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Impresa Interim / Quarterly Report 2006

Sep 29, 2006

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Interim / Quarterly Report

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RELATÓRIO ÚNICO DE GESTÃO (1º Semestre de 2006)

Dando cumprimento às exigências impostas por lei às sociedades abertas, o Conselho de Administração da IMPRESA – SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, SA vem apresentar o seu RELATÓRIO ÚNICO DE GESTÃO relativo às Contas do 1º semestre do exercício de 2006.

A) CONTAS CONSOLIDADAS

As contas deste período foram elaboradas de acordo com o normativo IAS/IFRS, à semelhança das contas comparáveis respeitantes ao 1º semestre de 2005.

1. Principais factos do 2º trimestre de 2006

  • Não inclusão, na consolidação do segmento jornais, da Publiregiões, editora do Jornal da Região, alienada em Abril, e da gráfica Imprejornal, cuja alienação está prevista para o 2º semestre de 2006. Todas as comparações estão efectuadas em relação às contas pró-forma de 2005, que foram ajustadas pelo mesmo critério.
  • Receitas consolidadas de 73,5 M€, o que corresponde a uma descida de 1% no 2º trimestre, em comparação com o período homólogo de 2005, sendo de salientar:
    • Subida de 0,3% nas receitas publicitárias, com performances positivas nos segmentos televisão e revistas.
    • Descida de 20,8% na venda de publicações.
    • Subida de 14,9% na venda de produtos associados.
    • Descida de 9,6% nas receitas com canais temáticos.
    • Subida de 48,1% nas receitas de multimédia.
    • Subida de 45,9% na rubrica outras receitas.
  • Margem EBITDA de 18,7%, contra 27,5% pró-forma. O EBITDA atingiu 13,7 M€ no 2º trimestre.
  • Resultado líquido positivo de 6,85 M€, uma descida de 41,2% no 2º trimestre, em comparação com o período homólogo de 2005.

Jun-05
(Valores em 000 €) Jun-06 (pró-forma) var(%) 2º T 06 2º T 05 (pf) var(%)
Receitas Consolidadas 126.655 134.993 -6,2% 73.459 74.173 -1,0%
Publicidade 84.883 87.667 -3,2% 51.675 51.505 0,3%
Venda de Publicações 15.420 18.044 -14,5% 7.432 9.389 -20,8%
Canais Temáticos 15.029 15.652 -4,0% 7.308 8.081 -9,6%
Produtos Alternativos 5.632 6.346 -11,2% 3.691 3.214 14,9%
Multimédia 2.871 3.849 -25,4% 1.651 1.115 48,1%
Outras Receitas 3.757 4.522 -16,9% 2.252 1.543 45,9%
Receitas Televisão 80.793 85.733 -5,8% 47.574 46.741 1,8%
Receitas Jornais 27.129 28.867 -6,0% 15.019 15.699 -4,3%
Receitas Revistas 19.670 21.480 -8,4% 11.416 12.631 -9,6%
EBITDA 18.923 29.163 -35,1% 13.763 20.399 -32,6%
Margem EBITDA 14,9% 21,6% 18,7% 27,5%
EBITDA Televisão 13.112 22.681 -42,2% 9.855 15.007 -34,3%
EBITDA Jornais 5.515 6.591 -22,6% 3.379 3.983 -15,1%
EBITDA Revistas 1.107 1.838 -39,8% 890 1.465 -39,3%
EBIT Consolidado 15.158 25.159 -40,0% 11.897 18.463 -35,6%
Margem EBIT 12,0% 18,6% 16,2% 24,9%
Resultados Líquidos 7.021 15.178 -53,7% 6.856 11.661 -41,2%
Dívida Líquida (M€) 215,4 221,0 -2,6% 215,4 221,0 -2,6%

Tabela 1. Principais indicadores IMPRESA Consolidada

2. Televisão

Tabela 2. Indicadores do segmento Televisão

Jun-06 Jun-05 var % 2º T 06 2º T 05 var %
Receitas Totais 80.792.717 85.732.634 -5,8% 47.574.259 46.740.935 1,8%
Publicidade 59.136.218 63.195.808 -6,4% 36.363.439 36.143.626 0,6%
Canais Temáticos 15.028.551 15.652.093 -4,0% 7.308.078 8.080.971 -9,6%
Outras Receitas 6.627.948 6.884.732 -3,7% 3.902.742 2.516.338 55,1%
EBITDA 13.111.693 22.681.420 -42,2% 9.855.328 15.007.322 -34,3%
EBITDA (%) 16,2% 26,5% 20,7% 32,1%
Res. antes impostos 9.913.173 18.363.573 -46,0% 8.634.209 12.712.793 -32,1%

Nota: A rubrica Canais Temáticos engloba a SIC Noticias, a SIC Radical, a SIC Mulher, a SIC Comédia, a SIC Internacional e os subscritores internacionais da SIC Notícias.

Embora, no 1º semestre de 2006, se tenha registado uma descida de 5,8% face ao ano anterior, as receitas totais da SIC subiram 1,8% no 2º trimestre. A recuperação registada no trimestre deveu-se à melhoria das receitas de publicidade (0,6%) e da rubrica outras receitas (55,1%).

Apesar da descida de audiências no 2º trimestre de 2006, 8,7% em termos homólogos, as receitas de publicidade subiram 0,6% no mesmo período, com contributo positivo do Mundial de Futebol e do Rock-in-Rio.

No 2º trimestre, registaram-se as audiências médias mais altas dos últimos 9 meses, principalmente no dia e no prime-time. A SIC, no final do semestre, estava com uma audiência média acumulada de 24,9%.

A introdução de novos programas inverteu esta tendência de queda das audiências. A

estreia da novela portuguesa "Floribella" foi um dos principais impulsionadores desta recuperação, tornando-se no programa mais visto da estação e com presença diária no top 5 nacional. A cobertura do Rock-in-Rio e a transmissão de 14 jogos (9 em Junho e 5 em Julho) do Campeonato Mundial de Futebol 2006 realizado na Alemanha, para além de impulsionarem as audiências, cumpriram o objectivo de ajudar a relançar a estação.

As receitas dos outros canais da SIC desceram 9,6% no 2º trimestre, em consequência do ajuste desfavorável do número de subscritores decidido pela TV Cabo no 3º trimestre de 2005. As receitas da SIC Internacional e dos subscritores internacionais da SIC Notícias subiram 13% no 2º trimestre, o que compensou parcialmente o menor crescimento dos canais temáticos.

A rubrica outras receitas apresentou no seu conjunto uma subida de 55,1% no 2º trimestre, com boas performances por parte da multimédia, merchandising e da GMTS (empresa prestadora de serviços técnicos, pertencente 100% à SIC). O merchandising relacionado com a novela "Floribella" teve um impacto ainda diminuto no 2º trimestre. No entanto, o CD da "Floribela" atingiu, já em Julho, vendas que o tornam quíntuplo disco de platina.

Os custos operacionais subiram 7,3% no final do 1º semestre, devido ao aumento dos custos de programação, com o Mundial de Futebol e o Rock-in-Rio, e ao crescimento das outras actividades. Como resultado das medidas implementadas no final de 2005, os custos com pessoal desceram 5,8%.

A evolução das receitas e dos custos operacionais provocou uma quebra do EBITDA de 34,3% no 2º trimestre, a que corresponde uma margem de 20,7%.

A evolução operacional desfavorável fez com que a SIC terminasse o 2º trimestre de 2006 com resultados antes de impostos positivos de 8,6 M€. Os resultados acumulados até final de Junho foram de 9,9 M€.

3. Jornais

Jun-06 Jun-05 (pf) var % 2º T 06 2º T 05 var %
Total Receitas 27.129.248 28.867.494 -6,0% 15.018.610 15.748.685 -4,6%
Publicidade 17.653.073 17.575.907 0,4% 10.231.678 10.332.064 -1,0%
Circulação 6.913.934 7.580.085 -8,8% 3.299.095 3.807.884 -13,4%
Outras Receitas 2.562.240 3.711.502 -31,0% 1.487.837 1.608.737 -7,5%
EBITDA 5.515.416 6.590.832 -16,3% 3.379.483 3.983.030 -15,2%
EBITDA (%) 20,3% 22,8% 22,5% 25,3%
Res. antes impostos 5.099.067 6.030.478 -15,4% 3.113.029 3.801.905 -18,1%

Tabela 3. Indicadores do segmento Jornais

No 2º trimestre, o principal facto a registar no segmento de jornais é a alienação da Publiregiões, editora do Jornal da Região, que ocorreu no mês de Abril. Conforme anunciado anteriormente, a alienação da Imprejornal ocorrerá durante o 2º semestre de 2006, pelo que também não está consolidada no segmento. Assim, todas as comparações estão efectuadas em relação às contas pró-forma de Junho 2005, que foram ajustadas à nova realidade.

Outro acontecimento a salientar no segundo trimestre foi a profunda remodelação do jornal Blitz, que, por isso, não foi editado durante o mês de Maio, o que afectou as receitas de publicidade e circulação. No final de Junho, o Blitz arrancou no formato de revista com periodicidade mensal.

No 2º trimestre, a facturação total desceu 4,6%, registando-se quebras nas receitas de publicidade, circulação e na rubrica outras receitas.

As receitas publicitárias desceram 1% no 2º trimestre. O desempenho do 2º trimestre foi afectado pela ocorrência das

férias da Páscoa e pela concentração de feriados em Abril e Junho. Desta forma, a manutenção da boa performance dos classificados não compensou o menor desempenho dos restantes cadernos do Expresso e das outras publicações.

Em termos homólogos, as receitas de circulação desceram 13,4% no 2º trimestre, com uma queda generalizada em todos os títulos, com excepção da SurfPortugal. Recorde-se que o Blitz não publicou as suas 4 edições de Maio.

Os custos operacionais registaram uma subida de 1,1% no 2º trimestre, devido principalmente aos custos de reestruturação, que atingiram 249 mil euros no trimestre (total de 391 mil euros no semestre) e aos custos com o relançamento do Blitz. Os custos operacionais no final do 1º semestre desceram 3,0%. Sem custos de reestruturação, a descida dos custos operacionais teria sido de 4,7% no final do semestre.

A evolução das receitas, dos custos operacionais e dos custos de reestruturação implicou uma descida homóloga de 15,2% no EBITDA, no 2º trimestre de 2006. A margem situou-se nos 22,5% no trimestre, enquanto que a margem acumulada em Junho de 2006 foi de 20,3%.

No final do 1º semestre, os resultados antes de impostos foram de 5,1 M€, cerca de 15,4% inferiores aos registados em Junho de 2005 na versão pró-forma.

Eventos subsequentes

O processo de renovação do Expresso continua a decorrer, tendo-se procedido à renovação dos cadernos Única e Actual no primeiro fim-desemana de Julho, prevendo-se, no decurso do 2º semestre, o lançamento do novo Expresso, no formato "berliner", com mudanças no layout editorial e totalmente a cores.

4. Revistas

Tabela 4. Indicadores do segmento Revistas

Jun-06 Jun-05 var % 2º T 06 2º T 05 var %
Receitas Totais 19.669.796 21.480.036 -8,4% 11.416.182 12.630.665 -9,6%
Publicidade 8.093.718 7.981.745 1,4% 5.079.794 5.029.193 1,0%
Circulação 8.505.900 10.463.964 -18,7% 4.133.076 5.580.706 -25,9%
Outras Receitas 3.070.179 3.034.328 1,2% 2.203.312 2.020.766 9,0%
EBITDA 1.107.178 1.838.454 -39,8% 889.695 1.465.502 -39,3%
EBITDA (%) 5,6% 8,6% 7,7% 11,6%
Resultados Líquidos 505.581 877.761 -42,4% 481.898 852.394 -43,5%

Nota: Os números na tabela representam 50% da facturação total da EDIMPRESA, reflectindo a participação da IMPRESA.

No 2º trimestre, as receitas totais desceram 9,6%, devido principalmente ao decréscimo das receitas de circulação. No acumulado até final de Junho 2006, a facturação desceu 8,4%, para 19,7 M€.

Apesar do 2º trimestre ter sido marcado por vários períodos de férias, as receitas de publicidade subiram 1%, registando-se boas performances nas principais revistas, designadamente Visão, Caras e Exame.

As receitas com circulação apresentaram uma quebra de 25,9% no 2º trimestre, em termos homólogos, acompanhando a tendência geral do mercado.

No final do 2º trimestre foi editada uma nova publicação relacionada com temáticas de gestão e economia internacional, a "World Business", que veio juntar-se à "Stuff" lançada durante o 1º trimestre. Já no decurso do mês de Julho, foi lançada uma nova revista juvenil, "Power Rangers".

Durante o 2º trimestre, houve uma retoma no lançamento de produtos associados, pelo que, após uma queda de 27,7% nas receitas destes produtos no 1º trimestre, registou-se um crescimento de 9%.

No segmento das revistas, no 2º trimestre, houve uma descida de 5,7% nos custos operacionais, devido ao menor número de acções de marketing alternativo, aos menores custos com lançamentos e à redução da generalidade dos custos variáveis.

Com a quebra das receitas, o EBITDA desceu para 890 mil euros no 2º trimestre, o que representa uma margem de 7,7%.

O segmento Revistas terminou o 1º semestre com resultados líquidos positivos de 505 mil euros, contra 877 mil euros registados em Junho de 2005.

5. Análise das Contas consolidadas

Conforme já referido, na consolidação não foram consideradas as sociedades Publiregiões, alienada em Abril, e Imprejornal, cuja alienação está prevista para o 2º semestre de 2006. Todas as comparações estão efectuadas em relação às contas pró-forma de 2005, que foram ajustadas pelo mesmo critério.

A IMPRESA atingiu, no 2º trimestre de 2006, receitas consolidadas de 73,5 M€, o que representou uma descida homóloga de 1%. No final do semestre, as receitas totais atingiram 126,7 M€, menos 6,2% do que em Junho de 2005. Em relação ao 2º trimestre de 2006, há que destacar o seguinte:

  • Subida de 0,3% nas receitas publicitárias, com performances positivas nos segmentos televisão e revistas.
  • Descida de 20,8% na venda de publicações.
  • Subida de 14,9% na venda de produtos associados.
  • Descida de 9,6% nas receitas com canais temáticos, devido ao ajuste do número de subscritores efectuado pela TV Cabo.
  • Subida de 48,1% nas receitas de multimédia.
  • Subida de 45,9% na rubrica outras receitas, principalmente relacionadas com merchandising e serviços técnicos.

No 2º trimestre, a IMPRESA registou uma subida de 11% nos custos operacionais totais. Este aumento deveu-se, essencialmente, ao aumento dos custos de programação, com a transmissão do Mundial e do Rock-in-Rio e ao crescimento das actividades de merchandising e de serviços técnicos. No que se refere a custos com pessoal, continuou o esforço de contenção, tendo-se registado uma descida dos respectivos custos. Os custos de reestruturação atingiram, no 2º trimestre, 249 mil euros (devido principalmente à reformulação do Blitz), elevando o total destes custos, no final do 1º semestre, para 414 mil euros. Por outro lado, face ao menor número de iniciativas, verificou-se uma redução de custos relacionados com produtos associados.

No 2º trimestre de 2006, o EBITDA consolidado registou um valor de 13,7 M€, o que representou uma descida homóloga de 32,6%.

Os resultados operacionais (EBIT) tiveram uma descida de 35,6%, registando um valor de 11,9 M€, contra 18,4 M€ obtidos no final do 2º trimestre de 2005. A margem operacional foi de 16,2% no trimestre.

No 2º trimestre, os resultados financeiros tiveram uma redução de 22,6%, atingindo - 2,2 M€. Esta melhoria é explicada pela redução do endividamento bancário e pelo aumento dos proveitos cambiais. Por outro lado, houve um menor contributo positivo das empresas associadas.

A deterioração das margens operacionais provocou uma descida dos resultados líquidos de 11,66 M€, registados no pró-forma do 2º trimestre 2005, para 6,85 M€ no 2º trimestre de 2006. No final do 1º semestre, os resultados líquidos atingiram 7,02 M€, o que representou uma descida de 53,7% em relação a Junho 2005.

No 1º semestre de 2006, o passivo líquido remunerado, no montante de 215,4 M€, registou, em termos homólogos, uma descida de cerca de 6 M€.

Jun-06 Jun 05 (pf) var (%) 2ºT 2ºT var (%)
2006 2005 (pf)
Receitas Consolidadas 126.654.505 134.992.790 -6,2% 73.459.225 74.172.832 -1,0%
Televisão 80.792.717 85.732.634 -5,8% 47.574.259 46.740.935 1,8%
Jornais 27.129.248 28.867.494 -6,0% 15.018.610 15.748.685 -4,6%
Revistas 19.669.796 21.480.036 -8,4% 11.416.182 12.630.665 -9,6%
Inter-segmentos -937.256 -1.087.374 13,8% -549.826 -947.452 -42,0%
Custos Operacionais 107.731.929 105.830.217 1,8% 59.695.349 53.773.999 11,0%
Total EBITDA 18.922.576 29.162.572 -35,1% 13.766.876 20.398.834 -32,6%
Margem EBITDA 14,9% 21,6% 18,7% 27,5%
Televisão 13.111.693 22.681.420 -42,2% 9.855.328 15.007.322 -34,3%
Jornais 5.515.416 6.590.832 -16,3% 3.379.483 3.983.030 -15,2%
Revistas 1.107.178 1.838.454 -39,8% 889.695 1.465.502 -39,3%
Holding Ajustamentos -811.711 -1.948.134 -58,3% -360.630 -57.020 532,5%
Amortizações (-) 3.764.917 4.003.222 -6,0% 1.859.894 1.936.247 -3,9%
EBIT 15.157.659 25.159.350 -39,8% 11.903.982 18.462.587 -35,6%
Margem EBIT 12,0% 18,6% 16,2% 24,9%
Resultados Financeiros(-) 4.877.619 4.223.370 15,5% 2.212.190 2.859.827 -22,6%
Res. Antes Impostos e Int.
MinoritáriosActividades descontinuadas 10.280.040-245.896 20.935.98012.818 -50,9% 9.531.440-245.896 15.602.76014.818 -39,0%
Imposto (IRC)(-) 2.639.557 4.959.157 -46,8% 2.469.250 3.463.855 -28,7%
Interesses Minoritários(-) 373.294 786.342 -52,5% 80.656 463.579 -82,6%
Res. Líquido Consolidado 7.021.293 15.177.663 -53,7% 6.855.692 11.660.507 -41,2%

Tabela 5. Conta de exploração IMPRESA Consolidada

6. Perspectivas para o ano 2006

Apesar da evolução desfavorável das receitas e dos resultados no 1º semestre, mas considerando os bons indicadores do 2º trimestre, a IMPRESA estima a obtenção de receitas e resultados semelhantes aos atingidos no ano transacto.

B) CONTAS INDIVIDUAIS

As contas individuais da IMPRESA foram elaboradas com base nos princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal (POC) à semelhança das contas comparáveis do ano transacto.

O resultado líquido negativo apurado neste período foi de 2.161.958 €, comparativamente a um resultado positivo de 5.881.050 € obtido no 1º semestre de 2005.

Esta queda dos resultados foi consequência, principalmente, da redução dos resultados das empresas do Grupo IMPRESA, contabilizados pelo método da equivalência patrimonial.

Lisboa, 21 de Julho de 2006

O Conselho de Administração

Francisco José Pereira Pinto de Balsemão Luiz Fernando Teuscher de Almeida e Vasconcellos Alexandre de Azeredo Vaz Pinto Francisco Maria Supico Pinto Balsemão Miguel Luís Kolback da Veiga

ANEXO A QUE SE REFERE A ALÍNEA B) DO Nº 1 DO ARTº 9º DO REGULAMENTO Nº 04/2004 DA C.M.V.M.

(Acções detidas pelos membros dos órgãos de administração e fiscalização da sociedade)

Acções
Membros do Conselho de Administração Detidas em31.12.05 Adquiridas Transmitidas Detidas em30.06.06
Francisco José Pereira Pinto de Balsemão 1.137.920 0 0 1.137.920
Luiz Fernando Teuscher de Almeida e Vasconcellos 5.000 0 0 5.000
Alexandre de Azeredo Vaz Pinto 70 0 0 70
Francisco Maria Supico Pinto Balsemão 4.123 0 0 4.123
Miguel Luís Kolback da Veiga 0 0 0 0

Francisco José Pereira Pinto de Balsemão – Não fez nenhuma aquisição/alienação no 1º semestre de 2006. Na IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA, sociedade que se encontra em relação de domínio com a IMPRESA, detinha, em 31.12.05, 11.808.501 acções, posição que, por não ter tido qualquer aquisição ou alienação no 1º semestre de 2006, se mantinha igual em 30.06.06.

Luiz Fernando Teuscher de Almeida e Vasconcellos – Não fez nenhuma aquisição/alienação no 1º semestre de 2006. Na IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA, sociedade que se encontra em relação de domínio com a IMPRESA, detinha, em 31.12.05, 17.290 acções, posição que, por não ter tido qualquer aquisição ou alienação no 1º semestre de 2006, se mantinha igual em 30.06.06.

Alexandre de Azeredo Vaz Pinto – Não fez nenhuma aquisição/alienação no 1º semestre de 2006.

Francisco Maria Supico Pinto Balsemão – Não fez nenhuma aquisição/alienação no 1º semestre de 2006.

Miguel Luís Kolback da Veiga – Não fez nenhuma aquisição/alienação no 1º semestre de 2006.

Acções
Fiscal Único e Suplente Detidas em31.12.05 Adquiridas Transmitidas Detidas em30.06.06
Deloitte & Associados, SROC, SA 0 0 0 0
Luís Augusto Gonçalves Magalhães (ROC) 0 0 0 0

LISTA DE TITULARES COM PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS A QUE SE REFERE A ALÍNEA D) DO Nº1 DO ARTº 9º DO REGULAMENTO Nº 04/2004 DA C.M.V.M.

(Com referência a 30 de Junho de 2006)

Titular c/participação qualificada Quantidade deAcções Detidas Percentagem dedireitos de voto
IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA
* Directamente 42.257.294 50,306%
* Através do Presidente do Conselho de Administração, Dr.* Francisco José Pereira Pinto de Balsemão 1.137.920 1,355%
* Através do Vice-Presidente do Conselho de Administração,* Engº Luiz Fernando Teuscher de Almeida e Vasconcellos 5.000 0,006%
* Através do Administrador, Engº Francisco Maria Supico* Pinto Balsemão 4.123 0,005%
* Através da Presidente do Conselho Fiscal, Maria do* Carmo Pinto de Ruella Ramos 423 0,000%
Total imputável 43.404.760 51,672%
BANCO BPI, SA
* Directamente 6.847.548 8,152%
* Através do Banco Português de Investimento, SA 81.350 0,097%
* Através do BPI Vida – Companhia de Seguros de Vida, SA 183.549 0,219%
* Através de clientes institucionais cujas carteiras são geridas ao
* abrigo de contratos de gestão discricionária* Através de clientes institucionais cujas carteiras são geridas ao 4.150 0,005%
* abrigo de contratos de gestão discricionária 2.000 0,002%
Total imputável 7.118.597 8,475%
Grupo Fidelity
* Através do conjunto de Fundos e outras contas de investi-* mento por si geridos 7.009.605 8,344%
De referir que entre esses Fundos se encontram o "FID FDS –Euro Blue Chip Pool" e o"FID FDS – Euro Agressive Pool", os
quaisdetêm,respectivamente,1.745.900acções(aque
correspondem 2,078% dos direitos de voto) e 1.988.032 acções
(a que correspondem 2,366% dos direitos de voto).
Total imputável 7.009.605 8,344%
Caixagest – Técnicas de Gestão de Fundos, SA
* Através do conjunto de carteiras por si geridas 1.789.392 2,130%
Total imputável 1.789.392 2,130%

BALANÇOS EM 30 DE JUNHO DE 2006 E 2005 E 31 DE DEZEMBRO DE 2005

(Montantes expressos em Euros)

30.06.2006 31.12.2005 30.06.2005
Activo Activo Activo Activo
Activo Notas bruto Amortiõeszaç líquido líquido líquido Caitalóprio essivpprpao Notas 30.06.2006 31.12.2005 30.06.2005
IMOBILIZADO: ÓPCAPITALPRRIO:
Imobilizõesincóreaçorpas: Caitalp 36e 40 84.000.000 84.000.000 84.000.000
Desdeinstalaãopesasç 10 2.225.635 (2.212.542) 13.093 13.449 13.809 Prémios dmissãodeõese eacç 36e 40 97.902.257 97.902.257 97.902.257
Trespasses 10 76.766.957 (29.765.777) 47.001.180 48.920.355 50.839.522 Ajustantos dartes ditalmee pe cap
78.992.592 (31.978.319) 47.014.273 48.933.804 50.853.331 filiaisciadaseme asso 40 (2.154.467) (2.154.467) (2.154.467)
Imobilizõesóreaçcorpas: Resa lelervga 40 759.786 591.589 591.589
Equipantoadministrativmeo 10 292 (292) - - - Resultadostransitados 40 (75.280.119) (78.475.858) (78.475.858)
Resultadolíquidodostreseme 40 (2.161.958) 3.363.936 5.881.050
Investimentos ficeinanros: Total ditalóprioo cappr 103.065.499 105.227.457 107.744.571
Partesdeitaldocapemempresasgrupo 10e 16 72.457.116 - 72.457.116 76.363.081 75.005.954
Partesdeitaliadcapemempresasassocas 10e 16 2.061.081 - 2.061.081 1.959.243 2.111.180 SSIVOPA:
Eméstimos de ficiantoprnanme 10e 16 7.500.000 - 7.500.000 7.500.000 210.000 ÕEOVISS PISCOSCARGOSPRARA REEN 34 8.786.438 4.560.730 -
82.018.197 - 82.018.197 85.822.324 77.327.134
ÍVIDASCEIROS -DA TERMédilono egoprazo:
CIRCULANTE: Dívidainstituiçõesdecréditos a 50 27.000.000 29.000.000 31.000.000
Dívidas de teiros- Médilonrceo egoprazo: Emdopresasgrupo 16 23.703.994 29.870.000 26.500.000
Emdopresasgrupo 16 36.925.000 - 36.925.000 36.855.000 44.095.007 50.703.994 58.870.000 57.500.000
ÍVIDASCEIROS -CDA TERurtoprazo:
Dívcréidainstituiçõesdeditos a 50 4.000.000 4.000.000 3.834.395
DívCuidas de teirosrtorceprazo:- Foredontatenecres, cocorren 26.749 27.125 20.668
Emdopresasgrupo 16 2.024.212 - 2.024.212 3.131.093 - Emdopresasgrupo 16 6.811 217.796 -
úblEstadoutronteicose os es p 48 324.969 - 324.969 331.302 12.300 úblEstadoutronteicose os es p 48 88.278 57.149 58.066
Outrosdevedores - - - 2.494 2.851 4.121.838 4.302.070 3.913.129
2.349.181 - 2.349.181 3.464.889 15.151 ÉSACCIMOSOSREDIFERIMENT:
éscAcrimos duste cos 49 130.651 521.602 1.413.500
ósitcárDebaniosaixpose ca: Proveitosdiferidos 49 1.557.219 1.656.161 1.755.104
ósitcárDebaniospos 51 36.832 36.832 60.089 33.562 1.687.870 2.177.763 3.168.604
Caixa 51 2.037 2.037 1.909 2.119
38.869 38.869 61.998 35.681
ÉSACCIMOSOSREDIFERIMENT:
éscAcrimos deitoe provs 5 5 5 -
Custos diferidos 49 20.114 20.114 - -
20.119 20.119 5 -
Total drtizõese amoaç (1)31.978.61 Total divoo pass 65.300.140 69.910.563 64.581.733
Total dctivo ao 200.344.250 (31.978.611) 168.365.639 175.138.020 172.326.304 Total ditalóprio edossivo capprpao 168.365.639 175.138.020 172.326.304

O anexo faz parte integrante do balanço em 30 de Junho de 2006.

