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Altri SGPS Interim / Quarterly Report 2004

Sep 28, 2004

1914_ir_2004-09-28_f393d2b3-e5f3-40ef-8962-05e132e63e1c.pdf

Interim / Quarterly Report

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RELATÓRIO DE GESTÃO E CONTAS

1º Semestre de 2004

Banif SGPS, SA.

e

Grupo Banif Consolidado

Banif SGPS, SA

Sociedade com o capital aberto ao investimento do público Sede Social: Rua de João Tavira, 30 - 9 000 Funchal Capital Social: 200.000.000 Euros - Pessoa Colectiva n. º 511 029 730 Matrícula n. º 3658 da C.R.C. do Funchal

ÍNDICE

I. ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO

II. ACTIVIDADE DO GRUPO BANIF

  • 1. BANIF SGPS, SA
  • 2. BANIF COMERCIAL SGPS, SA
  • 2.1 Banif Banco Internacional do Funchal, SA
  • 2.2 Banco Comercial dos Açores, SA
  • 2.3 Banif Leasing, SA
  • 2.4 Banif Crédito SFAC, SA
  • 2.5 Banif Rent Aluguer, Gestão e Comércio de Veículos Automóveis, SA
  • 2.6 Banco Banif Primus, SA
  • 3. BANIF SEGUROS SGPS, SA
  • 3.1 Companhia de Seguros Açoreana, SA
  • 4. BANIF INVESTIMENTOS SGPS, SA
  • 4.1 Banif Banco de Investimento, SA
  • 4.2 Banif Banco Internacional do Funchal (Cayman), Ltd
  • 4.3 Banif Securities, Inc.
  • 5. OUTRAS EMPRESAS DO GRUPO BANIF
  • 5.1 Banif Imobiliária, SA
  • 5.2 Banifserv Empresa de Serviços, Sistemas e Tecnologias de Informação, ACE

III. ANÁLISE ÀS CONTAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS

IV. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

V. DOCUMENTAÇÃO ANEXA ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

  • 1. Anexo às Contas
  • 1.1 Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras
  • 1.1.1Banif SGPS, SA Contas Individuais
  • 1.1.2Banif SGPS, SA Contas Consolidadas
  • 2. Demonstração de Fluxos de Caixa
  • 3. Demonstração de Resultados por Funções

VI. OUTRAS INFORMAÇÕES

  • 1. Órgãos Sociais e Estatutários
  • 2. Carteira de Acções Próprias
  • 3. Titulares de Participações Sociais Qualificadas
  • 4. Valores mobiliários emitidos pela Banif SGPS, SA e sociedades do Grupo Banif detidos por titulares de Órgãos Sociais

RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

I. ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO

A primeira metade de 2004 ficou marcada pela manutenção de um forte ritmo de crescimento nos Estados Unidos e por sinais de recuperação no Japão e na Europa. Assim, os Estados Unidos apresentaram um crescimento de 4,5% no 1º trimestre, tendo desacelerado para 3% no trimestre findo em Junho, ainda assim um ritmo apreciável. No entanto, a subida dos preços do petróleo desde meados de Abril e a sua manutenção no patamar dos 40 Dólares tem ensombrado as perspectivas de crescimento para o resto do ano, apesar do impacto inflacionista daí decorrente ser ainda bastante mitigado. Desequilíbrios entre a oferta e a procura conjugados com a instabilidade militar no Iraque e com os problemas legais da petrolífera russa Yukos, têm explicado esta subida de preços que, apesar dos esforços da OPEP no sentido de aumentar a produção, não parece vir a ser invertida no curto prazo.

O semestre ficou, ainda, marcado pela primeira subida de taxas de juro da FED desde 2001, no último dia de Junho, com a Fed Funds Rate a subir 25 pontos base para 1,25%. A evolução da política monetária norteamericana foi, de resto, o principal tema de debate ao longo de todo o semestre, dada a opinião generalizada de que o nível de taxas (1%) era francamente desajustado ao ritmo de crescimento evidenciado pela economia norte-americana. Contudo, e na medida em que esse crescimento tem sido feito sem impacto inflacionista imediato, a Reserva Federal tem sublinhado que, embora seja efectivamente necessário repor a sua taxa de referência a um nível neutral (a taxa de juro real mantém-se negativa), essa subida deverá acontecer de uma forma gradual. Este discurso, repetido em várias instâncias, levou o mercado a incorporar expectativas de subidas na casa dos 25 pontos base por reunião até ao final do ano (num total de mais 1% para 2,25%).

O forte ritmo da economia norte-americana ao longo do semestre foi sendo visível na maioria dos indicadores de confiança, da indústria e do consumo mas não se estendeu de forma sólida ao mercado de trabalho, que continua a apresentar um ritmo de recuperação pouco consistente com a taxa de crescimento global do produto. Para além de levar alguns analistas a questionarem-se sobre a sustentabilidade dos actuais ritmos de crescimento, a reduzida criação de novos empregos tem sido igualmente apontada como explicação para o facto de a inflação permanecer em níveis pouco preocupantes. Efectivamente, embora a taxa de inflação homóloga tenha subido de 1,9% em Dezembro para 3,3% em Junho, essa subida é grandemente explicada pela escalada dos preços do petróleo, já que a inflação subjacente (excluindo alimentação e energia) apresentou uma subida mais contida, de 1,1% para 1,9%, para o mesmo período. Importa salientar que a subida deste indicador foi bem-vinda, precisamente por ter eliminado os receios deflacionistas que vinham preocupando as autoridades monetárias ao longo de todo o último ano.

No entanto, a manutenção sustentada dos preços do petróleo acima dos 40 Dólares, configurando já um choque petrolífero – o petróleo subiu cerca de 13% na primeira metade de 2004 e o preço médio do 2º trimestre esteve já 36% acima do trimestre homólogo de 2003 – tem levantado questões sobre a sustentabilidade da retoma global e da norte-americana em particular, já que grande parte do crescimento foi até agora estimulado, essencialmente, por factores exógenos a actuar sobre o consumo, nomeadamente os benefícios fiscais concedidos em 2003 e o facto de as taxas de juro muito baixas permitirem o refinanciamento frequente dos créditos hipotecários. Com o esgotamento destes dois suportes, na ausência de uma retoma sustentada do mercado de trabalho e num cenário de preços de petróleo elevados, as dúvidas quanto ao cenário a esperar para o 2º semestre de 2004 continuam a acumular-se.

A melhoria da economia norte-americana foi também sentida a nível global. Pela primeira vez em vários anos, o Japão deu sinais de recuperação, com o crescimento do PIB no 1º trimestre de 2004 a situar-se em 6,1%, superando largamente as expectativas. Apesar do crescimento ter desacelerado novamente no 2º trimestre para 1,7%, a produção industrial apresentou taxas de variação homóloga superiores a 5% ao longo do semestre, com o mês de Junho a registar um crescimento de 8,9%, o maior dos últimos seis anos, paralelamente à despesa dos consumidores, que tem igualmente apresentado variações homólogas positivas na casa dos 5%. A melhoria da conjuntura económica atenuou, mas não colocou ainda fim, à persistente tendência deflacionista da economia japonesa: as taxas de variação homólogas dos preços oscilaram entre – 0,5% e 0% (valor de Junho) face a cerca de –1% nos últimos dois anos.

A Europa partilhou também desta tendência de recuperação, estimulada particularmente pelo desempenho da procura externa, que motivou uma melhoria acentuada dos índices de confiança dos empresários. Assim, a produção industrial apresentou um crescimento homólogo de 2,7% em Junho, tendo permanecido em território positivo ao longo de todo o semestre. O consumo privado tem apresentado menos vigor, com as vendas a retalho a evidenciarem um comportamento bastante volátil ao longo do semestre, sem tendência definida, a que não será de todo alheia a manutenção da taxa de desemprego em torno dos 9%, sem evidentes sinais de melhora.

Apesar disso, a economia europeia acelerou à medida que o semestre foi evoluindo, com o crescimento do 2º trimestre a situar-se já em 2% em termos homólogos face a 1,3% no trimestre findo em Março. O comportamento da inflação tem sido consistente com este padrão, tendo acelerado de 1,9% em Dezembro de 2003 para 2,4% no fim de Junho. Contudo, e provavelmente por reflectir sobretudo os preços do petróleo em alta, esta subida não implicou para já qualquer movimentação do Banco Central Europeu, que mantém a sua taxa em 2% desde Junho de 2003.

Em Portugal, e depois de assumida a recessão económica em 2003, ano em que o produto caiu –1,2%, os sinais evidenciados ao longo do primeiro semestre de 2004 permitiram uma melhoria significativa das perspectivas para o ano, levando o Banco de Portugal a subir a sua projecção para o crescimento do PIB de 0,75% para 1,25% (ponto médio do intervalo de projecção). Assim, para além da subida generalizada dos níveis de confiança, quer de empresários, quer de consumidores, os sectores industrial e externo revelaram já sinais claros de recuperação, evidentes não só no aumento da produção industrial mas também nas vendas de veículos comerciais e de cimento. No que diz respeito à inflação, os preços do petróleo afectaram negativamente os dois últimos meses do semestre, com a inflação homóloga a fechar o mês de Junho em 3,7%, face a um valor médio de 2,3% durante os meses anteriores.

O primeiro semestre de 2004 constituiu um tempo de incerteza para a economia brasileira. A inversão de expectativas sobre a evolução da política monetária norte-americana, no sentido de uma subida das taxas de juro mais cedo do que o antecipado, determinou uma forte correcção dos mercados obrigacionistas a partir de Fevereiro, que teve reflexos no câmbio face ao dólar. Assim, o Real depreciou cerca de 6,7% no semestre, o que, associado à subida dos preços do petróleo, teve um impacto negativo sobre a inflação e viria a travar a descida das taxas de juro pelo Banco Central. A taxa de referência SELIC mantém-se assim nos 16% desde Abril, momento em que o Banco Central a desceu em 25 pontos base. Apesar da manutenção das taxas de juro, a economia brasileira tem dado sinais positivos em termos de produção industrial, vendas a retalho e desemprego, que fazem antever um crescimento real do produto em linha com o antecipado para este ano (3%).

Em termos cambiais, o semestre ficou marcado pela apreciação do Dólar face ao Euro em cerca de 2%, devido ao alargamento do diferencial de ritmo de crescimento entre os dois blocos, o que acarretou expectativas de subidas de taxas nos Estado Unidos face a uma estabilidade na Europa. Ainda assim, as perspectivas continuam a apontar para uma desvalorização do Dólar no médio prazo, devido ao desequilíbrio simultâneo nas contas públicas e externas do país.

Quanto aos mercados de capitais, os principais índices apresentaram um desempenho bastante modesto: o Standard&Poor's 100 subiu cerca de 2,6% e o Nasdaq 2,2% enquanto o Dow Jones perdeu 0,2%. A incerteza quanto ao rumo concreto da política monetária norte-americana e a elevada volatilidade dos yields das obrigações, sobretudo no prazo a 10 anos, explicam a ausência de tendência dos mercados americanos. A Europa acompanhou este padrão, com o Eurostoxx50 a subir 2,1%, embora Portugal tenha constituído uma excepção, já que o índice PSI20 acumulou um ganho de 8,5% no fim de Junho, um dos melhores desempenhos a nível europeu, espelhando a expectativa de recuperação da economia.

II. ACTIVIDADE DO GRUPO BANIF

No final do 1º semestre de 2004, a estrutura do Grupo Banif e a composição da sua rede de pontos de venda, eram as constantes das páginas seguintes:

DIAGRAMA DE PARTICIPAÇÕES DO GRUPO BANIF em 30/06/2004

  • a) Em virtude de ser um ACE, a sua localização no diagrama pode ser reequacionada face à legislação dos ACE.
  • b) Capital Social Realizado 100.000 Euros.
  • c) Capital Social Realizado USD 100
  • d) A percentagem de controlo de capital votante é de 100%, sendo o capital social constituído por: 1.000 acções ordinárias de valor nominal unitário de USD 1 e 5.000 acções preferenciais sem voto de valor nominal unitário de EUR 1.
  • A percentagem de controlo de capital votante é de 100%, sendo o capital social constituído por: 26.000.000 de acções ordinárias de valor nominal USD 1 e 16.000.000 de acções preferenciais sem voto, de valor nominal de USD 1.
  • f) Capital Social Realizado USD 100

Redes de Distribuição do Grupo Banif

Pontos de Venda em 30/06/04

Continente Madeira Açores Estrangeiro Total
Banif Comercial 147 39 54 13 253
1. Banif 141 38 0 2 181
- Agências- Centros de Empresas/ 117 33 0 0 150
/Clientes 19 2 0 0 21
- Call Centre 1 0 0 0 1
- S.F.E.- Outros 04 21 00 02 27
2. BCA 1 0 54 5 60
- Agências 1 0 44 0 45
- Centros de Empresas 0 0 5 0 5
- S.F.E. 0 0 1 1 2
- Outros 0 0 4 4 8
3. Banif Leasing/Banif Crédito 5 1 0 0 6
4. Banif-Primus 0 0 0 6 6
Banif Seguros 39 1 19 0 59
1. CSA 39 1 19 0 59
Banif Investimentos 2 1 1 7 11
1. Banif-Cayman 0 0 0 1 1
2. Banif Banco de Investimento 2 1 1 0 4
3. Outros 0 0 0 6 6
TOTAL 188 41 74 20 323

1. BANIF SGPS, SA

Durante o 1º semestre de 2004, a Sociedade centrou a sua actividade na gestão das suas participações financeiras, consubstanciada na gestão da sua tesouraria e na determinação e dinamização de estratégias a serem implementadas nas diferentes sociedades do Grupo Banif.

Ao nível do endividamento da Sociedade, salienta-se que o mesmo é composto por dois empréstimos obrigacionistas, nos montantes de 50 milhões de Euros e 70 milhões de Euros, com vencimentos em 30 de Setembro de 2006 e em 15 de Dezembro de 2008, respectivamente.

Para fazer face à tesouraria de curto prazo, a Sociedade obteve, em 30 de Dezembro de 2003, um financiamento de apoio de tesouraria de 20 milhões de Euros, junto da empresa mãe Rentipar Financeira, SGPS, SA.

A Sociedade recebeu dividendos das suas participadas no montante global de 6.651,4 milhares de Euros e colocou à disposição dos seus accionistas dividendos no valor de 10 milhões de Euros, traduzido num dividendo por acção de € 0,25.

No que se refere aos principais indicadores, salienta-se que o Activo Líquido da Sociedade ascendia a 421,6 milhões de Euros no final do 1º semestre de 2004, enquanto no período homólogo de 2003 atingia o montante de 374,8 milhões de Euros, representando um crescimento de 12,48%. A Sociedade obteve um Resultado Líquido Individual de 4.338,2 milhares de Euros contra os 557,2 milhares de Euros obtidos no 1º semestre de 2003 e possui capitais próprios de 278,4 milhões de Euros no final do 1º semestre de 2004, enquanto no período homólogo de 2003, este indicador atingia o valor de 272,3 milhões de Euros.

2. BANIF COMERCIAL SGPS, SA

A actividade da Sociedade durante o 1º semestre de 2004 consistiu, exclusivamente, na gestão das participações financeiras ligadas à actividade da banca comercial e crédito especializado.

Mantendo uma dinâmica de reforço das participações financeiras, a Sociedade adquiriu, em 13 de Fevereiro de 2004, mais 9,13% do capital social do Banco Banif Primus, SA, passando a deter uma participação de 84,13%.

Na sequência da Oferta Pública de Aquisição lançada sobre as acções representativas do Capital Social do Banco Comercial dos Açores, SA, ocorrida durante o exercício de 2003, a Sociedade tornou público, através da emissão de anúncio preliminar em 23 de Fevereiro de 2004, a sua decisão de adquirir potestivamente as 44.246 acções ordinárias, escriturais e nominativas representativas de 0,426% do capital social daquela Instituição de Crédito, cujo registo foi feito pela CMVM em 13/11/2003, sob o nº. 9045.

Em resultado desta acção a Banif Comercial SGPS, SA, adquiriu, ainda durante o 1º trimestre de 2004, as 44.246 acções do Capital Social do Banco Comercial dos Açores, SA, pelo que passou a deter 100% daquele Banco.

No que se refere aos principais indicadores relativos ao 1º semestre de 2004, o Activo Líquido da Sociedade atingiu o valor de 353,6 milhões de Euros, contra 338,2 milhões de Euros no 1º semestre de 2003, tendo sido obtido um Resultado Líquido de 15.472,2 milhares de Euros, contra 12.219,2 milhares de Euros em igual período de 2003, variação que resultou essencialmente do aumento de dividendos recebidos das sociedades participadas.

2.1 Banif – Banco Internacional do Funchal, SA

1. Negócio na Região Autónoma da Madeira

A actividade do Banco na RAM, durante o primeiro semestre de 2004, foi desenvolvida num contexto de reanimação económica, derivado, sobretudo, dos altos níveis de investimento do Sector Público.

A evolução da captação de recursos evoluiu favoravelmente em relação ao ano anterior (+ 4%), em resultado da poupança da população residente, que compensou o contributo negativo dos não residentes, face à evolução da situação político-económica e das restrições legais dos países de acolhimento.

O crédito concedido voltou a registar um importante crescimento (10%), sendo de salientar, o crédito ao investimento, e a continuada redução dos valores do crédito ao consumo, mantendo-se o crédito vencido a níveis muito reduzidos.

A orientação estratégica de reforçar a nossa presença no crédito a particulares obrigou à criação dos meios necessários para esse efeito e traduziu-se na criação do Gabinete de Canais Agenciados na DCRAM. O seu objectivo é o de proporcionar aos nossos clientes e aos promotores imobiliários e comerciais, um melhor serviço, com qualidade acrescida e assente na rapidez de decisão e execução processual.

Como reflexo da sua actividade, o número de promotores imobiliários com acordos com o Banco aumentou significativamente, dando um contributo importante ao forte aumento registado no crédito à habitação.

Desenvolveram-se acordos comerciais com empresas da Região, visando a colocação do crédito no ponto de venda (lojas) e estabeleceram-se linhas de crédito a taxas de juro bastante competitivas para venda de produtos de gama alta aos balcões (Campanha Digital Pack).

A venda de produtos das várias empresas do Grupo continuou a situar-se em níveis muito elevados, reflexo da forte implantação do Banco, de uma vigorosa actividade comercial dirigida à ampliação da base de clientes e do aumento do grau de penetração de produtos por cliente, permitindo acréscimos de rentabilidade e de fidelização.

Com o objectivo de proporcionar melhores condições de atendimento na nossa Rede de Agências (RERAM) e de aproximar o Banco dos clientes, foi inaugurada a Agência da Cancela e remodeladas as Agências da Quinta Deão e Caniço.

No seu segundo ano de actividade, o Banif Privado (CPIRAM), com a sua actividade orientada para um segmento médio/alto de clientes particulares e institucionais, atingiu elevados níveis de desempenho nos serviços prestados, traduzidos nas boas performances de captação e recuperação de clientes.

A actividade do Centro de Empresas (CERAM), orientada por critérios de segurança, rentabilidade e acréscimo de qualidade de serviço, permitiu alargar ainda mais a base de clientes, consolidando a posição de liderança do Banco na Região.

No âmbito de uma actividade orientada pelo importante papel que a nossa Instituição assume na RAM e pelo conhecimento profundo dos clientes, foram promovidos e apoiados diversos eventos científicos, desportivos e culturais, dos quais é de referir o Torneio de Golfe Banif, o "Prémio Zarco" e o 3º Encontro de Gerações, realizado em Caracas junto da comunidade madeirense na Venezuela, o patrocínio ao Clube Sport Marítimo e ao programa "Jogos Escolares" promovido pela Secretaria Regional de Educação.

Em termos globais, o desenvolvimento da actividade do Banco foi, também, marcado por uma intensa concorrência, tendo-se no entanto invertido a tendência de estreitamento das margens financeiras de crédito o que, ligado ao forte crescimento verificado, bem como à significativa expansão da cobrança de comissões, permitiu alcançar um crescimento significativo no produto bancário.

Variação Junho 2004/ Junho 2003

Crédito + 10%
Recursos + 4%
Base de clientes + 5%

2. Negócio no Continente

2.1 Negócio no Segmento de Empresas

No primeiro semestre de 2004, a Direcção de Centros de Empresas (DCE) manteve a função tradicional de gestão e acompanhamento da carteira de crédito de empresas de pequena e média dimensão, através dos 19 Centros (e Delegações) no Continente.

Simultaneamente, manteve-se a estratégia de colocação de produtos do Grupo e reforçou-se o papel de canal fornecedor de negócios para outras áreas do Banco. De destacar, também, o assinalável êxito na comercialização do factoring, iniciada no final de 2003, e o início da colocação do renting.

Visando a maximização do contributo total em termos financeiros, manteve-se a orientação de crescimento moderado e cuidadoso na concessão de crédito e uma política agressiva na captação de operações de factoring e na prestação de serviços, geradoras de comissões.

Na área do negócio tradicional, a DCE acompanhou de perto os clientes que evidenciaram sinais de alerta e prosseguiu o objectivo, traçado no início do ano, de minimizar os riscos da carteira de crédito, designadamente:

  • desmobilizando e reduzindo o envolvimento do Banco nos clientes de maior risco;
  • diversificando o risco e reduzindo o grau de concentração do crédito;
  • diminuindo a exposição em alguns sectores onde a conjuntura desfavorável se faz sentir com maior intensidade;
  • captando novos clientes de comprovado bom risco;
  • aumentando o envolvimento em clientes de baixo risco, onde a posição do Banco era muito diminuta.

Na área do cross-selling com outras empresas do Grupo, é de salientar:

  • o crescimento de 291% na colocação de leasing imobiliário, face ao primeiro semestre de 2003;
  • o crescimento dos prémios de seguros (de todos os ramos) em 148%, em termos homólogos;
  • os volumes colocados em fundos ao longo do primeiro semestre, num total de 6 milhões de Euros.

No primeiro semestre de 2004, a DCE reforçou igualmente a canalização de clientes e negócios para outras Direcções Comerciais do Banco no Continente (DRA e DPAR), assumindo-se como um canal de venda indirecta.

A nova estratégia tem sido implementada com resultados muito animadores, em especial ao nível da venda de cartões de crédito, adesão ao Banif@st e indicação de clientes para a Conta de Gestão de Tesouraria e para o Banif Privado.

De destacar a celebração de 181 protocolos com empresas, visando o pagamento de salários por intermédio do Banco, com a abertura de 2.087 contas aos empregados dessas empresas, contribuindo assim, significativamente, para o grande objectivo do Banco definido para o ano de 2004 de alargamento da sua base de clientes.

A comercialização do factoring – iniciada no final de 2003 – atingiu já no primeiro semestre de 2004 montantes significativos, que comprovam o êxito deste produto. Com efeito, em 6 meses a DCE celebrou 64 contratos, que representam 43.883 milhares de Euros de cedências, cobrando 164 milhares de Euros de comissões, e gerando um contributo total financeiro de 241 milhares de Euros.

Neste período, foram apreciadas 219 propostas remetidas pelos Centros de Empresas, tendo sido aprovadas 191 e, destas, contratadas 64. As restantes serão contratadas no segundo semestre de 2004, o que, aliado às novas propostas que estão em apreciação, perspectiva que o factoring assuma já no final de 2004 um peso com algum significado no total do crédito, prevendo-se que atinja uma quota de 1% no final do ano.

Como resultado de toda a acção comercial descrita, a DCE cresceu, em termos homólogos, 2% no crédito total, significando uma variação de 29 milhões de Euros, e 4% nos recursos, captando 15 milhões de Euros adicionais. Por sua vez, as comissões cresceram 11%, o que somado ao crescimento do contributo financeiro do crédito e dos recursos, representa um acréscimo no contributo financeiro total de, aproximadamente, 1,5 milhões de Euros, isto é, 6,3% mais do que no primeiro semestre de 2003.

Variação Junho 2004/Junho2003

Crédito total + 2%
Recursos +4%
Base de Clientes + 8%

2.2 Negócio no Segmento Alto de Particulares

Durante o primeiro semestre do corrente ano, a Direcção de Particulares consolidou a reorganização do negócio dirigido ao segmento médio-alto e alto de particulares, nomeadamente através de

  • criação dos Centros Banif Privado: Lisboa ( com delegação em Faro ) e Porto;
  • evolução na abordagem ao segmento alvo, com um serviço de aconselhamento adequado às necessidades financeiras globais dos clientes
  • divulgação do "Banif Privado" através da realização do 1º Colóquio Banif Privado no Porto e em Lisboa.

O número de clientes geridos pelo Banif Privado cifra-se em cerca de 1.300, sendo o património financeiro sob gestão de 510 milhões de Euros de recursos e 33 milhões de Euros de crédito.

Continua a verificar-se um incremento no número médio de produtos por cliente no Banif Privado, fruto da estratégia de cross-selling, que se traduz num elevado grau de envolvimento e fidelização dos clientes ao Grupo Banif.

Como aspectos que marcaram o 1º semestre de 2004, salientam-se, ainda:

  • a consolidação da articulação com o Banif Banco de Investimento;
  • o desenvolvimento de sinergias com outras Direcções Comerciais do Banco;
  • o esforço desenvolvido na colocação de produtos de investimento que se traduz num asset allocation médio de 66% em depósitos e de 34% em produtos estruturados e fundos de investimento;
  • forte adesão à utilização do serviço Banif@st, que proporciona um canal de acesso aos clientes com considerável comodidade e rapidez.

2.3 Negócio no Segmento de Retalho

A Direcção da Rede de Agências (DRA) mantém a sua principal vocação de venda de produtos e prestação de serviços, orientada essencialmente a particulares, profissionais liberais e pequenas empresas.

O papel principal na comercialização de produtos estratégicos (crédito imobiliário, Conta Gestão de Tesouraria, cartões e crédito pessoal) é assumido pelas agências, bem como a manutenção de um bom nível de captação de recursos e a exploração do potencial de cross- selling entre empresas do Grupo.

Assentando numa estrutura de, actualmente, 117 agências, a DRA encontra-se em curso de expansão, estando prevista a abertura de novos balcões já no início do 2º Semestre.

Num contexto cada vez mais competitivo, a DRA tem mantido uma especial atenção à constante actualização da rede, por forma a racionalizar processos. Neste âmbito, já se encontra em curso o projecto "Solução de Balcões", que permitirá, entre outros aspectos, proporcionar uma solução interactiva e intuitiva para o utilizador, optimizar circuitos aplicacionais, aceder a várias aplicações de negócio e suprimir a utilização de impressos tipográficos.

Tendo como objectivo o contínuo aumento da sua base de clientes, o 1º semestre na DRA foi marcado pelo "Projecto 50 000". Trata-se de um projecto que reúne o envolvimento de todo o Banco e igualmente dos seus actuais clientes. Aliado a uma forte campanha publicitária, este projecto visa não só a fidelização dos actuais clientes, mas também a captação de novos clientes. Nesse sentido, tem sido reforçada a interacção entre a DRA e as restantes Direcções do Banco. Até ao final do semestre foram captados cerca de 22.000 novos clientes.

No período de Junho 2003 a Junho 2004 registou-se o crescimento de 15% no total dos recursos captados de clientes, correspondendo a uma variação de +134 milhões de Euros. Relativamente ao crédito total, este registou uma variação positiva de 10%, correspondente a um aumento de 130 milhões de Euros, destacandose o crédito imobiliário, cujo crescimento foi de 15% face ao período homólogo. Em 30 de Junho, o valor global da carteira de crédito ascendia a 1.454 milhões de Euros.

O contributo financeiro total registado no 1º semestre de 2004, apresentou uma variação negativa de 3%, relativamente ao período homólogo do ano anterior, devido essencialmente ao recebimento de comissões extraordinárias no 1º semestre do ano transacto, relacionadas com a operação de 500 milhões de Euros de securitização de crédito imobiliário, efectuada em Fevereiro de 2003.

De salientar o esforço de colocação do Banif@st, numa perspectiva de aproximação do Banco aos clientes, com redução dos custos de operação, neste momento com uma taxa de penetração de 49,4%, significando um aumento substancial do número de contratos activos face ao período homólogo.

Manteve-se durante o corrente ano o reforço da interligação com o Gabinete de Canais Agenciados, potenciando-se um maior volume de negócios para as agências.

Variação Junho 2004/Junho2003

Rubrica Variação
Crédito +10%
Recursos +15%
Base de clientes +12%

2.4 Crédito Imobiliário

No 1º semestre de 2004 foram contratados 2.341 processos no valor total de 142,9 milhões de Euros, dos quais:

  • 1.963 processos no Continente no valor de 112,6 milhões de Euros;
  • 378 processos na Região Autónoma da Madeira no valor de 30,3 milhões de Euros;

Relativamente a igual período do ano passado, verificou-se um aumento de 317 processos o que equivale a 17,4 milhões de Euros, ou seja, 13,9%.

O saldo da carteira de crédito imobiliário do Banco ascendia, assim, a 892 milhões de Euros, dos quais 236 milhões de Euros na Região Autónoma da Madeira. Por seu turno, saldo da carteira de crédito securitizado ascendia a 437 milhões de Euros.

Os canais agenciados de venda de crédito imobiliário, nomeadamente promotores Assurfinance, comerciais e mediadores imobiliários, têm aumentado o seu peso no volume de propostas enviadas, atingindo já cerca de 25% do total.

É esperada a continuação do crescimento até agora verificado, dada a dinamização dos projectos e o aumento do número de promotores.

De salientar que, numa conjuntura de claro abrandamento do mercado, foi possível aumentar o nível de contratação face ao ano transacto e, correspondentemente, a nossa quota de mercado.

Para estes resultados contribuíram, para além da dinamização comercial e do já referido contributo dos canais agenciados, a criação de alguns novos produtos como o Banif Habitação – Casa Férias e o Banif Crédito Habitação – Capital +.

2.5 Crédito a Particulares e Negócios

- Cartões e Outros Meios Electrónicos de Pagamento

O número de cartões de crédito emitidos pelo Banif aumentou cerca de 4% face ao primeiro semestre de 2003, enquanto o valor da facturação aumentou 7%.

Já quanto aos cartões de débito, os aumentos foram de cerca de 10% em ambos os indicadores.

Outros aspectos salientes da actividade da área de cartões no 1º semestre de 2004, foram os seguintes,

  • lançamento da campanha Visa "Vá aos Jogos Olímpicos com a Visa", no intuito de incentivar a utilização dos cartões, com produção de folhetos e cartazes e o envio de mailing a todos os clientes titulares de cartões Banif. Nesta campanha foram atribuídos prémios a 3 clientes Banif;
  • actualização das Condições Gerais de Utilização de todos os cartões, com envio de mailing a todos os clientes titulares de cartões Banif;
  • criação de um novo cartão, a lançar no 2º semestre de 2004
  • revisão do lay out de todos os cartões Banif;
  • preparação da produção de novos folhetos de cartões Privilege, Excellence e Banif Classic
  • Negociação com fornecedores de POS tendo em vista o lançamento de cartões com chip (EMV), a concretizar-se no 2º semestre de 2004.

No final do primeiro semestre estavam em funcionamento cerca de 200 ATM´s e 1.900 Terminais de Pagamento Automáticos ligados ao Banif. O valor das transacções processadas através destes meios tem continuado a crescer de uma forma sustentada.

- Conta Gestão de Tesouraria

Conjunturalmente, o período em apreço, continuou a evidenciar um comportamento caracterizado por alguma estagnação do negócio ao nível das pequenas empresas e empresários em nome individual, clientes alvo deste produto.

A carteira do produto Conta de Gestão de Tesouraria (CGT) continua a evidenciar características directamente relacionadas com a sua fase de maturidade, com boas perspectivas de crescimento, apesar de este ocorrer de uma forma muito mais lenta.

A Conta de Gestão de Tesouraria continua a ser um produto estratégico Banif, sendo a principal oferta do Banco para o segmento, atrás mencionado, de pequenas empresas, profissionais liberais e empresários em nome individual.

Continua-se a privilegiar a sua comercialização através da celebração de protocolos com associações empresariais, para colocação deste produto junto dos seus associados, mantendo-se a distribuição normal através da Rede de Agências e da Rede de Canais Agenciados.

Durante o primeiro semestre verificou-se uma grande estabilidade da carteira, quer em número de clientes quer em volume de crédito concedido, traduzida em cerca de 226,5 milhões de Euros de crédito utilizado, num total de 16.245 clientes.

A carteira de operações passivas associada a este produto registou o mesmo tipo de comportamento estável, tendo atingido um saldo global de 31,0 milhões de Euros.

Para o segundo semestre do corrente ano perspectiva-se a colocação do produto, de forma ainda mais vincada, através da subscrição de protocolos com associações empresariais.

Estão em lançamento novos produtos financeiros a serem associados a esta conta, por forma a conferirem-lhe uma maior notoriedade e simultaneamente uma maior flexibilidade.

- Credito Pessoal

Neste primeiro semestre de 2004 continuou a verificar-se uma significativa desaceleração da procura de crédito para financiar a aquisição de bens de consumo duradouro, claramente relacionada com a deterioração da conjuntura macro-económica.

O Banif não registou uma realidade diferente da vivida no mercado, continuando a verificar-se um claro abrandamento na entrada de "negócio novo" que, associado a uma elevada idade média de carteira deste produto, produz uma redução significativa do saldo da mesma.

Para esta situação contribuiu também o acordo de parceria celebrado com o Banco CETELEM SA, para a colocação de produtos de crédito pessoal.

Este acordo, que entrou em vigor em Dezembro de 2003, produziu um número interessante de novas operações que, obviamente, foram registadas "fora" do Balanço do Banif.

Neste primeiro semestre contabilizámos a contratação de 1.103 novas propostas de Crédito Pessoal Banif, num total de 11,3 milhões de Euros, acompanhada por uma melhoria na margem financeira de cerca de 0,4 %, fruto das decisões de política de pricing assumidas em 2003.

As razões atrás referidas conduziram a uma redução óbvia do volume global do crédito da carteira, que se situava, em 30 de Junho último, em 70,3 milhões de Euros.

2.6 Novos Canais de Distribuição e de Apoio às Áreas de Negócio

2.6.1 Actividade do Call Center

A Direcção da Rede Directa (DRD) desenvolveu, durante o 1º semestre de 2004, a sua acção de venda e promoção dos produtos estratégicos do Banco com a realização de campanhas de telemarketing a clientes e prospects sobre o Crédito Pessoal Banif e Oferta Audiovisual Prestige, Crédito Habitação Sénior, Linha Complementar de Gestão de Tesouraria e Conta Gestão de Tesouraria.

Para as empresas do Grupo foi realizado um conjunto de campanhas relacionadas com o leasing mobiliário da Banif Leasing, o crédito pessoal revolving e cartões de crédito do Banco Comercial dos Açores (BCA).

A área do Contact Center manteve o seu contributo, assegurando a resposta ao Crédito Pessoal no ponto de venda, tanto na RAM como no BCA, verificando-se um aumento do número de propostas entradas de, respectivamente, 34% e 84% relativamente a igual período de 2003.

As chamadas recebidas nas linhas de apoio a clientes registaram um forte incremento de 94% durante o semestre, fruto das campanhas publicitárias promovidas pelo Banco.

O número das chamadas realizadas na vertente outbound aumentou 56% face a 2003.

No âmbito do Programa 50 000, foram realizados inquéritos sobre uma amostra dos actuais clientes para preparação das iniciativas Member Get Member e Reactivação de Clientes, actividades em que a DRD foi integrada a partir de Maio do corrente ano.

2.6.2 Canais Agenciados

Decorridos mais de 3 anos desde o início de actividade do Gabinete de Canais Agenciados (GCA), pode considerar-se estar esta vertente de negócio a alcançar a sua fase de consolidação e maturidade.

Aquando do seu surgimento, a figura do "promotor" era praticamente uma realidade pioneira no mercado. Contudo, o tempo veio confirmar o interesse da aposta neste canal de distribuição inovador, com excelentes potencialidades para alavancar o negócio do Banco e que ainda suporta um crescimento orgânico e funcional considerável.

Pretende-se incrementar uma filosofia de permanente broad marketing com os promotores Banif, com a principal finalidade de suportar a continuidade do crescimento da base de clientes, consequente potenciação do cross-selling e incremento da fidelização tanto de promotores como dos seus clientes.

No âmbito do "Projecto 50.000", o GCA tem encetado esforços no sentido de dinamizar e motivar os seus promotores para a captação de novos clientes para o Banco. Esta campanha tem sido bem sucedida até ao momento, na medida em que, no final do semestre, os canais agenciados já haviam captado 2.368 novas contas de depósitos à ordem, mais 33,1% do que no período homólogo do ano passado. Os saldos médios à mesma data totalizavam cerca de 13,3 milhões de Euros, traduzindo um crescimento de 50,1% face a Junho de 2003.

Em Junho de 2004 a rede era constituída por 683 promotores Banif, menos 3,1% do que no final do ano passado, confirmando-se a tendência de maior rigor na selecção de promotores (que revelem potencialidades e motivação para o negócio) e de exclusão dos inactivos. Cerca de 54% destes promotores já contratou negócio para o Banco desde o início do ano, totalizando uma produção bruta acumulada de cerca de 49,3 milhões de Euros.

O produto que mais contribui para o negócio dos canais agenciados foi o crédito imobiliário, com 60,6%. Os depósitos, por sua vez, têm um contributo de 27,0% e o crédito pessoal regista o menor contributo individual, com cerca de 1,7%.

O crédito imobiliário tem registado valores satisfatórios, tendo cumprido praticamente os objectivos definidos para o primeiro semestre. Os depósitos têm vindo a aumentar satisfatoriamente desde o início do ano, apresentando um comportamento mensal francamente positivo, esperando-se um aumento ainda mais significativo no segundo semestre, fruto do esforço de captação de novos clientes ao abrigo do "Projecto 50.000".

O crédito pessoal sofreu gradualmente uma quebra na distribuição, com o principal intuito de evitar níveis de incumprimento não desejáveis. Actualmente, a tendência é inversa, tendo sido criadas condições para que no segundo semestre se verifique um crescimento.

Relativamente à CGT, a comercialização tem ficado aquém das expectativas geradas, fundamentalmente pelas grandes dificuldades sentidas nos pequenos negócios, essencialmente ao nível do comércio tradicional.

O leasing também apresenta negócios em sentido descendente, nomeadamente face às limitações ao nível das políticas de crédito.

Em termos de produção bruta do crédito estratégico, o contributo do GCA no negócio dos particulares durante o primeiro semestre foi de aproximadamente 23,8% (em Junho de 2003 era de 22,6%), sendo o maior contributo proveniente do crédito imobiliário com 26,6%.

A actividade de dinamização comercial, em função das naturais exigências impostas pelo aumento de qualidade da rede de canais agenciados e pelo esforço realizado pelos dinamizadores comerciais no sentido de dar um acompanhamento mais próximo e personalizado aos promotores, registou um crescimento de 69,6% (em relação a Junho de 2003) na média mensal de visitas efectuadas aos mesmos.

O serviço de apoio telefónico ao promotor (Help-Desk GCA) continuou a ter uma acção preponderante no esclarecimento de questões e dúvidas colocadas pelos promotores, assistindo-se a um volume idêntico ao verificado em Junho de 2003, no número médio de chamadas recebidas diariamente (cerca de 9).

2.6.3 Cross Selling e Banca Electrónica

No primeiro semestre de 2004 o Banif continuou a ter, tal como nos dois anos anteriores, crescimentos nas vendas em todos os grandes grupos de produtos, especialmente nos produtos de investimento e nos seguros.

Na área de banca de investimento salientam-se os crescimentos nos fundos imobiliários, de 282%, e nos fundos mobiliários, de 16%, reflectindo a pronta resposta das áreas comerciais na campanha promovida neste primeiro semestre. No leasing destaca-se a performance no leasing imobiliário, que permitiu um crescimento de 36% face ao período homólogo. Os seguros também reflectiram o bom desempenho das áreas comerciais, tendo os seguros financeiros crescido 73% e os seguros não financeiros 19%.

Foram finalizados vários projectos facilitadores da acção comercial, destacando-se o de "Protocolos" uma vez que está a operar em pleno e no âmbito do "Projecto 50.000".

No âmbito da banca electrónica, a taxa de penetração dos canais electrónicos no universo de clientes do Banco continua a v". A área de empresas mantém-se como o segmento com maior índice de adesão (61,4%). No segmento de particulares, 33,8% dos clientes do Banco já aderiram ao Banif@st.

Em termos de utilização sucede o mesmo que na taxa de penetração, uma vez que é igualmente o segmento de empresas que regista a percentagem mais significativa (41,6% contra 16,5% no segmento de particulares). Estes valores permitem ao Banif@st alcançar uma taxa de utilização global de 18,3%.

Neste semestre, o Banco alargou o número de canais electrónicos através do lançamento do SMSBanif, colocando-se, desta forma e neste momento, como um dos poucos Bancos no mercado com uma oferta global de banca electrónica.

Igualmente, alargou-se o número de funcionalidades disponíveis aos utilizadores e iniciaram-se projectos que permitirão melhorar a oferta existente, indo, ao mesmo tempo, de encontro às expectativas dos nossos clientes.

3. Marketing e Desenvolvimento de Novos Negócios

De entre as principais ocorrências verificadas ao longo do 1º semestre de 2004, na área de marketing e publicidade, refira-se a produção de duas campanhas, uma institucional e outra promocional.

As novas campanhas foram lançadas em Maio para incrementar o potencial de captação de novos clientes para o Banco, no âmbito do "Projecto 50.000". Com a campanha institucional pretende-se o reforço da imagem de "bem receber" os novos Clientes; já relativamente à campanha promocional, incentiva-se directamente a abertura de novas contas, através de um sorteio final de dois automóveis Porsche.

Foi, ainda, relançada a campanha publicitária de apoio à divulgação do produto "Poupança 4" e promovidos o 4º e 5º torneios de golfe, dirigidos a alguns dos principais clientes Banif.

Integrado nas Festas da Cidade do Porto – 2004, realizou-se um concerto no dia 10 de Junho, no Jardim da Cordoaria no Porto. O concerto teve a participação do Maestro Rui Macena, do cantor Rui Veloso e dos "Ala dos Namorados".

Na área da comunicação, e ainda no âmbito do "Projecto 50.000", foram desenvolvidas várias actividades, de âmbito interno e externo, de apoio ao referido projecto. Como facto relevante na comunicação e informação, refira-se o lançamento de uma monofolha mensal sobre o "Projecto 50.000", assim como a disponibilização da mesma no portal interno do Banco.

Para terminar, são de referir outras actividades desenvolvidas, designadamente ao nível da gestão do preçário do Banco (através da actualização de preços e sua automatização) e da atribuição de patrocínios e donativos. Estes foram objecto, ao longo do 1º semestre, de uma análise criteriosa, na qual esteve sempre subjacente a salvaguarda dos interesses da Instituição. A este nível enquadra-se a continuação do patrocínio da equipa principal de futebol do Clube Sport Marítimo.

O apoio à abertura de novas agências e o acompanhamento das redes de distribuição, incluindo a rede de canais agenciados e o e-banking, foram objecto de atenção permanente do Gabinete de Marketing, visando uma boa exposição, nos pontos de venda, do merchandising ao portofolio de produtos oferecidos.

4. Recuperação de Crédito Vencido e Crédito em Contencioso

A recuperação de créditos vencidos afectos ao Contencioso atingiu no final do 1º semestre de 2004, o montante global de 14,0 milhões de Euros, (8,7 milhões de Euros no período homólogo de 2003), aqui se incluindo a verba de 1,6 milhões de Euros de recuperação de créditos já abatidos ao Activo (895 milhares de Euros em período homólogo de 2003)

As provisões para riscos específicos de crédito (incluindo crédito e juros vencidos e créditos de cobrança duvidosa, conforme definido no Aviso 3/95 e 8/2003 do Banco de Portugal) elevavam-se, na mesma data a 57.377 milhares de Euros.

Os indicadores da qualidade da carteira de crédito registaram uma melhoria face ao final do ano anterior, tendo o crédito vencido, em contencioso, representado 1,64% do crédito total, comparado com 1,70% no período homólogo de 2003.

No 1º semestre de 2004, foram efectuados abates ao Activo num total de 10,6 milhões de Euros de créditos considerados incobráveis e que se encontravam já integralmente provisionados (19,5 milhões de Euros no período homólogo de 2003).

Durante o 1º semestre de 2004 concluíram-se algumas aplicações informáticas no âmbito do crédito em contencioso que permitiram passar a elaborar, diariamente, os inventários do crédito vencido.

Igualmente foi prosseguida a política no sentido de dotar a Direcção Jurídica e de Recuperação de Crédito de colaboradores polivalentes e tecnicamente experientes, vindos de outras áreas do Banco, designadamente, da área comercial.

5. Recursos Humanos

Durante o 1º semestre de 2004, para além das acções relativas ao papel principal da Direcção de Recursos Humanos (DRH) – admissão, formação, administração de salários e movimentação interna de pessoal -, foi concluída a digitalização e classificação dos processos individuais, e, bem assim, os módulos informáticos integrados no RH-Web sobre férias, cadastro, ponto e inquérito de qualidade e satisfação (IQS), e o desenvolvimento da aplicação que gere o relatório da Medicina no Trabalho.

O quadro de pessoal durante este período passou de 1.478 para 1.565 empregados, em virtude de se proceder ao reforço do pessoal para o período de Verão e de acorrer às maiores necessidades actividade comercial, concretamente, para o "Projecto 50.000". Foram admitidos 120 empregados e saíram 33, no mesmo período. No que respeita à totalidade dos efectivos das empresas do Grupo Banif, verificou-se um aumento líquido de 107 empregados, passando o efectivo global, no final do semestre, para 2.923 empregados. Este aumento verificou-se, sobretudo, ao nível do Banif, SA, pelos motivos já apontados.

No que se refere à formação, vestibular e profissional, foram realizadas 147 acções, envolvendo 1.031 participantes, num total aproximado de 13.800 horas de formação. O destaque nestas acções foi dado à formação dos empregados polivalentes sobre o Projecto 50.000 e à formação vestibular, que ocorre nas 1ªas quinzenas de cada mês, tendo participado, também, neste programa, elementos de outras empresas do Grupo.

6. Executivo de Operações

A Direcção do Executivo de Operações (DEO) prosseguiu, no 1º semestre do corrente ano, os seus objectivos de melhoria dos índices de produtividade e qualidade, os quais constituem duas prioridades absolutas.

Os ajustamentos nos fluxos das operações de crédito por contrato e a contínua formação dos empregados afectos a esta área, vieram trazer maior rapidez aos processos com uma maior disponibilidade para a análise e discussão da "excepção à regra".

Foi grande o esforço realizado, com outros órgãos, na revisão de normativos e de suportes de informação.

A entrada em produção de uma nova aplicação de valores mobiliários, o CAF, obrigou a uma grande disponibilidade de elementos da Direcção para a sua fase de desenvolvimento. O Trade Innovation, também uma solução inovadora para as operações com o exterior, continua o seu percurso lento mas seguro. Também aqui, a presença da DEO tem sido importante no desenvolvimento dos trabalhos.

O trabalho de parceria desenvolvido em várias áreas com o Banco Comercial dos Açores começou a dar os seus frutos e um projecto relevante de reavaliações de imóveis dados de garantia nasceu e foi já apresentado para implementação nas duas instituições.

A digitalização de documentos, contratos e outros processos, bem como o tratamento das garantias de crédito, ocuparam amplos recursos e fizeram sentir o seu impacto no esforço exigido.

A DEO participa também do esforço para a concretização do grande objectivo que se fixou para 2004 de captação líquida de 50.000 novos clientes, tendo integrado a equipa que colocou este projecto de pé. Por outro lado, pela primeira vez foram criadas as condições necessárias para a abertura centralizada de novos contratos para novos clientes e foi assegurada uma adequada solução para dar resposta ao ambicioso programa de protocolos que, desta forma, ganhou solidez.

7. Sistemas de Informação

No domínio dos sistemas de informação, o Banco iniciou o levantamento e identificação da disponibilidade dos dados necessários à satisfação dos requisitos dos processos Basileia II e Normas Internacionais de Contabilidade.

Os dois processos atrás referidos vão determinar um esforço significativo de adaptação dos sistemas de informação, com incidência provável nos próximos dois anos.

No âmbito dos canais de distribuição foi iniciada a instalação na rede de balcões e Centros de Empresa de uma nova solução de Balcão que traz como valor acrescentado uma maior cobertura transaccional e melhor ergonomia do posto de trabalho e foi também lançado um projecto de ATMs multifuncionais, para instalação, em rede própria, nas agências do Banif.

No âmbito dos novos produtos foi instalado um sistema de Factoring e Confirming e terminado um novo sistema de Depósitos a Prazo e Poupanças e finalizado e instalado em produção o sistema de Títulos e Fundos.

Em paralelo, continuou-se o esforço de robustecimento dos sistemas informáticos e de implementação de novas soluções.

Merecem referência, neste último domínio, a reformulação do processo de abertura de conta e contrato, tendo-se melhorado a navegabilidade e diminuído os tempos envolvidos nesta operação.

Foi ainda dado o suporte necessário ao "Projecto 50.000" e foi instalado um Sistema de Gestão de Protocolos Comerciais.

Foi finalizado um Sistema de Gestão de Acessos, a colocar em produção no segundo semestre de 2004, que permite controlar logicamente todos os acessos à informação com base em perfis de utilização.

8. Controlo dos Riscos de Actividade

Foi prosseguido, no primeiro semestre de 2004, o desenvolvimento de projectos de caracter estrutural que visam adequar o Banco às melhores práticas de gestão de risco e às futuras exigências regulamentares de cálculo de capital, mantendo em paralelo a sua actividade regular de gestão, controlo e monitorização dos riscos de actividade.

