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Altri SGPS Management Reports 2007

Apr 13, 2007

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Management Reports

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31 de Dezembro de 2006

Altri, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta)

Rua General Norton de Matos, 68 4050-424 Porto Capital Social: 25.641.459 €

ALTRI, S.G.P.S., S.A. (SOCIEDADE ABERTA)

Relatório do Conselho de Administração

Contas Consolidadas

ÍNDICE

INTRODUÇÃO 2
ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO 4
EVOLUÇÃO BOLSISTA 4
ACTIVIDADE DO GRUPO 10
ANÁLISE FINANCEIRA 17
PROPOSTA DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO PARA APLICAÇÃO DO
RESULTADO LÍQUIDO INDIVIDUAL 20
PERSPECTIVAS PARA O EXERCÍCIO DE 2007 21
GOVERNO DA SOCIEDADE 22
DISPOSIÇÕES LEGAIS 37
DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE 38
CONSIDERAÇÕES FINAIS 39

Senhores accionistas

Dando cumprimento ao disposto na Lei, vem o Conselho de Administração da Altri, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta) apresentar o Relatório de Gestão relativo ao exercício de 2006.

INTRODUÇÃO

Constituída em Março de 2005, a Altri, S.G.P.S., S.A. posiciona-se actualmente como um dos grupos preponderantes no panorama nacional, com interesses no mercado da pasta de papel, aços industriais e especiais e sistemas de armazenagem.

Após a aquisição de uma participação de 95% do capital da Celtejo – Empresa de Celulose do Tejo, S.A. efectuada em 2005, o ano de 2006 caracterizou-se igualmente por investimentos relevantes por parte do grupo nesta área de negócio:

  • em Agosto de 2006 o Grupo Altri adquiriu 100% dos direitos de voto da Celbi – Celulose da Beira Industrial, S.A. à Stora Enso, num investimento que ascendeu a aproximadamente 430 milhões de euros. Sendo a Celbi um dos principais produtores de pasta de papel a nível nacional, com um cash-flow operacional no exercício de 2005 de aproximadamente 41 milhões de euros e receitas operacionais de, aproximadamente, 141 milhões de euros, este investimento reveste-se de uma importância estratégica no posicionamento do Grupo no mercado, potenciado pelas sinergias geradas com os restantes activos de pasta já detidos. O activo líquido desta empresa em 2005 ascendia a cerca de 216 milhões de euros, tendo gerado um resultado líquido de 20 milhões de euros (dados calculados de acordo com os Princípios Contabilísticos Geralmente aceites em Portugal);

  • em Janeiro de 2006 o Grupo adquiriu uma participação de 50% do capital da EDP Bioeléctrica, um investimento considerado estratégico e com elevadas potencialidades, num negócio que ascendeu a aproximadamente 7,5 milhões de euros;

  • durante o primeiro semestre de 2006 o Grupo adquiriu uma participação adicional de 4,45% do capital da Celtejo – Empresa de Celulose do Tejo, S.A., passando dessa forma a deter praticamente a totalidade do capital dessa empresa – 99,45%.

No sector dos Aços (Grupo F. Ramada), o exercício de 2006 foi caracterizado por um processo de reorganização do relacionamento entre as várias empresas que compõem o Grupo, bem como pelo reforço da intervenção comercial no mercado Benelux, com a criação de uma empresa comercial nessa região, e aumento da sua posição no mercado Espanhol.

Tendo em consideração as mais recentes alterações, a estrutura das principais participações em 31 de Dezembro de 2006 é como segue:

ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO

Enquadramento Internacional

Durante o ano 2006 a economia mundial exibiu um crescimento acima da média histórica pelo terceiro ano consecutivo, apesar das condições mais exigentes da envolvente macroeconómica, consubstanciadas no agravamento dos custos de financiamento global e da subida generalizada dos preços das matérias-primas, com destaque para o petróleo. A continuidade do ciclo expansionista foi garantida por uma rotação dos principais motores do crescimento global, em que o menor dinamismo dos EUA foi substituído por uma surpreendente recuperação da economia europeia. As economias europeias parecem assim estar a atravessar um ciclo virtuoso de crescimento sustentado e sectorialmente diversificado e de inflação controlada, onde não pontuam desequilíbrios significativos, com excepção dos níveis de endividamento das famílias, com particular expressão no Reino Unido.

Já nas economias dos EUA e do Japão, a situação não é tão favorável. Nos EUA, a expansão da actividade está a ser altamente condicionada pela recessão dos sectores imobiliário e automóvel, sendo o risco da fraqueza desses sectores se contagiar ao resto da economia real. Por outro lado, o facto de subsistirem riscos inflacionistas importantes implica uma margem de manobra limitada por parte da Reserva Federal no suporte à reaceleração da economia. No Japão, o sólido crescimento que se tem verificado ao longo do ano advém exclusivamente do estímulo externo, o qual tem fomentado as exportações e o investimento. A debilidade do consumo constitui o principal obstáculo à sustentabilidade deste crescimento.

Os desequilíbrios macroeconómicos que caracterizavam a economia mundial à entrada do ano, que se podem resumir a um excesso de poupança na Ásia e nos países exportadores de petróleo por contrapartida de um défice externo nos EUA, persistem. A possibilidade de uma resolução abrupta destes desequilíbrios, com repercussão numa maior instabilidade dos mercados financeiros, e uma contracção do crescimento económico nos EUA são os principais factores de risco para a evolução da economia mundial nos tempos que se avizinham.

Pelo sétimo ano consecutivo, a inflação na Zona Euro manteve-se acima de 2%. O factor que mais influenciou a evolução da inflação em 2006, e que de facto determinou que a inflação terminasse o ano acima de 2%, foram as flutuações dos preços da energia, cujo contributo para a inflação total rondou 1 ponto percentual até ao mês de Agosto.

No que concerne à política monetária europeia, o ano de 2006 constituiu um ano de viragem, no sentido em que foi desencadeado um processo sustentado de normalização dos níveis das taxas de juro directoras, após um período de três anos em que a política monetária se manteve praticamente inalterada. Desde Dezembro de 2005, o Banco Central Europeu ('BCE') subiu as suas taxas directoras em seis ocasiões, todas elas por 25 pontos base.

A taxa de câmbio efectiva do euro apreciou-se cerca de 3% desde o início do ano, como resultado, sobretudo, dos ganhos registados contra o dólar (cerca de 10%), contra o iene (cerca de 8,5%), apesar da depreciação face à libra (cerca de 1%). O bom desempenho do euro reflectiu, essencialmente, a evolução favorável dos diferenciais de taxas de juro face às principais divisas e a expectativa de que essa evolução se prolongue em 2007, fruto do dinamismo que a economia da Zona Euro tem exibido.

Ao nível bolsista, os principais índices accionistas europeus (CAC 40, DAX e IBEX 35) verificaram valorizações significativas sendo o IBEX 35 o que registou valorizações mais elevadas. Também no Japão, o principal índice, Nikkei, valorizou face ao exercício de 2006. Nos Estados Unidos verificou-se um desempenho menos positivo dos mercados

accionistas, com o índice Nasdaq a subir cerca de 1,7% enquanto que o Dow Jones subiu apenas cerca de 0,8%.

Enquadramento Nacional

A ligeira recuperação da actividade económica em 2006 reflectiu-se numa melhoria da situação do mercado de trabalho, traduzida na retoma do crescimento do emprego e numa travagem da subida da taxa de desemprego, que vinha a aumentar desde o ano de 2001. Ainda assim, a taxa de desemprego ficou ligeiramente acima das expectativas iniciais, encerrando o ano de 2006 nos 7,7%.

Durante o primeiro semestre de 2006, a variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor ("IPC") aumentou, reflectindo nomeadamente o impacto das alterações fiscais introduzidas em Janeiro e a continuação da evolução desfavorável do preço do petróleo e do impacto do aumento da taxa normal de IVA ocorrido em Julho de 2005. No entanto, no início da segunda metade do ano, a tendência inverteu-se, com a inflação a apresentar um perfil descendente, em parte devido à dissipação dos efeitos do aumento da taxa normal de IVA e ao enfraquecimento na subida dos preços dos bens energéticos. O abrandamento da inflação homóloga em Julho e Agosto de 2006 possibilitou mesmo que Portugal voltasse a apresentar, a exemplo do ano transacto, um diferencial negativo face à média da área do euro, encerrando o ano com uma variação homóloga do IPC de 2,5% face a Dezembro de 2005.

Os objectivos de consolidação orçamental no âmbito do Pacto de Estabilidade e Crescimento obrigaram a nova subida da carga fiscal, bem como à adopção de cortes relativamente severos em categorias específicas da despesa pública.

Perspectivas futuras

Fora da Zona Euro

Apesar de ainda não estarem disponíveis dados definitivos, espera-se que a conjuntura externa da área do euro permaneça favorável ao longo dos dois próximos anos. Embora a expectativa seja que o crescimento real do PIB nos Estados Unidos e no Japão registe alguma moderação, espera-se que nos mercados emergentes da Ásia o crescimento permaneça elevado, fortemente apoiado pela procura interna. Na maioria das outras grandes economias, também se projecta que o crescimento permaneça dinâmico.

Em geral, estima-se que o crescimento real anual do PIB mundial fora da área do euro se situe em cerca de 4,8% em 2007 e 2008.

Zona Euro

Na Zona Euro estima-se que o crescimento real médio anual do PIB se situe entre 1,7% e 2,7%, em 2007, e entre 1,8% e 2,8%, em 2008. Além disso, espera-se que os países que aderiram à União Europeia em 1 de Maio de 2004 continuem a registar taxas de crescimento robustas.

Entre as componentes de despesa interna do PIB, estima-se que o crescimento médio anual do consumo privado se situe entre 1,3% e 2,3% em 2007 e entre 1.2% e 2,8% em 2008. Prevê-se que os aumentos esperados nos impostos indirectos em 2007 provoquem uma moderação do crescimento do consumo no ano respectivo, ao passo que se espera que os efeitos de antecipação resultem num crescimento do consumo ligeiramente mais elevado antes do final do ano. Ao longo dos dois próximos anos, o rendimento disponível

das famílias deverá ser apoiado por melhorias no mercado de trabalho e, em certa medida, também por aumentos no crescimento dos rendimentos não relacionados com o trabalho no contexto de taxas de rendibilidade empresarial elevadas.

Espera-se que o rácio de poupança se mantenha, em geral, estável ao longo dos dois próximos anos. A taxa de crescimento média anual do investimento fixo total deverá situar-se entre 2,5% e 5,5% em 2007 e entre 1,8% e 5% em 2008. O investimento empresarial deverá continuar a beneficiar da forte procura externa, das condições de financiamento favoráveis e dos lucros robustos das empresas.

Após a evolução favorável em 2006, projecta-se que o emprego total continue a crescer de forma constante. Simultaneamente, estima-se que a oferta de trabalho aumente, devido à melhoria das perspectivas de emprego e às reformas estruturais do mercado de trabalho em vários países da área do euro.

Portugal

O crescimento previsto da actividade económica possibilitará uma ligeira redução da taxa de desemprego, a qual se deverá situar a um nível médio de 7,5%.

As exportações deverão permanecer a componente mais dinâmica da procura global, desacelerando apenas ligeiramente face a 2006 em virtude do abrandamento previsto no crescimento dos mercados externos. Perspectiva-se que a procura interna, por seu turno, se caracterize por uma expansão moderada, sendo a recuperação face a 2006 sobretudo sensível na formação bruta de capital fixo. Tal expansão moderada é compatível com a continuação de uma trajectória de redução gradual dos desequilíbrios macroeconómicos da economia portuguesa, em especial nas vertentes orçamental e externa.

Para 2007, prevê-se ainda uma descida da taxa de inflação, medida pela variação média anual do IPC, para a qual se antevê um valor de 2,1%, correspondendo a um diferencial nulo face à área do euro.

Para 2008, as previsões vão no sentido da continuação da recuperação económica. O ritmo de crescimento deverá reflectir o desempenho das exportações, devido ao forte crescimento do comércio mundial. Dada a necessidade de uma política fiscal restritiva, que deverá afectar a confiança em muitos sectores, a procura interna recuperará apenas gradualmente. Embora se espere que um incremento mais forte do emprego dê um impulso para um modesto aumento do consumo privado, o ritmo dessa recuperação será constrangido por acréscimos nos impostos e pelo elevado endividamento das famílias. Espera-se que o ciclo do investimento venha a retornar para uma fase positiva, depois de um período de contracção, pois a melhoria do envolvimento externo deverá impulsionar a confiança das empresas.

EVOLUÇÃO BOLSISTA

(Nota: Consideramos o PSI 20 como um índice com valor inicial idêntico ao do título em análise, de forma a possibilitar uma melhor comparação das variações das cotações.)

Genericamente, a actividade no mercado de capitais nacional durante o exercício de 2006 foi marcada por um forte dinamismo, tendo o principal índice bolsista (PSI-20) valorizado cerca de 30% face à abertura do ano e cifrando-se nos 11.198 pontos.

Por seu turno, as acções da Altri mantiveram em 2006 o crescimento exponencial que já tinham demonstrado no ano anterior, comprovando a confiança depositada no Grupo pelos investidores, e premiando a dinâmica das suas actividades, com a aquisição das participações no Grupo Celtejo no início do segundo semestre de 2005 e na Celulose Beira Industrial (CELBI) em Agosto de 2006. Estas aquisições contribuíram para que, no segundo semestre de 2006, a valorização dos títulos da Altri atingisse máximos históricos.

Na Assembleia Geral de 31 de Março de 2006 foi aprovada a renominalização do capital social da Altri através da divisão de cada uma das acções representativas do capital social com o valor nominal de 0,50 euros cada em duas novas acções com o valor nominal de 0,25 euros cada. Tal operação concretizou-se em 5 de Maio de 2006. Deste modo, o gráfico abaixo encontra-se ajustado desde 1 de Janeiro de 2006 para o novo número total de acções (102.565.836 acções de valor nominal de 0,25 euros).

A cotação das acções da Altri sofreu um incremento de cerca de 165% durante o exercício de 2006, encerrando com um valor unitário de 4,06 euros e uma capitalização bolsista de cerca de 416,4 milhões de euros.

Foram transaccionadas durante o exercício cerca de 284,3 milhões de títulos da Empresa, volume extremamente relevante se tivermos em consideração que o seu capital é composto por cerca de 103 milhões de acções.

Os principais eventos que marcaram a evolução dos títulos da Empresa durante o exercício de 2006 podem ser descritos cronologicamente do seguinte modo:

  • Em 5 de Janeiro de 2006 a Altri comunicou ao mercado e à CMVM a redução da sua participação no capital social da Vista Alegre Atlantis – VAA para 5.393.544 euros, correspondentes a 9,99% do capital social e dos direitos de voto. Nesta data o valor das acções mantinha-se inalterado nos 1,52 euros por acção.
  • Em 7 de Março de 2006 a Altri comunicou que o Finibanco adquiriu 200.000 acções passando a deter 2,13% do seu capital. Nesta data as acções da Altri, S.G.P.S., S.A. fecharam a 1,6 euros.
  • Através de comunicado efectuado em 8 de Março de 2006, o Grupo anunciou a sua performance relativamente ao exercício de 2005, cifrando-se o resultado líquido em cerca de 10,5 milhões de euros (correspondentes a apenas 10 meses de actividade, dado a Empresa ter sido constituída com efeitos reportados a 1 de Março de 2005). Os proveitos operacionais, que ascenderam a 152 milhões de euros, foram positivamente influenciados pelo crescimento das vendas do segmento de pasta e papel, com o contributo dado pelo Grupo Celtejo (que contribuiu para o Grupo com cinco meses de actividade). As acções da Altri fecharam a 1,58 euros por acção.
  • Foi efectuada em 6 de Abril a comunicação à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de que, conforme aprovado em Assembleia Geral realizada em 31 de Março de 2006, a Altri iria pagar um dividendo unitário de 0,05 euros, relativo ao exercício de 2005, a partir do dia 28 do mesmo mês. Nesta data as acções valorizaram 8% para os 1,95 euros.
  • Em 26 de Abril de 2006 foram comunicados ao mercado os resultados da Altri relativos ao primeiro trimestre de 2006, cujas contas consolidadas apresentaram um volume de proveitos operacionais superior a 56 milhões de euros (aumento de 9% face ao período homólogo comparável) e um aumento de 30% ao nível dos resultados operacionais. Nesta data a cotação da Altri, S.G.P.S., S.A. encerrou nos 1,97 euros por acção.

  • Em 5 de Maio de 2006, no seguimento da deliberação tomada na Assembleia Geral realizada em 31 de Março, a Empresa procedeu à renominalização do seu capital social, através da divisão de cada uma das acções, com o valor nominal de 0,5 euros, em duas novas acções com o valor nominal de 0,25 euros.

  • Em 8 de Junho de 2006 a Altri, S.G.P.S., S.A. comunicou ao mercado ter celebrado com a sociedade STORA ENSO PULP A.B. um contrato promessa de compra e venda de 15.493.288 acções ordinárias representativas de 99,96% do capital social e 100% dos direitos de voto da Celulose Beira Industrial, S.A. (CELBI) por um montante global de aproximadamente 430.000.000 euros. No dia seguinte ao da realização do comunicado as acções da Altri, SGPS, S.A. atingiram o máximo do primeiro semestre, ao encerrar a sessão nos 2,42 euros por acção.
  • Em 6 de Setembro de 2006 o Grupo apresentou as contas consolidadas do primeiro semestre de 2006, atingindo no período um resultado líquido de 8,7 milhões de euros, e um cash-flow operacional de 23 milhões de euros. Os proveitos operacionais ascenderam a 122 milhões de euros e os resultados operacionais a 14,5 milhões de euros.
  • Em 25 de Outubro de 2006 o Grupo procedeu à apresentação das contas consolidadas do terceiro trimestre de 2006, com proveitos operacionais de 197 milhões de euros, resultados líquidos de 12 milhões de euros e um cash-flow operacional de 40,6 milhões de euros. Nesta data as acções da Altri encerraram a sessão a 3,85 euros.
  • Em 2 de Novembro de 2006 a Empresa comunicou que se encontrava em conversações com a Agência Portuguesa para o Investimento ("API") relativamente a um projecto de investimento num valor global de cerca de 300 milhões de euros, visando o aumento da capacidade produtiva da fábrica de 300 mil para 550 mil toneladas anuais. Àquela data não existia ainda uma decisão definitiva de realização do investimento, a qual estaria também dependente das negociações a decorrer com a API ao abrigo da legislação aplicável.
  • Em 28 de Dezembro de 2006 a Altri informou que tinham sido aprovadas em Conselho de Ministros as minutas dos contratos a celebrar pela ALTRI e pela CELBI – Celulose Beira Industrial, S.A., por um lado, o Estado Português e a Agência Portuguesa para o Investimento por outro, relativas a um projecto de investimento global de 320.083.000 euros, visando o aumento da capacidade produtiva da fábrica da CELBI de 300.000 toneladas para 550.000 toneladas anuais. A ALTRI estima que o conjunto dos incentivos, financeiros e fiscais, ascenderá a cerca de 20% do montante do investimento estando, todavia, a sua atribuição e montante sujeitos à verificação dos objectivos contratuais.

ACTIVIDADE DO GRUPO

Tendo a sua génese sido o resultado de um processo de reestruturação do Grupo Cofina com o objectivo de agregar numa holding distinta as áreas de actividade industrial, a Altri é actualmente detentora, de interesses nos sectores de Pasta e Papel, bem como nos Aços e Sistemas de armazenagem.

A. Pasta e Papel

A participação neste sector é efectuada através da Celulose do Caima SGPS, a qual por sua vez detém directa e indirectamente, entre outras:

  • Caima – Indústria de Celulose (Constância), produção e comercialização de pasta de papel;

  • Celbi – Celulose da Beira Industrial, S.A. (Figueira da Foz), produção e comercialização de pasta de papel;

  • Celtejo – Empresa de Celulose do Tejo, S.A. (Vila Velha de Ródão), produção e comercialização de pasta de papel;

  • CPK – Companhia Produtora de Papel Kraftsack, S.A. (Vila Velha de Ródão), produção e comercialização de papel kraftsack;

  • Silvicaima – Sociedade Silvícola do Caima, S.A. (Constância), unidade detentora e gestora de recursos florestais do grupo;

  • Caima Energia – Empresa de Gestão e Exploração de Energia, S.A. (Constância) e Ródão Power, S.A. (Vila Velha de Ródão), respondem às necessidades de energia eléctrica e térmica para as empresas associadas localizadas nestes pólos.

Adicionalmente, com o objectivo de apoiar as suas necessidades energéticas e expandir a sua actividade para um sector considerado interessante do ponto de vista estratégico, o Grupo adquiriu no início do primeiro semestre de 2006 uma participação de 50% no capital da EDP Bioeléctrica, num investimento de cerca de 7,5 milhões de euros.

Apesar de inicialmente encarado com pessimismo moderado, o ano de 2006 acabou por se revelar positivo para o mercado da pasta de papel, com a procura a posicionar-se ligeiramente acima da oferta, possibilitando deste modo um crescimento sustentado dos preços ao longo do ano. Tendo sofrido as pressões resultantes do fraco crescimento da economia europeia, do aparecimento de novas capacidades no Chile, e da continuação de uma situação cambial caracterizada pela apreciação do euro face ao dólar americano, nomeadamente a partir do segundo trimestre, os encerramentos definitivos de instalações produtivas na América do Norte permitiram equilibrar o mercado.

A procura global do mercado ultrapassou as 50 milhões de toneladas, um crescimento de 1,5 milhões de toneladas face ao ano anterior, centrado essencialmente na China e na Europa ocidental.

De igual modo, a evolução dos preços da pasta também contribuiu para a boa performance do mercado em geral: os preços das pastas branqueadas de eucalipto (BEKP), quando expressas em euros, sofreram um acréscimo médio de 10,2% face ao valor de 2005 – 463 euros para 510 euros. As pastas de fibra longa (NBSK), expressas em dólares americanos, sofreram também um acréscimo médio de 12,1% face ao valor de 2005 – 604 USD para 677 USD. No papel Krafsaco o preço teve uma evolução situada em média, cerca de 6,6% acima do período homólogo.

