Management Reports • Mar 30, 2009
Management Reports
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Reditus – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. Sociedade Aberta Sede: Rua Pedro Nunes, 11 – 1050-169 Lisboa Capital Social: 44.630.250,00 Euros Matriculada na C. R. C. de Lisboa com o nº. único de matrícula e de Pessoa Colectiva nº. 500 400 997
O ano de 2008, cujo detalhado relatório de actividades se coloca à apreciação dos Senhores Accionistas, fica marcado na história do Grupo Reditus pelos passos dados na construção de uma posição de liderança no sector das tecnologias de informação em Portugal.
Com efeito, a análise ao mercado de tecnologias de informação em Portugal permitiu-nos identificar oportunidades de crescimento e ganhos de dimensão através de movimentos de consolidação. Deste trabalho resultou uma aproximação entre o Grupo Reditus e o Grupo Tecnidata, que conduziu à integração das nossas actividades durante o último exercício.
Apesar do clima económico difícil, o Grupo Reditus prosseguiu a sua estratégia de crescimento orgânico nas várias áreas de negócios, demonstrando uma capacidade ímpar em transformar as ameaças em oportunidades. A clara aposta na inovação permitiu-nos antecipar tendências de mercado e criar novos produtos e serviços, respondendo às necessidades e anseios dos nossos Clientes e Parceiros originadas pelo actual contexto.
Aliás, neste momento especial do ciclo económico, o Grupo Reditus assume-se como um parceiro privilegiado dos seus Clientes na procura de soluções que lhes permitam reduzir custos, gerar valor e obter vantagens competitivas para os seus negócios.
O sucesso da estratégia implementada do Grupo Reditus está bem patente nas contas divulgadas no presente Relatório e Contas.
Após a conclusão da operação de aumento de capital no dia 23 de Dezembro de 2008, foi concretizada a aquisição do Grupo Tecnidata, tornando-se assim o Grupo Reditus no 3º maior grupo português na área das Tecnologias de Informação.
Atingimos, numa base pró-forma, 110,6 milhões de euros de Proveitos Totais e uma margem EBITDA de 12,1%, no que constitui uma plataforma sólida em que assentará o planeado crescimento quer orgânico quer por aquisições. Foi muito relevante a actividade internacional que significou 32% do Volume de Negócios Total.
No seguimento da nossa aposta nos Recursos Humanos, dinamizámos a Reditus Business School, um baluarte na formação interna que recebeu a sua acreditação como entidade formadora e que também captou mais de duas centenas de altos quadros de outras empresas, ajudando a divulgar a imagem e os valores da Reditus no exterior, bem como a potenciar o contacto com actuais e potenciais Clientes.
É de salientar, ainda, que prosseguimos a nossa politica de desenvolvimento de centros de serviços dedicados aos contratos de BPO e, a juntar aos centros de serviços de Alfragide I, Alfragide II, Pedro Nunes e Expo criamos o Centro de Serviços Reditus em Castelo Branco que iniciará a sua operações durante Abril de 2009 e, ainda, o Centro de Serviços Roma em Lisboa que aumentará a nossa capacidade em 300 postos de operação para projectos de Front-Office e Back-Office em BPO. Hoje em dia a capacidade do grupo está em quase 1.000 postos de operação para este tipo de projectos. Registamos, também, os excelentes desempenhos das áreas de Outsourcing de Infra-estruturas Informáticas e de IT Consulting na qual a introdução do conceito de Software Factory dá os primeiros passos promissores.
Em 2009, enfrentamos um mundo de desafios e oportunidades. A conjuntura económica é difícil, mas a ideal para reforçarmos a nossa posição no mercado português de tecnologias de informação.
Estamos convictos da solidez do nosso código genético, do valor que somos capazes de gerar para os nossos Clientes e de sermos merecedores da confiança que em nós depositam. Por isso, prevemos mais um ano de crescimento das nossas actividades, aproveitando todo o potencial que o mercado nos oferece.
Com a dimensão que alcançámos, temos a competência e a flexibilidade para dar resposta aos desejos, anseios e necessidades dos nossos actuais e potenciais Clientes. Somos já uma referência no sector das tecnologias de informação em Portugal, mas podemos e devemos reforçar esse papel. Por isso, temos uma estratégia sólida e eixos de crescimento bem definidos.
Queremos maximizar as complementaridades entre os nossos negócios, promovendo nos nossos Clientes o cross-selling de serviços das diferentes áreas.
Queremos reforçar a nossa presença internacional e fomentar a inovação e criando oportunidades de desenvolvimento de novas competências e carreiras.
Queremos explorar as oportunidades de mercado que ajudem a complementar a nossa actual oferta, avaliando as hipóteses de consolidação existentes.
Estamos convictos que este é o caminho a seguir. Com esforço, empenho e dedicação vamos continuar a gerar valor para os nossos stake-holders: Clientes, Parceiros, Accionistas e Colaboradores. É essa a nossa missão.
| Pró-Forma | Reportado | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2007 | 2008 | Var | 2007 | 2008 | Var | |
| Total dos Proveitos Operacionais | 75,8 | 110,6 | 46% | 32,2 | 62,6 | 94% |
| Volume de Negócios | 73,0 | 107,5 | 47% | 29,8 | 59,2 | 99% |
| EBITDA | 3,0 | 13,3 | 338% | 4,2 | 9,2 | 118% |
| EBITDA Margem | 4,0% | 12,1% | 8,0pp | 13,1% | 14,7% | $1,6$ pp |
| EBIT | 0,5 | 8,2 | 1708% | 2,7 | 4,8 | 75% |
| Resultados Líquidos | $-2,0$ | 2,7 | 230% | 0,5 | 0,6 | 39% |
| Dívida Líquida / EBITDA | 9,3 | 1,2 | 3,4 | 1,5 |
Unidade: milhões de euros
Os resultados reportados oficialmente reflectem a integração do Grupo Tecnidata a 1 de Outubro de 2008, em seguimento da assinatura do contrato de aquisição a 24 de Setembro.
Os resultados pró-forma consideram a integração do Grupo Tecnidata durante todo o exercício de forma a poder melhor analisar a evolução dos negócios.
O ano de 2008 coincidiu com o início da maior crise económica de que o Mundo tem memória desde a longa depressão dos anos 30, na sequência do crash bolsista de 1929. A crise que começou por ser financeira, atingiu ao longo do ano as economias reais da generalidade dos países desenvolvidos e atingiu nos terceiro e quarto trimestres contornos globais.
No ano de 2008 o Produto da economia portuguesa estagnou em termos reais, uma quebra de quase 2 p.p. face ao registado no ano anterior. Este resultado foi particularmente influenciado pelo abrandamento geral da actividade económica em função do acentuar da crise financeira iniciada em 2007. A quebra na actividade real foi também acompanhada por uma acentuada desaceleração da inflação já no segundo semestre.
Em termos concretos, este comportamento do Produto Nominal foi influenciado pelo abrandamento da procura interna e, mais precisamente, pela quebra do investimento. A quebra da procura externa reflectiu-se numa fortíssima inversão do anterior padrão de crescimento das exportações. Estas variações reflectiram o acentuar das consequências da crise financeira global por via da quebra de confiança dos consumidores e dos empresários e da significativa quebra no acesso ao crédito mormente do crédito ao comércio internacional que caiu a pique no último trimestre do ano. Já o consumo privado registou evolução positiva causando um aumento do endividamento das famílias.
O mercado de trabalho mostrou sinais de deterioração já no segundo semestre, tendo a taxa de desemprego subido 0,5 p.p. para quase 8% no final do ano.
A economia portuguesa divergiu face à zona euro, que cresceu em 2008. As perspectivas de crescimento económico para 2009 apontam no sentido de uma evolução recessiva, já iniciada na segunda metade de 2008, quer em Portugal quer na generalidade das economias desenvolvidas.
O sector das TI continuou a demonstrar um crescimento interessante que se estima em cerca de 13%, segundo a IDC, durante o ano transacto e continuou a confirmar a tendência para um maior peso dos serviços, Consultoria, integração de sistemas e outsourcing, em detrimento do hardware (49% em serviços e 34% em hardware). Comparando com dados de anos anteriores pela 1ª vez o segmento de Hardware perde a liderança em termos percentuais de representação de mercado. A robustez e sustentabilidade do sector de serviços em TI, fica ainda demonstrada pelo peso específico que tem na economia ao atingir, em termos consolidados, um valor de 1.971 milhões de Euros.
Apesar dos acontecimentos da 2ª metade do ano, com o despoletar e agravamento da mais séria crise económica internacional desde os anos 30 do século passado, continuou-se a assistir à crescente internacionalização e globalização das empresas que usam TI, em que a eficiência e o aproveitamento de economias de escala são cada vez mais importantes para as empresas competirem num mercado global. O alcance de maiores níveis de produtividade obtido através da focalização na actividade core da empresa, da alteração dos processos de negócio, da melhoria dos níveis de serviço, da optimização dos recursos humanos, técnicos e financeiros têm levado as empresas a recorrer cada vez mais a serviços em outsourcing. Esta tendência foi reforçada pelo crescimento da necessidade de uma rápida redução de custos de exploração, acompanhadas por uma flexibilização da estrutura de custos. O outsourcing em TI's vem dar também para esta necessidade estratégica uma resposta adequada.
Para o corrente ano, a IDC prevê um crescimento ligeiramente inferior, situando-se nos 5,3%. Em 2007 a IDC previa que o mercado dos serviços de IT deveria atingir quase 1.000 Milhões de euros em 2011, impulsionado pelo crescimento do outsourcing e consultoria. Em 2008 este valor foi superado.
Em Portugal, os sectores financeiro, telecomunicações, energia e utilities e administração pública representam mais de 70% da procura de serviços de IT. O mercado nacional de TI é muito competitivo e fragmentado, encontrando -se um grande número de micro empresas que ainda representam cerca de 40% do mercado. No entanto e em face das novas realidades económicas a dimensão e a capacidade financeira dos fornecedores de serviços de TI passou a ser um factor determinante na escolha dos Clientes, pois pretendem reduzir os riscos de subcontratação, estando assim, a concentrar os seus contratos em fornecedores com maior capacidade e resiliência. Entendemos que o nosso grupo se enquadra neste perfil e pode por isso vir a beneficiar deste movimento, pois mesmo com o mercado a crescer menos existirá uma saída de concorrentes o que de facto vai aumentar o volume de mercado disponível para os que permanecem.
Como prevíamos, em 2008 assistiu-se ao inicio de processos de fusões e aquisições entre empresas do sector que pensamos que se intensificarão no decorrer do corrente ano.
No sector da produção de semicondutores e outros componentes microelectrónicos, verificou-se durante o ano de 2008 uma contracção de 1,7%, esperando-se nova contracção de 6,9 % em 2009.
A situação no que diz respeito aos equipamentos de produção é ainda mais crítica; depois de uma redução de 24,1% em 2008, espera-se uma nova contracção de 24,7% em 2009.
A crise na procura, associada à crise no sector financeiro - com o consequente impacto numa indústria conhecida como capital intensive, levaram a Semiconductor Industry Association a reduzir as suas projecções para 2009, ano em que – pela primeira vez desde 2001 – deverá haver um decréscimo de vendas de semicondutores.
O sector de RFID continua a representar um dos mais promissores, mas assiste-se a uma importante travagem nos investimentos em adicional capacidade de produção, devido a uma enorme resistência em investir nas necessárias novas infra-estruturas, limitando assim o crescimento da sua utilização. Novos tipos de circuitos, incluindo sensores inteligentes e leitores RFID, deverão crescer acentuadamente nos próximos anos.
A produção de células fotovoltaicas, - onde algumas das tecnologias utilizadas no front-end também são aplicáveis – terá sofrido uma contracção de 1% em 2008, devido à diminuição dos preços médios de venda. Mantém-se no entanto inalterada a expectativa de crescimento a médio prazo.
