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Altri SGPS Audit Report / Information 2008

May 4, 2009

1914_10-k_2009-05-04_192f6a02-0ad4-4927-b36f-6cebff0d81da.pdf

Audit Report / Information

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31 de Dezembro de 2008

Altri, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta)

Rua General Norton de Matos, 68 4050-424 Porto Capital Social: 25.641.459 € Pessoa Colectiva nº 507172086

ALTRI, S.G.P.S., S.A. (SOCIEDADE ABERTA)

Relatório do Conselho de Administração

Contas Individuais

Senhores accionistas

Dando cumprimento ao disposto na Lei, vem o Conselho de Administração da Altri, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta) apresentar o Relatório de Gestão relativo à sua actividade individual do exercício de 2008.

A Altri, S.G.P.S., S.A. elaborou contas consolidadas, sobre as quais o Conselho de Administração emitiu um pormenorizado relatório que será objecto de publicação. Deste modo, considera-se que o conteúdo da informação a produzir para as contas individuais é similar ao produzido para as contas consolidadas, reproduzindo-se no entanto algumas menções obrigatórias nos termos do Código das Sociedades Comerciais e do Código dos Valores Mobiliários.

DISPOSIÇÕES LEGAIS

Acções próprias

Nos termos e para os efeitos do disposto no art. º 66 do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que em 31 de Dezembro de 2008 a Altri não detinha acções próprias, não tendo ocorrido qualquer compra ou venda de acções próprias durante o exercício de 2008.

Acções detidas pelos órgãos sociais da Altri

Nos termos e para os efeitos do disposto no art. 447º do Código das Sociedades Comerciais informa-se que em 31 de Dezembro de 2008, os administradores da Sociedade detinham as seguintes acções:

Paulo Jorge dos Santos Fernandes 6.645.746
Pedro Macedo Pinto de Mendonça 852.500
Domingos José Vieira de Matos 6.969.716
João Manuel Matos Borges de Oliveira (a) 9.246.660
Laurentina da Silva Martins 0

(a) – 9.246.660 acções correspondem ao total das acções da Altri, S.G.P.S., S.A. detidas pela sociedade Caderno Azul – S.G.P.S., S.A., da qual o administrador João Manuel Matos Borges de Oliveira é accionista.

Em 31 de Dezembro de 2008, o Revisor Oficial de Contas, os membros do Conselho Fiscal e da Mesa da Assembleia Geral não possuíam acções representativas do capital social da Altri.

Participação no Capital da Sociedade

Nos termos e para os efeitos do disposto nos Artigos 16º e 20º do Código de Valores Mobiliários e no Artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que as sociedades e/ou pessoas singulares que têm uma participação social qualificada que

RELATÓRIO DO CO%SELHO DE ADMI%ISTRAÇÃO

ultrapasse os 2%, 5%, 10%, 20%, 33% e 50% dos direitos de voto, e de acordo com as notificações recebidas na sede da sociedade até à data, são como segue:

Acções detidas % directa de
Superior a 2% dos direitos de voto em 31.12.2008 direitos de voto
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira 4.333.340 4,22%
Acções detidas % directa de
Superior a 5% dos direitos de voto em 31.12.2008 direitos de voto
UBS AG, Zurique 9.778.608 9,53%
Caderno Azul, SGPS, S.A. (a) 9.246.660 9,02%
Promendo – SGPS, S.A. (b) 7.000.000 6,82%
Domingos José Vieira de Matos 6.969.716 6,80%
Ana Rebelo Mendonça Fernandes (c) 6.731.891 6,56%
Paulo Jorge dos Santos Fernandes 6.645.746 6,48%
Bestinver Gestión, SGIIC, S.A. 5.184.748 5,06%

(a) 9.246.660 acções correspondem ao total das acções da Altri, SGPS, S.A. detidas pela sociedade Caderno Azul – SGPS, S.A., da qual o administrador João Manuel Matos Borges de Oliveira é accionista;

(b) 7.000.000 de acções da Altri, SGPS, S.A. detidas pela sociedade Promendo – SGPS, S.A., consideram-se imputáveis a Ana Rebelo Mendonça Fernandes, sua administradora e accionista, titular de 59,6% do respectivo capital social;

(c) Consideram-se, igualmente, imputáveis a Ana Rebelo Mendonça Fernandes, para além dos 7.000.000 de acções da Altri, SGPS, S.A. detidas pela sociedade Promendo – SGPS, S.A. já referidos em (b), ainda 1.162.000 de acções da Altri, SGPS, S.A. detidas pela sociedade Promendo – Promoções Empresariais, S.A., de que é administradora e accionista, titular de 68% do respectivo capital social. Assim, nos termos legais, consideram-se imputáveis a Ana Rebelo Mendonça Fernandes, um total de 14.893.891 acções, correspondentes a 14,52% do capital e dos direitos de voto da Altri, SGPS, S.A.

