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Ibersol Interim / Quarterly Report 2006

Sep 29, 2006

1932_ir_2006-09-29_25dc0566-51b7-4d85-bc9f-162a260c234d.pdf

Interim / Quarterly Report

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IBERSOL – S.G.P.S., S.A.

Sociedade Aberta

Sede: Praça do Bom Sucesso 105/159-9º andar - Porto

Contribuinte Nº 501.669.477

Matriculada na Cons. Reg. Com. Porto sob o Nº 51.117

Capital Social: 20.000.000 Euros

Relatório e Contas

Consolidados

1º Semestre 2006

1-ACTIVIDADE

O volume de negócios consolidado no 1º semestre de 2006 atingiu os 69,7 milhões de euros o que representa um crescimento de 6,6% face ao período homólogo do ano passado.

As vendas consolidadas do conjunto de negócios de restauração do Grupo, incluindo Espanha, cresceram 7,2% atingindo um montante de 67,1 milhões de euros que se repartiram da forma seguinte:

VENDAS milhões euros Variação06/05
Pizza Hut 26.07 3.1%
Pans/Bocatta 9.12 8.4%
KFC 3.65 -8.4%
Burger King 4.38 25.5%
Pasta Caffé (Portugal) 3.83 -0.6%
O`Kilo 3.57 -1.2%
Quiosques 1.52 18.4%
Café Sô 2.02 16.8%
PAPÀki 0.27 -16.1%
Cantina Mariachi 0.19 6.9%
Arroz Maria 0.18
IBER e Outros 2.88 4.1%
Portugal 57.68 4.5%
Pizza Móvil 8.31 28.0%
Pasta Caffé (Espanha) 1.10 21.3%
Espanha 9.41 27.2%
Total Restauração (LP) 67.10 7.2%

Em Portugal, num contexto económico ainda pouco favorável a incrementos no consumo, as vendas cresceram 4,5% com especial destaque para as marcas Pans e Burger King que continuam a ganhar quota nos respectivos mercados.

A Pizza Hut teve um comportamento positivo e no 1º semestre superou os 26 milhões de euros.

Desde o 4º trimestre de 2005 que a KFC foi fortemente afectada pela "gripe das aves" e embora tenha encetado uma ligeira recuperação no 2º trimestre denota dificuldade em atingir os níveis de venda anteriores.

O aumento de operadores de restauração no segmento das carnes nos food courts dos Shoppings com politicas de preço agressivas fez aumentar a concorrência ressentindo-se deste facto as vendas do OKilo que manteve a estratégia de não degradar os preços e privilegiar a qualidade.

Em Espanha, na Pizza Móvil, com a aquisição de lojas franquiadas em Madrid e nas Astúrias apresenta um forte crescimento das vendas de restauração.

Para o volume de negócios consolidados, contribuíram ainda as vendas de mercadorias e os proveitos decorrentes da prestação de serviços às unidades franquiadas que, em conjunto, atingiram o montante de 2,6 milhões de euros, valor 6,2% inferior ao do 1ª semestre do exercício de 2005 devido à aquisição de 6 unidades franquiadas da Pizza Móvil, no inicio deste ano.

Durante o semestre o grupo abriu 17 unidades próprias e encerrou a unidade da Pans situada na Duque de Ávila e a unidade PapÀki no Parque Nascente.

2005 2006
31-Dez Aberturas Encerramentos 30-Jun
258 9 3 264
250 9 2 257
2
1
2 1
3
1
1
8 1 7
72 9 6 75
45 8 0 53
7
1
27 1 6 22
1 6
295 17 2 310
35 1 7 29

O quadro abaixo resume as variações do nº de unidades:

Foram adquiridas 6 unidades franqueadas da Pizza Móvil

2- RESULTADOS

A margem bruta evoluiu favoravelmente e atingiu o montante de 54,4 milhões de euros, representando 78,1% do volume de negócios.

Apesar do Grupo ter incorrido em alguns custos não recorrentes, associados à OPA sobre a Tele Pizza, a focalização de toda a organização no controlo de custos, associada à optimização de alguns processos com impacto na racionalização dos gastos fixos, permitiu que a margem EBITDA consolidada tenha atingido 9,6 milhões de euros, representando 13,7% das vendas, correspondendo a um crescimento de 8,5% em relação a igual período de 2005.

A margem EBIT consolidada atingiu os 8,4% do volume de negócios, o que corresponde a um crescimento de 0,5 pp, relativamente ao mesmo período do ano passado.

Beneficiando da evolução das taxas de juro durante o último ano e do forte esforço de investimento só ter ocorrido no final do semestre, o resultado financeiro foi negativo em 329 mil euros, que compara com um resultado negativo de 455 mil euros no final do 1º semestre de 2005.

O resultado líquido consolidado do primeiro semestre atingiu o valor de 3,9 milhões de euros, evidenciando um crescimento de 15,4% face ao mesmo período de 2005, passando a representar 5,6% do volume de negócios.

O resultado líquido imputável ao Grupo atingiu o valor de 3,7 milhões de euros, ao qual corresponde um crescimento de 15% face ao valor registado no 1º semestre de 2005.

O cash flow gerado superou 7,6 milhões de euros, representando 11,6 % das vendas, traduzindo um crescimento de 9,6%, acima do crescimento das vendas.

3- SITUAÇÃO FINANCEIRA

O investimento total foi superior a 36 milhões de euros, dos quais se destacam:

  • direitos de concessão de 24 áreas de serviço no montante de 12,4 milhões de euros;
  • bens imobiliários ( escritórios Porto e Lisboa e 12 restaurantes) no montante de 13,7 milhões de euros;
  • expansão abertura de 17 unidades no montante de 8,5 milhões de euros.

Acresce ainda a aquisição de acções próprias, que em termos líquidos ascendeu a 201.080 acções correspondendo a um desencaixe de 1,5 milhões de euros. Consequentemente, no final do semestre a sociedade detinha 1.573.211 acções próprias, representativas de 7,87% do capital, com um valor de aquisição que ascende a 6,75 milhões de euros.

Em virtude de alguns dos investimentos terem pagamento diferido ao longo do segundo semestre, as rubricas de contas a pagar a fornecedores aumentaram significativamente, nomeadamente as relacionadas com o fornecimento de imobilizado que aumentaram em cerca de 11 milhões de euros.

Em consequência, a divida líquida remunerada aumentou substancialmente, situando-se em 39 milhões de euros, cerca de 21 milhões de euros superiores ao do final do exercício de 2005.

Durante o 1º semestre o Grupo reembolsou a prestação semestral do empréstimo de MLP contraído em 2003 no montante de 2 milhões de euros e pagou dividendos de 1,02 milhões de euros.

O Activo Total sofreu um aumento de 36 milhões de euros e os capitais próprios no final do semestre eram de 52,1 milhões de euros.

No final do semestre, a autonomia financeira era de 35% sendo o rácio de cobertura dos encargos financeiros de 18.

4 - FACTOS SUBSEQUENTES E PERSPECTIVAS

Conforme enunciado a Ibersol perspectiva que grande parte do seu crescimento assente no desenvolvimento dos negócios no mercado espanhol.

Com este objectivo a Ibersol está atenta às oportunidades de negócios em Espanha e esteve presente em duas operações concluídas já no mês de Julho:

  • Lançamento de uma Oferta Pública de Aquisição concorrente sobre o capital da Tele Pizza, SA da qual desistiu conforme comunicado de 20 de Julho.
  • Aquisição da sociedade espanhola Lurca SA que explora 31 unidades Burger King em Espanha. O valor total da operação ascendeu a cerca de 29 milhões de euros.

No segundo semestre o volume de negócios deverá evoluir de forma idêntica à que se registou na primeira parte do ano, ressalvados os tradicionais efeitos de sazonalidade, que habitualmente beneficia o desempenho do segundo semestre.

No que concerne à expansão prevemos a abertura de mais duas unidades Pizza Hut e concentraremos os nossos esforços no desenvolvimento dos projectos das unidades para as Àreas de Serviço das concessões adquiridas. As dificuldades das entidades concedentes em disponibilizarem as plataformas da área de restauração que nos permita iniciar a construção impede-nos de neste momento avançar com um programa de aberturas. Porém, as nossas expectativas é que uma grande parte delas entrem em funcionamento durante o próximo ano.

Porto, 19 de Setembro de 2006

O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

________________________________ António Alberto Guerra Leal Teixeira

António Carlos Vaz Pinto de Sousa

____________________________________

__________________________ Juan Carlos Vázquez-Dodero

Ibersol S.G.P.S., S.A.

Demonstrações Financeiras Consolidadas

30 de Junho de 2006

Índice às Demonstrações Financeiras Consolidadas

Nota Página Nota Página
Balanço Consolidado 3 5Informações relativas às empresas incluídas naconsolidação e outras 21
Demonstração Consolidada dos Resultados 4 6Informação por segmentos 24
Demonstração das alterações no capital próprioconsolidado 5 7Factos não usuais e não recorrentes esazonalidade 25
Demonstração dos Fluxos de Caixa Consolidados 6 8Activos fixos tangíveis 25
Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas 7 9Activos intangíveis 27
1 Nota introdutória 7 10 Activos financeiros disponíveis para venda 28
2 Principais políticas contabílisticas: 11 Outros activos não correntes 29
2.1 Base de preparação 7 12 Existências 29
2.2 Consolidação 8 13Caixa e equivalentes de caixa 29
2.3 Relato por segmentos 8 14Outros activos correntes 30
2.4 Conversão cambial 9 15Capital social 31
2.5 Activos Fixos Tangíveis 10 16Empréstimos 31
2.6 Activos Intangíveis 11 17 Impostos diferidos 32
2.7 Imparidade de activos 13 18 Provisões para riscos e encargos 33
2.8 Investimentos Financeiros 13 19 Outros passivos não correntes 33
2.9 Existências 15 20Contas a pagar a fornecedores e acréscimosde custos 34
2.10 Contas a receber de clientes e outros devedores 15 21Outros passivos correntes 34
2.11 Caixa e equivalentes de caixa 16 22Imposto sobre rendimento 35
2.12 Capital social 16 23Resultado por acção 35
2.13 Empréstimos Obtidos 16 24Dividendos 35
2.14 Impostos Diferidos 17 25Contingências 36
2.15 Provisões 17 26Eventos subsequentes 36
2.16 Reconhecimento do Rédito 17 27Aprovação das demonstrações financeiras 36
2.17 Locações 18
2.18 Distribuição de dividendos 19
3 Gestão do risco financeiro 19
4 Estimativas contabilísticas importantes e julgamentos 21

IBERSOL S.G.P.S., S.A. BALANÇOS CONSOLIDADOS EM 30 DE JUNHO DE 2006 e 2005 (valores em euros)

ACTIVO Notas 30-06-2006 31-12-2005
Não corrente
Activos Fixos Tangíveis 2.5 e 8 92.660.578 72.939.598
Diferenças de consolidação 2.6 e 9 13.363.455 13.386.537
Activos Intangíveis 2.6 e 9 18.133.400 5.066.114
Impostos diferidos activos 2.14 e 17 2.495.516 2.138.207
Activos financeiros disponíveis para venda 2.8 e 10 2.184.582 2.184.583
Outros activos não correntes 11 256.544 251.187
Total de activos não correntes 129.094.075 95.966.227
Corrente
Existências 2.9 e 12 2.906.387 2.766.476
Caixa e equivalentes de caixa 2.11 e 13 2.864.954 5.340.182
Outros activos correntes 14 15.498.222 10.188.162
Total de activos correntes 21.269.563 18.294.820
Total do Activo 150.363.638 114.261.047
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO
Capital e reservas atribuíveis aos detentores do capital
Capital Social 2.12 e 15 20.000.000 20.000.000
Acções próprias 2.12 e 15 -6.754.132 -5.231.968
Diferenças de consolidação 157.901 134.100
Reservas e resultados transitados 33.228.560 25.055.784
Resultado líquido do exercício 3.744.224 9.170.962
50.376.553 49.128.878
Interesses minoritários 1.726.665 1.564.137
Total do Capital Próprio 52.103.218 50.693.015
PASSIVO
Não corrente
Empréstimos 2.13 e 16 13.174.355 10.062.111
Impostos diferidos passivos 2.14 e 17 6.872.614 6.204.942
Provisões para outros riscos e encargos 2.15 e 18 5.257 15.393
Outros passivos não correntes 19 3.786.046 3.848.487
Total de passivos não correntes 23.838.272 20.130.933
Corrente
Empréstimos 2.13 e 16 24.482.961 8.453.358
Contas a pagar a fornecedores e acréscimos de custos 20 38.002.376 25.936.255
Outros passivos correntes 21 11.936.811 9.047.486
Total de passivos correntes 74.422.148 43.437.099
Total do Passivo 98.260.420 63.568.032
Total do Capital Próprio e Passivo 150.363.638 114.261.047

PARA OS PERÍODOS DE SEIS MESES FINDOS EM 30 DE JUNHO de 2006 E 2005 (valores em euros) IBERSOL S.G.P.S., S.A. DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS POR NATUREZAS

Notas 30-06-2006 30-06-2005
Proveitos operacionais
Vendas 2.16 e 6 69.012.343 64.754.686
Prestações de serviços 2.16 e 6 680.451 605.338
Outros proveitos operacionais 1.450.840 1.913.933
Total de proveitos operacionais 71.143.634 67.273.957
Custos Operacionais
Custo das vendas 15.242.876 14.541.614
Fornecimentos e serviços externos 22.434.724 22.214.851
Custos com o pessoal 22.808.908 21.187.088
Amortizações e depreciações e perdas por imparidade 8 e 9 3.705.277 3.536.039
Provisões - 79.699
Outros custos operacionais 1.105.910 529.628
Total de custos operacionais 65.297.695 62.088.919
Resultados Operacionais 5.845.939 5.185.038
Custo de Financiamento líquido -329.105 -455.744
Resultados Extraordinários - -
Resultado antes de impostos 5.516.834 4.729.294
Imposto sobre o rendimento 22 1.610.683 1.345.454
Resultado depois de impostos 3.906.151 3.383.840
Resultado consolidado do exercício 3.906.151 3.383.840
Atribuível a:
Accionistas 3.744.224 3.235.100
Interesses minoritários 161.927 148.740
Resultados por acção 23
Básico 0,20 0,17
Diluído 0,20 0,17

