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Reditus SGPS Management Reports 2008

Mar 14, 2008

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Management Reports

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Relatório Consolidado de Gestão - 2007

1. MENSAGEM DO PRESIDENTE

O ano de 2007, cujo detalhado relatório de actividades se pôe agora à apreciação dos Senhores Accionistas, foi um período difícil mas que permitiu a consolidação das estratégias anteriormente desenhadas e a obtenção de resultados operacionais de muito relevo.

A prática de uma cultura de permanente inovação e atenção aos desafios e ameaças, que a todo o tempo se apresentam, continua a ser o principal activo da Reditus. A capacidade de inovar é a base da agilidade que nos permite ir adaptando às mudanças dos mercadose das tecnologias.

Em 2007, prosseguimos neste caminho e disso registamos os bons resultados que obtivemos. Nos capítulos seguintes pode-se avaliar o resultado do esforço empenhado em todas as áreas, consubstanciado no crescimento da actividade em clientes existentes e no significativo alargamento da prestação de serviços a novos clientes.

Saliento a contratação de uma consultora, auxiliando a consolidar a nossa estratégia e aumentar a nossa capacidade de crescimento futuro quer por via orgânica quer por aquisições.

A aposta nos seminários temáticos nas nossa instalações do Centro de Serviços Alfragide I, que receberam mais de três centenas de colaboradores dos nossos clientes, permitiu demonstrar a nossa capacidade e domínio em processos e tecnologias.

A iniciativa de aproximação entre os colaboradores aos diversos níveis e a alta direcção, reunindo semanalmente ao longo do ano, interagiu mais de uma centena de colaboradores do Grupo.

A criação de estruturas de gestão intermédia foi fundamental para um melhor controlo das actividades e para potenciar o crescimento futuro pela emergência de novos líderes.

No final de 2007 foi criada a Reditus Business School centralizando as actividades de formação interna e perspectivando a formação externa.

Em 2007, fomos a segunda empresa que mais se valorizou na Bolsa de Valores de Lisboa – Euronext Lisbon.

Fomos considerados pela IDC como a sétima empresa prestadora de serviços em outsourcing, de entre as que são fundamentalmente prestadoras de serviços aquela que mais cresceu.

A fase de crescimento, em que o principal vector foi a conquista de mercado com os mesmos ou novos produtos e a procura de modelos de optimização de custos, tem que evoluir para uma nova fase, em que a organização e a estruturação devem ser as guias para garantir a permanência nos Clientes. O alargamento das actividades nos actuais e em novos Clientes será assegurado por referência e por um acrescido esforço de vendas e cross-selling.

O mercado não está estável. Nalguns dos sectores em que actuamos reina a incerteza pelo que qualquer distracção ou menor atenção ao que nos rodeia pode ter efeitos negativos imediatos. Pensamos ter os sensores suficientes para podermos identificar qualquer adversidade a tempo de implementar soluções alternativas.

É imprescindível acentuar as principais características do código genético da Reditus no domínio da inovação e da procura da melhor produtividade e eficiência.

O ano de 2008 tem que ser o de transição para esta nova fase. Como sempre, não será fácil.

Estou certo de que, também como sempre, nos orgulharemos no futuro da nossa capacidade de realizare, como consequência, levando a Reditus a caminho de um futuro promissor, exigente, difícil, mas seguramente ao nosso alcance.

Queremos que novas propostas de formação contínua e o modelo em que desenvolvem a sua actividade profissional sejam motivadoras e contribuam para o desenvolvimento do projecto profissional e pessoal de cada um.

Queremos que a Reditus acrescente valor para todos: colaboradores, Clientes, parceiros de negócio e Accionistas, que têm ao longo do tempo acreditado e acompanhado o desenrolar do nosso projecto.

2. PRINCIPAIS INDICADORES OPERACIONAIS DO GRUPO

2006 2007 Var. %
Total dos Proveitos Operacionais 27,8 32,2 $+16%$
Volume de Negócios 25,5 29,8 $+17%$
EBITDA 2,9 4,2 $+48%$
EBIT 1,7 2,7 $+62%$
Resultado Líquido 0,3 0,5 $+58%$

Unidades: Milhões de Euros

3. ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO

Economia Internacional

A economia e o comércio mundiais não evoluíram de forma homogénea nos dois semestres de 2007. Na primeira metade do ano, verificou-se a manutenção das tendências observadas em 2006, com um crescimento robusto da actividade económica e comércio mundiais, num quadro de condições globalmente favoráveis nos mercados financeiros. A meio do ano, registou-se uma alteração profunda e inesperada da percepção do risco nos mercados financeiros em função da magnitude das perdas no mercado hipotecário de alto risco nos Estados Unidos.

Esta alteração da percepção de risco financeiro levou a um aumento considerável da incerteza relativa à evolução económica de curto prazo, ainda que com implicações pouco expressivas no desempenho económico do conjunto do ano de 2007. A variação homóloga do PIB mundial situou-se em cerca de 5 por cento nos dois primeiros trimestres de 2007, ligeiramente abaixo do crescimento médio em 2006. As previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o conjunto do ano apontam para uma expansão do PIB Mundial de perto de 5 por cento, ligeiramente abaixo do observado em 2006.

A despeito da origem da crise financeira se ter centrado nos Estados Unidos, a inter-relação dos mercados de activos a nível global, produziu uma quase imediata propagação a todas as praças financeiras. Para além do enorme aumento da volatilidade dos preços no segmento accionista, a quebra de confiança no sector bancário produziu uma grande escassez de liquidez, a despeito dos esforços dos Bancos Centrais. Tal afectou os spreads das operações creditícias e mesmo a mera disponibilidade de fundos. Por outro lado, as reacções das autoridades monetárias foram muito diferenciadas no que respeita à fixação das respectivas taxas directoras, com uma política monetária mais agressiva nos Estados Unidos. A consequente depreciação do dólar face ao euro de par com a deterioração de expectativas, não deixaram de ter impacto nas economias da Europa. Na verdade, a recuperação económica da Zona Euro verificada em 2006 (+2,9%) e no primeiro semestre de 2007, registou um abrandamento no segundo semestre de 2007, como consequência dos choques referidos anteriormente, mantendo-se, no entanto, para o conjunto do ano um crescimento económico robusto.

Como atrás se referiu, o efeito combinado do aumento das taxas de juro, do acesso ao crédito mais dificultado e a valorização do Euro limitaram o crescimento do PIB em 2007 na Zona Euro. A inflação manteve-se acima do limiar dos 2%, devido ao rápido aumento dos preços da energia e dos bens alimentares, o que contribuiu para que o Banco Central Europeu mantivesse a sua política de aumento da taxa directora, que passou de 3,5% no início do ano para 4% no final. No mercado de trabalho, em 2007, mantiveram-se tanto o aumento da criação de emprego, como a redução da taxa de desemprego (para 6,8%), ainda que o ritmo de descida tenha diminuído gradualmente ao longo do ano, pelas razões que se conhecem.

A pressão crescente da procura da China e da Índia, a instabilidade no Médio Oriente e a diminuição das reservas americanas contribuíram para que o barril de petróleo batesse diversos máximos nos últimos dois meses de 2007, tendo fechado o ano acima dos 90 dólares. A média anual das cotações do Brent situou-se em 72,5 dólares por barril, o que representa um acréscimo de cerca de 11% em relação a 2006 e de 33% quando comparado com 2005. Este forte aumento foi atenuado pela depreciação do dólar face ao euro (+11%) tendo a cotação média do Brent, em EUR, aumentado 2% em 2007. Como consequência, o aumento dos combustíveis não se fez esperar, sobretudo da gasolina e do gasóleo, com impacto sobre a actividade económica.

Economia Portuguesa

Na economia portuguesa manteve-se a pressão fiscal e o controlo na evolução da despesa. O crescimento do PIB, de 1,9%, embora modesto, constitui um desempenho bem mais positivo que os 1,2% verificados em 2006, e representa o maior crescimento desde 2001. Esta evolução do PIB foi sustentada pelo bom comportamento das exportações (7%), do consumo privado (1,2%) e do investimento privado (2,6%), que tinha estagnado em 2006.

A taxa de inflação baixou para 2,4% (3% em 2006), aproximando-se do nível registado na zona euro. A taxa de desemprego mantém-se elevada (7,7%) e não tem seguido a tendência de decréscimo verificada na zona euro, resultado dos níveis de crescimento mais baixos em Portugal e sua posição mais atrasada no ciclo económico.

Sector das Tecnologias de Informação e dos Semicondutores

Devido à crescente internacionalização e globalização da economia, a eficiência e o aproveitamento de economias de escala são cada vez mais importantes para as empresas competirem num mercado global. O alcance de maiores níveis de produtividade obtido através da focalização na actividade core da empresa, da alteração dos processos de negócio, da melhoria dos níveis de serviço, da optimização dos recursos humanos, técnicos e financeiros têm levado as empresas a adoptar cada vez mais serviços de outsourcing.

De acordo com os dados disponibilizados pela IDC, o investimento no mercado nacional das tecnologias de informação excedeu os 2,6 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de 5% face aos valores

alcançados em 2006. Os Serviços de IT e Hardware constituem os agregados com maior representatividade (40% cada) no mercado de IT.

O mercado nacional de software apresentou um crescimento de 7,6% em 2007 face a 2006, atingindo cerca de 460 milhões de euros. Segundo a IDC, o mercado de software deverá apresentar uma taxa de crescimento de 7,9% no corrente ano.

No que diz respeito ao subsector dos serviços de IT, onde se inserem as actividades das empresas do Grupo Reditus, o investimento superou os 790 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 5,5% face ao ano de 2006. Para o corrente ano, a IDC prevê um crescimento ligeiramente inferior, situando-se nos 5,3%. Os diversos segmentos do mercado de serviços de IT registarão evoluções diversas, com os segmentos de consultoria e outsourcing a apresentarem as maiores taxas de crescimento, respectivamente de 6,2% e 5,6%. O mercado dos serviços de IT deverá atingir quase 1 bilião de euros em 2011, impulsionado pelo crescimento do outsourcing e consultoria.

Em Portugal, os sectores financeiro, telecomunicações, energia e utilities, e administração pública representam mais de 70% da procura de serviços de IT. O mercado nacional de IT é muito competitivo e fragmentado, encontrando -se um grande número de micro empresas que representam 40% dos agentes.

Para combater a crescente competitividade e globalização do mercado de IT, tem-se assistido a processos de fusões e aquisições entre empresas do sector que pensamos que se intensificarão no decorrer do corrente ano.

No sector da produção de semicondutores e outros componentes micro electrónicos, verificou-se durante o ano de 2007 um crescimento de 5%.

O consenso dos analistas é de que se poderão esperar modestos crescimentos – em termos de vendas – que não excederão um total de 10% no período 2009 e 2010, depois de um 2008 em estagnação.

Quanto ao investimento em equipamentos de produção, o crescimento em 2007 terá atingido 4,9% - bastante aquém do previsto – e deverá mesmo decrescer mais de 10% durante 2008.

Os sectores de "Front" e "Back-End" apresentaram uma relativa disparidade em 2007, com um crescimento de 9% no primeiro – a que se deve suceder uma contracção de 10% em 2008 – e um decréscimo de 3,5% em 2007 seguido de um novo decréscimo de 10% em 2008 para o segundo.

Continua, a ritmos muito lentos, o reequipamento de fábricas de semicondutores e assiste-se a um adiar permanente de investimentos há muito planeados, como resultado das políticas de retracção a que os grandes grupos estão submetidos em virtude da enorme pressão sobre as suas margens comerciais e simultânea crise económica internacional.

No sector de "RFID" verificou-se uma verdadeira explosão neste último ano, sendo o mercado dos "cartões de identidade" na China responsável por grande parte desse crescimento; estima-se que serão emitidos 1.000 Milhões de BI's em 2008 e mais de 2.900 Milhões em 2009, o que conduzirá necessariamente a um aumento significativo da capacidade de produção instalada. Recentes decisões neste sentido, tomadas a nível da EU, fazem crer que também na Europa assistiremos a um crescimento exponencial da produção de documentos autenticados através do recurso a esta tecnologia.

Por outro lado, e sendo algumas das tecnologias utilizadas no "front-end" também aplicáveis a sectores como o fabrico de lentes oftálmicas e de alguns tipos de painéis solares, é ainda de referir que neste último sector o mercado de materiais para fabrico de painéis solares em "estrato fino" deverá, de acordo com um estudo da NanoMarkets, atingir os 3.800 Milhões de US\$ em 2015, dos quais ca. 900 Milhões em silicium amorfo.

Oferece-se-nos assim a possibilidade de vir a participar nesta indústria a vários níveis, à medida que o desenvolvimento da nossa futura Divisão de « Front End & Tecnologias Avançadas » - a criar no 1º Trimestre de 2008 – assim o justifique.

4. PERSPECTIVA GERAL DOS NEGÓCIOS GRUPO REDITUS

O Grupo Reditus é uma referência no mercado de prestação de serviços em regime de outsourcing. As empresas do grupo oferecem, de forma integrada, uma gama variada de serviços na área das Tecnologias de Informação, Suporte Integrado ao Negócio (Front-office e Back-office), Consultoria, Desenvolvimento e Manutenção de Software e Soluções de Engenharia e Mobilidade destinados, na sua maioria, a médias e grandes empresas tendo, tradicionalmente, uma forte presença no sector financeiro, segurador e das telecomunicações.

Fundada em 1966, a Reditus é uma das empresas mais antigas no segmento da prestação de serviços de Tecnologias de Informação (TI) em Portugal. Recentemente a Reditus alargou a sua oferta para o outsourcing de serviços de suporte ao negócio onde detém uma posição relevante no mercado nacional. A empresa que originalmente realizava estudos de mercado e que passou pela venda de hardware, tem hoje seis áreas de actividade aonde disponibiliza maioritariamente serviços em regime de outsourcing.

Ao longo dos últimos anos, no sector das TI, a Reditus obteve um desempenho muito superior ao mercado, tendo no sub-sector dos serviços registado umas das maiores taxas de crescimento.

Actualmente o Grupo está organizado em duas áreas de actividade: Outsourcing de Serviços e Sistemas de Engenharia e Mobilidade.

As actividades do sector de Outsourcing de Serviços incluem o Suporte Integrado ao Negócio (Front-Office e Back-Office), o IT Outsourcing e o IT Consulting. O sector de Sistemas de Engenharia e Mobilidade engloba as áreas de Sistemas de Engenharia, Sistemas de Mobilidade e Personalização de Documentos Financeiros.

Adicionalmente existem Áreas de Suporte à actividade que prestam serviços transversalmente a todas as unidades de negócio do Grupo: Marketing e Comunicação, Controlo de Gestão, Gestão de Recursos Humanos, Relação com Investidores, Contabilidade e Apoio Jurídico.

ÁREAS DE NEGÓCIO

1. OUTSOURCING DE SERVIÇOS

SUPORTE INTEGRADO AO NEGÓCIO

A crescente focalização das organizações no seu core business aliado às necessidades de racionalização de recursos e aumento dos níveis de eficiência, são factores que têm levado as empresas a adoptar cada vez mais a contratação de serviços em outsourcing.

A Reditus apresenta actualmente as melhores soluções de Outsourcing na área de operações integradas de Back-Office e Front-Office através de metodologias próprias, tecnologias associadas e recursos especializados.

