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Impresa — Interim / Quarterly Report 2002
Sep 19, 2002
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Interim / Quarterly Report
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RELATÓRIO DE GESTÃO (1º Semestre de 2002)
Durante o primeiro semestre de 2002, a exemplo do que tem feito desde a sua constituição, a IMPRESA – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA, acompanhou a actividade das suas participadas, nos respectivos segmentos de negócio em que intervêm, tal como vem circunstanciadamente exposto no respectivo Relatório Consolidado de Gestão.
Na actividade das empresas participadas directa e indirectamente pela IMPRESA, são de salientar, embora de forma genérica, os seguintes factos:
1) Televisão:
- a) queda de 8,3 % no investimento publicitário;
- b) recuperação de audiências a partir do final de Março, embora ainda a níveis inferiores aos valores registados no primeiro semestre de 2001, tendo, já em Julho conseguido voltar a liderar as audiências em termos acumulados, com 35,6%;
- c) redução de 23,2% dos custos de programação do canal SIC;
- d) melhoria do cash-flow operacional da SIC, que, embora tendo-se mantido negativo, baixou dos – 9,5 M€, apurados no primeiro semestre de 2001, para – 5,1 M€;
- e) melhoria dos resultados líquidos da SIC, com os prejuízos a atingirem o valor de 9,0 M€ comparativamente com os 16,2 M€ negativos, verificados em Junho de 2001.
2) Jornais:
- a) queda de 15,4% do investimento publicitário, representando a Imprensa a área de negócios mais afectada pela quebra das receitas publicitárias;
- b) comportamento positivo das vendas de jornais, com uma aumento de 3,6 %, tendo o aumento das vendas do Expresso, que teve um semestre recorde com

uma média semanal de 141.796 exemplares, compensado as perdas de circulação dos outros jornais;
c) encerramento de 2 edições do Jornal da Região em Lisboa, e, em Junho, das 3 edições do Norte, o que, a par com a redução de tiragens, alteração da distribuição, nova imagem e alterações editoriais vai permitir uma melhoria substancial da rentabilidade do Jornal da Região na segunda metade do ano, com os resultados já conhecidos dos meses de Verão a comprovarem essa tendência.
3) Revistas:
- a) diminuição de 17,1% nas receitas de publicidade do segmento das revistas;
- b) excelente semestre em termos de vendas, graças ao relançamento de algumas revistas, alterações editoriais, promoções especiais e um grande esforço de marketing, sendo disso exemplo, as revistas Activa, Cosmopolitan, Telenovelas e Visão, que atingiram valores recordes de circulação;
- c) de destacar a revista Visão pelo reforço da sua posição de mercado, tendo, neste semestre, ultrapassado a barreira dos 110 mil exemplares, com um crescimento de 16% relativamente a igual período do ano anterior e com duas edições acima dos 130 mil exemplares.
4) Distribuição:
- a) conclusão do processo de concentração entre a VASP e a Deltapress, tendo a IMPRESA, no seguimento desse processo, reduzido a sua participação de 50% para 33,33%, passando a VASP, com esta nova realidade, a ser consolidada pelo método da equivalência patrimonial, em vez da consolidação proporcional;
- b) excelente semestre da VASP, com a facturação a atingir os 54,3 M€ ou seja, um ganho de 27,7%, relativamente ao primeiro semestre de 2001, devido à boa performance dos vários editores em termos de circulações, bem como a angariação de novos títulos como foi o caso do diário desportivo "Record".
No que se refere às demonstrações financeiras é de referir:
- a) a redução do nível de endividamento líquido remunerado da sociedade;
- b) decréscimo de Investimentos Financeiros e Resultados Líquidos, por força da aplicação do Método de Equivalência Patrimonial aos resultados das empresas participadas.

O Conselho de Administração encara, com confiança, o resultado das medidas, adoptadas e a adoptar, quer na IMPRESA quer nas suas participadas, com vista a minorar os efeitos do adiamento do desejado relançamento da actividade económica e a consequente recuperação do investimento publicitário.
Lisboa, 27 de Agosto de 2002
O Conselho de Administração
Francisco José Pereira Pinto de Balsemão
Luiz Fernando Teuscher de Almeida e Vasconcellos
Alexandre de Azeredo Vaz Pinto
Fernando Maria Costa Duarte Ulrich
Francisco Maria Supico Pinto Balsemão
BALANÇOS EM 30 DE JUNHO DE 2002 E 2001 E 31 DE DEZEMBRO DE 2001
(Montantes expressos em Euro)
| 30.06.2002 | 31.12.2001 | 30.06.2001 | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Activo | Activo | Activo | Activo | ||||||||
| Activo | Notas | bruto | Amortizações | líquido | líquido | líquido | Capital próprio esivopas | Notas | 30.06.2002 | 31.12.2001 | 30.06.2001 |
| IMOBILIZADO: | ÓPRCAPITALPRIO: | ||||||||||
| Imobilizações irpórncoeas: | Capital | 36 e40 | 72.000.000 | 72.000.000 | 72.000.000 | ||||||
| Desas de instalaçãpeso | 8 e10 | 7.677.372 | (5.877)71.7 | 1.805.595 | 2.842.590 | 3.915.140 | Prémios dissão deõese emacç | 40 | 89.982.258 | 89.982.258 | 89.982.258 |
| Trespasses | 10 | 76.766.956 | (14.412.380) | 62.354.576 | 64.273.750 | 66.192.925 | Ajuss dede capitaltamentotespar | 40 | 6.154.365 | 7.004.159 | 4.807.599 |
| 84.444.328 | (20.284.157) | 64.160.171 | 67.116.340 | 70.108.065 | Reslegalerva | 40 | 281.053 | 281.053 | 281.053 | ||
| Imobilizaçõorpóes creas: | Resultadostransitados | 40 | (52.242.826) | - | - | ||||||
| Equipntoadministrativameo | 10 | 289 | (75) | 214 | 214 | 284 | Resultado líquido doestrseme | 40 | (13.009.707 | ) (52.242.826) | (16.447.382) |
| Total doital própriocap | 103.165.143 | 117.024.644 | 150.623.528 | ||||||||
| Investimentos fineiroancs: | |||||||||||
| Partes dpital emas de caempreso grupo | 10 e16 | 72.923.444 | - | 72.923.444 | 83.034.343 | 95.704.402 | PASSIVO: | ||||
| Partes dpital emoute carasempresas | 10 | - | - | - | 4.000.000 | 2.000 | Provisãoa risparcose encargos | 34 | 19.128.103 | 18.352.355 | 258.307 |
| Empréstimos definanciatomen | 10 | - | - | - | 1.598.000 | 1.598.000 | |||||
| Adiantamentontade istimentos fins por conveanc | eiros | - | - | - | - | 3.998.000 | Dívidasa tercei- Médioe lorosngoprazo: | ||||
| 72.923.444 | - | 72.923.444 | 88.632.343 | 101.302.402 | Dívidasa instituições decrédito | 48 | 59.007.791 | 64.743.967 | 26.835.327 | ||
| CIRCULANTE: | |||||||||||
| Dívidasdeterceiros - Médioe longoprazo: | Dívidasa tercei- Curto prosrazo: | ||||||||||
| Emps doresagrupo | 16 | 55.987.276 | - | 55.987.276 | 54.034.776 | 5.476.801 | Dívidasa instituições decrédito | 48 | 14.916.573 | 9.701.619 | 2.344.350 |
| Forndorentaenteeces, cocorr | 7.174 | 45.506 | 15.163 | ||||||||
| DívidasdeeiroCurtercto ps -razo: | Estado es públicooutenteross | 6 | 62.548 | 37.564 | 28.771 | ||||||
| Clientesntaente, cocorr | - | - | - | - | 2.658 | 14.986.295 | 9.784.689 | 2.388.284 | |||
| Emps doresagrupo | 16 | 600.000 | - | 600.000 | 815.535 | 2.536.387 | |||||
| Estado eoutentes públicoross | 6 | 55.881 | - | 55.881 | 46.623 | 45.455 | ÉSCACRIMOS EDIFERIMENTOS: | ||||
| Outdevedorosres | 2.496 | - | 2.496 | 35.662 | 4.868 | Acréscimos dstose cu | 49 | 1.489.644 | 888.514 | 1.766.792 | |
| 658.377 | - | 658.377 | 897.820 | 2.589.368 | |||||||
| Depósitos bancáriosixa:e ca | |||||||||||
| Depósitos bancários | 4.045.438 | 4.045.438 | 112.676 | 2.387.476 | |||||||
| Caixa | 2.056 | 2.056 | - | 200 | |||||||
| 4.047.494 | 4.047.494 | 112.676 | 2.387.676 | ||||||||
| ÉSCACRIMOS EDIFERIMENTOS: | |||||||||||
| Acréscimos ditose prove | - | - | - | 7.642 | |||||||
| Total dertizaçõeamos | (20.284.232) | Total dosivopas | 94.611.833 | 93.769.525 | 31.248.710 | ||||||
| Total doactivo | 218.061.208 | (20.284.232) | 197.776.976 | 210.794.169 | 181.872.238 | Total doital próprio edo pcapass | ivo | 197.776.976 | 210.794.169 | 181.872.238 | |
O anexo faz parte integrante do balanço em 30 de Junho de 2002.
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS
DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS POR NATUREZAS PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2002 E 2001
(Montantes expressos em Euro)
| CSOSSUTEPERDA | Notas | 2002 | 2001 | OOSGOSPRVEITEANH | Notas | 2002 | 2001 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Foimtosiçterrneceneservosexnos | 174.700 | 872.023 | f(ProitoshoinairoBveegansnces | )45 | 306.792 | 2.899.991 | |
| Cutosl:scomo pessoaReõemuneraçs | 377.686 | 173.976 | Proitoshotradinárveegans exor | ios46 | 618.868 | - | |
| Eniais:cargossocOutros | 84.396 | 30.636 | |||||
| 462.082 | 204.612 | ||||||
| Amtizaõedoimbilizadoóreincóreorçsocorpo eorpo | 10 | 1.053.280 | 1.074.421 | ||||
| 1.690.062 | 2.151.056 | ||||||
| Imtospos | 33 | 25 | |||||
| Outrotosdaioniss cusepers operaca | 16.993 | 80 | |||||
| (A) | 17.0261.707.088 | 1052.151.161 | |||||
| Cutosdafinairosepersnces | 45 | 12.226.096 | 17.195.748 | ||||
| (C) | 13.933.184 | 19.346.909 | |||||
| Cutosdatradináriossepers eorx | - | ||||||
| (E) | 13.933.184 | -19.346.909 | |||||
| Imtobredimtopossoorenen | 6 | 2.183 | 464 | ||||
| (F) | 13.935.367 | 19.347.373 | |||||
| Reltadolíqidodotresusemesu | (13.009.707) | (16.447.382) | |||||
| 925.660 | 2.899.991 | ()D | 925.660 | 2.899.991 | |||
| Reltadoionis:sus operaca | (A)- | (1.707.088) | (2.151.161) | ||||
| Reltadofinairo(Bsusnces: | ) -(C-A) | (11.919.304) | (14.295.757) | ||||
| Reltadotes(sus corren: | B) -(C) | (13.626.392) | (16.446.918) |
O anexo faz parte integrante da demonstração para o semestre findo em 30 de Junho de 2002.
Resultados antes de impostos: (D) - (E) (13.007.524) (16.446.918) Resultado líquido do semestre: (D) - (F) (13.009.707) (16.447.382)
DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS POR FUNÇÕES
PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2002 E 2001
(Montantes expressos em Euro)
| Notas | 2002 | 2001 | |
|---|---|---|---|
| Custos administrativos | (1.690.062) | (2.151.056) | |
| Outros custos e perdas operacionais | (17.026) | (105) | |
| Resultados operacionais | (1.707.088) | (2.151.161) | |
| Custo líquido de financiamento | 45 | (3.676.793) | (2.622.170) |
| Ganhos/(perdas) em filiais e associadas | 45 | (8.242.511) | (11.673.587) |
| Resultados não usuais ou não frequentes | 46 | 618.868 | - |
| Resultados correntes | (13.007.524) | (16.446.918) | |
| Impostos sobre os resultados correntes | 6 | (2.183) | (464) |
| Resultado líquido do semestre | (13.009.707) | (16.447.382) |
O anexo faz parte integrante da demonstração para o semestre findo em 30 de Junho de 2002.
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS SEMESTRES
FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2002 E 2001
(Montantes expressos em Euro)
| Notas | 2002 | 2001 | |
|---|---|---|---|
| ACTIVIDADES OPERACIONAIS: | |||
| Pagamentos a fornecedores | (936.294) | (887.157) | |
| Pagamentos ao pessoal | (426.506) | (204.612) | |
| Fluxos gerados pelas operações | (1.362.800) | (1.091.769) | |
| (Pagamento)/recebimento do imposto sobre o rendimento | (5.363) | 51.626 | |
| Outros recebimentos/(pagamentos) relativos à actividade operacional | 34.700 | (2.205) | |
| Fluxos gerados antes das rubricas extraordinárias | (1.333.463) | (1.042.348) | |
| Pagamentos/Recebimentos relacionados com rubricas extraordinárias | 349.547 | - | |
| Fluxos das actividades operacionais (1) | (983.916) | (1.042.348) | |
| ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO: | |||
| Recebimentos provenientes de: | |||
| Investimentos financeiros | 1 | 6.162.010 | - |
| Dividendos | 2 | 900.000 | 1.370.477 |
| Empréstimos concedidos | 3 | 1.413.035 | 690.561 |
| Juros e proveitos similares | 12.185 | 216.693 | |
| 8.487.230 | 2.277.731 | ||
| Pagamentos respeitantes a: | |||
| Investimentos financeiros | - | (5.595.999) | |
| Imobilizações incorpóreas | (16.285) | - | |
| Imobilizações corpóreas | - | (284) | |
| Empréstimos concedidos | 3 | (2.550.000) | (5.476.801) |
| (2.566.285) | (11.073.084) | ||
| Fluxos das actividades de investimento (2) | 5.920.945 | (8.795.353) | |
| ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO: | |||
| Pagamentos respeitantes a: | |||
| Empréstimos obtidos | 4 | (521.222) | - |
| Juros e custos similares | (480.989) | (214) | |
| Fluxos das actividades de financiamento (3) | (1.002.211) | (214) | |
| Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) | 3.934.818 | (9.837.915) | |
| Caixa e seus equivalentes no início do período | 5 | 112.676 | 12.225.591 |
| Caixa e seus equivalentes no fim do período | 5 | 4.047.494 | 2.387.676 |
O anexo faz parte integrante da demonstração de fluxos de caixa para o semestre findo em 30 de Junho de 2002.
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS
SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2002 E 2001
(Montantes expressos em Euro)
1. Investimentos financeiros
A rubrica "Recebimentos respeitantes a investimentos financeiros", no semestre findo em 30 de Junho de 2002 tem a seguinte composição:
| Alienação de partes de capital: | |
|---|---|
| Alienação da participação de 4% no | |
| 5.677.545 | capital da Oniway Infocomunicações, S.A. |
| Alienação de 100% do capital da | |
| 484.465 | Gesco – Gestão de Meios de Comunicação Social, S.A. |
| -------------- | |
| 6.162.010 | |
| ======== |
2. Dividendos
A rubrica "Recebimentos provenientes de dividendos", no semestre findo em 30 de Junho de 2002 refere-se à parcela de dividendos relativa ao exercício de 2001 recebida da Controljornal – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A..
3. Empréstimos concedidos a empresas do grupo
O valor dos recebimentos e pagamentos verificados durante o semestre findo em 30 de Junho de 2002 tem a seguinte composição:
| Recebimentos relativos a empréstimos concedidos: | |
|---|---|
| Empréstimo concedido à Impresa.com – Sociedade Gestora de | |
| Participações Sociais, S.A. | 630.000 |
| Empréstimo concedido à Omniger – Sociedade Gestora de | |
| Participações Sociais, Lda. | 783.035 |
| ------------- | |
| 1.413.035 | |
| ======= |
| Pagamentos relativos a empréstimos concedidos: | |
|---|---|
| Empréstimo concedido à Soincom – Sociedade Gestora de | |
| Participações Sociais, S.A. | 2.550.000 |
| ======== | |
| 4. Empréstimos obtidos | |
| Recebimentos relativos a empréstimos obtidos: | |
| Contas correntes caucionadas | 521.222 |
| ====== |
5. Discriminação dos componentes de caixa e seus equivalentes
A discriminação de caixa e seus equivalentes em 30 de Junho de 2002 e 2001 é como segue:
| ======== | ====== | |
|---|---|---|
| Caixa e seus equivalentes | 4.047.494 | 112.676 |
| ------------- | ---------- | |
| Depósitos bancários | 4.045.438 | 112.676 |
| Numerário | 2.056 | - |
| 2002 | 2001 |
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
1. NOTA INTRODUTÓRIA
A Impresa - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Empresa" ou "Impresa") tem sede em Lisboa, foi constituída em 18 de Outubro de 1990 e tem como actividade principal a gestão de participações sociais noutras sociedades.
As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano Oficial de Contabilidade. As notas cuja numeração se encontra ausente deste anexo não são aplicáveis à Empresa, ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras anexas.
As demonstrações financeiras anexas referem-se à actividade da Empresa em termos individuais e não consolidados. A Empresa irá igualmente preparar demonstrações financeiras consolidadas, as quais serão apresentadas em separado, nas quais são incluídas a Empresa e as suas empresas participadas (Nota 16).
2. CONTAS NÃO COMPARÁVEIS COM O EXERCÍCIO ANTERIOR
Algumas empresas participadas registaram pela primeira vez no segundo semestre de 2001 os impostos diferidos resultantes das diferenças temporais entre o resultado contabilístico e o fiscal, bem como o efeito dos prejuízos fiscais reportáveis existentes à data do balanço, de acordo com a Directriz Contabilística nº 28. Pelo antes exposto, as demonstrações financeiras do semestre findo em 30 de Junho de 2001 não são integralmente comparáveis com as demonstrações financeiras deste semestre.
3. BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS
As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, mantidos de acordo com princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal. As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos da Empresa e suas subsidiárias, posteriormente ajustadas com as quantias, ainda sem registo contabilístico, que foram objecto do nosso trabalho.
As demonstrações financeiras em 30 de Junho de 2001 foram convertidas para Euro à taxa oficialmente fixada de 200,482 Escudos para 1 Euro, de acordo com o estabelecido na Directriz Contabilística nº 21 – Contabilização dos Efeitos de Introdução do Euro.
Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras foram os seguintes:
a) Imobilizações incorpóreas
As imobilizações incorpóreas, que compreendem despesas de instalação, estudos de reorganização e trespasses decorrentes de aquisição de partes de capital, encontram-se registadas ao custo e são amortizadas pelo método das quotas constantes. As despesas de instalação são amortizadas num período de três anos, os estudos de reorganização são amortizados num período de seis anos e os trespasses são amortizados no período estimado de recuperação dos investimentos financeiros, actualmente fixado em 20 anos, excepto quando existam perdas de imparidade que são imediatamente reconhecidas em resultados.
b) Investimentos financeiros
Os investimentos financeiros em empresas do grupo são registados pelo método de equivalência patrimonial, sendo as participações inicialmente contabilizadas pelo custo de aquisição, o qual foi acrescido ou reduzido da diferença entre aquele valor e o valor proporcional à participação nos capitais próprios dessas empresas, reportado à data da primeira aplicação do referido método, ou à data de aquisição, para os investimentos financeiros adquiridos posteriormente. Em consequência:
- A diferença entre o custo de aquisição dos investimentos financeiros e a proporção dos capitais próprios das empresas participadas reportados a 1 de Janeiro de 1992 (data da primeira aplicação do método de equivalência patrimonial) foi registada em capitais próprios na rubrica "Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas";
- A diferença entre o custo de aquisição dos investimentos financeiros e a proporção dos capitais próprios das empresas participadas à data de aquisição, em datas posteriores a 1 de Janeiro de 1992, é registada na rubrica "Trespasses" (Nota 3.a)).
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
De acordo com o método de equivalência patrimonial, as participações financeiras são ajustadas anualmente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos, ou outras variações nos capitais próprios das empresas do grupo, por contrapartida de ganhos ou perdas do exercício, ou de ajustamentos de partes de capital, respectivamente.
Adicionalmente, os dividendos recebidos destas empresas são registados como uma diminuição do valor dos investimentos financeiros.
c) Especialização de exercícios
As receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual as receitas e despesas são reconhecidas à medida em que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos (Nota 49).
(d) Pensões
Conforme mencionado na Nota 31, a Empresa assumiu o compromisso de conceder aos seus empregados admitidos até 5 de Julho de 1993 prestações pecuniárias a título de complementos de reforma por velhice, invalidez e pensões de sobrevivência. Estas prestações consistem numa percentagem, crescente com o número de anos de serviço do empregado, aplicada à tabela salarial negociada, anualmente ou numa percentagem fixa aplicada ao salário base, à data de reforma. Em 30 de Junho de 2002, estas responsabilidades encontram-se totalmente cobertas por um fundo de pensões autónomo criado pela Empresa em 1987.
(e) Imposto sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento do exercício registado nas demonstrações financeiras foi apurado de acordo com o preconizado pela Directriz Contabilística nº 28. Na mensuração do custo de imposto, para além do imposto corrente determinado com base no resultado antes de impostos ajustado de acordo com a legislação fiscal, são também considerados os efeitos resultantes das diferenças temporárias entre o resultado antes de impostos e o lucro tributável originadas no exercício ou em exercícios anteriores, bem como o efeito dos prejuízos fiscais reportáveis existentes à data do balanço.
Os impostos diferidos relacionados com as diferenças temporais entre o reconhecimento de receitas e despesas para fins contabilísticos e para fins de tributação, assim como os decorrentes de prejuízos fiscais reportáveis não foram registados nas demonstrações financeiras individuais da Empresa, por este procedimento não ter um impacto significativo naquelas demonstrações financeiras em 30 de Junho de 2002; no entanto, as empresas do grupo onde aquele impacto era significativo adoptaram a referida Directriz Contabilística.
À data do balanço, os impostos diferidos são actualizados por alterações na taxa de tributação que se espera estar em vigor à data da sua reversão, bem como por outras eventuais alterações na legislação fiscal relevante.
6. IMPOSTOS
A Empresa encontra-se sujeita a tributação em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas – IRC, à taxa de 30%, acrescida de Derrama à taxa de 10%, resultando uma taxa de imposto agregada de 33%. Adicionalmente e face à sua forma jurídica, a Empresa está abrangida pela legislação fiscal que rege as sociedades gestoras de participações sociais. De acordo com esta legislação, os ganhos e perdas em empresas do grupo resultantes da aplicação do método de equivalência patrimonial, os dividendos recebidos das empresas participadas, bem como a amortização dos trespasses decorrentes da aquisição de partes de capital, não são considerados para efeitos fiscais.
A Empresa é tributada em sede de IRC pelo resultado fiscal consolidado, com as subsidiárias, Soincom – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Soincom"), Impresa.com – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Impresa.com") e Controljornal – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Controljornal") e as empresas por esta participadas, Sojornal – Sociedade Jornalística e Editorial, S.A. e sua participada Sojornal.com – Consultoria Internet, Lda., Medipress – Sociedade Jornalística e Editorial, Lda., Imprejornal – Sociedade de Impressão, S.A., Cinforma – Centro de Informática, Lda. e Publisurf – Edições e Publicidade, Lda.. As restantes empresas subsidiárias da Impresa são tributadas individualmente.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos para os períodos tributáveis iniciados em 1 de Janeiro de 1998 e cinco anos para períodos anteriores, excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são prolongados ou suspensos. Os elementos referentes à Segurança Social podem ser revistos durante um período de dez anos. Deste modo, as declarações fiscais da Empresa dos anos de 1997 a 2001 e as relativas ao semestre findo em 30 de Junho de 2002 poderão ainda vir a ser sujeitas a revisão. O Conselho de Administração entende que eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras em 30 de Junho de 2002.
Nos termos da legislação em vigor, os prejuízos fiscais são reportáveis durante um período de seis anos após a sua ocorrência e susceptíveis de dedução a lucros fiscais gerados durante esse período. Em 30 de Junho de 2002 os prejuízos fiscais reportáveis da Impresa e suas empresas subsidiárias tributadas pelo resultado fiscal consolidado ascendiam a, aproximadamente, Euro 7.519.000.
7. NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL
Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2002, a Empresa teve ao seu serviço 6 empregados.
8. DESPESAS DE INSTALAÇÃO
Em 30 de Junho de 2002, as despesas de instalação incluem despesas com aumentos de capital, no montante de Euro 5.468.016 e despesas com estudos de reorganização do Grupo Impresa, no montante de Euro 2.209.356.
