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Altri SGPS Interim / Quarterly Report 2008

Sep 1, 2008

1914_ir_2008-09-01_be6c7f02-bfc9-4e9f-9f30-f22f97a7a9dc.pdf

Interim / Quarterly Report

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30 de Junho de 2008

ALTRI, S.G.P.S., S.A. (SOCIEDADE ABERTA)

Relatório do Conselho de Administração

Contas Individuais

Altri, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta)

Rua General Norton de Matos, 68 4050-424 Porto Capital Social: 25.641.459 €

Senhores accionistas

Dando cumprimento ao disposto na Lei, vem o Conselho de Administração da Altri, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta) apresentar o Relatório de Gestão relativo à sua actividade individual do primeiro semestre do exercício de 2008.

A Altri, S.G.P.S., S.A. elaborou contas consolidadas, sobre as quais o Conselho de Administração emitiu um pormenorizado relatório que será objecto de publicação. Deste modo, considera-se que o conteúdo da informação a produzir para as contas individuais é similar ao produzido para as contas consolidadas, reproduzindo-se no entanto algumas menções obrigatórias nos termos do Código das Sociedades Comerciais e do Código dos Valores Mobiliários.

DISPOSIÇÕES LEGAIS

Acções próprias

Nos termos e para os efeitos do disposto no art. º 66 do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que em 30 de Junho de 2008 a Altri não detinha acções próprias, não tendo ocorrido qualquer compra ou venda de acções próprias durante o primeiro semestre de 2008.

Acções detidas pelos órgãos sociais da Altri

Nos termos e para os efeitos do disposto no art.º 447 do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que, em 30 de Junho de 2008, os administradores da Sociedade detinham as seguintes acções:

Nº de acções
Nome detidas
Paulo Jorge dos Santos Fernandes 3.085.746
Pedro Macedo Pinto de Mendonça 852.500
Domingos José Vieira de Matos 3.469.716
João Manuel Matos Borges de Oliveira (a)
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira (a) 4.580.000

(a) 4.580.000 acções corresponde ao total das acções da Altri, SGPS, S.A. detidas pela sociedade Caderno Azul – SGPS S.A., da qual os administradores João Manuel Matos Borges de Oliveira e Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira são accionistas.

Em 30 de Junho de 2008, o Revisor Oficial de Contas, os membros do Conselho Fiscal e da Mesa da Assembleia Geral não possuíam nenhuma acção representativa do capital social da Sociedade, com excepção da primeira secretária, Ana Rebelo Mendonça Fernandes, que possuía 6.369.340 acções da Sociedade.

Participação no Capital da Sociedade

Nos termos e para os efeitos do disposto nos Artigos 16º e 20º do Código de Valores Mobiliários e no Artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que as sociedades e/ou pessoas singulares que têm uma participação social qualificada que ultrapasse os 2%, 10%, 20%, 33% e 50% dos direitos de voto, e de acordo com as notificações recebidas na sede da Sociedade até à presente data são como segue:

RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Nº de acções % directa de
Superior a 2% dos direitos de voto detidas direitos de voto
Caderno Azul, SGPS, S.A. (a) 4.580.000 4,47%
Domingos José Vieira de Matos 3.469.716 3,38%
Paulo Jorge dos Santos Fernandes 3.085.746 3,01%

(a) 4.580.000 acções corresponde ao total das acções da Altri, SGPS, S.A. detidas pela sociedade Caderno Azul – SGPS S.A., da qual os administradores João Manuel Matos Borges de Oliveira e Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira são accionistas.

Superior a 5% dos direitos de voto Nº de acções
detidas
% directa de
direitos de voto
UBS AG – ZURIQUE 10.244.453 9,99%
Ana Rebelo Mendonça Fernandes 6.369.340 6,21%
Bestinver Gestión, SGIIC, S.A. 5.184.748 5,06%
Superior a 20% dos direitos de voto Nº de acções % de direitos
detidas de voto
Cofihold, S.G.P.S., S.A.
a) directamente 21.000.000 20,47%
b) indirectamente, através dos seus administradores
Paulo Jorge dos Santos Fernandes 3,01%
Pedro Macedo Pinto de Mendonça 0,83%
Domingos José Vieira de Matos 3,38%
João Manuel Matos Borges de Oliveira (a)
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira (a) 4,47%

(a) 4,47% corrresponde a participação total detida pela sociedade Caderno Azul – SGPS S.A., da qual os administradores João Manuel Matos Borges de Oliveira e Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira são accionistas.

