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Grupo Media Capital SGPS Management Reports 2008

Aug 28, 2008

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Management Reports

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Grupo Soares da Costa, SGPS, S.A.

sociedade aberta ao investimento do público Sede Social: Rua de Santos Pousada, 220, 4000-478 Porto Capital social 160.000.000 Euros NIPC 500 265 763, Matriculada na CRC do Porto

CONTACTOS:
Geral [email protected] 228 342 200
Comunicação social, Relações públicas [email protected] 228 342 692
Apoio ao investidor [email protected] 228 342 534

Relatório de Gestão

1º. Semestre do Exercício de 2008

DESTAQUES:

  • Volume de Negócios de 384,8 milhões de euros (+39,0%) do que um ano antes;
  • Resultado operacional de 22,9 milhões de euros (+91,7%);
  • EBITDA de 38,9 milhões de euros (+138,5%), elevando a sua expressão de 5,9% no 1º S. 2007 para 10,1% do volume de negócios.
  • Resultado consolidado atribuível ao Grupo de 4,6 milhões de euros;
  • Aquisição da Contacto Sociedade de Construções, SA;
  • Efeitos do aumento da participação na Scutvias para 33,33% do capital e alteração para consolidação proporcional;
  • Obra em carteira ao final do semestre de 1 443 milhões de euros face a 1 182 milhões um ano antes;
  • Resultado líquido individual de 4,2 milhões de euros.
  • Assinatura a 18 de Agosto, do contrato para aquisição da totalidade da sociedade Prince Contracting Co. Inc. com sede na Florida, Estados Unidos da América.

0. INTRODUÇÃO

O presente relatório de gestão intercalar e as demonstrações financeiras que o acompanham visam oferecer aos Senhores Accionistas e ao mercado de capitais, na observância da legislação aplicável, nomeadamente o Código das Sociedades Comerciais, Código dos Valores Mobiliários e prescrições e recomendações da CMVM em matéria de prestação de contas semestrais, público conhecimento sobre a evolução dos negócios, a situação económico-financeira e os aspectos mais relevantes da vida da sociedade «Grupo Soares da Costa, SGPS, SA» e do respectivo Grupo Empresarial que lidera.

As contas consolidadas apresentadas estão elaboradas de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade (IAS/IFRS) aplicáveis aos relatórios financeiros intercalares, tal como adoptadas na União Europeia.

Nos termos do disposto na alínea b) do nº. 3 do artigo 246º do Código dos Valores Mobiliários1 , as contas semestrais individuais apenas terão de ser divulgadas quando contiverem informação significativa. Não obstante esta alteração, a sociedade, na esteira dos anos anteriores, divulga também a informação respeitante às suas contas individuais e que, neste caso, são elaboradas e como tal devem ser interpretadas segundo os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal (Plano Oficial de Contabilidade e directrizes contabilísticas dimanadas pela Comissão de Normalização Contabilística).

As demonstrações financeiras que acompanham este relatório não foram sujeitas a auditoria ou a revisão limitada.

Neste Relatório e por simplicidade são usadas abreviaturas e expressões que, têm o seguinte significado:

  • ABDR Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados individuais
  • PC&NE "Políticas Contabilísticas e Notas Explicativas" que integra as Demonstrações Financeiras consolidadas.
  • EBIT Resultado Operacional
  • EBITDA Meios libertos operacionais
  • AN Área de Negócios
  • VN Volume de Negócios, correspondente à soma de "Vendas", Prestações de Serviços" "Proveitos Suplementares" (contas POC 71, 72 e 73)

1 Na redacção dada pelo artigo 7º do Decreto-Lei nº. 357-A/2007, de 31 de Outubro

I. SÍNTESE GERAL

Em ambiente macroeconómico mundial de profundas alterações, com a quebra abrupta do ciclo de crescimento elevado que se viveu nos últimos anos, no semestre findo assistiu-se ao aprofundamento da crise mundial pelo que 2008 não se afirmará ainda como sendo o ano do esperado e decisivo arranque para o crescimento do sector da construção em Portugal, depois de um ciclo depressivo de vários anos.

A actividade prosseguida pela empresa orientada pelo binómio internacionalização / diversificação e assente nas linhas estratégicas definidas no Plano de Negócios 2007-2012, é, no entanto, bem reveladora do crescimento e dinamismo do Grupo Soares da Costa e permite apresentar, em ambiente adverso dos mercados financeiros, resultados animadores.

Para além dos factos realçados em destaque no frontispício desta informação e que se acolhem de imediato nesta síntese geral, o quadro seguinte explicita os

Valores em milhares de euros
Rubricas 1º Sem 2008 1º Sem 2007 Variação
Volume de Negócios 384.816 276.868 +39,0%
EBITDA 38.907 16.313 +138,5%
Margem EBITDA / Volume de Negócios 10,1% 5,9% +4,2 p.p.
Resultados Operacionais 22.884 11.935 +91,7%
Custo Líquido de financiamento -13.914 -4.762 +192,2%
Resultado antes de impostos 5.529 9.280 -40,4%
Resultado líquido atribuível ao Grupo 4.561 8.697 -47,6%

Principais Indicadores Consolidados

É também motivo de realce o valor atingido pela carteira de encomendas («backlog») que se cifra no final do semestre a que se reporta esta informação em 1 443 milhões de euros representando um acréscimo de 22% relativamente a um ano antes e que, sendo um máximo, é bem demonstrativo do reforço da capacidade, competitividade e dinamismo do Grupo e da sua área comercial.

Ao nível das contas individuais regista-se um resultado líquido no final do 1º. Semestre de 4,204 milhões de euros, contra o valor de 8,917 milhões no período homólogo.

Termina-se esta síntese geral, com uma súmula dos acontecimentos tidos por mais relevantes na vida da sociedade e do Grupo durante o semestre:

i) Aquisição da totalidade do capital social da «Contacto – Sociedade de Construções, S.A», que envolveu um investimento de 81,5 milhões de euros.

  • ii) Ampliação da Comissão Executiva que passou a ter a seguinte composição:
  • Pedro Manuel de Almeida Gonçalves Presidente
  • António Pereira da Silva Neves Vogal
  • António Manuel Sousa Barbosa da Frada Vogal
  • Pedro Gonçalo de Sotto-Mayor de Andrade Santos Vogal
  • iii) Realização da Assembleia-Geral Anual de Accionistas em 29 de Abril de 2008 em que foram aprovadas todos os pontos constantes na ordem de trabalhos, destacando-se o seguinte:
    • a) A aprovação do Relatório e Contas individuais e consolidadas relativas ao exercício de 2007, bem como a aplicação dos resultados líquidos individuais nos termos das propostas apresentadas cuja publicação foi oportunamente efectuada nos locais previstos na lei, incluindo sistema de difusão de informação da CMVM, site da Euronext e site da sociedade.
    • b) A eleição para completar o mandato em curso de alguns membros para Órgãos Sociais2 da sociedade, a saber:
    • Conselho de Administração: alargamento de 6 para 9 membros, sendo eleitos os seguintes três novos administradores, todos não executivos:
    • José Manuel Baptista Fino (vogal)
  • António Manuel Palma Ramalho (vogal independente)
  • António Manuel Pereira Caldas Castro Henriques (vogal independente)
  • Mesa da Assembleia-Geral
  • - Presidente: Dr. Alberto Correia de Almeida
  • Conselho Fiscal
  • - Dr. Júlio de Lemos de Castro Caldas (presidente)
  • Dr. Carlos Pedro Machado de Sousa Góis (vogal)
  • Comissão de Remunerações
  • Presidente: Dr. José Manuel Baptista Fino
  • iv) Fusão por incorporação da Maxbela Soluções em Madeira e Alumínios, SA na Sociedade de Construções Soares da Costa, SA, com extinção daquela subsidiária do segmento industrial a 30 de Junho de 2008.
  • v) Alteração do método de consolidação da participada Scutvias Autoestradas da Beira Interior, SA, para consolidação proporcional.

2 A composição integral dos órgãos sociais consta do ponto II.3 infra.

II. ORGANIZAÇÃO

II.1 Composição e organograma do Grupo

Mantendo como actividade nuclear a construção, o Grupo mantém-se organizado desde finais de 2002, em quatro grandes áreas de negócio, cada uma delas encabeçada por uma sociedade gestora de participações sociais, a saber:

  • Soares da Costa Construção, SGPS, S.A. construção e engenharia civil
  • Soares da Costa Indústria, SGPS, S.A. indústrias subsidiárias da construção ou altamente especializadas
  • Soares da Costa Concessões, SGPS, S.A. exploração de concessões de infra-estruturas ou serviços públicos
  • Soares da Costa Imobiliária, SGPS, S.A. gestão e promoção imobiliária

São estas quatro sociedades, integralmente detidas pela Grupo Soares da Costa, SGPS, SA, que detêm as participações directas nas empresas operacionais de cada área específica de negócios, embora ainda numa estrutura verticalizada algumas destas empresas detenham por sua vez participações noutras empresas. Por outro lado, a Sociedade detém também outras participações directas destacando-se a SCSP - Soares da Costa Serviços Partilhados, SA e a Soares da Costa Desenvolvimento, S.A., esta vocacionada para ser o veículo do Grupo na entrada em novas áreas de negócios.

O organograma que segue com a estrutura de participações e métodos de consolidação permite observar a abrangência e composição do Grupo Soares da Costa.

A lista completa das empresas participadas, directa ou indirectamente e incluídas ou não na consolidação, é apresentada nas notas nº. 3, 4, 5 e 6 das PC&NE, onde são também divulgadas outras informações.

(1) Adicionalmente, o Grupo Soares da Costa, SGPS, SA detém uma participação de 1% no capital social da Mini Price Hotels (Porto), SA.

(2) Adicionalmente, a Ciagest, SA detém uma participação de 1% no capital social da SDC Imobiliária, Lda.

(3) Adicionalmente, a Sociedade de Construções Soares da Costa, SA, a Cisgest, SA, a Clear, SA e a SDC Serviços Técnicos e de Gestão, SA detêm, cada uma, 0,01% do capital social da SCSP – Soares da Costa Serviços Partilhados, SA.

II.2 Novas participações e alterações durante o semestre

Para melhor elucidação são referidas em seguida as alterações que ocorreram na composição do Grupo ou na percentagem das participações detidas, durante o primeiro semestre de 2008:

  • i) Inclusão no perímetro de consolidação da sociedade Contacto Sociedade de Construções, SGPS, SA, na sequência da aquisição da totalidade do capital social pela Soares da Costa, Construção, SGPS, SA, naturalmente consolidada pelo método integral.
  • ii) Inclusão no perímetro de consolidação da sociedade Hidroequador Santomense Exploração de Centrais Hidroeléctricas, Lda. (detida em 75%) e da sua subsidiária Hidroeléctrica STP (detida por aquela em 60%) adquiridas no 2º. Semestre de 2007, conforme anunciado nas respectivas demonstrações financeiras, sendo consolidadas pelo método integral, depois de aferido o respectivo goodwill à data de referência de 31.Dezembro.2007.
  • iii) Inclusão no perímetro de consolidação da sociedade «Cais da Fontinha, SA», uma sociedade adquirida no início de 2008 para desenvolvimento de um projecto imobiliário denominado «Cais da Fontinha / Casas de Gaia», na cidade de Vila Nova de Gaia (área Imobiliária).
  • iv) Uma vez obtidas as necessárias autorizações o Grupo Soares da Costa assume pela primeira vez nas demonstrações financeiras ora divulgadas a titularidade de 1/3 do capital social da Scutvias e bem assim, na sequência da obtenção de controlo conjunto, a consolidação desta participada pelo método proporcional.
  • v) Inclusão no perímetro de consolidação da sociedade «Imokandandu Promoção Imobiliária, Lda.», uma sociedade de direito Angolano, constituída de raiz e em que o Grupo participa em 51% do capital social, sociedade que visa o lançamento e desenvolvimento de um projecto imobiliário de escritórios na cidade de Luanda.
  • vi) Inclusão da sociedade «Coordenação & Soares da Costa, SGPS, Lda», constituída de raiz em Maio de 2008, com o capital de 500.000 € com o Grupo a participar no capital na proporção de 50% por via da Soares da Costa Construção, SGPS, SA. Tal como a denominação social sugere, visa participar no capital de outras sociedades, tendo por objecto imediato a constituição de uma subsidiária angolana para o desenvolvimento da actividade de aluguer e comercialização de equipamentos industriais e agrícolas. É consolidada pelo método proporcional.

  • vii) Participação indirecta de 20% no capital de uma sociedade de direito argelino «Traversofer – Industrie & Services Ferroviaires, SARL», constituída ab-initio (por via da nossa participada Somafel que detém directamente 50% do capital).

  • viii) Merece também referência a extinção da «Maxbela» (área da Indústria) após a sua fusão por incorporação na Sociedade de Construção Soares da Costa, SA, registada em 30 de Junho de 2008.

O organigrama acima passou também a evidenciar a participação de 20% na sociedade «Metropolitan Transportation Systems, Ltd.», de direito israelita e que é a concessionária do sistema de Metro Ligeiro de Telavive (área das Concessões) ainda que, por agora, sem expressão de valor relevante nas demonstrações financeiras dado o estágio de desenvolvimento do projecto.

II.3 Órgãos Sociais

A composição actual dos órgãos sociais, após as deliberações da Assembleia-Geral de Accionistas de 29 de Abril de 2008, é a seguinte:

Mesa da Assembleia-Geral

Alberto Correia de Almeida – Presidente João Pessoa e Costa – Secretário

Conselho de Administração

Manuel Roseta Fino - Presidente Maria Angelina Martins Caetano Ramos – Vogal não executivo José Manuel Baptista Fino – Vogal não executivo Pedro Manuel de Almeida Gonçalves – Vogal, Presidente da Comissão Executiva António Pereira da Silva Neves – Vogal executivo António Manuel Sousa Barbosa da Frada – Vogal executivo Pedro Gonçalo de Sotto-Mayor de Andrade Santos – Vogal executivo António Manuel Palma Ramalho – Vogal não executivo, independente António Manuel Pereira Caldas Castro Henriques – Vogal não executivo, independente

Comissão Executiva

Pedro Manuel de Almeida Gonçalves - Presidente António Pereira da Silva Neves - Vogal António Manuel Sousa Barbosa da Frada - Vogal Pedro Gonçalo de Sotto-Mayor de Andrade Santos – Vogal

Conselho Fiscal

Júlio de Lemos de Castro Caldas (Presidente) Carlos Pedro Machado de Sousa Góis (vogal) Joaquim Augusto Soares da Silva (Vogal)

Revisor Oficial de Contas

"Moreira & Valente, Associados, SROC", representada por Dr. Jorge Bento Martins Ledo, (ROC nº. 591), tendo como suplente o Dr. Carlos de Jesus Pinto (ROC nº. 622).

Comissão de Remunerações

José Manuel Baptista Fino – Presidente João Pessoa e Costa (Vogal) António Jorge Gonçalves Afonso (Vogal).

Secretário e Secretário Suplente da Sociedade

Jorge Manuel Oliveira Alves (Secretário) Pedro Manuel Tigre Falcão Queirós (Secretário Suplente)

II.4 Organigrama da Sociedade

Abaixo apresenta-se o organograma da sociedade Grupo Soares da Costa, SGPS, SA, identificando os responsáveis pelas diversas funções.

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Manuel Roseta Fino - Presidente
Maria Angelina Martins Caetano Ramos
José Manuel Baptista Fino
Pedro Manuel de Almeida Gonçalves - Presidente Comissão Executiva
António Pereira da Silva Neves - Executivo
COMISSÃO DO GOVERNO DA
António Manuel Sousa Barbosa da Frada - Executivo
SOCIEDADE
Pedro Gonçalo de Sotto-Mayor de Santos Andrade - Executivo
António Manuel Palma Ramalho
António Manuel Pereira Caldas Castro Henriques
SECRETÁRIO DA SOCIEDADE
Jorge Alves
Pedro Queirós (Suplente)
PLANEAMENTO ESTRATÉGICO
Conceição Vaz Sousa
FISCALIDADE
Fernando Semana
SERVICOS JURIDICOS
Jorge Alves
GABINETE DO INVESTIDOR
António Paula Santos
COMINICAÇÃO E MARKETING
Rita Nunes Pinto

II. 5. Pessoal

As notas nº. 7 (ABDR) e nº. 22 (PC&NE) dão informação sobre o número de efectivos da sociedade individualmente e do grupo como um todo.

Em termos individuais a sociedade teve no semestre o número médio de 25 efectivos. Os custos com pessoal durante o semestre findo ascenderam a 2,266 milhões de euros, representativo de 68,6% dos custos operacionais da sociedade.

As empresas do grupo incluídas na consolidação pelo método integral empregaram em média, durante o semestre, 3 539 trabalhadores face a 3.301 trabalhadores no período homólogo um ano antes. Regista-se aqui a inclusão do contributo da «Contacto» 131 e da «CPE» 85.

Os custos com pessoal atingiram na demonstração dos resultados consolidados, durante o semestre findo, o valor de 64,5 milhões de euros, face a 52,4 milhões um ano, mas reduzindo o seu peso na proporção dos proveitos operacionais de 18,5% (no 1º. Sem. de 2007) para 16,4%.

II. 6. Sustentabilidade

Compromisso com um crescimento sustentável

O Grupo Soares da Costa assume a sustentabilidade ao nível técnico, económico, ambiental e social, como uma das prioridades da gestão, constituindo parte integrante da sua estratégia empresarial, visando continuar a garantir a criação de valor no longo prazo para os seus clientes, accionistas e stakeholders em geral.

A integração dos princípios da sustentabilidade na Soares da Costa pretende transformar a empresa num interveniente do mercado reconhecido pela actuação ética e pela capacidade de criar novas soluções e medidas de carácter ambiental e social nos projectos que desenvolve para os seus clientes

É neste âmbito que durante o semestre ora findo e com referência ao exercício de 2007 a Soares da Costa apresentou o seu primeiro Relatório de Sustentabilidade.

Ao longo dos últimos 12 meses, a construção do sistema de gestão sustentável decorreu na Sociedade de Construções Soares da Costa, SA, considerando o peso do seu volume de negócios e número de colaboradores. O trabalho, desenvolvido pelo Conselho de Sustentabilidade, com o apoio de uma equipa de consultores da «Sustentare», procurou alinhar a Soares da Costa com as práticas de sustentabilidade dos grandes players internacionais do sector e com as expectativas dos principais grupos de interesse da construtora: clientes e entidades reguladoras. A realização desta análise ao contexto de mercado foi complementada com um diagnóstico às boas práticas já existentes. Do confronto da primeira com a segunda, nasceu um plano estratégico de sustentabilidade para a Construtora, que identificou, para o ano 2007/2008 o desenvolvimento das seguintes actividades:

    1. Elaboração do Modelo de Governo da Sustentabilidade
    1. Elaboração da Política de Sustentabilidade
    1. Elaboração da Política Estratégica de Responsabilidade Social Corporativa
    1. Elaboração da Política de Igualdade e Diversidade de Oportunidades
    1. Manual de Gestão Integrada

Em 2008 o Conselho de Sustentabilidade tem vindo a dar continuidade ao trabalho anterior com a elaboração e divulgação dos princípios de negócio da Soares da Costa Construções e a implementação de acções de apoio social do quadro da Política de Responsabilidade Social Corporativa elaborada em 2007. De forma a materializar as políticas criadas em 2007, serão ainda seleccionadas 2 obras que funcionarão como obras piloto para a criação de um sistema de indicadores de sustentabilidade. Estão a ser desenvolvidos os mecanismos de monitorização da Política de Igualdade, e vai ser divulgado a todos os colaboradores, o Manual de Gestão Sustentável. Irão ainda ser desenvolvidos um conjunto de processos com os fornecedores da Soares da Costa, com o objectivo de garantir o cumprimento, por parte destes, de um conjunto de princípios de sustentabilidade. No âmbito dos sistemas de gestão, o Sistema de Gestão Ambiental passou a ter um âmbito mais abrangente aplicando-se a todas as obras iniciadas em 2008. O Sistema de Gestão de Qualidade está a ser implementado em Angola, com o objectivo da certificação. Neste mercado foram também implementadas de medidas de higiene, saúde e segurança. Nos EUA, está a ser incorporada a Política de Sustentabilidade e a serem realizadas acções de formação num sistema de certificação ambiental de edifícios.

II. 7 Serviços Partilhados

Depois da fase de implementação (finais de 2006) e da sempre necessária adaptação e organização de recursos a sociedade que concentra a prestação de Serviços Partilhados do Grupo Soares da Costa durante o semestre em curso consolidou o nível e qualidade de prestação de serviços às várias empresas do grupo, cujas principais linhas de actuação foram já referidas no Relatório de Gestão relativo ao exercício de 2007.

Assume no semestre especial relevância a implementação efectiva do novo sistema geral de informação (SAP) que, com o apoio de consultores externos, exigiu um empenho significativo dos recursos humanos afectos ao Projecto de modo a tornar viável e bem sucedida, sem hiatos no sistema de informação de gestão, a mudança estrutural encetada.

Igualmente relevante foi a incorporação no perímetro do Grupo das sociedades CPE – Companhia de Parques de Estacionamento, SA e Contacto – Sociedade de Construções, SA, que implicou um esforço adicional por parte da Soares da Costa Serviços Partilhados, com o objectivo de acomodar na sua estrutura a prestação de serviços àquelas duas empresas.

III. ENVOLVENTE MACROECONÓMICA E O SECTOR DA CONSTRUÇÃO

A crise no segmento de alto risco do mercado hipotecário norte-americano surgida no 2º. Semestre de 2007 e que fez eclodir uma turbulência nos mercados financeiros bem acentuada, a intensificação do aumento do preço do petróleo e das matérias primas alimentares têm vindo a definir o contexto da actividade económica mundial que, depois de um robusto crescimento por que passou nos últimos anos, sofre uma inflexão abrupta do ciclo expansionista.

Também na zona euro desde finais do ano passado que os principais indicadores da actividade têm vindo a deteriorar-se, tendência que dificilmente se inverterá proximamente devido ao endurecimento das condições financeiras, à escalada dos preços das matérias primas e à perda de vigor do emprego.

Uma pequena economia como a portuguesa, fortemente integrada em termos económicos e financeiros, não escapa à evolução destes factores exógenos. Depois de os últimos anos se terem caracterizado por um crescimento inferior ao da média europeia em resultado de um travão provocado pela prioritária necessidade de uma redução substancial do deficit orçamental, tarefa, aliás, bem conseguida por via do aumento dos impostos e da redução do investimento público a que se associou algum controlo da despesa, 2008 era anunciado como o ano da aceleração do crescimento e da aquisição da convergência.

Infelizmente, o reforço do sentimento de forte abrandamento económico internacional subjacente à reavaliação das perspectivas de evolução da actividade económica e as preocupações dos bancos centrais nas expectativas inflacionistas que, no trade-off entre inflação e fraco crescimento ou recessão tendem a aceitar o segundo, subindo as taxas de juro3 , levam a concluir que assim não será.

Se a inflação4 em Portugal não atinge ainda números muito preocupantes em comparação com a UE, a recente revisão do PIB pelo Banco de Portugal, no seu Boletim Económico de Verão, para 1,2% no ano em curso (contra 1,9% no ano findo) e 1,3% para 2009, vem revelar esse fraco crescimento da actividade, num contexto de deterioração do enquadramento económico-financeiro internacional.

3 O Banco Central Europeu subiu recentemente a taxa directora fixando-a em 4,25%

4 O mesmo Boletim projecta em 3% a variação média anual do Índice Homologo de Preços no Consumidor, para 2008 (foi de 2,4% em 2007).

O investimento (FBCF) também se ressente do contexto das condições de financiamento mais adversas, não só no aumento das taxas como nos critérios de concessão de crédito e, por isso, tendo crescido em 2007 +3,2%, depois de uma queda acentuada no período 2002-2006, terá expectavelmente uma evolução de crescimento bastante mais fraca (+1,0% + 1,2% para 2008 e 2009, respectivamente).

É neste clima que o sector de construção civil e obras públicas convive. Perdendo peso nos últimos anos nos vários indicadores relativamente ao conjunto da economia (VAB, PIB, FBCF), o sector espera recuperar em 2008 e 2009 da depressão de investimento que se tem verificado em infraestruturas.

O 1º. Semestre é já revelador de um aumento significativo do número e valor dos concursos públicos divulgados o que permitirá alterar a prazo o resultado verificado relativamente ao valor adjudicado inferior em 10% ao do apurado no 1º. Semestre de 2007.

O sector de engenharia civil aparece com maior dinamismo apresentando em Abril um crescimento acumulado de 3,8%5 para no final de semestre ter uma variação positiva estimada (FEPICOP) em 5,4%.

É diferente a evolução do mercado das obras particulares que regista no semestre em curso um diminuição do índice de produção, por via do comportamento do segmento dos edifícios residenciais6 , afectado sem surpresa pela conjuntura económica de subida de taxas de juro e diminuição do rendimento disponível das famílias, o que contrasta com a evolução positiva (+4,3% no final do semestre) da produção de edifícios não residenciais. A tendência de evolução dos níveis de actividade nestes dois segmentos – com ritmos diferenciados – assemelha-se ainda em 2008 à tendência verificada no ano anterior.

Já no que respeita a Angola, o segundo mercado em termos de importância no volume de negócios do Grupo e onde este está implementado há mais de 25 anos, a economia continua a apresentar forte crescimento económico na esteira do verificado nos últimos anos.

Este crescimento contínuo e sustentado do PIB é enquadrado por uma consolidação do processo de estabilização macroeconómica que tem garantido a estabilidade monetária, cambial e a queda contínua da taxa de inflação, criando condições propícias ao investimento privado. O sector da construção revela-se particularmente dinâmico e a aceleração da construção de infra-estruturas e alargamento das mesmas ao espaço territorial global do país torna expectável que o ciclo de expansão permaneça nos tempos próximos.

5 Fonte: ANEOP – Relatório Trimestral – 2º. Trimestre de 2008, Julho de 2008.

6 Com uma variação no ano terminado em Junho de 2008 de -5,6%, segundo a FEPICOP, Conjuntura da Construção, Julho/2008

Nos EUA, apesar do afastamento da possibilidade de recessão7 , enraíza-se a convicção num período prolongado de crescimento lento, propulsionado pelas exportações, na medida em que o consumo privado se manterá deprimido por via da crise imobiliária e da fragilidade do mercado laboral. Esta crise do imobiliário, manifestada no início do 2º. Semestre de 2007 e que permanece, é particularmente sentida no estado da Florida, mercado geográfico que tem vindo a assumir-se como o 3º. Mercado em termos de magnitude do volume de negócios do grupo.

O mercado residencial sofre um acentuado declínio que o sector não residencial, menos atingido e mais dinâmico, não consegue ainda assim contrabalançar.

Associando a desvalorização do dólar à restrição do mercado, as contas agora apresentadas reflectem uma redução substancial do volume de negócios neste mercado. Aqui a estratégia do Grupo Soares da Costa passa por diversificar a actuação estendendo-a a outros segmentos de mercado, nomeadamente o das infra-estruturas.

7 Nas Previsões de Primavera, divulgadas em meados de Junho, a OCDE prevê que o PIB dos EUA cresça

1,2% em 2008 e 1,1% em 2009.