10. MOVIMENTO DO ACTIVO IMOBILIZADO
Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2002 o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas e corpóreas e dos investimentos financeiros, foi o seguinte:
| Activo bruto | ||||
|---|---|---|---|---|
| Saldo | Saldo | |||
| Rubricas | inicial | Aumentos | Diminuições | final |
| Imobilizações incorpóreas: | ||||
| Despesas de instalação (Nota 8) | 7.661.087 | 16.285 | - | 7.677.372 |
| Trespasses | 76.766.956 | - | - | 76.766.956 |
| --------------- | --------- | --- | --------------- | |
| 84.428.043 | 16.285 | - | 84.444.328 | |
| ========= | ===== | == | ========= | |
| Imobilizações corpóreas: | ||||
| Equipamento administrativo | 289 | - | - | 289 |
| === | == | == | === | |
| Investimentos financeiros: | ||||
| Partes de capital em empresas | ||||
| do grupo (Nota 16) | 83.034.343 | - | ( 10.110.899 ) | 72.923.444 |
| Partes de capital em outras empresas | 4.000.000 | - | ( 4.000.000 ) | - |
| Empréstimos de financiamento | 1.598.000 | - | ( 1.598.000 ) | - |
| --------------- | --- | -------------- | --------------- | |
| 88.632.343 | - | ( 15.708.899 ) | 72.923.444 | |
| ========= | == | ======== | ========= |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
Em 30 de Junho de 2002, a rubrica "Trespasses" tem a seguinte composição:
| Proporção doscapitais próprios | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Custo deaquisição | à data deaquisição | Trespasseoriginal | Abateextraordinário | Trespassecorrigido | |
| Soincom | 137.506.080 | 23.897.911 | 113.608.169 | (67.924.008) | 45.684.161 |
| Controljornal | 34.011.373 | 5.253.738 | 28.757.634 | - | 28.757.634 |
| Gesco | 2.566.390 | 241.229 | 2.325.161 | - | 2.325.161 |
| 174.083.843 | 29.392.878 | 144.690.964 | (67.924.008) | 76.766.956 |
Em 31 de Dezembro de 2000, a Empresa solicitou a uma entidade independente uma análise da imparidade dos trespasses decorrentes de aquisições de acções da Soincom (empresa cujo principal activo é a sua participação financeira de 51% no capital da SIC - Sociedade Independente de Comunicação, S.A. ("SIC")), reportada a 31 de Dezembro de 2000. Em resultado desta análise, foi identificada uma diferença, face ao justo valor dessa participação financeira, no montante de Euro 67.924.008, a qual originou uma amortização extraordinária do trespasse de igual montante registada em custos extraordinários, no final daquele exercício.
Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2002 as diminuições ocorridas na rubrica "Partes de capital em empresas do grupo" têm o seguinte detalhe:
| Alienação | Ganhos emempresasdo grupo(Nota 45) | Perdas emempresasdo grupo(Nota 45) | Ajustamentosde partesde capital emempresas dogrupo (Nota 40) | Distribuiçãode dividendos | Total | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Soincom | - | - | (7.497.368) | (450.409) | - | (7.947.777) |
| Controljornal | - | 45.163 | - | (399.038) | (1.500.000) | (1.853.875) |
| Gesco | (484.465) | - | - | - | - | (484.465) |
| Hoge - Sociedade Gestora | ||||||
| de Participações Sociais, Lda. ("Hoge") | - | - | (74.226) | - | - | (74.226) |
| Omniger - Sociedade Gestora | ||||||
| de Participações Sociais, Lda. ("Omniger") | - | 249.444 | - | - | - | 249.444 |
| (484.465) | 294.607 | (7.571.594) | (849.447) | (1.500.000) | (10.110.899) |
O montante de Euro 484.465 corresponde à alienação, pelo seu valor contabilistico, da participação de 100% no capital da Gesco à Sojornal e à Abril–Controljornal – Editora, Lda. em partes iguais.
A diminuição de Euro 450.409 registada na rubrica "Ajustamentos de partes de capital" no semestre findo em 30 de Junho de 2002 originada na Soincom resulta de ajustamentos de conversão cambial da SIC.
A diminuição de Euro 399.038 registada na rubrica "Ajustamentos de partes de capital" no semestre findo em 30 de Junho de 2002 originada na Controljornal resulta de uma sua empresa participada ter efectuado uma correcção aos resultados transitados.
A diminuição verificada na rubrica "Partes de capital em outras empresas" no montante de Euro 4.000.000, durante o semestre findo em 30 de Junho de 2002 refere-se: (i) à alienação da participação de 4% da Impresa no capital da Oniway Infocomunicações, S.A. ("Oniway") pelo montante de Euro 5.677.545 e de que resultou uma mais valia de Euro 79.545, registada na demonstração de resultados do semestre na rubrica proveitos extraordinários (Nota 46); e (ii) ao reembolso dos empréstimos de financiamento concedidos àquela empresa participada no montante de Euro 1.598.000.
A diminuição ocorrida no semestre findo em 30 de Junho de 2002 na rubrica "Empréstimos de financiamento" refere-se ao reembolso dos empréstimos concedidos à Oniway, já referido anteriormente.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2002, o movimento ocorrido nas amortizações acumuladas, foi o seguinte:
| Amortizações acumuladas | ||||
|---|---|---|---|---|
| Saldo | Saldo | |||
| inicial | Reforço | Abates | final | |
| Imobilizações incorpóreas: | ||||
| Despesas de instalação | 4.818.497 | 1.053.280 | - | 5.871.777 |
| Trespasses (Nota 45) | 12.493.206 | 1.919.174 | - | 14.412.380 |
| --------------- | -------------- | --- | --------------- | |
| 17.311.703 | 2.972.454 | - | 20.284.157 | |
| ======== | ======== | == | ======== | |
| Imobilizações corpóreas: | ||||
| Equipamento administrativo | 75 | - | - | 75 |
| == | == | == | == |
16. EMPRESAS DO GRUPO
Partes de capital em empresas do grupo:
Em 30 de Junho de 2002, a informação financeira relativa às partes de capital em empresas do grupo era como segue:
| Sede | Activo | Capitalpróprio | Proveitostotais | Resultadolíquido | Percentagem | Investimentosfinanceiros(Nota 10) | Provisão paraperdas eminvestimentosfinanceiros(Nota 34) | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Soincom | Lisboa | 107.751.848 | 56.120.135 | - | (7.497.368) | 100 | 56.120.135 | - |
| Controljornal | Lisboa | 18.139.192 | 15.553.197 | 1.286.453 | 147.325 | 100 | 15.553.197 | - |
| Hoge | Lisboa | 1.104.025 | (122.575) | 548 | (196.801) | 100 | - | (122.575) |
| Omniger | Lisboa | 2.565.223 | 2.500.223 | 503.810 | 498.886 | 50 | 1.250.112 | - |
| Impresa.com | Lisboa | 4.764.190 | (1.487.459) | 55.984 | (842.952) | 100 | - | (1.487.459) |
| 72.923.444 | (1.610.034) |
As informações supra referidas relativas às empresas do grupo, foram extraídas das respectivas demonstrações financeiras em 30 de Junho de 2002. Em algumas empresas os resultados líquidos do exercício foram ajustados pela distribuição de resultados aos administradores e trabalhadores das empresas e pelo registo de impostos diferidos antes da aplicação do método de equivalência patrimonial sobre as participações detidas pela Impresa. Consequentemente, os ganhos e perdas em empresas do grupo têm considerado o efeito dessas operações nas empresas participadas pela Impresa e suas subsidiárias.
Empréstimos e prestações suplementares concedidos a empresas do grupo:
Em 30 de Junho de 2002, os empréstimos concedidos a empresas do grupo, são os seguintes:
Médio e longo prazo:
| Soincom (a) (Nota 48)Impresa.com (b)Omniger (c) | 51.631.7134.323.06332.500 | |
|---|---|---|
| ----------------55.987.276 | ||
| ========= | ||
| (a) | Em 30 de Junho de 2002, este montante tem a seguinte composição: | |
| ========= | |
|---|---|
| 51.631.713 | |
| ---------------- | |
| Empréstimo concedido à Soincom (Nota 48) | 45.640.008 |
| Suprimentos concedidos | 5.991.705 |
Em 30 de Junho de 2002, os suprimentos concedidos à Soincom não vencem juros, não estando previsto o seu reembolso no curto prazo.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
- (b) O empréstimo concedido à Impresa.com corresponde a suprimentos concedidos a esta empresa, os quais não vencem juros, não estando previsto o seu reembolso no curto prazo.
- (c) O montante concedido à Omniger corresponde a prestações suplementares concedidas a esta empresa, as quais não vencem juros, não estando previsto o seu reembolso no curto prazo.
Contas a receber de empresas do grupo:
Em 30 de Junho de 2002, a Impresa tem Euro 600.000 a receber da Controljornal referentes a uma parcela dos dividendos atribuídos por esta empresa relativos ao exercício de 2001, os quais foram pagos na primeira quinzena de Agosto de 2002.
19. VALORES DE MERCADO DO ACTIVO CIRCULANTE
Em 30 de Junho de 2002, não havia diferenças, que não estivessem cobertas por provisões, entre os valores das rubricas do activo circulante, calculadas de acordo com os critérios valorimétricos adoptados pela Empresa, e o respectivo valor de mercado ou de realização.
29. DÍVIDAS A TERCEIROS A MAIS DE CINCO ANOS
Em 30 de Junho de 2002, as dívidas a terceiros com vencimento a mais de cinco anos correspondem às prestações do empréstimo obtido junto do Banco Totta & Açores, S.A. e da Caixa Banco de Investimento, S.A. e do empréstimo obtido junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A., que se vencem após 30 de Junho de 2007, e que ascendem a Euro 19.303.478 (Nota 48).
31. COMPROMISSOS FINANCEIROS ASSUMIDOS E NÃO INCLUÍDOS NO BALANÇO
A Empresa assumiu o compromisso de conceder aos empregados admitidos até 5 de Julho de 1993 prestações pecuniárias a título de complementos de pensões de reforma por velhice, invalidez e pensões de sobrevivência. Estas prestações são calculadas com base numa percentagem crescente com o número de anos de serviço do empregado, aplicada à tabela salarial negociada anualmente ou numa percentagem fixa aplicada ao salário base, à data da reforma.
Em 1987 a Empresa criou um fundo de pensões autónomo para onde foram transferidas as suas responsabilidades pelo pagamento das prestações pecuniárias acima referidas.
De acordo com um estudo actuarial realizado pela sociedade gestora do fundo, o valor actual das responsabilidades da Empresa por serviços passados dos seus empregados activos e reformados em 30 de Junho de 2002, foi estimado em, aproximadamente, Euro 124.504, sendo que o valor do fundo a essa data ascendia a, aproximadamente, Euro 138.338.
O estudo foi efectuado utilizando o método actuarial denominado por "Projected Unit Credit" e considerou os seguintes principais pressupostos e bases técnicas e actuariais:
| Taxa anual de rendimento do Fundo | 6% |
|---|---|
| Taxa de crescimento salarial | 4% |
| Taxa de crescimento de pensões | 0% |
| Taxa de rendimento considerada nas rendas vitalícias imediatas | 4,5% |
| Tábuas actuariais: | |
| Mortalidade: | TV 73/77 |
| Invalidez: | EVK 80 |
| Rotação de empregados: | Nula |
No semestre findo em 30 de Junho de 2002 não foi efectuada qualquer contribuição para o fundo, uma vez que o seu valor de mercado naquela data excedia as responsabilidades indicadas no estudo actuarial supra referido.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
32. GARANTIAS PRESTADAS
Em 30 de Junho de 2002, a Empresa mantém o penhor de 895.050 acções representativas de 51% do capital da Controljornal para garantir um empréstimo obtido junto do Banco Totta & Açores, S.A. e da Caixa Banco de Investimento, S.A. (Nota 48).
Em 30 de Junho de 2002, a Empresa mantém o penhor de acções representativas de 51,66% do capital da Soincom para garantir um empréstimo contraído inicialmente por esta empresa participada junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A., o qual foi transferido para a Empresa em 2001; adicionalmente, como garantia do referido empréstimo a Soincom tem empenhadas acções representativas de 25% do capital da sua participada SIC (Nota 48).
34. MOVIMENTO OCORRIDO NAS PROVISÕES
Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2002, o movimento ocorrido nas provisões foi o seguinte:
| Equivalência | ||||
|---|---|---|---|---|
| Saldo | patrimonial | Saldo | ||
| inicial | Reduções | (Nota 45) | final | |
| Provisões para outros riscos e encargos (Notas 46 e 50) | 17.707.845 | (189.776) | - | 17.518.069 |
| Provisões para perdas em investimentos financeiros (Nota 16): | ||||
| Hoge | - | - | 122.575 | 122.575 |
| Impresa.com | 644.510 | - | 842.949 | 1.487.459 |
| 18.352.355 | (189.776) | 965.524 | 19.128.103 |
36. COMPOSIÇÃO DO CAPITAL
Em 30 de Junho de 2002, o capital da Empresa, totalmente subscrito e realizado, era composto por 72.000.000 acções com o valor nominal de 1 Euro cada.
37. IDENTIFICAÇÃO DE PESSOAS COLECTIVAS COM MAIS DE 20% DO CAPITAL
A seguinte pessoa colectiva detém mais de 20% do capital subscrito em 30 de Junho de 2002:
Impreger – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. 50,77%
40. MOVIMENTO OCORRIDO NAS RUBRICAS DO CAPITAL PRÓPRIO
O movimento ocorrido nos saldos das rubricas do capital próprio durante o semestre findo em 30 de Junho de 2002, foi o seguinte:
| Saldoinicial | Diminuições | Transfe-rências | Saldofinal | |
|---|---|---|---|---|
| Capital | 72.000.000 | - | - | 72.000.000 |
| Prémios de emissão de acções | 89.982.258 | - | - | 89.982.258 |
| Ajustamentos de partes de capital (Nota 10) | 7.004.159 | (849.794) | - | 6.154.365 |
| Reserva legal | 281.053 | - | - | 281.053 |
| Resultados transitados | - | - | (52.242.826) | (52.242.826) |
| Resultado líquido do exercício | (52.242.826) | (13.009.707) | 52.242.826 | (13.009.707) |
| 117.024.644 | (13.859.501) | - | 103.165.143 |
Prémios de emissão de acções: O valor registado nesta rubrica, resulta dos ágios obtidos nos aumentos de capital ocorridos em exercícios anteriores. Segundo a legislação em vigor, a utilização do valor incluído nesta rubrica segue o regime aplicável à reserva legal, ou seja, não pode ser distribuído aos accionistas, podendo contudo, ser utilizado para absorver prejuízos depois de esgotadas todas as outras reservas, ou incorporado no capital.
Reserva legal: A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
Aplicação de resultados: Os movimentos incluídos na coluna de "Transferências" referem-se à transferência do resultado líquido do exercício findo em 31 de Dezembro de 2001 para a rubrica "Resultados transitados", conforme deliberado na Assembleia Geral realizada em 10 de Abril de 2002.
43. REMUNERAÇÃO DOS MEMBROS DOS ORGÃOS SOCIAIS
No semestre findo em 30 de Junho de 2002, foram atribuídas remunerações aos membros dos orgãos sociais da Empresa no montante de Euro 40.239.
45. DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS FINANCEIROS
Os resultados financeiros dos semestres findos em 30 de Junho de 2002 e 2001, têm a seguinte composição:
| 2002 | 2001 | |
|---|---|---|
| Custos e perdas: | ||
| Juros suportados | 1.716.269 | 881.870 |
| Perdas em empresas do grupo (a) | 8.537.118 | 14.394.484 |
| Amortização de trespasses (Nota 10) | 1.919.174 | 1.919.174 |
| Outros custos e perdas financeiros | 53.535 | 220 |
| ---------------12.226.096 | -------------17.195.748 | |
| Resultados financeiros | ( 11.919.304 ) | ( 14.295.757 ) |
| ---------------306.792 | --------------2.899.991 | |
| ====== | ======== | |
| Proveitos e ganhos: | ||
| Juros obtidos | 12.185 | 179.094 |
| Ganhos em empresas do grupo (Nota 10) | 294.607 | 2.720.897 |
| -----------306.792 | -------------2.899.991 | |
| ====== | ======== |
(a) No primeiro semestre de 2002, esta rubrica tem a seguinte composição:
| Investimentosfinanceiros(Nota 10) | Provisão paraperdas eminvestimentosfinanceiros(Nota 34) | Total | |
|---|---|---|---|
| SoincomImpresa.comHoge | 7.497.368-74.2267.571.594 | -842.949122.575965.524 | 7.497.368842.949196.8018.537.118 |
46. PROVEITOS E GANHOS EXTRAORDINÁRIOS
Os proveitos e ganhos extraordinários do semestre findo em 30 de Junho de 2002, têm a seguinte composição:
| ====== | |
|---|---|
| 618.868 | |
| ----------- | |
| Outros | 193.244 |
| Ganhos na alienação de investimentos financeiros (Nota 10) | 79.545 |
| Benefícios de penalidades contratuais | 156.303 |
| Redução de provisões (Notas 34 e 50) | 189.776 |
| Proveitos e ganhos: |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
48. DÍVIDAS A INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO
Em 30 de Junho de 2002, o saldo de dívidas a instituições de crédito, dizia respeito a:
| Curtoprazo | Médio elongo prazo | Total | |
|---|---|---|---|
| Caixa Geral de Depósitos,S.A. (a) | 10.973.554 | 34.666.454 | 45.640.008 |
| Banco Totta & Açores, S.A. e Caixa Banco | |||
| de Investimento, S.A. (b) | 2.493.989 | 24.341.337 | 26.835.326 |
| Contas correntes caucionadas (c) | 1.449.030 | - | 1.449.030 |
| 14.916.573 | 59.007.791 | 73.924.364 |
(a) Em Novembro de 1999 foi celebrado pela Soincom um contrato de financiamento com a Caixa Geral de Depósitos, S.A. no montante inicial de Euro 54.867.769, que será reembolsado em prestações anuais que se vencem em 30 de Junho de cada ano. No exercício de 2001, a Soincom transferiu para a Impresa a sua posição contratual no referido empréstimo, tendo a Impresa registado um valor a receber dessa empresa participada de igual montante (Nota 16). Consequentemente, a Impresa assumiu perante a Caixa Geral de Depósitos, S.A. todas as obrigações da Soincom decorrentes do referido contrato (Nota 16). Em 30 de Junho de 2002, o plano de amortizações deste empréstimo é como segue:
| 2002 - Segundo semestre | 5.237.378 |
|---|---|
| 2003 - Primeiro semestre | 5.736.176 |
| 10.973.554 | |
| 2004 | 6.234.974 |
| 2005 | 6.733.772 |
| 2006 | 7.232.570 |
| 2007 | 7.731.367 |
| 2008 | 6.733.771 |
| 34.666.454 | |
| 45.640.008 |
Este empréstimo vence juros à taxa Lisbor a seis meses adicionada de 1,25% e o seu pagamento é efectuado semestralmente.
Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo a Empresa empenhou acções representativas de 51,66% do capital da Soincom e esta empresa participada empenhou acções representativas de 25% do capital da SIC – Sociedade Independente de Comunicação, S.A..
O contrato de financiamento referente a este empréstimo tinha originalmente considerados determinados covenants, os quais foram suspensos em 2001 por acordo com a Caixa Geral de Depósitos, S.A..
Em 30 de Junho de 2002 a Caixa Geral de Depósitos, S.A. concedeu uma prorrogação do período de carência do capital vincendo naquela data, por um prazo máximo de seis meses, mediante o cumprimento de um conjunto de condições que se encontram em fase de formalização.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
(b) Em 30 de Junho de 2002, o saldo desta rubrica incluía um empréstimo bancário contraído em 1998 junto do Banco Totta & Açores, S.A., e da Caixa Banco de Investimento, S.A., no montante inicial de Euro 34.915.853, que em 30 de Junho de 2002 vencia juros à taxa anual de 5,0885%, correspondente a uma taxa anual indexada à Lisbor a seis meses acrescida de 1%, sendo a sua amortização efectuada em Dezembro de cada ano. O plano de amortização deste empréstimo é como segue:
| 2002 - Segundo semestre | 2.493.989 |
|---|---|
| 2003 | 2.593.749 |
| 2004 | 2.743.388 |
| 2005 | 3.092.547 |
| 2006 | 3.341.946 |
| 2007 | 4.090.143 |
| 2008 | 4.489.181 |
| 2009 | 3.990.383 |
| 24.341.337 | |
| 26.835.326 |
Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo a Empresa empenhou 895.050 acções representativas de 51% do capital da Controljornal (Nota 32).
(c) Este montante corresponde a contas correntes caucionadas, as quais se vencem a curto prazo, sendo os respectivos juros calculados a taxas normais de mercado, para este tipo de operações de financiamento.
49. ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
Em 30 de Junho de 2002, estas rubricas têm a seguinte composição:
| Acréscimos de custos: | |
|---|---|
| Juros a pagar (a) | 1.365.521 |
| Remunerações a liquidar | 124.123 |
| -------------- | |
| 1.489.644 | |
| ======== |
(a) Este montante é relativo à especialização de juros do empréstimo contraído junto do Banco Totta & Açores, S.A. e da Caixa Banco de Investimento, S.A. pagos em 7 de Julho de 2002 (Nota 48. b)).
50. PLANO DE INCENTIVOS / CONTINGÊNCIAS
A Impresa está a estudar o estabelecimento de um plano de opções de compra de acções (Stock Options Plan) a atribuir a alguns empregados do Grupo Impresa, envolvendo um total de 2.100.000 acções ordinárias da Impresa. Os termos específicos deste plano de opções estão presentemente em discussão e estão sujeitos à aprovação pelo Conselho de Administração da Impresa, esperando-se que os mesmos fiquem definidos no segundo semestre de 2002, aquando da conclusão do "Projecto Único de Gestão de Carreiras do Grupo Impresa".
Para fazer face a este plano de opções, a Empresa estabeleceu em 2 de Junho de 2000 com o Deutsche Bank AG um contrato de opções de compra e venda de 1.800.000 acções ordinárias da Impresa (Equity Swap), pelo qual a Empresa tem a opção de comprar (Call) e o Deutsche Bank a opção de vender (Put) essas acções durante o período contratual. Este contrato poderá ser exercido em 5 de Junho de 2003, sendo o preço de exercício desta opção correspondente à cotação inicial das acções da Impresa no IPO (Euro 10,25) ajustado com base numa taxa de juro anual indexada à EURIBOR acrescida de um spread de 0,70%. Adicionalmente, a Empresa estabeleceu em 5 de Janeiro de 2001 com o Banco Português de Investimento, S.A. ("BPI") um Equity Swap correspondente a 299.452 acções ordinárias da Impresa, pelo qual a Empresa tem a opção de comprar (Call) e o BPI a opção de vender (Put) essas acções durante o período contratual. Este contrato poderá ser exercido em 5 de Junho de 2003, sendo o preço de exercício desta opção correspondente à cotação de Euro 7,08 ajustado com base numa taxa de juro anual de 5,334%. Estes contratos poderão ser liquidados através de um Physical Settlement ou de um Cash Settlement, podendo a Impresa optar por qualquer uma destas formas de liquidação.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
Em 31 de Dezembro de 2001, para cobrir o risco associado a variações da cotação das acções prometidas comprar aos preços definidos nos contratos supra mencionados, a Empresa registou nas suas demonstrações financeiras uma provisão para outros riscos e encargos por contrapartida da rubrica "Custos e perdas extraordinários", que corresponde à diferença entre o preço de exercício das opções e o preço estimado de aquisição das referidas acções com base no estabelecido nos equity swaps supra indicados, no montante de Euro 17.707.845 (Nota 34). Em 30 de Junho de 2002, a Empresa actualizou esta provisão considerando a cotação das acções naquela data e a contagem de juros desde 31 de Dezembro de 2001. Em 30 de Junho de 2002, a actualização da provisão resultou numa redução de Euro 189.776 que a Empresa registou por contrapartida da rubrica "Proveitos e ganhos extraordinários" (Notas 34 e 46).
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
SOCIEDADE DE REVISORES OFICIAIS DE CONTAS INSCRIÇÃO N.º 45 REGISTO NA CMVM nº 232 NIPC 501 829 288
RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA ELABORADO POR AUDITOR
REGISTADO NA CMVM SOBRE INFORMAÇÃO SEMESTRAL INDIVIDUAL
(Montantes expressos em Euro)
Introdução
-
- Para os efeitos do artigo 246º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação do semestre findo em 30 de Junho de 2002 da Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Empresa"), incluída: no Relatório de Gestão, no balanço (que evidencia um total de Euro 197.776.976 e um capital próprio de Euro 103.165.143, incluindo um resultado líquido negativo de Euro 13.009.707), nas demonstrações de resultados por naturezas e por funções e na demonstração dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data e nos correspondes Anexos.
