
| Justo valor de instrumentos derivados (Nota 26) | (69.889) | 818.814 | ||
| Saldo em 31.12.2007 | 11.925.730 | 1.884 .051 |
| 2006 | |||
|---|---|---|---|
| Activos por impostos diferidos |
Passivos por impostos diferidos |
||
| Saldo em 1.1.2006 | 5.931.984 | 1.009.067 | |
| Variação de perímetro (Nota 5) | 3.876.142 | 317.397 | |
| Efeitos na demonstração dos resultados: | |||
| Aumento/(Utilização) de prejuízos fiscais reportáveis | (666.611) | - | |
| Aumento/(Redução) de provisões não aceites para efeitos fiscais | (1.924.057) | - | |
| Mais-valias reinvestidas | - | (70.206) | |
| Harmonização de taxas de amortização | 733.267 | - | |
| Diferenças temporárias entre o valor contabilístico e o valor fiscal | 37.249 | (79.232) | |
| Outros efeitos | 117.124 | 44.822 | |
| Impacto da alteração da taxa de derrama | (336.824) | (37.769) | |
| Efeitos em capitais próprios: | |||
| Justo valor de instrumentos derivados (Nota 26) | 1.243.029 | - | |
| Impacto da alteração da taxa de derrama | (18.515) | (16.662) | |
| Saldo em 31.12.2006 | 8.992.788 | 1.167 .417 |
O detalhe dos activos por impostos diferidos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, de acordo com as diferenças temporárias que os geraram, é como segue:
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Activos por impostos diferidos |
Passivos por impostos diferidos |
Activos por impostos diferidos |
Passivos por impostos diferidos |
||
| Provisões e perdas por imparidade de activos não aceites fiscalmente | 5.062.438 | - | 4.783.279 | - | |
| Prejuízos fiscais reportáveis | 27.810 | - | 701.557 | - | |
| Justo valor dos instrumentos derivados | 1.154.625 | 818.814 | 1.224.514 | - | |
| Amortizações não aceites como custo fiscal | - | 212.299 | - | 371.686 | |
| Reavaliação de activos imobiliários | - | 244.833 | - | 287.469 | |
| Anulações de imobilizações corpóreas | 306.826 | - | 352.949 | - | |
| Anulações de imobilizações incorpóreas | 50.821 | - | 51.617 | - | |
| Fundos de pensões | 1.085.775 | - | 863.934 | - | |
| Harmonização de políticas contabilísticas | 1.389.136 | - | 706.603 | - | |
| Mais valias reinvestidas | - | 88.294 | - | 31.774 | |
| Anulação de outros acréscimos de custos | - | 82.501 | - | 85.026 | |
| Anulação de mais valias e transacções intra-grupo | 2.489.552 | - | - | - | |
| Outros | 358.747 | 437.310 | 308.335 | 391.462 | |
| 11.925.730 | 1.884.051 | 8.992.788 | 1.167.417 |
(Montantes expressos em Euros)
Como resultado da alteração introduzida pela nova "Lei das Finanças Locais" sobre as normas de cálculo da derrama, a vigorar a partir de 1 de Janeiro de 2007, durante o exercício de 2006 o Grupo procedeu à alteração da taxa de imposto sobre o rendimento para efeito de cálculo de activos e passivos por impostos diferidos de 27,5% para 26,5%, nos casos em existe derrama de 1,5%, excepto no que respeita a activos por impostos diferidos resultantes de prejuízos fiscais reportáveis, situação em que é utilizada uma taxa de 25%.
Os impostos sobre o rendimento reconhecidos na demonstração dos resultados dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 podem ser detalhados como segue:
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
|---|---|---|
| Imposto corrente | 10.164.243 | 3.655.048 |
| Imposto diferido | (3.105.011) | 1.897.467 |
| 7.059.232 | 5.552.515 |
A reconciliação do resultado antes de imposto para o imposto do exercício é como segue:
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
|---|---|---|
| Res ultado antes de Im pos to | 42.315.267 | 26.661. 328 |
| Taxa de Im pos to ( incluindo taxa m áxim a e derram a) | 26,50% | 27,50% |
| 11.213.546 | 7.331. 865 |
|
| Outros cus tos não aceites fiscalm ente | 263.761 | 1.032.148 |
| Ins uficiência/(Excess o) da es tim ativa de im pos to | (183.635) | (43.482) |
| Diferença entre m ais e m enos valias fis cais e contabilís ticas | (376.530) | (3.281.341) |
| Actualização de encargos de explorações s ilvícolas | (1.277.641) | (1.130.431) |
| Utilização de perdas fis cais que não deram origem a activos por im postos diferidos | (2.228.907) | (898.954) |
| Efeito da exis tência de taxa de im pos to diferente da acim a apres entada | 3.144.075 | 2.207.151 |
| Benefícios fis cais | (2.641.321) | (226.867) |
| Efeito da alteração da taxa de im pos to para efeitos do cálculo dos im pos tos diferidos | - | 336.824 |
| Outros efeitos | 854.116 | (225.602) |
| Im pos to s obre o rendim ento | 7.059.232 | 5.552. 515 |
11. CLIENTES
Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 esta rubrica tinha a seguinte composição:
| 31.12.2006 |
|---|
| 84.972.168 |
| 3.272.071 |
| 8.421.976 |
| 96.666.215 |
| (15.284.897) |
| 81.381.318 |
| 31.12.2007 92.417.253 3.811.654 8.462.009 104.690.916 (16.097.788) 88.593.128 |
A exposição do Grupo ao risco de crédito é atribuível antes de mais às contas a receber da sua actividade operacional. Os montantes apresentados no balanço encontram-se líquidos das perdas acumuladas de imparidade para cobranças duvidosas que foram estimadas pelo Grupo, de acordo com a sua experiência e com base na sua avaliação da conjuntura e envolventes económicas. O Conselho de Administração entende que os valores contabilísticos das contas a receber se aproximam do seu justo valor, uma vez que as mesmas não vencem juros e o efeito de desconto é considerado imaterial.
(Montantes expressos em Euros)
A 31 de Dezembro de 2007 e de 2006, a antiguidade dos saldos de clientes pode ser analisada como segue:
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
|---|---|---|
| Não vencido | 73.438.865 | 67.114.519 |
| Vencido mas sem registo de imparidade | ||
| 0 - 30 dias | 10.074.460 | 10.867.331 |
| 30 - 90 dias | 2.316.410 | 1.784.515 |
| + 90 dias | 93.131 | 331.989 |
| 12.484.001 | 12.983.835 | |
| Vencido com registo de imparidade | ||
| 0 - 180 dias | 2.630.206 | 988.900 |
| 180 - 360 dias | 40.056 | 122.313 |
| + 360 dias | - | 171.751 |
| 2.670.262 | 1.282.964 | |
| Total | 88.593.128 | 81.381.318 |
O Grupo contratou seguros de crédito para cobrir o risco de incobrabilidade de parte destas contas a receber, como segue:
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
|---|---|---|
| Com seguro de crédito | 43.630.996 | 40.869.165 |
| Sem seguro de crédito | 61.059.920 | 55.797.050 |
| 104.690.916 | 96.666.215 |
O Grupo não cobra quaisquer encargos de juros enquanto os prazos de pagamento definidos (em média 60 dias) estejam a ser respeitados. Findos esses prazos, são cobrados os juros que estiverem definidos contratualmente, e de acordo com a lei em vigor e aplicável a cada situação, o que tenderá a ocorrer só em situações extremas.
12. OUTRAS DÍVIDAS DE TERCEIROS
Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 esta rubrica tinha a seguinte composição:
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
|---|---|---|
| Adiantamentos a fornecedores | 198.780 | 216.846 |
| Outros devedores | 31.212.628 | 7.559.009 |
| Perdas de imparidade acumuladas em outras dívidas de terceiros (Nota 20) | (3.196.386) | (3.185.346) |
| 28.215.022 | 4.590.509 |
Em 31 de Dezembro de 2007, a rubrica "Outros devedores" inclui o montante de 21.640.843 Euros, relativo a uma conta a receber da Ródão Power - Energia e Biomassa do Ródão, S.A. (Nota 4.5).
Em 31 de Dezembro de 2006, a rubrica "Outros devedores" corresponde, principalmente, a contas a receber pela alienação de imobilizado em exercícios anteriores e a contas a receber para as quais foram constituídas perdas de imparidade.
(Montantes expressos em Euros)
A 31 de Dezembro de 2007 e 2006, a antiguidade dos saldos de "Outras dívidas de terceiros" pode ser analisada como se segue:
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
|---|---|---|
| Não vencido | 26.106.116 | 2.560.570 |
| Vencido mas sem registo de imparidade | ||
| 0 - 30 dias | 22.295 | 4.837 |
| 30 - 90 dias | 147.027 | 62.224 |
| > 90 dias | 1.939.584 | 1.962.878 |
| 2.108.906 | 2.029.939 | |
| Vencido com registo de imparidade | ||
| > 360 dias | - | - |
| 28.215.022 | 4.590.509 |
Os devedores que não estão vencidos não apresentam qualquer sinal de imparidade, o valor contabilístico dos activos líquidos de imparidade é considerado como estando próximo do seu justo valor.
13. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
O detalhe da rubrica "Estado e outros entes públicos" em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, é o seguinte:
| Valores devedores | 31.12.2007 | 31.12.2006 |
|---|---|---|
| Imposto sobre o rendimento | 3.125.285 | 5.065.302 |
| Pagamentos por conta e pagamentos especiais por conta | 6.126.147 | - |
| Retenções na fonte | 802.058 | - |
| Imposto sobre o valor acrescentado | 19.293.564 | 11.430.425 |
| Outros Impostos | 15.027 | 103.298 |
| 29.362.081 | 16.599.025 | |
| Valores credores | ||
| Imposto sobre o rendimento | (9.929.396) | (8.495.795) |
| Imposto sobre o valor acrescentado | (2.354.413) | (1.444.353) |
| Retenção na Fonte - IRS trabalho dependente | (1.459.645) | (976.095) |
| Contribuições para a Segurança Social | (962.426) | (934.113) |
| Outros Impostos | (75.984) | (142.541) |
| (14.781.864) | (11.992.897) |
14. OUTROS ACTIVOS CORRENTES
Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 esta rubrica tinha a seguinte composição:
| Acréscimos de proveitos: 31.12.2007 |
31.12.2006 |
|---|---|
| Valores a facturar 532.220 |
597.637 |
| Outros 199.525 |
34.034 |
| Custos diferidos: | |
| Rendas e alugueres pagos antecipadamente 2.559.856 |
3.066.545 |
| Custos de transporte pagos antecipadamente 430.114 |
235.566 |
| Seguros pagos antecipadamente 154.217 |
65.565 |
| Outros fornecimentos e serviços externos pagos antecipadamente 350.416 |
76.746 |
| Outros 651.319 |
131.838 |
| 4.877.667 | 4.207.931 |
(Montantes expressos em Euros)
15. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA
Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, o detalhe da rubrica "Caixa e equivalentes de caixa" era como segue:
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
|---|---|---|
| Caixa | 671.914 | 232.606 |
| Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis | 134.377.876 | 22.419.523 |
| 135.049.790 | 22.652.129 |
16. OUTROS ACTIVOS NÃO CORRENTES
O detalhe dos outros activos não correntes em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 é como segue:
| 2007 | 2006 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Valor bruto | Perdas de imparidade acumuladas |
Valor líquido | Valor bruto | Perdas de imparidade acumuladas |
Valor líquido | |
| Rendas pagas antecipadamente Contas a receber da actividade comercial e outros devedores |
117.767 1.104.512 |
- 1.104.512 |
117.767 - |
345.463 1.104.512 |
- 1.104.512 |
345.463 - |
| 1.222.279 | 1.104.512 | 117.767 | 1.449.975 | 1.104.512 | 345.463 |
As contas a receber da actividade comercial e outros devedores resultaram de transacções efectuadas com entidades que entretanto revelaram incapacidade de saldar as suas dívidas. O valor encontra-se coberto por perdas de imparidade (Nota 20).
Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 a antiguidade destes valores pode ser analisada como segue:
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
|---|---|---|
| Não vencidos | 117.767 | 345.463 |
| Vencidas com registo de imparidade | ||
| 0 - 180 dias | - | - |
| 180 - 360 dias | - | - |
| > 360 dias | 1.104.512 | 1.104.512 |
| 1.104.512 | 1.104.512 | |
| 1.222.279 | 1.449.975 | |
17. CAPITAL SOCIAL E RESERVAS
Capital Social
Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, o capital social da Empresa encontrava-se totalmente subscrito e realizado e era composto por 102.565.836 acções com o valor nominal de 25 cêntimos de Euro cada acção.
Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 as seguintes pessoas colectivas detinham uma participação no capital subscrito de, pelo menos, 20%:
- Cofihold, SGPS, S.A.
Reservas Legais
Em 31 de Dezembro de 2007, a Empresa apresentava o montante de 1.527.560 Euros (182.597 Euros em 31 de Dezembro de 2006) relativos a reservas legais, as quais não podem ser objecto de distribuição aos accionistas a não ser em caso de liquidação da Empresa, mas podem ser utilizadas para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporadas em capital.
(Montantes expressos em Euros)
| Outras Reservas | ||
|---|---|---|
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
| Reservas de cobertura | (931.402) | (3.396.295) |
| Reservas de conversão | (373.328) | (141.249) |
| Outras reservas | 56.943.872 | 42.578.635 |
| 55.639.142 | 39.041.091 | |
A rubrica "Reservas de cobertura" diz respeito ao justo valor dos instrumentos financeiros derivados classificados como de cobertura de fluxos de caixa na componente eficaz da cobertura, líquido do respectivo efeito fiscal (Nota 26).
As reservas de conversão reflectem as variações cambiais ocorridas na transposição das demonstrações financeiras dos filiais em moeda diferente do Euro e não são passíveis de serem distribuídas ou serem utilizadas para absorver prejuízos.
18. INTERESSES MINORITÁRIOS
Os montantes desta rubrica durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 foram os seguintes:
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
|---|---|---|
| Saldo inicial | 290.356 | 1.778.485 |
| Parte adquirida a minoritários | (78.195) | (1.753.153) |
| Resultado do exercício atribuível aos interesses minoritários | 62.333 | 265.024 |
| Saldo final | 274.494 | 290.356 |
19. EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS E OUTROS EMPRÉSTIMOS
Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, o detalhe das rubricas "Empréstimos bancários" e "Outros empréstimos" é como segue:
| Valor nominal | Valor contabilístico | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Corrente | Não corrente | Total | Corrente | Não corrente | Total | |
| Empréstimos bancários | 70.470.240 | 209.055.959 | 279.526.199 | 70.470.240 | 207.729.419 | 278.199.65 9 |
| Descobertos bancários | 9.535.277 | - | 9.535.277 | 9.535.277 | - | 9.535.27 7 |
| Empréstimos bancários | 80.005.517 | 209.055.959 | 289.061.476 | 80.005.517 | 207.729.419 | 287.734.93 6 |
| Papel comercial | 131.000.000 | - | 131.000.000 | 130.402.691 | - | 130.402.69 1 |
| Empréstimos obrigacionistas | - | 321.500.000 | 321.500.000 | - | 315.393.671 | 315.393.67 1 |
| Factoring | 1.438.136 | - | 1.438.136 | 1.438.137 | - | 1.438.13 7 |
| Outros empréstimos | 3.151.732 | 11.887.137 | 15.038.869 | 3.151.732 | 11.887.137 | 15.038.86 9 |
| Outros empréstimos | 135.589.868 | 333.387.137 | 468.977.005 | 134.992.560 | 327.280.808 | 462.273.36 8 |
| 215.595.385 | 542.443.096 | 758.038.481 | 214.998.077 | 535.010.227 | 750.008.30 4 |
| Valor nominal | Valor contabilístico | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Corrente | Não corrente | Total | Corrente | Não corrente | Total | ||
| Empréstimos bancários | 22.705.162 | 430.333.333 | 453.038.495 | 22.705.162 | 426.886.102 | 449.591.26 4 |
|
| Descobertos bancários | 8.720.850 | - | 8.720.850 | 8.720.850 | - | 8.720.85 0 |
|
| Empréstimos bancários | 31.426.012 | 430.333.333 | 461.759.345 | 31.426.012 | 426.886.102 | 458.312.11 4 |
|
| Papel comercial | 53.000.000 | - | 53.000.000 | 52.849.208 | - | 52.849.20 8 |
|
| Empréstimos obrigacionistas | - | 21.500.000 | 21.500.000 | - | 21.031.927 | 21.031.927 | |
| Factoring | 3.562.694 | - | 3.562.694 | 3.562.695 | - | 3.562.69 5 |
|
| Outros empréstimos | 952.883 | 14.317.409 | 15.270.292 | 952.883 | 14.317.409 | 15.270.29 2 |
|
| Outros empréstimos | 57.515.577 | 35.817.409 | 93.332.986 | 57.364.786 | 35.349.336 | 92.714.12 2 |
|
| 88.941.589 | 466.150.742 | 555.092.331 | 88.790.798 | 462.235.438 | 551.026.23 6 |
Estes empréstimos vencem juros a taxas de mercado com spreads que variam entre 0,1% e 1,75%.
(Montantes expressos em Euros)
Empréstimos bancários
Em Agosto de 2006, a subsidiária Altri, S.L. celebrou um contrato de empréstimo junto de um sindicato bancário no montante de 400.000.000 Euros destinado ao financiamento da aquisição das acções representativas de 99,96% do capital social e de 100% dos direitos de voto da Celbi. Em 2007 este empréstimo sofreu uma amortização extraordinária de 250.000.000 Euros. Este empréstimo vence juros semestrais e postecipados sendo reembolsável em 5 prestações semestrais, vencendo-se a primeira em Agosto de 2011.
Em Julho de 2005 a Invescaima, SGPS, S.A. celebrou um contrato de mútuo com a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e com a Caixa Banco de Investimento (CBI) no montante de 30.000.000 Euros, com juros semestrais postecipados e com reembolso de capital em 10 prestações semestrais, iguais e sucessivas, com início em Janeiro de 2007. No decorrer do exercício de 2007 foi já efectuada a amortização de 6.000.000 Euros.
No exercício de 2007 a subsidiária F. Ramada II, Imobiliária, S.A. celebrou dois contratos de mútuo com o Banco Espírito Santo, no montante total de 70.000.000 Euros.
Em 31 de Dezembro de 2007 existam contas caucionadas contratadas no montante de 55.700.000 Euros (47.200.000 Euros em 31 de Dezembro de 2006) que se encontravam utilizadas no montante de 17.877.770 Euros (6.349.995 Euros em 31 de Dezembro de 2006), classificadas na rubrica "Empréstimos bancários".
Outros empréstimos
Em Agosto de 2005 a Celulose do Caima, SGPS, S.A. procedeu à emissão de um empréstimo obrigacionista no montante de 21.500.000 Euros reembolsável no prazo de 6 anos, o qual tem associadas determinadas imposições relativas a cumprimento de rácios financeiros.
A Celbi – Celulose da Beira Industrial, S.A. em Fevereiro de 2007 procedeu à emissão de um empréstimo obrigacionista no montante de 300.000.000 Euros. As obrigações têm o prazo de 8 anos, tendo o seu vencimento em 2015, sendo os juros semestrais e postecipados a partir da data de subscrição, a uma taxa igual à Euribor a 6 meses adicionada de spread.
O Grupo tem contratados programas de papel comercial no montante máximo de 264.750.000 Euros em 31 de Dezembro de 2007 (84.750.000 Euros em 31 de Dezembro de 2006), renováveis, com garantia de colocação subscritos pelas diversas empresas, os quais têm vencimento no curto prazo, sendo que em 31 de Dezembro de 2007 o montante utilizado ascendia a 131.000.000 Euros (53.000.000 Euros em 31 de Dezembro de 2006).
As despesas incorridas com a montagem de empréstimos foram deduzidas ao seu valor nominal, encontrandose estas a ser reconhecidas ao longo do período de vida do respectivo empréstimo (Nota 34).
Foi aprovado em Fevereiro de 2005 a candidatura da subsidiária Celtejo aos incentivos financeiros no âmbito do Programa Operacional de Economia – POE, para aplicação na concretização do projecto de expansão e modernização da unidade fabril da Empresa, tendo em vista o aumento da sua capacidade de produção e o aprofundamento da diferenciação comercial das pastas cruas de Pinho e Eucalipto. O investimento em causa tem um montante global estimado de, aproximadamente, 49.464.000 Euros. O valor total do incentivo financeiro atribuído no âmbito do POE consubstancia-se em: (i) um incentivo reembolsável até ao montante de 14.919.000 Euros; (ii) um prémio de realização sob a forma de incentivo não reembolsável que poderá atingir o valor máximo de 14.919.000 Euros, e que será deduzido ao valores a reembolsar do subsidio referido em (i); e, (iii) um incentivo não reembolsável sobre as despesas elegíveis para formação profissional. O prémio de realização será atribuído mediante o grau de cumprimento do contrato, apurado nas medições a efectuar no final dos exercícios de 2007, 2009 e 2011, de acordo com metodologia especifica. O incentivo financeiro reembolsável atribuído será liquidado pela empresa em 8 prestações semestrais, iguais e sucessivas de capital, vencendo-se a primeira 30 meses a contar da data do primeiro pagamento (17 de Agosto de 2005), sendo a primeira devida em Fevereiro de 2008.
(Montantes expressos em Euros)
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 a sensibilidade do Grupo a alterações no indexante da taxa de juro de mais ou menos 1 ponto percentual, medida como a variação nos resultados financeiros, pode ser analisada como segue, não considerando o efeito de cobertura dos instrumentos financeiros derivados (Nota 26):
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
|---|---|---|
| Juros suportados (Nota 34) | 35.933.846 | 14.278.217 |
| Variação positiva de 1 p.p. na taxa de juro aplicada à totalidade do endividamento |
(8.264.454) | (4.401.432) |
| Variação negativa de 1 p.p. na taxa de juro | ||
| aplicada à totalidade do endividamento | 8.264.454 | 4.401.432 |
O prazo de reembolso dos empréstimos bancários e dos outros empréstimos bem como dos juros associados é como segue: 31-12-2007
| 2008 | 2009 | 2010 | 2011 | >2012 | Total | ||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Empréstimos bancários | |||||||
| Capital | 70.470.240 | 10.877.146 | 9.107.045 | 19.494.546 | 169.577.222 | 279.526.199 | |
| Juros (b) | 16.791.139 | 12.223.502 | 11.423.027 | 11.020.993 | 16.111.272 | 67.569.933 | |
| Descobertos bancários | |||||||
| Capital | 9.535.277 | - | - | - | - | 9.535.277 | |
| Juros (b) | 515.572 | - | - | - | - | 515.572 | |
| Papel comercial | |||||||
| Capital | 131.000.000 | - | - | - | - | 131.000.000 | |
| Juros (b) | 6.690.170 | - | - | - | - | 6.690.170 | |
| Empréstimos obrigacionistas | |||||||
| Capital | - | - | - | 21.500.000 | 300.000.000 | 321.500.000 | |
| Juros (b) | 18.026.505 | 17.512.105 | 17.245.260 | 17.454.235 | 65.322.000 | 135.560.105 | |
| Factoring | |||||||
| Capital | 1.438.136 | - | - | - | - | 1.438.136 | |
| Juros (b) | 74.884 | - | - | - | - | 74.884 | |
| Outros empréstimos | |||||||
| Capital | 3.151.732 | 4.198.333 | 3.721.894 | 3.245.450 | 721.460 | 15.038.869 | |
| Juros (b) | - | - | - | - | - | - | |
| Total | |||||||
| Capital | 215.595.385 | 15.075.479 | 12.828.939 | 44.239.996 | 470.298.682 | 758.038.481 | |
| Juros | 42.098.270 | 29.735.607 | 28.668.287 | 28.475.228 | 81.433.272 | 210.410.664 | |
| 257.693.655 | 44.811.086 | 41.497.226 | 72.715.224 | 551.731.954 | 968.449.145 |
| 31-12-2006 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2007 (a) | 2008 | 2009 | 2010 | >2011 | Total | ||
| Empréstimos bancários | |||||||
| Capital | 22.705.162 | 10.666.667 | 37.666.667 | 35.999.999 | 346.000.000 | 453.038.495 | |
| Juros (b) | 26.493.691 | 26.710.790 | 25.377.243 | 22.782.480 | 52.814.040 | 154.178.244 | |
| Descobertos bancários | |||||||
| Capital | 8.720.850 | - | - | - | - | 8.720.850 | |
| Juros (b) | 440.229 | - | - | - | - | 440.229 | |
| Papel comercial | |||||||
| Capital | 53.000.000 | - | - | - | - | 53.000.000 | |
| Juros (b) | 2.569.440 | - | - | - | - | 2.569.440 | |
| Empréstimos obrigacionistas | |||||||
| Capital | - | - | - | - | 21.500.000 | 21.500.000 | |
| Juros (b) | 1.300.320 | 1.377.505 | 1.343.105 | 1.325.260 | 1.339.235 | 6.685.425 | |
| Factoring | |||||||
| Capital | 3.562.694 | - | - | - | - | 3.562.694 | |
| Juros (b) | 172.719 | - | - | - | - | 172.719 | |
| Outros empréstimos | |||||||
| Capital | 952.883 | 3.151.732 | 4.198.333 | 3.721.894 | 3.245.450 | 15.270.292 | |
| Juros (b) | - | - | - | - | - | - | |
| Total | |||||||
| Capital | 88.941.589 | 13.818.399 | 41.865.000 | 39.721.893 | 370.745.450 | 555.092.331 | |
| Juros | 30.976.399 | 28.088.295 | 26.720.348 | 24.107.740 | 54.153.275 | 164.046.057 | |
| 119.917.988 | 41.906.694 | 68.585.348 | 63.829.633 | 424.898.725 | 719.138.388 |
(a) O valor referenciado como de 2007 corresponde à taxa de juro efectivamente verificada durante o oxercício;
(b) Considerando a informação disponível à data relativa à evolução das taxas de juro e que a amortização
(Montantes expressos em Euros)
20. PROVISÕES E PERDAS DE IMPARIDADE
O movimento verificado nas provisões e perdas de imparidade durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 pode ser detalhado como segue:
| 31-12-2007 | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Provisões | Perdas de imparidade em contas a receber (a) (Notas 11, 12 e 16) |
Perdas de imparidade em existências e activos biológicos (Nota 9) |
Perdas de imparidade em investimentos (Nota 4.3) |
Total | |||||
| Saldo inic ial | 4.270.534 | 19.574.755 | 4.441.217 | 110.882 | 28.397.388 | ||||
| Aumentos | 863.247 | 1.493.385 | 70.356 | - | 2.426.988 | ||||
| Reposições (Nota 32) | (163.617) | (691.349) | (109.240) | - | (964.206) | ||||
| Utilizações | (152.707) | (3.331) | - | - | (156.038) | ||||
| Transferências | - | 25.226 | (36.612) | - | (11.386) | ||||
| Saldo final | 4.817.457 | 20.398.686 | 4.365.721 | 110.882 | 29.692.746 |
(a) - incluindo provisão para contas a receber registada no activo não corrente, no montante de 1.104.512 Euros (Nota 16).
| 31-12-2006 | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Provisões | Perdas de imparidade em contas a receber (a) (Notas 11, 12 e 16) |
Perdas de imparidade em existências e activos biológicos (Nota 9) |
Perdas de imparidade em investimentos (Nota 4.3) |
Total | ||||
| Saldo inic ial | 150.637 | 13.790.650 | 1.780.070 | 2.924.803 | 18.646.160 | |||
| Variação de perímetro (Nota 5) | 5.174.409 | 3.032.923 | 2.822.819 | - | 11.030.151 | |||
| Aumentos | 315.916 | 3.271.430 | - | 24.996 | 3.612.342 | |||
| Reposições (Nota 32) | (1.368.932) | (353.705) | (13.450) | (107.961) | (1.844.048) | |||
| Utilizações | - | (166.543) | (148.222) | (2.730.956) | (3.045.721) | |||
| Transferências | (1.496) | - | - | - | (1.496) | |||
| Saldo final | 4.270.534 | 19.574.755 | 4.441.217 | 110.882 | 28.397.388 |
(a) - incluindo provisão para contas a receber registada no activo não corrente, no montante de 1.104.512 Euros (Nota 16).
Exceptuando as perdas de imparidade em investimentos (Nota 34), os aumentos de perdas de imparidade verificados no exercício findo em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 foram registados por contrapartida da rubrica "Provisões e perdas por imparidade" da demonstração dos resultados.
O valor registado na rubrica "Provisões" em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 corresponde à melhor estimativa da Administração para fazer face à totalidade das perdas a incorrer com processos actualmente em curso.
21. OUTROS CREDORES NÃO CORRENTES
Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 esta rubrica tinha a seguinte composição:
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
|---|---|---|
| Parpública, SGPS, S.A. | - | 25.000.000 |
| Fornecedores de imobilizado (Nota 29.2) | 349.073 | 298.862 |
| 349.073 | 25.298.862 |
O saldo a pagar à Parpública, SGPS, S.A. surgiu na sequência da aquisição do Grupo Celtejo efectuada em 2005 e de acordo com as condições contratuais em vigor será liquidado no início de 2008 vencendo juros a taxas de mercado (Nota 24).
22. OUTROS PASSIVOS NÃO CORRENTES
Em 31 de Dezembro de 2007 a rubrica "Outros passivos não correntes" refere-se às parcelas de subsídios ao investimento a reconhecer como proveito no médio e longo prazo.
(Montantes expressos em Euros)
23. FORNECEDORES
Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, esta rubrica tinha a seguinte composição:
| A Pagar | ||||
|---|---|---|---|---|
| 31.12.2007 | 0-90 dias | 90-180dias | >180 dias | |
| Fornecedores, conta corrente | 36.853.719 | 33.651.464 | 2.180.179 | 1.022.076 |
| Fornecedores, facturas em recepção e conferência | 6.435.766 | 6.435.766 | - | - |
| 43.289.485 | 40.087.230 | 2.180.179 | 1.022.076 | |
| A Pagar | ||||
| 31.12.2006 | 0-90 dias | 90-180dias | >180 dias | |
| Fornecedores, conta corrente | 31.771.210 | 30.621.904 | 821.025 | 328.281 |
| Fornecedores, facturas em recepção e conferência | 5.287.101 | 5.287.101 | - | - |
| 37.058.311 | 35.909.005 | 821.025 | 328.281 | |
Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 a rubrica "Fornecedores" respeitava a valores a pagar resultantes de aquisições decorrentes do curso normal das actividades do Grupo. O Conselho de Administração entende que o valor contabilístico destas dívidas é aproximado ao seu justo valor.
24. OUTRAS DÍVIDAS A TERCEIROS
Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 a rubrica "Outras dívidas a terceiros" pode ser detalhada como segue:
| A Pagar | ||||
|---|---|---|---|---|
| 31.12.2007 | 0-90 dias | 90-180dias | >180 dias | |
| Fornecedores de imobilizado | 20.258.471 | 19.748.941 | 68.184 | 441.346 |
| Adiantamento por conta de vendas | 1.133.071 | 1.133.071 | - | - |
| Outras dívidas | 31.890.041 | 30.782.882 | 706.197 | 400.962 |
| 53.281.583 | 51.664.894 | 774.381 | 842.308 | |
| 31.12.2006 | 0-90 dias | A Pagar 90-180dias |
>180 dias | |
| Fornecedores de imobilizado | 15.790.657 | 14.613.361 | - | 1.177.296 |
| Adiantamento por conta de vendas | 1.513.725 | 1.513.725 | - | - |
| Outras dívidas | 6.033.271 | 5.086.471 | 13.074 | 933.726 |
| 23.337.653 | 21.213.557 | 13.074 | 2.111.022 | |
A rubrica "Outras dívidas" inclui em 31 de Dezembro de 2007, 25.000.000 Euros a pagar à Parpública, SGPS, S.A. que, de acordo com as condições contratuais em vigor será liquidado no exercício de 2008 (Nota 21).
(Montantes expressos em Euros)
25. OUTROS PASSIVOS CORRENTES
Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 a rubrica "Outros passivos correntes" pode ser detalhada como segue:
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
|---|---|---|
| Acréscimos de custos | ||
| Remunerações a liquidar | 5.380.134 | 5.138.146 |
| Juros a liquidar | 11.741.922 | 9.402.521 |
| Fundos de pensões (Nota 28) | 5.443.290 | 4.175.259 |
| Custos relacionados com vendas | 853.628 | 813.073 |
| Outros | 4.782.718 | 3.410.104 |
| Proveitos diferidos correntes | ||
| Subsídios para investimentos | 1.507.343 | 1.737.305 |
| Facturação antecipada (Nota 2.3 n) | 9.088.374 | 2.053.302 |
| Outros | 606.505 | 87.828 |
| 39.403.914 | 26.817.538 |
26. INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS
Derivados de taxa de juro
Por forma a reduzir a sua exposição à volatilidade das taxas de juro, o Grupo contratou "swaps" de taxa de juro e um "collar" de taxa de juro. Estes contratos foram avaliados de acordo com o seu justo valor em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, tendo o correspondente montante sido reconhecido na rubrica "Instrumentos financeiros derivados".
Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 encontravam-se estabelecidos contratos de derivados cujos montantes totais são como segue:
| Jus to valor | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Tipo | Valor nocional | Juro | Vencim ento | 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
| Interes t rate swap | (a) | 13.000.000 | Paga taxa fixa e recebe Euribor 3M | 2010 | 658.808 | - |
| Interes t rate swap e collar (b) | 310.000.000 | Paga taxa fixa e recebe Euribor 6M | 2013 | 3.089.863 | (2.003.248) | |
| 3.748.671 | (2.003.248) |
(a) Apesar de terem sido contratados com um objectivo de cobertura de risco (e não de especulação), estes contratos não cumprem com todos os requisitos necessários para que se qualifiquem como de cobertura, (Nota 2.3 k) v)) pelo que a variação do seu justo valor foi registada por contrapartida da demonstração dos resultados na rubrica "Ganhos em instrumentos derivados" (Nota 34).
(b) De acordo com as políticas contabilísticas adoptadas estes derivados cumprem com os requisitos para serem designados como instrumentos de cobertura de taxa de juro (Nota 2.3 k) v)).
O apuramento do justo valor dos derivados contratados pelo Grupo foi efectuado pelas respectivas contrapartes (instituições financeiras com quem foram celebrados tais contratos). O modelo de avaliação destes derivados, utilizado pelas contrapartes, baseia-se no método dos Cash Flows descontados, i.e, utilizando as Par Rates de Swaps, cotadas no mercado interbancário, e disponíveis nas páginas Reuters e/ou Bloomberg, para os prazos relevantes, sendo calculadas as respectivas taxas forwards e factores de desconto que servem para descontar os cash flows fixos (leg fixo) e os cash flows variáveis (leg variável). O somatório das duas parcelas resulta no Valor Actualizado Líquido dos cash flows futuros ou justo valor dos derivados.
O aumento/diminuição de 1 ponto percentual nos indexantes da taxa de juro verificada durante o exercício de 2007 e estimada para o período de duração dos derivados teria implicado o aumento/diminuição dos resultados financeiros do exercício findo em 31 de Dezembro de 2007 de 2.977.140 Euros/2.836.090 Euros e da rubrica do capital próprio "Reserva de cobertura" de 8.010.358 Euros/11.242.612 Euros antes de consideração dos respectivos efeitos fiscais.
(Montantes expressos em Euros)
Derivados de cobertura de preço da pasta de papel
Por forma a reduzir a sua exposição à volatilidade do preço da pasta de papel, o Grupo contratou derivados de cobertura do preço da pasta de papel, os quais foram avaliados de acordo como seu justo valor em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, tendo o correspondente montante sido reconhecido na rubrica "Instrumentos financeiros derivados".
Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 encontravam-se estabelecidos os seguintes contratos derivados do preço da pasta de papel cujos montantes totais são como segue:
| Justo valor | Justo valor | ||
|---|---|---|---|
| Quantidade coberta | Vencimento | 31.12.2007 | 31.12.2006 |
| 6.000 ton/mês | 31-12-2008 | (4.183.446) | (3.327.260) |
O apuramento do justo valor dos derivados, de cobertura do preço da pasta de papel, contratados pelo Grupo foi efectuado pelas respectivas contrapartes (instituições financeiras com quem foram celebrados tais contratos). O modelo de avaliação destes derivados, utilizado pelas contrapartes, baseia-se no método dos Cash Flows descontados, i.e., é calculada a diferença entre a cotação estimada da pasta de papel (PIX) e o preço fixado para os prazos relevantes, que posteriormente é actualizada para a data de avaliação.
De acordo com as políticas contabilísticas adoptadas, estes derivados de pasta de papel cumprem com os requisitos para serem considerados como instrumentos de cobertura, pelo que a variação do seu justo valor foi registada na rubrica do capital próprio "Reserva de cobertura".
O aumento/diminuição de 5% no indexante do derivado da pasta de papel (PIX) durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2007 e estimado para o período de duração destes derivados teria implicado uma diminuição/aumento dos resultados operacionais do exercício findo em 31 de Dezembro de 2007 de 1.847.214 Euros e uma diminuição/aumento da rubrica do capital próprio "Reserva de cobertura" de 1.932.825 Euros, antes de consideração dos respectivos efeitos fiscais.
O movimento ocorrido no justo valor dos instrumentos financeiros durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 pode ser detalhado como segue:
| 2007 | Derivados de cobertura de preço da pas ta |
Derivados de taxa de juro |
Total |
|---|---|---|---|
| Saldo inicial | (3.327.260) | (2.003.248) | (5.330.508) |
| Variação do jus to valor dos derivados | (856.186) | 5.751.919 | 4.895.733 |
| Saldo final | (4.183.446) | 3.748.671 | (434.775) |
| 2006 | Derivados de cobertura de preço da pas ta |
Derivados de taxa de juro |
Total |
| Saldo inicial | - | - | - |
| Variação do jus to valor dos derivados | (3.327.260) | (2.003.248) | (5.330.508) |
| Saldo final | (3.327.260) | (2.003.248) | (5.330.508) |
Os ganhos e perdas do período associados à variação do justo valor, durante o exercício de 2007, dos instrumentos de cobertura na parte não corrida (conforme denominados nos termos do IAS 39), no montante de 3.353.596 Euros, foram registados directamente em rubricas de capitais próprios líquidos dos correspondentes passivos por impostos diferidos, no montante de 888.703 Euros (Nota 10).
(Montantes expressos em Euros)
Os ganhos e perdas do período associados à variação do justo valor, durante o exercício de 2007, dos instrumentos de cobertura na parte corrida e dos instrumentos que embora tenham sido contratados com o objectivo de cobertura, não cumprem com os requisitos para serem classificados como tal no montante total de 1.542.137 Euros foram registados directamente na demonstração de resultados do exercício findo em 31 de Dezembro de 2007.
27. RESPONSABILIDADES POR GARANTIAS PRESTADAS
Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, as empresas do Grupo tinham assumido responsabilidades por garantias bancárias prestadas como segue:
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
|---|---|---|
| API | 6.291.290 | 6.291.290 |
| DGCI | 215.744 | 1.636.762 |
| Outros | 961.747 | 1.176.075 |
| 7.468.781 | 9.104.127 |
28. COMPROMISSOS FINANCEIROS ASSUMIDOS E NÃO INCLUIDOS NO BALANÇO
a) Fundos de pensões
Algumas empresas do Grupo possuem compromissos relacionados com encargos com fundos de reforma não incluídos no balanço consolidado.
O Fundo de Pensões Caima e Silvicaima, constituído por escritura de 31 de Dezembro de 1987 e administrado pela "BPI Pensões - Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A.", destina-se a garantir aos trabalhadores (i) que à data normal da reforma ou (ii) na cessação contratual do contrato de trabalho com a Empresa, tenham pelo menos 57 anos de idade e 10 anos de serviço contínuo, o direito a um complemento de reforma, a partir da idade normal de reforma, cujo valor tem por base a média dos vencimentos ilíquidos dos últimos dois anos ao serviço da empresa. Por decisão da Administração da Caima, o Fundo de Pensões Caima e Silvicaima foi dividido em dois fundos autónomos, em Dezembro de 1998, após autorização do Instituto de Seguros de Portugal.
Nos termos do Regulamento dos Benefícios Sociais em vigor, os empregados do quadro permanente da Celtejo e CPK com mais de cinco anos de serviço, têm direito após a passagem à reforma ou numa situação de invalidez a um complemento mensal de pensão de reforma ou invalidez. Este complemento está definido de acordo com uma fórmula que tem em consideração a remuneração mensal líquida actualizada para a categoria profissional do empregado à data da reforma e o número de anos de serviço, no máximo de 30, sendo ainda garantidas pensões de sobrevivência ao cônjuge e a descendentes directos. Para cobrir estas responsabilidades existe um fundo de pensões autónomo denominado Fundo de Pensões Tejo.
A Celbi atribui aos seus colaboradores, com contrato de trabalho subordinado sem prazo, que se reformem ao seu serviço, um conjunto de benefícios definidos no Regulamento do Fundo de Pensões da Empresa, publicado no Diário da República nº 221-III série, de 21 de Setembro de 1999.
De acordo com este regulamento a Empresa garante o seguinte regime de benefícios:
i) Reforma por velhice:
Os participantes que se reformarem na data normal de reforma terão direito a uma pensão de reforma anual, que será o resultado do produto de 11,5% sobre o salário anual pensionável;
i) Reforma por invalidez:
Plano A – No caso do participante ser reformado definitivamente por invalidez pelo regime geral da segurança social, ou ser aceite como tal pelos serviços clínicos do associado e da entidade gestora, o Fundo garante o pagamento de uma pensão calculada de acordo com as seguintes fórmulas:
(Montantes expressos em Euros)
Pensão 1:
- Com menos de dez anos de tempo de serviço pensionável – 50% do salário anual pensionável. 2. Com dez ou mais anos de tempo de serviço pensionável – 80% do salário anual pensionável. Ao valor da pensão de reforma anual acima definido será deduzido o montante da pensão anual dedutível.
Pensão 2:
Os participantes terão direito a um capital complementar igual a um quinto de mês do vencimento mensal auferido à data da reforma por cada ano de tempo de serviço pensionável.
Pensão 3:
Caso a invalidez se verifique depois dos 55 anos de idade, o capital indicado na pensão 2 é acrescido de um outro que é igual a 50% do salário anual pensionável.
Plano B – No caso do participante ser reformado definitivamente por invalidez pelo regime geral da segurança social, ou ser aceite como tal pelos serviços clínicos do associado e da entidade gestora, o Fundo garante o pagamento de uma pensão de reforma anual, que será o resultado do produto de 11,5% sobre o salário anual pensionável.
Só poderão beneficiar do plano A os participantes já ao serviço do associado à data de entrada em vigor da presente alteração. A estes participantes e relativamente aos planos A e B aplicar-se-á aquele que lhes for mais favorável.
Aos participantes que vierem a ser admitidos no associado, a partir da data da entrada em vigor desta alteração, e que vierem a reformar-se por invalidez ao serviço do associado será aplicado exclusivamente o plano B.
O regime de benefícios definido no plano de pensões aplica-se à generalidade dos trabalhadores da Celbi.
De acordo com os estudos actuariais realizados pelas sociedades gestoras dos fundos com referência a 31 de Dezembro de 2007 e 2006, o valor actual das responsabilidades por serviços passados para os colaboradores no activo e para os reformados, bem como a situação patrimonial dos fundos de pensões, naquela data, eram como segue:
| 2007 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Caim a Indús tria | Silvicaim a | Ce lte jo | CPK | Ce lbi | Total | ||
| Responsabilidades actuais por serviços passados | 3.434.044 | 282.148 | 15.855.597 | 2.370.686 | 6.954.702 | 28.897.177 | |
| Situação patrimonial dos fundos de pensões | 3.134.641 | 429.816 | 13.171.810 | 1.732.373 | 8.668.184 | 27.136.824 | |
| 2006 | |||||||
| Caim a Indús tria | Silvicaim a | Ce lte jo | CPK | Ce lbi | Total | ||
| Responsabilidades actuais por serviços passados | 3.266.990 | 261.435 | 14.898.572 | 2.177.205 | 7.192.653 | 27.796.855 | |
| Situação patrimonial dos fundos de pensões | 3.055.326 | 430.582 | 13.158.163 | 1.676.753 | 8.661.038 | 26.981.862 |
O detalhe dos montantes registados na demonstração de resultados na rubrica "Custos com pessoal" relacionados com planos de pensões de benefícios definidos nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 é como segue:
| 2007 | 2006 | |
|---|---|---|
| Custo dos serviços correntes | (652.709) | (449.392) |
| Juros das responsabilidades | (1.370.776) | (1.076.647) |
| Ganhos/(Perdas) actuariais | (139.118) | 162.150 |
| Rendimento/Retorno do Fundo | 1.067.243 | 755.178 |
| (1.095.360) | (608.711) |
(Montantes expressos em Euros)
O movimento verificado no valor actual das responsabilidades por serviços passados durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 é como segue:
| 2007 | 2006 | |
|---|---|---|
| Responsabilidades no início do exercício | 27.796.855 | 19.854.522 |
| Entrada da Celbi no perímetro (Nota 5) | - | 7.192.653 |
| Benefícios pagos pelos Fundos de Pensões | (1.062.281) | (614.209) |
| Custo dos serviços correntes | 652.709 | 449.392 |
| Custo dos juros | 1.370.776 | 1.076.647 |
| Perdas/(Ganhos) actuariais | 139.118 | (162.150) |
| Responsabilidades no fim do exercício | 28.897.177 | 27.796.855 |
O movimento verificado na situação patrimonial dos fundos de pensões durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 é como segue:
| 2007 | 2006 | |
|---|---|---|
| Valor dos Fundos de Pensões no início do exercício | 26.981.862 | 18.089.133 |
| Entrada da Celbi no perímetro (Nota 5) | - | 8.661.038 |
| Contribuições | 150.000 | 90.722 |
| Pensões pagas | (1.062.281) | (614.209) |
| Rendimento/Retorno do Fundo | 1.067.243 | 755.178 |
| Valor dos Fundos de Pensões no fim do exercício | 27.136.824 | 26.981.862 |
Encontra-se registado na rubrica "Outros passivos correntes – Acréscimos de custos" (Nota 25) o passivo necessário para fazer face a diferenças entre o valor das responsabilidades actuais dos serviços passados e a situação patrimonial dos fundos de pensões, nos casos em que esta diferença é positiva.
Aquelas responsabilidades, com excepção da Celbi, foram determinadas com base no método de cálculo "Projected Unit Credit", tendo-se utilizado as Tábuas de Mortalidade TV 73/77 e Invalidez EKV-80. Para além dos parâmetros técnicos acima referidos foram assumidos, no caso da Caima e Silvicaima, como pressupostos uma rentabilidade real de longo prazo de 2,5% quando comparada com o crescimento dos salários e de 3,75% face ao crescimento das pensões.
No cálculo das responsabilidades da Celtejo e CPK foram assumidos os pressupostos de rentabilidade real de longo prazo de 5,25%, crescimento dos salários de 3,00% e crescimento das pensões de 2,00%.
Para a Celbi, aquelas responsabilidades foram determinadas com base no método de cálculo "Projected Unit Credit", tendo-se utilizado as tábuas de mortalidade GKF95 e de invalidez SR 2001. Para além dos parâmetros técnicos acima referidos foram assumidos como pressupostos uma rentabilidade real de longo prazo de 4% até à idade da reforma e de 3% depois da idade da reforma e uma taxa de crescimento dos salários de 2,5%.
b) Outros compromissos
Em 31 de Dezembro de 2007, os compromissos contratuais para aquisição de imobilizado assumidos pelas empresas do Grupo são de, aproximadamente, 380.000.000 Euros (36.830.000 Euros em 31 de Dezembro de 2006) (Nota 6).
Em 31 de Dezembro de 2007, a estimativa do valor dos compromissos assumidos na compra de matériaprima, valorizados ao preço médio de mercado, da madeira em pé, é de, aproximadamente, 17.200.000 Euros (7.300.000 Euros em 31 de Dezembro de 2006).
29. LOCAÇÕES
29.1 LOCAÇÕES OPERACIONAIS
Em 31 de Dezembro de 2007 foi reconhecido como custo do exercício o montante de, aproximadamente, 3.900.000 Euros relativo a rendas pagas a título de contratos de locação operacional, fundamentalmente relativos a terrenos explorados pelo Grupo.
(Montantes expressos em Euros)
Adicionalmente, à data de balanço o Grupo detinha, como locatário, contratos de locação operacional, cujos pagamentos mínimos de locação vencem como segue:
| Ano | 2007 |
|---|---|
| 2008 | 2.575.751 |
| 2009 | 2.279.537 |
| 2010 | 1.404.091 |
| 2011 e seguintes | 7.764.039 |
| 14.023.418 |
29.2 LOCAÇÕES FINANCEIRAS
Em 31 de Dezembro de 2007, as responsabilidades reflectidas o balanço da Empresa relativas a locações financeiras tinham o seguinte plano de pagamento:
| Ano | 2007 |
|---|---|
| 2009 | 159.651 |
| 2010 | 107.468 |
| 2011 e seguintes | 81.954 |
| Total de médio e longo prazo (Nota 21) | 349.073 |
| 2008 (curto prazo) | 473.689 |
| 822.762 |
30. PARTES RELACIONADAS
As participadas do Grupo têm relações entre si que se qualificam como transacções com partes relacionadas, as quais foram efectuadas a preços de mercado.
Nos procedimentos de consolidação as transacções entre empresas incluídas na consolidação pelo método de integração global são eliminadas, uma vez que as demonstrações financeiras consolidadas apresentam informação da detentora e das suas subsidiárias como se de uma única empresa se tratasse.
Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 os saldos e transacções com entidades relacionadas podem ser resumidos como segue:
| Vendas e prest. de serviços | Compras e serviços recebidos | Juros auferidos | Juros suportados | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Transacções | 31.12.2007 | 31.12.2006 | 31.12.2007 | 31.12.2006 | 31.12.2007 | 31.12.2006 | 31.12.2007 | 31.12.2006 |
| Empresa - Mãe | - | - | - | - | - | - | 78.384 | - |
| Empresas filiais (a) | 134.057.182 | 75.892.226 | 124.622.918 | 70.630.594 | 6.380.618 | 2.901.792 | 5.068.600 | 2.470.915 |
| Empresas associadas (b) | 584.354 | 551.963 | 12.196 | 15.040 | - | - | 260.813 | 178.370 |
| Outras partes relacionadas (c) | - | - | 10.006.422 | 5.798.555 | - | - | 972.821 | 252.507 |
| 134.641.536 | 76.444.189 | 134.641.536 | 76.444.189 | 6.380.618 | 2.901.792 | 6.380.618 | 2.901.792 | |
| Imobilizado aquisições |
Imobilizado alienações |
|||||||
| Transacções de imobilizado | 31.12.2007 | 31.12.2006 | 31.12.2007 | 31.12.2006 | ||||
| Empresa - Mãe | - | - | - | - | ||||
| Empresas filiais (a) | 28.064.729 | 10.250.000 | 30.414.729 | 10.250.000 | ||||
| Empresas associadas (b) | - | - | - | - | ||||
| Outras partes relacionadas (c) | 2.350.000 | - | - | - | ||||
| 30.414.729 | 10.250.000 | 30.414.729 | 10.250.000 | |||||
| Empréstimos | ||||||||
| Contas a receber | Contas a pagar | Obtidos | Concedidos | |||||
| Saldos | 31.12.2007 | 31.12.2006 | 31.12.2007 | 31.12.2006 | 31.12.2007 | 31.12.2006 | 31.12.2007 | 31.12.2006 |
| Empresa - Mãe | 191.878 | - | 742.786 | - | 3.000.000 | - | - | - |
| Empresas filiais (a) | 164.699.435 | 76.881.993 | 162.988.000 | 65.249.769 | 94.146.357 | 53.360.201 | 107.766.262 | 60.035.201 |
| Empresas associadas (b) | 51.683 | 41.640 | - | - | 10.619.905 | 6.675.000 | - | - |
| Outras partes relacionadas (c) | - | - | 1.212.210 | 11.673.864 | - | - | - | - |
| 164.942.996 | 76.923.633 | 164.942.996 | 76.923.633 | 107.766.262 | 60.035.201 | 107.766.262 | 60.035.201 |
(a) Todas as entidades consolidadas pelo método integral conforme Nota 4.1
(b) Todas as entidades consolidadas pelo método da equivalência patrimonial conforme Nota 4.2.
(c) Foi considerada como outras partes relacionadas a Ródão Power – Empresa e Biomassa do Ródão, S.A. (Nota 4.5)
(Montantes expressos em Euros)
Para além das empresas incluídas na consolidação (Nota 4) as entidades consideradas relacionadas em 31 de Dezembro de 2007 podem ser apresentadas como segue:
Cofihold, S.G.P.S., S.A. (Nota 17)
Cofina, SGPS, S.A. Cofina B.V. F. Ramada – Participações, SGPS, S.A. Cofina Media, SGPS, S.A. Presselivre – Imprensa Livre, S.A. Edisport – Sociedade de Publicações, S.A. Edirevistas – Sociedade Editorial, S.A. Medianfin, SGPS, S.A. Metronews – Publicações S.A. Grafedisport – Impressão e Artes Gráficas, S.A. VASP – Sociedade de Transportes e Distribuições, S.A. Destak Brasil – Editora de Publicações, S.A. Destak Brasil – Empreendimentos e Participações, S.A. O Sol é Essencial, S.A.
31. COMPENSAÇÕES DOS GESTORES CHAVE
As compensações atribuídas aos gestores chave, que dado o modelo de governação do Grupo corresponde aos membros da Administração, durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 ascenderam a 2.000.820 Euros e 1.735.400 Euros, respectivamente.
As remunerações atribuídas aos gestores chave por categoria de remuneração podem ser resumidas como segue:
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
|---|---|---|
| Remunerações fixas Remunerações variáveis |
850.820 1.150.000 |
828.000 907.400 |
| 2.000.820 | 1.735.400 |
32. OUTROS PROVEITOS OPERACIONAIS
A repartição dos outros proveitos operacionais nos exercícios de 2007 e 2006 é a seguinte:
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
|---|---|---|
| Ganhos na alienação de imobilizado | 3.742.644 | 2.475.893 |
| Proveitos suplementares | 2.179.741 | 579.860 |
| Subsídios à exploração/investimento | 987.526 | 687.700 |
| Reversão de perdas de imparidade (Nota 20) | 964.206 | 1.844.048 |
| Trabalhos para a própria empresa | 347.341 | 963.349 |
| Indemnizações recebidas | 302.073 | 299.892 |
| Outros proveitos | 1.326.185 | 2.993.365 |
| 9.849.716 | 9.844.107 |
A rubrica "Proveitos Suplementares" inclui outros proveitos não directamente relacionados com as actividades principais do Grupo, nomeadamente, venda de papel de refugo e outros.
(Montantes expressos em Euros)
33. OUTROS CUSTOS OPERACIONAIS
A repartição dos outros custos operacionais nos exercícios de 2007 e 2006 é a seguinte:
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | ||
|---|---|---|---|
| Perdas em contratos de derivados de commodities (Nota 26) | 4.364.159 | 2.198.522 | |
| Impostos indirectos | 1.398.013 | 1.302.981 | |
| Donativos concedidos | 186.860 | 206.995 | |
| Dividas incobráveis | 51.265 | 282.991 | |
| Outros custos | 1.803.489 | 730.953 | |
| 7.803.786 | 4.722.442 |
34. RESULTADOS FINANCEIROS
Os custos e proveitos financeiros dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 podem ser detalhados como segue:
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
|---|---|---|
| Resultados relativos a outros investimentos: | ||
| Ganhos em investimentos mensurados ao justo valor através de resultados | 972.529 | 763.127 |
| Provisões para aplicações financeiras (Nota 20) | - | (24.996) |
| Perdas em investimentos mensurados ao justo valor através de resultados | (353.470) | (3.503.583) |
| 619.059 | (2.765.452) | |
| Custos financeiros: | ||
| Juros suportados (Nota 19) | (35.933.846) | (14.278.217) |
| Diferenças de câmbio desfavoráveis | (903.964) | (363.433) |
| Perdas em instrumentos derivados (Nota 26) | - | (709.699) |
| Outros custos e perdas financeiras | (2.248.023) | (1.341.062) |
| (39.085.833) | (16.692.411) | |
| Proveitos financeiros: | ||
| Juros obtidos | 4.127.497 | 1.675.369 |
| Diferenças de câmbio favoráveis | 269.444 | 183.506 |
| Ganhos em instrumentos derivados (Nota 26) | 658.808 | - |
| Outros proveitos e ganhos financeiros | 189.968 | 313.486 |
| 5.245.717 | 2.172.361 |
A rubrica "Outros custos e perdas financeiras" inclui, principalmente, despesas incorridas com a montagem de empréstimos, que se encontram a ser reconhecidas como custo ao longo do período de vida do respectivo empréstimo (Nota 19).
Os "Resultados relativos a empresas associadas" correspondem, essencialmente, à apropriação da quotaparte do Grupo dos resultados nos investimentos em associadas.
35. RESULTADOS POR ACÇÃO
Os resultados por acção dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 foram calculados em função dos seguintes montantes:
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
|---|---|---|
| Res ultado para efeito do cálculo do res ultado por acção liquido e diluído | 35.193.702 | 20.843.789 |
| Núm ero de acções para efeito de cálculo do resultado liquido bás ico e diluído (a) | 102.565.836 | 85.143.694 |
| Res ultado por acção Bás ico Diluído |
0,34 0,34 |
0,24 0,24 |
(a) – o número médio ponderado de acções para efeito do cálculo do resultado líquido por acção básico tem em consideração o impacto da renominalização do capital social (Nota 16) decidida em Assembleia Geral de Accionistas realizada em 31 de Março de 2006 mas que apenas teve efeito em 5 de Maio de 2006. Em 1 de Janeiro de 2006 o capital social era representado por 51.282.918 acções de valor nominal de 0,50 Euros, passando a partir dessa data a estar representado por 102.565.836 acções de valor nominal de 0,25 euros.
Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 não existem efeitos diluidores do número de acções em circulação.
(Montantes expressos em Euros)
36. INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS
De acordo com a origem e natureza dos rendimentos gerados pelo Grupo, foram definidos como segmentos principais os seguintes:
- Aço
- Pasta e Papel
- Holding
A repartição por segmentos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 é como segue:
| 2007 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Ajustamentos de consolidação e | |||||
| Aços | Pasta e Papel | Holding | eliminações | Consolidado | |
| Proveitos operacionais totais | 109.986.289 | 312.112.124 | - | (2.762.729) | 419.335.684 |
| Proveitos operacionais intersegmentos | 1.785.589 | 977.139 | - | (2.762.728) | - |
| Amortizações do exercício | 1.948.457 | 24.281.273 | 7.413 | 300.479 | 26.537.622 |
| Cash-flow operacional (EBITDA) (a) | 12.700.650 | 91.626.185 | (225.870) | (1.785.590) | 102.315.375 |
| Resultados operacionais (EBIT) | 10.752.193 | 67.344.912 | (233.283) | (2.086.069) | 75.777.753 |
| Activo imobilizado e financeiro (b) | 7.986.668 | 547.239.710 | 124.516.772 | (81.136.712) | 598.606.438 |
| Activos biológicos | 4.274.855 | 61.670.290 | - | (4.187.794) | 61.757.351 |
| Existências | 77.860.970 | 36.672.109 | - | (44.297.609) | 70.235.470 |
| Outros activos | 133.096.191 | 254.422.343 | 1.615.176 | (63.614.308) | 325.519.402 |
| Total do activo | 223.218.684 | 900.004.452 | 126.131.948 | (193.236.423) | 1.056.118.661 |
| Dívidas a terceiros | 185.440.222 | 709.123.732 | 43.169.620 | (64.412.198) | 873.321.376 |
| Outros passivos | 389.145 | 64.012.647 | - | 119.136 | 64.520.928 |
| Total do passivo | 185.829.367 | 773.136.379 | 43.169.620 | (64.293.062) | 937.842.304 |
| 2006 | |||||
| Ajustamentos de consolidação e | |||||
| Aços | Pasta e Papel | Holding | eliminações | Consolidado | |
| Proveitos operacionais totais | 103.970.609 | 196.273.762 | - | (4.708.949) | 295.535.422 |
| Proveitos operacionais intersegmentos | - | 4.708.948 | - | (4.708.948) | - |
| Amortizações do exercício | 1.945.981 | 17.249.402 | 1.780 | 300.479 | 19.497.642 |
| Cash-flow operacional (EBITDA) (a) | 13.103.356 | 51.053.460 | (240.338) | (756.374) | 63.160.104 |
| Resultados operacionais (EBIT) | 11.157.375 | 33.804.058 | (242.118) | (1.056.853) | 43.662.462 |
| Activo imobilizado e financeiro (b) | 18.594.291 | 492.273.057 | 124.473.485 | (113.748.512) | 521.592.321 |
| Activos biológicos | - | 51.401.145 | - | 3.923.626 | 55.324.771 |
| Existências | 32.082.279 | 28.006.453 | - | (4.680.000) | 55.408.732 |
| Outros activos | 47.311.712 | 96.502.007 | 3.275.871 | (5.491.307) | 141.598.283 |
| Total do activo | 97.988.282 | 668.182.662 | 127.749.356 | (119.996.193) | 773.924.107 |
| Dívidas a terceiros | 59.200.883 | 553.499.013 | 41.705.810 | (5.691.747) | 648.713.959 |
| Outros passivos | 4.500.306 | 34.499.163 | 12.628 | 198.759 | 39.210.856 |
| Total do passivo | 63.701.189 | 587.998.176 | 41.718.438 | (5.492.988) | 687.924.815 |
(a) - Resultados operacionais + amortizações (b) - incluindo Diferenças de Consolidação
Relativamente ao segmento geográfico, a repartição das vendas e prestações de serviços do Grupo por mercado é como segue:
| 31.12.2007 | 31.12.2006 | |
|---|---|---|
| Mercado interno | 117.300.937 | 89.415.788 |
| Mercado externo | 292.185.031 | 196.275.527 |
| 409.485.968 | 285.691.315 |
37. NÚMERO DE PESSOAL
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 o número médio de pessoal ao serviço das empresas incluídas na consolidação pelo método de consolidação integral foi de 1.246 e 1.251, respectivamente.
38. DIVIDENDOS
De acordo com a decisão deliberada na Assembleia Geral de Accionistas realizada em 29 de Março de 2007, foram distribuídos 5.128.292 Euros relativos a dividendos (2.564.146 Euros igualmente distribuídos no exercício de 2006). A totalidade dos dividendos distribuídos destinou-se a acções ordinárias.
(Montantes expressos em Euros)
No que respeita ao exercício de 2007, o Conselho de Administração propôs, no seu relatório anual, que o resultado líquido individual da Altri, SGPS, S.A. fosse aplicado como segue:
| Reserva Legal | 102.963 |
|---|---|
| Distribuição de dividendos | 1.956.297 |
| 2.059.260 |
Adicionalmente, o Conselho de Administração propõe a distribuição de 3.171.994,48 Euros relativos a Reservas Livres pelo que no total esta aplicação corresponde a uma distribuição de dividendos de 0,05 Euros por acção (num total de 102.565.836 acções)
39. INFORMAÇÃO RELATIVA A MATÉRIAS AMBIENTAIS
No âmbito do Protocolo de Quioto, a União Europeia comprometeu-se a reduzir a emissão de gases de efeito de estufa. Neste contexto, foi emitida uma Directiva Comunitária que prevê a comercialização das chamadas "Licenças de emissão de CO2", entretanto transposta para a legislação portuguesa e que é aplicável, a partir de 1 de Janeiro de 2005, entre outras, à indústria de pasta e papel.
Pela publicação do Despacho conjunto nº 686-E/2005 de 13 de Setembro de 2005, foi efectuada a distribuição pelo Governo Português das "Licenças de emissão de CO2" às diversas empresas portuguesas abrangidas, estando prevista a atribuição, a título gratuito, de licenças para a emissão de 103.586 toneladas de CO2 às empresas do Grupo para o ano de 2007. Caso as emissões reais sejam superiores às "Licenças de emissão de CO2" atribuídas, o Grupo terá que adquirir as licenças em falta no mercado. A entrega das "Licenças de emissão de CO2", correspondente às emissões reais realizadas num exercício, é efectuada no início do ano seguinte, estando os valores apresentados pelas empresas relativos às emissões reais efectuadas sujeitos a certificação por uma entidade independente.
Considerando que estas licenças se referem ao triénio 2005-2007, com base nos dados de emissão de CO2 relativos ao exercício de 2005 e 2006 e nos dados previsionais para o ano de 2007, não se estimam encargos significativos para o Grupo em consequência da entrada em vigor desta legislação para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006.
Em 31 de Dezembro de 2007 não se encontra registado nas demonstrações financeiras qualquer passivo de carácter ambiental nem é divulgada qualquer contingência ambiental, por ser convicção do Conselho de Administração que não existem a essa data obrigações ou contingências provenientes de acontecimentos passados de que resultem encargos materialmente relevantes para o Grupo.
40. EVENTOS SUBSEQUENTES
Em Janeiro e Fevereiro de 2008 a filial Celbi – Celulose da Beira Industrial, S.A. procedeu à emissão de dois empréstimos obrigacionistas, no montante de 50.000.000 e 25.000.000 Euros, respectivamente. As obrigações têm o prazo de 10 anos, tendo o seu vencimento em 2018.
Em 16 de Abril de 2008 o Conselho de Administração da ALTRI, S.G.P.S., S.A. aprovou um projecto de cisãosimples desta sociedade.
Nos termos do referido projecto de cisão-simples, a reorganização projectada tem como objectivo a separação das duas unidades de negócio autónomas da ALTRI correspondentes ao exercício da actividade da gestão de participações sociais, respectivamente, no sector da pasta e papel e no sector do aço e sistemas de armazenagem.
Esta reorganização insere-se numa lógica de focalização e transparência dos negócios da ALTRI, visando conferir a cada uma das áreas uma maior visibilidade e percepção de valor pelo mercado. Conforme se prevê no referido projecto de cisão-simples, que será submetido à apreciação e deliberação dos accionistas da ALTRI em Assembleia Geral a convocar para o efeito, a prossecução de tal objectivo passará pela cisão da ALTRI, na modalidade de cisão – simples prevista na alínea a) do n.º 1 do art. 118.º do Código das Sociedades Comerciais, envolvendo o destaque para uma sociedade a constituir da unidade de negócios autónoma correspondente ao exercício da actividade de gestão de participações sociais no sector do aço e sistemas de armazenagem.
(Montantes expressos em Euros)
A gestão da unidade de negócios da pasta e papel permanecerá na ALTRI, mantendo-se as acções representativas do seu capital social admitidas à negociação no EUROLIST BY EURONEXT, mercado de cotações oficiais gerido pela EURONEXT LISBON – Sociedade Gestora de Mercados Regulamentados, S.A. As acções representativas do capital social da nova sociedade serão objecto de pedido de admissão à negociação nesse mesmo mercado.
41. APROVAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
As demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração e autorizadas para emissão em 18 de Abril de 2008. A sua aprovação final está ainda sujeita a concordância da Assembleia Geral de Accionistas.
RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL CONTAS CONSOLIDADAS
Aos Accionistas da Altri, SGPS, S.A.
Em conformidade com a legislação em vigor e com o mandato que nos foi confiado, submetemos à vossa apreciação este Relatório e Parecer sobre o Relatório de Gestão e restantes documentos de prestação de contas consolidadas da Altri, SGPS, S.A. ("Empresa"), relativos ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2007, os quais são da responsabilidade do Conselho de Administração.
Ao longo do exercício em apreço, o Conselho Fiscal acompanhou a evolução da actividade da Empresa e suas participadas, a regularidade dos registos contabilísticos, o cumprimento do normativo legal e estatutário em vigor e a eficácia e integridade dos sistemas de gestão de riscos e de controlo interno, tendo efectuado reuniões com a periodicidade e extensão que considerou adequadas e tendo obtido da Administração e dos Serviços da Empresa e das suas participadas as informações e esclarecimentos solicitados.
No âmbito das suas atribuições, o Conselho Fiscal examinou o Balanço consolidado em 31 de Dezembro de 2007, as Demonstrações consolidadas dos resultados por naturezas, dos fluxos de caixa e das alterações no capital próprio para o exercício findo nesta data e os correspondentes anexos. Adicionalmente procedeu à análise do Relatório de Gestão do exercício de 2007, exerceu as suas competências em matéria de supervisão das habilitações, independência e execução das funções do Auditor Externo e do Revisor Oficial de Contas da Empresa e apreciou a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria emitida pela Sociedade de Revisores Oficiais de Contas da Empresa, que mereceu o seu acordo.
Face ao exposto, o Conselho Fiscal é de parecer que o Relatório de Gestão e as Demonstrações Financeiras consolidadas estão de acordo com as disposições contabilísticas, legais e estatutárias aplicáveis, pelo que poderão ser aprovadas em Assembleia Geral de Accionistas.
Desejamos manifestar ao Conselho de Administração e aos diversos Serviços da Empresa e das empresas participadas o nosso apreço pela colaboração que nos prestaram.
Porto, 18 de Abril de 2008
O Conselho Fiscal
João da Silva Natária Presidente do Conselho Fiscal
Manuel Tiago Alves Baldaque de Marinho Fernandes Vogal do Conselho Fiscal
Cristina Isabel Linhares Fernandes Vogal do Conselho Fiscal