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RELATÓRIO E CONTAS

RELATÓRIO E CONTAS ANNUAL REPORT 2008 PRIMEIRO SEMESTRE DE 2009

ÍNDICE

RELATÓRIO E CONTAS

ÍNDICE 1. PRINCIPAIS FACTOS E INDICADORES 5 2. ANÁLISE FINANCEIRA 6 2.1. PRINCIPAIS INDICADORES DO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2009 6 3. EVOLUÇÃO DAS ÁREAS DE NEGÓCIO DO GRUPO 8 3.1 NAVEGAÇÃO 8 3.1.1. Navegação Portugal 8 3.1.2. Navegação Internacional 12 3.2. REPRESENTAÇÕES TÉCNICAS 14 3.3 ÁREA FINANCEIRA 16 4. EVENTOS MAIS SIGNIFICATIVOS NO ANO (INCLUINDO POSTERIORES) 20 5. ACÇÕES PRÓPRIAS 22 6. ACÇÕES DETIDAS PELOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO DA SOCIEDADE 23 7. LISTA DE TITULARES COM PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS 24 8. DECLARAÇÃO DE CONFORMIDADE 25 9. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS 26 9.1. DEMONSTRAÇÃO DA POSIÇÃO FINANCEIRA CONSOLIDADA 26 9.2. DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS POR NATUREZAS 27 9.3. DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DE ALTERAÇÕES NOS CAPITAIS PRÓPRIOS 28 9.4. DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA (método directo) 29 10. NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS 30 RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA SOBRE INFORMAÇÃO SEMESTRAL CONSOLIDADA 60

1. Principais Factos E Indicadores

No primeiro semestre de 2009, destacam-se os seguintes factos em comparação com o mesmo período do ano anterior:

  • Os Resultados líquidos consolidados desceram 49,1% face ao primeiro semestre do ano anterior, passando de 423 milhares de Euros em 2008 para 215 milhares de Euros em 2009;
  • Os Outros Proveitos Operacionais diminuíram em 55,5%, visto que em 2008 incluíam a mais-valia com a venda de 50% do capital da Agemasa à Maritima del Mediterrâneo, S.A. (Marmedsa);
  • A Função Financeira melhorou em 189,6%, face ao primeiro semestre de 2008, o que reflecte a apropriação dos resultados líquidos da CMA-CGM e o resultado de investimentos financeiros.
  • O EBT diminuiu 33,9% passando de 628 milhares de euros em 2008 para 415 milhares de Euros em 2009;
  • O EBIT teve um decréscimo de 97,2% face ao primeiro semestre de 2009, passando de 1.058 milhares de Euros em 2008 para 30 milhares de Euros em 2009;
  • O EBITDA desceu 61,4% quando comparado com o primeiro semestre do ano anterior, passando de 1.686 milhares de Euros para 650 milhares de euros;
  • As Vendas e Prestações de Serviços consolidadas desceram 14,5%, correspondendo a 4,9 milhões de Euros, sobretudo devido à quebra registada na actividade da participada Agemasa que concentra as operações portuárias do Grupo em Espanha;
  • A Margem Bruta consolidada cresceu 6,3% fixando-se em 10,5 milhões de Euros no primeiro semestre de 2009;
  • Os Resultados líquidos consolidados estão fortemente afectados pelos resultados da participada Agemasa, que concentra as operações portuárias do Grupo em Espanha, os quais tiveram um decréscimo de 390% em relação ao mesmo período do ano anterior.

2. ANÁLISE FINANCEIRA

2.1. PRINCIPAIS INDICADORES DO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2009

Demonstração de Resultados consolidada
(Unidade Monetária - Euro)
Jun. 2009 Jun. 2008 09/08 (%)
Vendas e Prestações de serviços 28.778.653 33.656.218 -14,5%
Custo das Vendas e Subcontratos (18.260.987) (23.759.214) -23,1%
Margem Bruta 10.517.667 9.897.004 6,3%
Outros proveitos operacionais 494.919 1.112.677 -55,5%
Outros custos operacionais (10.362.343) (9.323.151) 11,1%
EBITDA 650.243 1.686.530 -61,4%
Amortizações do exercício (620.733) (627.779) -1,1%
EBIT 29.510 1.058.751 -97,2%
Ganhos/ (Perdas) financeiras 385.828 (430.568) 189,6%
EBT 415.338 628.183 -33,9%
Impostos sobre Lucros (189.958) (196.948) -3,5%
Resultados das oper. em continuidade 225.380 431.234 -47,7%
Resultados de oper. descontinuadas 0 0 0,0%
Interesses Minoritários (9.997) (8.321) 20,1%
Resultados Líquidos 215.383 422.913 -49,1%
ROE 0,78% 1,71% -0,9 p.p.
ROA 0,28% 0,56% -0,3 p.p.
Cash-flow 1.229.084 1.122.564 9,5%
Margem Bruta (em %) 36,5% 29,4% 7,1 p.p.
Cost-to-Income 98,5% 94,2% 4,3 p.p.
Resultados Financeiros/Margem Bruta 3,7% -4,4% 8,0 p.p.
EBITDA/Vendas 2,3% 5,0% -2,8 p.p.
Margem EBITDA 6,2% 17,0% -10,9 p.p.

No período em análise destacamos os seguintes factos:

Ao nível do desempenho financeiro

  • Incremento da Margem Bruta em 6,3%, para 10,5 milhões de Euros, face ao primeiro semestre de 2008, apesar do decréscimo de 14,5% verificado nas Vendas e Prestações de Serviços.
  • A melhoria da função financeira reflecte a apropriação de 40% dos resultados líquidos da CMA-CGM.

Para tal evolução contribuiram positivamente os seguintes factos:

• Continuação da dinamização da actividade em Angola, onde se destaca o contributo do negócio de distribuição iniciado em 2007, sendo que em 2008 se verificou um alargamento da base de clientes. Em Angola, na área de navegação, verificou-se o aumento do número de escalas e do número de viaturas descarregadas, onde a Orey mantém a liderança no agenciamento de navios de carga geral no Porto de Luanda.

Ao nível corporativo

  • A 15 de Abril os accionistas reuniram-se em Assembleia Geral onde foram aprovados o Relatório de Gestão e Contas do exercicio de 2008 e se elegeram os órgãos sociais para o quadriénio 2009-2012.
  • A 1 de Junho os accionistas reuniram-se em Assembleia Geral onde foram discutidas e aprovadas por unanimidade:
  • A venda das participações da Scoa nas empresas OA Agencies, OA Technical Representations, Orey Shipping SL e OA International BV a um Fundo de Private Equity na sequência da proposta de revisão estratégica aprovada na Assembleia Geral de 21 de Abril de 2008;
  • A Transformação da Scoa numa holding de investimentos com uma alocação de activos dinâmica, constituída inicialmente por participações financeiras na Orey Financial, no Fundo de Private Equity e nas restantes empresas não englobadas no fundo e por investimentos no mercado financeiro, incluindo fundos de private equity, fundos imobiliários e fundos, mobiliários entre outros;
  • A atribuição de um prémio especial aos gestores de topo das empresas na sequência das duas propostas anteriores e em função da respectiva aprovação. Foi ainda aprovada a atribuição de um prémio especial posto à disposição da comissão de vencimentos para atribuição ao Conselho de Administração, de acordo com os critérios a definir pela mesma comissão de vencimentos. Este prémio está dependente da constituição do Fundo de Private Equity e da respectiva venda das empresas.

7

3. EVOLUÇÃO DAS ÁREAS DE NEGÓCIO DO GRUPO

De seguida apresentamos a evolução do Grupo Orey e das suas diferentes áreas de negócio durante o primeiro semestre de 2009, comparando com o período homólogo de 2008.

3.1 NAVEGAÇÃO

No sector da navegação, o Grupo Orey está presente em Portugal, Espanha e Angola, prestando diferentes tipos de serviços: Linhas Regulares, Trânsitos Marítimos e Aéreos, Agenciamento de Navios e Logística.

2.0.1. Navegação Portugal

Na navegação em Portugal, o Grupo Orey presta todos os diferentes tipos de serviços referidos anteriormente.

A 30 de Junho de 2009, o volume de vendas destas áreas de negócio totalizava 12,7 milhões de Euros, o que representa uma diminuição de 19,2% relativamente ao mesmo período do ano anterior.

Vendas Jun-09 Jun-08 09 vs 08
Linhas Regulares 433 1.562 -72,3%
Trânsitos 5.224 5.628 -7,2%
Agenciamento 6.685 8.295 -19,4%
Logística 343 215 59,9%
Total 12.685 15.700 -19,2%

(Milhares de Euros)

A margem bruta totalizou 2,2 milhões de Euros, o que representa um decréscimo de 21,7% em relação a 30 de Junho de 2008. Este decréscimo deveu-se sobretudo ao facto do negócio com a CMA-CGM Portugal e Delmas deixar de se consolidar integralmente. O seu detalhe por área de actuação é o seguinte:

Margem Bruta Jun-09 Jun-08 09 vs 08
Linhas Regulares 100 698 -85,7%
Trânsitos 697 761 -8,4%
Agenciamento 1.195 1.167 2,4%
Logística 171 138 23,8%
Total 2.163 2.764 -21,7%

(Milhares de Euros)

Ao nível da margem bruta há a destacar o desempenho das áreas de agênciamento e logística.

*Inclui efeito de exclusão da consolidação integral do negócio da CMA-CGM e Delmas.

Linhas Regulares

A evolução dos principais dados de negócio neste segmento de actuação foi a seguinte, comparativamente a 30 de Junho de 2008:

Jun-09 Jun-08 09 vs 08
-72,3%
-85,7%
692 6.845 -89,9%
14.717 17.291 -14,9%
433
100
1.562
698

(Milhares de Euros)

Salientamos que, conforme anunciado, em Novembro de 2007, a participada OA Agencies – Navegação e Trânsitos, S.A. (OA Agencies) estabeleceu um acordo para a constituição em Portugal de uma joint venture que concentra o negócio de agenciamento de linhas do Grupo CMA–CGM. O acordo produziu efeitos a partir de 1 de Março de 2008. A OA Agencies detém 40% da nova sociedade, sendo os restantes 60% detidos pela CMA–CGM. Tal como previsto, este negócio deixou de consolidar, pelo método integral, a partir de 1 Março de 2008, passando a ser consolidado pelo método de equivalência patrimonial.

Assim sendo, os dados de negócio relativos à actividade da Casa Marítima – Agentes de Navegação, S.A. estão considerados nos quadros apresentados neste documento, apenas, para os meses de Janeiro e Fevereiro de 2008.

Trânsitos

O segmento dos trânsitos é operado pela participada Orey Comércio e Navegação, S.A. Os principais dados neste segmento de actividade são:

9

Trânsitos Jun-09 Jun-08 09 vs 08
Marítimos
Vendas 5.004 5.304 -5,7%
Margem Bruta 581 621 -6,4%
Carga Contentorizada (TEUs) 5.975 5.102 17,1%
Aéreos
Vendas 221 324 -31,8%
Margem Bruta 116 140 -17,1%
Carga (Kg.) 140.707 154.674 -9,0%
Vendas Totais
Margem Bruta Total
5.224
697
5.628
761
-7,2%
-8,4%

(Milhares de Euros)

No final de Junho de 2009, a área de negócio dos Trânsitos diminuiu a margem bruta em 8,4%, comparativamente ao mesmo período de 2008.

Nos trânsitos marítimos, as vendas a Junho de 2009 tiveram um decréscimo de 5,7% relativamente a Junho de 2008, atingindo um montante 5 milhões de euros. A margem bruta, atingiu um montante de 581 milhares de euros em 30 de Junho de 2009, significando um decréscimo de 6,4% face ao período homólogo de 2008.

Foi conseguido um aumento na carga contentorizada mas com alguma deterioração da margem, principalmente por 2 razões:

  • Contracção das exportações na indústria automóvel que obrigou a uma redução das exportações de um negócio com boa contribuição para a margem bruta;
  • Aumento da base de clientes que levou a alguma degradação da margem bruta por unidade.

No segmento dos trânsitos aéreos, as vendas atingiram 221 milhares de euros, tendo-se registado uma redução de 31,8%, comparativamente com o período homólogo de 2008. Em termos de margem bruta este segmento atingiu 116 milhares de euros, o que representa um decréscimo de 17,1%.

Apesar da quebra no volume de vendas e nas quantidades transportadas, o valor da margem bruta não teve um decréscimo tão acentuado, pois tem-se vindo a desenvolver um mix de serviços que nos permite acrescentar valor aos nossos clientes e melhorar a nossa margem bruta unitária.

No segmento da carga aérea sente-se um efeito muito pesado da quebra nas exportações e, sobretudo, na ponderação dos exportadores habituais em optar por este meio de transporte, que tem um custo mais elevado. Por esta razão, verificámos uma evolução negativa no volume de vendas e nas quantidades transportadas.

Agenciamento

Em 30 de Junho de 2009, o número de navios agenciados e a margem bruta tiveram a seguinte evolução, relativamente a 30 de Junho de 2008:

Agenciamento Jun-09 Jun-08 09 vs 08
Vendas 6.685 8.295 -19,4%
Margem Bruta 1.195 1.167 2,4%
Escalas (Número de Navios) 537 545 -1,5%
(Milhares de Euros)

Esta evolução positiva da margem bruta resulta, entre outros factores, de uma diversificação da actividade no sentido da prestação de serviços indirectos relacionados com navios que compensou a pressão sobre a margem da actividade tradicional de agenciamento de navios.

De salientar o número de navios agenciados que se mantém relativamente estável em 2009 o que resulta de algum crescimento noutros segmentos do mercado que compensa as descontinuidades em termos de navios de linha agenciados.

O detalhe relativamente ao número de navios agenciados por porto de actuação, foi a seguinte:

Logística

A 30 de Junho de 2009 e 2008, o detalhe da Logística foram as seguintes:

Logística Jun-09 Jun-08 09 vs 08
Vendas 343 215 59,9%
Margem Bruta 171 138 23,8%
Toneladas Manuseadas 14.755 8.676 70,1%

(Milhares de Euros)

No segmento da Logística mantém-se a tendência de conquista de quota de mercado na área da movimentação de papel, que se reflecte no aumento das toneladas movimentadas. Tem-se vindo a fazer uma optimização da utilização da infra-estrutura, com resultados positivos. No entanto, a angariação de novos clientes implicou alguma redução da margem bruta unitária.

Esta actividade continua a fazer uma oferta diversificada de novos serviços aos clientes.

11

2.0.2. Navegação Internacional

Na navegação internacional, o Grupo Orey está presente em Angola e Espanha, nos segmentos dos Trânsitos, Agenciamento de navios, Operações Portuárias, Distribuição e Logística.

a) Angola

No primeiro semestre de 2009 foram agenciados 77 navios face a 69 no mesmo período de 2008. Este crescimento está associado, principalmente, à maior actividade no porto de Luanda que é a principal porta de entrada de mercadorias no mercado angolano.

A evolução das vendas e margem bruta foi a seguinte, comparativamente a 30 de Junho de 2008:

Angola Jun-09 Jun-08 09 vs 08
Vendas 9.440 9.235 2,2%
Margem Bruta 3.919 2.374 65,0%
Dos quais:
Trânsitos
Agenciamento
Logística
(Milhares de Euros)
83
1.003
2.799
217
726
1.432
-61,7%
38,3%
95,5%
Carga rolante (Viaturas) 20.724 12.520 65,5%
Navios Agenciados 77 69 11,6%

(Milhares de Euros)

A margem bruta atingiu um valor 3,9 milhões de Euros em Junho de 2009, o que significa um aumento de 65% em relação ao mesmo período de 2008. A carga rolante cresceu 65,5% face ao idêntico período do ano de 2008.

Factor importante para o bom desempenho do negócio em Angola continua a ser a operação na área de Distribuição e Logística. Nesta área, a focalização tem sido no crescimento da base de clientes.