-
- As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos da Empresa, posteriormente ajustadas com as quantias, ainda sem registo contabilístico, que foram objecto do nosso trabalho.
Responsabilidades
-
- É da responsabilidade do Conselho de Administração da Empresa: (i) a preparação da informação financeira histórica semestral de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários; (ii) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (iii) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (iv) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira, resultados ou fluxos de caixa.
-
- A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se, para os aspectos materialmente relevantes, é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva, lícita e em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório de segurança moderada, profissional e independente, sobre essa informação financeira, baseado no nosso trabalho.
Âmbito
-
- O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida está isenta de distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, foi planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicabilidade, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se, para os aspectos materialmente relevantes, a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários.
-
- O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
- 2 -
- Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente relatório de revisão limitada sobre a informação semestral.
Parecer
- Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira do semestre findo em 30 de Junho de 2002 da Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., não esteja isenta de distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal e que, nos termos das definições incluídas nas directrizes mencionadas no parágrafo 5 acima, não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
Ênfases
-
- As demonstrações financeiras anexas referem-se à actividade da Empresa a nível individual e não consolidado. Embora os investimentos financeiros tenham sido registados pelo método da equivalência patrimonial, tal como disposto na Directriz Contabilística nº 9, através do qual são considerados nos resultados líquidos e no capital próprio os efeitos da consolidação dos resultados e dos capitais próprios das empresas participadas, as demonstrações financeiras anexas não incluem o efeito da consolidação integral a nível de activos, passivos e proveitos totais, o que será efectuado em demonstrações financeiras consolidadas a apresentar em separado e que consiste em aumentar os activos e os passivos, excluindo interesses minoritários, em aproximadamente Euro 216.529.000 e Euro 199.036.000, respectivamente, e aumentar os proveitos totais em, aproximadamente Euro 126.416.000.
-
- Algumas empresas participadas registaram pela primeira vez no segundo semestre de 2001 os impostos diferidos resultantes das diferenças temporais entre o resultado contabilístico e o fiscal, bem como o efeito dos prejuízos fiscais reportáveis (Notas 3.e) e 6). Em resultado da aplicação desta norma, foram reconhecidos em 31 de Dezembro de 2001 activos por impostos diferidos de Euro 16.932.102, sendo uma parcela de Euro 1.522.589, respeitante a situações originadas em exercícios anteriores, sido registada em resultados transitados tal como previsto na Directriz Contabilística n.º 28, e o remanescente de Euro 15.409.513, respeitante a situações originadas no exercício findo em 31 de Dezembro de 2001, sido registado na demonstração de resultados deste exercício. No semestre findo em 30 de Junho de 2002, a Empresa reconheceu na demonstração de resultados do semestre findo naquela data um proveito de Euro 4.223.316, relativo aos activos por impostos diferidos do semestre, registados por aquelas empresas participadas. Consequentemente, estas demonstrações financeiras não são integralmente comparáveis com as demonstrações financeiras do semestre anterior.
- 3 -
-
- Conforme indicado na Nota 10 do anexo às demonstrações financeiras, a Empresa tem registados trespasses relativos a aquisições direcas e indirectas de participações finaceiras na SIC – Sociedade Independente de Comunicação, S.A. ("SIC") que naquela data apresentam um valor de, aproximadamente, Euro 94.919.000, líquido de amortizações acumuladas, (aproximadamente Euro 100.672.000, em 30 de Junho de 2001). No primeiro semestre de 2002, a SIC apresentou um prejuízo de Euro 9.044.199 (Euro 16.173.178 no primeiro semestre de 2001) em resultado da quebra das receitas publicitárias e dos custos suportados com as acções de reestruturação ocorridas no semestre (no exercício de 2001 a SIC apresentou um prejuízo de Euro 27.202.851). Em consequência, a recuperabilidade dos trespasses supra referidos e a realização do investimento financeiro da Empresa na Soincom, estão dependentes do sucesso futuro das operações da SIC.
-
- No semestre findo em 30 de Junho de 2002, a Empresa apresentou resultados líquidos negativos, de Euro 13.009.707. À presente data, estão em curso acções de reestruturação que visam alterar a situação actual, mas não é expectável que as empresas participadas, em termos consolidados, possam apresentar resultados positivos ainda em 2002. Em consequência, a continuidade das suas operações depende do seu sucesso futuro e do apoio financeiro dos seus accionistas.
Lisboa, 28 de Agosto de 2002
_____________________________________________ FREIRE, LOUREIRO E ASSOCIADOS - SROC Representada por Carlos Luís Oliveira de Melo Loureiro

RELATÓRIO CONSOLIDADO DE GESTÃO (1º Semestre de 2002)
Dando cumprimento às exigências impostas por lei às sociedades abertas, o Conselho de Administração da IMPRESA – SOCIEDADE GESTORA DE PARTICIPAÇÕES SOCIAIS, SA vem apresentar o seu RELATÓRIO DE GESTÃO Consolidado relativo ao Primeiro Semestre do exercício de 2002.
1. Principais Factos
A IMPRESA atingiu, no primeiro semestre de 2002, receitas consolidadas de 119,3 M€, o que representa um decréscimo de 12,9% face às contas pro-forma de igual período do ano transacto. A comparação com as contas pro-forma 2001 tem a ver com a alteração do perímetro de consolidação, que resultou da redução da participação na VASP para 33,33%, após a operação de concentração com a Deltapress, pelo que deixou de ser consolidada proporcionalmente, passando a ser contabilizada pelo método de equivalência patrimonial.
A queda das receitas de publicidade afectou todas as áreas de negócio. O investimento publicitário total em Portugal apresentou uma queda de 7,4% no final do primeiro semestre de 2002 em relação ao período homólogo. A televisão, que representa 51,2% do investimento total, sofreu uma descida de 8,3%, tendo o sector da imprensa registado a pior evolução, com uma descida do investimento publicitário de 15,4%.
Na área de jornais e revistas, o bom comportamento das vendas das publicações compensou a fraqueza do mercado publicitário. De salientar, ainda, a recuperação das audiências da SIC desde finais de Março, o que permitiu regressar à liderança em Maio.
Neste primeiro semestre, a IMPRESA registou uma descida de 16,4% nos custos operacionais consolidados. Esta evolução ao nível dos custos resultou da implementação dos planos de corte de custos, na SIC e na ACJ, de um maior controlo dos custos correntes e da descida do preço do papel.
A performance positiva ao nível dos custos permitiu melhorar o cash-flow operacional, apesar da quebra de receitas já referida. Assim, a nível operacional consolidado, o EBITDA registou um valor positivo de 0,8 M€, contra o valor negativo de 4,7 M€ apurado no semestre homólogo do exercício anterior.

Apesar da quebra das receitas de publicidade, a redução dos custos operacionais e a melhoria da função financeira permitiram uma redução de 20,9% nos prejuízos consolidados, que se situaram nos 13,0 M€ no final do semestre.
Tabela 1. Conta de Exploração Consolidada
| Junho 2002 | Junho 2001 | Junho 2001 | Var | |
|---|---|---|---|---|
| Pro-forma | (vs proforma) | |||
| Receitas Consolidadas | 119.378.635 | 137.060.994 | 147.812.267 | -12,9% |
| Televisão | 63.552.868 | 71.864.507 | 71.864.507 | -11,6% |
| Jornais | 25.751.165 | 29.739.742 | 29.739.742 | -13,4% |
| Revistas | 31.233.815 | 36.486.612 | 36.486.612 | -14,4% |
| Distribuição (1) | 0 | 0 | 21.251.185 | N/A |
| Inter-segmentos | -1.159.213 | -1.029.867 | -11.529.778 | 12,6% |
| Custos Operacionais | 118.553.168 | 141.856.118 | 152.523.079 | -16,4% |
| EBITDA Consolidado | 825.467 | -4.795.124 | -4.680.884 | 117,2% |
| EBITDA por áreas | ||||
| Televisão | -5.115.415 | -9.511.897 | -9.511.897 | 46,2% |
| Jornais | 2.208.431 | 4.060.200 | 4.060.200 | -45,6% |
| Revistas | 4.687.657 | 1.717.271 | 1.717.271 | 173,0% |
| Distribuição (1) | 0 | 0 | 114.250 | |
| Holding Ajustamentos | -955.206 | -1.060.698 | -1.060.708 | -9,9% |
| Amortizações (-) | 10.926.168 | 8.710.957 | 8.832.573 | 25,4% |
| Provisões (-) | 1.994.792 | 2.729.502 | 2.729.502 | -26,9% |
| Custos/Proveitos Financeiros(-) | 4.119.709 | 5.500.329 | 5.504.783 | -25,1% |
| Goodwill(-) | 4.878.530 | 4.795.523 | 4.795.523 | 1,7% |
| Ganhos/Perdas Extraordinários(+) | 1.255.570 | 303.015 | 317.076 | 314,4% |
| Resultados Antes Imp.e Minoritários | -19.838.162 | -26.228.420 | -26.226.190 | 24,4% |
| Imposto (IRC)(-) | -2.744.027 | 890.798 | 893.028 | N/A |
| Interesses Minoritários(-) | -4.084.428 | -10.671.836 | -10.671.836 | 61,7% |
| Res. Líquido Consolidado | -13.009.707 | -16.447.382 | -16.447.382 | 20,9% |
(1) As contas pro-forma, apresentadas em Euros, reflectem a alteração do perímetro de consolidação com a redução da participação na VASP para 33,33% após a concentração com a Deltapress. A VASP passou a ser contabilizada pelo método da equivalência patrimonial.

2. Mercado Publicitário
O investimento publicitário total apresentou uma queda de 7,4% no final do primeiro semestre de 2002, em relação ao período homólogo do ano anterior. Mas o segundo trimestre deste ano, com uma descida de 6,1%, representou uma melhoria em relação à queda de 9,4% registada durante o primeiro trimestre. Esta melhoria esteve em parte relacionada com a concentração dos investimentos publicitários no mês de Junho, devido à realização do Campeonato do Mundo de Futebol.
A televisão "aberta", que, representando 51,2% do investimento total, continua a ser o meio favorito para os anunciantes, sofreu uma descida de 8,3%. Esta queda foi influenciada pela transmissão do Campeonato do Mundo de Futebol na SportTV, que desviou alguma publicidade dos canais generalistas. Os canais de cabo registaram um crescimento de 150%, representando 2,8 % do investimento total em publicidade.
Mas foi o sector da imprensa que continuou a registar a pior evolução, com uma descida do investimento publicitário de 15,4%. No caso particular da imprensa não diária, segmento que afecta particularmente a IMPRESA, esta descida atingiu os 17,1%.
| (valores em M€) | Jun-02 | Jun-01 | Variação |
|---|---|---|---|
| TV | 142.411 | 155.301 | -8,3% |
| TV CABO | 7.735 | 3.094 | 150,0% |
| IMPRENSA Diária | 24.708 | 28.045 | 11,9% |
| IMPRENSA Não Diária | 47.193 | 56,928 | -17,1% |
| RADIO | 18.004 | 20.344 | -11,5% |
| OUTDOORS | 34.471 | 33.018 | 4,4% |
| CINEMA | 1.771 | 2.022 | -12,4% |
| INTERNET | 1.869 | 1.787 | 4,6% |
| Total mercado | 278.162 | 300.538 | -7,4% |
Tabela 2. Evolução Mercado Publicitário
Fonte: SIC e Agências de meios
Com o adiamento do relançamento da actividade económica, a recuperação que se perspectivava no investimento publicitário fica, consequentemente, adiada. Apesar de as nossas estimativas ainda apontarem para uma ligeira melhoria na segunda metade do ano, não será possível compensar a quebra registada nos primeiros 6 meses. Deste modo, a evolução do mercado publicitário aponta para uma descida na casa dos 6 a 7% em 2002, similar ao registado em 2001.

3. Televisão
No primeiro semestre de 2002, a SIC atingiu um volume de negócios consolidado de 63,5 M€, o que representa uma descida de 11,6% em relação ao período homólogo de 2001. A queda do investimento publicitário, que em televisão foi de 8,3% no semestre, continuou a penalizar a evolução das receitas da SIC.
Apesar da recuperação de audiências iniciada nos finais de Março, a SIC ficou ainda abaixo dos valores registados no primeiro semestre de 2001. A audiência média, no período até Junho 2002, foi de 35,3%, contra os 38,9% registados no período homólogo de 2001. Deste modo, a quota do mercado publicitário da SIC desceu dos 44,1% para 40,2% no primeiro semestre de 2002.
| (valores em M€) | Jun-02 | Jun-01 | Variação |
|---|---|---|---|
| Vendas Consolidadas | 63,5 | 71,9 | -11,6% |
| Publicidade | 50,0 | 58,4 | -14,3% |
| Merchandising | 0,8 | 1,4 | -37,1% |
| SIC Internacional | 0,6 | 0,4 | 41,3% |
| Canais Temáticos | 10,7 | 8,2 | 30,5% |
| Outras | 1,3 | 3,4 | -61,8% |
| EBITDA Consolidado | -5,1 | -9,5 | +46,2% |
| Margem | -8,0% | -13,2% |
Tabela 3. Receitas da SIC
Fonte: SIC
No primeiro semestre, as receitas totais das novas áreas de negócio da SIC mantiveram-se relativamente estáveis, crescendo apenas 0,2%, para 13,4 M€. Esta evolução, conseguida devido ao crescimento dos canais temáticos e da SIC Internacional, permitiu compensar a ausência de receitas por parte da SIC Filmes durante este período. As novas áreas representaram 21,2% do total das receitas da SIC neste primeiro semestre.
Recuperação das Audiências
No primeiro semestre, os resultados da estratégia de programação implementada no final de 2001 começaram a aparecer. A SIC, a partir de meados de Abril, voltou a liderar as audiências diárias, tendo, em Maio, recuperado a liderança em termos mensais. Já em Julho conseguiu voltar a liderar as audiências em termos acumulados, com 35,6%.
No final de Junho, a audiência média situava-se nos 35,3%. A subida de audiências foi generalizada, mas com maior importância no "prime-time", onde se recuperaram 3 pontos

percentuais de quota de mercado. No período do "day-time", a recuperação foi de 1,5%. Programas de entretenimento como o "Masterplan" tiveram um papel importante nesta recuperação, a qual se manteve devido ao renovado sucesso de programas como "Malucos do Riso", a novela "O Clone" e, ainda, na área da informação, o "Jornal da Noite". Também de realçar, o regresso da SIC à liderança no período das manhãs, graças ao programa "SIC 10 Horas". Por outro lado, nos fins de semana, a aposta nas séries infantis, séries de ficção e filmes permitiu à SIC alargar a sua liderança nesse período.
Redução de Custos
Os referidos ganhos de audiência foram importantes porque se registaram durante um período de forte contenção de custos. Neste primeiro semestre, os custos de programação da SIC generalista desceram 23,2%, representando uma poupança de 13,1 M€. No total de custos operacionais a redução atingiu os 15,7%, a que corresponde um valor de cerca de 12,7 M€. Nesta comparação dos custos está contabilizada, em 2002, a consolidação da SIC Radical e da SIC Online, que, por terem arrancado, respectivamente, em Abril e Outubro de 2001, não contaram para o período homólogo do ano anterior, à excepção de 2 meses por parte da SIC Radical (Maio e Junho de 2001). Esta poupança foi atingida apesar dos custos com o acompanhamento do Mundial de Futebol no mês de Junho.
A recente desvalorização do dólar tem permitido à SIC realizar mais algumas poupanças, visto que cerca de 40% dos custos de programação são contratados na moeda norte-americana. No primeiro semestre, estas poupanças foram realizadas através de ganhos cambiais, mas os efeitos a nível operacional só se farão sentir com o lançamento da nova grelha de programas a partir de Setembro.
Com o mercado publicitário ainda sem dar sinais de recuperação, foi implementado um novo programa de redução de custos, que permitirá poupanças de maior magnitude durante a segunda metade do ano. Deste modo, estima-se que até final de 2002 a redução de custos operacionais, incluindo programação, atinja os 33 M€, superior ao anterior objectivo de 30 M€.
As margens operacionais da SIC continuaram sob forte pressão. Apesar da quebra nas receitas de publicidade, os cortes de custos contribuíram para que o cash-flow operacional da SIC se tenha mantido negativo em 5,1 M€, uma melhoria em relação aos – 9,5 M€ apurados no primeiro semestre de 2001.Os resultados líquidos da SIC tiveram também uma melhoria, com os prejuízos a atingirem o valor de 9 M€ comparativamente aos –16,2 M€ em Junho de 2001.
No segundo semestre, a recuperação das audiências da SIC, conjugada com um tradicionalmente mais forte investimento publicitário neste período, vai originar uma comparação positiva em relação à segunda metade de 2001 e o fecho do exercício com um cash-flow operacional positivo.

4. Jornais
| Tabela 4. Indicadores dos Jornais | |||
|---|---|---|---|
| (valores em M€) | 1º Sem 2002 | 1º Sem 2001 | Variação (hom) |
| Total Receitas | 25,8 | 29,7 | -13,4% |
| Publicidade | 18,5 | 22,6 | -18,2% |
| Vendas Jornais | 7,1 | 6,8 | +3,6% |
| Outros | 0,23 | 0,36 | -36,1% |
| Receitas por Jornais | |||
| Expresso | 21,7 | 24,6 | -11,7% |
| Jornal da Região | 2,1 | 2,8 | -26,0% |
| Outros | 2,0 | 2,3 | -13,0% |
| EBITDA Consolidado(1) | 2,51 | 4,1 | -38,8% |
| Margem | 9,7% | 13,8% |
(1) O EBITDA consolidado de 2002 está ajustado pelos 308 mil euros de custos de reestruturação.
O segmento de jornais atingiu, durante o primeiro semestre de 2002, receitas consolidadas de 25,8 M€, o que corresponde a uma descida de 13,4% relativamente ao mesmo período de 2001. A evolução das receitas tem vindo a ser prejudicada pela queda do investimento publicitário, apesar do crescimento registado nas vendas de jornais.
As receitas de publicidade no primeiro semestre caíram 18,2%. A descida foi comum a todos os jornais do grupo, destacando-se o Expresso, que diminuiu 16,2%, e o Jornal da Região, com uma queda de 26%. Por outro lado, as vendas de jornais tiveram um comportamento positivo, com um aumento de 3,6%, tendo o aumento das vendas do Expresso compensado as perdas de circulação dos outros jornais.
Em termos de custos operacionais, neste segmento, é de realçar a descida de 9,3% registada neste semestre, resultado do controle apertado dos custos. No entanto, perante a manutenção das condições adversas do mercado publicitário, foram tomadas várias medidas adicionais, tendo-se registado 308 mil euros de custos com reestruturação ainda no primeiro semestre.
As principais alterações verificaram-se no Jornal da Região. O encerramento de 2 edições em Lisboa, e, em Junho, das 3 edições do Norte, foi a parte visível de uma reestruturação que envolveu vários aspectos, nomeadamente, redução de tiragens, alteração da distribuição, nova imagem e alterações editoriais. Esta reformulação vai permitir uma melhoria substancial da rentabilidade do Jornal da Região na segunda metade do ano, com os resultados já conhecidos dos meses de Verão a comprovarem essa tendência.
Apesar dos factores positivos atrás referidos, a margem EBITDA registou uma queda de 38%, passando de 13,7% em Junho de 2001 para 9,8% neste primeiro semestre de 2002, sem considerar os custos de reestruturação. No entanto, é de salientar que no segundo trimestre de 2002 a margem EBITDA foi de 13.2%, idêntica à registada no segundo trimestre de 2001.

Tabela 5. Circulação dos Jornais
| 1º Sem 2002 | Ano 2001 | Variação (hom) | |
|---|---|---|---|
| Expresso | 141.796 | 137.406 | 3,0% |
| Blitz | 12.561 | 13.222 | -6,4% |
| AutoSport | 13.969 | 15.515 | -12,7% |
| Surf Portugal | 3.164 | 3.216 | -1,3% |
| Jornal da Região | 42.227 | 62.759 | -32,1% |
Fonte: APCT e IMPRESA
Perante esta conjuntura, há que destacar as vendas de jornais, que no primeiro semestre representaram 27,4% das receitas do segmento. A boa performance deveu-se às vendas do jornal Expresso, que teve um semestre recorde com uma média semanal de 141.796 exemplares. Várias iniciativas, como o Anuário, o Mapa de Portugal, o Guia dos Impostos, o Guia dos Museus e o recente coleccionável Rotas dos Castelos de Portugal, suportadas por várias campanhas publicitárias, contribuíram para a obtenção daqueles valores.
Após o lançamento do coleccionável Rotas dos Castelos de Portugal durante os meses de Verão, o Expresso vai promover várias iniciativas até final do ano, com o objectivo de não só manter as circulações a níveis altos, como angariar receitas publicitárias em áreas não tradicionais do jornal.
Para o segundo semestre, antecipamos que a área de jornais continuará a ter as receitas de publicidade debaixo de pressão, mas a actual contenção dos custos e a reestruturação efectuada no Jornal da Região permitirão atingir margens operacionais superiores às apuradas na primeira metade do corrente ano.
5. Revistas
| 1º Sem 2002 | 1º Sem 2001 | Variação (hom) |
|---|---|---|
| -14,4% | ||
| -21,7% | ||
| -3,9% | ||
| 0,39 | 0,9 | -60,4% |
| 4,70 | 1,72 | 173% |
| 15,1% | 4,7% | |
| 31,2014,4016,50 | 36,418,317,1 |
Fonte: IMPRESA

Neste segmento, o primeiro semestre continuou a ser marcado pelas condições adversas que afectaram o investimento publicitário. A imprensa não diária registou uma queda de 17,1% no investimento publicitário durante os primeiros 6 meses de 2002. Mas, no lado das revistas, o aumento das circulações tem sido notório, compensando em grande parte a quebra da publicidade.
Durante o primeiro semestre, as receitas totais da ACJ atingiram 31,2 M€, o que corresponde a uma redução de 14,4% em termos homólogos. Esta queda foi resultante, sobretudo, da diminuição em 21,7% das receitas de publicidade, que totalizaram os 14,4 M€.
Se, no semestre, a quebra nas vendas de revistas apresenta uma descida de 3,9%, comparação prejudicada pelas revistas que foram encerradas durante 2001 mas ainda consideradas no respectivo primeiro semestre, as receitas no segundo trimestre de 2002 já apresentaram uma subida de 3,1%, com uma recuperação sustentada das circulações, cujas receitas já representam 53% do total das receitas da ACJ.
O relançamento de algumas revistas, alterações editoriais, promoções especiais e um grande esforço de marketing permitiram um excelente semestre em termos de vendas. São disso exemplo as revistas Visão, Activa, Cosmopolitan e Telenovelas, que atingiram valores recordes de circulação.
A revista Visão continua a destacar-se, reforçando a sua posição de mercado. Neste semestre ultrapassou a barreira dos 110 mil exemplares, com um crescimento de 16% relativamente a igual período do ano anterior e com duas edições acima dos 130 mil exemplares. A partir do mês de Junho, o sucesso do lançamento do Guia das Praias veio assegurar a manutenção dos elevados níveis de circulação durante os meses de Verão.
| 1º Sem 2002 | Ano 2001 | Variação (hom) | |
|---|---|---|---|
| Activa | 82.415 | 59.736 | 43,7% |
| Casa Cláudia | 31.115 | 29.620 | -2,4% |
| Caras Decoração | 27.203 | 33.702 | -9,8% |
| Cosmopolitan | 55.306 | 45.723 | 22,6% |
| Caras | 107.550 | 102.972 | 14,2% |
| Telenovelas | 157.675 | 147.059 | 13,7% |
| TV Mais | 78.737 | 78.070 | 3,2% |
| Exame | 23.739 | 23.511 | 4,4% |
| Executive Digest | 21.202 | 24.576 | -11,6% |
| Exame Informática | 34.027 | 31.760 | 5,8% |
| Turbo | 27.986 | 29.393 | -3,3% |
| Auto Guia | 14.855 | 14.033 | 1,6% |
| Super Interessante | 49.005 | 54.520 | -6,8% |
| Visão | 110.527 | 103.036 | 16,0% |
| Jornal de Letras | 10.821 | 10.514 | -0,3% |
Tabela 7. Circulações Revistas

Por outro lado, a reestruturação efectuada durante o ano transacto, com vista à redução de custos, continua a dar bons resultados. Apesar da quebra registada nas receitas, os custos operacionais registaram uma descida de 23,7% no semestre. A redução dos custos fixos, o controlo apertado dos custos variáveis e a descida do preço do papel permitiram registar margens atraentes.
