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Grupo Media Capital SGPS — Interim / Quarterly Report 2012
Aug 31, 2012
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Interim / Quarterly Report
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Relatório e Contas 1º semestre de 2012
INDÍCE
| Relatório de Gestão Intercalar |
4 |
|---|---|
| Disposições Legais | 24 |
| Contas Consolidadas | 29 |
O Conselho de Administração do Grupo Média Capital, SGPS, SA, no cumprimento dos preceitos legais e estatutários instituídos, apresenta o Relatório de Gestão Intercalar relativo ao primeiro semestre do exercício de 2012.
INTRODUÇÃO
A sociedade Grupo Média Capital, SGPS, S. A. ("Empresa" ou "Sociedade" ou "Media Capital" ou "Grupo Média Capital" ou "Grupo") tem como único investimento, uma participação de 100% na MEGLO – Media Global, SGPS, S.A. ("MEDIA GLOBAL"). Através desta participação a Empresa detém, indiretamente, participações nas empresas indicadas nas Notas 4 e 5 do anexo às demonstrações financeiras consolidadas em 30 de junho de 2012.
As designações completas das empresas incluídas neste relatório têm a devida correspondência no referido anexo às demonstrações financeiras consolidadas, que são parte integrante deste Relatório Consolidado de Gestão Intercalar.
As Demonstrações Financeiras Consolidadas da sociedade Grupo Média Capital, SGPS, S.A., foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS).
As informações financeiras contidas no presente Relatório e Contas não foram sujeitas a auditoria ou a revisão limitada por parte de auditor registado na CMVM.
PRINCIPAIS FATOS NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2012
- O Grupo Media Capital registou uma margem EBITDA de 18,2%. Os proveitos operacionais foram de € 90,9 milhões (-23%)
- As receitas publicitárias ascenderam a € 57,6 milhões, valor inferior em 18% ao do período comparável.
- Segundo dados da Marktest/Kantar Media, a TVI continuou a liderar as audiências de televisão por larga margem na totalidade do dia e nos períodos horários mais importantes. O mesmo sucede ao nível dos principais géneros: ficção, informação e entretenimento. A TVI é aliás o único canal generalista que melhora a sua posição relativamente ao semestre homólogo de 2011, com mais 1,3% de quota de audiência. O segmento de Televisão obteve no 1S12 uma margem EBITDA de 18,3%, a que corresponde um valor absoluto de € 12,7 milhões.
- A atividade de Produção Audiovisual registou uma redução de 31% dos proveitos operacionais, enquanto o EBITDA recuou 12%, atingindo € 3,1 milhões no período em análise, correspondendo a uma margem de 10,6%. Não fosse a alteração de perímetro de consolidação na atividade em Espanha, o EBITDA do segmento teria aumentado face ao período homólogo. No período em análise, a atividade de prestação de serviços e aluguer de meios técnicos ganhou dimensão internacional.
- Em Rádio, o destaque principal vai para a evolução das audiências, com a Rádio Comercial a atingir pela primeira vez na sua história a liderança, com uma audiência acumulada de véspera (AAV) de 14,1%, correspondendo a quase 1,2 milhões de ouvintes e a um crescimento de 32% face ao período homólogo. Por seu turno, a m80 é a primeira estação do país de entre as que não têm cobertura nacional. Como consequência, o conjunto das rádios do Grupo atingiu de novo o nível de audiência mais elevado de sempre (21,4%), ao mesmo tempo que a MCR continua a ganhar quota de mercado em publicidade.
- Na área Digital, o segundo trimestre do ano revelou-se particularmente fértil em novidades, destacando-se entre outros (i) o rebranding (de MCM para MCD) (ii) a parceria celebrada com o MSN -disponibilização dos vídeos da TVI e TVI24 no portal MSN; (iii) o novo IOL - novo portal IOL com novas funcionalidades, novo design, novo logótipo e mais conteúdos; (iv) o novo IOL Push - um novo serviço que entrega a melhor seleção de notícias do dia; (v) o novo MaisFotos; (vi) o novo AB Motor. No ano de 2012, a MCD reforça a aposta em conteúdos digitais para uma multiplicidade de plataformas e dispositivos.
ANÁLISE DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS
| milhares de € | 1S 2012 | 1S 2011 | Var % | 2T 2012 | 2T 2011 | Var % |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Total de Proveitos Operacionais | 90.918 | 118.007 | -23% | 50.874 | 64.457 | -21% |
| Televisão | 69.248 | 77.615 | -11% | 39.795 | 41.942 | -5% |
| Produção Audiovisual | 28.871 | 42.049 | -31% | 13.536 | 22.773 | -41% |
| Entretenimento | 2.265 | 7.303 | -69% | 1.161 | 3.777 | -69% |
| Rádio | 6.957 | 7.504 | -7% | 3.971 | 4.132 | -4% |
| Outros | 7.860 | 8.568 | -8% | 3.880 | 4.199 | -8% |
| Ajust. Consolidação | (24.283) | (25.031) | 3% | (11.469) | (12.366) | 7% |
| Total de Custos Operac. ex-D&A | 74.341 | 95.656 | -22% | 38.510 | 48.933 | -21% |
| EBITDA | 16.578 | 22.351 | -26% | 12.364 | 15.525 | -20% |
| Margem EBITDA | 18,2% | 18,9% -0,7pp | 24,3% | 24,1% | 0,2pp | |
| Televisão | 12.659 | 18.434 | -31% | 10.228 | 13.034 | -22% |
| Produção Audiovisual | 3.052 | 3.477 | -12% | 966 | 2.164 | -55% |
| Entretenimento | 203 | (225) | N/A | 357 | (132) | N/A |
| Rádio | 1.166 | 1.434 | -19% | 1.043 | 1.272 | -18% |
| Outros | (217) | (194) | -12% | (255) | (226) | -13% |
| Ajust. Consolidação | (285) | (575) | 50% | 24 | (587) | N/A |
| Amortizações | 5.684 | 5.758 | -1% | 2.854 | 2.903 | -2% |
| Resultados Operacionais (EBIT) | 10.894 | 16.594 | -34% | 9.509 | 12.622 | -25% |
| Resultados Financeiros (líquido) | (4.617) | (2.056) | -125% | (2.048) | (1.278) | -60% |
| Res. antes de imp. e int. s/ controlo | 6.276 | 14.538 | -57% | 7.462 | 11.344 | -34% |
| Imposto sobre o rendimento | (2.224) | (4.307) | 48% | (2.455) | (3.298) | 26% |
| Res.líquido das operações em continuação | 4.053 | 10.231 | -60% | 5.007 | 8.046 | -38% |
| Interesses sem controlo | 0 | (472) | 100% | 0 | (211) | 100% |
| Resultado líquido do período | 4.053 | 9.758 | -58% | 5.007 | 7.835 | -36% |
No primeiro semestre de 2012 (1S12) o Grupo Media Capital registou um total de proveitos operacionais consolidados de € 90,9 milhões, o que corresponde a uma queda de 23% em relação a idêntico período de 2011. Relativamente ao segundo trimestre, o recuo face ao período homólogo foi menor (-21%).
O EBITDA consolidado do Grupo recuou 26% para os € 16,6 milhões, com uma margem de 18,2%, somente 0,7pp abaixo de 2011, mercê de uma forte redução dos custos operacionais. No segundo trimestre, o EBITDA atingiu os € 12,4 milhões, 20% abaixo do período homólogo. Todavia, a margem melhorou para 24,3%.
O resultado operacional (EBIT) teve uma queda de 34%, atingindo os € 10,9 milhões no semestre (€ 9,5 milhões no 2T12), enquanto o resultado líquido alcançou os € 4,1 milhões (€ 9,8 milhões no 1S11), penalizado por maiores encargos financeiros (juros suportados).
| milhares de € | 1S 2012 | 1S 2011 | Var % | 2T 2012 | 2T 2011 | Var % |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Proveitos Operacionais | 90.918 | 118.007 | -23% | 50.874 | 64.457 | -21% |
| Publicidade | 57.598 | 70.670 | -18% | 32.306 | 39.549 | -18% |
| Outros proveitos operacionais | 33.320 | 47.337 | -30% | 18.567 | 24.908 | -25% |
Na evolução do total de proveitos consolidados, os proveitos de publicidade recuaram 18% (percentagem idêntica para o trimestre), situação que ocorreu devido ao peso do segmento de Televisão, no qual a publicidade variou -21% (variação igual no trimestre). No segmento de Rádio verificou-se uma ligeira queda (-2% de variação no semestre e -3% no trimestre), ao passo que o segmento Outros ficou 9% abaixo do ano transato (-12% no trimestre).
Relativamente à situação do mercado de publicidade, estima-se uma queda global próxima de 19% até maio (valores de junho ainda por apurar).
Os outros proveitos recuaram 30% relativamente ao ano anterior (-25% no trimestre), com o impacto a advir sobretudo dos segmentos de Produção Audiovisual e Entretenimento.
Em relação aos custos operacionais, verificou-se um decréscimo de 22% (-21% no trimestre), como resultado (i) dos menores proveitos nos segmentos de Produção Audiovisual e Entretenimento mas também (ii) dos significativos ganhos de eficiência que têm vindo a ser obtidos nos diversos segmentos de atividade e centralmente.
Nos primeiros seis meses do ano, os resultados financeiros passaram de € - 2,1 milhões para € -4,6 milhões. Dois fatores exógenos ao desempenho do Grupo concorreram para esta situação. Por um lado, o aumento do custo de financiamento, em virtude da expansão de spreads que é transversal nos mercados financeiros e, por outro, o impacto do coller sobre taxas de juro que o Grupo tem contratado, uma vez que o indexante (Euribor) encontra-se substancialmente abaixo do floor estabelecido. Na vertente trimestral, o valor passou de € -1,3 milhões para € -2,0 milhões, tendo por base a mesma explicação.
O resultado líquido atingiu os € 4,1 milhões, que compara com € 9,8 milhões no 1S11, como consequência da evolução da atividade operacional e financeira. No trimestre, o resultado líquido foi de € 5 milhões, 36% inferior ao observado no período homólogo.
TELEVISÃO
| milhares de € | 1S 2012 | 1S 2011 | Var % | 2T 2012 | 2T 2011 | Var % |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Proveitos Operacionais | 69.248 | 77.615 | -11% | 39.795 | 41.942 | -5% |
| Publicidade | 49.574 | 62.920 | -21% | 27.795 | 35.108 | -21% |
| Outros Proveitos | 19.674 | 14.694 | 34% | 11.999 | 6.834 | 76% |
| Custos Operacionais, ex D&A | 56.590 | 59.180 | -4% | 29.567 | 28.909 | 2% |
| EBITDA | 12.659 | 18.434 | -31% | 10.228 | 13.034 | -22% |
| Margem EBITDA | 18,3% | 23,8% | -5,5pp | 25,7% | 31,1% | -5,4pp |
| Amortizações | 2.826 | 3.001 | -6% | 1.371 | 1.515 | -10% |
| Resultado Operacional (EBIT) | 9.833 | 15.433 | -36% | 8.857 | 11.519 | -23% |
O segmento de Televisão incorpora a TVI, bem como a Publipartner, empresa do Grupo com atividade nas áreas de gestão de marketing e de parcerias, com o objetivo de desenvolver receitas complementares à publicidade, cuja maior parte do investimento publicitário é efetuado na TVI (e noutros meios do Grupo).
| 1º SEMESTRE 2012 | All-Day (%) | Prime-Time (%) |
|---|---|---|
| RTP1 | 19,3 | 17,7 |
| RTP2 | 3,4 | 3,2 |
| SIC | 22,4 | 24,2 |
| TVI | 26,7 | 30,1 |
| Cabo/Outros | 28,2 | 24,9 |
Fonte: Marktest /Kantar Media, mercado canais generalistas e temáticos
Com o fecho do primeiro semestre de 2012, a TVI confirmou-se como o canal mais visto da televisão, ao registar um share médio de audiência de 26,7%, de acordo com dados da Marktest Audimetria/Kantar Media, claramente à frente do concorrente em segundo lugar, o qual obteve 22,4% de share. Na terceira posição encontra-se a RTP1 com 19,3%. O conjunto dos vários canais de cabo e de outros consumos de TV regista 28,2%.
A TVI é o único canal generalista que melhora a sua posição relativamente ao semestre homólogo de 2011, com mais 1,3% de quota de audiência. Também no horário nobre a TVI é o canal mais visto nos primeiros 6 meses de 2012, sendo que a sua posição é mais forte do que no total do dia ao registar 30,1% do consumo de televisão, ou seja 5,9 pontos percentuais acima da segunda estação mais vista, a
qual registou 24,2% de quota também em total de indivíduos. Os valores de prime-time da TVI são em linha com os verificados no ano passado.
A TVI é o único canal português a obter uma audiência média superior a 1 milhão de espetadores no prime-time do primeiro semestre de 2012.
Neste primeiro semestre de 2012 o consumo de televisão no total do dia variou ligeiramente de forma positiva (+0,8%), e de forma um pouco mais visível em prime-time com uma variação de 2,1% (audiência média como base de comparação). É de salientar que estes acréscimos se verificam no segundo trimestre e sobretudo no mês de junho (+6,7%), mês em que decorreu a transmissão televisiva do Euro 2012 um dos eventos que habitualmente levam a acréscimos globais de consumo. No mês de junho a TVI melhorou a sua performance de audiência média em 14,5% relativamente ao mesmo mês homólogo (em prime-time +17,2%).
No primeiro semestre a audiência total da TVI (indivíduos diferentes que estiveram no canal) foi, em média diária de contato, de 4,8 milhões de indivíduos e no horário nobre de 3,4 milhões. O melhor dia da semana foi o domingo.
Durante este período, a TVI manteve o essencial do mix de oferta que em anos anteriores tem recebido o maior reconhecimento e satisfação dos seus espetadores: forte presença no consumo com ficção nacional (24% do tempo de emissão), serviços informativos (22,8%) e, nos grandes géneros, o entretenimento ocupou 23% do espaço de grelha.
Do tempo total de emissão do género ficção na TVI, cerca de 55% é com base em originais e produção portuguesa, num modelo nacional de criação audiovisual que envolve a produtora Plural, empresa que pertence também ao universo Media Capital.
Durante este ano a TVI manteve a sua oferta noturna, fundamentada essencialmente em ficção longa, tendo iniciado o ano com uma estreia no dia oito de janeiro: "Doce Tentação" obteve, no 1S12, uma audiência média diária de 1,1 milhões de indivíduos com uma quota diária de 31,5% (em Donas de Casa com 33,8%).
Igualmente neste semestre, no início de maio, estreou "Louco Amor", que até ao final do semestre registou uma audiência média de um milhão e duzentos e setenta e dois mil espetadores (33,9% de share) sendo que em Donas de Casa o valor médio de contato diário foi de 587 mil indivíduos o que correspondeu a um share de audiência de 35,6% neste target. A novela veio substituir "Anjo Meu" que havia estreado em 2012, cujos os episódios emitidos em 2012 obtiveram uma quota média de 31,8%.
Neste primeiro semestre continua em exibição o produto "Remédio Santo", com um valor médio diário de 933 mil espetadores (32,3% de quota).
Ao final da tarde a TVI manteve igualmente nesta primeira metade do ano a exibição da série juvenil "Morangos com Açúcar", que continuou a revelar valores elevados de adesão, com uma quota de audiência de 40,7% nos indivíduos com idades entre os 4 e os 24 anos (core).
Na Informação, este primeiro semestre de 2012 apresentou-se como particularmente relevante para a estação já que os dois principais serviços informativos da TVI foram os preferidos dos espetadores: ao almoço o "Jornal da Uma" tem, no período em análise, uma audiência média de 577 mil espetadores (líder) o que corresponde a um share de 29%, confirmando-se como os melhores resultados de sempre deste noticiário. Estes valores representam um acréscimo de 5,7% sobre os obtidos no primeiro semestre de 2011.
À noite, o "Jornal das 8", cujo formato foi estreado em maio de 2011, liderou igualmente com uma quota de audiência de 26,4% e uma audiência regular de 974 mil consumidores. No caso deste jornal, a variação sobre o semestre homólogo do ano anterior é ainda mais significativa: 14,7% de acréscimo do número de consumidores regulares diários.
| CANAL | NOTICIÁRIO | ESPETADORES | SHARE % |
|---|---|---|---|
| TVI | JORNAL DAS 8 | 973.540 | 26.4 |
| SIC | JORNAL DA NOITE | 925.670 | 25.3 |
| RTP1 | TELEJORNAL | 920.040 | 25.8 |
| TVI | JORNAL DA UMA | 576.860 | 29,0 |
| RTP 1 | JORNAL DA TARDE | 548.510 | 27.4 |
| SIC | PRIMEIRO JORNAL | 505.600 | 26.6 |
Fonte: Marktest Audimetria/Kantar Media, mercado canais generalistas e temáticos
Dentro da prática habitual dos últimos anos, a TVI emitiu ao longo deste semestre vinte e duas grandes reportagens sob o título "Repórter TVI" mantendo-se a elevada adesão do público a este tipo de oferta: no conjunto estas peças informativas obtiveram uma quota média de 30,5% com base numa audiência média de um milhão e duzentos mil espetadores.
