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Grupo Media Capital SGPS Management Reports 2009

Aug 31, 2009

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Management Reports

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EntretenimentoResponsabilid adeSocialCoerênciaInformaçã oProduçãoAudiovisualConteú dosQualidadeMúsicaCompro missoInternetIndependênciaR ádioCulturaSolidezInovação

RELATÓRIO DE GESTÃO

ResultadosCinemaEntretenim entoProduçãoAudiovisualRes ponsabilidadeSocialCoerência InformaçãoTelevisãoConteúd osQualidadeMúsicaCompromi soInternetResultadosIndepen

GRUPO MÉDIA CAPITAL, SGPS, S. A.

O Conselho de Administração do Grupo Média Capital, SGPS, SA, no cumprimento dos preceitos legais e estatutários instituídos, apresenta o Relatório de Gestão relativo ao primeiro semestre do exercício de 2009.

INTRODUÇÃO

A sociedade Grupo Média Capital, SGPS, S. A. ("Empresa" ou "Media Capital" ou "Grupo") tem como único investimento uma participação representativa de 100% do capital social da MEGLO – Media Global, SGPS, S.A. ("Media Global"). Através desta participação a Empresa detém, indirectamente, participações nas empresas indicadas na Notas 3 e 4 do anexo às demonstrações financeiras consolidadas em 30 de Junho de 2009.

As designações completas das empresas incluídas neste relatório têm a devida correspondência no referido anexo às demonstrações financeiras consolidadas, que são parte integrante deste Relatório Consolidado de Gestão.

As Demonstrações Financeiras Consolidadas da sociedade Grupo Média Capital, SGPS, S.A., foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS).

As informações financeiras contidas no presente Relatório e Contas não foram sujeitas a auditoria ou a revisão limitada por parte de auditor registado na CMVM.

INFORMAÇÕES RELEVANTES

  • Em Maio de 2008, a Media Capital adquiriu a totalidade do capital da Plural Entertainment España SL (Plural), passando a consolidar esta empresa a partir desse mês. Por esse motivo, os quadros e mapas financeiros que se seguem não contêm informação sobre a actividade da Plural de Janeiro a Abril de 2008. Todavia, os comentários ao desempenho operacional do segmento Produção Audiovisual incluem uma análise pro-forma (i.e. assumindo 100% Plural em ambos os períodos).
  • Em Setembro de 2008, o Conselho de Administração da Media Capital aprovou a venda da MCE – Média Capital Edições, Lda e da Edições Expansão Económica, SA, sociedades que desenvolvem a actividade de edição e publicação de revistas. A alienação destas sociedades produziu efeito a partir de 31 de Julho de 2008, pelo que os proveitos e custos

associados a esta actividade apenas foram registados até ao final desse mesmo mês.

Em Junho de 2009, o Grupo Média Capital SGPS, S.A. informou o mercado da alienação à Metro Internacional, S.A. da totalidade da participação detida na TRANSJORNAL – Edições de Publicações, S.A, correspondente a 35% do seu capital social, e os saldos entre esta entidade e a Meglo – Média Global, SGPS, S.A., por um montante global de € 200 mil euros. Dada a percentagem de capital detida, aquela participação era contabilizada pelo método de equivalência patrimonial. A nível da demonstração de resultados, os impactos decorrentes desta alienação foram contabilizados no segmento Outros.

PRINCIPAIS FACTOS NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2009

  • No primeiro semestre de 2009 o Grupo Media Capital registou um total de proveitos consolidados de € 134,9 milhões, um decréscimo de 1% face ao período homólogo do ano anterior.
  • O EBITDA atingiu neste período os € 24,1 milhões (-11%), tendo o Resultado Operacional (EBIT) sido de € 18,1 milhões (-14%).
  • O Grupo obteve um total de receitas publicitárias de € 72,4 milhões, recuando, numa base comparável, 20% face ao período homólogo, estimando-se um desempenho superior ao do mercado.
  • A TVI manteve uma liderança sólida nas audiências, acumulando nos primeiros seis meses do ano um share médio de audiência em sinal aberto de 35,9% no total do dia e de 41,1% no horário nobre.
  • Demonstrando a crescente importância dos conteúdos como factor diferenciador, a actividade de Produção Audiovisual expandiu-se de forma significativa (14% nos proveitos e 36% no EBITDA, numa base pro-forma).
  • No segmento Rádio, o efeito combinado da outperformance face ao mercado em proveitos e da melhoria da eficiência operacional permitiram que a margem EBITDA atingisse 14% no segundo trimestre.
  • Em Fevereiro de 2009 foi lançado o TVI24, o novo canal de notícias 24 horas por dia.

BREVE ANÁLISE DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS

milhares de € 6M 2009 6M 2008 Var % 2T 09 2T 08 Var %
Total de Proveitos Operacionais 134.863 136.555 -1% 76.212 84.079 -9%
Televisão 77.283 90.394 -15% 43.416 53.251 -18%
Produção Audiovisual 55.227 32.384 71% 31.391 21.988 43%
Entretenimento 14.969 16.848 -11% 7.532 9.384 -20%
Rádio 6.440 7.165 -10% 3.956 3.922 1%
Outros (19.057) (10.236) 86% (10.083) (4.466) 126%
Total de Custos Operacionais 110.744 109.447 1% 57.995 65.214 -11%
EBITDA 24.119 27.108 -11% 18.217 18.865 -3%
Margem EBITDA 17,9% 19,9% -2,0pp 23,9% 22,4% 1,5pp
Televisão 18.514 26.847 -31% 13.886 17.130 -19%
Produção Audiovisual 5.788 2.967 95% 3.620 1.901 90%
Entretenimento (630) 311 n.a. (188) 375 n.a.
Rádio (110) (764) -86% 560 170 229%
Outros 558 (2.253) n.a. 340 (711) n.a.
Amortizações 6.062 6.179 -2% 3.102 3.476 -11%
Resultados Operacionais (EBIT) 18.057 20.929 -14% 15.115 15.389 -2%
Resultados Financeiros (líquido) 3.683 2.086 77% 1.091 953 14%
Res. antes de imp. e int. minoritários 14.374 18.843 -24% 14.025 14.436 -3%
Imposto sobre o rendimento (5.187) (5.749) -10% (5.086) (4.408) 15%
Res.líquido das operações em continuação 9.186 13.094 -30% 8.938 10.028 -11%
Res.líquido das operações descontinuadas 0 945 -100% 0 0 n.a.
Interesses minoritários (568) (173) 228% (326) (156) 109%
Resultado líquido do período 8.618 13.866 -38% 8.613 9.873 -13%

No período findo em 30 de Junho de 2009, o Grupo Media Capital apresenta um total de proveitos consolidados de € 134,9 milhões, o que corresponde a uma redução de 1% em relação ao período homólogo do ano anterior (9% no segundo trimestre). O EBITDA consolidado do Grupo recuou para os € 24,1 milhões, ficando 11% abaixo de igual período do ano anterior (somente 3% no segundo trimestre).

Na evolução do total de proveitos consolidados, os proveitos de publicidade recuaram 22% face aos primeiros seis meses de 2008 (20% numa base comparável, i.e. excluindo a actividade de imprensa em 2008), com o decréscimo a registarse nos vários segmentos de actividade, com reduções de 22% no segmento de Televisão e de 14% no segmento de Rádio. No segmento Outros, os proveitos de publicidade recuaram 66% face ao período homólogo, justificado, na sua larga maioria, pelo facto da actividade de imprensa já não estar incluída (o Grupo consolidou esta actividade até ao final de Julho de 2008), já que a

publicidade na rede de sites de internet registou uma queda de 14%.

O Grupo estima ter obtido um desempenho superior ao do mercado publicitário durante o período em análise. Não fosse o efeito do Euro 2008 (20 jogos transmitidos pela TVI em Junho do ano passado), a performance relativa face ao mercado teria sido ainda superior.

Nas receitas relacionadas com a actividade de produção audiovisual, a evolução das mesmas reflecte não só a consolidação da actividade da Plural Entertainment España a partir de Maio do ano anterior, como também o forte aumento da actividade. De notar que os números consolidados incluídos nesta rubrica aparecem inferiores aos do segmento de Produção Audiovisual, na medida em que a nível consolidado são anulados os movimentos intra-grupo, relacionados com a venda de ficção e prestação de outros serviços pela Plural Portugal à TVI.

Os outros proveitos registam uma variação negativa de 3%, resultante do impacto da venda da actividade de imprensa, tanto nas receitas de venda em banca como nos outros proveitos desse negócio. Estas duas rubricas atingiram € 5,2 milhões nos primeiros seis meses de 2008.

Em relação ao total de custos operacionais, estes registaram um crescimento de 1% face ao período comparável do ano anterior, reflectindo também aqui o impacto da Plural España e da estrutura do TVI24, os quais foram compensados em parte pelo efeito da venda da actividade de imprensa e pela redução dos custos de programação. Excluindo quer a actividade de imprensa quer a actividade da Plural España, os custos operacionais teriam recuado 10%, reflectindo também o esforço do Grupo na melhoria de eficiência.

Os custos e perdas financeiros subiram 77%, ascendendo a € 3,7 milhões, reflectindo a excepcional variação acumulada principalmente os custos incorridos no 1º trimestre do ano associados ao swap sobre taxas de juro que o Grupo tem contratado, na sequência da descida acentuada das taxas de juro ocorrida a partir do último trimestre do ano anterior. Este efeito já não se verificou no segundo trimestre, daí a evolução mais normalizada desta rubrica nos últimos três meses.

O montante de € 0,9 milhões apresentado como resultado líquido das operações descontinuadas em 2008 resulta, conforme referido em comunicações anteriores, do ajustamento final ao preço pelo qual o Grupo alienou o seu negócio de publicidade em Outdoors, tal como previsto no contrato de compra e venda.

Os resultados líquidos do Grupo atingiram € 8,6 milhões. Considerando somente o resultado das operações em continuação, este reduziu-se em 30% no semestre (11% no segundo trimestre).

milhares de € 6M 2009 6M 2008 Var % 2T 09 2T 08 Var %
Proveitos Operacionais 134.863 136.555 -1% 76.212 84.079 -9%
Publicidade 72.403 92.758 -22% 42.411 55.519 -24%
Produção Audiovisual 31.290 11.602 170% 18.978 11.102 71%
Outros proveitos operacionais 31.169 32.195 -3% 14.823 17.458 -15%

TELEVISÃO

milhares de € 6M 2009 6M 2008 Var % 2T 09 2T 08 Var %
Proveitos Operacionais 77.283 90.394 -15% 43.416 53.251 -18%
Publicidade 65.811 82.322 -20% 38.398 49.311 -22%
Outros Proveitos 11.473 8.072 42% 5.018 3.940 27%
Custos Operacionais 58.770 63.546 -8% 29.531 36.121 -18%
EBITDA 18.514 26.847 -31% 13.886 17.130 -19%
Margem EBITDA 24,0% 29,7% -5,7pp 32,0% 32,2% -0,2pp
Amortizações 2.876 2.591 11% 1.444 1.293 12%
Resultado Operacional (EBIT) 15.638 24.256 -36% 12.442 15.837 -21%

O segmento de Televisão incorpora a TVI, bem com a actividade da Publipartner, empresa do Grupo que desenvolve a sua actividade nas áreas de gestão de marketing e de parcerias, com o objectivo de desenvolver receitas complementares à publicidade. De salientar que uma vez que a esmagadora maioria da publicidade efectuada pela Publipartner é efectuada na TVI (e noutros meios do Grupo), as receitas de publicidade do segmento reportado são ligeiramente inferiores às da TVI isolada.

No seguimento de um acordo de distribuição de sinal celebrado entre a TVI e a Zon TV Cabo, a 26 de Fevereiro de 2009 foi lançado o TVI24, o novo canal de notícias 24 horas por dia. Este acordo afecta a comparação com o período homólogo.

35.9 All-Day 1H05 1H06 1H07 1H08 1H09
RTP1 27.7 28.4 30.3 27.8 29.1
RTP2 5.5 6.0 5.7 6.2 6.7
SIC 33.3 28.9 30.5 30.4 28.4
TVI 33.5 36.7 33.4 35.6 35.9
Prime
Time
1H05 1H06 1H07 1H08 1H09
RTP1 26.0 24.5 28.6 25.0 25.8
RTP2 5.0 5.3 5.2 5.7 5.6
SIC 33.2 28.6 29.6 29.3 27.5
TVI 35.8 41.6 36.6 40.1 41.1

No primeiro semestre de 2009 a TVI voltou a liderar o consumo mensal de televisão, obtendo um share médio de 35,9%. A liderança estendeu-se ao prime-time, ao atingir um share médio de 41,1%.

7

All-Day 1T08 2T08 3T08 4T08 1T09 2T09
RTP1 28.8 26.8 26.7 29.9 29.9 28.1
RTP2 6.1 6.3 8.3 6.0 6.3 7.1
SIC 30.5 30.3 28.1 28.3 29.2 27.6
TVI 34.6 36.6 37.0 35.9 34.6 37.3
Prime 1T08 2T08 3T08 4T08 1T09 2T09
Time
RTP1 26.0 23.9 23.7 26.9 26.6 25.0
RTP2 5.4 5.9 6.3 5.1 5.4 5.8
SIC 30.1 28.4 26.4 26.5 28.7 26.1
TVI 38.5 41.7 43.6 41.5 39.4 43.1

Relativamente à composição de públicos da estação no primeiro semestre do ano, verifica-se que a liderança global (35,9%) é sustentada numa grande transversalidade de segmentos populacionais, sobretudo nos alvos de maior dinâmica comercial da publicidade televisiva.

