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Grupo Media Capital SGPS Interim / Quarterly Report 2012

Aug 31, 2012

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Interim / Quarterly Report

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Relatório e Contas 1º semestre de 2012

INDÍCE

Relatório de Gestão
Intercalar
4
Disposições Legais 24
Contas Consolidadas 29

O Conselho de Administração do Grupo Média Capital, SGPS, SA, no cumprimento dos preceitos legais e estatutários instituídos, apresenta o Relatório de Gestão Intercalar relativo ao primeiro semestre do exercício de 2012.

INTRODUÇÃO

A sociedade Grupo Média Capital, SGPS, S. A. ("Empresa" ou "Sociedade" ou "Media Capital" ou "Grupo Média Capital" ou "Grupo") tem como único investimento, uma participação de 100% na MEGLO – Media Global, SGPS, S.A. ("MEDIA GLOBAL"). Através desta participação a Empresa detém, indiretamente, participações nas empresas indicadas nas Notas 4 e 5 do anexo às demonstrações financeiras consolidadas em 30 de junho de 2012.

As designações completas das empresas incluídas neste relatório têm a devida correspondência no referido anexo às demonstrações financeiras consolidadas, que são parte integrante deste Relatório Consolidado de Gestão Intercalar.

As Demonstrações Financeiras Consolidadas da sociedade Grupo Média Capital, SGPS, S.A., foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS).

As informações financeiras contidas no presente Relatório e Contas não foram sujeitas a auditoria ou a revisão limitada por parte de auditor registado na CMVM.

PRINCIPAIS FATOS NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2012

  • O Grupo Media Capital registou uma margem EBITDA de 18,2%. Os proveitos operacionais foram de € 90,9 milhões (-23%)
  • As receitas publicitárias ascenderam a € 57,6 milhões, valor inferior em 18% ao do período comparável.
  • Segundo dados da Marktest/Kantar Media, a TVI continuou a liderar as audiências de televisão por larga margem na totalidade do dia e nos períodos horários mais importantes. O mesmo sucede ao nível dos principais géneros: ficção, informação e entretenimento. A TVI é aliás o único canal generalista que melhora a sua posição relativamente ao semestre homólogo de 2011, com mais 1,3% de quota de audiência. O segmento de Televisão obteve no 1S12 uma margem EBITDA de 18,3%, a que corresponde um valor absoluto de € 12,7 milhões.
  • A atividade de Produção Audiovisual registou uma redução de 31% dos proveitos operacionais, enquanto o EBITDA recuou 12%, atingindo € 3,1 milhões no período em análise, correspondendo a uma margem de 10,6%. Não fosse a alteração de perímetro de consolidação na atividade em Espanha, o EBITDA do segmento teria aumentado face ao período homólogo. No período em análise, a atividade de prestação de serviços e aluguer de meios técnicos ganhou dimensão internacional.
  • Em Rádio, o destaque principal vai para a evolução das audiências, com a Rádio Comercial a atingir pela primeira vez na sua história a liderança, com uma audiência acumulada de véspera (AAV) de 14,1%, correspondendo a quase 1,2 milhões de ouvintes e a um crescimento de 32% face ao período homólogo. Por seu turno, a m80 é a primeira estação do país de entre as que não têm cobertura nacional. Como consequência, o conjunto das rádios do Grupo atingiu de novo o nível de audiência mais elevado de sempre (21,4%), ao mesmo tempo que a MCR continua a ganhar quota de mercado em publicidade.
  • Na área Digital, o segundo trimestre do ano revelou-se particularmente fértil em novidades, destacando-se entre outros (i) o rebranding (de MCM para MCD) (ii) a parceria celebrada com o MSN -disponibilização dos vídeos da TVI e TVI24 no portal MSN; (iii) o novo IOL - novo portal IOL com novas funcionalidades, novo design, novo logótipo e mais conteúdos; (iv) o novo IOL Push - um novo serviço que entrega a melhor seleção de notícias do dia; (v) o novo MaisFotos; (vi) o novo AB Motor. No ano de 2012, a MCD reforça a aposta em conteúdos digitais para uma multiplicidade de plataformas e dispositivos.

ANÁLISE DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS

milhares de € 1S 2012 1S 2011 Var % 2T 2012 2T 2011 Var %
Total de Proveitos Operacionais 90.918 118.007 -23% 50.874 64.457 -21%
Televisão 69.248 77.615 -11% 39.795 41.942 -5%
Produção Audiovisual 28.871 42.049 -31% 13.536 22.773 -41%
Entretenimento 2.265 7.303 -69% 1.161 3.777 -69%
Rádio 6.957 7.504 -7% 3.971 4.132 -4%
Outros 7.860 8.568 -8% 3.880 4.199 -8%
Ajust. Consolidação (24.283) (25.031) 3% (11.469) (12.366) 7%
Total de Custos Operac. ex-D&A 74.341 95.656 -22% 38.510 48.933 -21%
EBITDA 16.578 22.351 -26% 12.364 15.525 -20%
Margem EBITDA 18,2% 18,9% -0,7pp 24,3% 24,1% 0,2pp
Televisão 12.659 18.434 -31% 10.228 13.034 -22%
Produção Audiovisual 3.052 3.477 -12% 966 2.164 -55%
Entretenimento 203 (225) N/A 357 (132) N/A
Rádio 1.166 1.434 -19% 1.043 1.272 -18%
Outros (217) (194) -12% (255) (226) -13%
Ajust. Consolidação (285) (575) 50% 24 (587) N/A
Amortizações 5.684 5.758 -1% 2.854 2.903 -2%
Resultados Operacionais (EBIT) 10.894 16.594 -34% 9.509 12.622 -25%
Resultados Financeiros (líquido) (4.617) (2.056) -125% (2.048) (1.278) -60%
Res. antes de imp. e int. s/ controlo 6.276 14.538 -57% 7.462 11.344 -34%
Imposto sobre o rendimento (2.224) (4.307) 48% (2.455) (3.298) 26%
Res.líquido das operações em continuação 4.053 10.231 -60% 5.007 8.046 -38%
Interesses sem controlo 0 (472) 100% 0 (211) 100%
Resultado líquido do período 4.053 9.758 -58% 5.007 7.835 -36%

No primeiro semestre de 2012 (1S12) o Grupo Media Capital registou um total de proveitos operacionais consolidados de € 90,9 milhões, o que corresponde a uma queda de 23% em relação a idêntico período de 2011. Relativamente ao segundo trimestre, o recuo face ao período homólogo foi menor (-21%).

O EBITDA consolidado do Grupo recuou 26% para os € 16,6 milhões, com uma margem de 18,2%, somente 0,7pp abaixo de 2011, mercê de uma forte redução dos custos operacionais. No segundo trimestre, o EBITDA atingiu os € 12,4 milhões, 20% abaixo do período homólogo. Todavia, a margem melhorou para 24,3%.

O resultado operacional (EBIT) teve uma queda de 34%, atingindo os € 10,9 milhões no semestre (€ 9,5 milhões no 2T12), enquanto o resultado líquido alcançou os € 4,1 milhões (€ 9,8 milhões no 1S11), penalizado por maiores encargos financeiros (juros suportados).

milhares de € 1S 2012 1S 2011 Var % 2T 2012 2T 2011 Var %
Proveitos Operacionais 90.918 118.007 -23% 50.874 64.457 -21%
Publicidade 57.598 70.670 -18% 32.306 39.549 -18%
Outros proveitos operacionais 33.320 47.337 -30% 18.567 24.908 -25%

Na evolução do total de proveitos consolidados, os proveitos de publicidade recuaram 18% (percentagem idêntica para o trimestre), situação que ocorreu devido ao peso do segmento de Televisão, no qual a publicidade variou -21% (variação igual no trimestre). No segmento de Rádio verificou-se uma ligeira queda (-2% de variação no semestre e -3% no trimestre), ao passo que o segmento Outros ficou 9% abaixo do ano transato (-12% no trimestre).

Relativamente à situação do mercado de publicidade, estima-se uma queda global próxima de 19% até maio (valores de junho ainda por apurar).

Os outros proveitos recuaram 30% relativamente ao ano anterior (-25% no trimestre), com o impacto a advir sobretudo dos segmentos de Produção Audiovisual e Entretenimento.

Em relação aos custos operacionais, verificou-se um decréscimo de 22% (-21% no trimestre), como resultado (i) dos menores proveitos nos segmentos de Produção Audiovisual e Entretenimento mas também (ii) dos significativos ganhos de eficiência que têm vindo a ser obtidos nos diversos segmentos de atividade e centralmente.

Nos primeiros seis meses do ano, os resultados financeiros passaram de € - 2,1 milhões para € -4,6 milhões. Dois fatores exógenos ao desempenho do Grupo concorreram para esta situação. Por um lado, o aumento do custo de financiamento, em virtude da expansão de spreads que é transversal nos mercados financeiros e, por outro, o impacto do coller sobre taxas de juro que o Grupo tem contratado, uma vez que o indexante (Euribor) encontra-se substancialmente abaixo do floor estabelecido. Na vertente trimestral, o valor passou de € -1,3 milhões para € -2,0 milhões, tendo por base a mesma explicação.

O resultado líquido atingiu os € 4,1 milhões, que compara com € 9,8 milhões no 1S11, como consequência da evolução da atividade operacional e financeira. No trimestre, o resultado líquido foi de € 5 milhões, 36% inferior ao observado no período homólogo.

TELEVISÃO

milhares de € 1S 2012 1S 2011 Var % 2T 2012 2T 2011 Var %
Proveitos Operacionais 69.248 77.615 -11% 39.795 41.942 -5%
Publicidade 49.574 62.920 -21% 27.795 35.108 -21%
Outros Proveitos 19.674 14.694 34% 11.999 6.834 76%
Custos Operacionais, ex D&A 56.590 59.180 -4% 29.567 28.909 2%
EBITDA 12.659 18.434 -31% 10.228 13.034 -22%
Margem EBITDA 18,3% 23,8% -5,5pp 25,7% 31,1% -5,4pp
Amortizações 2.826 3.001 -6% 1.371 1.515 -10%
Resultado Operacional (EBIT) 9.833 15.433 -36% 8.857 11.519 -23%

O segmento de Televisão incorpora a TVI, bem como a Publipartner, empresa do Grupo com atividade nas áreas de gestão de marketing e de parcerias, com o objetivo de desenvolver receitas complementares à publicidade, cuja maior parte do investimento publicitário é efetuado na TVI (e noutros meios do Grupo).

1º SEMESTRE 2012 All-Day (%) Prime-Time (%)
RTP1 19,3 17,7
RTP2 3,4 3,2
SIC 22,4 24,2
TVI 26,7 30,1
Cabo/Outros 28,2 24,9

Fonte: Marktest /Kantar Media, mercado canais generalistas e temáticos

Com o fecho do primeiro semestre de 2012, a TVI confirmou-se como o canal mais visto da televisão, ao registar um share médio de audiência de 26,7%, de acordo com dados da Marktest Audimetria/Kantar Media, claramente à frente do concorrente em segundo lugar, o qual obteve 22,4% de share. Na terceira posição encontra-se a RTP1 com 19,3%. O conjunto dos vários canais de cabo e de outros consumos de TV regista 28,2%.

A TVI é o único canal generalista que melhora a sua posição relativamente ao semestre homólogo de 2011, com mais 1,3% de quota de audiência. Também no horário nobre a TVI é o canal mais visto nos primeiros 6 meses de 2012, sendo que a sua posição é mais forte do que no total do dia ao registar 30,1% do consumo de televisão, ou seja 5,9 pontos percentuais acima da segunda estação mais vista, a

qual registou 24,2% de quota também em total de indivíduos. Os valores de prime-time da TVI são em linha com os verificados no ano passado.

A TVI é o único canal português a obter uma audiência média superior a 1 milhão de espetadores no prime-time do primeiro semestre de 2012.

Neste primeiro semestre de 2012 o consumo de televisão no total do dia variou ligeiramente de forma positiva (+0,8%), e de forma um pouco mais visível em prime-time com uma variação de 2,1% (audiência média como base de comparação). É de salientar que estes acréscimos se verificam no segundo trimestre e sobretudo no mês de junho (+6,7%), mês em que decorreu a transmissão televisiva do Euro 2012 um dos eventos que habitualmente levam a acréscimos globais de consumo. No mês de junho a TVI melhorou a sua performance de audiência média em 14,5% relativamente ao mesmo mês homólogo (em prime-time +17,2%).

No primeiro semestre a audiência total da TVI (indivíduos diferentes que estiveram no canal) foi, em média diária de contato, de 4,8 milhões de indivíduos e no horário nobre de 3,4 milhões. O melhor dia da semana foi o domingo.

Durante este período, a TVI manteve o essencial do mix de oferta que em anos anteriores tem recebido o maior reconhecimento e satisfação dos seus espetadores: forte presença no consumo com ficção nacional (24% do tempo de emissão), serviços informativos (22,8%) e, nos grandes géneros, o entretenimento ocupou 23% do espaço de grelha.

Do tempo total de emissão do género ficção na TVI, cerca de 55% é com base em originais e produção portuguesa, num modelo nacional de criação audiovisual que envolve a produtora Plural, empresa que pertence também ao universo Media Capital.

Durante este ano a TVI manteve a sua oferta noturna, fundamentada essencialmente em ficção longa, tendo iniciado o ano com uma estreia no dia oito de janeiro: "Doce Tentação" obteve, no 1S12, uma audiência média diária de 1,1 milhões de indivíduos com uma quota diária de 31,5% (em Donas de Casa com 33,8%).

Igualmente neste semestre, no início de maio, estreou "Louco Amor", que até ao final do semestre registou uma audiência média de um milhão e duzentos e setenta e dois mil espetadores (33,9% de share) sendo que em Donas de Casa o valor médio de contato diário foi de 587 mil indivíduos o que correspondeu a um share de audiência de 35,6% neste target. A novela veio substituir "Anjo Meu" que havia estreado em 2012, cujos os episódios emitidos em 2012 obtiveram uma quota média de 31,8%.

Neste primeiro semestre continua em exibição o produto "Remédio Santo", com um valor médio diário de 933 mil espetadores (32,3% de quota).

Ao final da tarde a TVI manteve igualmente nesta primeira metade do ano a exibição da série juvenil "Morangos com Açúcar", que continuou a revelar valores elevados de adesão, com uma quota de audiência de 40,7% nos indivíduos com idades entre os 4 e os 24 anos (core).

