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Teixeira Durate

Quarterly Report Sep 1, 2009

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Quarterly Report

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COMUNICADO

- Informação Privilegiada -

DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS RELATIVOS AO 1º SEMESTRE DE 2009

(Não auditados)

Na mesma em data em que divulga o relatório de gestão intercalar relativo ao primeiro semestre de 2009, a "TEIXEIRA DUARTE - Engenharia e Construções, S.A." (Teixeira Duarte) disponibiliza este documento com uma síntese informativa dos principais indicadores financeiros relativos às contas consolidadas e às perspectivas para o final do exercício em curso.

Ao abrigo das disposições conjugadas dos Regulamentos da CMVM n.º 3/2006 e n.º 5/2008 – e sem prejuízo do acompanhamento e fiscalização, pelos órgãos sociais competentes, das contas e dos documentos produzidos no âmbito da prestação de informação semestral –, não foi elaborado qualquer relatório por auditor registado na Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, pelo que as demonstrações financeiras não são auditadas.

Os Resultados Líquidos Consolidados Atribuíveis a Detentores de Capital foram positivos em 19.366 milhares de euros.

30-Jun-09 30-Jun-08 Var
(IFRS) (IFRS) (%)
Proveitos operacionais 617.298 632.282 -2,4%
Custos operacionais 553.213 539.138 2,6%
EBITDA 64.085 93.144 -31,2%
Amortizações e depreciações 27.116 22.496 20,5%
Provisões 2 141 -98,6%
EBIT 36.967 70.507 -47,6%
Resultados financeiros (10.248) (384.008) -
Resultados antes dos impostos 26.719 (313.501) -
Imposto sobre os lucros (6.642) 32.080 -
Resultados líquidos 20.077 (281.421) -
Atribuível a:
Detentores de capital 19.366 (255.960) -
Interesses minoritários 711 (25.461) -

Síntese da Demonstração de Resultados Consolidada

(Valores em milhares de euros)

O Volume de Negócios manteve valores semelhantes aos de Junho de 2008, atingindo 585.138 milhares de euros.

Evolução do Volume de Negócios Consolidado

(Valores em milhares de euros)

Na sequência da conjuntura vivida nos últimos anos e, em concreto, neste semestre, a ligeira variação positiva deve-se, essencialmente, à expansão do mercado externo, cujo aumento foi maior do que a descida verificada em Portugal, passando o volume de negócios no estrangeiro a representar 62,7% do total do Grupo Teixeira Duarte.

Evolução do Volume de Negócios por Mercados

(Valores em milhares de euros)

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No mapa infra verifica-se que, apesar de alguns mercados terem sido mais penalizados pela actual conjuntura, noutros prosseguiu-se um crescimento sustentado, nomeadamente em Angola e em Moçambique, este último onde o termo comparativo com igual período de 2008 revela bem o impulso que a economia local tem tido, em especial com o investimento público em infra-estruturas essenciais ao desenvolvimento desse País.

Paises 1º Sem. 09 1º Sem. 08 Var (%)
Portugal 218.280 256.357 -14,9%
Angola 239.946 196.627 22,0%
Argélia 53.147 54.808 -3,0%
Brasil 25.214 28.619 -11,9%
Ucrânia 5.579 14.355 -61,1%
Espanha 12.582 12.805 -1,7%
Moçambique 21.824 8.733 149,9%
Marrocos 4.337 5.262 -17,6%
Venezuela 2.340 4.907 -52,3%
Outros 1.889 876 115,6%
Total 585.138 583.349 0,3%

Contributo para o Volume de Negócios

(Valores em milhares de euros)

Os proveitos operacionais consolidados registaram um decréscimo de 2,4% face a Junho de 2008, sobretudo devido à diminuição das operações não recorrentes, atingindo neste primeiro semestre de 2009 o montante de 617.298 milhares de euros.

Evolução dos Proveitos Operacionais Consolidados

(Valores em milhares de euros)

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O total dos proveitos operacionais alcançado no sector dos Combustíveis em Portugal diminuiu não só pela estratégia de optimização de resultados em detrimento do volume de negócios, mas também pela conjuntura desfavorável, em especial no mercado do petróleo.

Já relativamente aos Cimentos, Betões e Agregados, os números foram afectados negativamente pela conjuntura de alguns mercados geográficos em que C+P.A., S.A. actua, designadamente o Ucrâniano.

A Imobiliária, por seu lado, registou um decréscimo face a Junho de 2008, devido à diminuição, em 26.909 milhares de euros, dos proveitos com origem em operações não recorrentes.