Neste período, a TVI manteve a sua estrutura de oferta habitual, fortemente sustentada na ficção nacional, informação e desporto, este último baseado na transmissão dos jogos da Selecção Nacional para apuramento do Mundial 2010 e da Taça de Portugal.

No capítulo da ficção nacional, terminou o grande sucesso "Feitiço de Amor", com uma audiência média de 1,4 milhões de espectadores e um share médio de 47% ao longo de 348 emissões ocorridas no início do horário nobre diário. Esta novela que teve início em Junho de 2008, registou o seu melhor resultado no último dia de emissão, com uma audiência média acima dos 2 milhões de espectadores e uma quota de mercado de 73,7%. Nas novelas em emissão regular, "Flor do Mar" apresentou no primeiro semestre do ano uma audiência média de 1,4 milhões de indivíduos e uma quota líder de 45,3% nos dois horários de emissão (pré e dentro do prime-time).

A última novela da noite, "Olhos nos Olhos", registou uma audiência média de aproximadamente 750 mil espectadores e um share líder no horário de 41,8%. No mês de Maio, a TVI estreou a novela "Deixa que te Leve", a qual tem obtido uma elevada adesão do público: uma quota média de 47,0% para uma audiência média de 1,4 milhões de indivíduos.

Dentro da oferta para o público jovem, terminou em Junho o sexto ano de emissão de "Morangos com Açúcar" a qual, desde o seu início em Setembro de 2008, registou uma audiência média diária de 760 mil espectadores (36.3% de share), sendo que no target 4-24 anos obteve um share médio de 62,5%. A série juvenil continua pelo Verão, tendo no dia 22 de Junho estreado a sexta série de "Morangos com Açúcar – Série de Verão" a qual registou nos primeiros sete episódios uma quota média de 47,6% em total de indivíduos e no target core, 4-24 anos, obteve 78,9%. Ainda na ficção juvenil, a TVI manteve a emissão de "Campeões e Detectives - Objectivo Golo", adaptação da obra literária homónima de Nuno Magalhães Guedes, que no target 4 - 14 anos registou um share médio de 47,4% nos primeiros seis meses do ano.

Também na ficção de referência exibida na televisão portuguesa, é de destacar a emissão de "Equador" (a maior produção portuguesa de sempre para televisão) que nos 27 episódios emitidos até ao final de Junho apresenta uma audiência média de 1,3 milhões de espectadores, correspondendo a uma quota de 43% na emissão semanal ao Domingo à noite.

No capítulo do entretenimento, é de destacar a segunda série de "Uma Canção para Ti" que, a exemplo da primeira, voltou a ser um sucesso, registando uma audiência média de 1,4 milhões ao Domingo, o que sustentou uma quota de 60,5% em média para as onze emissões. Em Janeiro terminou o programa "Caia Quem Caia", conteúdo de sátira política e de costumes, com os 13 programas emitidos a obterem uma audiência média de 870 mil espectadores e um share de 39% no horário respectivo.

A programação de cinema da TVI continuou a ter um excelente desempenho nas tardes de fim-desemana: no seu conjunto, a programação de cinema de Sábado obteve uma quota média de 32,1% e ao Domingo registou-se 34.2%, em qualquer das situações uma posição de liderança perante a oferta similar da concorrência no mesmo horário. Na emissão nocturna de ficção internacional destacaram-se as séries "House", no seu 5º ano, com uma quota média de 37,9% e a série "Sexo, Dinheiro e … Poder" com um share médio de 32,9%.

Dentro de uma estrutura estável que a TVI apresenta nos últimos anos, os talk-shows da manhã e da tarde mantêm-se como os programas mais vistos do seu período de emissão. De segunda a sexta-feira, "Você na TV" apresenta-se com uma quota média diária de 34.5%, sendo que em Donas de Casa regista 37,9%, e "As Tardes da Júlia" mantém-se no topo da preferência com uma quota média de 34,5% nos primeiros 6 meses de 2009 (em Donas de Casa obteve 38,2%).

Nos primeiros seis meses do ano, os conteúdos informativos da hora de almoço, "Jornal da Uma" (13h), registaram uma audiência média de 527 mil espectadores (quota de 29,2%). O principal serviço noticioso da TVI, o "Jornal Nacional" – 20h, regista no período uma audiência média diária acima de 1 milhão de espectadores e uma quota de 33,6%. Incluído nesta banda horária, as emissões do "Jornal Nacional de 6ª Feira" obtiveram uma audiência média de 1,2 milhões de espectadores e um share médio de 36,9%.

No período de análise, a emissão dos encontros da Taça de Portugal Millennium 08/09 registou uma audiência média superior a um milhão de espectadores (47,2% de share em Masculinos). O encontro final desta competição, entre o Paços de Ferreira e o Futebol Clube do Porto, registou uma quota média de 60,5%. Também dentro dos direitos exclusivos de transmissão de provas de futebol, a TVI continuou a acompanhar os encontros que envolvem a Selecção Nacional de Futebol, quer para a selecção AA quer para os Sub-21: no seu conjunto, considerando jogos de preparação e qualificação que decorreram nos primeiros seis meses do ano, verificando-se que a quota média obtida foi de 43,5% (correspondendo a 1,1 milhões de espectadores).

Ao longo destes seis meses, a TVI contactou, em média diária, 6,2 milhões de portugueses. Durante o semestre, a TVI liderou todos os meses, todas as semanas e 87% dos dias.

Em termos de desempenho financeiro, o segmento de Televisão obteve um decréscimo de 15% nos seus proveitos operacionais totais. As receitas de publicidade recuaram 20% (a percentagem seria similar excluindo a Publipartner). A Media Capital estima que o mercado publicitário em sinal aberto terá recuado cerca de 22% em termos homólogos durante o primeiro semestre, pelo que a TVI terá novamente realizado um desempenho superior em termos relativos, apesar da difícil base de comparação, já que em Junho do ano anterior a TVI beneficiou da transmissão de 20 dos 31 jogos do Campeonato da Europa de Futebol (UEFA Euro 2008). Não fosse o efeito do Euro 2008, a performance relativa face ao mercado seria substancialmente superior, reflexo de uma adequada política de gestão de conteúdos e de uma actividade comercial agressiva.

Os outros proveitos no segmento de Televisão subiram 42% relativamente ao primeiro semestre de 2008, representando 15% do total de proveitos. Tal variação reflecte sobretudo o contributo do novo canal TVI24, cujos proveitos operacionais começaram a ser registados em Fevereiro, para além de proveitos resultantes da prestação de serviços de apoio técnico.

Os custos operacionais registaram um decréscimo anual de 8% face ao período homólogo de 2008. Este desempenho resultou em boa parte de uma poupança significativa ao nível dos custos de programação, derivado não só do "efeito Euro 2008", mas também de uma redução relevante ao nível de outros conteúdos de desporto, bem como de conteúdos internacionais. O conjunto destes efeitos compensou o incremento verificado com conteúdos nacionais (nomeadamente em séries e entretenimento), bem como os custos do novo canal TVI24 que, conforme mencionado acima, iniciou emissão este ano. Finalmente, é de salientar que uma componente relevante dos custos de grelha (novelas nacionais) corresponde a produção interna ao Grupo (via Plural Portugal), que assim retém valor acrescentado do mesmo.

Não obstante a evolução dos custos, o recuo forte do mercado de publicidade levou a que o EBITDA consolidado do segmento recuasse 31% face aos primeiros seis meses de 2008, alcançando ainda assim € 18,5 milhões, com a margem EBITDA a atingir 24%, que compara com 30% no período homólogo.

9

PRODUÇÃO AUDIOVISUAL

milhares de € 6M 2009 6M 2008 Var % 2T 09 2T 08 Var %
Proveitos Operacionais 55.227 32.384 71% 31.391 21.988 43%
Publicidade 0 250 -100% 0 250 -100%
Produção audiovisual 52.684 31.064 70% 30.722 20.970 47%
Outros proveitos 2.543 1.069 138% 669 768 -13%
Custos Operacionais 49.439 29.417 68% 27.771 20.087 38%
EBITDA 5.788 2.967 95% 3.620 1.901 90%
Margem EBITDA 10,5% 9,2% 1,3pp 11,5% 8,6% 2,9pp
Amortizações 1.392 1.582 -12% 743 1.175 -37%
Resultado Operacional (EBIT) 4.396 1.385 217% 2.877 726 296%

Dado que a aquisição pelo Grupo Media Capital da Plural ocorreu em Maio de 2008, os números relativos aos primeiros quatro meses de 2008 referem-se somente à actividade da Plural Portugal (anteriormente denominada NBP).

A actividade de produção audiovisual registou no primeiro semestre de 2009 um total de proveitos operacionais de € 55,2 milhões e um EBITDA de € 5,8 milhões, correspondendo a uma margem EBITDA de 10,5%.

Numa base pro-forma (com 100% da Plural em ambos os anos), os proveitos totais teriam subido 14%, com o EBITDA a aumentar 36% e a margem a melhorar 1,7 pontos percentuais.

Na mesma base, e a contribuir de forma decisiva para a evolução global, há a destacar o desempenho da Plural España, nomeadamente a nível da produção e venda de conteúdos a operadores generalistas (com destaque para a Antena 3 e a Cuatro). Para o aumento dos proveitos operacionais (embora de forma marginal) contribuiu ainda a mais-valia registada com a aquisição dos interesses minoritários existentes na Tesela (correspondentes a 19% do capital social), subsidiária que desenvolve a actividade de produção de cinema e que agora é controlada a 100%.

A actividade da Plural Portugal também melhorou substancialmente no semestre, com um aumento de 6% dos proveitos e de 19% ao nível do EBITDA, beneficiando do maior volume de produção de ficção.

ENTRETENIMENTO

milhares de € 6M 2009 6M 2008 Var % 2T 09 2T 08 Var %
Proveitos Operacionais 14.969 16.848 -11% 7.532 9.384 -20%
Música & Eventos 5.953 6.727 -12% 2.918 3.785 -23%
Cinema & Video 9.016 10.122 -11% 4.613 5.599 -18%
Custos Operacionais 15.599 16.537 -6% 7.719 9.009 -14%
EBITDA (630) 311 n.a. (188) 375 n.a.
Margem EBITDA -4,2% 1,8% -6,1pp -2,5% 4,0% -6,5pp
Amortizações 95 81 17% 47 41 15%
Resultado Operacional (EBIT) (725) 230 n.a. (235) 334 n.a.

O segmento de Entretenimento inclui a actividade de edição e distribuição discográfica, a gestão de direitos musicais, o agenciamento de artistas e produção de espectáculos e eventos, bem como a actividade de distribuição cinematográfica e vídeo da CLMC – Multimédia.

O total de proveitos operacionais do segmento registou no primeiro semestre de 2009, uma diminuição de 11% face ao mesmo período em 2008, com a actividade de Música & Eventos a recuar 12%, enquanto que os proveitos na actividade de cinema e vídeo observaram uma descida de 11%.

Na actividade de Música & Eventos, a diminuição registada fica a dever-se na sua maior parte à redução de 15% nas vendas de CD's, desempenho que supera ainda assim o comportamento do mercado discográfico, o qual recuou 17% face ao ano anterior. O conjunto das restantes receitas desta unidade de negócio registaram uma redução bem menos pronunciada, cerca de 3%, tendo a redução verificada no negócio de agenciamento de artistas sido compensada na sua quase totalidade com o crescimento registado nas receitas na área de produção de eventos. O abrangente catálogo nacional da Farol permite ser o único operador actualmente com a única quíntupla platina no mercado para o trabalho "O Homem que sou" de Tony Carreira.

Já nas receitas operacionais da actividade de Cinema & Vídeo observaram uma redução de 11%. A área de negócio de cinema registou um crescimento acumulado de 22% neste primeiro semestre, beneficiando de desempenhos positivos tanto dos títulos de cinema da produtora Fox como na distribuição de cinema de produtoras independentes. Este crescimento foi no entanto revertido pelos resultados da actividade de distribuição de vídeo, a qual registou uma quebra de 14% neste mesmo período. Este desempenho no vídeo resultou da diminuição de receitas tanto com o catálogo de vídeo Warner, como com o catálogo de produtoras independentes, sobretudo relacionado com a venda de DVD's em acções promocionais em parceria.

Os custos operacionais registaram uma queda de 6% no acumulado do primeiro semestre do ano, com a área de Cinema & Vídeo a observar uma redução de 3% resultante da combinação do acréscimo de custos associado à distribuição de cinema, com a redução registada na distribuição de vídeo, tendo por sua vez a área de Música & Eventos registado neste período uma redução de 10% nos seus custos operacionais, na sua maioria devida à redução nos custos variáveis com a venda de CD's.

Neste primeiro semestre de 2009, o segmento Entretenimento obteve um EBITDA consolidado de € -0,6 milhões, resultado que compara com o valor de € 0,3 milhões obtido no mesmo período do ano transacto.