IV.SITUAÇÃO ECONÓMICA E FINANCEIRA E DESEMPENHO DO GRUPO

IV. 1 Contas individuais (P.O.C.)

Como se compreende, no âmbito da actividade de um grupo económico, as contas individuais da sociedade-mãe não desempenham o mesmo papel relevante que se atribui às contas consolidadas.

No entanto, correspondendo às contas estatutárias da sociedade, não se deixa de fazer referência aos aspectos mais importantes que se retiram da leitura das mesmas.

As contas individuais da sociedade Grupo Soares das Costa, SGPS, SA registam no final deste semestre um volume de negócios de 1,4 milhões de euros, que compara com 1,6 milhões de euros do semestre homólogo anterior. Estes proveitos respeitam a serviços técnicos e de gestão, prestados a outras empresas do Grupo, no âmbito do objecto acessório das sociedades gestoras de participações sociais.

Os resultados operacionais foram negativos de 1,9 milhões de euros, um valor que não se distancia muito dos -1,7 milhões do período homólogo anterior.

Já os resultados financeiros (vide nota 45 do ABDR) foram positivos, situando-se em +4,5 milhões de euros em resultado da conjugação de algum agravamento do custo líquido de financiamento (passou de 3,6 milhões para 4,2 milhões de euros) e do registo de 8,75 milhões euros de rendimentos de participação de capital (3,20 milhões da área da Indústria, 5,10 milhões da área das Concessões e 0,45 milhões da área da Imobiliária).

O valor líquido dos Activos, 337,1 milhões de euros, subiu cerca de 18,7 milhões de euros relativamente a Dezembro de 2007, praticamente explicada com a variação nas dívidas das empresas do grupo, repartidas entre Investimentos Financeiros (+3,9 milhões) e circulante (+14,8).

Este aumento do lado do activo foi compensado no 2º. membro do balanço pelo aumento dos capitais próprios (+4,2 milhões correspondente ao resultado líquido do semestre) e mais expressivamente (14,5 milhões) pelo aumento do passivo.

O rácio de autonomia financeira tendo-se reduzido, mantém um valor bastante elevado (+45,8%).

IV. 2 Contas consolidadas do Grupo

Como nota prévia e conforme já salientado acima designadamente nos pontos 1. e 2.2. as contas consolidadas que ora se apresentam englobam pela primeira vez no seu perímetro a Contacto (consolidada integralmente), recém-chegada ao grupo Soares da Costa e bem assim a Scutvias, consolidada proporcionalmente (33,33%), antes registada pelo método da equivalência patrimonial. Se no primeiro caso trata-se de um crescimento inorgânico do Grupo, inserido na estratégia delineada no Plano de Negócios, oportunamente enunciado, no caso da Scutvias, ainda que também potenciado pelo aumento da participação do Grupo (de 20% para 33,33%), a alteração metodológica-contabilística tem um significativo peso na compreensão das alterações verificadas nas demonstrações financeiras globalmente consideradas.

Assim, procuraremos, na medida do possível e sempre que oportuno isolar os efeitos decorrentes desta alteração metodológica.

IV. 2.1 Volume de negócios

O volume de negócios registado ao final do 1º semestre é de 384,8 milhões de euros, confrontando com o valor de 276,9 milhões respeitante ao período homólogo do ano anterior.

Esta evolução reflecte, naturalmente, a diferente amplitude do perímetro de consolidação e também a consolidação em 2008 da participada «Scutvias» pelo método proporcional8 . Porém, caso a «Scutvias» continuasse a ser consolidada pelo método da equivalência patrimonial ainda assim o volume de negócios do grupo teria crescido muito substancialmente (+32,0%)9 .

O quadro seguinte permite verificar a estratificação do volume de negócios por mercados geográficos com o mercado nacional agora a assumir um peso maioritário, evidenciando a vocação nacional das empresas ora integradas. Porém, os mercados internacionais em valor absoluto, mantém uma evolução interessante, revelando crescimentos face ao período homólogo, com Angola a subir 14,0%. O mercado americano, mantendo-se ainda como o terceiro mercado geográfico, é que sofre uma quebra abrupta, justificada pela crise do imobiliário que advém do 2º. Semestre de 2007 e que atingiu particularmente o Estado da Florida e o segmento residencial áreas onde se concentra a actividade do Grupo. Um redireccionamento já encetado para outros sub-segmentos

8 A consolidação da Scutvias pelo método proporcional traz um efeito de aumento do volume de negócios de 19,3 milhões de euros.

9 Se, por sua vez, fosse expurgado de 2008 o efeito conjunto da Scutvias e da Contacto, ainda assim o volume de negócios teria revelado um crescimento de 6,3%

dentro da construção visa proporcionar no futuro a alteração desta tendência e a manutenção da importância deste mercado geográfico.

Uma referência para o importante peso de S. Tomé e Príncipe, difícil de manter no futuro dada a exiguidade do mercado e o aumento dos outros mercados aqui apresentados de forma agregada e que compreendem nomeadamente Guiné, Argélia, Marrocos e Israel.

Valores em milhares de euros
Mercado 1º S 2008 % 1º S 2007 % Var. 08/07
Portugal 199.968 52,0% 77.801 28,1% 157,0%
Angola 140.860 36,6% 122.846 44,4% 14,7%
E.U.A. 17.579 4,6% 57.763 20,9% -69,6%
Moçambique 5.287 1,4% 6.269 2,2% -15,7%
S. Tomé e Príncipe 7.651 2,0% 6.132 2,2% 24,8%
Outros 13.473 3,5% 6.056 2,2% 122,5%
Total 384.816 100% 276.868 100% 39,0%

Distribuição do Volume de Negócios por Mercados Geográficos

Volume de Negócios 2008 Desdobramento por mercados

Já por segmentos de áreas de negócios o comportamento do volume de negócios é o seguinte:

Valores em milhares de euros
Áreas de Negócios 1 Sem. 2008 % 1 Sem. 2007 % Variação
Grupo + Serviços Partilhados 22 0,0% 69 0,0% --
AN Construção 318.164 82,7% 244.801 88,4% 30,0%
AN Indústria 43.614 11,3% 29.311 10,6% 48,8%
AN Imobiliária 1.391 0,4% 2.423 0,9% -42,6%
AN Concessões 21.626 5,6% 264 0,1% --
TOTAL 384.816 100,0% 276.868 100,0% 39,0%

Volume de Negócios Consolidado Desdobramento por áreas de negócios

O quadro permite evidenciar o crescimento de todas as áreas de negócios, com excepção da Imobiliária. Significativo o crescimento de 30,0% da Construção que mesmo isolando o efeito da Contacto e penalizada pelas consequências já referidas do mercado americano, viu o seu volume de negócios aumentar.

Por outro lado, a consolidação da Scutvias (responsável por 19,3 milhões) e da CPE no segmento das concessões, importa um valor interessante para o Volume de Negócios do Grupo passando a contribuir com 5,6% do valor consolidado global.

IV. 2.2 Rentabilidade

O Quadro seguinte sintetiza as demonstrações de resultados do último triénio, sempre reportadas, naturalmente ao final do 1º semestre de cada ano. Esta amplitude temporal mais alargada permite extrair ilações mais sólidas sobre a evolução e trajectória da rendibilidade do Grupo.

O quadro exterioriza também de modo evidente a evolução e crescimento do grupo por um lado, mas também a deterioração das condições financeiras do mercado por outro.

Demonstração e Estrutura dos Resultados Consolidados 1º S 2006 – 1º. S 2008

1.S 2008 % VN 1. S 2007 % VN 1. S 2006 Variação
2008-2007
Volume de Negócios 384.816 97,8% 276.868 97,8% 295.109 39,0%
Variação da Produção 4.095 1,0% 1.248 0,4% -216,16
Outros ganhos operacionais 4.678 1,2% 5.014 1,8% 2.773
Proveitos operacionais 393.590 100,0% 283.130 100,0% 297.666 38,2%
Custo Merc. Vend. e Mat. Cons. 88.167 22,5% 72.866 25,7% 74.557 21,0%
Fornecim. E Serviços Externos 196.659 49,7% 128.562 45,4% 146.912 51,2%
Custos c/ pessoal 64.543 16,4% 52.423 18,5% 49.536 23,1%
Amort. e perdas de imparidade 15.386 3,9% 5.604 2,0% 5.341 174,6%
Provisões e ajustam. de valor 906 0,2% 0,416 0,1% 1.240 117,5%
Outras Perdas Operacioniais 5.044 1,3% 11.324 4,0% 9.111 -55,5%
Resultado Operacional (EBIT) 22.884 5,8% 11.935 4,2% 10.969 91,7%
Resultado Líq. Oper. Descont. 0 0,0% 0 0,0% -0,545
Resultado Financeiro -17.355 -4,4% -2.655 -0,9% -5.609 553,8%
Resultado Antes Impostos 5.529 1,4% 9.280 3,3% 4.815 -40,4%
Impostos s/ rendimento -941 -0,2% -0,307 -0,1% -2.009
Resultado Líq. do exercício 4.588 1,2% 8.974 3,2% 2.805 -48,9%
Resultado Líq. atrib.ao Grupo 4.561 1,2% 8.697 3,1% 2.299 -47,6%

Valores em milhares de euros; estrutura em % dos Proveitos Operacionais

O crescimento do grupo é patenteado pela evolução de todos os indicadores de rendibilidade operacional: Volume de Negócios, Resultado Operacional (EBIT), Meios Libertos Operacionais (EBITDA). Este indicador EBITDA10 atingiu no final do semestre o valor 38,9 milhões de euros, passando a representar 10,1% do VN (16,3 milhões e 5,9% respectivamente, no final do 1º. S 2007).

Já os resultados financeiros (vide decomposição na PC&NE 23) evoluem de modo contrário, por duas ordens de factores: não têm em 2008 o contributo do resultado da Scutvias que teria caso esta continuasse a ser consolidada pelo método de equivalência patrimonial (4,6 milhões de euros) e vêem-se agravados pelo significativo aumento do custo líquido de financiamento que passa de 4,8 para 13,9 milhões de euros (9,5 milhões se eliminarmos o efeito Scutvias), fruto do aumento do endividamento requerido para financiamento do crescimento e do agravamento das condições do «custo do dinheiro».

10 Resultado Operacional + Amortizações do exercício + Provisões e ajustamentos de valor, líquidos de reversões

Valores em milhares de euros
Áreas de Negócios Res. Operac. Res. Financ. Res. Líq.
Grupo SGPS, SA + Serviços Partilhados -1.324 4.485 4.534
AN CONSTRUÇÃO 14.007 -3.748 7.315
AN INDÚSTRIA 2.636 -1.989 726
AN IMOBILIÁRIA -571 -559 -1.065
AN CONCESSÕES 8.129 -6.794 1.795
Eliminações/Dividendos 7 -8.750 -8.743
TOTAL 22.884 -17.355 4.561

Resultados Operacionais, Financeiros e Líquidos consolidados por áreas de negócios

Destaque-se:

  • O contributo determinante das áreas da Construção e das Concessões, na formação do resultado líquido do Grupo. A área da Indústria contribuiu no semestre, tal como ocorrera já no semestre homólogo do ano passado, com um resultado positivo. A área Imobiliária prossegue a sua tendência de saneamento do passado ainda com contributo negativo, e prepara o futuro como o conjunto de participações descritas no ponto 2.2 supra permite antever, com Angola a revestir papel de mercado estratégico.
  • Nesta desagregação de resultados a área de negócios concessões surge em mais destaque relativamente aos exercícios anteriores com um significativo contributo para os resultados operacionais (onde o contributo da Scutvias é de +10,3 milhões), sofrendo em contrapartida um efeito contrário ao nível dos resultados financeiros, como é compreensível.
  • Os resultados líquidos da sociedade Grupo Soares da Costa, SGPS, SA são positivos por força da distribuição de dividendos pelas empresas participadas, conforme já acima referido a propósito da análise das contas individuais da Sociedade, mas cujo efeito no âmbito da consolidação tem de ser eliminado.

IV. 2.3 Evolução dos Activos Consolidados e sua decomposição geográfica.

Na composição do balanço consolidado e no que concerne aos activos podem-se tecer as seguintes considerações:

O goodwill por via das aquisições já referidas passou de 5,962 milhões de euros, para 78,312 milhões de euros, crescimento para o qual tiveram contributos determinantes os resultantes da aquisição da Contacto (44,1 milhões) e do aumento da participação na Scutvias (27,4 milhões). A PC&NE 8 expressa a sua decomposição integral.

O total do activo cifra-se em 1.220,7 milhões revelando um acréscimo de 407,9 milhões face a 31 de Dezembro de 2007. Este aumento face à integração da nova subsidiária Contacto e da Scutvias pelo método proporcional estende-se praticamente a todas as rubricas do balanço, com excepção dos investimentos financeiros que no balanço de 31.12.2007 incluíam precisamente a participação de 20% da Scutvias em Investimentos Financeiros em equivalência patrimonial e o valor pago para reforço no capital desta mesma empresa em adiantamentos por conta de investimentos financeiros e que agora no semestre, por via da alteração de método de consolidação, são eliminados do balanço e substituídos, obviamente, pelos activos, passivos (e goodwill) referentes à respectiva participada.

IV. 2.4 Evolução dos Capitais Próprios

Durante o semestre não existiram operações de mercado que alterassem o capital social que, por isso, mantém o valor de 160 milhões de euros (vide PC&NE 16) e também não houve fundos distribuídos ao exterior pela sociedade-mãe.

A sociedade não detém, à data de 30 de Junho de 2008, directa ou indirectamente, acções próprias, relativamente às quais, aliás, não ocorreram no semestre quaisquer transacções11 .

A evolução da globalidade dos capitais próprios de 136,2 para 140,1 milhões de euros é, assim, justificada essencialmente pelo resultado consolidado do exercício (+4,6 milhões), havendo o registo de -0,8 milhões em contas de reservas e resultados transitados, devido essencialmente a desvios de

11 Já no decurso do 2º semestre a sociedade adquiriu algumas acções próprias conforme se informa no ponto VI.1 infra deste relatório.

conversão. A peça «Demonstração das alterações nos capitais próprios» integrante das contas dá a conhecer mais discriminadamente a evolução registada.

IV. 2.5 Evolução do Passivo Consolidado

Do mesmo modo que ocorreu no activo e também basicamente pela mesma ordem de factores, o passivo total sofreu um aumento significativo desde 31.12.2007, passando de 812,8 milhões para 1.220,7 milhões de euros.

Este aumento desagregou-se de forma equilibrada em passivo não corrente (+220,3 milhões) e passivo corrente (+183,8 milhões).

O endividamento líquido (net-debt) assume à data do balanço semestral o valor de 542,4 milhões de euros, contra 313,6 milhões no final de 2007.

Importa, porém, explicar que o balanço de 2008 ao integrar proporcionalmente a Scutvias arrasta, naturalmente, para o balanço do grupo a parte proporcional do endividamento desta participada, o que só por si é responsável pelo aumento de 194,6 milhões (ou seja com o contributo explicativo de 85% da variação ocorrida). Por sua vez o investimento feito na Contacto é outro dos factores determinantes nesta evolução.

A variação ocorrida (+228,8 milhões) pode então ser decomposta nos efeitos Scutvias (194,6), Contacto (17,5), investimentos na Imobiliária (3,1) e diversos (13,6).

Se conjugarmos o nível de endividamento com a capacidade do Grupo em gerar fundos verifica-se que o «leverage factor», medido pelo rácio Net-debt / EBITDA12, apresenta um múltiplo inferior a 7 o que nos parece estar em padrões aceitáveis, considerando a fase de crescimento do grupo, e longe de ser agressivo.

Valores monetários em milhares de euros
Rubrica 1º. S 2007 2007 1º. S 2008
Net-Debt 168.409 313.561 542.447
Ebitda 16.313 36.159 38.907
Net-debt/Ebidta13 5,16 8,67 6,97

A evolução deste indicador ao longo do último ano pode ser evidenciada do modo que segue:

12 Anualizando o EBITDA por via da multiplicação por 2 do valor obtido no semestre.

13 Idem com referência aos valores semestrais.

IV. 3 Actividade comercial. Carteira de Obras

A actividade comercial do Grupo Soares da Costa desenvolveu níveis elevados durante o semestre, mantendo-se ou reforçando-se a presença, quer individualmente, quer através de parcerias, nos principais projectos efectivados no País, bem como em outros mercados onde o Grupo está presente.

Procura-se, complementarmente, estender a implantação a novos países que ofereçam boas perspectivas em termos de desenvolvimento e rentabilidade, explorando oportunidades de negócio que se proporcionem.

Em termos nacionais, merece registo a constatação do incremento significativo do número e valor dos concursos lançados durante o primeiro semestre do ano, nomeadamente no referente ao sector público. Espera-se a concretização das correspondentes adjudicações nos próximos meses, estando o Grupo bem posicionado e seleccionado para a fase de negociação, em vários projectos de elevado montante, designadamente nas áreas das concessões rodoviárias e hospitalares.

Reflectindo o exposto, o 1º semestre de 2008 consubstanciou-se num bom nível de angariação, permitindo colocar a carteira no valor máximo de 1.443 milhões de euros, o qual confronta com o valor de 1.182 milhões de euros verificado um ano antes e de 1.314 milhões no final de 2007.

Merece destaque, nomeadamente, a adjudicação das seguintes obras de maior importância:

  • Resort Quinta do Lorde (Madeira) em consórcio
  • Montinho de Monchique, Longevity Wellness Resort (Algarve)
  • Central de Valorização Orgânica da Amarsul (Seixal) em consórcio
  • Plataforma Logística de Castanheira do Ribatejo 1ª Fase, para a Abertis
  • Estação Amadora-Este e Reboleira, da Linha Azul do Metropolitano de Lisboa em consórcio
  • Reforço de Potência do Escalão do Alqueva, para a EDP em consórcio
  • Terminal de Contentores para a Sonils (Angola)
  • Infraestruturas para o Terminal de Gás Natural do Soyo (Angola)
  • Empreendimento Belas 1 (Angola)

Fruto das perspectivas de adjudicação de empreitadas atrás referidas, espera-se que os níveis de angariação no 2º semestre permaneçam a bom nível.

V. PRINCIPAIS RISCOS E INCERTEZAS. PREVISÃO DA EVOLUÇÃO DA ACTIVIDADE ATÉ AO FINAL DO EXERCÍCIO

O Grupo Soares da Costa, conforme as peças que fazem parte desta Informação Semestral evidenciam, exerce a sua actividade em vários segmentos de negócio e em vários espaços geográficos. Neste âmbito o Grupo está exposto, naturalmente, a diversos riscos que se podem classificar em:

Riscos dos Processos de Negócio, a saber:

Riscos operacionais (os que podem afectar a eficácia e a eficiência dos processos operativos e prestação dos serviços do grupo, a satisfação dos clientes e a reputação das empresas);

Riscos de integridade (os relacionados com fraudes internas e externas a que possam estar sujeitas as empresas do grupo);

Riscos de direcção e recursos humanos (riscos vinculados entre outros à gestão, direcção, liderança, limites de autoridade, etc.);

Riscos financeiros (riscos de taxa de câmbio, riscos de taxa de juro, riscos de liquidez e risco de crédito);

Riscos de Informação – Informação operativa, financeira e avaliação estratégica;

Riscos do Meio – Concorrência, meio político, económico e social, regulação e mudanças no sector.

Através da sua organização interna as diferentes áreas de gestão da empresa (Desenvolvimento de Negócios, Direcção de Finanças, Controlo de Gestão, Recursos Humanos, Serviços Jurídicos, etc…) são orientadas em termos de identificar e avaliar os riscos que as suas decisões, nas respectivas áreas de intervenção e competência envolvem e de tentar minimizá-los.

No entanto, em clima macroeconómico de alguma adversidade e de maior incerteza (vide Capítulo 3 supra) os riscos designadamente de índole financeira aumentam. A postura do Grupo, neste âmbito é conservadora e prudente, procurando uma não exposição elevada a este tipo de riscos sempre associados ao exercício normal e corrente da actividade e nunca assumindo posições em instrumentos financeiros de carácter especulativo.

Conforme se referiu no Relatório de Gestão de 2007:

  • a) A sociedade e as principais subsidiárias do grupo têm geralmente as principais fontes de financiamento alheias remuneradas de modo indexado a taxas de mercado, pelo que está exposta ao risco inerente às respectivas flutuações, havendo uma correlação positiva entre taxas de juro e custos de financiamento, isto é, a um aumento das taxas de juro corresponde, ceteris paribus, um custo de financiamento mais elevado. Adicionalmente, a participada «Scutvias», da área das Concessões, na qual o grupo detém uma participação correspondente a 1/3, contratou em exercícios anteriores, um instrumento financeiro derivado, SWAP de taxa de juro, com liquidações semestrais até Outubro de 2018, que vence juros à taxa fixa de 7,14%. Neste caso a exposição é no sentido de que um aumento da taxa de juro de mercado se reflecte num impacto positivo nos resultados, por via da actualização do justo valor do instrumento financeiro.
  • b) Quanto ao risco da taxa de câmbio este advém principalmente da presença internacional do grupo Soares da Costa. O exercício da actividade por parte de algumas das empresas do grupo em mercados externos, nomeadamente, Angola outros países lusófonos e Estados Unidos da América (Florida), expõe o grupo aos efeitos derivados de alterações na paridade das moedas relativamente ao euro. No mercado angolano uma parte significativa dos contratos geradores de proveitos é estabelecida em moedas que não o euro (essencialmente dólares dos Estados Unidos da América). O grau de exposição é dependente da medida em que os «inputs» necessários para a execução desses contratos sejam de fonte externa ao país e se materializem em responsabilidades contraídas em moeda diferente da dos proveitos. Neste mercado, em princípio, uma sobrevalorização do euro relativamente ao dólar afecta negativamente os resultados da empresa. Nos Estados Unidos da América, dado o carácter de grande autonomia do mercado quanto aos factores de produção necessários à execução dos contratos, a situação é diferente da anterior e o risco das taxas de câmbio é fundamentalmente inerente ao processo de transposição das demonstrações financeiras das subsidiárias americanas para a moeda de reporte do grupo.
  • c) Quanto ao risco de crédito risco associado às contas a receber decorrentes do normal desenvolvimento da actividade do grupo - a administração da empresa considera não existir, nomeadamente com referência a entidades privadas, um grau de concentração elevado de crédito e por conseguinte de substanciais impactos nos resultados futuros por eventos associados a este tipo de risco. As situações de risco de crédito apuradas à data de cada balanço são identificadas pelas áreas competentes e em função da antiguidade do crédito, perfil do risco do cliente, experiência recolhida e demais circunstâncias aplicáveis ao caso concreto, é revisto o registo de imparidades nas contas a receber.

Reconhece-se que uma evolução anormal das taxas de juro que aumente excessivamente o custo líquido de financiamento e/ou uma evolução abrupta das taxas de câmbio, afectando as operações nos principais mercados internacionais onde opera, possam afectar a rendibilidade esperada da actividade do Grupo.

Por outro lado os leitores de informação financeira, nomeadamente prospectiva, devem estar conscientes dos riscos e das incertezas que uma globalização cada vez mais abrangente da actividade económica implica.

Face a todo o exposto e salvaguardando os eventuais efeitos de factores não controlados pela empresa, nomeadamente as acima mencionadas variações significativas de taxas de juro, taxas de câmbio, ou a ocorrência de factores excepcionais, existem perspectivas de que para o final do exercício o Grupo possa atingir as metas anunciadas.

VI. OS TÍTULOS SOARES DA COSTA E O MERCADO DE CAPITAIS

VI.1. Representação do Capital

O capital da sociedade no valor de 160 milhões de euros é representado, e durante o semestre não existiram alterações, por 160.000.000 de acções escriturais de valor nominal unitário de 1 €, sendo que 133.000.000 são ordinárias e 27.000.000 são preferenciais sem direito de voto. Estas últimas, em conformidade com o disposto no nº 3 do artigo 342º do Código das Sociedades Comerciais gozam actualmente do direito de voto.

A sociedade Grupo Soares da Costa, SGPS, SA (e qualquer das sociedades desta dependentes) não detém acções próprias à data do final do período de referência das contas. Aliás, durante o semestre findo em 30 de Junho de 2008, não foram realizadas quaisquer transacções sobre valores mobiliários próprios.

Já em data posterior ao fecho do semestre a sociedade fez aquisições de acções próprias no mercado Euronext-Lisbon, pelo que detém à data desta informação 440.322 acções ordinárias adquiridas ao preço médio de 1,0479 €.

VI. 2. Síntese das comunicações ao mercado durante o semestre

Durante o primeiro semestre de 2008 a sociedade Grupo Soares da Costa, SGPS, SA, publicou ou disponibilizou ao público, na sua qualidade de emitente de valores mobiliários admitidos à cotação a seguinte informação:

1- Comunicados e Informações disponibilizadas ao público através dos sítios da CMVM, da NYSE Euronext e da Grupo Soares da Costa SGPS, S.A.