Um dos projectos de maior dimensão e que mais contribuirá para o desenvolvimento da gestão de risco é o designado "Programa Basileia II" cujo planeamento visa atingir objectivos de curto e médio prazo, em função quer da natureza quer da complexidade dos temas envolvidos. No âmbito do risco de crédito encontram-se em curso os projectos de reformulação dos modelos internos de Scoring e de Rating, de segmentação da carteira de crédito e de melhoria da base de dados de clientes, a par das adaptações técnicas das aplicações informáticas. A gestão do risco operacional está a dar os primeiros passos no âmbito das novas exigências regulamentares, tendo-se concluído o Plano Director e o modelo organizacional que conduzirá à gestão integrada de risco operacional nas principais áreas identificadas.

As políticas de crédito estabelecidas tiveram como objectivo um crescimento sustentado da carteira de crédito, com particular incidência nos instrumentos de mitigação e na selecção de clientes com melhores níveis de risco. O acompanhamento e monitorização do risco de crédito são efectuados numa base regular, considerando quer a exposição individual quer a exposição colectiva dos diversos segmentos e produtos, considerando-se igualmente os níveis de concentração de risco por áreas geográficas, por sector de actividade e por maturidade.

A gestão de liquidez é garantida por um conjunto de políticas de financiamento ajustadas às necessidades considerando os recursos provenientes da actividade comercial e financeira assegurando os melhores níveis rendibilidade e a redução do liquidity gap para os vários prazos, nunca ultrapassando os stress limits estabelecidos. O risco de taxa de juro é avaliado regularmente tendo em conta os períodos de repricing entre os respectivos activos e passivos.

Os riscos cambiais são pouco expressivos, mantendo-se, no entanto, uma avaliação tempestiva dos níveis de exposição e dos prazos de liquidação. A este nível a maioria das operações de natureza comercial está ao abrigo de limites devidamente avaliados e com cobertura de colaterais adequadas.

9. Actividade Financeira

A Direcção Financeira manteve como principal função a gestão integrada dos activos e passivos do Banco, assegurando a intervenção deste e de algumas empresas do Grupo Banif nos mercados monetário e cambial e, ainda, a coordenação da actividade do Banco com outras instituições financeiras nacionais e estrangeiras.

Embora os factores de incerteza permaneçam, assistiu-se a uma ligeira recuperação do crescimento económico mundial. Este crescimento foi mais visível nos EUA do que na Europa, o que poderá levar o Banco da Reserva Federal a rever a sua política monetária durante o segundo semestre, com a subida das taxas de juro americanas. A continuação do conflito no Iraque, os receios de ataques terroristas e a subida do preço do petróleo para os seus valores mais altos de sempre, foram factores que levaram a que os investidores continuassem a procurar aplicações de menor risco e maior liquidez, refugiando-se em aplicações bancárias e em fundos de obrigações e tesouraria, em detrimento de aplicações nos mercados bolsistas e em fundos de risco elevado.

Face à volatilidade dos mercados, o Banif procurou diversificar as suas áreas de actuação para uma melhor rentabilidade das aplicações, pelo que limitou as suas carteiras de acções, privilegiando a liquidez e o mercado obrigacionista.

Os resultados líquidos em operações financeiras registaram um decréscimo de 73,4%, cifrando-se em 1,5 milhões de Euros no final do 1º semestre de 2004, facto que se explica pela obtenção, no 1º semestre de 2003, de uma mais valia com a venda da carteira de crédito à habitação para a operação de securitização Atlantes Mortgage nº1, no montante de 5 milhões de Euros .

Na sequência da política adoptada, os resultados obtidos nas carteiras de títulos de investimento e negociação no 1º semestre de 2004 ascenderam a um resultado positivo de 850 milhares de Euros, contra os 37,2 milhares de Euros negativos no período homólogo de 2003.

O lucro registado com outras operações financeiras ascendeu a 316 milhares de Euros, contra 5,2 milhões de Euros no 1º semestre de 2003, resultante da mais valia atrás referida, obtida no ano anterior.

O mercado cambial foi marcado por uma grande volatilidade durante o 1º semestre de 2004, com uma ligeira valorização do Dólar Americano face ao Euro, em consequência dos bons indicadores económicos nos EUA, das perspectivas de subida das taxas de juro americanas, da subida do preço do petróleo e de uma recuperação mais lenta na zona Euro. Estes factores originaram uma redução da actividade cambial resultante de operações comerciais, verificando-se que as empresas com pagamentos em Dólares recorreram de novo a financiamentos externos naquela divisa, beneficiando de uma taxa de juro mais favorável e perspectivando uma desvalorização da moeda americana durante o 2º semestre do ano em curso.

A volatilidade dos mercados accionistas e obrigacionistas foi também um factor conducente à não obtenção de resultados significativos nas operações de risco do Banco. Os referidos acontecimentos originaram um decréscimo nos resultados cambiais do Banco, que ascenderam a 370 milhares de Euros no final do semestre, contra os 610 milhares de Euros obtidos no período homólogo de 2003.

No âmbito dos mercados de capitais, durante o 1º semestre de 2004, a Direcção Financeira participou na preparação de uma 2ª tranche da operação de European Medium Term Notes no montante de 225 milhões de Euros, com o prazo de 5 anos e que viria a ser concluída durante o mês de Julho.

10. Actividade Internacional

Continuou a atribuir-se grande importância à divulgação do Banco e do Grupo junto dos bancos nossos correspondentes, tendo-se concretizado um número significativo de visitas em países da União Europeia e fora dela, incluindo a dois dos novos países aderentes à UE, a República Checa e a Hungria. A oficialização da adesão dos 10 novos países em Maio passado, e as perspectivas de negócio futuro, têm levado a que o nosso Banco acompanhe com particular atenção as oportunidades de negócio que se proporcionam na Comunidade alargada a 25 Países.

Tem-se dado prioridade à racionalização do número de contas mantidas junto dos nossos correspondentes, pelo que se verificaram alguns encerramentos de contas Nostro, em Euros e noutras moedas.

Foram confirmadas, em Março de 2004, as notações de rating atribuídas pelas agências Moody's e Fitch em Janeiro de 2003, de Baa1 e BBB+ de longo prazo e P-2 e F2 de curto prazo, facto muito relevante e positivo para a actividade do Banco nos mercados internacionais de capitais. Em consequência, foi possível colocar no mercado, em Abril passado, um empréstimo sindicado, inicialmente previsto de 75 milhões de Euros, a 3 anos, e que devido à boa procura atingiu um montante final de 90 milhões de Euros.

Continuou a desenvolver-se a captação de operações de trade finance risco Brasil, de curto prazo (até 1 ano) inteiramente concedidas em Dólares, e que ascendiam a 17,1 milhões de Euros no final do primeiro semestre.

Com o intuito de diversificar o risco a outros países, foram aprovadas e concretizadas outras operações trade related de curto prazo (prazo máximo de 1 ano), a instituições financeiras de países como o Kazakhstan, Turquia e Rússia, num total de apenas USD 3 milhões. Foi também aprovada e concretizada uma operação sindicada de risco Brasil no montante de USD 2 milhões, no âmbito de um empréstimo "B Loan" da International Finance Corporation (IFC).

O total global desta carteira de crédito internacional era de 33,6 milhões de Euros no final do semestre, representando apenas 0, 78% do total consolidado do crédito do Grupo Banif.

Fruto da boa actividade desenvolvida pela Banif Mortgage Company na concessão de crédito imobiliário na Florida, continuou a proceder-se ao funding da sua carteira, o que, no final do semestre, se traduziu num financiamento total de USD 11,8 milhões.

Em finais de Maio tiveram lugar em Lisboa, este ano organizadas pelo Banco, as reuniões do GEB (Groupement Européen de Banques), associação de bancos regionais europeus de onze países, da qual o Banif é membro desde 2000. O principal objectivo desta associação, que integra 11 bancos, é o de promover a troca de informações e cooperação entre os seus membros, permitindo-lhes providenciar produtos e serviços aos seus clientes na União Europeia.

Face ao interesse sempre demonstrado pelo mercado de operações à forfait, o Banif candidatou-se a membro da International Forfaiting Association (IFA), tendo a nossa admissão sido recentemente aceite nesta importante organização, que congrega como associados mais de centena e meia de bancos e trading houses.

11. International Private Banking

O International Private Banking (IPB) pretende disponibilizar aos seus clientes de âmbito nacional e internacional uma vasta gama de produtos e serviços de alta qualidade, próprios ou de terceiros.

Este serviço tem como principal vantagem competitiva a sua inovação no modelo de operativa por duas vias; uma, que privilegia o acompanhamento e o aconselhamento especializado e personalizado do cliente através de um Gestor de Conta tradicional, e uma outra, suportada num veículo informático transaccional, via Internet, e que proporciona uma interacção directa com o Portal Banif IPB, que funciona também como um Gestor de Conta on-line. São, pois, de salientar a confidencialidade, a facilidade e a conveniência deste serviço.

A proposta de valor do IPB, aliando as vantagens do offshore banking à segurança, comodidade e rapidez de um sofisticado Internet banking, permite disponibilizar e aceder, a partir de qualquer lugar, a qualquer hora e em qualquer dia, via Internet, ao Portal Banif IPB, para consultar o património financeiro, efectuar transacções bancárias ou realizar outras operações de um vasto leque de produtos e serviços, bem como, aceder a informação útil para a gestão dos negócios.

Os segmentos alvo que se pretende servir são os clientes de potencial financeiro médio/alto para investir, sejam particulares ou empresas offshore.

No que concerne o desenvolvimento desta actividade, o volume dos activos sob gestão manteve-se sensivelmente ao nível de Dezembro de 2003, cifrando-se em USD 1.074 milhões.

12. Residentes no Exterior

O valor das remessas de emigrantes recebidas no 1º semestre de 2004 foi ligeiramente inferior ao registado em idêntico período do ano transacto. No entanto, representou já a retoma do movimento normal, pois foi muito superior ao verificado no 2º semestre de 2003. Afigura-se, assim, que as perspectivas de crescimento económico e a consequente melhoria do ambiente social nos países de residência das nossas comunidades de emigrantes, justificam o acréscimo na captação de recursos.

Internamente, a Direcção de Residentes no Exterior (DRE) promoveu diversas acções tendentes a obter uma melhor qualidade de serviço prestado, envolvendo outras áreas do Banco e das quais a mais significativa terá sido a formação ministrada a elementos das unidades de negócios, nomeadamente agências.

Iniciou-se também um processo de abordagem ao mercado suíço e luxemburguês. Para além das campanhas de promoção da imagem do Banco naqueles países, foram realizados contactos com entidades seleccionadas e com perfil para actuarem como angariadores de negócios para o Banco.

Este novo conceito de abordagem comercial, dirigida a emigrantes de países europeus, permite reforçar o nosso posicionamento neste segmento de elevado potencial.

A Sucursal Financeira Exterior (SFE), enquadrada numa área de negócios exclusivamente virada para entidades não residentes em território nacional, continuou a desenvolver a sua actividade de uma forma normal, ainda que reservando uma especial atenção para algumas alterações de fundo que, a muito curto prazo, irão ser implementadas a nível internacional, alterações essas que poderão resultar em alguma quebra de negócio, de uma forma especial, dentro do espaço comunitário europeu.

No actual contexto dos offshore a nível mundial, a credibilidade da Zona Franca da Madeira é um dado adquirido, pelo que as boas oportunidades de negócio com os utentes desta praça offshore continuaram a ser exploradas pela SFE, através de um envolvimento directo no universo das operações de mercado externo e da captação de fluxos provenientes do estrangeiro. Parece claro que a marca Banif tem vindo a ganhar um maior impacto na sua internacionalização, em consequência do elevado padrão de qualidade e eficiência dos serviços prestados pela SFE à sua clientela especifica. Assim, será prosseguido o esforço desenvolvido com vista à melhoria da qualidade de serviço e na busca de novos produtos e serviços financeiros capazes de proporcionar um grau de satisfação acrescido junto dos nossos clientes.

13. Provedoria do Cliente

O Gabinete de Provedoria do Cliente registou, no primeiro semestre de 2004, a entrada de 146 reclamações, o que representa, relativamente ao período homólogo de 2003, um decréscimo de cerca de 21%.

Sendo a actividade do Gabinete, que foi criado em Novembro de 2000, cada vez mais conhecida dos clientes do Banco, dada a publicidade que vem sendo feita, poderá inferir-se que àquele decréscimo poderá corresponder, nalgumas áreas, uma melhoria da qualidade dos serviços prestados.

No período em apreço foram resolvidas 128 reclamações, o que evidencia uma boa taxa de atendimento das exposições apresentadas pelos clientes.

Das reclamações apresentadas no 1º semestre de 2004 verifica-se, relativamente aos anteriores períodos homólogos, um aumento acentuado da diversificação das questões apresentadas, continuando a ter certa preponderância as respeitantes a meros acidentes operacionais.

14. Análise às Contas

A análise comparativa dos documentos contabilísticos põe em evidência as principais características registadas na actividade desenvolvida no primeiro semestre de 2004.

14.1 Balanço

  • Caixa e Disponibilidades em Bancos Centrais, rubrica que é constituída na sua maior parte por depósitos à ordem pontuais junto do Banco de Portugal, para fazer face às reservas legais de caixa, registou um decréscimo de 32,2% face ao valor atingido no final do 1º semestre de 2003, cifrando-se em 75,7 milhões de Euros.
    • A rubrica "Disponibilidades à vista sobre Instituições de Crédito" apresentava, no final do 1º semestre de 2004 um saldo de 44,7 milhões de Euros, (-20,2% que o saldo verificado no final do 1º semestre de 2003) e era constituída na sua maioria por Valores a Cobrar no montante de 27,5 milhões de Euros. O peso na estrutura do Balanço do Banif, das duas rubricas acima mencionadas desceu de 3,6% no 1º semestre de 2003 para 2,9% no 1º semestre de 2004.
  • A partir de Setembro de 2003 (inclusive) o Banco passou a consolidar contabilisticamente as operações entre o Offshore da Madeira e a Sede, com a correspondente anulação das operações cruzadas num montante aproximado de 534,6 milhões de Euros no final de Junho de 2004, pelo que a rubrica "Outros Créditos sobre Instituições de Crédito" totaliza 260 milhões de Euros, no final do 1º semestre de 2004, registando um decréscimo de 770,9 milhões de Euros (-74,7%) relativamente ao semestre homólogo de 2003. O seu peso no Activo Líquido era de 6,2% no final do 1º semestre de 2004 (22,1% no final do 1º semestre de 2003).
    • Por seu turno, a rubrica "Débitos para com Instituições de Crédito" regista um decréscimo de 26,9% (ou 506,2 milhões de Euros) totalizando 1.378,9 milhões de Euros, no final do primeiro semestre de 2004, diminuindo o seu peso na estrutura do Balanço de 40,3% no final do primeiro semestre de 2003 para 32,8% no final do primeiro semestre de 2004.
  • O "Crédito sobre Clientes" em termos líquidos aumentou 266,6 milhões de Euros (+8,5%) no 1º semestre de 2004, quando comparado com o 1º semestre de 2003, totalizando 3.401 milhões de Euros. Destaca-se, ao nível do Crédito Concedido, o Crédito Imobiliário que, no período em análise, cresceu 28,2%, cifrando-se em 1.137,9 milhões de Euros, tendo o seu peso no total da carteira de crédito, passado de 27,9% no final do 1º semestre de 2003 para 32,9% no final do 1º semestre de 2004. O Total do Credito

Concedido, em termos brutos, aumentou o seu peso no Activo Bruto do Banif de 65,8% para 79,4% no mesmo período.

Apesar do impacto da situação económica nacional e internacional claramente desfavorável, o peso do Crédito Vencido no total da carteira de crédito continuou a evolução descendente que se tem vindo a verificar passando de 2,34% no final do 1º semestre de 2003, para 2,11% no final do 1º semestre de 2004.

  • As Provisões para Riscos de Crédito totalizavam 90,2 milhões de Euros no final do 1º semestre de 2004, um aumento de 14,9% quando comparadas com o período homólogo de 2003. Para este aumento contribuíram por um lado, a política orientada para o reforço das provisões, atendendo à actual situação económica, e por outro, a aplicação do Aviso 8/2003 do Banco de Portugal. Este aviso veio alterar a estrutura das provisões, agravando as provisões para crédito de cobrança duvidosa e introduzindo também alterações no regime de constituição das provisões específicas de crédito vencido e de provisionamento genérico do crédito imobiliário. Pela aplicação do aviso, as provisões para crédito de cobrança duvidosa registaram um aumento de 12.355 milhares de Euros, totalizando 14.948 milhares de Euros no final do semestre. As provisões para risco específico de crédito (incluindo crédito e juros vencidos e créditos de cobrança duvidosa, conforme definido no Aviso 3/95 do Banco de Portugal) elevavam-se a 57.461 milhares de Euros, no final do 1º semestre de 2004, um aumento de 42% quando comparadas com o final do 1º semestre de 2003, representando 69,19% do total do crédito em incumprimento e 78,92 % do total do crédito vencido.

As provisões para riscos específicos de crédito, adicionadas às provisões para riscos gerais de crédito totalizavam os referidos 90,2 milhões de Euros, no final do 1º semestre de 2004 (78,5 milhões de Euros no final do 1º semestre de 2003) e correspondiam a 2,61% da carteira total de crédito e a 123,93% do total do crédito vencido (2,47% e 105,92% no final do 1º semestre de 2003).

O crédito em incumprimento (Carta Circular 99/2003 do Banco de Portugal de 5 de Novembro), que agrega o crédito vencido há mais de 90 dias e o crédito de cobrança duvidosa reclassificado como vencido para efeitos de provisionamento, representava 2,4% do crédito total.

Durante o 1º semestre de 2004 procedeu-se ao abate ao balanço, por utilização de provisões, de créditos de muito difícil recuperação, ou mesmo irrecuperáveis, no montante de 10.613 milhares de Euros (19.496 milhares de Euros, no 1º semestre de 2003).

  • Como resultado da operação de reorganização interna ao nível do Grupo Banif que consistiu na alienação dos imóveis afectos ao serviço à Banif Imobiliária, ocorrida no segundo semestre de 2003, as rubricas de Imobilizado ("Imobilizações Incorpóreas" e "Imobilizações Corpóreas") registaram, em termos globais, uma redução no seu valor, líquido de amortizações de 86,4 milhões de Euros, totalizando 22,6 milhões de Euros no final do 1º semestre de 2004 (contra 109,1 milhões de Euros no final do 1º semestre de 2003). Como resultado o peso das rubricas "Imobilizado" na estrutura do Balanço diminuiu para 0,5% (2,3% no 1º semestre de 2003).

    • O Rácio de Imobilizado registado pela actividade do Banif (que inclui o Imobilizado Financeiro), determinado de acordo com as regras definidas pelo Banco de Portugal, passou de 40,00% no final do 1º semestre de 2003 para 17,1% no final do 1º semestre de 2004, como resultado da alienação de imóveis já referida.
  • A rubrica "Outros Activos" em termos líquidos evidenciou um crescimento de 23,2%, no 1º semestre de 2004, quando comparado com o 1º semestre de 2003, elevando-se a 65,2 milhões de Euros. Esta rubrica é constituída fundamentalmente por "Imóveis não afectos ao Serviço", num total de 42,0 milhões de Euros e por "Devedores" num total de 19,4 milhões de Euros. O peso desta rubrica no total do Activo Liquido aumentou de 1,1% no final do 1º semestre de 2003 para 1,5% no final do primeiro semestre de 2004.

  • As Contas de Regularização Activas e Passivas apresentaram, no final do 1º semestre de 2004, um saldo líquido devedor de 23,3 milhões de Euros o que reflecte um ligeiro acréscimo quando comparado com o saldo devedor de 15,0 milhões de Euros registados no final do 1º semestre de 2003. O seu peso no Activo Líquido e no Passivo passou de 1,5% e 1,2% respectivamente, no 1º semestre de 2003 para 2,6% e 2,0% respectivamente, no 1º semestre de 2004.

  • Relativamente ao Passivo, os Recursos Alheios que se cifraram em 3.915,7 milhões de Euros no final do primeiro semestre de 2004, registaram um decréscimo de 10,7% quando comparados com o mesmo período do ano anterior. Por seu turno, a cobertura de Activo Líquido pelos Recursos Alheios decresceu ligeiramente de 93,8% para 93,1%.

  • No final do 1º semestre de 2004 os Depósitos Totais de Clientes totalizavam 2.231,1 milhões de Euros registando um decréscimo de 0,5% quando comparados com o final do 1º semestre de 2003. Os Depósitos à Ordem apresentavam um acréscimo de 7,4% atingindo 808,8 milhões de Euros no final de 2004 (753,1 milhões de Euros, no 1ºsemestre de 2003), enquanto que os Depósitos a Prazo e de Poupança apresentavam uma redução de 4,5% cifrando-se em 1.422,3 milhões de Euros (1.489,6 milhões de Euros no final do 1º semestre de 2003). A apetência dos clientes para outros produtos alternativos levou à oferta pelo banco de um leque mais variado de produtos de investimento, tendo-se verificado um expressivo aumento da colocação destes produtos (nomeadamente produtos estruturados, fundos de investimento imobiliário e mobiliário, com crescimentos de 8,0%, 281,6% e 16,4% respectivamente), e de seguros financeiros (+73,4%).

  • A rubrica "Débitos representados por Títulos" sofreu um decréscimo no final do 1º semestre de 2004, de 5,7 milhões de Euros.

  • Como resultado do atrás referido, os Recursos Totais de Clientes sofreram um decréscimo de 0,8% entre o final do 1º semestre de 2004 e o final do 1º semestre de 2003, elevando-se a 2.298,8 milhões de Euros no final do período em apreciação (2.316,2 milhões de Euros no final do 1º semestre do ano anterior). O peso dos Recursos Totais de Clientes no total do Activo Líquido, no período em análise, aumentou de 49,6% para 54,6%.

  • Os Capitais Próprios do Banco atingiram os 262,3 milhões de Euros no final do 1º semestre de 2004, um acréscimo de 4,5% quando comparados com os 250,9 milhões de Euros registados no final do 1º semestre de 2003, devido a um aumento das reservas de 11,2 milhões de Euros, por acumulação dos resultados do exercício de 2003 não distribuídos. O peso dos Capitais Próprios no total do Activo Líquido aumentou de 5,4% para 6,2% no período em análise.

  • O Rácio de Solvabilidade (calculado de acordo com as instruções do Banco de Portugal) situou-se, no final do 1º semestre de 2004, em 9,98% (10,12% no primeiro semestre de 2003) enquanto que a nível de Tier I atingiu 6,53% (7,0% no primeiro semestre de 2003). Os Fundos Próprios (calculados nos termos das Instruções do Banco de Portugal) ascendiam a 344,7 milhões de Euros no final do 1º semestre de 2004 (344,5 milhões de Euros no final do 1º semestre de 2003).

Evolução da Estrutura do Balanço

Em percentagem
2004 2003 Var% 2004 2003 Var%
Caixa e Disponibilidades em Bancos Centrais 1,8 2,4 -0,2 Débitos para com Instituições de Crédito 32,8 40,3 -0,2
Disponibilidades em Instituições de Crédito 1,1 1,2 -0,1 Débitos para com Clientes à Vista 19,2 16,1 0,2
Créditos sobre Instituições de Crédito 6,2 22,1 -0,7 Débitos para com Clientes a Prazo 33,8 31,9 0,1
Créditos sobre Clientes 80,8 67,1 0,2 Débitos representados por Títulos 1,6 1,6 0,0
Aplicações em Titulos 5,0 1,9 1,7 Outros Passivos 1,0 0,3 2,5
Part. e Partes de Capital em Emp. Coligadas 0,5 0,4 0,2 Contas de Regularização 2,0 1,2 0,7
Imobilizações Incorpóreas 0,1 0,1 -0,2 Passivos Subordinados 2,7 2,4 0,1
Imobilizações Corpóreas 0,4 2,2 -0,8 Provisões Diversas 0,7 0,9 -0,2
Acções Próprias 0,0 0,0 0,0 Capitais Próprios e Resultados 6,2 5,3 0,2
Outros Activos 1,5 1,1 0,4
Contas de Regularização 2,6 1,5 0,7
100,0 100,0 -10,0 100,0 100,0 -10,0

14.2 Demonstração de Resultados

  • A margem de intermediação financeira do Banco apresentou um ligeiro acréscimo, tendo subido 9 b.p., de 3,10% registados no final do 1º semestre de 2003 para 3,19% no final do 1º semestre de 2004, resultado do ajustamento dos spreads praticados às variações das taxas de mercado. Assim a Margem Financeira, incluindo Rendimento de Títulos apresentou um acréscimo de 9,0%, para o período em análise, cifrando-se em 55.897 milhares de Euros.

  • A rubrica "Lucros Líquidos de Operações Financeiras" registou um decréscimo de 4.263 milhares de Euros relativamente ao período homólogo, cifrando-se em 1.544 milhares de Euros, em resultado de, no 1º semestre de 2003, se ter registado uma mais valia de 5 milhões de Euros no âmbito da operação de titularização efectuada em Fevereiro de 2003, de créditos à habitação (Atlantes Mortgage nº1).

  • A rubrica "Outros Proveitos Líquidos" cifrou-se em 20.112 milhares de Euros no final do 1º semestre de 2004, um decréscimo de 1,5% quando comparada com o semestre homólogo de 2003. No 1º semestre de 2003 foram registados como "Outros Proveitos de Exploração" comissões relativas à operação de titularização já mencionada, no valor de aproximadamente 2 milhões de Euros. Retirado este efeito, esta rubrica teria apresentado um crescimento de 8,3% para o período em análise.

  • A Margem Bruta de Exploração estabilizou nos 77.553 milhares de Euros (77.520 milhares de Euros no 1º semestre de 2003). A esta margem correspondem taxas anualizadas de rendibilidade de 58,47% e 3,72%, respectivamente, (62,5% e 3,22% no 1º semestre de 2003, respectivamente), a valores médios dos Capitais Próprios e do Activo Líquido para o período em análise.

  • Os Gastos Gerais Administrativos (rubrica que inclui Custos com o Pessoal e com Fornecimentos e Serviços de Terceiros) que ascenderam a 44.361 milhares de Euros no 1º semestre de 2004, sofreram um acréscimo de 9,6% (contra 40.472 milhares de Euros no 1º semestre de 2003). Apesar do reforço do quadro de pessoal em 44 novos empregados, os Custos com o Pessoal estabilizaram nos 24.570 milhares de Euros, tendo o custo médio por empregado também descido de 32,4 mil /ano, no 1º semestre de 2003 para 31,4 mil/ano no 1º semestre de 2004.

  • Quanto à rubrica "Outros Gastos Administrativos" (Fornecimentos e Serviços de Terceiros), o seu montante ascende a 19.791 milhares de Euros no final do 1º semestre de 2004, contra os 15.855 milhares de Euros registados no final do 1º semestre de 2003, um acréscimo de 24,8%, e que resulta sobretudo do efeito desfavorável resultante das rendas que o Banco passou a pagar à Banif Imobiliária após a alienação de todos os imóveis afectos à exploração, conforme atrás referido.

  • Como resultado do acima exposto o rácio "Cost-to-Income" (Gastos Gerais Administrativos + Amortizações/Margem Bruta de Exploração) registou uma diminuição de eficiência de 3,5 p.p., passando de 59,2% no 1º semestre de 2003 para 62,7% no 1º semestre de 2004.

  • Consequentemente, o Cash Flow de Exploração atingiu de 33.193 milhares de Euros no final do 1º semestre de 2004, um decréscimo de 10,4% quando comparado com os 37.047 milhares de Euros apurados do 1º semestre de 2003 e ao qual correspondem taxas de remuneração de 1,6% e de 25,0%, (1,5% e 29,3% para o 1ºsemestre de 2003) respectivamente, a valores médios do Activo Líquido e dos Capitais Próprios.

  • Por outro lado, a alienação dos imóveis afectos ao serviço à Banif Imobiliária reflectiu-se, entretanto, na redução das Dotações para Amortizações que apresentam um decréscimo de 21,5% (passando de 5.448 milhares de Euros no final do 1º semestre de 2003 para 4.279 milhares de Euros no final do 1º semestre de 2003). Também as Dotações para Provisões (líquidas de reposições), prudentemente apuradas e dando cumprimento ao disposto no Aviso 3/95 do Banco de Portugal, registaram um decréscimo de 13,4%, cifrando-se em 20.692 milhares de Euros. Há, no entanto, que referir que no 1º semestre de 2003 foi necessário constituir Provisões para Outros Riscos e Encargos no montante de 7,5 milhões de Euros, para fazer face a um incidente detectado numa Agência do Banco conforme oportunamente divulgado.

  • Os Resultados do Exercício, depois de impostos, no final do 1º semestre de 2004 atingiram os 5,984 milhares de Euros, um crescimento de 3,1% quando comparado com 5,804 milhares de Euros obtidos no 1º semestre de 2003.

Resumo dos principais indicadores económicos

Expresso em milhares de Euros

30-06-2004 30-06-2003 Variação Variação
absoluta %
4.207.782 4.673.513 -465.731 -10,0%
3.401.031 3.134.448 266.583 8,5%
22.627 109.078 -86.452 -79,3%
2.298.808 2.316.231 -17.423 -0,8%
262.270 250.899 11.370 4,5%
55.897 51.286 4.611 9,0%
1.544 5.807 -4.263 -73,4%
20.112 20.427 -315 -1,5%
77.553 77.520 33 0,0%
-44.361 -40.472 -3.888 9,6%
33.193 37.047 -3.855 -10,4%
-4.279 -5.448 1.169 -21,5%
-20.692 -23.895 3.202 -13,4%
8.221 7.705 516 6,7%
-693 -545 -148 27,1%
-1.545 -1.357 -188 13,9%
5.984 5.804 180 3,1%
4,55% 4,63%
0,29% 0,24%
62,7% 59,2%

2.2 Banco Comercial dos Açores, SA

As grandes orientações para o desenvolvimento do negócio do Banco mantiveram-se estáveis e coerentes com as definições estratégicas neste domínio: orientação para o cliente, abordagem segmentada do mercado, distribuição multiproduto e multicanal, desenvolvimento sistemático do cross-selling, reafirmando-se, assim, a vocação universal do Banco no seu âmbito de actuação natural, que é o mercado das ilhas e, complementarmente, da emigração açoriana nos Estados Unidos e Canadá.

A lógica de crescimento orgânico sustentado, transversal à estratégia global do Banco, obriga a um continuado esforço de desenvolvimento de novos produtos e serviços e, simultaneamente, de melhoria das propostas de valor dos que constituem o portfolio já existente.

Nesta linha, durante o 1º semestre do ano em curso, o Banco desenvolveu e colocou em comercialização um novo produto — BCA Habitação Casa Sénior —, concluiu o projecto do seu novo site, tornando-o mais interactivo e com novas funcionalidades, e através de uma acção articulada da Direcção Comercial e do

Gabinete de Marketing, desenvolveu diversas iniciativas de melhoramento de produtos e serviços do Banco, acompanhadas de campanhas específicas e segmentadas, das quais se destaca a intervenção ao nível dos cartões de crédito, produto tido como estratégico no negócio de particulares.

Estas acções, acompanhadas da habitual pró-actividade das redes comerciais do Banco, permitiram concluir o primeiro semestre com os objectivos comerciais projectados para este período todos alcançados, com destaque para a produção de crédito imobiliário e crédito ao consumo, cujo ritmo excedeu mesmo as expectativas.

O comportamento do crédito e dos recursos está sintetizado no quadro abaixo:

( Milhões de Euros)

Junho 2003 Dez. 2003 Junho 2004
Crédito 904 919 985
Recursos 832 799 796

O ritmo de crescimento do crédito está, como referido, dentro dos valores perspectivados para o período em análise. O comportamento menos interessante registado ao nível dos recursos de clientes enquadra-se, igualmente, nas expectativas orçamentadas, sendo, porém, de realçar que os produtos estruturados fora de balanço duplicaram os seus saldos face ao início do ano fazendo com que os recursos totais tenham tido um crescimento real.

Para além da actividade comercial e de marketing que se deixa sintetizada, outros projectos de desenvolvimento estrutural acompanharam a actividade ao longo do 1º semestre.

Desde logo merece destaque, na área dos sistemas de informação, o projecto de substituição da plataforma informática de balcões, uma iniciativa tomada em conjunto com o Banif, que consubstancia o primeiro grande projecto transversal e comum aos dois bancos comerciais do Grupo. Entre outros benefícios, este projecto visa permitir a generalização do atendimento a clientes do BCA e do Banif em qualquer ponto de venda destes dois Bancos, sendo particularmente relevante para o BCA poder fazê-lo em qualquer ponto do Continente ou da Madeira. O projecto está numa fase muito adiantada, tendo já o BCA três unidades piloto em funcionamento com o novo sistema e estando prevista a sua extensão a toda a rede e a entrada em produção plena até finais de Outubro, após testes finais e formação.

No que respeita às áreas de património, destaque para a conclusão das remodelações profundas, concluídas em todas as unidades de negócio da ilha do Pico, o arranque das obras de reconstrução da agência de Angra do Heroísmo, cujo prazo de conclusão – finais do corrente ano – se mantém, bem como o início efectivo do projecto de construção da nova agência de Vila Franca do Campo. Embora não estivesse previsto no plano director desta área de actividade, optou-se, já em 2004, pela construção de uma agência na freguesia das Furnas, estando as obras em curso e a abertura prevista para breve.

As áreas de executivos de operações dos dois Bancos continuam o seu programa conjunto de harmonização e racionalização e o BCA mantém a sua presença activa nos grupos de trabalho relativos ao projecto Basileia II, que visa novos alinhamentos no que concerne aos riscos de actividade e, igualmente, no projecto de adaptação e preparação do Banco para as novas regras e exigências que decorrerão da implementação das Normas Internacionais de Contabilidade.

No que concerne à área de recursos humanos, referência para um programa extraordinário de reformas antecipadas, aprovado já no decurso do corrente ano e que tem como objectivo: (i) racionalizar a estrutura, procurando-se novos ganhos de produtividade, nomeadamente nas áreas de back-office e (ii) rejuvenescer a estrutura etária da população do Banco, com maior incidência nas áreas comerciais. Este programa, que já se iniciou e que decorrerá até ao final do ano, prevê cerca de 40 reformas e 12 admissões. No fecho do semestre o número de empregados era de 439, (443 um ano antes) e o número de pontos de venda era de 53, mais um do que no fecho do 1º semestre de 2003.

Ao nível dos principais projectos em curso, uma nota final para referir os trabalhos tendo em vista uma operação de securitização de crédito imobiliário da carteira do BCA, que se prevê que venha a ser concretizada até final do 3º trimestre do corrente ano.

Descrito o essencial da actividade do Banco ao longo do primeiro semestre de 2004, sintetizam-se em quadro final alguns dos indicadores da actividade, merecendo previamente destaque:

  • a) O bom comportamento geral da carteira de crédito que, a par do cuidadoso acompanhamento que é efectuado, permite manter índices de performance interessantes: o crédito vencido em 30 de Junho de 2004 representava 1,22% do total do crédito (1,51% um ano antes). No fecho do 1º semestre do corrente ano, a cobertura de crédito vencido por provisões específicas atingiu 79,5% e por provisões totais para risco de crédito, 144,3%, quando em idêntico período do exercício anterior, aqueles indicadores eram de, respectivamente, 65,2% e 131%.
  • b) Em Junho de 2004, e após a devida autorização do Banco de Portugal, o Banco anulou o saldo de Despesas de Custos Diferidos verificado em 31 de Maio de 2004, no valor de 7.728 milhares de Euros relativo a contribuições extraordinárias por reformas antecipadas e anteriores a 2004, directamente por contrapartida de Resultados Transitados.
  • c) O Resultado Líquido no fecho do semestre foi de 5.500 milhares de Euros o que representa um crescimento significativo de 61,1%, em boa parte explicado pelo menor esforço na constituição de provisões líquidas verificado no primeiro semestre do corrente exercício.

(Milhares de Euros)

Jun-04 Jun-03 Variação %
Activo Líquido
1.161.731 1.150.954 0,9%
Crédito Concedido
984.943 904.237 8,9%
Recursos de Clientes
795.836 832.358 -4,4%
Capitais Próprios e Resultados
79.826 82.558 -3,3%
Cash Flow de Exploração
8.710 8.636 0,9%
Resultado do Exercício
5.500 3.415 61,1%
ROE
14,8% 9,3% + 5,5 p.p.
ROA
0,9% 0,6% + 0,3 p.p.
Rácio de Solvabilidade
11,1% 11,2% - 0,1 p.p.
Cost to Income
58,3% 57,6% + 0,7 p.p.
Crédito Vencido/Crédito Total
1,23% 1,51% - 0,28 p.p.
Provisões Totais para Crédito/Crédito Vencido
144,3% 131,0% + 13,3 p.p.
Crédito com Incumprimento/Crédito Total
1,22% 1,51% - 0,29 p.p.

2.3 Banif Leasing, SA

A produção global, no 1º semestre de 2004, foi de cerca de 67,9 milhões de Euros, dos quais, 57,4 milhões de Euros são referentes a contratos de locação financeira mobiliária e 10,4 milhões de Euros a contratos de locação financeira imobiliária. Em relação ao período homólogo anterior, estes valores representam um acréscimo global de 8,5%, com destaque para o crescimento de 21,2% na locação financeira imobiliária.

As redes de distribuição do Banif contribuíram para a produção de leasing mobiliário com cerca de 42,7% e são a principal origem dos contratos de leasing imobiliário (85,0%).

A carteira de crédito, no final do semestre em análise, ascendia a 143,5 milhões de Euros, ou seja, um crescimento de 46,4% relativamente ao igual período de 2003. Entre os finais dos 1ºs semestres de 2003 e 2004, foram efectuadas foram efectuadas cedências de crédito no montante global de 16,4 milhões de Euros, enquadradas na operação de titularização Atlantes Finance NR.2.

A margem financeira cresceu 14,7%, passando de 2.247 milhares de Euros, no 1º semestre de 2003, para 2.577 milhares de Euros, no 1º semestre de 2004.

Por seu turno, no mesmo período, o produto lease de exploração subiu de 3.192 milhares de Euros para 3.487 milhares de Euros, ou seja, um crescimento de 9,2%.

O cost to income (relação entre os custos operativos e o produto lease), melhorou, passando de 48,5% para 41,1%.

O lucro líquido apresenta um crescimento de 88,0%% face ao período homólogo de 2003, fixando-se nos 737 milhares de Euros. O cash-flow gerado atingiu 2.259 milhares de Euros, representando um crescimento de 33,4% face ao período homólogo do ano anterior e onde se destaca o valor das provisões constituídas, no montante de 1.929 milhares de Euros (+74.3% do que em Junho de 2003).

Em 30 de Junho de 2004, o número de empregados da Sociedade era de 37.

Com a reestruturação organizativa operada no ano de 2004, a Direcção Comercial da Banif Leasing passou a dispor do Canal Banca para as operações com origem nas redes comerciais do Banif e do BCA e do Canal Fornecedores para as operações originadas nos fornecedores e nos canais agenciados, confinando a sua presença física geográfica às delegações do Porto, Leiria e Lisboa

(Milhares de Euros)

Junho 2004 Junho 2003 Var %
Activo Líquido 210.111 146.086 + 43,8
Crédito Total 210.047 143.474 +46,4
Capitais Próprios 12.782 12.373 + 3,3
Cash-Flow 2.259 1.694 + 33,4
Resultado Líquido 737 392 + 88,0
ROE 11,5% 6,3% + 82,5
ROA 0,7% 0,5% + 40,0
Rácio de Solvabilidade 8,9% 9,0% - 1,1
Cost to Income 41,1% 48,5% - 15,3

2.4 Banif Crédito - SFAC, SA

No 1º semestre de 2004 a Sociedade realizou 1.110 contratos novos, no valor de 11,3 milhões de Euros, o que representa uma redução de 13% relativamente a igual período de 2003.

A carteira de crédito evidenciava, no final do semestre em apreciação, o valor de 41,1 milhões de Euros, o que representa um acréscimo de 17,3% relativamente ao ano anterior

A maioria dos contratos objecto de financiamento continuaram a ser respeitantes a veículos usados tendo como mutuários clientes particulares.

O Resultado Líquido no final de Junho de 2004, atingiu os 464 milhares de Euros, contra 35 milhares de Euros em igual período do ano transacto.

O cost to income evoluiu favoravelmente, de 36,4 % para 32,3%.

(Milhares de Euros)

Junho 2004 Junho 2003 Var. %
Activo Líquido 42.078 35.528 +18,4
Crédito Líquido 41.156 35.100 +17,3
Capitais Próprios 4.663 4.003 +16,5
Cash-Flow 1.573 1.124 +40,0
Resultado Líquido 464 35 +1225,7
ROE 19,9% 1,7% s.s.
ROA 2,2% 0,2% s.s.
Rácio de Solvabilidade 8,8% 9,4% -6,4
Cost to Income 32,3% 36,4% -11,2

2.5 Banif Rent, SA.

Da actividade da Banif Rent no 1º semestre de 2004, regista-se a realização de 351 novos contratos com um valor de 4.658 milhares de Euros de investimento.

A Banif Rent encerra o 1º semestre de 2004 com uma frota de 461 viaturas, das quais 153 com contrato de manutenção.

As contas da Banif Rent apresentam um Resultado antes de impostos negativo em cerca de –182,6 milhares de Euros.

Foi realizado no final do mês de Junho um diagnóstico comercial da empresa, que evidenciou algumas insuficiências da organização, umas de resolução imediata, outras de resolução mediata.

Tal levou ao arranque de vários projectos em simultâneo (ao nível da operação, da venda e do controlo de gestão) com o objectivo de afirmar a Banif Rent como solução automóvel competitiva para o mercado, dando prioridade á base de clientes Banif ( via cross-selling).

O esforço de relançamento da empresa, a ser materializado essencialmente no último semestre, bem como o conjunto de acções em curso são de molde a permitir recuperar e atingir o volume de negócios que havia sido projectado para 2004.

(Milhares de Euros)

1º semestre 2004 1º semestre2003 % semest.04/03
Activo 7.008 2.773 253%
Capitais Próprios - 23 524 -104%
Cash-Flow 154 621 -75%
Resultado Antes Impostos -183 113 -262%

2.6 Banco Banif Primus, SA

Atento às tendências do mercado, o Banco Banif Primus, SA, manteve uma política dinâmica relativamente à conquista de quota de mercado, mas conservadora no tocante aos riscos de crédito, privilegiando o financiamento das actividades empresariais de menor risco, com enfoque principalmente nas operações de crédito comercial e de comércio externo, e nas operações de tesouraria e câmbio, tendo conseguido aumentar gradualmente a base de clientes e melhorar o nível de rendibilidade.

As operações de crédito comercial têm um ciclo muito rápido, pois são de curto prazo e, estão suportadas por garantias de pagamentos comerciais e de imobiliário, enquanto as operações de crédito consignado são efectuadas contra débito directo nas contas de salário dos financiados.

Na carteira de comércio externo, continuou-se a atender e a originar operações com os principais exportadores e importadores do país e, apesar da grande competitividade do negócio, o Banco vem operando com os principais clientes locais, de maior tradição e renome, e inclusive com as grandes empresas multinacionais com presença no Brasil.

A estratégia prosseguida vai no sentido da redução da dependência do funding do Banco relativamente aos financiamentos externos, principalmente no tocante ao funding das operações de crédito domésticas. Nessa perspectiva, proceder-se-á, no segundo semestre, à inauguração de 2 novas agências do Shopping Anália Franco, em São Paulo, e no Down Town Shopping Center, no Bairro da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, as quais aumentarão a proximidade aos clientes e o potencial de captação de recursos. Estas agências estarão especialmente vocacionadas para o segmento de clientes particulares da classe média-alta, em particular com potencial de private banking, alem de darem apoio às carteiras comercial e de câmbio do Banco.

Apresentam-se de seguida os dados económicos e financeiros do Banco Banif Primus, SA e da Banif Primus Corretora, conforme Balanço de 30 de Junho de 2004:

(Milhares de Reais)

30/06/04 30/06/03 Var. %
Activo Líquido 690.209 602.823 14,50%
Crédito 607.782 523.580 16,08%
Recursos de Clientes 95.280 64.630 47,42%
Capitais próprios 36.025 36.491 (1,28%)
Cash-Flow 799 (1.869) 142,76%
Resultado Líquido 156 (824) 118,98%

1 Real = 0,2643 Euros

3. BANIF SEGUROS SGPS, SA

A actividade da Sociedade, durante o 1º semestre de 2004, consistiu, exclusivamente, na gestão da participação financeira detida na Companhia de Seguros Açoreana, SA.

Em consequência, a sociedade apresenta uma estrutura de balanço bastante simples, salientando-se ao nível dos principais indicadores que, quer o valor dos capitais próprios, quer o valor do Activo Líquido, ascendiam em 30 de Junho de 2004 a 32,0 milhões de Euros, contra 31,7 milhões de Euros em 30 de Junho de 2003. A sociedade registou, no 1º semestre de 2004, um prejuízo de 12,2 mil Euros, contra um prejuízo de 2,8 mil Euros verificado no 1º semestre de 2003.

3.1 Companhia de Seguros Açoreana, SA

Após um período particularmente difícil, marcado pelas consequências dos atentados terroristas de 11 de Setembro e pela crise dos mercados financeiros, o Sector Segurador iniciou, já em 2003, um processo de recuperação que se traduziu na melhoria da situação económica e dos resultados das seguradoras. Esta recuperação, reflecte, sobretudo, a melhoria dos resultados financeiros decorrente do comportamento positivo dos índices bolsistas mas, também, a melhoria das condições de exploração técnica resultante da gradual redução das taxas de sinistralidade e da contenção das despesas administrativas.

No 1º semestre de 2004, o Sector Segurador registou um acréscimo do volume de prémios de 18,7%, impulsionado pelo crescimento do ramo Vida que ultrapassou os 34%. Por seu lado a produção do conjunto dos ramos Não Vida registou um incremento de 2,4%, abaixo da inflação, o que em termos reais se traduziu num crescimento negativo. Esta situação é, fundamentalmente, reflexo do período de recessão que a Economia Portuguesa viveu, sendo ainda mais perceptível se analisarmos o fraco desempenho dos principais ramos, nomeadamente o Automóvel (3,4%) e o Acidentes de Trabalho (-0,7%).

Com a economia portuguesa a apresentar sinais de retoma, ainda que apoiada pela recuperação do consumo privado, e perspectivando-se a manutenção da tendência de crescimento durante o 2º semestre de 2004, encontram-se reunidas as condições que, seguramente, irão impulsionar e consolidar a trajectória de recuperação da actividade seguradora.

A Companhia de Seguros Açoreana tem vindo a prosseguir a sua actuação apoiada em cinco vectores fundamentais:

  • Reforço do posicionamento da Companhia e aumento da eficácia da rede comercial;
  • Inovação e desenvolvimento de novas soluções e produtos;
  • Melhoria dos indicadores de gestão técnica;
  • Prosseguimento dos programas de modernização das operativas e melhoria dos níveis de produtividade;
  • Melhoria dos padrões de qualidade e serviço ao cliente.

Para alcançar o primeiro objectivo, a Companhia tem vindo a intensificar e reforçar o cross-selling, nas vertentes Assurfinance e Bancassurance, procurando tirar o maior proveito dos diferentes canais de distribuição e captando a maior quota de valor dos clientes. Igualmente, tem vindo a ser alavancada a parceria com a rede de mediação através de uma estratégia selectiva, com uma proposta de valor diferenciadora, orientada e destinada a valorizar a fixação dos agentes de maior potencial.

Retomar o esforço de inovação e desenvolvimento de novas soluções e produtos, alargando a oferta de produtos disponível e promovendo, também, a renovação e rejuvenescimento de algumas das actuais soluções, constitui o segundo eixo de actuação para 2004.

Melhorar os resultados da gestão técnica, optimizar os resultados do underwritting através de rigorosos critérios de selectividade e avaliação de riscos, no que constitui condição decisiva para assegurar a manutenção e salvaguarda de adequadas margens de negócio, bem como a perenidade e a solvência a prazo das aplicações da Companhia, trata-se do terceiro vector de actuação.

No âmbito da modernização das operativas e melhoria da produtividade, a Companhia de Seguros Açoreana tem vindo a intensificar a utilização da tecnologia Web como instrumento para melhorar o desempenho dos negócios, interligar cadeias de valor, ligar a Companhia aos seus fornecedores de serviços e, nas áreas da formação, valorizar os recursos humanos, através de acções de e-learning.

No âmbito da melhoria dos padrões de qualidade e serviço, ao longo de 2004, tem vindo a ser feito um esforço de melhoria incremental e contínua em todas as áreas e serviços da Companhia, tendo em vista a melhoria da precisão, da velocidade, dos tempos de resposta e a diminuição dos ciclos dos processos.

O volume de negócios da Companhia de Seguros Açoreana, SA atingiu durante o 1º semestre de 2004 o montante global 177 629 milhares de Euros, dos quais 95 391 milhares de Euros no ramo Vida e 82 238 milhares de Euros nos ramo Não Vida, correspondendo, respectivamente, a acréscimos de 16,8%, 21,5% e 11,7%, comparativamente aos valores verificados no período homólogo do ano anterior. De destacar o importante crescimento registado nos ramos Não Vida, dado que o sector registou, no mesmo período, um incremento de 2,4%, o que situa a quota de mercado da CSA, neste ramos, nos 3,8%. No ramo Vida a quota de mercado atingiu os 3,3%, e globalmente, ascendeu aos 3,5%.

Em termos de resultados líquidos é de salientar a excelente performance conseguida. Os resultados líquidos registados foram de 5 879 milhares de Euros, o que traduz um crescimento superior a 19% relativamente aos resultados obtidos no 1º semestre do ano de 2003.

Esta evolução, fruto da melhoria dos resultados técnicos e de significativas melhorias de produtividade e eficiência, evidencia, também, a capacidade intrínseca e sustentada de gerar resultados por parte da Companhia de Seguros Açoreana.