No Agenciamento, o aumento no número de escalas deveu-se à captação de novos clientes cujos navios escalam os portos angolanos. De referir que, em Angola, a representação da Orey é líder do segmento de agenciamento de navios de carga geral, desde 2007, tendo reforçado esta posição neste primeiro semestre.

A área de trânsitos em Angola tem apostado também no crescimento da base de clientes, para além de privilegiar as sinergias com a área de trânsitos em Portugal, permitindo crescer prestando serviços a uma base de clientes comum.

b) Espanha

O Grupo Orey está presente em Espanha através das sociedades Orey Shipping S.L. que opera na área de trânsitos e de consignação e da Agemasa – Agencia Marítima de Consignaciones, S.A., que opera na área das Operações Portuárias e que detém duas concessões (Reina Victoria e Príncipe das Astúrias até 2030) no Porto de Bilbau para a exploração de um Terminal de carga geral. Em Fevereiro de 2008 a Orey anunciou a alienação de 50% do capital da Agemasa, à Maritima del Mediterrâneo, S.A. (MARMEDSA), passando esta actividade a ser contabilizada pelo método proporcional, a partir de 1 de Janeiro de 2008.

Desta forma, a informação apresentada corresponde à totalidade da actividade desenvolvida pela Agemasa em 2009, sendo que, desta, o grupo Orey apropria apenas 50%.

Em 30 de Junho de 2009, os principais os valores da actividade total desenvolvida em Espanha são os seguintes:

Espanha Jun-09 Jun-08 09 vs 08
Vendas 3.262 6.214 -47,5%
(Milhares de Euros)

Os dados relativos a Operações Portuárias são os apresentados abaixo.

Jun-09 Jun-08 09 vs 08
-49,2%
-873,4%
146.221 339.780 -57,0%
2.757
-917
5.422
119

(Milhares de Euros)

No primeiro semestre de 2009 comparando com igual período de 2008, o Porto de Bilbau sofreu uma forte quebra na carga convencional não contentorizada. Todas as Empresas do Porto foram afectadas, sendo-o a Agemasa particularmente visto os seus clientes terem tido uma redução de actividade superior à da concorrência, nomeadamente nos produtos siderúrgicos e na carga de projecto.

Os dados relativos a Agenciamento e Trânsitos, respectivamente, para o primeiro semestre de 2009 apresentam-se de seguida:

Agenciamento Jun-09 Jun-08 09 vs 08
Vendas 226 316 -28,6%
Margem Bruta 16 33 -50,2%
Escalas (Número de Navios) 12 11 9,1%

(Milhares de Euros)

Trânsitos Jun-09 Jun-08 09 vs 08
Vendas 233 476 -51,1%
Margem Bruta 29 117 -74,8%

(Milhares de Euros)

3.2. REPRESENTAÇÕES TÉCNICAS

(Milhares de Euros)

No sector das representações técnicas, o Grupo Orey está presente em diferentes áreas, tais como equipamentos navais e segurança no mar, petroquímica, monitorização e controlo e águas e saneamento.

Orey Technical Jun-09 Jun-08 09 vs 08
Vendas 2.319 2.967 -21,8%
Margem Bruta 1.162 1.326 -12,3%
(Margem Bruta em %) 50,1% 44,7% 12,1%

A repartição por segmento de negócio é a seguinte:

Como se constata, a quebra da actividade no sector das representações técnicas advém de uma menor actividade geral, exceptuando-se o bom desempenho verificado ao nível das Águas e Saneamento e Monitorização e Controlo.

Naval

A evolução dos principais dados neste segmento de negócio foi a seguinte, comparativamente com o primeiro semestre de 2008:

Naval Jun-09 Jun-08 09 vs 08
Vendas 484 759 -36,3%
Margem Bruta 133 200 -33,3%
(Margem Bruta em %) 27,6% 26,3% 4,7%

(Milhares de Euros)

As vendas registaram um decréscimo de 36,3% face ao período homólogo de 2008 e a margem bruta um decréscimo de 33,3% para o mesmo período comparativo. Esta redução advém de uma quebra generalizada do mercado e da decisão do grupo de abandonar o retalho náutico, tendo encerrado a loja da sua participada Azimute e tendo efectuado o seu trespasse.

Estações de Serviço

No final do primeiro semestre de 2009, a evolução do volume de vendas realizadas pelas empresas do Grupo Orey e da margem bruta neste segmento de negócio foi a seguinte:

Estações de Serviço Jun-09 Jun-08 09 vs 08
Vendas 869 1.150 -24,4%
Margem Bruta 580 737 -21,3%
(Margem Bruta em %) 67% 64% 4,1%
Jangadas Inspeccionadas 1.245 1.599 -22,1%

(Milhares de Euros)

As participadas Orey Técnica Naval e Industrial e Azimute inspeccionaram, no primeiro semestre de 2009, 1.245 jangadas, distribuídas pelo Algarve, Lisboa, Leixões, Setúbal e Açores, o que significa uma redução de 22,1% face a igual período de 2008. Esta redução tem sobretudo a ver com a diminuição do número de navios estrangeiros que atracaram em portos nacionais, assim como pelo facto de a estação de serviço pertencente à participada Azimute ter sido trespassada.

Petroquímica

Neste segmento os dados referentes às vendas realizadas e margem bruta são os seguintes:

Petroquímica Jun-09 Jun-08 09 vs 08
Vendas 824 958 -14,0%
Margem Bruta 394 354 11,3%
(Margem Bruta em %) 47,8% 37,0% 29,5%

(Milhares de Euros)

O volume de vendas decresceu em cerca de 14%, comparativamente com o mesmo período de 2008. Este decréscimo em volume deveuse basicamente à participada Sofema, a qual não conseguiu este ano a mesma performance no mercado angolano que tinha atingido em 2008. Este facto foi compensado de alguma forma pela participada OTNI a qual conseguiu concretizar projectos de maior rentabilidade em especial ao nível da assistência técnica.

3.3 ÁREA FINANCEIRA

Na área financeira, o Grupo Orey presta serviços de Gestão de Carteiras, Gestão de Fundos de Investimento, Corretagem on-line e off-line, Corporate Finance e Family Office com subsidiárias em Portugal e no Brasil.

A 30 de Junho de 2009 e de 2008, o total dos activos sob gestão e das comissões líquidas era o seguinte:

Activos sob Gestão Jun-09 Jun-08 09 vs 08
Portugal 104.106 115.209 -9,6%
Brasil 128.371 135.765 -5,4%
Total 232.476 250.974 -7,4%

(Milhares de Euros)

Jun-09 Jun-08 09 vs 08
7,2%
17,6%
2.022 1.823 10,9%
1.244
778
1.161
662

* Inclui comissões que não estão relacionadas com os activos sob gestão (Milhares de Euros)

a) Gestão de Carteiras

Gestão de Carteiras Jun-09 Jun-08 09 vs 08
Activos sob gestão - Portugal * 62.255 66.917 -7,0%
Activos sob gestão -Brasil 89.701 90.715 -1,1%
Total 151.957 157.632 -3,6%

* excluindo acções da Sociedade Comercial Orey Antunes pertencentes a clientes. (Milhares de Euros)

Portugal

Neste segmento de negócio e comparativamente com 2008, há a realçar uma diminuição do volume de activos sob gestão, como se ilustra de seguida:

Gestão de Carteiras Jun-09 Jun-08 09 vs 08
Activos sob Gestão *
Número de clientes
62.255
113
66.917
153
-7,0%
-26,1%
* excluindo acções da Sociedade Comercial Orey Antunes pertencentes a clientes. (Milhares de Euros)

A redução em activos sob gestão deveu-se principalmente ao efeito de mercado (cerca de 3,6 milhares de Euros) e a alguns levantamentos de clientes (cerca de 1000 Euros).

A diminuição no número de clientes deve-se à regularização de contas de baixo montante sob gestão (21 contas) e ao facto de 10 contas não terem sido efectivamente transitadas da empresa Fulltrust para a Orey Gestão de Activos por sobreposição de clientes, deixando o número de clientes que liquidaram efectivamente as suas contas em 8.

Brasil

Gestão de Carteiras Jun-09 Jun-08 09 vs 08
Activos sob Gestão
Número de clientes
89.701
205
90.715
267
-1,1%
-23,2%
(Milhares de Euros)

A variação percentual negativa da actividade de gestão de carteiras disposta no quadro acima é reflexo, primordialmente, da depreciação do Real frente ao Euro no período de Junho de 2008 a Junho de 2009. Em moeda local, os activos sob gestão apresentaram crescimento de 7% durante o período. Este crescimento foi motivado pela recuperação parcial dos valores dos activos, em consequência da recente melhoria dos mercados e, fundamentalmente, através da entrada de novos recursos. No primeiro semestre de 2009, os activos sob gestão apresentam um crescimento real de 15%, decorrente da captação de novos recursos.

b) Gestão de Fundos de Investimento

Gestão de Fundos de Investimento Jun-09 Jun-08 09 vs 08
Activos sob gestão - Portugal 41.850 48.292 -13,3%
Activos sob gestão - Brasil 38.670 45.050 -14,2%
Total Gerido 80.520 93.342 -13,7%

(Milhares de Euros)

Portugal

Ao nível dos fundos de investimento geridos pelas subsidiárias da Orey Financial em Portugal, no final do primeiro trimestre de 2009, os dados relativamente aos valores patrimoniais geridos são os seguintes:

Gestão de Fundos de Investimento Jun-09 Jun-08 09 vs 08
Hedge Funds 15.094 25.391 -40,6%
Fundos de Futebol 0 1.108 -100,0%
Fundos Harmonizados (Portugal) 21 1.156 -98,2%
Fundos Imobiliários (Portugal) 26.735 20.637 29,6%
Total Gerido 41.850 48.292 -13,3%

(Milhares de Euros)

Os resultados verificados devem-se ao aumento da procura por activos com um maior grau de liquidez e de menor risco, originando um decréscimo de activos sob gestão nos Fundos Mobiliários. A redução em activos sob gestão dos Fundos de Futebol deve-se à liquidação dos mesmos. O Fundo Harmonizado encontra-se em fase de liquidação e por tal sofreu uma forte redução em activos sob gestão devido aos resgates de clientes.

Em relação aos Fundos de Investimento Imobiliários, estes verificaram um aumento de 29,6% apesar da crise internacional ter sido iniciada no mercado imobiliário. Este facto deveu-se, principalmente, à estratégia utilizada de criação e desenvolvimento dos fundos imobiliários geridos, que foi direccionada para nichos de mercado específicos com valor acrescentado. O resultado dessa estratégia foi o aumento dos activos sob gestão, mesmo num ambiente não favorável.

Brasil

Ao nível dos fundos de investimento geridos pela Orey Financial Brasil, no final do primeiro trimestre de 2009, os dados relativamente aos valores patrimoniais geridos eram os seguintes:

Gestão de Fundos de Investimento Jun-09 Jun-08 09 vs 08
Orey Multigestor 9.259 15.880 -41,7%
Orey Previdência 1.627 2.766 -41,2%
Orey Acções Brasil 758 3.822 -80,2%
Orey Renda Fixa 2.252 0 100,0%
Orey Obrigações Brasil 24.773 22.581 9,7%
Total Gerido 38.670 45.050 -14,2%

(Milhares de Euros)

Dada a recente percepção dos investidores de que a situação económica americana ruma para patamares melhores em relação ao epicentro dos acontecimentos ocorridos no segundo semestre de 2008 e de que os BRIC's (Brasil, Rússia, India e China) apresentaram resistência em relação aos efeitos da crise económica, os mercados comportaram-se de maneira surpreendentemente positiva durante o segundo trimestre de 2009, com consequências positivas para o Brasil.

Considerado por muitos investidores como um dos grandes players a emergir dentro de uma nova ordem económica mundial e concomitantemente a uma situação macroeconómica estável, atingida após quinze anos da implementação do Plano Real, o Brasil recebeu grande afluxo de investimentos na primeira parte deste ano, tanto em actividades produtivas, como no mercado financeiro local. Esta situação possibilitou uma forte valorização do mercado bolsista local, 37% durante primeiro semestre de 2009, fortemente concentrada no segundo trimestre de 2009.

No tocante à política económica, o Banco Central do Brasil continua a imprimir uma forte redução das taxas de juros básica da economia (Selic) e teve um papel central durante este semestre, através de várias acções, no intuito de evitar o contágio do mercado local pelos efeitos ocasionado pela crise hipotecária americana.

Em relação aos fundos de investimento geridos pela Orey Financial Brasil, além do efeito cambial negativo, observou-se uma redução de montantes na ordem dos 7%, em moeda local, durante o período em análise. Este decréscimo ocorreu pela expressiva redução das carteiras concentradas em acções e no hedge fund (Orey Multigestor). Estes fundos, além das perdas decorrentes da marcação ao mercado dos activos, ainda encontram certa resistência dos investidores de menor porte em voltar a posicionar-se em carteiras desta natureza. Por esta razão, observou-se uma certa migração para os fundos mais conservadores, estratégia esta potencializada pela queda contínua das taxas de juros no mercado local.

c) Corretagem

18

Na corretagem verificou-se um aumento significativo no número de clientes que não se reflectiu nas comissões líquidas, dada a corrente situação dos mercados.

Corretagem Portugal Jun-09 Jun-08 09 vs 08
Número de clientes 563 324 73,8%
Comissões Líquidas Acumuladas 586 548 7,0%

(Milhares de Euros)

Corretagem Espanha Jun-09 Jun-08 09 vs 08
Número de clientes 41 0 0,0%
Comissões Líquidas Acumuladas 38 0 0,0%

(Milhares de Euros)

Corretagem Portugal Jun-09 Jun-08 09 vs 08
Volume de transacções (CFD e FX)
Nº de Contratos Futuros
10.198.350
11.924
4.267.420
7.405
139,0%
61,0%

(Milhares de Euros)

Corretagem Espanha Jun-09 Jun-08 09 vs 08
Volume de transacções (CFD e FX)
Nº de Contratos Futuros
608.834
22
0
0
0,0%
0,0%
(Milhares de Euros)

O crescimento verificado na área da Corretagem surge como resultado da estratégia de implementação da estratégia actualmente em prática direccionada para a corretagem online (Orey iTrade) com a prestação de um serviço de valor acrescentado ao cliente.

O crescimento verificado, quer ao nível de número de clientes, quer ao nível de volumes de transacções efectuadas, foi muito significativo e resultado de um esforço de marketing e disciplina de trabalho importantes, principalmente num período marcado por um decréscimo global dos volumes de transacções e diminuição das exposições ao risco por parte da generalidade dos investidores, resultado natural do período de instabilidade dos mercados financeiros.

Em Espanha, os resultados estão a aparecer tal como planeado, notando-se já um aumento significativo no número de clientes, no valor de comissões e no número de transacções. A estratégia reflete o sucesso das mesmas técnicas de angariação de clientes aplicadas em Portugal, focando principalmente a actuação através de canais de distribuição online.

4. EVENTOS MAIS SIGNIFICATIVOS NO ANO (INCLUINDO POSTERIORES)

04/03

A 4 de Março de 2009 a Orey informou sobre os resultados consolidados do exercício de 2008.

  • A 13 de Março a Orey convocou os accionistas para se Reunirem em Assembleia Geral a realizar-se no dia 15 de Abril de 2009. 13/03
  • 15/04

A 15 de Abril a Sociedade Comercial Orey Antunes, S.A. informou sobre a eleição de novos órgãos sociais para o quadriénio 2009-2012.

A Sociedade Comercial Orey Antunes, S.A. informou o mercado, a 15 de Abril, da aprovação de contas individuais e consolidadas relativas ao exercício de 2008, na Assembleia Geral da Sociedade.

  • A Sociedade Comercial Orey Antunes, S.A. informou no dia 20 de Abril de 2009 que, de acordo com o deliberado em Assembleia Geral de 15 de Abril de 2009, se encontrava a pagamento, a partir de 30 de Abril de 2009, o dividendo relativo ao exercício de 2008, com valor ilíquido de 0,11 Euros por acção. 20/04
  • A 29 de Abril a Orey convocou os accionistas para se reunirem em Assembleia Geral a realizar-se no dia 1 de Junho de 2009, onde foram discutidas: 29/04

Uma proposta de venda das participações da sociedade a um Fundo de Private Equity.

