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Altri SGPS Annual Report 2009

Jun 1, 2010

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Annual Report

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31 de Dezembro de 2009

Altri, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta)

ALTRI, S.G.P.S., S.A. (SOCIEDADE ABERTA)

Relatório do Conselho de Administração

Contas Consolidadas

Rua General Norton de Matos, 68 4050-424 Porto Capital Social: 25.641.459 €

ÍNDICE

Introdução 2
Enquadramento Macroeconómico 4
Evolução bolsista 7
Actividade do Grupo 10
Análise financeira 16
Perspectivas para 2010 19
Proposta de aplicação de resultados 19
Governo da Sociedade 20
Disposições legais 43
Declaração de responsabilidade 44
Considerações finais 44

Senhores accionistas

Dando cumprimento ao disposto na Lei, vem o Conselho de Administração da Altri, S.G.P.S., S.A. (Sociedade Aberta) apresentar o Relatório de Gestão relativo ao exercício de 2009.

INTRODUÇÃO

A Altri foi constituída em Março de 2005, sendo o resultado do processo de cisão da Cofina. A Empresa é um produtor europeu de referência de pasta de papel de eucalipto e está cotada na Euronext Lisboa, integrando o seu índice de referência, o PSI20. Para além da produção de pasta de papel a Altri está também presente no sector de energias renováveis de base florestal, nomeadamente a cogeração industrial através de licor negro e a biomassa. A estratégia florestal assenta no aproveitamento integral de todos os componentes disponibilizados pela floresta: pasta, licor negro e resíduos florestais.

Actualmente, a Altri detém três fábricas de pasta de papel em Portugal com uma capacidade instalada que em 2009 foi superior a 650 mil toneladas/ano de pasta de papel branqueada de eucalipto. Os projectos, que estão em fase de conclusão do ramp up, permitirão aumentar a capacidade nominal de produção da Altri para cerca de 900 mil toneladas/ano.

A Altri gere mais de 82 mil hectares de floresta em Portugal, integralmente certificada pelo Forest Stweardship Council (FSC) e pelo Programme for the Endorsement of Forest Certification (PEFC), duas das mais reconhecidas entidades certificadoras a nível mundial.

A prossecução da estratégia industrial da Altri assenta na gestão florestal integrada em Portugal, que visa a optimização da floresta, garantindo um aproveitamento integral de todos os seus componentes. Assim, o eucalipto é processado nas fábricas da Altri, produzindo pasta de papel e energia eléctrica (cogeração), sendo que a casca, os ramos e os desperdícios florestais são utilizados para produzir energia eléctrica através de biomassa.

Até Junho de 2008, a Altri possuía uma outra actividade industrial, através da FRamada, que se dedicava ao retalho de aços e ao desenvolvimento de soluções industriais de sistemas de armazenagem. Em Junho de 2008 efectivou-se a cisão da FRamada, que deixou de integrar a Altri. O racional estratégico desta operação prende-se com a focalização exclusiva da Altri no seu core business, a gestão florestal e a produção de pasta de papel.

Os últimos anos têm sido marcados por diversas aquisições (Celtejo em 2005 e Celbi em 2006), que permitiram à Altri reforçar a sua posição nos mercados onde opera, e pelo desenvolvimento de um conjunto de projectos de expansão da actividade.

Durante o exercício de 2009 os factos mais marcantes da actividade da Altri foram:

  • Conclusão da nova linha de produção de pasta na Celbi: o projecto de duplicação de capacidade de produção de pasta foi concluído durante o quarto trimestre de 2009. A conclusão integral do projecto está prevista para o final do primeiro trimestre de 2010, com a instalação da nova turbina de cogeração. Já em Janeiro de 2010, a Celbi efectuou uma paragem técnica para a instalação da referida turbina, que se encontra presentemente em fase de testes;

  • Nova linha de branqueamento da Celtejo: durante o terceiro trimestre de 2009, a Celtejo concluiu a curva de aprendizagem da nova linha de pasta, passando desde então também a produzir pasta branqueada de papel de eucalipto;

  • 82 mil ha de floresta certificada em Portugal: no final de 2009, a Altri geria 82,3 mil hectares de floresta em Portugal, a qual é integralmente certificada pelo Forest Stewardship Council (FSC) e pelo Programme for the Endorsement of Forest Certification (PEFC);

  • EDP Bioeléctrica – produção de energia eléctrica através de biomassa: No final de 2009, a EDP Bioeléctrica (detida em 50% pela Altri) detém um total de cerca de 65MW de energia eléctrica produzida através de biomassa florestal, que se traduzem numa potência líquida injectada na rede de cerca de 57MW, repartidos por 4 centrais: Mortágua (9MW), Ródão (inserida no complexo industrial da Celtejo), com uma capacidade de produção energética de 13 MW, Constância (inserida no complexo industrial da Caima), com uma capacidade de produção energética de 13 MW e Figueira da Foz (inserida no complexo industrial da Celbi), com cerca de 30 MW de capacidade de produção energética.

Actualmente, o organigrama das participações do Grupo Altri pode ser resumido como segue:

ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO

Enquadramento Internacional

O ano de 2009 apresentou-se como o reflexo da crise económico - financeira, de âmbito global, que se precipitou no ano de 2008. O crescimento mundial manteve-se insatisfatoriamente decrescente, face aos períodos expansivos anteriores. Relativamente aos dados do 1º trimestre de 2009, o PIB dos EUA, da UE 27 e do Japão registaram quebras de 2,6%, 4,4% e 9,1% respectivamente, conservando o abrandamento das economias avançadas e a extensão do mesmo para as economias emergentes.

Na Europa, como nos EUA, os governos e bancos centrais reforçaram os esforços de estabilização e sustentação, no entanto, não conseguiram evitar os elevados níveis de volatilidade nos mercados de matérias-primas, monetários, financeiros e cambiais a nível global.

A Zona Euro, assistiu a um expressivo recuo da produção e do emprego, assim como do investimento e do consumo. Entre os resultados perversos do cenário global, destacou-se o aumento do rácio da dívida pública em função do PIB dos estados membros, de 69,3% em 2008 para 84%, a queda do PIB em cerca de 5% acumulados, o aumento da taxa de desemprego para valores próximos dos 10% e perdas significativas nas instituições financeiras. Das medidas extraordinárias adoptadas pelo Banco Central Europeu (BCE), salientou-se a forte baixa da taxa de juro de referência que se fixou nos 1% em Maio (taxa mais baixa de sempre) e a extensão do regime de cedência de liquidez (entre seis meses e um ano) do BCE às outras instituições financeiras que originou, entre outros factores, na descida da taxa de inflação durante 2009.

Os efeitos manifestados na Zona Euro foram também verificados na economia norteamericana. Apesar da economia dos EUA ter apresentado resultados satisfatórios nos últimos trimestres do ano, o PIB dos EUA, no conjunto de 2009, apresentou uma contracção de 2,4%, contrastando com o crescimento de 0,4% do ano de 2008. Neste contexto global, a Reserva Federal Norte Americana manteve a sua actuação incisiva na política monetária, mantendo a taxa de juro directora num intervalo de variação situado entre os 0% e os 0,25%. Esta economia apresentou actuações impactantes ao longo do ano, no entanto, manteve em 2009 valores inquietantes no que concerne à taxa de desemprego, à oscilação da taxa de inflação (por força da evolução do preço do petróleo), à desvalorização do dólar face ao euro, ao elevado défice orçamental e à contracção da procura interna.

Ao nível dos mercados financeiros, a crise financeira fez-se sentir principalmente no 1º semestre de 2009. Na segunda metade do ano, os sinais das actuações extraordinárias reflectiram-se na confiança dos investidores, registando-se nas bolsas europeias subidas superiores a 20%. O sucesso dos índices bolsitas foi também sentido com a subida de 82% da bolsa brasileira e da bolsa chinesa de Xangai apresentando uma subida de 20%. Em Portugal, o PSI 20 seguiu a tendência internacional e europeia e encerrou o ano com ganhos superiores a 30%, face ao início do ano.

Enquadramento Nacional

Durante 2009, a economia portuguesa espelhou a condição generalizada de toda a Zona Euro. As perspectivas de evolução sentidas entre 2006 e 2007 foram interrompidas em 2008 e revistas em baixa em 2009. Verificou-se uma redução no PIB em termos homólogos, de 2,6%, traduzindo a contracção das componentes que o constituem, com excepção do consumo público. As contas públicas evidenciaram um grau de deterioração substancialmente superior ao esperado. O défice estrutural, em 2009 atingiu os 8,1% do PIB, aspecto que decorre sobretudo da receita, que apresentou uma diminuição face às previsões anuais. A dívida pública portuguesa situou-se nos 76,6% do PIB, um aumento de 10,3 p.p. face a 2008.

A deterioração da actividade económica, durante o ano, reflectiu-se no mercado de trabalho e na evolução dos preços. A taxa de desemprego atingiu os 9,5%, aumentando 1,9 pontos percentuais (p.p) face a 2008, registando-se adicionalmente uma diminuição do emprego em 2,9% face ao período homólogo. Ao longo de 2009, o mercado de trabalho acarretou os aspectos profundos da crise que se fez sentir na quebra da produtividade, nos níveis de consumo privado e no endividamento das famílias portuguesas. Relativamente à evolução da inflação, os preços dos produtos energéticos e dos produtos alimentares (especialmente os não transformados) apresentaram quebras sucessivas em termos homólogos, nos últimos meses, representando o contributo mais importante para a diminuição da taxa de inflação média anual (-0,8%), o que face à Zona Euro representa uma das taxas mais negativas. Isto verifica-se pois estes produtos pesam mais do que na média da Área Euro, no total do cabaz do IHPC (Índice Harmonizado de Preço no Consumidor).

Na generalidade, Portugal apresentou resultados semelhantes aos observados nas economias Europeias e na generalidade dos países desenvolvidos. Este é o resultado de uma economia aberta e integrada como se apresenta a economia portuguesa, em que a disseminação das perturbações no sistema financeiro e a desaceleração da actividade económica mundial continuou a ter implicações desfavoráveis, tal como já se verificava em 2008. Manteve-se a incerteza dos mercados financeiros, e o controlo extraordinário nos mercados monetários, que não premiaram nem incentivaram o investimento e dificultaram a poupança. Adicionalmente, foca-se em 2009 a propagação destas perturbações na actividade económica interna, e principalmente, da deterioração do mercado de trabalho e de aspectos relacionados com as condições sociais (condições das reformas nacionais, nível de vida, saúde, educação).

Perspectivas futuras

Durante o ano de 2009, o cenário macroeconómico apresentou uma desaceleração da economia global, em reflexo da crise económico-financeira que despoletou nos últimos meses de 2008. Neste período, registaram-se os maiores níveis de instabilidade dos mercados financeiros das últimas décadas, bem como uma redução da actividade económica na generalidade dos países, com efeito significativo no comércio mundial.

A partir do 2º trimestre de 2009, os indicadores globais começaram a apontar para uma recuperação económica, nomeadamente pelo aumento do nível de confiança dos agentes económicos e nos indicadores quantitativos, como o PIB e o comércio mundial, apesar das taxas de crescimento se manterem negativas.

Esta evolução deveu-se, em grande medida, à actuação dos estabilizadores automáticos, bem como à retracção do preço das matérias-primas, ao aumento dos apoios sociais cedidos pelos governos e à redução das taxas de juro. Estas medidas contribuíram para o desagravamento do comportamento dos mercados financeiros e para a recuperação das economias.

Relativamente à economia portuguesa, esta tem evidenciado um conjunto de fragilidades de natureza estrutural, que têm limitado o seu crescimento potencial ao longo dos últimos anos, num contexto de aumento da concorrência nos mercados internacionais, nomeadamente ao nível da produtividade do factor trabalho.

Para 2010, perspectiva-se que o desempenho da economia portuguesa se apresente mais favorável face a 2009, reflectindo os sinais de retoma, embora lenta, da economia mundial.

O crescimento do Produto Interno bruto (PIB) estima-se em 0,7 por cento para 2010 e 1,4 por cento em 2011, depois de uma contracção de 2,6 por cento verificada em 2009.

Esta projecção para o crescimento da actividade económica tem subjacente o aumento da procura externa, a qual já tem vindo a beneficiar das medidas implementadas pelas autoridades no sentido de promover a estabilidade financeira e dos estímulos monetários e orçamentais implementados nas principais economias mundiais.

Relativamente à taxa de desemprego em Portugal, as perspectivas apontam para um agravamento, atingindo cerca de 9,8% em 2010, face a 9,6% em 2009.

A taxa de inflação estima-se que atinja 0,7% em 2010 e 1,6% em 2011, em resultado sobretudo do aumento do preço do petróleo, do aumento das importações de bens não energéticos e de um crescimento moderado dos custos unitários do trabalho.

No que respeita à dívida pública, estima-se que esta se situe nos 84% do PIB em 2010, face aos 76,6% atingidos em 2009. De notar que a dívida pública portuguesa situa-se acima da média europeia e que, juntamente com os défices primários estruturais, será um factor determinante na sustentabilidade das finanças públicas a médio/longo prazo.

EVOLUÇÃO BOLSISTA

(Nota: Consideramos o PSI 20 como um índice com valor inicial idêntico ao do título em análise, de forma a possibilitar uma melhor comparação das variações das cotações.)

O PSI 20 apresentou desde os primeiros meses de 2009 sinais de recuperação face ao baixo desempenho de 2008. Após um primeiro trimestre de restabelecimento ligeiro, a cotação do PSI 20 atingiu em Março o seu mínimo, manifestando a partir dessa data uma fase marcada pela recuperação consistente, tendo crescido 22% em apenas 4 meses e 30% em todo o ano. A bolsa portuguesa acompanhou ao longo do ano de 2009 os principais índices bolsistas nos seus movimentos de recuperação que se traduz numa valorização de 33,5% dos principais índices.

No ano de 2009, o principal índice bolsista português, o PSI-20, apresentou uma valorização de 33,5%, encerrando nos 8.463,85 pontos equivalente a um ganho de 17,5 mil milhões de euros, conseguindo a bolsa portuguesa o segundo melhor desempenho da Europa, apenas superada pelo índice holandês.

A Altri acompanhou a tendência da bolsa portuguesa nos primeiros nove meses do ano, mas no último trimestre apresentou uma performance significativamente melhor do que o PSI 20 acompanhando a evolução do preço da pasta de papel branqueada.

Evolução bolsista

A cotação das acções da Altri aumentou cerca de 90% durante 2009 encerrando com um valor unitário de 4 Euros e uma capitalização bolsista de cerca 409,7 milhões de Euros.

Foram transaccionadas durante o exercício cerca de 104,4 milhões de títulos da Altri, volume relevante se tivermos em consideração que o seu capital é composto por cerca de 103 milhões de acções.

Os principais eventos que marcaram a evolução dos títulos da Empresa durante o exercício de 2009 podem ser descritos cronologicamente do seguinte modo:

Evolução bolsista

  • Em 9 de Janeiro de 2009, o Grupo anunciou o encerramento da unidade industrial de papel Kraft por si detida – CPK Papel Kraft, S.A. Esta decisão foi tomada na sequência da diminuição das perspectivas do negócio do papel Kraft e da constatação do contributo negligenciável desta unidade produtiva para o resultado do Grupo Altri. Esta medida permite ao grupo concentrar a actividade no seu core business – a exploração florestal e produção de pasta de papel;
  • Através de comunicado efectuado em 25 de Março de 2009, o Grupo anunciou a sua performance financeira relativamente ao exercício de 2008, cifrando-se o resultado líquido consolidado (atribuível aos accionistas da Empresa-mãe) em cerca de 4,67 milhões de Euros. Os proveitos operacionais consolidados ascenderam a 280 milhões de Euros o que corresponde a um decréscimo de cerca de 3% face ao período homólogo anterior. O EBITDA consolidado cifrouse em cerca de 69 milhões de Euros, tendo registado um decréscimo de 16% face ao ano de 2007. A Empresa anunciou ainda o registo de um custo de imparidade de cerca de 5,8 milhões de Euros, relativos a stocks da Celtejo (a CPK era integralmente fornecida pela Celtejo e encerrou em Dezembro 2008);
  • Em 27 de Maio de 2009 foram comunicados ao mercado os resultados da Altri relativos ao primeiro trimestre de 2009. Durante o primeiro trimestre de 2009, os proveitos operacionais totais atingiram, aproximadamente, 62,8 milhões de Euros, o que corresponde a um decréscimo de 18% face aos proveitos registados no período homólogo de 2008. O EBITDA superou os 9,5 milhões de Euros, o que corresponde a um decréscimo de 52% face aos 20 milhões de Euros registados no período homólogo de 2008;

  • Através de comunicado efectuado em 26 de Agosto de 2009, o Grupo anunciou a sua performance relativamente ao primeiro semestre de 2009, cifrando-se o resultado líquido incluindo interesses minoritários em cerca de - 13,1 milhões de Euros, dos quais 1 milhão de Euros corresponde a unidades operacionais em descontinuação. Os proveitos operacionais consolidados ascenderam a cerca de 141,5 milhões de Euros cifrando-se o EBITDA em 13,8 milhões de Euros;

  • Em 25 de Novembro de 2009 foram comunicados ao mercado os resultados da Altri relativos ao terceiro trimestre de 2009. O Grupo Altri atingiu proveitos operacionais consolidados de cerca de 222,3 milhões de Euros, o que corresponde a um decréscimo de 2,5% face aos valores registados no 3º trimestre de 2008. O EBITDA cifrou-se em cerca de 25,3 milhões de Euros, tendo registado um decréscimo de 55,4% face ao 3º trimestre de 2008. Estes factos conduziram a um resultado líquido consolidado superior a -12 milhões de Euros (11,1 milhões de Euros no 3º trimestre de 2008), dos quais 1,1 milhões de Euros correspondem a unidades operacionais em descontinuação;
  • Através de comunicado de 5 de Janeiro de 2010 a Altri informou que registou em 2009 um recorde absoluto de produção de pasta de eucalipto, cujo total agregado atingiu cerca de 658 mil toneladas, o que representa um crescimento de 30% face ano de 2008.

ACTIVIDADE DO GRUPO

Tendo a sua génese sido o resultado de um processo de reestruturação do Grupo Cofina com o objectivo de agregar numa holding distinta as áreas de actividade industrial, a Altri foi até 1 de Junho de 2008 detentora de interesses nos sectores de Pasta e Papel, bem como nos Aços e Sistemas de armazenagem, data em que procedeu à cisão da actividade de Aços e sistemas de armazenagem. Esta reestruturação inseriu-se numa lógica de focalização e transparência dos negócios da Altri, visando conferir a cada das áreas uma maior visibilidade e percepção de valor pelo mercado. Em Janeiro de 2009 o Grupo encerrou oficialmente a unidade industrial de papel Kraft por si detida – CPK Papel Kraft. Esta medida permitiu ao grupo concentrar a actividade no seu core business - a exploração florestal e produção de pasta de papel.

As principais participações financeiras em que a Altri é maioritária são detidas através da Celulose do Caima, SGPS e são as seguintes:

  • Caima – Indústria de Celulose (Constância), produção e comercialização de pasta de papel;

  • Celbi – Celulose da Beira Industrial, S.A. (Figueira da Foz), produção e comercialização de pasta de papel;

  • Celtejo – Empresa de Celulose do Tejo, S.A. (Vila Velha de Ródão), produção e comercialização de pasta de papel;

  • Silvicaima – Sociedade Silvícola do Caima, S.A. (Constância), unidade detentora e gestora de recursos florestais do grupo;

Adicionalmente, com o objectivo de apoiar as suas necessidades energéticas e expandir a sua actividade para um sector considerado interessante do ponto de vista estratégico, o Grupo detém ainda uma participação de 50% no capital da EDP Bioeléctrica.

Em 31 de Dezembro de 2009 a estrutura completa de participação do Grupo Altri é a seguinte:

Mercado da pasta de papel

Durante o ano de 2009, o mercado da pasta de eucalipto evidenciou dois comportamentos distintos: durante a primeira metade do ano, o preço registou uma trajectória descendente, tendo atingido o mínimo de 480 USD em Abril (devido à taxa de câmbio, o mínimo em Euros foi atingido em Junho, com 351 Euros). A partir dessa data, o preço inverteu esta tendência, tendo no final do ano atingido 700 USD (486 Euros).

Evolução do preço pasta BEKP 2009 (€) Fonte FOEX

500,00

300,00 Dez-08 Jan-09 Fev-09 Mar-09 Abr-09 Mai-09 Jun-09 Jul-09 Ago-09 Set-09 Out-09 Nov-09 Preço médio pasta BEKP por período (€) Fonte FOEX

2009 2008 var%
402,4 536,5 -25%

Em termos das dinâmicas do mercado da pasta, em 2009 verificaram-se dois factores que devem ser salientados: (1) por um lado, assistiu-se a um ressurgimento da procura, com especial incidência proveniente da China e; por outro lado (2), o nível de preço extremamente baixo atingido no primeiro semestre do ano acelerou uma transformação estrutural, que se materializou no encerramento de capacidade em geografias onde os custos de produção são mais elevados.

Em termos de procura, o mercado total das pastas branqueadas terá atingido mais de 45 milhões de toneladas (+0,8% vs 2008), sendo que a procura total de pasta de eucalipto ascendeu a cerca de 15,1 milhões de toneladas (+14% vs 2008). Relativamente à pasta de eucalipto, em 2009 a Europa continua a ser o maior mercado, com uma quota de cerca de 39%, enquanto que a China apresentou uma quota de mercado de 26%.

Em termos de oferta, em 2009 a capacidade instalada total de eucalipto ascendeu a cerca de 15,5 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de cerca de 8% face a 2009. Em termos de encerramentos, durante 2009 estima-se que mais de 4 milhões de toneladas (de pasta branqueada) terão saído do mercado, de forma temporária e/ou permanente.

Estas acções contribuíram para a redução dos stocks de pasta disponíveis nos portos europeus, que atingiu um dos seus mínimos históricos em Novembro de 2009, com cerca de 651,5 mil toneladas. Em Dezembro, o nível dos stocks nos portos europeus era de 762,4 mil toneladas.

Evolução dos stock de pasta nos portos europeus desde 2004 até YE09 (ton) Fonte EUROPULP

Assim, a partir de Maio de 2009 foram anunciados 6 aumentos de preço consecutivos, que levaram o preço de mercado da pasta BEKP a subir de 480 USD/ton em Abril de 2009 para um preço de mercado em Dezembro de 2009 de 700 USD/ton, o que corresponde a um crescimento de 46%. No entanto, devido à desvalorização da moeda americana, quando transformado em Euros este crescimento é de 38%.

Por outro lado, foram adiados ou cancelados vários projectos internacionais de expansão de capacidade e de novas unidades que estavam em pipeline.

Evolução do preço pasta BEKP desde 2002 até YE09 (€) Fonte FOEX

O preço de mercado da pasta BEKP (de acordo com o PIX), no final de 2009, era de 700 USD/ton, o que correspondia a um valor de 486 EUR/ton.

Durante o ano de 2009 as vendas totais de pasta realizadas pelas três unidades ascenderam a cerca de 677,3 mil toneladas de pasta, o que corresponde a um crescimento superior a 42% em relação às 476,6 mil toneladas de pasta vendidas durante o ano de 2008.

Evolução trimestral das vendas de pasta (toneladas)

Em termos trimestrais, verifica-se que as vendas de pasta realizadas no 4º trimestre de 2009 foram inferiores às realizadas no trimestre anterior embora a produção tenha sido superior. Tal facto ficou a dever-se à constituição de stocks estratégicos, com o objectivo de suprir a menor produção que se verificou nos meses de Janeiro e Fevereiro de 2010, motivada pela paragem para instalação da nova turbina de cogeração na Celbi.

Vendas de pasta por região e por utilização

Em termos do detalhe das vendas de pasta por destino, registe-se que em 2009 a Altri exportou mais de 97% da sua produção, com destaque especial para o mercado europeu. Em termos de utilização, o segmento de tissue apresenta o maior peso relativo, com uma quota de 36%.

Por outro lado, as receitas líquidas de energia eléctrica produzida através de cogeração e da venda de outros derivados florestais (licor e casca) ascenderam, em 2009, a cerca de 13 milhões de Euros.

CELBI

A Celbi atingiu durante o exercício de 2009 vendas de 401,1 mil toneladas de pasta de papel, o que significa um acréscimo de 48,3% face ao exercício anterior.

No que se refere à produção de pasta de papel esta ascendeu a 401,3 mil toneladas, 45,9% acima da produção do exercício anterior, em resultado do projecto de aumento de capacidade que decorreu até 2009.

CAIMA

Em 2009, o volume de vendas foi de 113,3 mil toneladas de pasta o que representa um acréscimo de 10,3% face às vendas registadas em 2008. A Península Ibérica e a restante Europa comunitária continuaram a ser os principais mercados.

No exercício de 2009 produziram-se 115,3 mil toneladas de pasta, volume que se situou 1,8% acima da produção do exercício anterior e que configura uma exploração optimizada da capacidade produtiva da fábrica.

A Silvicaima continua a ter um papel importante no abastecimento das empresas do grupo.

CELTEJO

O volume de vendas, no exercício de 2009, ascendeu a 162,9 mil toneladas de pasta, representando um acréscimo de 52,3 % face ao ano anterior.

No que se refere à produção de pasta de papel esta ascendeu a 141,2 mil toneladas, 14,8% acima da produção do exercício anterior

O Grupo está a aumentar a sua capacidade de produção nas suas unidades, com especial destaque para a Celbi. A Altri estima atingir em 2010 uma capacidade de produção total de 910 mil toneladas de pasta, facto que colocará a empresa entre as 10 maiores do mundo na área da pasta de eucalipto.

Durante o exercício de 2009 as instalações produtivas do sector do papel e pasta de papel continuaram a cumprir escrupulosamente a legislação ambiental, nomeadamente no que se refere aos parâmetros das emissões líquidas e gasosas, bem como à gestão e valorização dos resíduos sólidos.

ANÁLISE FINANCEIRA

A informação financeira consolidada da Altri relativa ao ano de 2009 e respectivos comparativos com o período homólogo de 2008 foi preparada de acordo com os princípios de reconhecimento e mensuração das Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adoptadas pela União Europeia.

Actualmente a actividade da Altri é a gestão florestal e a produção de pasta de papel. No entanto, no exercício de 2008, a Altri desenvolvia outras actividades, nomeadamente no sector dos aços (através da FRamada) e produção de papel de embalagem (através da CPK). A FRamada saiu do perímetro de consolidação da Altri em Junho de 2008 e a CPK foi encerrada em Dezembro de 2008. Deste modo, o resultado da actividade da FRamada e da CPK em 2008 está contabilizado na rubrica "Resultado do período de unidades operacionais em descontinuação".

Adicionalmente, embora a CPK tenha sido encerrada em Dezembro de 2008, durante o exercício de 2009 foram registados resultados associados à alienação dos seus activos, os quais foram contabilizados em "Resultado do período de unidades operacionais em descontinuação".

Assim sendo, os principais dados e indicadores da actividade consolidada do Grupo Altri podem ser resumidos como seguem:

2009 2008 Var %
Receitas totais 309,609 280,174 10,5%
Custo das vendas 112,018 79,543 40,8%
Fornecimento de serviços externos 109,012 86,637 25,8%
Custos com o pessoal 33,392 30,924 8,0%
Provisões e perdas por imparidade 0,928 5,823 -84,1%
Outros custos 2,760 8,718 -68,3%
Custos totais (a) 258,110 211,644 22,0%
EBITDA (b) 51,499 68,530 -24,9%
margem 16,6% 24,5% -7,8 pp
Amortizações e depreciações 38,911 28,821 35,0%
EBIT (c) 12,588 39,709 -68,3%
margem 4,1% 14,2% -30.7 pp
Resultados relativos a activos classificados como detidos para venda 0,000 -0,252 -
Resultados relativos a empresas associadas -0,242 -1,075 77,5%
Resultados relativos a outros investimentos 0,109 -0,521 121,0%
Custos financeiros -29,856 -46,375 35,6%
Proveitos financeiros 4,670 10,776 -56,7%
Resultado financeiro -25,319 -37,446 -32,4%
Resultado Antes de Imposto -12,731 2,262 ss
Impostos sobre o rendimento 0,766 1,895 ss
Interesses minoritários -0,032 0,048 ss
Resultado Líquido -11,933 4,109 ss
Resultado do periodo de unidades operacionais em descontinuação 1,023 0,559 83,1%
Resultado Líquido Consolidado -10,910 4,668 ss

valores em milhares de Euros

(a) custos operacionais excluindo amortizações, custos financeiros e impostos

(b) EBITDA = resultado antes de resultados financeiros, impostos, amortizações e depreciações

(c) EBIT = resultado antes de resultados financeiros e impostos

Em termos anuais, as receitas ascenderam a 309,6 milhões de Euros, uma subida de 10,5% face aos 280,2 milhões de Euros registados em 2008. O EBITDA ascendeu a cerca de 51,5 milhões de Euros (-25%) e o EBIT foi de 12,6 milhões de Euros. O resultado líquido consolidado foi de cerca de -11 milhões de Euros.

1Q 09 2Q 09 3Q 09 4Q09
Receitas totais 62,753 78,744 80,823 87,289
Custo das vendas 22,690 34,839 32,388 22,101
Fornecimento de serviços externos 22,204 29,419 28,255 29,135
Custos com o pessoal 7,415 8,999 7,934 9,044
Provisões e perdas por imparidade 0,000 1,050 0,100 -0,222
Outros custos 0,847 0,248 0,655 1,010
Custos totais (a) 53,155 74,555 69,332 61,068
EBITDA (b) 9,598 4,189 11,491 26,221
margem 15,3% 5,3% 14,2% 30,0%
Amortizações e depreciações 9,581 5,899 6,173 17,259
EBIT (c) 0,017 -1,710 5,318 8,962
margem 0,0% -2,2% 6,6% 10,3%
Resultados relativos a activos classificados como detidos para venda 0,000 0,000 0,000 0,000
Resultados relativos a empresas associadas -0,705 0,077 0,099 0,287
Resultados relativos a outros investimentos -0,012 0,058 0,084 -0,021
Custos financeiros -8,929 -7,028 -7,126 -6,772
Proveitos financeiros 2,714 0,011 1,093 0,851
Resultado financeiro -6,932 -6,882 -5,850 -5,655
Resultado Antes de Imposto -6,915 -8,592 -0,532 3,307
Impostos sobre o rendimento 1,564 0,760 0,556 -2,114
Interesses minoritários -0,029 -0,003 -0,003 0,003
Resultado Líquido -5,321 -7,829 0,027 1,191
Resultado do periodo de unidades operacionais em descontinuação -0,540 1,617 0,026 -0,079
Resultado Líquido Consolidado -5,861 -6,212 0,052 1,111

valores em milhares de Euros

(a) custos operacionais excluindo amortizações, custos financeiros e impostos (b) EBITDA = resultado antes de resultados financeiros, impostos, amortizações e depreciações

(c) EBIT = resultado antes de resultados financeiros e impostos

Ao nível da evolução da performance financeira trimestral verifica-se globalmente o reflexo do aumento da capacidade instalada, do aumento do preço de venda e da melhoria da eficiência produtiva ao longo do ano.

De destacar ainda que o EBITDA registado no quarto trimestre de 2009 foi de cerca de 26,2 milhões de Euros, o que corresponde ao valor mais alto alguma vez registado pela Altri.

O investimento total (CAPEX) durante o ano ascendeu a 92,1 milhões de Euros. Registe-se que, com a conclusão da nova linha de pasta da Celbi, o ciclo de investimento iniciado pela Altri em 2006 está praticamente concluído.

O endividamento nominal remunerado líquido da Altri em 31 de Dezembro de 2009 ascendeu a 799,98 milhões de Euros. Tendo em conta o total de custos financeiros registados durante o exercício em causa (cerca de 29,9 milhões de Euros), o custo médio da dívida foi de 3,7%.

De acordo com o actual plano da dívida, é expectável que durante o exercício de 2010, a Altri tenha amortizações de dívida inferiores a 25 milhões de Euros.

As necessidades de financiamento encontram-se integralmente asseguradas, detendo a Empresa disponibilidades que, no final de Dezembro de 2009, ascendiam a 80,2 milhões de Euros. Por outro lado, a Altri detém cerca de 98,2 milhões de Euros de linhas de financiamento disponíveis não utilizadas.

PERSPECTIVAS PARA O EXERCÍCIO DE 2010

Com a estabilização dos processos de produção, fundamentalmente na Celbi e na Celtejo, e com a entrada em funcionamento dos equipamentos que foram objecto dos investimentos realizados nos últimos anos é previsível, para 2010, um aumento significativo na Produção de Pasta no Grupo Altri. Por outro lado o aumento da eficiência esperado, em virtude da regularidade no funcionamento das fábricas, permite antecipar uma optimização dos Custos de Produção por tonelada de pasta produzida.

Com a inversão verificada, no preço da Pasta, em Maio de 2009, após se ter atingido o valor mínimo de 480USD em Abril do mesmo ano, os preços iniciaram uma trajectória ascendente alcançando no final do ano o valor de 700USD.