A Altri não foi notificada de qualquer transacção ocorrida durante o semestre na participação detida pela Cofihold, S.G.P.S., S.A., não tendo igualmente recebido qualquer notificação de participações acima de 33% dos direitos de voto.

DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE

Os membros do Conselho de Administração da Altri, S.G.P.S., S.A. declaram assumir a responsabilidade pela presente informação e asseguram que os elementos nela inscritos são verídicos e que não existem omissões que sejam do seu conhecimento.

Nos termos do n.º 3, do art. 8º, do Código de Valore Mobiliários, declaramos que as contas que integram este Relatório Intercalar não foram objecto de Exame Simplificado.

Nos termos do art. 21º do Decreto-Lei 411/91, de 17 de Outubro informamos que não existem dívidas em mora perante o Estado, nomeadamente perante a Segurança Social.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não queremos concluir sem expressar o nosso agradecimento, reconhecendo a dedicação e empenho dos Colaboradores do Grupo Altri. Finalmente, gostaríamos de expressar a nossa gratidão pela colaboração prestada pelos restantes Órgãos Sociais, a qual é extensiva às Instituições Bancárias que connosco se relacionaram.

Porto, 27 de Agosto de 2008

O Conselho de Administração

Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Presidente

João Manuel Matos Borges de Oliveira

Pedro Macedo Pinto de Mendonça

Domingos José Vieira de Matos

Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira

ALTRI , SGPS, S.A.

BALANÇOS EM 30 DE JUNHO DE 2008 E 2007

(Montantes expressos em Euros)

2008 2007
Activo Amortizações Activo Activo
Activo Notas bruto e ajustamentos líquido líquido
Imobilizado:
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de investigação e de desenvolvimento 10 54.950 18.333 36.617 945
Propriedade industrial e outros direitos 10 1.321 1.047 274 680
56.271 19.380 36.891 1.625
Imobilizações corpóreas:
Equipamento administrativo 10 5.158 2.319 2.839 259
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresas do grupo 10 e 16 60.470.641 - 60.470.641 96.471.391
Títulos e outras aplicações financeiras 10 e 16 28.000.000 - 28.000.000 28.000.000
88.470.641 - 88.470.641 124.471.391
Circulante:
Dívidas de terceiros - Curto prazo:
Estado e outros entes públicos 1.343.011 - 1.343.011 91.216
Empresas do grupo 16 191.878 - 191.878 -
Outros devedores 40.755 - 40.755 -
1.575.644 - 1.575.644 91.216
Depósitos bancários e caixa:
Depósitos bancários 146.395 146.395 1.546.103
Caixa 51 51 95
146.446 146.446 1.546.198
Acréscimos e diferimentos:
Custos diferidos 50 156.347 156.347 185.926
Total de amortizações 21.699
Total de ajustamentos
Total do activo
90.410.507 -
21.699
90.388.808 126.296.615

O anexo faz parte integrante do balanço em 30 de Junho de 2008.

ALTRI , SGPS, S.A.

BALANÇOS EM 30 DE JUNHO DE 2008 E 2007

(Montantes expressos em Euros)

Capital próprio e passivo Notas 2008 2007
Capital próprio:
Capital 36 a 40 25.641.459 25.641.459
Reservas:
Reserva legal 40 1.630.523 1.527.560
Reservas livres 40 14.559.224 21.331.198
Reservas de cisão 40 - 32.403.311
Resultado líquido do período 40 (1.700.132) 2.830.214
40.131.074 83.733.742
Passivo:
Dívidas a terceiros - Curto prazo:
Dívidas a instituições de crédito 48 1.900.000 -
Outros empréstimos obtidos 49 37.500.000 37.500.000
Fornecedores, conta corrente 32.791 4.648
Empresas do grupo 16 10.742.786 5.000.000
Estado e outros entes públicos 10.389 1.055
Outros credores 5.317 716
50.191.283 42.506.419
Acréscimos e diferimentos:
Acréscimos de custos 66.451 56.454
Total do capital próprio e do passivo 90.388.808 126.296.615

O anexo faz parte integrante do balanço em 30 de Junho de 2008.