Uma proposta de estratégia a adoptar para o quadriénio 2009/2012;

A 1 de Junho a Orey informou que na Assembleia Geral da Sociedade realizada no mesmo dia foram aprovadas por unanimidade:

A venda das participações da sociedade, preferencialmente a um Fundo de Capital de Risco;

A Transformação da Orey numa holding de investimentos com uma alocação de activos dinâmica, constituída por participações financeiras em empresas e por investimentos no mercado financeiro, incluindo fundos de private equity, fundos imobiliários e fundos mobiliários entre outros.

A atribuição de um prémio global máximo com um valor económico até € 875.000 que poderá ser atribuído em acções da Orey, acções das empresas participadas, unidades de participação nos fundos ou em dinheiro, consoante os casos, e de acordo com deliberação do Conselho de Administração.

Uma proposta complementar relativa à atribuição de um prémio global máximo com um valor económico até € 625.000 posto à disposição da comissão de vencimentos para atribuição ao Conselho de Administração, de acordo com os critérios a definir pela mesma comissão de vencimentos.

  • A 22 de Junho a Orey informou sobre o vencimento da emissão capital Orey 2006-2009 e aumento de capital para 13.750.000 Euros. 22/06
  • 04/07

A 4 de Julho a Sociedade Comercial Orey Antunes, S.A. confirmou, que a sua participada Orey Financial, Instituição Financeira de Crédito, S.A. se encontrava em estado avançado de conversações com a Privado Holding SGPS, S.A. com o objectivo de alcançar uma solução que permitisse resolver a situação dos clientes de Retorno Absoluto do Banco Privado Português, S.A., bem como uma solução de viabilidade do referido Banco.

Esta solução estava ainda dependente de um entendimento favorável por parte das autoridades de supervisão, e bem assim da existência de condições que permitam a assumpção efectiva pela Orey Financial da gestão do grupo económico do BPP.

01/06

20

No dia 10 de Julho de 2009, a Orey informou sobre o acordo para a aquisição, pela sua participada Orey Financial, Instituição Financeira de Crédito, S.A., da totalidade do capital do Banco Privado Português, S.A. e de duas empresas Holding do Grupo Privado Holding (Gest Advisors, Ltd. e Pcapital, SGPS, S.A.), pelo preço total de 1 euro. O acordo alcançado encontrava-se sujeito à verificação de determinadas condições, em particular da autorização do Banco de Portugal. 10/07

Atenta à actual situação financeira do BPP, a Orey Financial acordou que fosse de imediato submetido à aprovação das Entidades Públicas e Privadas relevantes, por parte da administração do BPP, um plano de recapitalização para a recuperação e saneamento do BPP.

Simultaneamente, a Orey Financial apresentou um programa de reestruturação do produto "Retorno Absoluto – Investimento Indirecto com Garantia" do BPP que visa assegurar aos clientes que subscreveram este produto uma solução de recuperação a médio prazo do capital investido. A aquisição do BPP e das referidas sociedades pela Orey Financial enquadra-se na estratégia já anunciada de centrar a actividade do Grupo Orey na área financeira, desenvolvendo as actividades não financeiras através de um fundo de Private Equity, denominado Orey Capital Partners.

No dia 10 de Julho a Orey esclareceu sobre as notícias veiculadas na comunicação social acerca da solução proposta para os clientes de retorno absoluto, do plano de recapitalização do Banco. A Orey informou ainda que o pedido de autorização ao Banco de Portugal decorrente da assinatura do referido contrato tinha sido entregue ao final da manhã e que solução global para os clientes de retorno absoluto e para a recapitalização do banco apresentada, incorporava uma série de contributos e sugestões muito construtivas das diversas partes envolvidas e interessadas.

No dia 13 de Julho a Orey esclareceu que, relativamente à proposta de aquisição do Banco Privado Português, o preço foi determinado em função da situação significativamente deficitária desta instituição de crédito, embora o valor económico associado a esta operação não estivesse limitado a 1 Euro. 13/07

Com efeito, a Sociedade Comercial Orey Antunes, asseguraria a realização de capital no BPP num valor compreendido entre os 35 e os 50 milhões de euros. Acresce que a contrapartida recebida pela Privado Holding SGPS, S.A. (PH) incluía ainda a atribuição de duas opções, uma compra de 10% do capital social do BPP, pelo preço de 1 Euro, e outra de subscrição de 30% do novo capital do banco, susceptíveis de exercício simultâneo e estando a segunda opção dependente da verificação de determinadas condições, nomeadamente a inexistência de processos judiciais ou administrativos que visem a condenação ou condenem os membros dos órgãos sociais ou accionistas da PH a sanções de qualquer natureza.

A Orey informou a 24 de Julho sobre notificação da decisão do Banco de Portugal de promover o encerramento da apreciação e o arquivamento do projecto de compra do Banco Privado Português, S.A. o qual englobava um plano de recuperação e saneamento. 24/07

O Banco de Portugal considerou:

Que o plano tinha como componente essencial a realização de várias operações que envolveriam dinheiros públicos;

Que o Gabinete do Ministro de Estado e das Finanças, por comunicado também de 10 do corrente mês, reafirmou não existir interesse público relevante que justifique, além da salvaguarda dos depósitos, o envolvimento de dinheiros públicos no BPP;

Que não foi transmitida ao Banco de Portugal qualquer indicação em sentido contrário ao do referido comunicado.

A Orey Financial entende que o plano proposto, quer para o BPP quer para os clientes de Retorno Absoluto, tinha importantes vantagens para todas as partes envolvidas, incluindo o Estado português, e que era apropriado para permitir alcançar a sua recuperação e saneamento. Não obstante a decisão agora conhecida, a Orey Financial mantém-se disponível para contribuir para a solução de viabilização daquela Instituição de crédito.

21

5. ACÇÕES PRÓPRIAS

Ao abrigo do Artigo 66ª do Código das Sociedades Comerciais, informamos que a Sociedade detinha, à data de 30 de Junho de 2009, a seguinte carteira de acções próprias:

Acções Próprias Quantidade Custo médio Valor Total
Detidas a 31/12/08 por:
-SCOA
488.385 2,838 1.386.010
Adquiridas a 22/01/09 por:
-SCOA
259.752 2,760 716.916
Detidas a 30/06/09 por:
-SCOA
748.137 2,810 2.101.925

(Unidade Monetária - Euro)

A aquisição de acções está de acordo com o plano de acções descrito na nota 36.

Lisboa, 31 de Agosto de 2009

O Conselho de Administração

6. ACÇÕES DETIDAS PELOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO DA SOCIEDADE

(Nos termos do artigo 447º do Código das Sociedades Comerciais e da alínea b) do nº1 do artigo 9º do Regulamento nº 4/2004 da CMVM)

Acções

Membros do Conselho de Administração Detidas em
31-12-2008
Adquiridas Transmitidas Detidas em
30-06-2009
Duarte Maia de Albuquerque d'Orey
Francisco Manuel de Lemos Santos Bessa
Joaquim Paulo Claro dos Santos
Juan Celestino Lázaro Gonzaléz
Jorge Delclaux Bravo
-
1.108
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
1.108
-
-
-
Total 1.108 - - 1.108
Membros do Conselho Fiscal Detidas em
31-12-2008
Adquiridas Transmitidas Detidas em
30-06-2009
José Martinho Soares Barroso
Acácio Augusto Lougares Pita Negrão
José Eliseu Chasqueira Mendes
Nuno de Deus Vieira Paisana Salvador Pinheiro
Ernst & Young Audit & Associados - SROC, S.A.
João Carlos Miguel Alves (ROC)
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-

Duarte Maia de Albuquerque d'Orey: Não efectuou qualquer aquisição / alienação durante o primeiro semestre de 2009.

Joaquim Paulo Claro dos Santos: Não efectuou qualquer aquisição / alienação no primeiro semestre de 2009.

Francisco Manuel de Lemos Santos Bessa: Não efectuou qualquer aquisição / alienação no primeiro semestre de 2009.

7. LISTA DE TITULARES COM PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS

(Nos termos do artigo 447º do Código das Sociedades Comerciais e da alínea e) do nº1 do artigo 9º do Regulamento nº 4/2004 da CMVM)

Em 30 de Junho de 2009, os accionistas detentores de participações qualificadas no capital social da Sociedade Comercial Orey Antunes, S.A., eram os seguintes:

Participações qualificadas Quantidade % do Capital
Social
% dos direitos
de voto
Duarte Maia de Albuquerque d'Orey
Directamente:
Indirectamente:
0 0,00% 0,00%
- Orey Inversiones Financieras, SL 4.350.000 31,89% 31,89%
- Triângulo-Mor Consultadoria Económica e Financeira, S.A. 5.454.721 39,99% 39,99%
- Através da Orey Gestão de Activos SGFIM, S.A. Carteiras de clientes
de gestão discricionária
374.254 2,74% 2,74%
SUB-TOTAL 10.178.975 74,62% 74,62%
Jochen Michalski
MCFA, SGPS, S.A.
MRF, SGPS, S.A.
370.044
275.000
275.000
2,71%
2,02%
2,02%
2,71%
2,02%
2,02%
SUB-TOTAL 920.044 6,75% 6,75%
TOTAL 11.099.019 81,37% 81,37%

8. DECLARAÇÃO DE CONFORMIDADE

Declaração

Para os efeito da alínea c) do nº 1 do artigo 246º do Código dos Valores Mobiliários os abaixo assinados, na sua qualidade de Administradores da sociedade comercial anónima com a firma "SOCIEDADE COMERCIAL OREY ANTUNES, S.A.", sociedade aberta, com sede em Lisboa, na Rua Carlos Alberto da Mota Pinto nº 17, 6º andar A, em Lisboa, com o número único de registo e pessoa colectiva 500255342, declaram que tanto quanto é do seu conhecimento, a informação contida no nas demonstrações financeiras condensadas, foi elaborada de acordo com as normas contabilísiticas aplicáveis, dando uma imagem apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da sociedade e das sociedades incluídas no perimetro da consolidação.

Mais declaram que, tanto quanto é do seu conhecimento, o relatório de gestão expõe fielmente a evolução de negócios, do desempenho e da posição da sociedade e das sociedades incluídas no perímentro da consolidação.

Lisboa, 31 de Agosto de 2009

O Conselho de Administração

Duarte Maia de Albuquerque d'Orey Francisco Manuel de Lemos dos Santos Bessa Joaquim Paulo Claro dos Santos Juan Celestino Lázaro González Jorge Delclaux Bravo

9. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS

9.1. DEMONSTRAÇÃO DA POSIÇÃO FINANCEIRA CONSOLIDADA

A C T I V O Notas 30-Jun-09 31-Dez-08
ACTIVOS NÃO CORRENTES
Activos Fixos Tangíveis 5 9.881.594 10.585.324
Propriedades de Investimento 6 4.611.722 4.374.900
Goodwill 7 14.831.363 14.831.363
Outros Activos Intangíveis 8 70.615 44.190
Investimentos Financeiros em Associadas
Outros Activos Financeiros
9 246.662
256.089
382.253
190.111
Activos por Impostos Diferidos 10 887.060 886.814
Total dos Activos Não Correntes 30.785.105 31.294.955
ACTIVOS CORRENTES
Inventários 11 843.614 983.778
Contas a Receber- Clientes 12 11.946.223 12.699.457
Contas a Receber- Outras 13 17.977.200 12.601.671
Caixa e Equivalentes de Caixa 14 13.821.988 19.391.696
Total dos Activos Correntes 44.589.026 45.676.602
Activo Total de Unidades Operacionais em Continuidade 75.374.131 76.971.557
Activo Total de Unidades Operacionais em Descontínuação 15 178 105.400
TOTAL DO ACTIVO 75.374.309 77.076.957
C A P I T A L P R Ó P R I O E P A S S I V O 30-Jun-09 31-Dez-08
CAPITAL PRÓPRIO
Capital 16 13.750.000 13.640.834
Acções Próprias
Prémios de Emissão
-2.101.925
8.236.204
-1.386.010
8.127.038
Reservas 17 6.958.805 5.985.443
Resultados Transitados -473.244 -255.046
Resultado Líquido do Período 215.383 2.271.927
Capital Próprio Atribuível ao Grupo 26.585.224 28.384.186
Interesses Minoritários -17.046 -27.042
Total do Capital Próprio 26.568.178 28.357.144
PASSIVO
PASSIVOS NÃO CORRENTES
Provisões 630.173 358.391
Empréstimos 18 11.818.588 13.234.821
Responsabilidades por Benefícios de Reforma 19 714.654 714.654
Contas a Pagar- Outras
Passivos por Impostos Diferidos
10 0
857.358
61.336
856.359
Passivos por Locação Financeira 20 415.248 433.830
Total dos Passivos Não Correntes 14.436.021 15.659.392
PASSIVOS CORRENTES
Contas a Pagar- Fornecedores 8.139.672 10.598.600
Empréstimos e Descobertos Bancários 18 11.331.534 10.103.595
Contas a Pagar- Outras 21 14.449.206 11.771.014
Passivo por Impostos Correntes 22 6.158 170.801
Passivos por Locação Financeira
Responsabilidades por Benefícios de Reforma
94.486
0
102.534
0
Total dos Passivos Correntes 34.021.057 32.746.544
Passivo Total de Unidades Operacionais em Continuidade 48.457.078 48.405.936
Passivo Total de Unidades Operacionais em Descontínuação 15 349.053 313.877
Total do Passivo 48.806.131 48.719.813
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO 75.374.309 77.076.957

O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração

(Unidade Monetária - Euro)

Demonstração Consolidada dos Resultados por Naturezas Notas Jun-09 Jun-08
Proveitos Operacionais
Vendas 1.788.007 2.181.269
Prestações de Serviços
Outros Proveitos Operacionais
24 26.990.646
494.919
31.474.949
1.112.677
Total dos Proveitos Operacionais 29.273.573 34.768.895
Custos Operacionais
Custo das Vendas -1.136.802 -1.377.084
Fornecimentos e Serviços de Terceiros 25 -20.983.801 -25.923.102
Custos com o Pessoal -5.338.739 -5.026.516
Provisões 23 -506.042 -244.218
Ajustamentos 23 -392.968 -71.871
Outros Custos Operacionais -264.978 -439.574
Total dos Custos Operacionais -28.623.330 -33.082.365
EBITDA 650.243 1.686.530
Amortizações -620.733 -627.779
EBIT 29.510 1.058.751
Resultados Financeiros 26 214.914 -633.468
Ganhos/Perdas em Empresas Associadas 100.956 139.253
Ganhos/Perdas em Propriedades de Investimento 69.959 63.647
Resultado Antes de Impostos 415.338 628.183
Gastos (Rendimentos) de Impostos 27 -189.958 -196.948
Resultado das Unidades Operacionais em Continuidade 225.380 431.234
Resultado das Unidades Operacionais em Descontinuação 0 0
Resultado Consolidado 225.380 431.234
Atribuível a:
Accionistas da Empresa Mãe 215.383 422.913
Interesses Minoritários 9.997 8.321
Resultado Líquido do Período por Acção
Básico 30 0,017 0,044
Diluído 30 0,017 0,032
(Unidade Monetária - Euro)

9.2. DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS POR NATUREZAS

O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração

Demonstração Consolidada do Rendimento Integral 30-Jun-09 30-Jun-08
Resultado Liquido Consolidado 225.380 431.234
Variação nas Reservas de Conversão Cambial $-112.905$ $-12.783$
Rendimento reconhecido directamente no Capital Próprio 112.475 418.451
Atribuivel a:
Detentores de Capital 107.485 410.377
Interesses Minoritários 4.990 8.074
(Unidada Management, E. (no))

As únicas transacções respeitam à conversão das demonstrações financeiras em moeda estrangeira na moeda de relato.