RÁDIO

milhares de € 6M 2009 6M 2008 Var % 2T 09 2T 08 Var %
Proveitos Operacionais 6.440 7.165 -10% 3.956 3.922 1%
Publicidade 5.851 6.797 -14% 3.570 3.748 -5%
Outros proveitos 589 368 60% 386 174 122%
Custos Operacionais 6.550 7.930 -17% 3.397 3.752 -9%
EBITDA (110) (764) -86% 560 170 229%
Margem EBITDA -1,7% -10,7% 9,0pp 14,1% 4,3% 9,8pp
Amortizações 1.157 1.108 4% 595 555 7%
Resultado Operacional (EBIT) (1.267) (1.872) -32% (36) (385) -91%

No 2º trimestre de 2009, as rádios do Grupo Media Capital (MCR) obtiveram um share de audiência de 22,3%, recuando 0,5 pp face ao período comparável de 2008 e 1 pp face ao trimestre imediatamente anterior. No entanto, no acumulado dos primeiros seis meses do ano, verifica-se que o conjunto das estações registou ganhos face ao mesmo período do ano anterior, tanto em termos de quota de audiência como em termos de AAV (audiência acumulada de véspera), conquistando cerca de 96.000 novos ouvintes, com ganhos em todas as estações do grupo, excepção feita à Cidade FM que manteve o seu auditório ao mesmo nível da média do ano anterior.

As receitas publicitárias da MCR registaram neste primeiro semestre de 2009 uma redução de 14%, diminuição que acompanhou a tendência de um sector do mercado publicitário que enfrentou também ele nestes primeiros meses do ano um cenário de queda significativa de investimento publicitário. No entanto deve realçar-se o desempenho neste segundo trimestre em que se atenuou de forma significativa a tendência de queda verificada nos períodos anteriores, situando-se a quebra de receitas publicitárias da MCR nos 5%, desempenho que se terá situado acima do registado neste segmento de mercado.

Quanto aos custos operacionais deste segmento, registou-se uma diminuição considerável de 17%, consequência de um esforço de contenção transversal a toda a estrutura de custos operacionais, com particular incidência na redução

nos custos de marketing e publicidade e da redução do quadro de colaboradores da MCR em curso desde a parte final do exercício de 2008. Esta racionalização da estrutura de custos, procura não só adequar a mesma à actual evolução do segmento e do seu mercado, mas também posicionar a MCR de forma a poder manter-se competitiva para desenvolvimento futuro da actividade de rádio.

O EBITDA consolidado deste segmento, ainda que em terreno negativo no acumulado do ano ao registar € -0,1 milhões, observou uma melhoria considerável face ao valor do período comparável do ano anterior, em que havia registado um EBITDA de € -0,8 milhões. De realçar ainda pela positiva o EBITDA positivo de € 0,6 milhões, obtido no segundo trimestre de actividade, correspondendo a uma margem de 14%.

OUTROS

milhares de € 6M 2009 6M 2008 Var % 2T 09 2T 08 Var %
Proveitos Operacionais (19.057) (10.236) 86% (10.083) (4.466) 126%
Publicidade 1.549 4.551 -66% 864 2.615 -67%
Assinaturas e vendas em banca 0 2.755 -100% 0 1.355 -100%
Outros proveitos operacionais 8.459 8.606 -2% 4.773 4.404 8%
Ajustamentos de consolidação (29.064) (26.148) 11% (15.720) (12.841) 22%
Custos Operacionais (19.614) (7.983) 146% (10.423) (3.755) 178%
Outros custos operacionais 8.663 17.942 -52% 4.764 9.044 -47%
Ajustamentos de consolidação (28.277) (25.925) 9% (15.186) (12.799) 19%
EBITDA 558 (2.253) n.a. 340 (711) n.a.
Amortizações 542 818 -34% 273 412 -34%
Resultado Operacional (EBIT) 15 (3.070) n.a. 67 (1.123) n.a.

Este segmento inclui a área de Internet, a Holding, a unidade de serviços partilhados e os ajustamentos de consolidação. Os valores de 2008 incluem a actividade de publicação de revistas, a qual foi consolidada até final do mês de Julho.

O primeiro semestre de 2009 revelou-se bastante activo na área de internet, sendo de destacar:

  • O lançamento, em Janeiro, do Autoportal, principal aposta no sector automóvel, agregando uma componente editorial e uma componente de mercado que suporta anúncios classificados para a compra e venda de viaturas.
  • A parceria com o MySpace (que permite ganhar massa crítica e atrair novos anunciantes).
  • A criação do site tvi24, resultado da integração da redacção da TVI com a redacção de Internet, existindo hoje uma única equipa que trabalha a informação do tvi24.
  • O desenvolvimento de novos sites em parceria (Superstars - crianças, Rituais – Vida Saudável, e leiloes.iol.pt - com a Sonaecom).
  • Relançamento integral do site MaisFutebol no mês de Junho, mês em que completou 9 anos de actividade.

Estas iniciativas reflectiram-se num crescimento homólogo de 9% de page views na rede IOL, atingindo uma média mensal no semestre de 115 milhões. Neste âmbito, há a salientar o sucesso da nova abordagem on-line da TVI, visível no facto dos sites www.tvi.iol.pt e www.tvi24.iol.pt serem, pela primeira vez e de entre dos sites de operadores de televisão, os que maiores audiências obtiveram em Abril.

Já no início de Julho, a MC Multimedia lançou o novo canal de Música www.musica.iol.pt, o qual pretende ser uma referência na área da música em Portugal e vem complementar a integração do MySpace e das rádios da Media Capital no Portal IOL, transformando a MC Multimedia na empresa com a oferta mais robusta a nível da música online em Portugal.

As receitas publicitárias recuaram 66% face ao período homólogo, justificado, na sua larga maioria, pelo facto da actividade de imprensa já não estar incluída, já que a publicidade na rede de sites de internet registou uma queda de 14%, com uma melhoria da taxa de variação no segundo trimestre face ao primeiro.

Por seu turno, o comportamento dos outros proveitos operacionais encontra-se distorcido por dois efeitos: (i) a inexistência no semestre em análise da actividade de imprensa e (ii) o impacto da venda da participação de 35% na Transjornal.

A evolução da rubrica de outros custos operacionais reflecte, para além do impacto da alienação das actividades de imprensa, o esforço significativo de redução de custos ao nível quer da Internet quer ao nível das estruturas centrais.

Quanto às rubricas de ajustamentos de consolidação, os valores constantes das mesmas reflectem na sua larga maioria a actividade intragrupo existente entre a TVI (Televisão) e a Plural (Produção).

O EBITDA do segmento foi positivo em € 0,6 milhões, representando uma melhoria de € 2,8 milhões face ao ano anterior.

CASH FLOW

milhares de € 6M 2009 6M 2008 Var % 2T 09 2T 08 Var %
Actividades Operacionais:
Recebimentos 163.959 152.258 8% 95.615 86.813 10%
Pagamentos (150.981) (140.405) 8% (76.795) (80.250) -4%
Fluxos das actividades operacionais (1) 12.978 11.853 9% 18.820 6.563 187%
Actividades de Investimento:
Recebimentos 69.157 111.126 -38% 62.074 91.088 -32%
Pagamentos (79.910) (59.262) 35% (58.893) (35.485) 66%
Fluxos das act. de investimento (2) (10.752) 51.864 n.a. 3.181 55.603 -94%
Actividades de Financiamento:
Recebimentos 46.642 62.043 -25% 11.590 28.541 -59%
Pagamentos (48.283) (126.309) -62% (32.660) (89.376) -63%
Fluxos das act. de financiamento (3) (1.641) (64.266) -97% (21.070) (60.835) -65%
Var. de caixa e seus equivalentes (4)=(1)+(2)+(3) 584 (550) n.a. 931 1.331 -30%
Caixa e seus equivalentes no início do período 7.172 5.017 43% 6.824 3.136 118%
Caixa e seus equivalentes no final do período 7.756 4.467 74% 7.756 4.467 74%

O cash flow das actividades operacionais registou uma variação positiva de €1,1mn em 2009, atingindo € 13 milhões. O aumento verificado, quer em recebimentos quer em pagamentos devese à entrada da Plural Entertainment España, S.L. e suas participadas no Grupo por via da compra ocorrida em Maio de 2008. Este efeito foi parcialmente compensado pelo facto dos descontos de volumes anuais a anunciantes estarem a ser efectuados de forma mais rápida quando comparado com o 1º semestre de 2008, dada a conjuntura económica actual.

O cash flow das actividades de investimento passou de € 51,9 milhões para um valor negativo de € 10,8 milhões. Expurgando os vários movimentos verificados entre o Grupo Média Capital e a Promotora de Informaciones, S.A. nos dois anos, o investimento em imobilizado corpóreo e incorpóreo ascendeu a € 5,5 milhões, que compara favoravelmente com € 6,5 milhões em idêntico período do ano transacto.

O cash flow das actividades de financiamento apresentou um valor negativo de € 1,6 milhões, reflectindo não só o desempenho das actividades operacionais e de investimento, mas também o pagamento de dividendos, este último no montante global de € 20,2 milhões.

ENDIVIDAMENTO

milhares de € Jun 09 Dez 08 Variação Var %
Dívida financeira 150.078 130.076 20.003 15%
Empréstimos bancários / Papel comercial 144.713 125.359 19.355 15%
Outro endividamento 5.365 4.717 648 14%
Caixa & equivalentes 7.756 7.172 584 8%
Dívida líquida 142.323 122.904 19.418 16%

Em função dos movimentos acima descritos, o endividamento líquido do Grupo Media Capital registou um aumento de 16% ou € 19,4 milhões no final do 1º semestre de 2009 face Dezembro de 2008, situando-se no final de Junho deste ano em € 142,3 milhões. O endividamento líquido ajustado para os empréstimos à Promotora de Informaciones, S.A. atingiu € 97,6 milhões no final do período, que compara com € 99,9 milhões no final do ano transacto, colocando o Grupo Media Capital numa confortável estrutura de capital.

EVOLUÇÃO ESPERADA DA ACTIVIDADE PARA O SEGUNDO SEMESTRE DE 2009

As previsões económicas realizadas pela generalidade das principais instituições internacionais independentes (FMI, OCDE, Comissão Europeia e, internamente, o Banco de Portugal) apontam, de forma unânime, para um decréscimo forte da actividade económica em Portugal em 2009. Assim sendo, é expectável que a segunda metade do ano de 2009 continue numa tendência negativa, eventualmente não tão forte quanto a observada nos primeiros seis meses do ano.

Reflectindo o enquadramento económico, os números disponíveis até Maio mostram uma queda de aproximadamente 25% do mercado de publicidade. Dadas as perspectivas para a economia, a expectativa do Grupo Media Capital é que o segundo semestre apresente uma variação homóloga negativa, embora provavelmente inferior à observada até Junho, atendendo a que o recuo no mercado de publicidade iniciou-se já nos últimos meses de 2008.

Assinalamos o facto de que o mercado publicitário e as actividades de negócio ligadas ao entretenimento apresentam naturais dependências relativamente ao desempenho económico em geral, nomeadamente com o consumo privado. Desta forma, e dado o contexto de uma incerteza anormalmente elevada relativamente à evolução das principais variáveis macroeconómicas, as perspectivas relativamente aos proveitos e rentabilidade do Grupo Media Capital têm elas próprias uma incerteza maior do que a normal.

O Conselho de Administração da Media Capital e as equipas de gestão de cada uma das unidades de negócio acompanharão, como habitualmente, de forma atenta e detalhada, a evolução das suas actividades e dos respectivos mercados. Pretende desta forma identificar e antecipar comportamentos e tendências, intervir e implementar as medidas de gestão que entenda como as mais adequadas em cada momento, procurando assegurar a e rentabilidade de cada uma das suas operações, a criação de valor para os seus accionistas e a protecção de interesses de todos aqueles que se relacionam com as actividades do Grupo.

EntretenimentoResponsabilid adeSocialCoerênciaInformaçã oProduçãoAudiovisualConteú dosQualidadeMúsicaCompro missoInternetIndependênciaR ádioCulturaSolidezInovação

DISPOSIÇÕES LEGAIS

ResultadosCinemaEntretenim entoProduçãoAudiovisualRes ponsabilidadeSocialCoerência InformaçãoTelevisãoConteúd osQualidadeMúsicaCompromi soInternetResultadosIndepen dênciaRádioEntretenimentoP roduçãoAudiovisualCinemaT

DISPOSIÇÕES LEGAIS

DISPOSIÇÕES LEGAIS

Transacções entre Partes Relacionadas

Durante o 1º Semestre do exercício de 2009, não foram realizados negócios ou operações entre a Media Capital e os membros dos seus órgãos de administração e fiscalização.

Relativamente a negócios ou operações relevantes realizados entre a Media Capital e os titulares de participações qualificadas ou sociedades que se encontram em relação de domínio ou de grupo, foram realizadas as seguintes operações:

  • Contratos de empréstimo comercial celebrados em 2008, nos termos dos quais a TVI Televisão Independente, S.A. concedeu um empréstimo comercial no montante global de Euro 40.000.000,00. (quarenta milhões de euros) à Promotora de Informaciones, S.A., pelo prazo de treze dias e vinte e um dias, que foram renovados por períodos iguais de 1 mês, tendo sido reembolsados em 24.544.365,00 Euros até ao período de 30 de Junho de 2009;
  • Contrato de cash pooling entre a PLURAL España e a Promotora de Informaciones, S.A. no âmbito do qual a PLURAL España detinha em 30 de Junho de 2009 um saldo a seu favor no montante de 28.434.518 Euros;
  • Pagamento pela aquisição à Promotora de Informações S.A. da totalidade das acções representativas do capital social da Plural Entertainment España, S.L., no valor de Euro 9.249.979, através da sua participada Media Capital Produções – Investimentos, SGPS, S.A;
  • Recebimento de 8.750.000 Euros pela venda do negócio de imprensa efectuado entre Meglo Media Global, SGPS, S.A. e a Promotora General de Revistas, S.A.