Ainda assim, estas mais significativas reduções foram compensadas com as boas prestações conseguidas nas Concessões e Serviços, na Hotelaria, no Comércio Alimentar e na Construção, tendo este atingido valores semelhantes ao do período homólogo, apesar das reconhecidas dificuldades conjunturais que tem enfrentado.

Mercado Interno Mercado Externo Total
Sector de Actividade 1º S 09 1º S 08 Var(%) 1º S 09 1º S 08 Var(%) 1º S 09 1º S 08 Var(%)
Construção 141.698 149.648 -5,3% 189.322 163.615 15,7% 331.020 313.263 5,7%
Cimentos, Betões e Agregados - 45 - 9.142 17.219 -46,9% 9.142 17.264 -47,0%
Concessões e Serviços 8.764 6.156 42,4% 12.380 11.827 4,7% 21.144 17.983 17,6%
Imobiliária 31.941 40.000 -20,1% 10.853 23.846 -54,5% 42.794 63.846 -33,0%
Hotelaria 6.887 6.037 14,1% 37.324 25.426 46,8% 44.211 31.463 40,5%
Comércio Alimentar - - - 51.040 41.981 21,6% 51.040 41.981 21,6%
Comercialização de Combustíveis 50.189 76.274 -34,2% 22 - - 50.211 76.274 -34,2%
Comercialização de Viaturas 102 118 -13,6% 67.632 70.090 -3,5% 67.734 70.208 -3,5%
Outras 2 - - - - - 2 - -
Total dos Sectores: 239.583 278.278 -13,9% 377.715 354.004 6,7% 617.298 632.282 -2,4%

Proveitos Operacionais por Sectores de Actividade e Mercados Geográficos:

(Valores em milhares de euros)

Deste modo, os contributos de cada um dos sectores de actividade para o valor global dos proveitos operacionais consolidados foram os seguintes:

O EBITDA fixou-se nos 64.085 milhares de euros, o que reflecte uma descida de 31,2% em relação ao mesmo período do ano passado, devido à diminuição, em 26.909 milhares de euros, de operações não recorrentes, que nos primeiros seis meses do exercício anterior haviam alcançado um valor excepcional de 33.492 milhares de euros.

Evolução do EBITDA Consolidado

Analisando este indicador por sectores de actividade, no mapa que se segue verificamos que a grande instabilidade a nível mundial determinou comportamentos muito díspares destas áreas de negócio em função das características próprias de cada uma delas e dos respectivos mercados em que actuam, o que confirma o acerto da estratégia de diversificação de sectores e expansão geográfica, há muito prosseguida, pelo Grupo Teixeira Duarte.

EBITDA
Sectores de Actividade 1º Sem. 09 1º Sem. 08 Var (%)
Construção 17.100 11.064 54,6%
Cimentos, betões e agregados (2.642) 4.734 -
Concessões e serviços 3.930 3.184 23,4%
Imobiliária 19.995 45.443 -56,0%
Hotelaria 19.353 10.362 86,8%
Comércio alimentar 2.570 5.535 -53,6%
Comercialização de combustív 5.448 4.148 31,3%
Comercialização de viaturas 9.447 17.667 -46,5%
Não afectos a segmentos (11.159) (7.710) 44,7%
Eliminações 43 (1.283) -
Total 64.085 93.144 -31,2%

(Valores em milhares de euros)

Nesta sequência, a margem EBITDA / Volume de Negócios diminuiu, passando de 16,0% em Junho de 2008, para 11% em Junho de 2009.

Os resultados financeiros foram negativos em 10.248 milhares de euros, assinalando-se como positivo, o facto de, apesar do aumento do endividamento em 86.943 milhares de euros, os encargos financeiros terem sido

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inferiores em relação ao primeiro semestre de 2008, devido à descida das taxas de juro e ao impacto positivo do efeito cambial no montante de 1.809 milhares de euros, por força, essencialmente, da valorização do Dólar Americano face ao Euro no primeiro trimestre.

O Imposto sobre o Rendimento apurado nos primeiros seis meses deste ano, foi de 6.642 milhares de euros.