Ao longo do ano de 2007, esta área de negócios manteve o crescimento sustentado evoluindo para novos conceitos e metodologias que contribuíram para reforçar a posição da Reditus neste sector.

Este sector de actividade da Reditus tem como missão principal reduzir os custos operacionais e aumentar a eficiência dos processos dos nossos clientes, através da inovação nos processos de negócio e da flexibilização das operações de forma a acompanhar as variações do mercado.

Fruto da experiência adquirida ao longo dos anos, a Reditus assenta a sua actividade na criação e desenvolvimento de Centros de Serviços, tendo como ferramenta base para a sua gestão um conjunto de aplicações denominada por GO (Gestão do Outsourcing) e que hoje em dia é primordial no seu desempenho e imprescindível para os seus Clientes.

A área de Suporte Integrado ao Negócio tem uma estrutura matricial vocacionada para todos os sectores de mercado organizada em torno das seguintes linhas de competência:

  • Serviços de Back-Office;
  • Serviços de Front-Office;
  • Serviços Integrados de Suporte ao Negócio.

Esta unidade de negócio tem uma presença de relevo nos mercados Financeiro, Segurador e das Telecomunicações.

No quadro abaixo enunciamos os serviços prestados em cada um destes sectores de actividade:

Sector Financeiro Sector Segurador Sector das Telecomunicações
Back-office de Processos de Suporte a Redes Tratamento em Back-office de Sinistros
Automóvel
Gestão do Back-office de Redes Moveis
Tratamento de Cartões de Débito e Crédito Tratamento em Back-office de Sinistros de
Trabalho
Gestão do Back-office de Redes Fixas
Back-office de Processos de Crédito Habitação Back-office de Tratamento de Apólices Ramo Vida Gestão do Back-office de Serviços de Dados
Back-office de Tratamento de Processos de
Crédito Empresas e Consumo
Back-office de Tratamento de Apólices Multi
riscos
Gestão do Back-office de Serviços de Imagem e
TV Digital
Back-office de Tratamento de Leasing Auto e
Imobiliário
Recuperação de Crédito com Integração de Front
office

A actividade de Contact Center foi recentemente associada à área de BPO, permitindo extrair as sinergias inerentes e oferecer um produto mais completo com a criação de uma oferta integrada de Front-Office e Back-Office: Suporte Integrado ao Negócio.

Durante o ano de 2007, foi implementado, em parceria com uma empresa Belga, uma nova tecnologia para operações de Contact Center. Esta nova plataforma de Contact Center IP, sendo baseada em software, permite suportar operações inbound e outbound, disponibilizando todas as soluções técnicas actuais, permitindo ainda a evolução para futuras necessidades ditadas pelo mercado.

Com a adopção deste novo sistema, a Reditus passou a dispor de uma plataforma multicanal de Contact Center que permite optimizar as operações, reduzindo em aproximadamente 40% o número de recursos necessários, minimizando os custos de comunicações e reduzindo o time to market.

OUTSOURCING DE INFRA-ESTRUTURAS INFORMÁTICAS

A área de Outsourcing de Infra-estruturas Informáticas disponibiliza aos seus clientes uma gestão integrada de todo o sistema de informação. Desde os servidores até às estações de trabalho, incluindo toda a infraestrutura tecnológica e o suporte aos utilizadores, serviços que correntemente designamos por Desktop Management ou IT Infrastructure Management.

O objectivo desta unidade de negócio é, de uma forma global, permitir às empresas a concentração dos seus esforços na principal actividade, garantindo simultaneamente a melhor performance de todo o sistema de informação direccionado para a produtividade, eficiência, inovação e segurança.

Os serviços prestados por esta área incluem:

  • Soluções de HelpDesk de Tecnologias de Informação;
  • Manutenção e Integração de Sistemas;
  • Projectos de Concepção e Implementação de Redes de Dados e Segurança

Mantendo relações privilegiadas de parceria com os principais construtores mundiais de hardware e software, esta área pode oferecer soluções "chave na mão" de instalações múltiplas, suporte personalizado a parques informáticos nas vertentes de hardware ou software e todo um conjunto de serviços de suporte às infraestruturas tecnológicas de negócio.

A implementação das melhores práticas segundo a ITIL (Information Technology Infrastructure Library) em paralelo com a formação técnica e tecnológica dos recursos humanos, a sua certificação e qualificação, são factores que contribuem para uma superior qualidade dos serviços prestados.

Os nossos principais campos de actuação caracterizam-se por serviços de apoio a utilizadores de tecnologias de informação e comunicações e serviços de gestão e manutenção de infra-estruturas tecnológicas. Através dos cerca de 250 técnicos, comunicadores e consultores, esta unidade operacional presta serviços de apoio (telefónico, remoto e local) a mais de 65 mil utilizadores de sistemas de informação com uma média superior a 35 mil ocorrências resolvidas mensalmente.

A Reditus implementou e desenvolveu um Centro de Coordenação Operacional (CCO) com competências alargadas a todos os níveis dos processos de Suporte a Utilizadores de Sistemas e Tecnologias de Informação e Comunicações. Este Centro de Coordenação permite aumentar a performance desta área de negócios através de uma melhor gestão dos meios técnicos e humanos, uma melhor rentabilização dos efeitos de escala e de um melhor controlo sobre os níveis de serviço e qualidade.

IT CONSULTING

A área de IT Consulting fornece serviços de Consultoria em Tecnologias de Informação, incluindo o Desenvolvimento, a Manutenção evolutiva e a Customização de aplicações.

Esta é uma área estratégica para o negócio da Reditus que se posiciona como prestadora de um serviço de elevado valor acrescentado, constituindo uma importante componente da oferta para as áreas de Tecnologias e Sistemas de Informação.

Disponibilizamos serviços em outsourcing, especializados em aplicações e processos nas áreas da banca, seguros e telecomunicações.

Dispomos de equipas multi-disciplinares com uma forte experiência nas tecnologias MVS, Java e Microsoft.Net, com aplicações práticas em soluções de intranets, extranets, sites corporativos, CRM, Business Intelligence, segurança lógica, workflow, gestão documental, soluções à medida, aplicações windows, integrações com Sharepoint e outros.

Com uma formação contínua, apresentamos competências nas tecnologias mais recentes bem como metodologias de programação sempre em evolução, dando particular importância à qualidade final do software produzido.

2. SISTEMAS DE ENGENHARIA E MOBILIDADE

SISTEMAS DE ENGENHARIA ELECTRÓNICA

A Reditus oferece Soluções de Engenharia sob a forma de equipamentos e linhas de produção "chaves na mão" para o fabrico de semicondutores ("back-end" e "front-end") e de outros componentes micro-electrónicos, através da sua participada Caléo em França.

A massificação das etiquetas inteligentes - utilizando uma arquitectura de RFID - a que se está a assistir, assenta em parte nas soluções de fabrico e de montagem desenvolvidas a partir do conhecimento e investigação da Caléo

Os clientes nesta área de negócios do Grupo Reditus incluem os maiores fabricantes de semicondutores e outros componentes micro-electrónicos, nomeadamente utilizados em equipamentos militares e indústria aeroespacial, na electrónica automóvel, em telecomunicações, na opto-electrónica e em cartões inteligentes, cobrindo uma área geográfica que inclui a Suiça, Bélgica, França, Itália, Espanha, Portugal, Marrocos e mais recentemente a região da Àsia-Pacífico.

SISTEMAS DE MOBILIDADE

Esta área desenvolve e implementa soluções próprias de Geo-Referênciação e Telemetria.

Estas soluções destinam-se aos mercados de Distribuição de Mercadorias, Transporte de Passageiros, Serviços de Emergência (Bombeiros, Ambulâncias), Transporte de Valores, permitindo a segurança de passageiros e carga, sabendo a localização exacta das viaturas, optimizando as rotas, gerindo o trabalho dos motoristas, zelando pelo cumprimento de horários e automatizando tarefas administrativas.

Racionalizar, Detectar, Reagir e Prevenir são o fundamento dos sistemas e aplicações colocados ao dispor das empresas e instituições cuja actividade depende da performance da sua frota móvel.

A comunicação de dados é efectuada em tempo real com custos operacionais reduzidos, devido à utilização da tecnologia GPRS.

A flexibilidade desta solução permite a sua adaptação de acordo com as reais necessidades do cliente.

PERSONALIZAÇÃO DE DOCUMENTOS FINANCEIROS

Com base na mais alta tecnologia de impressão (LFF) e aplicações próprias desenvolvidas para a actividade, a Reditus fornece, em regime de outsourcing total, serviços de personalização, acabamento e handling de cheques e outros documentos diversos para o mercado financeiro que pela sua complexidade e delicadeza originam processos de produção e especialmente complexos.

Actualmente, são processados mensalmente cerca de 2,5 milhões de documentos que passam pelas diferentes fases de impressão, acabamento e manuseamento, tais como a personalização, a impressão de caracteres de leitura óptica, o corte e acabamento, a encadernação, a envelopagem e a expedição, completando assim todo o circuito iniciado pela recepção e tratamento de ficheiros electrónicos.

3. ÁREAS DE SUPORTE AO NEGÓCIO

Relativamente às áreas de suporte ao negócio, cumpre destacar os serviços de Gestão de Recursos Humanos, elemento fulcral na prossecução dos objectivos do Grupo Reditus.

Definir claramente tarefas e objectivos e avaliar o desempenho com base na análise dos resultados e da forma como foram atingidos é a fórmula do Grupo Reditus para uma evolução contínua dos seus Recursos Humanos.

A formação contínua mantém-se como um dos factores chave para a obtenção do sucesso na execução das funções e no alcançar dos objectivos previamente definidos. Durante o ano de 2007, foram realizadas um total de 50 acções de formação envolvendo cerca de 725 participantes e representando um volume de formação 4.200 horas.

No exercício de 2007, o número médio de colaboradores do Grupo com vínculo permanente foi de 426, possuindo cerca de 30% um grau de licenciatura (com especial incidência nas áreas das tecnologias de informação e comunicação), e situando-se 65% na faixa etária dos 25 aos 35 anos.

5. ANÁLISE ECONÓMICA E FINANCEIRA DO GRUPO

PROVEITOS OPERACIONAIS

Em 2007, os Proveitos Operacionais Consolidados atingiram € 32,2 milhões, o que reflecte um crescimento de 15,9% face aos € 27,8 milhões registados no ano anterior.

O Volume de Negócios Consolidado aumentou 17,2% em relação ao ano anterior para € 29,8 milhões, impulsionado pelo acréscimo de 25% da área de Outsourcing de Serviços que contribui com 80% do Volume de Negócios total gerado em 2007.

CUSTOS OPERACIONAIS

Os Custos Operacionais Consolidados líquidos de amortizações totalizaram € 28,0 milhões, o que representa um aumento de 12,3% relativamente ao ano anterior e representaram 87% dos Proveitos Totais em comparação com 90% em 2006. Este desempenho reflecte o contínuo esforço de racionalização dos custos de estrutura e a contenção dos restantes custos operacionais.

Os Custos com o Pessoal registaram um crescimento de 6,6%, em relação ao ano de 2006, para 9,7 milhões de euros, representando 32% do Volume de Negócios Consolidados, um decréscimo face aos 36% registado em 2006.

RESULTADO OPERACIONAL ANTES DAS AMORTIZAÇÕES

O EBITDA Consolidado totalizou 4,2 milhões de euros em 2007, o que representa um acréscimo de 47% face aos 2,9 milhões de euros em 2006. A margem EBITDA em 2007 cifrou-se em 13,1%, 2,8 p.p. acima da margem de 10,3% atingida em 2006. O crescimento do EBITDA resultou do desempenho positivo tanto da área de Outsourcing de Serviços como da área de Sistemas de Engenharia e Mobilidade.

A área de Outsourcing de Serviços contribuiu com 83% do EBITDA total gerado em 2007

DO EBITDA AO RESULTADO LÍQUIDO

Os custos com Depreciações e Amortizações atingiram 1,5 milhões de euros em 2007, o que representa um aumento de 0,32 milhões de euros face ao ano anterior reflectindo o investimento em imobilizado como consequência do crescimento da actividade.

O Resultado Operacional (EBIT) registou uma subida de 62% para 2,7 milhões de euros. A margem operacional cifrou-se em 8,5%, valor que compara com 6,0% atingidos em 2006.

Os Encargos Financeiros Líquidos registaram um acréscimo de 68% para 1,76 milhões de euros em 2007, quando comparado com 1,05 milhões de euros obtidos no ano anterior. Este acréscimo é essencialmente explicado por (i) aumento da dívida bruta média decorrente da aquisição do Centro de Serviços Reditus Alfragide I no primeiro semestre de 2006 e do aumento das necessidades de fundo maneio em consequência do significativo crescimento da actividade de outsourcing e (ii) aumento da taxa de referência (Euribor). É de referir o ganho não recorrente de 447 mil de euros relacionados com a valorização dos títulos em carteira registado no 1º semestre de 2007, o qual foi maioritariamente anulado no último trimestre do exercício de 2007 resultante da desvalorização dos mesmos.

O Resultado Líquido Consolidado atingiu 452 mil de euros, o que traduz um acréscimo de 58% face aos 286mil de euros registados no ano anterior justificado pela melhoria dos resultados operacionais.

Do EBITDA ao Resultado Líquido (M€)

BALANÇO E INVESTIMENTO

€ Milhões
2006 2007 Var. %
Activo Total 35,2 35,9 1,7%
Activos Não Correntes 21,0 22,3 6,4%
Activos Correntes 14,3 13,6 -5,1%
Capital Próprio 1,0 2,3 135,7%
Passivo Total 34,3 33,6 -2,1%
Passivos Não Correntes 16,6 18,1 9,5%
Passivos Correntes 17,7 15,4 -12,9%

No final de Dezembro de 2007, a dívida bancária líquida (inclui empréstimos e descobertos bancários, passivos por locação financeira deduzido dos depósitos à ordem e aplicações de tesouraria) ascendeu a 14,2 milhões de euros, o que representa um incremento de 2,8 milhões de euros face ao montante registado em 2006. Este incremento deveu-se, essencialmente, ao aumento das necessidades de fundo de maneio em consequência do crescimento da actividade de Outsourcing e ao investimento em imobilizado corpóreo.

O valor do Investimento Consolidado em Activo Tangível ascendeu, em 2007, a 2,4 milhões de euros. Cerca de metade deste valor refere-se ao investimento corrente do Grupo ou seja a aquisição de soluções de software, equipamento informático, equipamento diverso e mobiliário. A outra parte resulta da reavaliação feita por uma entidade independente ao Centro de Serviços Reditus, em Alfragide, sendo, portanto, um noncash item.

A diminuição dos activos e passivos correntes deveu-se a regularizações de saldos de terceiros cuja antiguidade recomendava este procedimento.

6. ANÁLISE ECONÓMICA E FINANCEIRA POR ÁREA DE NEGÓCIO

OUTSOURCING DE SERVIÇOS

A área de Outsourcing de Serviços continuou a apresentar um crescimento sólido em 2007, tendo o Volume de Negócios registado um acréscimo de 25% face ao período homólogo para 25,8 milhões de euros. Este crescimento resultou do bom desempenho de todas as actividades do Outsourcing de Serviços, sendo de destacar a excelente performance da área de Suporte Integrado ao Negócio com um crescimento de 40%.