Adicionalmente, na nota 20 do anexo às demonstrações financeiras consolidadas em 30 de Junho de 2009, apresentamos em detalhe os saldos e transacções efectuadas com empresas relacionadas.

Lista de Participações Qualificadas

Nos termos e para os efeitos do disposto na alínea c) do n.º 1 do artigo 9.º do Regulamento da CMVM N.º 5/2008, comunicamos a lista de participações qualificadas conhecidas a 30 de Junho de 2009:

Accionista Nº de acções
detidas
Percentagem do
capital social
Percentagem de
direitos de voto
Vertix SGPS, S.A. 80.027.607 94,69% 94,69%
A Vertix SGPS, SA é detida a 100% pela sociedade Promotora de Informaciones., S.A.
Caixa de Aforros de Vigo, Ourense e Pontevedra 4.269.869 5,05% 5,05%

Valores mobiliários emitidos pela sociedade ou por sociedades em relação de domínio ou de grupo, detidos por parte dos membros dos órgãos sociais

Nos termos e para os efeitos do disposto na alínea a) do n.º 1 do artigo 9.º do Regulamento da CMVM N.º 5/2008, e com referência a 30 de Junho de 2009, comunicamos não existirem acções detidas pelos membros dos órgãos sociais da Sociedade, assim como também não existirem aquisições, onerações ou transmissões de valores mobiliários da sociedade ou do seu grupo durante o período considerado.

DISPOSIÇÕES LEGAIS

Membros do Conselho de Administração

Movimentos no 1º Semestre de 2009
Acções Nº Títulos
30-06-09
Aquisições Alienações Preço
Unitário €
Data
Jaime Roque de Pinho d' Almeida 0
Bernardo Bairrão 0
Miguel Gil Peral 0
Juan Herrero Abelló 0
Juan Luis Cebrián Echarri 0
Manuel Polanco Moreno 0
Pedro Garcia Guillén 0
Tirso Olazábal 0

Revisor Oficial de Contas

Movimentos no 1º Semestre de 2009
Acções Nº Títulos
30-06-09
Aquisições Alienações Preço
Unitário €
Data
Deloitte & Associados, SROC 0

Transacções efectuadas por dirigentes de emitentes e pessoas estreitamente relacionadas

Nos termos do disposto no nº 6 e 7 do Artigo 14 do Regulamento da CMVM nº 5/2008, os dirigentes da Media Capital ou de sociedade que o domine e as pessoas estreitamente relacionadas com aqueles não comunicaram quaisquer transacções efectuadas durante o semestre correspondente relativas às acções do emitente ou aos instrumentos financeiros com elas relacionados.

Acções Próprias

Nos termos do disposto nos artigos 66.º e 324.º do Código das Sociedades Comerciais com as necessárias adaptações, informamos que no 1.º Semestre do exercício de 2009 não foram adquiridas ou alienadas acções próprias.

Em face do exposto, a 30 de Junho de 2009 a Sociedade não é titular de acções próprias.

Declaração de responsabilidade

De acordo com o disposto no artigo 246.º, n.º 1 alínea c) do Código dos Valores Mobiliários, os membros do Conselho de Administração declaram que, tanto quanto é do seu conhecimento, a informação constante das demonstrações financeiras foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da Sociedade e das empresas incluídas no perímetro da consolidação. Mais declaram que o relatório de gestão expõe fielmente os acontecimentos importantes que ocorreram durante o 1.º Semestre de 2009, o seu impacto nas demonstrações financeiras, e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas para os seis meses seguintes.

CONTAS CONSOLIDADAS

Queluz de Baixo, 23 de Julho de 2009

O Conselho de Administração,

Jaime Roque de Pinho D'Almeida (Presidente) Bernardo Bairrão (Administrador Delegado) Miguel Gil Peral (Vogal) Juan Herrero Abelló (Vogal) Juan Luis Cebrián Echarri (Vogal) Manuel Polanco Moreno (Vogal) Pedro Garcia Guillén (Vogal) Tirso Olazábal Cavero (Vogal)

EntretenimentoResponsabilid adeSocialCoerênciaInformaçã oProduçãoAudiovisualConteú dosQualidadeMúsicaCompro missoInternetIndependênciaR ádioCulturaSolidezInovação

CONTAS CONSOLIDADAS

ResultadosCinemaEntretenim entoProduçãoAudiovisualRes ponsabilidadeSocialCoerência InformaçãoTelevisãoConteúd osQualidadeMúsicaCompromi soInternetResultadosIndepen dênciaRádioCulturaInovação

CONTAS CONSOLIDADAS

GRUPO MEDIA CAPITAL, SGPS, S.A.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DA POSIÇÃO FINANCEIRA

EM 30 DE JUNHO DE 2009 E 31 DE DEZEMBRO DE 2008

(Montantes expressos em Euros)

ACTIVO Notas 30.06.2009 31.12.2008
ACTIVOS NÃO CORRENTES:
Goodwill
9 172,740,548 176,547,160
Activos intangíveis 10 19,226,636 10,963,607
Activos tangíveis 36,250,762 39,134,926
Activos disponíveis para venda 11 3,689,454 8,905,006
Direitos de transmissão de programas de televisão 49,720,481 47,045,880
Outros activos não correntes 4,026,955 4,143,095
Impostos diferidos activos 4,555,145 3,653,394
290,209,981 290,393,068
ACTIVOS CORRENTES:
Direitos de transmissão de programas de televisão 5,783,073 8,842,127
Existências 4,571,043 4,535,201
Clientes e contas a receber 12 61,713,959 81,503,517
Outros activos correntes 13 63,550,316 55,678,812
Caixa e seus equivalentes 7,755,658 7,171,573
143,374,049 157,731,230
TOTAL DO ACTIVO 433,584,030 448,124,298
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital 14 89,583,971 89,583,971
Reservas 22,383,976 22,332,906
Resultado líquido do período 8,618,136 19,831,572
Capital próprio atribuível aos accionistas maioritários 120,586,083 131,748,449
Capital próprio atribuível a interesses minoritários 15 4,354,296 5,806,896
Total do Capital Próprio 124,940,379 137,555,345
PASSIVO:
PASSIVO NÃO CORRENTE:
Empréstimos 16 126,879,210 112,597,070
Provisões 6,707,124 7,308,319
Outros passivos não correntes
Impostos diferidos passivos
17
9
17,270,664
1,612,615
30,682,205
22,614
152,469,613 150,610,208
PASSIVO CORRENTE
Empréstimos 16 20,806,923 15,658,856
Fornecedores e contas a pagar 18 69,777,700 80,785,775
Outros passivos correntes 63,451,305 62,052,795
Instrumentos financeiros derivados 19 2,138,110 1,461,319
156,174,038 159,958,745
Total do Passivo 308,643,651 310,568,953
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO 433,584,030 448,124,298

em 30 de Junho de 2009 e 31 de Dezembro de 2008. O anexo faz parte integrante das demonstrações consolidadas condensadas da posição financeira

O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

21

GRUPO MEDIA CAPITAL, SGPS, S.A.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DOS RENDIMENTOS INTEGRAIS

DOS SEMESTRES E TRIMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2009 E 2008

(Montantes expressos em Euros)

Semestre findo em Trimestre findo em
Notas 30.06.2009 30.06.2008 30.06.2009 30.06.2008
DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS:
PROVEITOS OPERACIONAIS:
Vendas 5 e 6 10,172,692 15,887,914 5,157,146 8,589,922
Prestações de serviços 5 e 6 112,220,917 112,790,254 65,009,741 71,606,007
Outros proveitos operacionais 5 e 6 12,469,195 7,876,834 6,045,107 3,883,510
Total de proveitos operacionais 134,862,804 136,555,002 76,211,994 84,079,439
CUSTOS OPERACIONAIS:
Custo dos programas emitidos e das mercadorias vendidas 5 (15,557,288) (25,391,774) (6,504,910) (17,547,279)
Fornecimentos e serviços externos 5 (55,213,985) (51,406,370) (28,528,124) (29,674,318)
Custos com pessoal 5 (38,317,452) (31,398,936) (22,270,156) (17,406,955)
Amortizações 5 (6,061,752) (6,179,355) (3,101,934) (3,475,714)
Provisões e perdas de imparidade 5 (562,584) (356,747) (370,144) (138,886)
Outros custos operacionais 5 (1,092,687) (892,686) (321,699) (446,947)
Total de custos operacionais (116,805,748) (115,625,868) (61,096,967) (68,690,099)
Resultados operacionais 18,057,056 20,929,134 15,115,027 15,389,340
RESULTADOS FINANCEIROS:
Custos financeiros líquidos 7 (3,517,925) (1,812,795) (908,626) (716,133)
Ganhos e perdas em empresas associadas (165,372) (273,369) (181,884) (236,859)
(3,683,297) (2,086,164) (1,090,510) (952,992)
Resultados antes de impostos 14,373,759 18,842,970 14,024,517 14,436,348
Imposto sobre o rendimento do período (5,187,403) (5,749,010) (5,086,025) (4,408,152)
Resultado consolidado líquido das operações em continuação 9,186,356 13,093,960 8,938,492 10,028,196
Resultado das operações em descontinuação - 945,369 - -
Resultado consolidado líquido 9,186,356 14,039,329 8,938,492 10,028,196
Atribuível a:
Accionistas da empresa-mãe 8,618,136 13,865,919 8,612,640 9,872,628
Interesses minoritários 15 568,220 173,410 325,852 155,568
DEMONSTRAÇÕES DOS RENDIMENTOS INTEGRAIS CONSOLIDADOS:
Resultado consolidado líquido 9,186,356 14,039,329 8,938,492 10,028,196
Efeito da conversão cambial de operações no estrangeiro 6,802 5,122 71,799 -
Resultado dos rendimentos integrais 9,193,158 14,044,451 9,010,291 10,028,196
Resultado por acção das operações em continuação e descontinuação
Básico 8 0.1020 0.1641 0.1019 0.1168
Diluído 8 0.1020 0.1641 0.1019 0.1168
Resultado por acção das operações em continuação 8 0.1020 0.1529 0.1019 0.1168
Básico 8 0.1020 0.1529 0.1019 0.1168

Diluído

O anexo faz parte integrante das demonstrações consolidadas condensadas dos rendimentos integrais dos semestres e trimestres findos em 30 de Junho de 2009 e 2008.

O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

CONTAS CONSOLIDADAS

GRUPO MEDIA CAPITAL, SGPS, S.A.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DOS FLUXOS DE CAIXA

DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2009 E 2008

(Montantes expressos em Euros)

Notas 30.06.2009 30.06.2008
ACTIVIDADES OPERACIONAIS:
Recebimentos de clientes 163,959,361 152,258,091
Pagamentos a fornecedores (88,177,131) (79,653,209)
Pagamentos ao pessoal (33,266,346) (27,604,160)
Fluxos gerados pelas operações 42,515,884 45,000,722
Outros recebimentos/(pagamentos) relativos à actividade operacional (29,537,996) (33,148,059)
Fluxos das actividades operacionais (1) 12,977,888 11,852,663
ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO:
Recebimentos provenientes de:
Vendas de investimentos financeiros 20 8,750,001 -
Vendas de activos tangíveis 105,442 125,711
Vendas de activos intangíveis 17,351,726 -
Empréstimos concedidos 42,950,237 111,000,000
69,157,406 111,125,711
Pagamentos respeitantes a:
Aquisição de investimentos financeiros 20 (9,812,479) (12,717,199)
Aquisição de activos tangíveis (5,213,426) (6,544,348)
Aquisição de activos intangíveis (312,259) -
Empréstimos concedidos (64,571,718) (40,000,000)
(79,909,882) (59,261,547)
Fluxos das actividades de investimento (2) (10,752,476) 51,864,164
ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO:
Recebimentos respeitantes a:
Empréstimos 43,979,154 61,010,000
Juros e proveitos similares 2,662,777 1,032,979
46,641,931 62,042,979
Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos (24,973,573) (61,532,667)
Amortização de contratos de locação financeira (767,788) (567,568)
Juros e custos similares (1,544,839) (2,745,367)
Dividendos 14 e 15 (20,158,031) (60,999,923)
Outras despesas financeiras (839,027) (463,880)
(48,283,258) (126,309,405)
Fluxos das actividades de financiamento (3) (1,641,327) (64,266,426)
Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) 584,085 (549,598)
Caixa e seus equivalentes no início do período 7,171,573 5,016,529
Caixa e seus equivalentes no fim do período 7,755,658 4,466,931

findos em 30 de Junho de 2009 e 2008. O anexo faz parte integrante das demonstrações consolidadas condensadas dos fluxos de caixa dos semestres

O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

CONTAS CONSOLIDADAS

GRUPO MEDIA CAPITAL, SGPS, S.A.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO

PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2009 E 2008

(Montantes expressos em Euros)

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438
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02
(
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3)
8,6
18,
136
-
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(
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83
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,29
6
124
,94
0,3
79

O anexo faz parte integrante das demonstrações consolidadas condensadas das alterações no capital próprio paraos semestres findos em 30 de Junho de 2009 e 2008.