O cash-flow operacional apresentou uma margem de 15%, contra uma margem de 4,7% registada em Junho 2001.
Apesar de se prever a manutenção da conjuntura adversa no mercado publicitário, a ACJ vai prosseguir a dinâmica que tem conseguido aumentar as vendas das publicações, o que, em conjunto com o controlo de custos, permitirá manter margens na ordem dos 15-17% até final do corrente ano.
6. Distribuição
No final do primeiro semestre de 2002, foi concluído o processo de concentração entre a VASP e a Deltapress. No seguimento desse processo, a IMPRESA reduziu a sua participação de 50% para 33,33%, pelo que, com esta nova realidade, a VASP deixou de ser consolidada proporcionalmente, passando a ser contabilizada pelo método de equivalência patrimonial.
A IMPRESA atingiu, no primeiro semestre de 2002, receitas consolidadas de 119,3 M€, o que representa um decréscimo de 12,9% face às contas pro-forma de igual período do ano transacto. A comparação com as contas pro-forma 2001 tem a ver com a alteração do perímetro de consolidação, que resultou da redução da participação na VASP para 33,33%, após a operação de concentração com a Deltapress, pelo que deixou de ser consolidada proporcionalmente, passando a ser contabilizada pelo método de equivalência patrimonial.
A VASP teve um excelente semestre, com a facturação a atingir os 54,3 M€ ou seja, um ganho de 27,7% em termos homólogos. Este crescimento, obtido antes da fusão com a Deltapress, deveu-se à boa performance dos vários editores em termos de circulações, bem como a angariação de novos títulos como foi o caso do diário desportivo "Record".
Este aumento das receitas permitiu uma recuperação da margem EBITDA, que se situou em 1,4%, contra os 0,5% registados em Junho de 2001.
A segunda metade do ano será marcada pela integração das operações das 2 distribuidoras, o que prejudicará a rentabilidade das operações a curto prazo. No entanto, a médio prazo, as sinergias e a capacidade de desenvolvimento de novos negócios irá ter repercussões positivas nas editoras clientes.
7. Análise Financeira
A IMPRESA atingiu, no primeiro semestre de 2002, receitas consolidadas de 119,3 M€, o que representa um decréscimo de 12,9% face às contas pro-forma de igual período do ano transacto. Estas contas pro-forma 2001 permitem a comparação com o primeiro semestre de

2002, período em que se verificou a alteração do perímetro de consolidação, resultado da redução da participação da VASP para 33,33%.
O EBITDA consolidado positivo neste semestre, atingindo um valor de 825 mil euros, representa uma significativa recuperação em relação ao registado no primeiro semestre de 2001, em que foi apurado um valor negativo de 4,8 M€.
Ainda em relação aos custos, de referir o aumento de 25,4% em amortizações, que atingiram neste semestre o montante de 10,9 M€, e que reflecte os investimentos efectuados durante o ano 2001. No que respeita ao Goodwill, o valor da respectiva amortização durante este período foi de 4,8 M€.
Os resultados financeiros apresentaram uma melhoria de cerca de 25,1%. Apesar da subida do passivo remunerado líquido para 131,2 M€, a descida das taxas de juro permitiu que os juros suportados fossem inferiores em 17%. Por outro lado, houve um forte benefício em termos de ganhos cambiais, cerca de 1,8 M€ superiores aos registados no primeiro semestre de 2001, graças à valorização do Euro relativamente ao dólar americano.
Estas melhorias compensaram o aumento das perdas, para 1,3 M€, nas empresas associadas Portais Verticais e Lusa.
Apesar da quebra das receitas de publicidade, a redução dos custos operacionais e a melhoria da função financeira permitiram uma melhoria de 20,9% nos resultados líquidos consolidados, que se situaram nos -13 M€, comparativamente aos –16,4 M€ obtidos no primeiro semestre de 2001.
Lisboa, 27 de Agosto de 2002
O Conselho de Administração
Francisco José Pereira Pinto de Balsemão
Luiz Fernando Teuscher de Almeida e Vasconcellos
Alexandre de Azeredo Vaz Pinto
Fernando Maria Costa Duarte Ulrich
Francisco Maria Supico Pinto Balsemão
BALANÇOS CONSOLIDADOS EM 30 DE JUNHO DE 2002 E 2001 E 31 DE DEZEMBRO DE 2001
(Montantes expressos em Euro)
| 30.06.2002 | 31.12.2001 | 30.06.2001 | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Activo | Amortizações | Activo | Activo | Activo | |||||||
| Activo | Notas | bruto | visõee pros | líquido | líquido | líquido | Capital próprio, interesinoritáriosssivoses me pa | Notas | 30.06.2002 | 31.12.2001 | 30.06.2001 |
| PRÓ | |||||||||||
| IMOBILIZADO:Imobõesincor | CAPITALPRIO:tal | 52 e53 | 72.000.000 | 72.000.000 | 72.000.0 | ||||||
| ilizaçpóreas:de insta | 27 | 14.738.485 | 4.71 | 6.063.773 | 7.786.910 | 6.831.586 | CapiPrémios dissãode a | 53 | 89.982.258 | 89.982.258 | 0089.982.258 |
| Desplaçãoesasde ião edeslvimento | 27 | 708.821 | (8.672).342 | 271.479 | 329.600 | 407.159 | cçõee emsDifers deolida | 10 e53 | 6.21 | ||
| Desptigaçesasnvesenvoriedade industrial eos direitooutr | 27 | 1.826.125 | (437)3.69 | 732.428 | 805.794 | 951.512 | çãoençaconsReserva le | 53 | -281.053 | -281.053 | (2.329)281.053 |
| PropsTres | 27 | 193.188.924 | (1.097)87.6 | 158.201.309 | 163.132.140 | 167.315.884 | galResultados transitados | 53 | 88.4 | 6.605.121 | 6.734.780 |
| passesImobilizaçõesem curso | 27 | (34.915) | 12.969 | 2.556.693 | Resultadolíquido clidado doestreonsosem | 53 | (46.061)(13.009.707) | (52.242.826) | (16.447.382) | ||
| -210.462.355 | -(45.193.366) | -165.268.989 | 172.067.413 | 178.062.834 | Total do capital próprio | 103.165.143 | 116.625.606 | 150.224.490 | |||
| Imobilizaçõesóreas: | |||||||||||
| corpTerreraisnatunos erecursos | 27 | 1.535.649 | 1.535.649 | 2.022.675 | 2.022.675 | ÁRIOINTERESSESMINORITS | 54 | 17.493.084 | 21.866.652 | 26.479.869 | |
| Edifíciostrastruçõe ouconses | 27 | 17.496.452 | -(4.241.034) | 13.255.418 | 15.047.847 | 15.218.354 | |||||
| Equientobásicopam | 27 | 82.181.191 | (43.856.084) | 38.325.107 | 44.801.847 | 38.565.313 | PASSIVO: | ||||
| Equientode tportepamrans | 27 | 2.084.362 | (1.216.953) | 867.409 | 1.071.750 | 76.785 | Provisõesriscoparas e encargos | 46 | 25.809.880 | 26.733.814 | 4.282.265 |
| Ferratas eutensíliosmen | 27 | 113.291 | (63.177) | 50.114 | 75.583 | 66.824 | |||||
| Equiadministrativoentopam | 27 | 22.572.010 | (15.646.582) | 6.925.428 | 7.488.340 | 5.799.663 | Dívidiros -médio elongoterceas aprazo: | ||||
| Outras imobilizaçõepóres coras | 27 | 2.527.012 | (1.668.122) | 858.890 | 448.780 | 484.378 | Dívidinstituições decréditoas a | 48 | 94.208.269 | 86.986.428 | 68.910.595 |
| Imobilizaçõesem curso | 27 | 7.621.559 | - | 7.621.559 | 6.667.456 | 15.034.277 | Fornecedde imobilizadnta cteoreso, coorren | 47 | 4.098.398 | 6.092.123 | 1.710.902 |
| 136.131.526 | (66.691.952) | 69.439.574 | 77.624.278 | 77.268.269 | Outredoros cres | 50 | 2.482.500 | - | 1.618.599 | ||
| 100.789.167 | 93.078.551 | 72.240.096 | |||||||||
| finanInvestimentosceiros: | |||||||||||
| Partes decapital ems doiadasempresagrupo e assoc | 27 | 3.075.140 | - | 3.075.140 | 2.178.855 | 3.808.826 | Dívidterceiros -curtas ao prazo: | ||||
| Partes decapital emrticipadasempresas pa | 27 e46 | 756.629 | (4.988) | 751.641 | 4.704.976 | 619.018 | Dívidinstituições decréditoas a | 48 | 50.754.621 | 36.076.713 | 53.191.982 |
| Empréstide fiiamentomosnanc | 27 | 4.172.185 | - | 4.172.185 | 7.575.185 | 4.665.172 | Fornecedta correntores, cone | 57.903.601 | 74.398.415 | 69.145.574 | |
| Adiantamentota deinvestimentosfinanceiros por cons | - | - | - | - | 3.998.000 | Adiantamentos declientes | 49.617 | 3.299 | 1.596 | ||
| 8.003.954 | (4.988) | 7.998.966 | 14.459.016 | 13.091.016 | Fornecedde imobilizadnta cteoreso, coorren | 6.309.020 | 9.423.697 | 6.733.198 | |||
| CIRCULANTE: | Estado eoutrntespúblicosos e | 49 | 14.158.651 | 15.748.593 | 14.803.563 | ||||||
| Existências: | Outredoros cres | 50 | 3.955.170 | 5.211.345 | 2.771.960 | ||||||
| Matérias -primubsidiáriase deas, sconsumo | 48.023.515 | - | 48.023.515 | 41.262.409 | 29.575.139 | 133.130.680 | 140.862.062 | 146.647.873 | |||
| Produtose trabalhos emcurso | 705.904 | - | 705.904 | 416.743 | 583.798 | ||||||
| Produtosacabadose intermédios | 2.847.802 | (1.930)2.06 | 915.742 | 1.071.961 | 2.306.651 | ÉSCACRIMOSTOSE DIFERIMEN: | |||||
| Mercadorias | 194.065 | (120.406) | 73.659 | 81.795 | 56.853 | Acréscimos dstose cu | 51 | 27.755.070 | 24.634.409 | 25.143.559 | |
| 46 | 51.771.286 | (2.052.466) | 49.718.820 | 42.832.908 | 32.522.441 | Proveitosdiferidos | 51 | 6.029.185 | 4.015.823 | 3.916.252 | |
| Impostosdiferidos | 38 e51 | 133.686 | - | - | |||||||
| Dívidas de terceiroMédio elongos -prazo: | 33.917.941 | 28.650.232 | 29.059.811 | ||||||||
| Outros devedores | 50 | 1.180.000 | - | 1.180.000 | - | - | |||||
| Dívidas dceiroCurte ters -o prazo: | |||||||||||
| Clientes,contrrenta coe | 46.926.896 | - | 46.926.896 | 47.249.281 | 58.075.078 | ||||||
| Clientes- títulos aberrece | 451.674 | - | 451.674 | 66.316 | 18.236 | ||||||
| Clientes dbrança duvidoe cosa | 3.780.128 | (3.780.128) | - | 87.739 | 174.549 | ||||||
| Adiantamentos a fcedoorneres | 267.744 | - | 267.744 | 100.110 | 1.873.650 | ||||||
| Estado epúblicosoutrntesos e | 49 | 977.068 | - | 977.068 | 1.513.893 | 2.275.202 | |||||
| Outros devedores | 50 | 20.358.642 | - | 20.358.642 | 33.578.978 | 37.317.360 | |||||
| 46 | 72.762.152 | (3.780.128) | 68.982.024 | 82.596.317 | 99.734.075 | ||||||
| Títuliáveios negocs: | |||||||||||
| Outros títulosociáveisneg | 77.224 | - | 77.224 | 37.223 | 36.921 | ||||||
| Depósitosbancárioaixas e c: | |||||||||||
| Depósitosbancários | 13.182.339 | 13.182.339 | 5.267.011 | 14.957.368 | |||||||
| Caixa | 539.645 | 539.645 | 543.468 | 809.040 | |||||||
| 13.721.984 | 13.721.984 | 5.810.479 | 15.766.408 | ||||||||
| ÉSCACRIMOSTOSE DIFERIMEN: | |||||||||||
| Acréscimos dveitoe pros | 51 | 4.945.950 | 4.945.950 | 6.862.847 | 5.183.947 | ||||||
| Custos diferidos | 51 | 12.179.962 | 12.179.962 | 8.594.334 | 7.268.493 | ||||||
| Impostosdiferidos | 38 e51 | 20.792.402 | 20.792.402 | 16.932.102 | - | ||||||
| 37.918.314 | 37.918.314 | 32.389.283 | 12.452.440 | ||||||||
| Total de amortizações | (111).885.318 | ||||||||||
| Total deisõesprov | (5.837.582) | Totaldo passivo | 293.647.668 | 289.324.659 | 252.230.045 | ||||||
| Total do activo | 532.028.795 | (117.722.900 | ) 414.305.895 | 427.816.917 | 428.934.404 | Total do capital próprio,intes minoritários eresse | sivopas | 414.305.895 | 427.816.917 | 428.934.404 |
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS
O anexo faz parte integrante do balanço em 30 de Junho de 2002.
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DE RESULTADOS POR NATUREZAS PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2002 E 2001
(Montantes expressos em Euro)
| CUSTOS EPERDAS | Notas | 2002 | 2001 | PROVEITOS EGANHOS | Notas | 2002 | 2001 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Custodaadorindidadaatéris mercasves es mascoMedoriarcasMatérias | idansums: | 696.09543.558.03144.254.126 | 13.796.17149.966.70063.762.871 | Vendas:MedoriarcasProdutosPrs diçotaçõeese servs | 4.311.42321.897.65192.331.411 | 30.293685.11.803.807103.465.629 | |
| FocimtosrviçterrneeneseosexnosCustoal:s comopessoReõemuneraçsEnciais:cargossoPensõesOutros | 21.1 | 38.41.380528.249.404230.4976.703.95535.183.856 | 2.032.981529.897.707-5.998.80335.896.510 | ProitoslemtarvesupenesSuídioà ebslorãosxpaçTrabalhoóprias paraaprempresa(B)finPreithoiroovose gansances | 3644 | 118.540.485815.31022.840-119.378.6352.889.725 | 145.564.8041.540.1680.52355186.700147.842.1951.589.065 |
| Amortizaões do ibilidoóreinóreçmozacorpo ecorpProvisões | 27o46 | 10.926.1681.994.79212.920.960 | 8.832.5732.729.50211.562.075 | (D)Preithoxtrrdinárioovose gans eaos | 45 | 122.268.3605.303.777 | 149.431.2604.529.604 |
| ImstoposOutrousterdcioiss cose pasoperana(A) | 265.987397.819663.806131.474.128 | 119.347711.371830.718164.085.155 | |||||
| Custordafiniros epesances(C) | 44 | 11.887.964143.362.092 | 11.889.372175.974.527 | ||||
| Custordaxtrrdinários epes eaos(E) | 45 | 4.048.207147.410.299 | 4.212.527180.187.054 | ||||
| Imstobredimtoposoorenen | 38 | (2.744.027) | 893.028 | ||||
| Intinoritárioeresses ms(G)Reltado líquidodostrsusemee | 54 | (4.084.428)140.581.844(13.009.707)127.572.137 | (10.671.836)170.408.246(16.447.382)153.960.864 | (F) | 127.572.137 | 153.960.864 |
| Reltadciois:suosoperana | (B)- (A) | (12.095.493) | (16.242.960) |
|---|---|---|---|
| Reltadfinirosuosances: | (D-B)- (C-A) | (8.998.239) | (10.300.307) |
| Reltadntesuoscorres: | (D)- (C) | (21.093.732) | (26.543.267) |
| Reltaddeimininoritáriotesstotersuosanpos eesses ms: | (F)- (E) | (19.838.162) | (26.226.190) |
| Reltado líquidolidadodostrsuconsosemee: | (F)- (G) | (13.009.707) | (16.447.382) |
O anexo faz parte integrante da demonstração para o semestre findo em 30 de Junho de 2002.
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DE RESULTADOS POR FUNÇÕES
PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2002 E 2001
(Montantes expressos em Euro)
| Notas | 2002 | 2001 | |
|---|---|---|---|
| Vendas e prestações de serviços | 118.540.485 | 145.564.804 | |
| Custo das vendas e das prestações de serviços | (58.865.379) | (78.334.509) | |
| Resultados brutos | 59.675.106 | 67.230.295 | |
| Outros proveitos e ganhos operacionais | 838.150 | 2.277.391 | |
| Custos de distribuição | - | (3.670.634) | |
| Custos administrativos | (69.950.121) | (78.519.792) | |
| Outros custos e perdas operacionais | (2.658.598) | (3.560.220) | |
| Resultados operacionais | (12.095.463) | (16.242.960) | |
| Custo líquido de financiamento | (7.760.605) | (9.819.345) | |
| Ganhos/perdas em filiais e associadas | 44 | (1.237.634) | (480.961) |
| Resultados não usuais ou não frequentes | 45 | 1.255.570 | 317.076 |
| Resultados correntes | (19.838.132) | (26.226.190) | |
| Impostos sobre os resultados correntes | 38 | 2.744.027 | (893.028) |
| Interesses minoritários | 54 | 4.084.428 | 10.671.836 |
| Resultado líquido do semestre | (13.009.677) | (16.447.382) |
O anexo faz parte integrante da demonstração para o semestre findo em 30 de Junho de 2002.
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS SEMESTRES
FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2002 E 2001
(Montantes expressos em Euro)
| Notas | 2002 | 2001 | |
|---|---|---|---|
| ACTIVIDADES OPERACIONAIS: | |||
| Recebimentos de clientes | 117.052.769 | 136.219.785 | |
| Pagamentos a fornecedores | (94.261.353) | (109.055.656) | |
| Pagamentos ao pessoal | (33.011.303) | (34.683.263) | |
| Fluxos gerados pelas operações | (10.219.887) | (7.519.134) | |
| (Pagamento)/recebimento do imposto sobre o rendimento | (1.616.946) | (1.589.734) | |
| Outros recebimentos/(pagamentos) relativos à actividade operacional | (547.013) | 3.439.381 | |
| Fluxos gerados antes das rubricas extraordinárias | (12.383.846) | (5.669.487) | |
| Recebimentos relacionados com rubricas extraordinárias | 588.910 | 452.210 | |
| Pagamentos relacionados com rubricas extraordinárias | (824.431) | (749.125) | |
| Fluxos das actividades operacionais (1) | (12.619.367) | (5.966.402) | |
| ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO: | |||
| Recebimentos provenientes de: | |||
| Investimentos financeiros | 1 | 7.482.595 | - |
| Imobilizações corpóreas | 6.479.505 | 68.256 | |
| Imobilizações incorpóreas | 7.449 | 153.650 | |
| Juros e proveitos similares | 436.093 | 635.927 | |
| 14.405.642 | 857.833 | ||
| Pagamentos respeitantes a: | |||
| Investimentos financeiros | 1 | (71.665) | (5.372) |
| Imobilizações corpóreas | (13.964.795) | (17.998.279) | |
| Imobilizações incorpóreas | (38.509) | (703.425) | |
| Empréstimos concedidos | 2 | (1.180.000) | (7.851.129) |
| (15.254.969) | (26.558.205) | ||
| Fluxos das actividades de investimento (2) | (849.327) | (25.700.372) | |
| ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO: | |||
| Recebimentos respeitantes a: | |||
| Empréstimos obtidos | 3 | 14.000.000 | - |
| Adiantamentos por conta de aumento de capital | 3 | 2.450.000 | - |
| 16.450.000 | - | ||
| Pagamentos respeitantes a: | |||
| Empréstimos obtidos | 3 | (4.760.740) | (13.529.354) |
| Juros e custos similares | (2.585.573) | (4.495.655) | |
| (7.346.313) | (18.025.009) | ||
| Fluxos das actividades de financiamento (3) | 9.103.687 | (18.025.009) | |
| Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) | (4.365.007) | (49.691.783) | |
| Caixa e seus equivalentes no início do período | 4 | (13.096.852) | 30.583.314 |
| Caixa e seus equivalentes no fim do período | 4 | (17.461.859) | (19.108.469) |
O anexo faz parte integrante da demonstração de fluxos de caixa para o semestre findo em 30 de Junho de 2002.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS FLUXOS DE CAIXA
PARA OS SEMESTRES FINDOS EM 30 DE JUNHO DE 2002 E 2001
(Montantes expressos em Euro)
1. Investimentos financeiros
A rubrica "Recebimentos respeitantes a investimentos financeiros", no semestre findo em 30 de Junho de 2002, tem a seguinte composição:
| 4.079.595 |
|---|
| 1.598.000 |
| 1.805.000 |
| -------------- |
| 7.482.595 |
A rubrica "Pagamentos respeitantes a investimentos financeiros", no semestre findo em 30 de Junho de 2002, tem a seguinte composição:
========
| Aquisição de 0,65% de capital da Sociedade Gestora de Televisión, Net TV, S.A. | 46.665 |
|---|---|
| Subscrição de 26% do capital da Global S 24 – Sociedade Gestora | |
| de Participações Sociais, S.A. | 25.000 |
| --------- | |
| 71.655 | |
| ===== |
2. Empréstimos concedidos
Este montante corresponde a suprimentos concedidos pela Impresa.com à Portais Verticais.com, os quais não vencem juros, não estando previsto o seu reembolso no curto prazo.
3. Empréstimos obtidos e outros
O valor dos recebimentos e pagamentos verificados durante o semestre findo em 30 de Junho de 2002 tem a seguinte composição:
| Recebimentos relativos a empréstimos obtidos: | |
|---|---|
| Papel comercial | 14.000.000 |
| ======== | |
| Recebimentos relativos a: | |
| Adiantamento por conta do aumento de capital a ocorrer | |
| na SIC – Sociedade Independente de Comunicação, S.A. | 2.450.000 |
| ======== | |
| Pagamentos relativos a empréstimos obtidos: | |
| Contas correntes caucionadas | 2.132.340 |
| Empréstimo da SIC – Sociedade Independente de Comunicação, S.A. | 623.498 |
| Empréstimos da Imprejornal – Sociedade de Impressão, S.A. | 418.802 |
| Reembolso das prestações suplementares concedidas | |
| pela Edipress Internacional, S.A.R.L. | 803.065 |
| Reembolso parcial das prestações suplementares concedidas | |
| pela Abril Jovem Investements Limited | 783.035 |
| --------------4.760.740 | |
| ======== |
4. Discriminação dos componentes de caixa e seus equivalentes
A discriminação de caixa e seus equivalentes em 30 de Junho de 2002 e 2001 e a reconciliação entre o seu valor e o montante de disponibilidades constantes do balanço naquelas datas, são como segue:
| ========= | ======== | |
|---|---|---|
| ( 17.461.859 ) | ( 14.338.976 ) | |
| Descobertos bancários | ( 31.261.067 )--------------- | ( 20.186.678 )-------------- |
| Caixa e seus equivalentes | 13.799.208 | 5.847.702 |
| ------------- | --------------- | |
| Equivalente a caixa | 77.224 | 37.223 |
| Depósitos bancários | 13.182.339 | 5.267.011 |
| Numerário | 539.645 | 543.468 |
| 2002 | 2001 | |
O saldo de Caixa e seus equivalentes diferem do que consta da demonstração de fluxos de caixa do semestre findo em 30 de Junho de 2001, em virtude de o perímetro de consolidação ter sido alterado (Nota 43). Deste modo o saldo de caixa e seus equivalentes no início do período é o seguinte:
Saldo em 31 de Dezembro de 2001 ( 14.338.976 ) Alteração do perímetro de consolidação (Vasp – Sociedade Transportes e Distribuição, Lda.) 1.242.124
( 13.096.852 ) =========
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
NOTA INTRODUTÓRIA
A Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Impresa") tem sede em Lisboa, foi constituída em 18 de Outubro de 1990 e tem como actividade principal a gestão de participações sociais noutras sociedades.
O Grupo Impresa ("Grupo") é constituído pela Impresa e empresas subsidiárias (Nota 1). O Grupo actua na área de media, nomeadamente através da difusão de programas de televisão e da edição de publicações e de outros meios audiovisuais.
As notas que se seguem respeitam a numeração definida no Plano Oficial de Contabilidade (POC) para a apresentação de demonstrações financeiras consolidadas. As notas cuja numeração se encontra ausente deste anexo não são aplicáveis ao Grupo, ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras consolidadas anexas.
1. EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO
As empresas incluídas na consolidação, suas sedes sociais e proporção do capital detido em 30 de Junho de 2002, são as seguintes:
| Percentagem do capital detido | ||||
|---|---|---|---|---|
| Denominação social | Sede | Directa | Indirecta | Total |
| Impresa - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. (empresa - mãe) | Lisboa | |||
| Controljornal - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Controljornal") e subsidiárias: | Lisboa | 100,00 | - | 100,00 |
| Sojornal - Sociedade Jornalística e Editorial, S.A. ("Sojornal") | Lisboa | - | 100,00 | 100,00 |
| Sojornal.com - Consultoria Internet, Lda. | Lisboa | - | 100,00 | 100,00 |
| Gesco - Gestão de Meios de Comunicação Social, S.A. ("Gesco") (a) | Lisboa | - | 50,00 | 50,00 |
| Medipress - Sociedade Jornalística e Editorial, Lda. ("Medipress") | Lisboa | - | 100,00 | 100,00 |
| Imprejornal - Sociedade de Impressão, S.A. ("Imprejornal") | Lisboa | - | 100,00 | 100,00 |
| Cinforma - Centro de Informática, Lda. ("Cinforma") | Lisboa | - | 100,00 | 100,00 |
| Publiregiões - Sociedade Jornalística e Editorial, Lda. ("Publiregiões") | Sintra | - | 60,00 | 60,00 |
| Publisurf - Edições e Publicidade, Lda. ("Publisurf") | Lisboa | - | 99,00 | 99,00 |
| Omniger - Sociedade Gestora de Participações Sociais, Lda. ("Omniger") e subsidiária: | Lisboa | 50,00 | - | 50,00 |
| Abril - Controljornal - Editora, Lda. ("Abril - Controljornal") e subsidiárias: | Oeiras | - | 33,33 | 33,33 |
| ACJ.com - Internet e Multimédia, Unipessoal, Lda. | Oeiras | - | 33,33 | 33,33 |
| Listas - Marketing Directo, Banco de Dados e Publicidade, Lda. ("Listas") | Oeiras | - | 33,33 | 33,33 |
| Abril Hearst - Editora de Publicações, S.A. ("Hearst") | Oeiras | - | 16,67 | 16,67 |
| Gesco - Gestão de Meios de Comunicação Social, S.A. (a) | Lisboa | - | 16,67 | 16,67 |
| Soincom - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Soincom") e subsidiária: | Lisboa | 100,00 | - | 100,00 |
| SIC - Sociedade Independente de Comunicação, S.A. ("SIC") e subsidiárias: | Carnaxide | - | 51,00 | 51,00 |
| Litechoice, Limited | Londres | - | 51,00 | 51,00 |
| Houseindex, Limited | Londres | - | 51,00 | 51,00 |
| SIC Filmes, Lda. | Lisboa | - | 26,01 | 26,01 |
| Lisboa TV - Informação e Multimédia, S.A. ("Lisboa TV") | Lisboa | - | 30,60 | 30,60 |
| SICOnline - Comunicação e Internet, Sociedade Unipessoal, Lda. ("SICOnline") (b)SIC - Novos Projectos e Serviços Técnicos em Telecomunicações e | Lisboa | - | 51,00 | 51,00 |
| Multimédia, Sociedade Unipessoal, Lda. ("SIC Serviços") (b) | Lisboa | - | 51,00 | 51,00 |
| Impresa.com - Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Impresa.com") | Lisboa | 100,00 | - | 100,00 |
| Hoge - Sociedade Gestora de Participações Sociais, Lda. ("Hoge") (c) | Lisboa | 100,00 | - | 100,00 |
- (a) No semestre findo em 30 de Junho de 2002 a Impresa alienou pelo seu valor contabilístico a participação de 100% no capital da Gesco à Sojornal e à Abril-Controljornal, 50% a cada empresa.
- (b) A SIC Serviços e a SICOnline foram constituídas em Setembro de 2001.
- (c) Em 4 de Outubro de 2001, a Impresa adquiriu à Presselivre Imprensa Livre, S.A. ("Presselivre") uma quota representativa de 50% do capital da Hoge. Em consequência, a Impresa passou a deter a totalidade do capital da Hoge e no exercício findo em 31 de Dezembro de 2001 o Grupo consolidou esta empresa pelo método de integração global. No semestre findo em 30 de Junho de 2001, a Hoge foi incluída na consolidação pelo método proporcional porque a gestão desta empresa era efectivamente partilhada com a Presselivre.
Estas empresas subsidiárias foram incluídas na consolidação pelo método de integração global, com base no estabelecido no Artigo 1º do Decreto-Lei nº 238/91, de 2 de Julho.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
3. EMPRESAS ASSOCIADAS
Os investimentos financeiros em empresas associadas, e a proporção do capital detido em 30 de Junho de 2002 pelo Grupo, são os seguintes:
| Percentagemefectiva de | |
|---|---|
| Empresas | participação |
| Portais Verticais.com – SGPS, S.A. (a) | 50,00 |
| Vasp – Sociedade Transportes e Distribuições, Lda. ("Vasp") (b) | 33,33 |
| Global S 24 – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. (c) | 26,00 |
| Lusa – Agência de Notícias de Portugal, S.A. ("Lusa") (d) | 22,35 |
| Portusat, SGPS, Lda. ("Portusat") (e) | 20,40 |
- (a) Participação detida pela Impresa.com, empresa constituída no final de 2000, encontrando-se registada pelo método de equivalência patrimonial (Nota 23.d)).
- (b) Participação detida pela Hoge. No exercício findo em 31 de Dezembro de 2001, o Grupo consolidou a Vasp pelo método proporcional. Após alterações ocorridas no semestre findo em 30 de Junho de 2002 na estrutura societária, a percentagem de participação do Grupo no capital da Vasp diminuiu de 50% para 33,33%, tendo a gestão deixado de ser partilhada. Consequentemente, no semestre findo em 30 de Junho de 2002, o Grupo passou a registar este investimento financeiro pelo método de equivalência patrimonial (Nota 23.d)). Nos movimentos apresentados nas notas anexas as colunas de "Alteração do perímetro de consolidação" correspondem aos saldos iniciais daquela empresa, consolidados pelo método proporcional no exercício findo em 31 de Dezembro de 2001.
- (c) Participação detida pela Sic-Online, encontrando-se registada ao custo de aquisição por se tratar de uma empresa em fase de arranque e ainda sem actividade.
- (d) Participação detida pela Controljornal, encontrando-se registada pelo método de equivalência patrimonial (Nota 23.d)).
- (e) Participação detida pela SIC, encontrando-se registada pelo método de equivalência patrimonial (Nota 23.d)). Esta Empresa detém uma participação de 46% no capital da Premium TV Portugal, S.A..
5. EMPRESAS CONSOLIDADAS PROPORCIONALMENTE
Em 30 de Junho de 2002 o Grupo incluiu na consolidação pelo método proporcional a Mediger – Sociedade Jornalística e Editorial, Lda., uma vez que detém 50% do capital daquela empresa e efectivamente partilha a gestão com outro sócio.
6. EMPRESAS PARTICIPADAS
Os investimentos financeiros em empresas participadas, e a proporção do capital detido em 30 de Junho de 2002 pelo Grupo, são como segue:
| Percentagemefectiva de | |
|---|---|
| Empresas (a) | participação |
| Sociedade Gestora de Televisión, Net TV, S.A. ("Net TV") (b) | 3,90 |
| Notícias de Portugal, C.R.L. (c) | 5,39 |
| Morena Films, Lda. (b) | 4,63 |
| PTDP – Plataforma de Televisão Digital Portuguesa, S.A. (b) | 5,10 |
| Publicultura - Sociedade de Informação e Cultura, S.A. (d) | 0,66 |
- (a) Estas participações financeiras encontram-se registadas ao custo de aquisição ou ao valor estimado de realização, quando mais baixo.
- (b) Participações detidas pela SIC.
- (c) Participação detida pela Sojornal e pela SIC.
- (d) Participação detida pela Sojornal.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
7. NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL
Durante os semestres findos em 30 de Junho de 2002 e 2001, o número médio de pessoal ao serviço das empresas incluídas na consolidação foi de 1.608 empregados e 1.688 empregados, respectivamente.
10. DIFERENÇAS DE CONSOLIDAÇÃO
A diferença entre o custo de aquisição das empresas subsidiárias incluídas na consolidação (Nota 1) e a proporção nos capitais próprios dessas empresas reportado à data da primeira consolidação (1 de Janeiro de 1992), foi registada pelo Grupo em capitais próprios na rubrica "Diferenças de consolidação", tendo este montante sido transferido para resultados transitados em 2001.
Após a data da primeira consolidação, as diferenças apuradas na aquisição de participações financeiras passaram a ser registadas em "Trespasses" sendo amortizadas no seu período estimado de recuperação, não excedendo 20 anos (Notas 23.a) e 27).
15. CONSISTÊNCIA NA APLICAÇÃO DE CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS
Os principais critérios valorimétricos utilizados são consistentes entre as empresas incluídas na consolidação e encontram-se descritos na Nota 23.
21. COMPROMISSOS FINANCEIROS ASSUMIDOS E NÃO INCLUÍDOS NO BALANÇO CONSOLIDADO
21.1 Pensões
Determinadas empresas do Grupo (Impresa, Sojornal, Cinforma, Medipress e Imprejornal) assumiram o compromisso de conceder aos empregados admitidos até 5 de Julho de 1993 prestações pecuniárias a título de complementos de pensões de reforma por velhice, invalidez e pensões de sobrevivência. Estas prestações são calculadas com base numa percentagem crescente com o número de anos de serviço do empregado, aplicada à tabela salarial negociada anualmente ou numa percentagem fixa aplicada ao salário base, à data da reforma.
Em 1987 o Grupo criou um fundo de pensões autónomo para onde foram transferidas as suas responsabilidades pelo pagamento das prestações pecuniárias acima referidas.
De acordo com um estudo actuarial realizado pela sociedade gestora do fundo, o valor actual das responsabilidades do Grupo por serviços passados dos seus empregados activos e reformados em 30 de Junho de 2002, foi estimado em, aproximadamente, Euro 6.822.878 (Euro 3.785.876 em 30 de Junho de 2001), ascendendo o valor do fundo a essa data a, aproximadamente, Euro 4.517.910 (Euro 4.873.255 em 30 de Junho de 2001).
O estudo foi efectuado utilizando o método actuarial denominado por "Projected Unit Credit" e considerou os seguintes principais pressupostos e bases técnicas e actuariais:
| Taxa anual de rendimento do Fundo | 6% |
|---|---|
| Taxa de crescimento salarial | 4% |
| Taxa de crescimento de pensões | 0% |
| Taxa de rendimento considerada nas rendas vitalícias imediatas | 4,5% |
| Tábuas actuariais: | |
| Mortalidade | TV 73/77 |
| Invalidez | EVK 80 |
| Rotação de empregados | Nula |
Conforme referido na Nota 23.j), no início do semestre findo em 30 de Junho de 2002 o Grupo introduziu uma alteração no esquema de benefícios, de que resultou um aumento destas responsabilidades, sendo o efeito desta alteração registado nas demonstrações financeiras, naquela data, nos termos da Directriz Contabilística nº 19. Deste modo, as responsabilidades não financiadas em 30 de Junho de 2002, no montante de Euro 2.304.968 (Nota 51), foram registadas no balanço como uma conta a pagar por contrapartida de um custo diferido, que se encontra a ser amortizado pelo número de anos estimado de vida útil ao serviço do Grupo, dos activos que originaram aquela insuficiência (cinco anos). Consequentemente durante o primeiro semestre de 2002 o Grupo reconheceu como custo na rubrica "Custos com o pessoal" o montante de Euro 230.497.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
21.2 Compromissos para aquisição de programas
Em 30 de Junho de 2002, o Grupo tinha contratos ou acordos celebrados com terceiros para a exibição de filmes, séries e outros programas no montante de Euro 41.340.312, não incluídos no balanço de acordo com os critérios valorimétricos utilizados pela empresa (Nota 23.e)), como segue:
| Ano de disponibilidade dos títulos | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2004 | ||||||||
| Natureza | 2002 | 2003 | e seguintes | A definir | Total | |||
| Co-produções | - | - | - | 1.795.672 | 1.795.672 | |||
| Desporto | 49.880 | 2.493.989 | 2.493.989 | - | 5.037.858 | |||
| Entretenimento | 10.198.249 | - | - | - | 10.198.249 | |||
| Eventos | 242.781 | - | - | - | 242.781 | |||
| Filmes | 2.908.393 | 1.375.251 | 589.888 | 2.343.688 | 7.217.220 | |||
| Formato | 1.328.000 | 1.100.683 | - | - | 2.428.683 | |||
| Mini-Séries | 54.333 | - | - | 40.750 | 95.083 | |||
| Novelas | 7.663.510 | - | - | 4.913.160 | 12.576.670 | |||
| Infantis | 396.528 | 822.734 | - | 38.914 | 1.258.176 | |||
| Documentários | 153.723 | - | - | 16.204 | 169.927 | |||
| Séries 60' | - | - | - | 42.007 | 42.007 | |||
| Shorts | 277.986 | - | - | - | 277.986 | |||
| 23.273.383 | 5.792.657 | 3.083.877 | 9.190.395 | 41.340.312 |
| Ano limite para exibição | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2004 | ||||||
| Natureza | 2002 | 2003 | e seguintes | A definir | Total | |
| Co-produções | - | 1.496.394 | 299.278 | - | 1.795.672 | |
| Desporto | 49.880 | 2.493.989 | 2.493.989 | - | 5.037.858 | |
| Entretenimento | 2.455.084 | 5.707.399 | 2.035.766 | - | 10.198.249 | |
| Eventos | 242.781 | - | - | - | 242.781 | |
| Filmes | - | 21.448 | 4.541.475 | 2.654.297 | 7.217.220 | |
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| Mini-Séries | - | - | 54.333 | 40.750 | 95.083 | |
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| Documentários | 18.333 | 72.326 | 63.064 | 16.204 | 169.927 | |
| Séries 60' | - | - | - | 42.007 | 42.007 | |
| Shorts | - | 277.986 | - | - | 277.986 | |
| 4.232.412 | 15.679.704 | 17.813.290 | 3.614.906 | 41.340.312 |
22. GARANTIAS PRESTADAS
Em 30 de Junho de 2002, o Grupo mantém o penhor de 895.050 acções representativas de 51% do capital da Controljornal para garantir um empréstimo obtido junto do Banco Totta & Açores, S.A. e da Caixa Banco de Investimento, S.A. (Nota 48).
Em 30 de Junho de 2002, a Impresa mantém o penhor de acções representativas de 51,66% do capital da Soincom e esta empresa participada mantém empenhadas acções representativas de 25% do capital da SIC para garantir um empréstimo contraído pelo Grupo junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A..
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
Em 30 de Junho de 2002, as garantias bancárias prestadas pela SIC eram como segue:
| Repartição de Finanças de Algés | 5.088.749 |
|---|---|
| Net TV | 3.219.821 |
| Alta Autoridade para a Comunicação Social | 1.496.394 |
| Câmara Municipal de Oeiras | 548.678 |
| Governo Civil de Lisboa | 290.542 |
| Outras | 22.635 |
As garantias prestadas à Repartição de Finanças de Algés são relativas a processos de execução fiscal, a aguardar deferimento de reclamações oportunamente apresentadas pela SIC. Em 30 de Junho de 2002, o Grupo tem registadas provisões de Euro 1.036.357 para fazer face às perdas potenciais decorrentes desta situação (Nota 46).
As garantias referentes à Net TV correspondem a garantias prestadas pela SIC ao regulador de telecomunicações em Espanha, para efeitos de atribuição a esta empresa participada de uma licença de televisão digital terrestre. Esta garantia foi exigida aos sócios da Net TV na proporção da sua participação no capital desta.
As garantias prestadas à Alta Autoridade para a Comunicação Social e ao Governo Civil de Lisboa decorrem de imposições da legislação em vigor para o licenciamento de novos canais e para a emissão de concursos televisivos, respectivamente.
A garantia prestada à Câmara Municipal de Oeiras decorre de um processo de compra de um edifício contíguo às instalações da SIC.
Em 30 de Junho de 2002, as restantes empresas do Grupo tinham prestado garantias bancárias, relativas à sua actividade, que ascendiam a aproximadamente Euro 1.129.994.
23. BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS UTILIZADOS
Bases de apresentação
As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação (Nota 1), mantidos de acordo com princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal. As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos da Empresa e suas subsidiárias, posteriormente ajustadas com as quantias, ainda sem registo contabilístico, que foram objecto do nosso trabalho.
As demonstrações financeiras consolidadas em 30 de Junho de 2001 foram convertidas para Euro à taxa oficialmente fixada de 200,482 Escudos para 1 Euro, de acordo com o estabelecido na Directriz Contabilística nº 21 – Contabilização dos efeitos de introdução do Euro.
Princípios de consolidação
As empresas do Grupo referidas na Nota 1 foram consolidadas pelo método de integração global, pelo que as transacções e saldos significativos entre essas empresas foram eliminados no processo de consolidação; o valor correspondente à participação de terceiros nos capitais próprios e resultados dessas empresas é apresentado no balanço consolidado e na demonstração consolidada de resultados na rubrica "Interesses minoritários" (Nota 54). A empresa do Grupo referida na Nota 5 foi consolidada pelo método proporcional, pelo que os seus activos e passivos, proveitos e custos foram integrados nas demonstrações financeiras pela percentagem de capital detido nessa empresa pela Impresa, directa e indirectamente; igual procedimento foi adoptado para o processo de eliminações das transacções e saldos intra grupo.
Os investimentos financeiros representativos de partes de capital em empresas associadas encontram-se valorizados no balanço consolidado pelo método da equivalência patrimonial (Nota 23.d)).
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
Principais critérios valorimétricos
Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras consolidadas, foram os seguintes:
a) Imobilizações incorpóreas
As imobilizações incorpóreas, que compreendem despesas de instalação, despesas de investigação e desenvolvimento, propriedade industrial e outros direitos e trespasses, encontram-se registadas ao custo e são amortizadas pelo método das quotas constantes durante um período de três anos a seis anos, com excepção dos trespasses decorrentes da aquisição de participações financeiras que são amortizados durante o período estimado de recuperação dos investimentos, actualmente fixado em 20 anos (Nota 27), excepto quando existam perdas de imparidade que são imediatamente reconhecidas em resultados.
b) Imobilizações corpóreas
As imobilizações corpóreas adquiridas até 31 de Dezembro de 1992 (31 de Dezembro de 1997 nos casos da Imprejornal) encontram-se registadas ao custo de aquisição, reavaliado de acordo com as disposições legais aplicáveis (Nota 41). As imobilizações corpóreas adquiridas após aquelas datas encontram-se registadas ao custo de aquisição.
As amortizações são calculadas pelo método das quotas constantes, de acordo com as seguintes vidas úteis estimadas:
| Anos |
|---|
| 10 - 50 |
| 4 - 13 |
| 3 - 5 |
| 3 - 8 |
| 3 - 8 |
| 4 - 8 |
c) Locação financeira
Os activos imobilizados adquiridos mediante contratos de locação financeira, bem como as correspondentes responsabilidades, são contabilizados pelo método financeiro. De acordo com este método o custo do activo é registado no imobilizado corpóreo, a correspondente responsabilidade é registada no passivo e os juros incluídos no valor das rendas e a amortização do activo, calculada conforme descrito na Nota 23.b), são registados como custos na demonstração de resultados do exercício a que respeitam (Nota 47).
d) Investimentos financeiros
Os investimentos financeiros em empresas associadas (Nota 3) são registados pelo método de equivalência patrimonial sendo as participações inicialmente contabilizadas pelo custo de aquisição, o qual foi acrescido ou reduzido pela diferença entre aquele valor e o valor correspondente à proporção dos capitais próprios dessas empresas, reportados à data da primeira aplicação do método de equivalência patrimonial, sendo o acréscimo ou redução contabilizado em capitais próprios na rubrica "Ajustamentos de partes de capital em associadas".
De acordo com o método de equivalência patrimonial, as participações financeiras são ajustadas anualmente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos das empresas associadas por contrapartida de ganhos ou perdas do exercício. Adicionalmente, os dividendos recebidos destas empresas são registados como uma diminuição do valor dos investimentos.
Os restantes investimentos financeiros encontram-se registados ao custo de aquisição, o qual é inferior ao respectivo valor estimado de realização.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
e) Existências
As existências encontram-se valorizadas ao custo de produção ou de aquisição, conforme aplicável, o qual é inferior ao respectivo valor de mercado, utilizando-se o custo médio como método de custeio.
As existências da SIC correspondem essencialmente a contratos ou acordos celebrados com terceiros para exibição de filmes, séries e outros programas, sendo valorizados ao custo específico de aquisição. O custo dos programas é registado na demonstração de resultados no momento em que os mesmos são exibidos.
O Grupo tem como política registar em existências os direitos adquiridos a terceiros para transmissão de programas, por contrapartida da rubrica "Outros credores – Fornecedores de programas", a partir da data de entrada em vigor desses direitos e sempre que, simultaneamente, se verifiquem as seguintes condições:
- Os custos relativos aos direitos de transmissão de programas são conhecidos e podem ser razoavelmente determinados;
- O conteúdo dos programas foi aceite pela SIC de acordo com as condições estabelecidas contratualmente; e
- Os programas estão disponíveis para exibição sem restrição.
Na Nota 21.2 é apresentada informação sobre os compromissos financeiros futuros assumidos pela SIC para aquisição de programas.
f) Provisões para dívidas de cobrança duvidosa
As provisões para dívidas de cobrança duvidosa foram calculadas com base na avaliação das contas a receber de clientes e outros devedores.
g) Títulos negociáveis
Os títulos negociáveis são registados ao mais baixo do custo de aquisição ou valor de mercado.
h) Especialização de exercícios
As receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização de exercícios, pelo qual são reconhecidas à medida em que são geradas independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de "Acréscimos e diferimentos" (Nota 51).
i) Reconhecimento de proveitos
Os proveitos relativos a publicidade são reconhecidos no período em que a publicidade é exibida em televisão ou inserida nas publicações. Os proveitos relativos à venda de publicações são reconhecidos no momento da venda, à excepção das assinaturas que são reconhecidas no período da duração das mesmas.
j) Pensões
Conforme mencionado na Nota 21.1, determinadas empresas do Grupo assumiram o compromisso de conceder aos seus empregados admitidos até 5 de Julho de 1993 prestações pecuniárias a título de complementos de reforma por velhice, invalidez e pensões de sobrevivência. Estas prestações consistem numa percentagem, crescente com o número de anos de serviço do empregado, aplicada à tabela salarial negociada, anualmente ou uma percentagem fixa aplicada ao salário base, à data da reforma. Em 30 de Junho de 2002, estas responsabilidades encontram-se parcialmente cobertas por um fundo de pensões autónomo criado pelo Grupo em 1987.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
No início do semestre findo em 30 de Junho de 2002, o Grupo introduziu uma alteração no esquema de benefícios, de que resultou um aumento destas responsabilidades, sendo o efeito desta alteração registado nas demonstrações financeiras, naquela data, nos termos da Directriz Contabilística nº 19, emanada da Comissão de Normalização Contabilística em 21 de Maio de 1997. Esta Directriz estabelece a obrigatoriedade das empresas com planos de pensões reconhecerem os custos com a atribuição destes benefícios à medida que os serviços são prestados pelos empregados beneficiários. Deste modo, no final de cada período contabilístico o Grupo obtém um estudo actuarial elaborado por uma entidade independente, no sentido de conhecer o valor das suas responsabilidades a essa data e o custo com pensões a registar nesse exercício. As responsabilidades assim estimadas são comparadas com os valores de mercado do fundo de pensões, de forma a determinar o montante das diferenças a registar no passivo. Os custos com pensões são registados na rubrica "Custos com o pessoal – Encargos sociais", conforme previsto pela referida Directriz, com base nos valores determinados pelo estudo actuarial (Nota 21.1).
l) Subsídios atribuídos para financiamento de imobilizações corpóreas
Os subsídios atribuídos às empresas do Grupo, a fundo perdido, para financiamento de imobilizações corpóreas são registados, como proveitos diferidos, na rubrica de acréscimos e diferimentos, e reconhecidos na demonstração de resultados proporcionalmente às amortizações das imobilizações corpóreas subsidiadas (Nota 51).
m) Processos judiciais
O Grupo regista uma provisão para processos judiciais intentados por terceiros contra determinadas empresas do Grupo, cujo valor, em cada ano, é determinado com base no montante dos pedidos de indemnização relativos a esses processos à data de balanço e na avaliação que deles fazem os advogados dessas empresas (Nota 46).
n) Saldos e transacções em moeda estrangeira
Os activos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para Euro utilizando-se as taxas de câmbio vigentes na data do balanço. As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transacções e as vigentes na data das cobranças, pagamentos ou à data do balanço, foram registadas como proveitos e custos na demonstração de resultados do exercício.
o) Imposto sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento do semestre registado nas demonstrações financeiras consolidadas foi apurado de acordo com o preconizado pela Directriz Contabilística nº 28. Na mensuração do custo de imposto, para além do imposto corrente determinado com base no resultado antes de impostos ajustado de acordo com a legislação fiscal, são também considerados os efeitos resultantes das diferenças temporárias entre o resultado antes de impostos e o lucro tributável originadas no exercício ou em exercícios anteriores, bem como o efeito dos prejuízos fiscais reportáveis existentes à data do balanço.