O EBITDA registou um incremento, em termos homólogos, de 37% para 3,5 milhões de euros, equivalente a uma margem de 13,6%, o que representa um ganho de 1,4 p.p. face à margem alcançada de 12,2% em 2006. Esta melhoria é maioritariamente explicada pela performance do negócio de IT Consulting que contribuiu com um EBITDA de 759 mil euros vs. 127 mil euros no ano de 2006.

O exercício de 2007 ficou marcado pelo reforço da posição do Grupo Reditus no mercado de Outsourcing de Serviços. O Grupo celebrou novos contratos no montante de 16,9 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 17,4% face aos 14,4 milhões de euros celebrados durante o ano de 2006. Reflectindo a aposta da Reditus na celebração de contratos plurianuais, apenas 6,3 milhões de euros tiveram impacto na facturação de 2007. Dos restantes 10,6 milhões de euros, 6,2 milhões de euros terão impacto na facturação do ano de 2008 e 4.4 milhões de euros terão impacto na facturação dos anos seguintes.

Do total de novos contratos celebrados em 2007, 25% correspondem a contratos com novos clientes e 62% são novos contratos em clientes existentes, o que demonstra claramente o esforço realizado pela força de vendas da Reditus em multiplicar o número de produtos/serviços contratados por cada cliente.

Os negócios transitados de 2007 totalizaram 18,5 milhões de euros, um aumento de cerca de 10% face aos 16,9 milhões de euros de negócios transitados de 2006, permitindo que no inicio de 2008, 62% do Volume de Negócios de 2007 esteja já assegurada, constituindo uma base sólida para a continuação do crescimento sustentado no decorrer de 2008.

Destacamos o forte crescimento no sector das telecomunicações, permitindo que o seu peso evoluísse de 11% no final de 2006 para 20% no final de 2007, ainda que os outros sectores tenham crescido em termos absolutos.

SUPORTE INTEGRADO AO NEGÓCIO

Como referido anteriormente no capítulo 4, a actividade de Contact Center foi recentemente associada à área de BPO, permitindo extrair as sinergias inerentes e oferecer um produto mais completo com a criação de uma oferta integrada de Front-Office e Back-Office.

Com o reforço do serviço no crédito hipotecário e o arranque de novas operações nas áreas de leasing, factoring e crédito às empresas, a Reditus consolidou a sua posição de liderança nas actividades de suporte ao sector financeiro.

O crescimento exponencial dos serviços de apoio à contratação e provisioning bem como os novos serviços de Outbound no sector das telecomunicações tornou este sector no segundo maior do Grupo Reditus, depois do Bancário.

A área de Suporte Integrado ao Negócio apresentou uma excelente performance em 2007, tendo alcançado 11,6 milhões de euros de Volume de Negócios, o que significa um crescimento de 40% face ao valor registado no período homólogo. O EBITDA registou um acréscimo, em termos homólogos, de 22% para 3,5 milhões de euros, equivalente a uma margem de 13,7%.

OUTSOURCING DE INFRA-ESTRUTURAS INFORMÁTICAS

Nesta área de negócio cumpre destacar a celebração de importantes contratos plurianuais de Helpdesk Técnico, Manutenção e Gestão de Parque Informático, com dois clientes de referência do sector bancário.

O Volume de Negócios desta unidade operacional atingiu 6,0 milhões de euros, o que representa um crescimento de 17,3% face ao ano anterior. Este crescimento deveu-se essencialmente ao aumento significativo do volume de vendas de equipamentos no último trimestre do ano, relevante para a implementação de novas soluções integradas com prestação de serviços.

O EBITDA foi de 977 mil euros, mantendo-se estável face ao ano anterior. A margem EBITDA atingiu 14,7%, o que representa uma queda relativamente à margem de 18,3% alcançada em 2006 reflectindo as menores margens praticadas na venda de produtos.

IT CONSULTING

No 1º semestre de 2007, renovamos o contrato de Desenvolvimento e Manutenção de Sistemas envolvendo cerca de 60 consultores com uma das maiores instituições financeiras em Portugal.

Esta área de negócio apresentou uma performance muito positiva em 2007. O Volume de Negócios cresceu, em termos homólogos, 10% para 6,2 milhões de euros e o EBITDA aumentou de 127 mil euros em 2006 para 759 mil euros em 2007.

O forte crescimento do EBITDA era expectável dado que no ano passado existiram custos não recorrentes relativos ao início de novos projectos de dimensão significativa. A margem EBITDA atingiu 15,2% em 2007.

SISTEMAS DE ENGENHARIA E MOBILIDADE

O Volume de Negócios da área de Sistemas de Engenharia e Mobilidade atingiu 6,1 milhões de euros, apresentando um decréscimo de 5,7% face ao valor alcançado no ano de 2006. Esta redução deveu-se à queda registada na unidade de negócios de Sistemas de Engenharia. Destacamos a melhoria contínua da área de Sistemas de Mobilidade que registou um aumento de 19,4% no seu Volume de Negócios.

O Volume de Negócios da área de Sistemas de Engenharia e Mobilidade apresentou um decréscimo de 5,7% face ao período homólogo devido à queda registada na unidade de negócios de Sistemas de Engenharia. Destacamos a melhoria contínua da área de Sistemas de Mobilidade que registou um aumento de 19,4% no seu Volume de Negócios.

A redução significativa dos custos operacionais levou o EBITDA a atingir € 0,73 milhões, valor que compara com € 0,31 milhões em 2006. A margem EBITDA apresentou um ganho de 6,7 p.p. para 11,3% devido ao excelente desempenho das unidades de Sistemas de Mobilidade e de Personalização de Documentos.

7. COMPORTAMENTO BOLSISTA

As acções da Reditus registaram um desempenho bolsista notável em 2007, reflectindo o crescimento sustentado da sua actividade e contínua melhoria da rentabilidade operacional e beneficiando da confiança depositada no Grupo pelos investidores traduzida no reforço da posição dos principais accionistas e na entrada de um novo accionista de referência no capital da empresa.

A cotação de fecho das acções da Reditus em 2007 situou-se nos 9,20 euros, 163% acima do preço de fecho do ano anterior de 3.50 euros, registando uma valorização muito superior à verificada no principal índice bolsista português - PSI 20 - que valorizou 16,0% em 2007.

A 6 de Dezembro de 2007, a cotação de fecho das acções atingiu o seu valor máximo de 9,31 euros, tendo sido atingido o valor mínimo de 3,25 a 5 de Março de 2007. A capitalização bolsista da Reditus no final de 2007 fixou-se em 59,8 milhões de euros, valor que compara com 22,75 milhões de euros registados no final de 2006.

Em termos de liquidez, foram transaccionadas durante o exercício cerca de 9,1 milhões de títulos da Empresa, volume relevante tendo em consideração que o capital é composto por 6,5 milhões de acções, representando um valor de transacção de 50 milhões de euros.

O número médio diário de acções transaccionadas fixou-se em cerca de 36 mil títulos, correspondente a uma valor médio diário de cerca de 0.20 milhões de euros.

Performance das acções Reditus em 2007

8. REDITUS NA IMPRENSA

A Reditus durante o ano de 2007 prosseguiu a sua estratégia de comunicação, estando presente na comunicação social sempre que se justifica. Esta é, e continuará a ser a política de comunicação da empresa sempre sustentada nos objectivos de negócio do Grupo Reditus.

Durante o ano que marcou o 20º aniversário da entrada da Reditus na Bolsa de Valores de Lisboa, o Grupo divulgou as maiores operações em que esteve envolvido, os contratos celebrados nas várias áreas de negócio, os resultados operacionais do Grupo, os vários Seminários organizados e desenvolvidos pelas equipas de trabalho entre outras.

O trabalho desenvolvido pelo Grupo e a divulgação do mesmo contribuiu para manter a Reditus, bem como a actividade por si desenvolvida, num tema de elevada importância junto dos órgão de comunicação social especializados nas áreas de tecnologia e economia.

O ano de 2007 fica ainda marcado pelo facto de, no conjunto de notícias publicadas, a Reditus ser tema principal em 81% das mesmas, o que demonstra a preocupação da empresa em comunicar de forma proactiva como forma de complementar a actividade desenvolvida pelo Grupo.

9. PERSPECTIVAS PARA 2008

A Reditus tem vindo a consolidar a sua posição de liderança no mercado nacional na área de Outsourcing de Serviços. É de registar que o mercado de Outsourcing de Serviços tem vindo a apresentar, a nível nacional e internacional, importantes taxas de crescimento, perspectivando-se no curto e médio prazos crescimentos significativos desta actividade.

O desenvolvimento de capacidades e competências internas, a par com as perspectivas de crescimento do mercado, colocam à Reditus o desafio de acelerar o seu crescimento nesta área, assegurando a adequada rentabilidade e equilíbrio financeiro. A Reditus acredita que para atingir este objectivo duplo de liderança e rentabilidade é fundamental a aceleração do crescimento orgânico e a concretização de uma política activa de aquisições.

Para acelerar o crescimento orgânico, a Reditus delineou a estratégia operacional para o período de 2008- 2010, tendo como meta consolidar a posição de liderança no mercado português de Outsourcing com níveis superiores de criação de valor.

O principal vector estratégico da Reditus continua a assentar no aumento da oferta de serviços e da carteira de clientes, respeitando determinados parâmetros de rentabilidade e solidez financeira.

A Reditus continuará focada no desenvolvimento de uma estratégia comercial assente na integração de ofertas de produtos e serviços, promovendo o cross selling entre as diferentes áreas de Outsourcing de Serviços. Esta oferta integrada de serviços proporciona um maior valor acrescentado para os nossos clientes, permitindo desta forma aumentar ainda mais o grau de envolvimento existente e o relacionamento contratual de maior dimensão temporal e responsabilidade.

A definição de uma política de atracção, desenvolvimento e retenção de talentos de forma a reforçar o capital humano, a competitividade e reduzir os níveis de rotatividade dos colaboradores constitui umas das prioridades do Grupo para este ano.

O Grupo continua apostado em explorar oportunidades de deslocalização de competências para outras regiões do país, assegurando a aquisição de experiências e beneficiando de baixos custos operacionais.

A estratégia internacional na área de Outsourcing de Serviços assenta essencialmente em 2 pilares: (1) Follow your customer – acompanhamento da expansão internacional dos clientes, e (2) Nearshoring – oferecer, pelo menos, no espaço Ibérico as nossas soluções de serviços.

Na área de Suporte Integrado ao Negócio, a Reditus pretende alargar a base de clientes no segmento de back-office de crédito à habitação onde detém competências reconhecidas em grupos financeiros de referência, desenvolver experiências noutros processos bancários, replicando os níveis de expertise alcançados em back-office de Crédito Imobiliário e apostar na recuperação de crédito com integração de front-office. Nesta área, conta igualmente expandir a presença no sector Segurador, apostar na entrada na Administração Pública e no sector da Energia e Utilities.

No que concerne à área de IT Consulting, o objectivo é reposicionar esta unidade de negócios como prestadora de serviços de consultoria de maior valor acrescentado quer para clientes próprios, quer como ferramenta de suporte para a actividade das áreas de Outsourcing de IT e de BPO. Assim, a Reditus irá (1) desenvolver a oferta de serviços para áreas de maior valor acrescentado, (2) apostar na gestão de projectos fechados, identificando projectos passíveis de ser standardizados, (3) potenciar oportunidades na oferta de serviços de consultoria a clientes de Outsourcing de IT e BPO e (4) desenvolver competências técnicas e de gestão para implementação do conceito de Software Factory. A aposta no negócio de cedência de recursos qualificados na área de desenvolvimento e manutenção de sistemas e aplicações será mantida. É de referir a recente parceria estabelecida com a OutSystems, propiciando o início da criação de uma Software Factory

Em relação a área de Outsourcing de Infra-estruturas Informáticas, perspectiva-se o alargamento da actual oferta de serviços, promovendo a entrada nos segmentos de Data Center Management, Network Applications e Enterprise Applications. A aposta no desenvolvimento e promoção de ofertas integradas de serviços deverá aumentar a penetração e fidelização do cliente. No âmbito do alargamento da actual oferta de serviços, esta unidade de negócio tenciona estabelecer novas parcerias-chave com fornecedores de plataformas operativas e de infra-estruturas, assim como adequar o perfil técnico, a formação e a certificação dos colaboradores às novas orientações estratégicas.

A estratégia delineada para o negócio de Sistemas de Engenharia e Mobilidade consiste na optimização do capital empregue e na consolidação da sua gestão.

A concretização de uma politica activa de aquisições que reforcem a cadeia de valor e a oferta de serviços do Grupo Reditus constitui também um objectivo para o corrente ano.

Conforme comunicado oportunamente, estão a decorrer negociações com vista à aquisição de acções representativas de uma maioria de controlo no capital da Tecnidata S.G.P.S., S.A.

10. RESPONSABILIDADE SOCIAL

A Reditus tem mantido nos últimos anos uma atitude atenta à sociedade em que está inserida e tem desenvolvido uma política em crescendo que se enquadra no âmbito da Responsabilidade Social.

A nossa perspectiva é de contribuir fundamentalmente para a criação e divulgação do conhecimento e para o desenvolvimento de factores que permitam a disseminação do mesmo nas áreas ligadas às TIC, à gestão e aos recursos humanos na óptica da valorização das competências individuais ao serviço da economia e da sociedade em que os indivíduos se encontram inseridos.

Assim implementámos vários programas nos últimos anos e que se têm aprofundado, a saber;

  • Criação de duas salas dotadas de equipamentos informáticos actualizados, na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa que permitem aos alunos desenvolver os seus trabalhos e pesquisas no âmbito dos cursos em que estão inseridos.
  • Patrocínio do 1º estudo histórico sobre o sector das tecnologias da informação em Portugal nos últimos 40 anos e da ligação deste fenómeno ao desenvolvimento empresarial, económico e social do Pais.
  • Criação de um prémio para o melhor aluno (a) finalista de economia ou de gestão, que permite o acesso ao MBA da U. Nova pelo pagamento das respectivas propinas.
  • Implementação de um protocolo com a Ordem dos Advogados para recém licenciados em Direito que permite acesso a formação na nossa empresa em sistemas informáticos e processos de trabalho usados no sistema financeiro, com vista a uma mais rápida inserção no mercado de trabalho. Sendo este curso reconhecido pela Ordem no sentido de permitir a acumulação dos pontos necessários para a obtenção da carteira profissional e inscrição subsequente na Ordem.
  • Foi criada a Reditus Business School onde os nossos colaboradores podem obter um conjunto de formações e certificações válidas para a sua valorização e progressão profissional e pessoal dentro e fora das empresas do Grupo.
  • Apoio a um conjunto de escolas, publicas e privadas, no sentido de obterem equipamentos informáticos provenientes de parques descontinuados de clientes do Grupo, para permitir o aumento da capacidade dessas instituições de darem formação nas TIC a crianças e aos jovens que as frequentam.
  • Colaboração em pró-bono com o Banco Alimentar para a implementação de um conjunto de programas informáticos que permitem gerir a recepção e distribuição dos donativos e a catalogação / definição de prioridades das necessidades identificadas junto dos beneficiários do BA.
  • A criação de centros de desenvolvimento de projectos e trabalho em regiões do Pais onde a oferta de emprego seja menos intensa no sector dos serviços de base tecnológica, em parceria com as forças vivas dessas regiões, contribuindo assim para a valorização das mesmas e para a fixação das populações e ainda promovendo a formação e valorização de quadros.

Estas acções e programas são parte integrante da maneira de estar e pensar do Grupo e no seu interesse em contribuir para o desenvolvimento das competências do indivíduo/cidadão enquanto parte activa na vida social e económica do meio em que está inserido. Procurando valorizar o conhecimento como forma de contribuir para uma diferenciação positiva da competitividade.

Até hoje com o patrocínio das várias Administrações, que têm presidido aos destinos do Grupo, estes programas e acções têm sempre envolvido um leque grande de colaboradores internos disponíveis para as pôr em prática. É intenção criar condições para um ainda maior dinamismo desta atitude de responsabilidade perante a sociedade sempre em consonância com os objectivos do Grupo, envolvendo e motivando para tal mais colaboradores. Sendo de pensar a criação de uma função de Gestor Operacional dos Programas de RS e de um conjunto de iniciativas de solidariedade em voluntariado.

11. RESULTADOS

O Resultado Consolidado Líquido do exercício cifrou-se num resultado positivo, após interesses minoritários, de 451.675 euros.

12. AGRADECIMENTOS

Salientamos a confiança depositada pelos clientes nas sociedades do Grupo Reditus, o empenho dos nossos colaboradores na prossecução dos objectivos a que nos propusemos, bem como o apoio qualificado do Conselho de Estratégia, das Comissões Especializadas, dos Bancos e dos outros parceiros de negócios, alicerçando a sustentabilidade do futuro do Grupo Reditus.

Lisboa, 26 de Fevereiro de 2008

O Conselho de Administração

Dr. Frederico José Appleton Moreira Rato – Presidente Engº. José António da Costa Limão Gatta – Administrador Dr. Fernando Manuel Cardoso Malheiro da Fonseca Santos – Administrador Prof. Doutor António do Pranto Nogueira Leite – Administrador Dr. Rui Miguel de Freitas e Lamego Ferreira – Administrador

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007

ÍNDICE

  • Balanço Consolidado em 31 de Dezembro de 2007 e 2006 $\bullet$
  • · Demonstração Consolidada dos Resultados por Naturezas em 31 de Dezembro de 2007 e 2006
  • · Demonstração Consolidada dos Fluxos de Caixa em 31 de Dezembro de 2007 e 2006
  • · Anexo à Demonstração Consolidada dos Fluxos de Caixa
  • Demonstração das Alterações no Capital Próprio Consolidado em 31 de Dezembro de 2007
  • $\blacksquare$ Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas em 31 de Dezembro de 2007
  • 1 Actividade
    1. Políticas contabilísticas
    1. Gestão dos riscos financeiros
    1. Estimativas contabilísticas e pressupostos críticos
    1. Informação por segmento
    1. Empresas incluídas na consolidação
    1. Activos fixos tangíveis
    1. Goodwill
    1. Outros fixos intangíveis
    1. Outros investimentos financeiros
    1. Activos e passivos por impostos diferidos
    1. Inventários
  • 13 Clientes
    1. Outras contas a receber
    1. Outros activos correntes
    1. Caixa e equivalentes
    1. Capital próprio
    1. Interesses minoritários
    1. Empréstimos e descobertos bancários
    1. Outras contas a pagar
    1. Passivos por locação financeira
    1. Fornecedores
    1. Provisões e Aiustamentos
    1. Outros passivos correntes
    1. Réditos das vendas e dos servicos prestados
    1. Outros rendimentos proveitos operacionais
    1. Matérias e servicos consumidos
    1. Gastos com o pessoal
    1. Outros gastos e perdas operacionais
    1. Resultados financeiros
    1. Impostos sobre o rendimento
    1. Amortizações e Depreciações
    1. Compromissos
    1. Contingências
    1. Derrogações e outros aspectos
    1. Eventos subsequentes à data do balanco
  • Relatórios de Auditoria e Conselho Fiscal

REDITUS, SGPS, SA

BALANÇO CONSOLIDADO
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 E 31 DE DEZEMBRO DE 2006 (Valores expressos em Euros)

Notas 31-12-2007
em base IFRS
31-12-2006
em base IFRS
ACTIVO
Activo Não Corrente
Activos Fixos Tangíveis 7 14.173.986 12.321.766
Goodwill 8 2.277.980 2.277.980
Outros Activos Fixos Intangíveis 9 4.029.702 3.704.961
Outros Investimentos Financeiros 10 83.612 87.011
Activos por Impostos Diferidos 11 1.732.430 2.572.388
22.297.710 20.964.106
Activo Corrente
Inventários 12 1.022.103 1.257.433
Clientes 13 6.588.117 6.069.618
Outras Contas a Receber 14 847.732 3.457.901
Outros Activos Correntes 15 2.425.657 1.078.968
Caixa e Equivalentes 16 2.670.682 2.413.247
13.554.291 14.277.167
Total do Activo 35.852.001 35.241.273
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
Capital e Reservas
Capital Nominal 17 32.500.000 32.500.000
Acções (quotas) Próprias 17 $-173.245$ $-173.245$
Reservas Não Distribuiveis 17 1.418.167 1.418.167
Reservas Distribuiveis 17 1.522.269 1.522.269
Excedentes de Valorização de Activos Fixos 17 3.049.585 1.736.830
Ajustamentos ao valor de Activos Financeiros 17 $-2.739.943$ $-2.739.943$
Resultados Acumulados 17 $-34.287.185$ -33.642.388
Resultado Líquido do Período 17 451.675 286.399
1.741.323 908.089
Interesses Minoritários 18 549.759 63.908
Total Capital Próprio 2.291.082 971.997
Passivos Não Correntes
Empréstimos e Descobertos Bancários 19 5.864.000 2.604.784
Outras Contas a Pagar 20 2.090.514 3.372.378
Passivos por Impostos Diferidos 11 2.574.568 2.634.217
Passivos por Locação Financeira 21 7.600.052 7.940.282
18.129.134 16.551.661
Passivos Correntes
Empréstimos e Descobertos Bancários 19 2.390.208 2.465.149
Fornecedores 22 5.583.930 5.214.112
Outras Contas a Pagar 20 4.366.663 7.210.574
Provisões 23 54.813 5.325
Outros Passivos Correntes 24 2.045.291 2.051.033
Passivos por Locação Financeira 21 990.880 771.423
15.431.785 17.717.616
Total do Capital Próprio, I.M. e Passivo 35.852.001 35.241.273

REDITUS, SGPS, SA

DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS POR NATUREZAS

DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 E 2006

(Valores expressos em Euros)

Notas 31-12-2007
em base IFRS
31-12-2006
em base IFRS
Réditos Operacionais
Rédito das Vendas e dos Serviços Prestados 25 29 845 105 25 458 228
Outros Rendimentos e Ganhos Operacionais 26 2 338 874 2 421 691
Variação nos Inventários de Produtos Acabados e Em Curso 113 158)
Total dos Réditos Operacionais 32 183 979 27 766 761
Gastos Operacionais
Inventários Consumidos e Vendidos 3 998 659 3 666 261
Materias e Serviços Consumidos 27 13 586 312 11 722 264
Gastos Com o Pessoal 28 9679888 9 080 954
Gastos de Depreciação e de Amortização 29 1 501 384 1 175 769
Aumentos / Diminuições de Provisões 5 2 7 5 8627
Outros Gastos e Perdas Operacionais 30 692 012 436 189
Total dos Gastos Operacionais 29 463 530 26 090 063
Resultado Operacional 2 720 449 1676697
Resultados Financeiros (1764087) (1050421)
Perdas Relativas a Empresas Associadas 31
Resultado Antes de Imposots 956 362 626 276
Imposto Sobre o Rendimento 451 394 337 484
Resultado Antes da Consideração dos Interesses Minoritários 32 504 968 288 793
Resultado Afecto aos Interesses Minoritários 53 293 2 3 9 4
Resultado Líquido do Período 451 675 286 399

Nota: Valores de 2006 reexpressos pela aplicação da norma IAS 8

REDITUS, SGPS, SA DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA

DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 E 2006

(Valores expressos em Euros)

31-12-2007 31-12-2006
em base IFRS em base IFRS
ACTIVIDADES OPERACIONAIS
Recebimentos de clientes 19 060 972 16 451 502
Pagamentos a fornecedores (5594908) (7740410)
Pagamentos ao pessoal (5534341) (5745780)
Pagamento/recebimento do imposto sobre o rendimento (228629) (69011)
Outros recebimentos/pagamentos relativos à actividade operacional (6809031) (2454550)
Recebimentos relacionados com rubricas extraordinárias 600 000 184 627
Pagamentos relacionados com rubricas extraordinárias 259 300) 79 587)
Fluxos das actividades operacionais 1 234 763 546 790
ACTIVIDADADES DE INVESTIMENTO
Juros e proveitos similares. 194.105
Imobilizações corpóreas $-399$
Fluxos das actividades de investimento 399)
ACTIVIDADADES DE FINANCIAMENTO
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos 2 196 411 2720277
Outros 41 908
Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos concedidos (1993671) (1534001)
Amortização de contratos de locação financeira (1126907) 337 826)
Juros e custos similares (3511160) (1345871)
Outros 15 286)
Fluxos das actividades de financiamento 4 408 705) 497 421)
Variação líquida de caixa e seus equivalentes (3224968) 243 474
Caixa e seus equivalentes no início do período 1015602 608 220
Caixa e seus equivalentes no fim do período 2 209 366) 851 695

ANEXO À DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA

DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 E 2006

(Valores expressos em Euros)

31-12-2007
em base IFRS
31-12-2006
em base IFRS
Numerário 6 209 6 209
Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis 1 292 134 1 048 322
Equivalentes a caixa 1 372 338 1 0 1 9 1 9 9
Disponibilidades constantes do balanço 2670681 2 073 730
Descobertos bancários (4880047) (1222035)
Caixa e seus equivalentes 2 209 366) 851 695

REDITUS, SGPS, SA

DEMONSTRAÇÃO DE ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO CONSOLIDADO
DO EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007

(Valores expressos em Euros)

Div. Pagos
Saldo em
31/12/2006
Aplicação
Result 2006
Result Lig do
Exerc
aos
Accionistas
Outros Saldo em
31/12/2007
Capital nominal 32,500,000 32.500.000
Acções (quotas) Próprias 173 245) 173 245)
Reservas não distribuiveis 1.418.167 1.418.167
Reservas distribuiveis 1.522.269 1.522.269
Exedentes de valorização de activos fixos 1.736.830 1 312 755 3.049.585
Ajust. ao valor de Activos Financeiros 2739943 (2739943)
Resultados acumulados 33 642 388) 286.399 931
196)
34 287 185)
Result Líquido do período 286.399 286 399) 451.675 451.675
908.089 0 451.675 381 559 1.741.323

1. ACTIVIDADE

A Reditus, Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. é a holding (empresa-mãe) do Grupo Reditus e está sediada em Lisboa, na Rua Pedro Nunes Nº 11.

A Reditus foi fundada em 1966 sob a designação de Reditus - Estudos de Mercado e Promoção de Vendas, SARL e tinha como actividade principal a prestação de servicos específicos, nomeadamente estudos de mercado, evoluindo para o financiamento de dados para o Banco de Agricultura, o principal accionista a par da Companhia de Seguros 'A Pátria'.

Em Junho de 1990, a Reditus alterou a sua denominação social, convertendo-se numa sociedade gestora de participações sociais, tendo como actividade principal a gestão de participações sociais noutras sociedades, como forma indirecta de exercício de actividade económica.

Grupo Reditus opera em Portugal e França em duas áreas de negócio distintas:

    1. Outsourcing de Serviços engloba as áreas de Suporte Integrado ao Negócio (front-office e backoffice), Outsourcing de Infra-estruturas Informáticas e IT Consulting.
    1. Sistemas de Engenharia e Mobilidade engloba as áreas de Sistemas de Engenharia, Sistemas de Mobilidade e Personalização de Documentos Financeiros.

A Reditus está cotada na Euronext Lisboa (anterior Bolsa de valores de Lisboa e Porto) desde 1987.

As presentes Demonstrações Financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração em 26 de Fevereiro de 2008

2. POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS MAIS SIGNIFICATIVAS

As políticas contabilísticas mais significativas utilizadas na preparação das demonstrações financeiras consolidadas encontram-se descritas abaixo:

2.1. Bases de Apresentação

As demonstrações financeiras consolidadas da Reditus - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro adoptadas pela União Europeia, (IAS/IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e com as interpretações do International Reporting Interpretation Committee (IFRIC) e pela anterior Standing Interpretation Committee (SIC).

A aplicação das normas de consolidação foi suficiente para que as demonstrações financeiras consolidadas apresentem uma imagem verdadeira e apropriada da situação financeira e dos resultados do conjunto das empresas incluídas na consolidação.

As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas segundo o princípio do custo histórico, com excepção dos activos incluídos nas rubricas Terrenos e Edifícios e Outras Construções que se encontram reavaliados de forma a reflectir o seu iusto valor.

A preparação das demonstrações financeiras em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites requer o uso de estimativas e pressupostos definidos pela Administração que afectam as quantias reportadas de activos e passivos, assim como as quantias reportadas de proveitos e custos durante o período de relato. Apesar destas estimativas serem baseadas no melhor conhecimento da Gestão em relação aos eventos e accões correntes, os resultados actuais podem, em última instância, diferir destas estimativas. No entanto, é convicção do Conselho de Administração que as estimativas e pressupostos adoptados não

incorporam riscos significativos que possam originar, durante o próximo exercício, ajustamentos materiais no valor contabilístico dos activos e passivos.

2.2. Bases de consolidação

2.2.1. Datas de referência

As demonstrações financeiras consolidadas incluem, com referência a 31 de Dezembro de 2007, os activos, os passivos, os resultados e os fluxos de caixa das empresas do Grupo, as quais são apresentadas na Nota 6.

2.2.2. Participações Financeiras em Empresas do Grupo

As participações financeiras em empresas nas quais o Grupo detenha directa ou indirectamente, mais de 50% dos direitos de voto em Assembleia Geral de Accionistas ou detenha o poder de controlar as suas políticas financeiras e operacionais (definicão de controlo utilizada pelo Grupo), foram incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas pelo método de consolidação integral. O capital próprio e o resultado líquido destas empresas, correspondente à participação de terceiros nas mesmas são apresentados no balanço consolidado e na demonstração de resultados consolidada, respectivamente, na rubrica 'Interesses minoritários'. As subsidiárias são consolidadas a partir da data em que o controlo é transferido para o Grupo, sendo excluídas da consolidação a partir da data em que o controlo termina.

Na contabilização de aquisição de subsidiárias é utilizado o método da compra. O custo de aquisição corresponde ao justo valor dos activos entregues, acções emitidas e passivos assumidos à data de aquisição, acrescido dos custos directamente imputáveis à aquisição. Os activos identificáveis adquiridos, passivos e passivos contingentes assumidos numa concentração de actividades empresariais são mensurados inicialmente ao seu justo valor na data de aguisição, independentemente de quaisquer interesses minoritários. O excesso do custo de aquisição sobre o justo valor da quota-parte do grupo nos activos líquidos identificáveis é registado como goodwill. Se o custo da aquisição for inferior ao justo valor dos activos líquidos da filial adquirida, a diferença é reconhecida directamente em resultados do período.

As transacções intra-grupo e os saldos e ganhos não realizados em transacções entre empresas do grupo são eliminados. As perdas não realizadas são também eliminadas, a não ser que a transacção forneça evidência de imparidade do activo transferido. Quando considerado necessário, as políticas contabilísticas das filiais são alteradas para garantir a consistência com as políticas adoptadas pelo Grupo.

Todas as empresas que integram o perímetro de consolidação, identificadas na Nota 6, foram consolidadas pelo método da consolidação integral, devido aos titulares de capital deterem a maioria dos direitos de voto.

2.2.3. Saldos e Transacções entre Empresas do Grupo

Os saldos e as transaccões, entre empresas do Grupo e entre estas e a empresa-mãe são anulados na consolidação.

2.2.4. Consistência com o Exercício Anterior

Os métodos e procedimentos de consolidação foram aplicados de forma consistente relativamente ao exercício de 2006.

2.2.5. Alterações ao conjunto de empresas consolidadas

Neste exercício não se verificaram quaisquer alterações no que se refere à composição do conjunto das empresas incluídas na consolidação e na percentagem de detenção das mesmas.

2.3. Relato por Segmento

Um segmento de negócio é um grupo de activos e operações que estão sujeitos a riscos e retornos diferentes de outros segmentos de negócio. Um segmento geográfico é um ambiente económico particular que está sujeito a riscos e retornos diferentes dos componentes que operam em outros ambientes económicos.

Foram identificados 2 segmentos de negócio:

    1. Outsourcing de Servicos engloba as actividades de Suporte Integrado ao Negócios (front-office e back-office), Outsourcing de Infra-estruturas Informáticas e IT Consulting.
    1. Sistemas de Engenharia e Mobilidade incluem os negócios de Sistemas de Engenharia. Sistemas de Mobilidade e Personalização de Documentos Financeiros

Para efeitos de preparação desta informação, a Reditus, SGPS, a Reditus Gestão e a Reditus Imobiliária foram consideradas como partes integrantes do segmento de Outsourcing de Serviços

Foram identificados 2 segmentos geográficos: Portugal e França.

2.4. Activos Fixos Tangíveis

2.4.1. Mensuração

Os activos fixos tangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição deduzidos das respectivas amortizações acumuladas, com excepção dos terrenos e edifícios, os quais são registados ao seu justo valor.

Considera-se como custo de aguisição, os custos directamente atribuíveis à aguisição dos activos (soma dos respectivos precos de compra com os gastos suportados directa ou indirectamente para o colocar no seu estado actual).

Os custos subsequentes são incluídos no valor contabilístico do activo ou são reconhecidos como um activo separadamente, apenas quando seja provável a existência de benefícios económicos futuros associados ao bem e quando o custo puder ser fiavelmente mensurado. Todas as outras despesas de manutenção, conservação e reparação são registadas na demonstração dos resultados durante o período financeiro em que são incorridas.

O justo valor dos terrenos e edifícios é baseado em valores de mercado apurados através de avaliações efectuadas por especialistas independentes (nota 7.3).

Os aumentos ao valor contabilístico dos terrenos e edifícios em resultado de reavaliações são creditados em reservas de reavaliação nos capitais próprios do Grupo. As reduções que possam ser compensadas por anteriores reavaliações do mesmo activo são movimentadas contra a respectiva reserva de reavaliação, as restantes reduções são reconhecidas na demonstração dos resultados.

2.4.2. Contratos de Locação Financeira

Os bens cuja utilização decorre de contratos de locação financeira relativamente aos quais o Grupo assume substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes á posse do activo locado são classificados como activos fixos tangíveis.

Os activos adquiridos em locação financeira bem como as correspondentes responsabilidades, são contabilizados pelo método financeiro. De acordo com este método, o custo do activo é registado nos activos fixos tangíveis e a correspondente responsabilidade é registada no passivo. As amortizações daqueles bens e os juros incluídos no valor das rendas são registadas nos resultados do exercício a que respeitam.

Os contratos de locação financeira são registados na data do seu início como activo e passivo pelo menor do justo valor do bem locado ou do valor actual das rendas de locação vincendas.

Os activos adquiridos em locação financeira são amortizados de acordo com a política estabelecida pelo Grupo para os activos fixos tangíveis.

As rendas são constituídas pelo encargo financeiro e pela amortização financeira do capital. Os encargos são imputados aos respectivos períodos durante o prazo de locação a fim de produzirem uma taxa de juro periódica constante sobre a dívida remanescente.

2.4.3. Amortizações

As amortizações são calculadas, sobre os valores de aguisição, pelo método das quotas constantes, com imputação duodecimal. As taxas anuais aplicadas reflectem satisfatoriamente a vida útil económica dos bens.

As vidas úteis estimadas são como se segue:

Anos
Edifícios e outras construções 50
Equipamento básico $3-20$
Equipamento de transporte 4-6
Ferramentas e utensílios $3-4$
Equipamento administrativo $3-10$
Outras imobilizações corpóreas 10-20

2.5. Activos Fixos Intangíveis

Os activos fixos intangíveis são compostos essencialmente por Goodwill e por Despesas de Desenvolvimento.

2.5.1. Goodwill

O goodwill representa o excesso do custo de aguisição das participações financeiras em empresas do Grupo relativamente ao justo valor dos activos e passivos identificáveis dessas participações (valores proporcionais dos capitais próprios) à data da sua aquisição. Se o custo de aquisição for inferior ao justo valor dos activos líquidos da participada adquirida, a diferenca é reconhecida directamente em resultados do exercício. Até 1 de Janeiro de 2004, o Goodwill era amortizado durante o período estimado de recuperação do investimento, geralmente dez anos, sendo as amortizações registadas na demonstração de resultados na rubrica de 'Amortizações e Depreciações do Exercício'. A partir de 1 de Janeiro de 2004. de acordo com o IFRS 3 - Business Combinations, o Grupo suspendeu a amortização do Goodwill. A partir dessa data, os valores de Goodwill são sujeitos a testes de imparidade anuais, sendo os correspondentes valores do activo mensurados pelo custo deduzido de eventuais perdas de imparidades acumuladas.

Qualquer perda de imparidade é registada de imediato em resultados do exercício. Até à data não se verificaram perdas de imparidade.

2.5.2. Despesas de Desenvolvimento

As despesas de investigação, efectuadas na procura de novos conhecimentos técnicos ou científicos ou na busca de soluções alternativas, são reconhecidas em resultados quando incorridas. As despesas de desenvolvimento são reconhecidas como activos intangíveis, quando: i) for demonstrável a exequibilidade técnica do produto ou processo em desenvolvimento, ii) o Grupo tiver a intenção e a capacidade de completar o seu desenvolvimento, iii) a viabilidade comercial esteja assegurada e iv) o seu custo possa ser mensurado com fiabilidade.

As despesas de desenvolvimento anteriormente registadas como custo, não são reconhecidas como um activo no período subsequente. Os custos de desenvolvimento que têm uma vida útil finita, e foram capitalizados, são amortizados desde o momento da sua comercialização, pelo método das quotas constantes, pelo período de benefício económico esperado que por norma não excede os cinco anos.

Os custos capitalizados nesta rubrica incluem os custos de aguisição de activos, os gastos com mão-deobra directa bem como os custos incorridos com subcontratações de entidades externas e uma proporção de custos fixos imputáveis à produção e desenvolvimento destes activos.

Os activos intangíveis desenvolvidos no Grupo Reditus estão relacionados com a reengenharia e optimização de processos, novos processos e aplicações informáticas orientadas para o cliente e são amortizados pelo método das quotas constantes por período de 4 anos.

2.6. Imparidade dos Activos

Os activos que não têm uma vida útil definida não são sujeitos a amortizações e depreciações, sendo sujeitos anualmente a testes de imparidade. Os activos sujeitos a amortização e depreciação são revistos anualmente para determinar se houve imparidade, quando eventos ou circunstâncias indicam que o seu valor registado pode não ser recuperável. Sempre que o montante pelo qual um activo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda de imparidade, registada na demonstração de resultados. A quantia recuperável é a mais alta do preco de venda líquido e do valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do activo numa transacção ao alcance das partes envolvidas, deduzido dos custos directamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que são esperados que surjam do uso continuado do activo e da sua alienação no final da sua vida útil. A quantia recuperável é estimada para cada activo, individualmente ou, no caso de não ser possível, para a unidade geradora de caixa à qual o activo pertence.

2.7. Outros Investimentos Financeiros

A rubrica de outros investimentos financeiros é composta pelas partes de capital em empresas do grupo e associadas e títulos e outras aplicações financeiras.

Os investimentos financeiros são valorizados, na data do Balanco, ao valor de mercado quanto aos títulos. e pelo método da equivalência patrimonial quanto às empresas do grupo e associadas. As mais-valias e menos-valias efectivas que resultem da venda dos referidos títulos são reconhecidas como resultados do exercício em que ocorrem.

As participações financeiras que tenham experimentado reduções permanentes de valor de realização, encontram-se provisionadas.

2.8. Impostos Diferidos

Os impostos diferidos são calculados com base no método da responsabilidade de balanço e reflectem as diferenças temporárias entre o montante dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os seus respectivos montantes para efeitos de tributação. No entanto, não são calculados impostos diferidos sobre as diferenças de reconhecimento inicial de activos e passivos numa transacção relativa à concentração de actividades empresariais, quando as mesmas não afectam nem o resultado contabilístico nem o resultado fiscal no momento da transacção.

São reconhecidos impostos diferidos activos sempre que existe razoável segurança de que serão gerados lucros futuros contra os quais os activos poderão ser utilizados. Os impostos diferidos activos são revistos anualmente e reduzidos sempre que deixe de ser provável que os mesmos possam ser utilizados

Os impostos diferidos são calculados à taxa que se espera que vigore no período em que se prevê que o activo ou o passivo seja realizado.

2.9. Inventários

Os inventários são registados ao menor entre o valor de custo e o seu valor realizável líquido. Os custos dos inventários incluem todos os custos associados à compra, não incluindo contudo quaisquer custos financeiros. O valor realizável líquido é o preço da venda estimado de acordo com as actividades normais de negócio, menos as despesas de venda imputáveis.

O método de custeio adoptado para valorização das saídas de armazém é o custo médio ponderado.

2.10. Clientes e Outras Contas a Receber

As contas a receber de clientes e outros devedores são registadas pelo justo valor da transacção subjacente que os originou, deduzidos de eventuais perdas de imparidade, para que as mesmas reflictam o seu valor realizável líquido.

As contas a receber cedidas em 'factoring', com excepção das operações de 'factoring' sem recurso, são reconhecidas no balanco na rubrica de 'Outras Contas a Pagar' até ao momento do recebimento das mesmas.

2.11. Outros Activos e Passivos Correntes

Nestas rubricas são registados os acréscimos de custos, custos diferidos, acréscimos de proveitos e proveitos diferidos para que os custos e proveitos sejam contabilizados no período a que dizem respeito, independentemente da data do seu pagamento ou recebimento.

2.12. Caixa e Equivalentes

Esta rubrica inclui, para além dos valores em caixa, os depósitos à ordem bancários e outros investimentos de curto prazo com mercado activo. Os descobertos bancários estão incluídos na rubrica de Empréstimos e Descobertos Bancários no passivo.

2.13. Capital Social

As acções ordinárias são classificadas no capital próprio.

Os custos directamente atribuíveis à emissão de novas accões ou opções são apresentados como uma dedução. Iíquida de impostos, ao valor recebido resultante desta emissão. Os custos directamente imputáveis à emissão de novas acções ou opções, para a aquisição de um negócio, são incluídos no custo de aquisição como parte do valor da compra.

Quando a empresa ou as suas filiais adquirem acções próprias da empresa mãe, o montante pago é deduzido ao total dos capitais próprios atribuível aos accionistas, e apresentado como acções próprias, até à data em que estas são canceladas, reemitidas ou vendidas. Quando tais accões são subsequentemente vendidas ou reemitidas, o montante recebido é novamente incluído nos capitais próprios atribuíveis aos accionistas

2.14. Empréstimos e Descobertos Bancários

Os empréstimos obtidos são inicialmente reconhecidos ao justo valor, líquido de custos de transacção incorridos. Os empréstimos são subsequentemente apresentados ao custo amortizado; qualquer diferença entre os recebimentos (líquidos de custos de transaccão) e o valor a pagar são reconhecidos na demonstração dos resultados ao longo do período do empréstimo, utilizando o método da taxa efectiva.

Os empréstimos obtidos são classificados no passivo corrente, excepto se o Grupo possuir um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, doze meses após a data do balanço, sendo neste caso classificado no passivo não corrente.

Os custos com juros relativos a empréstimos obtidos são registados na rubrica de custo líquido de financiamento na demonstração de resultados.

2.15. Fornecedores e Outras Contas a Pagar

As contas a pagar a fornecedores e outros credores são registadas pelo seu valor nominal, na medida em que se tratam de valores a pagar de curto prazo.

2.16. Provisões

São constituídas provisões no balanço sempre que: i) o Grupo tenha uma obrigação presente, legal ou construtiva, resultante de um acontecimento passado: ii) seja provável que uma diminuição, razoavelmente estimável, de recursos incorporando benefícios económicos será exigida para liquidar esta obrigação e; iii) que o seu valor seia fiávelmente estimável. As provisões são revistas à data do balanco e aiustadas para reflectir a melhor estimativa corrente. Se deixar de ser provável que uma diminuição de recursos que incorporem benefícios económicos, seja necessária para liguidar a obrigação, a provisão é revertida.

2.17. Rédito e Especialização de Exercícios

O rédito é registado na demonstração de resultados e compreende os montantes facturados na venda de produtos e na prestação de serviços, líquidos do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e descontos, depois de eliminar as transacções intra-grupo.

Os proveitos decorrentes da venda de produtos são reconhecidos na demonstração consolidada dos resultados quando os riscos e benefícios inerentes à posse dos activos são transferidos para o comprador e o montante dos proveitos possa ser razoavelmente quantificado.

Os proveitos decorrentes da prestação de serviços são reconhecidos na demonstração de resultados com referência à fase de acabamento da prestação de serviços à data do balanço.

As garantias de equipamentos vendidos são suportadas pelos fornecedores das marcas representadas.

Os juros e proveitos financeiros são reconhecidos de acordo com o princípio da especialização dos exercícios e de acordo com a taxa de juro efectiva aplicável.

Os custos e proveitos são contabilizados no período a que dizem respeito, independentemente da data do seu pagamento ou recebimento. Os custos e proveitos cujo valor real não seja conhecido são estimados.

Os custos e os proveitos imputáveis ao período corrente e cujas despesas e receitas apenas ocorrerão em períodos futuros, bem como as despesas e as receitas que já ocorreram, mas que respeitam a períodos futuros e que serão imputadas aos resultados de cada um desses períodos, pelo valor que lhes corresponde, são registados nas rubricas de 'Outros Activos Correntes' e 'Outros Passivos Correntes'.

2.18. Impostos sobre o rendimento

O imposto sobre o rendimento do exercício é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na consolidação e considera a tributação diferida.

O imposto corrente sobre o rendimento é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na consolidação, de acordo com as regras fiscais em vigor no local da sede de cada empresa do arupo.

Os impostos diferidos são calculados com base no método da responsabilidade de balanço e reflectem as diferenças temporárias entre o montante dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os seus respectivos montantes para efeitos de tributação.

3. GESTÃO DO RISCO FINANCEIRO

As actividades do Grupo estão expostas a uma variedade de factores de risco financeiro: risco de crédito, risco de liquidez e risco da taxa de juro

3.1. Risco de crédito

O Grupo não tem concentrações de risco de crédito significativas e tem políticas que asseguram que as vendas e prestações de serviços são efectuadas para clientes com um adequado historial de crédito.

3.2. Risco de liquidez

A gestão do risco de liquidez implica a manutenção de saldos financeiros suficientes, facilidade na obtenção de fundos através de linhas de crédito adeguadas. Relacionado com a dinâmica dos negócios subjacentes, a tesouraria do Grupo pretende manter a flexibilidade da dívida flutuante, mantendo as linhas de crédito disponíveis.

3.3. Risco da taxa de juro

O risco de taxa de juro do Grupo resulta de empréstimos a curto e longo prazos. Os empréstimos de taxa variável expõem o Grupo ao risco de fluxo de caixa relativo à taxa de juro. A Administração não considera economicamente necessária a implementação de uma política de gestão de risco de taxa de juro.

4. ESTIMATIVAS CONTABILÍSTICAS E PRESSUPOSTOS CRÍTICOS

A preparação das demonstrações financeiras em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites requer o uso de estimativas e pressupostos definidos pela Administração que afectam as quantias reportadas de activos e passivos, assim como as quantias reportadas de proveitos e custos durante o período de relato.

O Conselho de Administração baseou-se no melhor conhecimento e experiência de eventos passados e/ou correntes e em pressupostos relativos a eventos futuros para determinar as estimativas contabilísticas, que a seguir se identificam mais relevantes:

4.1. Imparidade dos Valores a Receber

Os valores recuperáveis das unidades geradoras de fluxos de caixa foram calculados de acordo com o seu valor em uso. Estes cálculos requerem o uso de estimativas

4.2. Protótipos

Os protótipo incluem uma estimativa da Administração quanto à sua capacidade de gerarem fluxos de caixa em exercícios futuros.

4.3. Impostos Diferidos

O Grupo contabiliza impostos diferidos activos com base nos prejuízos fiscais existentes à data de balanço e no cálculo de recuperação dos mesmos. Estes cálculos requerem o uso de estimativas.

4.4 Reconhecimento do rédito

O reconhecimento do rédito pelo Grupo inclui análises e estimativas da gestão no que concerne à fase de acabamento dos projectos em curso à data da informação financeira os quais podem vir a ter um desenvolvimento futuro diferente do orçamentado à presente data.

5. INFORMAÇÃO POR SEGMENTO

Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, os resultados por segmento de negócio eram como segue:

31 de Dezembro de 2006

Outsourcing
de Serviços
Sistemas de
Engenharia e
Mobilidade
Total
Vendas e dos Serviços Prestados 19.027.452 6.430.776 25.458.228
Outros Rendimentos e Ganhos Operacionais 1.997.273 311.260 2.308.533
Total dos Proveitos Operacionais 21.024.725 6.742.036 27.766.761
Amortizações, Depreciações e Provisões 906.901 277.496 1.184.396
Resultado Operacional 1.647.955 28.742 1.676.697

31 de Dezembro de 2007

Sistemas de
Outsourcing
de Serviços
Engenharia e
Mobilidade
Total
Vendas e dos Serviços Prestados 23.783.800 6.061.305 29.845.105
Outros Rendimentos e Ganhos Operacionais 1.981.497 357.377 2.338.874
Total dos Proveitos Operacionais 25.765.297 6.418.682 32.183.979
Amortizações, Depreciações e Provisões 1.056.054 450.605 1.506.659
Resultado Operacional 2.443.612 276.837 2.720.449

Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, os activos e passivos por segmentos de negócio eram como segue:

31 de Dezembro de 2006

Outsourcing
de Servicos Mobilidade Total
Activo 28.778.077 6.463.196 35.241.273
Passivo 30.550.378 3.718.898 34.269.276

31 de Dezembro de 2007

Outsourcing
de Servicos
Sistemas de
Engenharia e
Mobilidade
Total
Activo 28.981.935 6.870.065 35.852.000
Passivo 27.495.364 6.065.555 33.560.919

Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, os resultados por segmento geográfico eram como segue:

31 de Dezembro de 2006

Portugal Franca Total
Vendas e dos Serviços Prestados 20.586.919 4.871.309 25.458.228
Outros Rendimentos e Ganhos Operacionais 2.061.251 247.282 2.308.533
Total dos Proveitos Operacionais 22.648.170 5.118.591 27.766.761
Amortizações, Depreciações e Provisões 988.600 195.796 1.184.396
Resultado Operacional 1.578.370 98.328 1.676.697

31 de Dezembro de 2007

Portugal França Total
Vendas e dos Serviços Prestados 25.522.156 4.322.949 29.845.105
Outros Rendimentos e Ganhos Operacionais 2.037.526 301.348 2.338.874
Total dos Proveitos Operacionais 27.559.681 4.624.298 32.183.979
Amortizações, Depreciações e Provisões 1.368.354 138.305 1.506.659
Resultado Operacional 2.608.706 111.743 2.720.449

Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, os activos e passivos por segmento geográfico são como segue:

31 de Dezembro de 2006

Portugal Franca Total
Activo 31.593.156 3.648.117 35.241.273
Passivo 32.406.490 1.862.787 34.269.276

31 de Dezembro de 2007

Portugal Franca Total
Activo 32.514.699 3.337.301 35.852.000
Passivo 31.999.299 1.561.620 33.560.919

6. EMPRESAS INCLUIDAS NA CONSOLIDAÇÃO

Em 31 de Dezembro de 2007, as empresas do Grupo incluídas na consolidação e as suas respectivas sedes, capital social e proporção do capital detido eram as seguintes:

Empresa Holding e Empresas Filiais Sede Capital Social % Capital
Detido
Reditus SGPS, SA Lisboa 32.500.000 €
Reditus Gestão Sociedade Gestora Participações Sociais, SA Lisboa 125.000 € 100%
Inter Reditus Prestação Integrada de Serviços Informáticos, SA Lisboa 750.000 € 100%
Redware Sistemas de Informação, SA Lisboa 500.000 € 100%
Reditus II Telecomunicações, SA Lisboa 50.000 € 100%
J. M. Consultores de Informática e Artes Gráficas, SA Alfragide 500.000 € 68%
Reditus Imobiliária. SA Lisboa 1.750.000 € 100%
Caleo, SA Franca 1.200.000 € 55%
BCCM, Inovação Tecnológica, Lda Cascais 14.964 € 50%

7. ACTIVOS FIXOS TANGÍVEIS

7.1. Movimentos ocorridos nas rubricas dos Activos Fixos Tangíveis e nas respectivas Amortizações:

Activo Bruto

Saldo em
31/12/2006
Aumentos e
Reavaliações
Abates e
Alienações
Correccões e
Transf.
Saldo em
31/12/2007
Terrenos e recursos naturais 2 3 2 2 2 9 6 445 111 2 767 408
Edifícios outras construções 8 115 272 1 450 022 9 5 6 5 2 9 5
Equipamento básico 2 0 9 7 2 6 5 61 578 $\overline{\phantom{m}}$ 2 158 843
Equipamento de transporte 706 283 394 978 1 101 262
Ferramentas e utensílios 11 311 330 11 641
Equipamento administrativo 1463421 67 651 $\overline{\phantom{m}}$ 1 531 072
Outras imobiliz. corpóreas 2 335 005 19 54 523) 2 2 8 0 5 0 1
Imobilizações em curso 33 600 33 600
17 050 853 2 453 291 54 523) 19 449 622

Amortizações Acumuladas:

Saldo em
31/12/2006
Aumentos Abates e
Alienações
Correcções e
Transf.
Saldo em
31/12/2007
Edifícios outras construções 14 2 23 2032 16 255
Equipamento básico 1 208 131 297 615 $\overline{\phantom{0}}$ 1 505 746
Equipamento de transporte 676916 55 508 732 424
Ferramentas e utensílios 9 2 3 5 1813 $\qquad \qquad$ 11 048
Equipamento administrativo 709 621 156 550 866 171
Outras imobiliz. corpóreas 2 110 962 36 544 3514 2 143 992
4729088 550 061 3514 5 275 635

7.2. Activos em Locação Financeira

O Grupo detém diversos activos sob o regime de locação financeira que estão afectos a sua actividade operacional. No final do contrato, o Grupo poderá exercer a opção de compra desse activo a um preço inferior ao valor de mercado. Os pagamentos de locação financeira não incluem qualquer valor referente a rendas contingentes.

De seguida apresentamos a composição dos bens adquiridos em regime de locação financeira e os seus respectivos valores de aquisição:

Edificios 8 417 250
Equipamento Informático 295 178
Central telefónica 7 1 5 5
Equipamento de Escritório 127 455
Equipam. Ar condicionado 131 940
Viaturas 512 448
Outros Equipamentos 19 311
9 510 737

7.3 Reavaliações

O Grupo regista os terrenos e edifícios afectos à actividade operacional ao valor de mercado, apurado por entidades especialistas e independentes. Em 31 de Dezembro de 2007, a Reditus detinha um imóvel em Alfragide (terreno e edifício) e fracções de um edifício em Lisboa.

O valor dos imóveis do Grupo ascendia em 31 de Dezembro de 2007 a 12.312.384 euros, dos quais 2.767.408 euros na rubrica 'Terrenos e recursos naturais' e 9.565.295 euros na rubrica 'Edifícios e outras construções'.

A discriminação dos imóveis e os seus respectivos valores é a que consta do quadro sequinte:

Valor de
Aquisição
Valor de
Reavaliação
Valor das Obras Valor Líquido
Fracções do Edifício em Lisboa 2 400 000 114 688 2 514 688
Edifício em Alfragide (inclui terreno) 6 017 250 3780446 9 797 696
8 417 250 3780446 114 688 12 312 384

As fraccões do edifício em Lisboa foram adquiridas através de um contrato de leasing em 30 de Dezembro de 2002 por um prazo de 15 anos pelo montante de 2,400,000 euros.

O edifício de Alfragide foi adquirido por 4.512.938 euros e foi reavaliado em mais 2.835.334 euros, 1.500.000 em 2006 e 1.335.334 euros em 2007 e o terreno foi adquirido por 1.504.313 euros e reavaliado por mais 945.111 euros, 500.000 euros em 2006 e 445.111 euros em 2007. A reavaliação foi feita pela entidade Aguirre Newman Portugal pelo método do "Discounted Cash-flow", através do qual se apurou um VAL de 9.797.695 euros. Esta aquisição foi feita através de um contrato de leasing em 7 de Junho de 2006 por um prazo de 15 anos pelo valor de 6.017.250 euros.

8. GOODWILL

O goodwill do Grupo Reditus refere-se, exclusivamente, à aquisição dos 55% da participação no capital social da Caleo ocorrida em 2001. Em 31 de Dezembro de 2007, o valor líquido do goodwill ascendia a 2.277.979 euros líquidos, correspondendo ao remanescente entre os valores contabilísticos da participação no capital da Caleo e a proporção que representam nos capitais próprios desta empresa, com referência a 01 de Janeiro de 2004, data em que se deixou de amortizar as diferenças de consolidação positivas ao abrigo do parágrafo 79 da IFRS 3.

Valor de Amortização
Aquisição Acumulada Valor Líquido
Caleo, SA 2 939 957 661 978 2 277 979

Conforme referido na nota 2.5.1, o goodwill resultante da concentração de actividades é registado como activo e não é sujeito a amortização. Sempre que existam indícios de uma eventual perda de valor e, pelo menos, no final de cada exercício, os valores de goodwill são sujeitos a testes de imparidade. Até à data não se verificaram quaisquer perdas de imparidade.

O goodwill foi objecto de avaliação de imparidade pelo método do "Discounted Cash-flow" pelo Professor Dr. Rui Alpalhão.

9. OUTROS ACTIVOS FIXOS INTANGÍVEIS

9.1 Movimentos ocorridos nas rubricas dos Outros Activos Fixos Intangíveis e nas respectivas Amortizações:

Activo Bruto:

Saldo em
31/12/2006
Aumentos Abates e
Alienações
Correcções e
Transf.
Saldo em
31/12/2007
Despesas de desenvolvimento 6428687 1412415 353 276 151 050 7 336 776
Prop. industrial e outros direitos 121 453 121 453
Outras imobilizações incorpóreas 155 564 49 723 105 841
6705704 1412415 402 999 151 050 7 564 070

Amortizações Acumuladas:

Saldo em
31/12/2006
Aumentos Abates e
Alienacões
Correcções e
Transf.
Saldo em
31/12/2007
Despesas de desenvolvimento 2 7 2 6 1 1 4 948 933 353 276 14 697) 3 307 074
Propriedade industrial e outros direitos 119 063 2 3 9 0 121 453
Outras imobilizações incorpóreas 155 564 49 723 105 841
3 000 741 951 323 402 999 - 3 534 368

9.2 Protótipos

O valor líquido da rubrica 'Despesas de Desenvolvimento' à data de 31 de Dezembro de 2007, ascendeu a 4.029.702 Euros, e diz respeito, maioritariamente, a despesas incorridas com os protótipos elaborados anteriormente ao arranque dos vários serviços adjudicados à Reditus. Em 31 de Dezembro de 2007, o valor dos protótipos por área de negócio, era como segue:

Despesa
Capitalizada
Amortização
Acumulada
Valor Líquido
Suporte Integrado ao Negócio 4 089 306 1 046 008 3 043 298
Outsourcing de IT 706 970 190 853 516 117
IT Consulting 395 165 206 705 188 460
5 191 441 1 443 566 3.747.875

10. OUTROS INVESTIMENTOS FINANCEIROS

Em 31 de Dezembro de 2007, esta rubrica tinha a seguinte composição:

Amortização
Valor Bruto Acumulada Valor Líquido
Títulos e outras aplicações financeiras 890 397 806 785 83 612

11. ACTIVOS E PASSIVOS POR IMPOSTOS DIFERIDOS

Os impostos diferidos activos e passivos são atribuíveis às seguintes rubricas:

Activos Passivos Valor Líquido
2007 2006 2007 2006 2007 2006
Provisões a) 1.029.967 1.903.102 1.029.967 1.903.102
Prejuízos fiscais reportáveis b) 702.463 1.490.286 702.463 1.490.286
Reservas de reavaliação c) 757.785 363.238 757 785) 363 238)
Outros d ) 1.816.783 2.270.979 1816783 2 270 979)
Imp. diferidos activos/ (passivos) líg. 1.732.430 3.393.388 2.574.568 2.634.217 842 138) 759.171

a) Estas provisões referem-se a dívidas de cobrabilidade duvidosa, que não foram consideradas como custo fiscal aquando da sua constituição. A variação esta rubrica deve-se à anulação de activos para impostos diferidos relativos a provisões, cuja recuperação fiscal é improvável.

b) Os prejuízos fiscais reportáveis são os seguintes:

Ano de Ano Limite Valor do Valor da
Prejuízo Fiscal para Dedução Prejuizo Dedução
2002 2008 116.650 29.163
2003 2009 577.148 144.287
2004 2010 22.114 5.529
2005 2011 1.888.222 472.056
2006 2012 164.823 41.206
2007 2013 40.895 10.224
2.809.852 702.463

c) O valor relativo a reservas de reavaliação, diz respeito à reavaliação do edifício Reditus, em Alfragide, pelo montante de 3.780.445 euros em que 2.859.566 euros vão ser sujeitos a amortizações não aceites fiscalmente.

d) O valor registado em passivos para impostos diferidos no valor de 1.816.783 euros resulta do montante ainda não reconhecido fiscalmente dos proveitos relacionados com o acordo celebrado entre BCP e a Tora em 2004. Este valor está a ser reconhecido em 8 anos, prazo de vigência do contrato. O valor transferido para imposto corrente em 2007 ascendeu a 454.196 euros

12. INVENTÁRIOS

Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, os inventários tinham a seguinte composição:

2007 2006
Matérias primas e consumíveis 336.292 339.148
Produtos acabados 27, 252 27.824
Mercadorias 658.559 890.461
1.022.103 1.257.433

13. CLIENTES

Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, esta rubrica tinha a seguinte composição:

2007 2006
6.588.117 6.069.618
6.588.117 6.069.618

A rubrica "Clientes Correntes" inclui as facturas dos clientes que foram cedidas às empresas de factoring. no valor de 1.278.573 euros, e cujo adiantamento se encontra reflectido em outros empréstimos obtidos.

14. OUTRAS CONTAS A RECEBER

Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, a rubrica Outras Contas a Receber é composta como se segue:

2007 2006
Estado e Outros Entes Públicos 156.564 186.588
Empresas do Grupo 17.458
Outros accionistas 46.920 46.920
Adiantamentos a fornecedores 478.284 271.924
Outros Devedores 148.506 3.436.828
847.732 3.942.260

O decréscimo da rubrica de 'Outros Devedores' deveu-se a regularizações de saldos de terceiros cuja antiquidade recomendava este procedimento.

15. OUTROS ACTIVOS CORRENTES

Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, a rubrica de outros activos correntes era composta como se segue:

2007 2006
Acréscimos de proveitos 1.524.806 922.085
Custos diferidos 900.851 156.883
2.425.657 1.078.968

Os acréscimos de proveitos respeitam essencialmente a facturação a emitir em 2008 cujos proveitos referem-se ao exercício de 2007.

16. CAIXA E EQUIVALENTES

Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, esta rubrica tem a seguinte composição:

2007 2006
Outros títulos negociáveis 1.372.338 997.339
Depósitos à ordem 1.292.134 1.409.699
Caixa 6.209 6.209
2.670.682 2.413.247

A rubrica de 'Outros Títulos Negociáveis' é valorizada, na data do Balanco, ao mais baixo do custo de aquisição ou do mercado. Os títulos negociáveis compreendem essencialmente 333.326 acções ao portador do Millennium BCP adquiridas a 4,17 euros a unidade e ajustadas em 31 de Dezembro de 2007 para o valor de mercado, de 2,92 euros (2,80 euros em 31 de Dezembro de 2006).

17. CAPITAL PRÓPRIO

Saldo em
31/12/2006
Aplicação
Result 2006
Result Lig do
Exerc
Outros Saldo em
31/12/2007
Capital nominal a) 32.500.000 32.500.000
Acções (quotas) Próprias b) 173 245) $-173.245$
Reservas não distribuiveis 1.418.167 1.418.167
Reservas distribuiveis 1.522.269 1.522.269
Exedentes de valorização de activos fixos c) 1.736.830 1.312.755 3.049.585
Ajust. ao valor de Activos Fin. (2739943) (2739943)
Resultados acumulados d) 33 642 388) 286.399 931 196) 34 287 185)
Result Líquido do período 286.399 286 399) 451.675 451.675
908.089 451.675 381 559 1.741.323

Durante o exercício de 2007, os movimentos ocorridos nas rubricas de capital próprio foram como segue:

a) Capital Social da Reditus é de 32.500.000 euros representado por 6.500.000 acções ao portador de valor nominal de 5 euros cada, que se encontravam em 31 de Dezembro de 2007 cotadas no mercado oficial da Euronext Lisboa

b) A 31 de Dezembro de 2007, a Reditus detinha em carteira 49.327 acções próprias, representativas de 0,76% do capital social e contabilizadas ao custo de aquisição de 173.245 euros.

c) O montante de 1.312.755 euros corresponde à constituição de reservas de reavaliação do edifício Reditus, em Alfragide, líquido do respectivo imposto.

d) A apresentação da informação financeira de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS/IAS) está reflectida nas contas consolidadas.

Em 2007 foi decidido apresentar as contas das sociedades participadas segundo as IFRS/IAS.

A aplicação pela primeira vez das IFRS/IAS às contas individuais das filiais incluídas no âmbito de consolidação (nos termos do nº 2 do artigo 12 do DL 35/2005) obedece ao estipulado na IFRS 1. O impacto desta aplicação às filiais resulta na reexpressão das contas de 2006 no montante de 1.305.359 euros, dos quais 891.000 euros referem-se à anulação de activos para impostos diferidos relativos a provisões, cuja recuperação fiscal é improvável, os restantes 484.359 euros referem-se a outros activos que após teste de imparidade não obedecem aos critérios de reconhecimento de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade

O montante de 931.196 euros é composto por gratificações de balanco e alteração da valorização dos imóveis para o justo valor.

18. INTERESSES MINORITÁRIOS

Em 31 de Dezembro de 2007 e de 2006 os interesses minoritários estavam assim representados:

% Interesses Valor Balanco Resultados Atribuídos
2007 2006 2007 2006 2007 2006
J M. Consultores Inf. Artes Gráficas, SA 32% 32% 429 687) 503 089) 12.776 35 620)
BCCM - Inovação Tecnológica, Lda 50% 50% 180.390 236 402) 18.840 15.415
Caleo, SA 45% 45% 799.056 803.399 21.677 22.598
549.759 63.908 53.293 2.394

19. EMPRÉSTIMOS E DESCOBERTOS BANCÁRIOS

Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, os empréstimos obtidos tinham a seguinte composição:

Não Correntes

Empréstimos Bancários 986.429 605.368
Descobertos Bancários 4.877.571 1.999.416
5.864.000 2.604.784
Correntes
Empréstimos Bancários 1.049.658 1.544.079
Descobertos Bancários 2.476 301.115
Contas Correntes Caucionadas 1.338.074 619.955
2.390.208 2.465.149
8.254.208 5.069.933

A rubrica de Descobertos Bancários está negociada com carácter de longo prazo.

Em 2007, a taxa média dos empréstimos é a que consta no quadro seguinte:

2007
Empréstimos Bancários 6.40%
Descobertos Bancários 6.50%
Contas Correntes Caucionadas 6.10%

20. OUTRAS CONTAS A PAGAR

Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, a rubrica de outras contas a pagar tinha a seguinte composição:

2007 2006
Não Correntes
Empréstimos por obrigações 835.899 1.080.729
Estado e Outros Entes Públicos 952.304 1.381.456
Outros Credores 302.311 910.193
2.090.514 3.372.378
Corrente
Empréstimos por obrigações 87.594 87.594
Outros accionistas 84.461 90.072
Estado e Outros Entes Públicos 2.796.874 2.926.961
Adiantamentos de Clientes 119.160 195.639
Out Emp Obtidos 1.278.573 2.342.711
Outros Credores 0 1.567.596
4.366.663 7.210.574
6.457.177 10.582.952

Na rubrica de Outros Empréstimos Obtidos encontra-se registado os adiantamentos de 'factoring' no montante de 1.278.573 Euros.

O decréscimo da rubrica de Outros Credores deveu-se a regularizações de saldos de terceiros.

20.1 Empréstimos Obrigacionistas

Encontra-se registado um montante de 923.493 euros resultante dos empréstimos obrigacionistas Reditus 91 e Reditus 93, dos financiamentos para aquisição de participações e imobilizado.

Em Assembleia Geral de Obrigacionistas realizada em 1 de Março de 1999 foi aprovado que os juros relativos aos três primeiros semestres contados a partir de 2 de Marco de 1999 seriam, como aconteceu com os respeitantes aos anteriores cinco semestres, capitalizados no respectivo vencimento e pagos conjuntamente com as prestações de reembolso de capital.

  • O reembolso do capital seria de acordo com o sequinte plano:
  • o Ano 2000 Uma prestação de 2.8571% do capital, no dia 2 de Setembro
  • Do ano 2001 a 2004 inclusive Duas prestações de 2,8571% do capital, nos dias 2 de Março e 2 de Setembro.
  • Do ano 2004 a 2006 inclusive Duas prestações de 4,2857% do capital, nos dias 2 de Março e 2 de Setembro.
  • o Ano 2007 Uma prestação de 4,2857% do capital, no dia 2 de Marco e uma de 7,1429% no dia 2 de Setembro.
  • o Do ano 2008 a 2010 inclusive Duas prestações de 7,1429% do capital, nos dias 2 de Março e 2 de Setembro.

Em 31 de Dezembro de 2007 o plano de reembolso dos empréstimos obrigacionistas era o seguinte:

2008 2009 2010
Reembolso dos Empr. Obrigacionistas 307.831 307.831 307.831

20.2 Estado e Outros Entes Públicos

Na rubrica de Estado e Outros Entes Públicos, as responsabilidades estão divididas entre a dívida corrente, relativa aos meses em curso e pagas nos meses seguintes e as responsabilidades que se encontram a ser liquidadas em regime prestacional, como se segue:

2007
Financas 144.880
Segurança Social 1.740.014
1.884.894

Em 31 de Dezembro de 2007, todos as dívidas para com o Estado e Outros Entes Públicos estavam registadas no Passivo.

21. PASSIVOS POR LOCAÇÃO FINANCEIRA

Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, o valor dos Passivos por Locação Financeira era como segue:

2007 2006
Não Correntes 7.600.052 7.940.282
Correntes 990.880 771.423
8.590.932 8.711.705

22. FORNECEDORES

Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, esta rubrica tinha a seguinte composição:

2007 2006
5.351.466 4.120.763
172.465 1.093.349
60,000
5.583.930 5.214.112

23. PROVISÕES E AJUSTAMENTOS

Durante o exercício de 2007, os movimentos das Provisões e Ajustamentos foram como segue:

Saldo em
31/12/2006
Aumentos Abates Saldo em
31/12/2007
Aplicações de tesouraria 458 020 39 999 418 021
Clientes cobrança duvidosa 3899698 3 568 454 331 244
Outros devedores cob. duvidosa 428 833 245 692 183 141
Outras Provisões 5 3 2 5 49 4 88 54 813
Depreciação existências 5 0 0 0 5 0 0 0
Aplicações financeiras 4 105 381 4 105 381
8 902 257 49 488 3 859 145 5 092 600

O ajustamento de Aplicações de Tesouraria resulta do valor de cotação dos títulos em carteira (BCP). Em 31 de Dezembro de 2007 o valor por acção ascendeu a 2,92 euros quando o seu valor em 31 de Dezembro de 2006 foi de 2,80 euros.

24. OUTROS PASSIVOS CORRENTES

Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, a rubrica Outros Passivos Correntes tinha a seguinte composição:

2007 2006
Acréscimos de Custos 887.380 1.152.840
Proveitos Diferidos 1.157.911 898.193
2.045.291 2.051.033

A rubrica de Acréscimos de Custos inclui, basicamente, a especialização dos encargos com férias e subsídio de férias a liquidar em 2008 e cujo direito se venceu em 31 de Dezembro de 2007.

25. RÉDITOS DAS VENDAS E DOS SERVIÇOS PRESTADOS

Em 31 de Dezembro de 2006 e 2007, esta rubrica apresentava a seguinte composição:

2007 2006
Suporte Integrado ao Negócio 11.555.135 8.244.651
Outsourcing de IT 6.032.464 5.150.005
IT Consulting 6.196.200 5.632.796
Sistemas de Engenharia 4.322.949 4.871.309
Sistemas de Mobilidade 731.254 612.458
Pers, de Doc. Financeiros 1.007.101 947.009
29.845.103 25.458.228

26. OUTROS RENDIMENTOS E GANHOS OPERACIONAIS

2007 2006
Trabalhos para a própria empresa 1.214.873 1.752.464
Proveitos suplementares 197.542 107.347
Subsídios à exploração 1.201 55.352
Outros prov. e ganhos operacionais 96.784 5.325
Reversões de amortizações e ajust.
Proveitos e ganhos extraordinários 828,473 501.203
2.338.873 2.421.691

26.1. Trabalhos para a Própria Empresa

Os trabalhos para a própria empresa dizem respeito aos protótipos resultantes da aplicação de conhecimentos desenvolvidos no Grupo Reditus, sob a forma de reengenharia de processos administrativos, novos processos administrativos ou aplicações informáticas orientadas para o cliente, cujo reconhecimento é registado em 4 anos.

Em 31 de Dezembro, esta rubrica era composta como se segue:

2007
Gestão Administrativa Integrada 299 873
Desktop Assistence e Renewal Strategy 406 000
Processos Penhora e Habil, de Herdeiros 284 000
Navigium 225 000
1 214 873

27. MATÉRIAS E SERVIÇOS CONSUMIDOS

Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, esta rubrica apresentava a seguinte composição:

2007 2006
Água, electricidade e combustíveis 493.087 485.928
Rendas e alugueres 614.759 690.199
Transportes, desl.e estadias e despesas de repres. 1.145.745 1.090.570
Subcontratos 1.002.602 635.089
Trabalhos especializados 3.247.305 3.385.447
Honorários 6.270.593 4.418.114
Outros fornecimentos e servicos 812.220 1.016.917
13.586.312 11.722.264

A rubrica de trabalhos especializados inclui um custo de 1.040.519 euros relacionado com o acordo celebrado com a Tora. Em 2004 foi celebrado um contrato de representação comercial entre o Grupo BCP, a Tora e a Reditus de forma a que a Tora estabeleça os contactos comerciais entre a Reditus e o Grupo BCP.