A Altri não foi notificada de quaisquer participações acima de 20% dos direitos de voto.

PROPOSTA DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO PARA APLICAÇÃO DO RESULTADO LÍQUIDO INDIVIDUAL

A Altri, S.G.P.S., S.A. na qualidade de holding do Grupo, registou nas suas contas individuais preparadas de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal um resultado líquido de 24.649.163,93 Euros, para o qual, nos termos legais e estatutários, o Conselho de Administração propõe à Assembleia Geral a seguinte aplicação:

Reserva Legal 1.232.458,20

Reservas Livres 23.416.705,73 -------------------

24.649.163,93 ===========

DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE

Os membros do Conselho de Administração da Altri, S.G.P.S., S.A. declaram assumir a responsabilidade pela presente informação e asseguram que os elementos nela inscritos são verídicos e que não existem omissões que sejam do seu conhecimento.

Nos termos do art. 21º do Decreto-Lei 411/91, de 17 de Outubro informamos que não existem dívidas em mora perante o Estado, nomeadamente perante a Segurança Social.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não queremos concluir sem expressar o nosso agradecimento, reconhecendo a dedicação e empenho dos nossos Colaboradores. Finalmente, gostaríamos de expressar a nossa gratidão pela colaboração prestada pelos restantes Órgãos Sociais, a qual é extensiva às Instituições Bancárias que connosco se relacionaram.

Porto, 28 de Abril de 2009

O Conselho de Administração

Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Presidente

João Manuel Matos Borges de Oliveira

Pedro Macedo Pinto de Mendonça

Domingos José Vieira de Matos

Laurentina da Silva Martins

ALTRI, SGPS, S.A.

$\cdot$

BALANÇOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E 2007

(Montantes expressos em Euros)

2008 2007
Activo Amortizações Activo Activo
Activo Notas bruto e ajustamentos liquido liquido
Imobilizado:
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de investigação e de desenvolvimento 10 54.950 26.782 28.168 45.302
Propriedade industrial e outros direitos 10 1.321 1.164 157 461
56,271 27.946 28 3 25 45.763
Imobilizações corpóreas:
Equipamento administrativo 10 5.158 2.794 2.364 78
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresas do grupo 10 e 16 60.470.641 60.470.641 96.471.391
Títulos e outras aplicações financeiras 10 e 16 58.000.000 58.000.000 28.000.000
118.470.641 118.470.641 124.471.391
Circulante:
Dívidas de terceiros - Curto prazo:
Estado e outros entes públicos 50 333.424 333.424 1.342.865
Empresas do grupo 16 172.806 172.806 191.878
Outros devedores 1.199 1.199
507.429 507.429 1.534.743
Depósitos bancários e caixa:
Depósitos bancários 977.362 977.362 80.338
Caixa 95
80.433
977.363 977.363
Acréscimos e diferimentos:
Acréscimo de proveitos 51 88.611 88.611 112.928
Custos diferidos 51 25.469 25.469 112.928
114.080 114.080
Total de amortizações 30740
Total de ajustamentos 120.130.942 30.740 120.100.202 126.245.336
Total do activo

O Anexo faz parte integrante do balanço em 31 de Dezembro de 2008.

ALTRI , SGPS, S.A.

BALANÇOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E 2007

(Montantes expressos em Euros)

Capital próprio e passivo Notas 2008 2007
Capital próprio:
Capital 36 e 40 25.641.459 25.641.459
Reservas:
Reserva legal 40 1.630.523 1.527.560
Reservas livres 40 14.559.224 21.331.198
Reserva de cisão 40 - 32.403.311
Resultado líquido do exercício 40 24.649.164 2.059.260
66.480.370 82.962.788
Passivo:
Dívidas a terceiros - Curto prazo:
Dividas a instituições de crédito 48 1.385.000 2.000.000
Outros empréstimos obtidos 49 40.000.000 37.500.000
Empresas do grupo 16 11.962.461 3.742.786
Fornecedores, conta corrente 2.657 5.510
Estado e outros entes públicos 50 39.624 1.056
Outros credores 129.217 716
53.518.959 43.250.068
Acréscimos e diferimentos:
Acréscimos de custos 51 100.873 32.480
Total do capital próprio e do passivo 120.100.202 126.245.336

O Anexo faz parte integrante do balanço em 31 de Dezembro de 2008.

ALTRI, SGPS, S.A.