Ainda neste capítulo informativo a TVI fechou neste semestre o seu segundo ciclo de transmissões em canal aberto dos encontros mais significativos da principal liga portuguesa de futebol. O valor médio da totalidade das transmissões foi de um milhão e 425 mil consumidores – correspondendo a 40,2% de quota em total de indivíduos.
Este primeiro semestre ficou também marcado no capítulo desportivo pela presença da Seleção Portuguesa no EURO 2012, um dos maiores eventos de futebol e do qual a TVI transmitiu 6 jogos, os quais obtiveram uma audiência média de 1,4 milhões de indivíduos por jogo correspondendo a um share de 44,3 (53% em masculinos.
No capítulo do entretenimento a grande revelação da primeira metade do ano foi "A Tua Cara Não me é Estranha": numa proposta de grande entretenimento emitida ao domingo à noite, foram emitidas duas séries (estando correntemente no ar a terceira série, até ao final de julho).
O programa estreou no dia 22 de janeiro, obtendo de imediato uma quota líder de 43%, percentagem que se situou acima dos 50% a partir da segunda semana de emissão, tendo a primeira série terminado em Abril com uma quota média de 51,1% (1,5 milhões de indivíduos). A segunda série confirmou o sucesso da primeira, obtendo ao longo de 10 programas 1,6 milhões de espetadores e uma quota de 50,5%, liderando de novo de forma clara perante a concorrência.
| A TUA CARA NÃO ME É ESTRANHA – | PERFIL DE AUDIÊNCIA | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| TARGETS | Universo | D. Casa | A/B | C1 | C2 | D | Masc. | Fem |
| Série I | 51,1 | 53,9 | 35,9 | 50,9 | 53,2 | 59,5 | 45,0 | 55,9 |
| Série II | 50,5 | 54,3 | 33,1 | 47,0 | 51,3 | 64,6 | 44,4 | 55,4 |
| Média | 50,8 | 54,1 | 34,5 | 49,0 | 52,3 | 62,1 | 44,7 | 55,6 |
| TARGETS | Universo | 4/14 | 15/24 | 25/34 | 35/44 | 45/54 | 55/64 | 64+ A |
| Série I | 51,1 | 51,1 | 50,1 | 39,5 | 48,5 | 50,0 | 56,9 | 60,1 |
| Série II | 50,5 | 53,2 | 39,9 | 37,3 | 42,1 | 47,1 | 59,8 | 67,3 |
| Média | 50,8 | 52,2 | 45,1 | 38,5 | 45,5 | 48,6 | 58,3 | 63,7 |
Esta oferta tem grande transversalidade de targets demográficos e comerciais, tal como pode ser confirmado no quadro seguinte que apresenta a quota de mercado das duas séries do programa para os principais alvos.
Fonte: Marktest Audimetria/Kantar Media, mercado canais generalistas e temáticos. Valores em %.
Ainda no entretenimento, neste semestre a TVI sistematizou de forma regular a emissão dos especiais de light entertainment para as tardes de fim de semana: agrupados sobre a designação "Somos Portugal" o formato de música e divulgação da cultura e valores de vários locais do país de norte a sul, foi emitido por oito vezes e regista até momento uma audiência média de 623 mil indivíduos com uma quota líder de 28% em total de indivíduos (30% em donas de casa).
Nas manhãs, a dupla carismática que apresenta o programa "Você na TV" lidera de forma confortável neste semestre com uma audiência média diária de 338 mil espetadores e uma quota de 34,7% (37,8% em Donas de Casa), confirmando e melhorando os resultados que já vinha a obter em anos anteriores.
No período vespertino, o programa "A Tarde é Sua", apresentado por Fátima Lopes, conseguiu neste primeiro semestre de 2012 liderar perante os seus concorrentes mais diretos: 21,6% de quota de audiência (252 mil espetadores).
TVI24 em consolidação
Este semestre revelou-se como um bom momento para a progressão do canal do Grupo especializado em Informação, a TVI24, emitido em todas as plataformas tecnológicas de Cabo e IPTV.
Considerando a totalidade do dia a TVI24 obteve uma quota média de 1,3% e entre as 19 e as 25 horas registou uma quota de 1,4%. O contacto médio dia foi de 12,5 mil espectadores por minuto com uma audiência total diária (sem duplicações) de 877 mil indivíduos (483 mil no período 19/25h).
Estes valores refletem um percurso ascendente desde o início das emissões em fevereiro de 2009, como se pode verificar no seguinte gráfico:
Fonte: Marktest Audimetria/Kantar Media, mercado canais distribuídos em cabo e IPTV. Valores em %.
Caso se faça uma análise do consumo dos três canais portugueses de informação, verificamos que o crescimento da TVI 24 tem ainda maior significado para a estação, pois esta obtém uma quota de mercado de 21,0% no total do dia. No prime-time informativo, convencionado que decorre entre as 19 e as 25 horas, a TVI24 obtém 25,1% neste primeiro semestre, posicionando-se à frente da RTP Informação que regista 24%.
Este canal reposicionou-se e reforçou a sua oferta com uma maior dinâmica informativa, novos comentadores e intervenientes e alguns formatos inovadores e diversificados para o espetador habitual dos canais de notícias.
A observação dos programas mais visto no canal durante o primeiro semestre ilustra bem a adesão dos espetadores a este novo posicionamento e a adesão do consumidor, revelando este conjunto de programas uma elevada afinidade com os públicos ABC1 com 15 ou mais anos.
No panorama digital, a oferta reforçada da TVI24 teve igualmente reflexos positivos, com a estação a assumir-se como o principal ecrã multimédia do país. Para além de o site tvi24.pt registar números recorde de audiência, os conteúdos em vídeo do canal tiveram forte recetividade junto do público e as apps para diversos softwares e plataformas registaram igualmente no período em análise números recorde de downloads.
Outros mercados - TVI24 e TVI Internacional
Neste semestre a distribuição além-fronteiras da TVI24 e da TVI Internacional continuou a revelar progressos de penetração e atração, ao confirmar mais de 250 mil assinantes (TVI Internacional e TVI 24) no fecho de junho.
Lançada em maio de 2010, a TVI Internacional, apresenta uma programação fundamentada na matriz cultural portuguesa. Disponível no continente africano ainda em 2011, a TVI Internacional estendeu nos primeiros seis meses de 2012 a sua abrangência igualmente à Europa, garantindo a sua distribuição nos operadores mais significativos em Andorra, Luxemburgo, França, e Suíça.
Desempenho Financeiro
Em termos de desempenho financeiro, e dado o difícil enquadramento económico, o segmento de Televisão viu os seus proveitos operacionais totais recuarem 11% (-5% de variação homóloga no trimestre). As receitas de publicidade recuaram 21% face ao ano transato (19,2% excluindo eleições). A Media Capital estima que o mercado publicitário em sinal aberto terá recuado cerca de 22%. No trimestre, as receitas de publicidade foram inferiores ao período homólogo também em 21% (-19,0% excluindo eleições). No mesmo período, o Grupo estima uma queda do mercado em sinal aberto de 18%.
Os outros proveitos no segmento de Televisão subiram 34%. A contribuir para este desempenho é de destacar o incremento de proveitos associados a serviços de multimédia, assim como o registo da maisvalia com a alienação da RETI, no segundo trimestre. Nesse período, esta linha de proveitos expandiu 76% relativamente a idêntico período do ano anterior.
No semestre, os custos operacionais recuaram 4% face ao ano anterior, motivado pelo esforço de poupança generalizado. Sempre com o espírito de manter a qualidade dos seus conteúdos (sendo prova disso mesmo as audiências alcançadas e o desempenho comercial relativo), a TVI reduziu de forma substancial os seus custos de programação, especialmente notório ao nível dos conteúdos internacionais (séries e, sobretudo, filmes), assim como de produto nacional (ficção e entretenimento) e informação, não obstante o comparativo negativo no que respeita a diferenças de câmbios e impacto do custo do EURO 2012.
No trimestre, os custos operacionais subiram 2% em termos homólogos, embora esta variação esteja inflacionada pela constituição de provisões não recorrentes e pelo efeito do EURO 2012. Excluindo estes dois efeitos, os custos teriam recuado.
É de salientar que uma componente relevante dos custos de grelha - ficção nacional - corresponde a produção interna ao Grupo (via Plural), que assim retém valor acrescentado do mesmo.
A combinação da evolução dos proveitos e dos custos resultou num EBITDA de € 12,7 milhões, que compara com € 18,4 milhões em 2011, com a margem respetiva a passar de 23,8% para 18,3%. No trimestre, o EBITDA foi de € 10,2 milhões (-22%), com a margem a recuar 5,4pp para 25,7%.
PRODUÇÃO AUDIOVISUAL
| milhares de € | 1S 2012 | 1S 2011 | Var % | 2T 2012 | 2T 2011 | Var % |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Proveitos Operacionais | 28.871 | 42.049 | -31% | 13.536 | 22.773 | -41% |
| Publicidade | 0 | 0 | 0% | 0 | 0 | 0% |
| Outros proveitos | 28.871 | 42.049 | -31% | 13.536 | 22.773 | -41% |
| Custos Operacionais, ex D&A | 25.819 | 38.572 | -33% | 12.570 | 20.609 | -39% |
| EBITDA | 3.052 | 3.477 | -12% | 966 | 2.164 | -55% |
| Margem EBITDA | 10,6% | 8,3% | 2,3pp | 7,1% | 9,5% | -2,4pp |
| Amortizações | 1.773 | 1.452 | 22% | 942 | 745 | 26% |
| Resultado Operacional (EBIT) | 1.279 | 2.025 | -37% | 24 | 1.419 | -98% |
As variações observadas neste segmento são fruto não só da atividade ordinária das sociedades que o compõem, mas também da alteração do perímetro de consolidação.
Com efeito, a partir de 1 de janeiro de 2012 a participação na sociedade Factoría passou de 51% para 15%, deixando de estar incluída na consolidação, assim como a sua participada CHIP (detida a 50% pela Factoría). Da mesma forma, as sociedades Socater e Productora Canaria de Programas (detidas a 40% cada uma), ambas a atuarem no âmbito da gestão de canais autonómicos em Espanha, deixaram, no final de 2011 de fazer parte do consolidado (por via de acordos celebrados com os restantes acionistas), passando também a configurar como empresas associadas, tal como a Factoría.
O segmento de produção audiovisual atingiu um total de proveitos operacionais de € 28,9 milhões, decrescendo 31%. No trimestre, a queda de proveitos foi de 41%.
Em Portugal, e referente aos primeiros seis meses do ano, os proveitos subiram próximo de duplo dígito, mercê do aumento de proveitos associados a produções televisivas e, sobretudo, de um importante incremento resultante da atividade de prestação de serviços e aluguer de meios técnicos, que ganhou dimensão internacional. No período de abril a junho, a variação dos proveitos operacionais do negócio em Portugal também foi positiva, desta feita beneficiando sobretudo da atividade de prestação de serviços e aluguer de meios técnicos.
Relativamente a Espanha, os proveitos operacionais registaram uma redução no semestre. À parte do impacto da desconsolidação das sociedades referenciadas, verificou-se uma redução do volume de produção para clientes daquele país, associado à ausência em 2012 de proveitos com a atividade de cinema (em 2011 foram registados proveitos com subsídios de produções realizadas anteriormente) e aos menores proveitos da atividade em Miami. No segundo trimestre, a evolução seguiu a mesma tendência.
Em virtude da alteração de perímetro de consolidação, o EBITDA recuou 12% para € 3,1 milhões, com a margem a expandir 2,3pp para 10,6%. Para tal contribuiu essencialmente a atividade da Plural em Portugal, que assim compensou a ausência este ano, em Espanha, dos subsídios à atividade de cinema ocorridos no período homólogo, e a menor atividade global de produção em Espanha. A evolução trimestral homóloga reflete os mesmos argumentos.
RÁDIO
| milhares de € | 1S 2012 | 1S 2011 | Var % | 2T 2012 | 2T 2011 | Var % |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Proveitos Operacionais | 6.957 | 7.504 | -7% | 3.971 | 4.132 | -4% |
| Publicidade | 6.576 | 6.687 | -2% | 3.776 | 3.884 | -3% |
| Outros proveitos | 381 | 817 | -53% | 195 | 248 | -21% |
| Custos Operacionais, ex D&A | 5.791 | 6.070 | -5% | 2.928 | 2.860 | 2% |
| EBITDA | 1.166 | 1.434 | -19% | 1.043 | 1.272 | -18% |
| Margem EBITDA | 16,8% | 19,1% | -2,3pp | 26,3% | 30,8% | -4,5pp |
| Amortizações | 805 | 968 | -17% | 404 | 479 | -16% |
| Resultado Operacional (EBIT) | 361 | 466 | -23% | 639 | 793 | -19% |
Os dados relativos às audiências do meio rádio, medidas através do Bareme, continuaram a evidenciar o excelente desempenho dos formatos explorados pela MCR.
Com efeito, o conjunto das rádios do Grupo Media Capital registou um share de audiência de 29,8% no 2º trimestre. Já em termos de audiência acumulada de véspera (AAV), uma métrica mais interessante na medida em que reflete o consumo, os dados foram igualmente lisonjeiros (21,4%), sendo de destacar sobretudo o desempenho da Rádio Comercial e da m80. Num crescimento de audiência inédito, a Rádio Comercial chegou pela primeira vez na sua história à liderança, atingindo uma AAV de 14,1%, aumentando a sua audiência em 32% no espaço de um ano, tendo quase 1,2 milhões de ouvintes. De salientar que os ganhos de audiência são especialmente notórios nos targets comerciais mais relevantes a nível socio-económico e geográfico.
Por seu turno, a m80 manteve a sua excelente trajetória, ao atingir uma AAV média no semestre de 4,7%, percentagem que é a mais alta de sempre e que cresce 8% vs o 1S11. A evolução da m80 é
especialmente notória, atendendo a que, das quatro rádios mais ouvidas em Portugal, é a única que não dispõe de uma rede de cobertura nacional.
De salientar ainda que as rádios do Grupo tÊm estado associadas aos principais eventos musicais do ano, como sejam os casos dos concertos de Simple Minds, Michel Teló, James Morrison, Virgem Suta, Mónica Ferraz, Coldplay, Madonna, Sting ou Stacey Kent e o espetáculo Spirit of the Dance, entre outros. Até ao final do ano, destacando-se os principais festivais de verão, estão previstas outras parcerias, as quais permitem que o Grupo seja também líder nesta importante vertente do mercado de rádio.
Audiência Acumulada de Véspera Trimestral (%)
Fonte: Marktest. Nota: O evolutivo dos valores do agregado da MC Rádios não é totalmente comparável, dadas as alterações realizadas ao nível dos formatos de rádio. Os dados do 2T12 incluem os formatos "Rádio Comercial", "m80", "Cidade FM" e "Smooth FM".
Os proveitos de publicidade da MCR recuaram 2% face aos obtidos no período homólogo (-3% no trimestre). É com segurança que a MCR estima ter registado novamente um incremento relevante da quota de mercado junto dos anunciantes.
Os outros proveitos operacionais recuaram 53% (-21% no trimestre), em virtude principalmente de proveitos de cariz não recorrente registados no 1S11, associados aos ativos não correntes do Grupo e, em menor escala, a menores proveitos de licenciamento de conteúdos. No trimestre, a variação deve-se sobretudo a este último item.
Quanto aos custos operacionais deste segmento, estes recuaram 5% no acumulado, em resultado de uma constante racionalização da estrutura. Já no trimestre, verificou-se um aumento de 2%, embora associado à reversão de custos contabilizada no ano transato.