Fundada em 1966, a Reditus é uma das empresas mais antigas no segmento de prestação de serviços de Tecnologias de Informação em Portugal, sendo uma referência no mercado de prestação de serviços em regime de outsourcing.
Actualmente o Grupo está organizado em duas áreas de actividade: Outsourcing de Serviços e Sistemas de Engenharia e Mobilidade.
As actividades da área de Outsourcing de Serviços incluem o Suporte Integrado ao Negócio (Front-Office e Back-Office), o IT Outsourcing e o IT Consulting. A área de Sistemas de Engenharia e Mobilidade engloba os segmentos de Sistemas de Engenharia, Sistemas de Mobilidade e Personalização de Documentos Financeiros.
Adicionalmente existem Áreas de Suporte à actividade que prestam serviços transversalmente a todas as unidades de negócio do Grupo: Marketing e Comunicação, Controlo de Gestão, Gestão de Recursos Humanos, Relação com Investidores, Contabilidade e Apoio Jurídico.
Com a junção da Tecnidata, a Reditus alargou a sua oferta de produtos e serviços na área de IT Consulting (soluções SAP) e Outsourcing de Infra-estruturas Informáticas (redes e comunicação de dados), passando a disponibilizar aos Clientes uma proposta de valor ainda mais competitiva. É importante destacar também o alargamento da presença internacional no segmento do Outsourcing de Infra-estruturas Informáticas. Adicionalmente para além da sua tradicional presença nos sectores Financeiros e de Telecomunicações, a Reditus passou a deter uma posição de relevo nos sectores Industrial, de Serviços e na Administração Pública.
O Outsourcing de Serviços é o driver principal da estratégia do Grupo e representa 93% da facturação total.
As actividades desta área de negócio incluem o Suporte Integrado ao Negócio (BPO - Front-Office e Back-Office), o Outsourcing de Infra-estruturas Informáticas e o IT Consulting
Apesar de cada uma das actividades de Outsourcing de Serviços ter uma exploração e desenvolvimento autónomo elas interagem entre si e cada vez mais existem ofertas da Reditus integrando o BPO, as infraestruturas informáticas e o IT Consulting, sendo este um caminho a incrementar no futuro desenvolvimento de negócios da Reditus
A actividade de Outsourcing baseia-se na disponibilização de serviços que pela sua natureza se traduzem numa continuidade no tempo. Por esta razão o Grupo apresenta cada vez mais contratos plurianuais ou de renovação automática que representam um valor razoavelmente seguro, constituindo este facto um factor de grande estabilidade para as nossas operações, garantindo uma continuidade sustentada.
A crescente focalização das organizações no seu core business aliado às necessidades de racionalização de recursos e aumento dos níveis de eficiência, são factores que têm levado as empresas a adoptar cada vez mais a contratação de serviços em outsourcing.
A Reditus apresenta actualmente as melhores soluções de BPO na área de gestão de processos de suporte de negócio, incluindo o tratamento, análise e interpretação de dados através de metodologias próprias, processos optimizados e flexíveis e tecnologias de informação.
As actividades do BPO incluem: preparação de documentos, verificação de requisitos, análise de dados, introdução de dados, processamento de dados, digitalização, gestão de arquivo e expediente, através de operações de Back-Office e Front-Office. O objectivo centra-se na redução de custos operacionais e aumento da eficiência dos processos dos Clientes.
As características destes processos apontam para períodos contratuais de um, dois e três anos, sendo usual um período de 2 anos. Dado o profundo envolvimento entre a Reditus e os seus Cientes e ainda a transferência de conhecimento, normalmente as relações contratuais são renovadas e prolongam-se para largos períodos de tempo.
A Reditus desenvolveu sistemas de gestão da relação com os seus Clientes e de gestão de projectos com elevado grau de sofisticação, mas que continuam sempre a evoluir e a melhorar, com base nas experiências recolhidas dos projectos realizados, e que constituem um factor muito diferenciador da sua oferta.
Os processos de negócios dos Clientes da Reditus evoluem normalmente com uma dinâmica elevada para poderem responder aos mercados em que estão presentes. Isto tem implicações na forma como os Clientes gerem os seus processos de suporte ao negócio, daí que o recurso ao outsourcing seja uma maneira de mais rapidamente se ajustarem e adaptarem. Também a forma como a Reditus gere os projectos e a relação com o Cliente contempla esta realidade e tem sido um factor de sucesso
O Grupo tem entre os seus Clientes diversas empresas de grande dimensão, nomeadamente nos sectores bancário, segurador e das telecomunicações, onde trata de operações que se revestem de um elevado grau de complexidade e sigilo.
No quadro abaixo enunciamos os serviços prestados em cada um destes sectores de actividade:
| Sector Financeiro | Sector Sequrador | Sector das Telecomunicações | Sector dos Serviços |
|---|---|---|---|
| Back-office de Processos de Suporte a Redes |
Tratamento em Back-office de Sinistros Automóvel |
Gestão do Back-office de Redes Moveis |
Vendas /Apoio Comercial |
| Tratamento de Cartões de Débito e Crédito | Tratamento em Back-office de Sinistros de Trabalho |
Gestão do Back-office de Redes Fixas | Contratação |
| Back-office de Processos de Crédito Habitacão |
Back-office de Tratamento de Apólices Ramo Vida |
Gestão do Back-office de Servicos de Dados |
Gestão e Fidelização de Clientes |
| Back-office de Tratamento de Processos de Crédito Empresas e Consumo |
Back-office de Tratamento de Apólices Multi-riscos |
Gestão do Back-office de Servicos de Imagem e TV Digital |
Recuperação de Crédito |
| Back-office de Tratamento de Leasing Auto l e Imobiliário |
Gestão e Fidelização de Clientes | Actividades de Suporte | |
| Recuperação de Crédito com Integração de Front-office |
Actividades de Suporte | ||
| Gestão e Fidelização de Clientes | Recuperação de Crédito | ||
| Actividades de Suporte | Actividades de Suporte |
Estes serviços são baseados em modelos de receitas com base transaccional (i.e. o Cliente, dentro de determinado limite mínimo, paga o que utiliza) e tem associados vários critérios de qualidade e de respeito por níveis de serviço, normalmente ligados a determinados prazos de execução do mesmo. Os Clientes deste tipo de serviços são na sua maioria médias e grandes empresas.
Em 2008 foram desenvolvidas mais actividades envolvendo a gestão de projectos de BPO/BTO nas nossas instalações; deste modo foi necessário proceder a uma expansão da capacidade dos centros de serviços Alfragide I, Alfragide II e Pedro Nunes ainda complementada pela criação do centro de Serviços Expo e do centro de Serviços em Castelo Branco em parceria com a respectiva Câmara Municipal que permitirá a criação de mais de 350 postos de trabalho ao longo de 5 anos e que irá iniciar a sua operação no final do 1º trimestre de 2009. Também em Lisboa está a ser criado o Centro de Serviços Roma com capacidade para 300 novos postos de trabalho.
Com a junção da Tecnidata, a Reditus alargou a sua oferta de produtos e serviços na área de Outsourcing de Infra-estruturas Tecnológicas, passando a disponibilizar aos Clientes uma proposta de valor ainda mais competitiva.
O objectivo desta unidade de negócio é, de uma forma global, permitir às empresas a concentração dos seus esforços na principal actividade, garantindo simultaneamente uma melhor performance de todo o sistema de informação direccionado para a produtividade, eficiência, inovação e segurança.
Esta área de negócio gere os parques e investimentos em activos fixos relacionados com sistemas de informação dos Clientes, garantindo o suporte tecnológico aos seus (dos Clientes) utilizadores respondendo e resolvendo problemas e/ou avarias (com ou sem garantias de terceiras partes - construtores de equipamentos informáticos) em equipamentos (hardware), programas informáticos (software), nas redes e equipamentos de comunicações de dados e voz e ainda em temas de segurança informática.
Os serviços prestados por esta área incluem:
Mantendo relações privilegiadas de parceria com os principais construtores mundiais de hardware e software, esta área pode oferecer soluções chave na mão de instalações múltiplas, suporte personalizado a parques informáticos nas vertentes de hardware ou software e todo um conjunto de serviços de suporte às infraestruturas tecnológicas de negócio.
O modelo de receita é também transaccional em função do número de equipamentos sob gestão e a duração dos contratos é de um, dois, três ou cinco anos, sendo usual um período de três anos. Os principais Clientes desta área de negócio estão nos sectores Financeiros (Banca e Seguros), nas Telecomunicações, na Distribuição, Comércio e Serviços e ainda no sector Automóvel.
A implementação das melhores práticas segundo a ITIL (Information Technology Infrastructure Library), em paralelo com a formação técnica e tecnológica dos recursos humanos, a sua certificação e qualificação, são factores que contribuem para uma superior qualidade dos serviços prestados.
A Reditus implementou e desenvolveu um Centro de Coordenação Operacional (CCO) com competências alargadas a todos os níveis dos processos de Suporte a Utilizadores de Sistemas e Tecnologias de Informação e Comunicações. Este Centro de Coordenação permite aumentar a performance desta área de negócios através de uma melhor gestão dos meios técnicos e humanos, de uma melhor rentabilização dos efeitos de escala e de um melhor controlo sobre os níveis de serviço e qualidade.
Com a integração da Tecnidata, esta unidade de negócio passou a ter uma presença internacional relevante, nomeadamente, na área de concepção, implementação, operação, gestão, manutenção e exploração de redes de telecomunicações e infocomunicações.
A área de IT Consulting é de elevadíssima importância estratégica e de grande potencial por incorporar fundamentalmente gestão de conhecimento fazendo a ligação entre tecnologia e negócio. Dedica-se ao desenvolvimento de sistemas de informação à medida para os seus Clientes, podendo estes sistemas de informação consistir em sistemas de apoio às operações ou na exploração de dados e gestão de informação para as áreas de alta direcção das empresas.
Para melhorar a qualidade e a produtividade desta área a Reditus tem vindo a adoptar metodologias e tecnologias que permitam uma maior agilidade e reutilização das soluções desenvolvidas, tendo implementado um conceito de fábrica de Software (Software Factory).
A Software Factory implementou uma nova abordagem de produção de software obedecendo aos princípios de standartização, especialização, escalabilidade e economia. Nesta perspectiva foi possível uma maior eficiência no processo de concepção, economias de escala na produção, um controlo rigoroso da qualidade e uma maior rapidez de desenvolvimento.
Actualmente a equipa tem uma vasta experiência em Gestão de Projectos, Desenvolvimento de Software e Integração de Sistemas, com aplicações práticas em soluções de Intranet/Extranets, Sites Corporativos, CRM, Business Intelligence, Workflow e Gestão Documental. É constituída por consultores especialistas em diversas áreas tecnológicas e de negócio, com uma forte aposta em parcerias, com certificações nas plataformas tecnológicas Outsystems e Microsoft.
Durante o ano de 2008 foram potenciadas abordagens conjuntas com as áreas de Outsourcing de IT e de Suporte Integrado ao Negócio, reforçando a capacidade multidisciplinar do Grupo Reditus, nomeadamente no desenvolvimento de sistemas de informação, na implementação e manutenção de tecnologias e no outsourcing de processos de negócio.
Considerando que algumas organizações têm vindo a reconhecer, também nas suas áreas de desenvolvimento de software, a necessidade de redução de custos, melhor qualidade e maior rapidez, existem perspectivas de evolução no sentido do alargamento da nossa oferta a novos Clientes assim como a consolidação da presença nos actuais Clientes.
O modelo de receita é ligado à obtenção de um resultado (sistema de informação pronto a funcionar) ou então ligado a prestação de serviços que são incorporados nos projectos desenvolvidos pelos próprios Clientes. Qualquer destes serviços pode estar inserido em contratos programa com a duração de normalmente um ano, ou com a duração necessária à obtenção do resultado pretendido.
Os Clientes desta área são muito variados, sendo os principais pertencentes aos sectores Financeiro (Banca e Seguros), Telecomunicações, Distribuição e Consumo, Engenharia e Concessões.
