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Reditus SGPS

Annual Report Mar 31, 2010

1949_10-k_2010-03-31_627cae7d-e046-4f68-9171-f889362409b7.pdf

Annual Report

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RELATÓRIO E CONTAS CONSOLIDADO 2009

ÍNDICE

Parte I – Relatório Consolidado de Gestão

    1. Mensagem do Presidente
    1. Principais Indicadores do Grupo
    1. Principais Acontecimentos de 2009
    1. Enquadramento Macroeconómico e Sectorial
    1. Perspectiva Geral do Negócio
    1. Qualidade e Satisfação de Clientes
    1. Análise Económica e Financeira do Grupo
    1. Análise Económica e Financeira por Área de Negócio
    1. Comportamento Bolsista
    1. A Reditus na Imprensa
    1. Perspectivas 2010
    1. Responsabilidade Social e Sustentabilidade
    1. Actividade dos Administradores não Executivos
    1. Resultados
    1. Agradecimentos
  • Parte II Demonstrações Financeiras Consolidadas

Certificação Legal e Relatório de Auditoria das Contas Consolidadas

Declaração de Responsabilidade do Conselho de Administração

Declaração de Responsabilidade do Conselho Fiscal

Relatório e Parecer do Conselho Fiscal

Certificação Legal e Relatório de Auditoria das Contas Consolidadas

  • Anexo ao Relatório Consolidado de Gestão
  • Parte III Relatório sobre o Governo da Sociedade

Parte I – RELATÓRIO CONSOLIDADO DE GESTÃO

1. MENSAGEM DO PRESIDENTE

Senhores Accionistas,

O ano de 2009, cujo detalhado relatório de actividades se coloca à apreciação dos Senhores Accionistas, fica marcado pelo reforço de uma posição de liderança no sector das tecnologias de informação em Portugal e pela criação de base sólidas de crescimento futuro.

Com efeito, o Grupo Reditus prosseguiu a sua estratégia de crescimento as várias áreas de negócios, expandindo a sua presença internacional, rentabilizando os seus recursos de forma eficiente e explorando as oportunidades existentes.

Apesar do cenário económico difícil, que afectou a actividade de alguns dos nossos Clientes, conseguimos prosseguir a missão de gerar valor acrescentado para todos os nossos stakeholders. Criámos mais e bons empregos, flexibilizámos as estruturas de custos e oferecemos poupanças aos nossos Clientes, reforçámos as parcerias com Fornecedores e Parceiros, pagámos mais impostos ao Estado e gerámos um resultado líquido positivo assinalável para os Accionistas.

O desempenho obtido só foi possível com visão e trabalho árduo. Após o movimento de consolidação com o Grupo Tecnidata, no final de 2008, o Grupo Reditus implementou uma estratégia de racionalização e reestruturação que implicou a fusão por incorporação das sociedades que prestam serviços e fornecem soluções na área de infra-estruturas de TI e uma reorganização das sociedades que prestam serviços de suporte para o Grupo Reditus. Este trabalho tornou o Grupo Reditus ainda mais apto para explorar as oportunidades existentes, o que nos está a permitir implementar acções de cross selling e chegar a novos Clientes.

Aliás, ao longo de 2009 conseguimos reforçar a presença nos nossos Clientes, bem como alargar o nosso portfólio com importantes instituições e empresas tanto no mercado nacional como internacional. A clara aposta na inovação permitiu antecipar tendências de mercado e criar novos produtos e serviços, respondendo às necessidades e anseios do mercado.

Neste sentido, abrimos quatro novos Centros de Serviços dedicados ao Business Process Outsourcing em Castelo Branco, Benavente, Lisboa Roma, Lisboa Expo, bem como uma fábrica de Software na Covilhã. A criação de emprego, ainda mais em regiões do Interior do País, é um facto que muito nos orgulha, pois como empresa responsável acreditamos que devemos investir em novas geografias, diversificando as experiências e culturas da nossa organização

Esta multi-culturalidade é fortalecida pela crescente presença internacional do Grupo. Hoje, estamos presentes em 18 países e geramos um terço das nossas receitas no exterior, o que torna a Reditus num exemplo de internacionalização em sectores de valor acrescentado como é o sector das tecnologias de informação.

Adicionalmente, alargámos as nossas competências com a aquisição do distribuidor exclusivo da Panda Security em Portugal, mantendo o compromisso de analisar oportunidades de crescimento através de movimentos de consolidação.

O sucesso da nossa estratégia está bem patente no que atingimos em 2009. Os proveitos totais ascenderam a 104,2 milhões de euros e o EBITDA superou os 10,5 milhões de euros, consolidando uma sólida plataforma destinada ao crescimento quer orgânico quer por aquisições.

RELATÓRIO E CONTAS CONSOLIDADO 2009

Assim, em 2010, apesar do cenário desafiante, pretendemos perseverar no caminho do crescimento. Para tal, contamos com uma estratégia sólida e clara:

Queremos oferecer mais valor aos nossos Clientes, procurando um maior envolvimento através do fomento do cross selling de serviços das diferentes áreas e mantendo elevadas taxas de retenção.

Queremos alargar a nossa presença internacional, reforçando a actual base e explorando novos mercados e geografias.

Queremos alavancar os níveis de eficiência e rentabilidade, mantendo o Grupo como referência do sector em Portugal.

Queremos complementar a nossa oferta de produtos e serviços, tanto em Portugal como no exterior, analisando as oportunidades e avaliando hipóteses de consolidação.

Acreditamos que este é o caminho a percorrer para gerar valor para os nossos Clientes, Parceiros, Accionistas e Colaboradores. Contamos com todos para cumprir esta nossa missão.

59,2 104,2 2008 2009 9,2 10,5 2008 2009

2. PRINCIPAIS INDICADORES OPERACIONAIS DO GRUPO

Volume de Negócios (M€) EBITDA (M€)

Volume de Negócios (2009)

Por Segmento de Actividade Por Segmento Geográfico

3. PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS DE 2009

  • Conclusão da integração das empresas adquiridas no final de 2008, Tecnidata e Roff
  • Abertura de Centros de Serviços dedicados aos contratos de Business Process Outsourcing (Castelo Branco, Benavente, Lisboa Roma, Lisboa Expo)
  • Abertura da fábrica de Software na Covilhã em parceria entre a Roff e a Câmara Municipal da Covilhã
  • Aquisição do distribuidor exclusivo da Panda Security em Portugal
  • Aumento das vendas internacionais
  • Presença internacional em 18 países: França, Noruega, Irlanda, Espanha, Brasil, Angola, Suíça, Alemanha, EUA, Tunísia, Inglaterra, Áustria, Bélgica, Itália, Holanda, Roménia, China e Marrocos
  • Continuação da estratégia de racionalização e reestruturação que implicou a fusão por incorporação das sociedades que prestam serviços e fornecem soluções na área de infra-estruturas de TI e uma reorganização das sociedades que prestam serviços de suporte para o Grupo Reditus
  • Crescimento na base de Clientes existente e captação de novos Clientes, tanto no mercado nacional como no internacional

4. ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO E SECTORIAL

Economia

O ano de 2009 ficará para a história como o ano em que, aparentemente, a actuação global e coordenada das autoridades monetárias e dos responsáveis pelas políticas orçamentais das principais economias do mundo conseguiram suster a forte probabilidade de global economic meltdow que muitos anteciparam durante 2008.

Na verdade, o ano iniciou-se num ambiente de elevado risco de colapso do sistema financeiro nas principais economias, com quebras homólogas de comércio internacional de perto de 30% e com o espectro da repetição da longa crise internacional que se seguiu ao crash de Wall Street de 1929. Desta vez, tal não aconteceu: os bancos centrais e os Governos intervieram com sucesso sobre os bancos e os mercados; a política monetária do Fed foi agressiva quanto baste; e o BCE também adoptou uma postura de intervenção que se veio a revelar precisa e adequada. A actuação célere dos Governos sobre a procura agregada das respectivas economias e a recusa ao proteccionismo cumpriram o seu papel na redução dos riscos de um sério, longo e profundo retrocesso na economia mundial. Assim, as perspectivas dos vários agentes no final do ano eram radicalmente diferentes, para melhor, do registado em Janeiro, embora a situação de muitas das economias desenvolvidas ainda fosse deveras preocupante. Por outro lado, e independentemente da melhoria registada, a possibilidade de novo impulso recessivo não está totalmente afastada.

A economia portuguesa teve um comportamento claramente negativo, mas o crescimento final registado de cerca de -2% correspondeu a uma magnitude de perda de apenas metade das expectativas que perduraram desde o início do ano até ao Verão. Não só as perspectivas das economias com as quais mais nos relacionamos foram gradualmente melhorando, como a evolução da procura interna foi favorável (ainda que por razões não repetíveis) ao registo final encontrado. O aumento muito significativo dos salários reais no sector público e, por arrastamento, em boa parte do sector privado, conduziram, de par com a redução significativa das taxas de juro, a um aumento muito significativo do rendimento disponível da maioria das famílias (as que não foram atingidas pelo desemprego crescente), com reflexo importante no consumo privado, que teve uma evolução muito mais significativa do que inicialmente antecipado.

Por outro lado, a política pública, por via do aumento dos Gastos Públicos, também contribuiu, no ano de 2009, para o maior crescimento da Procura Agregada. Já o fraco comportamento do Investimento Privado e a quebra das Exportações relevam as consequências na economia nacional da crise internacional e do prolongamento da crise que Portugal tem vindo a evidenciar ao longo da década que agora termina.

Sector das Tecnologias de Informação

O mercado nacional das Tecnologias de Informação (TI) sofreu em 2009 os efeitos do ambiente de recessão económica que afectou a generalidade dos países mundiais. O volume de negócios do sector, que engloba o Hardware, o Software e os Serviços de TI do mercado empresarial e de consumo, atingiu os 3,59 mil milhões de euros em 2009, segundo dados a IDC, o que representa um decréscimo de 2,2% face a 2008. Segundo a mesma fonte, as estimativas apontam para uma quebra no investimento em TI de 0,5% em 2010, prevendose o início da recuperação na segunda metade do ano. O mercado tende assim a voltar à normalidade, sendo que, em 2011, o investimento deverá registar um crescimento significativo de 5,7%, atingindo 3,77 mil milhões de euros.

O Hardware, que representa mais de 50% do total do investimento em TI foi o segmento mais afectado pela crise económica, registando uma quebra de 4,4% em 2009. Para 2010, este segmento continuará a ser o mais prejudicado, devendo apresentar, de acordo com a IDC, um decréscimo de 3,2%. Esta situação deve-se ao facto do Hardware se encontrar muito dependente de grandes projectos e investimentos do mercado empresarial, prevendo-se que muitos serão adiados para depois de 2010.

O segmento de Software foi o menos afectado pela crise económica, tendo registado um crescimento de 2,4% face a 2008. Segundo a IDC, o mercado de Software deverá apresentar uma taxa de crescimento de 3,3% no corrente ano. Em tempos de crise, a aquisição de Software é impulsionada pela procura de ganhos de eficiência através da optimização operacional e da automatização dos processos, possibilitando às organizações explorarem novas oportunidades de negócio e optimizarem os seus recursos.

No que diz respeito ao segmento dos Serviços de TI, onde se inserem a maioria das actividades das empresas do Grupo Reditus e que inclui a Implementação, Suporte, Consultoria, Outsourcing e Formação, o investimento apresentou uma ligeira queda de 0,6% em 2009. Para 2010, a IDC estima um investimento de 1,24 mil milhões de euros, o que significa um crescimento de 2,0%. Tal como aconteceu em 2009, as diversas actividades do segmento de Serviços de TI devem registar comportamentos heterogéneos, com o Outsourcing a apresentar as maiores taxas de crescimento e a Formação a manter a sua tendência negativa de evolução.

No ranking "IDC-20 Services", constituído por 20 empresas que representam 62% do mercado dos Serviços de TI e que beneficiam de taxas de crescimento superiores aos restantes players deste mercado (taxa média de 11%), a Reditus é a oitava maior empresa do sector em Portugal e disputa os primeiros lugares entre as empresas nacionais.

Num contexto de recessão económica, o segmento de Outsourcing é o que apresenta maior potencial de crescimento. Para superar a crise económica, muitas empresas criam programas de redução de custos que levam ao aumento da procura de Serviços de Outsourcing. Estes serviços baseiam-se normalmente em projectos de redução de custos, orientados para a melhoria do desempenho, quer nas pequenas e médias empresas (PME), quer nas grandes empresas, oferecendo benefícios tecnológicos e maiores níveis de eficiência.

Dentro dos Serviços de Outsourcing, a externalização dos processos de suporte ao negócio das empresas (Business Process Outsourcing - BPO) é um serviço em franca evolução e desenvolvimento em Portugal.

Segundo a Datamonitor, as perspectivas de crescimento para a indústria de BPO nos países EMEA (Europa, Médio Oriente e África) continua ascendente até 2012, verificando-se uma alta tendência para reforço dos investimentos. Embora não se esperem taxas de crescimento significativas nos países onde esta indústria se encontra mais evoluída (Reino Unido, Irlanda e países do Benelux), Portugal continua a figurar, entre os cinco países com maior potencial de crescimento, embora com um mercado pouco expressivo por analogia.

Nos últimos anos, tem-se assistido a processos de fusões e aquisições entre empresas do sector de TI com objectivo de combater a crescente competitividade e globalização do mercado. Tem-se verificado também a saída de pequenas empresas devido a questões relacionadas com dificuldades de cobrança e crédito mal parado e à crescente procura pelos Clientes de fornecedores com maior dimensão e capacidade financeira, de forma a reduzir os riscos de subcontratação. No entanto, o mercado continua a ser muito competitivo e fragmentado, encontrando-se um grande número de micro empresas que ainda representam cerca de 40% do mercado. As expectativas apontam para a saída do mercado de fornecedores de pequena dimensão devido a constrangimentos financeiros, bem como para a intensificação dos movimentos de fusões e aquisições no decorrer de 2010.

5. PERSPECTIVA GERAL DO NEGÓCIO

5.1 GRUPO REDITUS

O Grupo Reditus é um dos maiores players nacionais no sector das Tecnologias de Informação. Fundado em 1966, o Grupo emprega actualmente mais de 1.000 profissionais e atingiu em 2009 um Volume de Negócios de 104,2 milhões de euros, um terço dos quais internacionalmente.

No final do ano de 2008, foi concretizada a aquisição da Tecnidata, tornando-se assim o Grupo Reditus num dos três maiores grupos portugueses na área das Tecnologias de Informação. O exercício de 2009 foi, então, caracterizado pelo processo de integração da Tecnidata, que representou uma reorganização interna entre as várias empresas que compõem o Grupo. Esta reorganização, que não foi mais do que o desenvolvimento natural de uma estratégia integrada, permite (i) alavancar os níveis de complementaridade que existem entre os vários negócios, (ii) explorar as oportunidades de cross-selling entre as bases de Clientes dos dois grupos originais; (iii) desenvolver novos produtos e serviços, alargando as competências; (iv) aumentar a eficiência operacional e a contenção de custos; (iii) posicionar melhor o Grupo para a antecipação e reacção às tendências do mercado de ITI e para fazer face as novas realidades económicas e (v) reforçar a estratégia do Grupo de crescimento em termos não só orgânicos.

As actividades do Grupo estão estruturadas em quatro áreas de competências:

  • Business Process Outsourcing (BPO)
  • IT Consulting
  • IT Outsourcing
  • Sistemas de Engenharia e Mobilidade

As áreas de BPO, IT Consulting e IT Outsourcing representam o principal driver da estratégia do Grupo. Apesar de cada uma destas actividades ter uma exploração e desenvolvimento autónomo, elas interagem entre si e cada vez mais existem ofertas da Reditus integrando os serviços de BPO, IT Consulting e IT Outsourcing, sendo esta integração uma forte aposta de desenvolvimento de negócios da Reditus.

O BPO é representado pela Redware, líder de mercado na área de operações de Back-Office e Front-Office em regime de Outsourcing (Business Process Outsourcing) em Portugal. Com metodologias próprias, tecnologias associadas e recursos especializados, a Redware apresenta as melhores soluções de Outsourcing na área de tratamento de dados. As actividades do BPO incluem serviços de: (i) Operação e Gestão de Cobranças; (ii) Tratamento de Documentos (Digitalização e Indexação); (iii) Gestão de Arquivos; (iv) Gestão de Correspondência; e (v) Serviços de Back-Office. A Redware possui à data 8 Centros de Serviços em Portugal, onde opera contratos de Outsourcing para diversos Clientes.

O IT Consulting é representado pela ROFF e Reditus II. A Roff é líder em Portugal no desenho e implementação de soluções baseadas no ERP SAP, possui mais de 10 anos de experiência na integração de projectos de elevada complexidade e criticidade em diferentes sectores de mercado. A unidade de IT Consulting integra ainda competências no desenvolvimento de aplicações à medida através da sua Solutions Factory e disponibiliza, através da Reditus II, serviços de Outsourcing especializado na vertente aplicacional em diversos ambientes tecnológicos.

O IT Outsourcing é representado pela Tecnidata, pela ALL2IT e pela Partblack. Esta área de negócio disponibiliza aos seus Clientes competências integradas no perímetro das Infra-estruturas de TI. A Tecnidata

possui uma oferta de âmbito verdadeiramente nacional, com escritórios em Lisboa e Porto, suportados por equipas locais e parcerias estratégicas. A ALL2IT desenvolve a sua actividade na área das infra-estruturas de TI, nomeadamente em Angola. A intervenção desta área de negócio faz-se em 4 grandes segmentos: (i) Sistemas; (ii) Redes e Comunicações; (iii) Segurança; e (iv) Serviços de Outsourcing. A Partblack é o distribuidor exclusivo do software Panda Security em Portugal.

A área de Sistemas de Engenharia e Mobilidade é representada pela Caléo, BCCM e JM Consultores. A Caléo, sediada em França, oferece Soluções de Engenharia sob a forma de equipamentos e linhas de produção chave na mão para o fabrico de semicondutores (back-end e front-end) e de outros componentes micro-electrónicos. A BCCM desenvolve e implementa soluções próprias de Geo-Referênciação e Telemetria que permitem um maior controlo e informação com redução significativa dos custos de operação. A JM Consultores fornece, em regime de outsourcing total, serviços de personalização, acabamento e handling de cheques e outros documentos diversos para o mercado financeiro que, pela sua complexidade e delicadeza, originam processos de produção especialmente complexos.

Adicionalmente, existem Áreas de Suporte à actividade que prestam serviços transversalmente a todas as unidades de negócio do Grupo: Marketing e Comunicação; Controlo de Gestão; Gestão de Recursos Humanos; Contabilidade; Jurídico; e Imobiliário.

No portfólio de Clientes do Grupo estão incluídas algumas das maiores empresas nacionais e multinacionais a operar em Portugal, nos sectores da Banca & Seguros, Telecomunicações, Distribuição, Energia, Transportes e Indústria, entre outros.

Tendo em consideração as mais recentes alterações que implicaram uma racionalização e reestruturação societária, a estrutura do Grupo Reditus é como se segue:

5.2 ÁREAS DE NEGÓCIO

5.2.1 Business Process Outsourcing (BPO)

A crescente focalização das organizações no seu core business, aliada às necessidades de racionalização de recursos e aumento dos níveis de eficiência, são factores que têm levado as empresas a adoptar cada vez mais a contratação de serviços em outsourcing para processos de negócio.

Missão

A área de BPO é representada pela Redware cuja missão principal consiste em reduzir os custos operacionais e aumentar a eficiência dos processos dos Clientes, através da inovação nos processos de negócio e da flexibilização das operações de forma a acompanhar as variações do mercado.

Oferta de Serviços

A Redware apresenta actualmente as melhores soluções de Outsourcing na área de operações integradas de Back-Office e Front-Office, através de metodologias próprias, tecnologias associadas e recursos especializados.

O conceito de "Suporte Integrado ao Negócio" desenvolvido pela Redware abrange diversas áreas de Back-Office e Front-Office de uma forma integrada e olhando os processos empresariais como um todo.

Possuindo uma visão horizontal dos processos, a Redware oferece, através deste conceito, um resultado final efectivo e de acordo com o negócio dos seus Clientes.

Este conceito representa um desenvolvimento natural da diversificada experiência que a Redware possui em diferentes processos e diferentes sectores de actividade

A Redware tem uma estrutura matricial vocacionada para todos os sectores de actividade. No quadro abaixo indicam-se os principais serviços prestados em cada um destes sectores:

Sector Financeiro Sector Segurador Sector das
Telecomunicações
Sector do Comércio e
Serviços
Back-office de Processos de
Suporte a Redes
Tratamento de processos de
sinistros em Back-Office
Gestão de processos de Clientes
em Back-Office
Front-Office de vendas e apoio
comercial
Tratamento de Cartões de Débito e
Crédito
Tratamento de apólices em Back
Office
Gestão de serviços em Back-Office Serviços de Front-Office e Back Office de apoio a redes comerciais
Back-Office de Processos de
Crédito
Front-Office de Suporte a Clientes Front-Office Comercial Serviços de Suporte a Clientes
Back-Office de Processos de
Leasing
Front-Office para campanhas
comerciais
Back-Office de gestão de contratos Gestão e Fidelização de Clientes
Recuperação de Crédito com
integração de Front-Office
Recuperação de dividas com
integração de Front-Office
Recuperação de dividas com
integração de Front-Office
Gestão de Encomendas
Serviços de Atendimento a Clientes
em Front-Office
Gestão de Processos de Pós-venda

Modelo de negócio

O modelo de negócio da Redware baseia-se em serviços contratados com um SLA estabelecido, facturados de acordo com a produção e constituindo para o cliente um verdadeiro custo variável. Assim, o cliente encontra a vantagem de aceder a serviços não "core" através do recurso a um prestador mais eficiente não necessitando de investir numa estrutura permanente para levar a cabo tais funções.

A realização do controlo da qualidade dos produtos chega à Redware, até que é entregue ao excelência na qualidade dos produtos e serviços, pr os melhores níveis de qualidade de forma a A dos alcança todas as fases do processo, desde que o mes até é cliente, já concluído. Pretende-se desta forma atingir níveis de na qualidade dos procurando que cada fase do processo seja concluída c a não afectar a fase seguinte. Ambiente Aplicacional do Aplicações de o e alcança do mesmo se desta níveis de ocurando que cada fase com

Todas as operativas da Redware regem execução dos serviços. A definição e aplicação dest rigorosa metodologia: Redware regem-se por SLAs (Níveis de Serviço Acordados) específic dos A destes indicadores de performance são sujeitas se por específicos, adaptados à são sujeitas a uma

  • Definir quais são os processos processos-chave do projecto;
  • Determinar qual o nível de criticidade, impacto e d disponibilidade desejado por ambas as partes isponibilidade partes;
  • Encontrar o que realmente deve ser mensurado em ter pode ser facilmente medido Encontrar realmente mensurado termos de impacto para o negócio e não o que medido; mos de o que olo, categoria de
  • Estabelecer penalidades e serviço, disponibilidade, reporte, cláusulas de excepção e preço Estabelecer bonificações. Definir claramente os pontos de controlo, como categor responsabilidades, fórmulas de medição, periodicidade dos relatórios, preço; periodicidade relatórios, cesso apresentação relatórios
  • Determinar o modelo de gestão do projecto/pro de desempenho; Determinar do projecto/processo e a periodicidade de apresentação de relatóri
  • Monitorizar o processo de melhoria com uma estrutur Monitorizar o melhoria estrutura formal para manter os ganhos obtidos.

Centros de Serviços

O conceito de "Centros de Serviços" extrema importância e com grande valor acrescentado que a Redware tem desenvolvido desde 2005, tem acrescentado para as operativas e para os Clientes a que tem tem-se revelado de Clientes.

As características principais dos referidos Centros qualidade e segurança oferecidas pela Redware aos s dos Centros de Serviços, são parte integrante das necessidades seus Clientes: são integrante necessidades de

  • Replicação do Ambiente Aplicacional do Cliente através de acesso dedicado;
  • Utilização de Aplicações Próprias de suporte à operativa;
  • Data Center próprio em local de acesso restrito;
  • Plano de Disaster Recovery;
  • Espaço para refeições rápidas e de acesso restrito aos operadores;
  • Segurança 24 horas;
  • Controlo de Acessos;
  • Seguro Multi-Riscos.

Evolução da Actividade de BPO para BTO para

Ao longo de vários anos, o outsourcing tem ajudado serviços de Business Process Outsourcing da Redware fundamental na evolução do negócio dos aplicações e infra-estrutura, permitindo que as empresas se concentrem busca de novas oportunidades. outsourcing tem as organizações a rentabilizar as suas operações. O Redware fazem do outsourcing um elemento estratégico evolução negócio Clientes. Na Redware operam-se processos de negócios, estrutura, concentrem nas suas principais qualidades e na operações. Os

As transformações de negócio bem sucedidas exigem uma efectiva reengenharia de processos, um bom "roadmap change" e uma capacidade exímia de gestão da mudanç Os serviços de BTO (Business Transformation Outsourcing) da Redware fornecem cada um desses elem essenciais. ransformações bem processos, "roadmap for mudança. Transformation desses elementos

Clientes

O Grupo tem entre os seus Clientes grande dimensão, nomeadamente nos sectores bancário segurador e das telecomunicações, para os quais tra operativas que se revestem de um elevado grau de complexidade. Clientes diversas empresas de nos bancário, e para trata de revestem elevado O esforço da carteira de Clientes continuaram a ser prioridades da

Acontecimentos relevantes em 2009

O esforço comercial e a busca pela diversificação d área comercial da Redware em 2009 diversificados, incluindo uma primeira aproximação 2009, foram também iniciadas novas operativas em repartidos por 7 Clientes da carteira 2009. Desta forma, foram contabilizados 7 novos Clientes aproximação ao sector da Administração Pública. Durante o ano d Clientes existentes, num total de 13 novos serviços actual. ao de

Durante o exercício de 2009, os serviços da Redware uma base estratégica para a mudança contínua atravé suporte desenvolvidas em parceria com a uni processos em diferentes sectores do mercado. urante evoluíram do formato de BPO para BTO fornecendo estratégica para a através de um modelo de outsourcing flexível, aplicações em unidade de IT Consulting e uma larga experiência na ge serviços formato de BPO para fornecendo s de dade larga gestão de

Foi também durante este exercício que se concretizo contact-center com a evolução do CTI para uma soluçã do Grupo para a Redware. A plataforma de gestão operacional GO sofreu importan mesmo origem a uma nova release que entrou que concretizou um importante upgrade tecnológic evolução CTI solução VoIP, desenvolvida pela Unidade de IT Consulting sofreu importantes evoluções, dando m entrou em produção no início de 2010. u upgrade tecnológico nas áreas de

O ano de 2009 caracterizou-se também por um amplo crescimento em termos de pos Foram abertos 4 novos centros de serviços respectiva Câmara Municipal e com a Vodafone Arquivos do país; e (4) Lisboa Expo capacidade instalada da Redware para mais se termos de posições de trabalho. serviços: (1) Lisboa Roma; (2) Castelo Branco em parceria com a Vodafone; (3) Benavente, um dos maiores centros de Gestão de Lisboa Expo, acrescentando 900 novas posições de operação, mais de 1.300 posições. o de Consulting tes dando trabalho. a um dos maiores de aumentando a

Estes Centros de Serviços disponibiliza (Business Process Outsourcing) e BTO (Busine português como espanhol. disponibilizam actividades de front-office e back-office, nos formatos de BPO Outsourcing) (Business Transformation Outsourcing), tanto para o mercad office, BPO ss Transformation mercado

5.2.2 IT Outsourcing

Na área do IT Outsourcing (ITO), o ano de 2009 ficou marcado pelo reforço da oferta de produtos e serviços com a aquisição do distribuidor exclusivo em Portugal do software de segurança da Panda Security e com o lançamento de novas ofertas de serviços de outsourcing. Manteve-se a estratégia de racionalização e reestruturação que implicou a fusão por incorporação das sociedades que prestam serviços e fornecem soluções nesta área, permitindo a redução de custos e o aumento da eficiência operacional.

A Tecnidata SI - Serviços e Equipamentos de Informática, SA ("Tecnidata") incorporou três sociedades: Tecnidata BC - Business Consulting, Soluções de Software, SA, NCIT- Serviços e Tecnologias de Informação, SA e InterReditus - Prestação Integrada de Serviços Informáticos, SA.

Assim, a unidade de ITO é constituída pela Tecnidata, Panda Security e ALL2IT, empresa que actua na área de redes de telecomunicações e infocomunicações.

Esta unidade conta com cerca de 300 colaboradores e representou 47% do Volume de Negócios total do Grupo Reditus em 2009.

Missão

A Unidade de IT Outsourcing do Grupo Reditus tem como missão permitir às empresas a concentração dos seus esforços na principal actividade, garantindo simultaneamente uma melhor performance de todo o sistema de informação direccionado para a produtividade, eficiência, inovação e segurança.

Produtos & Serviços

A Tecnidata disponibiliza aos Clientes competências integradas no perímetro das Infra-estruturas de Tecnologias de Informação, nomeadamente através das unidades de Projectos/Soluções e de Prestação de Serviços em Regime de Outsourcing de Infra-estruturas.

No âmbito dos Projectos/Soluções estão incluídas as áreas de Systems, Networking e IT Security, que reunem um vasto leque de competências nas principais tecnologias e fabricantes mundiais. Os serviços

disponibilizados incluem o desenho e implementação de arquitecturas de datacenter, redes de comunicações, business continuity e disaster recover.

O Outsourcing de infra-estruturas é disponibilizado segundo um modelo de serviço optimizado e gerido (managed services), utilizando ferramentas de alarmística e de gestão avançadas. Esta unidade de negócio está subdividida em dois segmentos: gestão dos contratos "SLA based"; e gestão dos contratos "Time&Material".

System Security Networking
Infra-estrutura Serviços de segurança Redes
Armazenamento Segurança Perimétrica Gestão de TI's
Virtualização Segurança de Conteúdos Optimização de Recursos
Arquivo Gestão de identidades
Gestão de Infra-estrutura Gestão de Segurança
Compliance
Disponibilidade e Performance

Entre as principais competências da Tecnidata, que constituíram factores diferenciadores em 2009, incluemse a Virtualização High-end e a Virtualização x86, bem como Soluções de Alta-Disponbilidade, de Storage, de Back-up e de Open-source.

A Tecnidata fornece em regime de Outsourcing a gestão dos parques e investimentos em activos fixos relacionados com sistemas de informação dos Clientes, garantindo o suporte tecnológico aos utilizadores. A

Tenidata, com os seus serviços de Desktop Management, responde e resolve problemas e/ou avarias em equipamentos (hardware), programas informáticos (software), nas redes e equipamentos de comunicações de dados e voz e ainda em temas de segurança informática. Actualmente a totalidade dos contratos de Desktop Management sob gestão suportam cerca de 80.000 utilizadores e gerem perto de 3.500 tickets/dia

A ALL2IT actua na área de Corporate Network & Information Systems, tendo como objectivo a concepção, implementação, operação, gestão, manutenção e exploração de redes de telecomunicações e infocomunicações a nível nacional e internacional.

Clientes

A implantação geográfica da Tecnidata traduz uma preocupação constante de proximidade na relação com os Clientes. A Tecnidata possui escritórios em Lisboa e no Porto, sendo a sua dispersão geográfica assegurada através de parceiros certificados, em algumas capitais de distrito e nas Ilhas. A ALL2IT possui, além das instalações em Lisboa, delegações em Angola e no Porto.

A Unidade de ITO tem Clientes nos sectores da Banca e Seguros, Administração Pública, Serviços, Utilities, Telecomunicações, Media e Tecnologias, Alimentação e Bebidas, e Saúde.

É importante referir a actividade que o Grupo mantém em Angola, nomeadamente o desenvolvimento de uma rede de comunicações, "state-of-the-art", para o governo Angolano. O excelente trabalho realizado pela ALL2IT permitiu a abertura de perspectivas para a celebração de outros contratos, bem como evoluir para áreas de prestação de serviços de maior valor acrescentado.

Acontecimentos relevantes em 2009

Durante o ano de 2009, a Tecnidata consolidou o seu portfolio, reforçando as competências dos seus

engenheiros e demais colaboradores nas principais tecnologias que constituem o primado das infraestruturas de TI's, bem como incorporando novas ofertas nos serviços de outsourcing.

No final de 2009, a Tecnidata tinha no quadro de colaboradores cerca de 70 certificações HP e cerca de 80 nas tecnologias Microsoft. Adicionalmente, foram reciclados e formados cerca de 25 engenheiros no framework ITIL.




HP Preferred Partner Gold
Microsoft Gold Certified Partner
Symantec Platinum Partner
EMC² Velocity Partner
IBM Advanced Business Partner
VMware Enterprise Partner

De forma a aumentar os seus níveis de eficiência interna, a Tecnidata centralizou num armazém único com cerca de 1.100m2 a gestão de assets, spares e bancadas de reparação ao abrigo dos diversos contratos sob gestão. Neste espaço são também planeadas diversas intervenções (roll-outs) procedendo-se ao staging de soluções.

Foram realizados diversos investimentos destinados a fomentar o I&D de soluções e a demonstração de provas de conceito a Clientes. Para o efeito foram implementados dois "demo rooms" em Lisboa e Porto, com soluções de comunicações unificadas.

O Lab Center de Lisboa foi reforçado com um vasto conjunto de tecnologias destinadas à melhoria das condições de teste e experimentação dos engenheiros da Tecnidata.

