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Altri SGPS Annual Report 2003

Apr 14, 2004

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Annual Report

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RELATÓRIO DE GESTÃO E CONTAS 2003

Banif SGPS, SA

e

Grupo Banif Consolidado

Banif SGPS, SA

Sociedade com o capital aberto ao investimento do público Sede Social: Rua de João Tavira, 30 - 9 000 Funchal Capital Social: 200.000.000 Euros - Pessoa Colectiva n.º 511 029 730 Matrícula n.º 3658 da C.R.C. do Funchal

ÍNDICE

MENSAGEM AOS ACCIONISTAS

I. ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO
  • 1. Conjuntura Internacional
  • 2. Conjuntura Nacional
  • 3. Sistema Financeiro

II. ACTIVIDADE DO GRUPO BANIF EM 2003

  • 1. BANIF SGPS, SA
  • 1.1 BANIF COMERCIAL SGPS, SA
  • 1.1.1 Banif Banco Internacional do Funchal, SA
  • 1.1.2 Banco Comercial dos Açores, SA
  • 1.1.3 Banif Leasing, SA
  • 1.1.4 Banif Crédito Sociedade Financeira para Aquisições a Crédito, SA
  • 1.1.5 Banif Rent Aluguer, Gestão e Comércio de Veículos Automóveis, SA
  • 1.1.6 Banco Banif Primus, SA
  • 1.2 BANIF SEGUROS SGPS, SA
  • 1.2.1 Companhia de Seguros Açoreana, SA
  • 1.3 BANIF INVESTIMENTOS SGPS, SA
  • 1.3.1 Banif Banco de Investimento, SA
  • 1.3.2 Banif Banco Internacional do Funchal (Cayman), Ltd
  • 1.3.3 Banif Securities
  • 1.4 OUTRAS EMPRESAS DO GRUPO BANIF
  • 1.4.1 Banif Imobiliária, SA
  • 1.4.2 Banifserv Empresa de Serviços, Sistemas e Tecnologias de Informação, ACE

III. ANÁLISE ÀS CONTAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS

  • IV. APLICAÇÃO DE RESULTADOS
  • V. NOTA FINAL
  • VI. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

VII. DOCUMENTAÇÃO ANEXA ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

Nota Introdutória

  • 1. Anexo às Contas
  • 1.1 Notas explicativas às Demonstrações financeiras
  • 1.1.1- Banif SGPS, SA Contas Individuais
  • 1.1.2- Banif SGPA, SA Contas Consolidadas
  • 2. Demonstração de Fluxos de Caixa
  • 3. Demonstração de Resultados por Funções

VIII. RELATÓRIO SOBRE O GOVERNO DA SOCIEDADE IX. OUTRAS INFORMAÇÕES

  • 1. Informação nos termos do artº 447º do Código das Sociedades Comerciais
  • 2. Informação nos termos do artº 448º do Código das Sociedades Comerciais
  • 3. Informação sobre Acções Próprias
  • 3. Titulares de Participações Sociais Qualificadas

MENSAGEM AOS ACCIONISTAS

Na sequência do processo de reestruturação concretizado em 2002, o ano de 2003 ficou marcado por um esforço sustentado de consolidação da nova estrutura do Grupo Banif, com vista a assegurar níveis de funcionalidade, eficiência e competitividade cada vez mais elevados.

Neste sentido, foram instituídas unidades de coordenação para as diversas áreas de actividade da nossa sociedade, por forma a criar adequadas condições de intervenção no âmbito do Grupo, contribuindo para uma maior integração e unidade de actuação.

Igualmente de assinalar, a prossecução dos trabalhos com vista ao aprofundamento do cross-selling, vertente essencial do esforço de integração de diferentes sociedades do nosso Grupo, que tem vindo a apresentar resultados muito positivos, criando condições para uma intervenção cada vez mais competitiva no mercado.

No quadro de uma política de diversificação por nichos de actividade e de desenvolvimento de oportunidades de negócio, iniciou a sua actividade, no âmbito do nosso Grupo, a Banif Rent - Aluguer, Gestão e Comércio de Veículos Automóveis, SA.

Por outro lado, tendo em vista um melhor aproveitamento da marca Banif e, igualmente, o incremento de sinergias entre empresas do Grupo, a Mundileasing – Sociedade de Locação Financeira, SA e a Mundicre – Sociedade Financeira para Aquisições a Crédito, SA, alteraram as suas designações para Banif Leasing, SA e Banif Crédito SFAC, SA, respectivamente.

No seguimento do esforço de racionalização organizacional que já levara à fusão da Banif Ascor e da Banif Patrimónios no Banif – Banco de Investimento SA, procedeu-se, em Dezembro de 2003, com efeitos a 1 de Janeiro de 2004, à fusão da Banif Imo – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, SA na Banifundos – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, SA, tendo esta alterado a sua denominação social para Banif Gestão de Activos – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, SA e aumentado o seu capital social para € 2.000.000,00.

Expoente da qualidade que se pretende seja apanágio do Grupo Banif e das suas empresas, a Companhia de Seguros Açoreana, SA foi, pelo segundo ano consecutivo, considerada a melhor Companhia em Seguros Vida, em Portugal. Este reconhecimento resultou de um estudo efectuado pela revista Exame, em parceria com a Dun & Bradstreet e a Deloitte & Touche. Também nos Seguros Não – Vida a Companhia de Seguros Açoreana foi distinguida, sendo-lhe atribuído, na mesma ocasião, o primeiro lugar entre as seguradoras de capitais nacionais.

Apesar de já anteriormente referida, não será demais mencionar, pela importância que reveste, a obtenção de rating internacional conseguida pelo Banif - Banco Internacional do Funchal, SA em Janeiro de 2003, tendo as agências Moody's e Fitch IBCA atribuído ao Banco as notações de, respectivamente, Baa 1 e BBB+, de longo prazo e P-2 e F-2 de curto prazo. Trata-se de um bom rating, reflectindo a boa qualidade do risco de crédito e permitindo ao Banco o acesso a financiamentos em melhores condições.

Em 24 de Setembro de 2003, a Rentipar SGPS, SA, principal accionista da Banif SGPS, SA, procedeu ao lançamento de uma oferta pública de aquisição sobre as acções da Banif SGPS, SA, na sequência da qual adquiriu 6.362.186 acções da sociedade, passando a deter, directamente, 54,14% do respectivo capital.

Na sequência do lançamento desta oferta, a Banif Comercial SGPS, SA, em substituição da Rentipar SGPS, SA, lançou, em 14 de Novembro de 2003, uma oferta pública de aquisição geral sobre as acções representativas do capital social do Banco Comercial dos Açores, SA.

Assim, em 3 de Dezembro de 2003, a Banif Comercial – SGPS, S.A. adquiriu, em sessão especial de bolsa, na qual foram apurados os resultados da oferta pública de aquisição por si lançada, 2.502.737 acções do Banco

Comercial dos Açores, SA, passando a deter, directamente, 10.327.010 acções representativas de 99,5% do capital social do Banco Comercial dos Açores, SA, tendo deliberado recorrer ao mecanismo de aquisição potestativa de 51.463 acções do referido Banco, nos termos previstos no artigo 194º do Código dos Valores Mobiliários.

No âmbito do que poderemos considerar uma 2ª fase do processo de reestruturação do Grupo Banif e que tem por objectivo a melhoria da eficiência do planeamento e gestão do Grupo, a Banif SGPS, SA deliberou alienar, à Banif Investimentos SGPS, SA, 15,2 % do capital social da Banif Comercial SGPS, SA, tendo o respectivo contrato sido celebrado em 30 de Dezembro de 2003.

De referir, ainda, o aumento do capital social do Banif – Banco Internacional do Funchal (Cayman), Ltd, para USD 42 milhões, efectuado em Novembro, e o aumento, em € 25 milhões, do capital da Banif Finance, Ltd, realizado já em Dezembro, em ambos os casos através da emissão de acções preferenciais, sem direito a voto.

Em 15 de Janeiro de 2003 completaram-se 15 anos sobre a constituição do Banif – Banco Internacional do Funchal, SA, empresa fundadora do Grupo Banif. A assinalar este acontecimento, diversas iniciativas foram tendo lugar ao longo do ano, alcançando elevados níveis de receptividade tanto junto de Clientes como do público. Destacam-se, em particular, a conferência realizada, no próprio dia 15 de Janeiro, no Funchal, pelo Senhor Prof. Doutor Aníbal Cavaco Silva, subordinada ao tema "Para onde vai a economia portuguesa?", a qual suscitou o maior interesse, mas também os espectáculos e concertos levados a efeito quer no Funchal quer em Lisboa, bem como a segunda edição do Grande Prémio Banif de Pintura, ao qual concorreram mais de 300 artistas. De referir, ainda, as iniciativas no âmbito das comemorações do 15º aniversário do Banif – Banco Internacional do Funchal, SA realizadas junto das comunidades portuguesas no Brasil, África do Sul e Venezuela, as quais encontraram, sempre, o melhor acolhimento.

Em resultado da actividade desenvolvida em 2003 e não obstante o quadro envolvente pouco favorável, foi possível alcançar para a Banif SGPS, SA, em termos consolidados, um Resultado Líquido de 25,4 milhões de Euros e um Cash Flow de 95,9 milhões de Euros, que representam, face ao exercício anterior, aumentos de 21,5% e de 15,1% , respectivamente.

Trata-se de resultados que, naturalmente, reflectem o desempenho positivo do nosso Grupo na sua globalidade, o qual, estamos certos, irá prosseguir, para o que continuaremos a contar com o empenhamento e a competência dos nossos Colaboradores, a cujo contributo presto o meu reconhecimento, e, igualmente, com a confiança dos Clientes que nos distinguem com a sua preferência, a quem, sempre, procuraremos servir melhor.

HORÁCIO DA SILVA ROQUE

Presidente do Conselho de Administração

DIAGRAMA DE PARTICIPAÇÕES DO GRUPO BANIF em 31/12/2003

A percentagem de controlo de capital votante é de 100%, sendo o capital social constituido por 26,000.000 de acções ordinárias de valor nominal USD 1 e 16,000.000 de acções preferenciales sem voto, de vabor nominal de USD 1. Preferenciales sem voto, de vabor nominal de USD 1. 30/12/2003 toi cabibrada a escritura de fusão por incorporação da Banif Imo na Banifundos, com produção de efeitos jurídicos a 01/01/2004.

(e

A percentagem de controlo de capital votante é de 100%, sendo o capital social constituído por 1.000 aoções ordinárias de valor nominal unitário de USD 1 e 5.000 aoções preferenciais sem voto de valor nominal unitário de UR 1.

Redes de Distribuição do Grupo Banif

Pontos de Venda em 31/12/2003

Continente Madeira Açores Estrangeiro Total
Banif Comercial 151 37 54 9 251
1. Banif 145 36 0 1 182
- Agências 117 32 0 0 149
- Centros de Empresas//Clientes (1) 19 2 0 0 21
- Call Centre 1 0 0 0 1
- S.F.E. 0 2 0 0 2
- Outros (2) 8 0 0 1 9
2. BCA 1 0 54 4 59
- Agências 1 0 44 0 45
- Centros de Empresas 0 0 5 0 5
- S.F.E. 0 0 1 1 2
- Outros 0 0 4 3 7
3. Banif Leasing/Banif Crédito 5 1 0 0 6
4. Banif-Primus (3) 0 0 0 4 4
Banif Seguros 39 1 19 0 59
1. CSA 39 1 19 0 59
Banif Investimentos 2 1 1 5 9
1. Banif-Cayman 0 0 0 1 1
2. Banif Banco de Investimento 2 1 1 0 4
3. Outros (4) 0 0 0 4 4
TOTAL 192 39 74 14 319

(1) Inclui Delegações e Equipas Residentes

(2) Inclui, no Continente, 7 Delegações de Particulares e 1 loja de habitação e, no Estrangeiro, 1 Escritório de Representação (Venezuela)

(3) Inclui a Banif Primus Corretora e a Banif Primus Asset Management

(4) Inclui a Banif Securities, Banif Brasil, Banif Financial Services e Banif Mortgage Company

RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

I. ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO

1. Conjuntura Internacional

A conjuntura política e macroeconomica internacional foi marcada em 2003 pelos seguintes factos essenciais:

  • Instabilidade política decorrente da guerra no Iraque e do processo de manutenção de paz subsequente;
  • Confirmação das perspectivas de retoma económica nos principais blocos mundiais, com liderança dos Estados Unidos;
  • Manutenção de políticas monetária e orçamental expansionistas na generalidade das economias, destinadas a sustentar a recuperação e contrariar os riscos de deflação;
  • Agravamento dos défices comercial e orçamental nos Estados Unidos e violação por alguns países do Pacto de Estabilidade e Crescimento na União Europeia;
  • Forte correcção do Dólar norte-americano em relação ao Euro e ao Iene;
  • Inversão de tendência nos mercados accionistas, que registaram o primeiro ano positivo desde 1999;
  • Manutenção do ciclo de acentuada valorização de activos reais, nomeadamente da generalidade das commodities e do imobiliário nas economias mais desenvolvidas;
  • Diminuição significativa dos spreads das obrigações de empresas, reflectindo as expectativas de retoma ao nível macro e de melhoria de rendibilidade das empresas;
  • Escândalos contabilísticos em empresas europeias (Ahold, Addeco e Parmalat entre outras), na sequência do que ocorrera anteriormente nos Estados Unidos;
  • Reforço da relevância da China no panorama económico internacional, o que potenciou algumas tensões comerciais com os Estados Unidos

O agravamento da instabilidade geo-política do final de 2002 culminou em Março com a entrada de uma força militar liderada pelos Estados Unidos da América (EUA) no Iraque e o início de uma guerra que decorreu ao longo de três semanas, para terminar oficialmente em 1 de Maio. Por outro lado, depois dos escândalos empresariais que dominaram a realidade norte-americana em 2002, o exercício de 2003 registou situações idênticas na Europa, nomeadamente na Ahold e na Parmalat.

Nos EUA o esforço de guerra e de manutenção da paz no Iraque ao longo de 2003 levou à aprovação de um pacote de financiamento de USD 87.000 milhões em Outubro. Este esforço foi conjugado com uma política fiscal expansionista, centrada em agressivas reduções de impostos, cuja implementação se iniciou em 2002, e com a manutenção da política monetária por parte da Reserva Federal norte-americana. O Fed voltou a cortar a sua taxa de referência (Fed Funds Rate) em 25 pontos base, o que eleva a redução acumulada desde 2001 para 550 pontos base, dos 6,5% para o 1% actual.

Apesar dos estímulos fiscais e monetários verificados ao longo de 2003 o primeiro trimestre do ano esteve muito condicionado pela instabilidade geopolítica e o início da guerra. Desta forma, o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan atingiu o seu mínimo em Março nos 77,6, tendo depois verificado uma recuperação assinalável até ao final de 2003, para terminar o ano nos 92,6.

O índice de confiança na indústria medido pelo ISM (Institute for Supply Management) teve evolução idêntica, passando de um mínimo nos 45,4 em Abril para 66,2 em Dezembro. Assim, o Produto Interno Bruto (PIB) nos EUA deverá ter registado uma taxa média de crescimento anual (TMCA) de 4,3%, melhor que os 2,2% do ano anterior e os 0,3% de 2001. Com a recuperação nos EUA a pautar a tendência da economia mundial, esta deverá ter registado uma TMCA de 3,2% em 2003, ligeiramente superior aos 3% de 2002 e bastante melhor que os 2,4% verificados em 2001.

Na Zona Euro a tendência de recuperação não é tão clara como nos EUA, uma vez que o crescimento do PIB (a preços constantes) dever-se-á ter situado nos 0,6% em 2003, abaixo dos 0,9% registados em 2002. Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego continuou a sua subida para os 9,1% em 2003, comparado com os 8,4% de 2002 e os 8% de 2001. Assim, conjugando a evolução económica com a incerteza geopolítica do primeiro trimestre de 2003, os níveis de confiança dos produtores e consumidores europeus atingiram os

seus mínimos em Março, tendo depois recuperado ao longo do ano. Neste contexto, o IFO na Alemanha atingiu o seu mínimo nos 87,4 em Março e recuperou até Dezembro para os 96,8.

Depois de dois anos de quase estagnação, com crescimentos do PIB de 0,2% em 2002 e –0,4% em 2001, o PIB no Japão deverá ter apresentado em 2003 os primeiros sinais concretos de recuperação, com um crescimento estimado de 2%. No entanto, a recuperação no crescimento não deverá ter tido tradução em termos de taxa de desemprego, que terá atingido o seu máximo histórico de 5,5% em 2003, depois de 5,4% em 2002 e 5% de 2001.

As principais economias asiáticas (ASEAN) registaram um abrandamento no crescimento económico, prejudicadas pela quase paralisação económica registada nos primeiros meses do ano devido à pneumonia atípica. Assim, depois de terem registado uma TMCA no PIB a preços constantes de 4,8% em 2002, o crescimento estimado para 2003 é de 2,3%. Apesar de penalizada pelos efeitos da pneumonia atípica no início do ano, a China deverá ter registado um crescimento do PIB de 7,5%, apenas 50 pontos base inferior ao registado em 2002 e igual ao de 2001. Este crescimento explosivo potenciou as tensões comerciais com o Resto do Mundo, nomeadamente com os Estados Unidos.

As economias da Europa de Leste devem ter registado um crescimento no seu PIB de 3,4% , comparado com os 3% de 2002 e 3,1% de 2001. Esta recuperação prende-se, em parte, com a aproximação da entrada na União Europeia por parte de alguns países. A Rússia, por seu lado, deverá ter atingido um crescimento de 6% no seu PIB, que comp ara com os 4,3% e os 5% registados em 2002 e 2001, respectivamente.

Os anos de 2001 e 2002 foram anos conturbados na América Latina. De um lado estiveram os graves problemas financeiros na Argentina em 2001, e do outro, a incerteza que perdurou durante o período eleitoral no Brasil e a instabilidade social e política na Venezuela em 2002. Assim, embora os primeiros meses de 2003 tenham sido ensombrados pela instabilidade que havia marcado o ano anterior, registou-se uma estabilização e progressiva recuperação ao longo do período.

A referida estabilização deverá ter permitido que os países -membros do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Chile) tenham registado um crescimento do PIB a preços constantes de 2,2% , depois de um decréscimo de 1,1% em 2001 e de se ter mantido inalterado em 2002. No entanto, esta evolução em 2003 não foi tão favorável ao nível da economia brasileira, cujo PIB deverá ter registado uma TMCA de apenas 1,5%, igual à registada em 2002 e ligeiramente acima dos 1,4% de crescimento em 2001. Tal evolução foi potenciada essencialmente pela desvalorização de 34,7% do Real em relação ao USD ocorrida em 2002 e que, apesar da incerteza vivida, então sustentou o crescimento da economia brasileira. Ao mesmo tempo, a estabilização política e económica permitiu uma revalorização de 22,4% do Real em relação ao USD em 2003, o que, de alguma forma, limitou o crescimento neste ano.

A recuperação generalizada na economia mundial que se verificou em 2003 levou a uma subida generalizada nos preços, embora moderada. Esta evolução foi condicionada pelo preço médio do crude, que, depois de se ter mantido quase inalterado em 2002, registou um aumento de 18,7% em 2003 para USD 31,06/barril. Esta evolução resultou não só da recuperação económica, tendo sido também muito condicionada pela guerra no Iraque e pelo corte de produção da OPEP em Outubro.

Na Zona Euro a taxa média de inflação dever-se-á ter cifrado em 2%, ( ao nível do objectivo fixado pelo Banco Central Europeu) e abaixo dos 2,3% e 2,4% registados em 2002 e 2001, respectivamente. Esta evolução favorável deveu-se essencialmente à valorização de 20,0% do Euro em relação ao USDólar ao longo do ano. Desta forma, a desvalorização do Dólar em relação às principais moedas levou a uma evolução distinta nos EUA, com a taxa de inflação a ascender dos 1,6% de 2002 para os 2,1% em 2003.

Depois de dois anos com políticas já claramente expansionistas, os bancos centrais norte-americano e europeu ao longo de 2003 seguiram uma política ainda mais acomodativa. Mais especificamente, a Reserva Federal norte-americana reduziu a sua taxa directora, o Fed Funds Rate, nuns modestos 25 pontos base ao longo de 2003, para 1%, que compara com a redução de 50 pontos base em 2002 e de 475 pontos base em 2001. O Banco Central Europeu cortou a sua taxa directora em mais 75 pontos base, dos 2,75% no início

do ano, para terminar o ano nos 2%. Esta redução veio reforçar os cortes de 50 pontos base em 2002 e de 150 pontos base em 2001, colocando as taxas de juro da zona Euro em mínimos históricos.

2. Conjuntura Nacional

A crise de confiança que começou a afectar a economia portuguesa no final de 2001 prolongou-se até meados de 2003, com os seus efeitos a serem ampliados pelas medidas de contenção orçamental implementadas pelo Governo português, de forma a conseguir cumprir os objectivos em termos de défice do Pacto de Estabilidade e Crescimento. No entanto, a partir da segunda metade de 2003 os índices de confiança, quer dos consumidores, quer dos produtores nacionais, apresentaram uma ligeira recuperação.

Assim, depois de um abrandamento já muito significativo em 2002, o PIB a preços constantes deverá ter registado um decréscimo de 0,8% em 2003, que compara com uma TMCA de 0,4% em 2002 e 1,6% no ano anterior. Tal como já sucedera em 2002, Portugal voltou a observar uma evolução do PIB significativamente abaixo da média da Zona Euro (que, como se referiu, deverá ter registado uma TMCA de 0,5% em 2003). A redução do PIB português foi o resultado da deterioração conjugada do consumo privado, do consumo público e do investimento. Mais especificamente, o crescimento do consumo privado que em 2002 tinha já observado um abrandamento significativo para os 0,6%, deverá ter registado um decréscimo de 1%, no que foi acompanhado por idêntico decréscimo no consumo público. O investimento, por seu turno, que já tinha observado uma contracção de 5,3% em 2002, deverá tê-la agravado para 9%. As exportações portuguesas, com um aumento de 2,5%, foram assim o agregado com a contribuição mais positiva para a evolução do PIB português.

Como seria de esperar pela evolução do PIB, e mais concretamente pela evolução do investimento ao longo de 2003, a taxa de desemprego em Portugal deverá ter-se situado em 6,5% em 2003, bastante acima dos 5,1% e m Dezembro de 2002 e dos 4,1% no final do ano anterior.

A acompanhar a redução no consumo interno, quer privado quer público, e a beneficiar da valorização do Euro em relação ao Dólar, esteve o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) que deverá ter registado um aumento de 3,1%, comparado com os 3,7% de 2002 e os 4,1% de 2001.

Apesar da valorização do Euro contra o Dólar, a economia portuguesa começou a beneficiar da retoma económica que se começou a fazer sentir nos países da Zona Euro, principais parceiros comerciais de Portugal. Assim, e apesar da recessão que o país atravessou, a Balança de Transacções Correntes registou uma melhoria no seu défice, dos 7,1% do PIB registados em 2002 para os 4,9% em 2003.

3. Sistema Financeiro

3.1 Situação Global

Com o país a atravessar uma recessão económica ao longo de 2003 e a implementação de programas de racionalização de estruturas dos grupos financeiros nacionais, o sector bancário nacional focou-se essencialmente no controlo do risco de crédito, na redução dos custos de funcionamento e na diversificação das fontes de proveitos.

A situação económica em Portugal levou a um abrandamento no crescimento do crédito concedido, especialmente no crédito à habitação, não obstante as taxas de juro se manterem a níveis historicamente baixos.

Apesar do abrandamento da economia portuguesa ser já um facto em 2002, este não se fez sentir ao nível do crédito à habitação, que cresceu 13,5% nesse período, comparado com os 13% do ano anterior. Esta evolução deveu-se sobretudo ao fim do crédito bonificado pelo Estado, que levou a um aumento do recurso ao crédito no período imediatamente anterior. Assim, e apesar das taxas de juro terem continuado a sua tendência decrescente ao longo de 2003, o crédito à habitação registou um crescimento bastante mais moderado nos 8,7% até Outubro.

O crédito ao consumo registou um movimento inverso. Depois de ter registado um decréscimo em 2001, quando se iniciou a crise de confiança em Portugal, e de crescer 2,6% em 2002, viria a aumentar cerca de 7,8% até Outubro. Esta recuperação poderá ser explicada não só pela continuação do decréscimo das taxas de juro, mas também como forma de compensar a quebra no poder de compra dos portugueses, através de um maior recurso ao crédito, à medida que os Índices de Confiança do Consumidor iniciavam uma retoma. Assim, e em termos globais, o crédito concedido em Portugal cresceu 6,6% até Outubro de 2003, comparado com o crescimento de 12,1% em 2002 e de 10,3% no fim do ano anterior.

3.2 Mercados de Acções

A resolução rápida da guerra no Iraque permitiu uma redução significativa na incerteza que vinha a penalizar os mercados financeiros desde o final de 2002. Por outro lado, e influenciados pela melhoria nos índices de confiança, quer dos consumidores quer dos produtores, os dados económicos começaram a apresentar os primeiros sinais de recuperação. Assim, na segunda metade de 2003 as empresas começaram a beneficiar desta retoma, ao apresentarem uma melhoria significativa nos seus resultados, e, pela primeira vez em três anos, nas suas receitas. Desta forma, impulsionados ainda pela liquidez abundante no sistema financeiro, os principais índices mundiais registaram uma valorização significativa no período.

Nos EUA, depois de três anos consecutivos de quedas, o Dow Jones registou uma valorização anual de 25,3%, (ou 38,9% em relação ao mínimo atingido em Março) que compara com as desvalorizações de 16,8% e de 7,1% registadas em 2002 e em 2001. O NASDAQ Composite ganhou 50% em relação a 2002, quando tinha registado uma queda de 31,5% nesse ano, enquanto o S&P 500 apresentou uma valorização de 26,3% em relação a 2002, após a queda de 23,4% em 2002.

Na Europa os sinais de inversão também foram claros, impulsionados pela retoma observada nos EUA, mas especialmente pela superação dos principais factores que levaram às desvalorizações de 2000/2002. A instabilidade que se tinha verificado na América Latina foi ultrapassada, ao mesmo tempo que as restruturações levadas a cabo para reduzir o nível de endividamento de algumas empresas começavam a surtir efeito. Tal como nos EUA, também as empresas europeias começaram a apresentar melhorias consistentes nos seus resultados.

O EuroStoxx50 valorizou-se 15,7% no período, depois de uma desvalorização de 37,3% em 2002, enquanto o PSI20 se valorizou 15,7%, contra uma queda de 25,6% em 2002. Em Espanha o IBEX35 registou um aumento de 32,2%, comparado com um decréscimo de 28,1% no ano anterior, enquanto o FTSE-100, e o DAX30 registaram crescimentos de 14,8% e 37,1%, respectivamente, depois das diminuições de 24,5% e 43,9% em 2002. O mercado japonês registou uma valorização de 24,5%, após a desvalorização de 18,6% registada em 2002*.*

Apesar das valorizações registadas nos principais índices a nível mundial, só no final de 2003 se começou a verificar uma recuperação no número de Ofertas Públicas de Venda (OPV); no entanto, no mercado português, apenas ocorreu a OPV da Gescartão. Desta forma, as sessões normais de bolsa na Euronext Lisboa registaram um total de transacções de €19 mil milhões, que representa um decréscimo de 12,3% em relação aos €21,7 mil milhões do ano anterior, mas já inferior à redução de 28,7% observada em 2002. Esta evolução prende-se essencialmente com a manutenção de uma elevada aversão ao risco por parte dos investidores, que resultou das desvalorizações dos principais índices mundiais ao longo de três anos consecutivos. Assim, o mercado accionista continuou a perder peso no total de transacções nas sessões normais de bolsa, reduzindo-se dos 91,5% de 2002 para 85% em 2003.

3.3 Mercados Monetário e Cambial

Apesar do estreitamento do diferencial de taxas de juro entre as curvas de rendimentos do Dólar e do Euro, o USD continuou a desvalorizar-se em relação ao EUR. Esta evolução deveu-se em grande parte ao agravamento do défice da Balança Comercial norte-americana, bem como ao aumento do défice orçamental nos EUA, resultante por um lado dos pacotes fiscais expansionistas, mas essencialmente da presença no Iraque. Assim, o USD desvalorizou-se 20% em relação a Dezembro de 2002, dos 1.049 USD por Euro para 1.259 no final do ano.

A continuação das políticas expansionistas por parte do BCE e do FED, em conjunto com uma melhoria nos dados económicos, que levou a uma expectativa acrescida de recuperação sustentada, permitiu que a curva de rendimentos da Euribor passasse de invertida em 31 de Dezembro de 2002 a positivamente inclinada em Dezembro de 2003. Assim, a Euribor a 1 e 3 meses reduziu-se dos 2,898% e 2,865% em 31 de Dezembro de 2002 para 2,101% e 2,124% no final de 2003, respectivamente. Ao mesmo tempo, as taxas de referência a 6 meses e 1 ano registaram uma redução menos acentuada de 63,6 e 34,4 pontos base, para 2,168% e 2,305%, respectivamente, no final de 2003.

3.4Mercados de Obrigações

A referida melhoria na confiança dos co nsumidores e produtores, em conjunto com os dados económicos a apontarem para uma retoma sustentada da economia, e com a continuação de uma política expansionista por parte dos bancos centrais europeu e norte-americano, levaram também a um aumento da inclinação das curvas de rendimento (yield curves).

Apesar do corte de 25 pontos base na Fed Funds Rate a rendibilidade das obrigações do Tesouro norteamericano a 2 anos aumentou 22 pontos base, dos 1,61% em 31 de Dezembro de 2002 para 1,83% no final de 2003.

O fim do conflito no Iraque, em conjunto com a evolução das perspectivas em relação à recuperação económica nos EUA, levou a um aumento superior das taxas a 10 anos. Assim, a taxa de juro a 30 anos registou uma subida de 30 pontos base para 5,08%, ligeiramente inferior ao aumento de 43 pontos base registado nos 10 anos para 4,25%, mas bastante superior referidos 22 pontos base de acréscimo nas taxas a 2 anos.

Como seria de esperar a mesma tendência foi seguida na Zona Euro, apesar de o BCE ter prosseguido uma política de corte das suas taxas directoras um pouco mais agressiva que o Fed. Assim, tendo terminado 2002 com um diferencial de taxas de juro entre as duas economias (Zona Euro versus EUA) a 10 anos de 35 pontos base, um ano depois este diferencial era de 4 pontos base, enquanto nos 2 anos passou de 111 para 77 pontos base.

Apesar dos efeitos da recuperação económica não serem ainda muito evidentes em Portugal, as taxas de juro seguiram a mesma evolução que as da Zona Euro; no entanto, o diferencial na taxa de juro a 10 anos em relação à Alemanha aumentou ligeiramente, dos 13 pontos base de 2002 para 15 pontos base em Dezembro de 2003.

3.5Mercado de Retalho

Tal como aconteceu nas curvas de rendimentos o mercado de retalho testemunhou uma redução nas taxas de juro. Mais especificamente, as taxas em operações activas entre 181 dias e 1 ano a empresas não financeiras desceram dos 5,1% em Novembro de 2002para 4,52% em Outubro de 2003.

No mesmo período, as taxas de juro activas para prazos superiores a 5 anos com particulares (reflectindo maioritariamente o crédito à habitação) observaram um decréscimo de 4,9% para os 3,87% em Outubro de 2003. Por outro lado, as taxas de juro médias nos depósitos a prazo com prazos até 1 ano reduziram-se de 2,9% no final de 2002 para 2% em Outubro, enquanto a mais de 1 ano o decréscimo foi mais marcado para 1,8% em Outubro de 2003, dos 3,1% de Dezembro de 2002.

II. ACTIVIDADE DO GRUPO BANIF EM 2003

A actividade do Grupo, consubstanciada na actividade desenvolvida pelas sociedades que o integram, encontra-se descrita nos pontos que se seguem.

1. BANIF SGPS, SA

Durante o exercício de 2003 a sociedade centrou a sua actividade na gestão das suas participações financeiras e na reestruturação das participações e do endividamento em que incorreu no âmbito do processo de reestruturação verificado no Grupo no 1º trimestre de 2002.

Ao nível da reestruturação das participações, alienou no final do ano de 2003, um total de 8.512.000 acções, representativas de 15,2% do capital social da Banif Comercial SGPS, SA, à sociedade Banif Investimentos SGPS, SA, ao preço de EUR 5,90 por acção, cujo valor resultou de uma avaliação independente efectuada pela sociedade Manuel L. Brito & Associados, que permitiu apurar uma mais valia, apenas registada ao nível das contas individuais da Sociedade, de 7.407,3 milhares de Euros.

Para efeitos de reestruturação do endividamento, a sociedade procedeu à emissão, em 31 de Março de 2003, de um empréstimo obrigacionista de 50.000 obrigações de valor nominal de EUR 1.000,00, no total de EUR 50 milhões cujo vencimento ocorrerá em 2006 e a emissão de um outro empréstimo obrigacionista em 15 de Dezembro de 2003, de 700.000 obrigações, de valor nominal de EUR 100,00, no total de EUR 70 milhões.

Tendo em vista a especialização das actividades e a obtenção de uma maior eficiência económica / financeira, procedeu-se a uma operação de alienação dos imóveis afectos ao serviço pelo Banif – Banco Internacional do Funchal, SA e pelo Banco Comercial dos Açores, SA, à sociedade participada Banif Imobiliária, SA, sociedade com vocação para a gestão e promoção de imóveis.

Em consequência, a sociedade Banif SGPS, SA, concedeu um financiamento a título de suprimentos no montante de EUR 103.500 milhares, à sociedade Banif Imobiliária, SA.

A sociedade participada Banif Comercial SGPS, SA, procedeu ao pagamento parcial de EUR 8 milhões relativo a um financiamento obtido a título de suprimentos.

Esta sociedade efectuou, em 30 de Dezembro de 2003, uma distribuição antecipada de dividendos de EUR 0,09 por acção, no montante global de EUR 5.040 milhares. Incluiram-se ainda, nas contas de 2003, os dividendos aprovados pela Banif Seguros SGPS, SA, no montante de EUR 1.677,6 milhares, nos termos do IAS nº18.

No que se refere aos principais indicadores, o Activo Líquido da Sociedade elevava-se, em 31 de Dezembro de 2003, a EUR 424.392,8, milhares contra EUR 384.334,1milhares no período homólogo de 2002, tendo sido apurado um Resultado Líquido de impostos de EUR 12.442,7 milhares, enquanto no final de 2002 se apurou um prejuízo de EUR 1.083,2 milhares.

Os capitais próprios da Sociedade elevavam-se no final do ano a EU R 282.293,6 milhares, enquanto em 31 de Dezembro de 2002, ascendiam a EUR 280.138,7 milhares.

Em virtude da celebração de um contrato - promessa de aquisição de 799.793 acções representativas de 1,99% do capital social da Banif - SGPS, S.A., ao preço unitário de EUR 5,00 (cinco Euros), a Rentipar – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A.? ultrapassou, nos termos do artº 20º do Código dos Valores Mobiliários, 50% do capital social e dos direitos de voto da Banif SGPS, S.A., ficando obrigada ao

? Por escritura pública de 11/12/2003, a sociedade Rentipar SGPS, SA alterou a sua denominação social para Rentipar Financeira SGPS, SA

lançamento de Oferta Pública de Aquisição sobre a totalidade das acções representativas do capital social da Banif – SGPS, S.A..

Na sequência da referida referida Oferta Pública, a Rentipar – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. passou a deter uma participação superior a 2/3 do capital social da Banif – SGPS, S.A..

Em consequência da obrigatoriedade de lançamento de Oferta Pública Geral de Aquisição sobre as acções da Banif SGPS, SA, a Rentipar SGPS, SA ficou igualmente obrigada ao lançamento de Oferta Pública Geral de Aquisição sobre as acções emitidas pelo Banco Comercial dos Açores, SA, a qual viria a ser lançada pela Banif Comercial SGPS, SA, como adiante se refere.

1.1 BANIF COMERCIAL SGPS, SA

No âmbito do seu objecto social esta sociedade concentrou o desenvolvimento da sua actividade na gestão das suas participações sociais.

Em 25 de Fevereiro de 2003 adquiriu 5% do capital social do Banco Banif Primus, SA pelo preço global de 626 milhares de Euros, passando a deter uma participação no Banco de 75%.

Como foi oportunamente divulgado, durante o exercício de 2003 ocorreram as Ofertas Públicas de Aquisição da Rentipar – SGPS, SA sobre a totalidade das acções da Banif SGPS, SA e da Banif Comercial SGPS, SA sobre a totalidade das acções do Banco Comercial dos Açores, SA, em substituição da Rentipar SGPS, SA.

Neste sentido a Banif Comercial SGPS, SA, lançou em 14 de Novembro de 2003, uma Oferta Pública de Aquisição sobre a totalidade das acções representativas do capital social do Banco Comercial dos Açores, SA (BCA), ao preço de EUR 6,00 por acção.

Em sessão especial de Bolsa realizada no dia 3 de Dezembro de 2003, a sociedade adquiriu 2.502.737 acções do BCA.

Porém, durante o exercício de 2003, a Banif Comercial adquiriu fora do processo da OPA, mais 153.080 acções do capital do BCA, passando a deter, em 31 de Dezembro de 2003, um total de10.334.178 acções representativas de 99,57% do capital social daquele Banco.

Em consequência da participação financeira ultrapassar 90% do capital social do BCA, o Conselho de Administração da Banif Comercial SGPS, SA, nos termos do disposto no artº 195º do Código dos Valores Mobiliários, deliberou no final do exercício que se proceda à aquisição potestativa das 51.463 acções remanescentes ao valor de EUR 6,00 por acção, ou seja, igual à contrapartida oferecida por cada acção no âmbito da Oferta Pública de Aquisição Obrigatória lançada em 14 de Novembro de 2003.

Tendo como objectivo a diversificação e a complementaridade dos negócios do Grupo, esta sociedade adquiriu 70% do capital social da Sky Rent – Aluguer, Gestão, Compra e Venda de Veículos Automóveis, Lda, a qual foi transformada em sociedade anónima, passando a denominar-se Banif Rent – Aluguer, Gestão, Compra e Venda de Veículos Automóveis, SA.

Numa óptica de racionalização da sua tesouraria, a sociedade liquidou, em 5 de Maio de 2003, à sociedademãe Banif SGPS, SA o montante de EUR 8 milhões, de um financiamento obtido a título de suprimentos no montante total de EUR 51 milhões.

Porém e face aos investimentos que teve que efectuar, obteve, ainda em 2003, dois financiamentos de apoio à tesouraria, junto do Banif – Banco Internacional do Funchal, SA e da Rentipar – SGPS, SA, nos montantes de EUR 12 milhões e EUR 5milhões, respectivamente.

Durante o exercício recebeu dividendos das sociedades participadas Banif – Banco Internacional do Funchal, SA, Banco Comercial dos Açores, SA, Banif Leasing, SA, Banif Crédito SFAC, SA e Banco Banif Primus, SA, no valor total de 12.332 milhares de Euros.

O Activo Líquido da Sociedade ascendia, no final de 2003, a 355.272 milhares de Euros (contra 334.924 milhares de Euros em 31/12/2002), tendo obtido um Resultado Líquido de Impostos de 12.219 milhares de Euros (1.199 milhares de Euros em 2002).

A sociedade não dispunha, no final de 2003, de um quadro de pessoal próprio.

1.1.1 Banif – Banco Internacional do Funchal, SA

1. Negócio na Região Autónoma da Madeira

A actividade do Banco em 2003, na Região Autónoma da Madeira (RAM), foi desenvolvida num contexto de alguma reanimação da economia regional, marcada por vários factores de sinal contrário, dos quais se destacam, pela positiva, o forte investimento público e a retoma do sector imobiliário e, pela negativa, a quebra no consumo privado, associada ao elevado grau de endividamento das famílias, à instabilidade social e política na Venezuela e na África do Sul, principais centros de emigração madeirense, e à continuada depreciação do Dólar face ao Euro.

O impacto do forte investimento do sector público, grande dinamizador da economia regional, teve os seus principais reflexos a partir do 2.º Semestre de 2003 com o arranque da fase final do actual programa governamental 2000-2004.

O crescimento dos recursos de Clientes da Direcção Comercial da RAM (DCRAM) foi de apenas 2%, conseguido sobretudo através do crescimento verificado ao nível dos recursos de residentes, dado que os recursos de não-residentes foram fortemente influenciados pela evolução negativa do Dólar e pela diminuição das remessas de emigrantes.

O crédito concedido voltou a registar um forte crescimento (+13%), reflexo da importante contribuição do Banco para a economia da Região. É de salientar que esta evolução se refere a crédito ao investimento, dado que os valores de crédito ao consumo sofreram uma forte desaceleração, apresentando no final do ano uma evolução negativa.

Ao longo dos últimos 12 meses foi possível intensificar a acção comercial, com melhorias acentuadas de qualidade, eficiência e rapidez de serviço, e consequente reforço do grau de satisfação e fidelização dos clientes.

Com o objectivo de proporcionar melhores condições de atendimento na Rede de Agências (RERAM) e aproximar o Banco dos Clientes, executaram-se obras de remodelação nas Agências da Quinta Deão e Caniço.

No seu 2º ano de plena actividade, o Banif Privado (CPIRAM) com a sua actividade orientada fundamentalmente para o segmento médio/alto dos clientes, atingiu níveis de satisfação elevados, traduzidos por uma forte captação e recuperação de clientes.

A actividade do Centro de Empresas (CERAM), orientada por critérios de segurança, rentabilidade e melhoria de qualidade de serviço, permitiu alargar ainda mais a base de Clientes, consolidando a nossa posição de liderança.

A venda cruzada de produtos das várias empresas do Grupo, atingiu patamares ainda mais elevados, reflexo da boa implantação do Banco e de uma forte atitude comercial virada para o aumento do grau de penetração de produtos por cliente, permitindo acréscimos de rendibilidade e de fidelização.

Com o objectivo de reforçar a nossa capacidade de intervenção e a nossa quota no crédito à habitação, procedeu-se à criação do Núcleo de Canais Agenciados (NCA), com o objectivo de proporcionar aos Promotores Imobiliários com protocolo de cooperação com o Banco e aos Clientes, um melhor serviço, com qualidade acrescida e assente na rapidez de decisão e execução processual. Ainda como reflexo desse objectivo, o Banif abriu no Funchal, em 15/03/2003, a Loja Habitação, cuja qualidade e conveniência é hoje reconhecida pelo mercado.

Em Abril de 2003 foi lançado um produto de Crédito ao Consumo denominado "Crédito Pessoal – Cliente Ponto de Venda – Banif RAM", comercializado directamente pelos Lojistas da Rergião. Este produto, inovador no mercado, teve por principal objectivo facilitar aos nossos Clientes a aquisição de bens e serviços nas lojas aderentes.

A nível institucional, aprofundaram-se os protocolos de cooperação celebrados com o Governo Regional da Madeira e autarquias no âmbito dos serviços de empresas na área da saúde, educação, desporto, construção civil e obras públicas.

Na sequência de uma actividade orientada pelo importante papel que desempenhamos na RAM e pelo conhecimento profundo dos nossos clientes, promovemos e apoiámos diversos eventos científicos, desportivos e culturais, de entre os quais é de destacar o Torneio de Golfe Banif, o "Prémio Zarco", o 2º Encontro de Gerações (realizado em Caracas junto da comunidade madeirense na Venezuela) e os patrocínios ao Clube Sport Marítimo e ao programa "Jogos Escolares" promovido pela Secretaria Regional de Educação.

Em termos globais, o desenvolvimento da actividade do Banco foi, também, marcado por uma forte concorrência, tendo-se, no entanto, invertido a tendência de estreitamento das margens financeiras de crédito, o que, aliado ao forte crescimento verificado, bem como ao forte acréscimo na cobrança de comissões, permitiu alcançar um aumento significativo no produto bancário, de 10 %, entre 2002 e 2003.

Variação 2003/2002
Crédito + 13 %
Recursos + 2%
Base de Clientes + 6 %

2. Negócio no Continente

2.1 Negócio no Segmento de Empresas

Durante o exercício de 2003 a Direcção de Centros de Empresas (DCE) prosseguiu a função tradicional de acompanhamento e gestão da sua carteira de empresas de pequena e média dimensão, através dos vários Centros (e Delegações) no Continente. Por outro lado, a DCE adoptou uma nova estratégia de colocação de produtos e de canal fornecedor de negócios para outras áreas do Banco, tendo, ainda, iniciado em 2003 a comercialização do factoring.

Com vista à maximização do contributo total em termos financeiros, foi mantida a orientação de crescimento moderado e cuidadoso na concessão de crédito e uma política agressiva na captação de recursos e na prestação de serviços, proporcionadora de comissões.

Dentro da sua área de negócio tradicional, a DCE manteve um estreito acompanhamento dos Clientes que evidenciaram sinais de alerta e prosseguiu o objectivo, traçado no início do ano, de minimizar os riscos da carteira de crédito, designadamente

  • Desmobilizando e reduzindo o envolvimento do Banco nos Clientes de maior risco;

  • Diversificando o risco e reduzindo o grau de concentração do crédito;

  • Diminuindo a exposição em alguns sectores onde a conjuntura desfavorável se fazia sentir com maior intensidade;

  • Captando novos clientes de comprovado bom risco.

Na área do cross -selling com outras empresas do Grupo, é de salientar:

  • O crescimento de 16,5% na colocação de leasing (mobiliário e imobiliário), face a 2002, enquanto o sector diminuiu –0,7%;
  • A ultrapassagem do objectivo de prémios de seguros em 254%;
  • Os volumes colocados em fundos mobiliários e em PPR's ao longo do ano, num total de 8,8 milhões de Euros e de 831 milhares de Euros, respectivamente.

Em 2003, a DCE assumiu dois novos objectivos: a colocação, nos seus Clientes, de outros produtos do Banco e a canalização de Clientes e negócios para outras Direcções Comerciais do Banco no Continente (DRA e DPAR), assumindo-se como um canal de venda indirecta.

Embora a nova estratégia tenha sido implementada só em Abril, os resultados alcançados podem considerar-se muito animadores, em especial ao nível da venda de cartões de crédito, adesão à Banif@st e indicação de potenciais Clientes para a Conta Gestão de Tesouraria e para o Banif Privado.

Em 2003 o Grupo Banif enriqueceu a sua gama de produtos financeiros, iniciando a comercialização do renting (através da nova empresa do Grupo, a Banif Rent), e do factoring.

Todo o desenvolvimento do projecto do factoring foi efectuado no âmbito da DCE. Aproveitando a experiência de alguns quadros do Banco e apoiado num software já experimentado, o Núcleo de Factoring arrancou com a comercialização do produto, desenvolvendo as tarefas necessárias quanto a preçário, análise de risco, formulários, normativos internos e formação das áreas comerciais, tendo-se conseguido celebrar os primeiros contratos e antecipado as primeiras facturas ainda em 2003.

Finalmente, importa referir a racionalização operada na DCE a Norte, tendo sido criados 3 novos Centros de Empresas:

  • Centro de Empresas do Vale do Ave, composto pelas Delegações de Guimarães e de Famalicão (anteriormente pertencente ao C. E. de Braga)
  • Centro de Empresas do Porto, composto pelas Delegações dos Aliados e de V. N. de Gaia
  • Centro de Empresas de S. João da Madeira.

Foram, por outro lado, extintos os Centros de Guimarães, Aliados e V. N. de Gaia, tendo a Delegação de Vila Real sido afecta ao Centro de Empresas da Maia (anteriormente no C.E. dos Aliados).

Como resultado de toda a acção comercial descrita, a DCE cresceu 7,5% no crédito, em termos médios, significando uma variação de 104 milhões de Euros, e 22,3% nos recursos, captando 87 milhões de Euros adicionais. Por sua vez, as comissões cresceram 8,2%, o que somado ao crescimento do contributo do crédito e dos recursos, representa um acréscimo no contributo total de quase 5,7 milhões de Euros, isto é, 13,1% mais do que em 2002.

Variação 2003/2002

Crédito +6,9%
(Saldo Médio)
Recursos + 22,3%
(Saldo Médio)
Base de Clientes + 11 %

2.2 Negócio no Segmento Alto de Particulares

No ano de 2003, procedeu-se a uma reorganização do negócio do Banif Privado, desenvolvido pela Direcção de Particulares de Alto Rendimento (DPAR) e dirigido ao segmento alto de particulares, que consistiu nomeadamente

  • na reorganização do negócio em apenas 2 Centros Banif Privado no Continente: um em Lisboa ( com uma delegação em Faro) e outro no Porto;
  • na redefinição do segmento alvo;
  • na criação de uma proposta de valor que visa evoluir na abordagem a este segmento com um serviço de aconselhamento e com uma gama de produtos e serviços que satisfaçam as necessidades financeiras globais dos Clientes.

Após a reorganização do Banif Privado, os actuais 13 Gestores Privados geriam, no final de 2003, cerca de 1.000 Clientes, com recursos de Balanço que ascendiam a EUR 503 milhões e crédito no montante de EUR 39 milhões. Estes valores encontravam-se em linha com o objectivo estabelecido.

Verificou-se um incremento no número médio de produtos por cliente no Banif Privado, fruto da estratégia de cross- selling, que se traduziu num elevado grau de envolvimento dos clientes com o Grupo Banif, aumentando o seu grau de fidelização.

Como aspecto que marcou o ano de 2003, salienta-se ainda a boa articulação alcançada com o Banif - Banco de Investimento, SA a qual permitiu um incremento significativo na distribuição de produtos de investimento:

  • A colocação de fundos de investimento mobiliários e imobiliários registou um crescimento assinalável, traduzido num acréscimo de cerca de 118% em termos de variação anual, totalizando 47,6 milhões de Euros em 2003.
  • A colocação de produtos estruturados atingiu um montante de EUR 62,5 milhões, o que reflecte igualmente um incremento de 54 % relativamente a 2002.

A via a prosseguir em 2004 assenta na consolidação da estratégia definida, na consolidação da base de Clientes e na melhoria da rendibilidade desta área de negócio, através do desenvolvimento de sinergias com as outras redes comerc iais do Grupo e da disponibilização de novos produtos e serviços financeiros.

A excelência na qualidade do serviço prestado continuará a ser a prioridade do Banif Privado.

2.3 Negócio no Segmento de Retalho

Durante 2003, a Direcção da Rede de Agências (DRA) manteve a sua principal vocação de venda de produtos e prestação de serviços, orientada essencialmente a particulares, profissionais liberais e pequenas empresas.

O papel principal na comercialização de produtos estratégicos (crédito imobiliário, Conta Gestão de Tesouraria, cartões e crédito pessoal) é assumido pelas Agências bem como a manutenção de um bom nível de captação de recursos e a exploração do potencial de cross-selling entre empresas do Grupo.

Actualmente, a DRA dispõe de uma estrutura composta por 117 Balcões, dos quais 6 tiveram o seu início de actividade durante o ano em apreciação - Alcântara, Fânzeres, Bragança, Fátima, Fafe e Senhora da Hora. Num contexto cada vez mais competitivo, uma especial atenção tem sido dada à imagem das Agências percebida pelos clientes, tendo sido efectuadas várias intervenções ao nível das instalações em ordem à modernização das mesmas.

Durante 2003 verificaram-se alterações importantes da DRA, nomeadamente a realocação de recursos humanos e a criação de duas novas áreas comerciais, permitindo optimizar as suas funções de acompanhamento e orientação às Agências. Com o objectivo de melhorar a qualidade da informação de gestão transmitida a rede comercial, foi também desenvolvido um sistema de informação de gestão, disponibilizado através da intranet do Banco. Em simultâneo, e com a colaboração da Direcção de Gestão Global de Risco, foi revisto e aprovado o novo Regulamento de Crédito para a DRA.

No ano em apreciação, a Direcção de Rede de Agências viu alargada a sua base comercial em cerca de 28.000 clientes novos, ao mesmo tempo que os recursos registaram uma variação positiva (+4%), tendo atingido o montante total de EUR 1.014 milhões. Relativamente ao crédito total, a DRA cresceu cerca de 12%, correspondendo a um aumento de EUR 152 milhões, destacando-se o crédito aos pequenos negócios com +10% e o crédito imobiliário com +16%. Em 31 de Dezembro, o valor global da carteira de crédito ascendia a EUR 1.397 milhões.

De salientar o esforço de colocação do serviço de banca electrónica Banif@st, numa perspectiva de aproximação do Banco aos Clientes e vice-versa, com redução dos custos de operação e que, neste momento, atinge já uma taxa de penetração de 40,7%.

Manteve-se durante o ano o reforço da interligação com o Gabinete de Canais Agenciados, potenciando-se, assim, a canalização de Clientes e de negócios para as Agências.

O produto bancário registou, em 2003, um crescimento de 15,5% relativamente ao ano anterior.

Variação 2003 / 2002

Crédito +12 %
Recursos + 4%
Base de Clientes +19,3%

2.4 Crédito Imobiliário

Durante o ano de 2003 assistiu-se a uma evolução positiva no negócio de crédito imobiliário no Banco, apesar da tendência de notório abrandamento por que passou toda a actividade ligada ao imobiliário.

A carteira de crédito imobiliário do Banco representava no início do ano transacto EUR 1.078 milhões (Continente: EUR 897,3 milhões e Madeira: EUR 180,7 milhões), correspondentes a aproximadamente 21.500 contratos.

Durante o corrente ano, fruto da produção verificada, a carteira do Banco teve um aumento de EUR 170,4 milhões, o que representa um acréscimo de 16% e permitiu um ligeiro aumento da quota de mercado.

O total sob gestão do Banif, incluindo a carteira securitizada, representava assim, no final do ano de 2003, EUR 1.248,4 milhões (Continente: EUR 1.031 milhões e Madeira: EUR 217,4 milhões) que correspondem a 24.519 contratos.

O saldo securitizado era no final do ano de EUR458,2 milhões.

Os resultados obtidos, tendo em atenção as condições económicas e a enorme agressividade que caracteriza este mercado, são bastante satisfatórios.

No que se refere às transferências de crédito, o Banif regista um saldo francamente positivo, o que demonstra a competitividade do produto disponibilizado pelo Banco e o empenho na captação de negócio a instituições concorrentes.

Aspecto relevante, que continuou a caracterizar este negócio, foi a concorrência entre os bancos que operam neste mercado, tendo sido evidente o esforço de todos os grupos financeiros em apresentar produtos competitivos a nível de preço, celeridade processual e inovação na cobertura das necessidades dos clientes.

Neste contexto, o Banif iniciou no começo do ano a comercialização de dois novos produtos com características específicas; o Crédito Habitação Jovem e o Crédito Habitação Sénior, nomeadamente no que respeita ao prazo (até 50 anos) e limite de idade (até aos 80 anos), respectivamente, o que permitiu compensar de alguma forma o fim dos regimes bonificados e conquistar negócio junto de um segmento etário mais avançado.

Já no final do ano, foi lançado um novo produto imobiliário com características inovadoras, a Linha Complementar Gestão de Tesouraria (LCGT), destinada aos profissionais liberais, empresários em nome individual e pequenas empresas.

2.5 Crédito a Particulares e Negócios

?? Cartões e outros Meios Electrónicos de Pagamento

O negócio de pagamentos electrónicos do Banif, nas suas vertentes de cartões, Terminais de Pagamento Automático (TPA's) e ATM´s, foi marcado pela conjuntura deprimida que afectou a economia portuguesa.

Assim, o número de cartões bancários existentes no mercado nacional deverá ter aumentado um pouco menos de 3% face a 2002, constituindo-se 2003 no ano de menor crescimento deste indicador desde há muito. Por outro lado, foi também notório o dinamismo comercial de vários operadores numa tentativa de conquistar quota através de pricings bastante agressivos e fortes campanhas de marketing.

Face a esta realidade, o aumento moderado de 5,4% do número de cartões do Banif pode ser interpretado como positivo, pois o Banco conseguiu assim, uma vez mais, um aumento da sua quota de mercado, ainda que ligeiro.

O produto que mereceu maior destaque foi o Cartão Excellence, cartão de crédito Visa Gold, cujo número aumentou 17% em relação ao ano anterior. Nos principais indicadores do negócio, destacam-se também os resultados financeiros obtidos decorrentes do crescimento no crédito gerador de juros, que subiu 27%.

No decorrer do ano, decorreram acções continuadas de direct marketing de venda cartões de crédito, sobretudo com recurso ao telemarketing.

O Banif participou activamente na campanha promocional da Visa em Portugal, subordinada ao tema "Dentro de 4 meses Poderá Conhecer a Fama de Hollywood", tendo um dos prémios sido atribuído a um Cliente Banif.

Apesar da conjuntura menos propícia, os subnegócios de TPA´s e ATM's registaram crescimentos muito positivos.

Nos TPA´s, a reorganização do modelo de negócio e a revisão do preçário permitiram que os proveitos líquidos gerados mais do que duplicassem, o que é bastante relevante dado o aumento, ainda assim muito positivo, do número de TPA´s, que cresceu apenas 17% face a 2002.

Na área de ATM's, continuou a aplicar-se o princípio da sua instalação em todas as novas Agências do Banco, tendo-se também prosseguido a sua instalação em locais de interesse situados fora das Agências. O número de ATM's subiu, assim, 7% face ao ano anterior. Os proveitos líquidos gerados pelo negócio registaram um acréscimo muito favorável, apresentando um crescimento de 34%.

Durante o ano, houve também lugar a uma profunda reorganização interna nesta área, tendo a Unidade de Cartões sido integrada no seio da então criada Direcção de Produtos.

?? Conta Gestão de Tesouraria

A área de "Pequenos Negócios", consubstanciada num produto integrado que é a Conta Gestão de Tesouraria, teve durante o ano de 2003 como principal objectivo o aprofundamento do grau de conhecimento da base de Clientes, com o inerente aumento do volume de negócio e da margem de contribuição financeira associada. Foi dado também um especial enfoque à melhoria do risco da carteira e tomadas acções específicas de actuação junto das situações em que se detectaram sinais de risco elevado.

A Conta de Gestão de Tesouraria, produto estratégico de referência do Banif, continua a ser a principal oferta do Banco para o segmento de pequenas empresas, profissionais liberais e de empresários em nome individual, sendo a sua distribuição, como anteriormente, baseada na Rede de Agências, na Rede Directa Banif (Call Center) e na Rede de Canais Agenciados. Manteve-se, igualmente, a preocupação de continuar

a subscrever protocolos com associações empresarias, para colocação directa deste produto junto dos associados daquelas.

Durante o período em análise assistiu-se a um crescimento do volume de crédito de cerca de 10,2%, o que se traduz num saldo final de carteira de EUR 226,8 milhões. Este total corresponde a 16.200 contas o que representa um crescimento de 4% face ao ano anterior.

A carteira de Operações Passivas, com um crescimento significativo de 22%, registou um saldo final de EUR 33 milhões.

O contributo global do produto para os resultados do Banco registou um crescimento de 41% relativamente ao acumulado de Dezembro de 2002, fruto da gestão optimizada do pricing em função do risco da carteira levada a efeito durante o ano findo*.*

Face à necessidade sentida, junto dos actuais clientes de CGT, de terem a possibilidade de obter crédito de médio ou longo prazo para financiar projectos de investimento, o Banif lançou um novo produto no final do ano findo a Linha Complementar de Gestão de Tesouraria (LCGT), que alia na sua concepção um misto de dois produtos já existentes: Conta de Gestão de Tesouraria e Crédito Imobiliário Banif.

A LCGT, para além de aliar as características diferenciadoras que isoladamente são oriundas de cada um dos referidos produtos, permite aos seus aderentes usufruir de uma clara melhoria de preço e outras condições preferenciais de acesso.

?? Crédito Pessoal

O ano de 2003 manteve a tendência, já verificada em 2002, de forte contenção do consumo privado.

Esta realidade conjuntural condicionou a procura de crédito ao consumo, tendo o Banif sofrido o mesmo constrangimento que o restante mercado.

A actividade do Banif, ao nível do território continental, no domínio do crédito ao consumo, consistiu na contratação de 3.272 novas operações, num valor global de EUR 26 milhões, cerca de 64% da produção do ano anterior. Este facto, associado ao envelhecimento da maturidade média da carteira, fez com que ocorresse uma variação negativa da mesma, comparativamente a Dezembro de 2002, de cerca de 19,5%, cifrando-se o seu saldo em EUR 78 milhões, no final de 2003. De salientar, que estes valores incluem o saldo da carteira securitizada.

Todavia, durante este exercício, o Banif estabeleceu uma parceria com o Banco Cetelem SA, passando a disponibilizar aos seus clientes uma gama adicional de produtos de crédito ao consumo, nomeadamente o Banif Pessoal Permanente*,* que é um crédito de tipo revolving, o Banif Pessoal Presente e o Banif Pessoal Projecto, estes dois últimos na mesma linha do Crédito Pessoal Banif, já existente.

Dado só em Dezembro ter sido ultimada a entrada em produção destes novos produtos, só ao longo do próximo ano se poderá evidenciar o melhor desempenho da carteira, que deverá verificar-se.

2.6 Novos Canais de Distribuição e de Apoio às Áreas de Negócio 2.6.1 Actividade do Call Center

Durante o ano de 2003 e de acordo com o plano estabelecido, foram realizadas campanhas dirigidas a clientes e potenciais clientes do Banco. Entre as iniciativas desenvolvidas neste âmbito, destacam-se, na vertente do crédito, as campanhas de Crédito Habitação, Conta Gestão de Tesouraria e a atribuição pró activa de Cartões Classic e Excellence.

Na área dos recursos desenvolveram-se acções dirigidas aos produtos Poupança Banif4 e de poupança fiscal. A percentagem de contactos efectuados sobre o total de clientes activos foi de, aproximadamente, 27%.

O revolving de Crédito Pessoal do BCA e o BanifCar da Banif Leasing, foram os produtos das empresas associadas objecto de campanhas em 2003.

No respeitante ao serviço de Contact Center, que suporta o relacionamento com os clientes do Banif e BCA utilizadores do canal telefónico, a sua actividade caracterizou-se por um aumento do número de chamadas recebidas superior em 42% ao do ano anterior. A componente telefónica do Banif@st e Bcaglob@l protagonizou, por seu lado, um crescimento de 22% face a 2002.

O Contact Center, baseado num modelo de decisão imediata, passou, a partir do primeiro trimestre, a assegurar a resposta ao Crédito no Ponto de Venda para Clientes das Regiões Autónomas dos Açores e Madeira.

O desenvolvimento da actividade em 2003 passou pela utilização plena das posições de comunicação disponíveis, durante as catorze horas diárias de funcionamento, suportadas por uma pool de 40 comunicadores.

O número de chamadas realizadas na vertente outbound ultrapassou as 980.000 (superior em 10% a 2002), enquanto a componente de atendimento – Linha Banif - registou um aumento de 45%, situando-se nas 103.000 chamadas.

Uma particular atenção foi dedicada ao aumento da qualidade e nível de serviço no atendimento, facto que se traduziu na atribuição ao Banif do Troféu Teleperformance CRM Awards 2003 no sector "Serviços Financeiros".

2.6.2 Canais Agenciados

Em Março de 2001 foi criado o Gabinete de Canais Agenciados (GCA), com o principal objectivo de funcionar como um canal de distribuição alternativo aos que então existiam no Grupo. Foi, sem dúvida, uma iniciativa vantajosa para o Banco, que alargou o seu espectro de acção num mercado cada vez mais amplo, progressivamente mais informado, sofisticado e exigente, conseguindo acompanhar de perto as suas necessidades. Esse acompanhamento teve o especial contributo dos Promotores Banif.

O Banco tem vindo a desenvolver uma estratégia de marketing relacional, por imposição das suas estratégias de mercado e posicionamento dos seus produtos. Com a ênfase posta na oferta de um serviço de excelência, isso significa assegurar não só a qualidade acrescida dos produtos, como manter um elevado nível de relacionamento interpessoal entre os vários intervenientes: Banco, Promotores e Clientes.

No ano de 2003, em consonância com as orientações estratégicas definidas e fruto do seu know-how acumulado, o GCA estabeleceu como meta incrementar o seu número de Promotores. Integrados numa rede que incorpora alguns valores importantes como a qualidade, a dedicação e o profissionalismo, o número de Promotores elevava-se no final do ano a 705. O seu volume global de negócio ascendeu aos 80 milhões de Euros em produtos comissionados, sendo ainda gerado um volume de negócios superior a 12 milhões de Euros em produtos não comissionados.

O GCA procedeu, ainda no decurso de 2003, ao desenvolvimento de um broad marketing com os seus Promotores, mediante campanhas de telemarketing, acções de formação/dinamização, concurso anual (no seguimento da Convenção Anual de Promotores) e, mais recentemente, assente numa campanha de recursos. Com esta estratégia, os Canais Agenciados conseguiram captar 3.448 novos Clientes, tendo actualmente mais de 7.200 Clientes captados desde o início da sua actividade.

Os objectivos para 2004 são ainda mais ambiciosos, pelo que será dado especial enfoque aos Promotores que demonstrem potencialidades para a exploração eficaz do seu micro -mercado, de modo a alavancar satisfatoriamente o negócio do Banco. A contínua assimilação de uma atitude permanente de cross-selling, assumindo o Promotor uma figura central para a oferta de uma solução global e integrada de produtos a

todos os seus Clientes (e futuros Clientes do Banco), assim como a captação de novos Clientes e oferta de novos produtos comissionados, serão outros dos objectivos fulcrais da rede de Canais Agenciados.

2.6.3 Cross-Selling e Banca Electrónica

- Cross-Selling

No ano de 2003, a consolidação do cross-selling no Grupo Banif constituiu um dos seus principais vectores estratégicos. Focalizaram-se os esforços para a optimização das redes comerciais do Banco, mediante a fidelização e vinculação dos actuais Clientes, o que gerou um incremento substancial no rácio do número médio de produtos por Cliente.

As três principais áreas de cross-selling foram os fundos, os seguros e o leasing, que apresentaram crescimentos muito satisfatórios e sempre acima do sector, o que implicou que o Grupo neles aumentasse a sua quo ta de mercado.

Em relação ao leasing mobiliário, o mercado continuou em recessão, com um decréscimo na produção de -6,3%. O Banco por sua vez, superou este cenário depressivo ao incrementar a sua produção em 34%, destacando-se o forte contributo dado pela DCE.

Na área de fundos de investimento, o Banco apresentou um crescimento superior a 90%, muito superior ao do mercado, que foi de 4%. As vendas realizaram-se tanto em fundos mobiliários como em imobiliários, e em ambos os casos os objectivos fixados no início do ano foram largamente ultrapassados.

Relativamente aos seguros, o mercado apresentou um crescimento de 17%. Também neste caso o Banco cresceu mais que o mercado e a penetração dos seguros da seguradora do Grupo na carteira de Clientes situou-se perto dos 30%.

Encontram-se, entretanto, em curso vários projectos estruturais que têm por objectivo melhorar a qualidade dos produtos e serviços disponibilizados aos Clientes e incrementar a produtividade do Grupo no cross-selling, a qual já é, actualmente, uma realidade muito positiva.

- Banca Electrónica

O ano de 2003 foi o ano de consolidação da Banca Electrónica no Grupo Banif.

Esta consolidação deveu-se ao esforço realizado no aperfeiçoamento das plataformas tecnológicas e consequentemente à reestruturação da imagem do Grupo e do Banco na Internet, no incremento da penetração da Banca Electrónica na base de clientes do Grupo e na qualidade global do serviço prestado.

A reestruturação dos sites do Grupo Banif e do Banco permitiu uniformizar a sua imagem e consequentemente torná-los mais coerentes para o mercado. Neste processo, reformularam-se os conteúdos, optimizou-se a navegação e facilitou-se a interacção com os utilizadores, por forma a incrementar a sua fidelização. Através de parcerias, com empresas de referência, lançaram-se novos espaços, como o Atrium Banif, que tem por objectivo a apresentação de conteúdos não bancários e de interesse público e que a curto prazo disponibilizará a aquisição de artigos diversificados.

Igualmente, integrado no novo site Banif, lançou-se o Canal Banif Madeira, destinado à apresentação da Região Autónoma da Madeira em diversas vertentes, bem como à disponibilização dos produtos do Banco exclusivos para aquela Região.

Do curto período de tempo disponível dos novos sites, já é possível concluir que o seu impacto no mercado tem tido sucesso, a avaliar pelo elevado número de acessos de novos e frequentes utilizadores.

A área transaccional da Banca Electrónica (Banif@st e BCAglob@l) incrementou de uma forma significativa a sua taxa de penetração na base de clientes do Banco, tendo 30% destes aderido já aos canais electrónicos. Dos clientes aderentes, 20% utilizam frequentemente os canais disponíveis (Internet, Banifone e Wap).

A qualidade global do serviço foi igualmente uma preocupação. Diversas acções foram desenvolvidas neste sentido, das quais se destacam o lançamento de novas funcionalidades que visaram, acima de tudo, a satisfação das necessidades dos clientes, bem como a conclusão de projectos de menor imp acto para o utilizador, mas que, em termos de comodidade e segurança, colocam a Banca Electrónica do Grupo em linha com os melhores valores de referência do mercado.

Os próximos passos serão a continuação do crescimento da área transaccional da Banca Electrónica (Banif@st e BCAglob@l) sobre a base de clientes do Banco, a criação de condições e mecanismos (como por exemplo o lançamento do novo canal SMS) que permitam incrementar a utilização frequente e alargar a oferta transaccional do canal Internet para além do puramente bancário, por forma a satisfazer mais amplamente as necessidades de todos os utilizadores.

3. Marketing e Desenvolvimento de Novos Negócios

A actividade desenvolvida pela área de marketing, ao longo do exercício de 2003, teve como objectivo enquadrar, numa política de marketing coerente, o lançamento e relançamento de produtos e serviços decorrentes da estratégia de consolidação e reforço do crescimento sustentado que o Banco tem apresentado desde a sua fundação, em Janeiro de 1988.

Paralelamente, e capitalizando o facto do ano em análise ser o do 15º aniversário da constituição do Banco, desenvolveu-se um conjunto de acções que procuraram consolidar os valores culturais que se pretende que caracterizem a imagem interna e externa da Instituição.

Neste contexto, no dia 15 de Janeiro decorreu na RAM uma conferência promovida pelo Banco, para a qual foi convidado como orador o Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva, subordinada ao tema Para onde vai a Economia Portuguesa. Por sua vez, em Maio, teve lugar no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, um espectáculo da companhia de dança irlandesa Spirit of the Dance, destinado a colaboradores e clientes, acção a que se seguiu, na RAM, em Novembro, um concerto da Orquestra Clássica da Madeira, acompanhada pelo grupo Ala dos Namorados e António Chaínho.

Em termos de produtos, prosseguiu a renovação da oferta do Banco, tendo sido apoiados os lançamentos da LCGT, do Banif Crédito Shopping (a proposta de crédito ao consumo no ponto de venda, com come rcialização restrita à RAM e no âmbito de protocolos firmados com retalhistas de bens de consumo), e os relançamentos da Poupança Banif 4, do crédito pessoal, sob a designação Banif Pessoal, no âmbito da parceria que o Banif desenvolveu com o Banco Cetelem, e, já no final do ano, do Banifiscal e da Geração +, pacote de produtos com características de fidelização para o segmento jovem, com comercialização na RAM.

Já no 2º semestre, a área de marketing desenvolveu acções específicas para o Banif Triplus, com uma campanha member get member, e para o Crédito Habitação Banif, com uma campanha publicitária que decorreu nos meses de Outubro e Novembro.

No que respeita a comunicação institucional, é de salientar, ainda, a organização, em conjunto com o Centro Nacional de Cultura, do 2º Grande Prémio Banif de Pintura, cujo vencedor foi o pintor Ricardo Cruz-Filipe, com a obra "Voz Sombria", posteriormente adquirida pelo Banco.

Em organização conjunta com o Diário de Notícias da Madeira, realizou-se a edição 2003 do Prémio Zarco, iniciativa que visa distinguir, bi-anualmente, personalidades madeirenses que se evidenciem nas áreas artística, científica ou literária da Região e que foi atribuído ao Prof. Duarte Freitas, investigador da Universidade da Madeira.

De referir, ainda, a reestruturação da revista interna Banifactos, que passou a apresentar uma imagem mais apelativa e um lay-out de melhor leitura.

4. Recuperação de Crédito Vencido e Crédito em Contencioso

A recuperação de créditos vencidos afectos ao Contencioso atingiu no Banco, em 2003, o montante global de 25.389 milhares de Euros, aqui se incluindo a verba de 2.487 milhares de Euros de recuperação de créditos já abatidos ao balanço.

As provisões para riscos específicos de crédito (incluindo crédito e juros vencidos e créditos de cobrança duvidosa, conforme definido no Aviso 3/95 e 8/2003 do Banco de Portugal) elevam-se, no final de 2003 a 47.126 milhares de Euros.

Por sua vez, as provisões para riscos específicos de crédito adicionadas às provisões para riscos gerais de crédito totalizavam 75.462 milhares de Euros e correspondiam a 135,23% do crédito vencido (122,82% em 2002).

Os indicadores da qualidade da carteira de crédito registaram uma melhoria face ao final do ano anterior, tendo o crédito vencido representado 1,71% do crédito total, comparando com 1,89% em 2002.

Em 2003, foram efectuados abates ao balanço num total de 33.118 milhares de Euros de créditos considerados incobráveis e que se encontravam já integralmente provisionados.

Durante o ano de 2003 concluiram-se algumas aplicações informáticas no âmbito do crédito vencido e em contencioso que permitirão, em tempo real, a todos os intervenientes no processo de recuperação de crédito saber qual o estado de qualquer processo afecto a Contencioso.

Igualmente foi prosseguido o esforço que vinha de 2002, no sentido de dotar a Direcção Jurídica e de Recuperação de Crédito de colaboradores provenientes da área comercial que, formando equipa com os agentes judiciais, procuram imprimir maior dinamismo à recuperação do crédito na vertente extra-judicial. Tudo isto numa óptica conjugada de diminuir os custos judiciais na recuperação de crédito e de agilizar a procura de soluções que escapem à tutela dos Tribunais.

5. Recursos Humanos

A política de pessoal do Banco tem-se pautado por uma preocupação constante de valorização dos recursos humanos, através do desenvolvimento de sistemas próprios – avaliação de desempenho, análise das competências, recrutamento de pessoal e formação, todos estes configura dos no Projecto Ómega – que tendem a evidenciar e reconhecer o papel que todos os colaboradores têm na realização dos objectivos do Banco e a promover o seu desenvolvimento e a determinação das recompensas em função dos resultados do seu trabalho.

Pelo valor atribuído ao referido Projecto Ómega no desenvolvimento dos recursos humanos, tem havido por parte do Banco e de várias empresas do Grupo Banif a vontade e o esforço de se unificarem as políticas e os modelos de actuação no âmbito da função pessoal, tendendo a criar um fio condutor nas acções, métodos, processos, objectivos globais e no reforço da cultura do Grupo.

É dentro deste espírito orientador que se vem desenvolvendo o Projecto Ómega no Banif, BCA e BanifServ e se iniciou a sua implementação na Banif Leasing, na Banif Crédito e na Banif Rent, na perspectiva de que o seu contributo seja um importante reforço da consolidação de uma cultura de gestão por objectivos, do melhoramento dos resultados individuais e das equipas, do reforço da auto-valorização e da participação e do reconhecimento do mérito.

Para além do referido projecto, em termos de realizações de 2003, realçam-se as que foram alcançadas no domínio das admissões, da formação e do desenvolvimento dos programas informáticos de suporte à actividade.

O quadro de pessoal existente no final de 2003 compreendia 1.478 trabalhadores, mais seis que no final do ano anterior, não obstante a abertura, ao longo do ano, de seis novas Agências. A razão deste reduzido aumento do quadro deve-se ao esforço racionalizador que vem sendo imprimido a nível global. Por relação com o número de empregados do Grupo, num total de 2.815, o quadro de pessoal do Banif, SA representa 52,5%.