Na Informação, este primeiro semestre de 2012 apresentou-se como particularmente relevante para a estação já que os dois principais serviços informativos da TVI foram os preferidos dos espetadores: ao almoço o "Jornal da Uma" tem, no período em análise, uma audiência média de 577 mil espetadores (líder) o que corresponde a um share de 29%, confirmando-se como os melhores resultados de sempre deste noticiário. Estes valores representam um acréscimo de 5,7% sobre os obtidos no primeiro semestre de 2011.

À noite, o "Jornal das 8", cujo formato foi estreado em maio de 2011, liderou igualmente com uma quota de audiência de 26,4% e uma audiência regular de 974 mil consumidores. No caso deste jornal, a variação sobre o semestre homólogo do ano anterior é ainda mais significativa: 14,7% de acréscimo do número de consumidores regulares diários.

CANAL NOTICIÁRIO ESPETADORES SHARE %
TVI JORNAL DAS 8 973.540 26.4
SIC JORNAL DA NOITE 925.670 25.3
RTP1 TELEJORNAL 920.040 25.8
TVI JORNAL DA UMA 576.860 29,0
RTP 1 JORNAL DA TARDE 548.510 27.4
SIC PRIMEIRO JORNAL 505.600 26.6

Fonte: Marktest Audimetria/Kantar Media, mercado canais generalistas e temáticos

Dentro da prática habitual dos últimos anos, a TVI emitiu ao longo deste semestre vinte e duas grandes reportagens sob o título "Repórter TVI" mantendo-se a elevada adesão do público a este tipo de oferta: no conjunto estas peças informativas obtiveram uma quota média de 30,5% com base numa audiência média de um milhão e duzentos mil espetadores.

Ainda neste capítulo informativo a TVI fechou neste semestre o seu segundo ciclo de transmissões em canal aberto dos encontros mais significativos da principal liga portuguesa de futebol. O valor médio da totalidade das transmissões foi de um milhão e 425 mil consumidores – correspondendo a 40,2% de quota em total de indivíduos.

Este primeiro semestre ficou também marcado no capítulo desportivo pela presença da Seleção Portuguesa no EURO 2012, um dos maiores eventos de futebol e do qual a TVI transmitiu 6 jogos, os quais obtiveram uma audiência média de 1,4 milhões de indivíduos por jogo correspondendo a um share de 44,3 (53% em masculinos.

No capítulo do entretenimento a grande revelação da primeira metade do ano foi "A Tua Cara Não me é Estranha": numa proposta de grande entretenimento emitida ao domingo à noite, foram emitidas duas séries (estando correntemente no ar a terceira série, até ao final de julho).

O programa estreou no dia 22 de janeiro, obtendo de imediato uma quota líder de 43%, percentagem que se situou acima dos 50% a partir da segunda semana de emissão, tendo a primeira série terminado em Abril com uma quota média de 51,1% (1,5 milhões de indivíduos). A segunda série confirmou o sucesso da primeira, obtendo ao longo de 10 programas 1,6 milhões de espetadores e uma quota de 50,5%, liderando de novo de forma clara perante a concorrência.

A TUA CARA NÃO ME É ESTRANHA – PERFIL DE AUDIÊNCIA
TARGETS Universo D. Casa A/B C1 C2 D Masc. Fem
Série I 51,1 53,9 35,9 50,9 53,2 59,5 45,0 55,9
Série II 50,5 54,3 33,1 47,0 51,3 64,6 44,4 55,4
Média 50,8 54,1 34,5 49,0 52,3 62,1 44,7 55,6
TARGETS Universo 4/14 15/24 25/34 35/44 45/54 55/64 64+ A
Série I 51,1 51,1 50,1 39,5 48,5 50,0 56,9 60,1
Série II 50,5 53,2 39,9 37,3 42,1 47,1 59,8 67,3
Média 50,8 52,2 45,1 38,5 45,5 48,6 58,3 63,7

Esta oferta tem grande transversalidade de targets demográficos e comerciais, tal como pode ser confirmado no quadro seguinte que apresenta a quota de mercado das duas séries do programa para os principais alvos.

Fonte: Marktest Audimetria/Kantar Media, mercado canais generalistas e temáticos. Valores em %.

Ainda no entretenimento, neste semestre a TVI sistematizou de forma regular a emissão dos especiais de light entertainment para as tardes de fim de semana: agrupados sobre a designação "Somos Portugal" o formato de música e divulgação da cultura e valores de vários locais do país de norte a sul, foi emitido por oito vezes e regista até momento uma audiência média de 623 mil indivíduos com uma quota líder de 28% em total de indivíduos (30% em donas de casa).

Nas manhãs, a dupla carismática que apresenta o programa "Você na TV" lidera de forma confortável neste semestre com uma audiência média diária de 338 mil espetadores e uma quota de 34,7% (37,8% em Donas de Casa), confirmando e melhorando os resultados que já vinha a obter em anos anteriores.

No período vespertino, o programa "A Tarde é Sua", apresentado por Fátima Lopes, conseguiu neste primeiro semestre de 2012 liderar perante os seus concorrentes mais diretos: 21,6% de quota de audiência (252 mil espetadores).

TVI24 em consolidação

Este semestre revelou-se como um bom momento para a progressão do canal do Grupo especializado em Informação, a TVI24, emitido em todas as plataformas tecnológicas de Cabo e IPTV.

Considerando a totalidade do dia a TVI24 obteve uma quota média de 1,3% e entre as 19 e as 25 horas registou uma quota de 1,4%. O contacto médio dia foi de 12,5 mil espectadores por minuto com uma audiência total diária (sem duplicações) de 877 mil indivíduos (483 mil no período 19/25h).

Estes valores refletem um percurso ascendente desde o início das emissões em fevereiro de 2009, como se pode verificar no seguinte gráfico:

Fonte: Marktest Audimetria/Kantar Media, mercado canais distribuídos em cabo e IPTV. Valores em %.

Caso se faça uma análise do consumo dos três canais portugueses de informação, verificamos que o crescimento da TVI 24 tem ainda maior significado para a estação, pois esta obtém uma quota de mercado de 21,0% no total do dia. No prime-time informativo, convencionado que decorre entre as 19 e as 25 horas, a TVI24 obtém 25,1% neste primeiro semestre, posicionando-se à frente da RTP Informação que regista 24%.

Este canal reposicionou-se e reforçou a sua oferta com uma maior dinâmica informativa, novos comentadores e intervenientes e alguns formatos inovadores e diversificados para o espetador habitual dos canais de notícias.

A observação dos programas mais visto no canal durante o primeiro semestre ilustra bem a adesão dos espetadores a este novo posicionamento e a adesão do consumidor, revelando este conjunto de programas uma elevada afinidade com os públicos ABC1 com 15 ou mais anos.

No panorama digital, a oferta reforçada da TVI24 teve igualmente reflexos positivos, com a estação a assumir-se como o principal ecrã multimédia do país. Para além de o site tvi24.pt registar números recorde de audiência, os conteúdos em vídeo do canal tiveram forte recetividade junto do público e as apps para diversos softwares e plataformas registaram igualmente no período em análise números recorde de downloads.

Outros mercados - TVI24 e TVI Internacional

Neste semestre a distribuição além-fronteiras da TVI24 e da TVI Internacional continuou a revelar progressos de penetração e atração, ao confirmar mais de 250 mil assinantes (TVI Internacional e TVI 24) no fecho de junho.

Lançada em maio de 2010, a TVI Internacional, apresenta uma programação fundamentada na matriz cultural portuguesa. Disponível no continente africano ainda em 2011, a TVI Internacional estendeu nos primeiros seis meses de 2012 a sua abrangência igualmente à Europa, garantindo a sua distribuição nos operadores mais significativos em Andorra, Luxemburgo, França, e Suíça.

Desempenho Financeiro

Em termos de desempenho financeiro, e dado o difícil enquadramento económico, o segmento de Televisão viu os seus proveitos operacionais totais recuarem 11% (-5% de variação homóloga no trimestre). As receitas de publicidade recuaram 21% face ao ano transato (19,2% excluindo eleições). A Media Capital estima que o mercado publicitário em sinal aberto terá recuado cerca de 22%. No trimestre, as receitas de publicidade foram inferiores ao período homólogo também em 21% (-19,0% excluindo eleições). No mesmo período, o Grupo estima uma queda do mercado em sinal aberto de 18%.

Os outros proveitos no segmento de Televisão subiram 34%. A contribuir para este desempenho é de destacar o incremento de proveitos associados a serviços de multimédia, assim como o registo da maisvalia com a alienação da RETI, no segundo trimestre. Nesse período, esta linha de proveitos expandiu 76% relativamente a idêntico período do ano anterior.

No semestre, os custos operacionais recuaram 4% face ao ano anterior, motivado pelo esforço de poupança generalizado. Sempre com o espírito de manter a qualidade dos seus conteúdos (sendo prova disso mesmo as audiências alcançadas e o desempenho comercial relativo), a TVI reduziu de forma substancial os seus custos de programação, especialmente notório ao nível dos conteúdos internacionais (séries e, sobretudo, filmes), assim como de produto nacional (ficção e entretenimento) e informação, não obstante o comparativo negativo no que respeita a diferenças de câmbios e impacto do custo do EURO 2012.

No trimestre, os custos operacionais subiram 2% em termos homólogos, embora esta variação esteja inflacionada pela constituição de provisões não recorrentes e pelo efeito do EURO 2012. Excluindo estes dois efeitos, os custos teriam recuado.

É de salientar que uma componente relevante dos custos de grelha - ficção nacional - corresponde a produção interna ao Grupo (via Plural), que assim retém valor acrescentado do mesmo.

A combinação da evolução dos proveitos e dos custos resultou num EBITDA de € 12,7 milhões, que compara com € 18,4 milhões em 2011, com a margem respetiva a passar de 23,8% para 18,3%. No trimestre, o EBITDA foi de € 10,2 milhões (-22%), com a margem a recuar 5,4pp para 25,7%.

PRODUÇÃO AUDIOVISUAL

milhares de € 1S 2012 1S 2011 Var % 2T 2012 2T 2011 Var %
Proveitos Operacionais 28.871 42.049 -31% 13.536 22.773 -41%
Publicidade 0 0 0% 0 0 0%
Outros proveitos 28.871 42.049 -31% 13.536 22.773 -41%
Custos Operacionais, ex D&A 25.819 38.572 -33% 12.570 20.609 -39%
EBITDA 3.052 3.477 -12% 966 2.164 -55%
Margem EBITDA 10,6% 8,3% 2,3pp 7,1% 9,5% -2,4pp
Amortizações 1.773 1.452 22% 942 745 26%
Resultado Operacional (EBIT) 1.279 2.025 -37% 24 1.419 -98%

As variações observadas neste segmento são fruto não só da atividade ordinária das sociedades que o compõem, mas também da alteração do perímetro de consolidação.

Com efeito, a partir de 1 de janeiro de 2012 a participação na sociedade Factoría passou de 51% para 15%, deixando de estar incluída na consolidação, assim como a sua participada CHIP (detida a 50% pela Factoría). Da mesma forma, as sociedades Socater e Productora Canaria de Programas (detidas a 40% cada uma), ambas a atuarem no âmbito da gestão de canais autonómicos em Espanha, deixaram, no final de 2011 de fazer parte do consolidado (por via de acordos celebrados com os restantes acionistas), passando também a configurar como empresas associadas, tal como a Factoría.

O segmento de produção audiovisual atingiu um total de proveitos operacionais de € 28,9 milhões, decrescendo 31%. No trimestre, a queda de proveitos foi de 41%.

Em Portugal, e referente aos primeiros seis meses do ano, os proveitos subiram próximo de duplo dígito, mercê do aumento de proveitos associados a produções televisivas e, sobretudo, de um importante incremento resultante da atividade de prestação de serviços e aluguer de meios técnicos, que ganhou dimensão internacional. No período de abril a junho, a variação dos proveitos operacionais do negócio em Portugal também foi positiva, desta feita beneficiando sobretudo da atividade de prestação de serviços e aluguer de meios técnicos.

Relativamente a Espanha, os proveitos operacionais registaram uma redução no semestre. À parte do impacto da desconsolidação das sociedades referenciadas, verificou-se uma redução do volume de produção para clientes daquele país, associado à ausência em 2012 de proveitos com a atividade de cinema (em 2011 foram registados proveitos com subsídios de produções realizadas anteriormente) e aos menores proveitos da atividade em Miami. No segundo trimestre, a evolução seguiu a mesma tendência.

Em virtude da alteração de perímetro de consolidação, o EBITDA recuou 12% para € 3,1 milhões, com a margem a expandir 2,3pp para 10,6%. Para tal contribuiu essencialmente a atividade da Plural em Portugal, que assim compensou a ausência este ano, em Espanha, dos subsídios à atividade de cinema ocorridos no período homólogo, e a menor atividade global de produção em Espanha. A evolução trimestral homóloga reflete os mesmos argumentos.

RÁDIO

milhares de € 1S 2012 1S 2011 Var % 2T 2012 2T 2011 Var %
Proveitos Operacionais 6.957 7.504 -7% 3.971 4.132 -4%
Publicidade 6.576 6.687 -2% 3.776 3.884 -3%
Outros proveitos 381 817 -53% 195 248 -21%
Custos Operacionais, ex D&A 5.791 6.070 -5% 2.928 2.860 2%
EBITDA 1.166 1.434 -19% 1.043 1.272 -18%
Margem EBITDA 16,8% 19,1% -2,3pp 26,3% 30,8% -4,5pp
Amortizações 805 968 -17% 404 479 -16%
Resultado Operacional (EBIT) 361 466 -23% 639 793 -19%

Os dados relativos às audiências do meio rádio, medidas através do Bareme, continuaram a evidenciar o excelente desempenho dos formatos explorados pela MCR.

Com efeito, o conjunto das rádios do Grupo Media Capital registou um share de audiência de 29,8% no 2º trimestre. Já em termos de audiência acumulada de véspera (AAV), uma métrica mais interessante na medida em que reflete o consumo, os dados foram igualmente lisonjeiros (21,4%), sendo de destacar sobretudo o desempenho da Rádio Comercial e da m80. Num crescimento de audiência inédito, a Rádio Comercial chegou pela primeira vez na sua história à liderança, atingindo uma AAV de 14,1%, aumentando a sua audiência em 32% no espaço de um ano, tendo quase 1,2 milhões de ouvintes. De salientar que os ganhos de audiência são especialmente notórios nos targets comerciais mais relevantes a nível socio-económico e geográfico.

Por seu turno, a m80 manteve a sua excelente trajetória, ao atingir uma AAV média no semestre de 4,7%, percentagem que é a mais alta de sempre e que cresce 8% vs o 1S11. A evolução da m80 é

especialmente notória, atendendo a que, das quatro rádios mais ouvidas em Portugal, é a única que não dispõe de uma rede de cobertura nacional.