IBERSOL S.G.P.S., S.A. DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS POR NATUREZAS PARA O SEGUNDO TRIMESTRE DOS ANOS de 2006 E 2005

(valores em euros)

2º TRIMESTRE
Notas 2006 2005
Proveitos operacionais
Vendas e Prestações de serviços 35.891.012 32.751.982
Outros proveitos operacionais 1.045.620 1.318.547
Total de proveitos operacionais 36.936.632 34.070.529
Custos Operacionais
Custo das vendas 7.545.431 7.093.645
Fornecimentos e serviços externos 11.868.294 11.327.611
Custos com o pessoal 11.863.498 10.858.051
Amortizações e depreciações, provisões e perdas por imparidade 1.761.473 1.689.865
Outros custos operacionais 1.020.455 522.449
Total de custos operacionais 34.059.151 31.491.621
Resultados Operacionais 2.877.481 2.578.908
Custo de Financiamento líquido -115.298 -200.565
Resultados Extraordinários - -
Resultado antes de impostos 2.762.183 2.378.343
Imposto sobre o rendimento 802.080 684.497
Resultado depois de impostos 1.960.103 1.693.846
Resultado consolidado do exercício 1.960.103 1.693.846
Atribuível a:
Accionistas 1.903.726 1.639.159
Interesses minoritários 56.377 54.687
Resultados por acção
Básico 0,10 0,09
Diluído 0,10 0,09

Demonstração Consolidada das alterações no Capital Próprio para os períodos de seis meses findos em 30 de Junho de 2005 e 2006 (valores em euros)

Atribuível a detentores do capital
Nota Capital Social AcçõesPróprias Reservas eResultadosTransitados ResultadoLiquido Total InteressesMinoritários Total CapitalPróprio
Saldo em 1 de Janeiro de 2005 20.000.000 -5.254.329 18.201.111 8.334.045 41.280.827 1.591.339 42.872.166
Aplicação do resultado consolidado de 2004:
Transferência para reservas e resultados transitados 7.309.471 -7.309.471 0 0
Dividendos distribuídos 24 -1.024.574 -1.024.574 -1.024.574
Aquisição/(alienação) de acções próprias 15 22.361 -10.068 12.293 12.293
Variação nas reservas de conversão -38.188 -38.188 -38.188
Variação nos interesses minoritários -38.353 -38.353 38.353 0
Variação na % interesse Vidisco -78.217 -78.217 -444.130 -522.347
Resultado consolidado líquido do período de seis meses findoem 30 de Junho de 2005 3.235.100 3.235.100 148.740 3.383.840
Saldo em 30 de Junho de 2005 20.000.000 -5.231.968 25.345.755 3.235.100 43.348.887 1.334.302 44.683.190
Saldo em 1 de Janeiro de 2006 20.000.000 -5.231.968 25.189.883 9.170.962 49.128.877 1.564.137 50.693.014
Aplicação do resultado consolidado de 2005:
Transferência para reservas e resultados transitados 8.157.329 -8.157.329 0 0
Dividendos distribuídos 24 -1.013.633 -1.013.633 -1.013.633
Aquisição/(alienação) de acções próprias 15 -1.522.165 16.045 -1.506.120 -1.506.120
Variação nas reservas de conversão 0 0
Variação nos interesses minoritários -601 -601 601 0
Variação nas diferenças de consolidação negativas 23.806 23.806 23.806
Resultado consolidado líquido do exercício findo em 30 de Junhode 2006 3.744.224 3.744.224 161.927 3.906.151
Saldo em 30 de Junho de 2006 20.000.000 -6.754.133 33.386.462 3.744.224 50.376.553 1.726.665 52.103.218

IBERSOL S.G.P.S., S.A. Demonstração Consolidada dos Fluxos de Caixa Para os períodos findos em 30 de Junho de 2005 e 2006

(valores em euros)

Períodos findos em 30 de Junho
Nota 2006 2005
Fluxos de Caixa das Actividades Operacionais
Fluxos das actividades operacionais (1) 9.793.064 10.510.706
Fluxos de caixa das actividades de investimento
Recebimentos provenientes de:
Investimentos financeiros 1.580.077 2.988
Activos tangíveis 4.189 954.843
Activos intangíveis
Juros recebidos 156.303 131.858
Dividendos recebidos
Outros
Pagamentos respeitantes a:
Investimentos financeiros 4.223.169 2.709.611
Activos tangíveis 6.251.113 3.849.649
Activos intangíveis 13.967.277 333.399
Outros
Fluxos das actividades de investimento (2) (22.700.990) (5.802.970)
Fluxos de caixa das actividades de financiamento
Recebimentos provenientes de:
Contratos de locação financeira
Venda de acções próprias 40.610 51.500
Outros
Pagamentos respeitantes a:
Amortizações de contratos locação financeiras 1.212.028 1.093.678
Juros e custos similares 544.704 751.971
Dividendos pagos 1.013.633 1.024.574
Reduções capital e prest.suplementares
Aquisição de acções próprias 1.546.730 39.207
Outros
Empréstimos obtidos 208.797 3.175.308
Fluxos das actividades de financiamento (3) (4.485.282) (6.033.238)
Variação de caixa e seus equivalentes (4)=(1)+(2)+(3) -17.393.208 (1.325.502)
Efeito das diferenças de cambio 117
Caixa e equivalentes de caixa no início do período 1.825.138 24.299
Caixa e equivalentes de caixa no final do período 13 -15.568.070 -1.301.320

IBERSOL SGPS, S.A.

ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS

PARA O PERÍODO FINDO EM 30 DE JUNHO DE 2006

(Montantes expressos em euros)

1. NOTA INTRODUTÓRIA

A IBERSOL, SGPS, SA ("Empresa" ou "Ibersol"), tem sede na Praça do Bom Sucesso, Edifício Península n.º 105 a 159 – 9º, 4150-146 Porto, Portugal, e as suas subsidiárias (conjuntamente, o Grupo), exploram uma rede de 339 unidades no ramo da restauração através das marcas Pizza Hut, Pasta Caffé, Cantina Mariachi, Pans & Company, Kentucky Fried Chicken, Burguer King, O' Kilo, Pap' aki, Bocatta, Café Sô, Iber, Pizza Móvil e Arroz Maria. O Grupo possui 310 unidades de exploração própria e 29 em regime de franquia. Deste universo, 75 estão sediadas em Espanha, repartindo-se por 53 estabelecimentos próprios e 22 franquiados.

A Empresa é uma sociedade anónima e está cotada na Bolsa de Valores de Lisboa.

2. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS

As principais políticas contabilísticas adoptadas na preparação destas demonstrações financeiras consolidadas estão descritas abaixo.

2.1. Bases de apresentação

Estas demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas de acordo com a Norma Internacional de Contabilidade n.º 34 – Relato Financeiro Intercalar, tal como adoptada na União Europeia, emitida pelo "International Accounting Standards Board" ("IASB"), em vigor em 30 de Junho de 2006.

A adopção das Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IFRS") ocorreu pela primeira vez em 2005, pelo que a data de transição dos princípios contabilísticos portugueses para esse normativo é 1 de Janeiro de 2004, tal como estabelecido pela IFRS 1 – "Adopção pela primeira vez das Normas Internacionais de Relato Financeiro".

As políticas contabilísticas adoptadas a 30 de Junho de 2006 não diferem das que foram adoptadas na preparação das demonstrações financeiras de 31 de Dezembro de 2005.

2.2 Consolidação

(a) Subsidiárias

As participações financeiras em empresas nas quais o Grupo detenha, directa ou indirectamente, mais de 50% dos direitos de voto em Assembleia Geral de Accionistas ou detenha o poder de controlar as suas políticas financeiras e operacionais (definição de controlo utilizada pelo Grupo), foram incluídas nestas demonstrações financeiras consolidadas, pelo método de consolidação integral. O capital próprio e o resultado líquido destas empresas correspondente à participação de terceiros nas mesmas, é apresentado separadamente no balanço consolidado e na demonstração de resultados consolidada, respectivamente, na rubrica interesses minoritários. As empresas incluídas nas demonstrações financeiras encontram-se detalhadas na Nota 5.

Quando os prejuízos atribuíveis aos minoritários excedem o interesse minoritário no capital próprio da filial, o Grupo absorve esse excesso e quaisquer prejuízos adicionais, excepto quando os minoritários tenham a obrigação e sejam capazes de cobrir esses prejuízos. Se a filial subsequentemente reportar lucros, o Grupo apropria todos os lucros até que a parte minoritária dos prejuízos absorvidos pelo Grupo tenha sido recuperada.

É utilizado o método de compra para contabilizar a aquisição das subsidiárias. O custo de uma aquisição é mensurado pelo justo valor dos bens entregues, instrumentos de capital emitidos e passivos incorridos ou assumidos na data de aquisição, mais os custos directamente atribuíveis à aquisição. Os activos identificáveis adquiridos e os passivos e passivos contingentes assumidos numa concentração empresarial são mensurados inicialmente ao justo valor na data de aquisição, independentemente da existência de interesses minoritários. O excesso do custo de aquisição, relativamente ao justo valor da parcela do Grupo dos activos líquidos identificáveis adquiridos, é registado como diferença de consolidação. Se o custo de aquisição for inferior ao justo valor dos activos líquidos da subsidiária adquirida, a diferença é reconhecida directamente na Demonstração de Resultados (ver Nota 2.6).

As transacções internas, saldos e ganhos não realizados em transacções entre empresas do grupo são eliminadas. As perdas não realizadas são também eliminadas, excepto se a transacção revelar evidência de imparidade de um activo transferido. As políticas contabilísticas das subsidiárias são alteradas, sempre que necessário, de forma a garantir consistência com as políticas adoptadas pelo Grupo.

2.3 Relato por segmentos

Um segmento de negócio é um grupo de activos e operações envolvidos no fornecimento de produtos ou serviços sujeitos a riscos e benefícios que são diferentes de outros segmentos de negócio. Um segmento geográfico está envolvido em fornecer produtos ou serviços num ambiente económico particular que está sujeito a riscos e benefícios diferentes dos segmentos que operam em outros ambientes económicos.

2.4 Conversão cambial

(a) Moeda Funcional e de Apresentação

Os elementos incluídos nas Demonstrações Financeiras de cada uma das entidades do Grupo são mensurados utilizando a moeda do ambiente económico em que a entidade opera ("A moeda funcional"). As Demonstrações Financeiras consolidadas são apresentadas em Euros, sendo esta a moeda funcional e de apresentação do Grupo.

(b) Transacções e Saldos

As transacções em moedas diferentes do euro são convertidas em moeda funcional utilizando as taxas de câmbio à data das transacções. Os ganhos ou perdas cambiais resultantes da liquidação das transacções e da conversão pela taxa à data do balanço dos activos e dos passivos monetários denominados em moeda diferente do euro, são reconhecidos na Demonstração dos Resultados, excepto se qualificarem como coberturas de fluxos de caixa, ou como cobertura de investimento líquido, casos em que são registados em capital próprio.

As diferenças de conversão em elementos não monetários, tais como investimentos detidos ao justo valor através de resultados, são reportadas como parte dos ganhos ou perdas do justo valor. As diferenças de conversão em elementos não monetários, tais como investimentos classificados como activos financeiros disponíveis para venda, são incluídas na reserva de justo valor nos capitais próprios.

(c) Empresas do Grupo

Os resultados e a posição financeira de todas as entidades do Grupo (nenhuma das quais tendo divisas de uma economia hiper-inflacionária) que possuam uma moeda funcional diferente da moeda de apresentação são convertidas para a moeda de apresentação como segue:

(i) Os activos e passivos de cada balanço apresentado são convertidos à taxa de câmbio em vigor na data das Demonstrações Financeiras;

(ii) Os rendimentos e os gastos de cada Demonstração de Resultados são convertidos pela taxa média de câmbio (a não ser que a taxa média não seja uma aproximação razoável do efeito cumulativo das taxas em vigor nas datas das transacções, sendo neste caso os rendimentos e os gastos convertidos pelas taxas de câmbio em vigor nas datas das transacções); e

(iii) As diferenças de câmbio resultantes são reconhecidas como componente separada no Capital Próprio.

Na consolidação, as diferenças de câmbio resultantes da conversão do investimento líquido em entidades estrangeiras, de empréstimos e de outros instrumentos financeiros designados como cobertura de tais investimentos, são levadas aos capitais próprios. Quando uma operação estrangeira é vendida, essas diferenças de câmbio são reconhecidas na Demonstração de Resultados como parte do ganho ou perda na venda.

As diferenças de consolidação e ajustamentos ao justo valor resultantes da aquisição de uma entidade estrangeira são tratados como activos ou passivos da entidade estrangeira e convertidos à taxa de câmbio da data de encerramento.

2.5 Activos Fixos Tangíveis

Os edifícios e outras construções compreendem imóveis próprios afectos à activi dade de restauração, bem como despesas com obras em propriedade alheia, nomeadamente, decorrentes da instalação de lojas de restauração.

Os activos fixos tangíveis são apresentados ao custo de aquisição, líquido das respectivas amortizações e perdas de imparidade acumuladas, excepto no que confere aos imóveis que integram as demonstrações financeiras da sociedade IBR Imobiliária, S.A., sociedade adquirida no decurso do primeiro semestre do ano, os quais são ajustados ao justo valor.

O custo histórico inclui todos os dispêndios directamente atribuíveis à aquisição dos bens.

Os custos subsequentes são incluídos na quantia escriturada do bem ou reconhecidos como activos separados, conforme apropriado, somente quando é provável que benefícios económicos fluirão para a empresa e o custo possa ser mensurado com fiabilidade. Os demais dispêndios com reparações e manutenção são reconhecidos como um gasto no período em que são incorridos.