O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS

O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

NOTA INTRODUTÓRIA

O Grupo Media Capital, SGPS, S.A. ("Empresa" ou "Media Capital"), foi constituído em 1992 e, através das suas empresas participadas e associadas ("Grupo" ou "Grupo Media Capital"), desenvolve as actividades de difusão e produção de programas televisivos e outras actividades de media, realização, produção e difusão de programas radiofónicos e produção e exploração de actividades cinematográficas e videográficas.

As presentes demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração em 23 de Julho de 2009.

As acções da Media Capital encontram-se cotadas na Euronext Lisbon – Sociedade Gestora de Mercados Regulamentados, S.A.

O Grupo opera essencialmente no sector de media no mercado português, espanhol e latino-americano.

A TVI – Televisão Independente, S.A. ("TVI"), no âmbito da licença de exploração da actividade de televisão, difunde programas televisivos através da emissão de um canal generalista e também apresenta um canal de televisão pago difundido por cabo.

A MCP – Media Capital Produções, S.A. ("MCP") é a empresa do Grupo detentora do negócio de produção audiovisual assegurado pela Plural Entertainment Portugal, S.A. ("PLURAL") no mercado português e pela Plural Entertainment España, S.A. ("PLURAL España") no mercado espanhol e latino-americano. A actividade desta área de negócio é a criação, produção, realização e exploração de conteúdos televisivos, obras cinematográficas e audiovisuais.

A MCR II – Media Capital Rádios, S.A. ("MCR II") é a empresa do Grupo detentora da actividade radiofónica. As suas participadas detêm os alvarás para o exercício da radiodifusão sonora e difundem, em Portugal, a "Rádio Comercial", a "Rádio Cidade", a "Rádio Clube Português", "M80", entre outras.

A MCME – Media Capital Música e Entretenimento, S.A. ("MCME") é a empresa detentora do negócio de música, tendo as suas participadas a actividade de produção de videogramas, fonogramas, produção audiovisual e multimédia, compra e venda de cassetes e discos e equiparados, produção de eventos e agenciamento de artistas.

A CLMC – Multimédia, S.A. ("CLMC") explora a actividade de aquisição e distribuição de direitos cinematográficos em meios como cinema e televisão bem como venda de DVD's de filmes para diversos canais de distribuição.

A Media Capital Editora Multimédia, S.A. ("Multimédia") é a empresa detentora do negócio de Internet que é suportado através do portal www.iol.pt que apresenta uma vasta rede de conteúdos próprios, um extenso directório de classificados e publicidade online.

2. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS

As demonstrações financeiras consolidadas condensadas do Grupo Media Capital, do período de 6 meses findo em 30 de Junho de 2009, foram elaboradas de acordo com o International Accounting Standard 34 – Interim Financial Statements. Na preparação das referidas demonstrações financeiras foram utilizadas as mesmas políticas contabilísticas e apresentação adoptadas na preparação das demonstrações financeiras consolidadas do Grupo do exercício findo em 31 de Dezembro de 2008, excepto pelo impacto da adopção das normas descritas abaixo:

  • IFRS 8 - Operating Segments

A adopção desta norma não teve impacto na definição dos segmentos apresentados nem no apuramento do seu resultado.

  • IAS 1 (Revisto em 2007) - Presentation of Financial Statements

A revisão desta norma introduziu alterações terminológicas (incluindo títulos alterados das demonstrações financeiras), contudo a sua adopção não alterou os resultados divulgados ou a posição financeira do Grupo.

25

  • IAS 23 (revisto) – Custos de financiamento

A adopção desta norma não teve impacto nos resultados divulgados ou na posição financeira do Grupo.

  • Improvements to IFRS emitidos em Maio de 2008

A adopção das alterações introduzidas nos International Financial Reporting Standards ("IFRS"), não alterou os resultados divulgados ou a posição financeira do Grupo.

Encontram-se emitidas as seguintes normas, ainda não adoptadas pela Empresa, uma vez que a sua aplicação se torna obrigatória apenas em períodos seguintes:

  • IFRS 3 (revisto 2008) Business Combinations (após 1 de Julho de 2009)
  • IAS 27 (revisto 2008) Consolidated and Separate Financial Statements (após 1 de Julho de 2009)

  • IAS 28 (revisto 2008) – Investments in Associates (após 1 de Julho de 2009).

Adicionalmente não houve alterações significativas nas principais estimativas utilizadas pelo Grupo na preparação das demonstrações financeiras.

3. EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO

As empresas incluídas na consolidação, suas sedes sociais, método de consolidação aplicado e proporção do capital efectivamente detido em 30 de Junho de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, são as seguintes:

Percentagem efectiva
Método do capital detido
Denominação social Sede Consolidação 30.06.2009 31.12.2008
Grupo Media Capital, SGPS, S.A. Barcarena Global Mãe Mãe
MEGLO - Media Global, SGPS, S.A. ("MEGLO") Barcarena Global 100 100
MEDIA CAPITAL - Serviços de Consultoria e Gestão, S.A. ("MC SERVIÇOS") Barcarena Global 100 100
Publipartner - Projectos de Media e Publicidade, Unipessoal, Lda. ("Publipartner") Barcarena Global 100 100
Med Cap Technologies – Desenvolvimento e Comercialização
de Sistemas de Comunicação, S.A. ("MED CAP") Barcarena Global 100 100
CLMC – Multimedia, S.A. ("CLMC") Lisboa Global 90 90
MCR II - Media Capital Rádios, S.A. ("MCRII") Barcarena Global 100 100
R. CIDADE – Produções Audiovisuais, S.A. ("CIDADE") Lisboa Global 100 100
RÁDIO REGIONAL DE LISBOA – Emissões de Radiodifusão, S.A. ("REGIONAL") Lisboa Global 100 100
RÁDIO COMERCIAL, S.A. ("COMERCIAL") Lisboa Global 100 100
Rádio XXI, Lda.("XXI") Lisboa Global 100 100
MCME - Media Capital Música e Entretenimento, S.A. ("MCME") Barcarena Global 100 100
FAROL MÚSICA – Sociedade de Produção e Edição Audiovisual, Lda. ("FAROL") Barcarena Global 100 100
MEDIA CAPITAL ENTERTAINMENT - Produção de Eventos, Lda. ("ENTERTAINMENT") Barcarena Global 100 100
Eventos Spot - Agenciamento e Produção de Espectáculos, Lda. ("SPOT") Barcarena Global 50 50
KIMBERLEY TRADING, S.A. ("KIMBERLEY") Barcarena Global 100 100
TVI – Televisão Independente, S.A. ("TVI") Barcarena Global 100 100
RETI – Rede Teledifusora Independente, S.A. ("RETI") Barcarena Global 100 100
MEDIA CAPITAL – Editora Multimédia, S.A. ("MULTIMÉDIA") Barcarena Global 100 100
Media Capital - Internet, S.A. ("MC Internet") (a) Barcarena Global - 100
MEDIA CAPITAL TELECOMUNICAÇÕES , S.A. ("MCT") (a) Barcarena Global - 100
IOL NEGÓCIOS - Serviços de Internet, S.A. ("IOL Negócios") (b) Porto Global 100 69
LÚDICODROME - EDITORA, Unipessoal, Lda. ("Ludicodrome") Barcarena Global 100 100
UNIDIVISA - Promoção de Projectos de Media, S.A. ("UNIDIVISA") Barcarena Global 100 100
MCP - MÉDIA CAPITAL PRODUÇÕES, S.A. ("MCP") Barcarena Global 100 100
MEDIA CAPITAL PRODUÇÕES INVESTIMENTOS - SGPS, S.A. ("MCP INVESTIMENTOS") Barcarena Global 100 100
PLURAL Entertainment Portugal, S.A. ("PLURAL") Lisboa Global 100 100
MULTICENA – Equipamento de Imagem e Som, S.A. ("MULTICENA") (c) Lisboa Global - 100
NBP – Ibérica - Producciones Audiovisuales, S.A. Madrid (ESP) Global 100 100
CASA DA CRIAÇÃO – Argumentos para Audiovisual, Lda. ("CASA DA CRIAÇÃO") Lisboa Global 100 100
EMAV – Empresa de Meios Audiovisuais, Lda. ("EMAV") Vialonga Global 100 100
EPC – Empresa Portuguesa de Cenários, Lda. ("EPC") Vialonga Global 100 100
Global 100 100
NBP Brasil, S.A.
FEALMAR – Empresa de Teatro Estúdio de Lisboa, S.A. ("FEALMAR") (c)
Lisboa
Lisboa
Global - 100
PLURAL Entertainment España, S.L. ("PLURAL España") Madrid (ESP) Global 100 100
PLURAL Entertainment Canarias, S.L. ("PLURAL Canarias") San Andrés (ESP) Global 100 100
PLURAL Entertainment Inc. ("PLURAL Entertainment") Miami (EUA) Global 100 100
TESELA Producciones Cinematográficas, S.L. ("TESELA") (b) Madrid (ESP) Global 100 80,8
Factoría Plural, S.L. ("Factoría") Zaragoza (ESP) Global 51 51
Chip Audiovisual , S.A.("CHIP") Zaragoza (ESP) Global 50 50
PLURAL - Jempsa, S.L. ("JEMPSA") Madrid (ESP) Proporcional 50 50
Sociedad Canaria de Televisión Regional, S.A.("SOCATER") Tenerife (ESP) Global 40 40
  • a) Estas sociedades foram fundidas na MULTIMÉDIA em 25 de Maio de 2009 com efeitos contabilísticos e fiscais reportados a 1 de Janeiro de 2009.
  • b) Durante o período findo em 30 de Junho de 2009 foi adquirida a totalidade do capital destas duas empresas.
  • c) Estas sociedades foram fundidas na PLURAL em 30 de Junho de 2009 com efeitos contabilísticos e fiscais reportados a 1 de Janeiro de 2009.

4. EMPRESAS ASSOCIADAS E OUTRAS EMPRESAS

As empresas associadas e outras empresas, respectivas sedes e a proporção do capital efectivamente detido em 30 de Junho de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, são as seguintes:

Empresas associadas:

Denominação social Sede Percentagem efectiva
do capital detido
30.06.2009
-
23
20
31.12.2008
TRANSJORNAL – Edições de Publicações, S.A. ("Transjornal") (a) Lisboa 35
CD TOP – Sociedade Internacional de Audiovisual, S.A. ("CD TOP") Lisboa 23
União de Leiria, SAD ("União de Leiria") Leiria 20
Percentagem efectiva
do capital detido
Denominação social Sede 30.06.2009 31.12.2008
Nanook – Empresa Europeia de Produção de Documentários, Lda. ("Nanook") Lisboa 16 16

(a) Em 4 de Junho de 2009, foi alienada a totalidade desta participação e liquidados os saldos entre a Transjornal e a Meglo, por um montante global de 200.000 Euros.

5. RELATO POR SEGMENTOS

O Grupo adoptou o IFRS 8 – Operating Segments, em consequência a identificação dos segmentos reportáveis pelo Grupo baseia-se nos relatórios internos utilizados pelo Conselho de Administração na gestão e controlo do negócio, os quais assentam na combinação das diferenças nos produtos e serviços e diferenças nos quadros legais dos mercados onde os negócios se desenvolvem.

Os segmentos identificados pelo Grupo são consistentes com os apresentados nas demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de Dezembro de 2008 e são conforme segue:

a) Televisão

O segmento da Televisão envolve fundamentalmente a emissão de um canal de TV generalista (TVI) e a difusão por cabo de um canal de televisão pago (TVI 24).

b) Produção

O segmento Produção refere-se à produção, realização e distribuição audiovisual e produção de programas/séries.

c) Entertainment

O segmento de Entertainment envolve fundamentalmente a gravação e venda de CD's e DVD's de música, agenciamento de artistas e promoção de eventos, bem como a distribuição cinematográfica e vídeo.

d) Rádio

O segmento de Rádio envolve a emissão da programação das rádios, através de antenas próprias e contratos de utilização de espaço publicitário com terceiros.

e) Outros

No segmento "Outros" inclui-se essencialmente o negócio da Internet (IOL), e a actividade da "holding" do Grupo. Em 2008 incluía também o negócio da Imprensa escrita para o período de 1 de Janeiro de 2008 a 30 de Junho de 2008.