Na caracterização do quadro de pessoal, realça-se a idade média dos colaboradores e as habilitações literárias: quanto à idade média, passou-se dos 36,2 anos para 36,8 anos e, quanto às habilitações literárias, subiu-se de 36,3% para 37,7% o peso dos colaboradores com formação superior.

Outra área que merece destaque é a formação. Com efeito, durante 2003 foram realizadas 242 acções de formação, 189 internas e 53 externas, com um total de 2.118 participações e de 27.029 horas de formação. Este número traduz cerca de 18 horas de formação por empregado/ano. Das acções realizadas, destacam-se as de formação em comportamentos de liderança e de chefia e formação vestibular.

No que respeita ao clima social, foi concretizado o 2º estudo de Análise de Satisfação no Trabalho, com resultados globalmente satisfatórios, nomeadamente quanto ao relacionamento interno entre colaboradores e entre chefias e colaboradores e quanto às funções. Por outro lado, é ainda apontada alguma insatisfação relativamente à política de carreiras e ao sentimento de pertença ao Grupo.

Refira -se, também, pela sua importância na modernização e racionalização, a conclusão da digitalização dos processos individuais e a organização do arquivo electrónico dos empregados do Banco.

6. Executivo de Operações

Na área do Executivo de Operações o Banif realizou um grande esforço de racionalização que, a partir de Setembro, se estendeu ao Banco Comercial dos Açores.

No Banif, o Executivo de Operações absorveu as funções de Servicing dos produtos estruturados, cartões, penhoras e gestão de processos para contencioso, para além de se terem centralizado em Lisboa a quase totalidade dos serviços da DEO – Funchal e Porto.

Paralelamente houve que realizar um forte esforço de racionalização que passou pela normalização dos processos de trabalho e o lançamento de um conjunto de aplicações informáticas, tais como:

  • Sistema de Débitos Directos, que veio permitir um maior nível de automatização e a possibilidade do Banco prestar um serviço de cobrança a entidades credoras;
  • Compensação digital, sob definição do Banco de Portugal, que introduziu a compensação de imagens do cheque;
  • Contas correntes caucionadas, que flexibilizaram os planos de amortização e melhoraram o tratamento fiscal;
  • Trade Innovation, que substituiu o Eximbills, dando melhor informação e um maior nível de automatismo no tratamento das ordens de pagamento;
  • Arquivo digital dos processos de habitação, encontrando-se já digitalizados cerca de 30.000 processos;
  • CAF (Controlo de Activos Financeiros), cujo desenvolvimento ocupou o corrente ano, devendo entrar em produção em Março de 2004.

Estas acções permitiram racionalizar os recursos humanos da Direcção que eram de 127 elementos no início do ano e 111 a 31 de Dezembro.

7. Sistemas de Informação

Neste domínio o Banco desenvolveu um grande esforço na estabilização dos Sistemas de Informação existentes e no desenvolvimento e implementação de novas soluções.

A estabilização dos sistemas e aplicações em produção, conseguida sobretudo durante o ano de 2002 e primeiro semestre de 2003, traduziu-se numa redução significativa do esforço de manutenção correctiva, o que permitiu que a actividade da Banifserv se focasse essencialmente no desenvolvimento de projectos e no robustecimento da infra-estrutura tecnológica.

No âmbito dos sistemas aplicacionais continuou-se a normalização arquitectural das aplicações e criaramse ou sedimentaram-se aplicações estruturantes, prestadoras de serviços ao sistema, tais como "interfaces" especializados de intervenção nas bases de dados, processos de gestão de mapas e de acessos e serviços comuns.

Foi definido um modelo tecnológico de referência e, com base nesse modelo, foram encetadas algumas das implementações arquitecturais que dele decorrem. Assim, encontra-se em curso de implementação uma plataforma multi-canal, que irá suportar a nova aplicação de balcões e, num futuro próximo, os canais de distribuição electrónicos Banifast e ATM's.

Foram definidas e implementadas as normas de comunicação inter-sistemas e integradas em normas técnicas, as recomendações necessárias à concretização do modelo.

Efectuou-se o estudo da forma de apresentação das aplicações aos utilizadores, tendo sido definida uma norma comum, a implementar gradualmente, integrável na plataforma multi-canal, em fase de instalação.

Para além dos Sistemas já referidos no capítulo do Executivo de Operações referem-se, ainda, os mais relevantes:

  • Gestão da Proposta automatização dos processos referentes ao crédito imobiliário e crédito pessoal;
  • Depósito de Cheques Banif maior e melhor automatização do processo;
  • Gestão de Pendentes que inclui os pendentes oriundos da telecompensação, cheques Banif e prestação de serviços;
  • Factoring sistema destinado a suportar o negócio de "factoring";
  • Colaterais automatização desta área que era totalmente manual;
  • Renovações de Cartões de Débito e Crédito automatização completa destes processos;
  • MBNet implementação do sistema de pagamentos seguros através da Internet;
  • SwifNet "webização" do Swift (*);
  • Centralização do Risco de Crédito inclusão da comunicação ao BdP dos créditos abatidos ao activo;
  • Jogo Instantâneo automatização completa deste serviço na RAM;
  • Certificação de Saldos automatização deste processo, anual, que era forte consumidor de mão de obra;
  • SRC desenvolvimento de novas funcionalidades;
  • Paygest desenvolvimento do sistema de suporte à gestão dos recursos humanos (*);
  • Arquivo Digital dos processos individuais dos trabalhadores do Banco (*);
  • Gestão do Imobilizado;
  • Gestão Orçamental;
  • Banifast desenvolvimento de novas funcionalidades destinadas a manter a vantagem competitiva do Banif neste domínio (*);
  • Normativo do Banco foram publicadas 71 novos normativos que revogaram 648;

(*) Sistemas que abrangeram também o BCA.

No domínio das estruturas foi desenvolvido o estudo dum Plano de Continuidade de Operações de âmbito de Grupo (já tinha sido implementado um Plano de Recuperação de Desastre dos sistemas centrais do Banif), e foi implementada uma "storage area network" (SAN) que, para além de uma mais eficaz gestão do espaço em disco, possibilita, entre outras funcionalidades, o "back up" automático dos dados.

A segurança dos sistemas e dados continuou a ser objecto de grande atenção quer através de acções concretas como a realização de vtestes de intrusão via "web" quer, mais estruturalmente, através do lançamento de um processo de definição duma política de segurança, que se encontra em curso.

Foi, ainda, estudado, seleccionado e parcialmente implementado um processo de consolidação de servidores departamentais, que permitiu melhorar a eficácia dos processos e baixar os custos de gestão.

8. Controlo dos Riscos de Actividade

O controlo e gestão dos riscos de actividade constitui um dos pilares de segurança do Banco. Toda a actividade desenvolvida tem factores de risco subjacentes, considerando-se determinante que todas as áreas possam e devam contribuir para a mitigação dos riscos envolvidos.

A Direcção de Gestão Global de Risco (DGR) é o órgão que mais directamente intervém nesta matéria, desempenhando, entre outras as seguintes funções:

  • Participar na definição das políticas e metodologias de gestão de activos e passivos do Banco, propondo regras e normas gerais que visem salvaguardar a exposição do Banco aos riscos inerentes à actividade;
  • Difundir e transmitir a política de riscos definida pelo Banco e pelas autoridades monetárias, supervisionando a sua adequada aplicação e implementação;
  • Analisar a composição da carteira de crédito e demais aplicações e as origens de fundos, resultantes da actividade comercial e financeira do Banco, por forma a permitir a percepção e o acompanhamento dos diversos níveis de risco que lhe são associáveis, alertando para situações que possam ser potenciais geradoras de perdas;
  • Informar a Comissão Executiva do Banco sobre a evolução dos activos de risco e das operações em situação irregular;
  • Promover a elaboração de estudos específicos que contribuam para uma melhor gestão do risco global do Banco;
  • Fomentar o aperfeiçoamento, a inovação e a criação de sistemas operativos conducente à optimização da gestão dos riscos;
  • Cooperar com as Direcções de cariz comercial em planos de formação na área de risco de crédito;
  • Colaborar na implementação de meios tecnológicos necessários à implementação do controlo dos riscos;
  • Participar no processo de análise e decisão de operações de crédito, emitindo opinião sobre a aceitabilidade para o Banco dos níveis de risco que lhes estão potencialmente implícitos;

Risco de Crédito

O processo de admissão de riscos encontra-se definido em função das características dos vários segmentos em geral e de alguns produtos em particular. O Banif dispõe de um Regulamento Geral de Crédito que visa estabelecer os princípios e as regras gerais de concessão de crédito, aplicáveis a todo o Banco e dispõe de regulamentos de crédito específicos orientados para o segmento de empresas e para o segmento de retalho, estabelecendo ainda, para este último segmento, um conjunto de normativos aplicável ao designado crédito padronizado (Crédito à Habitação, Crédito Pessoal, Cartões de Crédito e CGT).

O Banco dispõe de sistemas internos de notação de risco, atribuindo a cada contraparte (segmento de empresas) e operação (segmento de retalho) uma nota de risco que corresponde à probabilidade de incumprimento esperada. Estas notações de risco condicionam o processo de aprovação das operações, quer em montante quer em preço.

O Banco estabelece limites e controla sistematicamente a sua exposição agregada a vários níveis, em conformidade com as recomendações do Banco de Portugal, em matéria de controlo interno.

Foram, em 2003, definidos limites de exposição sectorial, geográfica, de rating, de tipo de garantia e de tipo de garantia associada ao rating, assim como de dispersão/concentração de risco, orientando-se deste modo a acção comercial e de admissão de operações no sentido do seu cumprimento. Estas medidas de controlo permitiram um maior conhecimento das carteiras e simultaneamente evitar assumir exposições onde, historicamente e pelas tendências de mercado, o risco potencial é maior.

A este respeito, referem-se de seguida alguns indicadores da Carteira de Crédito do Banco:

A Carteira de Crédito encontra-se distribuída sobretudo pelo segmento de empresas e entidades equiparadas e pelo segmento de retalho, onde se incluem particulares e pequenos negócios, que representam respectivamente, 66,6% e 33,4%.

O posicionamento do Banco no segmento de empresas é bastante diversificado, atendendo a que o crédito concedido destina-se sobretudo a PME´s onde o valor médio de exposição é de 132 milhares de euros por cliente de crédito.

Os indicadores de diversificação da carteira encontram-se adequados face ao número de clientes e dimensão do Banco, salientando-se que os 20 maiores clientes do Banco representavam cerca de 8,1% da exposição global.

No segmento de particulares, a exposição média por cliente é de 34 milhares de euros, tendo como produto principal o crédito à habitação, que representava no final do ano, cerca de 21% do total da carteira de crédito.

O crédito coberto por garantias reais ascende, no total da carteira, a mais de 43% do crédito total, estando o crédito a particulares colaterizado, por hipoteca, em mais de 76% e o crédito a empresas em cerca de 30%, havendo, neste caso, a preocupação permanente de reforçar as garantias, no caso de crédito concedido a empresas de notação de risco mais fraca.

Distribuição da Carteira de Crédito do segmento de empresas pelos Sectores de Actividade Económica mais relevantes:

Dez-02 Dez-03
% %
Indústrias Alimentares, das bebidas e tabaco 2,33% 2,13%
Indústria têxtil 3,15% 2,50%
Indústria da madeira e de cortiça e suas obras 1,80% 1,45%
Indústria da pasta, de papel e cartão e seus artigos, edição e impressão 1,35% 1,26%
Fabricação de produtos químicos, energéticos e plásticos 1,03% 1,01%
Fabricação de outros produtos minerais não metálicos 1,03% 1,07%
Indústrias metalúrgicas de base e de produtos metálicos 2,12% 1,61%
Outras indústrias transformadoras 1,95% 1,79%
Construção 18,07% 18,99%
Comércio por grosso e retalho; 23,27% 21,31%
Alojamento e restauração (restaurantes e similares) 3,84% 4,27%
Transportes, armazenagem e comunicações 2,64% 2,68%
Actividades financeiras 2,65% 5,31%
Actividades imobiliárias, alugueres e serviços prestados às empresas 19,45% 20,90%
Educação, saúde, outras act. serv. colectivos, sociais e pessoais 3,56% 3,63%

Distribuição da Carteira de Crédito pela áreas geográficas mais representativas*:*

Dez-02 Dez-03
% %
Aveiro 6,82% 6,40%
Braga 6,88% 5,39%
Coimbra 1,31% 1,26%
Faro 5,15% 4,94%
Funchal 24,07% 27,75%
Leiria 3,71% 3,60%
Lisboa 23,95% 26,81%
Porto 17,84% 14,03%
Setúbal 5,95% 5,64%
Vila Real 1,21% 1,03%
Viseu 1,30% 1,04%

Embora a gestão da recuperação de créditos não esteja no âmbito da DGR, esta Direcção desenvolve um papel activo nesta matéria. Para todos os segmentos e para todos os produtos são realizados regularmente relatórios de alerta, personalizados, de onde constam todos os créditos em incumprimento, informando ainda todas as áreas comerciais relativamente aos seus clientes de crédito que registem situações de incumprimento no sistema bancário, possibilitando, assim, a tomada de medidas preventivas relativamente a possíveis situações irregulares.

No segmento de empresas está instituído um sistema de controlo de risco de crédito que se baseia na identificação de clientes de maior risco, quer efectivo, quer potencial, promovendo-se o seu acompanhamento especial através de reuniões regulares entre as áreas comercias, de risco e jurídica, analisando-se, caso a caso, as acções e medidas a tomar no quadro das responsabilidades e garantias existentes e a exigir.

Riscos de Mercado

Os riscos de mercado estão, em todas as suas componentes, enquadrados em limites que são revistos periodicamente pelos órgãos de gestão, e são sujeitos a regras de funcionamento e controlo devidamente reguladas pelo normativo interno e pelas normas de supervisão.

A carteira de negociação do Banif inclui riscos de natureza cambial, taxa fixa e taxa variável, sendo os mesmos contabilizados e reavaliados periodicamente a preços de mercado. Neste domínio a acção fundamental tem-se centrado na cobertura de risco nos activos mais voláteis, nomeadamente nos produtos de taxa fixa e taxa de câmbio das operações contratadas com clientes.

A liquidez estrutural é medida em função do escalonamento temporal dos compromissos assumidos e dos recursos obtidos. A obtenção de funding junto dos clientes, o recurso ao mercado monetário, a contratação de empréstimos de médio longo prazo (onde se inclui um programa de EMTN's) e a operação de titularização de créditos Atlantes Mortgage Nº1, contribuíram para a estabilidade da estrutura de liquidez do Banco, mantendo-se o Liquidity Gap e o Cumulative Gap dentro dos limites previamente estabelecidos para os vários períodos.

O risco de taxa de juro é periodicamente avaliado em função dos períodos de repricing dos activos e dos passivos, tendo-se mantido ao longo do exercício dentro dos stress limits superiormente aprovados.

Mantém-se a realização regular dos Comités de Activos e Passivos onde os diversos órgãos do Banco tomam conhecimento das condições gerais do mercado nacional e internacional, dos aspectos de conjuntura macro-económica e da sua tendência, bem como da avaliação do principais riscos de balanço e da performance de rendibilidade, factores que determinam as condições de pricing e de política de funding associadas aos vários activos sob gestão.

A adequação do Banif ao Novo Acordo de Basileia

Ao longo de 2003 o Banif destacou, na sua actividade de gestão de risco, um projecto específico para a avaliação e diagnóstico do seu posicionamento face ao Novo Acordo de Basileia.

No âmbito do risco de crédito foi:

  • avaliada a conformidade dos modelos internos de risco e identificados os pontos de melhoria;
  • identificados os gaps referentes à base de dados e sistemas de informação;
  • efectuado um levantamento exaustivo de todo o processo de crédito;
  • realizada uma análise top down e avaliado o impacto do novo acordo relativamente a cada uma das metodologias propostas em termos de consumo de capital;
  • e, finalmente, definido um plano director para a gestão integral do risco de crédito.

No âmbito do risco operacional, os trabalhos desenvolvidos em 2003 centraram-se na elaboração de um plano director que, após a realização de diversos cenários face às metodologias propostas, visa dotar o Banco dos meios e da estrutura necessária à implementação de uma metodologia adaptada à quantificação dos níveis de risco operacional adequados à sua dimensão e às actividades exercidas.

Foram em ambos os casos definidos os respectivos calendários de trabalho e identificadas pormenorizadamente as acções a desenvolver, no sentido de dar cabal cumprimento aos requisitos necessários às metodologias que serão adoptadas pelo Banco, nos diversos riscos que concorrem para o novo cálculo dos requisitos de capital.

9. Actividade Financeira

A Direcção Financeira continuou a manter como principal função a gestão integrada dos activos e passivos do Banco, assegurando a intervenção do Banco e de algumas das empresas do Grupo Banif nos mercados monetário e cambial e ainda a coordenação da actividade do Banco com as restantes instituições financeiras nacionais e estrangeira s.

Um crescimento económico muito contido nas principais economias mundiais e o conflito no Iraque, com o inerente receio de ataques terroristas, levaram os investidores a procurar aplicações de menor risco e maior liquidez, refugiando-se em aplicações bancárias e em fundos de obrigações e tesouraria, em detrimento de aplicações nos mercados bolsistas e em fundos de risco elevado.

A volatilidade continuou a marcar os mercados e a grande incerteza quanto à sua evolução levou o Banco a limitar as suas carteiras de acções e obrigações, privilegiando a liquidez.

No global, os resultados obtidos nas carteiras de títulos de investimento e negociação em 2003, registaram um resultado negativo 1 milhão de Euros, contra os 786,2 milhares de Euros em 2002. No entanto, o valor das provisões para depreciação de títulos destas carteiras, reduziu-se em 2.510 milhares de Euros entre o final de 2002 e o final de 2003.

Por seu turno, o lucro registado com "outras operações financeiras" ascendeu a 6,1 milhões de Euros, proveniente na sua quase totalidade das operações de titularização em curso, em especial da operação de crédito à habitação (Atlantes Mortgage Nº1) concluída em 2003, no valor de 500 milhões de Euros.

No mercado cambial assistiu-se à forte valorização do Euro, no ano de 2003, que atingiu contra o Dólar os 1.2647 no último dia do ano, o que representa uma valorização de 20,91% face ao final de 2002.

O crescimento do número de contrapartes do Banif nos mercados cambiais internacionais teve também como consequência um aumento no volume negociado nas principais moedas do mercado, originando um acréscimo nos resultados cambiais do Banco, que ascenderam a 988 milhares de Euros no final de 2003, contra os 656 milhares de Euros no final de 2002.

Deste modo, e em termos globais, os resultados líquidos em operações financeiras registaram um crescimento de 190%, cifrando-se em 6 milhões de Euros no final de 2003.

No âmbito dos mercados de capitais, durante o ano de 2003 a Direcção Financeira participou na preparação da referida operação de titularização de crédito à habitação no valor de EUR 500 milhões, e participou também na montagem de um programa de EMTN no valor de mil milhões de Euros, tendo a 1ª tranche sido emitida em Novembro de 2003, num montante de EUR 200 milhões, através da filial do Banco criada para o efeito, a Banif Finance, Ltd .

10. Actividade Internacional

Verificou-se no presente exercício um acréscimo muito significativo na actividade de correspondent banking , tendo-se visitado mais de 150 instituições financeiras nos vários países do Mundo, especialmente na Europa e Estados Unidos, com a preocupação permanente de dar cada vez mais a conhecer o nome e as actividades do Banif e do Grupo Banif, procurando contribuir fortemente para o desenvolvimento dos seus negócios e dos negócios dos nossos clientes no Mundo.

Com efeito, é cada vez mais perceptível nos mercados internacionais a boa imagem projectada pelo Banco, o que, conjugado com a atribuição de ratings de investment grade no início do ano em apreço pela Moody's (Baa1/P-2) e Fitch (BBB+/F2), permitiu um acesso mais significativo e em melhores condições aos mercados de capitais internacionais. Foi neste contexto que o Banco captou no primeiro semestre através de duas operações sindicadas, funding a médio prazo (3 anos) num montante total de 102,5 milhões de Euros, e já no último trimestre, ao abrigo do Euro Medium Term Note Programme de 1.000 milhões de Euros, emitiu "notes" num total de 200 milhões de Euros, também a 3 anos, através da sua filial Banif Finance, Ltd. Estas operações foram muito bem recebidas pelos mercados, atraindo um vasto leque de investidores com uma boa dispersão geográfica .

Fruto de uma criteriosa análise de risco das contrapartes, alargou-se o estabelecimento de limites comerciais e de tesouraria a um maior número de bancos correspondentes e estabelecemos relações com um grande número de bancos de todo o Mundo.

Intensificou-se o esforço na captação de operações à forfait, essencialmente concentrado em operações de risco de empresas portuguesas, nossos clientes de bom risco, acompanhados pelos nossos Centros de Empresas. A conjuntura económica menos favorável não permitiu que o nível de operações aprovadas fosse tão expressivo como em 2002.

Continuou a desenvolver-se uma boa actividade de captação de operações de trade finance nos mercados emergentes, com especial incidência em risco Brasil, operações de curto prazo (até 1 ano) e respeitantes a import, pre -export e export finance, expressas em dólares.

O total desta carteira, em 31 de Dezembro de 2003, em termos consolidados, era de USD 37,5 milhões, representando 0,85% do total consolidado de crédito, próximo dos valores alcançados no final de 2002 (0,81% do total consolidado de crédito).

Dado o início das actividades, durante este exercício, da Banif Mortgage Company, Miami, na concessão de crédito imobiliário a clientes não residentes, na compra de uma segunda habitação nos EUAou de espaços comerciais para rendimento, procedeu -se, nesta fase inicial, ao funding a curto prazo das operações concretizadas, que ascenderam a um total de USD 11,3 milhões .

De salientar, por último, a boa experiência e colaboração que o Banco tem conseguido através da sua participação no GEB – Groupement Européen de Banques, e a excelência da relação com todos os seus membros, o que muito tem beneficiado o desenvolvimento de actividades e operações comuns. Cabe ao Banif em 2004 a organização em Lisboa da reunião anual do GEB.

11. Residentes no Exterior

Durante o ano de 2003, diversos factores da conjuntura internacional, nomeadamente a forte desvalorização do Dólar americano, a baixa das taxas de juro e as restrições cambiais impostas nos países de residência das duas maiores comunidades de madeirenses - Venezuela e África do Sul - marcaram de uma forma negativa a actividade da Direcção de Residentes no Exterior (DRE) e da Sucursal Financeira do Exterior (SFE) da Madeira.

Essa situação repercutiu-se no decréscimo dos recursos captados e, consequentemente, num menor contributo da DRE e da SFE para os depósitos totais de clientes no Banco, cerca de -5 % que no ano anterior.

Ao longo do ano em apreciação foi preparada a dotação dos escritórios do Banco, no exterior, em meios humanos e de informação capazes de reforçar o bom desempenho e o apoio prestado aos clientes do Banco.

A Sucursal Financeira do Exterior continuou a evidenciar em 2003 a sua já reconhecida vocação e capacidade técnica para actuar com clientes não residentes, conseguindo, fruto da acção comercial junto de sociedades de management, aumentar o fluxo de capitais provenientes do exterior.

A inequívoca consolidação da Zona Franca da Madeira, como alternativa sólida e credível para empresários e investidores económicos estrangeiros, dentro e fora da União Europeia, disponibiliza oportunidades de negócio para as quais a SFE tem focalizado a sua melhor atenção.

Para além da actividade normal de apoio e patrocínio de eventos culturais promovidos pelas comunidades de origem portuguesa dos países onde o Grupo Banif se encontra pres ente, a actuação da DRE foi ainda reforçada, em 2003, com as comemorações do 15º aniversário do Banif, que se estenderam ao longo do ano.

De uma forma geral podemos afirmar que a Direcção de Residentes no Exterior conseguiu uma boa performance tornando possível através da sua estrutura externa manter o grau de fidelização dos clientes residentes no estrangeiro. Este resultado dá-nos confiança e motivação para pensar na expansão da nossa actividade a outros países de emigração portuguesa onde ainda não estamos presentes.

12. Provedoria do Cliente

O Gabinete de Provedoria do Cliente continuou a sua actividade de atendimento e resolução das reclamações apresentadas pelos clientes, as quais abrangem um leque variado de questões e de graus de importância.

Assim, em 2003, foram recebidas 341 reclamações, das quais 317 já se encontravam resolvidas no final do ano em apreciação.

Verificou-se que, da sua actuação, se obteve um considerável contributo para a satisfação dos clientes e bem assim informações que possibilitam melhorar a qualidade dos serviços prestados pelo Banco

13. Análise às Contas

A análise comparativa dos documentos contabilísticos põe em evidência as principais características registadas na actividade desenvolvida no exercício de 2003:

  • Um decréscimo do Activo Líquido de 834,2 milhões de Euros (elevando-se a 4.126,7 milhões de Euros no final de 2003) como resultado, por um lado, da alteração legislativa, desde o início do ano, que passou a permitir a aplicação dos excedentes de liquidez da Sucursal do Banco no Offshore da Madeira, directamente na sua Sede, num montante aproximado de 650 milhões de Euros e, por outro, da operação de titularização Atlantes Mortgage Nº1, no âmbito da qual o Banco alienou um total de 500 milhões de Euros de créditos à habitação. Esta última operação explica também o decréscimo de 6,7% da rubrica Crédito Concedido verificado em 2003, totalizando, em termos brutos, 3.276,6 milhões de Euros no final do ano em apreciação. Os Débitos para com Clientes adicionados aos Débitos representados por Títulos apresentaram um ligeiro decréscimo de 2,0%, para o período em análise, cifrando-se em 2.317,9 milhões de Euros.

  • Em face da evolução referida, o rácio de conversão de depósitos em crédito registou um decréscimo de 7,1 p.p., atingindo 141,4% no final de 2003 (contra 148,5% em 2002), contrariando a tendência que vinha a manifestar nos últimos anos. Por seu turno, a Margem Financeira foi superior em 5,1% à registada em 2002, contrariando o efeito negativo do ligeiro, mas progressivo, estreitamento das margens de intermediação financeira que se tem vindo a registar nos últimos anos.

  • Os Fundos Próprios do Banif evidenciaram um aumento de cerca de 12 milhões de Euros, no final de 2003, cifrando-se em 348,5 milhões de Euros (336,5 milhões de Euros no final de 2002). O Rácio de Solvabilidade situou-se em 10,78% no final de 2003, superior aos 10,2% registados no final de 2002.Em termos de Fundos Próprios de Base (Tier 1), o seu valor ascendia a 253,4 milhões de Euros, a que correspondia um Rácio de Solvabilidade – Tier 1 de 7,84% (7,05% em 2002).

  • Apesar da conjuntura económica nacional e internacional desfavorável, verificada em 2002 e 2003, ter levado a alguma deterioração do risco de crédito, quer pelo elevado endividamento dos particulares, quer pela contracção das vendas da generalidade das empresas, com os efeitos negativos ao nível da sua "saúde" financeira , o rácio de crédito vencido sobre crédito total registou apenas uma ligeira subida , para 2,2% em 2003 contra os 1,9% de 2002, e a sua cobertura por provisões totais para crédito continuou acima dos 100%, tendo cifrando-se em 111,3% no final de 2003.

  • Uma clara contenção dos Gastos Gerais Administrativos e uma subida acentuada em todas as componentes do Produto Bancário levou a que os principais indicadores de rendibilidade da actividade bancária desenvolvida pela marca Banif registassem em 2003 uma melhoria significativa, e que se traduz num aumento do Resultado Líquido de 47,4%, relativamente ao resultado pró-forma de 2002 (ver explicação adiante), elevando-se a 23.190 milhares de Euros. A rendibilidade dos capitais próprios (ROE) e a rendibilidade do activo (ROA) cifraram-se em 8,9% e 0,52% respectivamente.

- Balanço

A rubrica "Caixa e Disponibilidades em Bancos Centrais", sendo constituída na sua maior parte por depósitos à ordem pontuais, junto do Banco de Portugal, para fazer face às reservas legais de caixa, apresentava no final de 2003 um valor de cerca de 192,2 milhões de Euros. A rubrica "Disponibilidades à vista sobre Instituições de Crédito" evidenciava um decréscimo de 21,8 milhões de Euros (-30,7% que o saldo verificado no final do ano anterior) e era constituída na sua maioria por valores a cobrar. A soma das duas rubricas anteriores aumentou o seu peso na estrutura do Balanço do Banif, passando de 3,1% em 2002 para 5,9% em 2003.

No que se refere à rubrica " Outros Créditos sobre Instituições de Crédito" regista-se um decréscimo do seu valor de 70,1% relativamente a 2002, totalizando 311,0 milhões de Euros no final de 2003 (correspondentes a um peso no total do Activo Líquido do Banco de 7,6% contra 21,0% no final de 2002). Desde o início do ano, o Banco passou a poder aplicar os excedentes de liquidez do seu Offshore da Madeira na Sede, em vez de o fazer, como até aí, em instituições fora do Grupo, o que explica a redução registada não só nesta rubrica como também na rubrica "Débitos para com Instituições de Crédito", que registou um decréscimo de 38,5%, diminuindo também o seu peso na estrutura do Balanço de 42,4% em 2002 para 31,4% em 2003.

A rubrica "Crédito sobre Clientes", em termos brutos, apresentava no final de 2003 um decréscimo de 6,7%, que correspondia a uma diminuição de 236,1 milhões de Euros, cifrando-se em 3.276,6 milhões de Euros. No 1º trimestre de 2003 o Banco alienou créditos à habitação no âmbito da operação de titularização Atlantes Mortgage Nº 1, no montante de 500 milhões de Euros. Se ao volume atingido pela rubrica Crédito sobre Clientes adicionássemos o referido montante de créditos vendidos, esta teria registado um

crescimento de 7,6% no período em análise. O peso desta rubrica no Activo Líquido, deduzida de provisões para riscos específicos de crédito, elevava-se a 78,4% no final de 2003 (69,9% no final de 2002).

No início do ano, o Banco de Portugal emitiu o Aviso 8/2003, que veio alterar em parte as regras de cálculo das provisões para riscos de crédito previstas no Aviso 3/95, agravando as provisões para créditos de cobrança duvidosa e desagregando as classes de crédito vencido de 5 para 12. A aplicação deste Aviso alterou a estrutura das provisões, sendo que as provisões para crédito de cobrança duvidosa subiram de 1.981 milhares de Euros para 8.632 milhares de Euros, tendo, por seu turno, as provisões para riscos gerais de crédito baixado de 35,5 milhões de Euros em 2002 para 28 milhões em 2003, em especial devido à redução da provisão genérica para certos créditos à habitação.

Durante 2003 procedeu-se ao abate ao balanço de créditos de muito difícil recuperação, ou mesmo irrecuperáveis , mediante a utilização de provisões, no montante de 33,1 milhões de Euros (15,5 milhões de Euros em 2002).

Ao nível das rubricas de Imobilizado ("Imobilizações Incorpóreas" e "Imobilizações Corpóreas"), verificase, em termos globais, uma redução no seu valor, líquido de amortizações de 88,4 milhões de Euros, cifrando-se em 23,8 milhões de Euros no final de 2003 (contra 112,3 milhões de Euros no final de 2002), em resultado das alienações dos imóveis afectos ao serviço à Banif Imobiliária e aos Fundos de Investimento Imobiliários Banif Imogest e Banif Imopredial, num montante global de 93 milhões de Euros, tendo a referida alienação originado um total de mais valias contabilísticas de 8,2 milhões de Euros. Como consequência o peso das rubricas de "Imobilizado" na estrutura do Balanço diminuiu para 0,5% (2,3% em 2002). De igual modo, o Rácio de Imobilizado registado pelo Banco (que inclui o Imobilizado Financeiro), determinado de acordo com as regras definidas pelo Banco de Portugal, passou de 39,1 % no final de 2002 para 15,9% em 2003.

A rubrica "Outros Activos", constituída fundamentalmente por "Imóveis não afectos ao Serviço", num total de 35,9 milhões de Euros (37,4 milhões de Euros no final de 2002) e por "Devedores", com 18,3 milhões de Euros (16,3 milhões de Euros no final de 2002), totalizava 57,4 milhões de Euros no final de 2003, um acréscimo em termos líquidos de 6,6% relativamente ao ano anterior.

As Contas de Regularização Activas e Passivas apresentavam, no final de 2003, um saldo líquido credor de 19,6 milhões de Euros, um decréscimo substancial de 26,6% quando comparado com os 26,7 milhões de Euros registados em 2002. Estas rubricas continuam a manter um peso reduzido na estrutura do Balanço do Banco (1,8% e 2,3% respectivamente, em 2003, e 1, 0% e 1,5% respectivamente, em 2002).

Relativamente ao Passivo, e pelas razões já indicadas, os Recursos Alheios diminuíram 840,5 milhões de Euros em 2003 quando comparados com o ano anterior, cifrando-se em 3.830,1 milhões de Euros (4.670,6 milhões de Euros no final de 2002), tendo como resultado que a cobertura do Activo Líquido pelos Recursos Alheios decresceu de 94,2% para 92,8%.

Ao nível dos Recursos de Clientes, os Depósitos à Ordem apresentam um acréscimo de 7,2% situando-se em 796,6 milhões de Euros no final de 2003 (743,0 em 2002) enquanto que os Depósitos a Prazo e de Poupança apresentam um decréscimo de 4,2% cifrando-se em 1.477,4 milhões de Euros (1.541,7 milhões de Euros no final de 2002). Em resultado da política de cross selling implementada no Grupo, juntamente com a apetência dos clientes para novos produtos de investimento, nomeadamente Fundos de Investimento Mobiliário e Imobiliário, Produtos Estruturados e Obrigações, no período em análise estes apresentaram um crescimento global de 80,2%, cifrando-se no final do ano em 517,9 milhões de Euros o montante destes produtos colocado pelas redes comerciais do Banco junto de Clientes. No final de 2003, a rubrica " Débitos para com Clientes" apresentava um peso de 55,1% na estrutura do Balanço d o Banco (46,1% em 2002). Por seu turno a rubrica "Débitos representados por Títulos" sofreu um decréscimo expressivo em 2003, de 36,8 milhões de Euros resultante do vencimento de 7,5 milhões de Euros de Obrigações e de 29,3 milhões de Euros de Certificados de Depósitos colocados junto de Clientes.

Em termos globais, os Recursos Totais de Clientes (excluindo os recursos fora do Balanço) diminuíram 2% entre o final de 2002 e o final de 2003, totalizando 2.317,9 milhões de Euros (2.365,4 milhões de Euros no final de 2002).

Os Capitais Próprios do Banco atingiram os 268,3 milhões de Euros em 2003, um acréscimo de 5,3% quando comparados com os 254,7 milhões de Euros registados em 2002. O peso dos Capitais Próprios no total do Activo Líquido aumentou de 5,1% para 6,5% no período em análise.

Os indicadores de solvabilidade do Banco (calculados de acordo com as instruções do Banco de Portugal) situam-se a níveis apropriados, com o Rácio de Solvabilidade total a situar-se, no final de 2003, em 10,8%, (10,2% em 2002), superior ao limite mínimo de 8%, enquanto que a nível de Tier I o mesmo rácio atingia os 7,8% (7,1% em 2002).

Evolução da Estrutura do Balanço

Em percentagem
-- ----------------
2003 2002 Var % 2003 2002 Var %
Caixa e Disponibilidades em Bancos Centrais 4,7 1,7 128,9 Débitos para com Instituições de Crédito 31,3 42,4 38,5
Disponibilidades em Instituições de Crédito 1,2 1,4 -30,9 Débitos para com Clientes à Vista 19,3 15,0 7,2
Créditos sobre Instituições de Crédito 7,6 21,0 -70,1 Débitos para com Clientes a Prazo 35,8 31,1 -4,2
Créditos sobre Clientes 78,2 69,9 -6,9 Débitos representados por Títulos 1,1 1,6 -45,6
Aplicação em Títulos 4,1 1,3 159,2 Outros Passivos 0,3 0,3 -5,6
Part. E Partes de Capital e Emp. Coligadas 0,5 0,4 11,1 Contas de Regularização 2,3 1,5 25,6
Imobilizações Incorpóreas 0,1 0,2 -31,8 Passivos Subordinados 2,7 2,3 0,0
Imobilizações Corpóreas 0,4 2,1 -82,5 Provisões Diversas 0,7 0,7 -20,3
Acções Próprias 0,0 0,0 0,0 Capitais Próprios e Resultados 6,5 5,1 5,2
Outros Activos 1,4 1,1 6,6
Contas de Regularização 1,8 1,0 54,8
100,0 100,0 -17,0 100,0 100,0 -17,0

- Demonstração de Resultados

Nota Prévia

Em 2002 a actividade bancária exercida sob a marca Banif, foi concretizada pela Banif SGPS, SA (antigo Banif – 1º trimestre) e pelo novo Banif, SA nos restantes meses de 2002. Assim, para o ano de 2002 foram produzidas demonstrações financeiras pró-forma, que incluem a actividade bancária exercida pela marca Banif, durante o exercício de 2002, de forma a serem comparáveis com os valores apresentados em 2003.

Apesar de se continuar a verificar um estreitamento ao nível das margens de intermediação financeira nalguns sectores da actividade creditícia (em especial no crédito a particulares de bom risco), conseguiu-se compensar este facto com um aumento generalizado dos spreads de crédito para as empresas, o que permitiu que a Margem Financeira apresentasse um acréscimo de 5,1%, passando de 99,2 milhões de Euros em 2002 para 104,5 milhões em 2003.

A rubrica Lucros Líquidos de Operações Financeiras, que se cifrou em 6,1 milhões de Euros, regista um aumento de 3,8 milhões de Euros relativamente ao ano anterior, nela se destacando os lucros obtidos em operações relacionadas com as operações de titularização efectuadas até à data. Também as Comissões e Outros Proveitos (líquidos) registam um aumento expressivo de 12,7% relativamente ao ano anterior, elevando-se em 2003 a 40,5 milhões de Euros e representando, em termos brutos (45,1 milhões de Euros), cerca de 29 % do Produto Bancário, que atingiu 155,7 milhões de Euros em 2003 (+9,2% relativamente a 2002).

A Margem Bruta de Exploração cresceu 9,7% em 2003 totalizando 151,1 milhões de Euros (137,7 milhões de Euros em 2002), a que correspondem taxas de rendibilidade de 3,33 % e 57,8%, respectivamente, do Activo Líquido e dos Capitais Próprios, a valores médios de 2003 (2,84% e 56% em 2002).

Conforme já assinalado, os Gastos Gerais Administrativos (rubrica que inclui Custos com o Pessoal e Fornecimentos e Serviços de Terceiros) ascenderam a 82,5 milhões de Euros em 2003, contra 79,9 milhões de Euros em 2002, representando tal evolução um crescimento de apenas 3,3%, apesar do Banco ter continuado a expandir as suas actividades e a alargar as suas redes e canais de distribuição. Como resultado, registou-se um aumento de eficiência do rácio "Gastos Gerais Administrativos/Margem Bruta de Exploração" traduzido na sua diminuição de 58% em 2002 para 54,6% em 2003.

Os Custos com o Pessoal que se cifraram em 47,8 milhões de Euros no final de 2003, apresentaram um crescimento de 2,3%, tendo o custo médio por empregado sido afectado em 2,1%, subindo de 31,8 milhares Euros em 2002 para 32,5 milhares de Euros em 2003.

Quanto à rubrica "Outros Gastos Administrativos" (Fornecimentos e Serviços de Terceiros), o seu montante ascende a 34,6 milhões de Euros, (contra 33,1 milhões de Euros registados em 2002), evidenciando um acréscimo de apenas 4,8%, tendo sido favoravelmente influenciados por uma política de gestão baseada no rigoroso controlo de consumos, racionalização dos custos e permanente negociação dos preços com os fornecedores.

Também o rácio "Cost-to-Income" (Gastos Gerais Administrativos e Amortizações/Margem Bruta de Exploração) registou um apreciável aumento de eficiência de 4,5 p.p., passando de 65,97% em 2002 para 61,29% em 2003.

Como resultado, o Cash Flow de Exploração atingiu os 68,6 milhões de Euros, um aumento expressivo de 18,6% quando comparado com os 57,9 milhões de Euros apurados em 2002 e ao qual correspondem taxas de remuneração de 1,5% e de 26,3%, (1,2% e 23,5% em 2002) respectivamente, do Activo Líquido e dos Capitais Próprios a valores médios de 2003.

As Dotações para Amortizações cifraram-se em 10,1 milhões de Euros apresentando um decréscimo de 7,8% enquanto que as Dotações para Provisões (líquidas de reposições), cresceram 10,5%, ascendendo em 2003 a 29,4 milhões de Euros. Este valor continua a situar-se abaixo da barreira dos 50% do Cash Flow de Exploração (42,9% em 2003 contra 46% em 2002).

A rubrica Ganhos Extraordinários (líquida) teve uma evolução negativa, fixando-se em – 5,8 milhões de Euros. Do lado dos Ganhos há a registar, em especial, as mais valias apuradas com a venda dos imóveis afectos ao serviço já acima mencionada, no montante de 8,2 milhões de Euros, e do lado das Perdas, há a destacar os prejuízos relativos à parte não coberta por seguro resultantes de uma fraude ocorrida numa Agência do Banco, detectada em Fevereiro de 2003 pelos serviços de inspecção e auditoria do próprio Banco, no montante de 10,8 milhões de Euros.

A referida venda dos imóveis afectos à exploração permitiu o apuramento de menos-valias fiscais, as quais fizeram reduzir quase a zero a carga fiscal do Banco em 2003. O Resultado do Exercício, depois de impostos, situa-se assim em 23.190 milhares de Euros, o que traduz um acentuado acréscimo de 47,4%, quando comparado com os 15.736 milhares de Euros referentes a 2002 (pro-forma).

Análise Comparativa

Banif - Banco Internacional do Funchal

Expresso em milhares de euros
-- -------------------------------
31-12-2003 31-12-2002 Variação Variação
Pro-forma absoluta %
Activo Líquido 4.126.690 4.960.862 -834.172 -16,8%
Crédito Líquido 3.229.141 3.466.695 -237.554 -6,9%
Imobilizado Líquido 23.852 112.314 -88.462 -78,8%
Recursos de Clientes 2.317.897 2.365.426 -47.529 -2,0%
Capitais Próprios 268.286 254.696 13.390 5,3%
Margem Financeira (inc.Rend.de Títulos) 104.509 99.436 5.072 5,1%
Lucros em Operações Financeiras (liq) 6.078 2.319 3.759 162,1%
Outros Proveitos (liq) 40.510 35.945 4.564 12,7%
Margem Bruta 151.097 137.700 13.398 9,7%
Gastos Gerais Administrativos -82.480 -79.850 -2.630 3,3%
Cash Flow de Exploração 68.617 57.850 10.767 18,6%
Amortizações -10.130 -10.990 861 -7,8%
Provisões (liq) -29.356 -26.570 -2.786 10,5%
Resultados de Exploração 29.131 20.290 8.841 43,6%
Ganhos Extraordinários (Líquidos) -5.767 598 -6.365
Prov para impostos s/lucros -174 -5.152 4.978 -96,6%
Resultado do exercício (Líq de Impostos) 23.190 15.736 7.454 47,4%
ROE 8,87% 6,36%
ROA 0,52% 0,32%
Cost to Income * 61,29% 65,97%

* Rácio "(Gastos Gerais Administrativos + Amortizações) /Margem Bruta de Exploração

1.1.2 Banco Comercial dos Açores, SA

A orientação estratégica do Banco Comercial dos Açores, que tem sido mantida e sistematicamente reafirmada, passa por uma actuação centrada nos seus mercados naturais — o doméstico, na Região Autónoma dos Açores e o das comunidades açorianas emigradas, o que, condicionando a dimensão do Banco, determina e enquadra a sua acção.

Deste modo, o crescimento e desenvolvimento orgânico é prudente, sustentado e ajustado ao mercado; procura-se elevar o grau da relação negocial e de fidelização da clientela; o esforço de investimento e reengenharia de processos é constante, orientando-se para ganhos de eficiência em toda a estrutura; a vocação universal do Banco traduz-se no enriquecimento constante da gama de produtos e serviços que é oferecida, seja a partir de desenvolvimentos internos, seja através da oferta de produtos e serviços das empresas do Grupo Banif; procura -se, por fim, manter uma forte presença e notoriedade, tendo em vista, se possível, o reforço das elevadas quotas de mercado que o Banco historicamente detém.

No decurso de 2003, ocorreram alterações na estrutura accionista do Banco; em Março/Abril realizou-se a 5ª e última fase de reprivatização do BCA, na sequência da qual o Governo Regional dos Açores deixou de deter qualquer participação no capital e, em Dezembro, na sequência da Oferta Pública de Aquisição lançada pela Banif Comercial SGPS, S.A., esta sociedade passou a ser detentora de 99,6% do capital social e direitos de voto do Banco Comercial dos Açores.

No exercício em apreciação, foi detectada uma fraude numa Agência, cujo prejuízo líquido para o Banco ascendeu a EUR 4,2 milhões, valor este que foi totalmente assumido na conta de exploração do Banco e que acabou por ter reflexos negativos no seu Resultado Líquido que, de 2002 para 2003, decresceu 13,2%.

Sintetiza-se, seguidamente, as principais acções ocorridas em 2003, nas áreas de natureza comercial e nas áreas centrais e operativas do Banco:

- Áreas Comerciais

O BCA aborda o mercado de forma segmentada e aglutina a acção comercial numa só Direcção, a qual passou a incorporar um núcleo de marketing operacional de rede e um núcleo de cross-selling. O primeiro, com o objectivo de incrementar vendas com campanhas específicas e muito direccionadas e que foi responsável pela realização de 22 campanhas ao longo do ano, tendo a sua acção registado uma relevância muito significativa no cumprimento dos objectivos. O segundo, visando incrementar o grau de intervenção do Banco no cross-selling, através de uma correcta articulação com as outras empresas do Grupo e da dinamização interna deste negócio.

Foram também lançados novos produtos, mantendo-se, assim, a tradição de inovar. Destes, destaca-se a Conta BCA Valor e a nova matriz de cartões de débito do Banco.

A banca electrónica, o bcaglob@l, conheceu novas funcionalidades: constituição e reforço de depósitos a prazo, pagamento de serviços e carregamento de telemóveis. Para além disso, fez-se um esforço muito grande de generalização deste serviço aos clientes do Banco, em resultado do qual foi possível quintuplicar o número de contratos activos face ao existente um ano antes.

A rede clássica de distribuição continuou a ser aumentada e melhorada. Inauguraram-se 2 novas agências — Parque Atlântico, em Ponta Delgada e S. Pedro, em Angra do Heroísmo. Iniciaram-se também diversos projectos de intervenção e modernização em outras agências: Santa Maria, Angra do Heroísmo, Pico, Flores e S. Miguel. Destes, concluíram-se os projectos de Santa Maria, Largo 2 de Março e Lagoa.

A actividade das áreas comerciais foi responsável por um crescimento do crédito na ordem dos 101 milhões de Euros, ou seja, cerca de mais 12,4% do que um ano antes. O crescimento do crédito a particulares foi o que teve maior expressão, 14,2%, alavancado pelo crédito à habitação que mantém uma expressão muito forte na carteira. O comportamento dos recursos foi também positivo, registando, no fecho do exercício, um crescimento de 36,5 milhões de Euros, correspondentes a uma variação percentual de 4,8% no ano em análise.

- Áreas Centrais e Operativas

A actividade das áreas centrais e operativas está igualmente enquadrada por objectivos de natureza estratégica que passam por garantir melhores níveis de serviço do Banco aos seus clientes e por ganhos de eficiência na produtividade e na estrutura que permitam incrementar a competitividade do Banco.

Por isso, as infra-estruturas tecnológicas mantêm programas de investimento sustentado através dos quais se procura atingir maiores níveis de automatização e melhores fluxos processuais e, para além disso, temse promovido a integração do Banco no Grupo Banif, estando em curso diversos programas de harmonização em várias áreas. A este nível, destaque para o processo iniciado em 2003 e relativo aos executivos de operações dos dois Bancos Comerciais do Grupo, depois de se terem concluído projectos idênticos para a área financeira, de residentes no exterior, de recursos humanos e de auditoria e inspecção.

Merece também ser sublinhado o projecto que está a ser desenvolvido, igualmente em conjunto entre o Banif e o BCA, para uma nova solução e plataforma de balcões.

O balanço, no respeitante à recuperação de créditos vencidos, foi igualmente favorável, permitindo que o exercício encerrasse com o crédito vencido a pesar 1,42% no crédito total, após o abate de 1.087 milhares de Euros de créditos considerados incobráveis e totalmente provisionados, tendo, assim, este indicador registado uma evolução positiva face a 2002 em que se situou nos 1,87%.

No encerramento do ano, as Provisões para Crédito de Cobrança Duvidosa e Crédito Vencido garantiam uma cobertura de 77,2% do saldo de crédito nesta situação (61,1% um ano antes), com o grau de cobertura a elevar-se para 132,4% se considerarmos, adicionalmente, as Provisões para Riscos Gerais de Crédito. Este indicador era de 115,9% no final de 2002.

O número efectivo médio de trabalhadores ao serviço do Banco em 2003 foi de 444 contra 452 um ano antes. O quadro de pessoal em 31 de Dezembro era de 441 colaboradores.

No geral, o plano de actividades para 2003 teve um grau de realização muito satisfatório permitindo manter o posicionamento agressivo e incrementar a cadeia de valor do serviço do Banco. Como já se referiu, a fraude detectada em 2003, pela sua relevância, acabou por ter reflexos no Resultado Líquido do Banco, que de 2002 para 2003 decresce 993 milhares de euros, ou 13,2%, para 6.543 milhares de Euros. No encerramento do exercício, o Produto Bancário registou um decréscimo de 1,9%, face a 2002, para 41.062 milhares de Euros, influenciado pelo comportamento desfavorável da Margem Financeira e dos Resultados de Operações Financeiras que decresceram EUR 917 milhares e EUR 648 milhares, respectivamente, fixando-se em EUR 29.983 milhares e em EUR 1.273milhares.

Ao invés, os proveitos de serviços bancários tiveram um comportamento favorável, crescendo 19,7%, face a 2002, para 8.367 milhares de Euros, passando a representar 26,5% do Produto Bancário.

Os custos administrativos tiveram um acréscimo de 6,7% relativamente a 2002, não totalmente compensado pela diminuição do volume de amortizações pelo que, no encerramento do exercício, o rácio cos to income era de 60%.

O saldo de Resultados Extraordinários do Banco foi influenciado negativamente pela cobertura, em toda a sua extensão, da referida fraude, como já assinalado, e positivamente pela realização de mais valias resultantes da venda de Imobilizado de serviço próprio à sociedade Banif Imobiliária e ao Fundo de Pensões do Banco, no montante de EUR 3,3 milhões.

O bom comportamento da carteira de crédito conduziu a que o esforço líquido de constituição de provisões para crédito vencido fosse quase nulo em 2003. No entanto, o Banco constituiu para cobertura de contingências fiscais dos exercícios de 2000 a 2003, provisões que ascendem a 3.078 milhares de euros.

O quadro seguinte sintetiza outros dados e indicadores do Banco relativos ao exercício de 2003, salientando-se que a redução expressiva do Activo Líquido resulta quase exclusivamente da redução muito significativa das operações interbancáriasdentro do Grupo Banif

(Em milhares de Euros)

2003 2002 Variação %
Activo Líquido 1.184.260 2.520.324 -53%
Crédito Concedido 908.948 808.357 12,4%
Recursos de Clientes 798.942 762.473 4,8%
Capitais Próprios e Resultados 85.685 81.737 4,8%
Cash Flow de Exploração 16.393 18.649 -12,1%
Resultado do Exercício 6.543 7.536 -13,2%
ROE 8,3% 10,2% -1,9 p.p.
ROA 0,6% 0,3% + 0,3 p.p.
Rácio de Solvabilidade 12,4% 8,9% + 3,5 p.p.
Cost to Income 60% 55% + 5,0 p.p.
Crédito Vencido/Crédito Total 1,4% 1,9% - 0,5 p.p.
Provisões Totais para Crédito/Crédito Vencido 132,4% 115,9% + 16,5 p.p.
Crédito com Incumprimento*/Crédito Total 1,1% 1,6% - 0,5 p.p.

?? De acordo com a definição constante da carta circular nº 99/03/2003, do Banco de Portugal

1.1.3 Banif Leasing, SA

A produção global em 2003, foi de cerca de 133,6 milhões de Euros, dos quais 106,3 milhões de Euros são referentes a contratos de locação financeira mobiliária e 27,3 milhões de Euros a contratos de locação financeira imobiliária. Em relação ao período homólogo anterior, estes valores representam um acréscimo global de 10,8%, com destaque para o crescimento de 30,9% na locação financeira imobiliária.

No decurso de 2003 o sector decresceu, em termos globais, - 0,7% relativamente ao ano anterior, tendo a locação financeira mobiliária decrescido –6,3% e a locação financeira imobiliária crescido 13,9%.

As redes de distribuição do Banif contribuíram de uma forma muito significativa para a produção de leasing mobiliário (cerca de 47,2%) e são a principal origem dos contratos de leasing imobiliário (78,1%).

A carteira de crédito no final de 2003 ascendia a 185,0 milhões de Euros, ou seja, um crescimento de 69,9% relativamente a 2002, em especial devido à redução dos volumes de crédito cedidos no âmbito das operações de titularização em curso.

A margem financeira cresceu 44,9%, passando de 3.431 milhares de Euros, em 2002, para 4.970 milhares de Euros em 2003.

Por seu turno,o produto lease de exploração subiu de 5.816 milhares de Euros, em 2002, para 6.753 milhares de Euros, em 2003, ou seja, um crescimento de 16,1%.

O cost to income, relação entre os custos operativos e o produto lease, passou de 52,8% para 47,8%.

O lucro líquido teve uma queda de 79,7% face ao ano de 2002, fixando-se nos 89 milhares de Euros. Contudo, o cash -flow gerado atingiu 3.745 milhares de Euros, representando um crescimento de 29,5% face ao ano de 2002, tendo a exploração de 2003 ficado marcada negativamente pelo forte aumento das provisões constituídas (+60,9%) que atingiram uma dotação total (líquida de reposições e anulações) de 3.104 milhares de Euros em 2003.

Em 31de Dezembro de 2003, o número de empregados da sociedade era de 39.

Com a reestruturação organizativa operada no ano de 2003, a Direcção Comercial do Banif Leasing passou a dispor do Canal Bancos, para as operações com origem nas redes comerciais do Banif e do BCA, e do Canal Fornecedores para as operações originadas nos fornecedores e nos canais agenciados, confinando a presença física geográfica às Delegações do Porto, Leiria e Lisboa.

(Em milhares de Euros)

2003 2002 Var %
Activo Líquido 185.112 111.917 + 65,4
Crédito Total 185.047 108.904 + 69,9
Capitais Próprios 12.073 12.325 - 2,0
Cash-Flow 3.751 2.893 + 29,7
Resultado Líquido 89 435 - 79,7
ROE 0,7 3,5 % -79,1
ROA 0,1 0,4 -87,6
Rácio de Solvabilidade 8,8 10.2 -13,7
Cost to Income 47,8 52,8 -9,5
Crédito Vencido / Crédito Total 3,3 % 3,4 % - 1,8
Provisões Totais / Crédito Vencido 112,1 % 111,6 % + 0,5

1.1.4 Banif Crédito – Sociedade Financeira para Aquisições a Crédito, SA

No exercício de 2003 a Sociedade realizou 2.394 contratos novos no valor de 22,8 milhões de Euros, o que representa um desvio negativo substancial em relação ao objectivo comercial e um crescimento de +1% relativamente a igual período de 2002.

Mantém-se uma larga maioria de contratos cujo objecto de financiamento são veículos usados e os mutuários clientes particulares.

Para este resultado, em conjuntura altamente desfavorável, contribuíram as seguintes acções desenvolvidas em 2003:

  • Criação de uma grelha de rappel anual comercia l com o objectivo de fidelizar os principais originadores de negócio;
  • Criação de um produto de financiamento de stocks dos fornecedores, em contrapartida do volume de negócios canalizados para a Sociedade;
  • Lançamento de um challenge comercial para os primeiros sete meses do ano, que premiou os fornecedores com viagens, caso atingissem os objectivos comerciais negociados;
  • Realização de uma campanha promocional "Férias sem stress", assente num produto de diferimento do pagamento da 1ª mensalidade;
  • Organização de um passeio "Todo-o-Terreno", em conjunto com a Banif Leasing, com o objectivo de consolidar a imagem da empresa junto da rede de fornecedores.

A carteira de crédito evidenciava, no final de 2003, o valor de 37,8 milhões de Euros o que representa um acréscimo de 36,4% relativamente ao ano anterior.

A Margem Financeira registou um forte crescimento de 81%, passando de 937 milhares de Euros em 2002, para 1.679 milhares de Euros em 2003.

Por outro lado, o cost to income evoluiu também favoravelmente de 47,7 % para 37%, entre 2002 e 2003. No entanto, o forte reforço em dotações para provisões levou a que o

Resultado Líquido no final do ano atingiu os 406 milhares de Euros, contra 489 milhares de Euros em igual período do ano transacto, o que representa uma redução de cerca de 17% relativamente ao ano anterior.

Esta evolução das provisões resulta no essencial de uma política mais restritiva em matéria de provisionamento do crédito vencido, no quadro do Aviso 8/2003 do Banco de Portugal, que implicou um reforço das provisões específicas para riscos de crédito na ordem dos 1.651 milhares de Euros, que permitiu atingir um nível de cobertura de 91,4% do crédito e juros vencidos (+34% e considerando-se as provisões totais para riscos de crédito).

Com vista à prossecução dos objectivos estratégicos, foi nomeado um Director Geral, foram revalidados os objectivos estratégicos da empresa enquanto especialista do grupo na área do crédito ao consumo no ponto de venda e foi decidido autonomizar, a partir de 1 de Setembro de 2003, as estruturas partilhadas com a Banif Leasing, com excepção das áreas de contencioso e informática

Em Dezembro de 2003, a Banif Crédito e Banif Leasing mudaram de instalações deixando de partilhar o mesmo espaço físico.

Em 31 de Dezembro de 2003, o número de empregados da Sociedade era de 29.

(Em milhares de Euros)

2003 2002 %
Activo Líquido 38.335 28.102 36,4
Carteira de Crédito Liquida 37.829 27.723 36,5
Capitais Próprios 4.373 4.347 0,006
Cash Flow 2.377 1.358 75
Resultado Líquido 406 489 -17
ROE 9% 6% 50
ROA 1,06% 1,74% -39,08
Rácio de Solvabilidade 9,7% 10% -3
Cost to Income 37% 47,7% -22,4
Crédito Vencido/Crédito Total 6,7% 6% 12
Provisões Totais/Crédito Vencido 134% 75% 79

1.1.5 Banif Rent – Aluguer, Gestão e Comércio de Veículos Automóveis, SA

A Banif Rent, SA existe como tal desde 16 de Abril 2003, resultando da aquisição de 70% da empresa Sky Rent pelo Grupo Banif.

O Grupo Banif assumiu efectivamente a gestão da Banif Rent em 1 de Maio de 2003, iniciando a sua operação comercial em 1 de Setembro de 2003.

Em resultado da actividade da Banif Rent, SA no ano 2003, regista-se a realização de 17 novos contratos com um valor de 528.203 Euros de capital financiado.

A Banif Rent, SA encerrou o ano de 2003 com uma frota de 135 viaturas, a que correspondem outros tantos contratos de gestão de frota, dos quais 89 com contrato de manutenção. Paralelamente, detém em carteira 24 contratos de gestão de manutenção.

As contas da Banif Rent, SA apresentam um Resultado Líquido de impostos de – 255,5 milhares de Euros.

A Banif Rent conta actualmente com sete colaboradores, sendo o resultado do reforço, em Junho, de três novos colaboradores.

Relativamente à actividade desenvolvida durante o ano de 2003 é ainda de destacar:

  • A criação da imagem institucional e a revisão do contrato de gestão de frota no âmbito na nova empresa.
  • A criação de um novo Pack Condutor.
  • A implementação do produto 'Banif FleetCare' junto dos CE's através de acções de formação.

(Em milhares de Euros)

2003 2002 %
Activo 2.146 3.007 -29
Capitais Próprios 155 411 -62
Cash-Flow -24 957 -103
Resultado Líquido de Impostos -255 222 -215

1.1.6 Banco Banif Primus, SA

Ao longo de 2003, o Banco Banif Primus, SA, orientou as suas operações para o financiamento das empresas, actuando fortemente nas operações de crédito comercial e de comércio externo. Em simultâneo, foi desenvolvido um conjunto de acções com o objectivo de reforçar a divulgação da marca Banif junto do mercado e da comunidade portuguesa no Brasil.

No tocante à actividade de crédito comercial, a respectiva carteira, em crescimento sustentado ao longo do ano, atingiu o montante de R$ 119 milhões, destacando-se as operações com caução de facturas, as operações de compra de carteira de crédito de Bancos de menor porte em regime de co-obrigação, bem como, as operações de financiamento com débito consignado nas contas de salário dos financiados, sempre com o objectivo de minimizar o risco de crédito e maximizar a rendibilidade do Banco.

No tocante ao comércio externo, um dos core business do Banco Banif Primus, continuou-se a atender a clientela deste segmento, composta pelos maiores grupos públicos e privados do país, tendo-se fechado o ano com uma carteira própria de crédito ao comércio externo de cerca de R$ 80 milhões, e um volume de USD $85 milhões de operações de financiamento externo para o Grupo.

Desta forma, e consolidando as operações de crédito comercial e de trade finance em moeda local, o Banco Banif Primus atingiu uma carteira de crédito de cerca de R$ 199 milhões no final do exercício de 2003, apresentando, assim, um crescimento de cerca de 30%, quando comparada com os R$155 milhões registados no final do ano anterior.

No seguimento da estratégia comercial definida pela Gestão do Banco, foram abertas agências comerciais com o objectivo de melhor explorar oportunidades de negócio local, em especial nas zonas de maior influência das comunidades portuguesas, ou com maior potencial de negócio nas actividades estratégicas do Banco, nomeadamente no private banking e no trade finance. Neste sentido, foi inaugurada, ainda no final de 2002, a agência de Alphaville na Grande São Paulo, que em 2003 alargou consideravelmente a sua actividade, atingindo todos os objectivos esperados, tornando-se um importante polo de captação de depósitos de Clientes de alto rendimento, além de incrementar os negócios da carteira comercial e de trade finance.

No segundo semestre de 2003 foi inaugurada uma nova agência em Santos, cidade do Estado de São Paulo que abriga o maior porto brasileiro e um dos maiores do mundo em carga de longo curso, apresentando um enorme potencial para o desenvolvimento de operações de câmbio e comércio exterior, a que se junta a forte presença da comunidade portuguesa, oriunda em grande parte da Madeira. Foram também definidos objectivos na captação de clientela local de elevados rendimentos para o desenvolvimento do cross selling com a actividade de private banking.

Dando continuidade à estratégia já adoptada nos anos anteriores, procurou-se consolidar o lugar de destaque nos mercados de câmbios e ouro, mantendo-se uma posição entre os quinze bancos mais activos do mercado de câmbios, segundo o ranking mensal do Banco Central do Brasil. Por outro lado, o Banco manteve uma importante presença nos mercados interbancários, em especial no financiamento a bancos de pequena e média dimensão.

A tesouraria teve um importante papel na obtenção do funding necessário para suportar as actividades de crédito do Banco, principalmente as de crédito comercial e comércio externo. Além da captação em moeda nacional junto dos clientes e instituições, destacam-se as duas emissões de dívida externa realizadas em 2003, a primeira (trade related notes) no montante de EUR 20 milhões, produto da securitização de créditos de comércio externo e a segunda (CD placement) no montante de EUR 17,5 milhões.

Na área de corporate finance, à semelhança do ano anterior, realizaram-se novas operações de emissão de obrigações com as principais companhias aéreas brasileiras, TAM, VASP e VARIG, tendo o Banco apoiado estas empresas na estruturação de emissões voltadas para a securitização de dívidas para com a INFRAERO – Empresa Brasileira de Infra -Estrutura Aeroportuária.

De igual modo, o Banco apoiou a Termo Bahia S.A., empresa de geração termoeléctrica, na estruturação de uma emissão de obrigações para transferência de parte da participação da Petrobrás – Petróleo Brasileiro S.A. para investidores institucionais. O Banco realizou ainda uma série de avaliações, com finalidades diversas, para clientes da área de geração de energia, tanto hidroelétrica como termoeléctrica, e da área imobiliária.

Em Setembro de 2003, o Banif – Banco Internacional do Funchal, SA, o Banif – Banco de Investimento, SA e o Banco Banif Primus, SA assinaram, em Lisboa, um Protocolo de Intenções com o BDMG – Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, SA, contando com a intervenção da Secretaria de Desenvolvimento daquele Estado. O Protocolo tem por finalidade o incremento da actividade de empresas portuguesas em Minas Gerais, bem como o aumento do intercâmbio comercial entre empresas portuguesas e empresas daquele Estado. Os trabalhos conjuntos com o BDMG já se iniciaram, relativamente a empresas portuguesas com investimentos no Brasil e com interesses no Estado de Minas Gerais.

Em 2004 deverão ser retomados os processos de privatização dos Bancos Estaduais, nos quais o Banco Banif Primus, SA se está posicionando como representante dos funcionários de duas ent idades; o Banco do Estado do Piauí e o Banco do Estado do Ceará. Ainda neste ano, o desenvolvimento de parcerias públicoprivadas e a disseminação de novos instrumentos de securitização de créditos poderão representar oportunidades adicionais de negócios para o Banco, nesta área de actividade.

O ano de 2003 foi também um ano bastante favorável para a actividade de gestão de activos no Brasil, tendo-se revertido as perdas ocorridas no ano anterior. Neste período a Banif Primus Asset Management apresentou um crescimento expressivo dos activos sob gestão, ampliando o seu leque de Clientes e incorporando novos produtos à sua administração. O património administrado passou de R$ 96 milhões no final de 2002 para R$ 167 milhões em Dezembro de 2003, correspondendo a um crescimento de 74% no ano, superando em larga margem o crescimento do sector no mesmo período.

No final de 2003, a área de investimento do Banco Banif Primus foi reestruturada, o que permitirá, em 2004, um aproveitamento simultaneamente mais ágil e mais sistemático das oportunidades de negócios nas áreas de mercado de capitais local, mercado de capitais internacional, fusões e aquisições, derivativos e asset management.

O resultado do ano de 2003 foi fortemente influenciado negativamente pelo efeito reversivo que resultou da revalorização do Real face ao Dólar, sobre o "hedge cambial" que havia sido efectuado no período préeleitoral em 2002 e que só foi anulado por decisão da gestão, no final do 1º trimestre de 2003.

Variação 2003/2002

(Em milhares de Euros)

2003 2002 Variação %
Activo Líquido 178.740 138.318 +29,2
Crédito 60.346 20.581 189,4
Recursos de Clientes 17.516 9.675 81,0
Capitais Próprios 9.820 9.836 - 0,2
Cash Flow -18 1.309
Resultado Líquido -316 1.172

1.2 BANIF SEGUROS SGPS, SA

A Sociedade prosseguiu o desenvolvimento da sua actividade em conformidade com o quadro legal das empresas holding.

Em consequência, a actividade da Sociedade foi reduzida, consubstanciando-se na gestão da participação financeira detida na Companhia de Seguros Açoreana, SA.

Assim, a composição do balanço assenta essencialmente na participação financeira de 23.325 milhares de Euros, consubstanciada em 3.792.500 acções representativas de 52,31% do capital social da Companhia de Seguros Açoreana, SA.

Porém, a Sociedade, ao abrigo da directriz contabilística nr. 9 e para efeitos de valorização da referida participação financeira, aplicou o método de equivalência patrimonial, pelo que, o valor da participação reportada a 31 de Dezembro de 2003 ascende a 33.582 milhares de Euros. Consequentemente, a Sociedade obteve um lucro de 5.269 milhares de Euros, contra um resultado de 3.074 milhares de Euros em 2002.

A sociedade não dispunha, no final de 2003, de um quadro de pessoal próprio.

1.2.1 Companhia de Seguros Açoreana, SA

No exercício de 2003, três factos merecem particular destaque na evolução da actividade da Companhia de Seguros Açoreana, SA (CSA):

  • A tendência sustentada de reforço da quota de mercado. A CSA possuía individualmente, em 1996, uma quota de mercado de 0,64%; actualmente essa quota é de 3,4%. Em Vida a quota é de 3,2% e em Não Vida de 3,6% (considerando os dados provisórios disponibilizados pela APS);
  • A evolução consistente dos resultados e do cash flow e o reforço progressivo da solidez da situação financeira e patrimonial da Sociedade;
  • A conclusão, com sucesso, do processo de integração com as seguradoras fusionadas e a evolução extraordinariamente positiva dos projectos de modernização, com implicações na qualidade do serviço aos clientes e na melhoria dos indicadores de eficiência e produtividade.

No âmbito da modernização das plataformas de negócio, sistemas e operativas, ficou concluída, no 1º semestre de 2003, a nova infra-estrutura de comunicações de voz e dados, cuja modernidade, capacidade integradora e disponibilidade de novos serviços, nomeadamente Internet de banda larga em toda a Companhia, se irá traduzir, entre outras funcionalidades, no aproveitamento das comunicações internas para melhorar a informação e formação dos colaboradores da CSA e valorizar as relações com os diferentes parceiros externos.

Foi igualmente concluído o up grade da aplicação "Claims Ready". Es te projecto, cujo âmbito foi alargado à Região Autónoma dos Açores, irá promover ganhos muito significativos na simplificação, efectividade de processos e capacidade de gestão do ramo automóvel. Ainda no plano da modernização tecnológica e melhoria dos níveis de eficiência e produtividade, foi concluído um projecto no âmbito da qualidade dos dados, o qual visa eliminar redundâncias e incoerências e, simultaneamente, enriquecer a base de dados da Companhia com informação adicional sobre os seus clientes, estando em curso, presentemente, um projecto de unificação de titulares.

O site institucional da Açoreana na Internet foi também reformulado, quer na imagem, quer nos conteúdos.

A "Açornet" tem vindo a confirmar-se como uma excelente plataforma de diálogo e relacionamento com a rede de mediação, considerando o número de adesões de agentes (quase 600), já alcançado. Continuam, também, a ser disponibilizadas novas funcionalidades que tornam este meio um instrumento de trabalho cada vez mais indispensável para a nossa rede comercial.

Em Outubro, arrancou a plataforma de contact center que pretende residir como um polo avançado de atendimento profissionalizado para a resolução de questões de menor complexidade.

Ainda em 2003, foram iniciados dois projectos de formação com recurso a ferramentas de e-learning que tiveram importante sucesso; iniciativas que vão prosseguir e ter um importante impulso em 2004.

A nível da melhoria da eficácia global prosseguiram, igualmente, um conjunto de projectos estruturantes dos quais importa destacar aqueles que visam o reforço do cross-selling e o desenvolvimento das parcerias no seio do Grupo Banif.

No canal de distribuição "Banca-Seguros" regista-se o extraordinário impulso dado á colocação de negócios por parte das redes dos Bancos, Banif e BCA. No âmbito do projecto de "assurfinance", prosseguiram os programas de envolvimento da rede de mediadores na venda de produtos bancários e de leasing, também com evidente sucesso, tendo sido ultrapassado em 2003, em termos de operações contratadas, o montante de 9,8 milhões de Euros.

Prosseguiram os programas de CRM, os quais têm vindo a apresentar um assinalável êxito, inicializando as estruturas comerciais da Companhia na utilização de técnicas de segmentação e de desenvolvimento do potencial dos seus clientes, segmentando -os e promovendo abordagens intensivas de penetração.

Igualmente, com o propósito de aproveitar o potencial de negócio dos actuais clientes e mediadores e estabelecer uma base conceptual para a definição das estratégias comerciais dos escritórios, foi relançado o projecto MGCOR (Modelo de Gestão Comercial Orientado a Resultados), apoiado numa adequada e bem estruturada ferramenta informática.

Prosseguiu o Projecto RUMO, visando a racionalização, uniformização e simplificação administrativa, e a melhoria da eficiência dos processos de negócio.

O projecto "Datawarehouse", que visa melhorar a qualidade e disponibilidade dos dados associados à informação de gestão, ficou concluído, possibilitando uma in formação mais alargada sobre os negócios e permitindo aos utilizadores interagir na criação de estatísticas e quadros comparativos.

De sublinhar, também, o enorme esforço de desenvolvimento das chamadas soluções affinitys e de desenvolvimento da rede própria, cativa, que prosseguiu a bom ritmo, com a nomeação de novos agentes exclusivos e preferenciais, cujo número já ultrapassava os 420 agentes.

No âmbito da divulgação da marca e reforço da notoriedade institucional, foi efectuada, no início do ano, uma campanha de comunicação da fusão e deu-se cumprimento ao programa de apoios a mediadores, patrocínios e iniciativas previstas no plano de Marketing para 2003.

Neste plano, importa sublinhar, a evolução extremamente positiva da revista "Apólice", quer em termos de noticiário, quer em termos de grafismo, e a importância cada vez maior do "Clube dos Ases", enquanto plataforma para estreitar os laços entre a Companhia e os seus agentes através da realização de iniciativas lúdicas e formativas.

Destinado ao público interno, realizou-se em Setembro um encontro de colaboradores, de adesão voluntária, mas que reuniu cerca de 300 empregados, num ambiente de saudável confraternização e alegre convívio.

No que se refere ao lançamento de novos produtos e rejuvenescimento dos produtos de carteira, de referir o alargamento do "Vida Grupo" às pessoas com mais de 70 anos, um novo produto de Acidentes Pessoais, o restyling dos produtos Auto e MP Lar e o lançamento de uma versão de "Top Invest" a 1 ano.

Em termos de evolução económica, o volume de produção da CSA, medido através dos prémios brutos emitidos, ultrapassou os 318,4 milhões de Euros, dos quais 146,6 milhões de Euros nos ramos Reais e 171,8 milhões de Euros nos ramos Vida, correspondendo, respectivamente, a acréscimos de 25,3%, 10,3% e 41,8%, comparativamente aos valores registados em 2002.

Os resultados líquidos ultrapassaram os 10,1 milhões de Euros, mais 24,7% que o resultado obtido em 2002, traduzindo de forma expressiva a capacidade de gerar meios por parte da Companhia, neste período.

A evolução do cash flow operacional reflecte, também, uma dinâmica de crescimento e melhoria da situação económica e financeira, tendo atingido o montante de 13,8 milhões de Euros, excedendo em cerca de 23% o valor obtido no ano de 2002. Em termos de solvabilidade, a margem de solvência e o Fundo de Garantia, calculados de acordo com o modelo em vigor, reflectem ter a Companhia de Seguros Açoreana uma capacidade excedentária para cumprir os seus compromissos futuros, evidenciando um grau de cobertura de 123,4%.

O activo líquido ultrapassou os 575 milhões de Euros, mais 18,6% que o registado no exercício anterior, e os capitais próprios evoluíram de cerca de 58 milhões de Euros para 64 milhões de Euros (mais 10,9%).

VARIAÇÃO 2002/2003

(Em milhares de Euros)

2003 2002 Variação %
Prémios Vida 171.846 121.168 41,8
Prémios Não-Vida 146.572 137.873 10,3
Prémios Totais 318.418 254.041 25,3
Cash Flow Operacional 13.767 11.206 22,9
Activo Líquido 575.423 485.346 18,6
Investimentos Líquidos 519.249 436.452 19,0
Capitais Próprios 64.198 57.871 10,9
Resultados Líquidos 10.120 8.118 24,7

1.3 BANIF INVESTIMENTOS SGPS, SA

A Sociedade desenvolveu a sua actividade em conformidade com o quadro legal das empresas holding, definido pelos Decretos-Lei nº 495/88, de 30 de Dezembro, nº. 318/94 de 24 de Dezembro e nº. 378/98 de 27 de Novembro, centrando-se essencialmente no acompanhamento e apoio às empresas suas participadas.

