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Altri SGPS Audit Report / Information 2006

Apr 13, 2007

1914_10-k_2007-04-13_2ee4e3fa-9987-40d0-8c02-a700bdf00498.pdf

Audit Report / Information

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31 de Dezembro de 2006

Altri, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta)

Rua General Norton de Matos, 68 4050-424 Porto Capital Social: 25.641.459 €

ALTRI, S.G.P.S., S.A. (SOCIEDADE ABERTA)

Relatório do Conselho de Administração

Contas Individuais

Senhores accionistas

Dando cumprimento ao disposto na Lei, vem o Conselho de Administração da Altri, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta) apresentar o Relatório de Gestão relativo à sua actividade individual do exercício de 2006.

A Altri, S.G.P.S., S.A. elaborou contas consolidadas, sobre as quais o Conselho de Administração emitiu um pormenorizado relatório que será objecto de publicação. Deste modo, considera-se que o conteúdo da informação a produzir para as contas individuais é similar ao produzido para as contas consolidadas, reproduzindo-se no entanto algumas menções obrigatórias nos termos do Código das Sociedades Comerciais e do Código dos Valores Mobiliários.

DISPOSIÇÕES LEGAIS

Acções próprias

Nos termos e para os efeitos do disposto no art. º 66 do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que em 31 de Dezembro de 2006 a Altri não detinha acções próprias, não tendo ocorrido qualquer compra ou venda de acções próprias durante o exercício de 2006.

Acções detidas pelos órgãos sociais da Altri

Nos termos e para os efeitos do disposto no art.º 447 do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que, em 31 de Dezembro de 2006, os administradores da Sociedade detinham as seguintes acções:

Nº de acções
Nome detidas
Paulo Jorge dos Santos Fernandes 3.085.746
João Manuel Matos Borges de Oliveira 2.290.000
Pedro Macedo Pinto de Mendonça 852.500
Domingos José Vieira de Matos 3.469.716
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira 2.290.000

Durante o exercício de 2006, o administrador Paulo Jorge dos Santos Fernandes procedeu à alienação de 100.000 acções da Altri, em 8 de Maio de 2006, tendo recebido a contrapartida de 232.467 euros.

Em 31 de Dezembro de 2006, o Fiscal Único e os membros da Mesa da Assembleia Geral não possuíam nenhuma acção representativa do capital social da Sociedade, com excepção da primeira secretária, Ana Rebelo Mendonça Fernandes, que possuía 6.369.340 acções da Sociedade.

Participação no Capital da Sociedade

Nos termos e para os efeitos do disposto nos Artigos 16º e 20º do Código de Valores Mobiliários e no Artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que as sociedades e/ou pessoas singulares que têm uma participação social qualificada que ultrapasse os 2%, 5%, 10%, 20%, 33% e 50% dos direitos de voto, e de acordo com as notificações recebidas na sede da Sociedade até à presente data são como segue:

Nº de acções % directa de
Superior a 2% dos direitos de voto detidas direitos de voto
Domingos José Vieira de Matos 3.469.716 3,38%
Paulo Jorge dos Santos Fernandes 3.085.746 3,01%
João Manuel Matos Borges de Oliveira 2.290.000 2,23%
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira 2.290.000 2,23%
Millennium bcp – Gestão de Fundos de Investimentos, S.A. 2.202.153 2,15%
J.P. Morgan Chase & Co. 2.094.052 2,04%
Nº de acções % directa de
Superior a 5% dos direitos de voto detidas direitos de voto
UBS AG – ZURIQUE 10.348.392 10,09%
Ana Rebelo Mendonça Fernandes 6.369.340 6,21%
Superior a 20% dos direitos de voto Nº de acções % de direitos
detidas de voto
Cofihold, S.G.P.S., S.A.
a) directamente 21.000.000 20,47%
b) indirectamente, através dos seus administradores
Paulo Jorge dos Santos Fernandes 3,01%
João Manuel Matos Borges de Oliveira 2,23%
Domingos José Vieira de Matos 3,38%
Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira 2,23%
Pedro Macedo Pinto de Mendonça 0,83%

A Altri não foi notificada de qualquer participação acima de 33% dos direitos de voto.

