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Impresa — Interim / Quarterly Report 2004
Sep 16, 2004
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Interim / Quarterly Report
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RELATÓRIO DE GESTÃO (1º Semestre de 2004)
Durante o primeiro semestre de 2004, a exemplo do que tem feito desde a sua constituição, a IMPRESA – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA, acompanhou a actividade das suas participadas, nos respectivos segmentos de negócio em que intervêm, tal como circunstanciadamente exposto no respectivo Relatório Consolidado de Gestão.
Na actividade das empresas participadas directa e indirectamente pela IMPRESA, são de salientar, embora de forma genérica, os seguintes factos:
1) Televisão:
- a) volume de negócios consolidado de 82,2 M€, o que representa um crescimento de 21,4% relativamente ao período homólogo de 2003;
- b) subida de 24,2% das receitas de publicidade;
- c) crescimento de 6,7% das receitas dos outros canais da SIC;
- d) melhoria significativa do EBITDA, que, atingindo 20,6 M€, teve um aumento de 114,5%, representando uma margem de 24,9%.
- e) resultado líquido positivo de 9,6 M€, face aos 635 mil euros registados em Junho de 2003.
2) Jornais:
- a) resultados líquidos positivos de 4,96 M€, correspondendo quase ao triplo dos verificados em Junho de 2003;
- b) subida de 17,1% das receitas totais consolidadas, que atingiram o valor de 28 M€ no 1º semestre de 2004;
- c) crescimento de 18,2% nas receitas de publicidade, sendo de destacar o contributo do jornal Expresso com um crescimento de 20,4% até final de Junho;
- d) de destacar os crescimentos de 27% e 18%, respectivamente, dos jornais Blitz e Autosport;
- e) crescimento de 1,7% nas vendas de publicações, apesar da diminuição de circulações;
- f) aumento de 93,9% do EBITDA, que atingiu o valor de 6,9 M€, no final do 1º semestre 2004. Este montante representou uma margem EBITDA de 24,7% no final de Junho 2004, contra os 14,9% registados em Junho 2003.

3) Revistas:
- a) aumento de 17,2 % nas receitas totais no semestre que atingiram 19,2 M€;
- b) aumento de 12,5% das receitas de circulação, apesar do aumento generalizado da concorrência no segmento;
- c) subida de 6,4% das receitas de publicidade no 1º semestre;
- d) Continuação da aposta no marketing alternativo, cujas receitas aumentaram mais de cinco vezes, destacando-se o sucesso dos produtos da Visão e das cassetes da TV Mais;
- e) subida de 16,8% dos custos operacionais, devida ao maior número de publicações, ao aumento do número de páginas de publicidade e à intensificação das acções de marketing.
- f) crescimento do EBITDA de 26,9%, para 2,2 M€, o que representa uma margem de 11,6%, comparativamente aos 10,7% obtidos em Junho de 2003.
- g) regresso desta área aos resultados positivos, com 364 mil euros em Junho 2004, contra o prejuízo de 142 mil euros registado no 1º semestre de 2003.
O Conselho de Administração, considerando a evolução favorável no 1º semestre, em que os resultados de 3.027.860 Euros foram superiores às previsões iniciais, encara com confiança a obtenção dos objectivos estabelecidos no início do corrente ano, permitindo-se, ainda, esperar que os mesmos possam ser ultrapassados.
Lisboa, 23 de Julho de 2004
O Conselho de Administração
Francisco José Pereira Pinto de Balsemão Luiz Fernando Teuscher de Almeida e Vasconcellos Alexandre de Azeredo Vaz Pinto António Cândido Seruca de Carvalho Salgado Francisco Maria Supico Pinto Balsemão
BALANÇOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003 E 31 DE DEZEMBRO DE 2003
(Montantes expressos em Euros)
| 30.06.2004 | 31.12.2003 | 30.06.2003 | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Activo | Activo | Activo | Activo | ||||||||
| Activo | Notas | bruto | Amortizações | líquido | líquido | líquido | Capital próprio e passivo | Notas | 30.06.2004 | 31.12.2003 | 30.06.2003 |
| IMOBILIZADO: | CAPITAL PRÓPRIO: | ||||||||||
| Imobilizações incorpóreas: | Capital | 35, 36 e 40 | 84.000.000 | 84.000.000 | 72.000.000 | ||||||
| Despesas de instalação | 10 | 2.225.635 | (2.027.009) | 198.626 | 383.092 | 568.446 | Prémios de emissão de acções | 35 e 40 | 97.902.257 | 97.902.257 | 89.982.257 |
| Trespasses | 10 | 76.766.958 | (22.088.824) | 54.678.134 | 56.597.051 | 58.516.229 | Ajustamentos de partes de capital | ||||
| 78.992.593 | (24.115.833) | 54.876.760 | 56.980.143 | 59.084.675 | em filiais e associadas | 40 | 4.924.132 | 4.924.132 | 5.571.481 | ||
| Imobilizações corpóreas: | Reserva legal | 40 | 281.051 | 281.051 | 281.051 | ||||||
| Equipamento administrativo | 10 | 292 | (255) | 37 | 74 | 111 | Resultados transitados | 40 | (91.454.498) | (81.252.896) | (81.252.896) |
| Resultado líquido do exercício | 40 | 3.027.860 | (10.201.602) | (6.730.920) | |||||||
| Investimentos financeiros: | Total do capital próprio | 98.680.802 | 95.652.942 | 79.850.973 | |||||||
| Partes de capital em empresas do grupo | 10 e 16 | 64.619.315 | - | 64.619.315 | 59.385.492 | 56.998.124 | |||||
| PASSIVO: | |||||||||||
| CIRCULANTE: | PROVISÕES PARA RISCOS E ENCARGOS | 34 | 29.011 | 3.968.541 | 4.108.215 | ||||||
| Dívidas de terceiros - Médio e longo prazo: | |||||||||||
| Empresas do grupo | 16 | 51.631.713 | - | 51.631.713 | 55.777.276 | 55.954.776 | DÍVIDAS A TERCEIROS - Médio e longo prazo: | ||||
| Dívidas a instituições de crédito | 50 | 50.178.699 | 54.732.389 | 57.319.968 | |||||||
| Dívidas de terceiros - Curto prazo: | Empresas do grupo | 16 | 15.375.000 | 14.350.000 | 13.250.000 | ||||||
| Empresas do grupo | - | - | - | - | 32.500 | 65.553.699 | 69.082.389 | 70.569.968 | |||
| Estado e outros entes públicos | 48 | 9.599 | - | 9.599 | 4.424 | 3.780 | DÍVIDAS A TERCEIROS - Curto prazo: | ||||
| Outros devedores | 2.497 | - | 2.497 | 2.538 | 2.911 | Dívidas a instituições de crédito | 50 | 5.771.873 | 1.291.585 | 17.301.869 | |
| 12.096 | - | 12.096 | 6.962 | 39.191 | Fornecedores, conta corrente | 103.370 | 123.691 | 19.801 | |||
| Depósitos bancários e caixa: | Estado e outros entes públicos | 48 | 55.431 | 55.914 | 55.022 | ||||||
| Depósitos bancários | 102.692 | 102.692 | 319.164 | 524 | 5.930.674 | 1.471.190 | 17.376.692 | ||||
| Caixa | 1.069 | 1.069 | 861 | 220 | |||||||
| 51 | 103.761 | 103.761 | 320.025 | 744 | ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS: | ||||||
| ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS: | Acréscimos de custos | 49 | 1.050.053 | 2.295.467 | 172.303 | ||||||
| Custos diferidos | 49 | 557 | 557 | 557 | 530 | ||||||
| Total de amortizações | (24.116.088) | Total do passivo | 72.563.437 | 76.817.587 | 92.227.178 | ||||||
| Total do activo | 195.360.327 | (24.116.088) | 171.244.239 | 172.470.529 | 172.078.151 | Total do capital próprio e do passivo | 171.244.239 | 172.470.529 | 172.078.151 | ||
O anexo faz parte integrante do balanço em 30 de Junho de 2004.
DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS POR NATUREZAS PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003
(Montantes expressos em Euros)
| CUSTOS E PERDAS | Notas | 2004 | 2003 | PROVEITOS E GANHOS | Notas | 2004 | 2003 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Fornecimentos e serviços externosCustos com o pessoal: | 358.293 | 173.292 Proveitos e ganhos financeiros (B) | 45 | 8.017.177 | 686.049 | ||
| RemuneraçõesEncargos sociais: | 1.234.593 | 403.136 Proveitos e ganhos extraordinários | 46 | - | 340.251 | ||
| Outros | 159.483 | 76.621 | |||||
| 1.394.076 | 479.757 | ||||||
| Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo | 10 | 2.103.420 | 184.148 | ||||
| 3.855.789 | 837.197 | ||||||
| Impostos | 125 | 182 | |||||
| Outros custos e perdas operacionais | 3.105 | 32.881 | |||||
| 3.230 | 33.063 | ||||||
| (A) | 3.859.019 | 870.260 | |||||
| Custos e perdas financeiros | 45 | 1.126.693 | 6.884.246 | ||||
| (C) | 4.985.712 | 7.754.506 | |||||
| Custos e perdas extraordinários | 46 | 1.605 | 10 | ||||
| (E) | 4.987.317 | 7.754.516 | |||||
| Imposto sobre o rendimento | 6 | 2.000 | 2.704 | ||||
| (F) | 4.989.317 | 7.757.220 | |||||
| Resultado líquido do semestre | 3.027.860 | (6.730.920) | |||||
| 8.017.177 | 1.026.300 | (D) | 8.017.177 | 1.026.300 | |||
| Resultados operacionais: | - (A) | (3.859.019) | (870.260) | ||||
| Resultados financeiros: | (B) - (C-A) | 6.890.484 | (6.198.197) | ||||
| Resultados correntes: | (B) - (C) | 3.031.465 | (7.068.457) | ||||
| Resultados antes de impostos: | (D) - (E) | 3.029.860 | (6.728.216) |
O anexo faz parte integrante da demonstração dos resultados por naturezas para o semestre findo em 30 de Junho de 2004.
Resultado líquido do semestre: (D) - (F) 3.027.860 (6.730.920)
DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES
PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003
(Montantes expressos em Euros)
| Nota 52 | 2004 | 2003 | |
|---|---|---|---|
| Outros proveitos e ganhos operacionais | - | 339.731 | |
| Custos administrativos | (a) | (1.936.998) | (837.201) |
| Outros custos e perdas operacionais | (b) | (4.709) | (33.059) |
| Resultados operacionais | (1.941.707) | (530.529) | |
| Custo líquido de financiamento | (1.100.795) | (1.906.311) | |
| Ganhos/ (Perdas) em filiais e associadas | 7.991.279 | (2.372.712) | |
| Perdas em outros investimentos | (1.918.917) | (1.919.174) | |
| Resultados não usuais ou não frequentes | - | 510 | |
| Resultados correntes | 3.029.860 | (6.728.216) | |
| Impostos sobre os resultados correntes | (2.000) | (2.704) | |
| Resultado líquido do semestre | 3.027.860 | (6.730.920) | |
O anexo faz parte integrante da demonstração dos resultados por funções para o semestre findo em 30 de Junho de 2004.
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS SEMESTRES
FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003
(Montantes expressos em Euros)
| Notas | 2004 | 2003 | |
|---|---|---|---|
| ACTIVIDADES OPERACIONAIS:Pagamentos a fornecedores | (407.246) | (680.544) | |
| Pagamentos ao pessoal | (2.194.559) | (855.974) | |
| Fluxos gerados pelas operações | (2.601.805) | (1.536.518) | |
| (Pagamento) / recebimento do imposto sobre o rendimento | (7.174) | 5.661 | |
| Pagamentos relativos à actividade operacional | (3.672) | (25.256) | |
| Fluxos gerados antes das rubricas extraordinárias | (2.612.651) | (1.556.113) | |
| Recebimentos relacionados com rubricas extraordinárias | - | 262.754 | |
| Pagamentos relacionados com rubricas extraordinárias | (75) | (974) | |
| Fluxos das actividades operacionais (1) | (2.612.726) | (1.294.333) | |
| ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO: | |||
| Recebimentos provenientes de: | |||
| Dividendos | 10 | 2.783.354 | 1.700.310 |
| Reservas distribuídas | - | 2.800.000 | |
| Empréstimos concedidos | 178.605 | 210.000 | |
| Alienação de acções do Equity Swap | - | 499.549 | |
| Juros e proveitos similares | - | 1.550 | |
| 2.961.959 | 5.211.409 | ||
| Pagamentos respeitantes a:Investimentos financeiros | - | (2.500) | |
| - | (2.500) | ||
| Fluxos das actividades de investimento (2) | 2.961.959 | 5.208.909 | |
| ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO: | |||
| Recebimentos provenientes de: | |||
| Empréstimos obtidos: | |||
| De instituições de crédito | - | 18.624.412 | |
| De empresas do grupo | 16 | 1.400.000 | 14.350.000 |
| Aumentos de capital e prémio de emissão de acções | - | 19.920.000 | |
| 1.400.000 | 52.894.412 | ||
| Pagamentos respeitantes a: | |||
| Equity swap | - | (19.088.770) | |
| Empréstimos obtidos de instituições de crédito | (1.291.585) | (33.547.833) | |
| Juros e custos similares | (1.517.095) | (4.466.504) | |
| Empréstimos obtidos de empresas do grupo | (375.000) | - | |
| (3.183.680) | (57.103.107) | ||
| Fluxos das actividades de financiamento (3) | (1.783.680) | (4.208.695) | |
| Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) | (1.434.447) | (294.119) | |
| Caixa e seus equivalentes no início do período | 51 | 320.025 | 614.144 |
| Caixa e seus equivalentes no fim do período | 51 | (1.114.422) | 320.025 |
O anexo faz parte integrante da demonstração dos fluxos de caixa para o semestre findo em 30 de Junho de 2004.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
NOTA INTRODUTÓRIA
A Impresa - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Empresa" ou "Impresa") tem sede em Lisboa, foi constituída em 18 de Outubro de 1990 e tem como actividade principal a gestão de participações sociais noutras sociedades.
O Grupo Impresa ("Grupo") é constituído pela Impresa e empresas subsidiárias. O Grupo actua na área de media, nomeadamente através da difusão de programas de televisão e da edição de publicações (jornais e revistas) e de outros meios audiovisuais.
As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano Oficial de Contabilidade. As notas cuja numeração é omitida neste anexo não são aplicáveis à Empresa ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras anexas.
3. BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS
As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, mantidos de acordo com princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal.
Estas demonstrações financeiras reflectem apenas as contas individuais da Empresa. Embora os investimentos financeiros tenham sido registados pelo método da equivalência patrimonial, o que está de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal, estas demonstrações financeiras não incluem o efeito da consolidação integral ao nível dos activos, passivos, proveitos e custos, as quais reflectem, relativamente às contas individuais, as seguintes diferenças:
| Aumentos/ | |
|---|---|
| (Diminuições) | |
| Total do activo líquido | 168.991.070 |
| Total do passivo (excluindo interesses minoritários) | 164.490.970 |
| Proveitos totais | 123.481.731 |
Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras foram os seguintes:
a) Imobilizações incorpóreas
As imobilizações incorpóreas, que compreendem despesas de instalação, estudos de reorganização e trespasses decorrentes de aquisição de partes de capital, encontram-se registadas ao custo e são amortizadas pelo método das quotas constantes. As despesas de instalação são amortizadas num período de três anos, os estudos de reorganização são amortizados num período de seis anos e os trespasses são amortizados no período estimado de recuperação dos investimentos financeiros, actualmente fixado em 20 anos (Nota 10). As perdas por imparidade, quando existem, são imediatamente reconhecidas no momento da sua ocorrência.
b) Investimentos financeiros
Os investimentos financeiros em empresas do grupo são registados pelo método de equivalência patrimonial, sendo as participações inicialmente contabilizadas pelo custo de aquisição, o qual foi acrescido ou reduzido da diferença entre aquele valor e o valor proporcional à participação nos capitais próprios dessas empresas, reportado à data da primeira aplicação do referido método, ou à data de aquisição, para os investimentos financeiros adquiridos posteriormente. Em consequência:
- a diferença entre o custo de aquisição dos investimentos financeiros e a proporção dos capitais próprios das empresas participadas reportados a 1 de Janeiro de 1992 (data da primeira aplicação do método de equivalência patrimonial) foi registada em capitais próprios na rubrica "Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas";
- a diferença entre o custo de aquisição dos investimentos financeiros e a proporção dos capitais próprios das empresas participadas à data de aquisição, em datas posteriores a 1 de Janeiro de 1992, é registada na rubrica "Trespasses" (Nota 3.a)).
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
De acordo com o método de equivalência patrimonial, as participações financeiras são ajustadas anualmente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos, ou outras variações nos capitais próprios das empresas do grupo, por contrapartida de ganhos ou perdas do exercício, ou de ajustamentos de partes de capital, respectivamente.
Adicionalmente, os dividendos recebidos destas empresas são registados como uma diminuição do valor dos investimentos financeiros.
c) Especialização de exercícios
As receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual as receitas e despesas são reconhecidas à medida em que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos (Nota 49).
d) Pensões
Conforme mencionado na Nota 31, determinadas empresas do Grupo (Impresa, Sojornal, Cinforma, Medipress e Imprejornal) assumiram o compromisso de conceder aos seus empregados e administradores remunerados admitidos até 5 de Julho de 1993 prestações pecuniárias a título de complementos de reforma por velhice, invalidez e pensões de sobrevivência. Estas prestações são calculadas com base numa percentagem crescente com o número de anos de serviço do empregado, aplicada à tabela salarial, ou numa percentagem fixa aplicada ao salário base, à data de aniversário definida como sendo os valores em 2002.
Nos termos da Directriz Contabilística nº 19, os custos com a atribuição destes benefícios são reconhecidos à medida que os serviços são prestados pelos empregados beneficiários. Deste modo, no final de cada período contabilístico a Empresa obtém um estudo actuarial elaborado por uma entidade independente, no sentido de conhecer o valor das suas responsabilidades a essa data e o custo com pensões a registar nesse exercício. As responsabilidades assim estimadas são comparadas com os valores de mercado do fundo de pensões, de forma a determinar o montante das contribuições a efectuar ou a registar no passivo. Os custos com pensões são registados na rubrica "Custos com o pessoal – Encargos sociais", conforme previsto pela referida Directriz, com base nos valores determinados pelo estudo actuarial (Nota 31).
e) Imposto sobre o rendimento
Os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação.
Os activos e passivos por impostos diferidos são calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação que se esperam estarem em vigor à data da reversão das diferenças temporárias.
Os activos por impostos diferidos são registados unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para os utilizar. Na data de cada balanço é efectuada uma reapreciação das diferenças temporárias subjacentes aos activos por impostos diferidos no sentido de reconhecer activos por impostos diferidos não registados anteriormente por não terem preenchido as condições para o seu registo e/ou para reduzir o montante de impostos diferidos activos registados em função da expectativa actual da sua recuperação futura.
6. IMPOSTOS
A Empresa encontra-se sujeita a tributação em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas – IRC, à taxa de 25%, acrescida de Derrama à taxa de 10%, resultando numa taxa de imposto agregada de 27,5%. Adicionalmente e face à sua forma jurídica, a Empresa está abrangida pela legislação fiscal que rege as sociedades gestoras de participações sociais. De acordo com esta legislação, os ganhos e perdas em empresas do grupo resultantes da aplicação do método de equivalência patrimonial, os dividendos recebidos das empresas participadas, a amortização dos trespasses decorrentes da aquisição de partes de capital e os encargos financeiros relacionados com a aquisição de partes sociais, não são considerados para efeitos fiscais.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
A Empresa é tributada em sede de IRC pelo resultado fiscal consolidado, com as subsidiárias, Soincom – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Soincom"), Hoge – Sociedade Gestora de Participações Sociais, Lda. ("Hoge") e Controljornal – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Controljornal") e as empresas por esta participadas, Sojornal – Sociedade Jornalística e Editorial, S.A. e sua participada Sojornal.com – Consultoria Internet, Lda., Medipress – Sociedade Jornalística e Editorial, Lda., Imprejornal – Sociedade de Impressão, S.A., Cinforma – Centro de Informática, Lda. e Publisurf – Edições e Publicidade, Lda.. As restantes empresas subsidiárias da Impresa são tributadas individualmente.
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (dez anos para a Segurança Social até 2000, e cinco anos a partir de 2001), excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são prolongados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais da Empresa dos anos de 2000 a 2004 poderão ainda vir a ser sujeitas a revisão. O Conselho de Administração entende que eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras em 30 de Junho de 2004.
Nos termos do artigo 81º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas, a Empresa encontra-se sujeita a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo mencionado.
Nos termos da legislação em vigor, os prejuízos fiscais são reportáveis durante um período de seis anos após a sua ocorrência e susceptíveis de dedução a lucros fiscais gerados durante esse período. Em 30 de Junho de 2004 os prejuízos fiscais reportáveis da Impresa e suas empresas subsidiárias tributadas pelo resultado fiscal consolidado ascendiam a, aproximadamente, 36.791.000 Euros.
Os impostos diferidos a registar em conformidade com a Directriz Contabilística nº 28 respeitam essencialmente aos prejuízos fiscais reportáveis existentes nesta data. Uma vez que no entendimento do Conselho de Administração da Empresa não são esperados resultados fiscais futuros suficientes que compensem esses prejuízos fiscais, a Empresa não registou os correspondentes impostos diferidos activos.
7. NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL
Durante os períodos findos em 30 de Junho de 2004 e 2003, a Empresa teve ao seu serviço 5 empregados.
10. MOVIMENTO DO ACTIVO IMOBILIZADO
Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004 o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas e corpóreas e dos investimentos financeiros foi o seguinte:
| Activo bruto | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Saldo | Equivalência | Saldo | |||||
| inicial | Diminuições | patrimonial | final | ||||
| Imobilizações incorpóreas: | |||||||
| Despesas de instalação | 2.225.635 | - | - | 2.225.635 | |||
| Trespasses | 76.766.958 | - | - | 76.766.958 | |||
| 78.992.593 | - | - | 78.992.593 | ||||
| Imobilizações corpóreas:Equipamento administrativo | 292 | - | - | 292 | |||
| Investimentos financeiros:Partes de capital em empresasdo grupo (Nota 16) | 59.385.492 | (2.783.354) | 8.017.177 | 64.619.315 |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
A diminuição verificada na rubrica "Partes de capital em empresas do grupo" refere-se a dividendos recebidos das empresas participadas Controljornal e Hoge, no valor 2.366.354 Euros e 417.000 Euros respectivamente.
| Custo deaquisição | Proporção doscapitais própriosà data deaquisição | Trespasseoriginal | Abateextraordinário | Trespassecorrigido | Amortizaçãoacumulada | Valorlíquido | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Soincom | 137.506.080 | 23.897.912 | 113.608.168 | (67.924.008) | 45.684.160 | (11.320.794) | 34.363.366 |
| Controljornal | 34.011.372 | 5.253.736 | 28.757.636 | - | 28.757.636 | (10.186.998) | 18.570.638 |
| Gesco | 2.566.390 | 241.228 | 2.325.162 | - | 2.325.162 | (581.032) | 1.744.130 |
| 174.083.842 | 29.392.876 | 144.690.966 | (67.924.008) | 76.766.958 | (22.088.824) | 54.678.134 |
Em 30 de Junho de 2004, a rubrica "Trespasses" tem a seguinte composição:
Em 31 de Dezembro de 2000, a Empresa solicitou a uma entidade independente um estudo de avaliação para proceder à análise de imparidade dos trespasses decorrentes de aquisições de acções da Soincom (empresa cujo principal activo é a sua participação financeira de 51% no capital da SIC - Sociedade Independente de Comunicação, S.A. ("SIC")), reportada a 31 de Dezembro de 2000. Em resultado desta análise, foi identificada uma diferença, face ao justo valor dessa participação financeira, de 67.924.008 Euros, a qual originou uma amortização extraordinária do trespasse de igual montante registada em custos extraordinários, no final daquele exercício. No exercício de 2003, a Empresa voltou a solicitar a uma entidade independente um estudo de avaliação da SIC, para os mesmos efeitos, e concluiu que, naquela data, o seu valor contabilístico (incluindo o valor de trespasses, líquido de amortizações acumuladas) é inferior ao seu valor estimado de realização.
Da aplicação do método de equivalência patrimonial aos investimentos financeiros nas empresas do grupo e outras empresas em 30 de Junho de 2004 resultaram os seguintes movimentos:
| Ganhos emempresasdo grupo(Nota 45) | Perdas emempresasdo grupo(Nota 45) | Provisões parariscos eencargos(Nota 34) | Investimentosfinanceiros | |
|---|---|---|---|---|
| Controljornal | (5.108.855) | - | - | 5.108.855 |
| Edimpresa - Editora, Lda. | (364.065) | - | - | 364.065 |
| Hoge | (516.886) | - | 516.886 | |
| Office Share - Gestão de Imovéis e Serviços, Lda. | - | 25.898 | (25.898) | - |
| Soincom | (2.027.371) | - | - | 2.027.371 |
| (8.017.177) | 25.898 | (25.898) | 8.017.177 |
Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004, o movimento ocorrido nas amortizações acumuladas foi o seguinte:
| Amortizações acumuladas | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Saldo | Saldo | |||||
| inicial | Reforços | final | ||||
| Imobilizações incorpóreas: | ||||||
| Despesas de instalação | 1.842.543 | 184.466 | 2.027.009 | |||
| Trespasses | 20.169.907 | 1.918.917 | 22.088.824 | |||
| 22.012.450 | 2.103.383 | 24.115.833 | ||||
| Imobilizações corpóreas: | ||||||
| Equipamento administrativo | 218 | 37 | 255 |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
16. EMPRESAS DO GRUPO
Partes de capital em empresas do grupo:
Em 30 de Junho de 2004, a informação financeira relativa às partes de capital em empresas do grupo era como segue:
| Entidade | Sede | Activo | Capitalpróprio | Proveitostotais | Resultadolíquido | Percentagemde participaçãodirecta | Investimentosfinanceiros(Nota 10) | Provisão paraperdas eminvestimentosfinanceiros(Nota 34) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Controljornal | Lisboa | 17.882.766 | 15.499.924 | 5.545.976 | 5.108.855 | 100% | 15.499.924 | - |
| Edimpresa | Oeiras | 64.736.236 | 4.379.446 | 39.375.209 | 728.129 | 50% | 2.189.723 | - |
| Hoge | Lisboa | 2.532.939 | 579.951 | 517.700 | 516.886 | 100% | 579.951 | - |
| Office Share | Oeiras | 1.048.389 | (58.022) | 1.666.984 | (51.796) | 50% | - | (29.011) |
| Soincom | Lisboa | 97.981.430 | 46.349.717 | 4.904.578 | 2.027.371 | 100% | 46.349.717 | - |
| 64.619.315 | (29.011) |
As informações supra referidas relativas às empresas do grupo foram extraídas das respectivas demonstrações financeiras em 30 de Junho de 2004.
Empréstimos e prestações suplementares concedidos a empresas do grupo:
Em 30 de Junho de 2004, os empréstimos concedidos a empresas do grupo são os seguintes:
Médio e longo prazo:
| Soincom (a) | 51.631.713 | |
|---|---|---|
| ========= | ||
| (a) | Em 30 de Junho de 2004, este montante tem a seguinte composição: | |
| Suprimentos concedidosEmpréstimo concedido à Soincom (Nota 50) | 5.991.70545.640.008 | |
| --------------- | ||
| 51.631.713========= |
Em 30 de Junho de 2004, os suprimentos concedidos à Soincom não vencem juros, não estando previsto o seu reembolso no curto prazo.
Empréstimos obtidos de empresas do grupo a médio e longo prazo:
| ========= | |
|---|---|
| 15.375.000 | |
| Hoge (a) | 725.000---------------- |
| Controljornal (a) | 1.400.000 |
| Imprejornal (a) | 5.750.000 |
| Sojornal (a) | 7.500.000 |
(a) Estes empréstimos não têm prazo de reembolso definido, embora não esteja previsto ocorrer no curto prazo, e não vencem juros.
19. VALORES DE MERCADO DO ACTIVO CIRCULANTE
Em 30 de Junho de 2004, não haviam diferenças, que não estivessem cobertas por provisões, entre os valores das rubricas do activo circulante, calculadas de acordo com os critérios valorimétricos adoptados pela Empresa, e o respectivo valor de mercado ou de realização.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
31. COMPROMISSOS FINANCEIROS ASSUMIDOS E NÃO INCLUÍDOS NO BALANÇO
Determinadas empresas do Grupo (Impresa, Sojornal, Cinforma, Medipress e Imprejornal) assumiram o compromisso de conceder aos empregados e administradores remunerados admitidos até 5 de Julho de 1993 prestações pecuniárias a título de complemento de pensões de reforma por velhice e invalidez. Estas prestações são calculadas com base numa percentagem crescente com o número de anos de serviço do empregado, aplicada à tabela salarial, ou numa percentagem fixa aplicada ao salário base, à data de aniversário definida como sendo os valores em 2002.
Em 1987 as empresas supra referidas criaram um fundo de pensões autónomo para cobrir as suas responsabilidades e as de outras empresas do grupo pelo pagamento das prestações pecuniárias acima referidas, sendo da responsabilidade da Empresa a gestão conjunta das responsabilidades decorrentes desta situação, bem como do respectivo fundo de pensões.
De acordo com um estudo actuarial realizado pela sociedade gestora do fundo, o valor actual das responsabilidades do conjunto das empresas supra referidas por serviços passados dos seus empregados activos e reformados em 30 de Junho de 2004 foi estimado em 5.962.716 Euros, sendo que o valor do fundo a essa data ascendia a 5.752.466 Euros, tendo a Sojornal registado uma provisão de
210.250 Euros para fazer face às responsabilidades não cobertas pelo fundo.
O estudo foi efectuado utilizando o método denominado por "Unit Credit Projected" para o cálculo das pensões por velhice e o método denominado por "Prémios Únicos Sucessivos" para o cálculo das pensões por invalidez e considerou, naquela data, os seguintes principais pressupostos e bases técnicas e actuariais:
| Taxa anual de rendimento do Fundo | 6% |
|---|---|
| Taxa de crescimento salarial | 0% |
| Taxa de crescimento do salário mínimo nacional | 4,5% |
| Taxa técnica actuarial | 4% |
| Taxa de crescimento salarial para efeitos da determinação | |
| da pensão da Segurança Social | 2% |
| Tábuas actuariais: | |
| Mortalidade: | TV 73/77 |
| Invalidez: | EVK 80 |
| Rotação de empregados: | Nula |
32. GARANTIAS PRESTADAS
Em 30 de Junho de 2004, a Impresa mantém o penhor de acções representativas de 51% do capital da Controljornal e a Controljornal mantém o penhor de 408.000 acções representativas da totalidade do capital da Sojornal para garantir um empréstimo obtido pela Impresa junto do Banco Totta & Açores, S.A. e da Caixa Banco de Investimento, S.A..
Em 30 de Junho de 2004, a Impresa mantém o penhor de acções representativas de 51,66% do capital da Soincom para garantir um empréstimo contraído inicialmente por esta empresa participada junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A., o qual foi transferido para a Impresa em 2001; adicionalmente, como garantia do referido empréstimo a Soincom tem empenhadas acções representativas de 25% do capital da sua participada SIC (Nota 50).
Adicionalmente, e até ao montante máximo de 16.070.000 Euros, a Impresa mantém o penhor de acções representativas de 48,34% do capital da Soincom e a Soincom mantém o penhor de acções representativas de 26% do capital da SIC.
Em 30 de Junho de 2004, a Empresa mantém o penhor das quotas representativas de 50% do capital da Edimpresa para garantir um empréstimo contraído pela Edimpresa junto do Banco Espírito Santo de Investimento, S.A..
Em 30 de Junho de 2004, a Impreger (accionista maioritário da Impresa) mantém o penhor de acções representativas de 6,78% do capital da Impresa para garantir um empréstimo contraído por aquela junto do Banco Português de Investimento, S.A. e da Caixa Geral de Depósitos, S.A..
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
34. MOVIMENTO OCORRIDO NAS PROVISÕES
Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004, o movimento ocorrido nas provisões foi o seguinte:
| Equivalência | |||
|---|---|---|---|
| Saldo | patrimonial | Saldo | |
| inicial | Utilização | (Nota 10) | final |
| 3.968.541 | (3.965.428) | 25.898 | 29.011 |
| 3.968.541 | (3.965.428) | 25.898 | 29.011 |
(a) A diminuição verificada no semestre findo em 30 de Junho de 2004 resulta da anulação de contas a receber de uma empresa participada que foi dissolvida em 2004.
36. COMPOSIÇÃO DO CAPITAL
Em 30 de Junho de 2004, o capital da Empresa encontrava-se totalmente subscrito e realizado e ascendia a 84.000.000 Euros, estando representado por 84.000.000 de acções com o valor nominal de um Euro cada.
37. IDENTIFICAÇÃO DE PESSOAS COLECTIVAS COM MAIS DE 20% DO CAPITAL
A seguinte pessoa colectiva detém mais de 20% do capital subscrito em 30 de Junho de 2004:
Impreger – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. 50,31%
40. MOVIMENTO OCORRIDO NAS RUBRICAS DO CAPITAL PRÓPRIO
O movimento ocorrido nos saldos das rubricas do capital próprio, durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004, foi o seguinte:
| Saldoinicial | Aumentos | Transfe-rências | Saldofinal | |
|---|---|---|---|---|
| Capital | 84.000.000 | - | - | 84.000.000 |
| Prémios de emissão de acções | 97.902.257 | - | - | 97.902.257 |
| Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas | 4.924.132 | - | - | 4.924.132 |
| Reserva legal | 281.051 | - | - | 281.051 |
| Resultados transitados | (81.252.896) | - | (10.201.602) | (91.454.498) |
| Resultado líquido do exercício | (10.201.602) | 3.027.860 | 10.201.602 | 3.027.860 |
| 95.652.942 | 3.027.860 | - | 98.680.802 |
Prémios de emissão de acções: O valor registado nesta rubrica resulta dos ágios obtidos nos aumentos de capital ocorridos em exercícios anteriores. Segundo a legislação em vigor, a utilização do valor incluído nesta rubrica segue o regime aplicável à reserva legal, ou seja, não pode ser distribuído aos accionistas, podendo, contudo, ser utilizado para absorver prejuízos depois de esgotadas todas as outras reservas, ou incorporado no capital.
Reserva legal: A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.
Aplicação de resultados: Conforme deliberado na Assembleia Geral realizada em 16 de Abril de 2004, o prejuízo do exercício findo em 31 de Dezembro de 2003 foi integralmente transferido para a rubrica "Resultados transitados".
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
43. REMUNERAÇÃO DOS MEMBROS DOS ORGÃOS SOCIAIS
Com referência ao período findo em 30 de Junho de 2004, foram atribuídas remunerações aos membros do Conselho de Administração da Impresa de 500.217 Euros a pagar pela Impresa e pelas restantes empresas do Grupo.
Com referência ao período findo em 30 de Junho de 2004, foram atribuídas remunerações ao Fiscal Único da Impresa no montante de 79.600 Euros.
45. DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS FINANCEIROS
Os resultados financeiros dos semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003 têm a seguinte composição:
| 2004 | 2003 | |
|---|---|---|
| Custos e perdas: | ||
| Juros suportados | 1.096.567 | 1.470.958 |
| Perdas em empresas do grupo (Nota 10) | 25.898 | 3.058.761 |
| Amortização de trespasses (a) | - | 1.919.174 |
| Outros custos e perdas financeiros | 4.228 | 435.353 |
| ------------- | ------------- | |
| 1.126.693 | 6.884.246 | |
| Resultados financeiros | ( 6.890.484 ) ( 6.198.197 ) | |
| ------------- | ------------- | |
| 8.017.177 | 686.049 | |
| ======== | ====== | |
| Proveitos e ganhos: | ||
| Ganhos em empresas do grupo (Nota 10) | 8.017.177 | 686.049 |
| ------------- | ----------- | |
| 8.017.177 | 686.049 | |
| ======== | ====== |
(a) No segundo semestre de 2003, a empresa passou a registar as amortizações dos trespasses na rubrica "Amortizações do exercício".
46. DEMOSTRAÇÃO DOS RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS
Os resultados extraordinários dos semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003 têm a seguinte composição:
| 2004 | 2003 | ||
|---|---|---|---|
| Custos e perdas: | |||
| Outros | 1.605 | 10 | |
| ------- | --- | ||
| 1.605 | 10 | ||
| Resultados extraordinários | ( 1.605 ) | 340.241 | |
| ------ | ----------- | ||
| - | 340.251 | ||
| == | ====== | ||
| Proveitos e ganhos: | |||
| Redução de provisões (Nota 34) | - | 77.566 | |
| Outros | - | ||
| 262.685 | |||
| --- | ----------- | ||
| - | 340.251 | ||
| == | ====== |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
48. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
Em 30 de Junho de 2004, os saldos com estas entidades tinham a seguinte composição:
| Saldos devedores: | |
|---|---|
| Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (a) | 9.599 |
| ==== | |
| Saldos credores: | |
| Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares | 24.654 |
| Imposto sobre o valor acrescentado – IVA | 340 |
| Contribuições para a Segurança Social | 30.437 |
| --------- | |
| 55.431 | |
| ===== |
(a) Este saldo inclui os pagamentos por conta realizados em 2004 e as retenções na fonte deduzidos da estimativa de imposto, como segue:
| Pagamentos por conta | 11.599 |
|---|---|
| Estimativa de imposto | ( 2.000 ) |
| -------- | |
| 9.599 | |
| ==== |
49. ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
Em 30 de Junho de 2004, estas rubricas têm a seguinte composição:
| Custos diferidos: | |
|---|---|
| Seguros | 557 |
| === | |
| Acréscimos de custos: | |
| Remunerações e bónus a liquidar | 1.050.053 |
| ======== |
50. DÍVIDAS A INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO
Em 30 de Junho de 2004, o saldo de dívidas a instituições de crédito dizia respeito a:
| Curtoprazo | Médio elongo prazo | Total | |
|---|---|---|---|
| Caixa Geral de Depósitos,S.A. (a) | - | 30.000.000 | 30.000.000 |
| Banco Totta & Açores, S.A. e Caixa Banco | |||
| de Investimento, S.A. (b) | 3.990.383 | 13.866.582 | 17.856.965 |
| Banco Português de Investimento, S.A. e | |||
| Caixa Geral de Depósitos,S.A. (c) | 563.307 | 6.312.117 | 6.875.424 |
| Descoberto bancário (d) (Nota 51) | 1.218.183 | - | 1.218.183 |
| 5.771.873 | 50.178.699 | 55.950.572 |
(a) Em Novembro de 1999 foi celebrado pela Soincom um contrato de financiamento com a Caixa Geral de Depósitos, S.A. no montante inicial de 54.867.769 Euros, a ser reembolsado em prestações anuais com vencimento em 30 de Junho de cada ano. No exercício de 2001, a Soincom transferiu para a Impresa a sua posição contratual no referido empréstimo, tendo a Impresa registado um valor a receber dessa empresa participada de igual montante (Nota 16). Consequentemente, a Impresa assumiu perante a Caixa Geral de Depósitos, S.A. todas as obrigações da Soincom decorrentes do referido contrato.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
O contrato de financiamento referente a este empréstimo tinha originalmente considerados determinados covenants, os quais foram suspensos em 2001 por acordo com a Caixa Geral de Depósitos, S.A..
No exercício findo em 31 de Dezembro de 2003, a Empresa procedeu à renegociação da dívida através de aditamento ao contrato inicial com a Caixa Geral de Depósitos, S.A., do qual resultou uma data de reembolso de capital fixada em 31 de Janeiro de 2005 ou, por opção da Empresa, de acordo com um plano a definir, desde que as responsabilidades emergentes sejam integralmente pagas até 23 de Novembro de 2008.
Este empréstimo vence juros a uma taxa correspondente à Euribor a seis meses adicionada de 1,75% e o seu pagamento é efectuado semestral e postecipadamente.
Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo a Empresa mantém o penhor das acções representativas de 51,66% do capital da Soincom e esta empresa participada efectuou o penhor das acções representativas de 25% do capital da SIC (Nota 32).
Adicionalmente, e até ao montante máximo de 16.070.000 Euros, a Impresa mantém o penhor das acções representativas de 48,34% do capital da Soincom e a Soincom efectuou o penhor das acções representativas de 26% do capital da SIC (Nota 32).
(b) Este montante refere-se a um empréstimo bancário contraído em 1998 junto do Banco Totta & Açores, S.A. e da Caixa Banco de Investimento, S.A., no montante inicial de 34.915.853 Euros que em 30 de Junho de 2004 vencia juros a uma taxa correspondente à EURIBOR a seis meses acrescida de 1,25%. O empréstimo é amortizado no final do primeiro semestre de cada ano conforme segue:
| 2005 | 3.990.383 |
|---|---|
| 2006 | 4.489.181 |
| 2007 | 9.377.401 |
| 13.866.582 | |
| 17.856.965 |
Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo, a Empresa mantém o penhor de acções representativas de 51% do capital da Controljornal e a Controljornal efectuou o penhor de 408.000 acções representativas da totalidade do capital da Sojornal (Nota 32).
O contrato de financiamento referente a este empréstimo inclui determinados covenants que a Empresa deve cumprir até ao integral pagamento destas responsabilidades.
(c) O saldo desta rubrica refere-se a um empréstimo bancário contraído em 5 de Junho de 2003 junto do Banco Português de Investimento, S.A. e da Caixa Geral de Depósitos, S.A., até ao montante máximo de 7.500.000 Euros.
Este empréstimo vence juros a uma taxa correspondente à Euribor a três meses adicionada de 2,25% e o seu pagamento é efectuado trimestral e postecipadamente. O empréstimo é amortizado trimestralmente conforme segue:
| 2005 - Primeiro semestre | 563.307 |
|---|---|
| 2005 - Segundo semestre | 1.126.615 |
| 2006 | 2.253.229 |
| 2007 | 2.253.229 |
| 2008 | 679.044 |
| 6.312.117 | |
| 6.875.424 |
(d) O descoberto bancário vence juros a taxas de mercado para operações similares.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
51. DISCRIMINAÇÃO DOS COMPONENTES DE CAIXA E SEUS EQUIVALENTES
A discriminação de caixa e seus equivalentes em 30 de Junho de 2004 e 31 de Dezembro de 2003 é como segue:
| ======= | ====== | |
|---|---|---|
| Caixa e seus equivalentes | ( 1.114.422 ) | 320.025 |
| ------------- | ----------- | |
| Descoberto bancário (Nota 50) | ( 1.218.183 ) | - |
| ------------- | ----------- | |
| 103.761 | 320.025 | |
| ---------- | ----------- | |
| Depósitos bancários | 102.692 | 319.164 |
| Numerário | 1.069 | 861 |
| 2004 | 2003 |
52. DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES
A demonstração dos resultados por funções foi elaborada tendo em consideração o disposto na Directriz Contabilística n.º 20, havendo os seguintes aspectos a salientar:
- (a) A rubrica de "Custos administrativos" da demonstração dos resultados por funções ("DRF") inclui diversas rubricas da demonstração dos resultados por naturezas ("DRN"), nomeadamente: "Fornecimentos e serviços externos" , "Custos com o pessoal" e "Amortizações do exercício".
- (b) A rubrica "Outros custos e perdas operacionais" da DRF inclui os valores registados nas rubricas "Impostos" e "Outros custos e perdas operacionais" da DRN.
53. CONTINGÊNCIAS
Em 30 de Junho de 2004, encontram-se a decorrer contra algumas empresas do Grupo diversas acções interpostas por terceiros, cujos montantes e desfechos não são conhecidos à data de preparação destas demonstrações financeiras. Na opinião do Conselho de Administração/Gerência e dos advogados dessas empresas do Grupo, não se prevê que dessas acções venham a resultar responsabilidades de valores significativos, que não se encontrem cobertas por provisões registadas nas demonstrações financeiras em 30 de Junho de 2004 da Empresa ou dessas empresas do Grupo.