Na sequência do desenvolvimento da sua actividade, esta sociedade adquiriu à Banif SGPS, SA 8.512.000 acções, representativas de 15,2% do capital social da sociedade Banif Comercial SGPS, SA, ao preço unitário de EUR 5,90, cujo investimento global atingiu o montante de 50.220,8 milhares de Euros.

A Sociedade subscreveu o aumento do capital social da sociedade Banif Securities Holding, Ltd, de USD 1.000.000,00 para USD 2.108.000,00, no valor de USD 942.000.

Durante o exercício, a Sociedade recebeu dividendos da sociedade participada Banif Banco de Investimento, SA, no montante de EUR 1.100.000,00 e do Banif – Banco Internacional do Funchal (Cayman), Ltd, no montante de EUR 94.546,18, tendo pago ao accionista único, a Banif SGPS, SA, dividendos no valor de EUR 1.750.000,00.

Foram, ainda, contraídos novos empréstimos, pelo prazo de 6 meses, sucessivamente renováveis por iguais períodos e remunerados à taxa de juro, Cost of Funds + 1%, para apoio de tesouraria, junto da sociedade participada Banif – Banco Internacional (Cayman),Ltd, ascendendo o montante total do endividamento junto daquela filial a cerca de 71,2 milhões de Euros, no final do ano de 2003.

A Sociedade reestruturou ainda o seu passivo através de obtenção de um financiamento de médio prazo de EUR 20.000.000,00, junto da Euro Invest Limited, com o qual liquidou um financiamento de igual montante à sua participada Banif – Banco Internacional (Cayman), Ltd.

A Sociedade não dispunha, no final de 2003, de um quadro de pessoal próprio.

1.3.1 Banif – Banco de Investimento, SA

O Banif – Banco de Investimento, S.A. ("Banif Investimento") é a instituição do Grupo Banif que actualmente centraliza e coordena toda a actividade nacional e internacional do Grupo na área da banca de investimento, nomeadamente a actividade da Banif Securities, Inc. (nos Estados Unidos da América) e da Banif Primus C.V.C, S.A. (no Brasil).

As actividades de Gestão de Fundos (Mobiliários, Imobiliários e de Pensões) são desenvolvidas pelas sociedades participadas do Banif Investimento, enquanto que, em resultado da fusão por integração da Banif Patrimónios e da Banif Ascor no Banif Investimento ocorrida em 30 de Dezembro de 2002, todas as restantes actividades são desenvolvidas no âmbito do próprio Banco de Investimento.

Em consequência do referido processo de fusão e tendo em vista a continua especialização dos recursos humanos do Banco, no decurso do primeiro semestre de 2003 procedeu-se a uma alteração da respectiva estrutura organizacional, salientando-se, em termos de estratégia comercial, a criação de duas novas Direcções: a Direcção de Private Banking e a Direcção de Project Finance e Securitização.

A Direcção de Private Banking resultou da autonomização do Departamento já existente no âmbito da Direcção Comercial e tem como objectivo principal a captação de Clientes particulares para o Banco, através da prestação de serviços de assessoria financeira e gestão de patrimónios de elevado valor acrescentado. Neste contexto, a actividade da Direcção Comercial passou a estar focada na dinamização da actividade de cross-selling de produtos de Banca de Investimento com especial ênfase em produtos de gestão de activos, como fundos de investimento e de pensões e produtos estruturados, através das redes comerciais do Grupo Banif. A Direcção de Project Finance e Securitização foi vocacionada para a assessoria financeira e montagem de operações de securitização e de financiamentos estruturados, em regime de Project Finance.

No decurso do primeiro semestre de 2003 foi igualmente lançado pelo Banco, em parceria com a MediaCapital, um dos principais grupos de media nacionais, o site de investimento on-line designado por BInvestor.

Igualmente neste período procedeu-se à constituição de uma Sociedade de Capital de Risco (NewCapital - Sociedade de Capital de Risco, S.A.) e de um fundo de capital de risco para investidores qualificados (CAPVEN – Capital Ventures - FCR). Foi igualmente constituída nas Ilhas Caimão a sociedade Banif International Asset Management (BIAM), destinada à prestação de serviços de gestão de patrimónios a Clientes não residentes do Grupo Banif. Esta Sociedade junta-se assim à Banif Multi Fund (gestora de fundos de investimento offshore) sediada também nas Ilhas Caimão, que a BIAM adquiriu ao Banif (Cayman), Ltd. no decurso do corrente ano.

Já no final do ano concretizou-se a fusão por incorporação da Banif Imo – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, SA na Banifundos - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, SA, tendo esta sociedade alterado a sua denominação social para "Banif Gestão de Activos - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, SA". Esta fusão vai permitir desenvolver a partir de uma única sociedade, toda a actividade de gestão de fundos de investimento mobiliário e imobiliário e, no futuro, todas as restantes actividades de gestão de activos.

O principal activo do Banif Investimento, a Carteira de Obrigações, atingiu um valor global de cerca de 152 milhões de Euros em 31 de Dezembro de 2003. Atendendo à evolução positiva da generalidade dos mercados de renda fixa, optou-se, a partir de meados do ano, por alargar as classes de activos a títulos estruturados (RMBS, CMBS e ABS) bem como a asset swaps e a credit default swaps. Estas novas carteiras permitiram manter a rentabilidade e simultaneamente diversificar os riscos de carteira.

Durante o ano de 2003 procedeu-se igualmente a uma dinamização da carteira proprietária de acções do Banif Investimento, tendo-se obtido um resultado liquido positivo de cerca de 201 mil Euros com uma exposição média inferior a 1 milhão de Euros.

Em termos de política de funding, manteve-se a estrutura já existente, baseada em alguns recursos de médio prazo, no capital disponível do Banco, nas linhas de repo concedidas pelos principais bancos internacionais e na emissão de certificados de depósito.

No que se refere a operações de derivativos e cambiais, o Banif Investimento realizou diversas operações cujo valor nominal total ascendeu a cerca de 300 milhões de Euros, sempre associadas a operações de mercado de capitais, não tendo aquelas envolvido por isso qualquer risco financeiro para o balanço do Banco.

O Banif Investimento gerou, no ano de 2003, um produto bancário de 12,0 milhões de Euros, que se traduziu num cash-flow de 4,8 milhões de Euros e num resultado líquido individual de 2,3 milhões de Euros:

(Em milhares de Euros)

Contas Individuais 2003 2002 Variação %
Activo Líquido 274.895,5 173.275,1 + 58,7%
Capitais Próprios 23.298,4 22.127,1 + 5,3%
Produto Bancário 12.012,1 8.119,8 + 47,9%
Cash-Flow 4.787,8 2.166,2 + 121,0%
Resultado do Exercício 2.271,3 1.243,6 + 82,6%
ROA 1,01% 0,80% -
ROE 10,25% 5,80% -
Cost-to-Income 71,3% 85,8% -
Rácio de Solvabilidade 12,6% 17,2% -

A nível consolidado o Banif Investimento gerou um produto bancário de 14,3 milhões de Euros, um cashflow de 6,0 milhões de Euros e um resultado líquido de 3,1 milhões de Euros.

Os principais elementos caracterizadores do desempenho do Banif - Banco de Investimento, S.A. no ano de 2003, por actividade, foram os seguintes:

1. Corporate Finance

Em 2003, a Direcção de Corporate Finance e M&A prosseguiu com a consolidação da sua actividade no âmbito da prestação de serviços de assessoria financeira e de apoio à montagem de operações estruturadas, continuando a privilegiar a qualidade do trabalho executado e o acompanhamento permanente dos seus clientes.

No que concerne ao âmbito de actuação desta Direcção na área de Assessoria Financeira, importa realçar (i) a prestação de serviços de assessoria financeira e respectivas avaliações, da qual se destaca a Doctortel – Assistência Técnica de Telecomunicações, S.A. e a Tapeçaria Regional de Coimbra, S.A., (ii) a assessoria financeira ao Governo Regional dos Açores no processo de privatização da EDA – Electricidade dos Açores, S.A. e respectiva avaliação da emp resa, (iii) a assessoria financeira prestada à RTP na alienação da sua participação da Sport TV, e (iv) a assessoria financeira na avaliação financeira de uma empresa de produtos químicos e de uma empresa do sector de construção e obras públicas.

O ano de 2003 foi ainda pautado pela realização de algumas operações de Organização e Montagem de Programas de Emissões de Papel Comercial, designadamente para a Transinsular – Transportes Marítimos Insulares, S.A. e para a Meci – Montagens Eléctricas, Civis e Industriais, S.A., bem como a estruturação e montagem de uma operação de financiamento para apoio ao Grupo Cofina na tomada de uma participação de 5,13% na Gescartão, SGPS, S.A., no âmbito do processo de reprivatização da empresa.

A Direcção de Corporate Finance e M&A participou ainda na montagem de diversas Ofertas Públicas destacando -se a liderança na Oferta Pública de Venda integrada na 5ª e última Fase de Reprivatização do Banco Comercial dos Açores, S.A.. e da Oferta Pública de Aquisição Obrigatória lançada pela Banif Comercial SGPS, S.A. sobre a totalidade das acções daquele Banco.

2. Mercado de Capitais

Ao nível do mercado primário, o Banif Investimento manteve uma presença activa na estruturação e montagem de operações de Asset Backed Securities, tendo sido efectuadas 4 operações, num montante global de 55 milhões de Euros.

Adicionalmente, o Banif Investimento reestruturou diversas operações num total de 226,5 milhões de Euros para emitentes do Grupo Banif das quais se destacam: (i) duas emissões de obrigações da Banif SGPS, no total de 120 milhões de Euros; (ii) uma emissão de Trade Related Notes e uma emissão de Certificados de Depósito para o Banco Banif Primus, S.A. no total de 37,5 milhões de Euros; (iii) duas emissões de obrigações estruturadas para o Banif – Banco Internacional do Funchal (Cayman), Ltd. no montante global de 25 milhões de Euros; (iv) uma emissão de Obrigações de Caixa do Banif Investimento indexadas ao risco de crédito do Brasil (Brazil Credit Linked Notes), no montante de 15 milhões de Euros; (v) uma emissão de obrigações para a SOIL SGPS, S.A. no montante de 27,5 milhões de Euros; e (vi) uma emissão de obrigações para a FNI – Fábrica Nacional de Iluminação, S.A. no montante de 1,5 milhões de Euros.

O Banif Investimento (i) esteve envolvido na liderança e colocação de uma emissão de Notas para uma entidade brasileira, a Brasturinvest – Investimentos Turísticos, SA (Grupo Pestana), no montante global de 17,5 milhões de Euros, (ii) participou como Deale r no Sindicato de Tomada Firme do Multi Currency Commercial Paper Programme da Brazcomp 1 Limited (Grupo Votorantim) no montante global de 65 milhões de Euros e (iii) integrou o Sindicato de Tomada Firme da Emissão de 150 milhões de Euros de Floating Rate Notes do Banco Itaú Europa, S.A., assumindo o estatuto de Co-Lead Manager.

Ao nível da assessoria financeira o Banif Investimento assessorou a ANAM – Aeroportos e Navegação Aérea da Madeira, S.A. na escolha do consórcio de instituições financeiras líder do processo de obtenção de rating internacional para a ANA – Aeroportos de Portugal, S.A. e para a montagem de um Private Placement de 50 milhões de Euros para aceder ao mercado de capitais internacional.

A experiência na organização e acompanhamento de processos de rating abrangeu o próprio Banif – Banco Internacional do Funchal, S.A., tendo o Banif Investimento assumido o estatuto de Joint Arranger, conjuntamente com o Citigroup Global Markets Limited e a Caixa - Banco de Investimento, S.A., no Programa Multi-Issuer Euro Medium Term Notes ("EMTN") deste Banco, no montante global de 1 bilião Euros, e o estatuto de Joint Lead Manager na sua emissão inaugural de Floating Rate Notes ("FRN's") de 200 milhões de Euros. Adicionalmente, o Banif Investimento estruturou e liderou uma emissão de acções preferenciais do Banif Finance, Ltd. no montante de 25 milhões de Euros, operação que teve como objectivo reforçar o Tier 1 do Grupo Banif.

O volume de transacções de renda fixa efectuadas em mercado secundário pelo Banif Investimento foi, em 2003, superior a 2,7 mil milhões de Euros (contra 2,0 mil milhões de Euros durante o ano de 2002), destacando -se os negócios efectuados com investidores internacionais, os quais representaram mais de 50% deste montante. É de salientar o reforço de todas as áreas de actividade (Estruturação, Trading e Vendas) mantendo-se como prioridade nesta última área a cobertura dos principais investidores institucionais e Private Banking internacional em Portugal, Espanha, Luxemburgo, Suíça, Brasil, EUA (Miami) e Cayman.

3. Gestão de Activos

A actividade de gestão de activos foi desenvolvida pelo Banif Investimento no caso da gestão de patrimónios, e pelas sociedades instrumentais para esta área de negócio: Banifundos – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, S.A., Banif Imo - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. e Banif Açor Pensões – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A..

A estratégia da Área de Gestão de Activos no ano de 2003 assentou nos seguintes vectores prioritários: (i) reforço do relacionamento com o Grupo Banif, potenciando os actuais níveis de cross-selling e as taxas de penetração deste tipo de produtos junto dos Clientes do Grupo; (ii) ênfase numa atitude de inovação, expressa na constituição do fundo Art Invest – FEI, que foi o 1º fundo especial de investimento e, simultaneamente, o 1º fundo especializado em arte a ser constituído em Portugal; e (iii) desenvolvimento da estruturação e colocação de produtos junto de investidores institucionais e empresas.

Em 31 de Dezembro de 2003 a área de gestão de activos administrava um volume total de activos de 605 milhões de Euros, que compara com 411 milhões de Euros em 31 de Dezembro de 2002, ou seja, um crescimento de 47%.

3.1 Gestão de Patrimónios

A actividade de Gestão de Patrimónios foi reestruturada no decurso do ano de 2003, tendo passado a coexistir um maior número de perfis de risco, com uma combinação mais eficiente de investimento directo e via fundos de investimento. Esta modificação, aliada à recuperação dos mercados accionistas a partir de meados do ano, permitiu potenciar o desempenho dos diferentes portfólios sob gestão e atrair um número apreciável de novos Clientes ou captar reforços significativos nas carteiras já existentes.

Neste contexto, o Banif Investimento detinha, em 31 de Dezembro de 2003, um total de activos sob gestão de 135,5 milhões de Euros, contra os cerca de 115,5 milhões de Euros em 31 de Dezembro de 2002, evidenciando assim um crescimento de 17,3 %.

3.2 Banifu ndos (Fundos de Investimento Mobiliário)

Considerando os vectores estratégicos traçados para a Área de Gestão de Activos, a Sociedade colocou o acento tónico no posicionamento dos seus fundos acima da média de rendibilidades das respectivas classes e à pro moção de um leque de fundos adequado ao interesse comercial por eles suscitado.

Neste contexto, depois de em 2002 ter colocado mais de metade dos seus fundos no Top 3 das suas classes, em 2003 a Banifundos posicionou 7 dos 9 fundos geridos no Top 5 dessas classes, confirmando a consistência da gestão implementada. Referindo apenas os fundos posicionados no Top 3 nos últimos 3 anos, saliente-se que o Banifundo Euro Tesouraria foi novamente o fundo de tesouraria com a rendibilidade mais elevada do mercado, a 12, 24 e 36 meses. O Banifundo Euro Renda Mensal foi o fundo com a maior rendibilidade a 36 meses e o Banifundo Acções Portugal registou a 2ª maior rendibilidade a 36 meses e a 3ª maior a 24 meses. Finalmente o Banifundo Estratégia Equilibrada posicionou-se com a 2ª maior rendibilidade a 24 meses Em consequência, a Banifundos evidenciou-se de novo, tal como em 2002, como uma das Sociedades Gestoras de Fundos de Investimento Mobiliário com o melhor ranking médio dos respectivos fundos geridos.

A finalizar, deve-se salientar os desenvolvimentos ocorridos no que respeita aos canais de distribuição, nomeadamente com a disponibilização da subscrição e resgate dos fundos geridos pela Banifundos no site financeiro transaccional online BInvestor, a partir de Fevereiro de 2003.

Em 31 de Dezembro de 2003 o volume de activos de fundos mobiliários sob gestão cifrava-se em 189 milhões de Euros, o que representa um acréscimo de 54,8% relativamente ao valor gerido no final de 2002. No mesmo período o total de activos sob gestão no sector passou de 21 para 23 mil milhões de Euros, o que representa um aumento de 10,9%. Neste contexto, a quota de mercado da Banifundos progrediu de 0,60% no final de 2002 para 0,80 % em Dezembro de 2003.

Em virtude dos efeitos contabilísticos da operação de fusão da Banifundos com a Banif Imo ter sido reportada a 1 de Janeiro de 2003, os valores contabilísticos evidenciados em 31 de Dezembro de 2003 pela Banif Gestão de Activos (nova denominação da Banifundos) agregam as actividades de gestão de fundos de investimento mobiliário e imobiliário, pelo que não são directamente comparáveis com os valores evidenciados em 31 de Dezembro de 2002, que só abrangem a actividade de gestão de fundos de investimento mobiliário.

A Sociedade registou, assim, um resultado líquido de 758,9 milhares de Euros, contra apenas 36,9 milhares em 2002.

(Em milhares de Euros)

2003 2002 Variação %
Activo Líquido 3.903,3 1.817,0 + 114,8%
Capitais Próprios 3.148,3 1.681,6 + 87,2%
Resultado do Exercício 758,9 36,9 -

3.3 Banif Açor Pensões (Fundos de Pensões)

Em termos comerciais a actividade da Banif Açor Pensões beneficiou em 2003, por um lado, dum enquadramento mais positivo, traduzido pela inversão dos mercados accionistas a partir de Abril e, por outro, das iniciativas comerciais implementadas e do excelente desempenho relativo verificado em 2002. Assim, a Sociedade conseguiu captar 4 novos fundos ao longo do exercício e tem expectativas de obter diversos novos mandatos em 2004.

A estratégia de investimento prosseguida pela Sociedade na gestão dos fundos em 2003 foi ainda conservadora, embora tenha aumentado o peso da componente accionista nos fundos geridos ao longo do ano. Os fundos geridos atingiram, assim, rendibilidades entre 4,1% e 6,3%.

O volume de activos sob gestão passou de 113,3 milhões de Euros em 2002 para 125,7 milhões no final deste exercício, o que representou um aumento de 10,9%.

O Resultado Líquido obtido pela Sociedade cifrou-se em 139,6 milhares de Euros, contra 21,0 milhares em 2002.

(Em milhares de Euros)

2003 2002 Variação %
Activo Líquido 2.873,8 3.956,0 - 27,4%
Capitais Próprios 2.589,7 2.450,1 + 5,7%
Resultado do Exercício 139,6 21,0 +564,2%

3.4 Banif Imo (Fundos de Investimento Imobiliário)

O exercício de 2003 decorreu de forma extremamente positiva, dado que a conjuntura negativa registada nos mercados accionistas até Abril e o contexto de taxas de juro bastante reduzidas conduziram a que as aplicações em fundos imobiliários fossem um dos destinos mais relevantes para os investidores ao longo do ano.

Os fundos imobiliários geridos pela Sociedade posicionaram-se de novo no topo de rendibilidades das respectivas classes, aumentando a sua atractividade comercial. O Banif Imopredial fechou o ano de 2003 com uma rendibilidade de 5,82%, colocando-se, tal como em 2002, em 2º lugar no ranking de rendibilidades dos fundos imobiliários abertos e em 1º lugar no ranking a 24 meses. O Banif Imogest registou uma rendibilidade de 8,08% no período, tendo este fundo efectuado um aumento de capital em Setembro, dando sequência ao interesse dos seus participantes em aumentarem o investimento no fundo.

Neste contexto, o volume de activos de fundos imobiliários sob gestão registou uma subida de 141,4%, passando de 50,2 milhões de Euros no final de 2002, para 144,9 milhões de Euros, no final de 2003.

Os resultados obtidos nesta actividade de gestão de fundos imobiliários encontram-se reflectidos nas contas da Banif Gestão de Activos, em virtude dos efeitos contabilísticos da operação de fusão da Banif Imo com a Banifundos, que alterou a sua designação para Banif Gestão de Activos, terem sido reportados a 1 de Janeiro de 2003.

4. Corretagem

No primeiro ano da actividade de corretagem integrada no Banif Investimento foram feitas alterações de estrutura e estratégia importantes, sendo de destacar a concentração de toda a actividade de recepção de ordens de corretagem na sala de Lisboa, o que permitiu, por um lado, uma gestão dos recursos mais eficiente e, por outro, imprimir uma maior dinâmica à actividade comercial.

Foi, simultaneamente, efectuado um esforço de diversificação das fontes de receita por mercado, pelo que, em 2003, o volume transaccionado nas bolsas estrangeiras representou já 36% do volume total, quando em 2002 tinha representado apenas 19%. A queda de 16% do volume transaccionado pelo Banco na Euronext Lisboa acompanhou a tendência do mercado português, tendo a quota de mercado mantido o valor de 2%. A duplicação do volume intermediado em bolsas estrangeiras verificado no ano, contribuiu para um crescimento do volume global transaccionado de 6,4% em relação a 2002.

Neste contexto, e com um volume de comissões brutas totais de 2 milhões de Euros em 2003, um aumento de 7% face ao período homólogo, o mercado internacional representou 60% do volume total de comissões brutas geradas no negócio de corretagem do Banif Investimento.

De forma a melhorar o serviço oferecido aos clientes do Banif Investimento, tem-se vindo a desenvolver uma maior integração com a Banif Securities (membro da New York Stock Exchange, sendo o Grupo Banif o único grupo português com assento naquela Bolsa), e com o Banif Primus no Brasil. Deste modo, os clientes do Banif Investimento podem agora beneficiar do know-how destas duas sociedades em termos de mercados emergentes e EUA.

5. Private Banking

Com o objectivo de prosseguir a estratégia de criação de uma área integrada da gestão da relação comercial do Banif Investimento com os seus Clientes particulares desenvolveram-se diversas acções tendo em vista a captação de Clientes directos para a actividade de Private Banking.

A proposta de valor para esta área de negócio passa pela prestação aos Clientes de um serviço de consultoria financeira integrado, através, nomeadamente, da criação e oferta de produtos específicos destinados a este segmento de Clientes, sendo exemplo desta estratégia a criação da Conta Gestão Investimento (CGI), que combina o acesso a um diversificado leque de produtos de investimento com uma linha de crédito automática associada, de montante variável em função dos activos afectos à conta.

Os resultados desta estratégia fizeram-se sentir ao longo do ano de 2003, tendo sido aberto já um numero expressivo de novas contas no Banif Investimento, merecendo um destaque particular a angariação de clientes para a actividade de gestão de patrimónios, cujo montante global sob gestão mais do que quadruplicou em 2003.

6. Project Finance e Securitização

Para além do acompanhamento das operações de titularização de contratos de crédito pessoal e de leasing do Grupo Banif já em curso, no decurso do primeiro semestre foi concretizada, com o apoio desta Direcção, uma nova operação de titularização de contratos de crédito à habitação no valor de 500 milhões de Euros para o Banif – Banco Internacional do Funchal, S.A.. Nesta operação o Banif Investimento assumiu a função de Co-manager e presta assistência permanente na monitorização das características dos contratos titularizados e dos fluxos financeiros subjacentes à operação.

Adicionalmente o Banif Investimento actua ainda como Backup Servicer na operação de titularização de créditos CHAVES 3 (Grupo BPN).

7. Private Equity

Como já referido a NewCapital - Sociedade de Capital de Risco, S.A. é a sociedade de capital de risco recentemente constituída pelo Banif Investimento, tendo já realizado tomadas de participação nas empresas BlueBird e Money Media ("Revista Carteira") no valor global de cerca de 784 mil Euros.

A Sociedade registava em 31 de Dezembro de 2003 um activo líquido total de 2.772,8 milhares de Euros, capitais próprios de 766,6 milhares de Euros e um resultado líquido no ano de 2003 de 16,6 milhares de Euros.

Actualmente, o Banif Investimento assume a qualidade de entidade gestora do Fundo de Capital de Risco para investidores qualificados CAPVEN, cujo objectivo tem por base a tomada de participações temporárias em Pequenas e Médias Empresas nacionais, cotadas ou não cotadas, com elevado potencial de crescimento e lideradas por equipas de gestão profissionais, dotadas de uma visão estratégica do negócio. Adicionalmente, está em processo de constituição outro Fundo de Capital de Risco, que se designará por New Early Stage Fund, que dedicará os seus investimentos a tomada de participações em empresas de elevado potencial no início do seu ciclo de vida.

(Em milhares de Euros)

Contas Consolidadas 2003 2002 Variação %
Activo Líquido 273.382,4 172.096,0 + 58,9%
Capitais Próprios 24.399,9 22.417,5 + 8,8%
Produto Bancário 14.315,3 9.473,1 + 51,1%
Cash-Flow 6.042,9 2.616,4 + 131,0%
Resultado do Exercício 3.113,0 1.482,9 +109,9 %
ROA 1,40% 0,89% -
ROE 13,62% 6,84% -
Cost-to-Income 67,8% 84,3% -

1.3.2Banif – Banco Internacional do Funchal (Cayman), Ltd

No ano de 2003, verificou-se um crescimento de 9.8% na carteira de clientes do Banco em relação a 2002, sem que tal correspondesse a um aumento de igual proporção no montante total dos depósitos. Com efeito, estes evidenciaram um ligeiro aumento de 0.3% em relação a 2002, passando de 793,4 milhões de Dólares em 2002 para 795,6 milhões de Dólares em 2003.

Em contrapartida, verificou-se um crescimento de cerca de 75% na colocação de produtos estruturados, passando esta carteira de 37 milhões de Dólares em 2002 para 64,7 milhões de Dólares no final de 2003. Durante o exercício procedeu-se a duas emissões de obrigações num total de Euros 25 milhões ("Banif Cayman – Capital Europa – 4.125%, 2003/2005 " e "Banif Cayman-Invest Europa – 2003/2007) as quais foram inteiramente colocadas junto da rede de clientes do Grupo Banif. As referidas emissões permitiram realizar operações de "trading" sobre os activos subjacentes contribuindo positivamente para os resultados do Banco.

Verificou-se um bom comportamento na evolução do crédito concedido que cresceu cerca de 41% em 2003, passando de 120,1 milhões de Dólares para 169,6 milhões de Dólares. Do total desta carteira apenas USD 30,4 milhões dizem respeito a operações trade related com o Brasil, de curto prazo, correspondentes a pre-export & export financing de empresas e bancos bem conhecidos. A restante carteira diz respeito, na sua quase totalidade, a operações de crédito financeiro de curto prazo, concedido a clientes do Banco.

Continuou a registar-se uma forte actividade financeira do Banco traduzida em operações feitas nos mercados monetários e cambial (na sua quase totalidade dentro do Grupo Banif), que atingem cerca de 80% do Activo Líquido Total, no final de 2003. Este sofreu um decréscimo de 29,7%, passando de 1.683 milhões de Dólares, no final de 2002, para 1.184 milhões de Dólares no final de 20 03, que se ficou a dever, quase em exclusivo, à redução significativa registada ao nível do volume de operações interbancárias trianguladas, tendo como contrapartes outras instituições financeiras do Grupo Banif.

Em termos de exploração verificou-se um crescimento importante no lucro líquido do Banco (de 110 milhares de Dólares em 2002 para 447 milhares de Dólares em 2003), beneficiando de uma boa evolução dos resultados em operações financeiras (981 milhares de Dólares em 2003 contra -513 milhares de Dólares em 2002) e do bom comportamento da margem financeira, que passou de 3,9 milhões de Dólares em 2002 para 6,2 milhões de Dólares em 2003.

Ao bom desempenho das rubricas anteriores contrapôs-se um agravamento do montante das dotações para provisões e dos gastos gerais administrativos e de exploração, respectivamente de +61% e +40% relativamente ao ano anterior, atingindo em 2003 valores de 2.722 milhares de Euros e de 1.508 milhares de Euros.

Já em Novembro, o Banco procedeu ao aumento do seu capital social em mais 16 milhões de dólares através da emissão de 16 milhões de acções preferenciais sem direito a voto, de valor nominal de 1 dólar, e que foram colocadas fora do Grupo Banif.

O Banco continua a deter uma participação de 60% no capital da FINAB, sociedade de gestão e incorporação de empresas, sediada em Cayman Islands (que no final de 2003 mantinha um total de 57 sociedades sob gestão), e uma participação de 30% no capital da BITH – Banif Information and Technology Holdings Ltd., holding do Grupo Banif para as participações no sector das tecnologias de informação e Internet, detentora de 85% do capital da sociedade brasileira Econofinance SA, que detem o portal financeiro Econofinance.

(Em milhares de Euros)

2003 2002 Variação (%)
Activo Líquido 1.184.097 1.683.214 - 29,65
Capitais Próprios 49.577 32.019 + 54.83
Resultado Líquido 447 110 + 306,36

- International Private Banking

O International Private Banking (IPB) pretende disponibilizar aos seus Clientes de âmbito nacional e internacional uma vasta gama de produtos e serviços de alta qualidade, próprios ou de terceiros.

Este serviço tem como principal vantagem competitiva a sua inovação no modelo de operativa por duas vias; uma, que privilegia o acompanhamento e o aconselhamento especializado e personalizado do Cliente através de um Gestor de Conta tradicional, e uma outra, suportada num veículo informático transaccional, via Internet, e que proporciona uma interacção directa com o Portal Banif IPB, que funciona também como um Gestor de Conta on-line. São, pois, de salientar a confidencialidade, a facilidade e a conveniência deste serviço.

A proposta de valor do IPB, aliando as vantagens do Offshore Banking à segurança, comodidade e rapidez de um sofisticado Internet Banking, permite disponibilizar e aceder a partir de qualquer lugar, a qualquer hora e em qualquer dia, via Internet, ao Portal Banif IPB, para consultar o património financeiro, efectuar transacções bancárias ou realizar outras operações de um vasto leque de produtos e serviços, bem como, aceder a informação útil para a gestão dos negócios.

Os segmentos alvo que se pretende servir são os clientes de potencial financeiro médio/alto para investir, sejam particulares ou empresas Offshore.

No que concerne ao crescimento do volume de activos sob gestão, verificou-se em 2003 um acréscimo de cerca de 6,62% relativamente ao ano anterior, tendo este atingido um valor próximo de 1.033 milhões de Dólares, distribuídos por um total de 4559 Clientes activos.

1.3.3 Banif Securities Holdings, Ltd/ Banif Securities, Inc.

Durante o ano de 2003, a actividade da Banif Securities Holdings, Ltd. continuou a ser a de apoiar os negócios da sua subsidiária, a Banif Securities, Inc.. Nesse sentido, a Banif Securities Holdings, Ltd.:

  • a) contraiu junto do Banif Cayman um novo empréstimo no montante de US$2 milhões, o qual foi repassado à Banif Securities, Inc. sob a forma de um novo empréstimo subordinado; e
  • b) procedeu ao reforço do capital da Banif Securities, Inc. no montante de US$500 mil.

Para a BSI este foi um ano de significativos ajustamentos, necessários para promover a sua afirmação e crescimento, enquanto sociedade financeira de corretagem a operar no mercado dos EUA. Estes ajustamentos foram realizados nas áreas de custódia, liquidações, sistemas, marketing estratégico, presença no floor, produtos e recursos humanos.

Na área de custódia, a BSI procedeu à substituição do seu agente de custódia para os EUA, conseguindo assim obter uma significativa redução nos custos neste tipo de serviços.

Por outro lado, a BSI consumou a implementação de uma plataforma de arbitragem para ADRs. Esta plataforma foi concebida para atender à procura, existente no mercado brasileiro, de serviços de custódia e de execução de ordens com um binómio custo/ eficiência atractivo.

A presença da BSI no floor da New York Stock Exchange requereu um significativo enfoque. O nosso principal cliente neste espaço atravessou uma fase de reorganização, com mudanças consideráveis ao nível da sua estratégia de actuação e da sua gestão, o que acabou por se traduzir na perda deste cliente por parte da Banif Securities, Inc. no decurso do segundo semestre. No entanto, através da contratação de um novo floor broker com carteira própria, a BSI conseguiu novamente tornar rentável a sua presença no floor da New York Stock Exchange.

A prazo, o objectivo da BSI é o de duplicar a sua presença no floor e acabar com a necessidade de externalizar serviços. Essa presença reforçada abrirá caminho à diversificação da nossa actividade e da nossa carteira de clientes.

Na área das vendas a BSI continuou a procurar expandir a sua base de clientes, mantendo o seu enfoque no segmento dos investidores institucionais. Paralelamente, a BSI estabeleceu uma área de equity research, que tem permitido obviar à actividade conduzida pela concorrência, reforçando simultaneamente o nosso posicionamento/ imagem de especialistas neste mercado regional.

Merece também referência a actividade de cross-selling desenvolvida com recurso a produtos do Banif, destacando -se aqui a articulação com o Banco Banif Primus, nomeadamente no que respeita às suas capacidades nas áreas de FX e trade finance.

A área de trading proprietário revestiu-se de particular relevância, na medida em que potenciou a diversificação das actividades da BSI, nomeadamente tornando-a menos dependente do mercado da América Latina e alavancando a materialização de outros negócios. Enquanto se pretende obviar a uma excessiva dependência dos resultados desta actividade de trading, é um facto que as sociedades financeiras de corretagem a operar nos EUA e a própria BSI obtiveram resultados significativos nesta área de actividade ao longo do ano de 2003.

O plano de actividades da BSI contempla ainda o desenvolvimento de uma linha de produtos na área dos títulos de rendimento fixo. Nesse sentido, procedeu -se já à contratação de um sales trader especializado neste tipo de produtos que começará a operar neste início de ano.

No ano de 2003, os proveitos da Banif Securities, Inc. ("BSI") cifraram-se em USD 2.995 milhares, registando assim um aumento de 65,6% quando comparados com o ano anterior. Paralelamente, foi possível reduzir os prejuízos em 33,2% para USD 521 milhares.

Variação 2003/2002

( Em milhares de USD)

2003 2002 Variação %
Prove itos Totais 2.995 1.808 +65,7%
Activo Liquido 5.482 3.937 +39,2%
Capitais Próprios 476 486 -2,1%
Resultados (521) (780) + 33,2%

1.4 OUTRAS EMPRESAS DO GRUPO BANIF

1.4.1 Banif Imobiliária, SA

Até 31 de Outubro de 2003, a Banif Imobiliária tinha como missão apenas a gestão dos imóveis não afectos à exploração, propriedade das sociedades do Grupo Banif, localizados no Continente e na Região Autónoma da Madeira, e como objectivo principal proceder à sua venda, arrendamento ou à sua valorização para posterior alienação ou arrendamento.

Na sequência de tomada de decisão ao nível da gestão integrada do Grupo Banif foi, a partir daquela data, redefinida a sua missão, passando a ter como objecto a gestão dos imóveis propriedade do Banif e do BCA, afectos e n ão afectos à exploração, e localizados quer no Continente, quer nas Regiões Autónomas.

Esta alteração determinou, em 29 de Novembro de 2003 um forte investimento na aquisição de todos os imóveis afectos à exploração dos bancos comerciais do Grupo e que ascendeu a mais de 94 milhões de Euros.

Deste modo, o valor total do conjunto de activos imobiliários sob gestão da Banif Imobiliária, reportados a 31 de Dezembro de 2003, era de EUR 132,5 milhões, assim repartidos:

  • Imóveis não afectos à exploração EUR 38,5 milhões
  • Imóveis afectos à exploração EUR 94,0 milhões

Quanto ao volume de vendas, procedeu -se à alteração do critério que lhe estava subjacente, sendo que o presente apenas considera os valores aquando da outorga das escrituras e não no momento da sua negociação. Nesta perspectiva, o valor atingido pela Banif Imobiliária durante o exercício de 2003 foi de cerca de EUR 5,7 milhões, para além de ter negociado novos contratos de arrendamento que gerarão rendas anuais de cerca de 41 mil Eu ros anuais (traduzidas num yield médio de 3,8 %). Por outro lado, as rendas cobradas durante o exercício foram de 738,6 milhares de Euros, enquanto que o comissionamento gerado foi de 303,9 milhares de Euros .

É de sublinhar, por último, que a Sociedade desenvolveu um conjunto de acções não quantificáveis, de imediato, em diferentes domínios da valorização dos imóveis sob sua gestão, esperando -se que o resultado destas intervenções possa ser visível já no exercício de 2004.

Variação 2003/2002

(Em milhares de Euros)

2003 2002 Variação %
Activo Líquido 110.684 8.146 s.s.
Capitais Próprios 1.553 1.284 +23 %
Resultado do Exercício 313 17 s.s.

s.s.- sem significado

1.4.2 Banifserv – Empresa de Serviços, Sistemas e Tecnologias de Informação, ACE

A actividade da Banifserv em 2003 foi essencialmente centrada no desenvolvimento de projectos de suporte ao negócio, orientada em três vectores fundamentais: venda cruzada, canais de distribuição e actualização tecnológica.

No capítulo da venda cruzada, foi terminada e instalada em produção a segunda fase do projecto Cliente de Grupo, que consistiu na disponibilização na Base de Dados de Clientes do Grupo das posições globais dos produtos subscritos pelo Cliente. Esta fase seguiu-se à fase de integração dos dados biográficos dos clientes das várias empresas. Perspectiva-se como próxima fase, a desenvolver em 2004, a inclusão e disponibilização do conhecimento do detalhe dos contratos que os clientes detêm com as várias empresas do Grupo. Este processo está associado à disponibilização do Catálogo de Produtos e Serviços, também de âmbito de Grupo, o qual permitirá uma visão global da oferta no domínio da venda cruzada.

Os canais de distribuição foram também objecto de atenção especial, tendo-se verificado um incremento muito significativo no canal Banif@st, através da implementação de um conjunto alargado de funcionalidades, para além do investimento na gestão do sistema, estatísticas, canal SMS e processo de autenticação. Foi ainda implementada a ligação Banif/BCA a nível do cliente final, ou seja, a ligação ao canal electrónico de um dos bancos permite que um cliente comum aceda ao outro banco de uma forma fácil.

O portal do Grupo Banif foi totalmente revisto e reformulado, dotando-o de uma melhor e mais acessível navegabilidade, para além de estar disponível agora através de micro-computador, telemóvel e agenda electrónica (PDA).

Em Abril de 2003 foi lançado o projecto de substituição da aplicação de balcão, projecto que virá facilitar o trabalho da área comercial e que aumentará significativamente o número de transacções disponíveis através de ecrãs de apresentação mais ergonómicos e de mais simples utilização e que possibilitará a redução da carga administrativa dos balcões. Este projecto está a ser desenvolvido e será implementado no Banif e no BCA.

No que se refere à gestão e controlo das operações, foram finalizados e instalados em produção sistemas de contas correntes caucionadas, gestão de garantias e colaterais e a primeira fase das operações em moeda estrangeira. Adicionalmente, foram desenvolvidos e implementados um sistema de telecompensação com tratamento da componente da imagem do cheque e um sistema de débitos directos.

Na vertente produtos, foi instalado um sistema de gestão e suporte a operações de factoring e iniciou-se o desenvolvimento de uma nova aplicação de depósitos a prazo e poupanças.

Igualmente, a área de empréstimos foi objecto de um levantamento de requisitos e necessidades, tendo sido lançado o respectivo projecto de implementação. Foi também desenvolvido um sistema de gestão de títulos e fundos, cujos testes finais decorreram no fim de 2003. Também este projecto se destina ao Banif e ao BCA. Foi ainda desenvolvido um projecto de gestão de protocolos comerciais, a arrancar no início de Janeiro de 2004.

Continuou-se o estudo de um sistema de informação de gestão, em ligação com os requisitos do processo Basileia II.

Na área infra-estrutural terminou-se a implementação técnica do arquivo electrónico e lançou-se o processo de digitalização dos históricos de crédito imobiliário do Banif e do BCA, assim como a digitalização dos processos de pessoal, também do Banif e do BCA.

Foi desenvolvido um sistema de controlo de acesso à informação, cuja implementação prática será feita em 2004.

No ano de 2003, a BanifServ apresentou proveitos de 9.123 milhares de Euros, sendo 6.203 milhares de Euros respeitantes à prestação de serviços às Agrupadas e 2.859 milhares de Euros de trabalhos em curso e para o próprio ACE.

III. ANÁLISE ÀS CONTAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS

1. Contas Individuais

A Banif SGPS, S.A. resultou de uma alteração de actividade e denominação social, ocorrida em 1 de Abril de 2002, na sequência da reestruturação do Grupo Banif. Anteriormente a essa data, sob a denominação social de Banif - Banco Internacional do Funchal, SA a sociedade, além de ser a "holding" do Grupo Banif , exercia actividade bancária , que após a referida reestruturação passou a ser exercida por uma nova sociedade que assumiu a denominação de Banif – Banco Internacional do Funchal, SA, tendo a antiga sociedade passado a denominar-se Banif SGPS,SA.

Deste modo, a generalidade das rubricas da Demonstração de Resultados não são comparáveis com o ano anterior, uma vez que as contas reportadas a 31 de Dezembro de 2003 contêm doze meses de actividade de "holding", enquanto que os comparativos de 31 de Dezembro de 2002 incluem doze meses de actividade de "holding" e os primeiros três meses de 2002 de actividade bancária. Assim, de forma a dar uma imagem mais clara e objectiva da evolução da actividade, incluiu-se uma coluna a que se designou por Pró-forma de 2002 ao nível da Demonstração de Resultados, contendo apenas a actividade de "holding" exercida ao longo de 2002 e que é comparável com a actividade desenvolvida em 2003.

Da análise comparativa dos documentos contabilisticos destacam-se as seguintes situações:

  • O Activo Líquido eleva-se a 426,1 milhões de Euros, um acréscimo de 10,9% quando comparado com 384,3 milhões de Euros atingidos no final de 2002.
  • A rubrica "Partes de Capital em Empresas Coligadas", que regista na sua totalidade as participações directas da Sociedade noutras sociedades do Grupo, totalizou 272,4 milhões de Euros (315,3 milhões de Euros em 2002), um decréscimo de 13,6%, em resultado da venda de 15,2% da Banif Comercial SGPS, S.A. à Banif Investimentos SGPS, SA.
  • Quanto à rubrica "Outros Activos", esta apresenta um acréscimo de 87,3 milhões de Euros, atingindo 149,5 milhões de Euros no final de 2003, e inclui empréstimos concedidos, a título de suprimentos, pela Sociedade a empresas suas filiais (Banif Imobiliária, SA e Banif Comercial SGPS) no montante total de 146,6 milhões de Euros.
  • Com vista à optimização da estrutura financeira da Sociedade houve que reestruturar o seu endividamento, durante o exercício de 2003, tendo a Banif SGPS, SA procedido à emissão de dois empréstimos obrigacionistas (Banif SGPS 2003/2006 no total de 50 milhões de Euros e Banif SGPS 2003/2008 no total 70 milhões de Euros), pelo que a rubrica "Débitos Representados por Títulos" atingia os 120 milhões de Euros, no final de 2003.
  • A Margem Financeira, incluindo Rendimento de Títulos, cifrou-se em 6,6 milhões de Euros, no ano de 2003 (contra -244 milhares de Euros em 2002), evidenciando assim um acréscimo de 6,8 milhões de Euros, como resultado, do lado dos proveitos, dos dividendos das restantes sociedades participadas no montante de 7,3 milhões de Euros e de juros de aplicações financeiras no montante de 1 milhão de Euros e, do lado dos custos, dos juros inerentes aos financiamentos obtidos através de empréstimos e obrigações.
  • Os Resultados Extraordinários totalizaram os 7,1 milhões de Euros, devido às mais valias realizadas na venda de 15, 2% da Banif Comercial, já mencionada.
  • Como consequência dos factos atrás referidos a Banif SGPS, SA apresenta um Resultado Líquido de 12,4 milhões de Euros em 2003 que compara com um resultado negativo de 2,1 milhões de Euros em 2002 (pro-forma) e de 1,1 milhão de Euros reportado nas Demonstrações Financeiras de 2002.

Análise Comparativa Banif SGPS, SA

31-12-2003 31-12-2002 Variação Variação
Pro-forma absoluta %
Activo Líquido 426,097 384,334 41,763 10.9%
Partes de Capital em Empresas Coligadas 272,364 315,264 -42,900 -13.6%
Outros Activos 149,493 62,217 87,276 140.3%
Débitos Representados por Títulos 120,000 0 120,000 -
Capitais Próprios 283,998 279,055 4,943 1.8%
Margem Financeira 6,576 -244 6,820 -
Outros Proveitos (liq) -578 -239 -338 141.2%
Margem Bruta 5,998 -483 6,482 -
Gastos Gerais Administrativos -574 -58 -516 -
Cash Flow 5,425 -542 5,967 -
Amortizações -86 -194 108 -55.7%
Provisões (liq) 0 -760 760 -100.0%
Resultados de Exploração 5,339 -1,495 6,834 -457.0%
Ganhos Extraordinários (Liquidos) 7,104 -557 7,661 -
Prov para impostos s/ lucros 0 -85 85 -
Resultado do exercicío (Liq. de imposto ) 12,443 -2,137 14,580 -

2. Contas Consolidadas

Procedemos à consolidação das contas da Banif SGPS, SA, na qualidade de empresa-mãe, com as empresas filiais e associadas, em cumprimento do disposto no Decreto-Lei n.º 36/92, de 28 de Março de 1992 e de acordo com as Instruções Técnicas de Consolidação de Contas do Banco de Portugal fixadas ao abrigo do artigo 7º daquele diploma.

A análise dos documentos contabilísticos consolidados do Grupo Banif evidencia algumas das características dominantes da actividade desenvolvida ao longo de 2003 e dos respectivos resultados:

  • O Grupo Banif registou um Lucro Líquido depois de Impostos de 25.358 milhares de Euros, um acréscimo de 21,5% quando comparado com o obtido em 2002. Como consequência verificou-se também uma melhoria dos indicadores de rendibilidade de referência, representando o referido resultado taxas de rendibilidade de 0,43% e de 8,0% face ao Activo Líquido Médio e aos Capitais Próprios Médios (contra 0,35% e 7,5%, respectivamente, no ano anterior). O rácio Cost to Income também evoluiu favoravelmente para 66,2%, tendo registado uma melhoria de eficiência de 2,3 p.p. em 2003.
  • O Activo Líquido no final de 2003 ascendia a 5.711,6 milhões de Euros, o que representa um decréscimo de 5,9 % rela tivamente ao ano anterior, em resultado do efeito das situações adiante indicadas.
  • Na sequência de alterações legislativas com impacto a partir do início de 2003, o Banif, SA passou a aplicar na Sede os excedentes de liquidez do seu Offshore da Madeira, em vez de o fazer em instituições fora do Grupo, como acontecera nos anos anteriores. Assim, do lado do Activo a rubrica "Outros Créditos sobre Instituições de Crédito" regista um decréscimo de 647,5 milhões de Euros (-84,3%), enquanto que do lado do Passivo a rubrica "Débitos para com Instituições de Crédito" apresenta um decréscimo de 633,9 milhões de Euros (-45,9%) no final de 2003 quando comparado com o final de 2002.
  • A rubrica "Crédito sobre Clientes" apresenta um decréscimo de 0,4% quando comparada com o ano anterior, fixando-se em 4.406,9 milhões de Euros, no final de 2003. No entanto, se a este valor

atingido pelo Crédito sobre Clientes adicionarmos o crédito vendido no âmbito das operações de titularização em que o Grupo Banif participa, no montante global de 559,4 milhões de Euros, esta rubrica teria apresentado um crescimento de 12,2% no período em análise.

  • O rácio de conversão de depósitos em crédito fechou o ano com um valor de 104,44%, melhorando cerca de 5,2p.p. relativamente ao ano anterior (10 9,7% no final de 2002).
  • O peso do crédito vencido no crédito total apesar do agravamento da conjuntura económica subiu apenas de 2,0 % para 2,2 %, enquanto a cobertura do crédito vencido por provisões totais para riscos de crédito desceu ligeiramente, passando de 118,5 % para 114,6 % entre os finais de 2002 e 2003. O rácio Crédito com Incumprimento / Crédito Total, calculado nos termos definidos pelo Banco de Portugal, era de 2,25% no final de 2003.
  • Por seu turno, a rubrica "Obrigações e Outros Títulos de Rendimento Fixo", que totalizava 328,8 milhões de Euros, no final de 2003, traduzindo um acréscimo de 47,6%, relativamente ao final do ano anterior, reflecte a maior liquidez do Grupo ao longo do ano em apreciação e o maior envolvimento em operações do mercado de capitais, quer por parte do Banif Banco de Investimento, quer também por parte dos bancos comerciais do Grupo (Banif e BCA).
  • O imobilizado líquido do Grupo Banif (incluindo participações financeiras), sofreu um decréscimo de 8,6%, para 147,7 milhões deEuros no final de 2003, em resultado da alienação de alguns imóveis de serviço próprio do Banif aos Fundos de Investimento Imobiliário "Banif Imogest" e "Banif Imopredial", no montante de 20,4 milhões de Euros, e do reduzido e criterioso investimento efectuado ao longo do ano.
  • Os Depósitos à Ordem cresceram 7,7% cifrando-se em 1.169,7 milhões de Euros no final de 2003, enquanto que os Depósitos a Prazo decresceram 6%, totalizando 2.536,9 milhões de Euros no mesmo período. Em contrapartida, as redes do Banif e do BCA colocaram junto dos seus Clientes um total de 349,8 milhões de Euros em Fundos de Investimento Mobiliário e Imobiliário, um acréscimo de 72,4% face ao colocado no ano anterior. Já a rubrica "Débitos representados por Títulos" apresenta um acréscimo de 106% relativamente ao final de 2002, cifrando-se em 512,8 milhões de Euros, e nela se incluem as obrigações emitidas pela Banif SGPS, SA, no montante de 120 milhões de Euros e pela Banif Finance Ltd no montante de 200 milhões de Euros, colocadas em Clientes e Investidores Institucionais nacionais e estrangeiros.
  • Deste modo, no seu conjunto os Recursos Totais de Clientes apresentam um crescimento em 2003 de 4,6%, totalizando no final do ano 4.219,5 milhões de Euros, sem se considerar neste valor o forte crescimento registado ao nível da colocação na clientela dos restantes produtos financeiros, como atrás se referiu.
  • O Rácio de Solvabilidade do Grupo Banif aumentou de 9,4% para 9,7% entre os finais de 2002 e 2003, principalmente devido ao reforço dos Fundos Próprios do Grupo (calculados nos termos das Instruções do Banco de Portugal) que ascenderam a 457,3 milhões de Euros no final do exercício de 2003 (405,7 milhões de Euros no final de 2002), o que representa um crescimento de cerca de 12,7%, em resultado das emissões de acções preferenciais efectuadas pelo Banco Internacional do Funchal (Cayman) Ltd no montante de 16 milhões de Us Dólares (12,7 milhões de Euros) e pelo Banif Finance Ltd no montante de 25 milhões de Euros, e, ainda, da inclusão dos resultados do exercício de 2003 não distribuíveis (15,4 milhões de Euros). Entretanto, os Fundos Próprios de Base (Tier 1) elevavam-se no final de 2003 a 320,1 milhões de Euros, enquanto o respectivo Rácio de Solvabilidade se fixava em 6,82%.

Quanto a análise da Demonstração de Resultados Consolidados do Grupo Banif, destacam-se os seguintes factos ocorridos ao nível dos seus principais agregados, e que conduziram ao resultado final atrás indicado:

  • A Margem Financeira apresenta um acréscimo de 11,6% cifrando-se em 152.534 milhares de Euros, como resultado do efectivo crescimento da actividade creditícia (apesar de mitigado pelos efeitos da venda dos créditos à habitação à Atlantes Mortgage Nº1, atrás referida) e à contenção da

  • margem de intermediação financeira (3,18% em termos médios em 2002 e 3,14 % em 2003, ao nível do Banif).

  • Os Proveitos de Serviços Bancários, em termos brutos, cifraram-se em 76.113 milhares de Euros, evidenciando um aumento de 20,6%, quando comparados com o ano anterior, o que reflecte o crescimento do Grupo Banif em novas áreas de actividade, geradoras de comissões e outros proveitos (fee business), mas também uma adequada gestão dos preçários relativos à prestação de serviços e operações de desintermediação financeira ao nível do Grupo. Assim, o peso que este tipo de proveitos ocupa no Produto Bancário do Grupo, aumentou de 29,5% no final de 2002 para 31,5 % no final de 2003.

  • Por seu lado, o Produto Bancário do Grupo Banif apresenta um crescimento de 12,8% relativamente ao ano anterior, elevando-se em 2003 a 241.623 milhares de Euros, enquanto a Margem Bruta de Exploração se cifrava em 226.182 milhares de Euros (um acréscimo de 13,3% relativamente ao ano anterior).

  • Os Gastos Gerais Administrativos evidenciam um crescimento de 11,9% relativamente a 2002, ascendendo a 130.257 milhares de Euros em 2003, em resultado de um significativo acréscimo ao nível dos Fornecimentos e Serviços de Terceiros (+21,1%) verificado em especial ao nível do Banco Banif Primus, Banif Banco de Investimento, Banif Leasing e Banifserv. Os Custos com o Pessoal também registaram um acréscimo relativamente ao ano anterior de +6,1%, tendo o Banif Banco de Investimento, o BCA e o Banif Primus contribuído com os maiores aumentos relativos. Apesar dos aumentos verificados, o peso dos Gastos Gerais Administrativos no total da Margem Bruta de Exploração registou uma ligeira melhoria relativamente a 2002 (57,6% em 2003 contra 58,3% em 2002).

  • O rácio Cost to Income do Grupo Banif (Gastos Gerais Administrativos + Amortizações / Margem Bruta de Exploração) apresenta, também, uma ligeira melhoria, atingindo os 66,2% no final de 2003, contra 68,5% no final de 2002. Se adicionarmos à Margem Bruta de Exploração os Resultados em Empresas Associadas e em Filiais excluídas da Consolidação (no montante de 6.737 milhares de Euros, graças em especial à contribuição da Companhia de Seguros Açoreana), o referido rácio reduz-se no final de 2003 para 64,3% (66,8% em 2002)

  • O Cash Flow de Exploração do Grupo Banif voltou a apresentar um acréscimo expressivo (+15,1% em 2003 e +20,8% em 2002), cifrando-se em 95.925 milhares de Euros contra os 83.325 milhares de Euros apurados no ano anterior, em reflexo do crescimento da actividade do Grupo e da melhoria das performances das suas principais áreas de negócio bancário.

  • Os Resultados Extraordinários, apresentam um saldo líquido negativo de 11.253 milhares de Euros, tendo este sido fortemente influenciado negativamente pelas perdas associadas às fraudes ocorridas no Banif e no BCA, as quais se encontravam totalmente resolvidas no final de 2003, no que se refere ao apuramento do seu montante e correspondente prejuízo para o Grupo, que se fixou em 15 milhões de Euros (10,8 milhões de Euros no Banif, já deduzido do valor de 5 milhões de Euros liquidado ao Banco em 2003 a título de indemnização pelo seguro existente, e 4,2 milhões de Euros no BCA). A contar positivamente para o referido saldo de Resultados Extraordinários há a referir as mais valias registadas com a alienação feita pelo Banif de um conjunto de imóveis de serviço próprio aos fundos de investimento imobiliário geridos pela Banifimo, no montante de 3.532 milhares de Euros.

  • Como resultado das medidas tomadas no sentido de se aumentar a eficiência fiscal da estrutura financeira e orgânica do Grupo Banif, a carga fiscal diminuiu de 30,6% em 2002 para 13,9% em 2003.

Finalmente, o Lucro Líquido depois de Impostos do Grupo Banif, em 2003, apresenta um significativo crescimento de 21,5%, passando de 20.868 milhares de Euros em 2002 para 25.358 milhares de Euros em 2003.

Análise Comparativa Expresso em milhares de Euros

Grupo Banif

31-12-2003 31-12-2002 Variação Variação
absoluta %
Activo Líquido 5.711.558 6.066.775 -355.217 -5,9%
Crédito Concedido Bruto 4.406.902 4.424.719 -17.817 -0,4%
Crédito Concedido Líquido 4.343.287 4.366.716 -23.429 -0,5%
Imobilizado Total Líquido (inclui part. Financeiras) 147.685 161.516 -13.831 -8,6%
Depósitos Totais 3.706.683 3.785.442 -78.759 -2,1%
Recursos de Clientes 4.219.451 4.034.312 185.139 4,6%
Capitais Próprios* 327.676 308.787 18.889 6,1%
Interesses Minoritários 42.186 24.574 17.612 71,7%
Margem Financeira (inc. Rend. Títulos) 152.534 136.628 15.906 11,6%
Lucros em Operações Financeiras (liq) 12.976 14.492 -1.516 -10,5%
Outros Proveitos (liq) 60.672 48.570 12.102 24,9%
Margem Bruta 226.182 199.690 26.492 13,3%
Gastos Gerais Administrativos -130.257 -116.365 -13.892 11,9%
Cash Flow 95.925 83.325 12.600 15,1%
Amortizações -19.577 -20.416 839 -4,1%
Provisões (liq) -41.097 -36.004 -5.093 14,1%
Resultado da Exploração 35.251 26.905 8.346 31,0%
Ganhos Extraordinários (Liquidos) -11.253 104 -11.357 -
Provisão para Impostos s/ Lucros -4.109 -9.213 5.104 -55,4%
Interesses Minoritários -1.267 -1.908 642 -33,6%
Resultados Empresas Associados Exclui. Cons. (liq.) 6.736 4.980 1.755 35,2%
Resultado do Exercício ( Liq. de impostos) 25.358 20.868 4.490 21,5%
ROE 8,0% 7,5%
ROA 0,43% 0,35%
Cost to Income** 66,2% 68,5%

* - Deduzidos das Dif. de Consolidação e Reav.- Equiv. Patrimonial activas e acrescidos das Dif. de Consolidação e Reav. Patrimonial passivas.

IV. APLICAÇÃO DE RESULTADOS

Considerando que:

    1. No exercício de 2003, a Banif SGPS, SA obteve, face à especificidade da sua actividade de holding, um resultado individual de EUR 12.442.695,87 e um lucro consolidado de EUR 25.358.162,00;
    1. Tem sido política da Sociedade proceder, em todos os exercícios, à distribuição de lucros pelos seus Accionistas, em face dos resultados obtidos, e da sua necessidade de autofinanciamento;
    1. São salvaguardadas todas as disposições estatutárias e legais, nomeadamente, os artºs 32º e 33º do Código das Sociedades Comerciais;
    1. A Sociedade procedeu em Dezembro de 2002 ao aumento de capital de EUR 150.000.000,00 para EUR 200.000.000,00, e o dividendo adiante proposto corresponde a uma distribuição de cerca de 39,4% do lucro consolidado do exercício, superior em 4,4% à parte de resultados consolidados distribuídos relativamente ao exercício de 2002,

** - Rácio "(Gastos Gerais Administrativos + Amortizações) / Margem Bruta de Exploração"

o Conselho de Administração propõe, nos termos da alínea b) do nr. 1 do artº 376º do Código das Sociedades Comerciais e do artº 97º do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, a seguinte aplicação de Resultados:

Para Reserva Legal 1.244.269,59
Para Resultados Transitados 1.083.200,76
Para Distribuição de Dividendos 10.000.000,00 (*)
Para Reservas Livres 115.225,52
TOTAL 12.442.695,87

(*) Dividendo de EUR 0,25 (vinte e cinco cêntimos) por acção

V. NOTA FINAL

Como já referido no relatório respeitante ao 1º semestre de 2003, em Assembleia Geral Anual da Sociedade, realizada em 31 de Março de 2003 procedeu-se à eleição dos órgãos previstos no contrato de sociedade para o triénio 2003/2005, cuja composição é a seguinte:

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

Presidente: Prof. Doutor António Soares Pinto Barbosa

Secretários: Comendador Jorge de Sá

Dr. José Lino Tranquada Gomes

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Comendador Horácio da Silva Roque

Dr. Joaquim Filipe Marques dos Santos

Dr. Carlos David Duarte de Almeida

Dr. António Manuel Rocha Moreira

Dr. Artur Manuel da Silva Fernandes

Dr. Artur de Jesus Marques

Dr. José Marques de Almeida

Suplente: Dr. Fernando José Inverno da Piedade

CONSELHO FIS CAL

Presidente: Dr. Carlos Alberto Rosa

Vogais Efectivos: Ernst & Young Audit & Associados – Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, SA,

representada por

Dr. Alfredo Guilherme da Silva Gândara

Dr. José Luís Pereira de Macedo

Vogais Suplentes: Dr. Luciano Joaquim Jardim

Dr. Pedro Manuel Travassos de Carvalho(ROC nº 634)

CONSELHO CONSULTIVO

Comendador Horácio da Silva Roque, em representação da

Rentipar – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA

Dr. Fernando José Inverno da Piedade, em representação da

Renticapital - Investimentos Financeiros, SA

Comendador João Francisco Justino

Dr. Fernando Mário Teixeira de Almeida

Dr. Rui Alberto Faria Rebelo, em representação da

Empresa de Electricidade da Madeira, SA.

Dr. Gonçalo Cristóvam Meirelles de Araújo Dias

Prof. Doutor Luís Manuel Moreira Campos e Cunha

Engº António Fernando Couto dos Santos

Dr. Miguel José Luís de Sousa

Engº Nicolau de Sousa Lima

COMISSÃO DE REMUNERAÇÕES

Rentipar – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA

Vestiban – Gestão e Investimentos, SA

Renticapital – Investimentos Financeiros, SA

Em reunião do Conselho de Administração realizada em 31/03/2003, foi deliberado designar para Presidente do Conselho de Administração o Senhor Comendador Horácio da Silva Roque e para Vice - Presidentes os Senhores Dr. Joaquim Filipe Marques dos Santos e Dr. Carlos David Duarte de Almeida.

Em reunião do Conselho Consultivo realizada em 26/05/2003, foram eleitos Presidente o Senhor Comendador Horácio da Silva Roque e Vice - Presidentes os Senhores Dr. Fernando José Inverno da Piedade e Comendador João Francisco Justino.

Ao encerrar o Relatório respeitante às actividades desenvolvidas durante o exercício de 2003, entende o Conselho de Administração expressar ao Conselho Fiscal e ao Conselho Consultivo o seu agradecimento pelo apoio e colaboração sempre assegurados por aqueles órgãos da sociedade.

Lisboa, 18 de Fevereiro de 2004

O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Horácio da Silva Roque – Presidente

Joaquim Filipe Marques dos Santos - Vice-Presidente

Carlos David Duarte de Almeida – Vice-Presidente

António Manuel Rocha Moreira

Artur Manuel da Silva Fernandes

Artur de Jesus Marques

José Marques de Almeida

VI. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

BANIF SGPS BALANÇO em 31 de Dezembro de 2003

(Expresso em milhares de Euros)

31-12-2003 31-12-2002
ACTIVO BRUTO PROV. EAMORT. LÍQUIDO LÍQUIDO
1. Caixa e Disponibilidades em Bancos Centrais
2. Dispon. à vista sobre Instituições de Crédito 940 940 3.826
3. Outros Créditos sobre Instituições de Crédito
4. Créditos sobre Clientes
5. Obrigações e outros Títulos de Rendimento Fixo
a) De Emissores Públicos
b) De Outros Emissores
c) Títulos próprios
6. Acções e Outros Títulos de Rendimento Variável
7. Participações
8. Partes de Capital em Empresas Coligadas 272.364 272.364 315.264
9. Imobilizações Incorpóreas 258 171 87 172
10. Imobilizações Corpóreas
(Dos quais: Imóveis)
11. Acções Próprias
12. Outros Activos 149.493 149.493 62.217
13. Contas de Regularização 3.214 3.214 1.772
14. Prejuízo do Exercício 1.083
TOTAIS 426.269 171 426.098 384.334

(Expresso em milhares de Euros)

RUBRICAS EXTRAPATRIMONIAIS 30-06-2003 30-06-2002
1. Garantias Prestadas e Passivos Eventuais
Dos quais:
1.1. Aceites e Endossos
1.2. Garantias e Avales
1.3. Outros
2. Compromissos
Dos quais:
2.1. Resultantes de operações de venda com
opção de recompra
2.2. Outros
TOTAIS 0 0

(Expresso em milhares de Euros)

PASSIVO E CAPITAIS PRÓPRIOS 31/12/03 31/12/02
1. Débitos para com Instituições de Créditoa) À Vista 0 100.000
b) A Prazo ou com Pré-Aviso 0 100.000
2. Débitos para com Clientesa) Depósitos de Poupançab) Débitos à Vista 20.000 0
c) Débitos a Prazo 20.000 0
3. Débitos representados por Títulosa) Obrigações em Circulaçãob) Outros 120.000120.000 00
4.5. Outros PassivosContas de Regularização 4331.088 1663.451
6. Provisões para Riscos e Encargosa) Provisões p/Pensões e encargos similares 578 578
7. b) Outras ProvisõesFundo para Riscos Bancários Gerais8. Passivos Subordinados 578 578
9. Capital Subscrito 200.000 200.000
10. Prémios de Emissão 58.214 58.214
11. Reservas 14.425 21.925
12. Resultados Transitados13. Lucro do Exercício (1.083)12.443 00
TOTAIS 426.098 384.334

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS em 31 de Dezembro de 2003

(Expresso em milhares de Euros)

DÉBITO 31/12/03 31/12/02 Pró-forma 31/12/03 (a) CRÉDITO 31/12/03 31/12/02 Pró-forma 30/06/02 (a)
1. Juros e Custos Equiparados 5.271 43.722 3.802 1. Juros e Proveitos Equiparados 1.887 64.185 808
2. Comissões 251 816 204 2. Rendimentos de Títulos 9.960 2.750 2.750
3. Prejuízos em Operações Financeiras 0 859 3. Comissões 0 4.628
4. Gastos Gerais Administrativos4.1. Custos com o Pessoal4.2. Outros Custos Administrativos 574127447 19.97812.0187.960 58 58 4. Lucros com Operações Financeiras 0 1.083
5. Amortizações do Exercício 86 2.846 194 5. Reposições e Anulações de Provisões 0 1.674
6. Outros Custos de Exploração 0 265 0 6. Resultados em Empresas Associadase em Filiais excluídas da consolidação 0 0
7. Provisões para Crédito Vencido epara Outros Riscos 0 9.299 760 7. Outros Proveitos de Exploração 0 3.681
8. Provisões p/Imobiliz. Financeiras 0 0 8. Ganhos Extraordinários 7.411 476
9. Perdas Extraordinárias 307 1.468 1.119 9. Interesses minoritários
10. Impostos sobre Lucros 0 35 85 10. Prejuízo do Exercício 1.083 2.664
11. Outros Impostos 326 272
12. Lucro do Exercício 12.443 0
TOTAIS 19.258 79.560 6.222 TOTAIS 19.258 79.560 6.222

(a) A coluna Pró-forma inclui a actividade holding do exercício de 2002, por forma a ser comparável com os valores apresentados em 31/12/2003.

GRUPO BANIF BALANÇO em 31 de Dezembro de 2003

(Expresso em milhares de Euros)

31-12-2003 31-12-2002
ACTIVO BRUTO PROV. EAMORT. LÍQUIDO LÍQUIDO
1. Caixa e Disponibilidades em Bancos Centrais 277.056 277.056 146.269
2. Dispon. à vista sobre Instituições de Crédito 85.331 43 85.288 113.475
3. Outros Créditos sobre Instituições de Crédito 120.643 120.643 768.145
4. Créditos sobre Clientes 4.406.902 63.615 4.343.287 4.366.716
5. Obrigações e outros Títulos de Rendimento Fixo 329.686 875 328.811 222.814
a) De Emissores Públicos 63.490 13 63.477 43.347
b) De Outros Emissores 266.196 862 265.334 179.468
c) Títulos próprios 0 0
6. Acções e Outros Títulos de Rendimento Variável 89.020 13.228 75.792 53.538
7. Partes de Capital em Empresas Associadas
8. Partes de Capital em Empresas Filiais Excluídas
da Consolidação 48.084 48.084 32.516
9. Outras Participações Financeiras 4.649 313 4.336 2.843
10. Imobilizações Incorpóreas 59.621 37.797 21.824 23.263
11. Imobilizações Corpóreas 192.735 71.210 121.525 135.410
(Dos quais: Imóveis) 112.707 8.963 103.744 116.108
12. Diferenças de Reavaliação-Equiv.Patrimonial 2.070 13 2.057 16
13. Diferenças de Consolidação 26.347 10.334 16.013 17.594
14. Capital Subscrito não Realizado
15. Acções Próprias
16. Outros Activos 110.856 4.119 106.737 87.106
17. Contas de Regularização 160.105 160.105 97.070
18. Prejuízo Consolidado do Exercício 0 0
19. Interesses Minoritários
TOTAIS 5.913.105 201.547 5.711.558 6.066.775

(Expresso em milhares de Euros)

RUBRICAS EXTRAPATRIMONIAIS 31-12-2003 31-12-2002
1. Garantias Prestadas e Passivos Eventuais 669.249 662.354
Dos quais:
1.1. Aceites e Endossos
1.2. Garantias e Avales 536.514 547.329
1.3. Outros 132.736 115.025
2. Compromissos 557.751 628.582
Dos quais:
2.1. Resultantes de operações de venda com
opção de recompra
2.2. Outros 557.751 628.582
TOTAIS 1.227.000 1.290.936

(Expresso em milhares de Euros)

(Expresso em milhares de Euros)
PASSIVO E CAPITAIS PRÓPRIOS 31/12/03 31/12/02
1. Débitos para com Instituições de Crédito 746.996 1.380.902
a) À Vista 15.809 496.778
b) A Prazo ou com Pré-Aviso 731.187 884.124
2. Débitos para com Clientes 3.706.683 3.785.442
a) Depósitos de Poupança 166.765 153.485
b) Débitos à Vista 1.169.747 1.085.774
c) Débitos a Prazo 2.370.171 2.546.183
3. Débitos representados por Títulos 512.768 248.869
a) Obrigações em Circulação 438.483 139.674
b) Outros 74.285 109.195
4.5.6.7.8. Outros PassivosContas de RegularizaçãoDiferenças de Reavaliação-Equiv.PatrimonialDiferenças de ConsolidaçãoProvisões para Riscos e Encargosa) Provisões p/Pensões e encargos similaresb) Outras Provisões 31.379126.5163.6298.46843.83343.833 29.31468.1055.4224.91547.11947.119
9. Fundo para Riscos Bancários Gerais 1.854 2.456
10. Passivos Subordinados 153.597 153.597
11. Capital Subscrito 200.000 200.000
12. Prémios de Emissão 58.214 58.214
13. Reservas 49.220 33.570
14. Reservas de Reavaliação 1.940 1.940
15. Resultados Transitados (1.083) 1.468
16. Interesses minoritários 42.186 24.574
17. Lucro Consolidado do Exercício 25.358 20.868
TOTAIS 5.711.558 6.066.775

DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DE RESULTADOS em 31 de Dezembro de 2003

(Expresso em milhares de Euros)

(Expresso em milhares de Euros)
DÉBITO 31/12/03 31/12/02 CRÉDITO 31/12/03 31/12/02
1. Juros e Custos Equiparados 155.912 221.372 1. Juros e Proveitos Equiparados 306.973 354.912
2. Comissões 8.240 6.403 2. Rendimentos de Títulos 1.473 3.088
3. Prejuízos em Operações Financeiras 88.786 42.199 3. Comissões 43.649 35.213
4. Gastos Gerais Administrativos4.1. Custos com o Pessoal4.2. Outros Custos Administrativos 130.25875.26254.996 70.93845.427 116.365 4. Lucros com Operações Financeiras 101.762 56.691
5. Amortizações do Exercício 19.577 20.416 5. Reposições e Anulações de Provisões 19.700 12.815
6. Outros Custos de Exploração 5.023 6.127 6. Resultados em Empresas Associadase em Filiais excluídas da consolidação 6.915 5.103
7. Provisões para Crédito Vencido epara Outros Riscos 60.795 48.816 7. Outros Proveitos de Exploração 32.464 27.886
8. Provisões p/Imobiliz. Financeiras 1 3 8. Ganhos Extraordinários 11.622 6.768
9. Perdas Extraordinárias 22.875 6.664 9. Interesses minoritários
10. Impostos sobre Lucros 4.109 9.213 10. Prejuízo Consolidado do Exercício
11. Outros Impostos 2.178 1.999
12. Resultados em Empresas Associadase em Filiais excluídas da consolidação 179 123
13. Interesses minoritários 1.267 1.908
14. Lucro Consolidado do Exercício 25.358 20.868
TOTAIS 524.558 502.476 TOTAIS 524.558 502.476

VII. DOCUMENTAÇÃO ANEXA ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

1. ANEXO ÀS CONTAS

NOTA INTRODUTÓRIA

A Banif SGPS, SA, resultou de uma alteração de actividade e denominação social, ocorrida em 1 de Abril de 2002, na sequência da reestruturação do Grupo Banif. Anteriormente a essa data, sob a denominação social de Banif – Banco Internacional do Funchal, SA a empresa exercia a actividade bancária a qual, após a reestruturação passou a ser exercida por uma nova empresa denominada Banif – Banco Internacional do Funchal, SA.

Deste modo, a generalidade das rubricas do balanço e da demonstração de resultados não são comparáveis com o ano homólogo anterior, uma vez que as contas reportadas a 31 de Dezembro 2003 contém doze meses de actividade de holding, enquanto os comparativos a 31 de Dezembro de 2002 incluem doze meses de actividade holding e os primeiros três meses de actividade bancária. Assim, de forma a dar uma imagem mais clara e objectiva da evolução da actividade, consideramos pertinente:

  • Incluir uma coluna Pró-forma na demonstração de resultados das contas individuais da Banif SGPS, SA, contendo a actividade exercida no ano homólogo anterior que é comparável com o exercício corrente. Assim, a coluna Próforma inclui apenas a actividade holding exercida em 2002.
  • Manter a descrição das notas explicativas aplicáveis à actividade bancária.

1.1 Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras

1.1.1 Banif SGPS, SA – Contas Individuais

31 de Dezembro de 2003

(expressas em milhares de euros, excepto quando expressamente indicado)

No cumprimento das normas emanadas pelo Banco de Portugal relativamente aos elementos para publicação oficial explicitam-se a seguir, pela ordem especificada na Instrução 4/96, de 17 de Junho de 1996, as informações sobre as rubricas mencionadas no Balanço e na Demonstração de Resultados.

  • 1. Não foram efectuados quaisquer ajustamentos aos valores publicados no exercício anterior.
  • 2. Não existem situações de ambiguidade ou incorrecção quanto à sua relevação contabilística.
  • 3. As contas foram elaboradas segundo a convenção contabilística do custo histórico, em conformidade com o Plano de Contas para o sector bancário estabelecido pelo Banco de Portugal na sequência da competência que lhe foi atribuída pelo artº 115º do Decreto Lei nr. 298/92, de 31 de Dezembro, e de acordo com os princípios contabilísticos aceites para o sector bancário.

Em 31 de Dezembro de 2003 não se verificaram quaisquer diferenças relativamente às bases de apresentação e principais políticas contabilisticas adoptadas em 31 de Dezembro de 2002.

a) Reconhecimento de custos e proveitos

Os custos e os proveitos são registados no exercício a que respeitam, independentemente do momento do seu pagamento ou recebimento, de acordo com o princípio contabilístico da especialização dos exercícios. Nos termos das normas estabelecidas pelo Banco de Portugal, os juros sobre o crédito vencido que não estejam cobertos por garantias reais são reconhecidos como proveitos apenas quando recebidos.

b) Instrumentos Financeiros Derivados

A sociedade classifica os instrumentos financeiros derivados em função da sua intenção de negociação ou para outros fins que não de negociação (cobertura). Os instrumentos financeiros utilizados para efeitos de cobertura do risco inerente a operações de negociação são classificados como operações de negociação.

