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Impresa Management Reports 2011

Aug 22, 2011

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Management Reports

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RELATÓRIO DE GESTÃO (1º Semestre de 2011)

Dando cumprimento às exigências impostas por lei às sociedades abertas, o Conselho de Administração da IMPRESA – SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, SA vem apresentar o seu RELATÓRIO DE GESTÃO relativo às Contas do 1º semestre do exercício de 2011.

CONTAS CONSOLIDADAS

1. Principais factos do 2º trimestre de 2011

  • No 2º trimestre de 2011, os resultados líquidos ajustados foram positivos em 1,4 M€. Considerando os custos de re-estruturação e as provisões para imparidades, os resultados líquidos foram negativos em 29,2 M€.
  • A IMPRESA atingiu, no 2º trimestre de 2011, receitas consolidadas de 68,8 M€, uma descida homóloga de 5,1%, como resultado da degradação da conjuntura económica, que penalizou as receitas publicitárias, as vendas de publicações e a área de multimédia. Pelo lado positivo, as receitas de subscrição de canais continuaram a subir.
  • No 2º trimestre de 2011, a IMPRESA registou imparidades no montante de 29,5 M€, relacionadas com a perspetiva dum ambiente macroeconómico mais adverso e com o aumento das taxas de desconto, em resultado das subidas das taxas de juro das obrigações soberanas.
  • No 2º trimestre de 2011, o EBITDA atingiu 7,9 M€, afetado por 1,45 M€ de custos de re-estruturação que resultaram do processo de reorganização que o Grupo efetuou nas áreas de televisão e digital.
  • Dívida líquida de 229,6 M€ em junho de 2011, valor inferior ao trimestre anterior e semelhante ao período homólogo de 2010.
Tabela 1. Principais Indicadores IMPRESA
(Valores em €) Jun-11 Jun-10 var % 2ºT 2011 2ºT 2010 var %
Receitas Totais 126.637.551 134.103.215 -5,6% 68.813.827 72.514.066 -5,1%
Receitas Televisão 83.176.567 86.307.796 -3,6% 44.762.219 46.673.787 -4,1%
Receitas Publishing 40.805.491 45.075.160 -9,5% 22.504.745 24.458.964 -8,0%
Receitas Digital 3.578.302 3.913.730 -8,6% 1.910.202 2.184.368 -12,6%
EBITDA 8.591.878 14.567.022 -41,0% 7.865.352 11.324.711 -30,5%
Margem EBITDA 6,8% 10,9% 11,4% 15,6%
EBITDA Televisão 7.964.193 11.447.404 -30,4% 6.341.186 8.591.510 -26,2%
EBITDA Publishing 1.995.734 4.051.350 -50,7% 2.233.544 3.320.533 -32,7%
EBITDA Digital -415.715 46.330 n.a -271.174 -45.374 n.a.
Imparidades 29.527.255 - n.a. 29.527.255 - n.a.
Resultado Líquido -32.603.422 3.317.529 n.a. -29.157.400 4.214.347 n.a.
Result. LÍquido Ajustado (1) -1.932.718 3.317.529 n.a. 1.441.065 4.214.347 -65,8%
Divida Líquida (M€) 229,6 229,9 -0,1% 229,6 229,9 -0,1%

Notas: (1) Os resultados líquidos estão ajustados das provisões para imparidades (29,5 M€) e dos custos com reestruturação (1,45 M€)

2. Televisão

Tabela 2. Indicadores Televisão
Jun-11 Jun-10 var % 2ºT 2011 2ºT 2010 var %
Total Receitas 83.176.567 86.307.796 -3,6% 44.762.219 46.673.787 -4,1%
Publicidade 51.444.043 52.795.605 -2,6% 29.163.821 30.819.232 -5,4%
Subscrição Canais 21.815.607 20.494.305 6,4% 11.111.018 10.413.323 6,7%
Multimedia 6.858.899 10.033.785 -31,6% 3.119.876 3.651.693 -14,6%
Outras 3.058.019 2.984.101 2,5% 1.367.504 1.789.539 -23,6%
Custos Operacionais (1) 75.212.374 74.860.392 0,5% 38.421.033 38.082.277 0,9%
EBITDA 7.964.193 11.447.404 -30,4% 6.341.186 8.591.510 -26,2%
EBITDA (%) 9,6% 13,3% 14,2% 18,4%
Res. Antes Imp. 3.372.484 7.292.328 -48,9% 3.894.314 6.184.882 -37,0%

Notas: EBITDA = Resultado Operacional + Amortizações. (1) Não considera o efeito das amortizações. Nos custos operacionais estão incluídos 1,1 M€ de custos com re-estruturação, registados no 2º trimestre de 2011.

A SIC terminou o 2º trimestre de 2011 com um total de receitas de 44,8 M€, o que representou uma descida de 4,1%, afetada pela quebra do mercado publicitário e das receitas de multimédia, que não foi compensada pela subida das receitas de subscrição dos canais temáticos e respetivas receitas publicitárias. Em termos

acumulados, no final de junho de 2011, as receitas totais atingiram 83,2 M€, uma descida de 3,6%.

No 2º trimestre de 2011, as receitas de publicidade desceram 5,4%, para 29,2 M€, uma variação inferior à registada no mercado publicitário. Esta performance deveu-se à melhoria das audiências, principalmente no horário nobre e nos principais targets

comerciais (o que permitiu à SIC ganhar quota de mercado) e ao crescimento das receitas publicitárias dos canais temáticos. Em termos acumulados, em junho de 2011, as receitas publicitárias apresentaram uma descida de 2,6%, para 51,4 M€.

No 2º trimestre de 2011, as audiências médias diárias da SIC atingiram 23,6%, um ganho homólogo de 1,9%. A aposta nos "targets" comerciais foi proveitosa, atingindose uma audiência média de 24,0% no 2º trimestre de 2011, um ganho de 2,7% em relação ao período homólogo. No final de junho de 2010, a audiência diária da SIC situava-se nos 23,6%.

Os maiores ganhos de audiência registaramse no horário nobre, com uma audiência média de 25,9% no 2º trimestre de 2011, um aumento de 9,1% em relação ao 2º trimestre de 2010. Também no "target" comercial a subida foi superior, atingindo no 2º trimestre de 2011 um valor de 27,8%, mais 10,3% que no trimestre homólogo, ou seja, um dos melhores trimestres nos últimos dois anos e meio. No final do 1º semestre de 2011, no prime-time e no seu principal target comercial, as audiências atingiram 25,3% (24,5% no 1º semestre 2010) e 26,9% (26,5% no 1º semestre 2010), respetivamente.

Ao longo do 1º semestre de 2011, a novela portuguesa "Laços de Sangue" reforçou as suas audiências, atingindo uma média de

27,8%, liderando o seu bloco horário. A estreia do programa de entretenimento "Peso Pesado" também contribuiu para subida das audiências no prime-time. Tanto os programas diários (audiência média de 28,5%) como as galas no domingo (audiência média de 34,6%), tiveram audiências substancialmente superiores à média da estação, e impulsionaram as audiências no target comercial. A estreia da novela

brasileira "Araguaia" (audiência média de 23,6%), veio, também, ajudar ao bom comportamento deste bloco horário, assim como a manutenção das audiências do "Jornal da Noite" (média de 24,9%). O 2º trimestre de 2011 foi ainda marcado pela transmissão de grandes eventos, como a final da Liga Europa, a final da Taça da Liga e a Gala dos Globos de Ouros.

Em termos acumulados, em junho de 2011, as receitas de subscrição apresentaram uma subida de 6,4% para 21,8 M€. No 2º trimestre de 2011, aumentaram 6,7%, para 11,1 M€. A subida do 2º trimestre reflete o lançamento do canal "Peso Pesado", no início de maio na plataforma MEO, e o dinamismo do mercado internacional.

A SIC, no conjunto dos seus canais temáticos – SIC Notícias, SIC Radical, SIC Mulher, SIC K e "Peso Pesado", teve uma quota de 20,5% no 1º semestre de 2011, o que representou um ganho em relação aos 18,6% registados no 1º semestre de 2010. A SIC Notícias consolidou a liderança no Cabo com uma audiência média de 12,4% no 1º semestre de 2011.

De salientar que, no 1º semestre de 2011, no universo do cabo, os canais da família SIC – SIC, SIC Notícias, SIC Radical, SIC Mulher, SIC K e "Peso Pesado", representaram, no seu conjunto, uma audiência de 25,8% (fonte: Marktest – Audiocabo) ou seja, a mais alta do que a oferta conjunta das outras estações.

As receitas de multimédia desceram 14,6%, no 2º trimestre de 2011 para 3,1 M€, apesar da renovação dos programas de Call TV e do lançamento do programa "Peso Pesado". Em termos acumulados, o 1º semestre de 2011 apresentou uma descida de 31,6%, atingindo 6,8 M€, devido à realização da final do "Idolos" no 1º trimestre de 2010.

As outras receitas registaram uma descida de 23,6%, no 2º trimestre de 2011. No acumulado do 1º semestre de 2011, apresentaram, contudo, uma subida de 2,5%.

Os custos operacionais subiram 0,9% no 2º trimestre de 2011, em termos homólogos. No entanto, esta subida está afetada por 1,1 M€ de custos de re-estruturação incorridos com o programa de rescisão amigável lançado em maio de 2011. Sem

estes custos extraordinários, os custos totais do 2º trimestre teriam descido 2%. Em termos acumulados, no final de junho de 2011, os custos operacionais, incluindo os custos de re-estruturação, apresentaram uma subida de 0,5%.

A evolução operacional e os custos de re-estruturação provocaram uma descida do EBITDA em 26,2% no 2º trimestre de 2011, atingindo uma margem de 14,2%. No acumulado a junho de 2011, o EBITDA atingiu 7,9 M€, uma queda de 30,4% em relação a junho de 2010.

Esta evolução implicou uma descida de 37,0% dos resultados antes de impostos, que atingiram 3,9 M€ neste 2º trimestre de 2011. No acumulado, foram de 3,3 M€, contra 7,3 M€ no 1º semestre de 2010, uma queda de 48,9%.

Tabela 3. Indicadores Publishing
Jun-11 Jun-10 var % 2ºT 2011 2ºT 2010 var %
Total Receitas 40.805.491 45.075.160 -9,5% 22.504.745 24.458.964 -8,0%
Publicidade 19.234.812 21.393.172 -10,1% 11.076.059 12.657.519 -12,5%
Circulação 16.874.550 18.259.215 -7,6% 8.467.728 9.086.261 -6,8%
Produtos Associados 2.075.255 3.633.545 -42,9% 1.507.042 1.733.441 -13,1%
Outras 2.620.874 1.789.228 46,5% 1.453.916 981.743 48,1%
Custos Operacionais (1) 38.809.757 41.023.810 -5,4% 20.271.201 21.138.431 -4,1%
EBITDA 1.995.734 4.051.350 -50,7% 2.233.544 3.320.533 -32,7%
EBITDA (%) 4,9% 9,0% 9,9% 13,6%
Res. Antes Imp. (2) -861.834 2.920.149 n.a. 39.251 2.734.085 n.a.

3. Publishing

Nota: EBITDA = Resultado Operacional + Amortizações+imparidade. (1) Não considera o efeito das amortizações. (2) Os resultados antes de impostos foram afetados por imparidade de 1,5 M€.

As receitas totais desceram 8%, no 2º trimestre, para 22,5 M€. No acumulado, no final de junho de 2011, as receitas totais registaram uma queda de 9,5%, para 40,8 M€. Esta evolução foi afetada pela descontinuação de publicações durante os primeiros meses de 2011, casos da Cosmopolitan e da SurfPortugal. Comparando com as receitas ajustadas, a descida foi de 8,0%.

As receitas publicitárias desceram 12,5% no 2º trimestre de 2011, em relação ao período homólogo, o que representou uma degradação em relação aos primeiros meses de 2011, mas, mesmo assim, um comportamento melhor do que o mercado, neste segmento. Em termos acumulados, no 1º semestre de 2011, as receitas de publicidade desceram 10,1%. Se ajustadas do efeito da redução do portofolio, a descida teria sido de 8,7%. A descida da publicidade continuou a ser particularmente

sentida na área dos classificados, seguida pela publicidade tradicional (display), enquanto a publicidade online continuou a crescer, mas a um ritmo mais lento.

A evolução da publicidade online continuou a beneficiar do incremento do tráfego que se registou nos sites da IMPRESA Publishing. Em junho de 2011, os sites atingiram 9,2 milhões de visitas e 71,2 milhões de pageviews. Estes valores significaram um crescimento de 29,8% em visitas e 41,8% em pageviews, face a junho de 2010.

As receitas de circulação desceram 6,8% no 2º trimestre de 2011, atingindo 8,4 M€. Em termos acumulados, no final de junho de 2011, as receitas de circulação apresentaram uma descida de 7,6%, para 16,9 M€. Se ajustadas das publicações descontinuadas, a redução teria sido de 5,7%.

Apesar da conjuntura difícil, as vendas de produtos associados apresentaram uma descida de apenas 13,1%, no 2º trimestre de 2011. Em termos acumulados, no final do 1º semestre de 2011, as receitas com produtos associados apresentaram uma descida de 42,9%, atingindo 2,1 M€.

As restantes receitas apresentaram uma subida de 48,1%, no 2º trimestre de 2011, com um aumento de atividade das áreas de Customer Publishing e de eventos. Neste 2º trimestre, dos eventos realizados, são de destacar a Conferência Futuro Sustentável, "Países como Nós", a 1ª Conferência da Mobilidade (I Lisbon Mobi) e o Movimento Millennium Expresso. No acumulado, as outras receitas apresentaram uma subida de 46,5% para 2,6 M€.

No 2º trimestre de 2011, os custos operacionais apresentaram uma descida de 4,1%, apesar da atividade da área de eventos. Em termos acumulados, no final do 1º semestre de 2011, os custos operacionais desceram 5,4%.

A evolução operacional originou uma contração do EBITDA em 32,7% para 2,2 M€, no final do 2º trimestre de 2011. Em termos acumulados, o EBITDA atingiu 2,0 M€ no final de junho de 2011, o que representou uma descida de 50,7%.

No 2º trimestre de 2011, a evolução operacional permitiu regressar aos resultados antes de impostos positivos, atingindo 1,6 M€, representando todavia uma descida de 42,4% em termos homólogos. Este valor é atingido antes da provisão para imparidade referente à Medipress, que atingiu os 1.5 M€. No acumulado, em junho de 2011, os resultados antes de impostos atingiram 674 mil euros positivos, antes da imparidade.

Em abril, a IMPRESA e a sociedade angolana de gestão de ativos Finicapital assinaram uma parceria estratégica para o desenvolvimento de um grupo de media em Angola cuja primeira iniciativa será a edição da RUMO, uma revista na área económica, cujo lançamento está previsto para o 2º semestre de 2011.

No âmbito da reorganização do Grupo, a partir do 3º trimestre, a IMPRESA Publishing vai passar a integrar no seu perímetro de consolidação as atividades das empresas AEIOU e Olhares. De referir ainda que, no 2º trimestre, a IMPRESA Publishing deu início a um processo de fusão, por incorporação, das empresas Sojornal, Impresa Classificados e Publisurf na própria IMPRESA Publishing, tendo como objetivo a racionalização dos investimentos, a redução de custos e uma organização mais flexível.

4. Digital

Tabela 4. Indicadores Digital
Jun-11 Jun-10 var % 2ºT 2011 2ºT 2010 var %
Total Receitas 3.578.302 3.913.730 -8,6% 1.910.202 2.184.368 -12,6%
DGSM 1.463.951 1.647.928 -11,2% 787.204 822.810 -4,3%
InfoPortugal 720.667 660.386 9,1% 359.511 373.022 -3,6%
AEIOU 1.266.569 1.472.376 -14,0% 707.960 905.202 -21,8%
Olhares 137.942 98.079 40,6% 63.957 58.075 10,1%
Outras -10.827 34.961 n.a. -8.430 25.259 n.a.
Custos Operacionais (1) 3.994.017 3.867.400 3,3% 2.181.376 2.229.742 -2,2%
EBITDA -415.715 46.330 n.a. -271.174 -45.374 n.a.
EBITDA (%) -11,6% 1,2% -14,2% -2,1%
Res. Antes Imp. -1.364.721 -677.223 -101,5% -711.294 -414.918 -71,4%

Notas: EBITDA = Resultado Operacional + Amortizações. (1) Não considera o efeito das amortizações. Nos custos operacionais estão incluídos 202 mil euros de custos com re-estruturação, registados no 2º trimestre de 2011.

No âmbito da reorganização do Grupo IMPRESA, a partir do 3º trimestre de 2011, a AEIOU e a Olhares passam a ser consolidadas no segmento Publishing, e a Impresa.DGSM e a InfoPortugal no segmento Outras.

No 2º trimestre de 2011, da IMPRESA Digital atingiu uma faturação de 1,9 M€, o que representou uma descida 12,6% em relação ao 2º trimestre de 2010. No acumulado, a junho de 2011, as receitas totais desceram 8,6% para 3,6 M€.

A IMPRESA Digital atingiu um EBITDA negativo, no 2º trimestre de 2011, de 271 mil euros, penalizado pelos custos de re-estruturação de 202 mil euros, no âmbito da reorganização da área do digital. No acumulado a junho de 2011, o EBITDA, atingiu 415 mil euros negativos, penalizado pelos custos de restruturação já referidos.

Nas principais atividades, a evolução foi a seguinte:

Na DGSM, a faturação desceu 4,3% no 2º trimestre de 2011, para 787 mil euros. A atividade foi penalizada pelo abrandamento do ritmo na venda de equipamentos.

No 2º trimestre de 2011, não foram abertos novos hotéis, tendo terminado o 1º semestre de 2011 com um total de 62 unidades. A expansão internacional teve um novo fôlego, com a assinatura do primeiro contrato para uma unidade hoteleira em Angola. No âmbito da angariação de clientes em outras áreas de atividade, arrancou uma instalação piloto, da DGSM, numa unidade hospitalar no Porto.

A faturação da AEIOU atingiu 708 mil euros, no 2º trimestre de 2011, o que representou uma quebra de 21,8% em relação ao trimestre homólogo, devido à quebra nas outras receitas e ao abrandamento do crescimento do mercado publicitário online.

No 1º semestre de 2011, o reforço da equipa técnica e editorial do portal AEIOU permitiu o relançamento, em abril de 2011, do site de lazer Escape e a completa renovação do site de futebol Relvado, que ultrapassou, pela primeira vez, a barreira de 3 milhões de page views, em maio de 2011.

A InfoPortugal atingiu uma faturação em 359 mil euros no 2º trimestre de 2011, o que representou uma ligeira quebra de 3,6%, mas, no acumulado, no 1º semestre de 2011 apresentou receitas totais de 720 mil euros, um ganho homólogo de 9,1%. A InfoPortugal continuou a reforçar a sua presença nas atividades mais recentes, casos da fotografia aérea digital e da produção de sistemas de informação geográfica – SIG.

No 1º trimestre de 2011, a IMPRESA Digital, através da AEIOU, reforçou a sua posição acionista, para 75%, na sociedade que explora o site Olhares, ao exercer a opção de compra que detinha.

O site Olhares apresentou um crescimento de 10,1% na faturação do 2º trimestre de 2011, sendo que, no acumulado a junho, o aumento atingiu 40,6%. O crescimento das receitas da Olhares é o resultado do arranque da atividade da Academia Olhares.

5. Análise das Contas Consolidadas

As empresas, anteriormente incluídas na área digital, passam a ser incluídas noutras áreas operacionais. Conforme já atrás referido, a AEIOU e a Olhares passam a ser consolidadas na IMPRESA Publishing, e a Impresa.DGSM e a InfoPortugal no segmento Outras. Esta nova organização entra em vigor a partir do 3º trimestre de 2011, inclusive.

A IMPRESA atingiu, no 2º trimestre de 2011, receitas consolidadas de 68,8 M€, o que representou uma descida de 5,1% em relação à faturação registada no 2º trimestre de 2010. Em termos acumulados, em junho de 2011, a faturação atingiu 126,6 M€, uma queda de 5,6% em relação aos valores do 1º semestre de 2010.

Da atividade do 2º trimestre de 2011, é de referir o seguinte:

  • Subida de 6,7% das receitas de subscrição de canais, impulsionada pelo lançamento do canal "Peso Pesado".
  • Descida de 7,4% das receitas publicitárias, tendo as receitas de publicidade dos canais temáticos e da internet sido exceções, ao apresentarem aumentos tanto no 2º trimestre como no total do 1º semestre de 2011.
  • Descida de 6,8% das vendas de publicações, afetada pela descontinuação de algumas publicações.
  • Descida de 15,6% das receitas de multimédia.
  • Descida de 13,1% da venda de produtos associados.
  • Aumento de 10,4% das outras receitas, impulsionado pelo crescimento das áreas de Customer Publishing, Merchandising, DGSM e Academia Olhares.
Tabela 5. Receitas Totais
(Valores em €)
Jun-11 Jun-10 var % 2ºT 2011 2ºT 2010 var %
Total Receitas 126.637.551 134.103.215 -5,6% 68.813.827 72.514.066 -5,1%
Publicidade 71.829.089 75.419.961 -4,8% 40.941.155 44.193.488 -7,4%
Subscrição Canais 21.815.607 20.494.305 6,4% 11.111.018 10.413.323 6,7%
Circulação 16.874.550 18.259.215 -7,6% 8.467.728 9.086.261 -6,8%
Multimedia 7.337.111 10.736.250 -31,7% 3.373.238 3.995.654 -15,6%
Produtos Associados 2.075.255 3.633.545 -42,9% 1.507.042 1.733.441 -13,1%
Outras 6.705.940 5.559.938 20,6% 3.413.645 3.091.899 10,4%

No 2º trimestre de 2011, a IMPRESA registou uma descida de 0,4% nos custos operacionais consolidados. Esta descida foi consequência da quebra de atividade, registada no 2º trimestre, em todas as áreas de negócio. O 2º trimestre foi ainda penalizado pelos custos de re-estruturação, que atingiram 1,45 M€, que resultou do processo de reorganização efetuado nas áreas de televisão e digital. Sem considerar estes custos de re-estruturação, os custos operacionais desceram 2,7%. No acumulado a junho de 2011, os custos operacionais desceram 1,2% em relação a junho de 2010. Se ajustados dos custos de re-estruturação, os custos desceram 2,3%.

No 2º trimestre de 2011, o EBITDA consolidado atingiu o valor de 7,9 M€, que compara com 11,3 M€ registados no 2º trimestre de 2010, ou seja, uma descida de 30,5%. A margem EBITDA atingiu 11,4% no 2º trimestre de 2011. No acumulado a junho de 2011, o EBITDA situou-se em 8,6 M€, uma descida de 41,0% em relação ao 1º semestre de 2010, representando uma margem de 6,8%.

O volume de amortizações subiu 2,3%, para 2,1 M€, no 2º trimestre de 2011, por efeito do aumento dos investimentos realizados no último ano. No acumulado, a subida das amortizações foi de 2,3%.

No 2º trimestre de 2011, a IMPRESA registou uma de imparidade no montante de 29,5 M€, com ajustes ao valor do goodwill dos investimentos na SIC e na Medipress. Estas imparidades estão relacionadas com o aumento das taxas de desconto, em resultado das subidas das taxas de juro das obrigações soberanas, e com uma perspetiva dos negócios que reflete um ambiente macroeconómico mais adverso.

Tabela 6. Demonstração de Resultados Consolidada
(Valores em €) Jun-11 Jun-10 var % 2ºT 2011 2ºT 2010 var %
Receitas Totais 126.637.551 134.103.215 -5,6% 68.813.827 72.514.066 -5,1%
Televisão 83.176.567 86.307.796 -3,6% 44.762.219 46.673.787 -4,1%
Publishing 40.805.491 45.075.160 -9,5% 22.504.745 24.458.964 -8,0%
Digital 3.578.302 3.913.730 -8,6% 1.910.202 2.184.368 -12,6%
Outros&Inter-Segmentos -922.809 -1.193.471 22,7% -363.339 -803.053 54,8%
Custos Operacionais (1) 118.045.673 119.536.193 -1,2% 60.948.474 61.189.355 -0,4%
Re-estruturação 1.555.713 350.760 343,5% 1.457.428 69.444 n.a
Custos Operacionais s/ Reest. 116.489.960 119.185.433 -2,3% 59.491.046 61.119.911 -2,7%
Total EBITDA 8.591.878 14.567.022 -41,0% 7.865.352 11.324.711 -30,5%
Margem EBITDA 6,8% 10,9% 11,4% 15,6%
Televisão 7.964.193 11.447.404 -30,4% 6.341.186 8.591.510 -26,2%
Publishing 1.995.734 4.051.350 -50,7% 2.233.544 3.320.533 -32,7%
Digital -415.715 46.330 n.a. -271.174 -45.374 n.a.
Outros&Holding -952.334 -978.062 2,6% -438.203 -541.958 n.a.
Amortizações 4.205.886 4.113.117 2,3% 2.071.256 2.024.450 2,3%
Imparidades 29.527.255 - n.a. 29.527.255 - n.a.
EBIT -25.141.263 10.453.905 n.a. -23.733.159 9.300.261 n.a.
Margem EBIT -19,9% 7,8% -34,5% 12,8%
Res Financeiros (-) 6.781.160 5.128.475 33,2% 3.893.352 2.972.662 31,0%
Res. Ant. Imp.& Minoritários -31.922.423 5.325.430 n.a. -27.626.511 6.327.599 n.a
Imposto (IRC)(-) 672.622 2.028.174 -66,8% 1.527.932 2.101.100 -27,3%
Interesses Minoritários(-) 8.377 -20.273 n.a. 2.957 12.152 n.a.
Resultados Líquidos -32.603.422 3.317.529 n.a. -29.157.400 4.214.347 n.a.

Notas: EBITDA = Resultado Operacional + Amortizações+ perdas de imparidade. (1) Não considera o efeito das amortizações nem das perdas de imparidade.

Os resultados financeiros negativos degradaram-se em 31,0%, passando para 3,9 M€ no 2º trimestre de 2011. A variação é explicada pelo aumento das taxas de juro e pela perda de imparidade dos investimentos financeiros remanescentes na Elsinor e no FICA (1,35 M€ no 1º semestre de 2011). Por outro lado, o aumento dos ganhos cambiais, no 2º trimestre de 2011, atenuou a subida destes resultados financeiros negativos. No acumulado do 1º semestre de 2011, os resultados financeiros negativos aumentaram 32,2%, atingindo 6,8 M€.

A dívida líquida, no final de junho de 2011, cifrava-se em 229,6 M€. Este valor representa uma redução de 1,4M€ face a março de 2011, um valor semelhante a junho de 2010, e mais 16,3 M€ face a dezembro de 2010. O aumento do passivo remunerado, no 1º semestre de 2011, foi influenciado pelo pagamento da última

tranche (6,7M€) da aquisição da Lisboa TV (SIC Notícias), pela evolução do EBITDA e pela ocorrência dos custos com re-estruturação.

Sem considerar fatores extraordinários, o resultado líquido no 2º trimestre de 2011 foi positivo em 1,4 M€. A IMPRESA teve resultados líquidos negativos no 2º trimestre de 2011, penalizados pelas imparidades e pelos custos de re-estruturação, atingindo 29,2 M€. Em termos acumulados, em junho de 2011, o resultado líquido negativo foi de 32,6 M€, e de -1,9 M€ sem considerar os dois fatores extraordinários.

O cenário para o segundo semestre de 2011 agravou-se com o reforço das medidas de austeridade, estimando-se que o mercado publicitário global apresente uma descida de 10% em 2011. Perante este cenário, e beneficiando do plano de redução de custos, com impacte favorável no 2º semestre, a IMPRESA reitera o objetivo de ter resultados líquidos positivos no final do ano, sem considerar imparidades.

Lisboa, 28 de julho de 2011

O Conselho de Administração

Francisco José Pereira Pinto de Balsemão Francisco Maria Supico Pinto Balsemão Pedro Lopo de Carvalho Norton de Matos Alexandre de Azeredo Vaz Pinto António Soares Pinto Barbosa Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia Miguel Luís Kolback da Veiga José Manuel Archer Galvão Teles

ANEXO AO RELATÓRIO ÚNICO DE GESTÃO

(1º SEMESTRE DE 2011)

Todos os membros do Conselho de Administração declaram, nos termos e para os efeitos da alínea c) do nº 1 do artº 246º do Código dos Valores Mobiliários, que, tanto quanto é do seu conhecimento, a informação prevista na alínea a), igualmente do nº 1 do mesmo artigo, foi elaborada em conformidade com as normas contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do ativo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da sociedade e das empresas incluídas no perímetro da consolidação e que o relatório de gestão, conjuntamente com os anexos que o integram, expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da posição da sociedade e das empresas incluídas no perímetro da consolidação e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam.

Lisboa, 28 de julho de 2011

Francisco José Pereira Pinto Balsemão Presidente do Conselho de Administração e Presidente da Comissão Executiva

Francisco Maria Supico Pinto Balsemão Vice-Presidente do Conselho de Administração e Vogal da Comissão Executiva

Pedro Lopo de Carvalho Norton de Matos Vogal do Conselho de Administração e Vice-Presidente da Comissão Executiva

Alexandre de Azeredo Vaz Pinto Vogal do Conselho de Administração e Presidente da Comissão de Auditoria

António Soares Pinto Barbosa Vogal do Conselho de Administração e da Comissão de Auditoria

Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia Vogal do Conselho de Administração e da Comissão de Auditoria

Miguel Luís Kolback da Veiga Vogal do Conselho de Administração

José Manuel Archer Galvão Teles Vogal do Conselho de Administração

DEMONSTRAÇÕES CONDENSADAS DA POSIÇÃO FINANCEIRA CONSOLIDADA

EM 30 DE JUNHO DE 2011 E 31 DE DEZEMBRO DE 2010

(Montantes expressos em Euros)

30 de Junho 31 de Dezembro
ACTIVO Notas de 2011 de 2010
ACTIVOS NÃO CORRENTES:
Goodwill
13 308.057.734 337.584.989
Activos intangíveis 873.772 1.797.970
Activos fixos tangíveis 14 39.092.560 36.959.960
Investimentos financeiros 15 4.744.902 5.220.569
Activos disponíveis para venda 11 - 775.710
Propriedades de investimento 16 6.107.685 6.107.685
Direitos de transmissão de programas e existências 17 22.917.001 19.073.562
Outros activos não correntes 3.426.292 3.672.232
Activos por impostos diferidos 12 1.756.446 2.058.823
Total de activos não correntes 386.976.392 413.251.500
ACTIVOS CORRENTES:
Direitos de transmissão de programas e existências 17 21.745.013 26.260.509
Clientes e contas a receber 18 48.402.428 32.031.089
Outros activos correntes 6.324.847 5.933.466
Caixa e equivalentes de caixa 19 5.228.924 6.926.699
Total de activos correntes 81.701.212 71.151.763
TOTAL DO ACTIVO 468.677.604 484.403.263
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital 20 84.000.000 84.000.000
Prémio de emissão de acções 20 36.179.271 97.902.257
Reserva legal 20 843.428 759.786
Resultados transitados e outras reservas 37.830.628 (33.631.553)
Resultado consolidado líquido do período (32.603.422) 10.058.906
Capital próprio atribuível aos accionistas da Empresa-mãe 126.249.905 159.089.396
Capital próprio atribuível aos interesses minoritários 48.582 (246.931)
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO 126.298.487 158.842.465
PASSIVO:
PASSIVOS NÃO CORRENTES:
Empréstimos obtidos 21 151.897.616 158.659.228
Locações financeiras 14.964.012 14.243.413
Provisões
Total de passivos não correntes
3.957.516
170.819.144
4.793.498
177.696.139
PASSIVOS CORRENTES:
Empréstimos obtidos 21 82.933.639 61.564.768
Fornecedores e contas a pagar 22 35.354.921 35.796.145
Locações financeiras 3.929.716 3.239.744
Outros passivos correntes 23 49.341.697 47.264.002
Total de passivos correntes 171.559.973 147.864.659
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO 468.677.604 484.403.263

O anexo faz parte integrante da demonstração condensada da posição financeira consolidada em 30 de Junho de 2011.

DEMONSTRAÇÕES CONDENSADAS CONSOLIDADAS DO RENDIMENTO INTEGRAL

DOS SEMESTRES E TRIMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2011 E 2010

(Montantes expressos em Euros)

Não auditado
Notas 30 de Junho
de 2011
30 de Junho
de 2010
Segundo
trimestre
de 2011
Segundo
trimestre
de 2010
PROVEITOS OPERACIONAIS:
Prestações de serviços 7 105.306.608 109.958.677 57.641.554 60.412.286
Vendas 7 20.473.026 23.441.650 10.668.652 11.598.538
Outros proveitos operacionais 857.917 702.888 503.620 503.242
Total de proveitos operacionais 126.637.551 134.103.215 68.813.826 72.514.066
CUSTOS OPERACIONAIS:
Custo dos programas emitidos e das mercadorias vendidas 8 (49.712.977) (49.129.467) (25.736.072) (25.868.607)
Fornecimentos e serviços externos 9 (34.355.807) (37.319.552) (17.345.276) (18.133.007)
Custos com o pessoal (31.351.999) (30.447.666) (16.263.072) (15.460.049)
Amortizações e depreciações (4.205.886) (4.113.117) (2.071.256) (2.024.450)
Provisões e perdas de imparidade 10 (29.876.631) (297.596) (29.740.530) (152.596)
Outros custos operacionais (2.275.514) (2.341.912) (1.390.779) (1.575.096)
Total de custos operacionais (151.778.814) (123.649.310) (92.546.985) (63.213.805)
Resultados operacionais (25.141.263) 10.453.905 (23.733.159) 9.300.261
RESULTADOS FINANCEIROS:
Ganhos / (perdas) em empresas associadas 11 (417.535) 135.786 (362.125) 71.133
Juros e outros custos e proveitos financeiros 11 (6.363.625) (5.264.261) (3.531.227) (3.043.795)
(6.781.160) (5.128.475) (3.893.352) (2.972.662)
Resultados antes de impostos (31.922.423) 5.325.430 (27.626.511) 6.327.599
Imposto sobre o rendimento do período 12 (672.622) (2.028.174) (1.527.932) (2.101.100)
Resultado consolidado líquido do período (32.595.045) 3.297.256 (29.154.443) 4.226.499
Rendimento integral (32.595.045) 3.297.256 (29.154.443) 4.226.499
Atribuível a:
Accionistas da empresa-mãe (32.603.422) 3.317.529 (29.157.400) 4.214.347
Interesses minoritários 8.377 (20.273) 2.957 12.152
Resultado por acção:
Básico (0,1941) 0,0197 (0,1736) 0,0251
Diluído (0,1941) 0,0197 (0,1736) 0,0251

do semestre findo em 30 de Junho de 2011. O anexo faz parte integrante da demonstração condensada consolidada do rendimento integral

DEMONSTRAÇÕES CONDENSADAS CONSOLIDADAS DOS FLUXOS DE CAIXA DOS SEMESTRES E TRIMESTRES

FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2011 E 2010

(Montantes expressos em Euros)

Não auditado
Segundo Segundo
30 de Junho 30 de Junho trimestre trimestre
Notas de 2011 de 2010 de 2011 de 2010
ACTIVIDADES OPERACIONAIS:
Recebimentos de clientes 115.259.862 131.068.917 64.622.208 75.882.340
Pagamentos a fornecedores (83.356.032) (86.355.592) (38.959.154) (40.910.314)
Pagamentos ao pessoal (29.959.605) (28.247.814) (15.100.622) (13.406.161)
Fluxos gerados pelas operações 1.944.225 16.465.511 10.562.432 21.565.865
Pagamento do imposto sobre o rendimento (361.663) (796.266) (222.834) (618.817)
Outros pagamentos relativos à actividade operacional (2.344.224) (565.892) (2.666.361) (1.261.066)
Fluxos das actividades operacionais (1) (761.662) 15.103.353 7.673.237 19.685.982
ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO:
Recebimentos provenientes de:
Investimentos financeiros 169.194 226.822 81.366 126.307
Juros e proveitos similares 198.420 19.370 34.435 12.240
Dividendos 15 73.132 52.110 73.132 52.110
440.746 298.302 188.933 190.657
Pagamentos respeitantes a:
Investimentos financeiros 5, 15 e 23 (6.738.470) (7.033.323) (105.000) -
Activos fixos tangíveis (2.616.102) (1.285.810) (1.600.467) (552.634)
Activos intangíveis - (241.229) - -
(9.354.572) (8.560.362) (1.705.467) (552.634)
Fluxos das actividades de investimento (2) (8.913.826) (8.262.060) (1.516.534) (361.977)
ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO:
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos de instituições de crédito 20.478.416 10.352.000 8.724.416 -
Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos de instituições de crédito (6.932.049) (12.990.050) (5.954.549) (10.602.550)
Amortizações de contratos de locação financeira (1.678.230) (1.292.939) (832.157) (666.443)
Juros e custos similares (5.675.729) (4.367.444) (4.893.870) (3.197.050)
(14.286.008) (18.650.433) (11.680.576) (14.466.043)
Fluxos das actividades de financiamento (3) 6.192.408 (8.298.433) (2.956.160) (14.466.043)
Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) (3.483.080) (1.457.140) 3.200.543 4.857.962
Caixa e seus equivalentes no início do período 19 (7.018.281) 1.076.716 (13.701.904) (5.238.386)
Caixa e seus equivalentes no fim do período 19 (10.501.361) (380.424) (10.501.361) (380.424)

O anexo faz parte integrante da demonstração condensada consolidada dos fluxos de caixa do semestre findo em 30 de Junho de 2011.

DEMONSTRAÇÕES CONDENSADAS CONSOLIDADAS DE ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO

DOS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2011 E 2010

(Montantes expressos em Euros)

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7

em 30 de Junho de 2011.O anexo faz parte integrante da demonstração condensada consolidada de alterações no capital próprio do semestre findo

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONDENSADAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2011

(Montantes expressos em Euros)

NOTA INTRODUTÓRIA

A Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Impresa") tem sede em Lisboa, na Rua Ribeiro Sanches nº 65, foi constituída em 18 de Outubro de 1990 e tem como actividade principal a gestão de participações sociais noutras sociedades.

O Grupo Impresa ("Grupo") é constituído pela Impresa e empresas subsidiárias (Nota 4). O Grupo actua na área de media, nomeadamente através da difusão de programas de televisão e da edição de publicações (jornais e revistas) e de outros meios audiovisuais.

Estas demonstrações financeiras foram autorizadas para publicação em 28 de Julho de 2011 pelo Conselho de Administração da Impresa.

2. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS

Bases de apresentação

As demonstrações financeiras condensadas consolidadas do semestre findo em 30 de Junho de 2011, foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação (Nota 4), que foram ajustadas de modo a estarem conforme com as International Financial Reporting Standards ("IFRS"), tal como adoptadas pela União Europeia e de acordo com as disposições do IAS 34 – Relato Financeiro Intercalar.

Políticas contabilísticas

As políticas contabilísticas adoptadas no semestre findo em 30 de Junho de 2011, são consistentes com as seguidas na preparação das demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de Dezembro de 2010 e referidas no respectivo anexo, uma vez que as novas normas, interpretações, revisões e emendas que entraram em vigor no corrente exercício, com efeito a 1 de Janeiro de 2011, não tiveram qualquer impacto nas demonstrações financeiras do semestre findo em 30 de Junho de 2011.

3. ALTERAÇÕES DE POLÍTICAS, ESTIMATIVAS E ERROS FUNDAMENTAIS

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2011 não ocorreram alterações de políticas contabilísticas relativamente às utilizadas na preparação das demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de Dezembro de 2010, nem foram reconhecidos erros materiais. No entanto, durante o semestre findo em 30 de Junho de 2011, devido às mudanças ocorridas no ambiente macroeconómico, em particular no mercado publicitário e ao aumento das taxas de desconto, verificaram-se alterações significativas nas estimativas e pressupostos utilizados nos testes de imparidade de determinados activos, nomeadamente os relativos ao goodwill (Nota 13).

4. EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO

As empresas incluídas na consolidação, suas sedes sociais e proporção do capital detido em 30 de Junho de 2011 e 31 de Dezembro de 2010, são as seguintes:

Percentagem

efectiva em
Denominação social Sede Actividade principal 2011 2010
Impresa - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. (empresa - mãe) Lisboa Gestão de participações sociais Mãe Mãe
Impresa Publishing, S.A. ("Impresa Publishing") Lisboa Gestão de participações sociais 100,00% 100,00%
Impresa Digital - Produção Multimédia (Media Zoom), Lda. ("Impresa Digital") Lisboa Produção multimédia 100,00% 100,00%
Medipress - Sociedade Jornalística e Editorial, Lda. ("Medipress") Lisboa Edição de publicações 100,00% 100,00%
SIC - Sociedade Independente de Comunicação, S.A. ("SIC") Carnaxide Televisão generalista 100,00% 100,00%
GMTS - Global Media Technology Solutions - Serviços Técnicos e Produção
Multimédia, Sociedade Unipessoal, Lda. ("GMTS") Carnaxide Prestação de serviços 100,00% 100,00%
Soincom - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Soincom") (Nota 5) Lisboa Gestão de participações sociais - 100,00%
Sojornal - Sociedade Jornalística e Editorial, S.A. ("Sojornal") Lisboa Edição de publicações 100,00% 100,00%
Solo - Investimentos em Comunicação, SGPS, S.A. ("Solo") Lisboa Gestão de participações sociais 100,00% 100,00%
Publisurf - Edições e Publicidade, Lda. ("Publisurf") (Nota 5) Lisboa Edição de publicações 100,00% 99,63%
Gesco - Gestão de Conteúdos e Meios de Comunicação Social, S.A. ("Gesco") Lisboa Gestão de conteúdos 100,00% 100,00%
SIC Filmes, Lda. (SIC Filmes") (Nota 5) Carnaxide Produção de filmes - 51,00%
Impresa Classificados - Publicidade, Lda. ("Impresa Classificados") Lisboa Angariação de publicidade 100,00% 100,00%
IMPRESA-DGSM - Desenvolvimento e Gestão de Soluções Multimédia, Lda. ("Impresa DGSM") Lisboa Produção multimédia 100,00% 100,00%
AEIOU - Investimentos Multimédia, S.A. ("AEIOU") Porto Produção multimédia 100,00% 100,00%
Impresa Media Solutions - Sociedade Unipessoal, Lda. ("Impresa Media Solutions") Carnaxide Angariação de publicidade 100,00% 100,00%
Acting Out - Produção de Espectáculos e Eventos, Lda. ("Acting Out") (Nota 5) Lisboa Produção de espectáculos e eventos 100,00% 60,00%
InfoPortugal - Sistemas de Informação e Conteúdos, S.A. ("InfoPortugal") Porto Produção multimédia 100,00% 100,00%
Olhares.com - Fotografia Online, S.A. ("Olhares.com") (Nota 5) Oliveira de Azeméis Produção multimédia 75,00% 51,00%
Hearst Edimpresa - Editora de Publicações, S.A. ("Hearst Edimpresa") (Nota 5) Oeiras Edição de publicações - 50,00%
Office Share - Gestão de Imóveis e Serviços, S.A. ("Office Share") Oeiras Gestão de imoveis e serviços 100,00% 100,00%
Impresa Serviços - Sociedade Unipessoal, Lda. ("Impresa Serviços") Oeiras Gestão de serviços administrativos e financeiros 100,00% 100,00%

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONDENSADAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2011

(Montantes expressos em Euros)

5. ALTERAÇÕES OCORRIDAS NO PERIMETRO DE CONSOLIDAÇÃO E AQUISIÇÃO DE PARTICIPAÇÕES EM SUBSIDIÁRIAS

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2011, verificaram-se as seguintes alterações no perímetro de consolidação do Grupo e aquisição de participações em subsidiárias (Nota 4):

  • Em Junho de 2011, a Soincom foi fundida na Impresa, com efeitos retroactivos a 1 de Janeiro de 2011;
  • Em Fevereiro de 2011, o Grupo adquiriu uma participação adicional de 0,375% do capital da Publisurf, por 500 Euros, reportada à data 1 de Janeiro de 2011, originando uma diferença de compra de 500 Euros;
  • Em Abril de 2011, o Grupo adquiriu uma participação adicional de 49% do capital da SIC Filmes, por 90.000 Euros, originando uma diferença de compra de 95.294 Euros. Em resultado desta aquisição, o Grupo passou a ser titular dos direitos sobre os filmes produzidos em exercícios anteriores pela SIC Filmes. Em Junho de 2011, a SIC Filmes foi liquidada.
  • Em Fevereiro de 2011, o Grupo adquiriu uma participação adicional de 40% do capital da Acting Out, por 30.000 Euros, reportada à data 1 de Janeiro de 2011, originando uma diferença de compra de 30.000 Euros;
  • Em Março de 2011, o Grupo adquiriu uma participação adicional de 24% do capital da Olhares.com por 144.000 Euros, reportada à data de 1 de Janeiro de 2011, originando uma diferença de compra de 105.785 Euros;
  • Em Março de 2011, a Hearst Edimpresa foi liquidada.

As diferenças de compra apuradas durante o semestre findo em 30 de Junho de 2011, no montante total de 231.579 Euros, foram registadas em capital próprio, por se tratar da aquisição de participações adicionais no capital de empresas que já eram controladas pelo Grupo.

6. RELATO POR SEGMENTOS

Os segmentos reportáveis pelo Grupo assentam na identificação dos segmentos, conforme a informação financeira que é internamente reportada ao Conselho de Administração e que serve de suporte a este na avaliação de desempenho dos negócios e na tomada de decisões quanto à afectação dos recursos a utilizar. Os segmentos identificados pelo Grupo, para o relato por segmentos, são consistentes com a forma como o Conselho de Administração analisa o seu negócio.

Até 31 de Dezembro de 2010, o Grupo incluía a Acting Out no segmento "Outros", sendo que, a partir de 1 de Janeiro de 2011, os resultados das operações desta subsidiária passaram a ser relatados no segmento "Publishing", em virtude de alterações ocorridas na estrutura da organização interna do Grupo. Decorrente desta alteração na composição dos segmentos relatáveis, o Grupo decidiu não reexpressar a informação relatada referente aos períodos anteriores a 1 de Janeiro de 2011, em virtude do custo envolvido na sua elaboração, relativamente à reduzida expressão desta subsidiária nos segmentos reportados.

No segmento Publishing, as vendas efectuadas ao Grupo Vasp contribuíram com 11,8% e 14% dos proveitos operacionais do Grupo apresentados nas demonstrações do rendimento integral dos semestres findos em 30 de Junho de 2011 e 2010, correspondente a 14.949.172 Euros e 18.799.542 Euros, respectivamente (Nota 26). O Grupo Vasp é um intermediário entre os editores de publicações e a rede de distribuição ao consumidor final, sendo participado pela Impresa em 33,33%. Adicionalmente, as receitas de publicidade resultam, essencialmente, de compras efectuadas às empresas do Grupo por cinco centrais de meios, que actuam como intermediários entre o anunciante e os meios de comunicação social.

As transacções entre segmentos são registadas segundo os mesmos princípios das transacções com terceiros. As políticas contabilísticas de cada segmento são as mesmas do Grupo.

A maioria das receitas do Grupo é gerada em território nacional.

A maioria dos activos está localizada em território nacional, não existindo diferenças na afectação destes aos segmentos reportáveis, face ao divulgado no exercício findo em 31 de Dezembro de 2010.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONDENSADAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2011

(Montantes expressos em Euros)

Segmento operacional:

Em 30 de Junho de 2011:

Total dos Total
Televisão Publishing Digital Outros segmentos Eliminações consolidado
Proveitos operacionais:
Prestações de serviços - clientes externos 81.910.041 20.072.391 1.849.819 1.474.357 105.306.608 - 105.306.608
Prestações de serviços - inter-segmentos 919.169 1.212.297 275.182 3.638.903 6.045.551 (6.045.551) -
Vendas - 19.229.155 1.243.871 - 20.473.026 - 20.473.026
Outros proveitos operacionais - clientes externos 331.127 291.648 156.885 78.257 857.917 - 857.917
Outros proveitos operacionais - inter-segmentos 16.230 - 52.545 340.886 409.661 (409.661) -
Total de proveitos operacionais 83.176.567 40.805.491 3.578.302 5.532.403 133.092.763 (6.455.212) 126.637.551
Custos operacionais:
Custo dos programas exibidos e das mercadorias vendidas (41.664.065) (7.079.032) (969.880) - (49.712.977) - (49.712.977)
Fornecimentos e serviços externos (16.840.324) (19.509.753) (1.651.096) (2.809.846) (40.811.019) 6.455.212 (34.355.807)
Custos com o pessoal (15.141.523) (11.724.838) (1.212.295) (3.273.343) (31.351.999) - (31.351.999)
Amortizações e depreciações dos
activos fixos tangíveis e intangíveis (2.830.814) (357.710) (579.904) (437.458) (4.205.886) - (4.205.886)
Perdas de imparidade - (1.536.491) - (27.990.764) (29.527.255) - (29.527.255)
Provisões (180.000) (160.917) (8.459) - (349.376) - (349.376)
Outros custos operacionais (1.386.462) (335.217) (152.287) (401.548) (2.275.514) - (2.275.514)
Total de custos operacionais (78.043.188) (40.703.958) (4.573.921) (34.912.959) (158.234.026) 6.455.212 (151.778.814)
Resultados operacionais 5.133.379 101.533 (995.619) (29.380.556) (25.141.263) - (25.141.263)
Resultados financeiros:
Perdas em empresas associadas - (10.000) - (407.535) (417.535) - (417.535)
Outros resultados financeiros (1.405.895) (953.367) (369.102) (3.635.261) (6.363.625) - (6.363.625)
(1.405.895) (963.367) (369.102) (4.042.796) (6.781.160) - (6.781.160)
Resultados antes de impostos e interesses minoritários 3.727.484 (861.834) (1.364.721) (33.423.352) (31.922.423) - (31.922.423)
Impostos sobre o rendimento (1.239.377) (412.566) (157.555) 1.136.876 (672.622) - (672.622)
Interesses minoritários - 399 (8.776) - (8.377) - (8.377)
Resultado do segmento 2.488.107 (1.274.001) (1.531.052) (32.286.476) (32.603.422) - (32.603.422)

Em 30 de Junho de 2010:

Total dos Total
Televisão Publishing Digital Outros segmentos Eliminações consolidado
Proveitos operacionais:
Prestações de serviços - clientes externos 84.907.245 21.672.691 1.942.361 1.436.380 109.958.677 - 109.958.677
Prestações de serviços - inter-segmentos 1.114.479 1.130.217 156.946 3.899.821 6.301.463 (6.301.463) -
Vendas - clientes externos 4.226 22.042.160 1.395.264 - 23.441.650 - 23.441.650
Outros proveitos operacionais - clientes externos 265.061 230.092 186.943 20.792 702.888 - 702.888
Outros proveitos operacionais - inter-segmentos 16.785 - 232.216 300.446 549.447 (549.447) -
Total de proveitos operacionais 86.307.796 45.075.160 3.913.730 5.657.439 140.954.125 (6.850.910) 134.103.215
Custos operacionais:
Custo dos programas exibidos e das mercadorias vendidas (40.095.392) (7.832.686) (1.201.389) - (49.129.467) - (49.129.467)
Fornecimentos e serviços externos (19.506.321) (19.916.854) (1.551.094) (3.196.193) (44.170.462) 6.850.910 (37.319.552)
Custos com o pessoal (13.672.389) (12.667.810) (957.874) (3.149.593) (30.447.666) - (30.447.666)
Amortizações e depreciações dos
activos fixos tangíveis e intangíveis (2.882.927) (386.357) (497.693) (346.140) (4.113.117) - (4.113.117)
Provisões (180.000) (109.996) (7.600) - (297.596) - (297.596)
Outros custos operacionais (1.406.290) (496.464) (149.443) (289.715) (2.341.912) - (2.341.912)
Total de custos operacionais (77.743.319) (41.410.167) (4.365.093) (6.981.641) (130.500.220) 6.850.910 (123.649.310)
Resultados operacionais 8.564.477 3.664.993 (451.363) (1.324.202) 10.453.905 - 10.453.905
Resultados financeiros:
Ganhos em empresas associadas - - - 135.786 135.786 - 135.786
Outros resultados financeiros (1.272.149) (744.844) (225.860) (3.021.408) (5.264.261) - (5.264.261)
(1.272.149) (744.844) (225.860) (2.885.622) (5.128.475) - (5.128.475)
Resultados antes de impostos e interesses minoritários 7.292.328 2.920.149 (677.223) (4.209.824) 5.325.430 - 5.325.430
Impostos sobre o rendimento (2.240.378) (897.281) 166.467 943.018 (2.028.174) - (2.028.174)
Interesses minoritários - 44.963 (19.055) (5.635) 20.273 - 20.273
Resultado do segmento 5.051.950 2.067.831 (529.811) (3.272.441) 3.317.529 - 3.317.529

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONDENSADAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2011

(Montantes expressos em Euros)

7. PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS E VENDAS POR ACTIVIDADE

Durante os semestres findos em 30 de Junho de 2011 e 2010, as prestações de serviços e vendas foram como segue:

Não auditado
Segundo Segundo
30 de Junho 30 de Junho trimestre trimestre
de 2011 de 2010 de 2011 de 2010
Prestações de serviços
Televisão
Publicidade 51.444.043 52.795.605 29.163.821 30.819.232
Canais temáticos 21.815.607 20.494.305 11.111.019 10.413.322
Multimédia 6.858.899 10.033.785 3.119.876 3.293.189
Merchandising 624.667 885.867 311.099 613.069
Outras 1.166.825 697.683 149.184 531.295
81.910.041 84.907.245 43.854.999 45.670.107
Publishing
Publicidade 19.234.812 21.393.172 11.076.059 12.657.519
Outros 837.579 279.519 415.802 (89.975)
20.072.391 21.672.691 11.491.861 12.567.544
Digital
Publicidade 1.041.556 1.141.743 615.190 691.097
Outras 808.263 800.618 388.004 376.084
1.849.819 1.942.361 1.003.194 1.067.181
Outros 1.474.357 1.436.380 1.291.500 1.107.454
Total prestações de serviços 105.306.608 109.958.677 57.641.554 60.412.286
Vendas
Publicações 16.874.550 18.259.215 8.467.728 9.086.260
Outras - publishing 2.354.605 3.782.945 1.544.758 1.779.399
Outras - televisão - 4.226 - 4.226
Outras - digital 1.243.871 1.395.264 656.166 728.653
Total vendas 20.473.026 23.441.650 10.668.652 11.598.538
Total de prestações de serviços e vendas 125.779.634 133.400.327 68.310.206 72.010.824

8. CUSTOS DOS PROGRAMAS EMITIDOS E DAS MERCADORIAS VENDIDAS

Durante os semestres findos em 30 de Junho de 2011 e 2010, os custos dos programas emitidos e das mercadorias vendidas foram como segue:

Não auditado
Segundo Segundo
30 de Junho 30 de Junho trimestre trimestre
de 2011 de 2010 de 2011 de 2010
Programas exibidos 41.664.065 40.095.392 21.140.373 20.869.405
Mercadorias vendidas 2.870.945 4.100.607 1.725.893 2.916.576
Matérias-primas consumidas 5.177.967 4.933.468 2.869.806 2.082.626
49.712.977 49.129.467 25.736.072 25.868.607

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONDENSADAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2011

(Montantes expressos em Euros)

9. FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS

Durante os semestres findos em 30 de Junho de 2011 e 2010, esta rubrica teve a seguinte composição:

Não auditado
30 de Junho
de 2011
30 de Junho
de 2010
Segundo
trimestre
de 2011
Segundo
trimestre
de 2010
Subcontratos 10.247.211 10.185.470 5.393.388 5.162.523
Trabalhos especializados 4.882.018 6.489.853 2.495.783 2.733.842
Comunicação 2.764.904 3.182.992 1.238.959 1.352.860
Conservação e reparação 2.506.820 2.492.272 1.286.630 1.100.921
Publicidade e propaganda 2.190.565 2.673.977 1.089.709 1.328.625
Honorários 3.203.782 2.966.684 1.654.491 1.801.210
Rendas e alugueres 2.002.799 1.965.031 1.071.355 1.046.492
Artigos para oferta (prémios) 1.162.653 1.455.773 395.002 565.536
Outros 5.395.055 5.907.500 2.719.959 3.040.998
34.355.807 37.319.552 17.345.276 18.133.007

10. PROVISÕES, PERDAS DE IMPARIDADE E PROCESSOS JUDICIAIS E EM CURSO

10.1 Provisões e perdas de imparidade

Durante os semestres findos em 30 de Junho de 2011 e 2010, esta rubrica teve a seguinte composição:

Não auditado
30 de Junho
de 2011
30 de Junho
de 2010
Segundo
trimestre
de 2011
Segundo
trimestre
de 2010
Provisões para outros riscos e encargos 349.376 297.596 213.275 152.596
Perdas de imparidade de goodwill (Nota 13) 29.527.255 - 29.527.255 -
29.876.631 297.596 29.740.530 152.596

10.2 Processos judiciais e fiscais em curso

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2011, os principais processos judiciais intentados contra o Grupo, foram os seguintes:

a) Providência cautelar e respectiva acção principal de impugnação de deliberações sociais

Estão pendentes no 2º Juízo no Tribunal de Comércio de Lisboa uma providência cautelar e a respectiva acção principal de impugnação de deliberações sociais, com as seguintes identificações, partes e estados:

Providência cautelar: Requerente: Ongoing Strategy Investments, SGPS, S.A., Investoffice Strategy Investments, SGPS, S.A e CTN – Conteúdos Transacionais, S.A. Requerida: Impresa Valor da acção: 30.000 Euros

Em 29 de Abril de 2011 as Requerentes requereram uma providência cautelar de suspensão das seguintes deliberações sociais:

  • i) Aprovação do Relatório de Gestão, Balanço e Contas individuais e consolidadas e ao Relatório do ROC, relativos ao exercício de 2010;
  • ii) Aprovação da proposta de utilização da reserva de prémio de emissão para cobertura de resultados transitados;

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONDENSADAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2011

(Montantes expressos em Euros)

  • iii) Aprovação da proposta de aplicação de resultados (respeitantes, respectivamente aos pontos 1 a 3 da Ordem do Dia);
  • iv) Eleição de corpos sociais para o quadriénio 2011/2014 (ponto 6 da Ordem do Dia).

A Impresa deduziu oposição à providência cautelar, em 23 de Maio de 2011. Em 30 de Junho de 2011, aguardava-se agendamento da audiência de julgamento por parte do Tribunal, a qual foi entretanto agendada para Setembro de 2011 (Nota 27).

Acção principal: Autoras: Ongoing Strategy Investments, SGPS, S.A., Investoffice Strategy Investments, SGPS, S.A e CTN – Conteúdos Transnacionais, S.A., Ré: Impresa Valor da acção: 30.000 Euros

Em 19 de Maio de 2011, foi intentada uma Acção Declarativa de Nulidade e de Anulação de Deliberações Sociais, através da qual as Autoras pretendem a anulação das deliberações sociais a que se refere a providência cautelar supra referida (e ainda da deliberação que aprovou o voto de louvor à administração e à fiscalização da sociedade). A Impresa foi citada em 12 de Julho de 2011, tendo prazo para contestar até Setembro.

Face à natureza dos processos em causa, é entendimento dos advogados da Empresa que não são quantificáveis os efeitos negativos para a Impresa da suspensão ou anulação das deliberações em causa, pelo que não foi registada qualquer provisão para os mesmos.

b) Acção de indemnização

Autores: Ongoing Strategy Investments, SGPS, S.A. e Outros Réus: Sojornal e Nicolau Fernando Ramos Santos Valor da acção: 70.130.000 Euros

Em 16 de Maio de 2011, foram os Réus notificados de uma acção declarativa de condenação, através da qual os Autores pedem a condenação dos Réus no pagamento de uma indemnização no valor de 70.130.000 Euros. Como causa de pedir, os Autores alegam, em síntese, que, por força de artigos escritos por Nicolau Santos e publicados no Expresso, a Ongoing e os seus administradores sofreram os seguintes prejuízos: (i) não realização do negócio de aquisição de uma participação no Grupo Media Capital; (ii) despesas realizadas na preparação deste negócio; e (iii) danos decorrentes da ofensa ao bom-nome e à reputação dos Autores. Em 28 de Junho de 2011, os Réus apresentaram a sua Contestação, tendo pugnado pela total improcedência dos pedidos feitos pelos Autores. O processo encontra-se ainda na fase dos Articulados.

Apesar de o valor total do pedido indemnizatório ser bastante elevado, a grande parte desse pedido corresponde ao alegado dano pela não realização do negócio de compra da Media Capital, sendo entendimento dos advogados da Empresa que é pouco provável a procedência deste pedido formulado pelos Autores. Quanto à restante fatia do pedido indemnizatório, é entendimento dos advogados da Empresa que não é possível neste momento, atenta a fase prematura do processo, realizar uma análise de risco, pelo que não foi constituída qualquer provisão para o mesmo.

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2011, foi concluído o processo fiscal "Primavera", tendo a Medipress pago, aproximadamente, o montante de 1.002.000 Euros, pelo que foi utilizada uma provisão constituída em exercícios anteriores de idêntico montante. Ainda durante aquele período, a Medipress foi notificada pelo tribunal, relativamente à anulação de liquidações adicionais em sede de Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares, relativas ao exercício de 2003, no montante de, aproximadamente, 732.000 Euros.

Relativamente aos restantes processos litigiosos em curso, detalhados no anexo às demonstrações financeiras consolidadas do Grupo em 31 de Dezembro de 2010, não existiram evoluções significativas.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONDENSADAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2011

(Montantes expressos em Euros)

11. RESULTADOS FINANCEIROS

Os resultados financeiros dos semestres findos em 30 de Junho de 2011 e 2010 têm a seguinte composição:

Não auditado
Segundo Segundo
30 de Junho 30 de Junho trimestre trimestre
de 2011 de 2010 de 2011 de 2010
Ganhos e perdas em empresas associadas (a):
Perdas em empresas associadas (688.183) - (486.404) 1.399
Ganhos em empresas associadas 270.648 135.786 124.279 69.734
(417.535) 135.786 (362.125) 71.133
Juros e outros custos financeiros:
Juros suportados (5.470.409) (4.304.118) (2.797.102) (2.191.957)
Diferenças de câmbio desfavoráveis (3.437) (245.351) (881) (236.841)
Perdas de imparidade de activos disponíveis para venda (775.710) (390.000) (580.710) (390.000)
Outros custos financeiros (390.106) (371.469) (204.965) (210.452)
(6.639.662) (5.310.938) (3.583.658) (3.029.250)
Outros proveitos financeiros:
Diferenças de câmbio favoráveis 72.938 20.255 15.010 (31.209)
Juros obtidos 17.304 10.235 13.030 3.144
Descontos de pronto pagamento obtidos 4.679 7.052 2.986 4.424
Outros proveitos financeiros 181.116 9.135 21.405 9.096
276.037 46.677 52.431 (14.545)
Resultados financeiros (6.781.160) (5.128.475) (3.893.352) (2.972.662)

(a) Esta rubrica é composta por (Nota 15):

Não auditado
30 de Junho
de 2011
30 de Junho
de 2010
Segundo
trimestre
de 2011
Segundo
trimestre
de 2010
Vasp - Distribuidora de Publicações, S.A. ("Vasp") (13.908) 36.666 39.975 38.065
Lusa - Agência de Notícias de Portugal, S.A. 270.648 71.421 124.279 5.369
Castillo de Elsinor, S.L. ("Elsinor") (659.275) 27.699 (526.379) 27.699
Visapress - Gestão de Conteúdos dos Media, C.R.L. (15.000) - - -
(417.535) 135.786 (362.125) 71.133

12. IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO

O Grupo contabiliza os impostos diferidos resultantes das diferenças temporárias entre as bases contabilísticas e fiscais dos seus activos e passivos. Neste sentido, foram reconhecidos, em 30 de Junho de 2011 e 31 de Dezembro de 2010, activos por impostos diferidos como segue:

a) Diferenças temporárias – movimentos nos impostos diferidos activos

30 de Junho de 2011:

Activos por impostos diferidos
Acréscimos Perdas de
imparidade de
Perdas de
imparidade de
Provisões
para outros
riscos e
Prejuízos
fiscais
de custos contas a receber existências encargos reportáveis Total
Saldo em 31 de Dezembro de 2010 3.418 549.723 534.699 500.634 470.349 2.058.823
Constituição/reversão - (147.633) - 10.125 (164.869) (302.377)
Saldo em 30 de Junho de 2011 3.418 402.090 534.699 510.759 305.480 1.756.446

Em 30 de Junho de 2011, o Grupo não reconheceu activos por impostos diferidos das diferenças temporárias geradas decorrente das perdas de imparidade registadas durante o semestre findo naquela data, em virtude de não ser provável a sua reversão no futuro previsível.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONDENSADAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2011

(Montantes expressos em Euros)

31 de Dezembro de 2010:

Activos por impostos diferidos
Acréscimos Perdas de
imparidade de
Perdas de
imparidade de
Provisões
para outros
riscos e
Prejuízos
fiscais
Perdas de
imparidade em
propriedades
Total
26.227 513.267 3.144.783 331.824 413.082 17.146 4.446.329
2.000 28.623 296.678 32.922 - - 360.223
(24.809) 7.833 (2.906.762) 135.888 57.267 (17.146) (2.747.729)
3.418 549.723 534.699 500.634 470.349 - 2.058.823
de custos contas a receber existências encargos reportáveis de investimento

Os prejuízos fiscais reportáveis em 30 de Junho de 2011 e 31 de Dezembro de 2010 são como segue:

30 de Junho de 2011
Prejuízos fiscais reportáveis cujos
Prejuízos fiscais reportáveis impostos diferidos activos não foram
cujos impostos diferidos registados por não serem
activos foram registados considerados recuperáveis
30 de Junho Exercícios 30 de Junho Exercícios
de 2011 anteriores de 2011 anteriores Total
RETGS 832.674 - - - 832.674
Impresa DGSM - 119.885 - 13.298 133.183
AEIOU - - 367.243 1.525.245 1.892.488
InfoPortugal 33.876 - - - 33.876
Acting Out - 235.484 - - 235.484
866.550 355.369 367.243 1.538.543 3.127.705
Taxa de imposto 25% 25%
216.638 88.842
31 de Dezembro de 2010
Prejuízos fiscais reportáveis
cujos impostos diferidos
activos foram registados
Prejuízos fiscais reportáveis cujos
impostos diferidos activos não foram
registados por não serem
considerados recuperáveis
2010 Exercícios
anteriores
2010 Exercícios
anteriores
Total
Subsidiárias Medipress - - 495.398 247.833 743.231
Impresa DGSM - 119.885 - 13.298 133.183
AEIOU 43.885 1.481.360 - - 1.525.245
Acting Out 185.184 51.080 - - 236.264
229.069 1.652.325 495.398 261.131 2.637.923
Taxa de imposto 25% 25%
57.267 413.082

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONDENSADAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2011

(Montantes expressos em Euros)

Em 30 de Junho de 2011, os prejuízos fiscais reportáveis, no montante de 3.127.705 Euros venciam-se nos seguintes exercícios:

Prejuízos fiscais
considerados para
impostos diferidos
Prejuízos fiscais não
considerados para
impostos diferidos
Total
2013 - 167.065 167.065
2014 170.990 896.395 1.067.385
2015 1.050.929 798.441 1.849.370
2016 - 43.885 43.885
1.221.919 1.905.786 3.127.705

Em 31 de Dezembro de 2010, os prejuízos fiscais reportáveis, no montante de 2.637.923 Euros venciam-se nos seguintes exercícios:

Prejuízos fiscais
considerados para
impostos diferidos
Prejuízos fiscais não
considerados para
impostos diferidos
Total
2013 160.748 29.324 190.072
2014 1.061.184 120.518 1.181.702
2015 615.577 111.289 726.866
2016 43.885 495.398 539.283
1.881.394 756.529 2.637.923

b) Impostos sobre o rendimento do exercício

O detalhe do imposto sobre o rendimento do exercício, nos semestres findos em 30 de Junho de 2011 e 2010, é o seguinte:

Não auditado
Segundo Segundo
30 de Junho 30 de Junho trimestre trimestre
de 2011 de 2010 de 2011 de 2010
Imposto corrente (370.245) (1.724.938) (259.271) (1.606.818)
Imposto diferido do período (302.377) (303.236) (1.268.661) (494.282)
(672.622) (2.028.174) (1.527.932) (2.101.100)

13. GOODWILL

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2011, os movimentos ocorridos no goodwill foram como segue:

Saldo em 31 de Dezembro de 2010 337.584.989
Perdas de imparidade no goodwill da Televisão (Nota 10) (27.990.764)
Perdas de imparidade no goodwill das Revistas (Nota 10) (1.536.491)
Saldo em 30 de Junho de 2011 308.057.734

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2010, não ocorreram movimentos no goodwill.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONDENSADAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2011

(Montantes expressos em Euros)

O detalhe do goodwill em 30 de Junho de 2011 e em 31 de Dezembro de 2010 é o seguinte:

Goodwill 30 de Junho
de 2011
31 de Dezembro
de 2010
Televisão 246.023.473 274.014.237
Revistas 38.277.358 39.813.849
Jornais 20.130.334 20.130.334
InfoPortugal 2.065.500 2.065.500
AEIOU 1.157.555 1.157.555
Olhares.com 403.514 403.514
308.057.734 337.584.989

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2011, o Grupo identificou indícios de imparidade das unidades geradoras de caixa afectas ao segmento televisão e ao sub-segmento do Publishing – revistas, tendo procedido a testes de imparidade, dos quais resultaram as perdas acima identificadas. Os indícios de imparidade identificados foram, essencialmente, a redução ocorrida no primeiro semestre de 2011 na receita publicitária destes segmentos, resultado da degradação do mercado publicitário, face às expectativas do ano anterior, bem como o aumento continuado nas taxas de juro com reflexo na subida das taxas de desconto face a Dezembro de 2010.

Em 30 de Junho de 2011, as análises de imparidade foram efectuadas internamente e basearam-se nas projecções financeiras actualizadas das unidades geradoras de caixa supra referidas, que o Conselho de Administração entende serem razoáveis e prudentes, reflectindo a sua visão quanto ao comportamento das principais variáveis de mercado e desempenho daqueles negócios face aos planos estratégicos definidos.

Nestas análises foi utilizado o método discounted cash-flow, sendo preparadas projecções de cash-flow a cinco anos e considerada uma perpetuidade a partir do quinto ano. A taxa de crescimento da perpetuidade foi estimada com base na análise do potencial de mercado de cada unidade geradora de caixa. As taxas de desconto utilizadas reflectem o nível de endividamento e custo de capital alheio de cada unidade geradora de caixa, bem como o nível de risco e rentabilidade esperados pelo accionista.

Televisão:

O valor recuperável desta unidade geradora de caixa foi determinado considerando as projecções dos fluxos de caixa de acordo com as projecções financeiras das empresas incluídas no "Grupo SIC" para um período de cinco anos, utilizando uma taxa de desconto de 10,08% (9,74% em 31 de Dezembro de 2010) e uma taxa de crescimento na perpetuidade de 2,5%.

As principais variáveis consideradas foram as seguintes:

  • Redução do mercado publicitário em 2011 e 2012, que se estima começar a inverter apenas em 2013;
  • Manutenção da quota de mercado para o período de cinco anos;
  • Aumento das receitas de subscrição dos direitos dos canais temáticos;
  • Diminuição dos custos de grelha em 2012 e manutenção para os restantes anos das projecções;
  • Renovação automática no final do respectivo prazo das licenças de exploração da actividade televisiva, sem custos adicionais.

As principais alterações face à experiência passada consideradas na avaliação de imparidade do Grupo SIC estiveram relacionadas com a diminuição significativa das receitas publicitárias face às expectativas existentes em 2010 e com o aumento da taxa de desconto, decorrente da variação no mesmo sentido da taxa de juro dos activos sem risco, no seguimento do aumento do risco da dívida soberana do Estado português.

Revistas:

O valor recuperável desta unidade geradora de caixa foi determinado considerando as projecções dos fluxos de caixa de acordo com as projecções financeiras da Medipress para um período de cinco anos, utilizando uma taxa de desconto de 10,22% (9,12% em 31 de Dezembro de 2010) e uma taxa de crescimento na perpetuidade de 2,25%.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONDENSADAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2011 (Montantes expressos em Euros)

As principais variáveis consideradas foram as seguintes:

  • Redução do mercado publicitário-alvo em 2011 e 2012 e crescimento lento a partir de 2013;
  • Diminuição da venda de revistas para o período de cinco anos;
  • Continuação da reestruturação iniciada em exercícios anteriores, direccionada para a redução dos custos operacionais.

As principais alterações face à experiência passada considerada na avaliação de imparidade da Medipress estiveram relacionadas com a diminuição das receitas publicitárias e de circulação e com o aumento da taxa de desconto, decorrente da variação no mesmo sentido da taxa de juro de activos sem risco, no seguimento do aumento do risco da dívida soberana do Estado português.

O Conselho de Administração salienta que as análises de imparidade do goodwill assentam em diversos pressupostos e variáveis macro-económicas e de mercado e correspondente desempenho económicofinanceiro futuro das unidades geradoras de caixa em questão, podendo ocorrer desvios entre os pressupostos assumidos e o comportamento real daquelas variáveis, pelo que o desempenho daquelas unidades geradoras de caixa pode ser diferente do projectado nas análises de imparidade.

14. ACTIVOS FIXOS TANGÍVEIS

As variações na rubrica de activos fixos tangíveis resultam, essencialmente, do efeito das amortizações do período, da aquisição do sistema Sonaps, da aquisição de câmaras de slow motion e obras da beneficiação dos estúdios da SIC Notícias.

15. INVESTIMENTOS FINANCEIROS

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2011 e o exercício findo em 31 de Dezembro de 2010, o movimento ocorrido nos investimentos financeiros foi como segue:

30 de Junho de 2011:

Investimentos
Investimentos
em associadas
em outras
empresas
Total
Saldo em 31 de Dezembro de 2010 5.186.866 33.703 5.220.569
Aplicação do método de equivalência patrimonial (Nota 11) 172.681 - 172.681
Aumentos (a) - 15.000 15.000
Distribuição de dividendos da Lusa (73.132) - (73.132)
Perdas de imparidade (Nota 11) (b) (575.216) (15.000) (590.216)
Saldo em 30 de Junho de 2011 4.711.199 33.703 4.744.902

(a) Esta rubrica corresponde a uma dotação efectuada ao ITEXAMPLE, ACE.

(b) Esta rubrica corresponde a perdas de imparidade relacionadas com investimentos na Elsinor (Investimentos em associadas) e na Visapress (Investimentos em outras empresas).

31 de Dezembro de 2010:

Investimentos
em associadas
Investimentos
em outras
empresas
Total
Saldo em 31 de Dezembro de 2009 5.581.064 18.703 5.599.767
Aplicação do método de equivalência patrimonial 250.784 - 250.784
Distribuição de dividendos da Lusa (52.110) - (52.110)
Constituição do ITEXAMPLE, ACE - 15.000 15.000
Perdas de imparidade (593.034) - (593.034)
Outros 162 - 162
Saldo em 31 de Dezembro de 2010 5.186.866 33.703 5.220.569

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONDENSADAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2011

(Montantes expressos em Euros)

16. PROPRIEDADES DE INVESTIMENTO

Em 30 de Junho de 2011 e 31 de Dezembro de 2010, o detalhe das propriedades de investimento detidas pelo Grupo é como segue:

30 de Junho
de 2011
31 de Dezembro
de 2010
Terreno "FNAC" 6.107.685 6.107.685

No semestre findo em 30 de Junho de 2011, não ocorreram quaisquer movimentos na rubrica "Propriedades de investimento".

O movimento ocorrido no exercício findo em 31 de Dezembro de 2010 é como segue:

31 de Dezembro de 2010:
Saldo em 31 de Dezembro de 2009 6.219.369
Abates (46.938)
Utilizações (64.746)
Saldo em 31 de Dezembro de 2010 6.107.685

Durante o exercício findo de 31 Dezembro de 2010, o Grupo solicitou a uma entidade independente uma avaliação sobre aquele activo, segundo o qual o seu valor de mercado é superior ao seu valor contabilístico. Em Julho de 2011, foi celebrada a escritura e registo na Conservatória do Registo Predial do terreno FNAC (Nota 27).

17. DIREITOS DE TRANSMISSÃO DE PROGRAMAS E EXISTÊNCIAS

Em 30 de Junho de 2011 e 31 de Dezembro de 2010, o valor dos direitos de transmissão de programas e das existências tinha o seguinte detalhe:

30 de Junho
de 2011
31 de Dezembro
de 2010
Não Não
corrente Corrente corrente Corrente
Direitos de transmissão:
Valor bruto:
Direitos de transmissão 23.054.544 15.711.114 19.801.805 16.609.012
Produtos e trabalhos em curso - 525.184 - 437.007
Adiantamentos por conta de compras 557.128 3.721.090 557.128 7.566.769
23.611.672 19.957.388 20.358.933 24.612.788
Ajustamentos no valor de realização:
Reduções acumuladas no valor de realização (saldo inicial) (1.285.371) (1.131.648) (12.424.231) -
Utilização de reduções acumuladas - - 10.007.212 -
Reclassificação de reduções acumuladas no valor de realização 590.700 (590.700) 1.131.648 (1.131.648)
Reduções acumuladas no valor de realização (saldo final) (694.671) (1.722.348) (1.285.371) (1.131.648)
Valor líquido de realização dos direitos de transmissão 22.917.001 18.235.040 19.073.562 23.481.140
Existências:
Valor bruto:
Matérias primas, subsidiárias e de consumo - 2.545.939 - 2.332.568
Mercadorias - 377.840 - 295.038
Produtos e trabalhos em curso - 586.194 - 151.763
Valor líquido de realização das existências - 3.509.973 - 2.779.369
Valor liquido de realização dos direitos de transmissão e das existências 22.917.001 21.745.013 19.073.562 26.260.509

Em 30 de Junho de 2011 e 31 de Dezembro de 2010, a rubrica "Adiantamentos por conta de compras" inclui pagamentos efectuados pela SIC a fornecedores de programas, ao abrigo de contratos celebrados com estas entidades, referentes a direitos de transmissão de programas que, a esta data, ainda não se encontravam disponíveis para exibição.

Em 30 de Junho de 2011 e 31 de Dezembro de 2010, o Grupo não possui inventários dados como garantia pelo cumprimento de passivos.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONDENSADAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2011

(Montantes expressos em Euros)

18. CLIENTES E CONTAS A RECEBER

Em 30 de Junho de 2011 e 31 de Dezembro de 2010, esta rubrica tinha o seguinte detalhe:

30 de Junho de 2011 31 de Dezembro de 2010
Perdas de Perdas de
Valor imparidade Valor Valor imparidade Valor
bruto acumuladas realizável bruto acumuladas realizável
Clientes 54.066.601 (9.566.262) 44.500.339 38.056.095 (9.097.640) 28.958.455
Facturação a emitir:
Serviços de valor acrescentado 957.102 - 957.102 1.063.930 - 1.063.930
Direitos de transmissão de televisão
dos canais temáticos 952.187 - 952.187 932.053 - 932.053
Direitos de transmissão de televisão
do canal generalista 792.236 - 792.236 84.594 - 84.594
Publicidade 188.795 - 188.795 26.943 - 26.943
Outra facturação a emitir 517.880 - 517.880 288.629 - 288.629
Descontos a receber:
Rappel a receber 493.889 - 493.889 676.485 - 676.485
57.968.690 (9.566.262) 48.402.428 41.128.729 (9.097.640) 32.031.089

O aumento das contas a receber de clientes resulta, essencialmente, do facto de, no primeiro semestre de 2011, o Grupo não ter procedido à emissão das notas de crédito por conta de descontos comerciais ("rappel") atribuídos aos seus principais clientes, que se encontram especializadas na rubrica "Outros passivos correntes" (Nota 23). Em 31 de Dezembro de 2010, o Grupo já tinha procedido à emissão das notas de crédito relativas ao rappel daquele exercício.

19. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

Em 30 de Junho de 2011 e 2010 e em 31 de Dezembro de 2010, a discriminação de caixa e seus equivalentes constante na demonstração dos fluxos de caixa, é como segue:

30 de Junho
de 2011
31 de Dezembro
de 2010
30 de Junho
de 2010
Numerário 183.102 121.676 184.610
Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis 5.045.822 6.805.023 6.483.544
5.228.924 6.926.699 6.668.154
Descobertos bancários (15.730.285) (13.944.980) (7.048.578)
(10.501.361) (7.018.281) (380.424)

A rubrica de caixa e equivalentes a caixa evidenciada na demonstração dos fluxos de caixa compreende os valores de caixa e depósitos imediatamente mobilizáveis, para os quais o risco de alteração de valor é insignificante, deduzidos dos descobertos bancários. Na demonstração da posição financeira, os descobertos bancários são incluídos na rubrica "Empréstimos obtidos" do passivo corrente.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONDENSADAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2011

(Montantes expressos em Euros)

20. CAPITAL PRÓPRIO ATRIBUÍVEL A ACCIONISTAS DA EMPRESA MÃE

Composição do capital: Em 30 de Junho de 2011 e 31 de Dezembro de 2010, o capital encontrava-se totalmente subscrito e realizado e ascendia a 84.000.000 Euros, sendo constituído por 168.000.000 acções com o valor nominal de cinquenta cêntimos, sendo detido como segue, de acordo com as participações qualificadas comunicadas à CMVM:

30 de Junho
de 2011
31 de Dezembro
de 2010
Percentagem
detida
Montante
Percentagem
detida
Montante
Impreger - Sociedade Gestora
de Participações Sociais, S.A. ("Impreger") 50,31% 42.257.294 50,31% 42.257.294
Investoffice - Investimentos e Consultoria Financeira, S.A. (a) 19,07% 16.016.107 21,58% 18.127.528
Madre - S.G.P.S., S.A. 4,55% 3.822.925 4,14% 3.477.928
Grupo BPI 3,73% 3.131.516 3,94% 3.312.173
CTN - Conteúdos Transacionais, S.A. (a) 3,50% 2.940.000 - -
Ongoing Strategy Investments, SGPS, S.A. (a) 1,30% 1.090.000 1,30% 1.090.000
Credit Suisse Group AG - - 3,95% 3.320.559
Outros 17,55% 14.742.158 14,78% 12.414.518
100,00% 84.000.000 100,00% 84.000.000

(a) Entidades controladas pelo Grupo Ongoing.

Prémios de emissão de acções: O valor registado nesta rubrica resulta dos ágios obtidos nos aumentos de capital, ocorridos em exercícios anteriores. Segundo a legislação em vigor, a utilização do valor incluído nesta rubrica segue o regime aplicável à reserva legal, ou seja, não pode ser distribuído aos accionistas, podendo, contudo, ser utilizado para absorver prejuízos depois de esgotadas todas as outras reservas, ou incorporado no capital.

Reserva legal: A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da Empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos, depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.

Conforme deliberado em Assembleia Geral de accionistas realizada em 19 de Abril de 2011, o resultado líquido do exercício findo em 31 de Dezembro de 2010, apurado nas demonstrações financeiras individuais da Impresa, foi aplicado conforme segue:

Reserva legal 83.642
Reservas livres 1.589.193
1.672.835

Adicionalmente, ainda naquela Assembleia Geral foi deliberada a cobertura, nas contas individuais, dos resultados transitados negativos através da transferência de 61.722.986 Euros da rubrica "Prémio de emissão de acções", pelo que este movimento foi também efectuado nas contas consolidadas.

21. EMPRÉSTIMOS

No semestre findo em 30 de Junho de 2011, o Grupo contratou uma nova conta-corrente caucionada com o Montepio Geral, no montante máximo de 1.500.000 Euros, a qual ainda não foi utilizada. A variação ocorrida nesta rubrica face a 31 de Dezembro de 2010, respeita, essencialmente, aos reembolsos de empréstimos efectuados de acordo com os respectivos planos de pagamentos e à variação dos montantes utilizados de contas caucionadas e descobertos bancários anteriormente negociados.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONDENSADAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2011

(Montantes expressos em Euros)

22. FORNECEDORES E CONTAS A PAGAR

Em 30 de Junho de 2011 e 31 de Dezembro de 2010, esta rubrica tinha o seguinte detalhe:

30 de Junho
de 2011
31 de Dezembro
de 2010
Fornecedores, conta corrente 34.986.459 35.132.223
Fornecedores de imobilizado, conta corrente 368.462 663.922
35.354.921 35.796.145

23. OUTROS PASSIVOS CORRENTES

Em 30 de Junho de 2011 e 31 de Dezembro de 2010, estas rubricas tinham o seguinte detalhe:

30 de Junho
de 2011
31 de Dezembro
de 2010
Adiantamentos de clientes 207.579 3.482.385
Estado e outros entes públicos 9.307.443 9.106.325
Acréscimos de custos (a) 29.596.447 18.931.221
Proveitos diferidos 9.033.301 7.944.904
Outros passivos (b) 1.196.927 7.799.167
49.341.697 47.264.002
  • (a) O aumento resulta, essencialmente, da especialização de descontos comerciais a conceder a clientes (Nota 18).
  • (b) Em 31 de Dezembro de 2010, esta rubrica incluía o valor actual da última prestação a pagar, no montante de 6.458.970 Euros, decorrente da aquisição, em 2009, da participação adicional do capital da SIC Notícias à Zon Conteúdos – Actividade de Televisão e de Produção de Conteúdos, S.A., tendo sido pago durante o semestre findo em 30 de Junho de 2011.

24. PASSIVOS CONTINGENTES

Em 30 de Junho de 2011, as garantias prestadas pelo Grupo são as apresentadas no anexo às demonstrações financeiras consolidadas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2010, tendo sido solicitada a emissão das seguintes garantias adicionais durante o semestre findo em 30 de Junho de 2011:

  • Garantias prestadas pela SIC, Medipress e Sojornal ao Governo Civil de Lisboa relativas ao cumprimento de novos concursos, no montante de 1.146.150 Euros;
  • Garantia adicional prestada pela SIC no âmbito de contratos de locação financeira para aquisição de equipamentos técnicos, no montante de 1.142.295 Euros;
  • Garantias prestadas às Câmaras Municipais de Lisboa e de Almada e à Polis Litoral Ria de Aveiro pela InfoPortugal, no valor total de 22.396 Euros, relacionadas com projectos que estão a ser realizados pela mesma;
  • Garantia prestada pela Medipress, no montante de 22.500 Euros, decorrente de um processo judicial em curso;
  • Aumento do valor da garantia prestada à Union des Associations Europeenes Football para garantir o bom cumprimento do contrato Euro 2012, de 1.187.500 Euros para 2.300.000 Euros.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONDENSADAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2011

(Montantes expressos em Euros)

Adicionalmente, em 31 de Dezembro de 2010, existiam as seguintes garantias prestadas, que durante o semestre findo em 30 de Junho de 2011 deixaram de existir:

  • Garantias prestadas pela SIC e Medipress ao Governo Civil de Lisboa, no montante de 1.168.873 Euros, de concursos que terminaram;
  • Garantia prestada à Repartição de Finanças de Oeiras, no montante de 932.400 Euros, dado o término do processo fiscal "Primavera" do ano de 2005 (Nota 10).

25. COMPROMISSOS ASSUMIDOS

25.1 Pensões

Determinadas empresas do Grupo (Impresa, Sojornal e Medipress) assumiram o compromisso de conceder aos empregados e a administradores remunerados, admitidos até 5 de Julho de 1993, prestações pecuniárias a título de complementos de pensões de reforma por velhice e invalidez. Estas prestações são calculadas com base numa percentagem crescente com o número de anos de serviço, aplicada à tabela salarial, ou numa percentagem fixa aplicada ao salário base, definida como sendo os valores em 2002.

O Grupo constituiu um fundo de pensões autónomo para fazer face ao pagamento das prestações pecuniárias acima referidas.

De acordo com um estudo actuarial realizado pela sociedade gestora do fundo, o valor actual das responsabilidades do conjunto das empresas supra referidas por serviços passados dos seus empregados activos e reformados, em 30 de Junho de 2011, foi estimado em 3.702.141 Euros (3.762.271 Euros em 31 de Dezembro de 2010), sendo que o valor do fundo a essa data ascendia a 5.481.043 Euros (5.394.745 Euros em 31 de Dezembro de 2010).

25.2. Compromissos para a aquisição de programas

Em 30 de Junho de 2011 e 31 de Dezembro de 2010, o Grupo tinha contratos ou acordos celebrados com terceiros para a compra de direitos de exibição de filmes, séries e outros programas nos montante de 11.694.035 Euros e 13.920.444 Euros, respectivamente, não incluídos na demonstração da posição financeira, de acordo com os critérios valorimétricos utilizados, como segue:

Ano de disponibilidade dos títulos
Ano de disponibilidade dos títulos
2013
Sem data
2013
Sem data
Natureza
2011
2012
e seguintes
definida
Total
2011
2012
e seguintes
definida
Total
Entretenimento
2.953.100
-
-
-
2.953.100
681.094
-
-
-
Filmes
396.103
60.291
-
24.260
480.654
1.557.557
75.960
-
23.500
1.657.017
681.094
Formato
727.395
-
-
-
727.395
879.429
-
-
-
879.429
Novelas
3.440.854
-
-
-
3.440.854
4.620.729
-
-
-
4.620.729
Infantis
252.578
51.400
18.389
-
322.367
502.770
-
-
-
502.770
Documentários
411.981
77.340
83.600
28.704
601.625
143.904
-
-
-
143.904
Séries 60'
193.050
-
-
79.310
272.360
156.029
-
-
-
156.029
Mini séries
3.472
18.208
-
24.000
45.680
3.472
-
-
24.000
27.472
Desporto
2.850.000
-
-
-
2.850.000
1.952.000
3.300.000
-
-
5.252.000
11.228.533
207.239
101.989
156.274
11.694.035
10.496.984
3.375.960
-
47.500
13.920.444
30 de Junho de 2011 31 de Dezembro de 2010
Ano limite para exibição dos títulos Ano limite para exibição dos títulos
Natureza 2011 2012 2013
e seguintes
Sem data
definida
Total 2011 2012 2013
e seguintes
Sem data
definida
Total
Entretenimento 126.790 2.159.414 666.896 - 2.953.100 285.778 86.101 309.215 - 681.094
Filmes 14.401 13.932 428.061 24.260 480.654 48.740 100.920 1.483.857 23.500 1.657.017
Formato 236.775 25.000 465.620 - 727.395 798.699 25.000 55.730 - 879.429
Novelas 1.427.004 2.013.850 - - 3.440.854 4.616.179 4.550 - - 4.620.729
Infantis 1.491 11.151 309.725 - 322.367 19.348 135.968 347.454 - 502.770
Documentários 32.856 77.155 462.910 28.704 601.625 118.904 - 25.000 - 143.904
Séries 60' - 20.698 172.352 79.310 272.360 9.460 19.934 126.635 - 156.029
Mini séries - 3.472 18.208 24.000 45.680 - 3.472 - 24.000 27.472
Desporto - 2.850.000 - - 2.850.000 1.152.000 4.100.000 - - 5.252.000
1.839.317 7.174.672 2.523.772 156.274 11.694.035 7.049.108 4.475.945 2.347.891 47.500 13.920.444

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONDENSADAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2011

(Montantes expressos em Euros)

25.3. Compromissos para a aquisição de activos fixos tangíveis

Em 30 de Junho de 2011 e em 31 de Dezembro de 2010, existiam compromissos para aquisição de activos fixos tangíveis nos montantes de, aproximadamente, 1.400.000 Euros e 3.164.000 Euros, respectivamente.

25.4. Locações operacionais

No exercício findo em 31 Dezembro de 2004, a SIC alienou o edifício da sua sede a um fundo de investimento, por 12.300.000 Euros, tendo adicionalmente celebrado um contrato de arrendamento daquele edifício pelo período de 15 anos, pagando uma renda anual de 816.500 Euros no primeiro ano de vigência do contrato e 873.000 Euros a partir do segundo ano, sujeita a actualizações anuais em função da taxa de inflação.

No exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, a GMTS celebrou um contrato de arrendamento, por um período de 5 anos, de um imóvel onde se encontram implantados os novos estúdios da SIC, pagando uma renda anual de, aproximadamente, 236.000 Euros, sujeita a actualizações anuais em função da portaria publicada para o efeito.

Adicionalmente, o Grupo utiliza ainda outros bens em regime de locação operacional.