Deloitte & Associados, SROC S.A. Inscrição na OROC nº 43 Registo na CMVM nº 231
Edifício Atrium Saldanha Pr. Duque de Saldanha, 1–6º 1050-094 Lisboa Portugal
RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA ELABORADO POR AUDITOR REGISTADO NA CMVM SOBRE A INFORMAÇÃO SEMESTRAL INDIVIDUAL
Introdução
-
- Para os efeitos do artigo 246º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação financeira do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 da Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Empresa"), incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço (que evidencia um total de 171.244.239 Euros e um total de capital próprio de 98.680.802 Euros, incluindo um resultado líquido de 3.027.860 Euros) e nas Demonstrações dos resultados por naturezas e por funções e na Demonstração dos fluxos de caixa do período de seis meses findo naquela data e nos correspondentes Anexos.
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- As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos da Empresa.
Responsabilidades
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- É da responsabilidade do Conselho de Administração da Empresa: (i) a preparação de informação financeira histórica semestral de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários; (ii) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (iii) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (iv) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
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- A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se, para os aspectos materialmente relevantes, é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório de segurança moderada, profissional e independente, sobre essa informação financeira, baseado no nosso trabalho.
Âmbito
- O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida está isenta de distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, foi planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicabilidade, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se, para os aspectos materialmente relevantes, a informação financeira consolidada é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários.

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-
- O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
-
- Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente relatório de revisão limitada sobre a informação semestral.
Parecer
- Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 da Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., não esteja isenta de distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal e que, nos termos das definições incluídas nas directrizes mencionadas no parágrafo 5 acima, não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
Ênfases
-
- As demonstrações financeiras mencionadas no parágrafo 1 acima, referem-se à actividade da Empresa a nível individual e foram elaboradas para aprovação e publicação nos termos da legislação em vigor. Embora os investimentos financeiros tenham sido registados pelo método da equivalência patrimonial, através do qual são considerados no resultado líquido e no capital próprio os efeitos da consolidação das empresas participadas, as demonstrações financeiras anexas não incluem o efeito da consolidação integral a nível de activos, passivos e proveitos totais, o que será efectuado em demonstrações financeiras consolidadas a aprovar e publicar em separado.
-
- As demonstrações financeiras da Empresa, em 30 de Junho de 2004, apresentam prejuízos acumulados originados nos últimos exercícios de, aproximadamente, 86.530.000 Euros e um resultado líquido positivo no semestre findo naquela data de, aproximadamente, 3.028.000 Euros (essencialmente relacionados com a principal empresa participada), tendo sido preparadas no pressuposto da continuidade das operações daquela participada e da recuperação do investimento financeiro e dos respectivos trespasses (directos e indirectos) ainda não amortizados relacionados com a sua aquisição de, aproximadamente, 120.000.000 Euros. Nestas circunstâncias, a recuperação dos activos, incluindo trespasses e a classificação dos passivos, no curso normal das suas operações, dependem da continuidade do sucesso futuro das operações das suas empresas participadas e/ou do apoio financeiro dos seus accionistas.
Lisboa, 23 de Julho de 2004

RELATÓRIO CONSOLIDADO DE GESTÃO (1º Semestre de 2004)
Dando cumprimento às exigências impostas por lei às sociedades abertas, o Conselho de Administração da IMPRESA – SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, SA vem apresentar o seu RELATÓRIO DE GESTÃO Consolidado relativo ao Primeiro Semestre do exercício de 2004.
1. Principais Factos
- A Edimpresa, segmento de revistas, passou a ser consolidada pelo método proporcional • (50%) em substituição da anterior consolidação integral, pelo que as comparações estão feitas • com base nas contas pró-forma de Junho 2003.
- As receitas consolidadas atingiram 128,2 M€, representando uma subida de 20%, resultante • de:
- * um crescimento de 21,2% nas receitas publicitárias. No 2º trimestre subiram 22,7%;
- * um aumento de 7,6% nas receitas com publicações. No 2º trimestre cresceram 12,4%;
- * um crescimento de 25% em outras receitas. No 2º trimestre aumentaram 29,4%.
- O EBITDA foi de 27,9 M€, a que corresponde uma margem de 21,8%, e superior em 95,4% • ao valor do 1º semestre de 2003. No 2º trimestre o EBITDA atingiu 20,6 M€, com uma • margem de 28,2%.
- Os resultados operacionais, excluindo amortização de goodwill, foram de 19,3 M€, o que • representa uma margem EBIT de 15,1%.
- O passivo líquido remunerado desceu para 110,7 M€.
- O resultado líquido foi de 3 M€, comparativamente ao valor negativo de 6,7 M€ registado em • Junho 2003.