O contributo dos segmentos reportáveis incluídos nas operações em continuação para os semestres findos em 30 de Junho de 2009 e 2008, é como segue:

30.06.2009
Televisão Produções Entertainment Radio Outros Total Eliminações Total
Proveitos operacionais:
Prestações de serviços externas 65.865.690 33.750.610 4.253.950 6.020.474 2.330.193 112.220.917 - 112.220.917
Prestações de serviços internas 702.340 21.102.669 66.500 29.880 6.150.626 28.052.015 (28.052.015) -
Vendas de mercadorias e produtos externas - - 10.172.692 - - 10.172.692 - 10.172.692
Vendas de mercadorias e produtos internas - - 5.248 - - 5.248 (5.248) -
Outros proveitos operacionais externos 10.409.602 341.363 468.356 342.662 907.212 12.469.195 - 12.469.195
Outros proveitos operacionais internos 305.819 32.504 1.927 47.132 619.056 1.006.438 (1.006.438) -
Total de proveitos operacionais 77.283.451 55.227.146 14.968.673 6.440.148 10.007.087 163.926.505 (29.063.701) 134.862.804
Custos operacionais:
Custo dos programas emitidos e das mercadorias vendidas (30.914.059) (574.096) (4.023.775) - (35.511.930) 19.954.642 (15.557.288)
Fornecimentos e serviços externos (14.942.508) (31.455.406) (9.465.399) (3.475.739) (4.197.196) (63.536.248) 8.322.263 (55.213.985)
Custos com o pessoal (12.063.675) (17.411.167) (1.420.950) (2.905.605) (4.516.055) (38.317.452) - (38.317.452)
Amortizações (2.875.565) (1.392.273) (94.636) (1.156.992) (542.286) (6.061.752) - (6.061.752)
Provisões e perdas de imparidade (116.617) (69.141) (161.935) (169.780) (45.111) (562.584) - (562.584)
Outros custos operacionais (732.813) 70.582 (526.850) 785 95.609 (1.092.687) - (1.092.687)
Total custos operacionais (61.645.237) (50.831.501) (15.693.545) (7.707.331) (9.205.039) (145.082.653) 28.276.905 (116.805.748)
Resultados operacionais 15.638.214 4.395.645 (724.872) (1.267.183) 802.048 18.843.852 (786.796) 18.057.056
Resultados financeiros (3.683.297)
Resultados antes de impostos 14.373.759
Impostos sobre o rendimento (5.187.403)
Resultados das operações em continuação 9.186.356
Televisão Produções Entertainment 30.06.2008
Radio
Outros Total Eliminações Total
Proveitos operacionais:
Prestações de serviços externas 82.746.250 12.075.344 3.969.719 6.890.125 7.108.816 112.790.254 - 112.790.254
Prestações de serviços internas 910.207 20.074.143 79.234 101.800 4.173.857 25.339.241 (25.339.241) -
Vendas de mercadorias e produtos externas - - 11.801.705 - 4.086.209 15.887.914 - 15.887.914
Vendas de mercadorias e produtos internas - - 977 - - 977 (977) -
Outros proveitos operacionais externos 6.273.591 181.440 983.000 99.183 339.620 7.876.834 - 7.876.834
Outros proveitos operacionais internos 463.589 52.638 13.651 74.172 203.817 807.867 (807.867) -
Total de proveitos operacionais 90.393.637 32.383.565 16.848.286 7.165.280 15.912.319 162.703.087 (26.148.085) 136.555.002
Custos operacionais:
Custo dos programas emitidos e das mercadorias vendidas (37.772.372) (724.477) (4.122.399) - (1.614.792) (44.234.040) 18.842.266 (25.391.774)
Fornecimentos e serviços externos (13.812.539) (21.529.208) (10.225.503) (4.248.764) (8.673.234) (58.489.248) 7.082.878 (51.406.370)
Custos com o pessoal (11.778.822) (7.076.353) (1.474.145) (3.504.268) (7.565.348) (31.398.936) - (31.398.936)
Amortizações (2.590.947) (1.581.932) (80.832) (1.108.130) (817.514) (6.179.355) - (6.179.355)
Provisões e perdas de imparidade (82.401) 13.146 (356.747)
Outros custos operacionais
Total custos operacionais (152.965) (57.463) (77.064) - (356.747)
(29.767)
(66.137.412)
(29.085)
(30.998.518)
(637.855)
(16.617.798)
(94.098)
(9.037.661)
(101.881)
(18.759.623)
(892.686)
(141.551.012)
-
25.925.144
(892.686)
(115.625.868)
Resultados operacionais 24.256.225 1.385.047 230.488 (1.872.381) (2.847.304) 21.152.075 (222.941) 20.929.134
Resultados financeiros (2.086.164)
Resultados antes de impostos 18.842.970
Impostos sobre o rendimento
Resultados das operações em continuação
(5.749.010)
13.093.960

Em 30 de Junho de 2009 em comparação com o período homólogo, as principais variações por segmento de negócio são conforme segue:

a) Televisão

O segmento televisão teve um decréscimo de 15% nos seus proveitos operacionais devido, essencialmente, à quebra verificada no mercado publicitário em sinal aberto, apesar do contributo positivo do novo canal TVI24. Os custos operacionais registaram um decréscimo de 7%, que se deve a uma poupança ao nível dos custos de programação, derivado do efeito do Euro 2008 e da redução de conteúdos de desporto e conteúdos internacionais.

b) Produções

A principal variação no segmento Produção deve-se à alteração de perímetro ocorrida com a compra da PLURAL España em Maio de 2008. Para o período de 2009, há que destacar, em termos de proveitos operacionais, o desempenho da PLURAL España ao nível da produção e venda de conteúdos a operadores generalistas.

c) Entertainment

Os proveitos operacionais do segmento Entertainment apresentaram um decréscimo de 11% face ao período homólogo que se deve à redução nas vendas de CD's na área de música acompanhando o comportamento do mercado discográfico e à redução de vendas de DVD's na área de vídeo associado à diminuição das receitas com os catálogos da Warner e de produtores independentes. Os custos operacionais registaram uma redução de 6% relacionados com a redução dos custos variáveis com a venda de CD's e custos da distribuição de vídeo.

d) Rádio

O segmento Rádio teve um decréscimo de 10% nos seus proveitos operacionais reflectindo a queda do mercado publicitário. Os custos operacionais também acompanharam a redução dos proveitos operacionais com uma redução de 15% que se deve ao esforço de redução dos custos de marketing e publicidade e redução da estrutura de pessoal com o objectivo de racionalizar a estrutura de custos adequando-a à evolução deste segmento e ao mercado.

e) Outros

Os proveitos e custos operacionais deste segmento reduziram 37% e 51%, respectivamente, e devemse à alteração de perímetro ocorrida com a venda do negócio de imprensa ocorrida em Setembro de 2008, com efeito a partir de 31 de Julho de 2008.

A informação adicional relevante em termos de relato por segmentos para o semestre findo em 30 de Junho de 2009 e para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2008, é conforme segue:

30.06.2009
Televisão Produções Entertainment Radio Outros Total Eliminações Consolidado
Activo lìquido 253.371.147 148.507.556 30.090.315 43.868.046 278.795.882 754.632.946 (321.048.916) 433.584.030
Passivo 143.258.020 99.462.473 26.516.921 43.729.221 193.129.394 506.096.029 (197.452.378) 308.643.651
Outras informações:
Investimento em activos tangíveis 1.958.205 947.546 20.241 276.680 112.041 3.314.713 - 3.314.713
Investimento em activos intangiveis - 6.016.227 -
72.500
- 6.088.727 - 6.088.727
Televisão Produções Entertainment Radio 31.12.2008
Outros
Total Eliminações Consolidado
Activo líquido 272.751.807 135.263.920 35.797.954 44.105.951 294.728.140 782.647.772 (332.397.440) 450.250.332
Passivo 133.167.260 85.574.696 31.349.224 42.321.147 213.212.685 505.625.012 (192.930.025) 312.694.987
Outras informações:
Investimento em activos tangíveis 11.371.204 2.814.560 142.119 955.852 1.025.081 16.308.816 - 16.308.816
Investimento em activos intangíveis - 4.136.736 - 486.201 - 4.622.937 - 4.622.937

Nos semestres findos em 30 de Junho de 2009 e 2008, a informação por mercado geográfico, é conforme segue:

30.06.2009
Outros
Portugal países Consolidado
Receitas operacionais 102.200.079 32.662.725 134.862.804
Custos operacionais (87.702.364) (29.103.384) (116.805.748)
Resultados das operações em continuação 6.864.538 2.321.818 9.186.356
Activo lìquido 357.770.581 75.813.449 433.584.030
Passivo 273.707.512 34.936.139 308.643.651
Investimento em activos tangíveis 3.313.713 1.000 3.314.713
Investimento em activos intangiveis 6.086.907 1.820 6.088.727
30.06.2008
Outros
Portugal países Consolidado
Receitas operacionais 125.371.968 11.183.034 136.555.002
Custos operacionais 104.912.555 10.713.313 115.625.868
Resultados das operações em continuação 12.901.054 192.906 13.093.960
Activo lìquido 357.619.449 54.214.086 411.833.535
Passivo 259.814.342 24.102.168 283.916.510
Investimento em activos tangíveis 5.489.113 6.025 5.495.138
Investimento em activos intangiveis 275.962 1.504.380 1.780.342

6. RECEITAS OPERACIONAIS POR NATUREZA

As receitas operacionais consolidadas, para os semestres e trimestres findos em 30 de Junho de 2009 e 2008, repartem-se da seguinte forma:

Semestre findo em Trimestre findo em
30.06.2009 30.06.2008 30.06.2009 30.06.2008
Vendas:
Revistas - 2.755.186 - 1.355.193
CD's 3.567.985 4.113.177 1.529.479 2.073.777
DVD's 6.604.707 7.689.504 3.627.667 4.386.486
Produtos complementares de imprensa - 997.561 - 650.728
Outras - 332.486 - 123.738
10.172.692 15.887.914 5.157.146 8.589.922
Prestações de serviços:
Publicidade em televisão 65.108.311 81.411.793 38.033.774 49.100.372
Publicidade em rádio 5.821.922 6.950.085 3.562.060 3.942.450
Publicidade em imprensa - 2.636.224 - 1.522.655
Publicidade na internet 1.467.319 1.709.852 809.138 903.731
Produção audiovisual e serviços complementares 34.111.844 11.999.148 19.824.424 10.602.865
Outras 5.711.521 8.083.152 2.780.345 5.533.934
112.220.917 112.790.254 65.009.741 71.606.007
Outros proveitos operacionais:
Prestação de serviços de apoio à produção de séries televisivas - 206.386 - 206.386
Serviços de mensagens escritas 4.284.388 4.066.798 2.173.898 1.837.901
Direitos de transmissão, de exibição e venda de imagens 4.070.524 863.756 2.373.228 444.041
Ganhos na aquisição de minoritários (Nota 15) 259.000 - - -
Ganhos na alienação de investimentos em empresas associadas 794.068 - 794.068 -
Outros proveitos suplementares 3.061.215 2.739.894 703.913 1.395.182
12.469.195 7.876.834 6.045.107 3.883.510
134.862.804 136.555.002 76.211.994 84.079.439

7. CUSTOS FINANCEIROS, LÌQUIDOS

Os custos e proveitos financeiros dos semestres e trimestres findos em 30 de Junho de 2009 e 2008 têm a seguinte composição:

Semestre findo em Trimestre findo em
30.06.2009 30.06.2008 30.06.2009 30.06.2008
Custos financeiros:
Juros suportados 2.906.955 3.369.957 1.287.649 1.928.708
Goodwill reconhecido em custo financeiro - 19.625 - 19.625
Perdas na valorização de instrumentos derivados (Nota 19) 1.183.619 - - -
Outros custos financeiros 417.890 1.011.909 226.359 815.504
4.508.464 4.401.491 1.514.008 2.763.837
Proveitos financeiros:
Juros obtidos 977.868 2.034.207 467.429 1.273.632
Ganhos na valorização de instrumentos derivados - 547.485 126.522 774.071
Outros proveitos financeiros 12.671 7.004 11.431 1
990.539 2.588.696 605.382 2.047.704
3.517.925 1.812.795 908.626 716.133

8. RESULTADO POR ACÇÃO

Os resultados por acção dos semestres e trimestres findos em 30 de Junho de 2009 e 2008 foram calculados tendo em consideração os seguintes montantes:

Semestre findo em Trimestre findo em
30.06.2009 30.06.2008 30.06.2009 30.06.2008
Resultados:
Resultado atribuível a accionistas maioritários para efeito de cálculo
do resultado líquido por acção (resultado líquido do exercício) 8.618.136 13.865.919 8.612.640 9.872.628
Resultado das operações em descontinuação para efeito de cálculo
dos resultados por acção de operações em descontinuação - (945.369) - -
Resultado para efeitos de cálculo dos resultados por acção de
operações em continuação 8.618.136 12.920.550 8.612.640 9.872.628
Número de acções:
Número médio ponderado de acções para efeito de cálculo
dos resultado líquido por acção básico e diluído 84.513.180 84.513.180 84.513.180 84.513.180
Resultado por acção das operações em continuação:
Básico 0,1020 0,1529 0,1019 0,1168
Diluído 0,1020 0,1529 0,1019 0,1168
Resultado por acção das operações em continuação e descontinuação:
Básico 0,1020 0,1641 0,1019 0,1168
Diluído 0,1020 0,1641 0,1019 0,1168

9. GOODWILL

Durante os períodos findos em 30 de Junho de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, o movimento ocorrido no goodwill foi como segue:

30.06.2009 31.12.2008
Custo:
Saldo no ínicio do período 177.603.085 161.454.959
Alterações de perímetro - 3.850.000
Aquisição de minoritários (a) 603.388 -
Adições relativas a concentrações empresariais - 17.181.058
Alocação do goodwill (b) (4.410.000) -
Alienação de empresas do Grupo - (4.882.932)
Saldo no fim do período 173.796.473 177.603.085
Perdas por imparidade acumuladas:
Saldo no ínicio do período (1.055.925) (1.055.925)
Imparidades reconhecidas no período - -
Saldo no fim do período (1.055.925) (1.055.925)
Valor líquido contabilístico:
Saldo no ínicio do período 176.547.160 160.399.034
Saldo no fim do período 172.740.548 176.547.160

O detalhe do goodwill por segmento em 30 de Junho de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, é conforme segue:

30.06.2009 31.12.2008
Televisão 97.665.002 97.665.002
Produção audiovisual 48.513.601 52.923.601
Entertainment 3.409.838 3.409.838
Rádios 21.643.989 21.643.989
Segmentos não reportáveis 1.508.118 904.730
172.740.548 176.547.160

(a) Em 22 de Junho de 2009 foram adquiridos os interesses minoritários da IOL Negócios conforme segue:

Justo valor provisório dos activos e passivos
Percentagem adquirida
(214.039)
30,71%
Justo valor provisório dos activos e passivos adquiridos (65.731)
Custo de aquisição 537.657
Goodwill (Nota 15) 603.388

Em 30 de Junho de 2009, encontra-se em curso o processo de alocação do valor pago pelo justo valor dos activos e passivos adquiridos relativos ao negócio do IOL Negócios, pelo que a diferença identificada entre o valor líquido contabilístico dos capitais próprios à data de aquisição e o justo valor pago, foi alocado de forma preliminar a goodwill.