PROPOSTA DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO PARA APLICAÇÃO DO RESULTADO LÍQUIDO INDIVIDUAL

A Altri, S.G.P.S., S.A. registou nas suas contas individuais, preparadas de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal, um resultado líquido de 26.899.264,69 euros, para o qual, nos termos legais e estatutários, o Conselho de Administração propõe à Assembleia Geral a seguinte aplicação:

===========
26.899.264,69
-------------------
Distribuição de dividendos 5.128291,80
Reservas Livres 20.426.009,66
Reserva Legal 1.344.963,23

Esta aplicação corresponde a uma distribuição de dividendos de 0,05 euros por acção (num total de 102.565.836 acções).

DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE

Os membros do Conselho de Administração da Altri, S.G.P.S., S.A. declaram assumir a responsabilidade pela presente informação e asseguram que os elementos nela inscritos são verídicos e que não existem omissões que sejam do seu conhecimento.

Nos termos do art. 21º do Decreto-Lei 411/91, de 17 de Outubro informamos que não existem dívidas em mora perante o Estado, nomeadamente perante a Segurança Social.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não queremos concluir sem expressar o nosso agradecimento, reconhecendo a dedicação e empenho dos nossos Colaboradores. Finalmente, gostaríamos de expressar a nossa gratidão pela colaboração prestada pelos restantes Órgãos Sociais, a qual é extensiva às Instituições Bancárias que connosco se relacionaram.

Porto, 12 de Março de 2007

O Conselho de Administração

Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Presidente

João Manuel Matos Borges de Oliveira

Pedro Macedo Pinto de Mendonça

Domingos José Vieira de Matos

Carlos Manuel Matos Borges de Oliveira

ALTRI , SGPS, S.A.

BALANÇOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006 E 2005

(Montantes expressos em Euros)

2006 2005
Activo Amortizações Activo Activo
Activo Notas bruto e ajustamentos líquido líquido
Imobilizado:
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de investigação e de desenvolvimento 10 4.252 2.598 1.654 3.071
Propriedade industrial e outros direitos 10 1.320 420 900 478
5.572 3.018 2.554 3.549
Imobilizações corpóreas:
Equipamento administrativo 10 1.240 799 441 804
1.240 799 441 804
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresas do grupo 10 e 16 96.471.391 - 96.471.391 96.471.391
Partes de capital em empresas associadas 10 e 16 24.996 24.996 -
Títulos e outras aplicações financeiras 10 e 16 31.500.000 3.500.000 28.000.000 -
127.996.387 3.524.996 124.471.391 96.471.391
Circulante:
Dívidas de terceiros - Curto prazo:
Estado e outros entes públicos 51 89.057 - 89.057 2.131
89.057 - 89.057 2.131
Depósitos bancários e caixa:
Depósitos bancários 50 3.181.765 3.181.765 276.113
3.181.765 3.181.765 276.113
Acréscimos e diferimentos:
Custos diferidos 52 155.841 155.841 29.165
155.841 155.841 29.165
Total de amortizações 3.817
Total de ajustamentos 3.524.996
Total do activo 131.429.862 3.528.813 127.901.049 96.783.153

O Anexo faz parte integrante do balanço em 31 de Dezembro de 2006.

ALTRI , SGPS, S.A.

BALANÇOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006 E 2005

(Montantes expressos em Euros)

Capital próprio e passivo Notas 2006 2005
Capital próprio:
Capital 35, 36 e 40 25.641.459 25.641.459
Reservas:
Reserva legal 40 182.597 -
Reservas livres 40 905.188 -
Reserva de cisão 40 32.403.311 32.403.311
Resultado líquido do exercício 40 26.899.265 3.651.931
86.031.820 61.696.701
Passivo:
Dívidas a terceiros - Curto prazo:
Dividas a instituições de crédito 48 4.350.000 -
Outros empréstimos obtidos 49 37.500.000 35.000.000
Fornecedores, conta corrente 4.039 1.989
Estado e outros entes públicos 1.846 84.463
Outros credores 716 -
41.856.601 35.086.452
Acréscimos e diferimentos:
Acréscimos de custos 12.628 -
12.628 -
Total do capital próprio e do passivo 127.901.049 96.783.153

O Anexo faz parte integrante do balanço em 31 de Dezembro de 2006.

ALTRI , SGPS, S.A.