Tabela 1. Principais indicadores do 1º Semestre 2004
| (Valores em 000's €) | Jun-04 | Jun-03 (pf) | Var (%) | 2º Trim 04 | 2º Trim 03 (pf) | Var (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Receitas Consolidadas | 128.200 | 106.853 | 20,0% | 73.012 | 58.933 | 23,9% |
| Publicidade | 89.251 | 73.641 | 21,2% | 54.324 | 44.259 | 22,7% |
| Vendas de Publicações | 17.459 | 16.225 | 7,6% | 8.887 | 7.904 | 12,4% |
| Outras | 23.412 | 18.735 | 25,0% | 10.728 | 8.293 | 29,4% |
| Receitas Televisão | 82.893 | 68.283 | 21,4% | 48.060 | 38.626 | 24,4% |
| Receitas Jornais | 28.043 | 23.942 | 17,1% | 14.949 | 13.180 | 13,4% |
| Receitas Revistas | 19.185 | 16.376 | 17,2% | 10.930 | 8.650 | 26,3% |
| EBITDA Consolidado | 27.931 | 14.292 | 95,4% | 20.581 | 13.671 | 50,5% |
| Margem EBITDA | 21,8% | 13,4% | n.a. | 28,2% | 23,2% | n.a. |
| EBITDA Televisão | 20.615 | 9.647 | 113,7% | 16.137 | 10.334 | 56,2% |
| EBITDA Jornais | 6.925 | 3.572 | 93,9% | 3.902 | 2.473 | 57,8% |
| EBITDA Revistas | 2.231 | 1.758 | 26,9% | 1.589 | 1.208 | 31,5% |
| EBIT Consolidado | 19.346 | 3.001 | 544,5% | 15.808 | 7.963 | 98,5% |
| Margem EBIT | 15,1% | 2,8% | n.a. | 21,7% | 13,5% | n.a. |
| Resultado Líquido | 3.028 | -6.731 | n.a. | 4.327 | 672 | 544,0% |
| Dívida Líquida | 110.732 | 160.599 | -31,1% | 110.732 | 160.599 | -31,1% |
2. Televisão
Tabela 2. Indicadores da Televisão
| Jun-04 | Jun-03 | Var. % | 2ºT 04 | 2ºT 03 | Var. % |
|---|---|---|---|---|---|
| 82.893.498 | 68.282.622 | 21,4% | 48.060.035 | 38.625.511 | 24,4% |
| 63.219.270 | 50.895.425 | 24,2% | 38.703.246 | 30.452.749 | 27,1% |
| 14.512.647 | 13.604.346 | 6,7% | 7.464.357 | 7.272.289 | 2,6% |
| 5.161.580 | 3.782.851 | 36,4% | 1.892.432 | 900.473 | 110,2% |
| 20.615.378 | 9.646.965 | 113,7% | 16.137.140 | 10.333.697 | 56,2% |
| 9.616.718 | 635.813 | 1412,5% | 9.269.892 | 5.112.473 | 81,3% |
| 24,9% | 14,1% | 33,6% | 26,8% |
Nota: Os Canais SIC englobam a SIC Noticias, SIC Radical, SIC Mulher, SIC Gold, SIC Internacional e os subscritores internacionais da SIC Notícias.

No 1º semestre de 2004, a SIC atingiu um volume de negócios consolidado de 82,8 M€, o que representa um crescimento de 21,4% em relação ao período homólogo de 2003, tendo registado um aumento homólogo de 24,4% no 2º trimestre.
As receitas de publicidade subiram 24,2% até ao final de Junho e tiveram um crescimento de 27,1% no 2º trimestre, consequência do crescimento do mercado publicitário, da evolução das audiências e dos proveitos relacionados com o tempo de antena para as eleições europeias.
A concentração dos dois principais eventos do ano (Euro 2004 e Rock in Rio Lisboa) no 2º trimestre, contribuiu para o aumento do investimento publicitário. No caso da SIC, o Rock in Rio Lisboa foi particularmente importante, visto ter sido a televisão oficial.
A evolução das audiências foi, também, favorável. A SIC registou uma audiência média de 29,4%, cerca de 0,4 pontos percentuais inferior aos valores do 1º semestre de 2003. No entanto, os ganhos registados, em termos de audiências, no acesso ao "prime-time" e no próprio "prime-time", principalmente no 2º trimestre, mais que compensaram as quebras verificadas noutros horários. Esta evolução permitiu reforçar a quota de mercado da SIC do investimento publicitário em televisão.
As receitas dos outros canais da SIC cresceram 6,7%. O canal SIC Notícias (propriedade da Lisboa TV, SA, empresa em que a SIC detém 60% e a PT Conteúdos 40%) continuou a ser o líder dos canais temáticos de cabo, com uma audiência média de 14,7%. Os canais da SIC representaram, em média, 26,9% das audiências totais dos canais temáticos do cabo durante o semestre.
As outras áreas de negócio continuaram a apresentar taxas de crescimento muito positivas. No 1º semestre, registaram uma facturação de 5,1 M€, ou seja, um aumento de 36,4% face ao valor obtido no período homólogo. No 2º trimestre, o crescimento homólogo foi de 110,4%. Para esta evolução contribuíram a SIC Serviços, com o aumento do volume de negócios fora do universo dos canais SIC e as receitas dos serviços de SMS. As receitas de SMS, geradas pelos 5 canais televisivos e pela SIC Online, duplicaram em relação ao 1º semestre de 2003, representando já 2% do total da facturação da SIC.
A realização dos dois principais eventos do ano teve impacto na evolução dos custos operacionais, que cresceram 6,2% no 1º semestre. Os custos de programação subiram 3,8% (mais 1,3 M€) principalmente devido aos direitos do Euro 2004. Este último evento, a realização do Rock in Rio Lisboa, o crescimento dos serviços SMS e da SIC Serviços foram responsáveis pelo aumento dos outros custos.
A evolução das receitas e dos custos operacionais permitiram melhorar significativamente o EBITDA, que, atingindo 20,6 M€, teve um aumento de 114,5%, representando uma margem de 24,9%. No 2º trimestre, a margem EBITDA atingiu 33,6%.
Confirmando a tendência do 1º trimestre, a SIC terminou o 1º semestre de 2004 com um resultado líquido positivo de 9,6 M€, face aos 635 mil euros registados em Junho de 2003.

3. Jornais
| Tabela 3. Indicadores dos Jornais | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Jun-04 | Jun-03 | Var. % | 2ºT 04 | 2ºT 03 | Var. % | |
| Receitas Totais | 28.043.203 | 23.941.729 | 17,1% | 14.949.320 | 13.179.882 | 13,4% |
| Publicidade | 18.288.703 | 15.469.573 | 18,2% | 10.709.778 | 9.249.763 | 15,8% |
| Publicações | 7.482.118 | 7.358.373 | 1,7% | 3.560.360 | 3.484.732 | 2,2% |
| Outras | 2.272.382 | 1.113.783 | 104,0% | 679.182 | 445.387 | 52,5% |
| EBITDAEBITDA (%) | 6.925.05524,7% | 3.572.36414,9% | 93,9% | 3.902.20226,1% | 2.472.75518,8% | 57,8% |
| Result. Líquido | 4.960.053 | 1.318.745 | 276,1% | 2.760.249 | 1.391.459 | 98,4% |
As receitas totais no 2º trimestre aumentaram 13,4%, permitindo um crescimento acumulado de 17,1% no final do 1º semestre.
As receitas publicitárias cresceram 15,8% no 2º trimestre, registando um aumento de 18,2% no semestre, sendo de destacar o contributo do jornal Expresso com um crescimento de 20,4% até final de Junho. De referir que, enquanto a publicidade "display" subiu 19,5%, os classificados tiveram um crescimento de 22,5%.
Os jornais Blitz e AutoSport apresentaram, no final do 1º semestre, crescimentos de 27% e 18%, respectivamente. A SurfPortugal registou uma queda de 8%. O Jornal da Região também registou uma descida de 5% neste semestre, consequência do menor número de edições publicadas durante 2004, menos 25% do que no mesmo período do ano passado. Em termos comparáveis, as receitas por edição apresentaram um aumento de 18,6%.
As receitas provenientes da venda de jornais apresentaram um crescimento de 1,7% no final de Junho, apesar da diminuição de circulações, nomeadamente do Expresso, que viu as suas vendas descerem 4,9%. Neste caso, a descida nas vendas foi compensada pelo aumento do preço de capa de 3% efectuado em Janeiro deste ano.
As outras receitas, resultantes, essencialmente, da venda de produtos alternativos aumentaram o seu peso relativo. Cresceram 52,5% no 2º trimestre, tendo os valores acumulados, no final de Junho, atingido uma variação de 104%.
Os custos operacionais no 1º semestre registaram um aumento de 3,7%. As reestruturações e reorganizações efectuadas em anos anteriores permitiram reduzir os custos fixos de modo a compensar grande parte do aumento dos custos variáveis. Este aumento dos custos variáveis resultou do crescimento do número de páginas e do lançamento de produtos alternativos. De registar a existência de custos com reestruturação no montante de 468 mil Euros, que incluem a integração do semanário AutoSport, após a aquisição dos 50% que não eram detidos pela IMPRESA.

Esta evolução favorável dos custos permitiu alcançar uma margem EBITDA de 26,1% no 2º trimestre. Em termos acumulados, o EBITDA foi de 6,9 M€, o que representa uma margem de 24,7% e significa um aumento de 93,9% face à margem registada em Junho de 2003.
O resultado líquido na área dos jornais quase triplicou em relação a Junho de 2003, atingindo 4,96 M€ no final do 1º semestre de 2004.
4. Revistas
Tabela 4. Indicadores Revistas
| Jun-04 | Jun-03 | Var. % | 2ºT 04 | 2ºT 03 | Var. % | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| (pro-forma) | (pro-forma) | |||||
| Receitas Totais | 19.185.088 | 16.376.106 | 17,2% | 10.929.699 | 8.650.422 | 26,3% |
| Publicidade | 7.742.902 | 7.275.831 | 6,4% | 4.911.438 | 4.556.886 | 7,8% |
| Publicações | 9.976.662 | 8.866.282 | 12,5% | 5.326.444 | 4.418.847 | 20,5% |
| Outras | 1.465.525 | 233.994 | 526,3% | 691.818 | -325.311 | n.a. |
| EBITDAEBITDA (%) | 2.230.93611,6% | 1.758.27310,7% | 26,9% | 1.588.53114,5% | 1.207.75214,0% | 31,5% |
| Result. Líquido | 364.063 | -142.308 | n.a. | 480.291 | 142.308 | 237,5% |
As receitas totais no 2º trimestre aumentaram 26,3%, permitindo um crescimento acumulado de 17,2% no final do 1º semestre, atingindo 19,2 M€.
O destaque vai para as receitas de circulação que cresceram 12,5% até ao final de Junho e 20,5% no 2º trimestre, apesar do aumento generalizado da concorrência no segmento. Para este crescimento muito contribuiu a recuperação das vendas das revistas semanais, nomeadamente da TV Mais, da Telenovelas e da Caras, no seguimento dos relançamentos efectuados nos primeiros meses do ano. Por outro lado, manteve-se a boa performance de outras revistas, como a Activa, a Exame e a Exame Informática, que apresentaram ganhos importantes de circulação. A Exame, relançada no final de 2003, cresceu 18% em circulação no 1º semestre. As revistas jovens, com vários lançamentos no final de 2003, também impulsionaram o crescimento das receitas de circulação.
A Visão, no seguimento da entrada no mercado de revistas concorrentes, foi relançada com uma operação de merchandising muito extensa, tendo a circulação respondido bem, com uma subida de 3,3% no 2º trimestre, relativamente à média dos três primeiros meses do ano. Em Maio, foi lançada uma nova revista, "New Wave", destinada ao público adolescente e baseada na novela de sucesso com o mesmo nome transmitida pela SIC.
As receitas de publicidade registaram uma aceleração no 2º trimestre, com mais 7,8%, proporcionando uma subida de 6,4% no total do 1º semestre.

A aposta no marketing alternativo continuou, com as receitas a aumentarem mais de cinco vezes, destacando-se o sucesso dos produtos da Visão e das cassetes da TV Mais.
O maior número de publicações, o aumento do número de páginas de publicidade e a intensificação das acções de marketing implicaram um aumento dos custos operacionais de 16,8% no 1º semestre.
Apesar do aumento destes custos, o EBITDA apresentou um crescimento de 26,9%, para 2,2 M€, o que representa uma margem de 11,6%, comparativamente aos 10,7% obtidos em Junho de 2003.
Por fim, de registar que esta área de negócio regressou aos resultados positivos, com 364 mil euros em Junho 2004, contra o prejuízo de 142 mil euros registado no 1º semestre de 2003.
5. Análise das Contas consolidadas
No 1º semestre, a IMPRESA alterou o seu perímetro de consolidação. Assim, a Edimpresa passou a ser consolidada proporcionalmente, reflectindo a posição de 50% detida pela IMPRESA. Anteriormente a Edimpresa era consolidada pelo método integral com posterior ajuste na rubrica de interesses minoritários. Por esta razão, as comparações estão feitas com contas pró-forma de Junho 2003, que reflectem o novo perímetro de consolidação. Para facilitar a análise das contas, os números entre parênteses correspondem à situação anterior.
A IMPRESA atingiu, no 1º semestre de 2004, receitas consolidadas de 128,2 M€ (146,6 M€), o que representou uma subida de 20% (20,1%) em relação a Junho de 2003. As receitas no 2º trimestre de 2004 registaram uma aceleração em relação ao 1º trimestre de 2004, com um aumento de 23,9% (24,7%).
No 2º trimestre de 2004, todas as receitas tiveram um comportamento muito positivo. As receitas com publicidade subiram 21,2% (19,9%), as outras receitas aumentaram 29,4% (14,1%) e as vendas de publicações cresceram 12,4% (15,3%).
O forte crescimento das receitas implicou um aumento dos custos operacionais da IMPRESA de 9,7% (11,3%) no 1º semestre de 2004. Este aumento resultou da subida dos custos relacionados com marketing, tráfego SMS, papel e impressão em consequência do aumento de páginas de publicidade e com os eventos que ocorreram no 2º trimestre, Euro 2004 e Rock in Rio Lisboa.

Tabela 5. Conta de Exploração IMPRESA Consolidada
| Junho 04 | Junho 03 | Junho 03 | Var. | 2º Trimestre | 2º Trimestre | Var. | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| (Pro-forma) | vs pf | 2004 | 2003 pf | vs pf | |||
| Receitas Consolidadas | 128.199.947 | 106.853.354 | 122.091.932 | 20,0% | 73.012.220 | 58.933.263 | 23,9% |
| Televisão | 82.893.498 | 68.282.622 | 68.282.622 | 21,4% | 48.060.035 | 38.625.511 | 24,4% |
| Jornais | 28.043.203 | 23.941.729 | 23.941.729 | 17,1% | 14.949.320 | 13.179.882 | 13,4% |
| Revistas | 19.185.088 | 16.376.106 | 32.752.212 | 17,2% | 10.929.699 | 8.650.422 | 26,3% |
| Inter-segmentos | -1.921.844 | -1.747.103 | -2.884.631 | -10,0% | -926.835 | -1.522.551 | -39,1% |
| Custos Operacionais | 100.269.241 | 92.561.622 | 106.041.939 | 8,3% | 52.431.118 | 45.262.184 | 15,8% |
| EBITDA Consolidado | 27.930.706 | 14.291.732 | 16.049.993 | 95,4% | 20.581.101 | 13.671.079 | 50,5% |
| Margem EBITDA | 21,8% | 13,4% | 13,1% | 28,2% | 23,2% | ||
| Televisão | 20.615.378 | 9.646.965 | 9.646.965 | 113,7% | 16.137.140 | 10.333.697 | 56,2% |
| Jornais | 6.925.055 | 3.572.364 | 3.572.364 | 93,9% | 3.902.202 | 2.472.755 | 57,8% |
| Revistas | 2.230.937 | 1.758.273 | 3.516.545 | 26,9% | 1.588.531 | 1.207.752 | 31,5% |
| Holding Ajustamentos | -1.840.664 | -685.869 | -685.881 | 168,4% | -1.046.772 | -343.124 | 205,1% |
| Amortizações (-) | 6.737.873 | 9.152.800 | 9.471.851 | -26,4% | 3.396.299 | 4.500.460 | -24,5% |
| Provisões (-) | 1.847.089 | 2.137.477 | 3.240.348 | -13,6% | 1.377.038 | 1.207.228 | 14,1% |
| EBITMargem EBIT | 19.345.74415,1% | 3.001.4562,8% | 3.337.7942,7% | 544,5% | 15.807.76521,7% | 7.963.39213,5% | 98,5% |
| Res. Financeiros(-) | 4.696.615 | 3.205.293 | 3.862.249 | 46,5% | 2.363.584 | 1.411.676 | 67,4% |
| Goodwill(-) | 5.114.505 | 5.245.339 | 5.513.086 | -2,5% | 2.557.253 | 2.622.928 | -2,5% |
| Resultados Correntes | 9.534.624 | -5.449.176 | -6.037.541 | 275,0% | 10.886.928 | 3.928.789 | 177,1% |
| Res. Extraordinários | 996.680 | 120.927 | 890.289 | 724,2% | 829.291 | -43.344 | n.a. |
| Res. Antes Imp. | |||||||
| Minoritários | 10.531.304 | -5.328.249 | -5.147.252 | 297,7% | 11.716.219 | 3.885.445 | 201,5% |
| Imposto (IRC)(-) | 2.660.695 | 1.390.551 | 1.664.990 | -91,3% | 2.761.422 | 901.917 | 206,2% |
| Interesses Minoritários(-) | 4.842.749 | 12.109 | -81.322 | n.a. | 4.627.947 | 2.311.663 | 100,2% |
| Resultado Líquido | 3.027.860 | -6.730.908 | -6.730.920 | n.a. | 4.326.850 | 671.865 | 544,0% |
Nota: Há uma alteração no perímetro de consolidação, com a Edimpresa a ser consolidada pelo método proporcional, contra a anterior consolidação integral. As comparações são feitas com base nas contas pró-forma de Junho 2003
No 1º semestre de 2004, o EBITDA consolidado registou um valor de 27,9 M€ (30,1 M€), o que representou um ganho de 95,4% (87,9%) em relação a Junho de 2003. A margem atingiu 21,8% (20,6%) no final do semestre, sendo que no 2º trimestre a margem EBITDA obtida foi de 28,2% (26,4%).

Os resultados operacionais (EBIT) tiveram, também, uma melhoria significativa, registando 19,3 M€ (20,5 M€), contra 3,0 M€ registados no final do 1º semestre de 2003. A margem operacional atingiu 15,1% (14,0%) contra apenas 2,8% em Junho 2003.
Os custos de reestruturação, no 1º semestre de 2004, atingiram 851 mil Euros, incluindo a reestruturação efectuada no jornal AutoSport, que passou a ser detido totalmente pela IMPRESA.
Os resultados financeiros, ao atingirem -4,7 M€, tiveram um desvio negativo de 46,5%, fruto da não existência de movimentos cambiais favoráveis.
Finalmente, de registar o contributo das empresas associadas, VASP e LUSA, com um valor positivo de 0,75 M€ em Junho 2004, contra perdas de 1,13 M€ no 1º semestre de 2003.

Do ponto de vista financeiro, a Impresa continuou a beneficiar da redução do passivo remunerado. No final de Junho 2004, o passivo remunerado líquido situou-se em 110,7 M€ (120,5 M€), a que corresponde uma descida de 29,5 M€ (28,5 M€) em relação ao final do ano de 2003. No 2º trimestre o passivo remunerado desceu 24,8 M€ (24,9 M€). Para além da utilização dos meios libertos gerados, o encaixe com a alienação do edifico da SIC, em regime de "sale & rent", no montante de 12,1 M€, também foi aplicado na redução do passivo. A SIC conseguiu a maior diminuição do passivo remunerado líquido, reduzindo para quase metade os valores registados em Dezembro 2003.
Para além do investimento de 653 mil euros na aquisição de 50% do semanário automóvel AutoSport, os investimentos em imobilizado atingiram 2 M€, durante o 1º semestre.

As melhorias registadas operacionalmente permitiram atingir um resultado líquido positivo de 3 M€ no final do semestre, comparativamente ao resultado líquido negativo de 6,7 M€ registado em Junho 2003. No 2º trimestre o resultado líquido atingiu 4,3 M€, uma melhoria de 544% face ao valor registado no 2º trimestre de 2003.
6. Perspectivas para o ano 2004
A evolução da IMPRESA no 1º semestre de 2004, com crescimento das receitas e das margens superior às previsões iniciais, permite melhorar os objectivos para o final do ano. Assim, estimase que as receitas consolidadas possam atingir 256 M€, uma subida de 12%. Este valor é comparável com 296 M€ no anterior perímetro de consolidação. A margem EBITDA no final de 2004 poderá atingir cerca de 23%, o que é equivalente a uma margem de 22% no anterior perímetro de consolidação. O resultado líquido no final de 2004 poderá, assim, superar os 6 M€ anteriormente estimados.
Lisboa, 23 de Julho de 2004
O Conselho de Administração
Francisco José Pereira Pinto de Balsemão Luiz Fernando Teuscher de Almeida e Vasconcellos Alexandre de Azeredo Vaz Pinto António Cândido Seruca de Carvalho Salgado Francisco Maria Supico Pinto Balsemão
BALANÇOS CONSOLIDADOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003 E 31 DE DEZEMBRO DE 2003
(Montantes expressos em Euros)
| 30-06-2004 | 31-12-2003 | 30-06-2003 | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Activo | Amortizações | Activo | Activo | Activo | |||||||
| Activo | Notas | bruto | e provisões | líquido | líquido | líquido | Capital próprio, interesses minoritários e passivo | Notas | 30-06-2004 | 31-12-2003 | 30-06-2003 |
| IMOBILIZADO: | CAPITAL PRÓPRIO: | ||||||||||
| Imobilizações incorpóreas: | Capital | 52 e 53 | 84.000.000 | 84.000.000 | 72.000.000 | ||||||
| Despesas de instalação | 27 | 8.857.084 | (6.528.834) | 2.328.250 | 2.963.102 | 3.800.426 | Prémios de emissão de acções | 53 | 97.902.257 | 97.902.257 | 89.982.257 |
| Despesas de investigação e de desenvolvimento | 27 | 93.092 | (59.015) | 34.077 | 40.421 | 196.684 | Ajustamentos de partes de capital em associadas | 4.924.132 | - | - | |
| Propriedade industrial e outros direitos | 27 | 1.446.343 | (1.290.122) | 156.221 | 204.075 | 601.136 | Reserva legal | 53 | 281.051 | 281.051 | 281.051 |
| Trespasses | 27 | 203.642.424 | (54.991.459) | 148.650.965 | 163.400.917 | 169.199.034 | Resultados transitados | 53 | (91.454.498) | (76.328.764) | (75.681.415) |
| 214.038.943 | (62.869.430) | 151.169.513 | 166.608.515 | 173.797.280 | Resultado consolidado líquido do exercício | 53 | 3.027.860 | (10.201.602) | (6.730.920) | ||
| Imobilizações corpóreas: | Total do capital próprio | 98.680.802 | 95.652.942 | 79.850.973 | |||||||
| Terrenos e recursos naturais | 27 | 5.169.093 | - | 5.169.093 | 6.692.920 | 6.692.920 | |||||
| Edifícios e outras construções | 27 | 9.552.799 | (624.485) | 8.928.314 | 27.914.988 | 28.321.579 INTERESSES MINORITÁRIOS | 54 | 18.661.831 | 15.699.543 | 12.006.966 | |
| Equipamento básico | 27 | 87.076.095 | (63.139.889) | 23.936.206 | 26.584.750 | 30.823.821 | |||||
| Equipamento de transporte | 27 | 872.031 | (710.108) | 161.923 | 191.544 | 330.215 | |||||
| Ferramentas e utensílios | 27 | 104.965 | (85.024) | 19.941 | 25.238 | 25.961 PASSIVO: | |||||
| Equipamento administrativo | 27 | 17.609.034 | (14.074.543) | 3.534.491 | 4.776.567 | 2.515.737 | Provisões para riscos e encargos | 46 | 4.500.100 | 5.645.115 | 10.179.237 |
| Outras imobilizações corpóreas | 27 | 644.539 | (487.841) | 156.698 | 249.629 | 314.535 | |||||
| Adiantamentos por conta de imobilizações corpóreas | 27 | 5.511.767 | - | 5.511.767 | 5.511.767 | 5.573.469 | Dívidas a terceiros - médio e longo prazo: | ||||
| Imobilizações em curso | 27 | 1.483.936 | - | 1.483.936 | 1.537.824 | 1.549.543 | Dívidas a instituições de crédito | 48 | 102.294.198 | 120.307.377 | 125.137.753 |
| 128.024.259 | (79.121.890) | 48.902.369 | 73.485.227 | 76.147.780 | Fornecedores de imobilizado, conta corrente | 47 | 8.936.839 | 15.846.602 | 16.940.426 | ||
| Investimentos financeiros: | Outros credores | 50 | 337.115 | 32.500 | 32.500 | ||||||
| Partes de capital em empresas associadas | 27 | 3.124.241 | (993.674) | 2.130.567 | 1.382.310 | 1.667.992 | 111.568.152 | 136.186.479 | 142.110.679 | ||
| Partes de capital em empresas participadas | 27 | 830.638 | (504.712) | 325.926 | 246.929 | 751.641 | |||||
| Empréstimos de financiamento | 27 | 1.524.858 | (670.483) | 854.375 | 1.524.858 | 4.660.368 | Dívidas a terceiros - curto prazo: | ||||
| 5.479.737 | (2.168.869) | 3.310.868 | 3.154.097 | 7.080.001 | Dívidas a instituições de crédito | 48 | 29.443.895 | 49.787.936 | 67.733.074 | ||
| CIRCULANTE: | Fornecedores, conta corrente | 33.628.630 | 46.495.121 | 50.773.768 | |||||||
| Existências: | Adiantamentos de clientes | 168.067 | 2.184.874 | 3.865.981 | |||||||
| Matérias - primas, subsidiárias e de consumo | 46 | 38.329.357 | (514.976) | 37.814.381 | 37.370.530 | 3.580.303 | Fornecedores de imobilizado, conta corrente | 47 | 2.110.319 | 3.985.999 | 4.171.802 |
| Produtos e trabalhos em curso | - | - | - | - | 777.364 | Estado e outros entes públicos | 49 | 9.565.280 | 10.261.514 | 10.761.329 | |
| Produtos acabados e intermédios | 46 | 1.657.486 | (1.129.218) | 528.268 | 843.407 | 604.029 | Outros credores | 50 | 3.987.223 | 4.403.662 | 4.458.382 |
| Mercadorias | 645 | - | 645 | 13.008 | 40.182.724 | 78.903.414 | 117.119.106 | 141.764.336 | |||
| 39.987.488 | (1.644.194) | 38.343.294 | 38.226.945 | 45.144.420 | |||||||
| ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS: | |||||||||||
| Dívidas de terceiros - Médio e longo prazo: | Acréscimos de custos | 51 | 21.602.936 | 20.137.038 | 22.770.456 | ||||||
| Outros devedores | 50 | - | - | - | - | 1.783.642 | Proveitos diferidos | 51 | 6.318.074 | 10.937.754 | 14.401.290 |
| Dívidas de terceiros - curto prazo: | 27.921.010 | 31.074.792 | 37.171.746 | ||||||||
| Clientes, conta corrente | 42.062.627 | - | 42.062.627 | 52.105.960 | 44.101.988 | ||||||
| Clientes - títulos a receber | 32.171 | - | 32.171 | 119.602 | 188.775 | ||||||
| Clientes de cobrança duvidosa | 46 | 5.601.674 | (5.601.674) | - | - | - | |||||
| Adiantamentos a fornecedores de imobilizado | - | - | - | 294.571 | 125.831 | ||||||
| Adiantamentos a fornecedores | 295.571 | - | 295.571 | 50.941 | 671.160 | ||||||
| Estado e outros entes públicos | 49 | 832.363 | - | 832.363 | 1.166.480 | 1.153.000 | |||||
| Outros devedores | 50 | 10.094.059 | (300.000) | 9.794.059 | 15.965.167 | 15.142.381 | |||||
| 58.918.465 | (5.901.674) | 53.016.791 | 69.702.721 | 61.383.135 | |||||||
| Títulos negociáveis: | |||||||||||
| Outros títulos negociáveis | 1.266.465 | - | 1.266.465 | 70.838 | 95.176 | ||||||
| Depósitos bancários e caixa: | |||||||||||
| Depósitos bancários | 19.472.159 | 19.472.159 | 20.828.709 | 20.833.846 | |||||||
| Caixa | 267.832 | 267.832 | 133.102 | 298.812 | |||||||
| 19.739.991 | 19.739.991 | 20.961.811 | 21.132.658 | ||||||||
| ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS: | |||||||||||
| Acréscimos de proveitos | 51 | 4.033.106 | 4.033.106 | 4.226.057 | 5.275.762 | ||||||
| Custos diferidos | 51 | 5.401.744 | 5.401.744 | 7.275.368 | 10.893.579 | ||||||
| Impostos diferidos activos | 38 | 15.051.168 | 15.051.168 | 17.666.398 | 20.350.504 | ||||||
| 24.486.018 | 24.486.018 | 29.167.823 | 36.519.845 | ||||||||
| Total de amortizações | (141.991.320) | ||||||||||
| Total de provisões | (9.714.737) | Total do passivo | 222.892.676 | 290.025.492 | 331.225.998 | ||||||
| Total do activo | 491.941.366 (151.706.057) | 340.235.309 | 401.377.977 | 423.083.937 | Total do capital próprio, interesses minoritários e passivo | 340.235.309 | 401.377.977 | 423.083.937 |
O anexo faz parte integrante do balanço consolidado em 30 de Junho de 2004.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS RESULTADOS POR NATUREZAS PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003
(Montantes expressos em Euros)
| CUSTOS E PERDAS | Notas | 2004 | 2003 | PROVEITOS E GANHOS | Notas | 2004 | 2003 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas:MercadoriasMatérias | 530.15335.487.57936.017.732 | 113.97336.689.66636.803.639 | Vendas:MercadoriasProdutosPrestações de serviços | 1.341.14517.779.013108.034.377 | 407.68524.636.28596.360.450 | ||
| Fornecimentos e serviços externosCustos com o pessoal:RemuneraçõesEncargos sociais:PensõesOutros | 21.1 | 34.636.49822.435.241210.2506.451.312 | 35.829.51126.197.475155.0006.442.326 | Proveitos suplementaresSubsídios à exploraçãoVariação da produçãoOutros proveitos operacionais(B) | 36 | 127.154.535928.986--116.426128.199.947 | 121.404.420886.411-(198.899)-122.091.932 |
| Outros | 29.096.803 | -32.794.801 | Proveitos e ganhos financeiros(D) | 44 | 1.862.942130.062.889 | 5.691.153127.783.085 | |
| Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreoProvisões | 2746 | 11.852.3781.847.08913.699.467 | 9.471.8513.240.34812.712.199 | Proveitos e ganhos extraordinários | 45 | 1.436.019 | 3.537.717 |
| ImpostosOutros custos e perdas operacionais(A) | 322.536195.672518.208113.968.708 | 371.760242.228613.988118.754.138 | |||||
| Custos e perdas financeiros(C) | 44 | 6.559.557120.528.265 | 15.066.488133.820.626 | ||||
| Custos e perdas extraordinários(E) | 45 | 439.339120.967.604 | 2.647.428136.468.054 | ||||
| Imposto sobre o rendimento do exercício | 38 | 2.660.695 | 1.664.990 | ||||
| Interesses minoritários(G)Resultado consolidado líquido do exercício | 54 | 4.842.749128.471.0483.027.860131.498.908 | (81.322)138.051.722(6.730.920)131.320.802 | (F) | 131.498.908 | 131.320.802 | |
| Resultados operacionais:Resultados financeiros: | (B) - (A)(D-B) - (C-A) | 14.231.239(4.696.615) | 3.337.794(9.375.335) |
Resultados correntes: (D)- (C) 9.534.624 (6.037.541) Resultados antes de impostos e interesses minoritários: (F) - (E) 10.531.304 (5.147.252) Resultado consolidado líquido do exercício: (F) - (G) 3.027.860 (6.730.920)
O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada dos resultados por naturezas para o exercício findo em 30 de Junho de 2004.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES
PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003
(Montantes expressos em Euros)
| Nota 58 | 2004 | 2003 | |
|---|---|---|---|
| Vendas e prestações de serviços | (a) | 128.225.660 | 120.814.195 |
| Custo das vendas e das prestações de serviços | (b) | (85.818.122) | (89.646.888) |
| Resultados brutos | 42.407.538 | 31.167.307 | |
| Outros proveitos e ganhos operacionais | (c) | 944.398 | 1.827.053 |
| Custos de distribuição | (d) | (7.823.926) | (11.261.058) |
| Custos administrativos | (e) | (11.759.097) | (8.895.820) |
| Outros custos e perdas operacionais | (f) | (3.947.807) | (10.061.475) |
| Resultados operacionais | 19.821.105 | 2.776.007 | |
| Custo líquido de financiamento | (4.710.347) | (1.478.756) | |
| Perdas em filiais e associadas | 746.817 | (983.121) | |
| Perdas em outros investimentos | (5.375.497) | (5.489.579) | |
| Resultados correntes | 10.482.078 | (5.175.449) | |
| Resultados não usuais ou não frequentes | 49.267 | 28.197 | |
| 10.531.345 | (5.147.252) | ||
| Imposto sobre os resultados correntes | (2.660.735) | (1.664.990) | |
| Interesses minoritários | (4.842.750) | 81.322 | |
| Resultado consolidado líquido do exercício | 3.027.860 | (6.730.920) |
O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada dos resultados por funções para o exercício findo em 30 de Junho de 2004.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS SEMESTRES
FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003
(Montantes expressos em Euros)
| Notas | 2004 | 2003 | |
|---|---|---|---|
| ACTIVIDADES OPERACIONAIS: | |||
| Recebimentos de clientes | 126.053.393 | 119.685.877 | |
| Pagamentos a fornecedores | (66.871.677) | (73.788.080) | |
| Pagamentos ao pessoal | (32.142.211) | (35.875.639) | |
| Fluxos gerados pelas operações | 27.039.505 | 10.022.158 | |
| Pagamento do imposto sobre o rendimento | (725.075) | (1.829.132) | |
| Outros recebimentos/pagamentos relativos à actividade operacional | 543.960 | (2.796.932) | |
| Fluxos gerados antes das rubricas extraordinárias | 26.858.390 | 5.396.094 | |
| Recebimentos relacionados com rubricas extraordinárias | 99.291 | 403.947 | |
| Pagamentos relacionados com rubricas extraordinárias | (248.295) | (210.542) | |
| Fluxos das actividades operacionais (1) | 26.709.386 | 5.589.499 | |
| ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO: | |||
| Recebimentos provenientes de: | |||
| Investimentos financeiros | - | 966.828 | |
| Imobilizações corpóreas | 11.439.872 | 62.284 | |
| Imobilizações incorpóreas | - | - | |
| Juros e proveitos similares | 118.048 | 179.337 | |
| 11.557.920 | 1.208.449 | ||
| Pagamentos respeitantes a: | |||
| Investimentos financeiros | 1 | (481.813) | - |
| Imobilizações corpóreas | (3.913.289) | (3.910.269) | |
| Imobilizações incorpóreas | (20.112) | - | |
| Empréstimos concedidos | - | (1.041.825) | |
| (4.415.214) | (4.952.094) | ||
| Fluxos das actividades de investimento (2) | 7.142.706 | (3.743.645) | |
| ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO: | |||
| Recebimentos respeitantes a: | |||
| Empréstimos obtidos | |||
| De instituições de crédito | 2 | 350.000 | 10.380.915 |
| De empresas do grupo | - | 48.896.480 | |
| Prestações suplementares | 28.000 | - | |
| 378.000 | 59.277.395 | ||
| Pagamentos respeitantes a: | |||
| Empréstimos obtidos | 2 | (22.559.928) | (19.114.069) |
| Equity swaps | - | (19.088.770) | |
| Gratificações a empregados | - | (1.381.930) | |
| Juros e custos similares | (4.466.241) | (5.188.043) | |
| Fluxos das actividades de financiamento (3) | (27.026.169)(26.648.169) | (44.772.812)14.504.583 | |
| Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) | 7.203.923 | 16.350.437 | |
| Caixa e seus equivalentes no início do período | 3 | 8.303.726 | (9.631.652) |
| Caixa e seus equivalentes no fim do período | 3 | 15.507.649 | 6.718.785 |
O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada dos fluxos de caixa para o semestre findo em 30 de Junho de 2004.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003 (Montantes expressos em Euros)
1. Investimentos financeiros
Este montante corresponde a pagamentos efectuados no montante de 402.816 Euros relativos à aquisição de 50% do capital da Mediger – Sociedade Jornalística e Editorial, Lda. e ao aumento de capital ocorrido na Sociedade Gestora d televisión, Net TV, S.A. no valor de 78.997 Euros.
2. Empréstimos obtidos
O valor dos recebimentos e pagamentos relativos a empréstimos obtidos durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004 têm a seguinte composição:
| Recebimentos relativos a empréstimos obtidos: | |
|---|---|
| Contas caucionadas | 350.000 |
| ====== | |
| Pagamentos relativos a empréstimos obtidos: | |
| Empréstimo da SIC | 19.725.343 |
| Empréstimos da Impresa | 1.291.586 |
| Empréstimo da Edimpresa | 750.000 |
| Empréstimos da Imprejornal | 792.999 |
| --------------- | |
| 22.559.928 | |
| ========= |
3. Discriminação dos componentes de caixa e seus equivalentes
A discriminação de caixa e seus equivalentes em 30 de Junho de 2004 e 2003 e a reconciliação entre o seu valor e o montante de disponibilidades constantes do balanço naquelas datas, são como segue:
| 2004 | 2003 | |
|---|---|---|
| Depósitos bancários | 19.472.159 | 20.833.846 |
| Numerário | 267.832 | 298.812 |
| Equivalente a caixa | 1.266.465 | 95.176 |
| ------------- | -------------- | |
| Caixa e seus equivalentes | 21.006.456 | 21.227.834 |
| Descobertos bancários (Nota 48) | ( 5.498.807 ) | ( 14.509.049 ) |
| ------------- | ------------ | |
| 15.507.649 | ( 6.718.785 ) | |
| ======== | ======= |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2004 E 2003 (Montantes expressos em Euros)
O saldo de Caixa e seus equivalentes diferem do que consta da demonstração de fluxos de caixa do exercício findo em 31 de Dezembro de 2003, em virtude de o perímetro de consolidação ter sido alterado (Nota 14). Deste modo o saldo de caixa e seus equivalentes no início do período é o seguinte:
| Saldo em 31 de Dezembro de 2003 | 9.886.550 |
|---|---|
| Alteração do perímetro de consolidação (Edimpresa – Editora, Lda.) | ( 1.683.061 ) |
| Alteração do perímetro de consolidação (Office-Share – Gestão de Imóveis e | |
| Serviços, Lda.) | ( 337 ) |
| Alteração do perímetro de consolidação (Impresa.com – Sociedade Gestora | |
| de Participações Sociais, S.A.) | ( 2.931 ) |
| Alteração do perímetro de consolidação (Mediger – Sociedade Jornalística | |
| e Editorial, Lda.) | 103.505 |
| ------------- | |
( 8.303.726 ) ========
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
NOTA INTRODUTÓRIA
A Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Impresa") tem sede em Lisboa, foi constituída em 18 de Outubro de 1990 e tem como actividade principal a gestão de participações sociais noutras sociedades.
O Grupo Impresa ("Grupo") é constituído pela Impresa e empresas subsidiárias (Nota 1). O Grupo actua na área de media, nomeadamente através da difusão de programas de televisão e da edição de publicações (jornais e revistas) e de outros meios audiovisuais.
As notas que se seguem respeitam a numeração definida no Plano Oficial de Contabilidade para a apresentação de demonstrações financeiras consolidadas. As notas cuja numeração é omitida neste anexo não são aplicáveis ao Grupo, ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras consolidadas anexas.
BASES DA CONSOLIDAÇÃO
As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas no quadro das disposições em vigor em Portugal e, portanto, de acordo com os princípios contabilísticos e normas de consolidação consignados no Plano Oficial de Contabilidade, com as alterações que lhe foram introduzidas pelo Decreto-Lei 238/91, de 2 de Julho, e com as directrizes contabilísticas da Comissão de Normalização Contabilística.
1. EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO
As empresas incluídas na consolidação, suas sedes sociais e proporção do capital detido em 30 de Junho de 2004, são as seguintes:
| Percentagem do capital detido | ||||
|---|---|---|---|---|
| Denominação social | Sede | Directa | Indirecta | Total |
| Impresa - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. (empresa - mãe) | Lisboa | - | - | - |
| Controljornal - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Controljornal") e subsidiárias: | Lisboa | 100,00 | - | 100,00 |
| Sojornal - Sociedade Jornalística e Editorial, S.A. ("Sojornal") | Lisboa | - | 100,00 | 100,00 |
| Sojornal.com - Consultoria Internet, Lda. ("Sojornal.com") | Lisboa | - | 100,00 | 100,00 |
| Gesco - Gestão de Conteúdos e Meios de Comunicação Social, S.A. ("Gesco") | Lisboa | - | 50,00 | 50,00 |
| Medipress - Sociedade Jornalística e Editorial, Lda. ("Medipress") | Lisboa | - | 100,00 | 100,00 |
| Mediger - Sociedade Jornalística e Editorial, Lda. ("Mediger") | Lisboa | - | 100,00 | 100,00 |
| Imprejornal - Sociedade de Impressão, S.A. ("Imprejornal") | Lisboa | - | 100,00 | 100,00 |
| Cinforma - Centro de Informática, Lda. ("Cinforma") | Lisboa | - | 100,00 | 100,00 |
| Publiregiões - Sociedade Jornalística e Editorial, Lda. ("Publiregiões") | Lisboa | - | 60,00 | 60,00 |
| Publisurf - Edições e Publicidade, Lda. ("Publisurf") | Lisboa | - | 99,00 | 99,00 |
| Soincom - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Soincom") e subsidiárias: | Lisboa | 100,00 | - | 100,00 |
| SIC - Sociedade Independente de Comunicação, S.A. ("SIC") e subsidiárias: | Carnaxide | - | 51,00 | 51,00 |
| Houseindex, Limited | Londres | - | 51,00 | 51,00 |
| SIC Filmes, Lda. ("SIC Filmes") | Carnaxide | - | 26,01 | 26,01 |
| Lisboa TV - Informação e Multimédia, S.A. ("SIC Notícias") | Lisboa | - | 30,60 | 30,60 |
| SIC Online - Comunicação e Internet, Sociedade Unipessoal, Lda. ("SIC Online") | Carnaxide | - | 51,00 | 51,00 |
| SIC - Novos Projectos e Serviços Técnicos em Telecomunicações e | ||||
| Multimédia, Sociedade Unipessoal, Lda. ("SIC Serviços") | Carnaxide | - | 51,00 | 51,00 |
| SIC INDOOR – Gestão de Suportes Publicitários, S.A. ("SIC INDOOR") (Nota 14) | Carnaxide | - | 31,62 | 31,62 |
| Hoge - Sociedade Gestora de Participações Sociais, Lda. ("Hoge") | Lisboa | 100,00 | - | 100,00 |
Estas empresas subsidiárias foram incluídas na consolidação pelo método de integração global, com base no estabelecido no Artigo 1º do Decreto-Lei nº 238/91, de 2 de Julho.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
3. EMPRESAS ASSOCIADAS
Os investimentos financeiros em empresas associadas são registados pelo método da equivalência patrimonial ou ao seu custo de aquisição. A proporção do capital detido em 30 de Junho de 2004 pelo Grupo, é como segue:
| Empresas | Percentagemefectiva departicipação |
|---|---|
| Vasp – Sociedade Transportes e Distribuições, Lda. ("Vasp") (a) | 33,33 |
| Global S 24 – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. (b) | 25,50 |
| Lusa – Agência de Notícias de Portugal, S.A. ("Lusa") (c) | 22,35 |
| Portusat - Sociedade Gestora de Participações Sociais, Lda. ("Portusat") (d) | 20,40 |
- (a) Participação detida pela Hoge, encontrando-se registada pelo método da equivalência patrimonial (Nota 23.d)).
- (b) Participação detida pela SIC Online, encontrando-se registada pelo método de equivalência patrimonial (Nota 23.d)).
- (c) Participação detida pela Controljornal, encontrando-se registada pelo método de equivalência patrimonial (Nota 23.d)).
- (d) Participação detida pela SIC, encontrando-se registada pelo método de equivalência patrimonial (Nota 23.d)).
5. EMPRESAS CONSOLIDADAS PROPORCIONALMENTE
As empresas incluídas na consolidação pelo método proporcional, suas sedes sociais e proporção do capital detido em 30 de Junho de 2004, são as seguintes:
| Percentagem do capital detido | ||||
|---|---|---|---|---|
| Denominação social | Sede | Directa | Indirecta | Total |
| Edimpresa - Editora, Lda. ("Edimpresa") e subsidiárias (a): | Oeiras | 50,00 | 50,00 | |
| Edimpresa.com - Internet e Multimédia, Unipessoal, Lda. ("Edimpresa.com") | Oeiras | - | 50,00 | 50,00 |
| Hearst Edimpresa - Editora de Publicações, S.A. ("Hearst Edimpresa") | Oeiras | - | 25,00 | 25,00 |
| Gesco - Gestão de Conteúdos e Meios de Comunicação Social, S.A. | Lisboa | - | 25,00 | 25,00 |
| Comfutebol - Edições Desportivas, Lda. ("Comfutebol") | Lisboa | 25,00 | 25,00 | |
| Office Share - Gestão de Imóveis e Serviços, Lda. ("Office Share") | Oeiras | 50,00 | - | 50,00 |
Estas empresas participadas foram incluídas pelo método proporcional uma vez que são detidas em 50% do seu capital, sendo o seu controlo e gestão equitativamente partilhado com um outro sócio.
6. EMPRESAS PARTICIPADAS
Os investimentos financeiros em empresas participadas, e a proporção do capital detido em 30 de Junho de 2004 pelo Grupo, são como segue:
| Percentagemefectiva de | |
|---|---|
| Empresas | participação |
| Sociedade Gestora de Televisión, Net TV, S.A. ("Net TV") (a) | 3,90 |
| NP - Notícias de Portugal, C.R.L. ("NP") (b) | 6,70 |
| Morena Films, Lda. ("Morena Films") (a) | 2,41 |
| PTDP – Plataforma de Televisão Digital Portuguesa, S.A. ("PTDP") (a) | 5,10 |
Estas participações financeiras encontram-se registadas ao custo de aquisição ou ao valor estimado de realização, quando mais baixo.
(a) Participações detidas pela SIC.
(b) Participação detida pela Sojornal, SIC e Edimpresa.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
7. NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL
Durante os semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003, o número médio de pessoal ao serviço das empresas incluídas na consolidação foi de 1.439 empregados e 1.529 empregados, respectivamente.
10. DIFERENÇAS DE CONSOLIDAÇÃO
A diferença entre o custo de aquisição das empresas subsidiárias incluídas na consolidação (Nota 1) e a proporção nos capitais próprios dessas empresas reportado à data da primeira consolidação (1 de Janeiro de 1992) foi registada pelo Grupo em capitais próprios, tendo este montante sido transferido para resultados transitados em 2001.
Após a data da primeira consolidação, as diferenças apuradas na aquisição de participações financeiras passaram a ser registadas em "Trespasses" sendo amortizadas no seu período estimado de recuperação, o qual não excede 20 anos (Notas 23.a) e 27).
14. COMPOSIÇÃO DO CONJUNTO DAS EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO
Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004 verificaram-se as seguintes alterações no perímetro de consolidação do Grupo:
- Aquisição da restante participação financeira no capital da Mediger, passando esta participada a ser registada pelo método de integração global (Nota 1).
- A Office Share e a Edimpresa que haviam sido incluídas no consolidado pelo método de integração global até 31 de Dezembro de 2003, passaram a ser incluídas pelo método proporcional em virtude de a partir de 2004 o seu controlo e gestão ser equitativamente partilhado com outro sócio.
- Dissolução da Litechoice e da Impresa.com Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., conforme deliberado em respectivas Assembleias Gerais. Até 31 de Dezembro de 2003 estas empresas haviam sido incluídas no consolidado pelo método integral.
Nas notas do anexo, que evidenciam movimentos nas rubricas de balanço ocorridos no semestre findo em 30 de Junho de 2004, foi incluída uma coluna denominada "Alteração do perímetro de consolidação", a qual reflecte as alterações na composição do conjunto das empresas incluídas na consolidação supra referidas.
15. CONSISTÊNCIA NA APLICAÇÃO DE CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS
Os principais critérios valorimétricos utilizados são consistentes entre as empresas incluídas na consolidação e encontram-se descritos na Nota 23.
21. COMPROMISSOS FINANCEIROS ASSUMIDOS E NÃO INCLUÍDOS NO BALANÇO CONSOLIDADO
21.1 Pensões
Determinadas empresas do Grupo (Impresa, Sojornal, Cinforma, Medipress e Imprejornal) assumiram o compromisso de conceder aos empregados e a administradores remunerados admitidos até 5 de Julho de 1993 prestações pecuniárias a título de complementos de pensões de reforma por velhice e invalidez. Estas prestações são calculadas com base numa percentagem crescente com o número de anos de serviço do empregado, aplicada à tabela salarial, ou numa percentagem fixa aplicada ao salário base, à data de aniversário (2002).
Em 1987 o Grupo criou um fundo de pensões autónomo para onde foram transferidas as suas responsabilidades pelo pagamento das prestações pecuniárias acima referidas.
De acordo com um estudo actuarial realizado pela sociedade gestora do fundo, o valor actual das responsabilidades do conjunto das empresas supra referidas por serviços passados dos seus empregados activos e reformados em 30 de Junho de 2004 foi estimado em 5.962.716 Euros, sendo que o valor do fundo a essa data ascendia a, 5.752.466 Euros, pelo que o Grupo registou na rubrica "Acréscimos de custos", por contrapartida da rubrica "Custos com o pessoal", o valor das responsabilidades não cobertas pelo fundo, de 210.250 Euros (Nota 51).
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
O estudo foi efectuado utilizando o método denominado por "Projected Unit Credit" para o cálculo das pensões por velhice e o método denominado por "Prémios Únicos Sucessivos" para o cálculo das pensões por invalidez e considerou, naquela data, os seguintes principais pressupostos e bases técnicas e actuariais:
| Taxa anual de rendimento do Fundo | 6% |
|---|---|
| Taxa de crescimento salarial | 0% |
| Taxa de crescimento das pensões | 0% |
| Taxa de crescimento do salário mínimo nacional | 4,5% |
| Taxa técnica actuarial | 4% |
| Taxa de crescimento salarial para efeitos da determinação | |
| da pensão da Segurança Social | 2% |
| Tábuas actuariais: | |
| Mortalidade | TV 73/77 |
| Invalidez | EVK 80 |
| Rotação de empregados | Nula |
No semestre findo em 30 de Junho de 2004, o movimento ocorrido no valor das responsabilidades por serviços passados dos seus empregados activos e reformados foi como segue:
| Valor presente da obrigação de benefícios definidos no início do semestre | 5.471.716 |
|---|---|
| Benefícios pagos | (11.612) |
| Custo dos serviços correntes | 147.921 |
| Custo dos juros | 172.678 |
| Perdas actuariais | 182.013 |
| Valor presente da obrigação de benefícios definidos no final do semestre | 5.962.716 |
No semestre findo em 30 de Junho de 2004, o movimento ocorrido no valor dos activos do plano foi como segue:
| Activos do plano no início do semestre | 5.648.511 |
|---|---|
| Contribuições efectuadas | - |
| Benefícios pagos | ( 11.612 ) |
| Retorno real dos activos do plano | 115.567 |
| -------------- | |
| 5.752.466 |
========
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
21.2 Compromissos para a aquisição de programas
Em 30 de Junho de 2004, o Grupo tinha contratos ou acordos celebrados com terceiros para a exibição de filmes, séries e outros programas de 14.586.618 Euros, não incluídos no balanço, de acordo com os critérios valorimétricos utilizados (Nota 23.e)), como segue:
| Ano de disponibilidade dos titulos | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| 2006 | Sem data | ||||
| Natureza | 2004 | 2005 | e seguintes | definida | Total |
| Co-produções | 1.496.394 | - | - | - | 1.496.394 |
| Desporto | 49.880 | - | - | - | 49.880 |
| Entretenimento | 4.962.649 | - | - | - | 4.962.649 |
| Eventos | 2.715 | - | - | - | 2.715 |
| Filmes | 810.002 | 212.996 | - | 290.473 | 1.313.471 |
| Formato | 973.753 | 994.383 | - | - | 1.968.136 |
| Mini-Series | 26.855 | - | - | - | 26.855 |
| Novelas | 2.330.414 | - | - | - | 2.330.414 |
| Infantis | 332.075 | 34.963 | - | - | 367.038 |
| Documentários | 138.065 | 61.005 | 61.005 | 7.781 | 267.856 |
| Séries 60' | 1.082.900 | - | - | - | 1.082.900 |
| Exploração de direitos | 125.828 | 25.684 | - | - | 151.512 |
| Vida selvagem | 79.502 | - | - | 487.296 | 566.798 |
| 12.411.032 | 1.329.031 | 61.005 | 785.550 | 14.586.618 |
| Ano limite para exibição dos títulos | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| 2006 | Sem data | ||||
| Natureza | 2004 | 2005 | e seguintes | definida | Total |
| Co-produções | - | - | 1.496.394 | - | 1.496.394 |
| Desporto | - | 49.880 | - | - | 49.880 |
| Entretenimento | 1.838.509 | 742.260 | 2.381.880 | - | 4.962.649 |
| Eventos | 2.715 | - | - | - | 2.715 |
| Filmes | 5.000 | - | 1.025.508 | 282.963 | 1.313.471 |
| Formato | 8.333 | 965.421 | 994.382 | - | 1.968.136 |
| Mini-Series | - | 2.681 | 24.174 | - | 26.855 |
| Novelas | 580.571 | 1.749.843 | - | - | 2.330.414 |
| Infantis | 12.350 | 215.700 | 138.988 | - | 367.038 |
| Documentários | 35.658 | 102.407 | 122.010 | 7.781 | 267.856 |
| Séries 60' | - | 932.779 | 150.121 | - | 1.082.900 |
| Exploração de direitos | - | - | 125.828 | 25.684 | 151.512 |
| Vida selvagem | 77.055 | 2.447 | - | 487.296 | 566.798 |
| 2.560.191 | 4.763.418 | 6.459.285 | 803.724 | 14.586.618 |
22. GARANTIAS PRESTADAS
Em 30 de Junho de 2004, as garantias prestadas pela Impresa, SIC, Edimpresa e restantes empresas do Grupo são as seguintes:
Em 30 de Junho de 2004, a Impresa mantém o penhor de acções representativas de 51,66% do capital da Soincom para garantir um empréstimo contraído inicialmente por esta empresa participada junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A., o qual foi transferido para a Impresa em 2001; adicionalmente, como garantia do referido empréstimo a Soincom tem empenhadas acções representativas de 25% do capital da sua participada SIC (Nota 48 (a)).
Adicionalmente, e até ao montante máximo de 16.070.000 Euros, a Impresa mantém o penhor de acções representativas de 48,34% do capital da Soincom e a Soincom mantém o penhor de acções representativas de 26% do capital da SIC (Nota 48 (a)).
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
Em 30 de Junho de 2004, a Impresa mantém o penhor as quotas representativas de 50% do capital da Edimpresa para garantir um empréstimo contraído pela Edimpresa junto do Banco Espírito Santo de Investimento, S.A..
Em 30 de Junho de 2004, a Impresa mantém o penhor de acções representativas de 51% do capital da Controljornal e a Controljornal mantém o penhor de 408.000 acções representativas da totalidade do capital da Sojornal para garantir um empréstimo obtido pela Impresa junto do Banco Totta & Açores, S.A. e da Caixa Banco de Investimento, S.A. (Nota 48 (d)).
Em 30 de Junho de 2004, a Impreger (accionista maioritário da Impresa) mantém o penhor de acções representativas de 6,78% do capital da Impresa para garantir um empréstimo contraído por aquela junto do Banco Português de Investimento, S.A. e da Caixa Geral de Depósitos, S.A. (Nota 48 (g)).
Em 30 de Junho de 2004, a Sojornal mantém uma hipoteca sobre dois imóveis de sua propriedade para garantir um empréstimo junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A. (Nota 48 (h)).
Em 30 de Junho de 2004, a Controljornal mantém o penhor de acções representativas da totalidade do capital da Imprejornal para garantir um empréstimo contraído por aquela junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A. (Nota 48 (i)).
Em 30 de Junho de 2004, as garantias bancárias prestadas pela SIC eram como segue:
| Repartição de Finanças de Algés | 974.106 |
|---|---|
| Net TV | 919.549 |
| Alta Autoridade para a Comunicação Social | 1.496.394 |
| Câmara Municipal de Oeiras | 548.678 |
| IBM | 283.329 |
| EDP | 22.634 |
| Novimovest | 1.224.750 |
| -------------- | |
| 5.469.440 | |
| ======== |
As garantias prestadas à Repartição de Finanças de Algés são relativas a processos de execução fiscal, a aguardar deferimento de reclamações oportunamente apresentadas pela Empresa.
As garantias prestadas à Alta Autoridade para a Comunicação Social e à Net TV decorrem de imposições da legislação em vigor para o licenciamento de novos canais e para a exploração da televisão digital em Espanha, respectivamente.
A garantia prestada à IBM é relativa à aquisição de equipamentos informáticos em regime de leasing.
A garantia prestada à EDP decorre da existência de equipamentos instalados por esta entidade na SIC.
A garantia prestada à Câmara Municipal de Oeiras surge do processo de compra de um edifício contíguo às instalações da SIC.
A garantia prestada à Novimovest é destinada a assegurar as obrigações decorrentes do contrato de arrendamento do edifício sede da SIC.
Em 30 de Junho de 2004, a Edimpresa tinha prestado garantias bancárias a favor de terceiros no montante de 1.867.796 Euros, conforme segue:
| Serviço de Finanças de Oeiras | 1.200.000 |
|---|---|
| Câmara Municipal de Oeiras | 299.272 |
| Governo Civil de Lisboa | 251.955 |
| Governo Civil do Porto | 67.705 |
| EDP Distribuição – Energia, S.A. | 36.503 |
| Outros | 12.361 |
| --------------1.867.796 |
========
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
A garantia prestada ao Serviço de Finanças de Oeiras tem em vista garantir a liquidação adicional referente ao Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas do ano de 1997, cuja dívida reclamada judicialmente pela Empresa ascende actualmente a 856.765 Euros. Em 30 de Junho de 2004 está registada uma provisão para fazer face a esta situação de, aproximadamente, 389.000 Euros.
As garantias prestadas à Câmara Municipal de Oeiras têm em vista cobrir eventuais danos na execução das obras relativas à nova sede da Edimpresa.
As garantias prestadas ao Governo Civil de Lisboa e do Porto decorrem de imposições da legislação em vigor para concursos nas publicações de revistas da Edimpresa.
Em 30 de Junho de 2004, as restantes empresas do Grupo tinham prestado garantias bancárias, relativas à sua actividade, que ascendiam a aproximadamente 489.219 Euros.
23. BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS UTILIZADOS
Bases de apresentação
As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação (Nota 1), mantidos de acordo com princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal.
Princípios de consolidação
As empresas do Grupo referidas na Nota 1 foram consolidadas pelo método de integração global, pelo que as transacções e saldos significativos entre essas empresas foram eliminados no processo de consolidação. O valor correspondente à participação de terceiros nos capitais próprios e resultados dessas empresas é apresentado no balanço consolidado e na demonstração consolidada de resultados na rubrica "Interesses minoritários" (Nota 54). As empresas do Grupo referidas na Nota 5 foram consolidadas em 30 de Junho de 2004 pelo método proporcional, pelo que os seus activos e passivos, proveitos e custos foram integrados nas demonstrações financeiras pela proporção de capital detido nessas empresas pela Impresa, directa e indirectamente. Igual procedimento foi adoptado para o processo de eliminações das transacções e saldos intra-grupo.
Os investimentos financeiros representativos de partes de capital em empresas associadas encontram-se valorizados no balanço consolidado pelo método da equivalência patrimonial ou ao custo de aquisição (Nota 23.d)).
Os investimentos financeiros representativos de partes de capital em empresas participadas em menos de 20% foram valorizados ao custo de aquisição, ou pelo seu valor estimado de realização, quando este é mais baixo.
Principais critérios valorimétricos
Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras consolidadas foram os seguintes:
a) Imobilizações incorpóreas
As imobilizações incorpóreas, que compreendem despesas de instalação, despesas de investigação e desenvolvimento, propriedade industrial e outros direitos e trespasses, encontram-se registadas ao custo e são amortizadas pelo método das quotas constantes durante um período de três a seis anos, com excepção dos trespasses decorrentes da aquisição de participações financeiras que são amortizados durante o período estimado de recuperação dos investimentos, actualmente fixado entre 5 a 20 anos (Nota 27). As perdas de imparidade, quando existem, são imediatamente reconhecidas em resultados.