Os instrumentos financeiros derivados utilizados como operações de negociação e de cobertura são como se segue:

  • Operações de permuta de divisas (Currency Swaps);
  • Operações a prazo de fixação de taxa de juro (FRA Forward Rate Agreements);
  • Futuros;
  • Operações de permuta de taxa de juro (IRS-Interest Rate Swaps), operações de permuta de taxa de juro e cotações (Equity Swaps) e operações de permuta de taxa de juro e risco de crédito (Credit Default Swaps);
  • Operações de permuta de taxa de juro e moeda (CIRS Currency Interest Rate Swaps);
  • Operações cambiais, taxa de juro, sobre cotações e sobre swaps (Currency Options, Interest Rate Options, Equity Options e Swaptions);
  • Contratos de garantia de taxa de juro (Interest Rate Caps and Floors)

Os instrumentos financeiros derivados utilizados para fins de cobertura, identificados como tal no início do contrato, destinam-se à eliminação ou redução substancial da exposição ao risco de mercado ou à modificação dos perfis de exposição ao risco de variação da taxa de juro inerente a determinados elementos activos e passivos, fluxos de caixa ou extrapatrimoniais.

Desta forma, as variações no valor de mercado dos instrumentos derivados têm de estar fortemente correlacionados com as variações no valor de mercado e nos fluxos de caixa do elemento coberto, desde o início do contrato e até ao seu vencimento.

Se um instrumento financeiro derivado, classificado como de cobertura, for vendido ou abandonado antes do seu vencimento, o seu ganho ou perda é reconhecido é reconhecido por contrapartida de proveitos ou custos. Se o elemento coberto for vendido ou abandonado, ou a cobertura deixar de ser efectiva, o correspondente instrumento derivado é imediatamente reclassificado para a carteira de negociação.

Os ganhos ou perdas nos instrumentos financeiros derivados são reconhecidos conforme abaixo mencionado para cada tipo de instrumento.

Operações de permuta de divisas (Currency Swaps)

As operações de permuta de moeda (Currency Swaps) e as operações da posição cambial à vista cobertas por operações a prazo, destinadas à eliminação ou redução substancial do risco inerente aos activos e passivos (operações de cobertura), não são consideradas na reavaliação das posições à vista e a prazo. Os prémios e descontos destas operações são amortizados até à data do seu vencimento por contrapartida de custos ou proveitos.

Operações de IRS, CIRS, Equity Swaps, Credit Default Swaps e FRA

As operações referidas permanecem registadas nas rubricas extrapatrimoniais pelo seu valor nocional até ao seu vencimento, sendo classificadas de acordo com a sua intenção de negociação ou cobertura.

As operações de negociação, incluindo operações inicialmente classificadas como sendo de cobertura transferidas para a carteira de negociação por deixarem de cumprir os requisitos necessários à sua classificação como tal, são valorizadas ao seu valor de mercado, sendo os resultados inerentes a estas operações reconhecidos como custos e proveitos do exercíc io.

As operações destinadas à gestão do risco inerente aos activos e passivos (operações de cobertura), são valorizadas e reconhecidas em resultados de acordo com o critério aplicável aos elementos cobertos.

Futuros

As posições de negociação em contratos de futuros transaccionados em mercados organizados são registadas pelo seu valor nocional e são valorizadas com base nas cotações de mercado, sendo que as perdas e os ganhos, realizados e não realizados (proveitos ou custo necessário ao encerramento das posições), são relevados em resultados do exercício.

Opções Cambiais, de Taxa de Juro, sobre cotações e sobre swaps (currency options, interest rate options, equity options e swaptions) e contratos de garantia de taxa de juro (interest rate caps and floors).

Contratos de opções transaccionados em mercado organizados

Os contratos de opções cambiais, de taxa de juro e sobre cotações permanecem registados nas rubricas extrapatrimoniais pelo seu valor nocional até ao seu vencimento. Estes contratos são valorizados com base nas cotações de mercado sendo as perdas e os ganhos decorrentes da reavaliação diária relevados em resultados do exercício.

Contratos de opções transaccionados em mercado de balcão (OTC)

Os contratos de opções cambiais, de taxa de juro, sobre cotações e sobre swaps e os contratos de garantia de taxa de juro permanecem registados nas rubricas extrapatrimoniais pelo seu valor nocional até ao seu vencimento.

Os prémios relativos aos contratos de opções são contabilizados na rubrica de contas de regularização até à data de exercício, venda ou abandono da opção, momento em que são reconhecidos em resultados. Estes contratos são avaliados com base no valor de mercado

c) Juros

Os juros decorrentes das operações activas e passivas são contabilisticamente relevados como Proveitos e Custos dia a dia, independentemente do momento do seu vencimento.

  • 4. Não existem derrogações dos critérios valorimétricos definidos pelo Plano de Contas em vigor.
  • 5. A avaliação efectuada no Balanço não difere, significativamente, das avaliações que têm por base o último preço de mercado conhecido antes da data de encerramento de contas.
  • 6. As empresas nas quais a sociedade detém uma percentagem igual ou superior a 20% são as seguintes:
Nome e Sede CapitalSocial % deParticipação ValorParticipação(1) CapitaisPrópriosDezembro2003(2) ResultadosDezembro2003 Diferença entrevalorparticipação(1) e aparteproporcional(2)
Banif Comercial - SGPS, SAAv. José Malhoa, Lote 1792Lisboa 280.000 84.80% 239.325 295.084 12.219 (10.906)
Banif Seguros - SGPS, SAAv. José Malhoa, Lote 1792Lisboa 23.300 100% 23.325 33.753 5.269 (10.428)
Banco Investimentos – SGPS, SARua João Tavira, 30Funchal 8.750 100% 8.729 12.067 -9 (3.338)
Banif Imobiliaria, SaAv. José Malhoa, Lote 1792Lisboa 750 100% 985 1.553 313 (568)
  • 7. Não existem "Obrigações e Outros Títulos de Rendimento Fixo" vencíveis em 2004.
  • 8. CRÉDITOS SOBRE EMPRESAS ASSOCIADAS E PARTICIPADAS

A Banif SGPS, SA não possui Créditos concedidos a empresas associadas ou participadas.

9. CRÉDITOS SOBRE EMPRESAS FILIAIS/COLIGADAS

2003 2002
De: Com: Disponibilidadesem IC Outras Aplicaçõesem IC CréditoConcedido Títulos Total Total
BanifSGPS Banif SABCA 86040 ---- -- 86040 3.622204
TOTAL 900 -- - 900 3.826

(valores em EUR)

MOEDA VALOR VALOR TOTAL MÉDIOVAL. VALOR VALOR TOTAL VALOR TOTAL
NATUREZA E ESPÉCIE DOS TÍTULOS QUANTIDADE MINAÇÃODENO MINALNO MINALNO AQUISIÇÃO COTAÇÃO COTAÇÃO BALANÇO
EUR EUR EUR EUR EUR EUR
D. IMOBILIZAÇÕES FINANCEIRAS 418,963,535.53 418,963,535.53
Participações 418,963,535.53 418,963,535.53
Partes de Capital em Empresas coligadas- Em instituições de crédito no 272,363,535.53271,378,160.29 271,378,160.29272,363,535.53
Banif Investimentos, SGPS, SA……………País 1,750,000.00 EUR 5.00 8,750,000.00 4.99 4.99 8,728,963.20 8,728,963.20
Banif Comercial SGPS, SA 47,488,000.00 EUR 5.00 237,440,000.00 5.04 5.04 239,324,646.76 239,324,646.76
Banif Seguros, SGPS, SA 4,660,000.00 EUR 5.00 23,300,000.000.00 5.01 5.01 0.0023,324,550.33 0.0023,324,550.33
- Em outras empresas no 985,375.25 985,375.25
………………Banif Imobiliaria, SA……………País 150,000.00 EUR 5.00 750,000.00 6.57 6.57 985,375.25 985,375.25
Outras Participações Financeiras 0.00 146,600,000.00 146,600,000.00
- Contratos de SuprimentosBanif Comercial SGPS, SABanif Imobiliaria, SA 43,100,000.00103,500,000.00 EUREUR 1.001.00 1.001.00 146,600,000.0043,100,000.00103,500,000.00 146,600,000.0043,100,000.00103,500,000.00
TOTAL 418,963,535.53 418,963,535.53

11. IMOBILIZAÇÕES INCORPÓREAS E CORPÓREAS (valores em EUR)

CONTAS Saldo do exercícioanterior ercício11 Aur Aumentos Transferências Amortizaçõesdo Regular Regularizações Ab Abates Valor
Valor Bruto Amortizaçõesacumuladas Aquisições Reavaliações(líquido) exercício Capital Amortizações Capital Amortizações (lúquido)
BILIZAÇÕES INCORPÓREAS 257,049 85,674 0 0 516 85,752 J 0 0 0 0 86,138
səssed 257,049 0 0 0 0 0 -257,049 0 0 0 0
esas de estabelecimento 0 85,674 0 0 516 85,752 257,049 380 86,138
os pluriamuais 0 0 00 00 0 0 0 ¥ 0 0 50 0
nesas de investigação e desenvolvimento - 0 5 0 - 0 9 0 - 0 - 0 - 0 . 0
ŞŞ 0 0 0 0 0 0 0 0 0
BILZAÇÕES CORPÓREAS 0 0 0 0 0
eis de serviço próprio 0 0 0 0 0 0 0 0
s em imóveis arrendados 0 0 0 0 0 2000 2550 26 1 0
os indveis 0 0 0 0 0 0 00 0 0 0 0 0 0 - 00 - 0 0
mónio artístico 0 . 0
ilizado em locação financeira 0 0 0 0 0 0 0 0 0
as imobilizações corpóreas. 0 0 0 0 0 200-0 0 0 0 0
BILZAÇÕES EM CURSO 516 0 0 -516 _ 0 _
ilizações incorpóreas. 516 0 0 -516 0, 0 0 (0.5
eis de serviço próprio 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 00 0 0
pamento 0 , , 0
mónio artístico. 0 0 0 0 0 0 0
as imobilizações corpóreas 0 0 0 0 0 0 -3-113 0
ntamentos por conta de imobilizações Incorporeas 0 0 0 0 0 _ 0
ntamentos por conta de imobilizações Corporeas 0 0 0 0 0 0 0
TOTAIS 257,565 85,674 0 0 0 85,752 0 0 0 0 86.138
  • 12. Não existem no Balanço da Sociedade Activos com carácter subordinado.
  • 13. Não existem Activos cedidos com acordo de recompra.
  • 14. Não existem Outros Créditos sobre Instituições de Crédito e Créditos sobre Clientes
  • 15. REAVALIAÇÕES DE IMOBILIZADO Não existem Reavaliações de Imobilizado.
  • 16. TRESPASSES, DESPESAS DE ESTABELECIMENTO E DESPESAS DE INVESTIGAÇÃO E DE DESENVOLVIMENTO.
    • Em 31 de Dezembro de 2003, encontram-se registados 257 mil euros relativos a Despesas de Constituição da Sociedade (Escrituras e Registos).
  • 17. Não foram introduzidas quaisquer correcções ao Activo não imobilizado, motivados por alterações de carácter fiscal.

18. RECURSOS OBTIDOS

DÉBITOS PARA COM INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO

O saldo dos Débitos para com Instituições de Crédito decompõe-se da seguinte forma:

2003 2002
À Vista
No País - -
No Estrangeiro - -
A Prazo
No País
Mercado Monetário Interbancário - -
Depósitos a Prazo e outros recursos - 100.000
- 100.000
No Estrangeiro
Depósitos a Prazo e outros recursos - -
- -
- 100.000
Quanto ao prazo residual para o vencimento, a situação apresenta-se da seguinte forma:
2003 2002
Até 3 meses - -
De 3 meses a 1 ano - 100.000
De 1 ano a 5 anos - -
Mais de 5 anos - -
Duração indeterminada - -
- 100.000
DÉBITOS PARA COM CLIENTES
O saldo dos Débitos para com Clientes decompõe-se da seguinte forma:
2003 2002
Depósitos à Ordem - -
Depósitos a Prazo 20.000 -
Depósitos de Poupança - -
Cheques e Ordens a pagar - -
Outros Recursos - -

20.000 -

Quanto ao prazo residual para o vencimento, a situação apresenta-se da seguinte forma:

2003 2002
Até 3 meses - -
De 3 meses a 1 ano 20.000 -
De 1 ano a 5 anos - -
Mais de 5 anos - -
Duração indeterminada - -
20.000 -

Não existem Débitos Representados por Títulos correspondentes a certificados de depósitos, aceites próprios e outras responsabilidades representadas por títulos

19. Em 31 de Dezembro de 2003 existem obrigações em circulação emitidas pela Banif SGPS, SA no montante de 120.000 mil euros.

Banif SGPS, SA 2003/2006 50.000
Banif SGPS, SA 2003/2008 70.000
120.000

20. DÉBITOS PARA COM EMPRESAS ASSOCIADAS E PARTICIPADAS

A Banif SGPS, SA não possui Débitos para com empresas associadas e participadas

21. DÉBITOS PARA COM EMPRESAS FILIAIS/COLIGADAS

2003 2002
Débitos para Débitos para Débitos Rep. Passivos Total Total
De: Com: com IC's Clientes por Títulos Subordinados
Banif SGPS, SA Banif, SA 100.000
Banif Banco Investimento 1.133 1.133
  • 22. Não existem passivos subordinados do Banif SGPS.
  • 23. A sociedade Banif SGPS, SA não assumiu compromissos, incluindo os relativos a prestação de garantias.

24. PROVISÕES (valores em EUR)

500-1000-00-00-00-00-00-00-00-00-00-00-00 New CASE Process Consultations of 5.5 MOVIMENT TO ACUMULADO I DAS PROVISÕES 07/2/2016/07/2016/07/2016
RUBRICAS DE PROVISÕES SALDO NO INICIODO EXERCICIO(I) DOTAÇÕES(2) итилардезØ ANULAÇÕES BREPOSIÇÕES(4) TRANSFERÊNCIAS(+7-)(***)(5) AJUST FOR DIF.CAMBIAIS (+/-)(6) 3ALDOFINAL(7)=(1)++(6)
1. PARA CRÉDITO DE COBRANÇA DUVIDOSA (1.1)+(1.2)+(1.3) 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
LL APLICAÇÕES EM DISTITUIÇÕES DE CRÉDITO 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
L2CREDITO 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
LECUTRAS 0.0 0.0 0,0 0.0 0.0 0.0 0.0
2. PARA CRÉDITO VENCIDO (2.1)+(2.2)+(2.3) 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
2.1 APLICAÇÕES EM DISTITUIÇÕES DE CRÉDITO 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
1.2CRÉDITO 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
23OUTRAS 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
3. para depreciação de títulos - negociação 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
4 para deprectação de títulos - investimento 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
5 PARA RISCO-PAÍS (3.1)+(3.2)+(3.5)+(3.4) 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
5.1 APLICAÇÕES EM INSTITUIÇÕES DE CREDITO 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
5.2CRÉDITO 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
5.3 TITULOS 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
5.4CUTRAS 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 n.o. 0.0
6. Para outras aplicações 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
7. PARA IMOBILIZAÇÕBS FINANCEIRAS 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
8. PARA RISCOS GERAIS DE CRÉDITO 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
9. para riscos de flutuação de câmbios 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
10. PARA PENSÕES DE REPORMA E DE SOBREVIVÊNCIA 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0
н. Para riscos bancários gerais 0.0 0.0 0.0 0.0 0,0 0.0 0.0
12. OUTRAS (***) 577,686.7 0.0 0.0 n.a 0.0 o.o 577,686.7
8 TOTAL (1)+(2)+(3)+(4)+(5)+(6)+(7)+(8)+(9)+(10)+(11)+(11)+(12) 577,686.7 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 577,636.7

25. TÍTULOS DE NEGOCIAÇÃO, DE INVESTIMENTO E PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS

São registados como Títulos de Negociação os títulos que sejam adquiridos com a intenção de venda no período dos seis meses seguintes e que não ofereçam quaisquer dúvidas quanto à sua liquidez no mercado, com vista a beneficiar de potenciais mais -valias obtidas com a sua venda.

São registados como Títulos de Investimento os títulos que sejam adquiridos com a finalidade de conservar os títulos por um prazo superior a seis meses. São também registados como Títulos de Investimento, títulos anteriormente registados como sendo de Negociação mas que não foram alienados no período de seis meses seguintes á sua aquisição.

As Participações Financeiras são compostos por títulos adquiridos com o objectivo de permanência na instituição, de uma forma duradoura, através de participações e partes de capital em empresas coligadas e outras aplicações financeiras com carácter de imobilização.

São registados como Títulos a Vencimento, os títulos adquiridos com a intenção de manter os títulos até ao seu respectivo reembolso.

26. Não existem Títulos a Vencimento que tenham sido alienados ou transferidos durante este exercício, e antes do seu vencimento, para outras rubricas de Títulos.

27. CONTAS DE REGULARIZAÇÃO

ACTIVAS 2003 2002
Proveitos a Receber 758 400
Despesas com Custo Diferido
Outras Contas de Regularização 2.456 1.372
3.214 1.772
PASSIVAS 2003 2002
Receitas com Proveito Diferido
Custos a Pagar 1.088 3.449
Responsabilidades c/Férias e Sub.Férias
Outras Contas de Regularização 2
1.088 3.451

28. CARTEIRA DE TITULOS

A sociedade Banif SGPS, SA não adquiriu títulos para as carteiras de Negociação, Investimento e a Vencimento.

29. CAPITAL SOCIAL

Em Dezembro de 2003, o capital social da Banif SGPS, SA é de Eur.: 200.000.000,00 representado por 40.000.000 de acções ordinárias, nominativas e escriturais de valor nominal de 5 euros.

30. Não existem partes de capital beneficiárias, obrigações convertíveis nem títulos ou direitos similares.

31. OUTROS ACTIVOS

2003 2002
Devedores 2.893 4.319
Ouro e O/Materiais Preciosos, Numismática,
Medalhística e O/Disponibilidades
Imóveis não afectos ao serviço
Outras Aplicações
Outras Imobilizações Financeiras 146.600 57.898
149.493 62.217
Provisões para Outras Aplicações, Imóveis não
AfectosaoServiçoeO/Imobilizações
Financeiras
Saldo Líquido 149.493 62.217
OUTROS PASSIVOS
2003 2002
Exigibilidades Diversas 269
Credores 164 166
Fornec.de Imobilizado em Locação
Outros Passivos
433 166

32. FUNDOS QUE ADMINISTRA EM NOME PRÓPRIO, MAS POR CONTA DE OUTRÉM

O Banif SGPS, SA, não administra nenhum Fundo de Investimento em nome próprio nem por conta de outrém.

33. CONTRATOS POR VENCER, BEM COMO AS POSIÇÕES EM ABERTO COM CONTRATOS DE DERIVADOS.

  1. Repartição por tipo de instrumento e mercado do valor nocional dos contratos, por maturidade residual, e do valor de mercado
2003
Instrumento Valor nocional (1)
Até 3 meses De 3 a 6 meses De 6 meses a 1 ano De 1 a 5 anos Mais de 5 anos Total Valor deMercado (2)
Contratos sobre Taxa de Juro
Mercado de Balcão (OTC) 0 0 0 240,000 0 240,000 0
-Instituições Financeiras 240,000 240,000 0
-Clientes 0
Mercado Organizado (Bolsa) 0

(1) Valor do contrato, valor teórico ou nocional

(2) Valor de Mercado de produtos transaccionados em mercados organizados: corresponde ao valor de cotação Valor de Mercado de restantes produtos: corresponde ao proveito/custo que seria obtido no eventual encerramento das posições em aberto tendo em consideração as condições de mercado e os modelos de avaliação correntemente utilizados na instituição.

2. Repartição detalhada por instrumento em 31/12/2003

Instrumento Valor nocional (1) Valor de Mercado (2) Balanço(3) Crédito(4)
Mercado de Balcão (OTC)
Interest Rate Swaps
Negociação
Cobertura 240,000 708 0
TOTAL 240,000 0 708 0
  • (1) Valor do contrato, valor teórico ou nocional
  • (2) Valor de Mercado de produtos transaccionados em mercados organizados: corresponde ao valor de cotação
    • Valor de Mercado de restantes produtos: corresponde ao proveito ou custo que seria obtido no eventual encerramento das posições em aberto tendo em consideração as condições de mercado e os modelos de avaliação correntemente utilizados na instituição.
  • (3) O Valor de Balanço corresponde aos proveitos ou custos corridos e ainda não vencidos, inerentes às posições em aberto.
  • (4) O Risco de Crédito corresponde à diferença positiva entre os montantes a receber e a pagar decorrentes das operações em aberto.

3. Repartição por rating externo de contrapartes em 31/12/2003

Notação de Rating Valornocional Valor deMercado Risco deCrédito
Contratos transaccionados em Mercado Balcão (OTC)
AAA
AA
A
BBB 240,000 0 0
Outras classificações
N.R.
SUB-TOTAL 240,000 0 0
Contratos transaccionados em Mercado Organizados (Bolsa)
Valor dos contratos
SUB-TOTAL 240,000 0 0
Acordos de redução de risco crédito
TOTAL 240,000 0 0

Nota:

Os valores são agregados por notas de rating das contrapartes, tomando em conta os ratings da dívida sénior de médio e longo/prazo atribuídos pelas agências de rating (Moody, Standard & Poor's, Fitch Ratings etc., vigentes na data de referência.

A escolha da nota de rating para uma dada contraparte, segue a regra aconselhada pelo Comité de Basileia (havendo ratings divergentes, deve-se escolher a segunda melhor nota). Em termos de mapping, considerou-se uma correspondência entre os níveis atribuídos pelas três agências a partir do topo (Aaa=AAA;Aa1=AA+, etc.). As operações com entidades sem rating (N.R.), deverão corresponder sobretudo a contrapartes com nota de rating atribuída internamente.

34. A Banif SGPS não possui quadro de empregados próprio.

CUSTOS COM O PESSOAL

2003 2002 Pró forma 2002
Remuneração dos Órgãos de Administração 127 296 58
e Fiscalização
Remuneração de Empregados - 8.474 -
Encargos com Pensões - 697 -
Outros Encargos - 2.550 -
127 12.017 58
    1. Os elementos constituintes dos Órgãos de Administração e Fiscalização auferiram 127 mil euros de remunerações pelo desempenho das suas funções na Banif SGPS, SA.

    No entanto, considerando as responsabilidades em empresas dominadas directa ou indirectamente por esses membros do Órgão de Administração e Fiscalização, o seu total em 31 de Dezembro de 2003, eleva-se a 3.262 mil euros, cuja discriminação se encontra no ponto 15 do Anexo às Contas Consolidadas.

  • 36. O Grupo não dispõe de serviço de gestão e representação de terceiros com dimensão significativa.

    1. A Banif SGPS, SA não possui Activos e Passivos expressos em moeda estrangeiras, em 31 de Dezembro de 2003.

38. RELATO POR SEGMENTOS

RELATO POR SEGMENTOS DE NEGÓCIO

Corporate finance Trading and sales Corretagem (retalho) Banca deRetalho BancaComercial Pagamentose liquidações Custódia Gestão deActivos Outros TOTAL
Juros e Proveitos Equiparados , , , , , 1,887.00 1,887.00
Juros e Custos Equiparados 5,271.00 5,271.00
Margem financeira 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 -3,384.00 -3,384.00
Comissões e outros proveitos 0.00 0.00
Comissões e outros custos 251.00 251.00
Rendimento de títulos 9,960 9,960.00
Lucros em operações financeiras 0.00 0.00
Prejuízos em operações financeiras 0.00 0.00
Outros impostos 326.00 326.00
Produto bancário 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 5,999.00 5,999.00
Custos com Pessoal 127.00 127.00
Outros gastos administrativos 447.00 447.00
Produto bancário 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 5,425.00 5,425.00
Reposição e anulações provisões 0.00 0.00
Provisões do exercício 0.00 0.00
Amortização do exercício 86.00 86.00
Resultado de exploração 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 5,339.00 5,339.00
Ganhos/(perdas) extraordinários 7,104.00 7,104.00
Resultados antes de impostos 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 12,443.00 12,443.00
Imposto sobre lucros 0.00 0.00
Resultado líquido do exercício 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 12,443.00 12,443.00
Ī
Crédito sobre clientes 0.00 0.00
Débitos para c/ dientes 20,000.00 20,000.00
Activo líquido total 426,098.00 426,098.00

RELATO POR SEGMENTOS GEOGRÁFICOS

Portugal Resto da União Resto da Américado América Ásia África Resto do
i Olugai Europeia Europa Norte Latina Asia Allica Mundo Outros TOTAL
Juros e Proveitos Equiparados 1,887.00 1,887.00
Juros e Custos Equiparados 5,271.00 5,271.00
Margem financeira -3,384.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 -3,384.00
Comissões (proveito) e outros proveitos 0.00 0.00
Comissões (custo) e outros custos 251.00 251.00
Rendimento de títulos 9,960 9,960.00
Lucros em operações financeiras 0.00 0.00
Prejuízos em operações financeiras 0.00 0.00
Outros impostos 326.00 326.00
Produto bancário 5,999.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 5,999.00
Custos com Pessoal 127.00 127.00
Outros gastos administrativos 447.00 447.00
Resultado da Actividade Bancária 5,425.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 5,425.00
Reposição e anulações provisões 0.00 0.00
Provisões do exercício 0.00 0.00
Amortização do exercício 86.00 86.00
Resultado de exploração 5,339.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 5,339.00
Ganhos (perdas) extraordinários 7,104.00 7,104.00
Resultados antes de impostos 12,443.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 12,443.00
Imposto sobre lucros 0.00 0.00
Resultado líquido do exercício 12,443.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 12,443.00
Crédito obtido 0.00 0.00
Crédito concedido 20,000.00 20,000.00
Activo líquido total 426,098.00 426,098.00
_ -

39. OUTROS CUSTOS DE EXPLORAÇÃO

2003 2002 Pró Forma 2002
Donativos e Quotizações - 67 -
Custos de Avaliações - - -
Menos valias venda Imobiliz. de Locação Financeira - - -
Outros 198
- 265 -
PERDAS EXTRAORDINÁRIAS
2003 2002 Pró Forma 2002
Menos Valias na Venda de Imobilizado - - -
Prejuízos de Exercícios Anteriores 180 - -
Outros 127 1.468 1.119
307 1.468 1.119
OUTROS PROVEITOS DE EXPLORAÇÃO
2003 2002 Pró Forma 2002
Proveitos por Prestação de Serviços - 425 -
Reembolsos de Despesas - 1.725 -
Rendimentos de Imóveis - 78 -
Mais valias venda Imobiliz. de Locação Financeira - - -
Outros Proveitos 1.453
- 3.681 -

GANHOS EXTRAORDINÁRIOS

2003 2002 Pró Forma 2002
Indemnizações - - -
Lucros na Venda de Imóveis - - -
Lucros de Exercícios Anteriores 9 - -
Outros 7.402 476 -
7.411 476 -

40. Não existem custos com juros de Passivos Subordinados emitidos pela Banif SGPS, SA.

41. CARGA FISCAL

As diferenças entre a carga fiscal imputada ao exercício e aos dois exercícios anteriores e a carga fiscal paga referente aos mesmos são:

Carga Fiscal
Exercício Imputada Paga Diferença
2001 2.202 1.900 302
2002 0 409 (409)
2003 0 0 0

42. PROPORÇÃO DO I.S.L. QUE INCIDE SOBRE OS RESULTADOS CORRENTES E OS RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS

Não existe imposto sobre Lucros no exercício de 2003.

48. OPERAÇÕES DE TITULARIZAÇÃO

  • 43. As contas do Banif SGPS, SA são consolidadas pela Sociedade Rentipar Financeira Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., na qualidade de Companhia Financeira, de acordo com a classificação efectuada em 24 de Dezembro de 1997, pelo Banco de Portugal.
  • 44. A Banif SGPS, SA, não tem empresas filiais instaladas noutros Estados membros da Comunidade Europeia, dispensadas da fiscalização e da publicação da Demonstração de Resultados.
  • 45. Não existem no Balanço de 31 de Dezembro de 2003, operações de locação financeira.
  • 46. Não existem compensações entre saldos devedores e credores, em contas de terceiros e em Contas Internas de Regularização.
  • 47. As operações realizadas com entidades em relação às quais existam relação de domínio ou que sejam filiais da mesma empresa mãe geraram os seguintes valores, de acordo com as respectivas rubricas da Demonstração de Resultados, e excluindo os juros recebidos ou pagos relativos a operações de tomadas e cedências de fundos nos mercados interbancários:
(em mil euros)
DÉBITO
1. Juros e Custos Equiparados 3.299
2. Comissões 235
3. Prejuízos em Operações Financeiras -
4.2 Fornecimento e Serviços de Terceiros -
6. Outros Custos de Exploração -
3.534
(em mil euros)
CRÉDITO
1. Juros e Proveitos Equiparados 1.879
2. Rendimentos de Títulos 9.960
3. Comissões -
4. Lucros em Op. Financeiras -
7. Outros Proveitos de Exploração -
11.839

A Banif SGPS, SA não realizou operações de titularização.

49. A Banif SGPS, SA, não tem responsabilidades do pagamento de pensões de reforma, invalidez e sobrevivência aos seus empregados ou às suas famílias, uma vez que não possui quadro próprio de pessoal.

50. INFORMAÇÕES SOBRE PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS

(valores expressos em EUR)

Participações Valorização Provisões Valor Mais Menos
Valor Valor Valor
Nº Acções Aquisição Mercado Transacção Acumuladas Liquido Valias Valias
Banif – Investimentos SGPS, SA 1.750.000 8.728.963 0 8.728.963 0 8.728.963 0 0
Banif Comercial SGPS, SA 47.488.000 239.324.646 0 239.324.646 0 282.225.126 0 0
Banif Seguros SGPS, SA 4.660.000 23.324.551 0 23.324.551 0 23.324.551 0 0
Banif Imobiliaria, SA 150.000 985.376 0 985.376 0 985.376 0 0

Os critérios valorimétricos adoptados para a contabilização das participações financeiras estão de acordo com o disposto no Aviso 3/95, de 30 de Junho e no Aviso 4/2002, de 30 de Junho.

Não existem instrumentos de redução de risco que cubram riscos de desvalorização destas participações.

51. OUTRAS INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

a) DISPONIBILIDADES À VISTA SOBRE INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO

2003 2002
Depósitos à Ordem 940 3.826
Valores a Cobrar
Outras Disponibilidades
940 3.826

b) PRÉMIOS DE EMISSÃO

Os Prémios de Emissão estão expressos no Balanço da Banif SGPS, SA, a qual resultou da alteração da firma social do antigo Banif – Banco Internacional do Funchal, SA, referem-se a prémios de emissão resultantes dos aumentos de capital outorgados por escritura pública em 26 de Julho de 1988, 31 de Janeiro de 1989, 02 de Setembro de 1996, e de 29 de Setembro de 1998, de, respectivamente, 19.952 mil euros, 12.470 mil euros, 2.494 mil euros, 23.658 mil euros e da incorporação de reservas no Capital Social de 360 mil euros, resultantes da redenominação do Capital Social em Euros.

  • c) Não existem dívidas em situação de mora para com o Estado, Segurança Social e outros Organismos públicos.
  • d) Na sequência do regulamento do Conselho e do parlamento Europeu n.º 1606/2002. de 19 de Julho de 2002, relativo à aplicação das Normas Internacionais de Contabilidade, o Grupo Banif desenvolveu. em 2003, com apoio de consultor externo independente, um diagnóstico global das divergências entre as políticas contabilísticas actuais do Grupo e as referidas Normas Internacioanis de Contabilidade (IAS/IFRS). Ainda no âmbito deste diagnóstico, foi elaborado um Plano de Acções de Alto Nível que servirá de base ao desenvolvimento dos planos de implementação detalhados para a adopção das IAS/IFRS pelo Grupo Banif.

e) Em consequência do processo de reestruturação, o Grupo Banif optou no exercício de 2002, por uma segmentação das diversas áreas de negócio cuja empresa mãe é a Sociedade Banif SGPS, SA, a qual detém directa e indirectamente a totalidade do capital social de três sub-holdings, Banif Comercial, SGPS, SA, Banif Seguros, SGPS, SA e Banif Investimentos – SGPS, SA.

A Norma Internacional de Contabilidade IAS18 "Rédito" prevê que os dividendos possam ser reconhecidos contabilísticamente pelos accionistas quando se estabeleça o direito ao seu recebimento e não apenas quando esse recebimento se concretize. Isto, desde que o valor dos dividendos em causa possa ser medido de uma forma fiável e que seja provável que reverta a favor da entidade accionista.

Considerando, por um lado, que a aplicação das Normas Internacionais de Contabilidade se irá estender, de uma forma progressiva, às contas individuais e consolidadas das sociedades sediadas na União Europeia, e por outro, que, quando a sociedade é totalmente dominada por outra, são elevadas quer a possibilidade de medir, de maneira fiável, o valor dos dividendos a distribuir pela sociedade dominada quer a probalidade de a sociedade dominante os vir a receber, a Sociedade Banif SGPS, SA, enquanto empresa mãe do Grupo Banif, adoptou o procedimento convergente com o previsto na citada "IAS18" reconhecendo antecipadamente no exerc ício de 2003, como proveitos financeiros, os dividendos aprovados pelo Conselho de Administração da Banif Seguros, SGPS, SA, no montante de EUR 1.677.600,00, correspondentes a um dividendo de EUR 0,36 (trinta e seis cêntimos) por acção.

f) FINANCIAMENTO A TÍTULO DE SUPRIMENTOS

A Sociedade concedeu empréstimos a título de suprimentos às suas filiais Banif Comercial, SGPS, SA e Banif Imobiliária, SA nos montantes de Eur.: 43.100.000,00 e Eur.: 103.500.000, respectivamente.

1.1.2 Banif SGPS, SA Contas Consolidadas

31 de Dezembro de 2003

(expressas em milhares de euros, excepto quando expressamente indicado)

No cumprimento das normas emanadas pelo Banco de Portugal relativamente aos elementos para publicação oficial explicitam-se a seguir, pela ordem especificada na Instrução 71/96, de 17 de Junho de 1996, as informações sobre as rubricas mencionadas no Balanço e na Demonstração de Resultados.

  • 1.1 Não foram efectuados quaisquer ajustamentos aos valores publicados no exe rcício anterior.
  • 1.2 Não existem situações de ambiguidade ou incorrecção quanto à sua relevação contabilística.
  • 1.3 As demonstrações financeiras foram consolidadas e estão apresentadas de acordo com as disposições do Decreto-Lei nº 36/92, de 28 de Março e as Instruções Técnicas de Consolidação de Contas do Banco de Portugal, fixadas ao abrigo do artº 7º daquele Diploma.

As participações financeiras em filiais, aquelas que a empresa-mãe controla, directa e/ou indirectamente, de modo exclusivo, estão consolidadas pelo método de consolidação integral. Os saldos e transacções significativas existentes entre as empresas do conjunto, estão eliminados.

Às participações financeiras em empresas associadas, aquelas nas quais a empresa-mãe exerce, directa e/ou indirectamente, uma influência significativa sobre a sua gestão e sobre a sua política financeira, bem como às participações financeiras em empresas abrangidas pelo nº 1 artº 5º do D.L. nº 36/92, de 28 de Março, foi aplicado o método da equivalência patrimonial.

As diferenças entre o valor contabilístico dos investimentos financeiros nas empresas englobadas na consolidação e o valor da proporção que os mesmos representam nos Capitais Próprios respectivos estão demonstradas no Balanço na rubrica de Diferenças de Consolidação.

As diferenças entre o valor contabilístico das empresas reavaliadas pelo método da equivalência patrimonial e o valor da proporção que os mesmos representam nos Capitais Próprios respectivos estão relevadas no Balanço em Diferenças de Reavaliação - Equivalência Patrimonial.

Em 31 de Dezembro de 2003 não se verificaram quaisquer diferenças relativamente às bases de apresentação e principais políticas contabilisticas adoptadas em 31 de Dezembro de 2002.

a) Reconhecimento de custos e proveitos

Os custos e os proveitos são registados no exercício a que respeitam, independentemente do momento do seu pagamento ou recebimento, de acordo com o princípio contabilístico da especialização dos exercícios. Nos termos das normas estabelecidas pelo Banco de Portugal, os juros sobre o crédito vencido que não estejam cobertos por garantias reais são reconhecidos como proveitos apenas quando recebidos.

b) Transacções em Moeda Estrangeira

As operações em moeda estrangeira são registadas de acordo com os princípios do sistema multi-currency, sendo cada operação registada exclusivamente em função das respectivas moedas. Este método prevê que todos os saldos expressos em moeda estrangeira, excepto notas e moedas, sejam convertidos para Euros, com base no câmbio indicativo do dia para as operações à vista, divulgado pelo Banco de Portugal.

Na data da sua contratação, as compras e vendas de moeda estrangeira à vista e a prazo são imediatamente registadas na posição cambial. Sempre que estas operações conduzam a variações dos saldos líquidos das diferentes moedas, há lugar à movimentação das contas de posição cambial, à vista ou a prazo, cujo conteúdo e critério são como segue.

Posição Cambial à Vista

A posição cambial à vista em cada moeda é dada pelo líquido dos activos e passivos dessa moeda, excluindo a posição cambial à vista coberta por operações a prazo e adicionando os montantes das operações à vista a

aguardar liquidação e das operações a prazo que se vençam nos dois dias úteis subsequentes. A posição cambial à vista é reavaliada diariamente com base com base nos câmbios indicativos do dia divugados pelo Banco de Portugal, dando origem à movimentação da conta de posição cambial (moeda nacional), por contrapartida de custos ou proveitos.

Posição Cambial a Prazo

A posição cambial a prazo em cada moeda é dada pelo saldo líquido das operações a prazo aguardando liquidação e que não estejam a cobrir a posição cambial à vista, com exclusão das que se vençam dentro dos dois dias úteis subsequentes. Todos os contratos relativos a estas operações, forwards cambiais, são reavaliados às taxas de câmbio a prazo do mercado ou, na ausência destas, através do seu cálculo com base nas taxas de juro aplicáveis ao prazo residual de cada operação. As diferenças para os contravalores em Euros, às taxas contratadas, representam o proveito ou o custo da reavaliação da posição a prazo, sendo registadas numa conta de reavaliação da posição cambial por contrapartida de custos ou proveitos.

c) Instrumentos Financeiros Derivados

O Grupo classifica os instrumentos financeiros derivados em função da sua intenção de negociação ou para outros fins que não de negociação (cobertura). Os instrumentos financeiros utilizados para efeitos de cobertura do risco inerente a operações de negociação são classificados como operações de negociação.

Os instrumentos financeiros derivados utilizados como operações de negociação e de cobertura são como se segue:

  • -Operações de permuta de divisas (Currency Swaps);
  • -Operações a prazo de fixação de taxa de juro (FRA Forward Rate Agreements);
  • -Futuros;
  • -Operações de permuta de taxa de juro (IRS-Interest Rate Swaps), operações de permuta de taxa de juro e cotações (Equity Swaps) e operações de permuta de taxa de juro e risco de crédito (Credit Default Swaps);
  • Operações de permuta de taxa de juro e moeda (CIRS Currency Interest Rate Swaps);
  • -Operações cambiais, taxa de juro, sobre cotações e sobre swaps (Currency Options, Interest Rate Options, Equity Options e Swaptions);
  • -Contratos de garantia de taxa de juro (Interest Rate Caps and Floors)

Os instrumentos financeiros derivados utilizados para fins de cobertura, identificados como tal no início do contrato, destinam-se à eliminação ou redução substancial da exposição ao risco de mercado ou à modificação dos perfis de exp osição ao risco de variação da taxa de juro inerente a determinados elementos activos e passivos, fluxos de caixa ou extrapatrimoniais.

Desta forma, as variações no valor de mercado dos instrumentos derivados têm de estar fortemente correlacionados com as variações no valor de mercado e nos fluxos de caixa do elemento coberto, desde o início do contrato e até ao seu vencimento.

Se um instrumento financeiro derivado, classificado como de cobertura, for vendido ou abandonado antes do seu vencimento, o seu ganho ou perda é reconhecido por contrapartida de proveitos ou custos. Se o elemento coberto for vendido ou abandonado, ou a cobertura deixar de ser efectiva, o correspondente instrumento derivado é imediatamente reclassificado para a carteira de negociação.

Os ganhos ou perdas nos instrumentos financeiros derivados são reconhecidos conforme abaixo mencionado para cada tipo de instrumento.

Operações de permuta de divisas (Currency Swaps)

As operações de permuta de moeda (Currency Swaps) e as operações da posição cambial à vista cobertas por operações a prazo, destinadas à eliminação ou redução substancial do risco inerente aos activos e passivos (operações de cobertura), não são consideradas na reavaliação das posições à vista e a prazo. Os prémios e descontos destas operações são amortizados até à data do seu vencimento por contrapartida de custos ou proveitos.

Operações de IRS, CIRS, Equity Swaps, Credit Default Swaps e FRA

As operações referidas permanecem registadas nas rubricas extrapatrimoniais pelo seu valor nocional até ao seu vencimento, sendo classificadas de acordo com a sua intenção de negociação ou cobertura.

As operações de negociação, incluindo operações inicialmente classificadas como sendo de cobertura transferidas para a carteira de negociação por deixarem de cumprir os requisitos necessários à sua classificação como tal, são valorizadas ao seu valor de mercado, sendo os resultados inerentes a estas operações reconhecidos como custos e proveitos do exercício.

As operações destinadas à gestão do risco inerente aos activos e passivos (operações de cobertura), são valorizadas e reconhecidas em resultados de acordo com o critério aplicável aos elementos cobertos.

Futuros

As posições de negociação em contratos de futuros transaccionados em mercados organizados são registadas pelo seu valor nocional e são valorizadas com base nas cotações de mercado, sendo que as perdas e os ganhos, realizados e não realizados (proveitos ou custos necessários ao encerramento das posições), são relevados em resultados do exercício.

Opções Cambiais, de Taxa de Juro, sobre cotações e sobre swaps (currency options, interest rate options, equity options e swaptions) e contratos de garantia de taxa de juro (interest rate caps and floors).

Contratos de opções transaccionados em mercado organizados

Os contratos de opções cambiais, de taxa de juro e sobre cotações permanecem registados nas rubricas extrapatrimoniais pelo seu valor nocional até ao seu vencimento. Estes contratos são valorizados com base nas cotações de mercado sendo as perdas e os ganhos decorrentes da reavaliação diária relevados em resultados do exercício.

Contratos de opções transaccionados em mercado de balcão (OTC)

Os contratos de opções cambiais, de taxa de juro, sobre cotações e sobre swaps e os contratos de garantia de taxa de juro permanecem registados nas rubricas extrapatrimoniais pelo seu valor nocional até ao seu vencimento.

Os prémios relativos aos contratos de opções são contabilizados na rubrica de contas de regularização até à data de exercício, venda ou abandono da opção, momento em que são reconhecidos em resultados. Estes contratos são avaliados com base no valor de mercado

d) Juros

Os juros decorrentes das operações activas e passivas são contabilisticamente relevados como Proveitos e Custos dia a dia, independentemente do momento do seu vencimento. Não são registados em Proveitos quaisquer juros sobre crédito vencido sem garantias reais, até que a cobrança dos mesmos se efective. Também não são registados em Proveitos os juros vencidos e não pagos desse crédito, com antiguidade superior a 90 dias.

e) Imóveis e Equipamento

As imobilizações corpóreas são registadas pelo custo de aquisição e líquidas de amortizações. Algum imobilizado corpóreo adquirido até 31 de Dezembro de 1992 encontra-se registado ao custo, reavaliado ao abrigo das disposições legais aplicáveis.

As amortizações do Imobilizado corpóreo são calculadas pelo método das quotas constantes (exceptuando certas aquisições de 1989 e 1991, as quais são amortizadas pelo método das taxas degressivas) de forma a amortizar os activos durante a sua vida útil.

As amortizações referentes ao imobilizado adquirido de 1994 a Dezembro de 2003 estão calculadas pelo método dos duodécimos, de acordo com o disposto no Aviso nº9/94, de 2 de Novembro.

Imobilizado incorpóreo integra os imobilizados intangíveis , que pelos seus elevados montantes não devem ser considerados como custos de um só exercício, mas sim considerados imobilizados passíveis de amortização.

f) Provisões para crédito, para riscos gerais de crédito e créditos de cobrança duvidosa

Foram constituídas as provisões impostas pelos Avisos nº3/95 e 8/2003 do Banco de Portugal, para riscos específicos de crédito, riscos gerais de crédito, menos-valias de títulos e imobilizações financeiras, risco país e menos-valias de outras aplicações.

Foi também considerado o Aviso nº 4/2002 relativo às mais-valias e menos-valias latentes das Imobilizações Financeiras.

g) Bens Obtidos por Recuperação de Créditos

Os imóveis e outros bens arrematados, obtidos por recuperação de créditos vencidos, são registados em "Outros Activos" pelo valor de arrematação, por contrapartida da respectiva conta de crédito vencido.

Caso o valor de mercado dos bens recuperados seja inferior aos montantes registados nesta rubrica, as respectivas menos valias são integralmente provisionadas.

h) Fundo de Garantia de Depósitos

Em Novembro de 1994, foi criado o Fundo de Garantia de Depósitos, cujo objectivo é garantir os depósitos constituídos nas Instituições de Crédito, de acordo com os limites estabelecidos no Regime Geral das Instituições de Crédito. As contribuições iniciais para o Fundo, fixadas por Portaria do Ministério das Finanças, efectuadas através da entrega de títulos de depósito, foram amortizadas por um período de 60 meses.

Adicionalmente, as contribuições anuais regulares para o Fundo são reconhecidas como custo do exercício a que se referem ou mediante a assumpção de compromisso irrevogável caucionado por penhor de Títulos de Depósito.

i ) Títulos de Negociação, de Investime nto e Participações Financeiras

Os Títulos de Negociação de Rendimento Fixo são registados pelo valor de aquisição e reavaliados diariamente com base na cotação de mercado, capital mais juros corridos. Na ausência de cotação, o valor da componente capital corresponde à diferença entre o valor de aquisição e os juros corridos, calculados à taxa nominal. Os Títulos de Negociação de Rendimento Variável que fazem parte do indicador PSI 20, são igualmente registados pelo valor de aquisição e reavaliados diariamente com base na cotação do mercado. As diferenças de reavaliação apuradas são registadas em Contas de Proveitos ou Custos por Natureza. Se os títulos não estiverem inseridos no indicador PSI 20 então as diferenças entre o custo de aquisição e o seu valor de mercado são registadas em Contas Internas e de Regularização e só são relevadas em Custos ou Proveitos após a efectivação da venda.

Os Títulos de Investimento de Rendimento Fixo, emitidos com base no valor nominal, são registados pelo valor de aquisição e os emitidos a valor descontado são registados pelo valor de reembolso (nominal).

Os Títulos de Investimento de Rendimento Variável e as Participações Financeiras, são mantidos ao custo de aquisição. As menos valias resultantes da diferença entre o valor contabilístico e o valor de mercado estão integralmente cobertas por provisões.

  • 1.4 Não existem derrogações dos critérios valorimétricos definidos pelo Plano de Contas em vigor.
  • 1.5 A avaliação efectuada no Balanço não difere, significativamente, das avaliações que têm por base o último preço de mercado conhecido antes da data de encerramento de contas.

1.6 PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS

As empresas nas quais a Banif SGPS, SA, na qualidade de empresa-mãe do Grupo, detém uma percentagem igual ou superior a 20% directa ou indirectamente, são as seguintes:

Nome e Sede CapitalSocial Participação doGrupo Banif(P/efeitos deconsolidação)% ValorParticipação(1) CapitaisPrópriosDezembro2003(2) ResultadosDezembro2003 Diferença valorda part.(1) epartecorrespondentecapitaispróprios(2)
Banif Comercial - SGPS, SARua João Tavira, 30Funchal 280.000 100 % 289.545 295.084 12.219 (5.539)
Banif–BancoInternacionaldoFunchal, SARua João Tavira, 30Funchal 240.000 100% (1) 240.451 268.286 23.190 (27.835)
Banco Comercial dos Açores,SALargo da Matriz, 42Ponta Delgada 51.892 99.57%(1) 70.622 85.686 6.543 (14.696)
Banif Leasing S.A.Av. Columbano Bordalo Pinheiro Lt A– 81 2º Lisboa 10.000 100%(1) 12.563 12.070 89 493
Banif Crédito – SFAC, S.A.Av. Columbano Bordalo Pinheiro Lt A– 81 2º Lisboa 3.000 100%(1) 4.133 4.374 406 (241)
Banco Banif Primus, SA(3)Av. República do Chile, 230-9ºRio de Janeiro – Brasil 8.459 75%(1) 11.235 9.820 (316) 3.870
Banif ( Açores ) SGPS, SARua Dr. José Bruno Tavares CarreiroEdifício Sol Mar - Ponta Delgada 25.075 100% (9) 24.932 20.086 1.966 4.846
Banif – Imobiliária, S.A.Avª José Malhoa, lote 1792,1099-012 Lisboa 750 100% 985 1.553 313 (568)
Banif Seguros – SGPS, SAAvª José Malhoa, lote 1792,1099-012 Lisboa 23.300 100% 23.325 33.753 5.269 (10.428)
Banif Investimentos - SGPS, SARua João Tavira, 30 - Funchal(Âmbito Institucional da Zona Francada Madeira ) 8.750 100 % 8.729 12.067 (9) (3.338)
Banif – Banco de Investimento, S.A.Avª José Malhoa, lote 1792,1099-012 Lisboa 20.000 100% (6) 21.879 23.298 2.271 (1.419)
Banif-Banco Internacional doFunchal (Cayman) Ltd (12)P.O. Box 30124 GeorgetownGrand Cayman 33254 100% (6) 20.776 39.253 354 (18.477)
Banif IMO, S.A.Avª José Malhoa, lote 1792,1099-012 Lisboa 500 100% (5) 493 1.379 671 (886)
Nome e Sede CapitalSocial Participação dogrupo Banif(P/efeitos deconsolidação% ValorParticipação(1) CapitaisPrópriosDezembro2003(2) ResultadosDezembro2003 Diferença valorda part.(1) epartecorrespondentecapitaispróprios(2)
BanifundosRua Tierno Galvan, Torre 3 – 14ºLisboa 1.500 100% (5) 1.644 1.769 87 (125)
Banif (Brasil),SAAlameda Jaú, nr. 389 – 14º Sala 141 41 100% (2) 41 22 7 19
São Paulo – BrasilBanif Information TechnologyHoldings, Ltd(7)Genesis Building- 3rd Floor 100 69.96% 70 (48) (99) 104
Grand CaymanBanif Securities Holding, Ltd (8)Genesis Building- 3rd FloorGrand Cayman 1669 85% (6) 1419 1331 (268) 288
Banif Financial Services, Inc1001 Brickell Bay DriveSuite 1712Miami – USA 294 100% (6) 294 116 (26) 178
Banif Mortgage Company1001 Brickell Bay DriveSuite 1712 238 100% (6) 238 356 157 (118)
Miami – USAFINABP.O. Box 30124GeorgeTown – Grand Cayman 27 60%(4) 17 35 1 (4)
Cayman Islands, B.W.I.EconofinanceAv. República do Chile, 230 - 8º andarCep 20031-170 RIO DE JANEIROBRASIL 769 59.46% 766 (202) (177) 886
Banif International AssetManagementGenesis Building, 3rd FloorP.O. Box 32338-SMB, Grand CaymanCayman Islands 40 100%(5) 40 45 5 (5)
Banif Finance Ltd (13)PO BOX 1093 GT Queensgate HouseSouth Church Street, George TownGrand Cayman 6 100%(9) 1 24.955 (46) (24.954)
NewcapitalRua Tierno Galvan, Torre 3 – 14ºLisboa 750 100%(5) 750 767 17 (17)
Sociedade Imobiliária Piedade (10)Av. José Malhoa, lote 1792, 9ºLisboa 50 100% 70 (126) (14) 196
Com. Açores – San José (11)2 B North 33 rd StreetS. José Califórnia 79 99.57% 79 79 0 0
Com. Açores – Fall River (11)1645, Pleasant StreetFall River – Massachusetts 0 99.57% 0 (41) (6) 41

(1) A participação indicada corresponde à participação detida pela Banif Comercial SGPS, S.A.

(2) Participação detida em 20% pelo Banif, SA e em 80% pela Banif Investimentos, SGPS, SA

  • (3) Valores consolidados com a Banif Primus Corretora de Valores e Câmbios, S.A. e Banif Primus Asset Management
  • (4) A participação indicada corresponde à participação detida pelo Banif Cayman Ltd
  • (5) A participação indicada corresponde à participação detida pelo Banif Banco de Investimento, SA
  • (6) A participação indicada corresponde à participação detida pela Banif Investimentos SGPS, S.A.
  • (7) Participação detida por: Banif (Cayman), em 30%; BCA, em 10%; Banif Investimentos SGPS, SA, em 30%; CSA, em 20%.
  • (8) Valores consolidados com a Banif Securities, Inc.
  • (9) A participação indicada corresponde à participação detida pelo Banif Banco de Internacional do Funchal, SA
  • (10) Participação detida pela Banif Imobiliária, SA.
  • (11) Participação detida pelo Banco Comercial dos Açores .
  • (12) A percentagem de controlo de capital votante é de 100%, sendo o capital social constituído por: 26.000.000 de acções ordinárias de valor nominal USD 1 e 16.000.000 de acções preferenciais sem voto, de valor nominal de USD 1.
  • (13) A percentagem de controlo de capital votante é de 100%, sendo o capital social constituído por: 1.000 acções ordinárias de valor nominal unitário de USD 1 e 5.000 acções preferenciais sem voto de valor nominal unitário de EUR 1.

As restantes participações superiores a 20% mas que se encontram excluídas da consolidação estão referidas no ponto 6 deste Anexo.

A BanifServ, ACE, por não ter capital social, encontra-se discriminada no ponto 5. deste Anexo.

1.7 TÍTULOS DE RENDIMENTO FIXO VENCÍVEIS EM 2004

As "Obrigações e Outros Títulos de Rendimento Fixo" vencíveis em 2004, totalizam 88.066 mil euros e encontram-se discriminadas a seguir :

Títulos Vencíveis em 2004 Valor Balanço
NOTAS DO TESOURO NACIONAL 7.657
LETRAS DO TESOURO NACIONAL 5.282
LETRAS DO TESOURO NACIONAL 11.718
BRASTURINVEST INV TUR 04/03 2.344
OB. TESOURO Agosto/1999-2004 2.223
TERTIR 1.855
FERNANDO SIMÃO SGPS 1.000
JB FERNANDES 46ª EMISSÃO 1.250
TRANSINSULAR -2º EMISSÃO 1.875
EUROGÉS 13ª EMISSÃO 1.150
JORNAL NOTÍCIAS 34ª EMISSÃO 555
LISGRÁFICA 27ª EMISSÃO 3.600
LISGRÁFICA 28ª EMISSÃO 150
CPC DI 33ª EMISSÃO 2.500
EDA-Electricidade dos Açores 22ª EM 2.497
BANCO MELLO, SA 06/04 74
BANCO ALVES RIBEIRO, SA 04 440
PETROGAL 94-04 738
MUNDICENTER 97-16/3/2004 996
SALVADOR CAETANO 99- 06/01/2004 187
PORTUCEL 99-04 750
IMOLOC 98-28/04/2004 682
NOTAS DO TESOURO NACIONAL 1.687
LETRAS FINANCEIRAS DO TESOURO 811
NOTAS DO TESOURO NACIONAL 6.902
CERTIFICADO DE DEPOSITO BANCARIO 274
US TREASURY N/B 07/04 1.593
BUNDESSCHATZANW 4 06/25/04 2.737
DIVIDAS SECURITIZADAS 22
Títulos Vencíveis em 2004 Valor Balanço
COTAS DE FUNDOS DE INVESTIMENTO 58
HERTZ CORP 08/04 1.980
PINAULT -PRINTEMPS-REDOUT 07/04 2.501
RENAULT CREDIT INTL 07/04 2.004
TELEFONICA EUROPE BV 04 2.004
KONINKLIJKE KPN 4% 06/04 926
REPSOL INTL FINANCE 3 3/4 02/23/04 999
CLN KPN FLOAT 04 5.001
XEROX CAP EUROPE 5 1/4 12/03/04 200
CITROSUCO 2.000
VOTORANTRADE 2.246
PQU 0 12/03/04 2.095
CLN FRTEL FLOAT 28MAR2004 2.503
88.066

1.8 CRÉDITOS SOBRE EMPRESAS ASSOCIADAS E PARTICIPADAS

A Banif SGPS, SA, enquanto empresa mãe do Grupo Banif, não possui Créditos concedidos a empresas associadas ou participadas.

1.9 CRÉDITOS SOBRE EMPRESAS COLIGADAS

No âmbito das operações de consolidação, os créditos concedidos entre empresas coligadas são discriminados a seguir (valores em milhares de euros) :

2003Outras 2002
Disponibilidades Aplicações Crédito Títulos Total Total
Com: em IC em IC Concedido
Banif Primus 866 866 157
BanifServ 13.185 11.900
Banif (Cayman). Ltd 11.876 15.078 141.074
Banif Leasing 10.150 16.000 116.614 39.874
Banif Crédito 26.467 16.488
Banif Banco de
Investimento 5.817
BCA 172.260 172.260 148.117
Banif SGPS. SA 100.000
SIP 240 207
Banif Investimentos SGPS. SA 0
Banifundos 0
Banif Imobiliária 0
Banif Comercial 12.000
Banif Mortgage Company 8.008
Espaço 10 3.079
Banif Rent
NewCapital 236
Banif. SA 5.842 5.842 250
Banif. SA 3 3 17.854
BCA 5 5 11
8.698 3.20246735.597 13.18590.46426.00024012.0008.008286236 44.295286
OutrasAplicaçõesDisponibilidadesCréditoTítulosTotalem ICem ICConcedidoDe:Com:Banif PrimusBanif. SA11200211Banif Securities HoldingsLtdBanifServBanif. SABanif (Cayman).LtdBanif. SA8.082702.496710.578Banif Investimentos SGPS.SA71.21671.216Banif Primus8.2638.263BCA10.50010.500FINAB171171Banif Banco Investimentos77320.00020.773Banif Inf. Tech. HoldingsLtd1.4241.424Banif securities Holdings4.9724.972LtdBanif Finance9.0179.017Banif CréditoBanif. SABCABanif LeasingBanif. SABCABanifundosBanif. SA1818Banif Banco deInvestimento41.7751.779Banif Banco deInvestimentoBanif. SA3.2603.260Banif (Cayman). Ltd24109133Banif Leasing299299BCA55Banif SGPS1.1331.133NewCapital1.8501.850Banif Primus5.1835.183Banif ImobiliáriaBanif. SA8.5468.546BCABanif. SA3.26369.97173.234Banif Primus2.0002.000Banif Leasing2.9935.0007.993Banif crédito998998Banif Banco de10.50010.500Investimento 2003 2002
Total
107
123
1.228
1.606
39.934
21.970
1.425.539
229
1.512
4.196
3
1
5
2
11
1.545
6.224
6
299
27
95
1.502.916
4.193
998
13.000
Banif (Cayman). Ltd 0
Banif ImoBanif. SA 19
2003 2002
Disponibilidades OutrasAplicações Crédito Títulos Total Total
De: Com: em IC em IC Concedido
Banif Banco deInvestimento 1.560 1.560 670
Banif Inf. Tech.Holdings LtdBanif Securities Banif (Cayman). Ltd 51
Holdings. Ltd Banif Securities Inc 3.959 3.959 2.861
Banif ComercialSGPS. SA Banif. SA 566 566 2.047
Banif SGPS. SA Banif. SABCA 86040 86040 3.622203
Banif SegurosSGPS Banif. SA 185 185
New Capital Banif Banco Investimentos 15 15
Banif Finance Banif Cayman 32.026 192.200 224.226
SIP Banif. SA 3 3 6
TOTAIS 72.214 1.313.729 156.986 57.911 1.600.840 3.597.438

1.10 Inventário de Títulos

MOEDA VALOR VALOR TOTAL VAL. VALOR VALOR VALOR
NATUREZA E ESPÉCIE DOS TÍTULOS QUANTIDADE DENOMINAÇÃO NOMINALEUR NOMINALEUR AQUISIÇÃOMÉDIOEUR COTAÇÃOEUR COTAÇÃOTOTALEUR BALANÇOTOTALEUR
NEGOCIAÇÃOTÍTULOS -A 43,261,307.10 43,261,307.10
Emitidos por não residentesTítulos de Rendimento fixo 34,289,539.4334,289,539.43 34,289,539.4334,289,539.43
De Emissores Públicos EstrangeirosLETRAS DO TESOURO NACIONALLETRAS DO TESOURO NACIONALNOTAS DO TESOURO NACIONAL- A curto prazo BRLBRLBRL 5,281,742.2711,717,833.247,657,139.47 1.001.001.00 1.001.001.00 24,656,714.9924,656,714.995,281,742.2711,717,833.247,657,139.47 24,656,714.9924,656,714.9911,717,833.245,281,742.277,657,139.47
BRASTURINVEST INV TUR 04/03De Outros Não Residentes- A curto prazo EUR 2,365,000.00 99.10% 99.10% 9,632,824.442,343,715.002,343,715.00 9,632,824.442,343,715.002,343,715.00
FORD MOTOR CREDIT 4 7/8 05/07SOL MELIA EUROPE 4.3 11/14/08LLOYDS BANK TSB BANK PLC- A médio e longo prazoMERRILL LYNCH 09/08POPULAR CAPITAL SARENTIPAR SGPS EUREUREUREUREURUSD 6,000,000.00175,000.00400,000.0012,500.00500,000.00164,687.33 97.55%100.59%104.55%100.47%101.43%99.11% 100.59%104.55%100.47%101.43%99.11%97.55% 7,289,109.44175,820.5612,388.446,035,219.18172,186.08405,734.25487,760.93 172,186.08175,820.56405,734.2512,388.447,289,109.44487,760.936,035,219.18
Títulos de rendimento variável 8,971,767.67 8,971,767.67
BANCO COMERCIAL PORTUGUÊSEmitidos por residentesBANCO BPI SA- AcçõesBRISAEDP 40,000.006,000.0070,000.001,350,000.00 EUREUREUREUR 1.001.001.001.00 1,350,000.0040,000.006,000.0070,000.00 2.921.775.302.09 2.921.775.302.09 7,034,073.867,034,073.863,942,000.0070,800.0031,800.00146,300.00 70,800.0031,800.00146,300.007,034,073.867,034,073.863,942,000.00
ELECTRICIDADE DE PORTUGAL, SAPORTUGAL TELECOM, SGPS - NomPT MULTIMEDIA SERVIÇOSSONAE SGPS 30,763.00273,358.00205,000.00238,584.00 EUREUREUREUR 1.001.001.001.00 273,358.00205,000.0030,763.00238,584.00 2.097.9815.400.66 2.097.9815.400.66 1,635,900.00473,750.20157,465.44571,318.22 571,318.22473,750.20157,465.441,635,900.00
SONAECOM 2,000.00 EUR 1.00 2,000.00 2.37 2.37 4,740.00 4,740.00

1.10 Inventário de Títulos

MOEDA VALOR VALOR TOTAL VAL. VALOR VALOR VALOR
NATUREZA E ESPÉCIE DOS TÍTULOS QUANTIDADE DENOMINAÇÃO NOMINALEUR NOMINALEUR AQUISIÇÃOMÉDIOEUR COTAÇÃOEUR COTAÇÃOTOTALEUR BALANÇOTOTALEUR
Emitidos por não residentes 1,937,693.81 1,937,693.81
- Acções 1,937,693.81 1,937,693.81
ALCATEL 5,000.00 EUR 1.00 5,000.00 10.21 10.21 51,050.00 51,050.00
BANCO BILBAO VIZCAYA ARGENTARIA 4,970.00 EUR 1.00 4,970.00 10.95 10.95 54,421.50 54,421.50
CAP GEMINI SA 1,850.00 EUR 1.00 1,850.00 35.21 35.21 65,138.50 65,138.50
E.ON AG 1,700.00 EUR 1.00 1,700.00 51.74 51.74 87,958.00 87,958.00
EBOOKERS PLC - ADR 3,000.00 USD 0.79 2,375.30 11.58 11.58 34,726.86 34,726.86
FORD MOTOR CO 3,250.00 USD 0.79 2,573.24 12.67 12.67 41,171.83 41,171.83
FRANCE TELECOM SA 2,500.00 EUR 1.00 2,500.00 22.66 22.66 56,650.00 56,650.00
HVB FUNDING TRUST VII 3,600.00 EUR 1.00 3,600.00 25.80 25.80 92,880.00 92,880.00
INDITEX 4,000.00 EUR 1.00 4,000.00 16.10 16.10 64,400.00 64,400.00
INTEL CORP 1,250.00 USD 0.79 989.71 25.38 25.38 31,720.13 31,720.13
KONINKLIJKE AHOLD NV 13,000.00 EUR 1.00 13,000.00 6.04 6.04 78,520.00 78,520.00
KONINKLIJKE KPN NV 7,081.00 EUR 1.00 7,081.00 6.12 6.12 43,335.72 43,335.72
MARVELL TECHNOLOGY GROUP INC 2,000.00 USD 0.79 1,583.53 30.03 30.03 60,063.37 60,063.37
MICROSOFT CORP 2,000.00 USD 0.79 1,583.53 21.67 21.67 43,341.27 43,341.27
MILLENIUM PNB 43,114.00 BRL 22.64 976,215.15 22.64 22.64 976,215.15 976,215.15
NOKIA OYJ 2,250.00 EUR 1.00 2,250.00 13.71 13.71 30,847.50 30,847.50
PARMALAT FINANZIARIA SPA 30,000.00 EUR 1.00 30,000.00 0.11 0.11 3,300.00 3,300.00
PHILIPS ELECTRONICS NV 3,000.00 EUR 1.00 3,000.00 23.15 23.15 69,450.00 69,450.00
WAL-MART STORES INC 1,250.00 USD 0.79 989.71 42.00 42.00 52,503.98 52,503.98
TÍTULOS - INVESTIMENTOB 370,142,563.48 375,444,615.00
Títulos de Rendimento fixo 293,148,468.09 292,999,531.49
De Dívida Pública PortuguesaEmitidos por residentes 22,365,779.5647,566,441.91 22,145,455.4047,949,004.41
- A curto prazo 501.93 501.26
OBRIGAÇÕES TES MEDIO PRAZO 8,875 EUR 500.00 100.25% 100.39% 501.93 501.26
- A médio e longo prazo 22,365,277.64 22,144,954.14
OB TESOURO SETEMBRO/1998-2013 EUR 4,987,980.00 105.15% 106.00% 5,287,258.80 5,244,751.23
OB. TESOURO MEDIO PRAZO 05 EUR 32,000.00 102.32% 104.57% 33,462.40 32,741.15
OB. TESOURO MEDIO PRAZO 3% 2006 EUR 8,500,000.00 99.94% 100.25% 8,521,250.00 8,494,591.10
OB. TESOURO MEDIO PRAZO 5,45 EUR 93,600.00 100.71% 108.88% 101,911.68 94,268.27

1.10 Inventário de Títulos

MOEDA VALOR VALOR TOTAL VAL. VALOR VALOR VALOR
NATUREZA E ESPÉCIE DOS TÍTULOS QUANTIDADE DENOMINAÇÃO NOMINALEUR NOMINALEUR AQUISIÇÃOMÉDIOEUR COTAÇÃOEUR COTAÇÃOTOTALEUR BALANÇOTOTALEUR
OB. TESOURO MÉDIO PRAZO 97-23/02/07OB. TESOURO MÉDIO PRAZO 98-23/06/08OB. TESOURO MEDIO PRAZO 9,5% EUREUREUR 5,704,267.001,250.00100.00 108.47%106.12%102.03% 113.83%108.50%107.60% 6,189,129.70107.601,422.93 1,355.876,053,451.47102.03
OB.TESOURO AGOSTO/1999-2004OB.GRA 1993/2005 - 1ª Emissão- A médio e longo prazoOB.GRA 1992/2005 199,519,159.0011,392,539.81 EUREUREUR 0.010.01 113,925.401,995,191.592,210,837.00 100.58%100.01%100.00% 100.90%100.00%101.80% 2,145,030.44113,925.402,031,105.042,230,734.53 113,935.042,223,693.022,109,126.631,995,191.59
De Outros Residentes 23,055,631.91 23,694,422.39
Papel Comercial- A curto prazo 16,697,096.3516,433,078.49 16,697,029.0316,433,078.49
CPC DI 33ª EMISSÃO EUR 2,500,000.00 1.00 1.00 2,500,000.00 2,500,000.00
EDA-ELECTRICIDADE DOS AÇORES 22ª EMEUROGÉS 13ª EMISSÃO EUREUR 1,150,000.002,496,994.75 1.001.00 1.001.00 2,496,994.751,150,000.00 2,496,994.751,150,000.00
JB FERNANDES 46ª EMISSÃOFERNANDO SIMÃO SGPS EUREUR 1,000,000.001,250,000.00 1.001.00 1.001.00 1,000,000.001,250,000.00 1,000,000.001,250,000.00
JORNAL NOTÍCIAS 34ª EMISSÃO EUR 555,555.56 1.00 1.00 555,555.56 555,555.56
LISGRÁFICA 27ª EM EUR 1,200,000.00 1.00 1.00 1,200,000.00 1,200,000.00
LISGRÁFICA 27ª EMISSÃO EUR 2,400,000.00 1.00 1.00 2,400,000.00 2,400,000.00
LISGRÁFICA 28ª EMISSÃOTERTIR EUREUR 150,000.001,855,528.18 1.001.00 1.001.00 150,000.001,855,528.18 150,000.001,855,528.18
TRANSINSULAR -2º EMISSÃO EUR 1,875,000.00 1.00 1.00 1,875,000.00 1,875,000.00
Outros Títulos 264,017.86 263,950.54
BANCO ALVES RIBEIRO, SA 04 EUR 190,000.00 100.00% 100.05% 190,095.00 190,000.00
BANCO MELLO, SA 06/04 EUR 74,071.00 99.84% 99.80% 73,922.86 73,950.54
- A médio e longo prazo 6,358,535.56 6,997,393.36
BANCO ALVES RIBEIRO 99-04AGERG EUREUR 24,939.89250,000.00 100.00%100.00% 0.00%100.00% 0.00250,000.00 250,000.0024,939.89
CARRIS 98-05 EUR 62,848.53 100.00% 100.00% 62,848.53 62,848.53
COBRE/87 - Série A EUR 24,939.89 100.00% 0.00% 0.00 24,939.89
CRÉDITO PREDIAL PORTUGUÊS 06/49 EUR 36,497.00 63.59% 61.00% 22,263.17 23,210.04
EDP/1996-2006 - 22ª EmissãoFNACINVESTE/91 EUREUR 231,941.02387,615.85 100.00%100.00% 99.25%0.00% 230,201.460.00 231,941.02387,615.85
FNI 2003/2008 EUR 1,495,000.00 100.00% 100.00% 1,495,000.00 1,495,000.00

1.10 Inventário de Títulos

MOEDA VALOR VALOR TOTAL VAL. VALOR VALOR VALOR
NATUREZA E ESPÉCIE DOS TÍTULOS QUANTIDADE DENOMINAÇÃO NOMINAL NOMINAL AQUISIÇÃOMÉDIO COTAÇÃO COTAÇÃOTOTAL BALANÇOTOTAL
EUR EUR EUR EUR EUR EUR
IMOLOC 98-28/04/2004 EUR 682,550.00 100.00% 75.00% 511,912.50 682,550.00
METRO 95-07 EUR 99,800.00 100.00% 100.00% 99,800.00 99,800.00
MUNDICENTER 97-16/3/2004 EUR 996,498.01 100.00% 99.25% 989,024.27 996,484.53
PARTEST 98-08 EUR 498,797.90 100.00% 97.95% 488,572.54 498,797.90
PETROGAL 94-04 EUR 737,422.90 99.99% 99.70% 735,210.63 737,373.21
PORTUCEL 99-04 EUR 750,000.00 99.95% 99.82% 748,650.00 749,647.05
SALVADOR CAETANO 99- 06/01/2004 EUR 187,500.00 100.00% 99.50% 186,562.50 187,500.00
SECIL/CMP 95- 01/03/2005 EUR 71,826.39 100.00% 99.90% 71,754.56 71,826.39
SONAE IMOBILIARIA 98-05 EUR 473,843.04 99.81% 98.50% 466,735.39 472,919.06
Emitidos por não residentes 245,582,026.18 245,050,527.08
De Emissores Públicos Estrangeiros 14,568,985.73 14,578,884.14
- A curto prazo 7,090,442.30 7,102,073.28
BUNDESSCHATZANW 4 06/25/04 EUR 2,700,000.00 101.36% 100.87% 2,723,490.00 2,736,624.69
CERTIFICADO DE DEPOSITO BANCARIOLETRAS FINANCEIRAS DO TESOURO BRLBRL 273,883.37811,367.21 100.00%100.00% 100.00%100.00% 273,883.37811,367.21 273,883.37811,367.21
NOTAS DO TESOURO NACIONAL
US TREASURY N/B 07/04 BRLUSD 1,583,532.001,687,282.95 100.00%100.59% 100.00%100.69% 1,687,282.951,594,418.78 1,687,282.951,592,915.07
- A médio e longo prazo 7,478,543.43 7,476,810.86
BUNDESSCHATZANW 2 06/17/05 EUR 580,000.00 99.15% 99.45% 576,810.00 575,077.43
NOTAS DO TESOURO NACIONAL BRL 6,901,733.43 100.00% 100.00% 6,901,733.43 6,901,733.43
- A médio e longo prazo 1,379,129.86 1,272,713.99
BEI/1996-2006 EUR 748,196.85 104.47% 112.91% 844,789.06 781,641.25
BEI/1997-2007 EUR 496,000.00 99.01% 107.73% 534,340.80 491,072.74
De Outros Não Residentes 229,633,910.58 229,198,928.96
- A curto prazo 19,549,214.17 19,534,069.56
CITROSUCO EUR 2,000,000.00 100.00% 100.15% 2,003,000.00 2,000,000.00
CLN KPN FLOAT 04 EUR 2,500,000.00 99.99% 100.03% 2,500,750.00 2,499,699.48
COTAS DE FUNDOS DE INVESTIMENTO BRL 58,163.80 100.00% 100.00% 58,163.80 58,163.80
DIVIDAS SECURITIZADAS BRL 21,905.87 100.00% 100.00% 21,905.87 21,905.87
HERTZ CORP 08/04 USD 1,979,415.00 100.01% 100.00% 1,979,415.00 1,979,681.26
KONINKLIJKE KPN 4% 06/04 EUR 925,000.00 100.15% 100.79% 932,307.50 926,425.54
PINAULT-PRINTEMPS-REDOUT 07/04 EUR 2,500,000.00 100.03% 100.05% 2,501,250.00 2,500,792.55