9.3. DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DE ALTERAÇÕES NOS CAPITAIS PRÓPRIOS

Reservas não distribuíveis Reservas distribuíveis
Capital
emitido
Acções
próprias
valor
nominal
Acções
próprias
descontos e
prémios
Prémios de
emissão
Reservas
legais
R
Reservas de
reavaliação
Outras
reservas
Resultados
transitados
Resultado
líquido
Total Interesses
minoritários
Total
Saldo em 1 de Janeiro de 2009 13.640.834 (488.385) (897.625) 8.127.038 2.708.368 3.021.920 255.156 (255.046) 2.271.927 28.384.186 (27.042) 28.357.144
Aumento de Capital 109.166 109.166 218.332 218.332
Transferência do Resultado de 2008 2.271.927 (2.271.927) - -
Resultado Líquido de 2009 215.383 215.383 9.996 225.379
Imparidade Instrumentos Financeiros - -
Dividendos de 2008 (1.418.748) (1.418.748) (1.418.748)
Gratificações de 2008 (111.538) (111.538) (111.538)
Reavaliação 2009 - -
Impostos Diferidos - -
Constituição 99.283 149.866 (99.283) 149.866 149.866
Ajuste Cambial (112.905) (112.905) (112.905)
Aquisição Acções Próprias (259.752) (456.163) 715.915 (715.915) (715.915) (715.915)
Venda Acções Próprias - -
Outras Alterações 8.298 (31.737) (23.439) (23.439)
Saldo em 30 de Junho de 2009 13.750.000 (748.137) (1.353.788) 8.236.204 3.523.566 3.030.218 405.022 (473.244) 215.383 26.585.224 (17.046) 26.568.178

O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração

9.4. DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA (método directo)

Notas 30-06-2009 30-06-2008
ACTIVIDADES OPERACIONAIS
Recebimentos de Clientes 31.721.608 39.688.223
Pagamentos a Fornecedores -28.799.447 -26.160.026
Pagamentos ao Pessoal -5.242.283 -5.051.592
Fluxos Gerado pelas Operações -2.320.123 8.476.605
Pagamento do Imposto sobre o Rendimento -113.481 -50.493
Outros Pagamentos relativos à Actividade Operacional 2.967.038 1.350.778
Fluxos Gerados antes das Rubricas Extraordinárias 533.435 9.776.889
Recebimentos/Pagamentos Relacionados com Rubricas Extraordinárias 0 0
Fluxos das Actividades Operacionais (1) 533.435 9.776.889
ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO
RECEBIMENTOS PROVENIENTES DE:
Outros Activos Financeiros 280.000 0
Activos Fixos Tangíveis 623.999 375.528
Juros e Proveitos Similares 148.337 162.651
Dividendos 0 0
1.052.337 538.179
PAGAMENTOS RESPEITANTES A:
Investimentos Financeiros 0 -50.000
Activos Fixos Tangíveis -584.873 -1.320.647
Activos Fixos Intangíveis 0 -1.452
-584.873 -1.372.099
Fluxos das Actividades de Investimentos (2) 467.463 -833.920
ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO
RECEBIMENTOS PROVENIENTES DE:
Empréstimos 1.227.939 1.643.300
Venda de Acções Próprias 0 487.370
Aumentos de Capital e prémios de emissão 218.332 0
1.446.271 2.130.670
PAGAMENTOS RESPEITANTES A:
Empréstimos -1.416.233 -4.054.636
Amortizações de Contratos de Locação Financeira -98.442 -68.676
Juros e Custos Similares -489.903 -599.664
Aquisição de Acções Próprias -715.914 -882.105
Dividendos -1.418.748 -995.756
-4.139.241 -6.600.838
Fluxos de Actividades de Financiamento (3) -2.692.970 -4.470.168
Variação de Caixa e seus Equivalentes (1+2+3) -1.692.072 4.472.802
Efeito das Diferenças de Câmbio
Caixa e seus Equivalentes no Inicio do Período
14 23.266
15.490.794
-77.762
11.095.754
Caixa e seus Equivalentes no Fim do Período 14 13.821.988 15.490.794
(Unidade monetária - Euro)

O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração

10. NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS

(Todos os valores são expressos em euros, salvo expressamente indicado)

Nota Introdutória

A Sociedade Comercial Orey Antunes, S.A. ("Sociedade" ou "SCOA") foi fundada em 1886 por Rui d'Orey sob o nome de Rui d'Orey & Cia. e tem por objecto social o comércio de comissões e consignações e qualquer outro ramo de comércio ou indústria que, por deliberação do Conselho de Administração, resolva explorar e lhe não seja vedado por lei.

Actualmente a SCOA é a holding de um Grupo de sociedades que actuam em Portugal, em Espanha, em Angola e no Brasil em três actividades diferentes:

  • Navegação (Agentes de Navegação, Transitários, Consignação, Operações Portuárias);
  • Representações técnicas em diferentes áreas (Equipamentos navais e segurança no mar, Petroquímica, Monitorização e controlo e Águas e saneamento);
  • Área Financeira (Gestão de Patrimónios e de Fundos de Investimento).

A SCOA é uma sociedade de direito português com sede na Rua Carlos Alberto da Mota Pinto, nº 17 6º A no Edifício Amoreiras Square.

1. Políticas Contabilísticas

Bases de Apresentação

As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações e de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adoptadas na União Europeia. Devem entender-se como fazendo parte dessas normas, quer as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) quer as Normas Internacionais de Contabilidade emitidas pelo International Accounting Standards Committee (IASC) e respectivas interpretações – SIC e IFRIC, emitidas pelo International Financial Reporting Interpretation Committee (IFRIC) e Standing Interpretation Committee (SIC), desde que e na versão em que tenham sido publicadas sob a forma de regulamento da Comissão Europeia, no jornal oficial das Comunidades Europeias (tal como previsto no artigo 3º do Regulamento (CE) nº 1606/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho de 19 de Julho). Estas normas e interpretações serão, de ora em diante, designadas genericamente por "IAS/IFRS".

Adicionalmente encontram-se emitidas, mas de aplicação obrigatória apenas em exercícios seguintes, as seguintes normas ainda não adoptadas:

Norma Data de aplicação*
IFRS 8 - Segmentos operacionais 1 de Janeiro de 2009
IAS 23 (Alteração) - Custos de empréstimos obtidos 1 de Janeiro de 2009
IAS 1 (Revisão) - Apresentação de demonstrações financeiras 1 de Janeiro de 2009
IFRS 2 (Alteração) - Pagamentos baseados em acções 1 de Janeiro de 2009
IAS 32 - Instrumentos Financeiros: apresentação e alteração da IAS 1 - Apresentação das demonstrações
financeiras
1 de Janeiro de 2009
IFRS 1 - Adopção pela primeira vez das IFRS e alteração da IAS 27 - Demonstrações financeiras
separadas e consolidadas
1 de Janeiro de 2009
Melhoria anual das normas em 2008 1 de Janeiro de 2009
IFRIC 15 - Contratos para a construção de imóveis 1 de Janeiro de 2009
IFRS 7 (Alteração) - Instrumentos financeiros 1 de Janeiro de 2009
IFRS 3R – Business Combinations 1 de Julho 2009
IAS 27 Alteração - Demonstrações financeiras separadas e consolidadas
(referida de futuro como IAS 27R)
1 de Julho 2009
Alteração ao IAS 39 – Eligible Hedged Items 1 de Julho 2009
IFRS 1R – Alteração Estrutural 1 de Julho 2009
IFRIC 17 – Distribuição de activos não monetários 1 de Julho 2009
IFRIC 18 – Transferências de activos de clientes 1 de Julho 2009

* Exercicios iniciados em ou após a data referida

A Administração entende que, a aplicação futura destas normas e interpretações, não terão um impacto significativo nas demonstrações financeiras consolidadas.

Julgamentos, estimativas e pressupostos

A preparação das demonstrações financeiras consolidadas do Grupo obriga a Administração a proceder a julgamentos, estimativas e pressupostos que afectam os valores reportados de proveitos, custos, activos, passivos e divulgações. Contudo, a incerteza em volta destas estimativas e pressupostos podem resultar em ajustamentos futuros susceptíveis de afectarem os activos e passivos futuros. Estas estimativas foram determinadas com base na melhor informação disponível à data de preparação das demonstrações financeiras consolidadas. No entanto, poderão ocorrer eventos em períodos subsequentes que, em virtude da sua tempestividade, não foram considerados nestas estimativas.

Estimativas e pressupostos

Na preparação das demonstrações financeiras anexas a Administração baseou-se no conhecimento e experiência de eventos passados e/ou correntes e em pressupostos relativos a eventos futuros para determinar as estimativas contabilísticas.

As estimativas contabilísticas mais significativas, reflectidas nas demonstrações financeiras consolidadas do exercício, incluem:

  • Reavaliação dos activos fixos tangíveis e das propriedades de investimento;
  • Testes de imparidade ao goodwill e a outros activos intangíveis;
  • Pagamento com base em acções;
  • Benefícios de reforma;
  • Impostos diferidos activos; e
  • Estimativas de proveitos e de custos associados a processos de navegação e trânsitos em curso.

Princípios de Consolidação

a) Empresas Controladas

As subsidiárias ou filiais são as empresas controladas, directa ou indirectamente pela SCOA. Considera-se existir controlo quando o Grupo detém, directa ou indirectamente, a maioria dos direitos de voto em Assembleia Geral ou tem o poder de determinar as suas políticas operacionais e financeiras. As subsidiárias são consolidadas pelo método da integração global desde a data em que o Grupo passou a deter o seu controlo.

Nas concentrações empresariais, os activos e passivos de cada filial (incluindo os passivos contingentes) são identificados ao seu justo valor na data de aquisição, conforme estabelecido no IFRS 3 – "Concentrações de Actividades Empresariais". Qualquer excesso (défice) do custo de aquisição face ao justo valor dos activos e passivos líquidos adquiridos é reconhecido, respectivamente, como diferença de consolidação positiva (goodwill) e no caso de défice, após reanálise do processo de valorização do justo valor e caso este se mantenha, na demonstração de resultados do exercício. Para a mensuração do custo com a concentração de actividades empresariais são também levados em linha de conta quaisquer ajustamentos decorrentes de acordos (ou opções de compra) que possam estar dependentes de futuros acontecimentos, desde que sejam prováveis e desde que possam ser mensurados com fiabilidade.

Os interesses de accionistas minoritários são apresentados pela respectiva proporção do justo valor dos activos e passivos identificados. Os resultados das filiais adquiridas ou vendidas durante o exercício são incluídos nas demonstrações de resultados desde a data da sua aquisição ou até à data da sua venda.

Sempre que necessário, são efectuados ajustamentos às demonstrações financeiras das filiais para adequar as suas políticas contabilísticas às usadas pelo Grupo. As transacções, os saldos e os dividendos distribuídos entre empresas do Grupo são eliminados no processo de consolidação.

As demonstrações financeiras das subsidiárias são incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas usando o método da compra. Na data de aquisição os activos e passivos são mensurados ao justo valor. Os interesses minoritários são registados tendo em conta o valor contabilístico dos capitais próprios.

As transacções em moeda estrangeira são convertidas para a moeda de relato na data em que ocorrem. Os activos e passivos financeiros são transpostos para a moeda de relato ao câmbio da data do balanço.

As transacções, os saldos e os dividendos distribuídos entre empresas são eliminados, na proporção do controlo atribuível ao Grupo.

b) Empresas controladas conjuntamente

Os interesses financeiros em empresas controladas conjuntamente (caso único aplicável à Agemasa – Agencia Maritima de Consignaciones, S.A.- Bilbao – detida em 50%) foram consolidados nas demonstrações financeiras pelo método da consolidação proporcional, desde a data em que o controlo foi partilhado. De acordo com este método, os activos, passivos, proveitos e gastos destas empresas foram integrados nas demonstrações financeiras consolidadas, rubrica a rubrica, na proporção do controlo atribuível ao Grupo.

c) Associadas

Foram consideradas associadas todas as entidades sobre as quais o Grupo tenha influência significativa e que não sejam subsidiárias nem interesses em empreendimentos conjuntos.

Influência significativa foi considerada como sendo o poder de participar nas decisões das políticas financeiras e operacionais das investidas mas que não constitui controlo nem controlo conjunto sobre essas políticas. Presumiu-se a existência de influência significativa quando o Grupo detém, directa ou indirectamente, 20 % ou mais do poder de voto da investida.

As associadas foram contabilizadas pelo método da equivalência patrimonial, pelo qual os investimentos em associadas são inicialmente reconhecidos pelo custo e as quantias escrituradas são aumentadas ou diminuídas para reconhecer as partes do Grupo nos resultados das investidas depois das datas de aquisição; as partes do Grupo nos resultados das investidas são reconhecidas nos resultados dos interesses maioritários; as distribuições recebidas das investidas reduzem as quantias escrituradas dos investimentos; as alterações nos interesses proporcionais do Grupo nas investidas, resultantes de alterações no capital próprio que não tenham sido reconhecidas nos resultados, são reconhecidas directamente no capital próprio do Grupo.

d) Partes relacionadas

Para os efeitos das presentes demonstrações financeiras consolidadas, uma parte é considerada como sendo relacionada com o Grupo se: (i) a parte for membro do pessoal chave de gerência das entidades ou da sua empresa-mãe; (ii) a parte for membro íntimo da família de qualquer indivíduo referido no ponto (i) anterior; (iii) a parte for uma entidade controlada, controlada conjuntamente ou significativamente influenciada por, ou em que o poder de voto significativo nessa entidade reside em, directa ou indirectamente, qualquer indivíduo referido nos pontos (i) e (ii) anteriores; ou (iv) a parte for um plano de benefícios pós-emprego para benefício dos empregados da entidade, ou de qualquer entidade que seja uma parte relacionada dessa entidade.

A posição financeira e os resultados contidos nas presentes demonstrações financeiras consolidadas não foram afectados pela existência de partes relacionadas com o Grupo.

Relato por segmentos

A informação segmental é apresentada tendo em conta que cada segmento de negócio é um componente distinto do Grupo, que fornece produtos ou serviços distintos sujeitos a riscos e retornos diferentes dos outros segmentos de negócio. Um segmento geográfico é um componente distinto do grupo que fornece produtos ou serviços sujeitos a riscos e retornos diferentes dos outros segmentos geográficos.

Assim, foram identificados quatro segmentos de negócio: (i) Navegação (ii) Representações Técnicas (iii) Área Financeira e (iv) Outras operações.

Na nota 3 encontram-se identificadas as empresas incluídas na consolidação pelo método integral e proporcional e foram associadas aos segmentos acima identificados.

O relato por segmentos de negócio consta nos mapas apresentados na Nota 4, nos quais se complementa a informação requerida na

IFRS8, obtendo-se para cada negócio o detalhe sobre a formação do seu resultado e a síntese dos activos e passivos das empresas nele incluídas.

Unidades Operacionais em Descontinuação

Os activos, passivos e resultados das operações em descontinuação referem-se à empresa subsidiária Leme – Agência de Navegação, Lda.

Rédito e Especialização de Exercícios

Os proveitos decorrentes de vendas são reconhecidos na demonstração consolidada dos resultados quando os riscos e benefícios inerentes à posse dos activos são transferidos para o comprador e o montante dos proveitos possa ser razoavelmente quantificado. As vendas são reconhecidas líquidas de impostos, descontos e outros custos inerentes à sua concretização pelo justo valor do montante recebido ou a receber.

Os proveitos decorrentes da prestação de serviços são reconhecidos na demonstração de resultados com referência à fase de acabamento da prestação de serviços à data do balanço.

Os juros e proveitos financeiros são reconhecidos de acordo com o princípio da especialização dos exercícios e de acordo com a taxa de juro efectiva aplicável.

Os custos e proveitos são contabilizados no período a que dizem respeito, independentemente da data do seu pagamento ou recebimento. Os custos e proveitos cujo valor real não seja conhecido são estimados.

Os custos e os proveitos imputáveis ao período corrente e cujas despesas e receitas apenas ocorrerão em períodos futuros, bem como as despesas e as receitas que já ocorreram, mas que respeitam a períodos futuros e que serão imputadas aos resultados de cada um desses períodos, pelo valor que lhes corresponde, são registados nas rubricas de "Contas a Receber – Outras" e "Contas a Pagar – Outras".