Data Descrição
23-05-2008 Grupo Soares da Costa, SGPS, SA informa sobre fusão de participadas
20-05-2008 Grupo Soares da Costa, SGPS, SA dá conhecimento de apresentação a grupo de
Investidores (versão em inglês)
12-05-2008 Grupo Soares das Costa, SGPS, SA, informa sobre esclarecimento da notícia sobre
Pré-Qualificação para o Metro de S. Petersburgo

a) Informação Privilegiada

25-03-2008 Grupo Soares da Costa esclarece sobre notícias publicadas na imprensa
10-03-2008 Apresentação dos Resultados 2007 e Perspectivas para 2008
21-03-2008 Contrato definitivo de aquisição da Contacto Sociedade de Construções, SA
12-03-2008 Grupo Soares da Costa, SGPS, SA, informa sobre a alteração do seu Representante
para as Relações com o Mercado
31-01-2008 Grupo Soares da Costa, SGPS, SA, informa sobre a ampliação da Comissão
Executiva
03-01-2008 Contrato para aquisição da Contacto Sociedade de Construções, SA

b) Prestação de Contas (anuais, semestrais e trimestrais)

Data Descrição
16-05-2008 Grupo Soares da Costa, SGPS, SA informa sobre Contas relativas ao Primeiro
Trimestre de 2008
29-04-2008 Grupo Soares da Costa, SGPS, SA informa sobre resultado da Assembleia-Geral
Anual
10-03-2008 Apresentação dos Resultados 2007 e Perspectivas para 2008

c) Relatório sobre o Governo da Sociedade

Data Descrição
10-03-2008 Grupo Soares da Costa, SGPS, SA Governo da Sociedade 2007

d) Titulares de Órgãos Sociais

Data Descrição
29-04-2008 Grupo Soares da Costa, SGPS, SA informa sobre resultado da Assembleia-Geral
Anual

e) Convocatórias

Data Descrição
26-03-2008 Convocatória para a Assembleia-Geral
27-03-2008 Aditamento à Convocatória para a Assembleia-Geral

f) Participações Qualificadas

Data Descrição
17-04-2008 Redução da Participação Qualificada do Millennium BCP – Gestão de Fundos de
Investimento, SA
31-03-2008 Redução da Participação Qualificada do Santander Asset Management

g) Síntese Anual da Informação Divulgada

Data Descrição
12-03-2008 Grupo Soares da Costa, SGPS, SA, informa sobre síntese anual da informação
divulgada em 2007

h) Outros Comunicados

Data Descrição
26-05-2008 Grupo Soares da Costa, SGPS, SA informa sobre o pagamento de juros do Cupão
nº 1 das Obrigações da Soares da Costa 2007/2017
05-05-2008 Grupo Soares da Costa, SGPS, SA informa sobre o pagamento de juros do Cupão
nº 1 das Obrigações do Grupo Soares da Costa 2007/2015

2- Comunicados e Informações disponibilizadas ao público através do Portal de Justiça

Data Descrição
27-03-2008 Convocatória para a Assembleia-Geral
28-03-2008 Aditamento à Convocatória para a Assembleia-Geral

3- Comunicados e Informações disponibilizadas ao público através do Boletim de Cotações da Euronext

Data Descrição
26-05-2008 Grupo Soares da Costa, SGPS, SA informa sobre o pagamento de juros do Cupão
nº 1 das Obrigações da Soares da Costa 2007/2017
05-05-2008 Grupo Soares da Costa, SGPS, SA informa sobre o pagamento de juros de Cupão
nº 1 das Obrigações do Grupo Soares da Costa 2007/2015
26-03-2008 Convocatória para a Assembleia-Geral
27-03-2008 Aditamento à Convocatória para a Assembleia-Geral
27-03-2008 Grupo Soares da Costa, SGPS, SA informa sobre resultado da Assembleia-Geral
Anual

Já após 30 de Junho de 2008 foram ainda emitidos os seguintes comunicados:

Data Descrição
18-08-2008 Aquisição de Sociedade nos Estados Unidos.
04-08-2008 Aumento da Participação Qualificada do Millennium BCP – Gestão de Fundos de
Investimento, SA
30-07-2008 Diminuição da Participação Qualificada do Millennium BCP – Gestão de Fundos de
Investimento, SA
22-07-2008 Aumento da Participação Qualificada do Millennium BCP – Gestão de Fundos de
Investimento, SA
07-07-2008 Grupo Soares da Costa, SGPS, SA informa sobre Consórcio para a Alta
Velocidade

Para além disso, através do Gabinete do Investidor a sociedade está em relação permanente com os investidores esclarecendo as dúvidas ou dando as informações consideradas pertinentes, sempre em estrita obediência com os regulamentos em vigor.

VI. 3. Comportamento em Bolsa

O quadro seguinte mostra alguns dados gerais sobre os movimentos e cotações das acções ordinárias durante o semestre agora findo e o semestre homólogo do ano anterior.

Indicador Unidade 1º Sem. 2008 1º Sem. 2007
Número das acções ordinárias transaccionadas Unidade 50.328.103 433.650.192
Valor total das acções ordinárias transaccionadas Mil Eur 84.118,73 668.776,53
Valor de abertura no exercício Eur/ acção 2,08 0,69
Valor de fecho no exercício Eur/ acção 1,29 2,45
Valor médio/ acção ordinária Eur/ acção 1,671 1,542
Valor máximo acção ordinária Eur/ acção 2,13 2,45
Data da sessão respectiva Mmm/ dd Jan-04 Jun-29
Valor mínimo acção ordinária Eur/ acção 1,29 0,69
Data da sessão respectiva Mmm/ dd Jun-06 Jan-02

Como se sabe o semestre findo foi caracterizado por uma baixa acentuada das cotações das acções motivada pela crise nos mercados financeiros, apresentando o índice PSI20 uma desvalorização face ao final do ano de 2007 de 31,6% passando de 13.019,36 pontos para 8.904,14.

Este comportamento afectou o título Soares da Costa que encerrou o semestre a cotar em 1,29 face a 2,09 no final do ano de 2007. Não obstante, não se deixa de registar que o valor médio no primeiro semestre de 2008 foi ainda assim superior em cerca de 8,3% ao valor médio do semestre homólogo um ano antes.

Importa ainda referir que o número e volume de acções transaccionadas no 1º. Semestre de 2007 foi decisivamente influenciado pela OPA lançada pela «Investifino» e aquisições posteriores do mesmo accionista.

Cumpre-nos também assinalar a saída do título Soares da Costa do PSI-20 na sequência da revisão feita pela Euronext-Lisbon para vigorar no início do 2º. Semestre do ano em curso.

VII. FACTOS POSTERIORES

As contas anexas foram aprovadas pelo Conselho de Administração para divulgação em 28 de Agosto de 2008. Não ocorreram posteriormente à data de encerramento das demonstrações financeiras eventos significativos que possam ter afectado as informações nelas expressas.

Porto, 28 de Agosto de 2008 O Conselho de Administração

Manuel Roseta Fino (Presidente)

Maria Angelina M. Caetano Ramos José Manuel Baptista Fino

António Pereira da Silva Neves Pedro M. de Almeida Gonçalves António Manuel S. Barbosa
(Presidente da Comissão Executiva) da Frada
Pedro Gonçalo de Sotto-Mayor António Manuel Palma Ramalho António Manuel Pereira Caldas
De Andrade Santos Castro Henriques

ACCIONISTAS COM PARTICIPAÇÕES SUPERIORES A 2% A 30/06/2008

Manuel Fino SGPS, S.A. Num Acções % Direitos Voto
Indirectamente através da Investifino – Investimentos e
Participações, SGPS, SA
113.302.682 70,8142
Total imputável 113.302.682 70,8142
Caetano – SGPS, S.A. Num Acções % Direitos Voto
Directamente 17.600.000 11
Através da Administradora da Caetano – SGPS, S.A. 9.000 0,0057
Total imputável 17.600.000 11,0057
Millennium bcp – Gestão de Fundos de Investimento, S.A. Num Acções % Direitos Voto
Através de vários Fundos de Investimento 6.975.535 4,36
Total imputável 6.975.535 4,36

PARTICIPAÇÕES DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS SOCIAIS EM 30/06/2008

- MEMBROS DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

MANUEL ROSETA FINO – É Presidente do Conselho de Administração da Sociedade Investifino – Investimentos e Participações SA. Esta Sociedade detinha em 1 de Janeiro de 2008, 113.302.682 acções que correspondem a 70,8142% do capital social, assim discriminado:

ACÇÕES QUANTIDADE % TOTAL
Acções Ordinárias 86.310.037 64,8947%
Acções Preferenciais
presentemente com voto
26.992.645 99,9728%
Total 113.302.682 70,8142%

Mantém em 30 de Junho de 2008 a mesma quantidade.

MARIA ANGELINA MARTINS CAETANO RAMOS - Detinha em 1 Janeiro de 2008, 9.0000 acções e mantém a mesma quantidade.

É Administradora da Caetano SGPS, SA. Esta sociedade detinha em 1 de Janeiro de 2008, 17.600.000 acções que correspondem a 11,00% do capital social. Mantém em 30 de Junho de 2008 a mesma quantidade.

ANTÓNIO PEREIRA DA SILVA NEVES – Detinha em 1 de Janeiro de 2008, 13.200 acções e mantém em 30 de Junho de 2008 a mesma quantidade.

PEDRO GONÇALO DE SOTTO-MAYOR DE ANDRADE SANTOS – É Administrador da Sociedade Investifino – Investimentos e Participações SA. Esta Sociedade detinha em 1 de Janeiro de 2008, 113.302.682 acções que correspondem a 70,8142% do capital social, assim discriminado:

ACÇÕES QUANTIDADE % TOTAL
Acções Ordinárias 86.310.037 64,8947%
Acções Preferenciais
presentemente com voto
26.992.645 99,9728%
Total 113.302.682 70,8142%

Mantém em 30 de Junho de 2008 a mesma quantidade.

Os restantes membros dos Órgãos de Administração e Fiscalização não detêm acções da Sociedade.

(1) Adicionalmente, o Grupo Soares da Costa, SGPS, SA detém uma participação de 1% no capital social da Mini Price Hotels (Porto), SA.

(2) Adicionalmente, a Ciagest, SA detém uma participação de 1% no capital social da SDC Imobiliária, Lda.

(3) Adicionalmente, a Sociedade de Construções Soares da Costa, SA, a Cisgest, SA, a Clear, SA e a SDC Serviços Técnicos e de Gestão, SA detêm, cada uma, 0,01% do capital social da SCSP – Soares da Costa Serviços Partilhados, SA.

BALANÇO CONSOLIDADO

(Valores em unidades de Euro)
A C T I V O Notas 30-Jun-08 31-Dez-07
Activo Líquido Activo Líquido
NÃO CORRENTE
Goodwill 78.312.367 5.962.136
Activos intangíveis 8 359.410 9.706
78.671.777 5.971.841
Activos fixos tangíveis: 9 e 10
Terrenos e edifícios 438.645.785 197.601.415
Equipamento básico 52.868.453 51.051.809
Imobilizações em curso 14.795.629 10.273.117
Outros activos fixos tangíveis 15.205.593 14.328.220
521.515.460 273.254.562
Investimentos financeiros:
Propriedades de investimento
11 e 19 182.729 229.963
Investimentos financeiros em equivalência patrimonial 1.255.510 13.437.882
Empréstimos a empresas associadas 2.525.659 7.049.231
Outros investimentos financeiros 7.424.200 6.444.191
Adiantamentos por conta de investimentos financeiros 11 - 37.000.000
11.388.098 64.161.267
Activos por impostos diferidos 24 9.359.023 10.929.231
Dívidas de terceiros 2.781 -
Outros activos não correntes 4.040 -
Total do activo não corrente 620.941.179 354.316.902
CORRENTE
Inventários 12 e 19 126.453.652 120.753.233
Dívidas de terceiros: 13 e 19
Clientes 239.061.834 186.792.119
Outras dívidas de terceiros 38.707.327 46.688.467
277.769.161 233.480.586
Outros activos correntes 14 107.574.152 72.011.406
Caixa e seus equivalentes 15 87.966.010 32.235.283
Total do activo corrente 599.762.975 458.480.508
Total do activo 1.220.704.154 812.797.409

BALANÇO CONSOLIDADO

(Valores em unidades de Euro)
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO Notas 30-Jun-08 31-Dez-07
CAPITAL PRÓPRIO
Capital social 16 160.000.000 160.000.000
Reservas e resultados transitados (25.406.207) (36.685.721)
Resultado líquido do exercício 4.561.122 12.039.592
Capital próprio atribuível ao Grupo 139.154.915 135.353.872
Interesses minoritários 913.371 889.667
Total do capital próprio 140.068.286 136.243.539
PASSIVO
NÃO CORRENTE
Provisões 19 564.313 19.325
Empréstimos:
Empréstimos obrigacionistas 17 100.000.000 100.000.000
Empréstimos bancários 17 385.612.672 174.868.371
Outros empréstimos obtidos - 52.354
485.612.672 274.920.725
Dívidas a terceiros:
Fornecedores de imobilizado 4.401.563 4.890.863
Outros dívidas a terceiros 11.339.013 8.711.367
Passivos por impostos diferidos 24 24.493.156 17.551.760
Total do passivo não corrente 526.410.717 306.094.040
CORRENTE
Empréstimos:
Empréstimos bancários 17 114.098.103 35.948.475
Outros empréstimos obtidos 14.884.710 19.521.799
128.982.813 55.470.275
Dívidas a terceiros:
Fornecedores 198.422.118 154.023.837
Fornecedores de imobilizado 5.737.480 6.492.048
Adiantamentos de clientes 66.149.770 45.978.917
Outros dívidas a terceiros 40.986.931 43.094.409
311.296.299 249.589.211
Outros passivos correntes 18 113.946.039 65.400.345
Total do passivo corrente 554.225.151 370.459.831
Total do passivo 1.080.635.868 676.553.870
Total do capital próprio e passivo 1.220.704.154 812.797.409

DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS

(Valores em unidades de Euro)
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS Notas 30-Jun-08 30-Jun-07
Vendas e prestação de serviços 384.816.400 276.867.643
Variação da produção 4.095.075 1.248.289
Outros ganhos operacionais 21 4.678.130 5.013.779
Proveitos operacionais 393.589.605 283.129.711
Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas (88.167.043) (72.865.937)
Fornecimentos e serviços externos (196.659.444) (128.561.556)
Custos com o pessoal (64.543.341) (52.423.105)
Amortizações e perdas de imparidade (15.386.334) (5.603.781)
Provisões e ajustamentos de valor (905.874) (416.423)
Outras perdas operacionais 21 (5.043.727) (11.323.938)
Custos operacionais (370.705.763) (271.194.740)
Resultado operacional das actividades continuadas 22.883.842 11.934.971
Custo líquido do financiamento (13.913.768) (4.762.386)
Ganhos e perdas em empresas associadas (219.943) 3.631.495
Outros ganhos e perdas financeiros (3.221.006) (1.523.702)
Resultado financeiro 23 (17.354.717) (2.654.593)
Resultado antes de impostos 5.529.124 9.280.378
Impostos sobre o rendimento 24 (940.708) (306.546)
Resultado consolidado do exercício 4.588.416 8.973.832
Atribuível ao Grupo 4.561.122 8.697.385
Atribuível a interesses minoritários 27.294 276.447
Resultado por acção das actividades continuadas: 25
Básico 0,029 0,060
Diluído 0,029 0,060
Resultado por acção: 25
Básico 0,029 0,060
Diluído 0,029 0,060

DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO

(Valores em unidades de Euro)
Rubrica Saldo a
1/Jan/2008
Diferenças
cambiais
transposição DF
Outros Res. Liquido em
30/Jun/2008
Saldo a
30/Jun/2008
Capital social 160.000.000 - - - 160.000.000
Reserva de justo valor 65.863.386 - 1.173 - 65.864.559
Reserva de conversão cambial 185.615 (898.626) - - (713.011)
Outras reservas e resultados transitados (90.695.130) - 137.375 - (90.557.755)
Resultado líquido do exercício - - - 4.561.122 4.561.122
Dividendos antecipados - - - - -
Interesses minoritários 889.668 - (3.591) 27.294 913.371
136.243.539 (898.626) 134.957 4.588.416 140.068.286
Rubrica Saldo a
1/Jan/2007
Diferenças
cambiais
transposição DF
Outros Res. Liquido em
31/Dez/2007
Saldo a
31/Dez/2007
Capital social 160.000.000 - - - 160.000.000
Reserva de justo valor 65.611.796 - 251.590 - 65.863.386
Reserva de conversão cambial 303.195 (117.580) - - 185.615
Outras reservas e resultados transitados (102.535.21
7)
- (199.505) - (102.734.722)
Resultado líquido do exercício - - - 12.039.592 12.039.592
Dividendos antecipados - - - - -
Interesses minoritários 770.089 - (201.862) 321.440 889.668
124.149.863 (117.580) (149.777) 12.361.032 136.243.539

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA CONSOLIDADOS

(Valores em unidades de Euro)
30-Jun-08 30-Jun-07
Actividades operacionais:
Recebimentos de clientes 329.920.945 277.639.980
Pagamentos a fornecedores (282.870.432) (211.064.934)
Pagamentos ao pessoal (55.406.805) (44.456.163)
(8.356.292) 22.118.883
Pagamento /recebimento do imposto s/o rendimento (1.791.436) (238.809)
Outros recebimentos/pagamentos relativos à actividade operacional (2.536.287) (18.570.709)
(4.327.723) (18.809.518)
Fluxos das actividades operacionais (12.684.015) 3.309.365
Actividades de investimento:
Recebimentos provenientes de:
Investimentos financeiros 71.537.039 3.791.690
Activos fixos tangíveis 90.495 370
Activos fixos intangíveis - -
Subsídios de investimento - 142.866
Juros e proveitos similares 713.976 699.760
Dividendos 37.500 72.379.010 3.614.490 8.249.176
Pagamentos respeitantes a:
Investimentos financeiros 83.890.030 681.706
Activos fixos tangíveis 8.048.081 1.813.306
Activos intangíveis - 91.938.111 - 2.495.012
Fluxos das actividades de investimento (19.559.101) 5.754.164
Actividades de financiamento:
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos 222.703.368 155.641.330
Aumentos de capital, prestações suplementares e prémios de emissão 15.651 14.809
Juros obtidos 156.305 222.875.324 76.549 155.732.688
Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos 134.800.167 152.312.648
Amortização de contratos de locação financeira 3.458.854 2.076.904
Juros e custos similares 21.759.226 8.096.817
Dividendos 48.348 74.047
Aquisições de acções (quotas) próprias
Fluxos das actividades de financiamento
- 160.066.595
62.808.729
- 162.560.416
(6.827.728)
Variação de caixa e seus equivalentes 30.565.613 2.235.801
Efeito das diferenças de câmbio (939.910) (241.788)
Efeito das alterações de participação 26.105.024 -
Caixa e seus equivalentes no início do período 32.235.283 32.751.072
Caixa e seus equivalentes no fim do período 87.966.010 34.745.085

ANEXO À DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA CONSOLIDADOS

Aquisições, subscrições, aumentos de capital e alterações em participações sociais

  • Realização, por caixa e seus equivalentes, da quantia de 235.000 Euros referente à participação do Grupo no capital da sociedade "Mini Price Hotels (Porto), S.A.";
  • Aquisição da totalidade do capital social da Contacto Sociedade de Construções, S.A. pelo valor de 81.500.000 Euros, integralmente realizados por caixa e seus equivalentes;
  • Aquisição da totalidade do capital social da Cais da Fontinha Investimentos Imobiliários, S.A. pelo valor de 2.176.089 Euros, tendo sido realizados por caixa e seus equivalentes, à data de 30 de Junho de 2008. a quantia de 1.076.089 Euros;
  • Realização, por caixa e seus equivalentes, da quantia de 250.000 Euros referente à participação do Grupo no capital da sociedade "Coordenação & Soares da Costa, SGPS, S.A.";
  • Realização, por caixa e seus equivalentes, da quantia de 165.000 Euros referente à aquisição de uma quota representativa de 3% do capital da sociedade "Montinho de Monchique (Construções), Lda." e da quantia de 165.000 Euros concedidos à referida sociedade a título de suprimentos.

A data de inclusão da Contacto – Sociedade de Construções S.A. no perímetro de consolidação pelo método integral foi 03 de Janeiro de 2008. A essa data o justo valor dos activos e passivos da sociedade, é como segue:

Activo Passivo
Não corrente Não Corrente
Activos fixos intangíveis 8.557 Provisões 544.988
Activos fixos tangíveis 263.904 Outros passivos não correntes 4.672.100
Activos por impostos diferidos 203.180 Passivos por impostos diferidos 6.464.126
Outros activos não correntes 6.821 11.681.214
482.462 Corrente
Dívidas a terceiros 42.818.797
Corrente Outros passivos correntes 17.215.472
Inventários 1.474.456
Dívidas de terceiros 104.544.304
Outros activos correntes 2.203.991 60.034.269
Caixa e seus equivalentes 375.928
108.598.679
109.081.141 71.715.483

A data de inclusão da Scutvias – Autoestradas da Beira Interior, S.A. no perímetro de consolidação pelo método proporcional foi 01 de Janeiro de 2008. A essa data o justo valor dos activos e passivos da sociedade ponderados pela participação detida pelo Grupo, é como segue:

Activo Passivo
Não corrente Não Corrente
Activos fixos intangíveis 352.928 Dívidas a terceiros 230.036.996
Activos fixos tangíveis 249.438.180 Outros passivos não correntes -
249.791.108 230.036.996
Corrente Corrente
Dívidas de terceiros 957.831 Dívidas a terceiros 15.183.961
Outros activos correntes 14.248.652 Outros passivos correntes 22.877.693
Caixa e seus equivalentes 24.238.953
39.445.436 38.061.655
289.236.544 268.098.650

A data de inclusão da Cais da Fontinha, Investimentos Imobiliários, S.A. no perímetro de consolidação pelo método integral foi 01 de Janeiro de 2008. A essa data o justo valor dos activos e passivos da sociedade ponderados pela participação detida pelo Grupo, é como segue:

Activo Passivo
Não corrente Não Corrente
Activos fixos tangíveis - Passivos por impostos diferidos 262.777
- 262.777
Corrente Corrente
Inventários 2.416.989 Dívidas a terceiros 2.827.252
Dívidas de terceiros 7.221 Outros passivos correntes 5.643
Caixa e seus equivalentes 1.421.000
3.845.210 2.832.894
3.845.210 3.095.671

A data de inclusão da Hidroequador Santomense – Exploração de Centrais Hidroeléctricas, Lda. no perímetro de consolidação pelo método integral foi 01 de Janeiro de 2008. A essa data o justo valor dos activos e passivos da sociedade ponderados pela participação detida pelo Grupo, é como segue:

Activo Passivo
Não corrente Não Corrente
Investimentos financeiros 95.625 Dívidas a terceiros 121.067
95.625 121.067
Corrente Corrente
Dívidas de terceiros 101 Dívidas a terceiros 454
Outros activos correntes 200
Caixa e seus equivalentes 28.125
28.426 454
124.051 121.520

O justo valor dos activos e passivos da sua subsidiária, Hidroeléctrica STP, Lda., ponderados pela participação detida pelo Grupo, é como segue:

Outras Operações

Durante o primeiro semestre de 2008, ocorreu o reembolso do empréstimo que a Contacto – Sociedade de Construções, S.A. detinha com a anterior detentora do seu capital social, tendo ocorrido uma entrada em caixa e seus equivalentes no montante de 71.000.000 Euros.

Discriminação dos componentes de caixa e seus equivalentes

30-Jun-08 31-Dez-07
Numerário 1.861.101 1.847.829
Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis 85.899.205 30.051.757
Equivalentes a caixa 205.704 335.698
Caixa e seus equivalentes 87.966.010 32.235.283
Titulos Negociáveis
Disponibilidades constantes do balanço
-
87.966.010
-
32.235.283

POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS E NOTAS EXPLICATIVAS

EM 30 DE JUNHO DE 2008

1. NOTA INTRODUTÓRIA

A sociedade actualmente denominada GRUPO SOARES DA COSTA, SGPS, S.A. ("Empresa") foi constituída em 2 de Junho de 1944, sob a denominação de Soares da Costa, Lda., sociedade comercial por quotas, tendo sido transformada em sociedade anónima por escritura notarial em 1 de Maio de 1968 e assumido a denominação social de "Sociedade de Construções Soares da Costa, S.A.".

Em 30 de Dezembro de 2002 após um processo de reorganização do Grupo, a sociedade assumiu a sua denominação actual e alterou o objecto social para "Gestão de participações sociais como forma indirecta do exercício de actividades económicas".

A actual estrutura de participações da Empresa pode ser representada pelo diagrama anexo que evidencia a "holding" do Grupo, "GRUPO SOARES DA COSTA, SGPS, S.A.", sociedade de capital aberto ao investimento do público e quatro "subholdings", uma por cada grande segmento ou área de negócios:

  • Soares da Costa Construção, SGPS, S.A. que integra o "portfolio" de participações sociais na área de construção civil e obras públicas onde se destaca a Sociedade de Construções Soares da Costa, S.A., empresa construtora nacional do Grupo.
  • Soares da Costa Indústria, SGPS, S.A. que integra as participações de capital das empresas que se dedicam às indústrias relacionadas com a actividade de construção, nomeadamente: carpintaria, electricidade, electromecânica, alumínios, pré-fabricados, etc.
  • Soares da Costa Imobiliária, SGPS, S.A. que integra as participações nas empresas que se dedicam ao segmento imobiliário e de gestão imobiliária.
  • Soares da Costa Concessões, SGPS, S.A. onde se centralizou o "portfolio" de participações financeiras das empresas ligadas às concessões.

A relação completa das empresas incluídas na consolidação e dos métodos de consolidação aplicados constam nas notas seguintes.

Os valores monetários referidos nas notas são apresentados em unidades de Euro, salvo indicação em contrário.

As demonstrações financeiras não foram objecto de auditoria.

2. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS

As principais políticas contabilísticas adoptadas na preparação das demonstrações financeiras consolidadas são as seguintes:

2.1. Bases de apresentação

As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação, mantidos de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal ajustados, no processo de consolidação, de modo a que as demonstrações financeiras consolidadas estejam em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adoptadas na União Europeia, em vigor para os exercícios económicos iniciados em 1 de Janeiro de 2005, data que corresponde ao início do período da primeira aplicação pela Empresa dos IAS/IFRS.

Na preparação das demonstrações financeiras anexas foram utilizadas estimativas que afectam as quantias reportadas de activos e passivos, assim como as quantias reportadas de proveitos e custos durante o período de reporte. Todas as estimativas e assumpções efectuadas pelo Conselho de Administração foram efectuadas com base no melhor conhecimento existente à data de aprovação das demonstrações financeiras dos eventos e transacções em curso.

O Conselho de Administração da Empresa entende que as demonstrações consolidadas anexas e as notas que se seguem asseguram uma adequada apresentação da informação financeira consolidada.

Nas presentes demonstrações financeiras o Grupo não procedeu à implementação de qualquer norma ou interpretação já emitida pelo IASB cuja data de aplicação obrigatória seja posterior. Das alterações já aprovadas não resultarão efeitos significativos nas demonstrações financeiras do Grupo.

2.2. Princípios de consolidação

São os seguintes os métodos de consolidação adoptados pelo Grupo:

a) Empresas do Grupo – Método de consolidação integral

As participações financeiras em empresas nas quais o Grupo detenha directa ou indirectamente, mais de 50% dos direitos de voto em Assembleia Geral de Accionistas/Sócios e/ou detenha o poder de controlar as suas políticas financeiras e operacionais (definição de controlo utilizada pelo Grupo), foram incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas pelo método de consolidação integral. Os interesses correspondentes à participação de terceiros nestas empresas são apresentados autonomamente na rubrica interesses minoritários, sendo no balanço consolidado incluída nos capitais próprios e na demonstração de resultados incluída nos resultados consolidados do exercício.

Quando os prejuízos atribuíveis aos minoritários excedem o interesse minoritário no capital próprio da filial, o Grupo absorve esse excesso e quaisquer prejuízos adicionais, excepto quando os minoritários tenham a obrigação e sejam capazes de cobrir esses prejuízos. Se a filial subsequentemente reportar lucros, o Grupo apropria todos os lucros até que a parte minoritária dos prejuízos absorvidos tenha sido recuperada.

Os activos e passivos de cada empresa do Grupo são identificados ao seu justo valor na data de aquisição. Qualquer excesso do custo de aquisição face ao justo valor dos activos e passivos líquidos adquiridos é reconhecido como "goodwill" (Nota 2.2.d). Caso o diferencial entre o custo de aquisição e o justo valor dos activos e passivos líquidos adquiridos seja negativo, o mesmo é reconhecido como um proveito do exercício.

Os interesses minoritários incluem a proporção dos terceiros no justo valor dos activos e passivos identificáveis à data de aquisição das subsidiárias.

Os resultados das filiais adquiridas ou vendidas durante o exercício estão incluídos nas demonstrações de resultados desde a data da sua aquisição ou até à data da sua venda.

Sempre que necessário, são efectuados ajustamentos às demonstrações financeiras das filiais para adequar as suas políticas contabilísticas às usadas pelo Grupo. As transacções, os saldos e os dividendos distribuídos entre empresas do Grupo são eliminados no processo de consolidação. As mais-valias decorrentes da alienação de empresas participadas, efectuadas dentro do Grupo, são igualmente anuladas.