O ressurgimento da procura, com especial incidência no mercado chinês, e o encerramento temporário ou definitivo de algumas unidades, localizadas geograficamente em zonas com custos de produção mais elevados, provocaram uma diminuição dos stocks de pasta disponíveis, tendo-se atingido, em Novembro de 2009 nos portos europeus, o valor histórico e anormalmente baixo de cerca de 651.5 mil toneladas.

Assim para 2010, aliada à retoma económica que se começa a verificar, fundamentalmente nos países emergentes, e à perturbação na oferta provocada pelo desastre no Chile, é de prever que a procura se mantenha em níveis bastante interessantes permitindo, como tal, senão a subida pelo menos a sustentabilidade dos preços actuais.

PROPOSTA DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO PARA APLICAÇÃO DO RESULTADO LÍQUIDO INDIVIDUAL

A Altri, S.G.P.S., S.A. na qualidade de holding do Grupo, registou nas suas contas individuais preparadas de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal um resultado líquido negativo de 2.004.309,13 Euros, para o qual, nos termos legais e estatutários, o Conselho de Administração propõe à Assembleia Geral a sua transferência para a rubrica "Resultados transitados".

GOVERNO DA SOCIEDADE

A Altri adopta os Regulamentos e Recomendações sobre o Governo das Sociedades nos termos descritos ao longo deste relatório.

Este relatório, atendendo à circular emitida pela CMVM a 17 de Fevereiro de 2010, foi elaborado de acordo com o Regulamento da CMVM n.º 1/2007, de 21 de Novembro, com as alterações introduzidas pelo Regulamento da CMVM n.º 5/2008, de 15 de Outubro e com o Código de Governo das Sociedades e pretende ser o resumo dos aspectos fundamentais da gestão da Sociedade no que respeita ao Conselho de Administração, tendo em conta a necessidade de transparência relativamente a esta matéria e a premência de comunicação para com os investidores e os destinatários da informação.

São adicionalmente cumpridos os deveres de informação exigidos pela lei 28/2009, de 19 de Junho, pelos artigos 447º e 448º do Código das Sociedades Comerciais e pelo Regulamento da CMVM n.º 5/2008.

0. Declaração de cumprimento

0.1 Indicação do local onde se encontram disponíveis ao público os textos dos códigos de governo das sociedades aos quais o emitente se encontre sujeito

Este relatório, atendendo à circular emitida pela CMVM a 17 de Fevereiro de 2010, foi elaborado de acordo com o Regulamento da CMVM n.º 1/2007, de 21 de Novembro, com as alterações introduzidas pelo Regulamento da CMVM n.º 5/2008, de 15 de Outubro e com o Código de Governo das Sociedades, disponíveis em www.cmvm.pt.

0.2 Indicação discriminada das recomendações contidas no Código do Governo das Sociedades da CMVM adoptadas e não adoptadas

A Altri, S.G.P.S., S.A. cumpre com a maioria das recomendações da CMVM relativas ao Governo das Sociedades como segue:

Recomendações da CMVM sobre o Governo das Sociedades Cumpre Não
cumpre
Não
aplicável
I. ASSEMBLEIA GERAL
I.1. MESA DA ASSEMBLEIA GERAL
I.1.1 O presidente da mesa da assembleia geral deve dispor de recursos humanos e logísticos de apoio que sejam
adequados às suas necessidades, considerada a situação económica da sociedade.
I.1.2 A remuneração do presidente da mesa da assembleia deve ser divulgada no relatório anual sobre o governo da
sociedade.

I.2. PARTICIPAÇÃO NA ASSEMBLEIA
I.2.1 A antecedência do depósito ou bloqueio das acções para a participação em assembleia geral imposta pelos
estatutos não deve ser superior a 5 dias úteis.
I.2.2 Em caso de suspensão da reunião da assembleia geral, a sociedade não deve obrigar ao bloqueio durante todo o
período até que a sessão seja retomada, devendo bastar-se com a antecedência ordinária exigida na primeira sessão.
I.3. VOTO E EXERCÍCIO DO DIREITO DE VOTO
I.3.1 As sociedades não devem prever qualquer restrição estatutária do voto por correspondência.
I.3.2 O prazo estatutário de antecedência para a recepção da declaração de voto emitida por correspondência não
deve ser superior a 3 dias úteis.
I.3.3 As sociedades devem prever, nos seus estatutos, que corresponda um voto a cada acção.
I.4. QUÓRUM E DELIBERAÇÕES
I.4.1 As sociedades não devem fixar um quórum constitutivo ou deliberativo superior ao previsto por lei.
I.5. ACTAS E INFORMAÇÃO SOBRE DELIBERAÇÕES ADOPTADAS
I.5.1 As actas das reuniões da assembleia geral devem ser disponibilizadas aos accionistas no sitio Internet da
sociedade no prazo de 5 dias, ainda que não constituam informação privilegiada, nos termos legais, e deve ser mantido
neste sítio um acervo histórico das listas de presença, das ordens de trabalhos e das deliberações tomadas relativas às
reuniões realizadas, pelo menos, nos 3 anos antecedentes.
I.6. MEDIDAS RELATIVAS A MUDANÇA DO CONTROLO
I.6.1 As medidas que sejam adoptadas com vista a impedir o êxito de ofertas públicas de aquisição devem respeitar os
interesses da sociedade e dos seus accionistas.
I.6.2 Os estatutos das sociedades que, respeitando o princípio na alínea anterior, prevejam a limitação do número de
votos que possam ser emitidos ou exercidos por um único accionista, de forma individual ou em concertação com
outros accionistas, devem prever igualmente que seja consignado que, pelo menos de cinco em cinco anos será sujeita
a deliberação pela Assembleia Geral a manutenção ou não dessa disposição estatutária – sem requisitos de quórum
agravado relativamente ao legal - e que nessa deliberação se contam todos os votos emitidos sem que aquela
limitação funcione.
I.6.3 Não devem ser adoptadas medidas defensivas que tenham por efeito provocar automaticamente uma erosão
grave no património da sociedade em caso de transição de controlo ou de mudança da composição do órgão de
administração, prejudicando dessa forma a livre transmissibilidade das acções e a livre apreciação pelos accionistas do
desempenho dos titulares do órgão de administração.
II. ORGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E DE FISCALIZAÇÃO
II.1. TEMAS GERAIS
II.1.1. ESTRUTURA E COMPETÊNCIA
II.1.1.1 O órgão de administração deve avaliar no seu relatório de governo o modelo adoptado, identificando eventuais
constrangimentos ao seu funcionamento e propondo medidas de actuação que, no seu juízo, sejam idóneas para os
superar.
II.1.1.2 As sociedades devem criar sistemas internos de controlo, para a detecção eficaz de riscos ligados à actividade
da empresa, em salvaguarda do seu património e em benefício de transparência do seu governo societário.
II.1.1.3 Os órgãos de administração e fiscalização devem ter regulamentos de funcionamento os quais devem ser
divulgados no sítio na Internet da sociedade.
Recomendações da CMVM sobre o Governo das Sociedades Cumpre Não
cumpre
Não
aplicável
II.1.2. INCOMPATIBILIDADES E INDEPENDÊNCIA
II.1.2.1 O conselho de administração deve incluir um número de membros não executivos que garanta efectiva
capacidade de supervisão, fiscalização e avaliação da actividade dos membros executivos.
II.1.2.2 De entre os administradores não executivos deve contar-se um número adequado de administradores
independentes, tendo em conta a dimensão da sociedade e a sua estrutura accionista, que não pode em caso algum
ser inferior a um quarto do número total de administradores.
II.1.3. ELIGIBILIDADE E NOMEAÇÃO
II.1.3.1 Consoante o modelo aplicável, o presidente do conselho fiscal, da comissão de auditoria ou da comissão para
as matérias financeiras deve ser independente e possuir as competências adequadas ao exercício das respectivas
funções.
II.1.4. POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DE IRREGULARIDADES
II.1.4.1 A sociedade deve adoptar uma política de comunicação de irregularidades alegadamente ocorrida no seu seio,
com os seguintes elementos: i) indicação dos meios através dos quais as comunicações de práticas irregulares podem
ser feitas internamente, incluindo as pessoas com legitimidade para receber comunicações; ii) indicação do tratamento
a ser dado às comunicações, incluindo tratamento confidencial, caso assim seja pretendido pelo declarante.
II.1.4.2 As linhas gerais desta política devem ser divulgadas no relatório sobre o governo das sociedades.
II.1.5. REMUNERAÇÃO
II.1.5.1 A remuneração dos membros do órgão de administração deve ser estruturada de forma a permitir o
alinhamento dos interesses daqueles como os interesses da sociedade. Neste contexto: i) a remuneração dos
administradores que exerçam funções executivas deve integrar uma componente baseada no desempenho, devendo
tomar por isso em consideração a avaliação de desempenho realizada periodicamente pelo órgão ou comissão
competentes; ii) a componente variável deve ser consistente com a maximização do desempenho de longo prazo da
empresa e dependente da sustentabilidade das variáveis de desempenho adoptadas; iii) quando tal não resulte
directamente de imposição legal, a remuneração dos membros não executivos do órgão de administração deve ser
exclusivamente constituída por uma quantia fixa.
II.1.5.2 A comissão de remunerações e o órgão de administração devem submeter à apreciação pela assembleia geral
anual de accionistas de uma declaração sobre a política de remunerações, respectivamente, dos órgãos de
administração e fiscalização e dos demais dirigentes na acepção do nº 3 do artigo 248º -B do Código dos Valores
Mobiliários, neste contexto, devem, nomeadamente, ser explicitados aos accionistas os critérios e os principais
parâmetros para a avaliação do desempenho para determinação da componente variável, quer se trate de prémios em
acções, opções de aquisição de acções, bónus anuais ou de outras componentes.
II.1.5.3 Pelo menos um representante da comissão de remunerações deve estar presente nas assembleias gerais
anuais de accionistas.
II.1.5.4 Deve ser submetida à assembleia geral a proposta relativa à aprovação de planos de atribuição de acções, e/ou
de opções de aquisição de acções ou com base nas variações do preço das acções, a membros dos órgãos de
administração, fiscalização e demais dirigentes, na acepção do n.º 3 do artigo 248.º-B do Código dos Valores
Mobiliários. A proposta deve conter todos os elementos necessários para uma avaliação correcta do plano. A proposta
deve ser acompanhada do regulamento do plano ou, caso o mesmo ainda não tenha sido elaborado, das condições
gerais a que o mesmo deverá obedecer. Da mesma forma devem ser aprovadas em assembleia geral as principais
características do sistema de benefícios de reforma de que beneficiem os membros dos órgãos de administração,
fiscalização e demais dirigentes, na acepção do n.º 3 do artigo 248.º-B do Código dos Valores Mobiliários.
II.1.5.5 A remuneração dos membros dos órgãos de administração e fiscalização deve ser objecto de divulgação anual
em termos individuais, distinguindo-se, sempre que for caso disso, as diferentes componentes recebidas em termos de
remuneração fixa e de remuneração variável, bem como a remuneração recebida em outras empresas do grupo ou em
empresas controladas por accionistas titulares de participações qualificadas.
II.2. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
II.2.1 Dentro dos limites estabelecidos por lei para cada estrutura de administração e fiscalização, e salvo por força da
reduzida dimensão da sociedade, o conselho de administração deve delegar a administração quotidiana da sociedade,
devendo as competências delegadas ser identificadas no relatório anual sobre o Governo da Sociedade.
II.2.2 O conselho de administração deve assegurar que a sociedade actua de forma consentânea com os seus
objectivos, não devendo delegar a sua competência, designadamente, no que respeita a: i) definir a estratégia e as
políticas gerais da sociedade; ii) definir a estrutura empresarial do grupo; iii) decisões que devam ser consideradas
estratégicas devido ao seu montante, risco ou às suas características especiais.
II.2.3 Caso o presidente do conselho de administração exerça funções executivas, o conselho de administração deve
encontrar mecanismos eficientes de coordenação dos trabalhos dos membros não executivos, que designadamente
assegurem que estes possam decidir de forma independente e informada, e deve proceder-se à devida explicitação
desses mecanismos aos accionistas no âmbito do relatório sobre o governo da sociedade.
II.2.4 O relatório anual de gestão deve incluir uma descrição sobre a actividade desenvolvida pelos administradores
não executivos referindo, nomeadamente, eventuais constrangimentos deparados.
II.2.5. O órgão de administração deve promover uma rotação do membro com o pelouro financeiro, pelo menos no fim
de cada dois mandatos.
II.3. ADMINISTRADOR DELEGADO, COMISSÃO EXECUTIVA E CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO EXECUTIVO
II.3.1 Os administradores que exerçam funções executivas, quando solicitados por outros membros dos órgãos sociais,
devem prestar, em tempo útil e de forma adequada ao pedido, as informações por aqueles requeridas.
II.3.2 O presidente da comissão executiva deve remeter, respectivamente, ao presidente do conselho de administração
e, conforme aplicável, ao presidente da conselho fiscal ou da comissão de auditoria, as convocatórias e as actas das
respectivas reuniões.
II.3.3 O presidente do conselho de administração executivo deve remeter ao presidente do conselho geral e de
supervisão e ao presidente da comissão para as matérias financeiras, as convocatórias e as actas das respectivas
Recomendações da CMVM sobre o Governo das Sociedades Cumpre Não
cumpre
Não
aplicável
II.4. CONSELHO GERAL E DE SUPERVISÃO, COMISSÃO PARA AS MATÉRIAS FINANCEIRAS, COMISSÃO DE
AUDITORIA E CONSELHO FISCAL
II.4.1 O conselho geral e de supervisão, além do cumprimento das competências de fiscalização que lhes estão
cometidas, deve desempenhar um papel de aconselhamento, acompanhamento e avaliação contínua da gestão da
sociedade por parte do conselho de administração executivo. Entre as matérias sobre as quais o conselho geral e de
supervisão deve pronunciar-se incluem-se: i) o definir a estratégia e as políticas gerais da
sociedade; ii) a estrutura empresarial do grupo; e iii) decisões que devam ser consideradas estratégicas devido ao seu
montante, risco ou às suas características especiais.
II.4.2 Os relatórios anuais sobre a actividade desenvolvida pelo conselho geral e de supervisão, a comissão para as
matérias financeiras, a comissão de auditoria e o conselho fiscal devem ser objecto de divulgação no sítio da Internet
da sociedade, em conjunto com os documentos de prestação de contas.
II.4.3 Os relatórios anuais sobre a actividade desenvolvida pelo conselho geral e de supervisão, a comissão para as
matérias financeiras, a comissão de auditoria e o conselho fiscal devem incluir a descrição sobre a actividade de
fiscalização desenvolvida referindo, nomeadamente, eventuais constrangimentos deparados.
II.4.4 A comissão para as matérias financeiras, a comissão de auditoria e o conselho fiscal, consoante o modelo
aplicável, devem representar a sociedade, para todos os efeitos, junto do auditor externo, competindo-lhe,
designadamente, propor o prestador destes serviços, a respectiva remuneração, zelar para que sejam asseguradas,
dentro da empresa, as condições adequadas à prestação dos serviços, bem assim como ser o
interlocutor da empresa e o primeiro destinatário dos respectivos relatórios.
II.4.5 A comissão para as matérias financeiras, comissão de auditoria e o conselho fiscal, consoante o modelo
aplicável, devem anualmente avaliar o auditor externo e propor à assembleia geral a sua destituição sempre que se
verifique justa causa para o efeito.
II.5. COMISSÕES ESPECIALIZADAS
II.5.1 Salvo por força da reduzida dimensão da sociedade, o conselho de administração e o conselho geral e de
supervisão, consoante o modelo adoptado, devem criar as comissões que se mostrem necessárias para: i) assegurar
uma competente e independente avaliação do desempenho dos administradores executivos e para a avaliação do seu
próprio desempenho global, bem assim como das diversas comissões existentes; ii)
reflectir sobre o sistema de governo adoptado, verificar a sua eficácia e propor aos órgãos competentes as medidas a
executar tendo em vista a sua melhoria.
II.5.2 Os membros da comissão de remunerações ou equivalente devem ser independentes relativamente aos
membros do órgão de administração.
II.5.3 Todas as comissões devem elaborar actas das reuniões que realizem.
III. INFORMAÇÃO E AUDITORIA
III.1. DEVERES GERAIS DE INFORMAÇÃO
III.1.2 As sociedades devem assegurar a existência de um permanente contacto com o mercado, respeitando o
princípio da igualdade dos accionistas e prevenindo as assimetrias no acesso à informação por parte dos investidores.
Para tal deve a sociedade manter um gabinete de apoio ao investidor.
III.1.3 A seguinte informação disponível no sítio da Internet da sociedade deve ser divulgada em inglês:
a) A firma, a qualidade de sociedade aberta, a sede e os demais elementos mencionados no artigo 171.º do Código
das Sociedades Comerciais;
b) Estatutos;
c) Identidade dos titulares dos órgãos sociais e do representante para as relações com o mercado;
d) Gabinete de Apoio ao Investidor, respectivas funções e meios de acesso;
e) Documentos de prestação de contas;
f) Calendário semestral de eventos societários;

g) Propostas apresentadas para discussão e votação em assembleia geral;

h) Convocatórias para a realização de assembleia geral. √

0.3 Recomendações não adoptadas ou não aplicáveis

As recomendações I.3.2, II.1.1.3, II.1.2.1, II.1.4.1, II.1.4.2, II.1.5.1, II.1.5.2, II.1.5.5 e II.2.1 e II.2.3 não são adoptadas pela Altri ao passo que as recomendações II.1.2.2, II.1.5.4, II.2.4, II.3.2, II.3.3 e II.4.1 não são aplicáveis à Altri, conforme apresentado abaixo:

Recomendações não adoptadas:

  • Recomendação I.3.2: O prazo estatutário de antecedência para a recepção de votos por correspondência é de 5 dias úteis, sendo convicção do Conselho de Administração que a diferença face ao prazo estipulado no Código de Governo das Sociedades (3 dias úteis) não é relevante;
  • Recomendação II.1.1.3: Os órgãos de fiscalização e de administração da Altri não possuem regulamentos de funcionamento formalmente aprovados e divulgados no seu sítio da Internet, no entanto as suas competências estão divulgadas nos estatutos da Altri a qual tem também um código de conduta aplicável a todos os colaboradores do Grupo e extensível aos seus órgãos de administração;

  • Recomendação II.1.2.1: O Conselho de Administração eleito em Assembleia Geral não inclui qualquer membro que possa ser considerado independente nem possui membros não executivos;

  • Recomendação II.1.4.1 e II.1.4.2: Ainda que a política de comunicação de irregularidades internas não esteja formalmente definida, tendo em consideração a proximidade dos membros do Conselho de Administração às actividades das diversas empresas do Grupo e os respectivos colaboradores, a Altri considera que tal proximidade permite que sempre que sejam detectadas irregularidades as mesmas sejam prontamente comunicadas ao Conselho de Administração, que assegura a implementação de procedimento que visa lidar de modo eficaz e justo com as eventuais irregularidades detectadas. Ao nível das competências na avaliação de questões éticas e da estrutura e governo societário, tais funções são exercidas directamente pelo Conselho de Administração, que mantém um debate constante sobre esta problemática;
  • Recomendação II.1.5.1: Os critérios de atribuição da remuneração variável dos membros do Conselho de Administração não se encontram formalmente definidos. No entanto, o Conselho de Administração irá propor na Assembleia geral de aprovação de contas de 2009 a formalização daqueles critérios, reflectindo o seu alinhamento com os objectivos de médio e longo prazo da Sociedade;
  • Recomendação II.1.5.2: A Altri, S.G.P.S., S.A. entende a divulgação dos parâmetros de cálculo da componente variável da remuneração dos membros do Conselho de Administração não traz informação relevante para os accionistas, sendo divulgada no relatório de gestão informação genérica sobre a remuneração fixa e variável dos administradores;
  • Recomendação II.1.5.5: A Altri, S.G.P.S., S.A. divulga no presente capítulo informação relativa à remuneração fixa e variável dos seus administradores, entendendo que a divulgação da remuneração individual de cada administrador não traz informação relevante para os accionistas;
  • Recomendações II.2.1 e II.2.3: Todos os administradores da Altri, S.G.P.S., S.A. são executivos e integram a administração das empresas operacionais.

Recomendações não aplicáveis:

  • Recomendações II.1.2.2 e II.2.4: O Conselho de Administração eleito em Assembleia Geral não possui membros não executivos, pelo que estas recomendações não são aplicáveis à Altri;
  • Recomendação II.1.5.4: A Altri, S.G.P.S., S.A. não tem qualquer plano de atribuição de acções ou de opções de aquisição de acções aos membros dos órgãos sociais, nem aos seus trabalhadores, pelo que esta recomendação não é aplicável à Altri;
  • Recomendação II.3.2: A Altri não tem uma comissão executiva pelo que esta recomendação não lhe é aplicável;

  • Recomendações II.3.3 e II.4.1: A Altri não tem conselho geral e de supervisão nem comissão para as matérias financeiras pelo que estas recomendações não lhe são aplicáveis.

  • 0.4 Aferição da independência dos membros dos órgãos sociais

Os membros dos órgãos sociais, com excepção do Conselho de Administração, são considerados independentes, sendo a sua independência aferida no momento da sua designação pela Altri e confirmada através de declaração expressa dos mesmos.

I. ASSEMBLEIA GERAL

I.1 Mesa da Assembleia Geral

A Assembleia Geral é composta por todos os accionistas com direito de voto, a quem compete deliberar sobre alterações estatutárias, proceder à apreciação geral da administração e fiscalização da Altri, deliberar sobre o relatório de gestão e contas do exercício, proceder à eleição dos corpos sociais de sua competência e, de uma forma geral, deliberar sobre todos os termos que lhe forem submetidos pelo Conselho de Administração.

A Mesa da Assembleia Geral eleita para o mandato 2008/2010 é composta pelos seguintes membros:

  • o Dr. Pedro Nuno Fernandes de Sá Pessanha da Costa Presidente
  • o Dr. Fernando Eugénio Cerqueira Magro Ferreira Secretário

O Presidente da mesa da Assembleia Geral dispõe de recursos humanos e logísticos de apoio que sejam adequados às suas necessidades e ao cumprimento das suas funções, nomeadamente, o apoio e colaboração prestados pelo secretariado da empresa e pelo Secretário da Sociedade, sendo que a sua remuneração relativa ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 ascendeu a 5.000 Euros.

I.2 Participação na assembleia

A Altri, previamente a cada Assembleia Geral, e respeitando os prazos legais, procede a ampla publicitação das datas em que as mesmas ocorrerão, sendo complementado no site institucional da Altri (www.altri.pt) o aviso da convocatória.

Tem direito a voto o accionista titular de uma acção registada ou depositada em seu nome em sistema centralizado de valores mobiliários. Os registos ou depósitos anteriormente referidos e o bloqueio das acções deverão mostrar-se efectuados e ser comprovados perante a sociedade com a antecedência mínima de cinco dias relativamente à data para que a reunião da Assembleia Geral foi convocada.

Em caso de suspensão da sessão, as acções deverão ser bloqueadas com uma antecedência de cinco dias úteis com referência à data em que seja retomada a sessão.

I.3 Voto e exercício do direito de voto

A Assembleia Geral é constituída por todos os accionistas com direito a voto, correspondendo um voto a cada acção.

O voto por correspondência pode ser efectuado nos seguintes termos:

  • deverá ser exercido por declaração escrita, com a assinatura devidamente reconhecida (por notário, advogado ou solicitador), acompanhada de documento comprovativo da inscrição de acções em nome do accionista e respectiva imobilização até ao termo do dia da realização da assembleia geral;

  • a declaração de se pretender exercer o voto por correspondência e o documento comprovativo da qualidade de accionista devem ser entregues na sede social, até às dezassete horas do quinto dia útil anterior ao dia designado para a reunião, com identificação do remetente, dirigido ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral;

  • deverá haver uma declaração de voto para cada ponto da Ordem do Dia para o qual seja admitido o voto por correspondência e cada declaração de voto deverá ser enviada em envelope fechado e lacrado, dentro da referida carta, e só poderá ser aberta pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral no momento da contagem dos votos, pelo que cada envelope deverá indicar no seu exterior o ponto da Ordem do Dia a que o voto respeitar;

  • os votos emitidos por correspondência valerão como votos negativos em relação a propostas de deliberação apresentadas ulteriormente à emissão do voto;

  • a presença na Assembleia Geral do accionista ou de representante deste será entendida como revogação do seu voto por correspondência.

Existe um modelo especificamente determinado para o exercício do direito de voto por correspondência.

Não se encontra para já prevista a possibilidade do exercício de direito de voto por meios electrónicos.

Os accionistas individuais com direito de voto poderão fazer-se representar por outro accionista, por cônjuge, ascendente ou descendente, ou por qualquer membro do Conselho de Administração. As pessoas colectivas que sejam accionistas da Sociedade serão representadas por quem designarem para o efeito. As representações mencionadas devem ser comunicadas ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, por carta entregue na sede social, até às dezassete horas do quinto dia anterior ao dia designado para a reunião da Assembleia Geral, não existindo um modelo especificamente determinado para a mesma.

Os accionistas que não forem titulares de um número de acções necessário para que tenham direito de voto, poderão agrupar-se de forma a perfazer esse número, devendo designar um só deles que a todos represente na Assembleia Geral.

I.4. Quórum e deliberações

Os estatutos da Altri não contemplam qualquer quórum constitutivo ou deliberativo superior ao previsto na lei.

I.5 Actas e informação sobre deliberações adoptadas

As actas das reuniões da Assembleia Geral são disponibilizadas aos accionistas no sítio Internet da Altri, sendo mantido neste sítio um acervo histórico da principal informação relativamente a essas reuniões.

I.6 Medidas relativas à mudança de controlo

A Altri não adoptou nenhuma cláusula ou medida defensiva para impedir a livre transmissibilidade das acções representativas do seu capital social e a livre apreciação, pelos Accionistas, do desempenho dos titulares do órgão de Administração.

Tanto quanto é do conhecimento da Altri não foi celebrado nenhum acordo parassocial relativamente ao exercício de direitos sociais ou à transmissibilidade das acções nem existe, tanto quanto é do seu conhecimento, qualquer acordo que vise assegurar ou frustrar o êxito de ofertas públicas de aquisição.

II. ORGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E DE FISCALIZAÇÃO

II.1 Temas Gerais
II.1.1 Estrutura e competência

Órgãos Sociais

Os órgãos sociais da Altri, S.G.P.S., S.A. são:

  • Assembleia Geral, composta por todos os accionistas com direito de voto, a quem compete deliberar sobre alterações estatutárias, proceder à apreciação geral da administração e fiscalização da Sociedade, deliberar sobre o relatório de gestão e contas do exercício, proceder à eleição dos corpos sociais de sua competência e, de uma forma geral, deliberar sobre todos os termos que lhe forem submetidos pelo Conselho de Administração;
  • Conselho de Administração, composto actualmente por 5 membros, a quem compete praticar todos os actos de gestão na concretização de operações inerentes ao seu objecto social, tendo por fim o interesse da Sociedade, accionistas e trabalhadores. À data deste relatório este órgão era composto pelos seguintes membros:
o Paulo Jorge dos Santos Fernandes Presidente
o João Manuel Matos Borges de Oliveira Vogal
o Pedro Macedo Pinto de Mendonça Vogal
o Domingos José Vieira de Matos Vogal
o Laurentina da Silva Martins Vogal
  • Conselho Fiscal, designado pela Assembleia Geral, composto por três membros e um ou dois suplementes, competindo-lhe a fiscalização da sociedade, bem como a designação de um Revisor Oficial de Contas ou Sociedade de Revisores Oficiais de Contas. Em 31 de Dezembro de 2009 este órgão era composto pelos seguintes membros:
  • o Dr. João da Silva Natária Presidente
  • o Dr. Manuel Tiago Alves Baldaque de Marinho Fernandes Vogal
  • o Dra. Cristina Isabel Linhares Fernandes Vogal
  • o Dr. Joaquim Augusto Soares da Silva Suplente
  • Revisor Oficial de Contas (ou Sociedade de Revisores Oficiais de Contas), a quem compete proceder ao exame das contas da sociedade. Em 31 de Dezembro de 2009 esta função era desempenhada pela Deloitte & Associados, SROC S.A.

Sistema de controlo de riscos

O Conselho de Administração considera que o Grupo se encontra exposto aos riscos normais decorrentes da sua actividade, nomeadamente ao nível das unidades operacionais. Assim, os principais riscos a que o Grupo considera estar sujeito são: Risco de Crédito, Risco de Taxa de Juro, Risco de Taxa de Câmbio e Risco de variabilidade nos preços de commodities.

Risco de Crédito

À semelhança de qualquer actividade que envolva uma componente comercial, o Risco de Crédito é um factor primordial tido em consideração pela Administração nas unidades operacionais. Numa primeira abordagem o risco de crédito é gerido através de uma análise continuada do rating de crédito de cada um dos clientes, antecipadamente à sua aceitação, e subsidiariamente, através da adequação dos prazos concedidos para pagamento. A avaliação do risco de crédito é efectuada numa base regular, tendo em consideração as condições correntes de conjuntura económica e a situação específica do crédito de cada uma das empresas, sendo adoptados procedimentos correctivos sempre que tal se julgue conveniente.

Risco de Taxa de Juro

Tendo em consideração o endividamento a que se encontra exposto o Grupo, eventuais variações sobre a taxa de juro poderão ter um impacto indesejado sobre os resultados. Neste sentido, a adequada gestão do risco de taxa de juro leva a que o Grupo tente optimizar o balanceamento entre o custo da dívida e a exposição à variabilidade das taxas. Assim, quando se considera ultrapassado o limite desejado de exposição ao risco de taxa de juro, são contratados swaps de taxa de juro que cubram a exposição da Empresa ao risco e que atenuem a volatilidade dos seus resultados.

Risco de Taxa de Câmbio

Efectuando um elevado volume de transacções com entidades não residentes e fixados em moeda diferente de Euro, a variação de taxa de câmbio poderá ter um impacto relevante sobre a performance do Grupo. Deste modo, sempre que considerado necessário para reduzir a volatilidade dos seus resultados, o Grupo procura efectuar uma cobertura da sua exposição à variabilidade da taxa de câmbio através da contratação de instrumentos financeiros derivados.

Risco de variabilidade nos preços de commodities

Desenvolvendo a sua actividade num sector que transacciona commodities (pasta de papel), o Grupo encontra-se particularmente exposto a variações de preço, com os correspondentes impactos nos seus resultados. No entanto, a inserção nestes sectores permite-lhe a celebração de contractos de cobertura de variação de preços de pasta de papel, pelos montantes e valores considerados adequados às operações previstas, atenuando assim a volatilidade dos seus resultados.

Pelo facto da Altri ter a qualidade de Sociedade Aberta, existe por parte da Administração e seus colaboradores uma grande atenção no cumprimento dos deveres de confidencialidade nas relações com terceiros, salvaguardando a posição da Altri em situações de conflito de interesse.

No que se refere ao seu controlo interno, as empresas operacionais do Grupo Altri possuem órgãos de controlo de gestão que exercem a sua actividade a todos os níveis das empresas participadas, elaborando relatórios com periodicidade mensal para cada Conselho de Administração, isto para além da actividade desenvolvida pelo Revisor Oficial de Contas e dos auditores externos, que nos termos da lei exercem funções nas diversas sociedades.

A estrutura e as práticas de governo da Altri não revelaram quaisquer constrangimentos ao normal funcionamento do Conselho de Administração, nem tomou este órgão conhecimento da existência de constrangimentos ao funcionamento de outros órgãos sociais. O Conselho Fiscal exerceu a sua competência fiscalizadora, tendo recebido o adequado apoio do Conselho de Administração para esse efeito. O Revisor Oficial de Contas acompanhou o desenvolvimento da actividade da Sociedade e procedeu aos exames e verificações por si considerados necessários à revisão e certificação legais das contas, em interacção com o Conselho Fiscal, e com plena colaboração do Conselho de Administração. O Conselho de Administração tem vindo a exercer a sua actividade em diálogo com o Conselho Fiscal e o Revisor Oficial de Contas, prestando a colaboração solicitada com transparência e rigor, em observância dos respectivos regulamentos de funcionamento e das melhores práticas de governo societário.

II.1.2 Incompatibilidades e independência

O Conselho de Administração eleito em Assembleia Geral não inclui qualquer membro que possa ser considerado independente nem possui membros não executivos.

II.1.3 Elegibilidade e nomeação

Os membros dos vários órgãos sociais da Sociedade são eleitos em Assembleia Geral para mandatos com duração de três anos.

Como órgão colegial que é, a aferição da independência do Conselho Fiscal é feita a todos aqueles que o compõem, dada a aplicabilidade do nº 6 do art. 414 do Código das Sociedades Comerciais, considerando-se independência de acordo com a definição que é dada nos termos do nº 5 do art. 414 e incompatibilidade de acordo com a definição do nº 1 do 414-A ambos do Código das Sociedades Comerciais. Os três elementos que compõem o Conselho Fiscal da sociedade cumprem assim as regras de incompatibilidade e de independência acima identificadas.