De salientar ainda que as rádios do Grupo tÊm estado associadas aos principais eventos musicais do ano, como sejam os casos dos concertos de Simple Minds, Michel Teló, James Morrison, Virgem Suta, Mónica Ferraz, Coldplay, Madonna, Sting ou Stacey Kent e o espetáculo Spirit of the Dance, entre outros. Até ao final do ano, destacando-se os principais festivais de verão, estão previstas outras parcerias, as quais permitem que o Grupo seja também líder nesta importante vertente do mercado de rádio.

Audiência Acumulada de Véspera Trimestral (%)

Fonte: Marktest. Nota: O evolutivo dos valores do agregado da MC Rádios não é totalmente comparável, dadas as alterações realizadas ao nível dos formatos de rádio. Os dados do 2T12 incluem os formatos "Rádio Comercial", "m80", "Cidade FM" e "Smooth FM".

Os proveitos de publicidade da MCR recuaram 2% face aos obtidos no período homólogo (-3% no trimestre). É com segurança que a MCR estima ter registado novamente um incremento relevante da quota de mercado junto dos anunciantes.

Os outros proveitos operacionais recuaram 53% (-21% no trimestre), em virtude principalmente de proveitos de cariz não recorrente registados no 1S11, associados aos ativos não correntes do Grupo e, em menor escala, a menores proveitos de licenciamento de conteúdos. No trimestre, a variação deve-se sobretudo a este último item.

Quanto aos custos operacionais deste segmento, estes recuaram 5% no acumulado, em resultado de uma constante racionalização da estrutura. Já no trimestre, verificou-se um aumento de 2%, embora associado à reversão de custos contabilizada no ano transato.

Face ao descrito, o EBITDA deste segmento foi de € 1,2 milhões (-19%), com uma margem de 16,8%. No trimestre, o EBITDA foi de € 1 milhão, 18% abaixo do registado no período comparável de 2011.

milhares de € 1S 2012 1S 2011 Var % 2T 2012 2T 2011 Var %
Proveitos Operacionais 2.265 7.303 -69% 1.161 3.777 -69%
Música & Eventos 1.707 1.557 10% 907 804 13%
Cinema & Video 557 5.746 -90% 254 2.973 -91%
Custos Operacionais, ex D&A 2.062 7.527 -73% 804 3.909 -79%
EBITDA 203 (225) N/A 357 (132) N/A
Margem EBITDA 9,0% -3,1% 12,0pp 30,7% -3,5% 34,2pp
Amortizações 43 64 -32% 21 31 -33%
Resultado Operacional (EBIT) 160 (288) N/A 336 (163) N/A

ENTRETENIMENTO

O segmento de Entretenimento inclui a atividade de edição e distribuição discográfica, a gestão de direitos musicais, o agenciamento de artistas e produção de espetáculos e realização de eventos, bem como a atividade de distribuição cinematográfica e vídeo da CLMC – Multimédia.

O total de proveitos operacionais do segmento registou uma redução de 69%, com a atividade de Música & Eventos a subir 10% (+13% no trimestre), ao passo que os proveitos na atividade de Cinema & Vídeo observaram uma descida de 90% (-91% no trimestre). Recorde-se que relativamente ao Cinema & Vídeo, e uma vez que não estavam reunidas as condições para a rentabilização da atividade, esta foi descontinuada, tendo entretanto sido desenvolvidas estratégias comerciais de rentabilização de direitos.

Na atividade de Música & Eventos, não obstante a continuação da queda estrutural do mercado de venda física (sem valores finais, mas duplo digito), o Grupo registou uma subida de 4% das vendas líquidas de CDs (-21% no trimestre), derivado sobretudo das devoluções contabilizadas no período homólogo. Nas restantes naturezas, e relativamente ao semestre, há a destacar o aumento de proveitos com eventos (sendo de destacar o Campeonato Nacional de Surf – Liga Meo Pro Surf e a a festa

comemorativa dos 5 anos da rádio m80), sendo que os proveitos remanescentes (que incluem publishing, new media e direitos conexos) ficaram aquém do registado no ano anterior.

Os custos operacionais do segmento registaram uma queda de 73%, resultando sobretudo da forte redução do volume de negócios. No trimestre, a variação homóloga foi de -79%.

O segmento Entretenimento obteve assim um EBITDA positivo de € 203 milhares, que compara com o valor de € -225 milhares obtidos no período homólogo. No trimestre, o EBITDA alcançado foi de € 357 milhares, com uma margem de 30,7%.

milhares de € 1S 2012 1S 2011 Var % 2T 2012 2T 2011 Var %
Proveitos Operacionais 7.860 8.568 -8% 3.880 4.199 -8%
Publicidade 1.549 1.709 -9% 788 899 -12%
Outros proveitos operacionais 6.312 6.859 -8% 3.092 3.300 -6%
Custos Operacionais, ex D&A 8.078 8.762 -8% 4.134 4.425 -7%
EBITDA (217) (194) -12% (255) (226) -13%
Margem EBITDA -2,8% -2,3% -0,5pp -6,6% -5,4% -1,2pp
Amortizações 238 273 -13% 117 133 -12%
Resultado Operacional (EBIT) (455) (467) 3% (372) (359) -3%

OUTROS

Este segmento inclui a área de Digital, a Holding, e a unidade de serviços partilhados.

No segundo trimestre de 2012 teve lugar o rebranding da Media Capital Multimedia para Media Capital Digital (MCD). Mais do que a simples alteração de nome, esta evolução reflete a missão e posicionamento da MCD enquanto agente de transformação digital do Grupo.

Em 2012 continuamos a assistir a uma intensificação da presença no mercado Português dos concorrentes multinacionais, bem como a um crescimento da presença das Redes Sociais. Apesar desta intensificação do ambiente competitivo, a MCD - através dos esforços para aumentar o tráfego, melhorar a qualidade das audiências da sua rede de sites e potenciar as receitas publicitárias - registou crescimentos bastante significativos nas suas audiências através dos indicadores pageviews e unique browsers.

Adicionalmente, na que é uma aposta crescente da empresa, a MCD tem vindo a trabalhar diariamente na inovação e aperfeiçoamento dos seus conteúdos digitais para as diversas plataformas (Apple, Nokia, Android e Samsung) e dispositivos (smartphones, tablets e smart tvs), tendo já desenvolvido 20 aplicações para as diferentes marcas do grupo com um total de mais de 500 mil downloads.

O segundo trimestre do ano revelou-se particularmente fértil em novidades, destacando-se:

  • A parceria celebrada com a Microsoft -disponibilização dos vídeos da TVI e TVI24 no portal MSN. Esta parceria permitiu no imediato duplicar o volume de vídeos vistos no portal MSN, ao disponibilizar uma quantidade e qualidade de vídeos muito alargada nas áreas de entretenimento, informação e desporto. De entre os vídeos mais populares, destacam-se os "Morangos com Açúcar", "Você na TV", "A Tua Cara Não Me É Estranha" e o futebol.
  • O novo IOL novo portal IOL com novas funcionalidades, novo design, novo logótipo e mais conteúdos.
  • O novo serviço IOL Push que consiste na entrega da melhor seleção de notícias do dia e que pretende assumir-se como referência na área de informação digital em Portugal
  • O novo MaisFotos site inteiramente dedicado a fotografias do mundo desportivo
  • O novo AB Motor site de compra e venda automóvel, motos e barcos totalmente renovado e com novas funcionalidades

No período em análise, a MCD, lançou para o mercado novas soluções publicitárias:

  • Intro formato publicitário de grande impacto que aparece antes da homepage dos vários sites
  • Vídeo em fundo possibilidade de colocar um vídeo publicitário a correr no fundo nos sites

As receitas publicitárias do segmento recuaram 9% (-12% no trimestre). Apesar dos fortes crescimentos verificados em vários dos projetos (com destaque para os sites TVI, Planeo e MaisFutebol), tal não foi suficiente para compensar a ausência de proveitos com a parceria com o MySpace, a qual terminou no ano passado, no terceiro trimestre.

Por seu turno, o comportamento dos outros proveitos operacionais (-8% no semestre e -6% no trimestre) encontra justificação na variação de débitos intra-grupo entre os dois períodos em análise, o mesmo valendo para a queda dos custos operacionais.

O EBITDA do segmento foi negativo em € 217 milhares, praticamente em linha com o valor do ano transato. Na variação homóloga é válido semelhante comentário.

20

AJUSTAMENTOS DE CONSOLIDAÇÃO

milhares de € 1S 2012 1S 2011 Var % 2T 2012 2T 2011 Var %
Proveitos Operacionais (24.283) (25.031) 3% (11.469) (12.366) 7%
Publicidade (101) (646) 84% (53) (342) 84%
Outros proveitos operacionais (24.182) (24.384) 1% (11.416) (12.024) 5%
Custos Operacionais, ex D&A (23.999) (24.456) 2% (11.494) (11.779) 2%
EBITDA (285) (575) N/A 24 (587) N/A
Margem EBITDA 1,2% 2,3% -1,1pp -0,2% 4,7% -5,0pp
Amortizações 0 0 0% 0 0 0%
Resultado Operacional (EBIT) (285) (575) N/A 24 (587) N/A

Quanto às rubricas de ajustamentos de consolidação, os valores constantes das mesmas refletem na sua larga maioria a atividade intra-grupo existente entre a TVI (Televisão) e a Plural (Produção).

O valor de EBITDA resulta dos ajustes de margem entre, por um lado, TVI e, por outro, Plural e CLMC.

CASH FLOW

milhares de € 1S 2012 1S 2011 Var % 2T 2012 2T 2011 Var %
Recebimentos 105.627 138.686 -24% 61.850 75.712 -18%
Pagamentos (109.339) (136.866) 20% (55.928) (70.315) 20%
Fluxos das actividades operacionais (1) -3.711 1.820 N/A 5.922 5.397 10%
Recebimentos 2.266 1.573 44% 1.109 401 176%
Pagamentos (4.003) (8.453) 53% (838) (5.710) 85%
Fluxos das act. de investimento (2) -1.737 -6.881 75% 271 -5.309 N/A
Recebimentos 110.115 129.884 -15% 21.717 81.417 -73%
Pagamentos (113.522) (135.129) 16% (28.093) (78.725) 64%
Fluxos das act. de financiamento (3) -3.407 -5.245 35% -6.377 2.692 N/A
Var. caixa e seus equivalentes (4)=(1)+(2)+(3) (8.856) (10.306) 14% (184) 2.781 N/A
Caixa e equivalentes no início do período 11.813 23.579 -50% 3.141 10.492 -70%
Caixa e equivalentes no final do período 2.957 13.273 -78% 2.957 13.273 -78%

O cash flow das atividades operacionais atingiu os € -3,7 milhões, que compara com € 1,8 milhões em 2011. Esta variação resulta, para além da redução dos proveitos de publicidade no segmento de Televisão, de um pagamento não recorrente de € 3,9 millhões relativo a um processo em contencioso que datava de 2003, associado a um retransmissor da extinta rede analógica. Realçamos, contudo, que a sazonalidade da atividade no sector em que operamos, bem como as características das políticas comerciais, se refletem de forma mais expressiva e favorável em termos de fluxo de caixa operacional, no segundo semestre do ano.

O cash flow das atividades de investimento foi de € -1,7 milhões quando o ano passado foi de € -6,9 milhões. Analisando o cash-flow respeitante a pagamentos de ativos fixos tangíveis e intangíveis, este ascendeu a € -1,6 milhões, valor que compara com € -3,7 milhões no ano transato, demonstrando o enfoque do Grupo na maximização da geração de caixa, neste caso através de uma forte contenção do capex.

O cash flow das atividades de financiamento apresentou um valor de € -3,4 milhões, refletindo o desempenho das atividades operacionais, de investimento e custos financeiros, assim como os dividendos distribuídos no período, no montante de € 5,8 milhões.

milhares de € Jun 12 Dez 11 Var Abs Var %
Dívida financeira 118.662 117.744 918 1
%
Empréstimos bancários / Papel comercial 114.281 113.924 357 0%
Outro endividamento 4.381 3.820 561 15%
Caixa & equivalentes 2.957 11.813 (8.856) -75%
Dívida líquida 115.705 105.932 9.774 9
%

ENDIVIDAMENTO

Em função dos movimentos acima descritos, o endividamento líquido do Grupo Media Capital registou um aumento de 9% ou seja, € 9,8 milhões face a dezembro de 2011, situando-se no final de junho em € 115,7 milhões. De salientar que, como habitualmente, o valor da dívida inclui o justo valor dos derivados contratados, bem como leasings, num valor global de € 4,4 milhões no final do período em análise. O endividamento líquido ajustado dos empréstimos concedidos à Promotora de Informaciones, S.A. atingiu € 103,7 milhões no final do período, que compara com € 89,3 milhões no final do ano transato, mantendo o Grupo Media Capital uma confortável estrutura de capital.

EVOLUÇÃO ESPERADA DA ATIVIDADE PARA O SEGUNDO SEMESTRE DE 2012

Os indicadores macroeconómicos coincidentes e avançados das economias europeias continuam a evidenciar sinais de debilidade, os quais se agravaram nos últimos meses, com uma deterioração especialmente acentuada nalguns países (Espanha e Itália) que, pela sua dimensão, abalaram os alicerces já frágeis do Velho Continente.

O contínuo protelar de soluções estruturais que permitam perspetivar com segurança uma resolução sustentável e credível para os graves desequilíbrios existentes, faz com que os mercados de capitais reflitam essa mesma situação, com os investidores a concentrarem investimentos em ativos e economias com maiores garantias de salvaguarda de valorização e menor volatilidade.

Vários são os indicadores financeiros (valorizações relativas entre classes de ativos, estrutura da curva de rendimentos, spreads, volatilidades implícitas, etc) que claramente mostram estarmos a viver num contexto insustentável por muito tempo.

Independentemente dos contornos concretos que a crise irá tomar no futuro, resulta por demais evidente que a solução engloba, em Portugal e não só, a desalavancagem dos agentes económicos (privados e públicos). Nesse sentido, é de perspetivar a manutenção de um ajustamento violento do ponto de vista orçamental, com aumento de impostos e redução de custos correntes e de capital do Estado. Estas ações naturalmente conduzem, durante um período de tempo indeterminado, a uma contração do consumo e investimento público e privado, até pelas elevadas restrições de endividamento que a economia atravessa, nomeadamente ao nível do setor financeiro, ao qual foi exigida uma agressiva desalavancagem e reforço de capital.