As empresas consolidadas pelo método de consolidação integral encontram-se identificadas na Nota 3.

b) Empresas controladas conjuntamente – Método de consolidação proporcional

As participações financeiras em empresas controladas conjuntamente foram incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas pelo método da consolidação proporcional, desde a data em que o controlo é partilhado. De acordo com este método os activos, passivos, proveitos e custos destas empresas foram integrados, nas demonstrações financeiras consolidadas, rubrica a rubrica, na proporção do controlo atribuível ao Grupo.

O excesso do custo de aquisição face ao justo valor de activos e passivos identificáveis de cada entidade conjuntamente controlada na data de aquisição, é reconhecido como "goodwill" (Nota 2.2.d). Caso o diferencial entre o custo de aquisição e o justo valor dos activos e passivos líquidos adquiridos seja negativo, o mesmo é reconhecido como um proveito do exercício.

Sempre que necessário, são efectuados ajustamentos às demonstrações financeiras das entidades conjuntamente controladas para adequar as suas políticas contabilísticas às usadas pelo Grupo. As transacções, os saldos e os dividendos distribuídos entre empresas são eliminados, no processo de consolidação, na proporção do controlo atribuível ao Grupo. As mais-valias decorrentes da alienação de empresas participadas, efectuadas dentro do Grupo, são igualmente anuladas.

A classificação dos investimentos financeiros em empresas controladas conjuntamente é determinada com base em acordos parassociais que regulam o controlo conjunto, na percentagem efectiva de detenção e/ou nos direitos de voto detidos.

Os interesses financeiros em Agrupamentos Complementares de Empresas (ACE´s), por regra, foram consolidados nas demonstrações financeiras pelo método da consolidação proporcional.

As empresas consolidadas pelo método de consolidação proporcional encontram-se identificadas na Nota 4.

c) Empresas associadas – Método da equivalência patrimonial

As participações financeiras em empresas associadas, empresas onde o Grupo exerce uma influência significativa mas não detém o controlo, nem o controlo conjunto das mesmas através da participação nas decisões financeira e operacional da Empresa - geralmente investimentos representando entre 20% a 50% do capital de uma empresa - são registados pelo método da equivalência patrimonial.

De acordo com o método da equivalência patrimonial, as participações financeiras são registadas pelo seu custo de aquisição ajustado pelo valor correspondente à participação do Grupo nas variações dos capitais próprios (incluindo o resultado líquido) das associadas por contrapartida de ganhos ou perdas do exercício e pelos dividendos recebidos.

O excesso do custo de aquisição face ao justo valor de activos e passivos identificáveis de cada associada na data de aquisição é reconhecido como "goodwill" (Nota 2.2.d). Caso o diferencial entre o custo de aquisição e o justo valor dos activos e passivos líquidos adquiridos seja negativo, o mesmo é reconhecido como um proveito do exercício.

É feita uma avaliação dos investimentos em associadas quando existem indícios de que o activo possa estar em imparidade, sendo registado como custo na demonstração de resultados as perdas de imparidade que se demonstrem existir.

Quando a proporção do Grupo nos prejuízos acumulados da associada excede o valor pelo qual o investimento se encontra registado, o investimento é relatado por valor nulo.

Os investimentos financeiros em empresas associadas encontram-se detalhados na Nota 5.

d) "Goodwill"

As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em empresas do Grupo, entidades conjuntamente controladas e associadas e o justo valor dessas empresas à data da sua aquisição, foram registadas como activo intangível na rubrica de "Goodwill" (no caso dos investimentos em empresas do Grupo e entidades conjuntamente controladas).

O "goodwill" não é amortizado, sendo testado, anualmente, para verificar se existem perdas por imparidade. Qualquer perda por imparidade é registada imediatamente na demonstração de resultados do exercício afectando os resultados financeiros, não sendo posteriormente revertida.

As diferenças entre o custo de aquisição dos investimentos em empresas do Grupo, entidades conjuntamente controladas e associadas, sedeadas no estrangeiro e o justo valor dos activos e passivos identificáveis dessas empresas à data da sua aquisição, encontram-se registadas na moeda de reporte dessas empresas, sendo convertidas para a moeda de reporte do Grupo (Euro) à taxa de câmbio em vigor na data de balanço. As diferenças cambiais geradas nessa conversão são registadas no Capital Próprio na rubrica "Reserva de conversão cambial".

As diferenças de consolidação positivas geradas antes da data de transição para os IFRS (1 de Janeiro de 2004) e resultantes do processo de reorganização do Grupo ocorrido em 2002 foram eliminadas aquando da conversão das demonstrações financeiras.

e) Conversão de demonstrações financeiras de entidades estrangeiras

São tratadas como entidades estrangeiras as entidades que operando no estrangeiro têm autonomia organizacional, económica e financeira.

Os activos e passivos das demonstrações financeiras de entidades estrangeiras são convertidos para Euro utilizando as taxas de câmbio existente à data do balanço e os custos e proveitos e fluxos de caixa dessas demonstrações financeiras são convertidos para Euro utilizando a taxa de câmbio média verificada no exercício. A diferença cambial resultante é registada no capital próprio na rubrica "Reserva de conversão cambial".

O "goodwill" e ajustamentos de justo valor resultantes da aquisição de entidades estrangeiras são tratados como activos e passivos dessa entidade e transpostos para Euro de acordo com a taxa de câmbio, à data do balanço.

Sempre que uma entidade estrangeira é alienada, a diferença cambial acumulada é reconhecida na demonstração de resultados como um ganho ou perda da alienação.

As cotações utilizadas para conversão em Euro das contas das empresas do Grupo, entidades conjuntamente controladas e associadas estrangeiras foram as seguintes:

Cambio em
30-Jun-08
Cambio Médio
2008
Cambio em
31-Dez-07
Cambio médio
2007
Dólar Americano EUR/USD 1,5764 1,5455 1,4721 1,3797
Metical de Moçambique EUR/MZN 37,81 37,23 34,83 35,57
Dobra de S. Tomé e Príncipe EUR/STD 22.721,10 22.487,67 20.947,87 18.737,35
Kuanza de Angola EUR/AOA 117,40 115,27 110,38 106,50
Leu Romeno EUR/ROL 3,6415 3,6872 3,6118 3,3526

2.3. Propriedades de investimento

As propriedades de investimento compreendem, essencialmente, terrenos e edifícios detidos para obter rendas ou valorização do capital ou ambos e não para uso na produção ou fornecimento de bens ou serviços ou para fins administrativos ou para venda no curso ordinário dos negócios.

As propriedades de investimento estão registadas pelo custo. À data da transposição das demonstrações financeiras para o quadro referencial IAS/IFRS (1 de Janeiro de 2004) as propriedades de investimento materialmente relevantes foram ajustadas de forma a reflectir o seu justo valor à data da conversão ("deemed-cost").

Os custos incorridos relacionados com propriedades de investimento em utilização nomeadamente, manutenções, reparações, seguros e impostos sobre propriedades (contribuição autárquica), são reconhecidos como um custo na demonstração de resultados consolidada do exercício a que se referem. As beneficiações relativamente às quais se estima que gerem benefícios económicos adicionais futuros, são capitalizadas na rubrica de propriedades de investimento.

O método de amortização utilizado nas propriedades de investimento é o método das quotas constantes considerando como taxa de amortização a correspondente a uma vida útil de 100 anos.

2.4. Activos fixos tangíveis

Os activos fixos tangíveis adquiridos até 31 de Dezembro de 2003, data da transição para IAS/IFRS encontram-se registados ao "deemed cost", deduzido de amortizações e perdas de imparidade. O "deemed cost" foi determinado como segue:

  • Terrenos e edifícios Valor de mercado a 31 de Dezembro de 2003 determinado por avaliação independente - J. Curvelo, Lda..
  • Equipamento básico Valor de mercado a 31 de Dezembro de 2003, determinado através de uma avaliação interna dos bens numa óptica de uso, corroborada por uma avaliação externa efectuada por entidade independente – J. Curvelo, Lda..
  • Restantes elementos Custo de aquisição ou custo de aquisição reavaliado de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal.

Os bens adquiridos após 31 de Dezembro de 2003, encontram-se registados ao seu custo de aquisição deduzido de amortizações acumuladas e perdas de imparidade.

As depreciações são calculadas pelo método das quotas constantes após os bens estarem em condições de serem utilizados e são imputadas numa base sistemática durante a sua vida útil que é determinada tendo em conta a utilização esperada do activo pelo Grupo, do desgaste natural esperado, da sujeição a uma previsível obsolescência técnica e do valor residual atribuível ao bem. O valor residual atribuível ao bem é determinado com base na estimativa do valor recuperável no final da sua vida útil.

As taxas de amortização utilizadas correspondem aos seguintes períodos de vida útil estimada:

Vida Útil
Edifícios 8 - 100
Equipamento básico 2 - 20
Outros activos tangíveis 3 - 10

As imobilizações em curso encontram-se registadas ao custo de aquisição ou produção, deduzido de eventuais perdas de imparidade.

As mais ou menos valias resultantes da venda ou abate do imobilizado corpóreo são determinadas pela diferença entre o preço de venda e o valor líquido contabilístico na data de alienação/abate, sendo registadas na demonstração de resultados, como "outros ganhos operacionais" ou "outras perdas operacionais".

2.5. Activos Intangíveis

Os activos intangíveis excepto "goodwill" encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das amortizações acumuladas e perdas de imparidade. Os activos intangíveis só são reconhecidos se for

provável que deles advenham benefícios económicos futuros para o Grupo, sejam controláveis pelo Grupo e se possa medir razoavelmente o seu valor.

As amortizações do exercício dos activos intangíveis são registadas na demonstração de resultados na rubrica de "Amortizações e perdas de imparidade". O método de amortização utilizado nos activos intangíveis com vida útil finita é o método das quotas constantes, tendo-se considerado para estes activos um período de vida útil compreendido entre 3 e 5 anos, com excepção dos encargos com contratos de concessão pagos ao Estado Português que são amortizados pelo método das quotas constantes e por duodécimos, durante o período da concessão.

À data da transposição das demonstrações financeiras para o quadro referencial IAS/IRFS, 1 de Janeiro de 2004, a adopção desta política determinou uma redução no activo e nos capitais próprios dos activos que não obedeciam a esta definição.

2.6. Activos e Passivos Financeiros

a) Investimentos Financeiros

Os investimentos financeiros são reconhecidos na data em que são transferidos substancialmente os riscos e vantagens inerentes aos mesmos. São inicialmente registados pelo seu valor de aquisição, que é o justo valor do preço pago incluindo despesas de transacção.

Os investimentos financeiros classificam-se em investimentos detidos até à maturidade e investimentos mensurados ao justo valor através de resultados.

Após o reconhecimento inicial, os investimentos mensurados ao justo valor através de resultados são remensurados pelo seu justo valor sem qualquer dedução aos custos da transacção em que se possa incorrer na venda. Os investimentos em instrumentos de capital próprio não admitidos à cotação em mercados regulamentados, e para os quais não é possível estimar com fiabilidade o seu justo valor, são mantidos ao seu custo de aquisição deduzido de eventuais perdas de imparidade.

Os ganhos ou perdas provenientes de uma alteração no justo valor dos investimentos mensurados ao justo valor através de resultados são registados na demonstração consolidada dos resultados do exercício.

b) Dívidas de terceiros

As dívidas de terceiros são registadas pelo seu valor nominal deduzido de eventuais perdas de imparidade, reconhecidas na rubrica de perdas de imparidade em contas a receber, para que as mesmas reflictam o seu valor realizável líquido.

c) Empréstimos

Os empréstimos são registados no passivo pelo seu valor nominal.

Eventuais despesas com a emissão desses empréstimos, pagas antecipadamente aquando da emissão desses empréstimos, são reconhecidas linearmente na demonstração de resultados do exercício ao longo do período de vida desses empréstimos, encontrando-se classificados, na rubrica de "Outros activos correntes".

Os encargos financeiros com juros bancários e despesas similares (nomeadamente Imposto de Selo), são registados na demonstração consolidada de resultados de acordo com o princípio da especialização dos exercícios, encontrando-se os montantes vencidos e não liquidados à data do balanço, classificados na rubrica de "Outros passivos correntes".

d) Dívidas a terceiros

As dívidas a terceiros encontram-se registadas pelo seu valor nominal. Usualmente estas dívidas a terceiros não vencem juros.

e) Letras descontadas e contas a receber cedidas em "factoring"

As letras descontadas e as contas a receber cedidas em factoring (com recurso) encontram-se apresentadas no activo pelo seu valor nominal e no passivo pelo adiantamento já recebido.

Os encargos com juros são reconhecidos de acordo com o princípio da especialização dos exercícios.

f) Caixa e seus equivalentes

Os montantes incluídos na rubrica de "Caixa e seus equivalentes" correspondem aos valores de caixa, depósitos bancários e depósitos a prazo e outras aplicações de tesouraria de curto prazo.

2.7. Locações

Os contratos de locação são classificados como:

  • locações financeiras se através deles forem transferidos substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse;
  • locações operacionais se através deles não forem transferidos substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse.

A classificação das locações em financeiras ou operacionais é feita em função da substância e não da forma do contrato.

Os activos imobilizados adquiridos mediante contratos de locação financeira, são registados pelo seu valor no activo e as respectivas responsabilidades no passivo. As amortizações destes activos calculadas em conformidade com o descrito em 2.4. supra são registadas em amortizações do exercício.

A parcela de capital incluída nas rendas pagas é registada como redução daquelas responsabilidades e os juros incluídos nessas rendas são registados como custos financeiros do exercício a que respeitam.

Nas locações consideradas como operacionais, as rendas devidas são reconhecidas como custo na demonstração dos resultados durante o período do contrato de locação na rubrica "Fornecimento e serviços externos".

2.8. Inventários

As mercadorias, as matérias-primas, subsidiárias e de consumo são valorizadas ao menor do custo de aquisição ou do valor realizável líquido. O método de custeio utilizado pelo Grupo na movimentação das matérias-primas, subsidiárias e de consumo é o custo médio ponderado.

Os produtos acabados e semi-acabados, os subprodutos e os produtos e trabalhos em curso são valorizados ao menor do custo de produção ou do valor realizável líquido. Os custos de produção incluem o custo da matéria-prima incorporada, mão-de-obra directa e gastos gerais de fabrico. O método de custeio é o custo médio.

O valor realizável líquido corresponde ao preço de venda normal deduzido dos custos para terminar a produção e dos custos de comercialização.

2.9. Encargos financeiros com empréstimos obtidos

Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são reconhecidos como custo de acordo com o princípio da especialização dos exercícios.

Durante o exercício não foram capitalizados encargos financeiros como parte do custo de produção de activos.

A associada Scutvias – Autoestradas da Beira Interior, S.A., consolidada pela primeira vez pelo método proporcional, capitalizou em exercícios anteriores um montante total de 241.883.040 Euros como parte integrante do custo de activos fixos tangíveis. Assim, nas demonstrações financeiras consolidadas do Grupo estão relevados, a este título, a quantia de 80.619.617 Euros.

2.10. Provisões

As provisões são reconhecidas quando, o Grupo tem uma obrigação presente (legal ou construtiva) resultante dum evento passado e é provável que para a resolução dessa obrigação ocorra uma saída de recursos e que o montante da obrigação possa ser razoavelmente estimado. As provisões são revistas na data de cada balanço e são ajustadas de modo a reflectir a melhor estimativa a essa data.

2.11. Imposto sobre o rendimento

O imposto corrente sobre o rendimento é calculado com base nos resultados tributáveis (os quais diferem dos resultados contabilísticos) das empresas incluídas na consolidação de acordo com as regras fiscais em vigor no local da sede de cada empresa do Grupo.

Os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação.

Os activos e passivos por impostos diferidos são calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação que se esperam estar em vigor à data da reversão das diferenças temporárias.

Os activos por impostos diferidos são registados unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para os utilizar. Na data de cada balanço é efectuada uma reapreciação das diferenças temporárias subjacentes aos activos por impostos diferidos no sentido de reconhecer activos por impostos diferidos não registados anteriormente por não terem preenchido as condições para o seu registo e/ou para reduzir o seu montante, em função da expectativa actual da sua recuperação futura.

Os impostos diferidos são registados como custo ou proveito do exercício, excepto se resultarem de montantes registados directamente em capital próprio, situação em que o imposto diferido é também registado na mesma rubrica.

2.12. Apresentação de balanço

Os activos realizáveis e os passivos exigíveis a mais de um ano da data do balanço são apresentados, respectivamente, como activos e passivos não correntes.

2.13. Reconhecimento de custos e proveitos

a) Contratos de construção

Para o reconhecimento dos proveitos e custos dos contratos de construção, foi adoptado o método da percentagem de acabamento. De acordo com este método, os proveitos directamente relacionados com as obras em curso são reconhecidos na demonstração de resultados em função da sua percentagem de acabamento, a qual é determinada pelo rácio entre os custos incorridos até à data do balanço e os custos totais estimados das obras. As diferenças entre os proveitos apurados através da aplicação deste método e

a facturação emitida são contabilizadas nas rubricas de "Outros activos correntes" ou "Outros Passivos Correntes", consoante a natureza da diferença. Os proveitos e custos relativos à promoção imobiliária são diferidos no balanço até que a respectiva execução esteja total ou substancialmente terminada.

Variações nos trabalhos face à quantia de rédito acordada no contrato são reconhecidas no resultado do exercício quando é fortemente provável que o cliente aprove a quantia de rédito proveniente da variação, e que esta possa ser mensurada com fiabilidade.

As reclamações para reembolso de custos não incluídos no preço do contrato são incluídas no rédito do contrato quando as negociações atinjam um estágio avançado de tal forma que é provável que o cliente aceite a reclamação, e que é possível mensurá-la com fiabilidade.

b) Empreendimentos imobiliários

O reconhecimento das vendas de empreendimentos imobiliários é efectuado no momento em que legalmente ocorre a transferência de propriedade ou, excepcionalmente, quando a posse ou riscos inerentes ao imóvel são transmitidas ao promitente comprador e se considera a venda irreversível.

c) Restantes actividades

Os proveitos relativos a vendas e prestações de serviços em geral são reconhecidos com a sua realização. Os proveitos financeiros relacionados com a mora no pagamento por parte dos clientes são reconhecidos quando há significativa evidência da sua cobrabilidade.

d) Custos com a preparação de propostas

Os custos incorridos com a preparação de propostas são reconhecidos na demonstração de resultados do exercício em que são incorridos, em virtude do desfecho da proposta não ser controlável.

e) Especializações dos exercícios

As empresas do Grupo registam as suas receitas e despesas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual as receitas e despesas são reconhecidas à medida em que são geradas independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de "Outros activos correntes" ou "Outros passivos correntes", consoante a natureza da diferença.

2.14. Saldos e transacções expressos em moeda estrangeira

As transacções em outras divisas que não Euro, são registadas às taxas em vigor na data da transacção.

Em cada data de balanço, os activos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira são convertidos para Euro utilizando as taxas de câmbio vigentes naquela data.

As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transacções e as vigentes na data das cobranças, pagamentos ou à data do balanço, foram registadas como "Outros ganhos e perdas financeiros" na demonstração consolidada de resultados do exercício.

2.15. Imparidade de activos não correntes, excepto goodwill

É efectuada uma avaliação de imparidade à data de cada balanço e sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indique que o montante pelo qual o activo se encontra registado possa não ser recuperado.

Sempre que o montante pelo qual o activo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda de imparidade, registada na demonstração de resultados.

A quantia recuperável, é a mais alta do preço de venda líquido e do valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do activo numa transacção ao alcance das partes envolvidas deduzido dos custos directamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que são esperados que surjam do uso continuado do activo e da sua alienação no final da sua vida útil. A quantia recuperável é estimada para cada activo, individualmente ou, no caso de não ser possível, para a unidade geradora de caixa à qual o activo pertence.

A reversão de perdas de imparidade reconhecidas em exercícios anteriores é registada quando existem indícios de que as perdas de imparidade reconhecidas já não existem ou diminuíram. A reversão das perdas de imparidade é reconhecida na demonstração de resultados como resultados operacionais.

Contudo, a reversão da perda de imparidade é efectuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de amortização ou depreciação) caso a perda de imparidade não se tivesse registado em exercícios anteriores.

2.16. Activos e passivos contingentes

Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras consolidadas, sendo divulgados no anexo às demonstrações financeiras excepto se a possibilidade de existir um exfluxo de recursos for remota.

Os activos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras consolidadas, sendo divulgados nas notas explicativas quando é provável a existência de um influxo económico futuro.

2.17. Eventos subsequentes

Os eventos após a data do balanço que proporcionem informação adicional sobre condições que existiam à data do balanço são reflectidos nas demonstrações financeiras consolidadas. Os eventos após a data do balanço que proporcionem informação sobre condições que ocorram após a data do balanço, se materiais, são divulgados nas demonstrações financeiras consolidadas.

2.18. Informação por segmentos

Em cada exercício são identificados os segmentos de negócio e segmentos geográficos aplicáveis ao Grupo. Informação detalhada é incluída na Nota 7.

2.19. Subsídios

Os subsídios governamentais são reconhecidos de acordo com o seu justo valor quando existe uma garantia razoável que irão ser recebidos e que o Grupo irá cumprir com as condições exigidas para a sua concessão.

Os subsídios à exploração, nomeadamente para formação de colaboradores, são reconhecidos na demonstração dos resultados de acordo com os custos incorridos.

2.20. Instrumentos financeiros derivados

O Grupo recorre à contratação de instrumentos financeiros derivados com o objectivo de efectuar cobertura de riscos financeiros a que se encontra exposta, em particular as decorrentes nas variações de taxa de juro.

Os instrumentos financeiros derivados são mensurados pelo respectivo justo valor. O método de reconhecimento depende da natureza e objectivo da contratação.

Contabilidade de cobertura

A possibilidade de designação de um instrumento financeiro derivado como sendo um instrumento de cobertura obedece às disposições do IAS 39, nomeadamente quanto à respectiva documentação e efectividade.

As variações no justo valor dos instrumentos financeiros designados como cobertura de "justo valor" são reconhecidas como resultado financeiro do período bem como as alterações no justo valor do activo ou passivo sujeito aquele risco.

As variações no justo valor dos instrumentos derivados designados como cobertura de "cash flow" são reconhecidas em "Reservas de operações de cobertura" na sua componente efectiva e, em resultados financeiros na sua componente não efectiva. Os valores registados em "Reservas de operações de cobertura" são transferidos para resultados financeiros no período em que o item coberto tem igualmente efeito em resultados.

A contabilidade de cobertura é descontinuada quando o instrumento de cobertura atinge a maturidade, o mesmo é vendido ou exercido ou quando a relação de cobertura deixa de cumprir os requisitos exigidos no IAS 39.

Instrumentos de negociação

Relativamente aos instrumentos financeiros derivados que, embora contratados com o objectivo de efectuar cobertura económica de acordo com as politicas de gestão de risco da empresa, não cumpram todas as disposições do IAS 39 no que respeita à possibilidade de qualificação como contabilidade de cobertura, as respectivas variações no justo valor são registadas na demonstração dos resultados do período em que ocorrem.

3. EMPRESAS DO GRUPO INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO

As empresas do Grupo incluídas na consolidação pelo método integral, suas sedes sociais e proporção do capital detido em 30 de Junho 2008, são as seguintes:

Percentagem do capital detido
Denominação social Sede Directa Indirecta Total
Grupo Soares da Costa SGPS, S.A. Rua Santos Pousada, 220 4000-478
Porto
Empresa Mãe - -
Soares da Costa Serviços Partilhados, S.A. Rua Santos Pousada, 220 4000-478
Porto
100,00% - 100,00%
Soares de Costa Desenvolvimento, S.A. Rua Santos Pousada, 220 4000-478
Porto
100,00% - 100,00%
Construção Civil e Obras Públicas
SDC Construções SGPS, S.A. Rua Santos Pousada, 220 4000-478
Porto
100,00% - 100,00%
Soares da Costa América, Inc. 7270 N.W. 12 TH Street, Suite PH3 -
Miami - Florida - 33126 U.S.A.
- 100,00% 100,00%
Porto Construction Group, LLC 7270 N.W. 12 TH Street, Suite #207 -
Miami - Florida - 33126 U.S.A.
- 60,00% 60,00%
Soares da Costa Construction Services, LLC 751 Park of Comm. Drive, Suite #108 -
Boca Raton - Florida - 33487 U.S.A.
- 80,00% 80,00%
Soares da Costa CS, LLC 751 Park of Comm. Drive, Suite #108 -
Boca Raton - Florida - 33487 U.S.A.
- 100,00% 100,00%
Soares da Costa Contractor, INC 7270 N.W. 12 TH Street, Suite PH3 -
Miami - Florida - 33126 U.S.A.
- 100,00% 100,00%
Gaia
Contracting
and
Construction
Management
Services, LLC
7270 N.W. 12 TH Street, Unit 205 -
Miami - Florida - 33126 - U.S.A.
- 100,00% 100,00%
Soares da Costa Moçambique, SARL Av.
Ho
Chi
Min

1178,
Maputo
Moçambique
- 80,00% 80,00%
Soares da Costa S. Tomé e Principe - Construções,
Lda
S. Tomé e Príncipe - 100,00% 100,00%
Soares
da
Costa
Construcciones
Centro
Americanas, S.A.
Cantón Cero Uno - S. José Costa Rica - 100,00% 100,00%
Carta - Cantinas e Restauração, Lda Rua Santos Pousada, 220 4000-478
Porto
- 100,00% 100,00%
Carta - Restauração e Serviços, Lda Rua Cónego Manuel das Neves, 19 - 100,00% 100,00%
Luanda - República de Angola
Soc. Construções Soares da Costa, S.A. Rua Santos Pousada, 220 4000-478
Porto
- 100,00% 100,00%
Soares da Costa Civil, LLC 7270
NW
12th
Street,
Suite
520,
Miami
- 80,00% 80,00%
CONTACTO - Soc. Construções, S.A. Rua Santos Pousada, 220 4000-478
Porto
- 100,00% 100,00%

Denominação social Sede Directa Indirecta Total Imobiliária Soares da Costa Imobiliária, SGPS, S.A. Rua Santos Pousada, 220 4000-478 Porto 100,00% - 100,00% MZI - Sociedade de Construções, Lda. Rua Santos Pousada, 220 4000-478 Porto - 100,00% 100,00% SODEL - Empreendimentos Imobiliários, S.A. Rua Srª do Porto, 930 4250-453 Porto - 100,00% 100,00% CIAGEST - Imobiliária e Gestão, S.A. Rua Santos Pousada, 220 4000-478 Porto - 100,00% 100,00% Mercados Novos - Imóveis Comerciais, Lda. Rua Santos Pousada, 220 4000-478 Porto - 100,00% 100,00% SOARTA - Soc Imob. Soares da Costa, S.A. Rua Santos Pousada, 220 4000-478 Porto - 100,00% 100,00% IMOBAL - Imobiliária do Algarve, Lda. Rua de Santa Luzia, 929 4200 Porto - 100,00% 100,00% HABITOP - Sociedade Imobiliária, S.A. Rua Santos Pousada, 220 4000-478 Porto - 100,00% 100,00% Soares da costa Imobiliária, Lda Estrada Farol das Lagostas Município da Sambízanga, C. do N'Golakiluange - Luanda - 100,00% 100,00% Cais da Fontinha - Investimentos Imobiliários, S.A. Rua do Campo Alegre, 830 - 9º Massarelos - Porto - 100,00% 100,00% IMOKANDANDU - Promoção Imobiliária, Lda. Estrada Farol das Lagostas, Município do Sambízanga, Comuna do N'Gola Kiluange - Angola - 51,00% 51,00% Concessões Soares da Costa Concessões, SGPS, S.A. Rua Santos Pousada, 220 4000-478 Porto 100,00% - 100,00% Soares da Costa Concesiones - Costa Rica, S.A. 100 Est,200 Sul, 50 Oest - H. de La Mujer - San José - Costa Rica - 100,00% 100,00% COSTAPARQUES - Estacionamentos, S.A. Rua Santos Pousada, 220 4000-478 Porto - 100,00% 100,00% Soares da Costa Serviços Técnicos e de Gestão, S.A. Rua Santos Pousada, 220 4000-478 Porto - 100,00% 100,00% Infraestructuras Soares da Costa Costa Rica, S.A. 100 Est,200 Sul, 50 Oest - H. de La Mujer - San José - Costa Rica - 100,00% 100,00% C.P.E. - Companhia de Parque de estacionamento, S.A. Parque Estacionamento Subterrâneo da Praça do Município - 1100 Lisboa - 100,00% 100,00% Intevias - Serviços e Gestão, S.A. Rua Santos Pousada, 220 4000-478 Porto - 100,00% 100,00% Hidroequador Santomense - Exploração de Centrais Hidroeléctricas, Lda. Rua Santos Pousada, 220 4000-478 Porto - 75,00% 75,00% Hidroeléctrica STP, Limitada Avenida Água Grande, São Tomé - - 45,00% 45,00% Percentagem do capital detido

S. Tomé e Príncipe

Percentagem do capital detido
Denominação social Sede Directa Indirecta Total
Indústrias relacionadas com a actividade de construção civil e obras públicas
Soares da Costa Indústria, SGPS, S.A. Rua Santos Pousada, 220 4000-478
Porto
100,00% - 100,00%
CLEAR - Instalações Electromecânicas, S.A. Rua Srª do Porto, 874 4250-453 Porto - 100,00% 100,00%
CLEAR ANGOLA, S.A. Rua Cónego Manuel das Neves, 874
Luanda - Angola
- 95,00% 95,00%
Construções Metálicas SOCOMETAL, S.A. Rua Santos Pousada, 220 4000-478
Porto
- 100,00% 100,00%
NAVEGAIA - Instalações Industriais S.A. Rua Santos Pousada, 220 4000-478
Porto
- 100,00% 100,00%

Durante o primeiro semestre do exercício de 2008 ocorreram as seguintes alterações nas empresas integradas no perímetro de consolidação pelo método integral:

  • Inclusão no perímetro de consolidação da sociedade "Imokandandu Promoção Imobiliária, Lda", sociedade de direito Angolano detida pelo Grupo em 51%, cujo objecto social é a promoção imobiliária.
  • Inclusão no perímetro de consolidação da sociedade "Cais da Fontinha Investimentos Imobiliários, S.A." cujo capital social é detido na íntegra pelo Grupo.
  • Inclusão no perímetro de consolidação da sociedade "Contacto Sociedade de Construções, SA", na sequência da aquisição da totalidade do capital social pela Soares da Costa Construção, SGPS, S.A..
  • Inclusão no perímetro de consolidação da Sociedade Hidroequador Santomense Exploração de Centrais Hidroeléctricas, Lda, detida pelo Grupo em 75%, e da sua subsidiária Hidroeléctrica STP, Lda. detida por aquela em 60% e de forma indirecta pelo Grupo em 45%, ambas adquiridas no segundo semestre de 2007, conforme anunciado nas respectivas demonstrações financeiras, sendo consolidadas pelo método integral, depois de aferido o respectivo goodwill apurado com referência à data de 31 de Dezembro de 2007.