A depreciação dos activos é calculada pelo método das quotas constantes, de forma a alocar o seu custo ao seu valor residual, em função da sua vida útil estimada, como segue:

- Edifícios e outras contruções: 12-50 anos
- Equipamentos: 10 anos
- Ferramentas e utensílios: 4 anos
- Viaturas: 5 anos
- Equipamento administrativo 10 anos
- Outras imobilizações corpóreas 5 anos

Os valores depreciáveis dos activos, as vidas úteis e o método de depreciação são revistos e ajustados, se necessário, na data do balanço.

Se a quantia escriturada é superior ao valor recuperável do activo, procede-se imediatamente ao seu reajustamento para o valor recuperável estimado (Nota 2.7).

Os ganhos ou perdas provenientes do abate ou alienação são determinados pela diferença entre os recebimentos das alienações e a quantia escriturada do activo, e são reconhecidos como outros proveitos operacionais ou outros custos operacionais na demonstração dos resultados. Quando são vendidos bens reavaliados, o montante incluído em outras reservas é transferido para lucros retidos.

2.6 Activos Intangíveis

a) Diferenças de consolidação

As diferenças de consolidação representam o excesso do custo de aquisição face ao justo valor dos activos e passivos identificáveis da subsidiária/associada na data de aquisição. As diferenças de consolidação resultantes da aquisição de subsidiárias são incluídas nos activos intangíveis. As diferenças de consolidação são sujeitas a testes de imparidade, numa base anual e são apresentadas ao custo, deduzidas de perdas de imparidade acumuladas. Ganhos ou perdas decorrentes da venda de uma entidade incluem o valor das diferenças de consolidação referentes à mesma.

As diferenças de consolidação são alocadas às unidades geradoras de fluxos de caixa para realização dos testes de imparidade.

b) Pesquisa e desenvolvimento

Os dispêndios com pesquisa são reconhecidos como gastos quando incorridos. Os custos incorridos em projectos de desenvolvimento (relativos ao design e teste de novos produtos ou melhoramentos em produtos existentes) são reconhecidos como activos intangíveis quando for provável que o projecto seja um sucesso, considerando a sua viabilidade comercial e tecnológica e os custos possam ser mensurados com fiabilidade. Outros dispêndios com desenvolvimento são reconhecidos como gasto quando incorridos. Os custos de desenvolvimento previamente

reconhecidos como gasto não são reconhecidos como um activo em períodos subsequentes. Os custos de desenvolvimento com vida útil finita que tenham sido capitalizados são amortizados desde o início da produção comercial do produto de acordo com o método das quotas constantes pelo período do seu benefício esperado, não excedendo cinco anos.

c) Software

O custo de aquisição de licenças de software é capitalizado e compreende todos os custos incorridos para a aquisição e para colocar o software disponível para utilização. Esses custos são amortizados durante o período de vida útil estimado (5 anos).

Os custos associados ao desenvolvimento ou à manutenção de software são reconhecidos como gastos quando incorridos. Os custos directamente associados à produção de software identificável e único controlado pelo Grupo e que irá, provavelmente, gerar benefícios económicos futuros superiores aos custos, para além de um ano, são reconhecidos como activos intangíveis. Os custos directos incluem os custos com pessoal no desenvolvimento do software e a quota-parte de gastos gerais relevantes.

Custos de desenvolvimento de software reconhecidos como activos são amortizados durante a sua vida útil estimada (não excedendo 5 anos).

d) Concessões e direitos territoriais

As concessões e direitos territoriais são apresentados ao custo histórico. As concessões e direitos territoriais têm uma vida útil finita, associada aos períodos contratuais, e são apresentadas ao custo menos amortizações acumuladas.

Direitos Territoriais Nº anos Ano limite deutilização
Pans & Company 10 2006 *
Burguer King 20 2021
Direitos de Concessão Nº anos Ano limite deutilização
Área Serviços da Lusoponte 33 2032
Marina Expo 28 2026
Área Serviço Repsol 2ª Circular 28 2017
Área Serviço do Fogueteiro 16 2015
Marina de Portimão 60 2061
Área de serviço A8 Torres Vedras 20 2021
Área Serviço Aeroporto 20 2021
Pizza Hut Setúbal 14 2017
Pizza Hut e Pasta Caffé Cais Gaia 20 2024
Área de Serviço A5 Oeiras 12 2015
Área Serviço Modivas 28 2031

*****de acordo com o contrato celebrado, e o período estabelecido para "desenvolvimento inicial" (25 de Julho de 2006), o Direito de Franquia foi automaticamente renovado por dois prazos consecutivos de 5 anos cada, nessa mesma data.

Novas Concessões - 1º Semestre de 2006 Ano limite deutilização
Áreas Serviço Barcelos 2036
Áreas Serviço Guimarães 2036
Áreas Serviço Fafe 2036
Áreas Serviço Alvão 2036
Áreas Serviço Felgueiras 2030
Áreas Serviço Vagos 2030
Áreas Serviço Aveiro 2030
Áreas Serviço Ovar 2030
Áreas Serviço Gulpilhares 2030
Áreas Serviço Vouzela 2031
Áreas Serviço Viseu 2031
Áreas Serviço Paredes 2032

2.7 Imparidade de activos

Os activos que não têm uma vida útil definida não estão sujeitos a amortização, mas são objecto de testes de imparidade anuais. Os activos sujeitos a amortização são revistos quanto a imparidade sempre que os eventos ou alterações nas circunstâncias indicarem que o valor pelo qual se encontram escriturados possa não ser recuperável. Uma perda por imparidade é reconhecida na demonstração de resultados pelo montante do excesso da quantia escriturada do activo face ao seu valor recuperável. A quantia recuperável é a mais alta de entre o justo valor de um activo menos os gastos para venda e o seu valor de uso. Para realização de testes de imparidade, os activos são agrupados ao mais baixo nível no qual se possam identificar separadamente fluxos de caixa (unidades geradoras de fluxos de caixa).

No caso dos activos corpóreos, cada loja foi identificada como sendo uma unidade geradora de caixa. Uma unidade geradora de caixa (UGC) é o grupo mais pequeno de activos que inclui o activo e que gera influxos de caixa provenientes do uso continuado, que sejam em larga medida independentes dos influxos de caixa de outros activos ou grupos de activos.

2.8 Investimentos Financeiros

O Grupo classifica os seus investimentos nas seguintes categorias: activos financeiros ao justo valor através de resultados, empréstimos concedidos e contas a receber, investimentos detidos até à maturidade e activos financeiros disponíveis para venda. A classificação depende do objectivo de aquisição do investimento. Os gestores determinam a classificação no momento de reconhecimento inicial dos investimentos e reavaliam essa classificação em cada data de relato.

a) Activos financeiros ao justo valor através de resultados

Esta categoria é subdividida em duas: activos financeiros detidos para negociação e aqueles que são designados ao justo valor através de resultados desde o seu início. Um activo financeiro é classificado nesta categoria se adquirido principalmente com o objectivo de venda a curto prazo ou se assim designado pelos gestores. Os derivados são também classificados como detidos para negociação, excepto se forem designados para cobertura. Os activos desta categoria são classificados como correntes se forem detidos para negociação ou sejam realizáveis no período de 12 meses após a data de balanço.

b) Empréstimos concedidos e contas a receber

Os empréstimos concedidos e contas a receber são activos financeiros não derivados com pagamentos fixos ou determináveis e que não são cotados num mercado activo. Estes activos são originados quando o Grupo fornece dinheiro, bens ou serviços directamente a um devedor, sem intenção de negociar a conta a receber. São incluídos nos activos correntes, excepto quanto a

maturidades superiores a 12 meses após a data do balanço, sendo nesse caso classificados como activos não-correntes. Empréstimos concedidos e contas a receber são incluídos no balanço em Contas a receber de clientes e outros devedores (Nota 2.10).

c) Investimentos detidos até à maturidade

Os investimentos detidos até à maturidade são activos financeiros não derivados, com pagamentos fixos ou determináveis e maturidades fixas, que os gestores do Grupo têm intenção e capacidade para os manter até à maturidade. Estão incluídos nos activos não-correntes, excepto aqueles cujo vencimento seja inferior a 12 meses desde a data do balanço, os quais são classificados como activos correntes.

d) Activos financeiros disponíveis para venda

Os activos financeiros disponíveis para venda são activos financeiros não derivados que são designados nesta categoria ou não são classificados em nenhuma das outras categorias. São incluídos em activos não correntes, excepto se os gestores entenderem alienar o investimento no prazo de 12 meses após a data do balanço.

As compras e vendas de investimentos são reconhecidas à data da transacção – a data em que o Grupo se compromete a comprar ou a vender o activo. Os investimentos são inicialmente reconhecidos ao justo valor, adicionado dos custos de transacção, para todos os activos financeiros não reflectidos ao justo valor através de resultados (neste caso, são também reconhecidos ao justo valor, mas os custos de transacção são registados em custos do exercício em que sejam incorridos). Os investimentos financeiros são desreconhecidos quando os direitos de receber dinheiro dos mesmos expiram ou tenham sido transferidos e o Grupo tenha transferido substancialmente todos os riscos e benefícios da sua posse. Activos financeiros disponíveis para venda e os activos financeiros ao justo valor através de resultados são subsequentemente valorizados ao justo valor. Os empréstimos concedidos e contas a receber e os investimentos detidos até à maturidade são valorizados ao custo amortizado, utilizando o método da taxa efectiva. Os ganhos e perdas realizadas ou não realizadas decorrentes de alterações do justo valor da categoria dos activos financeiros ao justo valor através de resultados, são incluídos na demonstração de resultados do período em que surgem. Os ganhos e perdas não realizadas, resultantes de alterações do justo valor de títulos não monetários, classificados como disponíveis para venda, são reconhecidos no capital próprio. Quando os títulos classificados como disponíveis para venda são vendidos ou se encontram em imparidade, os ajustamentos acumulados do justo valor são incluídos na demonstração de resultados como ganhos ou perdas de investimentos em títulos.

O justo valor de investimentos cotados é baseado nos preços correntes de mercado.

Se não há um mercado activo para um activo financeiro (e para títulos não cotados), o Grupo estabelece o justo valor usando técnicas de avaliação, as quais incluem o uso de transacções recentes entre partes independentes, referência a outros instrumentos que sejam substancialmente idênticos, análise do fluxo de caixa descontado e modelos refinados de preços de opções que reflictam as circunstâncias específicas de emissão.

O Grupo verifica em cada data de balanço se existe evidência objectiva de imparidade de um ou de um grupo de activos financeiros. No caso de títulos de capital próprio classificados como disponíveis para venda, um decréscimo significativo ou prolongado do justo valor abaixo do custo é determinante para saber se existe imparidade. Se existir tal evidência para activos financeiros disponíveis para venda, a perda acumulada – calculada pela diferença entre o custo de aquisição e o justo valor corrente, menos qualquer perda de imparidade desse activo financeiro reconhecida previamente em resultados – é retirada do capital próprio e reconhecida na demonstração de resultados. As perdas de imparidade de instrumentos de capital reconhecidas em resultados não são reversíveis.

2.9 Existências

As existências são apresentadas ao mais baixo entre o custo e o valor líquido de realização. O custo é calculado utilizando o custo médio ponderado.

O valor líquido de realização corresponde ao preço de venda estimado no curso normal dos negócios, menos os custos variáveis de venda.

2.10 Contas a receber de clientes e outros devedores

As contas a receber de clientes e outros devedores são reconhecidas inicialmente ao justo valor, sendo, no caso de dívidas de médio e longo prazo, subsequentemente mensuradas ao custo amortizado, utilizando o método da taxa efectiva, deduzido do ajustamento de imparidade. O ajustamento de imparidade das contas a receber é estabelecido quando há evidência objectiva de que o Grupo não receberá a totalidade dos montantes em dívida conforme as condições originais das contas a receber. O valor do ajustamento de imparidade é a diferença entre o valor apresentado e o valor presente estimado dos fluxos de caixa futuros, descontado à taxa de juro efectiva. O valor do ajustamento de imparidade é reconhecido na demonstração de resultados.

2.11 Caixa e equivalentes de caixa

O caixa e equivalentes de caixa inclui caixa, depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de liquidez elevada e com maturidades iniciais até 3 meses e descobertos bancários. Os descobertos bancários são apresentados no Balanço, no passivo corrente, na rubrica Empréstimos Obtidos.

2.12 Capital social

As acções ordinárias são classificadas no capital próprio. As acções preferenciais obrigatoriamente remíveis são classificadas no passivo (Nota 2.13).

Os custos incrementais directamente atribuíveis à emissão de novas acções ou opções são apresentados no capital próprio como uma dedução, líquida de impostos, dos ingressos.

Quando alguma empresa do Grupo adquire acções da empresa-mãe (acções próprias), o valor pago, incluindo os custos incrementais directamente atribuíveis (líquidos de impostos), é deduzido ao capital próprio atribuível aos detentores do capital da empresa-mãe até que as acções sejam canceladas, reemitidas ou alienadas. Quando tais acções são subsequentemente vendidas ou reemitidas, qualquer recebimento, liquido de custos de transacção directamente atribuíveis e de impostos, é reflectido no capital próprio dos detentores do capital da empresa.

2.13 Empréstimos obtidos

Os empréstimos obtidos são inicialmente reconhecidos ao justo valor, líquido de custos de transacção incorridos. Os empréstimos de médio e longo prazo são subsequentemente apresentados ao custo amortizado; qualquer diferença entre os recebimentos (líquidos de custos de transacção) e o valor amortizado é reconhecida na demonstração de resultados ao longo do período do empréstimo, utilizando o método da taxa efectiva.

Os empréstimos obtidos são classificados no passivo corrente, excepto se o Grupo possuir um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data do balanço.

2.14 Impostos diferidos

Os impostos diferidos são reconhecidos na globalidade, usando o método do passivo, e calculados sobre diferenças temporárias provenientes da diferença entre a base fiscal de activos e passivos e os seus valores nas demonstrações financeiras consolidadas. No entanto, se o imposto diferido surge pelo reconhecimento inicial de um activo ou passivo numa transacção que não seja uma concentração empresarial ou que à data da transacção não afecte nem o resultado contabilístico nem o resultado fiscal, este não é contabilizado. Os impostos diferidos são determinados pelas taxas fiscais (e leis) decretadas ou substancialmente decretadas na data do balanço e que se espera que sejam aplicáveis no período de realização do imposto diferido activo ou de liquidação do imposto diferido passivo.

Os impostos diferidos activos são reconhecidos na medida em que seja provável que os lucros tributáveis futuros estejam disponíveis para utilização da diferença temporária.

São reconhecidos impostos diferidos em diferenças temporárias originadas por investimentos em subsidiárias e associadas, excepto quando o Grupo seja capaz de controlar a tempestividade da reversão da diferença temporária e seja provável que a diferença temporária não reverta no futuro previsível.

2.15 Provisões

As provisões para custos com reestruturação, contratos onerosos e reclamações judiciais são reconhecidas quando o Grupo tem uma obrigação legal ou construtiva, como resultado de acontecimentos passados, seja provável que um exfluxo de recursos será necessário para liquidar a obrigação, e possa ser efectuada uma estimativa fiável do montante da obrigação. As provisões para reestruturações incluem penalidades derivadas de rescisão de contratos de locação e pagamentos de indemnizações por cessação de contratos de trabalho dos empregados. Não são reconhecidas provisões para perdas operacionais futuras.

Quando há um número de obrigações similares, a probabilidade de gerar um exfluxo é determinada em conjunto.

2.16 Reconhecimento do rédito

O rédito compreende o justo valor da venda de bens e prestação de serviços, líquido de impostos e descontos e após eliminação das vendas internas. O rédito é reconhecido como segue:

a) Venda de bens – retalho

A venda de bens é reconhecida quando o produto é vendido ao cliente. As vendas a retalho são normalmente efectuadas a dinheiro ou com cartão de débito/crédito. O rédito a reconhecer é o valor bruto da venda, incluindo honorários de utilização de cartões de débito/crédito a pagar pela transacção. As vendas de bens a clientes, associadas a eventos ou congressos, são reconhecidas no momento em que tais acontecimentos ocorrem.

b) Prestação de serviços

A prestação de serviços é reconhecida no período contabilístico em que os serviços são prestados, com referência à fase de acabamento da transacção à data do balanço.

c) Juros

Os juros são reconhecidos tendo em consideração a proporção do tempo decorrido e o rendimento efectivo do activo. Quando uma conta a receber se encontra em imparidade, o Grupo reduz o seu valor contabilístico para o valor recuperável, sendo este igual ao valor actual dos fluxos de caixa futuros estimados descontados à taxa de juro efectiva original do activo. O desconto continua a ser reconhecido como proveito financeiro.

d) Royalties

Os royalties são reconhecidos segundo o regime do acréscimo, de acordo com a substância dos acordos relevantes.

e) Dividendos

Os dividendos são reconhecidos quando se estabelece o direito dos accionistas receberem os dividendos.

2.17 Locações

As locações são classificadas como locações operacionais se uma parcela significativa dos riscos e benefícios inerentes à posse for retida pelo locador. Os pagamentos efectuados em locações operacionais (deduzidos de eventuais incentivos recebidos do locador) são reflectidos na demonstração de resultados pelo método das quotas constantes, pelo período da locação.

Locações de activos tangíveis onde o Grupo tem substancialmente todos os riscos e benefícios da propriedade são classificadas como locações financeiras. As locações financeiras são capitalizadas no início da locação pelo menor entre o justo valor do activo locado e o valor presente dos pagamentos mínimos da locação. As obrigações da locação, líquidas de encargos financeiros, são incluídas em outros passivos não correntes, excepto a respectiva componente de curto prazo. A parcela dos juros é levada a gastos financeiros no período da locação, de forma a produzir uma taxa constante periódica de juros sobre a dívida remanescente em cada período. As imobilizações corpóreas adquiridas através de locações financeiras são depreciadas pelo menor entre o período de vida útil do activo e o prazo da locação.

2.18 Distribuição de dividendos

A distribuição de dividendos aos detentores do capital é reconhecida como um passivo nas demonstrações financeiras do Grupo no período, em que os dividendos são aprovados pelos accionistas.

3. GESTÃO DO RISCO FINANCEIRO

3.1 Factores do risco financeiro

As actividades do Grupo estão expostas a uma variedade de factores do risco financeiro: risco de mercado (inclui risco cambial, risco do justo valor associado à taxa de juro e risco de preço), risco de crédito, risco de liquidez e risco de fluxos de caixa associado à taxa de juro. O Grupo detém um programa de gestão do risco que foca a sua análise nos mercados financeiros procurando minimizar os potenciais efeitos adversos desses riscos na performance financeira do Grupo.

A gestão do risco é conduzida por um departamento central de tesouraria, com base nas políticas aprovadas pela Administração. A tesouraria identifica, avalia e realiza coberturas de riscos financeiros em estrita cooperação com as unidades operacionais do Grupo. A Administração providencia princípios para a gestão do risco como um todo e políticas que cobrem áreas específicas, como o risco cambial, o risco de taxa de juro, risco de crédito e o investimento do excesso de liquidez.

a) Risco de mercado

i) Risco cambial

O risco cambial é reduzido, uma vez que o Grupo apenas está presente no mercado ibérico, os empréstimos bancários estão denominados em euros, a totalidade das vendas e prestação de serviços são realizadas em Portugal e Espanha e o volume de compras fora da zona Euro, não assume proporções relevantes.

O Grupo detém investimentos em operações externas, não havendo exposição significativa ao risco cambial.

ii) Risco de Preço

O Grupo está exposto ao risco de preço das acções pelos investimentos detidos e classificados no balanço consolidado como activos financeiros disponíveis para venda. O Grupo não está exposto ao risco de preço das mercadorias.

b) Risco de crédito

O Grupo não tem concentrações de risco de crédito significativas. Tem políticas que asseguram que as vendas a retalho são efectuadas a clientes com um histórico de crédito apropriado, em dinheiro ou cartão de débito/crédito. O acesso pelo Grupo a crédito é realizado com instituições financeiras credíveis. O Grupo tem políticas que limitam o montante de crédito a que têm acesso.

c) Risco de liquidez

A gestão do risco de liquidez implica a manutenção de um valor suficiente em caixa e depósitos bancários, a viabilidade da consolidação da dívida flutuante através de um montante adequado de facilidades de crédito e a capacidade de liquidar posições de mercado. Relacionado com a dinâmica dos negócios subjacentes, a Tesouraria do Grupo pretende manter a flexibilidade da dívida flutuante, mantendo as linhas de crédito disponíveis.

d) Risco de fluxos de caixa e de justo valor associado à taxa de juro

Como o Grupo não tem activos remunerados com juros significativos, o lucro e os fluxos de caixa da actividade de financiamento são substancialmente independentes das alterações da taxa de juro de mercado.

O risco da taxa de juro do Grupo advém de empréstimos obtidos de longo prazo. Empréstimos emitidos com taxas variáveis expõem o Grupo ao risco de fluxos de caixa associado à taxa de juro. Empréstimos emitidos com taxas fixas expõem o Grupo ao risco do justo valor associado à taxa de juro. Com o actual nível das taxas de juro, a política do grupo é, em financiamentos de maior maturidade, a fixação total ou parcial das taxas de juro.

3.2 Estimativa de justo valor

O justo valor dos instrumentos financeiros comercializados nos mercados activos (por exemplo derivados negociados publicamente, títulos para negociação e disponíveis para venda) é determinado com base nos preços do mercado de cotação à data de balanço. O preço do mercado usado para os activos financeiros do Grupo é o preço recebido pelos accionistas no mercado corrente. O preço do mercado para os passivos financeiros é o preço a pagar no mercado corrente.

O valor nominal de contas a receber (deduzido de ajustamentos de imparidade) e a pagar é assumido como aproximado do seu justo valor. O justo valor dos passivos financeiros é estimado actualizando os fluxos de caixa futuros contratualizados, à taxa de juro do mercado corrente que está disponível para instrumentos financeiros similares.

4. ESTIMATIVAS CONTABILÍSTICAS IMPORTANTES E JULGAMENTOS

As estimativas e julgamentos são continuamente avaliadas e baseiam-se na experiência histórica e em outros factores, incluindo expectativas sobre eventos futuros que se acredita serem razoáveis nas circunstâncias em causa.

4.1 Estimativas contabilísticas importantes e premissas

O grupo efectua estimativas e premissas sobre o futuro. A contabilização resultante das estimativas raramente irá, por definição, corresponder aos resultados reais relatados. As estimativas e as premissas que apresentam um risco significativo de originar um ajustamento material no valor contabilístico dos activos e passivos no exercício seguinte são apresentadas abaixo:

a) Estimativa de imparidade das diferenças de consolidação

O Grupo testa anualmente se existe ou não imparidade das diferenças de consolidação, de acordo com a política contabilística indicada na Nota 2.6. Os valores recuperáveis das unidades geradoras de fluxos de caixa são determinados com base no cálculo de valores de uso. Esses cálculos exigem o uso de estimativas (Nota 9).

Se a margem bruta real for superior ou a taxa de desconto, antes de impostos, inferior à estimativa dos gestores, o Grupo não será capaz de reverter as perdas de imparidade das diferenças de consolidação registadas à data de 30 de Junho de 2006. E se a margem bruta real for inferior ou a taxa de desconto, antes de impostos, superior às estimativas dos gestores, as perdas de imparidade das diferenças de consolidação poderão ser superiores às registadas.

b) Impostos sobre o Rendimento

O Grupo está sujeito a Impostos sobre o Rendimento em Portugal e Espanha. É necessário julgamento significativo para determinar a estimativa de imposto sobre o rendimento. Há inúmeras transacções e cálculos, para as quais, a determinação final dos impostos é incerta durante o curso normal dos negócios. O Grupo reconhece passivos para liquidações adicionais de impostos que possam ser provenientes de revisões pelas autoridades fiscais. Quando o resultado final das inspecções fiscais é diferente dos valores inicialmente registados, as diferenças terão impacto no imposto sobre o rendimento e nos impostos diferidos, no período em que tais diferenças são identificadas.

5. INFORMAÇÕES RELATIVAS ÀS EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO E OUTRAS

5.1. As empresas do Grupo incluídas na consolidação em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005 são as seguintes:

% Participação
Firma Sede 2006 2005
Empresa mãe
Ibersol SGPS, S.A. Porto mãe mãe
Empresas filiais
Iberusa Hotelaria e Restauração, S.A. Porto 100,00% 100,00%
Ibersol Restauração, S.A. Porto 100,00% 100,00%
Ibersande Restauração, S.A. Porto 80,00% 80,00%
Santo Amaro Café, S.A. Lisboa 100,00% 100,00%
Ibersol Madeira Restauração, S.A. Funchal 100,00% 100,00%
Ibersol - Hotelaria e Turismo, S.A. Porto 100,00% 100,00%
Iberking Restauração, S.A. Porto 100,00% 100,00%
Iber' Aki Restauração, S.A. Porto 85,00% 85,00%
Restmon Portugal, Lda Lisboa 60,00% 60,00%
Vidisco, S.L. Pontevedra - Espanha 100,00% 100,00%
Pasta Caffe. S.L.U. Pontevedra - Espanha 100,00% 100,00%
Inverpeninsular, S.L. Pontevedra - Espanha 100,00% 100,00%
Ibergourmet Produtos Alimentares, S.A. Porto 100,00% 100,00%
Ferro e Ferro, Lda. Setúbal 100,00% 100,00%
Asurebi SGPS, S.A. Porto 100,00% 100,00%
Ibersol Restaurants Internacional, Ltd. Bristol - UK - 100,00%
Charlotte Develops, SL Madrid-Espanha 100,00% 100,00%
Firmoven Restauração, S.A. Porto 100,00% 100,00%
Bilcas - Actividades Hoteleiras, Lda Évora 100,00% -
IBR - Sociedade Imobiliária, S.A. Porto 100,00% -
GVG - Gestão de Projectos, S.A. Porto 100,00% -
Anatir SGPS, S.A. Porto 100,00% -
Outras filiais
a) Iberusa Central de Compras para Restauração ACE Porto 100,00% 100,00%
b) Vidisco, Pasta Café Union Temporal de Empresas Vigo 100,00% 100,00%

a) Agrupamento Complementar de Empresas que actua como Central de Compras e de Logística e assegura o aprovisionamento dos respectivos restaurantes em matériasprimas e serviços de manutenção.

b) Union Temporal de Empresas constituída em 2005 e que ao longo do ano funcionou como Central de Compras em Espanha, assegurando o aprovisionamento de matériasprimas dos respectivos restaurantes.

Estas empresas filiais foram incluídas na consolidação pelo método de consolidação integral, conforme indicado na Nota 2.2.a).

As percentagens de participação nas sociedades referidas consubstanciam-se em idêntica percentagem de direitos de voto.