Esta área de negócio ganhou um peso relevante com a incorporação da Tecnidata, nomeadamente da Roff, prestando serviços de consultoria de maior valor acrescentado.
A Roff, empresa vocacionada para a oferta de serviços de consultoria SAP, oferece serviços de consultoria estratégica em tecnologias de informação, consultoria de implementação, controlo de qualidade pósimplementação, consultoria técnica e de operação, outsourcing de tecnologias de informação, formação no âmbito de projectos de implementação de sistemas e soluções de gestão documental.
Em 2008, a Roff foi líder nas vendas de Software SAP para o canal VAR (pelo 5º Ano consecutivo) e líder na prestação de serviços de consultoria SAP em Portugal, tendo atingido um volume de facturação consolidado de 19,8 milhões de euros. Com uma equipa de aproximadamente 250 consultores, a ROFF opera hoje em diferentes mercados internacionais, tendo escritórios em Portugal (Lisboa e Porto), em Luanda através da sua
filial ROFFtec Angola (desde 2006) e em Paris onde constituiu em 2007 a sua filial ROFFglobal France, prestando serviços para diversos países da Europa Central e do Norte. De salientar que a ROFF é parceira da SAP em Portugal, França, Angola e Moçambique, estando autorizada a vender Software SAP nestes quatro países.
Durante o ano de 2008, a ROFF estabeleceu uma nova unidade de negócio dedicada ao desenvolvimento de Software. Este unidade de negócio foi criada numa lógica de near shore com o objectivo de reduzir custos aos nossos Clientes e melhorar os desenvolvimentos efectuados pela empresa nos seus diferentes projectos de implementação SAP.
Nesta unidade de negócio, que actualmente tem aproximadamente 40 consultores especializados, com grande competência e experiência em programação ABAP e noutras linguagens de programação complementares, tem como foco a reutilização de software e a consequente a redução de custos dos desenvolvimentos.
A Reditus oferece Soluções de Engenharia sob a forma de equipamentos e linhas de produção chave na mão para o fabrico de semicondutores (back-end e front-end) e de outros componentes micro-electrónicos, através da sua participada Caléo em França.
A massificação das etiquetas inteligentes - utilizando uma arquitectura de RFID - a que se está a assistir, assenta em parte nas soluções de fabrico e de montagem desenvolvidas a partir do conhecimento e investigação da Caléo
Os Clientes nesta área de negócios do Grupo Reditus incluem os maiores fabricantes de semicondutores e outros componentes micro-electrónicos, nomeadamente utilizados em equipamentos militares e indústria aeroespacial, na electrónica automóvel, em telecomunicações, na opto-electrónica e em cartões inteligentes, cobrindo uma área geográfica que inclui a Suiça, Bélgica, França, Itália, Espanha, Portugal, Marrocos e mais recentemente a região da Ásia-Pacífico.
Esta área desenvolve e implementa soluções próprias de Geo-Referênciação e Telemetria.
Estas soluções destinam-se aos mercados de Distribuição de Mercadorias, Transporte de Passageiros, Serviços de Emergência (Bombeiros, Ambulâncias) e Transporte de Valores, permitindo a segurança de passageiros e carga, determinação da localização exacta das viaturas e a optimização de rotas, gerindo o trabalho dos motoristas, zelando pelo cumprimento de horários e automatizando tarefas administrativas.
Racionalizar, Detectar, Reagir e Prevenir são o fundamento dos sistemas e aplicações colocados ao dispor das empresas e instituições cuja actividade depende da performance da sua frota móvel.
A comunicação de dados é efectuada em tempo real com custos operacionais reduzidos, devido à utilização da tecnologia GPRS.
A flexibilidade desta solução permite a sua adaptação de acordo com as reais necessidades do cliente.
Com base na mais alta tecnologia de impressão (LFF) e aplicações próprias desenvolvidas para a actividade, a Reditus fornece, em regime de outsourcing total, serviços de personalização, acabamento e handling de cheques e outros documentos diversos para o mercado financeiro que pela sua complexidade e delicadeza originam processos de produção especialmente complexos.
Actualmente, são processados anualmente mais de 30 milhões de documentos que passam pelas diferentes fases de impressão, acabamento e manuseamento, tais como a personalização, a impressão de caracteres de leitura óptica, o corte e acabamento, a encadernação, a envelopagem e a expedição, completando assim todo o circuito iniciado pela recepção e tratamento de ficheiros electrónicos.
Relativamente às áreas de suporte ao negócio, cumpre destacar os serviços de Gestão de Recursos Humanos, elemento fulcral na prossecução dos objectivos do Grupo Reditus.
A Reditus considera que a formação dos seus colaboradores é fundamental para sustentar o conhecimento, o desenvolvimento, a inovação e a competitividade no mercado onde opera, razão pela qual criou, em Janeiro de 2008, o centro de formação Reditus Business School.
A Reditus Business School tem por missão: (1) promover a formação inicial e contínua aos profissionais do Grupo Reditus de forma a dotá-los com competências nas vertentes técnica, de gestão e do negócio para desempenharem com eficácia as suas funções, (2) identificar parceiros para ministrarem formações/certificações em áreas de gestão e técnicas destinada a gestores, consultores e técnicos de TI e (3) conceber um catálogo de cursos de forma a dar resposta às solicitações.
Durante o ano de 2008, a Reditus Business School desenvolveu várias actividades, cujos resultados convergem no sentido pleno do cumprimento da sua missão. As intervenções foram efectuadas no âmbito do ciclo formativo (diagnóstico das necessidades de formação, planeamento, concepção de cursos e dos respectivos suportes formativos, organização e execução de actividades formativas/workshops) e no âmbito do desenvolvimento do Capital Humano do Grupo Reditus através da Identificação de Talentos e da Avaliação de Competências.
A Reditus Business School efectuou parcerias para qualificar o seu capital humano. Elaborou um protocolo com a Universidade Nova de Lisboa para desenvolver formação na área de Gestão destinada a gestores e executivos, dotou profissionais com competências de liderança e direcção de equipas de projectos através da certificação PMP e ainda certificou técnicos e consultores TI em áreas da Microsoft.
Em Janeiro de 2009 foi concedida pela Direcção Geral do Emprego e Relações do Trabalho a acreditação à Reditus nos domínios do planeamento de intervenções formativas, na concepção de programas, instrumentos e suportes formativos, na organização e promoção e desenvolvimento/execução de actividades formativas que complementa a certificação obtida pela Roff, no domínio de Organização e Desenvolvimento de acções formativas, nas áreas de Ciências Informáticas e Formação de Professores e Formadores.
A formação contínua mantém-se como um dos factores chave para a obtenção do sucesso na execução das funções e no alcançar dos objectivos previamente definidos. Durante o ano de 2008, foram realizadas um total de 95 acções de formação envolvendo cerca de 1.392 participantes e representando um volume de formação de 8.160 horas.
No exercício de 2008, o número médio de colaboradores do Grupo com vínculo permanente foi de 936, possuindo cerca de 54% um grau de licenciatura (com especial incidência nas áreas das tecnologias de informação e comunicação), e situando-se 65% na faixa etária dos 25 aos 35 anos.
Conforme referido anteriormente no capítulo 2, os resultados reportados oficialmente reflectem a integração do Grupo Tecnidata a 1 de Outubro de 2008, em seguimento da assinatura do contrato de aquisição a 24 de Setembro de 2008 e os resultados pró-forma consideram a integração do Grupo Tecnidata durante todo o exercício.
As sociedades constituintes do Grupo Reditus tiveram um bom desempenho no exercício de 2008, apesar das adversidades da crise financeira verificada. Salientamos a performance da área de Outsourcing de Serviços, que se consolida como a actividade motora do crescimento do Grupo Reditus.
Reflectem-se, nos resultados de 2008, o aumento dos custos relacionados com o reforço da estrutura e com o acréscimo de actividade assim como a constituição de uma provisão, correspondente a um contrato celebrado no exercício e oportunamente divulgado, afectou negativamente os resultados.
A contínua preocupação com a contenção de custos e criação de valor nos negócios, permite a manutenção da confiança nos resultados futuros.
A área de Outsourcing de Serviços continuou a apresentar um crescimento sólido em 2008, tendo o Volume de Negócios registado um acréscimo de 49% face ao período homólogo para 99,5 milhões de euros. Este crescimento resultou do bom desempenho de todas as actividades do Outsourcing de Serviços, sendo de destacar a excelente performance da área de Outsourcing de infra-estruturas com um crescimento de 64%.
O EBITDA registou um incremento de 437% para 12,4 milhões de euros, equivalente a uma margem de 12,1%, o que compara com 3,3% de margem alcançada em 2007.
O exercício de 2008 ficou marcado pelo reforço da posição do Grupo Reditus no mercado de Outsourcing de Serviços. O Grupo celebrou novos contratos no montante de 45,3 milhões de euros, tendo a consolidação do Grupo Tecnidata gerado um contributo de 23,2 milhões de euros. Dos novos contratos celebrados, 23,7 milhões de euros tiveram impacto em 2008, enquanto 21,6 milhões de euros terão impacto na facturação de anos posteriores.
Estes novos contratos demonstram a capacidade de crescimento orgânico do Grupo Reditus e são resultado da constante evolução e desenvolvimento das suas actividades ao serviço dos clientes.
Com a integração do Grupo Tecnidata, alterou-se o mix de vendas por sector de actividade, atingindo um portfólio equilibrado nos vários sectores da economia.
Com o reforço do serviço no crédito hipotecário (apesar da retracção do mercado) e o arranque do serviço de recuperação de crédito, a Reditus consolidou a sua posição de liderança nas actividades de suporte ao sector financeiro.
É de salientar a contínua aposta no desenvolvimento de centros de serviços de Outsourcing em Portugal. A juntar aos centros de serviços de Alfragide I, Alfragide II e Pedro Nunes, lançou-se o Centro de Serviços Reditus em Castelo Branco e ainda o Centro de Serviços Roma em Lisboa que aumentará a nossa capacidade em 650 postos de operação para projectos de Front-Office e Back-Office em BPO.
A área de Suporte Integrado ao Negócio apresentou uma excelente performance em 2008, tendo alcançado 14,7 milhões de euros de Volume de Negócios, o que significa um crescimento de 28% face ao valor registado no período homólogo. O EBITDA registou um acréscimo, em termos homólogos, de 16% para 2,1 milhões de euros, equivalente a uma margem de 12,1%.
Esta unidade de negócio apresentou um excelente desempenho operacional reflectindo o forte crescimento do mercado internacional com a celebração de contratos de serviços relevantes na área de telecomunicações e infocomunicações. O Volume de Negócios aumentou 64% para 56,3 milhões de euros e o EBITDA foi de 7,1 milhões de euros vs. EBITDA negativo de 2,4 milhões de euros no ano anterior. A margem EBITDA atingiu 12,4%. O mercado internacional representau 49% da facturação total.
Esta área de negócio apresentou uma performance positiva em 2008. O Volume de Negócios cresceu, em 2008, 35% para 28,5 milhões de euros e o EBITDA aumentou de 9% para 3,3 milhões de euros reflectindo o bom desempenho da Roff. A margem EBITDA atingiu 11,4%.
Salientamos o aumento da presença internacional através da Roff e a criação da Software Factory (Outsystems e SAP).
O Volume de Negócios da área de Sistemas de Engenharia e Mobilidade atingiu 8,0 milhões de euros, apresentando um acréscimo de 25% face ao valor alcançado no ano de 2007. Este aumento deveu-se essencialmente ao excelente desempenho operacional da unidade de Sistemas de Mobilidade que registou um aumento de 154% no seu Volume de Negócios.
O EBITDA atingiu 0,91 milhões de euros, valor que compara com 0,73 milhões de euros em 2007 devido ao bom desempenho das unidades de Sistema de Engenharia e de Sistemas de Mobilidade. A margem EBITDA manteve-se inalterada face ao ano anterior nos 11,3%.
Esta área celebrou novos contratos no montante de 8,0 milhões de euros, apresentando um crescimento de 26% em relação aos 6,3 milhões de euros de novos contratos celebrados durante o ano de 2007.
Performance das acções Reditus em 2008
Fonte: Euronext
A cotação de fecho das acções da Reditus em 2008 foi de 7,10 euros; 22,8% abaixo do preço de fecho do final do ano anterior de 9,20 euros, registando uma desvalorização muito inferior à verificada no principal índice bolsista português - PSI 20 - que desvalorizou 51,3%.
Em termos de liquidez, foram transaccionadas durante o exercício cerca de 2,8 milhões de títulos da Empresa, representando um valor de transacção de 22,7 milhões de euros.
O número médio diário de acções transaccionadas fixou-se em cerca de 11 mil títulos, correspondente a um valor médio diário de cerca de 88 mil euros.
Durante o ano de 2008, o Grupo Reditus reforçou a sua política de comunicação, prosseguindo uma estratégia de transparência e proximidade com os seus diversos stakeholders. Esta abertura possibilitou a divulgação de diversas iniciativas, tanto a nível institucional e financeiro como de produtos e serviços, que colheram o interesse dos diversos meios de comunicação social.
A operação Tecnidata captou muitas das atenções dos media ao longo do ano de 2008, tendo originado diversos momentos de comunicação. Exemplos disso foram o início das conversações com o Grupo Tecnidata para a integração das actividades, o acordo celebrado entre as partes envolvidas, o aumento de capital que ajudou à integração e a concretização da operação.
O Grupo prosseguiu a sua política de comunicação regular junto dos media, divulgando os novos contratos celebrados e os indicadores operacionais e financeiros, bem como soluções inovadoras desenvolvidas pelas várias unidades do Grupo.
Adicionalmente, foi iniciado o trabalho de promoção dos workshops e seminários desenvolvidos pela Reditus Business School, que se afirma hoje como um espaço privilegiado de debate das mais importantes temáticas do sector das Tecnologias de Informação.
A cobertura efectuada pelos media ao trabalho desenvolvido pelo Grupo ajudou a reforçar a notoriedade de marca Reditus, que se assume cada vez mais como uma referência no sector das Tecnologias de Informação em Portugal. Esta realidade é demonstrada pela análise aos artigos divulgados ao longo do ano, onde se destacaram os meios económicos – tanto jornais como sites – e os meios sectoriais e especializados.
O presente ano de 2009, exigirá grande prudência na gestão dos vários negócios do grupo, mas determinação em prosseguir com o plano de negócios e com os princípios enunciados em 2008 e ainda com a consolidação das actividades iniciadas nesse ano, em particular a maximização da junção com o Grupo Tecnidata, potenciando as sinergias e optimizações comerciais, técnicas, humanas e financeiras decorrentes da integração plena das duas entidades.
As oportunidades a explorar vão incidir na exploração do cross-selling entre as bases de Clientes, que se complementam, dos dois grupos e na criação de um novo portfolio de serviços e produtos decorrentes da junção da oferta com origem nas várias empresas que agora constituem a nova realidade do grupo Reditus. O bom aproveitamento do cross-selling pode contribuir para um bom desempenho do crescimento orgânico.
Acreditamos ainda que a área internacional terá um desenvolvimento importante decorrente da exploração das nossas vantagens competitivas a nível do know-how específico em determinadas tecnologias e serviços e ainda de um diferencial – arbitragem - favorável dos custos e dos preços que podemos praticar nesses mercados alvo na Europa e em África.
A situação económica vai forçar a um redesenho do sector, quer em termos da procura por parte dos Clientes, quer da oferta por parte dos Fornecedores. Além dos normais padrões de avaliação de competência tecnológica e da qualidade da oferta feita, acreditamos que a capacidade e robustez dos Fornecedores vai cada vez mais ser um parâmetro que os Clientes vão avaliar na escolha das ofertas e na sua tomada de decisão, pois só com fornecedores fortes, os Clientes podem minimizar os seus riscos operacionais e responder aos seus próprios desafios. Assim e apesar de o crescimento do mercado ser expectavelmente baixo, decorrente de uma situação económica deteriorada, vai existir mais mercado em resultado da saída de players mais pequenos ou com menor capacidade económica e financeira. Outro factor importante será a
flexibilidade em atender às necessidades de execução dos projectos dos nossos Clientes. Aí consideramos ter também vantagens sobre as empresas multinacionais, que por estarem a sofrer grandes impactos globais decorrentes da situação económica vão ter, para com as subsidiárias no nosso pequeno País e pelo pouco que estas representam no seu volume de negócios global, menor amplitude para assumir compromissos de fornecimento e de projecto que não sejam totalmente standard em relação à sua oferta global. O Grupo Reditus está bem posicionado para dar estas garantias e flexibilidade aos seus Clientes.
A Reditus tem vindo a consolidar a sua posição de liderança no mercado nacional na área de Outsourcing de Serviços. É de registar que este tem vindo a apresentar, a nível nacional e internacional, importantes taxas de crescimento, perspectivando-se no curto e médio prazos aumentos significativos desta actividade.
Pensamos que para atingir este objectivo duplo de liderança e rentabilidade é fundamental a aceleração do crescimento orgânico e a concretização de uma política activa de aquisições.
Para acelerar o crescimento orgânico, a Reditus delineou a estratégia operacional para o período de 2008- 2010, tendo como meta consolidar a posição de liderança no mercado português de Outsourcing com níveis superiores de criação de valor, agora reforçada com junção com a Tecnidata.
O principal vector estratégico da Reditus continua a assentar no aumento da oferta de serviços e da carteira de Clientes, respeitando parâmetros de rentabilidade e solidez financeira.
A definição de uma política de atracção, desenvolvimento e retenção de talentos de forma a reforçar o capital humano, a competitividade e a redução dos níveis de rotatividade dos colaboradores continuará a constituir uma das prioridades do Grupo Reditus para este ano.
O Grupo continua apostado em explorar oportunidades de deslocalização de competências para outras regiões do país, assegurando a aquisição de experiências e beneficiando de baixos custos operacionais. O que fará designadamente com o Centro de Serviços de Castelo Branco e com a Fabrica de Software na Covilhã.
Na área de Suporte Integrado ao Negócio, a Reditus pretende alargar a base de Clientes no segmento de back-office de crédito à habitação onde detém competências reconhecidas em grupos financeiros de referência, desenvolver experiências noutros processos bancários, replicando os níveis de expertise alcançados em back-office de Crédito Imobiliário e consolidar a aposta nos serviços de recuperação de crédito com integração de front-office. Nesta área, contamos igualmente expandir a presença no sector Segurador, apostar na entrada na Administração Pública e no sector da Energia e Utilities.
No que concerne à área de IT Consulting, o objectivo é continuar a reposicionar esta unidade de negócios como prestadora de serviços de consultoria de maior valor acrescentado, quer para clientes próprios, quer como ferramenta de suporte para a actividade das áreas de Outsourcing de IT e de Suporte Integrado ao Negócio. Assim, a Reditus irá (1) desenvolver a oferta de serviços para áreas de maior valor acrescentado, (2) apostar na gestão de projectos fechados, identificando projectos passíveis de serem standardizados, (3) continuar a potenciar oportunidades na oferta de serviços de consultoria a clientes de Outsourcing de IT e BPO e (4) desenvolver competências técnicas e de gestão para implementação do conceito de Software Factory. A aposta no negócio de cedência de recursos qualificados na área de desenvolvimento e manutenção de sistemas e aplicações será mantida. É de referir que a parceria estabelecida com a OutSystems, que se tornou realidade em 2008 continuará a ser uma aposta estratégica onde esperamos alcançar ainda melhores resultados.
Com a Roff apostaremos em manter a liderança nacional na implementação de soluções SAP e desenvolver e potenciar o mercado internacional com esta oferta, reforçando assim, a importância desta unidade de negócios empresa no Grupo Reditus.
Em relação a área de Outsourcing de Infra-estruturas Informáticas, perspectiva-se o alargamento da actual oferta de serviços, promovendo a entrada nos segmentos de Data Center Management, Network Applications e Enterprise Applications. A aposta no desenvolvimento e promoção de ofertas integradas de serviços deverá aumentar a penetração e fidelização dos Clientes. No âmbito do alargamento da actual oferta de serviços, esta unidade de negócio tenciona reforçar as parcerias-chave com fornecedores de plataformas operativas e de infra-estruturas, assim como adequar o perfil técnico, a formação e a certificação dos colaboradores às novas orientações estratégicas.
A estratégia delineada para o negócio de Sistemas de Engenharia e Mobilidade consiste na optimização do capital empregue e na consolidação da sua gestão.
A concretização de uma politica activa de aquisições que reforcem a cadeia de valor e a oferta de serviços do Grupo Reditus constitui também um objectivo para o corrente ano.
A Reditus tem mantido nos últimos anos uma atitude atenta à sociedade em que está inserida e tem desenvolvido uma política em crescendo que se enquadra no âmbito da Responsabilidade Social.
A nossa perspectiva é de contribuir fundamentalmente para a criação e divulgação do conhecimento e para o desenvolvimento de factores que permitam a disseminação do mesmo nas áreas ligadas às TIC, à gestão e aos recursos humanos na óptica da valorização das competências individuais ao serviço da economia e da sociedade em que os indivíduos se encontram inseridos.
Assim implementaram-se nos últimos anos vários programas que se têm vindo a ser aprofundados, a saber;
Estas acções e programas são parte integrante da maneira de estar e pensar do Grupo e reflectem o seu interesse em contribuir para o desenvolvimento das competências do indivíduo/cidadão enquanto parte activa na vida social e económica do meio em que está inserido, procurando ainda valorizar o conhecimento como forma de contribuir para uma diferenciação positiva da competitividade.
Até hoje patrocinado pelas várias Administrações, que têm presidido aos destinos do Grupo, estes programas e acções têm sempre envolvido um leque grande de colaboradores internos disponíveis para as pôr em prática. É nossa intenção criar condições para um ainda maior dinamismo desta atitude de responsabilidade perante a sociedade, sempre em consonância com os objectivos do Grupo e envolvendo e motivando para tal mais colaboradores, sendo ainda de reflectir sobre a criação de uma função de Gestor Operacional dos Programas de RS e de um conjunto de iniciativas de solidariedade em regime de voluntariado.
Aderimos também ao princípio da sustentabilidade das nossas actividades empresariais e do seu impacto na Sociedade, estando em curso acções que visam reduzir a nossa pegada de CO2 por via de uma melhor gestão energética dos nossos edifícios e instalações, pela implementação de programas de reciclagem de resíduos de desperdícios resultantes da nossa actividade, nomeadamente de papel e consumíveis informáticos, pela adopção de práticas não predatórias nos negócios e ainda pelo respeito dos valores morais
e sociais na relação com todos os stake-holders como sejam Clientes, Colaboradores, Entidades Oficiais, Entidades Sociais e outras com quem temos relações decorrentes da nossa actividade empresarial.
Foi também implementado o Prémio Reditus para a Inovação, aberto a todos os profissionais do Grupo Reditus e que visa premiar a criatividade e inovação ao nível da sustentabilidade operacional e funcional.
Como é descrito no Relatório do Governo de Sociedade esta dispõe de um conjunto de Comissões Especializadas que verificam e se pronunciam sobre as diferentes vertentes de suporte estratégico e operacional.
De uma forma geral e para além do acompanhamento do funcionamento destas comissões, em conjunto com os membros da Comissão Executiva, os Administradores Não Executivos seguem em permanência funcionamento da actividade da sociedade e suas participadas quer no plano operacional, quer na vertente económico-financeira.
Em termos de contas individuais, a Reditus – SGPS, S.A. apurou, em 2008, um resultado negativo de € 3.344.556 (três milhões, trezentos e quarenta e quatro mil, quinhentos e cinquenta e seis euros), que o Conselho de Administração propõe seja transferido para Resultados Transitados.
Salientamos a confiança depositada pelos Clientes nas sociedades do Grupo Reditus, o empenho dos nossos Colaboradores na prossecução dos objectivos a que nos propusemos, bem como o apoio qualificado do Conselho Fiscal, do Conselho de Estratégia, das Comissões Especializadas, dos Bancos e dos outros parceiros de negócios, alicerçando a sustentabilidade do futuro do Grupo Reditus.
Lisboa, 27 de Março de 2009
O Conselho de Administração
Eng. Miguel Maria de Sá Pais do Amaral – Presidente
Dr. Frederico José Appleton Moreira Rato – Vice- Presidente
Eng. José António da Costa Limão Gatta – Administrador
Dr. Fernando Manuel Cardoso Malheiro da Fonseca Santos – Administrador
Prof. Doutor António do Pranto Nogueira Leite – Administrador
Dr. Rui Miguel de Freitas e Lamego Ferreira – Administrador
Dra. Teresa João Cesário Cordeiro Simões - Administradora, C.F.O
| notas | 31-12-2008 em base IFRS |
31-12-2007 em base IFRS |
||
|---|---|---|---|---|
| ACTIVO | ||||
| Activo não corrente | ||||
| Activos fixos tangíveis | 6 | 252.382 | 341.391 | |
| Goodwill | 7 | 2.991.385 | 1.690.475 | |
| Outros activos fixos intangíveis | 0 | 0 | ||
| Outros investimentos financeiros | 8 | 76.679.898 | 7.879.114 | |
| Activos por impostos diferidos | 9 | 1.344.995 | 81.268.660 | 590.512 10.501.492 |
| Activo corrente | ||||
| Inventários | 0 | 0 | ||
| Clientes | 10 | 185.715 | 2.520.134 | |
| Outras contas a receber | 11 | 52.859.955 | 34.348.956 | |
| Outros activos correntes | 12 | 166.023 | 418.103 | |
| Caixa e seus equivalentes | 13 | 4.313.381 | 1.755.032 | |
| Total do Activo | 57.525.074 138.793.734 |
39.042.225 49.543.717 |
||
| CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO | ||||
| Capital e Reservas | ||||
| Capital nominal | 14 | 44.630.250 | 32.500.000 | |
| Acções (quotas) Próprias | 14 | -173.245 | -173.245 | |
| Reservas Não Distribuiveis | 14 | 10.507.379 | 2.016.204 | |
| Reservas Distribuiveis | 14 | 1.522.269 | 1.522.269 | |
| Exedentes de valorização de activos fixos | 14 | 5.939 | 5.939 | |
| Ajustamentos ao valor de Activos Financeiros | 14 | 54.326.768 | -18.530.704 | |
| Resultados acumulados | 14 | 5.984.266 | 8.580.975 | |
| Resultado líquido do período | 14 | -3.344.556 | 492.840 | |
| 113.459.070 | 26.414.278 | |||
| Total Capital Próprio | 113.459.070 | 26.414.278 | ||
| Passivos não correntes | ||||
| Empréstimos e descobertos bancários M | 15 | 1.123.615 | 742.883 | |
| Outras contas a pagar M | 16 | 628.106 | 1.324.864 | |
| Passivos por impostos diferidos | 209.089 | 278.785 | ||
| Passivos por locação financeira M | 17 | 198.816 | 171.792 | |
| 2.159.626 | 2.518.324 | |||
| Passivos correntes | ||||
| Empréstimos e descobertos bancários | 15 | 1.392.256 | 197.083 | |
| Fornecedores | 18 | 478.187 | 299.827 | |
| Outras contas a pagar | 16 | 19.645.883 | 19.777.694 | |
| Provisões | 19 | 1.398.737 | 0 | |
| Outros passivos correntes | 20 | 150.233 | 158.438 | |
| Passivos por locação financeira | 17 | 109.742 | 178.073 | |
| 23.175.038 | 20.611.115 | |||
| Total do capital próprio, interesses m e passivo | 138.793.734 | 49.543.717 |
DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E 31 DE DEZEMBRO 2007
(Valores expressos em Euros)
| notas | 31-12-2008 em base IFRS |
31-12-2007 em base IFRS |
|
|---|---|---|---|
| Réditos Operacionais | |||
| Rédito das vendas e dos serviços prestados | 21 | 0 | 0 |
| Outros rendimentos e ganhos operacionais | 21 | 3.226.455 | 1.379.844 |
| Variação nos inventários de produtos acabados e em curso | 21 | 0 | 0 |
| Total dos Réditos Operacionais | 3.226.455 | 1.379.844 | |
| Gastos Operacionais | |||
| Inventários consumidos e vendidos | 0 | 0 | |
| Materias e serviços consumidos | 3.693.473 | 1.571.843 | |
| Gastos com o pessoal | 22 | 1.084.372 | 994.523 |
| Gastos de depreciação e de amortização | 23 | 89.009 | 74.962 |
| Aumentos / diminuições de provisões | 900.000 | 0 | |
| Outros gastos e perdas operacionais | 24 | 231.214 | 103.330 |
| Total dos Gastos Operacionais | 5.998.068 | 2.744.658 | |
| Resultado Operacional | -2.771.613 | -1.364.814 | |
| Resultados Financeiros | 25 | -1.062.633 | -137.117 |
| Perdas relativas a Empresas Associadas | -457.003 | 1.725.515 | |
| Resultado antes de impostos | -4.291.249 | 223.584 | |
| Imposto sobre o rendimento | 26 | -946.693 | -269.256 |
| Resultado antes da consideração dos interesses minoritários | -3.344.556 | 492.840 | |
| Resultado afecto aos interesses minoritários | 0 | 0 | |
| Resultado líquido do período | -3.344.556 | 492.840 | |
| EBITDA | -1.782.604 | -1.289.852 | |
| RL / Acção | -0,515 | 0,076 |
| 2008 | 2007 | ||
|---|---|---|---|
| FLUXOS DE CAIXA DAS ACTIVIDADES OPERACIONAIS | |||
| 1 | Recebimentos de clientes | ||
| 2 | Pagamentos a fornecedores | ( 1 484 720) | ( 1 732 019) |
| 3 | Pagamentos ao pessoal | ( 428 954) | |
| 4 | Pagamento/recebimento do imposto sobre o rendimento | ||
| 5 | Outros recebimentos/pagamentos relativos à actividade operacional | ( 14 357 810) | 2 917 402 |
| 6 | Recebimentos relacionados com rubricas extraordinárias | 401 000 | |
| 7 | Pagamentos relacionados com rubricas extraordinárias | ||
| Fluxos das actividades operacionais | |||
| ( 15 842 531) | 1 157 429 | ||
| FLUXOS DE CAIXA DAS ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO | |||
| Recebimentos provenientes de: | |||
| 8 | Investimentos financeiros | ( 1 355 309) | |
| 9 | Imobilizações corpóreas | ||
| 10 | Imobilizações incorpóreas | ||
| 11 | Subsídios de investimento | ||
| 12 | Juros e proveitos similares | ||
| 13 | Dividendos | ||
| 14 | Outros | ||
| Pagamentos respeitantes a: | |||
| 15 | Investimentos financeiros | ||
| 16 | Imobilizações corpóreas | ||
| 17 | Imobilizações incorpóreas | ||
| 18 | Outros | ||
| Fluxos das actividades de investimento | ( 1 355 309) | ||
| FLUXOS DE CAIXA DAS ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO | |||
| Recebimentos provenientes de: | |||
| 19 | Empréstimos obtidos | 1 204 182 | |
| 20 | Aumentos de capital, prestações suplementares e prémios de emissão | 20 621 425 | |
| 21 | Subsídios e doações | ||
| 22 | Venda de acções (quotas) próprias | ||
| 23 | Cobertura de prejuízos | ||
| 24 | Outros | 39 999 | |
| Pagamentos respeitantes a: | |||
| 25 | Empréstimos obtidos | ( 401 329) | ( 19 995) |
| 26 | Amortização de contratos de locação financeira | ( 99 369) | ( 79 771) |
| 27 | Juros e custos similares | ( 364 538) | ( 1 650 160) |
| 28 | Dividendos pagos e resultados distribuídos | ||
| 29 | Reduções de capital e prestações suplementares | ||
| 30 | Aquisição de acções (quotas) próprias | ||
| 31 | Outros | ||
| Fluxos das actividades de financiamento | 19 756 189 | ( 505 744) | |
| Variação líquida de caixa e seus equivalentes | 2 558 349 | 651 685 | |
| Caixa e seus equivalentes no início do período | 1 755 032 | 1 103 347 | |
| Caixa e seus equivalentes no fim do período | 4 313 381 | 1 755 032 | |
DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E 2007
(Valores expressos em
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Numerário Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis Equivalentes a caixa Disponibilidades constantes do balanço |
0 3.960.23 353.14 4.313.38 |
0 407.92 1.347.10 1.755.03 |
| Descobertos | ||
| Caixa e seus equivalentes |
4.313.38 | 1.755.03 |
DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E 2007
| (Valores expressos em euros) | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Saldo em 31/12/200 |
Aplicaçã Result |
Result Liq do Exer |
Outros | Saldo em 31/12/200 |
|
| Capital a |
32.500.00 | 12 130 250 | 44.630.25 | ||
| Acções (quota ) Própria b) | - | - | |||
| Reservas não | 2.016.20 | 24 | 8 466 | 10.507.37 | |
| Reservas | 1.522.26 | 1.522.26 | |||
| Exedentes de valorização de activos | c 5.93 |
5.93 | |||
| Ajust. ao valor de Activos | - | 72 857 472 | 54.326.76 | ||
| Resultados d |
8.580.97 | 468.19 | ( 3 064 | 5.984.26 | |
| Result Líquido do período | 492.84 | ( 492 | - | - | |
| 26.414.27 | 0 | - | 90 389 348 | 113.459.07 |
A Reditus, Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. está sediada em Lisboa, na Rua Pedro Nunes Nº 11.
A Reditus foi fundada em 1966 sob a designação de Reditus - Estudos de Mercado e Promoção de Vendas, SARL e tinha como actividade principal a prestação de serviços específicos, nomeadamente estudos de mercado, para o Banco de Agricultura, o principal accionista a par da Companhia de Seguros "A Pátria".
Em Junho de 1990, a Reditus alterou a sua denominação social, convertendo-se numa sociedade gestora de participações sociais, tendo como actividade principal a gestão de participações sociais noutras sociedades, como forma indirecta de exercício de actividade económica.
As presentes Demonstrações Financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração em 16 de Março de 2009.
As políticas contabilísticas mais significativas utilizadas na preparação das demonstrações financeiras encontram-se descritas abaixo:
As demonstrações financeiras da Reditus – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro adoptadas pela União Europeia, (IAS/IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e com as interpretações do International Reporting Interpretation Committee (IFRIC) e pela anterior Standing Interpretation Committee (SIC).
A preparação das demonstrações financeiras em conformidade com o normativo contabilístico internacional que requer o uso de estimativas e pressupostos definidos pela Administração que afectam as quantias reportadas de activos e passivos, assim como as quantias reportadas de proveitos e custos durante o período de relato. Apesar destas estimativas serem baseadas no melhor conhecimento da Gestão em relação aos eventos e acções correntes, os resultados actuais podem, em última instância, diferir destas estimativas. No entanto, é convicção do Conselho de Administração que as estimativas e pressupostos adoptados não incorporam riscos significativos que possam originar, durante o próximo exercício, ajustamentos materiais no valor contabilístico dos activos e passivos.
As demonstrações financeiras, com referência a 31 de Dezembro de 2008, os activos, os passivos, os resultados e os fluxos de caixa.
A Reditus classifica os seus investimentos nas categorias previstas pelas IAS 39 - Instrumentos Financeiros: activos financeiros ao justo valor através de resultados, empréstimos concedidos e contas a receber, investimentos detidos até à maturidade e activos financeiros disponíveis para venda.
Neste exercício verificaram-se alterações no que se refere à composição do conjunto das empresas detidas pela Reditus SGPS, com incremento da participação na BCCM e a aquisição, por uma subsidiária, das sociedades do Grupo Tecnidata.
Os activos fixos tangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição deduzido das respectivas amortizações acumuladas.
Considera-se como custo de aquisição, os custos directamente atribuíveis à aquisição dos activos (soma dos respectivos preços de compra com os gastos suportados directa ou indirectamente para o colocar no seu estado actual).
Os custos subsequentes são incluídos no valor contabilístico do activo ou são reconhecidos como um activo separadamente, apenas quando seja provável a existência de benefícios económicos futuros associados ao bem e quando o custo puder ser fiavelmente mensurado. Todas as outras despesas de manutenção, conservação e reparação são registadas na demonstração dos resultados durante o período financeiro em que são incorridas.
Os bens cuja utilização decorre de contratos de locação financeira relativamente aos quais a Sociedade assume substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes a posse do activo locado são classificados como activos fixos tangíveis.
Os activos adquiridos em locação financeira bem como as correspondentes responsabilidades, são contabilizados pelo método financeiro. De acordo com este método, o custo do activo é registado nos activos fixos tangíveis e a correspondente responsabilidade é registada no passivo. As amortizações daqueles bens e os juros incluídos no valor das rendas são registadas nos resultados do exercício a que respeitam.
Os contratos de locação financeira são registados na data do seu início como activo e passivo pelo menor do justo valor do bem locado ou do valor actual das rendas de locação vincendas.
Os activos adquiridos em locação financeira são amortizados de acordo com a política estabelecida pela Administração.
As rendas são constituídas pelo encargo financeiro e pela amortização financeira do capital. Os encargos são imputados aos respectivos períodos durante o prazo de locação a fim de produzirem uma taxa de juro periódica constante sobre a dívida remanescente.
As amortizações são calculadas, sobre os valores de aquisição, pelo método das quotas constantes, com imputação duodecimal. As taxas anuais aplicadas reflectem satisfatoriamente a vida útil económica dos bens.
As vidas úteis estimadas são como se segue:
| Anos | |
|---|---|
| Equipamento básico | 3-20 |
| Equipamento de transporte | 4-6 |
| Ferramentas e utensílios | 3-4 |
| Equipamento administrativo | 3-10 |
| Outras imobilizações corpóreas | 10-20 |
Os activos fixos intangíveis são compostos por Goodwill.
O goodwill representa o excesso do custo de aquisição das participações financeiras em empresas do Grupo relativamente ao justo valor dos activos e passivos identificáveis dessas participações (valores proporcionais dos capitais próprios) à data da sua aquisição. Se o custo de aquisição for inferior ao justo valor dos activos líquidos da participada adquirida, a diferença é reconhecida directamente em resultados do exercício. Até 1 de Janeiro de 2004, o Goodwill era amortizado durante o período estimado de recuperação do investimento, geralmente dez anos, sendo as amortizações registadas na demonstração de resultados na rubrica de "Amortizações e Depreciações do Exercício". A partir de 1 de Janeiro de 2004, de acordo com o IFRS 3 – Business Combinations, o Grupo suspendeu a amortização do Goodwill. A partir dessa data, os valores de Goodwill são sujeitos a testes de imparidade anuais, sendo os correspondentes valores do activo mensurados pelo custo deduzido de eventuais perdas de imparidades acumuladas. Qualquer perda de imparidade é registada de imediato em resultados do exercício. Até à data não se verificaram perdas de imparidade.
Os activos que não têm uma vida útil definida não são sujeitos a amortizações e depreciações, sendo sujeitos anualmente a testes de imparidade. Os activos sujeitos a amortização e depreciação são revistos anualmente para determinar se houve imparidade, quando eventos ou circunstâncias indicam que o seu valor registado pode não ser recuperável. Sempre que o montante pelo qual um activo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda de imparidade, registada na demonstração de resultados. A quantia recuperável é a mais alta do preço de venda líquido e do valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do activo numa transacção ao alcance das partes envolvidas, deduzido dos custos directamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que são esperados que surjam do uso continuado do activo e da sua alienação no final da sua vida útil. A quantia recuperável é estimada para cada activo, individualmente ou, no caso de não ser possível, para a unidade geradora de caixa à qual o activo pertence.
A rubrica de outros investimentos financeiros é composta pelas partes de capital em empresas do grupo e associadas e títulos e outras aplicações financeiras.
Os investimentos financeiros são valorizados, na data do Balanço, ao valor de mercado. As mais-valias e menos-valias efectivas que resultem da venda dos referidos títulos são reconhecidas como resultados do exercício em que ocorrem.
As participações financeiras que tenham experimentado reduções permanentes de valor de realização, encontram-se provisionadas.
Os impostos diferidos são calculados com base no método da responsabilidade de balanço e reflectem as diferenças temporárias entre o montante dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os seus respectivos montantes para efeitos de tributação. No entanto, não são calculados impostos diferidos sobre as diferenças de reconhecimento inicial de activos e passivos numa transacção relativa à concentração de actividades empresariais, quando as mesmas não afectam nem o resultado contabilístico nem o resultado fiscal no momento da transacção.
São reconhecidos impostos diferidos activos sempre que existe razoável segurança de que serão gerados lucros futuros contra os quais os activos poderão ser utilizados. Os impostos diferidos activos são revistos anualmente e reduzidos sempre que deixe de ser provável que os mesmos possam ser utilizados
Os impostos diferidos são calculados à taxa que se espera que vigore no período em que se prevê que o activo ou o passivo seja realizado.
As contas a receber de clientes e outros devedores são registadas pelo justo valor da transacção subjacente que os originou, deduzidos de eventuais perdas de imparidade, para que as mesmas reflictam o seu valor realizável líquido.
Nestas rubricas são registados os acréscimos de custos, custos diferidos, acréscimos de proveitos e proveitos diferidos para que os custos e proveitos sejam contabilizados no período a que dizem respeito, independentemente da data do seu pagamento ou recebimento.
Esta rubrica inclui, para além dos valores em caixa, os depósitos à ordem bancários e outros investimentos de curto prazo com mercado activo. Os descobertos bancários estão incluídos na rubrica de Empréstimos e Descobertos Bancários no passivo.
As acções ordinárias são classificadas no capital próprio.
Os custos directamente atribuíveis à emissão de novas acções ou opções são apresentados como uma dedução, líquida de impostos, ao valor recebido resultante desta emissão. Os custos directamente imputáveis à emissão de novas acções ou opções, para a aquisição de um negócio, são incluídos no custo de aquisição como parte do valor da compra.
Quando a empresa ou as suas filiais adquirem acções próprias da empresa mãe, o montante pago é deduzido ao total dos capitais próprios atribuível aos accionistas, e apresentado como acções próprias, até à data em que estas são canceladas, reemitidas ou vendidas. Quando tais acções são subsequentemente vendidas ou reemitidas, o montante recebido é novamente incluído nos capitais próprios atribuíveis aos accionistas.
Os empréstimos obtidos são inicialmente reconhecidos ao justo valor, líquido de custos de transacção incorridos. Os empréstimos são subsequentemente apresentados ao custo amortizado; qualquer diferença entre os recebimentos (líquidos de custos de transacção) e o valor a pagar são reconhecidos na demonstração dos resultados ao longo do período do empréstimo, utilizando o método da taxa efectiva.
Os empréstimos obtidos são classificados no passivo corrente, excepto se a Sociedade possuir um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, doze meses após a data do balanço, sendo neste caso classificado no passivo não corrente.
Os custos com juros relativos a empréstimos obtidos são registados na rubrica de custo líquido de financiamento na demonstração de resultados.
As contas a pagar de fornecedores e outros credores são registadas pelo seu valor nominal, na medida em que se tratam de valores a pagar de curto prazo.
São constituídas provisões no balanço sempre que: i) a Sociedade tenha uma obrigação presente, legal ou construtiva, resultante de um acontecimento passado; ii) seja provável que uma diminuição, razoavelmente estimável, de recursos incorporando benefícios económicos será exigida para liquidar esta obrigação e; iii) que o seu valor seja fiavelmente estimável. As provisões são revistas à data do balanço e ajustadas para
reflectir a melhor estimativa corrente. Se deixar de ser provável que uma diminuição de recursos que incorporem benefícios económicos, seja necessário para liquidar a obrigação, a provisão é revertida.
O imposto sobre o rendimento do exercício é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na consolidação e considera a tributação diferida.
Os impostos diferidos são calculados com base no método da responsabilidade de balanço e reflectem as diferenças temporárias entre o montante dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os seus respectivos montantes para efeitos de tributação.
As actividades da Sociedade estão expostas a uma variedade de factores de risco financeiro: risco de crédito, risco de liquidez e risco da taxa de juro
A Sociedade não tem concentrações de risco de crédito significativas e tem políticas que asseguram que as vendas e prestações de serviços são efectuadas para clientes com um adequado historial de crédito.
A gestão do risco de liquidez implica a manutenção de saldos financeiros suficientes, facilidade na obtenção de fundos através de linhas de crédito adequadas. Relacionado com a dinâmica dos negócios subjacentes, a tesouraria da Sociedade pretende manter a flexibilidade da dívida flutuante, mantendo as linhas de crédito disponíveis.
O risco de taxa de juro da Sociedade resulta de empréstimos a curto e longo prazo. Os empréstimos de taxa variável expõem o Grupo ao risco de fluxo de caixa relativo à taxa de juro. A Administração não considera economicamente necessária a implementação de uma política de gestão de risco de taxa de juro.
A preparação das demonstrações financeiras em conformidade com o normativo contabilístico internacional requer o uso de estimativas e pressupostos definidos pela Administração que afectam as quantias reportadas de activos e passivos, assim como as quantias reportadas de proveitos e custos durante o período de relato.
O Conselho de Administração baseou-se no melhor conhecimento e experiência de eventos passados e/ou correntes e em pressupostos relativos a eventos futuros para determinar as estimativas contabilísticas, que a seguir se identificam os mais relevantes:
Os valores recuperáveis das unidades geradoras de fluxos de caixa foram calculados de acordo com o seu valor em uso. Estes cálculos requerem o uso de estimativas
O Grupo contabiliza impostos diferidos activos com base nos prejuízos fiscais existentes à data de balanço e no cálculo de recuperação dos mesmos assim como ajustamentos não aceites fiscalmente e ainda decorrentes dos ajustamentos necessários feitos em títulos e aplicações financeiras. Estes cálculos requerem o uso de estimativas.
Em 31 de Dezembro de 2008, as empresas da Sociedade e as suas respectivas sedes, capital social e proporção do capital detido eram as seguintes:
| Empresa Holding e Empresas |
Sed | Capital | % Capital Detido |
|---|---|---|---|
| Reditus SGPS, SA |
Lisbo | 44.630.250 € |
|
| Reditus Sociedade Participações Sociais,SA Gestão Gestora |
Lisbo | 125.000 € |
100 |
| Reditus Imobiliária, |
Lisbo | 1.750.000 € |
100 |
| Caleo, SA |
França | 1.200.000 € |
55 |
| Tecnológica, BCCM, Inovação |
Alfragid | 14.964 | 100 |
| Activo Bruto | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Saldo em 31/12/2007 |
Aumentos e Reavaliações |
Abates e Alienações |
Correcções e Transf. |
Saldo em 31/12/2008 |
||
| Terrenos e recursos naturais | ||||||
| Edifícios outras construções | ||||||
| Equipamento básico | 6 599 | 6 599 | ||||
| Equipamento de transporte | 288 191 | 288 191 | ||||
| Ferramentas e utensílios | ||||||
| Equipamento administrativo | 314 930 | 314 930 | ||||
| Outras imobiliz. corpóreas | 12 820 | 12 820 | ||||
| Imobilizações em curso | ||||||
| 622 539 | 622 539 |
| Saldo em 31/12/2007 |
Aumentos | Abates e Alienações |
Correcções e Transf. |
Saldo em 31/12/2008 |
|
|---|---|---|---|---|---|
| Edifícios outras construções | |||||
| Equipamento básico | 6 599 | 6 599 | |||
| Equipamento de transporte | 120 923 | 32 240 | 153 163 | ||
| Ferramentas e utensílios | |||||
| Equipamento administrativo | 143 845 | 56 687 | 200 532 | ||
| Outras imobiliz. corpóreas | 9 782 | 9 863 | |||
| 281 149 | 88 927 | 370 157 |
O goodwill da Reditus SGPS SA refere-se, à aquisição dos 55% da participação no capital social da Caleo ocorrida em 2001, ao reforço da participação na BCCM. Em 31 de Dezembro de 2008, o valor líquido do goodwill ascendia a 2.991.385 euros líquidos, correspondendo ao remanescente entre os valores contabilísticos da participação no capital da Caleo, e a proporção que representam nos capitais próprios dessas empresas, com referência a 01 de Janeiro de 2004 no caso da Caleo (data em que se deixou de amortizar as diferenças de consolidação positivas ao abrigo do parágrafo 79 da IFRS 3) e da BCCM a 30 de Setembro de 2008.
| Valor | Amortizaçã | ||
|---|---|---|---|
| Goodwill | Acumulada | Valor Líquido |
|
| Caleo,SA | 2 939 |
1 249 |
1 690 |
| BCCM | 713 | 1 300 |
|
| 3 653 |
1 249 |
2 991 |
Conforme referido na nota 2.5.1, o goodwill resultante da concentração de actividades é registado como activo e não é sujeito a amortização. Sempre que existam indícios de uma eventual perda de valor e, pelo menos, no final de cada exercício, os valores de goodwill são sujeitos a testes de imparidade. Até à data não se verificaram quaisquer perdas de imparidade.
O goodwill foi objecto de avaliação de imparidade pelo método do "Discounted Cash-flow" por entidade terceira e idónea. Nesse contexto, procedeu-se a análise do valor do negócio, actualizando, à data de referência, o valor dos cash-flows projectados num horizonte de 5 anos, na altura até 2013, considerando o plano de negócios estabelecido pela administração do Grupo, as perspectivas do sector de actuação, além de aspectos macroeconómicos. Foi utilizada taxas de crescimento real na perpetuidade de 0,5%. Para o cálculo foi utilizada a taxa de desconto de 9,39%, construída utilizando o Beta de mercado, um prémio de risco de mercado de 5%, o custo de dívida médio do Grupo, e target de gearing de 20%.
| Valor | Ajustamentos | Valor Líquido |
|
|---|---|---|---|
| Em 31 de Dezembro de 2008, esta rubrica tinha a seguinte composição: Reditus |
12 312 |
12 312 364 |
|
| Indute | 134 | 134 | |
| Reditus | 149 | 149 | |
| EIN SI |
2 238 |
2 238 |
|
| Reditus | 62 341 |
62 341 909 |
|
| BCC | 1 038 |
1 038 |
|
| Cale | 987 | 987 | |
| ICSA/MI | 57 781 |
57 781 |
|
| Redser | 718 | 718 | |
| Inforga | 806 | 806 | |
| 80 785 279 | 4 105 381 | 76 679 898 |
Estes investimentos financeiros encontram-se valorizados ao justo valor com as respectivas variações reconhecidas no capital próprio.
Os impostos diferidos activos e passivos são atribuíveis às seguintes rubricas:
| Activos | Passivos | Valor Líquido | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2008 | 2007 | 2008 | 2007 | 2008 | 2007 | |
| Ajustamentos / Provisões a) | 399.665 | 108.233 | 399.665 | 108.233 | ||
| Prejuízos fiscais reportáveis b) | 945.330 | 482.279 | 945.330 | 482.279 | ||
| Outros | 209.089 | 278.785 | ( 209 089) | ( 278 785) | ||
| Imp. diferidos activos/ (passivos) líq. | 1.344.995 | 590.512 | 209.089 | 278.785 | 1 135 906 | 311 727 |
a) Estes Ajustamentos são decorrentes da desvalorização de títulos detidos e constituição de provisões para riscos e encargos.
b) Os prejuízos fiscais reportáveis são os seguintes:
| Ano de |
Ano Limite |
Valor | |
|---|---|---|---|
| Fiscal | Dedução | Prejuiz | Dedução |
| 2003 | 2009 | 0 | |
| 2004 | 2010 | 0 | |
| 426.345 | |||
| 0 | |||
| 0 | |||
| 2008 | 2014 | 2.075.940 | 518.985 |
| 3.781.321 | 945.330 | ||
| Prejuíz 2005 2006 2007 |
par 2011 2012 2013 |
Valor 1.705.382 |
Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, esta rubrica tinha a seguinte composição:
| 2008 | 2007 |
|---|---|
| 2.520.134 | |
| 185.715 | 2.520.134 |
| 185.715 0 |
Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, a rubrica Outras Contas a Receber é composta como se segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Estado e Outros Entes |
165.096 | 90.208 |
| Empresas do |
4.517.665 | 4.577.521 |
| Empresas | 14.441.175 | 0 |
| Outros | 46.920 | 46.920 |
| Adiantamentos a |
0 | 0 |
| Outros | 33.689.098 | 29.634.307 |
| 52.859.955 | 34.348.956 |
Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, a rubrica de outros activos correntes era composta como se segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Acréscimos de proveitos |
118.786 | 303.956 |
| emitir Facturação a |
0 | |
| Outros acréscimos de |
118.786 | 303.956 |
| Custos diferidos |
47.237 | 114.147 |
| Obra | 0 | |
| Propspecção de novos |
0 | |
| Renda | 0 | |
| Outros custos |
47.237 | 114.147 |
| 166.023 | 418.103 |
Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, esta rubrica tem a seguinte composição:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Outros títulos negociáveis | 353.148 | 1.347.107 |
| Depósitos bancários | 3.960.233 | 407.925 |
| Caixa | 0 | 0 |
| 4.313.381 | 1.755.032 |
A rubrica de "Outros Títulos Negociáveis" são valorizados, na data do Balanço, ao mais baixo do custo de aquisição ou do mercado. Os títulos negociáveis compreendem essencialmente 433.311 acções ao portador do Millennium BCP adquiridas a 4,17 euros a unidade e ajustadas em 31 de Dezembro de 2008 para o valor de mercado 0,815 euros.
Durante o exercício de 2007, os movimentos ocorridos nas rubricas de capital próprio foram como segue:
| Saldo em 31/12/2007 |
Aplicação Result 2007 |
Exerc | Outros | Saldo em 31/12/2008 |
|---|---|---|---|---|
| 32.500.000 | 12 130 250 | 44.630.250 | ||
| -173.245 | -173.245 | |||
| 2.016.204 | 24 642 | 8 466 533 | 10.507.379 | |
| 1.522.269 | 1.522.269 | |||
| 5.939 | 5.939 | |||
| -18.530.704 | 72 857 472 | 54.326.768 | ||
| 8.580.975 | 468.198 | ( 3 064 907) | 5.984.266 | |
| 492.840 | ( 492 840) | -3.344.556 | -3.344.556 | |
| 26.414.278 | 0 | -3.344.556 | 90 389 348 | 113.459.070 |
| Result Liq do |
a) O Capital Social da Reditus foi aumentado em 2008, operação oportunamente divulgada ao mercado, e actualmente é de 44.630.250 euros representado por 8.926.050 acções ao portador de valor nominal de 5 euros cada, que se encontravam em 31 de Dezembro de 2008 cotadas no mercado oficial da Euronext Lisboa. O aumento de capital originou um prémio de emissão de acções no montante de 8.491.175 euros.
b) A 31 de Dezembro de 2008, a Reditus detinha em carteira 49.327 acções próprias, representativas de 0,55% do capital social e contabilizadas ao custo de aquisição de 173.245 euros.
c) O acréscimo de 72.857.472 euros reflecte a valorização ao justo valor dos instrumentos financeiros de acordo com o disposto na IAS 39.
d) Os resultados acumulados foram reexpressos e desse montante, 919.191,58 euros referem-se à anulação de activos para impostos diferidos relativos a provisões, cuja recuperação fiscal é, neste momento, improvável.
Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, os empréstimos obtidos tinham a seguinte composição:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Não | ||
| Empréstimos | 1 123 |
742 |
| Contas Correntes |
||
| Descobertos | ||
| Papel | ||
| 1 123 |
742 | |
| Corrente | ||
| Empréstimos | 1 392 |
197 |
| Descobertos | ||
| Contas Correntes |
||
| 1 392 |
197 | |
| 2 515 |
939 |
Em 2008, a taxa média dos empréstimos é a que consta no quadro seguinte:
| 2008 | ||
|---|---|---|
| Empréstimos | 6,28% | |
| Descobertos | ||
| Contas Correntes |
6,50% | |
| Papel | 6,00% |
Em 2008, o prazo de reembolso dos empréstimos é como se segue:
| Menos de 1 |
Entre 1 e |
||
|---|---|---|---|
| Total | ano | anos | |
| Empréstimos | 2.515.870 | 1 392 |
1.123.615 |
| Descobertos | 0 | 0 | |
| Contas Correntes |
0 | 0 | |
| Papel | 0 | 0 | |
| 2.515.870 | 1.392.256 | 1.123.615 |
Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, a rubrica de outras contas a pagar tinha a seguinte composição:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Não | ||
| Empréstimos por |
529.861 | 835.899 |
| Estado e Outros Entes |
98.245 | 98.247 |
| Outros | 0 | 390.718 |
| 628.106 | 1.324.864 | |
| Corrent | ||
| Empréstimos por |
87.594 | 87.594 |
| Empresas do |
0 | 0 |
| Outros | 43.287 | 43.287 |
| Estado e Outros Entes |
362.251 | 479.590 |
| Adiantamentos de |
0 | |
| Out Emp |
0 | |
| Outros | 19.152.752 | 19.167.224 |
| 19.645.884 | 19.777.695 | |
| 20.273.990 | 21.102.559 |
Encontra-se registado um montante de 617.455 euros resultante dos empréstimos obrigacionistas Reditus 91 e Reditus 93, dos financiamentos para aquisição de participações e imobilizado.
Em Assembleia Geral de Obrigacionistas realizada em 1 de Março de 1999 foi aprovado que os juros relativos aos três primeiros semestres contados a partir de 2 de Março de 1999 seriam, como aconteceu com os respeitantes aos anteriores cinco semestres, capitalizados no respectivo vencimento e pagos conjuntamente com as prestações de reembolso de capital.
Em 31 de Dezembro de 2008 o plano de reembolso dos empréstimos obrigacionistas era o seguinte:
| 2009 | 2010 | |
|---|---|---|
| Reembolso dos empr. |
308.728 | 308.728 |
Na rubrica de Estado e Outros Entes Públicos, as responsabilidades estão divididas entre a dívida corrente, relativa aos meses em curso e pagas nos meses seguintes e as responsabilidades que se encontram a ser liquidadas em regime prestacional, como se segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Finança | 0 | 19.618 |
| Segurança | 98.245 | 1.596.217 |
| 98.245 | 1.615.835 |
Em 31 de Dezembro de 2008, todos as dívidas para com o Estado e Outros Entes Públicos estavam registadas no Passivo.
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Saldos | ||
| IRC – A |
44.222 | 4.748 |
| imposto Retenção s/ |
0 | 0 |
| IVA - A |
120.875 | 134.247 |
| Restantes | 0 | 208 |
| Contribuição p/ Seg. |
0 | |
| 165.096 | 156.564 | |
| Saldos | ||
| Corrente | ||
| IRC - A |
109.943 | 136.633 |
| imposto Retenção s/ |
161.289 | 549.764 |
| imposto Retenção s/ rend. - |
0 | 19.618 |
| IVA - A |
0 | 518.166 |
| Restantes | 0 | 5.413 |
| Contribuição p/ Seg. |
91.019 | 923.366 |
| Contribuição Seg.Social p/ - |
0 | 643.913 |
| 362.251 | 2.796.873 | |
| Não | ||
| Contribuição Seg.Social p/ - |
98.245 | 952.304 |
| 460.496 | 3.749.177 | |
Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, o valor dos Passivos por Locação Financeira era como segue:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Não | ||
| Edifício | 0 | |
| Equipamento | 85.961 | 74.277 |
| Viatura | 112.856 | 97.515 |
| Equipamento | 0 | |
| 198.816 | 171.792 | |
| Corrente | ||
| Edifício | 0 | |
| Equipamento | 67.934 | 110.233 |
| Viatura | 41.808 | 67.840 |
| Equipamento | 0 | |
| 109.742 | 178.073 | |
| 308.558 | 349.865 |
O detalhe das rendas vincendas e dos prazos de maturidade dos contratos de locação financeira mobiliária são os que constam nos quadros seguintes:
| Capital em Divid 31/12/2008 |
|
|---|---|
| Pagamentos até 1 |
109.742 |
| Pagamentos entre 1 e 5 |
198.816 |
| mais Pagamentos a de 5 |
0 |
| 308.558 |
Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, esta rubrica tinha a seguinte composição:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Fornecedores, Conta Corrente |
387.994 | 297.796 |
| títulos Fornecedores, a pagar |
2.03 | 2.03 |
| Fornecedores, facturas em rec. e conf. |
88.161 | 0 |
| 478.187 | 299.827 |
Durante o exercício de 2008, os movimentos das Provisões e Ajustamentos fora
| m como segue: | Saldo em | Saldo em | ||
|---|---|---|---|---|
| 31/12/2007 | Aumentos | Abate | 31/12/200 | |
| Aplicações de | 418 | 740 | 1 158 | |
| Clientes cobrança | ||||
| Outros devedores cob. | 2 566 | 2 566 | ||
| Empresas do | ||||
| Outras | 1 398 | 1 398 | ||
| Aplicações financeiras | 4 105 | 4 105 | ||
| 7 089 | 2 138 | 9 228 |
O ajustamento de Aplicações de Tesouraria resulta do valor de cotação dos títulos em carteira (BCP). Em 31 de Dezembro de 2008 o valor por acção ascendeu a 0,815 Euros quando o seu valor em 31 de Dezembro de 2007 foi de 2,92 Euros.
As outras provisões englobam 900.000 euros referentes a um acordo celebrado entre a Empresa e um Administrador, com vista a encerrar uma responsabilidade assumida pela Reditus no passado relacionada com um Fundo de Reforma, ficando o Administrador titular de um crédito firme a liquidar pela Empresa. O impacto desta operação já se encontra reflectido nas contas a 31 de Dezembro de 2008.
Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, a rubrica Outros Passivos Correntes tinha a seguinte composição:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Acréscimos de |
||
| Remunerações a pagar ao |
103.290 | 158.438 |
| Juros a |
46.944 | |
| acréscimos Outros de |
||
| Proveitos | 0 | |
| Facturação | 0 | |
| 150.233 | 158.438 | |
A rubrica de Acréscimos de Custos inclui, basicamente a especialização dos encargos com férias e subsídio de férias a liquidar em 2008 e cujo direito se venceu em 31 de Dezembro de 2007.
Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, esta rubrica apresentava a seguinte composição:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Trabalhos para a própria empresa |
0 | 0 |
| Proveitos | 3.150.052 | 1.118.503 |
| Subsídios à |
||
| Reversões de amort e |
261.341 | |
| Outros prov. e ganhos |
76.403 | |
| 3.226.455 | 1.379.844 |
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Em 31 de Dezembro de 2008 Remunerações do |
e 2007, esta rubrica apresentava a seguinte composição: 66.763 |
59.381 |
| Encargos sobre |
90.865 | 1.705.092 |
| Remunerações dos Órgãos |
1.306.617 | 1.383.623 |
| Seguro Ac. Trab. e Doenças |
27.097 | 64.192 |
| Outros Custos com |
-406.970 | -2.217.765 |
| 1.084.372 | 994.523 |
Em 31 de Dezembro de 2008, o número médio de colaboradores ao serviço foi de 7 pessoas, dos quais 6 são Órgãos Sociais.
Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, esta rubrica apresentava a seguinte composição:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Activos Fixos Tangíveis |
||
| Edifícios outras |
0 | 0 |
| Equipamento | 0 | 0 |
| Equipamento de |
32.241 | 20.033 |
| Ferramentas e |
0 | 0 |
| Equipamento | 56.687 | 54.821 |
| imobiliz. Outras |
8 | 108 |
| 89.009 | 74.962 |
Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, esta rubrica apresentava a seguinte composição:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Impostos e |
6.22 | 14.402 |
| Outro | 224.987 | 88.928 |
| 231.214 | 103.330 | |
Os resultados financeiros dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, tinham a seguinte composição:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Custos e Perdas |
||
| Juros | ||
| empréstimo | 212.348 | 209.632 |
| contratos de |
17.491 | |
| factorin | 0 | |
| compensatórios mora e |
119.119 | |
| outros | 13.071 | |
| Serviços | 2.51 | 11.637 |
| Despesas de |
0 | |
| Diferenças câmbio de |
0 | |
| Outros Custos e Perdas |
0 | |
| aplicações Ajustamentos |
740.145 | |
| outros | 62.951 | |
| 1.167.638 | 221.269 | |
| Proveitos e Ganhos Financeiros |
||
| Juros | 10.139 | 15.820 |
| aplicações Ganhos em de |
94.723 | 28.333 |
| Diferenças câmbio de |
0 | |
| Proveitos Outros e Ganhos |
143 | 39.999 |
| 105.005 | 84.152 | |
| Resultado Financeiro |
( 1 062 633) |
( 137 117) |
Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, esta rubrica apresentava a seguinte composição:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Imposto corrente |
39.590 | 3.200 |
| Imposto | - | 235.031 |
| -946.693 | 238.231 |
Em 31 de Dezembro de 2008 e 2007, a taxa média efectiva de imposto difere da taxa nominal devido ao seguinte:
| 2008 | 2007 | |
|---|---|---|
| Resultados Antes de Impostos | -4.291.249 | 1.417.374 |
| Impostos à taxa de 26,5% | -1.137.181 | 375.604 |
| Amortizações e provisões não aceites para efeitos fiscais | 73.027 | 1.199.425 |
| Multas, coimas, juros compensatórios | 31.606 | 200 |
| Correcções relativas ao ano anterior | 3.630 | 3.000 |
| Tributação Autónoma | 4.354 | 0 |
| Reconhecimento Tora | ( 69 696) | |
| Outros | 147.567 | -1.339.998 |
| Imposto sobre o Rendimento do Exercício | -946.693 | 238.231 |
| Taxa média efectiva de imposto | 22,1% | 16,8% |
As receitas da Reditus respondem pelo serviço da dívida emergente da emissão dos empréstimos obrigacionistas reditus 91 e 93, no montante de 617.455 euros e por um prazo de três anos.
À data de 31/12/2008 a empresa respondia pelas seguintes garantias bancárias:
| Valor | À ordem de | Origem |
|---|---|---|
| 22.551 | Min. Educação | Garantia por proposta de fornecimento ao estado |
| 10.679 | IGFSS | Garantia de pagamento de dívidas executadas no âmbito de processos executivos |
| 11.872 | IGFSS | Garantia de pagamento de dívidas executadas no âmbito de processos executivos |
Em exercícios anteriores foram realizadas inspecções fiscais por parte da administração tributária, indicamse seguidamente as situações referentes a cada empresa:
Inspecção aos anos de 1997 e 1998 tendo a empresa sido notificada para proceder a correcções e ao respectivo pagamento em sede de IVA, encontrando-se suspenso com garantia apresentada no valor de 45.000 euros.
Inspecção ao ano de 2003 tendo a empresa sido notificada para proceder a correcções em sede de IRC e IVA, contestando as correcções mencionadas a empresa apresentou reclamação aguardando o desenvolvimento processual.
Não existem eventos subsequentes à data do balanço que possam ter impacto material nas demonstrações financeiras.
No cumprimento do mandato que V. Exª.s nos conferiram e no desempenho das nossas funções legais e estatutárias, acompanhámos durante o exercício de 2008, a actividade da Reditus – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., examinámos regularmente os livros, registos contabilísticos e demais documentação, constatámos a observância da lei e dos estatutos e obtivemos do Conselho de Administração os esclarecimentos, informações e documentos solicitados. O Conselho Fiscal acompanhou e supervisionou a actividade da BDO BDC & Associados– SROC, tendo apreciado o relatório final sobre a fiscalização efectuada, cujo conteúdo mereceu a nossa concordância e que, nos termos da lei, fica a fazer parte integrante do presente relatório.
O Balanço, as Demonstrações dos Resultados por naturezas e por funções, a Demonstração dos Fluxos de Caixa, o Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados e o Relatório de Gestão, lidos em conjunto com a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria, permitem uma adequada compreensão da situação financeira e dos resultados da Empresa e satisfazem as disposições legais e estatutárias em vigor. Os critérios valorimétricos utilizados merecem a nossa concordância.
Assim, somos de parecer:
1º. Que sejam aprovados o Relatório de Gestão, o Balanço, as Demonstrações dos Resultados por naturezas e por funções, a Demonstração dos Fluxos de Caixa e o Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados, apresentados pela Administração, relativos ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2008.
2º. Que seja aprovada a proposta de aplicação de resultados apresentada pela Administração.
Lisboa, 27 de Março de 2009.
O Conselho Fiscal,
__________________________________________ Dr. Rui António Nascimento Gomes Barreira – Presidente
_____________________________________________ Engº. Alfredo Francisco Aranha Salema Reis – Vogal
_____________________________________________ Dr. José Maria Franco O'Neill - Vogal
Reditus – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. Sociedade anónima com o capital aberto ao investimento público Sede: Rua Pedro Nunes, nº. 11 – 1050-169 Lisboa Capital Social: 44.630.250 Euros Matriculada na C.R.C. de Lisboa com o número único de matrícula e de Pessoa Colectiva 500 400 997
Ao abrigo da c) do nº. 1 do artº. 245 do CVM, o Conselho Fiscal afirma que, tanto quanto é do seu conhecimento, a informação contida no Relatório de Gestão, Contas Anuais e demais documentos de prestação de contas foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados do emitente e das empresas incluídas no perímetro da consolidação e que o relatório de gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição do emitente e das empresas incluídas no perímetro da consolidação, contém uma descição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam.
Alfragide, 24 de Março de 2009.
O Conselho Fiscal,
______________________________________________ Rui António Gomes do Nascimento Barreira – Presidente
Alfredo Francisco Aranha Salema Reis – Vogal
________________________________________
________________________________________
Dr. José Maria Franco O'Neill - Vogal
Reditus – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. Sociedade anónima com o capital aberto ao investimento público Sede: Rua Pedro Nunes, nº. 11 – 1050-169 Lisboa Capital Social: 44.630.250 Euros Matriculada na C.R.C. de Lisboa com o número único de matrícula e de Pessoa Colectiva 500 400 997
Ao abrigo da c) do nº. 1 do artº. 245 do CVM, o Conselho de Administração afirma que, tanto quanto é do seu conhecimento, a informação contida no Relatório de Gestão, Contas Anuais e demais documentos de prestação de contas foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados do emitente e das empresas incluídas no perímetro da consolidação e que o relatório de gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição do emitente e das empresas incluídas no perímetro da consolidação, contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam.
Alfragide, 24 de Março de 2009.
O Conselho de Administração,
Miguel Maria de Sá Pais do Amaral – Presidente
Frederico José Appleton Moreira Rato – Vice-Presidente
José Manuel António Limão Gatta – Administrador
Fernando Manuel Cardoso Malheiro da Fonseca Santos – Administrador
António do Pranto Nogueira Leite – Administrador
Rui Miguel de Freitas e Lamego Ferreira – Administrador
Teresa João Cesário Cordeiro Simões - Administradora
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