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Ibersol — Interim / Quarterly Report 2006
Sep 29, 2006
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Interim / Quarterly Report
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IBERSOL – S.G.P.S., S.A.
Sociedade Aberta
Sede: Praça do Bom Sucesso 105/159-9º andar - Porto
Contribuinte Nº 501.669.477
Matriculada na Cons. Reg. Com. Porto sob o Nº 51.117
Capital Social: 20.000.000 Euros
Relatório e Contas
Consolidados
1º Semestre 2006
1-ACTIVIDADE
O volume de negócios consolidado no 1º semestre de 2006 atingiu os 69,7 milhões de euros o que representa um crescimento de 6,6% face ao período homólogo do ano passado.
As vendas consolidadas do conjunto de negócios de restauração do Grupo, incluindo Espanha, cresceram 7,2% atingindo um montante de 67,1 milhões de euros que se repartiram da forma seguinte:
| VENDAS | milhões euros | Variação06/05 |
|---|---|---|
| Pizza Hut | 26.07 | 3.1% |
| Pans/Bocatta | 9.12 | 8.4% |
| KFC | 3.65 | -8.4% |
| Burger King | 4.38 | 25.5% |
| Pasta Caffé (Portugal) | 3.83 | -0.6% |
| O`Kilo | 3.57 | -1.2% |
| Quiosques | 1.52 | 18.4% |
| Café Sô | 2.02 | 16.8% |
| PAPÀki | 0.27 | -16.1% |
| Cantina Mariachi | 0.19 | 6.9% |
| Arroz Maria | 0.18 | |
| IBER e Outros | 2.88 | 4.1% |
| Portugal | 57.68 | 4.5% |
| Pizza Móvil | 8.31 | 28.0% |
| Pasta Caffé (Espanha) | 1.10 | 21.3% |
| Espanha | 9.41 | 27.2% |
| Total Restauração (LP) | 67.10 | 7.2% |
Em Portugal, num contexto económico ainda pouco favorável a incrementos no consumo, as vendas cresceram 4,5% com especial destaque para as marcas Pans e Burger King que continuam a ganhar quota nos respectivos mercados.
A Pizza Hut teve um comportamento positivo e no 1º semestre superou os 26 milhões de euros.
Desde o 4º trimestre de 2005 que a KFC foi fortemente afectada pela "gripe das aves" e embora tenha encetado uma ligeira recuperação no 2º trimestre denota dificuldade em atingir os níveis de venda anteriores.
O aumento de operadores de restauração no segmento das carnes nos food courts dos Shoppings com politicas de preço agressivas fez aumentar a concorrência ressentindo-se deste facto as vendas do OKilo que manteve a estratégia de não degradar os preços e privilegiar a qualidade.
Em Espanha, na Pizza Móvil, com a aquisição de lojas franquiadas em Madrid e nas Astúrias apresenta um forte crescimento das vendas de restauração.
Para o volume de negócios consolidados, contribuíram ainda as vendas de mercadorias e os proveitos decorrentes da prestação de serviços às unidades franquiadas que, em conjunto, atingiram o montante de 2,6 milhões de euros, valor 6,2% inferior ao do 1ª semestre do exercício de 2005 devido à aquisição de 6 unidades franquiadas da Pizza Móvil, no inicio deste ano.
Durante o semestre o grupo abriu 17 unidades próprias e encerrou a unidade da Pans situada na Duque de Ávila e a unidade PapÀki no Parque Nascente.
| 2005 | 2006 | ||
|---|---|---|---|
| 31-Dez | Aberturas | Encerramentos | 30-Jun |
| 258 | 9 | 3 | 264 |
| 250 | 9 | 2 | 257 |
| 2 | |||
| 1 | |||
| 2 | 1 | ||
| 3 | |||
| 1 | |||
| 1 | |||
| 8 | 1 | 7 | |
| 72 | 9 | 6 | 75 |
| 45 | 8 | 0 | 53 |
| 7 | |||
| 1 | |||
| 27 | 1 | 6 | 22 |
| 1 | 6 | ||
| 295 | 17 | 2 | 310 |
| 35 | 1 | 7 | 29 |
O quadro abaixo resume as variações do nº de unidades:
Foram adquiridas 6 unidades franqueadas da Pizza Móvil
2- RESULTADOS
A margem bruta evoluiu favoravelmente e atingiu o montante de 54,4 milhões de euros, representando 78,1% do volume de negócios.
Apesar do Grupo ter incorrido em alguns custos não recorrentes, associados à OPA sobre a Tele Pizza, a focalização de toda a organização no controlo de custos, associada à optimização de alguns processos com impacto na racionalização dos gastos fixos, permitiu que a margem EBITDA consolidada tenha atingido 9,6 milhões de euros, representando 13,7% das vendas, correspondendo a um crescimento de 8,5% em relação a igual período de 2005.
A margem EBIT consolidada atingiu os 8,4% do volume de negócios, o que corresponde a um crescimento de 0,5 pp, relativamente ao mesmo período do ano passado.
Beneficiando da evolução das taxas de juro durante o último ano e do forte esforço de investimento só ter ocorrido no final do semestre, o resultado financeiro foi negativo em 329 mil euros, que compara com um resultado negativo de 455 mil euros no final do 1º semestre de 2005.
O resultado líquido consolidado do primeiro semestre atingiu o valor de 3,9 milhões de euros, evidenciando um crescimento de 15,4% face ao mesmo período de 2005, passando a representar 5,6% do volume de negócios.
O resultado líquido imputável ao Grupo atingiu o valor de 3,7 milhões de euros, ao qual corresponde um crescimento de 15% face ao valor registado no 1º semestre de 2005.
O cash flow gerado superou 7,6 milhões de euros, representando 11,6 % das vendas, traduzindo um crescimento de 9,6%, acima do crescimento das vendas.
3- SITUAÇÃO FINANCEIRA
O investimento total foi superior a 36 milhões de euros, dos quais se destacam:
- direitos de concessão de 24 áreas de serviço no montante de 12,4 milhões de euros;
- bens imobiliários ( escritórios Porto e Lisboa e 12 restaurantes) no montante de 13,7 milhões de euros;
- expansão abertura de 17 unidades no montante de 8,5 milhões de euros.
Acresce ainda a aquisição de acções próprias, que em termos líquidos ascendeu a 201.080 acções correspondendo a um desencaixe de 1,5 milhões de euros. Consequentemente, no final do semestre a sociedade detinha 1.573.211 acções próprias, representativas de 7,87% do capital, com um valor de aquisição que ascende a 6,75 milhões de euros.
Em virtude de alguns dos investimentos terem pagamento diferido ao longo do segundo semestre, as rubricas de contas a pagar a fornecedores aumentaram significativamente, nomeadamente as relacionadas com o fornecimento de imobilizado que aumentaram em cerca de 11 milhões de euros.
Em consequência, a divida líquida remunerada aumentou substancialmente, situando-se em 39 milhões de euros, cerca de 21 milhões de euros superiores ao do final do exercício de 2005.
Durante o 1º semestre o Grupo reembolsou a prestação semestral do empréstimo de MLP contraído em 2003 no montante de 2 milhões de euros e pagou dividendos de 1,02 milhões de euros.
O Activo Total sofreu um aumento de 36 milhões de euros e os capitais próprios no final do semestre eram de 52,1 milhões de euros.
No final do semestre, a autonomia financeira era de 35% sendo o rácio de cobertura dos encargos financeiros de 18.
4 - FACTOS SUBSEQUENTES E PERSPECTIVAS
Conforme enunciado a Ibersol perspectiva que grande parte do seu crescimento assente no desenvolvimento dos negócios no mercado espanhol.
Com este objectivo a Ibersol está atenta às oportunidades de negócios em Espanha e esteve presente em duas operações concluídas já no mês de Julho:
- Lançamento de uma Oferta Pública de Aquisição concorrente sobre o capital da Tele Pizza, SA da qual desistiu conforme comunicado de 20 de Julho.
- Aquisição da sociedade espanhola Lurca SA que explora 31 unidades Burger King em Espanha. O valor total da operação ascendeu a cerca de 29 milhões de euros.
No segundo semestre o volume de negócios deverá evoluir de forma idêntica à que se registou na primeira parte do ano, ressalvados os tradicionais efeitos de sazonalidade, que habitualmente beneficia o desempenho do segundo semestre.
No que concerne à expansão prevemos a abertura de mais duas unidades Pizza Hut e concentraremos os nossos esforços no desenvolvimento dos projectos das unidades para as Àreas de Serviço das concessões adquiridas. As dificuldades das entidades concedentes em disponibilizarem as plataformas da área de restauração que nos permita iniciar a construção impede-nos de neste momento avançar com um programa de aberturas. Porém, as nossas expectativas é que uma grande parte delas entrem em funcionamento durante o próximo ano.
Porto, 19 de Setembro de 2006
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
________________________________ António Alberto Guerra Leal Teixeira
António Carlos Vaz Pinto de Sousa
____________________________________
__________________________ Juan Carlos Vázquez-Dodero
Ibersol S.G.P.S., S.A.