Em 2009 a Tecnidata obteve uma taxa de renovação de contratos de outsourcing muito perto dos 100%, facto que foi demonstrativo da qualidade do serviço prestado e do índice de satisfação dos nossos Clientes. Já a ALL2IT, fruto do excelente serviço prestado à Administração Pública Angolana durante a execução do

projecto de fornecimento e instalação de um sistema privativo de comunicações de voz e dados, garantiu a adjudicação da 3ª fase do mesmo projecto que envolve o alargamento da cobertura territorial do sistema.

5.2.3 IT Consulting

Esta área de negócio é representada pela ROFF e Reditus II e fornece serviços de Consultoria em Tecnologias de Informação, incluindo; (1) Consultoria SAP; (2) Outsourcing Especializado; e (3) Software Factory.

O universo de tecnologias abrangidas e a formação técnico-profissional dos técnicos e consultores é um dos pontos fortes desta área de negócios.

Missão

A Reditus II posiciona-se no mercado com a diferenciação dos seus serviços através da aplicação das melhores ferramentas tecnológicas sobre uma análise profunda às especificidades do negócio de cada cliente.

A Reditus II tem uma estrutura orientada para duas áreas: Outsourcing Especializado e Solutions Factory.

À área do Outsourcing Especializado compete reforçar e cooperar com os seus Clientes/Parceiros na criação de Valor Sustentado na contínua aquisição de Recursos Únicos em diversas áreas de Tecnologias de Informação. Nesta perspectiva, é possível aos Clientes focarem-se no seu core e nas suas principais actividades.

A Solutions Factory implementa uma abordagem de produção de software obedecendo aos princípios de standartização, especialização, escalabilidade e economia. Nesta perspectiva é possível uma maior eficiência no processo de concepção, economias de escala na produção, um controlo rigoroso da qualidade e com maior rapidez de desenvolvimento.

A ROFF combina a experiência de cerca de 300 consultores SAP, com uma postura inovadora no relacionamento com os Clientes. Os 7 anos de nível médio de experiência, a presença nos maiores projectos nacionais e a consequente internacionalização de uma competência diferenciada, fazem da ROFF uma reconhecida referência de sucesso no mercado.

Produtos & Serviços

A ROFF está vocacionada para a oferta de serviços de consultoria SAP incluindo:

  • SAP Business Consulting;
  • SAP Consulting;
  • SAP Maintenance;
  • SAP Development Factory;
  • SAP Software & Maintenance Licensing.

A Reditus II tem uma equipa com uma vasta experiência em Gestão de Projectos, Desenvolvimento de Software e Integração de Sistemas, com aplicações práticas em soluções de Intranet/Extranets, Sites Corporativos, CRM, Business Intelligence, Workflow e Gestão Documental. É constituída por consultores especialistas em diversas áreas tecnológicas e de negócio, com uma forte aposta em parcerias, com certificações nas plataformas tecnológicas Outsystems e Microsoft.

A Reditus II desenvolveu competências específicas nas áreas de:

  • Business Consulting;
  • Application Development, Management & Integration;
  • Metodologias, Ferramentas e Soluções;
  • Business Intelligence & CRM;
  • Innovation & Research;
  • Outsourcing Especializado de Recursos.

Clientes

A ROFF opera hoje em diferentes mercados internacionais, tendo escritórios em Portugal (Lisboa e Porto), em Luanda através da sua filial ROFFtec Angola (desde 2006) e em Paris onde constituiu em 2007 a sua filial ROFFglobal France, prestando serviços para diversos países da Europa Central e do Norte. De salientar que a ROFF é parceira da SAP em Portugal, França, Angola e Moçambique, estando autorizada a vender Software SAP nestes quatro países. A Roff tem em projectos em Espanha, Reino Unido, Suíça, Irlanda, Bélgica, Holanda, Polónia, Letónia, Marrocos, Tunísia, África do Sul, EUA, Brasil, China, França e Noruega.

Os Clientes desta área, em que estamos presentes com a ROFF e Reditus II, são muito variados, sendo os principais pertencentes à Banca, Seguros, Telecomunicações, Distribuição e Consumo, Engenharia e Concessões.

Acontecimentos relevantes em 2009

Em 2009, a ROFF foi, novamente, líder nas vendas de Software SAP para o canal VAR e líder na prestação de serviços de consultoria SAP em Portugal. Apesar da difícil situação de mercado das TI´s, e a forte tendência de descida dos preços de consultoria, a ROFF conseguiu registar um crescimento de 29,9% no seu Volume de Negócios face ao ano de 2008. As apostas no mercado Angolano e no mercado Francês, foram decisivas para o crescimento da actividade.

Durante o ano de 2009 foram potenciadas abordagens conjuntas com as áreas de IT Outsourcing e de BPO, reforçando a capacidade multidisciplinar do Grupo Reditus, nomeadamente no desenvolvimento de sistemas de informação, na implementação e manutenção de tecnologias e no outsourcing de processos de negócio. Nesta perspectiva, foram concretizados projectos de desenvolvimento aplicacional em Clientes de sectores com níveis de serviço muito exigentes, como é o caso dos sectores Financeiro e das Telecomunicações,

No último trimestre de 2009 foi concluída a unificação na Reditus II, das equipas de desenvolvimento aplicacional do Grupo, potenciando esta unidade com um elevado nível de experiência e consequentemente com competências mais diferenciadas.

Durante o ano de 2009, a área do Outsourcing Especializado reforçou o seu negócio em contas de grande dimensão nas áreas da Banca e Telecomunicações.

5.2.4 Sistemas de Engenharia e Mobilidade

5.2.4.1 Soluções de Engenharia Electrónica

Missão

A Reditus oferece Sistemas de Engenharia Electrónica através da sua participada Caléo em França, cuja missão consiste em desenvolver soluções de engenharia sob a forma de equipamentos e linhas de produção chave na mão para o fabrico (back-end e front-end) de semicondutores e de outros componentes microelectrónicos.

Produtos & Serviços

As competências disponibilizadas pela Caléo incluem:

  • Engineering: desenvolvimento de soluções que são utilizados no fabrico de componentes electrónicos para a indústria automóvel. Os projectos são realizados com base no know-how residente, mas requerem permanentes investimentos em investigação aplicada para permitir encontrar soluções para exigências sempre mais complexas, em paralelo com estudos de engenharia dedicados a soluções para projectos específicos, sempre dentro do espírito de optimizar o uso, em cada novo sistema, do maior número possível de elementos "standard", saídos da "biblioteca" de soluções da Caléo;
  • Equipamentos: comercialização de equipamentos (chip-bonding, wire-bonding, testing, wafer handling) e linhas de produção para o fabrico de semicondutores, tanto nas áreas de "Back-End" como de "Front End";
  • Consumíveis: fornecimento de materiais usados na produção de semicondutores, tais como fio de alumínio e ouro, lâminas com revestimento de diamante, utensílios em cerâmica e materiais poliméricos, etc.;
  • Peças: fornecimento de peças sobressalentes e de "uograde kits" para aumentar o nível de performance de equipamentos instalados;
  • Prestação de Serviços: prestação de serviços técnicos especializado, incluindo instalação de equipamentos, formação e treino de Clientes, reparação e manutenção, desenvolvimento e optimização de processos de fabrico, etc..

Clientes

Os Clientes da Caléo incluem os maiores fabricantes de semicondutores e outros componentes microelectrónicos, nomeadamente utilizados em equipamentos militares e indústria aeroespacial, na electrónica automóvel, em telecomunicações, na opto-electrónica e em cartões inteligentes, cobrindo uma área geográfica que inclui a Suiça, Bélgica, França, Itália, Espanha, Portugal, Marrocos e mais recentemente a região da Ásia-Pacífico.

Acontecimentos relevantes em 2009

A Caléo sofreu em 2009 os efeitos do ambiente de recessão económica mundial que afectou os investimentos em equipamentos no sector dos semi-condutores no " Front End" e no "Back End" registando uma queda de 42,5% e 45%, respectivamente. Para além da queda do investimento, assistiu-se também a uma diminuição da actividade produtiva (que conduz à redução das venda de consumíveis) e a uma quebra dramática na

produção automóvel com a consequente diminuição da actividade nas fábricas de sistemas de electrónica automóvel.

Em 2009, a Caléo alargou a colaboração com uma "start-up" que se dedica ao fabrico de "micro-câmeras" usadas em telemóveis, tendo fornecido mais um (o 5º) equipamento de assemblagem e iniciado negociações para o fornecimento de uma quantidade importante de novos equipamentos, cuja instalação está prevista para 2010.

Com o fim da parceria com a Datacon / BESI foram tomadas medidas que permitiram substituir – e mesmo alargar – a oferta no sector dos equipamentos de "chip-bonding", tendo substituído os equipamentos Datacon pelos fabricados por 3 outros parceiros, e assim segmentar melhor o mercado e optimizar a oferta.

5.2.4.2 Sistemas de Mobilidade

Missão

Esta área de negócio é representada pela BCCM que disponibiliza ferramentas especializadas de suporte à gestão da mobilidade profissional, focando a sua actividade de forma clara, mas não exclusiva, no sector de transporte público de passageiros.

Competências

A BCCM desenvolveu competências específicas nas áreas de:

  • Concepção e Desenho de Equipamento;
  • Montagem e Teste de Equipamento;
  • Instalação de Equipamentos em viaturas ligeiras e pesadas;
  • Concepção, Desenho e Desenvolvimento de Software e Firmware;
  • Integração e Fornecimento de Soluções Chave na Mão;
  • Suporte, Assistência e Manutenção de Soluções Integradas, incluindo equipamento e software.

Oferta

A BCCM possui soluções específicas para o mercado de transporte público de passageiros, onde oferece o SADO – Sistema de Apoio à Decisão Operacional (sistema especializado de apoio à decisão e gestão operacional), vários produtos e ferramentas complementares, e ainda soluções avançadas de informação ao passageiro.

Para além disso, a BCCM oferece soluções especializadas para outras áreas, baseadas em tecnologia própria.

Acontecimentos relevantes em 2009

Na área do transporte público de passageiros a BCCM conta entre os seus Clientes com os principais operadores privados nacionais, como a Rodoviária de Lisboa e os Transportes Sul do Tejo, para quem está a implementar uma nova versão da sua solução de apoio à exploração e de informação ao cliente em tempo real. Trata-se de dois projectos de muito grande dimensão que estarão concluídos no início do próximo ano de 2010. Com a conclusão destes projectos as soluções da BCCM servirão de suporte tecnológico para a prestação diária de informações a mais de 500.000 portugueses.

Estes projectos incluem várias inovações relevantes, sobretudo no que diz respeito à informação ao público, de que destacamos a inclusão de painéis multifunção alimentados a energia solar, capazes de integrar informação operacional (tempos de espera e de viagem) com informação de tarifas e bilhética; e a instalação

a bordo das viaturas de um sofisticado sistema multimédia que consolida funções de entretenimento com a prestação de informações aos passageiros.

5.2.4.3 Personalização de Documentos Financeiros

Missão

Esta área de negócio é representada pela JM Consultores que foi constituída em Dezembro de 1985. Desde então dedica-se à prestação de serviços na esfera da informática com especial relevo no Outsourcing dirigido a Instituições Financeiras, designadamente a Personalização de Cheques Bancários, Extractos de Conta, Mailings, etc..

A JM Consultores desenvolveu de raiz e de acordo com especificações das Instituições Financeiras envolvidas, software específico para a personalização de cheques, com características especiais que envolvem a conversão de nomes e moradas com letras maiúsculas e minúsculas e com caracteres Portugueses, a produção e intercalação de documentos variáveis (folhas de endereçamento, acusos de recepção, avisos de débito, requisições, etc.) e ainda um número substancial de requisitos próprios da Banca.

Para além das aplicações de software específicas, a JM Consultores constituiu equipas especializadas para responder aos volumes e níveis de serviço exigidos pelos seus Clientes e possui diversos equipamentos de impressão e finishing adequados à sua missão.

Competências

A JM Consultores presta um serviço de outsourcing que inclui:

  • Stockagem e fornecimento das matérias-primas necessárias à produção;
  • Controlo de estragos e repetições de cheques;
  • Controlo de destruição dos documentos provenientes das sobras, estragos e das repetições de acordo com os Protocolos de procedimentos assinados com os Clientes;
  • Impressão e personalização de cheques;
  • Corte, sequenciação, intercalação de documentos, acabamento, envelopagem e expedição;
  • Produção de listagens dos cheques distribuídos por balcão;
  • Emissão de estatísticas de produção;
  • Digitalização e composição de Livros de Assinaturas de Procuradores de Instituições Financeiras;
  • Impressão e envelopagem de mails.

Acontecimentos Relevantes em 2009

O Banco Privado Atlântico Europa adjudicou à JM Consultores a personalização dos seus cheques estando previsto que a produção se inicie no 1º Trimestre de 2010. Todos os bancos Clientes da JM Consultores renovaram os contratos em vigor.

5.2.5 Área de Suporte ao Negócio

A área de suporte ao negócio engloba as unidades funcionais de apoio à gestão do Grupo: Marketing e Comunicação; Contabilidade; Controlo de Gestão; Jurídico; Imobiliário; e Recursos Humanos.

Relativamente a esta área, cumpre destacar os serviços de gestão de recursos humanos, elemento fulcral na prossecução dos objectivos do Grupo Reditus.

A Reditus considera que a formação dos seus colaboradores é fundamental para sustentar o conhecimento, o desenvolvimento, a inovação e a competitividade no mercado onde opera, razão pela qual criou, em Janeiro de 2008, o centro de formação Reditus Business School.

A Reditus Business School tem por missão: (1) promover a formação inicial e contínua aos profissionais do Grupo Reditus de forma a dotá-los com competências nas vertentes técnica, de gestão e do negócio para desempenharem com eficácia as suas funções; (2) identificar parceiros para ministrarem formações/certificações em áreas de gestão e técnicas destinada a gestores, consultores e técnicos de TI; e (3) conceber um catálogo de cursos de forma a dar resposta às solicitações.

Durante o ano de 2009, a Reditus Business School desenvolveu várias actividades, cujos resultados convergem no sentido pleno do cumprimento da sua missão. As intervenções foram efectuadas no âmbito do ciclo formativo (diagnóstico das necessidades de formação, planeamento, concepção de cursos e dos respectivos suportes formativos, organização e execução de actividades formativas/workshops) e no âmbito do desenvolvimento do capital humano do Grupo Reditus através da identificação de talentos e da avaliação de competências.

A Reditus Business School efectuou parcerias para qualificar o seu capital humano. Elaborou um protocolo com a Universidade Nova de Lisboa para desenvolver formação na área de Gestão destinada a gestores e executivos, dotou profissionais com competências de liderança e direcção de equipas de projectos através da certificação PMP e ainda certificou técnicos e consultores TI em áreas da Microsoft.

Em Janeiro de 2009 foi concedida pela Direcção Geral do Emprego e Relações do Trabalho a acreditação à Reditus nos domínios do planeamento de intervenções formativas, na concepção de programas, instrumentos e suportes formativos, na organização e promoção e desenvolvimento/execução de actividades formativas que complementa a certificação obtida pela ROFF, no domínio de organização e desenvolvimento de acções formativas, nas áreas de ciências informáticas e formação de professores e formadores.

A formação contínua mantém-se como um dos factores chave para a obtenção do sucesso na execução das funções e no alcançar dos objectivos previamente definidos. Durante o ano de 2009, foram realizadas um total de 86 acções de formação, envolvendo cerca de 1.379 participantes e representando um volume de formação de 8.604 horas.

No exercício de 2009, o número médio de colaboradores do Grupo com vínculo permanente foi de 908, possuindo cerca de 54% um grau de licenciatura (com especial incidência nas áreas das tecnologias de informação e comunicação), e situando-se 65% na faixa etária dos 25 aos 35 anos.

No domínio da comunicação foi implementado um vasto programa de acções com Clientes. Estas acções compreenderam diversos formatos – workshops, conferências e snap-shots tecnológicos – e receberam um forte acolhimento dos Clientes e de organizações interessadas nas soluções do Grupo Reditus. Durante o ano de 2009 o número de participantes nas diversas iniciativas foi superior a um milhar. Em média, os níveis de "satisfação elevada" dos participantes nos eventos do Grupo superou os 75%.

6. QUALIDADE E SATISFAÇÃO DE CLIENTES

A qualidade é um dos main drivers das empresas Reditus, não só porque a criticidade dos serviços que prestamos assim o exige, mas também porque a agressividade competitiva do sector impõe níveis elevados de excelência às organizações prestadoras de serviços. O esforço diário colocado na busca da excelência, nos produtos e serviços colocados à disposição dos Clientes da Reditus, reflecte-se em algumas situações concretas das quais são exemplos:

A certificação da Qualidade por parte da ROFF, garante aos nossos Clientes processos adequados de implementação e suporte, bem como a prestação de serviços de consultoria e auditoria de sistemas SAP enquadradas em práticas transparentes e sistematizadas;

  • Em complemento a certificação DGERT da ROFF como entidade formadora assegura processos de transferência de conhecimentos e formação dos nossos Clientes, devidamente enquadrados dentro das práticas mais adequadas do mercado;

  • A Reditus Business School, entidade igualmente certificada pela DGERT, desenvolve percursos formativos destinados aos profissionais do Grupo Reditus, cujos conteúdos permitem dotar os destinatários com o mesmo conhecimento e talento para cada um das funções. A sua actividade serve como indicador de desenvolvimento de carreira e tem como objectivos estratégicos a estimulação do fluxo do capital intelectual e a rápida difusão do conhecimento, a responsabilização conjunta entre colaborador/organização e a retenção de talentos;

  • A prossecução dos níveis mais elevados das parcerias definidas pelos nossos parceiros de negócio na área de infra-estruturas de TI, são garante de formação e qualificação técnica dos nossos quadros. Este posicionamento reflectiu-se em 2009 na obtenção de 90 certificações em tecnologias Microsoft; 70 em tecnologias HP; e 25 em framework ITIL.

Estas acções visam a satisfação dos nossos Clientes e os seus resultados práticos evidenciam a importância que a Reditus coloca na qualidade dos seus serviços. Assim:

  • No final de 2009 a Redware lançou um inquérito a todos os seus Clientes para aferir o grau de satisfação quanto aos serviços prestados. Os resultados obtidos, embora excelentes, não surpreenderam a equipa de gestão da Redware. De uma forma geral, os Clientes da Redware classificaram os nossos serviços com 8,7 pontos em 10 possíveis;

  • A HP atribuiu à Tecnidata o prémio "HP Best PSPD Partner,Excellence Award", um galardão promovido internacionalmente pela HP que visa premiar os melhores Parceiros Especialistas de Serviços.

Como resultado de uma estratégia de diferenciação pela qualidade a ROFF passou a integrar o Top 5 das melhores empresas para trabalhar em Portugal, tendo obtido vários galardões:

  • 5º lugar na categoria de número de colaboradores em que se insere;
  • 4ª lugar na categoria sectorial de

consultoria;

  • 3ª melhor empresa portuguesa a integrar o estudo;
  • e uma das cinco melhores empresas para as mulheres em Portugal.

7. ANÁLISE ECONÓMICA E FINANCEIRA DO GRUPO

A estratégia de crescimento da Reditus alterou o perímetro de consolidação com a aquisição do Grupo Tecnidata em 2008 e da Panda Security em 2009, pelo que a informação financeira de 2009 não é directamente comparável com a dos períodos anteriores.

Volume de Negócios

Em 2009, o Volume de Negócios Consolidado ascendeu a 104,2 milhões de euros, valor que corresponde a um crescimento de 76% face ao mesmo período do ano anterior. As Vendas Internacionais representaram 33% do Volume de Negócios em 2009.

Volume de Negócios Consolidado (M€)

Gastos Operacionais

Os Gastos Operacionais Consolidados líquidos de amortizações, provisões e ajustamentos totalizaram 96,7 milhões de euros em 2009, o que representa um aumento, em termos homólogos, de 81,3%.

Custos Operacionais Consolidado (M€)

Resultado Operacional Antes das Amortizações

O EBITDA Consolidado atingiu 10,5 milhões de euros, equivalente a uma margem de 9,8%, o que compara com 9,2 milhões de euros alcançados em 2008.

Do Ebitda ao Resultado Líquido

As Depreciações, Amortizações, Provisões e Ajustamentos atingiram 3,7 milhões de euros em 2009, o que reflecte um decréscimo de 16,0% face ao ano anterior.

O Resultado Operacional (EBIT) cifrou-se em 6,7 milhões de euros, equivalente a uma margem de 6,3%.

Os Resultados Financeiros atingiram um valor líquido negativo 3,6 milhões de euros, um aumento de 1,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A Provisão para Imposto sobre o Rendimento foi de 2,0 milhões de euros em 2009, valor que compara com € 0,54 milhões de euros em 2008.

O Resultado Líquido Consolidado atingiu 1,1 milhões de euros em 2009, um aumento de 0,52 milhões de euros face aos 0,63 milhões de euros alcançados no ano anterior.

Do EBITDA ao Resultado Líquido 2009 (M€)

Balanço e Investimento

Principais Rubricas do Balanço

€ Milhões
2009 2008 Var. %
Activo Total 144 130 11%
Activos Não Correntes 85 69 23%
Activos Correntes 59 61 -4%
Capital Próprio 21 21 2%
Passivo Total 123 110 12%
Passivos Não Correntes 31 29 5%
Passivos Correntes 92 80 15%

No final de Dezembro de 2009, a dívida bancária líquida (inclui empréstimos e descobertos bancários, passivos por locação financeira, deduzido da caixa e equivalentes) ascendeu a 56,4 milhões de euros. O aumento da dívida face ao ano de 2008 deve-se essencialmente ao pagamento das últimas tranches do valor de aquisição do Grupo Tecnidata, ao forte investimento verificado no exercício de 2009, à incorporação da dívida da Partblack e ao facto de ter ocorrido, no final do ano de 2008, um recebimento antecipado de montante significativo no âmbito de um contrato de prestação de serviços na área de IT Outsourcing

Os passivos por locação financeira incluem 6,9 milhões de euros de leasing imobiliário.

O forte investimento verificado no exercício de 2009 corresponde essencialmente ao investimento com a abertura de quatro Centros de Serviços, com as novas instalações e com a aquisição de soluções de software para o Grupo.

8. ANÁLISE ECONÓMICA E FINANCEIRA POR ÁREA DE NEGÓCIO

Business Process Outsourcing (BPO)

O BPO contribuiu com cerca de 16% para o Volume de Negócios total da Reditus e 21% do EBITDA total gerado em 2009.

Esta área de negócio atingiu um Volume de Negócios de 16,8 milhões de euros, o que significa um crescimento de 14% face ao valor registado no período homólogo.

Durante o ano de 2009 foram abertos quatro novos centros de serviço (Castelo Branco, Benavente, Lisboa Roma e Lisboa Expo) acrescentando 900 novas posições de operação, totalizando assim mais de 1.300 posições a capacidade instalada da Redware. Foram também iniciados 13 novos serviços em sete Clientes existentes e conquistados sete novos Clientes em mercados diversificados.

O EBITDA e a margem EBITDA mantiveram-se praticamente inalterados face ao ano anterior, atingindo 2,0 milhões de euros e 12,1%, respectivamente.

IT Outsourcing

O IT Outsourcing representou 47% do Volume de Negócios e 43% do EBITDA total do Grupo Reditus.

O Volume de Negócios foi de 49,2 milhões de euros, o que compara com 23,9 milhões de euros no ano anterior. O EBITDA atingiu 4,5 milhões de euros em 2009, equivalente a uma margem de 9,0%.

IT Consulting

O IT Consulting representou 32% do Volume de Negócio e do EBITDA total do Grupo Reditus.

O Volume de Negócios atingiu 33,4 milhões de euros, valor que compara com 12,7 milhões de euros no ano de 2008. O EBITDA foi de 3,4 milhões de euros, equivalente a uma margem de 9,7%.

Sistemas de Engenharia e Mobilidade

A unidade de Sistemas de Engenharia e Mobilidade apresentou, em 2009, um Volume de Negócios de 4,9 milhões de euros, o que compara com 7,9 milhões de euros, no ano de 2008. Este decréscimo é explicado pela forte queda verificada no sector dos semicondutores. O EBITDA atingiu 0,5 milhões de euros, representando um decréscimo de 42% face ao período homólogo.

Para 2010 estimamos uma recuperação desta área de negócio baseada na inversão completa do clima de investimentos em equipamentos para o sector dos semi-condutores, no nível de encomendas recebidas durante o início deste ano e no estado de evolução das negociações de diversos projectos

9. COMPORTAMENTO BOLSISTA

Performance das acções Reditus em 2009

Fonte: Euronext

A cotação de fecho das acções da Reditus em 2009 foi de 7,34 euros; 3,4% acima do preço de fecho do ano anterior de 7,10 euros.

Em termos de liquidez, foram transaccionadas durante o exercício cerca de 727 mil títulos da Reditus, representando um valor de transacção de 5,3 milhões de euros.

O número médio diário de acções transaccionadas fixou-se em cerca de 3,6 mil títulos, correspondente a um valor médio diário de cerca de 21 mil euros.

10. A REDITUS NA IMPRENSA

No ano de 2009, o Grupo Reditus continuou a fortalecer a sua política de comunicação, fruto de uma estratégia de transparência e proximidade com os seus diversos stakeholders. O consistente trabalho realizado permitiu captar o interesse dos diversos meios de comunicação social para divulgação de diversas iniciativas, tanto a nível institucional e financeiro, como de produtos e serviços.

O Grupo prosseguiu a comunicação regular junto dos media, divulgando novos contratos celebrados e indicadores operacionais e financeiros, bem como soluções inovadoras desenvolvidas pelas várias unidades.

A integração da Tecnidata e a consolidação no sector das tecnologias de informação em Portugal foram amplamente destacadas e analisadas pelos media, sendo o Grupo Reditus apontado como um dos players de referência em possíveis movimentos, nomeadamente na criação de um grande grupo de tecnologias de informação em Portugal. Nesta área, há a salientar a aquisição da Parblack, empresa detentora da actividade da Panda Security em Portugal, no âmbito da estratégia no crescimento por aquisições oportunamente comunicada ao mercado e dada a conhecer aos media.

O reforço da estrutura accionista da Reditus, com o incremento de posições por diversos accionistas de referência, também captou a atenção da imprensa ao longo do ano de 2009, bem como o desempenho das acções na Euronext Lisbon

O ano de 2009 ficou marcado pela criação de novos centros de serviços pelo Grupo, com destaque para as unidades de Castelo Branco e Avenida de Roma (Lisboa), que mereceram o apoio público do Governo e que beneficiaram de uma ampla cobertura jornalística. A importância estratégica destes projectos foi reconhecida na imprensa, não só por aportarem valor e sustentarem o crescimento da Reditus, mas também pelos benefícios que trouxeram para o País – e ainda trazem - devido à criação de emprego em tempo de crise e em regiões do interior.

O Grupo prosseguiu também o trabalho de promoção dos workshops e seminários desenvolvidos pela Reditus Business School, que é hoje um espaço privilegiado no debate das temáticas mais importantes para o sector das Tecnologias de Informação e no desenvolvimento de executivos.

O Grupo e as suas participadas também realizaram iniciativas de responsabilidade social e de mecenato, apoiando projectos de relevo na sociedade, bem como procuraram contribuir para a emergência de novos talentos nas diversas áreas da sociedade. Das iniciativas realizadas, há a destacar os apoios concedidos à "Ópera por uma causa" da SOLIDARTE e ao desporto automóvel e náutico, onde se destacaram o velejador Francisco Lobato, que venceu a conceituada regata Transat, e o piloto Miguel Freitas, que teve entre os primeiros da Eurocup.

A cobertura editorial das diversas iniciativas desenvolvidas pelo Grupo ajudou a reforçar a notoriedade da marca Reditus, que é cada vez mais uma referência no sector das Tecnologias de Informação em Portugal. Os mais de 1.700 artigos publicados ao longo do ano, com destaque para os meios económicos e generalistas e para os meios sectoriais e especializados – tanto jornais como sites – tiveram um importante papel no reforço da imagem do Grupo e demonstram a solidez da política de comunicação do Grupo.

11. PERSPECTIVAS 2010

Os principais vectores de crescimento do Grupo Reditus para o ano de 2010, após a conclusão com sucesso da integração da Tecnidata, são o reforço da internacionalização, do cross-selling e da rentabilidade.

A nível internacional, a Reditus irá estimular e desenvolver a sua actividade nos vários países em que já está presente, de forma a consolidar a sua presença, e estará atenta a novas oportunidades em países onde ainda não desenvolve qualquer actividade, mas onde a sua oferta faça sentido. O desenvolvimento internacional vai explorar as oportunidades de arbitragem (competência versus preço) em mercados onde detenha claras vantagens competitivas e nível do know-how específico em determinadas tecnologias e serviços. Será dada uma especial atenção ao crescimento do mercado Angolano.

Em virtude da complementaridade dos portfolios de serviços e de Clientes das várias empresas do grupo, continua a existir uma forte oportunidade de crescimento dos negócios nesta base, sendo o sucesso já obtido um bom incentivo para a continuação desta prática. O cross-selling tem objectivos claros de retenção de Clientes, aumento da rentabilidade e crescimento sustentado da receita por cliente. Assim, no mercado interno, a Reditus continuará a implementar uma estratégia orientada para o crescimento, não só através da exploração plena de todo o potencial do seu portfolio de activos, mas também pela criação de produtos/serviços inovadores associados à preocupação constante de responder às necessidades dos Clientes.

Prosseguirá igualmente o esforço de racionalização dos custos, potenciando as sinergias e optimizações comerciais, técnicas, humanas e financeiras, assegurando, em permanência, um elevado padrão de qualidade dos serviços.

Apesar do contexto económico de 2010, o Grupo espera concretizar os objectivos que definiu, para o crescimento do Volume de Negócios e do EBITDA, de forma consistente com o passado recente.

12. RESPONSABILIDADE SOCIAL E SUSTENTABILIDADE

O Grupo Reditus, directamente ou através das suas participadas, tem adoptado uma atitude responsável e sustentável para com os seus diversos stakehoders ao longo das suas mais de quatro décadas de história. Uma das preocupações passa pela abertura à sociedade em que está inserida, o que justifica adopção das melhores práticas para a Sustentabilidade e o desenvolvimento de uma política em crescendo de Responsabilidade Social.

O Objectivo é de contribuir para a criação e divulgação do conhecimento e para o desenvolvimento de factores que permitam a disseminação do mesmo nas áreas ligadas às TIC, à gestão e aos recursos humanos na óptica da valorização das competências individuais ao serviço da economia e da sociedade em que os indivíduos se encontram inseridos.

Assim implementaram-se nos últimos anos vários programas que têm vindo a ser aprofundados, a saber:

  • Criação, na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, de duas salas dotadas de equipamentos informáticos actualizados, que permitem aos alunos desenvolver os seus trabalhos e pesquisas no âmbito dos cursos em que estão inseridos.
  • Patrocínio do primeiro estudo histórico sobre o sector das tecnologias da informação em Portugal nos últimos 40 anos e da ligação deste fenómeno ao desenvolvimento empresarial, económico e social do País.
  • Criação de um prémio para o melhor aluno de Finanças da Faculdade de Economia da Universidade Nova.
  • Estabelecimento da Reditus Business School onde os nossos colaboradores podem obter um conjunto de formações e certificações válidas para a sua valorização e progressão profissional e pessoal dentro e fora das empresas do Grupo.
  • Criação de centros de desenvolvimento de projectos e de postos de trabalho em regiões do Pais onde a oferta de emprego seja menos intensa no sector dos serviços de base tecnológica, em parceria com as forças vivas dessas regiões, contribuindo assim para a valorização das mesmas e para a fixação das populações e ainda promovendo a formação e valorização de quadros.
  • Participação, como membros fundadores, na Associação Portuguesa de Empresas de Outsourcing, que visa não só a promoção do sector a nível nacional, como e principalmente, a nível internacional a divulgação do nosso País como destino de investimento e criação de emprego sustentável neste sector de actividade.
  • Apoio a desempenhos de excelência nos mais diversos domínios da sociedade, nomeadamente na área do desporto, procurando contribuir para a emergência de novos talentos com capacidade para se afirmarem a nível internacional, como são os casos do velejador Francisco Lobato ou do piloto Miguel Freitas
  • Apoio a causas sociais, como o concedido à "Ópera por uma causa" da SOLIDARTE

Estas acções e programas são parte integrante da maneira de estar e pensar do Grupo e reflectem o seu interesse em contribuir para o desenvolvimento das competências do indivíduo/cidadão enquanto parte activa na vida social e económica do meio em que está inserido, procurando ainda valorizar o conhecimento como forma de contribuir para uma diferenciação positiva da competitividade.

Apoiados pelas várias Administrações que têm presidido aos destinos do Grupo, estes programas e acções têm sempre envolvido um leque grande de colaboradores internos disponíveis para as pôr em prática. É nossa intenção criar condições para um ainda maior dinamismo desta atitude de responsabilidade perante a sociedade, sempre em consonância com os objectivos do Grupo e envolvendo e motivando para tal mais colaboradores. O Grupo pretende analisar a criação de uma função de Gestor Operacional dos Programas de Responsabilidade Social e continua a analisar um conjunto de iniciativas de solidariedade em regime de voluntariado.