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS POR NATUREZAS PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006 E PARA O PERIODO COMPREENDIDO ENTRE 1 DE MARÇO DE 2005 (DATA DE CONSTITUIÇÃO DA EMPRESA) E 31 DE DEZEMBRO DE 2005

(Montantes expressos em Euros)

Custos e perdas Notas 2006 2005
Fornecimentos e serviços externos 157.821 101.815
Custos com o pessoal:
Remunerações 23.212 -
Encargos Sociais 5.167 -
Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo 10 2.064 1.753
Impostos 53.432 7.431
(A) 241.696 110.999
Amortizações e ajustamentos de aplicações e investimentos financeiros 10 e 45 3.524.996 -
Juros e custos similares:
Outros 45 1.786.876 1.247.727
Imposto sobre o rendimento do exercício (C) 5.553.568
-
1.358.726
-
(D) 5.553.568 1.358.726
Resultado líquido do exercício 26.899.265 3.651.931
32.452.833 5.010.657
Proveitos e ganhos
Rendimentos de participações de capital 45 32.234.828 5.000.000
Juros e proveitos similares:
Outros 45 218.005 10.657
(B) 32.452.833 5.010.657
Resultados operacionais: - (A) (241.696) (110.999)
Resultados financeiros: (B) - (C-A) 27.140.961 3.762.930
Resultados correntes: (B) - (C) 26.899.265 3.651.931
Resultados antes de impostos: (B) - (C) 26.899.265 3.651.931
Resultado líquido do exercício: (B) - (D) 26.899.265 3.651.931

O Anexo faz parte integrante da demonstração dos resultados para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2006.

ALTRI, SGPS, S.A.

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR FUNÇÕES PARA O EXERCÍCIO FINDO EM

31 DE DEZEMBRO DE 2006 E PARA O PERIODO COMPREENDIDO ENTRE 1 DE MARÇO DE 2005

(DATA DE CONSTITUIÇÃO DA EMPRESA) E 31 DE DEZEMBRO DE 2005

( Montantes expressos em Euros)

2006 2005
Custos administrativos (83.874) (2.422)
Outros custos e perdas operacionais (157.822) (101.147)
Resultados operacionais (241.696) (103.569)
Custo liquido de financiamento (1.568.871) (1.244.500)
Rendimentos de participações de capital 32.234.828 5.000.000
Ganhos e perdas em outros investimentos (3.524.996) -
Resultados correntes 26.899.265 3.651.931
Impostos sobre resultados correntes - -
Resultados correntes após impostos 26.899.265 3.651.931
Impostos sobre os resultados extraordinários - -
Resultado líquido do exercício 26.899.265 3.651.931
Resultados por acção 0,31 0,07

O Anexo faz parte integrante da demonstração de resultados para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2006.

ALTRI, S.G.P.S., S.A.

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006 E PARA O PERIODO COMPREENDIDO ENTRE 1 DE MARÇO DE 2005 (DATA DE CONSTITUIÇÃO DA EMPRESA) E 31 DE DEZEMBRO DE 2005

(Montantes expressos em Euros)

Notas 2006 2005
Actividades operacionais:
Pagamentos a fornecedores (155.770) (188.374)
Pagamentos ao pessoal (23.666) (179.436) - (188.374)
Outros recebimentos/pagamentos relativos à actividade operacional (139.640) 77.034
Impostos sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas (86.926) (226.566) (2.131) 74.903
Fluxos gerados pelas actividades operacionais (1) (406.002) (113.471)
Actividades de investimento:
Recebimentos provenientes de:
Juros e proveitos similares 218.005 10.657
Dividendos 32.234.828 32.452.833 5.000.000 5.010.657
Pagamentos relativos a:
Investimentos financeiros 1 (28.024.996) (38.426.621)
Empréstimos concedidos (3.500.000) -
Imobilizações incorpóreas (706) (1.240)
Imobilizações corpóreas - (31.525.702) (4.866) (38.432.727)
Fluxos gerados pelas actividades de investimento (2) 927.131 (33.422.070)
Actividades de financiamento:
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos 49.000.000 49.000.000 35.000.000 35.000.000
Pagamentos respeitantes a:
Juros e custos similares (1.901.331) (1.188.346)
Empréstimos obtidos (42.150.000) -
Dividendos distribuidos (2.564.146) (46.615.477) - (1.188.346)
Fluxos gerados pelas actividades de financiamento (3) 2.384.523 33.811.654
Caixa e seus equivalentes no início do período 2 276.113 -
Variação de caixa e seus equivalentes: (1)+(2)+(3) 2 2.905.652 276.113
Caixa e seus equivalentes no fim do período 3.181.765 276.113

O anexo faz parte integrante da demonstração dos fluxos de caixa para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2006.

(Montantes expressos em Euros)

1. PAGAMENTOS/RECEBIMENTOS RELATIVOS A INVESTIMENTOS FINANCEIROS

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2006 as aquisições de investimentos financeiros foram as seguintes:

Aquisições: Valor da Valor
transacção pago
Caima, SGPS, S.A. – Prestações acessórias 28.000.000 28.000.000
Outros 24.996 24.996
28.024.996 28.024.996

2. DISCRIMINAÇÃO DOS COMPONENTES DE CAIXA E SEUS EQUIVALENTES

A discriminação de caixa e seus equivalentes nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2006 e 2005 e a reconciliação entre o seu valor e o montante de disponibilidades constantes no balanço naquelas datas é como segue:

2006 2005
Depósitos à ordem 181.765 276.113
Depósitos a prazo 3.000.000 -
3.181.765 276.113
Caixa e equivalentes 3.181.765 276.113

ALTRI, SGPS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

NOTA INTRODUTÓRIA

A Altri, S.G.P.S., S.A. ("Altri" ou "Empresa") é uma sociedade anónima constituída em 1 de Março de 2005, com sede no Porto e que tem como actividade principal a gestão de participações sociais (Nota 16), sendo as suas acções cotadas na Euronext Lisbon.

A Altri foi constituída no âmbito do projecto de reestruturação da Cofina, SGPS, S.A. através da cisão da participação social detida por aquela sociedade na Celulose do Caima, SGPS, S.A., na modalidade de cisãosimples prevista na alínea a) do n.º 1 do art. 118º do Código das Sociedades Comerciais.

A escritura pública de cisão-simples foi outorgada em 14 de Fevereiro de 2005 e a respectiva inscrição no registo comercial ocorreu no dia 15 de Fevereiro de 2005. A data relevante para produção de efeitos contabilísticos e jurídicos da referida cisão ocorreu no dia 1 de Março de 2005.

As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano Oficial de Contabilidade e aquelas cuja numeração se encontra ausente deste anexo não são aplicáveis à Empresa ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras anexas.

1. DERROGAÇÃO DE PRINCÍPIOS CONTABILÍSTICOS

Dado que a Empresa prepara e apresenta demonstrações financeiras consolidadas, as quais são elaboradas de acordo com os princípios de mensuração e reconhecimento das Normas Internacionais de Relato Financeiro ("International Financial Reporting Standards – IFRS" – anteriormente designadas "Normas Internacionais de Contabilidade – IAS") e que, na opinião da Administração, reflectem de forma mais adequada a situação financeira da Empresa e os resultados das suas operações, a Empresa mantém nas suas contas individuais os investimentos financeiros ao custo de aquisição, não aplicando assim o método de equivalência patrimonial, tal como preconizado pelo Plano Oficial de Contabilidade e directrizes contabilísticas.

3. BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS

As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, mantidos de acordo com princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal.

Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras foram os seguintes:

a) Imobilizações incorpóreas

As imobilizações incorpóreas, que compreendem essencialmente despesas com o desenvolvimento do site da Empresa, encontram-se registadas ao custo e são amortizadas pelo método das quotas constantes durante um período de três anos.

b) Imobilizações corpóreas

As imobilizações corpóreas, que compreendem essencialmente equipamento administrativo, encontram-se registadas ao custo de aquisição e são amortizadas pelo método das quotas constantes durante um período de cinco anos.

c) Investimentos financeiros

As partes de capital em empresas do grupo, associadas e outras empresas, bem como os investimentos em títulos e outras aplicações financeiras são registadas ao custo de aquisição adicionado de eventuais despesas de compra, sendo efectuados os ajustamentos necessários para reduzir o montante dos investimentos financeiros ao seu valor líquido estimado de realização.

Os rendimentos resultantes de investimentos financeiros (dividendos recebidos) são registados na demonstração de resultados do período em que é decidida e anunciada a sua distribuição (Nota 45).

d) Especialização de exercícios

A Empresa regista as suas receitas e despesas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual as receitas e despesas são reconhecidas à medida em que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos.

e) Impostos diferidos

Os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação.

Os activos e passivos por impostos diferidos são calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação que se esperam estarem em vigor à data da reversão das diferenças temporárias.

Os activos por impostos diferidos são registados unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para os utilizar. Na data de cada balanço é efectuada uma reapreciação das diferenças temporárias subjacentes aos activos por impostos diferidos no sentido de reconhecer activos por impostos diferidos não registados anteriormente por não terem preenchido as condições para o seu registo e/ou para reduzir o montante de activos por impostos diferidos registados em função da expectativa actual da sua recuperação futura.

f) Acções próprias

As acções próprias são registadas ao custo de aquisição, sendo as mais ou menos valias geradas com a sua alienação registadas na rubrica "Reservas livres".

6. IMPOSTOS

De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (dez anos para a Segurança Social até 2000, inclusive, e cinco anos a partir de 2001), excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são alongados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais da Empresa desde a sua constituição poderão vir ainda ser sujeitas a revisão.

A Administração da Empresa entende que as eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo as demonstrações financeiras em 31 de Dezembro de 2006.

Nos termos do artigo 81º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas a Empresa encontra-se sujeita adicionalmente a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo mencionado.

A Sociedade encontra-se abrangida pelo Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (sociedade dominante), sendo que cada uma das sociedades abrangidas por este regime regista o imposto sobre o rendimento nas suas contas individuais por contrapartida da rubrica "Empresas do grupo". Nos casos em que as filiais contribuem com prejuízos é registado, nas contas individuais, o montante de imposto correspondente aos prejuízos que vierem a ser compensados pelos lucros das demais sociedades abrangidas por este regime.

ALTRI, SGPS, S.A. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006

(Montantes expressos em Euros)

Os activos por impostos diferidos gerados pela Empresa na sua actividade não são alvo de registo contabilístico, numa óptica de prudência. O movimento ocorrido nos activos por impostos diferidos no exercício findo em 31 de Dezembro de 2006, e os impactos que existiriam caso aqueles activos tivessem sido objecto de registo contabilístico, podem ser detalhados como segue:

Activos por
impostos diferidos
Saldo inicial -
Efeito em resultados:
Provisões e ajustamentos não aceites para efeitos fiscais 934.124
Prejuízos fiscais reportáveis 470.248
Saldo final 1.404.372

Como resultado da alteração introduzida pela "Lei das Finanças Locais" sobre as normas de cálculo da derrama, a vigorar a partir de 2007, no quadro acima já se encontram calculados os activos por impostos diferidos a uma taxa de 26,5%, excepto no que respeita a activos por impostos diferidos resultantes de prejuízos fiscais reportáveis, situação em que é utilizada uma taxa de 25%.

Nos termos da legislação em vigor os prejuízos fiscais são reportáveis durante um período de seis anos após a sua ocorrência e susceptíveis de dedução a lucros fiscais gerados durante esse período. Em 31 de Dezembro de 2006, os prejuízos fiscais reportáveis segundo as declarações entregues e outra informação da Empresa ascendiam a, aproximadamente, 1.880.000 Euros.

Em 31 de Dezembro de 2006, a Empresa não tinha situações geradoras de passivos por impostos diferidos.

7. NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL

Em 31 de Dezembro de 2006 a empresa tinha um colaborador ao seu serviço. Em 31 de Dezembro de 2005 a empresa não tinha pessoal.

10. MOVIMENTO DO ACTIVO IMOBILIZADO

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2006, o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas, imobilizações corpóreas e investimentos financeiros, bem como nas respectivas amortizações e ajustamentos acumulados, foi o seguinte:

Activo bruto
Saldo Saldo
Rubricas inicial Aumentos Transferências final
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de investigação e desenvolvimento 4.252 - - 4.252
Propriedade Industrial e Intelectual 614 706 - 1.320
4.866 706 - 5.572
Imobilizações corpóreas:
Equipamento administrativo 1.240 - - 1.240
1.240 - - 1.240
Investimentos financeiros (Nota 16) :
Partes de capital em empresas do grupo 96.471.391 - - 96.471.391
Partes de capital em empresas associadas - 24.996 - 24.996
Títulos e outras aplicações financeiras - 31.500.000 - 31.500.000
96.471.391 31.524.996 - 127.996.387
Amortizações e ajustamentos acumuladas
Saldo Saldo
Rubricas inicial Reforços Transferências final
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de investigação e desenvolvimento 1.181 1.417 - 2.598
Propriedade Industrial e intelectual 136 284 - 420
1.317 1.701 - 3.018
Imobilizações corpóreas:
Equipamento administrativo 436 363 - 799
436 363 - 799
Investimentos financeiros (Nota 16):
Partes de capital em empresas associadas - 24.996 - 24.996
Títulos e outras aplicações financeiras - 3.500.000 - 3.500.000
- 3.524.996 - 3.524.996

A coluna "Aumentos" da rubrica "Títulos e outras aplicações financeiras" corresponde à constituição de prestações acessórias para reforço dos capitais próprios de empresas participadas.

16. EMPRESAS DO GRUPO, ASSOCIADAS E PARTICIPADAS

a) Partes de capital em empresas do grupo

Em 31 de Dezembro de 2006, a composição dos investimentos financeiros em empresas do grupo bem como a informação financeira obtida das demonstrações financeiras preparadas de acordo com os princípios de mensuração e reconhecimento das Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adoptadas na União Europeia, são como segue:

Resultado
Nome % Montante Activo Capital próprio líquido
Celulose do Caima, SGPS, S.A. 100% 60.470.641 668.182.662 80.184.490 19.582.227
F. Ramada – Aços e Indústrias, S. A. 100% 36.000.750 97.988.662 34.287.095 7.639.361
96.471.391

Adicionalmente, a Empresa preparou demonstrações financeiras consolidadas de acordo com os princípios de mensuração e reconhecimento das Normas Internacionais de Relato Financeiro, tal como adoptadas na União Europeia, das quais se apresenta um resumo dos principais dados financeiros:

31.12.2006 31.12.2005
Total do activo líquido consolidado 773.924.107 290.124.590
Total do capital próprio consolidado (a) 85.999.292 72.523.343
Lucro consolidado do exercício incluindo interesses minoritários 21.108.813 10.567.260

(a) – incluindo interesses minoritários

b) Partes de capital em empresas associadas

Em 31 de Dezembro de 2006, esta rubrica inclui participações em empresas não cotadas.

c) Títulos e outras aplicações financeiras

Em 31 de Dezembro de 2006 esta rubrica refere-se a prestações acessórias concedidas a empresas participadas.

35. MOVIMENTOS OCORRIDOS NO CAPITAL

Em 5 de Maio de 2006 foi efectuada a renominalização do capital social, através da divisão de cada uma das acções representativas do capital social anteriormente existentes, com o valor nominal de 50 cêntimos de Euro, em duas novas acções com o valor nominal de 25 cêntimos de Euro cada.

36. COMPOSIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL

Em 31 de Dezembro de 2006, o capital da Empresa, totalmente subscrito e realizado, era composto por 102.565.836 acções com o valor nominal de 25 cêntimos de Euro cada.

37. IDENTIFICAÇÃO DE PESSOAS COLECTIVAS COM MAIS DE 20% DO CAPITAL

As seguintes pessoas colectivas detêm mais de 20% do capital subscrito em 31 de Dezembro de 2006:

  • Cofihold, SGPS, S.A.

40. VARIAÇÃO NAS RUBRICAS DE CAPITAL PRÓPRIO

O movimento ocorrido nas rubricas de capital próprio durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2006 foi como segue:

Saldo
inicial
Transferências Aumentos Diminuições Saldo
final
Capital 25.641.459 - - - 25.641.459
Reservas legais - 182.597 - - 182.597
Reservas livres - 905.188 - - 905.188
Reserva de cisão 32.403.311 - - - 32.403.311
Resultado líquido 3.651.931 ( 1.087.785
)
26.899.265 ( 2.564.146 ) 26.899.265
61.696.701 - 26.899.265 ( 2.564.146 ) 86.031.820

A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinada ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital social. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.

Conforme deliberação tomada em Assembleia Geral realizada em 31 de Março de 2006, o resultado líquido do período compreendido entre 1 de Março de 2005 (data constituição da empresa) e 31 de Dezembro de 2005, foi aplicado como segue:

Reserva legal 182.597
Reservas livres 905.188
Dividendos 2.564.146
--------------
3.651.931
========

45. DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS FINANCEIROS

Os resultados financeiros dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2006 e 2005 têm a seguinte composição:

2006 2005
Custos e perdas:
Juros suportados 1.273.034 991.905
Ajustamentos de aplicações em investimentos financeiros (Nota 10) 3.524.996 -
Outros custos e perdas financeiros 513.842 255.822
----------------
5.311.872
--------------
1.247.727
Resultados financeiros 27.140.961 3.762.930
----------------
32.452.833
--------------
5.010.657
========= ========
Proveitos e ganhos:
Juros obtidos 218.005 10.657
Rendimentos de participações de capital 32.234.828 5.000.000
----------------
32.452.833
-------------
5.010.657
========= ========

O valor inscrito na rubrica "Rendimentos de participações de capital" do exercício findo em 31 de Dezembro de 2006 refere-se a dividendos recebidos das empresas participadas Celulose do Caima, SGPS, S.A. e F. Ramada – Aços e Indústrias, S.A. no montante de 28.234.828 Euros e 4.000.000 Euros, respectivamente.

A rubrica "Outros custos e perdas financeiros" refere-se essencialmente a custos suportados com a emissão de papel comercial e a comissões relativas a serviços bancários.

48. DÍVIDAS A INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO

Em 31 de Dezembro de 2006, a rubrica "Dívidas a instituições de crédito" corresponde a uma conta corrente caucionada.

49. OUTROS EMPRÉSTIMOS OBTIDOS

Em 31 de Dezembro de 2006, a rubrica "Outros empréstimos obtidos" corresponde a emissões de papel comercial, as quais vencem juros a taxas de mercado, tendo reembolso no curto prazo.

50. DEPÓSITOS BANCÁRIOS

Em 31 de Dezembro de 2006, esta rubrica podia ser detalhada como segue:

Depósitos a prazo
Depósitos à ordem
3.000.000
181.765
--------------
3.181.765
========
51. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

Em 31 de Dezembro de 2006, o saldo desta rubrica do activo tem a seguinte composição:

Imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas:
Retenções na fonte – rendimentos capitais 81.260
Pagamento por conta 7.797
---------
89.057
=====

52. CUSTOS DIFERIDOS

Em 31 de Dezembro de 2006, o saldo desta rubrica do activo tem a seguinte composição:

Despesas com emissão de papel comercial
Outros
150.792
5.049
-----------
155.841
======

As "Despesas com emissão de papel comercial" correspondem aos custos com a montagem destas operações e são reconhecidas como custo pelo prazo da emissão.

Deloitte.

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Bom Sucesso Trade Center Praca do Bom Sucesso, 61 - 13º 4150-146 Porto Portugal

CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS E RELATÓRIO DE AUDITORIA CONTAS INDIVIDUAIS

Introdução

$\mathbf{1}$ Nos termos da legislação aplicável, apresentamos a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria sobre a informação financeira contida no Relatório de Gestão e as demonstrações financeiras anexas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2006 da Altri S.G.P.S., S.A. ("Empresa"), as quais compreendem o Balanco em 31 de Dezembro de 2006 (que evidencia um total de 127.901.049 Euros e capitais próprios de 86.031.820 Euros, incluindo um resultado líquido de 26.899.265 Euros), as Demonstrações dos resultados por naturezas e por funções, a Demonstração dos fluxos de caixa do exercício findo naquela data e os correspondentes Anexos.

Responsabilidades

    1. É da responsabilidade do Conselho de Administração: (i) a preparação de demonstrações financeiras que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira da Empresa, o resultado das suas operações e os seus fluxos de caixa; (ii) que a informação financeira histórica seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários; (iii) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados e a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; (iv) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
  • A nossa responsabilidade consiste em examinar a informação financeira contida nos documentos de 3. prestação de contas acima referidos, incluindo a verificação se, para os aspectos materialmente relevantes, é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso exame.

Ambito

  1. O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e as Directrizes de Revisão / Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais exigem que este seja planeado e executado com o objectivo de obter um grau de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras estão isentas de distorções materialmente relevantes. Este exame incluiu a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e informações divulgadas nas demonstrações financeiras e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e critérios definidos pelo Conselho de Administração, utilizadas na sua preparação. Este exame incluiu, igualmente, a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adoptadas e a sua divulgação, tendo em conta as circunstâncias, a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade das operações, a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras, e a apreciação, para os aspectos materialmente relevantes, se a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita. O nosso exame abrangeu também a verificação da concordância da informação financeira constante do Relatório de gestão com os restantes documentos de prestação de contas. Entendemos que o exame efectuado proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa opinião.

A expressão Deloitte refere-se a uma ou várias sociedades que operam ao abrigo de um acordo com a Deloitte Touche Tohmatsu, uma Swiss Verein, bem como às suas respectivas representadas e afiliadas. Deloitte Touche Tohmatsu

Capital Social: 500.000,00 euros - Matricula na CRC de Lisboa e NIPC 501 776 311 Sede: Edifício Atrium Saldanha, Praça Duque de Saldanha, 1 - 6°, 1050-094 Lisboa
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Member of Deloitte Touche Tohmatsu

Deloitte.

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Opinião

  1. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras referidas no parágrafo 1 acima, apresentam de forma verdadeira e apropriada, para os fins indicados no parágrafo 6 abaixo, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira da Altri, S.G.P.S, S.A. em 31 de Dezembro de 2006, o resultado das suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal e a informação financeira nelas constante é, nos termos das definições incluídas nas directrizes mencionadas no parágrafo 4 acima, completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

Ênfase

  1. As demonstrações mencionadas no parágrafo 1 acima referem-se à actividade da Empresa a nível individual e foram preparadas para publicação nos termos da legislação em vigor. Conforme indicado na Nota 3.c) do Anexo, os investimentos financeiros em empresas subsidiárias e associadas são apresentados ao custo de aquisição sendo constituídos ajustamentos para reduzir o montante daqueles investimentos à estimativa do seu valor líquido de realização. A Empresa preparou em separado, nos termos da legislação em vigor, demonstrações financeiras consolidadas em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adoptadas na União Europeia, que melhor apresentam a posição financeira, o resultado das operações e os fluxos de caixa do conjunto formado pela Empresa, suas filiais e associadas.

Porto, 12 de Marco de 2007

DELOITTE & ASSOCIADOS, SROC S.A. Representada por Jorge Manuel Araújo de Beja Neves

Deloitte & Associados, SROC S.A. Inscrição na OROC nº 43 Registo na CMVM nº 231

Bom Sucesso Trade Center Praça do Bom Sucesso, 61 - 13º 4150-146 Porto Portugal

RELATÓRIO E PARECER DO FISCAL ÚNICO CONTAS INDIVIDUAIS

Aos Accionistas da Altri, S.G.P.S., S.A.

Em conformidade com a legislação em vigor e com o mandato que nos foi confiado, vimos submeter à Vossa apreciação o nosso Relatório e Parecer que abrange a actividade por nós desenvolvida e os documentos de prestação de contas da Altri, S.G.P.S., S.A. ("Empresa"), relativos ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2006, os quais são da responsabilidade do Conselho de Administração da Empresa.

Acompanhámos, com a periodicidade e a extensão que consideramos adequada, a evolução da actividade da Empresa, a regularidade dos seus registos contabilísticos e o cumprimento do normativo legal e estatutário em vigor, tendo recebido do Conselho de Administração e dos diversos serviços da Empresa todas as informações e os esclarecimentos solicitados.

No âmbito das nossas funções, examinámos o Balanço em 31 de Dezembro de 2006, as Demonstrações dos resultados por naturezas e por funções e a Demonstração de fluxos de caixa para o exercício findo naquela data e os correspondentes anexos. Adicionalmente, procedemos a uma análise do Relatório de Gestão do exercício de 2006 preparado pelo Conselho de Administração da Empresa e da proposta de aplicação de resultados nele incluída. Como consequência do trabalho de revisão legal efectuado, emitimos nesta data a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria, a qual contém no seu parágrafo 6 uma ênfase.

Face ao exposto, somos de opinião que, tendo em consideração o descrito no parágrafo 6 da Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria, as demonstrações financeiras supra referidas e o Relatório de Gestão, bem como a proposta de aplicação de resultados nele expressa, estão de acordo com as disposições contabilísticas, legais e estatutárias aplicáveis, pelo que poderão ser aprovadas em Assembleia Geral de Accionistas.

Desejamos ainda manifestar ao Conselho de Administração e aos serviços da Empresa o nosso apreco pela colaboração prestada.

Porto, 12 de Março de 2007

DELOITTE & ASSOCIADOS, SROC S.A. Representada por Jorge Manuel Araújo de Beja Neves

A expressão Deloitte refere-se a uma ou várias sociedades que operam ao abrigo de um acordo com a Deloitte Touche Tohmatsu, uma Swiss Verein, bem como às suas respectivas representadas e afiliadas. Deloitte Touche Tohmatsu

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