1.10 Inventário de Títulos

MOEDA VALOR VALOR TOTAL VAL. VALOR VALOR VALOR
NATUREZA E ESPÉCIE DOS TÍTULOS QUANTIDADE DENOMINAÇÃO NOMINAL NOMINAL AQUISIÇÃOMÉDIO COTAÇÃO COTAÇÃOTOTAL BALANÇOTOTAL
EUR EUR EUR EUR EUR EUR
PQU 0 12/03/04 EUR 2,110,000.00 99.28% 99.27% 2,094,597.00 2,094,741.89
RENAULT CREDIT INTL 07/04 EUR 2,000,000.00 100.19% 99.99% 1,999,800.00 2,003,727.52
REPSOL INTL FINANCE 3 3/4 02/23/04 EUR 1,000,000.00 99.87% 100.18% 1,001,800.00 998,714.37
TELEFONICA EUROPE BV 04 EUR 2,000,000.00 100.19% 100.45% 2,008,900.00 2,003,837.17
VOTORANTRADE EUR 2,250,000.00 99.82% 99.81% 2,245,725.00 2,245,973.82
XEROX CAP EUROPE 5 1/4 12/03/04 EUR 200,000.00 100.20% 100.80% 201,600.00 200,406.29
- A médio e longo prazo 210,084,696.41 209,664,859.40
ABB INTL FINANCE NV EUR 500,000.00 97.61% 100.15% 500,750.00 488,030.75
ALCATEL SA 02/17/09 EUR 500,000.00 87.76% 94.10% 470,500.00 438,777.70
AMSTEL SEC 15AGO2013 EUR 2,000,000.00 100.00% 100.00% 2,000,000.00 2,000,000.00
AURUM INVESTMENTS SA EUR 2,000,000.00 100.00% 100.00% 2,000,000.00 2,000,000.00
BANCAJA FONDO DE TITULIZACION DEAC EUR 2,000,000.00 100.00% 100.00% 2,000,000.00 2,000,000.00
BANCO BRADESCO 0 08/20/10 USD 1,979,415.00 100.00% 100.00% 1,979,415.00 1,979,415.00
BANCO ESPIRITO SANTO 05 EUR 650,000.00 123.00% 123.00% 799,500.00 799,500.00
BANCO ITAU EUR FLOAT 24JUL06 EUR 5,000,000.00 99.93% 99.96% 4,998,112.00 4,996,501.70
BANCO (CAYMAN) EUR 612,000.00 100.00% 100.00% 612,000.00 612,000.00
BANCO ITAU EUROPA, SA EUR 6,000,000.00 99.89% 99.95% 5,997,000.00 5,993,632.90
BANCO ITAU, SA (CAYMAN) USD 2,573,239.50 100.00% 100.00% 2,573,239.50 2,573,239.50
BBVSM FLOAT 17JUL2013 EUR 2,000,000.00 100.00% 99.95% 1,999,000.00 2,000,000.00
BCP FINANCE BANK LTD 05/06 EUR 1,800,000.00 100.04% 99.88% 1,797,840.00 1,800,795.01
BES FINANCE LTD FLOAT 07 EUR 2,220,000.00 99.45% 99.90% 2,217,780.00 2,207,815.66
BRE FINANCE FRANCE SA EUR 1,400,000.00 99.78% 99.85% 1,397,830.00 1,396,896.80
CLARE FUNDING FLOAT 14SET09 EUR 2,000,000.00 100.00% 99.95% 1,999,000.00 2,000,000.00
CLARE SPECIAL CO 3,9 EUR 400,000.00 100.00% 99.95% 399,800.00 400,000.00
CLN FRTEL FLOAT 28MAR2004 EUR 2,500,000.00 100.13% 100.17% 2,504,250.00 2,503,139.04
CLN KPN FLOAT 28MAR2004 EUR 2,500,000.00 100.02% 100.03% 2,500,750.00 2,500,615.50
COUNTRYWIDE HOME LOAN 09/05 USD 1,979,415.00 99.81% 100.00% 1,979,415.00 1,975,578.67
DAIMLERCHRYSLER FLOAT 5DEZ05 EUR 5,000,000.00 100.72% 100.85% 5,042,500.00 5,035,896.94
DAIMLERCHRYSLER NA 09/05 EUR 1,170,000.00 98.96% 99.50% 1,164,150.00 1,157,828.15
EFG HELLAS PLC 04/06 EUR 2,500,000.00 99.82% 99.95% 2,498,750.00 2,495,528.23
EGG BANKING PLC USD 2,375,298.00 99.92% 99.94% 2,373,872.82 2,373,290.87
EIGER TRUST CLASS C FL 11/15/2010 EUR 2,462,754.61 100.01% 100.17% 2,466,941.29 2,462,892.91
EMERALD MORTGAGES PLC EUR 2,000,000.00 100.00% 100.00% 2,000,000.00 2,000,000.00
ERICSSON LM TEL 11/10 EUR 542,000.00 99.95% 101.25% 548,775.00 541,711.06
EURO INVEST LIMITED 4 03/31/07 EUR 2,490,000.00 100.50% 100.25% 2,496,225.00 2,502,450.00

1.10 Inventário de Títulos

MOEDA VALOR VALOR TOTAL VAL. VALOR VALOR VALOR
NATUREZA E ESPÉCIE DOS TÍTULOS QUANTIDADE DENOMINAÇÃO NOMINAL NOMINAL AQUISIÇÃOMÉDIO COTAÇÃO COTAÇÃOTOTAL BALANÇOTOTAL
EUR EUR EUR EUR EUR EUR
EURO INVEST LIMITED 4.8 09/08 EUR 5,694,000.00 100.07% 100.15% 5,702,541.00 5,698,212.01
FORD MOTOR CRED FLOAT 6JAN06 EUR 6,500,000.00 100.72% 101.00% 6,565,000.00 6,546,653.18
FRIESLAND BANK FLOAT 05/06 EUR 2,500,000.00 99.93% 100.15% 2,503,750.00 2,498,261.58
GALP 0% 12JUL2010 EUR 2,000,000.00 100.09% 100.00% 2,000,000.00 2,001,858.07
GALP INVESTMENT PLC EUR 2,500,000.00 100.00% 100.00% 2,500,000.00 2,500,000.00
GE APITAL EURO FUNDING EUR 5,000,000.00 99.91% 99.90% 4,995,000.00 4,995,704.32
GMAC CANADA FLOAT 12SET2008 EUR 12,500,000.00 102.00% 101.80% 12,725,000.00 12,749,916.54
HEIDELBERGCEMENT FIN BV EUR 300,000.00 101.52% 101.85% 305,550.00 304,565.21
HIPO HIPO 6 C 31DEZ2034 EUR 3,000,000.00 99.75% 100.02% 3,000,600.00 2,992,550.41
HIPO-BANK 2007 EUR 1,745,792.90 100.00% 100.00% 1,745,792.90 1,745,792.90
HOLMES FINANCING FLOAT JUL40 EUR 2,500,000.00 100.25% 100.12% 2,503,000.00 2,506,166.66
INTERNATIONAL ENDESA BV 02/09 FRF 4,009,409.15 100.00% 105.25% 4,219,903.13 4,009,409.15
KENSINGTON GROUP PLC EUR 1,000,000.00 100.00% 99.46% 994,600.00 1,000,000.00
KONINKLIJKE AHOL 5 7/8 05/08 EUR 500,000.00 100.42% 98.75% 493,750.00 502,080.51
LEHMAN BROS FLOAT 21 FEV 2006 EUR 500,000.00 100.33% 100.30% 501,500.00 501,655.08
LEHMAN BROS FLOAT 3NOV2008 EUR 3,000,000.00 99.90% 100.09% 3,002,700.00 2,997,147.57
LEHMAN BROS HOLDINGS 02/06 EUR 2,000,000.00 100.06% 100.30% 2,006,000.00 2,001,198.00
LEHMAN BROS HOLDINGS 11/08 EUR 3,000,000.00 99.86% 100.09% 3,002,700.00 2,995,846.22
MARKS & SPENCER FLOAT JAN07 EUR 5,500,000.00 100.79% 101.15% 5,563,250.00 5,543,644.64
MBNA EUROPE FUND EUR 3,000,000.00 100.00% 100.40% 3,012,000.00 3,000,000.00
MEMPH 2003-I B EUR 4,000,000.00 100.00% 100.00% 4,000,000.00 4,000,000.00
MERRIL LYNCH FLOAT 15SET2008 EUR 7,000,000.00 99.91% 100.36% 7,025,200.00 6,993,463.84
METRO AG 0 05/29/06 EUR 4,000,000.00 100.19% 101.07% 4,042,800.00 4,007,785.93
METRO FLOAT 29MAI2006 EUR 2,500,000.00 100.68% 101.07% 2,526,750.00 2,516,964.60
MORGAN 97-07 EUR 349,300.00 100.00% 98.50% 344,060.50 349,300.00
MORGAN STANLEY GROUP USD 3,562,947.00 99.88% 100.47% 3,579,653.27 3,558,796.64
MOUND FINANCING 0% 8FEV2042 EUR 2,000,000.00 100.15% 100.00% 2,000,000.00 2,002,961.60
MOUND FINANCING PLC EUR 2,000,000.00 100.00% 100.00% 2,000,000.00 2,000,000.00
NYMPHENBURG LTD EUR 2,000,000.00 99.13% 99.10% 1,982,000.00 1,982,621.11
OTE PLC EUR 1,250,000.00 99.97% 100.34% 1,254,250.00 1,249,653.38
PALAZZO FINANCE TRE SRL EUR 1,000,000.00 100.52% 100.30% 1,003,000.00 1,005,168.71
PORTUGAL TELECOM INT FIN 05 EUR 3,000,000.00 99.88% 100.65% 3,019,500.00 2,996,277.94
PROMISE PLC COL-03 B EUR 2,000,000.00 100.00% 99.70% 1,994,000.00 2,000,000.00
PROVIDE FLOAT 28JUL2055 EUR 2,000,000.00 100.10% 99.50% 1,990,000.00 2,001,990.48
RAMS MTG SEC FLOAT 11AGO2034 EUR 2,500,000.00 100.00% 100.00% 2,500,000.00 2,500,000.00
RCI BANQUE FLOAT 03MAR2006 EUR 5,000,000.00 100.00% 100.22% 5,011,000.00 5,000,000.00
RENAULT CREDIT INTL 05 EUR 100,000.00 98.92% 99.94% 99,940.00 98,916.89

1.10 Inventário de Títulos

MOEDA VALOR VALOR TOTAL VAL. VALOR VALOR VALOR
NATUREZA E ESPÉCIE DOS TÍTULOS DENOMINAÇÃO NOMINAL NOMINAL AQUISIÇÃOMÉDIO COTAÇÃO COTAÇÃOTOTAL TOTAL
QUANTIDADE EUR EUR EUR EUR EUR BALANÇOEUR
RHODIA SA 05/31/05 EUR 352,000.00 93.00% 93.00% 327,360.00 327,360.00
RMS 14X M2 3,597% 10JUN2036 EUR 1,000,000.00 99.70% 99.46% 994,600.00 997,045.00
SAECURE BV EUR 1,000,000.00 100.00% 100.18% 1,001,800.00 1,000,000.00
SAECURE FLOAT 31AGO2070 EUR 2,000,000.00 100.10% 100.18% 2,003,600.00 2,001,985.30
SOCIETA CARTO IMMOBILI EUR 2,000,000.00 100.00% 100.15% 2,003,000.00 2,000,000.00
TELECOM ITALIA SPA EUR 6,000,000.00 100.39% 100.17% 6,010,200.00 6,023,490.92
TEMPO CD0 1 LTD EUR 1,000,000.00 100.00% 100.00% 1,000,000.00 1,000,000.00
TIM FLOAT 21JUN2006 EUR 6,000,000.00 100.41% 100.17% 6,010,200.00 6,024,878.61
TRADE INVEST LIMITED 7,125% EUR 11,400,000.00 100.00% 100.00% 11,400,000.00 11,400,000.00
TRADE INVEST LIMITED 8,125% EUR 4,300,000.00 100.00% 100.00% 4,300,000.00 4,300,000.00
VELA HOME SRL EUR 1,500,000.00 100.00% 100.00% 1,500,000.00 1,500,000.00
WAGEN 3,304 11/21/05VOLKS EUR 2,500,000.00 100.00% 100.07% 2,501,750.00 2,500,000.00
Títulos de rendimento variável 74,699,917.61 80,048,098.90
Emitidos por residentes- Acções 24,582,474.134,162,764.71 30,146,813.046,347,390.79
BANCO BPI 615.00 EUR 1.00 615.00 2.43 2.92 1,795.80 1,495.64
BEIRA VOUGA 41,817.00 EUR 0.47 19,815.40 0.47 0.47 19,815.40 19,815.40
BRISA - Nom (Priv) 360.00 EUR 1.00 360.00 4.80 5.30 1,908.00 1,727.00
CPTP 357,626.00 EUR 0.42 148,414.79 0.42 0.42 148,414.79 148,414.79
EDP 162,350.00 EUR 1.00 162,350.00 2.53 2.09 339,311.50 410,764.50
ESTORIL PRAIA FUTEBOL SAD 13,601.00 EUR 5.00 68,005.00 6.17 5.00 68,005.00 83,918.17
GALERIAS NAZONI 750.00 EUR 4.99 3,742.50 9.98 4.99 3,741.00 7,481.96
IMOVALOR 19,890.00 EUR 4.99 99,251.10 14.12 15.66 311,477.40 280,766.85
IMPRESA SGPS - NOM 23,648.00 EUR 1.00 23,648.00 6.23 3.50 82,768.00 147,416.48
INAPA 416,372.00 EUR 5.00 2,081,860.00 5.58 2.81 1,170,005.32 2,323,029.38
MACEDO & COELHO 188.00 EUR 4.99 938.12 0.33 0.03 5.64 62.04
Nova Comp. Grande Hotel 50,300.00 EUR 3.66 184,253.93 3.66 3.66 184,255.94 184,255.94
PORTUGAL TELECOM 18,495.00 EUR 1.00 18,495.00 9.05 7.98 147,590.10 167,367.59
PT MULTIMÉDIA 13,750.00 EUR 0.50 6,875.00 12.24 15.40 211,750.00 168,265.00
REAL SEGUROS 12,698.00 EUR 5.00 63,490.00 17.96 7.82 99,261.26 228,014.49
REDITUS SGPS 160,652.00 EUR 0.00 3.56 1.47 236,790.99 572,247.24
RENDIMO 97,000.00 EUR 4.99 484,030.00 4.41 3.45 334,721.18 427,388.33
SC BRAGA SAD 20.00 EUR 5.00 100.00 16.14 16.14 322.81 322.81
SEMAPA SGPS 58,265.00 EUR 1.00 58,265.00 3.97 3.60 209,754.00 231,162.05
SONAE SGPS 696,000.00 EUR 1.00 696,000.00 0.91 0.66 459,360.00 636,480.00

1.10 Inventário de Títulos

MOEDA VALOR VALOR TOTAL VAL. VALOR VALOR VALOR
NATUREZA E ESPÉCIE DOS TÍTULOS QUANTIDADE DENOMINAÇÃO NOMINAL NOMINAL AQUISIÇÃOMÉDIO COTAÇÃO COTAÇÃOTOTAL BALANÇOTOTAL
EUR EUR EUR EUR EUR EUR
TERTIR - Terminais Portugal 61,547.00 EUR 5.00 307,735.00 4.99 2.14 131,710.58 306,995.14
- Unidades de Participação 20,419,709.41 23,799,422.25
BANIF IMOGEST 215,459.00 EUR 5.00 1,077,295.00 27.47 29.41 6,337,119.22 5,918,779.00
BANIFUNDO ESTRATÉGIA AGRESSIVA 247,506.00 EUR 5.00 1,237,530.00 2.83 2.61 646,422.54 699,872.85
BANIFUNDO ESTRATÉGIA 180,670.00 EUR 5.00 903,350.00 4.98 4.98 900,371.15 899,632.58
CONSERVADORA
BANIFUNDO ESTRATÉGIA EQUILIBRADA 114,109.00 EUR 5.00 570,545.00 4.38 3.92 447,831.67 499,753.06
BANIFUNDO EURO ACÇÕES 1,299,278.00 EUR 5.00 6,496,390.00 5.00 2.15 2,798,514.88 6,496,390.00
BANIFUNDO EURO RENDA MENSAL 149,850.00 EUR 5.00 749,250.00 5.01 5.01 750,613.64 749,999.25
BANIFUNDO EURO TESOURARIA 547,799.00 EUR 6.41 3,511,391.59 6.45 6.46 3,538,836.32 3,534,995.51
FUNDO CAPITAL DE RISCO CAPVEN 1,000.00 EUR 5,000.00 5,000,000.00 5,000.00 5,000.00 5,000,000.00 5,000,000.00
Emitidos por não residentes 50,117,443.48 49,901,285.86
- Acções 4,769,712.49 4,626,651.58
CIA SIDERURGIA PAU PRF 300,000.00 BRL 0.27 81,864.32 0.12 0.21 63,854.17 36,375.05
TELE NORDESTE CELULAR-CM RC 2,298.00 BRL 0.27 627.08 0.00 0.00 1.90 2.05
TERMO DE AÇÕES 813,031.65 BRL 1.00 813,031.65 1.00 1.00 813,031.65 813,031.65
UNIÃO BANCOS BRASILEIROS 6,000,000.00 BRL 0.00 16,372.86 0.01 0.02 99,547.02 70,591.61
AHOLD 23,500.00 EUR 1.00 23,500.00 5.92 6.04 141,940.00 139,154.82
ALCATEL 4,500.00 EUR 1.00 4,500.00 10.99 10.21 45,945.00 49,465.00
CAP GEMINI SA 3,200.00 EUR 1.00 3,200.00 36.22 35.21 112,672.00 115,895.00
W JONES EURO STOXX 50 GFRDO 5,500.00 EUR 1.00 5,500.00 26.77 27.89 153,395.00 147,227.67
EON AG 2,000.00 EUR 1.00 2,000.00 42.15 51.74 103,480.00 84,300.00
FRANCE TELECOM 3,600.00 EUR 1.00 3,600.00 20.90 22.66 81,576.00 75,240.00
INDITEX 6,000.00 EUR 1.00 6,000.00 16.86 16.10 96,600.00 101,145.60
KONINKLIJKE KPN NV 9,000.00 EUR 1.00 9,000.00 6.22 6.12 55,080.00 55,950.00
PHILIPS ELECTRONICS 2,500.00 EUR 1.00 2,500.00 22.49 23.15 57,875.00 56,225.00
ABBOT LABORATORIES 2,223.00 USD 0.79 1,760.09 35.22 36.90 82,020.44 78,286.59
ALLTEL CORP 1,766.00 USD 0.79 1,398.26 39.02 39.35 69,493.45 68,906.93
ALTERA CORP 2,045.00 USD 0.79 1,619.16 18.23 17.93 36,674.00 37,282.12
AUTOMATIC DATA PROCESSING 2,565.00 USD 0.79 2,030.88 30.03 31.36 80,443.11 77,032.41
AXCELIS TECHNOLOGIES 5,505.00 USD 0.79 4,358.67 8.56 8.13 44,763.48 47,131.60
BANK OF AMERICA 1,153.00 USD 0.01 9.13 60.06 63.68 73,424.42 69,243.76
BEA SYSTEMS INC 4,611.00 USD 0.79 3,650.83 9.85 9.74 44,921.20 45,427.33
BED BATH & BEYOND 2,037.00 USD 0.79 1,612.83 32.83 34.32 69,916.01 66,879.11
BELL SOUTH CORP 3,624.00 USD 0.79 2,869.36 21.83 22.41 81,202.89 79,124.66

1.10 Inventário de Títulos

MOEDA VALOR VALOR TOTAL VAL. VALOR VALOR VALOR
NATUREZA E ESPÉCIE DOS TÍTULOS QUANTIDADE DENOMINAÇÃO NOMINAL NOMINAL AQUISIÇÃOMÉDIO COTAÇÃO COTAÇÃOTOTAL BALANÇOTOTAL
EUR EUR EUR EUR EUR EUR
BIOGEN IDEC INC 2,695.00 USD 0.79 2,133.81 28.55 29.06 78,310.77 76,931.03
BRASIL FAST FOOD CORP 37,500.00 USD 0.79 29,691.21 3.17 0.20 7,422.81 118,764.90
DIGITALNET HOLDINGS INC 2,454.00 USD 0.79 1,942.99 14.32 15.46 37,927.25 35,129.31
DOUBLECLICK INC 7,100.00 USD 0.01 56.22 7.65 8.16 57,901.85 54,348.43
EBOOKERS PLC- ADR 3,000.00 USD 0.79 2,375.30 10.97 11.58 34,726.84 32,909.74
EXPRESS SCRIPTS INC 1,188.00 USD 0.01 9.41 49.71 52.60 62,485.23 59,051.22
EXXON MOBIL CORP 2,667.00 USD 0.79 2,111.64 28.25 32.46 86,577.20 75,350.71
FIRST DATA CORP 2,656.00 USD 0.80 2,123.96 29.25 32.53 86,409.41 77,684.98
FORD MOTOR COMPANY 5,500.00 USD 0.79 4,354.71 11.12 12.67 69,675.38 61,134.20
GAP INC DELAWARE 1,043.00 USD 0.79 825.81 16.68 18.38 19,167.11 17,396.03
GENERAL ELECTRIC CO 3,394.00 USD 0.84 2,848.49 23.12 24.53 83,251.09 78,464.15
GENERAL MILLS INC 2,185.00 USD 0.80 1,747.31 35.63 35.87 78,369.37 77,848.33
GILLETTE CO 2,234.00 USD 1.58 3,537.61 26.33 29.08 64,968.22 58,821.23
INTEL CORP 2,750.00 USD 3.96 10,886.78 25.17 25.38 69,784.24 69,230.01
JOHNSON & JOHNSON 1,496.00 USD 1.58 2,368.96 40.71 40.90 61,190.30 60,909.56
K FORCE 5,000.00 USD 0.01 39.59 5.47 7.40 37,015.04 27,366.19
KOPIN CORP 8,939.00 USD 0.80 7,148.37 5.35 5.31 47,490.52 47,788.45
L 3 COMMUNICATIONS HLDGS INC 2,091.00 USD 0.80 1,672.14 36.93 40.67 85,030.70 77,217.69
LIBERTY MEDIA CORP 3,535.00 USD 0.80 2,826.88 8.37 9.41 33,278.83 29,592.68
LOCKEED MARTIN CORP 1,556.00 USD 1.58 2,463.97 36.68 40.70 63,324.17 57,067.35
MACROVISION 3,337.00 USD 1.58 5,284.24 18.20 17.89 59,685.55 60,722.48
MARVELL TECHNOLOGY GROUP LTD 3,500.00 USD 0.79 2,771.18 30.33 29.67 103,836.10 106,138.55
MERIDIAN BIOSCIENCE INC 4,927.00 USD 1.58 7,802.06 8.68 8.27 40,726.70 42,761.42
MICROSOFT CORP 3,903.00 USD 4.76 18,572.47 20.46 21.67 84,580.43 79,842.27
NABORS INDUSTRIES LTD 2,224.00 USD 1.58 3,521.77 30.01 32.86 73,076.82 66,740.68
PENTAIR INC 1,170.00 USD 0.92 1,074.58 33.76 36.18 42,334.92 39,503.35
PEPSICO INC 1,816.00 USD 0.93 1,682.28 38.14 36.91 67,032.39 69,258.18
PFIZER INC 2,261.00 USD 0.83 1,879.69 26.86 27.97 63,247.15 60,719.31
REHABCARE GROUP INC 2,273.00 USD 0.80 1,817.68 13.19 16.83 38,261.24 29,978.98
SATYAM COMPUTER SERVICES 1,792.00 USD 0.82 1,475.60 16.52 23.22 41,614.70 29,599.97
SCHLUMBERGER LTD 2,015.00 USD 0.80 1,611.36 37.15 43.33 87,300.70 74,862.64
TAIWAN SAMICONDUCTOR - ADR 3,412.00 USD 1.58 5,403.01 8.67 8.11 27,663.42 29,565.24
THE GAP INC 2,408.00 USD 0.04 95.33 16.67 18.38 44,251.53 40,151.35
TIME WARNER INC 6,049.00 USD 0.80 4,837.28 12.51 14.24 86,161.20 75,687.74
UNITEDHEALTH GROUP INC 1,650.00 USD 0.80 1,319.48 41.63 46.06 76,007.11 68,684.56
UNIVISION COMMUNICATIONS 2,171.00 USD 0.80 1,736.11 26.47 31.43 68,224.08 57,461.95
UTILITIES SELECT SECTOR SPDR 3,028.00 USD 0.79 2,397.47 18.02 18.47 55,932.89 54,577.58

1.10 Inventário de Títulos

MOEDA VALOR VALOR TOTAL VAL. VALOR VALOR VALOR
NATUREZA E ESPÉCIE DOS TÍTULOS QUANTIDADE DENOMINAÇÃO NOMINAL NOMINAL AQUISIÇÃOMÉDIO COTAÇÃO COTAÇÃOTOTAL BALANÇOTOTAL
EUR EUR EUR EUR EUR EUR
WAL-MART STORES INC 2,500.00 USD 0.79 1,979.41 41.30 42.00 105,007.92 103,250.20
XILINX INC 1,066.00 USD 0.80 852.46 28.35 30.59 32,604.57 30,220.97
- Unidades de Participação 8,337,278.85 8,264,182.14
AGGRESSIVE STRATEGY FUND 5,000.00 USD 79.18 395,882.82 78.29 75.69 378,446.21 391,464.82
BALANCED STRATEGY FUND 7,500.00 USD 79.18 593,824.23 79.81 82.95 622,141.05 598,574.90
BRAZILIAN BOND FUND 15,000.00 USD 79.18 1,187,648.46 77.92 75.24 1,128,642.88 1,168,860.00
BRAZILIAN EQUITY FUND 5,000.00 USD 79.18 395,882.82 78.42 75.27 376,329.63 392,082.40
BRAZILIAN MONEY MARKET FUND 15,000.00 USD 79.18 1,187,648.46 79.33 80.13 1,201,895.07 1,190,023.92
CONSERVATIVE STRATEGY FUND 10,000.00 USD 79.18 791,765.64 80.95 89.67 896,727.60 809,469.64
EUROPEAN BOND FUND 15,000.00 EUR 100.00 1,500,000.00 101.40 107.34 1,610,034.00 1,520,940.00
European Equitu Fund 5,000.00 EUR 100.00 500,000.00 95.00 75.96 379,824.02 475,000.00
EUROPEAN MONEY MARKET FUND 12,000.00 EUR 100.00 1,200,000.00 100.00 103.50 1,242,000.30 1,200,000.00
PORTUGAL EQUITY FUND 5,000.00 EUR 100.00 500,000.00 98.85 95.43 477,150.75 494,240.00
UTILITIES SECTOR INDEX 1,304.00 0.79 1,032.46 18.04 18.47 24,087.35 23,526.46
- Outros Valores 37,010,452.14 37,010,452.14
ATLANTES CERTIFICATES Nº1 CLASSE D NOTES EUR 7,917,999.60 100.00% 100.00% 7,917,999.60 7,917,999.60
ATLANTES CERTIFICATES Nº2 CLASSE D EUR 5,318,270.45 100.00% 100.00% 5,318,270.45 5,318,270.45
NOTES
BMC / POOL Nº1 FUNDED SRPATLANTIS MORTGAGE Nº1 EURUSD 13,750,000.007,834,730.59 100.00%100.00% 100.00%100.00% 13,750,000.007,834,730.59 13,750,000.007,834,730.59
MADRAGOA EXPEDIÇÃO SGPS - A EUR 166,667.00 120.83% 120.83% 201,378.74 201,378.74
MADRAGOA EXPEDIÇÃO SGPS - B EUR 166,667.00 120.83% 120.83% 201,378.74 201,378.74
MADRAGOA EXPEDIÇÃO SGPS - C EUR 166,667.00 120.83% 120.83% 201,377.53 201,377.53
MONEY FUND SBGH USD 1,585,316.50 100.00% 100.00% 1,585,316.50 1,585,316.50
Títulos Subordinados 2,294,177.78 2,396,984.60
- A médio e longo prazo 2,294,177.78 2,396,984.60
BANCO TOTTA & ACORES 07/06 20,000.00 EUR 0.00 99.76 0.97 0.99 98.77 96.96
BAYER HIPO 05MAI2014 1,250,000.00 EUR 1.00 1,250,000.00 1.00 0.92 1,150,000.00 1,250,000.00
BCP/1995-2005 74,819,685.00 EUR 0.01 748,196.85 1.00 1.00 745,578.16 747,904.31
CAIXA ECO MONTEPIO GERAL 12/06 12,000.00 EUR 0.00 59.86 1.00 0.99 59.41 59.86
ESSI/1996-2006 8,000.00 EUR 49.88 399,040.00 1.00 1.00 398,441.44 398,923.48
MOEDA VALOR VALOR TOTAL MÉDIOVAL. VALOR VALOR VALOR
NATUREZA E ESPÉCIE DOS TÍTULOS QUANTIDADE DENOMINAÇÃO NOMINALEUR NOMINALEUR AQUISIÇÃOEUR COTAÇÃOEUR COTAÇÃOTOTALEUR BALANÇOTOTALEUR
D IMOBILIZAÇÕES FINANCEIRAS 25,164,361.48 72,058,862.63
- Em outras empresas noParticipações 5,838,150.855,797,378.81 4,649,071.004,612,138.79
………………………AMBELIS…País… 400.00 EUR 0.00 49.88 0.00 0.00 19,951.92
ATLÂNTICO CLUBE INT. FÉRIAS AÇORES 250.00 EUR 4.99 1,247.50 4.99 0.00 0.00 1,246.99
CABO TV AÇOREANA, SA 66,000.00 EUR 5.00 330,000.00 5.39 5.39 355,543.14 355,543.14
CABO TV MADEIRENSE SA 87,860.00 EUR 0.00 5.74 20.28 1,781,704.98 503,980.41
CENTRO DE EMPRESAS E INOVAÇÃO DA 800.00 EUR 0.00 4.99 7.77 6,212.64 3,990.38
COLISEU MICAELENSE, SAMADEIRA, LDA 83.00 EUR 0.50 41.50 0.60 0.60 49.88 49.88
FINANGEST 526.00 EUR 0.00 1,017.55 675.51 355,394.04 535,307.30
HABIPREDE 5,000.00 EUR 5.00 25,000.00 250.00 250.00 1,250,000.00 1,250,000.00
NORMA Açores-Soc. Est. Apoio Des. Reg.,SA 10,000.00 EUR 5.00 50,000.00 4.99 4.99 49,879.79 49,879.79
SIBS- SOC INTERBANCARIA DE 103,436.00 EUR 5.00 517,180.00 4.30 6.41 663,363.03 444,897.88
SERVIÇOS,SA
SUBLOC- LOCAÇÃO DE SUBMARINOS, SASOGEO-Soc. Geotermica dos Açores, SA 24,529.00 EUREUR 5.00 122,645.000.00 4.9910.00 4.995.92 122,350.14 122,350.14
TEATRO MICAELENSE, SA 2,500.0083.00 EUR 0.50 41.50 0.60 0.60 14,794.7949.88 25,000.0049.88
TRANSINSULAR (Açores)-Transp.M.Insul.,SA 2,000.00 EUR 5.00 10,000.00 5.49 5.49 10,973.55 10,973.55
UNICRE- CARTÃO INTERNACIONAL DE 24,335.00 EUR 5.00 121,675.00 20.32 20.44 497,370.03 497,370.03
VIA LITORAL, SACRÉDITO, SA 4,750.00 EUR 0.00 166.64 145.20 689,692.92 791,547.50
- Em outras empresas no 40,772.04 36,932.21
…………EURONEXT N V…Estrangeiro… 206.00 EUR 1.00 206.00 0.92 0.92 189.94 189.25
NASDQ Stock Market, Inc 2,500.00 USD 26,207.44 0.00 10.48 10.48 26,207.44 26,207.44
WIFT Soc Woeldwide Interbank FinancialTelecomunications,SCS 11.00 EUR 125.00 1,375.00 957.77 1,306.79 14,374.66 10,535.52
Outras Participações Financeiras- Contratos de Suprimentos 14,640,625.0019,326,210.63 14,640,625.0019,326,210.63

1.10 Inventário de Títulos

490,764,784.73 438,568,232.06 TOTAL
1,359.003,847,103.00 INVESTAÇORESPAÇO 10
108,793.0042,614,469.00 COM PANHIA DE SEGUROS AÇOREANABANIF RENT
48,083,581.001,511,857.00 filiadas excluídas de consolidaçãoBANIF AÇOR PENSÕES
- Partes de capitais em empresas
14,963.94 14,963.94 1.00 1.00 14,963.94 1.00 EUR 14,963.94 VISA
3,717,323.34 3,717,323.34 1.00 1.00 3,717,323.34 3,717,323.34 TITULOS PATRIMONIAIS
1,612.78 1,612.78 1.00 1.00 1,612.78 1.00 EUR 1,612.78 RENDIMO
7,061.58 7,061.58 1.00 1.00 7,061.58 7,061.58 OUTROS INVESTIMENTOS
498,797.90 498,797.90 1.00 1.00 498,797.90 1.00 EUR 498,797.90 IMOLOC
445,826.09 445,826.09 1.00 1.00 445,826.09 445,826.09 AÇÕES EMPRESARIAIS DE LIQUIDAÇÃO ECUSTODIA
4,685,585.63 4,685,585.63 - Outras
890,625.00 890,625.00 890,625.00 890,625.00 1.00 1.00 EUR 1.00 VIA LITORAL
13,750,000.00 13,750,000.00 13,750,000.00 13,750,000.00 1.00 1.00 EUR 1.00 HABIPREDE - SOCIEDADE DECONSTRUÇÕES, SA
EUR EUR EUR EUR EUR EUR
BALANÇO COTAÇÃO COTAÇÃO AQUISIÇÃO NOMINAL NOMINAL DENOMINAÇÃO QUANTIDADE NATUREZA E ESPÉCIE DOS TÍTULOS
TOTAL TOTAL MÉDIO
VALOR VALOR VALOR VAL. VALOR TOTAL VALOR MOEDA

1.11 Imobilizações Incorpóreas e Corpóreas

(valores em euros)

Saldo em Aumentos Amortizações Abates Valor
CONTAS 31/12/2002 Transferências do Regularizações (líquido)
Amortizações Reavaliações exercício (líquido) em 31/12/2003
Valor Bruto acumuladas Aquisições (líquido)
IMOBILIZAÇÕES INCORPÓREAS 45,411,710 28,858,946 1,108,710 0 2,095,117 6,817,434 2,128,612 2,231 10,808,314
Trespasses 257,049 85,674 0 12,659 158,716 0
Despesas de estabelecimento 3,549,957 2,695,679 53,005 23,332 649,192 -61,763 343,186
Custos plurianuais 3,359,652 2,786,944 160,516 268,209 465,015
Despesas de investigação e desenvolvimento 6,892,373 5,961,067 164,787 982,937 1,007,732 1,071,298
Sistemas de tratamento automático de dados (Software) 31,232,617 17,232,349 842,101 928,332 4,859,602 2,063,672 2,231 8,845,196
Outras 120,062 97,233 48,817 20,040 -32,013 83,619
IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS 217,879,932 87,267,639 22,577,775 0 2,407,666 11,045,839 -1,951,697 27,927,696 118,575,896
Imóveis de serviço próprio 126,571,678 19,609,350 16,180,735 1,814,791 2,029,069 -146,343 27,712,951 95,362,177
Outros imóveis 18,623 10,263 6,344 220 0 14,484
Obras em imóveis arrendados 12,459,491 6,470,994 580,409 216,361 967,149 10,114 2,847 5,805,157
Equipamento 69,845,115 55,767,978 5,720,486 468,911 7,504,744 -1,968,338 126,686 14,603,442
Património artístico 655,143 35,050 690,193
Imobilizado em locação financeira - equipamento 872,154 705,410 -261,989 6,119 -101,364 0
Outras imobilizações corpóreas 7,457,728 4,703,644 54,751 169,592 538,758 254,014 85,212 2,100,443
IMOBILIZAÇÕES EM CURSO 11,511,349 0 9,143,819 0 -4,502,783 0 75,949 2,111,591 13,964,845
0
Imobilizações incorpóreas 5,735,659 7,238,954 -846,776 1,851,197 10,276,640
Imóveis de serviço próprio 1,970,301 316,523 -2,026,430 260,394 0
Imóveis arrendados 1,177,395 1,533,083 -147,531 2,562,947
Equipamento 1,555,928 657 -1,294,609 261,976
Património artístico 0
Outras imobilizações corpóreas 97,264 54,602 -23,584 4,006 124,276
Adiantamentos por conta de imobilizações 974,802 -163,853 71,943 739,006
TOTAIS 274,802,991 116,126,585 32,830,304 0 0 17,863,273 252,864 30,041,518 143,349,055

1.12 TÍTULOS SUBORDINADOS

Os activos com carácter subordinado. contabilizados na conta 255 - Títulos de Investimento. e com reflexo na rubrica 5b) do Balanço. referem-se a:

Valor de Balanço
Bayer Hopi 05MAI2014 1.250
BCP/1995-2005 748
ESSI/1996-2006 399
2.397

1.13 ACTIVOS CEDIDOS COM ACORDO DE RECOMPRA

Os activos cedidos com acordo de recompra, no montante de 119 268 mil euros, dizem respeito a operações do Banif Primus, SA e do Banif – Banco de Investimento, SA.

1.14 OUTROS CRÉDITOS SOBRE INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO E CRÉDITOS SOBRE CLIENTES

OUTROS CRÉDITOS SOBRE INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO

O saldo dos outros Créditos sobre outras Instituições de Crédito decompõe-se da seguinte forma:

Aplicações em Instituições de Crédito no País

2003 2002
-Mercado Monetário Interbancário e Tit.Dep 19.578 45.338
-Empréstimos 17.419 0
-Outras Aplicações 10.439 4.851
47.436 50.189
Aplicações em Instituições de Crédito no Estrangeiro 2003 2002
-Empréstimos 14.784 2.299
-Outras Aplicações 58.423 715.657
73.207 717.956
Saldo Bruto 120.643 768.145
-Provisões 0 0
Saldo Líquido 120.643 768.145

O escalonamento dos valores desta rubrica, por prazos residuais para o vencimento, apresenta-se da seguinte forma:

2003 2002
-Até 3 meses 99.707 722.056
-De 3 meses a 1 ano 6.686 23.044
-De 1 ano a 5 anos 14.250 23.045
-Mais de 5 anos - -
-Duração Indeterminada - -
- 120.643 768.145
2003 2002
-Desconto Comercial 169.098 177.376
-Crédito Titulado por Efeitos 200.003 201.755
-Créditos em Conta Corrente 1.237.971 1.173.179
-Descobertos em D.O. 89.086 101.126
-Outros Créditos 2.613.989 2.684.223
- 4.310.147 4.337.659
-Crédito e Juros Vencidos 96.755 87.060
Saldo Bruto 4.406.902 4.424.719
-Provisões p/Crédito, Juros Vencidos, Crédito
de Cobrança Duvidosa e Risco País 63.615 58.003
Saldo Líquido 4.343.287 4.366.716

O escalonamento dos Créditos sobre Clientes por prazos de vencimento apresenta-se da seguinte forma:

2003 2002
-Até 3 meses 1.863.841 824.072
-De 3 meses a 1 ano 418.475 867.444
-De 1 ano a 5 anos 454.771 1.171.050
-Mais de 5 anos 1.573.060 1.475.093
-Duração indeterminada(Crédito Vencido) 96.755 87.060
4.406.902 4.424.719

1.15 REAVALIAÇÕES DE IMOBILIZADO

Reavaliações no início do exercício

(milhares de euros)

Rubrica / Activo Custo Amort. Acum. Reavaliação Reavaliação Movimentos aos Diploma
Histórico Históricas Custo Amortização Cap. Próprios Legal
Imobilizado Financeiro 232 - 36 - - (*)
Imobilizado Corpóreo 8.864 1.583 2.566 411 -785 DL 31/98
Imobilizado Corpóreo 5.598 252 560 26 - DL 31/98
Total 14.694 1.835 3.162 437 -785 1.940

(*) Acções recebidas gratuitamente por incorporação de reservas no Capital Social.

Não foram efectuadas reavaliações de Imobilizado durante o exercício de 2003.

1.16 TRESPASSES. DESPESAS DE ESTABELECIMENTO E DESPESAS DE INVESTIGAÇÃO E DE DESENVOLVIMENTO

Em 31 de Dezembro de 2003, encontram-se registados 3.691 mil euros relativos a despesas de estabelecimento e 8.040 mil euros relativos a despesas de investigação e desenvolvimento.

Despesas de Investigação e Desenvolvimento

Os montantes despendidos com Investigação e Desenvolvimento são referentes aos seguintes projectos:

- Reestruturação do "core business" (vertente comercial) do Banif. SA

Esta reestruturação incidiu na definição e segmentação dos segmentos-alvo a atingir de acordo com a estratégia comercial definida, resultando uma segmentação em PME'S, Particulares e Pequenos Negócios e em alterações à própria rede de retalho.

Estes projectos são responsáveis por 3.973 mil euros.

- Desenvolvimento e Implementação de novos Sistemas Informáticos

Para adaptar a Instituição às novas necessidades do mercado, foram desenvolvidos dois projectos na área dos sistemas informáticos centrais. Pretende-se uma melhor funcionalidade de toda a base de dados e ferramentas postas à disposição das áreas comerciais.

Este projecto absorveu 1.959 mil euros.

- Projecto Omega

Reestrutração da àrea dos Recursos Humanos, com enfâse na gestão de carreiras profissionais. Este projecto é responsável por 154 mil euros.

- ?Projectos visando a dinamização da vertente comercial do Banco

Dois projectos realizados para a melhoria e dinamização da rede comercial. Estes projectos são responsáveis por 856 mil euros.

1.17 ALTERAÇÕES DE CARÁCTER FISCAL

Não foram introduzidas quaisquer correcções ao Activo não imobilizado, motivados por alterações de carácter fiscal.

1.18 RECURSOS OBTIDOS

DÉBITOS PARA COM INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO

O saldo dos Débitos para com Instituições de Crédito decompõe-se da seguinte forma:

2003 2002
À Vista
-No País 12.594 6.211
-No Estrangeiro 3.215 490.567
15.809 496.778
A Prazo ou com pré-aviso
No País
-Mercado Monetário Interbancário 58.000 176.000
-Depósitos a Prazo e outros recursos 107.360 103.427
165.360 279.427
No Estrangeiro
-Depósitos a Prazo e outros recursos 565.827 604.697
731.187 884.124
746.996 1.380.902
Quanto ao prazo residual para o vencimento, a situação apresenta-se da seguinte forma:
2003 2002
-Até 3 meses 515.979 1.104.722
-De 3 meses a 1 ano 117.791 262.371
  • De 1 ano a 5 anos …………………………. 113.226 13.809 - Mais de 5 anos ……………………………… - - - Duração Indeterminada .................................. - -

746.996 1.380.902

DÉBITOS PARA COM CLIENTES

O saldo dos Débitos para com Clientes decompõe-se da seguinte forma:

2003 2002
-Depósitos à Ordem 1.169.747 1.085.774
-Depósitos a Prazo 2.357.564 2.537.701
-Depósitos de Poupança 166.765 153.485
-Cheques e Ordens a pagar 2.457 7.368
-Outros Recursos 10.150 1.114
3.706.683 3.785.442
Quanto ao prazo residual para o vencimento, a situação apresenta-se da seguinte forma:
2003 2002
-Até 3 meses 2.311.489 3.154.481
-De 3 meses a 1 ano 1.094.077 630.034
-De 1 ano a 5 anos 199.560 927
-Mais de 5 anos 101.557 -
-Duração Indeterminada - -
3.706.683 3.785.442
DÉBITOS REPRESENTADOS POR TÍTULOS
2003 2002
-Certificados de Depósito 74.285 109.195
A composição por prazos residuais para o vencimento é a seguinte:
2003 2002
-Até 3 meses 22.958 18.240
-De 3 meses a 1 ano 21.301 77.760
-De 1 ano a 5 anos 30.026 13.195
-Mais de 5 anos - -
-Duração Indeterminada - -
74.285 109.195

1.19 Em 31 de Dezembro de 2003 existiam obrigações em circulação emitidas pelo Grupo Banif no montante de 477.224 mil euros. Deste montante total, 38.741 mil euros eram detidos por entidades do Grupo Banif.

Banif – Banco de Investimento 15.000 mil euros
Banif Leasing (papel comercial) 36.500 mil euros
Banif (Cayman) 51.200 mil euros
Banif Primus 54.524 mil euros
Banif SGPS. SA 120.000 mil euros
Banif Finance 200.000 mil euros
477.224 mil euros
Detidos pelo Grupo Banif -38.741 mil euros
438.483 mil euros

1.20 DÉBITOS PARA COM EMPRESAS PARTICIPADAS

A Banif SGPS, SA, enquanto empresa mãe do Grupo Banif, não possui Débitos para com empresas associadas e participadas.

1.21 DÉBITOS PARA COM EMPRESAS COLIGADAS

No âmbito das operações de consolidação, os débitos concedidos entre empresas participadas são discriminados a seguir (valores em milhares de euros) :

2003 2002
Débitos para Débitos para Débitos Rep. Passivos Total Total
De: Com: com IC's Clientes por Títulos Subordinados
Banif, SA Banif Investimentos SGPS, SA 5.842 5.842 250
Banif (Açores) SGPS, SA 3 3 17.854
Banif Primus 211 211 107
BanifServ 1.228
Banif (Cayman) Ltd 8.082 702.496 710.578 1.606
Banif Leasing 5
Banif Crédito 3
Banifundos 18 18 11
Banif Banco de Investimento 3.260 3.260 6.224
Banif Imobiliária 8.546 8.546 95
BCA 73.234 73.234 1.502.916
Banif Imo 3 3 19
Banif Comercial SGPS, SA 566 566 2.047
Banif SGPS. SA 860 860 3.622
Sociedade Imobiliária Piedade, SA 3 3 6
Banif Seguros SGPS 185 185 -
Banif Mortgage Company 8.008 8.008 -
BanifInvestimentos
SGPS, SA Banif (Cayman) Ltd 71.216 71.216 39.934
Banif Primus Banif. SA 866 866 157
Banif (Cayman) Ltd 8.263 8.263 21.970
BCA 2.000 2.000
Banif Banco Investimentos 5.183 5.183
BanifServ Banif, SA 13.185 13.185 11.900
Banif
(Cayman), Ltd Banif, SA 3.202 11.876 15.078 141.074
Banif Banco de Investimento 24 109 133 6
BITH 51
Banif Finance 192.200 32.026 224.226 0
Banif Leasing Banif, SA 100.614 16.000 116.614 39.874
Banif Banco de Investimento 299 299 299
BCA 2.993 5.000 7.993 4.193
Banif Crédito Banif, SA 26.467 26.467 16.488
BCA 998 998 998
Banif leasing 0
Banif Banco de
Investimento Banif, SA 44.295 44.295 5.817
Banifundos 4 1.775 1.779 1.545
2003 2002
Débitos para Débitos para Débitos Rep. Passivos Total Total
De: Com: com IC's Clientes por Títulos Subordinados
BCABanif Imo 10.500 1.560 10.5001.560 13.000670
Banif Cayman 20.773 20.773
Newcapital 15 15
BanifImobiliaria Banif SGPS, SA 103.500 103.500 6.788
BCA Banif. SA 172.260 172.260 148.117
Banif (Açores) SGPS, SA 5 5 11
Banif (Cayman) Ltd 10.500 10.500 1.425.539
Banif Leasing 3 3 2
Banif Crédito 1
Banif Banco de Investimento 5 5 27
Banif SGPS. SA 40 40 203
FINAB Banif (Cayman) Ltd 171 171 229
Econofinance Banif Inf. Tech. Holdings 255 255
Banif Inf.
Tech. HoldingsBanif (Cayman) Ltd 1.424 1.424 1.512
BanifSecurities
Holding Ltd Banif (Cayman) Ltd 4.972 4.972 4.196
Banif Primus 123
Banif
Securities Inc Banif Securities Holding Ltd 3.959 3.959 3.261
Banif
Comercial
SGPS, SA Banif SGPS, SA 43.100 43.100 51.100
Banif SA 12.000 12.000 -
Banif SGPS,
SA Banif. SA 100.000
Banif Banco Investimentos 1.133 1.133 0
Banif Seguros
SGPS. SA Banif SGPS, SA 10
SIP Banif. SA 240 240 207
Banif Imobilária 1.859 1.859 -
Newcapital Banif Banco Investimentos 1.850 1.850 -
Banif Finance Banif Cayman 9.017 9.017 -
TOTAIS 892.720 798.167 42.076 16.090 1.749.053 3.597.438

Os passivos subordinados do Grupo Banif referem-se aos empréstimos de obrigações de caixa subordinadas, no montante de 169.687 mil euros, dos quais se encontram fora do Grupo Banif 153.597 mil euros, encontrando-se descriminados da seguintes forma:

  • Em 9 de Dezembro de 1996, o Banif Banco Internacional do Funchal, SA, emitiu Obrigações de Caixa Subordinadas no montante de 24.940 mil euros representado por 2.493.989.488 títulos de 0.01 euros cada. Os juros destas obrigações vencem-se semestral e postecipadamente em 9 de Junho e 9 de Dezembro de cada ano e foram calculadas para o 1º cupão com base na taxa de 7,25% e para os cupões seguintes de acordo com a taxa Lisbor a 6 meses que resultar da média aritmética nos ultimos 5 dias úteis anteriores ao penúltimo dia útil do ínicio do período semestral, acrescida de 0,25% e arredondada para 1/16 do ponto percentual superior. O empréstimo será amortizado ao par de uma só vez. em 9 de Dezembro de 2006 podendo, contudo ser reembolsado antecipadamente por opção do Banco ("call option"), mediante autorização prévia do Banco de Portugal, no vencimento do 10º, 12º, 14º, 16º e 18º cupões. aos quais não acresce nenhum prémio sobre o valor reembolsado.
  • Em 2 de Dezembro de 1997, o Banif Banco Internacional do Funchal, SA, emitiu Obrigações de Caixa Subordinadas no montante de 24.940 mil euros representado por 2.493.989.488 títulos de 0.01 euros cada. Os juros destas obrigações vencem-se semestral e postecipadamente em 2 de Junho e 2 de Dezembro de cada ano e foram calculadas para o 1º cupão com base na taxa de 5,75% e para os cupões seguintes de acordo com a taxa Lisbor a 6 meses que resultar da média aritmética nos últimos 5 dias úteis anteriores ao penúltimo dia útil do início do período semestral. acrescida de 0,30% e arredondada para 1/16 do ponto percentual superior. O empréstimo será amortizado ao par de uma só vez, em 2 de Dezembro de 2007 podendo, contudo ser reembolsado antecipadamente por opção do Banco ("call option"), mediante autorização prévia do Banco de Portugal, no vencimento do 10º, 12º, 14º, 16º e 18º cupões, aos quais não acresce nenhum prémio sobre o valor reembolsado.
  • Em 31 de Julho de 2000, o Banif Banco Internacional do Funchal, SA, emitiu Obrigações de Caixa Subordinadas no montante de 25.000 mil euros representado por 25.000 títulos de 1.000 euros cada. Os juros destas obrigações vencem-se semestral e postecipadamente em 31 de Janeiro e 31 de Julho de cada ano e foram calculadas para o 1º cupão com base na taxa de 5,648% e para os cupões seguintes (até ao 10º cupão) de acordo com a taxa Euribor a 6 meses em vigor no segundo dia útil anterior ao inicio de cada período semestral, acrescida de 0,75% e arredondada para 1/16 do ponto percentual superior. A partir do 11º cupão, a taxa de juro será a Euribor a 6 meses acrescida de 1,15%. O empréstimo será amortizado ao par de uma só vez, em 31 de Julho de 2010 podendo, contudo ser reembolsado antecipadamente por opção do Banco ("call option"), mediante autorização prévia do Banco de Portugal, no vencimento do 10º, 12º, 14º, 16º e 18º cupões, aos quais não acresce nenhum prémio sobre o valor reembolsado.
  • Em 8 de Dezembro de 2000, o Banif Banco Internacional do Funchal, SA, emitiu Obrigações de Caixa Subordinadas no montante de 25.000 mil euros representado por 25.000 títulos de 1.000 euros cada. Os juros destas obrigações vencem-se semestral e postecipadamente em 8 de Junho e 8 de Dezembro de cada ano e foram calculadas para o 1º cupão com base na taxa de 5,701% e para os cupões seguintes (até ao 10º cupão) de acordo com a taxa Euribor a 6 meses em vigor no segundo dia útil anterior ao inicio de cada período semestral, acrescida de 0,75% e arredondada para 1/16 do ponto percentual superior. A partir do 11º cupão. a taxa de juro será a Euribor a 6 meses acrescida de 1,15%. O empréstimo será amortizado ao par de uma só vez, em 8 de Dezembro de 2010 podendo, contudo ser reembolsado antecipadamente por opção do Banco ("call option"), mediante autorização prévia do Banco de Portugal, no vencimento do 10º, 12º, 14º, 16º e 18º cupões. aos quais não acresce nenhum prémio sobre o valor reembolsado.
  • Em 16 de Julho de 2001, o Banif Banco Internacional do Funchal. SA, emitiu Obrigações de Caixa Subordinadas no montante de 12.500 mil euros representado por 12.500 títulos de 1.000 euros cada. Os juros destas obrigações vencem-se semestral e postecipadamente em 16 de Janeiro e 16 de Julho de cada ano e foram calculadas para o 1º cupão com base na taxa de 5,375% e para os cupões seguintes de acordo com a taxa Euribor a 6 meses em vigor no segundo dia útil anterior ao inicio de cada período semestral, acrescida de 0,75%.

O empréstimo será amortizado ao par de uma só vez, em 16 de Julho de 2011 podendo, contudo ser reembolsado antecipadamente por opção do Banco ("call option"), mediante autorização prévia do Banco de Portugal. no vencimento do 10º, 12º, 14º, 16º e 18º cupões. aos quais não acresce nenhum prémio sobre o valor reembolsado.

  • Obrigações de caixa subordinadas Mundileasing/97, no valor de 3.741 mil euros efectuada em 6 de Junho de 1997 pelo prazo de 10 anos, de taxa variável, indexada à Lisbor + 0,30% e arredondada para 1/16 do ponto percentual imediatamente superior.
  • Obrigações de Caixa Subordinadas BCA/98 Taxa Variável 1998 2008

Em 27 de Novembro de 1998, o BCA emitiu Obrigações de Caixa Subordinadas no montante de 1.000.000 contos, representado por 100.000 títulos de 10.000$00 cada.

Em 25 de Outubro de 2001, procedeu-se à redenominação deste empréstimo obrigacionista, passando esta emissão a estar representada por 498.797.897 obrigações de valor nominal de um cêntimo, no montante total de 4.987.978.97 euros.

Os juros destas obrigações vencem-se semestral e postecipadamente em 27 de Maio e 27 de Novembro e foram calculados, para o 1º cupão. com base na taxa de 4,5%. e para os cupões seguintes a taxa de juro nominal é a que resulta da média aritmética simples das taxas Lisbor a 6 meses, registadas nos últimos cinco dias úteis anteriores ao penúltimo dia útil anterior ao início do período semestral de contagem de juros. adicionada de 0,5% e arredondada para 1/16 do ponto percentual superior. As taxas dos 2º, 3º, 4º, 5º, 6º e 7º cupões foram, respectivamente. de 3,1875%, 4,0625%, 5,25%, 5,75%,5,125% e 3,875%. O empréstimo será amortizado ao par. de uma só vez. em 27 de Novembro de 2008. podendo ser reembolsado antecipadamente por opção do Banco ("call option"), mediante autorização prévia do Banco de Portugal. no vencimento do 10º, 12º, 14º, 16º e 18º cupões.

  • Obrigações de Caixa Subordinadas BCA/00 Taxa Variável - 2000 - 2010 - 1ª Emissão

Em 23 de Outubro de 2000, o BCA emitiu Obrigações de Caixa Subordinadas no montante de 1.000.000 contos representado por 100.000 títulos de 10.000$00 cada.

Em 25 de Outubro de 2001, procedeu-se à redenominação deste empréstimo obrigacionista, passando esta emissão a estar representada por 498.797.897 obrigações de valor nominal de um cêntimo, no montante total de 4.987.978,97 euros.

Os juros destas obrigações vencem-se semestral e postecipadamente em 23 de Abril e 23 de Outubro e são calculados, durante os cinco primeiros anos de vida do empréstimo, à taxa equivalente à Euribor a 6 meses, em vigor no segundo dia útil anterior ao do início de cada período de contagem de juros, acrescida de 0,75%. A partir do 11º cupão (inclusive) e até ao final da vida do empréstimo, a taxa de juro será a equivalente à Euribor a 6 meses acrescida de 1,15%. As taxas de juro do 1º, 2º e 3º cupões foram de 5,847%, 5,369% e 4,249 %.

  • Obrigações de Caixa Subordinadas BCA/00 Taxa Variável - 2000 - 2010 - 2ª Emissão

Em 4 de Dezembro de 2000, o BCA emitiu Obrigações de Caixa Subordinadas no montante de 10.000.000 Euros representado por 200.000 títulos de 50 Euros cada.

Os juros destas obrigações vencem-se semestral e postecipadamente em 4 de Junho e 4 de Dezembro e são calculados, durante os cinco primeiros anos de vida do empréstimo, à taxa equivalente à Euribor a 6 meses, em vigor no segundo dia útil anterior ao do início de cada período de contagem de juros, acrescida de 0.75%. A partir do 11º cupão (inclusive) e até ao final da vida do empréstimo, a taxa de juro será a equivalente à Euribor a 6 meses acrescida de 1,15%. As taxas de juro do 1º, 2º e 3º cupões foram de 5,848%; 5,258% e 4,037%.

  • Obrigações de Caixa Subordinadas BCA/02 Taxa Variável - 2002 - 2012

Em 25 de Setembro de 2002, o BCA emitiu Obrigações de Caixa Subordinadas no montante de 10.000.000 Euros representado por 200.000 títulos de 50 Euros cada.

Os juros destas obrigações vencem-se semestral e postecipadamente em 25 de Março e 25 de Setembro e são calculados, durante os cinco primeiros anos de vida do empréstimo, à taxa equivalente à Euribor a 6 meses. em vigor no segundo dia útil anterior ao do início de cada período de contagem de juros, acrescida de 0.75%. A partir do 11º cupão (inclusive) e até ao final da vida do empréstimo, a taxa de juro será a equivalente à Euribor a 6 meses acrescida de 1.15%. A taxa de juro do 1º cupão é de 4.022%.

  • Emissão de obrigações de caixa subordinadas Banif (Cayman). Ltd. totalmente detidas pelo Banif-Banco Internacional do Funchal. SA (de um montante total de 15.000 mil USD) efectuada em 15 de Junho de 1998 pelo prazo de 10 anos, de taxa variável, indexada à Lisbor 6 meses + 2,50%. O empréstimo será

amortizado ao par, de uma só vez. em 27 de Novembro de 2008, podendo ser reembolsado antecipadamente por opção do Banif (Cayman) ("call option"), totalmente ou parcialmente em tranches de 3.000.000 USD, a partir do vencimento do 10º cupão.

  • Obrigações de Caixa do Banif Banco de Investimento. SA, Taxa Variável 2001 2011 1ª Emissão Em 29 de Junho de 2001, o Banif – Banco de Investimento. SA, emitiu Obrigações de Caixa Subordinadas no montante de 7.500.000 Euros representado por 7.500.000 títulos de 1 Euro cada. Os juros destas obrigações vencem-se semestral e postecipadamente em 29 de Dezembro e 29 de Junho de cada ano e são calculados, durante os cinco primeiros anos de vida do empréstimo, à taxa equivalente à Euribor a 6 meses, em vigor no segundo dia útil anterior ao do início de cada período de contagem de juros, acrescida de 0,75%. A partir do 11º cupão (inclusive) e até ao final da vida do empréstimo, a taxa de juro será a equivalente à Euribor a 6 meses acrescida de 1,15%.
  • Obrigações de Caixa Banif Securities Inc.. taxa variável 2005

Em 26 de Julho de 2002, a Banif Securities Inc., emitiu Obrigações de Caixa Subordinadas no montante de 5.000.000 USD, com juros a vencerem-se trimestralmente e são calculados à taxa indexante Libor a 3 meses acrecida de 1,5%. Estas obrigações são detidas no final do exercício de 2003 pela Banif Securities Holding, Ltd.

1.23 RUBRICAS EXTRAPATRIMONIAIS

2003 2002
- Garantias e Avales Prestados 536.513 547.329
- Outros 132.736 115.025
- Compromissos perante Terceiros 557.751 628.582
1.227.000 1.290.936

1.24 Provisões

(valores em euros)

140 OVIMENTO ACUI MULADO DAS PROVI SÕES
rurricas de provisões SALDO NO INÍCIODO EXERCICIO(1) = 31/12/2002 DOTAÇÕES ANULAÇÕES EREPOSIÇÕES(3) TRANSFERÊNCIAS(+ / -) (**)(4) AJUST POR DIF.CAMBIAIS (+/-)(5) SALDOFINAL(6)=(1)++(5)
- PARA CRÉDITO DE COBRANÇA DUVIDOSA (1.1)+(1.2)+(1.3)1.1 APLICAÇÕES EM INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO1.2 CRÉDITO 3,409,518209,918 8,578,058 2,553,753 3,317,973-209,918 0
1.3 OUTRAS 3,199,600 8,578,058 2,553,753 3,527,891 12,751,796
2222 PARA CRÉDITO VENCIDO (2.1)+(2.2)+(2.3)2.1 APLICAÇÕES EM I.C., NO PAÍS2.2 APLICAÇÕES EM I.C. ESTRANCEIRO2.3 EMPRESAS PARTICIPADAS 54,082,745591,74100 32,294,177 36,442,796 582,293-591,741 -88,591 50,427,82800
2.4 EMPRESAS COLIGADAS2.3 OUTROS CRÉDITOS 53,491,004 32,294,177 036,442,796 01,174,034 -88,591 050,427,828
DARA TÍTULOS REND FIXO VENCIDO 437,496 437,496
para depreciação de títulos - negociação o .0 0 6 0
para depreciação de títulos - investmento 10,663,675 4,035,923 8,753,502 7,719,353 -40,217 13,625,232
PARA RISCO-PAÍS (5 1)+(5 2)+(5 3)5.1 APLICAÇÕES EM INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO5.2 CRÉDITO5.3 TITULOS 121.03623,83176,59820,607 459,92719,242414,43226,263 60,460054,4416,019 0 b 520,50343,073436,57940,851
para outras aplicações 3,919,024 1,033,833 835,119 0 4,117,738
PARA IMOBILIZAÇÕES FINANCEIRAS ponto 2 do nº 10 371 0 371 0 ( 0
PARA IMOBILIZAÇÕES FINANCEIRAS ponto 3 do nº10 560,600 1,185 251,246 2,632 313,171
PARA RISCOS GERAIS DE CRÉDITO 46,065,997 7,038,131 4,419,126 -10,686,826 } 37,998,176
Ó PARA RISCOS DE FLUTUAÇÃO DE CÂMBIOS 0 1111 0
i Para pensões de beforma e de sobrevivência 0 û
2 PARA RISCOS BANCÁRIOS GERAIS 2,455,724 939.411 1,109,586 -431,959 1,853,590
3 OUTRAS 1,052,448 6,415,050 1,129,585 -503,466 5,834,447
TOTAL (1)+(2)+(3)+(4)+(5)+(6)+(7)+(8)+(9)+(10)+(11)+(12) 122,768,634 60,795,695 55,555,544 -128,808 127,879,977

1.25 TÍTULOS DE NEGOCIAÇÃO. DE INVESTIMENTO E PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS

São registados como Títulos de Negociação os títulos que sejam adquiridos com a intenção de venda no período dos seis meses seguintes e que não ofereçam quaisquer dúvidas quanto à sua liquidez no mercado, com vista a beneficiar de potenciais mais-valias obtidas com a sua venda. São registados como Títulos de Investimento os títulos que sejam adquiridos com a finalidade de conservar os títulos por um prazo superior a seis meses. São também registados como Títulos de Investimento, títulos anteriormente registados como sendo de Negociação mas que não foram alienados no período de seis meses seguintes á sua aquisição.

As Participações Financeiras são compostas por títulos adquiridos com o objectivo de permanência na instituição, de uma forma duradoura, através de participações e partes de capital em empresas coligadas e outras aplicações financeiras com carácter de imobilização.

São registados como Títulos a Vencimento os títulos adquiridos com a intenção de manter os títulos até ao seu respectivo reembolso.

1.26 Não existem Títulos a Vencimento que tenham sido adquiridos, alienados ou transferidos durante este exercício.

1.27 CONTAS DE REGULARIZAÇÃO ACTIVAS

2003 2002
- Proveitos a Receber 46.265 42.227
- Despesas com Custo Diferido 17.963 12.497
- Outras Contas de Regularização 95.877 42.346
160.105 97.070
PASSIVAS
2003 2002
- Receitas com Proveito Diferido 11.067 2.827
- Custos a Pagar 41.784 34.512
-- Responsabilidades c/Férias e Sub.FériasOutras Contas de Regularização 9.40064.265 858422.182
126.516 68.105

1.28 CARTEIRA DE TÍTULOS

OBRIGAÇÕES E OUTROS TÍTULOS DE RENDIMENTO FIXO

A composição desta rubrica encontra-se discriminada no Inventário de Títulos e Participações Financeiras, incluída neste Relatório.

Sinteticamente, a composição é a seguinte:

2003 2002
Obrigações Emitidas Emissores Públicos:
- Títulos de Dívida Pública Portuguesa 22.145 13.793
- Obrigações de O/Emissor. Públicos 2.109 3.931
- Títulos de Dívida Pública Estrangeiros 39.236 25.758
Saldo Bruto 63.490 43.482
- Provisões 13 135
Saldo Líquido 63.477 43.347

Obrigações Emitidas por Outros Emissores, Residentes:

2003 2002
- Obrigações de Caixa Subordinadas 1.147 1.147
- OutrasObrigações,nãoVencidas 6.824 16.009
- Papel Comercial 16.433 25.614
- OutrasObrigações,Vencidas 437 437
24.841 43.207
Obrig. Emitidas p/ O/Emissores Não Residentes
- ObrigaçõesdeCaixaSubordinadas 1.250 1.250
- OutrasObrigações,nãoVencidas 240.105 136.348
- PapelComercial - -
241.355 137.598
Saldo Bruto 266.196 180.805
Provisões 862 1.337
Saldo Líquido 265.334 179.468
Títulos Próprios -

ACÇÕES E OUTROS TÍTULOS DE RENDIMENTO VARIÁVEL

A composição desta rubrica do Balanço encontra-se discriminada no Inventário de Títulos e Participações Financeiras incluída neste Relatório, sendo:

2003 2002
- Acções, emitidas por Residentes 13.382 11.376
- UnidadesdeParticipaçãoemitidosp/Residentes 23.800 10.870
- Acções,emitidasporNãoResidentes 6.564 12.339
- Unidades de Participação, Não Residentes 8.264 7.586
- Outros Títulos 37.010 20.579
Saldo Bruto 89.020 62.750
- Provisões 13.228 9.212
Saldo Líquido 75.792 53.538

a) As diferenças. em 31 de Dezembro de 2003, entre o valor contabilístico dos Títulos de Investimento e o seu valor nominal, apresenta-se da seguinte forma:

?? Títulos emitidos por valor inferior ao
valor de reembolso 60 mil euros
?? Títulos adquiridos por valor superior ao
seu valor nominal 1.360 mil euros
- Títulos adquiridos por valor inferior ao
seu valor nominal 253 mil euros
?? Títulos a vencimento. alienados antes do
respectivo reembolso 0 mil euros

b) As diferenças de valorização verificadas para Obrigações e outros Títulos de Rendimento Fixo decompõem-se, em 31/12/03, da seguinte forma:

Emissores Publicos – Residentes Mais valias Menos valias
OB TESOURO SETEMBRO/1998-2013 43 0
OB. TESOURO MEDIO PRAZO 3% 2006 27 0
OB. TESOURO MEDIO PRAZO 5,45 8 0
OB. TESOURO MÉDIO PRAZO 97-23/02/07 135 0
OB.TESOURO AGOSTO/1999-2004 7 0
OB.GRA 1993/2005 - 1ª Emissão 36 0
256 0
Titulos Vencidos Mais valias Menos valias
FNACINVESTE 91 0 388
COBRE 87 SÉRIE A 0 25
ARGERG 0 25
0 438
De Outros Emissores – Residentes Mais valias Menos valias
CRÉDITO PREDIAL PORTUGUÊS 06/49 0 1
EDP/1996-2006 - 22ª Emissão 0 2
IMOLOC 98-28/04/2004 0 171
MUNDICENTER 97-16/3/2004 0 7
PARTEST 98-08 0 10
PETROGAL 94-04 0 2
PORTUCEL 99-04 0 1
SALVADOR CAETANO 99- 06/01/2004 0 1
SONAE IMOBILIARIA 98-05 0 6
0 201
Emissores Publicos - Não Residentes Mais valias Menos valias
BUNDESSCHATZANW 4 06/25/04 0 13
US TREASURY N/B 07/04 1 0
BUNDESSCHATZANW 2 06/17/05 2 0
3 13
De Organismos Financeiros Internacionais Mais valias Menos valias
BEI/1996-2006 63 0
BEI/1997-2007 43 0
106 0
De Outros Emissores - Não Residentes mais valias menos valias
CITROSUCO 3 0
CLN KPN FLOAT 04 1 0
KONINKLIJKE KPN 4% 06/04 6 0
RENAULT CREDIT INTL 07/04 0 4
REPSOL INTL FINANCE 3 3/4 02/23/04 3 0
TELEFONICA EUROPE BV 04 5 0
XEROX CAP EUROPE 5 1/4 12/03/04 1 0
ABB INTL FINANCE NV 13 0
ALCATEL SA 02/17/09 32 0
BANCO ITAU EUR FLOAT 24JUL06 2 0
BANCO ITAU EUROPA, SA 3 0
BBVSM FLOAT 17JUL2013 0 1
BCP FINANCE BANK LTD 05/06 0 3
BES FINANCE LTD FLOAT 07 10 0
BRE FINANCE FRANCE SA 1 0
CLARE FUNDING FLOAT 14SET09 0 1
CLN FRTEL FLOAT 28MAR2004 1 0
COUNTRYWIDE HOME LOAN 09/05 4 0
DAIMLERCHRYSLER FLOAT 5DEZ05 7 0
DAIMLERCHRYSLER NA 09/05 6 0
EFG HELLAS PLC 04/06 3 0
EIGER TRUST CLASS C FL 11/15/2010 4 0
ERICSSON LM TEL 11/10 7 0
EURO INVEST LIMITED 4 03/31/07 0 6
EURO INVEST LIMITED 4.8 09/08 4 0
FORD MOTOR CRED FLOAT 6JAN06 18 0
FRIESLAND BANK FLOAT 05/06 5 0
GALP 0% 12JUL2010 0 2
GE APITAL EURO FUNDING 0 1
GMAC CANADA FLOAT 12SET2008 0 25
HEIDELBERGCEMENT FIN BV 1 0
HIPO HIPO 6 C 31DEZ2034 8 0
HOLMES FINANCING FLOAT JUL40 0 3
INTERNATIONAL ENDESA BV 02/09 210 0
KENSINGTON GROUP PLC 0 6
KONINKLIJKE AHOL 5 7/8 05/08 0 8
LEHMAN BROS FLOAT 3NOV2008 6 0
LEHMAN BROS HOLDINGS 02/06 5 0
De Outros Emissores - Não Residentes mais valias menos valias
LEHMAN BROS HOLDINGS 11/08 7 0
MARKS & SPENCER FLOAT JAN07 20 0
MBNA EUROPE FUND 12 0
MERRIL LYNCH FLOAT 15SET2008 32 0
METRO AG 0 05/29/06 35 0
METRO FLOAT 29MAI2006 10 0
MORGAN 97-07 0 5
MORGAN STANLEY GROUP 21 0
MOUND FINANCING 0% 8FEV2042 0 3
NYMPHENBURG LTD 0 1
OTE PLC 5 0
PALAZZO FINANCE TRE SRL 0 2
PORTUGAL TELECOM INT FIN 05 23 0
PROMISE PLC COL-03 B 0 6
PROVIDE FLOAT 28JUL2055 0 12
RCI BANQUE FLOAT 03MAR2006 11 0
RENAULT CREDIT INTL 05 1 0
RMS 14X M2 3,597% 10JUN2036 0 3
SAECURE BV 2 0
SAECURE FLOAT 31AGO2070 2 0
SOCIETA CARTO IMMOBILI 3 0
TELECOM ITALIA SPA 0 13
TIM FLOAT 21JUN2006 0 15
VOLKSWAGEN 3,304 11/21/05 2 0
555 120
Títulos subordinados mais valias menos valias
BAYER HIPO 05MAI2014 0 100
BCP/1995-2005 0 2
CAIXA ECO MONTEPIO GERAL 12/06 0 1
0 103

As diferenças de valorização verificadas nos Títulos de Rendimento Variável decompõem-se, em 31/12/03, da seguinte forma, em milhares de euros:

TOTAL DE PROVISÕES 875

Acções - Residentes Mais-Valias Menos-Valias
EDP 0 72
ESTORIL PRAIA FUTEBOL SAD 0 16
GALERIAS NAZONI 0 4
IMOVALOR 31 0
IMPRESA SGPS - NOM 0 65
INAPA 0 1.153
PORTUGAL TELECOM 0 18
PT MULTIMÉDIA 43 0
REAL SEGUROS 0 129
Acções - Residentes Mais-Valias Menos-Valias
REDITUS SGPS 0 336
RENDIMO 0 93
SEMAPA SGPS 0 21
SONAE SGPS 0 177
TERTIR - Terminais Portugal 0 175
74 2.259
Unidades de Participação - Residentes Mais-Valias Menos-Valias
BANIF IMOGEST 418 0
BANIFUNDO ESTRATÉGIA AGRESSIVA 0 53
BANIFUNDO ESTRATÉGIA CONSERVADORA 1 0
BANIFUNDO ESTRATÉGIA EQUILIBRADA 0 52
BANIFUNDO EURO ACÇÕES 0 3.698
BANIFUNDO EURO RENDA MENSAL 1 0
BANIFUNDO EURO TESOURARIA 4 0
424 3.803
Acções - Não Residentes Mais-Valias Menos-Valias
CIA SIDERURGIA PAU PRF 27 0
UNIÃO BANCOS BRASILEIROS 29 0
AHOLD 3 0
ALCATEL 0 4
CAP GEMINI SA 0 3
DOW JONES EURO STOXX 50 GFR 6 0
EON AG 19 0
FRANCE TELECOM 6 0
INDITEX 0 5
KONINKLIJKE KPN NV 0 1
PHILIPS ELECTRONICS 2 0
ABBOT LABORATORIES 4 0
ALTERA CORP 0 1
AUTOMATIC DATA PROCESSING 3 0
AXCELIS TECHNOLOGIES 0 2
BANK OF AMERICA 4 0
BEA SYSTEMS INC 0 1
BED BATH & BEYOND 3 0
BELL SOUTH CORP 2 0
BIOGEN IDEC INC 1 0
BRASIL FAST FOOD CORP 0 111
DIGITALNET HOLDINGS INC 3 0
DOUBLECLICK INC 4 0
EBOOKERS PLC- ADR 2 0
EXPRESS SCRIPTS INC 3 0
EXXON MOBIL CORP 11 0
FIRST DATA CORP 9 0
FORD MOTOR COMPANY 9 0
GAP INC DELAWARE 2 0
GENERAL ELECTRIC CO 5 0
GENERAL MILLS INC 1 0
GILLETTE CO 6 0
JOHNSON & JOHNSON 1 0
Acções - Não Residentes Mais-Valias Menos-Valias
K FORCE 10 0
L 3 COMMUNICATIONS HLDGS INC 8 0
LIBERTY MEDIA CORP 4 0
LOCKEED MARTIN CORP 6 0
MACROVISION 0 1
MARVELL TECHNOLOGY GROUP LTD 0 2
MERIDIAN BIOSCIENCE INC 0 2
MICROSOFT CORP 5 0
NABORS INDUSTRIES LTD 6 0
PENTAIR INC 3 0
PEPSICO INC 0 2
PFIZER INC 3 0
REHABCARE GROUP INC 8 0
SATYAM COMPUTER SERVICES 12 0
SCHLUMBERGER LTD 12 0
TAIWAN SAMICONDUCTOR - ADR 0 2
THE GAP INC 4 0
TIME WARNER INC 11 0
UNITEDHEALTH GROUP INC 7 0
UNIVISION COMMUNICATIONS 11 0
UTILITIES SELECT SECTOR SPDR 1 0
WAL-MART STORES INC 2 0
XILINX INC 2 0
280 137
Unidades de Participação - Não Residentes Mais-Valias Menos-Valias
AGGRESSIVE STRATEGY FUND 0 13
BALANCED STRATEGY FUND 24 0
BRAZILIAN BOND FUND 0 40
BRAZILIAN EQUITY FUND 0 16
BRAZILIAN MONEY MARKET FUND 12 0
CONSERVATIVE STRATEGY FUND 87 0
EUROPEAN BOND FUND 89 0
European Equitu Fund 0 95
EUROPEAN MONEY MARKET FUND 42 0
PORTUGAL EQUITY FUND 0 17
254 181
Outros Valores Mais-Valias Menos-Valias
ATLANTES CERTIFICATES Nº1 CLASSE D NOTES (1) 0 1.588
ATLANTES CERTIFICATES Nº2 CLASSE D NOTES (1) 0 3.540
ATLANTIS MORTGAGE Nº1 (1) 0 1.678
0 6.806
Risco-País
CIA SIDERURGIA PAU PRF 16
UNIÃO BANCOS BRASILEIROS 2541

TOTAL DE PROVISÕES 13.227

(1) Estas menos valias reflectem as provisões constituídas para crédito securitizado (crédito vivo, crédito de cobrança duvidosa e crédito vencido) de acordo com o aviso 3/95 do banco de Portugal.

c) e d)

Os Títulos de Negociação apresentavam, em 31/12/2003, um valor contabilístico superior ao valor que lhe corresponderia caso a avaliação se fizesse com base no custo de aquisição. em 68 mil euros. Encontram-se relevados em Custos e Proveitos os seguintes montantes associados :

Lucros não realizados com origem na reavaliação da carteira de Negociação 99 Prejuízos não realizados com origem na reavaliação da carteira de Negociação 0 99

  • 1.29. Em Dezembro de 2003, o capital social da Banif SGPS, SA é de Eur.: 200.000.000,00 representado por 40.000.000 de acções ordinárias, nominativas e escriturais de valor nominal de 5 euros.
  • 1.30. Não existem partes de capital beneficiárias, obrigações convertíveis nem títulos ou direitos similares.

1.31 OUTROS ACTIVOS

2003 2002
-Devedores 40.494 29.217
-Ouro e O/Materiais Preciosos. Numismá-
tica. Medalhística e O/Disponibilidades. 4.089 4.106
-Imóveis não afectos ao serviço 45.192 41.377
-Outras Aplicações 1.755 11.446
-Outras Imobilizações Financeiras 19.326 4.879
Saldo Bruto 110.856 91.025
Provisões para Outras Aplicações, Imóveis não
Afectos ao Serviço e O/Imobilizações Financeiras 4.119 3.919
Saldo Líquido 106.737 87.106

OUTROS PASSIVOS

2003 2002
-Exigibilidades Diversas 8.212 11.815
-Credores 22.734 17.376
-Fornec.de Imobilizado em Locação 433 123
-Outros Passivos - -
31.379 29.314

1.32 FUNDOS QUE ADMINISTRA EM NOME PRÓPRIO. MAS POR CONTA DE OUTRÉM

O Grupo administra em nome próprio mas por conta de outrém, sem representação patrimonial os seguintes fundos de investimento:

Banifundos MOEDA
DENOMINAÇÃO
Banifundos Acções Portugal EUR
Banifundos Euro Acções EUR
Banifundos Euro Obrigações EUR
Banifundos Euro Renda Mensal EUR
Banifundos Euro Tesouraria EUR
Banifundos Obrig. Brasl EUR
Banifundos PPA EUR
FF Banifundo Estr. Agressiva EUR
FF Banifundo Estr. Conservadora EUR
FF Banifundos Estr. Equilibrada EUR
Art Invest Fundo Especial de Invest. EUR
MOEDA
DENOMINAÇÃO
EUR
EUR
EUR
EUR
USD
USD
USD
USD
USD
USD
MOEDA
DENOMINAÇÃO
EUR
EUR

1.33 CONTRATOS POR VENCER. BEM COMO AS POSIÇÕES EM ABERTO COM CONTRATOS DE DERIVADOS.

  • 1 - Decomposição do valor nocional, em 31/12/03, dos contratos por maturidade residual e por tipo de mercado (Mercado de Balcão (OTC), Mercado Organizado) e posição comparativa em 31/12/2003 e 31/12/2002 dos instrumentos utilizados e respectivos valores nocionais e de mercado.
    • ?? (Indicador de actividade por tipo de instrumento, por mercado e por maturidade residual)
2003 2002
Valor Nocional (1)
Instrumentos Até 3 De 3 a 6 De 6 De 1 a 5 Mais de Total Valor de Valor Valor
meses meses meses anos 5 anos Mercado Nocional de
a 1 ano (2) (1) Mercad
o (2)
Contratos sobre Taxa deCâmbio
Mercado de Balcão (OTC) 211.093 525.665 8.343 30.912 0 776.013 -13.045 1.058.667 -28.596
- Instituições Financeiras 200.329 522.866 4.598 27.208 0 755.001 -13.222 959.615 -28.200
- Clientes 10.764 2.799 3.745 3.704 0 21.012 177 99.052 -396
Mercado Organizados (Bolsa)
Contratos sobre Taxa deJuro
Mercado de Balcão (OTC) 20.193 8.305 54.985 1.509.229 952.036 2.544.748 -3.313 1.162.053 -576
- Instituições Financeiras 20.193 5.429 54.985 1.394.229 952.036 2.426.872 -2.714 1.162.053 -576
- Clientes 2.876 115.000 117.876 -599
Mercado Organizados (Bolsa)
Contratos sobre
Acções/Índices
Mercado de Balcão (OTC) 5.500 5.000 10.500 290 17.500 0
- Instituições Financeiras 4.000 5.000 9.000 441 17.500 0
- Clientes 1.500 1.500 -151
Mercado Organizados (Bolsa)
Contratos sobre Crédito
Mercado de Balcão (OTC) 63.000 4.000 67.000 1.379 16.000 0
- Instituições Financeiras 63.000 4.000 67.000 1.379 16.000 0
- Clientes
Mercado Organizados (Bolsa)
Contratos sobre
Mercadorias
Mercado de Balcão (OTC)
- Instituições Financeiras
- Clientes
Mercado Organizados (Bolsa) 147.009 -367
TOTAL 231.286 539.470 63.328 1.608.141 956.036 3.398.261 -14.6889 2.401.229 -29.540

Notas:

  • (1) Valor do contrato, valor teórico ou nocional.
  • (2) Valor de Mercado de produtos transaccionados em mercados organizados: corresponde ao valor de cotação. O Valor de Mercado para os restantes produtos, corresponde ao proveito/custo incorrido no eventual encerramento das posições em aberto tendo em consideração as condições de mercado em 31 de Dezembro.

2 - Decomposição detalhada por instrumento em 31/12/2003

Milhares de Euros

Milhares de Euros
Instrumento Valor de Valor de Valor de Risco de
Contrato (1) Mercado (2) Balanço (3) Crédito (4)
Contratos transaccionados em Mercado
Balcão (OTC)
Forward
Negociação
Compra
Venda
Cobertura
Compra 31.634 1.800
Venda 52.260 -279
83.894 1.521
Currency Swaps
Negociação
Compra
Venda
Cobertura
Compra 287.393 286.432 -889
Venda 305.441 -303.547
592.834 -17.115 -889
Interest Rate Swaps
Negociação
Cobertura 2.493.371 -2.917 1.333
2.493.371 -2.917 1.333
Currency Interest Rate Swaps
Negociação
Compra
Venda
Cobertura
Compra 35.571
Venda 37.961 1.505 519 126
73.532 1.505 519 126
Credit Default Swaps
Negociação
Cobertura 67.000 1.379 721 57
67.000 1.379 721 57
Equity Swaps
Negociação
Cobertura 10.500 290 31
10.500 290 31
Forward Currency Swap
Negociação
Cobertura 25.753 1.044
25.753 1.044
Futuros de taxa de juro
Negociação
Cobertura 51.377 -396
51.377 -396
TOTAL 3.398.261 -14.689 1.715 183

Notas:

  • (1) Valor do contrato, valor teórico ou nocional.
  • (2) Valor de Mercado de produtos transaccionados em mercados organizados: corresponde ao valor de cotação. Valor de Mercado para os restantes produtos, corresponde ao proveito/custo incorrido no eventual encerramento das posições em aberto tendo em consideração as condições de mercado.
  • (3) Valor de Balanço corresponde aos proveitos ou custos corridos e ainda não vencidos, inerentes às posições em aberto.
  • (4) Risco de Crédito corresponde à diferença positiva entre os montantes a receber e a pagar decorrentes das operações em aberto.
  • 3 Repartição a 31/12/2003 das operações derivadas por rating externo de contrapartes.

Milhares de Euros

Instrumento Valor de Valor de Risco de
Contrato Mercado Crédito
Contratos transaccionados em Mercado Balcão (OTC)
AAA
AA 334.257 -1.190 183
A 2.556.640 -11.228
BBB
BB
B
Outras classificações
N.R. 507.364 -2.271
TOTAL 3.398.261 -14.689 183
Contratos transaccionados em Mercado Organizados (Bolsa)
Valor dos contratos
Total 3.398.261 -14.689 183
Acordos de redução de risco crédito
TOTAL 3.398.261 -14.689 183

Nota:

Os valores são agregados por notas de rating das contrapartes, tomando em conta os ratings da dívida sénior de médio e longo/prazo atribuídos pelas agências de rating (Moody, Standard & Poor's, Fitch Ratings etc., vigentes na data de referência. A escolha da nota de rating para uma dada contraparte, segue a regra aconselhada pelo Comité de Basileia (havendo ratings divergentes, escolhe-se a segunda melhor nota). Em termos de mapping, considerou-se uma correspondência entre os níveis atribuídos pelas três agências a partir do topo (Aaa=AAA;Aa1=AA, etc.). As operações com entidades sem rating (N.R.), correspondem sobretudo a contrapartes com nota de rating atribuída internamente.

1.34 A informação referente ao número de trabalhadores do Grupo Banif e suas categorias profissionais encontramse referidas na nota 12.

CUSTOS COM O PESSOAL

2003 2002
-Remuneração dos Órgãos de Administração
e Fiscalização 4.556 3.577
-Remuneração de Empregados 52.240 49.235
-Encargos Sociais obrigatórios 16.493 16.315
-Outros Encargos 1.973 1.811
75.262 70.938

1.35 As remunerações dos Órgãos de Administração e Fiscalização, assim como os compromissos surgidos ou contratados em matéria de pensões de reforma para antigos membros dos Órgãos supracitados, encontram-se referidos na nota 15.

Os adiantamentos. créditos ou compromissos tomados por conta dessas pessoas a título de garantia de qualquer espécie, encontram-se referidos na nota 16.

  • 1.36 O Grupo não dispõe de serviço de gestão e representação de terceiros com dimensão significativa.
  • 1.37 Os Activos e Passivos expressos em moeda estrangeira, em 31 de Dezembro de 2003, correspondem a 1.505.012 mil euros.

1.38 DISTRIBUIÇÃO DOS PROVEITOS

Esta informação encontra-se referida na nota 11.

1.39 OUTROS CUSTOS E PROVEITOS DE EXPLORAÇÃO E PERDAS E GANHOS EXTRAORDINÁRIOS

OUTROS CUSTOS DE EXPLORAÇÃO

2003 2002
-Donativos e Quotizações 513 406
-Custos de Avaliações -
-Menos valias venda Imob. Loc Financeira 250 321
-Outros 4.260 5.400
5.023 6.127
PERDAS EXTRAORDINÁRIAS
2003 2002
-Menos Valias na Venda de Imobilizado 548 7
-Prejuízos de Exercícios Anteriores 6.019 809
-Outros 16.308 5.848
22.875 6.664
OUTROS PROVEITOS DE EXPLORAÇÃO
2003 2002
-Proveitos por Prestação de Serviços 4.586 5.632
-Reembolsos de Despesas 13.598 9.967
-Rendimentos de Imóveis 642 237
-Mais valias venda Imobiliz. de Locação
Financeira 133 131
-Outros Proveitos 13.505 11.919
32.464 27.886

GANHOS EXTRAORDINÁRIOS

2003 2002
- Indemnizações 98 89
- Lucros na Venda de Imóveis 4.895 3.622
- Lucros de Exercícios Anteriores 2.013 972
- Outros 4.616 2.085
11.622 6.768

1.40 PASSIVOS SUBORDINADOS

Relativamente a passivos subordinados, estão imputados ao exercício de 2003 o montante de 4.927 mil euros de juros, dos quais 816 mil euros encontram-se na conta "Custos a Pagar", respeitantes aos empréstimos obrigacionistas no montante global de 169.687 mil euros, das quais se encontram em circulação 153.597 mil euros.

1.41 CARGA FISCAL

Esta informação encontra-se referida na nota 14.

1.42 PROPORÇÃO DO I.S.L. QUE INCIDE SOBRE OS RESULTADOS CORRENTES E OS RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS

A proporção em que o imposto sobre lucros imputado ao exercício de 2003 incide sobre os Resultados Correntes e os Extraordinários, é a seguinte :

Referente a Resultados Correntes 29%
Referente a Resultados Extraordinários -37%
  • 1.43 As contas da Banif SGPS SA são consolidadas como Empresa-Mãe, que por sua vez são consolidadas pela sociedade Rentipar Financeira SGPS S.A., na qualidade de Companhia Financeira. de acordo com a classificação efectuada em 24 de Dezembro de 1997, pelo Banco de Portugal.
  • 1.44 O Grupo não tem empresas filiais instaladas noutros Estados membros da Comunidade Europeia, dispensadas da fiscalização e da publicação da Demonstração de Resultados.
  • 1.45 O Balanço de 31 de Dezembro de 2003 contempla na rubrica "Créditos sobre Clientes" operações de locação financeira referentes a créditos outorgados pela Banif Leasing no valor bruto de 108.604 mil euros.
  • 1.46 Não existem compensações entre saldos devedores e credores, em contas de terceiros e em Contas Internas de Regularização, com excepção da conta 59 – Outras Contas Internas (posição cambial), que se deverá apresentar saldada no final de cada dia.

1.47 CUSTOS E PROVEITOS COM ENTIDADES DO GRUPO

As operações realizadas com entidades em relação às quais existam relação de domínio ou que sejam filiais da mesma empresa mãe geraram os seguintes valores, de acordo com as respectivas rubricas da Demonstração de Resultados:

(em mil euros)
DÉBITO
1. Juros e Custos Equiparados 74.572
2. Comissões 1.304
3. Prejuízos em Operações Financeiras 0
4. Gastos Gerais Administrativos 0
4.1. Custos com o Pessoal 0
4.2. Outros Custos Administrativos 7.457
6. Outros Custos de Exploração 1.352
9. Perdas extraordinárias 7.369
92.054
CRÉDITO (em mil euros)
1. Juros e Proveitos Equiparados 74.520
2. Rendimentos de Títulos 23.782
3. Comissões 1.977
5. Reposição e anulação Provisões 1.963
7. Outros Proveitos de Exploração 9.556
8. Ganhos extraordináris 17.303

1.48 OPERAÇÕES DE TITULARIZAÇÃO

A exemplo de outros grupos financeiros nacionais, o Grupo Banif concretizou duas operações de titularização de créditos pessoais e de contratos de leasing, em 17 de Novembro de 1999 e em 10 de Maio de 2002, designadas "Atlantes Nº 1" e "Atlantes Nº 2", respectivamente, e, em 13 de Fevereiro de 2003, uma operação de titularização de créditos hipotecários, designada "Atlantes Mortgage Nº 1" .

Na operação "Atlantes Nº 1", no valor de 200 milhões de Euros, estiveram envolvidas, na qualidade de cedentes de créditos pessoais, o Banif – Banco Internacional do Funchal, SA (com cerca de 57,5 milhões de Euros), o Banco Comercial dos Açores, SA (com cerca de 32,1 milhões de Euros) e a Mundicre – Sociedade Financeira para Aquisições a Crédito, SA, actual Banif Crédito, SFAC, SA (com cerca de 25,5 milhões de Euros) e, na qualidade de cedente de contratos de leasing, a Mundileasing – Sociedade de Locação Financeira, SA, actual Banif Leasing, SA (com cerca de 84,9 milhões de Euros).

Esta operação "Atlantes Nº 1" tem uma duração máxima prevista de 9,5 anos e teve um período de revolving de 2,5 anos, que terminou em Maio de 2002, durante o qual as entidades envolvidas puderam proceder, trimestralmente, à alienação de novos créditos pessoais e contratos de leasing, destinados a substituir os créditos e contratos entretanto reembolsados. Esta faculdade de reposição do valor dos créditos e contratos cedidos estava condicionada à verificação de uma série de condições relacionadas com as características desses créditos e contratos e à manutenção de níveis de delinquência e de contencioso dentro de limites máximos definidos na documentação da operação. De notar que esta faculdade de reposição foi exercida pelas empresas do Grupo Banif na sua totalidade.

No âmbito da operação "Atlantes Nº 2", no valor total de 300 milhões de Euros, foram cedidos créditos no valor de 150 milhões de Euros, estando envolvidas, na qualidade de cedentes de créditos pessoais, o Banif – Banco Internacional do

Funchal, SA (com cerca de 65,4 milhões de Euros) e o Banco Comercial dos Açores, SA (com cerca de 24,6 milhões de Euros) e, na qualidade de cedente de contratos de leasing, a Banif Leasing, SA (com cerca de 60,0 milhões de Euros).

Esta operação "Atlantes Nº 2" tem igualmente uma duração máxima prevista de 9,5 anos e um período de revolving de 2,5 anos, não tendo o Grupo Banif exercido a opção de efectuar uma nova cedência de créditos no valor máximo de 150 milhões de Euros com vista a atingir o valor global da operação de 300 milhões de Euros.

À semelhança do verificado na operação "Atlantes Nº 1", durante período de revolving da operação "Atlantes Nº 2", as entidades envolvidas podem proceder, trimestralmente, à alienação de novos créditos pessoais e contratos de leasing, destinados a substituir os créditos e contratos entretanto reembolsados. Esta faculdade de reposição do valor dos créditos e contratos cedidos está também condicionada à verificação de uma série de condições relacionadas com as características desses créditos e contratos e à manutenção de níveis de delinquência e de contencioso dentro de limites máximos definidos na documentação da operação.

No âmbito desta operação "Atlantes Nº 2" e ao abrigo da legislação em vigor, foi constituído um Fundo de Titularização de Créditos designado Atlantes Finance No. 2 Fundo, actualmente administrado pela Navegator – Sociedade Gestora de Fundos de Titularização de Créditos, SA, que adquiriu aos cedentes os créditos pessoais e os contratos de leasing, financiando-se através da emissão de unidades de participação do Fundo.

Na operação "Atlantes Mortgage Nº 1", no valor total de 500 milhões de Euros e com uma duração máxima prevista de 33 anos, apenas foram cedidos créditos hipotecários originados pelo Banif – Banco Internacional do Funchal, SA ("Banif").

Na estruturação desta operação "Atlantes Mortgage Nº 1" foram incluídas algumas características que conferem bastante flexibilidade ao originador, nomeadamente a possibilidade de substituição, dentro de determinados limites, dos contratos em que, por motivos comerciais, o Banif decida alterar as respectivas condições fundamentais (montante, taxa de juro, indexante, spread, prazo, etc.), por outros que possuam as características dos contratos substituídos, bem como a existência de uma "set-up date" ao fim de 7 anos, que permite, entre outros aspectos, o eventual refinanciamento da operação.

No âmbito desta operação "Atlantes Mortgage Nº 1" e ao abrigo da legislação em vigor, foi igualmente constituído um Fundo de Titularização de Créditos designado Atlantes Mortgage Finance No.1 Fundo, administrado pela Navegator – Sociedade Gestora de Fundos de Titularização de Créditos, SA, que adquiriu ao cedente os créditos hipotecários, financiando-se através da emissão de unidades de participação do Fundo.

Através destas operações de titularização, o risco associado aos créditos pessoais, aos contratos de leasing e aos créditos hipotecários cedidos pelas entidades do Grupo Banif foi integralmente transferido para sociedades veículo, no caso da operação "Atlantes Nº 1", para a sociedade Atlantes No. 1 Limited sediada em Jersey, nas Ilhas do canal, no caso da "Atlantes Nº 2", para a sociedade Atlantes Finance No. 2 Plc, sediada em Dublin, na Irlanda e no caso da "Atlantes Mortgage Nº 1", para a sociedade Atlantes Mortgage No. 1 Plc, igualmente sediada em Dublin, na Irlanda.

Para se financiar a sociedade Atlantes No. 1 Limited emitiu títulos de dívida (Notes) no valor global de 200 milhões de Euros, com uma vida máxima de 9,5 anos, garantidos exclusivamente por esses créditos pessoais e contratos de leasing, e Certificados Residuais (Residual Certificates), títulos com maior grau de subordinação e sem notação de rating, adquiridos por empresas do Grupo Banif, com um valor nominal de 16,768 milhões de Euros e a mesma maturidade.

A sociedade Atlantes Finance No. 2 Plc, para se financiar, emitiu igualmente títulos de dívida (Notes) no valor global de 160,325 milhões de Euros, com uma vida máxima de 9,5 anos, garantidos exclusivamente por esses créditos pessoais e contratos de leasing. O montante referido inclui 10,325 milhões de Euros de "Class D Notes", títulos com maios grau de subordinação e sem notação de rating que foram igualmente adquiridos por entidades do Grupo Banif.

A sociedade Atlantes Mortgage No.1 Plc, para se financiar, emitiu também títulos de dívida (Notes) no valor global de 515,4 milhões de Euros, com uma vida máxima de 33 anos, garantidos exclusivamente pelos créditos hipotecários cedidos. O montante referido inclui 15,4 milhões de Euros de "Class E Notes", títulos com maios grau de subordinação e sem notação de rating que foram adquiridos pelo Banif.

As sociedades Atlantes No. 1 Limited, Atlantes Finance No. 2 Plc e Atlantes Mortgage No.1 Plc têm como unica actividade deter as carteiras de créditos pessoais, de contratos de leasing e de contratos hipotecários vendidas pelo Grupo Banif, pelo que o pagamento do capital e juros das Notes emitidas por estas entidades dependerá exclusivamente da performance dessas carteiras e dos valores obtidos com a emissão dos Residual Certificates, das Class D Notes e das Class E Notes, respectivamente.

O Grupo Banif não poderá, assim, ser responsabilizado por um eventual montante de incumprimento das carteiras de crédito ao consumo, de contratos de leasing e de créditos hipotecários vendidas, superiores aos valores de Balanço dos referidos Residual Certificates, Class D Notes e Class E Notes escriturados nos seus livros.

Dos 200 milhões de Euros de Notes emitidas pela Atlantes No. 1 Limited foram atribuídas, pelas Agências de Rating Standard & Poor´s e Fitch Ibca, as notações de rating "AAA" a 182 milhões de Euros (Senior Secured Floating Rate Notes), "AA" a 10 milhões de Euros (Mezzanine Secured 5,515% Notes) e "A" a 8 milhões de Euros (Junior Secured Floating Rate Notes). As Notes com as notações de rating "AAA" e "A" foram emitidas a taxas de juro variáveis indexadas à taxa Euribor a 3 meses, enquanto que as Notes com a notação de rating "AA" foram emitidas a taxa fixa.

A sociedade Atlantes Finance No. 2 Plc emitiu 150 milhões de Euros de Notes com as seguintes notações de rating atribuídas pelas Agências de Rating Standard & Poor´s, Moody's e Fitch Ratings: "AAA" a 139,5 milhões de Euros (Class A Secured Floating Rate Notes); "A", "A1" e "A+", respectivamente, a 7,35 milhões de Euros (Class B Secured Floating Rate Notes); e "BBB", "Baa2" e "BBB", respectivamente, a 3,15 milhões de Euros (Class C Secured Floating Rate Notes). Todas estas Notes com notação de rating foram emitidas a taxas de juro variáveis indexadas à taxa Euribor a 3 meses.

A sociedade Atlantes Mortgage No.1 Plc emitiu 500 milhões de Euros de Notes com as seguintes notações de rating atribuídas pelas Agências de Rating Standard & Poor´s, Moody's e Fitch Ratings: "AAA" a 462,5 milhões de Euros (Class A Mortgage Backed Floating Rate Notes); "A", "A2" e "A", respectivamente, a 22,5 milhões de Euros (Class B Mortgage Backed Floating Rate Notes); "BBB", "Baa3" e "BBB", respectivamente, a 12,5 milhões de Euros (Class C Mortgage Backed Floating Rate Notes); e "BB", "Ba2" e "BB", respectivamente, a 2,5 milhões de Euros (Class D Mortgage Backed Floating Rate Notes). Todas estas Notes com notação de rating foram emitidas a taxas de juro variáveis indexadas à taxa Euribor a 3 meses.

As remunerações dos Residual Certificates emitidos pela Atlantes No. 1 Limited, das Class D Notes emitidas pela Atlantes Finance No. 2 Plc e das Class E Notes emitidas pela Atlantes Mortgage No.1 Plc, e adquiridas pelo Grupo Banif são variáveis e dependentes do comportamento dos créditos cedidos, correspondendo às mais valias e aos lucros residuais apurados nas Sociedades Veículo, sendo pagas trimestralmente e reconhecidas como proveito na conta de exploração das entidades detentoras dos títulos.

Em 31 de Dezembro de 2003, o valor nominal das Senior Secured Floating Rate Notes emitidos pela Atlantes No. 1 Limited, após os reembolsos parciais já ocorridos, era de 76,8 milhões de Euros. Na mesma data o valor nominal das Mortgage Backed Floating Rate Notes com notação de rating emitidas pela Atlantes Mortgage No.1 Plc era de 472 milhões de Euros. Não ocorreu ainda qualquer reembolso dos 150 milhões de Euros de Notes com notação de rating emitidas pela Atlantes Finance No. 2 Plc.

As Notes com notação de rating, emitidas pelas referidas sociedade veículo, foram integralmente colocadas pelo Deutsche Bank AG e pelo Credit Suisse First Boston (Europe) Limited nos mercados financeiros internacionais, pelo que nenhuma sociedade do Grupo Banif as detem nos seus activos ou as transaccionou até 31 de Dezembro de 2003.

Os Residual Certificates emitidos pela Atlantes No. 1 Limited, as Class D Notes emitidas pela Atlantes Finance No. 2 Plc e as Class E Notes emitidas pela Atlantes Mortgage No.1 Plc, por outro lado, são detidos na sua totalidade por sociedades do Grupo Banif, sendo o seu valor bruto de balanço em 31 de Dezembro de 2003 de cerca de 4,932 milhões de Euros, 8,304 milhões de Euros e 13,750 milhões de Euros, respectivamente. Nos termos do recente entendimento do Banco de Portugal relativamente à classificação das provisões para os créditos cedidos no âmbito das operações de titularização, conforme o disposto na Instrução nº 27/2000, existem no Grupo Banif, em 31 de Dezembro de 2003, provisões totais afectas a estes títulos no valor de, respectivamente, 3,315 milhões de Euros, 3,539 milhões de Euros e 1,678 milhões de Euros, pelo que o seu valor líquido de balanço ascende a 1,617 milhões de Euros, 4,764 milhões de Euros e 12,071 milhões de Euros, respectivamente. Adicionalmente, e ainda ao abrigo da referida Instrução do Banco de Portugal, estavam registados, à data de 31 de Dezembro de 2003, e referentes a estas operações de titularização, cerca de 384,4 milhares de Euros em provisões para riscos gerais.

De referir que, actualmente, os Residual Certificates emitidos pela Atlantes No. 1 Limited representam, na sua quase totalidade, as disponibilidades de caixa (Cash Reserve) da sociedade veículo (4,667 milhões de Euros).No que diz respeito aos valores das Class D e Class E Notes emitidas, respectivamente pela Atlantes Finance nº 2 plc e Atlantes Mortgage nº 1 plc, parte substancial do seu valor representa igualmente as disponibilidades de caixa das sociedades emitentes, ascendendo o seu valor a 5,775 e 5,000 milhões de Euros, respectivamente.

Para além das já referidas entidades do Grupo Banif, que intervêm nestas operações de titularização na dupla qualidade de entidades cedentes dos créditos e de agentes administradores (servicers) dos mesmos por conta e em representação das sociedades Atlantes No. 1 Limited, Atlantes Finance No. 2 Plc e Atlantes Mortgage No.1 Plc e da Navegator – SGFTC, SA, na sua qualidade de sociedade gestora dos fundos Atlantes Finance No. 2 Fundo e Atlantes Mortgage No.1 Fundo, intervêm ainda nesta operação várias entidades do Grupo Deutsche Bank e do Grupo Credit Suisse First Boston, na qualidade de entidades adquirentes, agentes, agentes pagadores, gestores de liquidez (cash administrators), contrapartes de swaps e trustees.

Pelo serviço administrativo de gestão e cobrança dos créditos objecto das operações de titularização, cada entidade do Grupo Banif que efectuou a venda dos créditos ou dos contratos de leasing recebe, trimestralmente, uma comissão (Servicing Fee) calculada sobre o valor em vida da carteira por si titularizada, comissão essa que é de 1%, ao ano, para os créditos pessoais e os contratos de leasing, e de 0,15%, ao ano, para os créditos hipotecários.

No registo destas transacções e dos fluxos associados, têm sido seguidos pelas sociedades do Grupo Banif os princípios e políticas contabilísticas definidas pelo Banco de Portugal, tendo, assim, os activos cedidos deixado de constar dos balanços das entidades cedentes, estando registados em contas de ordem e sendo imediatamente reconhecidos como proveitos as diferenças entre o valor da cedência e o valor nominal dos créditos cedidos . No que respeita ao provisionamento dos activos cedidos tem sido seguido o disposto no Aviso nº 3/95 e na Instrução nº 27/2000 do Banco de Portugal

Neste contexto e com referência a 31 de Outubro de 2003, data do ultimo rollover efectuado até 31 de Dezembro de 2003, a sociedade veículo Atlantes nº 1, Limited tinha riscos associados a:

  • (i) Contratos de crédito pessoal cedidos pelo Banif Banco Internacional do Funchal, SA no valor de cerca de 20,6 milhões de Euros, com uma duração média remanescente de 22,7 meses e uma taxa de juro média ponderada de 11,3%;
  • (ii) Contratos de crédito pessoal cedidos pelo Banco Comercial dos Açores, SA no valor de cerca de 11,3 milhões de Euros, com uma duração média remanescente de 26,5 meses e uma taxa de juro média ponderada de 11,825%;
  • (iii) Contratos de crédito pessoal cedidos pela Mundicre (actual Banif Crédito SFAC, SA) no valor de cerca de 10,4 milhões de Euros, com uma duração média remanescente de 23,9 meses e uma taxa de juro média ponderada de 14,61%; e
  • (iv) Contratos de leasing cedidos pela Mundileasing (actual Banif Leasing, SA) no valor de cerca de 34,5 milhões de Euros, com uma duração média remanescente de 20,7 meses e uma taxa de juro média ponderada de 7,023%.

Com referência a 31 de Dezembro de 2003, data do ultimo rollover, a sociedade veículo Atlantes Finance No. 2 Plc tinha riscos associados a:

  • (i) Contratos de crédito pessoal cedidos pelo Banif Banco Internacional do Funchal, SA no valor de cerca de 55,36 milhões de Euros, com uma duração média remanescente de 36,4 meses e uma taxa de juro média ponderada de 11,9%;
  • (ii) Contratos de crédito pessoal cedidos pelo Banco Comercial dos Açores, SA no valor de cerca de 48,96 milhões de Euros, com uma duração média remanescente de 48,4 meses e uma taxa de juro média ponderada de 12,88%; e
  • (iii) Contratos de leasing cedidos pela Mundileasing (actual Banif Leasing, SA) no valor de cerca de 45,6 milhões de Euros, com uma duração média remanescente de 28,8 meses e uma taxa de juro média ponderada de 5,83%.

Com referência a 31 de Dezembro de 2003, a sociedade veículo Atlantes Mortgage No.1 Plc tinha riscos associados a contratos de crédito hipotecário cedidos pelo Banif – Banco Internacional do Funchal, SA no valor de cerca de 458,3 milhões de Euros, com uma duração média remanescente de 274,84 meses e uma taxa de juro média ponderada de 3,88%;

No âmbito das operações de titularização "Atlantes Nº 1" e "Atlantes Nº 2" foram ainda contratadas entre o Banif – Banco Internacional do Funchal, SA e o Deutsche Bank AG, um total de quatro operações de swap de taxa de juro, duas para cada uma das operações.

No contexto da operação "Atlantes Nº 1" foram contratadas uma operação de swap de taxa variavel contra taxa variável e outra operação de swap de taxa fixa contra taxa variável, cujos valores nocionais, à data de 31 de Dezembro de 2003, eram, respectivamente, de 34,07 e de 32,79 milhões de Euros. No contexto da operação "Atlantes Nº 2" foram igualmente contratadas uma operação de swap de taxa variavel contra taxa variável e outra operação de swap de taxa fixa contra taxa variável, cujos valores nocionais, à data de 31 de Dezembro de 2003, eram, respectivamente, de 40,89 e de 109,1 milhões de Euros.

De referir que as duas operações de swap de taxa de juro fixa contra taxa variável se encontram cobertas, por duas outras operações de swap de sinal contrário.

No âmbito da operação de titularização "Atlantes Mortgage Nº 1" foram igualmente contratadas entre o Banif – Banco Internacional do Funchal, SA e o Credit Suisse First Boston International, duas operações de swap de taxa de juro, ambas de taxa variável contra taxa variável, cujos valores nocionais, à data de 31 de Dezembro 2003, eram, respectivamente, de 27,2 e de 444,7 milhões de Euros.

1.49 PENSÕES DE REFORMA E SOBREVIVÊNCIA

Em conformidade com o Acordo Colectivo de Trabalho Vertical para o Sector Bancário, o Banif – Banco Internacional do Funchal, SA, assume a responsabilidade do pagamento de pensões de reforma, invalidez e sobrevivência aos seus empregados ou às suas famílias, complementares ao sistema nacional de segurança social.

O Banif – Banco Internacional do Funchal, SA, com vista ao financiamento das suas responsabilidades neste domínio, constituiu, em 7 de Dezembro de 1989, ao abrigo do Decreto-Lei nº 396/86, de 25 de Novembro, um Fundo de Pensões autónomo. A entidade gestora deste Fundo de Pensões é a Banif Açor Pensões – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, SA.

A partir do exercício de 2001, inclusivé, a cobertura destas responsabilidades e o reconhecimento do custo com as contribuições para o Fundo de Pensões passaram a observar o regime estabelecido no Aviso 12/2001 do Banco de Portugal, de 23 de Novembro.

Em 31 de Dezembro de 2003, o Fundo abrangia uma população de 41 pensionistas e 1.381 activos.

?? As responsabilidades e respectivas coberturas eram, naquela data:

Responsabilidades
Valor Actual das Pensões em Pagamento 7.860
Valor Actual das Responsabilidades com Serviços Passados 23.103
Total 30.963
Cobertura das Responsabilidades
Valor do Fundo de Pensões 32.561
Provisão Matemática dos Seguros de Renda 1.536
Total 34.097

O Valor Actual da Responsabilidade por Serviços Futuros, à data de 31 de Dezembro de 2003, era de 20.617 milhares de euros.

No exercício de 2003, o Banco reconheceu os seguintes custos com cobertura de responsabilidades por pensões de reforma e sobrevivência:

Custo do serviço corrente + 1.152
Custo dos juros + 2.069
Rendimento esperado dos activos do Fundo - 1.932
Total 1.289

Em virtude da alteração do plano de pensões concretizada no exercício, o plano de amortização das responsabilidades por serviços passados de pessoal no activo em 31 de Dezembro de 1994 cuja data presumível de reforma viesse a ocorrer após 31 de Dezembro de 1997 - previsto na alínea c) do nº 1 do Aviso 12/2001 do Banco de Portugal, que em 31/12/2003, ascendia a 2.757,8 milhares de Euros, foi extinto nesta data por estarem totalmente cobertas pelo valor do Fundo.

Em 31 de Dezembro de 2003, o Banco registou em conta específica de "Flutuação de Valores", até ao limite do "corredor" fixado na alínea e) do nº 1) do nº 2º do Aviso 12/2001, o montante acumulado de 3.409,6 milhares de euros. O valor das perdas actuariais ocorridas no exercício, no montante de 720,4 milhares de euros, foi registado na respectiva conta de custos diferidos adicionado do acréscimo do saldo de "Flutuação de Valores" do ano, no montante de -38,2 milhares de euros, assim como o valor dos cortes e liquidações, no montante de 8.494,4 milhares de euros, foi registado na respectiva conta de proveitos diferidos.

Durante o ano de 2003, o Fundo de Pensões pagou pensões no valor de 518 milhares de euros e recebeu contribuições correntes no valor de 363 milhares de euros, realizadas em numerário.

O valor total dos imóveis que constituem activos do Fundo de Pensões e que são utilizados, por arrendamento, quer pelo Banco, quer por sociedades que com ele se encontrem em relação de grupo, ascende a 6.696 milhares de euros.

?? Os principais pressupostos actuariais e financeiros utilizados foram:

Método de valorização actuarial: Unit Credit Projected (UCP)

Taxa de desconto: 6,00% Taxa de rendimento esperado dos activos do fundo: 6,00% Taxa esperada de crescimento dos salários e out. benef.: 3,00% Taxa esperada de crescimento das pensões: 2,00% Tábua de mortalidade: TV 73/77 Tábua de invalidez: EVK 80 Tábua de turnover: Não aplicada

Tipo de decrementos utilizados: Invalidez 3) artº 7º Aviso 12/2001

Os principais valores efectivamente verificados no exercício foram:

Taxa de rendibilidade do valor do fundo de pensões: 6,31% Taxa de crescimento dos salários e out. benef.: 5,56% Taxa de crescimento das pensões: 11,31% Taxa de mortalidade: 1,30%o Taxa de invalidez: 0,70%o Taxa de turnover: 7,58%

?? Para além do Fundo de Pensões existem dois contratos de seguro de Rendas Vitalícias para cobertura da Pensão de Reforma de um pensionista, efectuadas em duas Seguradoras distintas cujas sociedades não estão em relação de grupo com o Banco. A pensão segura é fixa, paga 14 vezes por ano, sendo reversível em 40% por morte do pensionista nos termos do Plano de Pensões, sendo os respectivos acréscimos anuais suportados pelo Fundo de Pensões.

Em conformidade com o Acordo Colectivo de Trabalho Vertical para o Sector Bancário, o Banco Comercial dos Açores, SA, assume a responsabilidade do pagamento de pensões de reforma, invalidez e sobrevivência aos seus empregados ou às suas famílias, uma vez que estes não se encontram integrados no sistema nacional de segurança social.

O Banco Comercial dos Açores, SA, com vista ao financiamento das suas responsabilidades neste domínio, constituiu, em 30 de Dezembro de 1988, ao abrigo do Decreto-Lei nº 396/86, de 25 de Novembro, um Fundo de Pensões autónomo. A entidade gestora deste Fundo de Pensões é a Banif Açor Pensões – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, SA.

A partir do exercício de 2001, inclusive, a cobertura destas responsabilidades e o reconhecimento do custo com as contribuições para o Fundo de Pensões passaram a observar o regime estabelecido no Aviso 12/2001 do Banco de Portugal, de 23 de Novembro.

Em 31 de Dezembro de 2003, o Fundo abrangia uma população de 184 Pensionistas e 439 Activos.

As responsabilidades e respectivas coberturas eram naquela data:

Responsabilidades

Valor Actual das Pensões em Pagamento 28.393
Valor Actual da Responsabilidade por Serviços Passados 31.271
Total 59.664
Cobertura das Responsabilidades
Valor do Fundo de Pensões 53.614
Saldo Plano Amortização (al.c), nº1 do Aviso 12/2001) 5.406
Valores a Pagar 644
Total 59.664

O plano de amortização, previsto na alínea c) do nº 1 do Aviso 12/2001 do Banco de Portugal, respeita à insuficiência de financiamento das responsabilidades por serviços passados de pessoal no activo em 31 de Dezembro de 1994, cuja data presumível de reforma tenha ocorrido, ou venha a ocorrer, depois de 31 de Dezembro de 1997, e que está a ser reconhecido como custo e financiado de acordo com aquele plano de amortização, de prestações uniformes por 20 anos, que termina em 31/12/2014.

Os valores a pagar correspondem à parte não financiada das responsabilidades, nos termos do nº 5º do Aviso 12/2001, que se encontram reconhecidas como um passivo do Banco, relevadas na conta "395- Outras Exigibilidades – Contribuições para Fundo de Pensões".

O Valor Actual da Responsabilidade por Serviços Futuros, à data de 31 de Dezembro de 2003, era de 24.094 milhares de euros.

No exercício de 2003, o Banco reconheceu os seguintes custos com cobertura de responsabilidades por pensões de reforma e sobrevivência:

+ Custo do serviço corrente 1.286
+ Custo dos juros 3.381
- Rendimento esperado dos activos do Fundo 3.022
+ Custo dos serviços passados (al. C) do nº 1º do Aviso 320
+ 12/2001)Custo de programas de reformas antecipadas 1.844
Total 3.809

De acordo com a alínea e) do nº 1) do nº 2º do Aviso 12/2001, o Banco registou os ganhos actuariais verificados no exercício, no montante de 316 milhares de euros, em conta específica de "Flutuação de Valores", cujo saldo em 31 de Dezembro de 2003 passou para 4.342 milhares de euros, dentro dos limites do "corredor".

Durante o ano de 2003, o Fundo de Pensões pagou pensões no valor de 1.993 milhares de euros e recebeu contribuições no valor de 3.309 milhares de euros, dos quais 2.454 milhares de euros relativos a contribuições correntes e 855 milhares de euros de contribuições extraordinárias. As contribuições foram realizadas em numerário, 1.609 milhares de euros, e com a dotação de dois imóveis no montante de 1.700 milhares de euros. O Banco utiliza, por arrendamento, imóveis que constituem activos do Fundo de Pensões, cujo valor ascende a 5.584 milhares de euros.

Os principais pressupostos actuariais e financeiros utilizados foram:

Método de valorização actuarial: Unit Credit Projected (UCP)
Taxa de desconto: 6,00%
Taxa de rendimento esperado dos activos do fundo: 6,00%
Taxa esperada de crescimento dos salários e out. benef.: 3,00%
Taxa esperada de crescimento das pensões: 2,00%
Tábua de mortalidade: TV 73/77
Tábua de invalidez: EVK 80
Tábua de turnover: Não aplicada
Tipo de decrementos utilizados: Invalidez 3) artº 7º Aviso 12/2001

Os principais valores efectivamente verificados no exercício foram:

Taxa de rendibilidade do valor do fundo de pensões: 5,74%
Taxa de crescimento dos salários e out. benef.: 4,73%
Taxa de crescimento das pensões: 1,82%
Taxa de mortalidade: 0,00%
Taxa de invalidez: 0,48%
Taxa de turnover: 2,47%

1.50 INFORMAÇÕES SOBRE PARTICIPAÇÕES FINANCEIRAS

Participações Valorização Provisões Valor mais menos
Nº Acções ValorAquisição ValorMercado ValorPresumível deTransacção Acumuladas Líquido Valias valias
AMBELIS 400 19.952 - 0 19.952 0 0 0
CABO TV MADEIRENSE S.A.CENTRO DE EMP.E INOVAÇÃO DA MADEIRA, 87.860 503.980 - 2.672.557 0 503.980 2.168.577 0
LDA 800 3.990 - 9.319 0 3.990 5.329 0
FINANGEST 526 535.230 - 5.162 179.913 355.317 0 350.155
S.I.B.S SOC. INTERBANCARIA DESERVIÇOS,SAUNICRE- CARTÃO INTERNAC. DE CRÉDITO, 103.436 444.898 - 995.044 0 444.898 550.146 0
SA 24.335 497.370 - 746.055 0 497.370 248.685 0
SUBLOC- LOCAÇÃO DE SUBMARINOS, SA 2.500 25.000 - 22.192 10.206 14.794 0 2.808
VIA LITORAL, SA 4.750 791.548 - 1.034.539 101.855 689.693 141.136 0
ATLÂNTICO CLUBE INT. FÉRIAS AÇORES 250 1.247 - 0 1.247 1.247 0 0
CABO TV AÇOREANA, SA 66.000 355.543 - 533.314 0 355.543 177.771 0
Coliseu Micaelense, SA 83 50 - 75 0 50 25 0
Teatro Micaelense, SA 83 50 - 75 0 50 25 0
NORMA Açores- Soc. Est. Apoio Des. Reg., SA 10.000 49.880 - 74.820 0 49.880 24.940 0
SOGEO- Soc. Geotermica dos Açores, SA 24.529 122.350 - 183.525 0 122.350 61.175 0
TRANSINSULAR (Açores)- Transp. M. Insul., SAS.W.I.F.T. Soc. Worldwide Interbank Financial 2.000 10.974 - 16.461 0 10.974 5.487 0
Telecomunications,SC 11 10.536 - 21.562 0 10.536 3.839 0
EURONEXT N. V. 206 189 - 284 0 189 1 0
NASDAQ Stock Market, inc 2.500 26.207 - 39.311 0 26.207 13.104 0
Habiprede 5.000 1.250.000 - 1.250.000 0 1.250.000 0 0

Os critérios valorimétricos adoptados para a contabilização das participações financeiras estão de acordo com o disposto no Aviso 3/95, de 30 de Junho e no Aviso 4/2002, de 30 de Junho;

Não existem instrumentos de redução de risco que cubram riscos de desvalorização destas participações.

O valor presumível de transacção é determinado pelo produto da parte correspondente à situação líquida da entidade participada pelo factor 1,5.

1.51 OUTRAS INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES ÀS CONTAS CONSOLIDADAS

a) CAIXA E DISPONIBILIDADES EM BANCOS CENTRAIS

2003 2002
- Notas e Moedas Nacionais 29.107 30.033
- Notas e Moedas Estrangeiras 4.590 8.944
- Depósitos à Ordem no Banco Centrais 243.359 107.292
277.056 146.269

b) DISPONIBILIDADES À VISTA SOBRE INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO

Disponibilidades Sobre Instituições de Crédito no País

2003 2002
- Depósitos à Ordem 6.574 5.781
- Valores a Cobrar 37.872 72.300
- Outras Disponibilidades - -
44.446 78.081

Disponibilidades Sobre Instituições de Crédito no Estrangeiro

2003 2002
- Depósitos à Ordem 39.452 33.138
- Valores a Cobrar 1.433 2.280
40.885 35.418
Saldo Bruto 85.331 113.499
- Provisões 43 24
Saldo Líquido 85.288 113.475

c) PRÉMIOS DE EMISSÃO

Os Prémios de Emissão estão expressos no Balanço da Banif SGPS. SA, o qual resultou da alteração da firma social do antigo Banif – Banco Internacional do Funchal. SA, conforme referido na nota introdutória do capítulo VII, e referem-se a prémios de emissão resultantes dos aumentos de capital outorgados por escritura pública em 26 de Julho de 1988, 31 de Janeiro de 1989, 02 de Setembro de 1996, e de 29 de Setembro de 1998, de respectivamente, 19.952 mil euros, 12.470 mil euros, 2.494 mil euros, 23.658 mil euros, descontados da incorporação de reservas no Capital Social de 360 mil euros, resultantes da redenominação do Capital Social em Euros.

  • d) Não existem dívidas em situação de mora para com o Estado, Segurança Social e outros Organismos Públicos.
  • 2. Os critérios valorimétricos aplicados às diversas rubricas das contas consolidadas, bem como os métodos de cálculo das provisões e amortizações e o método de conversão utilizado para os elementos originariamente expressos em moeda estrangeira encontram-se discriminados no ponto 1.3.

3. DIFERENÇAS DE CONSOLIDAÇÃO

Cálculos efectuados na determinação das "Diferenças de Consolidação"

A rubrica "Diferenças de Consolidação" que integra o Balanço Consolidado, traduz a contribuição líquida para o Grupo Banif das empresas englobadas pelo método da consolidação integral, contribuição esta que é dada pela diferença entre o valor contabilístico da participação no Capital Social de cada empresa e a parte proporcional dos respectivos Capitais Próprios e Resultados Transitados, apurada na primeira consolidação.

As "Diferenças de Consolidação" estão discriminadas da seguinte forma (valores em milhares de euros):

Diferenças de Consolidação
Activas Passivas
Empresa – Filial Valor Bruto Amortiz. Valor
Liquido
Banif Leasing - Soc. Locação Fin. 188
FINAB– Int. Corp. Management Services. Ltd 3
Banif Securities Holding. Inc 2
Banif Investimentos SGPS. SA 4.722
Banco Comercial Açores 3.553
Banif Banco de Investimento. SA 755 755 0
Banif (Brasil) 21 3 18
Banif Information Technology Holdings 21 6 15
Banif Financial Services 1 0 1
Banif Açores SGPS 1.574 493 1.081
Banif Imobiliária. SA 20 18 2
Sociedade Imobiliária Piedade. SA 200 40 160
Banco Comercial dos Açores 15.355 5.793 9.562
Banif Crédito 9 8 1
Banif Primus 8.329 3.211 5.118
Banifundos 36 4 32
Com. Açores San José 26 3 23
26.347 10.334 16.013 8.468

A diferença de Consolidação do Banif Açores SGPS é apurada da seguinte forma:

Explicação da Diferença de Consolidação da Banif (Açores). SGPS. SA
(em milhares de euros)
Capital Social 25.075
Reservas 1
Resultados Transitados - 6.956
TOTAL 18.120
Apuramento da nova diferença de Consolidação(em milhares de euros)
a) 100% do valor da Situação Líquida da Banif (Açores). SGPS. S.A.
18.120
b) Valor Contabilístico da Participação na Banif (Açores). SGPS. S.A.
- 24.932
-6.812
c) Anulação de provisão existente para Partes de Capital em Empresas
Coligadas 4.846
-1.966
-100% Resultado do exercício da Banif (Açores).SGPS. SA 1.966
-Diferença Consolidação Actual 0
-Diferença da primeira Consolidação 1.413

Esta diferença resulta do processo de reestruturação do Grupo Banif donde resultou a venda das participações da Banif (Açores), SA, no Banco Comercial dos Açores, SA, e na Companhia de Seguros Açoreana. SA, pelo que se deverá considerar a Diferença da 1ª Consolidação àquela data. Assim, efectuaram-se movimentos nas contas de Capitais Próprios em consonância com esta realidade, conforme se descrimina a seguir:

- Capital Social à data da 1ª Diferença Consolidação 25.075
- Resultados Transitados à data da 1ª Consolidação - 641
24.434
- Custo do Investimento 23.021
1.413
- Capital Social à data da 2ª diferença Consolidação 25.075
- Resultados Transitados à data da 2ª Diferença Consolidação -7.567
17.508
- 10% dos Capitais Próprios 1.750
- Custo investimento 1.911
161
Total 1.574

A Diferença de Consolidação do Banif Açores SGPS será amortizada num prazo de 20 anos, tendo sido imputado ao exercício de 2003 a amortização de 78 mil euros.

A Diferença de Consolidação do Banco Banif Primus, SA, foi calculada da seguinte forma: Capitais Próprios Banco Banif Primus. SA

- Capital Social à data da 1ª Consolidação (51%) 17.264
- Reservas à data da 1ª Consolidação (51%) 358
- Resultados Transitados à data da 1ª Consolidação (51%) - 97
- Resultado do Exercício à data da 1ª Consolidação (51%) 612
18.137
- 51% dos Capitais Próprios 9.249
- Custo do Investimento 16.172
Diferença da 1.ª Consolidação 6.923
- Capital Social à data da 2ª Consolidação (15%) 16.336
- Reservas à data da 2ª Consolidação (15%) 416
- Resultados Transitados à data da 2ª Consolidação (15%) 1.239
- Resultado do Exercício à data da 2ª Consolidação (15%) -
17.991
- 15% dos Capitais Próprios 2.699
- Custos do Investimento 3.739
- Flutuação de Valores 86
Diferença da 2.ª Consolidação 1.126
- Capital Social à data da 3ª Consolidação (4%) 11.009
- Reservas à data da 3ª Consolidação (4%) 855
- Resultados Transitados à data da 3ª Consolidação (4%) - 530
-- Resultado do Exercício à data da 3ª Consolidação (4%) 1.27212.606
- 4% dos Capitais Próprios 504
- Custos do Investimento 796
- Flutuação de ValoresDiferença da 3.ª Consolidação - 106186
------- Capital Social à data da 4ª Consolidação (5%)Reservas à data da 4ª Consolidação (5%)Resultados Transitados à data da 4ª Consolidação (5%)Resultado do Exercício à data da 4ª Consolidação (5%)5% dos Capitais PrópriosCusto do investimento 94267291191-251567661
Diferença da 4.ª Consolidação 94
Total da diferença de consolidação 8.329

A Diferença de Consolidação do Banco Banif Primus, SA, será amortizada num prazo de 10 anos tendo sido imputado ao exercício de 2003 a amortização de 833 mil euros.

A diferença de Consolidação do Banco Comercial dos Açores. SA foi calculada da seguinte forma:

Situação Líquida do Banco Comercial dos Açores. SA

(em milhares de euros)
Capital Social 51.892
Reservas 7.707
Reservas de Reavaliação 2.190
Dif. Reavaliação Equivalência Patrimonial (Passiva) 2.721
Resultados Transitados 17.353
TOTAL 81.863
Apuramento da nova diferença de Consolidação(em milhares de euros)a) 99.57% do valor da Situação Líquida do Banco Comercial dos Açores,S.A. (79.143 milhares de euros X 99.57%)b) Valor Contabilístico da Participação no Banco Comercial dos Açores, 78.803
S.A. -70.622
c) Diferença de Consolidação (Actual) 8.181
1ª Diferença de Consolidação (Activa) 15.355
2ª Diferença de Consolidação
Aumento na participação (74.202 m.euros X 5.56%) 4.126
Custo do Investimento 3.284
Nova diferença de consolidação (Passiva) 842
3ª Diferença de Consolidação
Aumento na participação (74.202 m.euros X 5.77%) 4.281
Custo do Investimento 4.062
Nova diferença de consolidação (Passiva) 219

Nos termos das Normas Internacionais de Contabilidade 22, as diferenças de consolidação Passivas foram reconhecidas em Proveitos durante o exercício de 2002.

4ª. Diferença de Consolidação Aumento na participação (89.574 m. euros x 25.59%) 22.922 Custo do Investimento 15.898 Nova diferença de consolidação (passiva) 7.024 Valor reconhecido em diferenças de consolidação passivas 3.553

Valor reconhecido em proveitos do exercício 3.471

A nova diferença de consolidação passiva no montante de 3.553 mil euros corresponde a perdas futuras que se referem à contribuição extraordinária para fundos de pensões relativas a reformas antecipadas e à insuficiência de cobertura das responsabilidades por serviços passados de pessoal no activo em 31.12.1994, ou seja, deve ser reconhecido como proveito quando os gastos futuros forem reconhecidos. O montante de 3.471 mil euros é o excedente da nova diferença de consolidação relevados como proveitos do exercício.

A Diferença de Consolidação do Banco Comercial dos Açores. SA. será amortizada num prazo de vinte anos, tendo sido imputado ao Exercício de 2003 a amortização de 767 mil euros.

As diferenças de consolidação da Banif Crédito SFAC, S.A, foi calculada da seguinte forma:

Diferença de Consolidação actual 0
Diferença 1ª Consolidação 9
9

A diferença de consolidação da Banif Crédito SFAC, SA será amortizada em 10 anos, tendo sido imputado ao Exercício de 2003 a amortização de 0.9 mil euros.

Interesses Minoritários

A rubrica "Interesses Minoritários" refere-se ao valor proporcional dos Capitais Próprios das empresas incluídas na consolidação pelo método integral, correspondente à parte não detida pelo Grupo Banif.

Em 31 de Dezembro de 2003 esta rubrica é discriminada da seguinte forma: (valores em milhares de euros):

Interesses Minoritários
Empresa Participada
Banif Primus 2.247
Banif Cayman 12.710
Banco Comercial dos Açores 2.055
FINAB 14
Banif Inf. Tech. Holdings -15
Banif Securities Holdings 200
Econofinance -82
Banif Securities Inc 57
Banif Finance 25.000
42.186

Diferenças de Reavaliação-Equivalência Patrimonial

A rubrica "Diferenças de Reavaliação-Equivalência Patrimonial" resulta da diferença entre o valor contabilístico da participação nas empresas reavaliadas pelo método de equivalência patrimonial e o valor da proporção que os mesmos representam nos Capitais Próprios respectivos.

O valor apresentado no Balanço Consolidado do Grupo Banif por esta rubrica, desdobra-se como segue (valores em milhares de euros):

Diferenças de Equivalência Patrimonial
Activas Passivas
Valor Amortiz. Valor
Bruto Liquido
Banif Açor Pensões, SA 34 10 24 22
Companhia de Seguros Açoreana, SA - - - 3.579
Espaço Dez - Sociedade Imobiliária, Lda 4 3 1 -
Banif Rent 28
Investaçor 2.032 - 2.032
2.070 13 2.057 3.629

As Diferenças de Reavaliação-Equivalência Patrimonial estão a ser amortizadas pelo prazo de vida útil esperado dos investimentos, que se fixou em 10 anos.

4. ESTRUTURA DO GRUPO BANIF

A estrutura do Grupo Banif, o seu organigrama e a sua evolução no decorrer do exercício de 2003 encontram-se descritos no capítulo Actividade do Grupo Banif, deste Relatório e Contas.

5. EMPRESAS FILIAIS/COLIGADAS. INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO

Nome e Sede Participação doGrupo Banif Filiais que detema participação directa
Banif Imobiliaria. SAAv. José Malhoa. Lote 1792Lisboa 100% Banif SGPS.SA 100%
Soc. Imobiliaria Piedade. SAAv. José Malhoa. Lote 1792Lisboa 100% Banif Imobiliaria. SA 100%
Banifserv. ACERua de João Tavira. 30Funchal 100% A.C.E. (*)
Nome e Sede Participação doGrupo Banif Filiais que detema participação directa
Banif Comercial SGPS. SAAv. José Malhoa. Lote 1792Lisboa 100% Banif SGPS.SABanif Investimentos SGPS, SA 84.80%15.20%
Banif Investimentos SGPS. SARua de João Tavira. 30Funchal 100% Banif SGPS. SA 100%
Banif-Banco Internacional do Funchal. SARua de João Tavira. 30Funchal 100% Banif Comercial SGPS.SA 100%
Banif (Açores) SGPS. SARua Dr. José Bruno Tavares CarreiroEdifício Sol Mar - Ponta Delgada 100% Banif-Banco Internacional doFunchal. SA. SA 100%
Banco Comercial dos Açores. SARua Dr. José Bruno Tavares CarreiroEdifício Sol Mar - Ponta Delgada 99.57% Banif Comercial SGPS.SA 99.57%
Comercial dos Açores. Inc1645. Pleasant Street - Fall RiverMassachusetts - EUA 99.57% Banco Comercial dos Açores. SA 100%
Comercial dos Açores. Inc.2B 33rd North Street - San JoséCalifórnia . EUA 99.57% Banco Comercial dos Açores. SA 100%
Banif Leasing. SAAv. Columbano Bordalo Pinheiro Lt A – 81 2ºLisboa 100% Banif Comercial SGPS. SA 100%
Banif Crédito SFAC, SAAv. Columbano Bordalo Pinheiro Lt A – 81 2ºLisboa 100% Banif Comercial SGPS. SA 100%
Banco Banif Primus. SAAv. República do Chile. 230-9ºRio de Janeiro – Brasil 75% Banif Comercial SGPS. SA 75%
Banif Primus CorretoraAv. República do Chile. 230-9ºRio de Janeiro – Brasil 75% Banco Banif Primus. SA 100%
Banif Primus Asset ManagementAv. República do Chile. 230-9ºRio de Janeiro – Brasil 75% Banco Banif Primus. SABanif Primus Corretora 90%10%
Banif Banco de Investimento. SARua Tierno Galvan, Torre 3 – 14ºLisboa 100% Banif Investimentos SGPS. SA 100%
Banifundos, SARua Tierno Galvan, Torre 3 – 14ºLisboa 100% Banif Banco de Investimento. SA 100%
Nome e Sede Participação doGrupo Banif Filiais que detema participação directa
Banif Imo. SARua Tierno Galvan, Torre 3 – 14ºLisboa 100% Banif Banco de Investimento. SA 100%
Banif (Cayman) LtdP.O. Box 30124 GeorgetownGrand Cayman 100% Banif Investimentos SGPS. SA 100%
FINABGenesis Building. 3rd FloorPO Box 32338-SMBGeorgetown. Cayman Islands. BWI 60% Banif (Cayman) Ltd 60%
Banif Securities Holdings LtdGenesis Building. 3rd FloorPO Box 32338-SMBGeorgetown. Cayman Islands. BWI 85% Banif Investimentos SGPS. SA 85%
Banif Securities Inc1001 Brickell Bay DriveSuite 1712Miami. Fl. 33131 – USA 85% Banif Securities Holdings Ltd 100%
Banif (Brasil). LtdAlameda Jaú nº 389.14º sala 141São Paulo – Brasil 100% Banif-Banco Internacional do Funchal. SABanif Investimentos SGPS. SA 20%80%
Banif Inf. Tech. HoldingsGenesis Building-3rd FloorGrand Cayman 83.22% Banif Investimentos SGPS . SABanco Comercial dos Açores. SABanif (Cayman) LtdComp. Seguros Açoreana. SA 30%10%30%20%
EconofinanceAv. República do Chile. 230-8ºRio de Janeiro – Brasil 70.74% Banif Inf. Tech. Holdings 85%
Banif Finantial Services Inc1001 Brickell Bay DriveSuite 1712Miami. Fl. 33131- USA 100% Banif Investimentos SGPS. SA 100%
Banif Mortgage Company1001 Brickell Bay DriveSuite 1712Miami. Fl. 33131- USA 100% Banif Investimentos SGPS. SA 100%
Banif Seguros. SGPSAv. José Malhoa. Lote 1792Lisboa 100% Banif SGPS. SA 100%
NewcapitalRua Tierno Galvan, Torre 3 – 14ºLisboa 100% Banif Banco de Investimento. SA 100%
Banif International Asset ManagementGenesis Building, 3rd FloorP.O. Box 32338-SMB, Grand CaymanCayman Islands 100% Banif Banco de Investimento. SA 100%
(*) A Banifserv – ACE tem como agrupadas as seguintes empresas do Grupo Banif:
- Banif – Banco Internacional do Funchal, SA 50.0%
- Banco Comercial dos Açores, SA25.0%
- Companhia de Seguros Açoreana, SA10.0%
- Mundicre – Sociedade Financeira para Aquisições a Crédito, SA 2.5%
- Banif Banco de Investimento, SA 2.5%
- Banif Patrimónios – Soc. Gestora de Patrimónios, SA 2.5%
- Banifundos Soc. Gestora de Fundos de Inv. Mobiliários, SA 2.5%
- Banif Investimentos, SGPS, SA 5.0%

6. EMPRESAS FILIAIS/COLIGADAS. EXCLUÍDAS DA CONSOLIDAÇÃO

Nome e Sede Participação doGrupo Banif Filiais que detema participação directa
Companhia Seguros Açoreana. SALargo da Matriz. 45-52Ponta Delgada 62.72% Banif Seguros. SGPS. SABanco Comercial dos Açores. SA 52.31%14.07%
Banif Açor Pensões. SAR: Dr. José Bruno T. CarreiroEdifício BCA - 9º- Ponta Delgada 77.69% Banif Banco de Investimento. SABanco Comercial dos Açores. SACompanhia de Seguros Açoreana. SA 47.57%10.81%29.19%
Espaço DezAv. Barbosa du Bocage. 83 a 85 - 5ºLisboa 25% Banif Investimentos SGPS. SA 25%
Banif RentAv. Columbano Bordalo Pinheiro Lt A – 812º Lisboa 70% Banif Comercial SGPS, SA 70%

7. EMPRESAS INCLUIDAS NA CONSOLIDAÇÃO PELO MÉTODO PROPORCIONAL

Não existem empresas que tenham sido consolidadas pelo método proporcional.

8. EMPRESAS ASSOCIADAS

Não existem outras empresas. para além das já referidas nos pontos 5. e 6. cuja participação directa ou indirecta seja superior ou igual a 20%.

  • 9. No Balanço Consolidado figuram 1.573.060 mil euros de dívidas cujo prazo residual é superior a 5 anos, não havendo destas, dívidas contraídas pelo Grupo Banif.
  • 10. Os compromissos financeiros assumidos pelo Grupo Banif, relevados em contas extrapatrimoniais e não eliminados no processo de consolidação ascendem a 1.227.000 mil euros.

Destes, 5.406 mil euros são referentes a compromissos assumidos com o pagamento de pensões.

11. Elementos da demonstração de resultados ventilados por linha de negócio e por mercados geográficos (valores em euros)

Linha de Negócio

Corpurate finance Trading and Carretagens(rotalho) Barca deRotalho BancaComercial Pagamentosa liquidações Custodia Gestão deActivos Outros Reconciseção TOTAL
Juros e Provertos EquiparadosJuros e Custos Equiparados 439,236 102,150,40494,384,607 109,413,83366,836,981 167,771,77278,502,070 1,718,3282,670,714 74,520,52274,572,097 308,073,060165,912,175
Margern fisanceira 439,236 7,765,897 62,486,862 91,269,702 -962,386 -51,575 161,080,875
Comissões e outros proveitosComissões e outros custosRendimento de titulos.Lucios em operações financeiras. 4,618,56375,000 590,631367,46625,266,242101,761,87488,786,463 3,370,314661,484 27 ()18,6542,601,654 27,701,1695,319,454 13,592,429571,733 646,63814,000 371,19936,091 9,736,0666,082,130 11,632,3682,655,85223,782,071 76,113,28913,263,0791,473,171101,761,67469,786,463
Outros impostos 47,520 440,003 25,034 420,542 1,000,000,000 124,176 6,033 3,190 25,764 2,177,016
Produte bancárie 4,905,279 46,788,8340 2,683,076 76,283,3100 112,967,539 12,896,521O 626,606 331,912 2,675,786 32,807,010 226,181,951
Custos com Pesspal 1,680,226 13,338,520 781,594 22,234,604 32,738,221 3,703,546 182,533 96,588 505,923 75,251,855
Outros gastos administrativos 1,050,065 9,742,354 570,870 16,240,021 31,407,514 2,743,954 133,321 70,520 483,708 7,456,853 54,595,574
Cash Flow 2,204,988 22,707,960 1,330,612 37,808,686 48,421,804 6,449,020 310,751 164,505 1,676,154 25,150,157 95,524,422
Reposição e anulações provisões 15,972 7,603,667 5,412,823 5,018,208 3,612,370 1,963,144 19,699,895
Provisões do exercício 52,662 3,968,088 20,583,770 29,362,726 7,818,449 80,795,686
Amertização de exercício 305,813 3,366,367 196,814 5,586,677 7,139,145 952,918 45,917 24,322 1,050,389 19,577,183
Resultado de exploração 1,842,486 22,968,171 1,133,999 17,041,061 17,938,140 5,496,102 264,834 140,282 4,480,314 27.113.301 35,251,459
Ganhos/(perdas) extraordinários 5,783,996 -5,783,996
Resultados antes de imprestos 1,842,486 22,968,171 1,133,999 17,041,061 17,938,140 5,496,102 264,834 140,282 -10,264,310 27,113,301 29,467,463
Impasto sabre lacros 113,257 1,413,196 89715 1,047,589 1,102,747 337,873 16,251 6,524 0 4,109,301
Resultado líquido da exercicio 1,729,218 21,574,973 1,064,206 15,983,462 16,036,393 5,155,229 248,553 131,666 -10,254,510 27,113,301 25,350,162

Mercados Geográficos

Portugal Resto da UniãoEuropeia Resto daEuropa América doNorte AméricaLatina Ásia África Resta doMunda Outros Reconciliação TOTAL
Juros e Proveitos Equiparados 328,018,153 3 36,107,494 17,367,895 74,520,522 306,973,020
Juros e Custos Equiparados 187,646,879 31,199,902 11,637,493 74,572,097 155,912,173
Margem financeira 140,371,276 ) 4,907,592 5,730,402 -61,575 151,060,847
Comissões (proveito) e autros proveitos 78,763,501 4,659,725 4,222,429 11,532,366 76,113,289
Comissões (custo) e outros custos 10,799,918 4,474,916 644,100 l 2,655,852 13,263,080
Rendimento de títulos 24,216,481 79,953 968,805 l 23,792,068 1,473,171
Lucros em operações financeiras 55,958,012 1,253,607 44,550,258 l 152300000 101,761,877
Prejulzos em operações financeiras 42,652,369 i 483,269 45,650,830 l 88,786,464
Outres impostes 1,026,943 3 300,446 850,427 2,177,B16
Produto bancário 244,830,048 3 5,542,245 B,326,537 32,617,007 226,181,624
Custos com Pessoal 69,662,390 i 2,208,902 3,390,565 5500000000 75,261,857
Outros gastos administrativos 55,381,541 2,178,354 4,892,530 7,456,853 54,995,572
Resultado da Actividade Bancária 119,786,117 1,254,990 43,442 25,160,154 95,924,396
Reposição e anulações provisões 20,372,290 ) 1,290,752 1,963,144 19,699,896
Provisões do exercício 58,640,726 2,154,967 60,795,695
Amertização de exercício 19,157,741 209,443 209,965 19,577,149
Resultado de exploração 62,369,938 } 181,332 166,523 27,123,298 35,251,449
Ganhos (perdas) extraordinários -5,156,562 -521,508 -105,916 -5,783,986
Resultados antes de impostos 57,203,376 702,840 -60,607 27,123,298 29,467,463
Imposta sobre lucros 3,687,021 8,557 213,723 VIII (1.25.25) 4,109,301
Resultado liquido do exercício 53,316,358 694,283 -274,330 27,123,298 25,358,162

12. O Grupo Banif apresentava. no final do exercício de 2003, o seguinte quadro de pessoal distribuído pelas várias categorias profissionais:

2003 2002
-Direcção 165 150
-Técnicos 546 478
-Quadros Intermédios 390 377
-Administrativos 1085 1.130
-Outros 40 50
2.226 2.185
Nr. Médio de efectivos no ano 2.217 2.159

Os quadros de pessoal da Companhia de Seguros Açoreana, SA, Banif Açor Pensões, SA e Banif Rent (não incluídos nos números indicados) discriminam-se da seguinte forma :

2003 2002
Companhia de Seguros Açoreana, SA 581 590
Banif Açor Pensões, SA 2 2
Banif Rent 7 -
590 592

13. Não existem empresas do Grupo Banif que sejam consolidadas pelo método proporcional.

14. CARGA FISCAL

As diferenças entre a carga fiscal imputada ao exercício e aos dois exercícios anteriores e a carga fiscal paga referente aos mesmos são:

Carga Fiscal
Exercício Imputada Paga Diferença
2001 5.313 5.047 266
2002 9.213 4.933 4.280
2003 4.109 2.736 1.373

15. REMUNERAÇÃO DOS ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO

As remunerações dos Órgãos de Administração e Fiscalização, considerando as responsabilidades de empresas dominadas directa ou indirectamente por membros do órgão de administração e fiscalização, o seu total em 31 de Dezembro de 2003, eleva-se a 3.262 mil euros.

Os membros do Conselho de Administração do Banif SGPS, S.A., auferiram uma remuneração total de 2.636 mil euros, pelo desempenho das funções nos órgãos de administração do Banif (Cayman), Ltd, do Banco Comercial dos Açores, SA, da Companhia de Seguros Açoreana, S.A., da Banif Crédito SFAC, SA, da Banif Leasing, SA, do Banif – Banco de Investimento, SA, da Banifundos, SA,do Banif – Banco Internacional do Funchal, SA e da Banif SGPS, SA.

Os membros do órgão de fiscalização do Banif SGPS, SA(excluindo os respectivos ROC'S) auferiram uma remuneração total de 75 mil euros pelo desempenho das funções no órgão da fiscalização do Banif – Banco Internacional do Funchal, SA e do Banco Comercial dos Açores, SA.

Existem 5.326 mil euros de compromissos surgidos ou contratados em matéria de pensões de reforma para antigos membros dos Órgãos supracitados.

Não existem quaisquer créditos concedidos aos membros destes órgãos, para além dos que resultam de políticas de pessoal e para fins sociais.

16. Não existem quaisquer créditos concedidos aos membros destes órgãos, para além dos que resultam de políticas de pessoal e para fins sociais.

17. a) FORMAÇÃO DO RESULTADO CONSOLIDADO

O resultado consolidado do Grupo Banif. foi determinado da seguinte forma:

2003 2002
Banif SGPS, SA 12.443 (1.083 )
Banif Comercial SGPS, SA 12.219 1.199
Banif Investimentos SGPS, SA (9) 3.235
Banif Seguros SGPS, SA (25) (10)
Banif – Banco Internacional do Funchal, SA 23.190 14.245
Banco Comercial dos Açores, SA 5.040 5.575
Companhia de Seguros Açoreana, SA 6.718 5.092
Banif Banco de Investimento, SA 2.271 1.244
Banif (Açores) SGPS, SA 1.966 611
Banif (Cayman) Ltd 354 105
Banif Açor Pensões, SA 81 11
Banif (Brasil), SA 7 (12 )
Banif Financial Services Inc (26) (86 )
Banif Imo, SA 671 206
Banif Imobiliária, SA 313 17
Banif Inf. Tech. Holdings (69) (40 )
Banif Mortage Company 156 (33 )
Banco Banif Primus (237) 689
Banif Securities Holding Ltd (227) (57 )
Banif Securities Inc (351) (622 )
Banifundos 87 26
Com. Açores – Fall River (6) (8 )
Com. Açores – San José 0 0
Econofinance SA (105) (118 )
Espaço Dez 116 (123 )
FINAB 1 2
Banif Crédito SFAC, SA 406 489
Banif Leasing SA 89 435
Sociedade Imobiliária Piedade (14) (20 )
Banif Finance (45) -
Banif Rent (179) -
Newcapital 17 -
Banif Inter. Assent Management 5 -
64.857 30.969
Ajustamentos ao resultado líquido do Grupo
Anulações Provisões (1.418) (793 )
Anulação dividendos e outras operações
entre grupo (36.368) (8.840 )
Amortização diferenças de consolidação (1.713) (468 )
(39.499) (10.101)

Resultado consolidado 25.358 20.868

  • b) Na sequência do regulamento do Conselho e do parlamento Europeu n.º 1606/2002. de 19 de Julho de 2002, relativo à aplicação das Normas Internacionais de Contabilidade, o Grupo Banif desenvolveu, em 2003. com apoio de consultor externo independente, um diagnóstico global das divergências entre as políticas contabilísticas actuais do Grupo e as referidas Normas Internacionais de Contabilidade (IAS/IFRS). Ainda no âmbito deste diagnóstico, foi elaborado um Plano de Acções de Alto Nível que servirá de base ao desenvolvimento dos planos de implementação detalhados para a adopção das IAS/IFRS pelo Grupo Banif.
  • c) Conforme foi devidamente referido nas notas às contas do exercício de 2002, foram detectadas em Fevereiro de 2003, pelos serviços de auditoria e inspecção do Banif – Banco Internacional do Funchal, SA, irregularidades praticadas numa Agência do Banco, cuja avaliação rigorosa foi concluída durante o exercício de 2003, relativamente aos montantes envolvidos e respectivo prejuízo para o Banco, tendo este ascendido a 10,8 milhões de Euros, depois de ter sido recebida uma indemnização de 5 milhões de Euros relativa ao seguro existente no Banco para este tipo de situações.