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS POR NATUREZAS

$\ddot{\phantom{1}}$

PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E 2007

(Montantes expressos em Euros)

Custos e perdas Notas 2008 2007
Fornecimentos e serviços externos 483.240 164.386
Custos com o pessoal:
Remunerações 210.175 27.607
Encargos Sociais 39.426 5.004
Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo 10 19.070 7.853
Impostos 24.071 28.873
(A) 775.982 233.723
Juros e custos similares:
Relativos a empresas do grupo 45 371.754 78.384
Outros 45 4.992.850 2.339.919
(B) 6.140.586 2,652.026
Custos e perdas extraordinários 46 380 $\overline{\phantom{a}}$
(D) 6.140.966 2.652.026
Imposto sobre o rendimento do exercício 6 (699.720)
(F) 6.140.966 1.952.306
2.059.260
Resultado líquido do exercício 24.649.164
30.790.130
4.011.566
Proveitos e ganhos
45 30.182.057 4.000.000
Rendimentos de participações de capital
Juros e proveitos similares: 45 344.124 11.566
Outros (C) 30.526.181 4.011.566
46 263.949
Proveitos e ganhos extraordinários (E) 30.790.130 4.011.566
Resultados operacionais: $-(A)$ (775.982) (233.723)
Resultados financeiros: $(C) - (B-A)$ 25.161.577 1.593.263
Resultados correntes: $(C) - (B)$ 24.385.595 1.359.540
Resultados antes de impostos: $(E) - (D)$ 24.649.164 1.359.540
Resultado líquido do exercício: (E) - (F) 24.649.164 2.059.260

O Anexo faz parte integrante da demonstração dos resultados para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2008.

ALTRI, S.G.P.S., S.A.

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS EXERCÍCIOS

FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E 2007

(Montantes expressos em Euros)

Actividades operacionais:
Recebimentos de clientes
-
-
Pagamentos a fornecedores
(564.611)
(384.911)
Pagamentos ao pessoal
(213.821)
(778.432)
(32.403)
(417.314)
Outros recebimentos/pagamentos relativos à actividade operacional
252.988
(29.412)
Impostos sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas
1.247.248
1.500.236
(3.180)
(32.592)
Recebimentos relativos a rubricas extraordinárias
-
-
Pagamentos relativos a rubricas extraordinárias
-
-
-
-
Fluxos gerados pelas actividades operacionais (1)
721.804
(449.906)
Actividades de investimento:
Recebimentos provenientes de:
Investimentos financeiros
24.996
-
Empréstimos concedidos
-
-
Juros e proveitos similares
344.124
15.899
Dividendos
30.182.057
30.551.177
4.000.000
4.015.899
Pagamentos relativos a:
Investimentos financeiros
(30.000.000)
-
Imobilizações Incorpóreas
-
(50.698)
Imobilizações corpóreas
(6.459)
-
Empréstimos concedidos
-
(30.006.459)
-
(50.698)
Fluxos gerados pelas actividades de investimento (2)
544.718
3.965.201
Actividades de financiamento:
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos
9.885.000
3.000.000
Aumentos de capital e prémios de emissão
-
-
Alienação de acções próprias
-
9.885.000
-
3.000.000
Pagamentos respeitantes a:
Juros e custos similares
(5.126.300)
(2.138.335)
Empréstimos obtidos
-
(2.350.000)
Aquisição de acções próprias
-
-
Dividendos distribuídos
(5.128.292)
(10.254.592)
(5.128.292)
(9.616.627)
Fluxos gerados pelas actividades de financiamento (3)
(369.592)
(6.616.627)
Caixa e seus equivalentes no início do exercício
80.433
3.181.765
Variação de caixa e seus equivalentes: (1)+(2)+(3)
896.930
(3.101.332)
2008 2007
Caixa e seus equivalentes no fim do exercício 977.363 80.433

O anexo faz parte integrante da demonstração dos fluxos de caixa do exercício findo em 31 de Dezembro de 2008.

ALTRI, S.G.P.S., S.A. ANEXO À DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008

(Montantes expressos em Euros)

NOTA PRÉVIA

As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial da Directriz Contabilística n.º 14/93. As notas não referidas neste anexo não são aplicáveis ou a sua apresentação não é relevante para a apreciação das demonstrações financeiras anexas.

2. DISCRIMINAÇÃO DOS COMPONENTES DE CAIXA E SEUS EQUIVALENTES

A discriminação de caixa e seus equivalentes nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 e a reconciliação entre o seu valor e o montante de disponibilidades constantes no balanço naquelas datas é como segue:

2008 2007
Numerário 1 95
Depósitos à ordem 177.362 80.338
Depósitos a prazo 800.000 -
977.363 80.433
Caixa e equivalentes 977.363 80.433

ALTRI, SGPS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)

NOTA INTRODUTÓRIA

A Altri, S.G.P.S., S.A. ("Altri" ou "Empresa") é uma sociedade anónima constituída em 1 de Março de 2005, com sede no Porto e que tem como actividade principal a gestão de participações sociais (Nota 16), sendo as suas acções cotadas na Euronext Lisbon.

A Altri foi constituída no âmbito do projecto de reestruturação da Cofina, SGPS, S.A. através da cisão da participação social detida por aquela sociedade na Celulose do Caima, SGPS, S.A., na modalidade de cisãosimples prevista na alínea a) do n.º 1 do art. 118º do Código das Sociedades Comerciais.