4. EMPRESAS CONTROLADAS CONJUNTAMENTE

As empresas controladas conjuntamente incluídas na consolidação pelo método proporcional, suas sedes sociais e proporção do capital detido em 30 de Junho de 2008, são as seguintes:

Sede Directa Indirecta Total
Rua Santos Pousada, 220 - 4000-478
Porto
- 50,00% 50,00%
Rua Santos Pousada, 300 - 7º Bonfim
Porto
- 17,90% 17,90%
Av. Imaculada Conceição, 756 - Dume
- 4700-034 Braga
- 40,00% 40,00%
Rua Julieta Ferrão, nº 12, 11º andar
Lisboa
- 20,00% 20,00%
Rua Santos Pousada, 220 - 4000-478
Porto
- 60,00% 60,00%
Av. Imaculada Conceição, 756 - Dume
- 4700-034 Braga
- 40,00% 40,00%
Avª das Forças Armadas, 125 - 2ºC -
Lisboa
- 50,00% 50,00%
Rua Engº Ferreira Dias, 164 4100-247
Porto
- 50,00% 50,00%
Rua Soeiro Pereira Gomes, nº7, sala 9
- Edifício América - Lisboa
- 50,00% 50,00%
Rua Santos Pousada, 220 - 4000-478
Porto
- 50,00% 50,00%
Rua Soeiro Pereira Gomes, nº7, sala 9
- Edifício América Lisboa
- 50,00% 50,00%
Rua da Paz, 66, Sala 19 - 4050 Porto - 28,57% 28,57%
Rua Julieta Ferrão, nº 12, 13º Andar,
N. Senhora de Fátima - 1000 Lisboa
- 50,00% 50,00%
Avª da República, 42 - 3º 1069-207
Lisboa
- 40,00% 40,00%
Avª Columbano Bordalo Pinheiro, 93-
7º - 1000 Lisboa
- 40,00% 40,00%
Avª Columbano Bordalo Pinheiro, 93-
7º - 1000 Lisboa
- 24,00% 24,00%
Praça
de
Alvalade

6

Andar
Lisboa
- 33,33% 33,33%
Névoa - Soares da Costa, Construção do Estádio de
Indústrias relacionadas com a actividade de construção civil e obras públicas
Percentagem do capital detido

Durante o primeiro semestre do exercício de 2008 ocorreram as seguintes alterações nas empresas integradas no perímetro de consolidação pelo método proporcional:

  • Durante o primeiro semestre do exercício de 2008 foram obtidas as autorizações inerentes à aquisição dos 13,33% do capital social da Scutvias – Autoestradas da Beira Interior, S.A. resultando numa participação efectiva total de 33,33%. Por tal facto, conjugado com o conjunto de acordos celebrados, a referida associada deixou de ser consolidada pelo método da equivalência patrimonial passando a ser consolidada pelo método de consolidação proporcional.
  • Inclusão da sociedade "Coordenação & Soares da Costa, SGPS, Lda", constituída em Maio de 2008, com o Grupo a participar no capital na proporção de 50% por via da Soares da Costa Construção, SGPS, S.A..

À data de 30 de Junho de 2008 as quantias agregadas, ponderadas pela percentagem de controlo conjunto, dos activos correntes, dos activos não correntes, dos passivos correntes, dos passivos não correntes, dos rendimentos e dos gastos relacionados com os interesses em empreendimentos conjuntos são como seguem:

Activo Activo Passivo Passivo Resultado
Empresa Não Corrente Corrente Não corrente Corrente Gastos Rendimentos Líquido
ACESTRADA - Construção de Estradas, ACE 1.621 1.074.153 18.096 214.833 14.658 32.025 17.367
ASSOC - Soares da Costa - Construção do Estádio de Braga, ACE 2.247 91.162 - 93.410 16.455 16.455 -
Casais, Eusébios, FDO, J. Gomes, Rodrigues e Névoa - Soares da Costa, 885 26.019 - 9.239 519 652 133
Estádio de Coimbra, SC/Abrantina, ACE - 311.707 - 311.706 - - -
Fomento de Construcciones Y Contratas e Soares da Costa, ACE - 26.222 - 26.223 - - -
GCF - Grupo Construtor da Feira, ACE 19.097 5.173.355 - 5.192.453 2.842.313 2.842.313 -
Normetro - Agrupamento do Metropolitano do Porto, ACE 1.528 6.062.905 - 6.064.433 5.706.121 5.706.121 -
OFM - Obras Públicas, Ferroviárias e Marítimas, S.A. 2.122.144 7.131.596 297.027 6.257.352 7.555.052 7.649.262 94.210
Ramalho Rosa Cobetar & Soares da Costa, ACE - 115.046 - 113.440 - 1.605 1.605
Remodelação Teatro Circo - S.C., A.B.B., D.S.T., ACE 256 2.003.381 - 2.003.637 6.772 6.772 -
SOMAFEL - Engenharia e Obras Ferroviárias, S.A., SA 10.486.182 14.585.486 964.027 10.904.435 7.803.305 8.051.189 247.884
Somafel e Ferrovias, ACE 25.969 63.384 - 48.727 16.624 30.507 13.883
Somague, Soares da Costa - Agrupamento Construtor do Metro de Superfície, ACE 180 922.736 - 932.176 9.391 131 (9.260)
TRANSMETRO - Construção do Metropolitano do Porto, ACE 9.123 3.696.927 712 3.778.277 739.989 667.049 (72.940)
Três ponto dois - T.G. Const. Civil - Via e Cat Mod. Linha do Norte, ACE - 544.532 - 393.420 - - -
Coordenação & Soares da Costa, SGPS, - 250.000 - - - - -
SCUTVIAS - Autoestradas da Beira Interior, S.A. 242.877.487 39.649.710 224.299.277 38.399.647 15.666.314 20.235.405 4.569.091
Total 255.546.719 81.728.321 225.579.139 74.743.408 40.377.513 45.239.486 4.861.973

Não existem à data do balanço compromissos contingentes ou compromissos de capital relativos a empreendimentos conjuntos.

5. EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO PELO MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL

As empresas incluídas na consolidação pelo método de equivalência patrimonial, suas sedes sociais e proporção do capital detido em 30 de Junho de 2008, são as seguintes:

Denominação social Sede Directa Indirecta Total
REVIA
-
Redes
Rodoviárias
e
ferroviárias
de
Angola, Lda.
Rua Assalto de Moncada, 9 - R/C
Luanda - Angola
- 22,00% 22,00%
Grupul Portughez de Constructii S.R.L. 10873 Bucharest - Roménia - 50,00% 50,00%
Alsoma, AEIE 3 Av André Malrau 92300 Levallois
Perret
- 18,00% 18,00%
Traversofer Industrie & Services Ferroviaires, SARL 27 Chemin du Reservoir - Hydra -
Alger
- 20,00% 20,00%
Metropolitan Transportation Solutions, Ltd. 14
Hamelecha
Street,
Park
Afek,
Rosh Haya'in Israel
- 20,00% 20,00%
GAYAEXPLOR
-
Construção
e
Exploração
de
Parques de Estacionamento, Lda.
Rua Santos Pousada, 220 - 4000-
478 Porto
- 25,00% 25,00%
INDÁQUA - Indústria e Gestão de Águas, S.A. Rua Antero de Quental, 221-3º Sala
303 - 4455-586 Perafita
- 28,57% 28,57%
INDÁQUA MATOSINHOS - Gestão de Águas de
Matosinhos, S.A.
Rua 1º de Maio, nº 273 4451-956
Matosinhos
- 28,14% 28,14%
INDÁQUA FEIRA - Indústria de Águas de Santa
Maria da Feira, S.A.
Rua Dr. Elísio de Castro, 37 4520-
213 Stª Maria da Feira
- 0,50% 0,50%
Mini Price Hotels (Porto), S.A. Rua Senhora do Porto, 930 4250-
453 Porto
- 34,00% 34,00%

À data de 30 de Junho de 2008 o detalhe do valor total dos activos, passivos, rendimentos e resultados das empresas integradas no perímetro de consolidação pelo método da equivalência patrimonial são como seguem:

Activo Capitais Resultado
Empresas Líquido Passivo Próprios Gastos Rendimentos Líquido
INDÁQUA - Indústria e Gestão de Águas, S.A. 35.896.460 28.855.441 7.041.019 2.085.316 1.839.639 (245.677)
Traversofer Industrie & Services Ferroviaires 55.023 24.859 30.164 9.095 7.002 (2.093)
GAYAEXPLOR - Construção e Exploração de Parques de Estacionamento, Lda 270.453 240.471 29.982 12
-
(12)
Revia - Redes Rodoviárias e Ferroviárias de Angola, Lda (a) 10.688.539 9.783.905 904.634 7.379.129 7.431.241 52.112
Alsoma, AEIE (b) 3.105.767 2.366.189 739.578 1.805.615 1.674.413 (131.202)
Grupul Portuguhez de Constructii S.R.L. 4.492.349 3.357.407 1.134.942 525.575 163.238 (362.337)
Mini-Price Hotels (Porto), S.A. 1.078.480 95.526 982.954 11.995 378 (11.617)
Indáqua Matosinhos, S.A. 14.067.270 13.574.975 492.295 5.569.797 5.609.468 39.671
Indáqua Vila do Conde, S.A. 1.994.799 1.487.328 507.471 1.075 8.565 7.490
Total 71.649.140 59.786.101 11.863.039 17.387.609 16.733.944 (653.665)

(a) Contas referentes a 31 de Dezembro de 2007

(b) Contas referentes a 31 de Março de 2008

Durante o primeiro semestre do exercício de 2008 ocorreram as seguintes alterações nas empresas integradas no perímetro de consolidação pelo método da equivalência patrimonial:

• Inclusão da sociedade "Traversofer Industrie & Services Ferroviaires, SARL", sociedade de direito Argelino, na qual o Grupo possui uma participação indirecta de 20% (por via da associada Somafel – Engenharia e Obras Ferroviárias, S.A. que detém directamente 50% do capital da referida sociedade).

• Inclusão da sociedade "Metropolitan Transportation Systems, Ltd.", sociedade de direito Israelita, na qual o Grupo possui uma participação de 20%.

Durante o exercício não houve registo de qualquer perda por imparidade por não haver indícios da sua existência.

6. EMPRESAS EXCLUÍDAS DA CONSOLIDAÇÃO

As empresas excluídas da consolidação por imaterialidade, suas sedes sociais e proporção do capital detido em 30 de Junho de 2008 são como segue:

Percentagem do capital detido
Denominação social Sede Directa Indirecta Total
Agrupamento p/ Construção Ponte do Sado, ACE Bairro do Forno da Cal - Alcácer do
Sal
- 33,33% 33,33%
ÁGUAMINHO - Constr. Abastecimento Águas, ACE Rua Santos Pousada, 220 - 4000-478
Porto
- 45,00% 45,00%
Construção
Estação
Tratamento
das
Águas
do
Paiva, ACE
Av. Fabril do Norte, 1601 - Matosinhos - 50,00% 50,00%
Engil, Soares da Costa, Mota - Hosp. Vale Sousa,
ACE
Av. Fabril do Norte, 1601 - Matosinhos - 45,00% 45,00%
FERDOURO - Constr. Pontes e Ferrovias, ACE Rua Santos Pousada, 220 - Porto - 45,00% 45,00%
GPCC
-
Grupo
Português
de
Construção
de
Infraestruturas de Gás Natural, ACE
Rua Santos Pousada, 220 - Porto - 25,00% 25,00%
GPCIE
-
Grupo
Português
de
Construção
de
Infrestruturas da Expo, ACE
Quinta
de
Beirolas
-
Estaleiro
Moscavide (Parque Expo) Stª Maria
dos Olivais - 2685 Sacavém
- 25,00% 25,00%
Grupo Construtor do Edifício Gil eanes, ACE Edifício Gil Eanes - Expo 98 - lotes
1.13.03 e 1.14.01 - Santa Maria dos
Olivais
- 50,00% 50,00%
Molinorte Linha do Norte - Construção Civil, ACE Rua Santos Pousada, 220 - 4000-478
Porto
- 23,50% 23,50%
Soares da Costa, Engil, ACE - (Hosp. De Tomar) Rua Santos Pousada, 220 - 4000-478
Porto
- 50,00% 50,00%
Soares da Costa, Engil, Mota, ACE Rua Santos Pousada, 220 - 4000-478
Porto
- 37,50% 37,50%
Teisomar - Obras Marítimas, ACE Avª República, 42 - 1000 Lisboa - 50,00% 50,00%

As empresas constantes na relação acima são Agrupamentos Complementares de Empresas cujos projectos se encontram praticamente concluídos.

7. INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS

As principais actividades desenvolvidas pelo Grupo são agrupadas nos seguintes segmentos de negócio:

  • Construção civil e obras públicas
  • Indústrias relacionadas com a actividade de construção civil
  • Imobiliária
  • Concessões

Partindo da informação financeira consolidada de cada uma das áreas de negócio, apresenta-se a seguinte discriminação dos resultados por segmentos a 30 de Junho de 2008:

Construção Indústrias Imobiliário Concessões Participações Eliminações Consolidado
Civil e Obras relacionadas financeiras
Públicas
Réditos:
Vendas externas 318.163.524 43.613.688 1.391.479 21.625.622 22.087 - 384.816.400
Vendas intersegmentais 1.045.189 13.606.225 1.834.691 - 4.548.395 (21.034.501) -
Réditos Totais 319.208.713 57.219.913 3.226.170 21.625.622 4.570.482 (21.034.501) 384.816.400
Resultado segmentado 14.006.887 2.679.837 (570.999) 8.128.689 (1.323.622) (36.950) 22.883.842
Gastos da empresa não imputados -
Resultado operacional das
actividades continuadas
14.006.887 2.679.837 (570.999) 8.128.689 (1.323.622) (36.950) 22.883.842
Resultado liquido das operações
descontinuadas
-
Gastos de juros (4.503.868) (782.583) (802.867) (8.567.137) (5.292.821) 2.161.392 (17.787.885)
Proveitos de juros 2.632.820 64.359 283.562 1.172.971 1.888.388 (2.167.983) 3.874.117
Partes de lucros líquidos em Associadas (181.169) (34.822) (3.833) (3) - (116) (219.943)
Outros ganhos e perdas financeiros (1.695.310) (1.236.143) (35.507) 600.226 7.889.137 (8.743.408) (3.221.006)
Impostos s/ lucros (2.951.831) 128.647 64.270 445.232 1.372.973 - (940.708)
Resultado das actividades ordinárias 7.307.529 819.294 (1.065.374) 1.779.977 4.534.055 (8.787.066) 4.588.416
Interesses minoritários (7.064) 49.340 - (14.982) - - 27.294
Resultado líquido atribuível ao grupo 7.314.594 769.954 (1.065.374) 1.794.960 4.534.055 (8.787.066) 4.561.122
Outras Informações:
Activos do segmento 610.280.495 107.428.351 110.935.703 406.138.749 339.385.332 (357.245.645) 1.216.922.985
Investimento em associadas 775.597 139.444 324.375 2.531.923 10.000 (170) 3.781.169
Activos totais consolidados 1.220.704.154
Passivos do segmento 496.422.565 74.440.842 32.977.260 389.217.653 185.206.772 (97.629.224) 1.080.635.868
Passivos totais consolidados 1.080.635.868
Depreciações
Outros gastos não desembolsados
4.541.551 1.244.183 767.579 8.681.856 158.289 (7.123) 15.386.334
diferentes da depreciação 16.155 208.789 680.930 - - - 905.874
Aquisições de activos fixos
tangíveis e intangíveis no período 10.374.225 1.555.703 776.111 336.026 1.400.165 - 14.442.230

As transacções intersegmentos são efectuadas a valores de mercado.

  • As vendas e prestações de serviços por mercados geográficos, distribuem-se da seguinte forma:
Réditos de vendas por mercados geográficos 30-Jun-2008 %
Portugal 199.967.504 51,97%
Angola 140.859.876 36,60%
E.U.A. 17.578.712 4,57%
S. Tomé e Príncipe 7.650.677 1,99%
Moçambique 5.286.504 1,37%
Guiné 5.267.574 1,37%
Outros 8.205.553 2,13%
Totais 384.816.400 100,00%
  • Os activos líquidos e investimentos em activos tangíveis distribuem-se por mercados geográficos como segue:
Portugal Angola E.U.A. Moçambique S.Tomé e
Príncipe
Guiné Roménia Outros Total
Activos líquidos:
- Activos intangíveis 78.617.590 - - - 54.187 - - - 78.671.777
- Activos fixos tangíveis 434.629.599 75.030.438 2.883.568 2.162.565 497.420 4.125.706 2.183.672 2.492 521.515.460
- Investimentos financeiros 6.133.806 199.726 - 39.974 (0) - 567.471 4.447.121 11.388.098
- Inventários 76.442.935 45.212.779 - 3.563.642 319.410 914.886 - - 126.453.652
- Dívidas de terceiros 164.951.205 80.983.792 15.279.873 5.436.150 2.564.476 3.997.324 401.417 4.157.705 277.771.942
- Disponibilidades 71.329.353 13.378.472 313.948 1.554.943 307.949 361.579 37.776 681.990 87.966.010
- Activos por impostos diferidos 8.439.206 - 919.817 - - - - - 9.359.023
- Outros activos 65.826.487 23.007.534 5.862.234 4.861.530 753.264 4.186.333 2.629.867 450.943 107.578.192
Totais 906.370.181 237.812.741 25.259.440 17.618.804 4.496.706 13.585.828 5.820.203 9.740.251 1.220.704.154
Investimentos realizados no Exercício de 2008:
- Activos fixos tangíveis e intangíveis 4.784.393 9.392.406 3.969 138.952 84.253 37.334 - 923 14.442.230
Totais 4.784.393 9.392.406 3.969 138.952 84.253 37.334 - 923 14.442.230

8. DISCRIMINAÇÃO DO MOVIMENTO NO PERÍODO DO ACTIVO INTANGÍVEL

a) Activo Bruto

O movimento ocorrido no valor bruto dos activos intangíveis é como segue:

Activos intangíveis Saldo Inicial Variação no
perímetro
Aumentos Alienações Efeito de
conv. cambial
Transfer.
e Abates
Saldo Final
Goodwill 5.962.136 - 72.350.231 - - - 78.312.367
Outros activos intangíveis 17.875 563.058 259 - - - 581.192
5.980.011 563.058 72.350.490 - - - 78.893.559

O goodwill registado na coluna "Saldo inicial" respeita na totalidade à aquisição da participada Indáqua – Indústria e Gestão de Águas, S.A..

Durante o primeiro semestre de 2008, a Soares da Costa Construção, SGPS, S.A., celebrou com a SC – Engenharia e Promoção Imobiliária, SGPS, S.A., integrada na Sonae Capital, SGPS, S.A., o contrato definitivo de aquisição das acções que representam a totalidade do capital social da Contacto – Sociedade de Construção, S.A.. Desta aquisição resultou o apuramento de um goodwill de 44.134.341 Euros registado na rubrica "Goodwill", determinado como segue:

81.500.000
37.365.659
44.134.341

Durante o primeiro semestre do exercício de 2008 foram obtidas as autorizações inerentes à aquisição dos 13,33% do capital social da Scutvias – Autoestradas da Beira Interior, S.A. resultando numa participação efectiva total de 33.33%. Desta aquisição resultou o apuramento de um goodwill de 27.450.044 Euros registado na rubrica "Goodwill", determinado como segue:

Custo da concentração 35.904.521
Justo valor dos activos e passivos adquiridos 8.454.477
Goodwill 27.450.044

O Grupo adquiriu no segundo semestre de 2007, conforme anunciado nas respectivas demonstrações financeiras, uma participação de 75% do capital social da Hidroequador Santomense – Exploração de Centrais Hidroeléctricas, Lda. À data de 31 de Dezembro de 2007 esta participação encontrava-se registada pelo custo de aquisição uma vez que o Grupo encontrava-se ainda em fase de exercício de determinação do justo valor dos activos e passivos da referida sociedade. Durante o primeiro semestre de 2008 foi determinado o justo valor dos referidos activos e passivos (determinado com referência à data de 31 de Dezembro de 2007) e foi registado um goodwill de 765.846 Euros.

À data de 30 de Junho de 2008 não existem compromissos contratuais para a aquisição de activos fixos intangíveis nem foram reconhecidas despesas de investigação e desenvolvimento como um gasto no período.

b) Amortizações Acumuladas

O movimento ocorrido no valor das amortizações acumuladas dos activos intangíveis é como segue:

Activos intangíveis Saldo Inicial Variação no
perímetro
Reforço Regularizações Efeito de
conv cambial
Saldo Final
Outros activos intangíveis 8.170 201.573 12.039 - - 221.782
8.170 201.573 12.039 - - 221.782

9. DISCRIMINAÇÃO DO MOVIMENTO NO PERÍODO DO ACTIVO FIXO TANGÍVEL

a) Activo Bruto

O movimento ocorrido no valor bruto dos activos fixos tangíveis é como segue:

Activos fixos tangíveis Saldo Inicial Variação no
perímetro
Aumentos Alienações Efeito de
conv cambial
Transfer.
e Abates
Saldo Final
Terrenos e edifícios 240.110.007 294.745.941 374.302 - (213.381) 1.543.018 536.559.886
Equipamento básico 100.968.091 3.922.563 5.336.635 (477.456) (111.500) (177.871) 109.460.462
Imobilizações em curso 10.273.117 930 6.391.355 - (2.530) (1.867.243) 14.795.629
Outros activos fixos tangíveis 36.607.440
387.958.655
2.520.001
301.189.435
2.339.938
14.442.230
(223.038)
(700.494)
(162.859)
(490.271)
(23.989)
(526.085)
41.057.493
701.873.470

b) Amortizações Acumuladas

O movimento ocorrido no valor das amortizações acumuladas dos activos fixos tangíveis é como segue:

Activos fixos tangíveis Saldo Inicial Variação
no perímetro
Reforço Anulação
Reversão
Efeito de
conv cambial
Saldo Final
Terrenos e edifícios 42.508.591 45.442.944 10.214.995 (246.251) (6.178) 97.914.101
Equipamento básico 49.916.282 3.865.472 3.413.834 (560.353) (43.226) 56.592.009
Outros activos fixos tangíveis 22.279.220
114.704.093
2.178.933
51.487.349
1.740.038
15.368.867
(254.208)
(1.060.812)
(92.083)
(141.487)
25.851.900
180.358.010

À data de 30 de Junho de 2008 não existem compromissos contratuais materialmente relevantes para a aquisição de activos fixos tangíveis.

10. INFORMAÇÃO SOBRE OS BENS EM REGIME DE LOCAÇÃO FINANCEIRA E OPERACIONAL

Locação Financeira

O Grupo possui activos fixos tangíveis incluídos no balanço em regime de locação financeira. À data de 30 de Junho de 2008 o valor contabilístico desses bens é como segue:

Locação financeira Imob. Bruto Amort Acum. Imob. Líquido
Terrenos e Edifícios 740.620 120.646 619.974
Equipamento básico 14.335.035 3.534.984 10.800.051
Outros activos fixos tangíveis 2.868.275 640.845 2.227.430
17.943.930 4.296.475 13.647.455

A responsabilidade do Grupo por estes contratos é como segue:

Curto Prazo 4.684.010
Médio e Longo Prazo 4.401.563

A reconciliação entre o total dos futuros pagamentos mínimos das locações financeiras à data do balanço e o seu valor presente, por períodos, é como segue:

30-Jun-08
Pagamentos mínimos da locação financeira:
2008 2.843.981
2.009 4.473.158
2010 - 2013 2.387.493
após 2013 -
9.704.632
Actualização/Juros 619.059
Valor presente dos pagamentos
mínimos da locação financeira 9.085.573
Corrente 4.684.010
Não Corrente 4.401.563

Os contratos de locação financeira vencem juros a taxa de mercado e têm períodos de vida útil definidos. Não existem à data de 30 de Junho de 2008 rendas contingentes nem restrições respeitantes a dividendos (ou qualquer dívida adicional) associadas aos contratos de locação financeira em vigor.