Custo histórico

As demonstrações financeiras foram preparadas tendo como base o custo histórico, com excepção dos activos incluídos nas rubricas "Propriedades de Investimento", "Terrenos" e "Edifícios e Outras Construções", que se encontram reavaliados por forma a reflectir o seu justo valor.

Activos, passivos e transacções em moeda estrangeira

A transposição para a moeda de relato, Euro, das demonstrações financeiras em moeda estrangeira, foi feita do seguinte modo:

  • Activos e passivos financeiros à taxa de câmbio da data do balanço;
  • Proveitos e custos à taxa de câmbio da data das operações;
  • As outras rubricas do balanço à taxa de câmbio histórica; e
  • As diferenças de câmbio que surjam com esta transposição são registadas directamente no Capital Próprio.

Activos Fixos Tangíveis

Os activos fixos tangíveis encontram-se registados pelo modelo do custo, com excepção dos terrenos e edifícios, os quais são registados pelo modelo da revalorização. Os activos registados pelo modelo do custo encontram-se valorizados ao custo deduzido das respectivas amortizações acumuladas e perdas de imparidade acumuladas.

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As amortizações são calculadas com base no método das quotas constantes, de acordo, com a sua vida útil estimada, a partir da data em que os mesmos se encontram disponíveis para ser utilizados. A vida útil estimada da generalidade dos activos incluídos nas várias rubricas é a seguinte:

Anos de Vida Útil
Edifícios e Outras Construções 50
Equipamento de transporte 4
Ferramentas e utensílios 3 – 4
Equipamento administrativo 4 – 8

Os terrenos e edifícios que estão registados pelo método das revalorizações têm a data de eficácia da última avaliação efectuada em 31 de Dezembro de 2008. A avaliação foi efectuada por um avaliador independente que possui qualificação profissional reconhecidamente relevante, CPU Consultores de Avaliação, Lda.

Nenhum dos imóveis sofreu durante o último ano obras de beneficiação significativa. Na determinação dos valores dos imóveis foi tido como pressuposto que os edifícios onde as fracções avaliadas estão inseridas se encontram em propriedade horizontal. Os valores utilizados em trabalhos anteriores foram devidamente actualizados, tendo em atenção a evolução do mercado mobiliário e a sua realidade actual. As áreas consideradas neste estudo foram as mesmas que as consideradas em estudos anteriores. Foram determinados o Valor Financeiro das áreas arrendadas, tendo por base as rendas mensais actualmente praticadas. Foi igualmente determinado o Valor de Mercado dos imóveis, considerando que este deverá traduzir o máximo e melhor uso de cada uma das propriedades. Foi considerado que os imóveis se encontram livres de quaisquer ónus ou encargos. Importa ainda realçar que neste processo de reavaliação não são tidas em conta quaisquer condicionantes de natureza comercial ou de obsolescência económica dos negócios exercidos nos imóveis, sendo estes avaliados tal como se encontram e com os seus usos actuais.

Desta forma entende-se que as avaliações foram efectuadas ao valor de mercado, entendendo-se por Valor de Mercado, ou "Presumível Valor de Transacção em Mercado Aberto" ("Open Market Value"), como "a estimativa do montante mais provável em termos monetários pelo qual, à data de avaliação, a propriedade poderá ser trocada num mercado livre aberto e competitivo e após adequada exposição, que reúna todas as condições para uma venda normal entre um vendedor e um comprador que actuem de livre vontade, com prudência, plena informação e interesse equivalente e assumindo que o preço não é afectado por estímulos específicos ou indevidos".

Dos edifícios avaliados em 31 de Dezembro de 2008, se estivessem registados pelo custo histórico, o seu valor consolidado seria de 4.562.000, o que representaria uma diminuição líquida do capital próprio, a 30 de Junho de 2009, em 812.900 Euros.

Imóvel Valor Financeiro
(Áreas Arrendadas)
Valor de Mercado do
Imóvel considerado
Livre e Disponivel
Valor Base de
Negociação de venda
ao Inquilino
Valor do Imóvel
tal como se
encontra
Moradia localizada na Rua Sacadura Cabral,
nº3 - Sines
0 253.000 0 253.000
Fracção de escritório localizado na Travessa do
Corpo Santo, 10 - 3ºDto Lisboa
0 307.800 0 308.000
Rua dos trabalhadores do Mar, nº16, 2º piso,
sala D, Setúbal
0 200.000 0 200.000
Prédio localizado na Rua Pinto Araújo nº187
Leça da Palmeira - Matozinhos
0 770.000 0 770.000
Imóvel localizado na Rua Roberto Ivens, 317 -
Matozinhos - Porto
0 239.100 0 239.100
Armazéns localizados no Leziria Park em Forte
da Casa - Vila Franca de Xira
0 3.605.000 0 3.605.000
Total 0 5.374.900 0 5.375.100

Propriedades de Investimento

As propriedades de investimento são constituídas por terrenos e edifícios detidos para obtenção de rendas ou para valorização do capital. Estes activos encontram-se valorizados pelo modelo do justo valor. As propriedades de investimento foram sujeitas a avaliação independente por parte da CPU Consultores de Avaliação, Lda com referência à data de 31 de Dezembro de 2008.

A metodologia utilizada para a sua mensuração é igual à descrita na nota anterior sobre os activos fixos tangíveis reavaliados.

Relativamente ao imóvel sito na Rua do Patrocínio, o estudo assentou no pressuposto de que o inquilino estará disposto a adquirir a fracção, sendo o valor do imóvel representado pelo Valor Base de Negociação com o inquilino.

Dos edifícios avaliados em 31 de Dezembro de 2008, se estivessem registados pelo custo histórico, o seu valor consolidado, a 30 de Junho de 2009, seria de 65.342.

Imóvel Valor Financeiro
(Áreas Arrendadas)
Valor de Mercado do
Imóvel considerado
Livre e Disponivel
Valor Base de
Negociação de venda
ao Inquilino
Valor do Imóvel
tal como se
encontra
Rua do Patrocínio, 63 - 3ºB - Lisboa 12.500 152.000 82.000 82.000
Rua Luísa Holstein, 20 / Rua Maria Santa
Isabel Saint-Léger, 5, Álcântara - Lisboa
0 2.662.000 0 2.662.000
Rua dos Remolares, 12 a 18 - Lisboa 5.200 1.763.000 0 1.552.000
Ups Fundo Imobiliário Reabilitação Urbana 0 0 0 78.900
Total 17.700 4.577.000 82.000 4.374.900

Goodwill

O goodwill registado nas contas consolidadas em resultado das aquisições de subsidiárias, representa o excesso do custo de aquisição sobre o justo valor dos activos e passivos identificáveis de uma subsidiária, associada ou entidade conjuntamente controlada, na data da respectiva aquisição. O goodwill é registado como activo e não é sujeito a amortização. Sempre que existam indícios de uma eventual perda de valor e, pelo menos, no final de cada exercício, os valores de goodwill são sujeitos a testes de imparidade. Qualquer perda de imparidade é registada de imediato como um gasto na demonstração dos resultados.

Outros Activos Intangíveis

Um activo intangível é um activo não monetário identificável sem substância física.

Um activo intangível é reconhecido se, e apenas se: (i) for provável que os benefícios económicos futuros esperados que sejam atribuíveis ao activo fluam para o Grupo; e (ii) o custo do activo possa ser fiavelmente mensurado.

Impostos sobre o rendimento

A SCOA e a generalidade das suas empresas subsidiárias sedeadas em Portugal encontram-se sujeitas a impostos sobre os lucros em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC) à taxa normal de 25%, incrementada em 6% pela Derrama, que corresponde a um acréscimo de 1,5%, que resulta numa taxa de imposto agregada de 26,5%. A tributação da Sociedade em sede de IRC e da maioria das suas subsidiárias portuguesas é efectuada conjuntamente, no âmbito do regime especial de tributação dos grupos de sociedades. O imposto corrente sobre o rendimento é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na consolidação, de acordo com as taxas e leis fiscais em vigor no local da sede de cada empresa do Grupo.

Desde o exercício de 2002, o Grupo contabiliza, para além dos impostos correntes, os impostos diferidos resultantes das diferenças temporárias tributáveis e dedutíveis, entre as quantias escrituradas dos activos e passivos e a sua base fiscal (quantia atribuída a esses activos e passivos para efeitos fiscais), bem como os derivados de eventuais prejuízos fiscais reportáveis das empresas do Grupo em que existam fundamentadas expectativas de que os mesmos venham a ser recuperados, face ao plano de negócios existente.

Conforme previsto no IAS 12 – "Impostos sobre o Rendimento", são reconhecidos activos e passivos por impostos diferidos para todas as diferenças temporárias dedutíveis e tributáveis, excepto quando associadas ao goodwill ou quando resultem do reconhecimento inicial de activos e passivos que não sejam concentrações de actividades empresariais e que, no momento da transacção, não afectem o lucro contabilístico nem o lucro tributável (perda fiscal). Os activos por impostos diferidos são reconhecidos apenas na medida em que existe uma segurança razoável de que serão gerados lucros tributáveis futuros suficientes contra os quais poderão ser utilizadas as diferenças temporárias dedutíveis e os prejuízos fiscais reportáveis.

Os activos e passivos por impostos diferidos são mensurados com base nas taxas e leis fiscais que tenham sido decretadas ou substantivamente decretadas à data do balanço.

Os gastos (rendimentos) de impostos sobre o rendimento são relevados como resultados do exercício, excepto se o imposto se relacionar com itens que sejam creditados ou debitados directamente em rubricas do capital próprio, no mesmo ou num diferente período, caso em que o imposto é também relevado no capital próprio.

Responsabilidades por Benefícios de Reforma

A SCOA assumiu o compromisso de conceder, aos seus empregados e aos empregados de algumas empresas subsidiárias, prestações pecuniárias a título de complementos de pensões de reforma, os quais configuram um plano de benefícios definidos, tendo sido constituído para o efeito um fundo de pensões autónomo.

A fim de estimar as suas responsabilidades com os complementos de reforma, a Sociedade obtém, anualmente, estudos actuariais elaborados por uma entidade independente e especializada, de acordo com o método denominado por "Projected Unit Credit" e pressupostos e bases técnicas e actuariais internacionalmente aceites.

As responsabilidades por complementos de reforma reconhecidas à data do balanço representam o valor presente das obrigações no âmbito do plano de benefícios definidos, reduzido do justo valor dos activos líquidos do fundo de pensões.

Os ganhos e perdas actuariais são registados na Demonstração de Resultados, através do corridor, conforme preconizado no IAS 19.

Imparidade

Na generalidade dos activos não correntes de valor significativo é efectuada uma avaliação de imparidade à data do Balanço e sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indicie que o montante pelo qual o activo se encontra registado possa não ser recuperado. No âmbito destas avaliações de imparidade, o Grupo procede à determinação do valor recuperável do activo, de modo a identificar e determinar a extensão de eventuais perdas de imparidade.

Sempre que o montante pelo qual o activo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável é reconhecida uma perda de imparidade, registada na Demonstração dos Resultados.

Os testes de imparidade são também efectuados para os activos financeiros, neste caso ao longo do ano, por forma a determinar os necessários ajustamentos, nomeadamente em relação aos saldos das "Contas a Receber – Clientes" e "Contas a Receber – Outras", por forma a identificar os ajustamentos de imparidade decorrentes de cobranças duvidosas.

Existências

As existências são valorizadas ao custo de aquisição sempre que este seja inferior ao respectivo valor de realização, utilizando-se o custo médio como método de custeio das saídas. São registados ajustamentos por depreciação de existências sempre que o seu valor realizável líquido (preço de venda estimado no decurso normal da actividade, deduzido dos respectivos custos de venda) seja inferior ao seu valor de custo.

Provisões

Uma provisão é um passivo de tempestividade ou quantia incerta.

As provisões são reconhecidas, quando e somente quando, o Grupo tem uma obrigação presente (legal ou construtiva) resultante de um evento passado, e que seja provável que para a resolução dessa obrigação ocorra uma saída de recursos e o montante da obrigação possa ser razoavelmente estimado.

As provisões para custos de reestruturação são reconhecidas pelo Grupo sempre que exista um plano formal e detalhado de reestruturação e que o mesmo tenha criado uma expectativa válida, nas pessoas afectadas pelo plano, de que levará a efeito a reestruturação pelo início da concretização desse plano ou pelo anúncio formal das suas principais características.

Activos e Passivos Contingentes

Os passivos contingentes não são reconhecidos, sendo divulgados nas respectivas notas, a menos que a possibilidade de uma saída de fundos no futuro seja remota, caso em que não são objecto de divulgação.

Um activo contingente é um possível activo que surja de acontecimentos passados e cuja existência somente será confirmada pela ocorrência ou não ocorrência de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob o controlo do Grupo. Os activos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras consolidadas, mas divulgados no anexo quando é provável a existência de um benefício económico futuro.

Instrumentos financeiros

Activos e passivos financeiros são reconhecidos quando o Grupo se constitui parte na respectiva relação contratual.

a) Caixa e Equivalentes de Caixa

Os montantes incluídos na rubrica de Caixa e equivalentes de caixa correspondem aos valores de caixa, depósitos bancários, depósitos a prazo e outras aplicações de tesouraria, vencíveis a menos de três meses, e que possam ser imediatamente mobilizáveis com risco insignificante de alteração de valor.

b) Contas a receber

As contas a receber são mensuradas, quando reconhecidas inicialmente, pelo respectivo valor nominal, deduzido de perdas de realização estimadas.

c) Investimentos Financeiros

Os investimentos são reconhecidos / desreconhecidos na data em que são transferidos substancialmente os riscos e vantagens inerentes à sua posse, independentemente da data de liquidação financeira.

Os investimentos são inicialmente mensurados pelo seu valor de aquisição, incluindo despesas de transacção.

Os investimentos financeiros são investimentos em instrumentos de capital próprio que não têm um preço de mercado cotado num mercado activo no entanto estão a ser mensurados através do método de equivalência patrimonial.

d) Passivos Financeiros e Instrumentos de Capital

Os passivos financeiros e os instrumentos de capital próprio emitidos pelo Grupo são classificados de acordo com a substância contratual, independente da forma legal que assumam. Os instrumentos de capital próprios são contratos que evidenciam um interesse residual nos activos do Grupo, após dedução dos passivos.

Os instrumentos de capital próprio emitidos pelo Grupo são registados pelo valor recebido, líquido de custos suportados com a sua emissão.

e) Empréstimos bancários

Os empréstimos são inicialmente reconhecidos no passivo pelo valor nominal recebido, liquido de despesas com a emissão, o qual corresponde ao respectivo justo valor nessa data.

Subsequentemente, os empréstimos são mensurados pelo método do custo amortizado, sendo os correspondentes encargos financeiros calculados de acordo com a taxa de juro efectiva.

f) Contas a Pagar

As contas a pagar são registadas pelo seu valor nominal e não vencem juros.

g) Instrumentos financeiros derivados e contabilidade de cobertura

O Grupo recorre a instrumentos financeiros derivados com o objectivo de efectuar a cobertura dos riscos financeiros a que se encontra exposto, os quais decorrem essencialmente de variações nas taxas de juro e taxas de câmbio.

O recurso a instrumentos financeiros obedece às políticas internas definidas e aprovadas pelo Conselho de Administração.

Os instrumentos financeiros derivados são mensurados pelo respectivo justo valor. O método de reconhecimento depende da natureza e objectivo da sua contratação.

h) Acções próprias

As acções próprias são contabilizadas pelo seu valor de aquisição como um abatimento ao capital próprio. Os ganhos ou perdas decorrentes da alienação de acções próprias são registados em "outras reservas".

Eventos Subsequentes

Os eventos ocorridos após a data do balanço que proporcionem informação adicional sobre situações existentes à data do balanço são reflectidos nas demonstrações financeiras consolidadas.