O cash-flow operacional da Companhia de Seguros Açoreana, SA reflecte, também, uma dinâmica de crescimento e a melhoria da situação económica e financeira, tendo atingido o montante de 9 442 milhares de Euros, cerca de 11% acima do período homólogo de 2003. Em termos de solvabilidade, a margem de solvência e o fundo de garantia, calculados de acordo com o modelo em vigor, reflectem ter a Companhia de Seguros Açoreana uma capacidade excedentária para cumprir os seus compromissos futuros, evidenciando um grau de cobertura de 122%.

O Activo Líquido da Companhia, no 1º semestre de 2004, atingiu o montante de 613 320 milhares de Euros, que comparado com o Activo Líquido de 575 423 milhares de Euros no início do ano, reflecte um acréscimo patrimonial de cerca de 6,6%. Comparativamente ao período homólogo do ano anterior o Activo Líquido registou uma variação positiva de 15,5%.

Os Capitais Próprios evoluíram de 64 198 milhares de Euros para cerca de 66 097 milhares de Euros, assinalando um acréscimo de 3% no 1º semestre de 2004, pese embora o facto de ter ocorrido distribuição de dividendos aos Accionistas, já este ano, no montante de 3 625 milhares de Euros. Se compararmos com o período homólogo do ano de 2003, o acréscimo situa-se nos 8,9%.

A rentabilidade dos capitais próprios do período em análise, em termos anualizados, foi de cerca de 18,3%.

(Milhares de Euros)

Junho Dezembro Junho Jun. 04/Jun. 03 1º Sem. 2004
2004 2003 2003 Valor % Valor %
Volume Negócios 177 629 318 418 152 089 25 539 16,8%
Vida 95 391 171 846 78 492 16 899 21,5%
Não Vida 82 238 146 572 73 598 8 641 11,7%
Activo Líquido 613 320 575 423 531 104 82 216 15,5% 37 897 6,6%
Capitais Próprios 66 097 64 198 60 715 5 382 8,9% 1 900 3,0%
Investimentos 556 324 519 249 468 211 88 113 18,8% 37 075 7,1%
Cash Flow Operacional 9 442 13 767 8 518 925 10,9%
Resultados Líquidos 5 879 10 120 4 918 962 19,6%

4. BANIF INVESTIMENTOS SGPS, SA

A actividade da Sociedade consistiu fundamentalmente na gestão das suas participações sociais, as quais estão predominantemente ligadas às áreas do mercado de capitais e da gestão de activos, nacionais e internacionais.

No que se refere aos principais indicadores, o Activo Líquido da Sociedade elevava-se a 104,7 milhões de Euros no final do 1º semestre de 2004, contra 54,0 milhões de Euros no período homólogo de 2003, tendo sido apurado um Resultado Líquido de impostos de 1.320,5 milhares de Euros, enquanto no 1º semestre de 2003 havia sido obtido um Resultado Líquido de impostos de 454,6 milhares de Euros. Os capitais próprios da Sociedade ascendiam, em 30 de Junho de 2004, ao valor de 13.388 milhares de Euros, contra 12.531 milhares de Euros no período homólogo de 2003.

4.1 Banif – Banco de Investimento, SA

O Banif – Banco de Investimento, S.A. ("Banif Investimento") é a instituição do Grupo Banif que actualmente centraliza e coordena toda a actividade nacional e internacional do Grupo Banif na área da banca de investimento.

As actividades de gestão de fundos (mobiliários e imobiliários e de pensões) e de capital de risco são desenvolvidas pelas sociedades participadas do Banif Investimento, enquanto que todas as restantes actividades são desenvolvidas no âmbito do próprio Banco de Investimento.

No decurso do primeiro semestre de 2004 procedeu-se a uma alteração da estrutura organizacional do Banco, tendo em vista, por um lado, a sua adequação às características dos mercados em que opera e, por outro, potenciar sinergias e a continua especialização dos seus recursos humanos.

Nesse contexto, procedeu-se à cisão da Direcção de Gestão de Investimentos, em Direcção de Gestão de Investimentos Mobiliários e em Direcção de Gestão de Investimentos Imobiliários (especialização por produto), e à cisão da Direcção Comercial, em Direcção de Cross-Selling e em Direcção de Produtos de Gestão de Activos (especialização por actividade).

Simultaneamente procedeu-se ao reposicionamento de algumas actividades no âmbito da estrutura existente, pelo que a Direcção de Corporate Finance e M&A passou a designar-se por Direcção de Project e Corporate Finance e a Direcção de Project Finance e Securitização passou a designar-se apenas por Direcção de Securitização. Ainda neste âmbito, a Direcção de Private Banking passou a designar-se por Direcção de Corporate e Private Banking.

O principal activo do Banif Investimento, a carteira de obrigações, atingiu um valor global de cerca de 152 milhões de Euros em 30 de Junho de 2004.

Na actividade de trading da carteira própria de acções, a deterioração das condições dos principais mercados de acções, observadas no segundo trimestre do ano, obrigou a uma redefinição da política de investimentos. A carteira, que era inicialmente composta por posições direccionais, foi objecto de uma alteração profunda de modo a poder gerar valor num cenário adverso de mercado. As apostas de investimento passaram, assim, a ter como objectivo a redução da exposição ao risco direccional do mercado.

No que se refere a operações de derivativos e cambiais, o Banif Investimento realizou diversas operações cujo valor nominal total ascendeu a cerca de 75 milhões de Euros, sempre associadas a operações de mercado de capitais, não tendo envolvido por isso qualquer risco financeiro para o balanço do Banco.

A nível consolidado o Banif Investimento gerou no primeiro semestre de 2003 um produto bancário de 8,0 milhões de Euros, um cash-flow de 3,4 milhões de Euros e um resultado líquido de 2,0 milhões de Euros:

(Expresso em milhares de Euros)

Contas Consolidadas 30/06/2004 30/06/2003 Variação %
Activo Líquido 304.994,28 335.142,03 -9,0%
Capitais Próprios 25.070,77 23.024,20 8,9%
Produto Bancário 8.009,66 7.547,48 6,1%
Cash-Flow 3.447,28 3.789,36 -9,0%
Resultado do Exercício 2.023,39 1.749,02 15,7%
ROA 1,26% 1,38% -
ROE 17,37% 15,78% -
Cost-to-Income 63,94% 59,03% -

Os principais elementos caracterizadores do desempenho do Banif - Banco de Investimento, S.A. no primeiro semestre de 2004, por actividade, foram os seguintes:

1. Project e Corporate Finance

No 1º semestre de 2004, a Direcção de Project e Corporate Finance prosseguiu com a consolidação da sua actividade de prestação de serviços de assessoria financeira, sendo ainda de sublinhar o contínuo envolvimento na organização e montagem de operações de financiamento estruturadas, em diversos sectores de actividade.

No âmbito da assessoria financeira é de realçar o papel activo da Direcção em processos de privatização nomeadamente (i) no serviço de consultoria prestado ao Governo Regional dos Açores no âmbito do processo de privatização da EDA – Electricidade dos Açores, SA; (ii) na assessoria financeira prestada à Câmara Municipal de Lisboa no âmbito do processo de privatização da EMEL - Empresa Pública Municipal de Estacionamento de Lisboa e respectiva avaliação da empresa; e (iii) na assessoria financeira prestada na avaliação económico-financeira de uma empresa no sector de construção e obras públicas.

Este período foi igualmente pautado pela organização e montagem de algumas operações de papel comercial, designadamente para a MTO SGPS, S.A. (holding do Grupo Martifer) e para o Grupo Inapa.

A Direcção de Project e Corporate Finance continuou a participar na intermediação de ofertas públicas, destacando-se o envolvimento na Oferta Pública de Aquisição Potestativa lançada pela Banif Comercial SGPS, SA sobre as acções representativas do capital social do Banco Comercial dos Açores, SA e ainda a participação no consórcio de colocação das acções do Grupo Media Capital SGPS, SA no âmbito da Oferta Pública de Venda e da Venda Institucional.

2. Mercado de Capitais - Dívida

Durante o primeiro semestre de 2004 registou-se uma quebra no volume da actividade no Mercado Primário de Renda Fixa Internacional face ao período homólogo de 2003. No entanto, este contexto menos favorável não condicionou a actividade de estruturação do Banif Investimento, que esteve envolvido num total de 12 operações entre lideranças e participações em sindicatos de colocações de diversas emissões para entidades internacionais e locais.

Na liderança de emissões de obrigações, destaca-se a estruturação de uma emissão de Notas a 5 anos para a Brasturinvest – Investimentos Turísticos, SA (Grupo Pestana) com um montante global de 18 milhões de Euros. Adicionalmente registou-se o envolvimento do Banco na montagem de duas operações para emitentes do Grupo Banif, designadamente uma emissão de obrigações indexadas à taxa de câmbio EUR/USD para o

Banif – Banco Internacional do Funchal (Cayman) Ltd., no valor de 12,5 milhões de Euros, e uma emissão de obrigações de caixa para a Sucursal Financeira Exterior do Banif - Banco Internacional do Funchal, S.A., no valor de 15 milhões de Dólares Americanos, com remuneração indexada à performance da Taxa Libor do Dólar Americano.

Em resultado do reforço das credenciais do Banif Investimento na área de mercado de capitais, conseguido ao longo dos últimos 4 anos, a instituição foi convidada para participar no Sindicato de Tomada Firme de diversas emissões de emitentes europeus, incluindo a emissão de Floating Rate Notes ("FRN") da EBS Building Society (Sociedade de Crédito Irlandesa), no valor total de 500 milhões de Euros, a emissão de FRN da Modelo Continente SGPS, S.A., no valor total de 100 milhões de Euros, e ainda a emissão de Notas da Sagres STC Explorer 2004 Series 1 (Titularização dos Créditos Fiscais do Estado Português), no valor total de 1.610 milhões de Euros.

No Brasil, o Banif Investimento manteve-se activo na procura de soluções de financiamento externo para entidades brasileiras, tendo estruturado duas emissões de Certificados de Depósito para o Banco Banif Primus, S.A., no montante global de 25 milhões de Euros e participado no sindicato de tomada firme de algumas emissões de Notas de entidades de renome internacional. O Banco assumiu, assim, o estatuto de Co-Lead Manager na emissão de Fixed Rate Notes do BNP Paribas Brasil, S.A., no valor total de 60 milhões de Dólares Americanos, e assumiu o estatuto de Manager na emissão de Fixed Rate Notes do Banco Nossa Caixa, no valor total de 100 milhões de Dólares Americanos. Adicionalmente, o Banif Investimento participou no sindicato bancário do financiamento do IDB "B-Syndicated Loan Facilitiy", no valor global de 100 milhões de Dólares Americanos, para a Bandeirante Energia, S.A.

No segmento de derivativos, o Banif Investimento "desenhou" e concretizou uma operação de cobertura de risco de taxa de juro para a ANAM – Aeroportos e Navegação Aérea da Madeira, S.A., no montante de cerca de 25 milhões de Euros.

Relativamente à actividade de mercado secundário do Banif Investimento destaca-se um volume de transacções de renda fixa superior a 1,1 biliões de Euros e a entrada em funcionamento do serviço de market making através de uma plataforma electrónica da Bloomberg.

3. Mercado de Capitais - Acções

O 1º semestre de 2004 ficou marcado pela melhoria do volume de negócio, com especial ênfase para os primeiros três meses do ano (+85% de comissões brutas). Constatou-se igualmente uma melhoria do turnover, tendo este passado de cerca de 573 milhões de Euros no primeiro semestre de 2003 para cerca de 612 milhões no período homólogo de 2004. Esta performance ficou a dever-se à maior receptividade dos investidores para investimentos no mercado accionista e à manutenção das principais linhas de orientação que suportaram a reorganização do negócio de corretagem em 2003, nomeadamente a concentração das actividades de vendas e recepção de ordens em Lisboa, o alargamento da gama de produtos e da base de clientes institucionais.

Ao longo dos primeiros meses do ano, o mercado de acções português, agora integrado no núcleo da Euronext, destacou-se pela sua performance extraordinária, evidenciando uma taxa de valorização próxima de 2 dígitos (cerca de 9.4%). Não obstante esta situação, o peso das comissões geradas no mercado Euronext Lisboa pelos clientes do Banif Investimento reduziu-se ligeiramente em relação ao nível do ano anterior, para perto de 41% do volume total de comissões.

A reorganização do research em 3 pólos de cobertura, incluindo o Brasil (Banif Primus CVC), a América Latina (Banif Securities) e a Península Ibérica (Banif Investimento) vão potenciar matéria prima para desenvolver um conceito inovador e integrado de ideias de trading, apostando assim o Banif Investimento, mais uma vez, numa estratégia de diferenciação em relação aos restantes operadores em Portugal.

Por último gostaríamos de realçar a abertura do mercado primário português, no qual o Banif Investimento assumiu uma posição de destaque, participando como co-manager no IPO da Media Capital (num valor total de cerca de 217,4 milhões de Euros), uma das principais operações no primeiro semestre de 2004.

Em consequência do esforço de diversificação das fontes de receita por mercado, o volume transaccionado nas bolsas estrangeiras no primeiro semestre de 2004 representou já 45% do volume total, quando no período homólogo de 2003 tinha representado apenas 35%.

Neste contexto, o volume de comissões brutas totais foi de 1,14 milhões de Euros no primeiro semestre de 2004, um aumento de 35,9% face ao período homólogo de 2003.

4. Gestão de Activos

A actividade de gestão de activos foi desenvolvida pelo Banif Investimento, na gestão de patrimónios de clientes particulares e institucionais, pela Banif Gestão de Activos – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, S.A., nos fundos de investimento mobiliário e imobiliário e pela Banif Açor Pensões – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A., nos fundos de pensões.

Em 30 de Junho de 2004 a área de gestão de activos administrava um volume total de activos de 828,1 milhões de Euros, que compara com 604,9 milhões de Euros em 31 de Dezembro de 2003, ou seja, um crescimento de 36,9%.

4.1 Banif Gestão de Activos (Fundos de Investimento Mobiliário e Imobiliário)

Atendendo aos vectores estratégicos traçados para a área de Gestão de Activos, a sociedade colocou o acento tónico no posicionamento regular dos seus fundos acima da média de rendibilidades das respectivas classes e à promoção de um leque de fundos adequado ao interesse comercial por eles suscitado.

Assim, depois de em 2002 ter colocado mais de metade dos seus fundos no Top 3 das suas classes, e de em 2003 ter posicionado 9 dos 11 fundos geridos no Top 5 dessas classes, em 30 de Junho de 2004 a Banif Gestão de Activos tinha 6 dos 11 fundos geridos há mais de 1 ano no Top 3 de rendibilidades a 12 meses das respectivas classes, confirmando a consistência da gestão implementada. Neste contexto, salientam-se os 4 fundos posicionados no 1º lugar (2 imobiliários e 2 mobiliários). Em consequência, a Banif Gestão de Activos continua a apresentar-se como uma das Sociedades Gestoras de Fundos de Investimento com o melhor ranking médio dos respectivos fundos geridos.

É ainda de registar o facto de a Banif Gestão de Activos ter sido galardoada com 4 prestigiados prémios de 1º lugar na 1ª edição dos prémios Diário Económico / Standard & Poor's, destinados a salientar os melhores fundos comercializados em Portugal.

Em 30 de Junho o volume de activos sob gestão cifrava-se em 531,2 milhões de Euros, o que representou um acréscimo de 142,0% relativamente ao valor gerido no final de 30 de Junho de 2003. Neste contexto, a quota de mercado da Banif Gestão de Activos, que se situava nos 0,82% em Junho de 2003, deverá ter aumentado para cerca de 1,8% no final do 1º semestre de 2004.

No que diz respeito aos fundos mobiliários, os activos geridos passaram de 153,7 milhões de Euros em 30 de Junho de 2003 para 220,5 milhões de Euros no final do 1º semestre de 2004 (43,4% de crescimento), ao passo que os fundos imobiliários mantiveram o elevado ritmo de crescimento, evoluindo de 65,8 para 310,8 milhões de Euros, no mesmo período, o que representou uma subida de 372,3%.

A atitude de inovação da Sociedade materializou-se no lançamento e colocação do Art Invest - FEI, que foi o 1º fundo especial de investimento e, simultaneamente, o 1º fundo de arte existente em Portugal. Em Abril, a Banif Gestão de Activos constituiu um novo fundo especial de investimento, o Banif Gestão Patrimonial – FEI, que investe em activos tradicionais (mercados monetários, obrigações e acções), e ainda em imobiliário, hedge funds, arte, private equity, commodities ou outros investimentos alternativos.

A Sociedade constituiu, em Março, um fundo imobiliário fechado de subscrição particular, o Citation, e concretizou, ainda, no segundo trimestre, um novo aumento de capital de 40 milhões de Euros do fundo fechado Imogest.

Estas operações permitiram reforçar muito significativamente o peso de investidores institucionais e empresas exteriores ao Grupo Banif, nos participantes dos fundos geridos, tendência que se pretende reforçar ao longo dos próximos anos.

4.2 Banif Açor Pensões (Fundos de Pensões)

A Sociedade tem vindo a desenvolver uma actividade comercial extremamente intensa e que se traduziu no estabelecimento de contactos com 87 empresas, com o intuito de obter novos mandatos de gestão de fundos de pensões.

A estratégia de investimento prosseguida nos fundos sob gestão manteve-se bastante conservadora, no período, pelo que as rendibilidades atingidas no semestre (não anualizadas) variaram entre 0,83% e 3,54%.

O volume de activos sob gestão passou de 117,3 milhões de Euros no 1º semestre de 2003 para 127,8 milhões no final deste semestre, o que representou um aumento de 9%.

4.3 Banif Investimento (Gestão de Patrimónios)

A actividade de Gestão de Patrimónios foi bastante afectada pelo clima de incerteza geopolítica e macroeconómica, que condicionaram os mercados financeiros no 1º semestre de 2004, situação que funcionou como um travão ao crescimento dos activos geridos no período.

O Banif Banco de Investimento detinha, em 30 de Junho de 2004, um total de activos sob gestão de 143,5 milhões de Euros, contra os cerca de 121,1 milhões de Euros em 30 de Junho de 2003, evidenciando, ainda assim, um crescimento de 18,6%.

5 Cross-Selling

Depois do enorme crescimento registado em 2003 nos indicadores de cross-selling de produtos de investimento nas redes de comercialização do Grupo Banif, os principais eixos estratégicos da Direcção de Cross-Selling do Banif Investimento centram-se em:

  • Reforçar o carácter recorrente da comercialização de fundos de investimento e produtos estruturados junto dos Clientes do Grupo;
  • Promover a comercialização de produtos destinados a segmentos distintos de Clientes, fortalecendo ainda a imagem de inovação do Grupo (exemplos: Fundos Especiais de Investimento Art Invest e Banif Gestão Patrimonial);
  • Desenvolver a qualidade da venda de produtos de investimento nas redes do Grupo, mediante a execução de adequados planos de formação levados a cabo por esta Direcção.

No 1º semestre do corrente ano foram colocados 172,2 milhões de Euros de fundos de investimento e produtos estruturados, o que se situa cerca de 19,7% acima dos 143,9 milhões comercializados em idêntico período do exercício de 2003.

6 Corporate e Private Banking

Com o objectivo de prosseguir a estratégia de criação de uma área integrada da gestão da relação comercial do Banif Investimento com os seus Clientes particulares desenvolveram-se, no primeiro semestre de 2004, diversas acções tendo em vista a captação de Clientes directos para a actividade de Corporate e Private Banking, sendo esta área uma das grandes apostas do Banco para o ano em curso.

A proposta de valor para esta área de negócio passa pela prestação aos Clientes de um serviço de consultoria financeira integrado, através, nomeadamente, da criação e oferta de produtos específicos destinados a este segmento de Clientes, sendo exemplo desta estratégia a criação da Conta Gestão Investimento (CGI), que combina o acesso a um diversificado leque de produtos de investimento com uma linha de crédito automática associada, de montante variável em função dos activos afectos à conta.

A actividade da Direcção de Corporate e Private Banking evoluiu de uma forma muito positiva ao longo do 1º semestre do ano 2004, com o numero de clientes a subir cerca de 75%, o total de activos de clientes a quase duplicar o seu valor no final de 2003, e o crédito concedido a registar um crescimento de 150%.

7 Securitização

Para além do acompanhamento das operações de titularização de contratos de crédito imobiliário, crédito pessoal e de leasing do Grupo Banif já em curso, no primeiro semestre de 2004, a Direcção de Securitização iniciou os trabalhos com vista à concretização de uma nova operação de titularização de contratos de crédito imobiliário no valor de cerca de 275 milhões de Euros para o Banco Comercial doas Açores, S.A.. Esta operação tem a sua concretização prevista para o segundo semestre do corrente ano e o Banif Investimento, a exemplo do que sucede com as restantes operações do Grupo, prestará assistência permanente ao BCA na monitorização das características dos contratos titularizados e dos fluxos financeiros inerentes à operação.

8 Private Equity

A NewCapital, Sociedade de Capital de Risco, S.A. ("NewCapital") é a sociedade de capital de risco constituída pelo Banif – Banco de Investimento, S.A., para concretizar a sua actividade de Private Equity.

No primeiro semestre de 2004, a NewCapital adquiriu acções ordinárias representativas de 4% do capital social da EID e de 6,5% da Quinta de Pancas – Vinhos, SA., ao mesmo tempo em que concluiu a alienação das posições que detinha na CPTP – Companhia Portuguesa de Trabalhos Portuários e Construções, S.A. e na Imobiliária Construtora Grão Pará.

No final do semestre a NewCapital passou a ser a entidade gestora do Fundo CAPVEN e lançou um novo Fundo de Capital de Risco para investidores qualificados – NEW EARLY STAGE FUND. Este novo fundo é participado pelo Fundo de Sindicação de Capital de Risco – PME – IAPMEI (FSCR – PME – IAPMEI), pela AEP - Associação Empresarial de Portugal, pela FLAD – Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento e pelo Fundo CAPVEN.

O NEW EARLY STAGE FUND tem como objectivo a tomada de participações temporárias em pequenas e médias empresas nacionais numa fase inicial do seu ciclo de vida, desde que as mesmas apresentem um forte potencial de crescimento e sejam lideradas por equipas de gestão profissionais, dotadas de uma visão estratégica do negócio.

Adicionalmente, a NewCapital foi seleccionada para ser a sociedade gestora de um novo Fundo de Capital de Risco que vai ser subscrito pelo IDE Madeira, e que se vai designar MADEIRA CAPITAL. Este novo Fundo deverá iniciar a sua actividade no 3º trimestre do corrente ano.

O Fundo CAPVEN, agora gerido pela NewCapital, participou no aumento de capital da Money Media – Edição e Publicações, Lda ("Money Media"), sociedade editora da revista Carteira, no montante de 158,25 milhares de Euros. A Carteira é a única publicação em Portugal destinada exclusivamente à área das finanças pessoais.

4.2 Banif – Banco Internacional do Funchal (Cayman), Ltd

A angariação de novos clientes manteve uma boa evolução durante este semestre, tendo o número de contas abertas registado um acréscimo de 8% em relação ao período homólogo de 2003.

Foi possível manter o nível de captação de depósitos, pelo que o total da carteira de recursos de clientes registava um montante de 783 milhões de Euros no final do semestre, o que representa um acréscimo de 8,8% quando comparado com o semestre homólogo de 2003.

Verificou-se ainda uma captação adicional de recursos para o Banco, através de uma emissão de obrigações (Banif Cayman 4,5% Euro-Dollar, 2004/2007) de 12,5 milhões de Euros e que foi, na sua totalidade, colocada junto da rede de clientes do Grupo Banif.

No que respeita ao crédito concedido, verificou-se um aumento importante da carteira respectiva, ao compararmos o 1º semestre de 2004 com o período homólogo de 2003. Assim, esta rubrica registava um total de 135,5 milhões de Euros em 30 de Junho de 2004 contra 99,9 milhões de Euros em 30 e Junho de 2003, reflectindo um crescimento de 35,6%. Este aumento da carteira foi inteiramente explicado pelo crescimento do crédito de curto prazo concedido a clientes (+ 44,5% do que em Junho de 2003) uma vez que a carteira de trade finance ao Brasil, totalmente denominada em Dólares, baixou de 15,0 milhões de Euros para 12,1 milhões de Euros, o que representa um decréscimo de 19,3% em relação a Junho de 2003, em resultado da menor procura de crédito neste segmento.

O total do Activo líquido do Banco registou um acréscimo importante de 14,7%, atingindo o montante de 900,5 milhões de Euros no final do 1º semestre de 2004, contra 785,4 milhões de Euros em 30 de Junho de 2003, devido essencialmente ao aumento das operações interbancárias dentro do Grupo Banif.

Os resultados líquidos registados no final do semestre representam um lucro de 1.279 milhares de Euros, em consequência principalmente do bom comportamento da margem financeira e do aumento das comissões cobradas.

(Milhares de Euros)

Jun. 2004 Jun. 2003 Variação %
Activo 900.539 785.397 14,7%
Crédito 135.458 99.902 35,6%
Recursos de Clientes 783.528 720.224 8,8%
Capitais Próprios 43.153 27.778 55,4%
Resultados Líquidos 1.279 -620 s.s.

4.3 Banif Securities, In

No primeiro semestre de 2004 e com o objectivo de descontinuar as actividades não lucrativas, a Banif Securities, Inc. deixou de estar presente no floor da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) e reduziu significativamente as operações de carteira própria, o que se traduziu numa redução de 40% no quadro de pessoal e de 50% nos custos de estrutura.

A ênfase da actividade foi assim colocada no negócio com clientes institucionais nos Estados Unidos, que se traduziu numa melhoria da qualidade do serviço prestado e da eficiência operacional, tendo, nesse contexto, sido efectuados alguns investimentos em recursos tecnológicos e renegociados os contratos com o custodiante e os fornecedores de serviços.

Outro vector de actuação da Banif Securities, Inc. foi o da identificação e aproveitamento de oportunidades de cross-selling com outras entidades do Grupo Banif, constituindo exemplos desta actuação a presença em Miami, vocacionada para operações de renda fixa, e a divulgação nos Estados Unidos dos relatórios de research elaborados, em Portugal e no Brasil, por outras entidades do Grupo Banif.

O resultado líquido da actividade desenvolvida no primeiro semestre de 2004 foi negativo em cerca de 609 mil dólares americanos, sendo que cerca de 70% deste valor resultou dos custos associados à decisão de abandonar o floor do NYSE.

5. OUTRAS EMPRESAS DO GRUPO BANIF

5.1 Banif Imobiliária, SA

Na sequência da decisão estratégica tomada pela Banif, SGPS, SA, em 31/10/2003, que redefiniu uma nova missão para a Banif - Imobiliária, SA, consubstanciada na gestão dos imóveis de exploração do Grupo Banif, bem como na promoção e venda dos imóveis "não afectos à exploração" das sociedades do Grupo Banif dependentes da Banif Comercial, SGPS, SA, foi, em 29/11/2003, concretizada a aquisição da totalidade dos activos imobiliários "afectos" à exploração dos bancos comerciais do Grupo, que ascendeu a 94 milhões de Euros, pelo que o valor total dos activos sob gestão, reportado a 30 de Junho de 2004, era de 112,8 milhões de Euros.

O montante dos imóveis sob gestão, "não afectos à exploração", ascendia, no final do semestre em apreciação, a 46,1 milhões de Euros, contra 43,4 milhões de Euros no período homólogo do ano anterior, traduzindo-se num acréscimo de 6 %.

Durante o 1º. semestre de 2004, a Sociedade contratou vendas no montante de 1.879 milhares de Euros, contra os 574 milhares de Euros em igual período do ano anterior, representando um significativo acréscimo na actividade de promoção e vendas.

Em consequência da nova missão atribuída à Banif Imobiliária, em 30 de Junho de 2004 os proveitos gerados ascenderam a 3,31 milhões de Euros, essencialmente provenientes do arrendamento do seu património imobiliário às diferentes sociedades do Grupo Banif, tendo os seus custos atingido o montante de 2,6 milhões de Euros. Em consequência, a Sociedade obteve neste período resultados líquidos de 701,8 milhares de Euros.

Também no decurso do 1º. semestre de 2004, prosseguiu um conjunto de acções tendentes à aquisição, valorização, alienação e arrendamento dos imóveis de maior expressão financeira, tendo, para o efeito, sido estabelecidos contactos com as entidades competentes e com potenciais interessados, encontrando-se em curso negociações respeitantes a alguns imóveis de elevado montante.

(Milhares de Euros)

1º Semestre 2004 1º Semestre 2003 % Variação
Activo Líquido 112.801 8.154 s.s.
Capitais Próprios 2.030 1.290 57,4%
Resultado Líquido 702 6 s.s.

5.2 Banifserv – Empresa de Serviços, Sistemas e Tecnologias de Informação, ACE

A estabilização dos sistemas e aplicações em produção tem vindo a permitir focalizar a actividade da Banifserv no desenvolvimento de projectos, muito embora se tivesse verificado algum aumento do esforço e recursos de manutenção, essencialmente derivado de necessidades já relacionadas com o processo Basileia II, nomeadamente com o levantamento e identificação da disponibilidade de dados necessários àquele processo.

Os canais de distribuição e as funções de suporte ao negócio e disponibilização de novos produtos têm sido as áreas privilegiadas no desenvolvimento de projectos, sem, no entanto, descurar as áreas da venda cruzada e das aplicações estruturantes.

No âmbito dos canais de distribuição foi instalada a primeira fase da nova Aplicação de Balcão, já em funcionamento em seis balcões, iniciando-se brevemente a instalação da mesma na totalidade das redes de agências do Banif e do BCA, incluindo os Centros de Empresas. Este novo sistema veio aumentar a cobertura transaccional, melhorar o funcionamento do balcão e incrementar significativamente os níveis de controlo das operações realizadas. Ainda no domínio dos canais de distribuição procedeu-se também ao lançamento de um projecto de ATMs multifuncionais, para instalação, em rede própria, nas agências do Banif.

No âmbito do apoio ao negócio e novos produtos foi colocado em produção um sistema de suporte às operações de factoring e confirming e concluído um novo sistema de depósitos a prazo e poupanças cuja implementação ocorrerá no início do segundo semestre.

Foram, ainda, introduzidas melhorias significativas no tratamento da imagem dos cheques. O projecto de títulos e fundos foi também finalizado e instalado em produção, tanto no Banif como no BCA. Foi reformulado todo o processo de abertura de conta e respectivo contrato, diminuindo-se os tempos envolvidos nesta operação e dado o suporte necessário ao "Projecto 50.000".

No âmbito das aplicações estruturantes foi finalizado um Sistema de Gestão e Controlo de Acessos que permite, com base em perfis de utilização, controlar logicamente todos os acessos à informação e, de forma parametrizada e automática, determinar o acesso de cada utilizador a cada função de negócio. Este sistema cumpre as regras de rastreabilidade e auditabilidade.

Foi iniciado o trabalho de adaptação dos sistemas de informação decorrente das necessidades de Basileia II e das Normas Internacionais de Contabilidade (IAS).

Na área das infra-estruturas encontra-se em implementação um Plano de Continuidade de Operações, com replicação on-line das transacções num site remoto, que substituirá com vantagem o actual processo de recuperação em caso de desastre. Adicionalmente, procedeu-se à mudança do Centro de Processamento de Dados do Banif para novas instalações e renovou-se o complexo computacional central.

No primeiro semestre de 2004, a BanifServ apresentou proveitos de 4.568 milhares de Euros, sendo 3.219 milhares de Euros respeitantes à prestação de serviços às Agrupadas e 1.349 milhares de Euros de trabalhos para o próprio ACE.

III. ANÁLISE ÀS CONTAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS

1. Contas Individuais

Da análise comparativa dos documentos contabilísticos destacam-se as seguintes situações:

Balanço

  • O Activo Líquido que se eleva a 421,6 milhões de Euros no final do 1º semestre de 2004, registou um crescimento de 12,5% quando comparado com 374,8 milhões de Euros em igual período de 2003.
  • A rubrica "Partes de Capital em Empresas Coligadas" totalizou 272,4 milhões de Euros, um decréscimo de 13,6% relativamente ao 1º semestre de 2003. É nesta rubrica que se encontram registadas a totalidade das participações directas da Sociedade nas empresas do Grupo.
  • A rubrica "Outros Activos", que atingiu 141,4 milhões de Euros no final do primeiro semestre de 2004, apresentou um acréscimo de 164,1%. Esta rubrica inclui empréstimos concedidos a título de suprimentos pela Sociedade a empresas suas filiais (Banif Seguros SGPS, SA, e Banif Imobiliária, SA) no montante total de 138,6 milhões de Euros.
  • A rubrica "Débitos para com Instituições de Crédito" apresenta um saldo nulo em virtude de se ter processado o reembolso do financiamento concedido pelo Banco Comercial dos Açores à Sociedade, no montante de 31 milhões de Euros.

Em Dezembro de 2003 a Sociedade procedeu à emissão de um empréstimo por obrigações no montante de 70 milhões de Euros, que foi integralmente colocado nas redes comerciais do Grupo Banif.

Demonstração de Resultados

A Margem Financeira, incluindo Rendimento de Títulos, apresentava no final do 1º semestre de 2004 um montante de 4.563 milhares de Euros o que representa um acréscimo de 3.759 milhares de Euros relativamente ao período homólogo do ano anterior, devido ao pagamento de dividendos pelas sociedades participadas no montante de 4.974 milhares de Euros, o qual foi suficiente para cobrir os custos com juros inerentes aos financiamentos obtidos.

  • A Margem Bruta de Exploração cifrou-se em 4.459 milhares de Euros (um acréscimo de 3.471 milhares de Euros), enquanto que o Cash Flow de Exploração atingiu 4.214 milhares de Euros (um acréscimo de 3,133 milhares de Euros quando comparado com o período homólogo de 2003).
  • Por seu turno, o Resultado Líquido de Impostos registado pelo Banif SGPS, no 1º semestre de 2004, apresentou um acréscimo de 3.549 milhares de Euros, quando comparado com o 1º semestre de 2003, ascendendo a 4.388 milhares de Euros.

2. Contas Consolidadas

A análise dos documentos contabilísticos consolidados do Grupo Banif evidencia algumas das características dominantes da actividade desenvolvida ao longo do 1º semestre de 2004 e dos respectivos resultados:

Os lucros consolidados da Banif SGPS, SA, a holding do Grupo Banif, atingiram, no primeiro semestre de 2004 os 15,3 milhões de Euros, o que representa um acréscimo de 66% em relação ao período homólogo do ano anterior, como resultado da expansão do volume de negócios, reflectida no aumento verificado quer a nível dos recursos, quer a nível do crédito concedido, e, ainda, da melhoria da eficiência operativa e fiscal.

Neste mesmo período, o volume de negócios apresenta um crescimento moderado, sendo mais expressivo ao nível do Crédito sobre Clientes (+ 8,9%) do que ao nível do Activo Líquido (+6,5%) e dos Recursos Totais de Clientes (+5%)

Os principais indicadores de rendibilidade registaram também uma evolução positiva pelo que a rendibilidade dos capitais próprios médios (ROE) cifrou-se em 9,48% (6,03% no final de Junho de 2003) e a rendibilidade dos activos médios (ROA) atingiu 0,55% (0,33% no final de Junho de 2003).

Da evolução registada ao nível das principais rubricas do Balanço Consolidado referem-se algumas situações merecedoras de destaque:

  • O Activo Líquido do Grupo Banif apresentou um acréscimo de 6,5%, passando de 5.471,0 milhões de Euros, em Junho de 2003, para 5.824,5 milhões de Euros no final do 1º Semestre do corrente exercício.
  • No período em análise o volume do Crédito Concedido sobre Clientes fixou-se nos 4.657,7 milhões de Euros, superior em 8,9% ao valor registado no período homólogo de 2003. Destaca-se o crédito imobiliário que no semestre em apreciação cresceu 26,1% cifrando-se em 1.487,6 milhões de Euros, tendo o seu peso aumentado na carteira de crédito, passando de 27,6% no final do 1º semestre de 2003 para 31,9% no final do 1º semestre de 2004.
  • Apesar da actual conjuntura económica, a manutenção de apertados controlos sobre o risco de crédito, a análise criteriosa das operações e seu acompanhamento e a consequente redução do número de novas situações de incumprimento, aliada ainda a uma permanente actuação sobre o crédito vencido, têm permitido a manutenção de níveis adequados da qualidade da carteira de crédito. Como resultado, o peso do Crédito Vencido no Crédito Total continuou a decrescer, de 2,34% para 2,14%, enquanto a cobertura do crédito vencido por provisões totais para riscos de crédito aumentou, passando de 106,06% para 119,11% entre os finais dos 1ºs semestres de 2003 e 2004.
    • O crédito em incumprimento (de acordo com a Carta Circular 99/03 do Banco de Portugal e que agrega o crédito vencido há mais de 90 dias e o crédito de cobrança duvidosa reclassificado como vencido para efeitos de aprovisionamento) representava 2,3% do Crédito Total, no final do 1º semestre de 2004.
  • Os Recursos Totais de Clientes (Depósitos mais Débitos representados por Títulos) cifraram-se em 4.250,9 milhões de Euros, um acréscimo de 5% quando comparado com o 1º semestre de 2003. Os Depósitos à Ordem cresceram 7,4%, totalizando 1.245 milhões de Euros, enquanto os Depósitos a Prazo e Poupança decresceram 5,4%, atingindo 2.465,5 milhões de Euros. Em contrapartida, na área do crossseling, salienta-se o expressivo aumento da colocação nas redes bancárias do Grupo de produtos de investimento (nomeadamente fundos de investimento imobiliário e mobiliário, com crescimentos de 296% e 58% respectivamente), de leasing imobiliário (+35%), de seguros financeiros (+71%) e de seguros não financeiros (+19%).

A rubrica "Débitos Representados por Títulos" apresenta um acréscimo de 92,1% relativamente ao 1º semestre de 2003, cifrando-se em 540,4 milhões de Euros, que incluem as obrigações emitidas pela Banif SGPS SA, no montante de 120 milhões de Euros e pela Banif Finance Ltd no montante de 200 milhões Euros, colocadas em clientes e investidores institucionais nacionais e estrangeiros.

  • O rácio de conversão de Recursos de Clientes em Crédito, continua com a sua tendência moderadamente crescente tendo aumentado de 105,7% no final de 1º semestre de 2003 para 109,6% no final do 1º semestre de 2004 o que permite não só manter níveis razoáveis de liquidez como também assegurar um equilíbrio entre as posições do Grupo nos mercados interbancários como colocador e tomador de fundos nesses mercados.
  • O Rácio de Solvabilidade do Grupo Banif, calculado nos termos das Instruções do Banco de Portugal, diminuiu apenas de 9,11% para 8,83% entre os finais do 1º semestre de 2003 e 2004, como resultado do crescimento da actividade que apesar de tudo foi compensado por uma eficiente afectação de capital traduzida no menor crescimento dos requisitos de fundos próprios. Os Fundos Próprios do Grupo ascendiam a 454,3 milhões de Euros no final do 1º semestre de 2004 (434,5 milhões de Euros no final do 1º semestre de 2003).

Por seu turno, da análise da Demonstração de Resultados Consolidados do Grupo Banif, destacam-se os seguintes factos ocorridos ao nível dos seus principais agregados, e que conduziram ao resultado final atrás indicado:

  • A Margem Financeira apresentou um expressivo acréscimo de 14,6% relativamente ao semestre homólogo de 2003, elevando-se a 79.617 milhares de Euros, como resultado do aumento de volume registado na actividade creditícia e no aumento das margens de intermediação financeira. Com efeito a margem de intermediação financeira do Banif SA apresentou um ligeiro acréscimo, tendo subido 9 b.p., de 3,10% registados no final do 1º semestre de 2003 para 3,19% no final do 1º semestre de 2004.
  • Os Proveitos Líquidos de Serviços Bancários registaram um decréscimo de 2,3% totalizando 30.505 milhares de Euros, reduzindo o seu peso na Margem Bruta de Exploração de 27,7% no final do 1º semestre de 2003 para 26,4% no final do 1º semestre de 2004. O volume de comissões e outros proveitos associados a serviços bancários atingiram 22.441 milhares de Euros, um crescimento significativo de 25%, que reflecte o crescimento do Grupo Banif em novas áreas de actividade, geradoras de comissões e outros proveitos, nomeadamente gestão de activos (+81,01%) e intermediação financeira (+53,5%), mas que não foram suficientes para compensar o decréscimo de 16,2% evidenciado ao nível dos Outros Proveitos de Exploração Líquidos, verificado em especial ao nível do Banif S.A., sendo, a este respeito, de destacar o facto do 1º semestre de 2003 ter sido influenciado positivamente pelas comissões obtidas no âmbito da operação de securitização Atlantes Mortgage nº1.
  • Os Gastos Gerais Administrativos cifraram-se em 66.111 milhares de Euros, no final do 1º semestre de 2004, registando um aumento de 6,8% quando comparados com o 1º semestre de 2003. O peso desta rubrica no total da Margem Bruta de Exploração aumentou para o período em análise situando-se em 57,3% em Junho de 2004 contra 54,8% em Junho de 2003.
    • Para este aumento contribuíram os acréscimos de 4,4% ao nível ao nível dos Custos com o Pessoal e de 10,6% ao nível dos Fornecimentos e Serviços de Terceiros.
  • O rácio Cost to Income do Grupo Banif (Gastos Gerais Administrativos + Amortizações / Margem Bruta de Exploração) passou de 63,68% no final do 1º semestre de 2003 para 65,14% no final do 1º semestre de 2004 devido ao desempenho menos favorável evidenciado pelos Gastos Gerais Administrativos, dado que as Amortizações, para o período em análise, decresceram 8,6%.
  • O saldo da rubrica Provisões Líquidas apresenta um decréscimo de 18,9% relativamente ao 1º semestre de 2003, cifrando-se em 23,2 milhões de Euros. O decréscimo registado decorre do facto de no 1º semestre de 2003 se ter constituído Provisões para Outros Riscos e Encargos no montante de 8,5 milhões de Euros, dos quais 7,5 milhões de Euros para fazer face a um incidente detectado numa das agências do Banif – Banco internacional do Funchal, SA.
  • O Lucro Líquido depois de Impostos do Grupo Banif apresenta um significativo crescimento de 66% passando de 9.211 milhares de Euros no final do 1º semestre de 2003 para 15.288 milhares de Euros no final do 1º semestre de 2004, tendo beneficiado da diminuição da carga fiscal de 29,3% para 20,6%, resultado das medidas tomadas com o objectivo de melhorar a eficiência fiscal da estrutura financeira e orgânica do Grupo Banif.

Análise Comparativa Expresso em milhares de Euros

Grupo Banif

Variação Variação
30-06-2004 30-06-2003 absoluta %
Activo Líquido 5.824.464 5.470.958 353.506 6,5%
Crédito Concedido Bruto 4.657.686 4.276.495 381.191 8,9%
Crédito Concedido Líquido 4.582.871 4.222.435 360.437 8,5%
Imobilizado Total Líquido 143.281 157.638 -14.357 -9,1%
Depósitos Totais 3.710.460 3.765.287 -54.827 -1,5%
Recursos de Clientes 4.250.894 4.046.676 204.218 5,0%
Capitais Próprios* 323.015 307.354 15.660 5,1%
Interesses Minoritários 40.126 22.856 17.270 75,6%
Margem Financeira 79.617 69.482 10.135 14,6%
Lucros em Operações Financeiras (liq) 3.848 10.049 -6.201 -61,7%
Outros Proveitos (liq) 30.505 31.231 -726 -2,3%
Margem Bruta 115.476 112.882 2.594 2,3%
Gastos Gerais Administrativos -66.111 -61.909 4.202 6,8%
Cash Flow 49.365 50.973 -1.608 -3,2%
Amortizações -9.110 -9.971 -861 -8,6%
Provisões (liq) -23.163 -28.569 -5.406 -18,9%
Resultado da Exploração 17.091 12.433 4.658 37,5%
Ganhos Extraordinários (Liquidos) -1.348 -2.201 -853 -38,8%
Provisão para Impostos s/ Lucros -3.954 -3.814 140 3,7%
Interesses Minoritários -169 -338 -169 -50,0%
Resultados Empresas Associados Exclui. Cons. (liq.) 3.668 3.131 537 17,2%
Resultado do Exercício ( Liq. de impostos) 15.288 9.211 6.077 66,0%
ROE 9,48% 6,03%
ROA 0,55% 0,33%
Cost to Income** 65,14% 63,68%

* - Deduzidos das Dif. de Consolidação. e Reav.- Equiv. Patrimonial activas e acrescidos das Dif. de Consolidação. e Reav. Patrimonial passivas.