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2008, a actividade da Altri foi marcada pela concretização de um processo de reorganização empresarial que envolveu a cisão da participação social detida na F. Ramada – Aços e Indústrias, S.A., representativa da totalidade dos direitos de voto dessa empresa participada, na modalidade de cisão-simples prevista na alínea a) do n.º 1 do art. 118º do Código das Sociedades Comerciais, para constituição de uma nova sociedade – a F. Ramada – Investimentos, SGPS, S.A. ("Ramada Investimentos"). Com este processo foi destacada para a Ramada Investimentos a parcela do património da Empresa correspondente à unidade de negócio de gestão de participações no sector dos aços e sistemas de armazenagem, incluindo todos os demais recursos (designadamente pessoas, activos e passivos) afectos ao respectivo exercício.

A escritura pública de cisão-simples foi outorgada em 16 de Abril de 2008 e a data relevante para produção de efeitos contabilísticos e jurídicos ocorreu no passado dia 1 de Junho de 2008.

As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano Oficial de Contabilidade e aquelas cuja numeração se encontra ausente deste anexo não são aplicáveis à Empresa ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras anexas.

Dado que a Empresa prepara e apresenta demonstrações financeiras consolidadas, as quais são preparadas de acordo com os princípios de mensuração e reconhecimento previstos nas Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IFRS"), tal como adoptadas na União Europeia, as quais reflectem de forma mais adequada a situação financeira da Empresa e os resultados das suas operações, a Empresa mantém nas contas individuais os investimentos financeiros em empresas filiais e associadas ao custo de aquisição, não aplicando assim o método de equivalência patrimonial.

2. CONTAS NÃO COMPARÁVEIS COM O PERÍODO ANTERIOR

Tendo em consideração a operação de cisão acima descrita as demonstrações financeiras da Empresa em 31 de Dezembro de 2008 não são directamente comparáveis com as do período homólogo anterior.

3. BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS

As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, mantidos de acordo com princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal.

Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras foram os seguintes:

a) Imobilizações incorpóreas

As imobilizações incorpóreas, que compreendem essencialmente despesas com o desenvolvimento do site da Empresa, encontram-se registadas ao custo e são amortizadas pelo método das quotas constantes durante um período de três anos.

b) Imobilizações corpóreas

As imobilizações corpóreas, que correspondem a equipamento administrativo, encontram-se registadas ao custo de aquisição e são amortizadas pelo método das quotas constantes durante um período de cinco anos.

ALTRI, SGPS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)

c) Investimentos financeiros

As partes de capital em empresas do grupo, associadas e outras empresas, bem como os investimentos em títulos e outras aplicações financeiras são registadas ao custo de aquisição adicionado de eventuais despesas de compra, sendo efectuados os ajustamentos necessários para reduzir o montante dos investimentos financeiros ao seu valor líquido estimado de realização.

Os rendimentos resultantes de investimentos financeiros (dividendos recebidos) são registados na demonstração de resultados do período em que é decidida e anunciada a sua distribuição (Nota 45).

d) Especialização de exercícios

A Empresa regista as suas receitas e despesas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual as receitas e despesas são reconhecidas à medida em que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos.

e) Impostos diferidos

Os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação.

Os activos e passivos por impostos diferidos são calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação que se esperam estarem em vigor à data da reversão das diferenças temporárias.

Os activos por impostos diferidos são registados unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para os utilizar. Na data de cada balanço é efectuada uma reapreciação das diferenças temporárias subjacentes aos activos por impostos diferidos no sentido de reconhecer activos por impostos diferidos não registados anteriormente por não terem preenchido as condições para o seu registo e/ou para reduzir o montante de activos por impostos diferidos registados em função da expectativa actual da sua recuperação futura.

f) Acções próprias

As acções próprias são registadas ao custo de aquisição, sendo as mais ou menos valias geradas com a sua alienação registadas na rubrica "Reservas livres".

6. IMPOSTOS

De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a Segurança Social), excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são alongados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais da Empresa desde a sua constituição (Março de 2005) poderão vir ainda ser sujeitas a revisão.

A Administração da Empresa entende que as eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações fiscais não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras em 31 de Dezembro de 2008.

Nos termos do artigo 81º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas a Empresa encontra-se sujeita adicionalmente a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo mencionado.

A Empresa encontra-se abrangida pelo Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades ("RETGS"), sendo que cada uma das sociedades abrangidas por este regime regista o imposto sobre o rendimento nas suas contas individuais por contrapartida da rubrica "Empresas do grupo". Nos casos em que as filiais contribuem com prejuízos é registado, nas contas individuais, o montante de imposto correspondente aos prejuízos que vierem a ser compensados pelos lucros das demais sociedades abrangidas por este regime (Nota 16).

Relativamente ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2008 foi apurado um prejuízo fiscal estimado de, aproximadamente, 5.750.000 Euros, não tendo sido registado, por prudência, o correspondente imposto diferido no montante de 1.437.500 Euros.