Relativamente à competência para o exercício de funções a sociedade que todos os membros possuem competências adequadas ao exercício das respectivas funções e o Presidente está adequadamente apoiado pelos restantes membros do Conselho Fiscal.

II.1.4 Política de comunicação de irregularidades

Ainda que a política de comunicação de irregularidades internas não esteja formalmente definida, tendo em consideração a proximidade dos membros do Conselho de Administração às actividades das diversas empresas do Grupo e os respectivos colaboradores, a Altri considera que tal proximidade permite que sempre que sejam detectadas irregularidades as mesmas sejam prontamente comunicadas ao Conselho de Administração, que assegura a implementação de procedimento que visa lidar de modo eficaz e justo com as eventuais irregularidades detectadas. Ao nível das competências na avaliação de questões éticas e da estrutura e governo societário, tais funções são exercidas directamente pelo Conselho de Administração, que mantém um debate constante sobre esta problemática.

II.1.5 Remuneração

De acordo com os estatutos da Sociedade, os membros dos órgãos sociais terão as remunerações que forem fixadas pela comissão de remunerações composta por três elementos, um dos quais será o presidente e terá voto de qualidade, todos eleitos por deliberação dos accionistas. Adicionalmente o presidente da comissão de remunerações está presente em todas as reuniões da Assembleia Geral.

Presidente da mesa da Assembleia Geral

A remuneração do Presidente da mesa da Assembleia Geral relativa ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 ascendeu a 5.000 Euros.

Conselho de Administração

Os membros do Conselho de Administração não auferem qualquer remuneração pela Altri, S.G.P.S., S.A. sendo remunerados directamente pelas restantes sociedades do Grupo Altri onde exercem funções de administração. A remuneração dos membros do Conselho de Administração não está directamente dependente da evolução da cotação das acções da Altri no curto prazo.

Não se encontra definida nenhuma política de compensações a atribuir aos membros do Conselho de Administração em caso de destituição ou cessação antecipada de contrato.

As remunerações auferidas pelos membros do Conselho de Administração da Altri durante os exercícios de 2009 e 2008, no exercício das suas funções em empresas do Grupo foram como segue:

2009 2008
Remuneração fixa 496.513 493.200
Remuneração variável 530.000 540.000
1.026.513 1.033.200

Nos termos do artigo 3º da lei nº 28/2009 de 19 de Junho, bem como nas alíneas a) e b) do artigo 3º do Regulamento da CMVM n.º 1/2010, informa-se que os administradores não auferiram durante 2009 qualquer remuneração na Altri, S.G.P.S., S.A.

A remuneração variável atribuída resulta do desempenho das sociedades que compõem o Grupo.

Não existem:

  • planos ou sistemas de incentivos relacionados com a atribuição de acções aos membros do Conselho de Administração;
  • indemnizações pagas ou devidas a ex-administradores relativamente à cessão de funções durante o exercício;
  • regimes complementares de pensões ou de reforma antecipada para os administradores;
  • benefícios não pecuniários considerados como remuneração.

A Altri, S.G.P.S., S.A. não possui qualquer plano de atribuição de acções ou de opções de aquisição de acções aos membros dos órgãos sociais, nem aos seus trabalhadores.

Conselho Fiscal

A remuneração dos membros do Conselho Fiscal é composta por um montante anual fixo, baseado na situação da Altri e nas práticas correntes de mercado, sendo que relativamente aos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 a remuneração dos membros do Conselho Fiscal foi como segue:

Membro do Conselho Fiscal

2009 2008
João da Silva Natária 8.880 8.880
Manuel Tiago Alves Baldaque de Marinho Fernandes 7.440 7.440
Cristina Isabel Linhares Fernandes 7.440 7.440
23.760 23.760

Auditores

As remunerações pagas aos auditores do Grupo Altri e a outras pessoas colectivas pertencentes à mesma rede, pelas empresas em relação de domínio ou de grupo relativos aos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, ascenderam a 668.974 Euros e 917.290 Euros, respectivamente, distribuídas da seguinte forma:

2009 2008
Serviços de revisão legal das contas 27,2% 22,5%
Outros serviços de garantia de fiabilidade 45,1% 34,1%
Serviços de consultoria 20,8% 40,5%
Outros serviços 6,9% 2,9%

O Conselho de Administração, na solicitação dos projectos atribuídos aos auditores das empresas do grupo, assegura, antes da sua adjudicação, que a estes e à sua respectiva rede não são contratados serviços que, nos termos da Recomendação da Comissão Europeia nº C (2002) 1873 de 16 de Maio de 2002 possam pôr em causa a sua independência. Adicionalmente, a independência é salvaguardada pelo facto dos outros serviços serem prestados por profissionais diferentes dos que executam os trabalhos de auditoria financeira.

Adicionalmente, o sistema de qualidade do Auditor Externo controla e monitoriza os riscos potenciais de perda de independência ou de eventuais conflitos de interesse existentes com a Altri.

II.2 Conselho de Administração

De acordo com os actuais estatutos da Altri, o Conselho de Administração é constituído por três, cinco, sete ou nove membros, accionistas ou não, eleitos em Assembleia Geral por períodos de 3 anos, sendo que os actuais membros do Conselho de Administração foram nomeados para o triénio 2008/2010.

Todos os actuais membros do Conselho de Administração da Altri desempenham funções executivas e não podem ser considerados independentes de acordo com a definição do n.º 2 do artigo 1º do Regulamento da CMVM n.º 7/2001.

O Conselho de Administração, eleito em Assembleia Geral, funciona de forma colegial com as funções de gestão e coordenação das diferentes empresas do Grupo e é constituído actualmente por um presidente e quatro vogais, exercendo todos os membros funções executivas.

Competem ao Conselho de Administração os mais amplos poderes de gestão e representação da sociedade e a realização de todas as operações relativas à execução do objecto social, nomeadamente:

  • Adquirir, alienar e onerar quaisquer bens móveis, designadamente veículos automóveis e, observados os limites legais, imóveis;
  • Adquirir participações sociais noutras sociedades;
  • Alienar participações sociais noutras sociedades;
  • Tomar e dar de locação quaisquer bens móveis e imóveis;
  • Constituir mandatários ou procuradores para a prática de determinados actos ou categorias de actos, definindo a extensão dos respectivos mandatos;
  • Representar a sociedade em juízo e fora dele activa e passivamente, propor e fazer seguir acções judiciais, confessá-las e nelas desistir da instância ou do pedido e transigir, bem como, comprometer-se em árbitros.

Não existe limitação quanto ao número máximo de cargos acumuláveis pelos administradores em órgãos de administração de outras sociedades, tentando os membros do Conselho de Administração da Altri fazer parte das administrações das empresas participadas mais relevantes do grupo, de forma a permitir um mais próximo acompanhamento das suas actividades.

O Conselho de Administração reúne regularmente, sendo as suas deliberações válidas apenas quando esteja presente a maioria dos seus membros. Durante o ano de 2009 o Conselho de Administração da Sociedade reuniu 11 vezes, estando as correspondentes actas registadas no livro de actas do Conselho de Administração. Relativamente às reuniões dos Conselhos de Administração das sociedades participadas dos quais os administradores da Altri também fazem parte, estas ocorrem com a periodicidade necessária ao adequado acompanhamento das suas operações.

A distribuição de pelouros entre os diversos membros do Conselho de Administração está efectuada do seguinte modo:

João Borges Oliveira
Chief Financial Officer

Paulo Fernandes Chairman

Pedro Pinto Mendonça Vogais do C.A. Laurentina Martins Domingos Matos

De um modo geral, os administradores da Altri SGPS, actuando na condição de tal, centram a sua actividade essencialmente na gestão das participações do Grupo e na definição das linhas de desenvolvimento estratégico. A gestão diária das empresas operacionais é realizada pela administração de cada uma das sociedades, a qual integra igualmente alguns dos administradores da Altri SGPS, mas igualmente outros administradores com competências e pelouros especificamente definidos.

Deste modo, e tendo em consideração o desenvolvimento da actividade dos membros do Conselho de Administração quer na Altri SGPS quer nas diversas empresas que integram o grupo, o organigrama funcional pode ser apresentado do seguinte modo:

Em 31 de Dezembro de 2009 os actuais membros do Conselho de Administração eram titulares das seguintes acções da Altri:

Nº de
Nome acções
detidas
Paulo Jorge dos Santos Fernandes 7.000.746
Pedro Macedo Pinto de Mendonça 852.500
Domingos José Vieira de Matos 6.969.716
João Manuel Matos Borges de Oliveira (a) 9.246.660
Laurentina da Silva Martins 0

(a) 9.246.660 acções correspondem ao total das acções da Altri, S.G.P.S., S.A. detidas pela sociedade Caderno Azul – SGPS, S.A., da qual o administrador João Manuel Matos Borges de Oliveira é accionista.

A qualificação profissional dos actuais membros do Conselho de Administração, actividade profissional desenvolvida e a indicação de outras empresas onde desempenha funções de administração, é como segue:

Paulo Jorge dos Santos Fernandes

Foi um dos fundadores da Cofina (Sociedade que deu origem à Altri, por cisão), tendo estado directamente envolvido na gestão do Grupo desde a sua criação. É licenciado em Engenharia Electrónica pela Universidade do Porto, tendo posteriormente concluído um MBA na Universidade de Lisboa. Desempenha funções nas áreas de media e indústria, bem como na definição estratégica do Grupo.

Para além das Empresas onde exerce actualmente funções de administração, a sua experiência profissional inclui:

  • 1982/1984 Adjunto do Director de Produção da CORTAL
  • 1986/1989 Director Geral da CORTAL
  • 1989/1994 Presidente do Conselho de Administração da CORTAL
  • 1995 Administrador da CRISAL CRISTAIS DE ALCOBAÇA, SA
  • 1997 Administrador do Grupo Vista Alegre, SA
  • 1997 Presidente do Conselho de Administração da ATLANTIS Cristais de Alcobaça, SA
  • 2000/2001 Administrador da SIC
  • 2001 Administrador da V.A.A.

Ao longo da sua carreira, desempenhou ainda funções em diversas associações: 1989/1994 Presidente da FEMB (Fédération Européene de Mobilier de Bureau)

  • para Portugal
  • 1989/1990 Presidente da Assembleia Geral Assoc. Industr. Águeda
  • 1991/1993 Membro do Conselho Consultivo Assoc. Ind. Portuense

As empresas onde desempenha funções de administração em 31 de Dezembro de 2009 são:

  • Alteria, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Altri, S.G.P.S., S.A.
  • Caima Indústria de Celulose, S.A.
  • Caminho Aberto, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Celbi Celulose da Beira Industrial, S.A.
  • Celtejo Empresa de Celulose do Tejo, S.A.
  • Celulose do Caima, S.G.P.S., S.A.
  • Cofina Media, S.G.P.S., S.A. (a)
  • CPK Companhia Produtora de Papel Kraftsack, S.A.
  • Edisport Soc. de Publicações, S.A. (a)
  • Efe Erre Participações, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Elege Valor, S.G.P.S., S.A. (a)
  • F. Ramada Investimentos, S.G.P.S., S.A. (a)

  • F. Ramada Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas de Armazenagem, S.A. (a)

  • F. Ramada II Imobiliária, S.A. (a)
  • F. Ramada Serviços de Gestão, Lda. (a)
  • F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A. (a)
  • Invescaima, S.G.P.S., S.A.
  • Malva Gestão Imobiliária, S.A. (a)
  • Mediafin S.G.P.S., S.A. (a)
  • Presselivre Imprensa Livre, S.A. (a)
  • Prestimo Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
  • Ródão Power, S.A. (a)
  • Sociedade Imobiliária Porto Seguro Investimentos Imobiliários, S.A. (a)
  • Torres da Luz Investimentos Imobiliários, S.A. (a)
  • (a) sociedades que, em 31 de Dezembro de 2009, não podem ser consideradas como fazendo parte do grupo Altri, S.G.P.S., S.A.

João Manuel Matos Borges de Oliveira

Sendo igualmente um dos fundadores da Cofina (Sociedade que deu origem à Altri, por cisão), desempenha funções de administração da Empresa desde a sua constituição. É licenciado em Engenharia Química pela Universidade do Porto, tendo frequentado uma pós graduação na Universidade Católica de Lisboa e concluído o MBA do Insead. Desempenha funções nas áreas de media e indústria, bem como na definição estratégica do Grupo.

Para além das Empresas onde exerce actualmente funções de administração, a sua experiência profissional inclui:

  • 1982/1983 Adjunto do Director de Produção da Cortal
  • 1984/1985 Director de Produção da Cortal
  • 1987/1989 Director de Marketing da Corta
  • 1989/1994 Director Geral da Cortal
  • 1989/1995 Vice Presidente do Conselho de Administração da Cortal
  • 1989/1994 Administrador da Seldex
  • 1996/2000 Administrador não executivo da Atlantis, S.A.
  • 1997/2000 Administrador não executivo da Vista Alegre, S.A.
  • 1998/1999 Administrador da Efacec Capital, SGPS, S.A.

As empresas onde desempenha funções de administração em 31 de Dezembro de 2009 são:

  • Alteria, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Altri, S.G.P.S., S.A.
  • Caderno Azul, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Caima Indústria de Celulose, S.A.
  • Celbi Celulose da Beira Industrial, S.A.
  • Celtejo Empresa de Celulose do Tejo, S.A.
  • Celulose do Caima, S.G.P.S., S.A.
  • Cofina Media, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Edisport Soc. de Publicações, S.A. (a)
  • Efe Erre Participações, S.G.P.S., S.A. (a)

  • Elege Valor, S.G.P.S., S.A. (a)

  • F. Ramada Investimentos, S.G.P.S., S.A. (a)
  • F. Ramada Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas de Armazenagem, S.A. (a)
  • F. Ramada II Imobiliária, S.A. (a)
  • F. Ramada Serviços de Gestão, Lda. (a)
  • F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A. (a)
  • Invescaima, S.G.P.S., S.A.
  • Jardins de França Empreendimentos Imobiliários, S.A. (a)
  • Malva Gestão Imobiliária, S.A. (a)
  • Presselivre Imprensa Livre, S.A. (a)
  • Prestimo Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
  • Sociedade Imobiliária Porto Seguro Investimentos Imobiliários, S.A. (a)
  • Storax Racking Systems, Ltd. (a)
  • Zon Multimédia Serviços de Telecomunicação e Multimédia, S.G.P.S., S.A. (a)
  • (a) sociedades que, em 31 de Dezembro de 2009, não podem ser consideradas como fazendo parte do grupo Altri, S.G.P.S., S.A.

Pedro Macedo Pinto de Mendonça

Frequentou a Faculdade de Medicina do Porto durante dois anos, detendo a licenciatura em Mecânica pela Ecole Superiore de L'Etat em Bruxelas. É accionista da Altri desde a constituição tendo igualmente sido nomeado administrador desde a mesma data.

Para além das Empresas onde exerce actualmente funções de administração, a sua experiência profissional inclui:

  • 1959 Director de Abastecimento da Empresa de Metalurgia Artística Lisboa
  • 1965 Director de Produção da Empresa de Metalurgia Artística
  • 1970 Administrador da Seldex e responsável pelo Departamento Comercial
  • 1986 Sócio Fundador da Euroseel
  • 1986/1990 Administrador da Euroseel
  • 1986 Presidente do Conselho de Administração da Seldex
  • 1989 Administrador da Cortal

As empresas onde desempenha funções de administração em 31 de Dezembro de 2009 são:

  • Alteria, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Altri, S.G.P.S., S.A.
  • Caima Indústria de Celulose, S.A.
  • Celbi Celulose da Beira Industrial, S.A.
  • Celtejo Empresa de Celulose do Tejo, S.A.
  • Celulose do Caima, S.G.P.S., S.A.
  • Cofihold, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Cofina Media, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Efe Erre Participações, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Elege Valor, S.G.P.S., S.A. (a)
  • F. Ramada Investimentos, S.G.P.S., S.A. (a)

  • F. Ramada Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas de Armazenagem, S.A. (a)

  • F. Ramada II Imobiliária, S.A. (a)
  • F. Ramada Serviços de Gestão, Lda. (a)
  • F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A. (a)
  • Malva Gestão Imobiliária, S.A. (a)
  • Prestimo Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
  • Sociedade Imobiliária Porto Seguro Investimentos Imobiliários, S.A. (a)
  • Universal Afir Aços, Máquinas e Ferramentas, S.A. (a)
  • (a) sociedades que, em 31 de Dezembro de 2009, não podem ser consideradas como fazendo parte do grupo Altri, S.G.P.S., S.A.

Domingos José Vieira de Matos

É licenciado em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, tendo iniciado actividades de gestão em 1978. É accionista da Altri desde a constituição tendo igualmente sido nomeado administrador desde a mesma data.

Para além das Empresas onde exerce actualmente funções de administração, a sua experiência profissional inclui:

1978/1994 Administrador da CORTAL, SA

1983 Sócio-Fundador da PROMEDE – Produtos Médicos, S.A.

1998/2000 Administrador da ELECTRO CERÂMICA, S.A.

As empresas onde desempenha funções de administração a 31 de Dezembro de 2009 são:

  • Alteria, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Altri, S.G.P.S., S.A.
  • Caima Indústria de Celulose, S.A.
  • Celbi Celulose da Beira Industrial, S.A.
  • Celulose do Caima, S.G.P.S., S.A.
  • Efe Erre Participações, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Elege Valor, S.G.P.S., S.A. (a)
  • F. Ramada Investimentos, S.G.P.S., S.A. (a)
  • F. Ramada Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas de Armazenagem, S.A. (a)
  • F. Ramada II Imobiliária, S.A. (a)
  • F. Ramada Serviços de Gestão, Lda. (a)
  • F. Ramada, Aços e Indústrias, S.A. (a)
  • Jardins de França Empreendimentos Imobiliários, S.A. (a)
  • Livre Fluxo, S.G.P.S., S.A. (a)
  • Malva Gestão Imobiliária, S.A. (a)
  • Prestimo Prestígio Imobiliário, S.A. (a)
  • Silvicaima Sociedade Silvícola Caima, S.A.
  • Sociedade Imobiliária Porto Seguro Investimentos Imobiliários, S.A. (a)
  • Universal Afir Aços, Máquinas e Ferramentas, S.A. (a)
  • (a) sociedades que, em 31 de Dezembro de 2009, não podem ser consideradas como fazendo parte do grupo Altri, S.G.P.S., S.A.

Laurentina da Silva Martins

Com formação em Finanças e Administração no Instituto Superior do Porto está ligada ao grupo Altri desde a sua constituição, sendo que a sua experiência profissional inclui:

  • 1965 Adjunta da Direcção Financeira da Companhia de Celulose do Caima, S.A.
  • 1990 Directora Financeira da Companhia de Celulose do Caima, S.A.
  • 2001 Administradora da Cofina Media, SGPS, S.A.
  • 2001 Administradora da Caima Energia Empresa de Gestão e Exploração de Energia, S.A.
  • 2004 Administradora da Grafedisport Impressão e Artes Gráficas, S.A.
  • 2005 Administradora da Silvicaima Sociedade Silvícola do Caima, S.A.
  • 2006 Administradora da EDP Produção Bioeléctrica, S.A.
  • 2007 Administradora da Edisport Sociedade de Publicações, S.A.
  • 2007 Administradora da Metro News Publicações, S.A.
  • 2008 Administradora da Edirevistas Sociedade Editorial, S.A.

As empresas onde desempenha funções de administração a 31 de Dezembro de 2009 são:

  • Altri, S.G.P.S., S.A.
  • Cofina Media, SGPS, S.A. (a)
  • Caima Energia Empresa de Gestão e Exploração de Energia, S.A.
  • Edirevistas Sociedade Editorial, S.A. (a)
  • Edisport Sociedade de Publicações, S.A. (a)
  • Grafedisport Impressão e Artes Gráficas, S.A. (a)
  • Silvicaima Sociedade Silvícola do Caima, S.A.
  • EDP Produção Bioeléctrica, S.A.
  • Metro News Publicações, S.A. (a)
  • (a) sociedades que, em 31 de Dezembro de 2009, não podem ser consideradas como fazendo parte do grupo Altri, S.G.P.S., S.A.

II.3 Administrador Delegado, Comissão Executiva e Conselho de Administração Executivo

Não existe qualquer Comissão Executiva com competências em matéria de gestão. As decisões de gestão são tomadas directamente pelo Conselho de Administração, no desenrolar normal das suas funções, pelo que se considera ser a constituição de uma comissão deste tipo desnecessária ao bom funcionamento da sociedade e à protecção dos interesses dos investidores.

II.4 Conselho Geral e de Supervisão, Comissão para as matérias financeiras, Comissão de Auditoria e Conselho Fiscal

A fiscalização da sociedade compete ao Conselho Fiscal ao Revisor Oficial de Contas, sendo o Conselho Fiscal composto por três membros efectivos e um suplente. Sob proposta do Conselho Fiscal a Assembleia Geral designa o Revisor Oficial de Contas para proceder ao exame das contas da sociedade.

Como órgão colegial que é, a aferição da independência do Conselho Fiscal é feita a todos aqueles que o compõem, dada a aplicabilidade do nº 6 do art. 414 do Código das Sociedades Comerciais, considerando-se independência de acordo com a definição que é dada nos termos do nº 5 do art. 414 e incompatibilidade de acordo com a definição do nº 1 do 414-A ambos do Código das Sociedades Comerciais. Os três elementos que compõem o Conselho Fiscal da sociedade cumprem assim as regras de incompatibilidade e de independência acima identificadas.

Durante o ano de 2009 o Conselho Fiscal da Sociedade reuniu 5 vezes, estando as correspondentes actas registadas no livro de actas do Conselho Fiscal.

Relativamente à competência para o exercício de funções consideramos que todos os membros possuem competências adequadas ao exercício das respectivas funções e o Presidente está adequadamente apoiado pelos restantes membros do Conselho Fiscal.

No exercício das suas competências e cumprimento dos seus deveres, o Conselho Fiscal propõe à Assembleia Geral a nomeação do Revisor Oficial de Contas efectivo e suplente da Sociedade, fiscaliza a sua independência, designadamente, no tocante à prestação de serviços adicionais e o âmbito dos respectivos serviços e a revisão de contas aos documentos de prestação de contas da Sociedade. O Conselho Fiscal reúne sempre que necessário com o Auditor Externo nos termos das suas atribuições.

Deve ainda representar a Sociedade para todos os efeitos, junto do seu Auditor Externo, competindo-lhe, designadamente, propor o prestador destes serviços, a respectiva remuneração e zelar para que sejam asseguradas, dentro da empresa, as condições adequadas à prestação de serviços.

Os relatórios anuais do Conselho Fiscal sobre a sua actividade desenvolvida são divulgados no sítio da Internet da sociedade, em conjunto com os documentos de prestação de contas.

II.5 Comissões especializadas

De acordo com os estatutos da Sociedade, os membros dos órgãos sociais terão as remunerações que forem fixadas por uma comissão de três elementos, um dos quais será o presidente e terá voto de qualidade, todos eleitos por deliberação dos accionistas. A remuneração dos administradores poderá ser certa ou consistir parcialmente numa percentagem que nunca poderá exceder cinco por cento dos lucros do exercício.

O Conselho de Administração entende que a única comissão especializada imprescindível para fazer às necessidades da Sociedade tendo em conta a sua dimensão é a Comissão de Remunerações.

De acordo com a Assembleia Geral de Accionistas realizada em 28 de Maio de 2008, foi aprovada a constituição da Comissão de Remunerações para o triénio 2008-2010, composta pelos seguintes elementos:

  • o Dr. Pedro Nuno Fernandes de Sá Pessanha da Costa Presidente
  • o Dr. João da Silva Natária Vogal
  • o Dr. Fernando Eugénio Cerqueira Magro Ferreira Vogal

Nenhum membro desta Comissão é membro do órgão de administração da Sociedade assim como não o é nenhum dos seus cônjuges, parentes e afins em linha recta até ao 3º grau, inclusive. É prática da Comissão de Remunerações fazer-se representar na Assembleia Geral pelo seu Presidente.

Não existem quaisquer outras Comissões formalmente constituídas em funcionamento na Altri.

III. INFORMAÇÃO E AUDITORIA

III.1 Deveres gerais de informação

Distribuição de dividendos

Tendo sido constituída no decurso do exercício de 2005, a Altri não tem ainda um longo historial de distribuição de dividendos perfeitamente definido. No entanto, de acordo com a política definida pelo Conselho de Administração, são propostos montantes relativos a distribuição de dividendos que tenham como objectivo proporcionar uma adequada remuneração aos accionistas do capital investido, sem nunca perder de vista as necessidades de expansão/investimento do Grupo.

Relativamente ao exercício de 2005, foi efectuada uma distribuição de dividendos no montante de 2.564.146 Euros, correspondendo a um dividendo de 0,05 Euros por acção para um total de 51.282.918.

Relativamente aos exercícios de 2006 e 2007, foi efectuada uma distribuição de dividendos no montante de 5.128.292 Euros, correspondendo a um dividendo de 0,05 Euros por acção para um total de 102.565.836.

Relativamente ao exercício de 2008, foi aprovada a não distribuição de quaisquer dividendos. No que respeita a 2009, o Conselho de Administração propõe igualmente a não distribuição de quaisquer dividendos.

Negócios entre a sociedade e os membros dos seus órgãos sociais

Durante o exercício de 2009, não foram realizados quaisquer negócios entre a Sociedade e os membros dos seus órgãos sociais (de administração e de fiscalização), titulares de participações qualificadas ou sociedades em relação de domínio ou grupo, que não tenham sido realizados em condições normais de mercado para operações do mesmo género, e sempre inseridas na actividade normal da sociedade, de gestão das suas participações financeiras.

Relações com o mercado

Na Altri existe um representante para as relações com o mercado – Dr. Alfredo Luís Portocarrero Pinto Teixeira, secretário da Sociedade.

Os contactos com vista à obtenção de informações por parte de investidores poderão ser efectuados pelas seguintes vias:

Rua do General Norton de Matos, 68 – r/c 4050-424 Porto Telefone: 22 8346502 Fax: 22 8346503 E-mail: [email protected]

Sempre que necessário, este representante assegura ao mercado a prestação de toda a informação relevante no tocante a acontecimentos marcantes, factos enquadráveis como factos relevantes, divulgação trimestral de resultados e resposta a eventuais pedidos de esclarecimento por parte dos investidores ou público em geral sobre informação financeira de carácter público.

Adicionalmente, através da sua página oficial na Internet (www.altri.pt), a Altri disponibiliza informação financeira relativamente à sua actividade individual e consolidada, bem como das suas empresas participadas. Esta página é igualmente utilizada pela Altri para divulgação de comunicados efectuados à imprensa com indicação sobre quaisquer factos relevantes para a vida societária. Nesta página encontram-se igualmente disponíveis os documentos de prestação de contas da Altri.

DISPOSIÇÕES LEGAIS

Acções próprias

Nos termos e para os efeitos do disposto no art. º 66 do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que em 31 de Dezembro de 2009 a Altri não detinha acções próprias, não tendo adquirido ou alienado acções próprias durante o ano.

Acções detidas pelos órgãos sociais da Altri

Nos termos e para os efeitos do disposto no art. 447º do Código das Sociedades Comerciais informa-se que em 31 de Dezembro de 2009, os administradores da Altri detinham as seguintes acções:

Paulo Jorge dos Santos Fernandes 7.000.746
Pedro Macedo Pinto de Mendonça 852.500
Domingos José Vieira de Matos 6.969.716
João Manuel Matos Borges de Oliveira (a) 9.246.660
Laurentina da Silva Martins 0

(a) – 9.246.660 acções correspondem ao total das acções da Altri, S.G.P.S., S.A. detidas pela sociedade Caderno Azul – S.G.P.S., S.A., da qual o administrador João Manuel Matos Borges de Oliveira é accionista.

Em 31 de Dezembro de 2009, o Revisor Oficial de Contas, os membros do Conselho Fiscal e da Mesa da Assembleia Geral não possuíam acções representativas do capital social da Altri.

Participação no Capital da Sociedade

Nos termos e para os efeitos do disposto nos Artigos 16º e 20º do Código de Valores Mobiliários e no Artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que as sociedades e/ou pessoas singulares que têm uma participação social qualificada que ultrapasse os 2%, 5%, 10%, 20%, 33% e 50% dos direitos de voto, e de acordo com as notificações recebidas na sede da Altri até à data, são como segue:

Acções detidas % directa de
Superior a 2% dos direitos de voto em 31.12.2009 direitos de voto
Bestinver Gestión, SGIIC, S.A. 5.008.862 4,88%
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira 4.333.340 4,22%
Acções detidas % directa de
Superior a 5% dos direitos de voto em 31.12.2009 direitos de voto
UBS AG, Zurique 9.778.608 9,53%
Caderno Azul, SGPS, S.A. (a) 9.246.660 9,02%
Paulo Jorge dos Santos Fernandes 7.000.746 6,83%
PROMENDO – SGPS S.A. (b) 7.000.000 6,82%
Domingos José Vieira de Matos 6.969.716 6,80%
Ana Rebelo Mendonça Fernandes (c) 6.731.891 6,56%

(a) 9.246.660 acções correspondem ao total das acções da Altri, SGPS, S.A. detidas pela sociedade Caderno Azul – SGPS, S.A., da qual o administrador João Manuel Matos Borges de Oliveira é accionista;

(b) 7.000.000 de acções da Altri, SGPS, S.A. detidas pela sociedade PROMENDO – SGPS, S.A., consideramse imputáveis a Ana Rebelo Mendonça Fernandes, sua administradora e accionista, titular de 59,6% do respectivo capital social;

(c) Consideram-se, igualmente, imputáveis a Ana Rebelo Mendonça Fernandes, para além dos 7.000.000 de acções da Altri, SGPS, S.A. detidas pela sociedade Promendo – SGPS, S.A. já referidos em (b), ainda 1.162.000 de acções da Altri, SGPS, S.A. detidas pela sociedade Promendo – Promoções Empresariais, S.A., de que é administradora e accionista, titular de 68% do respectivo capital social. Assim, nos termos legais, consideram-se imputáveis a Ana Rebelo Mendonça Fernandes, um total de 14.893.891 acções, correspondentes a 14,52% do capital e dos direitos de voto da Altri, SGPS, S.A.

A Altri não foi notificada de quaisquer participações acima de 20% dos direitos de voto.

DECLARAÇÃO DE RESPONSABILIDADE

Os membros do Conselho de Administração da Altri, S.G.P.S., S.A. declaram assumir a responsabilidade pela presente informação e asseguram que os elementos nela inscritos são verídicos e que não existem omissões que sejam do seu conhecimento.

Nos termos do art. 21º do Decreto-Lei 411/91, de 17 de Outubro informamos que não existem dívidas em mora perante o Estado, nomeadamente perante a Segurança Social.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Não queremos concluir sem expressar o nosso agradecimento, reconhecendo a dedicação e empenho dos Colaboradores do Grupo Altri. Finalmente, gostaríamos de expressar a nossa gratidão pela colaboração prestada pelos restantes Órgãos Sociais, a qual é extensiva às Instituições Bancárias que connosco se relacionaram.

Porto, 15 de Abril de 2010

O Conselho de Administração

Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Presidente

João Manuel Matos Borges de Oliveira

Pedro Macedo Pinto de Mendonça

Domingos José Vieira de Matos

Laurentina da Silva Martins

Artigo 447º do Código das Sociedades Comerciais e Artigo 14.º n.º 7 do Regulamento da CMVM n.º 05/2008

Divulgação de acções e outros títulos detidos por membros do Conselho de Administração e por Dirigentes, bem como por pessoas com estes estreitamente relacionadas, nos termos do Artigo 248.º B do Código dos Valores Mobiliários, e de transacções sobre os mesmos efectuados no decurso do exercício

Data Natureza Volume Preço (€) Local Saldo Final
31-Dez-08 - - - - 6.645.746
21-Abr-09 Compra 34.000 2,053618 Euronext Lisbon 6.679.746
22-Abr-09 Compra 10.000 2,072341 Euronext Lisbon 6.689.746
23-Abr-09 Compra 15.000 2,066942 Euronext Lisbon 6.704.746
24-Abr-09 Compra 11.000 2,069934 Euronext Lisbon 6.715.746
10-Jun-09 Compra 5.000 2,334000 Euronext Lisbon 6.720.746
11-Jun-09 Compra 50.000 2,325061 Euronext Lisbon 6.770.746
12-Jun-09 Compra 45.000 2,343455 Euronext Lisbon 6.815.746
13-Ago-09 Compra 20.000 2,500800 Euronext Lisbon 6.835.746
14-Ago-09 Compra 30.000 2,605300 Euronext Lisbon 6.865.746
01-Set-09 Compra 50.000 3,005065 Euronext Lisbon 6.915.746
02-Set-09 Compra 20.000 2,914724 Euronext Lisbon 6.935.746
08-Set-09 Compra 50.000 3,436870 Euronext Lisbon 6.985.746
09-Set-09 Compra 15.000 3,548353 Euronext Lisbon 7.000.746 31-Dez-09

Paulo Jorge dos Santos Fernandes

Pedro Macedo Pinto de Mendonça

Data Natureza Volume Preço (€) Local Saldo Final
31-Dez-08 - - - - 852.500 31-Dez-09

Domingos José Vieira de Matos

Data Natureza Volume Preço (€) Local Saldo Final
31-Dez-08 - - - - 6.969.716 31-Dez-09

João Manuel Matos Borges de Oliveira (imputação via CADERNO AZUL - SGPS, S.A.)