À data do balanço, os impostos diferidos são actualizados por alterações na taxa de tributação que se espera estar em vigor à data da sua reversão, bem como por outras eventuais alterações na legislação fiscal relevante.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
27. MOVIMENTO DO ACTIVO IMOBILIZADO
Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2002, o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas, corpóreas e investimentos financeiros, bem como nas respectivas amortizações acumuladas e provisões, foi o seguinte:
| Activo bruto | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Saldoinicial | Alteração doperímetro deconsolidação(Nota 3.b)) | Aumentos | Alienaçõese abates | Transferências eregularizações | Saldofinal | |
| Imobilizações incorpóreas:Despesas de instalação | 14.747.626 | (46.776) | 25.169 | - | 12.466 | 14.738.485 |
| Despesas de investigaçãoe desenvolvimentoPropriedade industrial | 708.821 | --- | - | - | - | 708.821 |
| e outros direitosTrespasses | 1.973.721193.230.071 | (141.021)(41.147) | 13.340- | (7.449)- | (12.466)- | 1.826.125193.188.924 |
| Imobilizações em curso | 12.969 | (12.969) | - | - | - | - |
| 210.673.208 | (241.913) | 38.509 | (7.449) | - | 210.462.355 | |
| Imobilizações corpóreas: | ||||||
| Terrenos e recursos naturais | 2.022.675 | (487.026) | - | - | 1.535.649 | |
| Edifícios e outras construções | 19.097.889 | (1.746.754) | 140.329 | - | 4.988 | 17.496.452 |
| Equipamento básico | 88.673.666 | (685.031) | 6.259.399 | (12.066.843) | - | 82.181.191 |
| Equipamento de transporte | 2.141.645 | (27.959) | 75.894 | (105.218) | - | 2.084.362 |
| Ferramentas e utensílios | 256.639 | (79.231) | 16.777 | (80.894) | - | 113.291 |
| Equipamento administrativo | 22.673.065 | (495.356) | 363.423 | (56.621) | 87.499 | 22.572.010 |
| Outras imobilizações corpóreas | 2.025.866 | (6.923) | 599.715 | (4.147) | (87.499) | 2.527.012 |
| Imobilizações em curso | 6.667.456 | (1.126.201) | 2.658.937 | (573.645) | (4.988) | 7.621.559 |
| 143.558.901 | (4.654.481) | 10.114.474 | (12.887.368) | - | 136.131.526 | |
| Investimentos financeiros:Partes de capital em | ||||||
| empresas associadasPartes de capital em | 2.178.855 | 25.760 | 25.000 | - | 845.525 | 3.075.140 |
| empresas participadas | 4.709.964 | - | 46.665 | (4.000.000) | - | 756.629 |
| Empréstimos de financiamento | 7.575.185 | - | - | (3.403.000) | - | 4.172.185 |
| 14.464.004 | 25.760 | 71.665 | (7.403.000) | 845.525 | 8.003.954 |
| Amortizações acumuladas e provisões | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Alteração do | ||||||
| perímetro de | Transfe | |||||
| Saldo | consolidação | Alienações | rências e | Saldo | ||
| inicial | (Nota 3.b)) | Aumentos | e abates | regularizações | final | |
| Imobilizações incorpóreas: | ||||||
| Despesas de instalação | 6.960.716 | (23.324) | 1.734.213 | - | 3.107 | 8.674.712 |
| Despesas de investigação | ||||||
| e desenvolvimento | 379.221 | - | 58.121 | - | - | 437.342 |
| Propriedade industrial | ||||||
| e outros direitos | 1.167.927 | (140.763) | 69.640 | - | (3.107) | 1.093.697 |
| Trespasses | 30.097.931 | (41.149) | 4.930.833 | - | - | 34.987.615 |
| 38.605.795 | (205.236) | 6.792.807 | - | - | 45.193.366 | |
| Imobilizações corpóreas: | ||||||
| Edifícios e outras construções | 4.050.042 | (224.509) | 415.501 | - | - | 4.241.034 |
| Equipamento básico | 43.871.819 | (546.034) | 6.665.405 | (6.135.106) | - | 43.856.084 |
| Equipamento de transporte | 1.069.895 | (24.609) | 242.170 | (70.503) | - | 1.216.953 |
| Ferramentas e utensílios | 181.056 | (64.205) | 9.126 | (62.800) | - | 63.177 |
| Equipamento administrativo | 15.184.725 | (1.125.725) | 1.570.114 | (46.697) | 64.165 | 15.646.582 |
| Outras imobilizações corpóreas | 1.577.086 | (2.526) | 161.878 | (4.151) | (64.165) | 1.668.122 |
| 65.934.623 | (1.987.608) | 9.064.194 | (6.319.257) | - | 66.691.952 | |
| Investimentos financeiros: | ||||||
| Partes de capital em | ||||||
| empresas participadas | 4.988 | - | - | - | - | 4.988 |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
Em 30 de Junho de 2002, a rubrica "Propriedade industrial e outros direitos" inclui o custo de aquisição de títulos de publicações editadas por empresas do Grupo (Nota 23.a)) e tem a seguinte composição:
| Valorbruto | Amortizaçãoacumulada | Valorlíquido | |
|---|---|---|---|
| Visão | 568.630 | ( 531.925 ) | 36.705 |
| Autosport | 374.098 | - | 374.098 |
| Blitz | 149.639 | - | 149.639 |
| Outros | 733.758 | ( 561.772 ) | 171.986 |
| -------------1.826.125 | -------------( 1.093.697 ) | -----------732.428 | |
| ======== | ======= | ====== |
A Empresa considera que os montantes de Euro 374.098 e Euro 149.639 relativos aos títulos "Autosport" e "Blitz", respectivamente, são inferiores ao seu valor estimado de realização.
Em 30 de Junho de 2002, a rubrica "Trespasses" tem a seguinte composição:
Trespasses decorrentes da aquisição de empresas do grupo:
| Valor | Amortização | Valor | |
|---|---|---|---|
| bruto | acumulada | líquido | |
| SIC (a) | 115.053.875 | ( 20.134.427 ) | 94.919.448 |
| Controljornal (b) | 28.757.634 | ( 7.311.231 ) | 21.446.403 |
| Soincom (c) | 45.684.156 | ( 6.752.375 ) | 38.931.781 |
| Gesco (d) | 2.325.160 | ( 348.775 ) | 1.976.385 |
| Lisboa TV (e) | 523.029 | (191.777 ) | 331.252 |
| Lusa (f) | 830.102 | ( 249.030 ) | 581.072 |
| Trespasses comerciais | ----------------- | ----------------- | ----------------- |
| 193.173.956 | ( 34.987.615 ) | 158.186.341 | |
| 14.968 | - | 14.968 | |
| ----------------- | ---------------- | ----------------- | |
| 193.188.924 | ( 34.987.615 ) | 158.201.309 | |
| ========== | ========= | ========= |
- (a) Trespasse com a aquisição em 1999 pela Soincom de uma participação adicional de 26% no capital da SIC por Euro 123.203.066, passando a deter 51% do capital desta empresa participada.
- (b) Trespasse com a aquisição em 1998 pela Impresa da totalidade do capital da LCS Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("LCS") por Euro 34.011.373, empresa que apenas detinha uma participação financeira de 40,00% no capital da Controljornal. Em 1998, a Impresa adquiriu à LCS esta participação financeira, pelo respectivo valor contabilístico, passando a deter 99,99% do capital desta empresa participada. A LCS foi dissolvida em 1999.
- (c) Trespasses com as aquisições efectuadas pela Impresa em 1999 e 2000, como segue:
| Percentagem departicipaçãoadquirida | Custo deaquisição | Proporção doscapitais própriosà data deaquisição | Trespasseoriginal | Abateextraordinário | Trespassecorrigido | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Aquisições efectuadas em 1999 | 14,80% | 17.594.562 | 1.335.611 | 16.258.951 | - | 16.258.951 |
| Aquisições efectuadas em Janeiro de 2000 | 1,8875% | 2.168.000 | 205.121 | 1.962.879 | - | 1.962.879 |
| Aquisições efectuadas em Junho de 2000 | 26,667% | 117.743.518 | 22.357.184 | 95.386.334 | (67.924.008) | 27.462.326 |
| 137.506.080 | 23.897.916 | 113.608.164 | (67.924.008) | 45.684.156 |
- (d) Trespasse com a aquisição em 1999 pela Impresa de uma participação adicional de 43,12% no capital da Gesco por Euro 2.566.390, passando a deter a totalidade do capital desta empresa participada.
- (e) Trespasse com a aquisição em 2000 pela SIC de uma participação de 60% no capital da Lisboa TV por Euro 1.632.595.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
(f) Trespasse com a aquisição em 2001 pela Controljornal de uma participação de 22,35% no capital da Lusa por Euro 3.205.706.
Em 31 de Dezembro de 2000, o Grupo solicitou a uma entidade independente uma análise da imparidade dos trespasses decorrentes de aquisições de acções da Soincom (directamente pela Impresa) e da SIC (pela Soincom), reportada a 31 de Dezembro de 2000. Em resultado desta análise não foram identificados problemas de imparidade no que se refere ao trespasse apurado pela Soincom decorrente de aquisições de acções da SIC. No entanto, no que se refere ao trespasse apurado pela Impresa nas compras de acções da Soincom foi identificada uma diferença, face ao justo valor dessa participação financeira, no montante de Euro 67.924.008, a qual originou uma amortização extraordinária do trespasse de igual montante registada em custos extraordinários, no final daquele exercício.
Os aumentos de amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo foram registados na demonstração de resultados do exercício nas seguintes rubricas:
| Amortização do exercício de imobilizado corpóreo e incorpóreoAmortização do exercício de trespasses decorrentes da aquisição de | 10.926.168 |
|---|---|
| investimentos financeiros (Nota 44) | 4.930.833--------------- |
| 15.857.001 | |
| ======== |
Em 30 de Junho de 2002, os investimentos financeiros correspondem a participações nas seguintes empresas:
| Percentagem | ||
|---|---|---|
| efectiva | Valor de | |
| do Grupo | participação | |
| Vasp – Sociedade Transportes e Distribuições, Lda. (Nota 3)Global S 24 – Sociedade Gestora de Participações | 33,33 | 1.058.009 |
| Sociais, S.A. ("Global S 24") (Nota 3) | 26,00 | 25.000 |
| Lusa – Agência de Notícias de Portugal, S.A. (Nota 3) | 22,35 | 1.992.131 |
| Sociedade Gestora de Televisión, Net TV, S.A. (Nota 6) | 3,90 | 467.376 |
| Morena Films, Lda. (Nota 6) | 4,63 | 268.044 |
| Notícias de Portugal, C.R.L. (Nota 6) | 5,39 | 11.223 |
| Publicultura – Sociedade de Informação e Cultura, S.A. (Nota 6) | 0,66 | 4.988 |
| PTDP – Plataforma de Televisão Digital Portuguesa, S.A. (Nota 6) | 5,10 | 4.998 |
| -------------3.831.769 | ||
| Provisão para investimentos financeiros (Nota 46) | ( 4.988 ) | |
| -------------3.826.781 | ||
| ======== | ||
Como resultado da aplicação do método de equivalência patrimonial, foram registados os seguintes movimentos em "Transferências e regularizações":
| Ganho gerado no aumento de capital da Vasp (Nota 51) (a) | 1.226.600 | |
|---|---|---|
| Perdas em empresas associadas (Nota 44) | ( 381.075 ) | |
| ----------- | ||
| 845.525 |
(a) Em 17 de Junho de 2002, a Vasp, empresa detida até então em 50% pelo Grupo Impresa e em 50% pelo Grupo Cofina, procedeu a um aumento de capital, reservado a não sócios, de Euro 2.219.660 para Euro 3.329.490, pela emissão de três novas quotas as quais foram subscritas pelo Grupo Lusomundo, tendo o respectivo prémio de emissão ascendido a Euro 2.401.697. Com esta operação a Vasp passou a ser detida em 33,33% pelos três grupos antes referidos e de que resultou um ganho para o Grupo de Euro 1.226.600 o qual se encontra diferido em 30 de Junho de 2002 (Nota 51) uma vez que, na sequência desta operação, a Vasp também no semestre findo naquela data adquiriu a totalidade do capital da Deltapress – Sociedade Distribuidora de Publicações, S.A. ("Deltapress") ao Grupo Lusomundo por Euro 3.673.631. Uma vez que a compra da Deltapress por parte da Vasp se realizou no final do primeiro semestre de 2002, a amortização da diferença entre o valor de aquisição e o valor proporcional dos capitais próprios adquiridos, apenas terá início a partir do segundo semestre de 2002. O ganho gerado na sequência do aumento de capital da Vasp será reconhecido no mesmo período de amortização do goodwill apurado na compra da Deltapress.
======
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
Os aumentos registados em 30 de Junho de 2002 nas rubricas "Partes de capital em empresas associadas e participadas" no montante de Euro 71.655 tem a seguinte composição:
| Aquisição de 0,65% de capital na Net TV | 46.665 |
|---|---|
| Subscrição de 26% do capital da Global S 24 | 25.000 |
| --------- | |
| 71.655 | |
| ===== | |
A diminuição registada em 30 de Junho de 2002 nos investimentos financeiros no montante de Euro 7.403.000 tem a seguinte composição:
| Alienação da participação detida | |
|---|---|
| no capital da Oniway Infocomunicações, S.A. ("Oniway") (a) | 4.000.000 |
| Reembolso do empréstimo concedido | |
| a Oniway Infocomunicações, S.A. (a) | 1.598.000 |
| Reembolso de parte do empréstimo concedido | |
| a Portais Verticais.com – SGPS, S.A. | 1.805.000 |
| -------------- | |
| 7.403.000 | |
| ======== |
(a) Em Janeiro de 2002 a Impresa alienou a sua participação de 4% no capital da Oniway pelo montante de Euro 5.677.545. Adicionalmente aquela entidade reembolsou também os empréstimos de financiamento concedidos pela Impresa no montante de Euro 1.598.000. Esta operação gerou uma mais valia de Euro 79.545 registada pela Impresa na demonstração de resultados na rubrica "Proveitos extraordinários" (Nota 45).
Em 30 de Junho de 2002, os empréstimos de financiamento têm o seguinte detalhe:
| ======== | |
|---|---|
| 4.172.185 | |
| -------------- | |
| Portusat, SGPS, Lda. (b) | 812.043 |
| Portais Verticais.com – SGPS, S.A. ("Portais Verticais.com") (a) | 3.360.142 |
(a) Este empréstimo não tem prazo de reembolso definido, nem vence juros.
(b) Este montante respeita a prestações suplementares concedidas à Portusat. Estas prestações suplementares só poderão ser reembolsadas ao Grupo nas circunstâncias previstas na legislação em vigor, isto é, desde que após o seu reembolso os capitais próprios da Portusat não fiquem inferiores ao somatório do capital social e da reserva legal.
30. VALORES DE MERCADO DO ACTIVO CIRCULANTE
Em 30 de Junho de 2002, não havia diferenças significativas, que não estivessem cobertas pelas provisões constituídas, entre os valores das rubricas do activo circulante, calculadas de acordo com os critérios valorimétricos adoptados pelo Grupo (Nota 23) e o respectivo valor de mercado.
33. DÍVIDAS A TERCEIROS A MAIS DE CINCO ANOS
Em 30 de Junho de 2002, as dívidas a terceiros a mais de cinco anos são as seguintes:
| ========= | |
|---|---|
| 19.303.478 | |
| --------------- | |
| Banco Totta & Açores, S.A. e Caixa Banco de Investimento, S.A. (Nota 48) | 12.569.707 |
| Caixa Geral de Depósitos, S.A. (Nota 48) | 6.733.771 |
| Dívidas a instituições de crédito: |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
36. VENDAS E PRESTAÇÕES DE SERVIÇO POR SEGMENTOS
As vendas e prestações de serviços nos semestres findos em 30 de Junho de 2002 e 2001, têm a seguinte composição:
| 2002 | 2001 | |
|---|---|---|
| Televisão (Nota 57.2)Vendas | 2.718.246 | 7.976.547 |
| Prestações de serviços | 59.914.556 | 62.301.748 |
| Jornais (Nota 57.3)VendasPrestações de serviços | 7.017.86918.198.111 | 6.804.20722.459.947 |
| Revistas (Nota 57.4)VendasPrestações de serviços | 16.472.95914.188.816 | 17.086.80118.321.660 |
| Distribuição (Nota 57.5)VendasPrestações de serviços | -- | 10.231.620352.346 |
| Efeito das não anulaçõesdo método proporcional (Nota 57.6) | 29.928118.540.485 | 29.928145.564.804 |
38. DIFERENÇAS ENTRE RESULTADOS CONTABILÍSTICO E FISCAL
Em 30 de Junho de 2002 os activos por impostos diferidos resultantes das diferenças temporais entre o resultado contabilístico e o fiscal, no Grupo Impresa são como segue:
a) Reconciliação da taxa de imposto
| Resultado antes de impostos | (19.838.162) |
|---|---|
| Taxa nominal de imposto | 33,0% |
| (6.546.593) | |
| Diferenças permanentes (i) | 3.652.871 |
| Ajustamentos à colecta (ii) | 149.695 |
| Imposto sobre o rendimento | (2.744.027) |
| Imposto corrente (Nota 49) | 1.479.289 |
| Imposto diferido do semestre | (4.223.316) |
| (2.744.027) |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
(i) Em 30 de Junho de 2002, este montante tinha a seguinte composição:
| Imposto diferido não recuperável | 5.065.030 |
|---|---|
| Amortização de trespasses (Nota 44) | 4.930.833 |
| Efeito da aplicação do método de equivalência patrimonial (Nota 44) | 1.237.634 |
| Recuperação de imposto por utilização de prejuízos fiscais | (247.545) |
| Outras rubricas, líquidas | 83.355 |
| 11.069.307 | |
| Taxa nominal de imposto | 33% |
| 3.652.871 |
(ii) Este montante representa a parcela de imposto relativa à tributação autónoma de certas despesas.
b) Diferenças temporais – Movimentos nos Impostos Diferidos Activos
| Rubricas | Saldoinicial | Alteração doperímetro deconsolidação | Constituição | Reversão | Saldofinal |
|---|---|---|---|---|---|
| Provisões para dívidas de cobrança duvidosa | 182.329 | - | 352.925 | (93.314) | 441.940 |
| Provisões para processos judiciais em curso | 295.219 | - | 22.372 | - | 317.591 |
| Provisões para outros riscos e encargos | 1.206.140 | - | - | (542.938) | 663.202 |
| Provisões para depreciação de existências | 372.279 | - | 409.648 | (427.294) | 354.633 |
| Outras provisões | 167.895 | - | 135.533 | - | 303.428 |
| Prejuízos ficais reportáveis (Nota 55) | 14.708.240 | (496.702) | 4.959.294 | (459.224) | 18.711.608 |
| 16.932.102 | (496.702) | 5.879.772 | (1.522.770) | 20.792.402 |
c) Diferenças temporais – Movimentos nos Impostos Diferidos Passivos
| Rubricas | Saldoinicial | Constituição/Reversão | Saldofinal |
|---|---|---|---|
| Reavaliações de imobilizado corpóreo | - | 54.559 | 54.559 |
| Amortizações não aceites fiscalmente | - | 77.690 | 77.690 |
| Outros | - | 1.437 | 1.437 |
| - | 133.686 | 133.686 |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
39. REMUNERAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS SOCIAIS
No semestre findo em 30 de Junho de 2002, foram atribuídas remunerações aos membros dos órgãos sociais da Impresa no montante de Euro 40.239.
41. REAVALIAÇÃO DE IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS
Determinadas empresas do Grupo procederam em anos anteriores, à reavaliação das suas imobilizações corpóreas ao abrigo da legislação aplicável, nomeadamente: Decreto-Lei nº 399-G/84, de 28 de Dezembro Decreto-Lei nº 49/91, de 25 de Janeiro Decreto-Lei nº 264/92, de 24 de Novembro Decreto-Lei nº 31/98, de 11 de Fevereiro Conforme disposto na legislação que presidiu às reavaliações efectuadas, as reservas delas decorrentes só podem ser utilizadas para aumentar capital ou para cobrir prejuízos até à data em que foram registadas, não podendo ser distribuídas aos accionistas.
Como resultado das reavaliações efectuadas em anos anteriores, a matéria colectável do semestre findo em 30 de Junho de 2002 em sede de Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas foi aumentada em Euro 28.445 e a de anos futuros será aumentada, em aproximadamente Euro 165.332.
43. CONTAS NÃO COMPARÁVEIS COM O EXERCÍCIO ANTERIOR
O Grupo registou pela primeira vez no segundo semestre de 2001 os impostos diferidos resultantes das diferenças temporais entre o resultado contabilístico e o fiscal, bem como o efeito dos prejuízos fiscais reportáveis existentes à data do balanço (Notas 23.o) e 38) de acordo com a Directriz Contabilística nº 28.
Conforme indicado na Nota 3, o Grupo alterou no semestre findo em 30 de Junho de 2002 o método de consolidação utilizado para o investimento financeiro na Vasp, passando a utilizar o método da equivalência patrimonial em vez do proporcional, utilizado até 31 de Dezembro de 2001.
Pelo antes exposto, as demonstrações financeiras do semestre findo em 30 de Junho de 2001 não são integralmente comparáveis com as demonstrações financeiras deste semestre.
44. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS FINANCEIROS
Os resultados financeiros dos semestres findos em 30 de Junho de 2002 e 2001, têm a seguinte composição:
| 2002 | 2001 |
|---|---|
| 3.006.005 | 3.626.455 |
| 1.276.525 | 489.101 |
| 1.306.721 | 1.641.903 |
| 839.019 | 983.205 |
| 5.459.694 | 5.148.708 |
| ---------------11.889.372 | |
| ( 8.998.239 ) ( 10.300.307 ) | |
| ---------------1.589.065 | |
| ======== | ======== |
| 458.739 | |
| 38.891 | - |
| 2.571.308 | 986.522 |
| 5.987 | 74.685 |
| 170.169 | 69.119 |
| 2.889.725 | --------------1.589.065 |
| ======== | ======== |
| --------------11.887.964--------------2.889.725103.370-------------- |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
(a) No semestre findo em 30 de Junho de 2002, esta rubrica tem a seguinte composição:
| Investimentosfinanceiros(Nota 27) | Provisão paraperdas eminvestimentosfinanceiros(Nota 46) | Total | |
|---|---|---|---|
| Portais Verticais.com | - | 895.450 | 895.450 |
| Vasp | 194.351 | - | 194.351 |
| Lusa | 186.724 | - | 186.724 |
| 381.075 | 895.450 | 1.276.525 |
(b) No semestre findo em 30 de Junho de 2002, esta rubrica inclui essencialmente a amortização dos trespasses decorrentes da aquisição de participações financeiras no montante de Euro 4.930.833 (Nota 27), conforme segue:
| Lusa | 83.010--------------4.930.833 |
|---|---|
| Lisboa TV | 52.303 |
| Gesco | 58.129 |
| Controljornal | 718.940 |
| Soincom | 1.142.104 |
| SIC | 2.876.347 |
45. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS
Os resultados extraordinários dos semestres findos em 30 de Junho de 2002 e 2001, têm a seguinte composição:
| 2002 | 2001 | |
|---|---|---|
| Custos e perdas: | ||
| Donativos | 186.218 | 154.273 |
| Dívidas incobráveis | 451.827 | 164.763 |
| Perdas em existências (a) | 3.038.289 | 3.332.155 |
| Perdas em imobilizações | 175.487 | 131.249 |
| Multas e penalidades | 4.318 | 7.272 |
| Correcções relativas e exercícios anteriores | 104.485 | 8.864 |
| Outros custos e perdas extraordinários | 87.583 | 413.951 |
| --------------4.048.207 | --------------4.212.527 | |
| Resultados extraordinários | 1.255.570 | 317.077 |
| --------------5.303.777 | --------------4.529.604 | |
| Proveitos e ganhos: | ======== | ======== |
| Recuperação de dívidas | 327 | 708 |
| Ganhos em existências | 163.263 | 59.307 |
| Ganhos em imobilizações | 86.881 | 67.408 |
| Redução de provisões (Nota 46) | 4.385.128 | 3.950.679 |
| Correcções relativas em exercícios anteriores | 76.564 | 62.604 |
| Outros proveitos e ganhos extraordinários (b) | 591.614 | 388.898 |
| --------------5.303.777 | --------------4.529.604 | |
| ======== | ======== |
(a) Este montante corresponde ao abate de existências que se encontravam parcialmente provisionadas em 31 de Dezembro de 2001, tendo sido efectuada a utilização da provisão no montante de Euro 1.790.939, pelo método indirecto (Nota 46).