Face ao descrito, o EBITDA deste segmento foi de € 1,2 milhões (-19%), com uma margem de 16,8%. No trimestre, o EBITDA foi de € 1 milhão, 18% abaixo do registado no período comparável de 2011.
| milhares de € | 1S 2012 | 1S 2011 | Var % | 2T 2012 | 2T 2011 | Var % |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Proveitos Operacionais | 2.265 | 7.303 | -69% | 1.161 | 3.777 | -69% |
| Música & Eventos | 1.707 | 1.557 | 10% | 907 | 804 | 13% |
| Cinema & Video | 557 | 5.746 | -90% | 254 | 2.973 | -91% |
| Custos Operacionais, ex D&A | 2.062 | 7.527 | -73% | 804 | 3.909 | -79% |
| EBITDA | 203 | (225) | N/A | 357 | (132) | N/A |
| Margem EBITDA | 9,0% | -3,1% | 12,0pp | 30,7% | -3,5% | 34,2pp |
| Amortizações | 43 | 64 | -32% | 21 | 31 | -33% |
| Resultado Operacional (EBIT) | 160 | (288) | N/A | 336 | (163) | N/A |
ENTRETENIMENTO
O segmento de Entretenimento inclui a atividade de edição e distribuição discográfica, a gestão de direitos musicais, o agenciamento de artistas e produção de espetáculos e realização de eventos, bem como a atividade de distribuição cinematográfica e vídeo da CLMC – Multimédia.
O total de proveitos operacionais do segmento registou uma redução de 69%, com a atividade de Música & Eventos a subir 10% (+13% no trimestre), ao passo que os proveitos na atividade de Cinema & Vídeo observaram uma descida de 90% (-91% no trimestre). Recorde-se que relativamente ao Cinema & Vídeo, e uma vez que não estavam reunidas as condições para a rentabilização da atividade, esta foi descontinuada, tendo entretanto sido desenvolvidas estratégias comerciais de rentabilização de direitos.
Na atividade de Música & Eventos, não obstante a continuação da queda estrutural do mercado de venda física (sem valores finais, mas duplo digito), o Grupo registou uma subida de 4% das vendas líquidas de CDs (-21% no trimestre), derivado sobretudo das devoluções contabilizadas no período homólogo. Nas restantes naturezas, e relativamente ao semestre, há a destacar o aumento de proveitos com eventos (sendo de destacar o Campeonato Nacional de Surf – Liga Meo Pro Surf e a a festa
comemorativa dos 5 anos da rádio m80), sendo que os proveitos remanescentes (que incluem publishing, new media e direitos conexos) ficaram aquém do registado no ano anterior.
Os custos operacionais do segmento registaram uma queda de 73%, resultando sobretudo da forte redução do volume de negócios. No trimestre, a variação homóloga foi de -79%.
O segmento Entretenimento obteve assim um EBITDA positivo de € 203 milhares, que compara com o valor de € -225 milhares obtidos no período homólogo. No trimestre, o EBITDA alcançado foi de € 357 milhares, com uma margem de 30,7%.
| milhares de € | 1S 2012 | 1S 2011 | Var % | 2T 2012 | 2T 2011 | Var % |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Proveitos Operacionais | 7.860 | 8.568 | -8% | 3.880 | 4.199 | -8% |
| Publicidade | 1.549 | 1.709 | -9% | 788 | 899 | -12% |
| Outros proveitos operacionais | 6.312 | 6.859 | -8% | 3.092 | 3.300 | -6% |
| Custos Operacionais, ex D&A | 8.078 | 8.762 | -8% | 4.134 | 4.425 | -7% |
| EBITDA | (217) | (194) | -12% | (255) | (226) | -13% |
| Margem EBITDA | -2,8% | -2,3% | -0,5pp | -6,6% | -5,4% | -1,2pp |
| Amortizações | 238 | 273 | -13% | 117 | 133 | -12% |
| Resultado Operacional (EBIT) | (455) | (467) | 3% | (372) | (359) | -3% |
OUTROS
Este segmento inclui a área de Digital, a Holding, e a unidade de serviços partilhados.
No segundo trimestre de 2012 teve lugar o rebranding da Media Capital Multimedia para Media Capital Digital (MCD). Mais do que a simples alteração de nome, esta evolução reflete a missão e posicionamento da MCD enquanto agente de transformação digital do Grupo.
Em 2012 continuamos a assistir a uma intensificação da presença no mercado Português dos concorrentes multinacionais, bem como a um crescimento da presença das Redes Sociais. Apesar desta intensificação do ambiente competitivo, a MCD - através dos esforços para aumentar o tráfego, melhorar a qualidade das audiências da sua rede de sites e potenciar as receitas publicitárias - registou crescimentos bastante significativos nas suas audiências através dos indicadores pageviews e unique browsers.
Adicionalmente, na que é uma aposta crescente da empresa, a MCD tem vindo a trabalhar diariamente na inovação e aperfeiçoamento dos seus conteúdos digitais para as diversas plataformas (Apple, Nokia, Android e Samsung) e dispositivos (smartphones, tablets e smart tvs), tendo já desenvolvido 20 aplicações para as diferentes marcas do grupo com um total de mais de 500 mil downloads.
O segundo trimestre do ano revelou-se particularmente fértil em novidades, destacando-se:
- A parceria celebrada com a Microsoft -disponibilização dos vídeos da TVI e TVI24 no portal MSN. Esta parceria permitiu no imediato duplicar o volume de vídeos vistos no portal MSN, ao disponibilizar uma quantidade e qualidade de vídeos muito alargada nas áreas de entretenimento, informação e desporto. De entre os vídeos mais populares, destacam-se os "Morangos com Açúcar", "Você na TV", "A Tua Cara Não Me É Estranha" e o futebol.
- O novo IOL novo portal IOL com novas funcionalidades, novo design, novo logótipo e mais conteúdos.
- O novo serviço IOL Push que consiste na entrega da melhor seleção de notícias do dia e que pretende assumir-se como referência na área de informação digital em Portugal
- O novo MaisFotos site inteiramente dedicado a fotografias do mundo desportivo
- O novo AB Motor site de compra e venda automóvel, motos e barcos totalmente renovado e com novas funcionalidades
No período em análise, a MCD, lançou para o mercado novas soluções publicitárias:
- Intro formato publicitário de grande impacto que aparece antes da homepage dos vários sites
- Vídeo em fundo possibilidade de colocar um vídeo publicitário a correr no fundo nos sites
As receitas publicitárias do segmento recuaram 9% (-12% no trimestre). Apesar dos fortes crescimentos verificados em vários dos projetos (com destaque para os sites TVI, Planeo e MaisFutebol), tal não foi suficiente para compensar a ausência de proveitos com a parceria com o MySpace, a qual terminou no ano passado, no terceiro trimestre.
Por seu turno, o comportamento dos outros proveitos operacionais (-8% no semestre e -6% no trimestre) encontra justificação na variação de débitos intra-grupo entre os dois períodos em análise, o mesmo valendo para a queda dos custos operacionais.
O EBITDA do segmento foi negativo em € 217 milhares, praticamente em linha com o valor do ano transato. Na variação homóloga é válido semelhante comentário.
20
AJUSTAMENTOS DE CONSOLIDAÇÃO
| milhares de € | 1S 2012 | 1S 2011 | Var % | 2T 2012 | 2T 2011 | Var % |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Proveitos Operacionais | (24.283) | (25.031) | 3% | (11.469) | (12.366) | 7% |
| Publicidade | (101) | (646) | 84% | (53) | (342) | 84% |
| Outros proveitos operacionais | (24.182) | (24.384) | 1% | (11.416) | (12.024) | 5% |
| Custos Operacionais, ex D&A | (23.999) | (24.456) | 2% | (11.494) | (11.779) | 2% |
| EBITDA | (285) | (575) | N/A | 24 | (587) | N/A |
| Margem EBITDA | 1,2% | 2,3% | -1,1pp | -0,2% | 4,7% | -5,0pp |
| Amortizações | 0 | 0 | 0% | 0 | 0 | 0% |
| Resultado Operacional (EBIT) | (285) | (575) | N/A | 24 | (587) | N/A |
Quanto às rubricas de ajustamentos de consolidação, os valores constantes das mesmas refletem na sua larga maioria a atividade intra-grupo existente entre a TVI (Televisão) e a Plural (Produção).
O valor de EBITDA resulta dos ajustes de margem entre, por um lado, TVI e, por outro, Plural e CLMC.
CASH FLOW
| milhares de € | 1S 2012 | 1S 2011 | Var % | 2T 2012 | 2T 2011 | Var % |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Recebimentos | 105.627 | 138.686 | -24% | 61.850 | 75.712 | -18% |
| Pagamentos | (109.339) | (136.866) | 20% | (55.928) | (70.315) | 20% |
| Fluxos das actividades operacionais (1) | -3.711 | 1.820 | N/A | 5.922 | 5.397 | 10% |
| Recebimentos | 2.266 | 1.573 | 44% | 1.109 | 401 | 176% |
| Pagamentos | (4.003) | (8.453) | 53% | (838) | (5.710) | 85% |
| Fluxos das act. de investimento (2) | -1.737 | -6.881 | 75% | 271 | -5.309 | N/A |
| Recebimentos | 110.115 | 129.884 | -15% | 21.717 | 81.417 | -73% |
| Pagamentos | (113.522) | (135.129) | 16% | (28.093) | (78.725) | 64% |
| Fluxos das act. de financiamento (3) | -3.407 | -5.245 | 35% | -6.377 | 2.692 | N/A |
| Var. caixa e seus equivalentes (4)=(1)+(2)+(3) | (8.856) | (10.306) | 14% | (184) | 2.781 | N/A |
| Caixa e equivalentes no início do período | 11.813 | 23.579 | -50% | 3.141 | 10.492 | -70% |
| Caixa e equivalentes no final do período | 2.957 | 13.273 | -78% | 2.957 | 13.273 | -78% |
O cash flow das atividades operacionais atingiu os € -3,7 milhões, que compara com € 1,8 milhões em 2011. Esta variação resulta, para além da redução dos proveitos de publicidade no segmento de Televisão, de um pagamento não recorrente de € 3,9 millhões relativo a um processo em contencioso que datava de 2003, associado a um retransmissor da extinta rede analógica. Realçamos, contudo, que a sazonalidade da atividade no sector em que operamos, bem como as características das políticas comerciais, se refletem de forma mais expressiva e favorável em termos de fluxo de caixa operacional, no segundo semestre do ano.
O cash flow das atividades de investimento foi de € -1,7 milhões quando o ano passado foi de € -6,9 milhões. Analisando o cash-flow respeitante a pagamentos de ativos fixos tangíveis e intangíveis, este ascendeu a € -1,6 milhões, valor que compara com € -3,7 milhões no ano transato, demonstrando o enfoque do Grupo na maximização da geração de caixa, neste caso através de uma forte contenção do capex.
O cash flow das atividades de financiamento apresentou um valor de € -3,4 milhões, refletindo o desempenho das atividades operacionais, de investimento e custos financeiros, assim como os dividendos distribuídos no período, no montante de € 5,8 milhões.
| milhares de € | Jun 12 | Dez 11 | Var Abs | Var % |
|---|---|---|---|---|
| Dívida financeira | 118.662 | 117.744 | 918 | 1 % |
| Empréstimos bancários / Papel comercial | 114.281 | 113.924 | 357 | 0% |
| Outro endividamento | 4.381 | 3.820 | 561 | 15% |
| Caixa & equivalentes | 2.957 | 11.813 | (8.856) | -75% |
| Dívida líquida | 115.705 | 105.932 | 9.774 | 9 % |
ENDIVIDAMENTO
Em função dos movimentos acima descritos, o endividamento líquido do Grupo Media Capital registou um aumento de 9% ou seja, € 9,8 milhões face a dezembro de 2011, situando-se no final de junho em € 115,7 milhões. De salientar que, como habitualmente, o valor da dívida inclui o justo valor dos derivados contratados, bem como leasings, num valor global de € 4,4 milhões no final do período em análise. O endividamento líquido ajustado dos empréstimos concedidos à Promotora de Informaciones, S.A. atingiu € 103,7 milhões no final do período, que compara com € 89,3 milhões no final do ano transato, mantendo o Grupo Media Capital uma confortável estrutura de capital.
EVOLUÇÃO ESPERADA DA ATIVIDADE PARA O SEGUNDO SEMESTRE DE 2012
Os indicadores macroeconómicos coincidentes e avançados das economias europeias continuam a evidenciar sinais de debilidade, os quais se agravaram nos últimos meses, com uma deterioração especialmente acentuada nalguns países (Espanha e Itália) que, pela sua dimensão, abalaram os alicerces já frágeis do Velho Continente.
O contínuo protelar de soluções estruturais que permitam perspetivar com segurança uma resolução sustentável e credível para os graves desequilíbrios existentes, faz com que os mercados de capitais reflitam essa mesma situação, com os investidores a concentrarem investimentos em ativos e economias com maiores garantias de salvaguarda de valorização e menor volatilidade.
Vários são os indicadores financeiros (valorizações relativas entre classes de ativos, estrutura da curva de rendimentos, spreads, volatilidades implícitas, etc) que claramente mostram estarmos a viver num contexto insustentável por muito tempo.
Independentemente dos contornos concretos que a crise irá tomar no futuro, resulta por demais evidente que a solução engloba, em Portugal e não só, a desalavancagem dos agentes económicos (privados e públicos). Nesse sentido, é de perspetivar a manutenção de um ajustamento violento do ponto de vista orçamental, com aumento de impostos e redução de custos correntes e de capital do Estado. Estas ações naturalmente conduzem, durante um período de tempo indeterminado, a uma contração do consumo e investimento público e privado, até pelas elevadas restrições de endividamento que a economia atravessa, nomeadamente ao nível do setor financeiro, ao qual foi exigida uma agressiva desalavancagem e reforço de capital.
Quanto ao mercado de publicidade, e não obstante a ausência, à data de hoje, de valores finais de mercado relativos ao semestre, tem sido evidente uma deterioração relativamente ao período homólogo. Dadas as perspetivas para a economia, a expetativa do Grupo Media Capital é que no segundo semestre o mercado continue a apresentar uma variação homóloga negativa, sendo difícil balizar a mesma.
O Conselho de Administração da Media Capital, juntamente com as equipas de gestão de cada uma das suas unidades de negócio acompanhará, como habitualmente, de forma atenta e detalhada, a evolução das suas atividades e dos respetivos mercados. Pretende-se desta forma identificar e antecipar comportamentos e tendências, intervir e implementar as medidas de gestão que se entendam como as mais adequadas em cada momento, procurando assegurar a rentabilidade de cada uma suas das operações, a criação de valor para os seus acionistas e a proteção de interesses de todos aqueles que se relacionam com as atividades do Grupo.
Transações relevantes entre partes relacionadas
Durante o 1.º Semestre do exercício de 2012 não foram realizados negócios ou operações entre a Media Capital e os membros dos seus órgãos de administração e fiscalização.
Relativamente a negócios ou operações relevantes realizados entre a Media Capital e os titulares de participações qualificadas ou sociedades que se encontram em relação de domínio ou de grupo, foram realizadas as seguintes operações durante o 1.º Semestre do exercício de 2012:
- Contrato de cash pooling celebrado entre a Plural España e a Promotora de Informaciones, S.A. de 5 de janeiro de 2009 no montante global de Euro 28.203.624,00, encontrando-se pendente, a 30 de junho de 2012, um saldo a favor da primeira no montante de Euro 16.630.524;
- Contrato de empréstimo celebrado da Vertix S.G.P.S., S.A. à Grupo Media Capital, S.G.P.S., S.A. a 19 de abril de 2012 no montante global de Euro 5.460.000;
- Contrato de empréstimo celebrado da TVI Televisão Independente, S.A. à Vertix S.G.P.S., S.A a 24 de fevereiro de 2012 no montante global de Euro 823.541,53;
- No dia 26 de dezembro de 2011 entraram em vigor as novas condições aplicáveis em virtude dos vários contratos destinados a regulamentar o processo de refinanciamento entre a Promotora de Informaciones S.A. ("PRISA") e um sindicato integrado por um conjunto de instituições bancárias e financeiras. A Media Capital, tendo em conta a relação de domínio indireto entre a PRISA e esta sociedade, aderiu como "obligor" à gestão de negócios, descrita no âmbito da reestruturação financeira da PRISA.
Adicionalmente, na nota 24 do Anexo às demonstrações financeiras consolidadas em 30 de junho de 2012, são apresentados em detalhe os saldos e transacções efectuados com empresas relacionadas.