Aderimos também ao princípio da sustentabilidade das nossas actividades empresariais e do seu impacto na Sociedade, estando em curso acções que visam reduzir a nossa pegada de CO2 por via de uma melhor gestão energética dos nossos edifícios e instalações, pela implementação de programas de reciclagem de resíduos de desperdícios resultantes da nossa actividade, nomeadamente de papel e consumíveis informáticos, pela adopção de práticas não predatórias nos negócios e ainda pelo respeito dos valores morais e sociais na relação com todos os stake-holders como sejam Clientes, Colaboradores, Entidades Oficiais, Entidades Sociais e outras com quem temos relações decorrentes da nossa actividade empresarial.

Foi também implementado o Prémio Reditus para a Inovação, aberto a todos os profissionais do Grupo Reditus e que visa premiar a criatividade e inovação ao nível da sustentabilidade operacional e funcional.

13. ACTIVIDADE DOS ADMINISTRADORES NÃO EXECUTIVOS

Como é descrito no Relatório do Governo de Sociedade esta dispõe de um conjunto de Comissões Especializadas que verificam e se pronunciam sobre as diferentes vertentes de suporte estratégico e operacional.

De uma forma geral, e para além do acompanhamento do funcionamento destas comissões, em conjunto com os membros da Comissão Executiva, os Administradores Não Executivos seguem em permanência o funcionamento da actividade da sociedade e suas participadas, quer no plano operacional, quer na vertente económico-financeira.

14. RESULTADOS

O Resultado Consolidado Líquido do exercício cifrou-se num resultado positivo, após interesses minoritários, de 1.141.856 euros.

15. AGRADECIMENTOS

Salientamos a confiança depositada pelos Clientes nas sociedades do Grupo Reditus, o empenho dos nossos Colaboradores na prossecução dos objectivos a que nos propusemos, bem como o apoio qualificado do Conselho Fiscal, do Conselho de Estratégia, das Comissões Especializadas, dos Bancos e dos outros parceiros de negócios, alicerçando a sustentabilidade do futuro do Grupo Reditus.

Lisboa, 30 de Março de 2010

O Conselho de Administração

Eng. Miguel Maria de Sá Pais do Amaral – Presidente

Dr. Frederico José Appleton Moreira Rato – Vice- Presidente e Presidente da Comissão Executiva

Eng. José António da Costa Limão Gatta – Administrador

Dr. Fernando Manuel Cardoso Malheiro da Fonseca Santos – Administrador

Prof. Doutor António do Pranto Nogueira Leite – Administrador

Dr. Rui Miguel de Freitas e Lamego Ferreira – Administrador, membro da Comissão Executiva

Eng. Francisco José Martins Santana Ramos - Administrador, membro da Comissão Executiva, CFO

Eng. António Maria de Mello Silva Cesar e Menezes – Administrador

Dr. José Manuel Marques da Silva Lemos - Administrador

Parte II - DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS

REDITUS, SGPS, SA DEMONSTRAÇÃO DA POSIÇÃO FINANCEIRA CONSOLIDADA EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 E 2008 (Valores expressos em Euros)

Notas 2009 2008
ACTIVO
Activo não corrente
Activos fixos tangíveis 7 16 715 185 15 085 454
Goodwill 8 62 249 244 46 966 476
Outros activos fixos intangíveis 9 3 868 961 5 076 218
Outros investimentos financeiros 10 17 764 17 764
Activos por impostos diferidos 11 1933180 1740 438
84 784 334 68 886 350
Activo corrente
Inventários 12 1 290 952 1 238 421
Clientes 13 39 360 472 26 712 014
Outras contas a receber 14 9 837 156 8 496 419
Outros activos correntes 15 4 249 317 3 3 1 4 2 8 2
Activos financeiros pelo justo valor 16 363 981 353 148
Caixa e equivalentes 16 3891614 21 061 709
58 993 492 61 175 993
Total do activo 143 777 826 130 062 343
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
Capital e reservas 44 630 250
Capital nominal 17 44 630 250
Acções (quotas) próprias 17 (1135357) (173245)
Reservas não distribuiveis 17 9 9 3 9 9 8 4 9 909 342
Reservas distribuiveis 17 1 522 269 1 522 269
Excedentes de valorização de activos fixos 17 3 499 343 3 542 425
Ajustamentos ao valor de activos financeiros 17 (501763) (2739943)
Resultados acumulados 17 (38552805) (37190634)
Resultado líquido do período 17 1 141 856 626 273 20 126 737
20 537 777
Interesses minoritários 18 332 501 401 646
Total capital próprio 20 870 278 20 528 383
Passivos não correntes
Empréstimos e descobertos bancários 19 20 630 401 18 148 698
Outras contas a pagar 20 708 538 1 559 892
Passivos por impostos diferidos 11 1 711 576 2 010 895
Passivos por locação financeira 21 7 634 899 7 455 861
30 685 414 29 175 346
Passivos correntes
Empréstimos e descobertos bancários 19 31 276 061 8 197 345
Fornecedores 22 14 577 358 12 239 356
Outras contas a pagar 20 20 393 951 26 843 607
Provisões 23 1 233 133 1458 164
Outros passivos correntes 24 23 610 375 30 566 045
Passivos por locação financeira 21 1 131 256 1 054 097
92 222 134 80 358 614
Total do capital próprio, interesses m. e passivo 143 777 826 130 062 343

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADOS CONSOLIDADOS

PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 e 2008

(Valores expressos em Euros)

2009 2008 2008
Pró-forma
Réditos operacionais
Rédito das vendas e dos serviços prestados 25 104 247 906 59 246 057 107 456 162
Outros rendimentos e ganhos operacionais 26 2 957 965 3 3 1 9 1 2 3 3 162 967
Total dos réditos operacionais 107 205 870 62 565 180 110 619 129
Gastos operacionais
Inventários consumidos e vendidos 23 140 130 10 631 238 26 221 732
Materias e serviços consumidos 27 44 690 132 28 139 452 49 033 967
Gastos com o pessoal 28 25 666 512 13 546 712 20 575 197
Gastos de depreciação e de amortização 29 2 932 640 2 440 882 2 927 053
Perdas por imparidade de activos fixos tangíveis e suas reversões (998) 8 1 8 3
Aumentos / diminuições de provisões 281 215 1 409 431 1 409 431
Outros gastos e perdas operacionais 30 3 252 312 1 051 421 1 457 154
Aumentos / diminuições de ajustamentos de dívidas a receber 513782 586 309 800 160
Total dos gastos operacionais 100 476 722 57 804 447 102 432 878
Resultado operacional 6729 149 4760733 8 186 251
Resultados financeiros 31 3 582 750) 3 540 095) 3785397)
Resultado antes de impostos 3 146 399 1 220 638 4 400 855
Imposto sobre o rendimento 32 2 0 34 9 85 545 019 1 666 695
Resultado antes da consideração dos interesses minoritários 1 111 414 675 619 2 734 160
Resultado afecto aos interesses minoritários 30 442) 49 346 73 492
Resultado líquido do período 1 141 856 626 273 2 660 668
Resultado atribuível aos accionistas 1 141 856 626 273 2660668
Número médio ponderado de acções 8 926 050 8 926 050 8 926 050
Resultado básico e diluido por acção (Euros) 0.128 0.070 0.298
Número médio ponderado de acções 8 926 050 8 926 050 8 926 050
Tesultauv allivutvei avs augulitstas 141 OJU UZU ZIJ Z UUU UUU

DEMONSTRAÇÃO DO RENDIMENTO INTEGRAL CONSOLIDADO
DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 e 2008

(Valores expressos em Euros)

2009 2008
Resultado Líquido do Período (Antes de afectação a Interesses Minoritários) 1 111 414 675 619
Justo valor de instrumentos financeiros derivados (IAS 39)
Justo valor de investimentos financeiros disponíveis para venda (IAS 39)
Diferenças de conversão cambial (IAS 21)
Ganhos e (Perdas) Actuariais (IAS 19)
Alterações no excedente de revalorização (IAS 16, IAS 38) 43 082) 190 926
Impostos sobre os itens supra quando aplicável
Rendimento reconhecido directamente no capital próprio 43 082) 190 926
Rendimento Integral do período 1 068 332 866 545
Atribuível aos accionistas da Reditus 1 0 98 7 74 817 199
Atribuível aos Interesses Minoritários 30 442) 49 34 6

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA CONSOLIDADOS
DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 e 2008

(Valores expressos em Euros)

ACTIVIDADES OPERACIONAIS
Recebimentos de clientes
64 305 554
56 788 062
(41059922)
(28705131)
Pagamentos a fornecedores
(11110731)
(8379116)
Pagamentos ao pessoal
891878
(126405)
Pagamento/recebimento do imposto sobre o rendimento
Outros recebimentos/pagamentos relativos à actividade operacional
(38781944)
(10291103)
9 286 307
Fluxos das actividades operacionais
(25755164)
ACTIVIDADADES DE INVESTIMENTO
Recebimentos provenientes de:
Investimentos financeiros
513 917
(1374237)
Imobilizações corpóreas.
27 280
72 750
Imobilizações incorpóreas.
Subsídios de investimento
270 927
Juros e proveitos similares
395 082
70 940
Outros
2 500 000
Pagamentos respeitantes a:
Investimentos financeiros
(18020704)
Imobilizações corpóreas.
(390150)
(47829)
Imobilizações incorpóreas.
(8506)
Outros
(7150000)
Fluxos das actividades de investimento
(4 112 377)
19 028 153)
ACTIVIDADADES DE FINANCIAMENTO
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos
69 284 503
14 049 908
51 000
20 621 425
Aumentos de capital, prestações suplementares e prémios de emissão
Outros
23 591
Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos
(50321764)
(14072606)
Amortização de contratos de locação financeira
(610331)
(1211131)
Juros e custos similares
(3569633)
(2094116)
Aqusisição de acções próprias
Outros
(6510497)
Fluxos das actividades de financiamento
17 317 071
8 323 278
Variação líquida de caixa e seus equivalentes
(21544263)
7 575 225
Efeito das diferenças de câmbio
3 4 5 5
(6076)
Alterações ao perímetro
10 401
13 791 189
Caixa e seus equivalentes no início do período
19 150 973
(2209366)
Caixa e seus equivalentes no fim do período
19 150 973
( 2 379 434)
2009 2008

42

REDITUS, SGPS, SA ANEXO À DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA
DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 e 2008

(Valores expressos em Euros)

2009 2008
Numerário 128 655 50 399
Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis 3753062 20 400 416
Equivalentes a caixa 373 878 964 042
Disponibilidades constantes do balanço 4 255 595 21 414 857
Descobertos bancários (6635029) (2263884)
Caixa e seus equivalentes 2379434 19 150 973

DEMONSTRAÇÃO DE ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO CONSOLIDADO

EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 e 2008 (Valores expressos em Euros)

Capital
nominal
Acções
próprias
Reservas não
distribuiveis
Reservas
distribuiveis
Exedentes
valorização
de activos
fixos
Ajust. ao
valor de
Activos Fin.
Resultados
transitados
Resultado
líquido do
período
Total
Saldo em 31/12/2007 32 500 000 173 245) 1418 167 1522269 3 3 5 1 4 9 9 (2739943) 35 945 454) 261 553 194 846
Aplicação do Resultado de 2008 261 553 261 553)
Transferência para Reservas
Dividendos
Tranferência para Resultados 261 553 261 553)
Rendimento do Período 626 273 626 273
Resultado Líquido do Período 626 273
Justo valor de instrumentos financeiros derivados
Diferenças de conversão cambial
Ganhos e (Perdas) Actuariais
Alterações no excedente de revalorização
Outros Movimentos 12 130 250 8 4 9 1 1 7 5 190 926 (1506733) 19 305 618
Saldo em 31/12/2008 44 630 250 173 245) 9 9 0 3 3 4 2 1522 269 3 542 425 (2739 943) (37190634) 626 273 20 126 737
Aplicação do Resultado de 2008 626 273 626 273)
Transferência para Reservas
Dividendos
Transferência para Resultados 626 273 626 273)
Rendimento do Período 1 141 856 1 141 856
Resultado Líquido do Período 1 141 856 1 141 856
Justo valor de instrumentos financeiros derivados
Diferenças de conversão cambial
Ganhos e (Perdas) Actuariais
Alterações no excedente de revalorização
Outros Movimentos 962 112) 24 642 43 082) 2 2 38 180 1 988 444) 730 816)
Saldo em 31/12/2009 44 630 250 (1135357) 9 9 3 9 9 8 4 1522269 3 499 343 501 763) 38 552 805) 1 141 856 20 537 777

Índice das Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas
em 31 de Dezembro de 2009 e 2008

1. Informação geral
2. Políticas contabilísticas mais significativas
3. Gestão do risco financeiro
4 Estimativas contabilisticas e pressupostos criticos
57. Informação por segmento
6. Empresas incluidas na consolidação
7. Activos fixos tangíveis
8. Goodwill
9. Outros activos fixos intangíveis
10. Outros investimentos financeiros
11. Activos e passivos por impostos diferidos
12. Inventários ………………………………………………………………………………………………
13. Clientes……………………………………………………………………………………………
14. Outras contas a receber ……………………………………………………………………………………………
15. Outros activos correntes
16. Caixa e equivalentes
17. Capital próprio ………………………………………………………………………………………………
18. Interesses minoritários
19. Empréstimos e descobertos bancários
20. Outras contas a pagar
21. Passivos por locação financeira
22. Fornecedores
23. Provisões e ajustamentos
24. Outros passivos correntes
25. Réditos das vendas e dos serviços prestados
26. Outros rendimentos e ganhos operacionais
27. Matérias e serviços consumidos
28. Gastos com pessoal
29. Amortizações e depreciações
30. Outros gastos e perdas operacionais
31. Resultados financeiros
32. Impostos sobre o rendimento
33. Compromissos
34. Contingências
35. Partes relacionadas
36. Derrogações e outros aspectos
37. Eventos subsequentes á data do balanço

1.INFORMACÃO GERAL

A Reditus, Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. é a holding (empresa-mãe) do Grupo Reditus e está sediada em Lisboa, na Rua Pedro Nunes Nº 11.

A Reditus foi fundada em 1966 sob a designação de Reditus - Estudos de Mercado e Promoção de Vendas, SARL e tinha como actividade principal a prestação de serviços específicos, nomeadamente estudos de mercado, evoluindo para o tratamento de dados para o Banco de Agricultura, o principal accionista a par da Companhia de Seguros 'A Pátria'.

Em Dezembro de 1990, a Reditus alterou a sua denominação social, convertendo-se numa sociedade gestora de participações sociais, tendo como actividade principal a gestão de participações sociais noutras sociedades, como forma indirecta de exercício de actividade económica.

O Grupo Reditus opera em Portugal, França e Angola em quatro áreas de negócio distintas: BPO, IT Outsourcing, IT Consulting e Sistemas de Engenharia e Mobilidade

A Reditus está cotada na Euronext Lisboa (anterior Bolsa de valores de Lisboa e Porto) desde 1987.

As presentes Demonstrações Financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração em 10 de Março de 2010.

2. POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS MAIS SIGNIFICATIVAS

As políticas contabilísticas mais significativas utilizadas na preparação das demonstrações financeiras consolidadas encontram-se descritas abaixo:

2.1. Bases de Apresentação

As demonstrações financeiras consolidadas da Reditus – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro adoptadas pela União Europeia, (IAS/IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e com as interpretações do International Reporting Interpretation Committee (IFRIC) e pela anterior Standing Interpretation Committee $(SIC).$

A aplicação das normas de consolidação foi suficiente para que as demonstrações financeiras consolidadas apresentem uma imagem verdadeira e apropriada da situação financeira e dos resultados do conjunto das empresas incluídas na consolidação.

As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas segundo o princípio do custo histórico, com excepção dos activos incluídos nas rubricas Terrenos e Edifícios e Outras Construções e ainda títulos e outras aplicações financeiras que se encontram reavaliados de forma a reflectir o seu justo valor.

A preparação das demonstrações financeiras em conformidade com o normativo contabilístico internacional requer o uso de estimativas e pressupostos definidos pela Administração que afectam as quantias reportadas de activos e passivos, assim como as quantias reportadas de proveitos e custos durante o período de relato. Apesar destas estimativas serem baseadas no melhor conhecimento da Gestão em relação aos eventos e accões correntes, os resultados actuais podem, em última instância, diferir destas estimativas. No entanto, é convicção do Conselho de Administração que as estimativas e pressupostos adoptados não incorporam riscos significativos que possam originar, durante o próximo exercício, ajustamentos materiais no valor contabilístico dos activos e passivos.

2.1.1. Alteração de Políticas Contabilísticas e Bases de Apresentação

Em 2009 a União Europeia adoptou um conjunto de alterações aos normativos contabilísticos internacionais emitidas pelo IASB, as quais, da avaliação efectuada pelo Grupo, não têm impacte significativo nas Demonstrações Financeiras do Grupo, pelo que foram adoptadas neste exercício apenas as alterações de aplicação obrigatória a partir de 1 de Janeiro de 2009:

  • A IFRS 8 Segmentos Operacionais, veio substituir a IAS 14 Relato por Segmentos, estabelecendo os princípios para a divulgação de informação sobre os segmentos operacionais de uma entidade, os quais devem ser apresentados com base no reporte elaborado para a análise dos Órgãos de Gestão. A aplicação desta norma de relato financeiro, por parte do Grupo Reditus, originou a alteração dos segmentos operacionais objecto de reporte.
  • A revisão da IAS 1 Apresentação de Demonstrações Financeiras, vem exigir entre outras $\bullet$ situações, que as alterações aos capitais próprios dos accionistas sejam apresentadas separadamente das respeitantes a interesses minoritários. Esta alteração não tem qualquer impacte nas Demonstrações Financeiras do Grupo Reditus, dado que as mesmas já haviam sido incorporadas em anos anteriores.
  • A revisão da IAS 23 Custos de Empréstimos Obtidos, determina que os custos de empréstimos $\bullet$ que sejam directamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um activo qualificável, sejam considerados como parte do custo de aquisição. Esta alteração não tem qualquer impacte nas Demonstrações Financeiras do Grupo Reditus, uma vez que no decurso do exercício de 2009 não existiram activos qualificáveis, tal como definidos na IAS23.
  • A revisão da IFRS 2 Pagamentos baseados em acções, esclarece sobre o que são as condições $\bullet$ de aquisição e sobre como ter em conta as condições acessórias de aquisição e as anulações de acordo de pagamento com base em acções pela entidade ou pela contraparte. Esta alteração não tem qualquer impacte nas Demonstrações Financeiras do Grupo Reditus.

Em 2009 foram ainda adoptadas pela Comissão Europeia um conjunto de interpretações emitidas pelo IASB, as quais não têm impacte significativo nas demonstrações financeiras, ou não têm sequer aplicação às actividades desenvolvidas pelo Grupo.

  • A IFRIC 13 Programas de Fidelização de Clientes, clarifica que quando os bens ou serviços são vendidos, associados a programas de fidelização de Clientes, as transacções de venda são consideradas como "multi-elementos" pelo que o produto da venda tem de ser alocado aos diferentes componentes com base no seu justo valor. Esta Interpretação não tem aplicação directa no Grupo Reditus.
  • A IFRIC 14 IAS 19 O Limite sobre um Activo de Benefícios Definidos, Requisitos de Financiamento Mínimo e Respectiva Interacção. Esta interpretação clarifica sobre a avaliação do limite que de acordo com a IAS 19 pode ser reconhecido como um activo, assim como os activos e passivos com pensões podem ser afectados por requisitos específicos de contribuições mínimas. Esta interpretação não tem aplicação no Grupo Reditus.
  • A IFRIC 12 Acordo de Concessão de Servicos, vem esclarecer a forma como deve ser reconhecida $\bullet$ nas contas do concessionário a infra-estrutura subordinada ao acordo de concessão de serviços. Esta interpretação foi adoptada através do Regulamento n.º 254/2009, sendo a sua aplicação obrigatória para exercícios que se iniciem após Marco de 2009.

Para além das normas supra referidas, Em 2009 foram ainda adoptadas pela Comissão Europeia um conjunto de interpretações emitidas pelo IFRIC, as quais apenas serão de aplicação obrigatória em 2010:

  • A IFRIC 15 Acordos para a Construção de Imóveis; $\bullet$
  • A IFRIC 16 Coberturas de um Investimento Líquido numa Unidade Operacional Estrangeira; $\bullet$
  • A IFRIC 17 Distribuições aos Proprietários de Activos que Não São Caixa; $\bullet$
  • A IFRIC 18 Transferências de Activos Provenientes de Clientes: $\bullet$

Ainda em 2009 a União Europeia adoptou um conjunto de alterações aos normativos contabilísticos internacionais emitidos pelo IASB, as quais, da avaliação efectuada pelo Grupo, não têm impacte significativo nas Demonstrações Financeiras do Grupo, pelo que foram adoptadas neste exercício apenas as alterações de aplicação obrigatória a partir de 1 de Janeiro de 2009.

2.2. Bases de consolidação

2.2.1. Datas de referência

As demonstrações financeiras consolidadas incluem, com referência a 31 de Dezembro de 2009, os activos, os passivos, os resultados e os fluxos de caixa das empresas do Grupo, as quais são apresentadas na Nota 6.

2.2.2. Participações Financeiras em Empresas do Grupo

As participações financeiras em empresas nas quais o Grupo detenha directa ou indirectamente, mais de 50% dos direitos de voto em Assembleia Geral de Accionistas ou detenha o poder de controlar as suas políticas financeiras e operacionais (definição de controlo utilizada pelo Grupo), foram incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas pelo método de consolidação integral. O capital próprio e o resultado líquido destas empresas, correspondente à participação de terceiros nas mesmas são apresentados no balanço consolidado e na demonstração de resultados consolidada, respectivamente, na rubrica 'Interesses minoritários'. As subsidiárias são consolidadas a partir da data em que o controlo é transferido para o Grupo, sendo excluídas da consolidação a partir da data em que o controlo termina.

Na contabilização de aquisição de subsidiárias é utilizado o método da compra. O custo de aquisição corresponde ao justo valor dos activos entregues, acções emitidas e passivos assumidos à data de aquisição, acrescido dos custos directamente imputáveis à aquisição. Os activos identificáveis adquiridos, passivos e passivos contingentes assumidos numa concentração de actividades empresariais são mensurados inicialmente ao seu justo valor na data de aguisição, independentemente de quaisquer interesses minoritários. O excesso do custo de aquisição sobre o justo valor da quota-parte do grupo nos activos líquidos identificáveis é registado como goodwill. Se o custo da aquisição for inferior ao justo valor dos activos líquidos da filial adquirida, a diferenca é reconhecida directamente em resultados do período.

As transacções intra-grupo e os saldos e ganhos não realizados em transacções entre empresas do grupo são eliminados. As perdas não realizadas são também eliminadas, a não ser que a transacção forneça

evidência de imparidade do activo transferido. Quando considerado necessário, as políticas contabilísticas das filiais são alteradas para garantir a consistência com as políticas adoptadas pelo Grupo.

Todas as empresas que integram o perímetro de consolidação, identificadas na Nota 6, foram consolidadas pelo método da consolidação integral, devido aos titulares de capital deterem a maioria dos direitos de voto.

2.2.3. Saldos e Transacções entre Empresas do Grupo

Os saldos e as transacções, entre empresas do Grupo e entre estas e a empresa-mãe são anulados na consolidação.

2.2.4. Consistência com o Exercício Anterior

Os métodos e procedimentos de consolidação foram aplicados de forma consistente relativamente ao exercício de 2008.

2.2.5. Alterações ao conjunto de empresas consolidadas

Durante o exercício de 2009, o perímetro de consolidação da Reditus passou a incorporar a Redware Centro de Serviços e Roff SDF, empresas criadas nesse período e a Partblack, SA, empresa adquirida no segundo semestre de 2009 cuja integração nas demonstrações financeira consolidadas se reporta a 1 de Julho de 2009.

Em Novembro de 2009, a NCIT - Serviços e Tecnologias de Informação, SA foi integrada na Tecnidata SI -Serviços e Equipamentos Informática, SA.

2.3. Relato por Segmento

A IFRS 8 - Segmentos Operacionais, veio substituir a IAS 14 - Relato por Segmentos, estabelecendo os princípios para a divulgação de informação sobre os segmentos operacionais de uma entidade, os quais devem ser apresentados com base no reporte elaborado para a análise dos Órgãos de Gestão. A aplicação desta norma de relato financeiro, por parte do Grupo Reditus, originou a alteração dos segmentos operacionais objecto de reporte.

Foram identificados 4 segmentos de negócio: BPO, IT Outsourcing, IT Consulting e Sistemas de Engenharia e Mobilidade

Para efeitos de preparação desta informação, as empresas de serviços partilhados do Grupo Reditus ( Reditus SGPS, Reditus Gestão, Reditus Imobiliária, Tecnisuporte e Tecnidata IF) foram alocados aos segmentos de negócios de acordo com uma matriz de distribuição.

Foram identificados 3 segmentos geográficos: Portugal, França e Angola

2.4. Activos Fixos Tangíveis

2.4.1. Mensuração

Os activos fixos tangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição deduzidos das respectivas amortizações acumuladas, com excepção dos terrenos e edifícios, os quais são registados ao seu justo valor.

Considera-se como custo de aquisição, os custos directamente atribuíveis à aquisição dos activos (soma dos respectivos preços de compra com os gastos suportados directa ou indirectamente para o colocar no seu estado actual).

Os custos subseguentes são incluídos no valor contabilístico do activo ou são reconhecidos como um activo separadamente, apenas quando seja provável a existência de benefícios económicos futuros associados ao bem e quando o custo puder ser fiavelmente mensurado. Todas as outras despesas de manutenção, conservação e reparação são registadas na demonstração dos resultados durante o período financeiro em que são incorridas.

O justo valor dos terrenos e edifícios é baseado em valores de mercado apurados através de avaliações efectuadas por especialistas independentes (nota 7.3).

Os aumentos ao valor contabilístico dos terrenos e edifícios em resultado de reavaliações são creditados em activos fixos tangíveis. As reduções que possam ser compensadas por anteriores reavaliações do mesmo activo são movimentadas contra a respectiva reserva de reavaliação, as restantes reduções são reconhecidas na demonstração dos resultados.

2.4.2. Contratos de Locação Financeira

Os bens cuja utilização decorre de contratos de locação financeira relativamente aos quais o Grupo assume substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes á posse do activo locado são classificados como activos fixos tangíveis.

Os activos adquiridos em locação financeira bem como as correspondentes responsabilidades, são contabilizados pelo método financeiro. De acordo com este método, o custo do activo é registado nos activos fixos tangíveis e a correspondente responsabilidade é registada no passivo. As amortizações daqueles bens e os juros incluídos no valor das rendas são registadas nos resultados do exercício a que respeitam.

Os contratos de locação financeira são registados na data do seu início como activo e passivo pelo menor do justo valor do bem locado ou do valor actual das rendas de locação vincendas.

Os activos adquiridos em locação financeira são amortizados de acordo com a política estabelecida pelo Grupo para os activos fixos tangíveis.

As rendas são constituídas pelo encargo financeiro e pela amortização financeira do capital. Os encargos são imputados aos respectivos períodos durante o prazo de locação a fim de produzirem uma taxa de juro periódica constante sobre a dívida remanescente.

2.4.3. Amortizações

As amortizações são calculadas, sobre os valores de aquisição, pelo método das quotas constantes, com imputação duodecimal. As taxas anuais aplicadas reflectem satisfatoriamente a vida útil económica dos bens.

As vidas úteis estimadas são como se segue:

Anos
Edifícios e outras construções 50
Equipamento básico $3 - 20$
Equipamento de transporte $4-6$
Ferramentas e utensílios $3-4$
Equipamento administrativo $3 - 10$
Outras imobilizações corpóreas $10 - 20$

2.5. Activos Fixos Intangíveis

Os activos fixos intangíveis são compostos essencialmente por Goodwill e por Despesas de Desenvolvimento.

2.5.1. Goodwill

O goodwill representa o excesso do custo de aguisição das participações financeiras em empresas do Grupo relativamente ao justo valor dos activos e passivos identificáveis dessas participações (valores proporcionais dos capitais próprios) à data da sua aquisição. Se o custo de aquisição for inferior ao justo valor dos activos líquidos da participada adquirida, a diferenca é reconhecida directamente em resultados do exercício. Até 1 de Janeiro de 2004, o Goodwill era amortizado durante o período estimado de recuperação do investimento, geralmente dez anos, sendo as amortizações registadas na demonstração de resultados na rubrica de 'Amortizações e Depreciações do Exercício'. A partir de 1 de Janeiro de 2004, de acordo com o IFRS 3 -Business Combinations, o Grupo suspendeu a amortização do Goodwill. A partir dessa data, os valores de Goodwill são sujeitos a testes de imparidade anuais, sendo os correspondentes valores do activo mensurados pelo custo deduzido de eventuais perdas de imparidades acumuladas. Qualquer perda de imparidade é registada de imediato em resultados do exercício. Até à data não se verificaram perdas de imparidade.

2.5.2. Despesas de Desenvolvimento

As despesas de investigação, efectuadas na procura de novos conhecimentos técnicos ou científicos ou na busca de soluções alternativas, são reconhecidas em resultados quando incorridas. As despesas de desenvolvimento são reconhecidas como activos intangíveis, quando: i) for demonstrável a exequibilidade técnica do produto ou processo em desenvolvimento, ii) o Grupo tiver a intenção e a capacidade de completar o seu desenvolvimento, iii) a viabilidade comercial esteja assegurada e iv) o seu custo possa ser mensurado com fiabilidade.

As despesas de desenvolvimento anteriormente registadas como custo, não são reconhecidas como um activo no período subsequente. Os custos de desenvolvimento que têm uma vida útil finita, e foram capitalizados, são amortizados desde o momento da sua comercialização, pelo método das quotas constantes, pelo período de benefício económico esperado que por norma não excede os cinco anos.

Os custos capitalizados nesta rubrica incluem os custos de aquisição de activos, os gastos com mão-de-obra directa bem como os custos incorridos com subcontratações de entidades externas e uma proporção de custos fixos imputáveis à produção e desenvolvimento destes activos.

Os activos intangíveis desenvolvidos no Grupo Reditus estão relacionados com a reengenharia e optimização de processos, novos processos e aplicações informáticas orientadas para o cliente e são amortizados pelo método das quotas constantes.

2.6. Imparidade dos Activos

Os activos que não têm uma vida útil definida não são sujeitos a amortizações e depreciações, sendo sujeitos anualmente a testes de imparidade. Os activos sujeitos a amortização e depreciação são revistos anualmente para determinar se houve imparidade, quando eventos ou circunstâncias indicam que o seu valor registado pode não ser recuperável. Sempre que o montante pelo qual um activo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda de imparidade, registada na demonstração de resultados. A quantia recuperável é a mais alta do preço de venda líquido e do valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do activo numa transacção ao alcance das partes envolvidas, deduzido dos custos directamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que são esperados que surjam do uso continuado do activo e da sua alienação no final da sua vida útil. A quantia recuperável é estimada para cada activo, individualmente ou, no caso de não ser possível, para a unidade geradora de caixa à qual o activo pertence.

2.7. Outros Investimentos Financeiros

A rubrica de outros investimentos financeiros é composta por títulos e outras aplicações financeiras.

Os investimentos financeiros são valorizados, na data do Balanço, ao valor de mercado. As mais-valias e menos-valias efectivas que resultem da venda dos referidos títulos são reconhecidas como resultados do exercício em que ocorrem.

As participações financeiras que tenham experimentado reduções permanentes de valor de realização, encontram-se provisionadas.

2.8. Impostos Diferidos

Os impostos diferidos são calculados com base no método da responsabilidade de balanço e reflectem as diferenças temporárias entre o montante dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os seus respectivos montantes para efeitos de tributação. No entanto, não são calculados impostos diferidos sobre as diferenças de reconhecimento inicial de activos e passivos numa transacção relativa à concentração de actividades empresariais, quando as mesmas não afectam nem o resultado contabilístico nem o resultado fiscal no momento da transacção.

São reconhecidos impostos diferidos activos sempre que existe razoável segurança de que serão gerados lucros futuros contra os quais os activos poderão ser utilizados. Os impostos diferidos activos são revistos anualmente e reduzidos sempre que deixe de ser provável que os mesmos possam ser utilizados

Os impostos diferidos são calculados à taxa que se espera que vigore no período em que se prevê que o activo ou o passivo seja realizado.

2.9. Inventários

Os inventários são registados ao menor entre o valor de custo e o seu valor realizável líguido. Os custos dos inventários incluem todos os custos associados à compra, não incluindo contudo quaisquer custos financeiros. O valor realizável líquido é o preço da venda estimado de acordo com as actividades normais de negócio, menos as despesas de venda imputáveis.

O método de custeio adoptado para valorização das saídas de armazém é o custo médio ponderado.

2.10. Clientes e Outras Contas a Receber

As contas a receber de Clientes e outros devedores são registadas pelo justo valor da transacção subjacente que os originou, deduzidos de eventuais perdas de imparidade, para que as mesmas reflictam o seu valor realizável líquido.

As contas a receber cedidas em 'factoring', com excepção das operações de 'factoring' sem recurso, são reconhecidas no balanço na rubrica de 'Outras Contas a Pagar' até ao momento do recebimento das mesmas.

2.11. Outros Activos e Passivos Correntes

Nestas rubricas são registados os acréscimos de custos, custos diferidos, acréscimos de proveitos e proveitos diferidos para que os custos e proveitos sejam contabilizados no período a que dizem respeito, independentemente da data do seu pagamento ou recebimento.

2.12. Caixa e Equivalentes

Esta rubrica inclui, para além dos valores em caixa, os depósitos à ordem bancários e outros investimentos de curto prazo com mercado activo. Os descobertos bancários estão incluídos na rubrica de Empréstimos e Descobertos Bancários no passivo.