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS POR NATUREZAS PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2006 E 2005

(Montantes expressos em Euros)

CUSTOS EPERDAS Notas 2006 2005 PROVEITOSEGANHOS Notas 2006 2005
Focimentiçoxterneose servs ernoCul:stos comopessoa s 246.117 235.981 Ou(B)troeitoionaiss provs operac 49 98.942 98.942
Reõesmuneraç 491.759 1.581.727 Proitosnhos ficei(D)veegananros 45 3.869.001 10.595.434
Enciais:cargosso 95.710 152.893
Outros 6.155 1.593 Proitosnhordinárioxtrveegas eaos 46 1.573.860 -
593.624 1.736.213
Amizaõesdoimobilizadoortçco óreincórerpo eorpo 10 1.919.529 1.919.529
2.759.270 3.891.723
Impostos 59 162
Outrousterdcios cose pasopera isna 29.559 8.529
29.618 8.691
(A) 2.788.888 3.900.414
Curdas ficeistos epenanros 45 4.905.657 907.735
(C) 7.694.545 4.808.149
Curdardináriostoxtrs epes eaos 46 3.048 107
(E) 7.697.593 4.808.256
Impobendimeostntoo sreo r 6 e48 6.168 5.070
(G) 7.703.761 4.813.326
Resultado líidodostrqusemee (2.161.958) 5.881.050
5.541.803 10.694.376 (F) 5.541.803 10.694.376
Resultadciois:osoperana (B)-(A) (2.689.946) (3.801.472)
Resultadfinairososnce: (D)- (C-A) (1.036.656) 9.687.699
Resultadtesoscorren: (F)- (C) (2.152.742) 5.886.227
Resultadantdeimpostosesos: (F)- (E) (0)2.155.79 5.886.120

O anexo faz parte integrante da demonstração dos resultados por naturezas para o semestre findo em 30 de Junho de 2006.

Resultado líquido do semestre: (F) - (G) (2.161.958) 5.881.050

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES

PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2006 E 2005

(Montantes expressos em Euros)

Nota 52 2006 2005
Outros proveitos e ganhos operacionais 98.942 98.942
Custos administrativos (a) (842.789) (1.972.805)
Outros custos e perdas operacionais (b) (29.973) (8.799)
Resultados operacionais (773.820) (1.882.662)
Custo líquido de financiamento (677.831) (907.476)
Ganhos/ (Perdas) em filiais e associadas (358.825) 10.595.175
Amortização de trespasses (1.919.174) (1.918.917)
Resultados correntes (3.729.650) 5.886.120
Impostos sobre os resultados correntes 1.567.692 (5.070)
Resultado líquido do semestre (2.161.958) 5.881.050

O anexo faz parte integrante da demonstração dos resultados por funções para o semestre findo em 30 de Junho de 2006.

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS SEMESTRES

FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2006 E 2005

(Montantes expressos em Euros)

Notas 2006 2005
ACTIVIDADES OPERACIONAIS:
Pagamentos a fornecedores (267.490) (292.435)
Pagamentos ao pessoal (953.244) (1.228.509)
Fluxos gerados pelas operações (1.220.734) (1.520.944)
(Pagamento)/recebimento do imposto sobre o rendimento 165 (7.127)
Outros recebimentos/(pagamentos) relativos à actividade operacional (26.441) (3.447)
Fluxos gerados antes das rubricas extraordinárias (1.247.010) (1.531.518)
Pagamentos relacionados com rubricas extraordinárias (3.048) -
Fluxos das actividades operacionais (1) (1.250.058) (1.531.518)
ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO:
Recebimentos provenientes de:
Dividendos 1 7.221.011 6.740.000
Empréstimos concedidos 3.130.093 -
10.351.104 6.740.000
Pagamentos respeitantes a:
Aumento de capital - (450.000)
Suprimentos concedidos 2 - (1.045.000)
- (450.000)
Fluxos das actividades de investimento (2) 10.351.104 6.290.000
ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO:
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos:
De empresas do grupo 2 (69.352) 8.681.706
(69.352) 8.681.706
Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos de instituições de crédito 2 (2.000.000) (7.875.425)
Juros e custos similares (677.832) (907.477)
Empréstimos obtidos de empresas do grupo 2 (6.376.991) (5.750.000)
(9.054.823) (14.532.902)
Fluxos das actividades de financiamento (3) (9.124.175) (5.851.196)
Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) (23.129) (1.092.714)
Caixa e seus equivalentes no início do período 3 61.998 1.339.000
Caixa e seus equivalentes no fim do período 3 38.869 (798.714)

O anexo faz parte integrante da demonstração dos fluxos de caixa para o semestre findo em 30 de Junho de 2006.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

NOTA INTRODUTÓRIA

A Impresa - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Empresa" ou "Impresa") tem sede em Lisboa, foi constituída em 18 de Outubro de 1990 e tem como actividade principal a gestão de participações sociais noutras sociedades.

O Grupo Impresa ("Grupo") é constituído pela Impresa e empresas subsidiárias. O Grupo actua na área de media, nomeadamente através da difusão de programas de televisão e da edição de publicações (jornais e revistas) e de outros meios audiovisuais.

As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano Oficial de Contabilidade. As notas cuja numeração é omitida neste anexo não são aplicáveis à Empresa ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras anexas.

2. CONTAS NÃO COMPARÁVEIS COM O EXERCÍCIO ANTERIOR

Algumas rubricas dos balanços em 30 de Junho de 2006 e 2005 e das demonstrações dos resultados para os períodos findos nessas datas não são directamente comparáveis entre si, uma vez que as quantias relativas ao período findo em 30 de Junho de 2006, estão apresentadas em conformidade com o modelo resultante das alterações introduzidas pelo Decreto-Lei nº 35/2005, de 17 de Fevereiro.

Adicionalmente, no segundo semestre do exercício findo em 31 de Dezembro de 2005 a Empresa passou a registar nas suas contas individuais os pagamentos por conta, retenções na fonte e as estimativas de imposto do exercício das empresas por si participadas directa e indirectamente, tributadas em sede de IRC no âmbito do regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades, incluídas no grupo fiscal encabeçado pela Empresa como uma conta a pagar ou a receber (Nota 16). Deste modo, a Empresa registou no semestre findo em 30 de Junho de 2006 e no exercício findo em 31 de Dezembro de 2005, proveitos extraordinários de 1.573.860 Euros e 3.237.420 Euros, respectivamente, resultante do aproveitamento de prejuízos fiscais reportáveis no âmbito do Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades.

3. BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS

As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, mantidos de acordo com princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal.

Estas demonstrações financeiras reflectem apenas as contas individuais da Empresa. Embora os investimentos financeiros tenham sido registados pelo método da equivalência patrimonial, o que está de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal, estas demonstrações financeiras não incluem o efeito da consolidação integral ao nível dos activos, passivos, proveitos e custos.

A Empresa apresenta separadamente demonstrações financeiras consolidadas, preparadas segundo os Internacional Financial Reporting Standards ("IFRS") emitidos pelo Internacional Accounting Standards Board ("IASB"), as quais evidenciam capitais próprios e um resultado líquido consolidado atribuíveis aos accionistas maioritários de 142.977.755 Euros e 7.021.293 Euros, respectivamente.

Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras foram os seguintes:

a) Imobilizações incorpóreas

As imobilizações incorpóreas, que compreendem despesas de instalação, estudos de reorganização e trespasses decorrentes de aquisição de partes de capital, encontram-se registadas ao custo e são amortizadas pelo método das quotas constantes. As despesas de instalação são amortizadas num período de três anos, os estudos de reorganização são amortizados num período de seis anos e os trespasses são amortizados no período estimado de recuperação dos investimentos financeiros, actualmente fixado em 20 anos (Nota 10). As perdas por imparidade, quando existem, são imediatamente reconhecidas no momento da sua ocorrência.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

b) Investimentos financeiros

Os investimentos financeiros em empresas do grupo são registados pelo método de equivalência patrimonial, sendo as participações inicialmente contabilizadas pelo custo de aquisição, o qual foi acrescido ou reduzido da diferença entre aquele valor e o valor proporcional à participação nos capitais próprios dessas empresas, reportado à data da primeira aplicação do referido método, ou à data de aquisição, para os investimentos financeiros adquiridos posteriormente. Em consequência:

  • a diferença entre o custo de aquisição dos investimentos financeiros e a proporção dos capitais próprios das empresas participadas reportados a 1 de Janeiro de 1992 (data da primeira aplicação do método de equivalência patrimonial) foi registada em capitais próprios na rubrica "Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas";
  • a diferença entre o custo de aquisição dos investimentos financeiros e a proporção dos capitais próprios das empresas participadas à data de aquisição, em datas posteriores a 1 de Janeiro de 1992, é registada na rubrica "Trespasses" (Nota 3.a)).

De acordo com o método de equivalência patrimonial, as participações financeiras são ajustadas anualmente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos, ou outras variações nos capitais próprios das empresas do grupo, por contrapartida de ganhos ou perdas do exercício, ou de ajustamentos de partes de capital, respectivamente.

Adicionalmente, os dividendos recebidos destas empresas são registados como uma diminuição do valor dos investimentos financeiros.

c) Especialização de exercícios

As receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual as receitas e despesas são reconhecidas à medida em que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos (Nota 49).

d) Pensões

Conforme mencionado na Nota 31, determinadas empresas do Grupo (Impresa, Sojornal, Medipress e Imprejornal) assumiram o compromisso de conceder aos seus empregados e administradores remunerados admitidos até 5 de Julho de 1993 prestações pecuniárias a título de complementos de reforma por velhice, invalidez e pensões de sobrevivência. Estas prestações são calculadas com base numa percentagem crescente com o número de anos de serviço, aplicada à tabela salarial, ou numa percentagem fixa aplicada ao salário base, à data de aniversário definida como sendo os valores em 2002.

Nos termos da Directriz Contabilística nº 19, os custos com a atribuição destes benefícios são reconhecidos à medida que os serviços são prestados pelos empregados beneficiários. Deste modo, no final de cada período contabilístico a Empresa obtém um estudo actuarial elaborado por uma entidade independente, no sentido de conhecer o valor das suas responsabilidades a essa data e o custo com pensões a registar nesse exercício. As responsabilidades assim estimadas são comparadas com os valores de mercado do fundo de pensões, de forma a determinar o montante das contribuições a efectuar ou a registar no passivo. Os custos com pensões são registados na rubrica "Custos com o pessoal – Encargos sociais", conforme previsto pela referida Directriz, com base nos valores determinados pelo estudo actuarial (Nota 31).

e) Imposto sobre o rendimento

Os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação.

Os activos e passivos por impostos diferidos são calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação que se esperam estarem em vigor à data da reversão das diferenças temporárias.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

Os activos por impostos diferidos são registados unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para os utilizar. Na data de cada balanço é efectuada uma reapreciação das diferenças temporárias subjacentes aos activos por impostos diferidos no sentido de reconhecer activos por impostos diferidos não registados anteriormente por não terem preenchido as condições para o seu registo e/ou para reduzir o montante de impostos diferidos activos registados em função da expectativa actual da sua recuperação futura.

6. IMPOSTOS

A Empresa encontra-se sujeita a tributação em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas – IRC, à taxa de 25%, acrescida de Derrama à taxa de 10%, resultando numa taxa de imposto agregada de 27,5%. Adicionalmente e face à sua forma jurídica, a Empresa está abrangida pela legislação fiscal que rege as sociedades gestoras de participações sociais. De acordo com esta legislação, os ganhos e perdas em empresas do grupo resultantes da aplicação do método de equivalência patrimonial, os dividendos recebidos das empresas participadas, a amortização dos trespasses decorrentes da aquisição de partes de capital e os encargos financeiros relacionados com a aquisição de partes sociais não são considerados para efeitos fiscais.

Nos termos do artigo 81º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas, a Empresa encontra-se sujeita a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo mencionado.

A Empresa é tributada em sede de IRC ao abrigo do Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades, com as subsidiárias, Soincom – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Soincom"), Media Zoom – Serviços Técnicos e Produções Multimédia, Lda. ("Media Zoom"), Lda. e Impresa Jornais – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Impresa Jornais") e as empresas por esta participadas, Sojornal – Sociedade Jornalística e Editorial, S.A. ("Sojornal"), Medipress – Sociedade Jornalística e Editorial, Lda. ("Medipress"), Interjornal – Sociedade Jornalística e Editorial, Lda. e Publisurf – Edições e Publicidade, Lda. ("Publisurf"). As restantes empresas subsidiárias da Impresa são tributadas individualmente.

De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (dez anos para a Segurança Social), excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são prolongados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais da Empresa dos anos de 2002 a 2006 poderão ainda vir a ser sujeitas a revisão. O Conselho de Administração entende que eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras em 30 de Junho de 2006.

Nos termos da legislação em vigor, os prejuízos fiscais são reportáveis durante um período de seis anos após a sua ocorrência e susceptíveis de dedução a lucros fiscais gerados durante esse período. Em 30 de Junho de 2006 os prejuízos fiscais reportáveis da Impresa e suas empresas subsidiárias tributadas pelo resultado fiscal consolidado ascendiam a, aproximadamente, 16.637.000 Euros.

Os impostos diferidos a registar em conformidade com a Directriz Contabilística nº 28 respeitam essencialmente aos prejuízos fiscais reportáveis existentes nesta data. Uma vez que no entendimento do Conselho de Administração da Empresa não são esperados resultados fiscais futuros suficientes que compensem esses prejuízos fiscais, a Empresa não registou os correspondentes impostos diferidos activos.

7. NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL

Durante os semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, a Empresa teve ao seu serviço 5 empregados.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

10. MOVIMENTO DO ACTIVO IMOBILIZADO

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2006 o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas e corpóreas e dos investimentos financeiros foi o seguinte:

Activo bruto
Saldo Equivalência Saldo
inicial Diminuições patrimonial final
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 2.225.636 - - 2.225.636
Trespasses 76.766.958 - - 76.766.958
78.992.594 - - 78.992.594
Imobilizações corpóreas:
Equipamento administrativo 292 - - 292
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresas do grupo 76.363.081 (7.671.011) 3.765.046 72.457.116
Partes de capital em empresas associadas 1.959.243 - 101.838 2.061.081
Empréstimos de financiamento 7.500.000 - - 7.500.000
85.822.324 (7.671.011) 3.866.884 82.018.197

Em 30 de Junho de 2006, a rubrica "Trespasses" tem a seguinte composição:

Custo deaquisição Proporção doscapitais própriosà data deaquisição Trespasseoriginal Abateextraordinário Trespassecorrigido Amortizaçãoacumulada Valorlíquido
Soincom 137.506.080 23.897.912 113.608.168 (67.924.008) 45.684.160 (16.671.868) 29.012.292
ControljornalGesco 34.011.3722.566.389 5.253.736241.228 28.757.6362.325.161 -- 28.757.6362.325.161 (12.221.981)(871.928) 16.535.6551.453.233
174.083.841 29.392.876 144.690.965 (67.924.008) 76.766.957 (29.765.777) 47.001.180

Em 31 de Dezembro de 2000, a Empresa solicitou a uma entidade independente um estudo de avaliação para proceder à análise da imparidade dos trespasses decorrentes de aquisições de acções da Soincom (empresa cujo principal activo é a sua participação financeira de 51% no capital da SIC - Sociedade Independente de Comunicação, S.A. ("SIC")), reportada a 31 de Dezembro de 2000. Em resultado desta análise, foi identificada uma diferença, face ao justo valor dessa participação financeira, no montante de 67.924.008 Euros, a qual originou uma amortização extraordinária do trespasse de igual montante registada em custos extraordinários, no final daquele exercício.

Em 31 de Dezembro de 2005, a Empresa efectuou uma análise de imparidade do investimento financeiro detido na SIC que se baseou nas perspectivas dos resultados futuros da SIC e em pressupostos financeiros e de negócio razoáveis, e concluiu que, naquela data, o seu valor contabilístico (incluindo o valor de trespasses, líquido de amortizações acumuladas) é inferior ao seu valor estimado de realização.

A diminuição verificada na rubrica "Partes de capital em empresas do grupo" refere-se a dividendos recebidos das empresas participadas Impresa Jornais e Edimpresa, no valor de 7.221.011 Euros e 450.000 Euros, respectivamente.

Os empréstimos de financiamento referem-se a prestações suplementares concedidas à Media Zoom.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

Da aplicação do método de equivalência patrimonial aos investimentos financeiros nas empresas do grupo e outras empresas em 30 de Junho de 2006 resultaram os seguintes movimentos:

Ganhos emempresasdo grupo(Nota 45) Perdas emempresasdo grupo(Nota 45) Provisões parariscos eencargos(Nota 34) Investimentosfinanceiros
Impresa Jornais 2.948.867 - - 2.948.867
Edimpresa 242.134 - - 242.134
Office Share - (2.117) - (2.117)
Soincom 576.162 - - 576.162
Vasp 101.838 - - 101.838
Media Zoom - (4.225.708) 4.225.708 -
3.869.001 (4.227.825) 4.225.708 3.866.884

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2006, o movimento ocorrido nas amortizações acumuladas foi o seguinte:

Amortizações acumuladas
Saldo Saldo
inicial Reforços final
2.212.187 355 2.212.542
27.846.603 1.919.174 29.765.777
30.058.790 1.919.529 31.978.319
292 - 292

16. EMPRESAS DO GRUPO

Partes de capital em empresas do grupo e associadas:

Em 30 de Junho de 2006, a informação financeira relativa às partes de capital em empresas do grupo e associadas era como segue:

Entidade Sede Activo Capitalpróprio Proveitostotais Resultadolíquido Percentagemde participaçãodirecta Investimentosfinanceiros(Nota 10) Provisão paraperdas eminvestimentosfinanceiros(Nota 34)
Empresas do grupo:
Impresa Jornais Lisboa 31.251.274 15.026.856 4.100.896 2.948.867 100% 15.026.856 -
Edimpresa Oeiras 51.378.703 9.507.456 39.756.943 484.268 50% 4.753.728 -
Office Share Lisboa 20.336.073 7.917 2.813.672 (4.236) 50% 3.958 -
Soincom Lisboa 102.673.191 52.672.574 3.453.718 576.162 100% 52.672.574 -
Media Zoom Lisboa 174.959.333 (8.786.438) (a) 2.340.413 (4.225.708) 100% - (8.786.438)
72.457.116 (8.786.438)
Empresas do associadas:
Vasp Massamá 38.582.062 6.183.861 (b) 18.993.534 305.544 33,33% 2.061.081 -

As informações supra referidas relativas às empresas do grupo foram extraídas das respectivas demonstrações financeiras não auditadas em 30 de Junho de 2006.

(a) O capital próprio inclui prestações suplementares de 7.500.000 Euros.

(b) A informação financeira apresentada (não auditada) reporta-se a 30 de Junho de 2006.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

Saldos com empresas do grupo e associadas

Os saldos com as empresas do grupo e associadas durante o período findo em 30 de Junho de 2006 são os seguintes:

Saldos
Accionistas, Accionistas,
saldo devedor saldo credor
Médio e Médio e
Curto-prazo longo prazo Curto-prazo longo prazo
Media Zoom - 4.825.000 - -
Soincom - 32.100.000 - -
Impresa Jornais - - - 17.203.994
Sojornal 1.573.860 - - 6.500.000
Publisurf - - - -
Edimpresa 450.000 - - -
Outros 352 - 6.811 -
2.024.212 36.925.000 6.811 23.703.994

Em 30 de Junho de 2006, os empréstimos de médio e longo prazo concedidos à Soincom e à Media Zoom não vencem juros, não estando previsto o seu reembolso no curto prazo.

Em 30 de Junho de 2006, os empréstimos de médio e longo prazo recebidos da Impresa Jornais e da Sojornal não vencem juros não estando previsto o seu reembolso no curto prazo.

A conta a receber da Sojornal de 1.573.860 Euros respeita essencialmente à estimativa de imposto daquela participada referente ao primeiro semestre de 2006 registada como conta a receber no âmbito do Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades.

19. VALORES DE MERCADO DO ACTIVO CIRCULANTE

Em 30 de Junho de 2006, não haviam diferenças, que não estivessem cobertas por ajustamentos, entre os valores das rubricas do activo circulante, calculadas de acordo com os critérios valorimétricos adoptados pela Empresa, e o respectivo valor de mercado ou de realização.

31. COMPROMISSOS FINANCEIROS ASSUMIDOS E NÃO INCLUÍDOS NO BALANÇO

Determinadas empresas do Grupo (Impresa, Sojornal, Medipress e Imprejornal) assumiram o compromisso de conceder aos empregados e administradores remunerados admitidos até 5 de Julho de 1993 prestações pecuniárias a título de complemento de pensões de reforma por velhice e invalidez. Estas prestações são calculadas com base numa percentagem crescente com o número de anos de serviço do empregado, aplicada à tabela salarial ou numa percentagem fixa aplicada ao salário base, reportado a 2002.

Em 1987 as empresas supra referidas criaram um fundo de pensões autónomo para cobrir as suas responsabilidades e as de outras empresas do grupo pelo pagamento das prestações pecuniárias acima referidas, sendo da responsabilidade da Empresa, a gestão conjunta das responsabilidades decorrentes desta situação, bem como do respectivo fundo de pensões.