Quanto ao mercado de publicidade, e não obstante a ausência, à data de hoje, de valores finais de mercado relativos ao semestre, tem sido evidente uma deterioração relativamente ao período homólogo. Dadas as perspetivas para a economia, a expetativa do Grupo Media Capital é que no segundo semestre o mercado continue a apresentar uma variação homóloga negativa, sendo difícil balizar a mesma.

O Conselho de Administração da Media Capital, juntamente com as equipas de gestão de cada uma das suas unidades de negócio acompanhará, como habitualmente, de forma atenta e detalhada, a evolução das suas atividades e dos respetivos mercados. Pretende-se desta forma identificar e antecipar comportamentos e tendências, intervir e implementar as medidas de gestão que se entendam como as mais adequadas em cada momento, procurando assegurar a rentabilidade de cada uma suas das operações, a criação de valor para os seus acionistas e a proteção de interesses de todos aqueles que se relacionam com as atividades do Grupo.

Transações relevantes entre partes relacionadas

Durante o 1.º Semestre do exercício de 2012 não foram realizados negócios ou operações entre a Media Capital e os membros dos seus órgãos de administração e fiscalização.

Relativamente a negócios ou operações relevantes realizados entre a Media Capital e os titulares de participações qualificadas ou sociedades que se encontram em relação de domínio ou de grupo, foram realizadas as seguintes operações durante o 1.º Semestre do exercício de 2012:

  • Contrato de cash pooling celebrado entre a Plural España e a Promotora de Informaciones, S.A. de 5 de janeiro de 2009 no montante global de Euro 28.203.624,00, encontrando-se pendente, a 30 de junho de 2012, um saldo a favor da primeira no montante de Euro 16.630.524;
  • Contrato de empréstimo celebrado da Vertix S.G.P.S., S.A. à Grupo Media Capital, S.G.P.S., S.A. a 19 de abril de 2012 no montante global de Euro 5.460.000;
  • Contrato de empréstimo celebrado da TVI Televisão Independente, S.A. à Vertix S.G.P.S., S.A a 24 de fevereiro de 2012 no montante global de Euro 823.541,53;
  • No dia 26 de dezembro de 2011 entraram em vigor as novas condições aplicáveis em virtude dos vários contratos destinados a regulamentar o processo de refinanciamento entre a Promotora de Informaciones S.A. ("PRISA") e um sindicato integrado por um conjunto de instituições bancárias e financeiras. A Media Capital, tendo em conta a relação de domínio indireto entre a PRISA e esta sociedade, aderiu como "obligor" à gestão de negócios, descrita no âmbito da reestruturação financeira da PRISA.

Adicionalmente, na nota 24 do Anexo às demonstrações financeiras consolidadas em 30 de junho de 2012, são apresentados em detalhe os saldos e transacções efectuados com empresas relacionadas.

Lista de Participações Qualificadas

Nos termos e para os efeitos do disposto na alínea c) do n.º 1 do artigo 9.º do Regulamento da CMVM N.º 5/2008, comunicamos a lista de participações qualificadas conhecidas a 30 de junho de 2012:

Accionista Nº de ações detidas Percentagem do
capital social
Percentagem de
direitos de voto
Vertix SGPS, S.A. (a) 71.576.289 84,69% 94,69% (a)
PortQuay West I B.V. (b) 8.451.318 10% 10% (b)
Caixa de Aforros de Galicia, Vigo, Ourense e
Pontevedra (novacaixagalicia)
4.269.869 5,05% 5,05%
  • (a) A Vertix SGPS, SA é detida a 100% pela sociedade Promotora de Informaciones., S.A., sociedade de direito espanhol. Percentagem de direitos de voto imputáveis à sociedade Vertix, SGPS, S.A. correspondente à soma de 71.576.289 ações de 8.451.318 ações, por força da opção de compra constante do contrato de compra e venda de ações celebrado a 23 de Fevereiro de 2011 com a PortQuay West I B.V., conforme comunicado enviado ao mercado e à CMVM a 23 de Fevereiro de 2011.
  • (b) A PortQuay West I B.V. é uma sociedade de direito holandês, controlada pela Courical Holding B.V. a qual por sua vez é uma sociedade de direito holandês detida integralmente pela Partrouge, SGPS, S.A. e pela Plurimédia, S.A. sendo ambas as sociedades controladas pelo Eng. Miguel Pais do Amaral. Percentagem de direitos de voto imputáveis à sociedade PortQuay West I B.V. correspondente às 8.451.318 ações detidas, conforme comunicado enviado ao mercado e à CMVM a 29 de Fevereiro de 2012.

Valores mobiliários emitidos pela sociedade ou por sociedades com as quais esteja em relação de domínio ou de grupo, detidos por titulares dos órgãos sociais

Nos termos e para os efeitos do disposto na alínea a) do n.º 1 do artigo 9.º do Regulamento da CMVM N.º 5/2008 e com referência a 30 de junho de 2012, comunicamos não terem sido emitidas nem existirem ações detidas pelos membros dos órgãos de administração e fiscalização da sociedade.

Movimentos no 1º semestre de 2012
Ações Nº Títulos
30-06-12
Aquisições Alienações Preço
Unitário (€)
Data
Miguel Pais do Amaral 0
Rosa Cullell Muniesa 0
Bo Einar Nilsson 0
Jaime d' Almeida 0
Juan Herrero 0
Juan Luis Cebrián 0
Manuel Polanco 0
Miguel Gil 0
Pedro Garcia Guillén 0
Tirso Olazábal 0

Membros do Conselho de Administração

Revisor Oficial de Contas

Movimentos no 1º semestre de 2012
Ações Nº Títulos
30-06-12
Aquisições Alienações Preço
Unitário (€)
Data
Deloitte & Associados, SROC 0

Transações efectuadas por dirigentes

Nos termos e para os efeitos do disposto nos números 6 e 7 do artigo 14.º do Regulamento da CMVM N.º 5/2008, e com referência a 30 de junho de 2012, os dirigentes da Sociedade ou de sociedades que a dominem e pessoas estreitamente relacionadas com aqueles não comunicaram à Sociedade quaisquer transações efetuadas durante o 1.º Semestre do exercício de 2012 relativas às ações da Sociedade ou a instrumentos financeiros com elas relacionados.

Ações próprias

Nos termos do disposto nos artigos 66.º e 324.º do Código das Sociedades Comerciais, com as necessárias adaptações, informamos que durante o 1.º semestre do exercício de 2012 não foram adquiridas ou alienadas ações próprias, pelo que em 30 de Junho de 2012 não eram detidas quaisquer ações próprias.

Contas individuais

Nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 246º, n.º 3 do Código dos Valores Mobiliários, pelo presente declaramos que não são divulgadas as contas individuais da Sociedade por as mesmas não conterem informação significativa.

Intervenção do Auditor

Nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 8.º, n.º 3 do Código dos Valores Mobiliários, pelo presente declaramos que as contas semestrais consolidadas da Sociedade não foram sujeitas a auditoria ou a revisão limitada.

Declaração de responsabilidade

De acordo com o disposto no artigo 246.º, n.º1 alínea c) do Código dos Valores Mobiliários, os membros do Conselho de Administração declaram que, tanto quanto é do seu conhecimento, a informação constante das demonstrações financeiras foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do ativo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da Sociedade e das empresas incluídas no perímetro da consolidação. Mais declaram que o relatório de gestão intercalar expõe fielmente os acontecimentos importantes que ocorreram durante o 1º Semestre de 2012, o seu impacto nas demonstrações financeiras e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defronta nos próximos seis meses.

23 de julho de 2012

O Conselho de Administração,

Miguel Pais do Amaral (Presidente)

Rosa Maria Cullel Muniesa (Administradora Delegada)

Bo Einar Nilsson (Vogal)

Jaime Roque de Pinho D'Almeida (Vogal)

Juan Herrero Abelló (Vogal)

Juan Luis Cebrián Echarri (Vogal)

Manuel Polanco Moreno (Vogal)

Miguel Gil Peral (Vogal)

Pedro Garcia Guillén (Vogal)

Tirso Olazábal (Vogal)

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DA POSIÇÃO FINANCEIRA

EM 30 DE JUNHO DE 2012 E 31 DE DEZEMBRO DE 2011

(Montantes expressos em Euros)

ATIVO Notas 30.06.2012 31.12.2011
ATIVOS NÃO CORRENTES:
Goodwill 153.567.601 157.363.320
Ativos intangíveis 1
1
19.537.768 18.651.691
Ativos fixos tangíveis
Investimentos em associadas
1
2
24.437.832
1.588.849
28.995.985
1.353.620
Ativos financeiros disponíveis para venda 7.632 7.632
Direitos de transmissão de programas de televisão 1
3
59.719.700 55.914.877
Outros ativos não correntes 1
4
450.671 2.327.538
Impostos diferidos ativos 5.312.048 5.359.871
264.622.101 269.974.534
ATIVOS CORRENTES:
Direitos de transmissão de programas de televisão 1
3
19.985.571 20.516.321
Inventários 275.955 325.945
Clientes e contas a receber 1
5
46.488.522 49.309.460
Ativos por imposto corrente 9 3.735.851 158.114
Outros ativos correntes 1
6
28.108.764 25.304.328
Caixa e seus equivalentes 2.956.651 11.812.544
101.551.314 107.426.712
TOTAL DO ATIVO 366.173.415 377.401.246
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital 1
7
89.583.971 89.583.971
Reservas 24.458.721 29.183.215
Resultado líquido consolidado do período 4.052.584 1.164.684
Capital próprio atribuível aos acionistas da empresa mãe 118.095.276 119.931.870
Capital próprio atribuível a interesses sem controlo 1
8
- 1.791.360
Total do capital próprio 118.095.276 121.723.230
PASSIVO:
PASSIVO NÃO CORRENTE:
Empréstimos
1
9
79.006.757 81.656.889
Provisões 2
0
5.507.221 6.830.526
Passivos por imposto 9 4.355.892 -
Impostos diferidos passivos 1.598.526 1.598.526
90.468.396 90.085.941
PASSIVO CORRENTE:
Empréstimos 1
9
38.964.525 34.904.519
Fornecedores e contas a pagar 2
1
61.340.826 62.762.531
Passivos por imposto corrente 9 2.480.442 1.588.017
Outros passivos correntes 2
2
54.133.424 65.154.351
Instrumentos financeiros derivados 2
3
690.526 1.182.657
157.609.743 165.592.075
Total do passivo 248.078.139 255.678.016
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO 366.173.415 377.401.246
O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada condensada da posição financeira em 30 de junho de 2012.
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
30

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DOS RESULTADOS

DOS SEMESTRES E TRIMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2012 E 2011

(Montantes expressos em Euros)

Semestre findo em Trimestre findo em
Notas 30.06.2012 30.06.2011 30.06.2012 30.06.2011
PROVEITOS OPERACIONAIS:
Prestações de serviços 6 e 7 68.798.172 99.175.360 37.723.551 55.814.643
Vendas 6 e 7 1.176.484 3.609.600 543.558 1.702.135
Outros proveitos operacionais
Total de proveitos operacionais
6 e 7 20.943.724
90.918.380
15.221.938
118.006.898
12.606.724
50.873.833
6.940.614
64.457.392
CUSTOS OPERACIONAIS:
Custo dos programas emitidos e das mercadorias vendidas 6 (11.908.922) (14.729.173) (6.399.707) (6.843.901)
Fornecimentos e serviços externos 6 (34.242.357) (47.067.414) (17.214.917) (25.062.509)
Custos com pessoal 6 (27.148.139) (32.709.791) (13.287.989) (16.312.022)
Amortizações e depreciações 6 (5.684.146) (5.757.762) (2.854.398) (2.903.010)
Provisões e perdas por imparidade ((reforços) / reversões) 6 e 20 (464.696) (428.591) (1.115.378) (209.644)
Outros custos operacionais 6 (576.567) (720.567) (492.026) (504.635)
Total de custos operacionais
Resultados operacionais
(80.024.827)
10.893.553
(101.413.298)
16.593.600
(41.364.415)
9.509.418
(51.835.721)
12.621.671
RESULTADOS FINANCEIROS:
Custos financeiros (4.952.697) (2.954.963) (2.360.975) (1.569.388)
Proveitos financeiros 335.409 902.398 309.214 291.788
Custos financeiros, líquidos 8 (4.617.288) (2.052.565) (2.051.761) (1.277.600)
Ganhos / (perdas) em empresas associadas, líquidos - (3.450) 4.098 -
(4.617.288) (2.056.015) (2.047.663) (1.277.600)
Resultados antes de impostos 6.276.265 14.537.585 7.461.755 11.344.071
Imposto sobre o rendimento do período (2.223.681) (4.306.859) (2.454.662) (3.298.433)
Resultado consolidado líquido das operações em continuação 4.052.584 10.230.726 5.007.093 8.045.638
Atribuível a:
Acionistas da empresa mãe 4.052.584 9.758.295 5.007.093 7.834.549
Interesses sem controlo 1
8
- 472.431 - 211.089
4.052.584 10.230.726 5.007.093 8.045.638
Resultado por ação das operações em continuação
Básico
1
0
0,0480 0,1155 0,0592 0,0927
Diluído 1
0
0,0480 0,1155 0,0592 0,0927
O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada condensada dos resultados
do semestre e trimestre findos em 30 de junho de 2012.
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
31

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DOS RENDIMENTOS INTEGRAIS

DOS SEMESTRES E TRIMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2012 E 2011

(Montantes expressos em Euros)

Semestre findo em Trimestre findo em
30.06.2012 30.06.2011 30.06.2012 30.06.2011
Resultado consolidado líquido do período 4.052.584 10.230.726 5.007.093 8.045.638
Efeito da conversão cambial de operações no estrangeiro (74.672) 44.228 (95.701) 12.445
Outras variações no capital próprio - (14.543) - 165
Rendimentos integrais consolidados 3.977.912 10.260.411 4.911.392 8.058.248
Atribuível a:
Acionistas da empresa mãe 3.977.912 9.787.980 4.911.392 7.847.159
Interesses sem controlo - 472.431 - 211.089
3.977.912 10.260.411 4.911.392 8.058.248

O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada condensada dos rendimentos integrais do semestre e trimestre findos em 30 de junho de 2012.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DOS FLUXOS DE CAIXA

DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2012 E 2011

(Montantes expressos em Euros)