2.13. Capital Social

As acções ordinárias são classificadas no capital próprio.

Os custos directamente atribuíveis à emissão de novas acções ou opções são apresentados como uma dedução, líquida de impostos, ao valor recebido resultante desta emissão. Os custos directamente imputáveis à emissão de novas acções ou opções, para a aquisição de um negócio, são incluídos no custo de aquisição como parte do valor da compra.

Quando a empresa ou as suas filiais adquirem acções próprias da empresa mãe, o montante pago é deduzido ao total dos capitais próprios atribuível aos accionistas, e apresentado como acções próprias, até à data em que estas são canceladas, reemitidas ou vendidas. Quando tais acções são subsequentemente vendidas ou reemitidas, o montante recebido é novamente incluído nos capitais próprios atribuíveis aos accionistas.

2.14. Empréstimos e Descobertos Bancários

Os empréstimos obtidos são inicialmente reconhecidos ao justo valor, líquido de custos de transacção incorridos. Os empréstimos são subsequentemente apresentados ao custo amortizado; qualquer diferença

entre os recebimentos (líquidos de custos de transacção) e o valor a pagar são reconhecidos na demonstração dos resultados ao longo do período do empréstimo, utilizando o método da taxa efectiva.

Os empréstimos obtidos são classificados no passivo corrente, excepto se o Grupo possuir um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, doze meses após a data do balanço, sendo neste caso classificado no passivo não corrente.

Os custos com juros relativos a empréstimos obtidos são registados na rubrica de custo líquido de financiamento na demonstração de resultados.

2.15. Fornecedores e Outras Contas a Pagar

As contas a pagar a fornecedores e outros credores são registadas pelo seu valor nominal, na medida em que se tratam de valores a pagar de curto prazo.

2.16. Provisões

São constituídas provisões no balanco sempre que: i) o Grupo tenha uma obrigação presente, legal ou construtiva, resultante de um acontecimento passado; ii) seja provável que uma diminuição, razoavelmente estimável, de recursos incorporando benefícios económicos será exigida para liquidar esta obrigação e; iii) que o seu valor seja fiávelmente estimável. As provisões são revistas à data do balanço e ajustadas para reflectir a melhor estimativa corrente. Se deixar de ser provável que uma diminuição de recursos que incorporem benefícios económicos, seja necessária para liquidar a obrigação, a provisão é revertida.

2.17. Rédito e Especialização de Exercícios

O rédito é registado na demonstração de resultados e compreende os montantes facturados na venda de produtos e na prestação de serviços, líquidos do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e descontos, depois de eliminar as transacções intra-grupo.

Os proveitos decorrentes da venda de produtos são reconhecidos na demonstração consolidada dos resultados quando os riscos e benefícios inerentes à posse dos activos são transferidos para o comprador e o montante dos proveitos possa ser razoavelmente quantificado.

Os proveitos decorrentes da prestação de serviços são reconhecidos na demonstração de resultados com referência à fase de acabamento da prestação de serviços à data do balanço.

As garantias de equipamentos vendidos são suportadas pelos fornecedores das marcas representadas.

Os juros e proveitos financeiros são reconhecidos de acordo com o princípio da especialização dos exercícios e de acordo com a taxa de juro efectiva aplicável.

Os custos e proveitos são contabilizados no período a que dizem respeito, independentemente da data do seu pagamento ou recebimento. Os custos e proveitos cujo valor real não seja conhecido são estimados.

Os custos e os proveitos imputáveis ao período corrente e cujas despesas e receitas apenas ocorrerão em períodos futuros, bem como as despesas e as receitas que já ocorreram, mas que respeitam a períodos futuros e que serão imputadas aos resultados de cada um desses períodos, pelo valor que lhes corresponde, são registados nas rubricas de 'Outros Activos Correntes' e 'Outros Passivos Correntes'.

2.18. Impostos sobre o rendimento

O imposto sobre o rendimento do exercício é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na consolidação e considera a tributação diferida.

O imposto corrente sobre o rendimento é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na consolidação, de acordo com as regras fiscais em vigor no local da sede de cada empresa do grupo.

Os impostos diferidos são calculados com base no método da responsabilidade de balanço e reflectem as diferenças temporárias entre o montante dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os seus respectivos montantes para efeitos de tributação.

3. GESTÃO DO RISCO FINANCEIRO

As actividades do Grupo estão expostas a uma variedade de factores de risco financeiro: risco de crédito, risco de liquidez e risco da taxa de juro

3.1. Risco de crédito

O Grupo tem como Clientes principais grandes empresas nos sectores Bancário, Seguros, Telecomunicações e Indústria, Comercio e Serviços sendo o prazo médio de recebimentos efectivo de aproximadamente 40 dias.

O Grupo optou, dada a sua carteira de Clientes por considerar o risco de crédito diminuto, não seguindo uma política de atribuição de limites de crédito aos seus Clientes.

Em limite o risco equivale ao valor de Clientes existentes e evidenciado no Balanço.

3.2. Risco de liquidez

A gestão do risco de liguidez implica a manutenção de saldos financeiros suficientes, facilidade na obtenção de fundos através de linhas de crédito adequadas. Relacionado com a dinâmica dos negócios subjacentes, a tesouraria do Grupo pretende manter a flexibilidade da dívida flutuante, mantendo as linhas de crédito disponíveis.

3.3. Risco da taxa de juro

O Grupo utiliza empréstimos como meio de financiamento de suporte às suas actividades, sendo afectado por variações da taxa de juro no cálculo desses encargos. A Administração não considera economicamente necessária a implementação de uma política de gestão de risco de taxa de juro.

Considerando as taxas de juro praticadas em 31/12/2009, uma variação da taxa de referência de 0,5% teria o sequinte impacto

Analise
Sensibilidade
Variação
Encargos
Acréscimo 0,50% 251.509
Diminuição $-0.50%$ $-251.509$

4. ESTIMATIVAS CONTABILÍSTICAS E PRESSUPOSTOS CRÍTICOS

A preparação das demonstrações financeiras em conformidade com o normativo contabilístico internacional requer o uso de estimativas e pressupostos definidos pela Administração que afectam as quantias reportadas de activos e passivos, assim como as quantias reportadas de proveitos e custos durante o período de relato.

O Conselho de Administração baseou-se no melhor conhecimento e experiência de eventos passados e/ou correntes e em pressupostos relativos a eventos futuros para determinar as estimativas contabilísticas, que a seguir se identificam mais relevantes:

4.1. Imparidade dos Valores a Receber

Os valores recuperáveis das unidades geradoras de fluxos de caixa foram calculados de acordo com o seu valor em uso. Estes cálculos requerem o uso de estimativas.

4.2. Protótipos

Os protótipos resultam da aplicação nos contratos celebrados com os Clientes de conhecimentos desenvolvidos no Grupo Reditus, sob a forma de reengenharia de processos administrativos, novos processos administrativos ou aplicações informáticas orientadas para o cliente, cujo reconhecimento é registado ao longo do período de duração dos mesmos. Todos os protótipos têm suporte documental e reflectem uma estimativa quanto à sua capacidade de gerarem fluxos de caixa em exercícios futuros.

Procedemos à avaliação dos prazos de vida útil dos activos intangíveis registados, quanto à sua capacidade para manterem benefícios futuros. Atendendo aos proveitos verificados, à margem dos projectos e à renovação dos contratos que suportam os referidos protótipos, adequámos o prazo para o reconhecimento dos custos, reajustando-o para os protótipos em que seja evidente tal aplicação.

4.3. Impostos Diferidos

O Grupo contabiliza impostos diferidos activos com base nos prejuízos fiscais existentes à data de balanço e no cálculo de recuperação dos mesmos assim como ajustamentos não aceites fiscalmente e ainda decorrentes dos ajustamentos necessários feitos em títulos e aplicações financeiras. Estes cálculos requerem o uso de estimativas.

4.4 Reconhecimento do rédito

O reconhecimento do rédito pelo Grupo inclui análises e estimativas da gestão no que concerne à fase de acabamento dos projectos em curso à data da informação financeira os quais podem vir a ter um desenvolvimento futuro diferente do orçamentado à presente data.

5. INFORMAÇÃO POR SEGMENTO

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os resultados por segmento de negócio eram como segue:

31 de Dezembro de 2009

BPO ITC ITO Engenharia e
Mobilidade
Total Reditus
Vendas e Prestação de Serviços 16 842 223 33 387 961 49 155 335 4 862 387 104 247 906
Outros Rendimentos e Ganhos Operacionais 78 072 1513190 539 313 827 390 2 957 965
Total dos Proveitos Operacionais 16 920 296 34 901 151 49 694 648 5 689 776 107 205 871
Amortizações, Depreciações, Provisões e Ajust 1 144 811 818 999 1.108.721 655.105 3727636
Resultado Operacional 899 894 2 571 114 3 388 252 130 111) 6729149
Réditos de Juros 662 588
Gastos de Juros 4 245 338
Resultados antes de Impostos 3 146 399
Imposto sobre o Rendimento 2 0 34 9 85
Resultado do exercício antes de Interesses Minoritários 1 111 414
Interesses Minoritários 30 442)
Resultado Líquido do Exercício 1 141 856

31 de Dezembro de 2008

BPO ITC ITO Engenharia e
Mobilidade
Total Reditus
Vendas e Prestação de Serviços 14 743 560 12 706 934 23 883 680 7911883 59 246 057
Outros Rendimentos e Ganhos Operacionais 2 2 2 7 4 6 1 153 371 845 273 93 018 3 3 1 9 1 2 3
Total dos Proveitos Operacionais 16.971.021 12.860.305 24.728.953 8 004 901 62 565 180
Amortizações, Depreciações, Provisões e Ajust 1.866.211 992 435 943.112 633 866 4 4 3 5 6 2 4
Resultado Operacional 188.789 215.025 4.084.785 272 135 4760733
Réditos de Juros 590 731
Gastos de Juros 4 130 826
Resultados antes de Impostos 1 220 638
Imposto sobre o Rendimento 545 019
Resultado do exercício antes de Interesses Minoritários 675 619
Interesses Minoritários 49 34 6
Resultado Líquido do Exercício 626 273

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os activos e passivos por segmentos de negócio eram como segue:

31 de Dezembro de 2009

BPO ITC ITO Engenharia e
Mobilidade
Total Reditus
Activo 22 839 128 26 149 287 89 040 635 5748775 143.777.826
Passivo 19 827 151 22 34 7 8 7 0 74 754 708 5977819 122 907 548
Investimento em activos fixos 1404635 725927 1 080 994 91 767 3 3 0 3 3 2 2
Investimento em activos tangíveis 1402885 714 727 1 0 5 2 6 7 2 90 017 3 260 300
Investimento em activos intangíveis 1750 11 200 28 3 22 1750 43 0 22

31 de Dezembro de 2008

Engenharia e
BPO ITC ITO Mobilidade Total Reditus
Activo 14 742 316 18 160 605 89 588 396 7 571 026 130 062 343
Passivo 22 189 253 16 57 2 0 8 8 63 514 084 7 258 535 109 533 960
Investimento em activos fixos 2 597 806 515056 681867 74 831 3869560
Investimento em activos tangíveis 455 381 515056 438 272 72621 1481330
Investimento em activos intangíveis 2 142 425 243 595 2 2 1 0 2 3 8 8 2 3 0

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os resultados por segmento geográfico eram como segue:

31 de Dezembro de 2009

Portugal Franca Angola Total Reditus
Vendas e Prestação de Serviços 92 948 107 8769478 2 530 321 104 247 906
Outros Rendimentos e Ganhos Operacionais 2634864 104 370 218 731 2957965
Total dos Proveitos Operacionais 95 582 971 8 873 848 2 749 052 107 205 871
Amortizações, Depreciações, Provisões e Ajust 3 4 2 5 7 3 5 166 231 135 670 3727636
Resultado Operacional 7 093 686 398 441) 33 904 6729149
Réditos de Juros 662 588
Gastos de Juros 4 245 338
Resultados antes de Impostos 3 146 399
Imposto sobre o Rendimento 2 0 34 9 85
Resultado do exercício antes de Interesses Minoritários 1 111 414
Interesses Minoritários (30442)
Resultado Líquido do Exercício 1 141 856

RELATÓRIO E CONTAS CONSOLIDADO 2009

31 de Dezembro de 2008

Portugal Franca Angola Total Reditus
Vendas e Prestação de Serviços 51 634 978 6 660 194 950 885 59.246.057
Outros Rendimentos e Ganhos Operacionais 3 222 100 72 589 24 4 35 3.319.123
Total dos Proveitos Operacionais 54 857 078 6732783 975 320 62.565.180
Depreciações, amortizações e provisões 3 931 825 467911 35 888 4.435.624
Resultado operacional 4 275 393 462735 22 606 4.760.733
Réditos de Juros 590 731
Gastos de Juros 4 130 826
Resultados antes de Impostos 1 220 638
Imposto sobre o Rendimento 545 019
Resultado do exercício antes de Interesses Minoritários 675 619
Interesses Minoritários 49 346
Resultado Líquido do Exercício 626 273

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, os activos e passivos por segmento geográfico são como segue:

31 de Dezembro de 2009

Portugal Franca Angola Total Reditus
Activo 137 866 543 4 8 6 1 5 7 4 1 049 708 143 777 826
Passivo 118 762 472 3 121 420 1 023 656 122 907 548
Investimento em activos fixos 3 166 234 137 089 3 303 322
Investimento em activos tangíveis 3 123 212 137 089 3 260 300
Investimento em activos intangíveis 43 0 22 43 0 22

31 de Dezembro de 2008

Portugal Franca Angola Total Reditus
Activo 124 191 465 4 972 104 898 774 130.062.343
Passivo 107 170 658 1 471 451 891 851 109.533.960
Investimento em activos fixos 3793785 62 120 13655 3.869.560
Investimento em activos tangíveis 1 405 555 62 120 13655 1.481.330
Investimento em activos intangíveis 2 386 0 20 2 2 1 0 2.388.230

6. EMPRESAS INCLUIDAS NA CONSOLIDAÇÃO

Em 31 de Dezembro de 2009, as empresas do Grupo incluídas na consolidação e as suas respectivas sedes, capital social, proporção do capital detido e segmentos eram as seguintes:

$\%$
Capital Capital Segmento
Empresa Holding e Empresas Filiais Sede Social Detido Segmento Negócio Geográfico
Reditus SGPS, SA Lisboa 44.630.250 €
Reditus Gestão Sociedade Gestora Participações Sociais, SA Lisboa 5.000.000 € 100%
Inter Reditus Prestação Integrada de Serviços Informáticos, SA Lisboa 750.000€ 100% IT Outsourcing Portugal
Redware Sistemas de Informação, SA Lisboa 500.000€ 100% BPO Portugal
Redware Centros de Serviços, SA Castelo Branco 50.000€ 100% BPO Portugal
Reditus II Telecomunicações, SA Lisboa 50.000€ 100% IT Consulting Portugal
J. M. Consultores de Informática e Artes Gráficas. SA Alfragide 500.000€ 68% Sistemas de Eng. e Mob. Portugal
Reditus Imobiliária. SA Lisboa 1.750.000 € 100% Suporte Portugal
Caleo, SA Franca 1.200.000 € 55% Sistemas de Eng. e Mob. Franca
BCCM, Inovação Tecnológica, Lda Alfragide 250.000€ 100% Sistemas de Eng. e Mob. Portugal
Tecnidata IF Investimentos Financeiros SGPS, S.A. Oeiras 16.250.000 € 100% Suporte Portugal
Tecnidata SI Serviços e Equipamentos de Informática, S.A. Oeiras 1.200.000 € 100% IT Outsourcing Portugal
Tecnidata BC Business Consulting, Soluções de Software, S.A. Oeiras 150.000€ 100% IT Outsourcing Portugal
ROFF Consultores Independentes, S.A. Oeiras 50.000€ 100% IT Consulting Portugal
Tecnidata BMT Business Management Tecnologies, S.A. Oeiras 150.000€ 100% IT Outsourcing Portugal
Tecnisuporte Sistemas Informáticos S.A. Oeiras 50.000€ 100% Suporte Portugal
ALL2IT Infocomuncações, S.A. Oeiras 700.000€ 100% IT Outsourcing Portugal
Roff Global Franca 37.000€ 80% IT Consulting Franca
Roff Tec Angola 917€ 80% IT Consulting Angola
Roff - SDF, Lda Covilhã 5.000€ 80% IT Consulting Portugal
Partblack, SA a) Alfragide 50.000€ 100% IT Outsourcing Portugal

a) Esta empresa foi adquirida por 7.500.000 euros e contribuiu com um activo de 10.037.266 euros e com um Resultado Liquido no montante de 211.800 euros para o consolidado.

7. ACTIVOS FIXOS TANGÍVEIS

7.1. Movimentos ocorridos nas rubricas dos Activos Fixos Tangíveis e nas respectivas Amortizações:

Activo Bruto

Saldo em
31/12/2008
Aumentos e
Reavaliações
Abates e
Alienações
Correccoes e
Transf.
Saldo em
31/12/2009
Terrenos e recursos naturais 2 833 935 2 833 935
Edifícios outras construções 10 401 684 272 403 10 674 087
Equipamento básico 4 870 499 896 283 20 678) 6 506 5752610
Equipamento de transporte 2 055 924 590 414 81 367) 59 950) 2 505 021
Ferramentas e utensílios 94 853 61 483 156 336
Equipamento administrativo 2698403 671496 12 085) 2 7 69) 3 355 046
Outras imobiliz. corpóreas 2 452 840 509 479 10 180) 195) 2 951 944
Imobilizações em curso 126 259 258 741 1359 383 642
25 534 397 3 260 300 125 669) 56 408) 28 612 621

Amortizações Acumuladas:

Saldo em Abates e Correcções e Saldo em
31/12/2008 Aumentos Alienações Transf. 31/12/2009
Edifícios outras construções 691 021 197 060 370 888 451
Equipamento básico 4 182 374 661 908 17 556) 9 8 6 9) 4 816 857
Equipamento de transporte 1 312 884 381747 42 698) 59 951) 1 591 982
Ferramentas e utensílios 82 914 6839 89 754
Equipamento administrativo 1996 691 232 575 14 915) 4 6 7 4 ) 2 209 677
Outras imobiliz. corpóreas 2 183 059 117851 194) 2 300 715
10 448 943 1597980 75 169) 74 318) 11 897 436

7.2. Activos em Locação Financeira

O Grupo detém diversos activos sob o regime de locação financeira que estão afectos a sua actividade operacional. No final do contrato, o Grupo poderá exercer a opção de compra desse activo a um preço inferior ao valor de mercado. Os pagamentos de locação financeira não incluem qualquer valor referente a rendas contingentes.

De seguida apresentamos a composição dos bens adquiridos em regime de locação financeira e os seus respectivos valores líquidos:

Valor Bruto Amortizações
Acumuladas
Valor Líquido
Edificios 13 406 201 881 601 12 524 600
Equipamento Informático 1 193 907 939 169 254 737
Equipamento Administrativo 1 503 412 256 804 1 246 608
Viaturas 1 475 374 835 737 639 637
17 578 894 2913311 14 665 582

7.3 Reavaliações

O Grupo regista os terrenos e edifícios afectos à actividade operacional ao valor de mercado, apurado por entidades especialistas e independentes. Em 31 de Dezembro de 2009, a Reditus detinha um imóvel em Alfragide (terreno e edifício), fracções de um edifício em Lisboa e um imóvel na Quinta do Lambert.

O valor dos imóveis do Grupo ascendia em 31 de Dezembro de 2009 a 12.578.492 euros. A discriminação dos imóveis e os seus respectivos valores é a que consta do quadro seguinte:

Valor de Valor de Amortização
Aquisição Reavaliação Acumulada Justo Valor
Fracções do Edifício em Lisboa 2 400 000 294 979 294 979 2 400 000
Edifício em Alfragide (inclui terreno) 6 017 250 5 255 573 532 730 10 740 093
Edifício Roff 266 108 45 709 45 709 266 108
8 683 358 5 596 261 873 418 13 406 201

As fracções do edifício em Lisboa foram adquiridas através de um contrato de leasing em 30 de Dezembro de 2002 por um prazo de 15 anos pelo montante de 2.400.000 euros.

O edifício de Alfragide foi adquirido em Junho de 2006 pelo montante de 6.017.250 euros e foi reavaliado em mais 5.255.573 euros pela entidade Aquirre Newman Portugal pelo método do "Discounted Cash-flow".

Esta aquisição foi feita através de um contrato de leasing em 7 de Junho de 2006 por um prazo de 15 anos pelo valor de 6.017.250 euros.

8. GOODWILL

A informação relativa ao goodwill, com referência ao exercício findos em 31 de Dezembro de 2009, pode ser analisada como segue:

Valor de
Aquisição
Amortização
Acumulada
Valor Líquido
Caleo, SA 2939957 661 977 2 277 980
BCCM 713 405 713 405
Roff - Consultores Independentes, S.A. ("Roff") 13 099 670 13 099 670
Roff Tec 14 910 14 910
Roff Global 220 677 220 677
NCIT - Serviços e Tecnologias de Informação, S.A. 672 361 672 361
Tecnisuporte, Sistemas Informáticos, S.A. 221 963 221 963
Tecnidata SI - Serviços e Equipamentos de Informática, S.A 7 092 367 7 092 367
Tecnidata BC - Business Consulting, Soluções de Software, S.A. 5 249 838 5 249 838
ALL 2 It - Infocomunicações, S.A. 17 403 305 17 403 305
Partblack 15 282 768 15 282 768
62 911 221 661 977 62 249 244

O goodwill foi objecto de avaliação de imparidade pelo método do "Discounted Cash-flow" pelo Professor Dr. Rui Alpalhão. Nesse contexto, procedeu-se a análise do valor do negócio, actualizando, à data de referência, o valor dos cash-flows projectados num horizonte de 5 anos, considerando o plano de negócios estabelecido pela administração do Grupo, as perspectivas do sector de actuação, além de aspectos macroeconómicos. A taxa de crescimento nominal utilizada na perpetuidade foi de 2,0%.

Dependendo do negócio foi utilizada a taxa de desconto entre 9,5% e 12,9% construída utilizando o Beta de mercado, um prémio de risco de mercado, o custo de dívida médio do Grupo, e target de gearing de 20%.

Conforme referido na nota 2.5.1, o goodwill resultante da concentração de actividades é registado como activo e não é sujeito a amortização. Sempre que existam indícios de uma eventual perda de valor e, pelo menos, no final de cada exercício, os valores de goodwill são sujeitos a testes de imparidade. Até à data não se verificaram quaisquer perdas de imparidade.

O goodwill apurado pela aquisição da Partblack, deriva do valor dispendido na compra, acrescido do capital próprio da sociedade afectado pela incorporação do valor do goodwil registado no activo da própria sociedade adquirida.

9. OUTROS ACTIVOS FIXOS INTANGÍVEIS

9.1 Movimentos ocorridos nas rubricas dos Outros Activos Fixos Intangíveis e nas respectivas Amortizações:

Activo Bruto:

Saldo em
31/12/2008
Aumentos Abates e
Alienações
Correcções e
Transf.
Saldo em
31/12/2009
Despesas de desenvolvimento 10 778 819 43 277) 1 310 961 12 046 503
Prop. industrial e outros direitos 315 003 43 0 22 358 025
Outras imobilizações incorpóreas 105 841 105 841
Imobilizações em curso
11 199 663 43 0 22 43 277) 1 310 961 12 510 369

Amortizações Acumuladas:

Saldo em
31/12/2008
Aumentos Abates e
Alienacões
Correcções e
Transf.
Saldo em
31/12/2009
Despesas de desenvolvimento 5778795 1 204 709 1 319 860 8 303 364
Prop. industrial e outros direitos 238 810 42 969 281 779
Outras imobilizações incorpóreas 105 841 49 576) 56 265
Imobilizações em curso
6 123 446 1 247 678 49 576) 1 319 860 8 641 408

9.2 Protótipos

O valor líquido da rubrica 'Despesas de Desenvolvimento' à data de 31 de Dezembro de 2009, ascendeu a 3.703.032 euros, e diz respeito, maioritariamente, a despesas incorridas com os protótipos elaborados anteriormente ao arranque dos vários serviços adjudicados à Reditus.

O valor dos protótipos por área de negócio, era como segue:

Despesa
Capitalizada
Acréscimos Amortização
Acumulada
Valor Líquido
BPO 6 231 730 3 068 030 3.163.700
IT Outsourcing 786 417 276 149 510.268
IT Consulting 352 538 323 473 29.064
7 370 685 3 667 652 3703032

No quadro abaixo indicamos a discriminação dos protótipos:

Despesa Amortização
Designação Capitalizada Acumulada
Crédito Habitação 724 890 585 848
Aplicação SAS e Siebel 352 538 315 237
GO (Gestão do Outsourcing) 857 183 649 282
Telecomunicações 687 307 487 574
Office Printing 76 822 48 014
Economato 41 340 29 213
SGQ (Sistema Gestão Qualidade) 769 279 417 264
Desktop Management Light 60 000 30 000
Gestão Administrativa Integrada 299 873 134 943
DARS 406 000 121 800
Penhoras e Habilitação Herdeiros 284 000 56 800
Navigium 225 000 67 500
Help-desk e Manutenção Parque Informático 193 595 48 399
Backoffice Cartões 275 000 64 167
Distrates 130 000 30 333
Rollout 50 000 10 833
RedBox 620 868 124 174
Arquivo 1 116 557 111 656

10. OUTROS INVESTIMENTOS FINANCEIROS

Em 31 de Dezembro de 2009, esta rubrica, cujo saldo ascendia 17.764 euros, refere-se a cauções de Clientes prestadas à Empresa.

11. ACTIVOS E PASSIVOS POR IMPOSTOS DIFERIDOS

Os impostos diferidos activos e passivos são atribuíveis às seguintes rubricas:

Activos Passivos Valor Líquido
2009 2008 2009 2008 2009 2008
Ajustamentos a) 383 300 685 145 383 300 685 145
Prejuízos fiscais reportáveis b) 549 880 1 053 122 1 549 880 1 053 122
Reservas de reavaliação c) 803 184 648 308 803 184) 648 308)
Outros d) 2 1 7 0 908 392 362 587 908 392) 360 417)
Imp. diferidos activos/ (passivos) líg. 933 180 1740438 1711576 2 010 895 221 604 270 457)

a) Estes ajustamentos referem-se essencialmente a perdas por justo valor de títulos e aplicações financeiras. A variação desta rubrica deve-se à anulação de activos para impostos diferidos relativos a ajustamentos de cobrança duvidosa, cuja recuperação fiscal é improvável.

Ano de
Prejuízo
Fiscal
Ano Limite
para Dedução
Valor do
Prejuizo
Valor da
Dedução
2004 2010 22 114 5529
2005 2011 1705381 426 345
2006 2012 164 060 41 0 15
2008 2014 1 085 773 271 443
2009 2015 3 2 2 1 8 9 805 547
6 199 518 1 549 880

b) Os prejuízos fiscais reportáveis são os seguintes:

c) O valor relativo a reservas de reavaliação, diz respeito à reavaliação do edifício Reditus, em Alfragide, pelo montante de 3.493.404 euros em que 3.030.883 euros vão ser sujeitos a amortizações não aceites fiscalmente (803.184 euros)

d) O valor registado em passivos para impostos diferidos no valor de 908.392 euros resulta do montante ainda não reconhecido fiscalmente dos proveitos relacionados com o acordo celebrado entre BCP e a Tora em 2004. Este valor está a ser reconhecido em 8 anos, prazo de vigência do contrato. O valor transferido para imposto corrente no exercício de 2009 ascendeu a 454.196 euros.

12. INVENTÁRIOS

Em 31 de Dezembro de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, os inventários tinham a seguinte composição

2009 2008
Matérias primas e consumíveis 219889 345 171
Produtos acabados 2852
Mercadorias 1 0 7 1 0 6 3 890 399
1 290 952 1 238 421

13. CLIENTES

Em 31 de Dezembro de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, esta rubrica tinha a seguinte composição:

2009 2008
Clientes Correntes 39 239 654 26 590 047
Clientes de Cobranças Duvidosas 120 819 121 967
39 360 472 26 712 014

A rubrica "Clientes Correntes" inclui as facturas dos Clientes que foram cedidas às empresas de factoring, no valor de 1.975.444 euros, e cujo adiantamento se encontra reflectido em outros empréstimos obtidos.

14. OUTRAS CONTAS A RECEBER

Em 31 de Dezembro de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, a rubrica "Outras Contas a Receber" é composta como segue:

2009 2008
Estado e Outros Entes Públicos 4 856 410 2 921 520
Empresas do Grupo e Participadas 17 457 17 457
Outros accionistas 46 920 46 920
Adiantamentos a fornecedores 50 434 615938
Outros Devedores 4 865 935 4 894 583
9 837 156 8 496 419

A rubrica de "Outros Devedores" foi reexpressa em 2008 na sequência do ajustamento de 1.214.825 euros que resulta de um erro ocorrido em períodos anteriores decorrente da Administração ter considerado incorrectamente como recuperáveis, um conjunto de saldos de natureza devedora que se revelaram não recebíveis, razão pela qual foi decidido proceder à sua correcção na informação comparativa apresentada nas demonstrações financeiras, conforme prevista na IAS 8 - Políticas contabilísticas, Alterações nas estimativas contabilísticas e Erros, i.e. através da reexpressão das quantias comparativas para os períodos anteriores.

15. OUTROS ACTIVOS CORRENTES

Em 31 de Dezembro de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, a rubrica de outros activos correntes era composta como segue:

2009 2008
Acréscimos de proveitos
Juros a Receber 115 741
Facturação a emitir 196 809 285 174
Outros acréscimos de proveitos 1 581 274 255 790
1778083 656 705
Custos diferidos
Obras 104 234 13 901
Rendas 85 279 122 228
Outros custos diferidos 2 2 8 1 7 2 1 2 5 2 1 4 4 8
2 471 234 2 657 577
4 249 317 3 3 1 4 2 8 2

A principal variação na rubrica de "Outros acréscimos de proveitos" reflecte maioritariamente a especialização de contas no exercício.

A rubrica de "Outros custos diferidos" espelha a especialização dos custos referentes ao projecto do arquivo Benavente.

16. CAIXA E EQUIVALENTES

Em 31 de Dezembro de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

2009 2008
Outros títulos negociáveis 9897 610 894
Depósitos bancários 3753062 20 400 416
Activos financeiros pelo justo valor 363 981 353 148
Caixa 128 655 50 399
4 255 595 21 414 857

As rubricas de "Outros títulos negociáveis" e "Activos financeiros pelo justo valor" são valorizadas na data do Balanço, ao mais baixo do custo de aquisição ou do mercado, o movimento verificado na conta Activos financeiros pelo justo valor refere-se exclusivamente a variações do Justo Valor.

17. CAPITAL PRÓPRIO

Durante o primeiro exercício de 2009, os movimentos ocorridos nas rubricas de capital próprio foram como segue:

Saldo em
31/12/2008
Aplicação
Result 2008
Result Lig do
Exerc
Outros Saldo em
31/12/2009
Capital nominal a) 44 630 250 44 630 250
Acções (quotas) Próprias b) 173 245) 962 112) (1135357)
Reservas não distribuíveis c) 9 909 342 24 642 9 9 3 9 9 8 4
Reservas distribuíveis 1 522 269 1 522 269
Ajust. ao valor de Activos Fin. d) ( 2 739 943) 2 2 3 8 1 8 0 501 763)
Excedentes de valorização de activos fixos e) 3 542 425 (43082) 3 499 343
Resultados acumulados f) 37 190 634) 626 273 (1988 444) 38 552 805)
Resultado Líquido do período 626 273 626 273) 1 141 856 1 141 856
20 126 737 1 141 856 730 816) 20 537 777

a) O Capital Social da Reditus é de 44.630.250 euros representado por 8.926.050 acções ao portador de valor nominal de 5 euros cada, que se encontravam em 31 de Dezembro de 2009 cotadas no mercado oficial da Euronext Lisboa.

b) A 31 de Dezembro de 2008, a Reditus S.G.P.S. detinha em carteira 49.327 acções próprias, representativas de 0,55% do seu capital social

No dia 23 de Fevereiro de 2009, a Reditus SGPS celebrou um Contrato de Liquidez com a Lisbon Brokers Sociedade Corretora, S.A., do qual decorreu a compra de 36.137 acções próprias ao preço médio de 7,12 euros e a venda de 7.282 ao preço médio de 6,97 euros.

No dia 29 de Junho de 2009, a Reditus SGPS procedeu à aquisição, através de operação fora de bolsa, de 104.428 acções próprias ao preço unitário de 7,20 euros.

A 31 de Dezembro de 2009, a Reditus S.G.P.S. detinha em carteira 182.610 acções próprias, representativas de 2,05% do capital social.

c) O aumento das reservas distribuíveis em 24.642 euros deve-se à aplicação dos resultados de 2007.

d) O Ajustamento ao valor de activos financeiros no montante de 2.238.179 euros deve-se à reclassificação para resultados transitados dos valores efectivamente realizados, dado que as empresas em questão já não existem.

e) A diminuição verificada nos excedentes de valorização de activos fixos de 43.082 resulta da diferença entre a amortização do excedente de revalorização e o reforço da revalorização do período.

f) Os resultados transitados de 2008 foram reexpressos na sequência do ajustamento de 1.214.825 euros que resulta de um erro ocorrido em períodos anteriores decorrente da Administração ter considerado incorrectamente como recuperáveis, um conjunto de saldos de natureza devedora que se revelaram não recebíveis, razão pela qual foi decidido proceder à sua correcção na informação comparativa apresentada nas demonstrações financeiras, conforme prevista na IAS 8 – Políticas contabilísticas, Alterações nas estimativas contabilísticas e Erros, i.e. através da reexpressão das quantias comparativas para os períodos anteriores.