De um modo geral, o Grupo registou recordes de produção em todas as suas unidades industriais (Celbi, Celtejo, Caima e CPK), ultrapassando uma produção consolidada de 609 mil toneladas, um incremento de 5% relativamente ao ano de 2005. De realçar neste cenário o crescimento verificado nas unidades da ex-Portucel Tejo (Celtejo e CPK), adquiridas ao Estado em 2005, com um incremento 9,5% e 12,4%, respectivamente, reflectindo a capacidade da actual gestão na racionalização e optimização dos recursos disponíveis.

GRUPO CELBI

A Celbi, unidade adquirida durante o mês de Agosto de 2006, atingiu durante o exercício corrente vendas de 312,8 mil toneladas de pasta de papel, representando um crescimento de 6,6% face ao ano anterior.

A produção de pasta de papel ascendeu a 304,2 mil toneladas, 2,6% acima da produção de 2005.

GRUPO CAIMA

O volume de vendas em 2006 foi 110,5 mil toneladas de pasta, 2,4% inferior ao alcançado em 2005, sobretudo devido ao baixo stock de pasta com que se iniciou o ano de 2006. No entanto, o volume de negócios associado à venda de pasta teve um acréscimo de 5,1% face a 2005.

O mercado Português representou cerca de 11,2% do volume de vendas de pasta, tendo os restantes 88,8% sido colocados em mercados de primeira linha nomeadamente a Espanha, Alemanha, Suécia, Suiça e França.

Em Março de 2006 a Caima recebeu o Certificado da Cadeia de Responsabilidade, o qual permitiu iniciar as vendas de pasta FSC e consequentemente penetrar em novos mercados.

No ano de 2006 produziram-se 109,6 mil toneladas de pasta, volume que se situou 1,3% acima da produção do exercício anterior e que configura uma exploração optimizada da capacidade produtiva da fábrica.

O saldo líquido resultante da venda de energia eléctrica e compra de energia eléctrica à EDP – Distribuição de Energia, S.A. foi de 28,5 Gwh.

GRUPO CELTEJO

O volume de vendas foi de 141,6 mil toneladas de pastas Kraft cruas e de 59,3 mil toneladas de papel Kraftsaco, representando um aumento de respectivamente, 21,5% e 10,1% face ao ano 2005.

A produção de pastas Kraft cruas atingiu as 137,5 mil toneladas, 9,5% superior à produção do ano anterior, reflexo da utilização plena da capacidade instalada da máquina, após as grandes modificações efectuadas na empresa em finais de 2004.

No papel Kraftsaco a produção foi de 57,9 mil toneladas, 12,6% acima da ocorrida em igual período do ano anterior, constituindo esta quantidade um recorde de produção.

Para o futuro próximo o Grupo prevê aumentar a capacidade de produção das unidades produtivas da Celbi e Celtejo, prevendo atingir, respectivamente, 550.000 e 195.000 toneladas nestas unidades. O investimento estimado para a unidade da Celbi ascenderá a cerca de 320 milhões de euros, o qual será alvo de um contrato de incentivos com a Agência Portuguesa para o Investimento e com o Estado Português.

B. Aços e Sistemas de Armazenagem

A Altri detém a totalidade dos direitos de voto do Grupo F. Ramada através do qual intervém no mercado dos Aços e Sistemas de Armazenagem.

Para além destas duas principais áreas de negócio, a F. Ramada tem ainda interesses no mercado de aços especiais para moldes, serras e ferramentas.

O Grupo Ramada é actualmente composto por 8 empresas, das quais 3 são sedeadas em países da União Europeia (Reino Unido, França e Bélgica), reflectindo os seus objectivos de consolidação da rede de distribuição europeia, mantendo a posição de relevo no mercado ibérico que já detém através de parcerias com entidades espanholas.

Após um primeiro semestre de estagnação, a economia nacional recuperou ligeiramente durante a segunda metade do ano a reboque da melhoria verificada na economia europeia. Acompanhando esta evolução da economia, a Indústria Metalomecânica e de Moldes nacional, sector relevante para a actividade do Grupo, após um início do ano em recessão face ao ano anterior, recuperou razoavelmente durante o segundo semestre.

Os preços do Aço no mercado internacional, após alguma estabilização no primeiro trimestre do ano, iniciaram uma subida no segundo semestre, atingindo níveis relevantes, sobretudo nos aços com níquel.

O baixo nível de actividade no mercado dificultou a repercussão do crescimento dos custos de aquisição sobre os preços de venda aos clientes finais, do que resultou uma redução das margens comerciais. Não obstante, a intensa actividade comercial desenvolvida pelo Grupo no sentido de corrigir esta tendência permitiu alguma recuperação, verificada já no quarto trimestre de 2006.

O ano de 2006 foi igualmente caracterizado pelo desenvolvimento de projectos destinados à melhoria da produtividade e da qualidade nas diversas actividades, como forma de aumentar a capacidade competitiva e melhor servir os clientes.

Ao nível dos Sistemas de Armazenagem, a performance do Grupo durante o exercício de 2006 esteve em contra-ciclo com o sector. O volume de negócios neste sector atingiu os 52,7 milhões de euros, um crescimento de 25,5% face ao período homólogo. Para esta performance contribuiu de forma notável o aumento das vendas verificado nos mercados internacionais, particularmente em Espanha, Holanda e Bélgica. A variação verificada nestes dois países foi potenciada essencialmente pela nova empresa comercial (Storax Benelux) constituída no final de 2005 para reforçar os esforços comerciais nesta região.

Os resultados do exercício de 2006 neste segmento ficaram acima do orçamento como resultado de aumentos de produtividade e uma maior racionalização de custos, beneficiando igualmente de economias de escala conseguidas com o aumento da dimensão das unidades deste sector no Grupo.

O ano de 2006 ficou ainda marcado pela definição de soluções inovadoras no mercado dos sistemas de armazenagem de alta densidade, no qual o Grupo é cada vez mais uma referência no sector, gerando maior valor acrescentado para os clientes finais e permitindo a entrada em novos nichos de mercado.

ANÁLISE FINANCEIRA

Altri, SGPS, S.A.

A informação financeira consolidada da Altri, preparada de acordo com os princípios de reconhecimento e mensuração das Normas Internacionais de Relato Financeiro ("International Financial Reporting Standards – IFRS"), reflecte a actividade do exercício de 2006 do Grupo Ramada e do Grupo Celbi/Caima/Celtejo.

Tendo em consideração as alterações ocorridas no perímetro de consolidação do Grupo durante os exercícios de 2005 e 2006, a comparabilidade dos dados consolidados apresentados é afectada pelos seguintes factos:

  • a Altri, S.G.P.S., S.A. foi constituída em 1 de Março de 2005 como resultado do processo de cisão dos activos industriais anteriormente detidos pelo Grupo Cofina. Deste modo as demonstrações financeiras consolidadas do exercício 2005 reflectem apenas 10 meses de actividade;

  • adquirido durante o mês de Julho de 2005, o Grupo Celtejo apenas integrou as contas consolidadas do Grupo Altri a partir de 1 de Agosto de 2005, contribuindo assim contribuiu com as suas operações para o perímetro de consolidação durante um período de 5 meses;

  • a performance do ano 2006 engloba 4 meses de actividade da Celbi, uma vez que a sua aquisição ocorreu apenas em Agosto de 2006.

(valores em milhares de euros) IFRS IFRS ∆%
Dez-06 Dez-05
Balanço
Activo Líquido 773.924 290.125 166,8% n.a.
Capitais Próprios 85.999 72.523 18,6% n.a.
Dívida Remunerada Bruta (nominal) 580.092 156.053 271,7% n.a.
Caixa e equivalentes de caixa ( b ) 25.481 13.318 91,3% n.a.
Dívida Remunerada Líquida (nominal) 554.611 142.735 288,6% n.a.
Demonstração de Resultados Dez-06 (c) Dez-05 (d) Dez-06 (e)
Proveitos Operacionais 295.535 151.534 95,0% 399.111
Resultados Operacionais (EBIT) 43.662 18.027 142,2% 63.740
Resultados Financeiros (17.001) (3.233) 425,9% n.a.
Resultado Líquido atribuível aos accionistas da Empresa-mãe 20.844 10.415 100,1% n.a.
Interesses minoritários 265 152 74,3% n.a.
Resultado Líquido 21.109 10.567 99,8% n.a.
Indicadores Dez-06 (c) Dez-05 (d) Dez-06 (e)
RL / Prov. Operacionais 7,1% 6,9% n.a.
EBITDA (a) 63.160 28.417 122,3% 90.955
Capitais Próprios / Activo 11,1% 25,0% n.a.
Return on Equity 24,2% 14,4% n.a.

Assim, os principais dados e indicadores da actividade consolidada do Grupo podem ser resumidos como segue:

( a ) EBITDA = Resultados Operacionais + Amortizações

( b ) incluindo o valor dos investimentos detidos para negociação

( c ) incluindo unicamente 4 meses de actividade da Celbi, dada a data da sua aquisição

( d ) incluindo unicamente 10 meses de actividade dos Grupos F. Ramada e Caima, em virtude

de a empresa ter sido constituída em 1 de Março de 2005

( e ) considerando 12 meses de actividade da Celbi

No ano de 2006 o Grupo Altri atingiu proveitos operacionais consolidados de 296 milhões de euros e um resultado líquido consolidado de 21 milhões de euros, cifrando-se o cashflow operacional (resultados operacionais + amortizações) em 63 milhões de euros. O resultado líquido consolidado atribuível aos accionistas da empresa-mãe no exercício de 2006 ascendeu a 20,8 milhões de euros.

De realçar ainda a cifra atingida ao nível da rentabilidade dos capitais próprios (ROE), que se situou nos 24%, um crescimento de cerca de 10 pontos percentuais.

No 4º trimestre de 2006 o Grupo atingiu proveitos operacionais de 98,5 milhões de euros, um resultado operacional de 16,7 milhões de euros e um EBITDA de 22,5 milhões de euros, apesar de estes valores terem sido negativamente afectados pelas paragens previamente programadas nas instalações da Celbi e da Caima.

Caso o Grupo Altri tivesse apropriado a actividade da Celbi durante todo o exercício de 2006, os proveitos operacionais ascenderiam a 399 milhões de euros, com o cash-flow operacional a cifrar-se nos 91 milhões de euros e os resultados operacionais nos 64 milhões de euros.

O endividamento nominal bruto do Grupo Altri em 31 de Dezembro de 2006 ascendia a 580 milhões de euros, ao qual corresponde um endividamento nominal líquido de 555 milhões de euros (incluindo os investimentos detidos para negociação). A variação verificada face a Dezembro de 2005 resulta da necessidade de fundos para a concretização da aquisição da Celbi.

Com o objectivo de proporcionar informação ao mercado e aos accionistas para uma melhor análise da performance das actividades realizadas no sector da pasta e papel e no sector dos aços durante o exercício de 2006, apresenta-se seguidamente informação financeira e operacional sobre estes grupos. É importante realçar mais uma vez que apenas foram incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas da Altri as operações destes Grupos a partir de 1 de Março de 2005.

(valores em milhares de euros) IFRS
Dez-06
IFRS
Dez-05
∆%
Balanço
Activo Líquido 668.183 202.597 230% n.a.
Capitais Próprios 80.184 65.962 22% n.a.
Dívida Remunerada Bruta (nominal) 504.645 100.284 403% n.a.
Caixa e equivalentes de caixa ( b ) 15.785 8.785 80% n.a.
Dívida Remunerada Líquida (nominal) 488.860 91.499 434% n.a.
Demonstração de Resultados Dez-06 (c) Dez-05 ∆% Dez-06 (d)
Proveitos Operacionais 196.274 84.391 133% 299.850
Vendas e prestações de serviços 187.690 79.984 135% 291.040
Resultados Operacionais (EBIT) 33.804 10.419 224% 53.882
Resultado Líquido atribuível aos accionistas da empresa-mãe 19.317 7.357 163% n.a.
Indicadores Dez-06 (c) Dez-05 Dez-06 (d)
RL / Prov. Operacionais 9,8% 8,7% 13% n.a.
EBITDA (a) 51.053 19.963 156% 78.848
Margem EBITDA 27,2% 25,0% n.a. n.a.
Capitais Próprios / Activo 12,0% 32,6% -63% n.a.
Return on Equity 24,1% 11,2% 116% n.a.

Grupo Celbi/Caima/Celtejo

(a) EBITDA = Resultados Operacionais + Amortizações

(b) incluindo o valor dos investimentos detidos para negociação

( c ) incluindo unicamente 4 meses de actividade da Celbi, dada a data da sua aquisição

( d ) considerando 12 meses de actividade da Celbi

Conforme mencionado anteriormente, a performance deste segmento patente no quadro acima não é directamente comparável entre períodos, em virtude da aquisição de 95% do capital da Celtejo no início do segundo semestre de 2005 e da aquisição da Celbi no terceiro trimestre de 2006.

Durante o exercício de 2006 as Vendas e Prestações de Serviços ascenderam a 188 milhões de euros, com os Proveitos Operacionais a atingir 196 milhões de euros (com o contributo das vendas de energia eléctrica efectuadas pelas empresas do grupo à EDP – Distribuição de Energia, S.A.). Os resultados operacionais atingiram quase 34 milhões de euros e o cash-flow operacional (resultados operacionais + amortizações) gerado durante o ano foi de 51 milhões de euros. A rentabilidade do Grupo evoluiu positivamente, com a Margem EBITDA (EBITDA / Vendas e Prestações de Serviços) a crescer 2,2 pontos percentuais para os 27,2%.

O crescimento do activo líquido consolidado do Grupo resulta da aquisição do Grupo Celbi, justificando igualmente este evento o incremento do endividamento.

(valores em milhares de euros) IFRS IFRS ∆%
Dez-06 Dez-05
Balanço
Activo Líquido 97.988 76.222 29%
Capitais Próprios 34.287 30.593 12%
Dívida Remunerada Bruta (nominal) 33.597 20.798 62%
Caixa e equivalentes de caixa ( b ) 6.515 4.257 53%
Dívida Remunerada Líquida (nominal) 27.082 16.541 64%
Demonstração de Resultados Dez-06 Dez-05
Proveitos Operacionais 103.971 93.585 11%
Resultados Operacionais (EBIT) 11.157 11.530 -3%
Resultado Líquido 7.639 7.700 -1%
Indicadores Dez-06 Dez-05
RL / Prov. Operacionais 7,3% 8,2% -11%
EBITDA (a) 13.103 13.462 -3%
Capitais Próprios / Activo 35,0% 40,1% -13%
Return on Equity 22,3% 25,2% -11%

Grupo F. Ramada

(a) EBITDA = Resultados Operacionais + Amortizações

(b) incluindo o valor dos investimentos detidos para negociação

Os proveitos operacionais consolidados deste segmento ascenderam a 104 milhões de euros, um incremento de 11% face ao ano de 2005, apesar de, conforme mencionado, a Empresa ter enfrentado factores adversos, e consequentemente, ter reduzido o seu resultado operacional em 3%, para 11,2 milhões de euros. A mesma variação verificou-se no cash-flow operacional, que ascendeu a 13,1 milhões de euros durante o ano.

O Grupo definiu uma estratégia para fazer face à redução das margens no sector dos Aços, em particular dos moldes, através da prossecução do seu objectivo de atingir uma maior quota de mercado ao nível dos Sistemas de Armazenagem.

O resultado líquido variou menos de 100 mil euros face ao exercício anterior, resultado de uma melhoria na performance financeira.

PROPOSTA DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO PARA APLICAÇÃO DO RESULTADO LÍQUIDO INDIVIDUAL

A Altri, S.G.P.S., S.A. na qualidade de holding do Grupo, registou nas suas contas individuais preparadas de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal um resultado líquido de 26.899.264,69 euros, para o qual, nos termos legais e estatutários, o Conselho de Administração propõe à Assembleia Geral a seguinte aplicação:

Reserva Legal 1.344.963,23
Reservas Livres 20.426.009,66
Distribuição de dividendos 5.128.291,80
------------------
26.899.264,69

=========

Esta aplicação corresponde a uma distribuição de dividendos de 0,05 euros por acção (num total de 102.565.836 acções).

PERSPECTIVAS PARA O EXERCÍCIO DE 2007

Tendo em consideração o crescimento exponencial verificado desde a data da sua constituição, em Março de 2005, o Grupo perspectiva o ano de 2007 de um modo bastante positivo.

Ao nível da Pasta e Papel, espera-se que a manutenção da pressão da procura mantenha os preços em alta, apesar de eventuais efeitos adversos resultantes da evolução do rácio Euro vs. Dólar e do elevado preço da energia. Adicionalmente, deverão igualmente contribuir de forma positiva para a performance do Grupo, ainda que não necessariamente já no exercício de 2007, os investimentos a realizar nas instalações industriais da Celbi e Celtejo, que possibilitarão permitir atingir uma capacidade de produção de 745 mil toneladas nestas duas unidades.

No sector dos Aços as perspectivas são de melhoria da actividade em resultado da recuperação moderada da economia europeia. Prevê-se que os preços do aço continuarão a crescer pelo menos durante o primeiro semestre de 2007. É previsível que a recuperação do mercado ocorrida na parte final de 2006 prossiga em 2007 beneficiando o desempenho do Grupo.

Ao nível dos Sistemas de Armazenagem, a política de investimentos contínua em novas soluções e o esforço comercial nos mercados alvo internacionais deverão permitir ao Grupo continuar a crescer do modo esperado no ano de 2007.

GOVERNO DA SOCIEDADE

No cumprimento das orientações constantes do Regulamento da CMVM n.º 07/2001, com as alterações introduzidas pelos Regulamentos nº 11/2003, nº 10/2005 e nº 3/2006, este ponto pretende ser o resumo dos aspectos fundamentais da gestão da Sociedade no que respeita ao Conselho de Administração, tendo em conta a necessidade de transparência relativamente a esta matéria e a necessidade de informação por parte dos investidores e dos destinatários da informação.

Este capítulo encontra-se organizado segundo as instruções definidas pelo Anexo ao regulamento supracitado, sendo entendimento do Conselho de Administração de que foram cumpridas, na sua maioria, as disposições constantes das Recomendações da CMVM sobre o Governo das Sociedade Cotadas.

0. Declaração de cumprimento

A Altri, S.G.P.S., S.A. cumpre com a maioria das recomendações da CMVM relativas ao Governo das Sociedades, à excepção das seguintes (conforme numeração do Anexo ao Regulamento):

Recomendação I-2: Muito embora não existam comissões de controlo interno formais com a atribuição de competências na avaliação da estrutura e governo societários, o Conselho de Administração entende que tais funções podem ser garantidas pelo próprio Conselho de Administração ao nível individual da Sociedade e que as mesmas funções são exercidas pelos departamentos de controlo de gestão das suas subsidiárias.

Ao nível das competências na avaliação de questões éticas e da estrutura e governo societário, tais funções são exercidas directamente pelo Conselho de Administração, que mantém um debate constante sobre esta problemática.

Recomendação II: Os estatutos da sociedade definem algumas limitações ao exercício do direito de voto, nomeadamente (i) por impor um prazo de antecedência do depósito das acções para a participação em Assembleia Geral superior a 15 dias úteis, (ii) por não definir a antecedência exigida para o bloqueio das acções para a participação na Assembleia Geral, (iii) por restringir o voto por correspondência apenas a situações em que tal seja expressamente permitido por lei e (iv) por não existir um modelo para o exercício do direito de voto por correspondência.

A sociedade entende que estas situações não limitam o exercício activo do direito de voto por parte dos accionistas. No entanto, da convocatória para a Assembleia Geral de aprovação de contas consta uma proposta de alteração de estatutos no sentido de alterar as mesmas.

Recomendação III-2: A Altri, S.G.P.S., S.A. não possui uma unidade orgânica dedicada especificamente à auditoria interna. Esta tarefa é desempenhada pelo departamento de controlo de gestão, sob a supervisão da Direcção Financeira, o qual elabora relatórios mensais para análise de cada um dos Conselhos de Administração das várias sociedades participadas.

  • Recomendação IV: O Conselho de Administração eleito em Assembleia Geral não inclui qualquer membro que nos termos do Regulamento 11/2003 possa ser considerado independente.
  • Recomendação IV-5: A Altri, S.G.P.S., S.A. divulga no presente capítulo informação relativa à remuneração fixa e variável dos seus administradores, entendendo que a divulgação da remuneração individual de cada administrador não traz informação relevante para os accionistas.

I. Divulgação de Informação

  1. Órgãos e definições de competências

Órgãos Sociais

Os corpos sociais da Altri, S.G.P.S., S.A. são:

  • Assembleia Geral, composta por todos os accionistas com direito de voto, a quem compete deliberar sobre alterações estatutárias, proceder à apreciação geral da administração e fiscalização da Sociedade, deliberar sobre o relatório de gestão e contas do exercício, proceder à eleição dos corpos sociais de sua competência e, de uma forma geral, deliberar sobre todos os termos que lhe forem submetidos pelo Conselho de Administração;
  • Conselho de Administração, eleito pela assembleia geral, é composto actualmente por 5 membros, a quem compete praticar todos os actos de gestão na concretização de operações inerentes ao seu objecto social, tendo por fim o interesse da Sociedade, accionistas e trabalhadores;
  • Fiscal Único, a quem compete a fiscalização da administração, a verificação da regularidade das contas da Sociedade, registos contabilísticos e documentos de suporte e verificar a observância da lei e do contrato da Sociedade.

Conforme convocatória para a Assembleia Geral de Accionistas de aprovação de contas do exercício de 2006, será proposto a este órgão uma alteração dos órgãos sociais da Sociedade, no seguimento das alterações efectuadas ao Código das Sociedades Comerciais. De acordo com as alterações propostas pelo Conselho de Administração, os órgãos sociais da Sociedade passarão a ser compostos por:

  • Assembleia Geral, composta por todos os accionistas com direito de voto;
  • Conselho de Administração, constituído por 3 a 9 membros, accionistas ou não;
  • Conselho Fiscal, designado pela Assembleia Geral, composto por três membros e um ou dois suplementes, competindo-lhe a fiscalização da sociedade, bem como a designação de um Revisor Oficial de Contas ou Sociedade de Revisores Oficiais de Contas;
  • Revisor Oficial de Contas (ou Sociedade de Revisores Oficiais de Contas) a quem compete proceder ao exame das contas da sociedade.