Notas 30.06.2012 30.06.2011
ATIVIDADES OPERACIONAIS:
Recebimentos de clientes 105.627.207 138.685.652
Pagamentos a fornecedores
Pagamentos ao pessoal
(59.968.809)
(29.038.476)
(77.266.908)
(34.582.771)
Fluxos gerados pelas operações 16.619.922 26.835.973
Outros recebimentos/(pagamentos) relativos à atividade operacional (20.331.261) (25.016.335)
Fluxos das atividades operacionais (1) (3.711.339) 1.819.638
ATIVIDADES DE INVESTIMENTO:
Recebimentos provenientes de:
Alienação de subsidiárias 5 1.512.170 -
Venda de ativos fixos tangíveis 50.984 202.032
Venda de ativos intangíveis - 220.000
Subsídios de investimento obtidos - 23.662
Dividendos 5 100.624 -
Juros e proveitos similares 190.563 54.622
Reembolso de empréstimos concedidos 24 411.615 1.072.319
2.265.956 1.572.635
Pagamentos respeitantes a:
Concentrações empresariais 5 (911.875) (250.000)
Aquisição de ativos fixos tangíveis (1.592.806) (3.361.833)
Aquisição de ativos intangíveis - (322.500)
Empréstimos concedidos 24 (1.498.595) (4.518.806)
(4.003.276) (8.453.139)
Fluxos das atividades de investimento (2) (1.737.320) (6.880.504)
ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO:
Recebimentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos 110.114.670 129.883.609
Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos (102.027.679) (124.136.806)
Amortização de contratos de locação financeira (980.328) (1.143.098)
Juros e custos similares (3.217.935) (1.890.418)
Dividendos 17 (5.814.507) (6.987.874)
Outras despesas financeiras (1.481.455) (970.906)
(113.521.904) (135.129.102)
Fluxos das atividades de financiamento (3) (3.407.234) (5.245.493)
Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) (8.855.893) (10.306.359)
Caixa e seus equivalentes no início do período 11.812.544 23.578.879
Caixa e seus equivalentes no fim do período 2.956.651 13.272.520
O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada condensada dos fluxos de caixa do semestre
findo em 30 de junho de 2012.
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
33

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO

DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2012 E 2011

(Montantes expressos em Euros)

Capital próprio atribuível aos acionistas maioritários Capital próprio
Capital
(Nota 14)
Reservas
(Nota 14)
Resultado
consolidado
líquido do período
Total atribuível aos
interesses
sem controlo
(Nota 15)
Total do
capital
próprio
Saldo em 31 de dezembro de 2010 89.583.971 23.123.542 12.399.919 125.107.432 4.022.578 129.130.010
Aplicação dos resultados - 12.399.919 (12.399.919) - - -
Distribuição de dividendos (Nota 17)
Diferenças de conversão cambial
-
-
(6.253.975)
44.228
-
-
(6.253.975)
44.228
(1.156.285)
-
(7.410.260)
44.228
Outras variações no capital próprio (Nota 18) - (14.543) - (14.543) (21.812) (36.355)
Resultado consolidado líquido do período - - 9.758.295 9.758.295 472.431 10.230.726
Saldo em 30 de junho de 2011 89.583.971 29.299.171 9.758.295 128.641.437 3.316.912 131.958.349
Saldo em 31 de dezembro de 2011 89.583.971 29.183.215 1.164.684 119.931.870 1.791.360 121.723.230
Aplicação dos resultados - 1.164.684 (1.164.684) - - -
Distribuição de dividendos (Nota 17) - (5.814.506) - (5.814.506) - (5.814.506)
Diferenças de conversão cambial - (74.672) - (74.672) - (74.672)
Alienação de subsidiárias (Notas 5 e 18) - - - - (1.791.360) (1.791.360)
Resultado consolidado líquido do período - - 4.052.584 4.052.584 - 4.052.584
Saldo em 30 de junho de 2012 89.583.971 24.458.721 4.052.584 118.095.276 - 118.095.276

O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada condensada das alterações no capital próprio do semestre findo em 30 de junho de 2012.

NOTA INTRODUTÓRIA

O Grupo Media Capital, SGPS, S.A. ("Empresa" ou "Media Capital"), foi constituído em 1992 e, através das suas empresas participadas e associadas ("Grupo" ou "Grupo Media Capital"), desenvolve as atividades de difusão e produção de programas televisivos e outras atividades de media, realização, produção e difusão de programas radiofónicos e produção e exploração de atividades cinematográficas e videográficas.

As presentes demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração em 23 de Julho de 2012.

As ações da Media Capital encontram-se cotadas na Euronext Lisbon – Sociedade Gestora de Mercados Regulamentados, S.A..

O Grupo opera essencialmente no setor de media, no mercado português, espanhol e latino-americano.

A TVI – Televisão Independente, S.A. ("TVI"), no âmbito da licença de exploração da atividade de televisão, difunde programas televisivos através da emissão de um canal generalista. Adicionalmente, a TVI através de contratos de distribuição celebrados com operadores, emite o TVI 24, um canal de informação por cabo e o TVI Internacional.

A MCP – Media Capital Produções, S.A. ("MCP") é a empresa do Grupo detentora do negócio de produção audiovisual assegurado pela Plural Entertainment Portugal, S.A. ("PLURAL") no mercado português e pela Plural Entertainment España, S.A. ("Plural España") no mercado espanhol e latino-americano. A atividade desta área de negócio é a criação, produção, realização e exploração de conteúdos televisivos, obras cinematográficas e audiovisuais.

A MCR II – Media Capital Rádios, S.A. ("MCR II") é a empresa do Grupo detentora da atividade radiofónica. As suas participadas detêm os alvarás para o exercício da radiodifusão sonora e difundem, em Portugal, a "Rádio Comercial", a "Rádio Cidade" e a "M80", entre outras.

A MCME – Media Capital Música e Entretenimento, S.A. ("MCME") é a empresa detentora do negócio de música, tendo as suas participadas a atividade de produção de videogramas, fonogramas, produção audiovisual e multimédia, compra e venda de cassetes, discos e equiparados, produção de eventos e agenciamento de artistas.

A CLMC – Multimédia, S.A. ("CLMC") explora a atividade de aquisição e distribuição de direitos cinematográficos, essencialmente, em meios como cinema e televisão, para diversos canais de distribuição.

A Media Capital Editora Multimédia, S.A. ("Multimédia") é a empresa detentora do negócio de Internet que é suportado através do portal www.iol.pt que apresenta uma vasta rede de conteúdos próprios, um extenso diretório de classificados e publicidade online.

2. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS

As demonstrações financeiras consolidadas condensadas do Grupo Media Capital, do semestre findo em 30 de junho de 2012, foram elaboradas de acordo com o International Accounting Standard 34 – Interim Financial Statements. Na preparação das referidas demonstrações financeiras foram utilizadas as mesmas políticas contabilísticas e apresentação adoptadas na preparação das demonstrações financeiras consolidadas do Grupo do exercício findo em 31 de dezembro de 2011 e não foram reconhecidos erros materiais relativos a períodos anteriores.

Adicionalmente, não houve alterações significativas nas principais estimativas utilizadas pelo Grupo na preparação das demonstrações financeiras consolidadas condensadas.

3. EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO

As empresas incluídas na consolidação, suas sedes sociais, método de consolidação adotado e proporção do capital efetivamente detido, em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, são as seguintes:

Percentagem efetiva
Método do capital detido
Denominação social Sede Consolidação 30.06.2012 31.12.2011
Grupo Media Capital, SGPS, S.A. Barcarena Global Mãe Mãe
MEGLO - Media Global, SGPS, S.A. ("MEGLO") Barcarena Global 100 100
MEDIA CAPITAL - Serviços de Consultoria e Gestão, S.A. ("MC SERVIÇOS") Barcarena Global 100 100
Publipartner - Projectos de Media e Publicidade, Unipessoal, Lda. ("Publipartner") Barcarena Global 100 100
Med Cap Technologies – Desenvolvimento e Comercialização
de Sistemas de Comunicação, S.A. ("MED CAP") Barcarena Global 100 100
CLMC – Multimedia, S.A. ("CLMC") Barcarena Global 100 100
MCR II - Media Capital Rádios, S.A. ("MCRII") Barcarena Global 100 100
R. CIDADE – Produções Audiovisuais, S.A. ("CIDADE") Lisboa Global 100 100
Flor do Éter Radiodifusão, Lda. ("Flor do Éter") Coimbra Global 100 100
Drums Comunicações Sonoras, S.A. ("Drums") Porto Global 100 100
RVA - Rádio Voz de Alcanena, Lda. ("Rádio Voz de Alcanena") Santarém Global 100 100
RÁDIO REGIONAL DE LISBOA – Emissões de Radiodifusão, S.A. ("REGIONAL") Lisboa Global 100 100
Rádio Litoral Centro - Empresa de Radiodifusão, Lda. ("Rádio Litoral Centro") Coimbra Global 100 100
RÁDIO COMERCIAL, S.A. ("COMERCIAL") Lisboa Global 100 100
Rádio XXI, Lda.("XXI") Lisboa Global 100 100
Radio Nacional - Emissões de Radiodifusão, S.A. ("Rádio Nacional") Barreiro Global 100 100
MCME - Media Capital Música e Entretenimento, S.A. ("MCME") Barcarena Global 100 100
FAROL MÚSICA – Sociedade de Produção e Edição Audiovisual, Lda. ("FAROL") Barcarena Global 100 100
MEDIA CAPITAL ENTERTAINMENT - Produção de Eventos, Lda. ("ENTERTAINMENT") Barcarena Global 100 100
TVI – Televisão Independente, S.A. ("TVI") Barcarena Global 100 100
RETI – Rede Teledifusora Independente, S.A. ("RETI") (a) Barcarena Global - 100
MEDIA CAPITAL – Editora Multimédia, S.A. ("MULTIMÉDIA") Barcarena Global 100 100
IOL NEGÓCIOS - Serviços de Internet, S.A. ("IOL Negócios") Barcarena Global 100 100
LÚDICODROME - EDITORA, Unipessoal, Lda. ("Ludicodrome") Barcarena Global 100 100
MCP - MÉDIA CAPITAL PRODUÇÕES, S.A. ("MCP") Barcarena Global 100 100
MEDIA CAPITAL PRODUÇÕES INVESTIMENTOS - SGPS, S.A. ("MCP INVESTIMENTOS") Barcarena Global 100 100
PLURAL Entertainment Portugal, S.A. ("PLURAL") Lisboa Global 100 100
NBP – Ibérica - Producciones Audiovisuales, S.A. Madrid (ESP) Global 100 100
CASA DA CRIAÇÃO – Argumentos para Audiovisual, Lda. ("CASA DA CRIAÇÃO") Lisboa Global 100 100
EMAV – Empresa de Meios Audiovisuais, Lda. ("EMAV") Vialonga Global 100 100
EPC – Empresa Portuguesa de Cenários, Lda. ("EPC") Vialonga Global 100 100
PLURAL Entertainment España, S.L. ("PLURAL España") Madrid (ESP) Global 100 100
PLURAL Entertainment Canarias, S.L. ("PLURAL Canarias") San Andrés (ESP) Global 100 100
PLURAL Entertainment Inc. ("PLURAL Entertainment") Miami (EUA) Global 100 100
TESELA Producciones Cinematográficas, S.L. ("TESELA") Madrid (ESP) Global 100 100
Factoría Plural, S.L. ("Factoría") (b) Zaragoza (ESP) - 5
1
Chip Audiovisual , S.A.("CHIP") (b) Zaragoza (ESP) - 5
0
  • (a) Em maio de 2012 esta sociedade foi alienada (Nota 5).
  • (b) A partir de 1 de janeiro de 2012 a participação na sociedade Factoría passou de 51% para 15%, deixando de estar incluída nas demonstrações financeiras consolidadas pelo método de consolidação global (Notas 4 e 5).

4. EMPRESAS ASSOCIADAS

As empresas nas quais é mantida influência significativa são consideradas associadas, respetivas sedes e a proporção do capital efetivamente detido, em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, são as seguintes:

Percentagem efetiva
do capital detido
Denominação social Sede 30.06.2012 31.12.2011
Plural Entertainment Brasil - Produção de Video, Ltda. ("Plural Brasil") São Paulo 4
9
4
9
Sociedad Canária de Televisión Regional, S.A. ("SOCATER") Tenerife (ESP) 4
0
4
0
Productora Canária de Programas, S.A. ("PCP") San Andrés (ESP) 4
0
4
0
União de Leiria, SAD ("União de Leiria") (a) Leiria - 2
0
Plural - Jempsa, S.L. ("Jempsa") Madrid (ESP) 1
9
1
9
Factoría Zaragoza (ESP) 1
5
-
CHIP Zaragoza (ESP) 7,5 -

(a) Em maio de 2012 esta participação foi alienada por 1 Euro (Nota 5).

5. ALTERAÇÕES OCORRIDAS NO PERÍMETRO DE CONSOLIDAÇÃO

Durante o semestre findo em 30 de junho de 2012, foram alienados 36% da sociedade Factoría pelo valor de 425.000 Euros e a totalidade do capital da RETI pelo valor de 7.866.111 Euros. Os ativos e passivos da Factoría, da sua participada (CHIP) e da RETI eram conforme segue:

Factoría CHIP Soma RETI Total
Ativos líquidos:
Goodwill - - - 3.795.720 3.795.720
Ativos intangíveis 9.833 - 9.833 - 9.833
Ativos fixos tangíveis 122.566 - 122.566 1.965.274 2.087.840
Investimento em associadas 258.631 - 258.631 - 258.631
Existências - - - 88.880 88.880
Clientes e outras dívidas de terceiros 1.205.147 7.807.482 9.012.628 82.118 9.094.746
Caixa e seus equivalentes 2.534 3.362 5.896 1.316 7.212
Outros activos 105.710 313.232 418.942 274.404 693.346
Empréstimos (319.744) (2.047.090) (2.366.835) - (2.366.835)
Fornecedores e outros credores (456.541) (4.375.909) (4.832.450) (2.345.269) (7.177.719)
928.137 1.701.076 2.629.213 3.862.443 6.491.656
Interesses sem controlo (Nota 18) (132.057) (1.659.303) (1.791.360) - (1.791.360)

O detalhe da mais valia é conforme segue:

Factoría RETI Total
Preço de venda 425.000 7.866.111 8.291.111
Disponibilidades (5.896) (1.316) (7.212)
Preço de venda líquido (a) 419.104 7.864.795 8.283.899
Ativos alienados 334.129 3.862.443 4.196.572
Créditos cedidos - 1.978.033 1.978.033
Ganho resultante da alienação (Nota 7) 90.871 2.025.635 2.116.506

(a) Os recebimentos referentes ao preço de venda liquído são como segue:

Factoría RETI Total
Preço de venda líquido 419.104 7.864.795 8.283.899
Recebimento ocorrido em 2009 (Nota 22) - (4.500.000) (4.500.000)
Outros ativos correntes (Nota 16) - (2.271.730) (2.271.730)
419.104 1.093.065 1.512.169

Adicionalmente, o Grupo recebeu 1 Euro pela alienação da União de Leiria no semestre findo em 30 de junho de 2012. (Nota 4)

No semestre findo em 30 de junho de 2012, o Grupo recebeu dividendos no montante de 100.624 Euros referente ao investimento retido na Factoría.