A diminuição verificada no exercício de 2009 em resultados transitados de 1.988.444 euros corresponde à soma da variação verificada nos excedentes de valorização de activos fixos (conforme a alínea e)), acrescido da realização dos excedentes de valorização por força das depreciações dos imóveis.

18. INTERESSES MINORITÁRIOS

Em 31 de Dezembro de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, os interesses minoritários estavam assim representados:

% Interesses Valor Balanco Resultados Atribuídos
2009 2008 2009 2008 2009 2008
J M. Consultores Inf. Artes Gráficas, SA 32% 32% 517 615) 474 880) 2 3 4 1 ) 45 193)
Caleo, SA 45% 45% 703 944 866 104 162 160) 62 641
Roff Angola 20% 20% 5 2 1 1 1 3 8 5 3 1 3 5 2010
Roff Franca 20% 20% 16 154 9038 7 1 1 6 29 888
Roff SDF 20% 124 807 123 807
332 501 401 647 30 442) 49 346

19. EMPRÉSTIMOS E DESCOBERTOS BANCÁRIOS

Em 31 de Dezembro de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, os empréstimos obtidos tinham a seguinte composição:

2009 2008
Não Correntes
Empréstimos Bancários 19 130 401 13 583 958
Contas Correntes Caucionadas 435 826
Descobertos Bancários 2 2 6 3 8 8 4
Papel comercial 1 500 000 1865030
20 630 401 18 148 698
Correntes
Empréstimos Bancários 8 474 546 4 742 420
Descobertos Bancários 6 635 029 74 925
Livranças 2 245 000
Contas Correntes Caucionadas 11 446 041 3 380 000
Factoring 1975444
Papel comercial 500 000
31 276 061 8 197 345
51 906 461 26 346 043

No exercício de 2009, o prazo de reembolso dos empréstimos é como se segue:

Menos de 1 Entre 1 e 5
Total ano anos
Empréstimos Bancários 27 604 947 8 474 546 19 130 401
Descobertos Bancários 6 635 029 6 635 029
Livranças 2 245 000 2 245 000
Contas Correntes Caucionadas 11 446 041 11 446 041
Factoring 1975444 1 975 444
Papel comercial 2 000 000 500 000 1 500 000
51 906 461 31 276 061 20 630 401

O Papel Comercial reflecte um programa de emissão no valor de 2.000.000 euros iniciado em Maio de 2008 organizado por uma entidade financeira por um período de 5 anos.

Os empréstimos estão indexados à taxa Euribor, nos prazos de 30 dias, 3 meses, 6 meses e 12 meses, e apresentam prazos de vencimento de 6 meses, 12 meses, 24 meses, 36 meses e 5 anos e vencem juros a taxas normais de mercado para operações similares.

20. OUTRAS CONTAS A PAGAR

Em 31 de Dezembro de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, a rubrica de outras contas a pagar tinha a seguinte composição:

2009 2008
Não Correntes
Empréstimos por obrigações 311 417
Estado e Outros Entes Públicos 708 538 1 248 475
708 538 1 559 892
Corrente
Empréstimos por obrigações 311 417 306 038
Outros accionistas 2743787 43 287
Adiantamentos de Clientes 144 139
Out Emp Obtidos 3 262 283
Fornecedores de imob. c/c 193 609
Estado e Outros Entes Públicos 5718714 4 823 018
Outros Credores 11 426 424 18 264 844
20 393 951 26 843 607
21 102 489 28 403 499

A rubrica de "Outros credores" reflecte essencialmente o valor em dívida a 31 de Dezembro de 2009 referente à aquisição da Partblack, a regularizar a partir do final do 1º trimestre de 2010.

20.1 Empréstimos Obrigacionistas

Encontra-se registado um montante de 311.417 euros resultante dos empréstimos obrigacionistas Reditus 91 e Reditus 93, dos financiamentos para aquisição de participações e imobilizado.

Em Assembleia Geral de Obrigacionistas realizada em 1 de Março de 1999 foi aprovado que os juros relativos aos três primeiros exercícios contados a partir de 2 de Março de 1999 seriam, como aconteceu com os respeitantes aos anteriores cinco exercícios, capitalizados no respectivo vencimento e pagos conjuntamente com as prestações de reembolso de capital.

O reembolso do capital seria de acordo com o seguinte plano, que se manteve em vigor no que respeita ao ano de 2008:

  • Ano 2000 Uma prestação de 2,8571% do capital, no dia 2 de Setembro
  • Do ano 2001 a 2004 inclusive Duas prestações de 2,8571% do capital, nos dias 2 de Março e 2 de Setembro.
  • Do ano 2004 a 2007 inclusive Duas prestações de 4,2857% do capital, nos dias 2 de Março e 2 de Setembro.

  • Ano 2008 Uma prestação de 4,2857% do capital, no dia 2 de Março e uma de 7,1429% no dia 2 de Setembro.

  • Do ano 2008 a 2010 inclusive Duas prestações de 7,1429% do capital, nos dias 2 de Março e 2 de Setembro.

20.2 Estado e Outros Entes Públicos

Na rubrica de Estado e Outros Entes Públicos, as responsabilidades estão divididas entre a dívida corrente, relativa aos meses em curso e pagas nos meses seguintes e as responsabilidades que se encontram a ser liquidadas em regime prestacional, como se segue:

2009 2008
Finanças 6892
Segurança Social 708 538 1 297 353
708 538 1 304 244

Em 31 de Dezembro de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, os saldos devedores e credores para com o Estado e Outros Entes Públicos são como se segue:

2009 2008
Saldos Devedores
IRC – A Recuperar 234 972 94 160
IRC - Pagamento por Conta 323 249 218 336
Retenção imposto s/ rend. 3 7 7 1 612
IVA - A Recuperar 4 291 293 2606610
Restantes Impostos 1 3 2 3
Contribuição p/ Seg. Social 1802 1802
4 856 410 2 921 520
Saldos Credores
Corrente
IRC - A Pagar 2 0 2 7 7 3 9 938 004
Retenção imposto s/ rend. 666 361 602898
Retenção imposto s/ rend. - prestacional 6892
IVA - A Pagar 2 356 359 2 499 324
Restantes Impostos 53741 326
Contribuição p/ Seg. Social 614 514 726 697
Contribuição p/ Seg. Social - prestacional 48 878
5718714 4 823 018
Não corrente
Contribuição p/ Seg. Social - prestacional 708 538 1 248 475
6 427 252 6 071 493

21. PASSIVOS POR LOCAÇÃO FINANCEIRA

Em 31 de Dezembro de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, o valor dos Passivos por Locação Financeira era como segue:

2009 2008
Não Correntes
Edifícios 6491055 6817637
Equipamento Administrativo 816862 144 985
Viaturas 259 201 398 268
Equipamento Informático 67781 94 970
7634899 7455861
Correntes
Edifícios 25026 552 102
Equipamento Administrativo 754 728 103 400
Viaturas 284 619 350 233
Equipamento Informático 66883 48 361
1 131 256 1 054 097
8766155 8 509 958

Os prazos das responsabilidades com contratos de locação financeira são como se segue:

Capital em
Divida
31/12/2009
Pagamentos até 1 anos 1 131 256
Pagamentos entre 1 e 5 anos 3 548 420
Pagamentos a mais de 5 anos 4 086 479
8766155

22. FORNECEDORES

Em 31 de Dezembro de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, esta rubrica tinha a seguinte composição:

2009 2008
13 559 468 10 785 181
691 079
1 0 1 7 8 9 0 763 096
14 577 358 12 239 356

23. PROVISÕES E AJUSTAMENTOS

Durante o exercício de 2009, os movimentos das Provisões e Ajustamentos foram como segue:

Saldo em
31/12/2008
Aumentos Abates Saldo em
31/12/2009
Aplicações de tesouraria 1 177 094 11 126) 1 165 968
Clientes cobrança duvidosa 1704 981 305 695) 1 399 285
Depreciação existências 277 332 277 332
Outros devedores cob. duvidosa 108 857 3 2 6 3 112 120
Empresas do Grupo 2 461 456 2 461 456
Outras Provisões 1458 164 100 000 325 031) 1 233 133
Aplicações financeiras 4 105 381 3 179 604) 925 777
11 293 265 103 263 3821456 7 575 072

O ajustamento de Aplicações de Tesouraria resulta do valor de cotação dos títulos em carteira.

O ajustamento de Aplicações Financeiras resulta da anulação das participações financeiras totalmente provisionadas e referentes às sociedades fiscalmente desactivadas.

24. OUTROS PASSIVOS CORRENTES

Em 31 de Dezembro de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, a rubrica Outros Passivos Correntes tinha a seguinte composição:

2009 2008
Acréscimos de Custos
Remunerações a pagar ao pessoal 2615809 2 2 8 4 0 1 3
Juros a liquidar 116 621 96 311
Fornecimento e Servicos Externos 591 240 1643046
Outros acréscimos de custos 1867265 750 973
5 190 935 4 774 343
Proveitos Diferidos
Facturação antecipada 6 179 213 5988469
Projectos em curso 12 240 227 19 803 233
18 419 440 25 791 702
23 610 375 30 566 045

Os projectos em curso decorrem da aplicação do método de percentagem de acabamento.

25. RÉDITOS DAS VENDAS E DOS SERVIÇOS PRESTADOS

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica apresentava a seguinte composição:

2009 2008
BPO 16 842 223 14 743 560
IT Outsourcing 49 155 335 23 883 680
IT Consulting 33 387 961 12 706 934
Sistemas de Engenharia e Mobilidade 4 862 387 7911883
104 247 906 59.246.057

26. OUTROS RENDIMENTOS E GANHOS OPERACIONAIS

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica apresentava a seguinte composição:

2009 2008
Trabalhos para a própria empresa 171 083 2 386 020
Proveitos suplementares 1 046 871 202 102
Subsídios à exploração 12 180 2 3 6 1
Outros prov. e ganhos operacionais 1 727 831 728 640
2957965 3 3 1 9 1 2 3

Os trabalhos para a própria empresa dizem respeito ao desenvolvimento de um sistema de informação e ERP (solução de planeamento de recursos empresariais) que ascendeu em 31 de Dezembro de 2009 a 171.083 euros.

27. MATÉRIAS E SERVIÇOS CONSUMIDOS

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica apresentava a seguinte composição:

2009 2008
Água, electricidade e combustíveis 643 283 709 317
Rendas e alugueres 3 358 080 842 291
Comunicação 1 220 538 551 517
Transportes, desl.e estadias e despesas de repres. 5 080 740 2 121 612
Subcontratos 12 002 077 7 355 125
Trabalhos especializados 3 3 9 7 8 2 5 4 639 565
Honorários 15 987 612 10 308 085
Outros fornecimentos e serviços 2 999 978 1611939
44 690 132 28 139 452

28. GASTOS COM PESSOAL

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica apresentava a seguinte composição:

2009 2009
Remunerações 20 599 979 10 868 250
Encargos sobre Remunerações 3 888 979 2 203 162
Seguro Ac. Trab. e Doenças Profi. 179 004 128 300
Outros Custos com Pessoal 998 550 347 000
25 666 512 13 546 712

28.1 Número Médio de Colaboradores

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, o número médio de trabalhadores ao serviço, por área de negócio, era como segue:

2009 2008
BPO 209 208
IT Outsourcing 285 387
IT Consulting 322 252
Sistemas de Engenharia e Mobilidade 37 36
Áreas de Suporte 55 53
908 936

28.2 Remunerações atribuídas aos membros dos órgãos sociais

As remunerações atribuídas ao Conselho de Administração da Reditus SGPS, SA durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 ascenderam 792.270,02 euros e 1.306.617 euros respectivamente.

O Conselho Fiscal não auferiu de remuneração durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008.

A remuneração total auferida pelo auditor e a outras entidades pertencentes à mesma rede pelos seus serviços às empresas do Grupo Reditus ascendeu em 31 de Dezembro de 2009 a 171.188 euros, os quais se subdividem de acordo com o indicado abaixo:

Serviços de revisão legal de contas
BDO & Associados, SROC 60 500
Auren Auditores & Associados, SROC 33 300
Carvalheda, Plácido & Associados, SROC 37966
131 766
Outros Serviços que não o de revisão legal de contas
BDO & Associados, SROC 18.842
Deloitte & Associados, SROC 20.480
39.322

29. AMORTIZAÇÕES E DEPRECIAÇÕES

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica apresentava a seguinte composição:

2009 2008
Activos Fixos Tangíveis
Edifícios outras construções 197 060 193 956
Equipamento básico 659 353 366 291
Equipamento de transporte 393 540 123 269
Ferramentas e utensílios 6834 6857
Equipamento administrativo 308 576 345 083
Outras imobiliz. corpóreas 119 599 34 373
1684962 1 069 829
Outros Activos Fixos Intangíveis
Custos de desenvolvimento. 1 204 709 1 362 720
Propriedade industrial e outros direitos 42 969 8 3 3 3
1 247 678 1 371 053
2932640 2440882

30. OUTROS GASTOS E PERDAS OPERACIONAIS

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica apresentava a seguinte composição:

2009 2008
Impostos e Taxas 234 855 157 459
Outros 3 0 1 7 4 5 7 893 962
3 2 5 2 3 1 2 1 051 421

$\mathbf{r}$

31. RESULTADOS FINANCEIROS

Os resultados financeiros dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, tinham a seguinte composição:

2009 2008
Custos e Perdas Financeiras
Juros pagos
empréstimos 1.832.071 1079480
contratos de locação 395.980 532 389
factoring 42.647 34 597
mora e compensatórios 460.740 504 358
outros 497.915 334 507
3.229.353 2.485.331
Diferenças de câmbio negativas 135.885 472 353
Outros Custos e Perdas Financeiras 880.101 1 173 143
Ajustamentos aplicações financeiras 82.750 759 073
outros 589.167 414 071
4.245.338 4.130.827
Proveitos e Ganhos Financeiros
Juros Obtidos 96.729 273 010
Ganhos em aplicações de tesouraria 26.328 94 723
Diferenças de câmbio positivas 199.864 114 481
Outros Proveitos e Ganhos Financeiros 339.667 108 517
662.588 590.731
Resultado Financeiro 3 582 750) 3 540 096)

32. IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, esta rubrica apresentava a seguinte composição:

2009 2008
Imposto corrente 2 527 047 991 878
Imposto diferido 492 062) 446 859)
2 034 985 545 019

32.1 Reconciliação da Taxa Efectiva de Impostos

Em 31 de Dezembro de 2009 e 2008, a taxa média efectiva de imposto difere da taxa nominal devido ao sequinte:

2009 2008
Resultados Antes de Impostos 3 146 399 1 220 638
Impostos à taxa de 25% 786 600 323 469
Amortizações e provisões não aceites para efeitos fiscais 526 386 578 283
Multas, coimas, juros compensatórios 120 247 194 350
Correcções relativas ao ano anterior 24 9 26 35 2 26
Tributação Autónoma 466 283 248 181
Reconhecimento de passivos por impostos diferidos 454 196) 454 196)
Outros 564 739 380 294)
Imposto sobre o Rendimento do Exercício 2 0 34 9 85 545 019
Taxa média efectiva de imposto 64,7% 44,7%

33. COMPROMISSOS

As receitas da Reditus respondem pelo serviço da dívida emergente da emissão dos empréstimos obrigacionistas reditus 91 e 93, no montante de 311.417 euros e por um prazo de 12 meses.

À data de 31/12/2009, os compromissos financeiros das empresas do Grupo Reditus que não figuram no balanço referentes a garantias bancárias são como se segue:

Valor (Euros) À ordem de Origem
350 852 IGFSS Garantia de pagamento de processos executivos
2 312 255 DGCI Garantia de pagamento de processos executivos
145 395 Diversos Clientes Bom cumprimento das obrigações contratuais
231 216 Diversos Fornecedores Bom cumprimento das obrigações contratuais

Por último foi celebrado em 27 de Março de 2008 e ratificado em 7 de Abril de 2008 um contrato referente ao acordo celebrado entre a Empresa e um Administrador, com vista a encerrar esta responsabilidade assumida pela Reditus no passado relacionada com um Fundo de Reforma, ficando o Administrador titular de um crédito firme a liquidar pela Empresa.

34. CONTINGÊNCIAS

Em exercícios anteriores foram realizadas inspecções fiscais por parte da Administração Fiscal a empresas do Grupo. Indicam-se sequidamente as situações referentes a cada empresa:

  • Reditus SGPS: A Empresa foi notificada para proceder a correcções em sede de IRC, com referência aos anos de 2004 a 2007. A Empresa apresentou um recurso hierárquico relativamente à liquidação referente a 2004 e apresentou reclamações relativamente às liquidações dos restantes exercícios, estando a aquardar os respectivos desenvolvimentos processuais.

  • Inter Reditus: Foram realizadas inspecções fiscais em sede de IRC relativamente aos anos de 1997 e 1998. A empresa entendeu que as regularizações fiscais não seriam correctas, tendo procedido à sua reclamação, estando nesta data à aguardar os resultados dessas reclamações.

  • Redware: A Empresa foi notificada para proceder a correcções em sede de IVA, com referência ao ano de 2004 e 2005. A Empresa entendeu que as correcções não estavam correctas, tendo apresentado recursos hierárquicos, aos quais aguarda resposta.

A utilização dos prejuízos fiscais reportáveis referentes às empresas adquiridas em 2008 foram objecto de requerimento junto das entidades competentes tendo recebido o deferimento relativo às empresas Tecnisuporte, Sistemas Informáticos S.A. e Tecnidata BC – Business Consulting, Soluções de Software S.A.

35. PARTES RELACIONADAS

Os saldos e transacções de empresas do Grupo com partes relacionadas incluiu transacções comerciais com a Lanifos - Sociedade de Financiamento, Lda, Companhia das Quintas Vinhos, SA, Portuvinus - Wine & Spirits, SA, GTBC, Tora, Canes Venatici e A2M, SA, as quais no exercício de 2009 representaram os sequintes montantes:

2009
Clientes 19.286
Fornecedor 485.882
Prestação de Serviços 16.940
Matérias e Serviços Consumidos 1.998.199

36. DERROGAÇÕES E OUTROS ASPECTOS

A demonstração dos fluxos consolidados, é preparada pelo método directo, excepto quanto às operações da Caleo, entidade sediada em França e que, de acordo com as normativos contabilísticos locais, não prepara esta peca das demonstrações financeiras. Para efeito das demonstrações financeiras consolidadas a informação de fluxos de caixa referente à Caleo é preparada através do método indirecto.

A apresentação da informação financeira de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS/IAS) está reflectida nas contas consolidadas.

As operações realizadas pelo grupo não incorrem em sazonalidade.

37. EVENTOS SUBSEQUENTES Á DATA DO BALANÇO

Como forma de optimização de estruturas e racionalização da oferta, foi decidido fundir a Inter Reditus, Prestação Integrada de Serviços Informáticos, SA e a Tecnidta BC - Business Consulting, Soluções de Software S.A na Tecnidata SI - Serviços e Equipamentos de Informática, S. A., e a Tecnidata BMT -Business Management Tecnologies, S.A. na ALL2IT - Infocomuncações, S.A., o que permitirá às empresas resultante destas fusões, um reforço substancial da capacidade de intervenção no mercado, tanto sob o ponto de vista do aumento da carteira de Clientes, como no que se refere à gama de serviços que passa a integrar a sua oferta de valor.

CERTIFICAÇÃO LEGAL E RELATÓRIO DE AUDITORIA DAS CONTAS CONSOLIDADAS

Reditus, Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. Lisboa

Introdução

  1. Nos termos da legislação aplicável, apresentamos a Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria sobre a informação financeira contida no Relatório de Gestão e nas demonstrações financeiras consolidadas anexas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, da Reditus, Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA (adiante também designada por Reditus ou Empresa), as quais compreendem: o Balanço consolidado em 31 de Dezembro de 2009 (que evidencia um total de 143 777 826 euros e um total de capital próprio de 20 870 278 euros, incluindo um resultado líquido positivo de 1 141 856 euros), a Demonstração consolidada dos resultados por naturezas e a Demonstração consolidada dos fluxos de caixa do exercício findo naquela data e os correspondentes Anexos.

Responsabilidades

  1. É da responsabilidade do Conselho de Administração da Reditus, Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA: (i) a preparação de demonstrações financeiras consolidadas que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das empresas incluídas na consolidação, o resultado consolidado das suas operações e os fluxos de caixa consolidados; (ii) a preparação de informação financeira histórica, que esteja de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro conforme adoptadas pela União Europeia e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários; (iii) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (iv) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (v) a prestação de informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a actividade do conjunto das empresas incluídas na consolidação, a sua posição financeira ou os seus resultados.

  2. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos de prestação de contas acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso exame. As demonstrações financeiras das participadas, consolidadas pelo método da consolidação integral, foram examinadas directamente por outros revisores oficiais de contas, tendo-nos sido facultados os respectivos relatórios.

Âmbito

  1. O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e as Directrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objectivo de obter um grau de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras consolidadas estão isentas de distorções materialmente relevantes. Para tanto, o referido exame incluiu: (i) a verificação de as demonstrações financeiras das empresas incluídas na consolidação terem sido apropriadamente examinadas e, para os casos significativos em que o não tenham sido, a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e divulgações nelas constantes e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e critérios definidos pelos Conselhos de Administração dessas empresas utilizadas na sua preparação; (ii) a verificação das operações de consolidação; (iii) a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adoptadas e a sua divulgação, tendo em conta as circunstâncias; (iv) a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade; (v) a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras; e (vi) a apreciação se a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

  2. O nosso exame abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira consolidada constante do Relatório de Gestão com os restantes documentos de prestação de contas.

  3. Entendemos que o exame efectuado proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa opinião.

Opinião

  1. Em nossa opinião, as referidas demonstrações financeiras consolidadas apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira consolidada da Reditus, Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA, em 31 de Dezembro de 2009, o resultado consolidado das suas operações e os fluxos consolidados de caixa no exercício findo naquela data, em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro conforme adoptadas pela União Europeia e a informação nelas constante é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

Ênfase

  1. Sem afectar a opinião expressa no parágrafo anterior, refere-se que, relativamente à informação financeira referente a 31 de Dezembro de 2008, o perímetro de consolidação foi alargado através da aquisição da Partblack, SA, já em 2009, operação que originou um goodwill de cerca de 15 000 000 euros. De referir que a Reditus adquiriu em Setembro de 2008 o denominado Grupo Tecnidata, sendo que as demonstrações financeiras consolidadas da Reditus SGPS, em 31 de Dezembro de 2009, incluem já a totalidade dos resultados das suas operações, enquanto que a informação financeira publicada referente a 31 de Dezembro de 2008, incluía apenas 3 meses de operações do referido Grupo Tecnidata.

Lisboa, 30 de Março de 2010

Manuel Rui dos Santos Caseirão, em representação de BDO & Associados - SROC (Inscrita no Registo de Auditores da CMVM sob nº 1 122)

Declaração de Responsabilidade do Conselho de Administração

Ao abrigo da alínea c) do nº. 1 do artº. 245 do CVM, o Conselho de Administração afirma que, tanto quanto é do seu conhecimento, a informação contida no Relatório de Gestão, Contas Anuais e demais documentos de prestação de contas foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados do emitente e das empresas incluídas no perímetro da consolidação e que o relatório de gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição do emitente e das empresas incluídas no perímetro da consolidação, contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam.

Alfragide, 30 de Março de 2010.

O Conselho de Administração,

Eng. Miguel Maria de Sá Pais do Amaral – Presidente Dr. Frederico José Appleton Moreira Rato – Vice- Presidente e Presidente da Comissão Executiva Eng. José António da Costa Limão Gatta – Administrador Dr. Fernando Manuel Cardoso Malheiro da Fonseca Santos – Administrador Prof. Doutor António do Pranto Nogueira Leite – Administrador Dr. Rui Miguel de Freitas e Lamego Ferreira – Administrador, membro da Comissão Executiva Eng. Francisco José Martins Santana Ramos - Administrador, membro da Comissão Executiva, CFO Eng. António Maria de Mello Silva Cesar e Menezes – Administrador Dr. José Manuel Marques da Silva Lemos - Administrador

Relatório e Parecer do Conselho Fiscal

Exmos. Senhores Accionistas:

1º) No exercício das suas atribuições, o Conselho Fiscal acompanhou de perto, ao longo do ano de 2009, o funcionamento da Sociedade, nas matérias do seu âmbito de competências.

2º) O Conselho Fiscal recebeu sempre a maior colaboração para o exercício das suas funções, por parte do Conselho de Administração, dos responsáveis operacionais pelos Serviços de Auditoria interna, de Contabilidade, Tesouraria e Serviços Jurídicos.

3º) Em face do acompanhamento feito pelo Conselho Fiscal e tendo tomado conhecimento do conteúdo da Certificação Legal das Contas Consolidadas emitidas pelo Revisor Oficial de Contas, com a qual concordamos, somos de Parecer que:

a) Seja aprovado o Relatório de Gestão consolidado relativo ao exercício de 2009 e bem assim o Relatório do Governo que o acompanham;

b) Sejam aprovados as Contas Consolidadas (Balanço Consolidado, Demonstração de Resultados Consolidados, Demonstração dos fluxos de Caixa Consolidados) relativos ao exercício de 2009.

4º) O Conselho Fiscal declara ainda que, tanto quanto é do seu conhecimento, a informação prevista na alínea a) do nº 1 do artigo 245º do Código dos Valores Mobiliários para as Contas Consolidadas foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis dando uma imagem verdadeira e apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da Reditus, SGPS e das empresas incluídas no perímetro de consolidação e expõe fielmente a evolução dos negócios e contem uma descrição dos principais riscos que as empresas enfrentam.

O Conselho Fiscal agradece ao Conselho de Administração da Reditus, SGPS a colaboração prestada.

Lisboa, 30 de Março de 2010. O Conselho Fiscal Rui António Gomes Nascimento Barreira – Presidente Alfredo Francisco Aranha Salema Reis – Vogal José Maria Franco O'Neill – Vogal

Declaração de Responsabilidade do Conselho Fiscal

Ao abrigo da alínea c) do nº. 1 do artº. 245 do CVM, o Conselho Fiscal afirma que, tanto quanto é do seu conhecimento, a informação contida no Relatório de Gestão, Contas Anuais e demais documentos de prestação de contas foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados do emitente e das empresas incluídas no perímetro da consolidação e que o relatório de gestão expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição do emitente e das empresas incluídas no perímetro da consolidação, contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam.

Alfragide, 30 de Março de 2010.

O Conselho Fiscal,

Rui António Gomes Nascimento Barreira – Presidente Alfredo Francisco Aranha Salema Reis – Vogal José Maria Franco O'Neill – Vogal

ANEXO AO RELATÓRIO CONSOLIDADO DE GESTÃO

I. INFORMAÇÃO SOBRE A TITULARIDADE DAS ACÇÕES E OBRIGAÇÕES DOS MEMBROS DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO E DO CONSELHO FISCAL E, BEM ASSIM, DE TODAS AS SUAS AQUISIÇÕES, ONERAÇÕES OU CESSAÇÕES DE TITULARIEDADE DE ACÇÕES E DE OBRIGAÇÕES DA SOCIEDADE E DE SOCIEDADES COM AS QUAIS AQUELA ESTEJA EM RELAÇÃO DE DOMINIO OU DE GRUPO

(Informação devida nos termos do artigo 447º do código das Sociedades Comerciais)

As comunicações recebidas pela Sociedade nos termos deste artigo foram as seguintes:

a) Membros do Conselho de Administração

Membros do Conselho de Administração Posição em
31/12/08
Acréscimos
no
exercício
Decréscimos
no exercício
Posição em
31/12/09
Miguel Maria de Sá Pais do Amaral
Frederico José Appleton Moreira Rato 339.734 19.732 -167.555 191.911
José António da Costa Limão Gatta
Fernando Manuel Malheiro da Fonseca Santos 702 135 702 135
António do Pranto Nogueira Leite
Rui Miguel de Freitas e Lamego Ferreira
Francisco José Martins Santana Ramos
António Maria de Mello Silva Cesar e Menezes
José Manuel Marques da Silva Lemos

Em 31 de Dezembro de 2009, os membros do Conselho de Administração não detinham quaisquer obrigações da Reditus SGPS, não tendo realizado transacções com obrigações da Reditus SGPS.

Durante o exercício de 2009, as transacções de títulos representativos do capital social da Reditus SGPS, SA efectuadas por membros do Conselho de Administração foram como se segue no quadro abaixo:

Data Opreação Quantidade Preço Unit.
31-12-2008 Total 339.734
06-03-2009 Compra 1.000 6,75 €
06-03-2009 Compra 1.000 6,75 €
11-03-2009 Compra 1.683 6,74 €
11-03-2009 Compra 317 6,70 €
12-03-2009 Compra 1.000 6,75 €
12-03-2009 Compra 192 6,75 €
12-03-2009 Compra 1.500 6,75 €
13-03-2009 Compra 2.250 7,00 €
13-03-2009 Compra 390 7,00 €
13-03-2009 Compra 1.000 7,00 €
13-03-2009 Compra 200 7,00 €
17-03-2009 Compra 3.500 7,75 €
25-03-2009 Compra 1.000 7,40 €
26-03-2009 Compra 250 7,40 €
26-03-2009 Compra 950 7,40 €
31-03-2009 Compra 3.500 7,49 €
08-10-2009 Venda -15.000 7,58 €
23-12-2009 Venda -152.555 8,88 €
31-12-2009 Total 191.911

Frederico José Appleton Moreira Rato

A Courical Holding, BV., sociedade na qual Eng. Miguel Pais do Amaral, Presidente do Conselho de Administração da Reditus SGPS, S.A., é accionista, detém directamente 1.408.927 acções da Reditus SGPS, SA, correspondentes a 15,78%do capital da Sociedade e a dos 16,11% direitos de voto.

A Partrouge SGPS, sociedade na qual Eng. Miguel Pais do Amaral, Presidente do Conselho de Administração da Reditus SGPS, S.A., é accionista detém directamente 1.090.254 acções da Reditus SGPS, SA, correspondentes a 12,21% do capital da Sociedade e a dos 12,47% direitos de voto.

A ELAO SGPS, sociedade na qual Eng. José António Gatta, membro do Conselho de Administração da Reditus SGPS, S.A., é accionista e exerce cargo de Presidente do Conselho de Administração, detém 1.479.000 acções da Reditus SGPS, correspondentes a 16,57% do capital social e a 16,92% dos direitos de voto da Reditus.

A SACOP - Sociedade Agrícola do Casal do Outeiro do Polima, S.A., sociedade na qual Dr. Frederico Moreira Rato, membro do Conselho de Administração da Reditus SGPS, S.A., é administrador, detém indirectamente 1.447.180 acções, correspondentes a 16,21% do capital social e a 16,55% dos direitos de voto da Reditus.

A Canes Venatici - Investimentos SGPS, sociedade na qual Eng. António Maria de Mello, membro do Conselho de Administração da Reditus SGPS, é accionista, detém indirectamente 892.798 acções da Reditus SGPS, SA, correspondentes a 10,00% do capital da Sociedade e a 10,21% direitos de voto.

A Inventum SGPS, sociedade na qual Dr. Rui Miguel Ferreira, membro do Conselho de Administração da Reditus SGPS, S.A., é accionista e gerente, detém 587.296 acções da Reditus SGPS, correspondentes a 6,58% do capital social e a 6,72% dos direitos de voto da Reditus.

b) Conselho Fiscal

Os membros do Conselho Fiscal, composto pelo Dr. Rui António Gomes Nascimento Barreira, Eng. Alfredo Francisco Aranha Salema Reis, Dr. José Maria Franco O'Neill e Dr. Pedro Xavier de Barros Serra Marques Guedes não detinham quaisquer acções ou obrigações, em 31 de Dezembro de 2009, não tendo realizado transacções com quaisquer títulos da Reditus SGPS, SA.

II. ACCÕES PRÓPRIAS

A 31 de Dezembro de 2008, a Reditus S.G.P.S. detinha em carteira 49.327 acções próprias, representativas de 0,55% do seu capital social

No dia 23 de Fevereiro de 2009, a Reditus SGPS celebrou um Contrato de Liquidez com a Lisbon Brokers Sociedade Corretora, S.A., do qual decorreu a compra de 36.137 acções próprias ao preço médio de 7,12 euros e a venda de 7.282 ao preço médio de 6,97 euros.

No dia 29 de Junho de 2009, a Reditus SGPS procedeu à aquisição, através de operação fora de bolsa, de 104.428 acções próprias ao preço unitário de 7,20 euros.

A 31 de Dezembro de 2009, a Reditus S.G.P.S. detinha em carteira 182.610 acções próprias, representativas de 2,05% do capital social.

III. INFORMAÇÃO DEVIDA NOS TERMOS DO ART. 448º, Nº 4 DO CSC

Lista de accionistas que na data do encerramento do exercício de 2009 e segundo os registos da Sociedade e as informações prestadas, são titulares de, pelo menos, um décimo, um terço ou metade do capital e dos accionistas que deixaram de ser titulares das referidas fracções de capital.

Courical Holding, BV.