Lista de Participações Qualificadas
Nos termos e para os efeitos do disposto na alínea c) do n.º 1 do artigo 9.º do Regulamento da CMVM N.º 5/2008, comunicamos a lista de participações qualificadas conhecidas a 30 de junho de 2012:
| Accionista | Nº de ações detidas | Percentagem do capital social |
Percentagem de direitos de voto |
|---|---|---|---|
| Vertix SGPS, S.A. (a) | 71.576.289 | 84,69% | 94,69% (a) |
| PortQuay West I B.V. (b) | 8.451.318 | 10% | 10% (b) |
| Caixa de Aforros de Galicia, Vigo, Ourense e Pontevedra (novacaixagalicia) |
4.269.869 | 5,05% | 5,05% |
- (a) A Vertix SGPS, SA é detida a 100% pela sociedade Promotora de Informaciones., S.A., sociedade de direito espanhol. Percentagem de direitos de voto imputáveis à sociedade Vertix, SGPS, S.A. correspondente à soma de 71.576.289 ações de 8.451.318 ações, por força da opção de compra constante do contrato de compra e venda de ações celebrado a 23 de Fevereiro de 2011 com a PortQuay West I B.V., conforme comunicado enviado ao mercado e à CMVM a 23 de Fevereiro de 2011.
- (b) A PortQuay West I B.V. é uma sociedade de direito holandês, controlada pela Courical Holding B.V. a qual por sua vez é uma sociedade de direito holandês detida integralmente pela Partrouge, SGPS, S.A. e pela Plurimédia, S.A. sendo ambas as sociedades controladas pelo Eng. Miguel Pais do Amaral. Percentagem de direitos de voto imputáveis à sociedade PortQuay West I B.V. correspondente às 8.451.318 ações detidas, conforme comunicado enviado ao mercado e à CMVM a 29 de Fevereiro de 2012.
Valores mobiliários emitidos pela sociedade ou por sociedades com as quais esteja em relação de domínio ou de grupo, detidos por titulares dos órgãos sociais
Nos termos e para os efeitos do disposto na alínea a) do n.º 1 do artigo 9.º do Regulamento da CMVM N.º 5/2008 e com referência a 30 de junho de 2012, comunicamos não terem sido emitidas nem existirem ações detidas pelos membros dos órgãos de administração e fiscalização da sociedade.
| Movimentos no 1º semestre de 2012 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ações | Nº Títulos 30-06-12 |
Aquisições | Alienações | Preço Unitário (€) |
Data | ||
| Miguel Pais do Amaral | 0 | ||||||
| Rosa Cullell Muniesa | 0 | ||||||
| Bo Einar Nilsson | 0 | ||||||
| Jaime d' Almeida | 0 | ||||||
| Juan Herrero | 0 | ||||||
| Juan Luis Cebrián | 0 | ||||||
| Manuel Polanco | 0 | ||||||
| Miguel Gil | 0 | ||||||
| Pedro Garcia Guillén | 0 | ||||||
| Tirso Olazábal | 0 |
Membros do Conselho de Administração
Revisor Oficial de Contas
| Movimentos no 1º semestre de 2012 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Ações | Nº Títulos 30-06-12 |
Aquisições | Alienações | Preço Unitário (€) |
Data | |
| Deloitte & Associados, SROC | 0 |
Transações efectuadas por dirigentes
Nos termos e para os efeitos do disposto nos números 6 e 7 do artigo 14.º do Regulamento da CMVM N.º 5/2008, e com referência a 30 de junho de 2012, os dirigentes da Sociedade ou de sociedades que a dominem e pessoas estreitamente relacionadas com aqueles não comunicaram à Sociedade quaisquer transações efetuadas durante o 1.º Semestre do exercício de 2012 relativas às ações da Sociedade ou a instrumentos financeiros com elas relacionados.
Ações próprias
Nos termos do disposto nos artigos 66.º e 324.º do Código das Sociedades Comerciais, com as necessárias adaptações, informamos que durante o 1.º semestre do exercício de 2012 não foram adquiridas ou alienadas ações próprias, pelo que em 30 de Junho de 2012 não eram detidas quaisquer ações próprias.
Contas individuais
Nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 246º, n.º 3 do Código dos Valores Mobiliários, pelo presente declaramos que não são divulgadas as contas individuais da Sociedade por as mesmas não conterem informação significativa.
Intervenção do Auditor
Nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 8.º, n.º 3 do Código dos Valores Mobiliários, pelo presente declaramos que as contas semestrais consolidadas da Sociedade não foram sujeitas a auditoria ou a revisão limitada.
Declaração de responsabilidade
De acordo com o disposto no artigo 246.º, n.º1 alínea c) do Código dos Valores Mobiliários, os membros do Conselho de Administração declaram que, tanto quanto é do seu conhecimento, a informação constante das demonstrações financeiras foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do ativo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da Sociedade e das empresas incluídas no perímetro da consolidação. Mais declaram que o relatório de gestão intercalar expõe fielmente os acontecimentos importantes que ocorreram durante o 1º Semestre de 2012, o seu impacto nas demonstrações financeiras e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defronta nos próximos seis meses.
23 de julho de 2012
O Conselho de Administração,
Miguel Pais do Amaral (Presidente)
Rosa Maria Cullel Muniesa (Administradora Delegada)
Bo Einar Nilsson (Vogal)
Jaime Roque de Pinho D'Almeida (Vogal)
Juan Herrero Abelló (Vogal)
Juan Luis Cebrián Echarri (Vogal)
Manuel Polanco Moreno (Vogal)
Miguel Gil Peral (Vogal)
Pedro Garcia Guillén (Vogal)
Tirso Olazábal (Vogal)
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DA POSIÇÃO FINANCEIRA
EM 30 DE JUNHO DE 2012 E 31 DE DEZEMBRO DE 2011
(Montantes expressos em Euros)
| ATIVO | Notas | 30.06.2012 | 31.12.2011 |
|---|---|---|---|
| ATIVOS NÃO CORRENTES: | |||
| Goodwill | 153.567.601 | 157.363.320 | |
| Ativos intangíveis | 1 1 |
19.537.768 | 18.651.691 |
| Ativos fixos tangíveis Investimentos em associadas |
1 2 |
24.437.832 1.588.849 |
28.995.985 1.353.620 |
| Ativos financeiros disponíveis para venda | 7.632 | 7.632 | |
| Direitos de transmissão de programas de televisão | 1 3 |
59.719.700 | 55.914.877 |
| Outros ativos não correntes | 1 4 |
450.671 | 2.327.538 |
| Impostos diferidos ativos | 5.312.048 | 5.359.871 | |
| 264.622.101 | 269.974.534 | ||
| ATIVOS CORRENTES: | |||
| Direitos de transmissão de programas de televisão | 1 3 |
19.985.571 | 20.516.321 |
| Inventários | 275.955 | 325.945 | |
| Clientes e contas a receber | 1 5 |
46.488.522 | 49.309.460 |
| Ativos por imposto corrente | 9 | 3.735.851 | 158.114 |
| Outros ativos correntes | 1 6 |
28.108.764 | 25.304.328 |
| Caixa e seus equivalentes | 2.956.651 | 11.812.544 | |
| 101.551.314 | 107.426.712 | ||
| TOTAL DO ATIVO | 366.173.415 | 377.401.246 | |
| CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO | |||
| CAPITAL PRÓPRIO: | |||
| Capital | 1 7 |
89.583.971 | 89.583.971 |
| Reservas | 24.458.721 | 29.183.215 | |
| Resultado líquido consolidado do período | 4.052.584 | 1.164.684 | |
| Capital próprio atribuível aos acionistas da empresa mãe | 118.095.276 | 119.931.870 | |
| Capital próprio atribuível a interesses sem controlo | 1 8 |
- | 1.791.360 |
| Total do capital próprio | 118.095.276 | 121.723.230 | |
| PASSIVO: | |||
| PASSIVO NÃO CORRENTE: Empréstimos |
1 9 |
79.006.757 | 81.656.889 |
| Provisões | 2 0 |
5.507.221 | 6.830.526 |
| Passivos por imposto | 9 | 4.355.892 | - |
| Impostos diferidos passivos | 1.598.526 | 1.598.526 | |
| 90.468.396 | 90.085.941 | ||
| PASSIVO CORRENTE: | |||
| Empréstimos | 1 9 |
38.964.525 | 34.904.519 |
| Fornecedores e contas a pagar | 2 1 |
61.340.826 | 62.762.531 |
| Passivos por imposto corrente | 9 | 2.480.442 | 1.588.017 |
| Outros passivos correntes | 2 2 |
54.133.424 | 65.154.351 |
| Instrumentos financeiros derivados | 2 3 |
690.526 | 1.182.657 |
| 157.609.743 | 165.592.075 | ||
| Total do passivo | 248.078.139 | 255.678.016 | |
| TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO | 366.173.415 | 377.401.246 | |
| O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada condensada da posição financeira em 30 de junho de 2012. | |||
| O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS | O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO | ||
| 30 |
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DOS RESULTADOS
DOS SEMESTRES E TRIMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2012 E 2011
(Montantes expressos em Euros)
| Semestre findo em | Trimestre findo em | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Notas | 30.06.2012 | 30.06.2011 | 30.06.2012 | 30.06.2011 | ||
| PROVEITOS OPERACIONAIS: | ||||||
| Prestações de serviços | 6 e 7 | 68.798.172 | 99.175.360 | 37.723.551 | 55.814.643 | |
| Vendas | 6 e 7 | 1.176.484 | 3.609.600 | 543.558 | 1.702.135 | |
| Outros proveitos operacionais Total de proveitos operacionais |
6 e 7 | 20.943.724 90.918.380 |
15.221.938 118.006.898 |
12.606.724 50.873.833 |
6.940.614 64.457.392 |
|
| CUSTOS OPERACIONAIS: | ||||||
| Custo dos programas emitidos e das mercadorias vendidas | 6 | (11.908.922) | (14.729.173) | (6.399.707) | (6.843.901) | |
| Fornecimentos e serviços externos | 6 | (34.242.357) | (47.067.414) | (17.214.917) | (25.062.509) | |
| Custos com pessoal | 6 | (27.148.139) | (32.709.791) | (13.287.989) | (16.312.022) | |
| Amortizações e depreciações | 6 | (5.684.146) | (5.757.762) | (2.854.398) | (2.903.010) | |
| Provisões e perdas por imparidade ((reforços) / reversões) | 6 e 20 | (464.696) | (428.591) | (1.115.378) | (209.644) | |
| Outros custos operacionais | 6 | (576.567) | (720.567) | (492.026) | (504.635) | |
| Total de custos operacionais Resultados operacionais |
(80.024.827) 10.893.553 |
(101.413.298) 16.593.600 |
(41.364.415) 9.509.418 |
(51.835.721) 12.621.671 |
||
| RESULTADOS FINANCEIROS: | ||||||
| Custos financeiros | (4.952.697) | (2.954.963) | (2.360.975) | (1.569.388) | ||
| Proveitos financeiros | 335.409 | 902.398 | 309.214 | 291.788 | ||
| Custos financeiros, líquidos | 8 | (4.617.288) | (2.052.565) | (2.051.761) | (1.277.600) | |
| Ganhos / (perdas) em empresas associadas, líquidos | - | (3.450) | 4.098 | - | ||
| (4.617.288) | (2.056.015) | (2.047.663) | (1.277.600) | |||
| Resultados antes de impostos | 6.276.265 | 14.537.585 | 7.461.755 | 11.344.071 | ||
| Imposto sobre o rendimento do período | (2.223.681) | (4.306.859) | (2.454.662) | (3.298.433) | ||
| Resultado consolidado líquido das operações em continuação | 4.052.584 | 10.230.726 | 5.007.093 | 8.045.638 | ||
| Atribuível a: | ||||||
| Acionistas da empresa mãe | 4.052.584 | 9.758.295 | 5.007.093 | 7.834.549 | ||
| Interesses sem controlo | 1 8 |
- | 472.431 | - | 211.089 | |
| 4.052.584 | 10.230.726 | 5.007.093 | 8.045.638 | |||
| Resultado por ação das operações em continuação Básico |
1 0 |
0,0480 | 0,1155 | 0,0592 | 0,0927 | |
| Diluído | 1 0 |
0,0480 | 0,1155 | 0,0592 | 0,0927 | |
| O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada condensada dos resultados | ||||||
| do semestre e trimestre findos em 30 de junho de 2012. | ||||||
| O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS | O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO | |||||
| 31 |
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DOS RENDIMENTOS INTEGRAIS
DOS SEMESTRES E TRIMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2012 E 2011
(Montantes expressos em Euros)
| Semestre findo em | Trimestre findo em | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| 30.06.2012 | 30.06.2011 | 30.06.2012 | 30.06.2011 | ||
| Resultado consolidado líquido do período | 4.052.584 | 10.230.726 | 5.007.093 | 8.045.638 | |
| Efeito da conversão cambial de operações no estrangeiro | (74.672) | 44.228 | (95.701) | 12.445 | |
| Outras variações no capital próprio | - | (14.543) | - | 165 | |
| Rendimentos integrais consolidados | 3.977.912 | 10.260.411 | 4.911.392 | 8.058.248 | |
| Atribuível a: | |||||
| Acionistas da empresa mãe | 3.977.912 | 9.787.980 | 4.911.392 | 7.847.159 | |
| Interesses sem controlo | - | 472.431 | - | 211.089 | |
| 3.977.912 | 10.260.411 | 4.911.392 | 8.058.248 |
O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada condensada dos rendimentos integrais do semestre e trimestre findos em 30 de junho de 2012.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DOS FLUXOS DE CAIXA
DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2012 E 2011
(Montantes expressos em Euros)
| Notas | 30.06.2012 | 30.06.2011 | |
|---|---|---|---|
| ATIVIDADES OPERACIONAIS: | |||
| Recebimentos de clientes | 105.627.207 | 138.685.652 | |
| Pagamentos a fornecedores Pagamentos ao pessoal |
(59.968.809) (29.038.476) |
(77.266.908) (34.582.771) |
|
| Fluxos gerados pelas operações | 16.619.922 | 26.835.973 | |
| Outros recebimentos/(pagamentos) relativos à atividade operacional | (20.331.261) | (25.016.335) | |
| Fluxos das atividades operacionais (1) | (3.711.339) | 1.819.638 | |
| ATIVIDADES DE INVESTIMENTO: | |||
| Recebimentos provenientes de: | |||
| Alienação de subsidiárias | 5 | 1.512.170 | - |
| Venda de ativos fixos tangíveis | 50.984 | 202.032 | |
| Venda de ativos intangíveis | - | 220.000 | |
| Subsídios de investimento obtidos | - | 23.662 | |
| Dividendos | 5 | 100.624 | - |
| Juros e proveitos similares | 190.563 | 54.622 | |
| Reembolso de empréstimos concedidos | 24 | 411.615 | 1.072.319 |
| 2.265.956 | 1.572.635 | ||
| Pagamentos respeitantes a: | |||
| Concentrações empresariais | 5 | (911.875) | (250.000) |
| Aquisição de ativos fixos tangíveis | (1.592.806) | (3.361.833) | |
| Aquisição de ativos intangíveis | - | (322.500) | |
| Empréstimos concedidos | 24 | (1.498.595) | (4.518.806) |
| (4.003.276) | (8.453.139) | ||
| Fluxos das atividades de investimento (2) | (1.737.320) | (6.880.504) | |
| ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO: | |||
| Recebimentos respeitantes a: | |||
| Empréstimos obtidos | 110.114.670 | 129.883.609 | |
| Pagamentos respeitantes a: | |||
| Empréstimos obtidos | (102.027.679) | (124.136.806) | |
| Amortização de contratos de locação financeira | (980.328) | (1.143.098) | |
| Juros e custos similares | (3.217.935) | (1.890.418) | |
| Dividendos | 17 | (5.814.507) | (6.987.874) |
| Outras despesas financeiras | (1.481.455) | (970.906) | |
| (113.521.904) | (135.129.102) | ||
| Fluxos das atividades de financiamento (3) | (3.407.234) | (5.245.493) | |
| Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) | (8.855.893) | (10.306.359) | |
| Caixa e seus equivalentes no início do período | 11.812.544 | 23.578.879 | |
| Caixa e seus equivalentes no fim do período | 2.956.651 | 13.272.520 | |
| O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada condensada dos fluxos de caixa do semestre findo em 30 de junho de 2012. |
|||
| O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS | O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO | ||
| 33 |
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS CONDENSADAS DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO
DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2012 E 2011
(Montantes expressos em Euros)
| Capital próprio atribuível aos acionistas maioritários | Capital próprio | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Capital (Nota 14) |
Reservas (Nota 14) |
Resultado consolidado líquido do período |
Total | atribuível aos interesses sem controlo (Nota 15) |
Total do capital próprio |
|
| Saldo em 31 de dezembro de 2010 | 89.583.971 | 23.123.542 | 12.399.919 | 125.107.432 | 4.022.578 | 129.130.010 |
| Aplicação dos resultados | - | 12.399.919 | (12.399.919) | - | - | - |
| Distribuição de dividendos (Nota 17) Diferenças de conversão cambial |
- - |
(6.253.975) 44.228 |
- - |
(6.253.975) 44.228 |
(1.156.285) - |
(7.410.260) 44.228 |
| Outras variações no capital próprio (Nota 18) | - | (14.543) | - | (14.543) | (21.812) | (36.355) |
| Resultado consolidado líquido do período | - | - | 9.758.295 | 9.758.295 | 472.431 | 10.230.726 |
| Saldo em 30 de junho de 2011 | 89.583.971 | 29.299.171 | 9.758.295 | 128.641.437 | 3.316.912 | 131.958.349 |
| Saldo em 31 de dezembro de 2011 | 89.583.971 | 29.183.215 | 1.164.684 | 119.931.870 | 1.791.360 | 121.723.230 |
| Aplicação dos resultados | - | 1.164.684 | (1.164.684) | - | - | - |
| Distribuição de dividendos (Nota 17) | - | (5.814.506) | - | (5.814.506) | - | (5.814.506) |
| Diferenças de conversão cambial | - | (74.672) | - | (74.672) | - | (74.672) |
| Alienação de subsidiárias (Notas 5 e 18) | - | - | - | - | (1.791.360) | (1.791.360) |
| Resultado consolidado líquido do período | - | - | 4.052.584 | 4.052.584 | - | 4.052.584 |
| Saldo em 30 de junho de 2012 | 89.583.971 | 24.458.721 | 4.052.584 | 118.095.276 | - | 118.095.276 |
O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada condensada das alterações no capital próprio do semestre findo em 30 de junho de 2012.
NOTA INTRODUTÓRIA
O Grupo Media Capital, SGPS, S.A. ("Empresa" ou "Media Capital"), foi constituído em 1992 e, através das suas empresas participadas e associadas ("Grupo" ou "Grupo Media Capital"), desenvolve as atividades de difusão e produção de programas televisivos e outras atividades de media, realização, produção e difusão de programas radiofónicos e produção e exploração de atividades cinematográficas e videográficas.
As presentes demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração em 23 de Julho de 2012.
As ações da Media Capital encontram-se cotadas na Euronext Lisbon – Sociedade Gestora de Mercados Regulamentados, S.A..
O Grupo opera essencialmente no setor de media, no mercado português, espanhol e latino-americano.
A TVI – Televisão Independente, S.A. ("TVI"), no âmbito da licença de exploração da atividade de televisão, difunde programas televisivos através da emissão de um canal generalista. Adicionalmente, a TVI através de contratos de distribuição celebrados com operadores, emite o TVI 24, um canal de informação por cabo e o TVI Internacional.
A MCP – Media Capital Produções, S.A. ("MCP") é a empresa do Grupo detentora do negócio de produção audiovisual assegurado pela Plural Entertainment Portugal, S.A. ("PLURAL") no mercado português e pela Plural Entertainment España, S.A. ("Plural España") no mercado espanhol e latino-americano. A atividade desta área de negócio é a criação, produção, realização e exploração de conteúdos televisivos, obras cinematográficas e audiovisuais.
A MCR II – Media Capital Rádios, S.A. ("MCR II") é a empresa do Grupo detentora da atividade radiofónica. As suas participadas detêm os alvarás para o exercício da radiodifusão sonora e difundem, em Portugal, a "Rádio Comercial", a "Rádio Cidade" e a "M80", entre outras.
A MCME – Media Capital Música e Entretenimento, S.A. ("MCME") é a empresa detentora do negócio de música, tendo as suas participadas a atividade de produção de videogramas, fonogramas, produção audiovisual e multimédia, compra e venda de cassetes, discos e equiparados, produção de eventos e agenciamento de artistas.
A CLMC – Multimédia, S.A. ("CLMC") explora a atividade de aquisição e distribuição de direitos cinematográficos, essencialmente, em meios como cinema e televisão, para diversos canais de distribuição.
A Media Capital Editora Multimédia, S.A. ("Multimédia") é a empresa detentora do negócio de Internet que é suportado através do portal www.iol.pt que apresenta uma vasta rede de conteúdos próprios, um extenso diretório de classificados e publicidade online.
2. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
As demonstrações financeiras consolidadas condensadas do Grupo Media Capital, do semestre findo em 30 de junho de 2012, foram elaboradas de acordo com o International Accounting Standard 34 – Interim Financial Statements. Na preparação das referidas demonstrações financeiras foram utilizadas as mesmas políticas contabilísticas e apresentação adoptadas na preparação das demonstrações financeiras consolidadas do Grupo do exercício findo em 31 de dezembro de 2011 e não foram reconhecidos erros materiais relativos a períodos anteriores.
Adicionalmente, não houve alterações significativas nas principais estimativas utilizadas pelo Grupo na preparação das demonstrações financeiras consolidadas condensadas.
3. EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO
As empresas incluídas na consolidação, suas sedes sociais, método de consolidação adotado e proporção do capital efetivamente detido, em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, são as seguintes:
| Percentagem efetiva | ||||
|---|---|---|---|---|
| Método | do capital detido | |||
| Denominação social | Sede | Consolidação | 30.06.2012 | 31.12.2011 |
| Grupo Media Capital, SGPS, S.A. | Barcarena | Global | Mãe | Mãe |
| MEGLO - Media Global, SGPS, S.A. ("MEGLO") | Barcarena | Global | 100 | 100 |
| MEDIA CAPITAL - Serviços de Consultoria e Gestão, S.A. ("MC SERVIÇOS") | Barcarena | Global | 100 | 100 |
| Publipartner - Projectos de Media e Publicidade, Unipessoal, Lda. ("Publipartner") | Barcarena | Global | 100 | 100 |
| Med Cap Technologies – Desenvolvimento e Comercialização | ||||
| de Sistemas de Comunicação, S.A. ("MED CAP") | Barcarena | Global | 100 | 100 |
| CLMC – Multimedia, S.A. ("CLMC") | Barcarena | Global | 100 | 100 |
| MCR II - Media Capital Rádios, S.A. ("MCRII") | Barcarena | Global | 100 | 100 |
| R. CIDADE – Produções Audiovisuais, S.A. ("CIDADE") | Lisboa | Global | 100 | 100 |
| Flor do Éter Radiodifusão, Lda. ("Flor do Éter") | Coimbra | Global | 100 | 100 |
| Drums Comunicações Sonoras, S.A. ("Drums") | Porto | Global | 100 | 100 |
| RVA - Rádio Voz de Alcanena, Lda. ("Rádio Voz de Alcanena") | Santarém | Global | 100 | 100 |
| RÁDIO REGIONAL DE LISBOA – Emissões de Radiodifusão, S.A. ("REGIONAL") | Lisboa | Global | 100 | 100 |
| Rádio Litoral Centro - Empresa de Radiodifusão, Lda. ("Rádio Litoral Centro") | Coimbra | Global | 100 | 100 |
| RÁDIO COMERCIAL, S.A. ("COMERCIAL") | Lisboa | Global | 100 | 100 |
| Rádio XXI, Lda.("XXI") | Lisboa | Global | 100 | 100 |
| Radio Nacional - Emissões de Radiodifusão, S.A. ("Rádio Nacional") | Barreiro | Global | 100 | 100 |
| MCME - Media Capital Música e Entretenimento, S.A. ("MCME") | Barcarena | Global | 100 | 100 |
| FAROL MÚSICA – Sociedade de Produção e Edição Audiovisual, Lda. ("FAROL") | Barcarena | Global | 100 | 100 |
| MEDIA CAPITAL ENTERTAINMENT - Produção de Eventos, Lda. ("ENTERTAINMENT") | Barcarena | Global | 100 | 100 |
| TVI – Televisão Independente, S.A. ("TVI") | Barcarena | Global | 100 | 100 |
| RETI – Rede Teledifusora Independente, S.A. ("RETI") (a) | Barcarena | Global | - | 100 |
| MEDIA CAPITAL – Editora Multimédia, S.A. ("MULTIMÉDIA") | Barcarena | Global | 100 | 100 |
| IOL NEGÓCIOS - Serviços de Internet, S.A. ("IOL Negócios") | Barcarena | Global | 100 | 100 |
| LÚDICODROME - EDITORA, Unipessoal, Lda. ("Ludicodrome") | Barcarena | Global | 100 | 100 |
| MCP - MÉDIA CAPITAL PRODUÇÕES, S.A. ("MCP") | Barcarena | Global | 100 | 100 |
| MEDIA CAPITAL PRODUÇÕES INVESTIMENTOS - SGPS, S.A. ("MCP INVESTIMENTOS") | Barcarena | Global | 100 | 100 |
| PLURAL Entertainment Portugal, S.A. ("PLURAL") | Lisboa | Global | 100 | 100 |
| NBP – Ibérica - Producciones Audiovisuales, S.A. | Madrid (ESP) | Global | 100 | 100 |
| CASA DA CRIAÇÃO – Argumentos para Audiovisual, Lda. ("CASA DA CRIAÇÃO") | Lisboa | Global | 100 | 100 |
| EMAV – Empresa de Meios Audiovisuais, Lda. ("EMAV") | Vialonga | Global | 100 | 100 |
| EPC – Empresa Portuguesa de Cenários, Lda. ("EPC") | Vialonga | Global | 100 | 100 |
| PLURAL Entertainment España, S.L. ("PLURAL España") | Madrid (ESP) | Global | 100 | 100 |
| PLURAL Entertainment Canarias, S.L. ("PLURAL Canarias") | San Andrés (ESP) | Global | 100 | 100 |
| PLURAL Entertainment Inc. ("PLURAL Entertainment") | Miami (EUA) | Global | 100 | 100 |
| TESELA Producciones Cinematográficas, S.L. ("TESELA") | Madrid (ESP) | Global | 100 | 100 |
| Factoría Plural, S.L. ("Factoría") (b) | Zaragoza (ESP) | - | 5 1 |
|
| Chip Audiovisual , S.A.("CHIP") (b) | Zaragoza (ESP) | - | 5 0 |
|
- (a) Em maio de 2012 esta sociedade foi alienada (Nota 5).
- (b) A partir de 1 de janeiro de 2012 a participação na sociedade Factoría passou de 51% para 15%, deixando de estar incluída nas demonstrações financeiras consolidadas pelo método de consolidação global (Notas 4 e 5).
4. EMPRESAS ASSOCIADAS
As empresas nas quais é mantida influência significativa são consideradas associadas, respetivas sedes e a proporção do capital efetivamente detido, em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, são as seguintes:
| Percentagem efetiva | |||
|---|---|---|---|
| do capital detido | |||
| Denominação social | Sede | 30.06.2012 | 31.12.2011 |
| Plural Entertainment Brasil - Produção de Video, Ltda. ("Plural Brasil") | São Paulo | 4 9 |
4 9 |
| Sociedad Canária de Televisión Regional, S.A. ("SOCATER") | Tenerife (ESP) | 4 0 |
4 0 |
| Productora Canária de Programas, S.A. ("PCP") | San Andrés (ESP) | 4 0 |
4 0 |
| União de Leiria, SAD ("União de Leiria") (a) | Leiria | - | 2 0 |
| Plural - Jempsa, S.L. ("Jempsa") | Madrid (ESP) | 1 9 |
1 9 |
| Factoría | Zaragoza (ESP) | 1 5 |
- |
| CHIP | Zaragoza (ESP) | 7,5 | - |
(a) Em maio de 2012 esta participação foi alienada por 1 Euro (Nota 5).
5. ALTERAÇÕES OCORRIDAS NO PERÍMETRO DE CONSOLIDAÇÃO
Durante o semestre findo em 30 de junho de 2012, foram alienados 36% da sociedade Factoría pelo valor de 425.000 Euros e a totalidade do capital da RETI pelo valor de 7.866.111 Euros. Os ativos e passivos da Factoría, da sua participada (CHIP) e da RETI eram conforme segue:
| Factoría | CHIP | Soma | RETI | Total | |
|---|---|---|---|---|---|
| Ativos líquidos: | |||||
| Goodwill | - | - | - | 3.795.720 | 3.795.720 |
| Ativos intangíveis | 9.833 | - | 9.833 | - | 9.833 |
| Ativos fixos tangíveis | 122.566 | - | 122.566 | 1.965.274 | 2.087.840 |
| Investimento em associadas | 258.631 | - | 258.631 | - | 258.631 |
| Existências | - | - | - | 88.880 | 88.880 |
| Clientes e outras dívidas de terceiros | 1.205.147 | 7.807.482 | 9.012.628 | 82.118 | 9.094.746 |
| Caixa e seus equivalentes | 2.534 | 3.362 | 5.896 | 1.316 | 7.212 |
| Outros activos | 105.710 | 313.232 | 418.942 | 274.404 | 693.346 |
| Empréstimos | (319.744) | (2.047.090) | (2.366.835) | - | (2.366.835) |
| Fornecedores e outros credores | (456.541) | (4.375.909) | (4.832.450) | (2.345.269) | (7.177.719) |
| 928.137 | 1.701.076 | 2.629.213 | 3.862.443 | 6.491.656 | |
| Interesses sem controlo (Nota 18) | (132.057) | (1.659.303) | (1.791.360) | - | (1.791.360) |
O detalhe da mais valia é conforme segue:
| Factoría | RETI | Total | |
|---|---|---|---|
| Preço de venda | 425.000 | 7.866.111 | 8.291.111 |
| Disponibilidades | (5.896) | (1.316) | (7.212) |
| Preço de venda líquido (a) | 419.104 | 7.864.795 | 8.283.899 |
| Ativos alienados | 334.129 | 3.862.443 | 4.196.572 |
| Créditos cedidos | - | 1.978.033 | 1.978.033 |
| Ganho resultante da alienação (Nota 7) | 90.871 | 2.025.635 | 2.116.506 |
(a) Os recebimentos referentes ao preço de venda liquído são como segue:
| Factoría | RETI | Total | |
|---|---|---|---|
| Preço de venda líquido | 419.104 | 7.864.795 | 8.283.899 |
| Recebimento ocorrido em 2009 (Nota 22) | - | (4.500.000) | (4.500.000) |
| Outros ativos correntes (Nota 16) | - | (2.271.730) | (2.271.730) |
| 419.104 | 1.093.065 | 1.512.169 |
Adicionalmente, o Grupo recebeu 1 Euro pela alienação da União de Leiria no semestre findo em 30 de junho de 2012. (Nota 4)
No semestre findo em 30 de junho de 2012, o Grupo recebeu dividendos no montante de 100.624 Euros referente ao investimento retido na Factoría.
Durante o semestre findo em 30 de junho de 2012 foram liquidados os seguintes montantes: 600.000 Euros e 265.000 Euros referentes às aquisições, ocorridas durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, da Rádio Nacional e da Flor do Éter, respetivamente; e o montante de 46.875 Euros, referente à aquisição da IOL Negócios, ocorrida em exercícios anteriores.
6. RELATO POR SEGMENTOS
A identificação dos segmentos reportáveis pelo Grupo é consistente com a forma como o Conselho de Administração gere e controla os negócios do Grupo e baseia-se, essencialmente, na combinação da natureza dos processos de produção, tipo de clientes e respetivo enquadramento legal e regulatório. Assim, o Grupo apresenta os seguintes segmentos reportáveis:
a) Televisão
O segmento da Televisão envolve fundamentalmente a emissão de um canal de TV generalista (TVI), a difusão por cabo de um canal de televisão (TVI 24) e difusão de um canal internacional (TVI Internacional).
b) Produção
O segmento Produção refere-se à produção, realização e distribuição audiovisual e produção de programas/séries.
c) Entertainment
O segmento de Entertainment envolve, fundamentalmente, a gravação e venda de CD's de música, agenciamento de artistas e promoção de eventos, bem como a distribuição cinematográfica.
d) Rádio
O segmento de Rádio envolve a emissão da programação das rádios, através de antenas próprias e contratos de utilização de espaço publicitário com terceiros.
e) Outros
No segmento "Outros" inclui-se, essencialmente, o negócio da Internet ("MULTIMÉDIA") e a atividade da "holding" do Grupo.
O contributo dos principais segmentos de negócio para as demonstrações consolidadas condensadas dos resultados, dos semestres findos em 30 de junho de 2012 e 2011, é como segue:
| 30.06.2012 | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Televisão | Produções | Entertainment | Radio | Outros | Total | Eliminações | Consolidado | |
| Proveitos operacionais: | ||||||||
| Prestações de serviços | 49.574.413 | 27.857.568 | 904.461 | 6.833.162 | 7.560.608 | 92.730.212 | (23.932.040) | 68.798.172 |
| Vendas de mercadorias e produtos | - | - | 1.176.484 | - | - | 1.176.484 | - | 1.176.484 |
| Outros proveitos operacionais | 19.673.893 | 1.013.286 | 183.998 | 123.896 | 299.890 | 21.294.963 | (351.239) | 20.943.724 |
| Total de proveitos operacionais | 69.248.306 | 28.870.854 | 2.264.943 | 6.957.058 | 7.860.498 | 115.201.659 | (24.283.279) | 90.918.380 |
| Custos operacionais: | ||||||||
| Custo dos programas produzidos e emitidos | (28.397.267) | (589.032) | (270.505) | - | - | (29.256.804) | 17.347.882 | (11.908.922) |
| Fornecimentos e serviços externos | (16.206.762) | (15.239.709) | (1.328.797) | (3.456.399) | (4.661.437) | (40.893.104) | 6.650.747 | (34.242.357) |
| Custos com o pessoal | (10.701.102) | (9.941.443) | (372.952) | (2.477.624) | (3.655.018) | (27.148.139) | - | (27.148.139) |
| Amortizações e depreciações | (2.825.702) | (1.772.505) | (43.076) | (805.176) | (237.687) | (5.684.146) | - | (5.684.146) |
| Provisões e perdas de imparidade | (844.432) | (12.792) | (61.616) | 181.166 | 272.978 | (464.696) | - | (464.696) |
| Outros custos operacionais | (440.036) | (36.079) | (28.178) | (38.193) | (34.081) | (576.567) | - | (576.567) |
| Total custos operacionais | (59.415.301) | (27.591.560) | (2.105.124) | (6.596.226) | (8.315.245) | (104.023.456) | 23.998.629 | (80.024.827) |
| Resultados operacionais | 9.833.005 | 1.279.294 | 159.819 | 360.832 | (454.747) | - 11.178.203 |
(284.650) | 10.893.553 |
| Resultados financeiros | (4.617.288) | |||||||
| Resultados antes de impostos | 6.276.265 | |||||||
| Impostos sobre o rendimento | (2.223.681) | |||||||
| Resultados das operações em continuação | 4.052.584 |
| 30.06.2011 | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Televisão | Produções | Entertainment | Radio | Outros | Total | Eliminações | Consolidado | |
| Proveitos operacionais: | ||||||||
| Prestações de serviços | 63.212.545 | 41.732.801 | 3.622.929 | 7.048.514 | 8.250.594 | 123.867.383 | (24.692.023) | 99.175.360 |
| Vendas de mercadorias e produtos | - | - | 3.610.240 | - | - | 3.610.240 | (640) | 3.609.600 |
| Outros proveitos operacionais | 14.402.014 | 315.790 | 69.604 | 455.531 | 317.107 | 15.560.046 | (338.108) | 15.221.938 |
| Total de proveitos operacionais | 77.614.559 | 42.048.591 | 7.302.773 | 7.504.045 | 8.567.701 | 143.037.669 | (25.030.771) | 118.006.898 |
| Custos operacionais: | ||||||||
| Custo dos programas produzidos e emitidos | (28.850.659) | (1.997.065) | (1.326.659) | - | - | (32.174.383) | 17.445.210 | (14.729.173) |
| Fornecimentos e serviços externos | (17.380.781) | (22.499.572) | (5.211.927) | (3.674.681) | (5.311.055) | (54.078.016) | 7.010.602 | (47.067.414) |
| Custos com o pessoal | (12.256.355) | (13.990.487) | (784.060) | (2.311.452) | (3.367.437) | (32.709.791) | - | (32.709.791) |
| Amortizações e depreciações | (3.001.044) | (1.452.345) | (63.544) | (967.501) | (273.328) | (5.757.762) | - | (5.757.762) |
| Provisões e perdas de imparidade | (177.129) | (30.000) | (125.510) | (31.500) | (64.452) | (428.591) | - | (428.591) |
| Outros custos operacionais | (515.416) | (54.610) | (79.178) | (52.690) | (18.673) | (720.567) | - | (720.567) |
| Total custos operacionais | (62.181.384) | (40.024.079) | (7.590.878) | (7.037.824) | (9.034.945) | (125.869.110) | 24.455.812 | (101.413.298) |
| Resultados operacionais | 15.433.175 | 2.024.512 | (288.105) | 466.221 | (467.244) | - 17.168.559 |
(574.959) | 16.593.600 |
| Resultados financeiros | (2.056.015) | |||||||
| Resultados antes de impostos | 14.537.585 | |||||||
| Impostos sobre o rendimento | (4.306.859) | |||||||
| Resultados das operações em continuação | 10.230.726 |
A informação adicional relevante em termos de relato por segmentos, é conforme segue:
| 30.06.2012 | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Televisão | Produções | Entertainment | Radio | Outros | Total | Eliminações | Consolidado | |
| Ativo líquido Passivo |
235.704.211 90.188.791 |
119.688.937 85.527.234 |
7.645.155 16.769.172 |
35.967.273 44.346.337 |
209.732.378 249.700.777 |
608.737.954 486.532.311 |
(242.564.539) (238.454.172) |
366.173.415 248.078.139 |
| Outras informações: Investimento do ano em ativos fixos tangíveis Investimento do ano em ativos intangíveis (Nota 11) |
10.143 152.102 |
1.806.530 217.666 |
- - |
- 129.000 |
4.258 - |
1.820.931 498.768 |
- - |
1.820.931 498.768 |
| 31.12.2011 | ||||||||
| Televisão | Produções | Entertainment | Radio | Outros | Total | Eliminações | Consolidado | |
| Ativo líquido Passivo |
232.323.676 94.073.287 |
128.710.096 92.631.610 |
8.302.023 17.431.537 |
36.869.420 44.984.542 |
201.440.753 233.114.349 |
607.645.968 482.235.325 |
(230.244.722) (226.557.309) |
377.401.246 255.678.016 |
| Outras informações: Investimento do ano em ativos fixos tangíveis Investimento do ano em ativos intangíveis (Nota 11) |
1.549.169 381.914 |
5.542.595 319.430 |
- 2.267 |
230.576 242.088 |
237.205 50.949 |
7.559.545 996.648 |
- - |
7.559.545 996.648 |
Em 30 de junho de 2012 e 2011, a informação por mercado geográfico, é conforme segue:
| 30.06.2012 | |||
|---|---|---|---|
| Outros | |||
| Portugal | países | Consolidado | |
| Proveitos operacionais | 83.565.084 | 7.353.296 | 90.918.380 |
| Custos operacionais | (72.392.470) | (7.632.357) | (80.024.827) |
| Resultados líquidos das operações em continuação | 4.264.747 | (212.163) | 4.052.584 |
| Ativo líquido | 324.119.783 | 42.053.632 | 366.173.415 |
| Passivo | 239.047.711 | 9.030.428 | 248.078.139 |
| Investimento do ano em ativos fixos tangíveis | 1.820.931 | - | 1.820.931 |
| Investimento do ano em ativos intangíveis | 357.451 | 141.317 | 498.768 |
| 30.06.2011 | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Outros | ||||||
| Portugal | países | Consolidado | ||||
| Proveitos operacionais | 95.911.587 | 22.095.311 | 118.006.898 | |||
| Custos operacionais | (81.177.817) | (20.235.481) | (101.413.298) | |||
| Resultados líquidos das operações em continuação | 9.014.762 | 1.215.964 | 10.230.726 | |||
| Ativo líquido | 341.013.853 | 60.421.338 | 401.435.191 | |||
| Passivo | 247.437.206 | 22.039.636 | 269.476.842 | |||
| Investimento do ano em ativos fixos tangíveis | 1.589.439 | 3.396 | 1.592.835 | |||
| Investimento do ano em ativos intangíveis | 553.429 | 309.754 | 863.183 |
7. RECEITAS OPERACIONAIS POR NATUREZA
As receitas operacionais consolidadas, nos semestres findos em 30 de junho de 2012 e 2011, repartem-se da seguinte forma:
| Semestre findo em | Trimestre findo em | |||
|---|---|---|---|---|
| 30.06.2012 | 30.06.2011 | 30.06.2012 | 30.06.2011 | |
| Prestações de serviços: | ||||
| Publicidade em televisão | 49.476.745 | 62.356.507 | 27.741.938 | 34.803.822 |
| Publicidade em rádio | 6.572.970 | 6.660.115 | 3.776.328 | 3.879.066 |
| Publicidade em outros meios | 1.548.528 | 1.652.909 | 788.203 | 866.452 |
| Produção audiovisual e serviços complementares | 8.409.917 | 23.106.537 | 4.088.586 | 13.563.691 |
| Outras | 2.790.012 | 5.399.292 | 1.328.496 | 2.701.612 |
| 68.798.172 | 99.175.360 | 37.723.551 | 55.814.643 | |
| Vendas: | ||||
| CD's | 933.302 | 939.749 | 397.818 | 506.098 |
| DVD's | 243.182 | 2.669.851 | 145.740 | 1.196.037 |
| 1.176.484 | 3.609.600 | 543.558 | 1.702.135 | |
| Outros proveitos operacionais: | ||||
| Serviços de multimédia | 12.138.461 | 8.722.081 | 7.029.526 | 4.088.004 |
| Direitos de transmissão, de exibição e venda de imagens | 4.280.777 | 4.759.261 | 2.019.110 | 2.159.178 |
| Ganhos na alienação de subsidiárias (Nota 5) | 2.116.507 | - | 2.025.636 | - |
| Ganhos em empresas associadas (Nota 12) | 89.974 | - | 28.331 | - |
| Outros proveitos suplementares | 2.318.005 | 1.740.596 | 1.504.121 | 693.432 |
| 20.943.724 | 15.221.938 | 12.606.724 | 6.940.614 |
8. CUSTOS E PROVEITOS FINANCEIROS
Os custos e proveitos financeiros, dos semesres findos em 30 de junho de 2012 e 2011, têm a seguinte composição:
| Semestre findo em | Trimestre findo em | |||
|---|---|---|---|---|
| 30.06.2012 30.06.2011 |
30.06.2012 | 30.06.2011 | ||
| Custos financeiros: | ||||
| Juros suportados | 4.271.192 | 2.404.949 | 2.092.287 | 1.281.327 |
| Perdas em instrumentos derivados (Nota 23) | 183.546 | - | 71.361 | - |
| Outros custos financeiros | 497.959 | 550.014 | 197.327 | 288.061 |
| 4.952.697 | 2.954.963 | 2.360.975 | 1.569.388 | |
| Proveitos financeiros: | ||||
| Ganhos em instrumentos derivados (Nota 23) | - | 532.248 | - | 39.131 |
| Juros obtidos | 72.506 | 367.117 | 46.311 | 250.312 |
| Outros proveitos financeiros | 262.903 | 3.033 | 262.903 | 2.345 |
| 335.409 | 902.398 | 309.214 | 291.788 | |
| 4.617.288 | 2.052.565 | 2.051.761 | 1.277.600 |
9. DIFERENÇA ENTRE RESULTADOS CONTABILÍSTICO E FISCAL
As empresas do Grupo Media Capital, exceptuando a PLURAL España e suas participadas, encontram-se sujeitas a imposto sobre lucros em sede de ("IRC") Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas ("IRC"), à taxa normal de 25% (12,5% até 12.500 Euros de lucro tributável), acrescida de Derrama até ao limite máximo de 1,5% sobre o lucro tributável sujeito e não isento de IRC, resultando uma taxa de imposto agregada de cerca de 26,5%. A esse montante acresce a Derrama Estadual à taxa de 2,5% sobre a parte do lucro tributável superior a 2.000.000 Euros.
No semestre findo em 30 de Junho de 2012, a Empresa e as empresas em que esta participa, direta ou indiretamente, pelo menos em 90% e cumprem os requisitos previstos no artigo 63º do Código do IRC, estão abrangidas pelo Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades.
A PLURAL España e suas participadas encontram-se sujeitas a impostos sobre lucros em sede da legislação em vigor em Espanha a uma taxa de cerca de 30%.
Os saldos credores relativos a Passivos por imposto corrente apresentam o seguinte detalhe:
| 30.06.2011 | 31.12.2011 |
|---|---|
| 8.250.812 | |
| - | (6.306.348) |
| (18.180) | (356.447) |
| 2.480.442 | 1.588.017 |
| 2.498.622 |
(i) Os Passivos por imposto corrente respeitam ao imposto a pagar pelo Grupo, em resultado do RETGS.
Os saldos devedores relacionados com os Ativos por imposto corrente no montante de 3.735.851 Euros, dizem respeito essencialmente a montantes a receber relativos ao imposto sobre o rendimento do exercício anterior (158.114 Euros em 2011).
Os saldos credores não correntes no montante de 4.355.892 Euros, destinam-se a fazer face a responsabilidades estimadas relativos a pagamentos de impostos.
10. RESULTADOS POR AÇÃO
Os resultados por ação, dos semestres findos em 30 de junho de 2012 e 2011, foram calculados tendo em consideração o seguinte:
| 30.06.2012 | 30.06.2011 | |
|---|---|---|
| Resultados: | ||
| Resultado para efeitos de cálculo dos resultados por ação de operações em continuação |
4.052.584 | 9.758.295 |
| Número de acções: | ||
| Número médio ponderado de ações para efeito de cálculo | ||
| dos resultado líquido por ação básico e diluído | 84.513.180 | 84.513.180 |
| Resultado por ação das operações em continuação: | ||
| Básico | 0,0480 | 0,1155 |
| Diluído | 0,0480 | 0,1155 |
11. ATIVOS INTANGIVEIS
Durante o semestre findo em 30 de junho de 2012 e o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, os movimentos ocorridos nos ativos intangíveis, bem como nas respetivas amortizações e perdas de imparidade acumuladas, foram como segue:
| Direitos de | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| produção | Protótipos e | Programas de | ||||
| audiovisual | Marcas | masters | computador | Outros (a) | Total | |
| Valor bruto : | ||||||
| Saldo em 31 de dezembro de 2010 | 5.030.767 | 6.269.000 | - | 3.928.011 | 12.332.611 | 27.560.389 |
| Alterações de perímetro | - | - | - | (41.000) | (1.375.792) | (1.416.792) |
| Adições (Nota 6) | - | - | - | 431.474 | 565.174 | 996.648 |
| Alienações | - | - | - | - | (5.379) | (5.379) |
| Transferências | - | - | - | 154.604 | 175.851 | 330.455 |
| Saldo em 31 de dezembro de 2011 | 5.030.767 | 6.269.000 | - | 4.473.089 | 11.692.465 | 27.465.321 |
| Alterações de perímetro | - | - | - | - | (10.000) | (10.000) |
| Adições (Nota 6) | - | - | - | 283.967 | 214.801 | 498.768 |
| Transferências (b) | - | - | 1.894.234 | 26.390 | (26.390) | 1.894.234 |
| Saldo em 30 de junho de 2012 | 5.030.767 | 6.269.000 | 1.894.234 | 4.783.446 | 11.870.876 | 29.848.323 |
| Direitos de produção audiovisual |
Marcas | Protótipos e masters |
Programas de computador |
Outros (a) | Total | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Amortizações acumuladas: | ||||||
| Saldo em 31 de dezembro de 2010 | 2.209.107 | - | - | 1.023.490 | 1.314.560 | 4.547.157 |
| Alterações de perímetro | - | - | - | (41.000) | (1.375.792) | (1.416.792) |
| Reforço do exercício | 92.604 | 53.800 | - | 1.406.516 | 1.584.366 | 3.137.286 |
| Transferências | - | 49.317 | - | (190.813) | (141.496) | |
| Alienações | - | - | - | - | (5.379) | (5.379) |
| Saldo em 31 de dezembro de 2011 | 2.301.711 | 103.117 | - | 2.389.006 | 1.326.942 | 6.120.776 |
| Alterações de perímetro | - | - | - | - | (167) | (167) |
| Reforço do exercício | 36.202 | - | 61.104 | 764.242 | 635.544 | 1.497.092 |
| Saldo em 30 de junho de 2012 | 2.337.913 | 103.117 | 61.104 | 3.153.248 | 1.962.319 | 7.617.701 |
| Direitos de produção audiovisual |
Marcas | Protótipos e masters |
Programas de computador |
Outros (a) | Total | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Perdas por imparidade: Saldo em 31 de dezembro de 2010 |
2.692.854 | - | - | - | - | 2.692.854 |
| Saldo em 31 de dezembro de 2011 | 2.692.854 | - | - | - | - | 2.692.854 |
| Saldo em 30 de junho de 2012 | 2.692.854 | - | - | - | - | 2.692.854 |
| Direitos de produção audiovisual |
Marcas | Protótipos e masters |
Programas de computador |
Outros (a) | Total | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Valor líquido: | ||||||
| Valor líquido em 31 de dezembro de 2011 | 36.202 | 6.165.883 | - | 2.084.083 | 10.365.523 | 18.651.691 |
| Valor líquido em 30 de junho de 2012 | - | 6.165.883 | 1.833.130 | 1.630.198 | 9.908.557 | 19.537.768 |
(a) Nestas rubricas incluem-se, essencialmente, investimentos efetuados em direitos de radiodifusão, bem como ativos intangíveis identificados em concentrações empresariais ocorridas, relativos a alvarás de radiodifusão, os quais estão a ser amortizados no período estimado da sua recuperação.
