Skip to main content

AI assistant

Sign in to chat with this filing

The assistant answers questions, extracts KPIs, and summarises risk factors directly from the filing text.

Impresa Interim / Quarterly Report 2004

Sep 16, 2004

1934_ir_2004-09-16_59b54f5f-6745-4746-934e-b44c75edd2e4.pdf

Interim / Quarterly Report

Open in viewer

Opens in your device viewer

RELATÓRIO DE GESTÃO (1º Semestre de 2004)

Durante o primeiro semestre de 2004, a exemplo do que tem feito desde a sua constituição, a IMPRESA – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA, acompanhou a actividade das suas participadas, nos respectivos segmentos de negócio em que intervêm, tal como circunstanciadamente exposto no respectivo Relatório Consolidado de Gestão.

Na actividade das empresas participadas directa e indirectamente pela IMPRESA, são de salientar, embora de forma genérica, os seguintes factos:

1) Televisão:

  • a) volume de negócios consolidado de 82,2 M€, o que representa um crescimento de 21,4% relativamente ao período homólogo de 2003;
  • b) subida de 24,2% das receitas de publicidade;
  • c) crescimento de 6,7% das receitas dos outros canais da SIC;
  • d) melhoria significativa do EBITDA, que, atingindo 20,6 M€, teve um aumento de 114,5%, representando uma margem de 24,9%.
  • e) resultado líquido positivo de 9,6 M€, face aos 635 mil euros registados em Junho de 2003.

2) Jornais:

  • a) resultados líquidos positivos de 4,96 M€, correspondendo quase ao triplo dos verificados em Junho de 2003;
  • b) subida de 17,1% das receitas totais consolidadas, que atingiram o valor de 28 M€ no 1º semestre de 2004;
  • c) crescimento de 18,2% nas receitas de publicidade, sendo de destacar o contributo do jornal Expresso com um crescimento de 20,4% até final de Junho;
  • d) de destacar os crescimentos de 27% e 18%, respectivamente, dos jornais Blitz e Autosport;
  • e) crescimento de 1,7% nas vendas de publicações, apesar da diminuição de circulações;
  • f) aumento de 93,9% do EBITDA, que atingiu o valor de 6,9 M€, no final do 1º semestre 2004. Este montante representou uma margem EBITDA de 24,7% no final de Junho 2004, contra os 14,9% registados em Junho 2003.

3) Revistas:

  • a) aumento de 17,2 % nas receitas totais no semestre que atingiram 19,2 M€;
  • b) aumento de 12,5% das receitas de circulação, apesar do aumento generalizado da concorrência no segmento;
  • c) subida de 6,4% das receitas de publicidade no 1º semestre;
  • d) Continuação da aposta no marketing alternativo, cujas receitas aumentaram mais de cinco vezes, destacando-se o sucesso dos produtos da Visão e das cassetes da TV Mais;
  • e) subida de 16,8% dos custos operacionais, devida ao maior número de publicações, ao aumento do número de páginas de publicidade e à intensificação das acções de marketing.
  • f) crescimento do EBITDA de 26,9%, para 2,2 M€, o que representa uma margem de 11,6%, comparativamente aos 10,7% obtidos em Junho de 2003.
  • g) regresso desta área aos resultados positivos, com 364 mil euros em Junho 2004, contra o prejuízo de 142 mil euros registado no 1º semestre de 2003.

O Conselho de Administração, considerando a evolução favorável no 1º semestre, em que os resultados de 3.027.860 Euros foram superiores às previsões iniciais, encara com confiança a obtenção dos objectivos estabelecidos no início do corrente ano, permitindo-se, ainda, esperar que os mesmos possam ser ultrapassados.

Lisboa, 23 de Julho de 2004

O Conselho de Administração

Francisco José Pereira Pinto de Balsemão Luiz Fernando Teuscher de Almeida e Vasconcellos Alexandre de Azeredo Vaz Pinto António Cândido Seruca de Carvalho Salgado Francisco Maria Supico Pinto Balsemão

BALANÇOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003 E 31 DE DEZEMBRO DE 2003

(Montantes expressos em Euros)

30.06.2004 31.12.2003 30.06.2003
Activo Activo Activo Activo
Activo Notas bruto Amortizações líquido líquido líquido Capital próprio e passivo Notas 30.06.2004 31.12.2003 30.06.2003
IMOBILIZADO: CAPITAL PRÓPRIO:
Imobilizações incorpóreas: Capital 35, 36 e 40 84.000.000 84.000.000 72.000.000
Despesas de instalação 10 2.225.635 (2.027.009) 198.626 383.092 568.446 Prémios de emissão de acções 35 e 40 97.902.257 97.902.257 89.982.257
Trespasses 10 76.766.958 (22.088.824) 54.678.134 56.597.051 58.516.229 Ajustamentos de partes de capital
78.992.593 (24.115.833) 54.876.760 56.980.143 59.084.675 em filiais e associadas 40 4.924.132 4.924.132 5.571.481
Imobilizações corpóreas: Reserva legal 40 281.051 281.051 281.051
Equipamento administrativo 10 292 (255) 37 74 111 Resultados transitados 40 (91.454.498) (81.252.896) (81.252.896)
Resultado líquido do exercício 40 3.027.860 (10.201.602) (6.730.920)
Investimentos financeiros: Total do capital próprio 98.680.802 95.652.942 79.850.973
Partes de capital em empresas do grupo 10 e 16 64.619.315 - 64.619.315 59.385.492 56.998.124
PASSIVO:
CIRCULANTE: PROVISÕES PARA RISCOS E ENCARGOS 34 29.011 3.968.541 4.108.215
Dívidas de terceiros - Médio e longo prazo:
Empresas do grupo 16 51.631.713 - 51.631.713 55.777.276 55.954.776 DÍVIDAS A TERCEIROS - Médio e longo prazo:
Dívidas a instituições de crédito 50 50.178.699 54.732.389 57.319.968
Dívidas de terceiros - Curto prazo: Empresas do grupo 16 15.375.000 14.350.000 13.250.000
Empresas do grupo - - - - 32.500 65.553.699 69.082.389 70.569.968
Estado e outros entes públicos 48 9.599 - 9.599 4.424 3.780 DÍVIDAS A TERCEIROS - Curto prazo:
Outros devedores 2.497 - 2.497 2.538 2.911 Dívidas a instituições de crédito 50 5.771.873 1.291.585 17.301.869
12.096 - 12.096 6.962 39.191 Fornecedores, conta corrente 103.370 123.691 19.801
Depósitos bancários e caixa: Estado e outros entes públicos 48 55.431 55.914 55.022
Depósitos bancários 102.692 102.692 319.164 524 5.930.674 1.471.190 17.376.692
Caixa 1.069 1.069 861 220
51 103.761 103.761 320.025 744 ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS:
ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS: Acréscimos de custos 49 1.050.053 2.295.467 172.303
Custos diferidos 49 557 557 557 530
Total de amortizações (24.116.088) Total do passivo 72.563.437 76.817.587 92.227.178
Total do activo 195.360.327 (24.116.088) 171.244.239 172.470.529 172.078.151 Total do capital próprio e do passivo 171.244.239 172.470.529 172.078.151

O anexo faz parte integrante do balanço em 30 de Junho de 2004.

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS POR NATUREZAS PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003

(Montantes expressos em Euros)

CUSTOS E PERDAS Notas 2004 2003 PROVEITOS E GANHOS Notas 2004 2003
Fornecimentos e serviços externosCustos com o pessoal: 358.293 173.292 Proveitos e ganhos financeiros (B) 45 8.017.177 686.049
RemuneraçõesEncargos sociais: 1.234.593 403.136 Proveitos e ganhos extraordinários 46 - 340.251
Outros 159.483 76.621
1.394.076 479.757
Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo 10 2.103.420 184.148
3.855.789 837.197
Impostos 125 182
Outros custos e perdas operacionais 3.105 32.881
3.230 33.063
(A) 3.859.019 870.260
Custos e perdas financeiros 45 1.126.693 6.884.246
(C) 4.985.712 7.754.506
Custos e perdas extraordinários 46 1.605 10
(E) 4.987.317 7.754.516
Imposto sobre o rendimento 6 2.000 2.704
(F) 4.989.317 7.757.220
Resultado líquido do semestre 3.027.860 (6.730.920)
8.017.177 1.026.300 (D) 8.017.177 1.026.300
Resultados operacionais: - (A) (3.859.019) (870.260)
Resultados financeiros: (B) - (C-A) 6.890.484 (6.198.197)
Resultados correntes: (B) - (C) 3.031.465 (7.068.457)
Resultados antes de impostos: (D) - (E) 3.029.860 (6.728.216)

O anexo faz parte integrante da demonstração dos resultados por naturezas para o semestre findo em 30 de Junho de 2004.

Resultado líquido do semestre: (D) - (F) 3.027.860 (6.730.920)

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES

PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003

(Montantes expressos em Euros)

Nota 52 2004 2003
Outros proveitos e ganhos operacionais - 339.731
Custos administrativos (a) (1.936.998) (837.201)
Outros custos e perdas operacionais (b) (4.709) (33.059)
Resultados operacionais (1.941.707) (530.529)
Custo líquido de financiamento (1.100.795) (1.906.311)
Ganhos/ (Perdas) em filiais e associadas 7.991.279 (2.372.712)
Perdas em outros investimentos (1.918.917) (1.919.174)
Resultados não usuais ou não frequentes - 510
Resultados correntes 3.029.860 (6.728.216)
Impostos sobre os resultados correntes (2.000) (2.704)
Resultado líquido do semestre 3.027.860 (6.730.920)

O anexo faz parte integrante da demonstração dos resultados por funções para o semestre findo em 30 de Junho de 2004.

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS SEMESTRES

FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003

(Montantes expressos em Euros)

Notas 2004 2003
ACTIVIDADES OPERACIONAIS:Pagamentos a fornecedores (407.246) (680.544)
Pagamentos ao pessoal (2.194.559) (855.974)
Fluxos gerados pelas operações (2.601.805) (1.536.518)
(Pagamento) / recebimento do imposto sobre o rendimento (7.174) 5.661
Pagamentos relativos à actividade operacional (3.672) (25.256)
Fluxos gerados antes das rubricas extraordinárias (2.612.651) (1.556.113)
Recebimentos relacionados com rubricas extraordinárias - 262.754
Pagamentos relacionados com rubricas extraordinárias (75) (974)
Fluxos das actividades operacionais (1) (2.612.726) (1.294.333)
ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO:
Recebimentos provenientes de:
Dividendos 10 2.783.354 1.700.310
Reservas distribuídas - 2.800.000
Empréstimos concedidos 178.605 210.000
Alienação de acções do Equity Swap - 499.549
Juros e proveitos similares - 1.550
2.961.959 5.211.409
Pagamentos respeitantes a:Investimentos financeiros - (2.500)
- (2.500)
Fluxos das actividades de investimento (2) 2.961.959 5.208.909
ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO:
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos:
De instituições de crédito - 18.624.412
De empresas do grupo 16 1.400.000 14.350.000
Aumentos de capital e prémio de emissão de acções - 19.920.000
1.400.000 52.894.412
Pagamentos respeitantes a:
Equity swap - (19.088.770)
Empréstimos obtidos de instituições de crédito (1.291.585) (33.547.833)
Juros e custos similares (1.517.095) (4.466.504)
Empréstimos obtidos de empresas do grupo (375.000) -
(3.183.680) (57.103.107)
Fluxos das actividades de financiamento (3) (1.783.680) (4.208.695)
Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) (1.434.447) (294.119)
Caixa e seus equivalentes no início do período 51 320.025 614.144
Caixa e seus equivalentes no fim do período 51 (1.114.422) 320.025

O anexo faz parte integrante da demonstração dos fluxos de caixa para o semestre findo em 30 de Junho de 2004.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

NOTA INTRODUTÓRIA

A Impresa - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Empresa" ou "Impresa") tem sede em Lisboa, foi constituída em 18 de Outubro de 1990 e tem como actividade principal a gestão de participações sociais noutras sociedades.

O Grupo Impresa ("Grupo") é constituído pela Impresa e empresas subsidiárias. O Grupo actua na área de media, nomeadamente através da difusão de programas de televisão e da edição de publicações (jornais e revistas) e de outros meios audiovisuais.

As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano Oficial de Contabilidade. As notas cuja numeração é omitida neste anexo não são aplicáveis à Empresa ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras anexas.

3. BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS

As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, mantidos de acordo com princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal.

Estas demonstrações financeiras reflectem apenas as contas individuais da Empresa. Embora os investimentos financeiros tenham sido registados pelo método da equivalência patrimonial, o que está de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal, estas demonstrações financeiras não incluem o efeito da consolidação integral ao nível dos activos, passivos, proveitos e custos, as quais reflectem, relativamente às contas individuais, as seguintes diferenças:

Aumentos/
(Diminuições)
Total do activo líquido 168.991.070
Total do passivo (excluindo interesses minoritários) 164.490.970
Proveitos totais 123.481.731

Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras foram os seguintes:

a) Imobilizações incorpóreas

As imobilizações incorpóreas, que compreendem despesas de instalação, estudos de reorganização e trespasses decorrentes de aquisição de partes de capital, encontram-se registadas ao custo e são amortizadas pelo método das quotas constantes. As despesas de instalação são amortizadas num período de três anos, os estudos de reorganização são amortizados num período de seis anos e os trespasses são amortizados no período estimado de recuperação dos investimentos financeiros, actualmente fixado em 20 anos (Nota 10). As perdas por imparidade, quando existem, são imediatamente reconhecidas no momento da sua ocorrência.

b) Investimentos financeiros

Os investimentos financeiros em empresas do grupo são registados pelo método de equivalência patrimonial, sendo as participações inicialmente contabilizadas pelo custo de aquisição, o qual foi acrescido ou reduzido da diferença entre aquele valor e o valor proporcional à participação nos capitais próprios dessas empresas, reportado à data da primeira aplicação do referido método, ou à data de aquisição, para os investimentos financeiros adquiridos posteriormente. Em consequência:

  • a diferença entre o custo de aquisição dos investimentos financeiros e a proporção dos capitais próprios das empresas participadas reportados a 1 de Janeiro de 1992 (data da primeira aplicação do método de equivalência patrimonial) foi registada em capitais próprios na rubrica "Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas";
  • a diferença entre o custo de aquisição dos investimentos financeiros e a proporção dos capitais próprios das empresas participadas à data de aquisição, em datas posteriores a 1 de Janeiro de 1992, é registada na rubrica "Trespasses" (Nota 3.a)).

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

De acordo com o método de equivalência patrimonial, as participações financeiras são ajustadas anualmente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos, ou outras variações nos capitais próprios das empresas do grupo, por contrapartida de ganhos ou perdas do exercício, ou de ajustamentos de partes de capital, respectivamente.

Adicionalmente, os dividendos recebidos destas empresas são registados como uma diminuição do valor dos investimentos financeiros.

c) Especialização de exercícios

As receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual as receitas e despesas são reconhecidas à medida em que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos (Nota 49).

d) Pensões

Conforme mencionado na Nota 31, determinadas empresas do Grupo (Impresa, Sojornal, Cinforma, Medipress e Imprejornal) assumiram o compromisso de conceder aos seus empregados e administradores remunerados admitidos até 5 de Julho de 1993 prestações pecuniárias a título de complementos de reforma por velhice, invalidez e pensões de sobrevivência. Estas prestações são calculadas com base numa percentagem crescente com o número de anos de serviço do empregado, aplicada à tabela salarial, ou numa percentagem fixa aplicada ao salário base, à data de aniversário definida como sendo os valores em 2002.

Nos termos da Directriz Contabilística nº 19, os custos com a atribuição destes benefícios são reconhecidos à medida que os serviços são prestados pelos empregados beneficiários. Deste modo, no final de cada período contabilístico a Empresa obtém um estudo actuarial elaborado por uma entidade independente, no sentido de conhecer o valor das suas responsabilidades a essa data e o custo com pensões a registar nesse exercício. As responsabilidades assim estimadas são comparadas com os valores de mercado do fundo de pensões, de forma a determinar o montante das contribuições a efectuar ou a registar no passivo. Os custos com pensões são registados na rubrica "Custos com o pessoal – Encargos sociais", conforme previsto pela referida Directriz, com base nos valores determinados pelo estudo actuarial (Nota 31).

e) Imposto sobre o rendimento

Os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação.

Os activos e passivos por impostos diferidos são calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação que se esperam estarem em vigor à data da reversão das diferenças temporárias.

Os activos por impostos diferidos são registados unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para os utilizar. Na data de cada balanço é efectuada uma reapreciação das diferenças temporárias subjacentes aos activos por impostos diferidos no sentido de reconhecer activos por impostos diferidos não registados anteriormente por não terem preenchido as condições para o seu registo e/ou para reduzir o montante de impostos diferidos activos registados em função da expectativa actual da sua recuperação futura.

6. IMPOSTOS

A Empresa encontra-se sujeita a tributação em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas – IRC, à taxa de 25%, acrescida de Derrama à taxa de 10%, resultando numa taxa de imposto agregada de 27,5%. Adicionalmente e face à sua forma jurídica, a Empresa está abrangida pela legislação fiscal que rege as sociedades gestoras de participações sociais. De acordo com esta legislação, os ganhos e perdas em empresas do grupo resultantes da aplicação do método de equivalência patrimonial, os dividendos recebidos das empresas participadas, a amortização dos trespasses decorrentes da aquisição de partes de capital e os encargos financeiros relacionados com a aquisição de partes sociais, não são considerados para efeitos fiscais.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

A Empresa é tributada em sede de IRC pelo resultado fiscal consolidado, com as subsidiárias, Soincom – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Soincom"), Hoge – Sociedade Gestora de Participações Sociais, Lda. ("Hoge") e Controljornal – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Controljornal") e as empresas por esta participadas, Sojornal – Sociedade Jornalística e Editorial, S.A. e sua participada Sojornal.com – Consultoria Internet, Lda., Medipress – Sociedade Jornalística e Editorial, Lda., Imprejornal – Sociedade de Impressão, S.A., Cinforma – Centro de Informática, Lda. e Publisurf – Edições e Publicidade, Lda.. As restantes empresas subsidiárias da Impresa são tributadas individualmente.

De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (dez anos para a Segurança Social até 2000, e cinco anos a partir de 2001), excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são prolongados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais da Empresa dos anos de 2000 a 2004 poderão ainda vir a ser sujeitas a revisão. O Conselho de Administração entende que eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras em 30 de Junho de 2004.

Nos termos do artigo 81º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas, a Empresa encontra-se sujeita a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo mencionado.

Nos termos da legislação em vigor, os prejuízos fiscais são reportáveis durante um período de seis anos após a sua ocorrência e susceptíveis de dedução a lucros fiscais gerados durante esse período. Em 30 de Junho de 2004 os prejuízos fiscais reportáveis da Impresa e suas empresas subsidiárias tributadas pelo resultado fiscal consolidado ascendiam a, aproximadamente, 36.791.000 Euros.

Os impostos diferidos a registar em conformidade com a Directriz Contabilística nº 28 respeitam essencialmente aos prejuízos fiscais reportáveis existentes nesta data. Uma vez que no entendimento do Conselho de Administração da Empresa não são esperados resultados fiscais futuros suficientes que compensem esses prejuízos fiscais, a Empresa não registou os correspondentes impostos diferidos activos.

7. NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL

Durante os períodos findos em 30 de Junho de 2004 e 2003, a Empresa teve ao seu serviço 5 empregados.

10. MOVIMENTO DO ACTIVO IMOBILIZADO

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004 o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas e corpóreas e dos investimentos financeiros foi o seguinte:

Activo bruto
Saldo Equivalência Saldo
inicial Diminuições patrimonial final
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 2.225.635 - - 2.225.635
Trespasses 76.766.958 - - 76.766.958
78.992.593 - - 78.992.593
Imobilizações corpóreas:Equipamento administrativo 292 - - 292
Investimentos financeiros:Partes de capital em empresasdo grupo (Nota 16) 59.385.492 (2.783.354) 8.017.177 64.619.315

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

A diminuição verificada na rubrica "Partes de capital em empresas do grupo" refere-se a dividendos recebidos das empresas participadas Controljornal e Hoge, no valor 2.366.354 Euros e 417.000 Euros respectivamente.

Custo deaquisição Proporção doscapitais própriosà data deaquisição Trespasseoriginal Abateextraordinário Trespassecorrigido Amortizaçãoacumulada Valorlíquido
Soincom 137.506.080 23.897.912 113.608.168 (67.924.008) 45.684.160 (11.320.794) 34.363.366
Controljornal 34.011.372 5.253.736 28.757.636 - 28.757.636 (10.186.998) 18.570.638
Gesco 2.566.390 241.228 2.325.162 - 2.325.162 (581.032) 1.744.130
174.083.842 29.392.876 144.690.966 (67.924.008) 76.766.958 (22.088.824) 54.678.134

Em 30 de Junho de 2004, a rubrica "Trespasses" tem a seguinte composição:

Em 31 de Dezembro de 2000, a Empresa solicitou a uma entidade independente um estudo de avaliação para proceder à análise de imparidade dos trespasses decorrentes de aquisições de acções da Soincom (empresa cujo principal activo é a sua participação financeira de 51% no capital da SIC - Sociedade Independente de Comunicação, S.A. ("SIC")), reportada a 31 de Dezembro de 2000. Em resultado desta análise, foi identificada uma diferença, face ao justo valor dessa participação financeira, de 67.924.008 Euros, a qual originou uma amortização extraordinária do trespasse de igual montante registada em custos extraordinários, no final daquele exercício. No exercício de 2003, a Empresa voltou a solicitar a uma entidade independente um estudo de avaliação da SIC, para os mesmos efeitos, e concluiu que, naquela data, o seu valor contabilístico (incluindo o valor de trespasses, líquido de amortizações acumuladas) é inferior ao seu valor estimado de realização.