Detém directamente 1.408.927acções da Reditus SGPS, SA, correspondentes a 15,78%do capital da Sociedade e a dos 16,11% direitos de voto.

ELAO - SGPS

Detém directamente 1.480.000 acções da Reditus SGPS, SA, correspondentes a 16,58% do capital da Sociedade e a 16,93% dos direitos de voto.

SACOP - Sociedade Agrícola do Casal do Outeiro do Polima, S.A

Detém indirectamente 1.447.180 acções da Reditus SGPS, SA., correspondentes a 16,21% do capital da Sociedade e a 16,55% dos direitos de voto.

Partrouge SGPS

Detém directamente 1.019.3597 acções da Reditus SGPS, SA, correspondentes a 11,42% do capital da Sociedade e a dos 11,48% direitos de voto.

Canes Venatici - Investimentos SGPS

Detém indirectamente 892.798 acções da Reditus SGPS, SA, correspondentes a 10,00% do capital da Sociedade e a 10,21% direitos de voto.

IV. INFORMAÇÃO DEVIDA NOS TERMOS DO ART. 324º, Nº 2 DO CSC

A 31 de Dezembro de 2008, a Reditus S.G.P.S. detinha em carteira 49.327 acções próprias, representativas de 0,55% do seu capital social

No dia 23 de Fevereiro de 2009, a Reditus SGPS celebrou um Contrato de Liquidez com a Lisbon Brokers Sociedade Corretora, S.A., do qual decorreu a compra de 36.137 acções próprias ao preço médio de 7,12 euros e a venda de 7.282 ao preço médio de 7,07 euros.

No dia 29 de Junho de 2009, a Reditus SGPS procedeu à aquisição, através de operação fora de bolsa, de 104.428 acções próprias ao preço unitário de 7,20 euros.

A 31 de Dezembro de 2009, a Reditus S.G.P.S. detinha em carteira 182.610 acções próprias, representativas de 2,05% do capital social

V. INFORMAÇÃO DEVIDA NOS TERMOS DO ART. 397º, Nº 4 DO CSC

Não foram solicitadas e, por isso, não foram concedidas autorizações nos termos previstos no nº 2 do artigo 397º do Código das Sociedades Comerciais.

VI. LISTA DOS TITULARES DE PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS A 31 DE DEZEMBRO DE 2009 CALCULADAS NOS TERMOS DE ARTIGO 20º DO CÓDIGO DOS VALORES MOBILIÁRIOS, E TAMBÉM, PARA EFEITOS DO ARTIGO 448º DO CÓGIGO DAS SOCIEDADES COMERCIAIS

Titular com participação qualificada Nº de Acções % Capital Social % Direitos de
Voto
Miguel Pais do Amaral
Directamente 0 0,00% 0,00%
Através da Courical Holding BV 1.408.927 15,78% 16,11%
Através da Partrouge SGPS 1.090.254 12,21% 12,47%
Total imputável 2.499.181 28,00% 28,58%
José António da Costa Gatta
Directamente 0 0,00% 0,00%
Através da ELAO SGPS, SA 1.480.000 16,58% 16,93%
Total imputável 1.480.000 16,58% 16,93%
SACOP - Soc. Agrícola do Casal do Outeiro do Polima, S.A.
Directamente 45.145 0,51% 0,52%
Através de Frederico Moreira Rato 191.911 2,15% 2,19%
Através da Lisorta, Lda 1.210.124 13,56% 13,84%
Total imputável 1.447.180 16,21% 16,55%
António Maria de Mello
Directamente 0 0,00% 0,00%
Através da António M. de Mello, SGPS 738.498 8,27% 8,45%
Através da Canes Venatici - Investimentos SGPS 154.300 1,73% 1,76%
Total imputável 892.798 10,00% 10,21%
Fernando Manuel Malheiro da Fonseca Santos
Directamente 702.135 7,87% 8,03%
Total imputável 702.135 7,87% 8,03%
Rui Miguel de Freitas e Lamego Ferreira
Directamente 0 0,00% 0,00%
Através da Inventum SGPS, S.A 587.296 6,58% 6,72%
Total imputável 587.296 6,58% 6,72%
Francisco Febrero, Mario Oliveira e Ricardo Regal
Directamente 0 0,00% 0,00%
Através da Greendry SGPS 242.143 2,71% 2,77%
Total imputável 242.143 2,71% 2,77%
Frederico Moreira Rato
Directamente 191.911 2,15% 2,19%
Total imputável 191.911 2,15% 2,19%

VI. INFORMAÇÃO DEVIDA NOS TERMOS DO ART. 245º-A, Nº 1 DO CVM

a) Estrutura de capital, incluindo indicação das acções não admitidas à negociação, diferentes categorias de acções, direitos e deveres inerentes às mesmas e percentagem de capital que cada catego-ria representa.

O capital social da Reditus, SGPS, SA é de 44.630.250 euros integralmente subscrito e realizado em dinheiro, representado por 8.926.050 acções, com o valor nominal de 5 euros cada.

As acções são todas ordinárias, tituladas e ao portador, embora seja permitida estatutariamente a sua conversão em escriturais e nominativas. Todos os direitos e deveres inerentes a todas as acções são iguais. As acções encontram-se todas admitidas à negociação.

Na Assembleia Geral de 13 de Abril de 2009 foi aprovada por unanimidade a proposta de conversão da totalidade das acções representativas do capital social da Reditus, SGPS, SA, actualmente tituladas, em acções escriturais.

b) Eventuais restrições à transmissibilidade das acções, tais como cláusulas de consentimento para a alienação, ou limitações à titularidade de acções.

O contrato de sociedade não prevê qualquer restrição à transmissibilidade ou titularidade das acções.

c) Participações qualificadas no capital social da sociedade.

Informação disponibilizada no ponto V do presente anexo.

d) Identificação de accionistas titulares de direitos especiais e descrição desses direitos.

Não há na Reditus nenhum accionista ou categoria de accionistas que sejam titulares de direitos especiais.

e) Mecanismos de controlo previstos num eventual sistema de participação dos trabalhadores no capital na medida em que os direitos de voto não sejam exercidos directamente por estes.

Não está previsto qualquer mecanismo de controlo.

f) Eventuais restrições em matéria de direito de voto, tais como limitações ao exercício do voto dependente da titularidade de um número ou percentagem de acções, prazos impostos para o exercício do direito de voto ou sistemas de desta que de direitos de conteúdo patrimonial.

Informação disponibilizada no Relatório sobre o Governo da Sociedade no capítulo I nas alíneas I.6 a I.11.

g) Acordos parassociais que sejam do conhecimento da sociedade e possam conduzir a restrições em matéria de transmissão de valores mobiliários ou de direitos de voto.

A sociedade desconhece a existência de qualquer acordo parassocial.

h) Regras aplicáveis à nomeação e substituição dos membros do órgão de administração e à alteração dos estatutos da sociedade.

Os estatutos da Reditus não prevêem quaisquer regras especiais relativas à nomeação e substituição dos membros do órgão de administração ou à alteração dos seus estatutos. Tais matéria estão, pois, apenas sujeitas ao regime legal geral.

i) Poderes do órgão de administração, nomeadamente no que respeita a deliberações de aumento do capital.

Informação disponibilizada no Relatório sobre o Governo da Sociedade no capítulo II na alínea II.5.

j) Acordos significativos de que a sociedade seja parte e que entrem em vigor, sejam alterados ou cessem em caso de mudança de controlo da sociedade na sequência de uma oferta pública de aquisição, bem como os efeitos respectivos, salvo se, pela sua natureza, a divulgação dos mesmos for seriamente prejudicial para a sociedade, excepto se a sociedade for especificamente obrigada a divulgar essas informações por força de outros imperativos legais.

Não existem acordos de qualquer natureza que produzam efeitos em caso de mudança de controlo da sociedade na sequência de uma oferta pública de aquisição.

Parte III - RELATÓRIO SOBRE O GOVERNO DA SOCIEDADE

Capítulo 0 - Declaração de Cumprimento

0.1 Indicação do local onde se encontram disponíveis ao público os textos dos códigos de governo das sociedades aos quais o emitente se encontre sujeito e, se for o caso, aqueles a que tenha voluntariamente escolhido sujeitar.

Os textos dos códigos de governo da sociedade encontram-se disponíveis no sítio da sociedade e foram igualmente tornados públicos através do sítio da CMVM.

0.2 - Indicação discriminada das recomendações contidas no Código de Governo das Sociedades da CMVM adoptadas e não adoptadas.

Nos termos do Regulamento da CMVM n.º 1/2007, indicam-se, discriminadamente, no presente Capítulo, as recomendações da CMVM sobre o Governo das Sociedades Cotadas adoptadas e não adoptadas. Entendese, para este efeito, como não adoptadas as recomendações que não sejam seguidas na íntegra.

Recomendações CMVM Medidas Implementadas (descrição no
presente Relatório - capítulo)
Cumprimento
I. ASSEMBLEIA GERAL
I.1 MESA DA ASSEMBLEIA GERAL
I.1.1 O Presidente da Mesa da Assembleia
Geral deve dispor de recursos humanos e
logísticos de apoio que sejam adequados às
suas necessidades, considerada a situação
económica da sociedade.
O Presidente da Mesa da Assembleia
Geral dispõe dos recursos humanos e
logísticos de apoio adequados às suas
necessidades, considerada a situação
económica da Sociedade. (Capítulo I.3)
Adoptada
I.1.2 A remuneração do Presidente da Mesa da
Assembleia Geral deve ser divulgada no
relatório anual sobre o governo da sociedade.
O Presidente da Mesa da Assembleia
Geral não aufere qualquer remuneração
pelo exercício das suas funções
(Capítulo I.3)
Adoptada
I.2 PARTICIPAÇÃO NA ASSEMBLEIA
I.2.1 A antecedência do depósito ou bloqueio
das acções para a participação em Assembleia
Geral imposta pelos estatutos não deve ser
superior a 5 dias úteis.
Os accionistas que pretendam assistir e
tomar parte na Assembleia Geral devem
comprovar, até três dias úteis antes da
realização da respectiva reunião, a
referida qualidade mediante documento
emitido pela entidade registadora ou pelo
depositário que certifique a quantidade
de acções detidas naquela data e,
também, do seu bloqueio. (Capítulo I.4)
Adoptada
I.2.2 Em caso de suspensão da reunião da
Assembleia Geral, a sociedade não deve
obrigar ao bloqueio durante todo o período até
que a sessão seja retomada, devendo bastar-se
com a antecedência ordinária exigida na
primeira sessão.
Embora não se encontre expressamente
previsto nos estatutos é do entendimento
do Presidente da Mesa da Assembleia
Geral o constante da Recomendação
I.2.2 das Recomendações da CMVM
sobre Código de Governo das
Sociedades quanto a não ser exigível,
em caso de suspensão da reunião da
Assembleia Geral, o bloqueio durante
todo o período até que a sessão seja
retomada, devendo bastar com a
antecedência ordinária exigida na
primeira sessão. (Capítulo I.5)
Adoptada
I.3 VOTO E EXERCÍCIO DO DIREITO DE
VOTO
I.3.1 As sociedades não devem prever qualquer
restrição estatutária do voto por
correspondência.
De acordo com o disposto no artigo 10.º
dos Estatutos, os accionistas da Reditus
com direito a voto poderão exercê-lo por
correspondência, nos termos e
condições expressos na convocatória
Adoptada
97
para a Assembleia Geral. (Capítulo I.8)
I.3.2 O prazo estatutário de antecedência para
a recepção da declaração de voto emitida por
correspondência não deve ser superior a 3 dias
úteis.
A carta contendo a declaração de voto
deverá ser recebida pela sociedade até
ao terceiro dia útil anterior à data da
Assembleia Geral. (Capítulo I.10)
Adoptada
I.3.3 As sociedades devem prever, nos seus
estatutos, que corresponda um voto a cada
acção.
Os estatutos da sociedade prevêem 1
voto para cada acção. (Capítulo I.6)
Adoptada
I.4 QUÓRUM E DELIBERAÇÕES
I.4.1 As sociedades não devem fixar um
quórum constitutivo ou deliberativo superior ao
previsto por lei.
Não existem quaisquer regras
estatuárias sobre quórum constitutivo e
deliberativo, regendo-se a Assembleia
Geral de acordo com as regras previstas
no Código das Sociedades Comerciais
(Capítulo I.7)
Adoptada
I.5 ACTAS E INFORMAÇÃO SOBRE
DELIBERAÇÕES ADOPTADAS
I.5.1 As actas das reuniões da Assembleia
Geral devem ser disponibilizadas aos
accionistas no sítio Internet da sociedade no
prazo de 5 dias, ainda que não constituam
informação privilegiada, nos termos legais, e
deve ser mantido neste sítio um acervo
histórico das listas de presença, das ordens de
trabalhos e das deliberações tomadas relativas
às reuniões realizadas, pelo menos, nos 3 anos
antecedentes
De modo a cumprir esta recomendação,
no site da Reditus, www.reditus.pt, estão
disponibilizadas as actas e demais
documentação das reuniões da
Assembleia Geral, com o objectivo de
manter um acervo histórico das listas de
presenças, da ordem de trabalhos e das
deliberações tomadas relativas às
reuniões realizadas. (Capítulo I.16)
Adoptada
I.6 MEDIDAS RELATIVAS AO CONTROLO
DAS SOCIEDADES
I.6.1 As medidas que sejam adoptadas com
vista a impedir o êxito de ofertas públicas de
aquisição devem respeitar os interesses da
sociedade e dos seus accionistas.
Adoptada
I.6.2 Os estatutos das sociedades que,
respeitando o princípio da alínea anterior,
prevejam a limitação do número de votos que
podem ser detidos ou exercidos por um único
accionista, de forma individual ou em
concertação com outros accionistas, devem
prever igualmente que seja consignado que,
pelo menos de cinco em cinco anos será sujeita
Não Aplicável
a deliberação pela Assembleia Geral a
manutenção ou não dessa disposição
estatutária - sem requisitos de quórum
agravado relativamente ao legal - e que nessa
deliberação se contam todos os votos emitidos
sem que aquela limitação funcione.
I.6.3 Não devem ser adoptadas medidas
defensivas que tenham por efeito provocar
automaticamente uma erosão grave no
património da sociedade em caso de transição
de controlo ou de mudança da composição do
órgão de administração, prejudicando dessa
forma a livre transmissibilidade das acções e a
livre apreciação pelos accionistas do
desempenho dos titulares do órgão de
administração.
A sociedade não adoptou medidas
defensivas que tenham por efeito
provocar automaticamente uma erosão
grave no património da sociedade em
caso de transição de controlo ou de
mudança de composição do órgão de
administração. (Capítulo I.13)
Adoptada
II. ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E
FISCALIZAÇÃO
II.1. TEMAS GERAIS
II.1.1. ESTRUTURA E COMPETÊNCIA
II.1.1.1 O órgão de administração deve avaliar
no seu relatório de governo o modelo adoptado,
identificando eventuais constrangimentos ao
seu funcionamento e propondo medidas de
actuação que, no seu juízo, sejam idóneas para
os superar.
O Conselho de Administração da Reditus
analisa e acompanha os
desenvolvimentos relacionados com o
modelo de governo da sociedade, no
sentido de, se necessário e/ou quando
oportuno, proporem alterações ao
modelo adoptado. Até a data, o modelo
existente foi considerado apropriado à
estrutura da Reditus, não tendo sido
reconhecido qualquer constrangimento
ao seu funcionamento. (Capítulo II.1)
Adoptada
II.1.1.2 As sociedades devem criar sistemas
internos de controlo, para a detecção eficaz de
riscos ligados à actividade da empresa, em
salvaguarda do seu património e em benefício
da transparência do seu governo societário.
A Reditus dispõe de uma unidade de
Auditoria Interna que tem como função a
detecção eficaz de riscos ligados à
actividade da empresa. (Capítulo II.4)
Adoptada
II.1.1.3 Os órgãos de administração e
fiscalização devem ter regulamentos de
funcionamento os quais devem ser divulgados
no sítio na Internet da sociedade.
Existem regulamentos de funcionamento
do Conselho de Administração, da
Comissão Executiva e do Conselho
Fiscal podendo os mesmos ser
consultados no sítio da sociedade.
(Capítulo II.6)
Adoptada
II.1.2 INCOMPATIBILIDADES E
INDEPENDÊNCIA

RELATÓRIO E CONTAS CONSOLIDADO 2009

II.1.2.1 O Conselho de Administração deve
incluir um número de membros não executivos
que garanta efectiva capacidade de supervisão,
fiscalização e avaliação da actividade dos
membros executivos
Presentemente e face ao aprovado pela
última Assembleia Geral Anual, a
composição do Conselho de
Administração inclui seis administradores
não executivos, os quais, exercem
funções de acompanhamento e
avaliação contínua da gestão da
sociedade por parte dos membros
executivos. (Capítulo II.3 e II.9).
Adoptada
II.1.2.2 De entre os administradores não
executivos deve contar-se um número
adequado de administradores independentes,
tendo em conta a dimensão da sociedade e a
sua estrutura accionista, que não pode em caso
algum ser inferior a um quarto do número total
de administradores
O Conselho de Administração da Reditus
integra actualmente dois administradores
não executivos e independentes.
(Capítulo II.9)
Adoptada
II.1.3 ELEGIBILIDADE E NOMEAÇÃO
II.1.3.1 Consoante o modelo aplicável, o
presidente do Conselho Fiscal, da Comissão de
Auditoria ou da comissão para as matérias
financeiras deve ser independente e possuir as
competências adequadas ao exercício das
respectivas funções.
Com excepção do Dr. Pedro Xavier de
Barros Serra Marques Guedes, suplente
do Conselho Fiscal, todos os membros
do Conselho Fiscal cumprem as regras
de incompatibilidade previstas no n.º 1 do
artigo 414.º-A e o critério de
independência previsto no n.º 5 do artigo
414.º, ambos do Código das Sociedades
Comerciais. (Capítulo II.12)
Adoptada
II.1.4 POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO DE
IRREGULARIDADES
II.1.4.1 A sociedade deve adoptar uma política
de comunicação de irregularidades
alegadamente ocorridas no seu seio, com os
seguintes elementos: i) indicação dos meios
através dos quais as comunicações de práticas
irregulares podem ser feitas internamente,
incluindo as pessoas com legitimidade para
receber comunicações; ii) indicação do
tratamento a ser dado às comunicações,
incluindo tratamento confidencial, caso assim
seja pretendido pelo declarante.
Os colaboradores da Reditus devem
comunicar quaisquer práticas irregulares
que detectem ou de que tenham
conhecimento ou fundadas suspeitas, de
forma a prevenir ou impedir
irregularidades que possam provocar
danos graves à Reditus e aos seus
colaboradores, Clientes, parceiros e
accionistas. (Capítulo II.22)
Adoptada
II.1.4.2 As linhas gerais desta política devem
ser divulgadas no relatório sobre o governo das
sociedades.
As linhas gerais desta política são
divulgadas no relatório sobre o governo
das sociedades. (Capítulo II.22)
Adoptada
II.1.5 REMUNERAÇÃO
II.1.5.1 A remuneração dos membros do órgão
de administração deve ser estruturada de forma
a permitir o alinhamento dos interesses
daqueles com os interesses da sociedade.
Neste contexto: i) a remuneração dos
administradores que exerçam funções
executivas deve integrar uma componente
baseada no desempenho, devendo tomar por
isso em consideração a avaliação de
desempenho realizada periodicamente pelo
órgão ou comissão competentes; ii) a
componente variável deve ser consistente com
a maximização do desempenho de longo prazo
da empresa e dependente da sustentabilidade
das variáveis de desempenho adoptadas; iii)
quando tal não resulte directamente de
imposição legal, a remuneração dos membros
não executivos do órgão de administração deve
ser exclusivamente constituída por uma quantia
fixa.
A remuneração do Conselho de
Administração da Reditus está
estruturada de forma a permitir um
alinhamento de interesses entre os seus
administradores e os accionistas da
sociedade. Em 2009, a Reditus passou a
cumprir a totalidade desta recomendação
uma vez que a remuneração dos
membros não executivos foi
exclusivamente constituída por uma
quantia fixa.
Adoptada
II.1.5.2 A comissão de remunerações e o órgão
de administração devem submeter à apreciação
pela Assembleia Geral anual de accionistas de
uma declaração sobre a política de
remunerações, respectivamente, dos órgãos de
administração e fiscalização e dos demais
dirigentes na acepção do n.º 3 do artigo 248.º-B
do Código dos Valores Mobiliários. Neste
contexto, devem, nomeadamente, ser
explicitados aos accionistas os critérios e os
principais parâmetros propostos para a
avaliação do desempenho para determinação
da componente variável, quer se trate de
prémios em acções, opções de aquisição de
acções, bónus anuais ou de outras
componentes.
Foram apresentados pela Comissão de
Remunerações da Reditus e aprovados
na Assembleia Geral Anual de 2009, os
critérios que presidiram à fixação das
remunerações dos membros do
Conselho de Administração. (Capítulo
II.18)
Adoptada
II.1.5.3 Pelo menos um representante da
comissão de remunerações deve estar presente
nas assembleias-gerais anuais de accionistas
Normalmente estão presentes nas
assembleias-gerais dois representantes
da Comissão de Remunerações, o
Presidente da Assembleia Geral, Dr.
Diogo Lacerda Machado e o Presidente
do Conselho Fiscal, Dr. Rui Barreira
(Capítulo II.19)
Adoptada
II.1.5.4 Deve ser submetida à Assembleia Geral
a proposta relativa à aprovação de planos de
atribuição de acções, e/ou de opções de
aquisição de acções ou com base nas
variações do preço das acções, a membros dos
órgãos de administração, fiscalização e demais
Não existem, de momento, quaisquer
programas ou planos de remunerações
variáveis que consistam na atribuição de
acções, de opções de aquisição de
acções ou outro sistema de incentivos
Não Aplicável
dirigentes, na acepção do n.º 3 do artigo 248.º
B do Código dos Valores Mobiliários. A
proposta deve conter todos os elementos
necessários para uma avaliação correcta do
plano. A proposta deve ser acompanhada do
regulamento do plano ou, caso o mesmo ainda
não tenha sido elaborado, das condições gerais
a que o mesmo deverá obedecer. Da mesma
forma devem ser aprovadas em Assembleia
Geral as principais características do sistema
de benefícios de reforma de que beneficiem os
membros dos órgãos de administração,
fiscalização e demais dirigentes, na acepção do
n.º 3 do artigo 248.º-B do Código dos Valores
Mobiliários
com acções. (Capítulo III.10)
II.1.5.5 A remuneração dos membros dos
órgãos de administração e fiscalização deve ser
objecto de divulgação anual em termos
individuais, distinguindo-se, sempre que for
caso disso, as diferentes componentes
recebidas em termos de remuneração fixa e de
remuneração variável, bem como a
remuneração recebida em outras empresas do
grupo ou em empresas controladas por
accionistas titulares de participações
qualificadas.
Nos termos e para os efeitos do disposto
no artigo 3º da Lei n.º 28/2009 de 19 de
Junho, a Reditus divulgou no presente
relatório o montante anual das
remunerações auferida pelos membros
dos órgãos de administração e de
fiscalização. (Capítulo II.20)
Adoptada
II.2. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
II.2.1 Dentro dos limites estabelecidos por lei
para cada estrutura de administração e
fiscalização, e salvo por força da reduzida
dimensão da sociedade, o Conselho de
Administração deve delegar a administração
quotidiana da sociedade, devendo as
competências delegadas ser identificadas no
relatório anual sobre o Governo da Sociedade.
A Comissão Executiva, a quem compete
a gestão corrente da sociedade, detém
todos os poderes de decisão e
representação necessários e/ou
convenientes ao exercício da actividade
que constitui o objecto social da mesma
e cuja delegação a lei não proíba.
(Capítulo II.9)
Adoptada
II.2.2 O Conselho de Administração deve
assegurar que a sociedade actua de forma
consentânea com os seus objectivos, não
devendo delegar a sua competência,
designadamente, no que respeita a: i) definir a
estratégia e as políticas gerais da sociedade; ii)
definir a estrutura empresarial do grupo; iii)
decisões que devam ser consideradas
estratégicas devido ao seu montante, risco ou
às suas características especiais.
O Conselho de Administração é o órgão
responsável pela gestão das actividades
da sociedade, nos termos previstos no
Código das Sociedades Comerciais e no
contrato de sociedade. (Capitulo II.5)
Adoptada
II.2.3 Caso o presidente do Conselho de
Administração exerça funções executivas, o
Conselho de Administração deve encontrar
mecanismos eficientes de coordenação dos
trabalhos dos membros não executivos, que
designadamente assegurem que estes possam
decidir de forma independente e informada, e
deve proceder-se à devida explicitação desses
mecanismos aos accionistas no âmbito do
relatório sobre o governo da sociedade.
Não aplicável
II.2.4 O relatório anual de gestão deve incluir
uma descrição sobre a actividade desenvolvida
pelos administradores não executivos referindo,
nomeadamente, eventuais constrangimentos
deparados.
Adoptada
II.2.5. O órgão de administração deve promover
uma rotação do membro com o pelouro
financeiro, pelo menos no fim de cada dois
mandatos.
Em Julho de 2009, a administradora
Teresa Simões na função de Chief
Financial Officer (CFO), foi substituída
pelo administrador Francisco Santana
Ramos na sequência da sua renúncia ao
cargo de administradora da sociedade
até ao final do mandato em curso (2008-
2010).
Adoptada
II.3 ADMINISTRADOR DELEGADO,
COMISSÃO EXECUTIVA E CONSELHO DE
ADMINISTRAÇÃO EXECUTIVO
II.3.1 Os administradores que exerçam funções
executivas, quando solicitados por outros
membros dos órgãos sociais, devem prestar,
em tempo útil e de forma adequada ao pedido,
as informações por aqueles requeridas.
Foi prestada pelos administradores
executivos da Reditus, em tempo útil e
de forma adequada, todas as
informações solicitadas pelos diversos
órgãos sociais. (Capítulo II.3)
Adoptada
II.3.2 O Presidente da Comissão Executiva
deve remeter, respectivamente, ao presidente
do Conselho de Administração e, conforme
aplicável, ao Presidente do Conselho Fiscal ou
da Comissão de Auditoria, as convocatórias e
as actas das respectivas reuniões.
O Presidente da Comissão Executiva da
Reditus remeteu ao Presidente do
Conselho Fiscal as convocatórias e as
actas das reuniões da Comissão
Executiva (Capítulo II.3)
Adoptada
II.3.3 O presidente do Conselho de
Administração executivo deve remeter ao
presidente do conselho geral e de supervisão e
ao presidente da comissão para as matérias
financeiras, as convocatórias e as actas das
respectivas reuniões.
Não aplicável
II.4. CONSELHO GERAL E DE SUPERVISÃO,
COMISSÃO PARA AS MATÉRIAS
FINANCEIRAS, COMISSÃO DE AUDITORIA E
CONSELHO FISCAL
II.4.1 O conselho geral e de supervisão, além
do cumprimento das competências de
fiscalização que lhes estão cometidas, deve
desempenhar um papel de aconselhamento,
acompanhamento e avaliação contínua da
gestão da sociedade por parte do Conselho de
Administração executivo. Entre as matérias
sobre as quais o conselho geral e de
supervisão deve pronunciar-se incluem-se: i) o
definir a estratégia e as políticas gerais da
sociedade; ii) a estrutura empresarial do grupo;
e iii) decisões que devam ser consideradas
estratégicas devido ao seu montante, risco ou
às suas características especiais.
Não aplicável
II.4.2 Os relatórios anuais sobre a actividade
desenvolvida pelo conselho geral e de
supervisão, a comissão para as matérias
financeiras, a Comissão de Auditoria e o
Conselho Fiscal devem ser objecto de
divulgação no sítio da Internet da sociedade,
em conjunto com os documentos de prestação
de contas.
Os relatórios anuais sobre a actividade
desenvolvida pelo Conselho Fiscal
constam nos Relatórios e Contas
divulgados no sítio da internet da
sociedade, www.reditus.pt. (Capítulo II.3)
Adoptada
II.4.3 Os relatórios anuais sobre a actividade
desenvolvida pelo conselho geral e de
supervisão, a comissão para as matérias
financeiras, a Comissão de Auditoria e o
Conselho Fiscal devem incluir a descrição
sobre a actividade de fiscalização desenvolvida
referindo, nomeadamente, eventuais
constrangimentos deparados
Os relatórios anuais sobre a actividade
desenvolvida pelo Conselho Fiscal
constam nos Relatórios e Contas
divulgados no sítio da internet da
sociedade, www.reditus.pt. (Capítulo II.3)
Adoptada
II.4.4 A comissão para as matérias financeiras,
a Comissão de Auditoria e o Conselho Fiscal,
consoante o modelo aplicável, devem
representar a sociedade, para todos os efeitos,
junto do auditor externo, competindo-lhe,
designadamente, propor o prestador destes
serviços, a respectiva remuneração, zelar para
que sejam asseguradas, dentro da empresa, as
condições adequadas à prestação dos serviços,
bem assim como ser o interlocutor da empresa
e o primeiro destinatário dos respectivos
relatórios.
O Conselho Fiscal é o primeiro
interlocutor da empresa e o primeiro
destinatário dos relatórios do auditor
externo, cuja actividade é por si
acompanhada e supervisionada. Este
Conselho propõe o auditor externo a
respectiva remuneração e zela para que
sejam asseguradas, dentro da empresa,
as condições adequadas à prestação dos
serviços. (Capítulo II.3)
Adoptada

RELATÓRIO E CONTAS CONSOLIDADO 2009

II.4.5 A comissão para as matérias financeiras,
Comissão de Auditoria e o Conselho Fiscal,
consoante o modelo aplicável, devem
anualmente avaliar o auditor externo e propor à
Assembleia Geral a sua destituição sempre que
se verifique justa causa para o efeito.
O Conselho Fiscal propõe à Assembleia
Geral a sua destituição sempre que se
verifique justa causa para o efeito.
(Capítulo II.3)
Adoptada
II.5. COMISSÕES ESPECIALIZADAS
II.5.1 Salvo por força da reduzida dimensão da
sociedade, o Conselho de Administração e o
conselho geral e de supervisão, consoante o
modelo adoptado, devem criar as comissões
que se mostrem necessárias para: i) assegurar
uma competente e independente avaliação do
desempenho dos administradores executivos e
para a avaliação do seu próprio desempenho
global, bem assim como das diversas
comissões existentes; ii) reflectir sobre o
sistema de governo adoptado, verificar a sua
eficácia e propor aos órgãos competentes as
medidas a executar tendo em vista a sua
melhoria.
Face à dimensão do Conselho de
Administração e às funções
desempenhadas pelo Conselho Fiscal,
não existem comissões específicas para
a avaliação do desempenho do Conselho
e dos membros executivos nem para a
análise do modelo de governo. (Capítulo
II.2).
Não adoptada
II.5.2 Os membros da comissão de
remunerações ou equivalente devem ser
independentes relativamente aos membros do
órgão de administração
A Comissão de Remunerações é
composta pelos Senhores Presidente da
Assembleia Geral, Dr. Diogo Lacerda
Machado, Presidente do Conselho
Fiscal, Dr. Rui Barreira, e Dr. Jorge
Pereira da Costa todos membros
independentes face ao órgão de
administração (Capítulo II.19).
Adoptada
II.5.3 Todas as comissões devem elaborar
actas das reuniões que realizem.
Adoptada
III. INFORMAÇÃO E AUDITORIA
III.1 DEVERES GERAIS DE INFORMAÇÃO
III.1.2 As sociedades devem assegurar a
existência de um permanente contacto com o
mercado, respeitando o princípio da igualdade
dos accionistas e prevenindo as assimetrias no
acesso à informação por parte dos investidores.
Para tal deve a sociedade manter um gabinete
de apoio ao investidor.
A Reditus detém um Gabinete de
Relações com o Investidor que assegura
o adequado relacionamento como
mercado, respeitando o princípio da
igualdade dos accionistas e prevenindo
as assimetrias no acesso à informação
por parte dos investidores.
Adoptada
inglês:
a)
III.1.3 A seguinte informação disponível no sítio
da Internet da sociedade deve ser divulgada em
A firma, a qualidade de sociedade
aberta, a sede e os demais elementos
A Reditus disponibiliza um conjunto vasto
de informações através do seu site na
Internet: www.reditus.pt. O objectivo é
dar a conhecer a empresa a investidores,
analistas e público em geral, facultando o
Adoptada
mencionados
no
artigo
171.º
do
Código das Sociedades Comerciais;
acesso permanente a informação
relevante e actualizada. Podem, assim,
ser consultados dados referentes à
b) Estatutos actividade da empresa, bem como
c) Identidade dos titulares dos órgãos
sociais e do representante para as
relações com o mercado;
informações especificamente destinadas
aos investidores, que estão disponíveis,
em português e inglês, na secção
d) Gabinete
de
Apoio
ao
Investidor,
respectivas
funções
e
meios
de
acesso;
"Investidores". Destas informações
destacam-se apresentações de
resultados, informação privilegiada e
e) Documentos de prestação de contas; outros comunicados à CMVM, relatórios
f) Calendário
semestral
de
eventos
societários
e contas, o calendário financeiro, a
estrutura accionista, os órgãos sociais e
o desempenho bolsista das acções da
g) Propostas
apresentadas
para
discussão e votação em Assembleia
Geral;
Reditus (Capítulo III.12).
h) Convocatórias para a realização de
Assembleia Geral.