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
(b) No semestre findo em 30 de Junho de 2002, esta rubrica inclui a mais valia realizada com a alienação em Janeiro de 2002 da participação financeira detida na Oniway, no montante de Euro 79.595 (Nota 27).
46. MOVIMENTO OCORRIDO NAS PROVISÕES
Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2002, realizaram-se os seguintes movimentos nos saldos das contas de provisões:
| Contas | Saldoinicial | Alteração doperímetro deconsolidação | Aumentos | Reposição/Utilização | Saldofinal |
|---|---|---|---|---|---|
| Provisões para investimentos | |||||
| financeiros (Nota 27) | 4.988 | - | - | - | 4.988 |
| Provisões para dívidas de cobrança duvidosa | 4.231.768 | (403.814) | 583.036 | (630.862) | 3.780.128 |
| Provisões para depreciação de existências (Nota 45) | 2.604.194 | (2.148) | 1.241.359 | (1.790.939) | 2.052.466 |
| Provisões para riscos e encargos | 26.733.814 | (22.109) | 1.123.579 | (2.025.404) | 25.809.880 |
| 33.574.764 | (428.071) | 2.947.974 | (4.447.205) | 31.647.462 |
Em 30 de Junho de 2002, as provisões para riscos e encargos têm a seguinte composição:
| Provisão para Equity Swaps (Nota 56)Provisão para perdas em investimentos financeiros | 2.749.962 | 17.518.069 |
|---|---|---|
| Outras provisões para riscos e encargos | 5.541.849--------------- | |
| 25.809.880 | ||
| ========= |
A provisão para perdas em investimentos financeiros teve o seguinte movimento no primeiro semestre de 2002:
| Saldo em 31 de Dezembro de 2001 | 1.893.403 |
|---|---|
| Perdas em empresas associadas (Nota 44) | 895.450 |
| Ganhos em empresas associadas (Nota 44) | ( 38.891 ) |
| Saldo em 30 de Junho de 2002 | -------------2.749.962======== |
Em 30 de Junho de 2002 o detalhe da provisão para perdas em investimentos financeiros tem o seguinte detalhe:
| Portais Verticais.comPortusat | 1.928.586821.376 |
|---|---|
| -------------- | |
| 2.749.962 | |
| ======== |
As outras provisões para riscos e encargos incluem, essencialmente, montantes reclamados por terceiros relativamente a processos judiciais em curso à data do balanço. O respectivo saldo é apurado por referência aos montantes reclamados nesses processos e na avaliação que deles fazem os advogados envolvidos nos mesmos. As outras provisões para riscos e encargos incluem ainda Euro 508.774 provisionados pela SIC para fazer face a responsabilidades futuras com indemnizações a pagar.
A diminuição verificada na rubrica "Provisões para riscos e encargos" refere-se, essencialmente: (i) à anulação das provisões referentes a diversos processos judiciais que se encontravam em curso em 31 de Dezembro de 2001, sendo que eventuais custos decorrentes desses processos foram registados como custos extraordinários; (ii) a uma redução das contingências prováveis por cada processo judicial ainda em curso em 31 de Dezembro de 2001, em função de uma avaliação realizada pelos advogados da Empresa; (iii) a uma redução dos riscos inerentes à actividade específica do Grupo, que haviam sido provisionadas em anos anteriores; e (iv) redução da provisão para fazer face às responsabilidades assumidas com os Equity swaps (Nota 56).
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
Os aumentos de provisões no semestre findo em 30 de Junho de 2002 foram registados por contrapartida das seguintes rubricas:
| Provisões do exercício | 1.994.792 |
|---|---|
| Custos com pessoal | 47.732 |
| Custos financeiros (Nota 44) | 895.450 |
| Custos extraordinários | 10.000 |
| --------------2.947.974======== |
A redução/utilização de provisões no semestre findo em 30 de Junho de 2002 foi como segue:
| Utilização directa de provisões | 62.077 |
|---|---|
| Redução de provisões (Nota 45) | 4.385.128 |
| --------------4.447.205======== |
47. LOCAÇÃO FINANCEIRA
Em 30 de Junho de 2002, o Grupo mantém os seguintes bens em regime de locação financeira:
| ValorBruto | AmortizaçõesAcumuladas | ValorLíquido | |
|---|---|---|---|
| Terrenos | 903.423 | - | 903.423 |
| Edifícios e outras construções | 10.586.451 | (1.592.798) | 8.993.653 |
| Equipamento informático | 219.471 | (219.471) | - |
| Equipamento de transporte | 1.662.335 | (931.189) | 731.146 |
| Meios móveis | 4.651.615 | (697.742) | 3.953.873 |
| 18.023.295 | (3.441.200) | 14.582.095 |
Conforme indicado na Nota 23.c), o Grupo regista estes bens pelo método financeiro.
Em 30 de Junho de 2002, o Grupo mantinha responsabilidades, como locatário, relativas a rendas vincendas em contratos de locação financeira no montante de Euro 6.868.089, as quais se vencem como segue:
| Capital | Juros | Total | |
|---|---|---|---|
| 2002 (segundo semestre) e 2003 (primeiro semestre) | 2.147.432 | 308.740 | 2.456.172 |
| 2004 | 2.118.478 | 179.617 | 2.298.095 |
| 2005 | 897.168 | 78.774 | 975.942 |
| 2006 | 434.785 | 41.977 | 476.762 |
| 2007 (primeiro semestre) | 647.967 | 13.151 | 661.118 |
| 4.098.398 | 313.519 | 4.411.917 | |
| 6.245.830 | 622.259 | 6.868.089 |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
48. DÍVIDAS A INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO
Em 30 de Junho de 2002, o saldo de dívidas a instituições de crédito, tem a seguinte composição:
| Curto | Médio e | ||
|---|---|---|---|
| Prazo | longo prazo | Total | |
| Caixa Geral de Depósitos, S.A. (a) | 10.973.554 | 34.666.454 | 45.640.008 |
| Banco Totta & Açores e Caixa Banco | |||
| de Investimento, S.A. (b) | 2.493.989 | 24.341.337 | 26.835.326 |
| Banco Totta & Açores, S.A. (c) | 212.500 | 212.500 | 425.000 |
| IAPMEI - Imprejornal (d) | 623.497 | 623.496 | 1.246.993 |
| Caixa Geral de Depósitos, S.A. (e) | 1.246.995 | 4.364.482 | 5.611.477 |
| Papel Comercial (f) | - | 30.000.000 | 30.000.000 |
| Contas correntes caucionadas (g) | 3.943.019 | - | 3.943.019 |
| Descobertos bancários | 31.261.067 | - | 31.261.067 |
| 50.754.621 | 94.208.269 | 144.962.890 |
(a) Em Novembro de 1999, foi celebrado pelo Grupo um contrato de financiamento com a Caixa Geral de Depósitos, S.A. no montante inicial de Euro 54.867.769, que será reembolsado pela Impresa em prestações anuais que se vencem em 30 de Junho de cada ano. Em 30 de Junho de 2002, as prestações em dívida deste empréstimo são as seguintes:
| 2002 (segundo semestre) | 5.237.378 |
|---|---|
| 2003 (primeiro semestre) | 5.736.176 |
| 10.973.554 | |
| 2004 | 6.234.974 |
| 2005 | 6.733.772 |
| 2006 | 7.232.570 |
| 2007 | 7.731.367 |
| 2008 | 6.733.771 |
| 34.666.454 | |
| 45.640.008 |
Este empréstimo vence juros à taxa Lisbor a seis meses adicionada de 1,25% e o seu pagamento será efectuado também semestralmente.
Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo, em 30 de Junho de 2002, a Soincom mantém empenhadas acções representativas de 25% do capital da SIC e a Impresa acções representativas de 51,66% do capital da Soincom (Nota 22).
O contrato de financiamento referente a este empréstimo tinha originalmente considerados determinados covenants, os quais foram suspensos em 2001 por acordo com a Caixa Geral de Depósitos, S.A..
Em 30 de Junho de 2002 a Caixa Geral de Depósitos, S.A. concedeu uma prorrogação do período de carência do capital vincendo naquela data, por um prazo máximo de seis meses, mediante o cumprimento de um conjunto de condições que se encontram em fase de formalização.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
(b) Em 30 de Junho de 2002, o saldo desta rubrica refere-se a um empréstimo bancário contraído em 1998 junto do Banco Totta & Açores, S.A. e da Caixa Banco de Investimento, S.A., no montante inicial de Euro 34.915.853, que em 30 de Junho de 2002 vencia juros à taxa anual de 5,0885%, correspondente a uma taxa anual indexada à Lisbor a seis meses acrescida de 1%. O empréstimo é amortizado em prestações anuais no segundo semestre de cada ano. O plano de amortização deste empréstimo é como segue:
| 2002 (segundo semestre) | 2.493.989 |
|---|---|
| 2003 (segundo semestre) | 2.593.749 |
| 2004 | 2.743.388 |
| 2005 | 3.092.547 |
| 2006 | 3.341.946 |
| 2007 | 4.090.143 |
| 2008 | 4.489.181 |
| 2009 | 3.990.383 |
| 24.341.337 | |
| 26.835.326 |
Como garantia do integral cumprimento deste empréstimo a Impresa empenhou 895.050 acções representativas de 51% do capital da Controljornal (Nota 22).
(c) Este empréstimo foi contraído pela Imprejornal para financiamento da ampliação de uma máquina rotativa. Este empréstimo vence juros a uma taxa anual indexada à Lisbor a 180 dias, acrescida de 0,25%, e tem o seguinte plano de reembolso:
| 2002 (segundo semestre) | 106.250 |
|---|---|
| 2003 (primeiro semestre) | 106.250 |
| 212.500 | |
| 2003 (segundo semestre) | 106.250 |
| 2004 | 106.250 |
| 212.500 | |
| 425.000 |
(d) Este empréstimo foi contraído pela Imprejornal junto do Banco Totta & Açores, S.A., com juros subsidiados pelo IAPMEI. Este empréstimo, destinado à ampliação da máquina rotativa, tem o seguinte plano de reembolso:
| 311.749 |
|---|
| 311.748 |
| 623.497 |
| 311.748 |
| 311.748 |
| 623.496 |
| 1.246.993 |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
(e) Este empréstimo de médio e longo prazo foi contraído pela SIC junto da Caixa Geral de Depósitos, S.A., vence juros a uma taxa correspondente à EURIBOR a seis meses acrescida de 1,25%. O reembolso do capital será efectuado em cinco anos em prestações semestrais iguais de Euro 623.497 cada, vencendo-se a próxima em 31 de Dezembro de 2002. O empréstimo tem o seguinte plano de reembolso:
| 2002 (segundo semestre) | 623.497 |
|---|---|
| 2003 (primeiro semestre) | 623.498 |
| 1.246.995 | |
| 2003 (segundo semestre) | 623.497 |
| 2004 | 1.246.995 |
| 2005 | 1.246.995 |
| 2006 | 1.246.995 |
| 4.364.482 | |
| 5.611.477 | |
- (f) Este montante respeita a uma emissão de papel comercial subscrita pela SIC em 27 de Novembro de 2001 no valor inicial de Euro 16.000.000, que foi automaticamente renovada em 25 de Fevereiro de 2002. Em 30 de Junho de 2002, esta emissão de papel comercial vencia juros trimestralmente a uma taxa correspondente à EURIBOR a um mês acrescida de 0,25%. A emissão foi efectuada ao abrigo de um programa de papel comercial com um período de duração de cinco anos, terminando em 17 de Novembro de 2006. Em 30 de Junho de 2002 o programa de papel comercial atingiu o montante máximo previsto no programa, Euro 30.000.000. Este montante tem data de reembolso prevista para 26 de Agosto de 2002, podendo ser automaticamente renovada.
- (g) Este montante corresponde a contas correntes caucionadas, as quais se vencem a curto prazo, sendo os respectivos juros calculados a taxas normais de mercado.
49. ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
Em 30 de Junho de 2002, os saldos com estas entidades tinham a seguinte composição:
| Saldos devedores: | |
|---|---|
| Imposto sobre o Valor Acrescentado | 968.425 |
| Outros | 8.643 |
| -----------977.068 | |
| ====== | |
| Saldos credores: | |
| Imposto sobre o Rendimento das | |
| Pessoas Colectivas - IRC | 609.562 |
| Instituto Português de Arte Cinematográfica e | |
| Audiovisual/Cinemateca Portuguesa | 6.057.565 |
| Imposto sobre o Valor Acrescentado | 4.929.260 |
| Imposto sobre o Rendimento das Pessoas | |
| Singulares – retenções na fonte | 1.441.405 |
| Contribuições para a Segurança Social | 1.119.041 |
| Outros | 1.818 |
| ---------------14.158.651 | |
| ======== |
O montante a pagar de IRC inclui a estimativa do imposto sobre o rendimento do semestre findo em 30 de Junho de 2002, no montante de Euro 1.479.289 (Nota 38), deduzido de pagamentos por conta e retenções na fonte efectuadas por terceiros no montante global de Euro 869.727.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
50. OUTROS DEVEDORES E CREDORES
Em 30 de Junho de 2002, estas rubricas têm a seguinte composição:
| Outros devedores – médio e longo prazo:Portais Verticais.com (a) | 1.180.000======== |
|---|---|
| Outros devedores – curto prazo:Adiantamentos a fornecedores de programasAdiantamentos a fornecedores de imobilizadoAdiantamentos ao pessoalImposto sobre o Valor Acrescentado a recuperarOutros | 11.203.8175.648.270830.342192.8122.483.401 |
| ---------------20.358.642========= | |
| Outros credores – médio e longo prazo:Antecipação do aumento de capital na SIC (b)Abril Jovem Investments Limited (c) | 2.450.00032.500--------------2.482.500======== |
| Outros credores – curto prazo:ICAM – Instituto do Cinema Audiovisual e Multimédia (d)Compensações de acordos permutasComissõesOutros | 2.086.279428.899199.0761.240.916-------------- |
| 3.955.170======== |
- (a) Este montante corresponde a suprimentos concedidos pela Impresa.com à Portais Verticais.com, os quais não vencem juros, não estando previsto o seu reembolso no curto prazo.
- (b) Este montante corresponde a adiantamentos efectuados pelos minoritários da SIC antecipando o aumento de capital a efectuar no segundo semestre de 2002.
- (c) Este montante corresponde a prestações suplementares concedidas à Omniger por este seu sócio, as quais não vencem juros.
- (d) Este montante corresponde a uma dívida da SIC Filmes ao ICAM Instituto do Cinema Audiovisual e Multimédia pelo subsídio atribuído por esta entidade.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
51. ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
Em 30 de Junho de 2002, os saldos destas rubricas tinham a seguinte composição:
| Acréscimos de proveitos:ICAM - Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia | 1.795.672 |
|---|---|
| Rappel | 1.005.054 |
| Direitos de transmissão (a) | 592.466 |
| Royalties | 532.927 |
| Valores a facturar | 218.017 |
| Publicidade | 184.951 |
| Compensações de acordos de permuta | 158.117 |
| Outros | 458.746 |
| --------------4.945.950======== | |
| Custos diferidos: | |
| Despesas com filmes e programas em curso (b) | 5.235.778 |
| Responsabilidade com pensões – activos (Nota 21.1) | 2.074.471 |
| Custos com produção de programas | 742.577 |
| Assistência técnica | 584.312 |
| Campanhas de angariação de revistas por assinaturas | 359.040 |
| Comissões | 197.674 |
| Digitalização do arquivo "a Capital" | 149.639 |
| Seguros | 127.219 |
| Royalties | 108.558 |
| Rendas | 92.449 |
| Economato | 64.568 |
| Outros | 2.443.677-------------- |
| 12.179.962 | |
| ======== | |
| Activos por impostos diferidos (Nota 38) | 20.792.402======== |
| Acréscimos de custos: | |
| Férias e subsídio de férias | 11.766.537 |
| Responsabilidade com pensões – activos (Nota 21.1) | 2.304.968 |
| Custos com produção de programas | 2.267.551 |
| Sociedade Portuguesa de Autores (c) | 2.137.162 |
| Juros a liquidar | 1.729.051 |
| Rappel a conceder | 1.580.336 |
| Provisões para rescisões de contratos | 943.490 |
| Serviços especializados | 821.466 |
| Royalties a pagar | 534.215 |
| Comunicação | 214.915 |
| Comissões a liquidar | 41.900 |
| Outros | 3.413.479--------------- |
| 27.755.070 | |
| ======== |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
| 1.844.1891.619.553 |
|---|
| 1.226.600 |
| 854.257 |
| 275.319 |
| 143.014 |
| 24.080 |
| 42.173 |
| --------------6.029.185 |
| ======== |
| 133.686 |
| ====== |
- (a) Esta rubrica corresponde ao valor a receber da Sociedade Portuguesa de Autores, C.R.L., relativamente a direitos de transmissões do canal "SIC" até 30 de Junho de 2002, através da TV Cabo Portugal, S.A..
- (b) Esta rubrica corresponde a despesas incorridas pelas direcções de programas e de informação da SIC, com programas que serão exibidos a partir do segundo semestre de 2002.
- (c) Esta rubrica corresponde aos valores em dívida à Sociedade Portuguesa de Autores, C.R.L. ("SPA") no âmbito da actividade normal da SIC. Ao abrigo do contrato celebrado com a SPA, a SIC deverá pagar àquela entidade um valor mensal correspondente a 1,51% sobre a facturação de publicidade líquida de descontos. O acréscimo de custos registado em 30 de Junho de 2002 corresponde à facturação do primeiro semestre de 2002 e do exercício de 2001.
- (d) Esta rubrica corresponde essencialmente a publicidade facturada a clientes até 30 de Junho de 2002 e a emitir durante o segundo semestre de 2002.
- (e) Os subsídios ao investimento foram obtidos pela Imprejornal e destinam-se à aquisição de equipamento gráfico e à instalação de um laboratório de qualidade. Os subsídios são reconhecidos em resultados no período correspondente à amortização dos equipamentos e do laboratório de qualidade que foram subsidiados (Nota 23.l)).
52. COMPOSIÇÃO DO CAPITAL
Em 30 de Junho de 2002, o capital da Impresa encontrava-se totalmente subscrito e realizado e ascendia a Euro 72.000.000, estando representado por 72.000.000 de acções com o valor nominal de um Euro cada, detidas em 50,77% por Impreger – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A..
53. MOVIMENTO OCORRIDO NAS RUBRICAS DO CAPITAL PRÓPRIO
O movimento ocorrido nos saldos das rubricas do capital próprio durante o semestre findo em 30 de Junho de 2002, foi o seguinte:
| Saldoinicial | Aumento/diminuição | Transfe-rências | Saldofinal | |
|---|---|---|---|---|
| Capital | 72.000.000 | - | - | 72.000.000 |
| Prémios de emissão de acções | 89.982.258 | - | - | 89.982.258 |
| Reserva legal | 281.053 | - | - | 281.053 |
| Resultados transitados | 6.605.121 | (450.756) | (52.242.826) | (46.088.461) |
| Resultado líquido consolidado do semestre | (52.242.826) | (13.009.707) | 52.242.826 | (13.009.707) |
| 116.625.606 | (13.460.463) | - | 103.165.143 |
Prémios de emissão de acções: O valor registado nesta rubrica, resulta dos ágios obtidos nos aumentos de capital ocorridos em exercícios anteriores. Segundo a legislação em vigor, a utilização do valor incluído nesta rubrica segue o regime aplicável à reserva legal, ou seja, não pode ser distribuído aos accionistas, podendo contudo, ser utilizado para absorver prejuízos depois de esgotadas todas as outras reservas, ou incorporado no capital.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
Reserva legal: A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente pelo menos 20% do capital. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de liquidação da empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.
Aplicação de resultados: Os movimentos incluídos na coluna de "Transferências" referem-se à aplicação do prejuízo de 2001, conforme o disposto em acta de Assembleia Geral realizada em 10 de Abril de 2002.
A diminuição de Euro 450.756 registado na rubrica "Resultados transitados" no semestre findo em 30 de Junho de 2002 refere-se na quase totalidade a ajustamentos que resultam da conversão cambial de investimentos financeiros expressos em moeda estrangeira detidos pela SIC.
54. INTERESSES MINORITÁRIOS
Em 30 de Junho de 2002, os interesses minoritários registados no balanço consolidado respeitam às seguintes empresas do Grupo:
| SIC e subsidiárias | 15.243.997 |
|---|---|
| Omniger e Abril – Controljornal | 2.648.620 |
| Outras empresas do Grupo | ( 399.533 )--------------- |
| 17.493.084 | |
| ======== |
Os interesses minoritários registados na demonstração consolidada de resultados do semestre findo em 30 de Junho de 2002 respeitam às seguintes empresas do Grupo:
| SIC e subsidiáriasOmniger e Abril – Controljornal | ( 4.341.377 )617.999 |
|---|---|
| Outras empresas do Grupo | ( 361.050 ) |
| --------------( 4.084.428 ) | |
| ======== |
Durante o semestre findo em 30 de Junho de 2002, o movimento ocorrido na rubrica de interesses minoritários de balanço foi o seguinte:
| ========= | |
|---|---|
| Interesses minoritários em 30 de Junho de 2002 | 17.493.084 |
| ---------------- | |
| Outros | ( 433.497 ) |
| Aumento de prestações suplementares na Hearst | 144.357 |
| Resultado líquido do exercício atribuível aos minoritários | ( 4.084.428 ) |
| Interesses minoritários em 31 de Dezembro de 2001 | 21.866.652 |
55. IMPOSTOS
A Impresa e as suas empresas participadas encontram-se sujeitas a tributação em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas – IRC, à taxa de 30%, acrescida de Derrama à taxa de 10%, resultando numa taxa de imposto agregada de 33%.
A Impresa é tributada em sede de IRC pelo resultado fiscal consolidado, com o das suas subsidiárias, Controljornal, Soincom, Impresa.com, Sojornal, Medipress, Imprejornal, Publisurf, Cinforma e Sojornal.com. As restantes empresas do Grupo são tributadas individualmente.
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos para os períodos tributáveis iniciados em 1 de Janeiro de 1998 e cinco anos para os períodos anteriores, excepto quando tenham havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais ou estejam em curso inspecções, reclamações ou impugnações, casos em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são prolongados ou suspensos. Os elementos referentes à Segurança Social podem ser revistos durante um período de dez anos. Deste modo, as declarações fiscais das empresas do Grupo correspondentes a esses períodos poderão ainda vir a ser sujeitas a revisão. O Conselho de Administração da Impresa entende que eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras consolidadas em 30 de Junho de 2002.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
Nos termos da legislação em vigor, os prejuízos fiscais são reportáveis durante um período de cinco anos (seis anos para os prejuízos incorridos a partir de 1996 inclusivé), após a sua ocorrência e susceptíveis de dedução a lucros fiscais gerados durante esse período. Em 30 de Junho de 2002, a Impresa e algumas das empresas do grupo tinham os seguintes prejuízos fiscais reportáveis:
| Prejuízos fiscais consideradosreportáveis para efeito deimpostos diferidos (Nota 38) | Prejuízos fiscais nãoconsiderados reportáveis paraefeito de impostos diferidos | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Primeirosemestrede 2002 | Exercíciosanteriores | Primeirosemestrede 2002 | Exercíciosanteriores | Total | |
| SIC e subsidiáriasAbril-Controljornal e subsidiáriasImpresa (consolidado fiscal)Publiregiões | 15.028.165--- | 39.025.3342.648.344-- | 2.091.530-378.5251.024.916 | 12.388.928723.8977.140.3124.800.777 | 68.533.9573.372.2417.518.8375.825.693 |
| 15.028.165 | 41.673.678 | 3.494.971 | 25.053.914 | 85.250.728 | |
| Taxa de imposto | 33% | 33% | |||
| 4.959.294 | 13.752.314 |
56. PLANO DE INCENTIVOS / CONTINGÊNCIAS
A Impresa está a estudar o estabelecimento de um plano de opções de compra de acções (Stock Options Plan) a atribuir a alguns empregados do Grupo Impresa, envolvendo um total de 2.100.000 acções ordinárias da Impresa. Os termos específicos deste plano de opções estão presentemente em discussão e estão sujeitos à aprovação pelo Conselho de Administração da Impresa, esperando-se que os mesmos fiquem definidos até ao final do segundo semestre de 2002, aquando da conclusão do "Projecto Único de Gestão de Carreiras do Grupo Impresa".