b) Imobilizações corpóreas
As imobilizações corpóreas adquiridas até 31 de Dezembro de 1992 (31 de Dezembro de 1997 no caso da Imprejornal) encontram-se registadas ao custo de aquisição, reavaliado de acordo com as disposições legais aplicáveis (Nota 41). As imobilizações corpóreas adquiridas após aquelas datas encontram-se registadas ao custo de aquisição.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
As amortizações são calculadas pelo método das quotas constantes, de acordo com as seguintes vidas úteis estimadas:
| Anos | |
|---|---|
| Edifícios e outras construções | 10 - 50 |
| Equipamento básico | 4 - 24 |
| Equipamento de transporte | 3 - 6 |
| Ferramentas e utensílios | 3 - 8 |
| Equipamento administrativo | 3 – 10 |
| Outras imobilizações corpóreas | 4 – 8 |
c) Locação financeira
Os activos imobilizados adquiridos mediante contratos de locação financeira, bem como as correspondentes responsabilidades, são contabilizados pelo método financeiro. De acordo com este método, o custo do activo é registado no imobilizado corpóreo, a correspondente responsabilidade é registada no passivo e os juros incluídos no valor das rendas e a amortização do activo, calculada conforme descrito na Nota 23.b), são registados como custos na demonstração de resultados do exercício a que respeitam (Nota 47).
d) Investimentos financeiros
Os investimentos financeiros em empresas associadas (Nota 3) são registados pelo método de equivalência patrimonial sendo as participações inicialmente contabilizadas pelo custo de aquisição, o qual é acrescido ou reduzido pela diferença entre aquele valor e o valor correspondente à proporção dos capitais próprios dessas empresas, reportados à data da primeira aplicação do método de equivalência patrimonial, sendo o acréscimo ou redução contabilizado em capitais próprios (Nota 10).
De acordo com o método de equivalência patrimonial, as participações financeiras são ajustadas periodicamente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos das empresas associadas por contrapartida de ganhos ou perdas do exercício. Variações ocorridas directamente nos capitais próprios de empresas participadas originam aumentos ou diminuições dos investimentos financeiros que são registados, por contrapartida de capitais próprios ("Resultados transitados"). Adicionalmente, os dividendos recebidos destas empresas são registados como uma diminuição do valor dos investimentos.
Os restantes investimentos financeiros encontram-se registados ao custo de aquisição, ou no caso dos empréstimos concedidos a empresas do grupo ou associadas, ao seu valor nominal.
As perdas estimadas na realização das participações financeiras e empréstimos são registadas na rubrica de investimentos financeiros.
e) Existências
As existências encontram-se valorizadas ao custo de produção ou de aquisição, conforme aplicável, utilizando-se o custo médio como método de custeio.
As existências da SIC correspondem essencialmente a contratos ou acordos celebrados com terceiros para exibição de filmes, séries e outros programas, sendo valorizados ao custo específico de aquisição. O custo dos programas é registado na demonstração de resultados no momento em que os mesmos são exibidos.
A SIC tem como política registar em existências os direitos adquiridos a terceiros para transmissão de programas, por contrapartida da rubrica "Fornecedores de programas", a partir da data de entrada em vigor desses direitos e sempre que, simultaneamente, se verifiquem as seguintes condições:
- Os custos relativos aos direitos de transmissão de programas são conhecidos e podem ser razoavelmente determinados;
- O conteúdo dos programas foi aceite pela SIC de acordo com as condições estabelecidas contratualmente; e
- Os programas estão disponíveis para exibição sem restrição.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
Na Nota 21.2 é apresentada informação sobre os compromissos financeiros futuros assumidos pela SIC para aquisição de programas.
Foram constituídas provisões para depreciação de existências (Nota 46) nos casos em que o custo é superior ao valor estimado de realização ou de mercado.
O valor líquido das existências não excede o seu respectivo valor de mercado.
f) Provisões para dívidas de cobrança duvidosa
As provisões para dívidas de cobrança duvidosa foram calculadas com base na avaliação das contas a receber de clientes e outros devedores.
g) Alugueres de longa duração
Os activos explorados em regime de aluguer não são registados no balanço, sendo o valor das rendas registado como custo na demonstração de resultados do exercício a que respeita.
h) Títulos negociáveis
Os títulos negociáveis são registados ao mais baixo do custo de aquisição ou valor de mercado.
i) Especialização de exercícios
As receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização de exercícios, pelo qual são reconhecidas à medida em que são geradas independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de "Acréscimos e diferimentos" (Nota 51).
j) Reconhecimento de proveitos
Os proveitos relativos a publicidade são reconhecidos no período em que a publicidade é exibida em televisão ou inserida nas publicações. Os proveitos relativos à venda de publicações são reconhecidos no momento da venda, à excepção das assinaturas que são reconhecidas no período da duração das mesmas.
l) Pensões
Conforme mencionado na Nota 21.1, determinadas empresas do Grupo assumiram o compromisso de conceder aos seus empregados e administradores remunerados admitidos até 5 de Julho de 1993 prestações pecuniárias a título de complementos de reforma por velhice e invalidez. Estas prestações consistem numa percentagem, crescente com o número de anos de serviço do empregado, aplicada à tabela salarial, ou uma percentagem fixa aplicada ao salário base, à data de aniversário definida como sendo os valores em 2002.
Nos termos da Directriz Contabilística nº 19 os custos com a atribuição destes benefícios são reconhecidos à medida que os serviços são prestados pelos empregados beneficiários. Deste modo, no final de cada período contabilístico o Grupo obtém um estudo actuarial elaborado por uma entidade independente, no sentido de conhecer o valor das suas responsabilidades a essa data e o custo com pensões a registar nesse período. As responsabilidades assim estimadas são comparadas com o valor de mercado do fundo de pensões, de forma a determinar o montante das contribuições a efectuar a registar no passivo. Os custos com pensões são registados na rubrica "Custos com o pessoal – Encargos sociais", conforme previsto pela referida Directriz, com base nos valores determinados pelo estudo actuarial (Nota 21.1).
m) Subsídios atribuídos para financiamento de imobilizações corpóreas
Os subsídios atribuídos às empresas do Grupo, a fundo perdido, para financiamento de imobilizações corpóreas são registados, como proveitos diferidos, na rubrica de acréscimos e diferimentos, e reconhecidos na demonstração de resultados proporcionalmente às amortizações das imobilizações corpóreas subsidiadas (Nota 51).
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
n) Processos judiciais
O Grupo regista uma provisão para processos judiciais intentados por terceiros contra determinadas empresas do Grupo, cujo valor, em cada ano, é determinado com base no montante dos pedidos de indemnização relativos a esses processos à data de balanço e na avaliação que deles fazem os órgãos de gestão e os advogados dessas empresas (Nota 46).
o) Saldos e transacções em moeda estrangeira
Os activos e passivos expressos em moeda estrangeira à data do balanço foram convertidos para Euros utilizando-se as taxas de câmbio vigentes nessa data, publicadas pelo Banco de Portugal, excepto nas situações em que existem contratos de fixação de taxas de câmbio, em que é utilizada a taxa definida naqueles contratos. As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transacções e as vigentes na data das cobranças, pagamentos ou à data do balanço, foram registadas como proveitos e custos na demonstração de resultados do exercício.
As demonstrações financeiras das empresas incluídas na consolidação, expressas em moeda estrangeira, foram convertidas para Euros através da utilização das seguintes taxas de câmbio:
- Histórica: para as rubricas do capital próprio, com excepção do resultado do exercício;
- Vigente no final do ano: para a totalidade dos activos e passivos;
- Média do exercício: para a demonstração dos resultados do exercício.
As diferenças de câmbio originadas na conversão para Euros dessas demonstrações financeiras foram incluídas na rubrica de "Ajustamentos de conversão cambial", nas demonstrações financeiras da empresa participada que detém estes investimentos financeiros.
p) Operações de "factoring"
Os adiantamentos recebidos das sociedades de factoring, por conta dos créditos cedidos com direito de regresso, são evidenciados no passivo.
q) Imposto sobre o rendimento
Os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação.
Os activos e passivos por impostos diferidos são calculados e periodicamente avaliados utilizando as taxas de tributação aprovadas que se esperam estarem em vigor à data da reversão das diferenças temporárias.
Os activos por impostos diferidos são registados unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para os utilizar. Na data de cada balanço é efectuada uma reapreciação das diferenças temporárias subjacentes aos activos por impostos diferidos no sentido de reconhecer activos por impostos diferidos não registados anteriormente por não terem preenchido as condições para o seu registo e/ou para reduzir o montante de impostos diferidos activos registados em função da expectativa actual da sua recuperação futura.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
27. MOVIMENTO DO ACTIVO IMOBILIZADO
Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004, os movimentos ocorridos no valor das imobilizações incorpóreas, corpóreas e investimentos financeiros, bem como nas respectivas amortizações acumuladas e provisões, foram os seguintes:
| Activo bruto | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Alteração do | |||||||
| perímetro de | |||||||
| Saldo | consolidação | Alienações | Equivalência | Saldo | |||
| inicial | (Nota 14) | Aumentos | e abates | Transferências | patrimonial | final | |
| Imobilizações incorpóreas: | |||||||
| Despesas de instalação | 8.949.493 | (93.411) | 1.002 | - | - | - | 8.857.084 |
| Despesas de investigação e de desenvolvimento | 72.138 | 20.954 | - | - | - | - | 93.092 |
| Propriedade industrial e outros direitos | 2.010.653 | (583.420) | 19.110 | - | - | - | 1.446.343 |
| Trespasses | 213.753.459 | (10.704.801) | 593.766 | - | - | - | 203.642.424 |
| 224.785.743 | (11.360.678) | 613.878 | - | - | - | 214.038.943 | |
| Imobilizações corpóreas: | |||||||
| Terrenos e recursos naturais | 6.692.920 | (837.981) | - | (685.846) | - | - | 5.169.093 |
| Edifícios e outras construções | 32.145.581 | (8.346.377) | 81.154 | (14.342.946) | 15.387 | - | 9.552.799 |
| Equipamento básico | 87.589.767 | (2.636.563) | 2.066.526 | (158.337) | 214.702 | - | 87.076.095 |
| Equipamento de transporte | 951.162 | (24.374) | 88.180 | (142.937) | - | - | 872.031 |
| Ferramentas e utensílios | 104.965 | - | - | - | - | - | 104.965 |
| Equipamento administrativo | 19.257.834 | (1.931.140) | 224.650 | (30.668) | 88.358 | - | 17.609.034 |
| Outras imobilizações corpóreas | 647.040 | 4.463 | - | (6.964) | - | - | 644.539 |
| Adiantamentos por conta de imobilizações corpóreas | 5.511.767 | - | - | - | - | - | 5.511.767 |
| Imobilizações em curso | 1.537.824 | 1.275 | 263.284 | - | (318.447) | - | 1.483.936 |
| 154.438.860 | (13.770.697) | 2.723.794 | (15.367.698) | - | - | 128.024.259 | |
| Investimentos financeiros: | |||||||
| Partes de capital em empresas associadas | 2.375.984 | - | - | - | - | 748.257 | 3.124.241 |
| Partes de capital em empresas participadas | 751.641 | - | 78.997 | - | - | - | 830.638 |
| Empréstimos de financiamento | 1.524.858 | - | - | - | - | - | 1.524.858 |
| 4.652.483 | - | 78.997 | - | - | 748.257 | 5.479.737 | |
| Amortizações acumuladas e provisões | |||||||
| Alteração do | |||||||
| perímetro de | |||||||
| Saldo | consolidação | Alienações | Saldo | ||||
| inicial | (Nota 14) | Aumentos | e abates | Transferências | Regularizações | final | |
| Imobilizações incorpóreas: | |||||||
| Despesas de instalação | 5.986.391 | (93.121) | 635.564 | - | - | - | 6.528.834 |
| Despesas de investigação e de desenvolvimento | 31.717 | 22.945 | 4.353 | - | - | - | 59.015 |
| Propriedade industrial e outros direitos | 1.806.578 | (546.254) | 29.798 | - | - | - | 1.290.122 |
| Trespasses | 50.352.54258.177.228 | (535.240)(1.151.670) | 5.174.1575.843.872 | -- | -- | -- | 54.991.45962.869.430 |
| Imobilizações corpóreas: | |||||||
| Edifícios e outras construções | 4.230.593 | (255.530) | 330.657 | (3.680.549) | - | (686) | 624.485 |
| Equipamento básico | 61.005.017 | (2.177.108) | 4.396.015 | (84.035) | - | - | 63.139.889 |
| Equipamento de transporte | 759.718 | (10.782) | 76.755 | (77.079) | - | (38.504) | 710.108 |
| Ferramentas e utensílios | 79.727 | - | 5.297 | - | - | - | 85.024 |
| Equipamento administrativo | 14.481.267 | (1.490.546) | 1.104.282 | (20.460) | - | - | 14.074.543 |
| Outras imobilizações corpóreas | 397.411 | 1.894 | 95.500 | (6.964) | - | - | 487.841 |
| 80.953.733 | (3.932.072) | 6.008.506 | (3.869.087) | - | (39.190) | 79.121.890 | |
| Investimentos financeiros: | |||||||
| Partes de capital em empresas associadas | 993.674 | - | - | - | - | - | 993.674 |
| Partes de capital em empresas participadas | 504.712 | - | - | - | - | - | 504.712 |
| Empréstimos de financiamento | - | - | 421.341 | - | 249.142 | - | 670.483 |
Em 30 de Junho de 2004, a rubrica "Propriedade industrial e outros direitos" inclui essencialmente o custo de aquisição de títulos de publicações editadas por empresas do Grupo (Nota 23.a)) e tem a seguinte composição:
| Valorbruto | Amortizaçãoacumulada | Valorlíquido | |
|---|---|---|---|
| Visão | 284.315 | (284.315) | - |
| Autosport | 374.098 | (374.098) | - |
| Blitz | 149.639 | (149.639) | - |
| Outros | 638.291 | (482.070) | 156.221 |
| 1.446.343 | (1.290.122) | 156.221 |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
Em 30 de Junho de 2004, os "Trespasses", originados na aquisição de empresas do grupo, têm a seguinte composição:
| Valorbruto | Amortizaçãoacumulada | Valorlíquido | Amortizaçãodo semestre | Anos deamortização | |
|---|---|---|---|---|---|
| SIC (a) | 115.053.871 | (31.639.816) | 83.414.055 | (2.876.346) | 20 |
| Controljornal (b) | 28.757.636 | (10.186.998) | 18.570.638 | (718.942) | 20 |
| Edimpresa (c) | 10.704.801 | (802.456) | 9.902.345 | (267.620) | 20 |
| Soincom (d) | 45.684.160 | (11.320.794) | 34.363.366 | (1.142.105) | 20 |
| Gesco (e) | 2.325.162 | (581.031) | 1.744.131 | (58.129) | 20 |
| SIC Notícias (f) | 523.028 | (400.987) | 122.042 | (51.638) | 5 |
| Mediger (g) | 593.766 | (59.377) | 534.389 | (59.377) | 5 |
| 203.642.424 | (54.991.459) | 148.650.966 | (5.174.157) |
(a)Trespasse gerado com a aquisição em 1999 pela Soincom de uma participação adicional de 26% no capital da SIC por 123.203.066 Euros, passando a deter 51% do capital desta empresa participada.
- (b)Trespasse gerado com a aquisição em 1998 pela Impresa da totalidade do capital da LCS Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("LCS") por 34.011.373 Euros, empresa que apenas detinha uma participação financeira de 40% no capital da Controljornal. A LCS foi dissolvida em 1999.
- (c) Trespasse gerado com a aquisição em Novembro de 2002 pela Edimpresa de uma participação de 50% no capital da Omniger (Nota 14) por 23.000.000 Euros.
- (d) Trespasses gerados com as aquisições efectuadas pela Impresa em 1999 e 2000, como segue:
| Percentagem departicipaçãoadquirida | Custo deaquisição | Proporção doscapitais própriosà data deaquisição | Trespasseoriginal | Abateextraordinário | Trespassecorrigido | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Aquisições efectuadas em 1999 | 14,80% | 17.594.562 | 1.335.611 | 16.258.951 | - | 16.258.951 |
| Aquisições efectuadas em Janeiro de 2000 | 1,8875% | 2.168.000 | 205.121 | 1.962.879 | - | 1.962.879 |
| Aquisições efectuadas em Junho de 2000 | 26,667% | 117.743.522 | 22.357.184 | 95.386.338 | (67.924.008) | 27.462.330 |
| 137.506.084 | 23.897.916 | 113.608.168 | (67.924.008) | 45.684.160 |
- (e) Trespasse gerado com a aquisição em 1999 pela Impresa de uma participação adicional de 43,12% no capital da Gesco por 2.566.390 Euros, que detinha na altura uma participação indirecta no capital da SIC passando a deter a totalidade do capital desta empresa participada.
- (f) Trespasse gerado com a aquisição em 2000 pela SIC de uma participação de 60% no capital da SIC Notícias por 1.632.595 Euros.
- (g)Trespasse gerado com a aquisição em 2004 pela Controljornal de uma participação de 50% no capital da Mediger por 652.816 Euros.
Em 31 de Dezembro de 2000, a Impresa solicitou a uma entidade independente um estudo de avaliação da SIC para proceder à análise da imparidade dos trespasses decorrentes das aquisições de acções da Soincom (directamente pela Impresa) e da SIC (pela Soincom), reportada àquela data. Em resultado desta análise não foram identificadas situações de imparidade no que se refere ao trespasse apurado pela Soincom decorrente de aquisições de acções da SIC. No entanto, no que se refere ao trespasse apurado pela Impresa nas compras de acções da Soincom foi identificada uma diferença, face ao justo valor dessa participação financeira, no montante de 67.924.008 Euros, a qual originou uma amortização extraordinária do trespasse de igual montante registada em custos extraordinários, no final daquele exercício. No exercício de 2003, a Empresa voltou a solicitar a uma entidade independente um estudo de avaliação da SIC, para os mesmos efeitos, e concluiu que, naquela data, o seu valor contabilístico (incluindo o valor de trespasses, liquido de amortizações acumuladas) é inferior ao seu valor estimado de realização.
No semestre findo em 30 Junho de 2004, a SIC alienou o edifício da sua sede a um fundo de investimento, por 12.300.000 Euros (Nota 45), tendo adicionalmente celebrado um contrato de arrendamento daquele edifício pelo período de 15 anos, pagando uma renda anual de 873.000 Euros.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
A rubrica "Adiantamentos por conta de imobilizações corpóreas" refere-se essencialmente a um adiantamento feito em exercícios anteriores, por conta da aquisição de um imóvel contíguo às instalações da SIC no valor de 5.511.767 Euros. A SIC aguarda a documentação necessária para escriturar a sua aquisição.
Em 30 de Junho de 2004, os investimentos financeiros correspondem a participações nas seguintes empresas:
Partes de capital em empresas associadas (Nota 3):
| Denominação | Sede | Activototal | Proveitostotais | Capitalpróprio | Resultadodo exercício | Percentagemefectivado Grupo | Valor departicipação | Provisão parainvestimentosfinanceiros | Valorlíquido | Provisão paraperdas eminvestimentosfinanceiros(Nota 46) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Vasp | Massamá | 43.157.350 | 138.000.624 | 5.402.733 | 1.255.380 | 33,33 | 1.800.731 | - | 1.800.731 | - |
| Global S 24 | Porto | n.d. | n.d. | 1.690.176 (a) | (22.305) | 25,50 | - | - | - | - |
| Portusat | Lisboa | 16.287 | - | 16.287 (b) | (3.595) | 20,40 | - | - | - | 426.519 |
| Lusa | Lisboa | 27.565.895 | 10.021.111 | 4.436.100 (c) | 1.475.778 | 22,35 | 1.323.510 | (993.674) | 329.836 | - |
| 3.124.241 | (993.674) | 2.130.567 | 426.519 |
- (a) A informação financeira apresentada (não auditada) reporta-se a 31 de Janeiro de 2004. Os capitais próprios incluem prestações suplementares de 2.183.650, sendo a parcela da SIC ONLINE de 1.091.825.
- (b) Os capitais próprios incluem prestações acessórias efectuadas pelos accionistas de 1.082.585 Euros, sendo a parcela da SIC de 433.033 Euros.
- (c) Na aplicação do método da equivalência patrimonial ao investimento financeiro detido na Lusa, o Grupo ajustou as demonstrações financeiras desta empresa participada.
Partes de capital em empresas participadas (Nota 6):
| Provisão | |||
|---|---|---|---|
| Percentagem | para | ||
| efectiva | Valor de | investimentos | Valor |
| do Grupo | participação | financeiros | líquido |
| 3,90 | 467.376 | (236.668) | 230.708 |
| 2,41 | 344.547 | (268.044) | 76.503 |
| 6,70 | 13.717 | - | 13.717 |
| 5,10 | 4.998 | - | 4.998 |
| 830.638 | (504.712) | 325.926 | |
Como resultado da aplicação do método de equivalência patrimonial, foram registados os seguintes movimentos nas rubricas "Partes de capital em empresas associadas e participadas":
| Ganhos emempresasassociadas,(Nota 44) | Perdas emempresasassociadas,(Nota 44) | Provisãopara perdas eminvestimentosfinanceiros(Nota 46) | Provisãoparainvestimentosfinanceiros(Nota 46) | Investimentosfinanceiros | |
|---|---|---|---|---|---|
| Lusa | (329.837) | - | - | - | 329.837 |
| Portusat | - | 1.437 | (1.437) | - | - |
| Global S 24 | - | - | - | (421.341) | - |
| Vasp | (418.420) | - | - | - | 418.420 |
| (748.257) | 1.437 | (1.437) | (421.341) | 748.257 |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
O aumento registado no semestre findo em 30 de Junho de 2004 na rubrica de "Partes de capital em empresas participadas" no montante de 78.997 Euros refere-se ao aumento de capital ocorrido na Net TV de 76.503 Euros e ao investimento financeiro realizado por uma empresa participada no capital da NP – Notícias de Portugal, C.R.L, de 2.494 Euros.
Em 30 de Junho de 2004, a rubrica "Empréstimos de financiamento" refere-se a prestações suplementares concedidas pela SIC Online e pela SIC, como segue:
| Global S 24 (pela SIC Online)Portusat (pela SIC) | 1.091.825433.033 |
|---|---|
| ------------- | |
| 1.524.858 | |
| Provisão para empréstimos de financiamento da Global S 24 | ( 670.483 ) |
| ----------- | |
| 854.375 | |
| ====== |
Estas prestações suplementares só poderão ser reembolsadas ao Grupo nas circunstâncias previstas na legislação em vigor, isto é, desde que após o seu reembolso os capitais próprios dessas empresas não fiquem inferiores ao somatório do capital social e da reserva legal.
Em 30 de Junho de 2004 os valores constantes nas rubricas "Provisões para investimentos financeiros em partes de capital de empresas associadas", "Provisões para investimentos financeiros em partes de capital de empresas participadas" e "Provisões para empréstimos de financiamento" servem para fazer face a possíveis perdas de imparidade nestes investimentos e têm o seguinte detalhe:
Partes de capital em empresas associadas: Lusa (Nota 53) 993.674 ====== Partes de capital em empresas participadas: Morena Films 268.045 Net TV 236.668 ----------- 504.712 ====== Empréstimos de financiamento: Global S 24 670.483 ======
30. VALORES DE MERCADO DO ACTIVO CIRCULANTE
Em 30 de Junho de 2004, não haviam diferenças significativas, que não estivessem cobertas pelas provisões constituídas, entre os valores das rubricas do activo circulante, calculadas de acordo com os critérios valorimétricos adoptados pelo Grupo (Nota 23), e o respectivo valor de mercado.
33. DÍVIDAS A TERCEIROS A MAIS DE CINCO ANOS
Em 30 de Junho de 2004, as dívidas a terceiros a mais de cinco anos são as seguintes (Nota 47):
Dívidas de locação financeira 5.744.508
========
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
36. VENDAS E PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS POR SEGMENTOS
As vendas e prestações de serviços nos semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003 têm a seguinte composição:
| 2004 | 2003 | |
|---|---|---|
| Televisão (Nota 56.2):Vendas | - | - |
| Prestações de serviços | 81.577.693 | 66.352.404 |
| Revistas (Nota 56.3): | ||
| Vendas | 10.148.397 | 17.247.652 |
| Prestações de serviços | 8.030.341 | 14.527.503 |
| Jornais (Nota 56.4): | ||
| Vendas | 8.971.761 | 7.796.318 |
| Prestações de serviços | 18.426.343 | 15.480.543 |
| 127.154.535 | 121.404.420 |
38. DIFERENÇAS ENTRE RESULTADOS CONTABILÍSTICO E FISCAL
Tal como preconizado na Directriz Contabilística nº 28, o Grupo contabiliza os impostos diferidos resultantes das diferenças temporárias entre o resultado contabilístico e fiscal. Neste sentido, foram reconhecidos, em 30 de Junho de 2004, activos por impostos diferidos de 15.051.168 Euros, justificados como segue:
a) Diferenças temporárias – Movimentos nos Impostos Diferidos Activos
| Saldoinicial | Alteração doperimetro deconsolidação | Constituição/Reversão | Saldofinal | |
|---|---|---|---|---|
| Acréscimo de custos | 10.876 | - | - | 10.876 |
| Provisões para dívidas de cobranças duvidosas | 166.558 | (48.677) | 8.079 | 125.960 |
| Provisões para outros riscos e encargos | 725.930 | (19.474) | (239.579) | 466.877 |
| Provisões para depreciação de existências | 517.568 | (258.784) | 8.250 | 267.034 |
| Prejuízos fiscais reportáveis (Nota 55) | 16.245.466 | - | (2.065.045) | 14.180.421 |
| 17.666.398 | (326.935) | (2.288.295) | 15.051.168 |
Para o apuramento dos activos por impostos diferidos, relativos a prejuízos fiscais reportáveis, foi considerada a totalidade das diferenças temporárias geradas até 30 de Junho de 2004 pela Edimpresa, SIC e SIC Online, por ser entendimento do Conselho de Administração/Gerência dessas empresas que são esperados resultados fiscais futuros suficientes que compensem estas situações.
Relativamente às restantes empresas incluídas na consolidação em 30 de Junho de 2004, os impostos diferidos a registar em conformidade com a Directriz Contabilística nº 28 respeitam essencialmente aos prejuízos fiscais reportáveis existentes nessa data e provisões tributadas. Uma vez que no entendimento da Administração dessas empresas não são esperados resultados fiscais futuros suficientes que compensem as situações supra referidas, o Grupo não registou os correspondentes impostos diferidos activos dessas empresas (Nota 55).
Em 30 de Junho de 2004 os prejuízos fiscais reportáveis de 14.180.421 Euros vencem-se nos seguintes exercícios:
| 2007 | 7.151.843 |
|---|---|
| 2008 | 6.320.571 |
| 2009 | 666.133 |
| 2010 | 41.874 |
| --------------- | |
14.180.421 =========
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
b) Reconciliação da taxa de imposto
| Resultado antes de impostos | 10.531.304 |
|---|---|
| Taxa nominal de imposto | 27,5% |
| 2.896.109 | |
| Prejuizos fiscais reportáveis de anos anteriores | 27.481 |
| Diferenças permanentes (i) | (44.880) |
| Ajustamentos à colecta (ii) | 108.051 |
| Correcções à matéria tributável de exercícios anteriores | (266.349) |
| Outros | (59.717) |
| Imposto sobre o rendimento | 2.660.695 |
| Imposto corrente (Nota 49) | 372.400 |
| Imposto diferido gerado no ano | 2.288.295 |
| 2.660.695 |
(i) Em 30 de Junho de 2004, este montante tinha a seguinte composição:
| Prejuízo fiscal não recuperável | (2.342.054) |
|---|---|
| Redução de provisões tributadas | (249.444) |
| Amortização de trespasses (Nota 27) | 5.174.157 |
| Provisões não aceites fiscalmente | 1.006.033 |
| Efeito da aplicação do método de equivalência patrimonial (Nota 44) | (746.820) |
| Reintegrações e amortizações não aceites | 89.195 |
| Mais valias contabilísticas | (757.541) |
| Menos valias contabilisticas | 24.702 |
| Menos valias fiscais | (2.640.672) |
| Despesas confidenciais ou não documentadas | 25.224 |
| Outras rubricas, líquidas | 254.020 |
| (163.200) | |
| Taxa nominal de imposto | 27,5% |
| (44.880) |
(ii) Este montante representa a parcela de imposto relativa à tributação autónoma de certas despesas.
39. REMUNERAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS SOCIAIS
Com referência ao semestre findo em 30 de Junho de 2004, foram atribuídas remunerações aos membros do Conselho de Administração da Impresa de 500.217 Euros a pagar pela Impresa e pelas restantes empresas do Grupo.
Com referência ao semestre findo em 30 de Junho de 2004, foram atribuídas remunerações ao Fiscal Único da Impresa de 79.600 Euros.
41. REAVALIAÇÃO DE IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS
Determinadas empresas do Grupo procederam, em anos anteriores, à reavaliação das suas imobilizações corpóreas ao abrigo da legislação aplicável, nomeadamente:
Decreto-Lei nº 399-G/84, de 28 de Dezembro; Decreto-Lei nº 49/91, de 25 de Janeiro; Decreto-Lei nº 264/92, de 24 de Novembro; Decreto-Lei nº 31/98, de 11 de Fevereiro.
Conforme disposto na legislação que presidiu às reavaliações efectuadas, as reservas delas decorrentes só podem ser utilizadas para aumentar capital ou para cobrir prejuízos até à data em que foram registadas, não podendo ser distribuídas aos accionistas.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
43. CONTA NÃO COMPARÁVEIS COM O EXERCÍCIO ANTERIOR
Em 31 de Dezembro de 2003 a empresa participada Edimpresa – Editora, Lda., detida em 50% do seu capital, foi incluída na consolidação pelo método integral. Em 30 de Junho de 2004 esta empresa participada foi incluída na consolidação pelo método proporcional por ser entendimento do Conselho de Administração da Empresa que em 2004 o seu controlo e gestão são efectuados de forma partilhada com o outro sócio. Em resultado desta situação, em 30 de Junho de 2004, o activo total e os proveitos totais vieram diminuídos comparativamente a 30 de Junho de 2003 em, aproximadamente, 31.998.000 Euros e 17.723.000 Euros, respectivamente (Nota 56.3).
44. DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS FINANCEIROS
Os resultados financeiros dos semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003 têm a seguinte composição:
| 2004 | 2003 | |
|---|---|---|
| Custos e perdas: | ||
| Juros suportados | 3.442.386 | 4.146.081 |
| Perdas em empresas associadas (Notas 27 e 46) | 1.437 | 1.459.502 |
| Provisão para aplicações financeiras (Notas 27 e 46) | 421.341 | - |
| Diferenças de câmbio desfavoráveis | 1.204.245 | 2.064.353 |
| Descontos de pronto pagamento concedidos | 974.190 | 913.811 |
| Amortização de trespasses (a) | - | 5.489.579 |
| Outros custos e perdas financeiros | 515.958 | 993.162 |
| -------------6.559.557 | ---------------15.066.488 | |
| Resultados financeiros | ( 4.696.615 ) | ( 9.375.335 ) |
| -------------- | -------------- | |
| 1.862.942 | 5.691.153 | |
| ======== | ======== | |
| Proveitos e ganhos: | ||
| Juros obtidos | 100.349 | 123.257 |
| Rendimentos de imóveis | - | 548 |
| Ganhos em empresas associadas (Nota 27) | 748.257 | 476.381 |
| Diferenças de câmbio favoráveis | 990.684 | 4.997.900 |
| Descontos de pronto pagamento obtidos | 5.956 | 37.535 |
| Outros proveitos e ganhos financeiros | 17.696 | 55.532 |
| -------------1.862.942 | --------------5.691.153 | |
| ======== | ======== |
(a) A partir do segundo semestre de 2003, o Grupo passou a registar a amortização dos trespasses decorrentes da aquisição de participações financeiras na rubrica de "Amortizações do exercício" (Nota 27).
45. DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS
Os resultados extraordinários dos semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003 têm a seguinte composição:
| 2004 | 2003 | |
|---|---|---|
| Custos e perdas: | ||
| Donativos | 79.077 | 131.269 |
| Dívidas incobráveis | 20.281 | 4.410 |
| Perdas em existências | 136.295 | 345.303 |
| Perdas em imobilizações | 34.204 | 282.767 |
| Multas e penalidades | 5.508 | 10.537 |
| Aumentos de amortizações e provisões | 264 | - |
| Correcções relativas a exercícios anteriores | 39.506 | 2.192 |
| Outros custos e perdas extraordinários | 124.204 | 1.870.950 |
| ----------- | ------------- | |
| 439.339 | 2.647.428 | |
| Resultados extraordinários | 966.680 | 890.289 |
| -------------- | -------------- | |
| 1.436.019 | 3.537.717 | |
| ======== | ======== |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
| Proveitos e ganhos: | ||
|---|---|---|
| Recuperação de dívidas | 351 | 1.244 |
| Ganhos em existências | - | 1.960 |
| Ganhos em imobilizações (a) | 769.771 | 73.686 |
| Redução de provisões (Nota 46) | 566.606 | 3.012.757 |
| Correcções relativas a exercícios anteriores | 4.091 | 104.329 |
| Outros proveitos e ganhos extraordinários | 95.200 | 343.741 |
| -------------- | -------------- | |
| 1.436.019 | 3.537.717 | |
| ======== | ======== |
(a) Encontra-se registada nesta rubrica a mais valia de 756.777 Euros obtida com a alienação do edifício sede da SIC (Nota 27).
46. MOVIMENTO OCORRIDO NAS PROVISÕES
Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004, realizaram-se os seguintes movimentos nos saldos das rubricas de provisões:
| Contas | Saldoinicial | Alteração doperimetro deconsolidação(Nota 14) | Aumentos | Utilização | Anulação/regularização(Nota 45) | Transferências | Equivalênciapatrimonial(Nota 27) | Saldofinal |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Provisões para investimentos financeiros (Nota 27) | 1.498.386 | - | - | - | - | 249.142 | 421.341 | 2.168.869 |
| Provisões para dívidas de cobrança duvidosa | 6.112.055 | (916.532) | 833.874 | - | (127.723) | - | - | 5.901.674 |
| Provisões para depreciação de existências (Nota 45) | 2.485.317 | (941.921) | 591.869 | (86.499) | (404.572) | - | - | 1.644.194 |
| Provisões para riscos e encargos | ||||||||
| Outras provisões para riscos e encargos | 4.970.891 | (567.482) | 421.346 | (713.674) | (37.500) | - | - | 4.073.581 |
| Provisão para perdas em investimentos financeiros | 674.224 | - | - | - | - | (249.142) | 1.437 | 426.519 |
| 5.645.115 | (567.482) | 421.346 | (713.674) | (37.500) | (249.142) | 1.437 | 4.500.100 | |
| 15.740.873 | (2.425.935) | 2.268.430 | (800.173) | (569.795) | - | 422.778 | 14.214.837 |
A rubrica "Outras provisões para riscos e encargos" destina-se a cobrir eventuais contingências decorrentes de processos judiciais intentados contra algumas empresas do Grupo no decurso da sua actividade normal, os quais se encontram em curso em 30 de Junho de 2004. Estas provisões foram constituídas com base nas informações fornecidas pelos advogados dessas empresas relativas às suas expectativas quanto ao desfecho final desses processos.
Em 30 de Junho de 2004 o detalhe da "Provisão para perdas em investimentos financeiros" destina-se a fazer face a perdas na realização do investimento financeiro detido na Portusat (Nota 27).
A utilização de provisões no semestre findo em 30 de Junho de 2004 foi como segue:
| Litígios cujos desfechos se concretizaram em 2004 | 713.674 |
|---|---|
| Utilização directa de provisões | 86.499 |
| ----------- | |
| 800.173====== | |
| Em 30 de Junho de 2004, o detalhe das anulações/regularizações é como segue: | |
| Redução de provisões (Nota 45) | 566.606 |
| Regularizações | 3.189 |
| ----------- | |
| 569.795 | |
| ====== |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
47. LOCAÇÃO FINANCEIRA
Em 30 de Junho de 2004, o Grupo mantém os seguintes bens em regime de locação financeira:
| Valorbruto | Amortizaçõesacumuladas | Valorlíquido | |
|---|---|---|---|
| Terrenos | 1.055.557 | - | 1.055.557 |
| Edifícios e outras construções | 7.297.082 | (350.043) | 6.947.039 |
| Equipamento de transporte | 471.764 | (403.394) | 68.370 |
| Meios móveis | 4.729.653 | (1.944.267) | 2.785.386 |
| Equipamento básico | 2.497.641 | (299.166) | 2.198.475 |
| 16.051.697 | (2.996.870) | 13.054.827 |
Conforme indicado na Nota 23.c), o Grupo regista estes bens pelo método financeiro.
Em 30 de Junho de 2004, a SIC e a Edimpresa mantinham responsabilidades, como locatárias, relativas a rendas vincendas em contratos de locação financeira de 3.010.602 Euros e 7.071.704 Euros, respectivamente, as quais se vencem como segue:
| Capital | Juros | Total | |
|---|---|---|---|
| 2004 - Segundo semestre | 791.862 | 280.620 | 1.072.482 |
| 2005 - Primeiro semestre | 785.734 | 162.865 | 948.599 |
| 1.577.596 | 443.485 | 2.021.081 | |
| 2005 - Primeiro semestre | 546.638 | 138.776 | 685.414 |
| 2006 | 1.164.181 | 248.558 | 1.412.739 |
| 2007 | 828.846 | 207.310 | 1.036.156 |
| 2008 | 391.535 | 183.640 | 575.175 |
| 2009 a 2018 | 5.573.510 | 1.107.135 | 6.680.645 |
| 8.504.710 | 1.885.419 | 10.390.129 | |
| 10.082.306 | 2.328.904 | 12.411.210 |
Adicionalmente, o Grupo pagou 957.692 Euros pela compra da posição no contrato de locação financeira relativo às instalações da Edimpresa. Este montante está registado na rubrica de "Custos diferidos" e a ser amortizado durante o período do contrato (15 anos) tendo reconhecido na demonstração de resultados do semestre findo em 30 de Junho de 2004 o valor de 31.923 Euros.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
48. DÍVIDAS A INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO
Em 30 de Junho de 2004, o saldo de dívidas a instituições de crédito tem a seguinte composição:
| Curto | Médio e | ||
|---|---|---|---|
| Entidades | prazo | longo prazo | Total |
| Caixa Geral de Depósitos, S.A. (a) | - | 30.000.000 | 30.000.000 |
| Banco Espírito Santo de Investimento, S.A. (b) | - | 30.000.000 | 30.000.000 |
| Banco Totta & Açores, S.A. e Caixa Banco | |||
| de Investimento, S.A. (c) | 3.990.383 | 13.866.582 | 17.856.965 |
| Banco Espírito Santo de Investimento, S.A. (d) | 1.600.000 | 8.150.000 | 9.750.000 |
| Caixa Geral de Depósitos, S.A. (e) | - | 7.500.000 | 7.500.000 |
| Caixa Geral de Depósitos, S.A. (f) | 7.014.605 | - | 7.014.605 |
| Banco Português de investimento,S.A. | |||
| Caixa Geral de Depósitos, S.A. (g) | 563.307 | 6.312.116 | 6.875.423 |
| Caixa Geral de Depósitos, S.A. (h) | 750.000 | 4.375.000 | 5.125.000 |
| Antecipação de receita (i) | 3.873.655 | - | 3.873.655 |
| Banco Comercial Português, S.A. (j) | 3.119.542 | - | 3.119.542 |