Da aplicação do método de equivalência patrimonial aos investimentos financeiros nas empresas do grupo e outras empresas em 30 de Junho de 2004 resultaram os seguintes movimentos:

Ganhos emempresasdo grupo(Nota 45) Perdas emempresasdo grupo(Nota 45) Provisões parariscos eencargos(Nota 34) Investimentosfinanceiros
Controljornal (5.108.855) - - 5.108.855
Edimpresa - Editora, Lda. (364.065) - - 364.065
Hoge (516.886) - 516.886
Office Share - Gestão de Imovéis e Serviços, Lda. - 25.898 (25.898) -
Soincom (2.027.371) - - 2.027.371
(8.017.177) 25.898 (25.898) 8.017.177

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004, o movimento ocorrido nas amortizações acumuladas foi o seguinte:

Amortizações acumuladas
Saldo Saldo
inicial Reforços final
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 1.842.543 184.466 2.027.009
Trespasses 20.169.907 1.918.917 22.088.824
22.012.450 2.103.383 24.115.833
Imobilizações corpóreas:
Equipamento administrativo 218 37 255

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

16. EMPRESAS DO GRUPO

Partes de capital em empresas do grupo:

Em 30 de Junho de 2004, a informação financeira relativa às partes de capital em empresas do grupo era como segue:

Entidade Sede Activo Capitalpróprio Proveitostotais Resultadolíquido Percentagemde participaçãodirecta Investimentosfinanceiros(Nota 10) Provisão paraperdas eminvestimentosfinanceiros(Nota 34)
Controljornal Lisboa 17.882.766 15.499.924 5.545.976 5.108.855 100% 15.499.924 -
Edimpresa Oeiras 64.736.236 4.379.446 39.375.209 728.129 50% 2.189.723 -
Hoge Lisboa 2.532.939 579.951 517.700 516.886 100% 579.951 -
Office Share Oeiras 1.048.389 (58.022) 1.666.984 (51.796) 50% - (29.011)
Soincom Lisboa 97.981.430 46.349.717 4.904.578 2.027.371 100% 46.349.717 -
64.619.315 (29.011)

As informações supra referidas relativas às empresas do grupo foram extraídas das respectivas demonstrações financeiras em 30 de Junho de 2004.

Empréstimos e prestações suplementares concedidos a empresas do grupo:

Em 30 de Junho de 2004, os empréstimos concedidos a empresas do grupo são os seguintes:

Médio e longo prazo:

Soincom (a) 51.631.713
=========
(a) Em 30 de Junho de 2004, este montante tem a seguinte composição:
Suprimentos concedidosEmpréstimo concedido à Soincom (Nota 50) 5.991.70545.640.008
---------------
51.631.713=========

Em 30 de Junho de 2004, os suprimentos concedidos à Soincom não vencem juros, não estando previsto o seu reembolso no curto prazo.

Empréstimos obtidos de empresas do grupo a médio e longo prazo:

=========
15.375.000
Hoge (a) 725.000----------------
Controljornal (a) 1.400.000
Imprejornal (a) 5.750.000
Sojornal (a) 7.500.000

(a) Estes empréstimos não têm prazo de reembolso definido, embora não esteja previsto ocorrer no curto prazo, e não vencem juros.

19. VALORES DE MERCADO DO ACTIVO CIRCULANTE

Em 30 de Junho de 2004, não haviam diferenças, que não estivessem cobertas por provisões, entre os valores das rubricas do activo circulante, calculadas de acordo com os critérios valorimétricos adoptados pela Empresa, e o respectivo valor de mercado ou de realização.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

31. COMPROMISSOS FINANCEIROS ASSUMIDOS E NÃO INCLUÍDOS NO BALANÇO

Determinadas empresas do Grupo (Impresa, Sojornal, Cinforma, Medipress e Imprejornal) assumiram o compromisso de conceder aos empregados e administradores remunerados admitidos até 5 de Julho de 1993 prestações pecuniárias a título de complemento de pensões de reforma por velhice e invalidez. Estas prestações são calculadas com base numa percentagem crescente com o número de anos de serviço do empregado, aplicada à tabela salarial, ou numa percentagem fixa aplicada ao salário base, à data de aniversário definida como sendo os valores em 2002.

Em 1987 as empresas supra referidas criaram um fundo de pensões autónomo para cobrir as suas responsabilidades e as de outras empresas do grupo pelo pagamento das prestações pecuniárias acima referidas, sendo da responsabilidade da Empresa a gestão conjunta das responsabilidades decorrentes desta situação, bem como do respectivo fundo de pensões.

De acordo com um estudo actuarial realizado pela sociedade gestora do fundo, o valor actual das responsabilidades do conjunto das empresas supra referidas por serviços passados dos seus empregados activos e reformados em 30 de Junho de 2004 foi estimado em 5.962.716 Euros, sendo que o valor do fundo a essa data ascendia a 5.752.466 Euros, tendo a Sojornal registado uma provisão de

210.250 Euros para fazer face às responsabilidades não cobertas pelo fundo.

O estudo foi efectuado utilizando o método denominado por "Unit Credit Projected" para o cálculo das pensões por velhice e o método denominado por "Prémios Únicos Sucessivos" para o cálculo das pensões por invalidez e considerou, naquela data, os seguintes principais pressupostos e bases técnicas e actuariais:

Taxa anual de rendimento do Fundo 6%
Taxa de crescimento salarial 0%
Taxa de crescimento do salário mínimo nacional 4,5%
Taxa técnica actuarial 4%
Taxa de crescimento salarial para efeitos da determinação
da pensão da Segurança Social 2%
Tábuas actuariais:
Mortalidade: TV 73/77
Invalidez: EVK 80
Rotação de empregados: Nula

32. GARANTIAS PRESTADAS

Em 30 de Junho de 2004, a Impresa mantém o penhor de acções representativas de 51% do capital da Controljornal e a Controljornal mantém o penhor de 408.000 acções representativas da totalidade do capital da Sojornal para garantir um empréstimo obtido pela Impresa junto do Banco Totta & Açores, S.A. e da Caixa Banco de Investimento, S.A..

Em 30 de Junho de 2004, a Impresa mantém o penhor de acções representativas de 51,66% do capital da Soincom para garantir um empréstimo contraído inicialmente por esta empresa participada junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A., o qual foi transferido para a Impresa em 2001; adicionalmente, como garantia do referido empréstimo a Soincom tem empenhadas acções representativas de 25% do capital da sua participada SIC (Nota 50).

Adicionalmente, e até ao montante máximo de 16.070.000 Euros, a Impresa mantém o penhor de acções representativas de 48,34% do capital da Soincom e a Soincom mantém o penhor de acções representativas de 26% do capital da SIC.

Em 30 de Junho de 2004, a Empresa mantém o penhor das quotas representativas de 50% do capital da Edimpresa para garantir um empréstimo contraído pela Edimpresa junto do Banco Espírito Santo de Investimento, S.A..

Em 30 de Junho de 2004, a Impreger (accionista maioritário da Impresa) mantém o penhor de acções representativas de 6,78% do capital da Impresa para garantir um empréstimo contraído por aquela junto do Banco Português de Investimento, S.A. e da Caixa Geral de Depósitos, S.A..

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

34. MOVIMENTO OCORRIDO NAS PROVISÕES

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004, o movimento ocorrido nas provisões foi o seguinte:

Equivalência
Saldo patrimonial Saldo
inicial Utilização (Nota 10) final
3.968.541 (3.965.428) 25.898 29.011
3.968.541 (3.965.428) 25.898 29.011

(a) A diminuição verificada no semestre findo em 30 de Junho de 2004 resulta da anulação de contas a receber de uma empresa participada que foi dissolvida em 2004.

36. COMPOSIÇÃO DO CAPITAL

Em 30 de Junho de 2004, o capital da Empresa encontrava-se totalmente subscrito e realizado e ascendia a 84.000.000 Euros, estando representado por 84.000.000 de acções com o valor nominal de um Euro cada.

37. IDENTIFICAÇÃO DE PESSOAS COLECTIVAS COM MAIS DE 20% DO CAPITAL

A seguinte pessoa colectiva detém mais de 20% do capital subscrito em 30 de Junho de 2004:

Impreger – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. 50,31%

40. MOVIMENTO OCORRIDO NAS RUBRICAS DO CAPITAL PRÓPRIO

O movimento ocorrido nos saldos das rubricas do capital próprio, durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004, foi o seguinte:

Saldoinicial Aumentos Transfe-rências Saldofinal
Capital 84.000.000 - - 84.000.000
Prémios de emissão de acções 97.902.257 - - 97.902.257
Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas 4.924.132 - - 4.924.132
Reserva legal 281.051 - - 281.051
Resultados transitados (81.252.896) - (10.201.602) (91.454.498)
Resultado líquido do exercício (10.201.602) 3.027.860 10.201.602 3.027.860
95.652.942 3.027.860 - 98.680.802

Prémios de emissão de acções: O valor registado nesta rubrica resulta dos ágios obtidos nos aumentos de capital ocorridos em exercícios anteriores. Segundo a legislação em vigor, a utilização do valor incluído nesta rubrica segue o regime aplicável à reserva legal, ou seja, não pode ser distribuído aos accionistas, podendo, contudo, ser utilizado para absorver prejuízos depois de esgotadas todas as outras reservas, ou incorporado no capital.

Reserva legal: A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.

Aplicação de resultados: Conforme deliberado na Assembleia Geral realizada em 16 de Abril de 2004, o prejuízo do exercício findo em 31 de Dezembro de 2003 foi integralmente transferido para a rubrica "Resultados transitados".

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

43. REMUNERAÇÃO DOS MEMBROS DOS ORGÃOS SOCIAIS

Com referência ao período findo em 30 de Junho de 2004, foram atribuídas remunerações aos membros do Conselho de Administração da Impresa de 500.217 Euros a pagar pela Impresa e pelas restantes empresas do Grupo.

Com referência ao período findo em 30 de Junho de 2004, foram atribuídas remunerações ao Fiscal Único da Impresa no montante de 79.600 Euros.

45. DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS FINANCEIROS

Os resultados financeiros dos semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003 têm a seguinte composição:

2004 2003
Custos e perdas:
Juros suportados 1.096.567 1.470.958
Perdas em empresas do grupo (Nota 10) 25.898 3.058.761
Amortização de trespasses (a) - 1.919.174
Outros custos e perdas financeiros 4.228 435.353
------------- -------------
1.126.693 6.884.246
Resultados financeiros ( 6.890.484 ) ( 6.198.197 )
------------- -------------
8.017.177 686.049
======== ======
Proveitos e ganhos:
Ganhos em empresas do grupo (Nota 10) 8.017.177 686.049
------------- -----------
8.017.177 686.049
======== ======

(a) No segundo semestre de 2003, a empresa passou a registar as amortizações dos trespasses na rubrica "Amortizações do exercício".

46. DEMOSTRAÇÃO DOS RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS

Os resultados extraordinários dos semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003 têm a seguinte composição:

2004 2003
Custos e perdas:
Outros 1.605 10
------- ---
1.605 10
Resultados extraordinários ( 1.605 ) 340.241
------ -----------
- 340.251
== ======
Proveitos e ganhos:
Redução de provisões (Nota 34) - 77.566
Outros -
262.685
--- -----------
- 340.251
== ======

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

48. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

Em 30 de Junho de 2004, os saldos com estas entidades tinham a seguinte composição:

Saldos devedores:
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (a) 9.599
====
Saldos credores:
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares 24.654
Imposto sobre o valor acrescentado – IVA 340
Contribuições para a Segurança Social 30.437
---------
55.431
=====

(a) Este saldo inclui os pagamentos por conta realizados em 2004 e as retenções na fonte deduzidos da estimativa de imposto, como segue:

Pagamentos por conta 11.599
Estimativa de imposto ( 2.000 )
--------
9.599
====

49. ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS

Em 30 de Junho de 2004, estas rubricas têm a seguinte composição:

Custos diferidos:
Seguros 557
===
Acréscimos de custos:
Remunerações e bónus a liquidar 1.050.053
========

50. DÍVIDAS A INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO

Em 30 de Junho de 2004, o saldo de dívidas a instituições de crédito dizia respeito a:

Curtoprazo Médio elongo prazo Total
Caixa Geral de Depósitos,S.A. (a) - 30.000.000 30.000.000
Banco Totta & Açores, S.A. e Caixa Banco
de Investimento, S.A. (b) 3.990.383 13.866.582 17.856.965
Banco Português de Investimento, S.A. e
Caixa Geral de Depósitos,S.A. (c) 563.307 6.312.117 6.875.424
Descoberto bancário (d) (Nota 51) 1.218.183 - 1.218.183
5.771.873 50.178.699 55.950.572

(a) Em Novembro de 1999 foi celebrado pela Soincom um contrato de financiamento com a Caixa Geral de Depósitos, S.A. no montante inicial de 54.867.769 Euros, a ser reembolsado em prestações anuais com vencimento em 30 de Junho de cada ano. No exercício de 2001, a Soincom transferiu para a Impresa a sua posição contratual no referido empréstimo, tendo a Impresa registado um valor a receber dessa empresa participada de igual montante (Nota 16). Consequentemente, a Impresa assumiu perante a Caixa Geral de Depósitos, S.A. todas as obrigações da Soincom decorrentes do referido contrato.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

O contrato de financiamento referente a este empréstimo tinha originalmente considerados determinados covenants, os quais foram suspensos em 2001 por acordo com a Caixa Geral de Depósitos, S.A..

No exercício findo em 31 de Dezembro de 2003, a Empresa procedeu à renegociação da dívida através de aditamento ao contrato inicial com a Caixa Geral de Depósitos, S.A., do qual resultou uma data de reembolso de capital fixada em 31 de Janeiro de 2005 ou, por opção da Empresa, de acordo com um plano a definir, desde que as responsabilidades emergentes sejam integralmente pagas até 23 de Novembro de 2008.

Este empréstimo vence juros a uma taxa correspondente à Euribor a seis meses adicionada de 1,75% e o seu pagamento é efectuado semestral e postecipadamente.

Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo a Empresa mantém o penhor das acções representativas de 51,66% do capital da Soincom e esta empresa participada efectuou o penhor das acções representativas de 25% do capital da SIC (Nota 32).

Adicionalmente, e até ao montante máximo de 16.070.000 Euros, a Impresa mantém o penhor das acções representativas de 48,34% do capital da Soincom e a Soincom efectuou o penhor das acções representativas de 26% do capital da SIC (Nota 32).

(b) Este montante refere-se a um empréstimo bancário contraído em 1998 junto do Banco Totta & Açores, S.A. e da Caixa Banco de Investimento, S.A., no montante inicial de 34.915.853 Euros que em 30 de Junho de 2004 vencia juros a uma taxa correspondente à EURIBOR a seis meses acrescida de 1,25%. O empréstimo é amortizado no final do primeiro semestre de cada ano conforme segue:

2005 3.990.383
2006 4.489.181
2007 9.377.401
13.866.582
17.856.965

Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo, a Empresa mantém o penhor de acções representativas de 51% do capital da Controljornal e a Controljornal efectuou o penhor de 408.000 acções representativas da totalidade do capital da Sojornal (Nota 32).

O contrato de financiamento referente a este empréstimo inclui determinados covenants que a Empresa deve cumprir até ao integral pagamento destas responsabilidades.

(c) O saldo desta rubrica refere-se a um empréstimo bancário contraído em 5 de Junho de 2003 junto do Banco Português de Investimento, S.A. e da Caixa Geral de Depósitos, S.A., até ao montante máximo de 7.500.000 Euros.

Este empréstimo vence juros a uma taxa correspondente à Euribor a três meses adicionada de 2,25% e o seu pagamento é efectuado trimestral e postecipadamente. O empréstimo é amortizado trimestralmente conforme segue:

2005 - Primeiro semestre 563.307
2005 - Segundo semestre 1.126.615
2006 2.253.229
2007 2.253.229
2008 679.044
6.312.117
6.875.424

(d) O descoberto bancário vence juros a taxas de mercado para operações similares.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

51. DISCRIMINAÇÃO DOS COMPONENTES DE CAIXA E SEUS EQUIVALENTES

A discriminação de caixa e seus equivalentes em 30 de Junho de 2004 e 31 de Dezembro de 2003 é como segue:

======= ======
Caixa e seus equivalentes ( 1.114.422 ) 320.025
------------- -----------
Descoberto bancário (Nota 50) ( 1.218.183 ) -
------------- -----------
103.761 320.025
---------- -----------
Depósitos bancários 102.692 319.164
Numerário 1.069 861
2004 2003

52. DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES

A demonstração dos resultados por funções foi elaborada tendo em consideração o disposto na Directriz Contabilística n.º 20, havendo os seguintes aspectos a salientar:

  • (a) A rubrica de "Custos administrativos" da demonstração dos resultados por funções ("DRF") inclui diversas rubricas da demonstração dos resultados por naturezas ("DRN"), nomeadamente: "Fornecimentos e serviços externos" , "Custos com o pessoal" e "Amortizações do exercício".
  • (b) A rubrica "Outros custos e perdas operacionais" da DRF inclui os valores registados nas rubricas "Impostos" e "Outros custos e perdas operacionais" da DRN.

53. CONTINGÊNCIAS

Em 30 de Junho de 2004, encontram-se a decorrer contra algumas empresas do Grupo diversas acções interpostas por terceiros, cujos montantes e desfechos não são conhecidos à data de preparação destas demonstrações financeiras. Na opinião do Conselho de Administração/Gerência e dos advogados dessas empresas do Grupo, não se prevê que dessas acções venham a resultar responsabilidades de valores significativos, que não se encontrem cobertas por provisões registadas nas demonstrações financeiras em 30 de Junho de 2004 da Empresa ou dessas empresas do Grupo.

Deloitte & Associados, SROC S.A. Inscrição na OROC nº 43 Registo na CMVM nº 231

Edifício Atrium Saldanha Pr. Duque de Saldanha, 1–6º 1050-094 Lisboa Portugal

RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA ELABORADO POR AUDITOR REGISTADO NA CMVM SOBRE A INFORMAÇÃO SEMESTRAL INDIVIDUAL

Introdução

    1. Para os efeitos do artigo 246º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação financeira do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 da Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Empresa"), incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço (que evidencia um total de 171.244.239 Euros e um total de capital próprio de 98.680.802 Euros, incluindo um resultado líquido de 3.027.860 Euros) e nas Demonstrações dos resultados por naturezas e por funções e na Demonstração dos fluxos de caixa do período de seis meses findo naquela data e nos correspondentes Anexos.
    1. As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos da Empresa.

Responsabilidades

    1. É da responsabilidade do Conselho de Administração da Empresa: (i) a preparação de informação financeira histórica semestral de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários; (ii) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (iii) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (iv) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
    1. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se, para os aspectos materialmente relevantes, é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório de segurança moderada, profissional e independente, sobre essa informação financeira, baseado no nosso trabalho.

Âmbito

  1. O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida está isenta de distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, foi planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicabilidade, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se, para os aspectos materialmente relevantes, a informação financeira consolidada é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários.

Página 2 de 2

    1. O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
    1. Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente relatório de revisão limitada sobre a informação semestral.

Parecer

  1. Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 da Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., não esteja isenta de distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal e que, nos termos das definições incluídas nas directrizes mencionadas no parágrafo 5 acima, não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

Ênfases

    1. As demonstrações financeiras mencionadas no parágrafo 1 acima, referem-se à actividade da Empresa a nível individual e foram elaboradas para aprovação e publicação nos termos da legislação em vigor. Embora os investimentos financeiros tenham sido registados pelo método da equivalência patrimonial, através do qual são considerados no resultado líquido e no capital próprio os efeitos da consolidação das empresas participadas, as demonstrações financeiras anexas não incluem o efeito da consolidação integral a nível de activos, passivos e proveitos totais, o que será efectuado em demonstrações financeiras consolidadas a aprovar e publicar em separado.
    1. As demonstrações financeiras da Empresa, em 30 de Junho de 2004, apresentam prejuízos acumulados originados nos últimos exercícios de, aproximadamente, 86.530.000 Euros e um resultado líquido positivo no semestre findo naquela data de, aproximadamente, 3.028.000 Euros (essencialmente relacionados com a principal empresa participada), tendo sido preparadas no pressuposto da continuidade das operações daquela participada e da recuperação do investimento financeiro e dos respectivos trespasses (directos e indirectos) ainda não amortizados relacionados com a sua aquisição de, aproximadamente, 120.000.000 Euros. Nestas circunstâncias, a recuperação dos activos, incluindo trespasses e a classificação dos passivos, no curso normal das suas operações, dependem da continuidade do sucesso futuro das operações das suas empresas participadas e/ou do apoio financeiro dos seus accionistas.

Lisboa, 23 de Julho de 2004

RELATÓRIO CONSOLIDADO DE GESTÃO (1º Semestre de 2004)

Dando cumprimento às exigências impostas por lei às sociedades abertas, o Conselho de Administração da IMPRESA – SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, SA vem apresentar o seu RELATÓRIO DE GESTÃO Consolidado relativo ao Primeiro Semestre do exercício de 2004.

1. Principais Factos

  • A Edimpresa, segmento de revistas, passou a ser consolidada pelo método proporcional • (50%) em substituição da anterior consolidação integral, pelo que as comparações estão feitas • com base nas contas pró-forma de Junho 2003.
  • As receitas consolidadas atingiram 128,2 M€, representando uma subida de 20%, resultante • de:
    • * um crescimento de 21,2% nas receitas publicitárias. No 2º trimestre subiram 22,7%;
    • * um aumento de 7,6% nas receitas com publicações. No 2º trimestre cresceram 12,4%;
    • * um crescimento de 25% em outras receitas. No 2º trimestre aumentaram 29,4%.
  • O EBITDA foi de 27,9 M€, a que corresponde uma margem de 21,8%, e superior em 95,4% • ao valor do 1º semestre de 2003. No 2º trimestre o EBITDA atingiu 20,6 M€, com uma • margem de 28,2%.
  • Os resultados operacionais, excluindo amortização de goodwill, foram de 19,3 M€, o que • representa uma margem EBIT de 15,1%.
  • O passivo líquido remunerado desceu para 110,7 M€.
  • O resultado líquido foi de 3 M€, comparativamente ao valor negativo de 6,7 M€ registado em • Junho 2003.

Tabela 1. Principais indicadores do 1º Semestre 2004

(Valores em 000's €) Jun-04 Jun-03 (pf) Var (%) 2º Trim 04 2º Trim 03 (pf) Var (%)
Receitas Consolidadas 128.200 106.853 20,0% 73.012 58.933 23,9%
Publicidade 89.251 73.641 21,2% 54.324 44.259 22,7%
Vendas de Publicações 17.459 16.225 7,6% 8.887 7.904 12,4%
Outras 23.412 18.735 25,0% 10.728 8.293 29,4%
Receitas Televisão 82.893 68.283 21,4% 48.060 38.626 24,4%
Receitas Jornais 28.043 23.942 17,1% 14.949 13.180 13,4%
Receitas Revistas 19.185 16.376 17,2% 10.930 8.650 26,3%
EBITDA Consolidado 27.931 14.292 95,4% 20.581 13.671 50,5%
Margem EBITDA 21,8% 13,4% n.a. 28,2% 23,2% n.a.
EBITDA Televisão 20.615 9.647 113,7% 16.137 10.334 56,2%
EBITDA Jornais 6.925 3.572 93,9% 3.902 2.473 57,8%
EBITDA Revistas 2.231 1.758 26,9% 1.589 1.208 31,5%
EBIT Consolidado 19.346 3.001 544,5% 15.808 7.963 98,5%
Margem EBIT 15,1% 2,8% n.a. 21,7% 13,5% n.a.
Resultado Líquido 3.028 -6.731 n.a. 4.327 672 544,0%
Dívida Líquida 110.732 160.599 -31,1% 110.732 160.599 -31,1%

2. Televisão

Tabela 2. Indicadores da Televisão

Jun-04 Jun-03 Var. % 2ºT 04 2ºT 03 Var. %
82.893.498 68.282.622 21,4% 48.060.035 38.625.511 24,4%
63.219.270 50.895.425 24,2% 38.703.246 30.452.749 27,1%
14.512.647 13.604.346 6,7% 7.464.357 7.272.289 2,6%
5.161.580 3.782.851 36,4% 1.892.432 900.473 110,2%
20.615.378 9.646.965 113,7% 16.137.140 10.333.697 56,2%
9.616.718 635.813 1412,5% 9.269.892 5.112.473 81,3%
24,9% 14,1% 33,6% 26,8%

Nota: Os Canais SIC englobam a SIC Noticias, SIC Radical, SIC Mulher, SIC Gold, SIC Internacional e os subscritores internacionais da SIC Notícias.

No 1º semestre de 2004, a SIC atingiu um volume de negócios consolidado de 82,8 M€, o que representa um crescimento de 21,4% em relação ao período homólogo de 2003, tendo registado um aumento homólogo de 24,4% no 2º trimestre.

As receitas de publicidade subiram 24,2% até ao final de Junho e tiveram um crescimento de 27,1% no 2º trimestre, consequência do crescimento do mercado publicitário, da evolução das audiências e dos proveitos relacionados com o tempo de antena para as eleições europeias.

A concentração dos dois principais eventos do ano (Euro 2004 e Rock in Rio Lisboa) no 2º trimestre, contribuiu para o aumento do investimento publicitário. No caso da SIC, o Rock in Rio Lisboa foi particularmente importante, visto ter sido a televisão oficial.

A evolução das audiências foi, também, favorável. A SIC registou uma audiência média de 29,4%, cerca de 0,4 pontos percentuais inferior aos valores do 1º semestre de 2003. No entanto, os ganhos registados, em termos de audiências, no acesso ao "prime-time" e no próprio "prime-time", principalmente no 2º trimestre, mais que compensaram as quebras verificadas noutros horários. Esta evolução permitiu reforçar a quota de mercado da SIC do investimento publicitário em televisão.

As receitas dos outros canais da SIC cresceram 6,7%. O canal SIC Notícias (propriedade da Lisboa TV, SA, empresa em que a SIC detém 60% e a PT Conteúdos 40%) continuou a ser o líder dos canais temáticos de cabo, com uma audiência média de 14,7%. Os canais da SIC representaram, em média, 26,9% das audiências totais dos canais temáticos do cabo durante o semestre.

As outras áreas de negócio continuaram a apresentar taxas de crescimento muito positivas. No 1º semestre, registaram uma facturação de 5,1 M€, ou seja, um aumento de 36,4% face ao valor obtido no período homólogo. No 2º trimestre, o crescimento homólogo foi de 110,4%. Para esta evolução contribuíram a SIC Serviços, com o aumento do volume de negócios fora do universo dos canais SIC e as receitas dos serviços de SMS. As receitas de SMS, geradas pelos 5 canais televisivos e pela SIC Online, duplicaram em relação ao 1º semestre de 2003, representando já 2% do total da facturação da SIC.

A realização dos dois principais eventos do ano teve impacto na evolução dos custos operacionais, que cresceram 6,2% no 1º semestre. Os custos de programação subiram 3,8% (mais 1,3 M€) principalmente devido aos direitos do Euro 2004. Este último evento, a realização do Rock in Rio Lisboa, o crescimento dos serviços SMS e da SIC Serviços foram responsáveis pelo aumento dos outros custos.

A evolução das receitas e dos custos operacionais permitiram melhorar significativamente o EBITDA, que, atingindo 20,6 M€, teve um aumento de 114,5%, representando uma margem de 24,9%. No 2º trimestre, a margem EBITDA atingiu 33,6%.

Confirmando a tendência do 1º trimestre, a SIC terminou o 1º semestre de 2004 com um resultado líquido positivo de 9,6 M€, face aos 635 mil euros registados em Junho de 2003.

3. Jornais

Tabela 3. Indicadores dos Jornais
Jun-04 Jun-03 Var. % 2ºT 04 2ºT 03 Var. %
Receitas Totais 28.043.203 23.941.729 17,1% 14.949.320 13.179.882 13,4%
Publicidade 18.288.703 15.469.573 18,2% 10.709.778 9.249.763 15,8%
Publicações 7.482.118 7.358.373 1,7% 3.560.360 3.484.732 2,2%
Outras 2.272.382 1.113.783 104,0% 679.182 445.387 52,5%
EBITDAEBITDA (%) 6.925.05524,7% 3.572.36414,9% 93,9% 3.902.20226,1% 2.472.75518,8% 57,8%
Result. Líquido 4.960.053 1.318.745 276,1% 2.760.249 1.391.459 98,4%

As receitas totais no 2º trimestre aumentaram 13,4%, permitindo um crescimento acumulado de 17,1% no final do 1º semestre.

As receitas publicitárias cresceram 15,8% no 2º trimestre, registando um aumento de 18,2% no semestre, sendo de destacar o contributo do jornal Expresso com um crescimento de 20,4% até final de Junho. De referir que, enquanto a publicidade "display" subiu 19,5%, os classificados tiveram um crescimento de 22,5%.

Os jornais Blitz e AutoSport apresentaram, no final do 1º semestre, crescimentos de 27% e 18%, respectivamente. A SurfPortugal registou uma queda de 8%. O Jornal da Região também registou uma descida de 5% neste semestre, consequência do menor número de edições publicadas durante 2004, menos 25% do que no mesmo período do ano passado. Em termos comparáveis, as receitas por edição apresentaram um aumento de 18,6%.

As receitas provenientes da venda de jornais apresentaram um crescimento de 1,7% no final de Junho, apesar da diminuição de circulações, nomeadamente do Expresso, que viu as suas vendas descerem 4,9%. Neste caso, a descida nas vendas foi compensada pelo aumento do preço de capa de 3% efectuado em Janeiro deste ano.

As outras receitas, resultantes, essencialmente, da venda de produtos alternativos aumentaram o seu peso relativo. Cresceram 52,5% no 2º trimestre, tendo os valores acumulados, no final de Junho, atingido uma variação de 104%.

Os custos operacionais no 1º semestre registaram um aumento de 3,7%. As reestruturações e reorganizações efectuadas em anos anteriores permitiram reduzir os custos fixos de modo a compensar grande parte do aumento dos custos variáveis. Este aumento dos custos variáveis resultou do crescimento do número de páginas e do lançamento de produtos alternativos. De registar a existência de custos com reestruturação no montante de 468 mil Euros, que incluem a integração do semanário AutoSport, após a aquisição dos 50% que não eram detidos pela IMPRESA.

Esta evolução favorável dos custos permitiu alcançar uma margem EBITDA de 26,1% no 2º trimestre. Em termos acumulados, o EBITDA foi de 6,9 M€, o que representa uma margem de 24,7% e significa um aumento de 93,9% face à margem registada em Junho de 2003.

O resultado líquido na área dos jornais quase triplicou em relação a Junho de 2003, atingindo 4,96 M€ no final do 1º semestre de 2004.

4. Revistas

Tabela 4. Indicadores Revistas

Jun-04 Jun-03 Var. % 2ºT 04 2ºT 03 Var. %
(pro-forma) (pro-forma)
Receitas Totais 19.185.088 16.376.106 17,2% 10.929.699 8.650.422 26,3%
Publicidade 7.742.902 7.275.831 6,4% 4.911.438 4.556.886 7,8%
Publicações 9.976.662 8.866.282 12,5% 5.326.444 4.418.847 20,5%
Outras 1.465.525 233.994 526,3% 691.818 -325.311 n.a.
EBITDAEBITDA (%) 2.230.93611,6% 1.758.27310,7% 26,9% 1.588.53114,5% 1.207.75214,0% 31,5%
Result. Líquido 364.063 -142.308 n.a. 480.291 142.308 237,5%

As receitas totais no 2º trimestre aumentaram 26,3%, permitindo um crescimento acumulado de 17,2% no final do 1º semestre, atingindo 19,2 M€.

O destaque vai para as receitas de circulação que cresceram 12,5% até ao final de Junho e 20,5% no 2º trimestre, apesar do aumento generalizado da concorrência no segmento. Para este crescimento muito contribuiu a recuperação das vendas das revistas semanais, nomeadamente da TV Mais, da Telenovelas e da Caras, no seguimento dos relançamentos efectuados nos primeiros meses do ano. Por outro lado, manteve-se a boa performance de outras revistas, como a Activa, a Exame e a Exame Informática, que apresentaram ganhos importantes de circulação. A Exame, relançada no final de 2003, cresceu 18% em circulação no 1º semestre. As revistas jovens, com vários lançamentos no final de 2003, também impulsionaram o crescimento das receitas de circulação.

A Visão, no seguimento da entrada no mercado de revistas concorrentes, foi relançada com uma operação de merchandising muito extensa, tendo a circulação respondido bem, com uma subida de 3,3% no 2º trimestre, relativamente à média dos três primeiros meses do ano. Em Maio, foi lançada uma nova revista, "New Wave", destinada ao público adolescente e baseada na novela de sucesso com o mesmo nome transmitida pela SIC.

As receitas de publicidade registaram uma aceleração no 2º trimestre, com mais 7,8%, proporcionando uma subida de 6,4% no total do 1º semestre.

A aposta no marketing alternativo continuou, com as receitas a aumentarem mais de cinco vezes, destacando-se o sucesso dos produtos da Visão e das cassetes da TV Mais.

O maior número de publicações, o aumento do número de páginas de publicidade e a intensificação das acções de marketing implicaram um aumento dos custos operacionais de 16,8% no 1º semestre.

Apesar do aumento destes custos, o EBITDA apresentou um crescimento de 26,9%, para 2,2 M€, o que representa uma margem de 11,6%, comparativamente aos 10,7% obtidos em Junho de 2003.

Por fim, de registar que esta área de negócio regressou aos resultados positivos, com 364 mil euros em Junho 2004, contra o prejuízo de 142 mil euros registado no 1º semestre de 2003.

5. Análise das Contas consolidadas

No 1º semestre, a IMPRESA alterou o seu perímetro de consolidação. Assim, a Edimpresa passou a ser consolidada proporcionalmente, reflectindo a posição de 50% detida pela IMPRESA. Anteriormente a Edimpresa era consolidada pelo método integral com posterior ajuste na rubrica de interesses minoritários. Por esta razão, as comparações estão feitas com contas pró-forma de Junho 2003, que reflectem o novo perímetro de consolidação. Para facilitar a análise das contas, os números entre parênteses correspondem à situação anterior.

A IMPRESA atingiu, no 1º semestre de 2004, receitas consolidadas de 128,2 M€ (146,6 M€), o que representou uma subida de 20% (20,1%) em relação a Junho de 2003. As receitas no 2º trimestre de 2004 registaram uma aceleração em relação ao 1º trimestre de 2004, com um aumento de 23,9% (24,7%).

No 2º trimestre de 2004, todas as receitas tiveram um comportamento muito positivo. As receitas com publicidade subiram 21,2% (19,9%), as outras receitas aumentaram 29,4% (14,1%) e as vendas de publicações cresceram 12,4% (15,3%).

O forte crescimento das receitas implicou um aumento dos custos operacionais da IMPRESA de 9,7% (11,3%) no 1º semestre de 2004. Este aumento resultou da subida dos custos relacionados com marketing, tráfego SMS, papel e impressão em consequência do aumento de páginas de publicidade e com os eventos que ocorreram no 2º trimestre, Euro 2004 e Rock in Rio Lisboa.

Tabela 5. Conta de Exploração IMPRESA Consolidada

Junho 04 Junho 03 Junho 03 Var. 2º Trimestre 2º Trimestre Var.
(Pro-forma) vs pf 2004 2003 pf vs pf
Receitas Consolidadas 128.199.947 106.853.354 122.091.932 20,0% 73.012.220 58.933.263 23,9%
Televisão 82.893.498 68.282.622 68.282.622 21,4% 48.060.035 38.625.511 24,4%
Jornais 28.043.203 23.941.729 23.941.729 17,1% 14.949.320 13.179.882 13,4%
Revistas 19.185.088 16.376.106 32.752.212 17,2% 10.929.699 8.650.422 26,3%
Inter-segmentos -1.921.844 -1.747.103 -2.884.631 -10,0% -926.835 -1.522.551 -39,1%
Custos Operacionais 100.269.241 92.561.622 106.041.939 8,3% 52.431.118 45.262.184 15,8%
EBITDA Consolidado 27.930.706 14.291.732 16.049.993 95,4% 20.581.101 13.671.079 50,5%
Margem EBITDA 21,8% 13,4% 13,1% 28,2% 23,2%
Televisão 20.615.378 9.646.965 9.646.965 113,7% 16.137.140 10.333.697 56,2%
Jornais 6.925.055 3.572.364 3.572.364 93,9% 3.902.202 2.472.755 57,8%
Revistas 2.230.937 1.758.273 3.516.545 26,9% 1.588.531 1.207.752 31,5%
Holding Ajustamentos -1.840.664 -685.869 -685.881 168,4% -1.046.772 -343.124 205,1%
Amortizações (-) 6.737.873 9.152.800 9.471.851 -26,4% 3.396.299 4.500.460 -24,5%
Provisões (-) 1.847.089 2.137.477 3.240.348 -13,6% 1.377.038 1.207.228 14,1%
EBITMargem EBIT 19.345.74415,1% 3.001.4562,8% 3.337.7942,7% 544,5% 15.807.76521,7% 7.963.39213,5% 98,5%
Res. Financeiros(-) 4.696.615 3.205.293 3.862.249 46,5% 2.363.584 1.411.676 67,4%
Goodwill(-) 5.114.505 5.245.339 5.513.086 -2,5% 2.557.253 2.622.928 -2,5%
Resultados Correntes 9.534.624 -5.449.176 -6.037.541 275,0% 10.886.928 3.928.789 177,1%
Res. Extraordinários 996.680 120.927 890.289 724,2% 829.291 -43.344 n.a.
Res. Antes Imp.
Minoritários 10.531.304 -5.328.249 -5.147.252 297,7% 11.716.219 3.885.445 201,5%
Imposto (IRC)(-) 2.660.695 1.390.551 1.664.990 -91,3% 2.761.422 901.917 206,2%
Interesses Minoritários(-) 4.842.749 12.109 -81.322 n.a. 4.627.947 2.311.663 100,2%
Resultado Líquido 3.027.860 -6.730.908 -6.730.920 n.a. 4.326.850 671.865 544,0%

Nota: Há uma alteração no perímetro de consolidação, com a Edimpresa a ser consolidada pelo método proporcional, contra a anterior consolidação integral. As comparações são feitas com base nas contas pró-forma de Junho 2003

No 1º semestre de 2004, o EBITDA consolidado registou um valor de 27,9 M€ (30,1 M€), o que representou um ganho de 95,4% (87,9%) em relação a Junho de 2003. A margem atingiu 21,8% (20,6%) no final do semestre, sendo que no 2º trimestre a margem EBITDA obtida foi de 28,2% (26,4%).

Os resultados operacionais (EBIT) tiveram, também, uma melhoria significativa, registando 19,3 M€ (20,5 M€), contra 3,0 M€ registados no final do 1º semestre de 2003. A margem operacional atingiu 15,1% (14,0%) contra apenas 2,8% em Junho 2003.

Os custos de reestruturação, no 1º semestre de 2004, atingiram 851 mil Euros, incluindo a reestruturação efectuada no jornal AutoSport, que passou a ser detido totalmente pela IMPRESA.

Os resultados financeiros, ao atingirem -4,7 M€, tiveram um desvio negativo de 46,5%, fruto da não existência de movimentos cambiais favoráveis.

Finalmente, de registar o contributo das empresas associadas, VASP e LUSA, com um valor positivo de 0,75 M€ em Junho 2004, contra perdas de 1,13 M€ no 1º semestre de 2003.

Do ponto de vista financeiro, a Impresa continuou a beneficiar da redução do passivo remunerado. No final de Junho 2004, o passivo remunerado líquido situou-se em 110,7 M€ (120,5 M€), a que corresponde uma descida de 29,5 M€ (28,5 M€) em relação ao final do ano de 2003. No 2º trimestre o passivo remunerado desceu 24,8 M€ (24,9 M€). Para além da utilização dos meios libertos gerados, o encaixe com a alienação do edifico da SIC, em regime de "sale & rent", no montante de 12,1 M€, também foi aplicado na redução do passivo. A SIC conseguiu a maior diminuição do passivo remunerado líquido, reduzindo para quase metade os valores registados em Dezembro 2003.

Para além do investimento de 653 mil euros na aquisição de 50% do semanário automóvel AutoSport, os investimentos em imobilizado atingiram 2 M€, durante o 1º semestre.

As melhorias registadas operacionalmente permitiram atingir um resultado líquido positivo de 3 M€ no final do semestre, comparativamente ao resultado líquido negativo de 6,7 M€ registado em Junho 2003. No 2º trimestre o resultado líquido atingiu 4,3 M€, uma melhoria de 544% face ao valor registado no 2º trimestre de 2003.

6. Perspectivas para o ano 2004

A evolução da IMPRESA no 1º semestre de 2004, com crescimento das receitas e das margens superior às previsões iniciais, permite melhorar os objectivos para o final do ano. Assim, estimase que as receitas consolidadas possam atingir 256 M€, uma subida de 12%. Este valor é comparável com 296 M€ no anterior perímetro de consolidação. A margem EBITDA no final de 2004 poderá atingir cerca de 23%, o que é equivalente a uma margem de 22% no anterior perímetro de consolidação. O resultado líquido no final de 2004 poderá, assim, superar os 6 M€ anteriormente estimados.

Lisboa, 23 de Julho de 2004

O Conselho de Administração

Francisco José Pereira Pinto de Balsemão Luiz Fernando Teuscher de Almeida e Vasconcellos Alexandre de Azeredo Vaz Pinto António Cândido Seruca de Carvalho Salgado Francisco Maria Supico Pinto Balsemão

BALANÇOS CONSOLIDADOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003 E 31 DE DEZEMBRO DE 2003

(Montantes expressos em Euros)

30-06-2004 31-12-2003 30-06-2003
Activo Amortizações Activo Activo Activo
Activo Notas bruto e provisões líquido líquido líquido Capital próprio, interesses minoritários e passivo Notas 30-06-2004 31-12-2003 30-06-2003
IMOBILIZADO: CAPITAL PRÓPRIO:
Imobilizações incorpóreas: Capital 52 e 53 84.000.000 84.000.000 72.000.000
Despesas de instalação 27 8.857.084 (6.528.834) 2.328.250 2.963.102 3.800.426 Prémios de emissão de acções 53 97.902.257 97.902.257 89.982.257
Despesas de investigação e de desenvolvimento 27 93.092 (59.015) 34.077 40.421 196.684 Ajustamentos de partes de capital em associadas 4.924.132 - -
Propriedade industrial e outros direitos 27 1.446.343 (1.290.122) 156.221 204.075 601.136 Reserva legal 53 281.051 281.051 281.051
Trespasses 27 203.642.424 (54.991.459) 148.650.965 163.400.917 169.199.034 Resultados transitados 53 (91.454.498) (76.328.764) (75.681.415)
214.038.943 (62.869.430) 151.169.513 166.608.515 173.797.280 Resultado consolidado líquido do exercício 53 3.027.860 (10.201.602) (6.730.920)
Imobilizações corpóreas: Total do capital próprio 98.680.802 95.652.942 79.850.973
Terrenos e recursos naturais 27 5.169.093 - 5.169.093 6.692.920 6.692.920
Edifícios e outras construções 27 9.552.799 (624.485) 8.928.314 27.914.988 28.321.579 INTERESSES MINORITÁRIOS 54 18.661.831 15.699.543 12.006.966
Equipamento básico 27 87.076.095 (63.139.889) 23.936.206 26.584.750 30.823.821
Equipamento de transporte 27 872.031 (710.108) 161.923 191.544 330.215
Ferramentas e utensílios 27 104.965 (85.024) 19.941 25.238 25.961 PASSIVO:
Equipamento administrativo 27 17.609.034 (14.074.543) 3.534.491 4.776.567 2.515.737 Provisões para riscos e encargos 46 4.500.100 5.645.115 10.179.237
Outras imobilizações corpóreas 27 644.539 (487.841) 156.698 249.629 314.535
Adiantamentos por conta de imobilizações corpóreas 27 5.511.767 - 5.511.767 5.511.767 5.573.469 Dívidas a terceiros - médio e longo prazo:
Imobilizações em curso 27 1.483.936 - 1.483.936 1.537.824 1.549.543 Dívidas a instituições de crédito 48 102.294.198 120.307.377 125.137.753
128.024.259 (79.121.890) 48.902.369 73.485.227 76.147.780 Fornecedores de imobilizado, conta corrente 47 8.936.839 15.846.602 16.940.426
Investimentos financeiros: Outros credores 50 337.115 32.500 32.500
Partes de capital em empresas associadas 27 3.124.241 (993.674) 2.130.567 1.382.310 1.667.992 111.568.152 136.186.479 142.110.679
Partes de capital em empresas participadas 27 830.638 (504.712) 325.926 246.929 751.641
Empréstimos de financiamento 27 1.524.858 (670.483) 854.375 1.524.858 4.660.368 Dívidas a terceiros - curto prazo:
5.479.737 (2.168.869) 3.310.868 3.154.097 7.080.001 Dívidas a instituições de crédito 48 29.443.895 49.787.936 67.733.074
CIRCULANTE: Fornecedores, conta corrente 33.628.630 46.495.121 50.773.768
Existências: Adiantamentos de clientes 168.067 2.184.874 3.865.981
Matérias - primas, subsidiárias e de consumo 46 38.329.357 (514.976) 37.814.381 37.370.530 3.580.303 Fornecedores de imobilizado, conta corrente 47 2.110.319 3.985.999 4.171.802
Produtos e trabalhos em curso - - - - 777.364 Estado e outros entes públicos 49 9.565.280 10.261.514 10.761.329
Produtos acabados e intermédios 46 1.657.486 (1.129.218) 528.268 843.407 604.029 Outros credores 50 3.987.223 4.403.662 4.458.382
Mercadorias 645 - 645 13.008 40.182.724 78.903.414 117.119.106 141.764.336
39.987.488 (1.644.194) 38.343.294 38.226.945 45.144.420
ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS:
Dívidas de terceiros - Médio e longo prazo: Acréscimos de custos 51 21.602.936 20.137.038 22.770.456
Outros devedores 50 - - - - 1.783.642 Proveitos diferidos 51 6.318.074 10.937.754 14.401.290
Dívidas de terceiros - curto prazo: 27.921.010 31.074.792 37.171.746
Clientes, conta corrente 42.062.627 - 42.062.627 52.105.960 44.101.988
Clientes - títulos a receber 32.171 - 32.171 119.602 188.775
Clientes de cobrança duvidosa 46 5.601.674 (5.601.674) - - -
Adiantamentos a fornecedores de imobilizado - - - 294.571 125.831
Adiantamentos a fornecedores 295.571 - 295.571 50.941 671.160
Estado e outros entes públicos 49 832.363 - 832.363 1.166.480 1.153.000
Outros devedores 50 10.094.059 (300.000) 9.794.059 15.965.167 15.142.381
58.918.465 (5.901.674) 53.016.791 69.702.721 61.383.135
Títulos negociáveis:
Outros títulos negociáveis 1.266.465 - 1.266.465 70.838 95.176
Depósitos bancários e caixa:
Depósitos bancários 19.472.159 19.472.159 20.828.709 20.833.846
Caixa 267.832 267.832 133.102 298.812
19.739.991 19.739.991 20.961.811 21.132.658
ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS:
Acréscimos de proveitos 51 4.033.106 4.033.106 4.226.057 5.275.762
Custos diferidos 51 5.401.744 5.401.744 7.275.368 10.893.579
Impostos diferidos activos 38 15.051.168 15.051.168 17.666.398 20.350.504
24.486.018 24.486.018 29.167.823 36.519.845
Total de amortizações (141.991.320)
Total de provisões (9.714.737) Total do passivo 222.892.676 290.025.492 331.225.998
Total do activo 491.941.366 (151.706.057) 340.235.309 401.377.977 423.083.937 Total do capital próprio, interesses minoritários e passivo 340.235.309 401.377.977 423.083.937

O anexo faz parte integrante do balanço consolidado em 30 de Junho de 2004.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS RESULTADOS POR NATUREZAS PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003

(Montantes expressos em Euros)

CUSTOS E PERDAS Notas 2004 2003 PROVEITOS E GANHOS Notas 2004 2003
Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas:MercadoriasMatérias 530.15335.487.57936.017.732 113.97336.689.66636.803.639 Vendas:MercadoriasProdutosPrestações de serviços 1.341.14517.779.013108.034.377 407.68524.636.28596.360.450
Fornecimentos e serviços externosCustos com o pessoal:RemuneraçõesEncargos sociais:PensõesOutros 21.1 34.636.49822.435.241210.2506.451.312 35.829.51126.197.475155.0006.442.326 Proveitos suplementaresSubsídios à exploraçãoVariação da produçãoOutros proveitos operacionais(B) 36 127.154.535928.986--116.426128.199.947 121.404.420886.411-(198.899)-122.091.932
Outros 29.096.803 -32.794.801 Proveitos e ganhos financeiros(D) 44 1.862.942130.062.889 5.691.153127.783.085
Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreoProvisões 2746 11.852.3781.847.08913.699.467 9.471.8513.240.34812.712.199 Proveitos e ganhos extraordinários 45 1.436.019 3.537.717
ImpostosOutros custos e perdas operacionais(A) 322.536195.672518.208113.968.708 371.760242.228613.988118.754.138
Custos e perdas financeiros(C) 44 6.559.557120.528.265 15.066.488133.820.626
Custos e perdas extraordinários(E) 45 439.339120.967.604 2.647.428136.468.054
Imposto sobre o rendimento do exercício 38 2.660.695 1.664.990
Interesses minoritários(G)Resultado consolidado líquido do exercício 54 4.842.749128.471.0483.027.860131.498.908 (81.322)138.051.722(6.730.920)131.320.802 (F) 131.498.908 131.320.802
Resultados operacionais:Resultados financeiros: (B) - (A)(D-B) - (C-A) 14.231.239(4.696.615) 3.337.794(9.375.335)

Resultados correntes: (D)- (C) 9.534.624 (6.037.541) Resultados antes de impostos e interesses minoritários: (F) - (E) 10.531.304 (5.147.252) Resultado consolidado líquido do exercício: (F) - (G) 3.027.860 (6.730.920)

O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada dos resultados por naturezas para o exercício findo em 30 de Junho de 2004.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES

PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003

(Montantes expressos em Euros)

Nota 58 2004 2003
Vendas e prestações de serviços (a) 128.225.660 120.814.195
Custo das vendas e das prestações de serviços (b) (85.818.122) (89.646.888)
Resultados brutos 42.407.538 31.167.307
Outros proveitos e ganhos operacionais (c) 944.398 1.827.053
Custos de distribuição (d) (7.823.926) (11.261.058)
Custos administrativos (e) (11.759.097) (8.895.820)
Outros custos e perdas operacionais (f) (3.947.807) (10.061.475)
Resultados operacionais 19.821.105 2.776.007
Custo líquido de financiamento (4.710.347) (1.478.756)
Perdas em filiais e associadas 746.817 (983.121)
Perdas em outros investimentos (5.375.497) (5.489.579)
Resultados correntes 10.482.078 (5.175.449)
Resultados não usuais ou não frequentes 49.267 28.197
10.531.345 (5.147.252)
Imposto sobre os resultados correntes (2.660.735) (1.664.990)
Interesses minoritários (4.842.750) 81.322
Resultado consolidado líquido do exercício 3.027.860 (6.730.920)

O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada dos resultados por funções para o exercício findo em 30 de Junho de 2004.

DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS SEMESTRES

FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003

(Montantes expressos em Euros)

Notas 2004 2003
ACTIVIDADES OPERACIONAIS:
Recebimentos de clientes 126.053.393 119.685.877
Pagamentos a fornecedores (66.871.677) (73.788.080)
Pagamentos ao pessoal (32.142.211) (35.875.639)
Fluxos gerados pelas operações 27.039.505 10.022.158
Pagamento do imposto sobre o rendimento (725.075) (1.829.132)
Outros recebimentos/pagamentos relativos à actividade operacional 543.960 (2.796.932)
Fluxos gerados antes das rubricas extraordinárias 26.858.390 5.396.094
Recebimentos relacionados com rubricas extraordinárias 99.291 403.947
Pagamentos relacionados com rubricas extraordinárias (248.295) (210.542)
Fluxos das actividades operacionais (1) 26.709.386 5.589.499
ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO:
Recebimentos provenientes de:
Investimentos financeiros - 966.828
Imobilizações corpóreas 11.439.872 62.284
Imobilizações incorpóreas - -
Juros e proveitos similares 118.048 179.337
11.557.920 1.208.449
Pagamentos respeitantes a:
Investimentos financeiros 1 (481.813) -
Imobilizações corpóreas (3.913.289) (3.910.269)
Imobilizações incorpóreas (20.112) -
Empréstimos concedidos - (1.041.825)
(4.415.214) (4.952.094)
Fluxos das actividades de investimento (2) 7.142.706 (3.743.645)
ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO:
Recebimentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos
De instituições de crédito 2 350.000 10.380.915
De empresas do grupo - 48.896.480
Prestações suplementares 28.000 -
378.000 59.277.395
Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos 2 (22.559.928) (19.114.069)
Equity swaps - (19.088.770)
Gratificações a empregados - (1.381.930)
Juros e custos similares (4.466.241) (5.188.043)
Fluxos das actividades de financiamento (3) (27.026.169)(26.648.169) (44.772.812)14.504.583
Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) 7.203.923 16.350.437
Caixa e seus equivalentes no início do período 3 8.303.726 (9.631.652)
Caixa e seus equivalentes no fim do período 3 15.507.649 6.718.785

O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada dos fluxos de caixa para o semestre findo em 30 de Junho de 2004.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003 (Montantes expressos em Euros)

1. Investimentos financeiros

Este montante corresponde a pagamentos efectuados no montante de 402.816 Euros relativos à aquisição de 50% do capital da Mediger – Sociedade Jornalística e Editorial, Lda. e ao aumento de capital ocorrido na Sociedade Gestora d televisión, Net TV, S.A. no valor de 78.997 Euros.

2. Empréstimos obtidos

O valor dos recebimentos e pagamentos relativos a empréstimos obtidos durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004 têm a seguinte composição:

Recebimentos relativos a empréstimos obtidos:
Contas caucionadas 350.000
======
Pagamentos relativos a empréstimos obtidos:
Empréstimo da SIC 19.725.343
Empréstimos da Impresa 1.291.586
Empréstimo da Edimpresa 750.000
Empréstimos da Imprejornal 792.999
---------------
22.559.928
=========

3. Discriminação dos componentes de caixa e seus equivalentes

A discriminação de caixa e seus equivalentes em 30 de Junho de 2004 e 2003 e a reconciliação entre o seu valor e o montante de disponibilidades constantes do balanço naquelas datas, são como segue:

2004 2003
Depósitos bancários 19.472.159 20.833.846
Numerário 267.832 298.812
Equivalente a caixa 1.266.465 95.176
------------- --------------
Caixa e seus equivalentes 21.006.456 21.227.834
Descobertos bancários (Nota 48) ( 5.498.807 ) ( 14.509.049 )
------------- ------------
15.507.649 ( 6.718.785 )
======== =======

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003 (Montantes expressos em Euros)

O saldo de Caixa e seus equivalentes diferem do que consta da demonstração de fluxos de caixa do exercício findo em 31 de Dezembro de 2003, em virtude de o perímetro de consolidação ter sido alterado (Nota 14). Deste modo o saldo de caixa e seus equivalentes no início do período é o seguinte:

Saldo em 31 de Dezembro de 2003 9.886.550
Alteração do perímetro de consolidação (Edimpresa – Editora, Lda.) ( 1.683.061 )
Alteração do perímetro de consolidação (Office-Share – Gestão de Imóveis e
Serviços, Lda.) ( 337 )
Alteração do perímetro de consolidação (Impresa.com – Sociedade Gestora
de Participações Sociais, S.A.) ( 2.931 )
Alteração do perímetro de consolidação (Mediger – Sociedade Jornalística
e Editorial, Lda.) 103.505
-------------

( 8.303.726 ) ========

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

NOTA INTRODUTÓRIA

A Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Impresa") tem sede em Lisboa, foi constituída em 18 de Outubro de 1990 e tem como actividade principal a gestão de participações sociais noutras sociedades.

O Grupo Impresa ("Grupo") é constituído pela Impresa e empresas subsidiárias (Nota 1). O Grupo actua na área de media, nomeadamente através da difusão de programas de televisão e da edição de publicações (jornais e revistas) e de outros meios audiovisuais.

As notas que se seguem respeitam a numeração definida no Plano Oficial de Contabilidade para a apresentação de demonstrações financeiras consolidadas. As notas cuja numeração é omitida neste anexo não são aplicáveis ao Grupo, ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras consolidadas anexas.

BASES DA CONSOLIDAÇÃO

As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas no quadro das disposições em vigor em Portugal e, portanto, de acordo com os princípios contabilísticos e normas de consolidação consignados no Plano Oficial de Contabilidade, com as alterações que lhe foram introduzidas pelo Decreto-Lei 238/91, de 2 de Julho, e com as directrizes contabilísticas da Comissão de Normalização Contabilística.

1. EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO

As empresas incluídas na consolidação, suas sedes sociais e proporção do capital detido em 30 de Junho de 2004, são as seguintes:

Percentagem do capital detido
Denominação social Sede Directa Indirecta Total
Impresa - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. (empresa - mãe) Lisboa - - -
Controljornal - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Controljornal") e subsidiárias: Lisboa 100,00 - 100,00
Sojornal - Sociedade Jornalística e Editorial, S.A. ("Sojornal") Lisboa - 100,00 100,00
Sojornal.com - Consultoria Internet, Lda. ("Sojornal.com") Lisboa - 100,00 100,00
Gesco - Gestão de Conteúdos e Meios de Comunicação Social, S.A. ("Gesco") Lisboa - 50,00 50,00
Medipress - Sociedade Jornalística e Editorial, Lda. ("Medipress") Lisboa - 100,00 100,00
Mediger - Sociedade Jornalística e Editorial, Lda. ("Mediger") Lisboa - 100,00 100,00
Imprejornal - Sociedade de Impressão, S.A. ("Imprejornal") Lisboa - 100,00 100,00
Cinforma - Centro de Informática, Lda. ("Cinforma") Lisboa - 100,00 100,00
Publiregiões - Sociedade Jornalística e Editorial, Lda. ("Publiregiões") Lisboa - 60,00 60,00
Publisurf - Edições e Publicidade, Lda. ("Publisurf") Lisboa - 99,00 99,00
Soincom - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Soincom") e subsidiárias: Lisboa 100,00 - 100,00
SIC - Sociedade Independente de Comunicação, S.A. ("SIC") e subsidiárias: Carnaxide - 51,00 51,00
Houseindex, Limited Londres - 51,00 51,00
SIC Filmes, Lda. ("SIC Filmes") Carnaxide - 26,01 26,01
Lisboa TV - Informação e Multimédia, S.A. ("SIC Notícias") Lisboa - 30,60 30,60
SIC Online - Comunicação e Internet, Sociedade Unipessoal, Lda. ("SIC Online") Carnaxide - 51,00 51,00
SIC - Novos Projectos e Serviços Técnicos em Telecomunicações e
Multimédia, Sociedade Unipessoal, Lda. ("SIC Serviços") Carnaxide - 51,00 51,00
SIC INDOOR – Gestão de Suportes Publicitários, S.A. ("SIC INDOOR") (Nota 14) Carnaxide - 31,62 31,62
Hoge - Sociedade Gestora de Participações Sociais, Lda. ("Hoge") Lisboa 100,00 - 100,00

Estas empresas subsidiárias foram incluídas na consolidação pelo método de integração global, com base no estabelecido no Artigo 1º do Decreto-Lei nº 238/91, de 2 de Julho.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

3. EMPRESAS ASSOCIADAS

Os investimentos financeiros em empresas associadas são registados pelo método da equivalência patrimonial ou ao seu custo de aquisição. A proporção do capital detido em 30 de Junho de 2004 pelo Grupo, é como segue:

Empresas Percentagemefectiva departicipação
Vasp – Sociedade Transportes e Distribuições, Lda. ("Vasp") (a) 33,33
Global S 24 – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. (b) 25,50
Lusa – Agência de Notícias de Portugal, S.A. ("Lusa") (c) 22,35
Portusat - Sociedade Gestora de Participações Sociais, Lda. ("Portusat") (d) 20,40
  • (a) Participação detida pela Hoge, encontrando-se registada pelo método da equivalência patrimonial (Nota 23.d)).
  • (b) Participação detida pela SIC Online, encontrando-se registada pelo método de equivalência patrimonial (Nota 23.d)).
  • (c) Participação detida pela Controljornal, encontrando-se registada pelo método de equivalência patrimonial (Nota 23.d)).
  • (d) Participação detida pela SIC, encontrando-se registada pelo método de equivalência patrimonial (Nota 23.d)).

5. EMPRESAS CONSOLIDADAS PROPORCIONALMENTE

As empresas incluídas na consolidação pelo método proporcional, suas sedes sociais e proporção do capital detido em 30 de Junho de 2004, são as seguintes:

Percentagem do capital detido
Denominação social Sede Directa Indirecta Total
Edimpresa - Editora, Lda. ("Edimpresa") e subsidiárias (a): Oeiras 50,00 50,00
Edimpresa.com - Internet e Multimédia, Unipessoal, Lda. ("Edimpresa.com") Oeiras - 50,00 50,00
Hearst Edimpresa - Editora de Publicações, S.A. ("Hearst Edimpresa") Oeiras - 25,00 25,00
Gesco - Gestão de Conteúdos e Meios de Comunicação Social, S.A. Lisboa - 25,00 25,00
Comfutebol - Edições Desportivas, Lda. ("Comfutebol") Lisboa 25,00 25,00
Office Share - Gestão de Imóveis e Serviços, Lda. ("Office Share") Oeiras 50,00 - 50,00

Estas empresas participadas foram incluídas pelo método proporcional uma vez que são detidas em 50% do seu capital, sendo o seu controlo e gestão equitativamente partilhado com um outro sócio.

6. EMPRESAS PARTICIPADAS

Os investimentos financeiros em empresas participadas, e a proporção do capital detido em 30 de Junho de 2004 pelo Grupo, são como segue:

Percentagemefectiva de
Empresas participação
Sociedade Gestora de Televisión, Net TV, S.A. ("Net TV") (a) 3,90
NP - Notícias de Portugal, C.R.L. ("NP") (b) 6,70
Morena Films, Lda. ("Morena Films") (a) 2,41
PTDP – Plataforma de Televisão Digital Portuguesa, S.A. ("PTDP") (a) 5,10

Estas participações financeiras encontram-se registadas ao custo de aquisição ou ao valor estimado de realização, quando mais baixo.

(a) Participações detidas pela SIC.

(b) Participação detida pela Sojornal, SIC e Edimpresa.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

7. NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL

Durante os semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003, o número médio de pessoal ao serviço das empresas incluídas na consolidação foi de 1.439 empregados e 1.529 empregados, respectivamente.

10. DIFERENÇAS DE CONSOLIDAÇÃO

A diferença entre o custo de aquisição das empresas subsidiárias incluídas na consolidação (Nota 1) e a proporção nos capitais próprios dessas empresas reportado à data da primeira consolidação (1 de Janeiro de 1992) foi registada pelo Grupo em capitais próprios, tendo este montante sido transferido para resultados transitados em 2001.

Após a data da primeira consolidação, as diferenças apuradas na aquisição de participações financeiras passaram a ser registadas em "Trespasses" sendo amortizadas no seu período estimado de recuperação, o qual não excede 20 anos (Notas 23.a) e 27).

14. COMPOSIÇÃO DO CONJUNTO DAS EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004 verificaram-se as seguintes alterações no perímetro de consolidação do Grupo:

  • Aquisição da restante participação financeira no capital da Mediger, passando esta participada a ser registada pelo método de integração global (Nota 1).
  • A Office Share e a Edimpresa que haviam sido incluídas no consolidado pelo método de integração global até 31 de Dezembro de 2003, passaram a ser incluídas pelo método proporcional em virtude de a partir de 2004 o seu controlo e gestão ser equitativamente partilhado com outro sócio.
  • Dissolução da Litechoice e da Impresa.com Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., conforme deliberado em respectivas Assembleias Gerais. Até 31 de Dezembro de 2003 estas empresas haviam sido incluídas no consolidado pelo método integral.

Nas notas do anexo, que evidenciam movimentos nas rubricas de balanço ocorridos no semestre findo em 30 de Junho de 2004, foi incluída uma coluna denominada "Alteração do perímetro de consolidação", a qual reflecte as alterações na composição do conjunto das empresas incluídas na consolidação supra referidas.

15. CONSISTÊNCIA NA APLICAÇÃO DE CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS

Os principais critérios valorimétricos utilizados são consistentes entre as empresas incluídas na consolidação e encontram-se descritos na Nota 23.

21. COMPROMISSOS FINANCEIROS ASSUMIDOS E NÃO INCLUÍDOS NO BALANÇO CONSOLIDADO

21.1 Pensões

Determinadas empresas do Grupo (Impresa, Sojornal, Cinforma, Medipress e Imprejornal) assumiram o compromisso de conceder aos empregados e a administradores remunerados admitidos até 5 de Julho de 1993 prestações pecuniárias a título de complementos de pensões de reforma por velhice e invalidez. Estas prestações são calculadas com base numa percentagem crescente com o número de anos de serviço do empregado, aplicada à tabela salarial, ou numa percentagem fixa aplicada ao salário base, à data de aniversário (2002).

Em 1987 o Grupo criou um fundo de pensões autónomo para onde foram transferidas as suas responsabilidades pelo pagamento das prestações pecuniárias acima referidas.

De acordo com um estudo actuarial realizado pela sociedade gestora do fundo, o valor actual das responsabilidades do conjunto das empresas supra referidas por serviços passados dos seus empregados activos e reformados em 30 de Junho de 2004 foi estimado em 5.962.716 Euros, sendo que o valor do fundo a essa data ascendia a, 5.752.466 Euros, pelo que o Grupo registou na rubrica "Acréscimos de custos", por contrapartida da rubrica "Custos com o pessoal", o valor das responsabilidades não cobertas pelo fundo, de 210.250 Euros (Nota 51).

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

O estudo foi efectuado utilizando o método denominado por "Projected Unit Credit" para o cálculo das pensões por velhice e o método denominado por "Prémios Únicos Sucessivos" para o cálculo das pensões por invalidez e considerou, naquela data, os seguintes principais pressupostos e bases técnicas e actuariais:

Taxa anual de rendimento do Fundo 6%
Taxa de crescimento salarial 0%
Taxa de crescimento das pensões 0%
Taxa de crescimento do salário mínimo nacional 4,5%
Taxa técnica actuarial 4%
Taxa de crescimento salarial para efeitos da determinação
da pensão da Segurança Social 2%
Tábuas actuariais:
Mortalidade TV 73/77
Invalidez EVK 80
Rotação de empregados Nula

No semestre findo em 30 de Junho de 2004, o movimento ocorrido no valor das responsabilidades por serviços passados dos seus empregados activos e reformados foi como segue:

Valor presente da obrigação de benefícios definidos no início do semestre 5.471.716
Benefícios pagos (11.612)
Custo dos serviços correntes 147.921
Custo dos juros 172.678
Perdas actuariais 182.013
Valor presente da obrigação de benefícios definidos no final do semestre 5.962.716

No semestre findo em 30 de Junho de 2004, o movimento ocorrido no valor dos activos do plano foi como segue:

Activos do plano no início do semestre 5.648.511
Contribuições efectuadas -
Benefícios pagos ( 11.612 )
Retorno real dos activos do plano 115.567
--------------
5.752.466

========

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

21.2 Compromissos para a aquisição de programas

Em 30 de Junho de 2004, o Grupo tinha contratos ou acordos celebrados com terceiros para a exibição de filmes, séries e outros programas de 14.586.618 Euros, não incluídos no balanço, de acordo com os critérios valorimétricos utilizados (Nota 23.e)), como segue:

Ano de disponibilidade dos titulos
2006 Sem data
Natureza 2004 2005 e seguintes definida Total
Co-produções 1.496.394 - - - 1.496.394
Desporto 49.880 - - - 49.880
Entretenimento 4.962.649 - - - 4.962.649
Eventos 2.715 - - - 2.715
Filmes 810.002 212.996 - 290.473 1.313.471
Formato 973.753 994.383 - - 1.968.136
Mini-Series 26.855 - - - 26.855
Novelas 2.330.414 - - - 2.330.414
Infantis 332.075 34.963 - - 367.038
Documentários 138.065 61.005 61.005 7.781 267.856
Séries 60' 1.082.900 - - - 1.082.900
Exploração de direitos 125.828 25.684 - - 151.512
Vida selvagem 79.502 - - 487.296 566.798
12.411.032 1.329.031 61.005 785.550 14.586.618
Ano limite para exibição dos títulos
2006 Sem data
Natureza 2004 2005 e seguintes definida Total
Co-produções - - 1.496.394 - 1.496.394
Desporto - 49.880 - - 49.880
Entretenimento 1.838.509 742.260 2.381.880 - 4.962.649
Eventos 2.715 - - - 2.715
Filmes 5.000 - 1.025.508 282.963 1.313.471
Formato 8.333 965.421 994.382 - 1.968.136
Mini-Series - 2.681 24.174 - 26.855
Novelas 580.571 1.749.843 - - 2.330.414
Infantis 12.350 215.700 138.988 - 367.038
Documentários 35.658 102.407 122.010 7.781 267.856
Séries 60' - 932.779 150.121 - 1.082.900
Exploração de direitos - - 125.828 25.684 151.512
Vida selvagem 77.055 2.447 - 487.296 566.798
2.560.191 4.763.418 6.459.285 803.724 14.586.618

22. GARANTIAS PRESTADAS

Em 30 de Junho de 2004, as garantias prestadas pela Impresa, SIC, Edimpresa e restantes empresas do Grupo são as seguintes:

Em 30 de Junho de 2004, a Impresa mantém o penhor de acções representativas de 51,66% do capital da Soincom para garantir um empréstimo contraído inicialmente por esta empresa participada junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A., o qual foi transferido para a Impresa em 2001; adicionalmente, como garantia do referido empréstimo a Soincom tem empenhadas acções representativas de 25% do capital da sua participada SIC (Nota 48 (a)).

Adicionalmente, e até ao montante máximo de 16.070.000 Euros, a Impresa mantém o penhor de acções representativas de 48,34% do capital da Soincom e a Soincom mantém o penhor de acções representativas de 26% do capital da SIC (Nota 48 (a)).

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

Em 30 de Junho de 2004, a Impresa mantém o penhor as quotas representativas de 50% do capital da Edimpresa para garantir um empréstimo contraído pela Edimpresa junto do Banco Espírito Santo de Investimento, S.A..

Em 30 de Junho de 2004, a Impresa mantém o penhor de acções representativas de 51% do capital da Controljornal e a Controljornal mantém o penhor de 408.000 acções representativas da totalidade do capital da Sojornal para garantir um empréstimo obtido pela Impresa junto do Banco Totta & Açores, S.A. e da Caixa Banco de Investimento, S.A. (Nota 48 (d)).

Em 30 de Junho de 2004, a Impreger (accionista maioritário da Impresa) mantém o penhor de acções representativas de 6,78% do capital da Impresa para garantir um empréstimo contraído por aquela junto do Banco Português de Investimento, S.A. e da Caixa Geral de Depósitos, S.A. (Nota 48 (g)).

Em 30 de Junho de 2004, a Sojornal mantém uma hipoteca sobre dois imóveis de sua propriedade para garantir um empréstimo junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A. (Nota 48 (h)).

Em 30 de Junho de 2004, a Controljornal mantém o penhor de acções representativas da totalidade do capital da Imprejornal para garantir um empréstimo contraído por aquela junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A. (Nota 48 (i)).

Em 30 de Junho de 2004, as garantias bancárias prestadas pela SIC eram como segue:

Repartição de Finanças de Algés 974.106
Net TV 919.549
Alta Autoridade para a Comunicação Social 1.496.394
Câmara Municipal de Oeiras 548.678
IBM 283.329
EDP 22.634
Novimovest 1.224.750
--------------
5.469.440
========

As garantias prestadas à Repartição de Finanças de Algés são relativas a processos de execução fiscal, a aguardar deferimento de reclamações oportunamente apresentadas pela Empresa.

As garantias prestadas à Alta Autoridade para a Comunicação Social e à Net TV decorrem de imposições da legislação em vigor para o licenciamento de novos canais e para a exploração da televisão digital em Espanha, respectivamente.

A garantia prestada à IBM é relativa à aquisição de equipamentos informáticos em regime de leasing.

A garantia prestada à EDP decorre da existência de equipamentos instalados por esta entidade na SIC.

A garantia prestada à Câmara Municipal de Oeiras surge do processo de compra de um edifício contíguo às instalações da SIC.

A garantia prestada à Novimovest é destinada a assegurar as obrigações decorrentes do contrato de arrendamento do edifício sede da SIC.

Em 30 de Junho de 2004, a Edimpresa tinha prestado garantias bancárias a favor de terceiros no montante de 1.867.796 Euros, conforme segue:

Serviço de Finanças de Oeiras 1.200.000
Câmara Municipal de Oeiras 299.272
Governo Civil de Lisboa 251.955
Governo Civil do Porto 67.705
EDP Distribuição – Energia, S.A. 36.503
Outros 12.361
--------------1.867.796

========

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

A garantia prestada ao Serviço de Finanças de Oeiras tem em vista garantir a liquidação adicional referente ao Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas do ano de 1997, cuja dívida reclamada judicialmente pela Empresa ascende actualmente a 856.765 Euros. Em 30 de Junho de 2004 está registada uma provisão para fazer face a esta situação de, aproximadamente, 389.000 Euros.

As garantias prestadas à Câmara Municipal de Oeiras têm em vista cobrir eventuais danos na execução das obras relativas à nova sede da Edimpresa.

As garantias prestadas ao Governo Civil de Lisboa e do Porto decorrem de imposições da legislação em vigor para concursos nas publicações de revistas da Edimpresa.

Em 30 de Junho de 2004, as restantes empresas do Grupo tinham prestado garantias bancárias, relativas à sua actividade, que ascendiam a aproximadamente 489.219 Euros.

23. BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS UTILIZADOS

Bases de apresentação

As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação (Nota 1), mantidos de acordo com princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal.

Princípios de consolidação

As empresas do Grupo referidas na Nota 1 foram consolidadas pelo método de integração global, pelo que as transacções e saldos significativos entre essas empresas foram eliminados no processo de consolidação. O valor correspondente à participação de terceiros nos capitais próprios e resultados dessas empresas é apresentado no balanço consolidado e na demonstração consolidada de resultados na rubrica "Interesses minoritários" (Nota 54). As empresas do Grupo referidas na Nota 5 foram consolidadas em 30 de Junho de 2004 pelo método proporcional, pelo que os seus activos e passivos, proveitos e custos foram integrados nas demonstrações financeiras pela proporção de capital detido nessas empresas pela Impresa, directa e indirectamente. Igual procedimento foi adoptado para o processo de eliminações das transacções e saldos intra-grupo.

Os investimentos financeiros representativos de partes de capital em empresas associadas encontram-se valorizados no balanço consolidado pelo método da equivalência patrimonial ou ao custo de aquisição (Nota 23.d)).

Os investimentos financeiros representativos de partes de capital em empresas participadas em menos de 20% foram valorizados ao custo de aquisição, ou pelo seu valor estimado de realização, quando este é mais baixo.

Principais critérios valorimétricos

Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras consolidadas foram os seguintes:

a) Imobilizações incorpóreas

As imobilizações incorpóreas, que compreendem despesas de instalação, despesas de investigação e desenvolvimento, propriedade industrial e outros direitos e trespasses, encontram-se registadas ao custo e são amortizadas pelo método das quotas constantes durante um período de três a seis anos, com excepção dos trespasses decorrentes da aquisição de participações financeiras que são amortizados durante o período estimado de recuperação dos investimentos, actualmente fixado entre 5 a 20 anos (Nota 27). As perdas de imparidade, quando existem, são imediatamente reconhecidas em resultados.

b) Imobilizações corpóreas

As imobilizações corpóreas adquiridas até 31 de Dezembro de 1992 (31 de Dezembro de 1997 no caso da Imprejornal) encontram-se registadas ao custo de aquisição, reavaliado de acordo com as disposições legais aplicáveis (Nota 41). As imobilizações corpóreas adquiridas após aquelas datas encontram-se registadas ao custo de aquisição.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

As amortizações são calculadas pelo método das quotas constantes, de acordo com as seguintes vidas úteis estimadas:

Anos
Edifícios e outras construções 10 - 50
Equipamento básico 4 - 24
Equipamento de transporte 3 - 6
Ferramentas e utensílios 3 - 8
Equipamento administrativo 3 – 10
Outras imobilizações corpóreas 4 – 8

c) Locação financeira

Os activos imobilizados adquiridos mediante contratos de locação financeira, bem como as correspondentes responsabilidades, são contabilizados pelo método financeiro. De acordo com este método, o custo do activo é registado no imobilizado corpóreo, a correspondente responsabilidade é registada no passivo e os juros incluídos no valor das rendas e a amortização do activo, calculada conforme descrito na Nota 23.b), são registados como custos na demonstração de resultados do exercício a que respeitam (Nota 47).

d) Investimentos financeiros

Os investimentos financeiros em empresas associadas (Nota 3) são registados pelo método de equivalência patrimonial sendo as participações inicialmente contabilizadas pelo custo de aquisição, o qual é acrescido ou reduzido pela diferença entre aquele valor e o valor correspondente à proporção dos capitais próprios dessas empresas, reportados à data da primeira aplicação do método de equivalência patrimonial, sendo o acréscimo ou redução contabilizado em capitais próprios (Nota 10).

De acordo com o método de equivalência patrimonial, as participações financeiras são ajustadas periodicamente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos das empresas associadas por contrapartida de ganhos ou perdas do exercício. Variações ocorridas directamente nos capitais próprios de empresas participadas originam aumentos ou diminuições dos investimentos financeiros que são registados, por contrapartida de capitais próprios ("Resultados transitados"). Adicionalmente, os dividendos recebidos destas empresas são registados como uma diminuição do valor dos investimentos.

Os restantes investimentos financeiros encontram-se registados ao custo de aquisição, ou no caso dos empréstimos concedidos a empresas do grupo ou associadas, ao seu valor nominal.

As perdas estimadas na realização das participações financeiras e empréstimos são registadas na rubrica de investimentos financeiros.

e) Existências

As existências encontram-se valorizadas ao custo de produção ou de aquisição, conforme aplicável, utilizando-se o custo médio como método de custeio.

As existências da SIC correspondem essencialmente a contratos ou acordos celebrados com terceiros para exibição de filmes, séries e outros programas, sendo valorizados ao custo específico de aquisição. O custo dos programas é registado na demonstração de resultados no momento em que os mesmos são exibidos.

A SIC tem como política registar em existências os direitos adquiridos a terceiros para transmissão de programas, por contrapartida da rubrica "Fornecedores de programas", a partir da data de entrada em vigor desses direitos e sempre que, simultaneamente, se verifiquem as seguintes condições:

  • Os custos relativos aos direitos de transmissão de programas são conhecidos e podem ser razoavelmente determinados;
  • O conteúdo dos programas foi aceite pela SIC de acordo com as condições estabelecidas contratualmente; e
  • Os programas estão disponíveis para exibição sem restrição.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

Na Nota 21.2 é apresentada informação sobre os compromissos financeiros futuros assumidos pela SIC para aquisição de programas.

Foram constituídas provisões para depreciação de existências (Nota 46) nos casos em que o custo é superior ao valor estimado de realização ou de mercado.

O valor líquido das existências não excede o seu respectivo valor de mercado.

f) Provisões para dívidas de cobrança duvidosa

As provisões para dívidas de cobrança duvidosa foram calculadas com base na avaliação das contas a receber de clientes e outros devedores.

g) Alugueres de longa duração

Os activos explorados em regime de aluguer não são registados no balanço, sendo o valor das rendas registado como custo na demonstração de resultados do exercício a que respeita.

h) Títulos negociáveis

Os títulos negociáveis são registados ao mais baixo do custo de aquisição ou valor de mercado.

i) Especialização de exercícios

As receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização de exercícios, pelo qual são reconhecidas à medida em que são geradas independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de "Acréscimos e diferimentos" (Nota 51).

j) Reconhecimento de proveitos

Os proveitos relativos a publicidade são reconhecidos no período em que a publicidade é exibida em televisão ou inserida nas publicações. Os proveitos relativos à venda de publicações são reconhecidos no momento da venda, à excepção das assinaturas que são reconhecidas no período da duração das mesmas.

l) Pensões

Conforme mencionado na Nota 21.1, determinadas empresas do Grupo assumiram o compromisso de conceder aos seus empregados e administradores remunerados admitidos até 5 de Julho de 1993 prestações pecuniárias a título de complementos de reforma por velhice e invalidez. Estas prestações consistem numa percentagem, crescente com o número de anos de serviço do empregado, aplicada à tabela salarial, ou uma percentagem fixa aplicada ao salário base, à data de aniversário definida como sendo os valores em 2002.

Nos termos da Directriz Contabilística nº 19 os custos com a atribuição destes benefícios são reconhecidos à medida que os serviços são prestados pelos empregados beneficiários. Deste modo, no final de cada período contabilístico o Grupo obtém um estudo actuarial elaborado por uma entidade independente, no sentido de conhecer o valor das suas responsabilidades a essa data e o custo com pensões a registar nesse período. As responsabilidades assim estimadas são comparadas com o valor de mercado do fundo de pensões, de forma a determinar o montante das contribuições a efectuar a registar no passivo. Os custos com pensões são registados na rubrica "Custos com o pessoal – Encargos sociais", conforme previsto pela referida Directriz, com base nos valores determinados pelo estudo actuarial (Nota 21.1).

m) Subsídios atribuídos para financiamento de imobilizações corpóreas

Os subsídios atribuídos às empresas do Grupo, a fundo perdido, para financiamento de imobilizações corpóreas são registados, como proveitos diferidos, na rubrica de acréscimos e diferimentos, e reconhecidos na demonstração de resultados proporcionalmente às amortizações das imobilizações corpóreas subsidiadas (Nota 51).

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

n) Processos judiciais

O Grupo regista uma provisão para processos judiciais intentados por terceiros contra determinadas empresas do Grupo, cujo valor, em cada ano, é determinado com base no montante dos pedidos de indemnização relativos a esses processos à data de balanço e na avaliação que deles fazem os órgãos de gestão e os advogados dessas empresas (Nota 46).

o) Saldos e transacções em moeda estrangeira

Os activos e passivos expressos em moeda estrangeira à data do balanço foram convertidos para Euros utilizando-se as taxas de câmbio vigentes nessa data, publicadas pelo Banco de Portugal, excepto nas situações em que existem contratos de fixação de taxas de câmbio, em que é utilizada a taxa definida naqueles contratos. As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transacções e as vigentes na data das cobranças, pagamentos ou à data do balanço, foram registadas como proveitos e custos na demonstração de resultados do exercício.

As demonstrações financeiras das empresas incluídas na consolidação, expressas em moeda estrangeira, foram convertidas para Euros através da utilização das seguintes taxas de câmbio:

  • Histórica: para as rubricas do capital próprio, com excepção do resultado do exercício;
  • Vigente no final do ano: para a totalidade dos activos e passivos;
  • Média do exercício: para a demonstração dos resultados do exercício.

As diferenças de câmbio originadas na conversão para Euros dessas demonstrações financeiras foram incluídas na rubrica de "Ajustamentos de conversão cambial", nas demonstrações financeiras da empresa participada que detém estes investimentos financeiros.

p) Operações de "factoring"

Os adiantamentos recebidos das sociedades de factoring, por conta dos créditos cedidos com direito de regresso, são evidenciados no passivo.

q) Imposto sobre o rendimento

Os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação.

Os activos e passivos por impostos diferidos são calculados e periodicamente avaliados utilizando as taxas de tributação aprovadas que se esperam estarem em vigor à data da reversão das diferenças temporárias.

Os activos por impostos diferidos são registados unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para os utilizar. Na data de cada balanço é efectuada uma reapreciação das diferenças temporárias subjacentes aos activos por impostos diferidos no sentido de reconhecer activos por impostos diferidos não registados anteriormente por não terem preenchido as condições para o seu registo e/ou para reduzir o montante de impostos diferidos activos registados em função da expectativa actual da sua recuperação futura.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

27. MOVIMENTO DO ACTIVO IMOBILIZADO

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004, os movimentos ocorridos no valor das imobilizações incorpóreas, corpóreas e investimentos financeiros, bem como nas respectivas amortizações acumuladas e provisões, foram os seguintes:

Activo bruto
Alteração do
perímetro de
Saldo consolidação Alienações Equivalência Saldo
inicial (Nota 14) Aumentos e abates Transferências patrimonial final
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 8.949.493 (93.411) 1.002 - - - 8.857.084
Despesas de investigação e de desenvolvimento 72.138 20.954 - - - - 93.092
Propriedade industrial e outros direitos 2.010.653 (583.420) 19.110 - - - 1.446.343
Trespasses 213.753.459 (10.704.801) 593.766 - - - 203.642.424
224.785.743 (11.360.678) 613.878 - - - 214.038.943
Imobilizações corpóreas:
Terrenos e recursos naturais 6.692.920 (837.981) - (685.846) - - 5.169.093
Edifícios e outras construções 32.145.581 (8.346.377) 81.154 (14.342.946) 15.387 - 9.552.799
Equipamento básico 87.589.767 (2.636.563) 2.066.526 (158.337) 214.702 - 87.076.095
Equipamento de transporte 951.162 (24.374) 88.180 (142.937) - - 872.031
Ferramentas e utensílios 104.965 - - - - - 104.965
Equipamento administrativo 19.257.834 (1.931.140) 224.650 (30.668) 88.358 - 17.609.034
Outras imobilizações corpóreas 647.040 4.463 - (6.964) - - 644.539
Adiantamentos por conta de imobilizações corpóreas 5.511.767 - - - - - 5.511.767
Imobilizações em curso 1.537.824 1.275 263.284 - (318.447) - 1.483.936
154.438.860 (13.770.697) 2.723.794 (15.367.698) - - 128.024.259
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresas associadas 2.375.984 - - - - 748.257 3.124.241
Partes de capital em empresas participadas 751.641 - 78.997 - - - 830.638
Empréstimos de financiamento 1.524.858 - - - - - 1.524.858
4.652.483 - 78.997 - - 748.257 5.479.737
Amortizações acumuladas e provisões
Alteração do
perímetro de
Saldo consolidação Alienações Saldo
inicial (Nota 14) Aumentos e abates Transferências Regularizações final
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de instalação 5.986.391 (93.121) 635.564 - - - 6.528.834
Despesas de investigação e de desenvolvimento 31.717 22.945 4.353 - - - 59.015
Propriedade industrial e outros direitos 1.806.578 (546.254) 29.798 - - - 1.290.122
Trespasses 50.352.54258.177.228 (535.240)(1.151.670) 5.174.1575.843.872 -- -- -- 54.991.45962.869.430
Imobilizações corpóreas:
Edifícios e outras construções 4.230.593 (255.530) 330.657 (3.680.549) - (686) 624.485
Equipamento básico 61.005.017 (2.177.108) 4.396.015 (84.035) - - 63.139.889
Equipamento de transporte 759.718 (10.782) 76.755 (77.079) - (38.504) 710.108
Ferramentas e utensílios 79.727 - 5.297 - - - 85.024
Equipamento administrativo 14.481.267 (1.490.546) 1.104.282 (20.460) - - 14.074.543
Outras imobilizações corpóreas 397.411 1.894 95.500 (6.964) - - 487.841
80.953.733 (3.932.072) 6.008.506 (3.869.087) - (39.190) 79.121.890
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresas associadas 993.674 - - - - - 993.674
Partes de capital em empresas participadas 504.712 - - - - - 504.712
Empréstimos de financiamento - - 421.341 - 249.142 - 670.483

Em 30 de Junho de 2004, a rubrica "Propriedade industrial e outros direitos" inclui essencialmente o custo de aquisição de títulos de publicações editadas por empresas do Grupo (Nota 23.a)) e tem a seguinte composição:

Valorbruto Amortizaçãoacumulada Valorlíquido
Visão 284.315 (284.315) -
Autosport 374.098 (374.098) -
Blitz 149.639 (149.639) -
Outros 638.291 (482.070) 156.221
1.446.343 (1.290.122) 156.221

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

Em 30 de Junho de 2004, os "Trespasses", originados na aquisição de empresas do grupo, têm a seguinte composição:

Valorbruto Amortizaçãoacumulada Valorlíquido Amortizaçãodo semestre Anos deamortização
SIC (a) 115.053.871 (31.639.816) 83.414.055 (2.876.346) 20
Controljornal (b) 28.757.636 (10.186.998) 18.570.638 (718.942) 20
Edimpresa (c) 10.704.801 (802.456) 9.902.345 (267.620) 20
Soincom (d) 45.684.160 (11.320.794) 34.363.366 (1.142.105) 20
Gesco (e) 2.325.162 (581.031) 1.744.131 (58.129) 20
SIC Notícias (f) 523.028 (400.987) 122.042 (51.638) 5
Mediger (g) 593.766 (59.377) 534.389 (59.377) 5
203.642.424 (54.991.459) 148.650.966 (5.174.157)

(a)Trespasse gerado com a aquisição em 1999 pela Soincom de uma participação adicional de 26% no capital da SIC por 123.203.066 Euros, passando a deter 51% do capital desta empresa participada.

  • (b)Trespasse gerado com a aquisição em 1998 pela Impresa da totalidade do capital da LCS Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("LCS") por 34.011.373 Euros, empresa que apenas detinha uma participação financeira de 40% no capital da Controljornal. A LCS foi dissolvida em 1999.
  • (c) Trespasse gerado com a aquisição em Novembro de 2002 pela Edimpresa de uma participação de 50% no capital da Omniger (Nota 14) por 23.000.000 Euros.
  • (d) Trespasses gerados com as aquisições efectuadas pela Impresa em 1999 e 2000, como segue:
Percentagem departicipaçãoadquirida Custo deaquisição Proporção doscapitais própriosà data deaquisição Trespasseoriginal Abateextraordinário Trespassecorrigido
Aquisições efectuadas em 1999 14,80% 17.594.562 1.335.611 16.258.951 - 16.258.951
Aquisições efectuadas em Janeiro de 2000 1,8875% 2.168.000 205.121 1.962.879 - 1.962.879
Aquisições efectuadas em Junho de 2000 26,667% 117.743.522 22.357.184 95.386.338 (67.924.008) 27.462.330
137.506.084 23.897.916 113.608.168 (67.924.008) 45.684.160
  • (e) Trespasse gerado com a aquisição em 1999 pela Impresa de uma participação adicional de 43,12% no capital da Gesco por 2.566.390 Euros, que detinha na altura uma participação indirecta no capital da SIC passando a deter a totalidade do capital desta empresa participada.
  • (f) Trespasse gerado com a aquisição em 2000 pela SIC de uma participação de 60% no capital da SIC Notícias por 1.632.595 Euros.
  • (g)Trespasse gerado com a aquisição em 2004 pela Controljornal de uma participação de 50% no capital da Mediger por 652.816 Euros.

Em 31 de Dezembro de 2000, a Impresa solicitou a uma entidade independente um estudo de avaliação da SIC para proceder à análise da imparidade dos trespasses decorrentes das aquisições de acções da Soincom (directamente pela Impresa) e da SIC (pela Soincom), reportada àquela data. Em resultado desta análise não foram identificadas situações de imparidade no que se refere ao trespasse apurado pela Soincom decorrente de aquisições de acções da SIC. No entanto, no que se refere ao trespasse apurado pela Impresa nas compras de acções da Soincom foi identificada uma diferença, face ao justo valor dessa participação financeira, no montante de 67.924.008 Euros, a qual originou uma amortização extraordinária do trespasse de igual montante registada em custos extraordinários, no final daquele exercício. No exercício de 2003, a Empresa voltou a solicitar a uma entidade independente um estudo de avaliação da SIC, para os mesmos efeitos, e concluiu que, naquela data, o seu valor contabilístico (incluindo o valor de trespasses, liquido de amortizações acumuladas) é inferior ao seu valor estimado de realização.

No semestre findo em 30 Junho de 2004, a SIC alienou o edifício da sua sede a um fundo de investimento, por 12.300.000 Euros (Nota 45), tendo adicionalmente celebrado um contrato de arrendamento daquele edifício pelo período de 15 anos, pagando uma renda anual de 873.000 Euros.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

A rubrica "Adiantamentos por conta de imobilizações corpóreas" refere-se essencialmente a um adiantamento feito em exercícios anteriores, por conta da aquisição de um imóvel contíguo às instalações da SIC no valor de 5.511.767 Euros. A SIC aguarda a documentação necessária para escriturar a sua aquisição.

Em 30 de Junho de 2004, os investimentos financeiros correspondem a participações nas seguintes empresas:

Partes de capital em empresas associadas (Nota 3):

Denominação Sede Activototal Proveitostotais Capitalpróprio Resultadodo exercício Percentagemefectivado Grupo Valor departicipação Provisão parainvestimentosfinanceiros Valorlíquido Provisão paraperdas eminvestimentosfinanceiros(Nota 46)
Vasp Massamá 43.157.350 138.000.624 5.402.733 1.255.380 33,33 1.800.731 - 1.800.731 -
Global S 24 Porto n.d. n.d. 1.690.176 (a) (22.305) 25,50 - - - -
Portusat Lisboa 16.287 - 16.287 (b) (3.595) 20,40 - - - 426.519
Lusa Lisboa 27.565.895 10.021.111 4.436.100 (c) 1.475.778 22,35 1.323.510 (993.674) 329.836 -
3.124.241 (993.674) 2.130.567 426.519
  • (a) A informação financeira apresentada (não auditada) reporta-se a 31 de Janeiro de 2004. Os capitais próprios incluem prestações suplementares de 2.183.650, sendo a parcela da SIC ONLINE de 1.091.825.
  • (b) Os capitais próprios incluem prestações acessórias efectuadas pelos accionistas de 1.082.585 Euros, sendo a parcela da SIC de 433.033 Euros.
  • (c) Na aplicação do método da equivalência patrimonial ao investimento financeiro detido na Lusa, o Grupo ajustou as demonstrações financeiras desta empresa participada.

Partes de capital em empresas participadas (Nota 6):

Provisão
Percentagem para
efectiva Valor de investimentos Valor
do Grupo participação financeiros líquido
3,90 467.376 (236.668) 230.708
2,41 344.547 (268.044) 76.503
6,70 13.717 - 13.717
5,10 4.998 - 4.998
830.638 (504.712) 325.926

Como resultado da aplicação do método de equivalência patrimonial, foram registados os seguintes movimentos nas rubricas "Partes de capital em empresas associadas e participadas":

Ganhos emempresasassociadas,(Nota 44) Perdas emempresasassociadas,(Nota 44) Provisãopara perdas eminvestimentosfinanceiros(Nota 46) Provisãoparainvestimentosfinanceiros(Nota 46) Investimentosfinanceiros
Lusa (329.837) - - - 329.837
Portusat - 1.437 (1.437) - -
Global S 24 - - - (421.341) -
Vasp (418.420) - - - 418.420
(748.257) 1.437 (1.437) (421.341) 748.257

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

O aumento registado no semestre findo em 30 de Junho de 2004 na rubrica de "Partes de capital em empresas participadas" no montante de 78.997 Euros refere-se ao aumento de capital ocorrido na Net TV de 76.503 Euros e ao investimento financeiro realizado por uma empresa participada no capital da NP – Notícias de Portugal, C.R.L, de 2.494 Euros.

Em 30 de Junho de 2004, a rubrica "Empréstimos de financiamento" refere-se a prestações suplementares concedidas pela SIC Online e pela SIC, como segue:

Global S 24 (pela SIC Online)Portusat (pela SIC) 1.091.825433.033
-------------
1.524.858
Provisão para empréstimos de financiamento da Global S 24 ( 670.483 )
-----------
854.375
======

Estas prestações suplementares só poderão ser reembolsadas ao Grupo nas circunstâncias previstas na legislação em vigor, isto é, desde que após o seu reembolso os capitais próprios dessas empresas não fiquem inferiores ao somatório do capital social e da reserva legal.

Em 30 de Junho de 2004 os valores constantes nas rubricas "Provisões para investimentos financeiros em partes de capital de empresas associadas", "Provisões para investimentos financeiros em partes de capital de empresas participadas" e "Provisões para empréstimos de financiamento" servem para fazer face a possíveis perdas de imparidade nestes investimentos e têm o seguinte detalhe:

Partes de capital em empresas associadas: Lusa (Nota 53) 993.674 ====== Partes de capital em empresas participadas: Morena Films 268.045 Net TV 236.668 ----------- 504.712 ====== Empréstimos de financiamento: Global S 24 670.483 ======

30. VALORES DE MERCADO DO ACTIVO CIRCULANTE

Em 30 de Junho de 2004, não haviam diferenças significativas, que não estivessem cobertas pelas provisões constituídas, entre os valores das rubricas do activo circulante, calculadas de acordo com os critérios valorimétricos adoptados pelo Grupo (Nota 23), e o respectivo valor de mercado.

33. DÍVIDAS A TERCEIROS A MAIS DE CINCO ANOS

Em 30 de Junho de 2004, as dívidas a terceiros a mais de cinco anos são as seguintes (Nota 47):

Dívidas de locação financeira 5.744.508

========

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

36. VENDAS E PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS POR SEGMENTOS

As vendas e prestações de serviços nos semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003 têm a seguinte composição:

2004 2003
Televisão (Nota 56.2):Vendas - -
Prestações de serviços 81.577.693 66.352.404
Revistas (Nota 56.3):
Vendas 10.148.397 17.247.652
Prestações de serviços 8.030.341 14.527.503
Jornais (Nota 56.4):
Vendas 8.971.761 7.796.318
Prestações de serviços 18.426.343 15.480.543
127.154.535 121.404.420

38. DIFERENÇAS ENTRE RESULTADOS CONTABILÍSTICO E FISCAL

Tal como preconizado na Directriz Contabilística nº 28, o Grupo contabiliza os impostos diferidos resultantes das diferenças temporárias entre o resultado contabilístico e fiscal. Neste sentido, foram reconhecidos, em 30 de Junho de 2004, activos por impostos diferidos de 15.051.168 Euros, justificados como segue:

a) Diferenças temporárias – Movimentos nos Impostos Diferidos Activos

Saldoinicial Alteração doperimetro deconsolidação Constituição/Reversão Saldofinal
Acréscimo de custos 10.876 - - 10.876
Provisões para dívidas de cobranças duvidosas 166.558 (48.677) 8.079 125.960
Provisões para outros riscos e encargos 725.930 (19.474) (239.579) 466.877
Provisões para depreciação de existências 517.568 (258.784) 8.250 267.034
Prejuízos fiscais reportáveis (Nota 55) 16.245.466 - (2.065.045) 14.180.421
17.666.398 (326.935) (2.288.295) 15.051.168

Para o apuramento dos activos por impostos diferidos, relativos a prejuízos fiscais reportáveis, foi considerada a totalidade das diferenças temporárias geradas até 30 de Junho de 2004 pela Edimpresa, SIC e SIC Online, por ser entendimento do Conselho de Administração/Gerência dessas empresas que são esperados resultados fiscais futuros suficientes que compensem estas situações.

Relativamente às restantes empresas incluídas na consolidação em 30 de Junho de 2004, os impostos diferidos a registar em conformidade com a Directriz Contabilística nº 28 respeitam essencialmente aos prejuízos fiscais reportáveis existentes nessa data e provisões tributadas. Uma vez que no entendimento da Administração dessas empresas não são esperados resultados fiscais futuros suficientes que compensem as situações supra referidas, o Grupo não registou os correspondentes impostos diferidos activos dessas empresas (Nota 55).

Em 30 de Junho de 2004 os prejuízos fiscais reportáveis de 14.180.421 Euros vencem-se nos seguintes exercícios:

2007 7.151.843
2008 6.320.571
2009 666.133
2010 41.874
---------------

14.180.421 =========

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

b) Reconciliação da taxa de imposto

Resultado antes de impostos 10.531.304
Taxa nominal de imposto 27,5%
2.896.109
Prejuizos fiscais reportáveis de anos anteriores 27.481
Diferenças permanentes (i) (44.880)
Ajustamentos à colecta (ii) 108.051
Correcções à matéria tributável de exercícios anteriores (266.349)
Outros (59.717)
Imposto sobre o rendimento 2.660.695
Imposto corrente (Nota 49) 372.400
Imposto diferido gerado no ano 2.288.295
2.660.695

(i) Em 30 de Junho de 2004, este montante tinha a seguinte composição:

Prejuízo fiscal não recuperável (2.342.054)
Redução de provisões tributadas (249.444)
Amortização de trespasses (Nota 27) 5.174.157
Provisões não aceites fiscalmente 1.006.033
Efeito da aplicação do método de equivalência patrimonial (Nota 44) (746.820)
Reintegrações e amortizações não aceites 89.195
Mais valias contabilísticas (757.541)
Menos valias contabilisticas 24.702
Menos valias fiscais (2.640.672)
Despesas confidenciais ou não documentadas 25.224
Outras rubricas, líquidas 254.020
(163.200)
Taxa nominal de imposto 27,5%
(44.880)

(ii) Este montante representa a parcela de imposto relativa à tributação autónoma de certas despesas.

39. REMUNERAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS SOCIAIS

Com referência ao semestre findo em 30 de Junho de 2004, foram atribuídas remunerações aos membros do Conselho de Administração da Impresa de 500.217 Euros a pagar pela Impresa e pelas restantes empresas do Grupo.

Com referência ao semestre findo em 30 de Junho de 2004, foram atribuídas remunerações ao Fiscal Único da Impresa de 79.600 Euros.

41. REAVALIAÇÃO DE IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS

Determinadas empresas do Grupo procederam, em anos anteriores, à reavaliação das suas imobilizações corpóreas ao abrigo da legislação aplicável, nomeadamente:

Decreto-Lei nº 399-G/84, de 28 de Dezembro; Decreto-Lei nº 49/91, de 25 de Janeiro; Decreto-Lei nº 264/92, de 24 de Novembro; Decreto-Lei nº 31/98, de 11 de Fevereiro.

Conforme disposto na legislação que presidiu às reavaliações efectuadas, as reservas delas decorrentes só podem ser utilizadas para aumentar capital ou para cobrir prejuízos até à data em que foram registadas, não podendo ser distribuídas aos accionistas.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

43. CONTA NÃO COMPARÁVEIS COM O EXERCÍCIO ANTERIOR

Em 31 de Dezembro de 2003 a empresa participada Edimpresa – Editora, Lda., detida em 50% do seu capital, foi incluída na consolidação pelo método integral. Em 30 de Junho de 2004 esta empresa participada foi incluída na consolidação pelo método proporcional por ser entendimento do Conselho de Administração da Empresa que em 2004 o seu controlo e gestão são efectuados de forma partilhada com o outro sócio. Em resultado desta situação, em 30 de Junho de 2004, o activo total e os proveitos totais vieram diminuídos comparativamente a 30 de Junho de 2003 em, aproximadamente, 31.998.000 Euros e 17.723.000 Euros, respectivamente (Nota 56.3).

44. DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS FINANCEIROS

Os resultados financeiros dos semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003 têm a seguinte composição:

2004 2003
Custos e perdas:
Juros suportados 3.442.386 4.146.081
Perdas em empresas associadas (Notas 27 e 46) 1.437 1.459.502
Provisão para aplicações financeiras (Notas 27 e 46) 421.341 -
Diferenças de câmbio desfavoráveis 1.204.245 2.064.353
Descontos de pronto pagamento concedidos 974.190 913.811
Amortização de trespasses (a) - 5.489.579
Outros custos e perdas financeiros 515.958 993.162
-------------6.559.557 ---------------15.066.488
Resultados financeiros ( 4.696.615 ) ( 9.375.335 )
-------------- --------------
1.862.942 5.691.153
======== ========
Proveitos e ganhos:
Juros obtidos 100.349 123.257
Rendimentos de imóveis - 548
Ganhos em empresas associadas (Nota 27) 748.257 476.381
Diferenças de câmbio favoráveis 990.684 4.997.900
Descontos de pronto pagamento obtidos 5.956 37.535
Outros proveitos e ganhos financeiros 17.696 55.532
-------------1.862.942 --------------5.691.153
======== ========

(a) A partir do segundo semestre de 2003, o Grupo passou a registar a amortização dos trespasses decorrentes da aquisição de participações financeiras na rubrica de "Amortizações do exercício" (Nota 27).

45. DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS

Os resultados extraordinários dos semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003 têm a seguinte composição:

2004 2003
Custos e perdas:
Donativos 79.077 131.269
Dívidas incobráveis 20.281 4.410
Perdas em existências 136.295 345.303
Perdas em imobilizações 34.204 282.767
Multas e penalidades 5.508 10.537
Aumentos de amortizações e provisões 264 -
Correcções relativas a exercícios anteriores 39.506 2.192
Outros custos e perdas extraordinários 124.204 1.870.950
----------- -------------
439.339 2.647.428
Resultados extraordinários 966.680 890.289
-------------- --------------
1.436.019 3.537.717
======== ========

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

Proveitos e ganhos:
Recuperação de dívidas 351 1.244
Ganhos em existências - 1.960
Ganhos em imobilizações (a) 769.771 73.686
Redução de provisões (Nota 46) 566.606 3.012.757
Correcções relativas a exercícios anteriores 4.091 104.329
Outros proveitos e ganhos extraordinários 95.200 343.741
-------------- --------------
1.436.019 3.537.717
======== ========

(a) Encontra-se registada nesta rubrica a mais valia de 756.777 Euros obtida com a alienação do edifício sede da SIC (Nota 27).

46. MOVIMENTO OCORRIDO NAS PROVISÕES

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004, realizaram-se os seguintes movimentos nos saldos das rubricas de provisões:

Contas Saldoinicial Alteração doperimetro deconsolidação(Nota 14) Aumentos Utilização Anulação/regularização(Nota 45) Transferências Equivalênciapatrimonial(Nota 27) Saldofinal
Provisões para investimentos financeiros (Nota 27) 1.498.386 - - - - 249.142 421.341 2.168.869
Provisões para dívidas de cobrança duvidosa 6.112.055 (916.532) 833.874 - (127.723) - - 5.901.674
Provisões para depreciação de existências (Nota 45) 2.485.317 (941.921) 591.869 (86.499) (404.572) - - 1.644.194
Provisões para riscos e encargos
Outras provisões para riscos e encargos 4.970.891 (567.482) 421.346 (713.674) (37.500) - - 4.073.581
Provisão para perdas em investimentos financeiros 674.224 - - - - (249.142) 1.437 426.519
5.645.115 (567.482) 421.346 (713.674) (37.500) (249.142) 1.437 4.500.100
15.740.873 (2.425.935) 2.268.430 (800.173) (569.795) - 422.778 14.214.837

A rubrica "Outras provisões para riscos e encargos" destina-se a cobrir eventuais contingências decorrentes de processos judiciais intentados contra algumas empresas do Grupo no decurso da sua actividade normal, os quais se encontram em curso em 30 de Junho de 2004. Estas provisões foram constituídas com base nas informações fornecidas pelos advogados dessas empresas relativas às suas expectativas quanto ao desfecho final desses processos.

Em 30 de Junho de 2004 o detalhe da "Provisão para perdas em investimentos financeiros" destina-se a fazer face a perdas na realização do investimento financeiro detido na Portusat (Nota 27).

A utilização de provisões no semestre findo em 30 de Junho de 2004 foi como segue:

Litígios cujos desfechos se concretizaram em 2004 713.674
Utilização directa de provisões 86.499
-----------
800.173======
Em 30 de Junho de 2004, o detalhe das anulações/regularizações é como segue:
Redução de provisões (Nota 45) 566.606
Regularizações 3.189
-----------
569.795
======

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

47. LOCAÇÃO FINANCEIRA

Em 30 de Junho de 2004, o Grupo mantém os seguintes bens em regime de locação financeira:

Valorbruto Amortizaçõesacumuladas Valorlíquido
Terrenos 1.055.557 - 1.055.557
Edifícios e outras construções 7.297.082 (350.043) 6.947.039
Equipamento de transporte 471.764 (403.394) 68.370
Meios móveis 4.729.653 (1.944.267) 2.785.386
Equipamento básico 2.497.641 (299.166) 2.198.475
16.051.697 (2.996.870) 13.054.827

Conforme indicado na Nota 23.c), o Grupo regista estes bens pelo método financeiro.

Em 30 de Junho de 2004, a SIC e a Edimpresa mantinham responsabilidades, como locatárias, relativas a rendas vincendas em contratos de locação financeira de 3.010.602 Euros e 7.071.704 Euros, respectivamente, as quais se vencem como segue:

Capital Juros Total
2004 - Segundo semestre 791.862 280.620 1.072.482
2005 - Primeiro semestre 785.734 162.865 948.599
1.577.596 443.485 2.021.081
2005 - Primeiro semestre 546.638 138.776 685.414
2006 1.164.181 248.558 1.412.739
2007 828.846 207.310 1.036.156
2008 391.535 183.640 575.175
2009 a 2018 5.573.510 1.107.135 6.680.645
8.504.710 1.885.419 10.390.129
10.082.306 2.328.904 12.411.210

Adicionalmente, o Grupo pagou 957.692 Euros pela compra da posição no contrato de locação financeira relativo às instalações da Edimpresa. Este montante está registado na rubrica de "Custos diferidos" e a ser amortizado durante o período do contrato (15 anos) tendo reconhecido na demonstração de resultados do semestre findo em 30 de Junho de 2004 o valor de 31.923 Euros.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

48. DÍVIDAS A INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO

Em 30 de Junho de 2004, o saldo de dívidas a instituições de crédito tem a seguinte composição:

Curto Médio e
Entidades prazo longo prazo Total
Caixa Geral de Depósitos, S.A. (a) - 30.000.000 30.000.000
Banco Espírito Santo de Investimento, S.A. (b) - 30.000.000 30.000.000
Banco Totta & Açores, S.A. e Caixa Banco
de Investimento, S.A. (c) 3.990.383 13.866.582 17.856.965
Banco Espírito Santo de Investimento, S.A. (d) 1.600.000 8.150.000 9.750.000
Caixa Geral de Depósitos, S.A. (e) - 7.500.000 7.500.000
Caixa Geral de Depósitos, S.A. (f) 7.014.605 - 7.014.605
Banco Português de investimento,S.A.
Caixa Geral de Depósitos, S.A. (g) 563.307 6.312.116 6.875.423
Caixa Geral de Depósitos, S.A. (h) 750.000 4.375.000 5.125.000
Antecipação de receita (i) 3.873.655 - 3.873.655
Banco Comercial Português, S.A. (j) 3.119.542 - 3.119.542
Contas correntes caucionadas (k) 350.000 1.800.000 2.150.000
Banco Português de Negócios, S.A. (l) 1.050.000 - 1.050.000
Banco Português de investimento,S.A. (m) 1.000.000 - 1.000.000
Banco Espírito Santo de Investimento, S.A. (n) 486.879 290.500 777.379
Factoring (o) 146.717 - 146.717
Descobertos bancários (p) 5.498.807 - 5.498.807
29.443.895 102.294.198 131.738.093

Em resultado dos financiamentos supra referidos, o Grupo Impresa assumiu diversos covenants, que o Conselho de Administração da Impresa considera que o Grupo tem condições de cumprir.

(a) Em Novembro de 1999, foi celebrado pelo Grupo um contrato de financiamento com a Caixa Geral de Depósitos, S.A. no montante inicial de 54.867.769 Euros.

O contrato de financiamento referente a este empréstimo tinha originalmente considerados determinados covenants, os quais foram suspensos em 2001 por acordo com a Caixa Geral de Depósitos, S.A..

No primeiro semestre de 2003 o Grupo procedeu à reestruturação da dívida através de aditamento ao contrato inicial com a Caixa Geral de Depósitos, S.A., do qual resultou uma data de reembolso de capital fixada em 31 de Janeiro de 2005 ou, por opção da Impresa, de acordo com um plano a definir, desde que as responsabilidades emergentes sejam integralmente pagas até 23 de Novembro de 2008.

Este empréstimo vence juros a uma taxa correspondente à EURIBOR a seis meses adicionada de 1,75% e o seu pagamento é efectuado semestral e postecipadamente.

Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo, em 30 de Junho de 2004, a Soincom mantém empenhadas acções representativas de 25% do capital da SIC e a Impresa acções representativas de 51,66% do capital da Soincom (Nota 22).

Adicionalmente, e até ao montante máximo de 16.070.000 Euros, em 30 de Junho de 2004 a Impresa mantém empenhadas acções representativas de 48,34% do capital da Soincom e a Soincom mantém empenhadas acções representativas de 26% do capital da SIC (Nota 22).

(b) Esta rubrica respeita a uma emissão de papel comercial subscrita pela SIC em 16 de Abril de 2004 no valor de 30.000.000 Euros, com data de reembolso inicialmente prevista para 16 de Setembro de 2004, podendo ser automaticamente renovada. Em 30 de Junho de 2004, esta emissão de papel comercial vencia juros à taxa de 2,18%. Esta emissão foi efectuada ao abrigo de um programa de papel comercial com um período de duração de cinco anos, terminando em 17 de Novembro de 2006.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

(c) O saldo desta rubrica refere-se a um empréstimo bancário contraído em 1998 junto do Banco Totta & Açores, S.A. e da Caixa Banco de Investimento, S.A., no montante inicial de 34.915.853 Euros, que em 30 de Junho de 2004 vencia juros à taxa EURIBOR a seis meses acrescida de 1,25%. O empréstimo é amortizado no final do primeiro semestre de cada ano conforme segue:

2005 3.990.383
2006 4.489.181
2007 9.377.401
13.866.582
17.856.965

Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo a Impresa mantém o penhor de acções representativas de 51% do capital da Controljornal e a Controljornal efectuou o penhor de 408.000 acções representativas da totalidade do capital da Sojornal (Nota 22).

O contrato de financiamento referente a este empréstimo considera determinados covenants que a Impresa deve cumprir até ao integral pagamento destas responsabilidades.

(d) Esta rubrica respeita a um empréstimo contraído pela Edimpresa junto do Banco Espírito Santo de Investimento, S.A., para aquisição de uma participação de 50% na Omniger (Nota 14). Em 30 de Junho de 2004 este empréstimo vencia juros postecipados semestrais a uma taxa correspondente à EURIBOR a seis meses acrescida de 2,5%. Este empréstimo será reembolsado em 13 prestações semestrais tendo-se vencido a primeira em 15 de Dezembro de 2003. O plano de reembolso do saldo em dívida é o seguinte:

2004 - Segundo semestre 750.000
2005 - Primeiro semestre 850.000
1.600.000
2005 - Segundo semestre 850.000
2006 1.900.000
2007 2.200.000
2008 2.400.000
2009 - Primeiro semestre 800.000
8.150.000
9.750.000

Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo, em 30 de Junho de 2004, a Impresa mantém empenhadas as quotas representativas de 50% do capital da Edimpresa (Nota 14).

(e) O saldo desta rubrica refere-se a um empréstimo bancário contraído pela Sojornal em 30 de Junho de 2003 junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A., de 7.500.000 Euros.

Este empréstimo vence juros a uma taxa correspondente à EURIBOR a seis meses adicionada de 1,5% e o seu pagamento é efectuado semestral e postecipadamente. O empréstimo será amortizado integralmente em 30 de Junho de 2006.

Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo a Sojornal constituiu hipoteca sobre dois imóveis de sua propriedade aos quais foi atribuído o valor total de 9.500.000 Euros, constando os mesmos do imobilizado corpóreo da Sojornal pelo valor de 4.113.536 Euros (Nota 22).

(f) Esta rubrica inclui um financiamento obtido pela SIC em regime de abertura de crédito em conta corrente, com data de reembolso em 30 de Novembro de 2004, renovável automática e sucessivamente por seis meses. Em 30 de Junho de 2004 este financiamento vencia juros a uma taxa correspondente à Euribor a três meses acrescida de 1%.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

(g)O saldo desta rubrica refere-se a um empréstimo bancário contraído pela Impresa em 5 de Junho de 2003 junto do Banco Português de Investimento, S.A. e da Caixa Geral de Depósitos, S.A., no montante máximo de 7.500.000 Euros.

Este empréstimo vence juros a uma taxa correspondente à Euribor a três meses adicionada de 2,25% e o seu pagamento é efectuado trimestral e postecipadamente. O empréstimo será amortizado conforme segue:

2005 - Primeiro Semestre 563.307
2005 - Segundo Semestre 1.126.614
2006 2.253.229
2007 2.253.229
2008 679.044
6.312.116
6.875.423

Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo a Impreger mantém o penhor de 4.883.725 acções representativas de 6,78% do capital da Impresa (Nota 22).

(h) O saldo desta rubrica refere-se a um empréstimo bancário contraído pela Imprejornal em 30 de Junho de 2003 junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A., total de 5.750.000 Euros.

Este empréstimo vence juros a uma taxa correspondente à EURIBOR a seis meses adicionada de 2% e o seu pagamento é efectuado semestral e postecipadamente. O empréstimo será amortizado conforme segue:

2004 - Segundo semestre 375.000
2005 - Primeiro semestre 375.000
750.000
2005 - Segundo semestre 375.000
2006 750.000
2007 750.000
2008 1.250.000
2009 625.000
4.375.000
5.125.000

Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo a Controljornal mantém o penhor de 550.000 acções representativas da totalidade do capital da Imprejornal (Nota 22).

  • (i) Esta rubrica respeita a um contrato de financiamento celebrado com uma instituição financeira que permite a antecipação de valores a serem reembolsados com base nas receitas a gerar pela SIC, através dos serviços de televisão por cabo prestado pela CATVP – TV Cabo Portugal, S.A.. Os juros deste financiamento são calculados com base na taxa EURIBOR a um mês, acrescida de 1,5%.
  • (j) O saldo desta rubrica inclui um financiamento em regime de abertura de crédito em conta corrente, com prazo de reembolso em 9 de Maio de 2005, renovável automática e sucessivamente por um ano. Em 30 de Junho de 2004 este financiamento vencia juros a uma taxa correspondente à Euribor a um mês acrescida de 0,5%.
  • (k) Este montante corresponde a contas correntes caucionadas obtida pelas empresas pelo Grupo, as quais vencem juros calculados a taxas normais de mercado.
  • (l) Esta rubrica inclui um financiamento em regime de abertura de crédito em conta corrente, com prazo de reembolso em 24 de Dezembro de 2004, renovável automática e sucessivamente por seis meses. Em 30 de Junho de 2004 este financiamento vencia juros a uma taxa correspondente à Euribor a três meses acrescida de 1,35%.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

  • (m) Esta rubrica inclui um financiamento em regime de abertura de crédito em conta corrente, com prazo de reembolso em 13 de Outubro de 2004. Em 30 de Junho de 2004 este financiamento vencia juros a uma taxa correspondente à Euribor a três meses acrescida de 1,5%.
  • (n) Em 2 de Janeiro de 2003 foi celebrado um contrato de financiamento no montante inicial de 1.745.000 Euros, com prazo de reembolso em 31 de Dezembro de 2005. Em 30 de Junho de 2004 este empréstimo vencia juros a uma taxa correspondente à Euribor a 1 mês acrescida de 1,5%.
  • (o) O saldo desta rubrica corresponde a financiamentos em regime de factoring com recurso, que vencem juros a taxas normais de mercado.
  • (p) Os descobertos bancários vencem juros a taxas de mercado para operações similares.

49. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS

Em 30 de Junho de 2004, os saldos com estas entidades tinham a seguinte composição:

Saldos devedores:
Imposto sobre o Valor Acrescentado – valores a reportar 775.460
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas – IRC 53.097
Outros impostos e taxas 3.806
-----------
832.363
======
Saldos credores:
Instituto Português de Arte Cinematográfica e Audiovisual/Cinemateca Portuguesa 1.636.031
Imposto sobre o Valor Acrescentado 5.642.595
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares – retenções na fonteContribuições para a Segurança Social 997.0451.227.483
Outros impostos e taxas 62.126
--------------
9.565.280
========
O montante a recuperar de IRC tem a seguinte composição:
Estimativa de imposto do ano (Nota 38) ( 372.400 )
Pagamentos por contaRetenções na fonte 300.188103.839
Outros 21.470
---------
53.097
=====
50. OUTROS DEVEDORES E CREDORES
Em 30 de Junho de 2004, estas rubricas têm a seguinte composição:
Outros devedores:
Adiantamentos a fornecedores de programas (a) 6.357.079
Adiantamentos ao pessoal 1.075.408
Santander Novimovest (b) 800.000
Comissões a receber 111.478
Outros 1.750.094
---------------
10.094.059=========
Outros credores:
ICAM – Instituto do Cinema Audiovisual e Multimédia (c) 2.084.975
Presselivre (d) 250.000
Permutas 211.757
Comissões 89.922
Outros 1.687.684
--------------
4.324.338========

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

  • (a) Este montante respeita a pagamentos efectuados pela SIC a fornecedores de programas, ao abrigo de contratos celebrados com estas entidades, referentes a programas e séries, que a esta data ainda não se encontravam disponíveis para exibição.
  • (b) Este montante respeita ao valor ainda por receber da alienação do Edifício da SIC.
  • (c) Este montante corresponde a um subsídio atribuído pelo ICAM Instituto do Cinema Audiovisual e Multimédia à SIC Filmes, o qual se encontra a ser diferido (Nota 51).
  • (d) Este montante respeita ao valor por liquidar até 31 de Dezembro de 2004 referente à aquisição do remanescente da participação detida no capital da Mediger.

51. ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS

Em 30 de Junho de 2004, os saldos destas rubricas tinham a seguinte composição:

Acréscimos de proveitos:
Telefilmes (Nota 50.c)) 2.084.975
Direitos de transmissão (a) 660.000
Assinaturas de televisão por cabo a facturar 556.130
Rappel a receber 527.907
Publicidade 75.000
Outros 129.094
--------------4.033.106
Custos diferidos: ========
Despesas com filmes e programas em curso (b) 1.018.495
Cedência de posição contratual (Nota 47) 845.962
Assistência técnica 558.577
Comissões 398.100
Campanhas de angariação de revistas por assinaturas (c) 364.906
Juros diferidos 327.108
Produção de jornais e revistas 288.637
Seguros 267.953
Rendas 193.978
Co-produções (d) 164.564
Outros 973.464--------------
5.401.744
Acréscimos de custos: ========
Férias e subsídio de férias 9.837.925
Custos com produção de programas (e) 1.922.008
Rappel a conceder 1.560.325
Prémios e horas extraordinárias 1.504.919
Publicidade a liquidar 938.144
Direitos de autor (f) 524.497
Comissões a liquidar 455.997
Juros a liquidar 318.271
Custos com a produção de jornais e revistas 305.890
Royalties a pagar 266.144
Responsabilidade com pensões – passivos (Nota 21.1) 210.250
Comunicação 157.525
Custos com distribuição 148.494
Outros 3.452.547---------------
21.602.936

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

Proveitos diferidos:
Facturação antecipada (g) 2.812.318
Acordo Lusomundo (h) 984.876
Ganho gerado no aumento de capital da Vasp (h) 968.137
Assinaturas de jornais e revistas (Nota 23.j)) 796.935
Publicidade 284.845
Subsídios ao investimento (i) 195.141
Outros 275.822
--------------6.318.074
========
  • (a) Esta rubrica corresponde ao valor a receber da Sociedade Portuguesa de Autores, C.R.L., relativamente a direitos de transmissões do canal "SIC" através da CATV – TV Cabo Portugal, S.A. até 30 de Junho de 2004.
  • (b) Esta rubrica corresponde a despesas incorridas pelas direcções de programas e de informação da SIC, com programas que serão exibidos durante o segundo semestre de 2004.
  • (c) Esta rubrica respeita aos custos com angariação de assinaturas de revistas, os quais se encontram a ser diferidos por um período de doze meses (Nota 23.j)).
  • (d) Esta rubrica refere-se essencialmente a despesas incorridas com a aquisição dos direitos para a produção de séries e novelas, em simultâneo com outros fornecedores externos.
  • (e) Esta rubrica refere-se essencialmente a despesas incorridas pelas direcções de programas e de informação da SIC, relativas a programas que já foram exibidos, estando-se a aguardar as respectivas facturas.
  • (f) Esta rubrica representa os valores em dívida à Sociedade Portuguesa de Autores, C.R.L. no âmbito da actividade normal da SIC, durante o semestre findo a 30 de Junho de 2004.
  • (g) Esta rubrica refere-se essencialmente a publicidade facturada a clientes e a emitir durante o segundo semestre de 2004.
  • (h) Estas rubricas respeitam à mais-valia gerada pelo aumento de capital ocorrido na Vasp no exercício de 2002 e não acompanhado pelo Grupo, de 1.161.804 Euros e a uma indemnização de 1.111.142 Euros recebida no âmbito de um acordo celebrado com a Lusomundo, os quais estão a ser reconhecidos como proveitos num período de 12 anos. No semestre findo em 30 de Junho de 2004 o Grupo reconheceu na demonstração de resultados o valor de 98.942 Euros na rubrica" Outros proveitos operacionais".
  • (i) Os subsídios ao investimento foram obtidos pela Imprejornal e destinaram-se à aquisição de equipamento gráfico e à instalação de um laboratório de qualidade. Os subsídios são reconhecidos em resultados no período correspondente à amortização dos equipamentos e do laboratório de qualidade que foram subsidiados (Nota 23.m)).

53. MOVIMENTO OCORRIDO NAS RUBRICAS DO CAPITAL PRÓPRIO

O movimento ocorrido nos saldos das rubricas do capital próprio, durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004, foi o seguinte:

Saldoinicial Aumentos/diminuições Transfe-rências Saldofinal
Capital 84.000.000 - - 84.000.000
Prémios de emissão de acções (Nota 52) 97.902.257 - - 97.902.257
Reserva legal 281.051 - - 281.051
Resultados transitados (76.328.764) - (10.201.602) (86.530.366)
Resultado consolidado líquido do semestre (10.201.602) 3.027.860 10.201.602 3.027.860
95.652.942 3.027.860 - 98.680.802

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

Prémios de emissão de acções: O valor registado nesta rubrica resulta dos ágios obtidos nos aumentos de capital ocorridos em exercícios anteriores. Segundo a legislação em vigor, a utilização do valor incluído nesta rubrica segue o regime aplicável à reserva legal, ou seja, não pode ser distribuído aos accionistas, podendo, contudo, ser utilizado para absorver prejuízos depois de esgotadas todas as outras reservas, ou incorporado no capital.

Reserva legal: A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.

Aplicação de resultados: Conforme deliberado em Assembleia Geral de Accionistas realizada em 16 de Abril de 2004 o prejuízo do exercício findo em 31 de Dezembro de 2003 foi integralmente aplicado em resultados transitados.

54. INTERESSES MINORITÁRIOS

Em 30 de Junho de 2004, os interesses minoritários registados no balanço consolidado respeitam às seguintes empresas do Grupo:

SIC e subsidiárias 18.566.984
Comfutebol e Hearst Edimpresa 102.200
Publiregiões ( 71.953 )
Gesco 63.971
Publisurf 629
---------------
18.661.831
=========

Os interesses minoritários registados na demonstração consolidada de resultados do semestre findo em 30 de Junho de 2004 respeitam às seguintes empresas do Grupo:

Publiregiões ( 88.908 )
SIC e subsidiárias 4.967.104
Comfutebol e Hearst Edimpresa ( 41.494 )
Publisurf 127
Gesco 5.920
--------------
4.842.749
========

Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004, o movimento ocorrido na rubrica de interesses minoritários de balanço foi o seguinte:

Interesses minoritários em 31 de Dezembro de 2003 15.699.543
Resultado líquido do exercício atribuível aos minoritários 4.842.749
Aumento de prestações suplementares na Publiregiões 28.000
Alteração do perímetro de consolidação – Office Share 3.110
Alteração do perímetro de consolidação – Edimpresa ( 1.969.350 )
Outros 57.779
---------------
Interesses minoritários em 30 de Junho de 2004 18.661.831
=========

55. IMPOSTOS

A Impresa e as suas empresas participadas encontram-se sujeitas a tributação em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas – IRC, à taxa de 25%, acrescida de Derrama à taxa de 10%, resultando numa taxa de imposto agregada de 27,5%. Adicionalmente e face à sua forma jurídica, algumas das empresas doGrupo estão abrangidas pela legislação fiscal que rege as sociedades gestoras de participações sociais. De acordo com esta legislação, os ganhos e perdas em empresas do grupo resultantes da aplicação do método de equivalência patrimonial, os dividendos recebidos das empresas participadas, a amortização dos trespasses decorrentes da aquisição de partes de capital e os encargos financeiros relacionados com a aquisição de partes sociais, não são considerados para efeitos fiscais.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

A Impresa é tributada em sede de IRC pelo resultado fiscal consolidado, com o das suas subsidiárias, Controljornal, Soincom, Hoge, Sojornal, Medipress, Imprejornal, Publisurf, Cinforma e Sojornal.com. A SIC é tributada em sede de IRC pelo resultado fiscal consolidado, com a SIC Online e com a SIC Serviços. As restantes empresas do Grupo são tributadas individualmente.