Para fazer face a este plano de opções, a Impresa estabeleceu em 2 de Junho de 2000 com o Deutsche Bank AG um contrato de opções de compra e venda de 1.800.000 acções ordinárias da Impresa (Equity Swap), pelo qual a Impresa tem a opção de comprar (Call) e o Deutsche Bank a opção de vender (Put) essas acções durante o período contratual. Este contrato poderá ser exercido em 5 de Junho de 2003, sendo o preço de exercício desta opção correspondente à cotação inicial das acções da Impresa no IPO (Euro 10,25) ajustado com base numa taxa de juro anual indexada à EURIBOR acrescida de um spread de 0,70%. Adicionalmente, a Impresa estabeleceu em 5 de Janeiro de 2001 com o Banco Português de Investimento, S.A. ("BPI") um Equity Swap correspondente a 299.452 acções ordinárias da Impresa, pelo qual a Impresa tem a opção de comprar (Call) e o BPI a opção de vender (Put) essas acções durante o período contratual. Este contrato poderá ser exercido em 5 de Junho de 2003, sendo o preço de exercício desta opção correspondente à cotação de Euro 7,08 ajustado com base numa taxa de juro anual de 5,334%. Estes contratos poderão ser liquidados através de um Physical Settlement ou de um Cash Settlement, podendo a Impresa optar por qualquer uma destas formas de liquidação.
Em 31 de Dezembro de 2001, para cobrir o risco associado a variações da cotação das acções prometidas comprar aos preços definidos nos contratos supra mencionados, a Empresa registou nas suas demonstrações financeiras uma provisão para outros riscos e encargos por contrapartida da rubrica "Custos e perdas extraordinários", que corresponde à diferença entre o preço de exercício das opções e o preço estimado de aquisição das referidas acções com base no estabelecido nos Equity Swaps supra indicados, no montante de Euro 17.707.845 (Nota 46). Em 30 de Junho de 2002 a Impresa actualizou esta provisão considerando a cotação das acções naquela data e a contagem de juros desde 31 de Dezembro de 2001. Desta actualização resultou numa redução da provisão de Euro 189.776, que a Impresa registou por contrapartida da rubrica "Outros proveitos e ganhos extraordinários" (Notas 45 e 46).
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
57. INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS DE NEGÓCIO
57.1 Geral
A identificação dos segmentos reportáveis pelo Grupo assenta na combinação dos seguintes factores: (i) diferenças nos produtos e serviços; e (ii) diferenças nos quadros legais. Estes segmentos são consistentes com a forma como o Grupo analisa o seu negócio. Assim, tendo em consideração os factores acima mencionados, o Grupo identificou os seguintes segmentos reportáveis:
Televisão – O Grupo detém uma participação no canal de televisão SIC. Jornais – O Grupo publica o semanário "Expresso", o jornal de música semanal "Blitz", o jornal semanal de automóveis "Autosport", a edição mensal "Surf Portugal" e a edição gratuita "Jornal da Região". Adicionalmente o Grupo inclui neste segmento a Imprejornal e a Cinforma.
Revistas – O Grupo publica, através da Abril-Controljornal, um vasto leque de revistas sobre diversos temas, incluindo negócios, política, automóveis e sociedade.
Distribuição – O Grupo faz a distribuição de publicações através da Vasp, incluindo todas as publicações do Grupo, bem como algumas publicações de outras entidades. O segmento de negócio da distribuição deixou de ser consolidado pelo método proporcional, pois no final do primeiro semestre de 2002 a Impresa passou a deter apenas 33,33% do capital da Vasp (50% em 30 de Junho de 2001), passando a registar este investimento financeiro pelo método de equivalência patrimonial. Consequentemente, no semestre findo em 30 de Junho de 2002 não é apresentado o segmento da distribuição.
Não existe nenhum cliente que contribua com 10% ou mais para as receitas do Grupo em qualquer dos períodos apresentados nas demonstrações de resultados.
As transacções entre segmentos são registadas segundo os mesmos princípios das transacções com terceiros. As políticas contabilísticas de cada segmento são as mesmas do Grupo.
A maioria das receitas do Grupo são geradas em território nacional e a maioria dos activos são também nacionais.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
57.2 Televisão
As demonstrações de resultados para este segmento, para os semestres findos em 30 de Junho de 2002 e 2001 são como seguem:
Televisão
| 2002 | 2001 | |
|---|---|---|
| Prestações de serviços - clientes externos (Nota 36) | 59.914.556 | 62.301.748 |
| Prestações de serviços - inter-segmentos | 529.995 | 529.299 |
| Vendas - clientes externos (Nota 36) | 2.718.246 | 7.976.547 |
| Outros proveitos operacionais - clientes externos | 210.504 | 776.586 |
| Outros proveitos operacionais - inter-segmentos | 149.639 | 280.326 |
| Proveitos operacionais | 63.522.940 | 71.864.506 |
| Custos com o pessoal | (14.730.335) | (13.358.301) |
| Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas | (35.617.679) | (44.321.271) |
| Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo | (7.149.275) | (4.695.464) |
| Provisões | (144.779) | (102.403) |
| Outros custos operacionais | (18.290.340) | (23.696.831) |
| Custos operacionais | (75.932.408) | (86.174.270) |
| Resultado operacional | (12.409.468) | (14.309.764) |
| Custos e perdas financeiras | (2.988.914) | (3.299.339) |
| Proveitos e ganhos financeiros | 2.788.804 | 1.245.374 |
| Resultados extraordinários | (32.276) | 1.200.018 |
| Resultado antes de imposto | (12.641.854) | (15.163.711) |
| Imposto sobre o rendimento | 3.687.936 | (852.356) |
| Interesses minoritários | (90.281) | (157.111) |
| Resultado líquido | (9.044.199) | (16.173.178) |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
57.3 Jornais
As demonstrações de resultados para este segmento, para os semestres findos em 30 de Junho de 2002 e 2001 são como seguem:
Jornais
| 2002 | 2001 | |
|---|---|---|
| Prestações de serviços - clientes externos (Nota 36) | 18.198.111 | 22.459.947 |
| Prestações de serviços - inter-segmentos | 261.109 | 112.190 |
| Vendas - clientes externos (Nota 36) | 7.017.869 | 6.804.207 |
| Vendas - inter-segmentos | 37.410 | 2.903 |
| Outros proveitos operacionais - clientes externos | 236.666 | 340.953 |
| Outros proveitos operacionais - inter-segmentos | - | 19.543 |
| Proveitos operacionais | 25.751.165 | 29.739.743 |
| Custos com o pessoal | (10.215.437) | (9.640.472) |
| Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas | (4.518.626) | (6.558.120) |
| Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo | (1.943.044) | (1.692.506) |
| Provisões | (306.373) | (258.517) |
| Outros custos operacionais | (8.808.671) | (9.508.101) |
| Custos operacionais | (25.792.151) | (27.657.716) |
| Resultado operacional | (40.986) | 2.082.027 |
| Custos e perdas financeiras | (326.522) | (244.077) |
| Proveitos e ganhos financeiros | 12.593 | 42.099 |
| Resultados extraordinários | 395.402 | 584.846 |
| Resultado antes de imposto | 40.487 | 2.464.895 |
| Imposto sobre o rendimento | (79.158) | (37.081) |
| Interesses minoritários | - | 1.077 |
| Resultado líquido | (38.671) | 2.428.891 |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
57.4 Revistas
As demonstrações de resultados para este segmento, para os semestres findos em 30 de Junho de 2002 e 2001 são como seguem:
Revistas
| 2002 | 2001 | |
|---|---|---|
| Prestações de serviços - clientes externos (Nota 36) | 14.188.816 | 18.321.660 |
| Prestações de serviços - inter-segmentos | 181.060 | 29.155 |
| Vendas - clientes externos (Nota 36) | 16.472.959 | 17.086.801 |
| Vendas - inter-segmentos | - | 61.198 |
| Outros proveitos operacionais - clientes externos | 390.980 | 962.610 |
| Outros proveitos operacionais - inter-segmentos | - | 25.189 |
| Proveitos operacionais | 31.233.815 | 36.486.613 |
| Custos com o pessoal | (9.396.583) | (11.408.620) |
| Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas | (4.117.821) | (5.513.946) |
| Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo | (781.970) | (1.229.971) |
| Provisões | (1.593.640) | (2.358.476) |
| Outros custos operacionais | (13.031.754) | (17.846.774) |
| Custos operacionais | (28.921.768) | (38.357.787) |
| Resultado operacional | 2.312.047 | (1.871.174) |
| Custos e perdas financeiras | (579.036) | (625.862) |
| Proveitos e ganhos financeiros | 19.268 | 43.809 |
| Resultados extraordinários | 283.817 | (1.527.923) |
| Resultado antes de imposto | 2.036.096 | (3.981.150) |
| Imposto sobre o rendimento | (1.164.073) | - |
| Interesses minoritários | (116.861) | (17.428) |
| Resultado líquido | 755.162 | (3.998.578) |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
57.5 Distribuição
A demonstração de resultados para este segmento, para o semestre findo em 30 de Junho de 2001 é como segue:
Distribuição
| 2001 | |
|---|---|
| Prestações de serviços - clientes externos (Nota 36) | 352.346 |
| Prestações de serviços - inter-segmentos | 224.554 |
| Vendas - clientes externos (Nota 36) | 10.231.620 |
| Vendas - inter-segmentos | 10.205.859 |
| Outros proveitos operacionais - clientes externosOutros proveitos operacionais - inter-segmentos | 197.24239.565 |
| Proveitos operacionais | 21.251.186 |
| Custos com o pessoal | (1.110.344) |
| Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas | (17.578.256) |
| Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreoProvisões | (121.617) |
| Outros custos operacionais | (2.448.335) |
| Custos operacionais | (21.258.552) |
| Resultado operacional | (7.366) |
| Custos e perdas financeiras | (79.788) |
| Proveitos e ganhos financeiros | 883 |
| Resultados extraordinários | 14.056 |
| Resultado antes de imposto | (72.215) |
| Imposto sobre o rendimento | (2.235) |
| Resultado líquido | (74.450) |
Em 30 de Junho de 2002 a participação financeira de 33,33% no capital da Vasp foi registada pelo método da equivalência patrimonial. Em 30 de Junho de 2001 a Impresa consolidava proporcionalmente a participação de 50% no capital da Vasp apresentando a demonstração de resultados para o segmento da distribuição. Caso a Impresa apresentasse em 30 de Junho de 2002 a informação para o segmento de negócio da distribuição, a demonstração de resultados correspondente à participação de 33,33% detida no capital da Vasp, seria como segue:
| Proveitos operacionaisCustos operacionais | 18.085.031( 18.036.597 ) |
|---|---|
| Resultado operacionalResultados financeirosResultados extraordinários | ---------------48.434( 40.469 )( 88.478 ) |
| Resultado antes de impostoImposto sobre o rendimento | ----------( 80.513 )( 49.042 ) |
| Resultado líquido do semestre | -----------( 129.555 )====== |
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30 DE JUNHO DE 2002 (Montantes expressos em Euro)
57.6 Reconciliações
Proveitos operacionais
| 2002 | 2001 | |
|---|---|---|
| Total dos segmentos reportáveis | 120.507.920 | 159.342.048 |
| Efeito das não anulações do método proporcional (Nota 36) | 29.928 | 29.928 |
| Eliminação de proveitos intra-grupo | (1.159.213) | (11.529.781) |
| 119.378.635 | 147.842.195 | |
| Resultado líquido | ||
| Total dos segmentos reportáveis | (8.327.708) | (17.817.315) |
| Custos financeiros relativos a empréstimos de financiamento | (1.664.786) | (2.191.060) |
| Amortização do Goodwill | (4.878.530) | (4.795.523) |
| Provisão para Equity Swaps | 189.776 | - |
| Resultados de estrutura das empresas mãe | (1.343.536) | (2.093.066) |
| Interesses minoritários | 4.291.570 | 10.845.298 |
| Ganhos e perdas em empresas associadas, líquidos | (1.276.493) | (395.716) |
| (13.009.707) | (16.447.382) | |
| Activo total | ||
| Total dos segmentos reportáveis | 242.548.365 | 247.571.074 |
| Eliminação de activos intra-grupo | (2.027.663) | (4.998.449) |
| Caixa e equivalentes das holdings | 4.403.200 | 6.922.168 |
| Outros activos das holdings | 3.294.782 | 153.306 |
| Investimentos em empresas associadas e participadas | 6.410.282 | 8.455.971 |
| Activos fixos das holdings | 214 | 1.252 |
| Activos intangíveis das holdings | 1.821.622 | 3.964.022 |
| Goodwill | 157.855.093 | 166.865.060 |
| 414.305.895 | 428.934.404 |
58. DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DE RESULTADOS POR FUNÇÕES
A demonstração consolidada de resultados por funções foi elaborada tendo em consideração o disposto na Directriz Contabilística n.º 20, havendo os seguintes aspectos a salientar:
- (a) A rubrica "Custo das prestações de serviços" da demonstração de resultados por funções ("DRF") inclui diversas rubricas da demonstração de resultados por naturezas ("DRN"), nomeadamente: "Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas" e "Subcontratos".
- (b) A rubrica "Outros proveitos e ganhos operacionais" da DRF inclui os valores registados nas rubricas "Proveitos suplementares", "Subsídios à exploração" e "Trabalhos para a própria empresa" da DRN.
- (c) A rubrica "Outros custos e perdas operacionais" da DRF inclui a conta com a mesma designação na DRN, bem como os "Impostos" e as "Provisões".
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
ANEXO A QUE SE REFERE A ALÍNEA B) DO Nº 1 DO ARTº 7º DO REGULAMENTO Nº 11/2000 DA C.M.V.M.
(Acções detidas pelos membros dos órgãos de administração e fiscalização da sociedade)
| Acções | ||||
|---|---|---|---|---|
| Membros do Conselho de Administração | Detidas em31.12.01 | Adquiridas | Transmitidas | Detidas em30.06.02 |
| Francisco José Pereira Pinto de Balsemão | 986.279 | 0 | 0 | 986.279 |
| Luiz Fernando Teuscher de Almeida e Vasconcellos | 35.707 | 0 | 0 | 35.707 |
| Alexandre de Azeredo Vaz Pinto | 60 | 0 | 0 | 60 |
| Fernando Maria Costa Duarte Ulrich | 60 | 0 | 0 | 60 |
| Francisco Maria Supico Pinto Balsemão | 3.403 | 0 | 0 | 3.403 |
Francisco José Pereira Pinto de Balsemão – Na IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA, sociedade que se encontra em relação de domínio com a IMPRESA, detinha, em 31.12.01, 1.587.960 acções; vendeu, em 11.06.02, 27.405 acções, ao preço de € 5,00, cada uma, pelo que, em 30.06.02 detinha 1.560.555 acções. Na SIC – Sociedade Independente de Comunicação, SA, sociedade com a qual a IMPRESA se encontra em relação de domínio, detinha, em 31.12.01, 49.411 acções, posição que, por não ter tido qualquer aquisição ou alienação no 1º semestre de 2002, se mantinha igual em 30.06.02.
Luiz Fernando Teuscher de Almeida e Vasconcellos – Na IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA, sociedade que se encontra em relação de domínio com a IMPRESA, detinha, em 31.12.01, 9.180 acções, posição que, por não ter tido qualquer aquisição ou alienação no 1º semestre de 2001, se mantinha igual em 30.06.02.
| Acções | ||||
|---|---|---|---|---|
| Membros do Conselho Fiscal | Detidas em31.12.00 | Adquiridas | Transmitidas | Detidas em30.06.02 |
| Maria do Carmo Pinto de Ruella Ramos | 300 | 0 | 0 | 300 |
| Freire, Loureiro e Associados (SROC) | 0 | 0 | 0 | 0 |
| António Dias e Associados (SROC) | 0 | 0 | 0 | 0 |
Maria do Carmo Pinto de Ruella Ramos – Na IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA, sociedade que se encontra em relação de domínio com a IMPRESA, detinha, em 31.12.01, 103.2750 acções, posição que, por não ter tido qualquer aquisição ou alienação em 2000, era a mesma em 30.06.02.
LISTA DE TITULARES COM PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS A QUE SE REFERE A ALÍNEA D) DO ARTº 7º DO REGULAMENTO Nº 11/2000 DA C.M.V.M.
(Com referência a 30 de Junho de 2002)
| Titular c/participação qualificada | Quantidade deAcções Detidas | Percentagem dedireitos de voto |
|---|---|---|
| IMPREGER – Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA | ||
| * Directamente | 36.557.382 | 50,774% |
| * Através do Presidente do Conselho de Administração, Dr.* Francisco José Pereira Pinto de Balsemão | 986.279 | 1,370% |
| * Através do Vice-Presidente do Conselho de Administração,* Engº Luiz Fernando Teuscher de Almeida e Vasconcellos | 35.707 | 0,050% |
| * Através do Administrador, Engº Francisco Maria Supico* Pinto Balsemão | 3.403 | 0,005% |
| * Através da Presidente do Conselho Fiscal, Maria do* Carmo Pinto de Ruella Ramos | 300 | 0,000% |
| Total imputável | 37.583.071 | 52,199% |
| BPI, SGPS, SA | ||
| * Através do Banco Português de Investimento, SA | 25.758 | 0,036% |
| * Através do Banco BPI, SA | 60 | 0,000% |
| * Através do BPI Private Equity, SGPS, SA | 7.380.687 | 10,251% |
| * Através do BPI Vida – Companhia de Seguros de Vida, SA | 10.466 | 0,014% |
| * Através do BPI Fundos – Gestão de Fundos de Investimento | ||
| * Mobiliário, SA | 727.620 | 1,011% |
| * Através do BPI Pensões – Sociedade Gestora de Fundos de | ||
| * Pensões, SA | 2.538.988 | 3,526% |
| * Através de clientes institucionais cuja carteira é gerida ao | ||
| * abrigo de gestão discricionária | 80.730 | 0,112% |
| * Através de clientes particulares cuja carteira é gerida ao* abrigo de gestão discricionária | 184.709 | 0,257% |
| Total imputável | 10.949.018 | 15,207% |
| Banco Santander de Negócios Portugal, SA | ||
| * Através de fundos de investimento mobiliário geridos pelas* Santander – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento | ||
| * Mobiliário, SA, e MC Fundos – Sociedade Gestora de | ||
| * Fundos de Investimento Mobiliário, SA | 1.812.939 | 2,518% |
| Total imputável | 1.812.939 | 2,518% |
| AF Investimentos – Fundos Mobiliários SA | ||
| * Através de fundosde investimento mobiliário por ela | ||
| * geridos (FIM AF PPA, FIM AF ACÇÔES PORTUGAL, | ||
| * FIM M ACÇÕES EUROPA (F) e FIM M ACÇÕES | ||
| * PORTUGAL (F) | 2.962.613 | 4,114% |
| Total imputável | 2.962.613 | 4,114% |
SOCIEDADE DE REVISORES OFICIAIS DE CONTAS INSCRIÇÃO N.º 45 REGISTO NA CMVM nº 232 NIPC 501 829 288
RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA ELABORADO POR AUDITOR
REGISTADO NA CMVM SOBRE A INFORMAÇÃO SEMESTRAL CONSOLIDADA
(Montantes expressos em Euro)
Introdução
-
- Para os efeitos do artigo 246º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação consolidada para o semestre findo em 30 de Junho de 2002 da Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. ("Empresa"), incluída: no Relatório de Gestão, no balanço consolidado (que evidencia um total de Euro 414.305.895 e um total de capital próprio de Euro 103.165.143, incluindo um resultado líquido negativo de Euro 13.009.707) e nas demonstrações consolidadas de resultados por naturezas e por funções e na demonstração dos fluxos de caixa para o semestre findo naquela data e nos correspondentes Anexos.
-
- As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos da Empresa e empresas suas participadas, posteriormente ajustadas com as quantias, ainda sem registo contabilístico, que foram objecto do nosso trabalho.
Responsabilidades
-
- É da responsabilidade do Conselho de Administração da Empresa: (i) a preparação de informação financeira consolidada que apresente de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das empresas incluídas na consolidação, o resultado consolidado das suas operações e os seus fluxos consolidados de caixa; (ii) que a informação financeira histórica, seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários; (iii) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (iv) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (v) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
-
- A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se, para os aspectos materialmente relevantes, é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva, lícita e em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório de segurança moderada, profissional e independente, sobre essa informação financeira, baseado no nosso trabalho.
-
2 -
Âmbito
-
- O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida está isenta de distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, foi planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicabilidade, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se, para os aspectos materialmente relevantes, a informação financeira consolidada é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita em conformidade com o exigido pelo Código dos Valores Mobiliários.
-
- O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira consolidada constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
-
- Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente relatório de revisão limitada sobre a informação semestral.
Parecer
- Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira consolidada do semestre findo em 30 de Junho de 2002 da Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., não esteja isenta de distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal e que, nos termos das definições incluídas nas directrizes mencionadas no parágrafo 5 acima, não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
Ênfases
- A Empresa registou pela primeira vez no segundo semestre de 2001 os impostos diferidos resultantes das diferenças temporais entre o resultado contabilístico e o fiscal, bem como o efeito dos prejuízos fiscais reportáveis (Notas 23.o) e 38). Em resultado da aplicação desta norma, foram reconhecidos em 31 de Dezembro de 2001 activos por impostos diferidos de Euro 16.932.102 (Nota 38), sendo uma parcela de Euro 1.522.589, respeitante a situações originadas em exercícios anteriores, sido registado em resultados transitados tal como previsto na Directriz Contabilística n.º 28, e o remanescente de Euro 15.409.513, respeitante a situações originadas no exercício findo em 31 de Dezembro de 2001, sido registado na demonstração de resultados deste exercício. No semestre findo em 30 de Junho de 2002 a Empresa reconheceu na demonstração de resultados do semestre findo naquela data, um proveito de Euro 4.223.316 relativo aos activos por impostos diferidos do semestre. Consequentemente, estas demonstrações financeiras não são integralmente comparáveis com as demonstrações financeiras do semestre anterior.
-
3 -
-
- Conforme indicado nas Notas 3, 27 e 43, após alterações ocorridas no semestre findo em 30 de Junho de 2002, na estrutura accionista da Vasp – Sociedade Transportes e Distribuições, Lda., a percentagem de participação da Empresa nesta participada passou de 50% para 33,33%, pelo que este investimento financeiro foi registado pelo método de equivalência patrimonial e não pelo método de consolidação proporcional, utilizado até então. Consequentemente, estas demonstrações financeiras não são integralmente comparáveis com as demonstrações financeiras do semestre anterior.
-
- Conforme indicado na Nota 27 do anexo às demonstrações financeiras consolidadas, a Empresa tem registados trespasses relativos a aquisições directas e indirectas, de participações financeiras na SIC – Sociedade Independente de Comunicação, S.A. ("SIC"), que totalizam um valor de, aproximadamente, Euro 133.851.000 líquido de amortizações acumuladas, (aproximadamente Euro 141.154.000, em 30 de Junho de 2001). No primeiro semestre de 2002, a SIC apresentou um prejuízo de Euro 9.044.199 (Euro 16.173.178 no primeiro semestre de 2001) em resultado da quebra das receitas publicitárias e dos custos suportados com as acções de reestruturação ocorridas no semestre (no exercício de 2001 a SIC apresentou um prejuízo de Euro 27.202.851). Em consequência, a recuperabilidade dos trespasses supra referidos está dependente do sucesso futuro das operações da SIC.
-
- No semestre findo em 30 de Junho de 2002, o Grupo apresentou resultados líquidos negativos de Euro 13.009.707. À presente data, estão em curso acções de reestruturação que visam alterar a situação actual, mas não é expectável que a Empresa apresente um resultado consolidado positivo ainda em 2002. Em consequência, a continuidade das operações da Empresa e a das suas participadas dependem do seu sucesso futuro e do apoio financeiro dos seus accionistas.
Lisboa, 28 de Agosto de 2002
_____________________________________________ FREIRE, LOUREIRO E ASSOCIADOS – SROC Representada por Carlos Luis Oliveira de Melo Loureiro