Demonstrações Financeiras Consolidadas
30 de Junho de 2006
Índice às Demonstrações Financeiras Consolidadas
| Nota | Página | Nota | Página | |
|---|---|---|---|---|
| Balanço Consolidado | 3 | 5Informações relativas às empresas incluídas naconsolidação e outras | 21 | |
| Demonstração Consolidada dos Resultados | 4 | 6Informação por segmentos | 24 | |
| Demonstração das alterações no capital próprioconsolidado | 5 | 7Factos não usuais e não recorrentes esazonalidade | 25 | |
| Demonstração dos Fluxos de Caixa Consolidados | 6 | 8Activos fixos tangíveis | 25 | |
| Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas | 7 | 9Activos intangíveis | 27 | |
| 1 | Nota introdutória | 7 | 10 Activos financeiros disponíveis para venda | 28 |
| 2 | Principais políticas contabílisticas: | 11 Outros activos não correntes | 29 | |
| 2.1 Base de preparação | 7 | 12 Existências | 29 | |
| 2.2 Consolidação | 8 | 13Caixa e equivalentes de caixa | 29 | |
| 2.3 Relato por segmentos | 8 | 14Outros activos correntes | 30 | |
| 2.4 Conversão cambial | 9 | 15Capital social | 31 | |
| 2.5 Activos Fixos Tangíveis | 10 | 16Empréstimos | 31 | |
| 2.6 Activos Intangíveis | 11 | 17 Impostos diferidos | 32 | |
| 2.7 Imparidade de activos | 13 | 18 Provisões para riscos e encargos | 33 | |
| 2.8 Investimentos Financeiros | 13 | 19 Outros passivos não correntes | 33 | |
| 2.9 Existências | 15 | 20Contas a pagar a fornecedores e acréscimosde custos | 34 | |
| 2.10 Contas a receber de clientes e outros devedores | 15 | 21Outros passivos correntes | 34 | |
| 2.11 Caixa e equivalentes de caixa | 16 | 22Imposto sobre rendimento | 35 | |
| 2.12 Capital social | 16 | 23Resultado por acção | 35 | |
| 2.13 Empréstimos Obtidos | 16 | 24Dividendos | 35 | |
| 2.14 Impostos Diferidos | 17 | 25Contingências | 36 | |
| 2.15 Provisões | 17 | 26Eventos subsequentes | 36 | |
| 2.16 Reconhecimento do Rédito | 17 | 27Aprovação das demonstrações financeiras | 36 | |
| 2.17 Locações | 18 | |||
| 2.18 Distribuição de dividendos | 19 | |||
| 3 | Gestão do risco financeiro | 19 | ||
| 4 | Estimativas contabilísticas importantes e julgamentos | 21 |
IBERSOL S.G.P.S., S.A. BALANÇOS CONSOLIDADOS EM 30 DE JUNHO DE 2006 e 2005 (valores em euros)
| ACTIVO | Notas | 30-06-2006 | 31-12-2005 |
|---|---|---|---|
| Não corrente | |||
| Activos Fixos Tangíveis | 2.5 e 8 | 92.660.578 | 72.939.598 |
| Diferenças de consolidação | 2.6 e 9 | 13.363.455 | 13.386.537 |
| Activos Intangíveis | 2.6 e 9 | 18.133.400 | 5.066.114 |
| Impostos diferidos activos | 2.14 e 17 | 2.495.516 | 2.138.207 |
| Activos financeiros disponíveis para venda | 2.8 e 10 | 2.184.582 | 2.184.583 |
| Outros activos não correntes | 11 | 256.544 | 251.187 |
| Total de activos não correntes | 129.094.075 | 95.966.227 | |
| Corrente | |||
| Existências | 2.9 e 12 | 2.906.387 | 2.766.476 |
| Caixa e equivalentes de caixa | 2.11 e 13 | 2.864.954 | 5.340.182 |
| Outros activos correntes | 14 | 15.498.222 | 10.188.162 |
| Total de activos correntes | 21.269.563 | 18.294.820 | |
| Total do Activo | 150.363.638 | 114.261.047 | |
| CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO | |||
| CAPITAL PRÓPRIO | |||
| Capital e reservas atribuíveis aos detentores do capital | |||
| Capital Social | 2.12 e 15 | 20.000.000 | 20.000.000 |
| Acções próprias | 2.12 e 15 | -6.754.132 | -5.231.968 |
| Diferenças de consolidação | 157.901 | 134.100 | |
| Reservas e resultados transitados | 33.228.560 | 25.055.784 | |
| Resultado líquido do exercício | 3.744.224 | 9.170.962 | |
| 50.376.553 | 49.128.878 | ||
| Interesses minoritários | 1.726.665 | 1.564.137 | |
| Total do Capital Próprio | 52.103.218 | 50.693.015 | |
| PASSIVO | |||
| Não corrente | |||
| Empréstimos | 2.13 e 16 | 13.174.355 | 10.062.111 |
| Impostos diferidos passivos | 2.14 e 17 | 6.872.614 | 6.204.942 |
| Provisões para outros riscos e encargos | 2.15 e 18 | 5.257 | 15.393 |
| Outros passivos não correntes | 19 | 3.786.046 | 3.848.487 |
| Total de passivos não correntes | 23.838.272 | 20.130.933 | |
| Corrente | |||
| Empréstimos | 2.13 e 16 | 24.482.961 | 8.453.358 |
| Contas a pagar a fornecedores e acréscimos de custos | 20 | 38.002.376 | 25.936.255 |
| Outros passivos correntes | 21 | 11.936.811 | 9.047.486 |
| Total de passivos correntes | 74.422.148 | 43.437.099 | |
| Total do Passivo | 98.260.420 | 63.568.032 | |
| Total do Capital Próprio e Passivo | 150.363.638 | 114.261.047 |
PARA OS PERÍODOS DE SEIS MESES FINDOS EM 30 DE JUNHO de 2006 E 2005 (valores em euros) IBERSOL S.G.P.S., S.A. DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS POR NATUREZAS
| Notas | 30-06-2006 | 30-06-2005 | |
|---|---|---|---|
| Proveitos operacionais | |||
| Vendas | 2.16 e 6 | 69.012.343 | 64.754.686 |
| Prestações de serviços | 2.16 e 6 | 680.451 | 605.338 |
| Outros proveitos operacionais | 1.450.840 | 1.913.933 | |
| Total de proveitos operacionais | 71.143.634 | 67.273.957 | |
| Custos Operacionais | |||
| Custo das vendas | 15.242.876 | 14.541.614 | |
| Fornecimentos e serviços externos | 22.434.724 | 22.214.851 | |
| Custos com o pessoal | 22.808.908 | 21.187.088 | |
| Amortizações e depreciações e perdas por imparidade | 8 e 9 | 3.705.277 | 3.536.039 |
| Provisões | - | 79.699 | |
| Outros custos operacionais | 1.105.910 | 529.628 | |
| Total de custos operacionais | 65.297.695 | 62.088.919 | |
| Resultados Operacionais | 5.845.939 | 5.185.038 | |
| Custo de Financiamento líquido | -329.105 | -455.744 | |
| Resultados Extraordinários | - | - | |
| Resultado antes de impostos | 5.516.834 | 4.729.294 | |
| Imposto sobre o rendimento | 22 | 1.610.683 | 1.345.454 |
| Resultado depois de impostos | 3.906.151 | 3.383.840 | |
| Resultado consolidado do exercício | 3.906.151 | 3.383.840 | |
| Atribuível a: | |||
| Accionistas | 3.744.224 | 3.235.100 | |
| Interesses minoritários | 161.927 | 148.740 | |
| Resultados por acção | 23 | ||
| Básico | 0,20 | 0,17 | |
| Diluído | 0,20 | 0,17 | |
IBERSOL S.G.P.S., S.A. DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS POR NATUREZAS PARA O SEGUNDO TRIMESTRE DOS ANOS de 2006 E 2005
(valores em euros)
| 2º TRIMESTRE | ||||
|---|---|---|---|---|
| Notas | 2006 | 2005 | ||
| Proveitos operacionais | ||||
| Vendas e Prestações de serviços | 35.891.012 | 32.751.982 | ||
| Outros proveitos operacionais | 1.045.620 | 1.318.547 | ||
| Total de proveitos operacionais | 36.936.632 | 34.070.529 | ||
| Custos Operacionais | ||||
| Custo das vendas | 7.545.431 | 7.093.645 | ||
| Fornecimentos e serviços externos | 11.868.294 | 11.327.611 | ||
| Custos com o pessoal | 11.863.498 | 10.858.051 | ||
| Amortizações e depreciações, provisões e perdas por imparidade | 1.761.473 | 1.689.865 | ||
| Outros custos operacionais | 1.020.455 | 522.449 | ||
| Total de custos operacionais | 34.059.151 | 31.491.621 | ||
| Resultados Operacionais | 2.877.481 | 2.578.908 | ||
| Custo de Financiamento líquido | -115.298 | -200.565 | ||
| Resultados Extraordinários | - | - | ||
| Resultado antes de impostos | 2.762.183 | 2.378.343 | ||
| Imposto sobre o rendimento | 802.080 | 684.497 | ||
| Resultado depois de impostos | 1.960.103 | 1.693.846 | ||
| Resultado consolidado do exercício | 1.960.103 | 1.693.846 | ||
| Atribuível a: | ||||
| Accionistas | 1.903.726 | 1.639.159 | ||
| Interesses minoritários | 56.377 | 54.687 | ||
| Resultados por acção | ||||
| Básico | 0,10 | 0,09 | ||
| Diluído | 0,10 | 0,09 | ||
Demonstração Consolidada das alterações no Capital Próprio para os períodos de seis meses findos em 30 de Junho de 2005 e 2006 (valores em euros)
| Atribuível a detentores do capital | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Nota | Capital Social | AcçõesPróprias | Reservas eResultadosTransitados | ResultadoLiquido | Total | InteressesMinoritários | Total CapitalPróprio | |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2005 | 20.000.000 | -5.254.329 | 18.201.111 | 8.334.045 | 41.280.827 | 1.591.339 | 42.872.166 | |
| Aplicação do resultado consolidado de 2004: | ||||||||
| Transferência para reservas e resultados transitados | 7.309.471 | -7.309.471 | 0 | 0 | ||||
| Dividendos distribuídos | 24 | -1.024.574 | -1.024.574 | -1.024.574 | ||||
| Aquisição/(alienação) de acções próprias | 15 | 22.361 | -10.068 | 12.293 | 12.293 | |||
| Variação nas reservas de conversão | -38.188 | -38.188 | -38.188 | |||||
| Variação nos interesses minoritários | -38.353 | -38.353 | 38.353 | 0 | ||||
| Variação na % interesse Vidisco | -78.217 | -78.217 | -444.130 | -522.347 | ||||
| Resultado consolidado líquido do período de seis meses findoem 30 de Junho de 2005 | 3.235.100 | 3.235.100 | 148.740 | 3.383.840 | ||||
| Saldo em 30 de Junho de 2005 | 20.000.000 | -5.231.968 | 25.345.755 | 3.235.100 | 43.348.887 | 1.334.302 | 44.683.190 | |
| Saldo em 1 de Janeiro de 2006 | 20.000.000 | -5.231.968 | 25.189.883 | 9.170.962 | 49.128.877 | 1.564.137 | 50.693.014 | |
| Aplicação do resultado consolidado de 2005: | ||||||||
| Transferência para reservas e resultados transitados | 8.157.329 | -8.157.329 | 0 | 0 | ||||
| Dividendos distribuídos | 24 | -1.013.633 | -1.013.633 | -1.013.633 | ||||
| Aquisição/(alienação) de acções próprias | 15 | -1.522.165 | 16.045 | -1.506.120 | -1.506.120 | |||
| Variação nas reservas de conversão | 0 | 0 | ||||||
| Variação nos interesses minoritários | -601 | -601 | 601 | 0 | ||||
| Variação nas diferenças de consolidação negativas | 23.806 | 23.806 | 23.806 | |||||
| Resultado consolidado líquido do exercício findo em 30 de Junhode 2006 | 3.744.224 | 3.744.224 | 161.927 | 3.906.151 | ||||
| Saldo em 30 de Junho de 2006 | 20.000.000 | -6.754.133 | 33.386.462 | 3.744.224 | 50.376.553 | 1.726.665 | 52.103.218 |
IBERSOL S.G.P.S., S.A. Demonstração Consolidada dos Fluxos de Caixa Para os períodos findos em 30 de Junho de 2005 e 2006
(valores em euros)
| Períodos findos em 30 de Junho | |||
|---|---|---|---|
| Nota | 2006 | 2005 | |
| Fluxos de Caixa das Actividades Operacionais | |||
| Fluxos das actividades operacionais (1) | 9.793.064 | 10.510.706 | |
| Fluxos de caixa das actividades de investimento | |||
| Recebimentos provenientes de: | |||
| Investimentos financeiros | 1.580.077 | 2.988 | |
| Activos tangíveis | 4.189 | 954.843 | |
| Activos intangíveis | |||
| Juros recebidos | 156.303 | 131.858 | |
| Dividendos recebidos | |||
| Outros | |||
| Pagamentos respeitantes a: | |||
| Investimentos financeiros | 4.223.169 | 2.709.611 | |
| Activos tangíveis | 6.251.113 | 3.849.649 | |
| Activos intangíveis | 13.967.277 | 333.399 | |
| Outros | |||
| Fluxos das actividades de investimento (2) | (22.700.990) | (5.802.970) | |
| Fluxos de caixa das actividades de financiamento | |||
| Recebimentos provenientes de: | |||
| Contratos de locação financeira | |||
| Venda de acções próprias | 40.610 | 51.500 | |
| Outros | |||
| Pagamentos respeitantes a: | |||
| Amortizações de contratos locação financeiras | 1.212.028 | 1.093.678 | |
| Juros e custos similares | 544.704 | 751.971 | |
| Dividendos pagos | 1.013.633 | 1.024.574 | |
| Reduções capital e prest.suplementares | |||
| Aquisição de acções próprias | 1.546.730 | 39.207 | |
| Outros | |||
| Empréstimos obtidos | 208.797 | 3.175.308 | |
| Fluxos das actividades de financiamento (3) | (4.485.282) | (6.033.238) | |
| Variação de caixa e seus equivalentes (4)=(1)+(2)+(3) | -17.393.208 | (1.325.502) | |
| Efeito das diferenças de cambio | 117 | ||
| Caixa e equivalentes de caixa no início do período | 1.825.138 | 24.299 | |
| Caixa e equivalentes de caixa no final do período | 13 | -15.568.070 | -1.301.320 |
IBERSOL SGPS, S.A.
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
PARA O PERÍODO FINDO EM 30 DE JUNHO DE 2006
(Montantes expressos em euros)
1. NOTA INTRODUTÓRIA
A IBERSOL, SGPS, SA ("Empresa" ou "Ibersol"), tem sede na Praça do Bom Sucesso, Edifício Península n.º 105 a 159 – 9º, 4150-146 Porto, Portugal, e as suas subsidiárias (conjuntamente, o Grupo), exploram uma rede de 339 unidades no ramo da restauração através das marcas Pizza Hut, Pasta Caffé, Cantina Mariachi, Pans & Company, Kentucky Fried Chicken, Burguer King, O' Kilo, Pap' aki, Bocatta, Café Sô, Iber, Pizza Móvil e Arroz Maria. O Grupo possui 310 unidades de exploração própria e 29 em regime de franquia. Deste universo, 75 estão sediadas em Espanha, repartindo-se por 53 estabelecimentos próprios e 22 franquiados.
A Empresa é uma sociedade anónima e está cotada na Bolsa de Valores de Lisboa.
2. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
As principais políticas contabilísticas adoptadas na preparação destas demonstrações financeiras consolidadas estão descritas abaixo.
2.1. Bases de apresentação
Estas demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas de acordo com a Norma Internacional de Contabilidade n.º 34 – Relato Financeiro Intercalar, tal como adoptada na União Europeia, emitida pelo "International Accounting Standards Board" ("IASB"), em vigor em 30 de Junho de 2006.
A adopção das Normas Internacionais de Relato Financeiro ("IFRS") ocorreu pela primeira vez em 2005, pelo que a data de transição dos princípios contabilísticos portugueses para esse normativo é 1 de Janeiro de 2004, tal como estabelecido pela IFRS 1 – "Adopção pela primeira vez das Normas Internacionais de Relato Financeiro".
As políticas contabilísticas adoptadas a 30 de Junho de 2006 não diferem das que foram adoptadas na preparação das demonstrações financeiras de 31 de Dezembro de 2005.
2.2 Consolidação
(a) Subsidiárias
As participações financeiras em empresas nas quais o Grupo detenha, directa ou indirectamente, mais de 50% dos direitos de voto em Assembleia Geral de Accionistas ou detenha o poder de controlar as suas políticas financeiras e operacionais (definição de controlo utilizada pelo Grupo), foram incluídas nestas demonstrações financeiras consolidadas, pelo método de consolidação integral. O capital próprio e o resultado líquido destas empresas correspondente à participação de terceiros nas mesmas, é apresentado separadamente no balanço consolidado e na demonstração de resultados consolidada, respectivamente, na rubrica interesses minoritários. As empresas incluídas nas demonstrações financeiras encontram-se detalhadas na Nota 5.
Quando os prejuízos atribuíveis aos minoritários excedem o interesse minoritário no capital próprio da filial, o Grupo absorve esse excesso e quaisquer prejuízos adicionais, excepto quando os minoritários tenham a obrigação e sejam capazes de cobrir esses prejuízos. Se a filial subsequentemente reportar lucros, o Grupo apropria todos os lucros até que a parte minoritária dos prejuízos absorvidos pelo Grupo tenha sido recuperada.
É utilizado o método de compra para contabilizar a aquisição das subsidiárias. O custo de uma aquisição é mensurado pelo justo valor dos bens entregues, instrumentos de capital emitidos e passivos incorridos ou assumidos na data de aquisição, mais os custos directamente atribuíveis à aquisição. Os activos identificáveis adquiridos e os passivos e passivos contingentes assumidos numa concentração empresarial são mensurados inicialmente ao justo valor na data de aquisição, independentemente da existência de interesses minoritários. O excesso do custo de aquisição, relativamente ao justo valor da parcela do Grupo dos activos líquidos identificáveis adquiridos, é registado como diferença de consolidação. Se o custo de aquisição for inferior ao justo valor dos activos líquidos da subsidiária adquirida, a diferença é reconhecida directamente na Demonstração de Resultados (ver Nota 2.6).
As transacções internas, saldos e ganhos não realizados em transacções entre empresas do grupo são eliminadas. As perdas não realizadas são também eliminadas, excepto se a transacção revelar evidência de imparidade de um activo transferido. As políticas contabilísticas das subsidiárias são alteradas, sempre que necessário, de forma a garantir consistência com as políticas adoptadas pelo Grupo.
2.3 Relato por segmentos
Um segmento de negócio é um grupo de activos e operações envolvidos no fornecimento de produtos ou serviços sujeitos a riscos e benefícios que são diferentes de outros segmentos de negócio. Um segmento geográfico está envolvido em fornecer produtos ou serviços num ambiente económico particular que está sujeito a riscos e benefícios diferentes dos segmentos que operam em outros ambientes económicos.
2.4 Conversão cambial
(a) Moeda Funcional e de Apresentação
Os elementos incluídos nas Demonstrações Financeiras de cada uma das entidades do Grupo são mensurados utilizando a moeda do ambiente económico em que a entidade opera ("A moeda funcional"). As Demonstrações Financeiras consolidadas são apresentadas em Euros, sendo esta a moeda funcional e de apresentação do Grupo.
(b) Transacções e Saldos
As transacções em moedas diferentes do euro são convertidas em moeda funcional utilizando as taxas de câmbio à data das transacções. Os ganhos ou perdas cambiais resultantes da liquidação das transacções e da conversão pela taxa à data do balanço dos activos e dos passivos monetários denominados em moeda diferente do euro, são reconhecidos na Demonstração dos Resultados, excepto se qualificarem como coberturas de fluxos de caixa, ou como cobertura de investimento líquido, casos em que são registados em capital próprio.
As diferenças de conversão em elementos não monetários, tais como investimentos detidos ao justo valor através de resultados, são reportadas como parte dos ganhos ou perdas do justo valor. As diferenças de conversão em elementos não monetários, tais como investimentos classificados como activos financeiros disponíveis para venda, são incluídas na reserva de justo valor nos capitais próprios.
(c) Empresas do Grupo
Os resultados e a posição financeira de todas as entidades do Grupo (nenhuma das quais tendo divisas de uma economia hiper-inflacionária) que possuam uma moeda funcional diferente da moeda de apresentação são convertidas para a moeda de apresentação como segue:
(i) Os activos e passivos de cada balanço apresentado são convertidos à taxa de câmbio em vigor na data das Demonstrações Financeiras;
(ii) Os rendimentos e os gastos de cada Demonstração de Resultados são convertidos pela taxa média de câmbio (a não ser que a taxa média não seja uma aproximação razoável do efeito cumulativo das taxas em vigor nas datas das transacções, sendo neste caso os rendimentos e os gastos convertidos pelas taxas de câmbio em vigor nas datas das transacções); e
(iii) As diferenças de câmbio resultantes são reconhecidas como componente separada no Capital Próprio.
Na consolidação, as diferenças de câmbio resultantes da conversão do investimento líquido em entidades estrangeiras, de empréstimos e de outros instrumentos financeiros designados como cobertura de tais investimentos, são levadas aos capitais próprios. Quando uma operação estrangeira é vendida, essas diferenças de câmbio são reconhecidas na Demonstração de Resultados como parte do ganho ou perda na venda.
As diferenças de consolidação e ajustamentos ao justo valor resultantes da aquisição de uma entidade estrangeira são tratados como activos ou passivos da entidade estrangeira e convertidos à taxa de câmbio da data de encerramento.
2.5 Activos Fixos Tangíveis
Os edifícios e outras construções compreendem imóveis próprios afectos à activi dade de restauração, bem como despesas com obras em propriedade alheia, nomeadamente, decorrentes da instalação de lojas de restauração.
Os activos fixos tangíveis são apresentados ao custo de aquisição, líquido das respectivas amortizações e perdas de imparidade acumuladas, excepto no que confere aos imóveis que integram as demonstrações financeiras da sociedade IBR Imobiliária, S.A., sociedade adquirida no decurso do primeiro semestre do ano, os quais são ajustados ao justo valor.
O custo histórico inclui todos os dispêndios directamente atribuíveis à aquisição dos bens.
Os custos subsequentes são incluídos na quantia escriturada do bem ou reconhecidos como activos separados, conforme apropriado, somente quando é provável que benefícios económicos fluirão para a empresa e o custo possa ser mensurado com fiabilidade. Os demais dispêndios com reparações e manutenção são reconhecidos como um gasto no período em que são incorridos.
A depreciação dos activos é calculada pelo método das quotas constantes, de forma a alocar o seu custo ao seu valor residual, em função da sua vida útil estimada, como segue:
| - Edifícios e outras contruções: | 12-50 anos |
|---|---|
| - Equipamentos: | 10 anos |
| - Ferramentas e utensílios: | 4 anos |
| - Viaturas: | 5 anos |
| - Equipamento administrativo | 10 anos |
| - Outras imobilizações corpóreas | 5 anos |
Os valores depreciáveis dos activos, as vidas úteis e o método de depreciação são revistos e ajustados, se necessário, na data do balanço.
Se a quantia escriturada é superior ao valor recuperável do activo, procede-se imediatamente ao seu reajustamento para o valor recuperável estimado (Nota 2.7).
Os ganhos ou perdas provenientes do abate ou alienação são determinados pela diferença entre os recebimentos das alienações e a quantia escriturada do activo, e são reconhecidos como outros proveitos operacionais ou outros custos operacionais na demonstração dos resultados. Quando são vendidos bens reavaliados, o montante incluído em outras reservas é transferido para lucros retidos.
2.6 Activos Intangíveis
a) Diferenças de consolidação
As diferenças de consolidação representam o excesso do custo de aquisição face ao justo valor dos activos e passivos identificáveis da subsidiária/associada na data de aquisição. As diferenças de consolidação resultantes da aquisição de subsidiárias são incluídas nos activos intangíveis. As diferenças de consolidação são sujeitas a testes de imparidade, numa base anual e são apresentadas ao custo, deduzidas de perdas de imparidade acumuladas. Ganhos ou perdas decorrentes da venda de uma entidade incluem o valor das diferenças de consolidação referentes à mesma.
As diferenças de consolidação são alocadas às unidades geradoras de fluxos de caixa para realização dos testes de imparidade.
b) Pesquisa e desenvolvimento
Os dispêndios com pesquisa são reconhecidos como gastos quando incorridos. Os custos incorridos em projectos de desenvolvimento (relativos ao design e teste de novos produtos ou melhoramentos em produtos existentes) são reconhecidos como activos intangíveis quando for provável que o projecto seja um sucesso, considerando a sua viabilidade comercial e tecnológica e os custos possam ser mensurados com fiabilidade. Outros dispêndios com desenvolvimento são reconhecidos como gasto quando incorridos. Os custos de desenvolvimento previamente
reconhecidos como gasto não são reconhecidos como um activo em períodos subsequentes. Os custos de desenvolvimento com vida útil finita que tenham sido capitalizados são amortizados desde o início da produção comercial do produto de acordo com o método das quotas constantes pelo período do seu benefício esperado, não excedendo cinco anos.
c) Software
O custo de aquisição de licenças de software é capitalizado e compreende todos os custos incorridos para a aquisição e para colocar o software disponível para utilização. Esses custos são amortizados durante o período de vida útil estimado (5 anos).