(b) Transferência efetuada da rubrica "Outros ativos não correntes" referente a ativos relacionados com a coprodução de filmes.
12. INVESTIMENTOS EM ASSOCIADAS
Durante o semestre findo em 30 de junho de 2012 e o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, o movimento ocorrido nesta rubrica foi como segue:
| Investimentos em associadas |
|
|---|---|
| Saldo em 31 de dezembro de 2010 | 66.273 |
| Alteração do perímetro de consolidação | 1.247.526 |
| Aplicação da equivalência patrimonial | 39.821 |
| Saldo em 31 de dezembro de 2011 | 1.353.620 |
| Alteração do perímetro de consolidação (a) | 139.219 |
| Ganhos em empresas associadas (Nota 7) | 96.010 |
| Saldo em 30 de junho de 2012 | 1.588.849 |
(a) Este montante respeita ao justo valor do interesse retido na Factoría, resultante da perda de controlo na referida entidade.
Como resultado da aplicação do método de equivalência patrimonial, nos semestres findos em 30 de junho de 2012 e 2011, nas empresas associadas, verificaram-se os seguintes movimentos na rubrica "Ganhos / (perdas) em empresas associadas":
| Investimentos em empresas | Ganhos / (perdas) em empresas | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| associadas | associadas (Nota 7) | ||||
| Denominação | 30.06.2012 | 31.12.2011 | 30.06.2012 | 30.06.2011 | |
| SOCATER | 788.599 | 759.293 | 29.306 | - | |
| PCP | 541.200 | 528.738 | 12.462 | - | |
| JEMPSA | 57.188 | 65.583 | (8.395) | - | |
| Factoría | 201.856 | - | 62.637 | ||
| Outros | 6 | 6 | - | - | |
| 1.588.849 | 1.353.620 | 96.010 | - | ||
| Plural Brasil (a) | - | - | (6.036) | - | |
| 1.588.849 | 1.353.620 | 89.974 | - |
(a) Em 30 de junho de 2012, encontram-se reconhecidas provisões para fazer face a perdas adicionais estimadas no montante de 19.474 Euros (Nota 20).
13. DIREITOS DE TRANSMISSÃO
Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, os direitos de transmissão são conforme segue:
| Natureza | 30.06.2012 | 31.12.2011 | |
|---|---|---|---|
| Entretenimento | 227.096 | 201.758 | |
| Filmes | 14.895.305 | 13.313.142 | |
| Novelas | 56.946.914 | 55.264.414 | |
| Séries | 5.416.480 | 3.716.493 | |
| Desporto | 2.167.500 | 3.855.767 | |
| Outros | 51.976 | 79.624 | |
| 79.705.271 | 76.431.198 | ||
| Ativos não correntes | 59.719.700 | 55.914.877 | |
| Ativos correntes | 19.985.571 | 20.516.321 | |
| 79.705.271 | 76.431.198 |
14. OUTROS ATIVOS NÃO CORRENTES
Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, esta rubrica tinha a seguinte composição:
| 30.06.2012 | 31.12.2011 | |
|---|---|---|
| Ativos relacionados com a coprodução de filmes | 240.034 | 2.043.221 |
| Projetos de expansão de rádio | 4.400 | 16.400 |
| Outros | 206.237 | 267.917 |
| 450.671 | 2.327.538 |
15. CLIENTES E CONTAS A RECEBER
Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, esta rubrica tinha a seguinte composição:
| 30.06.2012 | 31.12.2011 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Perdas por | Perdas por | |||||
| imparidade | imparidade | |||||
| Valor | acumuladas | Valor | Valor | acumuladas | Valor | |
| bruto | (Nota 20) | líquido | bruto | (Nota 20) | líquido | |
| Clientes | 42.221.749 | (7.463.198) | 34.758.551 | 42.160.484 | (7.605.341) | 34.555.143 |
| Contas a receber de partes relacionadas (Nota 24) | 7.608.870 | - | 7.608.870 | 10.682.676 | - | 10.682.676 |
| Faturação a emitir | 4.121.101 | - | 4.121.101 | 4.071.641 | - | 4.071.641 |
| 53.951.720 | (7.463.198) | 46.488.522 | 56.914.801 | (7.605.341) | 49.309.460 |
16. OUTROS ATIVOS CORRENTES
Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, esta rubrica tinha a seguinte composição:
| 30.06.2012 | 31.12.2011 | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Perdas por | Perdas por | |||||
| imparidade | imparidade | |||||
| Valor | acumuladas | Valor | Valor | acumuladas | Valor | |
| bruto | (Nota 20) | líquido | bruto | (Nota 20) | líquido | |
| Estado e outros entes públicos | 1.646.771 | - | 1.646.771 | 2.224.962 | - | 2.224.962 |
| Devedores diversos | 5.066.736 | (151.330) | 4.915.406 | 2.488.393 | (151.330) | 2.337.063 |
| Contas a receber de partes relacionadas (Nota 24) | 19.110.922 | - | 19.110.922 | 18.331.155 | - | 18.331.155 |
| Pagamentos antecipados | 2.435.665 | - | 2.435.665 | 2.411.148 | - | 2.411.148 |
| 28.260.094 | (151.330) | 28.108.764 | 25.455.658 | (151.330) | 25.304.328 |
Em 30 de junho de 2012 a rubrica de Devedores diversos inclui 2.271.730 Euros relativos à alienação da Reti (Nota 5).
17. CAPITAL PRÓPRIO ATRIBUÍVEL A ACCIONISTAS MAIORITÁRIOS
Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, o capital da Empresa, totalmente subscrito e realizado, era composto por 84.513.180 ações com o valor nominal de um euro e seis cêntimos cada, o que perfaz 89.583.971 Euros.
Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, o capital da Media Capital era detido pelos seguintes acionistas:
| 30.06.2012 | 31.12.2011 | |||
|---|---|---|---|---|
| Ações | Percentagem | Ações | Percentagem | |
| Vértix, SGPS, S.A. ("VERTIX") | 71.576.289 | 84,69 | 71.576.289 | 84,69 |
| PortQuay West I B.V. | 8.451.318 | 10,00 | 8.451.318 | 10,00 |
| Outros, inferiores a 10% do capital | 4.485.573 | 5,31 | 4.485.573 | 5,31 |
| 84.513.180 | 100,00 | 84.513.180 | 100,00 |
Em 23 de Fevereiro de 2011, a Vertix alienou 8.451.318 ações, correspondente a 10% do capital social e direitos de voto da Empresa à PortQuay, tendo sido atribuída uma opção de compra sobre 16.640.645 ações da empresa, exercível até 23 de fevereiro de 2012, correspondentes a 19,69% do respetivo capital social e direitos de voto, sendo que essa opção não foi exercida.
A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal, até que esta represente pelo menos 20% do capital. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital. Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, a reserva legal ascendia a 4.343.604 Euros e 4.037.330 Euros, respetivamente.
Na Assembleia Geral de 21 de março de 2012 foi aprovada a distribuição de dividendos no valor de 5.814.506 Euros (6.253.975 Euros em 2011).
18. CAPITAL PRÓPRIO ATRIBUÍVEL A INTERESSES SEM CONTROLO
Os movimentos desta rubrica, durante os semestres findos em 30 de junho de 2012 e 2011, foram os seguintes:
| Saldo em 31 de dezembro de 2010 | 4.022.578 |
|---|---|
| Distribuição de dividendos Variações nos capitais próprios Resultado atribuível a interesses sem controlo |
(1.156.285) (21.812) 472.431 |
| Saldo em 30 de junho de 2011 | 3.316.912 |
| Saldo em 31 de dezembro de 2011 | 1.791.360 |
| Alienação de subsidiárias (Nota 5) | (1.791.360) |
| Saldo em 30 de junho de 2012 | - |
19. EMPRÉSTIMOS
Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, esta rubrica tinha a seguinte composição:
| 30.06.2012 | 31.12.2011 | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Valor de balanço | Valor nominal | Valor de balanço | Valor nominal | |||||
| Correntes | Não | Não Correntes correntes |
Correntes | Não correntes | Correntes | Não correntes |
||
| correntes | ||||||||
| Empréstimos bancários (a) | 38.031.270 | 76.250.000 | 38.376.719 | 76.250.000 | 33.924.158 | 80.000.000 | 34.344.027 | 80.000.000 |
| Credores por locações financeiras (b) | 933.255 | 2.756.757 | 933.255 | 2.756.757 | 980.361 | 1.656.889 | 980.360 | 1.656.889 |
| 38.964.525 | 79.006.757 | 39.309.974 | 79.006.757 | 34.904.519 | 81.656.889 | 35.324.387 | 81.656.889 |
(a) Este montante inclui um programa de médio e longo prazo de papel comercial em Euros, contraído junto de seis instituições financeiras, o qual na sua maioria teve início em fevereiro de 2007, após uma reestruturação do endividamento do Grupo, destinado a financiar aquisições de participações financeiras e operações correntes.
Em 30 de junho de 2012, o montante nominal utilizado equivale ao total contratado, no montante de 103.750.000 Euros, sendo o seu plano de reembolso como segue:
| Jul-2012 a Jun-2013 | 27.500.000 |
|---|---|
| Jul-2013 a Jun-2014 | 32.250.000 |
| Jul-2014 a Jun-2015 | 34.000.000 |
| Jul-2015 a Jun-2016 | 10.000.000 |
| 103.750.000 |
O papel comercial vence juros à taxa Euribor acrescida de um spread variável, em função da relação verificada entre o endividamento da Empresa e o seu desempenho, medido através do EBITDA (resultado operacional acrescido de amortizações, depreciações, provisões e perdas por imparidade). Em 30 de junho de 2012, o spread médio daqueles financiamentos ascendia a 4,9058%.
O programa de papel comercial contratado prevê o seu reembolso antecipado em caso de incumprimento dos requisitos previstos contratualmente, relativos, essencialmente, à titularidade de capital em situações que impliquem perda de controlo do Grupo pela Prisa (50,1%) e o desempenho financeiro do Grupo, o qual não se verifica em 30 de junho de 2012.
Adicionalmente, esta rubrica também inclui contas correntes caucionadas, para apoio de tesouraria de curto prazo, no valor de 18.500.000 Euros, dos quais encontram-se utilizados 10.876.719 Euros, que vencem juros a uma taxa Euribor acrescida de um spread. Em 30 de junho de 2012, o spread médio daqueles financiamentos ascendia a 6,807%.
Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, o Grupo Media Capital mantém os seguintes bens em regime de locação financeira:
| 30.06.2012 | |||
|---|---|---|---|
| Custo de | Depreciações | Valor | |
| aquisição | acumuladas | líquido | |
| Equipamento básico | 8.501.962 | (4.110.215) | 4.391.747 |
| Equipamento de transporte | 981.898 | (547.523) | 434.375 |
| Equipamento administrativo | 290.501 | (290.501) | - |
| Outras imobilizacões corpóreas | 185.930 | (185.930) | - |
| 9.960.291 | (5.134.169) | 4.826.122 | |
| 31.12.2011 | |||
| Custo de | Depreciações | Valor | |
| aquisição | acumuladas | líquido | |
| Equipamento básico | 6.761.698 | (3.363.164) | 3.398.534 |
| Equipamento de transporte | 939.082 | (500.136) | 438.946 |
| Equipamento administrativo | 305.397 | (305.397) | - |
| Outras imobilizacões corpóreas | 185.930 | (185.930) | - |
| 8.192.107 | (4.354.627) | 3.837.480 |
Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, as amortizações vincendas de contratos de locação financeira vencem-se como segue:
| 30.06.2012 | 31.12.2011 | ||
|---|---|---|---|
| 30.06.2013 | 933.255 | 31.12.2012 | 980.361 |
| 30.06.2014 | 830.616 | 31.12.2013 | 574.093 |
| 30.06.2015 | 904.462 | 31.12.2014 | 529.884 |
| 30.06.2016 | 696.473 | 31.12.2015 | 533.376 |
| 30.06.2017 | 325.206 | 31.12.2016 | 19.536 |
| 2.756.757 | 1.656.889 |
Adicionalmente, durante o período findo em 30 de junho de 2012, o Grupo contraiu um empréstimo com a VERTIX, no montante de 5.460.000 Euros (Nota 24). Este empréstimo tem o seu vencimento no curto prazo.
20. PROVISÕES E PERDAS DE IMPARIDADE ACUMULADAS
O movimento nas contas de provisões, nos semestres findos em 30 de junho de 2012 e 2011, é conforme segue:
| Impostos | Reestruturação | Processos judiciais em curso |
Perdas em investimentos financeiros (Nota 12) |
Total | |
|---|---|---|---|---|---|
| Saldo em 31 de dezembro de 2010 | 2.561.196 | 1.296.620 | 3.996.935 | 13.438 | 7.868.189 |
| Aumentos | 6.000 | - | 161.502 | - | 167.502 |
| Utilizações diretas | - | - | (4.000) | - | (4.000) |
| Saldo em 30 de junho de 2011 | 2.567.196 | 1.296.620 | 4.154.437 | 13.438 | 8.031.691 |
| Saldo em 31 de dezembro de 2011 | 2.561.196 | - | 4.255.892 | 13.438 | 6.830.526 |
| Aumentos | - | - | 817.302 | 6.036 | 823.338 |
| Reduções | - | - | (464.666) | - | (464.666) |
| Utilizações diretas | - | - | (1.681.977) | - | (1.681.977) |
| Saldo em 30 de junho de 2012 | 2.561.196 | - | 2.926.551 | 19.474 | 5.507.221 |
A provisão para impostos destina-se a fazer face a responsabilidades estimadas por pagamentos futuros de impostos.
A provisão para reestruturação, registada no exercício findo em 31 de dezembro de 2010, destinava-se a fazer face a responsabilidades estimadas com encargos relacionados com a reorganização da atividade de vídeo, a qual foi concluída em 2011.
A redução e utilização verificadas na rubrica "Processos judiciais em curso", no decurso do semestre findo em 30 de junho de 2012, dizem respeito à resolução de processos judiciais e contencioso.
O aumento verificado na rubrica "Perdas em investimentos financeiros", no semestre findo em 30 de junho de 2012, diz respeito à Plural Brasil (Nota 4).
O movimento nas perdas por imparidade, nos semestres findos em 30 de junho de 2012 e 2011, é conforme segue:
| Inventários | Clientes e contas a receber (Nota 15) |
Outros ativos correntes (Nota 16) |
Total | |
|---|---|---|---|---|
| Saldo em 31 de dezembro de 2010 | 665.478 | 8.188.353 | 17.232.375 | 26.086.206 |
| Aumentos | 98.882 | 186.705 | - | 285.587 |
| Reduções | - | (24.498) | - | (24.498) |
| Utilizações diretas | - | 12.374 | (17.094.967) | (17.082.593) |
| Saldo em 30 de junho de 2011 | 764.360 | 8.362.934 | 137.408 | 9.264.702 |
| Saldo em 31 de dezembro de 2011 | 97.786 | 7.605.341 | 151.330 | 7.854.457 |
| Aumentos | 61.616 | 189.828 | - | 251.444 |
| Reduções | - | (139.384) | - | (139.384) |
| Utilizações diretas | (11.318) | (192.587) | - | (203.905) |
| Saldo em 30 de junho de 2012 | 148.084 | 7.463.198 | 151.330 | 7.762.612 |
No decorrer do exercício findo em 31 de dezembro de 2011, a Empresa utilizou perdas por imparidade para outros ativos correntes, por considerarem como incobráveis as respetivas contas a receber.