Principais áreas de responsabilidade dos membros do Conselho de Administração

O Conselho de Administração, eleito em Assembleia Geral, funciona de forma colegial com as funções de gestão e coordenação das diferentes empresas do Grupo e é constituído actualmente por um presidente e quatro vogais, exercendo todos os membros funções executivas.

A distribuição de pelouros entre os diversos membros do Conselho de Administração pode ser efectuada do seguinte modo:

De um modo geral, os administradores da Altri SGPS, actuando na condição de tal, centram a sua actividade essencialmente na gestão das participações do Grupo e na definição das linhas de desenvolvimento estratégico. A gestão diária das empresas operacionais é realizada pela administração de cada uma das sociedades, a qual integra igualmente alguns dos administradores da Altri SGPS, mas igualmente outros administradores com competências e pelouros especificamente definidos.

Deste modo, e tendo em consideração o desenvolvimento da actividade dos membros do Conselho de Administração quer na Altri SGPS quer nas diversas empresas que integram o grupo, o organigrama funcional pode ser apresentado do seguinte modo:

Apesar de se envolver directamente em todas as decisões estratégicas tomadas, os directores gerais e restantes grupos de trabalho especializados criados são responsáveis pela gestão diária das operações em cada uma das unidades industriais.

2. Comissões existentes na Sociedade

De acordo com os estatutos da Sociedade, os membros dos órgãos sociais terão as remunerações que forem fixadas por uma comissão de três accionistas, um dos quais será o presidente e terá voto de qualidade, todos eleitos por deliberação dos accionistas. A remuneração dos administradores poderá ser certa ou consistir parcialmente numa percentagem que nunca poderá exceder cinco por cento dos lucros do exercício. No entanto, a Comissão de Remunerações não se encontra actualmente nomeada, não sendo os membros dos órgãos sociais actualmente remunerados pela Sociedade.

Não existem quaisquer outras Comissões formalmente constituídas em funcionamento na Sociedade.

3. Descrição do sistema de controlo de riscos implementado na sociedade

O Conselho de Administração considera que o Grupo se encontra exposto aos riscos normais decorrentes da sua actividade, nomeadamente ao nível das unidades operacionais. Assim, os principais riscos a que o Grupo considera estar sujeito são: Risco de Crédito, Risco de Taxa de Juro, Risco de Taxa de Câmbio e Risco de variabilidade nos preços de commodities.

Risco de Crédito

À semelhança de qualquer actividade que envolva uma componente comercial, o Risco de Crédito é um factor primordial tido em consideração pela Administração nas unidades operacionais. Numa primeira abordagem o risco de crédito é gerido através de uma análise continuada do rating de crédito de cada um dos clientes, antecipadamente à sua aceitação, e subsidiariamente, através da adequação dos prazos concedidos para pagamento. A avaliação do risco de crédito é efectuada numa base regular, tendo em consideração as condições correntes de conjuntura económica e a situação específica do crédito de cada uma das empresas, sendo adoptados procedimentos correctivos sempre que tal se julgue conveniente.

Risco de Taxa de Juro

Tendo em consideração o endividamento a que se encontra exposto o Grupo, eventuais variações sobre a taxa de juro poderão ter um impacto indesejado sobre os resultados. Neste sentido, a adequada gestão do risco de taxa de juro leva a que o Grupo tente optimizar o balanceamento entre o custo da dívida e a exposição à variabilidade das taxas. Assim, quando se considera ultrapassado o limite desejado de exposição ao risco de taxa de juro, são contratados swaps de taxa de juro que cubram a exposição da Empresa ao risco e que atenuem a volatilidade dos seus resultados.

Risco de Taxa de Câmbio

Efectuando um elevado volume de transacções com entidades não residentes e fixados em moeda diferente de Euro, a variação de taxa de câmbio poderá ter um impacto relevante sobre a performance do Grupo. Deste modo, sempre que considerado necessário para reduzir a volatilidade dos seus resultados, o Grupo procura efectuar uma cobertura da sua exposição à variabilidade da taxa de câmbio através da contratação de instrumentos financeiros derivados.

Risco de variabilidade nos preços de commodities

Desenvolvendo a sua actividade em dois sectores que transaccionam commodities (pasta de papel e aço), o Grupo encontra-se particularmente exposto a variações de preço, com os correspondentes impactos nos seus resultados. No entanto, a inserção nestes sectores permite-lhe a celebração de contractos de cobertura de variação de preços, pelos montantes e valores considerados adequados às operações previstas, atenuando assim a volatilidade dos seus resultados.

4. Evolução da cotação das acções da Altri na Euronext Lisboa

Em complemento à análise efectuada anteriormente sobre a evolução da cotação dos títulos da Altri, apresenta-se em seguida uma análise detalhada das variações mais significativas tendo em consideração factores relevantes como o anúncio de resultados, pagamento de dividendos ou a emissão de acções ou outros valores mobiliários ocorridos ao longo do exercício.

Na Assembleia Geral de 31 de Março de 2006 foi aprovada a renominalização do capital social da Altri através da divisão de cada uma das acções representativas do capital social com o valor nominal de 0,50 euros cada em duas novas acções com o valor nominal de 0,25 euros cada. Tal operação concretizou-se em 5 de Maio de 2006. Deste modo, o gráfico abaixo encontra-se ajustado desde 1 de Janeiro de 2006 para o novo número total de acções (102.565.836 acções de valor nominal de 0,25 euros).

• 8 de Março de 2006 - o Grupo anunciou a sua performance relativamente ao exercício de 2005, cifrando-se o resultado líquido em aproximadamente 10,5 milhões de euros (correspondentes a apenas 10 meses de actividade, dado a Empresa ter sido constituída com efeitos reportados a 1 de Março de 2005). Os proveitos operacionais, que ascenderam a 152 milhões de euros, foram positivamente influenciados pelo crescimento das vendas do segmento de pasta e papel, com o contributo dado pelo Grupo Celtejo (que contribuiu para o Grupo com cinco meses de actividade). As acções da Altri fecharam a 1,58 euros por acção.

  • 31 de Março realização da Assembleia Geral de aprovação de contas do exercício de 2005, com votação positiva da Assembleia relativamente à distribuição de um dividendo de 0,05 euros por acção.
  • 6 de Abril comunicação à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de que, conforme aprovado em Assembleia Geral realizada em 31 de Março de 2006, a Altri iria pagar um dividendo unitário de 0,05 euros, relativo ao exercício de 2005, a partir do dia 28 do mesmo mês. Nesta data as acções valorizaram 8% para os 1,95 euros.
  • 26 de Abril foram comunicados ao mercado os resultados da Altri relativos ao primeiro trimestre de 2006, cujas contas consolidadas apresentaram um volume de proveitos operacionais superior a 56 milhões de euros (aumento de 9% face ao período homólogo comparável) e um aumento de 30% ao nível dos resultados operacionais. Nesta data a cotação da Altri, S.G.P.S., S.A. encerrou nos 1,97 euros por acção.
  • 28 de Abril a empresa iniciou o pagamento dos dividendos relativos ao exercício de 2005.
  • 5 de Maio no seguimento da deliberação tomada na Assembleia Geral realizada em 31 de Março, a Empresa procedeu à renominalização do seu capital social, através da divisão de cada uma das acções, com o valor nominal de 0,5 euros, em duas novas acções com o valor nominal de 0,25 euros.
  • 8 de Junho a Altri, S.G.P.S., S.A. comunicou ao mercado ter celebrado com a sociedade STORA ENSO PULP A.B. um contrato promessa de compra e venda de 15.493.288 acções ordinárias representativas de 99,96% do capital social e 100% dos direitos de voto da Celulose Beira Industrial, S.A. (CELBI). No dia seguinte ao da realização do comunicado as acções da Altri, SGPS, S.A. atingiram o máximo do primeiro semestre, ao encerrar a sessão nos 2,42 euros por acção.
  • 6 de Setembro apresentação das contas consolidadas do primeiro semestre de 2006. O Grupo atingiu no período um resultado líquido de 8,7 milhões de euros, e um cash-flow operacional de 23 milhões de euros. Os proveitos operacionais ascenderam a 122 milhões de euros e os resultados operacionais a 14,5 milhões de euros.
  • 25 de Outubro apresentação das contas consolidadas do terceiro trimestre de 2006, com proveitos operacionais de 197 milhões de euros, resultados líquidos de 12 milhões de euros e um cash-flow operacional de 40,6 milhões de euros. Nesta data as acções da Altri encerram a sessão a 3,85 euros.

5. Política de dividendos

Tendo sido constituída no decurso do exercício de 2005, a Altri não tem ainda um historial de distribuição de dividendos perfeitamente definido. No entanto, de acordo com a política definida pelo Conselho de Administração, são propostos montantes relativos a distribuição de dividendos que tenham como objectivo proporcionar uma adequada remuneração aos accionistas do capital investido, sem nunca perder de vista as necessidades de expansão/investimento do Grupo.

Relativamente ao exercício de 2005, foi efectuada uma distribuição de dividendos no montante de 2.564.146 euros, correspondendo a um dividendo de 0,05 euros por acção para um total de 51.282.918.

Relativamente ao exercício de 2006, o Conselho de Administração propõe um dividendo de 0,050 euros por acção para um total de 102.565.836 acções, correspondendo assim a um valor global de dividendos de 5.128.292 euros.

6. Planos de atribuição de acções e de opção de aquisição de acções

A Altri, S.G.P.S., S.A. não possui qualquer plano de atribuição de acções ou de opções de aquisição de acções aos membros dos órgãos sociais, nem aos seus trabalhadores.

7. Negócios realizados entre a Sociedade e membros dos órgãos sociais

Durante o exercício de 2006, não foram realizados quaisquer negócios entre a Sociedade e os membros dos seus órgãos sociais (de administração e de fiscalização), titulares de participações qualificadas ou sociedades em relação de domínio ou grupo, que não tenham sido realizados em condições normais de mercado para operações do mesmo género, e sempre inseridas na actividade normal da sociedade, de gestão das suas participações financeiras.

8. Gabinete de Apoio ao Investidor

Na sociedade existe um representante para as relações com o mercado – Dr. Alfredo Luís Portocarrero Pinto Teixeira, secretário da Sociedade.

Os contactos com vista à obtenção de informações por parte de investidores poderão ser efectuados pelas seguintes vias:

Rua do General Norton de Matos, 68 – r/c 4050-424 Porto Porto Telefone: 22 8346502 Fax: 22 8346503 E-mail: [email protected]

Sempre que necessário, este representante assegura ao mercado a prestação de toda a informação relevante no tocante a acontecimentos marcantes, factos enquadráveis como factos relevantes, divulgação trimestral de resultados e resposta a eventuais pedidos de esclarecimento por parte dos investidores ou público em geral sobre informação financeira de carácter público.

Adicionalmente, através da sua página oficial na Internet (www.altri.pt), a Altri disponibiliza informação financeira relativamente à sua actividade individual e consolidada, bem como das suas empresas participadas. Este site é igualmente utilizado pela empresa para divulgação de comunicados efectuados à imprensa com indicação sobre quaisquer factos relevantes para a vida societária. Nesta página encontram-se igualmente disponíveis os documentos de prestação de contas da Empresa.

9. Comissão de remunerações

Conforme mencionado anteriormente, não se encontra em funções a comissão de remunerações prevista nos estatutos da Sociedade, em virtude de os membros do Conselho de Administração e restantes órgãos sociais não serem remunerados directamente pela Altri, S.G.P.S., S.A. mas directamente pelas empresas subsidiárias onde desempenham funções.

10. Remunerações pagas aos auditores

As remunerações pagas aos nossos auditores e a outras pessoas colectivas pertencentes à mesma rede, pelas empresas em relação de domínio ou de grupo, ascendem a cerca de 542 mil euros, distribuídas da seguinte forma:

- Serviços de revisão legal das contas 39,8%
- Outros serviços de garantia de fiabilidade 26,4%
- Serviços de consultoria fiscal 23,4%
- Outros serviços 10,4%

O Conselho de Administração, na solicitação dos projectos atribuídos aos auditores das empresas do grupo, assegura, antes da sua adjudicação, que a estes e sua respectiva rede não são contratados serviços que, nos termos da Recomendação da Comissão Europeia nº C (2002) 1873 de 16 de Maio de 2002 possam pôr em causa a sua independência. Adicionalmente, a independência é salvaguardada pelo facto de os outros serviços serem prestados por profissionais diferentes dos que executam os trabalhos de auditoria financeira.

Adicionalmente, conforme anteriormente mencionado, será proposto em Assembleia Geral de Accionistas uma alteração dos órgãos sociais da Sociedade, no seguimento das alterações efectuadas ao código das sociedades comerciais. Caso a proposta apresentada venha a ser aprovada em Assembleia Geral, será nomeado um Conselho Fiscal, composto por três membros, e que incluirá nas suas funções a verificação da actividade e independência do Revisor Oficial de Contas.

II. Exercício de direitos de voto e representação de accionistas

A Altri, previamente a cada Assembleia Geral, e respeitando os prazos legais, procede a ampla publicitação das datas em que as mesmas ocorrerão, sendo complementado no site institucional da Altri (www.altri.pt) o aviso da convocatória.

A Assembleia Geral é constituída por todos os accionistas com direito a voto, correspondendo um voto a cada mil acções.

Tem direito a voto o accionista titular de, pelo menos, mil acções registadas ou depositadas em seu nome em sistema centralizado de valores mobiliários. Os registos e depósitos anteriormente referidos deverão mostrar-se efectuados com a antecedência mínima de quinze dias relativamente à data para que a reunião da Assembleia Geral foi convocada.

Os actuais estatutos da Sociedade não definem especificamente qual a antecedência exigida para o bloqueio das acções para a participação na Assembleia Geral. A convocatória para a Assembleia Geral de aprovação de contas do exercício de 2006 inclui uma proposta de alteração de estatutos de modo a contemplar esta situação. De acordo com a actual proposta, "o registo ou depósito (…) e o bloqueio da acção ou acções até á data da reunião da Assembleia Geral deverão mostrar-se efectuados e ser comprovados perante a sociedade com a antecedência mínima de 5 dias úteis relativamente à data" da Assembleia Geral.

No seu artigo 10º, ponto 8, os actuais estatutos da Empresa definem que "os accionistas não poderão votar por correspondência, salvo nos casos em que disposição legal autorizar imperativamente essa forma de voto".

Da convocatória para a Assembleia Geral de aprovação de contas do exercício de 2006 consta uma proposta de alteração ao mencionado artigo 10º. Caso a Assembleia Geral venha a aprovar a referida proposta, passará a ser permitido o voto por correspondência, sendo observado o seguinte:

  • "o voto por correspondência deverá ser exercido por declaração escrita, com a assinatura devidamente reconhecida (por notário, advogado ou solicitador), acompanhada de documento comprovativo da inscrição de acções em nome do accionista e respectiva imobilização até ao termo do dia da realização da assembleia geral";

  • "a declaração de se pretender exercer o voto por correspondência e o documento comprovativo da qualidade de accionista devem ser entregues na sede social, até às dezassete horas do quinto dia útil anterior ao dia designado para a reunião, com identificação do remetente, dirigido ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral";

  • "deverá haver uma declaração de voto para cada ponto da Ordem do Dia para o qual seja admitido o voto por correspondência e cada declaração de voto deverá ser enviada em envelope fechado e lacrado, dentro da referida carta, e só poderá ser aberta pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral no momento da contagem dos votos, pelo que cada envelope deverá indicar no seu exterior o ponto da Ordem do Dia a que o voto respeitar";

  • "os votos emitidos por correspondência valerão como votos negativos em relação a propostas de deliberação apresentadas ulteriormente à emissão do voto";

  • "a presença na Assembleia Geral do accionista ou de representante deste será entendida como revogação do seu voto por correspondência".

Não existe um modelo especificamente determinado para o exercício do direito de voto por correspondência.

Não se encontra para já prevista a possibilidade do exercício de direito de voto por meios electrónicos.

Os accionistas individuais com direito de voto poderão fazer-se representar por outro accionista, por cônjuge, ascendente ou descendente, ou por qualquer membro do Conselho de Administração. As pessoas colectivas que sejam accionistas da Sociedade serão representadas por quem designarem para o efeito. As representações mencionadas devem ser comunicadas ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, por carta entregue na sede social, até às dezassete horas do quinto dia anterior ao dia designado para a reunião da Assembleia Geral.

Os accionistas que não forem titulares de um número de acções necessário para que tenham direito de voto, poderão agrupar-se de forma a perfazer esse número, devendo designar um só deles que a todos represente na Assembleia Geral.

III. Regras Societárias

Código de Conduta e Regulamentos Internos

Pelo facto da Altri ter a qualidade de Sociedade Aberta, existe por parte da Administração e seus colaboradores uma grande atenção no cumprimento dos deveres de confidencialidade nas relações com terceiros, salvaguardando a posição da Altri em situações de conflito de interesse.

Foi aprovado pelo Conselho de Administração da Altri um regulamento interno que define que os membros da Administração estão impedidos de transaccionar acções representativas do capital da Altri, S.G.P.S., S.A., bem como títulos nelas convertíveis ou que a elas confiram direitos:

  • a) no período compreendido entre o 15º dia anterior ao termo de cada trimestre ou de cada exercício e a divulgação pública, qualquer que seja o meio utilizado, dos correspondentes resultados;
  • b) no período compreendido entre a decisão dos órgãos competentes da Altri, S.G.P.S., S.A. de propor uma emissão de acções representativas do seu capital social ou de títulos nelas convertíveis ou que a elas confiram direito e a respectiva divulgação pública, qualquer que seja o meio utilizado para o efeito.

Sempre que esteja em curso uma operação sobre o capital da Altri, S.G.P.S., S.A. que tenha dado lugar à publicação de prospecto, não se aplicam as disposições anteriormente apresentadas desde a data da publicação do prospecto até ao termo do período de subscrição ou aquisição dos valores abrangidos pela operação objecto desse prospecto.

No que se refere ao seu controlo interno, as empresas operacionais do Grupo Altri possuem órgãos de controlo de gestão que exercem a sua actividade a todos os níveis das empresas participadas, elaborando relatórios com periodicidade mensal para cada Conselho de Administração, isto para além da actividade desenvolvida pelo Revisor Oficial de Contas e dos auditores externos, que nos termos da lei exercem funções nas diversas sociedades.

Não existem quaisquer condições específicas que limitem o exercício de direitos de voto pelos accionistas da Sociedade ou outras matérias susceptíveis de interferir no êxito de Ofertas Públicas de Aquisição; não existem igualmente quaisquer acordos para-sociais que sejam do conhecimento da Sociedade.

IV. Órgão de administração

1. Caracterização do Conselho de Administração

De acordo com os actuais estatutos da Altri, o Conselho de Administração é constituído por três, cinco, sete ou nove membros, accionistas ou não, eleitos em Assembleia Geral por períodos de 3 anos.

O actual Conselho de Administração é constituído por 5 elementos, sendo os seus cargos distribuídos como segue:

Paulo Jorge dos Santos Fernandes Presidente
João Manuel Matos Borges de Oliveira Vogal
Pedro Macedo Pinto de Mendonça Vogal
Domingos José Vieira de Matos Vogal
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira Vogal

Todos os actuais membros do Conselho de Administração da Altri desempenham funções executivas. Os membros do Conselho de Administração da Altri não podem ser considerados independentes, na medida em que todos eles fazem parte do Conselho de Administração da Cofihold, S.G.P.S., S.A., empresa detentora de cerca de 20% do capital da Altri, e que sobre ela exerce uma influência dominante.

Os actuais membros do Conselho de Administração foram nomeados para o triénio 2005/2007 através da escritura de cisão que deu lugar à criação da Altri, realizada no dia 14 de Fevereiro de 2005, tendo sido esta a primeira nomeação dos membros.

Em 31 de Dezembro de 2006 os membros do Conselho de Administração eram titulares das seguintes acções da Altri:

Paulo Jorge dos Santos Fernandes 3.085.746
João Manuel Matos Borges de Oliveira 2.290.000
Pedro Macedo Pinto de Mendonça 852.500
Domingos José Vieira de Matos 3.469.716
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira 2.290.000

A qualificação profissional dos actuais membros do Conselho de Administração, actividade profissional desenvolvida e a indicação de outras empresas onde desempenha funções de administração, é como segue:

Paulo Jorge dos Santos Fernandes

Foi um dos fundadores da Cofina (sociedade que deu origem à Altri, por cisão), tendo estado directamente envolvido na gestão do Grupo desde a sua criação. É licenciado em Engenharia Electrónica pela Universidade do Porto, tendo posteriormente concluído um MBA na Universidade de Lisboa. Desempenha funções nas áreas de media e indústria, bem como na definição estratégica do Grupo.

As outras empresas onde desempenha funções de administração são:

  • Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Caima Indústria de Celulose, S.A.
  • Canal de Negócios Edição de Publicações, Lda. (a)
  • Celbi Celulose da Beira Industrial, S.A.
  • Celtejo Empresa de Celulose do Tejo, S.A.
  • Celulose do Caima, S.G.P.S., S.A.
  • Cofihold, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Cofina.com II, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Cofinagest.com, Consultoria, S.A. (a)
  • CPK Companhia Produtora de Papel Kraftsack, S.A.
  • Edisport Soc. de Publicações Desportivas, S.A. (a)
  • F. Ramada Participações, S.G.P.S., S.A. (a)
  • F. Ramada Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas de Armazenagem, S.A.
  • F. Ramada II Imobiliária, S.A.
  • F. Ramada Serviços de Gestão, Lda.
  • F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A.
  • IMC Investimentos, Média e Conteúdos, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Invescaima, S.G.P.S., S.A.
  • Investec II, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Cofina Media, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Mediafin S.G.P.S., S.A. (a)
  • Presselivre Imprensa Livre, S.A. (a)
  • Prestimo Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
  • Rodão Power, S.A.
  • Sociedade Imobiliária Porto Seguro Investimentos Imobiliários, S.A. (a)
  • (a) sociedades que, em 31 de Dezembro de 2006, não podem ser consideradas como fazendo parte do grupo Altri, SGPS, S.A.