Os eventos ocorridos após a data do balanço que proporcionem informação sobre situações ocorridas após essa data, se significativas, são divulgados nas notas às demonstrações financeiras consolidadas.

2. Alterações de políticas, estimativas e erros

Considerando as alterações mencionadas na nota 1 sobre as bases de apresentação decorrentes das alterações aos normativos da IAS e das IFRS a Administração entende que a sua aplicação futura não terá um impacto significativo nas demonstrações financeiras consolidadas.

Durante o período findo em 30 de Junho de 2009 não ocorreram alterações de políticas contabilísticas, face às consideradas na preparação da informação financeira relativa ao exercício de 2008, apresentada em anexo, nem foram registados erros materiais relativos a exercícios anteriores.

3. Empresas Incluídas na Consolidação

Empresas do grupo consolidadas pelo método integral:

Em 30 de Junho de 2009, as empresas incluídas na consolidação pelo método integral, suas sedes sociais e proporção do capital detido, foram as seguintes:

NOME SEGMENTO SEDE Capital Social Moeda Proporção Detida
Sociedade Comercial Orey Antunes SA Holding Lisboa 13.750.000 EUR ------------
Orey Serviços e Organização, Lda. Outros Lisboa 25.000 EUR 100,00%
Orey- Gestão Imobiliária Lda Outros Lisboa 100.000 EUR 100,00%
OA Agencies- Navegação e Trânsitos SA Navegação Lisboa 1.200.000 EUR 100,00%
Orey Comércio e Navegação, Lda. Navegação Lisboa 850.000 EUR 100,00%
Casa Maritima- Agência de Navegação SA Navegação Lisboa 150.000 EUR 100,00%
ATN - Atlantic Transportes e Navegação SA Navegação Lisboa 50.000 EUR 100,00%
Lusofrete - Afretamentos e Navegação Lda Navegação Porto 29.928 EUR 100,00%
Mendes & Fernandes - Serv. Apoio à Nav. Lda Navegação Porto 5.000 EUR 100,00%
OA International BV Navegação Amesterdão- Holanda 18.000 EUR 100,00%
OA International Antilles NV Navegação Curaçao-Antilhas Holandesas 6.000 USD 100,00%
Orey Apresto e Gestão de Navios Lda Navegação Funchal 50.000 EUR 100,00%
Orey (Cayman) Ltd. Navegação Cayman Islands 50.000 USD 100,00%
Orey Shipping SL Navegação Bilbao- Espanha 3.100 EUR 100,00%
Storkship- Navegação, Trânsitos e Logística SA Navegação Lisboa 100.000 EUR 100,00%
Orey (Angola)- Comércio e Serviços Lda Navegação Luanda-Angola 485.884 Kwanza 99,00%
Orey Super Transportes e Distribuição Lda Navegação Luanda-Angola 400.000 Kwanza 99,00%
OA Technical Representations- Rep.Nav.Ind. SA Representações Técnicas Lisboa 450.000 EUR 100,00%
Orey Técnica Naval e Industrial, Lda. Representações Técnicas Lisboa 350.000 EUR 100,00%
Sofema - Soc.Ferramentas e Máquinas,Lda. Representações Técnicas Lisboa 100.000 EUR 100,00%
Azimute- Aprestos Maritimos Lda Representações Técnicas Lisboa 70.000 EUR 100,00%
Lalizas Marine- Equipamentos Nauticos Lda Representações Técnicas Lisboa 6.000 EUR 100,00%
Orey Financial IFIC, S.A.* Sector Financeiro Lisboa 11.500.000 EUR 100,00%
Orey Gestão de Activos SGFIM SA Sector Financeiro Lisboa 1.250.000 EUR 100,00%
Orey Management (Cayman) Ltd Sector Financeiro Cayman Islands 50.000 USD 100,00%
Orey Management BV Sector Financeiro Amesterdão- Holanda 5.390.000 EUR 100,00%
Orey Investments NV Sector Financeiro Curaçao-Antilhas Holandesas 6.081 USD 100,00%
Football Players Funds Management Ltd Sector Financeiro Cayman Islands 40.000 EUR 100,00%
TRF Initiatoren Gmbh Sector Financeiro Munique-Alemanha 25.000 EUR 70,00%
TRF Transferrechtefonds 1 Management Gmbh Sector Financeiro Munique-Alemanha 25.000 EUR 70,00%
Orey Financial Brasil, S.A. Sector Financeiro São Paulo- Brasil 251.020 Real 99,99%

* Orey Financial IFIC, S.A. - Sociedade resultante da fusão da Orey Valores, Soc. Corretora, SA na Orey Financial - SGPS, SA e consequente transformação em Instituição Financeira de Crédito.

Empresas do grupo consolidadas pelo método proporcional:

Agemasa – Agencia Marítima de Consignaciones, S.A. com sede em Bilbao, Espanha. A percentagem detida é de 50%, sendo considerada uma empreendimento conjunto.

Empresas do grupo consolidadas pelo método da equivalência patrimonial:

CMA-CGM Portugal – Agentes de Navegação, S.A. com sede em Lisboa. A percentagem detida é de 40% sendo considerada uma empresa associada.

4. Relato por segmentos

Em 30 de Junho de 2009 e 2008, a repartição por segmentos por actividade era a seguinte:

Por Segmento Navegação Representações
Técnicas
Sector Financeiro Outras operações Eliminações Op. em
Continuidade
Op. em
descontinuação
Total
30-Jun-09 30-Jun-09 30-Jun-09 30-Jun-09 30-Jun-09 30-Jun-09 30-Jun-09 30-Jun-09
Vendas e Prestação de Serviços
Vendas externas
Vendas inter-segmentais
23.510.085
565.542
2.380.795
141.770
2.445.292
-
442.482
620.365
-
(1.327.677)
28.778.653
-
-
-
28.778.653
-
Réditos totais 24.075.627 2.522.564 2.445.292 1.062.847 (1.327.677) 28.778.653 - 28.778.653
Resultados
Resultados segmentais 489.525 210.738 263.705 (266.275) 22.308 720.001 - 720.001
Gastos Gerais Administrativos - - - - - (690.491) - (690.491)
Resultados operacionais 29.510 - 29.510
Custos e gastos financeiros
Proveitos e ganhos financeiros
(856.714)
1.373.047
(54.385)
8.599
(66.782)
275.367
(434.132)
317.426
91.518
(268.115)
(1.320.495)
1.706.324
-
-
(1.320.495)
1.706.324
Resultado Antes de Impostos 415.339 - 415.338
Impostos s/os lucros - - - - - (189.958) - (189.958)
Resultados Líquido Consolidado 225.381 - 225.380
Interesses Minoritários - - - - - (9.997) - (9.997)
Resultado Consolidado Atribuível aos Accionistas da Empresa-Mãe 215.384 - 215.383
Património e Outras informações
Activos do segmento 33.168.333 5.978.941 21.237.260 5.656.442 1.512.830 67.553.807 178 67.553.985
Investimento em Associadas 164.085 - 260.000 - - 424.085 - 424.085
Activos da holding não imputados a segmentos - - - - - - - 7.396.239
Activos totais consolidados 75.374.309
Passivos do segmento 34.582.203 4.715.071 10.454.052 3.708.903 (23.523.631) 29.936.598 349.053 30.285.651
Passivos da holding não imputados a segmentos - - - - - - - 18.520.480
Passivos totais consolidados 48.806.131
Por Segmento Navegação Representações
Técnicas
Sector Financeiro Outras operações Eliminações Op. em
Continuidade
Op. em
descontinuação
Total
30-Jun-08 30-Jun-08 30-Jun-08 30-Jun-08 30-Jun-08 30-Jun-08 30-Jun-08 30-Jun-08
Vendas e Prestação de Serviços
Vendas externas
Vendas inter-segmentais
28.834.184
549.852
2.805.436
161.210
1.914.650
12.213
101.949
1.060.304
-
(1.783.580)
33.656.219
-
-
-
33.656.219
-
Réditos totais 29.384.036 2.966.646 1.926.863 1.162.253 (1.783.580) 33.656.219 - 33.656.219
Resultados
Resultados segmentais 1.980.229 116.814 (249.988) (260.106) 143.955 1.730.905 - 1.730.905
Gastos Gerais Administrativos - - - - - (672.155) - (672.155)
Resultados operacionais 1.058.750 - 1.058.750
Custos e gastos financeiros
Proveitos e ganhos financeiros
(394.374)
289.189
(26.498)
20.847
(83.138)
11.670
(533.223)
262.635
109.729
(87.406)
(927.503)
496.935
-
-
(927.503)
496.935
Resultado Antes de Impostos 628.181 - 628.182
Impostos s/os lucros - - - - - (196.948) - (196.948)
Resultados Líquido Consolidado 431.234 - 431.234
Interesses Minoritários - - - - - (8.321) - (8.321)
Resultado Consolidado Atribuível aos Accionistas da Empresa-Mãe 422.913 - 422.913
Património e Outras informações
Activos do segmento 35.266.922 4.159.958 9.055.439 3.962.591 8.727.867 61.172.778 176.462 61.349.240
Investimento em Associadas 179.253 - 63.225 - - 242.478 - 242.478
Activos da holding não imputados a segmentos - - - - - - - 7.211.164
Activos totais consolidados 68.802.881
Passivos do segmento 32.455.111 2.911.972 7.420.060 4.045.109 (12.811.024) 34.021.229 545.862 34.567.091
Passivos da holding não imputados a segmentos - - - - - - - 14.194.896
Passivos totais consolidados 48.761.987

(Unidade Monetária - Euro)

(Unidade Monetária - Euro)

41

O relato por segmentos desagrega os quatro principais tipos de actividade em que o grupo se insere.

No segmento da navegação estão incluídas as empresas com serviços de linhas regulares, trânsitos marítimos e aéreos, agenciamento de navios e logística prestados em Portugal, Espanha e Angola. As representações técnicas dizem respeito às empresas cuja actividade incluí a venda e prestação de serviços relacionados com equipamentos navais e segurança no mar, petroquímica, monitorização e controlo e águas e saneamento. No segmento dos serviços financeiros estão especificados os serviços de Gestão de Carteiras, Gestão de Fundos de Investimento, Corretagem on-line e off-line, Corporate Finance e Family Office prestados por subsidiárias em Portugal e no Brasil. As outras operações incluem os serviços das empresas da área operacional, cujos serviços são prestados às restantes empresas do Grupo.

No segmento da navegação, o cliente Odebrecht acumulou mais de 10% dos réditos do grupo, num total de cerca de 8,7 milhões de Euros.

O detalhe das vendas e prestações de serviços por mercados geográficos é o seguinte:

Vendas e Prestações de Serviços por mercados
geográficos
30-Jun-09 30-Jun-08
Portugal 17.909.493 21.146.718
Brasil 866.084 694.953
Espanha 1.897.189 3.686.604
Angola 9.433.564 9.911.524
Ajustamentos -1.327.677 -1.783.580
Total das Operações em Continuidade 28.778.653 33.656.219
Operações em Descontinuação - -
Total 28.778.653 33.656.219

(Unidade Monetária - Euro)

As transacções inter-segmentos são feitas a preços de mercado.

5. Activos Fixos Tangíveis

Durante o primeiro semestre de 2009, o movimento ocorrido nas rubricas de activos fixos tangíveis, bem como nas respectivas depreciações, foi o seguinte:

Activo Bruto Saldo Inicial
31-12-2008
Reavaliações Aumentos Transferencia Alteração de Perímetro Abates Saldo Final
30-06-2009
- -
Terreno e Recursos Naturais 1.271.180 (83.070) - - 1.188.110
Edificios e o construções 7.327.197 - 4.058 (313.443) - (45.619) 6.972.192
Equipamento Básico 4.784.177 - 37.232 - - (168.888) 4.652.521
Equipamento Transporte 1.316.806 - 78.718 - - (214.293) 1.181.230
Ferramentas e Utensílios 315.315 - 7.058 - - (3.488) 318.885
Equipamento Administrativo 2.690.713 - 147.955 - - (101.976) 2.736.692
Outras Imobilizações Corpóreas 616.430 - 11.013 - - (1.514) 625.930
Imobilizações em Curso 115.234 - 180.011 - - (117.132) 178.113
18.437.051 - 466.044 (396.513) - (652.909) 17.853.674
Depreciações e Perdas de
imparidade acumuladas
Saldo Inicial
31-12-2008
Reavaliações Aumentos Transferencia Alteração de Perímetro Abates Saldo Final
30-06-2009
Terreno e Recursos Naturais -
- - - - - -
Edificios e o construções 1.059.049 - 79.856 (178.821) - - 960.083
Equipamento Básico 3.217.422 - 234.560 - - (89.082) 3.362.899
Equipamento Transporte 935.902 - 51.187 - - (96.936) 890.154
Ferramentas e Utensílios 137.562 - 4.798 - - (1.913) 140.447
Equipamento Administrativo 1.855.423 - 132.142 - - (18.274) 1.969.292
Outras Imobobilizações Corpóreas 646.370 - 2.824 - - - 649.194
7.851.728 505.368 (178.821) - (206.205) 7.972.070

Conforme referido na nota 1, os terrenos e os edifícios e outras construções encontram-se registados pelo modelo de revalorização. As respectivas quantias revalorizadas, referem-se à avaliação efectuada em 31 de Dezembro de 2008, correspondentes ao justo valor desses activos, foram determinadas através de avaliações, efectuadas nessa mesma data por peritos avaliadores. Efectuar-se-ão novas avaliações em 31 de Dezembro de 2009.

Os imóveis da SCOA situados na Rua dos Remolares e em Alcântara, estão hipotecados ao Banco Espírito Santo, como garantia do financiamento de médio-longo prazo, contraído em 2008. Este financiamento efectuado no Banco Espírito Santo, teve um valor actual de 6.500.000 de Euros.

6. Propriedades de Investimento

Conforme referido na nota 1, as propriedades de investimento são constituídas por terrenos e edifícios detidos para obtenção de rendas ou para valorização do capital.

I - Quadro Evolução

Saldo Inicial em 31-12-2008 Aquisições Dispêndios
Subsequentes
Ajust. Justo valor
Ganhos e Perdas
Líquidos
Transferências Saldo Final em
30-06-2009
4.374.900 0 0 0 236.822 4.611.722

(Unidade Monetária - Euro)

As transferências devem-se à desafectação de imóveis à actividade de arrendamento e consequente transferência para a rubrica de Edifícios e Outras Construções.

II – Quantias reconhecidas nos resultados

30-06-2009 30-06-2008
Rendimentos de rendas 69.959 63.647

(Unidade Monetária - Euro)

Durante o exercício não foram incursas despesas com reparações e manutenção dos edifícios em questão.

7. Goodwill

O goodwill apurado na aquisição de participações financeiras em empresas do grupo, discrimina-se da seguinte forma:

Goodwill 30-06-2009 31-12-2008
Agemasa- Ag. Marítima de Consignaciones SA 2.578.769 2.578.769
Orey Financial SGPS SA 8.009.266 8.009.266
Orey Valores- Sociedade Correctora SA 83.937 83.937
TRF Initiatoren Gmbh 2.100 2.100
TRF Transferrechtefonds 1 Management Gmbh 2.100 2.100
Orey Financial Brasil SA 1.983.915 1.983.915
Martanque - Agência de Navegação e Logística de Transportes Lda 198.033 198.033
Lusofrete - Afretamentos e Navegação Lda e Mendes & Fernandes, Lda 639.213 639.213
Full Trust -Soc Gestora de Patrimónios SA 498.428 498.428
Storkship- Navegação, Trânsitos e Logistica SA 718.241 718.241
Orey Comércio e Navegação, S.A. 117.360 117.360
Total 14.831.363 14.831.363

Currency Euro

Conforme referido na nota 1, o goodwill resultante da concentração de actividades é registado como activo e não é sujeito a amortização. Sempre que existam indícios de uma eventual perda de valor e, pelo menos, no final de cada exercício, os valores de goodwill são sujeitos a testes de imparidade. Durante o exercício não ocorreram quaisquer perdas de imparidade.