Adicionalmente, o Grupo realizou duas operações de lease-back imobiliário cujo passivo se encontra apresentado no balanço consolidado como "Empréstimos bancários". À data de 30 de Junho de 2008 o passivo de curto prazo e o passivo de médio e longo prazo associados a estes contratos ascendem a 936.248 Euros e 16.659.538 Euros, respectivamente.

As principais condições associadas aos contratos de lease-back imobiliário são as seguintes:

Contrato Contrato de locação financeira Imobiliário nº 450003696
Data do contrato 28 de Dezembro de 2005
Locador Banco Comercial Português, S.A.
Locatário Ciagest - Imobiliária e Gestão, S.A.
Objecto Aquisição
com
financiamento
de
benfeitorias
de
imóveis
alienados pela HABITOP - Sociedade Imobiliária S.A. e pela
CIAGEST - Imobiliária e Gestão S.A.
Valor do financiamento Valor total financiado: 17.352.500 Euros
Valor residual 2% do valor total do financiamento
Prazo 15 anos
Número de rendas 60 rendas, antecipadas
Periodicidade Trimestral, com inicio em 25 de Março de 2006
Taxa de juro Euribor a 3 meses + 1,750%
Contrato Contrato de locação financeira Imobiliário nº 450007448
Data do contrato 29 de Fevereiro de 2008
Locador Banco Comercial Português, S.A.
Locatário Ciagest - Imobiliária e Gestão, S.A.
Objecto Fracções de prédio urbano sito na Rua Alvaro Pais, Rua Sousa
Lopes e Rua Julieta Ferrão - Lisboa
Valor do financiamento Valor total financiado: 3.000.000 Euros
Valor residual 300.000 Euros
Prazo 12 anos
Número de rendas 48 rendas, antecipadas
Periodicidade Trimestral, com inicio em 25 de Maio de 2008
Taxa de juro Euribor a 3 meses + 1,50%

Locação Operacional

Durante o primeiro semestre de 2008 foram reconhecidos custos de 491.011 Euros relativos a rendas de contratos de locação operacional.

As rendas de contratos de locação operacional (rendas fixas) mantidos pelo Grupo em 30 de Junho de 2008, essencialmente relativas a contratos de locação operacional de viaturas, apresentam os seguintes vencimentos:

Vencimentos:
2008 383.047
2009 505.969
2010 227.869
2011 36.943
2012 8.873
2013 e seguintes -
1.162.701

11. DISCRIMINAÇÃO DO MOVIMENTO ANUAL DOS INVESTIMENTOS FINANCEIROS

a) Activo Bruto

O movimento ocorrido no valor bruto dos investimentos financeiros é como segue:

Variação no Equivalência Transfer.
Investimentos financeiros Saldo Inicial perímetro Efeito cambial Aumentos Alienações Patrimonial e Abates Saldo Final
a)
Propriedades de investimento 320.314 - - - (8.500) - (85.997) 225.817
Inv. fin. em equiv. patrimonial 13.437.882 (12.231.983) 990 281.164 - (219.943) (12.600) 1.255.510
Emprést. a empresas associadas 7.049.231 (4.736.071) - 212.499 - - - 2.525.659
Outros investimentos financeiros 6.614.324 (800.000) (4.929) 2.013.720 - - (102.001) 7.721.114
Adiant. por conta inv. financeiros 37.000.000 (37.000.000) - - - - - -
64.421.751 (54.768.054) (3.939) 2.507.383 (8.500) (219.943) (200.598) 11.728.100

O valor registado na coluna "Saldo inicial" na rubrica "Adiantamentos por conta de investimentos financeiros" respeita a adiantamentos realizados no âmbito dos contratos-promessa de aquisição de acções da Scutvias, tendentes ao aumento da participação do Grupo nesta participada, regularizados por via da obtenção das autorizações inerentes à realização do negócio e da respectiva alteração do método de consolidação da Scutvias.

O Grupo adquiriu uma participação de 75% no capital social da Hidroequador Santomense – Exploração de Centrais Hidroeléctricas, Lda., que por sua vez detém uma participação de 60% no capital social da Hidroeléctrica STP, Lda. pelo valor de 800.000 Euros. À data de 31 de Dezembro de 2007 esta participação encontrava-se registada pelo custo de aquisição na rubrica de "Outros investimentos financeiros" uma vez que o Grupo se encontrava ainda em fase de exercício de determinação do justo valor dos activos e passivos das referidas empresas. Durante o primeiro semestre de 2008 foi determinado o justo valor dos activos e dos passivos e foi registado o goodwill associado a esta aquisição. Ambas as empresas foram integradas no perímetro de consolidação pelo método integral.

À data de 30 de Junho de 2008 a decomposição do saldo registado na rubrica de "Outros investimentos financeiros" é como segue:

Activos financeiros em instrumentos de capital próprio ao custo 5.365.971 Euros
Activos financeiros em instrumentos de capital próprio ao justo valor por resultados 432.393 Euros
Outros investimentos financeiros 1.922.750 Euros
7.721.114 Euros

Os investimentos financeiros em instrumentos de capital próprio estão registados ao valor de aquisição, com excepção dos que possuem cotação no mercado que se encontram registados a preços de mercado.

b) Amortizações acumuladas e Ajustamentos de valor

O movimento ocorrido no valor das amortizações acumuladas e ajustamentos de valor dos investimentos financeiros é como segue:

Investimentos financeiros Saldo Inicial Variação
no perímetro
Reforço Regularizações Efeito de
conv cambial
Saldo Final
Propriedades de investimento 90.351 - 210 (47.473) - 43.088
Outros investimentos financeiros 170.133 - 128.254 - (1.473) 296.914
260.484 - 128.464 (47.473) (1.473) 340.002

Durante o exercício findo em 30 de Junho de 2008 foram reconhecidas rendas relativas a propriedades de investimento no montante de 663 Euros.

Não existiram no período gastos operacionais directos de propriedades de investimento nem obrigações contratuais para comprar, construir ou desenvolver propriedades de investimento ou para reparação, manutenção ou aumentos das mesmas.

À data de 30 de Junho de 2008 o valor contabilístico das propriedades de investimento reflecte o justo valor das mesmas.

12. DISCRIMINAÇÃO DOS INVENTÁRIOS

Inventários 30-Jun-08 31-Dez-07
Matérias-primas, subsidiarias e de consumo 44.446.432 42.661.246
Produtos e trabalhos em curso 46.603.695 43.766.828
Produtos acabados e intermédios 33.687.853 33.157.716
Mercadorias 3.600.085 2.816.239
Adiantamentos p/conta de compras - -
Ajustamentos de valor (1.884.413) (1.648.795)
126.453.652 120.753.233

O detalhe dos principais "Produtos e trabalhos em curso" à data de 30 de Junho de 2008 é como segue:

Empreitadas em curso 43.989.170
Troia Resort - Apartamentos Praia 3.872.211
Troia Verde-Aparthotel Rosamar 2.450.196
Mini Price Hotels - Hotel Star Inn 2.071.249
ANE - Ponte sobre o Rio Zambeze 1.826.526
Terminal Ferry Troia / Setúbal 1.305.000
Ministério Obras Públicas - Remodelação Palácio Presidencial 1.258.845
Clínica Girassol 1.152.374
Moradia Bairro Alvalade 1.141.056
Sigma - Oemga Compound 1.110.000
Vendas e cedências a terceiros - Luanda 1.015.000
Sonils-Diversos Trabalhos na Sonils 1.003.045
Reabilitação da vivenda - Dr. Helder Sousa 967.329
Sivol-Sana Luanda Royal Hotel 950.820
Instalações da FMC 650.292
Instalações da BP 637.090
Hotel Forte São Jerónimo 563.561
Hotel Casino de Chaves 511.588
Pestana Dunas Hotel 475.305
Cais Figueira da Foz 425.765
Ligne Taourirt / Beni Ansar ( Marrocos ) 419.953
Embasamento e Aparthotel Rosamar 378.890
Sonangol – New Headquartes (electricidade) 371.103
Hotel Crowne Plaza 300.625
Outras empreitadas em curso (valores por obra inferiores a 300.000 Euros) 19.131.346
Empreendimentos Imobiliários em curso 2.614.525
Rua dos Abraços 1.091.268
1ºMaio 870.991
Santo Amaro 304.291
Outros empreendimentos imobiliários em curso 347.975
Total de Produtos e trabalhos em curso 46.603.695

13. DISCRIMINAÇÃO DAS DÍVIDAS DE TERCEIROS

Dívidas de terceiros 30-Jun-08 31-Dez-07
Clientes c/c 232.044.287 180.071.708
Clientes-títulos a receber 6.944.530 6.113.215
Clientes de cobrança duvidosa 19.077.342 18.839.188
Ajustamentos de valor (19.004.325) (18.231.991)
Clientes 239.061.834 186.792.119
Empresas participadas e participantes 5.516.081 7.030.182
Adiantamentos a fornecedores/fornecedores imobilizado 2.608.944 1.717.208
Estado e outros entes públicos 17.965.402 18.278.238
Outros devedores 17.369.114 24.039.777
Ajustamentos de valor (4.749.433) (4.376.939)
Outras dívidas de terceiros 38.710.108 46.688.467

A exposição do Grupo ao risco de crédito decorre das contas a receber resultantes da normal actividade comercial do Grupo, sendo a exposição máxima ao risco de crédito o valor nominal das contas a receber. Não existem à data de 30 de Junho de 2008 situações de concentração significativa de risco de crédito.

Descrição da Empresa Por vencer 0 a 180 dias 181 a 360 dias 361 a 540 dias 541 a 720 dias + de 720 dias Total
Soc. Construções Soares da Costa, SA 61.449.532 19.088.974 12.968.528 15.415.669 5.245.251 24.846.865 139.014.819
CONTACTO - Soc. Construções, S.A. 16.819.565 13.791.570 120.814 143.153 82.793 45.504 31.003.400
Soares da Costa Construction Services, LLC 3.379.969 3.938.519 6.524.615 603.605 - 100.009 14.546.716
CLEAR ANGOLA, S.A. 4.688.265 592.215 771.506 792.555 78.792 376.074 7.299.407
SOMAFEL - Engenharia e Obras Ferroviárias, S.A., SA 5.168.429 382.007 281.256 79.441 235 63.459 5.974.826
Normetro - Agrupamento do Metropolitano do Porto, ACE 2.487.760 3.015.339 172.552 114.711 - - 5.790.362
CLEAR - Instalações Electromecânicas, S.A. 1.948.531 3.254.312 240.846 23.420 11.529 177.862 5.656.500
Construções Metálicas SOCOMETAL, S.A. 584.497 4.350.935 - 5.976 - 47.706 4.989.114
OFM - Obras Públicas, Ferroviárias e Marítimas, S.A. 4.578.107 227.013 - 474 871 6.486 4.812.952
Soares da Costa Moçambique, SARL 565.308 415.418 2.115.521 - - - 3.096.248
GCF - Grupo Construtor da Feira, ACE 951.418 2.133.322 - - - - 3.084.740
Soares da Costa S. Tomé e Principe - Construções, Lda 980.565 1.250.893 88.297 - 424 - 2.320.179
Porto Construction Group, LLC 159.789 688.641 27.579 - - - 876.009
Carta - Restauração e Serviços, Lda 618.994 7.867 - - - - 626.861
NAVEGAIA - Instalações Industriais SA 11.871 10.947 30.932 7.312 14.002 505.462 580.526
TRANSMETRO - Construção do Metrop. do Porto, ACE 381.607 - - - - - 381.607
C.P.E. - Companhia de Parque de estacionamento, S.A. 136.762 87.478 42.752 28.919 807 45.103 341.821
Outras Empresas 797.439 315.185 58.933 50.422 323.147 103.077 1.648.201
105.708.410 53.550.635 23.444.130 17.265.658 5.757.852 26.317.605 232.044.287

O quadro supra evidência por escalões de antiguidade os saldos de clientes c/c detidos pelas principais subsidiárias do Grupo. Parte substancial dos créditos correspondentes aos escalões de maior antiguidade são provenientes de entidades públicas, não havendo risco de incobrabilidade.

14. DISCRIMINAÇÃO DOS OUTROS ACTIVOS CORRENTES

Outros activos correntes 30-Jun-08 31-Dez-07
Acréscimos de proveitos 63.905.902 37.832.231
Custos diferidos 43.668.250 34.179.175
107.574.152 72.011.406

Em 30 de Junho de 2008 estas rubricas tinham a seguinte decomposição:

30-Jun-08 31-Dez-07
Acréscimos de proveitos
Trabalhos executados não facturados 51.664.672 33.728.035
Estimativa de receitas por banda 6.742.196 -
Outros acréscimos de proveitos 5.499.034 4.104.196
63.905.902 37.832.231
Custos diferidos
Custos iniciais de arranque de obra 33.530.007 25.288.767
Custos de montagem de operações de financiamento 4.621.620 5.336.105
Outros custos diferidos 5.516.623 3.554.303
43.668.250 34.179.175

A rubrica "Custos de montagem de operações de financiamento" engloba, essencialmente, custos de montagem da emissão de obrigações ocorrida no exercício de 2007 a repartir pelo respectivo prazo de liquidação.

A rubrica "Estimativa de receitas por banda" respeita a valores de receita de tráfego gerados e ainda não facturados.

15. DISCRIMINAÇÃO CAIXA E SEUS EQUIVALENTES

Caixa e seus equivalentes 30-Jun-08 31-Dez-07
Depósitos bancários 86.104.909 30.387.454
Caixa 1.861.101 1.847.829
87.966.010 32.235.283

16. COMPOSIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL

Na sequência da Assembleia-Geral extraordinária de 4 de Julho de 2006 que deliberou a renominalização das acções de 5 euros para 1 euro, o capital social da Grupo Soares da Costa SGPS, S.A., totalmente subscrito e realizado, é composto por 160.000.000 de acções ao portador com o valor nominal de 1 Euro cada, sendo 133.000.000 de acções ordinárias e 27.000.000 de acções preferenciais. Estas últimas estão actualmente nas condições do disposto no artigo 342º. do Código das Sociedades Comerciais pelo que gozam de direito de voto.

17. EMPRÉSTIMOS BANCÁRIOS

Em 30 de Junho de 2008, os empréstimos bancários sob a forma de contas correntes caucionadas, venciam juros à taxa média anual de 6,904 %.

Holding

O Grupo Soares da Costa, SGPS, S.A. tem contratado com um sindicato bancário a colocação e tomada firme de emissões de Papel Comercial até ao limite de 48.000 milhares de Euros, ao abrigo de um contrato programa válido até 19 de Junho de 2010. Em 30 de Junho de 2008 esta colocação estava a ser utilizada na sua totalidade.

Empréstimo contratado pelo Grupo Soares da Costa, SGPS, S.A. junto da Caixa Central de Crédito Agrícola Mutuo no montante actual de 1.800 milhares de Euros, cujo reembolso será realizado em 6 prestações semestrais com termo em Junho de 2011.

Empréstimo contratado pelo Grupo Soares da Costa, SGPS, S. A. junto da Caixa Geral de Depósitos, no montante de 4.000 milhares de Euros, cujo reembolso será realizado em 16 prestações trimestrais, com termo em Março de 2013.

Empréstimo, sob a forma de Hot Money, contratado pelo Grupo Soares da Costa, SGPS, S.A. junto da Caixa Geral de Depósitos em Junho de 2008, no montante de 4.000 milhares de Euros, cujo reembolso ocorrerá em Julho de 2008.

Empréstimo obrigacionista contratado pelo Grupo Soares da Costa, SGPS, S.A. no montante actual de 20.000 milhares de Euros, cujo reembolso ocorrerá em Novembro de 2015.

Empréstimo obrigacionista contratado pelo Grupo Soares da Costa, SGPS, S.A. no montante actual de 80.000 milhares de Euros, cujo reembolso ocorrerá em Dezembro de 2017.

Área Construção

Empréstimo, sob a forma de Hot Money, contratado pela Sociedade de Construções Soares da Costa, S.A. junto da Caixa Nova, no montante actual de 830 milhares de Euros, cujo reembolso ocorrerá em Julho de 2008.

Empréstimo contratado pela Sociedade de Construções Soares da Costa, S.A. junto da Caixa Geral de Depósitos, no montante actual de 2.063 milhares de Dólares, cujo reembolso será realizado em 15 prestações trimestrais com termo em Janeiro de 2012.

Empréstimo contratado pela Sociedade de Construções Soares da Costa, S. A. junto da Caixa Nova, no montante de 1.500 milhares de Euros, cujo reembolso será realizado em 30 prestações semestrais com termo em Janeiro de 2023.

Empréstimo contratado pela Sociedade de Construções Soares da Costa, S. A. junto do Banco BPI, no montante actual de 3.128 milhares de Euros, cujo reembolso será realizado em 16 prestações trimestrais com termo em Maio de 2012.

Empréstimo contratado pela Sociedade de Construções Soares da Costa, S. A. junto do Banco Português de Negócios, no montante actual de 1.750 milhares de Euros, cujo reembolso será realizado em 20 prestações mensais com termo em Março de 2010.

Empréstimo contratado pela Sociedade de Construções Soares da Costa, S. A. junto do Banco Português de Negócios, no montante actual de 9.570 milhares de Euros, cujo reembolso será realizado em 20 prestações semestrais com termo em Março de 2013.

Empréstimo contratado pela Sociedade de Construções Soares da Costa, S. A. junto do Banco BAI Europa, no montante actual de 2.025 milhares de Euros, cujo reembolso será realizado em 9 prestações trimestrais com termo em Julho de 2010.

A Sociedade de Construções Soares da Costa, S. A. tem contratado com Barclays Bank a colocação e tomada firme de emissões de Papel Comercial até ao limite de 10.000 milhares de Euros, ao abrigo de um contrato programa válido até Junho de 2012. Em 30 de Junho de 2008 esta colocação estava a ser utilizada na sua totalidade.

Empréstimo contratado pela Sociedade de Construções Soares da Costa, S.A. junto do Banco de Fomento de Angola, no montante actual de 3.375 milhares de Dólares, cujo reembolso será realizado em 6 prestações semestrais com termo em Fevereiro de 2011.

Empréstimo contratado pela Sociedade de Construções Soares da Costa, S.A. junto do Banco de Fomento de Angola, no montante actual de 8.250 milhares de Dólares, cujo reembolso será realizado em 55 prestações mensais com termo em Janeiro de 2013.

Empréstimo contratado pela Sociedade de Construções Soares da Costa, S.A. junto do Banco Africano de Investimentos, no montante actual de 625 milhares de Dólares, cujo reembolso será realizado em 8 prestações mensais com termo em Fevereiro de 2009.

Empréstimo contratado pela Sociedade de Construções Soares da Costa, S.A. junto do Banco Africano de Investimentos, no montante actual de 5.116 milhares de Dólares, cujo reembolso será realizado em 24 prestações mensais com termo em Junho de 2010.

Empréstimo contratado pela Sociedade de Construções Soares da Costa, S.A. junto do Banco Africano de Investimentos, no montante actual de 445 milhares de Dólares, cujo reembolso será realizado em 6 prestações semestrais com termo em Julho de 2011.

Empréstimo contratado pela Soares da Costa Construção, SGPS, S.A. junto da Caixa Nova, no montante actual de 1.163 milhares de Euros, cujo reembolso será realizado em 43 prestações mensais com termo em Outubro de 2011.

Área Concessões

Empréstimo contratado pela Soares da Costa Concessões, SGPS, S.A. junto do Banco Comercial Português, no montante actual de 3.689 milhares de Euros, cujo reembolso será realizado em 3 prestações semestrais com termo em Dezembro de 2009.

Empréstimo contratado pela Soares da Costa Concessões, SGPS, S.A. junto do Banco BPI, no montante de 2.857 milhares de Euros, cujo reembolso será realizado em 6 prestações semestrais com termo em Dezembro de 2012.

Área Imobiliária

Empréstimo contratado pela Ciagest Imobiliária e Gestão, S.A. junto do Banco Comercial Português, no montante actual de 2.879 milhares de Euros, cujo reembolso será realizado em 49 prestações trimestrais com termo em Fevereiro de 2020.

Empréstimo contratado pela Ciagest Imobiliária e Gestão, S.A. junto do Banco Comercial Português, no montante actual de 14.717 milhares de Euros, cujo reembolso será realizado em 49 prestações trimestrais com termo em Setembro de 2020.

Empréstimo contratado pela Soarta – Sociedade Imobiliária Soares da Costa, S.A. junto do Caixa Nova, no montante actual de 2.316 milhares de Euros, cujo reembolso será realizado em 8 prestações trimestrais com termo em Novembro de 2010.

Empréstimo contratado pela Cais da Fontinha Investimentos Imobiliária, S.A. junto do Caixa Nova, no montante actual de 1.100 milhares de Euros, cujo reembolso será realizado em 8 prestações trimestrais com termo em Março de 2013.

Área Indústria

Empréstimo contratado pela Clear Instalações Electromecânicas, S.A. junto da Caixa Nova, no montante actual de 95 milhares de Euros, cujo reembolso será realizado em 14 prestações mensais com termo em Agosto de 2009.

Empréstimo contratado pela Navegaia Instalações Industriais, SA junto do Banco Popular Portugal, no montante actual de 435 milhares de Euros, cujo reembolso será realizado em 42 prestações mensais, com termo em Dezembro de 2011.

Maturidades Empréstimos
bancários
Emprest. por
obrigações
Outros emprést.
obtidos
Descobertos
bancários
Factoring Total
2008 208.921.061 - 52.355 4.575.220 14.780.001 228.328.637
2009 61.756.423 - 52.354 - - 61.808.777
2010 13.743.972 - - - - 13.743.972
2011 14.564.313 - - - - 14.564.313
2012 15.136.686 - - - - 15.136.686
2013 20.835.754 - - - - 20.835.754
Após - 2013 160.177.346 100.000.000 - - - 260.177.346
495.135.555 100.000.000 104.709 4.575.220 14.780.001 614.595.485

O valor nominal dos empréstimos tem as seguintes maturidades:

Os empréstimos do Grupo, à data de 30 de Junho de 2008, venciam juros às seguintes taxas:

Natureza Mínimo Máximo
Contas caucionadas 5,638% 8,585%
Hot Money 6,418% 6,685%
Empréstimos bancários 5,970% 7,915%
Empréstimo obrigacionista 6,465% 6,496%
Emissão de papel comercial 6,740% 7,047%

Os empréstimos bancários vencem juros a taxas variáveis de mercado, não tendo associados instrumentos financeiros de cobertura de taxa de juro encontrando-se assim, o Grupo, exposto ao efeito das alterações nas taxas de juro de mercado, com excepção dos empréstimos da associada Scutvias – Autoestradas da Beira Interior, S.A., constantes do balanço consolidado por 110.736.975 Euros, os quais têm associado o instrumento financeiro abaixo descrito.

Assim, e tendo como base o nível de financiamento líquido a 30 de Junho de 2008, uma variação de um ponto percentual na taxa de juro indexante produziria um impacto anual nos encargos financeiros de 4,3 milhões de euros. Adicionalmente, uma subida na taxa de juro produziria um impacto positivo nos resultados financeiros decorrentes da valorização do instrumento financeiro abaixo descrito.

Tipo de instrumento financeiro: Derivado
Descrição do derivado: Cobertura de taxa de juro, de 100% da Dívida
à Banca Comercial (para todo o período da Dívida).
Bancos: BCP / BPI / BAYERISCHE / CGD
Moeda: Euro
Data do contrato: 24-09-1999
Data de ínicio: 01-10-1999
Data de vencimento: 04-10-2018
Periodicidade: Semestral
Swap: 7,14
Montante total coberto: 387.750.000 Eur
Referência: Euribor + 1% em fase de construção;
Euribor + 0,9 em fase de Exploração

18. DISCRIMINAÇÃO DOS OUTROS PASSIVOS CORRENTES

Outros passivos correntes 30-Jun-08 31-Dez-07
Acréscimos de custos 85.950.935 35.869.223
Proveitos diferidos 27.995.104 29.531.122
113.946.039 65.400.345

Em 30 de Junho de 2008 estas rubricas tinham a seguinte decomposição:

30-Jun-08 31-Dez-07
Acréscimos de custos
Facturas por recepcionar 59.387.661 21.713.813
Remunerações a liquidar 10.683.485 6.928.521
Juros a liquidar 4.904.661 837.687
Outros acréscimos de custos 10.975.128 6.389.202
85.950.935 35.869.223
Proveitos diferidos
Trabalhos facturados não executados 10.229.288 25.082.502
Rendas antecipadas 2.867.248 2.959.510
Subsídios ao Investimento 5.817.891 -
Outros proveitos diferidos 9.080.677 1.489.110
27.995.104 29.531.122

A rubrica "Outros acréscimos de custos" inclui a quantia de 6.478.720 Euros referente ao valor de mercado em 30 de Junho de 2008 do swap de taxa de juro contratado pela associada Scutvias, mediante o qual se procede à troca da taxa de juro variável dos financiamentos por taxa fixa, pretendendo-se com o mesmo efectuar cobertura de cash flows associados aos financiamentos.

Pelo facto de em 30 de Junho de 2008 não se encontrar assegurado o cumprimento dos requisitos formais, estabelecidos no IAS 39, relacionados com a documentação da relação de cobertura, àquela data o mesmo

não pode, do ponto de vista contabilístico, ser designado como de cobertura. Consequentemente as variações ocorridas no primeiro semestre de 2008 no valor de mercado deste instrumento foram reconhecidas com proveito financeiro, sendo consideradas como parte integrante do custo líquido de financiamento.

A rubrica " Subsídios ao investimento" respeita a subsídios a fundo perdido atribuídos à associada Scutvias – Autoestradas da Beira Interior, S.A. para financiamento de imobilizações corpóreas, registados como proveitos diferidos e reconhecidos em resultados no período da concessão, proporcionalmente às amortizações das imobilizações corpóreas subsidiadas.