João Manuel Matos Borges de Oliveira

Sendo igualmente um dos fundadores da Cofina (sociedade que deu origem à Altri, por cisão), é licenciado em Engenharia Química pela Universidade do Porto, tendo frequentado uma pós graduação na Universidade Católica de Lisboa e concluído o MBA do Insead. Desempenha funções nas áreas de media e indústria, bem como na definição estratégica do Grupo.

As outras empresas onde desempenha funções de administração são:

  • Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Caima Indústria de Celulose, S.A.
  • Celbi Celulose da Beira Industrial, S.A.
  • Celtejo Empresa de Celulose do Tejo, S.A.
  • Celulose do Caima, S.G.P.S., S.A.
  • Cofihold, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Cofina.com II, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Edisport Soc. de Publicações Desportivas, S.A. (a)
  • F. Ramada Participações, S.G.P.S., S.A. (a)
  • F. Ramada Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas de Armazenagem, S.A.
  • F. Ramada II Imobiliária, S.A.
  • F. Ramada Serviços de Gestão, Lda.
  • F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A.

  • IMC Investimento, Media e Conteúdos, S.G.P.S., S.A. (a)

  • Invescaima, S.G.P.S., S.A.
  • Cofina Media, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Jardins de França Empreendimentos Imobiliários, S.A. (a)
  • Presselivre Imprensa Livre, S.A. (a)
  • Prestimo Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
  • Universal Afir Aços, Máquinas e Ferramentas, S.A.
  • (a) sociedades que, em 31 de Dezembro de 2006, não podem ser consideradas como fazendo parte do grupo Altri, SGPS, S.A.

Pedro Macedo Pinto de Mendonça

Frequentou a Faculdade de Medicina do Porto durante dois anos, detendo a licenciatura em Mecânica pela Ecole Superiore de L'Etat em Bruxelas.

As outras empresas onde desempenha funções de administração são:

  • Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Caima Indústria de Celulose, S.A.
  • Celbi Celulose da Beira Industrial, S.A.
  • Celtejo Empresa de Celulose do Tejo, S.A.
  • Celulose do Caima, S.G.P.S., S.A.
  • Cofihold, S.G.P.S., S.A. (a)
  • F. Ramada Participações, S.G.P.S., S.A. (a)
  • F. Ramada Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas de Armazenagem, S.A.
  • F. Ramada II Imobiliária, S.A.
  • F. Ramada Serviços de Gestão, Lda.
  • F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A.
  • Prestimo Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
  • (a) sociedades que, em 31 de Dezembro de 2006, não podem ser consideradas como fazendo parte do grupo Altri, SGPS, S.A.

Domingos José Vieira de Matos

É licenciado em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, tendo iniciado actividades de gestão em 1978.

As outras empresas onde desempenha funções de administração são:

  • Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Caima Indústria de Celulose, S.A.
  • Celbi Celulose da Beira Industrial, S.A.
  • Celulose do Caima, S.G.P.S., S.A.
  • Cofihold, S.G.P.S., S.A. (a)
  • F. Ramada Participações, S.G.P.S., S.A.
  • F. Ramada Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas de Armazenagem, S.A. (a)
  • F. Ramada II Imobiliária, S.A. (a)
  • F. Ramada Serviços de Gestão, Lda. (a)
  • F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A. (a)
  • Jardins de França Empreendimentos Imobiliários, S.A. (a)
  • Prestimo Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
  • Silvicaima Sociedade Silvícola Caima, S.A.

  • Universal Afir Aços, Máquinas e Ferramentas, S.A.

  • (a) sociedades que, em 31 de Dezembro de 2006, não podem ser consideradas como fazendo parte do grupo Altri, SGPS, S.A.

Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira

É licenciado em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, e iniciou a sua carreira em 1988 como director comercial.

As outras empresas onde desempenha funções de administração são:

  • Cofina, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Cofihold, S.G.P.S., S.A. (a)
  • F. Ramada Participações, S.G.P.S., S.A. (a)
  • F. Ramada Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas de Armazenagem, S.A.
  • F. Ramada II Imobiliária, S.A.
  • F. Ramada Serviços de Gestão, Lda.
  • F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A.
  • Prestimo Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
  • Silvicaima Sociedade Silvícola Caima, S.A.
  • Universal Afir Aços, Máquinas e Ferramentas, S.A.
  • (a) sociedades que, em 31 de Dezembro de 2006, não podem ser consideradas como fazendo parte do grupo Altri, SGPS, S.A.
    1. Comissão Executiva

Não existe qualquer Comissão Executiva com competências em matéria de gestão. As decisões de gestão são tomadas directamente pelo Conselho de Administração, no desenrolar normal das suas funções, pelo que se considera ser a constituição de uma comissão deste tipo desnecessária ao bom funcionamento da sociedade e à protecção dos interesses dos investidores.

3. Controlo exercido pelo Conselho de Administração

Competem ao Conselho de Administração os mais amplos poderes de gestão e representação da sociedade e a realização de todas as operações relativas à execução do objecto social, nomeadamente:

  • Adquirir, alienar e onerar quaisquer bens móveis, designadamente veículos automóveis e, observados os limites legais, imóveis;
  • Adquirir participações sociais noutras sociedades;
  • Alienar participações sociais noutras sociedades;
  • Tomar e dar de locação quaisquer bens móveis e imóveis;
  • Constituir mandatários ou procuradores para a prática de determinados actos ou categorias de actos, definindo a extensão dos respectivos mandatos;
  • Representar a sociedade em juízo e fora dele activa e passivamente, propor e fazer seguir acções judiciais, confessá-las e nelas desistir da instância ou do pedido e transigir, bem como, comprometer-se em árbitros.

Não existe limitação quanto ao número máximo de cargos acumuláveis pelos administradores em órgãos de administração de outras sociedades, tentando os membros do Conselho de Administração da Altri fazer parte das administrações das

empresas participadas mais relevantes do grupo, de forma a permitir um mais próximo acompanhamento das suas actividades.

O Conselho de Administração reúne regularmente, sendo as suas deliberações válidas apenas quando esteja presente a maioria dos seus membros. Durante o ano de 2006 o Conselho de Administração da Sociedade reuniu 12 vezes, estando as correspondentes actas registadas no livro de actas do Conselho de Administração. Relativamente às reuniões dos Conselhos de Administração das sociedades participadas dos quais os administradores da Altri também fazem parte, estas ocorrem com a periodicidade necessária ao adequado acompanhamento das suas operações.

4. Politica de remunerações

Os membros do Conselho de Administração não auferem qualquer remuneração pela Sociedade sendo remunerados directamente pelas restantes sociedades do Grupo Altri onde exercem funções de administração. A remuneração dos membros do Conselho de Administração não está directamente dependente da evolução da cotação das acções da Sociedade.

Não se encontra definida nenhuma política de compensações a atribuir aos membros do Conselho de Administração em caso de destituição ou cessação antecipada de contrato.

5. Remuneração dos membros do Conselho de Administração

As remunerações auferidas pelos membros do Conselho de Administração da Altri durante o exercício de 2006, no exercício das suas funções em empresas do grupo foram como segue:

Remuneração fixa 828.000
Remuneração variável 907.400
-------------
1.735.400
======

A remuneração variável atribuída resulta do desempenho das sociedades que compõem o Grupo, sendo os critérios da sua atribuição antecipadamente definidos.

Não existem:

  • planos ou sistemas de incentivos relacionados com a atribuição de acções aos membros do Conselho de Administração;
  • indemnizações pagas ou devidas a ex-administradores relativamente à cessão de funções durante o exercício;
  • regimes complementares de pensões ou de reforma antecipada para os administradores;
  • benefícios não pecuniários considerados como remuneração.
    1. Política de comunicação de irregularidades ocorridas na Sociedade

Tendo em consideração a proximidade dos membros do Conselho de Administração relativamente às actividades correntes das diversas empresas do Grupo, os colaboradores do grupo, não existe formalmente um modelo de comunicação de irregularidades internas, sendo que esta proximidade permite que sempre que são

detectadas irregularidades, são prontamente comunicadas aos administradores que asseguram a implementação de procedimento que visam lidar de modo eficaz e justo com as eventuais irregularidades relatadas.

DISPOSIÇÕES LEGAIS

Acções próprias

Nos termos e para os efeitos do disposto no art. 66º do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que em 31 de Dezembro de 2006 a Altri não detinha acções próprias não tendo adquirido ou alienado acções próprias durante o exercício.

Acções detidas pelos órgãos sociais da Altri

Nos termos e para os efeitos do disposto no art. 447º do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que, em 31 de Dezembro de 2006 os administradores da Sociedade detinham as seguintes acções:

Nome Nº de acções detidas
Paulo Jorge dos Santos Fernandes 3.085.746
João Manuel Matos Borges de Oliveira 2.290.000
Pedro Macedo Pinto de Mendonça 852.500
Domingos José Vieira de Matos 3.469.716
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira 2.290.000

Durante o exercício de 2006, o administrador Paulo Jorge dos Santos Fernandes procedeu à alienação de 100.000 acções da Altri, em 8 de Maio de 2006, tendo recebido a contrapartida de 232.467 euros.

Em 31 de Dezembro de 2006, o Fiscal Único e os membros da Mesa da Assembleia Geral não possuíam acções representativas do capital social da Altri, com excepção da primeira secretária, Ana Rebelo Mendonça Fernandes, que possuía 6.369.340 acções da sociedade.

Participação no Capital da Sociedade

Nos termos e para os efeitos do disposto nos Artigos 16º e 20º do Código de Valores Mobiliários e no Artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que as sociedades e/ou pessoas singulares que têm uma participação social qualificada que ultrapasse os 2%, 5%, 10%, 20%, 33% e 50% dos direitos de voto, e de acordo com as notificações recebidas até à data na sede da Sociedade são como segue:

Superior a 2% dos direitos de voto Nº de acções % directa de
detidas direitos de voto
Domingos José Vieira de Matos 3.469.716 3,38%
Paulo Jorge dos Santos Fernandes 3.085.746 3,01%
João Manuel Matos Borges de Oliveira 2.290.000 2,23%
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira 2.290.000 2,23%
Millennium bcp – Gestão de Fundos de Investimentos, S.A. 2.202.153 2,15%
J.P. Morgan Chase & Co. 2.094.052 2,04%
Superior a 5% dos direitos de voto Nº de acções
detidas
% directa de
direitos de voto
UBS AG – ZURIQUE 10.348.392 10,09%
Ana Rebelo Mendonça Fernandes 6.369.340 6,21%
Superior a 20% dos direitos de voto Nº de acções
detidas
% directa de
direitos de voto
Cofihold, S.G.P.S., S.A.
a) directamente 21.000.000 20,47%
b) indirectamente, através dos seus administradores
Paulo Jorge dos Santos Fernandes 3,01%
João Manuel Matos Borges de Oliveira 2,23%
Pedro Macedo Pinto de Mendonça 0,83%
Domingos José Vieira de Matos 3,38%
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira 2,23%

A Altri não foi notificada de qualquer participação acima de 33% dos direitos de voto.

DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE

Os membros do Conselho de Administração da Altri, S.G.P.S., S.A. declaram assumir a responsabilidade pela presente informação e asseguram que os elementos nela inscritos são verídicos e que não existem omissões que sejam do seu conhecimento.

Nos termos do art. 21º do Decreto-Lei 411/91, de 17 de Outubro informamos que não existem dívidas em mora perante o Estado, nomeadamente perante a Segurança Social.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não queremos concluir sem expressar o nosso agradecimento, reconhecendo a dedicação e empenho dos Colaboradores do Grupo Altri. Finalmente, gostaríamos de expressar a nossa gratidão pela colaboração prestada pelos restantes Órgãos Sociais, a qual é extensiva às Instituições Bancárias que connosco se relacionaram.

Porto, 12 de Março de 2007

O Conselho de Administração

Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Presidente

João Manuel Matos Borges de Oliveira

Pedro Macedo Pinto de Mendonça

Domingos José Vieira de Matos

Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira

ALTRI, SGPS, S.A.

BALANÇOS CONSOLIDADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006 E 2005

(Montantes expressos em Euros)

ACTIVO Notas 31.12.2006 31.12.2005
ACTIVOS NÃO CORRENTES:
Activos biológicos 9 55.324.771 21.673.658
Imobilizações corpóreas 6 245.092.772 124.744.084
Diferenças de consolidação 7 266.875.965 14.339.391
Imobilizações incorpóreas 8 667.898 482.183
Investimentos em empresas associadas 4 7.750.614 -
Instrumentos financeiros detidos até à maturidade 15.000 -
Investimentos disponíveis para venda 4 1.190.072 2.855.017
Outros activos não correntes 345.463 117.767
Activos por impostos diferidos 10 8.992.788 5.931.984
Total de activos não correntes 586.255.343 170.144.084
ACTIVOS CORRENTES:
Existências 9 55.408.732 42.814.930
Clientes 11 81.381.318 54.137.161
Outras dívidas de terceiros 12 21.189.534 9.041.543
Outros activos correntes 13 4.207.931 668.639
Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados 4 2.829.120 7.905.963
Caixa e equivalentes de caixa 14 22.652.129 5.412.270
Total de activos correntes 187.668.764 119.980.506
Total do activo 773.924.107 290.124.590
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO 31.12.2006 31.12.2005
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital social 15 25.641.459 25.641.459
Reserva legal 182.597 -
Outras reservas 39.041.091 34.688.170
Resultado líquido consolidado do exercício 20.843.789 10.415.229
Total do capital próprio atribuível aos accionistas da Empresa-Mãe 85.708.936 70.744.858
Interesses minoritários 290.356 1.778.485
Total do capital próprio 85.999.292 72.523.343
PASSIVO:
PASSIVO NÃO CORRENTE:
Empréstimos bancários 16 426.886.102 57.307.614
Outros empréstimos 16 35.349.336 12.130.487
Outros credores não correntes 18 25.298.862 26.074.979
Outros passivos não correntes 19 1.624.859 2.358.877
Passivos por impostos diferidos 10 1.167.417 1.009.067
Provisões 17 4.270.534 150.637
Total de passivos não correntes 494.597.110 99.031.661
PASSIVO CORRENTE:
Empréstimos bancários 16 31.426.012 13.429.544
Outros empréstimos - parcela de curto prazo 16 57.364.786 47.004.219
Fornecedores 37.058.311 31.398.153
Outras dívidas a terceiros 20 35.330.550 14.090.940
Outros passivos correntes 21 26.817.538 12.646.730
Instrumentos derivados 26 5.330.508 -
Total de passivos correntes 193.327.705 118.569.586
Total do passivo e capital próprio 773.924.107 290.124.590

O anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.

ALTRI, SGPS, S.A.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS RESULTADOS POR NATUREZAS PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006 E PARA O PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE 1 DE MARÇO DE 2005 (DATA DE CONSTITUIÇÃO DA EMPRESA) E 31 DE DEZEMBRO DE 2005

(Montantes expressos em Euros)

Notas 31.12.2006 31.12.2005
Proveitos operacionais
Vendas 28 278.605.285 142.875.744
Prestações de serviços 28 7.086.030 5.429.739
Outros proveitos operacionais 9.844.107 3.228.399
Total de proveitos operacionais 295.535.422 151.533.882
Custos operacionais
Custo das vendas 9 108.431.532 59.778.513
Fornecimento de serviços externos 74.788.295 39.163.764
Custos com o pessoal 40.845.703 21.266.616
Amortizações e depreciações 6 e 8 19.497.642 10.390.493
Provisões e perdas por imparidade 17 3.587.346 935.797
Outros custos operacionais 4.722.442 1.972.151
Total de custos operacionais 251.872.960 133.507.334
Resultados operacionais 28 43.662.462 18.026.548
Resultados relativos a empresas associadas 22 284.368 -
Resultados relativos a outros investimentos 22 (2.765.452) 922.037
Custos financeiros 22 (16.692.411) (4.420.688)
Proveitos financeiros 22 2.172.361 265.846
Resultado antes de impostos 26.661.328 14.793.743
Impostos sobre o rendimento 10 (5.552.515) (4.226.483)
Resultado depois de impostos 21.108.813 10.567.260
Atribuível a:
Detentores de capital próprio da empresa-mãe 27 20.843.789 10.415.229
Interesses minoritários 265.024 152.031
Resultados por acção:
Básico 27 0,24 0,12
Diluído 27 0,24 0,12

O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada dos resultados.

O Conselho de Administração

ALTRI, S.G.P.S., S.A.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006 E PARA O PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE 1 DE MARÇO DE 2005 (DATA DE CONSTITUIÇÃO DA EMPRESA) E 31 DE DEZEMBRO DE 2005 (Montantes expressos em Euros)

Atribuível aos accionistas da Empresa-Mãe Capital social Reserva legal Outras reservas Resultado líquido Total Interesses minoritários Total do capital próprio Notas Reserva de cobertura Reserva de conversão Outras Constituição da Empresa (1 de Março de 2005) 25.641.459 - 792.463 (225.189) 34.869.504 - 61.078.237 1.040.788 62.119.025 Variação nas reservas: Reservas de conversão - - - 45.736 - - 45.736 - 45.736 Reservas de cobertura - - (792.463) - - - (792.463) - (792.463) Outras variações ---- (1.881) - (1.881) - (1.881) Aquisição de participação na Celulose do Caima, SGPS, S.A. - - - - - - - (1.040.788) (1.040.788) Aquisição de participação na Celtejo - Empresa de Celulose do Tejo, S.A. ------ - 1.626.454 1.626.454 Resultado consolidado líquido do exercício findo em 31 de Dezembro de 2005 ----- 10.415.229 10.415.229 152.031 10.567.260 Saldo em 31 de Dezembro de 2005 25.641.459 - - (179.453) 34.867.623 10.415.229 70.744.858 1.778.485 72.523.343 Saldo em 1 de Janeiro de 2006 25.641.459 - - (179.453) 34.867.623 10.415.229 70.744.858 1.778.485 72.523.343 Aplicação do resultado consolidado de 2005: Transferência para reserva legal e resultados transitados - 182.597 - - 7.668.486 (7.851.083) - - - Dividendos distribuídos 30 ---- (2.564.146) (2.564.146) - (2.564.146) Variação nas reservas: Reservas de conversão - - - 38.204 - - 38.204 - 38.204 Reservas de cobertura (3.377.780) - (3.377.780) (3.377.780) Outras variações - - (18.515) - 42.526 - 24.011 24.935 48.946 Aquisição de participação adicional na Celtejo - Empresa de Celulose do Tejo, S.A. 4 e 5 - - - - - - - (1.778.088) (1.778.088) Resultado líquido consolidado do exercício findo em 31 de Dezembro de 2006 ----- 20.843.789 20.843.789 265.024 21.108.813 Saldo em 31 de Dezembro de 2006 25.641.459 182.597 (3.396.295) (141.249) 42.578.635 20.843.789 85.708.936 290.356 85.999.292

O anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.

O Conselho de Administração

ALTRI , SGPS, S.A.

DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O PERÍODO PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE 1 DE MARÇO DE 2005 (DATA DE CONSTITUIÇÃO DA EMPRESA) E 31 DE DEZEMBRO DE 2005 E PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006

(Montantes expressos em Euros)

Notas 2006 2005
Actividades operacionais:
Recebimentos de clientes 283.196.549 130.464.669
Pagamentos a fornecedores (188.364.216) (82.486.693)
Pagamentos ao pessoal (39.637.122) (17.443.405)
Outros recebimentos/pagamentos relativos à actividade operacional (15.616.955) (11.056.134)
Impostos sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas 3.402.671 42.980.927 (1.159.705) 18.318.732
Fluxos gerados pelas actividades operacionais (1) 42.980.927 18.318.732
Actividades de investimento:
Recebimentos provenientes de:
Investimentos financeiros 1 13.262.718 5.995.210
Imobilizações corpóreas 543.999 2.318.809
Subsidios ao investimento 52.980 907.049
Juros e proveitos similares 1.197.952 15.057.649 287.344 9.508.412
Pagamentos relativos a:
Investimentos financeiros 1 (442.344.938) (53.345.115)
Imobilizações incorpóreas (338.893) (305.442)
Imobilizações corpóreas (29.737.436) (14.434.213)
Empréstimos concedidos (3.500.000) -
Activos biológicos (3.413.694) (479.334.961) (2.440.591) (70.525.361)
Fluxos gerados pelas actividades de investimento (2) (464.277.312) (61.016.949)
Actividades de financiamento:
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos 563.639.805 563.639.805 203.121.018 203.121.018
Pagamentos respeitantes a:
Amortização de contratos de locação financeira (1.003.306) (673.159)
Juros e custos similares (11.168.931) (3.101.326)
Dividendos distribuídos (2.564.146) -
Empréstimos obtidos (123.067.675) (137.804.058) (116.049.008) (119.823.493)
Fluxos gerados pelas actividades de financiamento (3) 425.835.747 83.297.525
Caixa e seus equivalentes no início do exercício (a) 2 3.007.363 (39.567.682)
Efeito de variação de perímetro 1 6.384.554 1.975.737
Variação de caixa e seus equivalentes: (1)+(2)+(3) 4.539.362 40.599.308
Caixa e seus equivalentes no fim do exercício 2 13.931.279 3.007.363

(a) Saldo inicial de 2005 transferido por cisão da Cofina, SGPS, S.A. (Nota Introdutória)

O Anexo faz parte integrante da demonstração consolidada de fluxos de caixa.