Os pressupostos das avaliações efectuados em 31 de Dezembro de 2008 foram os seguintes:

Pressupostos Agemasa Orey Financial
SGPS
Orey Valores Orey Financial
Brasil
Storkship
Goodwill 2.578.769 8.009.266 83.937 1.983.915 835.602
Perdas de imparidade reconhecidas no exercício - - - - -
Método utilizado Cash flows livres
descontados
Avaliação patrimonial
das participadas
Cash flows livres
descontados
Cash flows livres
descontados
Cash flows livres
descontados
Base utilizada Business Plans
2009 - 2011
Business Plans 2009 -
2011
Business Plans
2009 - 2011
Business Plans 2009 -
2011
Business Plans
2009 - 2011
Anos de valor residual 12 anos Não aplicável 10 anos 10 anos 10 anos
Taxas de crescimento dos cash-flows de 2010 1%; 2%; 3% Não aplicável 1%; 2%; 3% 3%; 4%; 5% 1%; 2%; 3%
Probabilidades de sucesso do business plan 75%; 15%; 10% Não aplicável 75%; 15%; 10% 75%; 15%; 10% 75%; 15%; 10%
Taxa de desconto utilzada 9,5% Não aplicável 10,0% 22,4% 7,4%

(Unidade Monetária - Euro)

Efectuar-se-ão novas avaliações em 31 de Dezembro de 2009.

8. Outros Activos Intangíveis

Em 30 de Junho de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

Activo Bruto Saldo Inicial
31-12-2008
Reavaliações Aumentos Transferencia Alteração de Perímetro Abates Saldo Final
30-06-2009
Vida útil indefinida
Direitos Comerciais
Vida útil definida
- - - - - - -
Despesas de investigação 67.000 - - - - - 67.000
Outros 282.005 - 40.106 - - - 322.111
349.005 - 40.106 - - - 389.111
Depreciações e Perdas de
imparidade acumuladas
Saldo Inicial
31-12-2008
Reavaliações Aumentos Transferencia Alteração de Perímetro Abates Saldo Final
30-06-2009
Vida útil indefinida
Direitos Comerciais
Vida útil definida
Despesas de investigação
Outros
-
67.000
237.815
-
-
-
-
13.682
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
67.000
251.497
304.815 13.682 - - - 318.497
Valor Liquido 44.190 - 26.424 - - - 70.615

9. Outros Activos Financeiros

A SCOA recorreu a um instrumento financeiro derivado de taxa de juro (Cap de taxa de juro) no sentido de gerir a sua exposição a movimentos nas taxas de juro vigentes nos seus contratos de financiamento de modo a fixar um valor máximo para o seu custo de financiamento.

Em 30 de Junho de 2009 estava em vigor o seguinte contrato de derivados:

Instrumento Derivado Participada Contraparte Nocional Tipo Vencimento Justo valor
Interest Rate Cap Orey Gestão Imobiliária, Lda BBVA 3.100.000 Cap de taxa de juro da
Euribor a 1 mês a 4,5%
Junho de 2027 89.727
Total 89.727

Este contrato foi celebrado pela Orey Gestão Imobiliária, Lda no seguimento da contracção de um empréstimo de taxa variável a 20 anos no valor de 3.100.000 Euros relativo à aquisição de dois armazéns no Lezíria Park de forma a limitar o seu custo de financiamento a 4,5%. Este instrumento corresponde a uma cobertura económica.

10. Activos e Passivos por Impostos Diferidos

Durante o primeiro semestre de 2009, os movimentos nas rubricas de Activos e Passivos por Impostos Diferidos foram os seguintes:

Activos por Impostos Diferidos Saldo em
31-12-2008
Constituição Reversão Saldo em
30-06-2009
Benefícios de Reforma 189.383 - - 189.383
Prejuízos Fiscais Reportáveis 627.115 - - 627.115
Aumento de Capital
Provisões Cobrança Duvidosa
27.110
41.094
-
-
-
-
27.110
41.094
Outros 2.112 246 - 2.358
Total 886.814 246 - 887.060
Passivos por Impostos Diferidos Saldo em
Constituição
31-12-2008
Reversão Saldo em
30-06-2009
Reavaliações 821.783 - (8.557) 813.226
Amortizações Aceleradas 45.271 - - 45.271
Amortização fiscal do Goodwill - - - -
Outros (10.696) 9.556 - (1.140)
Total 856.359 9.556 (8.557) 857.358

(Unidade Monetária - Euro)

11. Existências

O detalhe desta rubrica em 2009 e em 2008 era o seguinte:

Existências 30-Jun-09 31-Dez-08
Valor bruto 951.600 1.059.273
Perdas de imparidade acumuladas (107.985) (75.495)
Total 843.614 983.778

(Unidade Monetária - Euro)

12. Contas a Receber – Clientes

O detalhe desta rubrica em 2009 e em 2008 era o seguinte:

Contas a Receber - Clientes 30-Jun-09 31-Dez-08
Valor Bruto
Perdas de Imparidade Acumuladas
14.124.771
(2.178.548)
14.577.366
(1.877.909)
Total 11.946.223 12.699.457

(Unidade Monetária - Euro)

Esta rubrica inclui cerca de1,45 milhões de Euros corresponde a documentos vencidos há mais de um ano e não provisionados. Este valor refere-se à rubrica de sobreestadias relativas à área de navegação. O risco associado a este saldo encontra-se mitigado pela existência de um saldo de igual montante no passivo associado a estas sobreestadias. O valor remanescente corresponde a dois tipos de situações, processos em curso ainda não finalizados e a saldos que se encontram em processo de encontro de contas com fornecedores, nomeadamente despachantes, o que não permitiu ainda a sua regularização.

13. Contas a Receber - Outras

Em 30 de Junho de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

Contas a Receber - Outras 30-Jun-09 31-Dez-08
Estado e Outros Entes Públicos
- IVA 873.778 612.601
- IRC - -
Adiantamentos a Fornecedores 471.388 2.074
Emprestimos Empresas Associadas 1.126.061 400.000
Outros Devedores 10.284.080 4.586.990
Acréscimos de Proveitos 4.397.391 5.787.435
Custos Diferidos 824.502 1.212.571
Total 17.977.200 12.601.671

(Unidade Monetária - Euro)

A rubrica "Acréscimos de Proveitos" refere-se principalmente aos proveitos estimados (por facturar) nos processos de navegação.

A rubrica "outros devedores" inclui as transferências efectuadas para o Saxobank por conta de clientes do negócio da corretagem no montante de 7.448.638,21.

14. Caixa e Equivalentes de Caixa

Em 30 de Junho de 2009 e de 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

Caixa e Equivalentes de Caixa 30-Jun-09 31-Dez-08
Caixa 186.211 160.171
Depósitos à Ordem 3.194.172 8.433.851
Depósitos a Prazo 10.365.199 10.235.948
Títulos negociáveis 76.386 361.727
Outras Aplicações de Tesouraria 19 200.000
Total da caixa e equivalentes de caixa 13.821.988 19.391.697

(Unidade Monetária - Euro)

15. Unidades Operacionais em Descontinuação

Conforme referido na nota 1 os valores relativos a Unidades Operacionais em Descontinuação, referem-se ao negócio da Leme – Agência de Navegação, Lda, com sede em Moçambique.

Os activos e passivos referentes a esta unidade operacional discriminam-se da seguinte forma:

30-Jun-09 31-Dez-08
-
100.779
- -
4.621
178 105.400
-
-
178
Passivos 30-Jun-09 31-Dez-08
Contas a Pagar - Fornecedores 140.027 241.603
Contas a Pagar - Outras 209.026 72.274
Total das unidades em descontinuidade 349.053 313.877

(Unidade Monetária - Euro)

16. Capital e Prémios de Emissão

Concretização no início de Julho de 2006 de uma operação de reforço de capitais, envolvendo duas operações distintas: (i) uma operação pública de subscrição de 10 milhões de euros através da emissão de 5 milhões de novas acções com valor nominal de 1 euro e um prémio de emissão de 1 euro e (ii) uma emissão de 9,975 milhões de euros de valores mobiliários obrigatoriamente permutáveis em acções Orey, organizada pelo Banco Espírito Santo de Investimento, SA.

A emissão dos valores mobiliários obrigatoriamente permutáveis em acções Orey, foi reservada aos accionistas da sociedade, com a emissão de 3.750.000 títulos, ao valor nominal de 2 Euros, com um preço de subscrição de 2,66 Euros, que perfaz o montante total de 9,975 milhões de euros, tendo vencido em 30 de Junho de 2009.

Em Dezembro foi feita uma conversão antecipada dos VMOPs, que originou o aumento de capital para 13.640.834, tendo os restantes 109.166 títulos sido convertidos em 30 de Junho e o capital aumentado para 13.750.000 Euros.

17. Reservas

Em 30 de Junho de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

Reservas 30-Jun-09 31-Dez-08
Reservas de Reavaliação
Reservas Legais
Reservas Livres
3.030.218
3.523.566
405.021
3.021.920
2.708.368
255.155
Total 6.958.805 5.985.443

(Unidade Monetária - Euro)

18. Empréstimos e Descobertos Bancários

Em 30 de Junho de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

Empréstimos e Descobertos Bancários
Passivo Não Corrente 30-Jun-09 31-Dez-08
- Sociedade Comercial Orey Antunes
- Orey Shipping S.L.
- Agemasa - Ag. Marítima de Consignaciones S.A.
- OA Technical Representations
- Orey Gestão e Imobiliária, Lda
5.958.333
1.194.445
1.247.153
527.334
2.891.323
6.500.000
1.791.667
1.417.136
527.334
2.998.683
Total 11.818.588 13.234.821
Passivo Corrente 30-Jun-09 31-Dez-08
- Sociedade Comercial Orey Antunes
-Empréstimos bancários
-Descobertos bancários
- Orey Financial, SGPS, S.A.
- OA Technical Representations
- Outras Empresas
Total
4.416.667
5.701.744
320.000
366.086
527.036
11.331.534
4.250.000
4.851.409
320.000
322.016
360.170
10.103.595

(Unidade Monetária - Euro)

As condições de financiamento para os principais empréstimos bancários são as seguintes:

Empresa Banco Forma Valor total
aprovado
Montante em
dívida
Taxa de Juro
Sociedade Comercial Orey Antunes, S.A.
Sociedade Comercial Orey Antunes, S.A.
Sociedade Comercial Orey Antunes, S.A.
Sociedade Comercial Orey Antunes, S.A.
Sociedade Comercial Orey Antunes, S.A.
Sociedade Comercial Orey Antunes, S.A.
Sociedade Comercial Orey Antunes, S.A.
Sociedade Comercial Orey Antunes, S.A.
Orey Gestão Imobiliária
Banco Espírito Santo
Banco Espírito Santo
Caixa Geral de Depósitos
Caixa Geral de Depósitos
Fortis Bank
Banco Santander Totta
Millennium BCP
Banco Bilbao Vizcaya e Argentaria
Banco Somercia Português
- Médio/Longo Prazo
- Descoberto autorizado
- Médio/Longo Prazo
- Curto Prazo
- Descoberto autorizado
- Conta Corrente Caucionada
- Descoberto autorizado
- Conta Corrente Caucionada
- Médio/Longo Prazo
6.500.000
2.500.000
125.000
1.000.000
2.000.000
2.000.000
2.000.000
1.000.000
3.100.000
6.500.000
1.681.324
125.000
750.000
2.001.109
2.000.000
1.307.883
1.000.000
3.045.721
Euribor 3M + Spread de 2,25%
Euribor 3M + Spread de 2,25%
Euribor 3M + Spread de 1,0%
Euribor 3M + Spread de 2,0%
Euribor 3M + Spread de 2,0%
Euribor 3M + Spread de 2,0%
Euribor 3M + Spread de 0,75%
Euribor 3M + Spread de 2,0%
Euribor 1M + Spread de 0,375%
Orey Shipping SL
Total
Caixa Nova
Total
- Médio/Longo Prazo 7.175.000
27.400.000
1.194.445
19.605.482
Euribor 3M + Spread de 1,0%

(Unidade Monetária - Euro)

19. Responsabilidades por Benefícios de Reforma

Conforme referido na nota 1, a sociedade tem um plano de benefícios definidos de reforma, atribuível aos trabalhadores admitidos até 1980, que cobre a diferença entre 80% do último salário como trabalhador activo e o valor pago pela Segurança Social a título de reforma. Este plano é de benefícios definidos, com fundo constituído e gerido por uma entidade terceira. Os ganhos e perdas actuariais são reconhecidos em resultado no exercício em que são, respectivamente, obtidos ou incorridos.

A fim de estimar as suas responsabilidades com os complementos de reforma, a Sociedade obtém, anualmente, estudos actuariais elaborados por uma entidade independente e especializada, de acordo com o método denominado por "Projected Unit Credit" e pressupostos e bases técnicas e actuariais internacionalmente aceites, os quais, para o estudo efectuado em 31 de Dezembro de 2008, são como segue nos quadros seguintes:

Evolução das Responsabilidades Líquidas 31-12-2008
Reformados Activos Total
Saldo Inicial 100.286 820.320 920.606
Benefícios e prémios pagos
- Contribuições para o fundo (103.784) (185.682) (289.466)
- Benefícios pagos - - -
Custo serviços correntes - 38.547 38.547
Cortes/liquidações - - -
Custo dos juros 43.110 41.469 84.579
Retorno real dos activos (39.612) - (39.612)
Total - 714.654 714.654
Valor do fundo de pensões 31-12-2008
Saldo Inicial
Contribuições para o fundo
Benefícios e prémios pagos pelo fundo
Rendimento dos activos do fundo
880.268
289.466
(103.519)
(138.927)
Total 927.288
Responsabilidade e Valor dos activos do fundo 31-12-2008
Valor das responsabilidades
Valor do fundo
1.805.412
927.288
Déficit 878.124

A Sociedade, em 2008, passou a aplicar o método do corridor. Efectuar-se-ão novas avaliações em 31 de Dezembro de 2009.

20. Passivo por Locação Financeira

O detalhe desta rubrica é o seguinte:

Passivos por locação financeira 30-Jun-09 31-Dez-08
Passivo Corrente Passivo não corrente Passivo Corrente Passivo não corrente
Terrenos e Recursos Naturais
Edíficios e Outras Construções
Equipamento de Transporte
11.954
35.862
46.670
89.050
267.148
59.050
12.230
36.691
53.613
93.806
281.415
58.609
Total 94.486 415.248 102.534 433.830
Tipo de Activo Futuros Pagamentos Não mais de 1 ano Mais de um ano e não
mais de 5 anos
Mais de
5 anos
Terrenos e Recursos Naturais
Edíficios
Equipamento de Transporte
101.004
303.010
105.720
11.954
35.862
46.670
40.895
122.683
59.050
48.155
144.465
-
Total 509.734 94.486 222.628 192.620

21. Contas a Pagar - Outras (Passivos Correntes)

Em 30 de Junho de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

Contas a Pagar - Outras 30-Jun-09 31-Dez-08
Adiantamentos de Clientes 336.325 1.599
Impostos 722.221 674.398
Accionistas 267.070 261.768
Outros Credores 10.644.846 5.175.940
Acréscimos de Custos 2.237.522 5.398.696
Proveitos diferidos 241.222 258.613
Total 14.449.206 11.771.014

(Unidade Monetária - Euro)

A rubrica "Outros Credores" diz respeito principalmente aos fluxos financeiros nos processos de navegação e às transferências efectuadas pelos clientes no negócio da corretagem, para investimentos na plataforma do Saxobank no montante de 8.143.684,99. Na rubrica "Acréscimos de Custos" registam-se os custos estimados com os processos de navegação.

22. Activos / Passivos por Impostos Correntes

30-06-2009 31-12-2008
IRC estimado (291.336) (415.288)
Retenções na fonte por terceiros 41.046 55.269
Pagamento especial por conta 217.589 177.192
Pagamento por conta 39.555 17.804
Imposto a pagar (13.927) (5.877)
Imposto a recuperar 916 99
Total (6.158) (170.801)

Em 30 de Junho de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

(Unidade Monetária - Euro)

De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais relativas ao imposto sobre o rendimento estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos, excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são alargados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais dos anos de 2003 a 2007 ainda poderão estar sujeitas a revisão. O Conselho de Administração da SCOA entende que eventuais correcções a efectuar pelas autoridades fiscais a essas declarações não terão um impacto significativo nas demonstrações financeiras consolidadas em 30 de Junho de 2009.