5.2. Alterações ocorridas no perímetro de consolidação

5.2.1. Aquisição de novas sociedades

% Participação
Firma Sede 2006 2005
Bilcas - Actividades Hoteleiras, Lda Évora 100,00% -
IBR - Sociedade Imobiliária, S.A. Porto 100,00% -
GVG - Gestão de Projectos, S.A. Porto 100,00% -
Anatir SGPS, S.A. Porto 100,00% -

As aquisições acima mencionadas tiveram o seguinte impacto nas demonstrações financeiras consolidadas a 30 de Junho de 2006:

Data da aquisição Jun-06
Activos líquidos adquiridos
Activos fixos tangíveis e intangíveis (Notas 8 e 9) 14.889.825 14.888.634
Existências 9.582 7.243
Impostos diferidos activos (Nota 17) 709.737 740.189
Outros activos 19.656.100 19.626.624
Caixa e equivalentes a caixa -51.043 -11.277
Empréstimos -4.504.782 -4.188.280
Impostos diferidos passivos (Nota 17) - -1.341
Outros passivos -12.398.237 -12.427.138
18.311.182 18.634.654
Diferenças de consolidação (Nota 9) 21.420
Interesses minoritários -
Preço de aquisição 18.332.602
Pagamentos efectuados 7.342.711
Montantes a pagar no futuro 10.989.890
18.332.601
Fluxo de caixa líquido decorrente da aquisição
Pagamentos efectuados 7.342.711
Caixa e equivalentes de caixa adquiridos 51.043
7.393.754

Os impactos das aquisições na demonstração de resultados foram os seguintes:

Jun-06
Proveitos operacionais 72.268
Custos operacionais -97.512
Resultado financeiro -5.395
Resultado relativos a investimentos -
Resultado antes impostos -30.639
Imposto sobre o rendimento 29.111
Resultado líquido -1.528

5.2.2. Alienações

No exercício de 2005 não ocorreram alienações de subsidiárias.

6. INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS

Formato de Relato Principal – segmento geográfico

O Grupo opera em duas grandes áreas geográficas, apesar de serem geridos à escala nacional.

A sede do Grupo – onde está também localizada a maior empresa operacional é em Portugal. A área de actividade é a restauração.

O Grupo considera que a actividade desenvolvida na área de restauração é suficientemente homogénea, pelo que o segmento de negócio a apresentar terá por base a dispersão geográfica da mesma:

  • (1) Portugal;
  • (2) Espanha.

As vendas são distribuídas com base no país em que se localiza o cliente.

Os resultados por segmento do exercício findo em 30 de Junho de 2006 são:

30 DE JUNHO 2006 Portugal Espanha Grupo
Restauração 57.690.388 9.414.218 67.104.606
Mercadorias 787.017 1.120.720 1.907.737
Prestação de Serviços 149.189 531.262 680.451
Volume de Negócio por Segmento 58.626.594 11.066.200 69.692.794
Resultado operacional (1) 5.757.413 88.526 5.845.939
Custo de financiamento líquido -273.747 -55.358 -329.105
Quota-parte do lucro de associadas - - -
Lucro antes de imposto sobre o rendimento 5.483.666 33.168 5.516.834
Imposto sobre o rendimento 1.643.973 -33.290 1.610.683
Resultado líquido do exercício 3.839.693 66.458 3.906.151

(1) No segmento de Espanha estão incluídos os custos com a oferta pública de aquisição de acções sobre a Tele Pizza no montante 656.482 euros, que decorreu em Espanha no 1º semestre de 2006.

Os resultados por segmento do exercício findo em 30 de Junho de 2005 são:

30 DE JUNHO 2005 Portugal Espanha Grupo
Restauração 55.206.687 7.394.648 62.601.335
Mercadorias 751.600 1.401.751 2.153.351
Prestação de Serviços 148.673 456.665 605.338
Volume de Negócio por Segmento 56.106.960 9.253.064 65.360.024
Resultado operacional 4.549.280 635.758 5.185.038
Custo de financiamento líquido -435.949 -19.795 -455.744
Quota-parte do lucro de associadas - - -
Lucro antes de imposto sobre o rendimento 4.113.331 615.963 4.729.294
Imposto sobre o rendimento 1.262.197 83.257 1.345.454
Resultado líquido do exercício 2.851.134 532.706 3.383.840

As transferências ou transacções entre segmentos são realizadas nos termos comerciais normais e nas condições aplicáveis a terceiros independentes.

7. FACTOS NÃO USUAIS E NÃO RECORRENTES E SAZONALIDADE

Nos primeiros seis meses do exercício de 2006 não se registaram quaisquer factos não usuais.

A sazonalidade do Negócio de restauração é caracterizada por picos de vendas nos meses de Julho, Agosto e Dezembro o que conduz a que o 2º semestre apresente maior actividade que o 1º semestre. No período que compreende os seis primeiros meses do ano, as vendas são cerca de 45% do volume anual e, por efeito da diluição dos custos fixos com o aumento da actividade, o resultado operacional representa cerca de 30%.

8. ACTIVOS FIXOS TANGÍVEIS

Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2005 e 30 de Junho de 2006, o movimento ocorrido no valor dos activos fixos tangíveis, bem como nas respectivas amortizações e perdas por imparidade acumuladas, foi o seguinte:

Terrenos eedifícios Equipamentos Ferramentas eutensilios Outras Imob.corporeas Imobilizadoem curso Total
01 de Janeiro de 2005
Custo 55.888.479 37.600.090 2.903.411 5.199.378 1.052.134 102.643.492
Depreciação acumulada 6.440.501 18.105.295 2.437.055 3.440.720 - 30.423.570
Imparidade Acumulada 2.420.160 993.716 37.888 79.975 - 3.531.738
Valor líquido 47.027.819 18.501.079 428.468 1.678.683 1.052.134 68.688.184
31 de Dezembro de 2005
Valor líquido inicial 47.027.819 18.501.079 428.468 1.678.683 1.052.134 68.688.184
Adições 6.593.568 4.178.503 223.587 446.939 735.223 12.177.820
Diminuições 139.773 118.260 2.181 14.438 54.868 329.519
Transferências 449.090 -1.040 - 910 -453.850 -4.890
Depreciação exercício 1.365.529 3.665.820 228.392 647.511 - 5.907.252
Imparidade Exercicio 1.091.020 518.427 21.878 53.419 - 1.684.744
Valor líquido final 51.474.155 18.376.036 399.604 1.411.164 1.278.639 72.939.598
31 de Dezembro de 2005
Custo 61.898.270 40.513.636 3.041.232 5.451.636 1.278.639 112.183.413
Depreciação acumulada 7.646.979 20.812.069 2.582.142 3.917.587 - 34.958.778
Imparidade Acumulada 2.777.135 1.325.531 59.485 122.885 - 4.285.037
Valor líquido 51.474.155 18.376.036 399.604 1.411.164 1.278.639 72.939.598
Terrenos e Ferramentas e Outras Imob. Imobilizado
edifícios Equipamentos utensilios corporeas em curso Total
30 de Junho de 2006
Valor líquido inicial 51.474.155 18.376.036 399.604 1.411.164 1.278.639 72.939.598
Variações do perímetro de consolidação (1) 15.451.800 166.795 1.533 10.570 - 15.630.698
Adições 4.242.419 2.722.255 104.385 298.985 402.099 7.770.143
Diminuições 5.386 -30.607 0 505 6.964 -17.752
Transferências 430.521 62.243 707 4.440 -497.912 -
Depreciação exercício 730.865 1.852.521 105.504 294.358 - 2.983.248
Deprec.do Ex.º pelas variações do perímetro 778.669 35.534 333 2.741 - 817.277
Imparidade Exercicio - - - - - 0
Valor líquido final 70.083.976 19.469.881 400.392 1.427.554 1.175.862 92.557.666
30 de Junho de 2006
Custo 81.738.074 43.237.345 3.143.206 5.728.134 1.175.862 135.022.621
Depreciação acumulada 9.102.614 22.512.559 2.683.328 4.177.694 - 38.476.195
Imparidade Acumulada 2.551.485 1.254.906 59.485 122.885 - 3.988.760
Valor líquido 70.083.976 19.469.881 400.393 1.427.555 1.175.862 92.557.666

(1) as variações do perímetro correspondem à aquisição de imóveis próprios, pela entrada no perímetro, da empresa IBR Imobiliária, S.A., um andar no Edifício Península, um andar na Foz do Porto, dois andares na grande Lisboa e 12 estabelecimentos comerciais, onde o grupo explora restaurantes Pizza Hut.

No exercício findo em 30 de Junho de 2006, os bens utilizados em regime de locação financeira foi o seguinte:

Valor Buto A. Acumuladas
Terrenos e edifícios 1.284.599 172.395
Equipamentos 6.833.534 2.023.719
Ferramentas e utensilios 107.512 78.423
Outras imobilizações corporeas 942.668 521.062
9.168.313 2.795.600

Sendo que o valor correspondente a contratos celebrados nos primeiros seis meses de 2006 é de 895.626 euros.

9. ACTIVOS INTANGÍVEIS

Os activos intangíveis decompõem-se como segue:

Jun-06 Dez-05
Diferenças de consolidação 13.363.455 13.386.537
Outros Intangíveis 18.133.400 5.066.114
31.496.855 18.452.651

Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2005 e 30 de Junho de 2006, o movimento ocorrido no valor dos activos fixos intangíveis, bem como nas respectivas amortizações e perdas por imparidade acumuladas, foi o seguinte:

Diferenças de Marcas e Despesas de Propriedade Imobilizado
Consolidação Trespasses licenças Desenvolvimento Industrial em curso Total
01 de Janeiro de 2005
Custo 12.984.775 1.390.500 20.357.122 521.932 4.333.436 65.311 39.653.076
Amortização acumulada - 460.877 18.500.929 408.790 1.882.444 - 21.253.040
Imparidade acumulada 1.615.785 37.711 115.381 - 163.109 - 1.931.985
Valor líquido 11.368.990 891.912 1.740.812 113.142 2.287.883 65.311 16.468.051
31 de Dezembro de 2005
Valor líquido inicial 11.368.996 891.912 1.740.812 113.142 2.287.883 65.311 16.488.057
Adições 2.063.704 126.981 1.379.431 10.517 286.892 28.796 3.896.316
Diminuições - 199.519 1.774 - 136 - 201.429
Transferências - - 4.988 - 4.890 -4.988 4.890
Amortização do exercício - 40.291 1.140.687 68.228 231.239 - 1.480.445
Imparidade Exercicio 46.163 - 130.262 - 58.314 - 234.738
Valor líquido final 13.386.537 779.083 1.852.509 55.431 2.289.977 89.119 18.452.651
31 de Dezembro de 2005
Custo 15.048.485 1.305.220 21.425.698 532.449 4.613.658 89.119 43.014.629
Amortização acumulada - 498.499 19.348.244 477.018 2.102.259 - 22.426.025
Imparidade acumulada 1.661.948 27.638 224.945 - 221.422 - 2.135.953
Valor líquido 13.386.537 779.083 1.852.509 55.431 2.289.977 89.119 18.452.651
Diferenças deConsolidação Trespasses Marcas elicenças Despesas deDesenvolvimento PropriedadeIndustrial Imobilizadoem curso (1) Total
30 de Junho de 2006
Valor líquido inicial 13.386.537 779.083 1.852.509 55.431 2.289.977 89.119 18.452.651
Variações do perímetro de consolidação - - 48.910 - 52.104 - 101.014
Adições 45.222 783.050 555.889 14.032 5.556 12.397.849 13.801.598
Diminuições 45.222 - 1.565 - 1.843 - 48.630
Transferências - - -3.030 - 3.030 - -
Amortização do exercício - 65.647 506.450 9.116 119.593 - 700.806
Deprec.do Ex.º pelas variações do perímetro - - 24.302 - 2.388 - 26.690
Imparidade Exercicio 23.082 - 61.044 - -1.842 - 82.283
Valor líquido final 13.363.455 1.496.486 1.860.917 60.347 2.228.685 12.486.968 31.496.855
30 de Junho de 2006
Custo 15.048.485 1.870.774 21.818.928 523.570 4.645.787 12.486.968 56.394.512
Amortização acumulada - 346.650 19.672.022 463.223 2.197.522 - 22.679.417
Imparidade acumulada 1.685.030 27.638 285.989 - 219.580 - 2.218.237
Valor líquido 13.363.455 1.496.486 1.860.917 60.347 2.228.684 12.486.968 31.496.855

(1) as adições da rubrica imobilizado em curso dizem respeito às 24 novas concessões conseguidas no decurso do 1º semestre do ano de 2006, em áreas de serviço nas Auto-estradas do Norte, Costa da Prata, Beiras e Grande Porto.

Testes de imparidade das diferenças de consolidação

As diferenças de consolidação são distribuídas pelas unidades geradoras de fluxos (UGCs) do Grupo, identificadas de acordo com o país da operação e o segmento de negócio.

Apresenta-se abaixo um resumo das diferenças de consolidação distribuídas por segmento:

Jun-06 Dez-05
Portugal 4.230.709 4.253.791
Espanha 9.132.746 9.132.746
13.363.455 13.386.537

O valor recuperável de uma UGC é determinado com base nos cálculos do valor de uso. Esses cálculos utilizam projecções de fluxos de caixa baseadas em orçamentos financeiros aprovados pelos gestores, cobrindo um período de 5 anos.

As previsões têm vindo a ser utilizadas para a análise de cada UGC do segmento de negócio. Os gestores determinam a margem bruta orçada com base na performance passada e nas suas expectativas para o desenvolvimento do mercado. A taxa de crescimento média ponderada utilizada é consistente com as previsões incluídas nos relatórios do sector. As taxas de desconto utilizadas são antes de impostos e reflectem riscos específicos relacionados com os segmentos relevantes.

10. ACTIVOS FINANCEIROS DISPONÍVEIS PARA VENDA

Jun-06 Dez-05
Adiantamentos por conta de Investimentos Financeiros (1) 3.190.712 3.190.712
Outros activos financeiros (2) 863.871 863.871
4.054.583 4.054.583
Perdas de imparidade acumuladas (1) 1.870.000 1.870.000
2.184.583 2.184.583

(1) Inclui um valor adiantado no montante de 3.018.628 euros, para aquisição de uma sociedade que explora um conjunto de restaurantes em Espanha, cuja negociação ainda não foi concluída e que entretanto registou uma perda de valor de 1.870.000 euros.

(2) Inclui a participação de 20% na sociedade QRM – Projectos Turísticos, S.A., dedicada à restauração e catering, no valor de 600.000 euros, sendo que a alienação ou reforço está condicionada à concretização de objectivos estabelecidos no contrato de aquisição.

O grupo segue a orientação da IAS 39 (revista em 2004) na determinação da imparidade permanente dos investimentos, a qual requer que o grupo avalie, entre outros factores, a duração e em que medida o justo valor de um investimento é inferior ao seu custo e a saúde financeira e perspectivas de negócio para a participada, incluindo factores tais como a performance da indústria e do sector, alterações tecnológicas e fluxos de caixa operacionais e de financiamento.

11. OUTROS ACTIVOS NÃO CORRENTES

O detalhe dos outros activos não correntes em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro 2005, é o seguinte:

Jun-06 Dez-05
Clientes e outros devedores 256.544 251.187
Outros activos não correntes 256.544 251.187
Perdas de imparidade acumuladas - -
256.544 251.187

12. EXISTÊNCIAS

Em 30 de Junho de 2006 e de 31 de Dezembro 2005 o detalhe das existências do grupo era o seguinte:

Jun-06 Dez-05
Matérias-primas, subsidiárias e de consumoMercadorias 2.848.420132.948 2.706.663134.794
2.981.368 2.841.457
Perdas de imparidade acumuladas 74.981 74.981
Existências líquidas 2.906.387 2.766.476

13. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

Em 30 de Junho de 2006 e de 31 de Dezembro 2005 o detalhe de caixa e equivalentes de caixa era o seguinte:

Jun-06 Dez-05
Numerário 329.203 278.610
Depósitos bancários 2.380.714 2.044.441
Aplicações de tesouraria 155.037 3.017.130
Caixa e equivalentes de caixa no balanço 2.864.954 5.340.181
Descobertos bancários 18.433.024 3.515.043
Caixa e equivalentes de caixa na demonstração de fluxos de caixa -15.568.070 1.825.138

Em descobertos bancários estão considerados os saldos credores de contas correntes com instituições financeiras, incluídos no balanço na rubrica de empréstimos bancários.

14. OUTROS ACTIVOS CORRENTES

O detalhe dos outros activos correntes em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro 2005, é o seguinte:

Jun-06 Dez-05
Clientes 2.996.475 2.432.279
Estado e outros entes públicos (1) 4.674.817 1.702.302
Outros devedores (2) 5.918.583 4.097.789
Adiantamentos a fornecedores 11.653 123.679
Acréscimos de proveitos 871.957 981.181
Custos diferidos (3) 1.649.642 1.520.143
Outros activos correntes 16.123.127 10.857.373
Perdas de imparidade acumuladas 624.905 669.211
15.498.222 10.188.162

(1) saldo decorrente, essencialmente, dos valores de Iva a recuperar.

(2) A conta Outros devedores decompõe-se pelas seguintes rubricas:

Jun-06 Dez-05
Adiantamentos (a) 200.082 600.000
Venda Maestro à Ibergourmet - 1.180.155
Venda de activos financeiros (b) 3.515.989 -
Outros 2.202.512 2.317.634
5.918.583 4.097.789

(a) saldo decorrente do pagamento efectuado com a celebração de um contrato promessa de compra de uma participação, cuja revogação foi acordada no final do ano, e formalizada em 01 de Agosto de 2006.

(b) inclui, essencialmente, o valor das dívidas referentes à integração no semestre dos activos da empresa Anatir – SGPS, S.A., filial adquirida em Junho de 2006.

(3) Detalhe da rubrica custos diferidos:

Jun-06 Dez-05
Rendas e condomínios 1.111.580 1.162.434
Fornecimento e serviços externos 354.418 198.109
Outros 183.644 159.600
Custos Diferidos 1.649.642 1.520.143

15. CAPITAL SOCIAL

Em 30 de Junho de 2006, o capital social, integralmente subscrito e realizado, está representado por 20.000.000 acções ao portador com o valor nominal unitário de 1 euro.

A empresa adquiriu 206.000 acções próprias através da compra na Euronext no 1º semestre de 2006. O montante pago para aquisição das acções foi de 1.546.730 € e foi deduzido ao capital próprio. As acções são detidas como acções próprias. A empresa tem o direito de revender estas acções numa data posterior. Todas as acções emitidas pela empresa estão totalmente realizadas.

Nos primeiros seis meses do ano, a empresa procedeu à venda de 4.920 acções próprias na Euronext pelo montante de 40.610 euros.

No final do semestre a sociedade detinha 1.573.211 acções próprias pelo valor de aquisição de 6.754.132 euros.

O montante de reservas indisponíveis do grupo, diz respeito às reservas legais, e é de 5.402.664 euros.

16. EMPRÉSTIMOS

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005 os empréstimos correntes e não correntes tinham o seguinte detalhe:

Não corrente Jun-06 Dez-05
Empréstimos bancários 13.174.355 10.062.111
13.174.355 10.062.111
Corrente Jun-06 Dez-05
Descobertos bancários 18.433.024 3.515.043
Empréstimos bancários 6.049.937 4.938.315
24.482.961 8.453.358
Total empréstimos 37.657.316 18.515.469

Edifícios e Outras Construções no valor de 8.772.891 € (1.045.994 em 2005) estão dados em garantia de empréstimos bancários (Nota 29).

A maturidade dos empréstimos não correntes é a seguinte:

Jun-06 Dez-05
entre 1 e 2 anos 10.995.613 9.976.203
entre 2 e 5 anos 1.702.561 85.908
> 5 anos 476.182 -
13.174.355 10.062.111

17. IMPOSTOS DIFERIDOS

17.1. Impostos diferidos passivos

O detalhe dos impostos diferidos passivos em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, de acordo com as diferenças temporárias que os geraram, é o seguinte:

Impostos diferidos passivos Jun-06 Dez-05
Homogeneização de amortizações 8.047.929 7.554.864
Perdas por imparidade de activos não aceites fiscalmente -1.270.379 -1.444.185
Anulação de imobilizações incorpóreas -217.844 -218.646
Anulação de menos-valias fiscais pela venda imobilizado I/G 312.909 312.909
6.872.615 6.204.942

17.2. Impostos diferidos activos

O detalhe dos activos por impostos diferidos em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, de acordo com as diferenças temporárias que os geraram, é o seguinte:

Impostos diferidos activos Jun-06 Dez-05
Prejuízos fiscais reportáveis 2.495.516 2.138.207
2.495.516 2.138.207
SALDO DE REPORTES FISCAIS POR ANO LIMITE DE UTILIZAÇÃO (após utilização em 30-06-2006) (*)
2006 2007 2008 2009 2010 2011/2020 2012/2021 2015-2019 TOTAL
135.464 951.665 2.006.119 780.144 749.693 1.295.803 806.823 1.712.263 8.437.975

(*) Empresas Portuguesas: 6 anos Empresas Espanholas: 15 anos

O Grupo não reconheceu, por razões de prudência, impostos diferidos activos no valor de 691.552 referentes a prejuízos fiscais de 2.514.736 que podem ser deduzidos aos lucros tributáveis futuros.

18. PROVISÕES PARA RISCOS E ENCARGOS

As provisões para riscos e encargos no montante de 15.393 euros sofreu uma redução de 10.136 pela conclusão do processo judicial em curso na Vidisco, decorrente do imposto sobre o rendimento.

19. OUTROS PASSIVOS NÃO CORRENTES

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005 a rubrica "Outros passivos não correntes" pode ser detalhada como segue:

Jun-06 Dez-05
Fornecedores locação financeira 2.641.163 2.646.520
Outros credores (1) 1.144.883 1.201.967
3.786.046 3.848.487

(1) inclui um valor de 879.864, referente à dívida pela compra da Vidisco, e 261.869 referente ao valor ainda em divida da compra da sociedade que detinha a concessão da Pizza Hut da Foz.

Os Passivos de Locações Financeiras podem ser apresentados da seguinte forma:

Jun-06 Dez-05
Capital em dívida:
Até 1 ano 1.771.983 2.163.873
Mais de 1 ano e até 5 anos 2.641.163 2.646.520
4.413.146 4.810.393

20. CONTAS A PAGAR A FORNECEDORES E ACRÉSCIMOS DE CUSTOS

Jun-06 Dez-05
Fornecedores c/c 15.438.821 15.467.618
Fornecedores - Facturas em recepção e conferência 665.180 753.214
Fornecedores de imobilizado c/c (1) 12.239.806 1.424.605
Fornecedores imobilizado - inv.financeiros 645.000 -
Fornecedores locação financeira 1.771.983 2.163.873
Total contas a pagar a fornecedores 30.760.790 19.809.310
Jun-06 Dez-05
Acréscimos de custos - Seguros a liquidar 47.566 59.199
Acréscimos de custos - Remunerações a liquidar 4.506.900 3.536.982
Acréscimos de custos - Prémios 719.088 487.878
Acréscimos de custos - Juros a liquidar 204.785 212.293
Acréscimos de custos - Fornec.Serviços Externos 1.520.583 1.171.345
Acréscimos de custos - Outros 242.664 659.248
Total acréscimos de custos 7.241.586 6.126.945
Total contas a pagar a fornec. e acréscimos de custos 38.002.376 25.936.255

(1) a variação nesta rubrica deve-se, essencialmente, à integração no semestre do passivo da GVG – Gestão de projectos, S.A., filial adquirida em Junho de 2006.

21. OUTROS PASSIVOS CORRENTES

Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005 a rubrica "Outros passivos correntes" pode ser detalhada como segue:

Jun-06 Dez-05
Outros credores 1.108.008 991.627
Estado e outros entes públicos 4.307.868 2.859.710
Proveitos diferidos (1) 6.520.935 5.196.149
11.936.811 9.047.486

(1) Na rubrica Proveitos Diferidos estão incluídos os seguintes valores:

Jun-06 Dez-05
Contratos com fornecedores (1) 6.138.187 4.563.917
Direitos de franquias 100.865 140.989
Resultado lease-back 211.645 350.555
Subsidio para investimento 17.328 21.040
Rendas 52.910 90.316
Outros 0 29.332
6.520.935 5.196.149

(1) O valor dos contratos com fornecedores corresponde a receitas obtidas dos fornecedores em 2006 e respeitantes a exercícios seguintes.

22. IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO

Os impostos sobre o rendimento reconhecidos no exercício findo em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005 são detalhados como segue:

Jun-06 Jun-05
Imposto corrente 583.875 239.664
Imposto diferido (Nota 17) 1.026.808 1.105.790
1.610.683 1.345.454

23. RESULTADO POR ACÇÃO

Básico e diluído

O resultado básico por acção é calculado dividindo o lucro atribuível aos accionistas, pelo número médio ponderado de acções ordinárias emitidas durante o período, excluindo as acções ordinárias adquiridas pela empresa e detidas como acções próprias (Nota 15).

Jun-06 Jun-05
Lucro atribuível aos detentores do capital 3.744.224 3.235.100
Número médio ponderado das acções ordinárias emitidas 20.000.000 20.000.000
Número médio ponderado de açõpes próprias -1.472.671 -1.371.381
18.527.329 18.628.619
Resultado básico por acção (€ por acção) 0,20 0,17
Resultado diluído por acção (€ por acção) 0,20 0,17

Dado não haver direitos de voto potenciais, o resultado básico por acção é igual ao resultado diluído por acção.

24. DIVIDENDOS

Na Assembleia Geral Anual de 18 de Abril de 2006 foram atribuídos dividendos ilíquidos de 0,055 euros por acção (0,055 euros em 2005), os quais foram pagos em 18 de Maio de 2006 correspondendo a um valor total de 1.013.633 euros (1.024.574 euros em 2005).

25. CONTINGÊNCIAS

O Grupo possui passivos contingentes respeitantes a garantias bancárias e de outra natureza e outras contingências relacionadas com o seu negócio. Não se espera que existam passivos significativos decorrentes dos passivos contingentes.

A 30 de Junho de 2006, as responsabilidades não registadas pelas empresas incluídas na consolidação são constituídas principalmente por garantias bancárias prestadas por sua conta, conforme segue:

Jun-06 Dez-05
Garantias prestadas 72.986 77.200
Garantias bancárias 1.749.407 1.747.515

Existem ainda na Vidisco e na IBR Imobiliária hipotecas de edifícios no valor de 1.055.249 e 7.717.642 euros, respectivamente (1.045.994 em 2005), dadas como garantias a empréstimos.

26. EVENTOS SUBSEQUENTES

A 20 de Julho do corrente ano, a Ibersol SGPS comunicou, através da sua filial espanhola Vidisco, SL, a desistência da sua Oferta Pública de Aquisição de Acções da Tele Pizza, S.A..

A Ibersol SGPS, através da sua participada espanhola Inverpeninsular SL, concluiu a 01 de Agostos de 2006 a operação de aquisição da totalidade do capital da sociedade espanhola Lurca S.A., que explora 31 unidades Burger King situadas em diferentes províncias de Espanha, com especial incidência na zona de Madrid. O volume de negócios destas unidades ascendeu em 2005 a cerca de 27,5 milhões de euros.

27. APROVAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

As demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração e autorizadas para emissão em 19 de Setembro de 2006.

INFORMAÇÃO DOS ORGÃOS SOCIAIS

De acordo com o disposto no artigo 447º do Código das Sociedades Comerciais e dando cumprimento à alinea b) do artº 9º do Regulamento da CMVM nº 4/2004,declaramos ter a seguinte informação:

Conselho de Administração Data Aquisiçõesnº acções SALDO30.06.2006
António Alberto Guerra Leal Teixeira
ATPS- S.G.P.S., SA (1) 5,011
Ibersol SGPS, SA 1,400
António Carlos Vaz Pinto Sousa
ATPS- S.G.P.S., SA (1) 5,011
Ibersol SGPS, SA 1,400
Data Aquisições SALDO
(1)ATPS- S.G.P.S ., SA nº acções 30.06.2006
Ibersol SGPS, SA 425,182
ATPS III-SGPS, SA (2) 697,483,937
I.E.S.- Indústria Engenharia e Seviços, SA (3) 2,000,000

(2) ATPS III - SGPS, SA

I.E.S.- Indústria Engenharia e Seviços, SA (3) 455,000

(3) I.E.S.- Indústria Engenharia e Seviços, SGPS, SA

Ibersol SGPS, SA 9,998,000

FISCAL ÚNICO

O Fiscal Único, PricewaterhouseCoopers & Associados, SROC, Lda, não detinha acções em 30 de Junho de 2006 e não realizou transacções com acções da Ibersol SGPS.

PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS

Em cumprimento do artº 8º alínea e) do Regulamento da CMVM nº 4/2004, indicamos os titulares de participações qualificadas conhecidos a 30 de Junho de 2006:

Accionista nº acções % capital social % direitos voto
ATPS - SGPS, S.A.
Directamente 425,182 2.13% 2.31%
I.E.S.-Indústria, Engenharia e Serviços, SGPS,S.A. 9,998,000 49.99% 54.26%
António Alberto Guerra Leal Teixeira 1,400 0.01% 0.01%
António Carlos Vaz Pinto Sousa 1,400 0.01% 0.01%
Total participação detida / imputável 10,425,982 52.13% 56.58%
Banco BPI, S.A.
Directamente 1,200,000 6.00% 6.51%
BPI Gestão Activos - Soc. Gestora Fundos Investimento Mobiliário, S.A. 365,671 1.83% 1.98%
Total participação detida / imputável 1,565,671 7.83% 8.50%
Millenium bcp,S.A.
AF PPA 716,763 3.58% 3.89%
AF Acções Portugal 666,954 3.33% 3.62%
Total participação detida / imputável 1,383,717 6.92% 7.51%
Caixagest-Técnica de Gestão Fundos, SA
Caixagest Portugal Acções 764,823 3.82% 4.15%
Caixagest PPA 546,483 2.73% 2.97%
Postal Acções 29,349 0.15% 0.16%
Total participação detida / imputável 1,340,655 6.70% 7.28%

IBERSOL – S.G.P.S., S.A.

Sociedade Aberta

Sede: Praça do Bom Sucesso 105/159-9º andar-Porto

Contribuinte Nº 501.669.477 Matriculada na Cons. Reg. Com. Porto sob o Nº 51.117

Capital Social: 20.000.000 Euros

Relatório e Contas Individuais

1º Semestre de 2006

RELATÓRIO DE GESTÃO

Senhores Accionistas,

No cumprimento das obrigações legais e estatutárias, apresentamos a V. Exas o Relatório de Gestão e as Contas da IBERSOL - S.G.P.S., S.A. relativas ao primeiro semestre de 2006.

1- ENVOLVENTE ECONÓMICA

Reflectindo o comportamento favorável da procura externa, a actividade económica em Portugal apresentou uma trajectória ascendente.

O crescimento do PIB para 2006 foi revisto em alta para 1,2%, mas ainda claramente abaixo do crescimento da actividade na área do euro.

No final do semestre, as taxas de referência do BCE aumentaram em 25 bp reflectindo a evolução das taxas de juro no mercado monetário.

Em resultado de uma apreciação mais favorável do desempenho económico no 1º semestre, o Fundo Monetário Internacional reviu em alta as previsões de crescimento da economia mundial para 2006- 2007.

2 – ACTIVIDADE

A evolução da actividade da Ibersol SGPS está associada ao desenvolvimento estratégico das suas participadas, cujo volume de negócios, no 1º semestre, cresceu cerca de 6,6%.

A Ibersol SGPS centrou a sua actividade na prestação de serviços técnicos de administração e gestão às empresas do Grupo, com especial enfoque na vertente estratégica e financeira do negócio.

3 - SITUAÇÃO ECONÓMICO – FINANCEIRA

Tal como no final do ano, a sociedade aplicou o método da equivalência patrimonial na valoração das participações financeiras . No semestre homólogo de 2005 havia utilizado o critério do custo de aquisição.

Passamos a referir os factos mais importantes ocorridos no período, no que concerne aos resultados e às alterações verificadas na estrutura patrimonial da empresa.

3.1 Resultados

O resultado operacional apurado no exercício ascende a 153 mil euros, sendo que:

a) os proveitos inerentes à prestação de serviços à participada - Ibersol Restauração, S.A. que faz a gestão dos serviços partilhados pelas diferentes Marcas exploradas pelo Grupo, foram idênticos aos do 1º semestre de 2005;

b) os custos operacionais reduziram em 10 mil euros face ao 1º semestre do ano transacto e ascenderam a 147 mil euros.

Por força da utilização do método de equivalencia patrimonial, o resultado financeiro aumentou e foi positivo em 3,3 milhões de euros.

O resultado extraordinário negativo de 46 mil euros teve origem nos custos associados à liquidação da participada inglesa Ibersol Restaurants International, Ltd .

O resultado líquido situa-se em 3.25 milhões de euros.

3.2 Situação Patrimonial

Em 30 de Junho de 2006, o activo ascendia a 140,7 milhões de euros e o endividamento liquido remunerado ascendia a cerca de 370 mil euros. O capital próprio situava-se nos 49,3 milhões de euros.

4 - ACÇÕES PRÓPRIAS

O objectivo de contribuir para uma maior liquidez no mercado bolsista levou a que no período a sociedade tenha efectuado a venda de 4.920 acções por 40.610 euros e adquirido 206.000 acções próprias pelo montante de 1.546.730 euros.

Em 30 de Junho de 2006, a sociedade detinha 1.573.211 acções, com valor nominal de 1€ cada, com um valor global de aquisição de 6.754.133 euros.

5 - PERSPECTIVAS

O planeamento estratégico e operacional será o principal foco da nossa actividade no 2º semestre no sentido de reforçar os factores competitivos das nossas participadas para o próximo ano.

Porto, 19 de Setembro de 2006

O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

António Alberto Guerra Leal Teixeira

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António Carlos Vaz Pinto de Sousa

Juan Carlos Vázquez-Dodero

Activo 30.06.06 31.12.05
Activo Amortizações Activo
Bruto Provisões Liquido AL
IMOBILIZADO:
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de investigação e de desenvolvimento 50,574 50,574 0 0
50,574 50,574 0 0
Imobilizações corpóreas:
Edifícios e outras construções 29,828 25,354 4,474 5,965
Equipamento básico 3,736 3,736 0 0
Ferramentas e Utensilios 196 196 0 0
Equipamento administrativo 215,338 215,338 0 0
Outras imobilizações corpóreas 18,093 17,188 905 1,810
267,191 261,812 5,379 7,775
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresas do grupo 104,080,363 0 104,080,363 100,471,550
Empréstimos a empresas do grupo 15,147,403 15,147,403 15,755,625
Partes de capital em empresas grupo-Trespasses 19,547,230 7,296,173 12,251,057 12,764,609
Títulos e outras aplicações financeiras 264,000 264,000 264,000
Prestações acessórias a empresas do grupo 7,225,000 7,225,000 7,225,000
Adiantamentos por conta de investim. financeiros 172,085 172,085 172,085
146,436,081 7,296,173 139,139,908 136,652,869
CIRCULANTE:
Dívidas de terceiros - Curto prazo:
Empresas do grupo 720,282 720,282 2,234,372
Estado e outros entes públicos 31,896 31,896 26,476
Outros devedores 27,268 27,268 13,101
779,446 0 779,446 2,273,949
Títulos negociáveis:
Outras aplicações de tesouraria 0 50,000
0 0 50,000
Depósitos bancários e caixa:
Depósitos bancários 38,918 38,918 36,516
Caixa 6 6 6
38,924 38,924 36,522
ACRÉSCIMO E DIFERIMENTOS:
Acréscimos de proveitos 539,854 539,854 0
Custos diferidos 4,556 4,556 6,205
Impostos diferidos 150,101 150,101 259,219
694,511 694,511 265,424
Total de amortizações 312,386
Total de provisões 7,296,173
Total do activo 148,266,728 7,608,559 140,658,168 139,286,539

BALANÇO EM 2006.06.30 (valores em Euros)

(valores em Euros)
Capital próprio e passivo 30.06.06 31.12.05
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital 20,000,000 20,000,000
Acções próprias
Valor nominal -1,573,211 -1,372,131
Desconto e prémios -5,180,922 -3,859,837
Prémios de emissão de acções 469,937 469,937
Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas 14,433,245 8,503,126
Reservas de reavaliação 12,110 12,110
Reservas:
Reservas legais 4,000,000 4,000,000
Reservas legais- Acções própriasOutras Reservas 6,754,1337,095,102 12,798,682
Resultados transitados
Subtotal 46,010,394 40,551,887
Resultado Líquido do exercício 3,253,753 7,955,056
Total do capital próprio 49,264,147 48,506,942
PASSIVO:
Provisões para riscos e encargos:
Outras provisões para riscos e encargos 5,257 5,257
5,257 5,257
DÍVIDAS A TERCEIROS - MÉDIO E LONGO PRAZO
0 0
DÍVIDAS A TERCEIROS - CURTO PRAZO :
Dívidas a instituições de crédito 409,668 403,993
Fornecedores, c/c 12,267 5,894
Empresas do grupo 58,483
Fornecedores de imobilizado, c/c
Estado e outros entes públicos 9,364 130,792
Outros credores 645,675 3,647
1,135,457 544,326
ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS :
Acréscimos de custos 88,780 65,487
Proveitos diferidos 90,164,527 90,164,527
90,253,307 90,230,014
Total do passivo 91,394,021 90,779,597
Total capital próprio e do passivo 140,658,168 139,286,539

O Conselho de Administração,

António Alberto Guerra Leal Teixeira

António Carlos Vaz Pinto Sousa

Juan Carlos Vázquez-Dodero

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS EM 30 DE JUNHO

Custos e perdas (valores em Euros)
2006 2005
Fornecimentos e serviços externos 36,349 36,349 64,571 64,571
Custos com o pessoal:
Remunerações 89,934 67,382
Encargos sociais:
Outros 15,352 105,286 15,760 83,142
Amortizações do Imobilizado corpóreo e incorpóreo 2,396 2,591
Provisões 2,396 2,591
Impostos 2,738 6,464
Outros custos operacionais 2,738 6,464
(A) 146,769 156,768
Perdas em empresas do grupo e associadas
Amortizações e ajustamentos de investim. financeiros 558,774
Juros e custos similares:
Relativos a empresas do grupo
Outros 10,025 568,799 11,423 11,423
(C) 715,568 168,191
Custos e perdas extraordinárias 46,360
(E) 761,928 168,191
Imposto sobre o rendimento:
Corrente 189 0
Diferido 109,118 109,307 106,484 106,484
(G) 871,235 274,675
Resultado líquido do exercício 3,253,753 2,345,922
4,124,988 2,620,597
Proveitos e ganhos
Prestação de serviços 300,000 300,000 300,000 300,000
Trabalhos para a própria empresa
Proveitos suplementares 157
Subsídios à exploração
Outros proveitos e ganhos operacionais 157 0
(B) 300,157 300,000
Ganhos em empresas do grupo e associadas 3,584,729
Rendimentos de participações de capital 2,066,179
Rendimentos de títulos negoc. e de outras aplic. financ.:
Relativos a empresas do grupo 0
Outros
Outros juros e proveitos similares:
Relativos a empresas do grupo 239,854 211,545
Outros 248 3,824,831 16,501 2,294,225
(D) 4,124,988 2,594,225
Proveitos e ganhos extraordinários 26,372
(F) 4,124,988 2,620,597
Resumo:
Resultados Operacionais:(B) - (A) = 153,388 143,232
Resultados Financeiros: [(D) - (B)] - [(C) - (A)] = 3,256,032 2,282,802
Resultados Correntes: (D) - (C) = 3,409,420 2,426,034
Resultados antes de Impostos: (F) - (E) = 3,363,060 2,452,406
Resultado Líquido do Exercício: (F) - (G) = 3,253,753 2,345,922

O Conselho de Administração,

António Alberto Guerra Leal Teixeira

António Carlos Vaz Pinto Sousa

Juan Carlos Vázquez-Dodero

ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS EM 30 de Junho de 2006

Nota Introdutória:

As demonstrações financeiras, foram elaboradas em conformidade com o Plano Oficial de Contabilidade (POC) aprovada pelo Decreto-Lei n.º 410/89, de 21 de Novembro, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 238/91, de 2 de Julho, pelo Decreto-Lei n.º 79/2003, de 23 de Abril.

As Notas às Demonstrações Financeiras respeitam a ordem estabelecida pelo POC, sendo de referir que as notas não incluídas neste Anexo não têm aplicação, por inexistência ou irrelevância de valores ou situações a reportar.

1. DERROGAÇÕES AO POC

Embora as contas individuais da Ibersol SGPS, SA sejam elaboradas de acordo com o POC, para efeitos de determinação dos ajustamentos resultantes da aplicação do método de equivalência patrimonial, utilizaram-se como referencia as contas consolidadas preparadas de acordo com os IFRS, por se entender que estas representam de forma mais verdadeira e apropriada a situação financeira e os resultados das operações realizadas pelo conjunto das empresas incluídas na consolidação. No caso do goodwill, porém, o mesmo foi amortizado conforme preconizado pelo POC, sendo nas contas consolidadas sujeito a testes de imparidade anual. Tal facto faz com que os Capitais Próprios e os Resultados Liquidos nas contas individuais sejam diferentes dos das contas consolidadas no montante de :

Resultado liquido -490.471 €
Capitais próprios -1.112.405€

2. COMPARABILIDADE DOS EXERCÍCIOS

O balanço e demonstração dos resultados não são comparáveis, em algumas rúbricas, em virtude de no 1º semestre de 2005 a sociedade não ter aplicado o método da equivalãencia patrimonial (MEP).

Os efeitos da aplicação do MEP na demonstração de resultados do periodo findo em 30 de Junho de 2006 são os seguintes:

Efeitos de aplicação do MEP euros
Custos e proveitos financeiros 558,774
Proveitos e ganhos financeiros 2,063,261
Resultado liquido 1,504,487

3. CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS UTILIZADOS

As demonstrações financeiras foram elaboradas de harmonia com os princípios definidos no Plano Oficial de Contabilidade. Entre outros, foram preparadas segundo o princípio dos custos históricos, do acréscimo, e na base da continuidade das operações.

a) Investimentos Financeiros

As Partes de Capital em filiais e associadas são valorizadas de acordo com a Directriz Contabilística nº9, a qual preconiza a utilização do método da equivalência patrimonial, caso não existam restrições severas e duradouras que prejudiquem significativamente a capacidade de transferência de fundos para a empresa detentora; ou, as partes de capital sejam adquiridas e detidas exclusivamente com a finalidade de venda num futuro próximo. Nestes dois casos deverá ser utilizado o método do custo.

Os empréstimos de financiamento a empresas do grupo, estão registados pelo valor nominal dos mesmos.

b) Imobilizações Corpóreas e incorpóreas

O Imobilizado é registado ao custo de aquisição. Procedeu-se à Reavaliação do Imobilizado Corpóreo, no exercício de 1993, com base no Decreto-Lei nº 264/92, de 24 de Novembro.

As Amortizações são calculadas segundo o método das quotas constantes, utiliza ndo-se para o efeito as taxas máximas definidas no Decreto Regulamentar nº 2/90.

c) Imposto sobre rendimento

O imposto corrente sobre o rendimento é apurado tendo em consideração as disposições do Código do Imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas (IRC).

Os impostos diferidos são calculados quando existam diferenças temporárias entre os valores considerados para efeitos fiscais e os montantes relevados na contabilidade em activo ou passivo, custos ou proveitos. De acordo com a Norma Internacional de Contabilidade nº 12 (Revista), e por força da Directriz Contabilística nº 28 – Impostos sobre o Rendimento, são reconhecidos impostos diferidos activos e passivos sempre que os respectivos efeitos sejam significativos para a melhoria da imagem verdadeira e apropriada das demonstrações financeiras da entidade.

6. IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO

O Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC) é auto-liquidado pela Sociedade e as autoridades fiscais têm o direito de inspeccionar e ajustar as declarações a qualquer momento dentro dos quatro anos subsequentes àquele a que a declaração respeita (seis em caso de utilização de prejuízos fscais). Os prejuízos fiscais são reportáveis nos seis exercícios subsequentes.

O valor do reporte fiscal à data de 30 de Junho de 2006 ascende a 545.822 euros (relativos ao exercício de 2002, podendo ser utilizados até 2008), tendo sido reconhecidos os respectivos impostos (à taxa de 27,5%) diferidos activos no montante de 150.101 euros em rúbrica própria do Activo. Em rúbrica própria da Demonstração de Resultados é relevado o valor do Imposto correspondente ao reporte utilizado no período e que ascendeu a 109.118 euros.

7. PESSOAS AO SERVIÇO DA EMPRESA

O número médio de pessoas ao serviço da empresa foi de três.

10. MOVIMENTOS DO ACTIVO IMOBILIZADO

TRANSFERÊNCIAS
RÚBRICAS SALDO INICIAL AUMENTOS ALIENAÇÕES E SALDO FINAL
01-01-2006 ABATES (a) 30-06-2006
Imobilizações incorpóreas:
Despesas de Invest. e Desenvolvimento 50,574 50,574
50,574 0 0 0 50,574
Imobilizações corpóreas:
Edifícios e outras construções 29,828 29,828
Equipamento básico 3,736 3,736
Ferramentas e Utencilios 196 196
Equipamento administrativo 215,338 215,338
Outras imobilizações corpóreas 18,093 18,093
267,191 0 0 0 267,191
Investimentos financeiros:
Partes de capital em empresas do grupo 100,471,550 1,399,394 0 2,209,419 104,080,363
Empréstimos a empresas do grupo 15,755,624 960,000 820,000 -748,221 15,147,403
Partes de cap. em emp. grupo/trespasses19,503,430 0 0 43,800 19,547,230
Títulos e outras aplicações financeiras 264,000 0 0 0 264,000
Outros empréstimos concedidos 7,225,000 0 0 0 7,225,000
Adiantamento p/conta invest.financeiro 172,085 0 0 0 172,085
143,391,689 2,359,394 820,000 1,504,998 146,436,081

1 - ACTIVO BRUTO

a) Em transferências e abates estão incluidos os ajustamentos introduzidos pela aplicação do MEP

A regularização em "Empréstimos a empresas do Grupo resulta da liquidação da participada Ibersol Restaurants International.

RÚBRICAS SALDO INICIAL01-01-2006 REFORÇO REAVALIAÇÃO REGULARIZAÇÕES(a) SALDO FINAL30-06-2006
Imobilizações incorpóreas:Despesas de Invest. e Desenvolvimento 50,574 50,574
50,574 0 0 0 50,574
Imobilizações corpóreas:Edifícios e outras construçõesEquipamento básicoFerramentas e UtensiliosEquipamento AdministrativoOutras imobilizações corpóreas 23,8633,736196215,33816,283259,416 1,4919052,396 0 0 25,3543,736196215,33817,188261,812
Investimentos FinanceirosPartes de cap. em emp. grupo/trespasses 6,738,821 557,352 7,296,173
6,738,821 0 0 557,352 7,296,173

2 - AMORTIZAÇÕES E PROVISÕES

(a) Esta coluna contém o valor de ajustamentos provocados pela aplicação do MEP.

O reforço das amortizações para Partes de capital em empresas do Grupo/Trespasses no montante de 558.574 euros está relevada na rúbrica de custos financeiros (amortizações e ajustamentos de investimentos financeiros) da Demonstração dos Resultados.

12. REAVALIAÇÃO DE IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS OU DE INVESTIMENTOS FINANCEIROS

Foi efectuada, em 1993, reavaliação aos bens do Imobilizado Corpóreo com base no, Decreto-Lei nº 264/92, de 24 de Novembro.

O aumento relativo à reavaliação já foi integralmente amortizado.

16. RELAÇÃO DAS EMPRESAS DO GRUPO E ASSOCIADAS

Capital Valor % Contas Aprovadas
EMPRESAS Sede Social da de Cap. de C.Próprios Resultados ANO
Participada Aquisição Detido Participação
EMPRESAS DO GRUPO
Ibersol - Restauração S.A. Porto 150,000 93,592 500 0.3% 1,423,774 412,976 2005
Ibersol Madeira Restauração, SA Funchal 50,000 50,000 50,000 100.0% 101,668 -15,422 2005
Iberusa-Hotelaria e Restauração, S.A. Porto 90,000 158,119 4,500 5.0% 4,164,668 1,316,381 2005
Asurebi, SGPS, S.A. Porto 4,100,000 100,000,946 3,803,669 92.8% 104,778,532 1,750,838 2005
Restmon Portugal Lda Lisboa 65,000 498,798 39,000 60.0% -838,986 -134,717 2005
Ibergourmet- Produtos Alimentares, SA Porto 50,000 57,020 50,000 100.0% 315,931 -327,946 2005
GVG Gestão Projectos , SA Porto 50,150 645,000 50,150 100.0% 98,115 6,732 2005
Total 100,859,903

32. GARANTIAS PRESTADAS

Fiança à Ibersol Restauração, S.A. pelas obrigações que esta sociedade assumiu no arrendamento de uma loja comercial, de 231 m2, em Oeiras, no valor de 28.342 euros.

As responsabilidades por garantias bancárias prestadas por sua conta é de 291.083 euros.

34. PROVISÕES ACUMULADAS

Desdobramento das contas de provisões acumuladas e movimentos ocorridos no período:

CONTAS Saldo Inicial Aumento Redução Saldo Final
29 - Provisões para outros riscos e encargos
298 - Outros Riscos e Encargos 5.257 5.257

36. DIVISÃO DO CAPITAL SOCIAL

O Capital Social está representado por 20.000.000 acções ao portador, com o valor nominal unitário de 1 € e está integralmente subscrito e realizado.

37. PARTICIPAÇÃO NO CAPITAL SOCIAL SUPERIOR OU IGUAL A 20%, POR PESSOAS COLECTIVAS

IES - Indústria, Engenharia e Serviços, SGPS, S.A. - 49,99%

40. MOVIMENTOS NAS RÚBRICAS DE CAPITAIS PRÓPRIOS OCORRIDOS NO EXERCÍCIO

Nas rubricas de capitais próprios ocorreram os movimentos resultantes de :

  • a) deliberação aprovada na Assembleia Geral Anual de 18 de Abril de 2006 :
    • aplicação dos resultados liquidos de 2005 em reservas livres (948.141 euros) e reservas
    • não distribuiveis ( ajustamentos em partes de capital no montante de 5.906.915 euros) e;
    • distribuição de dividendos no montante de 1.100.000 euros;
  • b) reservas por alteração do perimetro de consolidação ( 23.806 euros)
  • c) aquisição de acções próprias ( 1.546.830 euros) e alienação acções próprias (24.565 euros e constituição de reservas de 16.045 euros)
  • d) constituição de reservas indisponíveis pelo montante das acções próprias (6.754.133 euros)
RÚBRICAS Saldo Inicial Aumento Efeito alteraçãoPerimetro Redução Saldo Final
Capital 20,000,000 20,000,000
Acções Próprias
Valor nominal -1,372,131 -206,000 -4,920 -1,573,211
Descontos e Prémios -3,859,837 -1,340,730 -19,645 -5,180,922
Ajustamentos em partes capital em filiais 8,503,125 5,906,915 23,806 601 14,433,245
Prémios de Emissão 469,937 469,937
Reservas de Reavaliação 12,110 12,110
Reservas:
Reservas Legais 4,000,000 0 4,000,000
Reservas Legais - Acções Próprias 6,754,133 6,754,133
Outras Reservas 12,798,682 2,064,186 7,767,766 7,095,102
Resultados Liquidos do Exercício 7,955,056 3,253,753 7,955,056 3,253,753

43. REMUNERAÇÕES ATRIBUÍDAS AOS ORGÃOS SOCIAIS

Fiscal Único 13.150 euros

O Conselho de Administração não é remunerado pela sociedade. É remunerado pela IES - Industria Engenharia e Serviços, SGPS,SA que celebrou um contrato de prestação de serviços com a participada Ibers ol Restauração, S.A. em vigor no 1º semestre de 2006, pelo valor de 152.210 euros.

44. REPARTIÇÃO DO VALOR LIQUIDO DAS VENDAS E PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS

As prestações de serviços foram exclusivamente prestadas no mercado interno.

45. DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS FINANCEIROS

RUBRICAS Exercícios RUBRICAS Exercícios
2006 2005 2006 2005
681 - Juros suportados suportados 5,871 8,099 781 - Juros obtidos(a) 240,102 228,046
782 - Ganhos em emp.do Grupo e assoc. (b) 3,584,729 0
683- Amortizações e Ajusta. Em Inv. Fin. (c) 558,774
784 - Rendimentos de participações de capital 2,066,179
688 - Outros custos e perdas financeiras 4,154 3,324
Resultados financeiros 3,256,032 2,282,802
3,824,831 2,294,225 3,824,831 2,294,225

a) Os juros obtidos são essencialmente provenientes da remuneração de suprimentos prestados a participadas e a divida resultante

está incluída no saldo da rúbrica de balanço " Dividas de terceiros c.p.- Empresas do Grupo"

b) Os ganhos em empresas do Grupo resultam da aplicação do MEP.

c) As amortizações e ajustamentos de investimentos financeiros decorrem da aplicação do MEP.

46. DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS

ExercíciosRUBRICAS RUBRICAS Exercícios
2006 2005 2006 2005
698 - Outros custos e perdas extraordináriasResultados extraordinários 46,360-46,360 26,372 794 - Ganhos em imobilizações0 798 - Outros proveitos e ganhos extraordinários 00 67,30017,900
0 26,372 0 85,200

47. INFORMAÇÕES EXIGIDAS POR DIPLOMAS LEGAIS

- DECRETO LEI nª 495/88

A actividade da sociedade rege-se pelo disposto no Decreto-Lei nº 495/88, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei nº 318/94, de 24 de Dezembro. Nos termos do nº.3 do artº.4 º, informamos que durante o exercício foram celebrados e vigoraram contratos de

prestação de serviços com:

Ibersol - Restauração, S.A.

- DECRETO LEI nª 318/94

Nos termos do nº 4 do artº 5 do Decreto-Lei nº 318/94, de 24 de Dezembro informamos que:

- Créditos concedidos a empresas participadas

SALDO MOVIMENTOS DO ANO SALDO
EMPRESAS INICIO Concedidos Devolvidos EM
ANO 30.06.06
Empresas do grupo
Iberusa- Hotelaria e Restauração, SA 13,565,407 900,000 820,000 13,645,407
Asurebi, SGPS,SAIbersol Restaurants International, Ltd 269,000748,221 00 00 269,0000
Ibersol Restauração, SA 522,996 0 0 522,996
Ibersol Madeira Restauração, SA 30,000 0 0 30,000
Restmon Portugal 620,000 60,000 0 680,000
SUB-TOTAL 15,755,624 960,000 820,000 15,147,403
Prestações Suplem./Acessórias
Ibergourmet -Produtos Alimentares, SA 1,025,000 0 0 1,025,000
Iberusa- Hotelaria e Restauração, SA 6,000,000 0 0 6,000,000
Ibersol Madeira Restauração, SA 200,000 0 0 200,000
SUB-TOTAL 7,225,000 0 0 7,225,000
TOTAL GERAL 22,980,624 960,000 820,000 22,372,403

48. OUTRAS INFORMAÇÕES

1. Financiamentos não remunerados

Não existem financiamentos às participadas não remunerados.

2. Dívidas de empresas do Grupo – curto prazo

Esta rúbrica é decomposta da seguinte forma:

Empresa do Grupo Valor
Ibersol Restauração 700,000
Restmon 20,282
720,282

O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO,

António Alberto Guerra Leal Teixeira

António Carlos Vaz Pinto Sousa

Juan Carlos Vásquez-Dodero