| Contas correntes caucionadas (k) | 350.000 | 1.800.000 | 2.150.000 |
| Banco Português de Negócios, S.A. (l) | 1.050.000 | - | 1.050.000 |
| Banco Português de investimento,S.A. (m) | 1.000.000 | - | 1.000.000 |
| Banco Espírito Santo de Investimento, S.A. (n) | 486.879 | 290.500 | 777.379 |
| Factoring (o) | 146.717 | - | 146.717 |
| Descobertos bancários (p) | 5.498.807 | - | 5.498.807 |
| 29.443.895 | 102.294.198 | 131.738.093 |
Em resultado dos financiamentos supra referidos, o Grupo Impresa assumiu diversos covenants, que o Conselho de Administração da Impresa considera que o Grupo tem condições de cumprir.
(a) Em Novembro de 1999, foi celebrado pelo Grupo um contrato de financiamento com a Caixa Geral de Depósitos, S.A. no montante inicial de 54.867.769 Euros.
O contrato de financiamento referente a este empréstimo tinha originalmente considerados determinados covenants, os quais foram suspensos em 2001 por acordo com a Caixa Geral de Depósitos, S.A..
No primeiro semestre de 2003 o Grupo procedeu à reestruturação da dívida através de aditamento ao contrato inicial com a Caixa Geral de Depósitos, S.A., do qual resultou uma data de reembolso de capital fixada em 31 de Janeiro de 2005 ou, por opção da Impresa, de acordo com um plano a definir, desde que as responsabilidades emergentes sejam integralmente pagas até 23 de Novembro de 2008.
Este empréstimo vence juros a uma taxa correspondente à EURIBOR a seis meses adicionada de 1,75% e o seu pagamento é efectuado semestral e postecipadamente.
Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo, em 30 de Junho de 2004, a Soincom mantém empenhadas acções representativas de 25% do capital da SIC e a Impresa acções representativas de 51,66% do capital da Soincom (Nota 22).
Adicionalmente, e até ao montante máximo de 16.070.000 Euros, em 30 de Junho de 2004 a Impresa mantém empenhadas acções representativas de 48,34% do capital da Soincom e a Soincom mantém empenhadas acções representativas de 26% do capital da SIC (Nota 22).
(b) Esta rubrica respeita a uma emissão de papel comercial subscrita pela SIC em 16 de Abril de 2004 no valor de 30.000.000 Euros, com data de reembolso inicialmente prevista para 16 de Setembro de 2004, podendo ser automaticamente renovada. Em 30 de Junho de 2004, esta emissão de papel comercial vencia juros à taxa de 2,18%. Esta emissão foi efectuada ao abrigo de um programa de papel comercial com um período de duração de cinco anos, terminando em 17 de Novembro de 2006.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
(c) O saldo desta rubrica refere-se a um empréstimo bancário contraído em 1998 junto do Banco Totta & Açores, S.A. e da Caixa Banco de Investimento, S.A., no montante inicial de 34.915.853 Euros, que em 30 de Junho de 2004 vencia juros à taxa EURIBOR a seis meses acrescida de 1,25%. O empréstimo é amortizado no final do primeiro semestre de cada ano conforme segue:
| 2005 | 3.990.383 |
|---|---|
| 2006 | 4.489.181 |
| 2007 | 9.377.401 |
| 13.866.582 | |
| 17.856.965 |
Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo a Impresa mantém o penhor de acções representativas de 51% do capital da Controljornal e a Controljornal efectuou o penhor de 408.000 acções representativas da totalidade do capital da Sojornal (Nota 22).
O contrato de financiamento referente a este empréstimo considera determinados covenants que a Impresa deve cumprir até ao integral pagamento destas responsabilidades.
(d) Esta rubrica respeita a um empréstimo contraído pela Edimpresa junto do Banco Espírito Santo de Investimento, S.A., para aquisição de uma participação de 50% na Omniger (Nota 14). Em 30 de Junho de 2004 este empréstimo vencia juros postecipados semestrais a uma taxa correspondente à EURIBOR a seis meses acrescida de 2,5%. Este empréstimo será reembolsado em 13 prestações semestrais tendo-se vencido a primeira em 15 de Dezembro de 2003. O plano de reembolso do saldo em dívida é o seguinte:
| 2004 - Segundo semestre | 750.000 |
|---|---|
| 2005 - Primeiro semestre | 850.000 |
| 1.600.000 | |
| 2005 - Segundo semestre | 850.000 |
| 2006 | 1.900.000 |
| 2007 | 2.200.000 |
| 2008 | 2.400.000 |
| 2009 - Primeiro semestre | 800.000 |
| 8.150.000 | |
| 9.750.000 |
Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo, em 30 de Junho de 2004, a Impresa mantém empenhadas as quotas representativas de 50% do capital da Edimpresa (Nota 14).
(e) O saldo desta rubrica refere-se a um empréstimo bancário contraído pela Sojornal em 30 de Junho de 2003 junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A., de 7.500.000 Euros.
Este empréstimo vence juros a uma taxa correspondente à EURIBOR a seis meses adicionada de 1,5% e o seu pagamento é efectuado semestral e postecipadamente. O empréstimo será amortizado integralmente em 30 de Junho de 2006.
Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo a Sojornal constituiu hipoteca sobre dois imóveis de sua propriedade aos quais foi atribuído o valor total de 9.500.000 Euros, constando os mesmos do imobilizado corpóreo da Sojornal pelo valor de 4.113.536 Euros (Nota 22).
(f) Esta rubrica inclui um financiamento obtido pela SIC em regime de abertura de crédito em conta corrente, com data de reembolso em 30 de Novembro de 2004, renovável automática e sucessivamente por seis meses. Em 30 de Junho de 2004 este financiamento vencia juros a uma taxa correspondente à Euribor a três meses acrescida de 1%.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
(g)O saldo desta rubrica refere-se a um empréstimo bancário contraído pela Impresa em 5 de Junho de 2003 junto do Banco Português de Investimento, S.A. e da Caixa Geral de Depósitos, S.A., no montante máximo de 7.500.000 Euros.
Este empréstimo vence juros a uma taxa correspondente à Euribor a três meses adicionada de 2,25% e o seu pagamento é efectuado trimestral e postecipadamente. O empréstimo será amortizado conforme segue:
| 2005 - Primeiro Semestre | 563.307 |
|---|---|
| 2005 - Segundo Semestre | 1.126.614 |
| 2006 | 2.253.229 |
| 2007 | 2.253.229 |
| 2008 | 679.044 |
| 6.312.116 | |
| 6.875.423 |
Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo a Impreger mantém o penhor de 4.883.725 acções representativas de 6,78% do capital da Impresa (Nota 22).
(h) O saldo desta rubrica refere-se a um empréstimo bancário contraído pela Imprejornal em 30 de Junho de 2003 junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A., total de 5.750.000 Euros.
Este empréstimo vence juros a uma taxa correspondente à EURIBOR a seis meses adicionada de 2% e o seu pagamento é efectuado semestral e postecipadamente. O empréstimo será amortizado conforme segue:
| 2004 - Segundo semestre | 375.000 |
|---|---|
| 2005 - Primeiro semestre | 375.000 |
| 750.000 | |
| 2005 - Segundo semestre | 375.000 |
| 2006 | 750.000 |
| 2007 | 750.000 |
| 2008 | 1.250.000 |
| 2009 | 625.000 |
| 4.375.000 | |
| 5.125.000 |
Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo a Controljornal mantém o penhor de 550.000 acções representativas da totalidade do capital da Imprejornal (Nota 22).
- (i) Esta rubrica respeita a um contrato de financiamento celebrado com uma instituição financeira que permite a antecipação de valores a serem reembolsados com base nas receitas a gerar pela SIC, através dos serviços de televisão por cabo prestado pela CATVP – TV Cabo Portugal, S.A.. Os juros deste financiamento são calculados com base na taxa EURIBOR a um mês, acrescida de 1,5%.
- (j) O saldo desta rubrica inclui um financiamento em regime de abertura de crédito em conta corrente, com prazo de reembolso em 9 de Maio de 2005, renovável automática e sucessivamente por um ano. Em 30 de Junho de 2004 este financiamento vencia juros a uma taxa correspondente à Euribor a um mês acrescida de 0,5%.
- (k) Este montante corresponde a contas correntes caucionadas obtida pelas empresas pelo Grupo, as quais vencem juros calculados a taxas normais de mercado.
- (l) Esta rubrica inclui um financiamento em regime de abertura de crédito em conta corrente, com prazo de reembolso em 24 de Dezembro de 2004, renovável automática e sucessivamente por seis meses. Em 30 de Junho de 2004 este financiamento vencia juros a uma taxa correspondente à Euribor a três meses acrescida de 1,35%.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
- (m) Esta rubrica inclui um financiamento em regime de abertura de crédito em conta corrente, com prazo de reembolso em 13 de Outubro de 2004. Em 30 de Junho de 2004 este financiamento vencia juros a uma taxa correspondente à Euribor a três meses acrescida de 1,5%.
- (n) Em 2 de Janeiro de 2003 foi celebrado um contrato de financiamento no montante inicial de 1.745.000 Euros, com prazo de reembolso em 31 de Dezembro de 2005. Em 30 de Junho de 2004 este empréstimo vencia juros a uma taxa correspondente à Euribor a 1 mês acrescida de 1,5%.
- (o) O saldo desta rubrica corresponde a financiamentos em regime de factoring com recurso, que vencem juros a taxas normais de mercado.
- (p) Os descobertos bancários vencem juros a taxas de mercado para operações similares.
49. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
Em 30 de Junho de 2004, os saldos com estas entidades tinham a seguinte composição:
| Saldos devedores: | ||
|---|---|---|
| Imposto sobre o Valor Acrescentado – valores a reportar | 775.460 | |
| Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas – IRC | 53.097 | |
| Outros impostos e taxas | 3.806 | |
| ----------- | ||
| 832.363 | ||
| ====== | ||
| Saldos credores: | ||
| Instituto Português de Arte Cinematográfica e Audiovisual/Cinemateca Portuguesa | 1.636.031 | |
| Imposto sobre o Valor Acrescentado | 5.642.595 | |
| Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares – retenções na fonteContribuições para a Segurança Social | 997.0451.227.483 | |
| Outros impostos e taxas | 62.126 | |
| -------------- | ||
| 9.565.280 | ||
| ======== | ||
| O montante a recuperar de IRC tem a seguinte composição: | ||
| Estimativa de imposto do ano (Nota 38) | ( 372.400 ) | |
| Pagamentos por contaRetenções na fonte | 300.188103.839 | |
| Outros | 21.470 | |
| --------- | ||
| 53.097 | ||
| ===== | ||
| 50. | OUTROS DEVEDORES E CREDORES | |
| Em 30 de Junho de 2004, estas rubricas têm a seguinte composição: | ||
| Outros devedores: | ||
| Adiantamentos a fornecedores de programas (a) | 6.357.079 | |
| Adiantamentos ao pessoal | 1.075.408 | |
| Santander Novimovest (b) | 800.000 | |
| Comissões a receber | 111.478 | |
| Outros | 1.750.094 | |
| --------------- | ||
| 10.094.059========= | ||
| Outros credores: | ||
| ICAM – Instituto do Cinema Audiovisual e Multimédia (c) | 2.084.975 | |
| Presselivre (d) | 250.000 | |
| Permutas | 211.757 | |
| Comissões | 89.922 | |
| Outros | 1.687.684 | |
| -------------- | ||
| 4.324.338======== | ||
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
- (a) Este montante respeita a pagamentos efectuados pela SIC a fornecedores de programas, ao abrigo de contratos celebrados com estas entidades, referentes a programas e séries, que a esta data ainda não se encontravam disponíveis para exibição.
- (b) Este montante respeita ao valor ainda por receber da alienação do Edifício da SIC.
- (c) Este montante corresponde a um subsídio atribuído pelo ICAM Instituto do Cinema Audiovisual e Multimédia à SIC Filmes, o qual se encontra a ser diferido (Nota 51).
- (d) Este montante respeita ao valor por liquidar até 31 de Dezembro de 2004 referente à aquisição do remanescente da participação detida no capital da Mediger.
51. ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
Em 30 de Junho de 2004, os saldos destas rubricas tinham a seguinte composição:
| Acréscimos de proveitos: | |
|---|---|
| Telefilmes (Nota 50.c)) | 2.084.975 |
| Direitos de transmissão (a) | 660.000 |
| Assinaturas de televisão por cabo a facturar | 556.130 |
| Rappel a receber | 527.907 |
| Publicidade | 75.000 |
| Outros | 129.094 |
| --------------4.033.106 | |
| Custos diferidos: | ======== |
| Despesas com filmes e programas em curso (b) | 1.018.495 |
| Cedência de posição contratual (Nota 47) | 845.962 |
| Assistência técnica | 558.577 |
| Comissões | 398.100 |
| Campanhas de angariação de revistas por assinaturas (c) | 364.906 |
| Juros diferidos | 327.108 |
| Produção de jornais e revistas | 288.637 |
| Seguros | 267.953 |
| Rendas | 193.978 |
| Co-produções (d) | 164.564 |
| Outros | 973.464-------------- |
| 5.401.744 | |
| Acréscimos de custos: | ======== |
| Férias e subsídio de férias | 9.837.925 |
| Custos com produção de programas (e) | 1.922.008 |
| Rappel a conceder | 1.560.325 |
| Prémios e horas extraordinárias | 1.504.919 |
| Publicidade a liquidar | 938.144 |
| Direitos de autor (f) | 524.497 |
| Comissões a liquidar | 455.997 |
| Juros a liquidar | 318.271 |
| Custos com a produção de jornais e revistas | 305.890 |
| Royalties a pagar | 266.144 |
| Responsabilidade com pensões – passivos (Nota 21.1) | 210.250 |
| Comunicação | 157.525 |
| Custos com distribuição | 148.494 |
| Outros | 3.452.547--------------- |
| 21.602.936 |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
| Proveitos diferidos: | |
|---|---|
| Facturação antecipada (g) | 2.812.318 |
| Acordo Lusomundo (h) | 984.876 |
| Ganho gerado no aumento de capital da Vasp (h) | 968.137 |
| Assinaturas de jornais e revistas (Nota 23.j)) | 796.935 |
| Publicidade | 284.845 |
| Subsídios ao investimento (i) | 195.141 |
| Outros | 275.822 |
| --------------6.318.074 | |
| ======== |
- (a) Esta rubrica corresponde ao valor a receber da Sociedade Portuguesa de Autores, C.R.L., relativamente a direitos de transmissões do canal "SIC" através da CATV – TV Cabo Portugal, S.A. até 30 de Junho de 2004.
- (b) Esta rubrica corresponde a despesas incorridas pelas direcções de programas e de informação da SIC, com programas que serão exibidos durante o segundo semestre de 2004.
- (c) Esta rubrica respeita aos custos com angariação de assinaturas de revistas, os quais se encontram a ser diferidos por um período de doze meses (Nota 23.j)).
- (d) Esta rubrica refere-se essencialmente a despesas incorridas com a aquisição dos direitos para a produção de séries e novelas, em simultâneo com outros fornecedores externos.
- (e) Esta rubrica refere-se essencialmente a despesas incorridas pelas direcções de programas e de informação da SIC, relativas a programas que já foram exibidos, estando-se a aguardar as respectivas facturas.
- (f) Esta rubrica representa os valores em dívida à Sociedade Portuguesa de Autores, C.R.L. no âmbito da actividade normal da SIC, durante o semestre findo a 30 de Junho de 2004.
- (g) Esta rubrica refere-se essencialmente a publicidade facturada a clientes e a emitir durante o segundo semestre de 2004.
- (h) Estas rubricas respeitam à mais-valia gerada pelo aumento de capital ocorrido na Vasp no exercício de 2002 e não acompanhado pelo Grupo, de 1.161.804 Euros e a uma indemnização de 1.111.142 Euros recebida no âmbito de um acordo celebrado com a Lusomundo, os quais estão a ser reconhecidos como proveitos num período de 12 anos. No semestre findo em 30 de Junho de 2004 o Grupo reconheceu na demonstração de resultados o valor de 98.942 Euros na rubrica" Outros proveitos operacionais".
- (i) Os subsídios ao investimento foram obtidos pela Imprejornal e destinaram-se à aquisição de equipamento gráfico e à instalação de um laboratório de qualidade. Os subsídios são reconhecidos em resultados no período correspondente à amortização dos equipamentos e do laboratório de qualidade que foram subsidiados (Nota 23.m)).
53. MOVIMENTO OCORRIDO NAS RUBRICAS DO CAPITAL PRÓPRIO
O movimento ocorrido nos saldos das rubricas do capital próprio, durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004, foi o seguinte:
| Saldoinicial | Aumentos/diminuições | Transfe-rências | Saldofinal | |
|---|---|---|---|---|
| Capital | 84.000.000 | - | - | 84.000.000 |
| Prémios de emissão de acções (Nota 52) | 97.902.257 | - | - | 97.902.257 |
| Reserva legal | 281.051 | - | - | 281.051 |
| Resultados transitados | (76.328.764) | - | (10.201.602) | (86.530.366) |
| Resultado consolidado líquido do semestre | (10.201.602) | 3.027.860 | 10.201.602 | 3.027.860 |
| 95.652.942 | 3.027.860 | - | 98.680.802 |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
Prémios de emissão de acções: O valor registado nesta rubrica resulta dos ágios obtidos nos aumentos de capital ocorridos em exercícios anteriores. Segundo a legislação em vigor, a utilização do valor incluído nesta rubrica segue o regime aplicável à reserva legal, ou seja, não pode ser distribuído aos accionistas, podendo, contudo, ser utilizado para absorver prejuízos depois de esgotadas todas as outras reservas, ou incorporado no capital.
Reserva legal: A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.
Aplicação de resultados: Conforme deliberado em Assembleia Geral de Accionistas realizada em 16 de Abril de 2004 o prejuízo do exercício findo em 31 de Dezembro de 2003 foi integralmente aplicado em resultados transitados.
54. INTERESSES MINORITÁRIOS
Em 30 de Junho de 2004, os interesses minoritários registados no balanço consolidado respeitam às seguintes empresas do Grupo:
| SIC e subsidiárias | 18.566.984 |
|---|---|
| Comfutebol e Hearst Edimpresa | 102.200 |
| Publiregiões | ( 71.953 ) |
| Gesco | 63.971 |
| Publisurf | 629 |
| --------------- | |
| 18.661.831 | |
| ========= |
Os interesses minoritários registados na demonstração consolidada de resultados do semestre findo em 30 de Junho de 2004 respeitam às seguintes empresas do Grupo:
| Publiregiões | ( 88.908 ) |
|---|---|
| SIC e subsidiárias | 4.967.104 |
| Comfutebol e Hearst Edimpresa | ( 41.494 ) |
| Publisurf | 127 |
| Gesco | 5.920 |
| -------------- | |
| 4.842.749 | |
| ======== |
Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2004, o movimento ocorrido na rubrica de interesses minoritários de balanço foi o seguinte:
| Interesses minoritários em 31 de Dezembro de 2003 | 15.699.543 |
|---|---|
| Resultado líquido do exercício atribuível aos minoritários | 4.842.749 |
| Aumento de prestações suplementares na Publiregiões | 28.000 |
| Alteração do perímetro de consolidação – Office Share | 3.110 |
| Alteração do perímetro de consolidação – Edimpresa | ( 1.969.350 ) |
| Outros | 57.779 |
| --------------- | |
| Interesses minoritários em 30 de Junho de 2004 | 18.661.831 |
| ========= |
55. IMPOSTOS
A Impresa e as suas empresas participadas encontram-se sujeitas a tributação em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas – IRC, à taxa de 25%, acrescida de Derrama à taxa de 10%, resultando numa taxa de imposto agregada de 27,5%. Adicionalmente e face à sua forma jurídica, algumas das empresas doGrupo estão abrangidas pela legislação fiscal que rege as sociedades gestoras de participações sociais. De acordo com esta legislação, os ganhos e perdas em empresas do grupo resultantes da aplicação do método de equivalência patrimonial, os dividendos recebidos das empresas participadas, a amortização dos trespasses decorrentes da aquisição de partes de capital e os encargos financeiros relacionados com a aquisição de partes sociais, não são considerados para efeitos fiscais.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
A Impresa é tributada em sede de IRC pelo resultado fiscal consolidado, com o das suas subsidiárias, Controljornal, Soincom, Hoge, Sojornal, Medipress, Imprejornal, Publisurf, Cinforma e Sojornal.com. A SIC é tributada em sede de IRC pelo resultado fiscal consolidado, com a SIC Online e com a SIC Serviços. As restantes empresas do Grupo são tributadas individualmente.
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (dez anos para a Segurança Social até 2000, e cinco anos a partir de 2001), excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são prolongados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais das empresas do Grupo dos anos 2000 a 2004 poderão ainda vir a ser sujeitas a revisão. O Conselho de Administração entende que eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras consolidadas em 30 de Junho de 2004.
Nos termos do artigo 81º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas, o Grupo encontra-se sujeito a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo mencionado.
Nos termos da legislação em vigor, os prejuízos fiscais são reportáveis durante um período de seis anos, após a sua ocorrência e susceptíveis de dedução a lucros fiscais gerados durante esse período. Em 30 de Junho de 2004, a Impresa e algumas das empresas do grupo tinham os seguintes prejuízos fiscais reportáveis:
| Prejuízos fiscais consideradosreportáveis para efeito deimpostos diferidos (Nota 38) | Prejuízos fiscais nãoconsiderados reportáveis paraefeito de impostos diferidos | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| 2004 | Exercíciosanteriores | 2004 | Exercíciosanteriores | Total | |
| SIC e subsidiárias | 152.269 | 51.412.897 | 247.266 | 12.053.424 | 63.865.856 |
| Edimpresa e subsidiárias | - | - | 22.821 | 361.744 | 384.565 |
| Impresa (consolidado fiscal) | - | - | - | 24.809.379 | 24.809.379 |
| Publiregiões | - | - | 106.157 | 6.943.228 | 7.049.385 |
| Gesco | - | - | - | 288.207 | 288.207 |
| 152.269 | 51.412.897 | 376.244 | 44.455.982 | 96.397.392 | |
| Taxa de imposto | 27,5% | ||||
| 41.874 |
56. INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS DE NEGÓCIO
56.1 Geral
A identificação dos segmentos reportáveis pelo Grupo assenta na combinação das diferenças nos produtos e serviços e diferenças nos quadros legais. Estes segmentos são consistentes com a forma como o Grupo analisa o seu negócio. Assim, tendo em consideração os factores acima mencionados, o Grupo identificou os seguintes segmentos reportáveis:
Televisão – O Grupo detém uma participação na SIC que transmite em sinal aberto e por cabo os canais de televisão "SIC", "SIC Notícias", "SIC Radical", "SIC Gold", "SIC Internacional", "SIC Mulher" e ainda em circuito fechado a "SIC INDOOR".
Revistas – O Grupo publica, através da Edimpresa, um vasto leque de revistas sobre diversos temas, incluindo negócios, política, automóveis e sociedade. Adicionalmente, o Grupo inclui neste segmento a Comfutebol e metade da actividade da Gesco.
Jornais – O Grupo publica o semanário "Expresso", o jornal de música semanal "Blitz", o jornal semanal de automóveis "Autosport", a edição mensal "Surf Portugal" e a edição gratuita "Jornal da Região". Adicionalmente, o Grupo inclui neste segmento a Imprejornal, a Cinforma e metade da actividade da Gesco.
Não existe nenhum cliente que contribua com 10% ou mais para as receitas do Grupo em qualquer dos períodos apresentados nas demonstrações de resultados.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
As transacções entre segmentos são registadas segundo os mesmos princípios das transacções com terceiros. As políticas contabilísticas de cada segmento são as mesmas do Grupo.
A maioria das receitas do Grupo são geradas em território nacional e a maioria dos activos estão também localizados em território nacional.
56.2 Televisão
As demonstrações de resultados para este segmento, para os semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003, são como seguem:
| 2004 | 2003 | |
|---|---|---|
| Prestações de serviços - clientes externos (Nota 36) | 81.577.693 | 66.352.404 |
| Prestações de serviços - inter-segmentos | 595.347 | 1.496.478 |
| Outros proveitos operacionais - clientes externos | 645.458 | 283.740 |
| Outros proveitos operacionais - inter-segmentos | 75.000 | 150.000 |
| Proveitos operacionais | 82.893.498 | 68.282.622 |
| Custos com o pessoal | (14.064.577) | (13.465.598) |
| Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas | (30.304.776) | (29.166.243) |
| Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo | (4.969.618) | (6.945.604) |
| Amortização do Goodwill | (52.302) | - |
| Provisões | (850.801) | (705.233) |
| Outros custos operacionais | (17.908.767) | (16.003.816) |
| Custos operacionais | (68.150.841) | (66.286.494) |
| Resultado operacional | 14.742.657 | 1.996.128 |
| Custos e perdas financeiros | (4.315.324) | (4.629.434) |
| Proveitos e ganhos financeiros | 1.091.917 | 5.303.432 |
| Resultados extraordinários | 743.325 | (1.077.305) |
| Resultado antes de imposto | 12.262.575 | 1.592.821 |
| Imposto sobre o rendimento | (2.390.945) | (1.077.424) |
| Interesses minoritários | (254.912) | 120.416 |
| Resultado líquido do semestre | 9.616.718 | 635.813 |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
56.3 Revistas
As demonstrações de resultados para este segmento, para os semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003, são como seguem:
| 2004 | 2003 | |
|---|---|---|
| Prestações de serviços - clientes externos (Nota 36) | 8.030.341 | 14.527.503 |
| Prestações de serviços - inter-segmentos | 160.701 | 197.922 |
| Vendas - clientes externos (Nota 36) | 10.148.397 | 17.247.652 |
| Vendas - inter-segmentos | 91.865 | 24.481 |
| Outros proveitos operacionais - clientes externos | 233.622 | 453.847 |
| Outros proveitos operacionais - inter-segmentos | 520.162 | 300.807 |
| Proveitos operacionais | 19.185.088 | 32.752.212 |
| Custos com o pessoal | (4.568.714) | (9.567.042) |
| Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas | (2.207.534) | (4.386.503) |
| Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo | (298.478) | (638.102) |
| Amortização do Goodwill | (267.214) | - |
| Provisões | (742.077) | (2.205.743) |
| Outros custos operacionais | (10.177.904) | (15.282.122) |
| Custos operacionais | (18.261.921) | (32.079.512) |
| Resultado operacional | 923.167 | 672.700 |
| Custos e perdas financeiras | (608.697) | (1.865.593) |
| Proveitos e ganhos financeiros | 6.075 | 16.186 |
| Resultados extraordinários | 230.448 | 1.538.724 |
| Resultado antes de imposto | 550.993 | 362.017 |
| Imposto sobre o rendimento | (228.424) | (548.878) |
| Interesses minoritários | 41.494 | (97.754) |
| Resultado líquido do semestre | 364.063 | (284.615) |
Em 30 de Junho de 2004 a participação financeira de 50% no capital da Edimpresa foi registada pela primeira vez pelo método de consolidação proporcional, a qual até 31 de Dezembro de 2003 era registada pelo método de consolidação integral (Nota 43). O efeito desta alteração, em 30 de Junho de 2004, é o seguinte:
| Proveitos operacionais | 19.185.088 |
|---|---|
| Custos operacionais | ( 18.261.921 ) |
| --------------- | |
| Resultado operacional | 923.167 |
| Resultados financeiros | ( 372.174 ) |
| Resultados extraordinários | ( 230.488 ) |
| ----------- | |
| Resultado antes de imposto e interesses minoritários | 550.993 |
| Imposto sobre o rendimento | ( 228.424 ) |
| Interesses minoritários | ( 322.569 ) |
| ----------- | |
| - |
==
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
56.4 Jornais
As demonstrações de resultados para este segmento, para os semestres findos em 30 de Junho de 2004 e 2003, são como seguem:
| 2004 | 2003 | |
|---|---|---|
| Prestações de serviços - clientes externos (Nota 36) | 18.426.343 | 15.480.543 |
| Prestações de serviços - inter-segmentos | 577.709 | 480.386 |
| Vendas - clientes externos (Nota 36) | 8.971.761 | 7.796.318 |
| Vendas - inter-segmentos | - | 35.658 |
| Outros proveitos operacionais - clientes externos | 67.390 | 148.824 |
| Proveitos operacionais | 28.043.203 | 23.941.729 |
| Custos com o pessoal | (8.381.603) | (9.538.262) |
| Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas | (3.601.079) | (3.449.792) |
| Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo | (1.181.185) | (1.703.997) |
| Provisões | (254.211) | (329.372) |
| Outros custos operacionais | (9.135.466) | (7.381.311) |
| Custos operacionais | (22.553.544) | (22.402.734) |
| Resultado operacional | 5.489.659 | 1.538.995 |
| Custos e perdas financeiras | (532.591) | (326.586) |
| Proveitos e ganhos financeiros | 16.304 | 43.747 |
| Resultados extraordinários | 25.654 | 98.247 |
| Resultado antes de imposto | 4.999.026 | 1.354.403 |
| Imposto sobre o rendimento | (38.973) | (35.658) |
| Interesses minoritários | - | - |
| Resultado líquido do semestre | 4.960.053 | 1.318.745 |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
56.5 Reconciliações
| 2004 | 2003 | |
|---|---|---|
| Total dos segmentos reportáveis | 130.121.789 | 124.976.563 |
| Variação da produção | - | (198.899) |
| Proveitos operacionais das empresas mãe | 98.941 | - |
| Eliminação de proveitos intra-grupo | (2.020.784) | (2.685.732) |
| 128.199.946 | 122.091.932 | |
| Resultado líquido | ||
| Total dos segmentos reportáveis | 14.940.834 | 1.669.943 |
| Custos financeiros relativos a empréstimos de financiamento | (1.097.895) | (1.905.695) |
| Amortização do Goodwill | (4.854.640) | (4.878.647) |
| Proveitos operacionais das empresas mãe | 98.942 | - |
| Resultados de estrutura das empresas mãe | (2.158.326) | (542.436) |
| Interesses minoritários | (4.623.411) | 58.660 |
| Resultado líquido da Office-Share | (25.898) | - |
| Ganhos e perdas em empresas associadas, líquidos | 748.254 | (1.132.745) |
| 3.027.860 | (6.730.920) | |
| Activo total | ||
| Segmento Televisão | 136.944.302 | 176.319.164 |
| Segmento Revistas | 32.368.122 | 62.280.100 |
| Segmento Jornais | 42.387.242 | 42.863.723 |
| Total dos segmentos reportáveis | 211.699.666 | 281.462.987 |
| Eliminação de activos intra-grupo | (16.205.034) | (14.932.466) |
| Caixa e equivalentes das holdings | 149.095 | 576.800 |
| Outros activos das holdings | 28.103 | 2.909.849 |
| Investimentos em empresas associadas e participadas | 3.976.567 | 4.400.184 |
| Activos fixos das holdings | 38 | 111 |
| Activos intangíveis das holdings | 198.627 | 568.446 |
| Activos líquidos da Office-Share | 735.108 | - |
| Goodwill | 138.626.577 | 148.098.026 |
| 339.208.747 | 423.083.937 |
57. DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES
A demonstração consolidada dos resultados por funções foi elaborada tendo em consideração o disposto na Directriz Contabilística n.º 20, havendo os seguintes aspectos a salientar:
- (a) A rubrica "Vendas e prestações de serviços" da demonstração consolidada dos resultados por funções ("DRF") inclui as rubricas da demonstração consolidada dos resultados por naturezas ("DRN") com a mesma designação, e adicionalmente a rubrica de "Descontos de pronto pagamento concedidos" e certos valores considerados nas rubricas de "Proveitos suplementares" da DRN.
- (b) A rubrica "Custo das vendas e das prestações de serviços" da DRF inclui diversas rubricas da DRN, nomeadamente: "Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas", "Subcontratos", "Variação da produção", "Custos com o pessoal" associados às áreas editorial, programação, pré-press e impressão, "Amortizações do exercício" essencialmente do equipamento básico utilizado por essas áreas das empresas do Grupo e a rubrica "Descontos de pronto pagamento obtidos".
- (c) A rubrica "Outros proveitos e ganhos operacionais" da DRF inclui os valores registados nas rubricas "Proveitos suplementares" e "Subsídios à exploração" da DRN.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
- (d) A rubrica "Custos de distribuição" da DRF inclui as rubricas "Custos com o pessoal" associados às áreas comercial, marketing e merchandising, "Amortizações do exercício" relacionadas com essas áreas e outros "Fornecimentos e serviços externos" da DRF.
- (e) A rubrica de "Custos administrativos" da DRF inclui diversas rubricas da DRN, nomeadamente: "Fornecimentos e serviços externos" e "Custos com o pessoal" relacionados com as áreas administrativa e financeira.
- (f) A rubrica "Outros custos e perdas operacionais" da DRF inclui a conta com a mesma designação na DRN, bem como os "Impostos" e as "Provisões".
58. CONTINGÊNCIAS
Em 30 de Junho de 2004, encontram-se a decorrer contra o Grupo diversas acções interpostas por terceiros, cujos montantes e desfechos não são conhecidos à data de preparação das demonstrações financeiras. Na opinião do Conselho de Administração e dos advogados do Grupo, não se prevê que dessas acções venham a resultar responsabilidades de valores significativos, que não se encontrem cobertas por provisões registadas nas demonstrações financeiras em 30 de Junho de 2004 (Nota 46).
59. NORMAS INTERNACIONAIS DE CONTABILIDADE (IFRS/IAS)
Em 30 de Junho de 2004, os principais efeitos resultantes da adopção das Normas Internacionais de Contabilidade (IAS / IFRS) são os seguintes:
- a partir do exercício de 2005 o goodwill deixa de ser amortizado e passa a estar sujeito a análises periódicas de imparidade;
- reconhecimento como custo dos encargos com publicidade no período em que são incorridos;
- os ganhos e perdas actuariais poderão ser diferidos de acordo com o "critério do corredor";
- reconhecimento de custos com programas de forma linear ao longo do período de validade dos direitos de exibição e tendo em consideração o ritmo e período das passagens.
ANEXO A QUE SE REFERE A ALÍNEA B) DO Nº 1 DO ARTº 9º DO REGULAMENTO Nº 04/2004 DA C.M.V.M.
(Acções detidas pelos membros dos órgãos de administração e fiscalização da sociedade)
| Acções | ||||
|---|---|---|---|---|
| Membros do Conselho de Administração | Detidas em31.12.03 | Adquiridas | Transmitidas | Detidas em30.06.04 |
| Francisco José Pereira Pinto de Balsemão | 1.147.920 | 0 | 10.000 | 1.137.920 |
| Luiz Fernando Teuscher de Almeida e Vasconcellos | 43.389 | 13.500 | 0 | 56.889 |
| Alexandre de Azeredo Vaz Pinto | 70 | 0 | 0 | 70 |
| António Cândido Seruca de Carvalho Salgado | 0 | 0 | 0 | 0 |
| Francisco Maria Supico Pinto Balsemão | 4.123 | 0 | 0 | 4.123 |
Francisco José Pereira Pinto de Balsemão – Vendeu, em 10.02.04, 10.000 acções, ao preço de 4,10€, cada uma. Na IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA, sociedade que se encontra em relação de domínio com a IMPRESA, detinha, em 31.12.03, 11.808.501 acções, posição que, por não ter tido qualquer aquisição ou alienação no 1º semestre de 2004, se mantinha igual em 30.06.04. Na SIC – Sociedade Independente de Comunicação, SA, sociedade com a qual a IMPRESA se encontra em relação de domínio, detinha, em 31.12.03, 59.281 acções, posição que, por não ter tido qualquer aquisição ou alienação no 1º semestre de 2004, se mantinha igual em 30.06.04.
Luiz Fernando Teuscher de Almeida e Vasconcellos – Comprou, em 23.06.04, 13.500 acções, ao preço de 3,97€, cada uma. Na IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA, sociedade que se encontra em relação de domínio com a IMPRESA, detinha, em 31.12.03, 17.290 acções, posição que, por não ter tido qualquer aquisição ou alienação no 1º semestre de 2004, se mantinha igual em 30.06.04..
Alexandre de Azeredo Vaz Pinto – Não fez nenhuma aquisição/alienação no 1º semestre de 2004.
António Cândido Seruca de Carvalho Salgado – Não fez nenhuma aquisição/alienação no 1º semestre de 2004.
Francisco Maria Supico Pinto Balsemão – Não fez nenhuma aquisição/alienação no 1º semestre de 2004.
| Fiscal Único e Suplente | Acções | |||
|---|---|---|---|---|
| Detidas em31.12.03 | Adquiridas | Transmitidas | Detidas em30.06.04 | |
| António Dias e Associados (SROC) | 0 | 0 | 0 | 0 |
| Freire, Loureiro e Associados (SROC) | 0 | 0 | 0 | 0 |
LISTA DE TITULARES COM PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS A QUE SE REFERE A ALÍNEA D) DO Nº1 DO ARTº 9º DO REGULAMENTO Nº 04/2004 DA C.M.V.M.
(Com referência a 30 de Junho de 2004)
| Titular c/participação qualificada | Quantidade deAcções Detidas | Percentagem dedireitos de voto |
|---|---|---|
| IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA | ||
| * Directamente* Através do Presidente do Conselho de Administração, Dr.* Francisco José Pereira Pinto de Balsemão* Através do Vice-Presidente do Conselho de Administração,* Engº Luiz Fernando Teuscher de Almeida e Vasconcellos* Através do Administrador, Engº Francisco Maria Supico* Pinto Balsemão* Através da Presidente do Conselho Fiscal, Maria do | 42.257.294 | 50,306% |
| 1.147.920 | 1,367% | |
| 43.389 | 0,051% | |
| 4.123 | 0,005% | |
| * Carmo Pinto de Ruella Ramos* Através do Vogal do Conselho Fiscal, Francisco Manuel | 423 | 0,000% |
| * Falcão da Costa Reis | 11.004 | 0,013% |
| Total imputável | 43.464.153 | 51,743% |
| BANCO BPI, SA | ||
| * Directamente | 8.610.874 | 10,251% |
| * Através do Banco Português de Investimento, SA* Através do BPI Fundos – Gestão de Fundos de Investimento | 19.167 | 0,023% |
| * Mobiliário, SA | 631.898 | 0,752% |
| * Através do BPI Pensões – Sociedade Gestora de Fundos de* Pensões, SA* Através de clientes institucionais cuja carteira é gerida ao* abrigo de gestão discricionária* Através de clientes particulares cuja carteira é gerida ao* abrigo de gestão discricionária | 2.644.007 | 3,148% |
| 24.897 | 0,030% | |
| 3.500 | 0,004% | |
| Total imputável | 11.934.343 | 14,208% |
| Banco Santander de Negócios Portugal, SA | ||
| * Directamente | 28.493 | 0,034% |
| * AtravésdaBSNDealer– Sociedade Financeira de* Corretagem, SA | 94.093 | 0,112% |
| * Através de fundos de pensões e de fundos de investimento* mobiliário geridos por sociedades gestoras dominadas pelo* Banco Santander de Negócios, SA: | ||
| * - Fundo de Pensões Banco Santander Portugal | 81.177 | 0,097% |
| * - Fundo de Pensões Crédito Predial Português* - Fundo de Pensões do Banco Totta & Açores | 405.893324.713 | 0,483%0,387% |
| * - Fundo de investimento mobiliário Santander Acções Portu- | ||
| * - gal | 698.284 | 0,831% |
| * - Fundo de investimento mobiliário fechado Eurosul* - Fundo de investimento mobiliário Santander PPA | 200.956681.690 | 0,239%0,812% |
| Total imputável | 2.515.299 | 2,994% |
| Titular c/participação qualificada | Quantidade deAcções Detidas | Percentagem dedireitos de voto |
|---|---|---|
| Caixagest – Técnicas de Gestão de Fundos, SA | ||
| * Através do conjunto de Fundos de Investimento Mobiliários* por si geridos | 1.687.223 | 2,009% |
| Total imputável | 1.687.223 | 2,009% |

Deloitte & Associados, SROC S.A. Inscrição na OROC nº 43 Registo na CMVM nº 231
Edifício Atrium Saldanha Pr. Duque de Saldanha, 1–6º 1050-094 Lisboa Portugal
RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA ELABORADO POR AUDITOR
REGISTADO NA CMVM SOBRE A INFORMAÇÃO SEMESTRAL CONSOLIDADA
Introdução
-
- Para os efeitos do artigo 246º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação consolidada para o período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 da Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Empresa"), incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço consolidado (que evidencia um total de 340.235.309 Euros e um total de capital próprio de 98.680.802 Euros, incluindo um resultado líquido de 3.027.860 Euros) e nas Demonstrações consolidadas dos resultados por naturezas e por funções e na Demonstração dos fluxos de caixa do período de seis meses findo naquela data e nos correspondentes Anexos.
-
- As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos da Empresa e suas subsidiárias.
Responsabilidades
-
- É da responsabilidade do Conselho de Administração da Empresa: (i) a preparação de informação financeira consolidada que apresente de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das empresas incluídas na consolidação e o resultado consolidado das suas operações; (ii) que a informação financeira histórica, seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários; (iii) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (iv) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (v) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
-
- A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se, para os aspectos materialmente relevantes, é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório de segurança moderada, profissional e independente, sobre essa informação financeira, baseado no nosso trabalho.
Âmbito
- O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida está isenta de distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, foi planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicabilidade, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se, para os aspectos materialmente relevantes, a informação financeira consolidada é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários.