(b) Em 31 de Março de 2009, a Empresa concluiu o processo de alocação do valor pago pelo justo valor dos activos e passivos adquiridos da PLURAL España no montante de 17.181.058 Euros, tendo afecto 6.000.000 Euros à marca PLURAL (Nota 10) e registado os correspondentes passivos por impostos diferidos no montante de 1.590.000 Euros.

Esta análise foi efectuada com base numa avaliação da marca PLURAL pelo método dos royalites tendo por base a taxa de crescimento nominal de 3.5% na perpetuidade e uma taxa de desconto de 8%.

10. ACTIVOS INTANGÍVEIS

O aumento verificado nesta rubrica no semestre findo em 30 de Junho de 2009, respeita, essencialmente ao registo da marca PLURAL, no montante de 6.000.000 Euros, no âmbito da conclusão da alocação do preço de compra aos activos e passivos adquiridos da PLURAL España (Nota 9) e à reclassificação para activos intangíveis de investimentos efectuados em direitos de emissão de rádio que se encontravam classificados na rubrica de "activos correntes" no valor de 1.663.000 Euros e na rubrica de "activos não correntes" no valor de 1.053.810 Euros, os quais estão a ser amortizados no período estimado de recuperação.

11. ACTIVOS DÍSPONIVEIS PARA VENDA

Durante os períodos findos em 30 de Junho de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, o movimento ocorrido nesta rubrica, foi como segue:

Saldo em 31 de Dezembro de 2007 8.923.985
Abates (50.000)
Alterações de perímetro 31.021
Saldo em 31 de Dezembro de 2008 8.905.006
Abates (a) (5.519.725)
Aumentos 304.173
Saldo em 30 de Junho de 2009 3.689.454

Em 30 de Junho de 2009 e em 31 de Dezembro de 2008, o detalhe dos activos disponíveis para venda, é conforme segue:

30.06.2009 31.12.2008
Fundo de Investimento para o Cinema e
Audiovisual ("FICA") (a) 3.344.128 8.863.853
Outros 345.326 41.153
3.689.454 8.905.006

(a) Em 27 de Julho de 2007, a TVI subscreveu unidades de participação representativas de 12.05% de um fundo especial de investimento cinematográfico e audiovisual, constituído nos termos da Portaria nº 277/2007, de 14 de Março e reservado aos participantes: Estado, ZON Multimédia, Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A., RTP – Rádio e Televisão de Portugal, S.A., SIC – Sociedade Independente de Comunicação, S.A. e a TVI.

Este fundo tem por objecto o investimento em obras cinematográficas, audiovisuais e multi-plataforma, visando uma exploração alargada dos mesmos, com vista a, tendencialmente, aumentar e melhorar a oferta e a aumentar o valor potencial dessas produções, com finalidade última do fomento e do desenvolvimento da arte cinematográfica e do audiovisual.

O contrato de investimento plurianual efectuado pela TVI com o Ministério da Cultura, que estabelece as condições de realização do investimento no fundo, previa a possibilidade de saída da TVI no final do segundo ano de vigência do mesmo. Esta cláusula de saída foi denunciada em 24 de Junho de 2009, situação que justifica a variação ocorrida na rubrica de "Activos disponíveis para venda". Esta denúncia não produz qualquer penalização para a TVI, ficando esta participada apenas desobrigada de proceder aos investimentos correspondentes aos restantes anos de duração do fundo ou das suas renovações.

12. CLIENTES E CONTAS A RECEBER

Em 30 de Junho de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, esta rubrica tinha a seguinte composição:

30.06.2009 31.12.2008
Perdas de Perdas de
Valor imparidade Valor Valor imparidade Valor
bruto acumuladas líquido bruto acumuladas líquido
Clientes 58.938.548 (6.852.851) 52.085.697 64.182.577 (6.919.671) 57.262.906
Contas a receber de partes relacionadas (Nota 20) 9.489.267 - 9.489.267 20.576.005 - 20.576.005
Facturação a emitir 138.995 - 138.995 3.664.606 - 3.664.606
68.566.810 (6.852.851) 61.713.959 88.423.188 (6.919.671) 81.503.517

13. OUTROS ACTIVOS CORRENTES

Em 30 de Junho de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, esta rubrica tinha a seguinte composição:

30.06.2009 31.12.2008
Perdas de Perdas de
Valor imparidade
Valor
Valor
imparidade Valor
bruto acumuladas líquido bruto acumuladas líquido
Estado e outros entes públicos 3.414.001 - 3.414.001 3.824.526 - 3.824.526
8.345.991
35.521.722
Pagamentos antecipados 8.091.752 - 8.091.752 7.986.573 - 7.986.573
80.916.679 (17.366.363) 63.550.316 73.021.175 (17.342.363) 55.678.812
Devedores diversos
Contas a receber de partes relacionadas (Nota 20)
23.571.598
45.839.328
(17.366.363)
-
6.205.235
45.839.328
25.688.354
35.521.722
(17.342.363)
-

14. CAPITAL PRÓPRIO ATRIBUÍVEL A ACCIONISTAS MAIORITÁRIOS

Em 30 de Junho de 2009, o capital da Empresa, totalmente subscrito e realizado, era composto por 84.513.180 acções com o valor nominal de um euro e seis cêntimos cada.

Em 30 de Junho de 2009, o capital da Media Capital era detido pelos seguintes accionistas:

========= =====
84.513.180 100,00
--------------- ---------
Outros, inferiores a 10% do capital 4.485.573 5,31
Vértix, SGPS, S.A. (Grupo PRISA) 80.027.607 94,69
Nº de acções Percentagem

Reserva legal: A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal, até que esta represente pelo menos 20% do capital. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital. Em 30 de Junho de 2009 a reserva legal ascendia a 3.280.740 Euros.

Na Assembleia Geral de 12 de Março de 2009 foi aprovada a distribuição de dividendos no valor de 19.438.031 Euros.

15. CAPITAL PRÓPRIO ATRIBUÍVEL A INTERESSES MINORITÁRIOS

Os movimentos desta rubrica, durante os semestres findos em 30 de Junho de 2009 e 2008, foram os seguintes:

Saldo em 31 de Dezembro de 2007 548.373
Alteração de perímetro de consolidação e aquisição de interesses minoritários
Resultado atribuível a interesses minoritários
1.432.913
173.410
Saldo em 30 de Junho de 2008 2.154.696
Saldo em 31 de Dezembro de 2008 5.806.896
Distribuição de dividendos (a) (1.056.000)
Alteração de perímetro de consolidação e aquisição de interesses minoritários (b) (964.820)
Resultado atribuível a interesses minoritários 568.220
Saldo em 30 de Junho de 2009 4.354.296
  • (a) Esta redução refere-se à distribuição de dividendos da CHIP e FACTORÍA no montante de 1.056.000 Euros. Em 30 de Junho de 2009, o montante pago de dividendos ascendeu a 720.000 Euros.
  • (b) Esta redução explica-se pela aquisição dos interesses minoritários correspondentes a 30,71% da IOL Negócios, os quais geraram um goodwill de 603.388 Euros (Nota 9) e à aquisição de 19,2% da TESELA que gerou um ganho de 259.000 Euros (Nota 6).

O detalhe dos interesses minoritários em balanço a 30 de Junho de 2009 e 31 de Dezembro de 2008 é conforme segue:

30.06.2009 31.12.2008
CHIP 925.822 1.217.685
TESELA (c) - 526.165
FACTORÍA 273.735 369.506
SOCATER 2.909.627 3.365.942
CLMC 230.000 230.000
IOL NEGÓCIOS (c) - 90.915
SPOT 15.112 6.683
4.354.296 5.806.896

(c) A diminuição ocorrida resulta da aquisição dos interesses minoritários nestas empresas, passando o Grupo a deter 100% das mesmas.

Os interesses minoritários registados nas demonstrações dos rendimentos integrais consolidados nos semestres findos em 30 de Junho de 2009 e 2008 respeitam às seguintes empresas:

30.06.2009 30.06.2008
CHIP 304.137 95.974
TESELA 21.510 (48.656)
FACTORÍA 112.220 49.672
SOCATER 66.227 -
IOL NEGÓCIOS 55.697 39.288
SPOT 8.429 4.907
TVI - 27.371
EMAV - 4.854
568.220 173.410

16. EMPRÉSTIMOS

Em 30 de Junho de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, esta rubrica tinha a seguinte composição:

30.06.2009 31.12.2008
Valor de balanço Valor nominal Valor de balanço Valor nominal
Correntes Não correntes Correntes Não correntes Correntes Não correntes Correntes Não
correntes
Empréstimos bancários (a) 19.609.518 125.103.819 19.609.518 125.189.261 14.501.869 110.856.783 14.501.869 111.068.031
Credores por locações financeiras (b) 1.197.405
20.806.923
1.775.391
126.879.210
1.197.405
20.806.923
1.775.391
126.964.652
1.156.987
15.658.856
1.740.287
112.597.070
1.156.987
15.658.856
1.740.287
112.808.318

(a) Este montante inclui um programa de médio e longo prazo de papel comercial em Euros contraído junto de quatro instituições financeiras, o qual teve início em Fevereiro de 2007, após uma reestruturação do endividamento do Grupo, destinado a financiar aquisições de participações financeiras e operações correntes.

Em 30 de Junho de 2009, o montante nominal utilizado, o total contratado e o seu plano de reembolso são como segue:

30 Junho
de 2009
Total
contratado
Papel comercial 137.000.000 137.000.000
========= ==========

O plano de reembolso do montante contratado é o seguinte:

2009 13.000.000
2010 12.500.000
2011 30.500.000
2012 81.000.000
137.000.000

O papel comercial vence juros à taxa Euribor acrescida de um spread variável, em função da relação verificada entre o endividamento da Empresa e o seu desempenho medido através do EBITDA. Em 30 de Junho de 2009, aquele spread ascendia a 0,478%.

O programa de papel comercial contratado prevê o seu reembolso antecipado em caso de incumprimento dos requisitos previstos contratualmente, relativos essencialmente a titularidade de capital e seu desempenho financeiro, o qual apenas será revisto em 31 de Dezembro de 2009.

Adicionalmente, esta rubrica também inclui um empréstimo da TESELA contraido junto de duas instituições de crédito espanholas para apoio na produção cinematográfica que vence juros a uma taxa Euribor a 6 meses acrescida de um spread variável entre 0.5% e 0.75% e uma conta caucionada junto a uma instituição bancária de 10.000.000 Euros para apoio a tesouraria que foi utilizada em 3.610.000 Euros e que vence juros a uma taxa Euribor a 3 meses, acrescida de um spread de 2%.

(b) Em 30 de Junho de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, o Grupo Media Capital mantém os seguintes bens em regime de locação financeira:

30.06.2009
Custo de Amortizações Valor
aquisição acumuladas líquido
Equipamento básico 4.199.890 (972.930) 3.226.960
Equipamento de transporte 1.497.328 (1.256.229) 241.099
Equipamento administrativo 305.397 (241.468) 63.929
Outras imobilizacões corpóreas 185.930 (144.096) 41.834
6.188.545 (2.614.723) 3.573.822
31.12.2008
Custo de Amortizações Valor
aquisição acumuladas líquido
Equipamento básico 3.468.197 (666.948) 2.801.249
Equipamento de transporte 2.323.056 (1.932.476) 390.580
Equipamento administrativo 305.397 (221.961) 83.436
Outras imobilizacões corpóreas 185.930 (134.799) 51.131
6.282.580 (2.956.184) 3.326.396

O valor das rendas vincendas de contratos de locação financeira, incluído nas rubricas "Empréstimos" corrente e não corrente, tem o seguinte detalhe:

30.06.2009 31.12.2008
30.06.2010 1.197.405 31.12.2009 1.156.987
30.06.2011 858.455 31.12.2010 716.647
30.06.2012 788.608 31.12.2011 604.276
30.06.2013 128.328 31.12.2012 419.364
1.775.391 1.740.287

17. OUTROS PASSIVOS NÃO CORRENTES

Em 30 de Junho de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, esta rubrica tinha a seguinte composição:

30.06.2009
Jun-12 e
Jun-11 seguintes Total
17.189.632
81.032
8.451.702 8.818.962 17.270.664
31.12.2008
2011 e
2010 seguintes Total
25.804.856
4.699.079
178.270 - 178.270
9.727.326 20.954.879 30.682.205
8.370.670
81.032
7.742.333
1.806.723
8.818.962
-
18.062.523
2.892.356

18. FORNECEDORES E CONTAS A PAGAR

Em 30 de Junho de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, esta rubrica tinha a seguinte composição:

30.06.2009 31.12.2008
Fornecedores correntes 32.340.548 38.295.405
Contas a pagar a partes relacionadas (Nota 20) 6.567.853 4.922.763
Custos a pagar:
Rappel a liquidar 14.956.931 23.471.599
Custos de difusão de programas 3.448.606 2.295.881
Outros fornecimentos e serviços externos 3.149.278 2.705.425
Direitos de autor e royalties 4.050.510 4.093.543
Devolução de vendas 1.592.514 2.094.563
Outros 3.671.460 2.906.596
69.777.700 80.785.775

19. INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS

Em 30 de Junho de 2009 e 31 de Dezembro de 2008, o Grupo tinha contratado instrumentos financeiros derivados, essencialmente com o objectivo de minimizar os riscos de exposição a variações de taxa de juro. A contratação deste tipo de instrumentos financeiros é efectuada após análise cuidada dos riscos e benefícios inerentes a este tipo de operações. As referidas operações são sujeitas a aprovação prévia do Conselho de Administração. O valor de mercado (fair value) destes instrumentos é apurado regular e periodicamente ao longo do ano, no sentido de permitir uma avaliação contínua destes instrumentos e das respectivas implicações financeiras.