Ao nível do Banco Comercial dos Açores foi, igualmente, detectada pelos respectivos serviços de inspecção e auditoria em Outubro de 2003, uma fraude que envolveu irregularidades praticadas por um responsável de uma Agência do Banco e que após o apuramento do montante envolvido, originou perdas de 4,2 milhões de Euros, não havendo, neste caso, seguro que cobrisse tal situação.

As referidas fraudes ocorridas no Banif e no BCA, encontravam-se totalmente resolvidas no final de 2003, tendo-se apurado um prejuízo global de 15 milhões de Euros, que se encontra integralmente contabilizado na rubrica de Perdas Extraordinárias da Demonstração de Resultados Consolidada de 2003 do Grupo Banif, bem como, nas contas de exploração dos respectivos Bancos.

Salienta-se ainda que estes actos foram objecto de queixa crime apresentada nos respectivos Departamentos de Investigação Criminal.

2. Demonstração de Fluxos de Caixa

2.1 Individual

(Expresso em milhares euros)
1.FLUXOS DE CAIXA DAACTIVIDADE OPERACIONAL Dez-03
1.1 Resultado da Exploração Lucro do Exercício 12.443
Amortizações do Exercício 86
Lucros Excepcionais, Líquidos 7.104
19.633
1.2 Variações nos Activos ePassivos Operacionais Dez-03
Aumento de Outros Activos -87.276
Variações em Contas de Regularização activas -1.443
Variações em Contas de Regularização passivas -2.363
Redução de Recursos de Outras Instituições de Crédito -100.000
Aumento de Recursos de Clientes 140.000
Aumento de Outros Passivos 267
Total de Fluxos de Caixa da Actividade Operacional -50.815
-31.182
2.FLUXOS DE CAIXA DAACTIVIDADE INVESTIMENTO Dez-03
Variação em Participações Financeiras 42.900
Total de Fluxos de Caixa da Actividade Investimento 42.900
3.FLUXOS DA ACTIVIDADEFINANCIAMENTO Dez-03
Dividendos distribuídos,ref.ao Exercício de 2002 -7.500
Ganhos Excepcionais -7.104
Total de Fluxos de Caixa da ActividadeFinanciamento -14.604
-2.886
4.FLUXOS DE CAIXA EEQUIVALENTES Caixa e seus equivalentes no inicio do período 3.826
Caixa e seus equivalentes no fim do período 940
-2.886

2. Demonstração de Fluxos de Caixa

2.2 Consolidado

(Expresso em milhares euros)
1.FLUXOS DE CAIXA DAACTIVIDADE OPERACIONAL Dez-03
1.1 Resultado da Exploração Lucro do Exercício 25.358
Provisões para Credito Vencido 40.872
Outras Provisões 19.924
Amortizações do Exercício 19.577
Dotação para Impostos 4.109
Lucros Excepcionais, Líquidos 11.253
Interesses Minoritários 1.267
Resultado de empresas Excluidas da Consolidação -6.736 115.624
1.2 Variações nos Activos e Dez-03
Passivos Operacionais Redução de Aplicações em Outras Instituições de Crédito 647.502
Aumento de Aplicações em Títulos -131.669
Redução de Crédito a Clientes 17.817
Aumento de Outros Activos -19.831
Variações em Contas de Regularização activas -63.035
Variações em Contas de Regularização passivas 58.411
Redução de Recursos de Outras Instituições de Crédito -633.906
Aumento de Recursos de Clientes 185.140
Aumento de Outros Passivos 2.065
Total de Fluxos de Caixa da Actividade Operacional 62.494178.118
2.FLUXOS DE CAIXA DAACTIVIDADE INVESTIMENTO Dez-03
Aquisição de Imobilizado -32.830
Reavaliação de Imobilizado 0
Alienação de Imobilizado (liquido) 30.042
Regularizações em Imobilizado 253
Variação em Participações Financeiras -16.813
Dif. de Consolid. e de Reav.de Equival. Patrimonial ACTIVAS -2.175
Dif. de Consolid. e de Reav.de Equival. Patrimonial PASSIVAS 1.760
Amort. Exerc Dif. Consol. e Reav.de Equival.Patrimonial -3
Amort. Exerc Dif. Primeira Consol. (Goodwill) -1.714
Mais Valias obtidas na venda de ImobilizadoInteresses Minoritários -4.34817.612
-8.216
3.FLUXOS DA ACTIVIDADEFINANCIAMENTO Dez-03
Dividendos distribuídos,ref.ao Exercício de 2002 -7.500
Utilização e Reposição de Provisões -55.119
Variações Cambiais em Provisões -129
Dotação p/ Impostos s/Lucros do Exercicio de 2003 -4.109
Resultado de Empresas Excluídas da Consolidação 6.736
Ganhos Excepcionais -11.253
Aumento de Capital 0
Aumento de Reservas de Reavaliação 0
Passivos Subordinados 0
Outras Variações na Situação Liquida(folha anexa) 4.091
-67.283102.619
4.FLUXOS DE CAIXA E
EQUIVALENTES Caixa e seus equivalentes no inicio do períodoCaixa e seus equivalentes no fim do período 259.768362.387

3. Demonstração de Resultados por Funções

3.1 Individual

(Expresso em milhares de Euros)
1. Margem financeira2. Provisões para riscos de crédito -3.3840
3 . Margem financeira líquida -3.384
4. Comissões líquidas5. Outros resultados de exploração líquidos -251-326
6. Margem de serviços -577
7. Rendimentos de títulos8. Resultados consolidados pelo método da equivalência patrimonia9. Resultados de operações financeiras10. Provisões para depreciação de títulos11. Amortização do "goodwill" 9.9600000
12. Resultado operacional antes dos custos de transformação 5.999
13. Custos com pessoal14. Outros custos administrativos15. Amortizações 12744786
16. Custos de transformação 660
17. Resultado operacional 5.339
18. Outras provisões19. Resultados na alienação de participações financeiras20. Outros resultados extraordinários21. Resultado antes de impostos e de interesses minoritários 007.10412.443
22. Impostos 0
23. Interesses minoritários 0
24. Resultado líquido25. Resultado por acção 12.4430,31
Outros Proveitos / Total de ProveitosCustos Transformação / Total de Proveitos 125,8%5,0%

3. Demonstração de Resultados por Funções

3.2 Consolidado

1. Margem financeira151.0612. Provisões para riscos de crédito38.9483 . Margem financeira líquida112.1134. Comissões líquidas35.4095. Outros resultados de exploração líquidos25.263 1.473
6. Margem de serviços60.672
7. Rendimentos de títulos
8. Resultados consolidados pelo método da equivalência patrimonial6.736
9. Resultados de operações financeiras12.976
10. Provisões para depreciação de títulos 3.571
11. Amortização do "goodwill" 1.714
12. Resultado operacional antes dos custos de transformação188.685
13. Custos com pessoal75.262
14. Outros custos administrativos54.996
15. Amortizações17.863
16. Custos de transformação148.121
17. Resultado operacional40.564
18. Outras provisões-1.423
19. Resultados na alienação de participações financeiras 0
20. Outros resultados extraordinários-11.253
21. Resultado antes de impostos e de interesses minoritários30.734
22. Impostos 4.109
23. Interesses minoritários-1.267
24. Resultado líquido25.358
25. Resultado por acção 0,63
Outros Proveitos / Total de Proveitos31,9%
Custos Transformação / Total de Proveitos66,8%

VII. RELATÓRIO SOBRE O GOVERNO DA SOCIEDADE

A informação que segue, relativa ao Governo da Sociedade, integra-se no disposto no Regulamento nº7/2001 da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

CAPÍTULO 0

Declaração de cumprimento

Em conformidade com Capítulo 0 do Anexo ao Regulamento 7/2001 da CMVM informa -se sobre as recomendações da CMVM sobre governo das sociedades adoptadas e não adoptadas.

I – Divulgação de informação

  1. Em virtude de os contactos por parte de investidores serem em número muito reduzido, não se encontra criado um gabinete de apoio ao investidor, sendo as questões colocadas respondidas directamente pelo Conselho de Administração ou pelo Secretário da Sociedade.

II – Exercício do Direito de Voto e Representação de Accionistas

  1. Nos termos do artº 17º dos estatutos da sociedade, "A participação e o exercício do direito de voto dos accionistas nas Assembleias Gerais, uma vez satisfeitos os demais requisitos da lei, dependem da escrituração em seu nome de acções que confiram direito a, pelo menos, um voto, até 8 (oito) dias, inclusive, antes da data marcada para a respectiva reunião, devendo as respectivas acções manter-se averbadas ou registadas, pelo menos, até ao encerramento da reunião da Assembleia Geral" (nº3.) e "Salvo no que respeita às deliberações sobre a alteração do Contrato de Sociedade e eleição dos titulares dos órgãos sociais, os accionistas não poderão exercer por correspondência o seu direito de voto nas Assembleias Gerais"(nº5.). Afigura-se assim existir um ligeiro diferencial entre o disposto no nº3 do artº 17º dos estatutos quanto ao bloqueamento das acções (8 dias), com o disposto na alínea 2. a) das recomendações (máximo de 5 dias úteis).Em razão do teor do artº 17º nº5. dos estatutos, acima transcrito, não é adoptada a recomendação constante do nº2 b). Quanto à alínea c) do nº2 das recomendações, a recomendação é adoptada na medida em que tem sido estabelecida a aceitação de votos por correspondência até ao último dia útil anterior à realização da Assembleia Geral. A explicitação circunstanciada dos procedimentos para o voto por correspondência, sem recurso a boletim de voto préexistente, tem constado do aviso convocatório das assembleias, ao mesmo tempo que não se verificou até ao presente qualquer situação de voto por correspondência, pelo que a existência de boletins de voto não se tem afigurado efectivamente necessária.

III – Regras Societárias

    1. A sociedade tem um Comité de Risco, conforme adiante detalhado, pelo que se considera adoptada a recomendação constante do ponto III 3.
    1. Não se encontram adoptadas medidas para impedir o êxito de ofertas públicas de aquisição pelo que a recomendação respeitante a este ponto não se mostra aplicável.

IV. Órgão de Administração

    1. A recomendação constante deste ponto encontra-se adoptada.
    1. A recomendação constante deste ponto encontra-se adoptada.
    1. Atenta a exclusiva actividade de holding da sociedade e não dispondo de empregados, a criação de comissões de controlo internas para avaliação da estrutura e governo societários não se tem evidenciado como necessidade.
    1. A remuneração dos membros do órgão de administração permite o alinhamento dos respectivos interesses com o interesse da sociedade. Não é adoptada a divulgação anual, em termos individuais, das remunerações dos membros do órgão de administração, considerando-se que o acréscimo de transparência que de tal prática poderia eventualmente advir não seria compensado pelos inconvenientes da mesma resultantes, sendo também pouco provável que viesse permitir uma efectiva avaliação do desempenho de cada sector da sociedade.
    1. Esta recomendação não é integralmente adoptada em virtude do explicitado no Capitulo I, nº9, abaixo.
    1. Não aplicável em virtude de não terem sido estabelecidos planos de atribuição de acções ou de opções de aquisição de acções.

V – Investidores Institucionais

Não aplicável.

CAPÍTULO I Divulgação de informação

1. Organigrama

Conforme diagrama de participações do Grupo Banif constante do inicio do Relatório e Contas 2003, na dependência da Banif SGPS, SA encontram-se 3 Sociedades Gestoras de Participações Sociais: a Banif Comercial SGPS, SA, a Banif Investimentos SGPS, SA e a Banif Seguros, SGPS, SA, sub holdings, respectiva e essencialmente, para as áreas da banca comercial, de investimento e seguros.

O Conselho de Administração da Banif SGPS, SA integra membros dos Conselhos de Administração das principais empresas do Grupo, das 3 áreas de actividade acima mencionadas, assegurando a coordenação e gestão centralizada do conjunto das empres as do Grupo Banif. Neste sentido foram criados diversos Comités e Gabinetes, dependentes do Conselho de Administração e integrados por Administradores de diferentes empresas do Grupo, conforme representado no diagrama seguinte:

Conselho de Administração e Orçamento de Compras Comité de Cross Selling Gabinete Técnico e Administrativo Comité de Planeamento Estratégico Gabinete de Comunicação e Imagem Comité de Risco Comité Banif - SGPS, SA

BANIF SGPS, SA

ESTRUTURA - CORPORATE GOVERNANCE

2. Comissões específicas

Não foram criadas comissões específicas na sociedade.

3. Sistema de controlo de riscos

Conforme consta do diagrama inserto no ponto 1. a sociedade instituiu um Comité de Risco, o qual é composto por um membro do Conselho de Administração da Banif SGPS, SA e por Directores de Risco das instituições bancárias do Grupo, tendo por missão a gestão do risco nas suas vertentes de crédito, operacional e de mercado.

A gestão do risco de crédito processa-se, designadamente, através da definição de limites globais em função de critérios diversificados, definição dos níveis de rendibilidade mínimos e esperados, definição e avaliação de metodologias de medição de risco, nomeadamente modelos de rating e scoring, definição de políticas globais de concessão, acompanhamento e recuperação de crédito, análise do risco inerente a produtos e actividades, análise das condições macro-económicas, análise de cenários e suas eventuais repercussões no risco de crédito e análise dos diversos limites de exposição estipulados.

No âmbito da gestão do risco operacional, procede-se à definição da respectiva estratégia, à definição das políticas internas globais de risco operacional, à definição e avaliação de ferramentas de avaliação, medição e controlo de risco operacional, à avaliação do risco implícito em novos produtos, actividades, processos e sistemas e à análise dos mecanismos de mitigação.

Finalmente, no âmbito do risco de mercado procede-se igualmente à definição da respectiva estratégia global, à definição de políticas, procedimentos e metodologias comuns à definição de limites globais de exposição, em função de critérios diversificados e á análise de performance e avaliação dos diferentes níveis de exposição, face aos limites globais estabelecidos

4. Evolução da cotação das acções

As acções da Banif – SGPS, SA foram transaccionadas em 230 das 255 sessões normais da Euronext Lisboa, tendo-se transaccionado, durante o ano, cerca de 1,7 milhões de acções num valor total de cerca de 8,1 milhões de Euros, o que se traduziu numa média de cerca 6,5 milhares de acções do Banif transaccionadas diariamente. A capitalização bolsista das acções da Banif – SGPS, SA admitidas à cotação era de 244 milhões de Euros em 31 de Dezembro de 2003, o que representava 0,84% da capitalização bolsista das acções cotadas no mercado de cotações oficiais da Euronext Lisboa, naquela data.

Em 18 de Março e em 26 de Setembro de 2003 foram publicados os anúncios com a divulgação dos resultados consolidados do ano de 2002 e do 1º semestre de 2003, respectivamente. Os resultados consolidados relativos aos 1º e 3º trimestre de 2003 foram divulgados em 30 de Abril e 29 de Outubro de 2003, respectivamente.

A partir de 17 de Abril de 2003, na sequência do deliberado na Assembleia Geral de Accionistas de 31 de Março de 2003, foi colocado à disposição dos accionistas um dividendo ilíquido, por acção, referente ao exercício de 2002, de 0,250 Euro, tendo as acções negociado sem direito a dividendo a partir do dia 14 de Abril. O valor líquido deste dividendo foi de 0,200 Euro, por acção, detida por residentes e de 0,175 Euro, por acção, detida por não residentes.

Em virtude da celebração de um contrato-promessa de aquisição de 799.793 acções representativas de 1,99% do capital social da Banif – SGPS, SA, ao preço unitário de 5 Euros, a Rentipar – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA? ultrapassou, nos termos do Artº 20º do Código dos Valores Mobiliários, 50%

? Por escritura pública de 11/12/2003, a sociedade Rentipar SGPS, SA alterou a sua denominação social para Rentipar Financeira SGPS, SA.

do capital social e dos direitos de voto da Banif – SGPS, S.A., ficando obrigada ao lançamento de Oferta Pública de Aquisição sobre a totalidade das acções representativas do capital social da Banif – SGPS, SA.

Em consequência da obrigatoriedade de lançamento de Oferta Pública Geral de Aquisição sobre as acções emitidas pela Banif – SGPS, SA, a qual foi objecto de anúncio preliminar no dia 5 de Junho de 2003, a Rentipar ficou igualmente obrigada ao lançamento de Oferta Pública Geral de Aquisição sobre as acções emitidas pelo Banco Comercial dos Açores, SA.

Atendendo à posição da Banif – SGPS, SA enquanto accionista dominante do Banco Comercial dos Açores, SA e, questionada pela Rentipar - SGPS, SA quanto ao eventual interesse em, directamente ou através de sociedade por si dominada, substituir-se a esta última, nos termos do nº 2 do Artº 191º do Código dos Valores Mobiliários, no lançamento da supra referida Oferta Pública Geral de Aquisição sobre a totalidade das acções emitidas pelo Banco Comercial dos Açores, SA, a Banif – SGPS, SA deliberou delegar, na sua qualidade de accionista único e em substituição da Rentipar - SGPS, SA, na Banif Comercial – SGPS, SA a obrigação de lançamento da referida Oferta Pública Geral de Aquisição.

Nesse sentido, a Banif Comercial – SGPS, SA procedeu à publicação do Anúncio Preliminar da Oferta Pública Geral de Aquisição sobre a totalidade das acções representativas do capital social do Banco Comercial dos Açores, SA no dia 28 de Junho de 2003.

Em 3 de Setembro de 2003 foi divulgado o relatório previsto no nº1 do Artº 181 do Código dos Valores Mobiliários, em que o Conselho de Administração da Banif – SGPS, SA considerou oportuna a Oferta Pública Geral de Aquisição e adequada a contrapartida proposta.

Neste contexto, no dia 24 de Setembro de 2003, foi publicado o Anúncio de Lançamento da Oferta Pública de Aquisição Geral e Obrigatória sobre 19.914.688 acções da Banif – SGPS, SA, ao preço unitário de 5 Euros, tendo como co-oferentes a Rentipar - SGPS, SA e a FINPRO – Infraestruturas, SGPS, SA, entidade que foi convidada pela Rentipar - SGPS, SA para a substituir, parcialmente, no cumprimento do dever legal que esteve na origem da oferta, convite que esta entidade aceitou, numa óptica de investimento financeiro.

Esta Oferta Pública de Aquisição decorreu entre o dia 26 de Setembro e o dia 9 de Outubro de 2003, tendose realizado no dia 10 de Outubro de 2003 a sessão especial de bolsa da Euronext Lisboa de apuramento de resultados e que se traduziu na aquisição pela Rentipar - SGPS, SA de um total de 6.362.186 acções da Banif – SGPS, SA, não tendo a FINPRO – Infraestruturas, SGPS, SA adquirido qualquer acção.

Conforme referido no prospecto da oferta e tendo em conta as características da mesma, nunca foi intenção dos co-oferentes recorrer à aquisição potestativa prevista no nº 1 do Artº 194º do Código dos Valores Mobiliários, no caso de adquirirem mais de 90% do capital e dos direitos de voto da Banif – SGPS, SA, nem que esta sociedade viesse a perder a qualidade de sociedade com o capital aberto ao investimento do público, estatuto que, assim, mantém.

Em resultado desta oferta e de transações de mercado entretanto efectuadas, a Rentipar - SGPS, SA anunciou em 13 de Outubro de 2003 que, naquela data, detinha uma participação qualificada (considerando as acções incluídas por força do disposto no nº 1 do Artº 20º do Código dos Valores Mobiliários) de 26.668.693 acções, que correspondem a 66,67% do capital social da Banif – SGPS, SA.

O anúncio definitivo da Oferta Pública de Aquisição pela Banif Comercial - SGPS, SA sobre as acções do Banco Comercial dos Açores, SA ainda não detidas por esta sociedade, foi publicado em 14 de Novembro de 2003 e a oferta decorreu entre 17 e 28 de Novembro de 2003. No dia 3 de Dezembro de 2003 realizou-se a sessão especial de bolsa da Euronext Lisboa de apuramento de resultados, que se traduziu na aquisição pela Banif Comercial - SGPS, SA de um total de 2.502.737 acções do Banco Comercial dos Açores, SA ao preço unitário de 6 Euros. Após esta oferta a Banif Comercial - SGPS passou a deter directamente 10.327.010 acções do Banco Comercial dos Açores, SA, representativas de 99,5% do respectivo capital social.

O gráfico seguinte representa a evolução comparativa das cotações das acções do Banif e o índice PSI do sector da intermediação financeira (Índice PSI 209) entre 2 de Janeiro de 2003 e 30 de Janeiro de 2004.

Evolução Comparativa da Cotação das Acções da Banif - SGPS, SA vs. Índice Sectorial (Valores Diários)

5. Política de distribuição de dividendos

As acções representativas do capital social do Banif encontram-se admitidas à cotação no mercado de cotações oficiais da Euronext Lisboa (anteriormente designada por Bolsa de Valores de Lisboa), desde Novembro de 1992.

Em 1 de Abril de 2002, em virtude da operação de restruturação do Grupo Banif implementada naquela data, a denominação social da entidade com acções admitidas à cotação passou a ser Banif - SGPS, SA.

No decurso de 2002 foi realizado um aumento do capital social desta sociedade de 50 milhões de Euros, passando o mesmo de 150 para 200 milhões de Euros, através da emissão de 10 milhões de novas acções, com o valor nominal unitário de 5 Euros. Estas novas acções, que não tinham direito ao dividendo referente ao exercício de 2002, foram admitidas à negociação no mercado de cotações oficiais da Euronext Lisboa, em 11 de Fevereiro de 2003.

Assim, desde 11 de Fevereiro de 2003, estiveram admitidas à cotação um total de 40 milhões de acções ordinárias, nominativas e escriturais, com o valor nominal de 5 Euros, divididas em 2 espécies de acções, de acordo com o facto de possuírem, ou não, o direito ao dividendo relativo ao exercício de 2002. A partir de 14 de Abril de 2003, com o início da negociação das acções do Banif sem direito a esse dividendo, aquelas duas espécies passaram a ser fungíveis, pelo que passou apenas a existir 1 espécie de acções admitidas à cotação.

A tabela seguinte apresenta a evolução dos principais indicadores relativos ao comportamento e avaliação bolsista das acções do Banif nos últimos 5 anos, tomando por referência os valores contabilísticos consolidados:

31-12-1999 31-12-2000 31-12-2001 31-12-2002 (Euros)31-12-2003
Nº de Acções Emitidas 30.000.000 30.000.000 30.000.000 40.000.000 40.000.000
Nº de Acções Admitidas à Cotação 30.000.000 30.000.000 30.000.000 30.000.000 40.000.000
Cotação (€) 7,50 7,01 6,40 4,89 6,10
Capitalização Bolsista (€ 10^3) 225.000,0 210.300,0 192.000,0 146.700,0 244.000,0
Resultado Líquido por Acção (€) 0,5086 0,5664 0,6694 0,5217 0,6340
Cash Flow por Acção (€) 1,8486 1,8700 2,2993 2,0831 2,3981
Valor Contabilístico por Acção (€) 7,6616 7,9508 8,2608 7,7197 8,1919
Cotação / Valor Contabilítico (PBV ) 0,98 0,88 0,77 0,63 0,74
Cotação / Cash Flow (PCF) 4,06 3,75 2,78 2,35 2,54
Cotação / Res.Líquido p/Acção (PER ) 14,75 12,38 9,56 9,37 9,62
Dividendo Bruto por Acção (€) 0,2200 0,3000 0,3000 0,2500 0,2500
Dividendo Líquido por Acção (€) 0,1760 0,2250 0,2400 0,2000 0,2125
Dividendos Brutos / Resultado Líquido 43,3% 53,0% 44,8% 35,9% 39,4%
Dividendo p/Acção / Valor Contab.Médio 2,84% 3,84% 3,70% 3,13% 3,14%
Dividendo p/Acção / Cotação Média 2,96% 3,85% 4,57% 4,22% 5,09%

6. Planos de atribuição de acções e de atribuição de opções de aquisição de acções

Não se encontram instituídos na sociedade planos com estas características.

7. Negócios e operações com membros dos órgãos sociais, titulares de participações qualificadas e sociedades em relação de domínio ou de grupo

Na sequência do processo de reestruturação orgânica do Grupo Banif iniciado em finais de 2001, com vista à prossecução do objectivo de concentração das participações sociais em função das áreas de negócio e pretendendo-se dar início a uma 2ª fase do processo de reestruturação com o objectivo de incrementar a eficiência da gestão e planeamento a nível do Grupo, foi deliberado em 26/11/2003, com os votos favoráveis de todos os administradores, proceder à alienação de 8.512.000 acções representativas de 15,2% do capital social da Banif Comercial SGPS, S.A., das quais a Banif SGPS, SA era única e legítima titular, à Banif Investimentos SGPS, S.A. Esta operação, sujeita à prévia autorização do Banco de Portugal, concretizou-se em 31/12/2003, pelo valor de € 5,90 por acção.

Ainda no âmbito deste ponto, refere-se que em 18/12/2003 foi deliberado solicitar à Rentipar SGPS, SA, titular de uma participação qualificada no capital da sociedade, um financiamento até € 20.000.000,00, para apoio de tesouraria, com início em 30 de Dezembro de 2003 e vencimento até 1 ano, à taxa de juro EURIBOR trimestral acrescida de 1,25% e sendo os juros calculados diariamente sobre o capital em dívida e pagos trimestralmente.

8. Gabinete de Apoio ao Investidor

Não existe actualmente um gabinete com funções específicas de apoio ao investidor, sendo aquele apoio, quando necessário, prestado directamente pelo Conselho de Administração ou através do Secretário da

Sociedade. O Sítio da sociedade na Internet é www.grupobanif.pt. O representante para as relações com o mercado é o Senhor Dr. Carlos David Duarte de Almeida, Vice Presidente do Conselho de Administração da Sociedade.

9. Comissão de Remunerações

A Comissão de Remunerações eleita para o triénio 2003-2005 é composta pela Rentipar SGPS, SA, pela Vestiban – Gestão e Investimentos, SA e pela Renticapital – Investimentos Financeiros, SA, sendo estas sociedades representadas, respectivamente, pela Senhora Dra. Teresa Henriques da Silva Moura Roque, pelo Senhor Dr. Carlos Gomes Nogueira e pelo Senhor Vítor Hugo Simons. A Senhora Dra. Teresa Henriques da Silva Moura Roque é parente em 1º grau do Senhor Comendador Horácio da Silva Roque, Presidente do Conselho de Administração.

10. Montante da remuneração anual paga ao auditor

Conforme quadro seguinte

Remuneração anual do auditor Ernst & Young por tipo de serviços e Sociedades
SOCIEDADE DO GRUPO Total Serviços derevisão legal decontas e auditorexterno % Serviços deconsultoria fiscal %
Banif SGPS 109,008.08 95,589.00 88% 13,419.08 12%
BanifServ 12,145.00 9,145.00 75% 3,000.00 25%
Banif Comercial SGPS 15,438.00 15,438.00 100% 0.00 0%
Banif, SA 110,317.00 50,992.00 46% 59,325.00 54%
Banif (Açores) SGPS 13,075.69 2,500.00 19% 10,575.69 81%
Banco Comercial dos Açores 59,686.56 57,650.00 97% 2,036.56 3%
Banif Leasing 24,354.86 17,240.00 71% 7,114.86 29%
Banif Crédito SFAC 15,094.34 11,531.00 76% 3,563.34 24%
Banif Rent 19,500.00 19,500.00 100% 0.00 0%
Banco Banif Primus 31,927.09 31,927.09 100% 0.00 0%
Banif Primus Corretora 10,369.48 10,369.48 100% 0.00 0%
Banif Seguros SGPS 13,600.00 13,600.00 100% 0.00 0%
Comp. Seguros Açoreana 57,087.00 57,087.00 100% 0.00 0%
Banif Investimentos, SGPS 12,023.00 12,023.00 100% 0.00 0%
Banif Banco de Investimento 31,050.00 31,050.00 100% 0.00 0%
Banifundos 4,171.00 4,171.00 100% 0.00 0%
Banif Imo 3,477.00 3,477.00 100% 0.00 0%
Banif (Cayman) 30,290.00 24,290.00 80% 6,000.00 20%
TOTAL 572,614.10 467,579.57 82% 105,034.53 18%
(Valores sem IVA)

A Ernst & Young tem estabelecido um sistema interno de controlo e monitorização das políticas estabelecidas em matéria de independência, as quais têm em linha de conta as normas de independência vigentes a nível nacional e internacional, as ameaças à independência e as respectivas salvaguardas. Nesta política estão estabelecidos os serviços proibidos por terem impacto na independência do auditor.

A monitorização do cumprimento das referidas políticas a nível mundial é efectuada através de uma aplicação na intranet denominada "Ernst & Young Global Monitoring System – GMS". Cada sócio, gerente e colaborador profissional atesta o seu conhecimento da referida política ou alterações à mesma. Periodicamente são efectuadas acções de formação sobre a referida política.

Em concreto, os serviços de consultoria fiscal prestados ao Grupo Banif englobaram a revisão de declarações fiscais e a assistência em matérias relacionadas com planeamento fiscal e aconselhamento sobre assuntos fiscais. Salienta-se que todos os serviços prestados são permitidos tendo em conta o disposto na Recomendação da Comissão Europeia nº C (2002) 1873, de 16 de Maio de 2002.

Seguindo a política estabelecida na prestação destes serviços, foi assegurado que não foram tomadas decisões nem participação na tomada de decisões em nome da Banif Financeira SGPS, S.A. ou de qualquer das suas filiais em matérias fiscais ou outras relacionadas.

CAPÍTULO II

Exercício do Direito de Voto e Representação de Accionistas

1. Exercício do direito de voto

De acordo com o artº 17º nº1 dos Estatutos da Sociedade, podem participar na Assembleia Geral os accionistas com direito a, pelo menos, um voto. Conforme já referido no Capítulo 0, Ponto II, acima, "Salvo no que respeita às deliberações sobre a alteração do Contrato de Sociedade e eleição dos titulares dos órgãos sociais, os accionistas não poderão exercer por correspondência o seu direito de voto nas Assembleias Gerais" (artº 17º nº5 dos Estatutos da Sociedade).

2. Modelo para voto por correspondência

Não existe actualmente um modelo pré-existente de boletim de voto.

3. Voto por meios electrónicos

Não é, actualmente, permitido o voto por meios electrónicos.

4. Depósito ou bloqueio de acções para par ticipação em Assembleia Geral

Conforme o artº 17º nº3 dos Estatutos, a participação e o direito de voto dos accionistas nas Assembleias Gerais dependem da inscrição em seu nome, até oito dias, inclusive, antes da data marcada para as referidas assembleias, de acções a que corresponda pelo menos um voto.

5. Prazo entre a recepção de voto por correspondência e a data da Assembleia Geral

Quando permitido o voto por correspondência, são considerados os votos expedidos por carta registada com aviso de recepção, recebidos na sede da Sociedade até às dezassete horas do dia útil anterior à data da assembleia.

4. Número de acções a que corresponde um voto

Conforme o artº 17º nº2 dos Estatutos, a cada cem acções corresponde um voto.

CAPÍTULO III

Regras Societárias

1. Códigos de Conduta da Sociedade

A Banif SGPS, SA não tem instituídas normas internas de conduta específicas, na sua qualidade exclusiva de sociedade holding do Grupo Banif.

Tal verifica-se, contudo, nas principais empresas do Grupo dos sectores bancário e segurador.

Assim, tendo em conta que o exercício da actividade bancária se deve pautar por rigorosos princípios de isenção e transparência, que devem ser observados por todos os colaboradores, encontram-se em vigor no Banif – Banco Internacional do Funchal, SA, Banco Comercial dos Açores e Banif – Banco de Investimento, SA, normas internas sobre deontologia profissional, estabelecendo directivas nesta matéria.

Encontra-se igualmente instituído e em vigor um Regulamento Interno sobre as Normas de Conduta no Exercício da Actividade de Intermediação de Valores Mobiliários, o qual define normas e procedimentos que devem ser observados no exercício da actividade de intermediação mobiliária, estabelecidos à luz das disposições sobre esta matéria constantes, designadamente, do Código dos Valores Mobiliários e do Código de Conduta elaborado pela Associação Portuguesa de Bancos.

2. Procedimentos internos para o controlo do risco

A informação relevante para este ponto encontra-se mencionada no ponto 3. do Capítulo I, acima.

3. Medidas susceptíveis de interferir no êxito de Ofertas Públicas de Aquisição

Não existem limites ao exercício dos direitos de voto, excluídas as restrições nos procedimentos técnicos de voto referidas no Capítulo II acima, nem ocorrem restrições à transmissibilidade das acções, direitos especiais de algum accionista, ou acordos parassociais que sejam do conhecimento da sociedade.

CAPÍTULO IV Órgão de Administração

1. Caracterização

a) O Conselho de Administração da Banif SGPS, SA é actualmente integrado pelos seguintes membros:

Presidente : Comendador Horácio da Silva Roque Vice-Presidentes : Dr. Joaquim Filipe Marques dos Santos

Dr. Carlos David Duarte de Almeida

Administradores : Dr. António Manuel Rocha Moreira

Dr. Artur Manuel da Silva Fernandes

Dr. Artur de Jesus Marques Dr. José Marques de Almeida

Todos os membros do Conselho de Administração são executivos. Nos termos do artº 1º nº2 do Regulamento nº7/2001 da CMVM, não se consideram independentes os Administradores Senhores Comendador Horácio da Silva Roque e Dr. José Marques de Almeida, ambos membros do Conselho de Administração da Rentipar Financeira SGPS, SA, sociedade dominante da Banif SGPS, SA, sendo o Senhor Comendador Horácio da Silva Roque ainda detentor de uma participação qualificada no capital da sociedade, nos termos do disposto no artº 20º do Código dos Valores Mobiliários.

b) Indicam-se de seguida, as funções desempenhadas noutras sociedades pelos membros do órgão de administração, sendo as referidas funções, salvo indicação em contrário, desempenhadas no âmbito do Grupo Rentipar Financeira SGPS, SA.

Comendador Horácio da Silva Roque

Presidente do Conselho de Administração

  • Rentipar Financeira, SGPS, S.A.
  • Banif Comercial SGPS, S.A.
  • Banif Banco Internacional do Funchal, S.A.
  • Banco Comercial dos Açores, S.A
  • Banco Banif Primus, S.A.
  • Banif Primus Corretora de Valores e Câmbio, S.A.
  • Banif (Açores) S.G.P.S., S.A.
  • Banif Investimentos, SGPS, S.A.
  • Banif Banco de Investimento, S.A.
  • Banif Securities Holdings, Ltd.
  • Banif Seguros, SGPS, S.A.
  • Companhia de Seguros Açoreana, S.A.
  • Renticapital Investimentos Financeiros, S.A

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

  • Banif Leasing, SA (em representação da Rentipar Financeira SGPS, S.A)
  • Banif Crédito Sociedade Financeira para Aquisições a Crédito, S.A (em representação da Rentipar Financeira- SGPS, S.A)
  • Banif Rent, S.A.
  • Banco Banif Primus, S.A.
  • Banif Primus Corretora de Valores e Câmbio, S.A.
  • Banif Gestão de Activos Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, S.A. (em representação da Rentipar Financeira, SGPS, S.A.)
  • New Capital Sociedade de Capital de Risco, S.A. (em representação da Rentipar Financeira, SGPS, S.A)
  • Banif Imobiliária, S.A (em representação da Rentipar Financeira SGPS, S.A)
  • SIP Sociedade Imobiliária Piedade, S.A. (em representação da Rentipar Financeira SGPS, S.A)

Cargos em sociedades não integradas no Grupo Rentipar Financeira SGPS, SA

Presidente do Conselho de Administração

  • Rentipar Indústria, SGPS, S.A.
  • Rentiglobo SGPS, S.A.
  • SIET Sociedade Imobiliária de Empreendimentos Turísticos Savoi, S.A
  • SOIL SGPS, S.A.
  • Mundiglobo Habitação e Investimentos, S.A
  • Rentimundi Investimentos Imobiliários, S.A
  • Tivil Sociedade Imobiliária, S.A.

Vice-Presidente do Conselho de Administração

  • EMT Empresa Madeirense de Tabacos, S.A
  • Vitecaf Fábrica de Rações da Madeira, S.A
  • RAMA Rações para Animais, S.A
  • Aviatlântico Avicultura, S.A.

Administrador

  • Fomentinvest – SGPS, S.A.

Gerente

  • Ronardo - Gestão de Empresas, Lda.

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

  • Mundiplanos Planeamento e Construção, S.A
  • Genius Mediação de Seguros, S.A.
  • Rentimedis Mediação de Seguros, S.A
  • Mundiglobo Trading Comércio Internacional, S.A
  • EMT Empresa Madeirense de Tabacos, S.A
  • Vitecaf Fábrica de Rações da Madeira, S.A
  • RAMA Rações para Animais, S.A
  • Investaçor S.G.P.S., S.A.

Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral das Sociedades:

  • SIET - Sociedade Imobiliária de Empreendimentos Turísticos Savoi, S.A

Dr. Joaquim Filipe Marques dos Santos

Presidente do Conselho de Administração

  • Banif Leasing Sociedade de Locação Financeira, SA
  • Banif Crédito, SFAC, SA
  • Banif Rent Aluguer, Gestão e Comércio de Veículos Automóveis, SA
  • Banif Banco Internacional do Funchal (Cayman), Ltd.
  • BanifServ Empresa de Serviços e Tecnologias de Informação, ACE.
  • Banif Finance, Ltd.

Presidente da Comissão Executiva e Vice - Presidente do Conselho de Administração

  • Banif Banco Internacional do Funchal, SA
  • Banco Comercial dos Açores, SA

Vice - Presidente do Conselho de Administração

  • Banco Banif Primus, SA
  • Banif Primus Corretora de Valores e Câmbio, SA
  • Banif Securities Holdings, Ltd.

Vogal do Conselho de Administração

  • Banif Investimentos SGPS, SA
  • Banif (Açores) Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA
  • Banif Comercial, SGPS, SA
  • Banif Seguros, SGPS, SA

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

  • Banif Banco de Investimento, SA
  • Companhia de Seguros Açoreana, SA

Outras funções exteriores ao âmbito do Grupo Rentipar Financeira, SGPS

  • Representante em nome próprio do Banif Banco Internacional do Funchal, SA no Conselho Geral da AMBELIS - Agência para a Modernização da Base Económica de Lisboa, SA
  • Vogal da Direcção da Associação Portuguesa de Bancos, em representação do Banif Banco Internacional do Funchal, SA
  • Presidente da Mesa da Assembleia Geral da UNICRE Cartão Internacional de Crédito, SA
  • Presidente da Mesa da Assembleia Geral da SIBS Sociedade Interbancária de Serviços, SA

Dr. Carlos David Duarte de Almeida

Presidente do Conselho de Administração

  • ? ? Banif Financial Services Inc.
  • ? ? Banif Mortgage Company
  • ? ? Banif Açor Pensões Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, SA

Vice- Presidente do Conselho de Administração

  • ? ? Banif Banco Internacional do Funchal, SA
  • ? ? Banif Banco de Investimento, SA
  • ? ? Banif Securities, Inc.

Vogal do Conselho de Administração

  • ? ? Banif Comercial SGPS, SA

  • ? ? Banif Seguros SGPS, SA

  • ? ? Banif Banco Internacional do Funchal (Cayman), Ltd

  • ? ? Banif Investimentos SGPS, SA

  • ? ? Banif (Açores) SGPS, SA

  • ? ? Companhia de Seguros Açoreana, SA

  • ? ? Banco Comercial dos Açores, SA

  • ? ? Banco Banif Primus, SA

  • ? ? Banif Primus Corretora de Valores e Câmbio, SA

  • ? ? BanifServ Empresa de Serviços, Sistemas e Tecnologias de Informação, ACE

  • ? ? Econofinance, SA

  • ? ? Banif Securities Holdings, Ltd

  • ? ? Banif Finance, Ltd

Dr. António Manuel Rocha Moreira

Vice-Presidente do Conselho de Administração:

  • Banco Comercial dos Açores, S.A.
  • Banif Rent Aluguer, Gestão e Comércio de Veículos Automóveis, SA

Vogal do Conselho de Administração:

  • Banif Banco Internacional do Funchal, SA
  • Banif Leasing Sociedade de Locação Financeira, SA
  • Banif Crédito, SFAC, SA
  • Banif Açor Pensões Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A.
  • Banif (Açores)- Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA
  • BanifServ Empresa de Serviços, Sistemas e Tecnologias de Informação, A.C.E
  • Banif Banco Internacional do Funchal (Cayman), Ltd.
  • Banif Gestão de Activos Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, SA
  • Banif Comercial, SGPS, SA
  • Banif Multifund, Ltd.
  • Banif Finance, Ltd.

Outras funções exteriores ao âmbito do Grupo Rentipar Financeira, SGPS

Presidente do Conselho Fiscal

  • Cabo TV Madeirense, SA

Dr. Artur Manuel da Silva Fernandes

Presidente do Conselho de Administração e da Comissão Executiva

  • Banif Gestão de Activos - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, SA Presidente do Conselho de Administração

  • Banif Multifund,Ltd

  • NewCapital Sociedade de Capital de Risco, S.A. ,

  • Banif International Asset Management, Ltd.

  • Banif Securities, Inc.

Presidente da Comissão Executiva e Vice-Presidente do Conselho de Administração

  • Banif - Banco de Investimento, S.A.

Vogal do Conselho de Administração

  • Banco Banif Primus, S.A.,
  • Banif Primus Corretora de Valores e Câmbio, S.A.,
  • Banif Primus Asset Management*,* Lda*.*
  • Banifserv Empresa de Serviços, Sistemas e Tecnologias de Informação, ACE.
  • Banif Investimentos SGPS, S.A.
  • Econofinance, S.A.
  • Banif Açor Pensões Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A.

Dr. Artur de Jesus Marques

Presidente da Comissão Executiva

  • Companhia de Seguros Açoreana, SA

Administrador

  • Banif Banco Internacional do Funchal, SA
  • Banif Seguros SGPS, SA
  • BanifServ Empresa de Serviços, Sistemas e Tecnologias de Informação, ACE

Outras funções exteriores ao âmbito do Grupo Rentipar Financeira, SGPS

Presidente do Conselho Consultivo

  • APS – Associação Portuguesa de Seguradores

Dr. José Marques de Almeida

Administrador

  • Banif Banco Internacional do Funchal, SA
  • Rentipar Financeira SGPS, SA

Outras funções exteriores ao âmbito do Grupo Rentipar Financeira, SGPS

Presidente do Conselho de Administração

  • Vestiban – Gestão e Investimentos, SA

1. Eventual existência de uma Comissão Executiva

Não tendo sido designado nenhum Administrador – Delegado, nem Comissão Executiva, todos os membros do Conselho de Administração são executivos.

2. Modo de funcionamento do órgão de administração

Dada a não existência de uma Comissão Executiva na Banif SGPS, SA, todas as questões, de gestão corrente ou estratégicas, bem como todas as matérias relevantes da vida societária, são objecto de apreciação e deliberação do Conselho de Administração.

Nos termos dos Estatutos este órgão reúne, ordinariamente, pelo menos uma vez por trimestre e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu Presidente ou por outros dois Administradores. Em 2003 realizaram-se 15 reuniões do Conselho de Administração.

3. Política de Remuneração

A remuneração dos membros do órgão de administração compreende, em termos anuais, uma parte fixa e uma parte variável, constituindo a respectiva graduação um factor de alinhamento dos interesses dos membros do órgão de administração com o interesse da sociedade.

4. Remuneração dos membros do órgão de administração

Durante o exercício de 2003 foram as seguintes as remunerações pagas aos Administradores pelas empresas do Grupo em que exercem funções

  • Remunerações Fixas € 1.391.580,21
  • Remunerações Variáveis € 1.244.707,75 A Sociedade não tem uma Comissão Executiva.

IX. OUTRAS INFORMAÇÕES

1. Informação nos termos do Art.º 447º do Código das Sociedades Comerciais

Informação sobre o movimento de acções e obrigações realizado durante o Exercício de 2003, em conformidade com o disposto no Art.º 447º do Código das Sociedades Comerciais.

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Comendador Horácio da Silva Roque

Era, no final do exercício de 2003, titular de mais de metade do capital social da Rentipar Financeira, SGPS, S.A., a qual detinha mais de metade do capital social da Renticapital – Investimentos Financeiros, S.A., sendo Presidente do Conselho de Administração dessas duas sociedades.

Detinha directamente, em 31/12/03, um total de 124.656 acções da Banif – SGPS, S.A., número idêntico ao detido em 31/12/02.

A Rentipar Financeira – SGPS, S.A., detinha, em 31/12/03, um total de 22.468.280 acções, uma vez que adquiriu, durante o ano de 2003, um total de 7.574.612 acções como segue:

  • 400.000 acções, em 04 de Junho de 2003, ao preço unitário de € 5,00;
  • 6.362.186 acções na Oferta Pública de Aquisição que teve lugar em 10 de Outubro de 2003, ao preço unitário de € 5,00;
  • 812.426 acções, em 13 de Outubro de 2003, ao preço médio unitário de € 5,00;

A Renticapital detinha, em 31.12.2003, um total de 3.989.998 acções, número idêntico ao detido em 31/12/02.

A Mundiglobo – Habitação e Investimentos, S.A., sociedade da qual é indirectamente detentor da maioria do capital social e Presidente do Conselho de Administração, detinha, em 31/12/03, um total de 1.853 acções, número idêntico ao detido em 31/12/02.

A Espaço Dez – Sociedade Imobiliária, Lda., sociedade da qual é indirectamente detentor da maioria do capital social, detinha, em 31 de Dezembro de 2003, um total de 40.000 acções, número idêntico ao detido em 31/12/02.

Detinha, ainda, em 31 de Dezembro de 2003, uma acção do Banco Banif Primus, S.A. e uma acção da Banif Primus – Corretora de Valores e Câmbio, S.A., ambas preferenciais e sem direito de voto, número idêntico ao detido em 31/12/02.

A Rentipar Financeira – SGPS, S.A., detinha, em 31/12/03, um total de 2.437.500 acções da Companhia de Seguros Açoreana, S.A., número idêntico ao detido em 31/12/02. A Rentipar Financeira, SGPS, S.A., detinha, em 31 de Dezembro de 2003, um total de 100.000 obrigações Banif SGPS, S.A. 2003/2008, adquiridas em 15/12/2003, pelo preço unitário de € 100,00 cada.

Relativamente a acções do Banco Comercial dos Açores adquiriu 3.130 acções na 5ª fase de privatização, na tranche de pequenos subscritores ao valor unitário de € 5,27 e 200 na tranche destinada a trabalhadores e órgãos sociais ao valor unitário de € 5,15, operação realizada em 10/04/2003, passando a deter 10.645 acções do BCA, que alienou na OPA lançada em 3/12/2003 pela Banif Comercial SGPS, SA, ao preço unitário de € 6,0, deixando de deter quaisquer acções do Banco Comercial dos Açores.

As participações detidas, em relação a outras empresas do Grupo Banif, por empresas deste Grupo em que exerce funções de administração, são as indicadas no diagrama de participações constante do início deste relatório.

Dr. Joaquim Filipe Marques dos Santos

Detinha, em 31/12/03, um total de 100.676 acções da Banif, SGPS, SA, 8.676 das quais adquiridas como indicado no quadro seguinte:

SESSÃO ESPÉCIE OPERAÇÃO QUANTIDADE PREÇO
BOLSA
13/11/03 Acções Compra 600 € 4,97
19/11/03 Acções Compra 1.493 € 5,00
20/11/03 Acções Compra 600 € 5,00
21/11/03 Acções Compra 2.436 € 5,00
25/11/03 Acções Compra 505 € 5,00
26/11/03 Acções Compra 100 € 5,00
27/11/03 Acções Compra 96 € 5,05
03/12/03 Acções Compra 826 € 5,05
19/12/03 Acções Compra 433 € 5,13
19/12/03 Acções Compra 177 € 5,15
19/12/03 Acções Compra 110 € 5,15
22/12/03 Acções Compra 1.300 € 5,15
TOTAL 8.676

Detinha, ainda 1 acção do Banco Banif Primus, SA e 1 acção da Banif Primus Corretora de Valores e Câmbio, SA, ambas acções preferenciais sem direito a voto. Em 03/12/03, em Sessão Especial de Bolsa, alienou 2.080 acções do Banco Comercial dos Açores, SA ao preço unitário de EUR 6,00, na Oferta Pública de Aquisição Geral e Obrigatória, lançada pela Banif Comercial, SGPS, SA, pelo que, em 31/12/03 não detinha acções do Banco Comercial dos Açores, SA.

Dr. Carlos David Duarte de Almeida

Possuía, em 31/12/03, um total de 15.000 acções da Banif, SGPS, SA, tendo alienado 5.000 acções da Banif SGPS, ao preço unitário de EUR 5, na Oferta Pública de Aquisição lançada pela Rentipar em 13/10/2003, e as 579 acções do Banco Comercial dos Açores que possuía, ao preço unitário de EUR 6, na Oferta Pública de Aquisição Geral e Obrigatória, lançada pela Banif Comercial SGPS, SA, em 3/12/2003.

Detém, ainda, 1 acção preferencial sem direito a voto do Banco Banif Primus, SA e 1 acção preferencial sem direito a voto da Banif Primus Corretora de Valores e Câmbio, SA, não tendo efectuado quaisquer movimentos de acções destas sociedades durante o ano em referência.

Dr. António Manuel Rocha Moreira

Detinha, em 31/12/03, um total de 6.666 acções da Banif, SGPS, SA, não tendo efectuado qualquer movimento de acções desta sociedade durante o ano em referência.

Em 03/12/03, em Sessão Especial de Bolsa, alienou 600 acções do Banco Comercial dos Açores, SA ao preço unitário de EUR 6,00, na Oferta Pública de Aquisição Geral e Obrigatória, lançada pela Banif Comercial, SGPS, SA, pelo que, em 31/12/03 não detinha acções do Banco Comercial dos Açores, SA.

Dr. Artur Manuel da Silva Fernandes

Era titular, em 31/12/2003, de 1 acção do Banco Banif Primus, SA e de 1 acção da Banif Primus Corretora de Valores e Câmbio, SA (acções preferenciais sem direito a voto), já detidas em 31/12/2002.

Dr. Artur de Jesus Marques

Possuía, em 31/12/2003, um total de 6.666 acções da Banif SGPS, SA. Em 9/04/2003 adquiriu 1.250 acções do Banco Comercial dos Açores, SA, no âmbito da OPV daquele Banco, das quais 190 destinadas a trabalhadores e 1.060 a pequenos subscritores, respectivamente ao preço unitário de EUR 5,15 e de EUR 5,27. Em 3/12/2003, procedeu à venda das referidas acções do Banco Comercial dos Açores, SA, ao preço unitário de EUR 6,00, deixando de possuir quaisquer acções do Banco Comercial dos Açores, SA não tendo efectuado quaisquer outras transacções de acções ou obrigações até 31/12/2003.

Dr. José Marques de Almeida

Detinha, em 31/12/2003, um total de 90.942 acções da Banif, SGPS, SA, 9.150 das quais adquiridas em 2003, conforme o quadro seguinte:

Empresa/Espécie Operação Data Quant. Preço EUR Valor EUR
Acções Banif SGPS, SA Compra 02/12/2003 360 5,10 1.836,00
03/12/2003 233 5,11 1.190,00
05/12/2003 27 5,15 139,00
12/12/2003 5.925 5,15 30.512,00
16/12/2003 2.605 5,15 13.414,00
9.150 47.091,00

Detinha, ainda, EUR 39.903,83 em Obrigações de Caixa Subordinadas BANIF/96/2005, EUR 410.000,00 em Obrigações de Caixa Subordinadas BANIF 2000/10 – 2ª Emissão e EUR 50.000,00 em Obrigações BANIF SGPS 2003/2008.

CONSELHO FISCAL

Dr. Carlos Alberto Rosa

Mantinha, em 31/12/2003, os seguintes títulos já detidos em 31/12/2002:

  • ? ? 22.024 acções da Banif SGPS, SA,
  • ? ? 738.221 obrigações de Caixa Banif 96/2006,
  • ? ? 200 obrigações de Caixa Banif Europa 2000/2003,
  • ? ? 5 obrigações Banif 2 000/2010 2ª Emissão,
  • ? ? 5 obrigações Banif 2001/2011,
  • ? ? 5 obrigações Banif Cayman –Banif Capital Portugal 2002/2005
  • ? ? 10 obrigações Rentipar SGPS, SA 2002/2007

Adquiriu durante 2003

  • ? ? 20 obrigações Banif SGPS, SA 2003/2006, subscritas em 31/03/2003, ao preço unitário de EUR 1.000,00,
  • ? ? 50 obrigações Banif SGPS, SA 2003/2008, subscritas em 15/12/2003, ao preço unitário de EUR 100,00.

Alienou, em 3/12/2003, em sessão de Bolsa, 3.310 acções do Banco Comercial dos Açores, SA, na Oferta Pública de Aquisição Geral Obrigatória lançada pela Banif Comercial SGPS, SA.

Dr. José Luís Pereira de Macedo

Detinha, em 31/12/2003, um total de 5.000 acções da Banif SGPS, SA, já detidas em 31/12/2002.

***

Os cargos desempenhados noutras sociedades pelos membros do Conselho de Administração encontram-se referidos no ponto deste relatório respeitante ao Governo da Sociedade . Os cargos desempenhados noutras sociedades pelos membros do Conselho Fiscal (não incluindo as Sociedades de Revisores Oficiais de Contas) são os seguintes:

Dr. Carlos Alberto Rosa

Presidente do Conselho Fiscal

  • ? ? Banif Banco Internacional do Funchal, SA
  • ? ? Banco Comercial dos Açores, SA

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

  • ? ? Rentipar Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA
  • ? ? Renticapital Investimentos Financeiros, SA
  • ? ? Rentimundi Investimentos Imobiliários, SA
  • ? ? Mundiglobo Habitação e Investimentos, SA
  • ? ? MS Mundi Serviços Técnicos de Gestão e Consultoria, SA
  • ? ? Companhia Cerâmica de Telheiras, SA
  • ? ? Vestiban Gestão e Investimentos, SA

Dr. José Luís Pereira de Macedo

  • ? ? Administrador da SIET Sociedade Imobiliária de Empreendimentos Turísticos Savoi, SA
  • ? ? Administrador da EMT Empresa Madeirense de Tabacos, SA
  • ? ? Administrador da Dismade Distribuição da Madeira, SA
  • ? ? Vogal do Conselho Fiscal do Banif Banco Internacional do Funchal, SA

A seguir se informa sobre as acções e obrigações de sociedades do Grupo Banif transaccionadas e/ou detidas durante o exercício em apreço, por sociedades do mesmo Grupo.

(Valores em Euros, excepto quando indicada outra moeda)

Banif - SGPS, SA

VALORES MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/03
MOBILIÁRIOS Operação DataQuantidadeValor Quant. Valor
Acções Banif - Investimentos, SGPS, SA 1.750.000
Acções Banif Comercial, SGPS,SA Venda 31/ 12/03 8.512.000 50.220.800,00 47.488.000
Acções Banif Seguros, SGPS, SA 4.660.000
Acções Banif - Imobiliária, SA 150.000

Banif Comercial, SGPS, SA

VALORES MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/03
MOBILIÁRIOS Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor
Acções Banif Leasing, SA 1.500.000
Acções Banif Leasing, SA-Em. 02 500.000
Acções Banif Crédito SFAC, SA 600.000
Acções BCA - Banco Comercialdos Açores OPV 10/04/03 144.822 832.726,50 10.334.178
CompraBolsa 9/06/03 1.090 6.133,00
OPA 5/12/03 2.502.737 15.016.422,00
CompraBolsa 17/12/03 1.228 7.366,00
CompraBolsa 18/12/03 5.940 35.640,00
Acções Banif - BancoInternacional do Funchal AumentoCapital 2/01/03 8.000.000 40.000.000 48.000.000
Acções ordináriasBanco Banif Primus, SA Compra 17/04/03 3.326.452 2.053.971,49BRL 49.896.780
Acções preferenciaisBanco Banif Primus, SA Compra 17/04/03 594.919 367.339,87BRL 8.923.780

Banif - Banco Internacional do Funchal, SA

VALORES MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/03
MOBILIÁRIOS Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor
Acções Banif Finance, Ltd Compra 4/11/2003 1.000 USD 1000,00 1.000 791,77
Acções Banif (Brasil), Ltda. 8.186,43
Acções Banif Açores SGPS 5.015.000 24.932.418, 19
Obrigações Caixa Subordinadas Banif 1.500 11.876.484,56
Cayman 2008

BCA - Banco Comercial dos Açores, SA

VALORES MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/03
MOBILIÁRIOS Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor
Acções Banif Information andTechnology Holdings, Ltd. 10.000
Acções Banif Açor Pensões, SA 40.000
Acções Companhia de Seguros Açoreana, SA 1.020.000
Acções Comercial Açores Inc São JoséCalifórnia 100 USD
Acções Comercial Açores Inc Fall River 100.000 USD

Banif Seguros, SGPS, SA

VALORES MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/03
MOBILIÁRIOS Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor
Companhia de Seguros Açoreana,SA 3.792.500

CSA - Companhia de Seguros Açoreana,

SA

VALORES MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/03
MOBILIÁRIOS Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor
Acções Banif Inf. & TechnologyHoldings 20.000,00 20.000,00
Acções Banif Açor Pensões 108.000 695.035,66
Unid. Part. Imogest 93.968,00 2.491.991,01
Ob. Banif Primus 03/04-Taxa Fixa 6% Compra 14/05/03 1.000.000 1.000.000,00 1.000.000 1.000.000,00
Ob. Banif Primus 03/04-Taxa Fixa 6% Compra 15/05/03 1.500.000 1.501.000,00 1.500.000 1.500.000,00
Ob. Banif Cx. Sub. 00/10 2.500.000,00 2.494.049,98
Ob. Banif SGPS 96/06 498.797,90 498.797,89
Ob. Banif SGPS Sub. 97/07 649.135,58 649.135,58
Ob. BCA 98/08 1.818.118,34 1.818.662,23
Ob. Mundileasing Cx. Sub.97/07 374.098,42 374.098,42

Banif Investimentos, SGPS, SA

VALORES MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/02
MOBILIÁRIOS Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor
Acções Banif – 530.000
Banco de Investimento, SA
Acções Banif – 3.470.000
Banco de Investimento, SA
Acções Banif Comercial Compra 31/12/03 8.512.000 50.220.800,00 8.512.000
SGPS
Acções Banif Financial Services 371.000
USD
Acções Banif(Cayman), Ltd 26.000.000
USD

Banif - Banco de Investimento, SA

var oppg vopy ví pvog MOVI MENTOS POSIÇ ÃO 31/12/03
VALORES MOBILIÁRIOS Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor
Acções Banifundos Cisalpina, SA Compra 19-02-2003 90.000 EUR 540.560 300.000
Acções Banif Imo, SA 500.000
Banif - International AssetManagement,Ltd Subscrição 1-Jul-2003 1 USD 1,00
Subscrição 29-Ago-2003 49.999 USD49.999,00 50.000
New Capital-Sociedade de Capital de Risco,S.A. Subscrição 4-Abr-2003 150.000 EUR750.000,00 150.000
Acções Banif Açor Pensões, SA Compra 23-Mai-2003 1.000 EUR 6.620
Compra 4-Jun-2003 1.000 EUR 6.620
Compra 16-Jul-2003 4.000 EUR 26.480 176.000
Obrigações Banif Subordinadas 1996-2006 Compra 24-Jul-2003 20 EUR 1.000
Compra 24-Jul-2003 100 EUR 5.000
Compra 24-Jul-2003 300 EUR 15.000
Venda 24-Jul-2003 420 EUR 21.000
Obrigações Banif Subordinadas 2000-2010 (2ªSérie) Compra 14-Out-2003 1 EUR 992
Venda 14-Out-2003 1 EUR 1.000
Obrigações Banif Europa C/RendimentoGarantido 2003 Reembolso 17-Mar-2003 7.380 EUR 369.000
Obrigações Subordinadas Mundileasing 2007 EUR 299.279
Banif SGPS 2003/2006 Compra 31-Mar-2003 2.213 EUR2.213.000
Compra 31-Mar-2003 100 EUR 100.000
Venda 31-Mar-2003 2.092 EUR2.092.000
Venda 31-Mar-2003 100 EUR 100.000
Venda 31-Mar-2003 21 EUR 21.000
Venda 31-Mar- 100 EUR 100.000
2003
Compra 29-Jul-2003 30 EUR 30.000
Compra 31-Jul-2003 2 EUR 2.000
Venda 31-Jul-2003 2 EUR 2.000
Venda 31-Jul-2003 2 EUR 2.000
Compra 4-Ago-2003 10 EUR 10.000
Venda 4-Ago-2003 10 EUR 10.000
Venda 4-Ago-2003 10 EUR 10.000
Compra 5-Ago-2003 1 EUR 1.000
Compra 5-Ago-2003 46 EUR 46.000
Compra 12-Ago2003 65 EUR 65.000
Venda 12-Ago2003 28 EUR 28.000
Venda 12-Ago2003 37 EUR 37.000
Venda 12-Ago2003 65 EUR 65.000
Compra 13-Ago2003 44 EUR 43.476
Venda 19-Ago2003 20 EUR 20.000
Compra 21-Ago2003 30 EUR 29.670
Compra 25-Ago2003 1 EUR 987
Compra 29-Ago2003 30 EUR 29.700
Compra 5-Set-2003 5 EUR 4.930
Compra 12-Set-2003 5 EUR 4.930
Compra 12-Set-2003 5 EUR 4.930
Compra 12-Set-2003 38 EUR 37.468
Compra 25-Set-2003 5 EUR 4.950
Compra 1-Out-2003 1 EUR 992
Compra 1-Out-2003 4 EUR 3.966
Compra 1-Out-2003 10 EUR 9.915
Compra 3-Out-2003 3 EUR 2.970
Compra 3-Out-2003 20 EUR 19.800
Compra 7-Out-2003 7 EUR 6.937
Compra 8-Out-2003 2 EUR 1.980
Venda 13-Out-2003 122 EUR 122.000
Compra 17-Out-2003 10 EUR 9.900
Compra 17-Out-2003 10 EUR 9.900
Compra 17-Out-2003 20 EUR 19.820
Compra 22-Out-2003 3 EUR 2.970
Compra 28-Out-2003 48 EUR 47.520
I Compra 31-Out-2003 5 EUR 4.950
Compra 31-Out-2003 7 EUR 6.930
Compra 3-Nov-2003 30 EUR 29.700
Compra 5-Nov-2003 10 EUR 9.900
Compra 7-Nov-2003 15 EUR 14.850
Compra 11-Nov-2003 8 EUR 7.916
Compra 13-Nov-2003 5 EUR 4.950
Compra 14-Nov-2003 1 EUR 989
Compra 17-Nov-2003 5 EUR 4.945
Venda 25-Nov-2003 14 EUR 14.000
Compra 26-Nov-2003 35 EUR 34.598
Compra 9-Dez-2003 20 EUR 19.750
Compra 16-Dez-2003 1 EUR 988
Compra 18-Dez-2003 5 EUR 4.938
Venda 19-Dez-2003 106 EUR 106.000
Venda 19-Dez-2003 3 EUR 3.000
Venda 19-Dez-2003 43 EUR 43.000
Venda 19-Dez-2003 75 EUR 75.000
Venda 19-Dez-2003 50 EUR 50.000 EUR 15.000
Banif SGPS 2003/2008 Compra 15-Dez-2003 1.244.200 EUR1.244.200
Venda 17-Dez-2003 75.000 EUR 75.000
Venda 17-Dez-2003 46.000 EUR 46.000
Compra 23-Dez-2003 5.000 EUR 4.997
Compra 23-Dez-2003 5.000 EUR 4.995 EUR 1.133.200
Banif Finance Cayman 2003/2006 Compra 18-Nov-2003 33.500 EUR3.345.109
Venda 18-Nov-2003 3.500 EUR 349.489
Venda 18-Nov-2003 10.000 EUR 998.540
Venda 18-Nov-2003 10.000 EUR 998.540
Venda 21-Nov-2003 10.000 EUR 998.540
Compra 11-Dez2003 300 EUR 29.956
Venda 11-Dez2003 300 EUR 29.956
BanifCayman7,125% 2003 Brazil Linked Note Compra 10-Jan-2003 30 EUR 22.452
Compra 10-Jan-2003 740 EUR 553.801
Venda 14-Jan-2003 10 EUR 7.532
Venda 14-Jan-2003 28 EUR 21.088
Venda 14-Jan-2003 31 EUR 23.348
Venda 14-Jan-2003 33 EUR 24.854
Venda 14-Jan-2003 38 EUR 28.620
Venda 14-Jan-2003 39 EUR 29.373
Venda 14-Jan-2003 53 EUR 39.917
Venda 14-Jan-2003 55 EUR 41.423
Venda 14-Jan-2003 73 EUR 54.980
Venda 14-Jan-2003 93 EUR 70.043
Venda 14-Jan-2003 132 EUR 99.416
Compra 24-Jan-2003 49 EUR 36.570
Venda 24-Jan-2003 49 EUR 36.827
Compra 20-Mar2003 20 EUR 14.970
Compra 20-Mar2003 66 EUR 49.401
Venda 20-Mar2003 20 EUR 15.000
Venda 20-Mar2003 66 EUR 49.500
Compra 22-Mai2003 50 EUR 49.500
Compra 27-Mai2003 20 EUR 19.800
Compra 21-Jul-2003 40 EUR 39.900
Compra 21-Jul-2003 134 EUR 133.665
Venda 21-Jul-2003 17 EUR 17.000
Venda 21-Jul-2003 157 EUR 157.000
Venda 29-Ago2003 255 EUR 253.900
Compra 1-Set-2003 255 EUR 253.900
Compra 10-Set-2003 11 EUR 10.945
Compra 17-Dez2003 24 EUR 23.880
Compra 17-Dez2003 60 EUR 59.700
Venda 23-Dez2003 350 EUR 350.000
Banif Cayman Mix 2002/2004 Compra 23-Jan-2003 7 EUR 7.000
Venda 23-Jan-2003 7 EUR 7.014
Compra 17-Abr-2003 5 EUR 5.000
Compra 17-Abr-2003 5 EUR 5.000
Compra 28-Jul-2003 175 EUR 169.750
Compra 23-Out-2003 17 EUR 16.500
Compra 23-Out-2003 17 EUR 16.500
Venda 23-Out-2003 34 EUR 33.000 EUR 185.000
BanifCaymanBrazilLinkedNote8,125% 2007 Compra 28-Fev-2003 18 EUR 18.000
Compra 28-Fev-2003 23 EUR 23.000
Compra 28-Fev-2003 37 EUR 37.000
Compra 28-Fev-2003 185 EUR 185.000
Venda 28-Fev-2003 37 EUR 37.000
Compra 28-Fev-2003 350 EUR 350.000
10-Mar
Venda 2003 200 EUR 200.000
Compra 13-Mar2003 250 EUR 250.000
Compra 13-Mar2003 43 EUR 43.000
Venda 13-Mar2003 43 EUR 43.000
Venda 13-Mar2003 72 EUR 72.000
Venda 13-Mar2003 72 EUR 72.000
Venda 13-Mar2003 32 EUR 32.000
Venda 13-Mar2003 450 EUR 450.000
BanifCayman Capital Portugal 5,25%2005 Venda 13-Jan-2003 6 EUR 6.030
Compra 16-Jan-2003 10 EUR 9.750
Compra 29-Jan-2003 3 EUR 2.955
Compra 3-Fev-2003 1 EUR 975
Venda 3-Fev-2003 10 EUR 10.000
Compra 12-Fev-2003 5 EUR 4.875
Venda 19-Fev-2003 9 EUR 9.000
Compra 25-Mar2003 5 EUR 4.875
Compra 28-Mar2003 100 EUR 97.700
Compra 7-Mai-2003 1 EUR 990
Compra 20-Mai2003 5 EUR 4.925
Compra 6-Jun-2003 3 EUR 2.970
Compra 6-Jun-2003 20 EUR 19.800
Compra 12-Jun-2003 50 EUR 49.500
Compra 16-Jun-2003 100 EUR 98.239
Venda 16-Jun-2003 100 EUR 98.239
Venda 16-Jun-2003 100 EUR 100.711
Compra 17-Jun-2003 14 EUR 13.930
Compra 18-Jun-2003 3 EUR 2.978
Compra 18-Jun-2003 5 EUR 4.975
Compra 18-Jun-2003 34 EUR 34.136
Venda 18-Jun-2003 34 EUR 34.136
Venda 18-Jun-2003 34 EUR 34.239
Compra 24-Jun-2003 50 EUR 50.200
Venda 24-Jun-2003 50 EUR 50.200
Venda 24-Jun-2003 50 EUR 50.346
Compra 30-Jun-2003 6 EUR 5.994
Compra 10-Jul-2003 28 EUR 28.000
Venda 10-Jul-2003 28 EUR 28.000
Venda 10-Jul-2003 28 EUR 28.277
Compra 18-Jul-2003 15 EUR 14.970
Compra 21-Jul-2003 15 EUR 14.970
Venda 21-Jul-2003 15 EUR 14.970
Venda 21-Jul-2003 15 EUR 15.150
Compra 31-Jul-2003 3 EUR 2.985
Compra 31-Jul-2003 3 EUR 2.985
Venda 31-Jul-2003 3 EUR 2.985
Venda 31-Jul-2003 3 EUR 3.000
Compra 11-Ago2003 1 EUR 993
Compra 14-Ago2003 15 EUR 14.895
Compra 14-Ago2003 1 EUR 993
Venda 14-Ago2003 1 EUR 993
Venda 19-Ago2003 16 EUR 16.000
Compra 28-Ago2003 16 EUR 16.000
Compra 9-Set-2003 9 EUR 8.910
Venda 12-Set-2003 16 EUR 16.128
Compra 8-Out-2003 50 EUR 49.950
Venda 10-Out-2003 59 EUR 59.448
Compra 13-Nov2003 5 EUR 4.913
Compra 17-Nov2003 15 EUR 14.738
Venda 19-Nov2003 20 EUR 20.291
Compra 26-Nov2003 1 EUR 982 EUR 1.000
Banif Cayman Capital Europa 2005 Compra 9-Mai-2003 7.670 EUR7.670.000
Venda 9-Mai-2003 150 EUR 150.000
Venda 9-Mai-2003 175 EUR 175.000
Venda 9-Mai-2003 10 EUR 10.000
12-Mai
Venda 2003 605 EUR 605.000
Venda 12-Mai-2003 709 EUR 709.000
Venda 12-Mai-2003 100 EUR 100.000
Venda 12-Mai-2003 100 EUR 100.000
Venda 13-Mai-2003 200 EUR 200.000
Venda 13-Mai-2003 25 EUR 25.000
Venda 13-Mai-2003 35 EUR 35.000
Venda 13-Mai-2003 500 EUR 500.000
Venda 13-Mai-2003 41 EUR 41.000
Venda 13-Mai-2003 175 EUR 175.000
Venda 13-Mai-2003 2.869 EUR2.869.000
Venda 16-Mai-2003 25 EUR 25.000
Venda 16-Mai-2003 30 EUR 30.000
Venda 16-Mai-2003 200 EUR 200.000
Venda 16-Mai-2003 15 EUR 15.000
Venda 16-Mai-2003 30 EUR 30.000
Venda 19-Mai-2003 187 EUR 187.430
Compra 27-Mai-2003 74 EUR 74.000
Venda 27-Mai-2003 498 EUR 499.145
Venda 27-Mai-2003 200 EUR 200.454
Venda 30-Mai-2003 75 EUR 75.171
Venda 30-Mai-2003 40 EUR 40.091
Venda 30-Mai-2003 50 EUR 50.114
Venda 3-Jun-2003 59 EUR 59.135
Venda 3-Jun-2003 60 EUR 60.137
Compra 4-Jun-2003 8 EUR 8.000
Venda 4-Jun-2003 99 EUR 99.228
Venda 9-Jun-2003 100 EUR 100.226
Venda 9-Jun-2003 70 EUR 70.158
Venda 12-Jun-2003 5 EUR 5.012
Venda 12-Jun-2003 7 EUR 7.016
Venda 12-Jun-2003 100 EUR 100.230
Compra 16-Jun-2003 10EUR 9.965
Venda 18-Jun-2003 119 EUR 119.263
Venda 20-Jun-2003 99EUR 99.219
Compra 3-Jul-2003 605 EUR 603.488
Venda 4-Jul-2003 13EUR 13.028
Venda 4-Jul-2003 14EUR 14.030
Venda 4-Jul-2003 20EUR 20.043
Venda 4-Jul-2003 30EUR 30.065
Venda 4-Jul-2003 58EUR 58.125
Venda 4-Jul-2003 80EUR 80.172
Venda 4-Jul-2003 82EUR 82.176
Venda 4-Jul-2003 108 EUR 108.232
Venda 4-Jul-2003 200 EUR 200.430
Compra 17-Jul-2003 56EUR 56.000
Venda 6-Ago-2003 56EUR 56.115
Compra 17-Set-2003 571 EUR 571.571
Compra 17-Set-2003 41EUR 41.041
Compra 22-Out-2003 200 EUR 200.000
Venda 24-Out-2003 100 EUR 100.183
Compra 31-Out-2003 12EUR 11.868
Venda 6-Nov-2003 112 EUR 112.201
Compra 7-Nov-2003 36EUR 35.640
Compra 11-Nov2003 50EUR 49.478
Venda 11-Nov2003 30EUR 30.054
Compra 12-Nov2003 50EUR 49.678
Venda 12-Nov2003 10EUR 10.018
Compra 17-Nov2003 30EUR 29.790
Venda 19-Nov2003 20EUR 20.035
Venda 19-Nov2003 90EUR 90.158
Venda 19-Dez2003 16EUR 16.026 EUR 612.000
BanifCaymanInvestimentoEuropa2003/2007 Compra 3-Out-2003 150 EUR 150.000
Venda 3-Out-2003 150 EUR 150.000
Banco Banif Primus, 6,25% 2003 Compra 9-Jan-2003 100 EUR 101.000
Venda 9-Jan-2003 25EUR 25.429
Venda 9-Jan-2003 26EUR 26.447
Venda 9-Jan-2003 30EUR 30.515
Venda 14-Jan-2003 19EUR 19.279
Ī ·
Compra 13-Fev-2003 EUR 132.000
Venda 19-Fev-2003 EUR 133.190
Compra 1-Jul-2003 177 EUR 177.000
Venda 1-Jul-2003 177 EUR 177.531
Compra 1-Jul-2003 177 EUR 177.531
Venda 1-Jul-2003 24 EUR 24.170
Venda 1-Jul-2003 70 EUR 70.496
Venda 1-Jul-2003 83 EUR 83.588
Banco Banif Primus, 6,125% 2003 Compra 31-Jan-2003 4 EUR 3.960
, , Compra 31-Jan-2003 5 EUR 4.950
Compra 31-Jan-2003 7 EUR 6.930
Venda 31-Jan-2003 16 EUR 16.000
13-Mar- 20 FLID 10 000
Compra 2003 20 EUR 19.800
Venda 14-Mar-2003 20 EUR 20.268
Compra 21-Mar-2003 25 EUR 24.750
Compra 4-Abr-2003 25 EUR 24.750
Venda 4-Abr-2003 25 EUR 24.750
Venda 4-Abr-2003 25 EUR 25.313
Compra 1-Mai-2003 10 EUR 9.900
Compra 20-Jun-2003 12
Reembolso 22 EUR 22.000
Banco Banif Primus, 6% 2003 Compra 3-Jan-2003 EUR 225.000
Venda 6-Jan-2003 10 EUR 10.067
Venda 6-Jan-2003 15 EUR 15.101
Venda 6-Jan-2003 69 EUR 69.464
Venda 6-Jan-2003 52
Venda 8-Jan-2003 51 EUR 51.335
Venda 8-Jan-2003 28
14-Mai- ELID
Banco Banif Primus, 6% 2004 Compra 2003 20.000 20.000.000
Venda 14-Mai-2003 100 EUR 100.000
Venda 14-Mai-2003 200 EUR 200.000
Venda 14-Mai-2003 200 EUR 200.000
Venda 14-Mai-2003 500 EUR 500.000
Venda 14-Mai-2003 1.000 EUR1.000.000
Venda 14-Mai-2003 1.000 FIIR
Venda 14-Mai-2003 1.000 ELID
Venda 14-Mai-2003 2.500 ELID
Venda 15-Mai- 20
1 ı
2003
Venda 15-Mai- 1.000 EUR
Venda 2003 1.000 1.000.000
Venda 15-Mai- 1.500 EUR
Venda 2003 1.500 1.500.000
Venda 15-Mai- 1.500 EUR
2003 1.500.000
Venda 16-Mai-2003 10 EUR 10.000
19-Mai-
Venda 2003 375 EUR 375.188
** 1 19-Mai- 7.50 ELID. 550 255
Venda 2003 750 EUR 750.375
Venda 22-Mai- 611 EUR 611.611
Venda 2003 011 EUK 011.011
Venda 26-Mai- 2.500 EUR
, 01144 2003 2.500.000
Venda 29-Mai- 20 EUR 20.020
X71. 2003 2.4 ELID 24 074
Venda 3-Jun-2003 34 EUR 34.074
Venda 3-Jun-2003 42 EUR 42.092
Venda 3-Jun-2003 60 EUR 60.131
Venda 3-Jun-2003 60 EUR 60.131
Compra 9-Jun-2003 2.112 EUR2.112.000
X7 1 11 1 2002 1 000 EUR
Venda 11-Jun-2003 1.000 1.003.500
Venda 16-Jun-2003 100 EUR 100.350
Compra 17-Jun-2003 500 EUR 502.600
Venda 17-Jun-2003 100 EUR 100.500
Venda 17-Jun-2003 500 EUR 502.600
Venda 17-Jun-2003 500 EUR 505.348
Venda 17-Jun-2003 1.000 EUR1.004.000
Compra 2-Jul-2003 200 EUR 200.172
Venda 2-Jul-2003 EUR 200.172
Venda 2-Jul-2003 EUR 200.339
Compra 4-Jul-2003 EUR 980.953
Venda 4-Jul-2003 971 EUR 980.953
Venda 4-Jul-2003 971 EUR 990.920
Compra 17-Jul-2003 500 EUR 503.750
EUR 503.730
Venda 17-Jul-2003 1.000 1.008.200
Compra 23-Jul-2003 450 EUR 450.000
Venda 23-Jul-2003 450 EUR 450.000
Venda 5-Ago-2003 34 EUR 34.468
Venda 27-Ago-2003 300 EUR 303.000
Compra 8-Set-2003 375 EUR 377.625
Compra 8-Set-2003 750 EUR 755.250
Compra 9-Set-2003 1 EUR 1.000
1
Venda 9-Set-2003 1 EUR 1.000EUR
Venda 9-Set-2003 1.000 1.009.200
Venda 23-Set-2003 250 EUR 252.875
Compra 24-Set-2003 1.000 EUR1.010.000
Venda 24-Set-2003 450 EUR 455.400
Compra 15-Out-2003 200 EUR 202.300
Compra 16-Out-2003 300 EUR 303.450
Compra 27-Out-2003 750 EUR 756.750
Compra 30-Out-2003 250 EUR 252.250
Compra 30-Out-2003 600 EUR 605.400
Venda 4-Nov-2003 1 EUR 1.000
Compra 1-Dez-2003 10 EUR 10.075
Compra 1-Dez-2003 10 EUR 10.038
Venda 1-Dez-2003 10 EUR 10.075 EUR 4.959.000
Banco Banif Primus, 3,8% 2004 Compra 6-Nov-2003 175.000 EUR17.500.000
Venda 6-Nov-2003 175.000 EUR17.412.500
Compra 19-Nov2003 900 EUR 90.000
Venda 19-Nov2003 900 EUR 90.000
Compra 28-Nov2003 9.100 EUR 910.000
Venda 11-Dez2003 2.000 EUR 200.000
Venda 12-Dez2003 6.000 EUR 600.000
Venda 18-Dez2003 1.100 EUR 110.000
Rentipar SGPS 2003/2007 Compra 21-Jul-2003 100 EUR 9.800
Compra 21-Jul-2003 400 EUR 39.200
Venda 21-Jul-2003 500 EUR 51.250
Compra 6-Ago-2003 5 EUR 500
Compra 6-Ago-2003 20 EUR 2.000
Compra 6-Ago-2003 100 EUR 10.000
Venda 6-Ago-2003 100 EUR 10.000
Compra 13-Ago2003 10 EUR 965
Compra 14-Ago2003 25 EUR 2.500
Venda 14-Ago2003 25 EUR 2.500
Compra 25-Ago2003 5 EUR 485
Compra 26-Ago2003 10 EUR 965
Compra 17-Set-2003 10 EUR 970
Compra 22-Set-2003 250 EUR 24.375
Compra 3-Out-2003 100 EUR 9.850
Compra 13-Out-2003 100 EUR 9.850
Venda 13-Out-2003 265 EUR 26.500
Compra 15-Out-2003 75 EUR 7.410
Compra 15-Out-2003 200 EUR 19.760
Compra 16-Out-2003 5 EUR 494
Compra 16-Out-2003 10 EUR 988
Compra 16-Out-2003 35 EUR 3.458
Compra 16-Out-2003 100 EUR 9.880
Venda 16-Out-2003 400 EUR 40.000
Compra 17-Out-2003 15 EUR 1.482
Compra 17-Out-2003 180 EUR 17.784
Compra 21-Out-2003 25 EUR 2.470
Compra 21-Out-2003 30 EUR 2.964
Compra 22-Out-2003 360 EUR 35.568
Compra 27-Out-2003 425 EUR 41.948
Compra 5-Nov-2003 50 EUR 4.935
Compra 6-Nov-2003 65 EUR 6.416
Venda 7-Nov-2003 60 EUR 6.000
Venda 11-Nov2003 700 EUR 70.000
Venda 12-Nov2003 500 EUR 50.000
Compra 17-Nov2003 250 EUR 24.675
Compra 17-Nov2003 260 EUR 25.662
Compra 26-Nov2003 5 EUR 493
Venda 26-Nov2003 300 EUR 30.000
Venda 17-Dez2003 150 EUR 15.000
Venda 18-Dez2003 100 EUR 10.000

Banif Açor Pensões - Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, SA

VALORES MOBILIÁRIOS MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/03
Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor
Banif Cayman Brazil Linked Note 13-Mar
8,125% 2007 Venda 2003 250.000 EUR 249.919
13-Mar
Venda 2003 43.000 EUR 42.984 207.000
Banif Banco de Investimento Variable
2006 Venda 17-Fev-2003 150.000 EUR 149.300
18-Mar
Venda 2003 86.000 EUR 85.540
Compra 29-Abr-2003 115.000 EUR 113.889
Compra 30-Abr-2003 53.000 EUR 52.489
Venda 7-Mai-2003 168.000 EUR 167.525
27-Mai
Compra 2003 125.000 EUR 123.792
Compra 18-Jun-2003 15.000 EUR 14.858
Compra 27-Jun-2003 50.000 EUR 49.519
Compra 2-Jul-2003 11.000 EUR 10.896
Compra 14-Ago2003 6.000 EUR 5.975
Compra 19-Ago2003 7.000 EUR 6.970
Compra 25-Ago2003 10.000 EUR 9.936
Venda 18-Set-2003 224.000 EUR 222.090 0
Banif Cayman 6% 01/2003 Venda 3-Jan-2003 225.000 EUR 224.924 0
Banco Banif Primus, 6% 2004 Compra 15-Mai2003 300.000 EUR 300.939
Compra 23-Jul-2003 450.000 EUR 450.145
Venda 27-Out-2003 750.000 EUR 752.756 0
Banif Cayman Brazil Linked Note7,125% 2004 Compra 29-Ago2003 162.563 EUR 161.916
Venda 1-Set-2003 162.563 EUR 161.807
Compra 23-Dez2003 350.000 EUR 166.305 350.000
Banif Banco de Investimento Float
10/2008 Compra 31-Out-2003 950.000 EUR 950.000
Venda 31-Out-2003 512.000 EUR 512.000
Venda 3-Nov-2003 171.000 EUR 170.944
Venda 4-Nov-2003 265.000 EUR 264.914
Compra 5-Nov-2003 830.000 EUR 830.262
Compra 28-Nov2003 499.000 EUR 499.159
Venda 3-Dez-2003 499.000 EUR 498.841 832.000
Obrigações Subordinadas Mundileasing2007 Compra 23-Jul-2003 156.521 EUR 156.521 156.521

Banif - International Asset Management, Ltd

VALORES MOBILIÁRIOS MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/03
Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor
Banif - International AssetManagement,Ltd Subscrição 4-Jul-2003 100 USD 100,00 100

2. Informação nos termos do Art.º 448º do Código dos Sociedades Comerciais

Dando cumprimento ao disposto no Art.º 448º, n.º 4, do Código das Sociedades Comerciais e segundo os registos da Sociedade e informações prestadas, informa-se que, na data do encerramento do exercício a que se reporta o presente relatório anual, a Rentipar Financeira - Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA era titular de mais de metade do Capital Social da Sociedade.