De acordo com um estudo actuarial realizado pela sociedade gestora do fundo, o valor actual das responsabilidades do conjunto das empresas supra referidas por serviços passados dos seus empregados activos e reformados em 30 de Junho de 2006 foi estimado em 5.522.765 Euros, sendo que o valor do fundo a essa data ascendia a 6.360.387 Euros.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

O estudo foi efectuado utilizando o método denominado por "Unit Credit Projected" para o cálculo das pensões por velhice e o método denominado por "Prémios Únicos Sucessivos" para o cálculo das pensões por invalidez e considerou, naquela data, os seguintes principais pressupostos e bases técnicas e actuariais:

Taxa anual de rendimento do Fundo 6%
Taxa de crescimento salarial 0%
Taxa de crescimento do salário mínimo nacional 4,5%
Taxa técnica actuarial 4%
Taxa de crescimento salarial para efeitos da determinação
da pensão da Segurança Social 2%
Tábuas actuariais:
Mortalidade: TV 73/77
Invalidez: EVK 80
Rotação de empregados: Nula

Nos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, o movimento ocorrido no valor das responsabilidades por serviços passados dos seus empregados activos e reformados foi como segue:

30-06-2006 30-06-2005
Valor presente da obrigação de benefícios definidos no início do período 5.770.783 5.945.024
Benefícios pagos (101.315) (12.380)
Custo dos serviços correntes 152.363 159.263
Custo dos juros 179.945 187.535
(Ganhos) e perdas actuariais (479.011) (446.949)
Valor presente da obrigação de benefícios definidos no final do período 5.522.765 5.832.493

Nos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, o movimento ocorrido no valor dos activos do plano foi como segue:

30-06-2005
6.391.200 6.097.435
- -
(101.315) (12.380)
70.502 196.815
6.360.387 6.281.870
30-06-2006

32. GARANTIAS PRESTADAS

Em 30 de Junho de 2006, a Impresa mantém o penhor de acções representativas de 100% do capital da Soincom para garantir o empréstimo contraído inicialmente por esta empresa participada junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A., o qual foi transferido para a Impresa em 2001 e para garantir o empréstimo contraído junto da Caixa Banco de Investimento; adicionalmente, como garantia dos referidos empréstimos a Soincom tem empenhadas acções representativas de 51% do capital da sua participada SIC (Nota 50).

Em 30 de Junho de 2006, a Impresa mantém o penhor das quotas representativas de 25,5% do capital da Edimpresa para garantir um empréstimo contraído pela Edimpresa junto do Banco Espírito Santo e do Banco Espírito Santo de Investimento, S.A..

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

34. MOVIMENTO OCORRIDO NAS PROVISÕES

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2006, o movimento ocorrido nas provisões foi o seguinte:

Equivalência
Saldo patrimonial Saldo
inicial (Nota 10) final
Provisões para perdas em investimentos financeiros 4.560.730 4.225.708 8.786.438

36. COMPOSIÇÃO DO CAPITAL

Em 30 de Junho de 2006, o capital da Empresa encontrava-se totalmente subscrito e realizado e ascendia a 84.000.000 Euros, estando representado por 84.000.000 de acções com o valor nominal de um Euro cada.

37. IDENTIFICAÇÃO DE PESSOAS COLECTIVAS COM MAIS DE 20% DO CAPITAL

A seguinte pessoa colectiva detém mais de 20% do capital subscrito em 30 de Junho de 2006:

Impreger – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. 50,31%

40. MOVIMENTO OCORRIDO NAS RUBRICAS DO CAPITAL PRÓPRIO

O movimento ocorrido nos saldos das rubricas do capital próprio, durante o semestre findo em 30 de Junho de 2006, foi o seguinte:

Saldoinicial Diminuição Aplicação doresultado Saldofinal
Capital 84.000.000 - - 84.000.000
Prémios de emissão de acções 97.902.257 - - 97.902.257
Ajustamentos de partes de capital
em filiais e associadas (2.154.467) - - (2.154.467)
Reserva legal 591.589 - 168.197 759.786
Resultados transitados (78.475.858) - 3.195.739 (75.280.119)
Resultado líquido do exercício 3.363.936 (2.161.958) (3.363.936) (2.161.958)
105.227.457 (2.161.958) - 103.065.499

Prémios de emissão de acções: O valor registado nesta rubrica resulta dos ágios obtidos nos aumentos de capital ocorridos em exercícios anteriores. Segundo a legislação em vigor, a utilização do valor incluído nesta rubrica segue o regime aplicável à reserva legal, ou seja, não pode ser distribuído aos accionistas, podendo, contudo, ser utilizado para absorver prejuízos depois de esgotadas todas as outras reservas, ou incorporado no capital.

Reserva legal: A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.

Aplicação de resultados: Conforme deliberado na Assembleia Geral realizada em 21 de Abril de 2006, o resultado liquido do exercício findo em 31 de Dezembro de 2005 foi aplicado como segue:

Reserva legal 168.197
Resultados transitados 3.195.739
--------------
3.363.936
========

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

43. REMUNERAÇÃO DOS MEMBROS DOS ORGÃOS SOCIAIS

Com referência ao semestre findo em 30 de Junho de 2006, foram atribuídas remunerações aos membros do Conselho de Administração da Impresa de 349.300 Euros e ao Fiscal Único de 21.300 Euros.

45. DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS FINANCEIROS

Os resultados financeiros dos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005 têm a seguinte composição:

2006 2005
Custos e perdas:
Juros suportados 676.653 867.253
Perdas em empresas do grupo (Nota 10) 4.227.825 258
Outros custos e perdas financeiros 1.179 40.224
-------------- -----------
4.905.657 907.735
Resultados financeiros ( 1.036.656 ) 9.687.699
--------------3.869.001 --------------10.595.434
Proveitos e ganhos: ======== ========
Ganhos em empresas do grupo (Nota 10) 3.869.001 10.595.434
--------------3.869.001 --------------10.595.434
======== ========

46. DEMOSTRAÇÕES DOS CUSTOS EXTRAORDINÁRIOS

Os custos extraordinários dos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005 têm a seguinte composição:

2006 2005
Custos e perdas:
Multas e penalidades 544 -
Correcções relativas a exercícios anteriores 2.504 -
Outros - 107
-------- -----
3.048 107
Resultados extraordinários 1.570.812 ( 107 )
------------- -----
1.573.860 -
======== ==
Proveitos e ganhos:
Excesso de estimativa de imposto (Notas 2 e 16) 1.573.860 -
======== ==

48. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

Em 30 de Junho de 2006, os saldos com estas entidades tinham a seguinte composição:

Saldos devedores:
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (a) 324.969
======
Saldos credores:
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares 44.825
Imposto sobre o valor acrescentado – IVA 729
Contribuições para a Segurança Social 42.724
---------
88.278
=====

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

(a) Este saldo inclui os pagamentos por conta e as retenções na fonte deduzidos da estimativa de imposto, como segue:

======
324.969
Pagamentos por contaEstimativa de imposto 331.137( 6.168 )-----------

49. ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS

Em 30 de Junho de 2005, estas rubricas têm a seguinte composição:

Custos diferidos:
Quotizações 13.350
Seguros 6.764
---------
20.114
=====
Acréscimos de custos:
Remunerações a liquidar 130.651
======
Proveitos diferidos:
Ganho gerado no aumento de capital da Vasp (a) 1.557.219
=======

(a) Esta rubrica respeita à mais-valia gerada pelo aumento de capital ocorrido na Vasp no exercício de 2002 e não acompanhado pelo Grupo, de 1.161.804 Euros, e a uma indemnização de 1.111.142 Euros recebida no âmbito de um acordo celebrado com a Lusomundo, os quais estão a ser reconhecidos como proveitos num período de 12 anos. No semestre findo em 30 de Junho de 2006 a Empresa reconheceu na demonstração dos resultados o valor de 98.942 Euros na rubrica "Outros proveitos operacionais".

50. DÍVIDAS A INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO

Em 30 de Junho de 2005, o saldo de dívidas a instituições de crédito dizia respeito a:

Curtoprazo Médio elongo prazo Total
Caixa Geral de Depósitos,S.A. (a) 2.750.000 24.500.000 27.250.000
Caixa Banco de Investimento, S.A. (b) 1.250.000 2.500.000 3.750.000
4.000.000 27.000.000 31.000.000

(a) Em Novembro de 1999, foi celebrado pelo Grupo um contrato de financiamento com a Caixa Geral de Depósitos, S.A. no montante inicial de 54.867.769 Euros.

O contrato de financiamento referente a este empréstimo tinha originalmente considerados determinados covenants, os quais foram suspensos em 2001 por acordo com a Caixa Geral de Depósitos, S.A., tendo sido reformulados em 2005 com a assinatura de um aditamento àquele contrato.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

No segundo semestre de 2005 o Grupo procedeu à reestruturação da dívida através de aditamento ao contrato inicial com a Caixa Geral de Depósitos, S.A., do qual resultou o seguinte plano de reembolso:

2º Semestre 2006/1º Semestre 2007 2.750.000
2º Semestre 2007/1º Semestre 2008 3.500.000
2º Semestre 2008/1º Semestre 2009 4.000.000
2º Semestre 2009/1º Semestre 2010 4.500.000
2º Semestre 2010/1º Semestre 2011 5.000.000
2º Semestre 2011/1º Semestre 2012 5.000.000
2º Semestre 2012 2.500.000
24.500.000
27.250.000

Este empréstimo vence juros a uma taxa correspondente à EURIBOR a seis meses adicionada de 1,25% e o seu pagamento é efectuado semestral e postecipadamente.

Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo, em 30 de Junho de 2006, a Soincom mantém empenhadas acções representativas de 51% do capital da SIC e a Impresa acções representativas de 100% do capital da Soincom (Nota 32).

(b) O saldo desta rubrica refere-se a um empréstimo bancário contraído pela Impresa em 22 de Dezembro de 2004 junto da Caixa Banco de Investimento, S.A., no montante de 5.000.000 Euros.

Este empréstimo vence juros a uma taxa correspondente à Euribor a seis meses adicionada de 1,25% e o seu pagamento é efectuado semestral e postecipadamente, tendo-se vencido a primeira prestação em 22 de Junho de 2005. O saldo em dívida será amortizado conforme segue:

2º Semestre 2006/1º Semestre 2007 1.250.000
2º Semestre 2007/1º Semestre 2008 1.000.000
2º Semestre 2008/1º Semestre 2009 1.000.000
2º Semestre 2009 500.000
2.500.000
3.750.000

Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo, em 30 de Junho de 2006, a Soincom mantém empenhadas acções representativas de 51% do capital da SIC e a Impresa acções representativas de 100% do capital da Soincom (Nota 32).

51. DISCRIMINAÇÃO DOS COMPONENTES DE CAIXA E SEUS EQUIVALENTES

A discriminação de caixa e seus equivalentes em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005 é como segue:

===== =====
Caixa e seus equivalentes 38.869 61.998
--------- ---------
Depósitos bancários 36.832 60.089
Numerário 2.037 1.909
2006 2005

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

52. DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES

A demonstração dos resultados por funções foi elaborada tendo em consideração o disposto na Directriz Contabilística n.º 20, havendo os seguintes aspectos a salientar:

  • (a) A rubrica de "Custos administrativos" da demonstração dos resultados por funções ("DRF") inclui diversas rubricas da demonstração dos resultados por naturezas ("DRN"), nomeadamente: "Fornecimentos e serviços externos", "Custos com o pessoal" e "Amortizações do exercício".
  • (b) A rubrica "Outros custos e perdas operacionais" da DRF inclui os valores registados nas rubricas "Impostos" e "Outros custos e perdas operacionais" da DRN.

53. CONTINGÊNCIAS

Em 30 de Junho de 2006, encontram-se a decorrer contra algumas empresas do Grupo diversas acções interpostas por terceiros, cujos montantes e desfechos não são conhecidos à data de preparação destas demonstrações financeiras. Na opinião do Conselho de Administração/Gerência e dos advogados dessas empresas do Grupo, não se prevê que dessas acções venham a resultar responsabilidades de valores significativos, que não se encontrem cobertas por provisões registadas nas demonstrações financeiras em 30 de Junho de 2006 da Empresa ou dessas empresas do Grupo.

BALANÇOS CONSOLIDADOS EM 30 DE JUNHO DE 2006 E 2005 E 31 DE DEZEMBRO DE 2005

(Montantes expressos em Euros)

ACTIVO Notas 30 de Junhode 2006 31 de Dezembrode 2005 30 de Junhode 2005
ACTIVOS NÃO CORRENTES:
Activos intangiveis:
Diferenças de consolidação 18 287.583.101 287.583.101 287.583.101
Outros activos intangíveis 18 466.763 555.871 719.505
Activos fixos tangíveis 19 28.156.441 33.825.246 34.782.338
Investimentos financeiros 20 3.567.994 3.688.743 3.629.625
Propriedades de investimento 21 10.367.660 11.042.577 10.790.914
Direitos de transmissão de programas 22 20.440.172 18.672.899 14.007.481
Existências 22 1.570.787 2.102.911 1.261.901
Outros não activos correntes 24 800.000 - -
Impostos diferidos 16 4.751.756 6.600.720 7.806.322
Total de activos não correntes 357.704.674 364.072.068 360.581.187
ACTIVOS CORRENTES:
Direitos de transmissão de programas 22 18.797.190 19.521.427 23.005.151
Existências 22 2.893.455 4.380.295 3.696.500
Clientes e contas a receber 23 56.497.132 38.158.166 48.228.144
Outros activos correntes 24 4.639.196 3.682.564 6.245.556
Actividades descontinuadas 12 5.670.201 - -
Caixa e equivalentes de caixa 25 18.262.578 20.485.213 27.382.165
Total de activos correntes 106.759.752 86.227.665 108.557.516
TOTAL DO ACTIVO 464.464.426 450.299.733 469.138.703
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital 26 84.000.000 84.000.000 84.000.000
Prémio de emissão de acções 26 97.902.257 97.902.257 97.902.257
Reserva legalResultados transitados e outras reservas 2626 759.786(48.987.719) 591.589(70.827.151) 591.589(70.827.151)
Resultado consolidado líquido do exercício 7.021.293 22.007.629 15.222.558
Capital próprio atribuível aos accionistas da Empresa mãe 140.695.617 133.674.324 126.889.253
Capital próprio atribuível aos interesses minoritários 27 2.282.138 3.461.196 4.925.646
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO 142.977.755 137.135.520 131.814.899
PASSIVO:
PASSIVOS NÃO CORRENTES:
Empréstimos obtidos 28 216.013.786 215.724.941 210.852.507
Fornecedores e contas a pagar 29 9.726.444 8.794.102 7.878.463
ProvisõesTotal de passivos não correntes 31 3.205.177228.945.407 4.209.067228.728.110 3.788.175222.519.145
PASSIVOS CORRENTES:
Empréstimos obtidos 28 17.644.842 19.053.550 37.591.044
Fornecedores e contas a pagar 29 31.089.146 31.716.274 33.894.162
Actividades descontinuadas 12 814.869 - -
Outros passivos correntes 30 42.992.407 33.666.279 43.319.453
Total de passivos correntes 92.541.264 84.436.103 114.804.659
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO 464.464.426 450.299.733 469.138.703

O anexo faz parte integrante do balanço consolidado em 30 de Junho de 2006.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS RESULTADOS POR NATUREZAS

PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2006 E 2005 E EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2005

(Montantes expressos em Euros)

Notas 30 de Junhode 2006 31 de Dezembrode 2005 30 de Junhode 2005
PROVEITOS OPERACIONAIS:
Vendas 9 e 10 19.055.738 44.647.011 23.727.199
Prestações de serviços 9 e 10 104.965.562 210.676.086 110.234.870
Outros proveitos operacionais 9 e 11 2.633.205 1.645.956 1.062.014
Total de proveitos operacionais 126.654.505 256.969.053 135.024.083
CUSTOS OPERACIONAIS:
Custo dos programas emitidos e das mercadorias vendidas 9 e 14 (49.455.162) (86.613.443) (43.053.037)
Fornecimentos e serviços externos 9 (30.217.587) (60.642.674) (32.213.422)
Custos com pessoal 9 e 13 (26.887.392) (57.634.059) (29.240.164)
Amortizações e depreciações 9, 18 e 19 (3.764.917) (7.960.161) (3.993.717)
Provisões 31 (222.503) (1.259.132) (172.491)
Outros custos operacionais 9 e 11 (949.285) (2.238.136) (1.143.051)
Total de custos operacionais (111.496.846) (216.347.605) (109.815.882)
Resultados operacionais 15.157.659 40.621.448 25.208.201
RESULTADOS FINANCEIROS:
Ganhos em empresas do grupo e associadas 9 e 15 201.111 639.797 595.332
Juros e outros custos financeiros 9 e 15 (5.728.724) (10.644.943) (5.193.355)
Outros proveitos financeiros 9 e 15 649.994 604.586 395.806
(4.877.619) (9.400.560) (4.202.217)
Resultados antes de impostos 10.280.040 31.220.888 21.005.984
Imposto sobre o rendimento do exercício 9 e 16 (2.639.557) (7.227.107) (4.980.106)
Actividades descontinuadas 9 e 12 (245.896) (225.461) (16.917)
Resultado consolidado líquido do exercício 7.394.587 23.768.320 16.008.961
Atribuível a:
Accionistas da empresa-mãe 7.021.293 22.007.629 15.222.558
Interesses minoritários 27 373.294 1.760.691 786.403
Resultado por acção
Básico 17 0,0836 0,2620 0,1812
Diluído 17 0,0865 0,2657 0,1814

O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada dos resultados por naturezas

para os semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005 e para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2005.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS SEMESTRES

FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2006 E 2005

(Montantes expressos em Euros)

30 DE JUNHO DE 2006
Televisão Jornais Revistas Total dossegmentos Outros Eliminações Totalconsolidado
ACTIVIDADES OPERACIONAIS:Recebimentos de clientes 68.702.471 26.362.910 13.916.513 108.981.894 1.746.248 (1.268.538) 109.459.604
Pagamentos a fornecedores (48.721.463) (13.830.469) (10.875.630) (73.427.562) (987.633) 2.639.936 (71.775.259)
Pagamentos ao pessoalFluxos gerados pelas operações (15.564.876)4.416.132 (8.162.407)4.370.034 (4.932.093)(1.891.210) (28.659.376)6.894.956 (1.638.365)(879.750) -1.371.398 (30.297.741)7.386.604
Pagamento do imposto sobre o rendimento (563.298) (357.825) (310.688) (1.231.811) (59.353) - (1.291.164)
Outros recebimentos/(pagamentos) relativos à actividade operacionalFluxos das actividades operacionais (1) 2.794.6156.647.449 (1.701.925)2.310.284 1.745.759(456.139) 2.838.4498.501.594 23.849(915.254) (1.371.398)- 1.490.9007.586.340
ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO:Recebimentos provenientes de:
Investimentos financeiros 321.861 75.000 - 396.861 600 (75.000) 322.461
Activos tangíveisEmpréstimos concedidos a empresas do grupo 1.988.809- -6.751.659 34.650- 2.023.4596.751.659 -3.130.093 -(9.881.752) 2.023.459-
Juros e proveitos similares 116.285 - 37.653 153.938 48.404 - 202.342
Dividendos -2.426.955 -6.826.659 -72.303 -9.325.917 17.292.78220.471.879 (17.292.782)(27.249.534) -2.548.262
Pagamentos respeitantes a:
Investimentos financeirosActivos tangíveis -(2.587.169) -(113.573) -(34.783) -(2.735.525) (75.000)(108.539) 75.000- -(2.844.064)
Activos intangíveis (7.611) (13.777) (10.426) (31.814) - - (31.814)
Empréstimos concedidos a empresas do grupoPrestações suplementares -- -- (750)- (750)- -(610.000) 750610.000 --
(2.594.780) (127.350) (45.959) (2.768.089) (793.539) 685.750 (2.875.878)
Fluxos das actividades de investimento (2) (167.825) 6.699.309 26.344 6.557.828 19.678.340 (26.563.784) (327.616)
ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO:
Recebimentos respeitantes a:Empréstimos obtidos de instituições de crédito - - - - 50.000 - 50.000
Empréstimos obtidos de empresas do grupo - 141.075 - 141.075 - (141.075) -
Aumentos de prestações suplementares -- 610.000751.075 -- 610.000751.075 -50.000 (610.000)(751.075) -50.000
Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos de instituições de créditoEmpréstimos obtidos de empresas do grupo -- -(2.922.682) (698.492)- (698.492)(2.922.682) (3.217.525)(7.099.395) -10.022.077 (3.916.017)
Amortizações de contratos de locação financeira (637.300) - (637.300) (325.722) - (963.022)
Juros e custos similaresDividendos (675.025)(10.190.664) (198.603)(8.743.285) (196.100)- (1.069.728)(18.933.949) (4.566.466)- -17.292.782 (5.636.194)(1.641.167)
(11.502.989) (11.864.570) (894.592) (24.262.151) (15.209.108) 27.314.859 (12.156.400)
Fluxos das actividades de financiamento (3) (11.502.989) (11.113.495) (894.592) (23.511.076) (15.159.108) 26.563.784 (12.106.400)
Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) (5.023.365) (2.103.902) (1.324.387) (8.451.654) 3.603.978 - (4.847.676)
Alteração do perimetro de consolidação - 276.383 - 276.383 - - 276.383
Caixa e seus equivalentes no início do períodoCaixa e seus equivalentes no fim do período 16.906.68711.883.322 2.728.186900.667 295.831(1.028.556) 19.930.70411.755.433 273.5463.877.524 -- 20.204.25015.632.957
30 DE JUNHO DE 2005Total dos Total
Televisão Jornais Revistas segmentos Outros Eliminações consolidado
ACTIVIDADES OPERACIONAIS:Recebimentos de clientes 88.587.574 29.263.217 20.147.008 137.997.799 1.807.574 (3.788.690) 136.016.684
Pagamentos a fornecedores (42.361.029) (13.455.114) (15.237.913) (71.054.056) (1.077.107) 4.665.753 (67.465.410)
Pagamentos ao pessoalFluxos gerados pelas operações (15.952.327)30.274.218 (10.849.541)4.958.562 (3.358.724)1.550.371 (30.160.592)36.783.151 (1.839.510)(1.109.043) -877.064 (32.000.102)36.551.172
Pagamento do imposto sobre o rendimento (252.913) (36.717) (260.248) (549.878) (228.322) (778.200)
Outros recebimentos/(pagamentos) relativos à actividade operacionalFluxos gerados antes das rubricas extraordinárias (1.061.087)28.960.218 35.8714.957.716 (717.446)572.677 (1.742.662)34.490.611 337.326(1.000.039) (877.064)- (2.282.400)33.490.572
Recebimentos relacionados com rubricas extraordináriasPagamentos relacionados com rubricas extraordinárias -- 14.580(52.165) 198(122.360) 14.778(174.525) 663(131) -- 15.441(174.656)
Fluxos das actividades operacionais (1) 28.960.218 4.920.131 450.515 34.330.864 (999.507) - 33.331.357
ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO:
Recebimentos provenientes de:
Investimentos financeirosActivos tangíveis -951.804 49.90052.272 -1.334 49.9001.005.410 -- (49.900)- -1.005.410
Empréstimos concedidos - 5.750.000 - 5.750.000 - (5.750.000) -
Juros e proveitos similaresDividendos 179.463- 19.680- 475- 199.618- 18.44115.624.907 -(15.624.907) 218.059-
1.131.267 5.871.852 1.809 7.004.928 15.643.348 (21.424.807) 1.223.469
Pagamentos respeitantes a:Investimentos financeiros - - - - (95.390.517) - (95.390.517)
Activos tangíveis (3.993.812) (347.476) (267.968) (4.609.256) (182.071) - (4.791.327)
Compra de suprimentosEmpréstimos concedidos -(6.900.000) -(3.500.000) -- -(10.400.000) (57.109.483)- -10.400.000 (57.109.483)-
Prestações suplementares e Aumentos de capital - - - - (499.900) 499.900 -
Fluxos das actividades de investimento (2) (10.893.812) (3.847.476) (267.968) (15.009.256) (153.181.971) 10.899.900 (157.291.327)(156.067.858)
ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO: (9.762.545) 2.024.376 (266.159) (8.004.328) (137.538.623) (10.524.907)
Recebimentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos de instituições de crédito - - 774.892 774.892 167.500.000 - 168.274.892
Empréstimos obtidos de empresas do grupoAumentos de prestações suplementares -- -- -- -- 10.400.000450.000 (10.400.000)(450.000) --
- - 774.892 774.892 178.350.000 (10.850.000) 168.274.892
Pagamentos respeitantes a:Empréstimos obtidos de instituições de crédito (4.597.429) (6.175.000) (850.000) (11.622.429) (23.665.716) - (35.288.145)
Empréstimos obtidos de empresas do grupo - - - - (5.750.000) 5.750.000 -
Juros e custos similaresDividendos (702.878)(4.213.694) (358.067)(5.578.072) (301.520)- (1.362.465)(9.791.766) (4.444.992)(6.740.000) -15.624.907 (5.807.457)(906.859)
(9.514.001) (12.111.139) (1.151.520) (22.776.660) (40.600.708) 21.374.907 (42.002.461)
Fluxos das actividades de financiamento (3) (9.514.001) (12.111.139) (376.628) (22.001.768) 137.749.292 10.524.907 126.272.431
Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3)Alteração do perimetro de consolidação 9.683.672- (5.166.632)(27.914) (192.272)- 4.324.768(27.914) (788.838)34.332 -- 3.535.9306.418

Caixa e seus equivalentes no fim do período 23.539.727 (311.533) 249.296 23.477.490 958.240 - 24.435.730

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DE ALTERAÇÃO NO CAPITAL PRÓPRIO

PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2005 E 2005 E PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO 2005

(Montantes expressos em Euros)

Capital próprio atribuível aos accionistas da Empresa Capital próprio
Capital Prémio deemissãode acções Reservalegal Resultadostransitados edo exercício Total atribuível aInteressesminiritários Total docapitalpróprio
Saldo em 31 de Dezembro de 2004Aplicação do resultado consolidado do 84.000.000 97.902.257 281.051 (70.516.613) 111.666.695 23.928.032 135.594.727
exercício findo em 31 de Dezembro de 2004Resultado consolidado líquido do - - 310.538 (310.538) - - -
Semestre findo em 30 de Junho de 2005 - - - 15.222.558 15.222.558 720.498 15.943.056
Alteração do perímetro de consolidaçãoSaldo em 30 de Junho de 2005 -84.000.000 -97.902.257 -591.589 -(55.604.593) -126.889.253 (19.722.884)4.925.646 (19.722.884)131.814.899
Resultado consolidado líquido do segundosemestre do exercício findo em 31 de Dezembro de 2005 - - - 6.785.071 6.785.071 910.132 7.695.203
Alteração do perímetro de consolidaçãoRedução de capital da SIC Notícias -- -- -- -- -- 970.272(2.400.000) 970.272(2.400.000)
OutrosSaldo em 31 de Dezembro de 2005 -84.000.000 -97.902.257 -591.589 -(48.819.522) -133.674.324 (944.854)3.461.196 (944.854)137.135.520
Aplicação do resultado consolidado doexercício findo em 31 de Dezembro de 2005 - - 168.197 (168.197) - - -
Resultado consolidado líquido doSemestre findo em 30 de Junho de 2006 - - - 7.021.293 7.021.293 - 7.021.293
Distribuição de dividendos na SIC NotíciasOutros -- -- -- -- -- (1.641.167)462.109 (1.641.167)462.109
Saldo em 30 de Junho de 2005 84.000.000 97.902.257 759.786 (41.966.426) 140.695.617 2.282.138 142.977.755

e para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2005. O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada de alterações no capital próprio para os semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

NOTA INTRODUTÓRIA

A Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Impresa") tem sede em Lisboa, na Rua Ribeiro Sanches nº 65, foi constituída em 18 de Outubro de 1990 e tem como actividade principal a gestão de participações sociais noutras sociedades.