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-
- O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira consolidada constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
-
- Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente relatório de revisão limitada sobre a informação semestral.
Parecer
- Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 da Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., não esteja isenta de distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal e que, nos termos das definições incluídas nas directrizes mencionadas no parágrafo 5 acima, não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
Ênfases
-
- As demonstrações financeiras consolidadas da Empresa, em 30 de Junho de 2004, apresentam prejuízos acumulados originados nos últimos exercícios de, aproximadamente, 86.530.000 Euros e um resultado líquido positivo no semestre findo naquela data de, aproximadamente, 3.028.000 Euros (essencialmente relacionados com a principal empresa participada), tendo sido preparadas no pressuposto da continuidade das operações daquela participada e da recuperação dos respectivos trespasses (directos e indirectos) ainda não amortizados relacionados com a sua aquisição de, aproximadamente, 120.000.000 Euros. Nestas circunstâncias, a recuperação dos activos, incluindo trespasses e a classificação dos passivos, no curso normal das suas operações, dependem da continuidade do sucesso futuro das operações das suas empresas participadas e/ou do apoio financeiro dos seus accionistas.
-
- A empresa participada Edimpresa Editora, Lda., detida em 50% do seu capital e incluída na consolidação até 31 de Dezembro de 2003 pelo método integral, passou com efeitos a partir daquela data a ser incluída pelo método proporcional, uma vez que o seu controlo e gestão passaram a ser efectuados de forma partilhada com o sócio que detém os restantes 50% do seu capital. Em resultado desta situação, em 30 de Junho de 2004 o activo total e os proveitos totais vieram diminuídos comparativamente a 30 de Junho de 2003 em, aproximadamente, 31.997.000 Euros e 17.723.000 Euros, respectivamente.
Lisboa, 23 de Julho de 2004