Os custos associados ao desenvolvimento ou à manutenção de software são reconhecidos como gastos quando incorridos. Os custos directamente associados à produção de software identificável e único controlado pelo Grupo e que irá, provavelmente, gerar benefícios económicos futuros superiores aos custos, para além de um ano, são reconhecidos como activos intangíveis. Os custos directos incluem os custos com pessoal no desenvolvimento do software e a quota-parte de gastos gerais relevantes.
Custos de desenvolvimento de software reconhecidos como activos são amortizados durante a sua vida útil estimada (não excedendo 5 anos).
d) Concessões e direitos territoriais
As concessões e direitos territoriais são apresentados ao custo histórico. As concessões e direitos territoriais têm uma vida útil finita, associada aos períodos contratuais, e são apresentadas ao custo menos amortizações acumuladas.
| Direitos Territoriais | Nº anos | Ano limite deutilização |
|---|---|---|
| Pans & Company | 10 | 2006 * |
| Burguer King | 20 | 2021 |
| Direitos de Concessão | Nº anos | Ano limite deutilização |
| Área Serviços da Lusoponte | 33 | 2032 |
| Marina Expo | 28 | 2026 |
| Área Serviço Repsol 2ª Circular | 28 | 2017 |
| Área Serviço do Fogueteiro | 16 | 2015 |
| Marina de Portimão | 60 | 2061 |
| Área de serviço A8 Torres Vedras | 20 | 2021 |
| Área Serviço Aeroporto | 20 | 2021 |
| Pizza Hut Setúbal | 14 | 2017 |
| Pizza Hut e Pasta Caffé Cais Gaia | 20 | 2024 |
| Área de Serviço A5 Oeiras | 12 | 2015 |
| Área Serviço Modivas | 28 | 2031 |
*****de acordo com o contrato celebrado, e o período estabelecido para "desenvolvimento inicial" (25 de Julho de 2006), o Direito de Franquia foi automaticamente renovado por dois prazos consecutivos de 5 anos cada, nessa mesma data.
| Novas Concessões - 1º Semestre de 2006 | Ano limite deutilização |
|---|---|
| Áreas Serviço Barcelos | 2036 |
| Áreas Serviço Guimarães | 2036 |
| Áreas Serviço Fafe | 2036 |
| Áreas Serviço Alvão | 2036 |
| Áreas Serviço Felgueiras | 2030 |
| Áreas Serviço Vagos | 2030 |
| Áreas Serviço Aveiro | 2030 |
| Áreas Serviço Ovar | 2030 |
| Áreas Serviço Gulpilhares | 2030 |
| Áreas Serviço Vouzela | 2031 |
| Áreas Serviço Viseu | 2031 |
| Áreas Serviço Paredes | 2032 |
2.7 Imparidade de activos
Os activos que não têm uma vida útil definida não estão sujeitos a amortização, mas são objecto de testes de imparidade anuais. Os activos sujeitos a amortização são revistos quanto a imparidade sempre que os eventos ou alterações nas circunstâncias indicarem que o valor pelo qual se encontram escriturados possa não ser recuperável. Uma perda por imparidade é reconhecida na demonstração de resultados pelo montante do excesso da quantia escriturada do activo face ao seu valor recuperável. A quantia recuperável é a mais alta de entre o justo valor de um activo menos os gastos para venda e o seu valor de uso. Para realização de testes de imparidade, os activos são agrupados ao mais baixo nível no qual se possam identificar separadamente fluxos de caixa (unidades geradoras de fluxos de caixa).
No caso dos activos corpóreos, cada loja foi identificada como sendo uma unidade geradora de caixa. Uma unidade geradora de caixa (UGC) é o grupo mais pequeno de activos que inclui o activo e que gera influxos de caixa provenientes do uso continuado, que sejam em larga medida independentes dos influxos de caixa de outros activos ou grupos de activos.
2.8 Investimentos Financeiros
O Grupo classifica os seus investimentos nas seguintes categorias: activos financeiros ao justo valor através de resultados, empréstimos concedidos e contas a receber, investimentos detidos até à maturidade e activos financeiros disponíveis para venda. A classificação depende do objectivo de aquisição do investimento. Os gestores determinam a classificação no momento de reconhecimento inicial dos investimentos e reavaliam essa classificação em cada data de relato.
a) Activos financeiros ao justo valor através de resultados
Esta categoria é subdividida em duas: activos financeiros detidos para negociação e aqueles que são designados ao justo valor através de resultados desde o seu início. Um activo financeiro é classificado nesta categoria se adquirido principalmente com o objectivo de venda a curto prazo ou se assim designado pelos gestores. Os derivados são também classificados como detidos para negociação, excepto se forem designados para cobertura. Os activos desta categoria são classificados como correntes se forem detidos para negociação ou sejam realizáveis no período de 12 meses após a data de balanço.
b) Empréstimos concedidos e contas a receber
Os empréstimos concedidos e contas a receber são activos financeiros não derivados com pagamentos fixos ou determináveis e que não são cotados num mercado activo. Estes activos são originados quando o Grupo fornece dinheiro, bens ou serviços directamente a um devedor, sem intenção de negociar a conta a receber. São incluídos nos activos correntes, excepto quanto a
maturidades superiores a 12 meses após a data do balanço, sendo nesse caso classificados como activos não-correntes. Empréstimos concedidos e contas a receber são incluídos no balanço em Contas a receber de clientes e outros devedores (Nota 2.10).
c) Investimentos detidos até à maturidade
Os investimentos detidos até à maturidade são activos financeiros não derivados, com pagamentos fixos ou determináveis e maturidades fixas, que os gestores do Grupo têm intenção e capacidade para os manter até à maturidade. Estão incluídos nos activos não-correntes, excepto aqueles cujo vencimento seja inferior a 12 meses desde a data do balanço, os quais são classificados como activos correntes.
d) Activos financeiros disponíveis para venda
Os activos financeiros disponíveis para venda são activos financeiros não derivados que são designados nesta categoria ou não são classificados em nenhuma das outras categorias. São incluídos em activos não correntes, excepto se os gestores entenderem alienar o investimento no prazo de 12 meses após a data do balanço.
As compras e vendas de investimentos são reconhecidas à data da transacção – a data em que o Grupo se compromete a comprar ou a vender o activo. Os investimentos são inicialmente reconhecidos ao justo valor, adicionado dos custos de transacção, para todos os activos financeiros não reflectidos ao justo valor através de resultados (neste caso, são também reconhecidos ao justo valor, mas os custos de transacção são registados em custos do exercício em que sejam incorridos). Os investimentos financeiros são desreconhecidos quando os direitos de receber dinheiro dos mesmos expiram ou tenham sido transferidos e o Grupo tenha transferido substancialmente todos os riscos e benefícios da sua posse. Activos financeiros disponíveis para venda e os activos financeiros ao justo valor através de resultados são subsequentemente valorizados ao justo valor. Os empréstimos concedidos e contas a receber e os investimentos detidos até à maturidade são valorizados ao custo amortizado, utilizando o método da taxa efectiva. Os ganhos e perdas realizadas ou não realizadas decorrentes de alterações do justo valor da categoria dos activos financeiros ao justo valor através de resultados, são incluídos na demonstração de resultados do período em que surgem. Os ganhos e perdas não realizadas, resultantes de alterações do justo valor de títulos não monetários, classificados como disponíveis para venda, são reconhecidos no capital próprio. Quando os títulos classificados como disponíveis para venda são vendidos ou se encontram em imparidade, os ajustamentos acumulados do justo valor são incluídos na demonstração de resultados como ganhos ou perdas de investimentos em títulos.
O justo valor de investimentos cotados é baseado nos preços correntes de mercado.
Se não há um mercado activo para um activo financeiro (e para títulos não cotados), o Grupo estabelece o justo valor usando técnicas de avaliação, as quais incluem o uso de transacções recentes entre partes independentes, referência a outros instrumentos que sejam substancialmente idênticos, análise do fluxo de caixa descontado e modelos refinados de preços de opções que reflictam as circunstâncias específicas de emissão.
O Grupo verifica em cada data de balanço se existe evidência objectiva de imparidade de um ou de um grupo de activos financeiros. No caso de títulos de capital próprio classificados como disponíveis para venda, um decréscimo significativo ou prolongado do justo valor abaixo do custo é determinante para saber se existe imparidade. Se existir tal evidência para activos financeiros disponíveis para venda, a perda acumulada – calculada pela diferença entre o custo de aquisição e o justo valor corrente, menos qualquer perda de imparidade desse activo financeiro reconhecida previamente em resultados – é retirada do capital próprio e reconhecida na demonstração de resultados. As perdas de imparidade de instrumentos de capital reconhecidas em resultados não são reversíveis.
2.9 Existências
As existências são apresentadas ao mais baixo entre o custo e o valor líquido de realização. O custo é calculado utilizando o custo médio ponderado.
O valor líquido de realização corresponde ao preço de venda estimado no curso normal dos negócios, menos os custos variáveis de venda.
2.10 Contas a receber de clientes e outros devedores
As contas a receber de clientes e outros devedores são reconhecidas inicialmente ao justo valor, sendo, no caso de dívidas de médio e longo prazo, subsequentemente mensuradas ao custo amortizado, utilizando o método da taxa efectiva, deduzido do ajustamento de imparidade. O ajustamento de imparidade das contas a receber é estabelecido quando há evidência objectiva de que o Grupo não receberá a totalidade dos montantes em dívida conforme as condições originais das contas a receber. O valor do ajustamento de imparidade é a diferença entre o valor apresentado e o valor presente estimado dos fluxos de caixa futuros, descontado à taxa de juro efectiva. O valor do ajustamento de imparidade é reconhecido na demonstração de resultados.
2.11 Caixa e equivalentes de caixa
O caixa e equivalentes de caixa inclui caixa, depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de liquidez elevada e com maturidades iniciais até 3 meses e descobertos bancários. Os descobertos bancários são apresentados no Balanço, no passivo corrente, na rubrica Empréstimos Obtidos.
2.12 Capital social
As acções ordinárias são classificadas no capital próprio. As acções preferenciais obrigatoriamente remíveis são classificadas no passivo (Nota 2.13).
Os custos incrementais directamente atribuíveis à emissão de novas acções ou opções são apresentados no capital próprio como uma dedução, líquida de impostos, dos ingressos.
Quando alguma empresa do Grupo adquire acções da empresa-mãe (acções próprias), o valor pago, incluindo os custos incrementais directamente atribuíveis (líquidos de impostos), é deduzido ao capital próprio atribuível aos detentores do capital da empresa-mãe até que as acções sejam canceladas, reemitidas ou alienadas. Quando tais acções são subsequentemente vendidas ou reemitidas, qualquer recebimento, liquido de custos de transacção directamente atribuíveis e de impostos, é reflectido no capital próprio dos detentores do capital da empresa.
2.13 Empréstimos obtidos
Os empréstimos obtidos são inicialmente reconhecidos ao justo valor, líquido de custos de transacção incorridos. Os empréstimos de médio e longo prazo são subsequentemente apresentados ao custo amortizado; qualquer diferença entre os recebimentos (líquidos de custos de transacção) e o valor amortizado é reconhecida na demonstração de resultados ao longo do período do empréstimo, utilizando o método da taxa efectiva.
Os empréstimos obtidos são classificados no passivo corrente, excepto se o Grupo possuir um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data do balanço.
2.14 Impostos diferidos
Os impostos diferidos são reconhecidos na globalidade, usando o método do passivo, e calculados sobre diferenças temporárias provenientes da diferença entre a base fiscal de activos e passivos e os seus valores nas demonstrações financeiras consolidadas. No entanto, se o imposto diferido surge pelo reconhecimento inicial de um activo ou passivo numa transacção que não seja uma concentração empresarial ou que à data da transacção não afecte nem o resultado contabilístico nem o resultado fiscal, este não é contabilizado. Os impostos diferidos são determinados pelas taxas fiscais (e leis) decretadas ou substancialmente decretadas na data do balanço e que se espera que sejam aplicáveis no período de realização do imposto diferido activo ou de liquidação do imposto diferido passivo.
Os impostos diferidos activos são reconhecidos na medida em que seja provável que os lucros tributáveis futuros estejam disponíveis para utilização da diferença temporária.
São reconhecidos impostos diferidos em diferenças temporárias originadas por investimentos em subsidiárias e associadas, excepto quando o Grupo seja capaz de controlar a tempestividade da reversão da diferença temporária e seja provável que a diferença temporária não reverta no futuro previsível.
2.15 Provisões
As provisões para custos com reestruturação, contratos onerosos e reclamações judiciais são reconhecidas quando o Grupo tem uma obrigação legal ou construtiva, como resultado de acontecimentos passados, seja provável que um exfluxo de recursos será necessário para liquidar a obrigação, e possa ser efectuada uma estimativa fiável do montante da obrigação. As provisões para reestruturações incluem penalidades derivadas de rescisão de contratos de locação e pagamentos de indemnizações por cessação de contratos de trabalho dos empregados. Não são reconhecidas provisões para perdas operacionais futuras.
Quando há um número de obrigações similares, a probabilidade de gerar um exfluxo é determinada em conjunto.
2.16 Reconhecimento do rédito
O rédito compreende o justo valor da venda de bens e prestação de serviços, líquido de impostos e descontos e após eliminação das vendas internas. O rédito é reconhecido como segue:
a) Venda de bens – retalho
A venda de bens é reconhecida quando o produto é vendido ao cliente. As vendas a retalho são normalmente efectuadas a dinheiro ou com cartão de débito/crédito. O rédito a reconhecer é o valor bruto da venda, incluindo honorários de utilização de cartões de débito/crédito a pagar pela transacção. As vendas de bens a clientes, associadas a eventos ou congressos, são reconhecidas no momento em que tais acontecimentos ocorrem.
b) Prestação de serviços
A prestação de serviços é reconhecida no período contabilístico em que os serviços são prestados, com referência à fase de acabamento da transacção à data do balanço.
c) Juros
Os juros são reconhecidos tendo em consideração a proporção do tempo decorrido e o rendimento efectivo do activo. Quando uma conta a receber se encontra em imparidade, o Grupo reduz o seu valor contabilístico para o valor recuperável, sendo este igual ao valor actual dos fluxos de caixa futuros estimados descontados à taxa de juro efectiva original do activo. O desconto continua a ser reconhecido como proveito financeiro.
d) Royalties
Os royalties são reconhecidos segundo o regime do acréscimo, de acordo com a substância dos acordos relevantes.
e) Dividendos
Os dividendos são reconhecidos quando se estabelece o direito dos accionistas receberem os dividendos.
2.17 Locações
As locações são classificadas como locações operacionais se uma parcela significativa dos riscos e benefícios inerentes à posse for retida pelo locador. Os pagamentos efectuados em locações operacionais (deduzidos de eventuais incentivos recebidos do locador) são reflectidos na demonstração de resultados pelo método das quotas constantes, pelo período da locação.
Locações de activos tangíveis onde o Grupo tem substancialmente todos os riscos e benefícios da propriedade são classificadas como locações financeiras. As locações financeiras são capitalizadas no início da locação pelo menor entre o justo valor do activo locado e o valor presente dos pagamentos mínimos da locação. As obrigações da locação, líquidas de encargos financeiros, são incluídas em outros passivos não correntes, excepto a respectiva componente de curto prazo. A parcela dos juros é levada a gastos financeiros no período da locação, de forma a produzir uma taxa constante periódica de juros sobre a dívida remanescente em cada período. As imobilizações corpóreas adquiridas através de locações financeiras são depreciadas pelo menor entre o período de vida útil do activo e o prazo da locação.
2.18 Distribuição de dividendos
A distribuição de dividendos aos detentores do capital é reconhecida como um passivo nas demonstrações financeiras do Grupo no período, em que os dividendos são aprovados pelos accionistas.
3. GESTÃO DO RISCO FINANCEIRO
3.1 Factores do risco financeiro
As actividades do Grupo estão expostas a uma variedade de factores do risco financeiro: risco de mercado (inclui risco cambial, risco do justo valor associado à taxa de juro e risco de preço), risco de crédito, risco de liquidez e risco de fluxos de caixa associado à taxa de juro. O Grupo detém um programa de gestão do risco que foca a sua análise nos mercados financeiros procurando minimizar os potenciais efeitos adversos desses riscos na performance financeira do Grupo.
A gestão do risco é conduzida por um departamento central de tesouraria, com base nas políticas aprovadas pela Administração. A tesouraria identifica, avalia e realiza coberturas de riscos financeiros em estrita cooperação com as unidades operacionais do Grupo. A Administração providencia princípios para a gestão do risco como um todo e políticas que cobrem áreas específicas, como o risco cambial, o risco de taxa de juro, risco de crédito e o investimento do excesso de liquidez.
a) Risco de mercado
i) Risco cambial
O risco cambial é reduzido, uma vez que o Grupo apenas está presente no mercado ibérico, os empréstimos bancários estão denominados em euros, a totalidade das vendas e prestação de serviços são realizadas em Portugal e Espanha e o volume de compras fora da zona Euro, não assume proporções relevantes.
O Grupo detém investimentos em operações externas, não havendo exposição significativa ao risco cambial.
ii) Risco de Preço
O Grupo está exposto ao risco de preço das acções pelos investimentos detidos e classificados no balanço consolidado como activos financeiros disponíveis para venda. O Grupo não está exposto ao risco de preço das mercadorias.
b) Risco de crédito
O Grupo não tem concentrações de risco de crédito significativas. Tem políticas que asseguram que as vendas a retalho são efectuadas a clientes com um histórico de crédito apropriado, em dinheiro ou cartão de débito/crédito. O acesso pelo Grupo a crédito é realizado com instituições financeiras credíveis. O Grupo tem políticas que limitam o montante de crédito a que têm acesso.
c) Risco de liquidez
A gestão do risco de liquidez implica a manutenção de um valor suficiente em caixa e depósitos bancários, a viabilidade da consolidação da dívida flutuante através de um montante adequado de facilidades de crédito e a capacidade de liquidar posições de mercado. Relacionado com a dinâmica dos negócios subjacentes, a Tesouraria do Grupo pretende manter a flexibilidade da dívida flutuante, mantendo as linhas de crédito disponíveis.
d) Risco de fluxos de caixa e de justo valor associado à taxa de juro
Como o Grupo não tem activos remunerados com juros significativos, o lucro e os fluxos de caixa da actividade de financiamento são substancialmente independentes das alterações da taxa de juro de mercado.
O risco da taxa de juro do Grupo advém de empréstimos obtidos de longo prazo. Empréstimos emitidos com taxas variáveis expõem o Grupo ao risco de fluxos de caixa associado à taxa de juro. Empréstimos emitidos com taxas fixas expõem o Grupo ao risco do justo valor associado à taxa de juro. Com o actual nível das taxas de juro, a política do grupo é, em financiamentos de maior maturidade, a fixação total ou parcial das taxas de juro.
3.2 Estimativa de justo valor
O justo valor dos instrumentos financeiros comercializados nos mercados activos (por exemplo derivados negociados publicamente, títulos para negociação e disponíveis para venda) é determinado com base nos preços do mercado de cotação à data de balanço. O preço do mercado usado para os activos financeiros do Grupo é o preço recebido pelos accionistas no mercado corrente. O preço do mercado para os passivos financeiros é o preço a pagar no mercado corrente.
O valor nominal de contas a receber (deduzido de ajustamentos de imparidade) e a pagar é assumido como aproximado do seu justo valor. O justo valor dos passivos financeiros é estimado actualizando os fluxos de caixa futuros contratualizados, à taxa de juro do mercado corrente que está disponível para instrumentos financeiros similares.
4. ESTIMATIVAS CONTABILÍSTICAS IMPORTANTES E JULGAMENTOS
As estimativas e julgamentos são continuamente avaliadas e baseiam-se na experiência histórica e em outros factores, incluindo expectativas sobre eventos futuros que se acredita serem razoáveis nas circunstâncias em causa.
4.1 Estimativas contabilísticas importantes e premissas
O grupo efectua estimativas e premissas sobre o futuro. A contabilização resultante das estimativas raramente irá, por definição, corresponder aos resultados reais relatados. As estimativas e as premissas que apresentam um risco significativo de originar um ajustamento material no valor contabilístico dos activos e passivos no exercício seguinte são apresentadas abaixo:
a) Estimativa de imparidade das diferenças de consolidação
O Grupo testa anualmente se existe ou não imparidade das diferenças de consolidação, de acordo com a política contabilística indicada na Nota 2.6. Os valores recuperáveis das unidades geradoras de fluxos de caixa são determinados com base no cálculo de valores de uso. Esses cálculos exigem o uso de estimativas (Nota 9).
Se a margem bruta real for superior ou a taxa de desconto, antes de impostos, inferior à estimativa dos gestores, o Grupo não será capaz de reverter as perdas de imparidade das diferenças de consolidação registadas à data de 30 de Junho de 2006. E se a margem bruta real for inferior ou a taxa de desconto, antes de impostos, superior às estimativas dos gestores, as perdas de imparidade das diferenças de consolidação poderão ser superiores às registadas.
b) Impostos sobre o Rendimento
O Grupo está sujeito a Impostos sobre o Rendimento em Portugal e Espanha. É necessário julgamento significativo para determinar a estimativa de imposto sobre o rendimento. Há inúmeras transacções e cálculos, para as quais, a determinação final dos impostos é incerta durante o curso normal dos negócios. O Grupo reconhece passivos para liquidações adicionais de impostos que possam ser provenientes de revisões pelas autoridades fiscais. Quando o resultado final das inspecções fiscais é diferente dos valores inicialmente registados, as diferenças terão impacto no imposto sobre o rendimento e nos impostos diferidos, no período em que tais diferenças são identificadas.
5. INFORMAÇÕES RELATIVAS ÀS EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO E OUTRAS
5.1. As empresas do Grupo incluídas na consolidação em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005 são as seguintes:
| % Participação | |||
|---|---|---|---|
| Firma | Sede | 2006 | 2005 |
| Empresa mãe | |||
| Ibersol SGPS, S.A. | Porto | mãe | mãe |
| Empresas filiais | |||
| Iberusa Hotelaria e Restauração, S.A. | Porto | 100,00% | 100,00% |
| Ibersol Restauração, S.A. | Porto | 100,00% | 100,00% |
| Ibersande Restauração, S.A. | Porto | 80,00% | 80,00% |
| Santo Amaro Café, S.A. | Lisboa | 100,00% | 100,00% |
| Ibersol Madeira Restauração, S.A. | Funchal | 100,00% | 100,00% |
| Ibersol - Hotelaria e Turismo, S.A. | Porto | 100,00% | 100,00% |
| Iberking Restauração, S.A. | Porto | 100,00% | 100,00% |
| Iber' Aki Restauração, S.A. | Porto | 85,00% | 85,00% |
| Restmon Portugal, Lda | Lisboa | 60,00% | 60,00% |
| Vidisco, S.L. | Pontevedra - Espanha | 100,00% | 100,00% |
| Pasta Caffe. S.L.U. | Pontevedra - Espanha | 100,00% | 100,00% |
| Inverpeninsular, S.L. | Pontevedra - Espanha | 100,00% | 100,00% |
| Ibergourmet Produtos Alimentares, S.A. | Porto | 100,00% | 100,00% |
| Ferro e Ferro, Lda. | Setúbal | 100,00% | 100,00% |
| Asurebi SGPS, S.A. | Porto | 100,00% | 100,00% |
| Ibersol Restaurants Internacional, Ltd. | Bristol - UK | - | 100,00% |
| Charlotte Develops, SL | Madrid-Espanha | 100,00% | 100,00% |
| Firmoven Restauração, S.A. | Porto | 100,00% | 100,00% |
| Bilcas - Actividades Hoteleiras, Lda | Évora | 100,00% | - |
| IBR - Sociedade Imobiliária, S.A. | Porto | 100,00% | - |
| GVG - Gestão de Projectos, S.A. | Porto | 100,00% | - |
| Anatir SGPS, S.A. | Porto | 100,00% | - |
| Outras filiais | |||
| a) Iberusa Central de Compras para Restauração ACE | Porto | 100,00% | 100,00% |
| b) Vidisco, Pasta Café Union Temporal de Empresas | Vigo | 100,00% | 100,00% |
a) Agrupamento Complementar de Empresas que actua como Central de Compras e de Logística e assegura o aprovisionamento dos respectivos restaurantes em matériasprimas e serviços de manutenção.
b) Union Temporal de Empresas constituída em 2005 e que ao longo do ano funcionou como Central de Compras em Espanha, assegurando o aprovisionamento de matériasprimas dos respectivos restaurantes.
Estas empresas filiais foram incluídas na consolidação pelo método de consolidação integral, conforme indicado na Nota 2.2.a).
As percentagens de participação nas sociedades referidas consubstanciam-se em idêntica percentagem de direitos de voto.
5.2. Alterações ocorridas no perímetro de consolidação
5.2.1. Aquisição de novas sociedades
| % Participação | |||
|---|---|---|---|
| Firma | Sede | 2006 | 2005 |
| Bilcas - Actividades Hoteleiras, Lda | Évora | 100,00% | - |
| IBR - Sociedade Imobiliária, S.A. | Porto | 100,00% | - |
| GVG - Gestão de Projectos, S.A. | Porto | 100,00% | - |
| Anatir SGPS, S.A. | Porto | 100,00% | - |
As aquisições acima mencionadas tiveram o seguinte impacto nas demonstrações financeiras consolidadas a 30 de Junho de 2006:
| Data da aquisição | Jun-06 | |
|---|---|---|
| Activos líquidos adquiridos | ||
| Activos fixos tangíveis e intangíveis (Notas 8 e 9) | 14.889.825 | 14.888.634 |
| Existências | 9.582 | 7.243 |
| Impostos diferidos activos (Nota 17) | 709.737 | 740.189 |
| Outros activos | 19.656.100 | 19.626.624 |
| Caixa e equivalentes a caixa | -51.043 | -11.277 |
| Empréstimos | -4.504.782 | -4.188.280 |
| Impostos diferidos passivos (Nota 17) | - | -1.341 |
| Outros passivos | -12.398.237 | -12.427.138 |
| 18.311.182 | 18.634.654 | |
| Diferenças de consolidação (Nota 9) | 21.420 | |
| Interesses minoritários | - | |
| Preço de aquisição | 18.332.602 | |
| Pagamentos efectuados | 7.342.711 | |
| Montantes a pagar no futuro | 10.989.890 | |
| 18.332.601 | ||
| Fluxo de caixa líquido decorrente da aquisição | ||
| Pagamentos efectuados | 7.342.711 | |
| Caixa e equivalentes de caixa adquiridos | 51.043 | |
| 7.393.754 |
Os impactos das aquisições na demonstração de resultados foram os seguintes:
| Jun-06 | |
|---|---|
| Proveitos operacionais | 72.268 |
| Custos operacionais | -97.512 |
| Resultado financeiro | -5.395 |
| Resultado relativos a investimentos | - |
| Resultado antes impostos | -30.639 |
| Imposto sobre o rendimento | 29.111 |
| Resultado líquido | -1.528 |
5.2.2. Alienações
No exercício de 2005 não ocorreram alienações de subsidiárias.
6. INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS
Formato de Relato Principal – segmento geográfico
O Grupo opera em duas grandes áreas geográficas, apesar de serem geridos à escala nacional.
A sede do Grupo – onde está também localizada a maior empresa operacional é em Portugal. A área de actividade é a restauração.
O Grupo considera que a actividade desenvolvida na área de restauração é suficientemente homogénea, pelo que o segmento de negócio a apresentar terá por base a dispersão geográfica da mesma:
- (1) Portugal;
- (2) Espanha.
As vendas são distribuídas com base no país em que se localiza o cliente.
Os resultados por segmento do exercício findo em 30 de Junho de 2006 são:
| 30 DE JUNHO 2006 | Portugal | Espanha | Grupo |
|---|---|---|---|
| Restauração | 57.690.388 | 9.414.218 | 67.104.606 |
| Mercadorias | 787.017 | 1.120.720 | 1.907.737 |
| Prestação de Serviços | 149.189 | 531.262 | 680.451 |
| Volume de Negócio por Segmento | 58.626.594 | 11.066.200 | 69.692.794 |
| Resultado operacional (1) | 5.757.413 | 88.526 | 5.845.939 |
| Custo de financiamento líquido | -273.747 | -55.358 | -329.105 |
| Quota-parte do lucro de associadas | - | - | - |
| Lucro antes de imposto sobre o rendimento | 5.483.666 | 33.168 | 5.516.834 |
| Imposto sobre o rendimento | 1.643.973 | -33.290 | 1.610.683 |
| Resultado líquido do exercício | 3.839.693 | 66.458 | 3.906.151 |
(1) No segmento de Espanha estão incluídos os custos com a oferta pública de aquisição de acções sobre a Tele Pizza no montante 656.482 euros, que decorreu em Espanha no 1º semestre de 2006.
Os resultados por segmento do exercício findo em 30 de Junho de 2005 são:
| 30 DE JUNHO 2005 | Portugal | Espanha | Grupo |
|---|---|---|---|
| Restauração | 55.206.687 | 7.394.648 | 62.601.335 |
| Mercadorias | 751.600 | 1.401.751 | 2.153.351 |
| Prestação de Serviços | 148.673 | 456.665 | 605.338 |
| Volume de Negócio por Segmento | 56.106.960 | 9.253.064 | 65.360.024 |
| Resultado operacional | 4.549.280 | 635.758 | 5.185.038 |
| Custo de financiamento líquido | -435.949 | -19.795 | -455.744 |
| Quota-parte do lucro de associadas | - | - | - |
| Lucro antes de imposto sobre o rendimento | 4.113.331 | 615.963 | 4.729.294 |
| Imposto sobre o rendimento | 1.262.197 | 83.257 | 1.345.454 |
| Resultado líquido do exercício | 2.851.134 | 532.706 | 3.383.840 |
As transferências ou transacções entre segmentos são realizadas nos termos comerciais normais e nas condições aplicáveis a terceiros independentes.
7. FACTOS NÃO USUAIS E NÃO RECORRENTES E SAZONALIDADE
Nos primeiros seis meses do exercício de 2006 não se registaram quaisquer factos não usuais.
A sazonalidade do Negócio de restauração é caracterizada por picos de vendas nos meses de Julho, Agosto e Dezembro o que conduz a que o 2º semestre apresente maior actividade que o 1º semestre. No período que compreende os seis primeiros meses do ano, as vendas são cerca de 45% do volume anual e, por efeito da diluição dos custos fixos com o aumento da actividade, o resultado operacional representa cerca de 30%.
8. ACTIVOS FIXOS TANGÍVEIS
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2005 e 30 de Junho de 2006, o movimento ocorrido no valor dos activos fixos tangíveis, bem como nas respectivas amortizações e perdas por imparidade acumuladas, foi o seguinte:
| Terrenos eedifícios | Equipamentos | Ferramentas eutensilios | Outras Imob.corporeas | Imobilizadoem curso | Total | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 01 de Janeiro de 2005 | ||||||
| Custo | 55.888.479 | 37.600.090 | 2.903.411 | 5.199.378 | 1.052.134 | 102.643.492 |
| Depreciação acumulada | 6.440.501 | 18.105.295 | 2.437.055 | 3.440.720 | - | 30.423.570 |
| Imparidade Acumulada | 2.420.160 | 993.716 | 37.888 | 79.975 | - | 3.531.738 |
| Valor líquido | 47.027.819 | 18.501.079 | 428.468 | 1.678.683 | 1.052.134 | 68.688.184 |
| 31 de Dezembro de 2005 | ||||||
| Valor líquido inicial | 47.027.819 | 18.501.079 | 428.468 | 1.678.683 | 1.052.134 | 68.688.184 |
| Adições | 6.593.568 | 4.178.503 | 223.587 | 446.939 | 735.223 | 12.177.820 |
| Diminuições | 139.773 | 118.260 | 2.181 | 14.438 | 54.868 | 329.519 |
| Transferências | 449.090 | -1.040 | - | 910 | -453.850 | -4.890 |
| Depreciação exercício | 1.365.529 | 3.665.820 | 228.392 | 647.511 | - | 5.907.252 |
| Imparidade Exercicio | 1.091.020 | 518.427 | 21.878 | 53.419 | - | 1.684.744 |
| Valor líquido final | 51.474.155 | 18.376.036 | 399.604 | 1.411.164 | 1.278.639 | 72.939.598 |
| 31 de Dezembro de 2005 | ||||||
| Custo | 61.898.270 | 40.513.636 | 3.041.232 | 5.451.636 | 1.278.639 | 112.183.413 |
| Depreciação acumulada | 7.646.979 | 20.812.069 | 2.582.142 | 3.917.587 | - | 34.958.778 |
| Imparidade Acumulada | 2.777.135 | 1.325.531 | 59.485 | 122.885 | - | 4.285.037 |
| Valor líquido | 51.474.155 | 18.376.036 | 399.604 | 1.411.164 | 1.278.639 | 72.939.598 |
| Terrenos e | Ferramentas e | Outras Imob. | Imobilizado | |||
|---|---|---|---|---|---|---|
| edifícios | Equipamentos | utensilios | corporeas | em curso | Total | |
| 30 de Junho de 2006 | ||||||
| Valor líquido inicial | 51.474.155 | 18.376.036 | 399.604 | 1.411.164 | 1.278.639 | 72.939.598 |
| Variações do perímetro de consolidação (1) | 15.451.800 | 166.795 | 1.533 | 10.570 | - | 15.630.698 |
| Adições | 4.242.419 | 2.722.255 | 104.385 | 298.985 | 402.099 | 7.770.143 |
| Diminuições | 5.386 | -30.607 | 0 | 505 | 6.964 | -17.752 |
| Transferências | 430.521 | 62.243 | 707 | 4.440 | -497.912 | - |
| Depreciação exercício | 730.865 | 1.852.521 | 105.504 | 294.358 | - | 2.983.248 |
| Deprec.do Ex.º pelas variações do perímetro | 778.669 | 35.534 | 333 | 2.741 | - | 817.277 |
| Imparidade Exercicio | - | - | - | - | - | 0 |
| Valor líquido final | 70.083.976 | 19.469.881 | 400.392 | 1.427.554 | 1.175.862 | 92.557.666 |
| 30 de Junho de 2006 | ||||||
| Custo | 81.738.074 | 43.237.345 | 3.143.206 | 5.728.134 | 1.175.862 | 135.022.621 |
| Depreciação acumulada | 9.102.614 | 22.512.559 | 2.683.328 | 4.177.694 | - | 38.476.195 |
| Imparidade Acumulada | 2.551.485 | 1.254.906 | 59.485 | 122.885 | - | 3.988.760 |
| Valor líquido | 70.083.976 | 19.469.881 | 400.393 | 1.427.555 | 1.175.862 | 92.557.666 |
(1) as variações do perímetro correspondem à aquisição de imóveis próprios, pela entrada no perímetro, da empresa IBR Imobiliária, S.A., um andar no Edifício Península, um andar na Foz do Porto, dois andares na grande Lisboa e 12 estabelecimentos comerciais, onde o grupo explora restaurantes Pizza Hut.