O Grupo Impresa ("Grupo") é constituído pela Impresa e empresas subsidiárias (Nota 4). O Grupo actua na área de media, nomeadamente através da difusão de programas de televisão e da edição de publicações (jornais e revistas) e de outros meios audiovisuais.

Estas demonstrações financeiras foram autorizadas para publicação em 21 de Julho de 2006 pelo Conselho de Administração da Impresa.

2. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS

2.1. Bases de apresentação

As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação (Notas 4 e 5), organizados e elaborados segundo as disposições do normativo contabilístico vigente em Portugal (Plano Oficial de Contabilidade e Directrizes Contabilísticas da Comissão de Normalização Contabilística), ajustados para dar cumprimento às Normas Internacionais de Relato Financeiro efectivas para os exercícios iniciados em 1 de Janeiro de 2005. Devem entender-se como fazendo parte daquelas normas, quer as Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IFRS") emitidas pelo International Accounting Standards Board ("IASB"), quer as Normas Internacionais de contabilidade ("IAS") emitidas pelo International Accounting Standards Committee ("IASC") e respectivas interpretações – SIC e IFRIC, emitidas pelos "Internacional Financial Reporting Interpretation Comitee" ("IFRIC") e Standing Interpretation Committee. De ora em diante, o conjunto daquelas normas e interpretações será designado genericamente por "IFRS".

A Impresa adoptou os IFRS na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas pela primeira vez no exercício de 2005, pelo que nos termos do disposto no IFRS 1 – Primeira Adopção das Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IFRS 1"), se considera que a transição dos princípios contabilísticos portugueses para o normativo internacional se reporta a 1 de Janeiro de 2004.

2.2. Princípios de consolidação

a) Empresas controladas

As participações financeiras em empresas nas quais o Grupo detenha, directa ou indirectamente a maioria dos direitos de voto em Assembleia Geral de Accionistas ou detenha o poder de controlar as suas políticas financeiras e operacionais, foram incluídas nestas demonstrações financeiras consolidadas pelo método de consolidação integral. O capital próprio e o resultado líquido destas empresas correspondente à participação de terceiros nas mesmas são apresentados separadamente no balanço consolidado e na demonstração consolidada dos resultados, na rubrica "Interesses minoritários". As empresas incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas encontram-se detalhadas na Nota 4.

Quando os prejuízos atribuíveis aos minoritários excedem o interesse minoritário no capital próprio da subsidiária, o Grupo absorve esse excesso e quaisquer prejuízos adicionais, excepto quando os accionistas minoritários tenham a obrigação de cobrir esses prejuízos. Se a subsidiária subsequentemente reportar lucros, o Grupo apropria todos os lucros até que a parte minoritária dos prejuízos absorvidos pelo Grupo tenha sido recuperada.

Os activos e passivos de uma subsidiária são mensurados pelo respectivo justo valor na data de aquisição. Qualquer excesso do custo de aquisição sobre o justo valor dos activos líquidos identificáveis é registado como Diferença de consolidação. Nos casos em que o custo de aquisição seja inferior ao justo valor dos activos líquidos identificados, a diferença apurada é registada como ganho na demonstração dos resultados do exercício em que ocorre a aquisição. Os interesses de accionistas minoritários nas empresas controladas são apresentados pela respectiva proporção do justo valor dos activos e passivos identificados.

Os resultados das subsidiárias adquiridas ou vendidas durante o exercício estão incluídos nas demonstrações dos resultados desde a data da sua aquisição ou até à data da sua alienação.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

As transacções e saldos significativos entre as empresas incluídas na consolidação foram eliminados no processo de consolidação. As mais-valias decorrentes da alienação de empresas participadas, efectuadas dentro do Grupo, são igualmente anuladas.

Sempre que necessário são efectuados ajustamentos às demonstrações financeiras das empresas subsidiárias tendo em vista a uniformização das respectivas políticas contabilísticas com as do Grupo.

b) Empresas controladas conjuntamente

As participações financeiras em empresas, nas quais o Grupo detém um controlo partilhado das suas políticas financeiras e operacionais, foram incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas, pelo método de consolidação proporcional. De acordo com este método, os activos, passivos, proveitos e custos destas empresas foram integrados, nas demonstrações financeiras consolidadas anexas, rubrica a rubrica, na proporção do controlo atribuível ao Grupo.

As transacções, os saldos e os dividendos distribuídos entre empresas são eliminados na proporção do controlo atribuível ao Grupo.

A classificação dos investimentos financeiros em empresas controladas conjuntamente é determinada com base no controlo efectivo exercido sobre a empresa participada, avaliado nomeadamente pelo número de administradores nomeados e na influência na gestão da empresa participada.

As empresas conjuntamente controladas encontram-se detalhadas na Nota 5.

c) Investimentos em associadas

Uma empresa associada é uma entidade na qual o Grupo exerce influência significativa, mas não detém controlo ou controlo conjunto, através da participação nas decisões relativas às suas políticas financeiras e operacionais.

Os investimentos financeiros nas empresas associadas (Nota 6) encontram-se registados pelo método da equivalência patrimonial, excepto quando são classificados como detidos para venda, sendo as participações inicialmente contabilizadas pelo custo de aquisição, o qual é acrescido ou reduzido da diferença entre esse custo e o valor proporcional à participação nos capitais próprios dessas empresas, reportados à data de aquisição ou da primeira aplicação do referido método.

De acordo com o método de equivalência patrimonial, as participações financeiras são ajustadas periodicamente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos das empresas associadas por contrapartida de ganhos ou perdas financeiros (Nota 15), e por outras variações ocorridas nos seus capitais próprios por contrapartida da rubrica "Resultados transitados e outras reservas", bem como pelo reconhecimento de perdas de imparidade.

O Grupo suspende a aplicação do método de equivalência patrimonial quando o investimento na associada for reduzido a zero e apenas é reconhecido um passivo se existirem obrigações legais ou construtivas perante associadas ou os seus credores ou se tiverem sido efectuados pagamentos a favor da associada. Se posteriormente a associada apresentar lucros o método de equivalência patrimonial é retomado após a sua parte nos lucros igualar a parte das perdas não reconhecidas.

É feita uma avaliação dos investimentos em associadas anualmente e, quando existem indícios de que o activo possa estar em imparidade, são registadas como custo as perdas por imparidade que se demonstrarem existir. Quando as perdas de imparidade reconhecidas em períodos anteriores deixam de existir são objecto de reversão até ao limite da imparidade registada.

Qualquer excesso do custo de aquisição sobre o justo valor dos activos líquidos identificáveis é registado como Diferença de consolidação e incluído na quantia escriturada do investimento. Nos casos em que o custo de aquisição seja inferior ao justo valor dos activos líquidos identificados, a diferença apurada é registada como ganho na demonstração dos resultados do período em que ocorre a aquisição.

Adicionalmente, os dividendos recebidos destas empresas são registados como uma diminuição do valor dos investimentos financeiros.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

Os ganhos não realizados em transacções com associadas são eliminados proporcionalmente ao interesse do Grupo na associada por contrapartida do investimento nessa mesma associada. As perdas não realizadas são similarmente eliminadas, mas somente até ao ponto em que a perda não evidencie que o activo transferido esteja em situação de imparidade.

d) Investimentos em outras empresas

Os investimentos financeiros representativos de partes de capital em empresas participadas em menos de 20% para os quais não existem referências de mercado foram valorizados ao custo de aquisição, ou pelo seu valor estimado de realização, quando este é mais baixo.

2.3. Activos intangíveis

a) Diferenças de consolidação ("Goodwill")

O goodwill representa o excesso do custo de aquisição sobre o justo valor dos activos e passivos identificáveis de uma subsidiária, associada ou entidade conjuntamente controlada, na respectiva data de aquisição. Nos casos em que o custo de aquisição é inferior ao justo valor dos activos líquidos identificados, a diferença apurada é registada como ganho na demonstração dos resultados do período em que ocorre a aquisição.

Decorrente da excepção prevista no IFRS 1, o Grupo não aplicou retrospectivamente as disposições do IFRS 3 às aquisições ocorridas anteriormente a 1 de Janeiro de 2004, pelo que as diferenças de consolidação originadas em aquisições anteriores à data de transição para os IFRS (1 de Janeiro de 2004) foram mantidas pelos valores líquidos apresentados de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal, ajustados pelos activos incorpóreos não aceites pelos IFRS, e objecto de testes de imparidade, sendo os impactos desses ajustamentos registados em "Resultados transitados", conforme disposto no IFRS 1.

O goodwill é registado como activo e não é sujeito a depreciação, sendo apresentado autonomamente no balanço. Anualmente, ou sempre que existam indícios de eventual perda de valor, os valores de goodwill são sujeitos a testes de imparidade. Qualquer perda de imparidade é registada de imediato como custo na demonstração dos resultados do período e não pode ser susceptível de reversão posterior (Nota 18).

Na alienação de uma subsidiária, associada ou entidade conjuntamente controlada, o correspondente goodwill é incluído na determinação da mais ou menos valia.

b) Activos intangíveis, excepto diferenças de consolidação

Os activos intangíveis, que compreendem software (excluindo aquele que se encontra associado a activos fixos tangíveis), despesas com registo de marcas e títulos, licenças e outros direitos de uso, encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das amortizações e eventuais perdas de imparidade acumuladas. Os activos intangíveis apenas são reconhecidos quando for provável que deles advenham benefícios económicos futuros para o Grupo, sejam controláveis e sejam fiavelmente mensuráveis.

Os activos intangíveis gerados internamente, nomeadamente as despesas com investigação e desenvolvimento corrente, são registadas como custo quando incorridas.

Os custos internos associados à manutenção e ao desenvolvimento de software são registados como custos na demonstração dos resultados quando incorridos, excepto quando os custos de desenvolvimento estejam directamente associados a projectos para os quais seja provável a geração de benefícios económicos futuros para o Grupo. Nestas situações estes custos são capitalizados como activos intangíveis.

As amortizações são calculadas, a partir do momento em que os activos se encontram disponíveis para utilização, pelo método das quotas constantes, em conformidade com o período de vida útil estimado, o qual varia entre três a seis anos.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

2.4. Activos fixos tangíveis

Os activos fixos tangíveis adquiridos até 31 de Dezembro de 2003 encontram-se registados ao custo considerado, que corresponde ao seu custo de aquisição ou ao custo de aquisição reavaliado com base em índices de preços nos termos da legislação fiscal em vigor, deduzidos das correspondentes depreciações acumuladas.

A partir dessa data, os activos fixos tangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição ou de produção, deduzidos de depreciações acumuladas e perdas de imparidade acumuladas. Considera-se como custo de aquisição o preço de compra adicionado das despesas imputáveis à compra, estimativa dos custos de desmantelamento, remoção dos activos e requalificação do local.

Decorrente da excepção prevista no IFRS 1, as reavaliações efectuadas antes da data de transição foram mantidas, designando-se esse valor como custo considerado para efeitos de IFRS.

As perdas estimadas decorrentes da substituição de equipamentos antes do fim da sua vida útil, por motivos de obsolescência tecnológica, são reconhecidas como uma dedução ao activo respectivo por contrapartida de resultados do período.

Os encargos com manutenção e reparações de natureza corrente são registados como custo quando incorridos. As benfeitorias e beneficiações apenas são registadas como activos nos casos em que correspondem à substituição de bens, os quais são abatidos, e conduzem a um acréscimo dos benefícios económicos futuros.

Os activos tangíveis em curso são registados ao custo de aquisição, deduzido de eventuais perdas de imparidade acumuladas, e começam a ser depreciados a partir do momento em que os activos subjacentes estejam concluídos ou disponíveis para utilização.

Os activos fixos tangíveis são depreciados a partir do momento em que se encontram disponíveis para o uso pretendido. A sua depreciação é calculada sobre o custo de aquisição, deduzido do valor residual (quando relevante), de acordo com o método das quotas constantes, a partir do mês que se encontram disponíveis para utilização, em conformidade com a vida útil dos activos definida em função da utilidade esperada:

Anos
Edifícios e outras construções 10 - 50
Equipamento básico 4 - 24
Equipamento de transporte 3 - 6
Ferramentas e utensílios 3 - 8
Equipamento administrativo 3 – 10
Outras imobilizações corpóreas 4 – 8

2.5. Locação financeira e operacional

Os contratos de locação são classificados como (i) locações financeiras se através deles forem transferidos substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse e como (ii) locações operacionais se através deles não forem transferidos substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse.

A classificação das locações em financeiras ou operacionais é feita em função da substância e não da forma do contrato.

Os activos tangíveis adquiridos mediante contratos de locação financeira, bem como as correspondentes responsabilidades, são contabilizados pelo método financeiro. De acordo com este método, o custo do activo é registado como um activo tangível, ao mais baixo do valor presente das rendas futuras ou do justo valor do activo na data do contrato, por contrapartida da responsabilidade correspondente. Os activos são depreciados de acordo com a sua vida útil estimada, as rendas são registadas como uma redução das responsabilidades (passivo) e os juros e a depreciação do activo são reconhecidos como custos na demonstração consolidada dos resultados do período a que dizem respeito.

Nas locações operacionais, as rendas devidas são reconhecidas como custo na demonstração consolidada dos resultados durante o período do contrato de locação.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

2.6. Propriedades de investimento

As propriedades de investimento compreendem essencialmente terrenos e edifícios detidos para arrendamento, valorização do capital investido, ou ambos, e não para uso na produção ou fornecimento de bens e serviços ou para fins administrativos.

As propriedades de investimento são registadas inicialmente ao custo de aquisição acrescido dos custos de transacção, tendo o Grupo optado pela sua mensuração ao custo histórico.

Os custos incorridos com manutenção, reparação, seguros e impostos suportados, assim como os possíveis rendimentos auferidos das propriedades de investimento, são reconhecidos na demonstração consolidada dos resultados do período a que respeitam.

2.7. Activos não correntes detidos para venda

Os activos não correntes detidos para venda (ou operações descontinuadas e conjunto de activos e passivos relacionados) são mensurados ao menor do valor contabilístico ou do respectivo valor de venda, deduzido dos custos para vender e são classificados como detidos para venda se o respectivo valor for realizável através de uma transacção de venda ao invés de ser através do seu uso continuado. Considera-se que esta situação se verifica apenas quando: (i) a venda é muito provável e o activo está disponível para venda imediata nas suas actuais condições; (ii) a gestão está comprometida com um plano de venda; e (iii) é expectável que a venda se concretize num período de 12 meses.

2.8. Instrumentos financeiros

2.8.1. Clientes e dívidas de terceiros

As dívidas de clientes e as outras dívidas de terceiros são registadas pelo seu valor nominal deduzido de eventuais perdas de imparidade, para que as mesmas reflictam o seu valor realizável líquido.

2.8.2. Caixa e equivalentes a caixa

Os montantes incluídos na rubrica de caixa e seus equivalentes correspondem aos valores em caixa, depósitos a prazo e outras aplicações de tesouraria, vencíveis a menos de 3 meses, e que possam ser imediatamente mobilizáveis com risco insignificante de alteração de valor.

Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica de caixa e seus equivalentes compreende também os descobertos bancários incluídos na rubrica "Empréstimos", no balanço.

2.8.3. Títulos negociáveis e outras aplicações de tesouraria

Os títulos negociáveis e as outras aplicações de tesouraria com vencimento a mais de três meses encontram-se registados ao mais baixo do custo de aquisição ou do valor de mercado, na rubrica de "Outros activos correntes" (Nota 24).

2.8.4. Contas a pagar

As contas a pagar não vencem juros e são registadas pelo seu valor nominal.

2.8.5. Empréstimos bancários

Os empréstimos são reconhecidos inicialmente ao seu justo valor, líquido de despesas com a emissão desses empréstimos e de custos de transacção incorridos. Em períodos subsequentes, os empréstimos são registados ao custo amortizado; qualquer diferença entre os montantes recebidos (líquidos dos custos de transacção) e o valor a pagar são reconhecidos na demonstração dos resultados durante o período dos empréstimos usando o método da taxa de juro efectiva.

Os empréstimos com vencimento inferior a doze meses são classificados como passivos correntes, a não ser que o grupo tenha o direito incondicional para diferir a liquidação do passivo por mais de 12 meses após a data do balanço.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

2.8.6. Outros instrumentos financeiros

O Grupo recorre a instrumentos financeiros derivados com o objectivo de efectuar a cobertura dos riscos financeiros a que se encontra exposto, decorrentes de variações nas taxas de juro e taxas de câmbio. Neste sentido, o Grupo não recorre à contratação de instrumentos financeiros derivados com objectivos especulativos. O recurso a instrumentos financeiros obedece às políticas internas definidas pelo Conselho de Administração. Os instrumentos financeiros derivados são mensurados pelo respectivo justo valor. O método de reconhecimento depende da natureza e objectivo da sua contratação.

Contabilidade de cobertura

A possibilidade de designação de um instrumento financeiro derivado como sendo um instrumento de cobertura obedece às disposições do IAS 39, nomeadamente, quanto à respectiva documentação e efectividade.

As variações no justo valor dos instrumentos derivados designados como cobertura de "justo valor", bem como as alterações no justo valor do activo ou passivo sujeito àquele risco são reconhecidas como resultado financeiro do período.

As variações no justo valor dos instrumentos derivados designados como cobertura de "cash-flow" são registadas em "Outras reservas" na sua componente efectiva e em resultados financeiros na sua componente não efectiva. Os valores registados em "Outras reservas" são transferidos para resultados financeiros no período em que as variações de valor do item coberto têm igualmente efeito em resultados.

A contabilização de cobertura é descontinuada quando o instrumento de cobertura atinge a maturidade, o mesmo é vendido ou exercido, ou quando a relação de cobertura deixa de cumprir os requisitos exigidos no IAS 39.

Instrumentos de negociação

Relativamente aos instrumentos financeiros derivados que, embora contratados com o objectivo de efectuar cobertura económica de acordo com as políticas de gestão de risco do Grupo, não cumpram todas as disposições do IAS 39 no que respeita à possibilidade de qualificação como contabilidade de cobertura, as respectivas variações no justo valor são registadas na demonstração dos resultados do período em que ocorrem.

2.9. Existências e direitos de transmissão de programas

As existências encontram-se valorizadas ao custo de produção (ou de aquisição, conforme aplicável) ou ao valor realizável líquido, dos dois o mais baixo, utilizando-se o custo médio como método de custeio.

O Grupo tem como política registar na rubrica "Direitos de transmissão de programas" os adiantamentos efectuados para a compra de conteúdos e os direitos adquiridos a terceiros para transmissão de programas, por contrapartida da rubrica "Fornecedores e contas a pagar", a partir da data de entrada em vigor desses direitos e sempre que, simultaneamente, se verifiquem as seguintes condições:

  • Os custos relativos aos direitos de transmissão de programas são conhecidos e podem ser razoavelmente determinados;
  • O conteúdo dos programas foi aceite de acordo com as condições estabelecidas contratualmente; e
  • Os programas estão disponíveis para exibição sem restrição.

Os direitos de transmissão de programas correspondem essencialmente a contratos ou acordos celebrados com terceiros para exibição de filmes, séries e outros programas de televisão, sendo valorizados ao custo específico de aquisição. O custo dos programas é registado na demonstração dos resultados no momento em que os mesmos são exibidos, tendo em consideração o número de exibições estimadas e os benefícios estimados de cada exibição.

Na Nota 34.2 é apresentada informação sobre os compromissos financeiros futuros assumidos para aquisição de programas.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

São registadas perdas por imparidade (Notas 22 e 31) nos casos em que o custo é superior ao valor estimado de recuperação.

2.10. Provisões, passivos e activos contingentes

As provisões são reconhecidas pelo Grupo quando, e somente quando, existe uma obrigação presente (legal ou implícita), resultante de um evento passado, para cuja resolução é provável ser necessário um dispêndio de recursos internos e cujo montante possa ser razoavelmente estimado.

As provisões para custos de reestruturação apenas são reconhecidas quando existe um plano formal e detalhado, identificando as principais características do projecto e após terem sido comunicados esses factos às entidades envolvidas.

O valor das provisões é revisto e ajustado à data do balanço, de modo a reflectir a melhor estimativa nesse momento.

Quando uma das condições acima descritas não é preenchida, o passivo contingente correspondente não é reconhecido, sendo apenas divulgado (Nota 33), a menos que a possibilidade de uma saída de fundos afectando benefícios económicos futuros seja remota, caso em que não são objecto de divulgação.

Os activos contingentes decorrentes de eventos passados, cuja existência dependa da ocorrência de um ou mais eventos futuros incertos que não estão completamente sob o controlo do Grupo, não são registados, sendo contudo objecto de divulgação no anexo às demonstrações financeiras.

2.11. Responsabilidades com pensões

Determinadas empresas do Grupo assumiram o compromisso de conceder aos seus empregados e administradores remunerados admitidos até 5 de Julho de 1993 prestações pecuniárias a título de complementos de reforma por velhice e invalidez. Estas prestações consistem numa percentagem, crescente com o número de anos de serviço, aplicada à tabela salarial, ou uma percentagem fixa aplicada ao salário base, reportado a 2002.

As responsabilidades pelo pagamento de pensões de reforma, invalidez e sobrevivência são registadas de acordo com os critérios consagrados no IAS 19. Esta norma estabelece a obrigatoriedade das empresas com planos de pensões reconhecerem os custos com a atribuição destes benefícios à medida que os serviços são prestados pelos empregados beneficiários.

Deste modo, no final de cada período contabilístico o Grupo obtém um estudo actuarial elaborado por uma entidade independente, no sentido de determinar o valor das suas responsabilidades a essa data e o custo com pensões a registar nesse período. As responsabilidades assim estimadas são comparadas com o valor de mercado dos activos do fundo de pensões, de forma a determinar o montante das contribuições a efectuar ou registar no passivo. Os custos com pensões são registados na rubrica "Custos com o pessoal – Encargos sociais", com base nos valores determinados pelo estudo actuarial.

O Grupo não adoptou a excepção preconizada no IFRS 1, pelo que as normas internacionais de contabilidade foram aplicadas retrospectivamente desde o início do plano. O reconhecimento em resultados dos ganhos e perdas actuariais não segue a regra do "corredor", sendo utilizado um método de reconhecimento mais rápido, que consiste no reconhecimento imediato na demonstração dos resultados de todas as perdas e ganhos actuariais.

2.12. Imposto sobre o rendimento

O imposto sobre o rendimento é registado de acordo com o preconizado pelo IAS 12 – "Imposto sobre o rendimento". Na mensuração do custo relativo ao imposto sobre o rendimento do exercício, para além do imposto corrente, calculado com base nos resultados antes de impostos, ajustados pelas legislações fiscais aplicáveis, são também considerados os efeitos resultantes das diferenças temporárias entre os resultados antes de impostos e o lucro tributável, originadas no período ou decorrentes de exercícios anteriores, bem como o efeito dos prejuízos fiscais reportáveis existentes à data do balanço.

Tal como estabelecido na referida norma, são reconhecidos activos por impostos diferidos apenas quando exista razoável segurança de que estes poderão vir a ser utilizados na redução do resultado tributável futuro, ou quando existam impostos diferidos passivos cuja reversão seja expectável no mesmo período em que os impostos diferidos activos sejam revertidos. No final de cada exercício é efectuada uma revisão desses impostos diferidos, sendo os mesmos reduzidos sempre que deixe de ser provável a sua utilização futura.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

2.13. Subsídios atribuídos para financiamento de activos fixos tangíveis

Os subsídios estatais são reconhecidos de acordo com o seu justo valor quando existe uma garantia razoável que irão ser recebidos e que o Grupo irá cumprir com as condições exigidas para a sua concessão.