Durante o semestre findo em 30 de junho de 2012 foram liquidados os seguintes montantes: 600.000 Euros e 265.000 Euros referentes às aquisições, ocorridas durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, da Rádio Nacional e da Flor do Éter, respetivamente; e o montante de 46.875 Euros, referente à aquisição da IOL Negócios, ocorrida em exercícios anteriores.

6. RELATO POR SEGMENTOS

A identificação dos segmentos reportáveis pelo Grupo é consistente com a forma como o Conselho de Administração gere e controla os negócios do Grupo e baseia-se, essencialmente, na combinação da natureza dos processos de produção, tipo de clientes e respetivo enquadramento legal e regulatório. Assim, o Grupo apresenta os seguintes segmentos reportáveis:

a) Televisão

O segmento da Televisão envolve fundamentalmente a emissão de um canal de TV generalista (TVI), a difusão por cabo de um canal de televisão (TVI 24) e difusão de um canal internacional (TVI Internacional).

b) Produção

O segmento Produção refere-se à produção, realização e distribuição audiovisual e produção de programas/séries.

c) Entertainment

O segmento de Entertainment envolve, fundamentalmente, a gravação e venda de CD's de música, agenciamento de artistas e promoção de eventos, bem como a distribuição cinematográfica.

d) Rádio

O segmento de Rádio envolve a emissão da programação das rádios, através de antenas próprias e contratos de utilização de espaço publicitário com terceiros.

e) Outros

No segmento "Outros" inclui-se, essencialmente, o negócio da Internet ("MULTIMÉDIA") e a atividade da "holding" do Grupo.

O contributo dos principais segmentos de negócio para as demonstrações consolidadas condensadas dos resultados, dos semestres findos em 30 de junho de 2012 e 2011, é como segue:

30.06.2012
Televisão Produções Entertainment Radio Outros Total Eliminações Consolidado
Proveitos operacionais:
Prestações de serviços 49.574.413 27.857.568 904.461 6.833.162 7.560.608 92.730.212 (23.932.040) 68.798.172
Vendas de mercadorias e produtos - - 1.176.484 - - 1.176.484 - 1.176.484
Outros proveitos operacionais 19.673.893 1.013.286 183.998 123.896 299.890 21.294.963 (351.239) 20.943.724
Total de proveitos operacionais 69.248.306 28.870.854 2.264.943 6.957.058 7.860.498 115.201.659 (24.283.279) 90.918.380
Custos operacionais:
Custo dos programas produzidos e emitidos (28.397.267) (589.032) (270.505) - - (29.256.804) 17.347.882 (11.908.922)
Fornecimentos e serviços externos (16.206.762) (15.239.709) (1.328.797) (3.456.399) (4.661.437) (40.893.104) 6.650.747 (34.242.357)
Custos com o pessoal (10.701.102) (9.941.443) (372.952) (2.477.624) (3.655.018) (27.148.139) - (27.148.139)
Amortizações e depreciações (2.825.702) (1.772.505) (43.076) (805.176) (237.687) (5.684.146) - (5.684.146)
Provisões e perdas de imparidade (844.432) (12.792) (61.616) 181.166 272.978 (464.696) - (464.696)
Outros custos operacionais (440.036) (36.079) (28.178) (38.193) (34.081) (576.567) - (576.567)
Total custos operacionais (59.415.301) (27.591.560) (2.105.124) (6.596.226) (8.315.245) (104.023.456) 23.998.629 (80.024.827)
Resultados operacionais 9.833.005 1.279.294 159.819 360.832 (454.747) -
11.178.203
(284.650) 10.893.553
Resultados financeiros (4.617.288)
Resultados antes de impostos 6.276.265
Impostos sobre o rendimento (2.223.681)
Resultados das operações em continuação 4.052.584
30.06.2011
Televisão Produções Entertainment Radio Outros Total Eliminações Consolidado
Proveitos operacionais:
Prestações de serviços 63.212.545 41.732.801 3.622.929 7.048.514 8.250.594 123.867.383 (24.692.023) 99.175.360
Vendas de mercadorias e produtos - - 3.610.240 - - 3.610.240 (640) 3.609.600
Outros proveitos operacionais 14.402.014 315.790 69.604 455.531 317.107 15.560.046 (338.108) 15.221.938
Total de proveitos operacionais 77.614.559 42.048.591 7.302.773 7.504.045 8.567.701 143.037.669 (25.030.771) 118.006.898
Custos operacionais:
Custo dos programas produzidos e emitidos (28.850.659) (1.997.065) (1.326.659) - - (32.174.383) 17.445.210 (14.729.173)
Fornecimentos e serviços externos (17.380.781) (22.499.572) (5.211.927) (3.674.681) (5.311.055) (54.078.016) 7.010.602 (47.067.414)
Custos com o pessoal (12.256.355) (13.990.487) (784.060) (2.311.452) (3.367.437) (32.709.791) - (32.709.791)
Amortizações e depreciações (3.001.044) (1.452.345) (63.544) (967.501) (273.328) (5.757.762) - (5.757.762)
Provisões e perdas de imparidade (177.129) (30.000) (125.510) (31.500) (64.452) (428.591) - (428.591)
Outros custos operacionais (515.416) (54.610) (79.178) (52.690) (18.673) (720.567) - (720.567)
Total custos operacionais (62.181.384) (40.024.079) (7.590.878) (7.037.824) (9.034.945) (125.869.110) 24.455.812 (101.413.298)
Resultados operacionais 15.433.175 2.024.512 (288.105) 466.221 (467.244) -
17.168.559
(574.959) 16.593.600
Resultados financeiros (2.056.015)
Resultados antes de impostos 14.537.585
Impostos sobre o rendimento (4.306.859)
Resultados das operações em continuação 10.230.726

A informação adicional relevante em termos de relato por segmentos, é conforme segue:

30.06.2012
Televisão Produções Entertainment Radio Outros Total Eliminações Consolidado
Ativo líquido
Passivo
235.704.211
90.188.791
119.688.937
85.527.234
7.645.155
16.769.172
35.967.273
44.346.337
209.732.378
249.700.777
608.737.954
486.532.311
(242.564.539)
(238.454.172)
366.173.415
248.078.139
Outras informações:
Investimento do ano em ativos fixos tangíveis
Investimento do ano em ativos intangíveis (Nota 11)
10.143
152.102
1.806.530
217.666
-
-
-
129.000
4.258
-
1.820.931
498.768
-
-
1.820.931
498.768
31.12.2011
Televisão Produções Entertainment Radio Outros Total Eliminações Consolidado
Ativo líquido
Passivo
232.323.676
94.073.287
128.710.096
92.631.610
8.302.023
17.431.537
36.869.420
44.984.542
201.440.753
233.114.349
607.645.968
482.235.325
(230.244.722)
(226.557.309)
377.401.246
255.678.016
Outras informações:
Investimento do ano em ativos fixos tangíveis
Investimento do ano em ativos intangíveis (Nota 11)
1.549.169
381.914
5.542.595
319.430
-
2.267
230.576
242.088
237.205
50.949
7.559.545
996.648
-
-
7.559.545
996.648

Em 30 de junho de 2012 e 2011, a informação por mercado geográfico, é conforme segue:

30.06.2012
Outros
Portugal países Consolidado
Proveitos operacionais 83.565.084 7.353.296 90.918.380
Custos operacionais (72.392.470) (7.632.357) (80.024.827)
Resultados líquidos das operações em continuação 4.264.747 (212.163) 4.052.584
Ativo líquido 324.119.783 42.053.632 366.173.415
Passivo 239.047.711 9.030.428 248.078.139
Investimento do ano em ativos fixos tangíveis 1.820.931 - 1.820.931
Investimento do ano em ativos intangíveis 357.451 141.317 498.768
30.06.2011
Outros
Portugal países Consolidado
Proveitos operacionais 95.911.587 22.095.311 118.006.898
Custos operacionais (81.177.817) (20.235.481) (101.413.298)
Resultados líquidos das operações em continuação 9.014.762 1.215.964 10.230.726
Ativo líquido 341.013.853 60.421.338 401.435.191
Passivo 247.437.206 22.039.636 269.476.842
Investimento do ano em ativos fixos tangíveis 1.589.439 3.396 1.592.835
Investimento do ano em ativos intangíveis 553.429 309.754 863.183

7. RECEITAS OPERACIONAIS POR NATUREZA

As receitas operacionais consolidadas, nos semestres findos em 30 de junho de 2012 e 2011, repartem-se da seguinte forma:

Semestre findo em Trimestre findo em
30.06.2012 30.06.2011 30.06.2012 30.06.2011
Prestações de serviços:
Publicidade em televisão 49.476.745 62.356.507 27.741.938 34.803.822
Publicidade em rádio 6.572.970 6.660.115 3.776.328 3.879.066
Publicidade em outros meios 1.548.528 1.652.909 788.203 866.452
Produção audiovisual e serviços complementares 8.409.917 23.106.537 4.088.586 13.563.691
Outras 2.790.012 5.399.292 1.328.496 2.701.612
68.798.172 99.175.360 37.723.551 55.814.643
Vendas:
CD's 933.302 939.749 397.818 506.098
DVD's 243.182 2.669.851 145.740 1.196.037
1.176.484 3.609.600 543.558 1.702.135
Outros proveitos operacionais:
Serviços de multimédia 12.138.461 8.722.081 7.029.526 4.088.004
Direitos de transmissão, de exibição e venda de imagens 4.280.777 4.759.261 2.019.110 2.159.178
Ganhos na alienação de subsidiárias (Nota 5) 2.116.507 - 2.025.636 -
Ganhos em empresas associadas (Nota 12) 89.974 - 28.331 -
Outros proveitos suplementares 2.318.005 1.740.596 1.504.121 693.432
20.943.724 15.221.938 12.606.724 6.940.614

8. CUSTOS E PROVEITOS FINANCEIROS

Os custos e proveitos financeiros, dos semesres findos em 30 de junho de 2012 e 2011, têm a seguinte composição:

Semestre findo em Trimestre findo em
30.06.2012
30.06.2011
30.06.2012 30.06.2011
Custos financeiros:
Juros suportados 4.271.192 2.404.949 2.092.287 1.281.327
Perdas em instrumentos derivados (Nota 23) 183.546 - 71.361 -
Outros custos financeiros 497.959 550.014 197.327 288.061
4.952.697 2.954.963 2.360.975 1.569.388
Proveitos financeiros:
Ganhos em instrumentos derivados (Nota 23) - 532.248 - 39.131
Juros obtidos 72.506 367.117 46.311 250.312
Outros proveitos financeiros 262.903 3.033 262.903 2.345
335.409 902.398 309.214 291.788
4.617.288 2.052.565 2.051.761 1.277.600

9. DIFERENÇA ENTRE RESULTADOS CONTABILÍSTICO E FISCAL

As empresas do Grupo Media Capital, exceptuando a PLURAL España e suas participadas, encontram-se sujeitas a imposto sobre lucros em sede de ("IRC") Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas ("IRC"), à taxa normal de 25% (12,5% até 12.500 Euros de lucro tributável), acrescida de Derrama até ao limite máximo de 1,5% sobre o lucro tributável sujeito e não isento de IRC, resultando uma taxa de imposto agregada de cerca de 26,5%. A esse montante acresce a Derrama Estadual à taxa de 2,5% sobre a parte do lucro tributável superior a 2.000.000 Euros.

No semestre findo em 30 de Junho de 2012, a Empresa e as empresas em que esta participa, direta ou indiretamente, pelo menos em 90% e cumprem os requisitos previstos no artigo 63º do Código do IRC, estão abrangidas pelo Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades.

A PLURAL España e suas participadas encontram-se sujeitas a impostos sobre lucros em sede da legislação em vigor em Espanha a uma taxa de cerca de 30%.

Os saldos credores relativos a Passivos por imposto corrente apresentam o seguinte detalhe:

30.06.2011 31.12.2011
8.250.812
- (6.306.348)
(18.180) (356.447)
2.480.442 1.588.017
2.498.622

(i) Os Passivos por imposto corrente respeitam ao imposto a pagar pelo Grupo, em resultado do RETGS.

Os saldos devedores relacionados com os Ativos por imposto corrente no montante de 3.735.851 Euros, dizem respeito essencialmente a montantes a receber relativos ao imposto sobre o rendimento do exercício anterior (158.114 Euros em 2011).

Os saldos credores não correntes no montante de 4.355.892 Euros, destinam-se a fazer face a responsabilidades estimadas relativos a pagamentos de impostos.

10. RESULTADOS POR AÇÃO

Os resultados por ação, dos semestres findos em 30 de junho de 2012 e 2011, foram calculados tendo em consideração o seguinte:

30.06.2012 30.06.2011
Resultados:
Resultado para efeitos de cálculo dos resultados por ação de
operações em continuação
4.052.584 9.758.295
Número de acções:
Número médio ponderado de ações para efeito de cálculo
dos resultado líquido por ação básico e diluído 84.513.180 84.513.180
Resultado por ação das operações em continuação:
Básico 0,0480 0,1155
Diluído 0,0480 0,1155

11. ATIVOS INTANGIVEIS

Durante o semestre findo em 30 de junho de 2012 e o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, os movimentos ocorridos nos ativos intangíveis, bem como nas respetivas amortizações e perdas de imparidade acumuladas, foram como segue:

Direitos de
produção Protótipos e Programas de
audiovisual Marcas masters computador Outros (a) Total
Valor bruto :
Saldo em 31 de dezembro de 2010 5.030.767 6.269.000 - 3.928.011 12.332.611 27.560.389
Alterações de perímetro - - - (41.000) (1.375.792) (1.416.792)
Adições (Nota 6) - - - 431.474 565.174 996.648
Alienações - - - - (5.379) (5.379)
Transferências - - - 154.604 175.851 330.455
Saldo em 31 de dezembro de 2011 5.030.767 6.269.000 - 4.473.089 11.692.465 27.465.321
Alterações de perímetro - - - - (10.000) (10.000)
Adições (Nota 6) - - - 283.967 214.801 498.768
Transferências (b) - - 1.894.234 26.390 (26.390) 1.894.234
Saldo em 30 de junho de 2012 5.030.767 6.269.000 1.894.234 4.783.446 11.870.876 29.848.323
Direitos de
produção
audiovisual
Marcas Protótipos e
masters
Programas de
computador
Outros (a) Total
Amortizações acumuladas:
Saldo em 31 de dezembro de 2010 2.209.107 - - 1.023.490 1.314.560 4.547.157
Alterações de perímetro - - - (41.000) (1.375.792) (1.416.792)
Reforço do exercício 92.604 53.800 - 1.406.516 1.584.366 3.137.286
Transferências - 49.317 - (190.813) (141.496)
Alienações - - - - (5.379) (5.379)
Saldo em 31 de dezembro de 2011 2.301.711 103.117 - 2.389.006 1.326.942 6.120.776
Alterações de perímetro - - - - (167) (167)
Reforço do exercício 36.202 - 61.104 764.242 635.544 1.497.092
Saldo em 30 de junho de 2012 2.337.913 103.117 61.104 3.153.248 1.962.319 7.617.701
Direitos de
produção
audiovisual
Marcas Protótipos e
masters
Programas de
computador
Outros (a) Total
Perdas por imparidade:
Saldo em 31 de dezembro de 2010
2.692.854 - - - - 2.692.854
Saldo em 31 de dezembro de 2011 2.692.854 - - - - 2.692.854
Saldo em 30 de junho de 2012 2.692.854 - - - - 2.692.854
Direitos de
produção
audiovisual
Marcas Protótipos e
masters
Programas de
computador
Outros (a) Total
Valor líquido:
Valor líquido em 31 de dezembro de 2011 36.202 6.165.883 - 2.084.083 10.365.523 18.651.691
Valor líquido em 30 de junho de 2012 - 6.165.883 1.833.130 1.630.198 9.908.557 19.537.768

(a) Nestas rubricas incluem-se, essencialmente, investimentos efetuados em direitos de radiodifusão, bem como ativos intangíveis identificados em concentrações empresariais ocorridas, relativos a alvarás de radiodifusão, os quais estão a ser amortizados no período estimado da sua recuperação.

(b) Transferência efetuada da rubrica "Outros ativos não correntes" referente a ativos relacionados com a coprodução de filmes.

12. INVESTIMENTOS EM ASSOCIADAS

Durante o semestre findo em 30 de junho de 2012 e o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, o movimento ocorrido nesta rubrica foi como segue:

Investimentos
em associadas
Saldo em 31 de dezembro de 2010 66.273
Alteração do perímetro de consolidação 1.247.526
Aplicação da equivalência patrimonial 39.821
Saldo em 31 de dezembro de 2011 1.353.620
Alteração do perímetro de consolidação (a) 139.219
Ganhos em empresas associadas (Nota 7) 96.010
Saldo em 30 de junho de 2012 1.588.849

(a) Este montante respeita ao justo valor do interesse retido na Factoría, resultante da perda de controlo na referida entidade.

Como resultado da aplicação do método de equivalência patrimonial, nos semestres findos em 30 de junho de 2012 e 2011, nas empresas associadas, verificaram-se os seguintes movimentos na rubrica "Ganhos / (perdas) em empresas associadas":

Investimentos em empresas Ganhos / (perdas) em empresas
associadas associadas (Nota 7)
Denominação 30.06.2012 31.12.2011 30.06.2012 30.06.2011
SOCATER 788.599 759.293 29.306 -
PCP 541.200 528.738 12.462 -
JEMPSA 57.188 65.583 (8.395) -
Factoría 201.856 - 62.637
Outros 6 6 - -
1.588.849 1.353.620 96.010 -
Plural Brasil (a) - - (6.036) -
1.588.849 1.353.620 89.974 -

(a) Em 30 de junho de 2012, encontram-se reconhecidas provisões para fazer face a perdas adicionais estimadas no montante de 19.474 Euros (Nota 20).

13. DIREITOS DE TRANSMISSÃO

Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, os direitos de transmissão são conforme segue:

Natureza 30.06.2012 31.12.2011
Entretenimento 227.096 201.758
Filmes 14.895.305 13.313.142
Novelas 56.946.914 55.264.414
Séries 5.416.480 3.716.493
Desporto 2.167.500 3.855.767
Outros 51.976 79.624
79.705.271 76.431.198
Ativos não correntes 59.719.700 55.914.877
Ativos correntes 19.985.571 20.516.321
79.705.271 76.431.198

14. OUTROS ATIVOS NÃO CORRENTES

Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, esta rubrica tinha a seguinte composição:

30.06.2012 31.12.2011
Ativos relacionados com a coprodução de filmes 240.034 2.043.221
Projetos de expansão de rádio 4.400 16.400
Outros 206.237 267.917
450.671 2.327.538

15. CLIENTES E CONTAS A RECEBER

Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, esta rubrica tinha a seguinte composição:

30.06.2012 31.12.2011
Perdas por Perdas por
imparidade imparidade
Valor acumuladas Valor Valor acumuladas Valor
bruto (Nota 20) líquido bruto (Nota 20) líquido
Clientes 42.221.749 (7.463.198) 34.758.551 42.160.484 (7.605.341) 34.555.143
Contas a receber de partes relacionadas (Nota 24) 7.608.870 - 7.608.870 10.682.676 - 10.682.676
Faturação a emitir 4.121.101 - 4.121.101 4.071.641 - 4.071.641
53.951.720 (7.463.198) 46.488.522 56.914.801 (7.605.341) 49.309.460

16. OUTROS ATIVOS CORRENTES

Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, esta rubrica tinha a seguinte composição:

30.06.2012 31.12.2011
Perdas por Perdas por
imparidade imparidade
Valor acumuladas Valor Valor acumuladas Valor
bruto (Nota 20) líquido bruto (Nota 20) líquido
Estado e outros entes públicos 1.646.771 - 1.646.771 2.224.962 - 2.224.962
Devedores diversos 5.066.736 (151.330) 4.915.406 2.488.393 (151.330) 2.337.063
Contas a receber de partes relacionadas (Nota 24) 19.110.922 - 19.110.922 18.331.155 - 18.331.155
Pagamentos antecipados 2.435.665 - 2.435.665 2.411.148 - 2.411.148
28.260.094 (151.330) 28.108.764 25.455.658 (151.330) 25.304.328

Em 30 de junho de 2012 a rubrica de Devedores diversos inclui 2.271.730 Euros relativos à alienação da Reti (Nota 5).

17. CAPITAL PRÓPRIO ATRIBUÍVEL A ACCIONISTAS MAIORITÁRIOS

Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, o capital da Empresa, totalmente subscrito e realizado, era composto por 84.513.180 ações com o valor nominal de um euro e seis cêntimos cada, o que perfaz 89.583.971 Euros.

Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, o capital da Media Capital era detido pelos seguintes acionistas:

30.06.2012 31.12.2011
Ações Percentagem Ações Percentagem
Vértix, SGPS, S.A. ("VERTIX") 71.576.289 84,69 71.576.289 84,69
PortQuay West I B.V. 8.451.318 10,00 8.451.318 10,00
Outros, inferiores a 10% do capital 4.485.573 5,31 4.485.573 5,31
84.513.180 100,00 84.513.180 100,00

Em 23 de Fevereiro de 2011, a Vertix alienou 8.451.318 ações, correspondente a 10% do capital social e direitos de voto da Empresa à PortQuay, tendo sido atribuída uma opção de compra sobre 16.640.645 ações da empresa, exercível até 23 de fevereiro de 2012, correspondentes a 19,69% do respetivo capital social e direitos de voto, sendo que essa opção não foi exercida.

A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal, até que esta represente pelo menos 20% do capital. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital. Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, a reserva legal ascendia a 4.343.604 Euros e 4.037.330 Euros, respetivamente.

Na Assembleia Geral de 21 de março de 2012 foi aprovada a distribuição de dividendos no valor de 5.814.506 Euros (6.253.975 Euros em 2011).

18. CAPITAL PRÓPRIO ATRIBUÍVEL A INTERESSES SEM CONTROLO

Os movimentos desta rubrica, durante os semestres findos em 30 de junho de 2012 e 2011, foram os seguintes:

Saldo em 31 de dezembro de 2010 4.022.578
Distribuição de dividendos
Variações nos capitais próprios
Resultado atribuível a interesses sem controlo
(1.156.285)
(21.812)
472.431
Saldo em 30 de junho de 2011 3.316.912
Saldo em 31 de dezembro de 2011 1.791.360
Alienação de subsidiárias (Nota 5) (1.791.360)
Saldo em 30 de junho de 2012 -

19. EMPRÉSTIMOS

Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, esta rubrica tinha a seguinte composição:

30.06.2012 31.12.2011
Valor de balanço Valor nominal Valor de balanço Valor nominal
Correntes Não Não
Correntes
correntes
Correntes Não correntes Correntes Não
correntes
correntes
Empréstimos bancários (a) 38.031.270 76.250.000 38.376.719 76.250.000 33.924.158 80.000.000 34.344.027 80.000.000
Credores por locações financeiras (b) 933.255 2.756.757 933.255 2.756.757 980.361 1.656.889 980.360 1.656.889
38.964.525 79.006.757 39.309.974 79.006.757 34.904.519 81.656.889 35.324.387 81.656.889

(a) Este montante inclui um programa de médio e longo prazo de papel comercial em Euros, contraído junto de seis instituições financeiras, o qual na sua maioria teve início em fevereiro de 2007, após uma reestruturação do endividamento do Grupo, destinado a financiar aquisições de participações financeiras e operações correntes.

Em 30 de junho de 2012, o montante nominal utilizado equivale ao total contratado, no montante de 103.750.000 Euros, sendo o seu plano de reembolso como segue:

Jul-2012 a Jun-2013 27.500.000
Jul-2013 a Jun-2014 32.250.000
Jul-2014 a Jun-2015 34.000.000
Jul-2015 a Jun-2016 10.000.000
103.750.000

O papel comercial vence juros à taxa Euribor acrescida de um spread variável, em função da relação verificada entre o endividamento da Empresa e o seu desempenho, medido através do EBITDA (resultado operacional acrescido de amortizações, depreciações, provisões e perdas por imparidade). Em 30 de junho de 2012, o spread médio daqueles financiamentos ascendia a 4,9058%.

O programa de papel comercial contratado prevê o seu reembolso antecipado em caso de incumprimento dos requisitos previstos contratualmente, relativos, essencialmente, à titularidade de capital em situações que impliquem perda de controlo do Grupo pela Prisa (50,1%) e o desempenho financeiro do Grupo, o qual não se verifica em 30 de junho de 2012.

Adicionalmente, esta rubrica também inclui contas correntes caucionadas, para apoio de tesouraria de curto prazo, no valor de 18.500.000 Euros, dos quais encontram-se utilizados 10.876.719 Euros, que vencem juros a uma taxa Euribor acrescida de um spread. Em 30 de junho de 2012, o spread médio daqueles financiamentos ascendia a 6,807%.

Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, o Grupo Media Capital mantém os seguintes bens em regime de locação financeira:

30.06.2012
Custo de Depreciações Valor
aquisição acumuladas líquido
Equipamento básico 8.501.962 (4.110.215) 4.391.747
Equipamento de transporte 981.898 (547.523) 434.375
Equipamento administrativo 290.501 (290.501) -
Outras imobilizacões corpóreas 185.930 (185.930) -
9.960.291 (5.134.169) 4.826.122
31.12.2011
Custo de Depreciações Valor
aquisição acumuladas líquido
Equipamento básico 6.761.698 (3.363.164) 3.398.534
Equipamento de transporte 939.082 (500.136) 438.946
Equipamento administrativo 305.397 (305.397) -
Outras imobilizacões corpóreas 185.930 (185.930) -
8.192.107 (4.354.627) 3.837.480

Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, as amortizações vincendas de contratos de locação financeira vencem-se como segue:

30.06.2012 31.12.2011
30.06.2013 933.255 31.12.2012 980.361
30.06.2014 830.616 31.12.2013 574.093
30.06.2015 904.462 31.12.2014 529.884
30.06.2016 696.473 31.12.2015 533.376
30.06.2017 325.206 31.12.2016 19.536
2.756.757 1.656.889

Adicionalmente, durante o período findo em 30 de junho de 2012, o Grupo contraiu um empréstimo com a VERTIX, no montante de 5.460.000 Euros (Nota 24). Este empréstimo tem o seu vencimento no curto prazo.

20. PROVISÕES E PERDAS DE IMPARIDADE ACUMULADAS

O movimento nas contas de provisões, nos semestres findos em 30 de junho de 2012 e 2011, é conforme segue:

Impostos Reestruturação Processos
judiciais
em curso
Perdas em
investimentos
financeiros
(Nota 12)
Total
Saldo em 31 de dezembro de 2010 2.561.196 1.296.620 3.996.935 13.438 7.868.189
Aumentos 6.000 - 161.502 - 167.502
Utilizações diretas - - (4.000) - (4.000)
Saldo em 30 de junho de 2011 2.567.196 1.296.620 4.154.437 13.438 8.031.691
Saldo em 31 de dezembro de 2011 2.561.196 - 4.255.892 13.438 6.830.526
Aumentos - - 817.302 6.036 823.338
Reduções - - (464.666) - (464.666)
Utilizações diretas - - (1.681.977) - (1.681.977)
Saldo em 30 de junho de 2012 2.561.196 - 2.926.551 19.474 5.507.221

A provisão para impostos destina-se a fazer face a responsabilidades estimadas por pagamentos futuros de impostos.

A provisão para reestruturação, registada no exercício findo em 31 de dezembro de 2010, destinava-se a fazer face a responsabilidades estimadas com encargos relacionados com a reorganização da atividade de vídeo, a qual foi concluída em 2011.

A redução e utilização verificadas na rubrica "Processos judiciais em curso", no decurso do semestre findo em 30 de junho de 2012, dizem respeito à resolução de processos judiciais e contencioso.

O aumento verificado na rubrica "Perdas em investimentos financeiros", no semestre findo em 30 de junho de 2012, diz respeito à Plural Brasil (Nota 4).

O movimento nas perdas por imparidade, nos semestres findos em 30 de junho de 2012 e 2011, é conforme segue:

Inventários Clientes e
contas a receber
(Nota 15)
Outros ativos
correntes
(Nota 16)
Total
Saldo em 31 de dezembro de 2010 665.478 8.188.353 17.232.375 26.086.206
Aumentos 98.882 186.705 - 285.587
Reduções - (24.498) - (24.498)
Utilizações diretas - 12.374 (17.094.967) (17.082.593)
Saldo em 30 de junho de 2011 764.360 8.362.934 137.408 9.264.702
Saldo em 31 de dezembro de 2011 97.786 7.605.341 151.330 7.854.457
Aumentos 61.616 189.828 - 251.444
Reduções - (139.384) - (139.384)
Utilizações diretas (11.318) (192.587) - (203.905)
Saldo em 30 de junho de 2012 148.084 7.463.198 151.330 7.762.612

No decorrer do exercício findo em 31 de dezembro de 2011, a Empresa utilizou perdas por imparidade para outros ativos correntes, por considerarem como incobráveis as respetivas contas a receber.