3. Informação sobre acções próprias

Não se verificava, quer em 1/01/2003, quer em 31/12/2003, a existência de acções próprias ou equiparadas nos termos do artº 325º A do Código das Sociedades Comerciais, não tendo, do mesmo modo, havido transacções daquelas acções no decurso de 2003.

4. Titulares de participações sociais qualificadas

Nos termos do artº 6º nº1 e) do Regulamento nº11/2000 da CMVM, informa-se sobre os accionistas titulares de participações qualificadas no final do ano em apreciação, em conformidade com os elementos disponíveis na sociedade.

  • HORÁCIO DA SILVA ROQUE, titular do BI 503 965, contribuinte nº 124 616 917, residente na Av. Conde de Barcelona, 1057, Estoril - Detinha directamente, em 31/12/2003, 124.656 acções da Banif SGPS, SA., correspondentes a 0,31% do capital social.

A esta participação imputam-se direitos de voto correspondentes a:

  • 22.468.280 acções detidas pela Rentipar Financeira SGPS, SA (sociedade detida maioritariamente por Horácio da Silva Roque), correspondentes a 56,17% do capital social;
  • 93.056 acções detidas por membros do Conselho de Administração da Rentipar, SGPS, SA correspondentes a 0,23% do capital social;
  • 3.989.998 acções detidas pela Renticapital Investimentos Financeiros, S.A.(sociedade maioritariamente detida pela Rentipar Financeira, SGPS, SA), correspondentes a 9,97% do capital social;
  • 1.853 acções detidas pela Mundiglobo Habitação e Investimentos, S.A. (sociedade detida maioritariamente e indirectamente por Horácio da Silva Roque), correspondentes a 0,005% do capital social.
  • 40.000 acções da Espaço Dez Sociedade Imobiliária, Lda (sociedade detida maioritariamente e indirectamente por Horácio da Silva Roque), correspondentes a 0,1% do capital social;
  • 30.000 acções detidas por um gerente da Espaço Dez Sociedade Imobiliária, Lda, correspondentes a 0,075% do capital social.
  • SEGUROS E PENSÕES GERE, SGPS, SA, titular do cartão de pessoa colectiva nº 502 352 914, com sede na Rua Alexandre Herculano, 53, em Lisboa, com o capital social de 380.000.000 de Euros e matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa sob o nº 1 532, tinha como sociedades dependentes a Império Bonança – Companhia de Seguros, SA, Auto Gere – Companhia Portuguesa de Seguros, SA*,* Ocidental – Companhia Portuguesa de Seguros, SA e Ocidental – Companhia Portuguesa de Seguros de Vida, SA, que detinham, globalmente, uma participação correspondente a 1.616.700 acções representativas, no total, de 4,04% do capital social.
  • INSTITUTO DE SEGUROS DE PORTUGAL FUNDO DE GARANTIA AUTOMÓVEL, pessoa colectiva nº 501 328 599, com sede na Av. de Berna, nº 19, 1050-037, Lisboa, era titular de 1.528.560 acções, representativas de 3,82% do capital social.
  • ? ? FUNDO DE PENSÕES DO GRUPO BANCO COMERCIAL PORTUGUÊS, representado por Pensões Gere – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, SA, pessoa colectiva nº 503 455 229, com sede na Rua Alexandre Herculano, 53, em Lisboa, matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa com o nº04529 e com o capital social de 1.200.000 Euros, era titular de 1.468.877 acções representativas de 3,67% do capital social.
  • VESTIBAN GESTÃO E INVESTIMENTOS, SA Pessoa colectiva nº 505 775 212, com sede na Av. José Malhoa Lote 1792, em Lisboa, matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa sob o número 12161 e com o capital social de 250.000 Euros, era titular de 1.266.666 acções, correspondentes a 3,17% do capital social.

A esta participação imputam-se direitos de voto correspondentes a 10.666 acções detidas por membros do Conselho de Administração da Vestiban – Gestão e Investimentos, SA, correspondentes a 0,03% do capital social.

  • JORGE SÁ, residente à Rua do Til, n.º 56, no Funchal, contribuinte n.º 102.136.297, com o B.I. n.º 47528.9, detinha directamente 827.205 acções, correspondentes a 2,07% do capital social, sendo-lhe ainda imputáveis os direitos correspondentes a 13.450 acções (correspondentes a 0,03% do capital social) e 147.870 acções ( correspondentes a 0,37% do capital social) da Banif SGPS, SA, detidos pelas sociedades por si controladas J. Sá & Filhos, Lda e Oliveira, Freitas & Ferreira, Lda, respectivamente.

(Nota: Verificando-se a existência de administradores/gerentes comuns a várias sociedades - Rentipar Financeira SGPS, SA, Espaço Dez – Sociedade Imobiliária, Lda , Vestiban – Gestão e Investimentos, SA as acções da Banif SGPS, SA por eles detidas são apenas consideradas uma vez - na primeira circunstância aplicável - para efeitos de imputação de direitos de voto).

Dada a inexistência, em 31/12/03, de acções sem direito a voto, a percentagem de direitos de votos de cada participação é coincidente com a respectiva percentagem de participação no capital social.

Participante Nº de Acções(total imputável) % Direitos de voto(total imputável)
Horácio da Silva Roque 26.747.843 66,87%
Seguros e Pensões Gere,SGPS, SA 1.616.700 4,04%
Instituto de Seguros dePortugal-FGA 1.528.560 3,82%
Fundo de Pensões doGrupo Banco ComercialPortugês 1.468.877 3,67%
Vestiban – Gestão eInvestimentos, SA 1.277.332 3,19%
Jorge Sá 988.525 2,47%
19/11/03 Acções Compra 1.493 € 5,00
20/11/03 Acções Compra 600 € 5,00
21/11/03 Acções Compra 2.436 € 5,00
25/11/03 Acções Compra 505 € 5,00
26/11/03 Acções Compra 100 € 5,00
27/11/03 Acções Compra 96 € 5,05
03/12/03 Acções Compra 826 € 5,05
19/12/03 Acções Compra 433 € 5,13
19/12/03 Acções Compra 177 € 5,15
19/12/03 Acções Compra 110 € 5,15
22/12/03 Acções Compra 1.300 € 5,15
TOTAL 8.676

Detinha, ainda 1 acção do Banco Banif Primus, SA e 1 acção da Banif Primus Corretora de Valores e Câmbio, SA, ambas acções preferenciais sem direito a voto. Em 03/12/03, em Sessão Especial de Bolsa, alienou 2.080 acções do Banco Comercial dos Açores, SA ao preço unitário de EUR 6,00, na Oferta Pública de Aquisição Geral e Obrigatória, lançada pela Banif Comercial, SGPS, SA, pelo que, em 31/12/03 não detinha acções do Banco Comercial dos Açores, SA.

Dr. Carlos David Duarte de Almeida

Possuía, em 31/12/03, um total de 15.000 acções da Banif, SGPS, SA, tendo alienado 5.000 acções da Banif SGPS, ao preço unitário de EUR 5, na Oferta Pública de Aquisição lançada pela Rentipar em 13/10/2003, e as 579 acções do Banco Comercial dos Açores que possuía, ao preço unitário de EUR 6, na Oferta Pública de Aquisição Geral e Obrigatória, lançada pela Banif Comercial SGPS, SA, em 3/12/2003.

Detém, ainda, 1 acção preferencial sem direito a voto do Banco Banif Primus, SA e 1 acção preferencial sem direito a voto da Banif Primus Corretora de Valores e Câmbio, SA, não tendo efectuado quaisquer movimentos de acções destas sociedades durante o ano em referência.

Dr. António Manuel Rocha Moreira

Detinha, em 31/12/03, um total de 6.666 acções da Banif, SGPS, SA, não tendo efectuado qualquer movimento de acções desta sociedade durante o ano em referência.

Em 03/12/03, em Sessão Especial de Bolsa, alienou 600 acções do Banco Comercial dos Açores, SA ao preço unitário de EUR 6,00, na Oferta Pública de Aquisição Geral e Obrigatória, lançada pela Banif Comercial, SGPS, SA, pelo que, em 31/12/03 não detinha acções do Banco Comercial dos Açores, SA.

Dr. Artur Manuel da Silva Fernandes

Era titular, em 31/12/2003, de 1 acção do Banco Banif Primus, SA e de 1 acção da Banif Primus Corretora de Valores e Câmbio, SA (acções preferenciais sem direito a voto), já detidas em 31/12/2002.

Dr. Artur de Jesus Marques

Possuía, em 31/12/2003, um total de 6.666 acções da Banif SGPS, SA. Em 9/04/2003 adquiriu 1.250 acções do Banco Comercial dos Açores, SA, no âmbito da OPV daquele Banco, das quais 190 destinadas a trabalhadores e 1.060 a pequenos subscritores, respectivamente ao preço unitário de EUR 5,15 e de EUR 5,27. Em 3/12/2003, procedeu à venda das referidas acções do Banco Comercial dos Açores, SA, ao preço unitário de EUR 6,00, deixando de possuir quaisquer acções do Banco Comercial dos Açores, SA não tendo efectuado quaisquer outras transacções de acções ou obrigações até 31/12/2003.

Dr. José Marques de Almeida

Detinha, em 31/12/2003, um total de 90.942 acções da Banif, SGPS, SA, 9.150 das quais adquiridas em 2003, conforme o quadro seguinte:

Empresa/Espécie Operação Data Quant. Preço EUR Valor EUR
Acções Banif SGPS, SA Compra 02/12/2003 360 5,10 1.836,00
03/12/2003 233 5,11 1.190,00
05/12/2003 27 5,15 139,00
12/12/2003 5.925 5,15 30.512,00
16/12/2003 2.605 5,15 13.414,00
9.150 47.091,00

Detinha, ainda, EUR 39.903,83 em Obrigações de Caixa Subordinadas BANIF/96/2005, EUR 410.000,00 em Obrigações de Caixa Subordinadas BANIF 2000/10 – 2ª Emissão e EUR 50.000,00 em Obrigações BANIF SGPS 2003/2008.

CONSELHO FISCAL

Dr. Carlos Alberto Rosa

Mantinha, em 31/12/2003, os seguintes títulos já detidos em 31/12/2002:

  • ? ? 22.024 acções da Banif SGPS, SA,
  • ? ? 738.221 obrigações de Caixa Banif 96/2006,
  • ? ? 200 obrigações de Caixa Banif Europa 2000/2003,
  • ? ? 5 obrigações Banif 2 000/2010 2ª Emissão,
  • ? ? 5 obrigações Banif 2001/2011,
  • ? ? 5 obrigações Banif Cayman –Banif Capital Portugal 2002/2005
  • ? ? 10 obrigações Rentipar SGPS, SA 2002/2007

Adquiriu durante 2003

  • ? ? 20 obrigações Banif SGPS, SA 2003/2006, subscritas em 31/03/2003, ao preço unitário de EUR 1.000,00,
  • ? ? 50 obrigações Banif SGPS, SA 2003/2008, subscritas em 15/12/2003, ao preço unitário de EUR 100,00.

Alienou, em 3/12/2003, em sessão de Bolsa, 3.310 acções do Banco Comercial dos Açores, SA, na Oferta Pública de Aquisição Geral Obrigatória lançada pela Banif Comercial SGPS, SA.

Dr. José Luís Pereira de Macedo

Detinha, em 31/12/2003, um total de 5.000 acções da Banif SGPS, SA, já detidas em 31/12/2002.

***

Os cargos desempenhados noutras sociedades pelos membros do Conselho de Administração encontram-se referidos no ponto deste relatório respeitante ao Governo da Sociedade . Os cargos desempenhados noutras sociedades pelos membros do Conselho Fiscal (não incluindo as Sociedades de Revisores Oficiais de Contas) são os seguintes:

Dr. Carlos Alberto Rosa

Presidente do Conselho Fiscal

  • ? ? Banif Banco Internacional do Funchal, SA
  • ? ? Banco Comercial dos Açores, SA

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

  • ? ? Rentipar Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA
  • ? ? Renticapital Investimentos Financeiros, SA
  • ? ? Rentimundi Investimentos Imobiliários, SA
  • ? ? Mundiglobo Habitação e Investimentos, SA
  • ? ? MS Mundi Serviços Técnicos de Gestão e Consultoria, SA
  • ? ? Companhia Cerâmica de Telheiras, SA
  • ? ? Vestiban Gestão e Investimentos, SA

Dr. José Luís Pereira de Macedo

  • ? ? Administrador da SIET Sociedade Imobiliária de Empreendimentos Turísticos Savoi, SA
  • ? ? Administrador da EMT Empresa Madeirense de Tabacos, SA
  • ? ? Administrador da Dismade Distribuição da Madeira, SA
  • ? ? Vogal do Conselho Fiscal do Banif Banco Internacional do Funchal, SA

A seguir se informa sobre as acções e obrigações de sociedades do Grupo Banif transaccionadas e/ou detidas durante o exercício em apreço, por sociedades do mesmo Grupo.

(Valores em Euros, excepto quando indicada outra moeda)

Banif - SGPS, SA

VALORES MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/03
MOBILIÁRIOS Operação DataQuantidadeValor Quant. Valor
Acções Banif - Investimentos, SGPS, SA 1.750.000
Acções Banif Comercial, SGPS,SA Venda 31/ 12/03 8.512.000 50.220.800,00 47.488.000
Acções Banif Seguros, SGPS, SA 4.660.000
Acções Banif - Imobiliária, SA 150.000

Banif Comercial, SGPS, SA

VALORES MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/03
MOBILIÁRIOS Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor
Acções Banif Leasing, SA 1.500.000
Acções Banif Leasing, SA-Em. 02 500.000
Acções Banif Crédito SFAC, SA 600.000
Acções BCA - Banco Comercialdos Açores OPV 10/04/03 144.822 832.726,50 10.334.178
CompraBolsa 9/06/03 1.090 6.133,00
OPA 5/12/03 2.502.737 15.016.422,00
CompraBolsa 17/12/03 1.228 7.366,00
CompraBolsa 18/12/03 5.940 35.640,00
Acções Banif - BancoInternacional do Funchal AumentoCapital 2/01/03 8.000.000 40.000.000 48.000.000
Acções ordináriasBanco Banif Primus, SA Compra 17/04/03 3.326.452 2.053.971,49BRL 49.896.780
Acções preferenciaisBanco Banif Primus, SA Compra 17/04/03 594.919 367.339,87BRL 8.923.780

Banif - Banco Internacional do Funchal, SA

VALORES MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/03
MOBILIÁRIOS Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor
Acções Banif Finance, Ltd Compra 4/11/2003 1.000 USD 1000,00 1.000 791,77
Acções Banif (Brasil), Ltda. 8.186,43
Acções Banif Açores SGPS 5.015.000 24.932.418, 19
Obrigações Caixa Subordinadas Banif 1.500 11.876.484,56
Cayman 2008

BCA - Banco Comercial dos Açores, SA

VALORES MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/03
MOBILIÁRIOS Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor
Acções Banif Information andTechnology Holdings, Ltd. 10.000
Acções Banif Açor Pensões, SA 40.000
Acções Companhia de Seguros Açoreana, SA 1.020.000
Acções Comercial Açores Inc São JoséCalifórnia 100 USD
Acções Comercial Açores Inc Fall River 100.000 USD

Banif Seguros, SGPS, SA

VALORES MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/03
MOBILIÁRIOS Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor
Companhia de Seguros Açoreana,SA 3.792.500

CSA - Companhia de Seguros Açoreana,

SA

VALORES MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/03
MOBILIÁRIOS Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor
Acções Banif Inf. & TechnologyHoldings 20.000,00 20.000,00
Acções Banif Açor Pensões 108.000 695.035,66
Unid. Part. Imogest 93.968,00 2.491.991,01
Ob. Banif Primus 03/04-Taxa Fixa 6% Compra 14/05/03 1.000.000 1.000.000,00 1.000.000 1.000.000,00
Ob. Banif Primus 03/04-Taxa Fixa 6% Compra 15/05/03 1.500.000 1.501.000,00 1.500.000 1.500.000,00
Ob. Banif Cx. Sub. 00/10 2.500.000,00 2.494.049,98
Ob. Banif SGPS 96/06 498.797,90 498.797,89
Ob. Banif SGPS Sub. 97/07 649.135,58 649.135,58
Ob. BCA 98/08 1.818.118,34 1.818.662,23
Ob. Mundileasing Cx. Sub.97/07 374.098,42 374.098,42

Banif Investimentos, SGPS, SA

VALORES MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/02
MOBILIÁRIOS Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor
Acções Banif – 530.000
Banco de Investimento, SA
Acções Banif – 3.470.000
Banco de Investimento, SA
Acções Banif Comercial Compra 31/12/03 8.512.000 50.220.800,00 8.512.000
SGPS
Acções Banif Financial Services 371.000
USD
Acções Banif(Cayman), Ltd 26.000.000
USD

Banif - Banco de Investimento, SA

var oppg vopy ví pvog MOVI MENTOS POSIÇ ÃO 31/12/03
VALORES MOBILIÁRIOS Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor
Acções Banifundos Cisalpina, SA Compra 19-02-2003 90.000 EUR 540.560 300.000
Acções Banif Imo, SA 500.000
Banif - International AssetManagement,Ltd Subscrição 1-Jul-2003 1 USD 1,00
Subscrição 29-Ago-2003 49.999 USD49.999,00 50.000
New Capital-Sociedade de Capital de Risco,S.A. Subscrição 4-Abr-2003 150.000 EUR750.000,00 150.000
Acções Banif Açor Pensões, SA Compra 23-Mai-2003 1.000 EUR 6.620
Compra 4-Jun-2003 1.000 EUR 6.620
Compra 16-Jul-2003 4.000 EUR 26.480 176.000
Obrigações Banif Subordinadas 1996-2006 Compra 24-Jul-2003 20 EUR 1.000
Compra 24-Jul-2003 100 EUR 5.000
Compra 24-Jul-2003 300 EUR 15.000
Venda 24-Jul-2003 420 EUR 21.000
Obrigações Banif Subordinadas 2000-2010 (2ªSérie) Compra 14-Out-2003 1 EUR 992
Venda 14-Out-2003 1 EUR 1.000
Obrigações Banif Europa C/RendimentoGarantido 2003 Reembolso 17-Mar-2003 7.380 EUR 369.000
Obrigações Subordinadas Mundileasing 2007 EUR 299.279
Banif SGPS 2003/2006 Compra 31-Mar-2003 2.213 EUR2.213.000
Compra 31-Mar-2003 100 EUR 100.000
Venda 31-Mar-2003 2.092 EUR2.092.000
Venda 31-Mar-2003 100 EUR 100.000
Venda 31-Mar-2003 21 EUR 21.000
Venda 31-Mar- 100 EUR 100.000
2003
Compra 29-Jul-2003 30 EUR 30.000
Compra 31-Jul-2003 2 EUR 2.000
Venda 31-Jul-2003 2 EUR 2.000
Venda 31-Jul-2003 2 EUR 2.000
Compra 4-Ago-2003 10 EUR 10.000
Venda 4-Ago-2003 10 EUR 10.000
Venda 4-Ago-2003 10 EUR 10.000
Compra 5-Ago-2003 1 EUR 1.000
Compra 5-Ago-2003 46 EUR 46.000
Compra 12-Ago2003 65 EUR 65.000
Venda 12-Ago2003 28 EUR 28.000
Venda 12-Ago2003 37 EUR 37.000
Venda 12-Ago2003 65 EUR 65.000
Compra 13-Ago2003 44 EUR 43.476
Venda 19-Ago2003 20 EUR 20.000
Compra 21-Ago2003 30 EUR 29.670
Compra 25-Ago2003 1 EUR 987
Compra 29-Ago2003 30 EUR 29.700
Compra 5-Set-2003 5 EUR 4.930
Compra 12-Set-2003 5 EUR 4.930
Compra 12-Set-2003 5 EUR 4.930
Compra 12-Set-2003 38 EUR 37.468
Compra 25-Set-2003 5 EUR 4.950
Compra 1-Out-2003 1 EUR 992
Compra 1-Out-2003 4 EUR 3.966
Compra 1-Out-2003 10 EUR 9.915
Compra 3-Out-2003 3 EUR 2.970
Compra 3-Out-2003 20 EUR 19.800
Compra 7-Out-2003 7 EUR 6.937
Compra 8-Out-2003 2 EUR 1.980
Venda 13-Out-2003 122 EUR 122.000
Compra 17-Out-2003 10 EUR 9.900
Compra 17-Out-2003 10 EUR 9.900
Compra 17-Out-2003 20 EUR 19.820
Compra 22-Out-2003 3 EUR 2.970
Compra 28-Out-2003 48 EUR 47.520
I Compra 31-Out-2003 5 EUR 4.950
Compra 31-Out-2003 7 EUR 6.930
Compra 3-Nov-2003 30 EUR 29.700
Compra 5-Nov-2003 10 EUR 9.900
Compra 7-Nov-2003 15 EUR 14.850
Compra 11-Nov-2003 8 EUR 7.916
Compra 13-Nov-2003 5 EUR 4.950
Compra 14-Nov-2003 1 EUR 989
Compra 17-Nov-2003 5 EUR 4.945
Venda 25-Nov-2003 14 EUR 14.000
Compra 26-Nov-2003 35 EUR 34.598
Compra 9-Dez-2003 20 EUR 19.750
Compra 16-Dez-2003 1 EUR 988
Compra 18-Dez-2003 5 EUR 4.938
Venda 19-Dez-2003 106 EUR 106.000
Venda 19-Dez-2003 3 EUR 3.000
Venda 19-Dez-2003 43 EUR 43.000
Venda 19-Dez-2003 75 EUR 75.000
Venda 19-Dez-2003 50 EUR 50.000 EUR 15.000
Banif SGPS 2003/2008 Compra 15-Dez-2003 1.244.200 EUR1.244.200
Venda 17-Dez-2003 75.000 EUR 75.000
Venda 17-Dez-2003 46.000 EUR 46.000
Compra 23-Dez-2003 5.000 EUR 4.997
Compra 23-Dez-2003 5.000 EUR 4.995 EUR 1.133.200
Banif Finance Cayman 2003/2006 Compra 18-Nov-2003 33.500 EUR3.345.109
Venda 18-Nov-2003 3.500 EUR 349.489
Venda 18-Nov-2003 10.000 EUR 998.540
Venda 18-Nov-2003 10.000 EUR 998.540
Venda 21-Nov-2003 10.000 EUR 998.540
Compra 11-Dez2003 300 EUR 29.956
Venda 11-Dez2003 300 EUR 29.956
BanifCayman7,125% 2003 Brazil Linked Note Compra 10-Jan-2003 30 EUR 22.452
Compra 10-Jan-2003 740 EUR 553.801
Venda 14-Jan-2003 10 EUR 7.532
Venda 14-Jan-2003 28 EUR 21.088
Venda 14-Jan-2003 31 EUR 23.348
Venda 14-Jan-2003 33 EUR 24.854
Venda 14-Jan-2003 38 EUR 28.620
Venda 14-Jan-2003 39 EUR 29.373
Venda 14-Jan-2003 53 EUR 39.917
Venda 14-Jan-2003 55 EUR 41.423
Venda 14-Jan-2003 73 EUR 54.980
Venda 14-Jan-2003 93 EUR 70.043
Venda 14-Jan-2003 132 EUR 99.416
Compra 24-Jan-2003 49 EUR 36.570
Venda 24-Jan-2003 49 EUR 36.827
Compra 20-Mar2003 20 EUR 14.970
Compra 20-Mar2003 66 EUR 49.401
Venda 20-Mar2003 20 EUR 15.000
Venda 20-Mar2003 66 EUR 49.500
Compra 22-Mai2003 50 EUR 49.500
Compra 27-Mai2003 20 EUR 19.800
Compra 21-Jul-2003 40 EUR 39.900
Compra 21-Jul-2003 134 EUR 133.665
Venda 21-Jul-2003 17 EUR 17.000
Venda 21-Jul-2003 157 EUR 157.000
Venda 29-Ago2003 255 EUR 253.900
Compra 1-Set-2003 255 EUR 253.900
Compra 10-Set-2003 11 EUR 10.945
Compra 17-Dez2003 24 EUR 23.880
Compra 17-Dez2003 60 EUR 59.700
Venda 23-Dez2003 350 EUR 350.000
Banif Cayman Mix 2002/2004 Compra 23-Jan-2003 7 EUR 7.000
Venda 23-Jan-2003 7 EUR 7.014
Compra 17-Abr-2003 5 EUR 5.000
Compra 17-Abr-2003 5 EUR 5.000
Compra 28-Jul-2003 175 EUR 169.750
Compra 23-Out-2003 17 EUR 16.500
Compra 23-Out-2003 17 EUR 16.500
Venda 23-Out-2003 34 EUR 33.000 EUR 185.000
BanifCaymanBrazilLinkedNote8,125% 2007 Compra 28-Fev-2003 18 EUR 18.000
Compra 28-Fev-2003 23 EUR 23.000
Compra 28-Fev-2003 37 EUR 37.000
Compra 28-Fev-2003 185 EUR 185.000
Venda 28-Fev-2003 37 EUR 37.000
Compra 28-Fev-2003 350 EUR 350.000
10-Mar
Venda 2003 200 EUR 200.000
Compra 13-Mar2003 250 EUR 250.000
Compra 13-Mar2003 43 EUR 43.000
Venda 13-Mar2003 43 EUR 43.000
Venda 13-Mar2003 72 EUR 72.000
Venda 13-Mar2003 72 EUR 72.000
Venda 13-Mar2003 32 EUR 32.000
Venda 13-Mar2003 450 EUR 450.000
BanifCayman Capital Portugal 5,25%2005 Venda 13-Jan-2003 6 EUR 6.030
Compra 16-Jan-2003 10 EUR 9.750
Compra 29-Jan-2003 3 EUR 2.955
Compra 3-Fev-2003 1 EUR 975
Venda 3-Fev-2003 10 EUR 10.000
Compra 12-Fev-2003 5 EUR 4.875
Venda 19-Fev-2003 9 EUR 9.000
Compra 25-Mar2003 5 EUR 4.875
Compra 28-Mar2003 100 EUR 97.700
Compra 7-Mai-2003 1 EUR 990
Compra 20-Mai2003 5 EUR 4.925
Compra 6-Jun-2003 3 EUR 2.970
Compra 6-Jun-2003 20 EUR 19.800
Compra 12-Jun-2003 50 EUR 49.500
Compra 16-Jun-2003 100 EUR 98.239
Venda 16-Jun-2003 100 EUR 98.239
Venda 16-Jun-2003 100 EUR 100.711
Compra 17-Jun-2003 14 EUR 13.930
Compra 18-Jun-2003 3 EUR 2.978
Compra 18-Jun-2003 5 EUR 4.975
Compra 18-Jun-2003 34 EUR 34.136
Venda 18-Jun-2003 34 EUR 34.136
Venda 18-Jun-2003 34 EUR 34.239
Compra 24-Jun-2003 50 EUR 50.200
Venda 24-Jun-2003 50 EUR 50.200
Venda 24-Jun-2003 50 EUR 50.346
Compra 30-Jun-2003 6 EUR 5.994
Compra 10-Jul-2003 28 EUR 28.000
Venda 10-Jul-2003 28 EUR 28.000
Venda 10-Jul-2003 28 EUR 28.277
Compra 18-Jul-2003 15 EUR 14.970
Compra 21-Jul-2003 15 EUR 14.970
Venda 21-Jul-2003 15 EUR 14.970
Venda 21-Jul-2003 15 EUR 15.150
Compra 31-Jul-2003 3 EUR 2.985
Compra 31-Jul-2003 3 EUR 2.985
Venda 31-Jul-2003 3 EUR 2.985
Venda 31-Jul-2003 3 EUR 3.000
Compra 11-Ago2003 1 EUR 993
Compra 14-Ago2003 15 EUR 14.895
Compra 14-Ago2003 1 EUR 993
Venda 14-Ago2003 1 EUR 993
Venda 19-Ago2003 16 EUR 16.000
Compra 28-Ago2003 16 EUR 16.000
Compra 9-Set-2003 9 EUR 8.910
Venda 12-Set-2003 16 EUR 16.128
Compra 8-Out-2003 50 EUR 49.950
Venda 10-Out-2003 59 EUR 59.448
Compra 13-Nov2003 5 EUR 4.913
Compra 17-Nov2003 15 EUR 14.738
Venda 19-Nov2003 20 EUR 20.291
Compra 26-Nov2003 1 EUR 982 EUR 1.000
Banif Cayman Capital Europa 2005 Compra 9-Mai-2003 7.670 EUR7.670.000
Venda 9-Mai-2003 150 EUR 150.000
Venda 9-Mai-2003 175 EUR 175.000
Venda 9-Mai-2003 10 EUR 10.000
12-Mai
Venda 2003 605 EUR 605.000
Venda 12-Mai-2003 709 EUR 709.000
Venda 12-Mai-2003 100 EUR 100.000
Venda 12-Mai-2003 100 EUR 100.000
Venda 13-Mai-2003 200 EUR 200.000
Venda 13-Mai-2003 25 EUR 25.000
Venda 13-Mai-2003 35 EUR 35.000
Venda 13-Mai-2003 500 EUR 500.000
Venda 13-Mai-2003 41 EUR 41.000
Venda 13-Mai-2003 175 EUR 175.000
Venda 13-Mai-2003 2.869 EUR2.869.000
Venda 16-Mai-2003 25 EUR 25.000
Venda 16-Mai-2003 30 EUR 30.000
Venda 16-Mai-2003 200 EUR 200.000
Venda 16-Mai-2003 15 EUR 15.000
Venda 16-Mai-2003 30 EUR 30.000
Venda 19-Mai-2003 187 EUR 187.430
Compra 27-Mai-2003 74 EUR 74.000
Venda 27-Mai-2003 498 EUR 499.145
Venda 27-Mai-2003 200 EUR 200.454
Venda 30-Mai-2003 75 EUR 75.171
Venda 30-Mai-2003 40 EUR 40.091
Venda 30-Mai-2003 50 EUR 50.114
Venda 3-Jun-2003 59 EUR 59.135
Venda 3-Jun-2003 60 EUR 60.137
Compra 4-Jun-2003 8 EUR 8.000
Venda 4-Jun-2003 99 EUR 99.228
Venda 9-Jun-2003 100 EUR 100.226
Venda 9-Jun-2003 70 EUR 70.158
Venda 12-Jun-2003 5 EUR 5.012
Venda 12-Jun-2003 7 EUR 7.016
Venda 12-Jun-2003 100 EUR 100.230
Compra 16-Jun-2003 10EUR 9.965
Venda 18-Jun-2003 119 EUR 119.263
Venda 20-Jun-2003 99EUR 99.219
Compra 3-Jul-2003 605 EUR 603.488
Venda 4-Jul-2003 13EUR 13.028
Venda 4-Jul-2003 14EUR 14.030
Venda 4-Jul-2003 20EUR 20.043
Venda 4-Jul-2003 30EUR 30.065
Venda 4-Jul-2003 58EUR 58.125
Venda 4-Jul-2003 80EUR 80.172
Venda 4-Jul-2003 82EUR 82.176
Venda 4-Jul-2003 108 EUR 108.232
Venda 4-Jul-2003 200 EUR 200.430
Compra 17-Jul-2003 56EUR 56.000
Venda 6-Ago-2003 56EUR 56.115
Compra 17-Set-2003 571 EUR 571.571
Compra 17-Set-2003 41EUR 41.041
Compra 22-Out-2003 200 EUR 200.000
Venda 24-Out-2003 100 EUR 100.183
Compra 31-Out-2003 12EUR 11.868
Venda 6-Nov-2003 112 EUR 112.201
Compra 7-Nov-2003 36EUR 35.640
Compra 11-Nov2003 50EUR 49.478
Venda 11-Nov2003 30EUR 30.054
Compra 12-Nov2003 50EUR 49.678
Venda 12-Nov2003 10EUR 10.018
Compra 17-Nov2003 30EUR 29.790
Venda 19-Nov2003 20EUR 20.035
Venda 19-Nov2003 90EUR 90.158
Venda 19-Dez2003 16EUR 16.026 EUR 612.000
BanifCaymanInvestimentoEuropa2003/2007 Compra 3-Out-2003 150 EUR 150.000
Venda 3-Out-2003 150 EUR 150.000
Banco Banif Primus, 6,25% 2003 Compra 9-Jan-2003 100 EUR 101.000
Venda 9-Jan-2003 25EUR 25.429
Venda 9-Jan-2003 26EUR 26.447
Venda 9-Jan-2003 30EUR 30.515
Venda 14-Jan-2003 19EUR 19.279
Ī ·
Compra 13-Fev-2003 EUR 132.000
Venda 19-Fev-2003 EUR 133.190
Compra 1-Jul-2003 177 EUR 177.000
Venda 1-Jul-2003 177 EUR 177.531
Compra 1-Jul-2003 177 EUR 177.531
Venda 1-Jul-2003 24 EUR 24.170
Venda 1-Jul-2003 70 EUR 70.496
Venda 1-Jul-2003 83 EUR 83.588
Banco Banif Primus, 6,125% 2003 Compra 31-Jan-2003 4 EUR 3.960
, , Compra 31-Jan-2003 5 EUR 4.950
Compra 31-Jan-2003 7 EUR 6.930
Venda 31-Jan-2003 16 EUR 16.000
13-Mar- 20 FLID 10 000
Compra 2003 20 EUR 19.800
Venda 14-Mar-2003 20 EUR 20.268
Compra 21-Mar-2003 25 EUR 24.750
Compra 4-Abr-2003 25 EUR 24.750
Venda 4-Abr-2003 25 EUR 24.750
Venda 4-Abr-2003 25 EUR 25.313
Compra 1-Mai-2003 10 EUR 9.900
Compra 20-Jun-2003 12
Reembolso 22 EUR 22.000
Banco Banif Primus, 6% 2003 Compra 3-Jan-2003 EUR 225.000
Venda 6-Jan-2003 10 EUR 10.067
Venda 6-Jan-2003 15 EUR 15.101
Venda 6-Jan-2003 69 EUR 69.464
Venda 6-Jan-2003 52
Venda 8-Jan-2003 51 EUR 51.335
Venda 8-Jan-2003 28
14-Mai- ELID
Banco Banif Primus, 6% 2004 Compra 2003 20.000 20.000.000
Venda 14-Mai-2003 100 EUR 100.000
Venda 14-Mai-2003 200 EUR 200.000
Venda 14-Mai-2003 200 EUR 200.000
Venda 14-Mai-2003 500 EUR 500.000
Venda 14-Mai-2003 1.000 EUR1.000.000
Venda 14-Mai-2003 1.000 FIIR
Venda 14-Mai-2003 1.000 ELID
Venda 14-Mai-2003 2.500 ELID
Venda 15-Mai- 20
1 ı
2003
Venda 15-Mai- 1.000 EUR
Venda 2003 1.000 1.000.000
Venda 15-Mai- 1.500 EUR
Venda 2003 1.500 1.500.000
Venda 15-Mai- 1.500 EUR
2003 1.500.000
Venda 16-Mai-2003 10 EUR 10.000
19-Mai-
Venda 2003 375 EUR 375.188
** 1 19-Mai- 7.50 ELID. 550 255
Venda 2003 750 EUR 750.375
Venda 22-Mai- 611 EUR 611.611
Venda 2003 011 EUK 011.011
Venda 26-Mai- 2.500 EUR
, 01144 2003 2.500.000
Venda 29-Mai- 20 EUR 20.020
X71. 2003 2.4 ELID 24 074
Venda 3-Jun-2003 34 EUR 34.074
Venda 3-Jun-2003 42 EUR 42.092
Venda 3-Jun-2003 60 EUR 60.131
Venda 3-Jun-2003 60 EUR 60.131
Compra 9-Jun-2003 2.112 EUR2.112.000
X7 1 11 1 2002 1 000 EUR
Venda 11-Jun-2003 1.000 1.003.500
Venda 16-Jun-2003 100 EUR 100.350
Compra 17-Jun-2003 500 EUR 502.600
Venda 17-Jun-2003 100 EUR 100.500
Venda 17-Jun-2003 500 EUR 502.600
Venda 17-Jun-2003 500 EUR 505.348
Venda 17-Jun-2003 1.000 EUR1.004.000
Compra 2-Jul-2003 200 EUR 200.172
Venda 2-Jul-2003 EUR 200.172
Venda 2-Jul-2003 EUR 200.339
Compra 4-Jul-2003 EUR 980.953
Venda 4-Jul-2003 971 EUR 980.953
Venda 4-Jul-2003 971 EUR 990.920
Compra 17-Jul-2003 500 EUR 503.750
EUR 503.730
Venda 17-Jul-2003 1.000 1.008.200
Compra 23-Jul-2003 450 EUR 450.000
Venda 23-Jul-2003 450 EUR 450.000
Venda 5-Ago-2003 34 EUR 34.468
Venda 27-Ago-2003 300 EUR 303.000
Compra 8-Set-2003 375 EUR 377.625
Compra 8-Set-2003 750 EUR 755.250
Compra 9-Set-2003 1 EUR 1.000
1
Venda 9-Set-2003 1 EUR 1.000EUR
Venda 9-Set-2003 1.000 1.009.200
Venda 23-Set-2003 250 EUR 252.875
Compra 24-Set-2003 1.000 EUR1.010.000
Venda 24-Set-2003 450 EUR 455.400
Compra 15-Out-2003 200 EUR 202.300
Compra 16-Out-2003 300 EUR 303.450
Compra 27-Out-2003 750 EUR 756.750
Compra 30-Out-2003 250 EUR 252.250
Compra 30-Out-2003 600 EUR 605.400
Venda 4-Nov-2003 1 EUR 1.000
Compra 1-Dez-2003 10 EUR 10.075
Compra 1-Dez-2003 10 EUR 10.038
Venda 1-Dez-2003 10 EUR 10.075 EUR 4.959.000
Banco Banif Primus, 3,8% 2004 Compra 6-Nov-2003 175.000 EUR17.500.000
Venda 6-Nov-2003 175.000 EUR17.412.500
Compra 19-Nov2003 900 EUR 90.000
Venda 19-Nov2003 900 EUR 90.000
Compra 28-Nov2003 9.100 EUR 910.000
Venda 11-Dez2003 2.000 EUR 200.000
Venda 12-Dez2003 6.000 EUR 600.000
Venda 18-Dez2003 1.100 EUR 110.000
Rentipar SGPS 2003/2007 Compra 21-Jul-2003 100 EUR 9.800
Compra 21-Jul-2003 400 EUR 39.200
Venda 21-Jul-2003 500 EUR 51.250
Compra 6-Ago-2003 5 EUR 500
Compra 6-Ago-2003 20 EUR 2.000
Compra 6-Ago-2003 100 EUR 10.000
Venda 6-Ago-2003 100 EUR 10.000
Compra 13-Ago2003 10 EUR 965
Compra 14-Ago2003 25 EUR 2.500
Venda 14-Ago2003 25 EUR 2.500
Compra 25-Ago2003 5 EUR 485
Compra 26-Ago2003 10 EUR 965
Compra 17-Set-2003 10 EUR 970
Compra 22-Set-2003 250 EUR 24.375
Compra 3-Out-2003 100 EUR 9.850
Compra 13-Out-2003 100 EUR 9.850
Venda 13-Out-2003 265 EUR 26.500
Compra 15-Out-2003 75 EUR 7.410
Compra 15-Out-2003 200 EUR 19.760
Compra 16-Out-2003 5 EUR 494
Compra 16-Out-2003 10 EUR 988
Compra 16-Out-2003 35 EUR 3.458
Compra 16-Out-2003 100 EUR 9.880
Venda 16-Out-2003 400 EUR 40.000
Compra 17-Out-2003 15 EUR 1.482
Compra 17-Out-2003 180 EUR 17.784
Compra 21-Out-2003 25 EUR 2.470
Compra 21-Out-2003 30 EUR 2.964
Compra 22-Out-2003 360 EUR 35.568
Compra 27-Out-2003 425 EUR 41.948
Compra 5-Nov-2003 50 EUR 4.935
Compra 6-Nov-2003 65 EUR 6.416
Venda 7-Nov-2003 60 EUR 6.000
Venda 11-Nov2003 700 EUR 70.000
Venda 12-Nov2003 500 EUR 50.000
Compra 17-Nov2003 250 EUR 24.675
Compra 17-Nov2003 260 EUR 25.662
Compra 26-Nov2003 5 EUR 493
Venda 26-Nov2003 300 EUR 30.000
Venda 17-Dez2003 150 EUR 15.000
Venda 18-Dez2003 100 EUR 10.000

Banif Açor Pensões - Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, SA

VALORES MOBILIÁRIOS MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/03
Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor
Banif Cayman Brazil Linked Note 13-Mar
8,125% 2007 Venda 2003 250.000 EUR 249.919
13-Mar
Venda 2003 43.000 EUR 42.984 207.000
Banif Banco de Investimento Variable
2006 Venda 17-Fev-2003 150.000 EUR 149.300
18-Mar
Venda 2003 86.000 EUR 85.540
Compra 29-Abr-2003 115.000 EUR 113.889
Compra 30-Abr-2003 53.000 EUR 52.489
Venda 7-Mai-2003 168.000 EUR 167.525
27-Mai
Compra 2003 125.000 EUR 123.792
Compra 18-Jun-2003 15.000 EUR 14.858
Compra 27-Jun-2003 50.000 EUR 49.519
Compra 2-Jul-2003 11.000 EUR 10.896
Compra 14-Ago2003 6.000 EUR 5.975
Compra 19-Ago2003 7.000 EUR 6.970
Compra 25-Ago2003 10.000 EUR 9.936
Venda 18-Set-2003 224.000 EUR 222.090 0
Banif Cayman 6% 01/2003 Venda 3-Jan-2003 225.000 EUR 224.924 0
Banco Banif Primus, 6% 2004 Compra 15-Mai2003 300.000 EUR 300.939
Compra 23-Jul-2003 450.000 EUR 450.145
Venda 27-Out-2003 750.000 EUR 752.756 0
Banif Cayman Brazil Linked Note7,125% 2004 Compra 29-Ago2003 162.563 EUR 161.916
Venda 1-Set-2003 162.563 EUR 161.807
Compra 23-Dez2003 350.000 EUR 166.305 350.000
Banif Banco de Investimento Float
10/2008 Compra 31-Out-2003 950.000 EUR 950.000
Venda 31-Out-2003 512.000 EUR 512.000
Venda 3-Nov-2003 171.000 EUR 170.944
Venda 4-Nov-2003 265.000 EUR 264.914
Compra 5-Nov-2003 830.000 EUR 830.262
Compra 28-Nov2003 499.000 EUR 499.159
Venda 3-Dez-2003 499.000 EUR 498.841 832.000
Obrigações Subordinadas Mundileasing2007 Compra 23-Jul-2003 156.521 EUR 156.521 156.521

Banif - International Asset Management, Ltd

MOVIMENTOS POSIÇÃO 31/12/03
VALORES MOBILIÁRIOS Operação Data Quantidade Valor Quant. Valor
Banif - International AssetManagement,Ltd Subscrição 4-Jul-2003 100 USD 100,00 100

2. Informação nos termos do Art.º 448º do Código dos Sociedades Comerciais

Dando cumprimento ao disposto no Art.º 448º, n.º 4, do Código das Sociedades Comerciais e segundo os registos da Sociedade e informações prestadas, informa-se que, na data do encerramento do exercício a que se reporta o presente relatório anual, a Rentipar Financeira - Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA era titular de mais de metade do Capital Social da Sociedade.

3. Informação sobre acções próprias

Não se verificava, quer em 1/01/2003, quer em 31/12/2003, a existência de acções próprias ou equiparadas nos termos do artº 325º A do Código das Sociedades Comerciais, não tendo, do mesmo modo, havido transacções daquelas acções no decurso de 2003.

4. Titulares de participações sociais qualificadas

Nos termos do artº 6º nº1 e) do Regulamento nº11/2000 da CMVM, informa-se sobre os accionistas titulares de participações qualificadas no final do ano em apreciação, em conformidade com os elementos disponíveis na sociedade.

  • HORÁCIO DA SILVA ROQUE, titular do BI 503 965, contribuinte nº 124 616 917, residente na Av. Conde de Barcelona, 1057, Estoril - Detinha directamente, em 31/12/2003, 124.656 acções da Banif SGPS, SA., correspondentes a 0,31% do capital social.

A esta participação imputam-se direitos de voto correspondentes a:

  • 22.468.280 acções detidas pela Rentipar Financeira SGPS, SA (sociedade detida maioritariamente por Horácio da Silva Roque), correspondentes a 56,17% do capital social;
  • 93.056 acções detidas por membros do Conselho de Administração da Rentipar, SGPS, SA correspondentes a 0,23% do capital social;
  • 3.989.998 acções detidas pela Renticapital Investimentos Financeiros, S.A.(sociedade maioritariamente detida pela Rentipar Financeira, SGPS, SA), correspondentes a 9,97% do capital social;
  • 1.853 acções detidas pela Mundiglobo Habitação e Investimentos, S.A. (sociedade detida maioritariamente e indirectamente por Horácio da Silva Roque), correspondentes a 0,005% do capital social.
  • 40.000 acções da Espaço Dez Sociedade Imobiliária, Lda (sociedade detida maioritariamente e indirectamente por Horácio da Silva Roque), correspondentes a 0,1% do capital social;
  • 30.000 acções detidas por um gerente da Espaço Dez Sociedade Imobiliária, Lda, correspondentes a 0,075% do capital social.
  • SEGUROS E PENSÕES GERE, SGPS, SA, titular do cartão de pessoa colectiva nº 502 352 914, com sede na Rua Alexandre Herculano, 53, em Lisboa, com o capital social de 380.000.000 de Euros e matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa sob o nº 1 532, tinha como sociedades dependentes a Império Bonança – Companhia de Seguros, SA, Auto Gere – Companhia Portuguesa de Seguros, SA*,* Ocidental – Companhia Portuguesa de Seguros, SA e Ocidental – Companhia Portuguesa de Seguros de Vida, SA, que detinham, globalmente, uma participação correspondente a 1.616.700 acções representativas, no total, de 4,04% do capital social.
  • INSTITUTO DE SEGUROS DE PORTUGAL FUNDO DE GARANTIA AUTOMÓVEL, pessoa colectiva nº 501 328 599, com sede na Av. de Berna, nº 19, 1050-037, Lisboa, era titular de 1.528.560 acções, representativas de 3,82% do capital social.
  • ? ? FUNDO DE PENSÕES DO GRUPO BANCO COMERCIAL PORTUGUÊS, representado por Pensões Gere – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, SA, pessoa colectiva nº 503 455 229, com sede na Rua Alexandre Herculano, 53, em Lisboa, matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa com o nº04529 e com o capital social de 1.200.000 Euros, era titular de 1.468.877 acções representativas de 3,67% do capital social.
  • VESTIBAN GESTÃO E INVESTIMENTOS, SA Pessoa colectiva nº 505 775 212, com sede na Av. José Malhoa Lote 1792, em Lisboa, matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa sob o número 12161 e com o capital social de 250.000 Euros, era titular de 1.266.666 acções, correspondentes a 3,17% do capital social.

A esta participação imputam-se direitos de voto correspondentes a 10.666 acções detidas por membros do Conselho de Administração da Vestiban – Gestão e Investimentos, SA, correspondentes a 0,03% do capital social.

  • JORGE SÁ, residente à Rua do Til, n.º 56, no Funchal, contribuinte n.º 102.136.297, com o B.I. n.º 47528.9, detinha directamente 827.205 acções, correspondentes a 2,07% do capital social, sendo-lhe ainda imputáveis os direitos correspondentes a 13.450 acções (correspondentes a 0,03% do capital social) e 147.870 acções ( correspondentes a 0,37% do capital social) da Banif SGPS, SA, detidos pelas sociedades por si controladas J. Sá & Filhos, Lda e Oliveira, Freitas & Ferreira, Lda, respectivamente.

(Nota: Verificando-se a existência de administradores/gerentes comuns a várias sociedades - Rentipar Financeira SGPS, SA, Espaço Dez – Sociedade Imobiliária, Lda , Vestiban – Gestão e Investimentos, SA as acções da Banif SGPS, SA por eles detidas são apenas consideradas uma vez - na primeira circunstância aplicável - para efeitos de imputação de direitos de voto).

Dada a inexistência, em 31/12/03, de acções sem direito a voto, a percentagem de direitos de votos de cada participação é coincidente com a respectiva percentagem de participação no capital social.

Participante Nº de Acções(total imputável) % Direitos de voto(total imputável)
Horácio da Silva Roque 26.747.843 66,87%
Seguros e Pensões Gere,SGPS, SA 1.616.700 4,04%
Instituto de Seguros dePortugal-FGA 1.528.560 3,82%
Fundo de Pensões doGrupo Banco ComercialPortugês 1.468.877 3,67%
Vestiban – Gestão eInvestimentos, SA 1.277.332 3,19%
Jorge Sá 988.525 2,47%

RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL

Senhores Accionistas,

  • 1. Dando cumprimento ao disposto na alínea g) do Artº 420º do Código das Sociedades Comerciais, elaborou o Conselho Fiscal o presente relatório sobre a sua acção fiscalizadora durante o Exercício de 2003, e presta igualmente parecer sobre o relatório, contas e propostas apresentados pela Administração.
  • 2. O Conselho Fiscal manteve, como habitualmente, um diálogo permanente com os auditores e a sociedade de revisores oficiais de contas, essencial para que muitos dos aspectos fundamentais da acção fiscalizadora possam ser levados a cabo.
  • 3. O Relatório do Conselho de Administração descreve pormenorizadamente o que foi a actividade das diversas empresas do Grupo durante o Exercício de 2003. Há aqui que referir que, quanto à actividade e às contas de cada uma dessas empresas, foram objecto de pareceres e relatórios dos respectivos Conselhos Fiscais e Fiscais Únicos, pelo que não têm aqui lugar quaisquer considerações sobre esses aspectos.

Apenas se anotará, por especialmente relevante, a obtenção do rating internacional conseguido pelo Banif – Banco Internacional do Funchal, SA.

  • 4. Não deixaremos, em todo o caso, de salientar os progressos havidos quanto à implementação do tão necessário e desejável cross selling entre as empresas do Grupo e o reforço da respectiva internacionalização.
  • 5. Entendemos ainda ser de referir especialmente que, durante o exercício de 2003, ocorreram algumas operações de grande significado para a Sociedade e o Grupo, nomeadamente em termos da consolidação e reestruturação deste:
    • a) a Oferta Pública de Aquisição sobre as acções da Banif SGPS, SA, lançada pela Rentipar SGPS, SA, principal accionista da Sociedade, na sequência da qual passou a deter, directamente, 54,14% do respectivo capital e, directa e indirectamente 66,67%.
    • b) a 5ª fase de reprivatização do Banco Comercial dos Açores, que levou à venda, em OPV, de 15% do capital do Banco detido pela Região Autônoma dos Açores, tornando assim este totalmente privado.
    • c) a Oferta Pública de Aquisição, que teve lugar em Dezembro, das acções do Banco Comercial dos Açores, SA pela Banif Comercial SGPS, SA, que passou a ser titular de 99,57% do capital desse Banco, uma vez que um lote de acções foi ainda comprado fora da OPA.
    • d) a alienação, pela Banif SGPS, SA, a favor da Banif Investimentos SGPS, SA, de 15,2% do capital social da Banif Comercial SGPS, SA.
    • e) os aumentos de capital social do Banif Banco Internacional do Funchal (Cayman), Ltd e da Banif Finance, Ltd.

Sociedade com o capital aberto ao investimento do público * Capital Social € 200.000.000 Sede Social: Rua de João Tavira, 30 - Funchal * Pessoa Colectiva nº 511 029 730 Matrícula nº 3658 - Conservatória do Registo Comercial do Funchal

_________________________________________________________________________

  • f) a emissão de empréstimos obrigacionistas pela Banif SGPS, SA, tendo em vista a reestruturação do respectivo endividamento.
  • g) a concessão de um financiamento, pela Banif SGPS, SA, a título de suprimentos, à Banif Imobiliária, SA, destinado a permitir a esta a aquisição de imóveis afectos ao serviço, que pertenciam ao Banco Internacional do Funchal e ao Banco Comercial dos Açores.
  • 6. Salientados estes aspectos, não se considera necessário qualquer comentário adicional, quer quanto às contas individuais, quer quanto às consolidadas.
  • 7. O Conselho Fiscal apreciou o Relatório da Sociedade de Revisores Oficiais de Contas e a Certificação Legal das mesmas, com a qual declara concordar, para os efeitos do disposto no nº 2 do Artº 453º do Código das Sociedades Comerciais.
  • 8. O Conselho Fiscal procedeu ao exame das Contas Consolidadas da Sociedade, com referência a 31 de Dezembro de 2003, e à apreciação da concordância, com essas contas, do Relatório Consolidado de Gestão – Artº 508º D, nº 1, do Código das Sociedades Comerciais.
  • 9. Em conclusão, o Conselho Fiscal é de parecer que a Assembleia Geral:
    • a) Aprove o Relatório do Conselho de Administração relativo ao Exercício findo em 31 de Dezembro de 2003;
    • b) Aprove as Contas relativas a esse Exercício;

_________________________________________________________________________ Sociedade com o capital aberto ao investimento do público * Capital Social € 200.000.000 Sede Social: Rua de João Tavira, 30 - Funchal * Pessoa Colectiva nº 511 029 730 Matrícula nº 3658 - Conservatória do Registo Comercial do Funchal

  • c) Aprove a Proposta de Aplicação de Resultados feita no Relatório do Conselho de Administração, a qual se encontra efectuada de acordo com as normas legais aplicáveis;
  • d) Aprove o Relatório Consolidado de Gestão e as Contas Consolidadas da Sociedade referentes ao mesmo período;
  • e) Nos termos do Artº 455º do Código das Sociedades Comerciais, proceda à apreciação da administração e fiscalização da Sociedade;
  • f) Emita um voto de louvor ao Conselho de Administração, pela forma notável como, no âmbito das respectivas competências, procedeu à gestão da Sociedade durante o Exercício.
Lisboa, 10 de Março de 2004
Dr. CARLOS ALBERTO ROSA (Presidente)
ERNST & YOUNG AUDIT & ASSOCIADOS - Sociedade
de Revisores Oficiais de Contas, representada por
Dr. ALFREDO GUILHERME DA SILVA GÂNDARA (ROC)
Dr. JOSÉ LUÍS PEREIRA DE MACEDO

_________________________________________________________________________

CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS E RELATÓRIO DE AUDITORIA

INTRODUÇÃO

1. Nos termos da legislação aplicável, apresentamos a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria sobre a informação financeira contida no Relatório de gestão e nas demonstrações financeiras anexas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2003, da BANIF – S.G.P.S., S.A., as quais compreendem: o Balanço em 31 de Dezembro de 2003, (que evidencia um total de 426.098 milhares de euros e um total de capital próprio de 283.999 milhares de euros, incluindo um resultado líquido de 12.443 milhares de euros), as Demonstrações de resultados por naturezas e por funções e a Demonstração dos fluxos de caixa do exercício findo naquela data, e nos correspondentes Anexos.

RESPONSABILIDADES

  • 2. É da responsabilidade do Conselho de Administração:
    • a) a preparação de demonstrações financeiras que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira da Sociedade, o resultado das suas operações e os fluxos de caixa;
    • b) a informação financeira histórica, que seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários;
    • c) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados;
    • d) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e
    • e) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
  • 3. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos de prestação de contas acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos

emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso exame.

ÂMBITO

  • 4. O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e as Directrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas e, supletivamente, com as Normas Internacionais de Auditoria as quais exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objectivo de obter um grau de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras estão isentas de distorções materialmente relevantes. Para tanto o referido exame incluiu:
    • a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e divulgações constantes das demonstrações financeiras e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e critérios definidos pelo Conselho de Administração, utilizadas na sua preparação;
    • a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adoptadas e a sua divulgação, tendo em conta as circunstâncias;
    • a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade;
    • a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras; e
    • a apreciação se a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
  • 5. O nosso exame abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira constante do relatório de gestão com os restantes documentos de prestação de contas.
  • 6. Entendemos que o exame efectuado proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa opinião.

OPINIÃO

7. Em nossa opinião, as referidas demonstrações financeiras apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira da BANIF – S.G.P.S., S.A. em 31 de Dezembro de 2003 o resultado das suas operações e os fluxos de caixa do exercício findo naquela data, em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal e a informação nelas constante é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

ÊNFASES

  1. Sem afectar a opinião expressa no parágrafo anterior, chamamos a atenção para as situações

seguintes:

(a) Conforme referido na Nota 51 e) do Anexo às Contas, a Sociedade reconheceu no

exercício de 2003, na rubrica da Demonstração de Resultados Rendimentos de títulos

por contrapartida da rubrica do Balanço Outros Activos, o montante de 1.677,6

milhares de euros, relativos a parte dos resultados de 2003 apurados pela participada

BANIF Seguros, SGPS, S.A. (detida a 100%), propostos para distribuição no relatório

do Conselho de Administração desta entidade, datado de 17 de Fevereiro de 2004. Em 5

de Março de 2004, o Banco de Portugal emitiu a Circular 18/04/DSBDR informando

que não levantará objecções a este tratamento.

(b) Conforme referido na Nota Introdutória do Anexo às Contas (contas Individuais), face à

reestruturação do Grupo BANIF, ocorrida no 1º semestre de 2002, os valores constantes

das demonstrações financeiras reportadas a 31 de Dezembro de 2003 não são

comparáveis com os do exercício de 2002. Assim, é apresentada uma coluna pró-forma

nas demonstrações financeiras contendo os valores da actividade de gestão de

participações sociais exercida no ano anterior que é comparável com o exercício

corrente.

Lisboa, 10 de Março de 2004

ERNST & YOUNG AUDIT & ASSOCIADOS – SROC, S.A.

Registada na CMVM com o n.º 9011

Representada por:

Alfredo Guilherme da Silva Gândara

4

CERTIFICAÇÃO LEGAL E RELATÓRIO DE AUDITORIA DAS CONTAS CONSOLIDADAS

INTRODUÇÃO

  1. Nos termos da legislação aplicável, apresentamos a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria sobre a informação financeira contida no Relatório de gestão e nas demonstrações financeiras consolidadas anexas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2003, da BANIF – S.G.P.S., S.A., as quais compreendem: o Balanço em 31 de Dezembro de 2003 (que evidencia um total de 5.711.558 milhares de euros e um total de capital próprio de 345.746 milhares de euros, incluindo um resultado líquido de 25.358 milhares de euros), as Demonstrações consolidadas dos resultados por naturezas e por funções e a Demonstração consolidada dos fluxos de caixa do exercício findo naquela data, e nos correspondentes Anexos.

RESPONSABILIDADES

  • 2. É da responsabilidade do Conselho de Administração:
    • a) a preparação de demonstrações financeiras consolidadas que apresentem de forma verdadeira e apropriada posição financeira do conjunto das empresas englobadas na consolidação, o resultado consolidado das suas operações e os fluxos de caixa consolidados;
    • b) a informação financeira histórica, que seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários;
    • c) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados;
    • d) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e
    • e) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a actividade do conjunto das empresas englobadas na consolidação, a sua posição financeira ou resultados.

3. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos de prestação de contas acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso exame.

ÂMBITO

  • 4. O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e as Directrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas e, supletivamente, com as Normas Internacionais de Auditoria, as quais exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objectivo de obter um grau de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras consolidadas estão isentas de distorções materialmente relevantes. Para tanto o referido exame incluiu:
    • a verificação de as demonstrações financeiras das empresas incluídas na consolidação terem sido apropriadamente examinadas e, para os casos significativos em que o não tenham sido, a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e divulgações nelas constantes e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e critérios definidos pelo Conselho de Administração, utilizadas na sua preparação;
    • a verificação das operações de consolidação e da aplicação do método da equivalência patrimonial;
    • a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adoptadas e a sua divulgação, tendo em conta as circunstâncias;
    • a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade;
    • a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras; e
    • a apreciação se a informação financeira consolidada é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
  • 5. O nosso exame abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira consolidada constante do relatório de gestão com os restantes documentos de prestação de

contas.

6. Entendemos que o exame efectuado proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa

opinião.

OPINIÃO

7. Em nossa opinião, as referidas demonstrações financeiras consolidadas apresentam de forma

verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira

consolidada da BANIF – S.G.P.S., S.A. em 31 de Dezembro de 2003, o resultado

consolidado das suas operações e os fluxos consolidados de caixa no exercício findo naquela

data, em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal e a

informação nelas constante é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

ÊNFASE

8. Sem afectar a opinião expressa no parágrafo anterior, chamamos a atenção para a situação

seguinte:

(a) A Certificação Legal e Relatório de Auditoria relativa às contas consolidadas do

exercício de 2002 continha uma reserva por insuficiência de provisões para outros riscos

e encargos para fazer face a responsabilidades decorrentes de irregularidades praticadas

numa Agência do BANIF – Banco Internacional do Funchal, S.A. conhecidas

posteriormente ao encerramento das contas. Conforme referido na Nota 17 c) do Anexo

às Contas, foram integralmente registadas nas contas de 2003, na rubrica de Perdas

Extraordinárias da Demonstração de Resultados, as perdas incorridas com aquelas

irregularidades, razão pela qual a reserva acima referida deixou de ser aplicável.

Lisboa, 10 de Março de 2004

ERNST & YOUNG AUDIT & ASSOCIADOS – SROC, S.A.

Registada na CMVM com o n.º 9011

Representada por:

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Alfredo Guilherme da Silva Gândara

EXTRACTO DE ACTA DA ASSEMBLEIA GERAL ANUAL DE 29 DE MARÇO DE 2004

DA BANIF SGPS, SA

RELATIVO À APROVAÇÃO DE CONTAS E À APLICAÇÃO DOS RESULTADOS

(.....)

Passou-se de seguida à apreciação dos assuntos constantes da Ordem do Dia

1. Deliberar sobre o Relatório de Gestão da Banif SGPS, SA, Individual e Consolidado, respeitante ao Exercício de 2003 e sobre as Contas da Banif SGPS, SA, Individuais e Consolidadas, respeitantes ao mesmo Exercício

O Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral declarou estarem em apreciação o Relatório de Gestão da Banif SGPS, SA, Individual e Consolidado, respeitante ao Exercício de 2003 e as Contas da Banif SGPS, SA, Individuais e Consolidadas, respeitantes ao mesmo Exercício e perguntou se alguém desejaria usar da palavra antes de se passar à votação. Pediu a palavra o Senhor Presidente do Conselho de Administração, Comendador Horácio da Silva Roque que, depois de agradecer a presença dos accionistas participantes na Assembleia, fez uma breve exposição sobre os principais factos da actividade da sociedade e do Grupo durante o exercício de 2003. Sublinhou ter o exercício em apreciação decorrido de forma positiva, não obstante os 2 incidentes verificados em agências do Banif – Banco Internacional do Funchal, SA e do Banco Comercial dos Açores, SA, cujos custos, na ordem dos 15 milhões de Euros, foram absorvidos no âmbito da exploração do exercício, que terminou, não obstante essa circunstância, com resultados ainda superiores aos verificados em 2002. Referiu de seguida, entre outros aspectos, a actividade desenvolvida no Brasil – onde se procedeu a uma separação da actividade de banca comercial e de banca de investimento – e em Miami, os bons resultados que têm vindo a ser alcançados no âmbito do cross selling, incrementando as sinergias e coerência de actuação entre as diferentes unidades do Grupo e o desenvolvimento da rede de distribuição, que contava no final do exercício com 319 pontos de venda. Depois de referir o contributo para os resultados consolidados assegurados pelas empresas mais relevantes do Grupo, mencionou ainda a OPA lançada sobre o Banco Comercial dos Açores em 2003, em resultado da qual o Grupo Banif controla a totalidade do capital social daquela unidade bancária. Terminou, agradecendo a confiança manifestada pelos accionistas e reafirmando a vontade de prosseguir o caminho de crescimento gradual mas seguro que tem vindo a ser percorrido. Concluída a exposição do Senhor Presidente do Conselho de Administração e como mais nenhum dos presentes manifestasse vontade de usar da palavra, passou-se à votação do Relatório de Gestão e Contas, Individuais e Consolidadas, da Banif SGPS, SA, respeitantes ao Exercício de dois mil e três, tendo os mesmos sido aprovados por unanimidade.

2. Deliberar sobre a proposta de aplicação de resultados

Procedeu-se à apreciação da proposta apresentada pelo Conselho de Administração, a qual esteve ao dispor dos Senhores Accionistas na sede da Sociedade nos termos legais e que tem o seguinte teor: "Considerando que:

  1. No exercício de 2003, a Banif SGPS, SA obteve, face à especificidade da sua actividade de holding, um resultado individual de EUR 12.442.695,87 e um lucro consolidado de EUR 25.358.162,00;
    1. Tem sido política da Sociedade proceder, em todos os exercícios, à distribuição de lucros pelos seus Accionistas, em face dos resultados obtidos, e da sua necessidade de autofinanciamento;
    1. São salvaguardadas todas as disposições estatutárias e legais, nomeadamente, os artºs 32º e 33º do Código das Sociedades Comerciais;
    1. A Sociedade procedeu em Dezembro de 2002 ao aumento de capital de EUR 150.000.000,00 para EUR 200.000.000,00, e o dividendo adiante proposto corresponde a uma distribuição de cerca de 39,4% do lucro consolidado do exercício, superior em 4,4% à parte de resultados consolidados distribuídos relativamente ao exercício de 2002, o Conselho de Administração propõe, nos termos da alínea b) do nr. 1 do artº 376º do Código das Sociedades Comerciais e do artº 97º do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, a seguinte aplicação de Resultados:

Para Reserva Legal ....................... 1.244.269,59 Para Resultados Transitados ........ 1.083.200,76 Para Distribuição de Dividendos ...... 10.000.000,00 (*) Para Reservas Livres .................... 115.225,52 TOTAL 12.442.695,87

(*) Dividendo de EUR 0,25 (vinte e cinco cêntimos) por acção

Passou-se à apreciação da proposta e, não tendo nenhum dos Senhores Accionistas pretendido usar da palavra, foi a mesma de seguida submetida à votação, da qual resultou ser a proposta aprovada por unanimidade.

(...)