ALTRI , SGPS, S.A.

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS POR NATUREZAS PARA OS PERÍODOS FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2008 E 2007

(Montantes expressos em Euros)

Custos e perdas Notas 2008 2007
Fornecimentos e serviços externos 291.709 91.602
Custos com o pessoal:
Remunerações 95.458 11.981
Encargos sociais 16.889 2.663
Amortizações e ajustamentos do imobilizado
corpóreo e incorpóreo 10 10.029 1.110
Impostos 17.016 10.818
(A) 431.101 118.174
Juros e custos similares
Juros suportados 45 1.071.648 860.251
Outros 45 229.703 197.820
(C) 1.732.452 1.176.245
Impostos sobre o rendimento do período - -
(D) 1.732.452 1.176.245
Resultado líquido do período (1.700.132) 2.830.214
32.320 4.006.459
Proveitos e ganhos Notas 2008 2007
Rendimentos de participações de capital 45 - 4.000.000
Outros juros e proveitos similares 45 25.724 6.459
(B) 25.724 4.006.459
Proveitos e ganhos extraordinários 6.596 -
(E) 32.320 4.006.459
Resultados operacionais: - (A) (431.101) (118.174)
Resultados financeiros: (B) - (C-A) (1.275.627) 2.948.388
Resultados correntes: (B) - (C) (1.706.728) 2.830.214
Resultados antes de impostos: (E) - (C) (1.700.132) 2.830.214
Resultado líquido do exercício: (E) - (D) (1.700.132) 2.830.214

O Anexo faz parte integrante da demonstração dos resultados por naturezas para o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2008.

ALTRI, SGPS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)

NOTA INTRODUTÓRIA

A Altri, S.G.P.S., S.A. ("Altri" ou "Empresa") é uma sociedade anónima constituída em 1 de Março de 2005, com sede no Porto e que tem como actividade principal a gestão de participações sociais (Nota 16), sendo as suas acções cotadas na Euronext Lisbon.

A Altri foi constituída no âmbito do projecto de reestruturação da Cofina, SGPS, S.A. através da cisão da participação social detida por aquela sociedade na Celulose do Caima, SGPS, S.A., na modalidade de cisão-simples prevista na alínea a) do n.º 1 do art. 118º do Código das Sociedades Comerciais.

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2008, a actividade Altri foi marcada pela concretização de um processo de reorganização empresarial, oportunamente divulgado, e que envolveu a cisão da participação social detida na F. Ramada – Aços e Indústrias, S.A., representativa da totalidade dos direitos de voto dessa empresa participada, na modalidade de cisão-simples prevista na alínea a) do n.º 1 do art. 118º do Código das Sociedades Comerciais, para constituição de uma nova sociedade – a F. Ramada – Investimentos, SGPS, S.A. ("Ramada Investimentos"). Com este processo foi destacada para a Ramada Investimentos a parcela do património da Empresa correspondente à unidade de negócio de gestão de participações no sector dos aços e sistemas de armazenagem, incluindo todos os demais recursos (designadamente pessoas, activos e passivos) afectos ao respectivo exercício.

A escritura pública de cisão-simples foi outorgada em 16 de Abril de 2008 e a data relevante para produção de efeitos contabilísticos e jurídicos ocorreu no passado dia 1 de Junho de 2008.

As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano Oficial de Contabilidade e aquelas cuja numeração se encontra ausente deste anexo não são aplicáveis à Empresa ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras anexas.

Dado que a Empresa prepara e apresenta demonstrações financeiras consolidadas, as quais são preparadas de acordo com os princípios de mensuração e reconhecimento previstos nas Normas Internacionais de Relato Financeiro ("International Financial Reporting Standards – IFRS" – anteriormente designadas "Normas Internacionais de Contabilidade – IAS") e que, na opinião da Administração, reflectem de forma mais adequada a situação financeira da Empresa e os resultados das suas operações, a Empresa mantém nas contas individuais os investimentos financeiros em empresas filiais e associadas ao custo de aquisição, não aplicando assim o método de equivalência patrimonial.