Os subsídios atribuídos às empresas do Grupo, a fundo perdido, para financiamento de activos fixos tangíveis são registados como proveitos diferidos e reconhecidos na demonstração dos resultados, proporcionalmente às depreciações dos activos fixos tangíveis subsidiados.

2.14. Rédito e especialização de exercícios

Os proveitos decorrentes de vendas (que respeitam essencialmente à venda de jornais, revistas, CD's, livros e outras publicações) são reconhecidos na demonstração dos resultados consolidada quando os riscos e benefícios inerentes à posse dos activos são transferidos para o comprador e o montante dos proveitos possa ser razoavelmente quantificado. As vendas são reconhecidas líquidas de impostos, descontos e outros custos inerentes à sua concretização, pelo justo valor do montante recebido ou a receber.

Os proveitos resultantes da subscrição e assinaturas de revistas são diferidos ao longo do período de subscrição.

Os proveitos decorrentes da prestação de serviços (essencialmente, cedência de espaço publicitário em jornais, revistas e televisão, e proveitos com a impressão de jornais) são reconhecidos na demonstração dos resultados consolidada no momento da sua inserção/exibição ou impressão. As prestações de serviços são reconhecidas líquidas de impostos, descontos e outros custos inerentes à sua concretização, pelo justo valor do montante recebido ou a receber.

Origem do rédito Classificação Momento do reconhecimento
Venda de jornais Vendas No período em que os jornais estão em banca
Venda de revistas Vendas No período em que as revistas estão em banca
Venda de CD'S, livros e outras publicações Vendas No período em que os bens estão em banca
Exibição de anúncios Prestações de serviços No momento em que a publicidade é exibida
Publicação de anúncios Prestações de serviços No momento em que a publicidade é publicada

Os juros e proveitos financeiros são reconhecidos de acordo com o princípio da especialização dos exercícios e de acordo com a taxa de juro efectiva aplicável.

Os custos e proveitos são contabilizados no período a que dizem respeito, independentemente da data do seu pagamento ou recebimento. Os custos e proveitos cujo valor real não seja conhecido são estimados com base em estimativas de devoluções.

2.15. Imparidade de activos

É efectuada uma avaliação de imparidade anual e/ou sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indiquem que o montante pelo qual o activo se encontra registado possa não ser recuperado. Em caso de existência de indícios de imparidade, o Grupo procede à determinação do valor recuperável do activo, de modo a determinar a extensão da perda de imparidade, se alguma. Nas situações em que o activo individualmente não gera cash-flows de forma independente de outros activos, a estimativa do valor recuperável é efectuada para a unidade geradora de caixa a que o activo pertence.

Activos intangíveis de vida útil indefinida são sujeitos a testes de imparidades anuais e sempre que se verifica existirem indícios de que a mesma exista.

Sempre que o montante pelo qual o activo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda de imparidade, registada na demonstração dos resultados na rubrica "Outros custos operacionais".

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

A quantia recuperável é a mais alta de entre o preço de venda líquido (valor de venda, deduzido dos custos para vender) e o valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do activo numa transacção entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos custos directamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados do uso continuado do activo e da sua alienação no final da sua vida útil. A quantia recuperável é estimada para cada activo, individualmente ou, no caso de não ser possível, para a unidade geradora de fluxos de caixa à qual o activo pertence.

A reversão de perdas de imparidade reconhecidas em exercícios anteriores é registada quando existem indícios de que as perdas de imparidade reconhecidas já não existem ou diminuíram. A reversão das perdas de imparidade é reconhecida na demonstração dos resultados como "Outros proveitos operacionais". Esta reversão da perda de imparidade é efectuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de amortização ou depreciação) caso a perda de imparidade não se tivesse registado em períodos anteriores.

No que se refere às diferenças de consolidação, as perdas de imparidade não são revertidas.

2.16. Saldos e transacções expressos em moeda estrangeira

Os activos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para Euros utilizando-se as taxas de câmbio vigentes à data do balanço, publicadas pelo Banco de Portugal, excepto nas situações em que existem contratos de fixação de taxas de câmbio, em que é utilizada a taxa definida naqueles contratos (Nota 2.8). As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transacções e as vigentes na data das cobranças, pagamentos ou à data do balanço, são registadas como proveitos e custos na demonstração dos resultados do período.

2.17. Classificação de balanço

São classificados, respectivamente, no activo e no passivo como correntes, os activos realizáveis e os passivos exigíveis a menos de um ano da data do balanço, ou que são expectáveis que se realizem no decurso normal das operações da empresa, ou que são detidos com a intenção de transacção em prazo inferior a um ano.

2.18. Eventos subsequentes

Os eventos após a data de balanço que proporcionem informação adicional sobre as condições que existiam à data de balanço são reflectidos nas demonstrações financeiras consolidadas.

Os eventos após a data de balanço que proporcionem informação adicional sobre as condições que ocorrem após a data do balanço são divulgados no anexo às demonstrações financeiras consolidadas, se materiais.

3. ALTERAÇÕES DE POLÍTICAS, ESTIMATIVAS E ERROS FUNDAMENTAIS

Em resultado de incertezas inerentes à actividade, a base dos valores estimados é a última informação disponível fiável. A revisão de uma estimativa de um período anterior não é considerada como um erro. As alterações de estimativas apenas são reconhecidas prospectivamente em resultados e são alvo de divulgação quando o impacto é materialmente relevante.

Quando são identificados erros materiais relativos a períodos anteriores, de acordo com os IFRS, procedese à correcção retrospectiva da informação comparativa apresentada nas demonstrações financeiras do período em que são identificados.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

4. EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO

As empresas incluídas na consolidação, suas sedes sociais e proporção do capital detido em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, são as seguintes:

Percentagem Percentagem
efectiva em efectiva em
Denominação social Sede Actividade principal 30-06-2006 31-12-2005
Impresa - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. (empresa - mãe) Lisboa Gestão de participações sociais Mãe Mãe
Impresa Jornais - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Impresa Jornais") Lisboa Gestão de participações sociais 100,00% 100,00%
Interjornal - Sociedade Jornalística e Editorial, Lda. ("Interjornal") Lisboa Edição de publicações 100,00% 100,00%
Media Zoom - Serviços Técnicos e Produção Multimédia, Lda. ("Media Zoom") Lisboa Produção multimédia 100,00% 100,00%
Medipress - Sociedade Jornalística e Editorial, Lda. ("Medipress") Lisboa Edição de publicações 100,00% 100,00%
SIC - Sociedade Independente de Comunicação, S.A. ("SIC") Carnaxide Televisão generalista 100,00% 100,00%
GMTS - Global Media Technology Solutions ("GMTS") Carnaxide Prestação de serviços 100,00% 100,00%
SIC Online - Comunicação e Internet, Sociedade Unipessoal, Lda. ("SIC Online") Carnaxide Prestação de serviços 100,00% 100,00%
Soincom - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Soincom") Lisboa Gestão de participações sociais 100,00% 100,00%
Sojornal - Sociedade Jornalística e Editorial, S.A. ("Sojornal") Lisboa Edição de publicações 100,00% 100,00%
Solo - Investimentos em Comunicação, SGPS, S.A. ("Solo") Lisboa Gestão de participações sociais 100,00% 100,00%
Publisurf - Edições e Publicidade, Lda. ("Publisurf") Lisboa Edição de publicações 99,00% 99,00%
Gesco - Gestão de Conteúdos e Meios de Comunicação Social, S.A. ("Gesco") Lisboa Gestão de conteúdos 75,00% 75,00%
SIC INDOOR – Gestão de Suportes Publicitários, S.A. ("SIC Indoor") Carnaxide Publicidade: circuito fechado 62,00% 62,00%
Lisboa TV - Informação e Multimédia, S.A. ("SIC Notícias") Carnaxide Televisão por cabo 60,00% 60,00%
SIC Filmes, Lda. ("SIC Filmes") Carnaxide Produção de filmes 51,00% 60,00%
Impresa Classificados - Publicidade, Lda. ("Impresa Classificados") Lisboa Angariação de publicidade 100,00% -
Páginas Longas - Sociedade Jornalística e Editorial, Lda. ("Páginas Longas") Lisboa Edição de publicações 100,00% -

Estas empresas subsidiárias foram incluídas na consolidação pelo método de integração global.

A Publiregiões e a Imprejornal foram excluídas das demonstrações financeiras consolidadas do semestre findo em 30 de Junho de 2006 (Nota 8).

A Impresa Classificados e a Páginas Longas foram constituídas durante o semestre findo em 30 de Junho de 2006 (Nota 8).

5. EMPRESAS CONSOLIDADAS PROPORCIONALMENTE

As empresas incluídas na consolidação pelo método proporcional, suas sedes sociais e proporção do capital detido em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, são as seguintes:

Denominação social Sede Actividade principal Percentagemefectiva em30-06-2006 Percentagemefectiva em31-12-2005
Edimpresa - Editora, Lda. ("Edimpresa") e subsidiárias: Oeiras Edição de publicações 50,00% 50,00%
Edimpresa.com - Internet e Multimédia, Unipessoal, Lda. ("Edimpresa.com") Oeiras Conteúdos de internet 50,00% 50,00%
Hearst Edimpresa - Editora de Publicações, S.A. ("Hearst Edimpresa") Oeiras Edição de publicações 25,00% 25,00%
Comfutebol - Edições Desportivas, Lda. ("Comfutebol") Lisboa Edição de publicações 25,00% 25,00%
Office Share - Gestão de Imóveis e Serviços, Lda. ("Office Share") Oeiras Gestão de imoveis e serviços 50,00% 50,00%

Estas empresas participadas foram incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas pelo método proporcional uma vez que o seu controlo e gestão são equitativamente partilhados com outro sócio ou accionista. Os valores dos activos, passivos, proveitos e custos encontram-se evidenciados na Nota 9.

6. EMPRESAS ASSOCIADAS

Os investimentos financeiros em empresas associadas são registados pelo método da equivalência patrimonial. A proporção do capital detido em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005 pelo Grupo é como segue:

Denominação social Percentagem efectivado capital detido em30-06-2006 Percentagem efectivado capital detido em31-12-2005
Global S 24 – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. (a) 50,00% 25,50%
Vasp – Distribuidora de Publicações, Lda. ("Vasp") (b) 33,33% 33,33%
Lusa – Agência de Notícias de Portugal, S.A. ("Lusa") (c) 22,35% 22,35%

(a) Participação detida pela SIC Online.

  • (b) Participação detida pela Impresa.
  • (c) Participação detida pela Impresa Jornais.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

7. OUTRAS EMPRESAS

Os investimentos financeiros em empresas participadas, e a proporção do capital detido em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005 pelo Grupo, são como segue:

Denominação social Percentagem efectivado capital detido em30-06-2006 Percentagem efectivado capital detido em31-12-2005
PTDP – Plataforma de Televisão Digital Portuguesa, S.A. ("PTDP") (a) 10,00% 10,00%
NP - Notícias de Portugal, C.R.L. ("NP") (b) 8,93% 8,93%
Morena Films, Lda. ("Morena Films") (c) - 4,73%
Sociedade Gestora de Televisión, Net TV, S.A. ("Net TV") (c) - 5,10%

Estas participações financeiras encontram-se registadas ao custo de aquisição ou ao valor estimado de realização, quando mais baixo.

  • (a) Participação detida pela SIC.
  • (b) Participação detida pela Sojornal, SIC e Edimpresa.
  • (c) Participações que se encontravam detidas para venda em 31 de Dezembro de 2005 e que foram alienadas no semestre findo em 30 de Junho de 2006.

8. ALTERAÇÕES OCORRIDAS NO PERIMETRO DE CONSOLIDAÇÃO

As alterações ocorridas no perímetro de consolidação no semestre findo em 30 de Junho de 2006 resultaram essencialmente da alienação da Publiregiões e da classificação da Imprejornal como actividade descontinuada em virtude de se encontrar detida para venda. Adicionalmente, foram constituídas durante o semestre findo em 30 de Junho de 2006, a Impresa Classificados e a Páginas Longas (Nota 4).

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2005 verificaram-se as seguintes alterações no perímetro de consolidação do Grupo:

  • Aquisição de uma parcela de 49% da SIC, passando o Grupo a deter a totalidade do seu capital;
  • Fusão da Mediger Sociedade Jornalística e Editorial, Lda. na Medipress Sociedade Jornalística e Editorial, Lda;
  • Dissolução da Sojornal.com Consultoria Internet, Lda.

Nas notas do anexo, que evidenciam movimentos nas rubricas de balanço ocorridos no semestre findo em 30 de Junho de 2006 e exercício findo em 31 de Dezembro de 2005, foi incluída uma linha denominada "Alteração do perímetro de consolidação", a qual reflecte as alterações na composição do conjunto das empresas incluídas na consolidação supra referidas.

9. RELATO POR SEGMENTOS

A identificação dos segmentos reportáveis pelo Grupo assenta na combinação das diferenças nos produtos e serviços e diferenças nos quadros legais. Estes segmentos são consistentes com a forma como o Grupo analisa o seu negócio. Assim, tendo em consideração os factores acima mencionados, o Grupo identificou os seguintes segmentos reportáveis:

Televisão – O Grupo detém uma participação de 100% na SIC, que transmite em sinal aberto e por cabo, ao abrigo de licenças de transmissão, os canais de televisão "SIC", "SIC Notícias", "SIC Radical", "SIC Comédia", "SIC Internacional", "SIC Mulher" e ainda em circuito fechado a "SIC INDOOR".

Revistas – O Grupo publica, através da Edimpresa, um vasto leque de revistas sobre diversos temas, incluindo negócios, política, automóveis e sociedade. Adicionalmente, o Grupo inclui neste segmento a Comfutebol (que se encontra em processo de descontinuação) e metade da actividade da Gesco.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

Jornais – O Grupo publica o semanário "Expresso", o jornal de música semanal "Blitz", o jornal semanal de automóveis "Autosport", a edição mensal "Surf Portugal" e o jornal semanal "Courrier Internacional". Adicionalmente, o Grupo inclui neste segmento a Imprejornal (empresa que se encontra em processo de alienação) e metade da actividade da Gesco.

Outros – Incluem as "holdings" do Grupo, a Media Zoom e a Office-Share.

Não existe nenhum cliente que contribua com 10% ou mais para as receitas do Grupo em qualquer dos períodos apresentados nas demonstrações dos resultados.

As transacções entre segmentos são registadas segundo os mesmos princípios das transacções com terceiros. As políticas contabilísticas de cada segmento são as mesmas do Grupo.

A maioria das receitas do Grupo são geradas e a maioria dos activos estão localizados em território nacional.

a) Relato por segmento principal – Segmento de negócio:

Em 30 de Junho de 2006:

Total dos Total
Televisão Jornais Revistas Outros segmentos Eliminações consolidado
Vendas - clientes externos - 9.106.199 9.949.539 - 19.055.738 - 19.055.738
Vendas - inter-segmentos - 2.425 14 - 2.439 (2.439) -
Prestações de serviços - clientes externos 79.015.917 17.510.538 8.439.107 - 104.965.562 - 104.965.562
Prestações de serviços - inter-segmentos 465.402 108.644 101.777 - 675.823 (675.823) -
Outros proveitos operacionais - clientes externos 1.236.398 401.252 995.555 - 2.633.205 - 2.633.205
Outros proveitos operacionais - inter-segmentos 75.000 190 183.804 1.582.241 1.841.235 (1.841.235) -
Total de proveitos operacionais 80.792.717 27.129.248 19.669.796 1.582.241 129.174.002 (2.519.497) 126.654.505
Custo dos programas exibidos e das mercadorias vendidas (40.731.999) (3.909.526) (4.820.061) - (49.461.586) 6.424 (49.455.162)
Fornecimentos e serviços externos (12.944.623) (9.891.643) (9.004.158) (894.005) (32.734.429) 2.509.869 (30.224.560)
Custos com o pessoal (13.517.722) (7.414.890) (4.692.135) (1.265.849) (26.890.596) 3.204 (26.887.392)
Amortizações e depreciações dos
activos fixos tangíveis e intangíveis (3.056.287) (249.745) (212.339) (246.546) (3.764.917) - (3.764.917)
Provisões (90.099) - (2.500) (129.904) (222.503) - (222.503)
Outros custos operacionais (396.581) (397.773) (43.764) (104.194) (942.312) - (942.312)
Total de custos operacionais (70.737.311) (21.863.577) (18.774.957) (2.640.498) (114.016.343) 2.519.497 (111.496.846)
Resultados operacionais 10.055.406 5.265.671 894.839 (1.058.257) 15.157.659 - 15.157.659
Ganhos e perdas em empresas do grupo e associadas - - - 201.111 201.111 - 201.111
Outros resultados financeiros (142.233) (166.604) (218.883) (4.551.010) (5.078.730) - (5.078.730)
Resultados antes de impostos e interesses minoritários 9.913.173 5.099.067 675.956 (5.408.156) 10.280.040 - 10.280.040
Impostos sobre o rendimento (2.442.969) (1.575.467) (186.713) 1.565.592 (2.639.557) - (2.639.557)
Interesses minoritários (413.173) 37.295 23.311 (20.727) (373.294) - (373.294)
Actividades descontinuadas - (238.923) (6.973) - (245.896) - (245.896)
Resultado do segmento 7.057.031 3.321.972 505.581 (3.863.291) 7.021.293 - 7.021.293

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

Em 30 de Junho de 2005:

Total dos Total
Televisão Jornais Revistas Outros segmentos Eliminações consolidado
Vendas - clientes externos - 10.728.680 12.998.519 - 23.727.199 - 23.727.199
Vendas - inter-segmentos - 47 7.178 - 7.225 (7.225) -
Prestações de serviços - clientes externos 84.441.895 17.951.522 7.829.528 - 110.222.945 - 110.222.945
Prestações de serviços - inter-segmentos 735.363 174.350 161.963 - 1.071.676 (1.059.751) 11.925
Outros proveitos operacionais - clientes externos 466.052 12.895 164.715 418.352 1.062.014 - 1.062.014
Outros proveitos operacionais - inter-segmentos 89.324 310.264 1.287.023 1.686.611 (1.686.611) -
Total de proveitos operacionais 85.732.634 28.867.494 21.472.167 1.705.375 137.777.670 (2.753.587) 135.024.083
Custo dos programas exibidos e das mercadorias vendidas (36.087.451) (4.403.891) (2.562.500) - (43.053.842) 805 (43.053.037)
Fornecimentos e serviços externos (12.075.791) (9.630.915) (12.214.263) (1.086.355) (35.007.324) 2.793.902 (32.213.422)
Custos com o pessoal (14.347.769) (7.617.562) (4.812.291) (2.462.542) (29.240.164) - (29.240.164)
Amortizações e depreciações dos
activos fixos tangíveis e intangíveis (3.323.567) (342.098) (209.802) (118.250) (3.993.717) - (3.993.717)
Provisões (124.991) (30.000) (17.500) - (172.491) - (172.491)
Outros custos operacionais (415.212) (594.293) (28.937) (104.609) (1.143.051) - (1.143.051)
Total de custos operacionais (66.374.781) (22.618.759) (19.845.293) (3.771.756) (112.610.589) 2.794.707 (109.815.882)
Resultados operacionais 19.357.853 6.248.735 1.626.874 (2.066.381) 25.167.081 41.120 25.208.201
Ganhos e perdas em empresas do grupo e associadas - - - 595.332 595.332 - 595.332
Outros resultados financeiros (994.280) (218.256) (313.102) (3.271.911) (4.797.549) - (4.797.549)
Resultados antes de impostos e interesses minoritários 18.363.573 6.030.479 1.313.772 (4.742.960) 20.964.864 41.120 21.005.984
Impostos sobre o rendimento (4.546.157) (21.689) (406.328) (5.932) (4.980.106) - (4.980.106)
Interesses minoritários (741.187) - (25.584) (19.632) (786.403) - (786.403)
Actividades descontinuadas - (12.818) (4.099) - (16.917) - (16.917)
Resultado do segmento 13.076.229 5.995.972 877.761 (4.768.524) 15.181.438 41.120 15.222.558

Os resultados das operações em descontinuação ou de activos detidos para venda incluídos nas demonstrações financeiras consolidadas em 30 de Junho de 2006 e 2005 encontram-se evidenciados na Nota 12.

Os activos, passivos e outra informação adicional relevante por segmentos e a respectiva reconciliação para o total consolidado são como segue:

Em 30 de Junho de 2006:

Total dos Total
Televisão Jornais Revistas Outros segmentos Eliminações consolidado
Diferenças de consolidação 174.342 - 10.169.561 277.239.198 287.583.101 - 287.583.101
Investimentos financeiros 9.988 - - 4.458.006 4.467.994 (900.000) 3.567.994
Outros activos 127.675.394 28.509.510 16.604.233 9.947.659 182.736.796 (9.423.465) 173.313.331
Total do activo 127.859.724 28.509.510 26.773.794 291.644.863 474.787.891 (10.323.465) 464.464.426
Dívidas a instituições de crédito 27.773.087 8.181.459 8.373.615 189.289.659 233.617.820 - 233.617.820
Outros passivos 57.022.945 13.329.833 12.283.239 26.234.301 108.870.318 (21.001.467) 87.868.851
Total do passivo 84.796.032 21.511.292 20.656.854 215.523.960 342.488.138 (21.001.467) 321.486.671
Outras informações:
Adições ao activo fixo 3.095.583 86.433 65.663 309.877 3.557.556 - 3.557.556
Depreciações e amortizações do exercício 3.056.287 249.745 212.339 246.546 3.764.917 - 3.764.917
Perdas por imparidade e reduções do valor de
realização de existências reconhecidas em resultados 129.904 98.276 1.161.373 - 1.389.553 - 1.389.553
Reversão de perdas de imparidade e de reduções
do valor de realização de existências (13.308) (30.842) (801.587) (46.134) (891.871) - (891.871)
Número médio de pessoal 637 255 456 66 1.414 - 1.414

Em 31 de Dezembro de 2005:

Total dos Total
Televisão Jornais Revistas Outros segmentos Eliminações consolidado
Diferenças de consolidação 174.342 - 10.169.561 277.239.198 287.583.101 - 287.583.101
Investimentos financeiros 331.849 - - 5.704.894 6.036.743 (2.348.000) 3.688.743
Outros activos 127.664.445 41.560.737 13.652.281 10.110.267 192.987.730 (33.959.841) 159.027.889
Total do activo 128.170.636 41.560.737 23.821.842 293.054.359 486.607.574 (36.307.841) 450.299.733
Dívidas a instituições de crédito 27.768.290 7.500.000 7.385.185 192.125.016 234.778.491 - 234.778.491
Outros passivos 45.797.657 17.451.551 10.617.740 41.355.638 115.222.586 (36.836.865) 78.385.721
Total do passivo 73.565.947 24.951.551 18.002.925 233.480.654 350.001.077 (36.836.865) 313.164.212
Outras informações:
Adições ao activo fixo 6.502.407 373.984 399.034 235.794 7.511.219 7.511.219
Depreciações e amortizações do exercício 6.624.039 633.501 455.882 246.739 7.960.161 - 7.960.161
Perdas por imparidade e reduções do valor de - - -
realização de existências reconhecidas em resultados 1.639.520 1.112.265 2.308.556 - 5.060.341 - 5.060.341
Reversão de perdas de imparidade e de reduções
do valor de realização de existências (50.000) (996.441) (2.089.641) - (3.136.082) - (3.136.082)
Número médio de pessoal 626 293 442 66 1.427 - 1.427

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

A coluna "Outros" corresponde aos activos e passivos conforme registados na Impresa e outras sub-holdings do grupo, cuja actividade consiste essencialmente na gestão de participações financeiras pelo que os correspondentes activos incluem diferenças de consolidação relativas aos segmentos de televisão e jornais nos montantes de 256.515.098 Euros e 20.724.100 Euros, respectivamente, bem como os correspondentes passivos, nomeadamente dívidas a instituições de crédito, utilizadas na aquisição daqueles investimentos.

b) Relato por segmento secundário – Mercados geográficos:

Os proveitos operacionais por mercado geográfico em 30 de Junho de 2006 e 2005 são como segue:

Portugal Outros mercados Total consolidado
30-06-2006 30-06-2005 30-06-2006 30-06-2005 30-06-2006 30-06-2005
23.727.199
102.785.940 108.557.396 2.179.622 110.234.870
2.633.205 1.062.014 - - 2.633.205 1.062.014
124.453.556 133.341.675 2.200.949 135.024.083
19.034.411 23.722.265 21.327 4.934 19.055.7381.677.474 104.965.5621.682.408 126.654.505

10. VENDAS E PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS POR ACTIVIDADE

Nos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, as vendas e prestações de serviços são como seguem:

30-06-2006 30-06-2005
Venda de jornais 9.860.408 9.666.271
Venda de revistas 26.465.389 11.245.996
Venda de outros produtos 3.398.929 5.760.335
Devolução de vendas (20.668.988) (2.945.403)
19.055.738 23.727.199
Publicidade 101.546.654 111.173.784
Assinantes 13.685.152 13.721.587
Merchandising 739.275 708.799
Softsponsorship 1.476.048 1.048.254
Descontos e abatimentos (20.273.962) (23.461.613)
Outras prestações de serviços 7.792.395 7.044.059
104.965.562 110.234.870
124.021.300 133.962.069

11. OUTROS PROVEITOS E CUSTOS OPERACIONAIS

Nos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, os outros proveitos operacionais são como segue:

30-06-2006 30-06-2005
Proveitos suplementares 1.394.880 973.783
Ganhos obtidos na alienação de activos fixos 301.896 68.705
Reversão de perdas de imparidade 891.706 -
Outros proveitos e ganhos operacionais 44.723 19.526
2.633.205 1.062.014

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

Nos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, os outros custos operacionais são como segue:

30-06-2006 30-06-2005
Perdas obtidas na alienação/dissolução de empresas - 88.020
Perdas obtidas na alienação de activos fixos - 56
Perdas de imparidade (Nota 31) 269.939 723.367
Reversão de perdas de imparidade - (200.415)
Impostos 300.900 323.330
Outros custos e perdas operacionais 378.444 208.693
949.283 1.143.051

12. RESULTADOS OBTIDOS EM OPERAÇÕES EM DESCONTINUAÇÃO, CUSTOS DE REESTRUTURAÇÃO E ACTIVOS NÃO CORRENTES DETIDOS PARA VENDA

Os activos detidos para venda/actividades descontinuadas em 30 de Junho de 2006 e 2005 têm a seguinte composição:

Percentagem efectivado capital detido em Percentagem efectivado capital detido em
30-06-2006 30-06-2005
Imprejornal (a) 100% 100%
Comfutebol (b) 25,00% 25,00%
Global S 24 (c) 50,00% 50,00%
Net TV (d) - 5,10%
Morena Films (e) - 4,73%
  • (a) Em 1 de Abril de 2005, a Impresa celebrou um contrato promessa com vista à alienação da totalidade do capital da Imprejornal, a concretizar até 31 de Julho de 2006, mediante o cumprimento de um conjunto de obrigações pela entidade adquirente. Em 30 de Junho de 2006, o valor de venda definido não difere significativamente do seu valor contabilístico.
  • (b) Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2005, a actividade desta empresa relacionada com a publicação da revista "Doze" foi descontinuada. Actualmente não tem empregados ao seu serviço.
  • (c) Empresa cuja liquidação se prevê que ocorra no exercício de 2006.
  • (d) Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2005, o Grupo informou os restantes accionistas da Net TV sobre a sua decisão de alienar esta participação, a qual se concretizou em Janeiro de 2006 e da qual não resultaram mais/menos valias significativas.
  • (e) Em 31 de Dezembro de 2005 esta participada encontrava-se detida para venda, tendo a mesma sido concretizada em Janeiro de 2006 e da qual não resultaram mais/menos valias significativas.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

Os resultados das operações em descontinuação (ou activos detidos para venda) que foram incluídos nas demonstrações financeiras consolidadas em 30 de Junho de 2006 e 2005 foram como segue (Nota 9):

Imprejornal:

Actividades Total do
descontinuadas segmento Jornais
30-06-2006 30-06-2005 30-06-2006 30-06-2005
Receitas Operacionais:
Vendas - clientes externos 197.797 329.177 9.106.199 10.728.680
Vendas - inter-segmentos - 335 2.425 47
Prestações de serviços - clientes externos 1.570.301 3.206.550 17.510.538 17.951.522
Prestações de serviços - inter-segmentos - 11.903 108.644 174.350
Outros proveitos operacionais - clientes externos 14.103 72.284 401.252 12.895
Outros proveitos operacionais - inter-segmentos - 15.000 190 -
Total de proveitos operacionais 1.782.201 3.635.249 27.129.248 28.867.494
Custos operacionais (1.941.692) (3.526.625) (21.863.577) (22.618.759)
Resultados financeiros (86) (120.130) (166.604) (218.256)
Resultado antes de impostos (159.577) (11.506) 5.099.067 6.030.479
Imposto do exercício (775) (1.312) (1.575.467) (21.689)
Interesses minoritários - - 37.295 -
Actividades descontinuadas (a) - - (238.923) (12.818)
Resultado total do segmento (160.352) (12.818) 3.321.972 5.995.972

a) Para efeitos comparativos, a Imprejornal e a Publiregiões foram excluídas do total do segmento dos Jornais, a primeira por ser intenção da Administração proceder à sua alienação no curto prazo e a segunda por ter sido alienada no semestre findo em 30 de Junho de 2006. A informação supra referida relativa às" Actividades descontinuadas" corresponde às demonstrações financeiras individuais da Imprejornal. Assim, o resultado das actividades descontinuadas em 30 de Junho de 2005 inclui o resultado líquido positivo e negativo verificado na Imprejornal e na Publiregiões, respectivamente, de 140.381 Euros e 153.199 Euros. Em 30 de Junho de 2006 o resultado das actividades descontinuadas inclui o resultado líquido negativo do primeiro semestre de 2006 da Imprejornal de 160.352 Euros e a menos valia apurada na alienação da Publiregiões de 78.571 Euros.

Comfutebol:

Operações Total do
em descontinuação segmento Revistas
30-06-2006 30-06-2005 30-06-2006 30-06-2005
Receitas Operacionais:
Vendas - clientes externos - - 9.949.539 12.998.519
Vendas - inter-segmentos - - 14 7.178
Prestações de serviços - clientes externos - - 8.439.107 7.829.528
Prestações de serviços - inter-segmentos - - 101.777 161.963
Outros proveitos operacionais - clientes externos - - 241.520 164.715
Outros proveitos operacionais - inter-segmentos 3.856 3.937 183.804 310.264
Total de proveitos operacionais 3.856 3.937 18.915.761 21.472.167
Custos operacionais (10.681) (7.867) (18.020.922) (19.845.293)
Resultados financeiros (148) (169) (218.883) (313.102)
Resultado antes de impostos (6.973) (4.099) 675.956 1.313.772
Imposto do exercício - - (186.713) (406.328)
Interesses minoritários - - 23.311 (25.584)
Actividades descontinuadas - - (6.973) (4.099)
Resultado total do segmento (6.973) (4.099) 505.581 877.761

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

Os activos e passivos classificados como detidos para venda em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005 podem ser detalhados como segue:

30-06-2006 31-12-2005
Investimentos financeiros:
Global S 24 (Nota 20) 1.091.825 1.091.825
Net TV (Nota 20) - 543.879
Morena Films (Nota 20) - 268.044
Perdas de imparidade acumuladas na Global S 24 (Nota 20) (1.091.825) (1.091.825)
Perdas de imparidade acumuladas na Net TV (Nota 20) - (272.015)
Perdas de imparidade acumuladas na Morena Films (Nota 20) - (218.044)
- 321.864
Imprejornal:
Activos fixos tangíveis 3.984.680 4.336.430
Existências 159.826 209.151
Clientes e outros activos correntes 1.525.695 1.306.308
5.670.201 5.851.889
Total de activos classificados como detidos para venda 5.670.201 6.173.753
Fornecedores e outros passivos correntes (814.869) (830.073)
Total de passivos associados a activos classificados
como detidos para vendas (814.869) (830.073)
Activos líquidos detidos para venda 4.855.332 5.343.680

Os activos e passivos da Comfutebol (operação descontinuadas) não são relevantes para as demonstrações financeiras consolidadas da Impresa.

13. CUSTOS COM O PESSOAL

Durante os semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, os custos com pessoal foram como segue:

30-06-2006 30-06-2005
Salários e outros custos com o pessoal 22.358.905 23.531.921
Encargos sobre remunerações 4.528.487 5.708.243
26.887.392 29.240.164

Durante os semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, o número médio de pessoal ao serviço das empresas incluídas na consolidação foi de 1.414 empregados e 1.454 empregados, respectivamente.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

14. CUSTOS DOS PROGRAMAS EMITIDOS E DAS MERCADORIAS VENDIDAS

Durante os semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, os custos dos programas emitidos e das mercadorias vendidas foram como segue:

30-06-2006 30-06-2005
Programas exibidos 40.729.649 36.083.799
Mercadorias vendidas 2.067.090 2.598.945
Matérias-primas consumidas 5.536.624 3.801.787
(Ganhos) e perdas em existências - 282.573
Descontos obtidos - (1.296)
Redução do valor de realização de existências (Nota 31) 1.119.614 837.957
Reversão da redução do valor de realização de existências (165) (540.775)
Regularização de existências 2.350 (9.953)
49.455.162 43.053.037

15. RESULTADOS FINANCEIROS

Os resultados financeiros dos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005 têm a seguinte composição:

30-06-2006 30-06-2005
Ganhos e perdas em empresas do grupo e associadas:
Ganhos em empresas associadas (Nota 20) 201.111 595.332
Juros e outros custos financeiros:
Juros suportados (5.483.870) (4.172.903)
Diferenças de câmbio desfavoráveis (15.264) (586.844)
Outros custos financeiros (229.590) (443.006)
(5.728.724) (5.202.753)
Outros proveitos financeiros:
Juros obtidos 150.436 189.370
Diferenças de câmbio favoráveis 301.021 1.943
Ganhos na valorização de instrumentos derivados (Nota 32) (a) 153.119 173.815
Outros proveitos financeiros 45.418 40.022
649.994 405.150
Resultados financeiros (4.877.619) (4.202.271)

(a) Este montante inclui essencialmente o proveito relacionado com o registo de derivados (forward cambial) ao seu justo valor.

16. DIFERENÇAS ENTRE RESULTADOS CONTABILÍSTICO E FISCAL

A Impresa e as suas empresas participadas encontram-se sujeitas a tributação em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas – IRC, à taxa de 25%, acrescida de Derrama à taxa de 10%, resultando numa taxa de imposto agregada de 27,5%. Adicionalmente e face à sua forma jurídica, algumas das empresas do Grupo estão abrangidas pela legislação fiscal que rege as sociedades gestoras de participações sociais. De acordo com esta legislação, os ganhos e perdas em empresas do grupo resultantes da aplicação do método de equivalência patrimonial, os dividendos recebidos das empresas participadas, a amortização dos trespasses decorrentes da aquisição de partes de capital e os encargos financeiros relacionados com a aquisição de partes sociais não são considerados para efeitos fiscais.

A Impresa é tributada em sede de IRC ao abrigo do Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades conjuntamente, com as suas subsidiárias, Impresa Jornais, Soincom, Sojornal, Medipress, Publisurf, Media Zoom e Interjornal. A SIC é tributada em sede de IRC ao abrigo do Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedade conjuntamente com a SIC Online e com a GMTS.

As restantes empresas participadas, não abrangidas pelo referido regime, são tributadas individualmente, com base nas respectivas matérias colectáveis e nas taxas de imposto aplicáveis.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

No exercício de 2002 uma sociedade incorporada por fusão na Edimpresa foi alvo de liquidações adicionais efectuadas pela Administração Fiscal, em sede de IRC, no montante de 1.621.065 Euros (incluindo juros compensatórios de 367.787 Euros). Face ao enquadramento fiscal de excepção referente a juros de mora verificado no final do exercício de 2002, aquela sociedade decidiu pagar parte daquelas liquidações adicionais, ascendendo em 30 de Junho de 2006 o valor não pago a 856.765 Euros. Estas liquidações adicionais foram objecto de reclamações, sendo convicção da Gerência daquela empresa participada de que os mesmos não têm fundamento. Adicionalmente, no exercício de 2005 aquela Empresa participada foi alvo de uma liquidação adicional de 731.593 Euros, a qual foi também objecto de reclamação pela Empresa, por entender que a mesma não tem fundamento (Nota 33).

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2005 a Office Share foi alvo de liquidações adicionais efectuadas pela Administração Fiscal, em sede de IRC, referentes ao exercício de 2004 no montante aproximado de 176.000 Euros. É convicção da Gerência da Empresa de que as mesmas não têm fundamento, pelo que foram objecto de reclamação.

Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2004, e em exercícios anteriores, a SIC foi notificada pela Administração Fiscal a pagar, aproximadamente, 1.500.000 Euros, em resultado de revisões efectuadas, em sede de IRC, a determinadas transacções ocorridas nos exercícios de 1997 a 2002. A Empresa, suportada no parecer dos seus advogados, recorreu daquelas notificações, por considerar que as mesmas não têm fundamento, não tendo para aquele efeito constituído qualquer provisão. Adicionalmente, a Empresa possui garantias bancárias constituídas para este efeito (Nota 33).

A Administração do Grupo Impresa entende que eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte da Administração Fiscal àquelas declarações de impostos, incluindo os assuntos referidos no parágrafo anterior, não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras consolidadas em 30 de Junho de 2006.

O Grupo contabiliza os impostos diferidos resultantes das diferenças temporárias entre as bases contabilísticas e fiscais dos seus activos e passivos. Neste sentido, foram reconhecidos, em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, activos e passivos por impostos diferidos como segue:

a) Diferenças temporárias – Movimentos nos Impostos diferidos activos e passivos

30 de Junho de 2006:

Activos por impostos diferidos
Provisão
Ajustamento Ajustamento para outros Prejuízos
Acréscimos Desreconhecimento de valores de de valores de riscos e fiscais
de custos de activos contas a receber existências encargos reportáveis Total
Saldo em 31 de Dezembro de 2005 200.064 213.878 144.410 519.929 201.933 5.320.506 6.600.720
Constituição/reversão (127.615) (122.459) - (4.429) (128.629) (1.465.833) (1.848.964)
Saldo em 30 de Junho de 2006 72.449 91.419 144.410 515.500 73.304 3.854.673 4.751.756

31 de Dezembro de 2005:

Activos por impostos diferidos
Provisão
Ajustamento Ajustamento para outros Prejuízos
Acréscimos Desreconhecimento de valores de de valores de riscos e fiscais
de custos de activos contas a receber existências encargos reportáveis Total
Saldo em 31 de Dezembro de 2004 655.583 461.576 113.890 418.985 126.037 10.132.322 11.908.393
Constituição/reversão (455.519) (247.698) 30.520 100.944 75.896 (4.811.816) (5.307.673)
Saldo em 31 de Dezembro de 2005 200.064 213.878 144.410 519.929 201.933 5.320.506 6.600.720

Para o apuramento dos activos por impostos diferidos, relativos a prejuízos fiscais reportáveis, foi considerada a totalidade das diferenças temporárias geradas até 30 de Junho de 2006 pela SIC e SIC Online, por ser entendimento da Administração/Gerência dessas empresas que são esperados resultados fiscais futuros suficientes que compensem estas situações.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

Relativamente às restantes empresas incluídas na consolidação em 30 de Junho de 2006, os impostos diferidos que seriam de registar em conformidade com a IAS 12 – "Impostos sobre o rendimento", respeitam essencialmente aos prejuízos fiscais reportáveis existentes nessa data e provisões tributadas. Uma vez que no entendimento da Administração/Gerência dessas empresas não são esperados resultados fiscais futuros suficientes que compensem as situações supra referidas, o Grupo não registou os correspondentes impostos diferidos activos.

Prejuízos fiscais consideradosreportáveis para efeito deimpostos diferidos Prejuízos fiscais nãoconsiderados reportáveis paraefeito de impostos diferidos
30-06-2006 Exercíciosanteriores 30-06-2006 Exercíciosanteriores Total
SIC e subsidiárias - 14.016.993 80.156 4.431.254 18.528.403
Edimpresa e subsidiárias - - 47.579 370.764 418.343
Impresa (consolidado fiscal) - - 263.423 16.373.656 16.637.079
Office-share - - 2.118 36.083 38.201
Solo - - - 29.011 29.011
Gesco - - 66.999 129.854 196.853
Páginas Longas - - 34.239 - 34.239
- 14.016.993 494.514 21.370.622 35.882.129
Taxa de imposto 27,5%
-

Em 30 de Junho de 2006 os prejuízos fiscais reportáveis de 35.882.129 Euros vencem-se nos seguintes exercícios:

Prejuízos fiscaisconsiderados paraimpostos diferidos Prejuízos fiscais nãoconsiderados paraimpostos diferidos Total
2006 - 1.499.497 1.499.497
2007 - - -
2008 11.594.691 1.993.926 13.588.617
2009 2.422.302 17.212.990 19.635.292
2010 - 655.200 655.200
2011 - 67.123 67.123
2012 - 436.400 436.400
14.016.993 21.865.136 35.882.129

O Grupo avaliou os impostos diferidos a reconhecer em resultado dos ajustamentos de conversão para IFRS. Nos casos em que esses ajustamentos originaram impostos diferidos activos, os mesmos só foram registados na medida em que é provável que ocorram lucros tributáveis no futuro que possam ser utilizados para recuperar as perdas fiscais ou diferenças tributárias dedutíveis. Esta avaliação baseouse essencialmente nos planos de negócios das empresas do Grupo, periodicamente revistos e actualizados.

b) Reconciliação da taxa de imposto

Nos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, o imposto sobre o rendimento é como segue: 30-06-2006 30-06-2005

Resultado antes de impostos 10.273.067 20.924.474
Taxa nominal de imposto 27,5% 27,5%
2.825.093 5.754.230
Prejuizos fiscais utilizados (290.903) (2.373.132)
Prejuizos fiscais a reportar 135.991 1.596.330
Diferenças permanentes (i) (106.061) (52.933)
Ajustamentos à colecta (ii) 64.951 56.923
Correcções à matéria tributável de exercícios anteriores 10.486 -
Imposto sobre o rendimento 2.639.557 4.981.418
Imposto corrente (Notas 24 e 30) 790.593 878.035
Imposto diferido do período 1.848.964 4.102.071
2.639.557 4.980.106

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

(i) Em 30 de Junho de 2006 e 2005, este montante tinha a seguinte composição:

30-06-2006 30-06-2005
(201.111) (595.332)
36.875 26.692
(243.618) (9.430)
121.809 -
(245.029) -
377.778 -
40.465 22.360
(272.846) 363.225
(385.677) (192.485)
27,5% 27,5%
(106.061) (52.933)

(ii) Este montante representa a parcela de imposto relativa à tributação autónoma de certas despesas.

17. RESULTADO POR ACÇÃO

O cálculo efectuado no apuramento do resultado por acção básico e diluído, em 30 de Junho de 2006 e 2005, é baseado na seguinte informação:

30-06-2006 30-06-2005
Número de acçõesNúmero médio ponderado de acções para efeito de cálculodo resultado líquido por acção básico 84.000.000 84.000.000
Efeito das acções potenciaisdecorrentes das obrigações convertíveis - -
Número médio ponderado de acções para efeito de cálculodo resultado líquido por acção diluído 84.000.000 84.000.000
ResultadoResultado para efeito de cálculo dos resultados líquidospor acção e básico (resultado líquido do exercício) 7.021.293 15.222.558
Efeito das acções potenciais:Juro das obrigações convertíveis (líquido de imposto) - -
Resultados para efeito do cálculo dos resultados líquidospor acção básico 7.021.293 15.222.558

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

Resultados por acção: em continuidade
30-06-2005 30-06-2005
Resultados
Resultados para efeito de cálculo do resultado líquido
por acção básico (resultado líquido do exercício) 7.021.293 15.222.558
Ajustamentos por:
Resultado após impostos de operações descontinuadas (Nota 12) (167.325) (16.917)
Resultado na alienação de operações descontinuadas (Nota 12) (78.571) -
(245.896) (16.917)
Resultados para efeito de cálculo dos resultado líquido por acção
básico excluindo as operações em descontinuação 7.267.189 15.239.475
Efeito das acções potenciais:
Juro das obrigações convertíveis (líquido de imposto) - -
Resultados para efeito do cálculo dos resultados líquidos
por acção diluído 7.267.189 15.239.475
Resultados por acção: 30-06-2005 30-06-2005
Básico 0,0836 0,1812
Diluído 0,0865 0,1814

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

18. ACTIVOS INTANGÍVEIS

a) Diferenças de consolidação

O detalhe das diferenças de consolidação em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005 é o seguinte:

Empresa 30-06-2006 31-12-2005
Impresa:
Soincom (SIC) 34.722.846 34.722.846
Gesco 1.743.872 1.743.872
Controljornal 20.130.334 20.130.334
56.597.052 56.597.052
Controljornal:
Mediger 593.766 593.766
Soincom:
SIC 86.290.401 86.290.401
Media Zoom:
SIC e Solo (SIC) 40.771.737 40.771.737
Solo:
SIC 92.986.242 92.986.242
Edimpresa:
Edimpresa 10.169.561 10.169.561
SIC:
SIC Notícias 174.342 174.342
Diferenças de consolidação 287.583.101 287.583.101

No cumprimento das disposições do IFRS 3, o Grupo procede desde 2003 a análises de imparidade das diferenças de consolidação, com base em avaliações dos vários segmentos de negócios efectuadas com base em avaliações e outras informações disponibilizadas por entidades externas, bem como em avaliações efectuadas internamente, com base nos planos de negócio dos diversos segmentos concluindo que o seu valor é inferior ao valor estimado de realização. No entendimento do Conselho de Administração da Impresa, com base nas análises supra referidas e nas perspectivas dos resultados futuros da SIC, da Edimpresa e da Impresa Jornais, esta situação continua a verificar-se em 30 de Junho de 2006. O método de avaliação usado é o "discounted cash-flow", que utiliza pressupostos actualizados e razoáveis face aos respectivos sectores de actividade das empresas participadas a que dizem respeito.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

b) Outros activos intangíveis

Durante os semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, os movimentos ocorridos nos outros activos intangíveis, bem como nas respectivas amortizações acumuladas e perdas de imparidade foram os seguintes:

30 de Junho de 2006:

Despesas deinstalação Despesas deinvestigação e dedesenvolvimento Propriedadeindustrial eoutros direitos Software Total
Activo Bruto:
Saldo em 31 de Dezembro de 2005 - - 973.036 7.665.699 8.638.735
Aquisições - - 18.031 13.783 31.814
Alienações e abates - - - - -
Transferências - - - 103.939 103.939
Saldo em 30 de Junho de 2006 - - 991.067 7.783.421 8.774.488
Amortizações acumuladas e perdas de imparidade:
Saldo em 31 de Dezembro de 2005 - - (852.764) (7.230.100) (8.082.864)
Reforços - - (29.633) (91.289) (120.922)
Reduções por alienações e abates - - - - -
Transferências - - - (103.939) (103.939)
Saldo em 30 de Junho de 2006 - - (882.397) (7.425.328) (8.307.725)
Valor líquido em 30 de Junho de 2006 - - 108.670 358.093 466.763

30 de Junho de 2005:

Despesas deinstalação Despesas deinvestigação e dedesenvolvimento Propriedadeindustrial eoutros direitos Software Total
Activo Bruto:
Saldo em 31 de Dezembro de 2004 - - 1.081.223 2.854.976 3.936.199
Aquisições - - 33.498 202.121 235.619
Saldo em 30 de Junho de 2005 - - 1.114.721 3.057.097 4.171.818
Amortizações acumuladas e perdas de imparidade:
Saldo em 31 de Dezembro de 2004 - - (944.451) (2.258.255) (3.202.706)
Reforços - - (34.652) (214.955) (249.607)
Saldo em 30 de Junho de 2005 - - (979.103) (2.473.210) (3.452.313)
Valor líquido em 30 de Junho de 2005 - - 135.618 583.887 719.505

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

19. ACTIVOS FIXOS TANGÍVEIS

Durante os semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, os movimentos ocorridos nos activos fixos tangíveis, bem como nas respectivas depreciações acumuladas e perdas de imparidade, foram como segue:

30 de Junho de 2006:

Terrenos erecursosnaturais Edifícios eoutrosconstruções Equipamentobásico Equipamentode transporte Ferramentase utensílios Equipamentoadministrativo Outrasimobilizaçõescorpóreas Imobilizaçõesem curso Total
Activo Bruto:
Saldo em 31 de Dezembro de 2005 1.055.557 10.370.671 84.708.664 1.054.930 97.998 15.347.472 645.613 2.543.262 115.824.167
Alterações de perímetro de consolidação (Nota 8) - (229.681) (17.669.845) (132.233) (71.191) (331.579) (75.892) - (18.510.421)
Aquisições - 169.288 1.926.860 - - 285.886 - 1.175.522 3.557.556
Alienações e abates (217.576) (966.612) (549.778) (13.680) - (19.177) - (80.974) (1.847.797)
Transferências - - 1.238.869 - - 478.591 - (1.613.521) 103.939
Saldo em 30 de Junho de 2006 837.981 9.343.666 69.654.770 909.017 26.807 15.761.193 569.721 2.024.289 99.127.444
Depreciações acumuladas e perdas de imparidade:
Saldo em 31 de Dezembro de 2005 - (563.516) (67.012.331) (775.384) (90.800) (12.964.770) (592.120) - (81.998.921)
Alterações de perímetro de consolidação - 95.992 13.519.696 73.456 64.769 279.243 40.667 - 14.073.823
Reforços - (117.224) (2.895.634) (65.830) (169) (557.589) (7.549) - (3.643.995)
Reduções por alienações e abates - 231.539 444.885 6.449 - 19.156 - - 702.029
Transferências - - (150) - - (103.939) 150 - (103.939)
Saldo em 30 de Junho de 2006 - (353.209) (55.943.534) (761.309) (26.200) (13.327.899) (558.852) - (70.971.003)
Valor líquido em 30 de Junho de 2006 837.981 8.990.457 13.711.236 147.708 607 2.433.294 10.869 2.024.289 28.156.441