De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (dez anos para a Segurança Social até 2000, e cinco anos a partir de 2001), excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são prolongados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais das empresas do Grupo dos anos 2000 a 2004 poderão ainda vir a ser sujeitas a revisão. O Conselho de Administração entende que eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras consolidadas em 30 de Junho de 2004.

Nos termos do artigo 81º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas, o Grupo encontra-se sujeito a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo mencionado.

Nos termos da legislação em vigor, os prejuízos fiscais são reportáveis durante um período de seis anos, após a sua ocorrência e susceptíveis de dedução a lucros fiscais gerados durante esse período. Em 30 de Junho de 2004, a Impresa e algumas das empresas do grupo tinham os seguintes prejuízos fiscais reportáveis:

Prejuízos fiscais consideradosreportáveis para efeito deimpostos diferidos (Nota 38) Prejuízos fiscais nãoconsiderados reportáveis paraefeito de impostos diferidos
2004 Exercíciosanteriores 2004 Exercíciosanteriores Total
SIC e subsidiárias 152.269 51.412.897 247.266 12.053.424 63.865.856
Edimpresa e subsidiárias - - 22.821 361.744 384.565
Impresa (consolidado fiscal) - - - 24.809.379 24.809.379
Publiregiões - - 106.157 6.943.228 7.049.385
Gesco - - - 288.207 288.207
152.269 51.412.897 376.244 44.455.982 96.397.392
Taxa de imposto 27,5%
41.874

56. INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS DE NEGÓCIO

56.1 Geral

A identificação dos segmentos reportáveis pelo Grupo assenta na combinação das diferenças nos produtos e serviços e diferenças nos quadros legais. Estes segmentos são consistentes com a forma como o Grupo analisa o seu negócio. Assim, tendo em consideração os factores acima mencionados, o Grupo identificou os seguintes segmentos reportáveis:

Televisão – O Grupo detém uma participação na SIC que transmite em sinal aberto e por cabo os canais de televisão "SIC", "SIC Notícias", "SIC Radical", "SIC Gold", "SIC Internacional", "SIC Mulher" e ainda em circuito fechado a "SIC INDOOR".

Revistas – O Grupo publica, através da Edimpresa, um vasto leque de revistas sobre diversos temas, incluindo negócios, política, automóveis e sociedade. Adicionalmente, o Grupo inclui neste segmento a Comfutebol e metade da actividade da Gesco.

Jornais – O Grupo publica o semanário "Expresso", o jornal de música semanal "Blitz", o jornal semanal de automóveis "Autosport", a edição mensal "Surf Portugal" e a edição gratuita "Jornal da Região". Adicionalmente, o Grupo inclui neste segmento a Imprejornal, a Cinforma e metade da actividade da Gesco.

Não existe nenhum cliente que contribua com 10% ou mais para as receitas do Grupo em qualquer dos períodos apresentados nas demonstrações de resultados.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

As transacções entre segmentos são registadas segundo os mesmos princípios das transacções com terceiros. As políticas contabilísticas de cada segmento são as mesmas do Grupo.

A maioria das receitas do Grupo são geradas em território nacional e a maioria dos activos estão também localizados em território nacional.

56.2 Televisão

As demonstrações de resultados para este segmento, para os semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003, são como seguem:

2004 2003
Prestações de serviços - clientes externos (Nota 36) 81.577.693 66.352.404
Prestações de serviços - inter-segmentos 595.347 1.496.478
Outros proveitos operacionais - clientes externos 645.458 283.740
Outros proveitos operacionais - inter-segmentos 75.000 150.000
Proveitos operacionais 82.893.498 68.282.622
Custos com o pessoal (14.064.577) (13.465.598)
Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas (30.304.776) (29.166.243)
Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo (4.969.618) (6.945.604)
Amortização do Goodwill (52.302) -
Provisões (850.801) (705.233)
Outros custos operacionais (17.908.767) (16.003.816)
Custos operacionais (68.150.841) (66.286.494)
Resultado operacional 14.742.657 1.996.128
Custos e perdas financeiros (4.315.324) (4.629.434)
Proveitos e ganhos financeiros 1.091.917 5.303.432
Resultados extraordinários 743.325 (1.077.305)
Resultado antes de imposto 12.262.575 1.592.821
Imposto sobre o rendimento (2.390.945) (1.077.424)
Interesses minoritários (254.912) 120.416
Resultado líquido do semestre 9.616.718 635.813

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

56.3 Revistas

As demonstrações de resultados para este segmento, para os semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003, são como seguem:

2004 2003
Prestações de serviços - clientes externos (Nota 36) 8.030.341 14.527.503
Prestações de serviços - inter-segmentos 160.701 197.922
Vendas - clientes externos (Nota 36) 10.148.397 17.247.652
Vendas - inter-segmentos 91.865 24.481
Outros proveitos operacionais - clientes externos 233.622 453.847
Outros proveitos operacionais - inter-segmentos 520.162 300.807
Proveitos operacionais 19.185.088 32.752.212
Custos com o pessoal (4.568.714) (9.567.042)
Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas (2.207.534) (4.386.503)
Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo (298.478) (638.102)
Amortização do Goodwill (267.214) -
Provisões (742.077) (2.205.743)
Outros custos operacionais (10.177.904) (15.282.122)
Custos operacionais (18.261.921) (32.079.512)
Resultado operacional 923.167 672.700
Custos e perdas financeiras (608.697) (1.865.593)
Proveitos e ganhos financeiros 6.075 16.186
Resultados extraordinários 230.448 1.538.724
Resultado antes de imposto 550.993 362.017
Imposto sobre o rendimento (228.424) (548.878)
Interesses minoritários 41.494 (97.754)
Resultado líquido do semestre 364.063 (284.615)

Em 30 de Junho de 2004 a participação financeira de 50% no capital da Edimpresa foi registada pela primeira vez pelo método de consolidação proporcional, a qual até 31 de Dezembro de 2003 era registada pelo método de consolidação integral (Nota 43). O efeito desta alteração, em 30 de Junho de 2004, é o seguinte:

Proveitos operacionais 19.185.088
Custos operacionais ( 18.261.921 )
---------------
Resultado operacional 923.167
Resultados financeiros ( 372.174 )
Resultados extraordinários ( 230.488 )
-----------
Resultado antes de imposto e interesses minoritários 550.993
Imposto sobre o rendimento ( 228.424 )
Interesses minoritários ( 322.569 )
-----------
-

==

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

56.4 Jornais

As demonstrações de resultados para este segmento, para os semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003, são como seguem:

2004 2003
Prestações de serviços - clientes externos (Nota 36) 18.426.343 15.480.543
Prestações de serviços - inter-segmentos 577.709 480.386
Vendas - clientes externos (Nota 36) 8.971.761 7.796.318
Vendas - inter-segmentos - 35.658
Outros proveitos operacionais - clientes externos 67.390 148.824
Proveitos operacionais 28.043.203 23.941.729
Custos com o pessoal (8.381.603) (9.538.262)
Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas (3.601.079) (3.449.792)
Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo (1.181.185) (1.703.997)
Provisões (254.211) (329.372)
Outros custos operacionais (9.135.466) (7.381.311)
Custos operacionais (22.553.544) (22.402.734)
Resultado operacional 5.489.659 1.538.995
Custos e perdas financeiras (532.591) (326.586)
Proveitos e ganhos financeiros 16.304 43.747
Resultados extraordinários 25.654 98.247
Resultado antes de imposto 4.999.026 1.354.403
Imposto sobre o rendimento (38.973) (35.658)
Interesses minoritários - -
Resultado líquido do semestre 4.960.053 1.318.745

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

56.5 Reconciliações

2004 2003
Total dos segmentos reportáveis 130.121.789 124.976.563
Variação da produção - (198.899)
Proveitos operacionais das empresas mãe 98.941 -
Eliminação de proveitos intra-grupo (2.020.784) (2.685.732)
128.199.946 122.091.932
Resultado líquido
Total dos segmentos reportáveis 14.940.834 1.669.943
Custos financeiros relativos a empréstimos de financiamento (1.097.895) (1.905.695)
Amortização do Goodwill (4.854.640) (4.878.647)
Proveitos operacionais das empresas mãe 98.942 -
Resultados de estrutura das empresas mãe (2.158.326) (542.436)
Interesses minoritários (4.623.411) 58.660
Resultado líquido da Office-Share (25.898) -
Ganhos e perdas em empresas associadas, líquidos 748.254 (1.132.745)
3.027.860 (6.730.920)
Activo total
Segmento Televisão 136.944.302 176.319.164
Segmento Revistas 32.368.122 62.280.100
Segmento Jornais 42.387.242 42.863.723
Total dos segmentos reportáveis 211.699.666 281.462.987
Eliminação de activos intra-grupo (16.205.034) (14.932.466)
Caixa e equivalentes das holdings 149.095 576.800
Outros activos das holdings 28.103 2.909.849
Investimentos em empresas associadas e participadas 3.976.567 4.400.184
Activos fixos das holdings 38 111
Activos intangíveis das holdings 198.627 568.446
Activos líquidos da Office-Share 735.108 -
Goodwill 138.626.577 148.098.026
339.208.747 423.083.937

57. DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES

A demonstração consolidada dos resultados por funções foi elaborada tendo em consideração o disposto na Directriz Contabilística n.º 20, havendo os seguintes aspectos a salientar:

  • (a) A rubrica "Vendas e prestações de serviços" da demonstração consolidada dos resultados por funções ("DRF") inclui as rubricas da demonstração consolidada dos resultados por naturezas ("DRN") com a mesma designação, e adicionalmente a rubrica de "Descontos de pronto pagamento concedidos" e certos valores considerados nas rubricas de "Proveitos suplementares" da DRN.
  • (b) A rubrica "Custo das vendas e das prestações de serviços" da DRF inclui diversas rubricas da DRN, nomeadamente: "Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas", "Subcontratos", "Variação da produção", "Custos com o pessoal" associados às áreas editorial, programação, pré-press e impressão, "Amortizações do exercício" essencialmente do equipamento básico utilizado por essas áreas das empresas do Grupo e a rubrica "Descontos de pronto pagamento obtidos".
  • (c) A rubrica "Outros proveitos e ganhos operacionais" da DRF inclui os valores registados nas rubricas "Proveitos suplementares" e "Subsídios à exploração" da DRN.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)

  • (d) A rubrica "Custos de distribuição" da DRF inclui as rubricas "Custos com o pessoal" associados às áreas comercial, marketing e merchandising, "Amortizações do exercício" relacionadas com essas áreas e outros "Fornecimentos e serviços externos" da DRF.
  • (e) A rubrica de "Custos administrativos" da DRF inclui diversas rubricas da DRN, nomeadamente: "Fornecimentos e serviços externos" e "Custos com o pessoal" relacionados com as áreas administrativa e financeira.
  • (f) A rubrica "Outros custos e perdas operacionais" da DRF inclui a conta com a mesma designação na DRN, bem como os "Impostos" e as "Provisões".

58. CONTINGÊNCIAS

Em 30 de Junho de 2004, encontram-se a decorrer contra o Grupo diversas acções interpostas por terceiros, cujos montantes e desfechos não são conhecidos à data de preparação das demonstrações financeiras. Na opinião do Conselho de Administração e dos advogados do Grupo, não se prevê que dessas acções venham a resultar responsabilidades de valores significativos, que não se encontrem cobertas por provisões registadas nas demonstrações financeiras em 30 de Junho de 2004 (Nota 46).

59. NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTABILIDADE (IFRS/IAS)

Em 30 de Junho de 2004, os principais efeitos resultantes da adopção das Normas Internacionais de Contabilidade (IAS / IFRS) são os seguintes:

  • a partir do exercício de 2005 o goodwill deixa de ser amortizado e passa a estar sujeito a análises periódicas de imparidade;
  • reconhecimento como custo dos encargos com publicidade no período em que são incorridos;
  • os ganhos e perdas actuariais poderão ser diferidos de acordo com o "critério do corredor";
  • reconhecimento de custos com programas de forma linear ao longo do período de validade dos direitos de exibição e tendo em consideração o ritmo e período das passagens.

ANEXO A QUE SE REFERE A ALÍNEA B) DO Nº 1 DO ARTº 9º DO REGULAMENTO Nº 04/2004 DA C.M.V.M.

(Acções detidas pelos membros dos órgãos de administração e fiscalização da sociedade)

Acções
Membros do Conselho de Administração Detidas em31.12.03 Adquiridas Transmitidas Detidas em30.06.04
Francisco José Pereira Pinto de Balsemão 1.147.920 0 10.000 1.137.920
Luiz Fernando Teuscher de Almeida e Vasconcellos 43.389 13.500 0 56.889
Alexandre de Azeredo Vaz Pinto 70 0 0 70
António Cândido Seruca de Carvalho Salgado 0 0 0 0
Francisco Maria Supico Pinto Balsemão 4.123 0 0 4.123

Francisco José Pereira Pinto de Balsemão – Vendeu, em 10.02.04, 10.000 acções, ao preço de 4,10€, cada uma. Na IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA, sociedade que se encontra em relação de domínio com a IMPRESA, detinha, em 31.12.03, 11.808.501 acções, posição que, por não ter tido qualquer aquisição ou alienação no 1º semestre de 2004, se mantinha igual em 30.06.04. Na SIC – Sociedade Independente de Comunicação, SA, sociedade com a qual a IMPRESA se encontra em relação de domínio, detinha, em 31.12.03, 59.281 acções, posição que, por não ter tido qualquer aquisição ou alienação no 1º semestre de 2004, se mantinha igual em 30.06.04.

Luiz Fernando Teuscher de Almeida e Vasconcellos – Comprou, em 23.06.04, 13.500 acções, ao preço de 3,97€, cada uma. Na IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA, sociedade que se encontra em relação de domínio com a IMPRESA, detinha, em 31.12.03, 17.290 acções, posição que, por não ter tido qualquer aquisição ou alienação no 1º semestre de 2004, se mantinha igual em 30.06.04..

Alexandre de Azeredo Vaz Pinto – Não fez nenhuma aquisição/alienação no 1º semestre de 2004.

António Cândido Seruca de Carvalho Salgado – Não fez nenhuma aquisição/alienação no 1º semestre de 2004.

Francisco Maria Supico Pinto Balsemão – Não fez nenhuma aquisição/alienação no 1º semestre de 2004.

Fiscal Único e Suplente Acções
Detidas em31.12.03 Adquiridas Transmitidas Detidas em30.06.04
António Dias e Associados (SROC) 0 0 0 0
Freire, Loureiro e Associados (SROC) 0 0 0 0

LISTA DE TITULARES COM PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS A QUE SE REFERE A ALÍNEA D) DO Nº1 DO ARTº 9º DO REGULAMENTO Nº 04/2004 DA C.M.V.M.

(Com referência a 30 de Junho de 2004)

Titular c/participação qualificada Quantidade deAcções Detidas Percentagem dedireitos de voto
IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA
* Directamente* Através do Presidente do Conselho de Administração, Dr.* Francisco José Pereira Pinto de Balsemão* Através do Vice-Presidente do Conselho de Administração,* Engº Luiz Fernando Teuscher de Almeida e Vasconcellos* Através do Administrador, Engº Francisco Maria Supico* Pinto Balsemão* Através da Presidente do Conselho Fiscal, Maria do 42.257.294 50,306%
1.147.920 1,367%
43.389 0,051%
4.123 0,005%
* Carmo Pinto de Ruella Ramos* Através do Vogal do Conselho Fiscal, Francisco Manuel 423 0,000%
* Falcão da Costa Reis 11.004 0,013%
Total imputável 43.464.153 51,743%
BANCO BPI, SA
* Directamente 8.610.874 10,251%
* Através do Banco Português de Investimento, SA* Através do BPI Fundos – Gestão de Fundos de Investimento 19.167 0,023%
* Mobiliário, SA 631.898 0,752%
* Através do BPI Pensões – Sociedade Gestora de Fundos de* Pensões, SA* Através de clientes institucionais cuja carteira é gerida ao* abrigo de gestão discricionária* Através de clientes particulares cuja carteira é gerida ao* abrigo de gestão discricionária 2.644.007 3,148%
24.897 0,030%
3.500 0,004%
Total imputável 11.934.343 14,208%
Banco Santander de Negócios Portugal, SA
* Directamente 28.493 0,034%
* AtravésdaBSNDealer– Sociedade Financeira de* Corretagem, SA 94.093 0,112%
* Através de fundos de pensões e de fundos de investimento* mobiliário geridos por sociedades gestoras dominadas pelo* Banco Santander de Negócios, SA:
* - Fundo de Pensões Banco Santander Portugal 81.177 0,097%
* - Fundo de Pensões Crédito Predial Português* - Fundo de Pensões do Banco Totta & Açores 405.893324.713 0,483%0,387%
* - Fundo de investimento mobiliário Santander Acções Portu-
* - gal 698.284 0,831%
* - Fundo de investimento mobiliário fechado Eurosul* - Fundo de investimento mobiliário Santander PPA 200.956681.690 0,239%0,812%
Total imputável 2.515.299 2,994%
Titular c/participação qualificada Quantidade deAcções Detidas Percentagem dedireitos de voto
Caixagest – Técnicas de Gestão de Fundos, SA
* Através do conjunto de Fundos de Investimento Mobiliários* por si geridos 1.687.223 2,009%
Total imputável 1.687.223 2,009%

Deloitte & Associados, SROC S.A. Inscrição na OROC nº 43 Registo na CMVM nº 231

Edifício Atrium Saldanha Pr. Duque de Saldanha, 1–6º 1050-094 Lisboa Portugal

RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA ELABORADO POR AUDITOR

REGISTADO NA CMVM SOBRE A INFORMAÇÃO SEMESTRAL CONSOLIDADA

Introdução

    1. Para os efeitos do artigo 246º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação consolidada para o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 da Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Empresa"), incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço consolidado (que evidencia um total de 340.235.309 Euros e um total de capital próprio de 98.680.802 Euros, incluindo um resultado líquido de 3.027.860 Euros) e nas Demonstrações consolidadas dos resultados por naturezas e por funções e na Demonstração dos fluxos de caixa do período de seis meses findo naquela data e nos correspondentes Anexos.
    1. As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos da Empresa e suas subsidiárias.

Responsabilidades

    1. É da responsabilidade do Conselho de Administração da Empresa: (i) a preparação de informação financeira consolidada que apresente de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das empresas incluídas na consolidação e o resultado consolidado das suas operações; (ii) que a informação financeira histórica, seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários; (iii) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (iv) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (v) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
    1. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se, para os aspectos materialmente relevantes, é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório de segurança moderada, profissional e independente, sobre essa informação financeira, baseado no nosso trabalho.

Âmbito

  1. O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida está isenta de distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, foi planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicabilidade, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se, para os aspectos materialmente relevantes, a informação financeira consolidada é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários.

Página 2 de 2

    1. O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira consolidada constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
    1. Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente relatório de revisão limitada sobre a informação semestral.

Parecer

  1. Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 da Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., não esteja isenta de distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal e que, nos termos das definições incluídas nas directrizes mencionadas no parágrafo 5 acima, não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.

Ênfases

    1. As demonstrações financeiras consolidadas da Empresa, em 30 de Junho de 2004, apresentam prejuízos acumulados originados nos últimos exercícios de, aproximadamente, 86.530.000 Euros e um resultado líquido positivo no semestre findo naquela data de, aproximadamente, 3.028.000 Euros (essencialmente relacionados com a principal empresa participada), tendo sido preparadas no pressuposto da continuidade das operações daquela participada e da recuperação dos respectivos trespasses (directos e indirectos) ainda não amortizados relacionados com a sua aquisição de, aproximadamente, 120.000.000 Euros. Nestas circunstâncias, a recuperação dos activos, incluindo trespasses e a classificação dos passivos, no curso normal das suas operações, dependem da continuidade do sucesso futuro das operações das suas empresas participadas e/ou do apoio financeiro dos seus accionistas.
    1. A empresa participada Edimpresa Editora, Lda., detida em 50% do seu capital e incluída na consolidação até 31 de Dezembro de 2003 pelo método integral, passou com efeitos a partir daquela data a ser incluída pelo método proporcional, uma vez que o seu controlo e gestão passaram a ser efectuados de forma partilhada com o sócio que detém os restantes 50% do seu capital. Em resultado desta situação, em 30 de Junho de 2004 o activo total e os proveitos totais vieram diminuídos comparativamente a 30 de Junho de 2003 em, aproximadamente, 31.997.000 Euros e 17.723.000 Euros, respectivamente.

Lisboa, 23 de Julho de 2004