2. CONTAS NÃO COMPARÁVEIS COM O PERÍODO ANTERIOR

Tendo em consideração a operação de cisão acima descrita as demonstrações financeiras da Empresa em 30 de Junho de 2008 não são directamente comparáveis com as do período homólogo anterior.

3. BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS

As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, mantidos de acordo com princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal.

Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras foram os seguintes:

a) Imobilizações incorpóreas

As imobilizações incorpóreas, que compreendem essencialmente despesas com o desenvolvimento do site da Empresa, encontram-se registadas ao custo e são amortizadas pelo método das quotas constantes durante um período de três anos.

b) Imobilizações corpóreas

As imobilizações corpóreas, que compreendem essencialmente equipamento administrativo, encontram-se registadas ao custo de aquisição e são amortizadas pelo método das quotas constantes durante um período de cinco anos.

c) Investimentos financeiros

As partes de capital em empresas do grupo, associadas e outras empresas, bem como os investimentos em títulos e outras aplicações financeiras são registadas ao custo de aquisição adicionado de eventuais despesas de compra, sendo efectuados os ajustamentos necessários para reduzir o montante dos investimentos financeiros ao seu valor líquido estimado de realização.

Os rendimentos resultantes de investimentos financeiros (dividendos recebidos) são registados na demonstração de resultados do período em que é decidida e anunciada a sua distribuição (Nota 45).

d) Especialização de exercícios

A Empresa regista as suas receitas e despesas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual as receitas e despesas são reconhecidas à medida em que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos.

e) Impostos diferidos

Os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação.

Os activos e passivos por impostos diferidos são calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação que se esperam estarem em vigor à data da reversão das diferenças temporárias.

Os activos por impostos diferidos são registados unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para os utilizar. Na data de cada balanço é efectuada uma reapreciação das diferenças temporárias subjacentes aos activos por impostos diferidos no sentido de reconhecer activos por impostos diferidos não registados anteriormente por não terem preenchido as condições para o seu registo e/ou para reduzir o montante de activos por impostos diferidos registados em função da expectativa actual da sua recuperação futura.

f) Acções próprias

As acções próprias são registadas ao custo de aquisição, sendo as mais ou menos valias geradas com a sua alienação registadas na rubrica "Reservas livres".

6. IMPOSTOS

De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a Segurança Social), excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são alongados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais da Empresa desde a sua constituição (Março de 2005) poderão vir ainda ser sujeitas a revisão.

A Administração da Empresa entende que as eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações fiscais não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras em 30 de Junho de 2008.

Nos termos do artigo 81º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas a Empresa encontra-se sujeita adicionalmente a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo mencionado.

A Empresa encontra-se abrangida pelo Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades ("RETGS"), sendo que cada uma das sociedades abrangidas por este regime regista o imposto sobre o rendimento nas suas contas individuais por contrapartida da rubrica "Empresas do grupo". Nos casos em que as filiais contribuem com prejuízos é registado, nas contas individuais, o montante de imposto correspondente aos prejuízos que vierem a ser compensados pelos lucros das demais sociedades abrangidas por este regime (Nota 16).

Os activos por impostos diferidos gerados pela Empresa na sua actividade não são alvo de registo contabilístico, numa óptica de prudência.

Nos termos da legislação em vigor os prejuízos fiscais são reportáveis durante um período de seis anos após a sua ocorrência e susceptíveis de dedução a lucros fiscais gerados durante esse período. Em 30 de Junho de 2008, os prejuízos fiscais reportáveis segundo as declarações entregues e outra informação da Empresa ascendem a, aproximadamente, 2.500.000 Euros.

Em 30 de Junho de 2008, a Empresa não tinha situações geradoras de passivos por impostos diferidos.

7. NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL

Em 30 de Junho de 2008 a empresa tinha quatro colaboradores ao seu serviço enquanto em 30 de Junho 2007 tinha um colaborador.