30 de Junho de 2005:

Terrenos erecursosnaturais Edifícios eoutrosconstruções Equipamentobásico Equipamentode transporte Ferramentase utensílios Equipamentoadministrativo Outrasimobilizaçõescorpóreas Imobilizaçõesem curso Total
Activo Bruto:
Saldo em 31 de Dezembro de 2004 1.055.557 9.954.020 84.200.381 1.231.330 97.571 18.028.921 645.613 548.615 115.762.008
Alterações de perímetro de consolidação - - - - - - - - -
Aquisições - 2.151 3.474.529 33.531 366 325.700 - 2.648.258 6.484.535
Alienações e abates - - (5.041.818) - - (96.167) - (42.842) (5.180.827)
Transferências - - - - - 60.323 - (189.503) (129.180)
Saldo em 30 de Junho de 2005 1.055.557 9.956.171 82.633.092 1.264.861 97.937 18.318.777 645.613 2.964.528 116.936.536
Depreciações acumuladas e perdas de imparidade:
Saldo em 31 de Dezembro de 2004 - (332.377) (63.989.226) (835.283) (82.749) (14.892.916) (582.359) - (80.714.910)
Reforços - (105.861) (2.883.346) (90.021) (2.369) (660.383) (2.130) - (3.744.110)
Reduções por alienações e abates - - 2.645.117 - - 95.178 - - 2.740.295
Saldo em 30 de Junho de 2005 - (438.238) (64.227.455) (925.304) (85.118) (15.458.121) (584.489) - (81.718.725)
Valor líquido em 30 de Junho de 2005 1.055.557 9.517.933 18.405.637 339.557 12.819 2.860.656 61.124 2.964.528 35.217.811

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro 2005, o Grupo mantém os seguintes bens em regime de locação financeira:

30-06-2006 31-12-2005
Depreciação Depreciação
e perdas de e perdas de
Valor imparidade Valor Valor imparidade Valor
bruto acumuladas líquido bruto acumuladas líquido
Terrenos 837.981 - 837.981 1.055.557 - 1.055.557
Edifícios e outras construções 6.356.402 (209.673) 6.146.729 7.009.131 (280.533) 6.728.598
Equipamento de transporte 337.991 (232.193) 105.798 535.034 (335.418) 199.616
Equipamento básico 7.536.414 (1.816.922) 5.719.492 5.217.835 (1.310.749) 3.907.086
15.068.788 (2.258.788) 12.810.000 13.817.557 (1.926.700) 11.890.857

Conforme indicado na Nota 2.5, o Grupo regista estes bens pelo método financeiro.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

20. INVESTIMENTOS FINANCEIROS

Durante os semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, o movimento ocorrido nos investimentos financeiros foi como segue:

30 de Junho de 2006:

Investimentosem associadas Investimentosem outrasempresas Total
Saldo em 31 de Dezembro de 2005 3.356.893 331.850 3.688.743
Aplicação do método de equivalência patrimonial (Nota 15) 201.111 - 201.111
Alienações - (321.860) (321.860)
Saldo em 30 de Junho de 2006 3.558.004 9.990 3.567.994

30 de Junho de 2005:

Investimentos
Investimentos em outras
em associadas empresas Total
Saldo em 31 de Dezembro de 2004 2.717.096 317.197 3.034.293
Aplicação do método de equivalência patrimonial (Nota 15) 595.332 - 595.332
Saldo em 30 de Junho de 2005 3.312.428 317.197 3.629.625

Em 30 de Junho de 2006, o detalhe dos investimentos financeiros em empresas associadas é como segue:

Investimentos financeiros:
30-06-2006 Percentagem
Activo Proveitos Capital Resultado efectiva Valor de Perdas de Valor
Denominação Sede total totais próprio líquido do Grupo participação imparidade líquido
Vasp Massamá 38.582.062 121.215.702 7.728.110 305.544 33,33 2.567.548 - 2.567.548
Global S 24 Porto n.d n.d n.d n.d 50,00 - - -
Lusa Lisboa 23.567.332 9.306.938 7.185.450 931.803 22,35 1.783.258 (792.802) 990.456
4.350.806 (792.802) 3.558.004

Empréstimos de financiamento:

30-06-2006
Percentagem Reversão de
Denominação Sede efectivado Grupo Valor Perdas deimparidade perdas deimparidade Valorlíquido
Global S 24 Porto 50,00 1.091.825 (1.091.825) - -

Como resultado da aplicação do método de equivalência patrimonial em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, foram registados os seguintes movimentos nas rubricas "Investimentos em associadas":

30-06-2006 30-06-2005
Ganhos em Ganhos em
empresas empresas
associadas, Investimentos associadas, Investimentos
Denominação (Nota 15) financeiros (Nota 15) financeiros
Lusa 101.838 101.838 266.551 266.551
Vasp 99.273 99.273 328.781 328.781
201.111 201.111 595.332 595.332

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, o detalhe dos investimentos financeiros em outras empresas é como segue:

30-06-2006
Denominação Percentagemefectivado Grupo Valor departicipação Perdas deimparidade Valorlíquido
NPPTDP 8,9310,00 13.7214.998 (8.729)- 4.9924.998
18.719 (8.729) 9.990
31-12-2005
Percentagem
efectiva Valor de Perdas de Valor
Denominação do Grupo participação imparidade líquido
Net TV (a) 5,10 543.879 (272.015) 271.864
Morena Films (a) 4,73 268.044 (218.044) 50.000
NP 8,93 13.717 (8.729) 4.988
PTDP 10,00 4.998 - 4.998
830.638 (498.788) 331.850

(a) Investimentos financeiros que se encontravam detidos para venda em 31 de Dezembro de 2005.

21. PROPRIEDADES DE INVESTIMENTO

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, o detalhe das propriedades de investimento detidas pelo grupo é como segue:

Propriedade de investimento 30-06-2006 31-12-2005
Lotes da "Bela Vista" 4.838.798 4.838.798
Terreno "FNAC" 5.528.862 6.203.779
10.367.660 11.042.577

O movimento ocorrido na rubrica "Propriedades de investimento" no semestre findo em 30 de Junho de 2006 e no exercício findo em 31 de Dezembro de 2005 é como segue:

30 de Junho de 2006:
Saldo em 31 de Dezembro de 2005 11.042.577
Regularizações (a) (674.917)
Saldo em 30 de Junho de 2006 10.367.660
30 de Junho de 2005:
Saldo em 31 de Dezembro de 2004 11.447.236
Aquisições 255.424
Alienações e abates (b) (847.000)
Perdas de imparidade (Nota 31) (64.746)
Saldo em 30 de Junho de 2005 10.790.914

(b) Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2006, o Grupo foi ressarcido de Impostos Municipais liquidados indevidamente em exercícios anteriores sobre o antigo edifício sito no Terreno "FNAC".

(c) Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2005, o Grupo destacou e alienou uma fracção do terreno "FNAC" a um "Fundo de Investimento".

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

Ambas as propriedades de investimento são detidas pelo grupo para apreciação de capital, não estando prevista a concretização da sua venda no curto prazo.

Como garantia do integral cumprimento de um empréstimo contraído por uma empresa do grupo (Nota 28.g)), constituiu-se hipoteca sobre os lotes detidos na Bela Vista, aos quais foi atribuído o valor total de 9.500.000 Euros. No final do exercício findo em 31 de Dezembro de 2005, o Grupo solicitou a uma entidade independente uma avaliação sobre os lotes da "Bela Vista", aos quais foi atribuído um valor de mercado de, aproximadamente, 6.700.000 Euros, sendo o respectivo valor líquido contabilístico de 4.838.798 Euros (Nota 33).

Em 30 de Junho de 2006, o valor de realização estimado do terreno "FNAC" não é inferior ao seu valor contabilístico. Naquela data encontram-se em curso os procedimentos necessários para celebrar a escritura definitiva de aquisição daquele terreno.

22. DIREITOS DE TRANSMISSÃO DE PROGRAMAS E EXISTÊNCIAS

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, o valor dos direitos de transmissão de programas tinha o seguinte detalhe:

30-06-2006 31-12-2005
Não Não
Corrente corrente Corrente corrente
Direitos de transmissão:
Valor bruto:
Direitos de transmissão 13.472.388 17.715.182 19.670.286 7.482.594
Adiantamentos por conta de compras 5.212.625 3.376.871 - 11.877.940
Produtos e trabalhos em curso 206.929 - - -
18.891.942 21.092.053 19.670.286 19.360.534
Ajustamentos no valor de realização:
Reduções acumuladas no valor de realização (94.752) (651.881) (166.322) (687.635)
Regularização - - 17.463 -
(94.752) (651.881) (148.859) (687.635)
Valor líquido de realização dos direitos de transmissão 18.797.190 20.440.172 19.521.427 18.672.899

Em 30 de Junho de 2006, a rubrica "Adiantamentos por conta de compras" inclui pagamentos efectuados pela SIC a fornecedores de programas, ao abrigo de contratos celebrados com estas entidades, referentes a programas e séries, que a esta data ainda não se encontravam disponíveis para exibição.

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, o valor das existências tinha o seguinte detalhe:

30-06-2006 31-12-2005
Não Não
Corrente corrente Corrente corrente
Existências:
Valor bruto:
Matérias primas, subsidiárias e de consumo 2.259.411 291.666 3.646.535 -
Mercadorias - - 87.823 -
Produtos acabados e intermédios 521.420 3.251.269 989.605 2.102.911
Produtos e trabalhos em curso 112.624 - 1.263.067 -
2.893.455 3.542.935 5.987.030 2.102.911
Ajustamentos no valor de realização:
Reduções acumuladas no valor de realização - (1.606.735) (1.227.639) -
Regularização - - 17.898 -
Reduções no valor de realização registadas no período - (1.119.614) (2.025.807) -
Reversão de reduções no valor de realização registadas no período - 754.200 1.628.813 -
- (1.972.149) (1.606.735) -
Valor líquido de realização das existências 2.893.455 1.570.787 4.380.295 2.102.911

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

23. CLIENTES E CONTAS A RECEBER

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, esta rubrica tinha o seguinte detalhe:

30-06-2006 31-12-2005
Valorbruto Perdas deimparidadeacumuladas Valorrealizável Valorbruto Perdas deimparidadeacumuladas Valorrealizável
Clientes 57.433.722 (5.496.887) 51.936.835 41.159.415 (6.699.367) 34.460.048
Facturação a emitir:
Assinaturas de televisão por cabo 701.552 - 701.552 697.951 - 697.951
Publicidade 1.788.102 - 1.788.102 1.613.094 - 1.613.094
SMS's 905.307 - 905.307 317.292 - 317.292
Forward cambial (Notas 15 e 32) 130.640 - 130.640 76.068 - 76.068
Outra facturação a emitir 507.885 - 507.885 473.945 - 473.945
Descontos a receber:
Rappel a receber 526.811 - 526.811 519.768 - 519.768
61.994.018 (5.496.887) 56.497.132 44.857.533 (6.699.367) 38.158.166

24. OUTROS ACTIVOS CORRENTES E NÃO CORRENTES

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, estas rubricas tinham o seguinte detalhe:

Perdas dePerdas deValorimparidadeValorValorimparidadeValorbrutoacumuladasrealizávelbrutoacumuladasrealizávelOutros activos não correntesSantander Novimovest (a)800.000-800.000---Outros activos correntes:Adiantamentos a fornecedores26.206-26.206259.605-259.605Estado e outros entes públicos:Imposto sobre o Valor Acrescentado - valores a reportar420.217-420.217---Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas – IRC (b)677.978-677.978Outros devedores:Adiantamentos ao pessoal422.757-422.757254.251-254.251Santander Novimovest (a)--800.000800.000Consultores164.934-164.934173.353-173.353Outros1.410.891-1.410.8911.081.539-1.081.539Pagamentos antecipados:Licenças433.304-433.304467.223-467.223Seguros365.233-365.23336.124-36.124Direitos de autor120.447-120.447116.058-116.058Rendas43.616-43.61694.659-94.659Manutenção---37.523-37.523Outros553.613-553.613362.229-362.229 30-06-2006 31-12-2005
4.639.196-4.639.1963.682.564-3.682.564
  • (a) Este montante respeita ao valor ainda por receber da alienação do Edifício da SIC, ocorrida no exercício de 2004.
  • (b) A rubrica de IRC a pagar tem a seguinte composição:
Pagamentos por conta 527.005
Retenção na fonte 161.680
Estimativa de imposto do ano (Nota16.b)) (10.707)
677.978

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

25. CAIXA E EQUIVALENTES A CAIXA

Em 30 de Junho de 2006 e 2005 e 31 de Dezembro de 2005, a discriminação de caixa e seus equivalentes constantes na demonstração dos fluxos de caixa, e a reconciliação entre o seu valor e o montante de disponibilidades constantes no balanço naquelas datas, são como segue:

30-06-2006 31-12-2005 30-06-2005
NumerárioDepositos bancários imediatamente mobilizáveis 367.01512.287.848 106.48918.628.724 277.34927.104.816
Aplicações de tesouraria imediatamente mobilizáveis 5.607.715 1.750.000 -
18.262.578 20.485.213 27.382.165
Descobertos bancários (Nota 28) (2.629.621) (4.580) (2.946.435)
15.632.957 20.480.633 24.435.730

A rubrica de caixa e equivalentes a caixa compreende os valores de caixa, depósitos imediatamente mobilizáveis, aplicações de tesouraria e depósitos a prazo com vencimento a menos de três meses, para os quais o risco de alteração de valor é insignificante.

26. CAPITAL PRÓPRIO ATRIBUÍVEL A ACCIONISTAS DA EMPRESA MÃE

Composição do capital: Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, o capital da Empresa encontrava-se totalmente subscrito e realizado e ascendia a 84.000.000 Euros, estando representado por 84.000.000 de acções com o valor nominal de um Euro cada sendo detido como segue:

30-06-2006 31-12-2005
Percentagem Percentagem
detida Montante detida Montante
Impreger - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Impreger") 50,31% 42.257.294 50,31% 42.257.294
Grupo BPI 8,48% 7.118.597 9,41% 7.901.915
Grupo Fidelity 8,34% 7.009.605 8,34% 7.009.605
Outros 32,87% 27.614.504 31,94% 26.831.186
100,00% 84.000.000 100,00% 84.000.000

Prémios de emissão de acções: O valor registado nesta rubrica resulta dos ágios obtidos nos aumentos de capital ocorridos em exercícios anteriores. Segundo a legislação em vigor, a utilização do valor incluído nesta rubrica segue o regime aplicável à reserva legal, ou seja, não pode ser distribuído aos accionistas, podendo, contudo, ser utilizado para absorver prejuízos depois de esgotadas todas as outras reservas, ou incorporado no capital.

Reserva legal: A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos, depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.

Aplicação de resultados: Conforme deliberado em Assembleia Geral de Accionistas realizada em 21 de Abril de 2006 o resultado líquido do exercício findo em 31 de Dezembro de 2005 apurado nas contas individuais e segundo os princípios contabilísticos portugueses, que ascendia a 3.363.936 Euros foi aplicado em reserva legal e em resultados transitados, no valor de 168.197 Euros e 3.195.739 Euros, respectivamente.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

27. CAPITAL PRÓPRIO ATRIBUÍVEL A INTERESSES MINORITÁRIOS

Os movimentos ocorridos nesta rubrica durante o semestre findo em 30 de Junho de 2006 e em 31 de Dezembro de 2005 são como segue:

30 de Junho de 2006:
Saldo em 31 de Dezembro de 2005 3.461.196
Resultado líquido atribuível aos interesses minoritários 373.294
Alterações de perímetro de consolidação:
Alienação da Publiregiões 87.219
Distribuição de dividendos na SIC Notícias (1.641.167)
Outros 1.596
Saldo em 30 de Junho de 2006 2.282.138
30 de Junho de 2005:
Saldo em 31 de Dezembro de 2004 23.928.032
Resultado líquido atribuível aos accionistas minoritários 720.498
Alterações de perímetro de consolidação:
Aquisição dos minoritários da SIC (Nota 8) (18.752.612)
Distribuição de dividendos na SIC Notícias (906.860)
Outros (63.412)
Saldo em 30 de Junho de 2005 4.925.646

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, o capital próprio atribuível aos accionistas minoritários respeita às seguintes empresas do Grupo:

30-06-2006 30-06-2005
Subsidiárias da SIC 2.122.245 4.790.237
Outros 159.893 135.409
2.282.138 4.925.646

Os interesses minoritários registados na demonstração consolidada dos resultados dos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005 respeitam às seguintes empresas do Grupo:

30-06-2006 30-06-2005
Subsidiárias da SIC 413.173 741.187
Outros (39.879) 45.216
373.294 786.403

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

28. EMPRÉSTIMOS OBTIDOS

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, o saldo de dívidas a instituições de crédito tem a seguinte composição:

30 de Junho de 2006 31 de Dezembro de 2005
Valor de balanço Valor nominal Valor de balanço Valor nominal
Curto Médio e Curto Médio e Curto Médio e Curto Médio e
Empresa Entidades financiadoras prazo longo prazo prazo longo prazo prazo longo prazo prazo longo prazo
Media Zoom Banco BPI, S.A. (a) 2.567.673 140.396.339 2.614.754 141.196.721 2.331.300 141.799.450 2.377.050 142.622.950
Impresa Caixa Geral de Depósitos, S.A. (b) 2.750.000 24.500.000 2.750.000 24.500.000 2.500.000 26.000.000 2.500.000 26.000.000
SIC Banco Espírito Santo de Investimento, S.A. (c) - 14.795.390 - 15.000.000 - 14.848.093 - 15.000.000
Impresa Jornais Banco Comercial Português, S.A. (d) 1.225.298 8.577.084 1.250.000 8.750.000 - 9.788.266 - 10.000.000
SIC Caixa Geral de Depósitos, S.A. (e) - 10.000.000 - 10.000.000 - 9.942.500 - 10.000.000
Edimpresa Banco Espírito Santo e Banco
Espírito Santo de Investimento, S.A. (f) 1.970.342 3.790.683 2.050.000 3.950.000 1.820.418 4.851.043 1.900.000 5.050.000
Sojornal Caixa Geral de Depósitos, S.A. (g) 1.500.000 6.000.000 1.500.000 6.000.000 7.500.000 - 7.500.000 -
Impresa Jornais Banco Comercial Português, S.A. (h) - 5.000.000 - 5.000.000 - 5.000.000 - 5.000.000
Impresa Caixa Banco de Investimento, S.A. (i) 1.250.000 2.500.000 1.250.000 2.500.000 1.500.000 3.000.000 1.500.000 3.000.000
SIC Banco Comercial Português, S.A. (j) 2.482.178 - 2.482.178 2.482.108 - 2.482.108
SIC Banco Comercial Português, S.A. (k) 41.229 454.290 41.229 454.290 - 495.589 - 495.589
Contas correntes caucionadas (l) 1.228.501 - 1.228.501 - 915.144 - 915.144 -
Descobertos bancários (m) 2.629.621 - 2.629.621 - 4.580 - 4.580 -
17.644.842 216.013.786 17.796.283 217.351.011 19.053.550 215.724.941 19.178.882 217.168.539

Em resultado dos financiamentos supra referidos, o Grupo Impresa assumiu diversos covenants, que o Conselho de Administração da Impresa considera que o Grupo está a cumprir.

(a) Esta rubrica respeita a um empréstimo contraído pela Media Zoom junto do Banco BPI, S.A., para aquisição da totalidade do capital da Solo e de uma participação de 30,65% na SIC. Em 30 de Junho de 2006 este empréstimo vencia juros postecipados semestrais a uma taxa correspondente à EURIBOR a doze meses acrescida de 2% e será reembolsado em 38 prestações, semestrais e sucessivas, tendo-se vencido a primeira prestação em 30 de Junho de 2006. O plano de reembolso do saldo em dívida é o seguinte:

2º Semestre 2006/1º Semestre 2007 2.614.754
2º Semestre 2007/1º Semestre 2008 3.327.869
2º Semestre 2008/1º Semestre 2009 3.803.279
2º Semestre 2009/1º Semestre 2010 4.278.689
2º Semestre 2010/1º Semestre 2011 4.754.098
2º Semestre 2011/1º Semestre 2012 4.754.098
2º Semestre 2012 e seguintes 120.278.688
141.196.721
143.811.475

Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo, em 31 de Dezembro de 2005, o Grupo subscreveu uma livrança em branco e adicionalmente a Media Zoom e a Solo mantêm empenhadas acções representativas de 49% do capital da SIC (Nota 33).

Em resultado da contratação deste empréstimo a Media Zoom e a Impresa assumiram diversos covenants, relacionados essencialmente com a aquisição e alienação de activos e com distribuição de dividendos.

(b) Em Novembro de 1999, foi celebrado pelo Grupo um contrato de financiamento com a Caixa Geral de Depósitos, S.A. no montante inicial de 54.867.769 Euros.

O contrato de financiamento referente a este empréstimo tinha originalmente considerados determinados covenants, os quais foram suspensos em 2001 por acordo com a Caixa Geral de Depósitos, S.A., tendo sido reformulados em 2005 com a assinatura de um aditamento àquele contrato.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

No segundo semestre de 2005 o Grupo procedeu à reestruturação da dívida através de aditamento ao contrato inicial com a Caixa Geral de Depósitos, S.A., do qual resultou o seguinte plano de reembolso:

2º Semestre 2006/1º Semestre 2007 2.750.000
2º Semestre 2007/1º Semestre 2008 3.500.000
2º Semestre 2008/1º Semestre 2009 4.000.000
2º Semestre 2009/1º Semestre 2010 4.500.000
2º Semestre 2010/1º Semestre 2011 5.000.000
2º Semestre 2011/1º Semestre 2012 5.000.000
2º Semestre 2012 2.500.000
24.500.000
27.250.000

Este empréstimo vence juros a uma taxa correspondente à EURIBOR a seis meses acrescida de 1,25% e o seu pagamento é efectuado semestral e postecipadamente.

Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo, em 30 de Junho de 2006, a Soincom mantém empenhadas acções representativas de 51% do capital da SIC e a Impresa acções representativas de 100% do capital da Soincom (Nota 33).

  • (c) Esta rubrica respeita a uma emissão de papel comercial subscrita em 24 de Abril de 2005 no valor de 15.000.000 Euros, com data de reembolso prevista para 24 de Outubro de 2006, podendo ser automaticamente renovado. Em 30 de Junho de 2006, esta emissão de papel comercial vencia juros à taxa de 3.382%. Esta emissão foi efectuada ao abrigo de um programa de papel comercial com um período de duração de três anos, terminando em 24 de Outubro de 2008.
  • (d) O saldo desta rubrica refere-se a um empréstimo bancário contraído pela Impresa Jornais em 10 de Março de 2005 junto do Banco Comercial Português, S.A. no montante de 10.000.000 Euros.

Este empréstimo vence juros semestrais a uma taxa correspondente à EURIBOR a seis meses acrescida de 1,5%, com o seguinte plano de reembolso:

1º Semestre 2007 1.250.000
2º Semestre 2007/1º Semestre 2008 2.500.000
2º Semestre 2008/1º Semestre 2009 2.500.000
2º Semestre 2009/1º Semestre 2010 2.500.000
2º Semestre 2010 1.250.000
8.750.000
10.000.000

Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo, em 30 de Junho de 2006, a Impresa Jornais mantém empenhadas acções representativas de 51% do capital da Sojornal (Nota 33).

  • (e) Esta rubrica respeita a um empréstimo destinado a apoio de tesouraria, por um prazo de 7 anos. Em 30 de Junho de 2006, este empréstimo vencia juros a uma taxa correspondente à Euribor a seis meses acrescida de 0,875%. Este empréstimo será reembolsado 6 prestações semestrais, vencendo-se a primeira em 17 de Abril de 2009.
  • (f) Esta rubrica respeita a um empréstimo contraído pela Edimpresa junto do Banco Espírito Santo e do Banco Espírito Santo de Investimento, S.A., para aquisição de uma participação. Em 31 de Dezembro de 2004 este empréstimo vencia juros postecipados semestrais a uma taxa correspondente à Euribor a seis meses acrescida de 2,5%. Relacionado com este financiamento, a Empresa celebrou um contrato de Swap de taxa de juro que fixa aquela taxa em 3,69%. Este empréstimo será reembolsado em 13 prestações semestrais tendo-se vencido a primeira em 15 de Dezembro de 2003.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

No primeiro semestre de 2005, a Edimpresa procedeu à reestruturação da dívida através de aditamento ao contrato inicial com o Banco Espírito Santo e Banco Espírito Santo de Investimento, S.A., passando este empréstimo a vencer juros postecipados trimestrais a uma taxa correspondente à Euribor a 3 meses, acrescida de 1,375%, tendo as prestações passado para trimestrais, do qual resultou o seguinte plano de reembolso:

2º Semestre 2006/1º Semestre 2007 2.050.000
2º Semestre 2007/1º Semestre 2008 2.300.000
2º Semestre 2008/1º Semestre 2009 1.650.000
3.950.000
6.000.000

Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo, em 30 de Junho de 2006, a Impresa mantém empenhadas as quotas representativas de 25,5% do capital da Edimpresa (Nota 33).