O Conselho de Administração

ALTRI, S.G.P.S., S.A. ANEXO À DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DE FLUXOS DE CAIXA PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006

(Montantes expressos em Euros)

1. PAGAMENTOS E RECEBIMENTOS RELATIVOS A INVESTIMENTOS FINANCEIROS

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2006 os pagamentos e recebimentos relativos a investimentos financeiros foram os seguintes:

Aquisições Valor da Valor
transacção pago/cobrado
Celbi – Celulose da Beira Industrial, S.A. 430.564.591 430.564.591
EDP Bioeléctrica, S.A. 7.442.843 7.442.843
Celtejo – Empresa de Celulose do Tejo, S.A. 1.778.088 1.778.088
Títulos detidos para negociação 2.534.420 2.534.420
Outros 24.996 24.996
----------------- -----------------
442.344.938 442.344.938
========== ==========
Alienações
Títulos detidos para negociação 7.776.168 7.776.168
Títulos disponíveis para venda 5.486.550 5.486.550
---------------- ---------------
13.262.718 13.262.718
========= =========

O valor de Caixa e seus equivalentes adquirido durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2006, através da aquisição da Celbi – Celulose da Beira Industrial, S.A. ascendeu a 6.384.554 Euros.

2. DISCRIMINAÇÃO DOS COMPONENTES DE CAIXA E SEUS EQUIVALENTES

A discriminação de caixa e seus equivalentes constantes da demonstração dos fluxos de caixa para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2006 e 2005 e a reconciliação entre esse valor e o montante de "Caixa e seus equivalentes" constante do balanço nessa data é como segue:

31.12.2006 31.12.2005
Caixa 232.606 44.383
Depósitos à ordem 22.419.523 5.367.887
22.652.129 5.412.270
Descobertos bancários ( 8.720.850) ( 2.404.907)
13.931.279 3.007.363

(Montantes expressos em Euros)

1. NOTA INTRODUTÓRIA

A Altri, SGPS, S.A. ("Altri" ou "Empresa") é uma sociedade anónima constituída em 1 de Março de 2005, com sede na Rua General Norton de Matos, 68, r/c no Porto e que tem como actividade principal a gestão de participações sociais, sendo as suas acções cotadas na Euronext Lisbon.

A Altri foi constituída no âmbito do projecto de reestruturação da Cofina, SGPS, S.A. através da cisão representativa de 97,23% da participação social detida por aquela sociedade na Celulose do Caima, SGPS, S.A., na modalidade de cisão-simples prevista na alínea a) do n.º 1 do art. 118º do Código das Sociedades Comerciais. A data relevante para produção de efeitos contabilísticos e jurídicos da referida cisão foi 1 de Março de 2005.

As acções representativas do capital social da Altri, SGPS, S.A. foram atribuídas aos accionistas da Cofina, SGPS, S.A. na relação de uma acção representativa do capital social da Altri, SGPS, S.A. por cada acção da Cofina, SGPS, S.A. detida, tendo sido admitidas à negociação no mercado de cotações oficiais gerido pela Euronext Lisbon no dia 1 de Março de 2005.

Actualmente a Altri dedica-se à gestão de participações sociais essencialmente na área industrial, sendo a empresa-mãe do grupo de empresas indicado na Nota 4 e designado por Grupo Altri. As principais áreas de actuação do Grupo são:

  • a) produção de pasta de papel e papel, através das unidades operacionais dos Grupos Celbi, Celtejo e Caima;
  • b) comercialização de aço e sistemas de armazenagem, através do Grupo F. Ramada.

As demonstrações financeiras consolidadas do Grupo Altri são apresentadas em Euros, sendo esta a divisa utilizada pelo Grupo nas suas operações e como tal considerada a moeda funcional. As operações das sociedades estrangeiras cuja moeda funcional não seja o Euro são incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas de acordo com a política estabelecida na Nota 2.2.d).

2. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS

As principais políticas contabilísticas adoptadas na preparação das demonstrações financeiras consolidadas são como segue:

2.1 BASES DE APRESENTAÇÃO

As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação (Nota 4) ajustados de modo a reflectir os princípios de mensuração e reconhecimento das Normas Internacionais de Relato Financeiro ("International Financial Reporting Standards – IFRS" – anteriormente designadas "Normas Internacionais de Contabilidade – IAS") emitidas pelo International Accounting Standards Board ("IASB") em vigor em 1 de Janeiro de 2006 tal como adoptadas pela União Europeia no pressuposto da continuidade das operações e tomando por base o custo histórico, excepto para alguns instrumentos financeiros que se encontram registados ao justo valor (Nota 2.3.k)).

As demonstrações financeiras intercalares são apresentadas trimestralmente de acordo com as normas e formato impostos pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Em 31 de Dezembro de 2006 encontrava-se já emitida a IFRS 7 – "Instrumentos financeiros", sendo a sua aplicação obrigatória para os exercícios com início em ou após 1 de Janeiro de 2007. Esta não foi adoptada antecipadamente pelo Grupo Altri, sendo que a sua aplicação apenas resultaria num acréscimo das divulgações efectuadas.

(Montantes expressos em Euros)

2.2 PRINCÍPIOS DE CONSOLIDAÇÃO

Os princípios de consolidação adoptados pelo Grupo Altri na preparação das suas demonstrações financeiras consolidadas são os seguintes:

a) Investimentos financeiros em empresas do Grupo

As participações financeiras em empresas nas quais o Grupo Altri detenha, directa ou indirectamente, mais de 50% dos direitos de voto em Assembleia Geral de Accionistas ou detenha o poder de controlar as suas políticas financeiras e operacionais (definição de controlo utilizada pelo Grupo), são incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas pelo método de consolidação integral. O capital próprio e o resultado líquido destas empresas correspondente à participação de terceiros nas mesmas são apresentados separadamente no balanço consolidado e na demonstração dos resultados consolidada nas rubricas "Interesses minoritários". As empresas incluídas nas demonstrações financeiras pelo método de consolidação integral encontram-se detalhadas na Nota 4.

Quando os prejuízos atribuíveis aos accionistas minoritários excedem o interesse minoritário no capital próprio da filial, o Grupo absorve esse excesso e quaisquer prejuízos adicionais, excepto quando os accionistas minoritários tenham a obrigação e sejam capazes de cobrir esses prejuízos. Se a filial subsequentemente reportar lucros, o Grupo apropria todos os lucros até que a parte minoritária dos prejuízos absorvidos pelo Grupo tenha sido recuperada.

Nas concentrações empresariais, os activos e passivos de cada filial são identificados ao seu justo valor na data de aquisição conforme estabelecido pelo IFRS 3 – "Concentrações de actividades empresariais". Qualquer excesso do custo de aquisição face ao justo valor dos activos e passivos líquidos adquiridos é reconhecido como diferença de consolidação positiva. Caso o diferencial entre o custo de aquisição e o justo valor de activos e passivos líquidos adquiridos seja negativo, o mesmo é reconhecido como proveito do exercício após reconfirmação do justo valor atribuído. Os interesses de accionistas minoritários são apresentados pela respectiva proporção do justo valor dos activos e passivos identificados.

Os resultados das filiais adquiridas ou vendidas durante o exercício estão incluídos nas demonstrações de resultados desde a data da sua aquisição ou até à data da sua venda, respectivamente.

Sempre que necessário, são efectuados ajustamentos às demonstrações financeiras das filiais para adequar as suas políticas contabilísticas às usadas pelo Grupo. As transacções, os saldos e os dividendos distribuídos entre empresas do Grupo são eliminados no processo de consolidação.

Nas situações em que o Grupo detenha, em substância, o controlo de outras entidades criadas com um fim específico ("Special Purpose Entities" – SPE's), ainda que não possua participações de capital directamente ou indirectamente nessas entidades, as mesmas são consolidadas pelo método de consolidação integral.

b) Investimentos financeiros em empresas associadas

Os investimentos financeiros em empresas associadas (entendendo o Grupo como tal as empresas onde exerce uma influência significativa mas em que não detém o controlo ou o controlo conjunto das mesmas através da participação nas decisões financeiras e operacionais da empresa - geralmente investimentos representando entre 20% a 50% do capital de uma empresa) são registados pelo método da equivalência patrimonial.

De acordo com o método da equivalência patrimonial, os investimentos financeiros em empresas associadas são inicialmente contabilizados pelo custo de aquisição, o qual é acrescido ou reduzido do valor correspondente à proporção dos capitais próprios dessas empresas, reportados à data de aquisição ou da primeira aplicação do método da equivalência patrimonial. As participações financeiras são posteriormente ajustadas anualmente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos das associadas por contrapartida de ganhos ou perdas do exercício. Adicionalmente, os dividendos destas empresas são registados como uma diminuição do valor do investimento, e a parte proporcional nas variações dos capitais próprios é registada como uma variação do capital próprio do Grupo.

As diferenças entre o custo de aquisição e o justo valor dos activos e passivos identificáveis da associada na data de aquisição, se positivas, são reconhecidas como diferenças de consolidação e mantidas no valor da rubrica "Investimentos em empresas associadas". Se essas diferenças forem negativas, após

(Montantes expressos em Euros)

reconfirmação do justo valor atribuído, são registadas como proveito do exercício na rubrica "Resultados relativos a empresas associadas".

É efectuada uma avaliação dos investimentos em associadas quando existem indícios de que o activo possa estar em imparidade, sendo registadas como custo as perdas por imparidade que se demonstrem existir. Quando as perdas por imparidade reconhecidas em exercícios anteriores deixam de existir são objecto de reversão.

Quando a proporção do Grupo nos prejuízos acumulados da associada excede o valor pelo qual o investimento se encontra registado, o investimento é reportado por valor nulo, excepto quando o Grupo tenha assumido compromissos para com a associada, registando nesses casos uma provisão para fazer face a essas obrigações.

Os ganhos não realizados em transacções com empresas associadas são eliminados proporcionalmente ao interesse do Grupo na associada por contrapartida do investimento nessa mesma associada. As perdas não realizadas são similarmente eliminadas, mas somente até ao ponto em que a perda não evidencie que o activo transferido esteja em situação de imparidade.

c) Diferenças de consolidação

Nas concentrações de actividades empresariais, as diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em empresas do Grupo e associadas e o justo valor dos activos e passivos identificáveis dessas empresas à data da sua aquisição, se positivas, são registadas na rubrica do activo "Diferenças de consolidação" ou mantidas na rubrica "Investimentos em empresas associadas", consoante se refiram a empresas do Grupo ou a empresas associadas. As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em filiais sedeadas no estrangeiro e o justo valor dos activos e passivos identificáveis dessas filiais à data da sua aquisição, encontram-se registadas na moeda funcional dessas filiais, sendo convertidas para a moeda de reporte do Grupo (Euro) à taxa de câmbio em vigor na data de balanço. As diferenças cambiais geradas nessa conversão são registadas na rubrica de capitais próprios "Reserva de conversão".

As diferenças de consolidação transferidas por cisão (Nota Introdutória) originadas em aquisições anteriores a 1 de Janeiro de 2004 foram mantidas pelos valores apresentados de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal a essa data, e objecto de testes de imparidade, sendo os impactos desses ajustamentos registados na rubrica "Outras reservas", em conformidade com as disposições constantes da IFRS 1 – "Adopção pela primeira vez das IFRS". No caso de filiais estrangeiras, as diferenças de consolidação foram reexpressas na moeda funcional de cada filial, retrospectivamente.

O valor das diferenças de consolidação não é amortizado, sendo testado anualmente para verificar se existem perdas por imparidade. As perdas por imparidade das diferenças de consolidação constatadas no exercício são registadas na demonstração de resultados do exercício na rubrica "Provisões e perdas por imparidade". As perdas por imparidade relativas a diferenças de consolidação não são revertidas.

As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em empresas do Grupo e associadas e o justo valor dos activos e passivos identificáveis dessas empresas à data da sua aquisição, se negativas, são reconhecidas como proveito na data de aquisição, após reconfirmação do justo valor dos activos e passivos identificáveis.

O Grupo testa anualmente a existência de imparidade das diferenças de consolidação. Os valores recuperáveis das unidades geradoras de fluxos de caixa são determinados com base no cálculo dos valores de uso. Estes cálculos exigem o uso de pressupostos que são efectuados com base em estimativas de circunstâncias futuras cuja ocorrência poderá vir a ser diferente da estimada.

(Montantes expressos em Euros)

d) Conversão de demonstrações financeiras de filiais expressas em moeda estrangeira

Os activos e passivos das demonstrações financeiras de entidades estrangeiras incluídas na consolidação são convertidos para Euros utilizando as taxas de câmbio à data do balanço e os custos e proveitos bem como os fluxos de caixa são convertidos para Euros utilizando a taxa de câmbio média verificada no exercício. A diferença cambial resultante é registada na rubrica de capitais próprios "Reservas de conversão".

O valor das diferenças de consolidação e ajustamentos de justo valor resultantes da aquisição de entidades estrangeiras são tratados como activos e passivos dessa entidade e transpostos para Euros de acordo com a taxa de câmbio em vigor no final do exercício.

Sempre que uma entidade estrangeira é alienada, a diferença cambial acumulada é reconhecida na demonstração de resultados como um ganho ou perda na alienação.

A cotação utilizada na conversão para Euros das contas das filiais e empresas associadas estrangeiras incluídas nas demonstrações financeiras anexas foi a seguinte:

Libra esterlina
Câmbio final Câmbio médio
31.12.2006 1,48482 1,46686
31.12.2005 1,45922 1,46265

2.3 PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS

Os principais critérios valorimétricos usados pelo Grupo Altri na preparação das suas demonstrações financeiras consolidadas, são os seguintes:

a) Imobilizações incorpóreas

As imobilizações incorpóreas encontram-se registadas ao custo de aquisição, deduzido das amortizações e das perdas por imparidade acumuladas. As imobilizações incorpóreas só são reconhecidas se for provável que delas advenham benefícios económicos futuros para o Grupo, sejam controláveis pelo Grupo e se possa medir razoavelmente o seu valor.

As despesas de desenvolvimento para as quais o Grupo demonstre capacidade para completar o seu desenvolvimento e iniciar a sua comercialização e/ou uso e relativamente às quais seja provável que o activo criado venha a gerar benefícios económicos futuros, são capitalizadas. As despesas de desenvolvimento que não cumpram estes critérios são registadas como custo no período em que são incorridas.

Os custos internos associados à manutenção e ao desenvolvimento de software são registados como custos na demonstração de resultados quando incorridos, excepto na situação em que estes custos estejam directamente associados a projectos para os quais seja provável a geração de benefícios económicos futuros para o Grupo. Nestas situações os custos são capitalizados como activos incorpóreos.

As amortizações são calculadas, após o início de utilização dos bens, pelo método das quotas constantes em conformidade com o período de vida útil estimado (genericamente 3 a 5 anos).

b) Imobilizações corpóreas

As imobilizações corpóreas adquiridas até 1 de Janeiro de 2004 (data de transição para IFRS) e transferidas para o Grupo Altri por cisão (Nota Introdutória), encontram-se registadas ao seu "deemed cost", o qual corresponde ao custo de aquisição, ou custo de aquisição reavaliado de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal até àquela data, deduzido das amortizações acumuladas e de perdas por imparidade.

As imobilizações adquiridas após aquela data encontram-se registadas ao custo de aquisição, deduzido das correspondentes amortizações e das perdas por imparidade acumuladas.

(Montantes expressos em Euros)

As amortizações são calculadas, após o início de utilização dos bens, pelo método das quotas constantes em conformidade com o período de vida útil estimado para cada grupo de bens.

As taxas de amortização utilizadas correspondem aos seguintes períodos de vida útil estimada:

Anos
Terrenos e recursos naturais 20 a 50
Edifícios e outras construções 10 a 50
Equipamento básico 2 a 15
Equipamento de transporte 2 a 10
Ferramentas e utensílios 4 a 14
Equipamento administrativo 2 a 10
Outras imobilizações corpóreas 3 a 10

As despesas de conservação e reparação que não aumentem a vida útil dos activos nem resultem em benfeitorias ou melhorias significativas nos elementos das imobilizações corpóreas são registadas como custo do exercício em que incorridas.

As imobilizações em curso representam imobilizado ainda em fase de construção, encontrando-se registadas ao custo de aquisição deduzido de eventuais perdas de imparidade. Estas imobilizações são amortizadas a partir do momento em que os activos subjacentes estejam concluídos ou em estado de uso.

As mais ou menos valias resultantes da venda ou abate do imobilizado corpóreo são determinadas como a diferença entre o preço de venda e o valor líquido contabilístico na data de alienação ou abate, sendo registadas na demonstração dos resultados nas rubricas "Outros proveitos operacionais" ou "Outros custos operacionais".

c) Locação financeira e aluguer de longa duração

Os activos imobilizados adquiridos mediante contratos de locação financeira bem como as correspondentes responsabilidades são contabilizados pelo método financeiro. De acordo com este método, o custo do activo é registado no imobilizado corpóreo, a correspondente responsabilidade é registada no passivo e os juros incluídos no valor das rendas e a amortização do activo, calculada conforme descrito na Nota 2.3.b), são registados como custos na demonstração dos resultados do período a que respeitam.

As rendas de aluguer de longa duração referentes a bens adquiridos neste regime são reconhecidas como custo na demonstração dos resultados do exercício a que respeitam.

A classificação das locações financeiras ou operacionais é realizada em função da substância dos contratos em causa e não da sua forma.

d) Subsídios governamentais ou de outras entidades públicas

Os subsídios recebidos no âmbito de programas de formação profissional ou subsídios à exploração, são registados na rubrica "Outros proveitos operacionais" da demonstração consolidada dos resultados do exercício em que são obtidos, independentemente da data do seu recebimento.

Os subsídios atribuídos a fundo perdido para financiamento de imobilizações corpóreas são registados no balanço como "Outros passivos correntes" e "Outros passivos não correntes" relativamente às parcelas de curto prazo e de médio e longo prazo respectivamente, e reconhecidos na demonstração dos resultados proporcionalmente às amortizações das imobilizações corpóreas subsidiadas.

e) Imparidade dos activos, excepto Diferenças de consolidação

É efectuada uma avaliação de imparidade dos activos do Grupo à data de cada balanço e sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indiquem que o montante pelo qual o activo se encontra registado possa não ser recuperável.

Sempre que o montante pelo qual o activo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade, registada na demonstração dos resultados na rubrica "Provisões e perdas por imparidade".

(Montantes expressos em Euros)

A quantia recuperável é a mais alta entre o preço de venda líquido e do valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do activo, numa transacção entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos custos directamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que são esperados que surjam do uso continuado do activo e da sua alienação no final da sua vida útil. A quantia recuperável é estimada para cada activo, individualmente ou, no caso de não ser possível, para a unidade geradora de fluxos de caixa à qual o activo pertence.

A reversão de perdas por imparidade reconhecidas em exercícios anteriores é registada quando se conclui que as perdas por imparidade reconhecidas anteriormente já não existem ou diminuíram. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida na demonstração dos resultados na rubrica "Outros proveitos operacionais". Esta reversão da perda por imparidade é efectuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de amortização ou depreciação) caso a perda por imparidade não se tivesse registada em exercícios anteriores.

f) Encargos financeiros com empréstimos obtidos

Os encargos financeiros (juros) relacionados com empréstimos obtidos são reconhecidos como custo na demonstração dos resultados do exercício de acordo com o princípio da especialização dos exercícios.

g) Existências

As mercadorias e as matérias-primas, subsidiárias e de consumo são valorizadas ao custo médio de aquisição, deduzido do valor dos descontos de quantidade concedidos pelos fornecedores, o qual é inferior ao respectivo valor de mercado.

Os produtos acabados e semi-acabados, os subprodutos e os produtos e trabalhos em curso são valorizados ao custo de produção, que inclui o custo das matérias-primas incorporadas, mão-de-obra e gastos gerais de fabrico, e que é inferior ao valor de mercado. Dentro desta óptica, a madeira cortada em posse do Grupo encontra-se valorizada ao custo de produção, que inclui os custos incorridos com o corte e "rechega" da madeira, assim como a parte proporcional à área cortada dos custos acumulados de estabelecimento, manutenção e gastos administrativos com estes activos.

As empresas do Grupo procederam ao registo das correspondentes perdas por imparidade para reduzir, quando aplicável, as existências ao seu valor realizável líquido ou preço de mercado.

h) Activos biológicos

As florestas, propriedade das empresas do Grupo encontram-se classificadas na rubrica "Activos biológicos". O custo das florestas adquiridas ou com as plantações efectuadas e os custos incorridos com o seu desenvolvimento, conservação e manutenção são incluídos no valor destas. O custo da madeira é transferido para custo de produção quando a madeira é cortada. Os cortes de madeira própria são valorizados ao custo específico de cada mata atribuído a cada corte, o qual inclui ainda os custos incorridos em cada mata desde o último corte. São reconhecidos como custo do exercício os custos acumulados de plantação, manutenção e gastos administrativos, proporcionais à área cortada nesse exercício.

O Conselho de Administração optou por não registar os activos biológicos ao seu justo valor por entender que, face à natureza dos activos em avaliação, a determinação daquele depende de pressupostos que poderão não ser fiavelmente apurados, e consequentemente o eventual justo valor não seria mensurado com fiabilidade. É, no entanto, convicção do Conselho de Administração, com base em alguns indicadores, que a política seguida de registo dos activos biológicos ao custo de aquisição não resultam diferenças materialmente relevantes face ao seu registo ao justo valor.

i) Provisões

As provisões são reconhecidas quando, e somente quando, o Grupo tenha uma obrigação presente (legal ou implícita) resultante de um evento passado, seja provável que para a resolução dessa obrigação ocorra uma saída de recursos e o montante da obrigação possa ser razoavelmente estimado. As provisões são revistas na data de cada balanço e ajustadas de modo a reflectir a melhor estimativa a essa data.

As provisões para custos de reestruturação são reconhecidas pelo Grupo sempre que exista um plano formal e detalhado de reestruturação e que o mesmo tenha sido comunicado às partes envolvidas.

(Montantes expressos em Euros)

j) Complementos de reforma

Algumas empresas do Grupo assumiram compromissos de conceder aos seus empregados prestações pecuniárias a título de complementos de pensões de reforma por velhice ou invalidez. Para cobrir essas responsabilidades existem os correspondentes fundos de pensões autónomos, cujos encargos anuais, determinados de acordo com cálculos actuariais são registados como custos ou proveitos do exercício, em conformidade com a IAS 19 – "Benefícios dos empregados".