0.3. Quando a estrutura ou as práticas de governo da sociedade divirjam das recomendações da CMVM ou de outros códigos a que a sociedade se sujeite ou tenha voluntariamente aderido, devem ser explicitadas as partes de cada código que não são cumpridas e as razões dessa divergência.

Informação disponibilizada no ponto 02 do presente capítulo

0.4. O órgão social ou a comissão em causa deve ajuizar em cada momento da independência de cada um dos seus membros e fundamentar aos accionistas, através de declaração incluída no relatório sobre o governo da sociedade, a sua apreciação, seja no momento da designação, seja quando se verifique circunstância superveniente que determine a perda da independência

Após a designação de qualquer membro dos órgãos sociais considerado independente é-lhe solicitada a confirmação dessa situação através de declaração escrita sobre o cumprimento das regras de independência. A partir de 2009 passou a ser solicitada essa declaração com regularidade anual, no sentido de se confirmar a não verificação de circunstância superveniente que determine a perda de independência.

Capítulo I. Assembleia Geral

I.1. Identificação dos membros da Mesa da Assembleia Geral

A Assembleia Geral, constituída pelos accionistas com direito de voto, reúne ordinariamente uma vez por ano ou sempre que requerida a sua convocação ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral pelo Conselho de Administração, ou por accionistas que representem, pelo menos, 5% do capital social.

Durante o exercício de 2009, a Mesa da Assembleia Geral da Sociedade teve a seguinte composição:

Membro da Mesa da Assembleia Geral Categoria
Diogo de Campos Barradas Lacerda Machado Presidente
Francisco Xavier Damiano de Bragança van Uden Vice-Presidente
Maria Isabel Saraiva Rodrigues Abrantes Gonçalves Secretário

I.2. Indicação da data de início e termo dos respectivos mandatos

Os membros da Mesa da Assembleia Geral, Dr. Diogo de Campos Barradas Lacerda Machado, Dr. Francisco Xavier Damiano de Bragança Van Uden e Dra. Maria Isabel Saraiva Rodrigues Abrantes Gonçalves foram eleitos, em Assembleia Geral realizada em Março de 2005, para o triénio então em curso (2005/2007). Em Assembleia Geral de Março de 2008 foram reeleitos e reconduzidos para o mandato actual (2008/2010).

I.3. Indicação da remuneração do Presidente da Mesa da Assembleia Geral.

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral não aufere de qualquer remuneração pelo exercício das suas funções.

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral dispõe dos recursos humanos e logísticos de apoio adequados às suas necessidades, considerada a situação económica da Sociedade

I.4. Indicação da antecedência exigida para o depósito ou bloqueio das acções para a participação na Assembleia Geral.

Os accionistas que pretendam assistir e tomar parte na Assembleia Geral devem comprovar, até três dias úteis antes da realização da respectiva reunião, a referida qualidade mediante documento emitido pela entidade registadora ou pelo depositário que certifique a quantidade de acções detidas naquela data e, também, do seu bloqueio.

I.5. Indicação das regras aplicáveis ao bloqueio das acções em caso de suspensão da reunião da Assembleia Geral.

Embora não se encontre expressamente previsto nos estatutos é do entendimento do Presidente da Mesa da Assembleia Geral o constante da Recomendação I.2.2 das Recomendações da CMVM sobre Código de Governo das Sociedades quanto a não ser exigível, em caso de suspensão da reunião da Assembleia Geral, o bloqueio durante todo o período até que a sessão seja retomada, devendo bastar com a antecedência ordinária exigida na primeira sessão.

I.6. Número de acções a que corresponde um voto.

A cada acção corresponde um voto.

I.7. Existência de regras estatutárias sobre o exercício do direito de voto, incluindo sobre quóruns constitutivos e deliberativos ou sistemas de destaque de direitos de conteúdo patrimonial.

Não existem quaisquer regras estatuárias sobre quóruns constitutivos e deliberativos, regendo-se a Assembleia Geral de acordo com as regras previstas no Código das Sociedades Comerciais.

I.8. Regras estatutárias sobre o exercício do direito de voto por correspondência.

De acordo com o disposto no artigo 10.º dos Estatutos, os accionistas da Reditus com direito a voto poderão exercê-lo por correspondência, nos termos e condições expressos na convocatória para a Assembleia Geral.

Os accionistas deverão fazer chegar, até ao terceiro dia útil anterior à data da Assembleia Geral, à sede da Sociedade uma carta registada com aviso de recepção dirigida ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, com aposição exterior da menção "voto por correspondência" e com indicação da reunião da Assembleia Geral a que respeitam. A carta deve conter a declaração de voto indicando o nome completo ou designação social do Accionista e o sentido de voto em relação a cada um dos pontos da respectiva ordem de trabalhos. A declaração de voto deve ser assinada, devendo o accionista signatário, sendo pessoa singular, juntar cópia do bilhete de identidade ou de documento equivalente emitido por autoridade competente da União Europeia ou, ainda, do passaporte, ou, sendo pessoa colectiva, apor o respectivo carimbo e indicar a qualidade do representante. Para além da declaração de voto, a referida carta deve conter o certificado que comprove legitimação para o exercício do direito de voto emitido pela entidade registadora ou pelo depositário.

I.9. Disponibilização de um modelo para o exercício do direito de voto por correspondência

A Reditus disponibiliza, através do site institucional www.reditus.pt, o modelo para o exercício do direito de voto por correspondência nas assembleias-gerais.

I.10. Exigência de prazo que medeie entre a recepção da declaração de voto por correspondência e a data da realização da Assembleia Geral.

De acordo com o nº 3 do artigo 10º dos estatutos da Reditus, a carta contendo a declaração de voto deverá ser recebida pela sociedade até ao terceiro dia útil anterior à data da Assembleia Geral.

I.11. Exercício do direito de voto por meios electrónicos.

Não está ainda previsto o exercício do direito de voto por meios electrónicos, por a Sociedade não ter ainda desenvolvido os meios necessários para verificar a autenticidade das declarações de voto, bem como garantir a integridade e a confidencialidade do respectivo conteúdo conforme recomendado pela CMVM.

I.12. Informação sobre a intervenção da Assembleia Geral no que respeita à política de remuneração da sociedade e à avaliação do desempenho dos membros do órgão de administração.

Em 2009 foi apreciada na Assembleia Geral de Abril uma declaração sobre a política de remuneração dos órgãos sociais aprovada pela Comissão de Remuneração. Essa declaração foi aprovada por unanimidade pelos accionistas presentes. Relativamente ao desempenho dos membros do órgão de administração, no exercício de 2009 foi votada por unanimidade uma proposta de apreciação geral da administração e fiscalização da sociedade.

I.13. Indicação das medidas defensivas que tenham por efeito provocar automaticamente uma erosão grave no património da sociedade em caso de transição de controlo ou de mudança de composição do órgão de administração.

A sociedade não adoptou medidas defensivas que tenham por efeito provocar automaticamente uma erosão grave no património da sociedade em caso de transição de controlo ou de mudança de composição do órgão de administração.

I.14. Acordos significativos de que a sociedade seja parte e que entrem em vigor, sejam alterados ou cessem em caso de mudança de controlo da sociedade, bem como os efeitos respectivos, salvo se, pela sua natureza, a divulgação dos mesmos for seriamente prejudicial para a sociedade, excepto se a sociedade for especificamente obrigada a divulgar essas informações por força de outros imperativos legais.

A Sociedade não tem conhecimento de quaisquer acordos significativos que entrem em vigor, sejam alterados ou cessem em caso de mudança de controlo da sociedade

I.15. Acordos entre a sociedade e os titulares do órgão de administração e dirigentes, na acepção do n.º 3 do artigo 248.º-B do Código dos Valores Mobiliários, que prevejam indemnizações em caso de demissão, despedimento sem justa causa ou cessação da relação de trabalho na sequência de uma mudança de controlo da sociedade

Não existem quaisquer acordos entre sociedade e os titulares do órgão de administração e dirigentes, na acepção na acepção do n.º 3 do artigo 248.º-B do Código dos Valores Mobiliários, que prevejam indemnizações em caso de demissão, despedimento sem justa causa ou cessação da relação de trabalho na sequência de uma mudança de controlo da sociedade.

1.16 Actas das reuniões da Assembleia Geral e acervo histórico

No site da Reditus, www.reditus.pt estão disponibilizadas as actas e demais documentação das reuniões da Assembleia Geral, com o objectivo de manter um acervo histórico das listas de presenças, da ordem de trabalhos e das deliberações tomadas relativas às reuniões realizadas.

Capítulo II. Órgãos de Administração e Fiscalização

II.1. Identificação e composição dos órgãos da sociedade.

Para além da Assembleia Geral, cuja composição já foi indicada em I.1, a sociedade tem como órgãos sociais o Conselho de Administração, o Conselho Fiscal e o Revisor Oficial de Contas, tendo, portanto, adoptado, dentro dos modelos de governo societário autorizados pelo Código das Sociedades Comerciais, o modelo monista.

Conforme referido no ponto II.3 do presente capítulo, dois dos membros não executivos do Conselho de Administração têm o pelouro de acompanhamento e avaliação da gestão da sociedade. No âmbito destas funções, analisam e acompanham também os desenvolvimentos relacionados com o modelo de governo da sociedade, no sentido de, se necessário e/ou quando oportuno, proporem alterações ao modelo adoptado. Até a data, o modelo existente foi considerado apropriado à estrutura da Reditus, não tendo sido reconhecido qualquer constrangimento ao seu funcionamento.

Conselho de Administração

Nos termos do artigo 13.º dos Estatutos, o Conselho de Administração é composto por três a onze membros, eleitos pela Assembleia Geral de três em três anos.

Na última Assembleia Geral foi aprovada por unanimidade a proposta de alargamento do Conselho de Administração de sete para nove membros até final do mandato em curso (2008/2010).

O Conselho de Administração, que se encontra em funções para o mandato de 2008-2010, é composto quer pelos membros eleitos na Assembleia Geral da Reditus realizada no dia 28 de Março de 2008, quer pelos membros eleitos na Assembleia Geral Anual de 2009, sendo a sua composição actual a seguinte:

Miguel Maria de Sá Pais do Amaral
Frederico José Appleton Moreira Rato
José António da Costa Limão Gatta
Fernando Manuel Cardoso Malheiro da Fonseca Santos
António do Pranto Nogueira Leite
Rui Miguel de Freitas e Lamego Ferreira
Francisco José Martins Santana Ramos
António Maria de Mello Silva Cesar e Menezes
José Manuel Marques da Silva Lemos

Em Julho de 2009, a administradora Teresa Simões com a função de Chief Financial Officer (CFO) renunciou ao cargo de administradora da sociedade, tendo sido cooptado Francisco Santana Ramos para a substituir até ao final do mandato em curso (2008-2010).

.

Conselho Fiscal

Nos termos do artigo 16.º dos estatutos da Reditus, a fiscalização da sociedade compete a um Conselho Fiscal, composto por uma maioria de membros independentes, e a um Revisor Oficial de Contas ou a uma Sociedade de Revisores Oficiais de Contas que não sejam membros do Conselho Fiscal, conforme vier a ser deliberado pela Assembleia Geral.

O Conselho Fiscal é composto pelo presidente, Rui António Gomes do Nascimento Barreira, dois vogais efectivos, Alfredo Francisco Aranha Salema Reis e José Maria Franco O'Neill, e um suplente, Pedro Xavier de Barros Serra Marques Guedes, eleitos de três em três anos pela Assembleia Geral no estrito respeito dos requisitos de independência do regime de incompatibilidades impostos por lei, à excepção do suplente.

Revisor Oficial de Contas

O actual Revisor Oficial de Contas da Reditus é a BDO & Associados – SROC, representado por Dr. Manuel Rui dos Santos Caseirão.

II.2. Identificação e composição de outras comissões constituídas com competências em matéria de administração ou fiscalização da sociedade.

Face a reduzida dimensão do Conselho de Administração e às funções desempenhadas pelo Conselho Fiscal, para além da Comissão Executiva, não existem outras comissões constituídas com competências em matéria de administração ou fiscalização da sociedade.

II.3. Organogramas ou mapas funcionais relativos à repartição de competências entre os vários órgãos sociais, comissões e/ou departamentos da sociedade, incluindo informação sobre o âmbito das delegações de competências ou distribuição de pelouros entre os titulares dos órgãos de administração ou de fiscalização e lista de matérias indelegáveis.

Organigrama Funcional do Grupo Reditus

No quadro dos modelos de governo societário autorizados pelo Código das Sociedades Comerciais, a Reditus adoptou o modelo monista que integra como órgãos sociais a Assembleia Geral, o Conselho de Administração, o Conselho Fiscal e o Revisor Oficial de Contas.

A sociedade considera que o actual modelo de sociedade adoptado é adequado a sua estrutura, não tendo deparado com constrangimento ao seu funcionamento.

No final do ano de 2009 e inicio de 2010, a Reditus procedeu a uma racionalização e reestruturação societária que implicou a fusão por incorporação das sociedades que prestam serviços e fornecem soluções na área de infra-estruturas de TI e uma reorganização das sociedades que prestam serviços de suporte para o Grupo Reditus.

Esta reestruturação societária teve por objectivo simplificar a estrutura organizacional, reduzir custos, estandardizar a gestão dos negócios das empresas envolvidas e aumentar a eficiência operacional.

O Grupo Reditus encontra-se estruturado em cinco unidades de negócios: BPO, Technology, IT Consulting, Engineering and Mobility Systems e Serviços Partilhados.

Os serviços partilhados englobam as áreas funcionais de apoio à gestão do Grupo: Marketing e Comunicação, Comercial, Contabilidade, Jurídica, Recursos Humanos, Relação com Investidores, Controle de Gestão

Cada uma das unidades de negócios acima referidas corresponde a uma ou a um conjunto de empresas conforme indicamos abaixo (inclui todas as empresas que se encontram no perímetro de consolidação da Reditus SGPS):

  • BPO: Redware
  • IT Outsourcing: Tecnidata SI, ALL2IT e Partblack
  • IT Consulting: Reditus II, Roff, , Rofftec, Roffglobal

  • Sistemas de Engenharia e Mobilidade: Caleo, BCCM e JM Consultores

  • Serviços Partilhados: Reditus Imobiliária, Tecnidata IF e Tecnisuporte .

A gestão de cada actividade de negócio é assegurada segundo os princípios de autonomia de gestão e de acordo com os critérios e orientações que derivam do Orçamento Anual de cada área, revisto e aprovado anualmente pelas respectivas áreas e pelo Conselho de Administração da Reditus. As orientações estratégicas, operacionais e de investimento dos vários negócios são definidos no Orçamento Anual cujo controlo é regulado de forma permanente no âmbito de um sistema de controlo de gestão conduzido pela Administração do Grupo.

A Reditus SGPS, SA é a holding do grupo responsável pelo desenvolvimento estratégico bem como pela gestão global das diferentes áreas de negócio.

A Reditus Gestão, SA é a sub-holding que detém as participações sociais nas diferentes áreas de negócio.

Órgãos Sociais e outras comissões - competências

Assembleia Geral – constitui o órgão máximo da sociedade, sendo composto pela universalidade dos accionistas. Este órgão social reúne pelo menos uma vez por ano para aprovar o relatório e contas, a proposta de aplicação de resultados e o parecer da Comissão de Remunerações bem como avaliar o desempenho do Conselho de Administração e o Conselho Fiscal.

Conselho de Administração - constitui o órgão responsável pela gestão das actividades da sociedade, nos termos previstos no Código das Sociedades Comerciais e no contrato de sociedade, competindo-lhe nomeadamente:

  • Adquirir, onerar e alienar quaisquer direitos ou bens móveis e imóveis, sempre que o considere conveniente para a Reditus;
  • Contrair empréstimos e efectuar quaisquer outras operações de crédito no interesse da Reditus, nos termos e condições que julgar convenientes;
  • Constituir mandatários da Reditus seja qual for o alcance e a extensão do mandato
  • Fixar os objectivos e as políticas de gestão da empresa e do grupo;
  • Delegar poderes nos seus membros, nos termos estabelecidos nos estatutos;
  • Designar o Secretário da sociedade e o respectivo suplente:
  • Contratar trabalhadores, estabelecer as suas condições contratuais e exercer o respectivo poder disciplinar;
  • Representar a Reditus em juízo e fora dele, activa e passivamente, propor acções judiciais, nelas confessar, transigir e desistir e comprometer-se em árbitros;
  • Abrir, movimentar e cancelar quaisquer contas bancárias da Reditus, depositar e levantar dinheiro, emitir, aceitar, sacar e endossar cheques, letras e livranças, extractos de factura e quaisquer outros títulos de crédito;
  • Deliberar sobre a participação no capital de outras sociedades ou sobre a participação noutros negócios;
  • Gerir os negócios da Reditus e praticar todos os actos e operações relativos ao objecto social que não caibam na competência atribuída a outro órgão social.

O Conselho de Administração poderá delegar num ou mais administradores ou numa Comissão Executiva constituída por três ou cinco administradores, a gestão corrente da sociedade, cabendo ainda ao Conselho de Administração a escolha do Presidente dessa mesma (artigo 13.º, n.º 2 dos Estatutos da Sociedade).

O Conselho de Administração reunirá sempre que o seu Presidente ou outros dois administradores o convoquem e só poderá deliberar estando presente ou representados a maioria dos seus membros (artigo 13.º, n.º 4 dos estatutos da Sociedade).

Na sua primeira reunião, o Conselho de Administração deverá escolher de entre os seus membros o respectivo Presidente, e se o entender, um Vice-Presidente (artigo 13.º, n.º 5 dos estatutos da Sociedade).

Qualquer administrador poderá, para cada reunião, fazer-se representar por outro administrador, por carta dirigida ao Presidente do Conselho de Administração (artigo 13.º, n.º 6 dos estatutos da Sociedade).

No quadro abaixo, indicamos a composição do Conselho de Administração bem como as responsabilidades e pelouros dos seus membros durante o exercício de 2009:

Membros Responsabilidades Pelouros
Miguel Maria de Sá Pais do Amaral Presidente Coordenação do Conselho
Frederico José Appleton Moreira Rato Vice-Presidente Estratégia, Recursos Humanos, Comunicação
e Compliance.
José António da Costa Gatta Administrador Operações internacionais
Fernando Manuel Fonseca Santos Administrador Acompanhamento e avaliação da gestão da
sociedade
António do Pranto Nogueira Leite Administrador Acompanhamento e avaliação da gestão da
sociedade. Preside as Comissões Específicas
Rui Miguel de Freitas e Lamego Ferreira Administrador Coordenação das actividades operacionais
que compõem o Grupo Reditus em Portugal e
dinamização das parcerias estabelecidas
Francisco José Martins Santana Ramos Administrador/CFO Financeiro, Controle de Gestão e M&A
António Maria de Mello Silva Cesar e Menezes Administrador Operações internacionais
José Manuel Marques da Silva Lemos Administrador Acompanhamento e avaliação da gestão da
sociedade

Nos termos do disposto no artigo 407º n.º 4 do Código das Sociedades Comerciais, as matérias indelegáveis pelo Conselho de Administração são as seguintes:

  • a) Cooptação de administradores;
  • b) Pedido de convocação de Assembleias Gerais;
  • c) Elaboração dos Relatórios e contas anuais;
  • d) Prestação de cauções e garantias pessoais ou reais pela Sociedade;
  • e) Mudança de sede e aumentos de capital;
  • f) Deliberação sobre projectos de fusão, de cisão e de transformação da Sociedade

Comissão Executiva - constitui o órgão responsável pela gestão corrente da sociedade, detendo todos os poderes de decisão e representação necessários e/ou convenientes ao exercício da actividade que constitui o objecto social da mesma e cuja delegação a lei não proíba, nomeadamente executar os objectivos e as políticas de gestão da sociedade, elaborar os planos de actividade e financeiros anuais, gerir os negócios sociais, estabelecer a politica de recursos humanos da sociedade e do Grupo Reditus.

Nos termos previstos no artigo 407º., n.º 3 e 4 do Código das Sociedades Comerciais e do artigo 13.º, n.º 2 dos Estatutos da Sociedade, Conselho de Administração poderá delegar num ou mais administradores ou numa Comissão Executiva a gestão corrente da sociedade. Em Março de 2008 foi constituída uma Comissão Executiva composta por 5 membros. Em reunião realizada a 20 de Abril de 2009, o Conselho de Administração da Reditus SGPS, S.A deliberou alterar para 3 os membros da sua Comissão Executiva, na sequência da renúncia das suas funções dos administradores José António Gatta e Fernando Fonseca Santos que passaram a exercer funções de administradores não executivos.

Membros Responsabilidade
Frederico José Appleton Moreira Rato Presidente
Rui Miguel de Freitas e Lamego Ferreira Administrador
Francisco José Martins Santana Ramos Administrador/CFO

Os membros da Comissão Executivo e respectivas responsabilidades são como se segue:

De acordo com o regulamento da Comissão Executiva, as reuniões deste órgão são convocadas pelo seu presidente, por sua iniciativa ou a pedido dos outros dois dos seus membros, devendo reunir pelo menos uma vez por mês. As reuniões devem ser convocadas com 3 dias de antecedência através de correio electrónico, sem prejuízo de poderem ser agendadas com outra antecedência e por outra forma, desde que tal marcação reúna o acordo de todos os seus membros. A Comissão Executiva não pode deliberar sem que esteja presente a maioria dos seus membros.

Qualquer Administrador pode estar presente e intervir nas reuniões da Comissão Executiva através de meios de comunicação que assegurem, em tempo real, a transmissão e recepção simultâneas de voz ou de voz e imagem, desde que essa forma de intervenção seja aprovada, por maioria de dois terços dos participantes, no início da respectiva reunião.

Com excepção dos casos em que a lei exija maiorias qualificadas, as deliberações da Comissão Executiva são tomadas por maioria simples dos votos. Em caso de empate na votação, o Presidente tem voto de qualidade.

O Presidente da Comissão Executiva remeteu ao Presidente do Conselho de Administração e ao Presidente do Conselho Fiscal, as convocatórias e as actas das respectivas reuniões.

Os administradores executivos, quando solicitados por outros membros dos órgãos sociais, prestaram, em tempo útil e de forma adequada, todas as informações por aqueles requeridas.

Conselho Fiscal - constitui o órgão responsável pela fiscalização dos negócios da sociedade nos termos previstos do artigo 16.º dos Estatutos da Reditus, competindo-lhe, em especial:

  • Fiscalizar a administração da Sociedade e vigiar pela observância da lei e do Contrato de Sociedade;
  • Verificar a exactidão dos documentos de prestação de contas preparados pelo Conselho de Administração e fiscalizar a respectiva revisão;

  • Elaborar anualmente relatório sobre a sua acção fiscalizadora e dar parecer sobre o relatório, contas e propostas apresentados pela administração;

  • Fiscalizar o processo de preparação e de divulgação de informação financeira;
  • Propor à Assembleia Geral a nomeação do revisor oficial de contas;
  • Proceder à supervisão e avaliação da actividade do Auditor Externo;
  • Convocar a Assembleia Geral sempre que o presidente da respectiva mesa o não faça devendo fazêlo.

O Conselho Fiscal é o primeiro interlocutor da empresa e o primeiro destinatário dos relatórios do auditor externo, cuja actividade é por si acompanhada e supervisionada. Este Conselho propõe o auditor externo a respectiva remuneração e zela para que sejam asseguradas, dentro da empresa, as condições adequadas à prestação dos serviços. O Conselho Fiscal propõe também à Assembleia Geral a sua destituição sempre que se verifique justa causa para o efeito.

O Conselho Fiscal dispõe do seu próprio regulamento de funcionamento, no qual se estabelecem as normas que regulam a sua organização e funcionamento.

Os relatórios anuais sobre a actividade desenvolvida pelo Conselho Fiscal constam nos Relatórios e Contas divulgados no sítio da internet da sociedade, www.reditus.pt.

Revisor Oficial de Contas - a fiscalização da sociedade compete ao Conselho Fiscal e a um Revisor Oficial de Contas.termos previstos do artigo 16.º dos Estatutos da Reditus. O actual Revisor Oficial de Contas da Reditus é a BDO & Associados – SROC, representado por Dr. Manuel Rui dos Santos Caseirão.

II.4. Descrição dos sistemas de controlo interno e de gestão de risco implementados na sociedade, designadamente, quanto ao processo de divulgação de informação financeira.

A Reditus dispõe de uma unidade de Auditoria Interna que tem como função a detecção eficaz de riscos ligados à actividade da empresa.

São, nomeadamente, considerados como principais riscos a evitar:

  • Excessiva concentração de projectos em reduzido número de Clientes;
  • Estabelecimento de plafonds e investimentos desproporcionados em função dos serviços a prestar e das operativas a montar;
  • Contratualização rígida em termos de (i) penalizações por atrasos ou incumprimentos dos objectivos estabelecidos com os Clientes (ii) dilação dos prazos de recebimento dos Clientes (iii) outras condições onerosas;
  • Deficiente gestão da carteira de colaboradores, com o inerente acréscimo de custos;
  • Deperecimento rápido das soluções informáticas desenvolvidas para os Clientes,
  • Incompreensão ou o desajustamento perante as necessidades dos Clientes ou das exigências do mercado.

Assim, a auditoria deverá realizar um controlo continuado sobre as seguintes áreas:

  • Financeira (contabilidade, reporting, orçamento)
  • Recursos humanos (recrutamento e gestão)
  • Comercial (Clientes/fornecedores, controlo de qualidade)

Existem 4 comissões específicas no Grupo Reditus coordenadas pelo administrador independente António Nogueira Leite, cujo funcionamento articulado permite uma avaliação constante do cumprimento das regras relativas à estrutura das sociedades. As comissões têm as seguintes composição e competências:

- Conselho Estratégico: este órgão tem como competências assistir o Conselho de Administração na prossecução dos seus objectivos comerciais e na definição de soluções para a realidade empresarial a médio e longo prazo. É composto pelo Dr. Luis Manuel Mena Gravito, Dr. Jorge Pereira da Costa, Prof. Engº. Manuel Valssassina Heitor (actualmente com mandato suspenso por virtude do exercício de funções governativas), Prof. Doutor António Monteiro Fernandes e Dr. António Magalhães Cardoso.

- Comissão de Gestão Económico-Financeira: este órgão tem como objectivo principal assistir o Conselho de Administração na verificação adequada dos instrumentos de supervisão da situação económico-financeira e no exercício da função de controlo das empresas integradas no Grupo Reditus. É composto pelo Professor Doutor Rui Alpalhão e Dr. Miguel Garcia Lopes.

- Comissão de Acompanhamento Jurídico-Fiscal: este órgão tem como especial objectivo assistir o Conselho de Administração na actualização das suas estruturas e procedimentos das empresas integradas no grupo Reditus à evolução permanente do ordenamento jurídico e fiscal. É composta pelo Dr. Rui António Gomes Nascimento Barreira e Dr. José Maria Rebelo de Andrade e Sousa.

  • Comissão de Acompanhamento InterRelacional: este órgão tem como missão assistir o Conselho de Administração na definição dos perfis e características dos seus parceiros estratégicos, Clientes, trabalhadores, colaboradores e comissários e criação de um padrão de comportamento nas relações da sociedade com o exterior. É composta pelo Dr. Diogo Lacerda Machado e Dr. José Gonçalo Maury.

II.5. Poderes do órgão de administração, nomeadamente no que respeita a deliberações de aumento de capital.

No que respeita a deliberações de aumento de capital, o Conselho de Administração poderá, por simples deliberação, aumentar o capital social, por entradas em dinheiro, por uma ou mais vezes, até ao limite se setenta e cinco milhões de euros (artigo 6.º dos estatutos da Sociedade).

II.6. Indicação sobre a existência de regulamentos de funcionamento dos órgãos da sociedade, ou outras regras relativas a incompatibilidades definidas internamente e a número máximo de cargos acumuláveis, e o local onde os mesmos podem ser consultados.

Existem regulamentos de funcionamento do Conselho de Administração da Comissão Executiva e do Conselho Fiscal podendo os mesmos ser consultados no sítio da sociedade.

Quanto a incompatibilidades, não existe qualquer lista definida internamente pelo órgão de administração nem número máximo de cargos acumuláveis pelos administradores em órgãos de administração de outras sociedades

II.7. Regras aplicáveis à designação e à substituição dos membros do órgão de administração e de fiscalização.

Não estão previstas regras definidas para a designação e substituição dos membros do órgão de administração. Em relação aos membros do órgão de fiscalização da sociedade, estes são eleitos de três em três anos pela Assembleia Geral.

II.8. Número de reuniões dos órgãos de administração e fiscalização e de outras comissões constituídas com competência em matéria de administração e fiscalização durante o exercício em causa.

O número de reuniões dos órgãos de administração e de fiscalização durante o exercício de 2009 foi o seguinte:

Conselho de Administração: 11

Comissão Executiva: 19

Conselho Fiscal: 4

II.9. Identificação dos membros do Conselho de Administração e de outras comissões constituídas no seu seio, distinguindo-se os membros executivos dos não executivos e, de entre estes, discriminando os membros que cumprem as regras de incompatibilidade previstas no n.º 1 do artigo 414.º-A do Código das Sociedades Comerciais, com excepção da prevista na alínea b), e o critério de independência previsto no n.º 5 do artigo 414.º, ambos do Código das Sociedades Comerciais

O quadro abaixo indica a composição do Conselho de Administração a 31 de Dezembro de 2009, com descriminação dos membros executivos dos não executivos:

Membros Categoria
Miguel Maria de Sá Pais do Amaral Não Executivo
Frederico José Appleton Moreira Rato Executivo
José António da Costa Limão Gatta Não Executivo
Fernando Manuel Fonseca Santos Não Executivo
António do Pranto Nogueira Leite Não Executivo
Rui Miguel de Freitas e Lamego Ferreira Executivo
Francisco José Martins Santana Ramos Executivo
António Maria de Mello Silva Cesar e Menezes Não Executivo
José Manuel Marques da Silva Lemos Não Executivo

No âmbito dos membros não executivos do Conselho de Administração, o Professor Doutor António Nogueira Leite e o Dr. José Manuel Marques da Silva Lemos cumprem as regras de incompatibilidade previstas no n.º 1 do artigo 414.º-A do Código das Sociedades Comerciais, com excepção da prevista na alínea b), e o critério de independência previsto no n.º 5 do artigo 414.º, ambos do Código das Sociedades Comerciais.

II.10. Qualificações profissionais dos membros do Conselho de Administração, a indicação das actividades profissionais por si exercidas, pelo menos, nos últimos cinco anos, o número de acções da sociedade de que são titulares, data da primeira designação e data do termo de mandato.

O s membros do Conselho de Administração possuem as seguintes qualificações académicas experiência profissionais, pelo menos, nos últimos 5 anos:

RELATÓRIO E CONTAS CONSOLIDADO 2009

Administrador Qualificações Académicas Experiência Profissional
Miguel Maria de Sá
Pais do Amaral

Licenciatura em Engenharia Mecânica pelo
IST (Instituto Superior Técnico de Lisboa)
Presidente do Grupo Leya, Quifel Holding,
Companhia das Quintas
MBA do INSEAD, Fontainebleau – France
Administrador de empresas

Director da Gryphon Holdings, Gryphon
Investment Bank e da Freedom INTL
Consultor na Partex CPS, Lisbon – Portugal
Credit Officer na Midland Bank –Madrid
Investment Specialist na Goldman Sachs em
Londres
Associate da Goldman Sachs & Co. em New
York
Frederico José
Appleton Moreira

Licenciatura em Matemática pela Faculdade
de Ciências da Universidade de Lisboa

Director da APESI – Associação Portuguesa
das Empresas de Serviços de Informática
Rato Pós-Graduações em Biometria e Taxonomia
Numérica

Director e fundador da APRITEL – Associação
dos Operadores Privados de Telecomunicações

Representante da Reditus na Cotec

Membro do Conselho Geral da APDSI –
Associação para a Promoção e Desenvolvimento
da Sociedade de Informação
• Presidente da Associação Portugal Outsourcing
Administrador de empresas
José António da Licenciatura em Engenharia Electrotécnica Membro Ordinário da Ordem do Engenheiros
Costa Limão Gatta pela Academia Militar Administrador de empresas
Chief Executive Officer da Giessen
Management GmbH (München-D)
General Sales & Marketing Manager da
Coors
Ceramics Europe Ltd (Glenrothes-Scotland)
European Product Manager General Electric
Ceramics Inc
Senior Technical Marketing Engineer da 3M
Electrical Laboratories
Software Engineer
ITT-Europe - Int'l Telecommunications Center
(Bruxelles-B)
Fernando Manuel
Cardoso Malheiro
Licenciatura em Direito pela Universidade
Clássica de Lisboa
Advocacia (especialização em Banca de
Investimento)
da Fonseca Santos Administrador de empresas

RELATÓRIO E CONTAS CONSOLIDADO 2009

António do Pranto
Nogueira Leite
Licenciatura em Economia pela
Universidade Católica Portuguesa
MSc in Economics, University of Illinois
(USA)
PhD in Economics, University of Illinois
(USA)
Agregação em Microeconomia, Universidade
Nova de Lisboa
Prof. Catedrático

Administrador de empresas
Presidente do CA da Global Union, S.A
Presidente do CG da OPEX, SA
Vice-Presidente Forum para a Competitividade
Rui Miguel de
Freitas e Lamego
Ferreira
Licenciatura em Matemática
Especialização em Sistemas de Informação
Especialização em Investigação Operacional
Pós-Graduação em Gestão de Empresas
Administrador de empresas
Francisco José
Martins Santana
Ramos

Licenciatura em Engenharia Civil pelo
Instituto Superior Técnico de Lisboa
Mestrado em Gestão de Empresas
Universidade Nova de Lisboa
Administrador de empresas
Project Manager da McKinsey & Company
Gestor de Produto e Responsável Adjunto das
instalações de Cabo Ruivo da Royal Dutch /Shell
Group

Chefe de Projecto da Profabril, Centro de
Projectos, SA
António Maria de
Mello Silva Cesar e
Menezes
Licenciatura em Engenharia de Sistemas
pelo Instituto Superior Técnico (ISMA)
Realização do XXV PADE (Programa de
Alta Direcção de Empresas)
Fundador e Presidente do Grupo Makbel, SA
em Angola

Director das relações externas da ONI
Administrador de Nelson Quintas e filhos
Chefe de Gabinete na Secretária de Estado das
Comunidades Portuguesas
José Manuel
Marques da Silva
Lemos

Licenciatura em Economia pelo Instituto
Superior de Economia da Universidade
Técnica de Lisboa
Pós-Graduações em Estudos Europeus pela
Faculdade de Direito da Universidade de
Coimbra
Administrador de empresas

Assistente convidado da Faculdade de
Economia do Porto

Assistente da Universidade do Minho
Accionista fundador e Vice-Presidente do
Central de Investimento, S.A.
Accionista fundador e Vice-Presidente do
Central de Investimento, S.A.