Este empréstimo tem covenants relacionados com a contratação de dívida adicional e aquisição ou alienação de activos.

(g) O saldo desta rubrica refere-se a um empréstimo bancário contraído pela Sojornal em 31 de Dezembro de 2003 junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A., de 7.500.000 Euros.

Este empréstimo vence juros a uma taxa correspondente à EURIBOR a seis meses acrescida de 1,25% e vigorará até 30 de Dezembro de 2012, sendo reembolsado 1.000.000 Euros em 3 de Julho de 2006 e os restantes 6.500.000 Euros em prestações semestrais iguais e sucessivas de 500.000 Euros, em 30 de Dezembro e 30 de Junho de cada ano.

Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo a Sojornal constituiu hipoteca sobre dois imóveis de sua propriedade aos quais foi atribuído o valor total de 9.500.000 Euros.

  • (h) O saldo desta rubrica refere-se a um empréstimo obrigacionista emitido pela Impresa Jornais em 17 de Junho de 2005, tomado firme pelo Banco Comercial Português, S.A. no montante de 5.000.000 Euros. Este empréstimo vence juros semestrais a uma taxa correspondente à EURIBOR a seis meses adicionada de 0,875%, com data de reembolso para 21 de Junho de 2013.
  • (i) O saldo desta rubrica refere-se a um empréstimo bancário contraído pela Impresa em 22 de Dezembro de 2004 junto da Caixa Banco de Investimento, S.A., no montante de 5.000.000 Euros.

Este empréstimo vence juros a uma taxa correspondente à Euribor a seis meses adicionada de 1,25% e o seu pagamento é efectuado semestral e postecipadamente, tendo-se vencido a primeira prestação em 22 de Junho de 2005. O saldo em dívida será amortizado conforme segue:

2º Semestre 2006/1º Semestre 2007 1.250.000
2º Semestre 2007/1º Semestre 2008 1.000.000
2º Semestre 2008/1º Semestre 2009 1.000.000
2º Semestre 2009 500.000
2.500.000
3.750.000

Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo, em 30 de Junho de 2006, a Soincom mantém empenhadas acções representativas de 51% do capital da SIC e a Impresa acções representativas de 100% do capital da Soincom (Nota 33).

(j) O saldo desta rubrica inclui um financiamento em regime de abertura de crédito em conta corrente, com prazo de reembolso em 1 de Agosto de 2006, renovável automaticamente e sucessivamente por períodos de 90 dias. Em 30 de Junho de 2006 este financiamento vencia juros a uma taxa correspondente à Euribor a um mês acrescida de 0,5%.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

  • (k) Esta rubrica respeita a um empréstimo destinado ao financiamento da digitalização do arquivo, por um prazo de 6 anos. Em 30 de Junho de 2006, este empréstimo vencia juros a uma taxa correspondente à Euribor a seis meses acrescida de 0,875%.
  • (l) Este montante corresponde a contas correntes caucionadas obtidas pelas empresas pelo Grupo, as quais vencem juros calculados a taxas normais de mercado.
  • (m) Os descobertos bancários vencem juros a taxas normais de mercado para operações similares.

29. FORNECEDORES E CONTAS A PAGAR

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, esta rubrica tinha o seguinte detalhe:

31-12-2005
Passivos Passivos Passivos Passivos
correntes não correntes correntes não correntes
-
1.828.499 9.726.444 1.627.860 8.773.427
1.279.686 - 839.691 20.675
31.089.146 9.726.444 31.716.274 8.794.102
27.980.961 30-06-2006- 29.248.723

Em 30 de Junho de 2006, a SIC, a Office Share e a Edimpresa mantinham responsabilidades, como locatárias, relativas a rendas vincendas em contratos de locação financeira de 5.119.594 Euros, 6.400.883 Euros e 34.466 Euros, respectivamente, as quais se vencem como segue:

Capital Juros Total
2º Semestre 2006/1º Semestre 2007 1.828.499 371.523 2.200.022
1.828.499 371.523 2.200.022
2º Semestre 2007/1º Semestre 2008 1.111.290 331.790 1.443.080
2º Semestre 2008/1º Semestre 2009 952.989 269.055 1.222.044
2º Semestre 2009/1º Semestre 2010 950.755 236.802 1.187.557
2º Semestre 2010/1º Semestre 2011 979.266 202.421 1.181.687
2º Semestre 2011 a 2018 5.732.144 736.112 6.468.256
9.726.444 1.776.180 11.502.624
11.554.943 2.147.703 13.702.646

As responsabilidades com contratos de leasing estão relacionadas essencialmente com o edifício sede da Office Share e com equipamentos técnicos de suporte ao "projecto da digitalização" dos sistemas operacionais da SIC, os quais não definem rendas contingentes e incluem opções de compra com valores inferiores ao seu valor de mercado.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

30. OUTROS PASSIVOS CORRENTES

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, esta rubrica tinha o seguinte detalhe:

30-06-2006 31-12-2005
Estado e outros entes públicos:
Imposto sobre o Valor Acrescentado 6.533.434 3.036.455
Instituto Português de Arte Cinematográfica e Audiovisual/Cinemateca Portuguesa 1.635.259 1.538.906
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares – retenções na fonte 1.193.700 2.482.109
Contribuições para a Segurança Social 1.279.729 1.491.309
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas – IRC (a) 731.765 543.132
Outros impostos e taxas - 19.614
11.373.887 9.111.525
Acréscimo de custos:
Férias e subsídio de férias a liquidar ao pessoal 7.622.754 7.486.823
Rappel a conceder 4.704.438 1.169.227
Prémios e horas extraodinárias 831.196 2.877.487
Custos com produção de programas (b) 3.751.753 814.116
Direitos de autor (c) 692.938 495.419
Comissões a liquidar 139.792 50.338
Descontos comercias a conceder 375.296 236.827
Royalties a pagar 314.441 189.116
Permutas 196.077 150.971
Sobras 154.342 104.881
Produção de revistas, jornais e outros produtos 395.530 306.917
Comunicação 126.153 131.858
Swap de taxa de juro (Nota 32) 9.447 31.924
Colaboração 159.303 32.473
Outros custos a pagar 4.668.181 2.516.716
24.141.641 16.595.093
Proveitos diferidos:
Facturação antecipada (d) 3.724.047 1.745.743
Assinaturas de jornais e revistas 105.898 799.040
Subsídidos ao investimento - 160.328
Direitos 132.915 151.620
Outros proveitos diferidos 2.265.372 2.711.794
6.228.232 5.568.525
Outros passivos 1.248.647 2.391.136
42.992.407 33.666.279

(a) O montante de IRC a pagar tem a seguinte composição:

30-06-2006 31-12-2005
Estimativa de imposto do ano (Notas16.b)) 779.886 1.928.161
Pagamentos por conta - (1.019.746)
Retenção na fonte (48.121) (365.283)
731.765 543.132
  • (b) Esta rubrica refere-se essencialmente a despesas incorridas pelas direcções de programas e de informação da SIC, relativas a programas que já foram exibidos, estando-se a aguardar as respectivas facturas.
  • (c) Esta rubrica representa os valores em dívida à Sociedade Portuguesa de Autores, C.R.L. no âmbito da actividade normal da SIC. Ao abrigo do contrato celebrado com aquela entidade representativa de autores, a Empresa deverá pagar um valor mensal correspondente a uma determinada percentagem da facturação de publicidade, líquida de descontos.
  • (d) Esta rubrica refere-se essencialmente a publicidade facturada a clientes e a emitir durante o segundo semestre de 2006.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

31. PROVISÕES E PERDAS DE IMPARIDADE ACUMULADAS

Durante os semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, realizaram-se os seguintes movimentos nos saldos das rubricas de provisões e perdas de imparidade acumuladas:

30 de Junho de 2006:

Perdas deimparidade eminvestimentosfinanceiros(Nota 20) Perdas deimparidade emempréstimos definanciamento(Nota 20.a)) Perdas deimparidade empropriedades deinvestimento(Nota 21) Perdas deimparidadeem contasa receber(Notas 23 e 24) Reduçãodo valor derealização dedireitos detransmissão ede existências(Nota 22) Provisõesparariscos eencargos
Saldo em 31 de Dezembro de 2005 1.337.725 1.091.825 64.746 6.699.361 2.443.229 4.209.067
Reforços - - - 269.939 1.119.614 222.505
Alteração de perímetro - - - (1.334.742) - (599)
Utilizações (536.194) - - - (89.861) (15.000)
Anulação/regularização - - - (137.671) (754.200) (1.210.796)
Saldo em 30 de Junho de 2006 801.531 1.091.825 64.746 5.496.887 2.718.782 3.205.177

30 de Junho de 2005:

Perdas de Perdas deimparidade em imparidade em Perdas deimparidade eminvestimentos empréstimos de propriedades de Perdas deimparidadeem contas Reduçãodo valor derealização dedireitos detransmissão e Provisões parariscos e encargos
financeiros financiamento investimento a receber de existências Investimentos
(Nota 20) (Nota 20.a)) (Nota 21) (Notas 23 e 24) (Nota 22) Outras financeiros
Saldo em 31 de Dezembro de 2004 1.507.115 1.091.825 - 6.368.605 1.524.468 3.618.035 -
Reforços - - 64.746 658.620 837.957 172.491 14.183
Utilizações - - - - (17.898) -
Transferências - - - (557.128) - (46.000) 106.183
Anulação/regularização - - - (140.228) (506.585) (76.717) -
Saldo em 30 de Junho de 2005 1.507.115 1.091.825 64.746 6.329.869 1.837.942 3.667.809 120.366

As perdas de imparidade estão deduzidas aos valores dos activos.

Em 30 de Junho de 2006, o detalhe das provisões para outros riscos e encargos é como segue:

Natureza Montantereclamado Montanteprovisionado
Fiscal 2.296.004 380.189
Despedimento/Laboral 4.068.687 824.712
Abuso de liberdade de imprensa 10.324.835 858.183
Coimas de publicidade 4.085.016 450.281
Outros 2.625.709 691.812
23.400.251 3.205.177

Em 30 de Junho de 2006, encontram-se a decorrer contra o Grupo diversas acções interpostas por terceiros, cujos montantes e desfechos não são conhecidos à data de preparação das demonstrações financeiras. Adicionalmente, a SIC é alvo de um processo intentado pela Actividade da Concorrência em resultado do qual esta poderá incorrer numa coima que pode atingir até 10% da facturação total do ano anterior, caso se provem os argumentos constantes na nota de ilicitude emitida por aquela entidade, e que o Grupo entende não ter fundamento. Adicionalmente existem também algumas liquidações adicionais de impostos que não foram registadas nem pagas pelo Grupo, por ser entendimento que as mesmas não têm fundamento (Nota 16). Na opinião do Conselho de Administração e dos advogados do Grupo, não se prevê que dessas acções venham a resultar responsabilidades de valores significativos, que não se encontrem cobertas por provisões registadas nas demonstrações financeiras em 30 de Junho de 2006.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

32. INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, os instrumentos financeiros derivados eram como segue:

30-06-2006 31-12-2005
Forward de taxa de cambio (Nota 23) 130.640 76.068
Swap de taxa de juro (Nota 30) (9.447) (31.924)
121.193 44.144

Os instrumentos financeiros derivados utilizados pelo Grupo existentes em 30 de Junho de 2006, respeitam, fundamentalmente, a "swaps" de taxa de juro (calculados sobre um valor nocional de 3.175.000 Euros e 3.335.730 Euros em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, respectivamente), e "forwards" de taxas de câmbio (calculados sobre um valor nominal de 11.559.309 Euros em 30 de Junho de 2006), contraídos com o objectivo de cobertura do risco de taxa de juro do empréstimo sindicado e de variações cambiais em contas a pagar a fornecedores expressas em dólares americanos.

No exercício findo em 30 de Junho de 2006, o Grupo registou na demonstração consolidada dos resultados, proveitos de 130.640 Euros (Nota 15) e 22.479 Euros (Nota 15), resultantes do registo inicial e das alterações do justo valor do forward cambial e do swap de taxa de juro, respectivamente.

Estes derivados de taxa de juro e de taxa de câmbio encontram-se avaliados pelo seu justo valor, à data de balanço, determinado por avaliações efectuadas por instituições financeiras.

33. ACTIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES

Em 30 de Junho de 2006, as garantias prestadas pela Impresa, SIC, Edimpresa e restantes empresas do Grupo são as seguintes:

Em 30 de Junho de 2006, a Media Zoom e a Solo mantêm o penhor das acções representativas de 49% da SIC, para garantia do empréstimo contraído junto do Banco BPI, S.A. para financiar a aquisição daquela participação (Nota 28.a)).

Em 30 de Junho de 2006, a Impresa mantém o penhor de acções representativas de 100% do capital da Soincom para garantir o empréstimo contraído inicialmente por esta empresa participada junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A., o qual foi transferido para a Impresa em 2001 e para garantir o empréstimo contraído junto da Caixa Banco de Investimento; adicionalmente, como garantia dos referidos empréstimos a Soincom tem empenhadas acções representativas de 51% do capital da sua participada SIC (Notas 28.b) e i)).

Em 30 de Junho de 2006, a Impresa Jornais mantém empenhadas acções representativas de 51% do capital da Sojornal para garantir um empréstimo contraído junto do Banco Comercial Português, S.A. (Notas 28.d) e h)).

Em 30 de Junho de 2006, a Impresa mantém o penhor das quotas representativas de 25,5% do capital da Edimpresa para garantir um empréstimo contraído pela Edimpresa junto do Banco Espírito Santo e do Banco Espírito Santo de Investimento, S.A. (Nota 28.f)).

Em 30 de Junho de 2006, a Sojornal mantém uma hipoteca sobre dois lotes de sua propriedade para garantir um empréstimo junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A. (Nota 28.g)).

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, as garantias bancárias prestadas pela SIC eram como segue:

30-06-2006 31-12-2005
Alta Autoridade para a Comunicação Social 2.495.192 2.495.192
Repartição de Finanças de Algés 1.772.543 1.772.543
Novimovest 1.320.600 1.320.600
Net TV 919.549 919.549
Câmara Municipal de Oeiras 35.745 548.678
IBM 283.329 283.329
6.826.958 7.339.891

As garantias prestadas à Alta Autoridade para a Comunicação Social e à Net TV decorrem de imposições da legislação em vigor para o licenciamento de novos canais e para a emissão de concursos televisivos, respectivamente.

As garantias prestadas à Repartição de Finanças de Algés são relativas a processos de execução fiscal, a aguardar deferimento de reclamações oportunamente apresentadas pela SIC (Nota 16).

A garantia prestada à Novimovest destina-se a assegurar as obrigações decorrentes do contrato de arrendamento com esta entidade, relacionada com o edifício da sede da SIC, em particular o pagamento das rendas.

A garantia prestada à Câmara Municipal de Oeiras surge do processo de compra de um terreno contíguo às instalações da sede da SIC.

A garantia prestada à IBM é relativa à aquisição de equipamentos informáticos pela SIC em regime de leasing.

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, as garantias bancárias prestadas pela Edimpresa eram como segue:

30-06-2006 31-12-2005
Repartição de Finanças de Oeiras 2.132.400 1.200.000
Governo Civil de Lisboa 336.085 186.608
Câmara Municipal de Oeiras - 225.078
2.468.485 1.611.686

As garantias prestadas à Repartição de Finanças de Oeiras têm em vista garantir a liquidação adicional referente ao Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas do ano de 1997 cuja dívida impugnada judicialmente pela Empresa ascende actualmente a 856.765 Euros e garantir a liquidação adicional referente a retenções na fonte em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas no montante de 731.593 Euros do ano de 2005 (Nota 16).

As garantias prestadas ao Governo Civil de Lisboa decorrem de imposições da legislação em vigor para concursos nas publicações.

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, as restantes empresas do Grupo, nomeadamente, Sojornal e Medipress, tinham prestado garantias bancárias, relativas à sua actividade, que ascendiam a, aproximadamente, 602.741 Euros e 89.292 Euros, respectivamente.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

34. COMPROMISSOS ASSUMIDOS E NÃO REFLECTIDOS NO BALANÇO

34.1 Pensões

Determinadas empresas do Grupo (Impresa, Sojornal, Medipress e Imprejornal) assumiram o compromisso de conceder aos seus empregados e administradores remunerados, admitidos até 5 de Julho de 1993, prestações pecuniárias a título de complementos de pensões de reforma por velhice e invalidez. Estas prestações são calculadas com base numa percentagem crescente com o número de anos de serviço, aplicada à tabela salarial, ou numa percentagem fixa aplicada ao salário base, à data de aniversário definida como sendo os valores em 2002.

Em 1987 o Grupo criou um fundo de pensões autónomo para onde foram transferidas as suas responsabilidades pelo pagamento das prestações pecuniárias acima referidas.

De acordo com um estudo actuarial realizado pela sociedade gestora do fundo, o valor actual das responsabilidades do conjunto das empresas supra referidas por serviços passados dos seus empregados activos e reformados em 30 de Junho de 2006 foi estimado em 5.522.765 Euros, sendo que o valor do fundo a essa data ascendia a 6.360.387 Euros.

O estudo foi efectuado utilizando o método denominado por "Projected Unit Credit" para o cálculo das pensões por velhice e o método denominado por "Prémios Únicos Sucessivos" para o cálculo das pensões por invalidez e considerou, naquela data, os seguintes principais pressupostos e bases técnicas e actuariais:

30-06-2006 31-12-2005
6% 6%
0% 0%
0% 0%
4,50% 4,50%
4% 4%
2% 2%
TV 73/77 TV 73/77
EVK 80 EVK 80

Nos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, o movimento ocorrido no valor das responsabilidades por serviços passados dos seus empregados activos e reformados foi como segue:

30-06-2006 30-06-2005
Valor presente da obrigação de benefícios definidos no início do período 5.770.783 5.945.024
Benefícios pagos (101.315) (12.380)
Custo dos serviços correntes 152.363 159.263
Custo dos juros 179.945 187.535
(Ganhos) e perdas actuariais (479.011) (446.949)
Valor presente da obrigação de benefícios definidos no final do período 5.522.765 5.832.493

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

Nos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, o movimento ocorrido no valor dos activos do plano foi como segue:

30-06-2006 30-06-2005
6.391.200 6.097.435
- -
(101.315) (12.380)
70.502 196.815
6.360.387 6.281.870

34.2 Compromissos para a aquisição de programas

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, o Grupo tinha contratos ou acordos celebrados com terceiros para a compra de direitos de exibição de filmes, séries e outros programas de 11.315.783 Euros e 15.595.329 Euros, respectivamente, não incluídos no balanço, de acordo com os critérios valorimétricos utilizados (Nota 2.9), como segue:

30 de Junho de 2006Ano de disponibilidade dos títulos 31 de Dezembro de 2005Ano de disponibilidade dos títulos
Natureza 2006 2007 2008e seguintes Sem datadefinida Total 2006 2007 2008e seguintes Sem datadefinida Total
Co-produção 20.000 - - - 20.000 60.000 - - - 60.000
Desporto 156.704 - - - 156.704 - - - - -
Reality Show - - - - - - - - - -
Entretenimento 2.996.751 - - - 2.996.751 6.464.974 - - - 6.464.974
Filmes 307.741 - - 562.320 870.061 1.966.775 - - 571.977 2.538.752
Formato 690.639 - - - 690.639 736.225 - - - 736.225
Mini-Series - - - - - - - - - -
Novelas 5.444.364 - - - 5.444.364 3.765.857 - - - 3.765.857
Infantis 209.295 - - 61.244 270.539 95.056 - - 61.244 156.300
Documentários 3.240 - - - 3.240 150.208 - - 5.951 156.159
Séries 60' 92.763 - - - 92.763 471.880 - - - 471.880
Exploração de direitos - - - - - - - - - -
Mini séries - - - - - 10.000 - - - 10.000
Wlldelife 379.326 343.309 - 48.087 770.722 683.890 401.412 - 149.880 1.235.182
10.300.823 343.309 - 671.651 11.315.783 14.404.865 401.412 - 789.052 15.595.329
30 de Junho de 2006 31 de Dezembro de 2005
Ano limite para exibição dos títulos Ano limite para exibição dos títulos
Natureza 2006 2007 2008e seguintes Sem datadefinida Total 2006 2007 2008e seguintes Sem datadefinida Total
Co-produção - - 20.000 - 20.000 60.000 - - - 60.000
Desporto 156.704 - - - 156.704 -
Reality Show - - - - - -
Entretenimento 1.501.054 - 1.495.697 - 2.996.751 2.733.122 200.822 3.531.030 - 6.464.974
Filmes - 31.804 275.937 562.320 870.061 - 433.208 1.533.567 571.977 2.538.752
Formato 248.596 409.102 32.941 - 690.639 736.225 - - - 736.225
Mini-Series - - - - - -
Novelas 104.222 5.340.142 - - 5.444.364 3.765.857 - - - 3.765.857
Infantis - 9.099 200.196 61.244 270.539 - 49.034 46.022 61.244 156.300
Documentários - 3.240 - - 3.240 88.385 61.823 - 5.951 156.159
Séries 60' - - 92.763 - 92.763 11.638 273.982 186.260 - 471.880
Exploração de direitos - - - - - - - - - -
Mini séries - - - - - - 6.000 4.000 - 10.000
Wlldelife 5.273 259.266 458.096 48.087 770.722 105.578 431.896 547.828 149.880 1.235.182
2.015.849 6.052.653 2.575.630 671.651 11.315.783 7.500.805 1.456.765 5.848.707 789.052 15.595.329

34.3. Compromissos para a aquisição de imobilizações fixas

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005 os compromissos assumidos com a compra de imobilizações corpóreas ascende a 2.346.810 Euros e 3.205.695 Euros, respectivamente.

34.4. Locações operacionais

No exercício findo em 31 Dezembro de 2004, a SIC alienou o edifício da sua sede a um fundo de investimento, por 12.300.000 Euros, tendo adicionalmente celebrado um contrato de arrendamento daquele edifício pelo período de 15 anos, pagando uma renda anual de 816.500 Euros no primeiro ano de vigência do contrato e 873.000 Euros a partir do segundo ano, sujeita a actualizações anuais em função da taxa de inflação.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2006 (Montantes expressos em Euros)

35. REMUNERAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS SOCIAIS

Com referência aos semestres findos em 30 de Junho de 2006 e 2005, foram atribuídas remunerações aos membros do Conselho de Administração da Impresa de 349.300 Euros e 478.800 Euros, respectivamente, a pagar pela Impresa e pelas restantes empresas do Grupo. As remunerações do Fiscal Único da Impresa naqueles semestres foram de 21.300 Euros e 13.500 Euros, respectivamente.

36. PARTES RELACIONADAS

Em 30 de Junho de 2006 os saldos e as transacções com partes relacionadas são as seguintes:

Saldos
Depósitosà ordem Contas areceber Contas apagar Empréstimosobtidos
Impreger - - - -
Grupo BPI 13.133.254 193.600 - 143.811.474
Conselho de Administração - - - -
Sociedade Francisco Pinto Balsemão - - - -
Vasp - 4.267.285 57.494 -
13.133.254 4.460.885 57.494 143.811.474
Transacções
Serviçosobtidos Custos compessoal Custosfinanceiros Vendas eserviçosprestados Proveitosfinanceiros
Impreger 44.892 - - - -
Grupo BPI - - 5.492.375 316.125 191.394
Conselho de Administração - 387.418 - - -
Sociedade Francisco Pinto Balsemão 786.540 - - - -
Vasp 755.148 - - 41.378.564 -
1.586.580 387.418 5.492.375 41.694.689 191.394

Os termos ou condições praticados entre a Impresa e partes relacionadas são substancialmente idênticos aos que normalmente seriam contratados, aceites e praticados entre entidades independentes em operações comparáveis.

Alguns accionistas da Impresa são instituições financeiras, com as quais são estabelecidos acordos comerciais no curso normal da actividade da Impresa, com condições semelhantes aos que normalmente são contratados entre entidades independentes. As actividades desenvolvidas no âmbito desses acordos comerciais respeitam essencialmente à prestação de serviços de publicidade por parte do Grupo Impresa e à concessão de empréstimos por parte dessas instituições financeiras. No início de 2005 o Grupo Impresa adquiriu ao Grupo BPI 49% do capital da SIC e obteve um empréstimo de 152.500.000 Euros (Nota 28) para financiar aquela aquisição.

37. EVENTOS SUBSEQUENTES

Em Julho de 2006, o Grupo alienou 40% da participação financeira detida no capital da Páginas Longas, registada na rubrica de "Partes de capital em empresas associadas e participadas". Esta alienação foi efectuada pelo valor nominal evidenciado nas demonstrações financeiras em 30 de Junho de 2006.