10. MOVIMENTO DO ACTIVO IMOBILIZADO

Durante o período compreendido entre 31 de Dezembro de 2007 e 30 de Junho de 2008, o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas, imobilizações corpóreas e investimentos financeiros, bem como nas respectivas amortizações acumuladas, foi o seguinte:

Activo bruto
Saldo Saldo
Rubricas inicial Aumentos Alienações Cisão (Nota 40) final
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de investigação e desenvolvimento 54.950 - - - 54.950
Propriedade Industrial e Intelectual 1.321 - - - 1.321
56.271 - - - 56.271
Imobilizações corpóreas:
Equipamento administrativo 1.240 6.459 - (2.541) 5.158
1.240 6.459 - (2.541) 5.158
Investimentos financeiros (Nota 16) :
Partes de capital em empresas do grupo 96.471.391 - - (36.000.750) 60.470.641
Títulos e outras aplicações financeiras 28.000.000 - - - 28.000.000
124.471.391 - - (36.000.750) 88.470.641
Amortizações e ajustamentos acumulados
Saldo Saldo
Rubricas Inicial Reforços Alienações final
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de investigação e desenvolvimento 9.648 8.685 - 18.333
Propriedade Industrial e intelectual 860 187 - 1.047
10.508 8.872 - 19.380
Imobilizações corpóreas:
Equipamento administrativo 1.162 1.157 - 2.319
1.162 1.157 - 2.319

A coluna "Cisão" nas rubricas "Partes de capital em empresas do grupo" e "Equipamento administrativo" refere-se à cisão (Nota Introdutória e Nota 40) da participação social na F. Ramada – Aços e Industrias, S.A. e do imobilizado a si associado, os quais foram transmitidos pelo respectivo valor de inscrição nos registos contabilísticos da sociedade à data de registo do projecto de cisão (36.003.291 Euros), conforme constitui exigência e pressuposto do regime da neutralidade fiscal, nos termos das disposições aplicáveis do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (CIRC).

16. EMPRESAS DO GRUPO, ASSOCIADAS E PARTICIPADAS

a) Partes de capital em empresas do grupo

Em 30 de Junho de 2008, a composição dos investimentos financeiros em empresas do grupo bem como a informação financeira obtida das demonstrações financeiras das empresas filiais preparadas de acordo com os princípios de mensuração e reconhecimento das Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adoptadas na União Europeia, são como segue:

Nome % Montante Activo Capital próprio Resultado
Líquido
Celulose do Caima, SGPS, S.A. 100% 60.470.641 1.044.885.227 139.078.811 18.695.641

Adicionalmente, em 30 de Junho de 2008 a Empresa preparou demonstrações financeiras consolidadas usando políticas contabilísticas consistentes com as Normas Internacionais de Relato Financeiro, tal como adoptadas na União Europeia, de acordo com IAS 34 – Demonstrações Financeiras Intercalares, das quais se apresenta um resumo dos principais dados financeiros:

Junho de 2008 Junho de 2007
Total do activo líquido consolidado 1.030.940.406 856.623.123
Total do capital próprio consolidado (a) 85.967.271 104.951.640
Total dos interesses minoritários constantes do balanço 339.248 262.815
Lucro consolidado do período (b) 8.974.406 19.330.640

(a) – incluindo interesses minoritários

(b) – incluindo o resultado líquido do período atribuível aos accionistas minoritários

b) Títulos e outras aplicações financeiras

Em 30 de Junho de 2008 esta rubrica refere-se a prestações acessórias concedidas à Celulose do Caima, SGPS, S.A.

c) Saldos com empresas do grupo

Em 30 de Junho de 2008, o detalhe dos saldos com empresas do grupo é como segue:

Saldos devedores Saldos credores
RETGS Grupo F. Ramada (Nota 6) 191.878 -
RETGS Celulose do Caima, SGPS, S.A. (Nota 6) - 721.248
RETGS Inflora - Soc. Inv. Florestais, S.A. (Nota 6) - 21.538
Celbi - Celulose da Beira Industrial, S.A. - 10.000.000
191.878 10.742.786

O saldo credor com a Celbi – Celulose da Beira Industrial, S.A. diz respeito a empréstimos obtidos para cobertura de carências de tesouraria, os quais vencem juros a taxas de mercado (Nota 45) e deverão ser reembolsado no curto prazo.

36. COMPOSIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL

Em 30 de Junho de 2008, o capital da Empresa, totalmente subscrito e realizado, era composto por 102.565.836 acções com o valor nominal de 25 cêntimos de Euro cada.