23. Ajustamentos e Provisões

Durante o primeiro semestre de 2009, o movimento efectuado na rubrica dos ajustamentos e provisões foi o seguinte:

Ajustamentos e Provisões Saldo em
31/12/08
Reforço Utilizações /
Reversões
Saldo em
30/06/09
Ajustamentos
- Devedores Cobrança Duvidosa
- Depreciação de Existências
Provisões
1.919.091
75.495
358.391
306.205
19.271
418.513
(46.748)
-
(146.731)
2.178.548
94.766
630.173
Total 2.352.977 743.990 (193.479) 2.903.488

(Unidade Monetária - Euro)

24. Outros Proveitos Operacionais

Em 30 de Junho de 2009 e 30 de Junho de 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

Outros Proveitos Operacionais 30-06-2009 30-06-2008
Proveitos Suplementares
Reversão de Amortizações e Ajustamentos
Ganhos em Imobilizações
Redução de Provisões
Benefícios de Penalidades Contratuais
Outros
53.948
46.748
16.825
146.731
3.304
227.364
186.110
40.952
703.207
-
8.101
174.307
Total 494.919 1.112.677

(Unidade Monetária - Euro)

25. Fornecimentos e serviços terceiros

A rubrica de fornecimentos e serviços terceiros é decomposta da seguinte forma:

Fornecimentos e Serviços Externos 30-Jun-09 30-Jun-08
Subcontratos 17.124.185 22.382.130
Electricidade 50.099 43.536
Combustíveis 77.142 98.678
Agua 8.546 8.932
Ferramentas 39.241 38.908
Material de escritório 50.275 38.869
Artigos para oferta 2.531 1.427
Rendas e alugueres 827.147 830.359
Despesas de representação 74.313 110.731
Comunicação 249.825 230.687
Seguros 151.636 110.694
Transporte de mercadorias 57.487 25.407
Transporte de pessoal 5.391 4.613
Deslocações e estadas 512.650 416.055
Comissões 0 0
Honorários 244.608 182.146
Contencioso e notariado 17.998 14.036
Conservação e reparação 245.203 228.883
Publicidade e propaganda 289.122 170.845
Limpeza, higiene 56.774 38.130
Vigilância 39.243 29.514
Trabalhos especializados 596.114 705.553
Outros 264.270 212.971
Total 20.983.801 25.923.102

26. Resultados Financeiros

Em 30 de Junho de 2009 e 2008, esta rubrica tem a seguinte composição:

Resultados Financeiros 30-Jun-09 30-Jun-08
Rendimentos e Ganhos Financeiros
- Juros Obtidos
- Diferenças de Câmbio Favoráveis
- Outros
153.041
1.054.189
328.178
164.581
93.619
35.834
Total 1.535.409 294.035
Gastos e Perdas Financeiros
- Juros Suportados
(500.163) (608.797)
- Serviços Bancários
- Diferenças de Câmbio Desfavoráveis
- Outros
Total
(88.933)
(700.485)
(30.914)
(1.320.495)
(101.717)
(158.599)
(58.390)
(927.503)

(Unidade Monetária - Euro)

27. Gastos (Rendimentos) de Impostos

O saldo apurado de Gastos (Rendimentos) de Impostos é decomposto do seguinte modo:

Gastos (rendimentos de impostos) 30-06-2009 30-06-2008
Imposto Corrente
Impostos Diferidos
197.020 195.030
- Origem e reversão de diferenças temporárias (7.061) 1.918
Total 189.958 196.948

(Unidade Monetária - Euro)

28. Dividendos

Durante primeiro semestre de 2009, a Sociedade Comercial Orey Antunes S.A. pagou dividendos aos accionistas no valor de 0,11 euros por acção em circulação, relativos ao exercício de 2008.

29. Activos e passivos contingentes

A 30 de Junho de 2009, os compromissos financeiros que não figuram no balanço são os seguintes:

Garantias prestadas a favor de outras empresas EUR 1.060.835,00
  • Garantias prestadas a favor do Estado EUR 1.118.170,00

À data de 30 de Junho de 2009, existem contra a Sociedade Comercial Orey Antunes, S.A., um conjunto de processos fiscais em sede de IRC, sendo que alguns se encontrem em fase reclamação graciosa e os restantes em fase de impugnação judicial. O total do montante em causa no conjunto destes processos ascende a 739.243,72 milhares de Euros.

A Administração da Sociedade, suportada pelos seus consultores jurídicos, considera como pouco provável que o desfecho destes litígios sejam desfavoráveis à Sociedade pelo que não foi reconhecida qualquer provisão nas demonstrações financeiras para este risco.

30. Resultados por acção

Em 30 de Junho de 2009 e 2008, os resultados por acção têm a seguinte composição:

Resultados Financeiros 30-Jun-09 30-Jun-08
Resultado por acção básico 0,017 0,044
Resultado por acção diluido 0,017 0,032

O resultado por acção básico é calculado tendo em conta o resultado líquido atribuível à casa-mãe e o número médio de acções em circulação, o que corresponde a 30 de Junho de 2009 a 13.750.000 acções, tendo em conta a existência de 748.137 acções próprias.

O resultado por acção diluído é consistente com o resultado por acção básico, tendo em conta as acções ordinárias potenciais, que no caso desta sociedade são os VMOP (3.750.000), o que correspondia a 13.389.683 acções em circulação em 30 de Junho de 2008.

31. Gestão de riscos financeiros

As principais responsabilidades financeiras do Grupo, para além dos derivados, incluem empréstimos obtidos, contas a pagar e garantias financeiras prestadas. O principal objectivo destas responsabilidades financeiras é de financiar as operações do Grupo quer curto, quer de médio/longo prazo.

Os activos financeiros correntes incluem montantes provenientes de contas a receber assim como os montantes disponíveis de caixa e equivalentes de caixa, que resultam essencialmente das operações do Grupo.

A gestão dos riscos financeiros (taxa de juro, flutuação cambial, liquidez e risco de crédito) é desenvolvida numa base diária pelo departamento financeiro sob as orientações e supervisão directa da Administração. O acompanhamento regular pela Administração permite a implementação efectiva de uma política de agregação do risco ao nível do Grupo assim como uma intervenção rápida, directa e centralizada.

32. Remunerações dos Órgãos Sociais

No primeiro semestre de 2009 e 2008, as remunerações pagas aos Órgãos Sociais da Sociedade foram as seguintes:

Remuneração dos Órgãos Sociais 30-Jun-09 30-Jun-08
Conselho de Administração 167.330 169.881
Conselho Fiscal 12.000 12.000
Total 179.330 181.881

(Unidade Monetária - Euro)

Na Assembleia Geral de Accionistas realizada em 3 de Abril de 2007 foi deliberada a alteração da forma do órgão de fiscalização da Sociedade. Assim a estrutura deste órgão foi alterada de Fiscal Único, cargo desempenhado por uma Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, para Conselho Fiscal com a nomeação de três membros efectivos.

33. Estrutura Accionista

O capital social da Sociedade está representado por 13.750.000 de acções ao portador com o valor nominal de 1 Euro cada.

Em 30 de Junho de 2009, a estrutura accionista da Sociedade era a seguinte:

Participações qualificadas Quantidade % do Capital
Social
% dos direitos
de voto
Duarte Maia de Albuquerque d'Orey
Directamente:
Indirectamente:
0 0,00% 0,00%
- Orey Inversiones Financieras, SL
- Triângulo-Mor Consultadoria Económica e Financeira, S.A.
- Através da Orey Gestão de Activos SGFIM, S.A. Carteiras de clientes
4.350.000
5.454.721
31,89%
39,99%
31,89%
39,99%
de gestão discricionária 374.254 2,74% 2,74%
SUB-TOTAL 10.178.975 74,62% 74,62%
Jochen Michalski
MCFA, SGPS, S.A.
MRF, SGPS, S.A.
370.044
275.000
275.000
2,71%
2,02%
2,02%
2,71%
2,02%
2,02%
SUB-TOTAL 920.044 6,75% 6,75%
TOTAL 11.099.019 81,37% 81,37%

34. Partes Relacionadas

As participadas da SCOA têm relações entre si que se qualificam como transacções com partes relacionadas. Todas estas transacções são efectuadas a preços de mercado.

Nos procedimentos de consolidação estas transacções são eliminadas, uma vez que as demonstrações financeiras consolidadas apresentam informação da detentora e das suas subsidiárias como se de uma única entidade se tratasse.

Relativamente a transacções com entidades relacionadas que sejam pessoas chave da gerência definiu o Conselho de Administração da SCOA que este conjunto de pessoas seria composto pelos membros do Conselho de Administração da Sociedade Comercial Orey Antunes, pelos membros dos Conselhos de Administração das sub-holdings (OA Agencies- Navegação e Trânsitos SA, OA Technical Representations-Rep.Nav.Ind. SA, OA International BV e Orey Financial – SGPS, S.A.) e pelos Gerentes da Orey Serviços e Organização, Lda. e da Orey Gestão Imobiliária, Lda., os quais se passam a enumerar:

  • Duarte Maia de Albuquerque d'Orey
  • Francisco Manuel de Lemos dos Santos Bessa
  • Joaquim Paulo Claro dos Santos
  • Juan Celestino Lázaro González
  • Jorge Delclaux Bravo
  • Rui Maria de Campos de Albuquerque d'Orey
  • Henrique Manuel Garcia Teles Feio
  • João Carlos Alves Mendonça Arrais
  • Gonçalo Magalhães Saraiva Mendes

  • José Carlos Conceição Santos

  • Marcos Francisco F. A. Q. Saldanha
  • Miguel Carvalho Albuquerque d'Orey
  • Rogério Paulo Caiado Raimundo Celeiro
  • Francisco Waldemar Burke d'Orey

As compensações atribuídas aos membros da administração da Sociedade Comercial Orey Antunes, S.A. foram descritas na nota 34.

Remunerações auferidas pelo pessoal chave 30-Jun-09 30-Jun-08
Conselho de Administração
Membros dos Conselhos de Administração das
167.330 169.881
Subholdings e Gerentes 473.170 504.236
Total 640.500 674.117

(Unidade Monetária - Euro)

Os valores das remunerações pagas aqui descritos referem-se a benefícios de empregados de curto prazo.

35. Pessoal

Em 30 de Junho de 2009 e 2008, o detalhe do número de colaboradores do Grupo, repartido por área de negócio é o seguinte:

Pessoal 30 Junho 2009 31-Dez-08 Diferença
Médio Total Médio Total Médio Total
Navegação (Portugal) 80 79 80 80 0 (1)
Navegação (Internacional) 136 134 100 130 36 4
Representações Técnicas 52 51 36 36 16 15
Sector financeiro 62 61 60 63 2 (2)
Serviços Administrativos 34 35 33 33 1 2
Total 363 360 309 342 54 18

36. Plano de Acções aos Colaboradores

Foi apresentada à Assembleia Geral de 3 de Abril de 2007 a seguinte proposta de atribuição de um plano de acções aos colaboradores a qual foi aprovada:

I - Objectivos:

  • 1) Alinhar interesses das pessoas chave da empresa com os accionistas;
  • 2) Associar a componente variável da remuneração à evolução do valor accionista;
  • 3) Atrair e reter Recursos Humanos
  • 4) Incentivar e partilhar o sucesso
  • 5) Premiar empenho na conquista de objectivos e procura de resultado

II - Condições de Acesso

  • 1) Pertencer ao quadro de efectivos do grupo OREY, à data do exercício do direito;
  • 2) O título da Sociedade estar cotado em Bolsa;
  • 3) Ter avaliação de desempenho positiva todos os anos e de acordo com os seguintes critérios:

3.1 Pontuação> 60% - mantém todas as opções

3.2 Pontuação> = 50% e <= a 60% - perde 1/3 das opções, ou seja equivalentes a um ano dado que o plano é a 3 anos

  • 3.3 Pontuação <50% perde todas as opções
  • 4) Mobilidade: São excluídos do plano de opções os colaboradores que recusem a mudança para outra empresa do grupo desde que esta se situe na mesma cidade ou num raio de 100 (cem) quilómetros;
  • 5) Assiduidade e pontualidade (critérios)
  • 5.1 São excluídos do plano os colaboradores:
    • Que tenham uma baixa prolongada com excepção da licença de parto;
    • Que tenham um número de faltas anual superior a 22 dias úteis, seguidos ou interpolados.

5.2 Em caso de ausência por licença sem vencimento, o colaborador perderá opções proporcionalmente ao tempo de duração da licença, ie (nº de dias de licença / 3 x 365).

III - Ficha Técnica

1) Os colaboradores abrangidos serão distribuídos por três níveis: Nível 1) Administradores da OREY e das Sub Holdings; Nível 2) Gerentes ou Directores; Nível 3) Outros Quadros.

Nível 1) Os colaboradores integrados neste nível poderão exercer a opção de adquirir 32.000. acções da sociedade cada um;

Nível 2) Os colaboradores integrados neste nível poderão exercer a opção de adquirir 16.000. acções da sociedade cada um;

Nível 3) Os colaboradores integrados neste nível poderão exercer a opção de adquirir 8.000. acções da sociedade cada um;

Caberá ao Conselho de Administração indicar os colaboradores abrangidos.

  • 2) O plano é constituído para o triénio 2007 a 2009
  • 3) Quantidade total das acções sobre as quais pode ser exercido o direito de opção: até um milhão de acções.
  • 4) "Strike Price": € 3,081 (três euros, oito cêntimos e uma décima) correspondente à média ponderada do valor do título "OREY" nos últimos seis meses de 2006.
  • 5) Período e número de vezes em que pode ser exercida a opção: Entre um de Janeiro e trinta de Junho de 2010 e, no máximo, por seis vezes.
  • 6) Ao Plano de Opções e aos rendimentos gerados pelo respectivo exercício dos correspondentes direitos aplica-se a legislação fiscal e parafiscal que, no momento, estiver em vigor.
  • 7) Ajustamentos ao "strike price":

  • O preço do exercício e número de acções serão ajustados caso haja eventos que tenham impacto no número de acções emitidas como, por exemplo, aumento e redução de capital, "stock split", etc.

  • Não haverá ajustamento decorrente da Operação Pública de Subscrição de Valores Mobiliários Obrigatoriamente Permutáveis por acções, operação designada por "Capital Orey 2006 – 2009" uma vez que este efeito foi ajustado na cotação de 08/06/2006.

Para satisfazer as necessidades deste plano de opções de acções a SCOA detém uma carteira de acções próprias. Estas acções permanecerão em carteira até ao momento do seu exercício (entre Janeiro e Junho de 2010) e são desreconhecidas com a respectiva transferência de propriedade para os colaboradores. Nesta data é reconhecida uma mais ou menos valia correspondente à diferença entre o preço de exercício e o custo médio da carteira de acções próprias afecta à cobertura do programa.

À data de 30 de Junho de 2009 e de 2008 não foram atribuídas opções a nenhum colaborador do Grupo. À data de 30 de Junho de 2009 a carteira de acções próprias afecta a este plano é composta por 748.137 acções com um custo médio de aquisição de 2,810 Euros por acção.

37. Eventos subsequentes

Não ocorreram eventos relevantes após 30 de Junho de 2009.

RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA SOBRE INFORMAÇÃO SEMESTRAL CONSOLIDADA

Relatório disponível no site institucional da Orey www.orey.com

Contactos para os Media e Investidores

CorpCom – Prime Relations José Franco T: + 351 213 012 122 M: + 351 964 034 579 [email protected] www.corpcom.pt

Contactos para os Investidores

Francisco Bessa Investor Relations Sociedade Comercial Orey Antunes, S.A. Responsável pelas relações com o mercado T: +351 21 340 70 00

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