ALTRI, SGPS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008

(Montantes expressos em Euros)

Nos termos da legislação em vigor os prejuízos fiscais são reportáveis durante um período de seis anos após a sua ocorrência e susceptíveis de dedução a lucros fiscais gerados durante esse período. Em 31 de Dezembro de 2008, os prejuízos fiscais reportáveis segundo as declarações entregues e outra informação da Empresa ascendiam a, aproximadamente, 7.600.000 Euros.

Em 31 de Dezembro de 2008, a Empresa não tinha situações geradoras de passivos por impostos diferidos.

7. NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL

Em 31 de Dezembro de 2008 a empresa tinha quatro colaboradores ao seu serviço enquanto em 31 de Dezembro de 2007 tinha um colaborador.

10. MOVIMENTO DO ACTIVO IMOBILIZADO

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2008, o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas, imobilizações corpóreas e investimentos financeiros, bem como nas respectivas amortizações e ajustamentos acumulados, foi o seguinte:

Activo bruto
Saldo Saldo
Rubricas inicial Aumentos Diminuições Cisão (Nota 40) final
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de investigação e desenvolvimento 54.950 - - - 54.950
Propriedade Industrial e outros direitos 1.321 - - - 1.321
56.271 - - - 56.271
Imobilizações corpóreas:
Equipamento administrativo 1.240 6.459 - (2.541) 5.158
1.240 6.459 - (2.541) 5.158
Investimentos financeiros (Nota 16) :
Partes de capital em empresas do grupo 96.471.391 - - (36.000.750) 60.470.641
Partes de capital em empresas associadas 24.996 - (24.996) - -
Títulos e outras aplicações financeiras 31.500.000 30.000.000 (3.500.000) - 58.000.000
127.996.387 30.000.000 (3.524.996) (36.000.750) 118.470.641
Amortizações e ajustamentos acumuladas
Saldo Saldo
Rubricas inicial Reforços Diminuições final
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de investigação e desenvolvimento 9.648 17.134 - 26.782
Propriedade Industrial e outros direitos 860 304 - 1.164
10.508 17.438 - 27.946
Imobilizações corpóreas:
Equipamento administrativo 1.162 1.632 - 2.794
1.162 1.632 - 2.794
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresas associadas 24.996 - (24.996) -
Títulos e outras aplicações financeiras 3.500.000 - (3.500.000) -
3.524.996 - (3.524.996) -

A coluna "Cisão" nas rubricas "Partes de capital em empresas do grupo" e "Equipamento administrativo" refere-se à cisão (Nota Introdutória e Nota 40) da participação social na F. Ramada – Aços e Industrias, S.A. e do imobilizado a si associado, os quais foram transmitidos pelo respectivo valor de inscrição nos registos contabilísticos da sociedade à data de registo do projecto de cisão (36.003.291 Euros), conforme constitui exigência e pressuposto do regime da neutralidade fiscal, nos termos das disposições aplicáveis do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (CIRC).

Adicionalmente, durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2008 foi alienado o investimento em empresas associadas pelo montante de 24.996 Euros (Nota 46) para o qual tinha sido constituído, em exercícios anteriores, um ajustamento pelo montante equivalente ao seu custo de aquisição.

16. EMPRESAS DO GRUPO, ASSOCIADAS E PARTICIPADAS

a) Partes de capital em empresas do grupo

Em 31 de Dezembro de 2008, a composição dos investimentos financeiros em empresas do grupo bem como a informação financeira obtida das demonstrações financeiras preparadas de acordo com os princípios de mensuração e reconhecimento das Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adoptadas na União Europeia, são como segue:

Resultado
Nome % Montante Activo Capital próprio líquido
Celulose do Caima, SGPS, S.A. 100% 60.470.641 1.129.955.981 145.293.609 20.420.471

Adicionalmente, a Altri preparou demonstrações financeiras consolidadas de acordo com os princípios de mensuração e reconhecimento das Normas Internacionais de Relato Financeiro, tal como adoptadas na União Europeia, das quais se apresenta um resumo dos principais dados financeiros:

31.12.2008 31.12.2007
Total do activo líquido consolidado 1.114.850.747 1.056.118.661
Total do capital próprio consolidado (a) 86.380.745 118.276.357
Lucro consolidado do exercício incluindo interesses minoritários 4.157.087 35.256.035

(a) – incluindo interesses minoritários

b) Títulos e outras aplicações financeiras

Em 31 de Dezembro de 2008 esta rubrica refere-se a prestações acessórias concedidas à Celulose do Caima, SGPS, S.A.

c) Saldos com empresas do grupo

Em 31 de Dezembro de 2008 o detalhe dos saldos em empresas do grupo é como segue:

Saldos devedores Saldos credores
RETGS Grupo F.Ramada (Nota 6) 172.806 -
RETGS Celulose do Caima, SGPS, SA (Nota 6) - 962.461
Celbi-Celulose da Beira Industrial, S.A - 11.000.000
172.806 11.962.461

O saldo credor com a Celbi-Celulose de Beira Industrial, S.A, diz respeito a empréstimos obtidos para cobertura de carência de tesouraria, os quais vencem juros a taxa de mercado (Nota 45) e deverão ser reembolsados no curto prazo.