Data Natureza Volume Preço (€) Local Saldo Final
31-Dez-08 - - - - 9.246.660 31-Dez-09

Declaração nos termos do Art.º 245, 1, al. c) do Código de Valores Mobiliários

Os signatários individualmente declaram que, tanto quanto é do seu conhecimento, o Relatório de Gestão, as Demonstrações Financeiras individuais preparadas de acordo com os Princípios Contabilísticos Geralmente aceites em Portugal e as Demonstrações Financeiras consolidadas elaboradas em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adoptadas pela União Europeia, bem como os demais documentos de prestação de contas exigidos por lei ou regulamento dão uma imagem verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, do activo e do passivo, da situação financeira e do resultado consolidado e individual da Altri, SGPS, S.A. ("Altri") em 31 de Dezembro de 2009 e que o Relatório de Gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição da Altri e das empresas incluídas no perímetro da consolidação e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam.

Porto, 15 de Abril de 2010

Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Presidente Presidente do Conselho de Administração

João Manuel Matos Borges de Oliveira Vogal do Conselho de Administração

Pedro Macedo Pinto de Mendonça Vogal do Conselho de Administração

Domingos José Vieira de Matos Vogal do Conselho de Administração

Laurentina da Silva Martins Vogal do Conselho de Administração

ALTRI, SGPS, S.A.

DEMONSTRAÇÕES DA POSIÇÃO FINANCEIRA CONSOLIDADA EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 E 2008

(Montantes expressos em Euros)

ACTIVO Notas 31.12.2009 31.12.2008
ACTIVOS NÃO CORRENTES:
Activos biológicos 10 80.486.847 75.879.431
Activos fixos tangíveis 7 525.137.385 473.140.189
Diferenças de consolidação 8 269.401.310 269.323.108
Activos intangíveis 9 290.122 538.237
Investimentos em empresas associadas 4.2 10.509.914 17.909.611
Investimentos disponíveis para venda 4.3 e 6 714.354 780.330
Outros activos não correntes 17 694.667 397.414
Activos por impostos diferidos 11 18.063.845 10.983.234
Total de activos não correntes 905.298.444 848.951.554
ACTIVOS CORRENTES:
Inventários 10 37.887.922 57.613.288
Clientes 6 e 12 69.602.593 57.819.150
Outras dívidas de terceiros 6 e 13 6.982.879 14.749.641
Estado e outros entes públicos 14 15.643.774 24.418.762
Outros activos correntes 15 6.548.231 10.127.859
Instrumentos financeiros derivados 6 e 27 - 12.546.735
Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados 4.4 e 6 602.670 747.450
Caixa e equivalentes de caixa 6 e 16 80.261.966 74.300.279
217.530.035 252.323.164
Activos classificados como detidos para venda ou em descontinuação 4.5 695.758 13.576.029
Total de activos correntes 218.225.793 265.899.193
Total do activo 1.123.524.237 1.114.850.747
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO 31.12.2009 31.12.2008
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital social 18 25.641.459 25.641.459
Reserva legal 18 2.862.981 1.630.523
Outras reservas 18 40.079.391 54.156.623
Resultado líquido consolidado do exercício (10.910.016) 4.668.149
Total do capital próprio atribuível aos accionistas da Empresa-Mãe 57.673.815 86.096.754
Interesses minoritários 19 109.371 283.991
Total do capital próprio 57.783.186 86.380.745
PASSIVO:
PASSIVO NÃO CORRENTE:
Empréstimos bancários 6 e 20 149.913.243 150.015.292
Outros empréstimos 6 e 20 612.519.785 521.270.017
Outros credores não correntes 6 e 22 339.766 491.190
Outros passivos não correntes 6 e 23 24.101.086 1.513.306
Passivos por impostos diferidos 11 981.007 3.914.691
Provisões 21 2.424.509 5.107.335
Total de passivos não correntes 790.279.396 682.311.831
PASSIVO CORRENTE:
Empréstimos bancários 6 e 20 46.559.986 51.886.464
Outros empréstimos 6 e 20 109.171.440 110.996.123
Fornecedores 6 e 24 65.999.089 58.901.992
Outras dívidas a terceiros 6 e 25 10.779.891 70.905.701
Estado e outros entes públicos 14 3.806.882 3.062.921
Outros passivos correntes 26 20.755.541 38.487.310
Instrumentos financeiros derivados 6 e 27 18.213.114 6.059.446
275.285.943 340.299.957
Passivos associados a activos classificados como detidos para venda ou em descontinuação 4.5 175.712 5.858.214
Total de passivos correntes 275.461.655 346.158.171
Total do passivo e capital próprio 1.123.524.237 1.114.850.747

O anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.

ALTRI, SGPS, S.A.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS RESULTADOS PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 E 2008

(Montantes expressos em Euros)

Notas 31.12.2009 31.12.2008
Unidades operacionais em continuação
Vendas 37 272.739.290 253.154.116
Prestações de serviços 37 2.911.100 2.325.100
Outros proveitos 33 33.958.596 24.694.996
Custo das vendas 10 (112.017.763) (79.542.865)
Fornecimento de serviços externos 30.1 (109.012.032) (86.636.886)
Custos com o pessoal 32 e 38 (33.392.309) (30.924.372)
Amortizações e depreciações 7 e 9 (38.911.128) (28.820.774)
Provisões e perdas por imparidade 21 (928.327) (5.822.688)
Outros custos 34 (2.759.800) (8.717.661)
Resultados relativos a activos classificados como detidos para venda - (251.693)
Resultados relativos a empresas associadas 4.2 e 35 (242.000) (1.074.707)
Resultados relativos a outros investimentos 35 109.236 (520.597)
Custos financeiros 35 (29.855.579) (46.375.356)
Proveitos financeiros 35 4.669.540 10.775.865
Resultado antes de impostos (12.731.176) 2.262.478
Impostos sobre o rendimento 11 766.170 1.894.609
Resultado depois de impostos (11.965.006) 4.157.087
Atribuível a:
Detentores de capital próprio da empresa-mãe 36 (11.932.959) 4.109.378
Interesses minoritários 19 (32.047) 47.709
Unidades operacionais em descontinuação
Resultado do exercício de unidades operacionais em descontinuação 4.5 e 5 1.022.943 558.771
Atribuível a:
Detentores de capital próprio da empresa-mãe 4.5 e 5 1.022.943 558.771
Interesses minoritários - -
Resultado líquido consolidado do exercício (10.942.063) 4.715.858
Atribuível a:
Detentores de capital próprio da empresa-mãe 36 (10.910.016) 4.668.149
Interesses minoritários 19 (32.047) 47.709
(10.942.063) 4.715.858
Resultados por acção
Operações em continuação
Básico 36 (0,12) 0,04
Diluído 36 (0,12) 0,04
Operações em continuação e em descontinuação
Básico 36 (0,11) 0,05
Diluído 36 (0,11) 0,05

O anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.

ALTRI, S.G.P.S., S.A.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DO RENDIMENTO INTEGRAL PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 E 2008

(Montantes expressos em Euros)

Notas 31.12.2009 31.12.2008
Resultado líquido consolidado do exercício (10.942.063) 4.715.858
Variação nas reservas de conversão cambial - (195.568)
Variação no justo valor dos derivados de cobertura dos fluxos de caixa 27 (17.500.081) 8.225.583
Outro rendimento integral do exercício (17.500.081) 8.030.015
Total do rendimento integral consolidado do exercício (28.442.144) 12.745.873
Atribuível a:
Accionistas da Empresa-Mãe
Interesses Minoritários
19 (28.410.097)
(32.047)
12.698.164
47.709

O anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.

ALTRI, S.G.P.S., S.A.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 E 2008

(Montantes expressos em Euros)

Atribuível aos accionistas da Empresa-Mãe
Outras reservas
Outras reservas e
Reserva Reservas de Reservas de resultados Total Outras Resultado Interesses Total do capital
Notas Capital social legal cobertura conversão transitados reservas líquido Total minoritários próprio
Saldo em 1 de Janeiro de 2008 25.641.459 1.527.560 (931.402) (373.328) 56.943.872 55.639.142 35.193.702 118.001.863 274.494 118.276.357
Aplicação do resultado consolidado de 2007:
Transferência para reserva legal e resultados transitados - 102.963 - - 29.962.447 29.962.447 (30.065.410) - - -
Dividendos distribuídos - - - - - - (5.128.292) (5.128.292) - (5.128.292)
Outros - - - - (348) (348) - (348) - (348)
Cisão F. Ramada 5 - - - 568.896 (40.043.529) (39.474.633) - (39.474.633) - (39.474.633)
Aquisição de participação adicional na Celtejo - Empresa de Celulose do Tejo, S.A. 5 - - - - - - - - (38.212) (38.212)
Total do rendimento integral consolidado do exercício - - 8.225.583 (195.568) - 8.030.015 4.668.149 12.698.164 47.709 12.745.873
Saldo em 31 de Dezembro de 2008 25.641.459 1.630.523 7.294.181 - 46.862.442 54.156.623 4.668.149 86.096.754 283.991 86.380.745
Saldo em 1 de Janeiro de 2009 25.641.459 1.630.523 7.294.181 - 46.862.442 54.156.623 4.668.149 86.096.754 283.991 86.380.745
Aplicação do resultado consolidado de 2008:
Transferência para reserva legal e resultados transitados - 1.232.458 - - 3.435.691 3.435.691 (4.668.149) - - -
Outros - - - - (12.842) (12.842) - (12.842) - (12.842)
Aquisição de participação adicional na Celtejo - Empresa de Celulose do Tejo, S.A. 5 - - - - - - - - (142.573) (142.573)
Total do rendimento integral consolidado do exercício - - (17.500.081) - - (17.500.081) (10.910.016) (28.410.097) (32.047) (28.442.144)
Saldo em 31 de Dezembro de 2009 25.641.459 2.862.981 (10.205.900) - 50.285.291 40.079.391 (10.910.016) 57.673.815 109.371 57.783.186

O anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.

ALTRI , SGPS, S.A.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 E 2008

(Montantes expressos em Euros)

Notas 2009 2008
Actividades operacionais:
Recebimentos de clientes
293.306.993 314.653.759
Pagamentos a fornecedores (200.437.931) (208.830.728)
Pagamentos ao pessoal (30.244.953) (33.101.347)
Outros recebimentos/pagamentos relativos à actividade operacional 19.618.464 (19.221.783)
Impostos sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas 369.637 82.612.210 (4.586.460) 48.913.441
Fluxos gerados pelas actividades operacionais (1) 82.612.210 48.913.441
Actividades de investimento:
Recebimentos provenientes de:
Investimentos financeiros 41 - 21.682.699
Activos fixos tangíveis 2.321.315 1.944.083
Empréstimos concedidos - 21.640.843
Subsídios ao investimento 4.281.035 83.849
Juros e proveitos similares 5.234.207 11.836.557 10.543.510 55.894.984
Pagamentos relativos a:
Investimentos financeiros 41 (5.041.089) (8.659.281)
Activos intangíveis (65.171) (107.117)
Activos fixos tangíveis (114.565.558) (245.764.240)
Activos biológicos (13.372.438) (133.044.256) (11.727.778) (266.258.416)
Fluxos gerados pelas actividades de investimento (2) (121.207.699) (210.363.432)
Actividades de financiamento:
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos 145.829.071 145.829.071 375.033.065 375.033.065
Pagamentos respeitantes a:
Amortização de contratos de locação financeira (48.519) (167.168)
Juros e custos similares (40.963.632) (40.527.407)
Dividendos distribuídos - (5.128.292)
Empréstimos obtidos (61.612.028) (102.624.179) (180.582.847) (226.405.714)
Fluxos gerados pelas actividades de financiamento (3) 43.204.892 148.627.351
Caixa e seus equivalentes no início do exercício 16 73.023.397 125.514.513
Efeito de variação de perímetro - (39.668.476)
Variação de caixa e seus equivalentes: (1)+(2)+(3) 4.609.403 (12.822.640)
Caixa e seus equivalentes no fim do exercício 16 77.632.800 73.023.397

O Anexo faz parte integrante das demonstrações financeiras consolidadas.

(Montantes expressos em Euros)

1. NOTA INTRODUTÓRIA

A Altri, SGPS, S.A. ("Altri" ou "Empresa") é uma sociedade anónima constituída em 1 de Março de 2005, com sede na Rua General Norton de Matos, 68, r/c no Porto e que tem como actividade principal a gestão de participações sociais, sendo as suas acções cotadas na Euronext Lisbon.

A Altri foi constituída no âmbito do projecto de reestruturação da Cofina, SGPS, S.A. através da cisão representativa de 97,23% da participação social detida por aquela sociedade na Celulose do Caima, SGPS, S.A., na modalidade de cisão-simples prevista na alínea a) do n.º 1 do art. 118º do Código das Sociedades Comerciais. A data relevante para produção de efeitos contabilísticos e jurídicos da referida cisão foi 1 de Março de 2005.

Em 16 de Abril de 2008 concretizou-se um processo de reorganização empresarial, que envolveu a cisão da participação social detida na F. Ramada – Aços e Indústrias, S.A., representativa da totalidade dos direitos de voto dessa empresa participada, na modalidade de cisão-simples prevista na alínea a) do n.º 1 do art. 118º do Código das Sociedades Comerciais, para constituição de uma nova sociedade – a F. Ramada – Investimentos, SGPS, S.A. ("Ramada Investimentos"). Com este processo foi destacada para a Ramada Investimentos a parcela do património da Empresa correspondente à unidade de negócio de gestão de participações no sector dos aços e sistemas de armazenagem, incluindo todos os demais recursos (designadamente pessoas, activos e passivos) afectos ao respectivo exercício, cuja data relevante para produção de efeitos contabilísticos e jurídicos foi 1 de Junho de 2008.

Actualmente a Altri dedica-se à gestão de participações sociais essencialmente na área industrial, sendo a empresa-mãe do grupo de empresas indicado na Nota 4 e designado por Grupo Altri. A actividade actual do Grupo Altri centra-se na produção de pasta de papel branqueada de eucalipto através de três unidades produtivas (a Celbi na Figueira da Foz, a Caima em Constância do Ribatejo e a Celtejo em Vila Velha de Ródão).

Face a esta realidade do Grupo Altri, o seu Conselho de Administração entende que apenas existe um segmento de negócio (Produção e comercialização de pasta de papel branqueada de eucalipto) sendo que a principal informação de gestão é também analisada nesse pressuposto, pelo que a informação por segmentos referida na Nota 37 se encontra limitada por estes factos.

As demonstrações financeiras consolidadas do Grupo Altri são apresentadas em Euros em valores arredondados à unidade, sendo esta a divisa utilizada pelo Grupo nas suas operações e como tal considerada a moeda funcional. As operações das sociedades estrangeiras cuja moeda funcional não seja o Euro são incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas de acordo com a política estabelecida na Nota 2.2.d).

(Montantes expressos em Euros)

2. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS

As principais políticas contabilísticas adoptadas na preparação das demonstrações financeiras consolidadas anexas são as seguintes:

2.1 BASES DE APRESENTAÇÃO

As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação, ajustados no processo de consolidação de modo a que as demonstrações financeiras consolidadas estejam de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro, tal como adoptadas pela União Europeia, em vigor para exercícios económicos iniciados em 1 de Janeiro de 2009) e tomando por base o custo histórico, excepto para determinados instrumentos financeiros, que se encontram registados pelo justo valor. Devem entender-se como fazendo parte daquelas normas, as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IFRS" – International Financial Reporting Standards) emitidas pelo International Accounting Standard Board ("IASB"), as Normas Internacionais de Contabilidade ("IAS"), emitidas pelo International Accounting Standards Committee ("IASC") e respectivas interpretações – IFRIC e SIC, emitidas, respectivamente, pelo International Financial Reporting Interpretation Committee ("IFRIC") e pelo Standing Interpretation Committee ("SIC"), que tenham sido adoptadas pela União Europeia. De ora em diante, o conjunto daquelas normas e interpretações serão designados genericamente por "IAS/IFRS".

As demonstrações financeiras intercalares são apresentadas de acordo com as normas e formatos impostos pela Comissão de Mercado de Valores Mobiliários.

Novas normas contabilísticas e seu impacto nas demonstrações financeiras consolidadas anexas:

(i) As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões foram aprovadas ("endorsed") pela União Europeia até à data de aprovação destas demonstrações financeiras consolidadas, algumas das quais entraram em vigor no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009:

Norma/Interpretação Data de eficácia
(exercícios iniciados
em ou após)
NOVAS NORMAS E INTERPRETAÇÕES:
IFRS 8 – Segmentos operacionais 1-Jan-09 A IFRS 8 substitui a IAS 14, redefinindo os
segmentos relatáveis e a informação a
relatar sobre os mesmos.
IFRIC 13 – Programas de fidelização
de clientes
1-Jul-08 Esta interpretação esclarece que os bónus
atribuídos a clientes como parte de uma
transacção de venda são registados como
uma componente separada da transacção.
REVISÕES:
IAS
1

Apresentação
de
demonstrações financeiras (Revisão
de 2007)
1-Jan-09 Esta
revisão
introduz
alterações
de
terminologia, incluindo novas designações
para
as
peças
das
demonstrações
financeiras, assim como alterações ao nível
do formato e conteúdo de tais peças.
IAS 23 –
Custos de empréstimos
obtidos (Revisão de 2007)
1-Jan-09 Esta revisão introduz a obrigatoriedade de
capitalização dos custos de empréstimos
relacionados com activos que se qualificam
para tal.

(Montantes expressos em Euros)

Data de eficácia
(exercícios iniciados
Norma/Interpretação em ou após)
EMENDAS:
IFRS 1 – Adopção pela primeira vez
das normas internacionais de relato
financeiro / IAS 27 – Demonstrações
financeiras consolidadas e separadas
(Emendas)
1-Jan-09 Estas emendas referem-se à mensuração
do custo dos investimentos na adopção
inicial das IFRS e ao reconhecimento do
rendimento de dividendos provenientes de
subsidiárias, nas demonstrações financeiras
da empresa-mãe.
IFRS 2 – Pagamento com base em
acções (Emendas)
1-Jan-09 Estas emendas clarificam a definição de
condições de atribuição (vesting conditions
e non-vesting conditions) e o tratamento de
cancelamentos.
IFRS 7 –
Instrumentos financeiros:
divulgações (Emendas)
1-Jan-09 Estas emendas alargam as divulgações
requeridas relativamente ao justo valor de
instrumentos financeiros e ao risco de
liquidez.
IAS
1

Apresentação
de
demonstrações financeiras / IAS 32 –
Instrumentos
financeiros:
apresentação (Emendas)
1-Jan-09 Estas emendas clarificam a classificação e
a apresentação de instrumentos financeiros
com uma opção put.
IAS 39 – Instrumentos financeiros:
reconhecimento
e
mensuração
(Emendas)
1-Jul-08 Estas emendas permitem, em condições
limitadas, a reclassificação de instrumentos
financeiros não derivados das categorias de
justo valor por resultados e de disponíveis
para venda para outras categorias.
Melhoramentos
das
normas
internacionais de relato financeiro –
2007
Várias (usualmente 1-
Jan-09
Este processo envolveu a revisão de 32
normas contabilísticas.

O efeito nas demonstrações financeiras do Grupo Altri do exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, decorrente da adopção e aplicação das normas e interpretações, revisões e emendas acima referidas, não foi significativo, com excepção da entrada em vigor das alterações à IAS 1 e que introduziu alterações de terminologia assim como alterações ao nível do formato e conteúdo das demonstrações financeiras, pelo facto das políticas contabilísticas adoptadas já serem consistentes com algumas das novas normas.

O IFRS 8 substituiu a anterior IAS 14, no entanto não implicou uma redefinição dos segmentos relatáveis do Grupo Altri, uma vez que conforme indicado na Nota Introdutória apenas existe uma segmento de negócio (Produção e comercialização de pasta de papel branqueada de eucalipto) sendo que o reporte interno de informação à gestão é efectuado nesse pressuposto.

(ii) As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões, foram, até à data de aprovação destas demonstrações financeiras, aprovadas ("endorsed") pela União Europeia, mas têm aplicação obrigatória apenas em exercícios económicos futuros:

Data de eficácia
(exercícios iniciados
Norma/Interpretação em ou após)
NOVAS NORMAS E INTERPRETAÇÕES:
IFRIC 12 – Acordos de concessão de
serviços
1-Jan-10 Esta interpretação, aplicável a concessões do
tipo
público-para-privado,
enquadra
o

(Montantes expressos em Euros)

Data de eficácia
(exercícios iniciados
Norma/Interpretação em ou após) operador como prestador de serviços e
introduz regras de reconhecimento por parte
do operador do rédito de construção e de
operação
de
infraestruturas
e
sua
mensuração.
IFRIC 15 – Acordos para a construção
de imóveis
1-Jan-10 Esta interpretação
clarifica as condições
necessárias
para
enquadrar
o
reconhecimento do rédito proveniente da
construção de imóveis no âmbito da IAS 11
– Contratos de construção ou no âmbito da
IAS 18 – Rédito.
IFRIC
16

Coberturas
de
um
investimento líquido numa unidade
operacional estrangeira
1-Jul-09 Esta
interpretação
fornece
orientações
sobre a contabilidade de cobertura de um
investimento
líquido
numa
unidade
operacional estrangeira.
IFRIC 18 – Transferências de activos
provenientes de clientes
Transferências
efectuadas em ou
após 1-Jul-09
Esta
interpretação
fornece
orientações
sobre a contabilização pelos operadores de
activos
fixos
tangíveis
provenientes
de
clientes".
REVISÕES:
IFRS 1 – Adopção pela primeira vez
das normas internacionais de relato
financeiro (Revisão de 2008)
1-Jan-10 Esta revisão reflecte as várias alterações
ocorridas desde a primeira versão desta
norma.
IFRS
3

Concentrações
de
actividades empresariais / IAS 27 –
Demonstrações
financeiras
consolidadas e separadas (Revisão de
2008)
1-Jul-09 Esta revisão introduz alterações: (a) na
mensuração dos interesses sem controlo
(anteriormente
designados
interesses
minoritários);
(b)
no
reconhecimento
e
mensuração subsequente de pagamentos
contingentes; (c) no tratamento dos custos
directos relacionados com a concentração; e
(d) no registo de transacções de compra de
interesses em entidades já controladas e de
venda de interesses das quais não resulte a
perda de controlo sobre a entidade.
EMENDAS:
IAS 39 –
Instrumentos financeiros:
reconhecimento
e
mensuração
(Emendas)
1-Jul-09 Estas emendas clarificam alguns aspectos
da
contabilidade
de
cobertura,
nomeadamente:
(i)
a
identificação
da
inflação como um risco coberto e (ii) a
cobertura com opções.
IFRIC 9 – Reavaliação de derivados
embutidos / IAS 39 –
Instrumentos
financeiros:
reconhecimento
e
mensuração (Emendas)
Exercícios acabados
em ou iniciados
após 30-Jun-09
Estas emendas clarificam as circunstâncias
em
que
é
permitida
a
reapreciação
subsequente
da
obrigatoriedade
de
separação de um derivado embutido.

(Montantes expressos em Euros)

Estas normas apesar de aprovadas ("endorsed") pela União Europeia, não foram adoptadas pelo Grupo Altri no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, em virtude da sua aplicação não ser ainda obrigatória. Não são estimados impactos significativos nas demonstrações financeiras, decorrentes da adopção das mesmas.

As políticas contabilísticas e os critérios de mensuração adoptados pelo Grupo Altri a 31 de Dezembro de 2009 são comparáveis com os utilizados na preparação das demonstrações financeiras em 31 de Dezembro de 2008.

As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas para apreciação e aprovação em Assembleia Geral de Accionistas. O Conselho de Administração do Grupo entende que as mesmas serão aprovadas sem alterações.

2.2 PRINCÍPIOS DE CONSOLIDAÇÃO

Os princípios de consolidação adoptados pelo Grupo Altri na preparação das suas demonstrações financeiras consolidadas são os seguintes:

a) Investimentos financeiros em empresas do Grupo

As participações financeiras em empresas nas quais o Grupo Altri detenha, directa ou indirectamente, mais de 50% dos direitos de voto em Assembleia Geral de Accionistas ou detenha o poder de controlar as suas políticas financeiras e operacionais (definição de controlo utilizada pelo Grupo), são incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas pelo método de consolidação integral. O capital próprio e o resultado líquido destas empresas correspondente à participação de terceiros nas mesmas são apresentados separadamente na demonstração da posição financeira consolidada e na demonstração dos resultados consolidada nas rubricas "Interesses minoritários". As empresas incluídas nas demonstrações financeiras pelo método de consolidação integral encontram-se detalhadas na Nota 4.1.

Quando os prejuízos atribuíveis aos accionistas minoritários excedem o interesse minoritário no capital próprio da filial, o Grupo absorve esse excesso e quaisquer prejuízos adicionais, excepto quando os accionistas minoritários tenham a obrigação e sejam capazes de cobrir esses prejuízos. Se a filial subsequentemente reportar lucros, o Grupo apropria todos os lucros até que a parte minoritária dos prejuízos absorvidos pelo Grupo tenha sido recuperada.

Nas concentrações empresariais ocorridas após a data de transição para as Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adoptadas pela União Europeia – IFRS 1 (1 de Janeiro de 2004), os activos e passivos de cada filial são identificados ao seu justo valor na data de aquisição conforme estabelecido pelo IFRS 3 – "Concentrações de actividades empresariais". Qualquer excesso do custo de aquisição face ao justo valor dos activos e passivos líquidos adquiridos é reconhecido como diferença de consolidação positiva. Caso o diferencial entre o custo de aquisição e o justo valor de activos e passivos líquidos adquiridos (incluindo passivos contingentes) seja negativo, o mesmo é reconhecido como proveito do exercício após reconfirmação do justo valor atribuído. Os interesses de accionistas minoritários são apresentados pela respectiva proporção do justo valor dos activos e passivos identificados.

Os resultados das filiais adquiridas ou vendidas durante o exercício estão incluídos nas demonstrações de resultados desde a data da sua aquisição ou até à data da sua venda, respectivamente.

Sempre que necessário, são efectuados ajustamentos às demonstrações financeiras das filiais para adequar as suas políticas contabilísticas às usadas pelo Grupo. As transacções, os saldos e os dividendos distribuídos entre empresas do Grupo são eliminados no processo de consolidação.

Nas situações em que o Grupo detenha, em substância, o controlo de outras entidades criadas com um fim específico ("Special Purpose Entities" – SPE's), ainda que não possua participações de capital directamente ou indirectamente nessas entidades, as mesmas são consolidadas pelo método de consolidação integral.

(Montantes expressos em Euros)

b) Investimentos financeiros em empresas associadas

Os investimentos financeiros em empresas associadas (entendendo o Grupo como tal as empresas onde exerce uma influência significativa mas em que não detém o controlo ou o controlo conjunto das mesmas através da participação nas decisões financeiras e operacionais da empresa - geralmente investimentos representando entre 20% a 50% do capital de uma empresa) são registados pelo método da equivalência patrimonial.

De acordo com o método da equivalência patrimonial, os investimentos financeiros em empresas associadas são inicialmente contabilizados pelo custo de aquisição, o qual é acrescido ou reduzido do valor correspondente à proporção dos capitais próprios dessas empresas, reportados à data de aquisição ou da primeira aplicação do método da equivalência patrimonial. As participações financeiras são posteriormente ajustadas anualmente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos das associadas por contrapartida de ganhos ou perdas do exercício. Adicionalmente, os dividendos destas empresas são registados como uma diminuição do valor do investimento, e a parte proporcional nas variações dos capitais próprios é registada como uma variação do capital próprio do Grupo.

As diferenças entre o custo de aquisição e o justo valor dos activos e passivos identificáveis da associada na data de aquisição, se positivas, são reconhecidas como diferenças de consolidação e mantidas no valor da rubrica "Investimentos em empresas associadas". Se essas diferenças forem negativas, após reconfirmação do justo valor atribuído, são registadas como proveito do exercício na rubrica "Resultados relativos a empresas associadas".

É efectuada uma avaliação dos investimentos em associadas quando existem indícios de que o activo possa estar em imparidade, sendo registadas como custo as perdas por imparidade que se demonstrem existir. Quando as perdas por imparidade reconhecidas em exercícios anteriores deixam de existir são objecto de reversão.

Quando a proporção do Grupo nos prejuízos acumulados da associada excede o valor pelo qual o investimento se encontra registado, o investimento é reportado por valor nulo, excepto quando o Grupo tenha assumido compromissos para com a associada, registando nesses casos uma provisão para fazer face a essas obrigações.

Os ganhos não realizados em transacções com empresas associadas são eliminados proporcionalmente ao interesse do Grupo na associada por contrapartida do investimento nessa mesma associada. As perdas não realizadas são similarmente eliminadas, mas somente até ao ponto em que a perda não evidencie que o activo transferido esteja em situação de imparidade.

Os investimentos financeiros em empresas associadas encontram-se detalhados na Nota 4.2.

c) Diferenças de consolidação

Nas concentrações de actividades empresariais, as diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em empresas do Grupo e associadas e o justo valor dos activos e passivos identificáveis dessas empresas à data da sua aquisição, se positivas, são registadas na rubrica do activo "Diferenças de consolidação" ou mantidas na rubrica "Investimentos em empresas associadas", consoante se refiram a empresas do Grupo ou a empresas associadas. As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em filiais sedeadas no estrangeiro e o justo valor dos activos e passivos identificáveis dessas filiais à data da sua aquisição, encontram-se registadas na moeda funcional dessas filiais, sendo convertidas para a moeda de reporte do Grupo (Euro) à taxa de câmbio em vigor na data da demonstração da posição financeira. As diferenças cambiais geradas nessa conversão são registadas na rubrica de capitais próprios "Reserva de conversão".

As diferenças de consolidação transferidas por cisão (Nota Introdutória) originadas em aquisições anteriores a 1 de Janeiro de 2004 foram mantidas pelos valores apresentados de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal a essa data, e objecto de testes de imparidade, sendo os impactos desses ajustamentos registados na rubrica "Outras reservas", em conformidade com as disposições constantes da IFRS 1 – "Adopção pela primeira vez das IFRS". No caso de filiais estrangeiras, as diferenças de consolidação foram reexpressas na moeda funcional de cada filial, retrospectivamente.

(Montantes expressos em Euros)

O valor das diferenças de consolidação não é amortizado, sendo testado anualmente para verificar se existem perdas por imparidade. As perdas por imparidade das diferenças de consolidação constatadas no exercício são registadas na demonstração de resultados do exercício na rubrica "Provisões e perdas por imparidade". As perdas por imparidade relativas a diferenças de consolidação não são revertidas.

As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em empresas do Grupo e associadas e o justo valor dos activos e passivos identificáveis (incluindo passivos contingentes) dessas empresas à data da sua aquisição, se negativas, são reconhecidas como proveito na data de aquisição, após reconfirmação do justo valor dos activos e passivos identificáveis.

O Grupo testa anualmente a existência de imparidade das diferenças de consolidação. Os valores recuperáveis das unidades geradoras de fluxos de caixa são determinados com base no cálculo dos valores de uso. Estes cálculos exigem o uso de pressupostos que são efectuados com base em estimativas de circunstâncias futuras cuja ocorrência poderá vir a ser diferente da estimada.

d) Conversão de demonstrações financeiras de filiais expressas em moeda estrangeira

Os activos e passivos das demonstrações financeiras de entidades estrangeiras incluídas na consolidação são convertidos para Euros utilizando as taxas de câmbio à data da demonstração da posição financeira e os custos e proveitos bem como os fluxos de caixa são convertidos para Euros utilizando a taxa de câmbio média verificada no exercício. A diferença cambial resultante é registada na rubrica de capitais próprios "Reservas de conversão".

O valor das diferenças de consolidação e ajustamentos de justo valor resultantes da aquisição de entidades estrangeiras são tratados como activos e passivos dessa entidade e transpostos para Euros de acordo com a taxa de câmbio em vigor no final do exercício.

Sempre que uma entidade estrangeira é alienada, a diferença cambial acumulada é reconhecida na demonstração de resultados como um ganho ou perda na alienação.

2.3 PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS

Os principais critérios valorimétricos usados pelo Grupo Altri na preparação das suas demonstrações financeiras consolidadas, são os seguintes:

a) Activos intangíveis

Os activos intangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das amortizações e das perdas por imparidade acumuladas. Os activos intangíveis só são reconhecidos se for provável que deles advenham benefícios económicos futuros para o Grupo, sejam controláveis pelo Grupo e se possa medir razoavelmente o seu valor.

As despesas de desenvolvimento para as quais o Grupo demonstre capacidade para completar o seu desenvolvimento e iniciar a sua comercialização e/ou uso e relativamente às quais seja provável que o activo criado venha a gerar benefícios económicos futuros, são capitalizadas. As despesas de desenvolvimento que não cumpram estes critérios são registadas como custo no período em que são incorridas.

Os custos internos associados à manutenção e ao desenvolvimento de software são registados como custos na demonstração de resultados quando incorridos, excepto na situação em que estes custos estejam directamente associados a projectos para os quais seja provável a geração de benefícios económicos futuros para o Grupo. Nestas situações os custos são capitalizados como activos intangíveis.

As amortizações são calculadas, após os bens estarem disponíveis para uso, pelo método das quotas constantes em conformidade com o período de vida útil estimado (genericamente 3 a 5 anos).

(Montantes expressos em Euros)

b) Activos fixos tangíveis

Os activos fixos tangíveis adquiridos até 1 de Janeiro de 2004 (data de transição para IFRS) e transferidos para o Grupo Altri por cisão (Nota Introdutória), encontram-se registados ao seu "deemed cost", o qual corresponde ao custo de aquisição, ou custo de aquisição reavaliado de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal até àquela data, deduzido das amortizações acumuladas e de perdas por imparidade.

Os activos fixos tangíveis adquiridos após aquela data encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das correspondentes amortizações e das perdas por imparidade acumuladas.

As amortizações são calculadas, após a data em que os bens estejam disponíveis para serem utilizados, pelo método das quotas constantes em conformidade com o período de vida útil estimado para cada grupo de bens.

As taxas de amortização utilizadas correspondem aos seguintes períodos de vida útil estimada:

Anos
Terrenos e recursos naturais 20 a 50
Edifícios e outras construções 10 a 50
Equipamento básico 2 a 15
Equipamento de transporte 2 a 10
Ferramentas e utensílios 4 a 14
Equipamento administrativo 2 a 10
Outros activos fixos tangíveis 3 a 10

As despesas de conservação e reparação que não aumentem a vida útil dos activos nem resultem em benfeitorias ou melhorias significativas nos elementos dos activos fixos tangíveis são registadas como custo do exercício em que incorridas.

Os activos fixos tangíveis em curso representam imobilizado ainda em fase de construção, encontrando-se registados ao custo de aquisição deduzido de eventuais perdas de imparidade. Estas imobilizações são amortizadas a partir do momento em que os activos subjacentes estejam disponíveis para uso e nas condições necessárias para operar de acordo com o pretendido pela gestão.

As mais ou menos valias resultantes da venda ou abate do activo fixo tangível são determinadas como a diferença entre o preço de venda e o valor líquido contabilístico na data de alienação ou abate, sendo registadas na demonstração dos resultados nas rubricas "Outros proveitos" ou "Outros custos".

c) Locações

A classificação das locações financeiras ou operacionais é realizada em função da substância dos contratos em causa e não da sua forma.

Os contratos de locação são classificados como (i) locações financeiras se através deles forem transferidos substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse ou como (ii) locações operacionais se através deles não forem transferidos substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse.

Os activos imobilizados adquiridos mediante contratos de locação financeira bem como as correspondentes responsabilidades são contabilizados pelo método financeiro. De acordo com este método, o custo do activo é registado no activo fixo tangível, a correspondente responsabilidade é registada no passivo e os juros incluídos no valor das rendas e a amortização do activo, calculada conforme descrito na Nota 2.3.b), são registados como custos na demonstração dos resultados do período a que respeitam.

Nas locações consideradas como operacionais, as rendas devidas referentes a bens adquiridos neste regime são reconhecidas como custo na demonstração dos resultados do exercício a que respeitam.

(Montantes expressos em Euros)

d) Subsídios governamentais ou de outras entidades públicas

Os subsídios recebidos no âmbito de programas de formação profissional ou subsídios à exploração, são registados na rubrica "Outros proveitos operacionais" da demonstração consolidada dos resultados do exercício em que estes programas são realizados, independentemente da data do seu recebimento.

Os subsídios atribuídos a fundo perdido para financiamento de activos fixos tangíveis são registados na demonstração da posição financeira como "Outros passivos correntes" e "Outros passivos não correntes" relativamente às parcelas de curto prazo e de médio e longo prazo respectivamente, e reconhecidos na demonstração dos resultados proporcionalmente às amortizações dos activos fixos tangíveis subsidiados.

e) Imparidade dos activos, excepto Diferenças de consolidação

É efectuada uma avaliação de imparidade dos activos do Grupo à data de cada demonstração da posição financeira e sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indiquem que o montante pelo qual o activo se encontra registado possa não ser recuperável.

Sempre que o montante pelo qual o activo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade, registada na demonstração dos resultados na rubrica "Provisões e perdas por imparidade".

A quantia recuperável é a mais alta entre o preço de venda líquido e o valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do activo, numa transacção entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos custos directamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que são esperados que surjam do uso continuado do activo e da sua alienação no final da sua vida útil. A quantia recuperável é estimada para cada activo, individualmente ou, no caso de não ser possível, para a unidade geradora de fluxos de caixa à qual o activo pertence.

A reversão de perdas por imparidade reconhecidas em exercícios anteriores é registada quando se conclui que as perdas por imparidade reconhecidas anteriormente já não existem ou diminuíram. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida na demonstração dos resultados na rubrica "Outros proveitos". Esta reversão da perda por imparidade é efectuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de amortização ou depreciação) caso a perda por imparidade não se tivesse registada em exercícios anteriores.

f) Encargos financeiros com empréstimos obtidos

Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são geralmente reconhecidos como custo na demonstração dos resultados do exercício de acordo com o princípio da especialização dos exercícios.

Os encargos financeiros de empréstimos obtidos directamente relacionados com a aquisição, construção ou produção de activos fixos tangíveis são capitalizados, fazendo parte do custo do activo. A capitalização destes encargos começa após o início da preparação das actividades de construção ou desenvolvimento do activo e é interrompida quando aqueles activos estão disponíveis para utilização ou no final da construção do activo ou quando o projecto em causa se encontra suspenso.

g) Inventários

As mercadorias e as matérias-primas, subsidiárias e de consumo são valorizadas ao custo médio de aquisição, deduzido do valor dos descontos de quantidade concedidos pelos fornecedores, o qual é inferior ao respectivo valor de mercado.

Os produtos acabados e semi-acabados, os subprodutos e os produtos e trabalhos em curso são valorizados ao custo de produção, que inclui o custo das matérias-primas incorporadas, mão-de-obra e gastos gerais de fabrico, e que é inferior ao valor de mercado. Dentro desta óptica, a madeira cortada em posse do Grupo encontra-se valorizada ao custo de produção, que inclui os custos incorridos com o corte e "rechega" da madeira, assim como a parte proporcional à área cortada dos custos acumulados de estabelecimento, manutenção e gastos administrativos com estes activos.

As empresas do Grupo procederam ao registo das correspondentes perdas por imparidade para reduzir, quando aplicável, os inventários ao seu valor realizável líquido ou preço de mercado.

(Montantes expressos em Euros)

h) Activos biológicos

As florestas, propriedade das empresas do Grupo encontram-se classificadas na rubrica "Activos biológicos". O custo das florestas adquiridas ou com as plantações efectuadas e os custos incorridos com o seu desenvolvimento, conservação e manutenção são incluídos no valor destas. O custo da madeira é transferido para custo de produção quando a madeira é cortada. Os cortes de madeira própria são valorizados ao custo específico de cada mata atribuído a cada corte, o qual inclui ainda os custos incorridos em cada mata desde o último corte. São reconhecidos como custo do exercício os custos acumulados de plantação, manutenção e gastos administrativos, proporcionais à área cortada nesse exercício.

O Conselho de Administração optou por não registar os activos biológicos ao seu justo valor por entender que, face à natureza dos activos em avaliação, a determinação daquele depende de pressupostos que poderão não ser fiavelmente apurados, e consequentemente o eventual justo valor não seria mensurado com fiabilidade. É, no entanto, convicção do Conselho de Administração, com base em alguns indicadores, que com a política seguida de registo dos activos biológicos ao custo de aquisição não resultam diferenças materialmente relevantes face ao seu registo ao justo valor.

i) Provisões

As provisões são reconhecidas quando, e somente quando, o Grupo tenha uma obrigação presente (legal ou implícita) resultante de um evento passado, seja provável que para a resolução dessa obrigação ocorra uma saída de recursos e o montante da obrigação possa ser razoavelmente estimado. As provisões são revistas na data de cada demonstração da posição financeira e ajustadas de modo a reflectir a melhor estimativa a essa data.

As provisões para custos de reestruturação são reconhecidas pelo Grupo sempre que exista um plano formal e detalhado de reestruturação e que o mesmo tenha sido comunicado às partes envolvidas.

j) Complementos de reforma

Algumas empresas do Grupo assumiram compromissos de conceder aos seus empregados prestações pecuniárias a título de complementos de pensões de reforma por velhice ou invalidez. Para cobrir essas responsabilidades existem os correspondentes fundos de pensões autónomos, cujos encargos anuais, determinados de acordo com cálculos actuariais são registados como custos ou proveitos do exercício, em conformidade com a IAS 19 – "Benefícios dos empregados".

As responsabilidades actuariais são calculadas de acordo com o "Projected Unit Credit Method" utilizando os pressupostos actuariais e financeiros considerados adequados (Nota 29).

k) Instrumentos financeiros

i) Investimentos

Os investimentos detidos pelo Grupo são classificados como segue:

Investimentos detidos até à maturidade, designados como activos financeiros não derivados com pagamentos fixados ou determináveis e maturidade fixada, e relativamente aos quais existe a intenção positiva e a capacidade de os deter até à maturidade. Estes investimentos são classificados como Activos não correntes, excepto se o seu vencimento for inferior a 12 meses da data da demonstração da posição financeira.

Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados fazem parte de uma carteira de instrumentos financeiros geridos com o objectivo de obtenção de lucros no curto prazo e são classificados como Activos correntes.

Investimentos disponíveis para venda, designados como todos os restantes investimentos que não sejam considerados como detidos até à maturidade ou mensurados ao justo valor através de resultados, sendo classificados como Activos não correntes.

(Montantes expressos em Euros)

Os investimentos são inicialmente registados pelo seu valor de aquisição, que é o justo valor do preço pago sendo que no caso dos investimentos detidos até à maturidade e investimentos disponíveis para venda são incluídas no valor do activo as despesas de transacção.

Após o reconhecimento inicial, os investimentos mensurados a justo valor através de resultados e os investimentos disponíveis para venda são reavaliados pelos seus justos valores por referência ao seu valor de mercado à data da demonstração da posição financeira, sem qualquer dedução relativa a custos de transacção que possam vir a ocorrer até à sua venda. Os investimentos em instrumentos de capital próprio que não sejam cotados e para os quais não seja possível estimar com fiabilidade o seu justo valor, são mantidos ao custo de aquisição deduzido de eventuais perdas por imparidade. Os investimentos detidos até à maturidade são mensurados pelo custo amortizado usando o método da taxa de juro efectiva.

Os ganhos ou perdas provenientes de uma alteração no justo valor dos investimentos disponíveis para venda são registados no capital próprio, na rubrica de "Reservas de cobertura" incluída na rubrica "Outras reservas" até o investimento ser vendido ou recebido ou até que o justo valor do investimento se situe abaixo do seu custo de aquisição e que tal corresponda a uma perda por imparidade, momento em que a perda acumulada é transferida para a demonstração dos resultados.

Todas as compras e vendas destes investimentos são reconhecidas à data da assinatura dos respectivos contratos de compra e venda, independentemente da sua data de liquidação financeira.

ii) Clientes e outras dívidas de terceiros

As dívidas de "Clientes" e as "Outras dívidas de terceiros" são registadas pelo seu valor nominal e apresentadas na demonstração da posição financeira consolidada deduzidas de eventuais perdas de imparidade para que as mesmas reflictam o seu valor presente realizável líquido. Estas rubricas quando correntes não incluem juros por não se considerar imaterial o impacto do desconto.

As perdas por imparidade são registadas em sequência de eventos ocorridos que indiquem, objectivamente e de forma quantificável, que a totalidade ou parte do saldo em dívida não será recebido. Para tal, cada empresa do Grupo tem em consideração informação de mercado que demonstre que o cliente está em incumprimento das suas responsabilidades, bem como informação histórica dos saldos vencidos e não recebidos.

As perdas por imparidade reconhecidas correspondem à diferença entre o montante escriturado do saldo a receber e respectivo valor actual dos fluxos de caixa futuros estimados, descontados à taxa de juro efectiva inicial que, nos casos em que se perspective um recebimento num prazo inferior a um ano, é considerada nula por se considerar imaterial o efeito do desconto.

iii) Empréstimos e contas a pagar não correntes

Os empréstimos e as contas a pagar não correntes são registados no passivo pelo custo amortizado utilizando o método da taxa de juro efectiva. Os encargos financeiros são calculados de acordo com a taxa de juro efectiva, excepto para os valores a pagar de muito curto prazo cujos valores a reconhecer sejam imateriais, e contabilizados na demonstração dos resultados do período de acordo com o princípio da especialização dos exercícios. A parcela do juro efectivo relativa a comissões com a emissão de empréstimos é adicionada ao valor contabilístico dos empréstimos caso não sejam liquidados durante o exercício.

Sempre que existe direito de cumprimento obrigatório de compensar activos e passivos e o Conselho de Administração pretenda liquidar numa base líquida ou realizar o activo e liquidar simultaneamente o passivo, os mesmos são compensados, e apresentados na demonstração da posição financeira pelo seu montante líquido.

iv) Fornecedores e outras dívidas a terceiros

As dívidas a fornecedores ou a outros terceiros são registadas pelo seu valor nominal dado que não vencem juros e o efeito do desconto é considerado imaterial.

(Montantes expressos em Euros)

v) Instrumentos derivados

O Grupo Altri utiliza instrumentos derivados na gestão dos seus riscos financeiros como forma de garantir a cobertura desses riscos, não sendo utilizados instrumentos derivados com o objectivo de negociação.

Os instrumentos derivados utilizados pelo Grupo definidos como instrumentos de cobertura de fluxos de caixa respeitam a instrumentos de cobertura de taxa de juro de empréstimos obtidos, de taxa de câmbio, bem como de cobertura do preço da pasta de papel. Os indexantes, as convenções de cálculo, as datas de refixação das taxas de juro e os planos de reembolso dos instrumentos de cobertura de taxa de juro são em tudo idênticos às condições estabelecidas para os empréstimos subjacentes contratados, pelo que configuram relações perfeitas de cobertura. Os índices de preços aos quais estão indexados os contratos de futuros de cobertura do preço da pasta de papel, são os mais utilizados pelas empresas do Grupo como referencial do preço de venda da sua pasta de papel.

Os critérios utilizados pelo Grupo para classificar os instrumentos derivados como instrumentos de cobertura de fluxos de caixa são os seguintes:

  • espera-se que a cobertura seja altamente eficaz ao conseguir a compensação de alterações nos fluxos de caixa atribuíveis ao risco coberto;
  • a eficácia da cobertura pode ser fiavelmente mensurada;
  • existe adequada documentação sobre a transacção a ser coberta no início da cobertura;
  • a transacção objecto de cobertura é altamente provável.

Os instrumentos de cobertura são registados pelo seu justo valor. As alterações de justo valor destes instrumentos são reconhecidas em capitais próprios na rubrica "Reservas de cobertura", sendo transferidas para resultados no mesmo período em que o instrumento objecto de cobertura afecta resultados.

A determinação do justo valor destes instrumentos financeiros é efectuada com recurso a sistemas informáticos de valorização de instrumentos derivados e teve por base a actualização, para a data da demonstração da posição financeira, dos fluxos de caixa futuros do "leg" fixo e do "leg" variável do instrumento derivado.

A contabilização de cobertura de instrumentos derivados é descontinuada quando o instrumento se vence ou é vendido. Nas situações em que o instrumento derivado deixe de ser qualificado como instrumento de cobertura, as diferenças de justo valor acumuladas até então, que se encontram registadas em capital próprio na rubrica "Reservas de cobertura", são transferidas para resultados do período, ou adicionadas ao valor contabilístico do activo a que as transacções objecto de cobertura deram origem, e as reavaliações subsequentes são registadas directamente nas rubricas da demonstração dos resultados.

Quando existam derivados embutidos em outros instrumentos financeiros ou outros contratos, os mesmos são tratados como derivados separados nas situações em que os riscos e características não estejam intimamente relacionados com os contratos de acolhimento e nas situações em que os contratos não sejam apresentados pelo seu justo valor com os ganhos ou perdas não realizadas registadas na demonstração dos resultados.

Nos casos em que os instrumentos derivados, embora contratados com o objectivo específico de cobertura de riscos financeiros, não se enquadram nos requisitos acima referidos para classificação como instrumentos de cobertura, as variações do justo valor afectam directamente a demonstração de resultados, nas rubricas "Proveitos financeiros" e "Custos financeiros".

vi) Passivos financeiros e Instrumentos de capital próprio

Os passivos financeiros e os instrumentos de capital próprio são classificados de acordo com a substância contratual da transacção, independentemente da forma legal que assumem. São considerados instrumentos de capital próprio os que evidenciam um interesse residual nos activos do Grupo após dedução dos passivos, sendo registados pelo valor recebido, líquido dos custos suportados com a sua emissão.

(Montantes expressos em Euros)

vii) Acções próprias

As acções próprias são contabilizadas pelo seu valor de aquisição como um abatimento ao capital próprio. Os ganhos e perdas inerentes à alienação das acções próprias são registadas na rubrica "Outras reservas", não afectando o resultado do exercício.

viii) Letras descontadas e contas a receber cedidas em "factoring"

O Grupo desreconhece activos financeiros nas suas demonstrações financeiras, unicamente quando o direito contratual aos fluxos de caixa inerentes a tais activos já tiver expirado, ou quando o Grupo transfere substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à posse de tais activos para uma terceira entidade. Se o Grupo retiver substancialmente os riscos e benefícios inerentes à posse de tais activos, continua a reconhecer nas suas demonstrações financeiras os mesmos, registando no passivo na rubrica "Empréstimos" a contrapartida monetária pelos activos cedidos.

Consequentemente, os saldos de clientes titulados por letras descontadas e não vencidas e as contas a receber cedidas em factoring à data de cada demonstração da posição financeira, com excepção das operações de "factoring sem recurso" (e para as quais seja inequívoco que são transferidos os riscos e benefícios inerentes a estas contas a receber) são reconhecidas nas demonstrações financeiras do Grupo até ao momento do seu recebimento.

ix) Caixa e equivalentes de caixa

Os montantes incluídos na rubrica "Caixa e equivalentes de caixa" correspondem aos valores de caixa, depósitos bancários, depósitos a prazo e outras aplicações de tesouraria, vencíveis a menos de três meses, e que possam ser imediatamente mobilizáveis sem risco significativo de alteração de valor.

Ao nível da demonstração consolidada dos fluxos de caixa, a rubrica "Caixa e equivalentes de caixa" compreende também os descobertos bancários incluídos na rubrica do passivo corrente "Empréstimos bancários".

x) Activos classificados como detidos para venda ou em descontinuação

Os activos e os passivos são classificados como detidos para venda ou em descontinuação, quando a sua realização se espera efectivar não pelo uso mas pela venda. O Grupo classifica os activos e os passivos nesta rubrica quando existe uma elevada probabilidade da venda se realizar e os activos e passivos estão disponíveis para venda imediata. O Conselho de Administração encontra-se empenhado na venda dos activos e passivos registados nesta rubrica e é seu entendimento que a mesma se realizará nos próximos doze meses.

Os activos classificados como detidos para venda ou em descontinuação são valorizados ao mais baixo do seu valor contabilístico à data da decisão de venda ou do seu justo valor deduzido dos custos da venda.

l) Activos e passivos contingentes

Os activos contingentes são possíveis activos que surgem de acontecimentos passados e cuja existência somente será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob o controlo da Empresa.

Os activos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras da Empresa mas unicamente objecto de divulgação quando é provável a existência de um benefício económico futuro.

Os passivos contingentes são definidos pela Empresa como: (i) obrigações possíveis que surjam de acontecimentos passados e cuja existência somente será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais acontecimentos futuros incertos não totalmente sob o controlo da empresa; ou (ii) obrigações presentes que surjam de acontecimentos passados mas que não são reconhecidas porque não é provável que um fluxo de recursos que afecte benefícios económicos seja necessário para liquidar a obrigação ou a quantia da obrigação não pode ser mensurada com suficiente fiabilidade.

(Montantes expressos em Euros)

Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras do Grupo, sendo os mesmos objecto de divulgação, a menos que a possibilidade de uma saída de fundos afectando benefícios económicos futuros seja remota, caso este em que não são sequer objecto de divulgação.

m) Imposto sobre o rendimento

O imposto sobre o rendimento do exercício é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na consolidação e considera a tributação diferida.

O imposto corrente sobre o rendimento é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na consolidação de acordo com as regras fiscais em vigor.

Algumas das empresas incluídas no perímetro de consolidação do Grupo Altri pelo método integral são tributadas segundo o regime especial de tributação de grupos de sociedades, de acordo com o art. 63º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas.

Os impostos diferidos são calculados com base no método da responsabilidade da demonstração da posição financeira e reflectem as diferenças temporárias entre o montante dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação. Os impostos diferidos activos e passivos são calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação em vigor ou anunciadas para estarem em vigor à data expectável da reversão das diferenças temporárias.

Os activos por impostos diferidos são reconhecidos unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para a sua utilização, ou nas situações em que existam diferenças temporárias tributáveis que compensem as diferenças temporárias dedutíveis no período da sua reversão. No final de cada período é efectuada uma revisão desses impostos diferidos, sendo os mesmos reduzidos sempre que deixe de ser provável a sua utilização futura.

Os impostos diferidos são registados como custo ou proveito do exercício, excepto se resultarem de valores registados directamente em capital próprio, situação em que o imposto diferido é também registado na mesma rubrica.

n) Rédito e especialização dos exercícios

O rédito proveniente da venda de bens apenas é reconhecido na demonstração dos resultados quando (i) são transferidos para o comprador os riscos e vantagens significativos da propriedade dos bens, (ii) não seja mantido um envolvimento continuado de gestão com grau geralmente associado com a posse ou o controlo efectivo dos bens vendidos, (iii) a quantia do rédito pode ser fiavelmente mensurada, (iv) seja provável que os benefícios económicos associados com as transacções fluam para o Grupo e (v) os custos incorridos ou a serem incorridos referentes à transacção possam ser fiavelmente mensurados. As vendas são reconhecidas líquidas de impostos, descontos e outros custos inerentes à sua concretização, pelo justo valor do montante recebido ou a receber.

Os dividendos são reconhecidos como proveitos na demonstração dos resultados do período em que é decidida a sua atribuição.

As restantes receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual estas são reconhecidas à medida em que são geradas independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos incluídas nas rubricas "Outros activos correntes", "Outros passivos correntes", "Outros activos não correntes" e "Outros passivos não correntes".

Os custos e proveitos cujo valor real não seja conhecido são estimados com base na melhor avaliação dos Conselhos de Administração das Empresas do Grupo.

o) Saldos e transacções expressos em moeda estrangeira

Todos os activos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para Euros utilizando as taxas de câmbio oficiais vigentes à data da demonstração da posição financeira.

(Montantes expressos em Euros)

As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transacções e as vigentes na data das cobranças, pagamentos ou à data da demonstração da posição financeira, dessas mesmas transacções, são registadas como proveitos e custos na demonstração consolidada de resultados do exercício, excepto as relativas a valores não monetários cuja variação de justo valor seja registada directamente em capital próprio.

p) Eventos subsequentes

Os eventos ocorridos após a data da demonstração da posição financeira que proporcionem provas ou informações adicionais sobre condições que existiam à data da demonstração da posição financeira ("adjusting events") são reflectidos nas demonstrações financeiras do Grupo. Os eventos após a data da demonstração da posição financeira que sejam indicativos de condições que surgiram após a data da demonstração da posição financeira ("non adjusting events"), quando materiais, são divulgados no anexo às demonstrações financeiras.

q) Informação por segmentos

Em cada exercício são identificados os segmentos relatáveis aplicáveis ao Grupo mais adequados tendo em consideração as actividades desenvolvidas.

Actualmente o Grupo Altri apenas tem uma segmento de negócio (Produção e comercialização de pasta de papel branqueada de eucalipto) na medida em que o reporte interno de informação à gestão é efectuado nesse pressuposto.

r) Julgamentos e estimativas

Na preparação das demonstrações financeiras consolidadas, em conformidade com os IAS/IFRS, o Conselho de Administração do Grupo adoptou certos pressupostos e estimativas que afectam os activos e passivos reportados, bem como os proveitos e custos incorridos relativos aos períodos reportados. Todas as estimativas e assumpções efectuadas pelo Conselho de Administração foram efectuadas com base no seu melhor conhecimento existente, à data de aprovação das demonstrações financeiras, dos eventos e transacções em curso.

As estimativas contabilísticas mais significativas reflectidas nas demonstrações financeiras consolidadas incluem:

  • a) Vidas úteis dos activos fixos tangíveis e intangíveis;
  • b) Análises de imparidade das diferenças de consolidação e de outros activos fixos tangíveis e intangíveis;
  • c) Registo de imparidade aos valores do activo, nomeadamente, inventários e contas a receber, e provisões;
  • d) Cálculo da responsabilidade associada aos fundos de pensões; e
  • e) Apuramento do justo valor dos instrumentos financeiros derivados.

As estimativas foram determinadas com base na melhor informação disponível à data da preparação das demonstrações financeiras consolidadas e com base no melhor conhecimento e na experiência de eventos passados e/ou correntes. No entanto, poderão ocorrer situações em períodos subsequentes que, não sendo previsíveis à data, não foram consideradas nessas estimativas. As alterações a essas estimativas, que ocorram posteriormente à data das demonstrações financeiras consolidadas, serão corrigidas na demonstração de resultados de forma prospectiva, conforme disposto pelo IAS 8 – Políticas Contabilísticas, Alterações nas Estimativas Contabilísticas e Erros.

2.4 GESTÃO DE RISCO FINANCEIRO

O Grupo Altri encontra-se exposto essencialmente ao (i) risco de mercado, (ii) risco de liquidez e (iii) risco de crédito. O principal objectivo da Administração ao nível da gestão de risco é o de reduzir estes riscos a um nível considerado aceitável para o desenvolvimento das actividades do Grupo. As linhas orientadoras da política de gestão de risco são definidas pelo Conselho de Administração da Altri, o qual determina quais os limites de risco aceitáveis. A concretização operacional da política de gestão de risco é levada a cabo pela Administração e pela Direcção de cada uma das empresas participadas.

(Montantes expressos em Euros)

a) Risco de mercado

Revestem-se de particular importância no âmbito da gestão de risco de mercado o risco de taxa de juro, o risco de taxa de câmbio e o risco da variabilidade nos preços de commodities.

O Grupo utiliza instrumentos derivados na gestão dos seus riscos de mercado a que está exposto como forma de garantir a sua cobertura, não sendo utilizados instrumentos derivados com o objectivo de negociação ou especulação.

i) Risco de taxa de juro

A exposição do Grupo à taxa de juro decorre essencialmente dos empréstimos de longo prazo que são constituídos na sua maioria por dívida indexada à Euribor.

O objectivo do Grupo é limitar a volatilidade dos cash-flows e resultados tendo em conta o perfil da sua actividade operacional através da utilização de uma adequada combinação de dívida a taxa fixa e variável. A política do Grupo permite a utilização de derivados de taxa de juro para redução da exposição às variações da Euribor e não para fins especulativos.

A maior parte dos instrumentos derivados utilizados pelo Grupo na gestão do risco taxa de juro são definidos como instrumentos de cobertura de fluxos de caixa por configurarem relações perfeitas de cobertura. Os indexantes, as convenções de cálculos, as datas de refixação das taxas de juro e os planos de reembolso dos instrumentos de cobertura de taxa de juro são em tudo idênticos às condições estabelecidas para os empréstimos subjacentes contratados. No entanto, existem alguns instrumentos derivados que, embora tenham sido contratados com o objectivo de cobertura do risco da taxa de juro, não se enquadram nos requisitos acima referidos para classificação como instrumentos de cobertura.

ii) Risco de taxa de câmbio

O Grupo está exposto ao risco taxa de câmbio nas transacções relativas a vendas de produtos acabados em mercados internacionais em moeda diferente do Euro.

Sempre que o Conselho de Administração considere necessário, para reduzir a volatilidade dos seus resultados à variabilidade das taxas de câmbio, a exposição é controlada através de um programa de compra de divisas a prazo (forwards) ou de outros instrumentos derivados de taxa de câmbio.

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 os saldos (em Euros) expressos em USD, que é a única moeda diferente do Euro, são como segue:

31.12.2009 31.12.2008
Contas a receber 9.638.145 6.605.312
Contas a pagar 25.786 7.223
Depósitos bancários 3.227.680 304.997
12.891.611 6.917.532

O Conselho de Administração do Grupo entende que eventuais alterações da taxa de câmbio não terão um efeito significativo sobre as demonstrações financeiras consolidadas.

iii) Risco de variabilidade nos preços de commodities

Desenvolvendo a sua actividade num sector que transacciona commodities (pasta de papel), o Grupo encontra-se particularmente exposto a variações do seu preço, com os correspondentes impactos nos seus resultados. No entanto, para gerir este risco foram celebrados contratos de cobertura de variação de preços da pasta de papel, pelos montantes e valores considerados adequados às operações previstas, atenuando assim a volatilidade dos seus resultados.

(Montantes expressos em Euros)

b) Risco de liquidez

O principal objectivo da política de gestão de risco de liquidez é garantir que o Grupo tem disponível, a todo o momento, os recursos financeiros necessários para fazer face às suas responsabilidades e prosseguir as estratégias delineadas honrando todos os compromissos assumidos com terceiros, quando se tornam devidos, através de uma adequada gestão da maturidade dos financiamentos.

O Grupo prossegue assim uma política activa de refinanciamento pautada pela manutenção de um nível elevado de recursos livres e imediatamente disponíveis para fazer face a necessidades de curto prazo e pelo alongamento ou manutenção da maturidade da dívida de acordo com os cash-flows previstos e a capacidade de alavancagem do seu balanço.

A análise de liquidez para instrumentos financeiros é apresentada junto da nota respectiva a cada classe de passivos financeiros.

c) Risco de crédito

O Grupo está exposto ao risco de crédito no âmbito da sua actividade operacional corrente. Este risco é controlado através de um sistema de recolha de informação financeira e qualitativa, prestada por entidades reconhecidas que fornecem informação de riscos, que permitem avaliar a viabilidade dos clientes no cumprimentos das suas obrigações, visando a redução do risco de concessão de crédito. Os montantes apresentados na demonstração da posição financeira encontram-se líquidos das perdas acumuladas de imparidade para cobranças duvidosas que foram estimadas pelo Grupo, estando portanto ao seu justo valor.

O risco de crédito é limitado pela gestão da concentração de riscos e uma rigorosa selecção de contrapartes bem como pela contratação de seguros de crédito junto de instituições especializadas e que cobrem uma parte significativa do crédito concedido em resultado da actividade desenvolvida pelo Grupo.

3. ALTERAÇÕES DE POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS E CORRECÇÃO DE ERROS

Não ocorreram durante o exercício alterações de políticas contabilísticas nem erros materiais relativos a períodos anteriores.

(Montantes expressos em Euros)

4. INVESTIMENTOS

4.1 INVESTIMENTOS EM FILIAIS

As empresas incluídas na consolidação pelo método integral, respectivas sedes, proporção do capital detido e actividade desenvolvida em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 são as seguintes:

Denominação social Sede 2009 participação
2008
Actividade
Empresa mãe:
Altri, SGPS, S.A.
Porto Sociedade gestora de participações sociais
Grupo Caima / Celtejo / Celbi:
Celulose do Caima, SGPS, S.A. Lisboa 100% 100% Sociedade gestora de participações sociais
Caima Indústria de Celulose, S.A. Lisboa 100% 100% Produção e comercialização de pasta de papel
Silvicaima – Sociedade Silvícola do Caima, S.A. Lisboa 100% 100% Exploração silvícola
Caima Energia – Empresa de Gestão e Exploração de Energia, S.A. Lisboa 100% 100% Produção de energia térmica e eléctrica
Invescaima – Investimentos e Participações, SGPS, S.A. Lisboa 100% 100% Sociedade gestora de participações sociais
Inflora – Sociedade de Investimentos Florestais, S.A. Lisboa 100% 100% Exploração silvícola
Sócasca – Recolha e Comércio de Recicláveis, S.A. Águeda 100% 100% Recolha e Comércio de Recicláveis
Celtejo – Empresa de Celulose do Tejo, S.A. Vila Velha de Ródão 99,83% 99,59% Produção e comercialização de pasta de papel
CPK – Companhia Produtora de Papel Kraftsack, S.A. (b) Vila Velha de Ródão 99,83% 99,59% Produção e comercialização de papel
Altri - Energias Renováveis, SGPS, S.A. Lisboa 99,83% 99,59% Holding
Sosapel – Sociedade Comercial de Sacos de Papel, Lda. Vila Velha de Ródão 99,83% 99,59% Comercialização de pasta de papel
Celbi – Celulose da Beira Industrial, S.A. Figueira da Foz 100% 100% Produção e comercialização de pasta de papel
Celbinave – Tráfego e Estiva SGPS, Unipessoal, Lda. Figueira da Foz 100% 100% Agenciação e fretamento de navios
Viveiros do Furadouro Unipessoal, Lda. Óbidos 100% 100% Produção de plantas em viveiros e prestação de serviços agro-florestais e paisagísticos
Altri, Participaciones Y Trading, S.L. Madrid, Espanha 100% 100% Holding
Altri Sales, S.A. Nyon, Suiça 100% 100% Comercialização de pasta de papel
Pedro Frutícola, Sociedade Frutícola, Lda. Constância 100% 100% Produção agrícola
Captaraíz Unipessoal, Lda. Lisboa 100% 100% Compra e venda de imóveis
Grupo Ramada
F. Ramada – Aços e Indústrias, S.A. Ovar - (a) Comercialização de aço
F. Ramada – Produção e Comercialização de Estruturas Metálicas de
Armazenagem, S.A.
Ovar - (a) Produção e comercialização de sistemas de armazenagem
F. Ramada II, Imobiliária, S.A. Ovar - (a) Imobiliária
F. Ramada, Serviços de Gestão, Lda. Ovar - (a) Serviços de administração e gestão
Universal Afir - Aços, Máquinas e Ferramentas, S.A. Porto - (a) Comercialização de aço
BPS – Equipements, S.A. Paris, França - (a) Comercialização de sistemas de armazenagem
Storax Racking Systems, Ltd. Bromsgrove, Reino
Unido
- (a) Comercialização de sistemas de armazenagem
Storax Benelux, S.A. Bélgica - (a) Comercialização de sistemas de armazenagem

(a) – sociedade cindida no exercício de 2008 (Nota 5);

(b) – sociedade cujos activos e passivos foram classificados, a partir do exercício de 2008, como "em descontinuação" (Nota 4.5).

Estas empresas filiais foram incluídas na consolidação do Grupo Altri pelo método de consolidação integral, conforme indicado na Nota 2.2.a).

(Montantes expressos em Euros)

4.2 INVESTIMENTOS EM ASSOCIADAS

As empresas associadas, proporção do capital detido e actividade desenvolvida em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 são como segue:

Denominação social Percentagem efectiva de participação Actividade
2009
2008
EDP – Produção Bioeléctrica, S.A. 50% 50% Produção de energia eléctrica
Operfoz – Operadores do Porto da Figueira da Foz, Lda. 33,33% 33,33% Operação em portos
Ródão Pow er - Energia e Biomassa do Ródão, S.A. (a) 50% 50% Produção e comercialização de energia eléctrica

(a) – sociedade alienada no exercício de 2008 à empresa associada EDP – Produção Bioeléctrica, S.A.

Estas empresas associadas foram incluídas na consolidação do Grupo Altri pelo método de equivalência patrimonial, conforme indicado na Nota 2.2.b).

O valor de balanço, o activo, os capitais próprios e o resultado líquido para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 das empresas associadas são como segue:

Denominação social Valor de
balanço (a)
Activo Capital próprio Resultado
líquido
EDP – Produção Bioeléctrica, S.A. 10.239.435 160.583.469 4.570.252 (420.031)
Operfoz – Operadores do Porto da Figueira da Foz, Lda. 270.479 3.685.908 811.437 76.154
Ródão Power - Energia e Biomassa do Ródão, S.A. - 21.355.336 (75.099) (114.739)
10.509.914

(a) – inclui suprimentos concedidos

As políticas contabilísticas usadas por estas empresas associadas não diferem significativamente das utilizadas pelo Grupo Altri, facto pelo qual não houve lugar a qualquer harmonização de políticas contabilísticas.

4.3 INVESTIMENTOS DISPONÍVEIS PARA VENDA

Os investimentos disponíveis para venda em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 e o seu valor de balanço nessas datas, podem ser detalhados como segue:

Denominação social Valor de balanço
2009 2008
Imóveis não afectos à actividade do Grupo 671.546 737.522
Outros 42.808 42.808
714.354 780.330

É entendimento do Grupo Altri que o valor contabilístico destes investimentos disponíveis para venda não difere de forma significativa do seu justo valor.

4.4 INVESTIMENTOS MENSURADOS AO JUSTO VALOR ATRAVÉS DE RESULTADOS

Os montantes incluídos na rubrica "Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados" em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 correspondem a investimentos em títulos cotados, os quais se encontram valorizados à correspondente cotação bolsista nessas datas, uma vez que foram adquiridos com o objectivo de venda no curto prazo.

(Montantes expressos em Euros)

4.5 ACTIVOS CLASSIFICADOS COMO DETIDOS PARA VENDA OU EM DESCONTINUAÇÃO

No final de Dezembro de 2008 foi encerrada a unidade produtiva produtora de papel da CPK – Companhia Produtora de Papel Kraftsack, S.A., pelo que os activos e passivos desta filial foram classificados em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 como em descontinuação (líquidos das operações intragrupo) os quais estão contabilizados de acordo com a política descrita na Nota 2.3 k) x).

O detalhe dos activos e passivos da CPK em descontinuação em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 são como se segue:

31.12.2009 31.12.2008
Activos fixos tangíveis - 2.516.063
Activos intangíveis - 3.194
Existências - 5.827.543
Clientes 680.334 4.419.345
Outras dívidas de terceiros 15.424 806.842
Outros activos correntes - 1.542
Caixa e equivalentes de caixa - 1.500
Activos classificados como em descontinuação 695.758 13.576.029
Provisões (49.500) (3.400.000)
Fornecedores (125.195) (1.728.199)
Outras dívidas a terceiros (1.017) (101.799)
Outros passivos correntes - (628.216)
Passivos associados a activos em descontinuação (175.712) (5.858.214)
Activos líquidos de passivos em descontinuação 520.046 7.717.815

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 o resultado líquido da CPK – Companhia Produtora de Papel Kraftsack, S.A. (líquido das operações intragrupo) ascendeu a 1.022.943 Euros ((752.764) Euros em 31 de Dezembro de 2008), o qual é apresentado na rubrica da Demonstração dos resultados "Resultado do exercício de unidades operacionais em descontinuação".

5. ALTERAÇÕES OCORRIDAS NO PERÍMETRO DE CONSOLIDAÇÃO

Durante o exercício de 2009, o Grupo adquiriu uma percentagem adicional de 0,232% do capital do Grupo Celtejo pelo montante de 92.887 Euros, o qual foi integralmente liquidado (Nota 41).

Em 16 de Abril de 2008 foi outorgada a escritura pública de cisão-simples da F. Ramada – Aços e Indústrias, S.A. Nos termos do referido projecto de cisão-simples, a reorganização projectada tem como objectivo a separação das duas unidades de negócio autónomas da Altri correspondentes ao exercício da actividade da gestão de participações sociais, respectivamente, no sector da pasta e papel e no sector do aço e sistemas de armazenagem.

A cisão originou a constituição de uma nova Sociedade, a F. Ramada – Investimentos, SGPS, S.A. ("Ramada Investimentos"), e teve efeitos contabilísticos a 1 de Junho de 2008, data a partir da qual a F. Ramada – Aços e Indústrias, S.A. ("F. Ramada – Aços") e as suas filiais deixam de estar incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas da Altri, SGPS, S.A. Como consequência da cisão, a F. Ramada – Aços e suas filiais contribuem com cinco meses para a demonstração de resultados consolidados do exercício de 2008 da Altri, SGPS, S.A., tendo sido classificadas como Unidades Operacionais em Descontinuação de acordo com o previsto na IFRS 5 – Activos Não Correntes Detidos para Venda e Unidades Operacionais Descontinuadas.

(Montantes expressos em Euros)

Os efeitos na demonstração da posição financeira consolidada da cisão dos activos líquidos da F. Ramada – Aços e suas filiais em 1 de Junho de 2008 (data de referência da cisão) são os seguintes:

Data da cisão
Activos fixos tangíveis e intangíveis (Notas 7 e 9) 84.899.532
Diferenças de consolidação (Nota 8) 2.199.238
Impostos diferidos activos (Nota 11) 2.681.528
Inventários (b) 42.408.422
Instrumentos derivados 626.696
Caixa e equivalentes de caixa 39.668.476
Outros activos (a) 94.587.310
Empréstimos (110.070.311)
Provisões (Nota 21) (137.084)
Impostos diferidos passivos (Nota 11) (401.714)
Outros passivos (116.987.460)
Total cindido 39.474.633

Os principais indicadores do Grupo F.Ramada à data da cisão eram como segue:

Data da cisão
Vendas e prestações de serviços 49.278.067
Outros proveitos operacionais 521.685
Custo das vendas (26.972.174)
Outros custos operacionais (19.489.828)
Resultados financeiros (1.556.007)
Resultado antes de impostos 1.781.743
Imposto sobre o rendimento (470.208)
Resultado líquido 1.311.535

(a) – O montante da rubrica "Outros Activos" está líquido de perdas de imparidade em investimentos, no montante de 85.886 Euros e de perdas de imparidade em activos correntes, no montante de 17.071.176 Euros (Nota 21).

(b) – O montante líquido da rubrica inventários corresponde a um valor bruto de 42.781.708 Euros (Nota 10) e a perdas de imparidade em inventários, no montante de 373.286 Euros (Nota 21).

Adicionalmente, durante o exercício de 2008, o Grupo adquiriu a percentagem remanescente de 20% da Sosapel – Sociedade Comercial de Sacos de Papel, Lda. pelo montante de 2.000 Euros o qual foi integralmente liquidado, bem como uma percentagem adicional de 0,013% do capital do Grupo Celtejo pelo montante de 5.539 Euros o qual também foi integralmente liquidado.

No exercício de 2008 foi igualmente efectuado um pagamento adicional no montante de 810.763 Euros (Nota 8) relativo à correcção do preço de aquisição da Celbi em Agosto de 2006, relacionada com o recebimento efectivo de um subsídio ao investimento.

(Montantes expressos em Euros)

6. CLASSES DE INSTRUMENTOS FINANCEIROS

Os instrumentos financeiros, de acordo com as politicas descritas na Nota 2.3.k), foram classificados como segue:

31 de Dezembro de 2009 Nota Empréstimos e
contas a receber
Disponíveis para
venda
Derivados Activos
registados a
justo valor por
resultados
Total
Activos não correntes
Investimentos disponíveis para venda 4.3 - 714.354 - - 714.354
- 714.354 - - 714.354
Activos correntes
Clientes 12 69.602.593 - - - 69.602.593
Outras dívidas de terceiros 13 6.982.879 - - - 6.982.879
Instrumentos financeiros derivados 27 - - - - -
Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados 4.4 - - - 602.670 602.670
Caixa e equivalentes de caixa 16 80.261.966 - - - 80.261.966
156.847.438 - - 602.670 157.450.108
156.847.438 714.354 - 602.670 158.164.462
31 de Dezembro de 2008 Nota Empréstimos e
contas a receber
Disponíveis para
venda
Derivados Activos
registados a
justo valor por
resultados
Total
Activos não correntes
Investimentos disponíveis para venda 4.3 - 780.330 - - 780.330
- 780.330 - - 780.330
Activos correntes
Activos correntes
Clientes 12 57.819.150 - - - 57.819.150
Outras dívidas de terceiros 13 14.749.641 - - - 14.749.641
Instrumentos financeiros derivados 27 - - 12.546.735 - 12.546.735
Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados 4.4 - - - 747.450 747.450
Caixa e equivalentes de caixa 16 74.300.279 - - - 74.300.279
146.869.070 - 12.546.735 747.450 160.163.255

146.869.070 780.330 12.546.735 747.450 160.943.585

31 de Dezembro de 2009 Nota Passivos
financeiros
Derivados Sub-total Passivos não
abrangidos pelo
IFRS 7
Total
Passivos não correntes
Empréstimos bancários 20 149.913.243 - 149.913.243 - 149.913.243
Outros empréstimos 20 612.519.785 - 612.519.785 - 612.519.785
Outros credores não correntes 22 339.766 - 339.766 - 339.766
Outros passivos não correntes 23 22.500.000 - 22.500.000 1.601.086 24.101.086
785.272.794 - 785.272.794 1.601.086 786.873.880
Passivos correntes
Empréstimos bancários 20 46.559.986 - 46.559.986 - 46.559.986
Outros empréstimos - parcela de curto prazo 20 109.171.440 - 109.171.440 - 109.171.440
Fornecedores 24 65.999.089 - 65.999.089 - 65.999.089
Outras dívidas a terceiros 25 10.779.891 - 10.779.891 - 10.779.891
Instrumentos financeiros derivados 27 - 18.213.114 18.213.114 - 18.213.114
232.510.406 18.213.114 250.723.520 - 250.723.520
1.017.783.200 18.213.114 1.035.996.314 1.601.086 1.037.597.400
31 de Dezembro de 2008 Nota Passivos
financeiros
Derivados Sub-total Passivos não
abrangidos pelo
IFRS 7
Total
Passivos não correntes
Empréstimos bancários 20 150.015.292 - 150.015.292 - 150.015.292
Outros empréstimos 20 521.270.017 - 521.270.017 - 521.270.017
Outros credores não correntes 22 491.190 - 491.190 - 491.190
Outros passivos não correntes 23 - - - 1.513.306 1.513.306
671.776.499 - 671.776.499 1.513.306 673.289.805
Passivos correntes
Empréstimos bancários 20 51.886.464 - 51.886.464 - 51.886.464
Outros empréstimos - parcela de curto prazo 20 110.996.123 - 110.996.123 - 110.996.123
Fornecedores 24 58.901.992 - 58.901.992 - 58.901.992
Outras dívidas a terceiros 25 70.905.701 - 70.905.701 - 70.905.701
Instrumentos financeiros derivados 27 - 6.059.446 6.059.446 - 6.059.446
292.690.280 6.059.446 298.749.726 - 298.749.726
964.466.779 6.059.446 970.526.225 1.513.306 972.039.531

(Montantes expressos em Euros)

Instrumentos financeiros reconhecidos a justo valor

O quadro seguinte detalha os instrumentos financeiros que são mensurados a justo valor após o reconhecimento inicial, agrupados em 3 níveis de acordo com a possibilidade de observar no mercado o seu justo valor:

Nível 1: o justo valor é determinado com base em preços de mercado activo;

Nível 2: o justo valor é determinado com base em técnicas de avaliação. Os principais inputs dos modelos de avaliação são observáveis no mercado; e

Nível 3: o justo valor é determinado com base em modelos de avaliação, cujos principais inputs não são observáveis no mercado.

31.12.2009
Nivel 1 Nivel 2 Nivel 3 Nivel 1 31.12.2008
Nivel 2
Nivel 3
Activos financeiros mensurados a justo valor
Investimentos (Nota 4.4) 602.670 - - 747.450 - -
Derivados - - - - 12.546.737 -
602.670 - - 747.450 12.546.737 -
Passivos financeiros mensurados a justo valor
Derivados (Nota 27) - 18.213.114 - - 6.059.446 -
- 18.213.114 - - 6.059.446 -

7. ACTIVOS FIXOS TANGÍVEIS

Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 o movimento ocorrido no valor dos activos fixos tangíveis, bem como nas respectivas amortizações acumuladas, foi o seguinte:

2009
Activo bruto
Terrenos e Activos fixos
recursos Edifícios e outras Equipamento Equipamento Ferramentas e Equipamento Outros activos fixos tangíveis em Adiantamentos por conta
naturais construções básico de transporte utensílios administrativo tangíveis curso de activos fixos Total
Saldo inicial 24.129.116 103.721.619 631.291.226 4.032.919 3.643.969 10.892.211 10.149.053 283.489.676 3.295.555 1.074.645.344
Aumentos 1.819.873 2.124.793 17.342.341 135.479 18.480 655.990 199.462 68.613.365 - 90.909.783
Alienações e abates (43.941) (171.036) (86.552.322) (68.649) (1.135.049) (381.262) (181.109) - - (88.533.368)
Transferências 1.569.677 2.164.839 165.148.389 - - 453.374 12.834 (169.247.047) (26.250) 75.816
Saldo final 27.474.725 107.840.215 727.229.634 4.099.749 2.527.400 11.620.313 10.180.240 182.855.994 3.269.305 1.077.097.575
Amortizações acumuladas
Terrenos e
recursos Edifícios e outras Equipamento Equipamento Ferramentas e Equipamento Outros activos fixos
naturais construções básico de transporte utensílios administrativo tangíveis Total
Saldo inicial 5.668.417 81.048.389 489.545.992 2.671.166 3.532.032 9.797.349 9.241.810 601.505.155
Aumentos 375.016 2.006.790 34.911.724 315.363 40.038 788.329 374.904 38.812.164
Alienações e abates - (171.036) (86.434.756) (54.292) (1.135.049) (380.887) (181.109) (88.357.129)
Transferências - - - - - - - -
Saldo final 6.043.433 82.884.143 438.022.960 2.932.237 2.437.021 10.204.791 9.435.605 551.960.190
21.431.292 24.956.072 289.206.674 1.167.512 90.379 1.415.522 744.635 182.855.994 3.269.305 525.137.385
2008
Activo bruto
Terrenos e Activosfixos
recursos Edifícios e outras Equipamento Equipamento Ferramentas e Equipamento Outros activos fixos tangíveis em Adiantamentos por conta
naturais construções básico de transporte utensílios administrativo tangíveis curso de activos fixos Total
Saldo inicial 90.049.788 112.550.957 594.921.277 7.351.968 4.420.896 13.834.867 10.055.506 98.297.789 7.532.931 939.015.979
Variação das actividades cindidas até à data da cisão 13.973.510 (69.197) (60.182) (62.305) (49.317) (100.300) 325.622 492.716 - 14.450.547
Variação de perímetro - cisão (Nota 5) (78.578.699) (12.729.575) (24.241.511) (3.524.910) (755.798) (3.255.273) (445.620) (836.574) - (124.367.960)
Variação de perímetro - diminuições (Nota 4.5) - (364.337) (14.040.636) (65.257) (2.924) (29.325) (24.400) - - (14.526.879)
Aumentos 162.254 3.420.127 28.774.424 598.785 31.112 340.494 317.448 229.432.443 - 263.077.087
Alienações (1.528.801) (65.612) (283.238) (265.362) - (44.470) (208.019) - - (2.395.502)
Tranferências e abates 51.064 979.256 46.221.092 - - 146.218 128.516 (43.896.698) (4.237.376) (607.928)
Saldo final 24.129.116 103.721.619 631.291.226 4.032.919 3.643.969 10.892.211 10.149.053 283.489.676 3.295.555 1.074.645.344
Amortizações acumuladas
Terrenos e
recursos Edifícios e outras Equipamento Equipamento Ferramentas e Equipamento Outros activos fixos
naturais construções básico de transporte utensílios administrativo tangíveis Total
Saldo inicial 5.455.125 88.503.234 498.838.444 5.821.660 4.221.193 12.477.510 8.947.490 624.264.656
Variação das actividades cindidas até à data da cisão - 159.628 660.008 (46.370) (15.292) (80.811) 250.857 928.020
Variação de perímetro - cisão (Nota 5) - (9.374.385) (22.985.794) (3.214.351) (714.874) (3.066.245) (335.383) (39.691.032)
Variação de perímetro (Nota 4.5) - (74.253) (11.651.498) (19.299) (2.924) (14.647) (24.400) (11.787.021)
Aumentos 214.107 1.873.605 24.918.424 333.498 43.929 578.698 611.265 28.573.526
Alienações (815) (39.440) (231.780) (203.972) - (97.156) (208.019) (781.182)
Tranferências e abates - - (1.812) - - - - (1.812)
Saldo final 5.668.417 81.048.389 489.545.992 2.671.166 3.532.032 9.797.349 9.241.810 601.505.155
18.460.699 22.673.230 141.745.234 1.361.753 111.937 1.094.862 907.243 283.489.676 3.295.555 473.140.189

(Montantes expressos em Euros)

Os valores mais significativos incluídos na rubrica "Activos fixos tangíveis em curso" em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, referem-se aos seguintes projectos:

31-12-2009 31-12-2008
Projecto de expansão de capacidade 179.225.871 278.787.766
Remodelação de equipamento mecânico - 3.160.044
Outros projectos 3.630.123 1.541.866
Total 182.855.994 283.489.676

Em 31 de Dezembro de 2009 encontra-se em curso a instalação do equipamento relativo à caldeira de recuperação para produção de energia, relacionado com o projecto de aumento da capacidade de produção da empresa filial Celbi – Celulose da Beira Industrial, S.A., projecto este que se estima que esteja concluído durante o exercício de 2010 (Nota 29).

Durante o exercício de 2009 e 2008, os encargos financeiros suportados pelo Grupo Altri com o financiamento para a aquisição de imobilizado associado a projecto de expansão da capacidade produtiva ascenderam ao montante de 5.559.876 Euros e 8.525.560 Euros, respectivamente, os quais foram capitalizados na rubrica "Activos fixos tangíveis em curso" de acordo com a política descrita na Nota 2.3 f).

8. DIFERENÇAS DE CONSOLIDAÇÃO

Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os movimentos ocorridos nas diferenças de consolidação, foram os seguintes:

Valor em 01.01.2009 269.323.108
Aumentos 78.202
Valor líquido em 31.12.2009 269.401.310
Valor em 01.01.2008 270.523.604
Aumentos 998.742
Diminuições - Efeito Cisão (Nota 5) (2.199.238)
Valor líquido em 31.12.2008 269.323.108

Os aumentos registados no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 são relativos a pagamentos adicionais relativos a aquisição da Sócasca - Recolha e Comércio de Recicláveis, S.A..

Os aumentos registados no exercício findo em 31 de Dezembro de 2008 são relativos a pagamentos adicionais relativos a aquisição da Sócasca - Recolha e Comércio de Recicláveis, S.A. (187.979 Euros) e da Celbi – Celulose Beira Industrial, S.A. (810.763 Euros) (Nota 5).

As diferenças de consolidação não são amortizadas. São efectuados testes de imparidade às diferenças de consolidação numa base anual e sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indique que o montante pelo qual o activo se encontra registado possa não ser recuperado. Sempre que o montante pelo qual o activo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável é reconhecida uma perda de imparidade. A quantia recuperável é a mais alta do preço de venda líquido e do valor de uso. Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, não foram registadas nem revertidas quaisquer perdas de imparidade.

(Montantes expressos em Euros)

No exercício de 2009, por forma a aferir da existência, ou não, de imparidade para o principal valor das diferenças de consolidação que resultou da aquisição da Celbi – Celulose da Beira Industrial, S.A. no exercício de 2006, no montante de 253.391.251 Euros, o Grupo procedeu à avaliação desta empresa filial, tendo concluído pela inexistência de imparidade ao nível daquelas diferenças de consolidação. Aquela avaliação foi efectuada com base no desempenho histórico da Celbi e numa estimativa dos fluxos de caixa descontados tendo por base um plano de negócios da Celbi a 6 anos, tendo sido considerado um preço de venda da pasta de papel de médio e longo prazo, não influenciado pelas oscilações positivas ou negativas de curto prazo. Os principais pressupostos utilizados neste cálculo foram os seguintes:

Taxa de inflação 2,00%
Taxa de desconto 8,62%
Taxa de crescimento na perpetuidade 2,00%

A taxa de desconto líquida de imposto utilizada foi de 8,62 % e foi calculada com base na metodologia WACC (Weighted Average Cost of Capital), considerando os seguintes pressupostos:

Taxa de juro sem risco 4,39%
Prémio de risco dos capitais próprios 6,00%
Prémio de risco da dívida 2,00%

Em relação às restantes diferenças de consolidação no montante de 16.010.059 Euros, por forma a aferir da existência ou não de perdas de imparidade com referência a 31 de Dezembro de 2009, o Grupo procedeu a uma comparação dos meios libertos líquidos gerados anualmente por empresa com a respectiva diferença de consolidação, tendo concluído pela inexistência de imparidade.

(Montantes expressos em Euros)

9. ACTIVOS INTANGÍVEIS

Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o movimento ocorrido no valor dos activos intangíveis, bem como nas respectivas amortizações e perdas de imparidade acumuladas, foi o seguinte:

2009
Activo bruto
Propriedade
Despesas de Despesas de industrial e outros Activo intangíveis
instalação desenvolvimento direitos Softw are em curso Total
Saldo inicial 48.674 3.619.423 80.873 - 358.487 4.107.457
Aumentos 1.519 30.605 - - 30.456 62.580
Alienações - - - - - -
Transferências e abates - (840.128) 4.110 - (268.921) (1.104.939)
Saldo final 50.193 2.809.900 84.983 - 120.022 3.065.098
Amortizações acumuladas
Despesas de
instalação
Despesas de
investigação e
desenvolvimento
Propriedade
industrial e outros
direitos
Activo intangíveis
Softw are
em curso
Total
Saldo inicial 3.888 3.480.349 84.983 - 3.569.220
Aumentos - 98.964 - - 98.964
Alienações - - - - -
Transferências e abates - (893.208) - - (893.208)
Saldo final 3.888 2.686.105 84.983 - 2.774.976
46.305 123.795 - - 120.022 290.122
2008
Activo bruto
Propriedade
Despesas de Despesas de industrial e outros Activo intangíveis
instalação desenvolvimento direitos Softw are em curso Total
Saldo inicial 46.018 3.586.299 88.873 491.199 505.922 4.718.311
Variação das actividades cindidas até à data da cisão - - - (54.571) - (54.571)
Variação de perímetro - cisão (Nota 5) - - - (436.628) - (436.628)
Variação de perímetro - (193.293) (8.000) - (5.934) (207.227)
Aumentos 2.656 94.117 - - 88.276 185.049
Alienações - - - - - -
Transferências e abates - 132.300 - - (229.777) (97.477)
Saldo final 48.674 3.619.423 80.873 - 358.487 4.107.457
Amortizações acumuladas
Despesas de Propriedade
Despesas de investigação e industrial e outros Activo intangíveis
instalação desenvolvimento direitos Softw are em curso Total
Saldo inicial 3.888 3.428.145 80.767 237.890 3.750.690
Variação das actividades cindidas até à data da cisão - - - (23.866) (23.866)
Variação de perímetro - cisão (Nota 5) - - - (214.024) (214.024)
Variação de perímetro - (185.050) (5.778) - (190.828)
Aumentos - 237.254 9.994 - 247.248
Alienações - - - - -
Transferências e abates - - - - -
Saldo final 3.888 3.480.349 84.983 - 3.569.220
44.786 139.074 (4.110) - 358.487 538.237

(Montantes expressos em Euros)

10. INVENTÁRIOS E ACTIVOS BIOLÓGICOS

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o montante registado na rubrica "Activos biológicos" corresponde às florestas e encargos incorridos com as plantações efectuadas pelo Grupo, podendo o seu valor ser detalhado como segue:

31.12.2009 31.12.2008
Valor bruto 80.866.853 76.259.437
Perdas de imparidade acumuladas em activos biológicos (Nota 21) (380.006) (380.006)
80.486.847 75.879.431

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o montante registado na rubrica "Inventários" pode ser detalhado como segue:

31.12.2009 31.12.2008
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo 23.006.154 33.592.703
Subprodutos, desperdícios, resíduos e refugos - 58.380
Produtos e trabalhos em curso 390.629 387.955
Produtos acabados e intermédios 19.080.657 30.879.007
42.477.440 64.918.045
Perdas de imparidade acumuladas (Nota 21) (4.589.518) (7.304.757)
37.887.922 57.613.288

O custo das vendas do exercício findo em 31 de Dezembro 2009 ascendeu a 112.017.763 Euros e foi apurado como segue:

Mercadorias Matérias primas,
subsidiárias e de
consumo
Subprodutos Produtos
acabados e
intermédios
Produtos e
trabalhos em
curso
Activos
biológicos
Total
Saldo inicial - 33.592.703 58.380 30.879.007 387.955 76.259.437 141.177.482
Compras 1.368.108 93.559.825 - - - - 94.927.933
Regularização de existências - 1.010 - (313.574) - (430.795) (743.359)
Existências finais - (23.006.154) - (19.080.657) (390.629) (80.866.853) (123.344.293)
1.368.108 104.147.384 58.380 11.484.776 (2.674) (5.038.211) 112.017.763

O custo das vendas do exercício findo em 31 de Dezembro 2008 ascendeu a 79.542.865 Euros e foi apurado como segue:

Mercadorias Matérias primas,
subsidiárias e de
consumo
Subprodutos Produtos
acabados e
intermédios
Produtos e
trabalhos em
curso
Activos
biológicos
Total
Saldo inicial 17.911.343 30.621.230 54.773 19.363.928 6.187.993 62.219.275 136.358.542
Aumento nas actividades cindidas até à cisão 1.740.220 (40.567) 9 (569.666) 7.744.554 - 8.874.550
Variação de perímetro - cisão (Nota 5) (19.605.565) (7.480.223) (18) (2.019.149) (13.676.753) - (42.781.708)
Variação de perímetro - saídas (Nota 4 .5) - (1.301.196) - (2.225.345) - - (3.526.541)
Compras 1.390.381 120.822.048 - - - - 122.212.429
Regularização de existências 176.634 64.467 - (527.718) (130.308) - (416.925)
Existências finais - (33.592.703) (58.380) (30.879.007) (387.955) (76.259.437) (141.177.482)
1.613.013 109.093.056 (3.616) (16.856.957) (262.469) (14.040.162) 79.542.865

(Montantes expressos em Euros)

11. IMPOSTOS CORRENTES E DIFERIDOS

De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a Segurança Social), excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são alongados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais da Empresa dos anos de 2006 a 2009 poderão vir ainda ser sujeitas a revisão.

O Conselho de Administração da Empresa entende que as eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras consolidadas em 31 de Dezembro de 2009 e 2008.

O movimento ocorrido nos activos e passivos por impostos diferidos nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 foi como segue:

2009
Activos por impostos
diferidos
Passivos por impostos
diferidos
Saldo em 1.1.2009 10.983.234 3.914.691
Efeitos na demonstração dos resultados:
Aumento/(Utilização) de prejuízos fiscais reportáveis 5.969.632 -
Aumento/(Redução) de provisões não aceites para efeitos fiscais (2.087.361) -
Harmonização de taxas de amortização 1.665.038 -
Anulação de mais valias e transacções intra-grupo (263.402) -
Fundo de Pensões (1.006.687) 437.313
Outros efeitos (181.278) (46.112)
Total de efeitos na demonstração dos resultados 4.095.942 391.201
Efeitos em capitais próprios:
Justo valor de instrumentos derivados (Nota 27) 2.984.669 (3.324.885)
Saldo em 31.12.2009 18.063.845 981.007
Activos por impostos
Passivos por impostos
diferidos
diferidos
Saldo em 1.1.2008
11.925.730
1.884.051
Aumentos nas actividades cindidas até à cisão
271.316
77.106
Variação de perímetro (Nota 5)
(2.681.528)
(401.714)
Efeitos na demonstração dos resultados:
Aumento/(Redução) de provisões não aceites para efeitos fiscais
1.157.188
-
Harmonização de taxas de amortização
1.416.837
-
Anulação de mais valias e transacções intra-grupo
(1.183.753)
-
Outros efeitos
537.059
(150.823)
Total de efeitos na demonstração dos resultados
1.927.331
(150.823)
Efeitos em capitais próprios:
Justo valor de instrumentos derivados (Nota 27)
(459.615)
2.506.071
Saldo em 31.12.2008
10.983.234
3.914.691
2008

(Montantes expressos em Euros)

O detalhe dos activos por impostos diferidos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, de acordo com as diferenças temporárias que os geraram, é como segue:

31.12.2009 31.12.2008
Activos por impostos
diferidos
Passivos por impostos
diferidos
Activos por impostos
diferidos
Passivos por impostos
diferidos
Provisões e perdas por imparidade de activos não aceites fiscalmente 1.866.416 - 3.953.777 -
Prejuízos fiscais reportáveis 5.969.632 - - -
Justo valor dos instrumentos derivados 4.216.732 - 1.037.092 3.324.885
Anulações de activos fixos tangíveis 306.101 - 327.145 -
Fundos de pensões 148.188 437.313 1.154.875 -
Harmonização de políticas contabilísticas 4.471.011 - 2.805.973 -
Anulação de mais valias e transacções intra-grupo 1.042.397 - 1.305.799 -
Outros 43.368 543.694 398.573 589.806
18.063.845 981.007 10.983.234 3.914.691

De acordo com a legislação em vigor o Grupo utiliza uma taxa de impostos diferidos de 26,5%, nos casos em que incide derrama de 1,5%, excepto no que respeita a activos por impostos diferidos resultantes de prejuízos fiscais reportáveis, situação em que é utilizada uma taxa de 25%.

Em 31 de Dezembro de 2009 foram avaliados os impostos diferidos a reconhecer resultantes de prejuízos fiscais. Nos casos em que originaram activos por impostos diferidos, os mesmos só foram registados na medida em que seja provável que ocorram lucros tributáveis no futuro e que possam ser utilizados para recuperar as perdas fiscais ou diferenças tributárias dedutíveis.

Em 31 de Dezembro de 2009 existiam prejuízos fiscais reportáveis no montante de, aproximadamente, 4.260.000 Euros, cujos activos por impostos diferidos, numa óptica de prudência, não se encontram registados e ascendiam a, aproximadamente, 1.065.000 Euros caso fossem registados.

Os impostos sobre o rendimento reconhecidos na demonstração dos resultados dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 podem ser detalhados como segue:

31.12.2009 31.12.2008
Imposto corrente 2.938.571 183.545
Imposto diferido (3.704.741) (2.078.154)
(766.170) (1.894.609)

A reconciliação do resultado antes de imposto para o imposto do exercício é como segue:

31.12.2009 31.12.2008
Resultado antes de Imposto (12.731.176) 2.262.478
Taxa de Imposto (incluindo taxa máxima e derrama) 26,50% 26,50%
(3.373.762) 599.557
Outros custos não aceites fiscalmente 2.025.532 2.030.494
Insuficiência/(Excesso) da estimativa de imposto (462.172) (103.796)
Diferença entre mais e menos valias fiscais e contabilísticas (154.853) (4.858.494)
Actualização de encargos de explorações silvícolas (271.789) (1.092.589)
Utilização de perdas fiscais que não deram origem a activos por impostos diferidos - (289.387)
Efeito da existência de taxa de imposto diferente da acima apresentada 110.606 1.118.305
Benefícios fiscais (66.073) (72.173)
Outros efeitos 1.426.341 773.474
Imposto sobre o rendimento (766.170) (1.894.609)

(Montantes expressos em Euros)

12. CLIENTES

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 esta rubrica tinha a seguinte composição:

31.12.2009 31.12.2008
Clientes, conta corrente 70.004.902 58.222.047
Clientes de cobrança duvidosa 364.159 347.851
70.369.061 58.569.898
Perdas de imparidade acumuladas em clientes (Nota 21) (766.468) (750.748)
69.602.593 57.819.150

A exposição do Grupo ao risco de crédito é atribuível antes de mais às contas a receber da sua actividade operacional. Os montantes apresentados na demonstração da posição financeira encontram-se líquidos das perdas acumuladas de imparidade para cobranças duvidosas que foram estimadas pelo Grupo, de acordo com a sua experiência e com base na sua avaliação da conjuntura e envolventes económicas. O Conselho de Administração entende que os valores contabilísticos das contas a receber se aproximam do seu justo valor, uma vez que as mesmas não vencem juros e o efeito de desconto é considerado imaterial.

Em 31 de Dezembro de 2009 e de 2008, a antiguidade dos saldos de clientes pode ser analisada como segue:

31.12.2009 31.12.2008
Não vencido 49.156.033 32.563.401
Vencido mas sem registo de imparidade
0 - 30 dias 4.772.198 8.962.391
30 - 90 dias 1.241.146 3.836.399
+ 90 dias 14.377.166 12.456.959
20.390.510 25.255.749
Vencido com registo de imparidade
90 - 180 dias 56.050 -
180 - 360 dias - -
+ 360 dias - -
56.050 -
Total
69.602.593
57.819.150

O Grupo contratou seguros de crédito para cobrir o risco de incobrabilidade de parte destas contas a receber, como segue:

31.12.2009 31.12.2008
Com seguro de crédito 36.576.094 20.371.976
Sem seguro de crédito 33.792.967 38.197.922
70.369.061 58.569.898

Os saldos vencidos com mais de 90 dias mas sem registo de imparidade correspondem principalmente a saldos com empresas do Grupo F. Ramada (Nota 31).

O Grupo não cobra quaisquer encargos de juros enquanto os prazos de pagamento definidos (em média 60 dias) estejam a ser respeitados. Findos esses prazos, são cobrados os juros que estiverem definidos contratualmente, e de acordo com a lei em vigor e aplicável a cada situação, o que tenderá a ocorrer só em situações extremas.

(Montantes expressos em Euros)

13. OUTRAS DÍVIDAS DE TERCEIROS

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 esta rubrica tinha a seguinte composição:

31.12.2009 31.12.2008
Adiantamentos a fornecedores 30.147 244.013
Outros devedores 7.919.814 15.514.810
7.949.961 15.758.823
Perdas de imparidade acumuladas em outras dívidas de terceiros (Nota 21) (967.082) (1.009.182)
6.982.879 14.749.641

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, a rubrica "Outros devedores" corresponde, principalmente, a contas a receber pela alienação de imobilizado e a contas a receber para as quais foram constituídas perdas de imparidade.

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, a antiguidade dos saldos de "Outras dívidas de terceiros" pode ser analisada como se segue:

31.12.2009 31.12.2008
Não vencido 3.992.240 12.042.910
Vencido mas sem registo de imparidade
0 - 30 dias 49.042 886.383
30 - 90 dias - 10.442
> 90 dias 2.941.597 1.809.906
2.990.639 2.706.731
Vencido com registo de imparidade
> 360 dias - -
6.982.879 14.749.641

Os devedores que não estão vencidos não apresentam qualquer sinal de imparidade, o valor contabilístico dos activos líquidos de imparidade é considerado como estando próximo do seu justo valor, sendo imaterial o efeito do seu desconto financeiro.

14. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

O detalhe da rubrica "Estado e outros entes públicos" em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, é o seguinte:

Valores devedores: 31.12.2009 31.12.2008
Imposto sobre o rendimento 2.315.981 4.021.692
Retenções na fonte 614.796 1.019.410
Imposto sobre o valor acrescentado 12.707.252 19.377.660
Outros Impostos 5.745 -
15.643.774 24.418.762
Valores credores:
Imposto sobre o rendimento (2.553.752) (1.727.266)
Retenção na Fonte - IRS trabalho dependente (732.210) (743.291)
Contribuições para a Segurança Social (500.916) (567.817)
Outros Impostos (20.004) (24.547)
(3.806.882) (3.062.921)

(Montantes expressos em Euros)

15. OUTROS ACTIVOS CORRENTES

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica tinha a seguinte composição:

Acréscimos de proveitos: 31.12.2009 31.12.2008
Outros 436.641 2.875.501
Custos diferidos:
Rendas e alugueres pagos antecipadamente 2.427.192 2.400.735
Fundo de pensões (Nota 29) 1.795.787 -
Seguros pagos antecipadamente 571.458 465.752
Custos de transporte pagos antecipadamente 89.559 1.080.141
Outros custos pagos antecipadamente 1.227.594 3.305.730
6.548.231 10.127.859

16. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o detalhe da rubrica "Caixa e equivalentes de caixa" era como segue:

31.12.2009 31.12.2008
Caixa 24.768 24.911
Depósitos Bancários 80.237.198 74.275.368
80.261.966 74.300.279
Descobertos bancários (Nota 20) (2.629.166) (1.276.882)
Caixa e equivalentes 77.632.800 73.023.397

Em descobertos bancários estão considerados os saldos credores de contas correntes com instituições financeiras, incluídos na demonstração da posição financeira na rubrica de Empréstimos bancários (Nota 20).

17. OUTROS ACTIVOS NÃO CORRENTES

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica corresponde a rendas pagas antecipadamente.

18. CAPITAL SOCIAL E RESERVAS

Capital Social

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o capital social da Empresa encontrava-se totalmente subscrito e realizado e era composto por 102.565.836 acções com o valor nominal de 25 cêntimos de Euro cada acção.

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 não existiam pessoas colectivas com uma participação no capital subscrito de, pelo menos, 20%.

Reserva Legal

Em 31 de Dezembro de 2009, a Empresa apresentava o montante de 2.862.981 Euros (1.630.523 Euros em 31 de Dezembro de 2008) relativo à reserva legal, a qual não pode ser objecto de distribuição aos accionistas a não ser em caso de liquidação da Empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada em capital.

Outras Reservas

31.12.2009 31.12.2008
Reservas de cobertura (10.205.900) 7.294.181
Outras reservas 50.285.291 46.862.442
40.079.391 54.156.623

(Montantes expressos em Euros)

A rubrica "Reservas de cobertura" diz respeito ao justo valor dos instrumentos financeiros derivados classificados como de cobertura de fluxos de caixa na componente eficaz da cobertura, líquido do respectivo efeito fiscal (Nota 27).

19. INTERESSES MINORITÁRIOS

O movimento desta rubrica durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 foi o seguinte:

31.12.2009 31.12.2008
Saldo inicial 283.991 274.494
Parte adquirida a minoritários da Celtejo - Empresa de Celulose do Tejo, S.A. (142.573) (9.335)
Aquisição de 20% da Sosapel - Sociedade Comercial de Sacos de Papel, Lda. - (28.877)
Resultado do exercício atribuível aos interesses minoritários (32.047) 47.709
Saldo final 109.371 283.991

20. EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS E OUTROS EMPRÉSTIMOS

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o detalhe das rubricas "Empréstimos bancários" e "Outros empréstimos" é como segue:

2009
Valor nominal Valor contabilístico
Corrente Não corrente Total Corrente Não corrente Total
Empréstimos bancários 44.097.371 150.516.358 194.613.729 43.930.820 149.913.243 193.844.063
Descobertos bancários (Nota 16) 2.629.166 - 2.629.166 2.629.166 - 2.629.166
Empréstimos bancários 46.726.537 150.516.358 197.242.895 46.559.986 149.913.243 196.473.229
Papel comercial 85.000.000 180.000.000 265.000.000 84.891.974 179.641.980 264.533.954
Empréstimos obrigacionistas 20.500.000 375.000.000 395.500.000 20.338.303 368.872.544 389.210.847
Outros empréstimos 3.941.163 64.005.261 67.946.424 3.941.163 64.005.261 67.946.424
Outros empréstimos 109.441.163 619.005.261 728.446.424 109.171.440 612.519.785 721.691.225
156.167.700 769.521.619 925.689.318 155.731.426 762.433.028 918.164.454
2008
Valor nominal Valor contabilístico
Corrente Não corrente Total Corrente Não corrente Total
Empréstimos bancários 50.887.167 150.785.809 201.672.976 50.609.582 150.015.292 200.624.874
Descobertos bancários (Nota 16) 1.276.882 - 1.276.882 1.276.882 - 1.276.882
Empréstimos bancários 52.164.049 150.785.809 202.949.858 51.886.464 150.015.292 201.901.756
Papel comercial 85.000.000 115.000.000 200.000.000 84.974.531 114.578.800 199.553.331
Empréstimos obrigacionistas 21.500.000 375.000.000 396.500.000 21.236.178 367.814.561 389.050.739
Outros empréstimos 4.785.414 38.876.656 43.662.070 4.785.414 38.876.656 43.662.070
Outros empréstimos 111.285.414 528.876.656 640.162.070 110.996.123 521.270.017 632.266.140
163.449.463 679.662.465 843.111.928 162.882.587 671.285.309 834.167.896

(Montantes expressos em Euros)

Empréstimos bancários

Em Agosto de 2006, a subsidiária Altri, S.L. celebrou um contrato de empréstimo junto de um sindicato bancário no montante de 400.000.000 Euros destinado ao financiamento da aquisição das acções representativas de 99,96% do capital social e de 100% dos direitos de voto da Celbi. Em 2007 este empréstimo sofreu uma amortização extraordinária de 250.000.000 Euros. Este empréstimo vence juros semestrais e postecipados sendo reembolsável em 5 prestações semestrais, vencendo-se a primeira em Agosto de 2011.

Em Julho de 2005 a Invescaima, SGPS, S.A. celebrou um contrato de mútuo com a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e com a Caixa Banco de Investimento (CBI) no montante de 30.000.000 Euros, com juros semestrais postecipados e com reembolso de capital em 10 prestações semestrais, iguais e sucessivas, com início em Janeiro de 2007. O valor ainda por liquidar a 31 de Dezembro de 2009 ascende a 12.000.000 Euros e está registado como dívida corrente em virtude da existência de cláusulas contratuais que conferem aos bancos a possibilidade exigir o seu reembolso antecipado embora seja convicção do Conselho de Administração que este reembolso antecipado não será solicitado.

Em 31 de Dezembro de 2009 existam contas caucionadas contratadas no montante de, aproximadamente 118 Euros (121 milhões de Euros em 31 de Dezembro de 2008) que se encontravam utilizadas no montante de, 31.842.276 Euros (32.887.167 Euros em 31 de Dezembro de 2008), classificadas na rubrica "Empréstimos bancários".

Outros empréstimos

Em Agosto de 2005 a Celulose do Caima, SGPS, S.A. procedeu à emissão de um empréstimo obrigacionista no montante de 21.500.000 Euros reembolsável no prazo de 6 anos, o qual tem associadas determinadas imposições relativas a cumprimento de rácios financeiros. O valor em dívida (20.500.000 Euros) está registado como dívida corrente em virtude da existência de cláusulas contratuais que conferem aos bancos a possibilidade exigir o seu reembolso antecipado embora seja convicção do Conselho de Administração que este reembolso antecipado não será solicitado.

A Celbi – Celulose da Beira Industrial, S.A. em Fevereiro de 2007 procedeu à emissão de um empréstimo obrigacionista no montante de 300.000.000 Euros. As obrigações têm o prazo de 8 anos, tendo o seu vencimento em 2015, sendo os juros semestrais e postecipados a partir da data de subscrição, a uma taxa igual à Euribor a 6 meses adicionada de spread.

No primeiro semestre de 2008 a Celbi – Celulose da Beira Industrial, S.A. procedeu à emissão de dois empréstimos obrigacionistas adicionais, no montante de 50.000.000 Euros e 25.000.000 Euros, respectivamente. As obrigações têm o prazo de 10 anos, tendo o seu vencimento em 2018.

O Grupo tem contratados programas de papel comercial renováveis com garantia de colocação no montante máximo de 265.000.000 Euros em 31 de Dezembro de 2009 (igual montante em 31 de Dezembro de 2008), subscritos pelas diversas empresas, sendo que em 31 de Dezembro de 2009 o montante total utilizado era o máximo (200.000.000 Euros em 31 de Dezembro de 2008). O montante de 85.000.000 Euros está classificado como dívida corrente, uma vez que, de acordo com os contratos respectivos, ambas as partes podem denunciar o programa mediante um pré-aviso definido de 30 a 60 dias, embora caso os programas não sejam denunciados antes do seu vencimento apenas serão reembolsados nos anos de 2011 e 2013 nos montantes de 25.000.000 Euros e 45.000.000 Euros, respectivamente, e seja convicção do Conselho de Administração que não haverá denuncia de qualquer das partes às renovações destes programas de papel comercial.

As despesas incorridas com a montagem de empréstimos foram deduzidas ao seu valor nominal, encontrandose estas a ser reconhecidas ao longo do período de vida do respectivo empréstimo (Nota 35).

Foi aprovada em Fevereiro de 2005 a candidatura da subsidiária Celtejo aos incentivos financeiros no âmbito do Programa Operacional de Economia – POE, para aplicação na concretização do projecto de expansão e modernização da unidade fabril da Empresa, tendo em vista o aumento da sua capacidade de produção e o aprofundamento da diferenciação comercial das pastas cruas de Pinho e Eucalipto. O investimento em causa tem um montante global estimado de, aproximadamente, 49.464.000 Euros. O valor total do incentivo financeiro atribuído no âmbito do POE consubstancia-se em: (i) um incentivo reembolsável até ao montante de 14.919.000 Euros; (ii) um prémio de realização sob a forma de incentivo não reembolsável que poderá atingir o valor máximo de 14.919.000 Euros, e que será deduzido ao valores a reembolsar do subsídio referido em (i); e, (iii) um incentivo não reembolsável sobre as despesas elegíveis para formação profissional. Em 31 de Dezembro de 2009, o saldo a liquidar relativamente a este subsídio ascende a 6.566.438 Euros.

(Montantes expressos em Euros)

Durante o exercício de 2006 iniciou-se a candidatura do PRIME no âmbito do projecto de branqueamento da pasta de papel da unidade da Celtejo. Este investimento tinha um montante global estimado de cerca de 72.000.000 Euros tendo sido concluído em 2008. O valor total do investimento financeiro atribuído no âmbito do POE consubstancia-se em: (i) um incentivo reembolsável até ao montante de 15.323.000 Euros; (ii) um prémio de realização sob a forma de incentivo não reembolsável que poderá atingir o valor máximo de 12.317.330 Euros, e que será deduzido aos valores a reembolsar do subsídio referido. O prémio de realização será atribuído mediante o grau de cumprimento do contrato, apurado nas medições a efectuar no final dos anos de 2010, 2011 e 2013. O incentivo financeiro reembolsado atribuído será liquidado pela Celtejo em 10 prestações semestrais, iguais e sucessivas de capital, vencendo-se a primeira em 18 de Janeiro de 2012.

Adicionalmente, em Janeiro de 2007 a Celbi e a Altri assinaram um contrato de concessão de incentivos financeiros e fiscais ao abrigo do Decreto-Lei nº. 203/2003, de 10 de Setembro, com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, E.P.E. (AICEP), tendo o Estado Português considerado de interesse nacional (PIN) este projecto de expansão da capacidade produtiva da Celbi. O Projecto de Investimento irá decorrer entre 1 de Janeiro de 2007 e 30 de Junho de 2010 e o valor contratado é de 320.000.000 Euros sendo que o Estado Português concederá um incentivo financeiro reembolsável correspondente a 16,5% das despesas elegíveis caso a Celbi cumpra com os objectivos propostos e medidos nos finais dos anos de 2009 (ainda não auditado pela AICEP), 2010, 2013 e 2016 o Estado Português concederá ainda um Prémio de Realização que corresponderá ao não reembolso de até 80% do montante de incentivo reembolsável. O Estado Português concederá também um Incentivo Fiscal correspondente a um crédito fiscal em sede de IRC no montante de 12% das aplicações relevantes. Até ao final do exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 a Celbi recebeu o montante de 43.898.250 Euros referente ao incentivo reembolsável, o qual se encontra registado na rubrica "Outros empréstimos".

Alguns empréstimos estão sujeitos a "convenants financeiros" cujo cumprimento dessas condições foi analisado à data da demonstração da posição financeira, não se tendo verificado situações com impacto material nas condições dos empréstimos.

Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 a sensibilidade do Grupo a alterações no indexante da taxa de juro de mais ou menos 1 ponto percentual, medida como a variação nos resultados financeiros, pode ser analisada como segue, não considerando o efeito de cobertura dos instrumentos financeiros derivados (Nota 27):

31.12.2009 31.12.2008
Juros suportados (Nota 35) 22.037.223 34.528.851
Variação positiva de 1 p.p. na taxa de juro
aplicada à totalidade do endividamento
(9.256.893) (8.431.119)
Variação negativa de 1 p.p. na taxa de juro
aplicada à totalidade do endividamento
9.256.893 8.431.119

(Montantes expressos em Euros)

O prazo de reembolso dos empréstimos bancários e dos outros empréstimos bem como dos juros associados é como segue:

31-12-2009
2010 2011 2012 2013 >2014 Total
Empréstimos bancários
Capital 44.097.371 11.088.640 21.951.247 117.476.471 - 194.613.729
Juros (a) 7.946.079 7.480.663 7.975.265 7.162.540 - 30.564.547
Descobertos bancários
Capital 2.629.166 - - - - 2.629.166
Juros (a) 88.945 - - - - 88.945
Papel comercial
Capital 85.000.000 36.000.000 36.000.000 36.000.000 72.000.000 265.000.000
Juros (a) 1.940.550 5.706.000 5.644.800 4.640.760 5.061.960 22.994.070
Empréstimos obrigacionistas
Capital 20.500.000 - - - 375.000.000 395.500.000
Juros (a) 9.820.265 12.637.500 15.450.000 16.863.750 47.648.250 102.419.765
Outros empréstimos
Capital 3.941.163 4.460.257 6.217.165 17.829.483 35.498.356 67.946.424
Juros (a) - - - - - -
Total
Capital 156.167.700 51.548.897 64.168.412 171.305.954 482.498.356 925.689.319
Juros 19.795.839 25.824.163 29.070.065 28.667.050 52.710.210 156.067.327
175.963.539 77.373.060 93.238.477 199.973.004 535.208.566 1.081.756.646
31-12-2008
2009 2010 2011 2012 >2013 Total
Empréstimos bancários
Capital 50.887.167 11.111.310 21.998.810 117.500.468 175.221 201.672.976
Juros (a) 8.066.919 5.488.603 5.754.589 5.130.660 8.043 24.448.814
Descobertos bancários
Capital 1.276.882 - - - - 1.276.882
Juros (a) 52.352 - - - - 52.352
Papel comercial
Capital 85.000.000 - - 25.000.000 90.000.000 200.000.000
Juros (a) 2.507.500 2.978.500 3.530.500 3.806.500 9.558.000 22.381.000
Empréstimos obrigacionistas
Capital 21.500.000 - - - 375.000.000 396.500.000
Juros (a) 13.877.500 11.775.000 13.575.000 14.475.000 42.945.000 96.647.500
Outros empréstimos
Capital 4.785.414 3.888.620 6.297.387 6.217.167 22.473.482 43.662.070
Juros (a) - - - - - -
Total
Capital 163.449.463 14.999.930 28.296.197 148.717.635 487.648.703 843.111.928
Juros 24.504.271 20.242.103 22.860.089 23.412.160 52.511.043 143.529.666
187.953.734 35.242.033 51.156.286 172.129.795 540.159.746 986.641.594

(a) Considerando a informação disponível à data relativa à evolução das taxas de juro e que a amortização do capital é realizada no final de cada ano.

(Montantes expressos em Euros)

21. PROVISÕES E PERDAS DE IMPARIDADE

O movimento verificado nas provisões e perdas de imparidade durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 pode ser detalhado como segue:

31-12-2009
Provisões Perdas de imparidade em
contas a receber
(Notas 12 e 13)
Perdas de imparidade em
inventários e activos
biológicos (Nota 10)
Perdas de imparidade em
investimentos
Total
Saldo inicial 5.107.335 1.759.930 7.684.763 - 14.552.028
Aumentos 448.408 74.919 405.000 - 928.327
Reposições (Nota 33) (1.700.000) - - - (1.700.000)
Utilizações (1.431.234) (101.299) (3.120.239) - (4.652.772)
Transferências - - - - -
Saldo final 2.424.509 1.733.550 4.969.524 - 9.127.583
31-12-2008
Provisões Perdas de imparidade em
contas a receber
(Notas 12 e 13)
Perdas de imparidade em
inventários e activos
biológicos (Nota 10)
Perdas de imparidade em
investimentos
(Nota 4.3)
Total
Saldo inicial (a) 4.817.457 20.398.686 4.365.721 110.882 29.692.746
Aumentos das actividades cindidas até à cisão 72.547 589.344 29.489 - 691.380
Variação perímetro - cisão (Nota 5) (137.084) (17.071.176) (373.286) (85.886) (17.667.432)
Variação perímetro (Nota 4.5) (412.916) (200.000) (225.000) - (837.916)
Aumentos 1.367.931 200.000 4.254.757 - 5.822.688
Reposições (Nota 33) - - (366.918) - (366.918)
Utilizações (600.600) (2.156.924) - (24.996) (2.782.520)
Transferências - - - - -
Saldo final 5.107.335 1.759.930 7.684.763 - 14.552.028

Os aumentos de perdas de imparidade verificados no exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 foram registados por contrapartida da rubrica "Provisões e perdas por imparidade" da demonstração dos resultados.

O valor registado na rubrica "Provisões" em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 corresponde à melhor estimativa da Administração para fazer face à totalidade das perdas a incorrer com processos actualmente em curso.

22. OUTROS CREDORES NÃO CORRENTES

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 esta rubrica tinha a seguinte composição:

31.12.2009 31.12.2008
Fornecedores de imobilizado (Nota 30.2) 339.766 491.190

23. OUTROS PASSIVOS NÃO CORRENTES

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 esta rubrica tinha a seguinte composição:

31.12.2009 31.12.2008
Subsídios ao investimento 1.601.086 1.513.306
Outras dívidas 22.500.000 -
24.101.086 1.513.306

Em 31 de Dezembro de 2009 a rubrica "Outras dívidas" refere-se a um valor a pagar à Parpública, SGPS, S.A. o qual, de acordo com as condições contratuais em vigor, será integralmente liquidado no exercício de 2011 (Nota 25).

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 a rubrica "Subsídios ao investimento" refere-se às parcelas de subsídios ao investimento a reconhecer como proveito no médio e longo prazo.

(Montantes expressos em Euros)

24. FORNECEDORES

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica tinha a seguinte composição:

A Pagar
31.12.2009 0-90 dias 90-180dias >180 dias
Fornecedores, conta corrente 58.609.229 34.062.319 235.300 24.311.610
Fornecedores, facturas em recepção e conferência 7.389.860 7.389.860 - -
65.999.089 41.452.179 235.300 24.311.610
A Pagar
31.12.2008 0-90 dias 90-180dias >180 dias
Fornecedores, conta corrente 51.010.434 35.029.737 246.038 15.734.659
Fornecedores, facturas em recepção e conferência 7.891.558 7.891.558 - -
58.901.992 42.921.295 246.038 15.734.659

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 a rubrica "Fornecedores" respeitava a valores a pagar resultantes de aquisições decorrentes do curso normal das actividades do Grupo, sendo que as contas a pagar a mais de 180 dias correspondem principalmente a saldos com empresas do Grupo F. Ramada (Nota 31).

O Conselho de Administração entende que o valor contabilístico destas dívidas é aproximado ao seu justo valor.

25. OUTRAS DÍVIDAS A TERCEIROS

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 a rubrica "Outras dívidas a terceiros" pode ser detalhada como segue:

A Pagar
31.12.2009 0-90 dias 90-180dias >180 dias
Fornecedores de imobilizado 8.544.318 8.200.679 92.755 250.884
Outras dívidas 2.235.573 1.960.979 - 274.594
10.779.891 10.161.658 92.755 525.478
A Pagar
31.12.2008 0-90 dias 90-180dias >180 dias
Fornecedores de imobilizado 33.679.259 30.760.558 825.373 2.093.328
Adiantamento por conta de vendas 471.078 471.078 - -
Outras dívidas 36.755.364 36.379.505 - 375.859
70.905.701 67.611.141 825.373 2.469.187

A rubrica "Outras dívidas" inclui em 31 de Dezembro de 2008, 25.000.000 Euros a pagar à Parpública, SGPS, S.A. cujo prazo de reembolso foi negociado para 2011 (Nota 23).

26. OUTROS PASSIVOS CORRENTES

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 a rubrica "Outros passivos correntes" pode ser detalhada como segue:

31.12.2009 31.12.2008
Acréscimos de custos
Remunerações a liquidar (3.659.382) (3.694.075)
Juros a liquidar (5.868.899) (9.699.807)
Fundos de pensões (Nota 29) (559.201) (4.703.443)
Rendas (1.186.961) (1.146.825)
Outros (4.925.462) (4.805.398)
Proveitos diferidos
Subsídios ao investimento (3.450.362) (1.770.860)
Outros (1.105.274) (12.666.902)
(20.755.541) (38.487.310)

(Montantes expressos em Euros)

27. INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS

Derivados de taxa de juro

Por forma a reduzir a sua exposição à volatilidade das taxas de juro, o Grupo contratou "swaps" de taxa de juro e um "collar" de taxa de juro. Estes contratos foram avaliados de acordo com o seu justo valor em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, tendo o correspondente montante sido reconhecido na rubrica "Instrumentos financeiros derivados".

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 encontravam-se estabelecidos contratos de derivados de taxa de juro cujos montantes totais são como segue:

Justo valor
Tipo Juro 31.12.2009 31.12.2008
Interest rate collar (c) Paga taxa fixa e recebe Euribor a 6M (7.567.273) (3.883.723)
Interest rate swap (a) Paga taxa fixa e recebe Euribor a 3M (913.110) (2.175.723)
Interest rate swap (b) Paga taxa fixa e recebe Euribor a 6M (1.383.465) -
Forward rate agreement (b) Paga taxa fixa e recebe Euribor a 6M (196.880) -
(10.060.728) (6.059.446)

(a) Apesar de terem sido contratados com um objectivo de cobertura de risco (e não de especulação), estes contratos não cumprem com todos os requisitos necessários para que se qualifiquem como de cobertura, (Nota 2.3 k) v)) pelo que a variação do seu justo valor foi registada por contrapartida da demonstração dos resultados (Nota 35).

(b) De acordo com as políticas contabilísticas adoptadas estes derivados cumprem com os requisitos para serem designados como instrumentos de cobertura de taxa de juro (Nota 2.3 k) v)).

(c) Apesar de ter sido contratado com um objectivo de cobertura de risco (e não de especulação), parte deste contrato derivado não cumpre com todos os requisitos necessários para que se qualifique como de cobertura, (Nota 2.3 k) v)) pelo que a variação do justo valor na parte que não cumpre com todos os requisitos necessários para que se qualifique como de cobertura, foi registada por contrapartida da demonstração dos resultados (Nota 35).

O apuramento do justo valor dos derivados contratados pelo Grupo foi efectuado pelas respectivas contrapartes (instituições financeiras com quem foram celebrados tais contratos). O modelo de avaliação destes derivados, utilizado pelas contrapartes, baseia-se no método dos Cash Flows descontados, i.e., utilizando as Par Rates de Swaps, cotadas no mercado interbancário, e disponíveis nas páginas Reuters e/ou Bloomberg, para os prazos relevantes, sendo calculadas as respectivas taxas forwards e factores de desconto que servem para descontar os cash flows fixos (leg fixo) e os cash flows variáveis (leg variável). O somatório das duas parcelas resulta no Valor Actualizado Líquido dos cash flows futuros ou justo valor dos derivados.

O aumento/diminuição de 1 ponto percentual nos indexantes da taxa de juro verificada durante o exercício de 2009 e estimada para o período de duração dos derivados teria implicado o aumento/diminuição dos resultados financeiros do exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 de 1.074.398 Euros/1.397.408 Euros e da rubrica do capital próprio "Reservas de cobertura" de 8.770.826 Euros/9.595.535 Euros antes de consideração dos respectivos efeitos fiscais.

Derivados de cobertura de preço da pasta de papel

Por forma a reduzir a sua exposição à volatilidade do preço da pasta de papel, o Grupo contratou derivados de cobertura do preço da pasta de papel, os quais foram avaliados de acordo como seu justo valor em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, tendo o correspondente montante sido reconhecido na rubrica "Instrumentos financeiros derivados".

(Montantes expressos em Euros)

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 encontravam-se em vigor os seguintes contratos derivados de preço da pasta de papel cujos montantes totais são como segue:

Quantidade coberta Vencimento Justo valor
31.12.2009
Justo valor
31.12.2008
3.500 ton/mês 31-12-2011 (a) - 9.120.226
500 ton/mês 31-08-2011 (528.945) -
2.500 ton/mês 31-07-2011 (2.781.993) -
1.750 ton/mês 31-12-2010 (79.639) 3.426.509
3.000 ton/mês 31-08-2010 (2.213.143) -
(5.603.720) 12.546.735

(a) Este derivado foi liquidado antecipadamente durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009.

O apuramento do justo valor dos derivados, de cobertura do preço da pasta de papel, contratados pelo Grupo foi efectuado pelas respectivas contrapartes (instituições financeiras com quem foram celebrados tais contratos). O modelo de avaliação destes derivados, utilizado pelas contrapartes, baseia-se no método dos Cash Flows descontados, i.e., é calculada a diferença entre a cotação estimada da pasta de papel (PIX) e o preço fixado para os prazos relevantes, que posteriormente é actualizada para a data a que se reporta a avaliação.

De acordo com as políticas contabilísticas adoptadas, estes derivados de pasta de papel cumprem com os requisitos para serem considerados como instrumentos de cobertura, pelo que a variação do seu justo valor foi registada na rubrica do capital próprio "Reservas de cobertura".

O aumento/diminuição de 5% no indexante do derivado da pasta de papel (PIX) durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 e estimado para o período de duração destes derivados teria implicado uma diminuição/aumento dos resultados operacionais do exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 de 1.263.935 Euros e da rubrica do capital próprio "Reservas de cobertura" de 2.328.570 Euros, antes de consideração dos respectivos efeitos fiscais.

Derivados de taxa de câmbio

A Altri utiliza derivados de taxa de câmbio, fundamentalmente, de forma a efectuar a cobertura de fluxos de caixa futuros. Desta forma a Altri contratou diversos "forwards" de taxa de câmbio de dólares dos Estados Unidos, de forma a gerir o risco de taxa de câmbio a que está exposta.

Em 31 de Dezembro de 2009, o justo valor dos instrumentos derivados de taxa de câmbio, que foram considerados de cobertura, calculados tendo por base os valores de mercado actuais de instrumentos financeiros equivalentes de taxa de câmbio é de (2.548.666) Euros.

A determinação do justo valor destes instrumentos financeiros teve por base a actualização para a data da demonstração da posição financeira do montante que se estima que será recebido/pago na data de termo do contrato. O montante de liquidação considerado na avaliação é igual ao montante na moeda de referência multiplicado pela diferença entre a taxa de câmbio contratada e a de mercado para a data de liquidação determinada à data da avaliação.

O aumento/diminuição de 5% no indexante da taxa de câmbio durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 e estimado para o período de duração destes derivados teria implicado um aumento/diminuição dos resultados do exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 de 2.560.897 Euros/2.705.314 Euros e da rubrica do capital próprio "Reservas de cobertura" de 2.375.166 Euros/3.350.688 Euros, antes de consideração dos respectivos efeitos fiscais.

(Montantes expressos em Euros)

O movimento ocorrido no justo valor dos instrumentos financeiros durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 pode ser detalhado como segue:

2009 Derivados de
cobertura de preço da
pasta
Derivados de taxa
de juro
Derivados de taxa
de câmbio
Total
Saldo inicial 12.546.735 (6.059.446) - 6.487.289
Variação do justo valor/cessação
Efeitos em capitais próprios (Nota 18)
Efeitos na demonstração de resultados (Nota 35)
(18.150.455)
-
(3.110.514)
(890.768)
(2.548.666)
-
(23.809.635)
(890.768)
Saldo final (5.603.720) (10.060.728) (2.548.666) (18.213.114)
2008 Derivados de
cobertura de preço da
pasta
Derivados de taxa
de juro
Total
Saldo inicial (4.183.446) 3.748.671 (434.775)
Variação do justo valor
Efeitos em capitais próprios
Efeitos na demonstração de resultados (Nota 35)
16.730.181
-
(5.538.912)
(4.269.205)
11.191.269
(4.269.205)
Saldo final 12.546.735 (6.059.446) 6.487.289

Os ganhos e perdas do exercício associados à variação do justo valor, durante o exercício de 2009, dos instrumentos de cobertura na parte não corrida (conforme denominados nos termos do IAS 39), no montante de (23.809.635) Euros (11.191.269 Euros durante o exercício de 2008), foram registados directamente em rubricas de capitais próprios líquidos dos correspondentes impostos diferidos, no montante de 6.309.554 Euros (2.965.686 Euros em 31 de Dezembro de 2009) (Nota 11).

Os ganhos e perdas do exercício associados à variação do justo valor, durante o exercício de 2009, dos instrumentos de cobertura na parte corrida, dos instrumentos que embora tenham sido contratados com o objectivo de cobertura, não cumprem com os requisitos para serem classificados como tal e a parte ineficaz dos instrumentos de cobertura foram registados directamente na demonstração de resultados do exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 (Nota 35).

28. PASSIVOS CONTINGENTES

Em 31 de Dezembro de 2009 e de 2008, os principais passivos contingentes respeitavam a garantias prestadas e tinham o seguinte detalhe:

31.12.2009 31.12.2008
AICEP/API 11.621.950 30.036.372
Outros 851.524 864.837
12.473.474 30.901.209

29. COMPROMISSOS FINANCEIROS ASSUMIDOS E NÃO INCLUIDOS NA DEMONSTRAÇÃO DA POSIÇÃO FINANCEIRA

a) Fundos de pensões

Algumas empresas do Grupo possuem compromissos relacionados com encargos com fundos de reforma não incluídos na demonstração da posição financeira consolidada.

(Montantes expressos em Euros)

O Fundo de Pensões Caima e Silvicaima, constituído por escritura de 31 de Dezembro de 1987 e administrado pela "BPI Pensões - Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A.", destina-se a garantir aos trabalhadores (i) que à data normal da reforma ou (ii) na cessação contratual do contrato de trabalho com a Empresa, tenham pelo menos 57 anos de idade e 10 anos de serviço contínuo, o direito a um complemento de reforma, a partir da idade normal de reforma, cujo valor tem por base a média dos vencimentos ilíquidos dos últimos dois anos ao serviço da empresa. Por decisão da Administração da Caima, o Fundo de Pensões Caima e Silvicaima foi dividido em dois fundos autónomos, em Dezembro de 1998, após autorização do Instituto de Seguros de Portugal.

Nos termos do Regulamento dos Benefícios Sociais em vigor, os empregados do quadro permanente da Celtejo com mais de cinco anos de serviço, têm direito após a passagem à reforma ou numa situação de invalidez a um complemento mensal de pensão de reforma ou invalidez. Este complemento está definido de acordo com uma fórmula que tem em consideração a remuneração mensal líquida actualizada para a categoria profissional do empregado à data da reforma e o número de anos de serviço, no máximo de 30, sendo ainda garantidas pensões de sobrevivência ao cônjuge e a descendentes directos. Para cobrir estas responsabilidades existe um fundo de pensões autónomo denominado Fundo de Pensões Tejo.

De acordo com requerimento efectuado ao Instituto de Seguros de Portugal, foi autorizada, em 2009, a extinção da quota-parte do fundo afecta à CPK e a alteração do contrato constitutivo do Fundo de Pensões Celtejo.

A Celbi atribui aos seus colaboradores, com contrato de trabalho subordinado sem prazo, que se reformem ao seu serviço, um conjunto de benefícios definidos no Regulamento do Fundo de Pensões da Empresa, publicado no Diário da República nº 221-III série, de 21 de Setembro de 1999.

De acordo com este regulamento a Empresa garante o seguinte regime de benefícios:

i) Reforma por velhice:

Os participantes que se reformarem na data normal de reforma terão direito a uma pensão de reforma anual, que será o resultado do produto de 11,5% sobre o salário anual pensionável;

ii) Reforma por invalidez:

Plano A – No caso do participante ser reformado definitivamente por invalidez pelo regime geral da segurança social, ou ser aceite como tal pelos serviços clínicos do associado e da entidade gestora, o Fundo garante o pagamento de uma pensão calculada de acordo com as seguintes fórmulas:

Pensão 1:

  1. Com menos de dez anos de tempo de serviço pensionável – 50% do salário anual pensionável. 2. Com dez ou mais anos de tempo de serviço pensionável – 80% do salário anual pensionável. Ao valor da pensão de reforma anual acima definido será deduzido o montante da pensão anual dedutível.

Pensão 2:

Os participantes terão direito a um capital complementar igual a um quinto de mês do vencimento mensal auferido à data da reforma por cada ano de tempo de serviço pensionável.

Pensão 3:

Caso a invalidez se verifique depois dos 55 anos de idade, o capital indicado na pensão 2 é acrescido de um outro que é igual a 50% do salário anual pensionável.

Plano B – No caso do participante ser reformado definitivamente por invalidez pelo regime geral da segurança social, ou ser aceite como tal pelos serviços clínicos do associado e da entidade gestora, o Fundo garante o pagamento de uma pensão de reforma anual, que será o resultado do produto de 11,5% sobre o salário anual pensionável.

Só poderão beneficiar do plano A os participantes já ao serviço do associado à data de entrada em vigor da presente alteração. A estes participantes e relativamente aos planos A e B aplicar-se-á aquele que lhes for mais favorável. Aos participantes que vierem a ser admitidos no associado, a partir da data da entrada em vigor desta alteração, e que vierem a reformar-se por invalidez ao serviço do associado será aplicado exclusivamente o plano B.

O regime de benefícios definido no plano de pensões aplica-se à generalidade dos trabalhadores da Celbi.

(Montantes expressos em Euros)

De acordo com os estudos actuariais realizados pelas sociedades gestoras dos fundos com referência a 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o valor actual das responsabilidades por serviços passados para os colaboradores no activo e para os reformados, bem como a situação patrimonial dos fundos de pensões, naquela data, eram como segue:

2009
Caima Indústria Silvicaima Celtejo CPK Celbi Total
Responsabilidades actuais por serviços passados 3.235.516 262.670 10.398.330 - 6.716.221 20.612.737
Situação patrimonial dos fundos de pensões 2.676.315 389.324 12.067.463 - 7.751.915 22.885.017
2008
Caima Indústria Silvicaima Celtejo CPK Celbi Total
Responsabilidades actuais por serviços passados 2.989.026 226.679 14.903.246 - 7.397.736 25.516.687
Situação patrimonial dos fundos de pensões 2.680.365 378.449 11.955.771 1.597.021 7.767.535 24.379.141

O detalhe dos montantes registados na demonstração de resultados relacionados com planos de pensões de benefícios definidos nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 é como segue:

2009 2008
Custo dos serviços correntes (702.930) (731.787)
Juros das responsabilidades (1.253.624) (1.316.100)
Ganhos/(Perdas) actuariais (Nota 33) 5.171.797 2.082.097
Rendimento/Retorno do Fundo (52.530) (2.011.911)
3.162.713 (1.977.701)

O movimento verificado no valor actual das responsabilidades por serviços passados durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 é como segue:

2009 2008
Responsabilidades no início do exercício 25.516.687 28.897.177
Benefícios pagos pelos Fundos de Pensões (1.688.710) (975.594)
Custo dos serviços correntes 702.933 731.787
Custo dos juros 1.253.624 1.316.100
Perdas/(Ganhos) actuariais (5.171.797) (2.082.097)
Extinção de responsabilidades pelo encerramento de actividade da CPK (Nota 4.5) - (2.370.686)
Responsabilidades no fim do exercício 20.612.737 25.516.687

O movimento verificado na situação patrimonial dos fundos de pensões durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 é como segue:

2009 2008
Valor dos Fundos de Pensões no início do exercício 24.379.141 27.136.824
Contribuições
Pensões pagas
Rendimento/Retorno do Fundo
250.000
(1.691.594)
(52.530)
250.000
(995.772)
(2.011.911)
Valor dos Fundos de Pensões no fim do exercício 22.885.017 24.379.141

Encontra-se registado na rubrica "Outros passivos correntes – Acréscimos de custos" (Nota 26) o passivo necessário para fazer face a diferenças entre o valor das responsabilidades actuais dos serviços passados e a situação patrimonial dos fundos de pensões no montante de 559.201 Euros, nos casos em que esta diferença é positiva.

Adicionalmente, encontra-se registado na rubrica "Outros activos correntes" (Nota 15) o montante de 1.795.787 Euros relativo ao excesso da situação patrimonial dos fundos de pensões face às responsabilidades actuais por serviços passados, na medida em que tal represente uma redução das dotações futuras a efectuar nos fundos de pensões por parte das empresas do Grupo Altri.

(Montantes expressos em Euros)

Aquelas responsabilidades, com excepção da Celbi, foram determinadas com base no método de cálculo "Projected Unit Credit", tendo-se utilizado as Tábuas de Mortalidade TV 73/77 e Invalidez EKV-80. Para além dos parâmetros técnicos acima referidos foram assumidos, no caso da Caima e Silvicaima, como pressupostos uma rentabilidade real de longo prazo de 3% quando comparada com o crescimento dos salários.

No cálculo das responsabilidades da Celtejo foram assumidos os pressupostos de taxa de rendimento anual dos activos de 4,50% e crescimento das pensões de 1,25%.

Para a Celbi, aquelas responsabilidades foram determinadas com base no método de cálculo "Projected Unit Credit", tendo-se utilizado as tábuas de mortalidade GKF95 e de invalidez SR 2001. Para além dos parâmetros técnicos acima referidos foram assumidos como pressupostos uma rentabilidade real de longo prazo de 4% até à idade da reforma e de 3% depois da idade da reforma e uma taxa de crescimento dos salários de 2,5%.

b) Outros compromissos

Em 31 de Dezembro de 2009, os compromissos contratuais para aquisição de imobilizado assumidos pelas empresas do Grupo são de, aproximadamente, 11.000.000 Euros (72.000.000 Euros em 31 de Dezembro de 2008) (Nota 7).

Em 31 de Dezembro de 2009, a estimativa do valor dos compromissos assumidos na compra de matériaprima, valorizados ao preço médio de mercado, da madeira em pé, é de, aproximadamente, 14.300.000 Euros (14.400.000 Euros em 31 de Dezembro de 2008).

30. LOCAÇÕES

30.1 LOCAÇÕES OPERACIONAIS

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 foi reconhecido como custo do exercício o montante de, aproximadamente, 8.400.000 Euros (7.200.000 Euros durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2008) relativo a rendas pagas a título de contratos de locação operacional, fundamentalmente relativos a terrenos explorados pelo Grupo.

Adicionalmente, em 31 de Dezembro de 2009 o Grupo detinha, como locatário, contratos de locação operacional, cujos pagamentos mínimos de locação vencem como segue:

Ano 2010 8.175.492 2011 8.294.071 2012 9.065.770 2013 e seguintes 108.618.339 134.153.672

Relativamente ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2008 o Grupo detinha, como locatário, contratos de locação operacional, cujos pagamentos mínimos de locação se venciam como segue:

Ano

2009 7.978.516 2010 7.749.218 2011 7.886.797 2012 e seguintes 111.203.419 134.817.950 (Montantes expressos em Euros)

30.2 LOCAÇÕES FINANCEIRAS

Em 31 de Dezembro de 2009, as responsabilidades reflectidas na demonstração da posição financeira da Empresa relativas a locações financeiras tinham o seguinte plano de pagamento:

Ano
2011 162.126
2012 124.874
2013 e seguintes 52.766
Total de médio e longo prazo (Nota 22) 339.766
2010 (curto prazo) 213.985
553.751

Em 31 de Dezembro de 2008, as responsabilidades reflectidas na demonstração da posição financeira da Empresa relativas a locações financeiras tinham o seguinte plano de pagamento:

Ano
2010 187.689
2011 140.104
2012 e seguintes 163.397
Total de médio e longo prazo (Nota 22) 491.190
2009 (curto prazo) 192.678
683.868

Em 31 de Dezembro de 2009 e de 2008, estima-se que o justo valor das obrigações financeiras em contratos de locação financeira corresponda, aproximadamente, ao seu valor contabilístico.

As obrigações financeiras por locações são garantidas pela reserva de propriedade dos bens locados.

31. PARTES RELACIONADAS

As participadas do Grupo Altri têm relações entre si que se qualificam como transacções com partes relacionadas, as quais foram efectuadas a preços de mercado.

Nos procedimentos de consolidação as transacções entre empresas incluídas na consolidação pelo método de integração global são eliminadas, uma vez que as demonstrações financeiras consolidadas apresentam informação da detentora e das suas subsidiárias como se de uma única empresa se tratasse.

(Montantes expressos em Euros)

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 os saldos e transacções com entidades relacionadas podem ser resumidos como segue:

Vendas e prest. de serviços Compras e serviços recebidos Juros auferidos Juros suportados
Transacções 31.12.2009 31.12.2008 31.12.2009 31.12.2008 31.12.2009 31.12.2008 31.12.2009 31.12.2008
Empresa - Mãe - - - - - - 417.397 379.225
Empresas filiais (a) 44.170.757 86.074.392 47.138.576 69.958.440 7.587.479 9.265.844 6.016.780 7.788.767
Empresas associadas (b) 676.179 483.167 3.271.057 9.083.244 - - 924.615 976.800
Outras partes relacionadas (c) 5.763.218 21.484.961 200.521 29.000.836 - - 228.687 121.052
50.610.154 108.042.520 50.610.154 108.042.520 7.587.479 9.265.844 7.587.479 9.265.844
Imobilizado Imobilizado
aquisições alienações
Transacções de imobilizado 31.12.2009 31.12.2008 31.12.2009 31.12.2008
Empresa - Mãe - - - -
Empresas filiais (a) - - - 31.721.210
Empresas associadas (b) - - - -
Outras partes relacionadas (c) - 31.721.210 - -
- 31.721.210 - 31.721.210
Empréstimos
Contas a receber Contas a pagar Obtidos Concedidos
Saldos 31.12.2009 31.12.2008 31.12.2009 31.12.2008 31.12.2009 31.12.2008 31.12.2009 31.12.2008
Empresa - Mãe 190.971 172.806 1.174.278 962.461 15.000.000 11.000.000 - -
Empresas filiais (a) 94.372.917 84.135.976 100.919.927 88.705.377 137.774.209 130.125.764 175.710.529 165.905.265
Empresas associadas (b) 66.513 25.406 2.585.287 2.907.144 22.842.905 18.122.905 - -
Outras partes relacionadas (c) 24.311.610 14.102.526 14.262.519 5.861.732 215.036 11.114.525 121.621 4.457.929
118.942.011 98.436.714 118.942.011 98.436.714 175.832.150 170.363.194 175.832.150 170.363.194

(a) Todas as entidades consolidadas pelo método integral em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 conforme Nota 4.1, com excepção da CPK – Papel Kraft, S.A. em descontinuação (Nota 4.5);

(b) Todas as entidades consolidadas pelo método da equivalência patrimonial em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 conforme Nota 4.2;

(c) Foram consideradas como outras partes relacionadas a CPK – Papel Kraft, S.A. (Nota 4.5) e as empresas do Grupo Ramada conforme Nota 4.1. em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 (Notas 12 e 24).

Para além das empresas incluídas na consolidação (Nota 4) as entidades consideradas relacionadas em 31 de Dezembro de 2009 podem ser apresentadas como segue:

Alteria, S.G.P.S., S.A. Caderno Azul, S.G.P.S., S.A. Caminho Aberto, S.G.P.S., S.A. Cofihold, S.G.P.S., S.A. Cofina, SGPS, S.A. Cofina B.V. Cofina Media, SGPS, S.A. Cofina Eventos e Comunicação, S.A. Destak Brasil – Editora de Publicações, S.A. Destak Brasil – Empreendimentos e Participações, S.A. Edisport – Sociedade de Publicações, S.A. Edirevistas – Sociedade Editorial, S.A. Efe Erre Participações, S.G.P.S., S.A. Elege Valor, S.G.P.S., S.A. F. Ramada – Investimentos, SGPS, S.A. (Nota 5) Grafedisport – Impressão e Artes Gráficas, S.A. Holdimédia, SGPS, S.A. Jardins de França – Empreendimentos Imobiliários, S.A Livre Fluxo, S.G.P.S., S.A. Malva – Gestão Imobiliária, S.A. Mediafin, SGPS, S.A. Metronews – Publicações S.A. Mercados Globais – Publicação de Conteúdos, Lda. Prestimo – Prestígio Imobiliário, S.A. Presselivre – Imprensa Livre, S.A. Sociedade Imobiliária Porto Seguro – Investimentos Imobiliários, S.A. Transjornal – Edição de Publicações, S.A. Torres da Luz – Investimentos Imobiliários, S.A. VASP – Sociedade de Transportes e Distribuições, S.A. Web Works – Desenvolvimento de Aplicações para Internet, S.A.

(Montantes expressos em Euros)

32. COMPENSAÇÕES DOS GESTORES CHAVE

As compensações atribuídas aos gestores chave, que, dado o modelo de governação do Grupo, corresponde aos membros da Administração, durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 ascenderam a 1.026.513 Euros e 1.033.200 Euros, respectivamente.

As remunerações atribuídas aos gestores chave por categoria de remuneração podem ser resumidas como segue:

31.12.2009 31.12.2008
Remunerações fixas 496.513 493.200
Remunerações variáveis 530.000 540.000
1.026.513 1.033.200

Em 31 de Dezembro de 2009, não existem: (i) planos ou sistemas de incentivos relacionados com a atribuição de acções aos membros do Conselho de Administração; (ii) indemnizações pagas ou devidas a exadministradores relativamente à cessão de funções durante o exercício; (iii) regimes complementares de pensões ou de reforma antecipada para os administradores; ou (iv) benefícios não pecuniários considerados como remuneração.

A Altri, S.G.P.S., S.A. não possui qualquer plano de atribuição de acções ou de opções de aquisição de acções aos membros dos órgãos sociais, nem aos seus trabalhadores.

33. OUTROS PROVEITOS

A rubrica da demonstração dos resultados "Outros proveitos" nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e de 2008 inclui: ganhos em contratos de derivados, parte relativa à denuncia antecipada de um contrato derivado de pasta de papel no exercício de 2009 e parte relativa a ganhos de derivados, basicamente de pasta de papel, em vigor em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 (Nota 27), proveitos associados a ganhos em Fundos de Pensões (Nota 29), subsídios à exploração e ao investimento, reversão de provisões (Nota 21), ganhos obtidos na alienação de imobilizado, indemnizações recebidas, proveitos suplementares e outros proveitos.

Adicionalmente, em 31 de Dezembro de 2008 a rubrica "Outros proveitos" inclui ainda, o montante relativo à parte da mais-valia reconhecida gerada na alienação da Ródão Power – Empresa e Biomassa do Ródão, S.A. à empresa associada EDP – Produção Bioeléctrica, S.A. (Notas 4.2 e 26).

34. OUTROS CUSTOS

A rubrica da demonstração dos resultados "Outros custos" nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e de 2008 inclui: impostos indirectos e taxas, perdas em contratos de derivados (Nota 27), custos com sinistros, donativos e outros custos.

(Montantes expressos em Euros)

35. RESULTADOS FINANCEIROS

Os custos e proveitos financeiros dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 podem ser detalhados como segue:

31.12.2009 31.12.2008
Resultados relativos a outros investimentos:
Ganhos em investimentos mensurados ao justo valor através de resultados 302.780 -
Perdas em investimentos mensurados ao justo valor através de resultados (193.544) (520.597)
109.236 (520.597)
Custos financeiros:
Juros suportados (Nota 20) (22.037.223) (34.528.851)
Diferenças de câmbio desfavoráveis (1.007.289) (1.181.370)
Perdas em instrumentos derivados (3.008.284) (8.108.548)
Outros custos e perdas financeiras (3.802.783) (2.556.587)
(29.855.579) (46.375.356)
Proveitos financeiros:
Juros obtidos 3.251.133 6.665.365
Diferenças de câmbio favoráveis 1.153.938 1.990.329
Ganhos em instrumentos derivados - 1.666.859
Outros proveitos e ganhos financeiros 264.469 453.312
4.669.540 10.775.865

Em 31 de Dezembro de 2009, a rubrica "Perdas em instrumentos derivados" inclui o montante de (890.768) Euros relativo a instrumentos derivados de taxa de juro em vigor em 31 de Dezembro de 2009 (Nota 27) e o montante de (2.117.516) Euros relativo à perda em instrumentos derivados de taxa de juro que se venceram ou que foram liquidados.

Em 31 de Dezembro de 2008, as rubricas "Perdas em instrumentos derivados" e "Ganhos em instrumentos derivados" no montante líquido de (6.441.689) Euros incluem o montante de (4.269.205) Euros relativo a instrumentos derivados de taxa de juro em vigor em 31 de Dezembro de 2008 (Nota 27) e o montante de (2.172.484) Euros relativo à perda líquida em instrumentos derivados de taxa de juro que se venceram ou que foram liquidados até àquela data.

A rubrica "Outros custos e perdas financeiras" inclui, principalmente, despesas incorridas com a montagem de empréstimos, que se encontram a ser reconhecidas como custo ao longo do período de vida do respectivo empréstimo (Nota 20).

Os "Resultados relativos a empresas associadas" correspondem à apropriação da quota-parte do Grupo dos resultados nos investimentos em associadas (Nota 4.2).

36. RESULTADOS POR ACÇÃO

Os resultados por acção dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 foram calculados em função dos seguintes montantes:

31-12-2009 31-12-2008
Número de acções para efeito de cálculo do resultado líquido básico e diluído 102.565.836 102.565.836
Resultado para efeito do cálculo do resultado por acção líquido e diluído das operações em continuação (11.932.959) 4.109.378
Resultado por acção das operações em continuação
Básico (0,12) 0,04
Diluído (0,12) 0,04
Resultado para efeito do cálculo do resultado por acção líquido e diluído das operações em continuação e descontinuação (10.910.016) 4.668.149
Resultado por acção das operações em continuação e descontinuação
Básico (0,11) 0,05
Diluído (0,11) 0,05

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 não existem efeitos diluidores do número de acções em circulação.

(Montantes expressos em Euros)

37. INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS

Em 16 de Abril de 2008, o Conselho de Administração da ALTRI, S.G.P.S., S.A. aprovou um projecto de cisãosimples desta sociedade. Nos termos do referido projecto de cisão-simples, a reorganização projectada teve como objectivo a separação das duas unidades de negócio autónomas da ALTRI correspondentes ao exercício da actividade da gestão de participações sociais, respectivamente, no sector da pasta e papel e no sector do aço e sistemas de armazenagem. Esta reorganização inseriu-se numa lógica de focalização e transparência dos negócios da ALTRI, visando conferir a cada uma das áreas uma maior visibilidade e percepção de valor pelo mercado.

Adicionalmente, no final de 2008 A Altri decidiu encerrar a unidade industrial de produção de papel Kraft por si detida. A decisão foi tomada na sequência da degradação das perspectivas do negócio do papel Kraft e da constatação do contributo negligenciável desta unidade produtiva para o EBITDA do Grupo ALTRI.

Assim sendo, os contributos das duas unidades operacionais acima referidas estão reflectidos na demonstração de resultados como "Unidades operacionais em descontinuação" (Notas 4.5 e 5).

Tal decisão permite ao grupo Altri concentrar a actividade no seu core business, a produção de pasta de papel branqueada de eucalipto, pelo que o seu Conselho de Administração entende existir um único segmento de negócio relatável, sendo que a principal informação de gestão é também preparada e analisada nesse pressuposto.

Geograficamente, a repartição das vendas e prestações de serviços do Grupo por mercado é como segue:

31.12.2009 31.12.2008
Mercado interno 63.134.569 67.337.288
Mercado externo 212.515.821 188.141.928
275.650.390 255.479.216

38. NÚMERO DE PESSOAL

Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 o número médio de pessoal ao serviço das empresas incluídas na consolidação pelo método de consolidação integral foi de 710 e 726, respectivamente.

39. APLICAÇÃO DO RESULTADO LIQUÍDO

No que respeita ao exercício de 2009, o Conselho de Administração propôs, no seu relatório anual, que o resultado líquido negativo individual da Altri, SGPS, S.A. no montante de 2.004.309,13 Euros fosse transferido para Resultados transitados.

40. INFORMAÇÃO RELATIVA A MATÉRIAS AMBIENTAIS

No âmbito do Protocolo de Quioto, a União Europeia comprometeu-se a reduzir a emissão de gases de efeito de estufa. Neste contexto, foi emitida uma Directiva Comunitária que prevê a comercialização das chamadas "Licenças de emissão de CO2", entretanto transposta para a legislação portuguesa e que é aplicável, a partir de 1 de Janeiro de 2005, entre outras, à indústria de pasta e papel.

Pela publicação do Despacho conjunto nº 2836/2008 de 5 de Fevereiro de 2008, foi efectuada a distribuição pelo Governo Português das "Licenças de emissão de CO2" às diversas empresas portuguesas abrangidas, estando prevista a atribuição, a título gratuito, de licenças para a emissão de 110.135 toneladas de CO2 às empresas do Grupo para o ano de 2009. Caso as emissões reais sejam superiores às "Licenças de emissão de CO2" atribuídas, o Grupo terá que adquirir as licenças em falta no mercado. A entrega das "Licenças de emissão de CO2", correspondente às emissões reais realizadas num exercício, é efectuada no início do ano seguinte, estando os valores apresentados pelas empresas relativos às emissões reais efectuadas sujeitos a certificação por uma entidade independente.

(Montantes expressos em Euros)

Considerando que estas licenças se referem ao período 2008-2012, com base nos dados previsionais de emissão de CO2 para o ano de 2009, não se estimam encargos significativos para o Grupo em consequência da entrada em vigor desta legislação para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009.

Em 31 de Dezembro de 2009 não se encontra registado nas demonstrações financeiras qualquer passivo de carácter ambiental nem é divulgada qualquer contingência ambiental, por ser convicção do Conselho de Administração que não existem, a essa data, obrigações ou contingências provenientes de acontecimentos passados de que resultem encargos materialmente relevantes para o Grupo.

41. PAGAMENTOS E RECEBIMENTOS RELATIVOS A INVESTIMENTOS FINANCEIROS

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 os pagamentos e recebimentos relativos a investimentos financeiros foram os seguintes:

Valor da
transacção
Valor
pago/cobrado
Aquisições
EDP – Produção Bioeléctrica, S.A. (a) 4.720.000 4.720.000
Socasca – Recolha e Comércio de Recicláveis, S.A. (b) 5.197.126 228.202
Celtejo – Empresa de Celulose do Tejo, S.A. (c) 92.887 92.887
--------------- ----------------
10.010.013 5.041.089
========= =========

(a) – Reforço de empréstimos concedidos;

(b) – Até 31 de Dezembro de 2008, já tinha sido liquidado o montante de 4.808.924 Euros;

(c) – Aquisição de uma parcela adicional de 0,232% das acções representativas do capital social (Nota 5).

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2008 os pagamentos e recebimentos relativos a investimentos financeiros foram os seguintes:

Valor da Valor
Aquisições transacção pago/cobrado
EDP – Produção Bioeléctrica, S.A. (a)
Socasca – Recolha e Comércio de Recicláveis, S.A. (b)
Sosapel – Sociedade Comercial de Sacos de Papel, Lda (c)
Celtejo – Empresa de Celulose do Tejo, S.A. (d)
Celbi – Celulose da Beira Industrial, S.A. (e)
7.503.000
5.118.924
2.000
5.539
810.763
7.503.000
337.979
2.000
5.539
810.763
---------------
13.440.226
=========
----------------
8.659.281
=========
Alienações
Ródão Power – Energia e Biomassa do Ródão, S.A.
Investimentos disponíveis para venda
21.657.703
24.996
21.657.703
24.996
---------------
21.682.699
=========
----------------
21.682.699
=========

(a) – Reforço de empréstimos concedidos;

(b) – Até 31 de Dezembro de 2007, já tinha sido liquidado o montante de 4.470.945 Euros,

(c) – Aquisição da parcela ainda não adquirida representativa de 20% do capital social;

(d) – Aquisição de uma parcela adicional representativa de 0,013% do capital social;

(e) – Pagamento de uma tranche adicional relativa ao acerto do preço inicial.

(Montantes expressos em Euros)

42. APROVAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

As demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração e autorizadas para emissão em 15 de Abril de 2010. A sua aprovação final está ainda sujeita a concordância da Assembleia Geral de Accionistas.

O Conselho de Administração

Paulo Jorge dos Santos Fernandes – Presidente

João Manuel Matos Borges de Oliveira

Pedro Macedo Pinto de Mendonça

Domingos José Vieira de Matos

Laurentina da Silva Martins

RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL CONTAS CONSOLIDADAS

Aos Accionistas da Altri, SGPS, S.A.

1. Relatório

Em conformidade com a legislação em vigor e com o mandato que nos foi confiado, submetemos à vossa apreciação este Relatório e Parecer sobre o Relatório de Gestão e restantes documentos de prestação de contas consolidadas da Altri, SGPS, S.A. ("Empresa"), relativos ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, os quais são da responsabilidade do Conselho de Administração.

Ao longo do exercício em apreço, o Conselho Fiscal acompanhou a evolução da actividade da Empresa e suas participadas, a regularidade dos registos contabilísticos, o cumprimento do normativo legal e estatutário em vigor e a eficácia e integridade dos sistemas de gestão de riscos e de controlo interno, tendo efectuado reuniões com a periodicidade e extensão que considerou adequadas e tendo obtido da Administração e dos Serviços da Empresa e das suas participadas as informações e esclarecimentos solicitados.

No âmbito das suas atribuições, o Conselho Fiscal examinou a Demonstração da posição financeira consolidada em 31 de Dezembro de 2009, as Demonstrações consolidadas dos resultados e do rendimento integral, dos fluxos de caixa e das alterações no capital próprio para o exercício findo naquela data e o correspondente anexo. Adicionalmente procedeu à análise do Relatório de Gestão do exercício de 2009, exerceu as suas competências em matéria de supervisão das habilitações, independência e execução das funções do Auditor Externo e do Revisor Oficial de Contas da Empresa e apreciou a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria emitida pela Sociedade de Revisores Oficiais de Contas da Empresa, que mereceu o seu acordo.

2. Parecer

Face ao exposto, o Conselho Fiscal é de parecer que o Relatório de Gestão e as Demonstrações Financeiras consolidadas estão de acordo com as disposições contabilísticas, legais e estatutárias aplicáveis, pelo que poderão ser aprovadas em Assembleia Geral de Accionistas.

3. Declaração de responsabilidade

De acordo com o disposto no art. 8º n.º 1, alínea a) do Regulamento da CMVM n.º 5/2008, os membros do Conselho Fiscal declaram que, tanto quanto é do seu conhecimento, o Relatório de Gestão, as Demonstrações Financeiras consolidadas elaboradas em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adoptadas pela União Europeia, bem como os demais documentos de prestação de contas exigidos por lei ou regulamento dão uma imagem verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, do activo e do passivo, da situação financeira e do resultado consolidado da Empresa em 31 de Dezembro de 2009 e que o Relatório de Gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição da Altri, SGPS, S.A. e das empresas incluídas no perímetro da consolidação e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam.

Desejamos manifestar ao Conselho de Administração e aos diversos Serviços da Empresa e das empresas participadas o nosso apreço pela colaboração que nos prestaram.

Porto, 15 de Abril de 2010

O Conselho Fiscal

João da Silva Natária Presidente do Conselho Fiscal

Manuel Tiago Alves Baldaque de Marinho Fernandes Vogal do Conselho Fiscal

Cristina Isabel Linhares Fernandes Vogal do Conselho Fiscal