As responsabilidades actuariais são calculadas de acordo com o "Projected Unit Credit Method" utilizando os pressupostos actuariais e financeiros considerados adequados (Nota 24).

k) Instrumentos financeiros

i) Investimentos

Os investimentos detidos pelo Grupo são classificados como segue:

Investimentos detidos até à maturidade, designados como activos financeiros não derivados com pagamentos fixados ou determináveis e maturidade fixada, e relativamente aos quais existe a intenção positiva e a capacidade de deter até à maturidade. Estes investimentos são classificados como Activos não correntes, excepto se o seu vencimento for inferior a 12 meses da data do balanço.

Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados fazem parte de uma carteira de instrumentos financeiros geridos com o objectivo de obtenção de lucros no curto prazo e são classificados como Activos correntes.

Investimentos disponíveis para venda, designados como todos os restantes investimentos que não sejam considerados como detidos até à maturidade ou mensurados ao justo valor através de resultados, sendo classificados como Activos não correntes.

Os investimentos são inicialmente registados pelo seu valor de aquisição, que é o justo valor do preço pago; no caso dos investimentos detidos até ao vencimento e investimentos disponíveis para venda são incluídas no valor do activo as despesas de transacção.

Após o reconhecimento inicial, os investimentos mensurados a justo valor através de resultados e os investimentos disponíveis para venda são reavaliados pelos seus justos valores por referência ao seu valor de mercado à data do balanço, sem qualquer dedução relativa a custos de transacção que possam vir a ocorrer até à sua venda. Os investimentos em instrumentos de capital próprio que não sejam cotados e para os quais não seja possível estimar com fiabilidade o seu justo valor, são mantidos ao custo de aquisição deduzido de eventuais perdas por imparidade. Os investimentos detidos até à maturidade são mensurados pelo custo amortizado usando o método da taxa de juro efectiva.

Os ganhos ou perdas provenientes de uma alteração no justo valor dos investimentos disponíveis para venda são registados no capital próprio, na rubrica de "Reserva de cobertura" incluída na rubrica "Outras Reservas" até o investimento ser vendido ou recebido ou até que o justo valor do investimento se situe abaixo do seu custo de aquisição e que tal corresponda a uma perda por imparidade, momento em que a perda acumulada é transferida para a demonstração dos resultados.

Todas as compras e vendas destes investimentos são reconhecidas à data da assinatura dos respectivos contratos de compra e venda, independentemente da sua data de liquidação financeira.

ii) Dívidas de terceiros

As dívidas de terceiros que não vencem juros são registadas pelo seu valor nominal deduzido de eventuais perdas de imparidade para que as mesmas reflictam o seu valor presente realizável líquido.

(Montantes expressos em Euros)

iii) Empréstimos

Os empréstimos são registados no passivo pelo seu valor nominal deduzido dos custos de transacção que sejam directamente atribuíveis à emissão desses passivos. Os encargos financeiros são calculados de acordo com a taxa de juro efectiva e contabilizados na demonstração dos resultados do período de acordo com o princípio da especialização dos exercícios.

Sempre que existe direito de cumprimento obrigatório de compensar activos e passivos e o Conselho de Administração pretenda liquidar numa base líquida ou realizar o activo e liquidar simultaneamente o passivo, os mesmos são compensados, e apresentados no balanço pelo seu montante líquido.

iv) Contas a pagar

As contas a pagar que não vencem juros são registadas pelo seu valor nominal.

v) Instrumentos derivados

A Altri utiliza instrumentos derivados na gestão dos seus riscos financeiros como forma de garantir a cobertura desses riscos.

Os instrumentos derivados utilizados pelo Grupo definidos como instrumentos de cobertura de fluxos de caixa respeitam fundamentalmente a instrumentos de cobertura de taxa de juro de empréstimos obtidos, bem como de cobertura do preço da pasta de papel. Os indexantes, as convenções de cálculo, as datas de refixação das taxas de juro e os planos de reembolso dos instrumentos de cobertura de taxa de juro são em tudo idênticos às condições estabelecidas para os empréstimos subjacentes contratados, pelo que configuram relações perfeitas de cobertura. Os índices de preços aos quais estão indexados os contratos de futuros de cobertura do preço da pasta de papel, são os mais utilizados pelas empresas do Grupo como referencial do preço de venda da sua pasta de papel.

Os critérios utilizados pelo Grupo para classificar os instrumentos derivados como instrumentos de cobertura de fluxos de caixa são os seguintes:

  • espera-se que a cobertura seja altamente eficaz ao conseguir a compensação de alterações nos fluxos de caixa atribuíveis ao risco coberto;
  • a eficácia da cobertura pode ser fiavelmente mensurada;
  • existe adequada documentação sobre a transacção a ser coberta no início da cobertura;
  • a transacção objecto de cobertura é altamente provável.

Os instrumentos de cobertura de taxa de juro são registados pelo seu justo valor. As alterações de justo valor destes instrumentos são reconhecidas em capitais próprios na rubrica "Reservas de cobertura", sendo transferidas para resultados no mesmo período em que o instrumento objecto de cobertura afecta resultados.

A contabilização de cobertura de instrumentos derivados é descontinuada quando o instrumento se vence ou é vendido. Nas situações em que o instrumento derivado deixe de ser qualificado como instrumento de cobertura, as diferenças de justo valor acumuladas até então, que se encontram registadas em capital próprio na rubrica "Reserva de cobertura", são transferidas para resultados do período, ou adicionadas ao valor contabilístico do activo a que as transacções objecto de cobertura deram origem, e as reavaliações subsequentes são registadas directamente nas rubricas da demonstração dos resultados.

Quando existam derivados embutidos em outros instrumentos financeiros ou outros contratos, os mesmos são tratados como derivados separados nas situações em que os riscos e características não estejam intimamente relacionados com os contratos de acolhimento e nas situações em que os contratos não sejam apresentados pelo seu justo valor com os ganhos ou perdas não realizadas registadas na demonstração dos resultados.

Nos casos em que os instrumentos derivados, embora contratados com o objectivo específico de cobertura de riscos financeiros, não se enquadram nos requisitos acima referidos para classificação como instrumentos de cobertura, as variações do justo valor afectam directamente a demonstração de resultados, na rubrica de resultados financeiros.

(Montantes expressos em Euros)

vi) Passivos financeiros e Instrumentos de capital próprio

Os passivos financeiros e os instrumentos de capital próprio são classificados de acordo com a substância contratual da transacção. São considerados instrumentos de capital próprio os que evidenciam um interesse residual nos activos do Grupo após dedução dos passivos, sendo registados pelo valor recebido, líquido dos custos suportados com a sua emissão.

vii) Acções próprias

As acções próprias são contabilizadas pelo seu valor de aquisição como um abatimento ao capital próprio. Os ganhos e perdas inerentes à alienação das acções próprias são registadas na rubrica "Outras reservas".

viii) Letras descontadas e contas a receber cedidas em "factoring"

Os saldos a receber de clientes titulados por letras descontadas e não vencidas e as contas a receber cedidas em "factoring com recurso" à data de cada balanço são reconhecidas no balanço até ao momento do recebimento das mesmas.

As contas a receber cedidas em "factoring sem recurso" são apresentadas no balanço pelo seu valor líquido dos adiantamentos recebidos.

ix) Caixa e equivalentes de caixa

Os montantes incluídos na rubrica "Caixa e equivalentes de caixa" correspondem aos valores de caixa, depósitos bancários, depósitos a prazo e outras aplicações de tesouraria, vencíveis a menos de três meses, e que possam ser imediatamente mobilizáveis sem risco significativo de alteração de valor.

Ao nível da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica "Caixa e equivalentes de caixa" compreende também os descobertos bancários incluídos na rubrica do passivo corrente "Empréstimos bancários".

l) Activos e passivos contingentes

Os passivos contingentes são definidos pela Empresa como (i) obrigações possíveis que surjam de acontecimentos passados e cuja existência somente será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais acontecimentos futuros incertos não totalmente sob o controlo da empresa ou (ii) obrigações presentes que surjam de acontecimentos passados mas que não são reconhecidas porque não é provável que um fluxo de recursos que afecte benefícios económicos seja necessário para liquidar a obrigação ou a quantia da obrigação não pode ser mensurada com suficiente fiabilidade.

Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras do Grupo, sendo os mesmos objecto de divulgação, a menos que a possibilidade de uma saída de fundos afectando benefícios económicos futuros seja remota, caso este em que não são sequer objecto de divulgação.

Os activos contingentes são possíveis activos que surgem de acontecimentos passados e cuja existência somente será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob o controlo da Empresa.

Os activos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras da Empresa mas unicamente objecto de divulgação quando é provável a existência de um benefício económico futuro.

m) Imposto sobre o rendimento

O imposto sobre o rendimento do exercício é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na consolidação e considera a tributação diferida.

O imposto corrente sobre o rendimento é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na consolidação de acordo com as regras fiscais em vigor, considerando o resultado intercalar e a taxa anual efectiva de imposto estimada.

(Montantes expressos em Euros)

Algumas das empresas incluídas no perímetro de consolidação do Grupo Altri pelo método integral são tributadas segundo o regime especial de tributação de grupos de sociedades, de acordo com o art. 63º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas.

Os impostos diferidos são calculados com base no método da responsabilidade do balanço e reflectem as diferenças temporárias entre o montante dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação. Os impostos diferidos activos e passivos são calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação em vigor ou anunciadas para estarem em vigor à data expectável da reversão das diferenças temporárias.

Os activos por impostos diferidos são reconhecidos unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para a sua utilização, ou nas situações em que existam diferenças temporárias tributáveis que compensem as diferenças temporárias dedutíveis no período da sua reversão. No final de cada período é efectuada uma revisão desses impostos diferidos, sendo os mesmos reduzidos sempre que deixe de ser provável a sua utilização futura.

Os impostos diferidos são registados como custo ou proveito do período, excepto se resultarem de valores registados directamente em capital próprio, situação em que o imposto diferido é também registado na mesma rubrica.

n) Rédito e especialização dos exercícios

O rédito proveniente da venda de bens apenas é reconhecido na demonstração dos resultados quando (i) são transferidos para o comprador os riscos e vantagens significativos da propriedade dos bens, (ii) não seja mantido um envolvimento continuado de gestão com grau geralmente associado com a posse ou o controlo efectivo dos bens vendidos, (iii) a quantia do rédito pode ser fiavelmente mensurada, (iv) seja provável que os benefícios económicos associados com as transacções fluam para o Grupo e (v) os custos incorridos ou a serem incorridos referentes à transacção possam ser fiavelmente mensurados. As vendas são reconhecidas líquidas de impostos, descontos e outros custos inerentes à sua concretização, pelo justo valor do montante recebido ou a receber.

As empresas do grupo F. Ramada seguem o procedimento de reconhecer os resultados das obras relacionadas com a actividade de sistemas de armazenagem pelo método da obra acabada. Neste sentido os custos de produção já incorridos nas obras em curso permanecem registados como custos diferidos na rubrica "Outros activos correntes" e "Existências" e a facturação antecipada destas mesmas obras estão registadas como proveitos diferidos na rubrica "Outros passivos correntes".

Os dividendos são reconhecidos como proveitos na demonstração dos resultados do período em que é decidida a sua atribuição.

As restantes receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual estas são reconhecidas à medida em que são geradas independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos incluídas nas rubricas "Outros activos correntes", "Outros passivos correntes", "Outros activos não correntes" e "Outros passivos não correntes".

Os custos e proveitos cujo valor real não seja conhecido são estimados com base na melhor avaliação dos Conselhos de Administração das Empresas do Grupo.

o) Saldos e transacções expressos em moeda estrangeira

Todos os activos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para Euros utilizando as taxas de câmbio oficiais vigentes à data de balanço. As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transacções e as vigentes na data das cobranças, pagamentos ou à data do balanço, foram registadas como proveitos e custos na demonstração dos resultados do exercício.

p) Eventos subsequentes

Os eventos ocorridos após a data do balanço que proporcionem provas ou informações adicionais sobre condições que existiam à data do balanço ("adjusting events") são reflectidos nas demonstrações

(Montantes expressos em Euros)

financeiras do Grupo. Os eventos após a data do balanço que sejam indicativos de condições que surgiram após a data do balanço ("non adjusting events"), quando materiais, são divulgados no anexo às demonstrações financeiras.

q) Informação por segmentos

Em cada exercício são identificados os segmentos relatáveis aplicáveis ao Grupo mais adequados tendo em consideração as actividades desenvolvidas.

A informação relativa ao rédito ao nível dos segmentos de negócio identificados é incluída na Nota 28.

3. ALTERAÇÕES DE POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS E CORRECÇÃO DE ERROS

Não ocorreram durante o período alterações de políticas contabilísticas nem erros materiais relativos a períodos anteriores.

4. INVESTIMENTOS

As empresas incluídas na consolidação pelo método integral, respectivas sedes, proporção do capital detido e actividade desenvolvida em 31 de Dezembro de 2006 são as seguintes:

Percentagem
efectiva de
Denominação social
Sede
participação Actividade
Empresa mãe:
Altri, SGPS, S.A.
Porto
Sociedade gestora de participações sociais
Grupo Caima / Celtejo / Celbi
Lisboa
Celulose do Caima, SGPS, S.A.
100% Sociedade gestora de participações sociais
Constância Produção e comercialização de pasta de
Caima Indústria de Celulose, S.A.
Sul
100% papel
Constância
Silvicaima – Sociedade Silvícola do Caima, S.A.
Sul
100% Exploração silvícola
Caima Energia – Empresa de Gestão e
Constância
Exploração de Energia, S.A.
Sul
100% Produção de energia térmica e eléctrica
Invescaima – Investimentos e Sociedade gestora de participações sociais
Participações, SGPS, S.A.
Lisboa
100%
Inflora – Sociedade de Investimentos
Florestais, S.A.
Lisboa
Vila Velha de
100% Exploração silvícola
Produção e comercialização de pasta de
Celtejo – Empresa de Celulose do Tejo, S.A. (a)
Ródão
99,45% papel
Vila Velha de
CPK – Companhia Produtora de Papel Kraftsack, S.A. (a)
Ródão
99,45% Produção e comercialização de papel
Vila Velha de
Rodão Power, S.A. – Energia e Biomassa do Ródão (a)
Ródão
99,45% Produção de energia térmica e eléctrica
Sosapel – Sociedade Comercial de Sacos de
Vila Velha de
Papel, Lda.
Ródão
79,56% Comercialização de pasta de papel
Figueira da 100% Produção e comercialização de pasta de
Celbi – Celulose da Beira Industrial, S.A. (b)
Foz
papel
Figueira da
Celbinave – Tráfego e Estiva Unipessoal, Lda. (b)
Foz
100% Agenciação e fretamento de navios
Produção de plantas em viveiros e prestação
Viveiros do Furadouro Unipessoal, Lda. (b)
Óbidos
100% de serviços agro-florestais e paisagísticos
Madrid,
Altri, S.L. (c)
Espanha
100% Holding
Grupo Ramada
F. Ramada – Aços e Indústrias, S.A.
Ovar
100% Comercialização de aço
F. Ramada – Produção e Comercialização de Estruturas Produção e comercialização de sistemas de
Metálicas de Armazenagem, S.A.
Ovar
100% armazenagem
F. Ramada II, Imobiliária, S.A.
Ovar
100% Imobiliária
F. Ramada, Serviços de Gestão, Lda.
Ovar
100% Serviços de administração e gestão
Comercialização de sistemas de
BPS – Equipements, S.A.
Paris, França
Bromsgrove,
100% armazenagem
Comercialização de sistemas de
Storax Racking Systems, Ltd.
Reino Unido
100% armazenagem
Comercialização de sistemas de
Storax Benelux
Bélgica
100% armazenagem

(a) – em 2006, o Grupo adquiriu uma participação adicional de 4,45% no capital desta sociedade;

(b) – sociedade adquirida em Agosto de 2006, passando a ser consolidada pelo método de consolidação integral a partir de 1 de Setembro de 2006;

(c) – sociedade constituída durante o segundo semestre de 2006.

(Montantes expressos em Euros)

Estas filiais foram incluídas na consolidação do Grupo Altri pelo método de consolidação integral, conforme indicado na Nota 2.2.a).

As empresas associadas, respectivas sedes, proporção do capital detido e actividade desenvolvida em 31 de Dezembro de 2006 são como segue:

Denominação social Percentagem
efectiva de
participação
Actividade
EDP – Produção Bioeléctrica, S.A. 50% Produção de energia eléctrica

Esta empresa associada foi incluída na consolidação do Grupo Altri pelo método de equivalência patrimonial, conforme indicado na Nota 2.2.b).

O valor de balanço, os capitais próprios e o resultado líquido para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2006 da empresa associada são como segue:

Valor de balanço
Denominação social (a) Capital próprio Resultado líquido
EDP – Produção Bioeléctrica, S.A. 7.750.614 8.052.894 615.541
(a)
– inclui suprimentos concedidos

Os investimentos disponíveis para venda em 31 de Dezembro de 2006 e o seu valor de balanço nessa data, podem ser detalhados como segue:

Denominação social Valor de balanço
Imóveis
Operfoz – Operadores do Porto da Figueira da Foz, Lda.
Outros
929.715
215.047
156.192
1.300.954
Perdas de imparidade acumuladas em investimentos (Nota 17) ( 110.882 )
Valor líquido 1.190.072

O montante incluído na rubrica "Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados" em 31 de Dezembro de 2006 corresponde a investimentos em títulos cotados, os quais se encontram valorizados à correspondente cotação bolsista nessa data.

5. ALTERAÇÕES OCORRIDAS NO PERÍMETRO DE CONSOLIDAÇÃO

Em Agosto de 2006, na sequência do processo público de aquisição, a Altri, SGPS, S.A., através da sua participada Altri – Participaciones y Trading, S.L., adquiriu 99,96% das acções representativas do capital social e de 100% dos direitos de voto da Celulose Beira Industrial (Celbi), S.A., cuja actividade principal é a produção e comercialização de pasta de papel.

(Montantes expressos em Euros)

Dado que a aquisição se concretizou durante o mês de Agosto de 2006, a Celbi englobou o perímetro de consolidação da Altri, SGPS, S.A. a partir de 1 de Setembro de 2006. O apuramento do justo valor dos activos líquidos adquiridos bem como da diferença de consolidação gerada nesta aquisição são como segue:

Valor
contabilístico
Ajustamentos
de justo valor
Justo valor na
data de aquisição
Activos
Correntes 75.094.730 75.094.730
Não correntes 130.387.852 10.950.000 141.337.852
205.482.582 216.432.582
Passivos
Correntes 29.549.067 29.549.067
Não correntes 8.899.412 8.899.412
38.448.479 38.448.479
Activo líquido 167.034.103 177.984.103
Diferença de consolidação (Nota 7) 252.580.488
Custo global de aquisição 430.564.591

A aquisição do investimento foi já integralmente liquidada, podendo o fluxo de caixa líquido gerado na operação ser detalhado como segue:

Custo global da aquisição 430.564.591
Caixa e equivalentes da filial adquirida (6.384.554)
424.180.037

O valor pago pela aquisição desta filial inclui:

  • a expectativa de sinergias, crescimento da actividade e evolução expectável do mercado da pasta de papel, não tendo estes benefícios sido reconhecidos separadamente da diferença de consolidação dado que os benefícios económicos futuros a si associados não são passíveis de serem mensurados de uma forma razoável; e
  • um volume de operações e respectivas relações comerciais com clientes. No entanto, estes activos não são passíveis de mensuração e reconhecidos separadamente das diferenças de consolidação uma vez que não podem ser separados do Grupo, vendidos ou transferidos, quer individualmente, quer em termos agregados.

O preço de aquisição da Celbi encontra-se ainda sujeito a uma correcção em função da determinação do "working capital" na data da aquisição e em função do recebimento efectivo de um subsídio ao investimento em curso, estimando-se que esse acerto seja no máximo de, aproximadamente, 3.000.000 Euros.

Caso esta aquisição tivesse sido reportada com efeitos a 1 de Janeiro de 2006, os proveitos operacionais consolidados do Grupo Altri ascenderiam a, aproximadamente, 400.000.000 Euros e os resultados operacionais ascenderiam a, aproximadamente 64.000.000 Euros. O Conselho de Administração entende que esta informação financeira "pró-forma" representa um indicador da performance do Grupo numa base anual e representa uma base válida de comparação para exercícios futuros.

Excepto quanto aos terrenos propriedade da Empresa, o Conselho de Administração entendeu não efectuar nenhuma imputação de justo valor aos restantes activos fixos tangíveis pois é seu entendimento que, uma vez que os mesmos são quase na sua totalidade afectos à produção, e dada a natureza específica dos bens em causa, nomeadamente o equipamento básico, o cálculo do justo valor dos mesmos utilizando uma abordagem do custo de reposição depreciado se assemelha ao valor líquido contabilístico na data de aquisição. Deste modo, os ajustamentos de justo valor efectuados pelo Conselho de Administração na data de aquisição da filial correspondem, basicamente à valorização dos terrenos, onde estão as plantações florestais, ao seu justo valor.

(Montantes expressos em Euros)

Adicionalmente, durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2006, o Grupo adquiriu uma percentagem adicional de 4,45% do capital do Grupo Celtejo pelo montante de 1.778.088 Euros que foi integralmente liquidado.

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2005, o Grupo adquiriu uma percentagem de 95% do capital do Grupo Celtejo, o qual integra as seguintes empresas:

Celtejo – Empresa de Celulose do Tejo, S.A. (anteriormente denominada Portucel Tejo – Empresa de Celulose do Tejo, S.A. CPK – Companhia Produtora de Papel Kraftsack, S.A. Rodão Power – Energia e Biomassa do Ródão, S.A. Sosapel – Sociedade Comercial de Sacos de Papel, Lda.

A participação foi adquirida com referência a Julho de 2005, tendo deste modo sido incluídos na demonstração dos resultados cinco meses de actividade destas entidades.

Os fluxos de caixa líquidos decorrentes desta aquisição são como segue:

Custo global da aquisição 38.976.250
Caixa e equivalentes da filial adquirida (1.975.737)
37.000.513

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2005 a Altri adquiriu igualmente 2,77% do capital social da Celulose do Caima, SGPS, S.A., passando assim a deter a totalidade do capital desta sociedade.

6. IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS

Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2006 e 2005 o movimento ocorrido no valor das imobilizações corpóreas, bem como nas respectivas amortizações acumuladas, foi o seguinte:

Activo bruto
Terrenos e
Edifícios e
Outras
Adiantamentos
recursos
outras
Equipamento
Equipamento de
Ferramentas e
Equipamento
imobilizações
Imobilizações
por conta de
naturais
construções
básico
transporte
utensílios
administrativo
corpóreas
em curso
imobilizações
Total
29.017.847
31.414.776
97.581.563
3.828.767
860.298
6.085.434
1.647.130
3.620.458
390.854
174.447.127
Variação de perimetro (Nota 5)
2.834.573
10.859.649
94.155.713
1.060.852
25.307
1.117.489
388.715
3.530.797
1.347
113.974.442
Aumentos
139.651
293.507
5.531.713
561.836
41.176
291.415
155.267
9.023.750
2.401
16.040.716
Alienações
(363.918)
-
(230.530)
(441.837)
(4.870)
(7.022)
-
-
-
(1.048.177)
Transferências e abates
280.460
1.810.260
7.110.831
80.984
(146)
(4.388)
182.256
(8.907.025)
(199)
553.033
Saldo final
31.908.613
44.378.192
204.149.290
5.090.602
921.765
7.482.928
2.373.368
7.267.980
394.403
303.967.141
Amortizações acumuladas
Edifícios e
Outras
outras
Equipamento
Equipamento de
Ferramentas e
Equipamento
imobilizações
construções
básico
transporte
utensílios
administrativo
corpóreas
Total
19.866.860
77.108.257
3.671.234
829.982
4.991.582
1.288.762
107.756.677
Variação de perimetro (Nota 5)
6.772.701
53.350.246
605.204
22.526
945.003
348.002
62.043.682
Aumentos
1.242.561
7.981.185
241.194
19.771
573.356
178.314
10.236.381
-
(158.978)
(409.865)
(4.870)
(6.071)
-
(579.784)
-
(237.376)
-
(146)
(2.407)
6.030
(233.899)
27.882.122
138.043.334
4.107.767
867.263
6.501.463
1.821.108
179.223.057
31.908.613
16.496.070
66.105.956
982.835
54.502
981.465
552.260
7.267.980
394.403
124.744.084
2006
Activo bruto
Terrenos e
Edifícios e
Outras
Adiantamentos
recursos
outras
Equipamento
Equipamento de
Ferramentas e
Equipamento
imobilizações
Imobilizações
por conta de
naturais
construções
básico
transporte
utensílios
administrativo
corpóreas
em curso
imobilizações
Total
31.908.613
44.378.192
204.149.290
5.090.602
921.765
7.482.928
2.373.368
7.267.980
394.403
303.967.141
Variação de perimetro (Nota 5)
52.841.570
66.082.361
358.308.653
1.927.561
3.243.162
5.722.800
7.411.548
13.328.871
396.172
509.262.698
100.833
391.041
6.426.592
421.196
80.621
789.162
1.461.877
27.814.341
1.647.413
39.133.076
(501.731)
(209.211)
(76.375)
(886.648)
(1.847)
(51.908)
(1.042.498)
(3.544)
-
(2.773.762)
-
198.165
22.753.902
19.260
-
3.792
50.863
(22.679.925)
(355.413)
(9.356)
84.349.285
110.840.548
591.562.062
6.571.971
4.243.701
13.946.774
10.255.158
25.727.723
2.082.575
849.579.797
Amortizações acumuladas
Terrenos e
Edifícios e
Outras
recursos
outras
Equipamento
Equipamento de
Ferramentas e
Equipamento
imobilizações
naturais
construções
básico
transporte
utensílios
administrativo
corpóreas
Total
Saldo inicial
-
27.882.122
138.043.334
4.107.767
867.263
6.501.463
1.821.108
179.223.057
Variação de perimetro (Nota 5)
5.038.956
55.114.499
331.268.674
1.926.969
3.117.261
5.157.892
6.923.566
408.547.817
Aumentos
203.598
2.509.126
13.857.395
360.998
93.898
1.096.097
1.038.093
19.159.205
Alienações
(16.957)
(108.421)
(98.900)
(876.241)
(1.916)
(67.968)
(1.086.197)
(2.256.600)
-
(39.927)
(7.365)
-
-
(123.949)
(15.213)
(186.454)
5.225.597
85.357.399
483.063.138
5.519.493
4.076.506
12.563.535
8.681.357
604.487.025
79.123.688
25.483.149
108.498.924
1.052.478
167.195
1.383.239
1.573.801
25.727.723
2.082.575
245.092.772
2005
Cisão (Nota Introdutória)
Cisão (Nota Introdutória)
Alienações
Transferências e abates
Saldo final
Saldo inicial
Aumentos
Alienações
Transferências e abates
Saldo final
Transferências e abates
Saldo final

(Montantes expressos em Euros)

7. DIFERENÇAS DE CONSOLIDAÇÃO

Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2006 e 2005, os movimentos ocorridos nas diferenças de consolidação e nas respectivas perdas de imparidade, foram os seguintes:

Saldo inicial transferido por cisão (Nota introdutória) 6.086.694
Aumentos 8.252.697
Valor líquido em 31.12.2005 14.339.391
Valor em 01.01.2006 14.339.391
Aumentos (Nota 5) 252.580.488
Diminuições (43.914)
Valor líquido em 31.12.2006 266.875.965

Os aumentos registados no exercício findo em 31 de Dezembro de 2006 são relativos à aquisição da Celbi – Celulose da Beira Industrial, S.A. (Nota 5).

Os aumentos registados no período findo em 31 de Dezembro de 2005 são relativos à aquisição de uma participação de 95% no capital da Celtejo – Empresa de Celulose do Tejo, S.A., no montante de 7.470.237 Euros, incluindo ainda 782.460 Euros relativos a aquisição de acções da Celulose do Caima, SGPS, S.A.

São efectuados testes de imparidade numa base anual e sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indique que o montante pelo qual o activo se encontra registado possa não ser recuperado, sendo reconhecida uma perda de imparidade sempre que tal se verifique. A quantia recuperável é a mais alta do preço de venda líquido e do valor de uso.

(Montantes expressos em Euros)

8. IMOBILIZAÇÕES INCORPÓREAS

Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2006 e 2005, o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas, bem como nas respectivas amortizações acumuladas, foi o seguinte:

2005
Activo bruto
Despesas de
instalação
Despesas de
investigação e
desenvolvimento
Propriedade
industrial e outros
direitos
Software Imobilizado em
curso
Total
Cisão (Nota Introdutória)
Variação de perimetro (Nota 5)
Aumentos
Transferências e abates
-
3.888
-
-
-
2.210.697
84.369
(24.793)
-
58.277
5.414
25.182
208.159
-
57.503
-
-
660.395
-
(636.245)
208.159
2.933.257
147.286
(635.856)
Saldo final 3.888 2.270.273 88.873 265.662 24.150 2.652.846
Amortizações acumuladas
Despesas de
instalação
Despesas de
investigação e
desenvolvimento
Propriedade
industrial e outros
direitos
Software Total
Cisão (Nota Introdutória)
Variação de perimetro (Nota 5)
Aumentos
-
3.888
-
-
1.828.304
99.507
-
39.125
21.654
145.234
-
32.951
145.234
1.871.317
154.112
Saldo final 3.888 1.927.811 60.779 178.185 2.170.663
- 342.462 28.094 87.477 24.150 482.183
2006
Activo bruto
Despesas de
instalação
Despesas de
investigação e
desenvolvimento
Propriedade
industrial e outros
direitos
Software Imobilizado em
curso
Total
Saldo inicial
Variação de perimetro (Nota 5)
Aumentos
Alienações
Transferências e abates
3.888
42.130
11.537
-
-
2.270.273
1.138.234
112.607
-
-
88.873
-
4.500
-
-
265.662
-
2.237
(37.525)
-
24.150
-
220.291
-
(13.650)
2.652.846
1.180.364
351.172
(37.525)
(13.650)
Saldo final 57.555 3.521.114 93.373 230.374 230.791 4.133.207
Amortizações acumuladas
Despesas de
instalação
Despesas de
investigação e
desenvolvimento
Propriedade
industrial e outros
direitos
Software Total
Saldo inicial
Variação de perimetro (Nota 5)
Aumentos
Transferências e abates
3.888
363
49.361
(45.515)
1.927.811
999.893
217.519
60.335
60.779
-
70.704
(60.335)
178.185
-
853
1.468
2.170.663
1.000.256
338.437
(44.047)
Saldo final 8.097 3.205.558 71.148 180.506 3.465.309

9. EXISTÊNCIAS E ACTIVOS BIOLÓGICOS

Em 31 de Dezembro de 2006 e 2005, o montante registado na rubrica "Activos biológicos" corresponde às plantações detidas pelo Grupo, podendo o seu valor ser detalhado como segue:

49.458 315.556 22.225 49.868 230.791 667.898

31.12.2006 31.12.2005
Valor bruto 55.895.935 21.962.003
Perdas de imparidade acumuladas em activos biológicos (Nota 17) (571.164) (288.345)
55.324.771 21.673.658

(Montantes expressos em Euros)

Em 31 de Dezembro de 2006 e 2005, o montante registado na rubrica "Existências" pode ser detalhado como segue:

31.12.2006 31.12.2005
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo 23.048.898 13.865.583
Subprodutos, desperdícios, resíduos e refugos 56.799 52.691
Produtos e trabalhos em curso 7.634.884 5.238.282
Produtos acabados e intermédios 15.282.907 13.198.408
Mercadorias 13.255.297 11.951.691
59.278.785 44.306.655
Perdas de imparidade acumuladas (Nota 17) (3.870.053) (1.491.725)
55.408.732 42.814.930

O custo das vendas do exercício findo em 31 de Dezembro 2005 ascendeu a 59.778.513 Euros e foi apurado como segue:

Mercadorias Matérias primas,
subsidiárias e de
consumo
Subprodutos Produtos acabados e
intermédios
Produtos e trabalhos
em curso
Activos biológicos Total
Cisão (Nota Introdutória) 8.224.999 8.396.963 1.079 5.783.867 2.978.762 20.176.670 45.562.340
Variação de perímetro (Nota 5) - 5.103.458 55.487 8.739.082 560.692 1.107.747 15.566.466
Compras 24.852.972 39.677.711 - - - - 64.530.683
Regularização de existências (33.205) 170.668 - 52.895 236.403 (39.079) 387.682
Existências finais (11.951.691) (13.865.583) (52.691) (13.198.408) (5.238.282) (21.962.003) (66.268.658)
21.093.075 39.483.217 3.875 1.377.436 (1.462.425) (716.665) 59.778.513

O custo das vendas do exercício findo em 31 de Dezembro 2006 ascendeu a 108.431.532 Euros e foi apurado como segue:

Mercadorias Matérias primas,
subsidiárias e de
consumo
Subprodutos Produtos acabados e
intermédios
Produtos e trabalhos
em curso
Activos biológicos Total
Saldo inicial 11.951.691 13.865.583 52.691 13.198.408 5.238.282 21.962.003 66.268.658
Variação de perímetro (Nota 5) 54.968 9.724.451 - 9.653.650 1.830.648 32.833.533 54.097.250
Compras 17.377.020 85.774.025 - - - - 103.151.045
Regularização de existências 146.909 (270.224) 1.079 (1.702) 209.884 3.353 89.299
Existências finais (13.255.297) (23.048.898) (56.799) (15.282.907) (7.634.884) (55.895.935) (115.174.720)
16.275.291 86.044.937 (3.029) 7.567.449 (356.070) (1.097.046) 108.431.532

10. IMPOSTOS CORRENTES E DIFERIDOS

De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (dez anos para a Segurança Social até 2000 inclusive, e cinco anos a partir de 2001), excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são alargados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais da generalidade das empresas do Grupo Altri dos anos de 2003 a 2006 poderão vir ainda a ser sujeitas a revisão.

O Conselho de Administração da Empresa entende que eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras consolidadas em 31 de Dezembro de 2006 e 2005.

(Montantes expressos em Euros)

O movimento ocorrido nos activos e passivos por impostos diferidos nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2006 e 2005 foi como segue:

Activos por impostos
diferidos
Passivos por impostos
diferidos
Efeito da cisão (Nota Introdutória) 4.040.504 1.097.773
Variação de perímetro 3.652.547 168.208
Efeitos na demonstração dos resultados (1.722.760) 81.982
Efeitos em capitais próprios (38.307) (338.896)
Saldo em 31.12.2005 5.931.984 1.009.067
Activos por impostos
diferidos
Passivos por impostos
diferidos
Saldo em 1.1.2006 5.931.984 1.009.067
Variação de perímetro (Nota 5) 3.876.142 317.397
Efeitos na demonstração dos resultados:
Aumento/(Utilização) de prejuízos fiscais reportáveis (666.611) -
Aumento/(Redução) de provisões não aceites para efeitos fiscais (1.924.057) -
Mais-valias reinvestidas - (70.206)
Harmonização de taxas de amortização 733.267 -
Diferenças temporárias entre o valor contabilístico e o valor fiscal 37.249 (79.232)
Outros efeitos 117.124 44.822
Impacto da alteração da taxa de derrama (336.824) (37.769)
Efeitos em capitais próprios:
Justo valor de instrumentos derivados (Nota 26) 1.243.029 -
Impacto da alteração da taxa de derrama (18.515) (16.662)
Saldo em 31.12.2006 8.992.788 1.167.417

O detalhe dos activos por impostos diferidos em 31 de Dezembro de 2006 e 2005, de acordo com as diferenças temporárias que os geraram, é como segue:

31.12.2006 31.12.2005
Activos por impostos
diferidos
Passivos por impostos
diferidos
Activos por impostos
diferidos
Passivos por impostos
diferidos
Provisões e perdas por imparidade de activos não aceites fiscalmente 4.783.279 - 3.011.695 -
Prejuízos fiscais reportáveis 701.557 - 1.438.324 -
Justo valor dos instrumentos derivados 1.224.514 - - -
Amortizações não aceites como custo fiscal - 371.686 - 442.333
Reavaliação de activos imobiliários - 287.469 - -
Anulações de imobilizações corpóreas 352.949 - 443.587 -
Anulações de imobilizações incorpóreas 51.617 - 146.999 -
Fundos de pensões 863.934 - 834.584 -
Harmonização de políticas contabilísticas 706.603 - - -
Mais valias reinvestidas - 31.774 - 103.179
Anulação de outros acréscimos de custos - 85.026 - 110.846
Outros 308.335 391.462 56.795 352.709
8.992.788 1.167.417 5.931.984 1.009.067

Como resultado da alteração introduzida pela nova "Lei das Finanças Locais" sobre as normas de cálculo da derrama, a vigorar a partir de 1 de Janeiro de 2007, durante o exercício de 2006 o Grupo procedeu à alteração da taxa de imposto sobre o rendimento para efeito de cálculo de activos e passivos por impostos diferidos de 27,5% para 26,5%, nos casos em existe derrama, excepto no que respeita a activos por impostos diferidos resultantes de prejuízos fiscais reportáveis, situação em que é utilizada uma taxa de 25%.

(Montantes expressos em Euros)

Os impostos sobre o rendimento reconhecidos na demonstração dos resultados dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2006 e 2005 podem ser detalhados como segue:

31.12.2006 31.12.2005
Imposto corrente 3.655.048 2.421.741
Imposto diferido 1.897.467 1.804.742
5.552.515 4.226.483

11. CLIENTES

Em 31 de Dezembro de 2006 e 2005 esta rubrica tinha a seguinte composição:

31.12.2006 31.12.2005
Clientes, conta corrente 84.972.168 55.279.922
Clientes, títulos a receber 3.272.071 3.755.190
Clientes de cobrança duvidosa 8.421.976 7.554.283
96.666.215 66.589.395
Perdas de imparidade acumuladas em clientes (Nota 17) ( 15.284.897 ) ( 12.452.234 )
81.381.318 54.137.161

A exposição do Grupo ao risco de crédito é atribuível antes de mais às contas a receber da sua actividade operacional. Os montantes apresentados no balanço encontram-se líquidos das perdas acumuladas de imparidade para cobranças duvidosas que foram estimadas pelo Grupo, de acordo com a sua experiência e com base na sua avaliação da conjuntura e envolventes económicas. O Conselho de Administração entende que os valores contabilísticos das contas a receber se aproximam do seu justo valor.

12. OUTRAS DÍVIDAS DE TERCEIROS

Em 31 de Dezembro de 2006 e 2005 esta rubrica tinha a seguinte composição:

31.12.2006 31.12.2005
Adiantamentos a fornecedores 216.846 68.105
Adiantamentos a fornecedores de imobilizado - 36.739
Estado e outros entes públicos:
Imposto sobre o Valor Acrescentado 11.430.425 5.620.945
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas 5.065.302 1.056.489
Outros 103.298 38.349
Outros devedores 7.559.009 2.454.820
24.374.880 9.275.447
Perdas de imparidade acumuladas em outras dívidas de terceiros (Nota 17) ( 3.185.346 ) ( 233.904 )
21.189.534 9.041.543

Em 31 de Dezembro de 2006, a rubrica "Outros devedores" corresponde, principalmente, a contas a receber pela alienação de imobilizado em exercícios anteriores e a contas a receber para as quais foram constituídas perdas de imparidade.

(Montantes expressos em Euros)

13. OUTROS ACTIVOS CORRENTES

Em 31 de Dezembro de 2006 esta rubrica tinha a seguinte composição:

Acréscimos de proveitos:
Valores a facturar 597.637
Outros 34.034
Custos diferidos:
Rendas e alugueres pagos antecipadamente 3.066.545
Custos de transporte pagos antecipadamente 235.566
Seguros pagos antecipadamente 65.565
Outros fornecimentos e serviços externos pagos antecipadamente 76.746
Outros 131.838
4.207.931

14. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

Em 31 de Dezembro de 2006 e 2005, o detalhe da rubrica "Caixa e equivalentes de caixa" era como segue:

31.12.2006 31.12.2005
Caixa 232.606 44.383
Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis 22.419.523 5.367.887
22.652.129 5.412.270

15. CAPITAL SOCIAL

Em 5 de Maio de 2006, a Empresa procedeu à renominalização do seu capital social através da divisão de cada acção com valor nominal unitário de 50 cêntimos de Euro em duas novas acções com valor nominal unitário de 25 cêntimos de Euro cada, no seguimento da decisão tomada na Assembleia Geral de Accionistas realizada em 31 de Março de 2006.

Em 31 de Dezembro de 2006, o capital social da Empresa encontrava-se totalmente subscrito e realizado e era composto por 102.565.836 acções com o valor nominal de 25 cêntimos de Euro cada acção. Nessa data, a Altri, SGPS, S.A. e as suas filiais não detinham acções próprias.

Em 31 de Dezembro de 2006 as seguintes pessoas colectivas detinham uma participação no capital subscrito de, pelo menos, 20%:

  • Cofihold, SGPS, S.A.

(Montantes expressos em Euros)

16. EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS E OUTROS EMPRÉSTIMOS

Em 31 de Dezembro de 2006, o detalhe das rubricas "Empréstimos bancários" e "Outros empréstimos" é como segue:

Valor nominal Valor contabilístico
Corrente Não corrente Corrente Não corrente
Empréstimos bancários 22.705.162 430.333.333 22.705.162 426.886.102
Descobertos bancários 8.720.850 - 8.720.850 -
Empréstimos bancários 31.426.012 430.333.333 31.426.012 426.886.102
Papel comercial 53.000.000 - 52.849.208 -
Empréstimos obrigacionistas - 21.500.000 - 21.031.927
Factoring 3.562.694 - 3.562.695 -
Empréstimo reembolsável 952.883 14.317.409 952.883 14.317.409
Outros empréstimos 57.515.577 35.817.409 57.364.786 35.349.336
88.941.589 466.150.742 88.790.798 462.235.438

Em Agosto de 2006, a subsidiária Altri, S.L. celebrou um contrato de empréstimo junto de um sindicato bancário no montante de 400.000.000 Euros destinado ao financiamento da aquisição das acções representativas de 99,96% do capital social e de 100% dos direitos de voto da Celbi. Este empréstimo vence juros semestrais e postecipados sendo reembolsável em 11 prestações semestrais, vencendo-se a primeira em Fevereiro de 2009. Deste modo, em 31 de Dezembro de 2006, a totalidade do empréstimo encontra-se registada no passivo não corrente.

Em Julho de 2005 a Invescaima, SGPS, S.A. celebrou um contrato de mútuo com a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e com a Caixa Banco de Investimento (CBI) no montante de 30.000.000 Euros, com juros semestrais postecipados e com reembolso de capital em 10 prestações semestrais, iguais e sucessivas, com início em Janeiro de 2007.

Em Agosto de 2005 a Celulose do Caima, SGPS, S.A. procedeu à emissão de um empréstimo obrigacionista no montante de 21.500.000 Euros reembolsável no prazo de 6 anos, o qual tem associadas determinadas imposições relativas a cumprimento de rácios financeiros.

Foi aprovado em Fevereiro de 2005 a candidatura da subsidiária Celtejo aos incentivos financeiros no âmbito do Programa Operacional de Economia – POE, para aplicação na concretização do projecto de expansão e modernização da unidade fabril da Empresa, tendo em vista o aumento da sua capacidade de produção e o aprofundamento da diferenciação comercial das pastas cruas de Pinho e Eucalipto. O investimento em causa tem um montante global estimado de, aproximadamente, 49.464.000 Euros. O valor total do incentivo financeiro atribuído no âmbito do POE consubstancia-se em: (i) um incentivo reembolsável até ao montante de 14.919.000 Euros; (ii) um prémio de realização sob a forma de incentivo não reembolsável que poderá atingir o valor máximo de 14.919.000 Euros, e que será deduzido ao valores a reembolsar do subsidio referido em (i); e, (iii) um incentivo não reembolsável sobre as despesas elegíveis para formação profissional. O prémio de realização será atribuído mediante o grau de cumprimento do contrato, apurado nas medições a efectuar no final dos exercícios de 2007, 2009 e 2011, de acordo com metodologia especifica. O incentivo financeiro reembolsável atribuído será liquidado pela empresa em 8 prestações semestrais, iguais e sucessivas de capital, vencendo-se a primeira 30 meses a contar da data do primeiro pagamento (17 de Agosto de 2005). Estes empréstimos encontram-se relevados na rubrica do passivo não corrente "Empréstimo reembolsável".