No exercício findo em 30 de Junho de 2006, os bens utilizados em regime de locação financeira foi o seguinte:
| Valor Buto | A. Acumuladas | |
|---|---|---|
| Terrenos e edifícios | 1.284.599 | 172.395 |
| Equipamentos | 6.833.534 | 2.023.719 |
| Ferramentas e utensilios | 107.512 | 78.423 |
| Outras imobilizações corporeas | 942.668 | 521.062 |
| 9.168.313 | 2.795.600 | |
Sendo que o valor correspondente a contratos celebrados nos primeiros seis meses de 2006 é de 895.626 euros.
9. ACTIVOS INTANGÍVEIS
Os activos intangíveis decompõem-se como segue:
| Jun-06 | Dez-05 | |
|---|---|---|
| Diferenças de consolidação | 13.363.455 | 13.386.537 |
| Outros Intangíveis | 18.133.400 | 5.066.114 |
| 31.496.855 | 18.452.651 |
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2005 e 30 de Junho de 2006, o movimento ocorrido no valor dos activos fixos intangíveis, bem como nas respectivas amortizações e perdas por imparidade acumuladas, foi o seguinte:
| Diferenças de | Marcas e | Despesas de | Propriedade | Imobilizado | |||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Consolidação Trespasses | licenças | Desenvolvimento | Industrial | em curso | Total | ||
| 01 de Janeiro de 2005 | |||||||
| Custo | 12.984.775 | 1.390.500 | 20.357.122 | 521.932 | 4.333.436 | 65.311 | 39.653.076 |
| Amortização acumulada | - | 460.877 | 18.500.929 | 408.790 | 1.882.444 | - | 21.253.040 |
| Imparidade acumulada | 1.615.785 | 37.711 | 115.381 | - | 163.109 | - | 1.931.985 |
| Valor líquido | 11.368.990 | 891.912 | 1.740.812 | 113.142 | 2.287.883 | 65.311 | 16.468.051 |
| 31 de Dezembro de 2005 | |||||||
| Valor líquido inicial | 11.368.996 | 891.912 | 1.740.812 | 113.142 | 2.287.883 | 65.311 | 16.488.057 |
| Adições | 2.063.704 | 126.981 | 1.379.431 | 10.517 | 286.892 | 28.796 | 3.896.316 |
| Diminuições | - | 199.519 | 1.774 | - | 136 | - | 201.429 |
| Transferências | - | - | 4.988 | - | 4.890 | -4.988 | 4.890 |
| Amortização do exercício | - | 40.291 | 1.140.687 | 68.228 | 231.239 | - | 1.480.445 |
| Imparidade Exercicio | 46.163 | - | 130.262 | - | 58.314 | - | 234.738 |
| Valor líquido final | 13.386.537 | 779.083 | 1.852.509 | 55.431 | 2.289.977 | 89.119 | 18.452.651 |
| 31 de Dezembro de 2005 | |||||||
| Custo | 15.048.485 | 1.305.220 | 21.425.698 | 532.449 | 4.613.658 | 89.119 | 43.014.629 |
| Amortização acumulada | - | 498.499 | 19.348.244 | 477.018 | 2.102.259 | - | 22.426.025 |
| Imparidade acumulada | 1.661.948 | 27.638 | 224.945 | - | 221.422 | - | 2.135.953 |
| Valor líquido | 13.386.537 | 779.083 | 1.852.509 | 55.431 | 2.289.977 | 89.119 | 18.452.651 |
| Diferenças deConsolidação Trespasses | Marcas elicenças | Despesas deDesenvolvimento | PropriedadeIndustrial | Imobilizadoem curso (1) | Total | ||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 30 de Junho de 2006 | |||||||
| Valor líquido inicial | 13.386.537 | 779.083 | 1.852.509 | 55.431 | 2.289.977 | 89.119 | 18.452.651 |
| Variações do perímetro de consolidação | - | - | 48.910 | - | 52.104 | - | 101.014 |
| Adições | 45.222 | 783.050 | 555.889 | 14.032 | 5.556 | 12.397.849 | 13.801.598 |
| Diminuições | 45.222 | - | 1.565 | - | 1.843 | - | 48.630 |
| Transferências | - | - | -3.030 | - | 3.030 | - | - |
| Amortização do exercício | - | 65.647 | 506.450 | 9.116 | 119.593 | - | 700.806 |
| Deprec.do Ex.º pelas variações do perímetro | - | - | 24.302 | - | 2.388 | - | 26.690 |
| Imparidade Exercicio | 23.082 | - | 61.044 | - | -1.842 | - | 82.283 |
| Valor líquido final | 13.363.455 | 1.496.486 | 1.860.917 | 60.347 | 2.228.685 | 12.486.968 | 31.496.855 |
| 30 de Junho de 2006 | |||||||
| Custo | 15.048.485 | 1.870.774 | 21.818.928 | 523.570 | 4.645.787 | 12.486.968 | 56.394.512 |
| Amortização acumulada | - | 346.650 | 19.672.022 | 463.223 | 2.197.522 | - | 22.679.417 |
| Imparidade acumulada | 1.685.030 | 27.638 | 285.989 | - | 219.580 | - | 2.218.237 |
| Valor líquido | 13.363.455 | 1.496.486 | 1.860.917 | 60.347 | 2.228.684 | 12.486.968 | 31.496.855 |
(1) as adições da rubrica imobilizado em curso dizem respeito às 24 novas concessões conseguidas no decurso do 1º semestre do ano de 2006, em áreas de serviço nas Auto-estradas do Norte, Costa da Prata, Beiras e Grande Porto.
Testes de imparidade das diferenças de consolidação
As diferenças de consolidação são distribuídas pelas unidades geradoras de fluxos (UGCs) do Grupo, identificadas de acordo com o país da operação e o segmento de negócio.
Apresenta-se abaixo um resumo das diferenças de consolidação distribuídas por segmento:
| Jun-06 | Dez-05 | |
|---|---|---|
| Portugal | 4.230.709 | 4.253.791 |
| Espanha | 9.132.746 | 9.132.746 |
| 13.363.455 | 13.386.537 |
O valor recuperável de uma UGC é determinado com base nos cálculos do valor de uso. Esses cálculos utilizam projecções de fluxos de caixa baseadas em orçamentos financeiros aprovados pelos gestores, cobrindo um período de 5 anos.
As previsões têm vindo a ser utilizadas para a análise de cada UGC do segmento de negócio. Os gestores determinam a margem bruta orçada com base na performance passada e nas suas expectativas para o desenvolvimento do mercado. A taxa de crescimento média ponderada utilizada é consistente com as previsões incluídas nos relatórios do sector. As taxas de desconto utilizadas são antes de impostos e reflectem riscos específicos relacionados com os segmentos relevantes.
10. ACTIVOS FINANCEIROS DISPONÍVEIS PARA VENDA
| Jun-06 | Dez-05 | |
|---|---|---|
| Adiantamentos por conta de Investimentos Financeiros (1) | 3.190.712 | 3.190.712 |
| Outros activos financeiros (2) | 863.871 | 863.871 |
| 4.054.583 | 4.054.583 | |
| Perdas de imparidade acumuladas (1) | 1.870.000 | 1.870.000 |
| 2.184.583 | 2.184.583 |
(1) Inclui um valor adiantado no montante de 3.018.628 euros, para aquisição de uma sociedade que explora um conjunto de restaurantes em Espanha, cuja negociação ainda não foi concluída e que entretanto registou uma perda de valor de 1.870.000 euros.
(2) Inclui a participação de 20% na sociedade QRM – Projectos Turísticos, S.A., dedicada à restauração e catering, no valor de 600.000 euros, sendo que a alienação ou reforço está condicionada à concretização de objectivos estabelecidos no contrato de aquisição.
O grupo segue a orientação da IAS 39 (revista em 2004) na determinação da imparidade permanente dos investimentos, a qual requer que o grupo avalie, entre outros factores, a duração e em que medida o justo valor de um investimento é inferior ao seu custo e a saúde financeira e perspectivas de negócio para a participada, incluindo factores tais como a performance da indústria e do sector, alterações tecnológicas e fluxos de caixa operacionais e de financiamento.
11. OUTROS ACTIVOS NÃO CORRENTES
O detalhe dos outros activos não correntes em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro 2005, é o seguinte:
| Jun-06 | Dez-05 | |
|---|---|---|
| Clientes e outros devedores | 256.544 | 251.187 |
| Outros activos não correntes | 256.544 | 251.187 |
| Perdas de imparidade acumuladas | - | - |
| 256.544 | 251.187 |
12. EXISTÊNCIAS
Em 30 de Junho de 2006 e de 31 de Dezembro 2005 o detalhe das existências do grupo era o seguinte:
| Jun-06 | Dez-05 | |
|---|---|---|
| Matérias-primas, subsidiárias e de consumoMercadorias | 2.848.420132.948 | 2.706.663134.794 |
| 2.981.368 | 2.841.457 | |
| Perdas de imparidade acumuladas | 74.981 | 74.981 |
| Existências líquidas | 2.906.387 | 2.766.476 |
13. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA
Em 30 de Junho de 2006 e de 31 de Dezembro 2005 o detalhe de caixa e equivalentes de caixa era o seguinte:
| Jun-06 | Dez-05 | |
|---|---|---|
| Numerário | 329.203 | 278.610 |
| Depósitos bancários | 2.380.714 | 2.044.441 |
| Aplicações de tesouraria | 155.037 | 3.017.130 |
| Caixa e equivalentes de caixa no balanço | 2.864.954 | 5.340.181 |
| Descobertos bancários | 18.433.024 | 3.515.043 |
| Caixa e equivalentes de caixa na demonstração de fluxos de caixa | -15.568.070 | 1.825.138 |
Em descobertos bancários estão considerados os saldos credores de contas correntes com instituições financeiras, incluídos no balanço na rubrica de empréstimos bancários.
14. OUTROS ACTIVOS CORRENTES
O detalhe dos outros activos correntes em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro 2005, é o seguinte:
| Jun-06 | Dez-05 | |
|---|---|---|
| Clientes | 2.996.475 | 2.432.279 |
| Estado e outros entes públicos (1) | 4.674.817 | 1.702.302 |
| Outros devedores (2) | 5.918.583 | 4.097.789 |
| Adiantamentos a fornecedores | 11.653 | 123.679 |
| Acréscimos de proveitos | 871.957 | 981.181 |
| Custos diferidos (3) | 1.649.642 | 1.520.143 |
| Outros activos correntes | 16.123.127 | 10.857.373 |
| Perdas de imparidade acumuladas | 624.905 | 669.211 |
| 15.498.222 | 10.188.162 |
(1) saldo decorrente, essencialmente, dos valores de Iva a recuperar.
(2) A conta Outros devedores decompõe-se pelas seguintes rubricas:
| Jun-06 | Dez-05 | ||
|---|---|---|---|
| Adiantamentos (a) | 200.082 | 600.000 | |
| Venda Maestro à Ibergourmet | - | 1.180.155 | |
| Venda de activos financeiros (b) | 3.515.989 | - | |
| Outros | 2.202.512 | 2.317.634 | |
| 5.918.583 | 4.097.789 |
(a) saldo decorrente do pagamento efectuado com a celebração de um contrato promessa de compra de uma participação, cuja revogação foi acordada no final do ano, e formalizada em 01 de Agosto de 2006.
(b) inclui, essencialmente, o valor das dívidas referentes à integração no semestre dos activos da empresa Anatir – SGPS, S.A., filial adquirida em Junho de 2006.