30-Jun-09 31-Dez-08 Var
(IFRS) (IFRS) (%)
ACTIVO
Activos não correntes 2.357.772 2.284.947 3,2%
Activos correntes
Caixa e equivalentes 105.641 105.478 0,2%
Outros activos correntes 793.965 787.612 0,8%
Total do Activo 3.257.378 3.178.037 2,5%
CAPITAL PRÓPRIO
Atribuível a Accionistas 260.620 243.027 7,2%
Interesses Minoritários 93.187 95.905 -2,8%
Total do Capital Próprio 353.807 338.932 4,4%
PASSIVO
Empréstimos 2.044.323 1.957.380 4,4%
Provisões 10.589 11.393 -7,1%
Outros Passivos 848.659 870.332 -2,5%
Total do Passivo 2.903.571 2.839.105 2,3%
Total do Passivo e Capital Próprio 3.257.378 3.178.037 2,5%

Síntese da Demonstração da Posição Financeira Consolidada

(Valores em milhares de euros)

O Total do Activo Líquido cresceu 2,5% em relação a 31 de Dezembro de 2008, tendo alcançado 3.257.378 milhares de euros, destacando-se as participações na "CIMPOR - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A." e no "Banco Comercial Português, S.A.", bem como o investimento no "Lagoas Park", os três com o montante global de 1.302.920 milhares de euros.

(Valores em milhares de euros)

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O Endividamento do Grupo, que continua a ser objecto de cuidado controlo e integrado na estratégia global há muito definida, atingiu 2.044.323 milhares de euros, registando uma subida de 86.943 milhares de euros neste primeiro semestre, durante o qual se investiu mais significativamente no "Lagoas Park" e no Hospital de Cascais, bem como nas actividades em desenvolvimento em Angola e no Brasil.

O Endividamento líquido do Grupo aumentou 86.780 milhares de euros face a 31 de Dezembro de 2008, sendo em 30 de Junho de 2009 de 1.938.682 milhares de euros.

(Valores em milhares de euros)

As indicadas evoluções reflectem uma política de investimentos e reforço dos capitais próprios do Grupo Teixeira Duarte, que lhe tem permitido aumentar o seu activo de forma significativa, apesar da desvalorização verificada dos Activos Financeiros Disponíveis para Venda, entendendo-se oportuno a este propósito referir que, só as participações sociais detidas no "Banco Comercial Português, S.A." e "CIMPOR - Cimentos de Portugal, SGPS, S.A.", valorizadas em 995.479 milhares de euros de acordo com as respectivas cotações de mercado a 30 de Junho de 2009, somadas ao empreendimento de "Lagoas Park", valorizado em 268.189 milhares de euros, representam 61,8% do valor de endividamento do Grupo.

Em complemento desta referência que habitualmente fazemos, refira-se que aqueles três activos normalmente indicados pela sua maior liquidez e objectiva valorização de mercado, representam apenas 38,8% do total do activo do Grupo Teixeira Duarte.

O Total dos Capitais Próprios alcançou 353.807 milhares de euros, o que traduz crescimento de 4,4% em relação a 31 de Dezembro de 2008.

A Autonomia Financeira, subiu ligeiramente, passando de 10,7% em 31 de Dezembro de 2008 para 10,9% em 30 de Junho de 2009.

A este propósito, será importante realçar que a contabilização das participações financeiras detidas pelo Grupo no "Banco Comercial Português, S.A." e no "Banco Bilbao Viscaya Argentaria, S.A.", ao valor de mercado de hoje teria um impacto nos capitais próprios, que passariam a ser de 409 milhões de euros, implicando ainda que a autonomia financeira da Teixeira Duarte subiria, com os números apurados hoje, de 10,9% para 12,3%.

O Grupo Teixeira Duarte manterá a postura de particular cautela quanto à aprovação de novos investimentos e à contenção de custos, do mesmo modo que focalizará os seus esforços de participação prudente nos principais concursos de empreitadas nacionais e continuará o crescimento deste sector no estrangeiro.

A Carteira de Encomendas do Grupo Teixeira Duarte para o sector de construção, a qual na sua globalidade atingiu o expressivo valor de 2.058.893 milhares de Euros em 30 de Junho de 2009, aumentou 3,1% face a 31 de Dezembro de 2008, permitindo assegurar bons níveis de actividade, sobretudo no contexto da actual conjuntura tão desfavorável.

Prosseguir-se-á também o desenvolvimento da actuação nos outros sectores de actividade, atribuindo igualmente, sempre que possível, prioridade ao impulso nos mercados externos, que, pela sua dinâmica, têm vindo a ganhar maior expressão no Grupo Teixeira Duarte.

No global, a Teixeira Duarte mantém como objectivos para 2009 atingir proveitos operacionais consolidados de 1.500 milhões de Euros.

Lagoas Park, 31 de Agosto de 2009

O Representante para as Relações com o Mercado,

_____________________________________ José Pedro Cobra Ferreira

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