31. COMPROMISSOS FINANCEIROS ASSUMIDOS E NÃO REFLECTIDOS NO BALANÇO

Em 31 de Dezembro de 2008 a Empresa tem em vigor um contrato derivado de taxa de juro (Interest Rate Swap) cujo nocional é de 25.000.000 Euros e tem vencimento em 2015, o qual foi efectuado com o objectivo de cobertura do risco de variação de taxa de juro de parte dos programas de papel comercial emitidos (Nota 49).

36. COMPOSIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL

Em 31 de Dezembro de 2008, o capital da Empresa, totalmente subscrito e realizado, era composto por 102.565.836 acções com o valor nominal de 25 cêntimos de Euro cada.

37. IDENTIFICAÇÃO DE PESSOAS COLECTIVAS COM MAIS DE 20% DO CAPITAL

Em 31 de Dezembro de 2008 não existem pessoas colectivas com mais de 20% do capital subscrito.

40. VARIAÇÃO NAS RUBRICAS DE CAPITAL PRÓPRIO

O movimento ocorrido nas rubricas de capital próprio durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2008 foi como segue:

Saldo
inicial
Transferências Aumentos Diminuições Cisão (Nota 10) Saldo
final
Capital 25.641.459 - - - - 25.641.459
Reserva legal 1.527.560 102.963 - - - 1.630.523
Reservas livres 21.331.198 - - (3.171.994) (3.599.980) 14.559.224
Reserva de cisão 32.403.311 - - - (32.403.311) -
Resultado líquido 2.059.260 (102.963) 24.649.164 (1.956.297) - 24.649.164
82.962.788 - 24.649.164 (5.128.291) (36.003.291) 66.480.370

A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinada ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital social. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.

A coluna "Cisão" refere-se à cisão (Nota Introdutória e Nota 10) da participação social na F. Ramada – Aços e Indústrias, S.A. a qual foi transmitida pelo respectivo valor de inscrição nos registos contabilísticos da sociedade no montante de 36.003.291 Euros (incluindo o montante de 2.541 Euros relativo a equipamento administrativo associado à actividade da sociedade cindida), conforme constitui exigência e pressuposto do regime da neutralidade fiscal, nos termos das disposições aplicáveis do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (CIRC). O valor foi deduzido à rubrica "Reserva de Cisão" até esgotado o montante destas, tendo o remanescente sido registado na rubrica "Reservas Livres".

Conforme deliberação tomada em Assembleia Geral realizada em 28 de Maio de 2008, o resultado líquido do exercício findo em 31 de Dezembro de 2007, foi aplicado como segue:

Reserva legal
Dividendos
102.963
1.956.297
---------------
2.059.260
========

Adicionalmente, na mesma Assembleia Geral foi aprovada a distribuição de Reservas Livres no montante de 3.171.994 Euros, pelo que o total de dividendos distribuídos ascendeu a 5.128.291 Euros.

45. DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS FINANCEIROS

Os resultados financeiros dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2008 e 2007 têm a seguinte composição:

2008 2007
Custos e perdas:
Juros suportados
Outros custos e perdas financeiras
2.381.289
2.983.315
1.873.907
544.396
Resultados financeiros ----------------
5.364.604
25.161.577
--------------
2.418.303
1.593.263
----------------
30.526.181
=========
--------------
4.011.566
========
Proveitos e ganhos:
Juros obtidos
Rendimentos de participações de capital
Outros proveitos e ganhos financeiros
30.540
30.182.057
313.584
----------------
11.566
4.000.000
-
---------------
30.526.181
=========
4.011.566
=========

ALTRI, SGPS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 (Montantes expressos em Euros)

O montante da rubrica "Rendimentos de participações de capital" em 31 de Dezembro de 2008 refere-se a dividendos recebidos da empresa participada Celulose do Caima, SGPS, S.A. O montante desta rubrica em 31 de Dezembro de 2007 refere-se a dividendos recebidos da empresa então participada F. Ramada – Aços e Indústrias, S.A.

A rubrica "Outros custos e perdas financeiras" refere-se essencialmente a custos suportados com a emissão de papel comercial e a comissões relativas a serviços bancários.

A rubrica "Juros suportados", em 31 de Dezembro de 2008, inclui o montante de 371.754 Euros relativo a juros referentes a empréstimos obtidos junto de empresas do grupo (Nota 16).

Em 31 de Dezembro de 2008 a rubrica "Outros custos e perdas financeiros" inclui o montante de 2.625.000 Euros suportado pela Empresa com a liquidação antecipada de contratos derivados (Interest Rate Swaps de taxa de juro) celebrados para cobertura do risco de variação de taxa de juro dos empréstimos contraídos (Nota 49).

46. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS

Os resultados extraordinários do exercício findo em 31 de Dezembro de 2008 têm a seguinte composição:

2008
Custos e perdas:
Donativos
Correcções relativas a exercícios anteriores
270
110
-----------
380
=======
Resultados extraordinários 263.569
-----------
263.949
=======
Proveitos e ganhos:
Ganhos em imobilizações (Nota 16)
Correcções relativas a exercícios anteriores
Outros proveitos e ganhos extraordinários
24.996
1.147
237.806
-----------
263.949
=======

A rubrica "Outros proveitos e ganhos extraordinários" corresponde a excesso de estimativa de impostos de exercícios anteriores.

48. DÍVIDAS A INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO

Em 31 de Dezembro de 2008, a rubrica "Dívidas a instituições de crédito" corresponde à utilização de uma conta corrente caucionada.

49. OUTROS EMPRÉSTIMOS OBTIDOS

Em 31 de Dezembro de 2008, a rubrica "Outros empréstimos obtidos" corresponde a emissões de papel comercial renováveis, as quais vencem juros a taxas de mercado e podem ser denunciadas por qualquer uma das partes intervenientes no curto prazo.

50. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

Em 31 de Dezembro de 2008, os saldos desta rubrica têm a seguinte composição:

Saldos devedores:
Imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas:
Retenções na fonte – rendimentos capitais
Pagamento por conta
49.459
283.965
-----------
333.424
=======
Saldos credores:
Imposto sobre o rendimento das pessoas singulares
Contribuições para a Segurança Social
34.150
5.474
-----------
39.624
=======

51. ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS

Em 31 de Dezembro de 2008, os saldos destas rubricas têm a seguinte composição:

Acréscimos de proveitos:
Outros acréscimos de proveitos
88.611
-----------
88.611
=======
Custos diferidos:
Despesas com a emissão do papel comercial
Outros custos diferidos
25.216
253
-----------
25.469
=======
Acréscimos de custos:
Encargos com o pessoal a liquidar
Juros a liquidar
30.941
63.604
Outros acréscimos de custos 6.328
-----------
100.873
=======

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CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS E RELATÓRIO DE AUDITORIA CONTAS INDIVIDUAIS

Introdução

Nos termos da legislação aplicável, apresentamos a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria 1. sobre a informação financeira contida no Relatório de Gestão e as demonstrações financeiras anexas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2008 da Altri, SGPS, S.A. ("Empresa"), as quais compreendem o Balanco em 31 de Dezembro de 2008, que evidencia um total de 120.100.202 Euros e capitais próprios de 66.480.370 Euros, incluindo um resultado líquido de 24.649.164 Euros, as Demonstrações dos resultados por naturezas e por funções, a Demonstração dos fluxos de caixa do exercício findo naquela data e os correspondentes Anexos.

Responsabilidades

  • É da responsabilidade do Conselho de Administração: (i) a preparação de demonstrações financeiras que 2. apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira da Empresa, o resultado das suas operações e os seus fluxos de caixa; (ii) que a informação financeira histórica seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários; (iii) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados e a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; (iv) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
  • A nossa responsabilidade consiste em examinar a informação financeira contida nos documentos de 3. prestação de contas acima referidos, incluindo a verificação se, para os aspectos materialmente relevantes, é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso exame.

Âmbito

O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e as Directrizes de Revisão / $4.$ Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais exigem que este seja planeado e executado com o objectivo de obter um grau de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras estão isentas de distorções materialmente relevantes. Este exame incluiu a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e informações divulgadas nas demonstrações financeiras e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e critérios definidos pelo Conselho de Administração, utilizadas na sua preparação. Este exame incluiu, igualmente, a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adoptadas e a sua divulgação, tendo em conta as circunstâncias, a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade das operações, a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras, e a apreciação, para os aspectos materialmente relevantes, se a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita. O nosso exame abrangeu também a verificação da concordância da informação financeira constante do Relatório de Gestão com os restantes documentos de prestação de contas. Entendemos que o exame efectuado proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa opinião.

A expressão Deloitte refere se à Deloitte Touche Tohmatsu, uma Swiss Verein, ou a uma ou mais entidades da sua rede de firmas membro, sendo cada uma delas uma entidade legal separada e independente. Para aceder à descrição deta/hada da estrutura legal da Deloitte Touche Tohmatsu e suas firmas membro consulte www.deloitte.com/about.

Tipo: Sociedade civil sob a forma comercial | Capital Social: 500.000,00 Euros | Matricula C.R.C. de Lisboa e NPC: 501 776 311
Sede: Edificio Atrium Saldarha, Praça Duque de Saldarha, 1 - 6º, 1050-094 Lisboa

Member of Deloitte Touche Tohmatsu

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Opinião

Em nossa opinião, as demonstrações financeiras referidas no parágrafo 1 acima, apresentam de forma 5. verdadeira e apropriada, para os fins indicados no parágrafo 7 abaixo, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira da Altri, SGPS, S.A. em 31 de Dezembro de 2008, o resultado das suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal e a informação financeira nelas constante é, nos termos das definições incluídas nas directrizes mencionadas no parágrafo 4 acima, completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

Ênfases

  • Conforme referido na Nota Introdutória do Anexo às demonstrações financeiras, durante o exercício findo 6. em 31 de Dezembro de 2008 a Empresa procedeu à cisão da participação social detida na F. Ramada -Acos e Indústrias, S.A. com efeitos a 1 de Junho de 2008. Consequentemente, as demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de Dezembro de 2008 não são directamente comparáveis com as do exercício homólogo anterior.
  • As demonstrações mencionadas no parágrafo 1 acima referem-se à actividade da Empresa a nível 7. individual e foram preparadas para publicação nos termos da legislação em vigor. Conforme indicado na Nota 3.c) do Anexo, os investimentos financeiros em empresas do grupo e associadas são apresentados ao custo de aquisição sendo constituídos ajustamentos para reduzir o montante daqueles investimentos à estimativa do seu valor líquido de realização. A Empresa preparou em separado, nos termos da legislação em vigor, demonstrações financeiras consolidadas em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adoptadas na União Europeia, que melhor apresentam a posição financeira, o resultado das operações e os fluxos de caixa do conjunto formado pela Empresa, suas filiais e associadas.

Porto, 28 de Abril de 2009

DELOITTE & ASSOCIADOS, SROC S.A. Representada por António Manuel Martins Amaral

RELATÓRIO E PARECER DO CO SELHO FISCAL CO TAS I DIVIDUAIS

Aos Accionistas da

Altri, SGPS, S.A.

1. Relatório

Em conformidade com a legislação em vigor e com o mandato que nos foi confiado, submetemos à vossa apreciação este Relatório e Parecer sobre o Relatório de Gestão e restantes documentos de prestação de contas individuais da Altri, SGPS, S.A. ("Empresa"), relativos ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2008, os quais são da responsabilidade do Conselho de Administração.

Ao longo do exercício em apreço, o Conselho Fiscal acompanhou a evolução da actividade da Empresa, a regularidade dos registos contabilísticos, o cumprimento do normativo legal e estatutário em vigor e a eficácia e integridade dos sistemas de gestão de riscos e de controlo interno, tendo efectuado reuniões com a periodicidade e extensão que considerou adequadas e tendo obtido da Administração e dos Serviços da Empresa as informações e esclarecimentos solicitados.

No âmbito das suas atribuições, o Conselho Fiscal examinou o Balanço em 31 de Dezembro de 2008, as Demonstrações dos resultados por naturezas e por funções, a Demonstração dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data e os correspondentes anexos. Adicionalmente procedeu à análise do Relatório de Gestão do exercício de 2008 e da proposta de aplicação de resultados nele apresentada, exerceu as suas competências em matéria de supervisão das habilitações, independência e execução das funções do Auditor Externo e do Revisor Oficial de Contas da Empresa e apreciou a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria emitida pela Sociedade de Revisores Oficiais de Contas da Empresa, que mereceu o seu acordo.

2. Parecer

Face ao exposto, e tendo em consideração os assuntos mencionados nos parágrafos 6 e 7 da Certificação Legal das Contas, o Conselho Fiscal é de parecer que o Relatório de Gestão, as Demonstrações Financeiras bem como a proposta de aplicação de resultados estão de acordo com as disposições contabilísticas, legais e estatutárias aplicáveis, pelo que poderão ser aprovadas em Assembleia Geral de Accionistas.

3. Declaração de responsabilidade

De acordo com o disposto no art. 8º nº 1, alínea a) do Regulamento da CMVM nº5/2008, os membros do Conselho Fiscal declaram que, tanto quanto é do seu conhecimento, o Relatório de Gestão, as Demonstrações Financeiras individuais elaboradas em conformidade com os Princípios Contabilísticos Geralmente aceites em Portugal, bem como os demais documentos de prestação de contas exigidos por lei ou regulamento dão uma imagem verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, do activo e do passivo, da situação financeira e do resultado da Empresa em 31 de Dezembro de 2008 e que o Relatório de Gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição da Altri, SGPS, S.A. e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defronta.

Desejamos manifestar ao Conselho de Administração e aos diversos Serviços da Empresa o nosso apreço pela colaboração que nos prestaram.

Porto, 28 de Abril de 2009

O Conselho Fiscal

João da Silva Natária Presidente do Conselho Fiscal

Manuel Tiago Alves Baldaque de Marinho Fernandes Vogal do Conselho Fiscal

Cristina Isabel Linhares Fernandes Vogal do Conselho Fiscal