Em 30 de Junho de 2009, os instrumentos derivados contratados são conforme segue:

Derivados de taxa de juro

Em 30 de Junho de 2009, o Grupo tem contratado swaps de taxa de juro com objectivo de cobertura de risco da taxa de juro de parte dos empréstimos contratados. Em 30 de Junho de 2009, o valor de mercado passivo ascendia a 2.138.110 Euros (1.461.319 Euros em 31 de Dezembro de 2008).

Estes derivados encontram-se avaliados ao seu justo valor, determinado por avaliações efectuadas por instituições financeiras. As variações do justo valor foram registadas na demonstração dos resultados na rubrica custos financeiros líquidos.

20. SALDOS E TRANSACÇÕES COM EMPRESAS RELACIONADAS

Os saldos em 30 de Junho de 2009 e 31 de Dezembro de 2008 e as transacções efectuadas com empresas relacionadas excluídas da consolidação, nos semestres findos em 30 de Junho de 2009 e 2008, são os seguintes:

30.06.2009
Clientes e Outros activos Fornecedores e Outros passivos
contas a receber correntes contas a pagar Outros passivos não correntes
(Nota 12) (Nota 13) (Nota 18) correntes (Nota 17)
Grupo Latino de Radio, S.L. 4.185.018 - - - -
Promotora de Emisoras de Televisión, S.A. 2.284.840 - 37.058 - -
Sogecable, S.A. 1.357.617 - (29.313) - -
GDM - Gerencia de Medios, S.A. 713.738 - 224.456 - -
Planet Events, S.A 360.000 - - - -
MCE 246.750 32.930 4.258 5.409 -
Santillana Ediciones Generales, S.L. 138.394 - - - -
Promotora de Informaciones, S.A. 74.178 45.758.632 460.146 8.590.411 17.189.632
Prisa Innova, S.A. 52.019 2.500 - - -
Gran Vía Musical de Ediciones, S.L. 22.968 - 5.513 - -
Antena 3 de Radio, S.A. 17.223 - 232 - -
Diario El Pais, S.L. 14.514 782 (327) - -
Plural - Jempsa, S.L. 10.105 - - 267.186 -
Onda Musical, S.A. 9.003 - - - -
Sociedade Española de Radiodifusión, S.A. 2.900 - 4.481.997 - -
Nanook - 40.829 - - -
Vertix - 3.208 - 210.988 -
CD TOP - 447 - - -
Ediciones LM, S.L. - - 292.500 - -
Union Radio Servicios Corporativos - - 212.376 - -
Algarra, S.A. - - 170.001 - -
Radiodifusora de Navarra, S.A. - - 170.000 - -
PLAY Entertainment - - 159.246 35.625 -
Radio Murcia, S.A. - - 153.100 - -
Valdepeñas de Comunicación, S.L. - - 138.000 - -
Antena 3 de Melilla, S.A. - - 35.000 - -
Onda la Finojosa, S.A. - - 30.001 - -
Prisa División Inmobiliaria, S.A. - - 10.120 - -
Prisacom, S.A. - - 7.001 - -
Radio Club Canarias, S.A - - 3.405 - -
Unión de Televisiones Gallegas, S.A. - - 2.436 - -
Ferrolvisión, S.L. - - 1.067 - -
S.R.R. Unión Radio, S.A. - - 473 - -
Companhia Aragonesa de Radiodifusión, S.A. - - 450 - -
Televisión Pontevedra, S.A - - 418 - -
Canal Gasteiz, S.L. - - 418 - -
Productora de Televisión de Salamanca, S.A. - - 174 - -
Grupo de Comunicación y TV - - 174 - -
Canal Bilbao, S.A. - - 96 - -
Radio Zaragoza, S.A. - - (2.623) - -
9.489.267 45.839.328 6.567.853 9.109.619 17.189.632
31.12.2008
Clientes e Outros activos Fornecedores e Outros passivos
contas a receber
(Nota 12)
correntes
(Nota 13)
contas a pagar
(Nota 18)
Outros passivos
correntes
não correntes
(Nota 17)
Promotora de Emisoras de Televisión, S.A. 14.959.324 - 296.777 - -
Sogecable, S.A. 2.764.473 - 88.882 - -
GDM - Gerencia de Medios, S.A. 1.254.663 - 257.525 - -
Transjornal 492.430 69.356 269.772 436 -
MCE 264.878 312.776 29.057 18.473 -
Diario AS,S.L 209.149 - - - -
Localia Televisión Madrid, S.A. 192.552 - 944 - -
Promotora de Informaciones, S.A. 187.326 26.367.698 1.128.448 8.140.490 25.804.856
Prisa Innova, S.A. 114.876 - - - -
Promotora Audiovisual de Zaragoza, S.L. 91.255 - 9.258 - -
Diario El Pais, S.L. 56.974 - 15.388 - -
Plural - Jempsa, S.L. 9.645 - - 303.600 -
Sociedade Española de Radiodifusión, S.A. 1.508 - 309.115 - -
Santillana Ediciones Generales, S.L. (23.048) - - - -
Promotora General de Revistas, S.A. - 8.750.000 - - -
Nanook - 21.316 - - -
Vertix - 576 - 210.988 -
PLAY Entertainment - - 1.911.573 654.945 -
Ediciones LM, S.L. - - 222.500 - -
Radio Murcia, S.A. - - 153.100 - -
Algarra, S.A. - - 100.000 - -
Valdepenãs de Comunicación, S.L. - - 83.000 - -
Localia TV Valencia, S.A. - - 21.668 - -
Prisa División Inmobiliaria, S.A. - - 10.120 - -
Gran Vía Musical de Ediciones, S.L. - - 4.817 - -
Prisacom, S.A. - - 4.050 - -
Unión de Televisiones Gallegas, S.A. - - 2.436 - -
Radio Club Canarias, S.A - - 1.186 - -
Productora de Televisión de Córdoba, S.A. - - 1.183 - -
Ferrolvisión, S.L. - - 1.067 - -
CD TOP - - 1.050 (1.496) -
Málaga Altavisión, S.A. - - 1.009 - -
Companhia Aragonesa de Radiodifusión, S.A. - - 450 - -
Televisión Pontevedra, S.A - - 418 - -
Canal Gasteiz, S.L. - - 418 - -
Productora de Televisión de Salamanca, S.A. - - 174 - -
Radio Zaragoza, S.A. - - (2.622) - -
20.576.005 35.521.722 4.922.763 9.327.436 25.804.856
30.06.2009
Outros
Prestações proveitos Proveitos Fornecimentos e Custos Custo das
de serviços operacionais financeiros serviços externos financeiros vendas
Sogecable, S.A. 14.255.623 - - 46.312 - 181.350
MCE 331.168 92.254 - 30.289 - -
Promotora de Emisoras de Televisión, S.A. 77.283 321.114 - 52.873 - -
Transjornal 9.997 - 24.205 41.273 - -
Prisa Innova, S.A. 6.228 2.500 - - - -
Sociedad Española de Radiodifusion, S.A. 1.200 - - 28.075 - -
GDM - Gerencia de Medios, S.A. 280 - - - - -
Diario El Pais, S.L. - 12.512 - 337 - -
Vertix - 1.860 - - - -
Promotora de Informaciones, S.A. - - 899.609 721.114 - -
Union Radio Servicios Corporativos - - - 177.876 - -
Sociedade Canaria de Televisión Regional, S.A. - - - 52.345 - -
Gran Vía Musical de Ediciones, S.L. - - - 600 - -
Radio Zaragoza, S.A. - - - 550 - -
PLAY Entertainment - - - 29 - -
Plural - Jempsa, S.L. - - - - 5.860 -
14.681.779 430.240 923.814 1.151.673 5.860 181.350
30.06.2008
Vendas Prestações
de serviços
Outros
proveitos
operacionais
Proveitos
financeiros
Fornecimentos e
serviços externos
Custos
financeiros
PLAY Entertainment 2.451.496 - 40.983 - 190.442 -
Prisa Innova, S.A. 212.358 1.178 - - - -
Sogecable, S.A. - 4.956.958 - - 30.375 -
Promotora de Emisoras de Televisión, S.A. - 382.598 - - 286.423 -
GDM - Gerencia de Medios, S.A. - 344.258 2.800 - 2.200 -
Sociedade Canaria de Televisión Regional, S.A. - 182.086 - - - -
Localia Televisión Madrid, S.A. - 129.236 - - 732 -
Diario El Pais, S.L. - 52.361 12.394 - 8.421 -
Promotora Audiovisual de Zaragoza, S.L. - 44.310 - - - -
Transjornal - 17.552 10 34.148 36.560 -
Oficina del Autor, S.L. - 3.832 - - - -
Sociedad Española de Radiodifusion, S.A. - 1.380 - - 6.139 -
Promotora de Informaciones, S.A. - 560 - 1.696.865 691.558 35.697
Nanook - - - - 15.277 -
Promotora General de Revistas, S.A. - - - - 1.800 -
Gran Vía Musical de Ediciones, S.L. - - - - 394 -
Productora de Televisión de Córdoba, S.A. - - - - 360 -
Plural - Jempsa, S.L. - - - - - 2.398
2.663.854 6.116.309 56.187 1.731.013 1.270.681 38.095

Em 31 de Março de 2009, os saldos mais relevantes com as partes relacionadas referem-se a:

Promotora de Informaciones, S.A.

  • (a) Conta a receber referente a dois empréstimos concedidos pela TVI no montante global de, aproximadamente, 16.300.000 Euros com vencimento a um mês, renovável por igual período. Em 30 de Junho de 2009 este empréstimo é remunerado a uma taxa de 5,35%.
  • (b) Conta a receber referente a um contrato de cash pooling com a PLURAL España no montante de aproximadamente 28.500.000 Euros, o qual vence juros à Euribor 1 mês acrescido de um spread de 0,10%.
  • (c) Conta a pagar no valor aproximado de 25.000.000 Euros referente à compra da PLURAL España, a qual não vence juros, sendo registada pelo seu valor descontado. Em 30 de Junho de 2009 foi paga 2ª tranche pela aquisição da PLURAL España no valor de, aproximadamente, 9.250.000 Euros, conforme evidenciado nas actividades de investimento na demonstração de fluxos de caixa.

Promotora General de Revistas, S.A.

(a) Em 31 de Dezembro de 2008, existia uma conta a receber no valor de 8.750.000 Euros referente à venda do negócio de Imprensa, a qual foi recebida em Maio de 2009, conforme evidenciado nas actividades de investimento na demonstração de fluxos de caixa.

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2009, não existem quaisquer transacções com Administradores nem com entidades detidas por estes.

21. PASSIVOS CONTINGENTES

Em 30 de Junho de 2009, a Media Capital tinha prestado garantias bancárias e outras a terceiros, de acordo com o seguinte detalhe:

Carta de conforto de cumprimento de obrigações de Papel Comercial 35.000.000
Dali Invest Outdoor - Garantia prestada decorrente da alienação da M.C.O. 298.000
Direcção Geral de Impostos – processos de execução fiscal 1.612.459
Universal Studios International BV - Stand by Letter Credit 1.687.453
Carta de crédito com 20th Century Fox Home Entertainment - CLMC 900.000
Warner Music – garantia bancária no âmbito do acordo com a ENTERTAINMENT 500.000
IAPMEI 409.578
Outros 235.598

40.643.088

Adicionalmente, durante 2009, o Grupo recebeu um relatório de inspecção fiscal ao exercício de 2006 questionando a utilização de prejuízos fiscais reportáveis, essencialmente do ano de 2001, e a consequente liquidação adicional em sede de IRC no montante de 5.114.554 Euros. Em 30 de Junho de 2009, o Grupo discorda desta liquidação e considera, com base na opinião dos seus consultores jurídicos que existem argumentos sólidos para contrapor a posição das autoridades fiscais.

O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO