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PRIO S.A. — Earnings Release 2026
May 5, 2026
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Earnings Release
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Rio de Janeiro, 5 de maio de 2026 – A PRIO S.A. ("PRIO" ou "Companhia") (B3: PRIO3) apresenta seus resultados referentes ao primeiro trimestre de 2026 ("1T26"). As informações financeiras e operacionais descritas a seguir, exceto onde indicado o contrário, são apresentadas em bases consolidadas e em dólar americano (US\$) de acordo com os padrões internacionais de demonstrações contábeis (IFRS), e incluem as subsidiárias diretas da Companhia: PRIO Comercializadora Ltda. e PRIO Internacional Ltda., e suas respectivas subsidiárias e filiais.
| Informações sobre a ação | Evolução PRIO3 x Ibovespa 12 meses | ||
|---|---|---|---|
| Ticker (B3) | PRIO3 | $-$ IBOVESPA $-$ PRIO3 80% |
|
| # Ações emitidas ex-tesouraria | 807.383.501 | 60% | |
| Market Cap (31/03/2026) ex-tesouraria | R\$ | 53.456.861.601 | 40% within |
| Último preço (31/03/2026) | R 5 | 66,21 | 20% 0% |
| Variação de preço - 12 meses | 66% | $-20%$ | |
| Média diária de negociação - 90 dias | R 5 | 847.460.393.44 | $-40%$ abr-25 mai-25 jun-25 jul-25 ago-25 set-25 out-25 nov-25 dez-25 jan-26 fev-26 mar-26 |
DESTAQUES DO PERÍODO
| First Oil de Wahoo |
|
|---|---|
| Licença de Perfuração de Frade |
|
| Eficiência operacional de 95,4% em Albacora Leste | |
| Produção recorde de 155,4 mil barris por dia e venda recorde de 14,8 milhões de barris |
|
| Lifting cost de US\$ 9,4 por barril | |
| Receita total de US\$ 1,2 bilhão (aumento de 67% vs. 1T25) |
|
| EBITDA ajustado (ex-IFRS 16) de US\$ 852 milhões (aumento de 91% vs. 1T25) |
|
| Lucro líquido (ex-IFRS 16) de US\$ 460 milhões (aumento de 33% vs. 1T25) |


Posição de Caixa (US\$ MM)




MENSAGEM DA ADMINISTRAÇÃO
Iniciamos 2026 reafirmando nossa cultura de eficiência, disciplina na alocação de capital, controle de custos e foco na execução, com destaque para o início da produção do campo de Wahoo, a otimização operacional de Peregrino e a eficiência nos demais ativos. Esses avanços resultaram em níveis recordes de produção e vendas, além do retorno do lifting cost para um dígito.
O principal marco do trimestre foi o início da produção de Wahoo através do FPSO do campo de Frade (FPSO Valente), com o first oil em 18 de março. Até o momento, conectamos três poços e, nos próximos dias, iniciaremos a produção do quarto e último poço com a perspectiva de alcançar 40 mil barris por dia no campo. Assim, concluiremos o primeiro desenvolvimento conduzido pela Companhia, reforçando nossa capacidade de crescer com disciplina de capital, além de consolidarmos o nosso segundo cluster em operação.
Em Peregrino, avançamos mais rápido que o previsto na captura de sinergias, com a redução de custos administrativos, desmobilização do flotel, otimização logística e revisão de contratos. Em paralelo, seguimos avançando no reparo do gasoduto, com expectativa de retomada do gás para o campo ainda no 2T26, que contribuirá com reduções adicionais de custo no ativo.
Nos demais campos, seguimos focados em manter a eficiência operacional. No cluster Bravo, demos continuidade à campanha de perfuração de Polvo, com início da produção do poço Well-B em fevereiro. No final de março, a Bomba Centrífuga Submersa (BCS) do poço OGX-44HP, em Tubarão Martelo, falhou e direcionamos a sonda para realizar o workover, com previsão de normalização da produção ainda em maio.
Em Albacora Leste, registramos no trimestre o maior patamar de eficiência operacional no ativo, de 95,4%, refletindo os esforços implementados ao longo dos últimos anos e marcando um novo nível de confiabilidade operacional do campo.
O 1T26 também foi marcado por um ambiente mais dinâmico no mercado internacional, com movimentos distintos ao longo do período, e a introdução do imposto de exportação no Brasil. Iniciamos o trimestre com aumento da oferta de petróleo pesado, impulsionado pela entrada de volumes venezuelanos, o que pressionou os descontos, especialmente no óleo de Peregrino. Ao longo de março, contudo, a escalada das tensões no Oriente Médio passou a impactar a oferta global, reduzindo os descontos e elevando expressivamente o preço do petróleo.
Assim, no trimestre alcançamos um nível de produção média recorde de 155,4 mil barris por dia, vendas recordes de 14,8 milhões de barris e EBITDA de US\$ 852 milhões, com lifting cost de US\$ 9,4 por barril, o menor patamar desde 2024.
Em paralelo, seguimos com uma gestão ativa do balanço, apoiada por uma estrutura financeira sólida. Recompramos no trimestre 5,5 milhões de ações e avançamos no processo de desalavancagem, encerrando o período em 2,0x dívida líquida/Ebitda, trajetória de declínio que se intensificará nos próximos trimestres.
Avançamos também na frente de licenciamento ambiental, com a obtenção da retificação da licença de Frade, que permite a perfuração de até 14 novos poços no campo. Assim, após a conclusão do workover em Tubarão Martelo, a sonda seguirá para Frade para iniciar novas perfurações, com previsão de entrada de produção de pelo menos um poço infill ainda em 2026.
Nossa forma de operar é orientada pelo compromisso contínuo com as pessoas e com a sociedade. No trimestre, avançamos em diversas iniciativas relevantes nas áreas de biodiversidade, economia circular e desenvolvimento comunitário. Dentre elas, destacamos a parceria com o Projeto TAMAR por meio da ANP para a evolução do SITAMAR, que é o maior conjunto de dados sobre tartarugas do mundo, e um projeto de upcycling dos equipamentos antigos de proteção individual offshore, transformando-os em kits escolares para 225 crianças. No

trimestre, lançamos também a segunda edição do Impulso I PRIO, nosso programa de aceleração das organizações através de voluntariado corporativo.
Encerramos o 1T26 com a confiança de que a cultura que construímos seguirá sustentando nossa capacidade de capturar oportunidades ao longo dos próximos ciclos e de que nossa estratégia está no caminho certo: crescer com eficiência, segurança e responsabilidade.
Finalmente, agradecemos aos nossos colaboradores, investidores e à sociedade pelo apoio contínuo.

DESEMPENHO OPERACIONAL
| 1T25 | 2T25 | 3T25 | 4T25 | 1T26 | 1T26 X 1T25 | 1T26 X 4T25 | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Brent Médio | \$ 74,98 |
\$ 66,71 |
\$ 68,17 |
\$ 63,08 |
\$ 78,38 |
4,5% | 24,3% |
| Preço Médio Brent de Referência | \$ 74,68 |
\$ 65,84 |
\$ 68,32 |
\$ 63,22 |
\$ 83,50 |
11,8% | 32,1% |
| Tx Câmbio Média | \$ 5,85 |
\$ 5,66 |
\$ 5,45 |
\$ 5,40 |
\$ 5,26 |
$-10,1%$ | $-2,6%$ |
| Tx Câmbio Final | \$ 5,71 |
\$ 5,43 |
\$ 5,32 |
\$ 5,47 |
\$ 5,18 |
$-9,3%$ | $-5,3%$ |
| Offtakes (kbbl) | |||||||
| Cluster Valente (100%) | 2.750 | 2.359 | 2.827 | 2.865 | 3.271 | 18,9% | 14,2% |
| Campo de Albacora Leste (90%) | 2.626 | 1.397 | 3.237 | 1.644 | 3.226 | 22,9% | 96,3% |
| Cluster Bravo (100%) | 1.267 | 780 | 1.342 | 1.321 | 1.120 | $-11,6%$ | $-15,2%$ |
| Campo de Peregrino (80%) | 3.574 | 3.635 | 1.430 | 4.782 | 7.232 | 102,4% | 51,3% |
| Total PRIO | 10.217 | 8.172 | 8.835 | 10.612 | 14.849 | 45,3% | 39,9% |
| Produção (boepd) | |||||||
| Cluster Valente (100%) | 38.274 | 23.052 | 32.892 | 31.577 | 32,745 | $-14.4%$ | 3,7% |
| Campo de Albacora Leste (90%) | 21,926 | 26,810 | 26.769 | 25.197 | 26,427 | 20,5% | 4,9% |
| Cluster Bravo (100%) | 10.847 | 11.019 | 13.870 | 14.812 | 15.839 | 46.0% | 6,9% |
| Campo de Peregrino (80%) | 38.246 | 39.215 | 14.637 | 56.358 | 80.343 | 110,1% | 42,6% |
| Total PRIO | 109.292 | 100.095 | 88.168 | 127.944 | 155.355 | 42,1% | 21,4% |
| Lifting Cost (US\$/bbl) | |||||||
| PRIO | 12,8 | 13,8 | 17,4 | 12,5 | 9,4 | $-26,6%$ | $-24.8%$ |
Dentre os principais destaques operacionais do trimestre, estão: (i) a produção média da Companhia, que atingiu 155,4 kbpd, um aumento de 42% na comparação com o 1T25; (ii) o volume de offtakes realizados, representando um aumento de 45% em relação ao mesmo período do ano anterior; e (iii) o first oil de Wahoo.
No cluster Valente, a produção aumentou 4% na comparação com o 4T25, impulsionado pela entrada em operação dos dois primeiros poços produtores de Wahoo, que iniciaram produção em março. Em relação ao 1T25, o volume produzido reduziu em 14%, impactado pelo declínio do campo de Frade.
No campo de Albacora Leste, o volume produzido apresentou um aumento de 21% em relação ao 1T25 e de 5% frente ao 4T25, devido à maior estabilidade operacional do campo.
No cluster Bravo, a produção no 1T26 cresceu 46% em relação ao 1T25 e 7% frente ao 4T25, refletindo: (i) a retomada dos poços TBMT-10H e TBMT-4H, após os workovers concluídos em junho de 2025; e (ii) a entrada dos poços POL-GY e Well-B, em dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, respectivamente. Em março, o poço OGX-44HP parou em razão da falha na Bomba Centrífuga Submersa (BCS), com retomada da produção prevista para maio.
No campo de Peregrino, o volume produzido no trimestre foi 110% e 43% maior que o 1T25 e 4T25, respectivamente, refletindo a aquisição da participação adicional de 40% e operação em novembro de 2025 e a normalização dos níveis de produção do campo, após a desinterdição do FPSO Peregrino em 17 de outubro de 2025.
Desde o início de suas operações, a PRIO, que consolidou sua estratégia de crescimento por meio da aquisição e do desenvolvimento de ativos em produção, trabalha para aumentar seus níveis de produção e racionalizar seus custos, mantendo sempre os níveis de excelência em responsabilidade ambiental, segurança e eficiência operacional. A PRIO acredita que a melhor proteção contra a volatilidade do Brent é a redução de seu lifting cost, que continuará sendo um pilar dos projetos atuais e futuros. Diante disso, a Companhia apresenta, a seguir, a evolução de seu lifting cost desde o 1T19.


O lifting cost do 1T26 foi de US\$ 9,4/bbl, 27% e 25% inferior ao 1T25 e ao 4T25, respectivamente. Essa redução se deve à otimização dos custos operacionais do campo de Peregrino após a assunção da operação do campo pela PRIO em novembro de 2025 e ao início da produção de Wahoo em março de 2026, com a consequente diluição dos custos do cluster Valente.
COMERCIALIZAÇÃO
A estratégia de comercialização adotada pela PRIO vem se consolidando como um diferencial competitivo relevante ao garantir condições mais favoráveis nas negociações de petróleo e ampliar o universo de clientes. A modalidade "entrega ao cliente" tem permitido à Companhia acessar mercados estratégicos. Em um cenário de maior volatilidade do Brent, essa flexibilidade comercial tem sido fundamental para capturar melhores prêmios e descontos, maximizando a rentabilidade por barril e fortalecendo o posicionamento da PRIO no mercado internacional.
No 1T26, a PRIO vendeu 14,8 milhões de barris, representando aumento de 45% em relação ao 1T25 e de 40% frente ao 4T25, refletindo a maior produção no período. O volume vendido foi distribuído entre o campo de Peregrino (7,2 milhões de barris), o cluster Valente (3,3 milhões de barris), o campo de Albacora Leste (3,2 milhões de barris) e o cluster Bravo (1,1 milhão de barris). O preço médio realizado ponderado pelo volume (Brent de referência) foi de US\$ 83,50/bbl, com preço equivalente FOB de US\$ 75,34/bbl, resultando em um desconto consolidado de US\$ 8,15/bbl, frente a US\$ 7,73/bbl registrado no 4T25.
Essa ampliação do desconto equivalente FOB no 1T26 reflete, principalmente, o maior peso de Peregrino no volume de vendas da Companhia, que representou aproximadamente 50% do volume total comercializado e possui, estruturalmente, um desconto de qualidade mais elevado em função das características de seu óleo pesado. Adicionalmente, no início do trimestre, os diferenciais de óleo pesado foram pressionados pela maior oferta no mercado internacional do óleo desta qualidade, em especial em função da desestocagem de petróleo venezuelano, impactando diretamente os preços realizados de Peregrino. Esse movimento foi combinado com a elevação dos custos de frete marítimo no período, em um contexto de maior volatilidade geopolítica.
A partir de março, no entanto, a intensificação das tensões no Oriente Médio, com impactos sobre rotas relevantes de exportação, contribuiu para uma melhora dos diferenciais de preço no mercado internacional. Como resultado, os descontos apresentaram melhora significativa ao final do trimestre.
CLUSTER VALENTE (FRADE E WAHOO)
A produção média do cluster Valente no 1T26 foi de 32,7 kbpd, um aumento de aproximadamente 4% em relação ao 4T25, refletindo o início da produção do campo de Wahoo, que obteve o first oil em 18 de março através do primeiro poço produtor. Ainda em março, o segundo poço entrou em produção e, em abril, o terceiro poço foi aberto. Nos próximos dias, está prevista a entrada do quarto e último poço, levando o campo a uma produção de 40 mil barris por dia.
Em relação ao mesmo período do ano anterior, a produção do cluster reduziu 14%, principalmente em função do declínio do campo de Frade.
A eficiência operacional do ativo no trimestre atingiu 98,6%.

CLUSTER BRAVO (POLVO E TBMT)
No 1T26, o cluster Bravo registrou produção média de 15,8 kbpd, um aumento de 46% em relação ao 1T25, refletindo principalmente a retomada dos poços TBMT-10H e TBMT-4H, que estavam parados desde o 2T24 devido a falhas nas Bombas Centrífugas Submersas (BCS) e voltaram a operar em junho de 2025, após anuência do Ibama para os workovers.
Na comparação com o 4T25, a produção aumentou 7%, impulsionada pela entrada dos poços POL-GY e Well-B, que iniciaram operação em dezembro e fevereiro, respectivamente. Em março, o poço OGX-44HP teve sua produção temporariamente interrompida em razão de falha na BCS, com retomada da operação prevista para maio.
Assim, a eficiência operacional do cluster no trimestre foi de 98,3%.


CAMPO DE ALBACORA LESTE
No trimestre, o campo de Albacora Leste registrou produção média diária de 26,4 mil barris (participação PRIO), um aumento de 5% em relação ao 4T25, refletindo a maior estabilidade operacional do ativo após a conclusão da instalação do segundo compressor de gás em dezembro de 2025. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a produção aumentou 21%, em função das intervenções realizadas no 1T25, incluindo a instalação de uma turbina em janeiro e de um compressor de gás em março, que limitaram temporariamente a produção do período.
No 1T26, Albacora Leste atingiu eficiência operacional recorde de 95,4%, o maior patamar já registrado no ativo, refletindo as melhorias implementadas em integridade e confiabilidade operacional. A Companhia segue focada na manutenção da eficiência operacional do campo, com o objetivo de sustentar esses níveis de desempenho e convergir para os padrões de confiabilidade observados nos demais ativos.


CAMPO DE PEREGRINO
No 1T26, o campo de Peregrino registrou produção média de 80,3 kbpd (participação PRIO), um aumento de 110% em relação ao 1T25, refletindo a conclusão da aquisição da participação adicional de 40% e operação do ativo em 11 de novembro de 2025. Em relação ao 4T25, a produção cresceu 43%, explicado pela consolidação da participação adquirida e pela normalização dos níveis de produção do campo após a desinterdição do FPSO Peregrino em 17 de outubro de 2025, que ainda impactou parcialmente o trimestre anterior.
O controle da operação do ativo viabilizou o avanço de um processo de otimização de custos, com foco na otimização do lifting cost, por meio de iniciativas como redução de custos administrativos, otimização logística, desmobilização do flotel, revisão e renegociação de contratos e avanço no processo de reconstrução do gasoduto do campo. Adicionalmente, ao longo do trimestre, foram executadas iniciativas relevantes voltadas à integridade do ativo, incluindo a conclusão do Projeto HAP (flotel) em janeiro de 2026 e o início da produção do poço C-2 em fevereiro, contribuindo para a sustentação dos volumes de produção do campo.
Com isso, a eficiência operacional do ativo foi de 97,7% no 1T26.


MEIO AMBIENTE E SOCIEDADE
A PRIO seguiu avançando em sua agenda socioambiental no 1T26, com iniciativas nas áreas de biodiversidade, economia circular e desenvolvimento comunitário.
Entre os destaques, está a parceria da PRIO com a Fundação Projeto Tamar e a APPIX, por meio da ANP para a evolução do Sistema de Informação de Tartarugas Marinhas (SITAMAR), que é reconhecido internacionalmente como um dos mais relevantes conjuntos de dados sobre tartarugas marinhas, reunindo mais de 40 anos de informações coletadas de forma contínua e padronizada ao longo do litoral brasileiro.
A Companhia acredita que sua estratégia operacional está alinhada com a redução das emissões de carbono a partir da melhoria da eficiência operacional e extensão da vida útil dos campos. Dessa forma, no 1T26, a PRIO alcançou uma média de emissões relativas¹ de 24,3 KgCO2e/boe², representando uma redução de 12% em relação ao 1T25.
Por meio da plataforma I PRIO, foi realizado, em parceria com o Instituto Dona de Si, um projeto de upcycling de EPIs offshore. Mais de 60 macacões que seriam descartados deram origem a mochilas e estojos escolares. Os kits foram entregues a 225 crianças em conjunto com o Instituto Vini Jr. Nesse trimestre foi lançada também a segunda edição do Impulso I PRIO, programa de aceleração de organizações sociais por meio de voluntariado corporativo, com 12 organizações parceiras e abrangência nacional, alinhado ao Ano Internacional do Voluntariado da ONU.
No trimestre, a Companhia deu continuidade também às suas iniciativas socioambientais nas comunidades onde opera, com a realização do fórum anual do PEA Rede Observação e o 7º Seminário de Educação Ambiental do TAC Frade. No campo da pesquisa ambiental, foi concluído o relatório final do Projeto Talude, de monitoramento de cetáceos desenvolvido em parceria com a FURG.
Para a PRIO, promover a saúde e o bem-estar de seus colaboradores é um compromisso contínuo. Ao longo do trimestre, foram mantidas iniciativas voltadas à qualidade de vida, com novas edições do PRIO Trekking, treinos de vôlei e a continuidade da rotina mensal de avaliações cardiológicas preventivas.
Na PRIO, as decisões estratégicas são orientadas por valores de excelência, segurança, saúde e responsabilidade socioambiental. A Companhia acredita que o crescimento futuro deve ser sempre alcançado de forma responsável e sustentável, como base para a geração de valor e longevidade no longo prazo.
¹ Emissões escopo 1 e 2 ² As informações de 2026 se referem ao Inventário parcial, ainda não certificado e pode sofrer pequenas alterações.


DESEMPENHO FINANCEIRO
A PRIO apresenta abaixo o desempenho financeiro com e sem o impacto das mudanças no IFRS 16, e representações dos lançamentos contábeis não-caixa e não recorrentes e seus impactos nas demonstrações quando ilustradas em dólares.
Resultados do Período
| (Em milhares de US\$) | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1T25 | 1T26 | 1T25 | 1T26 | |||
|---|---|---|---|---|---|---|
| EBITDA ajustado* | 446.617 | 852.306 | 91% | 459.330 | 878.302 | 91% |
| Margem EBITDA ajustada | 64% | 76% | 12 D.D. | 66% | 79% | 13 D.D. |
*O EBITDA Ajustado é calculado semelhante ao EBITDA, desconsiderando a linha composta com efeitos não recorrentes "Outras Receitas e Despesas".
| Estoque de óleo | 1T25 | 4T25 | 1T26 | 1T26 X 1T25 | 1T26 X 4T25 |
|---|---|---|---|---|---|
| Saldo em barris (kbbl) | 2.069 | 3.891 | 2.392 | 15,6% | $-38,5%$ |
| Cluster Valente | 1.166 | 972 | 680 | $-41,7%$ | $-30.0\%$ |
| Albacora Leste | 24 | 1.009 | 175 | 629,2% | $-82,7%$ |
| Cluster Bravo | 497 | 672 | 951 | 91,3% | 41,5% |
| Peregrino | 382 | 739 | 586 | 53,4% | $-20,7%$ |
| Trading | 499 | ÷ | n/a | n/a | |
| Custo do Estoque (US\$ mil) | 85.340 | 174.293 | 59.786 | $-29.9%$ | $-65,7%$ |
| Cluster Valente | 33.935 | 17.262 | 9.662 | $-71.5%$ | $-44,0%$ |
| Albacora Leste | 1.272 | 50,469 | 8.554 | 572,3% | $-83,1%$ |
| Cluster Bravo | 16.516 | 33.213 | 35.029 | 112.1% | 5.5% |
| Peregrino | 33.617 | 42.146 | 6.541 | $-80.5%$ | $-84,5%$ |
| Trading | 31,203 | n/a | n/a |
No trimestre, a Companhia registrou receita total de US\$ 1,2 bilhão, 67% acima do registrado no 1T25, reflexo do aumento de 45% no volume de vendas e do aumento de 5% no Brent médio entre os períodos.
Analisando a receita trimestral, o campo de Peregrino foi responsável por 44,7%, o campo de Albacora Leste representou 24,4%, o cluster Valente foi responsável por 22,0% e o cluster Bravo, por sua vez, contribuiu 8,9%

para a receita total da PRIO. No gráfico abaixo, pode ser verificada a representatividade de cada ativo no total da receita da Companhia:

O resultado de comercialização totalizou US\$ 95 milhões negativos no trimestre, um aumento de 259% em relação aos US\$ 26 milhões negativos no 1T25. Essa variação é explicada principalmente pelo maior volume de offtakes na comparação entre os períodos com maiores vendas na modalidade entregue ao cliente e um aumento nas despesas com frete no período.
Os Custos dos Produtos Vendidos ("CPV") (ex-IFRS 16) no trimestre somaram US\$ 161 milhões, 25% acima do 1T25, porém, a quantidade de barris vendidos no período foi 45% acima do 1T25, demonstrando, uma redução do custo unitário por produto vendido.
A linha de royalties e participação especial totalizou US\$ 72 milhões no 1T26, redução de 18% em relação ao 1T25. Esse resultado reflete o estorno, no trimestre, de uma provisão de participação especial constituída no 4T25 que não se concretizou.
Como resultado, a Companhia reconheceu um Resultado Operacional (ex-IFRS 16) de US\$ 883 milhões no 1T26, 84% acima do registrado no mesmo trimestre do ano anterior, impulsionado pelo maior volume de vendas e menor custo operacional.
As despesas gerais e administrativas, que incluem gastos com M&A, pessoal, projetos, geologia e geofísica, totalizaram US\$ 30 milhões, uma redução de 10% em relação ao 1T25, explicado principalmente pela redução na linha de despesas com pessoal e com serviços de terceiros.
Assim, no trimestre, a Companhia registrou EBITDA ajustado (ex-IFRS 16) de US\$ 852 milhões, 91% superior ao do 1T25, devido ao melhor resultado operacional e ao aumento do Brent no período.
A linha de depreciação e amortização totalizou US\$ 367 milhões no 1T26, um aumento de 43% em relação ao 1T25, refletindo a aquisição da participação adicional de 40% no campo de Peregrino em novembro de 2025.
O resultado financeiro (ex-IFRS 16) foi negativo em US\$ 128 milhões no 1T26, comparado a US\$ 86 milhões negativos no 1T25, impactado principalmente pelo aumento das despesas com juros decorrente da maior posição de dívida no período e pela perda no prêmio das PUTs (hedges) com vencimento em fevereiro.

Com isso, a Companhia registrou lucro líquido (ex-IFRS 16) de US\$ 460 milhões no trimestre, 33% superior ao apresentado no 1T25, refletindo o forte desempenho operacional no período. O resultado do 1T26 também foi impactado positivamente pelo imposto diferido, devido ao ajuste da base tributável em função da valorização do real frente ao dólar no trimestre, alterando o valor apresentado de imobilizado e intangível.

No primeiro trimestre de 2026, a PRIO não realizou novas emissões de dívida. Assim, o custo médio da dívida da Companhia encerrou o período em 6,30% ao ano, com duration de 2,79 anos.
Em relação ao 4T25, houve redução no custo médio da dívida em função da queda da SOFR, que reduziu o custo dos financiamentos bilaterais indexados a taxas flutuantes. As debêntures e bonds da Companhia, por sua vez, possuem remuneração fixa e não foram impactados por essa variação.
A PRIO mantém o custo e duration das dívidas em patamares considerados adequados pela Companhia e segue monitorando o mercado nacional e internacional buscando oportunidades de forma a manter sua estrutura de capital robusta.


Cronograma de amortização
DÍVIDA LÍQUIDA E ALAVANCAGEM
No 1T26, a posição de dívida líquida da PRIO aumentou em aproximadamente US\$ 63 milhões comparado com o 4T25, explicada pelas seguintes variações:
- Capital de Giro: impactado negativamente pelo aumento de recebíveis no trimestre. Em abril, mais de 50% desses valores já foram convertidos em caixa.
- CAPEX: principalmente devido ao desenvolvimento de Wahoo, com a construção submarina e perfuração dos poços, além de perfuração de um poço em Polvo e manutenção em Albacora Leste.
- Recompra de ações: recompra de 5,5 milhões de ações.

Variação da Dívida Líquida
(US\$ MM)
Dívida Líquida / EBITDA ajustado

*Para fins de cálculo dos covenants financeiros, o EBITDA utilizado considera os efeitos do IFRS 16, conforme definição estabelecida nos respectivos contratos de financiamento, bem como o EBITDA LTM referente à participação de 40% no campo de Peregrino, adquirida em novembro de 2025.