Membro do Conselho de Administração Nº de Acções % do capital social Miguel Maria de Sá Pais do Amaral 0 0% Frederico José Appleton Moreira Rato 191.911 2,15% José António da Costa Limão Gatta 0 0% Fernando Manuel Malheiro da Fonseca Santos 702.135 7,87% António Nogueira Leite 0 0% Rui Miguel de Freitas e Lamego Ferreira 0 0% Francisco José Martins Santana Ramos 0 0% António Maria de Mello Silva Cesar e Menezes 0 0% José Manuel Marques da Silva Lemos 0 0%

Em 31 de Dezembro de 2009, o número de acções representativas do capital social detido por cada um dos membros do Conselho de Administração era a seguinte:

De seguida indicamos a data da primeira designação e data do termo de mandato de cada um dos Membros de administração:

Membro do Conselho de Administração Data da 1ª designação Data do termo
Miguel Maria de Sá Pais do Amaral Mar -2008 2010
Frederico José Appleton Moreira Rato Mar -1982 2010
José António da Costa Limão Gatta Mar- 2000 2010
Fernando Manuel Malheiro da Fonseca Santos Mar- 2000 2010
António Nogueira Leite Mar- 2002 2010
Rui Miguel de Freitas e Lamego Ferreira Mar-2004 2010
Francisco José Martins Santana Ramos Jul-2009 2010
António Maria de Mello Silva Cesar e Menezes Abr-2009 2010
José Manuel Marques da Silva Lemos Abr-2009 2010

II.11. Funções que os membros do órgão de administração exercem em outras sociedades, discriminando-se as exercidas em outras sociedades do mesmo grupo.

RELATÓRIO E CONTAS CONSOLIDADO 2009

Administrador Outras Sociedades Categoria
Miguel Maria de Sá Pais do Partrouge, SGPS, S.A Presidente do CA
Amaral 2nd CARMA- Consultadoria e Investimentos, S.A Presidente do CA
▪ Alfacompetição- Automóveis e Cavalos de competição, S.A Administrador
▪ CGCI, SGPS, S.A Administrador
▪ Diana - Sociedade de Promoção e Investimentos Administrador
Imobiliários,SA Administrador
▪ EDGE Capital, SGPS, S.A Administrador
▪ EDGE Properties, SGPS, S.A Administrador
▪Emergence Capital Partners SL Administrador
▪ First Carma, SGPS, S.A Administrador
▪ Gasabel, Sociedade Imobiliária, S.A Administrador
▪ Gryphon Emerging Markets, PL Administrador
▪ HZVM- Projectos Imobiliários, S.A Administrador
▪ HZVM II- Projectos de Investimentos, S.A Administrador
▪ HZVM III- Projectos Imobiliários, S.A Administrador
▪Lanifos- sociedade de Financiamentos, Lda Administrador
▪Leya, S.A. Administrador
▪Leya, SGPS, S.A. Administrador
▪Lisener – Projectos Energéticos, S.A Administrador
▪Madirest- Soc. de Desen. e Expl. de Restaurantes, S.A Administrador
▪Polistock – Soc. Agro-pecuária Turística e Imobiliária, S. A. Administrador
▪Quifel- Administração de Imóveis, Lda Administrador
▪Quifel Holdings, SGPS, S.A. Administrador
▪Quifel Energia, S.A. Administrador
▪Quifel International Holdings, SGPS, S.A. Administrador
▪ Tecnidata, IF, S.A. Administrador
▪ Agropolvorão, Lda. Gerente
▪ Biobrax Energias Renováveis, Lda Gerente
▪ Ngola Ventures, Lda Gerente
▪ Quifel Biodiesel Brasil SGPS, Lda Gerente
▪Quifel Biodiesel SGPS, S.A. Gerente
▪Quifel Energia-SGPS Unipessoal Lda Gerente
▪Sociedade Agro-Florestal Serra da Pousada, Lda Gerente
▪Somarecta, Lda Gerente
▪ Top Building, Lda Gerente
Frederico José Appleton Moreira Reditus Imobiliária,SA Presidente do CA
Rato JM Consultores de Informática e Artes Gráficas, S.A. Presidente do CA
TORA – Sociedade Imobiliária, S.A. Administrador
URCOM – Urbanização e Comércio, S.A., Administrador
Sociedade Agrícola Casal Outeiro de Polima, S.A. Administrador
Pessoa, Pinto & Costa , Lda
Gerente
BCCM – Inovação Tecnológica, Lda Gerente
Lisorta – Assistência Técnica, Lda Gerente
José António da Costa Limão ELAO – SGPS, S.A., Presidente do CA
Gatta
Caleo, S.A. (Versalhes, França),
Presidente do CA

Giessen Beteiligungs KG (Munique, Alemanha)
Presidente do CA
Fernando Manuel Malheiro da Geocapital - Investimentos Estratégicos, SA Administrador
Fonseca Santos BAO - Banco África Ocidental, SA
Administrador
Moza Banco, SA
Administrador
Tecnidata IF SGPS, S.A
Administrador
Reditus Imobiliária, SA
Administrador
ALL2IT Infocomuncações, S.A
Administrador
António do Pranto Nogueira Leite CUF - Companhia União Fabril, SGPS, SA
Administrador
CUF - Químicos Industriais, SA
Administrador
Brisa – Auto-estradas de Portugal, SA
Administrador
Comitur - SGPS, SA Administrador
Comitur Imobiliária, SA Administrador
Efacec Capital, SGPS,SA Administrador
José de Mello Saúde SGPS, SA Administrador
Herdade do Vale da Fonte - Soc. Agrícola, Turística e
Imobiliária, S.A.
Administrador
Soc. Imobiliária e Turística do Cojo, S.A. Administrador

OPEX, SGSNM, S.A

Presidente do CA
Banif Investment, SA Vice-Presidente do CC
Instituto de Gestão do Crédito Público Membro do CC
Comunidade Portuária de Aveiro Presidente da Direcção
Associação Oceano XXI Presidente da Direcção
EDP Renováveis, SA
Administrador
Instituto Português de Relações Internacionais, UNL Vogal da Direcção

RELATÓRIO E CONTAS CONSOLIDADO 2009

Rui Miguel de Freitas e Lamego Reditus Gestão - Sociedade de Participações Sociais Presidente do CA
Ferreira
Redware Sistemas de Informação, SA

Administrador

Redware Centro de Serviços, SA

Administrador
Tecnidata SI Serviços e Equipamentos de Informática, SA
Administrador
Tecnidata IF – Investimentos Financeiros SGPS, S.A.
Administrador
Reditus II – Telecomunicações, S.A.
Administrador
Reditus Imobiliária, SA.
Administrador
BCCM – Inovação Tecnológica, Lda
Gerente

Four Tops Invest. Portugal Gestão Imob. Unipessoal,Lda

Gerente
Four Tops Invest. - Eng e Gestão Fin. Unipessoal, Lda., Gerente
Inventum – Soc. Gestora de Participações Sociais, Lda,
Gerente
Inventum – Serviços de Consultoria e Gestão Financeira,
Unipessoal, Lda.

Gerente
Francisco José Martins Santana Reditus Gestão - Sociedade de Participações Sociais Administrador
Ramos
Redware Sistemas de Informação, SA

Administrador

Redware Centro de Serviços, SA

Administrador
Tecnidata SI Serviços e Equipamentos de Informática, SA
Administrador
Tecnidata IF SGPS, S.A
Administrador
Reditus II – Telecomunicações, S.A.
Administrador
Reditus Imobiliária, SA.
Administrador
BCCM – Inovação Tecnológica, Lda
Administrador
ROFF Consultores Independentes, SA
Administrador
• Tecnisuporte ,Sistemas Informáticos S.A.
Administrador
Partblack S.A
Administrador
Quifel International Holdings SGPS
Administrador
Companhia das Quintas SGPS
Administrador
António Maria de Mello Silva Tecnidata IF SGPS, S.A
Administrador
Cesar e Menezes ALL2IT Infocomuncações, S.A.
Administrador
José Manuel Marques da Silva Lynex Capital Partners, S.A Presidente do CA e
Lemos Consultor independente

II.12. Identificação dos membros do Conselho Fiscal, discriminando-se os membros que cumprem as regras de incompatibilidade previstas no n.º 1 do artigo 414.º-A e o critério de independência previsto no n.º 5 do artigo 414.º, ambos do Código das Sociedades Comerciais.

O Conselho Fiscal é composto por um Presidente, Dr. Rui António Gomes do Nascimento Barreira, dois Vogais, Eng.º Alfredo Francisco Aranha Salema Reis e Dr. José Maria Franco O'Neill e um suplente Dr. Pedro Xavier de Barros Serra Marques Guedes.

Com excepção do Dr. Pedro Xavier de Barros Serra Marques Guedes, suplente do Conselho Fiscal, todos os membros do Conselho Fiscal cumprem as regras de incompatibilidade previstas no n.º 1 do artigo 414.º-A e o critério de independência previsto no n.º 5 do artigo 414.º, ambos do Código das Sociedades Comerciais.

O Dr. Pedro Xavier de Barros Serra Marques Guedes é Administrador da Partrouge, SGPS, S.A, podendo nessa medida encontrar-se em situação de incompatibilidade segundo a alínea c) do n.º 1 do Artigo 414-A do Código das Sociedades Comerciais.

II.13. Qualificações profissionais dos membros do Conselho Fiscal, a indicação das actividades profissionais por si exercidas, pelo menos, nos últimos cinco anos, o número de acções da sociedade de que são titulares, data da primeira designação e data do termo de mandato.

Os membros do Conselho Fiscal possuem as seguintes qualificações académicas e experiência profissionais, pelo menos, nos últimos 5 anos:

Membro Qualificações Académicas Experiência Profissional
Rui António Gomes
do Nascimento

Licenciatura em Direito pela Faculdade de
Direito de Lisboa
Professor da Faculdade de Direito da
Universidade Nova
Barreira ▪ Responsável no Curso de Pós Graduação sobre
Imobiliário no ISCTE
▪ Advogado
▪ Membro da Comissão de Reforma Fiscal dos
Impostos sobre o Rendimento
▪ Colaborador da Comissão de Reforma do
Processo Tributário
Alfredo Francisco
Aranha Salema

Licenciatura em Engenharia Mecânica pelo
Instituto Superior Técnico

Presidente do Conselho de Gerência da
Granital – Granitos de Portugal, Lda e da Graper
– Granitos de Pêro Pinheiro, Lda.
▪ Presidente do Conselho de Administração da
Silver – White – Granitos de Vimieiro, S.A. e da
Sociedade Agrícola do Lodeiro, S.A.
▪ Sócio-Gerente da Socomina – Sociedade
Comercial e Industrial de Viana, Lda.
▪ Director da sociedade Minas de Jalles, Lda
▪ Gerente da sociedade Mina do Pintor, Lda
José Maria Franco Licenciatura em Organização e Gestão de Administrador do Metropolitano de Lisboa, EP,
O'Neill Empresas pelo ISCTE (Instituto Superior de da Sotrans, S.A., da Ensitrans, Aeie, da
Ciências do Trabalho e da Empresa) Companhia Portuguesa de Trefilaria, SA e da
Socitrel – Sociedade Industrial de Trefilaria, SA
▪ Assessor de Administração da BC1 – Soc.
Const. S.A.
▪ Gerente da Dial – Distribuidora de Arames, Lda.,
da Dinaço – Soc. Metal dos Açores, Lda.
Pedro Xavier de
Barros Serra
Marques Guedes
Licenciatura em Administração e Gestão de
Empresas, pela Universidade Católica ISCTE
(Instituto Superior de Ciências do Trabalho e
da Empresa)
▪ Director-Geral da Quifel, Holdings, SGPS, S.A
▪ Administrador d e empresas
▪ Consultor
na McKinsey & Company
▪ Técnico de Gestão no Grupo Entreposto
▪ Direcção de Marketing da Sonae.com
▪ Direcção de Marketing da Espírito Santo Saúde

Os membros do Conselho Fiscal não detinham quaisquer acções ou obrigações, em 31 de Dezembro de 2008, não tendo realizado transacções com quaisquer títulos da Reditus SGPS, SA.

De seguida indicamos a data da primeira designação e data do termo de mandato de cada um dos Membros do Conselho Fiscal:

Membro Data da 1ª designação Data do termo
Rui António Gomes do Nascimento Barreira 2002 2010
Alfredo Francisco Aranha Salema 2005 2010
José Maria Franco O'Neill 2008 2010
Pedro Xavier de Barros Serra Marques Guedes 2008 2010

II.14. Funções que os membros do Conselho Fiscal exercem em outras sociedades, discriminando-se as exercidas em outras sociedades do mesmo grupo.

De seguida indicamos as funções exercidas em outras sociedades pelos membros do Conselho Fiscal:

Membro Outras Sociedades Categoria
Rui António Gomes do Benfica SAD Membro do Conselho Fiscal
Nascimento Barreira ▪ Faculdade de Direito da Universidade Nova ▪ Professor
▪ Centro Jurídico da Presidência do Conselho de
Consultor
Ministros
Consultor do Centro Jurídico da
Presidência do Conselho de Ministros
Alfredo Francisco Aranha Granital – Granitos de Portugal, Lda
Presidente do Conselho de Gerência
Salema ▪ Graper – Granitos de Pêro Pinheiro, Lda ▪ Presidente do Conselho de Gerência
▪ Silver – White – Granitos de Vimieiro, S.A. ▪ Presidente do CA
▪ Sociedade Agrícola do Lodeiro, S.A. ▪ Presidente do CA

Socomina – Sociedade Comercial e Industrial
▪ Sócio-Gerente
de Viana, Lda.
Pedro Xavier de Barros ▪ Quifel, Holdings, SGPS, S.A ▪ Director-Geral
Serra Marques Guedes ▪ Planet One, SA ▪ Presidente do CA
▪ Partrouge, SGPS, SA ▪ Administrador
▪ Editorial Caminho, S.A. ▪ Administrador
▪ Leya, SA ▪ Administrador
▪ Asa, SA ▪ Administrador

II.15. Identificação dos membros do conselho geral e de supervisão e de outras comissões constituídas no seu seio, discriminando-se, os membros que cumprem as regras de incompatibilidade previstas no n.º 1 do artigo 414.º-A, incluindo a alínea f), e o critério de independência previsto no n.º 5 do artigo 414.º, ambos do Código das Sociedades Comerciais.

Não aplicável

II.16. Qualificações profissionais dos membros do conselho geral e de supervisão e de outras comissões constituídas no seu seio, a indicação das actividades profissionais por si exercidas, pelo menos, nos últimos cinco anos, o número de acções da sociedade de que são titulares, data da primeira designação e data do termo de mandato.

Não aplicável

II.17. Funções que os membros do conselho geral e de supervisão e de outras comissões constituídas no seu seio exercem em outras sociedades, discriminando-se as exercidas em outras sociedades do mesmo grupo.

Não aplicável

II.18. Descrição da política de remuneração, incluindo, designadamente, os meios de alinhamento dos interesses dos administradores com o interesse da sociedade e a avaliação do desempenho, distinguindo os administradores executivos dos não executivos, e um resumo e explicação da política da sociedade relativamente aos termos de compensações negociadas contratualmente ou através de transacção em caso de destituição e outros pagamentos ligados à cessação antecipada dos contratos.

De acordo com o nº 7 do artigo 13º dos estatutos da sociedade, as remunerações dos membros do Conselho de Administração é fixada por uma Comissão de Remunerações constituída por três membros eleitos trienalmente pela Assembleia Geral.

Na Assembleia Geral de Abril de 2009 foram aprovados os critérios que presidiram à fixação das remunerações dos membros do Conselho de Administração para o ano de 2009. Estes critérios incluíram uma conjugação da relevância das áreas de gestão executiva que constituem o pelouro de cada administrador e o número de anos no exercício efectivo dessas funções na sociedade.

No que respeita a remuneração variável dos titulares do órgão de administração, esta é fixada atendendo à ponderação conjugada do resultado líquido consolidado, do EBITDA e da evolução anual da cotação das acções.

Os administradores não executivos apenas são remunerados com um salário fixo ou com senhas de presenças, não contendo qualquer componente variável no salário.

Os estatutos da Sociedade, porém, prevêem no nº 8 do artigo13º, que as remunerações dos membros dos órgãos de administração poderão ser certas ou consistir, parcialmente, numa percentagem dos lucros do exercício, sendo que a percentagem dos lucros globalmente destinada aos administradores não pode exceder dez por cento.

A Reditus não dispõe de qualquer sistema de incentivos com acções.

É preocupação da Comissão de Remunerações que os prémios dos membros do Conselho de Administração tenham em atenção não apenas o desempenho do exercício mas também a adequada sustentabilidade dos resultados nos exercícios vindouros.

II.19. Indicação da composição da comissão de remunerações ou órgão equivalente, quando exista, identificando os respectivos membros que sejam também membros do órgão de administração, bem como os seus cônjuges, parentes e afins em linha recta até ao 3.ºgrau, inclusive.

A Comissão de Remunerações é composta pelos Senhores Presidente da Assembleia Geral, Dr. Diogo Lacerda Machado, Presidente do Conselho Fiscal, Dr. Rui Barreira, e Dr. Jorge Pereira da Costa todos membros independentes face ao órgão de administração.

Normalmente estão presentes nas assembleias-gerais dois representantes da Comissão de Remunerações, o Presidente da Assembleia Geral, Dr. Diogo Lacerda Machado e o Presidente do Conselho Fiscal, Dr. Rui Barreira.

II.20. Indicação da remuneração, individual ou colectiva, entendida em sentido amplo, de forma a incluir, designadamente, prémios de desempenho, auferida, no exercício em causa, pelos membros do órgão de administração. Esta indicação deve incluir o seguinte:

a) Explicitação da importância relativa das componentes variáveis e fixas da remuneração dos administradores, assim como indicação acerca do eventual diferimento do pagamento da componente variável;

Em 2009, as remunerações atribuídas aos membros do Conselho de Administração da Reditus ascenderam ao montante de 792.270 euros. A componente variável não foi atribuída no exercício de 2009.

b) Distinção da importância devida aos administradores executivos em relação à devida aos não executivos;

O quadro abaixo indica a remuneração auferida por cada um dos elementos do Conselho de Administração, com descriminação dos membros executivos dos não executivos:

Administradores Remuneração
Anual
Executivos 442 032
Frederico Moreira Rato 195 579
Miguel Ferreira 140 000
Francisco Santana Ramos 35 000
Teresa Simões 71 453
Não Executivos 350 238
Miguel Pais do Amaral 72 139
José António Gatta 69 831
Fernando Fonseca Santos 46 109
António Nogueira Leite 40 351
António Maria de Mello 98 000
José Manuel Silva Lemos 23 808

As remunerações atribuídas aos membros da administração durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2009 ascenderam a 792.270 euros, dos quais 442.032 aos administradores executivos e 350.238 aos administradores não executivos.

c) Informação suficiente sobre os critérios em que se baseia qualquer direito a acções, a opções sobre acções ou a componentes variáveis da remuneração;

Conforme descrito no ponto II.18 supra, as remunerações dos membros do órgão de administração estão dependentes dos resultados da sociedade e da evolução da cotação das acções por esta emitida.

d) Informação suficiente sobre a ligação entre a remuneração e o desempenho;

Informação disponibilizada nas alíneas c) e e)

e) Identificação dos principais parâmetros e fundamentos de qualquer sistema de prémios anuais e de quaisquer outros benefícios não pecuniários;

Informação disponibilizada no ponto II.18.

f) Atribuição de acções e ou direitos de adquirir opções sobre acções e ou a qualquer outro sistema de incentivos com acções;

A Reditus não dispõe de qualquer sistema de incentivos com acções.

g) Remuneração paga sob a forma de participação nos lucros e/ou de pagamento de prémios e os motivos por que tais prémios e ou participação nos lucros foram concedidos;

No exercício de 2009, não foram atribuídas aos membros do Conselho de Administração remunerações variáveis.

h) Indemnizações pagas ou devidas a ex-administradores executivos relativamente à cessação das suas funções durante o exercício;

Durante o exercício de 2009, foi paga uma indemnização no valor de 350.000 euros relativamente à cessação da função de CFO da administradora Teresa Simões.

i) Montantes a qualquer título pagos por outras sociedades em relação de domínio ou de grupo;

Do total de 792.270 euros de remunerações pagas aos Órgãos de Administração, 172.588 euros foram pagas por outras sociedades em relação de domínio ou de grupo.

j) Descrição das principais características dos regimes complementares de pensões ou de reforma antecipada para os administradores;

Não existe quaisquer regimes complementares de pensões ou de reforma antecipada para os administradores.

l) Estimativa do valor dos benefícios não pecuniários relevantes considerados como remuneração não abrangidos nas situações anteriores.

Não existem benefícios não pecuniários relevantes considerados como remuneração.

II.21. Indicação, em termos individuais, dos montantes cujo pagamento esteja previsto, independentemente da sua natureza, em caso de cessação das funções durante o mandato, quando excedam o dobro da remuneração mensal fixa.

Não está previsto qualquer pagamento em caso de cessação das funções durante o mandato.

II.22. Informação sobre a política de comunicação de irregularidades adoptada na sociedade

Os colaboradores da Reditus devem comunicar quaisquer práticas irregulares que detectem ou de que tenham conhecimento ou fundadas suspeitas, de forma a prevenir ou impedir irregularidades que possam provocar danos graves à Reditus e aos seus colaboradores, Clientes, parceiros e accionistas. A referida comunicação deve ser efectuada por escrito e conter todos os elementos e informações de que o Colaborador disponha e que julgue necessários para a avaliação da irregularidade. O Colaborador pode ainda solicitar tratamento confidencial quanto à origem da comunicação.

Compete à Unidade de Auditoria e Controlo receber todas as comunicações de colaboradores de eventuais irregularidades ocorridas no seio da sociedade e determinar as acções relativamente aos procedimentos a adoptar, dando conhecimento destas à CFO.

Capítulo III. Informação

III.1. Estrutura de capital, incluindo indicação das acções não admitidas à negociação, diferentes categorias de acções, direitos e deveres inerentes às mesmas e percentagem de capital que cada categoria representa.

O capital social é de 44.630.250 euros, integralmente subscrito e realizado em dinheiro, representado por 8.926.050 acções com de valor nominal unitário de 5 euros.

As acções são todas tituladas e ao portador, embora seja permitida estatutariamente a sua conversão em escriturais e nominativas. Todos os direitos e deveres inerentes a todas as acções são iguais. As acções encontram-se todas admitidas à negociação.

III.2. Participações qualificadas no capital social do emitente, calculadas nos termos do artigo 20.º do Código dos Valores Mobiliários.

No quadro abaixo indicamos as participações qualificadas no capital social da Reditus SGPS, SA a 31 de Dezembro de 2009.

Titular com participação qualificada Nº de Acções % Capital
Social
% Direitos de
Voto
Miguel Pais do Amaral
Directamente 0 0,00% 0,00%
Através da Courical Holding BV 1.408.927 15,78% 16,11%
Através da Partrouge SGPS 1.090.254 12,21% 12,47%
Total imputável 2.499.181 28,00% 28,58%
José António da Costa Limão Gatta
Directamente 0 0,00% 0,00%
Através da ELAO SGPS, SA 1.480.000 16,58% 16,93%
Total imputável 1.480.000 16,58% 16,93%
Frederico Moreira Rato
Directamente 191.911 2,15% 2,19%
Total imputável 191.911 2,15% 2,19%
SACOP - Soc. Agrícola do Casal do Outeiro do Polima, S.A.
Directamente 45.145 0,51% 0,52%
Através de Frederico Moreira Rato 191.911 2,15% 2,19%
Através da Lisorta, Lda 1.210.124 13,56% 13,84%
Total imputável 1.447.180 16,21% 16,55%
António Maria de Mello
Directamente 0 0,00% 0,00%
Através da António M. de Mello, SGPS 738.498 8,27% 8,45%
Através da Canes Venatici - Investimentos SGPS 154.300 1,73% 1,76%
Total imputável 892.798 10,00% 10,21%
Fernando Manuel Malheiro da Fonseca Santos
Directamente 702.135 7,87% 8,03%
Total imputável 702.135 7,87% 8,03%
Rui Miguel de Freitas e Lamego Ferreira
Directamente 0 0,00% 0,00%
Através da Inventum SGPS, S.A 587.296 6,58% 6,72%
Total imputável 587.296 6,58% 6,72%
Francisco Febrero, Mario Oliveira e Ricardo Regal
Directamente 0 0,00% 0,00%
Através da Greendry SGPS 242.143 2,71% 2,77%
Total imputável 242.143 2,71% 2,77%

III.4. Eventuais restrições à transmissibilidade das acções, tais como cláusulas de consentimento para a alienação, ou limitações à titularidade de acções.

O contrato de sociedade não prevê qualquer restrição à transmissibilidade ou titularidade das acções.

III.5. Acordos parassociais que sejam do conhecimento da sociedade e possam conduzir a restrições em matéria de transmissão de valores mobiliários ou de direitos de voto.

A sociedade desconhece a existência de qualquer acordo parassocial.

III.6. Regras aplicáveis à alteração dos estatutos da sociedade;

Não existem quaisquer regras para a alteração dos estatutos da sociedade a não ser as que decorrem da lei a ela aplicável.

III.7. Mecanismos de controlo previstos num eventual sistema de participação dos trabalhadores no capital na medida em que os direitos de voto não sejam exercidos directamente por estes.

Não está previsto qualquer mecanismo de controlo.

III.8. Descrição da evolução da cotação das acções do emitente, tendo em conta, designadamente: a) A emissão de acções ou de outros valores mobiliários que dêem direito à subscrição ou aquisição de acções; b) O anúncio de resultados; c) O pagamento de dividendos efectuado por categoria de acções com indicação do valor líquido por acção.

A cotação de fecho das acções da Reditus em 2009 foi de 7,34 euros; 3,4% acima do preço de fecho do ano anterior de 7,10 euros.

Em termos de liquidez, foram transaccionadas durante o exercício cerca de 727 mil títulos da Reditus, representando um valor de transacção de 5,3 milhões de euros.

O número médio diário de acções transaccionadas fixou-se em cerca de 3,6 mil títulos, correspondente a um valor médio diário de cerca de 21 mil euros.

A evolução da cotação com identificação dos factos mais relevantes ocorridos ao longo do ano, consta do gráfico seguinte.

Data dos factos mais relevantes:

    1. 06/02/2009 Novos contratos de 2008
    1. 20/02/2009 Celebração de contrato de liquidez
    1. 24/03/2009 Resultados anuais referentes a 2008
    1. 03/04/2009 Novos contratos do 1º trimestre de 2009
    1. 05/08/2009 Resultados do 1º semestre de 2009
    1. 04/11/2009 Novos contratos celebrados nos primeiros nove meses de 2009
    1. 26/11/2009 Resultados do 3º trimestre de 2009
    1. 30/12/2009 Aquisição da Partblack

III.9. Descrição da política de distribuição de dividendos adoptada pela sociedade, identificando, designadamente, o valor do dividendo por acção distribuído nos três últimos exercícios.

O Conselho de Administração não propõe a distribuição de dividendos relativos ao exercício de 2009, mantendo na empresa os meios financeiros necessários para suportar o crescimento orgânico.

Nos três últimos exercícios também não foram distribuídos dividendos.

III.10. Descrição das principais características dos planos de atribuição de acções e dos planos de atribuição de opções de aquisição de acções adoptados ou vigentes no exercício em causa, designadamente justificação para a adopção do plano, categoria e número de destinatários do plano, condições de atribuição, cláusulas de inalienabilidade de acções, critérios relativos ao preço das acções e o preço de exercício das opções, período durante o qual as opções podem ser exercidas, características das acções a atribuir, existência de incentivos para a aquisição de acções e ou o exercício de opções e competência do órgão de administração para a execução e ou modificação do plano.

Não existem, de momento, planos de atribuição de acções e/ou planos de atribuição de opções de aquisição de acções da Reditus.

III.11. Descrição dos elementos principais dos negócios e operações realizados entre, de um lado, a sociedade e, de outro, os membros dos seus órgãos de administração e fiscalização, titulares de participações qualificadas ou sociedades que se encontrem em relação de domínio ou de grupo, desde que sejam significativos em termos económicos para qualquer das partes envolvidas, excepto no que respeita aos negócios ou operações que, cumulativamente, sejam realizados em condições normais de mercado para operações similares e façam parte da actividade corrente da sociedade.

No decorrer do exercício de 2009 ocorreram transacções entre o Grupo Reditus e as partes relacionadas seguintes: Lanifos - Sociedade de Financiamento, Lda, Companhia das Quintas Vinhos, SA, Portuvinus - Wine & Spirits, SA, GTBC, Tora, Canes Venatici e A2M, SA.

III.12. Referência à existência de um Gabinete de Apoio ao Investidor ou a outro serviço similar, com alusão a: a) Funções do Gabinete; b) Tipo de informação disponibilizada pelo Gabinete; c) Vias de acesso ao Gabinete; d) Sítio da sociedade na Internet; e) Identificação do representante para as relações com o mercado.

A Reditus detém um Gabinete de Relações com o Investidor que assegura o adequado relacionamento com os accionistas, analistas financeiros e as entidades reguladoras do mercado de capitais, nomeadamente a CMVM e a Euronext Lisbon.

Cabe a este departamento promover o contacto permanente e constante com o mercado respeitando o princípio da igualdade dos accionistas e prevenindo as assimetrias no acesso à informação por parte dos investidores, disponibilizando, dentro dos termos legalmente permitidos, informações que sejam solicitadas ou que por alguma forma contribuam para uma maior transparência e participação na vida da Sociedade.

A Reditus disponibiliza um conjunto vasto de informações através do seu site na Internet: www.reditus.pt. O objectivo é dar a conhecer a empresa a investidores, analistas e público em geral, facultando o acesso permanente a informação relevante e actualizada. Podem, assim, ser consultados dados referentes à actividade da empresa, bem como informações especificamente destinadas aos investidores, que estão disponíveis, em português e inglês, na secção "Investidores". Destas informações destacam-se apresentações de resultados, informação privilegiada e outros comunicados à CMVM, relatórios e contas, o calendário financeiro, a estrutura accionista, os órgãos sociais e o desempenho bolsista das acções da Reditus.

A prestação de informação poderá ser solicitada através do telefone ou através do site na Internet (www.reditus.pt).

O gabinete de apoio ao investidor tem os seguintes contactos:

Morada

Estrada do Seminário, 2 Edifício Reditus 2614-522 Alfragide

Telefone (+351) 21 412 4100 Fax (+351) 21 412 4199 E-mail [email protected] Site www.reditus.pt

Representante para as relações com o mercado

Maria Summavielle

III.13. Indicação do montante da remuneração anual paga ao auditor e a outras pessoas singulares ou colectivas pertencentes à mesma rede suportada pela sociedade e ou por pessoas colectivas em relação de domínio ou de grupo e, bem assim, discriminação da percentagem respeitante aos seguintes serviços: a) Serviços de revisão legal de contas; b) Outros serviços de garantia de fiabilidade; c) Serviços de consultoria fiscal; d) Outros serviços que não de revisão legal de contas.

A remuneração total auferida pelo auditor e a outras entidades pertencentes à mesma rede pelos seus serviços às empresas do Grupo Reditus em 2009 ascendeu a 1711.088 euros, os quais se subdividem de acordo com o quadro abaixo indicado:

Montante %
Serviços de revisão legal de contas 131.766 77%
BDO & Associados, SROC 60.500
Auren Auditores & associados, SROC 33.300
Carvalheda, Plácido & Associados, SROC 37.966
Outros serviços de garantia de fiabilidade
Serviços de consultoria fiscal
Outros Serviços que não o de revisão legal de contas 39.322 23%
BDO & Associados, SROC 18.842
Deloitte & Associados, SROC 20.480
Total 171.088 100%

Contratos de trabalho que vinculam os membros dos órgãos de administração, de direcção e de fiscalização ao Emitente e que prevêem benefícios no final do contrato.

Foi celebrado em 27 de Março de 2008 e ratificado em 7 de Abril de 2008 um contrato referente a um acordo celebrado entre a Sociedade e um Administrador, com vista a encerrar uma responsabilidade assumida pela Reditus no passado relacionada com um Fundo de Reforma.

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