** - Rácio "(Gastos Gerais Administrativos + Amortizações) / Margem Bruta de Exploração"

O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Horácio da Silva Roque – Presidente

Joaquim Filipe Marques dos Santos - Vice-Presidente

Carlos David Duarte de Almeida – Vice-Presidente

António Manuel Rocha Moreira

Artur Manuel da Silva Fernandes

Artur de Jesus Marques

José Marques de Almeida

IV. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

BANIF SGPS BALANÇO em 30 de Junho de 2004

(Expresso em milhares de Euros)

30-06-2003
ACTIVO BRUTO PROV. EAMORT. LÍQUIDO LÍQUIDO
1. Caixa e Disponibilidades em Bancos Centrais
2. Dispon. à vista sobre Instituições de Crédito 3.241 3.241 3.945
3. Outros Créditos sobre Instituições de Crédito
4. Créditos sobre Clientes
5. Obrigações e outros Títulos de Rendimento Fixo
a) De Emissores Públicos
b) De Outros Emissores
c) Títulos próprios
6. Acções e Outros Títulos de Rendimento Variável
7. Participações
8. Partes de Capital em Empresas Coligadas 272.364 272.364 315.264
9. Imobilizações Incorpóreas 257 207 50 130
10. Imobilizações Corpóreas
(Dos quais: Imóveis)
11. Acções Próprias
12. Outros Activos 141.379 141.379 53.525
13. Contas de Regularização 4.565 4.565 1.970
14. Prejuízo do Exercício
TOTAIS 421.806 207 421.599 374.834

(Expresso em milhares de Euros)

RUBRICAS EXTRAPATRIMONIAIS 30-06-2004 30-06-2003
1. Garantias Prestadas e Passivos Eventuais
Dos quais:
1.1. Aceites e Endossos
1.2. Garantias e Avales
1.3. Outros
2. Compromissos
Dos quais:
2.1. Resultantes de operações de venda com
opção de recompra
2.2. Outros
TOTAIS 0 0

O Técnico Oficial Contas O Conselho de Administração

(Expresso em milhares de Euros)

PASSIVO E CAPITAIS PRÓPRIOS 30-06-2004 30-06-2003
1. Débitos para com Instituições de Créditoa) À Vista 31.000
b) A Prazo ou com Pré-Aviso 31.000
2. Débitos para com Clientes 20.000 20.000
a) Depósitos de Poupançab) Débitos à Vista
c) Débitos a Prazo 20.000 20.000
3. Débitos representados por Títulos 120.000 50.000
a) Obrigações em Circulaçãob) Outros 120.000 50.000
4.5. Outros PassivosContas de Regularização 1362.499 34874
6. Provisões para Riscos e Encargos 578 578
a) Provisões p/Pensões e encargos similares
7. b) Outras ProvisõesFundo para Riscos Bancários Gerais 578 578
8. Passivos Subordinados9. Capital Subscrito 200.000 200.000
10. Prémios de Emissão 58.214 58.214
11. Reservas 15.784 14.660
12. Resultados Transitados13. Lucro do Exercício 4.388 (1.083)557
TOTAIS 421.599 374.834

Técnico Oficial Contas O Conselho de Administração

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS em 30 de Junho de 2004

(Expresso em milhares de Euros)

DÉBITO 30-06-2004 30-06-2003 CRÉDITO 30-06-2004 30-06-2003
1. Juros e Custos Equiparados 4.601 2.498 1. Juros e Proveitos Equiparados 4.190 560
2. Comissões 58 114 2. Rendimentos de Títulos 4.974 3.242
3. Prejuízos em Operações Financeiras 3. Comissões
4. Gastos Gerais Administrativos4.1. Custos com o Pessoal4.2. Outros Custos Administrativos 24553192 687 93 4. Lucros com Operações Financeiras
5. Amortizações do Exercício 36 43 5. Reposições e Anulações de Provisões
6. Outros Custos de Exploração 6. Resultados em Empresas Associadase em Filiais excluídas da consolidação
7. Provisões para Crédito Vencido epara Outros Riscos 7. Outros Proveitos de Exploração
8. Provisões p/Imobiliz. Financeiras 8. Ganhos Extraordinários 235 78
9. Perdas Extraordinárias 25 277 9. Interesses minoritários
10. Impostos sobre Lucros 10. Prejuízo do Exercício
11. Outros Impostos 46 298
12. Lucro do Exercício 4.388 557
TOTAIS 9.399 3.880 TOTAIS 9.399 3.880

O Técnico Oficial Contas O Conselho de Administração

GRUPO BANIF BALANÇO em 30 de Junho de 2004

(Expresso em milhares de Euros)

30-06-2004 30-06-2003
ACTIVO BRUTO PROV. EAMORT. LÍQUIDO LÍQUIDO
1. Caixa e Disponibilidades em Bancos Centrais 93.084 93.084 142.491
2. Dispon. à vista sobre Instituições de Crédito 87.831 46 87.785 93.236
3. Outros Créditos sobre Instituições de Crédito 120.996 120.996 161.943
4. Créditos sobre Clientes 4.657.686 74.814 4.582.872 4.222.435
5. Obrigações e outros Títulos de Rendimento Fixo 374.416 770 373.646 338.421
a) De Emissores Públicos 58.202 20 58.182 66.538
b) De Outros Emissores 316.215 750 315.465 271.883
c) Títulos próprios
6. Acções e Outros Títulos de Rendimento Variável 107.738 9.844 97.894 47.858
7. Partes de Capital em Empresas Associadas
8. Partes de Capital em Empresas Filiais Excluídas
da Consolidação 49.295 49.295 36.668
9. Outras Participações Financeiras 4.598 307 4.291 2.840
10. Imobilizações Incorpóreas 61.628 40.465 21.163 24.009
11. Imobilizações Corpóreas 193.246 71.129 122.117 133.629
(Dos quais: Imóveis) (113.336) (9.460) (103.876) (116.028)
12. Diferenças de Reavaliação-Equiv.Patrimonial 2.070 116 1.954 17
13. Diferenças de Consolidação 26.849 11.212 15.637 16.947
14. Capital Subscrito não Realizado
15. Acções Próprias
16. Outros Activos 109.766 6.066 103.700 91.859
17. Contas de Regularização 150.030 150.030 158.605
18. Prejuízo Consolidado do Exercício
19. Interesses Minoritários
TOTAIS 6.039.233 214.769 5.824.464 5.470.958

(Expresso em milhares de Euros)

RUBRICAS EXTRAPATRIMONIAIS 30-06-2004 30-06-2003
1. Garantias Prestadas e Passivos Eventuais 773.101 718.997
Dos quais:
1.1. Aceites e Endossos
1.2. Garantias e Avales 549.588 546.343
1.3. Outros 223.513 172.654
2. Compromissos 714.214 759.195
Dos quais:
2.1. Resultantes de operações de venda com
opção de recompra
2.2. Outros 714.214 759.195
TOTAIS 1.487.315 1.478.192

(Expresso em milhares de Euros)

PASSIVO E CAPITAIS PRÓPRIOS 30-06-2004 30-06-2003
1. Débitos para com Instituições de Créditoa) À Vistab) A Prazo ou com Pré-Aviso 809.80834.874774.934 760.63312.743747.890
2. Débitos para com Clientesa) Depósitos de Poupançab) Débitos à Vistac) Débitos a Prazo 3.710.460174.8611.244.9892.290.610 3.765.287157.4541.159.3912.448.442
3. Débitos representados por Títulosa) Obrigações em Circulaçãob) Outros 540.434466.05474.381 281.389190.39090.999
4. Outros Passivos 56.159 26.780
5. Contas de Regularização 127.563 75.408
6. Diferenças de Reavaliação-Equiv.Patrimonial 3.629 5.450
7. Diferenças de Consolidação 6.200 5.191
8. Provisões para Riscos e Encargosa) Provisões p/Pensões e encargos similares 44.944 54.027
b) Outras Provisões 44.944 54.027
9. Fundo para Riscos Bancários Gerais 1.556 2.016
10. Passivos Subordinados 153.297 153.581
11. Capital Subscrito 200.000 200.000
12. Prémios de Emissão 58.214 58.214
13. Reservas14. Reservas de Reavaliação 52.7641.940 50.0591.940
15. Resultados Transitados 2.082 (1.083)
16. Interesses minoritários 40.126 22.856
17. Lucro Consolidado do Exercício 15.288 9.210
TOTAIS 5.824.464 5.470.958

O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração

DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DE RESULTADOS em 30 de Junho de 2004

(Expresso em milhares de Euros)

DÉBITO 30-06-2004 30-06-2003 CRÉDITO 30-06-2004 30-06-2003
1. Juros e Custos Equiparados 85.316 89.785 1. Juros e Proveitos Equiparados 164.933 159.267
2. Comissões 3.240 3.130 2. Rendimentos de Títulos 1.506 2.119
3. Prejuízos em Operações Financeiras 58.375 54.804 3. Comissões 25.681 21.054
4. Gastos Gerais Administrativos4.1. Custos com o Pessoal4.2. Outros Custos Administrativos 66.11139.50826.603 37.85525.054 61.909 4. Lucros com Operações Financeiras 62.224 64.854
5. Amortizações do Exercício 9.110 9.971 5. Reposições e Anulações de Provisões 15.204 8.618
6. Outros Custos de Exploração 4.630 2.738 6. Resultados em Empresas Associadase em Filiais excluídas da consolidação 3.936 3.180
7. Provisões para Crédito Vencido epara Outros Riscos 38.366 37.187 7. Outros Proveitos de Exploração 14.668 17.504
8. Provisões p/Imobiliz. Financeiras 1 1 8. Ganhos Extraordinários 2.383 2.043
9. Perdas Extraordinárias 3.732 4.245 9. Interesses minoritários
10. Impostos sobre Lucros 3.954 3.814 10. Prejuízo Consolidado do Exercício
11. Outros Impostos 1.975 1.458
12. Resultados em Empresas Associadase em Filiais excluídas da consolidação 268 49
13. Interesses minoritários 169 338
14. Lucro Consolidado do Exercício 15.288 9.210
TOTAIS 290.535 278.639 TOTAIS 290.535 278.639

O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração

V. DOCUMENTAÇÃO ANEXA ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

1. ANEXO ÀS CONTAS

1.1 Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras

1.1.1 Banif SGPS, SA – Contas Individuais

30 de Junho de 2004

(expressas em milhares de Euros, excepto quando expressamente indicado)

No cumprimento das normas emanadas pelo Banco de Portugal relativamente aos elementos para publicação oficial explicitam-se a seguir, pela ordem especificada na Instrução 4/96, de 17 de Junho de 1996, as informações sobre as rubricas mencionadas no Balanço e na Demonstração de Resultados.

  • 1. Não foram efectuados quaisquer ajustamentos aos valores publicados no exercício anterior.
  • 2. Não existem situações de ambiguidade ou incorrecção quanto à sua relevação contabilística.
  • 3. As contas foram elaboradas segundo a convenção contabilística do custo histórico, em conformidade com o Plano de Contas para o sector bancário estabelecido pelo Banco de Portugal, na sequência da competência que lhe foi atribuída pelo artº 115º do Decreto Lei nr. 298/92, de 31 de Dezembro, e de acordo com os princípios contabilísticos aceites para o sector bancário.

Em 30 de Junho de 2004 não se verificaram quaisquer diferenças relativamente às bases de apresentação e principais políticas contabilísticas adoptadas em 30 de Junho de 2003.

a) Reconhecimento de custos e proveitos

Os custos e os proveitos são registados no exercício a que respeitam, independentemente do momento do seu pagamento ou recebimento, de acordo com o princípio contabilístico da especialização dos exercícios. Nos termos das normas estabelecidas pelo Banco de Portugal, os juros sobre o crédito vencido que não estejam cobertos por garantias reais são reconhecidos como proveitos, apenas quando recebidos.

b) Instrumentos Financeiros Derivados

A sociedade classifica os instrumentos financeiros derivados em função da sua intenção de negociação ou para outros fins que não de negociação (cobertura). Os instrumentos financeiros utilizados para efeitos de cobertura do risco inerente a operações de negociação são classificados como operações de negociação.

Os instrumentos financeiros derivados, utilizados como operações de negociação e de cobertura são, como se segue:

  • Operações de permuta de divisas (Currency Swaps);
  • Operações a prazo de fixação de taxa de juro (FRA Forward Rate Agreements);
  • Futuros;
  • Operações de permuta de taxa de juro (IRS-Interest Rate Swaps), operações de permuta de taxa de juro e cotações (Equity Swaps) e operações de permuta de taxa de juro e risco de crédito (Credit Default Swaps);
  • Operações de permuta de taxa de juro e moeda (CIRS Currency Interest Rate Swaps);
  • Opções cambiais, taxa de juro, sobre cotações e sobre swaps (Currency Options, Interest Rate Options, Equity Options e Swaptions);
  • Contratos de garantia de taxa de juro (Interest Rate Caps and Floors)

Os instrumentos financeiros derivados utilizados para fins de cobertura, identificados como tal no início do contrato, destinam-se à eliminação ou redução substancial da exposição ao risco de mercado ou à modificação dos perfis de exposição ao risco de variação da taxa de juro inerente a determinados elementos activos e passivos, fluxos de caixa ou extrapatrimoniais.

Desta forma, as variações no valor de mercado dos instrumentos derivados têm de estar fortemente correlacionados com as variações no valor de mercado e nos fluxos de caixa do elemento coberto, desde o início do contrato e até ao seu vencimento.

Se um instrumento financeiro derivado, classificado como de cobertura, for vendido ou abandonado antes do seu vencimento, o seu ganho ou perda é reconhecido por contrapartida de proveitos ou custos. Se o elemento coberto for vendido ou abandonado, ou a cobertura deixar de ser efectiva, o correspondente instrumento derivado é imediatamente reclassificado para a carteira de negociação.

Os ganhos ou perdas nos instrumentos financeiros derivados são reconhecidos conforme abaixo mencionado para cada tipo de instrumento.

Operações de permuta de divisas (Currency Swaps)

As operações de permuta de moeda (Currency Swaps) e as operações da posição cambial à vista cobertas por operações a prazo, destinadas à eliminação ou redução substancial do risco inerente aos activos e passivos (operações de cobertura), não são consideradas na reavaliação das posições à vista e a prazo. Os prémios e descontos destas operações são amortizados até à data do seu vencimento por contrapartida de custos ou proveitos.

Operações de IRS, CIRS, Equity Swaps, Credit Default Swaps e FRA

As operações referidas permanecem registadas nas rubricas extrapatrimoniais pelo seu valor nocional até ao seu vencimento, sendo classificadas de acordo com a sua intenção de negociação ou cobertura.

As operações de negociação, incluindo operações inicialmente classificadas como sendo de cobertura transferidas para a carteira de negociação por deixarem de cumprir os requisitos necessários à sua classificação como tal, são valorizadas ao seu valor de mercado, sendo os resultados inerentes a estas operações reconhecidos como custos e proveitos do exercício.

As operações destinadas à gestão do risco inerente aos activos e passivos (operações de cobertura), são valorizadas e reconhecidas em resultados de acordo com o critério aplicável aos elementos cobertos.

Futuros

As posições de negociação em contratos de futuros transaccionados em mercados organizados são registadas pelo seu valor nocional e são valorizadas com base nas cotações de mercado, sendo que as perdas e os ganhos, realizados e não realizados (proveitos ou custos necessários ao encerramento das posições), são relevados em resultados do exercício.

Opções Cambiais, de Taxa de Juro, sobre cotações e sobre swaps (currency options, interest rate options, equity options e swaptions) e contratos de garantia de taxa de juro (interest rate caps and floors).

Contratos de opções transaccionados em mercados organizados

Os contratos de opções cambiais, de taxa de juro e sobre cotações, permanecem registados nas rubricas extrapatrimoniais pelo seu valor nocional até ao seu vencimento. Estes contratos são valorizados com base nas cotações de mercado sendo as perdas e os ganhos decorrentes da reavaliação diária relevados em resultados do exercício.

Contratos de opções transaccionados em mercado de balcão (OTC)

Os contratos de opções cambiais, de taxa de juro, sobre cotações e sobre swaps e os contratos de garantia de taxa de juro permanecem registados nas rubricas extrapatrimoniais pelo seu valor nocional até ao seu vencimento.

Os prémios relativos aos contratos de opções são contabilizados na rubrica de contas de regularização até à data de exercício, venda ou abandono da opção, momento em que são reconhecidos em resultados. Estes contratos são avaliados com base no valor de mercado

c) Juros

Os juros decorrentes das operações activas e passivas são contabilisticamente relevados como Proveitos e Custos dia a dia, independentemente do momento do seu vencimento.

  • 4. Não existem derrogações dos critérios valorimétricos definidos pelo Plano de Contas em vigor.
  • 5. A avaliação efectuada no Balanço não difere, significativamente, das avaliações que têm por base o último preço de mercado conhecido antes da data de encerramento de contas.
  • 6. As empresas nas quais a sociedade detém uma percentagem igual ou superior a 20% são as seguintes:
Nome e Sede CapitalSocial % deParticipação ValorParticipação CapitaisPróprios30 de Junho2004 Resultados30 de Junho2004 Diferença entrevalor participaçãoe a parteproporcionalcapitais próprios
Banif Comercial - SGPS, SA
Av. José Malhoa, Lote 1792
Lisboa 280.000 84.80% 239.325 299.916 15.472 (15.004)
Banif Seguros - SGPS, SA
Av. José Malhoa, Lote 1792
Lisboa 23.300 100% 23.325 23.702 (12) (377)
Banco Investimentos – SGPS, SA
Rua João Tavira, 30
Funchal 8.750 100% 8.729 13.388 1.320 (4.659)
Banif Imobiliaria, Sa
Av. José Malhoa, Lote 1792
Lisboa 750 100% 985 2.030 702 (1.045)
  • 7. Não existem "Obrigações e Outros Títulos de Rendimento Fixo" vencíveis em 2005.
  • 8. CRÉDITOS SOBRE EMPRESAS ASSOCIADAS E PARTICIPADAS A Banif SGPS, SA não possui Créditos concedidos a empresas associadas ou participadas.

9. CRÉDITOS SOBRE EMPRESAS FILIAIS/COLIGADAS

30/06/04
Disponibilidades Outras Aplicações Crédito Títulos Total Total
De: Com: em IC em IC Concedido
Banif SGPS Banif SA 3.201 - - - 3.201 3.905
BCA 40 - - - 40 40
TOTAL 3.241 - - - 3.241 3.945

10. Inventário de Títulos

(valores em EUR)

NATUREZA E ESPÉCIE DOS TÍTULOS QUANTIDADE MOEDADENOMINAÇÃO VALORNOMINAL UNIT.EUR VALORNOMINALEUR VAL. MÉDIOAQUISIÇÃOEUR VALORCOTAÇÃOEUR VALOR TOTALCOTAÇÃOEUR VALOR TOTALBALANÇOEUR
D. IMOBILIZAÇÕES FINANCEIRAS 410.963.535 410.963.535
ParticipaçõesPartes de Capital em Empresas coligadas 272.363.535 272.363.535
- Em instituições de crédito no País 271.378.160 271.378.160
Banif Investimentos, SGPS, SABanif Comercial SGPS, SABanif Seguros, SGPS, SA 1.750.00047.488.0004.660.000 EUREUREUR 555 8.750.000237.440.00023.300.000 4.995.045.01 4.995.045.01 8.728.963239.324.64723.324.550 8.728.963239.324.64723.324.550
- Em outras empresas no País 985.375 985.375
Banif Imobiliária, SA 150.000 EUR 5 750.000 6.57 6.57 985.375 985.375
Outras Participações Financeiras 138.600.000 138.600.000
- Contratos de Suprimentos 138.600.000 138.600.000
Banif Comercial SGPS, SABanif Imobiliaria, SA EUREUR 35.100.000103.500.000 35.100.000103.500.000
TOTAL 410.963.535 410.963.535
Saldo do exercício anterior Aumentos Amortizações Abates Valor
CONTAS Valor bruto Amortizaçõesacumuladas Aquisições Reavaliações(líquido) Transferências doexercício Regularizações (líquido) líquidoem 30.06.04
IMOBILIZAÇÕES INCORPÓREAS 257.565 171.427 0 0 0 35.891 0 0 50.247
Trespasses 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Despesas de estabelecimento 257.565 171.427 0 0 0 35.891 50.247
Custos plurianuais 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Despesas de investigação e desenvolvimento 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Sistemas de tratamento automático de dados
(Software) 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Outras
IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Imóveis de serviço próprio 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Obras em imóveis arrendados 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Outros imóveis 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Equipamento 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Património artístico 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Outras imobilizações corpóreas 0 0 0 0 0 0 0 0 0
IMOBILIZAÇÕES EM CURSO 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Imobilizações incorpóreas 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Imóveis 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Equipamento 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Património artístico 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Outras imobilizações corpóreas 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Adiantamentos por conta de imobilizações 0 0 0 0 0 0 0 0 0
TOTAIS 257.565 171.427 0 0 0 35.891 0 0 50.247
  • 12. Não existem no Balanço da Sociedade Activos com carácter subordinado.
  • 13. Não existem Activos cedidos com acordo de recompra.
  • 14. Não existem Outros Créditos sobre Instituições de Crédito e Créditos sobre Clientes

15. REAVALIAÇÕES DE IMOBILIZADO

Não existem Reavaliações de Imobilizado.

16. TRESPASSES, DESPESAS DE ESTABELECIMENTO E DESPESAS DE INVESTIGAÇÃO E DE DESENVOLVIMENTO.

Em 30 de Junho de 2004, encontram-se registados 257 mil Euros relativos a Despesas de Constituição da Sociedade (Escrituras e Registos).

17. Não foram introduzidas quaisquer correcções ao Activo não imobilizado, motivados por alterações de carácter fiscal.

18. RECURSOS OBTIDOS

DÉBITOS PARA COM INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO

O saldo dos Débitos para com Instituições de Crédito decompõe-se da seguinte forma:

30/06/04 30/06/03
A Prazo
No País
Mercado Monetário Interbancário - -
Depósitos a Prazo e outros recursos - 31.000
- 31.000
No Estrangeiro
Depósitos a Prazo e outros recursos - -
- -
- 31.000

Quanto ao prazo residual para o vencimento, a situação apresenta-se da seguinte forma:

30/06/04 30/06/03
Até 3 meses - 31.000
De 3 meses a 1 ano - -
De 1 ano a 5 anos - -
Mais de 5 anos - -
Duração indeterminada - -
- 31.000

DÉBITOS PARA COM CLIENTES

O saldo dos Débitos para com Clientes decompõe-se da seguinte forma:

30/06/04 30/06/03
Depósitos à Ordem - -
Depósitos a Prazo 20.000 20.000
Depósitos de Poupança - -
Cheques e Ordens a pagar - -
Outros Recursos - -
20.000 20.000

Quanto ao prazo residual para o vencimento, a situação apresenta-se da seguinte forma:

30/06/04 30/06/03
Até 3 meses 20.000 20.000
De 3 meses a 1 ano - -
De 1 ano a 5 anos - -
Mais de 5 anos - -
Duração indeterminada - -
20.000 20.000

Não existem Débitos Representados por Títulos correspondentes a certificados de depósitos, aceites próprios e outras responsabilidades representadas por títulos.

19. Em 30 de Junho de 2004 existem obrigações em circulação emitidas pela Banif SGPS, SA no montante de 120.000 mil Euros.

Banif SGPS, SA 2003/2006 50.000
Banif SGPS, SA 2003/2008 70.000
120.000

20. DÉBITOS PARA COM EMPRESAS ASSOCIADAS E PARTICIPADAS

A Banif SGPS, SA não possui Débitos para com empresas associadas e participadas

21. DÉBITOS PARA COM EMPRESAS FILIAIS/COLIGADAS

30/06/0430/06/03
Débitos para Débitos para Débitos Rep. Passivos Total Total
De: Com: com IC's Clientes por Títulos Subordinados
Banif SGPS, SA BCA, SA - - - - - 31.000
Banif Banco Investimentos - - - 165 165
TOTAL - - - 165 165 31.000
  • 22. Não existem passivos subordinados do Banif SGPS.
  • 23. A sociedade Banif SGPS, SA não assumiu compromissos, incluindo os relativos a prestação de garantias.

24. PROVISÕES

MOVIMENTO ACUMULADO DAS PROVISÕES
RUBRICA DE PROVISÕES SALDO NO ÍNÍCIO DOTAÇÕES UTILIZAÇÕES E TRANSFERÊNCIAS AJUST. POR DIF. SALDO FINAL
DO EXERCÍCIO REPOSIÇÕES (+/-) CAMBIAIS (+/-)
(1) (2) (3) (4) (5) (6)=(1)+…+(5)
1. PARA CRÉDITO DE COBRANÇA DUVIDOSA 0 0 0 0 0 0
1.1 APLICAÇÕES EM INSTITUIÇÕES CRÉDITO NO PAÍS 0 0 0 0 0 0
1.2 APLICAÇÕES EM INSTITUIÇÕES CRÉDITO NO ESTRANGEIRO 0 0 0 0 0 0
1.3 EMPRESAS PARTICIPADAS 0 0 0 0 0 0
1.4 EMPRESAS COLIGADAS 0 0 0 0 0 0
1.3 OUTROS CRÉDITOS 0 0 0 0 0 0
2. PARA CRÉDITO VENCIDO 0 0 0 0 0 0
2.1 APLICAÇÕES EM INSTITUIÇÕES CRÉDITO NO PAÍS 0 0 0 0 0 0
2.2 APLICAÇÕES EM INSTITUIÇÕES CRÉDITO NO ESTRANGEIRO 0 0 0 0 0 0
2.3 EMPRESAS PARTICIPADAS 0 0 0 0 0 0
2.4 EMPRESAS COLIGADAS 0 0 0 0 0 0
2.5 OUTROS CRÉDITOS 0 0 0 0 0 0
3. PARA DEPRECIAÇÃO DE TÍTULOS – NEGOCIAÇÕES 0 0 0 0 0 0
4. PARA DEPRECIAÇÃO DE TÍTULOS – INVESTIMENTO 0 0 0 0 0 0
5. PARA RISCO PAÍS 0 0 0 0 0 0
5.1 APLICAÇÕES EM INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO 0 0 0 0 0 0
5.2 CRÉDITO 0 0 0 0 0 0
5.3 TITULOS 0 0 0 0 0 0
5.4 OUTRAS 0 0 0 0 0 0
6. PARA OUTRAS APLICAÇÕES 0 0 0 0 0 0
7. PARA IMOBILIZAÇÕES FINANCEIRAS 0 0 0 0 0 0
8. PARA RISCOS GERAIS DE CRÉDITO 0 0 0 0 0 0
9. PARA RISCOS DE FLUTUAÇÃO DE CÂMBIOS 0 0 0 0 0 0
10. PARA PENSÕES DE REFORMA E DE SOBREVIVÊNCIA 0 0 0 0 0 0
11. PARA RISCOS BANCÁRIOS GERAIS 0 0 0 0 0 0
12. OUTRAS 578 0 0 0 0 578
TOTAIS 578 0 0 0 0 578

25. TÍTULOS DE NEGOCIAÇÃO, DE INVESTIMENTO E PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS

São registados como Títulos de Negociação os títulos que sejam adquiridos com a intenção de venda no período dos seis meses seguintes e que não ofereçam quaisquer dúvidas quanto à sua liquidez no mercado, com vista a beneficiar de potenciais mais-valias obtidas com a sua venda.

São registados como Títulos de Investimento os títulos que sejam adquiridos com a finalidade de os conservar por um prazo superior a seis meses. São também registados como Títulos de Investimento, títulos anteriormente registados como sendo de Negociação, mas que não foram alienados no período de seis meses seguintes á sua aquisição.

As Participações Financeiras são compostas por títulos adquiridos com o objectivo de permanência na instituição, de uma forma duradoura, através de participações e partes de capital em empresas coligadas e outras aplicações financeiras com carácter de imobilização.

São registados como Títulos a Vencimento, os títulos adquiridos com a intenção de manter os títulos até ao seu respectivo reembolso.

26. Não existem Títulos a Vencimento que tenham sido alienados ou transferidos durante este exercício, e antes do seu vencimento, para outras rubricas de Títulos.

27. CONTAS DE REGULARIZAÇÃO

ACTIVAS 30/06/04 30/06/03
Proveitos a Receber 3.754 537
Despesas com Custo Diferido - -
Outras Contas de Regularização 811 1.433
4.565 1.970
PASSIVAS 30/06/04 30/06/03
Receitas com Proveito Diferido - 874
Custos a Pagar 2.499 -
Responsabilidades c/Férias e Sub.Férias - -
Outras Contas de Regularização -2.499 -874

28. CARTEIRA DE TITULOS

A sociedade Banif SGPS, SA não adquiriu títulos para as carteiras de Negociação, Investimento e a Vencimento.

29. CAPITAL SOCIAL

Em 30 de Junho de 2004, o capital social da Banif SGPS, SA é de Eur.: 200.000.000,00 representado por 40.000.000 de acções ordinárias, nominativas e escriturais de valor nominal de 5 Euros.

30. Não existem partes de capital beneficiárias, obrigações convertíveis, nem títulos ou direitos similares.

31. OUTROS ACTIVOS

30/06/04 30/06/03
Devedores 2.779 3.617
Ouro e O/Materiais Preciosos, Numismática,
Medalhística e O/Disponibilidades - -
Imóveis não afectos ao serviço - -
Outras Aplicações - -
Outras Imobilizações Financeiras 138.600 49.908
141.379 53.525
Provisões para Outras Aplicações, Imóveis não
AfectosaoServiçoeO/Imobilizações
Financeiras - -
Saldo Líquido 141.379 53.525
OUTROS PASSIVOS
30/06/04 30/06/03
Exigibilidades Diversas 36 -

Credores 100 34 Fornec.de Imobilizado em Locação - - Outros Passivos - -

32. FUNDOS QUE ADMINISTRA EM NOME PRÓPRIO, MAS POR CONTA DE OUTRÉM

A Banif SGPS, SA, não administra nenhum Fundo de Investimento em nome próprio, nem por conta de outrém.

136 34

33. CONTRATOS POR VENCER, BEM COMO AS POSIÇÕES EM ABERTO COM CONTRATOS DE DERIVADOS.

  1. Repartição por tipo de instrumento e mercado do valor nocional dos contratos, por maturidade residual, e do valor de mercado
30/06/2004 30/06/2003
Valor Nocional (1)
Instrumentos Até 3 De 3 a 6 De 6 De 1 a 5 Mais de Total Valor de Valor Valor de
meses meses meses anos 5 anos Mercado Nocional Mercado
a 1 ano (2) (1) (2)
Contratos sobre Taxa de Juro
Mercado de Balcão (OTC) 240.000 240.000 100.000
- Instituições Financeiras 240.000 240.000 100.000
- Clientes
Mercado Organizados (Bolsa)
TOTAL 240.000 240.000 100.000

(1) Valor do contrato, valor teórico ou nocional

(2) Valor de Mercado de produtos transaccionados em mercados organizados: corresponde ao valor de cotação. Valor de Mercado de restantes produtos: corresponde ao proveito/custo que seria obtido no eventual encerramento das posições em aberto, tendo em consideração as condições de mercado e os modelos de avaliação correntemente utilizados na instituição.

2. Repartição detalhada por instrumento em 30/06/2004

Milhares de Euros

Instrumento Valor de Valor de Valor de Risco de
Contrato (1) Mercado (2) Balanço (3) Crédito (4)
Contratos transaccionados em MercadoBalcão (OTC)
Interest Rate Swaps
Cobertura
Compra 120.000 1.665
Venda 120.000
TOTAL 240.000 1.665
  • (1) Valor do contrato, valor teórico ou nocional.
  • (2) Valor de Mercado de produtos transaccionados em mercados organizados: corresponde ao valor de cotação;
    • Valor de Mercado de restantes produtos: corresponde ao proveito ou custo que seria obtido no eventual encerramento das posições em aberto, tendo em consideração as condições de mercado e os modelos de avaliação correntemente utilizados na instituição.
  • (3) O Valor de Balanço corresponde aos proveitos ou custos corridos e ainda não vencidos, inerentes às posições em aberto.
  • (4) O Risco de Crédito corresponde à diferença positiva entre os montantes a receber e a pagar decorrentes das operações em aberto.
    1. Repartição por rating externo de contrapartes em 30/06/2004

Milhares de Euros

Valor de Valor de Risco de
Instrumento Contrato Mercado Crédito
Contratos transaccionados em Mercado Balcão (OTC)
AAA
AA
A
BBB 240.000 1.665
BB
B
Outras classificações
N.R.
TOTAL 240.000 1.665
Contratos transaccionados em Mercado Organizados (Bolsa)
Valor dos contratos
Total 240.000 1.665
Acordos de redução de risco crédito
TOTAL 240.000 1.665

Nota:

Os valores são agregados por notas de rating das contrapartes, tomando em conta os ratings da dívida sénior de médio e longo/prazo atribuídos pelas agências de rating (Moody, Standard & Poor's, Fitch Ratings etc.), vigentes na data de referência.

A escolha da nota de rating para uma dada contraparte, segue a regra aconselhada pelo Comité de Basileia (havendo ratings divergentes, deve-se escolher a segunda melhor nota). Em termos de mapping, considerou-se uma correspondência entre os níveis atribuídos pelas três agências a partir do topo (Aaa=AAA;Aa1=AA+, etc.). As operações com entidades sem rating (N.R.), deverão corresponder sobretudo a contrapartes com nota de rating atribuída internamente.

34. A Banif SGPS não possui quadro de empregados próprio.

CUSTOS COM O PESSOAL

30/06/04 30/06/03
Remuneração dos Órgãos de Administração
e Fiscalização 53 -
Remuneração de Empregados - -
Encargos com Pensões - -
Outros Encargos - 6
53 6
  • 35. Os elementos constituintes dos Órgãos de Administração e Fiscalização auferiram 53 mil Euros de remunerações pelo desempenho das suas funções na Banif SGPS, SA. No entanto, considerando as responsabilidades em empresas dominadas directa ou indirectamente por esses membros do Órgão de Administração e Fiscalização, o seu total em 30 de Junho de 2004, eleva-se a 1.482 mil Euros, cuja discriminação se encontra no ponto 15 do Anexo às Contas Consolidadas.
  • 36. O Grupo não dispõe de serviço de gestão e representação de terceiros com dimensão significativa.
  • 37. A Banif SGPS, SA não possui Activos e Passivos expressos em moeda estrangeiras, em 30 de Junho de 2004.

38. RELATO POR SEGMENTOS

RELATO POR SEGMENTOS DE NEGÓCIO

Corporate Trading and Corretagem Banca de Banco Pagamentos Custódias Gestão Outros Reconciliação TOTAL
Finance sales (retalho) Retalho Comercial eLiquidações deActivos
Juros e Proveitos Equiparados 4.190
Juros e Custos Equiparados 4.601
Margem Financeira (411)
Comissões (proveito) e outros proveitos 0
Comissão (custo) e outros custos 58
Rendimento de títulos 4.974
Lucros em Operações FinanceirasPrejuízos em Operações Financeiras 00
Outros Impostos 46
Produto Bancário 4.459
Custos com o Pessoal 53
Outros Gastos Administrativos 192
Cash Flow 4.214
Reposição e anulação provisões 0
Provisões do exercício 0
Amortizações do exercício 36
Resultado de exploração 4.178
Ganhos (perdas) Extraordinárias 210
Resultado antes de impostos 4.388
Impostos sobre lucros 0
Resultado líquido do exercício 4.388
Crédito obtido 20.000
Crédito ConcedidoActivo líquido total 0421.599

RELATO POR SEGMENTOS GEOGRÁFICOS

Portugal Resto da UniãoEuropeia Resto da Europa América doNorte AméricaLatina Ásia África Resto doMundo Outros Reconciliação TOTAL
Juros e Proveitos Equiparados 4.190
Juros e Custos Equiparados 4.601
Margem Financeira (411)
Comissões (proveito) e outros proveitos 0
Comissão (custo) e outros custos 58
Rendimento de títulos 4.974
Lucros em Operações Financeiras 0
Prejuízos em Operações Financeiras 0
Outros Impostos 46
Produto Bancário 4.459
Custos com o PessoalOutros Gastos Administrativos 53192
Cash Flow 4.214
Reposição e anulação provisões 0
Provisões do exercício 0
Amortizações do exercício 36
Resultado de exploração 4.178
Ganhos (perdas) Extraordinárias 210
Resultado antes de impostos 4.388
Impostos sobre lucros 0
Resultado líquido do exercício 4.388
Crédito obtidoCrédito Concedido 20.0000
Activo líquido total 421.599

39. PERDAS EXTRAORDINÁRIAS

30/06/04 30/06/03
Menos Valias na Venda de Imobilizado - 3
Prejuízos de Exercícios Anteriores 5 78
Outros 20 196
25 277

GANHOS EXTRAORDINÁRIOS

30/06/04 30/06/03
Indemnizações - -
Lucros na Venda de Imóveis - -
Lucros de Exercícios Anteriores - 9
Outros 235 69
235 78

40. Não existem custos com juros de Passivos Subordinados emitidos pela Banif SGPS, SA.

41. CARGA FISCAL

Esta nota não se aplica às contas semestrais.

42. PROPORÇÃO DO I.S.L. QUE INCIDE SOBRE OS RESULTADOS CORRENTES E OS RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS

Esta nota não se aplica às contas semestrais.

  • 43. As contas do Banif SGPS, SA são consolidadas pela Sociedade Rentipar Financeira Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., na qualidade de Companhia Financeira, de acordo com a classificação efectuada em 24 de Dezembro de 1997, pelo Banco de Portugal.
  • 44. A Banif SGPS, SA, não tem empresas filiais instaladas noutros Estados membros da Comunidade Europeia, dispensadas da fiscalização e da publicação da Demonstração de Resultados.
  • 45. Não existem no Balanço de 30 de Junho de 2004, operações de locação financeira.
  • 46. Não existem compensações entre saldos devedores e credores, em contas de terceiros e em Contas Internas de Regularização.
  • 47. As operações realizadas com entidades em relação às quais exista relação de domínio ou que sejam filiais da mesma empresa mãe geraram os seguintes valores (de acordo com as respectivas rubricas da Demonstração de Resultados, e excluindo os juros recebidos ou pagos relativos a operações de tomadas e cedências de fundos nos mercados interbancários):
(em mil Euros)
DÉBITO
1. Juros e Custos Equiparados 1.875
2. Comissões 33
1.908
(em mil Euros)
CRÉDITO
1. Juros e Proveitos Equiparados 4.190
2. Rendimentos de Títulos 4.974
9.164

48. OPERAÇÕES DE TITULARIZAÇÃO

A Banif SGPS, SA não realizou operações de titularização.

49. A Banif SGPS, SA, não tem responsabilidades de pagamento de pensões de reforma, invalidez e sobrevivência aos seus empregados ou às suas famílias, uma vez que não possui quadro próprio de pessoal.

50. INFORMAÇÕES SOBRE PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS

(valores expressos em EUR)

Participações Valorização Provisões Valor Mais Menos
Valor Valor Valor
Nº Acções Aquisição Mercado Transacção Acumuladas Liquido Valias Valias
Banif – Investimentos SGPS, SA 1.750.000 8.728.963 0 8.728.963 0 8.728.963 0 0
Banif Comercial SGPS, SA 47.488.000 239.324.646 0 239.324.646 0 282.225.126 0 0
Banif Seguros SGPS, SA 4.660.000 23.324.551 0 23.324.551 0 23.324.551 0 0
Banif Imobiliaria, SA 150.000 985.376 0 985.376 0 985.376 0 0

Os critérios valorimétricos adoptados para a contabilização das participações financeiras estão de acordo com o disposto no Aviso 3/95, de 30 de Junho e no Aviso 4/2002, de 30 de Junho.

Não existem instrumentos de redução de risco que cubram riscos de desvalorização destas participações.

51. OUTRAS INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

a) DISPONIBILIDADES À VISTA SOBRE INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO

30/06/04 30/06/03
Depósitos à Ordem 3.241 3.945
Valores a Cobrar - -
Outras Disponibilidades - -
3.241 3.945

b) PRÉMIOS DE EMISSÃO

Os Prémios de Emissão estão expressos no Balanço da Banif SGPS, SA, os quais resultaram da alteração da firma social do antigo Banif – Banco Internacional do Funchal, SA. Estes referem-se a prémios de emissão resultantes dos aumentos de capital outorgados por escritura pública em 26 de Julho de 1988, 31 de Janeiro de 1989, 02 de Setembro de 1996, e de 29 de Setembro de 1998, de, respectivamente, 19.952 mil Euros, 12.470 mil Euros, 2.494 mil Euros, 23.658 mil Euros e da incorporação de reservas no Capital Social de 360 mil Euros, resultantes da redenominação do Capital Social em Euros.

c) Não existem dívidas em situação de mora para com o Estado, Segurança Social e outros Organismos públicos.

f) FINANCIAMENTO A TÍTULO DE SUPRIMENTOS

A Sociedade Banif SGPS, SA, concedeu empréstimos a título de suprimentos às suas filiais Banif Comercial, SGPS, SA e Banif Imobiliária, SA nos montantes de Eur.: 35.100.000,00 e Eur.: 103.500.000, respectivamente.

1.1.2 Banif SGPS, SA Contas Consolidadas

30 de Junho de 2004

(expressas em milhares de euros, excepto quando expressamente indicado)

No cumprimento das normas emanadas pelo Banco de Portugal relativamente aos elementos para publicação oficial explicitam-se a seguir, pela ordem especificada na Instrução 71/96, de 17 de Junho de 1996, as informações sobre as rubricas mencionadas no Balanço e na Demonstração de Resultados.

  • 1.1 Não foram efectuados quaisquer ajustamentos aos valores publicados no exercício anterior.
  • 1.2 Não existem situações de ambiguidade ou incorrecção quanto à sua relevação contabilística.
  • 1.3 As demonstrações financeiras foram consolidadas e estão apresentadas de acordo com as disposições do Decreto-Lei nº 36/92, de 28 de Março e as Instruções Técnicas de Consolidação de Contas do Banco de Portugal, fixadas ao abrigo do artº 7º daquele Diploma.

As participações financeiras em filiais, aquelas que a empresa-mãe controla, directa e/ou indirectamente, de modo exclusivo, estão consolidadas pelo método de consolidação integral. Os saldos e transacções significativas existentes entre as empresas do conjunto, estão eliminados.

As participações financeiras em empresas associadas, aquelas nas quais a empresa-mãe exerce, directa e/ou indirectamente, uma influência significativa sobre a sua gestão e sobre a sua política financeira, bem como às participações financeiras em empresas abrangidas pelo nº 1 artº 5º do D.L. nº 36/92, de 28 de Março, foi aplicado o método da equivalência patrimonial.

As diferenças entre o valor contabilístico dos investimentos financeiros nas empresas englobadas na consolidação e o valor da proporção que os mesmos representam nos Capitais Próprios respectivos estão demonstradas no Balanço na rubrica de Diferenças de Consolidação.

As diferenças entre o valor contabilístico das empresas reavaliadas pelo método da equivalência patrimonial e o valor da proporção que os mesmos representam nos Capitais Próprios respectivos estão relevadas no Balanço em Diferenças de Reavaliação - Equivalência Patrimonial.

Em 30 de Junho de 2004 não se verificaram quaisquer diferenças relativamente às bases de apresentação e principais políticas contabilisticas adoptadas em 30 de Junho de 2003.

a) Reconhecimento de custos e proveitos

Os custos e os proveitos são registados no exercício a que respeitam, independentemente do momento do seu pagamento ou recebimento, de acordo com o princípio contabilístico da especialização dos exercícios. Nos termos das normas estabelecidas pelo Banco de Portugal, os juros sobre o crédito vencido que não estejam cobertos por garantias reais são reconhecidos como proveitos apenas quando recebidos.

b) Transacções em Moeda Estrangeira

As operações em moeda estrangeira são registadas de acordo com os princípios do sistema multi-currency, sendo cada operação registada exclusivamente em função das respectivas moedas. Este método prevê que todos os saldos expressos em moeda estrangeira, excepto notas e moedas, sejam convertidos para Euros, com base no câmbio indicativo do dia para as operações à vista, divulgado pelo Banco de Portugal.

Na data da sua contratação, as compras e vendas de moeda estrangeira à vista e a prazo são imediatamente registadas na posição cambial. Sempre que estas operações conduzam a variações dos saldos líquidos das diferentes moedas, há lugar à movimentação das contas de posição cambial, à vista ou a prazo, cujo conteúdo e critério são como segue.

Posição Cambial à Vista

A posição cambial à vista em cada moeda é dada pelo líquido dos activos e passivos dessa moeda, excluindo a posição cambial à vista coberta por operações a prazo e adicionando os montantes das operações à vista a

aguardar liquidação e das operações a prazo que se vençam nos dois dias úteis subsequentes. A posição cambial à vista é reavaliada diaria mente com base nos câmbios indicativos do dia divugados pelo Banco de Portugal, dando origem à movimentação da conta de posição cambial (moeda nacional), por contrapartida de custos ou proveitos.

Posição Cambial a Prazo

A posição cambial a prazo em cada moeda é dada pelo saldo líquido das operações a prazo aguardando liquidação e que não estejam a cobrir a posição cambial à vista, com exclusão das que se vençam dentro dos dois dias úteis subsequentes. Todos os contratos relativos a estas operações, forwards cambiais, são reavaliados às taxas de câmbio a prazo do mercado ou, na ausência destas, através do seu cálculo com base nas taxas de juro aplicáveis ao prazo residual de cada operação. As diferenças para os contravalores em Euros, às taxas contratadas, representam o proveito ou o custo da reavaliação da posição a prazo, sendo registadas numa conta de reavaliação da posição cambial por contrapartida de custos ou proveitos.

c) Instrumentos Financeiros Derivados

O Grupo classifica os instrumentos financeiros derivados em função da sua intenção de negociação ou para outros fins que não de negociação (cobertura). Os instrumentos financeiros utilizados para efeitos de cobertura do risco inerente a operações de negociação são classificados como operações de negociação.

Os instrumentos financeiros derivados utilizados como operações de negociação e de cobertura são como se segue:

  • -Operações de permuta de divisas (Currency Swaps);
  • -Operações a prazo de fixação de taxa de juro (FRA Forward Rate Agreements);
  • -Futuros;
  • -Operações de permuta de taxa de juro (IRS-Interest Rate Swaps), operações de permuta de taxa de juro e cotações (Equity Swaps) e operações de permuta de taxa de juro e risco de crédito (Credit Default Swaps);
  • -Operações de permuta de taxa de juro e moeda (CIRS Currency Interest Rate Swaps);
  • -Opções cambiais, taxa de juro, sobre cotações e sobre swaps (Currency Options, Interest Rate Options, Equity Options e Swaptions);
  • -Contratos de garantia de taxa de juro (Interest Rate Caps and Floors)

Os instrumentos financeiros derivados, utilizados para fins de cobertura, identificados como tal no início do contrato, destinam-se à eliminação ou redução substancial da exposição ao risco de mercado ou à modificação dos perfis de exposição ao risco de variação da taxa de juro inerente a determinados elementos activos e passivos, fluxos de caixa ou extrapatrimoniais.

Desta forma, as variações no valor de mercado dos instrumentos derivados têm de estar fortemente correlacionados com as variações no valor de mercado e nos fluxos de caixa do elemento coberto, desde o início do contrato e até ao seu vencimento.

Se um instrumento financeiro derivado, classificado como de cobertura, for vendido ou abandonado antes do seu vencimento, o seu ganho ou perda é reconhecido por contrapartida de proveitos ou custos. Se o elemento coberto for vendido ou abandonado, ou a cobertura deixar de ser efectiva, o correspondente instrumento derivado é imediatamente reclassificado para a carteira de negociação.

Os ganhos ou perdas nos instrumentos financeiros derivados são reconhecidos conforme abaixo mencionado para cada tipo de instrumento.

Operações de permuta de divisas (Currency Swaps)

As operações de permuta de moeda (Currency Swaps) e as operações da posição cambial à vista cobertas por operações a prazo, destinadas à eliminação ou redução substancial do risco inerente aos activos e passivos (operações de cobertura), não são consideradas na reavaliação das posições à vista e a prazo. Os prémios e descontos destas operações são amortizados até à data do seu vencimento por contrapartida de custos ou proveitos.

Operações de IRS, CIRS, Equity Swaps, Credit Default Swaps e FRA

As operações referidas permanecem registadas nas rubricas extrapatrimoniais pelo seu valor nocional até ao seu vencimento, sendo classificadas de acordo com a sua intenção de negociação ou cobertura.

As operações de negociação, incluindo operações inicialmente classificadas como sendo de cobertura transferidas para a carteira de negociação por deixarem de cumprir os requisitos necessários à sua classificação como tal, são valorizadas ao seu valor de mercado, sendo os resultados inerentes a estas operações reconhecidos como custos e proveitos do exercício.

As operações destinadas à gestão do risco inerente aos activos e passivos (operações de cobertura), são valorizadas e reconhecidas em resultados, de acordo com o critério aplicável aos elementos cobertos.

Futuros

As posições de negociação em contratos de futuros transaccionados em mercados organizados são registadas pelo seu valor nocional e são valorizadas com base nas cotações de mercado, sendo que as perdas e os ganhos, realizados e não realizados (proveitos ou custos necessários ao encerramento das posições), são relevados em resultados do exercício.

Opções Cambiais, de Taxa de Juro, sobre cotações e sobre swaps (currency options, interest rate options, equity options e swaptions) e contratos de garantia de taxa de juro (interest rate caps and floors).

Contratos de opções transaccionados em mercados organizados

Os contratos de opções cambiais, de taxa de juro e sobre cotações permanecem registados nas rubricas extrapatrimoniais pelo seu valor nocional até ao seu vencimento. Estes contratos são valorizados com base nas cotações de mercado sendo as perdas e os ganhos decorrentes da reavaliação diária relevados em resultados do exercício.

Contratos de opções transaccionados em mercados de balcão (OTC)

Os contratos de opções cambiais, de taxa de juro, sobre cotações e sobre swaps e os contratos de garantia de taxa de juro permanecem registados nas rubricas extrapatrimoniais pelo seu valor nocional até ao seu vencimento.

Os prémios relativos aos contratos de opções são contabilizados na rubrica de contas de regularização até à data de exercício, venda ou abandono da opção, momento em que são reconhecidos em resultados. Estes contratos são avaliados com base no valor de mercado

d) Juros

Os juros decorrentes das operações activas e passivas são contabilisticamente relevados como Proveitos e Custos dia a dia, independentemente do mo mento do seu vencimento. Não são registados em Proveitos quaisquer juros sobre crédito vencido sem garantias reais, até que a cobrança dos mesmos se efective. Também não são registados em Proveitos os juros vencidos e não pagos desse crédito, com antiguidade superior a 90 dias.

e) Imóveis e Equipamento

As imobilizações corpóreas são registadas pelo custo de aquisição e líquidas de amortizações. Algum imobilizado corpóreo adquirido até 31 de Dezembro de 1992 encontra-se registado ao custo, reavaliado ao abrigo das disposições legais aplicáveis.

As amortizações do Imobilizado corpóreo são calculadas pelo método das quotas constantes (exceptuando certas aquisições de 1989 e 1991, as quais são amortizadas pelo método das taxas degressivas) de forma a amortizar os activos durante a sua vida útil.

As amortizações referentes ao imobilizado adquirido desde 1994 a 2003 estão calculadas pelo método dos duodécimos, de acordo com o disposto no Aviso nº9/94, de 2 de Novembro.

Imobilizado incorpóreo integra os imobilizados intangíveis, que pelos seus elevados montantes não devem ser considerados como custos de um só exercício, mas sim considerados imobilizados passíveis de amortização.

f) Provisões para crédito, para riscos gerais de crédito e créditos de cobrança duvidosa

Foram constituídas as provisões impostas pelos Avisos nº3/95 e 8/2003 do Banco de Portugal, para riscos específicos de crédito, riscos gerais de crédito, menos-valias de títulos e imobilizações financeiras, risco país e menos-valias de outras aplicações.

Foi também considerado o Aviso nº 4/2002 relativo às mais-valias e menos-valias latentes nas Imobilizações Financeiras.

g) Bens Obtidos por Recuperação de Créditos

Os imóveis e outros bens arrematados, obtidos por recuperação de créditos vencidos, são registados em "Outros Activos" pelo valor de arrematação, por contrapartida da respectiva conta de crédito vencido.

Caso o valor de mercado dos bens recuperados seja inferior aos montantes registados nesta rubrica, as respectivas menos valias são integralmente provisionadas.

h) Fundo de Garantia de Depósitos

Conforme previsto no DL n.º 298/92, de 31 de Dezembro, foi criado, em Novembro de 1994 o Fundo de Garantia de Depósitos, cujo objectivo é garantir os depósitos constituídos nas Instituições de Crédito, de acordo com os limites estabelecidos no Regime Geral das Instituições de Crédito. As contribuições iniciais para o Fundo, fixadas por Portaria do Ministério das Finanças, efectuadas através da entrega de títulos de depósito, foram amortizadas por um período de 60 meses.

Adicionalmente, as contribuições anuais regulares para o Fundo são reconhecidas como custo do exercício a que se referem ou mediante a assumpção de compromisso irrevogável caucionado por penhor de Títulos de Depósito.

i ) Títulos de Negociação, de Investimento e Participações Financeiras

Os Títulos de Negociação de Rendimento Fixo são registados pelo valor de aquisição e reavaliados diariamente com base na cotação de mercado, capital mais juros corridos. Na ausência de cotação, o valor da componente capital corresponde à diferença entre o valor de aquisição e os juros corridos, calculados à taxa nominal. Os Títulos de Negociação de Rendimento Variável que fazem parte do indicador PSI 20, são igualmente registados pelo valor de aquisição e reavaliados diariamente com base na cotação do mercado. As diferenças de reavaliação apuradas são registadas em Contas de Proveitos ou Custos por Natureza. Se os títulos não estiverem inseridos no indicador PSI 20 então as diferenças entre o custo de aquisição e o seu valor de mercado são registadas em Contas Internas e de Regularização e só são relevadas em Custos ou Proveitos após a efectivação da venda.

Os Títulos de Investimento de Rendimento Fixo, emitidos com base no valor nominal, são registados pelo valor de aquisição e os emitidos a valor descontado são registados pelo valor de reembolso (nominal).

Os Títulos de Investimento de Rendimento Variável e as Participações Financeiras, são mantidos ao custo de aquisição. As menos valias resultantes da diferença entre o valor contabilístico e o valor de mercado estão integralmente cobertas por provisões.

  • 1.4 Não existem derrogações dos critérios valorimétricos definidos pelo Plano de Contas em vigor.
  • 1.5 A avaliação efectuada no Balanço não difere, significativamente, das avaliações que têm por base o último preço de mercado conhecido antes da data de encerramento de contas.

1.6 PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS

As empresas nas quais a Banif SGPS, SA, na qualidade de empresa-mãe do Grupo, detém uma percentagem igual ou superior a 20% directa ou indirectamente, são as seguintes:

Nome e Sede CapitalSocial Participação doGrupo Banif(P/efeitos deconsolidação) ValorParticipação CapitaisPrópriosJunho2004 ResultadosJunho2004 Diferença valorda part. e partecorrespondentecapitaispróprios
Banif Comercial - SGPS, SARua João Tavira, 30 280.000 100 %(13) 289.545 299.916 15.472 (10.371)
FunchalBanif–BancoInternacionaldoFunchal, SARua João Tavira, 30Funchal 240.000 100% (1) 240.451 262.270 5.984 (21.819)
Banco Comercial dos Açores,SALargo da Matriz, 42Ponta Delgada 51.892 100%(1) 70.888 79.826 5.500 (8.938)
Banif Leasing S.A.Av. Columbano Bordalo Pinheiro Lt A– 81 2º Lisboa 10.000 100%(1) 12.563 12.782 737 (219)
Banif Crédito – SFAC, S.A.Av. Columbano Bordalo Pinheiro Lt A– 81 2º Lisboa 3.000 100%(1) 4.133 4.663 464 (530)
Banco Banif Primus, SAAv. República do Chile, 230-9ºRio de Janeiro – Brasil 8.193 84.13%(1,3) 12.276 9.521 41 4.266
Banif ( Açores ) SGPS, SARua Dr. José Bruno Tavares CarreiroEdifício Sol Mar - Ponta Delgada 25.075 100% (8) 24.932 20.304 218 4.628
Banif – Imobiliária, S.A.Avª José Malhoa, lote 1792,1099-012 Lisboa 750 100% 985 2.030 702 (1.045)
Banif Seguros – SGPS, SAAvª José Malhoa, lote 1792,1099-012 Lisboa 23.300 100% 23.325 23.702 (12) (377)
Banif Investimentos – SGPS, SARua João Tavira, 30 – Funchal(Âmbito Institucional da Zona Francada Madeira ) 8.750 100 % 8.729 13.388 1.320 (4.659)
Banif – Banco de Investimento, S.A.Avª José Malhoa, lote 1792,1099-012 Lisboa 20.000 100% (6) 21.879 22.700 901 (821)
Banif-Banco Internacional doFunchal (Cayman) LtdP.O. Box 30124 GeorgetownGrand Cayman 34.554 100% (6,11) 21.588 41.513 1.279 (19.925)
Banif Gestão ActivosRua Tierno Galvan, Torre 3 – 14ºLisboa 2.000 100% (5) 2.137 4.113 964 (1.976)
Banif (Brasil),SAAlameda Jaú, nr. 389 – 14º Sala 141São Paulo – Brasil 40 100% (2) 40 19 (1) 21
Banif Information TechnologyHoldings, LtdGenesis Building- 3rd FloorGrand Cayman 100 70%(7) 70 (70) (21) 0
Nome e Sede CapitalSocial Participação doGrupo Banif(P/efeitos deconsolidação) ValorParticipação CapitaisPrópriosJunho2004 ResultadosJunho2004 Diferença valorda part. e partecorrespondentecapitaispróprios
Banif Securities Holdi ng, LtdGenesis Building- 3rd Floor 1.734 85% (6) 1.474 1.058 (325) 575
Grand Cayman
Banif Securities Inc.40 Wall Street 33rd floor 1.306 85%(14) 1.839 (453) (502) 2.224
New York NY 10005-1304
U.S.A.
Banif Financial Services, Inc1001 Brickell Bay DriveSuite 1712Miami – USA 305 100% (6) 305 45 (61) 260
Banif Mortgage Company1001 Brickell Bay DriveSuite 1712 247 100% (6) 247 373 43 (126)
Miami – USA
FINAB 29 60%(4) 17 82 46 (32)
P.O. Box 30124GeorgeTown – Grand CaymanCayman Islands, B.W.I.
Econofinance 745 70%(15) 745 (207) (12) 890
Av. República do Chile, 230 - 8º andarCep 20031-170 Rio de JaneiroBrasil
Banif International Asset 41 100%(5) 41 169 122 (128)
ManagementGenesis Building, 3rd FloorP.O. Box 32338-SMB, Grand CaymanCayman Islands
Banif Finance LtdPO BOX 1093 GT Queensgate HouseSouth Church Street, George TownGrand Cayman 6 100%(12) 1 25.015 59 (25.014)
NewcapitalRua Tierno Galvan, Torre 3 – 14ºLisboa 750 80%(5) 600 778 11 (22)
Sociedade Imobiliária PiedadeAv. José Malhoa, lote 1792, 9º 50 100%(9) 70 (130) (4) 200
LisboaCom. Açores – San José2 B North 33 rd StreetS. José Califórnia 82 100%(10) 82 82 0 0
Com. Açores – Fall River1645, Pleasant StreetFall River – Massachusetts 0 100%(10) 0 (43) 0 43
  • (1) A participação indicada corresponde à participação detida pela Banif Comercial SGPS, S.A.

  • (2) Participação detida em 20% pelo Banif, SA e em 80% pela Banif Investimentos, SGPS, SA

  • (3) Valores consolidados com a Banif Primus Corretora de Valores e Câmbios, S.A. e Banif Primus Asset Manag.

  • (4) A participação indicada corresponde à participação detida pelo Banif Cayman Ltd

  • (5) A participação indicada corresponde à participação detida pelo Banif Banco de Investimento, SA

  • (6) A participação indicada corresponde à participação detida pela Banif Investimentos SGPS, S.A.

  • (7) Participação detida por: Banif (Cayman), em 30%; BCA, em 10%; Banif Investimentos SGPS, SA, em 30%; CSA, em 20%.

  • (8) A participação indicada corresponde à participação detida pelo Banif Banco de Internacional do Funchal, SA

  • (9) Participação detida pela Banif Imobiliária, SA.

  • (10) Participação detida pelo Banco Comercial dos Açores.

  • (11) A percentagem de controlo de capital votante é de 100%, sendo o capital social constituído por: 26.000.000 de acções ordinárias de valor nominal USD 1 e 16.000.000 de acções preferenciais sem voto, de valor nominal de USD 1.

  • (12) A percentagem de controlo de capital votante é de 100%, sendo o capital social constituído por: 1.000 acções ordinárias de valor nominal unitário de USD 1 e 5.000 acções preferenciais sem voto de valor nominal unitário de EUR 1.

  • (13) Participação detida em 15.20% pelo Banif Investimentos SGPS, SA e em 84.80% pela Banif SGPS, SA.

  • (14) Participação detida pela Banif Securities Inc.

  • (15) Participação detida pela Banif Inf. Tech. Holdings.

As restantes participações superiores a 20% mas que se encontram excluídas da consolidação estão referidas no ponto 6 deste Anexo. A BanifServ, ACE, por não ter capital social, encontra-se discriminada no ponto 5 deste Anexo.

1.7 TÍTULOS DE RENDIMENTO FIXO VENCÍVEIS EM 2004 e 2005

As "Obrigações e Outros Títulos de Rendimento Fixo" vencíveis em 2004 e 2005, totalizam 59.445 mil euros e encontram-se discriminadas a seguir :

Títulos Vencíveis em 2004 e 2005 Valor Balanço
BANCO ESPIRITO SANTO 05 800
BANCO NAC DESENV ECON 02/05 95
BANCO NAC DESENV ECON 02/05 45
BANCO NAC DESENV ECON 04/05 12
BANCO VOTORANTIM 4 1/8 11/05 203
BUNDESSCHATZANW 2 06/17/05 577
BUNDESSCHATZANW 4 1/4 03/12/04 2.506
CAIXA BCP/1995-2005 748
CARRIS 98-05 36
CEDULA PRODUTOR RURAL 375
CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO 534
COTAS DE FUNDO DE INVESTIMENTO 65
DIVIDAS SECURITIZADAS 23
EDA-ELECTRICIDADE AÇORES 23ª EM. 2.000
EDA-ELECTRICIDADE AÇORES 23ª EM. 2.494
G. R. AÇORES 92/05 76
G. R. AÇORES 93/05 1.995
HERTZ CORP 08/04 2.057
J.B. FERNANDES 48ª EMISSÃO 1.250
LETRAS DO TESOURO NACIONAL 12.103
LETRAS DO TESOURO NACIONAL 14.262
NOTAS DO TESOURO NACIONAL 1.753
LISGRÁFICA 31ª EMISSÃO 500
LISGRÁFICA 32ª EMISSÃO 500
LISGRÁFICA 33ª EMISSÃO 500
NOTAS DO TESOURO NACIONAL 1753
OB TESOURO MÉDIO PRAZO 05 32
OB TESOURO MÉDIO PRAZO 05 11
OB TESOURO MÉDIO PRAZO 99-2004 2.214
PAVIA - PAVIMENTOS E VIAS S.A. 300
PETROGAL 94-04 737
PINAULT-PRINTEMPS-REDOUT 07/04 2.502
PORTUGAL TELECOM INT FIN 05 2.212
RENAULT CREDIT INTL 05 99
SECIL/CMP 95- 01/03/2005 72
Títulos Vencíveis em 2004 e 2005 Valor Balanço
SONAE IMOBILIÁRIA 98-05 473
TERTIR 1.237
TRADE INVEST LIMITED 0 12/18/05 447
US TREASURY N/B 07/04 1.647
XEROX CAP EUROPE 5 1/4 12/03/04 200
59.445

1.8 CRÉDITOS SOBRE EMPRESAS ASSOCIADAS E PARTICIPADAS

A Banif SGPS, SA, enquanto empresa mãe do Grupo Banif, não possui Créditos concedidos a empresas associadas ou participadas.

1.9 CRÉDITOS SOBRE EMPRESAS COLIGADAS

No âmbito das operações de consolidação, os créditos concedidos entre empresas coligadas são discriminados a seguir (valores em milhares de euros) :

30/06/04 30/06/03
Disponibilidades Crédito Títulos Total Total
De: Com: Em IC Concedido
Banif, SA Banif Primus 154 154 100
BanifServ 13.953 13.953 13.205
Banif (Cayman). Ltd 2.570 12.341 14.911 20.302
Banif Leasing 118.960 9.200 128.160 85.247
Banif Crédito 28.869 28.869 23.560
Banif Banco de Investimento 823 1.645 2.468 77.776
BCA 35 197.400 197.435 124.870
Banif Comercial SGPS 13.250 13.250
Banif Mortgage Company 11.131 11.131 2.103
SIP 249 249 217
1.012 388.027 21.541 410.580 347.380
Banif Investimentos SGPS. SA Banif. SA 8.541 8.541 6.162
8.541 8.541 6.162
Banif (Açores) SGPS. SA Banif. SA 233 233 18.514
BCA 5 5 11
238 238 18.525
Banif Primus Banif. SA 255 255 200
Banif Securities Inc 123
255 255 323
Banif (Cayman). Ltd Banif. SA 6.549 683.388 689.937 610.419
Banif Investimentos SGPS. SA 71.216 71.216 20.982
Banif Primus 7.993 7.993 14.985
BCA 10.714
FINAB 158 158 189
Banif Banco Investimentos 2.219 20.000 22.219 20.000
Banif Inf. Tech. Holdings Ltd 1.481 1.481 1.475
30/06/03
Disponibilidades Crédito Títulos Total Total
De: Com: Em IC Concedido
Banif (Cayman). Ltd Banif securities Holdings LtdBanif Finance 5.114 629 5.114629 5.496
8.768 789.350 629 798.747 684.260
Banif Crédito Banif. SA 3 3 2
BCA 1 1 1
4 4 3
Banif Leasing Banif. SA 2 2 2
BCA 10
2 2 12
Banif Gestão Activos Banif. SABanif Banco de Investimento 1223.881 1223.881 342.605
4.003 4.003 2.639
Banif Banco de Investimento Banif. SA 9.087 9.087 656
Banif (Cayman). Ltd 580 680 1.260 5
Banif LeasingBCA 5 299 2995 3005
Banif SGPS 165 165
NewCapital 2.250 2.250
Banif Inter, Asset Manag. 3 3
Banif Primus 9.672 2.253 1.144 13.069 4.5405.506
Banif Imobiliária Banif. SA 10.225 10.225 227
10.225 10.225 227
BCA Banif. SABanif Leasing 2.391 77.2253.049 2.900 79.6165.949 85.9447.743
Banif Crédito 998 998 998
Banif Banco de Investimento 1.979 1.979 10.500
Banif SGPS 31.000
4.370 81.272 2.900 88.542 136.185
Banif Inf. Tech. Holdings Ltd Banif (Cayman). Ltd 28 28
28 28
Banif Securities Holdings. Ltd Banif Securities Inc 4.114 4.114 4.376
4.114 4.114 4.376
Banif Comercial SGPS. SA Banif. SA 2.203 2.203 3.578
2.203 2.203 3.578
Banif SGPS. SA Banif. SABCA 3.20140 3.20140 3.90540
3.241 3.241 3.945
30/06/03
Disponibilidades Crédito Títulos Total Total
De: Com: Em IC Concedido
Banif Seguros SGPS Banif. SA 384 384 213
384 384 213
New Capital Banif Banco Investimentos 29 29 751
Banif. SA 6 6
31 31 751
Banif Inter, Asset Manag. Banif Banco Investimentos 244 244
244 244
Banif Finance Banif Cayman 32.067 192.200 224.267
32.067 192.200 224.267
SIP Banif. SA 7 7 4
Banif Imobiliária 1.859 1.859
7 1.859 1.866 4
TOTAIS 85.295 1.454.961 30.328 1.570.584 1.214.532
NATUREZA E ESPÉCIE DOS TÍTULOS QUANTIDADE MOEDADENOMINAÇÃO VALORNOMINALEUR VALOR TOTALNOMINAL VAL. MÉDIOAQUISIÇÃOEUR VALORCOTAÇÃOEUR VALOR TOTALCOTAÇÃOEUR VALOR TOTALBALANÇOEUR
A TÍTULOS - NEGOCIAÇÃO 22.737.854,25 22.737.854,25
Títulos de Rendimento fixo 3.890.141,39 3.890.141,39
Emitidos por residentes 163.848,23 163.848,23
De Dívida Pública Portuguesa 10.718,75 10.718,75
- A curto prazo 10.718,75 10.718,75
OB TESOURO MÉDIO PRAZO 05 EUR 10.000,00 1,07 1,07 10.718,75 10.718,75
De Outros Residentes 153.129,48 153.129,48
- A curto prazo 153.129,48 153.129,48
RENTIPAR SGPS EUR 100.000,00 0,86 0,86 86.495,07 86.495,07
SOIL SGPS, SA EUR 81.000,00 0,82 0,82 66.634,41 66.634,41
Emitidos por não residentes 3.726.293,16 3.726.293,16
De Emissores Públicos Estrangeiros 527.553,36 527.553,36
- A curto prazo 527.553,36 527.553,36
BANCO DO ESTADO SAO PAULO 07/06 USD 541.341,21 0,97 0,97 527.553,36 527.553,36
De Outros Não Residentes 3.198.739,80 3.198.739,80
- A curto prazo 648.323,88 648.323,88
TRADE INVEST LIMITED 0 12/18/05 USD 440.970,95 1,01 1,01 447.175,17 447.175,17
CIA SIDERURGICA PAULISTABANCO NAC DESENV ECON 02/05 USDEUR 8.227,0790.000,00 1,051,05 1,051,05 8.620,6094.660,07 8.620,6094.660,07
PETROBRAS INTL FINANCE EUR 50.000,00 1,06 1,06 52.885,62 52.885,62
BANCO NAC DESENV ECON 02/05 EUR 44.962,83 1,00 1,00 44.982,42 44.982,42
- A médio e longo prazo 2.550.415,92 2.550.415,92
BANCO NAC DESENV ECON 04/05 USD 12.340,61 1,01 1,01 12.476,86 12.476,86
MERRILL LYNCH 09/08 USD 181.818,25 1,02 1,02 185.122,54 185.122,54
BANCO VOTORANTIM 4 1/8 11/05 USD 205.676,75 0,99 0,99 202.865,55 202.865,55
HBOS PLC 6.85 USD 853.147,16 0,98 0,98 836.403,17 836.403,17
BNP PARIBAS BRAZILBANCO NOSSA CAIXA SA USDUSD 37.021,82213.903,82 1,001,01 1,001,01 36.952,39215.971,55 36.952,39215.971,55
UNIBANCO CY 08/15 USD 148.087,26 0,98 0,98 144.403,59 144.403,59
BRASKEM SA USD 16.454,14 1,11 1,11 18.299,06 18.299,06
TRIKEM S.A. 07 EUR 103.000,00 0,99 0,99 101.455,00 101.455,00
TRADE INVEST LIMITED 4.7 12/18/06VOTO-VOTORANTIM O/S II EUREUR 37.000,0034.000,00 1,011,03 1,011,03 37.370,0035.103,27 37.370,0035.103,27
BPI CAP FIN LTD EUR 675.000,00 1,00 1,00 677.095,87 677.095,87
ARISCO PROD ALIMENTICIOS EUR 11.000,00 1,01 1,01 11.119,78 11.119,78
COMPANHIA SIDERURGICA PA EUR 35.000,00 1,02 1,02 35.777,29 35.777,29
Títulos de rendimento variável 18.847.712,86 18.847.712,86
Emitidos por residentes 18.709.261,58 18.709.261,58
- Acções 5.776.649,99 5.776.649,99
EDP 298.358,00 EUR 1,00 298.358,00 2,30 2,30 686.223,40 686.223,40
PORTUGAL TELECOMPT MULTIMÉDIA 145.000,00181,00 EUREUR 1,000,50 145.000,0090,50 8,8718,00 8,8718,00 1.286.150,003.258,00 1.286.150,003.258,00
SONAE SGPS 80.000,00 EUR 1,00 80.000,00 0,90 0,90 72.000,00 72.000,00
BPI 1.000.000,00 EUR 1,00 1.000.000,00 3,00 3,00 3.000.000,00 3.000.000,00
BCP 15.000,00 EUR 1,00 15.000,00 1,92 1,92 28.800,00 28.800,00
PT MULTIMEDIA SERVIÇOSTEIXEIRA DUARTE 33.188,0085.690,00 EUREUR 0,501,00 16.594,0085.690,00 18,001,20 18,001,20 597.390,59102.828,00 597.390,59102.828,00
- Unidades de Participação 12.932.611,59 12.932.611,59
BANIF IMOPREDIAL 1.509.189,00 EUR 1,00 1.509.189,00 5,91 5,91 8.919.457,91 8.919.457,91
BANIF IMOGEST 134.591,00 EUR 1,00 134.591,00 29,82 29,82 4.013.153,68 4.013.153,68
Emitidos por não residentes 138.451,28 138.451,28
- Acções 138.451,28 138.451,28
CREDIT AGRICOLE 1.000,00 EUR 1,00 1.000,00 20,00 20,00 20.000,00 20.000,00
FORTISPFIZER INC COM 1.000,002.930,00 EURUSD 1,000,82 1.000,002.410,53 18,1428,20 18,1428,20 18.140,0082.627,48 18.140,0082.627,48
PARMALAT FINANZIARIA SPA 30.000,00 EUR 1,00 30.000,00 0,11 0,11 3.300,00 3.300,00
LLOYDS BANK TSB BANK PLC 6,625 549,00 EUR 1,00 549,00 26,20 26,20 14.383,80 14.383,80
B TÍTULOS - INVESTIMENTO 455.540.317,33 459.416.191,53
Títulos de Rendimento fixo 368.838.929,98 368.129.146,02
Emitidos por residentes 42.494.015,58 42.384.974,34
De Dívida Pública Portuguesa 22.585.240,15 22.067.728,21
- A médio e longo prazo 22.585.240,15 22.067.728,21
OB TESOURO MÉDIO PRAZO 97-23/02/07OB TESOURO MÉDIO PRAZO 98-23/06/08 EUREUR 5.704.267,00100,00 1,051,02 1,091,06 6.217.651,03105,61 5.998.870,81101,83
OB TESOURO MÉDIO PRAZO 3% 2006 EUR 8.500.000,00 1,00 1,01 8.551.000,00 8.495.526,15
OB TESOURO MÉDIO PRAZO 05 EUR 32.000,00 1,02 1,03 33.109,76 32.496,88
OB TESOURO MÉDIO PRAZO 5,45 EUR 93.600,00 1,01 1,08 101.481,12 94.238,58
OB TESOURO MÉDIO PRAZO 9,5%OB TESOURO MÉDIO PRAZO 98-2013 EUREUR 1.250,004.987.980,00 1,061,05 1,111,09 1.382,665.456.850,12 1.330,865.231.597,93
OB TESOURO MÉDIO PRAZO 99-2004 EUR 2.210.837,00 1,00 1,01 2.223.659,85 2.213.565,17
De outros emissores públicos nacionais 2.107.064,85 2.071.158,75
- A médio e longo prazo 2.107.064,85 2.071.158,75
G. R. AÇORES 92/05G. R. AÇORES 93/05 EUREUR 75.959,811.995.191,59 1,001,00 1,001,02 75.959,812.031.105,04 75.967,161.995.191,59
De Outros Residentes 17.801.710,58 18.246.087,38
- A curto prazo 8.781.008,29 8.781.008,29
Papel ComercialTERTIR EUR 1.237.018,79 1,00 1,00 8.781.008,291.237.018,79 8.781.008,291.237.018,79
PAVIA - PAVIMENTOS E VIAS S.A. EUR 300.000,00 1,00 1,00 300.000,00 300.000,00
LISGRÁFICA 31ª EMISSÃO EUR 500.000,00 1,00 1,00 500.000,00 500.000,00
LISGRÁFICA 32ª EMISSÃO EUR 500.000,00 1,00 1,00 500.000,00 500.000,00

LISGRÁFICA 32ª EMISSÃO EUR 500.000,00 1,00 1,00 500.000,00 500.000,00 J.B. FERNANDES 48ª EMISSÃO EUR 1.250.000,00 1,00 1,00 1.250.000,00 1.250.000,00

Grupo Banif (em euros)
MOEDA VALOR VALOR TOTAL VAL. MÉDIO VALOR VALOR TOTAL VALOR TOTAL
NATUREZA E ESPÉCIE DOS TÍTULOS QUANTIDADE DENOMINAÇÃO NOMINALEUR NOMINAL AQUISIÇÃOEUR COTAÇÃOEUR COTAÇÃOEUR BALANÇOEUR
LISGRÁFICA 33ª EMISSÃO EUR 500.000,00 1,00 1,00 500.000,00 500.000,00
EDA-ELECTRICIDADE AÇORES 23ª EM. EUR 2.000.000,00 1,00 1,00 2.000.000,00 2.000.000,00
EDA-ELECTRICIDADE AÇORES 23ª EM. EUR 2.493.989,50 1,00 1,00 2.493.989,50 2.493.989,50
- A médio e longo prazo 9.020.702,29 9.465.079,09
CARRIS 98-05 EUR 35.913,44 1,00 1,00 35.913,44 35.913,44
FNI 2003/2008METRO 95-07 EUREUR 1.495.000,0099.800,00 1,001,00 1,001,00 1.495.000,0099.800,00 1.495.000,0099.800,00
PARTEST 98-08 EUR 498.797,90 1,00 0,98 488.572,54 498.797,90
PETROGAL 94-04 EUR 737.422,90 1,00 1,00 735.431,86 737.400,91
SECIL/CMP 95- 01/03/2005SONAE IMOBILIARIA 98-05 EUREUR 71.826,39473.843,04 1,001,00 1,000,99 71.754,56470.999,98 71.826,39473.147,91
CRÉDITO PREDIAL PORTUGUÊS 06/49 EUR 36.497,00 0,64 0,61 22.080,69 23.358,84
BCP FINANCE BANK LTD EUR 2.000.000,00 1,00 1,00 1.994.880,00 1.993.865,38
MODELO CONTINENTE SGPS EUR 3.450.000,00 1,00 1,00 3.452.415,00 3.443.678,18
EDP/1996-2006 - 22ª EmissãoFNACINVESTE/91 EUREUR 154.627,35387.772,90 1,001,00 1,000,00 153.854,210,00 154.627,35387.772,90
COBRE/87 - SÉRIE A EUR 24.950,00 1,00 0,00 0,00 24.950,00
AGERG EUR 24.939,89 1,00 0,00 0,00 24.939,89
Emitidos por não residentesDe Emissores Públicos Estrangeiros 326.344.914,4033.505.744,93 325.744.171,6833.524.451,16
- A curto prazo 2.224.778,90 2.223.644,10
US TREASURY N/B 07/04 USD 1.645.414,00 1,00 1,00 1.646.634,90 1.646.832,91
BUNDESSCHATZANW 2 06/17/05 EUR 580.000,00 0,99 1,00 578.144,00 576.811,19
- A médio e longo prazo 31.280.966,03 31.300.807,06
REP BRAZIL 11,25 26JUL2007 USD 617.030,03 1,10 1,07 660.839,16 676.166,14
LETRAS DO TESOURO NACIONAL BRL 12.103.294,81 1,00 1,00 12.103.294,81 12.103.294,80
LETRAS DO TESOURO NACIONALNOTAS DO TESOURO NACIONAL BRLBRL 14.262.280,491.752.926,57 1,001,00 1,001,00 14.262.280,491.752.926,57 14.262.280,481.752.926,56
BUNDESSCHATZANW 4 1/4 03/12/04 EUR 2.500.000,00 1,00 1,00 2.501.625,00 2.506.139,08
De Organismos Financeiros Internacionais- A médio e longo prazo 1.355.886,961.355.886,96 1.266.735,951.266.735,95
BEI/1996-2006 EUR 748.196,85 1,04 1,10 826.158,96 774.877,55
BEI/1997-2007 EUR 496.000,00 0,99 1,07 529.728,00 491.858,40
De Outros Não Residentes- A curto prazo 291.483.282,518.863.200,03 290.952.984,568.867.627,24
CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCARIO BRL 534.099,03 1,00 1,00 534.099,03 534.099,03
DIVIDAS SECURITIZADAS BRL 22.985,63 1,00 1,00 22.985,63 22.985,63
CEDULA PRODUTOR RURAL BRL 375.242,88 1,00 1,00 375.242,88 375.242,88
COTAS DE FUNDO DE INVESTIMENTOHERTZ CORP 08/04 BRLUSD 65.435,002.056.767,50 1,001,00 1,001,00 65.435,002.056.767,50 65.435,002.056.816,39
PINAULT-PRINTEMPS-REDOUT 07/04 EUR 2.500.000,00 1,00 1,00 2.500.000,00 2.501.751,54
PORTUGAL TELECOM INT FIN 05 EUR 2.200.000,00 1,01 1,00 2.207.700,00 2.212.216,25
BANCO ESPIRITO SANTO 05 EUR 650.000,00 1,23 1,23 799.500,00 799.500,00
RENAULT CREDIT INTL 05XEROX CAP EUROPE 5 1/4 12/03/04 EUREUR 100.000,00200.000,00 0,991,00 1,001,01 100.070,00201.400,00 99.397,70200.182,84
- A médio e longo prazoAMSTEL SEC. 15AGO2013 EUR 2.000.000,00 1,00 1,00 282.620.082,482.006.200,00 282.085.357,322.000.000,00
ATHLON SEC FLOAT 26MAR2013 EUR 3.000.000,00 1,00 1,01 3.015.000,00 3.000.000,00
AURUM INVESTMENTS SA EUR 2.000.000,00 1,00 1,00 2.000.000,00 2.000.000,00
AUTOSTRADE FLT JUN11 EUR 10.000.000,00 1,00 1,00 9.985.000,00 9.980.794,39
BANCAJA FONDO TIT ACT FLOAT 18ABR2035BANCO BRADESCO 0 08/20/10 EURUSD 2.000.000,002.056.767,50 1,011,00 1,011,00 2.010.680,002.056.767,50 2.011.108,522.056.767,50
BANCO ITAU EUR FLOAT 24JUL06 EUR 11.000.000,00 1,00 1,00 11.019.800,00 10.993.272,76
BANCO ITAU, SA (CAYMAN) USD 2.673.797,75 1,00 1,00 2.673.797,75 2.673.796,29
BAYERISCHE HYPOTEKEN 97-2007 EUR 498.797,90 1,00 1,00 498.797,90 498.797,90
BCO BRADESCO 3,625% 3JAN2007BEAR STEARNS CO 01/09 USDUSD 761.003,7010.695.188,94 1,001,00 0,961,00 732.466,0610.702.099,67 757.748,6810.702.183,24
BNP PARIBAS 3,875% 27DEZ2006 USD 822.706,71 1,00 0,96 789.798,44 819.191,79
BPI CAPITAL FIN FLOAT PERP EUR 500.000,00 1,03 1,03 513.750,00 512.500,00
BRE FINANCE FRANCE SA EUR 1.400.000,00 1,00 1,00 1.399.986,00 1.397.451,61
BROOKLANDS EURO REFERENCED LINKED NBROOKLANDS FLT DEZ54 EUREUR 2.500.000,002.500.000,00 1,001,00 1,001,00 2.500.000,002.500.000,00 2.500.000,002.500.000,00
CAMBER FLOAT 11FEV2052 EUR 2.500.000,00 1,00 1,00 2.500.000,00 2.500.000,00
CASTANEA FLT JAN19 EUR 5.000.000,00 1,00 1,00 5.000.000,00 5.000.000,00
CIT GROUP INC EUR 2.500.000,00 1,00 1,00 2.499.750,00 2.500.000,00
CLARIS LTD/MILLESIME CDOCORSAIR JERSEY NO. 3 # 9 EUREUR 2.000.000,002.000.000,00 0,981,00 0,981,00 1.967.000,001.997.200,00 1.967.090,371.997.205,11
CORSAIR JY FLT JUN07 EUR 2.000.000,00 1,00 1,00 2.000.000,00 2.000.000,00
COUNTRYWIDE HOME LOAN 11/08 EUR 5.000.000,00 1,00 1,00 4.995.800,00 5.000.000,00
DAIMLERCHRYSLER FLOAT 2JUL07 EUR 12.500.000,00 1,00 1,00 12.488.280,00 12.489.000,00
EFG HELLAS PLC 10/08EIGER TRUST CLASS C FL 11/15/2010 EUREUR 2.500.000,002.107.389,95 1,001,00 1,001,01 2.503.000,002.118.137,64 2.498.854,142.107.389,94
EURO INVEST LIMITED 4 03/31/07 EUR 5.986.000,00 1,00 1,00 6.000.965,00 6.011.074,63
FRANCE TELECOM FLOAT 23JAN07 EUR 5.000.000,00 1,00 1,00 5.000.000,00 4.995.709,06
FRENCH RES ASSET FLOAT MAR43 EUR 2.250.000,00 1,00 1,00 2.256.075,00 2.250.000,00
FRIESLAND BANK FLOAT 05/06GALP INVESTMENT PLC EUREUR 2.500.000,00500.000,00 1,001,00 1,001,01 2.505.500,00503.850,00 2.498.629,80500.000,00
GE CAPITAL EURO FUNDING EUR 5.000.000,00 1,00 1,00 4.979.300,00 4.985.430,75
GENERAL MOTORS CORP 06/09 EUR 4.000.000,00 1,00 1,00 3.999.200,00 3.990.720,00
GOLDMAN SACHS FLOAT 21OUT08 EUR 10.000.000,00 1,00 1,00 10.030.825,00 10.032.301,79
GRANITE MORTGAGES FLT MAR44HARVEST CLO SA EUREUR 1.000.000,001.500.000,00 1,001,00 1,001,00 1.004.000,001.502.250,00 1.000.000,001.500.000,00
HBOS FLOAT PERPETUAL EUR 2.500.000,00 1,00 1,00 2.497.500,00 2.498.750,00
HIPO-BANK 2007 EUR 1.246.994,75 1,00 1,00 1.246.994,75 1.246.994,75
HOLMES FINANCING FLOAT JUL40 EUR 2.500.000,00 1,00 1,01 2.525.000,00 2.506.097,02
HVB FLOAT 6DEZ2009HYPO REAL ESTATE INT EUREUR 2.500.000,002.500.000,00 0,981,00 0,981,00 2.458.175,002.495.150,00 2.455.883,562.495.492,48
IBOND SECS PLC IBX 100 EUR 1.000.000,00 1,00 0,99 989.400,00 1.000.000,00
KENSINGTON GROUP PLC EUR 1.000.000,00 1,00 1,01 1.010.300,00 1.000.000,00
LA DEFENSE PLC EUR 1.500.000,001.500.000,00 1,001,00 1,001,00 1.500.000,001.498.500,00 1.500.000,001.500.000,00
LEEK FIN FLT MAR36 EUR
Grupo Banif (em euros)
MOEDA VALOR VALOR TOTAL VAL. MÉDIO VALOR VALOR TOTAL VALOR TOTAL
NATUREZA E ESPÉCIE DOS TÍTULOS QUANTIDADE DENOMINAÇÃO NOMINALEUR NOMINAL AQUISIÇÃOEUR COTAÇÃOEUR COTAÇÃOEUR BALANÇOEUR
LEHMAN B H ABR2011 EUR 12.000.000,00 1,00 1,00 11.980.800,00 11.996.221,00
LEHMAN BROS FLOAT 21 FEV 2006 EUR 500.000,00 1,00 1,00 501.200,00 501.311,10
LEHMAN BROS HLDGLEHMAN BROS HOLDINGS 04/11 EUREUR 2.000.000,004.000.000,00 1,001,00 1,001,00 1.997.000,003.994.000,00 1.999.649,313.994.982,89
MARBLE ARCH FLOAT 20MAR2036 EUR 3.000.000,00 1,00 1,00 3.010.500,00 3.000.593,84
MERRILL LYNCH 03/11 EUR 20.000.000,00 1,00 1,00 19.960.119,48 19.972.974,15
METRO AG 0 05/29/06 EUR 4.000.000,00 1,00 1,01 4.043.200,00 4.018.699,99
MIDGAARD FINANCE FLOAT 23ABR2029MORGAN 97-07 EUREUR 1.500.000,00349.300,00 1,001,00 1,001,00 1.506.000,00349.300,00 1.500.000,00349.300,00
MORGAN STANLEY GROUP USD 3.290.828,00 1,00 1,00 3.292.473,41 3.286.397,71
NYMPHENBURG LTD EUR 2.000.000,00 0,99 1,00 1.991.000,00 1.983.041,24
OLIVETTI FIN FLOAT 3JAN2006OTE PLC EUREUR 3.000.000,001.250.000,00 1,021,00 1,021,00 3.046.200,001.254.875,00 3.046.621,081.249.715,24
PALAZZO FINANCE TRE SRL EUR 1.000.000,00 1,00 1,01 1.005.700,00 1.004.981,78
PARAGON MORTGAGES PLC EUR 1.500.000,00 1,00 1,00 1.500.000,00 1.500.000,00
PQU 0 07/19/04 EUR 5.000.000,00 1,00 1,00 4.994.000,00 4.991.766,77
PROMISE PLC COL-03 BPROVIDE FLOAT 27DEZ2039 EUREUR 2.000.000,002.411.298,57 1,000,82 1,001,00 2.001.200,002.400.688,86 2.000.000,001.987.943,73
PROVIDE FLOAT 28JUL2055 EUR 2.000.000,00 1,00 1,01 2.013.000,00 2.001.974,58
PROVIDE PLC EUR 1.250.000,00 1,00 1,00 1.251.250,00 1.250.000,00
RCI BANQUE FLOAT 03MAR2006RCI BANQUE FLOAT 17SET2007 EUREUR 2.000.000,001.000.000,00 1,001,00 1,001,00 2.006.060,001.002.770,00 2.000.000,001.002.033,54
RENAUL 0 09/17/07 EUR 4.000.000,00 1,00 1,00 4.012.600,00 4.006.249,42
RMS 14X M2 3,597% 10JUN2036 EUR 1.000.000,00 1,00 1,01 1.010.300,00 997.082,60
SAECURE FLOAT 31AGO2070 EUR 2.000.000,00 1,00 1,01 2.023.200,00 2.001.973,05
SAGRES SOCIEDADE DE TITULARIZACAOSAGRES STC FLOAT 25SET2012 EUREUR 4.000.000,004.000.000,00 1,011,00 1,001,00 4.018.000,004.016.000,00 4.020.786,064.000.000,00
SAGRES STC FLOAT 25SET2012 EUR 5.000.000,00 1,00 1,00 5.022.500,00 5.000.000,00
SCIP FLOAT 26OUT2008 EUR 2.500.000,00 1,01 1,00 2.500.000,00 2.517.402,26
SLM FLOAT 26ABR2011 EUR 5.000.000,00 1,00 1,00 4.984.250,00 5.002.411,82
SOCIETA CARTO IMMOBILITEMPO CD0 1 LTD EUREUR 2.500.000,001.000.000,00 1,011,00 1,001,00 2.500.000,001.000.000,00 2.517.704,671.000.000,00
TRADE INVEST LIMITED 7,125% EUR 10.900.000,02 1,00 1,00 10.900.000,02 10.900.000,02
TRADE INVEST LIMITED 8,125% EUR 4.300.000,00 1,00 1,00 4.300.000,00 4.300.000,00
VIVENDI UNIVERSAL 07/07VOLKSWAGEN LSG FLOAT 22JAN07 EUREUR 2.000.000,005.000.000,00 1,001,00 1,001,00 1.998.800,004.987.450,00 1.997.080,004.995.709,73
VOLVO TREASURY FLOAT 08/06 EUR 5.000.000,00 1,00 1,00 5.016.600,00 5.010.513,66
WINDERMERE CMBS PLC EUR 2.750.000,00 1,00 1,00 2.752.750,00 2.750.000,00
Títulos de rendimento variável 84.404.814,78 88.889.915,26
Emitidos por residentes- Acções 30.415.869,204.977.680,25 34.826.521,856.413.031,98
BANCO BPI 615,00 EUR 1,00 615,00 2,43 3,00 1.845,00 1.495,64
BEIRA VOUGA 20.317,00 EUR 5,00 101.585,00 0,47 0,47 9.627,41 9.627,41
BEIRA VOUGA ACÇÕES PREFERENCIAIS 21.500,00 EUR 5,00 107.500,00 0,47 0,47 10.187,99 10.187,99
BRISACIPAN 360,0017.803,00 EUREUR 1,001,00 360,0017.803,00 4,801,74 5,931,66 2.134,8029.552,98 1.727,0030.993,24
DIDIER & QUEIROZ, S.A. 50.000,00 EUR 5,00 250.000,00 3,00 2,96 147.870,00 150.000,00
EDP 122.350,00 EUR 3,00 122.350,00 2,76 2,29 279.740,77 337.443,45
EID 88.080,00 EUR 1,00 88.080,00 5,68 5,68 500.000,21 500.000,21
ESTORIL PRAIA FUTEBOL SADFUTEBOL CLUBE DO PORTO 13.601,0023.000,00 EUREUR 1,005,00 13.601,00115.000,00 6,173,32 5,003,09 68.005,0071.070,00 83.918,1776.295,93
GALERIAS NAZONI 750,00 EUR 1,00 750,00 9,98 4,99 3.741,00 7.481,96
IMOVALOR 19.890,00 EUR 4,99 99.251,10 14,12 15,66 311.477,40 280.766,85
IMPRESA SGPS - NOMINAPA 23.648,00416.372,00 EUREUR 1,0010,99 23.648,001.182.992,00 6,235,58 3,983,10 94.119,041.290.753,20 147.416,482.323.029,37
MACEDO & COELHO 188,00 EUR 4,99 938,12 0,33 0,03 5,64 62,04
NOVA C. GRANDE HOTEL 50.300,00 EUR 1,00 50.300,00 3,66 3,66 184.255,94 184.255,94
PORTUGAL TELECOM 18.495,00 EUR 1,00 18.495,00 9,05 8,87 164.050,65 167.367,59
PT MULTIMÉDIAQUINTA PANÇAS 10.450,0038.997,00 EUREUR 1,501,00 5.225,0038.997,00 11,456,41 18,006,41 188.100,00250.000,00 119.621,49250.000,00
REAL SEGUROS 2.116,00 EUR 5,00 10.580,00 107,76 46,91 99.261,26 228.014,49
RENDIMO 97.000,00 EUR 4,99 484.030,00 4,41 3,45 334.721,18 427.388,33
SC BRAGA SADSEMAPA SGPS 20,0058.265,00 EUREUR 5,001,00 100,0058.265,00 16,143,97 16,143,85 322,81224.320,25 322,81231.162,05
SONAE SGPS 556.000,00 EUR 2,00 556.000,00 0,92 0,90 500.400,00 509.981,69
TERTIR 73.721,00 EUR 5,00 307.735,00 4,54 2,88 212.117,72 334.471,86
- Quotas 475.603,80 475.603,80
PRETÓRIA - VIAGENS E TURISMOS LDA 5.736,18 EUR 1,00 5.736,18 1,00 1,00 5.736,18 5.736,18
PORTICENTRO LDA 469.867,62 EUR 1,00 469.867,62 1,00 1,00 469.867,62 469.867,62
- Unidades de Participação 24.962.585,16 27.937.886,07
BANIFUNDO EURO ACÇÕES 1.299.278,00 EUR 5,00 6.496.390,00 5,00 2,21 2.871.924,09 6.496.390,00
BANIFUNDO ESTRATÉGIA CONSERVADORABANIFUNDO ESTRATÉGIA EQUILIBRADA 79.927,0049.951,00 EUREUR 5,005,00 399.635,00249.755,00 5,005,00 5,034,07 402.088,76203.070,80 399.635,00249.755,00
BANIFUNDO ESTRATÉGIA AGRESSIVA 24.975,00 EUR 5,00 124.875,00 5,00 2,77 69.138,29 124.875,00
BANIF ESTRATÉGIA AGRESSIVA 498.570,00 EUR 5,00 498.570,00 2,66 2,72 1.358.254,25 1.325.009,46
FUNDO CAPITAL RISCO CAPVEN 1.000,00 EUR 5.000,00 750.450,00 5.000,00 5.006,22 5.006.219,05 5.000.000,00
BANIF IMOGESTART INVEST 444.499,00310.880,00 EUREUR 1,001,00 7.347.592,00310.880,00 28,775,00 30,375,00 13.497.489,921.554.400,00 12.787.821,611.554.400,00
Emitidos por não residentes 53.988.945,58 54.063.393,41
- Acções 5.201.747,43 5.187.794,62
ABBOT LABORATORIES 3.563,00 USD 0,82 2.087,50 36,08 33,53 119.465,90 128.552,77
ALCOA INC.ALLTEL CORP 2.872,001.766,00 USDUSD 0,820,00 16,521.023,67 26,3440,54 27,1741,27 78.043,7472.877,47 75.643,0871.599,71
ALTERA CORP 2.729,00 USD 0,08 22,45 19,48 18,23 49.752,89 53.157,08
ANDRX CORP 2.716,00 USD 0,00 15,64 23,92 22,98 62.408,79 64.960,46
AUTOMATIC DATA PROCESSING 2.797,00 USD 0,01 1.617,76 31,75 34,45 96.370,51 88.809,49
AXCELIS TECHNOLOGIESBANK OF AMERICA 6.098,001.153,00 USDUSD 0,010,82 3.554,879,49 8,9363,63 10,2369,62 62.409,8180.268,91 54.446,5573.360,74
BAXTER 3.419,00 USD 0,82 984,78 25,24 28,39 97.070,91 86.278,66
BED BATH & BEYOND 2.688,00 USD 0,08 22,11 33,77 31,63 85.029,70 90.777,76
BELL SOUTH CORPBRASIL FAST FOOD CORP 3.624,0037.500,00 USDUSD 0,000,82 2.096,1530.851,51 22,693,29 21,570,26 78.174,649.872,48 82.216,73123.406,05
(em euros)
MOEDA VALOR VALOR TOTAL VAL. MÉDIO VALOR VALOR TOTAL VALOR TOTAL
NATUREZA E ESPÉCIE DOS TÍTULOS QUANTIDADE DENOMINAÇÃO NOMINALEUR NOMINAL AQUISIÇÃOEUR COTAÇÃOEUR COTAÇÃOEUR BALANÇOEUR
CARDINAL HEALTH INC 1.620,00 USD 0,00 13,33 49,83 57,63 93.361,58 80.719,23
CHIRON CORPCIA SIDERURGIA PAU PRF 1.856,00300.000,00 USDBRL 0,010,26 10,6979.283,28 34,980,12 36,730,21 68.162,7664.219,46 64.930,2335.228,20
CISCO SYSTEMS 3.350,00 USD 0,82 1.926,78 19,34 19,50 65.318,80 64.788,09
CLEAR CHANNEL COMMUNICATIONS 2.021,00 USD 0,01 1.169,93 37,85 30,40 61.436,40 76.488,73
DIGITALNET HOLDINGS INC 3.482,00 USD 0,82 1.757,60 15,24 15,23 53.024,68 53.048,81
DOUBLECLICK INC 4.977,00 USD 0,01 40,95 7,95 6,39 31.815,13 39.566,44
EMBRATEL 1.140,36 BRL 1,00 1.140,36 1,00 1,00 1.140,36 1.140,36
EMC CORP 5.542,00 USD 0,01 3.205,78 11,92 9,38 51.977,62 66.052,62
EXPRESS SCRIPTS INC 1.001,00 USD 0,82 8,24 54,65 65,18 65.248,24 54.703,98
EXXON MOBIL CORP 1.253,00 USD 0,05 1.030,85 29,35 36,54 45.780,12 36.774,11
FAIR ISAAC CORP. & CO. INC. 2.780,00 USD 0,08 15,99 27,25 27,46 76.344,22 75.747,95
FAIRMONT HOTELS 3.577,00 USD 0,82 29,43 21,39 22,17 79.309,05 76.513,37
FIFTH THIRD BANCORP 2.318,00 USD 0,01 1.342,60 47,84 44,25 102.560,30 110.887,77
FIRST DATA CORP 2.659,00 USD 0,82 21,88 31,02 36,63 97.390,93 82.491,21
GAP INC DELAWARE 958,00 USD 0,82 7,88 16,96 19,95 19.112,71 16.251,35
GENERAL ELECTRIC CO 4.173,00 USD 0,82 152,46 21,82 26,66 111.234,22 91.062,08
GENERAL MILLS INC 2.811,00 USD 0,01 23,13 42,11 38,52 108.292,13 118.368,76
HEWLETT PACKARD CO 4.433,00 USD 0,01 2.452,74 18,67 17,36 76.952,94 82.778,89
HOME DEPOT 2.829,00 USD 0,82 23,27 30,71 28,96 81.925,79 86.874,12
IACI 1.507,00 USD 0,00 12,40 25,06 24,80 37.368,14 37.771,53
INTERACTIVE CORP. 649,00 USD 0,82 533,94 25,05 24,80 16.092,85 16.258,37
J P MORGAN CHASE & CO 2.576,00 USD 0,82 6,36 30,30 31,90 82.164,97 78.048,26
JOHNSON & JOHNSON 2.617,00 USD 0,00 1.514,47 42,37 45,82 119.923,41 110.893,39
K FORCE 5.000,00 USD 0,02 41,14 5,69 7,77 38.831,76 28.435,62
KOPIN CORP 11.282,00 USD 0,04 92,82 5,64 4,20 47.429,88 63.685,86
L 3 COMMUNICATIONS HLDGS INC 1.266,00 USD 0,82 10,42 38,46 54,96 69.575,32 48.686,66
LINEAR TECHNOLOGY 1.760,00 USD 0,04 10,13 30,70 32,47 57.151,13 54.028,45
LOCKEED MARTIN CORP 1.556,00 USD 0,01 898,14 38,11 42,85 66.669,26 59.297,46
MACROVISION CORP 4.399,00 USD 0,01 2.363,16 17,52 20,59 90.585,74 77.056,17
MERIDIAN BIOSCIENCE INC 7.566,00 USD 0,01 4.112,61 8,77 9,12 68.968,56 66.360,80
MICROSOFT CORP 4.119,00 USD 0,82 33,89 21,86 23,50 96.782,10 90.050,20
MILLENIUM 945.400,25 EUR 1,00 945.400,25 1,00 1,00 945.400,25 945.400,25
NABORS INDUSTRIES LTD 2.224,00 USD 0,08 1.282,37 31,18 37,20 82.739,02 69.348,81
NEWELL RUBBERMAID INC 5.661,00 USD 0,01 46,57 19,11 19,33 109.447,55 108.184,82
NOBEL CORP. 617,00 USD 0,01 5,08 31,43 31,17 19.233,34 19.390,70
PFIZER INC 3.304,00 USD 0,82 103,36 28,81 28,14 92.985,03 95.202,86
SATYAM COMPUTER SERVICES 1.150,00 USD 0,82 946,11 16,91 15,22 17.503,09 19.452,08
SOUTHWEST AIRLINES 6.492,00 USD 0,82 37,35 13,05 13,80 89.568,77 84.730,09
STATE STREET CORP 1.653,00 USD 0,04 10,28 40,30 40,35 66.691,17 66.608,70
SYSCO CORP 2.459,00 USD 0,01 14,14 30,75 29,51 72.566,29 75.623,04
TELE NORDESTE CELULAR-CM RC 2.298,00 BRL 0,26 607,31 0,00 0,00 1,74 1,98
THE GAP INC 2.228,00 USD 0,82 1.832,99 16,17 19,95 44.450,02 36.025,90
TIME WARNER INC 6.049,00 USD 0,82 4.976,55 13,00 14,46 87.487,80 78.645,51
UNIÃO BANCOS BRASILEIROS 6.000.000,00 BRL 0,00 15.856,66 0,01 0,01 88.004,44 68.365,97
UNITEDHEALTH GROUP INC 1.288,00 USD 0,82 1.059,65 44,76 51,21 65.962,98 57.656,21
UNIVISION COMMUNICATIONS 3.310,00 USD 0,82 2.723,16 27,56 26,27 86.950,47 91.225,13
VERIZON COMMUNICATIONS 2.883,00 USD 0,82 2.371,86 30,89 29,77 85.837,74 89.067,10
VIACOM INC 2.215,00 USD 0,82 1.822,30 34,41 29,39 65.092,39 76.228,19
WALGREEN CO NEWWHITE ELECTR DESIGNS CORP 3.182,0011.398,00 USDUSD 0,820,82 2.617,859.377,21 28,626,79 29,794,31 94.792,4549.136,59 91.061,4477.377,66
- Unidades de Participação 9.526.657,75 9.615.058,39
AGGRESSIVE STRATEGY FUND 5.000,00 USD 0,82 289.181,41 81,35 76,36 381.795,35 406.762,69
BALANCED STRATEGY FUND 7.500,00 USD 0,82 433.772,11 82,93 84,59 634.441,20 621.966,34
BRAZILIAN BOND FUND 15.000,00 USD 0,82 867.544,22 80,97 78,72 1.180.749,03 1.214.537,35
BRAZILIAN EQUITY FUND 5.000,00 USD 0,82 289.181,41 81,48 73,30 366.480,13 407.404,40
BRAZILIAN MONEY MARKET FUND 13.670,30 USD 0,82 6.420.814,48 91,56 92,11 1.259.117,78 1.251.620,87
CONSERVATIVE STRATEGY FUND 9.113,53 USD 0,82 4.280.542,99 96,73 100,21 913.311,91 881.510,17
EUROPEAN BOND FUND 15.000,00 EUR 100,00 7.804.500,00 105,34 107,73 1.615.999,65 1.580.139,75
EUROPEAN EQUITY FUND 2.500,00 EUR 100,00 101.500,00 90,00 76,26 190.649,45 225.000,00
EUROPEAN MONEY MARKET FUND 12.000,00 EUR 100,00 7.801.500,00 102,40 103,80 1.245.615,15 1.228.808,25
FINE ART FUND 1,00 USD 1,00 1,00 822.707,00 822.707,00 822.707,00 822.707,00
ISHARES RUSSELL 1000 3.358,00 USD 0,82 2.762,65 38,72 39,37 132.192,76 130.010,27
PORTUGAL EQUITY FUND 7.500,00 EUR 100,00 2.851.500,00 101,18 93,05 697.900,70 758.867,50
UTILITIES SECTOR INDEX 4.537,00 USD 0,82 3.732,62 18,89 18,89 85.697,64 85.723,80
- Outros Valores 39.260.540,40 39.260.540,40
ATLANTES N.º2 EUR 10.915.241,49 100,00% 100,00% 12.029.262,02 12.029.262,02
ATLANTES Nº1 EUR 4.645.358,46 100,00% 100,00% 4.645.358,46 4.645.358,46
ATLANTES MORTGAGE Nº1 EUR 13.750.000,00 100,00% 100,00% 13.750.000,00 13.750.000,00
BMC / POOL Nº1 FUNDED SRP USD 8.140.900,64 100,00% 100,00% 8.140.900,64 8.140.900,64
MADRAGOA EXPEDIÇÃO SGPS - A EUR 166.667,00 120,83% 120,83% 201.378,74 201.378,74
MADRAGOA EXPEDIÇÃO SGPS - B EUR 166.667,00 120,83% 120,83% 201.378,74 201.378,74
MADRAGOA EXPEDIÇÃO SGPS - C EUR 166.666,00 120,83% 120,83% 201.377,53 201.377,53
SBGH U.S. DOLLAR RESERVE FUND USD 90.884,28 100,00% 100,00% 90.884,28 90.884,28
Títulos Subordinados 2.296.572,57 2.397.130,25
- A médio e longo prazo 2.296.572,57 2.397.130,25
BANCO TOTTA & ACORES 07/06 20.000,00 EUR 1,00 20.000,00 0,00 0,00 99,36 96,96
CAIXA ECO MONTEPIO GERAL 12/06 12.000,00 EUR 1,00 12.000,00 0,00 0,00 59,38 59,86
BAYER HIPO 05MAI2014 1.250.000,00 EUR 1,00 1.250.000,00 1,00 0,92 1.150.000,00 1.250.000,00
CAIXA BCP/1995-2005 74.819.685,00 EUR 0,01 748.196,85 1,00 1,00 747.972,39 748.030,00
CAIXA ESSI/1996-2006 8.000,00 EUR 49,88 399.040,00 1,00 1,00 398.441,44 398.943,43
D IMOBILIZAÇÕES FINANCEIRAS 74.068.249,84 72.872.803,14
Participações 5.793.233,06 4.597.786,36
- Em outras empresas no País 5.778.668,46 4.587.061,59
AMBELIS 400,00 EUR 5,00 2.000,00 49,88 0,00 0,00 19.951,92
Atlântico Clube Int. Férias AçoresCabo TV Açoreana, SA 250,0066.000,00 EUREUR 4,995,00 1.247,50330.000,00 4,995,39 0,005,39 0,00355.543,14 1.246,99355.543,14
CABO TV MADEIRENSE SA 87.860,00 EUR 5,00 439.300,00 5,74 20,28 1.781.704,98 503.980,41
CENTRO DE EMPRESAS E INOVAÇÃO DA MADEIRA, LDA 800,00 EUR 5,00 4.000,00 4,99 7,77 6.212,64 3.990,38
Coliseu Micaelense, S A 83,00 EUR 0,50 41,50 0,60 0,60 49,88 49,88
FINANGEST 526,00 EUR 5,00 0,00 1.017,55 675,51 355.316,84 535.230,10
(em euros)
MOEDA VALOR VALOR TOTAL VAL. MÉDIO VALOR VALOR TOTAL VALOR TOTAL
NATUREZA E ESPÉCIE DOS TÍTULOS QUANTIDADE DENOMINAÇÃO NOMINAL NOMINAL AQUISIÇÃO COTAÇÃO COTAÇÃO BALANÇO
EUR EUR EUR EUR EUR
HABIPREDE 5.000,00 EUR 5,00 25.000,00 250,00 250,00 1.250.000,00 1.250.000,00
NORMA Açores-Soc. Est. Apoio Des. Reg.,SA 10.000,00 EUR 5,00 50.000,00 4,99 4,99 49.879,79 49.879,79
SIBS- SOC INTERBANCARIA DE SERVIÇOS,SA 103.436,00 EUR 5,00 344.785,00 4,30 6,41 663.363,03 444.897,88
SOGEO-Soc. Geotermica dos Açores, SA 24.529,00 EUR 5,00 122.645,00 4,99 4,99 122.350,14 122.350,14
Teatro Micaelense, S A 83,00 EUR 0,50 41,50 0,60 0,60 49,88 49,88
TRANSINSULAR (Açores)-Transp.M.Insul.,SA 2.000,00 EUR 5,00 10.000,00 5,49 5,49 10.973,55 10.973,55
UNICRE- CARTÃO INTERNACIONAL DE CRÉDITO, SA 24.335,00 EUR 5,00 41.250,00 20,44 20,28 493.531,67 497.370,03
VIA LITORAL, SA 4.750,00 EUR 1,00 4.750,00 166,64 145,20 689.692,92 791.547,50
- Em outras empresas no Estrangeiro 14.564,60 10.724,77
SWIFT Soc Woeldwide Interbank Financial Telecomunications,SC 11,00 EUR 125,00 125,00 957,77 1.306,79 14.374,66 10.535,52
EURONEXT N V 206,00 EUR 2,00 103,00 0,92 0,92 189,94 189,25
Outras Participações Financeiras 18.980.309,78 18.980.309,78
- Contratos de Suprimentos 14.640.625,00 14.640.625,00
VIA LITORAL EUR 890.625,00 890.625,00
HABIPREDE - SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES, SA EUR 13.750.000,00 13.750.000,00
- Outras 4.339.684,78 4.339.684,78
RENDIMO 1.612,78 EUR 1,00 1.612,79 1,00 1,00 1.612,78 1.612,78
VISA 14.963,94 EUR 1,00 14.963,94 1,00 1,00 14.963,94 14.963,94
TITULOS PATRIMONIAIS 3.893.540,42 BRL 1,00 3.893.540,42 1,00 1,00 3.893.540,42 3.893.540,42
AÇÕES EMPRESARIAIS DE LIQUIDAÇÃO E CUSTODIA 406.963,97 BRL 1,00 406.963,97 1,00 1,00 406.963,97 406.963,97
OUTROS INVESTIMENTOS 22.603,67 BRL 1,00 22.603,67 1,00 1,00 22.603,67 22.603,67
- Partes de capitais em empresas filiadas
excluídas de consolidação 49.294.707,00 49.294.707,00
ESPAÇO DEZ EUR 1.359,00 1.359,00
COMPANHIA DE SEGUROS AÇOREANA EUR 43.875.366,00 43.875.366,00
BANIF AÇOR PENSÕES EUR 1.545.415,00 1.545.415,00
INVESTAÇOR EUR 3.872.567,00 3.872.567,00
TOTAL 552.346.421,42 555.026.848,92

(em euros)

1.11 Imobilizações Incorpóreas e Corpóreas

Saldo do exercício anterior Aumentos Amortizações Abates Valor
CONTAS Valor bruto Amortizaçõesacumuladas Aquisições Reavaliações(líquido) Transferências doexercício Regularizações (líquido) Líquidoem 30.06.04
IMOBILIZAÇÕES INCORPÓREAS 48.606 37.797 3.457 0 1.015 4.088 242 0 10.951
Trespasses 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Despesas de estabelecimento 3.691 3.347 6 0 0 91 193 0 65
Custos 3.520 3.055 0 0 0 130 0 0 335
Despesas de investigação e desenvolvimento 8.040 6.969 50 0 759 321 0 0 1.559
Sistemas de tratamento automático de dados (Software) 33.186 24.341 3.401 0 256 3.538 12 0 8.954
Outras 169 85 0 0 0 8 37 0 38
IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS 189.796 71.220 3.486 0 1.101 4.040 (221) 155 119.189
Imóveis de serviço próprio 96.891 1.529 145 0 0 656 (216) 0 95.067
Obras em imóveis arrendados 13.239 7.434 568 0 1.063 517 8 111 6.802
Outros imóveis 25 10 0 0 0 0 0 0 14
Equipamento 72.739 58.135 2.764 0 38 2.646 (12) 44 14.727
Património artístico 690 0 0 0 0 0 0 0 690
Imobilizado em locação financeira - equipamento 610 610 0 0 0 0 0 0 0
Outras imobilizações corpóreas 5.602 3.502 9 0 0 221 0 0 1.889
IMOBILIZAÇÕES EM CURSO 13.965 0 3.511 0 (2.116) 0 (21) 2.239 13.141
Imobilizações incorpóreas 10.277 0 2.175 0 0 0 0 2.239 10.213
Imóveis 2.563 0 492 0 (1.062) 0 0 0 1.993
Equipamento 262 0 789 0 (262) 0 0 0 789
Património artístico 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Outras imobilizações corpóreas 124 0 55 0 (33) 0 1 0 144
Adiantamentos por conta de imobilizações 739 0 0 0 (759) 0 (22) 0 2
TOTAIS 252.367 109.018 10.455 0 0 8.128 0 2.394 143.281

1.12 TÍTULOS SUBORDINADOS

Os activos com carácter subordinado, contabilizados na conta 255 - Títulos de Investimento, e com reflexo na rubrica 5b) do Balanço, referem-se a:

Valor de Balanço
BAYER HIPO 05MAI2014 1.250
BCP/1995-2005 748
ESSI/1996-2006 399
2.397

1.13 ACTIVOS CEDIDOS COM ACORDO DE RECOMPRA

Os activos cedidos com acordo de recompra, no montante de 126.093 mil euros, dizem respeito a operações do Banif Primus, SA e do Banif – Banco de Investimento, SA.

1.14 OUTROS CRÉDITOS SOBRE INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO E CRÉDITOS SOBRE CLIENTES

OUTROS CRÉDITOS SOBRE INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO

O saldo dos outros Créditos sobre outras Instituições de Crédito decompõe-se da seguinte forma:

Aplicações em Instituições de Crédito no País

30/06/04 30/06/03
-Mercado Monetário Interbancário e Tit.Dep 24.878 56.046
-Empréstimos 14.170 20.302
-Outras Aplicações 43.803 13.520
- 82.851 89.868
Aplicações em Instituições de Crédito no Estrangeiro
30/06/04 30/06/03
-Empréstimos 9.704 6.868
-Outras Aplicações 28.441 65.207
--Saldo Bruto 38.145120.996 72.075161.943

O escalonamento dos valores desta rubrica, por prazos residuais para o vencimento, apresenta-se da seguinte forma:

Saldo Líquido 120.996 161.943

30/06/04 30/06/03
- Até 3 meses 97.320 138.244
- De 3 meses a 1 ano 6.214 8.998
- De 1 ano a 5 anos 17.462 14.701
- Mais de 5 anos - -
- Duração Indeterminada - -
120.996 161.943

CRÉDITOS SOBRE CLIENTES

30/06/04 30/06/03
-Desconto Comercial 168.985 169.801
-Crédito Titulado por Efeitos 182.534 212.039
-Créditos em Conta Corrente 1.261.560 1.332.812
-Descobertos em D.O. 83.365 80.891
-Outros Créditos 2.862.090 2.381.292
- 4.558.534 4.176.835
-Crédito e Juros Vencidos 99.152 99.660
-Saldo Bruto 4.657.686 4.276.495
-Provisões p/Crédito, Juros Vencidos, Crédito
-de Cobrança Duvidosa e Risco País 74.814 54.061
Saldo Líquido 4.582.872 4.222.435

O escalonamento dos Créditos sobre Clientes por prazos de vencimento apresenta-se da seguinte forma:

30/06/04 30/06/03
- Até 3 meses 1.803.022 1.880.545
- De 3 meses a 1 ano 337.323 450.739
- De 1 ano a 5 anos 621.888 488.723
- Mais de 5 anos 1.796.301 1.356.828
- Duração indeterminada
- (Crédito Vencido) 99.152 99.660
4.657.686 4.276.495

1.15 REAVALIAÇÕES DE IMOBILIZADO

(milhares de euros)

Rubrica / Activo Custo Amort. Acum. Reavaliação Reavaliação Movimentos aos TOTAL Diploma
Histórico Históricas Custo Amortização Cap. Próprios Legal
Imobilizado Financeiro 232 - 36 - - 36 (*)
Imobilizado Corpóreo 8.864 1.583 2.566 411 -785 1370 DL 31/98
Imobilizado Corpóreo 5.598 252 560 26 - 534 DL 31/98
Total 14.694 1.835 3.162 437 -785 1.940

(*) Acções recebidas gratuitamente por incorporação de reservas no Capital Social.

Não foram efectuadas reavaliações de Imobilizado durante o primeiro semestre de 2004.

1.16 TRESPASSES, DESPESAS DE ESTABELECIMENTO E DESPESAS DE INVESTIGAÇÃO E DE DESENVOLVIMENTO

Em 30 de Junho de 2004, encontram-se registados 2.121 mil euros relativos a despesas de estabelecimento e 8.849 mil euros relativos a despesas de investigação e desenvolvimento.

Despesas de Investigação e Desenvolvimento

Os montantes despendidos com Investigação e Desenvolvimento são referentes, principalmente, aos seguintes projectos:

- Reestruturação do "core business" (vertente comercial) do Banif. SA

Esta reestruturação incidiu na definição e segmentação dos segmentos-alvo a atingir de acordo com a estratégia comercial definida, resultando uma segmentação em PME'S, Particulares e Pequenos Negócios e em alterações à própria rede de retalho.

Estes projectos são responsáveis por 3.973 mil euros.

- Desenvolvimento e Implementação de novos Sistemas Informáticos

Para adaptar a Instituição às novas necessidades do mercado, foram desenvolvidos dois projectos na área dos sistemas informáticos centrais. Pretende-se uma melhor funcionalidade de toda a base de dados e ferramentas postas à disposição das áreas comerciais.

Este projecto absorveu 1.959 mil euros.

- Projecto Omega

Reestrutração da àrea dos Recursos Humanos, com enfâse na gestão de carreiras profissionais. Este projecto é responsável por 154 mil euros.

- Projectos visando a dinamização da vertente comercial do Banco

Dois projectos realizados para a melhoria e dinamização da rede comercial. Estes projectos são responsáveis por 856 mil euros.

1.17 ALTERAÇÕES DE CARÁCTER FISCAL

Não foram introduzidas quaisquer correcções ao Activo não imobilizado, motivados por alterações de carácter fiscal.

1.18 RECURSOS OBTIDOS

DÉBITOS PARA COM INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO

O saldo dos Débitos para com Instituições de Crédito decompõe-se da seguinte forma:

30/06/04 30/06/03
À Vista
-No País 15.618 11.715
-No Estrangeiro 19.256 1.028
34.874 12.743
A Prazo ou com pré-aviso
No País
-Mercado Monetário Interbancário 112.500 158.658
-Depósitos a Prazo e outros recursos 89.021 110.295
201.521 268.953
No Estrangeiro
-Depósitos a Prazo e outros recursos 573.413 478.937
- 774.934 747.890
809.808 760.633

Quanto ao prazo residual para o vencimento, a situação apresenta-se da seguinte forma:

30/06/04 30/06/03
-Até 3 meses 508.857 470.170
-De 3 meses a 1 ano 241.701 227.063
-De 1 ano a 5 anos 59.250 63.400
-Mais de 5 anos - -
-Duração Indeterminada - -
809.808 760.633

DÉBITOS PARA COM CLIENTES

O saldo dos Débitos para com Clientes decompõe-se da seguinte forma:

30/06/04 30/06/03
-Depósitos à Ordem 1.244.989 1.159.391
-Depósitos a Prazo 2.259.972 2.412.038
-Depósitos de Poupança 174.861 157.454
-Cheques e Ordens a pagar 2.815 14.827
-Outros Recursos 27.823 21.577
3.710.460 3.765.287

Quanto ao prazo residual para o vencimento, a situação apresenta-se da seguinte forma:

30/06/04 30/06/03
-Até 3 meses 2.169.442 2.968.124
-De 3 meses a 1 ano 1.225.626 765.218
-De 1 ano a 5 anos 315.392 31.945
-Mais de 5 anos - -
-Duração Indeterminada - -
3.710.460 3.765.287

DÉBITOS REPRESENTADOS POR TÍTULOS

30/06/04 30/06/03
-Certificados de Depósito 74.381 90.999

A composição por prazos residuais para o vencimento é a seguinte:

30/06/04 30/06/03
-Até 3 meses 2.170 11.068
-De 3 meses a 1 ano 29.365 2.530
-De 1 ano a 5 anos 42.846 77.401
-Mais de 5 anos - -
-Duração Indeterminada - -
74.381 90.999

1.19 OBRIGAÇÕES EM CIRCULAÇÃO

Em 30 de Junho de 2004 existiam obrigações em circulação emitidas pelo Grupo Banif no montante de 479.872 mil euros. Deste montante total, 13.818 mil euros eram detidos por entidades do Grupo Banif.

Banif, SABanif – Banco de Investimento 12.341 mil euros15.000 mil euros
Banif Leasing (papel comercial) 36.500 mil euros
Banif (Cayman) 52.700 mil euros
Banif Primus 43.331 mil euros
Banif SGPS. SA 120.000 mil euros
Banif Finance 200.000 mil euros
479.872 mil euros
Detidos pelo Grupo Banif -13.818 mil euros
466.054 mil euros

1.20 DÉBITOS PARA COM EMPRESAS PARTICIPADAS

A Banif SGPS, SA, enquanto empresa mãe do Grupo Banif, não possui Débitos para com empresas associadas e participadas.

1.21 DÉBITOS PARA COM EMPRESAS COLIGADAS

No âmbito das operações de consolidação, os débitos concedidos entre empresas participadas são discriminados a seguir (valores em milhares de euros):

30/06/04 30/06/03
Débitos para Débitos Rep. Passivos
com IC's e Total Total
De: Com: clientes por Títulos Subordinados
Banif, SA Banif Investimentos SGPS, SA 8.541 8.541 6.162
Banif (Açores) SGPS, SA 233 233 18.514
Banif Primus 255 255 200
BanifServ 443
Banif (Cayman) Ltd 689.937 689.937 610.419
Banif Leasing 2 2 2
Banif Crédito 3 3 2
Banif Gestão activos 122 122 34
Banif Banco de Investimento 9.087 9.087 656
Banif Imobiliária 10.225 10.225 227
BCA 79.616 79.616 85.944
Banif Comercial SGPS, SA 2.203 2.203 3.578
Banif SGPS. SA 3.201 3.201 3.905
Banif Seguros SGPS 384 384 213
SIP 7 7 4
Newcapital 6 6
803.822 803.822 730.303
BanifInvestimentos
SGPS, SA Banif (Cayman) Ltd 71.216 71.216 20.982
71.216 71.216 20.982
Banif Primus Banif. SA 154 154 100
Banif (Cayman) Ltd 7.993 7.993 14.985
Banif Securities Inc 477 477
Banif Banco Investimentos 4.540
8.624 8.624 19.625
BanifServ Banif, SA 16.350 16.350 13.205
16.350 16.350 13.205
Banif
(Cayman), Ltd Banif, SA 2.570 12.341 14.911 20.302
Banif Banco de Investimento 580 680 1.260 5
Banif Inf. Tech. Holdings 28 28
Banif Finance 224.267 224.267
227.445 13.021 240.466 20.307
Banif Leasing Banif, SA 118.960 9.200 128.160 85.247
Banif Banco de Investimento 299 299 300
BCA 3.049 2.900 5.949 7.743
122.009 12.100 299 134.408 93.290
Banif Crédito Banif, SA 28.869 28.869 23.560
BCA 998 998 998
29.867 29.867 24.558
30/06/04 30/06/03
Débitos paracom IC's e Débitos Rep. Passivos Total Total
De: Com: clientes por Títulos Subordinados
Banif Banco deInvestimento Banif, SA 2.468 2.468 77.776
Banif Gestão Activos 3.881 3.881 1.560
BCA 1.979 1.979 10.500
Banif Cayman 22.219 22.219 21.560
NewcapitalBanif Intern. Asset Manag. 29244 29244 751
Banif Primus 1.045
30.820 30.820 113.192
Banif
Imobiliária Banif SGPS, SA 6.7886.788
BCA Banif. SA 197.435 197.435 124.870
Banif (Açores) SGPS, SA 5 5 11
Banif (Cayman) Ltd 10.714
Banif Leasing 10
Banif CréditoBanif Banco de Investimento 15 15 15
Banif SGPS. SA 40 40 40
197.486 197.486 135.651
FINAB Banif (Cayman) Ltd 158 158 189
158 158 189
Banif Inf. Tech. HoldingsBanif (Cayman) Ltd 1.481 1.481 1.475
1.481 1.481 1.475
Banif
SecuritiesHolding Ltd Banif (Cayman) Ltd 5.114 5.114 5.496
5.114 5.114 5.496
BanifSecurities Inc Banif Securities Holding LtdBanif Primus 4.114 4.114 4.639123
4.114 4.114 4.762
BanifComercial
SGPS, SA Banif SGPS, SA 35.100 35.100 43.100
Banif SA 13.25048.350 13.25048.350 43.100
Banif SGPS,
SA Banif. SA
Banif Banco de Investimento 165 165
BCA 165 165 31.00031.000
30/06/04 30/06/03
De: Com: Débitos paracom IC's eclientes Débitos Rep.por Títulos PassivosSubordinados Total Total
Banif SegurosSGPS. SA Banif SGPS, SA 20
20
SIP Banif, SA 249 249 217
Banif Imobilária 1.859 1.859 1.859
2.108 2.108 2.076
BanifMortgage
Company Banif, SA 11.13111.131 11.13111.131 2.1032.103
Banif Inter
Asset manag. Banif Banco Investimentos 3 3
3 3
Newcapital Banif Banco Investimentos 2.250 2.250
2.250 2.250
Banif Finance Banif Cayman 629 629
629 629
TOTAIS 1.578.234 12.100 18.228 1.608.562 1.268.122

1.22 PASSIVOS SUBORDINADOS

Os passivos subordinados do Grupo Banif referem-se aos empréstimos de obrigações de caixa subordinadas, no montante de 170.297 mil euros, dos quais se encontram fora do Grupo Banif 153.297 mil euros, encontrando-se discriminados da seguinte forma:

  • Em 9 de Dezembro de 1996, o Banif Banco Internacional do Funchal, SA, emitiu Obrigações de Caixa Subordinadas no montante de 24.940 mil euros representado por 2.493.989.488 títulos de 0.01 euros cada. Os juros destas obrigações vencem-se semestral e postecipadamente em 9 de Junho e 9 de Dezembro de cada ano e foram calculados para o 1º cupão com base na taxa de 7,25% e para os cupões seguintes de acordo com a taxa Lisbor a 6 meses que resultar da média aritmética nos últimos 5 dias úteis anteriores ao penúltimo dia útil do ínicio do período semestral, acrescida de 0,25% e arredondada para 1/16 do ponto percentual superior. O empréstimo será amortizado ao par de uma só vez, em 9 de Dezembro de 2006 podendo, contudo ser reembolsado antecipadamente por opção do Banco ("call option"), mediante autorização prévia do Banco de Portugal, no vencimento do 10º, 12º, 14º, 16º e 18º cupões, aos quais não acresce nenhum prémio sobre o valor reembolsado.
  • Em 2 de Dezembro de 1997, o Banif Banco Internacional do Funchal, SA, emitiu Obrigações de Caixa Subordinadas no montante de 24.940 mil euros representado por 2.493.989.488 títulos de 0.01 euros cada. Os juros destas obrigações vencem-se semestral e postecipadamente em 2 de Junho e 2 de Dezembro de cada ano e foram calculados para o 1º cupão com base na taxa de 5,75% e para os cupões seguintes de acordo com a taxa Lisbor a 6 meses que resultar da média aritmética nos últimos 5 dias úteis anteriores ao penúltimo dia útil do início do período semestral, acrescida de 0,30% e arredondada para 1/16 do ponto percentual superior. O empréstimo será amortizado ao par de uma só vez, em 2 de Dezembro de 2007 podendo, contudo ser reembolsado antecipadamente por opção do Banco ("call option"), mediante autorização prévia do Banco de Portugal, no vencimento do 10º, 12º, 14º, 16º e 18º cupões, aos quais não acresce nenhum prémio sobre o valor reembolsado.
  • Em 31 de Julho de 2000, o Banif Banco Internacional do Funchal, SA, emitiu Obrigações de Caixa Subordinadas no montante de 25.000 mil euros representado por 25.000 títulos de 1.000 euros cada. Os juros destas obrigações vencem-se semestral e postecipadamente em 31 de Janeiro e 31 de Julho de cada

ano e foram calculadas para o 1º cupão com base na taxa de 5,648% e para os cupões seguintes (até ao 10º cupão), de acordo com a taxa Euribor a 6 meses em vigor no segundo dia útil anterior ao inicio de cada período semestral, acrescida de 0,75% e arredondada para 1/16 do ponto percentual superior. A partir do 11º cupão, a taxa de juro será a Euribor a 6 meses acrescida de 1,15%. O empréstimo será amortizado ao par de uma só vez, em 31 de Julho de 2010 podendo, contudo ser reembolsado antecipadamente por opção do Banco ("call option"), mediante autorização prévia do Banco de Portugal, no vencimento do 10º, 12º, 14º, 16º e 18º cupões, aos quais não acresce nenhum prémio sobre o valor reembolsado.

  • Em 8 de Dezembro de 2000, o Banif Banco Internacional do Funchal, SA, emitiu Obrigações de Caixa Subordinadas no montante de 25.000 mil euros representado por 25.000 títulos de 1.000 euros cada. Os juros destas obrigações vencem-se semestral e postecipadamente em 8 de Junho e 8 de Dezembro de cada ano e foram calculadas para o 1º cupão com base na taxa de 5,701% e para os cupões seguintes (até ao 10º cupão), de acordo com a taxa Euribor a 6 meses em vigor no segundo dia útil anterior ao início de cada período semestral, acrescida de 0,75% e arredondada para 1/16 do ponto percentual superior. A partir do 11º cupão, a taxa de juro será a Euribor a 6 meses acrescida de 1,15%. O empréstimo será amortizado ao par de uma só vez, em 8 de Dezembro de 2010 podendo, contudo ser reembolsado antecipadamente por opção do Banco ("call option"), mediante autorização prévia do Banco de Portugal, no vencimento do 10º, 12º, 14º, 16º e 18º cupões, aos quais não acresce nenhum prémio sobre o valor reembolsado.
  • Em 16 de Julho de 2001, o Banif Banco Internacional do Funchal, SA, emitiu Obrigações de Caixa Subordinadas no montante de 12.500 mil euros, representado por 12.500 títulos de 1.000 euros cada. Os juros destas obrigações vencem-se semestral e postecipadamente em 16 de Janeiro e 16 de Julho de cada ano e foram calculados para o 1º cupão com base na taxa de 5,375% e para os cupões seguintes de acordo com a taxa Euribor a 6 meses em vigor no segundo dia útil anterior ao inicio de cada período semestral, acrescida de 0,75%.
  • O empréstimo será amortizado ao par de uma só vez, em 16 de Julho de 2011 podendo, contudo ser reembolsado antecipadamente por opção do Banco ("call option"), mediante autorização prévia do Banco de Portugal. no vencimento do 10º, 12º, 14º, 16º e 18º cupões, aos quais não acresce nenhum prémio sobre o valor reembolsado.
  • Obrigações de caixa subordinadas Mundileasing/97 ( actual Banif Leasing, SA), no valor de 3.741 mil euros efectuada em 6 de Junho de 1997 pelo prazo de 10 anos, de taxa variável, indexada à Lisbor + 0,30% e arredondada para 1/16 do ponto percentual imediatamente superior.
  • Obrigações de Caixa Subordinadas BCA/98 Taxa Variável 1998 2008
  • Em 27 de Novembro de 1998, o BCA emitiu Obrigações de Caixa Subordinadas no montante de 1.000.000 contos, representado por 100.000 títulos de 10.000$00 cada.
  • Em 25 de Outubro de 2001, procedeu-se à redenominação deste empréstimo obrigacionista, passando esta emissão a estar representada por 498.797.897 obrigações de valor nominal de um cêntimo, no montante total de 4.987.978,97 euros.
  • Os juros destas obrigações vencem-se semestral e postecipadamente em 27 de Maio e 27 de Novembro e foram calculados, para o 1º cupão. com base na taxa de 4,5%, e para os cupões seguintes a taxa de juro nominal é a que resulta da média aritmética simples das taxas Lisbor a 6 meses, registadas nos últimos cinco dias úteis anteriores ao penúltimo dia útil anterior ao início do período semestral de contagem de juros, adicionada de 0,5% e arredondada para 1/16 do ponto percentual superior. As taxas dos 2º, 3º, 4º, 5º, 6º e 7º cupões foram, respectivamente, de 3,1875%, 4,0625%, 5,25%, 5,75%,5,125% e 3,875%. O empréstimo será amortizado ao par, de uma só vez, em 27 de Novembro de 2008, podendo ser reembolsado antecipadamente por opção do Banco ("call option"), mediante autorização prévia do Banco de Portugal, no vencimento do 10º, 12º, 14º, 16º e 18º cupões.
  • Obrigações de Caixa Subordinadas BCA/00 Taxa Variável 2000 2010 1ª Emissão
  • Em 23 de Outubro de 2000, o BCA emitiu Obrigações de Caixa Subordinadas no montante de 1.000.000 contos, representado por 100.000 títulos de 10.000$00 cada.
  • Em 25 de Outubro de 2001, procedeu-se à redenominação deste empréstimo obrigacionista, passando esta emissão a estar representada por 498.797.897 obrigações de valor nominal de um cêntimo, no montante total de 4.987.978,97 euros.
  • Os juros destas obrigações vencem-se semestral e postecipadamente em 23 de Abril e 23 de Outubro e são calculados, durante os cinco primeiros anos de vida do empréstimo, à taxa equivalente à Euribor a 6 meses, em vigor no segundo dia útil anterior ao do início de cada período de contagem de juros, acrescida de 0,75%. A partir do 11º cupão (inclusive) e até ao final da vida do empréstimo, a taxa de juro será a

equivalente à Euribor a 6 meses acrescida de 1,15%. As taxas de juro do 1º, 2º e 3º cupões foram de 5,847%, 5,369% e 4,249 %.

  • Obrigações de Caixa Subordinadas BCA/00 Taxa Variável 2000 2010 2ª Emissão
  • Em 4 de Dezembro de 2000, o BCA emitiu Obrigações de Caixa Subordinadas no montante de 10.000.000 Euros, representado por 200.000 títulos de 50 Euros cada.
  • Os juros destas obrigações vencem-se semestral e postecipadamente em 4 de Junho e 4 de Dezembro e são calculados, durante os cinco primeiros anos de vida do empréstimo, à taxa equivalente à Euribor a 6 meses, em vigor no segundo dia útil anterior ao do início de cada período de contagem de juros, acrescida de 0.75%. A partir do 11º cupão (inclusive) e até ao final da vida do empréstimo, a taxa de juro será a equivalente à Euribor a 6 meses acrescida de 1,15%. As taxas de juro do 1º, 2º e 3º cupões foram de 5,848%; 5,258% e 4,037%.
  • Obrigações de Caixa Subordinadas BCA/02 Taxa Variável 2002 2012
  • Em 25 de Setembro de 2002, o BCA emitiu Obrigações de Caixa Subordinadas no montante de 10.000.000 Euros, representado por 200.000 títulos de 50 Euros cada.
  • Os juros destas obrigações vencem-se semestral e postecipadamente em 25 de Março e 25 de Setembro e são calculados, durante os cinco primeiros anos de vida do empréstimo, à taxa equivalente à Euribor a 6 meses, em vigor no segundo dia útil anterior ao do início de cada período de contagem de juros, acrescida de 0.75%. A partir do 11º cupão (inclusive) e até ao final da vida do empréstimo, a taxa de juro será a equivalente à Euribor a 6 meses acrescida de 1.15%. A taxa de juro do 1º cupão é de 4.022%.
  • Emissão de obrigações de caixa subordinadas Banif (Cayman), Ltd., totalmente detidas pelo Banif-Banco Internacional do Funchal. SA (de um montante total de 15.000 mil USD) efectuada em 15 de Junho de 1998 pelo prazo de 10 anos, de taxa variável, indexada à Lisbor 6 meses + 2,50%. O empréstimo será amortizado ao par, de uma só vez, em 27 de Novembro de 2008, podendo ser reembolsado antecipadamente por opção do Banif (Cayman) ("call option"), totalmente ou parcialmente em tranches de 3.000.000 USD, a partir do vencimento do 10º cupão.
  • Obrigações de Caixa do Banif Banco de Investimento, SA, Taxa Variável 2001 2011 1ª Emissão
  • Em 29 de Junho de 2001, o Banif Banco de Investimento, SA, emitiu Obrigações de Caixa Subordinadas no montante de 7.500.000 Euros representado por 7.500.000 títulos de 1 Euro cada.
  • Os juros destas obrigações vencem-se semestral e postecipadamente em 29 de Dezembro e 29 de Junho de cada ano e são calculados, durante os cinco primeiros anos de vida do empréstimo, à taxa equivalente à Euribor a 6 meses, em vigor no segundo dia útil anterior ao do início de cada período de contagem de juros, acrescida de 0,75%. A partir do 11º cupão (inclusive) e até ao final da vida do empréstimo, a taxa de juro será a equivalente à Euribor a 6 meses acrescida de 1,15%.
  • Obrigações de Caixa Banif Securities Inc., taxa variável 2005
  • Em 26 de Julho de 2002, a Banif Securities Inc., emitiu Obrigações de Caixa Subordinadas no montante de 5.000.000 USD, com juros a vencerem-se trimestralmente e são calculados à taxa indexante Libor a 3 meses acrecida de 1,5%. Estas obrigações são detidas no final do primeiro semestre de 2004 pela Banif Securities Holding, Ltd.
  • Prestação Suplementar da Econofinance no valor de 932.923 BRL (246 mil euros) realizada pela Banif Inf. Tech. Holdings.

1.23 RUBRICAS EXTRAPATRIMONIAIS

30/06/04 30/06/03
- Garantias e Avales Prestados 549.588 546.343
- Outros 223.513 172.654
- Compromissos perante Terceiros 714.214 759.195
1.487.315 1.478.192

1.24 Provisões

MOVIMENTO ACUMULADO DAS PROVISÕES
RUBRICA DE PROVISÕES SALDO NO INICIO DOTAÇÕES UTILIZAÇÕES E TRANSFERÊNCIAS AJUST. POR DIF. SALDO FINAL
DO EXERCÍCIO REPOSIÇÕES (+/-) CAMBIAIS (+/-)
(1) (2) (3) (4) (5) (6)=(1)+…+(5)
1. PARA CRÉDITO DE COBRANÇA DUVIDOSA 12.752 9.312 3.180 0 0 18.884
1.1 APLICAÇÕES EM INSTITUIÇÕES CRÉDITO NO PAÍS 0 0 0 0 0 0
1.2 APLICAÇÕES EM INSTITUIÇÕES CRÉDITO NO ESTRANGEIRO 0 0 0 0 0 0
1.3 EMPRESAS PARTICIPADAS 0 0 0 0 0 0
1.4 EMPRESAS COLIGADAS 0 0 0 0 0 0
1.3 OUTROS CRÉDITOS 12.752 9.312 3.180 0 0 18.884
2. PARA CRÉDITO VENCIDO 0 0 0 0 0 0
2.1 APLICAÇÕES EM INSTITUIÇÕES CRÉDITO NO PAÍS 50.428 21.423 16.308 (38) 27 55.532
2.2 APLICAÇÕES EM INSTITUIÇÕES CRÉDITO NO ESTRANGEIRO 0 0 0 0 0 0
2.3 EMPRESAS PARTICIPADAS 0 0 0 0 0 0
2.4 EMPRESAS COLIGADAS 0 0 0 0 0 0
2.5 OUTROS CRÉDITOS 50.428 21.423 16.308 (38) 27 55.532
PARA TÍTULOS REND. FIXO VENCIDOS 437 1 0 0 0 438
3. PARA DEPRECIAÇÃO DE TÍTULOS – NEGOCIAÇÕES 0 0 0 0 0 0
4. PARA DEPRECIAÇÃO DE TÍTULOS – INVESTIMENTO 13.624 1.656 5.261 119 0 10.138
5. PARA RISCO PAÍS 521 184 222 0 0 483
5.1 APLICAÇÕES EM INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO 43 32 29 0 0 46
5.2 CRÉDITO 437 145 183 0 0 399
5.3 TITULOS 41 7 10 0 0 38
6. PARA OUTRAS APLICAÇÕES 4.118 1.762 211 397 0 6.066
7. PARA IMOBILIZAÇÕES FINANCEIRAS 313 1 7 0 0 307
8. PARA RISCOS GERAIS DE CRÉDITO 37.998 3.225 873 0 (3) 40.348
9. PARA RISCOS DE FLUTUAÇÃO DE CÂMBIOS 0 0 0 0 0 0
10. PARA PENSÕES DE REFORMA E DE SOBREVIVÊNCIA 0 0 0 0 0 0
11. PARA RISCOS BANCÁRIOS GERAIS 1.854 271 569 0 0 1.556
12. OUTRAS 5.834 532 1.293 (478) 0 4.596
TOTAIS 127.879 38.367 27.924 0 24 138.347

1.25 TÍTULOS DE NEGOCIAÇÃO, DE INVESTIMENTO E PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS

São registados como Títulos de Negociação os títulos que sejam adquiridos com a intenção de venda no período dos seis meses seguintes e que não ofereçam quaisquer dúvidas quanto à sua liquidez no mercado, com vista a beneficiar de potenciais mais-valias obtidas com a sua venda. São registados como Títulos de Investimento os títulos que sejam adquiridos com a finalidade de conservar os títulos por um prazo superior a seis meses. São também registados como Títulos de Investimento, títulos anteriormente registados como sendo de Negociação, mas que não foram alienados no período de seis meses seguintes á sua aquisição.

As Participações Financeiras são compostas por títulos adquiridos com o objectivo de permanência na instituição, de uma forma duradoura, através de participações e partes de capital em empresas coligadas e outras aplicações financeiras com carácter de imobilização.

São registados como Títulos a Vencimento os títulos adquiridos com a intenção de manter os títulos até ao respectivo reembolso.

1.26 TÍTULOS A VENCIMENTO

Não existem Títulos a Vencimento que tenham sido adquiridos, alienados ou transferidos durante este exercício.

1.27 CONTAS DE REGULARIZAÇÃO ACTIVAS

30/06/04 30/06/03
-Proveitos a Receber 41.030 48.728
-Despesas com Custo Diferido 12.167 14.250
-Outras Contas de Regularização 96.833 95.627
- 150.030 158.605
PASSIVAS
30/06/04 30/06/03
-Receitas com Proveito Diferido 10.659 2.566
-Custos a Pagar 33.555 35.477
-Responsabilidades c/Férias e Sub.Férias 6.867 10.817
-Outras Contas de Regularização 76.482 26.548

1.28 CARTEIRA DE TÍTULOS

OBRIGAÇÕES E OUTROS TÍTULOS DE RENDIMENTO FIXO

A composição desta rubrica encontra-se discriminada no Inventário de Títulos e Participações Financeiras, incluída neste Relatório.

Sinteticamente, a composição é a seguinte:

30/06/04 30/06/03
Obrigações Emitidas Emissores Públicos:
- Títulos de Dívida Pública Portuguesa 22.079 13.731
- Obrigações de O/Emissor. Públicos 2.071 3.893
- Títulos de Dívida Pública Estrangeiros 34.052 48.932
-Saldo Bruto 58.202 66.556
- Provisões 20 18
Saldo Líquido 58.182 66.538

Obrigações Emitidas por Outros Emissores, Residentes:

30/06/04 30/06/03
-Obrigações de Caixa Subordinadas 1.147 1.147
-Outras Obrigações, não Vencidas 9.182 15.061
-Papel Comercial 8.781 13.755
-Outras Obrigações, Vencidas 437 437
19.547 30.400
Obrig. Emitidas p/ O/Emissores Não Residentes
-ObrigaçõesdeCaixaSubordinadas 1.250 1.250
-Outras Obrigações, não Vencidas 295.418 241.215
-Papel Comercial - -
296.668 242.465
Saldo Bruto 316.215 272.865
Provisões 750 982
Saldo Líquido 315.465 271.883
Títulos Próprios - -

ACÇÕES E OUTROS TÍTULOS DE RENDIMENTO VARIÁVEL

A composição desta rubrica do Balanço encontra-se discriminada no Inventário de Títulos incluído neste Relatório, sendo:

30/06/04 30/06/03
- Acções, emitidas por Residentes 12.665 12.496
- Unidades de Participação emitidos p/Residentes 40.871 9.018
- Acções, emitidas por Não Residentes 5.326 1.837
- Unidades de Participação, Não Residentes 9.615 7.226
- OutrosTítulos 39.261 32.780
-Saldo Bruto 107.738 63.357
- Provisões 9.844 15.499
Saldo Líquido 97.894 47.858

a) As diferenças, em 30 de Junho de 2004, entre o valor contabilístico dos Títulos de Investimento e o seu valor nominal, apresenta a seguinte forma:

- Títulos emitidos por valor inferior ao
- valor de reembolso 662 mil euros
- Títulos adquiridos por valor superior ao
- seu valor nominal 1.047 mil euros
- Títulos adquiridos por valor inferior ao
- seu valor nominal 39 mil euros
- Títulos a vencimento, alienados antes do
- respectivo reembolso 0 mil euros

b) As diferenças de valorização verificadas para Obrigações e outros Títulos de Rendimento Fixo decompõem-se, em 30 de Junho de 2004, da seguinte forma:

Emissores Públicos – Residentes Mais valias Menos valias
OB TESOURO MÉDIO PRAZO 97-23/02/07 219 -
OB TESOURO MÉDIO PRAZO 3% 2006 55 -
OB TESOURO MÉDIO PRAZO 5,45 7 -
OB TESOURO MÉDIO PRAZO 98-2013 225 -
OB TESOURO MÉDIO PRAZO 99-2004 10 -
516 -
Emissores Publicos – Residentes Mais valias Menos valias
G. R. AÇORES 93/05Titulos VencidosFNACINVESTE/91COBRE/87 - SÉRIE AAGERGDe Outros Emissores – ResidentesPARTEST 98-08PETROGAL 94-04SONAE IMOBILIARIA 98-05BCP FINANCE BANK LTDMODELO CONTINENTE SGPSEDP/1996-2006 - 22ª EmissãoCRÉDITO PREDIAL PORTUGUÊS 06/49Emissores Públicos - Não ResidentesBUNDESSCHATZANW 2 06/17/05REP BRAZIL 11,25 26JUL2007BUNDESSCHATZANW 4 1/4 03/12/04De Organismos Financeiros InternacionaisBEI/1996-2006BEI/1997-2007De Outros Emissores - Não ResidentesPINAULT-PRINTEMPS-REDOUT 07/04PORTUGAL TELECOM INT FIN 05RENAULT CREDIT INTL 05XEROX CAP EUROPE 5 1/4 12/03/04AMSTEL SEC. 15AGO2013ATHLON SEC FLOAT 26MAR2013AUTOSTRADE FLT JUN11BANCO ITAU EUR FLOAT 24JUL06BEAR STEARNS CO 01/09BCO BRADESCO 3,625% 3JAN2007BNP PARIBAS 3,875% 27DEZ2006BPI CAPITAL FIN FLOAT PERPBRE FINANCE FRANCE SA 36 -
36 -
Mais valias Menos valias
388
- 25
25
- 438
Mais valias Menos valias
- 10
- 2
- 2
1 -
9 -
- 1
- 1
--10Mais valiasMenos valias1--1Mais valiasMenos valias513889mais valiasmenos valias--116154266--12- 16
-
15
5
20
-
COUNTRYWIDE HOME LOAN 11/08 -
-
2
5
-
-
-
-
-
-
-
25
30
-
-
4
De Outros Emissores - Não Residentes mais valias menos valias
DAIMLERCHRYSLER FLOAT 2JUL07 - 1
EFG HELLAS PLC 10/08 4 -
EIGER TRUST CLASS C FL 11/15/2010 10 -
EURO INVEST LIMITED 4 03/31/07 - 10
FRANCE TELECOM FLOAT 23JAN07 4 -
FRENCH RES ASSET FLOAT MAR43 6 -
FRIESLAND BANK FLOAT 05/06 7 -
GALP INVESTMENT PLC 4 -
GE CAPITAL EURO FUNDING - 6
GENERAL MOTORS CORP 06/09 8 -
GOLDMAN SACHS FLOAT 21OUT08 - 2
GRANITE MORTGAGES FLT MAR44 4 -
HARVEST CLO SA 2 -
HBOS FLOAT PERPETUAL - 1
HOLMES FINANCING FLOAT JUL40 19 -
HVB FLOAT 6DEZ2009 2 -
IBOND SECS PLC IBX 100 - 11
KENSINGTON GROUP PLC 10 -
LEEK FIN FLT MAR36 - 2
LEHMAN B H ABR2011 - 15
LEHMAN BROS HLDG - 3
LEHMAN BROS HOLDINGS 04/11 - 1
MARBLE ARCH FLOAT 20MAR2036 10 -
MERRILL LYNCH 03/11 - 13
METRO AG 0 05/29/06 24 -
MIDGAARD FINANCE FLOAT 23ABR2029 6 -
MORGAN STANLEY GROUP 6 -
NYMPHENBURG LTD 8 -
OTE PLC 5 -
PQU 0 07/19/04 2 -
PROMISE PLC COL-03 B 1 -
PROVIDE FLOAT 27DEZ2039 412 -
PROVIDE FLOAT 28JUL2055 11 -
PROVIDE PLC 1 -
RCI BANQUE FLOAT 03MAR2006 6 -
RCI BANQUE FLOAT 17SET2007 1 -
RENAUL 0 09/17/07 6 -
RMS 14X M2 3,597% 10JUN2036 13 -
SAECURE FLOAT 31AGO2070 21 -
SAGRES SOCIEDADE DE TITULARIZACAO - 3
SAGRES STC FLOAT 25SET2012 16 -
SAGRES STC FLOAT 25SET2012 22 -
SCIP FLOAT 26OUT2008 - 17
SLM FLOAT 26ABR2011 - 18
De Outros Emissores - Não Residentes mais valias menos valias
SOCIETA CARTO IMMOBILI - 18
VIVENDI UNIVERSAL 07/07 2 -
VOLKSWAGEN LSG FLOAT 22JAN07 - 8
VOLVO TREASURY FLOAT 08/06 6 -
WINDERMERE CMBS PLC 3 -
724 195
Títulos subordinados mais valias menos valias
BAYER HIPO 05MAI2014 - 100
CAIXA ESSI/1996-2006 - 1

As diferenças de valorização verificadas nos Títulos de Rendimento Variável decompõem-se, em 30 de Junho de 2004, da seguinte forma, em milhares de euros:

Acções - Residentes Mais-Valias Menos-Valias
CIPAN - 1
DIDIER & QUEIROZ, S.A. - 2
EDP - 58
ESTORIL PRAIA FUTEBOL SAD - 16
FUTEBOL CLUBE DO PORTO - 5
GALERIAS NAZONI - 4
IMOVALOR 30 -
IMPRESA SGPS - NOM - 53
INAPA - 1.032
PORTUGAL TELECOM - 3
PT MULTIMÉDIA 68 -
REAL SEGUROS - 129
RENDIMO - 93
SEMAPA SGPS - 7
SONAE SGPS - 10
TERTIR - 122
Unidades de Participação - ResidentesBANIFUNDO EURO ACÇÕESBANIFUNDO ESTRATÉGIA CONSERVADORABANIFUNDO ESTRATÉGIA EQUILIBRADABANIFUNDO ESTRATÉGIA AGRESSIVABANIF ESTRATÉGIA AGRESSIVAFUNDO CAPITAL RISCO CAPVENBANIF IMOGEST 98 1.535
Mais-Valias Menos-Valias
- 3.624
2 -
- 47
- 56
33 -
6 -
710 -
751 3.727
Acções - Não Residentes Mais-Valias Menos-Valias
ABBOT LABORATORIES - 9
ALCOA INC. 2 -
ALLTEL CORP 4 -
ALTERA CORP - 4
ANDRX CORP - 3
AUTOMATIC DATA PROCESSING 8 -
AXCELIS TECHNOLOGIES 8 -
BANK OF AMERICA 7 -
BAXTER 11 -
BED BATH & BEYOND - 6
BELL SOUTH CORP - 4
BRASIL FAST FOOD CORP - 114
CARDINAL HEALTH INC 13 -
CHIRON CORP 3 -
CIA SIDERURGIA PAU PRF 29 -
CISCO SYSTEMS 1 -
CLEAR CHANNEL COMMUNICATIONS - 15
DOUBLECLICK INC - 8
EMC CORP - 14
EXPRESS SCRIPTS INC 11 -
EXXON MOBIL CORP 9 -
FAIR ISAAC CORP. & CO. INC. 1 -
FAIRMONT HOTELS 3 -
FIFTH THIRD BANCORP - 8
FIRST DATA CORP 15 -
GAP INC DELAWARE 3 -
GENERAL ELECTRIC CO 20 -
GENERAL MILLS INC - 10
HEWLETT PACKARD CO - 6
HOME DEPOT - 5
J P MORGAN CHASE & CO 4 -
JOHNSON & JOHNSON 9 -
K FORCE 10 -
KOPIN CORP - 16
L 3 COMMUNICATIONS HLDGS INC 21 -
LINEAR TECHNOLOGY 3 -
LOCKEED MARTIN CORP 7 -
MACROVISION CORP 13 -
MERIDIAN BIOSCIENCE INC 3 -
MICROSOFT CORP 7 -
NABORS INDUSTRIES LTD 13 -
NEWELL RUBBERMAID INC 1 -
PFIZER INC - 2
SATYAM COMPUTER SERVICES - 2
SOUTHWEST AIRLINES 5 -
SYSCO CORP - 3
THE GAP INC 8 -
TIME WARNER INC 9 -
UNIÃO BANCOS BRASILEIROS 20 -
UNITEDHEALTH GROUP INC 8 -
Acções - Não Residentes Mais-Valias Menos-Valias
UNIVISION COMMUNICATIONS - 4
VERIZON COMMUNICATIONS - 3
VIACOM INC - 11
WALGREEN CO NEW 4 -
WHITE ELECTR DESIGNS CORP - 29
293 276
Unidades de Participação - Não Residentes Mais-Valias Menos-Valias
AGGRESSIVE STRATEGY FUND - 25
BALANCED STRATEGY FUND 12 -
BRAZILIAN BOND FUND - 34
BRAZILIAN EQUITY FUND - 41
BRAZILIAN MONEY MARKET FUND 7 -
CONSERVATIVE STRATEGY FUND 32 -
EUROPEAN BOND FUND 36 -
EUROPEAN EQUITY FUND - 34
EUROPEAN MONEY MARKET FUND 17 -
ISHARES RUSSELL 1000 2 -
PORTUGAL EQUITY FUND - 61
Outros Valores (1)ATLANTES FINANCE N.º2ATLANTES CERTIFICATES Nº1ATLANTES MORTGAGE N.º1Risco-PaísUNIÃO BANCOS BRASILEIROSCIA SIDERURGIA PAU PRF 106 195
Mais-Valias Menos-Valias
- 2.378
- 1.047
- 648
- 4.073
Menos-Valias
22
16
38

TOTAL DE PROVISÕES 10.614

c) e d)

Os Títulos de Negociação apresentavam, em 30 de Junho de 2004, um valor contabilístico superior ao valor que lhe corresponderia caso a avaliação se fizesse com base no custo de aquisição em 412 mil euros.

Encontram-se relevados em Custos e Proveitos os seguintes montantes associados :

Lucros não realizados com origem na reavaliação da carteira de Negociação 414
Prejuízos não realizados com origem na reavaliação da carteira de Negociação (2)
412
  • 1.29. Em 30 de Junho de 2004, o capital social da Banif SGPS, SA é de Eur.: 200.000.000,00 representado por 40.000.000 de acções ordinárias, nominativas e escriturais de valor nominal de 5 euros.
  • 1.30. Não existem partes de capital beneficiárias, obrigações convertíveis, nem títulos ou direitos similares.

(1) As menos valias reflectem as provisões constituídas para crédito securitizado (crédito vivo, crédito de cobrança duvidosa e crédito vencido) de acordo com o Aviso 3/95 do Banco de Portugal.

1.31 OUTROS ACTIVOS

30/06/04 30/06/03
-Devedores 33.830 35.439
-Ouro e O/Materiais Preciosos, Numismá-
-tica, Medalhística e O/Disponibilidades 602 5.381
-Imóveis não afectos ao serviço 56.344 49.041
-Outras Aplicações 10 4
-Outras Imobilizações Financeiras 18.980 5.586
Saldo Bruto 109.766 95.451
Provisões para Outras Aplicações, Imóveis não
Afectos ao Serviço e O/Imobilizações Financeiras 6.066 3.592
Saldo Líquido 103.700 91.859
OUTROS PASSIVOS
30/06/04 30/06/03
-Exigibilidades Diversas 8.521 10.581
-Credores 46.233 16.199
-Fornec.de Imobilizado em Locação 1.405 0
-Outros Passivos 0 0
56.159 26.780

1.32 FUNDOS QUE ADMINISTRA EM NOME PRÓPRIO, MAS POR CONTA DE OUTRÉM

O Grupo administra em nome próprio, mas por conta de outrém, sem representação patrimonial os seguintes fundos de investimento:

MOEDA
BANIF ACÇÕES PORTUGAL EUR
BANIF EURO ACÇÕES EUR
BANIF EURO OBRIGAÇÕES EUR
BANIF EURO RENDA MENSAL EUR
BANIF EURO TESOURARIA EUR
BANIF PPA EUR
BANIF ESTR. AGRESSIVA EUR
BANIF ESTR. CONSERVADORA EUR
BANIF ESTR. EQUILIBRADA EUR
ART INVEST FUNDO ESPECIAL DE INVEST. EUR
BANIF IMOPREDIAL EUR
BANIF GESTÃO PATRIMONIAL EUR
EUROPEAN BOND FUND EUR
EUROPEAN EQUITY FUND EUR
EUROPEAN MONEY MARKET FUND EUR
PORTUGAL EQUITY FUND EUR
AGGRESSIVE STRATEGY FUND USD
BALANCED STRATEGY FUND USD
BRAZILIAN BOND FUND USD
BRAZILIAN EQUITY FUND USD
BRAZILIAN MONEY MARKET FUND USD
CONSERVATIVE STRATEGY FUND USD

1.33 CONTRATOS POR VENCER, BEM COMO AS POSIÇÕES EM ABERTO COM CONTRATOS DE DERIVADOS

  • 1 - Decomposição do valor nocional, em 30 de Junho de 2004, dos contratos por maturidade residual e por tipo de mercado (Mercado de Balcão (OTC), Mercado Organizado) e posição comparativa em 30/06/2004 e 30/06/2003 dos instrumentos utilizados e respectivos valores nocionais e de mercado.
  • (Indicador de actividade por tipo de instrumento, por mercado e por maturidade residual)
30/06/2004 30/06/2003
Valor Nocional (1)
Instrumentos Até 3 De 3 a 6 De 6 De 1 a 5 Mais de Total Valor de Valor Valor de
meses meses meses a anos 5 anos Mercado Nocional Mercado
1 ano (2) (1) (2)
Contratos sobre Taxa de
Câmbio
Mercado de Balcão (OTC) 345.827 507.749 19.384 81.535 0 954.495 (586) 1.247.382 231.556
- Instituições Financeiras 328.189 504.291 14.967 73.422 0 920.869 (345) 1.182.322 223.540
- Clientes 17.638 3.458 4.417 8.113 0 33.626 (241) 65.060 8.016
Mercado Organizados (Bolsa) 9.974 0 0 0 0 9.974 9.974 0 0
Contratos sobre Taxa de Juro
Mercado de Balcão (OTC) 0 26.956 139.870 1.277.927 996.833 2.441.586 (234) 1.941.212 -2.038
- Instituições Financeiras 0 26.956 139.870 1.222.927 947.013 2.336.766 (1.202) 1.941.212 -2.038
- Clientes 0 0 0 55.000 49.820 104.820 968 0 0
Mercado Organizados (Bolsa) 12.998 31.142 113 25.290 0 69.543 69.543 0 0
Contratos sobre Acções/Índices
Mercado de Balcão (OTC) 0 0 3.000 9.000 2.000 14.000 (75) 5.000 97
- Instituições Financeiras 0 0 1.500 9.000 2.000 12.500 (68) 5.000 97
- Clientes 0 0 1.500 0 0 1.500 (7) 0 0
Mercado Organizados (Bolsa) 67 0 0 0 0 67 67 0 0
Contratos sobre Crédito
Mercado de Balcão (OTC) 0 0 40.000 130.000 0 170.000 (205) 58.000 1.305
- Instituições Financeiras 0 0 40.000 130.000 0 170.000 (205) 58.000 1.305
- Clientes 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Mercado Organizados (Bolsa) 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Contratos sobre Mercadorias
Mercado de Balcão (OTC) 0 0 0 0 0 0 0 0 0
- Instituições Financeiras 0 0 0 0 0 0 0 0 0
- Clientes 0 0 0 0 0 0 0 0 0
Mercado Organizados (Bolsa) 452 0 0 0 0 452 452 0 0
TOTAL (3) 369.318 565.847 202.367 1.523.752 998.833 3.660.117 78.936 3.251.594 230.920

Notas:

  • (1) Valor do contrato, valor teórico ou nocional.
  • (2) Valor de Mercado de produtos transaccionados em mercados organizados: corresponde ao valor de cotação. O Valor de Mercado para os restantes produtos, corresponde ao proveito/custo incorrido no eventual encerramento das posições em aberto, tendo em consideração as condições de mercado em 30 de Junho de 2004.
  • (3) Valores apresentados representam a soma algébrica das posições em aberto com contratos de derivados

2 - Decomposição detalhada por instrumento em 30 de Junho de 2004:

Milhares de Euros

Milhares de Euros
Valor de Valor de Valor de Risco de
Contrato (1) Mercado (2) Balanço (3) Crédito (4)
84.475 954 954 1.355
42.606 1.355
41.869
776.069 (1.189) 667 3.472
387.194 3.472
388.875
2.441.587 (235) 173 10.517
2.441.587 (235) 173 10.517
70.760 (351) 7 466
35.624 466
476
150.000 (198) (404) 476
14.000 (74) (25) 191
14.000 (74) (25) 191
23.191 762
23.191 762
3.580.081 (1.100) 1.360 17.239
9.974 9.974
5.630 5.630
4.344 4.344
67 67
67 67
35.136170.00020.000 954(1.189)(351)(205)(7) 9546677(416)(12)
Futuros de taxa de juro 69.543 60.543
Negociação
Cobertura 69.543 60.543

Milhares de Euros

Instrumento Valor de Valor de Valor de Risco de
Contrato (1) Mercado (2) Balanço (3) Crédito (4)
Mercadorias 452 452
Negociação
Cobertura 452 452
TOTAL 80.036 80.036

Notas:

  • (1) Valor do contrato, valor teórico ou nocional.
  • (2) Valor de Mercado de produtos transaccionados em mercados organizados: corresponde ao valor de cotação. Valor de Mercado para os restantes produtos, corresponde ao proveito/custo incorrido no eventual encerramento das posições em aberto tendo em consideração as condições de mercado.
  • (3) Valor de Balanço corresponde aos proveitos ou custos corridos e ainda não vencidos, inerentes às posições em aberto.
  • (4) Risco de Crédito corresponde à diferença positiva entre os montantes a receber e a pagar decorrentes das operações em aberto.
  • 3 Repartição a 30 de Junho de 2004 das operações derivadas por rating externo de contrapartes.

Milhares de Euros

Valor de Valor de Risco de
Instrumento Contrato Mercado Crédito
Contratos transaccionados em Mercado Balcão (OTC)
AAA 0 0 0
AA 525.236 519 2.012
A 2.620.405 (3.162) 10.866
BBB 20.000 (8) 0
BB 0 0 0
B
Outras classificações
N.R. 414.440 1.551 4.361
TOTAL 3.580.081 (1.100) 17.239
Contratos transaccionados em Mercado Organizados (Bolsa)
Valor dos contratos 80.036 80.036
Total 3.660.117 78.936 17.239
Acordos de redução de risco crédito
TOTAL 3.660.117 78.936 17.239

Nota:

Os valores são agregados por notas de rating das contrapartes, tomando em conta os ratings da dívida sénior de médio e longo/prazo atribuídos pelas agências de rating (Moody, Standard & Poor's, Fitch Ratings etc.), vigentes na data de referência. A escolha da nota de rating para uma dada contraparte, segue a regra aconselhada pelo Comité de Basileia (havendo ratings divergentes, escolhe-se a segunda melhor nota). Em termos de mapping, considerou-se uma correspondência entre os níveis atribuídos pelas três agências a partir do topo (Aaa=AAA;Aa1=AA, etc.). As operações com entidades sem rating (N.R.), correspondem sobretudo a contrapartes com nota de rating atribuída internamente.

1.34 A informação referente ao número de trabalhadores do Grupo Banif e suas categorias profissionais encontramse referidas na nota 12.

CUSTOS COM O PESSOAL

30/06/04 30/06/03
-Remuneração dos Órgãos de Administração
-e Fiscalização 2.315 2.154
-Remuneração de Empregados 27.809 25.894
-Encargos Sociais obrigatórios 8.786 8.833
-Outros Encargos 598 974
39.508 37.855

1.35 As remunerações dos Órgãos de Administração e Fiscalização, assim como os compromissos surgidos ou contratados em matéria de pensões de reforma para antigos membros dos Órgãos supracitados, encontram-se referidos na nota 15.

Os adiantamentos, créditos ou compromissos tomados por conta dessas pessoas a título de garantia de qualquer espécie, encontram-se referidos na nota 16.

  • 1.36 O Grupo não dispõe de serviço de gestão e representação de terceiros com dimensão significativa.
  • 1.37 Os Activos e Passivos expressos em moeda estrangeira, em 30 de Junho de 2004, correspondem a 1.113.883 mil euros.

1.38 ELEMENTOS DA DEMONSTRAÇÃO DE RESULATDOS VENTILADOS POR LINHA DE NEGÓCIO E POR MERCADO GEOGRÁFICO

Esta informação encontra-se referida na nota 11.

1.39 OUTROS CUSTOS E PROVEITOS DE EXPLORAÇÃO E PERDAS E GANHOS EXTRAORDINÁRIOS

OUTROS CUSTOS DE EXPLORAÇÃO

30/06/04 30/06/03
-Donativos e Quotizações 189 290
-Custos de Avaliações - -
-Menos valias venda Imob. Loc Financeira 119 -
-Outros 4.322 2.448
4.630 2.738
PERDAS EXTRAORDINÁRIAS
30/06/04 30/06/03
-Menos Valias na Venda de Imobilizado 397 16
-Prejuízos de Exercícios Anteriores 2.755 2.112
-Outros 580 2.117
3.732 4.245
OUTROS PROVEITOS DE EXPLORAÇÃO
30/06/04 30/06/03
-Proveitos por Prestação de Serviços 2.705 3.648
-Reembolsos de Despesas 7.323 6.786
-Rendimentos de Imóveis 128 105
-Mais valias venda Imobiliz. de Locação Financeira 95 55
-Outros Proveitos 4.417 6.910
14.668 17.504

GANHOS EXTRAORDINÁRIOS

30/06/04 30/06/03
-Indemnizações 176 49
-Lucros na Venda de Imóveis 175 83
-Lucros de Exercícios Anteriores 841 1.283
-Outros 1.191 628
- 2.383 2.043

1.40 PASSIVOS SUBORDINADOS

Relativamente a passivos subordinados, estão imputados ao primeiro semestre de 2004 o montante de 2.103 mil euros de juros, dos quais 739 mil euros encontram-se na conta "Custos a Pagar", respeitantes aos empréstimos obrigacionistas no montante global de 170.297 mil euros, dos quais se encontram em circulação 153.297 mil euros.

1.41 CARGA FISCAL

Esta informações encontra-se referida na nota 14.

1.42 PROPORÇÃO DO I.S.L. QUE INCIDE SOBRE OS RESULTADOS CORRENTES E OS RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS

Esta nota não é aplicável às contas semestrais.

  • 1.43 As contas da Banif SGPS SA são consolidadas como Empresa-Mãe, que por sua vez são consolidadas pela sociedade Rentipar Financeira SGPS S.A., na qualidade de Companhia Financeira, de acordo com a classificação efectuada em 24 de Dezembro de 1997, pelo Banco de Portugal.
  • 1.44 O Grupo não tem empresas filiais instaladas noutros Estados membros da Comunidade Europeia, dispensadas da fiscalização e da publicação da Demonstração de Resultados.
  • 1.45 O Balanço de 30 de Junho de 2004 contempla na rubrica "Créditos sobre Clientes" operações de locação financeira referentes a créditos outorgados pela Banif Leasing, no valor bruto de 202.233 mil euros.
  • 1.46 Não existem compensações entre saldos devedores e credores, em contas de terceiros e em Contas Internas de Regularização, com excepção da conta 59 – Outras Contas Internas (posição cambial), que se deverá apresentar saldada no final de cada dia.

1.47 CUSTOS E PROVEITOS COM ENTIDADES DO GRUPO

As operações realizadas com entidades em relação às quais exista relação de domínio ou que sejam filiais da mesma empresa mãe geraram os seguintes valores, de acordo com as seguintes rubricas:

(em mil euros)
DÉBITO
Juros e Custos Equiparados 39.093
Comissões 1.085
Outros Custos Administrativos 6.399
Outros Custos de Exploração 548
47.125
(em mil euros)
CRÉDITO
Juros e Proveitos Equiparados 39.079
Rendimentos de Títulos 23.902
Comissões 874
Outros Proveitos de Exploração 7.173
71.028

1.48 OPERAÇÕES DE TITULARIZAÇÃO

A exemplo de outros grupos financeiros nacionais, o Grupo Banif concretizou, até à data, várias operações de titularização de créditos, a saber:

  • Duas operações de titularização de créditos pessoais e de contratos de leasing, em 17 de Novembro de 1999 e em 10 de Maio de 2002, designadas "Atlantes Finance nº 1" e "Atlantes Finance nº 2", respectivamente;
  • Uma operação de titularização de créditos hipotecários em 13 de Fevereiro de 2003, designada "Atlantes Mortgage Nº 1".

Na operação "Atlantes Finance Nº 1", no valor de 200 milhões de Euros, estiveram envolvidos, na qualidade de cedentes de créditos pessoais, o Banif – Banco Internacional do Funchal, SA (com cerca de 57,5 milhões de Euros), o Banco Comercial dos Açores, SA (com cerca de 32,1 milhões de Euros) e a Banif Crédito – Sociedade Financeira para Aquisições a Crédito, SA, (com cerca de 25,5 milhões de Euros) e, na qualidade de cedente de contratos de leasing, a Banif Leasing, SA (com cerca de 84,9 milhões de Euros).

Esta operação "Atlantes Finance Nº 1" tem uma duração máxima prevista de 9,5 anos e teve um período de revolving de 2,5 anos, que terminou em Maio de 2002, durante o qual as entidades envolvidas puderam proceder, trimestralmente, à alienação de novos créditos pessoais e contratos de leasing, destinados a substituir os créditos e contratos entretanto reembolsados. Esta faculdade de reposição do valor dos créditos e contratos cedidos estava condicionada à verificação de uma série de condições relacionadas com as características desses créditos e contratos e à manutenção de níveis de performance dentro de limites definidos na documentação da operação. De notar que esta faculdade de reposição de créditos foi exercida pela totalidade das entidades participantes.

No âmbito da operação "Atlantes Finance Nº 2", no valor total de 300 milhões de Euros, foram cedidos créditos no valor de 150 milhões de Euros, tendo participado, na qualidade de cedentes de créditos pessoais, o Banif – Banco Internacional do Funchal, SA (com cerca de 65,4 milhões de Euros) e o Banco Comercial dos Açores, SA (com cerca de 24,6 milhões de Euros) e, na qualidade de cedente de contratos de leasing, a Banif Leasing, SA (com cerca de 60,0 milhões de Euros).

Esta operação "Atlantes Finance Nº 2" tem uma duração máxima prevista de 9,5 anos e um período de revolving de 2,5 anos.

À semelhança do verificado na operação "Atlantes Finance nº 1", durante período de revolving da operação "Atlantes Finance Nº 2", as entidades envolvidas podem proceder, trimestralmente, à alienação de novos créditos pessoais e contratos de leasing, destinados a substituir os créditos e contratos entretanto reembolsados. Esta faculdade de reposição do valor dos créditos e contratos cedidos está também condicionada à verificação de uma série de condições relacionadas com as características desses créditos e contratos e à manutenção de níveis de performance dentro de limites definidos na documentação da operação.

No âmbito desta operação "Atlantes Finance nº 2" e ao abrigo da legislação em vigor, foi constituído um Fundo de Titularização de Créditos designado Atlantes Finance No. 2 Fundo, actualmente administrado pela Navegator – Sociedade Gestora de Fundos de Titularização de Créditos, SA, que adquiriu aos cedentes os créditos pessoais e os contratos de leasing, financiando-se através da emissão de unidades de participação do Fundo.

Na operação "Atlantes Mortgage nº 1", no valor total de 500 milhões de Euros e com uma duração máxima prevista de 33 anos, apenas foram cedidos créditos hipotecários originados pelo Banif – Banco Internacional do Funchal, SA ("Banif").

Na estruturação desta operação "Atlantes Mortgage nº 1" foram incluídas algumas características no sentido de conferir uma maior flexibilidade ao originador, nomeadamente a possibilidade de substituição, dentro de determinados limites, dos contratos em que, por motivos comerciais, o Banif decida alterar as respectivas características fundamentais (montante, taxa de juro, indexante, spread, prazo, etc.), por outros idênticos, bem como a existência de um "step-up date" ao fim de 7 anos, que permite, entre outros aspectos, o eventual refinanciamento da operação.

No âmbito desta operação "Atlantes Mortgage nº 1" e ao abrigo da legislação em vigor, foi igualmente constituído um Fundo de Titularização de Créditos designado Atlantes Mortgage Finance No.1 Fundo, administrado pela Navegator – Sociedade Gestora de Fundos de Titularização de Créditos, SA, que adquiriu ao cedente os créditos hipotecários, financiando-se através da emissão de unidades de participação do Fundo.

Através destas operações de titularização, o risco associado aos créditos pessoais, aos contratos de leasing e aos créditos hipotecários cedidos pelas entidades do Grupo Banif foi integralmente transferido para sociedades veículo, no caso da operação "Atlantes nº 1", para a sociedade Atlantes No. 1 Limited sediada em Jersey, nas Channel Islands, no caso da "Atlantes Nº 2", para a sociedade Atlantes Finance No. 2 Plc, sediada em Dublin, na Irlanda e no caso da "Atlantes Mortgage Nº 1", para a sociedade Atlantes Mortgage No. 1 Plc, igualmente sediada em Dublin, na Irlanda.

Para se financiar a sociedade Atlantes Finance no. 1 Limited emitiu títulos de dívida (Notes) no valor global de 200 milhões de Euros, com uma vida máxima de 9,5 anos, garantidos exclusivamente por esses créditos pessoais e contratos de leasing, e Certificados Residuais (Residual Certificates), títulos com maior grau de subordinação e sem notação de rating, adquiridos por empresas do Grupo Banif, com um valor nominal de 16,768 milhões de Euros e a mesma maturidade.

A sociedade Atlantes Finance No. 2 Plc, para se financiar, emitiu igualmente títulos de dívida (Notes) no valor global de 160,325 milhões de Euros, com uma vida máxima de 9,5 anos, garantidos exclusivamente por esses créditos pessoais e contratos de leasing. O montante referido inclui 10,325 milhões de Euros de "Class D Notes", títulos com o maior grau de subordinação e sem notação de rating que foram igualmente adquiridos por entidades do Grupo Banif.

A sociedade Atlantes Mortgage No.1 Plc, para se financiar, emitiu também títulos de dívida (Notes) no valor global de 515,4 milhões de Euros, com uma vida máxima de 33 anos, garantidos exclusivamente pelos créditos hipotecários cedidos. O montante referido inclui 15,4 milhões de Euros de "Class E Notes", títulos com o maior grau de subordinação e sem notação de rating que foram adquiridos pelo Banif.

As sociedades Atlantes Finance no. 1 Limited, Atlantes Finance No. 2 Plc e Atlantes Mortgage No.1 Plc têm como única actividade deter as carteiras de créditos pessoais, de contratos de leasing e de contratos hipotecários vendidas pelo Grupo Banif, pelo que o pagamento do capital e juros das Notes emitidas por estas entidades dependerá exclusivamente da performance dessas carteiras e dos valores obtidos com a emissão dos Residual Certificates, das Class D Notes e das Class E Notes, respectivamente.

O Grupo Banif não poderá, assim, ser responsabilizado por um eventual montante de incumprimento das carteiras de crédito ao consumo, de contratos de leasing e de créditos hipotecários vendidas, superiores aos valores de Balanço dos referidos Residual Certificates, Class D Notes e Class E Notes escriturados nos seus livros.

Dos 200 milhões de Euros de Notes emitidas pela Atlantes Finance no. 1 Limited foram atribuídas, pelas Agências de Rating Standard & Poor´s e Fitch Ratings, as notações de rating "AAA" a 182 milhões de Euros (Senior Secured Floating Rate Notes), "AA" a 10 milhões de Euros (Mezzanine Secured 5,515% Notes) e "A" a 8 milhões de Euros (Junior Secured Floating Rate Notes). As Notes com as notações de rating "AAA" e "A" foram emitidas a taxas de juro variáveis indexadas à taxa Euribor a 3 meses, enquanto que as Notes com a notação de rating "AA" foram emitidas a taxa fixa.

A sociedade Atlantes Finance No. 2 Plc emitiu 150 milhões de Euros de Notes com as seguintes notações de rating atribuídas pelas Agências de Rating Standard & Poor´s, Moody's e Fitch Ratings: "AAA" a 139,5 milhões de Euros (Class A Secured Floating Rate Notes); "A", "A1" e "A+", respectivamente, a 7,35 milhões de Euros (Class B Secured Floating Rate Notes); e "BBB", "Baa2" e "BBB", respectivamente, a 3,15 milhões de Euros (Class C Secured Floating Rate Notes). Todas estas Notes com notação de rating foram emitidas a taxas de juro variáveis indexadas à taxa Euribor a 3 meses.

A sociedade Atlantes Mortgage No.1 Plc emitiu 500 milhões de Euros de Notes com as seguintes notações de rating atribuídas pelas Agências de Rating Standard & Poor´s, Moody's e Fitch Ratings: "AAA" a 462,5 milhões de Euros (Class A Mortgage Backed Floating Rate Notes); "A", "A2" e "A", respectivamente, a 22,5 milhões de Euros (Class B Mortgage Backed Floating Rate Notes); "BBB", "Baa3" e "BBB", respectivamente, a 12,5 milhões de Euros (Class C Mortgage Backed Floating Rate Notes); e "BB", "Ba2" e "BB", respectivamente, a 2,5 milhões de Euros (Class D Mortgage Backed Floating Rate Notes). Todas estas Notes com notação de rating foram emitidas a taxas de juro variáveis indexadas à taxa Euribor a 3 meses.

As remunerações dos Residual Certificates emitidos pela Atlantes Finance no. 1 Limited, das Class D Notes emitidas pela Atlantes Finance No. 2 Plc e das Class E Notes emitidas pela Atlantes Mortgage No.1 Plc, e adquiridas pelo Grupo Banif são variáveis e dependentes do comportamento dos créditos cedidos, correspondendo às mais valias e aos lucros residuais apurados nas Sociedades Veículo, sendo pagas trimestralmente e reconhecidas como proveito na conta de exploração das entidades detentoras dos títulos.

Em 30 de Junho de 2004, o valor nominal das Senior Secured Floating Rate Notes emitidos pela Atlantes No. 1 Limited, após os reembolsos parciais já ocorridos, era de 62,8 milhões de Euros. Na mesma data o valor nominal das Mortgage Backed Floating Rate Notes com notação de rating emitidas pela Atlantes Mortgage No.1 Plc era de 458 milhões de Euros. Não ocorreu ainda qualquer reembolso dos 150 milhões de Euros de Notes com notação de rating emitidas pela Atlantes Finance No. 2 Plc.

As Notes com notação de rating, emitidas pelas referidas sociedade veículo, foram integralmente colocadas junto de investidores pelo Deutsche Bank AG e pelo Credit Suisse First Boston (Europe) Limited nos mercados financeiros internacionais, pelo que nenhuma sociedade do Grupo Banif as detém nos seus activos ou as transaccionou até 30 de Junho de 2004.

Os Residual Certificates emitidos pela Atlantes Finance no. 1 Limited, as Class D Notes emitidas pela Atlantes Finance No. 2 Plc e as Class E Notes emitidas pela Atlantes Mortgage No.1 Plc, por outro lado, são detidos na sua totalidade por sociedades do Grupo Banif, sendo o seu valor bruto de balanço em 30 de Junho de 2004 de cerca de 4,645 milhões de Euros, 12 milhões de Euros e 13,280 milhões de Euros, respectivamente. Nos termos do recente entendimento do Banco de Portugal relativamente à classificação das provisões para os créditos cedidos no âmbito das operações de titularização, conforme o disposto na Instrução nº 27/2000, existem no Grupo Banif, em 30 de Junho de 2004, provisões totais afectas a estes créditos no valor de, respectivamente, 2,475 milhões de Euros, 2,378 milhões de Euros e 648 mil Euros.

De referir que, actualmente, os Residual Certificates emitidos pela Atlantes Finance no. 1 Limited representam, na sua quase totalidade, as disponibilidades de caixa (Cash Reserve) da sociedade veículo (3,139 milhões de Euros). No que diz respeito aos valores das Class D e Class E Notes emitidas, respectivamente pela Atlantes Finance nº 2 plc e Atlantes Mortgage nº 1 plc, parte substancial do seu valor representa igualmente as disponibilidades de caixa das sociedades emitentes, ascendendo o seu valor a 9,500 e 5,0 milhões de Euros, respectivamente.

Para além das já referidas entidades do Grupo Banif, que intervêm nestas operações de titularização na dupla qualidade de entidades cedentes dos créditos e de agentes administradores (servicers) dos mesmos por conta e em representação das sociedades Atlantes Finance no. 1 Limited, Atlantes Finance No. 2 Plc e Atlantes Mortgage No.1 Plc e da Navegator – SGFTC, SA, na sua qualidade de sociedade gestora dos fundos Atlantes Finance No. 2 Fundo e Atlantes Mortgage No.1 Fundo, intervêm ainda nesta operação várias entidades do Grupo Deutsche Bank e do Grupo Credit

Suisse First Boston, na qualidade de entidades adquirentes, agentes, agentes pagadores, gestores de liquidez (cash administrators), contrapartes de swaps e trustees.

Pelo serviço administrativo de gestão e cobrança dos créditos objecto das operações de titularização, cada entidade do Grupo Banif que efectuou a venda dos créditos ou dos contratos de leasing recebe, trimestralmente, uma comissão (Servicing Fee) calculada sobre o valor em vida da carteira por si titularizada, comissão essa que é de 1%, ao ano, para os créditos pessoais e os contratos de leasing, e de 0,15%, ao ano, para os créditos hipotecários.

No registo destas transacções e dos fluxos associados, têm sido seguidos pelas sociedades do Grupo Banif os princípios e políticas contabilísticas definidas pelo Banco de Portugal, tendo, assim, os activos cedidos deixado de constar dos balanços das entidades cedentes, estando registados em contas de ordem e sendo imediatamente reconhecidos como proveitos as diferenças entre o valor da cedência e o valor nominal dos créditos cedidos. No que respeita ao provisionamento dos activos cedidos tem sido seguido o disposto no Aviso nº 3/95 e na Instrução nº 27/2000 do Banco de Portugal.

Neste contexto e com referência a 31 de Maio de 2004, data do ultimo Investor Report produzido até 30 de Junho de 2004, a sociedade veículo Atlantes Finance nº 1, Limited tinha riscos associados a:

  • (i) Contratos de crédito pessoal cedidos pelo Banif Banco Internacional do Funchal, SA no valor de cerca de 13,1 milhões de Euros, com uma duração média remanescente de 18,8 meses e uma taxa de juro média ponderada de 11,4%;
  • (ii) Contratos de crédito pessoal cedidos pelo Banco Comercial dos Açores, SA no valor de cerca de 7,4 milhões de Euros, com uma duração média remanescente de 23 meses e uma taxa de juro média ponderada de 11,9%;
  • (iii) Contratos de crédito pessoal cedidos pela Banif Crédito SFAC, SA no valor de cerca de 6,9 milhões de Euros, com uma duração média remanescente de 20,7 meses e uma taxa de juro média ponderada de 14,47%; e
  • (iv) Contratos de leasing cedidos pela Banif Leasing, SA no valor de cerca de 22,3 milhões de Euros, com uma duração média remanescente de 17,2 meses e uma taxa de juro média ponderada de 6,83%.

Com referência a 30 de Junho de 2004, a sociedade veículo Atlantes Finance No. 2 Plc tinha riscos associados a:

  • (i) Contratos de crédito pessoal cedidos pelo Banif Banco Internacional do Funchal, SA no valor de cerca de 47,3 milhões de Euros, com uma duração média remanescente de 32,2 meses e uma taxa de juro média ponderada de 11,9%;
  • (ii) Contratos de crédito pessoal cedidos pelo Banco Comercial dos Açores, SA no valor de cerca de 47,39 milhões de Euros, com uma duração média remanescente de 46,7 meses e uma taxa de juro média ponderada de 13,03%; e
  • (iii) Contratos de leasing cedidos pela Banif Leasing, SA no valor de cerca de 39,2 milhões de Euros, com uma duração média remanescente de 27,3 meses e uma taxa de juro média ponderada de 5,69%.

Com referência a 30 de Junho de 2004, a sociedade veículo Atlantes Mortgage No.1 Plc tinha riscos associados a contratos de crédito hipotecário cedidos pelo Banif – Banco Internacional do Funchal, SA no valor de cerca de 437,1 milhões de Euros, com uma duração média remanescente de 269,99 meses e uma taxa de juro média ponderada de 3,80%;

No âmbito das operações de titularização "Atlantes Finance nº 1" e "Atlantes Finance nº 2" foram ainda contratadas entre o Banif – Banco Internacional do Funchal, SA e o Deutsche Bank AG, um total de quatro operações de swap de taxa de juro, duas para cada uma das operações.

No contexto da operação "Atlantes Finance nº 1" foram contratadas uma operação de swap de taxa variável contra taxa variável e outra operação de swap de taxa fixa contra taxa variável, cujos valores nocionais, à data de 30 de Junho de 2004, eram, respectivamente, de 28,02 e de 24,84 milhões de Euros. No contexto da operação "Atlantes Nº 2" foi igualmente contratada uma operação de swap de taxa variável contra taxa variável e outra operação de swap de taxa fixa contra taxa variável, cujos valores nocionais, à data de 30 de Junho de 2004, eram, respectivamente, de 44,96 e de 105,04 milhões de Euros.

De referir que, as duas operações de swap de taxa de juro fixa contra taxa variável se encontram cobertas, por duas outras operações de swap de sinal contrário.

No âmbito da operação de titularização "Atlantes Mortgage Nº 1" foram igualmente contratadas entre o Banif – Banco Internacional do Funchal, SA e o Credit Suisse First Boston International, duas operações de swap de taxa de juro, ambas de taxa variável contra taxa variável, cujos valores nocionais, à data de 30 de Junho 2004, eram, de 25,2 e de 433,1 milhões de Euros.

1.49 PENSÕES DE REFORMA E SOBREVIVÊNCIA

Em conformidade com o Acordo Colectivo de Trabalho Vertical para o Sector Bancário, o Banif – Banco Internacional do Funchal, SA, assume a responsabilidade do pagamento de pensões de reforma, invalidez e sobrevivência aos seus empregados ou às suas famílias, complementares ao sistema nacional de segurança social.

O Banif – Banco Internacional do Funchal, SA, com vista ao financiamento das suas responsabilidades neste domínio, constituiu, em 7 de Dezembro de 1989, ao abrigo do Decreto-Lei nº 396/86, de 25 de Novembro, um Fundo de Pensões autónomo. A entidade gestora deste Fundo de Pensões é a Banif Açor Pensões – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, SA.

A partir do exercício de 2001, inclusivé, a cobertura destas responsabilidades e o reconhecimento do custo com as contribuições para o Fundo de Pensões passaram a observar o regime estabelecido no Aviso 12/2001 do Banco de Portugal, de 23 de Novembro.

Em 31 de Dezembro de 2003, o Fundo abrangia uma população de 41 pensionistas e 1.381 activos.

?? As responsabilidades e respectivas coberturas eram, naquela data:

Responsabilidades
Valor Actual das Pensões em Pagamento 7.860
Valor Actual das Responsabilidades com Serviços Passados 23.103
Total 30.963
Cobertura das Responsabilidades
Valor do Fundo de Pensões 32.561
Provisão Matemática dos Seguros de Renda 1.536
Total 34.097

O Valor Actual da Responsabilidade por Serviços Futuros, à data de 31 de Dezembro de 2003, era de 20.617 milhares de euros.

No exercício de 2003, o Banco reconheceu os seguintes custos com cobertura de responsabilidades por pensões de reforma e sobrevivência:

Custo do serviço corrente + 1.152
Custo dos juros + 2.069
Rendimento esperado dos activos do Fundo - 1.932
Total 1.289

Em virtude da alteração do plano de pensões concretizada no exercício de 2003, o plano de amortização das responsabilidades por serviços passados de pessoal no activo em 31 de Dezembro de 1994 cuja data presumível de reforma viesse a ocorrer após 31 de Dezembro de 1997 - previsto na alínea c) do nº 1 do Aviso 12/2001 do Banco de Portugal - foi extinto em 31 de Dezembro de 2003, com reconhecimento, nesse exercício, do valor ainda não financiado , no montante de 2.757,8 milhares de euros.

Em 31 de Dezembro de 2003, o Banco registou em conta específica de "Flutuação de Valores", até ao limite do "corredor" fixado na alínea e) do nº 1) do nº 2º do Aviso 12/2001, o montante acumulado de 3.409,6 milhares de euros. O valor das perdas actuariais ocorridas naquele exercício, no montante de 720,4 milhares de euros, foi registado na respectiva conta de custos diferidos adicionado do acréscimo do saldo de "Flutuação de Valores" do ano, no montante de -38,2 milhares de euros, assim como o valor dos cortes e liquidações, no montante de 8.494,4 milhares de euros, foi registado na respectiva conta de proveitos diferidos.

Durante o ano de 2003, o Fundo de Pensões pagou pensões no valor de 518 milhares de euros e recebeu contribuições correntes no valor de 363 milhares de euros, realizadas em numerário.

O valor total dos imóveis que constituem activos do Fundo de Pensões e que são utilizados, por arrendamento, quer pelo Banco, quer por sociedades que com ele se encontrem em relação de grupo, ascende a 6.696 milhares de euros.

?? Os principais pressupostos actuariais e financeiros utilizados foram:

Método de valorização actuarial: Unit Credit Projected (UCP)

Taxa de desconto: 6,00% Taxa de rendimento esperado dos activos do fundo: 6,00% Taxa esperada de crescimento dos salários e out. benef.: 3,00% Taxa esperada de crescimento das pensões: 2,00% Tábua de mortalidade: TV 73/77 Tábua de invalidez: EVK 80 Tábua de turnover: Não aplicada

Tipo de decrementos utilizados: Invalidez 3) artº 7º Aviso 12/2001

Os principais valores efectivamente verificados no exercício foram:

Taxa de rendibilidade do valor do fundo de pensões: 6,31% Taxa de crescimento dos salários e out. benef.: 5,56% Taxa de crescimento das pensões: 11,31% Taxa de mortalidade: 1,30%o Taxa de invalidez: 0,70%o Taxa de turnover: 7,58%

  • Para além do Fundo de Pensões existem dois contratos de seguro de Rendas Vitalícias para cobertura da Pensão de Reforma de um pensionista, efectuadas em duas Seguradoras distintas cujas sociedades não estão em relação de grupo com o Banco. A pensão segura é fixa, paga 14 vezes por ano, sendo reversível em 40% por morte do pensionista nos termos do Plano de Pensões, sendo os respectivos acréscimos anuais suportados pelo Fundo de Pensões.

Em conformidade com o Acordo Colectivo de Trabalho Vertical para o Sector Bancário, o Banco Comercial dos Açores, SA, assume a responsabilidade do pagamento de pensões de reforma, invalidez e sobrevivência aos seus empregados ou às suas famílias, uma vez que estes não se encontram integrados no sistema nacional de segurança social.

O Banco Comercial dos Açores, SA, com vista ao financiamento das suas responsabilidades neste domínio, constituiu, em 30 de Dezembro de 1988, ao abrigo do Decreto-Lei nº 396/86, de 25 de Novembro, um Fundo de Pensões autónomo. A entidade gestora deste Fundo de Pensões é a Banif Açor Pensões – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, SA.

A partir do exercício de 2001, inclusive, a cobertura destas responsabilidades e o reconhecimento do custo com as contribuições para o Fundo de Pensões passaram a observar o regime estabelecido no Aviso 12/2001 do Banco de Portugal, de 23 de Novembro.

Em 31 de Dezembro de 2003, o Fundo abrangia uma população de 184 Pensionistas e 439 Activos.

As responsabilidades e respectivas coberturas eram naquela data:

Responsabilidades

Valor Actual das Pensões em Pagamento 28.393
Valor Actual da Responsabilidade por Serviços Passados 31.271
Total 59.664
Cobertura das Responsabilidades
Valor do Fundo de Pensões 53.614
Saldo Plano Amortização (al.c), nº1 do Aviso 12/2001) 5.406
Valores a Pagar 644
Total 59.664

O plano de amortização, previsto na alínea c) do nº 1 do Aviso 12/2001 do Banco de Portugal, respeita à insuficiência de financiamento das responsabilidades por serviços passados de pessoal no activo em 31 de Dezembro de 1994, cuja data presumível de reforma tenha ocorrido, ou venha a ocorrer, depois de 31 de Dezembro de 1997, e que está a ser reconhecido como custo e financiado de acordo com aquele plano de amortização, de prestações uniformes por 20 anos, que termina em 31/12/2014.

Os valores a pagar correspondem à parte não financiada das responsabilidades, nos termos do nº 5º do Aviso 12/2001, que se encontram reconhecidas como um passivo do Banco, relevadas na conta "395- Outras Exigibilidades – Contribuições para Fundo de Pensões".

O Valor Actual da Responsabilidade por Serviços Futuros, à data de 31 de Dezembro de 2003, era de 24.094 milhares de euros.

No exercício de 2003, o Banco reconheceu os seguintes custos com cobertura de responsabilidades por pensões de reforma e sobrevivência:

+ Custo do serviço corrente 1.286
+ Custo dos juros 3.381
- Rendimento esperado dos activos do Fundo 3.022
+ Custo dos serviços passados (al. C) do nº 1º do Aviso 320
+ 12/2001)Custo de programas de reformas antecipadas 1.844
Total 3.809

De acordo com a alínea e) do nº 1) do nº 2º do Aviso 12/2001, o Banco registou os ganhos actuariais verificados no exercício de 2003, no montante de 316 milhares de euros, em conta específica de "Flutuação de Valores", cujo saldo em 31 de Dezembro de 2003 ascendia a 4.342 milhares de euros, dentro dos limites do "corredor".

Durante o ano de 2003, o Fundo de Pensões pagou pensões no valor de 1.993 milhares de euros e recebeu contribuições no valor de 3.309 milhares de euros, dos quais 2.454 milhares de euros relativos a contribuições correntes e 855 milhares de euros de contribuições extraordinárias. As contribuições foram realizadas em numerário, 1.609 milhares de euros, e com a dotação de dois imóveis no montante de 1.700 milhares de euros. O Banco utiliza, por arrendamento, imóveis que constituem activos do Fundo de Pensões, cujo valor ascende a 5.584 milhares de euros.

Os principais pressupostos actuariais e financeiros utilizados foram:

Método de valorização actuarial: Unit Credit Projected (UCP)

Taxa de desconto: 6,00% Taxa de rendimento esperado dos activos do fundo: 6,00% Taxa esperada de crescimento dos salários e out. benef.: 3,00% Taxa esperada de crescimento das pensões: 2,00% Tábua de mortalidade: TV 73/77 Tábua de invalidez: EVK 80 Tábua de turnover: Não aplicada

Tipo de decrementos utilizados: Invalidez 3) artº 7º Aviso 12/2001

Os principais valores efectivamente verificados no exercício foram:

Taxa de rendibilidade do valor do fundo de pensões: 5,74%
Taxa de crescimento dos salários e out. benef.: 4,73%
Taxa de crescimento das pensões: 1,82%
Taxa de mortalidade: 0,00%
Taxa de invalidez: 0,48%
Taxa de turnover: 2,47%

Em Junho de 2004, na sequência de autorização concedida pelo Banco de Portugal e do parecer favorável do Revisor Oficial de Contas, o Banco Comercial dos Açores reconheceu em resultados transitados o montante de 7.728 mil euros referente a acréscimos de responsabilidades com reformas antecipadas ocorridas até 31 de Dezembro de 2003. Estes acréscimos de responsabilidades, que se encontravam registados em custos diferidos, estavam a ser reconhecidos como custos no prazo de 10 anos, de acordo com a legislação actualmente em vigor.

1.50 INFORMAÇÕES SOBRE PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS

Participações Valorização Provisões Valor mais menos
Nº Acções ValorAquisição ValorMercado ValorPresumível deTransacção Acumuladas Líquido Valias valias
AMBELIS 400 19.952 - 0 19.952 0 0 0
CABO TV MADEIRENSE S.A.CENTRO DE EMP.E INOVAÇÃO DA MADEIRA, 87.860 503.980 - 2.672.557 0 503.980 2.168.577 0
LDA 800 3.990 - 9.319 0 3.990 5.329 0
FINANGESTS.I.B.S SOC. INTERBANCÁRIA DE 526 535.230 - 5.162 179.913 355.317 0 350.155
SERVIÇOS,SA 103.436 444.898 - 995.044 0 444.898 550.146 0
UNICRE- CARTÃO INTER. DE CRÉDITO, SA 24.335 497.370 - 746.055 3.838 493.532 244.847 0
VIA LITORAL, SA 4.750 791.548 - 1.034.539 101.855 689.693 141.136 0
ATLÂNTICO CLUBE INT. FÉRIAS AÇORES 250 1.247 - 0 1.247 0 0 0
CABO TV AÇOREANA, SA 66.000 355.543 - 533.314 0 355.543 177.771 0
Coliseu Micaelense, SA 83 50 - 75 0 50 25 0
Teatro Micaelense, SA 83 50 - 75 0 50 25 0
NORMA Açores- Soc. Est. Apoio Des. Reg., SA 10.000 49.880 - 74.820 0 49.880 24.940 0
SOGEO- Soc. Geotermica dos Açores, SA 24.529 122.350 - 183.525 0 122.350 61.175 0
TRANSINSULAR (Açores)- Transp. M. Insul., SAS.W.I.F.T. Soc. Worldwide Interbank Financial 2.000 10.974 - 16.461 0 10.974 5.487 0
Telecomunications,SC 11 10.536 - 21.562 0 10.536 11.026 0
EURONEXT N. V. 206 189 - 284 0 189 95 0
Habiprede 5.000 1.250.000 - 1.250.000 0 1.250.000 0 0

Os critérios valorimétricos adoptados para a contabilização das participações financeiras estão de acordo com o disposto no Aviso 3/95, de 30 de Junho e no Aviso 4/2002, de 30 de Junho;

O valor presumível de transacção é determinado pelo produto da parte correspondente à situação líquida da entidade participada pelo factor 1,5.

Não existem instrumentos de redução de risco que cubram riscos de desvalorização destas participações.

1.51 OUTRAS INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES ÀS CONTAS CONSOLIDADAS

a) CAIXA E DISPONIBILIDADES EM BANCOS CENTRAIS

30/06/04 30/06/03
- Notas e Moedas Nacionais 24.317 24.605
- Notas e Moedas Estrangeiras 3.384 3.103
- Depósitos à Ordem no Banco Centrais 65.383 114.783
- 93.084 142.491

b) DISPONIBILIDADES À VISTA SOBRE INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO

Disponibilidades Sobre Instituições de Crédito no País

30/06/04 30/06/03
-Depósitos à Ordem 4.863 6.950
-Valores a Cobrar 36.436 54.388
-Outras Disponibilidades - -
41.299 61.338

Disponibilidades Sobre Instituições de Crédito no Estrangeiro

30/06/04 30/06/03
- Depósitos à Ordem 44.883 30.051
- Valores a Cobrar 1.649 1.899
- 46.532 31.950
-Saldo Bruto 87.831 93.288
- Provisões 46 52
Saldo Líquido 87.785 93.236

c) PRÉMIOS DE EMISSÃO

Os Prémios de Emissão estão expressos no Balanço da Banif SGPS, SA, o qual resultou da alteração da firma social do antigo Banif – Banco Internacional do Funchal, SA. Estes referem-se a prémios de emissão resultantes dos aumentos de capital outorgados por escritura pública em 26 de Julho de 1988, 31 de Janeiro de 1989, 02 de Setembro de 1996, e de 29 de Setembro de 1998, de respectivamente, 19.952 mil euros, 12.470 mil euros, 2.494 mil euros, 23.658 mil euros, descontados da incorporação de reservas no Capital Social de 360 mil euros, resultantes da redenominação do Capital Social em Euros.

  • d) Não existem dívidas em situação de mora para com o Estado, Segurança Social e outros Organismos Públicos.
  • 2. Os critérios valorimétricos aplicados às diversas rubricas das contas consolidadas, bem como os métodos de cálculo das provisões e amortizações e o método de conversão utilizado para os elementos originariamente expressos em moeda estrangeira encontram-se discriminados no ponto 1.3.

3. DIFERENÇAS DE CONSOLIDAÇÃO

Cálculos efectuados na determinação das "Diferenças de Consolidação"

A rubrica "Diferenças de Consolidação" que integra o Balanço Consolidado, traduz a contribuição líquida para o Grupo Banif das empresas englobadas pelo método da consolidação integral, contribuição esta que é dada pela diferença entre o valor contabilístico da participação no Capital Social de cada empresa e a parte proporcional dos respectivos Capitais Próprios e Resultados Transitados, apurada na primeira consolidação.

As "Diferenças de Consolidação" estão discriminadas da seguinte forma (valores em milhares de euros):

Diferenças de Consolidação
Activas Passivas
Empresa – Filial Valor Bruto Amortiz. Valor
Liquido
Banif Leasing - Soc. Locação Fin. 188
FINAB– Int. Corp. Management Services. Ltd 3
Banif Securities Holding. Inc 2
Banif Investimentos SGPS. SA 4.722
Banco Comercial Açores 1.285
Banif Banco de Investimento. SA 755 755 0
Banif (Brasil) 21 4 17
Banif Information Technology Holdings 21 7 14
Banif Financial Services 1 0 1
Banif (Açores) SGPS 1.574 532 1.042
Banif Imobiliária. SA 20 19 1
Sociedade Imobiliária Piedade. SA 200 50 150
Banco Comercial dos Açores 15.355 6.175 9.180
Banif Crédito 9 9 0
Banif Primus 8.831 3.653 5.178
Banif Gestão Activos 36 5 31
Com. Açores San José 26 3 23
26.849 11.212 15.637 6.200

A diferença de Consolidação do Banif (Açores) SGPS é apurada da seguinte forma:

A primeira diferença de consolidação resulta do processo de reestruturação do Grupo Banif donde resultou a venda das participações da Banif (Açores), SA, no Banco Comercial dos Açores, SA, e na Companhia de Seguros Açoreana. SA, pelo que se deverá considerar a Diferença da 1ª Consolidação àquela data. Assim, efectuaram-se movimentos nas contas de Capitais Próprios em consonância com esta realidade, conforme se descrimina a seguir:

- Capital Social à data da 1ª Diferença Consolidação 25.075
- Resultados Transitados à data da 1ª Consolidação - 641
- 24.434
- Custo do Investimento 23.021
- -1ª Diferença Consolidação 1.413
- Capital Social à data da 2ª diferença Consolidação 25.075
- Resultados Transitados à data da 2ª Diferença Consolidação -7.567
- 17.508
- 10% dos Capitais Próprios 1.750
- Custo investimento 1.911
2ª Diferença Consolidação 161
Total 1.574

A Diferença de Consolidação do Banif Açores SGPS será amortizada num prazo de 20 anos, tendo sido imputado ao primeiro semestre de 2004 a amortização de 39 mil euros.

A Diferença de Consolidação do Banco Banif Primus, SA, foi calculada da seguinte forma:
- Capital Social à data da 1ª Consolidação (51%) - 17.264
- Reservas à data da 1ª Consolidação (51%) - 358
- Resultados Transitados à data da 1ª Consolidação (51%) - - 97
- Resultado do Exercício à data da 1ª Consolidação (51%)- -- 61218.137
- 51% dos Capitais Próprios - 9.249
- Custo do Investimento - 16.172
-Diferença da 1.ª Consolidação - 6.923
- Capital Social à data da 2ª Consolidação (15%) - 16.336
- Reservas à data da 2ª Consolidação (15%) - 416
- Resultados Transitados à data da 2ª Consolidação (15%) - 1.239
-- Resultado do Exercício à data da 2ª Consolidação (15%) -- -17.991
- 15% dos Capitais Próprios - 2.699
- Custos do Investimento - 3.739
- Flutuação de Valores-Diferença da 2.ª Consolidação -- 861.126
- Capital Social à data da 3ª Consolidação (4%) - 11.009
- Reservas à data da 3ª Consolidação (4%) - 855
- Resultados Transitados à data da 3ª Consolidação (4%) - - 530
-- Resultado do Exercício à data da 3ª Consolidação (4%) -- 1.27212.606
- 4% dos Capitais Próprios - 504
- Custos do Investimento - 796
- Flutuação de Valores-Diferença da 3.ª Consolidação -- - 106186
- -
- Capital Social à data da 4ª Consolidação (5%) -9426
- Reservas à data da 4ª Consolidação (5%) -729
- Resultados Transitados à data da 4ª Consolidação (5%) -1191
- Resultado do Exercício à data da 4ª Consolidação (5%) - -251
- -11.095
- 5% dos Capitais Próprios -567
- Custo do investimento -661
-Diferença da 4.ª Consolidação -94
- -
- Capital Social à data da 5ª Consolidação (9.13%) -8.739
- Reservas à data da 5ª Consolidação (9.13%) -666
-- Resultados Transitados à data da 5ª Consolidação (9.13%)Resultado do Exercício à data da 5ª Consolidação (9.13%) - -735-101
- -10.039
Total da diferença de consolidação 8.831
Diferença da 5.ª Consolidação 502
- Custo do investimento 1.419
- 9.13% dos Capitais Próprios 917

A Diferença de Consolidação do Banco Banif Primus, SA, será amortizada num prazo de 10 anos tendo sido imputado ao semestre de 2004 a amortização de 442 mil euros.

A diferença de Consolidação do Banco Comercial dos Açores, SA foi calculada da seguinte forma:

1ª Diferença de Consolidação (Activa) 15.355
2ª Diferença de Consolidação
Aumento na participação (74.202 m.euros X 5.56%) 4.126
Custo do Investimento 3.284
Nova diferença de consolidação (Passiva) 842
3ª Diferença de Consolidação
Aumento na participação (74.202 m.euros X 5.77%) 4.281
Custo do Investimento 4.062
Nova diferença de consolidação (Passiva), reconhecida em proveitos noexercício de 2002 219
4ª Diferença de Consolidação
Aumento na participação (89.574 m. euros x 25.59%) 22.922
Custo do Investimento 15.898
Nova diferença de consolidação (passiva) 7.024
Valor reconhecido em diferenças de consolidação passivas 3.553
Valor reconhecido em proveitos no exercício de 2003 3.471

A nova diferença de consolidação passiva no montante de 3.553 mil euros corresponde a perdas futuras que se referem à contribuição extraordinária para fundos de pensões relativas a reformas antecipadas e à insuficiência de cobertura das responsabilidades por serviços passados de pessoal no activo em 31.12.1994, ou seja, deve ser reconhecido como proveito quando os gastos futuros forem reconhecidos. O montante de 3.471 mil euros é o excedente da diferença de consolidação relevados como proveitos no exercício de 2003.

Após o reconhecimento em resultados transitados das perdas futuras que se referem à contribuição para fundos de pensões relativas a reformas antecipadas, efectuado pelo Banco Comercial dos Açores em Junho de 2004, conforme referido na Nota 1.48, o valor correspondente da diferença de consolidação passiva constituída no exercício de 2003, no montante de 2.082 mil euros, foi, em consequência, também reconhecido em resultados transitados

5ª Diferença de Consolidação

Aumento na participação (89.949 m. euros x 0.43%) 387
Custo do Investimento 266
Nova diferença de consolidação (passiva) 121
Valor reconhecido em proveitos no primeiro semestre de 2004 121

A Diferença de Consolidação do Banco Comercial dos Açores. SA. será amortizada num prazo de vinte anos, tendo sido imputado ao primeiro semestre de 2004 a amortização de 382 mil euros.

A diferença de consolidação da Banif Crédito SFAC, S.A, é discriminada da seguinte forma:

Diferença 1ª Consolidação 9
9

A diferença de consolidação da Banif Crédito SFAC, SA será amortizada em 10 anos, tendo sido imputado ao primeiro semestre de 2004 a amortização de 0,5 mil euros.

Interesses Minoritários

A rubrica "Interesses Minoritários" refere-se ao valor proporcional dos Capitais Próprios das empresas incluídas na consolidação pelo método integral, correspondente à parte não detida pelo Grupo Banif.

Em 30 de Junho de 2004 esta rubrica é discriminada da seguinte forma:

Interesses Minoritários
Empresa Participada
Banif Primus 1.441
Banif Cayman (acções preferênciais) 13.497
Banco Comercial dos Açores 14
FINAB 33
Banif Inf. Tech. Holdings (21)
Banif Securities Holdings 159
Econofinance (84)
Banif Securities Inc (68)
Banif Finance (acções preferênciais) 25.000
Newcapital 155
40.126

Diferenças de Reavaliação-Equivalência Patrimonial

A rubrica "Diferenças de Reavaliação-Equivalência Patrimonial" resulta da diferença entre o valor contabilístico da participação nas empresas reavaliadas pelo método de equivalência patrimonial e o valor da proporção que os mesmos representam nos Capitais Próprios respectivos.

O valor apresentado no Balanço Consolidado do Grupo Banif por esta rubrica, desdobra-se como segue (valores em milhares de euros):

Diferenças de Equivalência Patrimonial
Activas Passivas
Valor Valor
Bruto Amortiz. Liquido
Banif Açor Pensões, SA 34 11 23 22
Companhia de Seguros Açoreana, SA - - - 3.579
Espaço Dez - Sociedade Imobiliária, Lda 4 3 1 -
Banif Rent 28
Investaçor 2.032 102 1.930
2.070 116 1.954 3.629

As Diferenças de Reavaliação-Equivalência Patrimonial estão a ser amortizadas pelo prazo de vida útil esperado dos investimentos, que se fixou em 10 anos.

4. ESTRUTURA DO GRUPO BANIF

A estrutura do Grupo Banif, o seu organigrama e a sua evolução no decorrer do primeiro semestre de 2004 encontram-se descritos no capítulo Actividade do Grupo Banif, deste Relatório e Contas.

5. EMPRESAS FILIAIS/COLIGADAS, INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO

Nome e Sede Participação doGrupo Banif Filiais que detema participação directa
Banif Imobiliária, SAAv. José Malhoa, Lote 1792Lisboa 100% Banif SGPS.SA 100%
Soc. Imobiliária Piedade, SAAv. José Malhoa, Lote 1792Lisboa 100% Banif Imobiliária. SA 100%
Banifserv, ACERua de João Tavira, 30Funchal 100% A.C.E (*)
Banif Comercial SGPS, SAAv. José Malhoa, Lote 1792Lisboa 100% Banif SGPS, SABanif Investimentos SGPS, SA 84.80%15.20%
Banif Investimentos SGPS, SARua de João Tavira, 30Funchal 100% Banif SGPS, SA 100%
Banif-Banco Internacional do Funchal, SARua de João Tavira, 30Funchal 100% Banif Comercial SGPS, SA 100%
Banif (Açores) SGPS, SARua Dr. José Bruno Tavares CarreiroEdifício Sol Mar – Ponta Delgada 100% Banif-Banco Internacional doFunchal, SA 100%
Nome e Sede Participação doGrupo Banif Filiais que detêma participação directa
Banco Comercial dos Açores, SARua Dr. José Bruno Tavares CarreiroEdifício Sol Mar - Ponta Delgada 100% Banif Comercial SGPS.SA 100%
Comercial dos Açores, Inc1645. Pleasant Street - Fall RiverMassachusetts - EUA 100% Banco Comercial dos Açores. SA 100%
Comercial dos Açores, Inc.2B 33rd North Street - San JoséCalifórnia . EUA 100% Banco Comercial dos Açores. SA 100%
Banif Leasing. SAAv. Columbano Bordalo Pinheiro Lt A – 81 2ºLisboa 100% Banif Comercial SGPS. SA 100%
Banif Crédito SFAC, SAAv. Columbano Bordalo Pinheiro Lt A – 81 2ºLisboa 100% Banif Comercial SGPS. SA 100%
Banco Banif Primus, SAAv. República do Chile, 230-9º 84.13% Banif Comercial SGPS. SA 84.13%
Rio de Janeiro – BrasilBanif Primus CorretoraAv. República do Chile. 230-9ºRio de Janeiro – Brasil 84.13% Banco Banif Primus. SA 100%
Banif Primus Asset ManagementAv. República do Chile, 230-9ºRio de Janeiro – Brasil 84.13% Banco Banif Primus. SABanif Primus Corretora 90%10%
Banif Banco de Investimento. SARua Tierno Galvan, Torre 3 – 14ºLisboa 100% Banif Investimentos SGPS. SA 100%
Banif Gestão ActivosRua Tierno Galvan, Torre 3 – 14ºLisboa 100% Banif Banco de Investimento. SA 100%
Banif (Cayman), LtdP.O. Box 30124 GeorgetownGrand Cayman 100% Banif Investimentos SGPS. SA 100%
FINABGenesis Building. 3rd FloorPO Box 32338-SMBGeorgetown, Cayman Islands. BWI 60% Banif (Cayman) Ltd 60%
Banif Securities Holdings LtdGenesis Building. 3rd FloorPO Box 32338-SMBGeorgetown, Cayman Islands. BWI 85% Banif Investimentos SGPS. SA 85%
Banif Securities Inc1001 Brickell Bay DriveSuite 1712Miami, Fl. 33131 – USA 85% Banif Securities Holdings Ltd 100%
Nome e Sede Participação do Filiais que detêm
Banif (Brasil). LtdAlameda Jaú nº 389.14º sala 141São Paulo – Brasil Grupo Banif100% a participação directaBanif-Banco Internacional do Funchal. SABanif Investimentos SGPS. SA 20%80%
Banif Inf. Tech. Holdingsrd FloorGenesis Building-3Grand Cayman 83.28% Banif Investimentos SGPS . SABanco Comercial dos Açores. SABanif (Cayman) LtdCompanhia de Seguros Açoreana 30%10%30%20%
EconofinanceAv. República do Chile, 230-8ºRio de Janeiro – Brasil 83.28% Banif Inf. Tech. Holdings 100%
Banif Finantial Services Inc1001 Brickell Bay DriveSuite 1712Miami, Fl. 33131- USA 100% Banif Investimentos SGPS. SA 100%
Banif Mortgage Company1001 Brickell Bay DriveSuite 1712Miami, Fl. 33131- USA 100% Banif Investimentos SGPS. SA 100%
Banif Seguros, SGPSAv. José Malhoa, Lote 1792Lisboa 100% Banif SGPS. SA 100%
NewcapitalRua Tierno Galvan, Torre 3 – 14ºLisboa 80% Banif Banco de Investimento. SA 80%
Banif International Asset ManagementGenesis Building, 3rd FloorP.O. Box 32338-SMB, Grand CaymanCayman Islands 100% Banif Banco de Investimento. SA 100%
(*) A Banifserv – ACE tem como agrupadas as seguintes empresas do Grupo Banif:-Banif – Banco Internacional do Funchal, SA-Banco Comercial dos Açores, SA-Companhia de Seguros Açoreana, SA-Banif Gestão Activos, SA-Banif Investimentos, SGPS, SA-Banif Crédito,SFAC-Banif Banco de Investimento, SA 50.0%25.0%10.0%5.0%5.0%2.5%2.5%

6. EMPRESAS FILIAIS/COLIGADAS, EXCLUÍDAS DA CONSOLIDAÇÃO

Nome e SedeCompanhia Seguros Açoreana, SALargo da Matriz, 45-52Ponta Delgada Participação doGrupo Banif66.38% Filiais que detêma participação directaBanif Seguros, SGPS, SABanco Comercial dos Açores, SA 52.31%14.07%
Banif Açor Pensões, SAR: Dr. José Bruno T. CarreiroEdifício BCA - 9º- Ponta Delgada 71.01% Banif Banco de Investimento, SABanco Comercial dos Açores, SACompanhia de Seguros Açoreana, SA 47.57%10.81%29.19%
Espaço DezAv. Barbosa du Bocage, 83 a 85 - 5ºLisboa 25% Banif Investimentos SGPS. SA 25%
Banif RentAv. Columbano Bordalo Pinheiro Lt A – 812º Lisboa 70% Banif Comercial SGPS, SA 70%

7. EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO PELO MÉTODO PROPORCIONAL

Não existem empresas que tenham sido consolidadas pelo método proporcional.

8. EMPRESAS ASSOCIADAS

Não existem outras empresas, para além das já referidas nos pontos 5. e 6, cuja participação directa ou indirecta seja superior ou igual a 20%.

  • 9. No Balanço Consolidado figuram 1.796.301 mil euros de dívidas cujo prazo residual é superior a 5 anos, não havendo destas, dívidas contraídas pelo Grupo Banif.
  • 10. Os compromissos financeiros assumidos pelo Grupo Banif, relevados em contas extrapatrimoniais e não eliminados no processo de consolidação ascendem a 1.302.772 mil euros. Destes, 5.236 mil euros são referentes a compromissos assumidos com o pagamento de pensões.

11. Elementos da demonstração de resultados ventilados por linha de negócio e por mercados geográficos

RELATO POR SEGMENTOS DE NEGÓCIO

Corporate Trading and Corretagem Bancade Banco Pagamentos Custódias Gestão Outros Reconciliação TOTAL
Finance sales (retalho) Retalho Comercial eLiquidações deActivos
Juros e Proveitos Equiparados 64.172 58.876 80.797 41 126 39.079 164.933
Juros e Custos Equiparados 60.969 21.640 40.721 231 848 39.093 85.316
Margem Financeira 3.203 37.236 40.076 (190) (722) (14) 79.617
Comissões (proveito) e outros proveitos 2.518 5.545 2.911 10.160 13.023 6.380 523 2.902 4.434 8.047 40.349
Comissão (custo) e outros custos 1.988 443 2.177 2.464 242 4 763 1.422 1.633 7.870
Rendimento de títulos 25.408 23.902 1.506
Lucros em Operações FinanceirasPrejuízos em Operações Financeiras 61.95658.223 714 261138 62.22458.375
Outros Impostos 2 1.419 4 202 292 36 3 1 16 1.975
Produto Bancário 2.516 34.482 2.457 45.140 50.343 6.102 516 1.948 2.274 30.302 115.476
Custos com o Pessoal 609 7.489 655 11.583 16.049 2.008 196 117 802 39.508
Outros Gastos Administrativos 516 8.536 553 9.175 11.780 1.552 159 99 632 6.399 26.603
Cash Flow 1391 18.457 1.249 24.382 22.514 2.542 161 1.732 840 23.903 49.365
Reposição e anulação provisões 5.140 5.553 3.928 582 15.203
Provisões do exercício 71 4.475 4 16.520 15.036 2.261 38.367
Amortizações do exercício 138 2.693 146 2.011 2.610 337 36 25 1.114 9.110
Resultado de exploração 1.182 16.429 1.099 11.404 8.796 2.205 125 1.707 (1953) 23.903 17.091
Ganhos (perdas) Extraordinárias (34) (10) (9) 151 225 1.858 2.151
Resultado antes de impostos 1.148 16.419 1.090 11.555 9.021 2.205 125 1.707 (125) 23.903 19.242
Impostos sobre lucros 105 1.501 100 1.056 824 201 11 156 3.954
Resultado líquido do exercício 1.043 14.918 990 10.499 8.197 2.004 114 1.551 (125) 23.903 15.288

A rubrica outros inclui : amortização das diferenças de consolidação, resultados em empresas associadas e em filiais excluídas da consolidação e interesses minoritários.

RELATO POR SEGMENTOS GEOGRÁFICOS

Portugal Resto da UniãoEuropeia Resto da Europa América doNorte AméricaLatina Ásia África Resto doMundo Outros Reconciliação TOTAL
Juros e Proveitos Equiparados 170.214 20.055 13.743 39.079 164.933
Juros e Custos Equiparados 97.924 17.852 8.633 39.093 85.316
Margem Financeira 72.290 2.203 5.110 (14) 79.617
Comissões (proveito) e outros proveitos 44.096 2.566 1.734 8.047 40.349
Comissão (custo) e outros custos 5.907 2.065 1.531 1.633 7.870
Rendimento de títulos 25.067 20 321 23.902 1.506
Lucros em Operações Financeiras 35.142 350 26.732 62.224
Prejuízos em Operações Financeiras 31.325 159 26.891 58.375
Outros Impostos 942 115 918 1.975
Produto Bancário 138.421 2.800 4.557 30.301 115.476
Custos com o Pessoal 36.409 979 2.120 39.508
Outros Gastos Administrativos 29.697 1.096 2.210 6.399 26.603
Resultado da Actividade Bancária 72.315 725 228 23.903 49.365
Reposição e anulação provisões 14.351 852 15.203
Provisões do exercício 38.223 144 38.367
Amortizações do exercício 7.864 157 107 982 9.110
Resultado de exploração 40.579 1.420 (23) (982) 23.903 17.091
Ganhos (perdas) Extraordinárias (1.139) (261) 52 3.499 2.151
Resultado antes de impostos 39.440 1.159 29 2.517 23.903 19.242
Impostos sobre lucros 3.903 51 3.954
Resultado líquido do exercício 35.537 1.108 29 2.517 23.903 15.288

A rubrica outros inclui : amortização das diferenças de consolidação, resultados em empresas associadas e em filiais excluídas da consolidação e interesses minoritários.

12. O Grupo Banif apresentava, no final do 1.º Semestre de 2004, o seguinte quadro de pessoal distribuído pelas várias categorias profissionais:

30/06/04 30/06/03
-Direcção 188 148
-Técnicos 565 495
-Quadros Intermédios 365 353
-Administrativos 1.175 1.083
-Outros 43 47
2.336 2.126
Nr. Médio de efectivos no ano 2.284 2.059

Os quadros de pessoal da Companhia de Seguros Açoreana, SA, Banif Açor Pensões, SA e Banif Rent (não incluídos nos números indicados) discriminam-se da seguinte forma :

30/06/04 30/06/03
Companhia de Seguros Açoreana, SA 585 589
Banif Açor Pensões, SA 2 3
587 592

13. Não existem empresas do Grupo Banif que sejam consolidadas pelo método proporcional.

14. CARGA FISCAL

Esta nota não é aplicável às contas semestrais.

15. REMUNERAÇÃO DOS ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO

As remunerações dos Órgãos de Administração e Fiscalização, considerando as responsabilidades de empresas dominadas directa ou indirectamente por membros do órgão de administração e fiscalização, o seu total, em 30 de Junho de 2004, eleva-se a 1.482 mil euros.

Os membros do Conselho de Administração do Banif, S.A., auferiram uma remuneração total de 1.443 mil euros, pelo desempenho das funções nos órgãos de administração do Banif (Cayman), Ltd, Banco Comercial dos Açores, SA, Banif – Banco de Investimento, SA, Banif – Banco Internacional do Funchal, SA e da Banif SGPS, SA.

Os membros do órgão de fiscalização do Banif (excluindo os respectivos ROC'S) auferiram uma remuneração total de 39 mil euros pelo desempenho das funções no órgão da fiscalização do Banif – Banco Internacional do Funchal, SA e do Banco Comercial dos Açores, SA.

Existem 5.326 mil euros de compromissos surgidos ou contratados em matéria de pensões de reforma para antigos membros dos Órgãos supracitados.

Não existem quaisquer créditos concedidos aos membros destes órgãos, para além dos que resultam de políticas de pessoal e para fins sociais.

16. Não existem quaisquer créditos concedidos aos membros destes órgãos, para além dos que resultam de políticas de pessoal e para fins sociais.

17. a) FORMAÇÃO DO RESULTADO CONSOLIDADO

O resultado consolidado do Grupo Banif, foi determinado da seguinte forma:

30/06/04 30/06/03
Banif SGPS, SA 4.388 557
Banif Comercial SGPS, SA 15.472 12.219
Banif Investimentos SGPS, SA 1.321 455
Banif Seguros SGPS, SA (12) (3)
Banif – Banco Internacional do Funchal, SA 5.984 5.804
Banco Comercial dos Açores, SA 5.500 2.575
Companhia de Seguros Açoreana, SA 3.903 3.094
Banif Banco de Investimento, SA 901 1.428
Banif (Açores) SGPS, SA 218 363
Banif (Cayman) Ltd 1.279 (620)
Banif Açor Pensões, SA 34 7
Banif (Brasil), SA (1) 9
Banif Financial Services Inc (61) (9)
Banif Imobiliária, SA 702 6
Banif Inf. Tech. Holdings (15) (65)
Banif Mortage Company 43 16
Banco Banif Primus 35 (369)
Banif Securities Holding Ltd (277) (68)
Banif Securities Inc (427) (157)
Banif Gestão Activos 964 319
Com. Açores – Fall River 0 (14)
Com. Açores – San José 0 0
Econofinance SA (7) (100)
Espaço Dez (19) (49)
FINAB 28 (7)
Banif Crédito SFAC, SA 464 35
Banif Leasing SA 737 392
Sociedade Imobiliária Piedade (4) (4)
Banif Finance 59 -
Banif Rent (128) 79
Newcapital 9 3
Banif Inter. Assent Management 122 -
Investaçor (121) -
41.091 25.896
Ajustamentos ao resultado líquido do Grupo
Anulações Provisões (696) (360)
Anulação dividendos (24.236) (15.688)
Amortização diferenças de consolidação e
outras operações entre o grupo (871) (638)
(25.803) (16.685)
Resultado consolidado 15.288 9.210

17. b) Transição para as Normas Internacionais de Reporte Financeiro (IAS/IFRS)

Na sequência do Regulamento do Conselho e do Parlamento Europeu n.º 1606/2002, de 19 de Julho de 2002, as demonstrações financeiras consolidadas do Grupo Banif, para os exercícios com início em ou após 1 de Janeiro de 2005, devem ser preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IAS/IFRS), com comparativos com o período homólogo anterior.

Neste contexto, o Grupo Banif iniciou, em 2003, com o apoio de um consultor externo independente, um programa com vista à preparação das suas demonstrações financeiras de acordo com as IAS/IFRS a partir de 1 de Janeiro de 2005.

A primeira fase desse programa, desenvolvida no segundo semestre de 2003, compreendeu um diagnóstico global das divergências face às políticas contabilísticas actuais do Grupo e a realização de formação teórica sobre as IAS/IFRS.

Ainda no âmbito da primeira fase, foi elaborado um Plano de Acções de Alto Nível que constituiu a base da segunda fase do programa, actualmente em curso, que compreende os planos detalhados e implementação das alterações em processos e sistemas, quantificação dos ajustamentos de transição, preparação das demonstrações financeiras "pró forma" e as divulgações a apresentar.

2. Fluxos de Caixa da Actividade Operacional

2.1 Banif SGPS, SA (Individual)

1.FLUXOS DE CAIXA DAACTIVIDADE OPERACIONAL Jun-04
1.1 Resultado da Exploração Lucro do Exercício 4.388
Amortizações do Exercício 36
Lucros Excepcionais, Líquidos 210 4.634
1.2 Variações nos Activos e Passivos Operacionais Jun-04
Redução de Outros Activos 8.114
Variações em Contas de Regularização activas -1.351
Variações em Contas de Regularização passivas 1.411
Redução de Outros Passivos -297
Total de Fluxos de Caixa da Actividade Operacional 7.877
12.511
3.FLUXOS DA ACTIVIDADE FINANCIAMENTO Jun-04
Dividendos distribuídos,ref.ao Exercício de 2003 -10.000
Ganhos Excepcionais -210
-10.210
2.301
4.FLUXOS DE CAIXA E
EQUIVALENTES Caixa e seus equivalentes no inicio do período 940
Caixa e seus equivalentes no fim do período 3.2412.301

(Expresso em milhares euros)

2, Grupo Banif (Contas Consolidadas)

(Expresso em milhares euros)
1.FLUXOS DE CAIXA DAACTIVIDADE OPERACIONAL Jun-04
1.1 Resultado da Exploração Lucro do Exercício 15.288
Provisões para Credito Vencido 21.423
Outras Provisões 16.945
Amortizações do Exercício 9.110
Dotação para Impostos 3.954
Lucros Excepcionais, Líquidos 1.348
Interesses Minoritários 169
Resultado de empresas Excluidas da Consolidação -3.668 64.569
1.2 Variações nos Activos e Jun-04
Passivos Operacionais
Aumento de Aplicações em Outras Instituições de Crédito -354
Aumento de Aplicações em Títulos -63.448
Aumento de Crédito a Clientes -250.783
Aumento de Outros Activos 1.090
Variações em Contas de Regularização activas 10.074
Variações em Contas de Regularização passivas 1.046
Aumento de Recursos de Outras Instituições de Crédito 62.812
Aumento de Recursos de Clientes 31.443
Aumento de Outros Passivos 24.783
Total de Fluxos de Caixa da Actividade Operacional -183.337
-118.768
2.FLUXOS DE CAIXA DA Jun-04
ACTIVIDADE INVESTIMENTO
Aquisição de Imobilizado -10.455
Alienação de Imobilizado (liquido) 2.394
Variação em Participações Financeiras -1.160
Dif. de Consolid. e de Reav.de Equival. Patrimonial ACTIVAS -502
Dif. de Consolid. e de Reav.de Equival. Patrimonial PASSIVAS -2.264
Amort. Exerc Dif. Consol. e Reav.de Equival.Patrimonial -104
Amort. Exerc Dif. Primeira Consol. (Goodwill) -879
Interesses Minoritários -2.060
-15.030
3.FLUXOS DA ACTIVIDADEFINANCIAMENTO Jun-04
Dividendos distribuídos,ref.ao Exercício de 2003 -10.000
Utilização e Reposição de Provisões -27.924
Variações Cambiais em Provisões -24
Dotação p/ Impostos s/Lucros do Exercicio de 2003 -3.954
Resultado de Empresas Excluídas da Consolidação 3.668
Ganhos Excepcionais -1.348
Passivos Subordinados -299
Outras Variações na Situação Liquida -7.793
-47.674
-181.472
4.FLUXOS DE CAIXA E
EQUIVALENTES Caixa e seus equivalentes no inicio do período 362.387
Caixa e seus equivalentes no fim do período 180.915
-181.472

3,.DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR FUNÇÕES EM 30 DE JUNHO DE 2004 3.1 BANIF SGPS INDIVIDUAL

(Expresso em milhares de Euros)

1. Margem financeira -411
2. Provisões para riscos de crédito 0
3 . Margem financeira líquida -411
4. Comissões líquidas -58
5. Outros resultados de exploração líquidos -46
6. Margem de serviços -104
7. Rendimentos de títulos 4.974
8. Resultados em empresas associadas e em filiais excluídas da consolidação 0
9. Resultados de operações financeiras 0
10. Provisões para depreciação de títulos 0
11. Amortização do "goodwill" 0
12. Resultado operacional antes dos custos de transformação 4.459
13. Custos com pessoal 53
14. Outros custos administrativos 192
15. Amortizações 36
16. Custos de transformação 281
17. Resultado operacional 4.178
18. Outras provisões 0
19. Resultados na alienação de participações financeiras 0
20. Outros resultados extraordinários 210
21. Resultado antes de impostos e de interesses minoritários 4.388
22. Impostos 0
23. Interesses minoritários 0
24. Resultado líquido 4.388
25. Resultado por acção 0,11
Outros Proveitos / Total de Proveitos 108,8%
Custos Transformação / Total de Proveitos 6,0%

3. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR FUNÇÕES EM 30 DE JUNHO DE 2004 3.2 GRUPO BANIF

(Expresso em milhares de Euros)

1. Margem financeira 79.617
2. Provisões para riscos de crédito 27.395
3 . Margem financeira líquida 52.222
4. Comissões líquidas 22.441
5. Outros resultados de exploração líquidos 8.064
6. Margem de serviços 30.505
7. Rendimentos de títulos 1.505
8. Resultados em empresas associadas e em filiais excluídas da consolidação 3.668
9. Resultados de operações financeiras 3.848
10. Provisões para depreciação de títulos -3.606
11. Amortização do "goodwill" 982
12. Resultado operacional antes dos custos de transformação 94.373
13. Custos com pessoal 39.508
14. Outros custos administrativos 26.603
15. Amortizações 8.128
16. Custos de transformação 74.239
17. Resultado operacional 20.134
18. Outras provisões -626
19. Resultados na alienação de participações financeiras 0
20. Outros resultados extraordinários -1.348
21. Resultado antes de impostos e de interesses minoritários 19.411
22. Impostos 3.954
23. Interesses minoritários -169
24. Resultado líquido 15.288
25. Resultado por acção 0,38
Outros Proveitos / Total de Proveitos 32,4%
Custos Transformação / Total de Proveitos 63,0%

VI. OUTRAS INFORMAÇÕES

1. Órgãos Sociais e Estatutários

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

Presidente: Prof. Doutor António Soares Pinto Barbosa

Secretários: Comendador Jorge de Sá

Dr. José Lino Tranquada Gomes

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Comendador Horácio da Silva Roque Vice-Presidentes: Dr. Joaquim Filipe Marques dos Santos

Dr. Carlos David Duarte de Almeida

Dr. António Manuel Rocha Moreira Dr. Artur Manuel da Silva Fernandes

Dr. Artur de Jesus Marques Dr. José Marques de Almeida

Suplente: Dr. Fernando José Inverno da Piedade

CONSELHO FISCAL

Presidente: Dr. Carlos Alberto Rosa

Vogais Efectivos: Ernst & Young Audit & Associados – Sociedade de

Revisores Oficiais de Contas, SA, representada por

Dr. Alfredo Guilherme da Silva Gândara

Dr. José Luís Pereira de Macedo

Vogais Suplentes: Dr. Luciano Joaquim Jardim

Dr. Pedro Manuel Travassos de Carvalho (ROC nº 634)

CONSELHO CONSULTIVO

Presidente: Comendador Horácio da Silva Roque, em representação da

Rentipar Financeira – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA

Vice-Presidentes: Dr. Fernando José Inverno da Piedade, em representação da Renticapital -

Investimentos Financeiros, SA Comendador João Francisco Justino

Dr. Fernando Mário Teixeira de Almeida

Dr. Rui Alberto Faria Rebelo, em representação da

Empresa de Electricidade da Madeira, SA.

Dr. Gonçalo Cristóvam Meirelles de Araújo Dias

Prof. Doutor Luís Manuel Moreira Campos e Cunha

Engº António Fernando Couto dos Santos

Dr. Miguel José Luís de Sousa Engº Nicolau de Sousa Lima

COMISSÃO DE REMUNERAÇÕES

Rentipar Financeira SGPS, SA, representada pela Senhora Dra. Teresa Henriques da Silva Moura Roque Vestiban – Gestão e Investimentos, SA, representada pelo Senhor Dr. Carlos Gomes Nogueira Renticapital – Investimentos Financeiros, SA, representada pelo Senhor Vítor Hugo Simons.

2. Carteira de Acções Próprias

Não se verificava, quer em 1/01/2004, quer em 30/06/2004, a existência de acções próprias ou equiparadas nos termos do artº 325º A do Código das Sociedades Comerciais, não tendo, do mesmo modo, havido transacções daquelas acções no 1º semestre de 2004.

3. Titulares de Participações Sociais Qualificadas

Nos termos do artº 9 nº1 d) do Regulamento nº4/2004 da CMVM, informa-se sobre os accionistas titulares de participações qualificadas, com referência ao final do 1º semestre, de acordo com o artigo 20º do CVM, em conformidade com os elementos existentes na sociedade:

  • HORÁCIO DA SILVA ROQUE, residente na Av. Conde de Barcelona, 4, Estoril, detinha directamente 124.656 acções da Banif – SGPS, SA., correspondentes a 0,31% do capital social, sendo-lhe imputáveis os direitos de voto correspondentes a
  • 22.468.280 acções detidas pela Rentipar Financeira SGPS, SA (sociedade detida maioritariamente por Horácio da Silva Roque), correspondentes a 56,17% do capital social;
  • 93.056 acções detidas por membros do Conselho de Administração da Rentipar Financeira, SGPS, SA correspondentes a 0,23% do capital social;
  • 3.989.998 acções detidas pela Renticapital Investimentos Financeiros, S.A.(sociedade maioritariamente detida pela Rentipar Financeira, SGPS, SA), correspondentes a 9,97% do capital social;
  • 1.853 acções detidas pela Mundiglobo Habitação e Investimentos, S.A. (sociedade detida maioritariamente e indirectamente por Horácio da Silva Roque), correspondentes a 0,005% do capital social.
  • 40.000 acções da Espaço Dez Sociedade Imobiliária, Lda (sociedade detida maioritariamente e indirectamente por Horácio da Silva Roque), correspondentes a 0,1% do capital social;
  • 30.000 acções detidas por um gerente da Espaço Dez Sociedade Imobiliária, Lda, correspondentes a 0,075% do capital social.
  • SEGUROS E PENSÕES GERE, SGPS, SA, titular do cartão de pessoa colectiva nº 502 352 914, com sede na Rua Alexandre Herculano, 53, em Lisboa, com o capital social de 380.765.000 Euros e matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa sob o nº 1532, não detinha, directamente, acções da Banif SGPS, SA, tendo contudo como sociedades dependentes a Império Bonança – Companhia de Seguros, SA, Auto Gere – Companhia Portuguesa de Seguros, SA, Ocidental – Companhia Portuguesa de Seguros, SA, e Ocidental – Companhia Portuguesa de Seguros de Vida, SA, que detinham globalmente uma participação correspondente a 1.631.700 acções representativas de 4,08% do capital social. A Ocidental – Companhia Portuguesa de Seguros de Vida, SA detinha, individualmente, uma participação de 875.830 acções, representativas de 2,19% do capital social e que se integra na participação global correspondente a 4,08% do capital social acima referida.
  • INSTITUTO DE SEGUROS DE PORTUGAL FUNDO DE GARANTIA AUTOMÓVEL, pessoa colectiva nº 501 328 599, com sede na Av. de Berna, nº 19, 1050-037, Lisboa, era titular de 1.528.560 acções da Banif SGPS, SA representativas de 3,82% do capital social.
  • FUNDO DE PENSÕES DO GRUPO BANCO COMERCIAL PORTUGUÊS, gerido por Pensões Gere – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, SA, pessoa colectiva nº 503 455 229, com sede na Rua Alexandre Herculano, 53, em Lisboa, matriculado na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa com o nº04529 e com o capital social de 1.200.000 Euros, era titular de 1.468.877 acções representativas de 3,67% do capital social.
  • VESTIBAN GESTÃO E INVESTIMENTOS, SA Pessoa colectiva nº 505 775 212, com sede na Av. José Malhoa Lote 1792, em Lisboa, matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa sob o número 12161 e com o capital social de 250.000 Euros, era titular de 1.381.666 acções, correspondentes a 3,45% do capital social. A esta participação imputam-se direitos de voto correspondentes a 10.666 acções detidas por
    • membros do Conselho de Administração da Vestiban Gestão e Investimentos, SA, correspondentes a 0,03% do capital social. (Nota: Verificando-se a existência de dois membros comuns aos Conselhos de Administração da Rentipar Financeira SGSP, SA e da Vestiban – Gestão e Investimentos, SA, as acções da Banif SGPS, SA por eles detidas são apenas

consideradas uma vez - na primeira daquelas empresas - para efeitos de imputação de direitos de voto).

  • JORGE SÁ*,* residente à Rua do Til, n.º 56, no Funchal, detinha directamente 833.933 acções, correspondentes a 2,08% do capital social, sendo-lhe ainda imputáveis os direitos correspondentes a 13.450 acções (correspondentes a 0,03% do capital social) e 147.870 acções (correspondentes a 0,37% do capital social) da Banif SGPS, SA, detidos pelas sociedades por si controladas J. Sá & Filhos, Lda e Oliveira, Freitas & Ferreira, Lda, respectivamente.
Participante Nº de Acções(total imputável) % Direitos de voto(total imputável)
Horácio da Silva Roque 26.747.843 66,87%
Seguros e Pensões Gere, SGPS, SA 1.631.700 4,08%
Instituto de Seguros de Portugal -FGA 1.528.560 3,82%
Fundo de Pensões do Grupo BCPAtlântico 1.468.877 3,67%
Vestiban – Gestão e Investimentos,SA 1.392.332 3,48%
Jorge Sá 999.253 2,49%

4. Valores Mobiliários emitidos pela Banif SGPS, SA e Sociedades do Grupo Banif detidos por Titulares de Órgãos Sociais

Em conformidade com o disposto no artº 9º nº1 b) do Regulamento nº4/2004 da CMVM, informa-se sobre o número de valores mobiliários emitidos pela Banif SGPS, SA e sociedades que com ela estejam em relação de domínio ou de grupo, detidos, adquiridos, onerados ou transmitidos por titulares dos órgãos sociais durante o período a que se refere o presente relatório.

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

Prof. Doutor António Soares Pinto Barbosa

Detinha em 30/06/04 15.000 acções da Banif SGPS, SA, não tendo efectuado quaisquer transacções durante o 1º semestre de 2004.

Dr. José Lino Tranquada Gomes

Detinha, em 30/06/04, 25 obrigações Banif SGPS, SA, 2003/2006, adquiridas 31/03/2003, pelo valor de 25.000 Euros e 100 Obrigações Banif SGPS, SA, 2003/2008, adquiridas em 16/12/2003 pelo montante de 100.000 Euros.

Comendador Jorge Sá

Detinha, em 30/06/04, 833.933 acções da Banif SGPS, SA, tendo, durante o período considerado, efectuado as seguintes aquisições daqueles títulos:

Data Quantidade Preço
21.01.2004 133 5.91 Euros
22.01.2004 1.220 5.91 Euros
23.01.2004 147 5.91 Euros
28.01.2004 676 5.91 Euros
09.02.2004 1.798 5.91 Euros
17.02.2004 220 5.94 Euros
04.03.2004 1.171 6.17 Euros
05.03.2004 1.342 6.17 Euros
08.03.2004 1.000 6.17 Euros
11.03.2004 1.433 6.17 Euros
12.03.2004 267 6.17 Euros
17.03.2004 1.175 6.20 Euros
18.03.2004 146 6.30 Euros
19.03.2004 1.000 6.31 Euros

Durante o período em causa procedeu, ainda, às seguintes alienações:

14.06.2004 3.341 5.87 Euros
23.06.2004 485 5.88 Euros
30.06.2004 1.174 6.00 Euros

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Comendador Horácio da Silva Roque

Detinha directamente, em 30/06/2004, 124.656 acções da Banif SGPS, SA; detinha, ainda, 1 acção do Banco Banif Primus, SA e 1 acção da Banif Primus Corretora de Valores e Câmbio, SA, ambas acções preferenciais sem direito a voto, sendo as quantidades de acções detidas idênticas às já detidas em 31/12/2003.

Dr. Joaquim Filipe Marques dos Santos

Detinha, em 30/06/2004, 100.676 acções da Banif SGPS, SA; detinha, ainda, ainda, 1 acção do Banco Banif Primus, SA e 1 acção da Banif Primus Corretora de Valores e Câmbio, SA, ambas acções preferenciais, sem direito a voto, não tendo efectuado quaisquer transacções durante o 1º semestre de 2004.

Dr. Carlos David Duarte de Almeida

Detinha, em 30/06/2004, 15.000 acções da Banif SGPS, SA; detinha, ainda, 1 acção do Banco Banif Primus, SA e 1 acção da Banif Primus Corretora de Valores e Câmbio, SA, ambas acções preferenciais, sem direito a voto, não tendo efectuado quaisquer transacções durante o 1º semestre de 2004.

Dr. António Manuel Rocha Moreira

Detinha, em 30/06/2004, 6.666 acções da Banif SGPS, SA, não tendo efectuado quaisquer transacções durante o 1º semestre de 2004.

Dr. Artur Manuel da Silva Fernandes

Detinha, em 30/06/2004, 1 acção do Banco Banif Primus, SA e 1 acção da Banif Primus Corretora de Valores e Câmbio, SA, ambas acções preferenciais sem direito a voto, não tendo efectuado quaisquer transacções durante o 1º semestre de 2004.

Dr. Artur de Jesus Marques

Detinha, em 30/06/2004, 6.666 acções da Banif SGPS, SA., não tendo efectuado qualquer movimento destes títulos no período em apreço.

Dr. José Marques de Almeida

Detinha, em 30/06/2004 90.942 acções da Banif SGPS, SA. Detinha, ainda, EUR 39.903,83 em Obrigações de Caixa Subordinadas BANIF/96/2005, EUR 410.000,00 em Obrigações de Caixa Subordinadas BANIF 2000/10 – 2ª Emissão e EUR 50.000,00 em Obrigações BANIF SGPS 2003/2008. Não efectuou quaisquer transacções durante o 1º semestre de 2004.

CONSELHO FISCAL

Dr. Carlos Alberto Rosa

Detinha, em 30/06/2004, os seguintes títulos, já detidos em 31 de Dezembro de 2003

22.024 acções da Banif - SGPS, SA

738.221 obrigações de Caixa Banif 96/2006

  • 5 obrigações Banif 2000/2010 2ª emissão
  • 5 obrigações Banif 2001/2011
    • 10 obrigações Rentipar SGPS, SA 2002/2007
    • 50 obrigações Banif SGPS, SA 2003/2008

Adquiriu, em 16/02/2004, 1 Obrigação Banif Cayman 4,5% E-D 04/07 Estrangeiros, por subscrição pública, ao preço unitário de 1.000,00 Euros. Alienou, em sessão de bolsa de 31/03/2004, 20 obrigações da Banif SGPS, 2003/2006. Exerceu a call option relativa às obrigações Banif Cayman Capital Portugal 2002/2005, tendo deixado de ser titular das que detinha, em 14 de Junho de 2004. As obrigações Banif Europa 2000/2003, que detinha, foram amortizadas ainda em 2003.

Dr. José Luís Pereira de Macedo

Detinha, em 30/06/2004, 5.000 acções da Banif SGPS, SA, número idêntico ao detido em 31/12/2003.

RELATÓ RIO DE REVISÃ O LIMITADA ELABORADO POR AUDITOR REGISTADO NA CMVM SOBRE INFORMAÇÃ O SEMESTRAL

Introdução

    1. Para os efeitos do artigo 246.º do Có digo dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004, do BANIF – SGPS, S.A., incluída: no Relató rio de Gestão, no Balanço (que evidencia um total de 421.599 milhares de euros e um total de capital pró prio de 278.386 milhares de euros, incluindo um resultado líquido de 4.388 milhares de euros) e na Demonstração dos resultados do período findo naquela data e no correspondente Anexo.
    1. As quantias das demonstraçõ es financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos.

Responsabilidades

    1. É da responsabilidade do Conselho de Administração da Sociedade:
    • a) a informação financeira histó rica, que seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo CVM;
    • b) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados;
    • c) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado;
    • d) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
  1. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva, lícita e em conformidade com o exigido pelo CVM, competindo-nos emitir um relató rio profissional e independente baseado no nosso trabalho.

 mbito

    1. O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma seguranç a moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida está isenta de distorçõ es materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu:
    • a) principalmente, em indagaçõ es e procedimentos analíticos destinados a rever:
      • a fiabilidade das asserçõ es constantes da informação financeira;
      • a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação;
      • a aplicação, ou não, do princípio da continuidade;
      • a apresentação da informação financeira;
      • se a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
    1. O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira constante do relató rio de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
    1. Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente relató rio sobre a informação semestral.

Parecer

  1. Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma seguranç a moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004, do BANIF – SGPS, S.A. não esteja isenta de distorçõ es materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal para o sector bancário e que não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

Lisboa, 24 de Setembro 2004

ERNST & YOUNG AUDIT & ASSOCIADOS – SROC, S.A.

Sociedade de Revisores Oficiais de Contas (nº 178) Representada por:

Alfredo Guilherme da Silva Gândara

RELATÓ RIO DE REVISÃ O LIMITADA ELABORADO POR AUDITOR REGISTADO NA CMVM SOBRE INFORMAÇÃ O SEMESTRAL CONSOLIDADA

Introdução

    1. Para os efeitos do artigo 246.º do Có digo dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004, do BANIF – SGPS, S.A, incluída: no Relató rio de Gestão, no Balanço consolidado (que evidencia um total de 5.824.464 milhares de euros e um total de capital pró prio de 330.288 milhares de euros, incluindo um resultado líquido de 15.288 milhares de euros e na Demonstração consolidada dos resultados do período findo naquela data e no correspondente Anexo .
    1. As quantias das demonstraçõ es financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos.

Responsabilidades

    1. É da responsabilidade do Conselho de Administração da Sociedade:
    • a) a preparação de informação financeira consolidada que apresente de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das empresas incluídas na consolidação, o resultado consolidado das suas operaçõ es;
    • b) a informação financeira histó rica, que seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo CVM;
    • c) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados;
  • d) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado;

  • e) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.

    1. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva, lícita e em conformidade com o exigido pelo CVM, competindo-nos emitir um relató rio profissional e independente baseado no nosso trabalho.

 mbito

    1. O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma seguranç a moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida está isenta de distorçõ es materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu:
    • a) principalmente, em indagaçõ es e procedimentos analíticos destinados a rever:
      • a fiabilidade das asserçõ es constantes da informação financeira;
      • a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação;
      • a aplicação, ou não, do princípio da continuidade;
      • a apresentação da informação financeira;
      • se a informação financeira consolidada é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
    1. O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira consolidada constante do relató rio de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
  1. Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do

presente relató rio sobre a informação semestral.

Parecer

  1. Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma

seguranç a moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a

informação financeira consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004,

do BANIF – SGPS, S.A, não esteja isenta de distorçõ es materialmente relevantes que

afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em

Portugal para o sector bancário e que não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva

e lícita.

Lisboa, 24 de Setembro de 2004

ERNST & YOUNG AUDIT & ASSOCIADOS – SROC, S.A.

Sociedade de Revisores Oficiais de Contas (nº 178)

Representada por:

Alfredo Guilherme da Silva Gândara