ANEXO IFRS 16
Os ativos de direito de uso representam os seguintes ativos subjacentes:
| Ativos de direito de uso | Saldo |
|---|---|
| Embarcações de Apoio | 114.708 |
| Helicópteros | 531.024 |
| Edificações/Bases de Apoio | 36.656 |
| Equipamentos | 35.097 |
| Total | 717.485 |
Para calcular o montante do custo foram considerados os prazos contratuais, bem como a taxa de desconto. Essa taxa é mantida até o fim dos contratos, exceto se houver alteração do prazo destes, quando é atualizado à taxa incremental na data de alteração.
No primeiro trimestre de 2025, houve a substituição de dois contratos – um de helicóptero e outro de embarcação, com o encerramento antecipado dos contratos anteriores. O contrato de helicóptero atende o cluster de Tubarão Martelo e Polvo e é descontado à taxa de 5,44% para a parcela em dólar. Já o contrato de embarcação atenderá os campos de Albacora Leste, Frade e o Cluster Tubarão Martelo e Polvo, sendo descontado à taxa de 5,39%, 5,81% e 5,49%, respectivamente, para a parcela em dólar.
Adicionalmente, no quarto trimestre de 2025, houve a inclusão de três contratos – um de helicóptero e dois de embarcação que atenderão ao Campo de Peregrino. O contrato de helicóptero é descontado à taxa de 6,37% para a parcela em dólar e 14,15% para a parcela em reais. Já o contrato de embarcação é descontado à taxa de 6,37% para a parcela em dólar e 14,17% para a parcela em reais. Com o aumento da vida útil mencionado na nota 2, os contratos foram calculados até março de 2034.
Em decorrência de ajustes referentes a prazo dos contratos existentes, ativo e passivo aumentaram em R\$ 210.329.
Os efeitos apresentados no exercício foram:
| Ativo | Passivo | |
|---|---|---|
| Saldo em 31 de dezembro de 2025 | 610.400 | (644.854) |
| Adições/Reversões | 210.329 | (210.329) |
| Atualização cambial | - | (49.276) |
| Atualização monetária | - | (18.060) |
| Pagamentos efetuados | - | 129.837 |
| Depreciação | (72.010) | - |
| Ajuste de conversão | (31.234) | 57.937 |
| Saldo em 31 de março de 2026 | 717.485 | (734.745) |
| Circulante | - | (447.655) |
| Não Circulante | 717.485 | (287.090) |
*Fator de conversão: câmbio de fechamento os períodos para os saldos e média do período para as movimentações.
Maiores detalhes podem ser encontrados nas notas explicativas 16 das Demonstrações Financeiras do 1T26.

BALANÇO PATRIMONIAL
(Em milhares de US\$)
| ATIVO | Dez/25 | Mar/26 |
|---|---|---|
| Caixa e equivalentes de caixa | 617,602 | 535,243 |
| Contas a receber | 307,157 | 804,967 |
| Estoque de Óleo | 174,293 | 59,787 |
| Estoque de Consumíveis | 390,904 | 383,932 |
| Tributos a recuperar | 172,290 | 207,433 |
| Adiantamentos a fornecedores | 71.985 | 39,486 |
| Despesas antecipadas | 5,358 | 10.691 |
| Outros créditos | 246 | 369 |
| Total Ativo Circulante | 1,739,834 | 2,041,907 |
| PASSIVO | Dez/25 | Mar/26 |
|---|---|---|
| Fornecedores | 427,116 | 458,129 |
| Obrigações trabalhistas | 90,153 | 73,023 |
| Tributos e contribuições sociais | 73,036 | 84,625 |
| Instrumentos financeiros Derivativos | 184 | 43,413 |
| Adiantamentos a fornecedores | 43,629 | 28,979 |
| Debêntures com Swap | 40,063 | 16,105 |
| Empréstimos e financiamentos | 227,830 | 271,262 |
| Encargos Contratuais (Leasing CPC06.R2/IFRS 16) | 53.537 | 85.767 |
| Outras obrigações | 2,904 | |
| Total Passivo Circulante | 955,548 | 1.064.207 |
| Empréstimos e financiamentos | 2,892,194 | 2,843,952 |
|---|---|---|
| Debêntures com swap | 1,767,002 | 1,776,307 |
| Marcação a mercado - swap | 124,058 | 105,765 |
| Provisão para abandono de instalações | 990,011 | 1,044,545 |
| Provisão para contingências | 137,787 | 143,647 |
| Tributos diferidos | 17,104 | 6,578 |
| Encargos Contratuais (Leasing CPC06.R2/IFRS 16) | 63,658 | 55,004 |
| Outras obrigações | 31,360 | 33,248 |
| Total Não circulante | 6,023,175 | 6,009,047 |
| Capital Social Realizado | 3,011,834 | 3,029,276 |
| Reservas de Capital | 96,239 | 480,069 |
| Ações em Tesouraria | (346, 784) | (404, 339) |
| Reserva de Lucro | 1,509,535 | 1,509,535 |
| Outros resultados abrangentes | 29,266 | |
| 32,587 | ||
| Resultado acumulado do período | 381,795 | 458,422 |

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO (Em milhares de US\$)
| 1T25 | 1T26 | |
|---|---|---|
| Receita Total | 723.269 | 1.209.619 |
| Custos de Produto Vendido | (116.203) | (134.762) |
| Depreciação e amortização | (265.521) | (381.648) |
| Royalties | (87.509) | (71.643) |
| Resultado Bruto | 254.036 | 621.567 |
| Receitas (despesas) operacionais | (74.614) | (155.180) |
| Despesa com vendas | (26.335) | (94.532) |
| Geologia e geofísica | ||
| Despesas com pessoal | (21.340) | (17.388) |
| Despesas gerais e administrativas | (5.119) | (5.275) |
| Despesas com serviços de terceiros | (7.098) | (5.361) |
| Impostos e taxas | (334) | (2.358) |
| Outras receitas (despesas) operacionais | (14.387) | (30.267) |
| Resultado financeiro | (80.973) | (140.860) |
| Resultado antes do Imposto de renda e contribuição social | 98.449 | 325.527 |
| Imposto de renda e contribuição social - Corrente | (50.084) | (43.600) |
| Imposto de renda e contribuição social - Diferido | 304.558 | 176.495 |
| Lucro (Prejuízo) do Período | 352.923 | 458,422 |

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA (Em milhares de US\$)
| 1T25 | 1T26 | |
|---|---|---|
| Fluxos de caixa das atividades operacionais | ||
| Resultado do período (antes de impostos) | 98.449 | 325.527 |
| Depreciação e amortização | 265.533 | 370.202 |
| Resultado financeiro | 93.242 | 149.694 |
| Remuneração com base em plano de ações | 1.747 | 3.583 |
| Provisão para contingências/perdas/P&D | (4.087) | (1.336) |
| Alteração da provisão do abandono/Contratos de IFRS 16 | (12.364) | |
| 442.520 | 847.670 | |
| (Aumento) redução nos ativos | ||
| Contas a receber | (152.362) 54.648 |
(497.682) (28.757) |
| Tributos a recuperar | (5.392) | (5.357) |
| Despesas antecipadas Adiantamento a fornecedores |
30.401 | 40.938 |
| Estoque | (30.404) | 124.478 |
| Adiantamento a parceiros em operações de E&P | 11.491 | (15.248) |
| Depósito e cauções | 52 | 6 |
| Outros créditos | (11) | (92) |
| Aumento (redução) nos passivos | ||
| Fornecedores | 42.931 | 2.674 |
| Obrigações trabalhistas | (3.519) | (21.737) |
| Tributos e contribuições sociais | (85.606) | (32.575) |
| IRPJ e CSLL pagos | (20.893) | $\overline{\phantom{a}}$ |
| Outras obrigações | (2.507) | 3.134 |
| Caixa líquido (aplicado nas) gerado das atividades operacionais | 281.349 | 417.452 |
| Fluxos de caixa das atividades de investimento | ||
| (Compra) venda de ativo imobilizado | (115.106) | (337.731) |
| (Aquisição) de ativos de óleo e gás | (174.020) | |
| Caixa líquido (aplicado nas) gerado das atividades de investimento | (289.126) | (337.731) |
| Fluxos de caixa das atividades de financiamento | ||
| Pagamento de principal sobre empréstimos | (12.500) | |
| Juros pagos sobre empréstimos | (26.323) | (42.074) |
| Encargos contratuais Leasing IFRS 16 - Principal | (1.913) | (21.543) |
| Encargos contratuais Leasing IFRS 16 - Juros | (9.124) | (3.434) |
| Captação de Debêntures | 204.168 | |
| Juros pagos sobre debêntures | (44.002) | (52.349) |
| Operação com derivativos (Redução) Integralização de capital |
(2.911) | 9.933 |
| (Compra) venda de ações da própria Companhia (mantidas em tesouraria) | 17.234 (42.948) |
17.442 (57.555) |
| Caixa líquido (aplicado nas) gerado das atividades de financiamento | 94.181 | (162.080) |
| Aumento (redução) líquido no caixa e equivalentes de caixa | 86.404 | (82.359) |
| Caixa e equivalentes de caixa no início do período | 644.891 | 617.602 |
| Efeito da variação cambial no caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalente de caixa no final do período |
(6.429) 724.866 |
535.243 |
| Aumento (reducão) líquido no caixa e equivalentes de caixa | 05 AO A | 102 25A) |

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