19. DISCRIMINAÇÃO DO MOVIMENTO NO PERÍODO DOS AJUSTAMENTOS DE VALOR E DAS PROVISÕES

O movimento ocorrido nos ajustamentos de valor é como segue:

Ajustamentos de valor Nota Saldo Inicial Alterações
no perímetro
Aumento Redução Saldo Final
Clientes cobrança duvidosa 18.231.991 640.422 403.607 (271.695) 19.004.325
Clientes 13 18.231.991 640.422 403.607 (271.695) 19.004.325
Outros devedores 4.376.939 33.557 394.225 (55.288) 4.749.433
Outras dívidas de terceiros 13 4.376.939 33.557 394.225 (55.288) 4.749.433
Matérias-primas, subsidiarias e de consumo 46.416 - - (4.274) 42.142
Produtos e trabalhos em curso 10.538 - 199.428 - 209.966
Produtos acabados e intermédios 1.470.167 - - (652) 1.469.515
Mercadorias 121.674 - 41.116 - 162.790
Inventários 12 1.648.795 - 240.544 (4.926) 1.884.413
Outros investimentos financeiros 170.133 - 128.044 (1.263) 296.914
Investimentos financeiros 11 170.133 - 128.044 (1.263) 296.914
Total de ajustamentos de valor 24.427.858 673.979 1.166.420 (333.172) 25.935.085

O movimento ocorrido nas provisões é como segue:

Provisões Saldo Inicial Alterações
no perímetro
Aumento Redução Saldo Final
Outras provisões para riscos e encargos 19.325 544.988 - - 564.313
19.325 544.988 - - 564.313

As provisões existentes, registadas essencialmente pela participada Contacto – Sociedade de Construções, S.A. (consolidada, pela primeira vez no exercício de 2008, pelo método de consolidação integral), respeitam a processos judiciais em curso à data de 30 de Junho de 2008. Estas provisões foram mensuradas de acordo com o valor esperado do exfluxo futuro.

O registo das perdas por imparidade relacionadas com as dívidas de terceiros tem por base uma análise individualizada do risco, ponderando a natureza do terceiro, a mora do crédito e a experiência acumulada do Grupo em situações análogas.

O detalhe dos ajustamentos de valor e provisões existentes à data de 30 de Junho de 2008, por segmento de relato primário, é como segue:

Construção Indústrias Participações Total
Civil e Obras relacionadas Imobiliário Concessões financeiras Consolidado
Investimentos Financeiros
Outros investimentos financeiros 17.626 - - - 279.288 296.914
17.626 - - - 279.288 296.914
Inventários
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo 42.142 - - - - 42.142
Produtos acabados e intermédios 1.300.000 - 169.515 - - 1.469.515
Produtos e trabalhos em curso - 209.966 - - - 209.966
Mercadorias - - 162.790 - - 162.790
1.342.142 209.966 332.305 - - 1.884.413
Clientes
Clientes cobrança duvidosa 15.417.882 1.248.715 2.334.345 3.383 - 19.004.325
15.417.882 1.248.715 2.334.345 3.383 - 19.004.325
Outras dívidas de terceiros
Outros devedores 1.406.182 - 3.343.251 - - 4.749.433
1.406.182 - 3.343.251 - - 4.749.433
18.183.832 1.458.681 6.009.901 3.383 279.288 25.935.085
Outras provisões para riscos e encargos 564.313 - - - - 564.313
564.313 - - - - 564.313

20. PARTES RELACIONADAS

Os saldos e transacções entre as empresas do Grupo que integram o perímetro de consolidação são eliminados no processo de consolidação, não sendo alvo de divulgação na presente nota. Os saldos e transacções entre o Grupo e as empresas associadas (consolidadas por equivalência patrimonial) encontram-se discriminados nos quadros abaixo.

Os termos ou condições praticados entre o Grupo e as partes relacionadas são substancialmente idênticos aos termos que normalmente seriam contratados entre entidades independentes em operações comparáveis.

Saldos em 30 de Junho de 2008 Clientes Outras dívidas
de terceiros
Empréstimos a
empresas do
grupo e
associadas
Fornecedores Outras
dívidas a
terceiros
Gayaexplor - Const.Exploração de Parques Estacionam., Lda 125.408 - 27.500 - -
Indáqua - Indústria e Gestão de Águas, SA 218.377 6.035.614 2.293.160 5.203 -
Grupul Portughez de Construtii, S.R.L. - 193.356 - 501.468 -
Revia - Redes Rodiviárias e Ferroviárias, Lda. 2.211.610 - - - 29.510
Mini Price Hotels (Porto), S.A. - - - - 769.000
2.555.395 6.228.970 2.320.660 506.671 798.510
Transacções no 1º Semestre de 2008 Fornecimentos
e serviços
externos
Vendas e
prestação de
serviços
Juros debitados
Indáqua - Indústria e Gestão de Águas, SA 21.630 - 218.377
Grupul Portughez de Construtii, S.R.L. 237.663 - -
Revia - Redes Rodiviárias e Ferroviárias, Lda. - 119.773 -
Mini Price Hotels (Porto), S.A. - 103.050 -
259.293 222.823 218.377
Saldos em 31 de Dezembro de 2007 Clientes Outras dívidas
de terceiros
Empréstimos a
empresas do
grupo e
associadas
Fornecedores Outras
dívidas a
terceiros
Gayaexplor - Const.Exploração de Parques Estacionam., Lda 125.408 - 27.500 - -
Indáqua - Indústria e Gestão de Águas, SA - 6.035.614 2.285.660 - -
Scutvias - Autoestradas da Beira Interior, SA 116.914 1.862.072 4.736.071 1.288 33.591
Grupul Portughez de Construtii, S.R.L. - 148.200 - 239.319 -
Revia - Redes Rodiviárias e Ferroviárias, Lda. 2.242.361 - - - 31.997
Mini Price Hotels (Porto), S.A. - - - - 231.000
2.484.683 8.045.886 7.049.231 240.607 296.588
Transacções no 1º semestre de 2007 Fornecimentos
e serviços
externos
Vendas e
prestação de
serviços
Juros debitados
CPE - Companhia de Parques de Estacionamento, S.A. - - 46.854
Scutvias - Autoestradas da Beira Interior, S.A. 15.2
19
51.000 272.669
Indáqua - Indústria e Gestão de Águas, S.A. 2.904 - -
Revia - Redes Rodiviárias e Ferroviárias, Lda. - 391.464 -
18.123 442.464 319.523

À data de 30 de Junho de 2008, 70,81% do capital da sociedade Grupo Soares da Costa, SGPS, S.A. é directamente detido pela Investifino – Investimentos e Participações, SGPS, S.A., que por sua vez detém uma participação superior a 20% no Grupo Cimpor. Neste âmbito, face ao disposto na IAS 34, o Grupo Cimpor é de forma indirecta uma parte relacionada pelo que se apresentam os saldos à data de 30 de Junho de 2008 e as transacções no ocorridas no exercício findo com o citado Grupo:

Saldos em 30 de Junho de 2008 Fornecedores
Cimpor Betão - Indústria de Betão Pronto, S.A. 73.957
Cimbetão - Cimpor Betão de Moçambique, S.A.R.L. 18.703
92.660
Transacções em 2008 Compras Outros
Proveitos e
Ganhos
Financeiros
Cimpor - Indústria de Cimentos, S.A. 40.436 472
Cimpor Betão - Indústria de Betão Pronto, S.A. 75.210 -
Cimbetão - Cimpor Betão de Moçambique, S.A.R.L. 38.995 18.018
154.641 18.490

Mais se informa que as transacções acima referidas foram efectuadas a condições normais de mercado.

21. DISCRIMINAÇÃO DOS OUTROS GANHOS E OUTRAS PERDAS OPERACIONAIS

Os outros ganhos operacionais são como segue:

Outros ganhos operacionais 30-Jun-08 30-Jun-07
Reversão de ajustamentos 269.497 1.642.204
Trabalhos para a própria empresa 2.736.211 1.933.993
Ganhos em imobilizações 61.155 29.464
Subsídios à Exploração 186.899 73.787
Outros proveitos e ganhos operacionais 1.424.368 1.334.331
4.678.130 5.013.779

As outras perdas operacionais são como segue:

Outras perdas operacionais 30-Jun-08 30-Jun-07
Impostos 2.929.584 7.380.414
Perdas em imobilizações 62.843 758.456
Dívidas incobráveis - 708.452
Outros custos e perdas operacionais 2.051.300 2.476.616
5.043.727 11.323.938

22. PESSOAL

O número médio de pessoal ao serviço nas empresas do Grupo incluídas na consolidação pelo método integral, durante o primeiro semestre de 2008, num total de 3.539, é como segue:

Direcção Quad.
Superior
Quad. Médios Enc. Mest.e
Chefes
Prof. Alt. Qualif. Qualif./semi
qual.
Não Qualific. Pratic./aprendizes
49 328 160 350 1.776 314 466 96

O número médio de pessoal ao serviço nas empresas incluídas na consolidação pelo método proporcional, durante o primeiro semestre de 2008, num total de 614, é como segue:

Direcção Quad.
Superior
Quad. Médios Enc. Mest.e
Chefes
Prof. Alt. Qualif. Qualif./semi
qual.
Não Qualific. Pratic./aprendizes
37 56 53 98 151 103 116 -

23. DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS FINANCEIROS

Os resultados financeiros dos períodos findos em 30 de Junho de 2008 e 30 de Junho de 2007, apresentam a seguinte decomposição:

Custos e Perdas 30-Jun-08 30-Jun-07
Juros suportados 17.787.885 7.742.439
Perdas em Investimentos financeiros em assoc. 219.943 11
Amortizações Investimentos Imóveis 628 662
Ajustamentos para aplicações financeiras 127.842 -
Diferenças de câmbio desfavoráveis 10.841.845 3.528.577
Descontos de pronto pagamento concedidos 308.640 6.656
Outros custos e perdas financeiros 3.068.542 2.184.691
Menos valias na alienação de investimentos financeiros - -
(1) 32.355.325 13.463.036
Proveitos e Ganhos 30-Jun-08 30-Jun-07
Juros obtidos 3.874.117 2.980.053
Ganhos em Investimentos financeiros em assoc. - 3.631.506
Rendimentos de imóveis 53.047 69.268
Rendimentos de participação de capital 1.439.279 37.861
Diferenças de câmbio favoráveis 9.554.796 3.711.411
Descontos de pronto pagamento obtidos 14.190 12.474
Outros proveitos e ganhos financeiros 65.179 365.870
Mais valias na alienação de investimentos financeiros - -
(2) 15.000.608 10.808.443
Resultados financeiros (2)-(1) (17.354.717) (2.654.593)

Os juros suportados encontram-se líquidos de 2.274.926 Euros, correspondente à variação, no primeiro semestre de 2008, do valor de mercado do Swap de taxa de juro contratado pela associada Scutvias – Autoestradas da Beira Interior, S.A..

24. IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO E IMPOSTOS DIFERIDOS

As Empresas e as suas participadas nacionais encontram-se sujeitas a Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas – IRC, actualmente à taxa anual de 25%, acrescida de Derrama1 . A partir do exercício de 2007, a Derrama passou a ser calculada até ao limite máximo de 1,5% sobre o lucro tributável, podendo assim o imposto atingir a taxa máxima agregada de 26,5%. Face à sua forma jurídica e objecto social, a Empresa está abrangida pela legislação fiscal aplicável às sociedades gestoras de participações sociais. Os ganhos ou perdas em empresas do Grupo e associadas resultantes da aplicação do método de equivalência patrimonial não são relevantes para efeitos fiscais, sendo os dividendos recebidos dessas empresas participadas excluídas de tributações de acordo com a redacção do artigo 45º do Código de Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas - CIRC.

Desde o exercício de 2003 a Grupo Soares da Costa, SGPS, S.A. e algumas das subsidiárias localizadas em Portugal (as que cumprem os respectivos pressupostos legais) são tributadas em IRC, segundo o Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades, previsto no artigo 63º do Código de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas – IRC.

De acordo com a legislação em vigor em Portugal, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (dez anos para a segurança social até 2000, inclusive, e cinco anos a partir de 2001), excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são alongados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais das Empresas do Grupo com sede em Portugal dos anos de 2004 a 2007 poderão vir ainda ser sujeitas a revisão.

O imposto sobre o rendimento registado nos períodos findos em 30 de Junho de 2008 e 2007 decompõe-se do seguinte modo:

30-Jun-08 30-Jun-07
1.432.197 1.339.744
(491.489) (1.033.198)
940.708 306.546

1 Lei n.º 2/2007 de 15 de Janeiro (artº 14.º; n.º1) – Lei das Finanças Locais. Anteriormente a derrama podia atingir a taxa máxima de 10% do IRC.

A reconciliação do resultado antes de imposto para o imposto do período é como segue:

30-Jun-08
Resultado antes de impostos 5.529.124
Ajustamentos geradores de Impostos diferidos (42.734)
Outros ajustamentos não geradores de impostos diferidos (4.090.117)
Movimentos de consolidação com impacto no RAI 1.234.528
Outros 851.251
Lucro Tributável 3.482.052
Utilização de perdas fiscais que não deram origem a activos por impostos diferidos
Outros
Taxa nominal média de Imposto sobre o rendimento
-
2.212
3.484.264
25,9%
902.119
Efeito da alteração de taxa no cálculo de impostos diferidos -
Efeito da constatação ou reversão de impostos diferidos (389.452)
Tributação autónoma 191.813
Benefícios fiscais 1.475
Outros 234.753
Imposto sobre o rendimento 940.708

Os activos por impostos diferidos e os passivos por impostos diferidos apresentados no balanço têm as seguintes naturezas das situações que lhes dão origem:

Activos por impostos Diferidos 30-Jun-08 31-Dez-07
Diferença Valorização Activos Fixos Tangíveis 4.183.426 4.183.426
Reporte Prejuízos 3.613.781 3.209.717
Outros 1.548.658 639.089
Ajustamentos de Valor em Contas a Receber 9.140 9.140
Ajustamentos de Valor em Existências 2.793 2.793
Diferença Valorização Investimentos Financeiros 1.225 2.885.066
9.359.023 10.929.231
Passivos por impostos Diferidos 30-Jun-08 31-Dez-07
Diferença Valorização Activos Fixos Tangíveis 17.870.772 17.426.263
Provisões não aceites fiscalmente 6.462.505 -
Mais Valias com Tributação Diferida 159.879 125.497
24.493.156 17.551.760

Ano de Origem Ano limite de utilização Valor 2008 1.688.219 2007 3.167.802 2006 3.223.939 2005 3.947.268 2004 540.678 2003 580.717 2002 2008 459.044 2010 2009 2014 2013 2012 2011

Os activos por impostos diferidos com origem em prejuízos fiscais reportáveis discriminam-se por exercícios do modo seguinte:

De acordo com a legislação aplicável estes prejuízos apenas poderão ser utilizados se as respectivas empresas gerarem resultado fiscal positivo.

25. RESULTADOS POR ACÇÃO

Conforme referido na nota 16 o capital da empresa é representado por 133.000.000 acções ordinárias e 27.000.000 acções preferenciais sem voto, de valor nominal de 1 Euro.

Estas acções preferenciais sem direito de voto conferem ao seu titular o direito a um dividendo prioritário nas condições previstas no ponto 2.7 do respectivo prospecto de emissão e admissão à cotação, não inferior a 5% do respectivo valor nominal, nos termos do disposto no nº. 2º do artº. 341 do CSC.

Resultados por acção 30-Jun-08 30-Jun-07
Resultado das operações continuadas, líquido de interesses minoritários 4.561.122 8.697.385
Resultado das operações descontinuadas, líquido de interesses minoritários
Resultado líquido
-
4.561.122
-
8.697.385
Número de acções preferenciais 27.000.000 27.000.000
Número de acções ordinárias 133.000.000 133.000.000
Resultado atribuído às acções preferenciais 675.000 675.000
Resultado por acção das operações continuadas
Básico 0,029 0,060
Diluído 0,029 0,060
Resultado por acção
Básico 0,029 0,060
Diluído 0,029 0,060

A sociedade não tem instrumentos de dívida convertíveis em acções, pelo que o resultado básico é igual ao resultado diluído.

Por decisão da Assembleia-geral realizada em 4 de Julho de 2006, foi deliberada a renominalização das acções ("stock-split") de 5 Euros para 1 Euro, ocorrida em conformidade com o aviso nº. 788/06 da Euronext Lisboa, divulgado no boletim de cotações de 10 de Agosto de 2006. Por força do exposto à data de apresentação das contas o número de acções representativas do capital social da empresa é de 160.000.000.

26. ACTIVOS DETIDOS PARA VENDA E ACTIVIDADES EM DESCONTINUAÇÃO

À data de 30 de Junho de 2008 não existem actividades em descontinuação nem activos detidos para venda.

27. ACONTECIMENTOS SUBSEQUENTES

Em 18 de Agosto de 2008 o Grupo Soares da Costa, SGPS, S.A. celebrou, através da sua subsidiária Soares da Costa América, Inc. um contrato para a aquisição da totalidade da sociedade "Prince Contracting Co., Inc.", sociedade com sede na Florida – Estados Unidos da América.

28. CONTINGÊNCIAS

a) Diferendo Quinta da Murtosa / Sociedade de Construções Soares da Costa / CM Porto

A subsidiária Sociedade de Construções Soares da Costa, S.A. mantém uma conta a receber da entidade "Quinta da Murtosa – Empreendimentos Imobiliários, Lda." no montante de 5.985.575 Euros, evidenciado no balanço consolidado anexo na rubrica "Clientes – conta corrente", o qual está associado a um contrato promessa de venda de um terreno que deveria ter sido entregue pela Câmara Municipal do Porto ao abrigo de um protocolo celebrado em 7 de Dezembro de 2000. A realização desta conta a receber está pendente da resolução de um processo de contencioso que envolve a subsidiária, aquela entidade e a Câmara Municipal do Porto. Paralelamente, a referida entidade intentou um processo judicial contra a Sociedade de Construções Soares da Costa, S.A. no sentido de lograr judicialmente que lhe seja entregue o terreno objecto do contrato promessa acima referido.

Em Janeiro de 2005 a subsidiária Sociedade de Construções Soares da Costa, S.A. intentou um processo contra a Câmara Municipal do Porto visando a entrega do terreno que constitui objecto de litígio. Subsidiariamente, caso não seja concretizada a entrega do terreno, a Soares da Costa exige o pagamento da quantia de 7.182.689 Euros acrescida de juros de mora. Já foi realizado o julgamento deste processo, aguardando-se a produção da respectiva sentença. A subsidiária está confiada no êxito desta demanda.

Esclarece-se, inclusive, que em Fevereiro de 2008, foi proferida sentença na 1ª Instância favorável à Soares da Costa.

Em consequência, mediante qualquer um dos cenários acima referidos, os créditos da Soares da Costa mantêm-se salvaguardados. Assim, dado que o Conselho de Administração entende que a resolução deste processo não produzirá qualquer impacto nas demonstrações financeiras consolidadas anexas, não foi registada qualquer provisão.

b) Processo fiscal

Tal como amplamente divulgado, no ano de 2002 o Grupo Soares da Costa foi sujeito a um profundo processo de reestruturação e reorganização que passou, de entre o mais, pela criação de uma Holding e de quatro sub-holdings, uma por cada grande área de negócios: Construção, Imobiliária, Concessões e Indústria.

Estas sub-holdings foram constituídas com o seu capital a ser realizado em espécie pela holding mediante a transferência a valor de mercado do portfolio de participações sociais anteriormente detidas de cada um desses segmentos para a respectiva sociedade gestora, sendo geradas neste processo mais valias e menos valias com relevância fiscal.

A Administração Fiscal na sequência de exame à escrita à sociedade Grupo Soares da Costa, SGPS, S.A. notificou a empresa de uma liquidação de IRC no valor de 17.136.692 € , essencialmente determinada pela desconsideração como custos fiscais de um conjunto de menos-valias geradas no citado processo

empresarial (sendo certo que considera como proveitos as mais-valias também geradas no mesmo processo).

Conforme oportunamente comunicado ao mercado (facto relevante de 10 de Novembro de 2005) esta sociedade, bem como os consultores externos, revisores e auditores que acompanharam e intervieram no processo discordam e rejeitam frontalmente aquele entendimento, tendo sido a liquidação em causa impugnada judicialmente, com excepção do valor de 381.752 Euros de que já se procedeu ao pagamento.

É forte expectativa do Conselho de Administração e dos advogados que a impugnação em causa obterá deferimento.

29. APROVAÇÃO DE CONTAS PARA EMISSÃO

Em reunião de 28 de Agosto de 2008 o Conselho de Administração aprovou emitir as presentes demonstrações financeiras.

30. ALTERAÇÕES DE POLÍTICAS, ESTIMATIVAS E ERROS

Durante o primeiro semestre findo em 30 de Junho de 2008 não ocorreram alterações de políticas contabilísticas, face às consideradas na preparação da informação financeira relativa ao exercício de 2007 nem foram registados erros materiais relativos a exercícios anteriores.

B A L A N Ç O

(Valores em unidades de euro)
30 de Junho de 2008 31 de Dezembro de 2007
A C T I V O Notas Activo Bruto Amortizações Activo Activo
e Ajustamentos Líquido Líquido
IMOBILIZADO
IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS 10
Equipamento de transporte 500 500 0 0
Equipamento administrativo 2.379.402 2.334.382 45.021 55.092
Imobilizações em curso 0 0 0
2.379.902 2.334.882 45.021 55.092
INVESTIMENTOS FINANCEIROS 10
Partes de capital em empresas do grupo 271.031.495 16.000.000 255.031.495 255.031.495
Empréstimos a empresas do grupo 15.363.638 15.363.638 11.396.638
Títulos e outras aplicações financeiras 2.051.359 279.288 1.772.071 1.869.082
Adiantamentos p/c de investim. financeiros 50.000 50.000 50.000
288.496.493 16.279.288 272.217.204 268.347.215
CIRCULANTE
DÍVIDAS DE TERCEIROS-CURTO PRAZO
Clientes - c/c 1.022.583 1.022.583 1.775.661
Empresas do grupo 53.018.842 53.018.842 38.338.290
Empresas participadas e participantes 59.656 59.656 59.656
Estado e outros entes públicos 1.726.492 1.726.492 729.455
Outros devedores 5.570 5.570 3.336
55.833.143 0 55.833.143 40.906.399
DEPÓSITOS BANCÁRIOS E CAIXA
Depósitos bancários 411.862 411.862 169.304
Caixa 2.973 2.973 2.303
414.835 414.835 171.607
ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
Acréscimos de proveitos 1.457 1.457 0
Custos diferidos 48 4.606.967 4.606.967 4.929.724
Activos por impostos diferidos 6 4.000.000 4.000.000 4.000.000
8.608.425 8.608.425 8.929.724
Total de amortizações 2.334.882
Total de ajustamentos 16.279.288
T O T A L D O A C T I V O 355.732.798 18.614.170 337.118.628 318.410.037

B A L A N Ç O

(Valores em unidades de euro)
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO Notas 30 de Junho de 2008 31 de Dezembro de 2007
CAPITAL PRÓPRIO
Capital 36 160.000.000 160.000.000
Ajust.Partes de Capital em Filiais e Associadas (660.530) (660.530)
Reservas de reavaliação 0 0
Reservas:
Reservas legais 2.996.528 2.996.528
Outras reservas 2.300.020 2.300.020
Resultados transitados (14.474.478) (19.855.406)
Resultado líquido do exercício 4.204.372 5.380.928
T O T A L D O C A P I T A L P R O P R I O 40 154.365.912 150.161.540
PASSIVO
DÍVIDAS A TERCEIROS - MÉDIO E LONGO PRAZO
Empréstimos por obrigações - não convertíveis 100.000.000 100.000.000
Dívidas a instituições de crédito 52.000.000 53.800.000
152.000.000 153.800.000
DÍVIDAS A TERCEIROS - CURTO PRAZO
Dívidas a instituições de crédito 18.117.012 2.233.841
Fornecedores - c/c 638.170 488.413
Fornecedores - Facturas em recepção e conferência 0 0
Empresas do grupo 10.682.576 10.225.311
Fornecedores de imobilizado - c/c 5.262 10.761
Estado e outros entes públicos 178.178 976.599
Outros credores 155.000 105.000
29.776.198 14.039.925
ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
Acréscimos de custos 48 924.404 408.573
Proveitos diferidos 52.114 0
Passivos por impostos diferidos 0 0
976.519 408.573
T O T A L D O P A S S I V O 182.752.716 168.248.498
T O T A L D O C A P I T A L P R O P R I O E D O P A S S I V O 337.118.628 318.410.037

D E M O N S T R A Ç Ã O D O S R E S U L T A D O S P O R N A T U R E Z A S

(Valores em unidades de euro)
C U S T O S E P E R D A S 30 de Junho de 2008 30 de Junho de 2007
Fornecimentos e serviços externos 860.232 1.430.870
Custos com o pessoal
Remunerações 2.015.142 1.160.263
Encargos sociais 251.048 2.266.190 547.088 1.707.351
Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo 12.896 41.637
Ajustamentos 0 12.896 0 41.637
Impostos 149.303 152.826
Outros custos e perdas operacionais 16.676 165.980 17.525 170.351
(A) 3.305.299 3.350.209
Amortiz.e ajustam.aplicaç.e investim.financeiras 127.842 0
Juros e custos similares
Relativo a empresas do grupo 289.898 2.114.070
Outros 5.723.536 6.141.277 2.128.338 4.242.408
(C) 9.446.575 7.592.617
Custos e perdas extraordinárias 9.389 28.355
(E) 9.455.965 7.620.972
Imposto sobre o rendimento do exercício
(G)
(1.499.845)
7.956.120
(1.352.903)
6.268.069
Resultado líquido do exercício 4.204.372 8.916.622
12.160.492 15.184.691
PROVEITOS E GANHOS 30 de Junho de 2008 30 de Junho de 2007
Vendas
Mercadorias 0 0
Produtos acabados e intermédios 0 0
Prestações de serviços 1.390.435 1.390.435 1.602.129 1.602.129
Variação da produção 0 0
Trabalhos para a própria empresa 0 0
Proveitos suplementares 0 826
Subsídios à exploração 13.694 0
Outros proveitos e ganhos operacionais 0 13.694 18 844
(B) 1.404.129 1.602.973
Ganhos em empresas do grupo e associadas 0 0
Rendimentos de participação de capital 8.750.000 12.904.111
Outros juros e proveitos similares
Relativo a empresas do grupo 1.919.526 562.625
Outros 13.387 10.682.913 114.779 13.581.515
(D) 12.087.043 15.184.488
Proveitos e ganhos extraordinários
(F)
73.450
12.160.492
203
15.184.691
R E S U M O :
Resultados operacionais
(B)-(A)
(1.901.170) (1.747.236)
Resultados financeiros
(D-B)-(C-A)
4.541.637 9.339.107
Resultados correntes
(D)-(C)
2.640.467 7.591.871
Resultados antes de impostos
(F)-(E)
2.704.528 7.563.719
Resultado líquido do exercício
(F)-(G)
4.204.372 8.916.622

DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES

EXERCÍCIOS
R U B R I C A S
30 de Junho de 2008 30 de Junho de 2007
Vendas e prestações de serviços 1.390.435 1.602.955
Custo das vendas e das prestações de serviços (1.358.052) -1.553.054
Resultados brutos 32.383 49.901
Outros proveitos e ganhos operacionais 13.694 18
Custos administrativos (1.930.570) -1.779.630
Outros custos e perdas operacionais (748.998) -17.525
Resultados operacionais (2.633.491) -1.747.236
Custo líquido de financiamento (3.348.195) -3.565.004
Ganhos (perdas) em outros investimentos 8.622.158 12.904.111
Resultados não usuais ou não frequentes 64.056 -28.152
Resultados correntes 2.704.528 7.563.719
Impostos sobre os resultados correntes 1.499.845 1.352.903
Resultados correntes após impostos 4.204.372 8.916.622
Resultados Extraordinários 0 0
Impostos sobre os resultados extraordinários 0 0
Resultados líquidos 4.204.372 8.916.622
Resultados por acção 0,03 0,06
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA 30 de Junho de 2008 30 de Junho de 2007
Actividades operacionais:
Recebimentos de clientes 2.561.075 1.493.514
Pagamentos a fornecedores (854.537) (1.663.351)
Pagamentos ao pessoal (2.008.542) (1.277.031)
(302.004) (1.446.867)
Pagamento /recebimento do imposto s/o rendimento 3.325.156 3.439.507
Outros recebimentos/pagamentos relativos à actividade operacional (773.928) (562.917)
2.249.224 1.429.723
Recebimentos relacionados com rúbricas extraordinárias 0 0
Pagamentos relacionados com rúbricas extraordinárias (1.048) (3.591)
Fluxos das actividades operacionais 2.248.176 1.426.132
Actividades de investimento:
Recebimentos provenientes de:
Investimentos financeiros 180.000 0
Imobilizações corpóreas 0 0
Subsídios de investimento 0 69.079
Juros e proveitos similares 0 29.905
Dividendos 8.750.000 8.930.000 3.240 102.224
Pagamentos respeitantes a:
Investimentos financeiros 23.980.443 1.332.437
Imobilizações corpóreas 6.560 97.435
Imobilizações incorpóreas 0 23.987.003 0 1.429.873
Fluxos das actividades de investimento (15.057.003) (1.327.649)
Actividades de financiamento:
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos 112.109.012 133.703.586
Juros obtidos 11.624 112.120.635 0 133.703.586
Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos 98.426.841 128.405.554
Amortização de contratos de locação financeira 420 7.592
Juros e custos similares 4.639.053 3.801.034
Dividendos 0 103.066.314 0 132.214.180
Fluxos das actividades de financiamento 9.054.322 1.489.406
Variação de caixa e seus equivalentes (3.754.506) 1.587.889
Efeito das diferenças de câmbio (98) 0
Caixa e seus equivalentes no início do período 171.607 18.437
Caixa e seus equivalentes no fim do período 414.835 1.606.326

ANEXO À DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA

  1. Não aplicável.

2. Discriminação dos componentes de caixa e seus equivalentes:

2008.06.30 2007.06.30
Numerário 2.973 1.297
Depósitos bancários imediatamente
mobilizáveis
411.862 1.605.029
Equivalentes a Caixa 0 0
Caixa e seus equivalentes
Outras disponibilidades
414.835
0
1.606.326
0
Disponibilidades constantes do balanço 414.835 1.606.326
    1. Não aplicável.
    1. Não aplicável.
    1. Os recebimentos/pagamentos respeitantes a empréstimos actividades de financiamento incluem liquidações sucessivas e novas emissões de papel comercial no montante total de 96.000.000 euros.

NOTA INTRODUTÓRIA Elementos identificativos: Denominação Social: Grupo Soares da Costa, SGPS, SA Número de matrícula na Conservatória do Registo Comercial do Porto e de Pessoa Colectiva: 500 265 763 Sede Social: Rua de Santos Pousada, 220 - 4000-478 PORTO Objecto Social: Gestão de participações sociais noutras sociedades como forma indirecta de exercício de actividades económicas.

A Sociedade actualmente denominada " Grupo Soares da Costa, SGPS, SA" ("Empresa") foi constituída em 2 de Junho de 1944, sob a denominação de Soares da Costa, Lda., sociedade comercial por quotas, tendo sido transformada em sociedade anónima por escritura notarial de 1 de Maio de 1968 e assumido a denominação social de " Sociedade de Construções Soares da Costa, SA". O seu objecto social consistia na " Exploração da indústria de construção civil e obras públicas, actividades conexas e acessórias e a aquisição e disposição de imóveis".

Em 30 de Dezembro de 2002 após o trespasse das suas actividades directamente produtivas, designadamente a actividade de construção, por escritura pública celebrada no 4º Cartório Notarial do Porto, alterou o seu objecto social para "Gestão de participações sociais" e assumiu a sua denominação actual " Grupo Soares da Costa, SGPS, SA".

As notas que se seguem respeitam à numeração sequencial definida no Plano Oficial de Contabilidade. As notas cuja numeração se encontra ausente deste anexo não são aplicáveis à Empresa ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras.

Os valores monetários utilizados nas notas que se seguem são expressos em unidades de Euro.

1. A NÃO DERROGAÇÃO DE DISPOSIÇÕES DO P.O.C.

As demonstrações financeiras foram elaboradas, respeitando as normas e princípios contabilísticos estabelecidos no Plano Oficial de Contabilidade (P.O.C.), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 410/89 de 21.11.89 e, supletivamente, as normas internacionais de contabilidade emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB).

2. COMPARABILIDADE

Não se verificaram no período alterações de políticas contabilísticas que ponham em causa a comparabilidade das contas do balanço e da demonstração de resultados.

3. CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS UTILIZADOS E MÉTODOS DE CÁLCULO RESPEITANTES AOS AJUSTAMENTOS DE VALOR

As demonstrações financeiras foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, mantidos de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal.

Os principais critérios valorimétricos utilizados foram os seguintes:

a) Imobilizações corpóreas

As imobilizações corpóreas encontram-se registadas ao custo de aquisição, ou de reavaliação pela aplicação de diplomas legais (Nota 12)

As amortizações são calculadas pelo método das quotas constantes por duodécimos, de acordo com as seguintes vidas úteis estimadas:

Anos
Equipamento de transporte 4
Equipamento administrativo 3 a 10

b) Investimentos financeiros

Relativamente às partes de capital em empresas do grupo (subholdings), as mesmas estão valorizadas pelo valor de aquisição (resultante do seu processo constitutivo ocorrido em finais do exercício de 2002). Estes valores são objecto de ajustamento quando existe evidência de que o valor recuperável de mercado é inferior.

Os restantes investimentos financeiros são expressos pelo respectivo custo histórico, líquido de ajustamentos considerados necessários para perdas de valor de carácter não temporário.

c) Saldos e transacções em moeda estrangeira

Os activos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para Euro utilizando as taxas de câmbio vigentes em 30 de Junho de 2008. As transacções expressas em moeda estrangeira são convertidas para a moeda de referência aos câmbios oficiais vigentes à data da operação.

As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transacções e as vigentes na data das cobranças, pagamentos ou à data do balanço, foram registadas como proveitos e custos na demonstração de resultados do exercício.

d) Imposto sobre lucros e impostos diferidos

O cálculo da estimativa para o imposto sobre o rendimento baseou-se numa simulação do imposto a pagar nos termos do Código do IRC e demais legislação aplicável.

São registados como activos e/ou passivos diferidos os impostos referentes às diferenças temporárias, correspondentes às diferenças de valoração dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos tributários, nos termos do estabelecido na Directriz Contabilística n.º 28.

Os activos por impostos diferidos são registados quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais suficientes para os utilizar.

e) Locação financeira

Os activos imobilizados adquiridos mediante contratos de locação financeira bem como as correspondentes responsabilidades são contabilizados pelo método financeiro. De acordo com este método o custo do activo é registado no imobilizado corpóreo, a correspondente responsabilidade é registada no passivo e os juros incluídos no valor das rendas e a amortização do activo são registados como custos na demonstração dos resultados do exercício a que respeitam.

f) Especialização dos exercícios

A Empresa regista as suas receitas e despesas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual as receitas e despesas são reconhecidas à medida em que são geradas independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos.

4. COTAÇÕES

As cotações utilizadas para conversão em euros, à data de 30 de Junho de 2008, das rubricas incluídas no Balanço e Demonstração dos Resultados originariamente expressas em moeda estrangeira, foram as seguintes:

  • Elementos do Activo Câmbio médio
  • Elementos do Passivo Câmbio médio
Câmbio
Moeda Médio
USD 1,5764

6. IMPOSTOS

De acordo com a legislação fiscal, as declarações dos principais impostos estão sujeitas a revisão por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a Segurança Social). Deste modo as declarações fiscais da Empresa referentes aos exercícios de 2005 e seguintes podem vir ainda a ser objecto de revisão. O Conselho de Administração da Empresa entende que eventuais correcções a existir não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras.

Com referência a um conjunto de sociedades em relação de domínio total e que cumprem os pressupostos para tributação pelo regime especial dos grupos de sociedades, optou-se por este regime de tributação a partir do exercício de 2005. Nesta matéria seguiu-se o disposto nos nºs 45 a 47 da Directriz Contabilística n.º 28. Assim a empresa, sendo dominante, registou nas relações com o Estado o encargo de imposto do Grupo relevando nas contas de " Accionistas/Empresas do Grupo" o crédito/débito do imposto relativamente ao contributo das restantes empresas.

Descrição Base Fiscal Imposto Resultados antes de Impostos 2.704.528 Diferenças permanentes (8.741.406) (6.036.878) Encargo normal de imposto (1.509.220) Tribtutação autónoma 9.375 Imposto do Exercício (1.499.845) Activos por impostos diferidos 0 Imposto das restantes empresas (RETGS) 570.497 Imposto corrente (929.348)

Nos termos do disposto na Directriz Contabilística n.º 28 apresenta-se quadro reconciliador entre o imposto do exercício e o imposto corrente:

Discriminação dos activos por impostos diferidos de acordo com a natureza das situações:

Descrição Valor
Activos por Impostos Diferidos
Ajustamentos em participações financeiras 4.000.000
4.000.000

7. PESSOAL

O número médio de pessoal ao serviço da empresa no semestre findo em 30 de Junho de 2008 foi de 25 pessoas, distribuídas da seguinte forma:

Direcção Quad Superior Quad Médios Prof Alt Qualif
8 9 2 6

10. MOVIMENTOS REFERENTES AO ACTIVO IMOBILIZADO

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2008 o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas, corpóreas e investimentos financeiros, bem como nas respectivas amortizações acumuladas e ajustamentos foi o seguinte:

a) Activo Bruto:

Transferências
Rubricas Saldo Inicial Reavaliação Aumentos Alienações e Abates Saldo Final
Imobilizações corpóreas
Equipamento de transporte 500 0 0 0
0
500
Equipamento administrativo 2.428.402 0 2.825
(51.825)
0 2.379.402
2.428.902 0 2.825
(51.825)
0 2.379.902
Transferências
Rubricas Saldo Inicial Equivalência
Patrimonial
Aumentos Alienações e Abates Saldo Final
Investimentos financeiros
Partes capital emp do grupo 271.031.495 0 0 0 0 271.031.495
Emprestimos a emp do grupo 11.396.638 0 4.147.000 0 (180.000) 15.363.638
Titulos e outras aplic.financ. 2.020.528 0 30.832 0 0 2.051.359
Adiant p/c inv financeiros 50.000 0 0 0 0 50.000
284.498.661 0 4.177.832 0 (180.000) 288.496.493

b) Amortizações e Ajustamentos:

Rubricas Saldo Inicial Reavaliação Reforço Anulação
Reversão
Saldo Final
AMORTIZAÇÕES
Imobilizações corpóreas
Equipamento de transporte 500 0 0 0 500
Equipamento administrativo 2.373.310 0 12.896 (51.825) 2.334.382
2.373.810 0 12.896 (51.825) 2.334.882
AJUSTAMENTOS
Investimentos financeiros
Partes de capital em empresas do grupo 16.000.000 0 0 0 16.000.000
Outras aplicações financeiras 151.446 0 127.842 0 279.288
16.151.446 0 127.842 0 16.279.288

O valor de 16 Milhões de Euros respeita ao ajustamento de valor da participação social na sociedade, " Soares da Costa Imobiliária, SGPS, SA"e foi registado em 2005, visando adequar o valor contabilístico ao valor de mercado, tendo servido como referência ou " proxy" deste valor os capitais próprios consolidados (IAS) da Soares da Costa Imobiliária, SGPS, SA.

12. REAVALIAÇÕES DE IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS

A empresa procedeu em anos anteriores à reavaliação das suas imobilizações corpóreas ao abrigo da legislação aplicável, nomeadamente:

  • Decreto-Lei nº 264/92, de 24 de Novembro
  • Decreto-Lei nº 31/98 de 11 de Fevereiro

14. OUTRAS INFORMAÇÕES SOBRE IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS E EM CURSO

a) Não existem imobilizações em poder de terceiros;

b) Imobilizações em Portugal, por naturezas do imobilizado:

Terrenos e
Edifícios
Equipamento
Básico
Equipamento
Transporte
Equipamento
Administrativo
Imobilizado
em Curso
Total
0 0 500 2.379.402 0 2.379.902

16. DADOS RELATIVOS A EMPRESAS DO GRUPO E ASSOCIADAS

Em 30 de Junho de 2008, as empresas do grupo e associadas em que a sociedade participa directamente eram as seguintes:

Valor de Balanço
em 30.06.2008
Fracção de
Capital detido
Capitais
Próprios
Resultado
2008.06.30
Empresas do Grupo:
Soares da Costa Construção, SGPS, SA
Rua de Santos Pousada, 220
4000-478 Porto
95.929.853 100,00% 106.275.635 9.257.156
Soares da Costa Imobiliária, SGPS, SA
Rua de Santos Pousada, 220
4000-478 Porto
83.393.057 100,00% 99.915.290 237.048
Soares da Costa Indústria, SGPS, SA
Rua de Santos Pousada, 220
4000-478 Porto
48.297.642 100,00% 47.525.267 (2.640.546)
Soares da Costa Concessões, SGPS, SA
Rua de Santos Pousada, 220
4000-478 Porto
25.967.527 100,00% 52.018.930 24.480.592
SCSP-Soares da Costa Serviços Partilhados, S.A.
Rua de Santos Pousada, 220
4000-478 Porto
1.293.416 100,00% 1.120.279 331.398
Soares da Costa - Desenvolvimento, SA.
Rua de Santos Pousada, 220
4000-478 Porto
150.000 100,00% 145.786 (1.716)

32. RESPONSABILIDADES POR GARANTIAS PRESTADAS

Natureza Valor Garantias Bancárias prestadas a terceiros 106.800

36. DIVISÃO DO CAPITAL SOCIAL POR CATEGORIAS DE ACÇÕES

O capital social é composto por 160.000.000 de acções escriturais, de valor nominal de € 1,00, sendo 133.000.000 de acções ordinárias e 27.000.000 de acções preferenciais sem direito a voto. Estas últimas estão actualmente nas condições do disposto no nº3 do art.º 342º do Código das Sociedades Comerciais, conferindo direito de voto.

37. PARTICIPAÇÃO DE CAPITAL

O capital da sociedade, à data de 30 de Junho de 2008, é detido na proporção de 70,8142% correspondente a 113.302.682 acções que conferem a mesma percentagem dos direitos de voto, pela sociedade «Investifino – Investimentos e Participações, SGPS, SA»

40. MOVIMENTOS OCORRIDOS NAS RUBRICAS DE "CAPITAIS PRÓPRIOS"

O movimento ocorrido nas outras rubricas de capital próprio durante o semestre findo em 30 de Junho de 2008 foi como segue:

Contas Saldo inicial Aumentos Diminuições Saldo final
51 - Capital 160.000.000 0 0 160.000.000
55 - Ajust. partes de capital em filiais e associadas (660.530) 0 0 (660.530)
56 - Reservas de reavaliação 0 0 0 0
57 - Reservas
- Reservas legais 2.996.528 0 0 2.996.528
- Outras Reservas 2.300.020 0 0 2.300.020
59 - Resultados transitados (19.855.406) 5.380.928 0 (14.474.478)
88 - Resultados líquidos
- Exercício de 2007 5.380.928 0 5.380.928 (0)
- Exercício de 2008 0 4.204.372 0 4.204.372
150.161.540 9.585.300 5.380.928 154.365.912

43. REMUNERAÇÕES ATRIBUÍDAS AOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS SOCIAIS

As remunerações atribuídas aos membros dos órgãos sociais no semestre findo em 30 de Junho de 2008 foram as seguintes:

Orgãos Sociais Valor
Administração 1.517.596
Conselho Fiscal 26.686
Revisores Oficiais de Contas 8.894

Não foram assumidas responsabilidades relativamente a pensões de reforma dos antigos membros dos órgãos acima referidos.

45. DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS FINANCEIROS

Custos e perdas 2008.06.30 2007.06.30
681 - Juros suportados 5.281.108 3.685.621
684 - Ajustamentos para aplicações financeiras 127.842 0
685 - Diferenças de câmbio desfavoráveis 98 0
688 - Outros custos e perdas financeiros 732.228 556.787
(1) 6.141.277 4.242.408
Proveitos e ganhos 2008.06.30 2007.06.30
781 - Juros obtidos 1.932.913 562.625
784 - Rendimentos de participações de capital 8.750.000 12.904.111
785 - Diferenças de câmbio favoráveis 0 0
788 - Reversões e outros proveitos e ganhos financeiros 0 114.779
(2) 10.682.913 13.581.515
(2)-(1)
Resultados financeiros
4.541.637 9.339.107

46. DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS

Custos e perdas 2008.06.30 2007.06.30
691 - Donativos 0 14.900
694 - Perdas em imobilizações 0 374
695 - Multas e penalidades:
- Multas 1.048 3.591
698 - Outros custos e perdas extraordinários
- Insuficiência da estimativa para imposto 8.341 3.434
- Correcções a impostos e contribuições 0 5.644
- Juros compensatórios 0 411
- Outros não especificados 0 0
0
(1) 9.389 28.355
Proveitos e ganhos 2008.06.30 2007.06.30
794 - Ganhos em imobilizações 0 166
797 - Correcções relat a exercícios anteriores 0 0
798 - Outros proveitos e ganhos extraordinários
- Excesso da estimativa para imposto 0 0
- Outros não especificados 73.450 37
(2) 73.450 203
Resultados extraordinários (2)-(1) 64.061 (28.152)

47. INFORMAÇÕES EXIGIDAS POR DIPLOMAS LEGAIS

A empresa tem a sua situação contributiva perante a Segurança Social regularizada (Art. 21º, n.º 1 do Decreto-lei n.º 411/91, de 17 de Outubro).

48. ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS

Em 30 de Junho de 2008, o saldo destas rubricas do activo e do passivo apresentam a seguinte decomposição:

Natureza Total
Activos
Acréscimos de Proveitos
- Outros acrescimos de proveitos 1.457
1.457
Custos Diferidos
- Prémios de seguro 3.875
- Despesas de emissão de Obrigações 3.644.306
- Despesas de emissão de Papel Comercial 942.093
- Outros custos diferidos 16.693
4.606.967
Passivos
Acréscimos de Custos
- Remunerações a Liquidar
Encargos com férias 520.025
- Juros a liquidar 404.379
924.404
Proveitos diferidos
- Prestação de Serviços 52.114
52.114

49. IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES ENTREGUES AO ESTADO DURANTE O 1º SEMESTRE

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2008 registaram-se os seguintes pagamentos:

Natureza Valores
A. De conta própria. 346.700
1. Impostos: 197.983
-Impostos indirectos: 196.724
.Imposto s/ Valor Acrescentado
.Imposto de Selo
196.677
47
- Impostos directos: 1.258
.Imposto Municipal s/ Imóveis 1.258
2. Contribuições:
- Segurança Social
148.717
148.717
B. De conta de terceiros. 775.092
1. Impostos: 705.107
-Impostos indirectos:
.Imposto de Selo
119.066
119.066
-Impostos directos: 586.041
. IRS - Valores retidos na Fonte e Depositados
.Trabalho Dependente
.Trabalho Independente
.Prediais
.Prestações de Serviços
581.109
4.932
0
0
2. Contribuições:
- Segurança Social
69.984
69.984
(A + B)
C. Total de impostos e contribuições
1.121.792

50. DÍVIDAS A INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO

Em 30 de Junho de 2008, o detalhe dos empréstimos obtidos é o seguinte:

Natureza Curto prazo Médio e
longo prazo
Total
Financiamentos para Tesouraria 18.117.012 52.000.000 70.117.012
Empréstimos por Obrigações 0
18.117.012
100.000.000
152.000.000
100.000.000
170.117.012

51. OUTRAS INFORMAÇÕES

Nos termos do n.º 4 do art.º 5º do Decreto-lei 495/88, identificam-se em seguida os saldos por empresa participada dos empréstimos concedidos e/ou obtidos à data do balanço (30 de Junho de 2008): Empréstimos concedidos

Empresa Saldo Inicial Aumentos Diminuições Saldo Final
Prestações Acessórias / Suprimentos
Soares da Costa Construção, SGPS, S.A. 1.682.768,41 0,00 0,00 1.682.768,41
SCSP-Soares da Costa Serviços Partilhados, SA. 0,00 0,00 0,00
Soares da Costa Concessões, SGPS, S.A. 9.713.869,96 4.147.000,00 -180.000,00 13.680.869,96
Total 11.396.638,37 4.147.000,00 -180.000,00 15.363.638,37
Empréstimos
Soares da Costa Construção, SGPS, S.A. 12.099.792 49.800.161 (34.070.000) 27.829.953,17
Soares da Costa Concessões, SGPS, S.A. 7.874.500 6.375.000 (2.880.000) 11.369.500
Soares da Costa Indústria, SGPS, S.A. 0 623.440 (415.000) 208.440
Cais da Fontinha - Investimentos Imobiliários S.A. 0 23.000 0 23.000
Carta - Cantinas e Restauração, Soc.Unipessoal Lda 0 320.000 (7.583) 312.417
Clear-Instalações Electromecânicas, S.A. 8.441.258 6.807.000 (13.639.961) 1.608.297
Ciagest - Imobiliária e Gestão, S.A. 157.000 1.690.000 (1.250.000) 597.000
Construções Metálicas Socometal, S.A. 1.612.000 2.791.000 (3.735.000) 668.000
CPE - Companhia de Parques de Estacionamento, S.A. 0 350.000 (100.000) 250.000
MZI - Sociedade de Construção Lda 0 8.000 0 8.000
Habitop - Sociedade imobiliária, S.A. 363.484 326.000 0 689.484
Maxbela - Soluções em Madeiras e Alumínios, S.A. 1.205.000 1.263.000 (888.000) 1.580.000
Mercados Novos-Imóveis Comerciais, Lda. 79.000 483.000 0 562.000
Navegaia - Instalações Industriais, S.A. 16.000 19.000 (35.000) 0
SCSP-Soares da Costa Serviços Partilhados, S.A. 404.487 1.494.000 0 1.898.487
Soarta-Sociedade Imobiliária Soares da Costa, S.A. 127.000 544.000 (86.000) 585.000
Sodel - Empreendimentos iImobiliários, Lda 1.500 7.000 (1.279) 7.221
Total 32.381.020,85 72.923.601 (57.107.823) 48.196.799

Empréstimos obtidos

Empresa Saldo Inicial Aumentos Diminuições Saldo Final
Soares da Costa Construção, SGPS, S.A. 0
Soares da Costa Indústria, SGPS, S.A. 0 0 0 0
Soares da Costa Concessões, SGPS, S.A. 0 0
Soares da Costa Imobiliária, SGPS, S.A. 8.895.000 1.711.000 (2.363.000) 8.243.000
Sociedade de Construções Soares da Costa, S.A. 0 0
SCSP-Soares da Costa Serviços Partilhados, SA. 0 0
Ciagest - Imobiliária e Gestão, S.A. 0 0
Navegaia Instalações Industriais, SA. 0 281.000 (30.000) 251.000
Construções Metálicas Socometal, SA. 0 0
Soarta-Sociedade Imobiliária Soares da Costa, SA. 0 0
Total 8.895.000 1.992.000 (2.393.000) 8.494.000

52. CONTINGÊNCIAS

Tal como amplamente divulgado, no ano de 2002 o Grupo Soares da Costa foi sujeito a um profundo processo de reestruturação e reorganização que passou, de entre o mais, pela criação de uma Holding e de quatro sub-holdings, uma por cada grande área de negócios: Construção, Imobiliária, Concessões e Indústria.

Estas sub-holdings foram constituídas com o seu capital a ser realizado em espécie pela holding mediante a transferência a valor de mercado do portfolio de participações sociais anteriormente detidas de cada um desses segmentos para a respectiva sociedade gestora, sendo geradas neste processo mais valias e menos valias com relevância fiscal.

A Administração Fiscal na sequência de exame à escrita à sociedade Grupo Soares da Costa, SGPS, notificou a empresa de uma liquidação de IRC no valor de 17.136.692 €, essencialmente determinada pela desconsideração como custos fiscais de um conjunto de menos-valias geradas no citado processo empresarial (sendo certo que considera como proveitos as mais-valias também geradas no mesmo processo)

Conforme oportunamente comunicado ao mercado (facto relevante de 10 de Novembro de 2005) esta sociedade, bem como os consultores externos, revisores e auditores que acompanharam e intervieram no processo discordam e rejeitam frontalmente aquele entendimento, tendo sido a liquidação em causa impugnada judicialmente, com excepção do valor de 381.752 € de que já procedeu ao pagamento.

É forte expectativa do Conselho de Administração e dos advogados que a impugnação em causa obterá deferimento.

53. EVOLUÇÃO DOS PRINCIPAIS INDICADORES ECONÓMICO-FINANCEIROS

Indicadores económicos 2008.06.30 2007.12.31 2006.12.31 2005.12.31
Liquidez reduzida 1,956 2,926 0,081 0,102
Liquidez geral 1,956 2,926 0,081 0,102
Solvabilidade 1,854 1,892 2,017 1,927
Autonomia financeira 46,08% 47,16% 50,42% 48,10%
Autofinanciamtº. capitais permanentes 0,504 0,494 0,742 0,746

Liquidez reduzida Disponib. + Créditos c.p. Passivo a curto prazo

Autonomia financeira Capitais próprios

Autofinanciamento cap. permanentes Capitais próprios

Liquidez geral Disponib. + Créditos c.p. + Existencias

Passivo a curto prazo

Solvabilidade Activo Líquido Passivo

Activo Líquido

Capitais próprios + Passivo M.L. prazo

DECLARAÇÃO

Declaro, nos termos e para os efeitos previstos na alínea c) do n.º 1 do artigo 246.º do Código de Valores Mobiliários que, tanto quanto é do meu conhecimento, as demonstrações financeiras da sociedade Grupo Soares da Costa, SGPS, SA, relativas ao 1º. Semestre de 2008, foram elaborados em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do activo e do passivo, da situação financeira e dos resultados daquela sociedade e das empresas incluídas no perímetro da consolidação, e que o relatório de gestão intercalar expõe fielmente as informações exigidas nos termos do nº. 2 do mesmo artigo, indicando os acontecimentos importantes ocorridos no período a que se refere e o impacto nas respectivas demonstrações financeiras, bem como uma descrição dos principais riscos e incertezas para os seis meses seguintes.

Porto, 28 de Agosto de 2008

Os Administradores:

Manuel Roseta Fino _________________________________

Maria Angelina Martins Caetano Ramos _________________________________

José Manuel Baptista Fino _________________________________

Pedro Manuel de Almeida Gonçalves _________________________________

António Pereira da Silva Neves _________________________________

António Manuel Sousa Barbosa da Frada _________________________________

Pedro Gonçalo de Sotto-Mayor Andrade Santos __________________________________

António Manuel Palma Ramalho __________________________________

António Manuel Pereira Caldas Castro Henriques _________________________________