Os contratos de locação operacional em vigor não possuem rendas contingentes. As rendas de contratos de locação operacional vencem-se como segue:

30 de Junho
de 2011
31 de Dezembro
de 2010
- no prazo de um ano 1.885.481 Euros 2.387.463 Euros
- entre um ano e cinco anos 6.828.647 Euros 6.206.823 Euros
- mais de cinco anos 4.052.269 Euros 3.858.350 Euros

25.5 Compromissos para a aquisição de participações financeiras

A AEIOU assumiu o compromisso de adquirir uma participação adicional de 10% do capital da Olhares.com após a aprovação em Assembleia Geral das contas auditadas do exercício de 2012 por um valor que varia entre, aproximadamente, 60.000 Euros e 100.000 Euros.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONDENSADAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2011

(Montantes expressos em Euros)

26. PARTES RELACIONADAS

Em 30 de Junho de 2011, os saldos e as transacções com partes relacionadas são as seguintes:

Saldos
Depósitos Contas a Contas a Empréstimos
à ordem receber pagar obtidos
Grupo BPI 5.186.796 20.572 - 132.470.526
Vasp - 4.263.372 802.042 -
Vasp Premium - Entrega personalizada de
publicações, Lda. ("Vasp Premium") - 13.322 29.544 -
Vasp TMK - Soluções de Trademarketing, Lda. ("Vasp TMK") - 5.167 15.305 -
Compta - Equipamentos e Serviços de
Informática, S.A. ("Compta") - - 216 -
Morais Leitão, Galvão Teles, Soares
da Silva & Associados - - 60.087 -
7 Graus II - Soluções Web, Lda. - 2.365 - -
SP-Televisão, Lda. - 198.829 1.925.258 -
Mobbit Systems, Infocomunicação, S.A. ("Mobbit") (a) - 34.020 - -
Económico TV - New Media, S.A. (a) - 104.292 - -
S.T.& S.F. - Sociedade de Publicações, Lda. ("S.T.& S.F.") (a) - 54.509 - -
CRB&A - Costa Reis, Barran & Associados -
Sociedade de advogados, RL ("CRB&A") - - (2.072) -
5.186.796 4.696.448 2.830.380 132.470.526
Transacções
Serviços
obtidos
Custos com
o pessoal
Custos
financeiros
Vendas e
serviços
prestados
Proveitos
financeiros
Impreger - S.G.P.S, S.A. 44.892 - - - -
Grupo BPI - - 3.564.795 71.506 9.261
Conselho de Administração - 642.381 - - -
Vasp (Nota 6) 330.102 - - 14.908.873 -
Vasp Premium (Nota 6) 84.443 - - 32.049 -
Vasp TMK (Nota 6) 25.290 - - 8.250 -
ST & SF - Sociedade de Publicações, Lda. 550 - - - -
Compta 9.793 - - - -
Compta - Infra-estruturas e Segurança, S.A. 20.277 - - - -
Morais Leitão, Galvão Teles, Soares
da Silva & Associados 210.684 - - 10.733 -
7 Graus II - Soluções Web, Lda 3.000 - - 4.859 -
SP-Televisão, Lda 7.620.800 - - 362.125 -
CRB&A 21.671 - - - -
8.371.502 642.381 3.564.795 15.398.395 9.261

(a) Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2011, foram registadas perdas de imparidade de contas a receber de empresas do Grupo Ongoing, no montante de, aproximadamente, 193.000 Euros, tendose diligenciado os procedimentos judiciais necessários para a cobrança daquele montante.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONDENSADAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2011

(Montantes expressos em Euros)

Em 30 de Junho de 2010, os saldos e as transacções com partes relacionadas são as seguintes:

Saldos
Depósitos Contas a Contas a Empréstimos
à ordem receber pagar obtidos
Grupo BPI 10.139.939 21.600 - 142.828.681
Conselho de Administração - - 103.803 -
Vasp - 4.717.135 1.012.792 -
Vasp Premium - 13.948 25.032 -
Vasp TMK - 19.309 6.538 -
Compta - 1.800 1.677 -
Morais Leitão, Galvão Teles, Soares
da Silva & Associados - - 63.490 -
7 Graus II - Soluções Web, Lda.
SP - Televisão, Lda. - 76.152 1.452.000 -
S.T.& S.F. - 34.020 - -
Mobbit - 104.292 - -
Económico TV - New Media, S.A. - 54.509 - -
10.139.939 5.042.765 2.665.332 142.828.681
Transacções
Serviços
obtidos
Custos com
o pessoal
Custos
financeiros
Vendas e
serviços
prestados
Proveitos
financeiros
Impreger 44.892 - - - -
Grupo BPI 25.704 - 2.834.296 148.350 10.179
Conselho de Administração - 630.675 - - -
Vasp (Nota 6) 636.165 - - 18.731.382 -
Vasp Premium (Nota 6) 65.801 - - 44.141 -
Vasp TMK (Nota 6) 92.813 - - 24.019 -
Compta 19.033 - - 4.129 -
Compta - Infra-estruturas e Segurança, S.A.
Morais Leitão, Galvão Teles, Soares
16.385 - - - -
da Silva & Associados 92.668 - - - -
7 Graus II - Soluções Web, Lda. 14.670 - - - -
SP - Televisão, Lda. 6.858.014 - - 239.590 -
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Os termos ou condições praticados entre a Impresa e partes relacionadas são substancialmente idênticos aos que normalmente seriam contratados, aceites e praticados entre entidades independentes em operações comparáveis.

Alguns accionistas da Impresa são instituições financeiras, com as quais são estabelecidos acordos comerciais no normal decurso da actividade da Impresa, com condições semelhantes aos que normalmente são contratados entre entidades independentes. As actividades desenvolvidas no âmbito desses acordos comerciais respeitam essencialmente à prestação de serviços de publicidade por parte do Grupo Impresa e à concessão de empréstimos por parte dessas instituições financeiras. No início de 2005, o Grupo Impresa adquiriu ao Grupo BPI 49% do capital da SIC e obteve um empréstimo de 152.500.000 Euros para financiar aquela aquisição, cujo saldo, em 30 de Junho de 2011, é de 125.032.787 Euros.

As transacções entre empresas incluídas no perímetro de consolidação foram anuladas no processo de consolidação, estando evidenciadas na Nota 6.

Atendendo à estrutura de governação e ao processo de tomada de decisão, o Grupo apenas considera "pessoal chave da gerência" o Conselho de Administração, uma vez que as principais decisões relacionadas com a sua actividade são tomadas pela Comissão Executiva da Impresa, de que apenas fazem parte membros do Conselho de Administração.

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2011 e 2010, não foram pagos complementos de pensões pelo fundo de pensões a membros do Conselho de Administração.

Durante aqueles exercícios, não foram atribuídos benefícios de longo prazo, de cessação de contrato ou pagamentos em acções aos membros do Conselho de Administração.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONDENSADAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2011 (Montantes expressos em Euros)

27. EVENTOS SUBSEQUENTES

Em Julho de 2011, foi celebrada a escritura e registo na Conservatória do Registo Predial do terreno FNAC. Adicionalmente foi marcada para Setembro de 2011, a audiência do processo da providência cautelar intentada pela Ongoing (Nota 10).

ANEXO A QUE SE REFERE A ALÍNEA A) DO Nº 1 DO ARTº 9º DO REGULAMENTO Nº 05/2008 DA C.M.V.M.

(Ações detidas pelos membros dos órgãos de administração e fiscalização da sociedade com referência a 30/06/2011)

Ações
Membros do Conselho de Administração Detidas em
31.12.10
Adquiridas Transmitidas Detidas em
30.06.11
Francisco José Pereira Pinto de Balsemão 2.378.840 141.160 0 2.520.000
Pedro Lopo de Carvalho Norton de Matos 0 0 0 0
Francisco Maria Supico Pinto Balsemão 8.246 0 0 8.246
Alexandre de Azeredo Vaz Pinto 140 0 0 140
António Soares Pinto Barbosa 0 0 0 0
Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta
Correia
0 0 0 0
Miguel Luís Kolback da Veiga 0 0 0 0
José Manuel Archer Galvão Teles 0 0 0 0

Francisco José Pereira Pinto de Balsemão – Adquiriu, em 12.01.11, 42.346 ações, ao preço de €1,17, cada uma; adquiriu, em 12.01.11, 45.147 ações, ao preço de €1,18, cada uma; adquiriu, em 12.01.11, 11.160 ações, ao preço de €1,19, cada uma; adquiriu, em 13.01.11, 10.000 ações, ao preço de €1,19, cada uma; adquiriu, em 13.01.11, 20.000 ações, ao preço de €1,20, cada uma; adquiriu, em 13.01.11, 12.507 ações, ao preço de €1,21, cada uma. Na IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA, sociedade que se encontra em relação de domínio com a IMPRESA, detinha, através da sociedade BALSEGER, SGPS, SA, por si participada em 99,99999%, em 31.12.10, 12.083.901 ações, posição que, por não ter havido qualquer aquisição/alienação no 1º semestre de 2011, se mantinha igual em 30.06.11. Sua mulher, Maria Mercedes Aliú Presas Pinto de Balsemão, detinha, em 31.12.10, 868 ações da IMPRESA, posição que, por não ter havido qualquer aquisição/alienação no 1º semestre de 2011, se mantinha igual em 30.06.11. A IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA, de que é Presidente do Conselho de Administração, detinha, em 31.12.10, 84.514.588 ações, posição que, por não ter havido qualquer aquisição/alienação no 1º semestre de 2011, se mantinha igual em 30.06.11. A Sociedade Francisco Pinto Balsemão, Lda., de que é Gerente, detinha, em 31.12.10, 140 ações, posição que, por não ter havido qualquer aquisição/alienação no 1º semestre de 2011, se mantinha igual em 30.06.11.

Pedro Lopo de Carvalho Norton de Matos – Não fez nenhuma aquisição/alienação no 1º semestre de 2011.

Francisco Maria Supico Pinto Balsemão – Não fez nenhuma aquisição/alienação no 1º semestre de 2011. A IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA, de que é Administrador, detinha, em 31.12.10, 84.514.588 ações, posição que, por não ter havido qualquer aquisição/alienação no 1º semestre de 2011, se mantinha igual em 30.06.11.

Alexandre de Azeredo Vaz Pinto – Não fez nenhuma aquisição/alienação no 1º semestre de 2011.

António Soares Pinto Barbosa – Não fez nenhuma aquisição/alienação no 1º semestre de 2011.

Maria Luísa Coutinho Ferreira Leite de Castro Anacoreta Correia – Não fez nenhuma aquisição/alienação no 1º semestre de 2011.

Miguel Luís Kolback da Veiga – Não fez nenhuma aquisição/alienação no 1º semestre de 2011.

José Manuel Archer Galvão Teles – Não fez nenhuma aquisição/alienação no 1º semestre de 2011.

Ações
Fiscal Único e Suplente Detidas em
31.12.10
Adquiridas Transmitidas Detidas em
30.06.11
Deloitte & Associados, SROC, SA 0 0 0 0
Luís Augusto Gonçalves Magalhães (ROC) 0 0 0 0

LISTA DE TITULARES COM PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS A QUE SE REFERE A ALÍNEA C) DO Nº1 DO ARTº 9º DO REGULAMENTO Nº 05/2008 DA C.M.V.M.

(Com referência a 30 de Junho de 2011)

Titular c/participação qualificada Quantidade de
Ações Detidas
Percentagem de
direitos de voto
IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA
Diretamente
Através do Presidente do Conselho de Administração, Dr.
Dr. Francisco José Pereira Pinto de Balsemão
Através do Vice-Presidente do Conselho de Administração,
Engº Francisco Maria Supico Pinto Balsemão
Através da Presidente do Conselho Fiscal, Dr. António
* Flores de Andrade
Total imputável
(a) – A IMPREGER, Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA é detida maio-
(a) – ritariamente pela sociedade BALSEGER, Sociedade Gestora de Participações
(a) – Sociais, SA, a qual é detida em 99,99% pelo Dr. Francisco José Pereira Pinto de
(a) – Balsemão, pelo que os referidos direitos de voto lhes são igualmente imputá-
(a) – veis.
84.514.588
2.520.000
8.246
160
87.042.994
50,306%
1,500%
0,005%
0,000%
51,811%
Ongoing Strategy Investments, S.G.P.S., SA (a)
Diretamente
Através da Investoffice – Investimentos e Consultoria Finan-
ceira, SA
Através da CTN – Conteúdos Transnacionais, SA
* Através de membro do órgão de administração
Total imputável
(a) – A Ongoing Strategy Investments, S.G.P.S., SA é detida maioritariamente pela
(a) – sociedade RS Holding, SGPS, SA, a qual é detida em 99,99% pela Sra. D. Isa-
(a) – bel Maria Alves Rocha dos Santos, pelo que os referidos direitos de voto lhes
(a) – são igualmente imputáveis.
2.180.000
32.032.214
5.880.000
20.000
40.112.214
1,297%
19,067%
3,500%
0,012%
23,876%
Madre – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA
* Diretamente (a)
Total imputável
(a) – A Madre – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA é controlada pela
(a) – Madre – Empreendimentos Turísticos, SA, que por sua vez é controlada pelo
(a) – Sr. António da Silva Parente, pelo que os referidos direitos de voto lhes são
(a) – igualmente imputáveis.
7.645.850
7.645.850
4,551%
4,551%
BANCO BPI, SA
* Diretamente
* Através do BPI Vida – Companhia de Seguros de Vida, SA
6.200.000
63.032
3,690%
0,038%
Total imputável 6.263.032 3,728%