O Grupo tem contratados programas de papel comercial, renováveis, com garantia de colocação subscritos pelas diversas empresas, os quais têm vencimento no curto prazo.

Os empréstimos obtidos vencem juros a taxas de mercado.

As despesas incorridas com a montagem de empréstimos foram deduzidas ao seu valor nominal, encontrandose estas a ser reconhecidas ao longo do período de vida do respectivo empréstimo.

(Montantes expressos em Euros)

O valor nominal dos empréstimos bancários registados no passivo não corrente será reembolsado como segue:

Ano de reembolso Montante
2008 13.818.399
2009 41.865.000
2010 39.721.893
2011 83.245.450
2012 45.000.000
2013 242.500.000
466.150.742

17. MOVIMENTO DAS PROVISÕES E PERDAS DE IMPARIDADE

O movimento verificado nas provisões e perdas de imparidade durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2006 e 2005 pode ser detalhado como segue:

2005
Provisões Perdas de imparidade
em contas a receber
(a)
imparidade em
existências e activos
biológicos
Perdas de imparidade
em investimentos
Total
Cisão (Nota Introdutória) 168.350 12.817.942 692.731 4.999.349 18.678.372
Variação de perímetro - 252.270 1.060.000 - 1.312.270
Aumentos 73.044 837.895 24.857 392.834 1.328.630
Reposições - (117.457) (777) - (118.234)
Utilizações (90.757) - - (2.467.380) (2.558.137)
Transferências - - 3.259 - 3.259
Saldo final 150.637 13.790.650 1.780.070 2.924.803 18.646.160

(a) - incluindo provisão para contas a receber registada no activo não corrente, no montante de 1.104.512 euros.

2006
Provisões Perdas de imparidade
em contas a receber
(a) (Notas 11 e 12)
Perdas de
imparidade em
existências e activos
biológicos (Nota 9)
Perdas de imparidade
em investimentos
(Nota 4)
Total
Saldo inicial 150.637 13.790.650 1.780.070 2.924.803 18.646.160
Variação de perímetro (Nota 5) 5.174.409 3.032.923 2.822.819 - 11.030.151
Aumentos 315.916 3.271.430 - 24.996 3.612.342
Reposições (1.368.932) (353.705) (13.450) (107.961) (1.844.048)
Utilizações - (166.543) (148.222) (2.730.956) (3.045.721)
Transferências (1.496) - - - (1.496)
Saldo final 4.270.534 19.574.755 4.441.217 110.882 28.397.388

(a) - incluindo provisão para contas a receber registada no activo não corrente, no montante de 1.104.512 euros.

Exceptuando as perdas de imparidade em investimentos (Nota 22), os aumentos de perdas de imparidade verificados no exercício findo em 31 de Dezembro de 2006 foram registados por contrapartida da rubrica "Provisões e perdas por imparidade" da demonstração dos resultados.

O valor registado na rubrica "Provisões" em 31 de Dezembro de 2006 corresponde à melhor estimativa da administração para fazer face a perdas a incorrer com processos actualmente em curso.

18. OUTROS CREDORES NÃO CORRENTES

Em 31 de Dezembro de 2006 e 2005 esta rubrica tinha a seguinte composição:

31.12.2006 31.12.2005
Parpública, SGPS, S.A. 25.000.000 25.000.000
Fornecedores de imobilizado 270.862 1.061.912
Outros credores 28.000 13.067
25.298.862 26.074.979

(Montantes expressos em Euros)

O saldo a pagar à Parpública, SGPS, S.A. surge na sequência da aquisição do Grupo Celtejo efectuada em 2005 e 2006 e não será liquidado até Janeiro de 2008 vencendo juros a taxas de mercado.

19. OUTROS PASSIVOS NÃO CORRENTES

Em 31 de Dezembro de 2006 a rubrica "Outros passivos não correntes" refere-se às parcelas de médio e longo prazo de subsídios ao investimento.

20. OUTRAS DÍVIDAS A TERCEIROS

Em 31 de Dezembro de 2006 e 2005 a rubrica "Outras dívidas a terceiros" pode ser detalhada como segue:

31.12.2006 31.12.2005
Fornecedores de imobilizado 15.790.657 6.735.526
Adiantamentos por conta de vendas 1.513.725 1.247.148
Estado e outros entes públicos:
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas 8.495.795 1.184.414
Imposto sobre o Valor Acrescentado 1.444.353 1.754.532
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares 976.095 846.834
Contribuições para a Segurança Social 934.113 515.124
Outros 142.541 46.087
Outros 6.033.271 1.761.275
35.330.550 14.090.940

Em 31 de Dezembro de 2006, a rubrica "Outros" diz respeito, principalmente, a adiantamentos recebidos por conta da alienação de imobilizado e a contas a pagar a prestadores de serviços diversos.

21. OUTROS PASSIVOS CORRENTES

Em 31 de Dezembro de 2006 e 2005 a rubrica "Outros passivos correntes" pode ser detalhada como segue:

31.12.2006 31.12.2005
Acréscimos de custos:
Juros a liquidar 9.402.521 1.028.279
Remunerações a pagar ao pessoal 5.138.146 4.415.596
Fundos de pensões (Nota 24) 4.175.259 2.550.202
Custos relacionados com vendas 813.073 -
Outros 3.410.104 2.916.591
Proveitos diferidos:
Facturação antecipada (Nota 2.3.n) 2.053.302 451.653
Subsídios ao investimento 1.737.305 620.765
Outros 87.828 663.644
26.817.538 12.646.730

(Montantes expressos em Euros)

22. RESULTADOS FINANCEIROS

Os custos e proveitos financeiros dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2006 e 2005 podem ser detalhados como segue:

31.12.2006 31.12.2005
Resultados relativos a outros investimentos:
Ganhos na valorização dos títulos ao valor de mercado - 129.795
Ganhos na alienação de aplicações de tesouraria 468.427 1.388.743
Ganhos em outros investimentos 294.700 46.610
Provisões para aplicações financeiras e investimentos financeiros (Nota 17) (24.996) (392.833)
Perdas em outros investimentos (3.503.583) (250.278)
(2.765.452) 922.037
Custos financeiros:
Juros suportados (14.278.217) (3.108.020)
Diferenças de câmbio desfavoráveis (363.433) (67.681)
Perdas em instrumentos derivados (Nota 26) (709.699) -
Outros custos e perdas financeiras (1.341.062) (1.244.987)
(16.692.411) (4.420.688)
Proveitos financeiros:
Juros obtidos 1.675.369 37.559
Diferenças de câmbio favoráveis 183.506 146.255
Descontos de pronto pagamento obtidos 73.786 15.484
Outros proveitos e ganhos financeiros 239.700 66.548
2.172.361 265.846

Os "Resultados relativos a empresas associadas" correspondem, essencialmente, à apropriação da quotaparte do Grupo dos resultados nos investimentos em associadas.

23. ENTIDADES RELACIONADAS

Em 31 de Dezembro de 2006 não se verificam saldos materialmente relevantes com entidades relacionadas.

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2006, não se verificaram transacções materialmente relevantes com entidades relacionadas.

(Montantes expressos em Euros)

24. COMPROMISSOS FINANCEIROS ASSUMIDOS E NÃO INCLUIDOS NO BALANÇO

a) Fundos de pensões

Algumas empresas do Grupo possuem compromissos relacionados com encargos com pensões de reforma não incluídos no balanço consolidado.

O Fundo de Pensões Caima e Silvicaima, constituído por escritura de 31 de Dezembro de 1987 e administrado pela "BPI Pensões - Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A.", destina-se a garantir aos trabalhadores (i) que à data normal da reforma ou (ii) na cessação contratual do contrato de trabalho com a Empresa, tenham pelo menos 57 anos de idade e 10 anos de serviço contínuo, o direito a um complemento de reforma, a partir da idade normal de reforma, cujo valor tem por base a média dos vencimentos ilíquidos dos últimos dois anos ao serviço da empresa. Por decisão da Administração da Caima, o Fundo de Pensões Caima e Silvicaima foi dividido em dois fundos autónomos, em Dezembro de 1998, após autorização do Instituto de Seguros de Portugal.

Nos termos do Regulamento dos Benefícios Sociais em vigor, os empregados do quadro permanente da Celtejo e CPK com mais de cinco anos de serviço, têm direito após a passagem à reforma ou numa situação de invalidez a um complemento mensal de pensão de reforma ou invalidez. Este complemento está definido de acordo com uma fórmula que tem em consideração a remuneração mensal líquida actualizada para a categoria profissional do empregado à data da reforma e o número de anos de serviço, no máximo de 30, sendo ainda garantidas pensões de sobrevivência ao cônjuge e a descendentes directos. Para cobrir estas responsabilidades existe um fundo de pensões autónomo denominado Fundo de Pensões Tejo.

A Celbi atribui aos seus colaboradores, com contrato de trabalho subordinado sem prazo, que se reformem ao seu serviço, um conjunto de benefícios definidos no Regulamento do Fundo de Pensões da Empresa, publicado no Diário da República nº 221-III série, de 21 de Setembro de 1999.

De acordo com este regulamento a Empresa garante o seguinte regime de benefícios:

i) Reforma por velhice:

Os participantes que se reformarem na data normal de reforma terão direito a uma pensão de reforma anual, que será o resultado do produto de 11,5% sobre o salário anual pensionável;

i) Reforma por invalidez:

Plano A – No caso do participante ser reformado definitivamente por invalidez pelo regime geral da segurança social, ou ser aceite como tal pelos serviços clínicos do associado e da entidade gestora, o Fundo garante o pagamento de uma pensão calculada de acordo com as seguintes fórmulas:

Pensão 1:

  1. Com menos de dez anos de tempo de serviço pensionável – 50% do salário anual pensionável. 2. Com dez ou mais anos de tempo de serviço pensionável – 80% do salário anual pensionável. Ao valor da pensão de reforma anual acima definido será deduzido o montante da pensão anual dedutível.

Pensão 2:

Os participantes terão direito a um capital complementar igual a um quinto de mês do vencimento mensal auferido à data da reforma por cada ano de tempo de serviço pensionável.

Pensão 3:

Caso a invalidez se verifique depois dos 55 anos de idade, o capital indicado na pensão 2 é acrescido de um outro que é igual a 50% do salário anual pensionável.

Plano B – No caso do participante ser reformado definitivamente por invalidez pelo regime geral da segurança social, ou ser aceite como tal pelos serviços clínicos do associado e da entidade gestora, o Fundo garante o pagamento de uma pensão de reforma anual, que será o resultado do produto de 11,5% sobre o salário anual pensionável.

(Montantes expressos em Euros)

Só poderão beneficiar do plano A os participantes já ao serviço do associado à data de entrada em vigor da presente alteração. A estes participantes e relativamente aos planos A e B aplicar-se-á aquele que lhes for mais favorável.

Aos participantes que vierem a ser admitidos no associado, a partir da data da entrada em vigor desta alteração, e que vierem a reformar-se por invalidez ao serviço do associado será aplicado exclusivamente o plano B.

O regime de benefícios definido no plano de pensões aplica-se à generalidade dos trabalhadores da Celbi.

De acordo com o último estudo actuarial realizado pelas sociedades gestoras dos fundos com referência a 31 de Dezembro de 2006, o valor actual das responsabilidades por serviços passados para os colaboradores no activo e para os reformados, bem como a situação patrimonial dos fundos de pensões, naquela data, eram como segue:

Caima Silvicaima Celtejo CPK CELBI
Responsabilidades actuais dos serviços passados 3.266.990 261.435 14.898.572 2.177.205 7.192.653
Situação patrimonial dos fundos de pensões 3.055.326 430.582 13.158.163 1.676.753 8.661.038

Encontra-se registado na rubrica "Outros passivos correntes – Acréscimos de custos" (Nota 21) o passivo necessário para fazer face a diferenças entre o valor das responsabilidades actuais dos serviços passados e a situação patrimonial dos fundos de pensões.

Aquelas responsabilidades foram determinadas com base no método de cálculo "Projected Unit Credit", tendo-se utilizado as Tábuas de Mortalidade TV 73/77 e Invalidez EKV-80. Para além dos parâmetros técnicos acima referidos foram assumidos, no caso da Caima e Silvicaima, como pressupostos uma rentabilidade real de longo prazo de 3% quando comparada com o crescimento dos salários e de 4% face ao crescimento das pensões.

No cálculo das responsabilidades da Celtejo e CPK foram assumidos os pressupostos de rentabilidade real de longo prazo de 4,5% face ao crescimento dos salários e de 1,75% face ao crescimento das pensões.

Para a Celbi, aquelas responsabilidades foram determinadas com base no método de cálculo "Projected Unit Credit", tendo-se utilizado as tábuas de mortalidade GKF95 e de invalidez SR 2001. Para além dos parâmetros técnicos acima referidos foram assumidos como pressupostos uma rentabilidade real de longo prazo de 4% até à idade da reforma e de 3% depois da idade da reforma e uma taxa de crescimento dos salários de 2,5%.

b) Terrenos arrendados

Em 31 de Dezembro de 2006, o Grupo tinha assumido responsabilidades com rendas de terrenos arrendados para florestação no montante de, aproximadamente, 13.852.000 Euros.

c) Outros compromissos

Em 31 de Dezembro de 2006, os compromissos contratuais para aquisição de imobilizado assumidos pelas empresas do Grupo são de, aproximadamente, 36.830.000 Euros.

Em 31 de Dezembro de 2006, a estimativa do valor dos compromissos assumidos na compra de matériaprima, valorizados ao preço médio de mercado, da madeira em pé, é de, aproximadamente, 7.300.000 Euros.

(Montantes expressos em Euros)

25. RESPONSABILIDADES POR GARANTIAS PRESTADAS

Em 31 de Dezembro de 2006, as empresas do Grupo tinham assumido responsabilidades por garantias bancárias prestadas como segue:

API 6.291.290
DGCI – pedidos de reembolso de IVA 1.636.762
Outras 1.176.075

26. INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2006 as empresas do Grupo Caima / Celtejo / Celbi tiveram em vigor contratos relativos a instrumentos financeiros derivados associados a cobertura das variações do preço de pasta de papel e taxa de juro, sendo esses instrumentos registados de acordo com o seu justo valor.

As empresas do Grupo Grupo Caima / Celtejo / Celbi apenas utilizam derivados de taxa de juro para cobertura de fluxos de caixa associados a juros de empréstimos a pagar.

O movimento ocorrido no justo valor dos instrumentos financeiros durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2006 pode ser detalhado como segue:

Derivados de
cobertura de
preço da pasta
Derivados de
taxa
de juro
Saldo inicial - -
Variação do justo valor dos derivados ( 3.327.260 ) ( 2.003.248 )
Saldo final ( 3.327.260 ) ( 2.003.248 )

Os ganhos e perdas do período associados à variação do justo valor, o qual foi calculado por instituições financeiras, dos instrumentos de cobertura na parte não corrida (conforme denominados nos termos do IAS 39), no montante de 4.620.809 Euros, foram registados directamente em rubricas de capitais próprios líquidos dos correspondentes passivos por impostos diferidos, no montante de 1.243.029 Euros (Nota 10), sendo que a parte corrida, no montante de 709.699 Euros (Nota 22), foi registada directamente na demonstração de resultados do exercício findo em 31 de Dezembro de 2006.

27. RESULTADOS POR ACÇÃO

Os resultados por acção dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2006 e 2005 foram calculados em função dos seguintes montantes:

31.12.2006 31.12.2005
Resultado para efeito do cálculo do resultado por acção liquido e diluído 20.843.789 10.415.229
Número médio ponderado de acções para efeito de cálculo do resultado líquido por acção básico e diluído (a) 85.143.694 85.143.694
Resultado por acção
Básico
Diluído
0,24
0,24
0,12
0,12

(a) – o número médio ponderado de acções para efeito do cálculo do resultado líquido por acção básico tem em consideração o impacto da renominalização do capital social (Nota 16) decidida em Assembleia Geral de Accionistas realizada em 31 de Março de 2006 mas que apenas teve efeito em 5 de Maio de 2006. Em 1 de Janeiro de 2006 o capital social era representado por 51.282.918 acções de valor nominal de 0,50 Euros, passando a partir dessa data a estar representado por 102.565.836 acções de valor nominal de 0,25 euros.

(Montantes expressos em Euros)

28. INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS

De acordo com a origem e natureza dos rendimentos gerados pelo Grupo, foram definidos como segmentos principais os seguintes:

  • Aço
  • Pasta e Papel
  • Holding

A repartição por segmentos em 31 de Dezembro de 2006 e 2005 é como segue:

2005
Aços Pasta e Papel Holding Ajustamentos de
consolidação e
eliminações
Consolidado
Proveitos operacionais líquidos 78.039.046 73.494.836 - - 151.533.882
Cash-flow operacional (EBITDA) (a) 11.036.331 17.490.569 (109.859) - 28.417.041
Resultados operacionais (EBIT) 9.440.754 8.997.749 (111.476) (300.479) 18.026.548
Activo imobilizado e financeiro (b) 10.070.082 121.323.361 96.475.266 (85.448.034) 142.420.675
Activos biológicos - 21.673.658 - - 21.673.658
Existências 24.568.739 18.246.191 - - 42.814.930
Outros activos 41.583.337 41.353.747 278.243 - 83.215.327
Total do activo 76.222.158 202.596.957 96.753.509 (85.448.034) 290.124.590
Dívidas a terceiros 42.205.299 124.173.351 35.057.287 - 201.435.937
Outros passivos 3.423.484 12.461.235 - 280.591 16.165.310
Total do passivo 45.628.783 136.634.586 35.057.287 280.591 217.601.247
2006
Ajustamentos de
consolidação e
Aços Pasta e Papel Holding eliminações Consolidado
Proveitos operacionais líquidos 103.970.609 196.273.762 - (4.708.949) 295.535.422
Cash-flow operacional (EBITDA) (a) 13.103.356 51.053.460 (240.338) (756.374) 63.160.104
Resultados operacionais (EBIT) 11.157.375 33.804.058 (242.118) (1.056.853) 43.662.462
Activo imobilizado e financeiro (b) 18.594.291 492.273.057 124.473.485 (113.748.512) 521.592.321
Activos biológicos - 51.401.145 - 3.923.626 55.324.771
Existências 32.082.279 28.006.453 - (4.680.000) 55.408.732
Outros activos 47.311.712 96.502.007 3.275.871 (5.491.307) 141.598.283
Total do activo 97.988.282 668.182.662 127.749.356 (119.996.193) 773.924.107
Dívidas a terceiros 59.200.883 553.499.013 41.705.810 (5.691.747) 648.713.959
Outros passivos 4.500.306 34.499.163 12.628 198.759 39.210.856
Total do passivo 63.701.189 587.998.176 41.718.438 (5.492.988) 687.924.815
Investimento em imobilizado corpóreo e incorpóreo 11.899.981 37.834.267 - (10.250.000) 39.484.248
Investimento em associadas (Nota 4) - 7.750.614 - - 7.750.614
Ganhos com associadas (Nota 22) - 284.368 - - 284.368

(a) - Resultados operacionais + amortizações (b) - incluindo Diferenças de Consolidação

Relativamente ao segmento geográfico, a repartição das vendas e prestações de serviços do Grupo por mercado é como segue:

89.415.788 Mercado interno
196.275.527 Mercado externo
-------------------
285.691.315
==========

29. NÚMERO DE PESSOAL

Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2006 e 2005 o número médio de pessoal ao serviço das empresas incluídas na consolidação pelo método de consolidação integral foi de 1.251 e 1.020, respectivamente.

(Montantes expressos em Euros)

30. DIVIDENDOS

De acordo com a decisão deliberada na Assembleia Geral de Accionistas realizada em 31 de Março de 2006, foram distribuídos 2.564.146 Euros relativos a dividendos. A totalidade dos dividendos distribuídos destinou-se a acções ordinárias.

31. APROVAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

As demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração e autorizadas para emissão em 12 de Março de 2007. A sua aprovação final está ainda sujeita a concordância da Assembleia Geral de Accionistas.

32. INFORMAÇÃO RELATIVA A MATÉRIAS AMBIENTAIS

No âmbito do Protocolo de Quioto, a União Europeia comprometeu-se a reduzir a emissão de gases de efeito de estufa. Neste contexto, foi emitida uma Directiva Comunitária que prevê a comercialização das chamadas "Licenças de emissão de CO2", entretanto transposta para a legislação portuguesa e que é aplicável, a partir de 1 de Janeiro de 2005, entre outras, à indústria de pasta e papel.

Pela publicação do Despacho conjunto nº 686-E/2005 de 13 de Setembro de 2005, foi efectuada a distribuição pelo Governo Português das "Licenças de emissão de CO2" às diversas empresas portuguesas abrangidas, estando prevista a atribuição, a título gratuito, de licenças para a emissão de 103.586 toneladas de CO2 às empresas do Grupo para o ano de 2006. Caso as emissões reais sejam superiores às "Licenças de emissão de CO2" atribuídas, o Grupo terá que adquirir as licenças em falta no mercado. A entrega das "Licenças de emissão de CO2", correspondente às emissões reais realizadas num exercício, é efectuada no início do ano seguinte, estando os valores apresentados pelas empresas relativos às emissões reais efectuadas sujeitos a certificação por uma entidade independente.

Considerando que estas licenças se referem ao triénio 2005-2007, com base nos dados de emissão de CO2 relativos ao exercício de 2005 e nos dados previsionais para os anos de 2006 e 2007, não se estimam encargos significativos para o Grupo em consequência da entrada em vigor desta legislação para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2006 e 2005.

Em 31 de Dezembro de 2006 não se encontra registado nas demonstrações financeiras qualquer passivo de carácter ambiental nem é divulgada qualquer contingência ambiental, por ser convicção do Conselho de Administração que não existem a essa data obrigações ou contingências provenientes de acontecimentos passados de que resultem encargos materialmente relevantes para o Grupo.