37. IDENTIFICAÇÃO DE PESSOAS COLECTIVAS COM MAIS DE 20% DO CAPITAL

As seguintes pessoas colectivas detêm mais de 20% do capital subscrito em 30 de Junho de 2008:

  • Cofihold, SGPS, S.A.

40. VARIAÇÃO NAS RUBRICAS DE CAPITAL PRÓPRIO

O movimento ocorrido nas rubricas de capital próprio durante o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2008 foi como segue:

Saldo Saldo
inicial Transferências Aumentos Diminuições Cisão (Nota 10) final
Capital 25.641.459 - - - - 25.641.459
Reservas legais 1.527.560 102.963 - - - 1.630.523
Reservas livres 21.331.198 - - (3.171.994) (3.599.980) 14.559.224
Reservas de cisão 32.403.311 - - - (32.403.311) -
Resultado líquido 2.059.260 (102.963) (1.700.132) (1.956.297) - (1.700.132)
82.962.788 - (1.700.132) (5.128.291) (36.003.291) 40.131.074

A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinada ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital social. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.

A coluna "Cisão" refere-se à cisão (Nota Introdutória e Nota 10) da participação social na F. Ramada – Aços e Indústrias, S.A. a qual foi transmitida pelo respectivo valor de inscrição nos registos contabilísticos da sociedade no montante de 36.003.291 Euros (incluindo o montante de 2.541 Euros relativo a equipamento administrativo associado à actividade da sociedade cindida), conforme constitui exigência e pressuposto do regime da neutralidade fiscal, nos termos das disposições aplicáveis do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (CIRC). O valor foi deduzido à rubrica "Reservas de Cisão" até esgotado o montante destas, tendo o remanescente sido registado na rubrica "Reservas Livres".

Conforme deliberação tomada em Assembleia Geral realizada em 28 de Maio de 2008, o resultado líquido do exercício findo em 31 de Dezembro de 2007, foi aplicado como segue:

Reserva legal
Dividendos
102.963
1.956.297
---------------
2.059.260
========

Adicionalmente, na mesma Assembleia Geral foi aprovada a distribuição de Reservas Livres no montante de 3.171.994 Euros, pelo que o total de dividendos distribuídos ascendeu a 5.128.291 Euros.

45. DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS FINANCEIROS

Os resultados financeiros em 30 de Junho de 2008 e 2007 têm a seguinte composição:

2008 2007
Custos e perdas:
Juros suportados 1.071.648 860.251
Outros custos e perdas financeiros 229.703 197.820
--------------
1.301.351
---------------
1.058.071
Resultados financeiros 1.275.627 2.948.388
--------------
25.724
---------------
4.006.459
======== ========
Proveitos e ganhos:
Juros obtidos 728 6.459
Rendimentos de participações de capital - 4.000.000
Outros proveitos e ganhos financeiros 24.996 -
--------------
25.724
---------------
4.006.459
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A rubrica "Outros custos e perdas financeiras" refere-se essencialmente a comissões suportadas com a emissão de Papel Comercial e comissões relativas a serviços bancários.

A rubrica "Juros suportados" inclui o montante de 79.145 Euros relativo a juros referentes a empresas do grupo (Nota 16).

O valor inscrito na rubrica "Rendimentos de participações de capital" do semestre findo em 30 de Junho de 2007 refere-se a dividendos recebidos da empresa então participada F. Ramada – Aços e Indústrias, S.A. no montante de 4.000.000 Euros.

48. DÍVIDAS A INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO

Em 30 de Junho de 2008, a rubrica "Dívidas a instituições de crédito" corresponde à utilização de uma conta corrente caucionada.

49. OUTROS EMPRÉSTIMOS OBTIDOS

Em 30 de Junho de 2008, a rubrica "Outros empréstimos obtidos" corresponde a emissões de papel comercial, as quais vencem juros à taxas de mercado, tendo reembolso no curto prazo.

50. CUSTOS DIFERIDOS

Em 30 de Junho de 2008, o saldo desta rubrica do activo tem a seguinte composição:

Despesas com a emissão do papel comercial 155.968 Outros 379 -----------

156.347 ======