As provisões e perdas por imparidade (( reforços) / reversões), registadas nos semestres findos em 30 de junho de 2012 e 2011, são conforme segue:
| 30.06.2012 | 30.06.2011 | |
|---|---|---|
| Impostos | - | 6.000 |
| Processos judiciais em curso | 352.636 | 161.502 |
| 352.636 | 167.502 | |
| Inventários | 61.616 | 98.882 |
| Clientes e contas a receber | 50.444 | 162.207 |
| 112.060 | 261.089 | |
| 464.696 | 428.591 |
21. FORNECEDORES E CONTAS A PAGAR
Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, esta rubrica tinha a seguinte composição:
| 30.06.2012 | 31.12.2011 | |
|---|---|---|
| Fornecedores correntes | 20.776.505 | 28.808.733 |
| Contas a pagar a partes relacionadas (Nota 24) | 5.258.998 | 3.584.031 |
| Custos a liquidar: | ||
| Rappel a liquidar | 23.911.424 | 20.522.063 |
| Direitos de autor e royalties | 4.217.398 | 3.757.432 |
| Outros fornecimentos e serviços externos | 1.860.179 | 1.727.237 |
| Devolução de vendas | 478.721 | 788.484 |
| Outros | 4.837.601 | 3.574.551 |
| 61.340.826 | 62.762.531 |
22. OUTROS PASSIVOS CORRENTES
Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, esta rubrica tinha a seguinte composição:
| 30.06.2012 | 31.12.2011 | |
|---|---|---|
| Fornecedores de ativos fixos | 793.561 | 2.751.061 |
| Credores diversos: | ||
| Adiantamento de factoring | 9.656.356 | 10.000.000 |
| Remunerações a pagar ao pessoal | 7.672.764 | 8.976.751 |
| Adiantamento por conta da venda da RETI (a) | - | 4.500.000 |
| Outros | 102.253 | 2.065.453 |
| Estado e outros entes públicos | 8.949.912 | 11.668.741 |
| Contas a pagar a partes relacionadas (Nota 24) | 19.687.147 | 15.260.714 |
| Faturação antecipada | 7.271.431 | 9.931.631 |
| 54.133.424 | 65.154.351 |
(a) Valor referente ao adiantamento recebido, no âmbito do contrato-promessa de compra e venda das ações da RETI, cuja venda foi efetivada no decorrer do semestre findo em 30 de junho de 2012. (Nota 5).
23. INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS
Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, o Grupo tinha contratado instrumentos financeiros derivados, com o objetivo de minimizar os riscos de exposição a variações de taxa de juro. A contratação deste tipo de instrumentos financeiros é efetuada após análise cuidada dos riscos e benefícios inerentes a este tipo de operações. As referidas operações são sujeitas a aprovação prévia do Conselho de Administração. O valor de mercado (fair value) destes instrumentos é apurado regular e periodicamente ao longo do ano, no sentido de permitir uma avaliação contínua destes instrumentos e das respetivas implicações financeiras.
Em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011, o Grupo tem contratado swaps de taxa de juro com objectivo de cobertura de risco da taxa de juro de parte dos empréstimos contratados. Em 30 de junho de 2012, o valor de mercado passivo ascendia a 690.526 Euros (1.182.657 Euros em 31 de dezembro de 2011). Durante o semestre findo em 30 de junho de 2012, o Grupo suportou encargos com os referidos derivados de 675.677 Euros (568.769 Euros no semestre findo em 30 de junho de 2011).
O detalhe dos referidos derivados é conforme segue:
| Justo valor | ||||
|---|---|---|---|---|
| Taxa | Maturidade | Nocional | 30.06.2012 | 31.12.2011 |
| 3,25% - 4,99% | 20-12-2012 | 50.000.000 | 690.526 | 1.182.657 |
Estes derivados encontram-se avaliados ao seu justo valor, determinado por avaliações efetuadas por instituições financeiras. As variações do justo valor foram registadas na demonstração dos resultados nas rubricas "Custos financeiros" e "Proveitos financeiros" (Nota 8), conforme segue:
| 30.06.2012 | 30.06.2011 | |
|---|---|---|
| Encargos financeiros | 675.677 | 568.769 |
| Variação do justo valor | (492.131) | (1.101.017) |
| 183.546 - |
(532.248) - |
24. SALDOS E TRANSAÇÕES COM EMPRESAS RELACIONADAS
Os saldos em 30 de junho de 2012 e 31 de dezembro de 2011 e as transações efetuadas com empresas relacionadas, excluídas da consolidação, nos períodos findos naquelas datas, são os seguintes:
| 30.06.2012 | ||||
|---|---|---|---|---|
| Clientes e Outros ativos Fornecedores Outros passivos |
||||
| contas a receber | correntes | e contas a pagar | correntes | |
| (Nota 15) | (Nota 16) | (Nota 21) | (Nota 22) | |
| Sociedade General de Televisión Cuatro, S.A. (c) | 2.928.003 | - | 224.612 | - |
| Prisa Televisión, S.A.U.(c) | 2.124.001 | - | 1.602.692 | 22.604 |
| Promotora General de Revistas, S.A. | 1.409.741 | 422.021 | 36.990 | - |
| Promotora de Informaciones, S.A. (a) (b) | 276.232 | 16.684.353 | 2.933.360 | 13.916.704 |
| Diario AS, S.L | 245.122 | - | - | - |
| Plural Brasil | 203.095 | 120.140 | - | - |
| Santillana Ediciones Generales, S.L. | 164.960 | - | - | - |
| Planet Events, S.A. | 139.599 | - | - | - |
| Prisa Digital, S.L. | 32.686 | - | 37.468 | - |
| Unión Radio Del Pirineu, S.A. | 16.977 | - | - | - |
| Vertix (d) | 16.732 | 839.011 | - | 5.613.198 |
| SOCATER | 15.855 | - | - | - |
| Diario El Pais, S.L. | 14.514 | - | - | - |
| Sociedade Española de Radiodifusión, S.A. | 11.279 | - | 77.242 | 170.702 |
| Prisa Brand Solutions, S.L.U. | 3.841 | - | 54.677 | - |
| Prisa Innova, S.A. | 2.904 | - | - | - |
| CANAL 4 NAVARRA, S.L. | 2.095 | - | - | - |
| SOGECABLE MÚSICA, S.L. | 961 | - | - | - |
| JEMPSA | 273 | 1.045.397 | 70.828 | (3.393) |
| Radio Club Canárias, S.A. | - | - | 104.843 | - |
| Unión de Radio Corporativos, S.A. | - | - | 45.137 | - |
| Promotora de Emisoras de Televisión, S.A. | - | - | 25.974 | (32.668) |
| Societat de Comunic. Y Public, S.A. | - | - | 16.977 | - |
| Gran Vía Musical de Ediciones, S.L. | - | - | 15.339 | - |
| LOCALIA TV MADRID, S.A. | - | - | 12.059 | - |
| Santillana Editores, S.A. | - | - | 626 | - |
| Productora de Televisión de Salamanca, S.A. | - | - | 174 | - |
| 7.608.870 | 19.110.922 | 5.258.998 | 19.687.147 |
| 30.06.2012 | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Outros | |||||
| Prestações | proveitos | Proveitos | Custos | Fornecimentos e | |
| de serviços | operacionais | financeiros | financeiros | serviços externos | |
| Sociedade General de Televisión Cuatro, S.A. | 3.184.963 | - | - | - | - |
| Prisa Televisión, S.A.U. | 2.026.275 | - | - | - | 574.255 |
| Promotora General de Revistas, S.A. | 224.212 | 29.520 | - | - | 14.416 |
| Santilhana Editores,SA | 23.495 | - | - | - | - |
| Diario AS, S.L | 22.361 | - | - | - | - |
| Prisa Digital, S.L. | 16.500 | - | - | - | 20.206 |
| Vertix | 9.036 | 3.894 | 13.027 | 1.113 | - |
| SOCATER | 8.807 | - | - | - | - |
| Prisa Brand Solutions, S.L.U. | 3.841 | - | - | - | - |
| Sociedade Española de Radiodifusión, S.A. | 3.806 | - | - | - | - |
| Promotora de Informaciones, S.A. | - | - | 55.398 | - | 1.023.548 |
| Plural Brasil | - | - | 9 7 |
- | - |
| 5.523.296 | 33.414 | 68.425 | 1.113 | 1.632.425 |
| 31.12.2011 | ||||
|---|---|---|---|---|
| Clientes e | Outros ativos | Fornecedores | Outros passivos | |
| contas a receber | correntes | e contas a pagar | correntes | |
| (Nota 15) | (Nota 16) | (Nota 21) | (Nota 22) | |
| Sociedade General de Televisión Cuatro, S.A. (c) | 5.612.600 | - | (1.036) | - |
| Prisa Televisión, S.A.U. (c) | 2.582.134 | - | 1.016.377 | 22.604 |
| Promotora General de Revistas, S.A. | 1.253.077 | 317.054 | 22.027 | 12.256 |
| Promotora de Informaciones, S.A. (a) (b) | 276.232 | 16.794.877 | 2.060.202 | 14.872.034 |
| Diario AS, S.L | 218.736 | - | - | - |
| Plural Brasil | 203.095 | 412.240 | - | - |
| Santillana Ediciones Generales, S.L. | 172.535 | - | - | - |
| Planet Events, S.A. | 139.599 | - | - | - |
| Prisa Innova, S.A. | 105.030 | - | - | - |
| Santillana Editores, S.A. | 36.109 | - | 666 | 895 |
| SOCATER | 24.358 | - | 1.157 | - |
| Unión Radio Del Pirineu, S.A. | 16.977 | - | - | - |
| Diario El Pais, S.L. | 14.514 | - | - | - |
| Prisa Digital, S.L. | 13.216 | - | 73.476 | - |
| Sociedade Española de Radiodifusión, S.A. | 7.473 | - | 68.100 | 170.702 |
| Vertix | 3.705 | 9.182 | - | 217.085 |
| CANAL 4 NAVARRA, S.L. | 2.095 | - | - | - |
| SOGECABLE MÚSICA, S.L. | 918 | - | - | - |
| JEMPSA | 273 | 785.718 | 70.828 | (1.498) |
| Promotora de Emisoras de Televisión, S.A. | - | - | 23.710 | (33.364) |
| União de Leiria SAD | - | 12.084 | - | - |
| Radio Club Canárias, S.A. | - | - | 104.843 | - |
| Prisa Brand Solutions, S.L.U. | - | - | 54.677 | - |
| Unión de Radio Corporativos, S.A. | - | - | 45.137 | - |
| Societat de Comunic. Y Public, S.A. | - | - | 16.977 | - |
| Gran Vía Musical de Ediciones, S.L. | - | - | 14.657 | - |
| LOCALIA TV MADRID, S.A. | - | - | 12.059 | - |
| Productora de Televisión de Salamanca, S.A. | - | - | 174 | - |
| 10.682.676 | 18.331.155 | 3.584.031 | 15.260.714 |
| 30.06.2011 | ||||
|---|---|---|---|---|
| Outros | ||||
| Prestações | proveitos | Proveitos | Fornecimentos e | |
| de serviços | operacionais | financeiros | serviços externos | |
| Sociedade General de Televisión Cuatro, S.A. | 8.034.774 | - | - | - |
| Promotora General de Revistas, S.A. | 296.371 | 38.587 | - | 38.941 |
| Plural - Jempsa, S.L. | 65.209 | 5.606 | - | - |
| Sociedade Española de Radiodifusión, S.A. | 3.669 | - | - | - |
| Prisa Brand Solutions, S.L.U. | (8.000) | - | - | - |
| Vertix | - | 4.176 | - | - |
| Promotora de Informaciones, S.A. | - | - | 187.680 | 1.456.678 |
| Prisa Televisión, S.A.U. | - | - | - | 248.645 |
| RADIO CLUB CANARIAS, S.A. | - | - | - | 24.945 |
| Santilhana Editores,S.A. | - | - | - | 7 3 |
| 8.392.022 | 48.369 | 187.680 | 1.769.281 |
Em 30 de junho de 2012, os saldos mais relevantes com partes relacionadas referem-se a:
Promotora de Informaciones, S.A.
- (a) As contas a receber respeitam, essencialmente, a um contrato de cash pooling com a Plural Entertainment España, no montante de 16.630.524 Euros, o qual vence juros à taxa Euribor a 1 mês, acrescido de um spread de 0,10%.
- (b) As contas a pagar incluem o valor aproximado de 9.250.000 Euros referente à compra da Plural Entertainment España, o qual se encontra registado ao custo amortizado pelo método do juro efetivo.
Sociedade General de Televisión Cuatro, S.A. e Prisa Televisión, S.A.U.
(c) As contas a receber resultam da atividade operacional da Plural España.
Vertix
(d) As contas a pagar respeitam, essencialmente, a um empréstimo obtido pelo Grupo o qual vence juros a taxas normais do mercado.
No decorrer do semestre findo em 30 de junho de 2012, os recebimentos e pagamentos respeitantes a empréstimos concedidos a empresas relacionadas, são conforme segue:
| Recebimentos provenientes de: | |
|---|---|
| Reembolso de empréstimos concedidos: | |
| Plural Brasil | 282.316 |
| Jempsa | 108.217 |
| Prisa | 21.082 |
| 411.615 | |
| Pagamentos respeitantes a: | |
| Empréstimos concedidos: | |
| Vertix | 823.500 |
| Jempsa | 367.896 |
| Prisa | 307.199 |
| 1.498.595 |
Em 31 de dezembro de 2011, os saldos mais relevantes com partes relacionadas referem-se a:
Promotora de Informaciones, S.A.
- (a) As contas a receber respeitam essencialmente a um contrato de cash pooling com a Plural Entertainment España, no montante de 16.594.537 Euros, o qual vence juros á taxa Euribor a 1 mês acrescido de um spread de 0,10%.
- (b) As contas a pagar incluem o valor aproximado de 9.250.000 Euros referente à compra da Plural Entertainment España, o qual se encontra registado ao custo amortizado pelo método do juro efetivo. Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2011, em resultado da referida compra, foram pagos àquela entidade 9.250.000 Euros.
Sociedade General de Televisión Cuatro, S.A. e Prisa Televisión, S.A.U. (anteriormente designada por Sogecable, S.A.)
(c) As contas a receber resultam da atividade operacional da Plural España.
No decorrer do semestre findo em 30 de junho de 2011, os recebimentos e pagamentos respeitantes a empréstimos concedidos a empresas relacionadas, são conforme segue:
| Recebimentos provenientes de: | |
|---|---|
| Reembolso de empréstimos concedidos: | |
| Prisa | 892.449 |
| Plural Brasil | 179.870 |
| 1.072.319 | |
| Pagamentos respeitantes a: | |
| Empréstimos concedidos: | |
| Prisa | 3.351.612 |
| Plural Brasil | 393.316 |
| Jempsa | 773.878 |
| 4.518.806 |
Adicionalmente, no semestre findo em 30 de junho de 2012 e no exercício findo em 31 de dezembro de 2011, as empresas incluídas no perímetro de consolidação realizaram transações entre si a valores de mercado, essencialmente, referente às seguintes situações:
-
Compra de conteúdos televisivos e audiovisuais;
-
Compra de direitos de cinema; e
- Empréstimos de tesouraria.
25. PASSIVOS CONTINGENTES
O Grupo recebeu liquidações adicionais em sede de IRC, com as quais discorda e considera, com base na opinião dos seus advogados, que existem argumentos sólidos para contrapor a posição das autoridades fiscais.
No decorrer das suas atividades, o Grupo encontra-se envolvido em diversos processos judiciais. Face às suas naturezas e de acordo com a opinião dos seus advogados não se estima que dos referidos processos resultem quaisquer responsabilidades, para além das registadas nas demonstrações financeiras.
Adicionalmente, no decorrer do exercício findo em 31 de dezembro de 2011, o Grupo recebeu uma reclamação do Grupo Portugal Telecom, relativa à prestação de serviços de Teledifusão Digital, a qual não foi aceite, tendo por base o parecer dos seus advogados, por discordar dos fundamentos legais subjacentes. Decorrente das negociações em curso e do referido parecer, a Empresa estima que não existem responsabilidades significativas que não se encontrem registadas nas demonstrações financeiras consolidadas em 30 de junho de 2012.
26. GARANTIAS
Em 30 de junho de 2012, o Grupo tinha prestado garantias bancárias e outras a terceiros, conforme segue:
| Union des Associations Européennes de Football - âmbito do acordo com a TVI (a) Direcção Geral de Impostos – processos de execução fiscal (b) |
12.068.000 3.307.381 |
|---|---|
| De Lage Laden International, B.V.- Sucursal em Portugal - garantia e avales relativos | |
| ao cumprimento do contrato de aquisição de equipamento | 2.243.272 |
| Prémios de concursos | 1.895.551 |
| Projetos expansão de rádios | 289.981 |
| Processos judiciais e outros (b) | 60.000 |
| Garantes de bom pagamento - contratos de prestação de serviços | 32.000 |
| 19.896.185 |
- (a) Garantia bancária no âmbito da aquisição dos direitos para a transmissão da Liga dos Campeões até 2015.
- (b) A responsabilidade inerente a estes processos encontra-se provisionada em função dos pareceres obtidos dos advogados do Grupo.