As provisões e perdas por imparidade (( reforços) / reversões), registadas nos semestres findos em 30 de junho de 2012 e 2011, são conforme segue:

30.06.2012 30.06.2011
Impostos - 6.000
Processos judiciais em curso 352.636 161.502
352.636 167.502
Inventários 61.616 98.882
Clientes e contas a receber 50.444 162.207
112.060 261.089
464.696 428.591

21. FORNECEDORES E CONTAS A PAGAR

Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, esta rubrica tinha a seguinte composição:

30.06.2012 31.12.2011
Fornecedores correntes 20.776.505 28.808.733
Contas a pagar a partes relacionadas (Nota 24) 5.258.998 3.584.031
Custos a liquidar:
Rappel a liquidar 23.911.424 20.522.063
Direitos de autor e royalties 4.217.398 3.757.432
Outros fornecimentos e serviços externos 1.860.179 1.727.237
Devolução de vendas 478.721 788.484
Outros 4.837.601 3.574.551
61.340.826 62.762.531

22. OUTROS PASSIVOS CORRENTES

Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, esta rubrica tinha a seguinte composição:

30.06.2012 31.12.2011
Fornecedores de ativos fixos 793.561 2.751.061
Credores diversos:
Adiantamento de factoring 9.656.356 10.000.000
Remunerações a pagar ao pessoal 7.672.764 8.976.751
Adiantamento por conta da venda da RETI (a) - 4.500.000
Outros 102.253 2.065.453
Estado e outros entes públicos 8.949.912 11.668.741
Contas a pagar a partes relacionadas (Nota 24) 19.687.147 15.260.714
Faturação antecipada 7.271.431 9.931.631
54.133.424 65.154.351

(a) Valor referente ao adiantamento recebido, no âmbito do contrato-promessa de compra e venda das ações da RETI, cuja venda foi efetivada no decorrer do semestre findo em 30 de junho de 2012. (Nota 5).

23. INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS

Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, o Grupo tinha contratado instrumentos financeiros derivados, com o objetivo de minimizar os riscos de exposição a variações de taxa de juro. A contratação deste tipo de instrumentos financeiros é efetuada após análise cuidada dos riscos e benefícios inerentes a este tipo de operações. As referidas operações são sujeitas a aprovação prévia do Conselho de Administração. O valor de mercado (fair value) destes instrumentos é apurado regular e periodicamente ao longo do ano, no sentido de permitir uma avaliação contínua destes instrumentos e das respetivas implicações financeiras.

Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, o Grupo tem contratado swaps de taxa de juro com objectivo de cobertura de risco da taxa de juro de parte dos empréstimos contratados. Em 30 de junho de 2012, o valor de mercado passivo ascendia a 690.526 Euros (1.182.657 Euros em 31 de dezembro de 2011). Durante o semestre findo em 30 de junho de 2012, o Grupo suportou encargos com os referidos derivados de 675.677 Euros (568.769 Euros no semestre findo em 30 de junho de 2011).

O detalhe dos referidos derivados é conforme segue:

Justo valor
Taxa Maturidade Nocional 30.06.2012 31.12.2011
3,25% - 4,99% 20-12-2012 50.000.000 690.526 1.182.657

Estes derivados encontram-se avaliados ao seu justo valor, determinado por avaliações efetuadas por instituições financeiras. As variações do justo valor foram registadas na demonstração dos resultados nas rubricas "Custos financeiros" e "Proveitos financeiros" (Nota 8), conforme segue:

30.06.2012 30.06.2011
Encargos financeiros 675.677 568.769
Variação do justo valor (492.131) (1.101.017)
183.546
-
(532.248)
-

24. SALDOS E TRANSAÇÕES COM EMPRESAS RELACIONADAS

Os saldos em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011 e as transações efetuadas com empresas relacionadas, excluídas da consolidação, nos períodos findos naquelas datas, são os seguintes:

30.06.2012
Clientes e
Outros ativos
Fornecedores
Outros passivos
contas a receber correntes e contas a pagar correntes
(Nota 15) (Nota 16) (Nota 21) (Nota 22)
Sociedade General de Televisión Cuatro, S.A. (c) 2.928.003 - 224.612 -
Prisa Televisión, S.A.U.(c) 2.124.001 - 1.602.692 22.604
Promotora General de Revistas, S.A. 1.409.741 422.021 36.990 -
Promotora de Informaciones, S.A. (a) (b) 276.232 16.684.353 2.933.360 13.916.704
Diario AS, S.L 245.122 - - -
Plural Brasil 203.095 120.140 - -
Santillana Ediciones Generales, S.L. 164.960 - - -
Planet Events, S.A. 139.599 - - -
Prisa Digital, S.L. 32.686 - 37.468 -
Unión Radio Del Pirineu, S.A. 16.977 - - -
Vertix (d) 16.732 839.011 - 5.613.198
SOCATER 15.855 - - -
Diario El Pais, S.L. 14.514 - - -
Sociedade Española de Radiodifusión, S.A. 11.279 - 77.242 170.702
Prisa Brand Solutions, S.L.U. 3.841 - 54.677 -
Prisa Innova, S.A. 2.904 - - -
CANAL 4 NAVARRA, S.L. 2.095 - - -
SOGECABLE MÚSICA, S.L. 961 - - -
JEMPSA 273 1.045.397 70.828 (3.393)
Radio Club Canárias, S.A. - - 104.843 -
Unión de Radio Corporativos, S.A. - - 45.137 -
Promotora de Emisoras de Televisión, S.A. - - 25.974 (32.668)
Societat de Comunic. Y Public, S.A. - - 16.977 -
Gran Vía Musical de Ediciones, S.L. - - 15.339 -
LOCALIA TV MADRID, S.A. - - 12.059 -
Santillana Editores, S.A. - - 626 -
Productora de Televisión de Salamanca, S.A. - - 174 -
7.608.870 19.110.922 5.258.998 19.687.147
30.06.2012
Outros
Prestações proveitos Proveitos Custos Fornecimentos e
de serviços operacionais financeiros financeiros serviços externos
Sociedade General de Televisión Cuatro, S.A. 3.184.963 - - - -
Prisa Televisión, S.A.U. 2.026.275 - - - 574.255
Promotora General de Revistas, S.A. 224.212 29.520 - - 14.416
Santilhana Editores,SA 23.495 - - - -
Diario AS, S.L 22.361 - - - -
Prisa Digital, S.L. 16.500 - - - 20.206
Vertix 9.036 3.894 13.027 1.113 -
SOCATER 8.807 - - - -
Prisa Brand Solutions, S.L.U. 3.841 - - - -
Sociedade Española de Radiodifusión, S.A. 3.806 - - - -
Promotora de Informaciones, S.A. - - 55.398 - 1.023.548
Plural Brasil - - 9
7
- -
5.523.296 33.414 68.425 1.113 1.632.425
31.12.2011
Clientes e Outros ativos Fornecedores Outros passivos
contas a receber correntes e contas a pagar correntes
(Nota 15) (Nota 16) (Nota 21) (Nota 22)
Sociedade General de Televisión Cuatro, S.A. (c) 5.612.600 - (1.036) -
Prisa Televisión, S.A.U. (c) 2.582.134 - 1.016.377 22.604
Promotora General de Revistas, S.A. 1.253.077 317.054 22.027 12.256
Promotora de Informaciones, S.A. (a) (b) 276.232 16.794.877 2.060.202 14.872.034
Diario AS, S.L 218.736 - - -
Plural Brasil 203.095 412.240 - -
Santillana Ediciones Generales, S.L. 172.535 - - -
Planet Events, S.A. 139.599 - - -
Prisa Innova, S.A. 105.030 - - -
Santillana Editores, S.A. 36.109 - 666 895
SOCATER 24.358 - 1.157 -
Unión Radio Del Pirineu, S.A. 16.977 - - -
Diario El Pais, S.L. 14.514 - - -
Prisa Digital, S.L. 13.216 - 73.476 -
Sociedade Española de Radiodifusión, S.A. 7.473 - 68.100 170.702
Vertix 3.705 9.182 - 217.085
CANAL 4 NAVARRA, S.L. 2.095 - - -
SOGECABLE MÚSICA, S.L. 918 - - -
JEMPSA 273 785.718 70.828 (1.498)
Promotora de Emisoras de Televisión, S.A. - - 23.710 (33.364)
União de Leiria SAD - 12.084 - -
Radio Club Canárias, S.A. - - 104.843 -
Prisa Brand Solutions, S.L.U. - - 54.677 -
Unión de Radio Corporativos, S.A. - - 45.137 -
Societat de Comunic. Y Public, S.A. - - 16.977 -
Gran Vía Musical de Ediciones, S.L. - - 14.657 -
LOCALIA TV MADRID, S.A. - - 12.059 -
Productora de Televisión de Salamanca, S.A. - - 174 -
10.682.676 18.331.155 3.584.031 15.260.714
30.06.2011
Outros
Prestações proveitos Proveitos Fornecimentos e
de serviços operacionais financeiros serviços externos
Sociedade General de Televisión Cuatro, S.A. 8.034.774 - - -
Promotora General de Revistas, S.A. 296.371 38.587 - 38.941
Plural - Jempsa, S.L. 65.209 5.606 - -
Sociedade Española de Radiodifusión, S.A. 3.669 - - -
Prisa Brand Solutions, S.L.U. (8.000) - - -
Vertix - 4.176 - -
Promotora de Informaciones, S.A. - - 187.680 1.456.678
Prisa Televisión, S.A.U. - - - 248.645
RADIO CLUB CANARIAS, S.A. - - - 24.945
Santilhana Editores,S.A. - - - 7
3
8.392.022 48.369 187.680 1.769.281

Em 30 de junho de 2012, os saldos mais relevantes com partes relacionadas referem-se a:

Promotora de Informaciones, S.A.

  • (a) As contas a receber respeitam, essencialmente, a um contrato de cash pooling com a Plural Entertainment España, no montante de 16.630.524 Euros, o qual vence juros à taxa Euribor a 1 mês, acrescido de um spread de 0,10%.
  • (b) As contas a pagar incluem o valor aproximado de 9.250.000 Euros referente à compra da Plural Entertainment España, o qual se encontra registado ao custo amortizado pelo método do juro efetivo.

Sociedade General de Televisión Cuatro, S.A. e Prisa Televisión, S.A.U.

(c) As contas a receber resultam da atividade operacional da Plural España.

Vertix

(d) As contas a pagar respeitam, essencialmente, a um empréstimo obtido pelo Grupo o qual vence juros a taxas normais do mercado.

No decorrer do semestre findo em 30 de junho de 2012, os recebimentos e pagamentos respeitantes a empréstimos concedidos a empresas relacionadas, são conforme segue:

Recebimentos provenientes de:
Reembolso de empréstimos concedidos:
Plural Brasil 282.316
Jempsa 108.217
Prisa 21.082
411.615
Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos concedidos:
Vertix 823.500
Jempsa 367.896
Prisa 307.199
1.498.595

Em 31 de dezembro de 2011, os saldos mais relevantes com partes relacionadas referem-se a:

Promotora de Informaciones, S.A.

  • (a) As contas a receber respeitam essencialmente a um contrato de cash pooling com a Plural Entertainment España, no montante de 16.594.537 Euros, o qual vence juros á taxa Euribor a 1 mês acrescido de um spread de 0,10%.
  • (b) As contas a pagar incluem o valor aproximado de 9.250.000 Euros referente à compra da Plural Entertainment España, o qual se encontra registado ao custo amortizado pelo método do juro efetivo. Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, em resultado da referida compra, foram pagos àquela entidade 9.250.000 Euros.

Sociedade General de Televisión Cuatro, S.A. e Prisa Televisión, S.A.U. (anteriormente designada por Sogecable, S.A.)

(c) As contas a receber resultam da atividade operacional da Plural España.

No decorrer do semestre findo em 30 de junho de 2011, os recebimentos e pagamentos respeitantes a empréstimos concedidos a empresas relacionadas, são conforme segue:

Recebimentos provenientes de:
Reembolso de empréstimos concedidos:
Prisa 892.449
Plural Brasil 179.870
1.072.319
Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos concedidos:
Prisa 3.351.612
Plural Brasil 393.316
Jempsa 773.878
4.518.806

Adicionalmente, no semestre findo em 30 de junho de 2012 e no exercício findo em 31 de dezembro de 2011, as empresas incluídas no perímetro de consolidação realizaram transações entre si a valores de mercado, essencialmente, referente às seguintes situações:

  • Compra de conteúdos televisivos e audiovisuais;

  • Compra de direitos de cinema; e

  • Empréstimos de tesouraria.

25. PASSIVOS CONTINGENTES

O Grupo recebeu liquidações adicionais em sede de IRC, com as quais discorda e considera, com base na opinião dos seus advogados, que existem argumentos sólidos para contrapor a posição das autoridades fiscais.

No decorrer das suas atividades, o Grupo encontra-se envolvido em diversos processos judiciais. Face às suas naturezas e de acordo com a opinião dos seus advogados não se estima que dos referidos processos resultem quaisquer responsabilidades, para além das registadas nas demonstrações financeiras.

Adicionalmente, no decorrer do exercício findo em 31 de dezembro de 2011, o Grupo recebeu uma reclamação do Grupo Portugal Telecom, relativa à prestação de serviços de Teledifusão Digital, a qual não foi aceite, tendo por base o parecer dos seus advogados, por discordar dos fundamentos legais subjacentes. Decorrente das negociações em curso e do referido parecer, a Empresa estima que não existem responsabilidades significativas que não se encontrem registadas nas demonstrações financeiras consolidadas em 30 de junho de 2012.

26. GARANTIAS

Em 30 de junho de 2012, o Grupo tinha prestado garantias bancárias e outras a terceiros, conforme segue:

Union des Associations Européennes de Football - âmbito do acordo com a TVI (a)
Direcção Geral de Impostos – processos de execução fiscal (b)
12.068.000
3.307.381
De Lage Laden International, B.V.- Sucursal em Portugal - garantia e avales relativos
ao cumprimento do contrato de aquisição de equipamento 2.243.272
Prémios de concursos 1.895.551
Projetos expansão de rádios 289.981
Processos judiciais e outros (b) 60.000
Garantes de bom pagamento - contratos de prestação de serviços 32.000
19.896.185
  • (a) Garantia bancária no âmbito da aquisição dos direitos para a transmissão da Liga dos Campeões até 2015.
  • (b) A responsabilidade inerente a estes processos encontra-se provisionada em função dos pareceres obtidos dos advogados do Grupo.