28. GASTOS COM PESSOAL

2007 2006
Remunerações do Pessoal 6.413.780 6.674.755
Encargos sobre Remunerações 1.705.092 1.710.944
Remunerações dos Órgãos Sociais 1.383.623 516.696
Seguro Ac. Trab. e Doenças Profi. 64.192 104.047
Outros Custos com Pessoal 113.201 74.512
9.679.888 9.080.954

NÚMERO MÉDIO DE COLABORADORES

Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, o número médio de trabalhadores ao serviço, por área de negócio, era como segue:

2007 2006
Suporte Integrado ao Negócio 213 252
Outsourcing de IT 91 123
IT Consulting 56 41
Sistemas de Engenharia 20 18
Sistemas de Mobilidade 4 4
Personalização de Doc. Fin. 13 16
Áreas de Suporte 29 22
426 476

29. AMORTIZAÇÃO E DEPRECIAÇÕES

Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, esta rubrica apresentava a seguinte composição:

2007 2006
Activos Fixos Tangíveis
Edifícios outras construções 2.032 2.032
Equipamento básico 297.615 72.214
Equipamento de transporte 55.508 37.032
Ferramentas e utensílios 1.813 1.813
Equipamento administrativo 156.550 100.828
Outras imobiliz. corpóreas 36.544 87.131
550.061 301.049
Outros Activos Fixos Intangíveis
Custos de desenvolvimento. 948.933 821.469
Propriedade industrial e outros direitos 2.390 3.528
Outras imobilizações incorpóreas 49.723
951.323 874.720
1.501.384 1.175.769

30. OUTROS GASTOS E PERDAS OPERACIONAIS

2007 2006
Impostos e Taxas 113.791 170.203
Outros 578.221 265.985
692.012 436.189

31. RESULTADOS FINANCEIROS

Os resultados financeiros dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, tinham a seguinte composição:

2007 2006
Custos e Perdas Financeiras
Juros pagos 1.588.898 1.056.727
empréstimos 752.848 486.274
contratos de locação 532.780 314.976
factoring 11.081 35.052
mora e compensatórios 221.429 205.146
outros 70.761 15.280
Serviços bancários 274.637 113.950
Despesas de factoring 36.520 59.286
Outros Custos e Perdas Financeiras 4.174 102.147
1.904.229 1.332.110
Proveitos e Ganhos Financeiros
Juros Obtidos 48.424
Rend. Participacões Capital 51.719 33.851
Outros Proveitos e Ganhos Financeiros 39.999 247.839
140.142 281.689
Resultado Financeiro (1764087) 1 050 421)

32. IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO

2007 2006
Imposto corrente 1.028.172 832.860
Imposto diferido 576 778) 495 377)
451.394 337.484

32.1 Reconciliação da Taxa Efectiva de Impostos

Em 31 de Dezembro de 2007 e 2006, a taxa média efectiva de imposto difere da taxa nominal devido ao sequinte:

2007 2006
Resultados Antes de Impostos 956.362 626,276
Impostos à taxa de 26,5% 253.436 165.963
Amortizações e provisões não aceites para efeitos fiscais 400.184 413.928
Multas, coimas, juros compensatórios 70.285 61.092
Correcções relativas ao ano anterior 112.356 33.433
Tributação Autónoma 68.865 63.876
Reconhecimento Tora (454 196) 454 196)
Outros 463 53.387
Imposto sobre o Rendimento do Exercício 451.394 337.484
Taxa média efectiva de imposto 47,2% 53,9%

33. COMPROMISSOS

As receitas da Reditus respondem pelo servico da dívida emergente da emissão dos empréstimos obrigacionistas reditus 91 e 93, no montante de 923.493 euros e por um prazo de três anos.

À data de 31/12/20067 as empresas do Grupo Reditus respondiam pelas seguintes garantias bancárias:

Valor A ordem de Origem
140.363 IGFSS Garantia de pagamento prestacional de dividas
executadas no âmbito de processos executivos
87.439 IGFSS Suspenção de processo executivo
334.884 DGCI Garantia de pagamento prestacional de dividas
executadas no âmbito de processos executivos
1.367.000 DGCI Suspenção de processos executivos
33.626 diversos clientes Bom cumprimento das obrigações contratuais

34. CONTINGÊNCIAS

Em exercícios anteriores foram realizadas inspecções fiscais por parte da administração tributária a empresas do grupo. Indicam-se seguidamente as situações referentes a cada empresa:

  • Inter Reditus – Inspecção aos anos de 1997 e 1998, tendo a empresa sido notificada para proceder a correcções e ao respectivo pagamento em sede de IVA e IRC. A empresa entendeu que as correcções fiscais não seriam correctas tendo procedido à sua reclamação, estando nesta data à espera dos resultados dessas reclamações, tendo sido apresentadas garantias para suspensão dos processos, no valor de 142.000 euros.

  • Reditus SGPS – Inspeccão aos anos de 1997 e 1998 tendo a empresa sido notificada para proceder a correccões e ao respectivo pagamento em sede de IVA, encontrando-se suspenso com garantia apresentada.

Em exercícios anteriores foi realizada uma inspecção fiscal aos anos de 1997 e 1998 tendo a empresa sido notificada para proceder a correcções e ao respectivo pagamento em sede de IVA, encontrando-se suspenso com garantia apresentada no valor de 45,000 euros.

35. DERROGAÇÕES E OUTROS ASPECTOS

A demonstração dos fluxos consolidados, é preparada pelo método directo, excepto quanto às operações da Caleo, entidade sediada em França e que, de acordo com as normativos contabilísticos locais, não prepara esta peça das demonstrações financeiras. Para efeito das demonstrações financeiras consolidadas a informação de fluxos de caixa referente à Caleo é preparada através do método indirecto.

A apresentação da informação financeira de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS/IAS) está reflectida nas contas consolidadas.

Em 2007 foi decidido apresentar as contas das sociedades participadas segundo as IFRS/IAS.

A aplicação pela primeira vez das IFRS/IAS às contas individuais das filiais incluídas no âmbito de consolidação (nos termos do nº 2 do artigo 12 do DL 35/2005) obedece ao estipulado na IFRS 1. O impacto desta aplicação às filiais resulta na reexpressão das contas de 2006 no montante de 1.305.359 euros, dos quais 891.000 euros referem-se à anulação de activos para impostos diferidos relativos a provisões, cuja recuperação fiscal é improvável, os restantes 484.359 euros referem-se a outros activos que após teste de imparidade não obedecem aos critérios de reconhecimento de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade

36. EVENTOS SUBSEQUENTES Á DATA DO BALANCO

Não existem eventos subsequentes à data do balanço que possam ter impacto material nas demonstrações financeiras.

ANEXO AO RELATÓRIO DE GESTÃO

I. INFORMAÇÃO SOBRE A TITULARIDADE DAS ACÇÕES E OBRIGAÇÕES DOS MEMBROS DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO E DO CONSELHO FISCAL E, BEM ASSIM, DE TODAS AS SUAS AQUISIÇÕES, ONERAÇÕES OU CESSAÇÕES DE TITULARIDADE DE ACÇÕES E DE OBRIGAÇÕES DA SOCIEDADE E DE SOCIEDADES COM AS QUAIS AQUELA ESTEJA EM RELAÇÃO DE DOMINIO OU DE GRUPO

(Informação devida nos termos do artigo 447º do código das Sociedades Comerciais)

Membros do Conselho de Administração Posição em
31/12/06
Acréscimos
no exercício
Decréscimos
no exercício
Posição em
31/12/07
Frederico José Appleton Moreira Rato 293.967 64.500 30.000 328.467
José António da Costa Limão Gatta
Fernando Manuel Cardoso Malheiro da Fonseca
Santos
161.713 640.514 52.100 750.127
António do Pranto Nogueira Leite 46.142 17.000 48.284 14.858
Rui Miguel de Freitas e Lamego Ferreira 51.595 456.978 274.369 234.204

a) Membros do Conselho de Administração

Em 31 de Dezembro de 2007, os membros do conselho de administração não detinham quaisquer obrigações da Reditus SGPS, não tendo realizado transacções com obrigações da Reditus SGPS.

b) Conselho Fiscal

Os membros do Conselho Fiscal, composto pelo Dr. Rui António Nascimento Gomes Barreira, Engº Manuel Luís Canas de Sousa Callé, Engº. Alfredo Francisco Aranha Salema Reis e pelo Dr. João Paulo Torres Cunha Ferreira, não detinham quaisquer acções ou obrigações, em 31 de Dezembro de 2007, não tendo realizado transacções com quaisquer títulos da Reditus SGPS.

II. INFORMAÇÃO DEVIDA NOS TERMOS DO ART. 448º, Nº 4 DO CSC

Lista dos accionistas que, na data do encerramento do exercício de 2007 e segundo os registos da Sociedade e as informações prestadas, são titulares de, pelo menos, um décimo, um terço ou metade do capital e dos accionistas que deixaram de ser titulares das referidas fracções de capital

Lisorta – Estufas e Assistência Técnica, Lda.

Detém directamente 1.074.699 acções correspondentes a 16,53 % do capital da Sociedade e a 16,66% de direitos de voto.

ELAO – SGPS, S.A.

Detém directamente 1.146.742 acções correspondentes a 17,64% do capital da Sociedade e a 17,78% de direitos de votos.

III. INFORMAÇÃO DEVIDA NOS TERMOS DO ART. 324º, Nº 2 DO CSC

A Sociedade detém 49 327 acções próprias, representativas de 0,76% do capital social, em 31.12.2007.

IV. INFORMAÇÃO DEVIDA NOS TERMOS DO ART. 397º, Nº 4 DO CSC

Não foram solicitadas e, por isso, não foram concedidas autorizações nos termos previstos no nº 2 do artigo 397º do Código das Sociedades Comerciais.

II. LISTA DOS TITULARES DE PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS A 31 DE DEZEMBRO DE 2007 CALCULADAS NOS TERMOS DE ARTIGO 20º DO CÓDIGO DOS VALORES MOBILIÁRIOS.

Nº de Acções % Capital Social % Direitos de Voto
Lisorta - Ass. Técnica, Lda
Directamente 1.074.699 16,53% 16,66%
Através do Dr. Frederico José Appleton
Moreira Rato (Gerente da sociedade
accionista)
328.467 5,05% 5,09%
Total Imputável 1.403.166 21,59% 21,75%
ELAO, S.G.P.S.
Directamente 1.146.742 17,64% 17,78%
Tora - Sociedade Imobiliária,S.A
Directamente 9.750 0,15% 0,15%
Através do Engº.José Manuel Appleton
Moreira Rato (Administrador da sociedade
accionista)
8.519 0,13% 0,13%
Através do Dr. Frederico José Appleton
Moreira Rato (Administrador da sociedade
accionista)
328.467 5,05% 5,09%
Total Imputável 346.736 5,33% 5,38%
Frederico José Appleton Moreira Rato
Directamente 328.467 5,05% 5,09%
Fernando Manuel a Fonseca Santos
Directamente 750.127 11,54% 11,63%
Rui Miguel de Freitas e Lamego Ferreira
Directamente 274.369 4,22% 4,25%
Inventum, S.G.P.S
Directamente 234.204 3,60% 3,63%
Através do Dr. Rui Miguel de Freitas e Lamego
Ferreira (Gerente da sociedade accionista)
274.369 4,22% 4,25%
Total Imputável 508.573 7,82% 7,88%
Plurimedia, S.A.
Directamente 92.695 1,43% 1,44%
Através da Courical Holding, B.V. 979.267 15,07% 15,18%
Total Imputável 1.071.962 16,49% 16,62%

Av. Remiblica, 50 - 10° 1069 - 211 Lishoa $T + 351217990420$ Fx $+351217990439$ [email protected]

CERTIFICAÇÃO LEGAL E RELATÓRIO DE AUDITORIA DAS CONTAS CONSOLIDADAS

Reditus, Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A, Lisboa

Introdução

  1. Nos termos da legislação aplicável, apresentamos a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria sobre a informação financeira contida no Relatório de Gestão e nas demonstrações financeiras consolidadas anexas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2007, da Reditus, Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA (adiante também designada por Empresa), as quais compreendem: o Balanço consolidado em 31 de Dezembro de 2007 (que evidencia um total de 35 852 001 euros e um total de capital próprio de 2 291 082 euros, incluindo um resultado líquido positivo de 451 675 euros), a Demonstração consolidada dos resultados por naturezas e a Demonstração consolidada dos fluxos de caixa do exercício findo naquela data e os correspondentes Anexos.

Responsabilidades

  1. É da responsabilidade do Conselho de Administração da Reditus, Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA: (i) a preparação de demonstrações financeiras consolidadas que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das empresas incluídas na consolidação, o resultado consolidado das suas operações e os fluxos de caixa consolidados; (ii) a preparação de informação financeira histórica, que esteja de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários; (iii) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (iv) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (v) prestar informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a actividade do conjunto das empresas incluídas na consolidação, a sua posição financeira ou os seus resultados.

  2. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos de prestação de contas acima referidos, designadamente sobre se é completa. verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso exame. Não foram auditadas directamente por nós as demonstrações financeiras de um conjunto de empresas incluídas na consolidação pelo método integral.

A BDO Internacional é uma assecução de firmas independentes da qual a BDO bdc & Associados - SROC. ida. faz parte enquanto pessoa jurídica ainónomaNIPC 501-340-467, Sociedade por quotas,
Capital Social 100.000 euros, Registada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa

Sociedade de Revisores Oficiais de Contas inscrita na OROC sob o número 29 e na CMVM sob o número 1122

Âmbito

  1. O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e as Directrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objectivo de obter um grau de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras consolidadas estão isentas de distorções materialmente relevantes. Para tanto, o referido exame incluiu: (i) a verificação de as demonstrações financeiras das empresas incluídas na consolidação terem sido apropriadamente examinadas e, para os casos significativos em que o não tenham sido, a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e divulgações nelas constantes e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e critérios definidos pelos Conselhos de Administração dessas empresas utilizadas na sua preparação; (ii) a verificação das operações de consolidação; (iii) a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adoptadas e a sua divulgação, tendo em conta as circunstâncias; (iv) a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade; (v) a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras; e (vi) a apreciação se a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

  2. O nosso exame abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira consolidada constante do Relatório de Gestão com os restantes documentos de prestação de contas.

  3. Entendemos que o exame efectuado proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa opinião.

Opinião

  1. Em nossa opinião, as referidas demonstrações financeiras consolidadas apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira consolidada da Reditus, Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA, em 31 de Dezembro de 2007, o resultado consolidado das suas operações e os fluxos consolidados de caixa no exercício findo naquela data, em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites e a informação nelas constante é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

Lisboa, 12 de Março de 2008

Manuel Rui dos Santos Caseirão, em representação de BDO bdc & Associados - SROC (Inscrita no Registo de Auditores da CMVM sob nº 1 122)

RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL

Exmo.s Senhores,

Relatório

No cumprimento do mandato que V. Exa.s nos conferiram e no desempenho das nossas funções legais e estatutárias, acompanhámos durante o exercício de 2007, a actividade consolidada da Reditus - Sociedade Gestora de Partiicpações Sociais, S.A., examinámos regularmente os livros, registos contabilísticos e demais documentação, constatámos a observância da lei e dos estatutos e obtivemos do Conselho de Administração os esclarecimentos, informações e documentos solicitados. O Conselho Fiscal apreciou o relatório final da BDO BDC & Associados - SROC sobre a fiscalização efectuada, cujo conteúdo mereceu a nossa concordância e que, nos termos da lei, fica a fazer parte integrante do presente relatório.

O Balanço consolidado, as Demonstrações dos Resultados consolidados por natureza, a Demonstração consolidada dos Fluxos de Caixa, os correspondentes Anexos e o Relatório Consolidado de Gestão, lidos em conjunto com a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria, permitem uma adequada compreensão da situação financeira e dos resultados do conjunto das empresas incluídas na consolidação e satisfazem as disposições legais e estatutárias em vigor. Os crtitérios valorimétricos utilizados merecem a nossa concordância.

Parecer

Assim, somos de parecer que sejam aprovados o Realatório Consolidado de Gestão, o Balanço Consolidado, as Demonstrações dos Resultados Consolidadas por natureza, a Demonstração Consolidada dos Fluxos de Caixa e os correspondentes Anexos, apresentados pela Administração, relativos ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2007.

Lisboa, 12 de Março de 2008.

O Conselho Fiscal,

me de Calledado Brandia $A_{\rm s}$ Dr. Rui António Nascimento Gomes Barreira - Presidente Engo. Manuel Luís Canas de Sousa Callé Voqal

Engo. Alfredo Francisco Aranha Salema Reis - Vogal