(3) Detalhe da rubrica custos diferidos:
| Jun-06 | Dez-05 | |
|---|---|---|
| Rendas e condomínios | 1.111.580 | 1.162.434 |
| Fornecimento e serviços externos | 354.418 | 198.109 |
| Outros | 183.644 | 159.600 |
| Custos Diferidos | 1.649.642 | 1.520.143 |
15. CAPITAL SOCIAL
Em 30 de Junho de 2006, o capital social, integralmente subscrito e realizado, está representado por 20.000.000 acções ao portador com o valor nominal unitário de 1 euro.
A empresa adquiriu 206.000 acções próprias através da compra na Euronext no 1º semestre de 2006. O montante pago para aquisição das acções foi de 1.546.730 € e foi deduzido ao capital próprio. As acções são detidas como acções próprias. A empresa tem o direito de revender estas acções numa data posterior. Todas as acções emitidas pela empresa estão totalmente realizadas.
Nos primeiros seis meses do ano, a empresa procedeu à venda de 4.920 acções próprias na Euronext pelo montante de 40.610 euros.
No final do semestre a sociedade detinha 1.573.211 acções próprias pelo valor de aquisição de 6.754.132 euros.
O montante de reservas indisponíveis do grupo, diz respeito às reservas legais, e é de 5.402.664 euros.
16. EMPRÉSTIMOS
Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005 os empréstimos correntes e não correntes tinham o seguinte detalhe:
| Não corrente | Jun-06 | Dez-05 |
|---|---|---|
| Empréstimos bancários | 13.174.355 | 10.062.111 |
| 13.174.355 | 10.062.111 | |
| Corrente | Jun-06 | Dez-05 |
| Descobertos bancários | 18.433.024 | 3.515.043 |
| Empréstimos bancários | 6.049.937 | 4.938.315 |
| 24.482.961 | 8.453.358 | |
| Total empréstimos | 37.657.316 | 18.515.469 |
Edifícios e Outras Construções no valor de 8.772.891 € (1.045.994 em 2005) estão dados em garantia de empréstimos bancários (Nota 29).
A maturidade dos empréstimos não correntes é a seguinte:
| Jun-06 | Dez-05 | |
|---|---|---|
| entre 1 e 2 anos | 10.995.613 | 9.976.203 |
| entre 2 e 5 anos | 1.702.561 | 85.908 |
| > 5 anos | 476.182 | - |
| 13.174.355 | 10.062.111 |
17. IMPOSTOS DIFERIDOS
17.1. Impostos diferidos passivos
O detalhe dos impostos diferidos passivos em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, de acordo com as diferenças temporárias que os geraram, é o seguinte:
| Impostos diferidos passivos | Jun-06 | Dez-05 |
|---|---|---|
| Homogeneização de amortizações | 8.047.929 | 7.554.864 |
| Perdas por imparidade de activos não aceites fiscalmente | -1.270.379 | -1.444.185 |
| Anulação de imobilizações incorpóreas | -217.844 | -218.646 |
| Anulação de menos-valias fiscais pela venda imobilizado I/G | 312.909 | 312.909 |
| 6.872.615 | 6.204.942 |
17.2. Impostos diferidos activos
O detalhe dos activos por impostos diferidos em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005, de acordo com as diferenças temporárias que os geraram, é o seguinte:
| Impostos diferidos activos | Jun-06 | Dez-05 |
|---|---|---|
| Prejuízos fiscais reportáveis | 2.495.516 | 2.138.207 |
| 2.495.516 | 2.138.207 |
| SALDO DE REPORTES FISCAIS POR ANO LIMITE DE UTILIZAÇÃO (após utilização em 30-06-2006) (*) | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2006 | 2007 | 2008 | 2009 | 2010 | 2011/2020 | 2012/2021 | 2015-2019 | TOTAL |
| 135.464 | 951.665 | 2.006.119 | 780.144 | 749.693 | 1.295.803 | 806.823 | 1.712.263 | 8.437.975 |
(*) Empresas Portuguesas: 6 anos Empresas Espanholas: 15 anos
O Grupo não reconheceu, por razões de prudência, impostos diferidos activos no valor de 691.552 referentes a prejuízos fiscais de 2.514.736 que podem ser deduzidos aos lucros tributáveis futuros.
18. PROVISÕES PARA RISCOS E ENCARGOS
As provisões para riscos e encargos no montante de 15.393 euros sofreu uma redução de 10.136 pela conclusão do processo judicial em curso na Vidisco, decorrente do imposto sobre o rendimento.
19. OUTROS PASSIVOS NÃO CORRENTES
Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005 a rubrica "Outros passivos não correntes" pode ser detalhada como segue:
| Jun-06 | Dez-05 | |
|---|---|---|
| Fornecedores locação financeira | 2.641.163 | 2.646.520 |
| Outros credores (1) | 1.144.883 | 1.201.967 |
| 3.786.046 | 3.848.487 |
(1) inclui um valor de 879.864, referente à dívida pela compra da Vidisco, e 261.869 referente ao valor ainda em divida da compra da sociedade que detinha a concessão da Pizza Hut da Foz.
Os Passivos de Locações Financeiras podem ser apresentados da seguinte forma:
| Jun-06 | Dez-05 | |
|---|---|---|
| Capital em dívida: | ||
| Até 1 ano | 1.771.983 | 2.163.873 |
| Mais de 1 ano e até 5 anos | 2.641.163 | 2.646.520 |
| 4.413.146 | 4.810.393 |
20. CONTAS A PAGAR A FORNECEDORES E ACRÉSCIMOS DE CUSTOS
| Jun-06 | Dez-05 | |
|---|---|---|
| Fornecedores c/c | 15.438.821 | 15.467.618 |
| Fornecedores - Facturas em recepção e conferência | 665.180 | 753.214 |
| Fornecedores de imobilizado c/c (1) | 12.239.806 | 1.424.605 |
| Fornecedores imobilizado - inv.financeiros | 645.000 | - |
| Fornecedores locação financeira | 1.771.983 | 2.163.873 |
| Total contas a pagar a fornecedores | 30.760.790 | 19.809.310 |
| Jun-06 | Dez-05 | |
|---|---|---|
| Acréscimos de custos - Seguros a liquidar | 47.566 | 59.199 |
| Acréscimos de custos - Remunerações a liquidar | 4.506.900 | 3.536.982 |
| Acréscimos de custos - Prémios | 719.088 | 487.878 |
| Acréscimos de custos - Juros a liquidar | 204.785 | 212.293 |
| Acréscimos de custos - Fornec.Serviços Externos | 1.520.583 | 1.171.345 |
| Acréscimos de custos - Outros | 242.664 | 659.248 |
| Total acréscimos de custos | 7.241.586 | 6.126.945 |
| Total contas a pagar a fornec. e acréscimos de custos | 38.002.376 | 25.936.255 |
(1) a variação nesta rubrica deve-se, essencialmente, à integração no semestre do passivo da GVG – Gestão de projectos, S.A., filial adquirida em Junho de 2006.
21. OUTROS PASSIVOS CORRENTES
Em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005 a rubrica "Outros passivos correntes" pode ser detalhada como segue:
| Jun-06 | Dez-05 | |
|---|---|---|
| Outros credores | 1.108.008 | 991.627 |
| Estado e outros entes públicos | 4.307.868 | 2.859.710 |
| Proveitos diferidos (1) | 6.520.935 | 5.196.149 |
| 11.936.811 | 9.047.486 |
(1) Na rubrica Proveitos Diferidos estão incluídos os seguintes valores:
| Jun-06 | Dez-05 | |
|---|---|---|
| Contratos com fornecedores (1) | 6.138.187 | 4.563.917 |
| Direitos de franquias | 100.865 | 140.989 |
| Resultado lease-back | 211.645 | 350.555 |
| Subsidio para investimento | 17.328 | 21.040 |
| Rendas | 52.910 | 90.316 |
| Outros | 0 | 29.332 |
| 6.520.935 | 5.196.149 |
(1) O valor dos contratos com fornecedores corresponde a receitas obtidas dos fornecedores em 2006 e respeitantes a exercícios seguintes.
22. IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO
Os impostos sobre o rendimento reconhecidos no exercício findo em 30 de Junho de 2006 e 31 de Dezembro de 2005 são detalhados como segue:
| Jun-06 | Jun-05 | |
|---|---|---|
| Imposto corrente | 583.875 | 239.664 |
| Imposto diferido (Nota 17) | 1.026.808 | 1.105.790 |
| 1.610.683 | 1.345.454 |
23. RESULTADO POR ACÇÃO
Básico e diluído
O resultado básico por acção é calculado dividindo o lucro atribuível aos accionistas, pelo número médio ponderado de acções ordinárias emitidas durante o período, excluindo as acções ordinárias adquiridas pela empresa e detidas como acções próprias (Nota 15).
| Jun-06 | Jun-05 | |
|---|---|---|
| Lucro atribuível aos detentores do capital | 3.744.224 | 3.235.100 |
| Número médio ponderado das acções ordinárias emitidas | 20.000.000 | 20.000.000 |
| Número médio ponderado de açõpes próprias | -1.472.671 | -1.371.381 |
| 18.527.329 | 18.628.619 | |
| Resultado básico por acção (€ por acção) | 0,20 | 0,17 |
| Resultado diluído por acção (€ por acção) | 0,20 | 0,17 |
Dado não haver direitos de voto potenciais, o resultado básico por acção é igual ao resultado diluído por acção.
24. DIVIDENDOS
Na Assembleia Geral Anual de 18 de Abril de 2006 foram atribuídos dividendos ilíquidos de 0,055 euros por acção (0,055 euros em 2005), os quais foram pagos em 18 de Maio de 2006 correspondendo a um valor total de 1.013.633 euros (1.024.574 euros em 2005).
25. CONTINGÊNCIAS
O Grupo possui passivos contingentes respeitantes a garantias bancárias e de outra natureza e outras contingências relacionadas com o seu negócio. Não se espera que existam passivos significativos decorrentes dos passivos contingentes.
A 30 de Junho de 2006, as responsabilidades não registadas pelas empresas incluídas na consolidação são constituídas principalmente por garantias bancárias prestadas por sua conta, conforme segue:
| Jun-06 | Dez-05 | |
|---|---|---|
| Garantias prestadas | 72.986 | 77.200 |
| Garantias bancárias | 1.749.407 | 1.747.515 |
Existem ainda na Vidisco e na IBR Imobiliária hipotecas de edifícios no valor de 1.055.249 e 7.717.642 euros, respectivamente (1.045.994 em 2005), dadas como garantias a empréstimos.
26. EVENTOS SUBSEQUENTES
A 20 de Julho do corrente ano, a Ibersol SGPS comunicou, através da sua filial espanhola Vidisco, SL, a desistência da sua Oferta Pública de Aquisição de Acções da Tele Pizza, S.A..
A Ibersol SGPS, através da sua participada espanhola Inverpeninsular SL, concluiu a 01 de Agostos de 2006 a operação de aquisição da totalidade do capital da sociedade espanhola Lurca S.A., que explora 31 unidades Burger King situadas em diferentes províncias de Espanha, com especial incidência na zona de Madrid. O volume de negócios destas unidades ascendeu em 2005 a cerca de 27,5 milhões de euros.
27. APROVAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
As demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração e autorizadas para emissão em 19 de Setembro de 2006.
INFORMAÇÃO DOS ORGÃOS SOCIAIS
De acordo com o disposto no artigo 447º do Código das Sociedades Comerciais e dando cumprimento à alinea b) do artº 9º do Regulamento da CMVM nº 4/2004,declaramos ter a seguinte informação:
| Conselho de Administração | Data | Aquisiçõesnº acções | SALDO30.06.2006 | |
|---|---|---|---|---|
| António Alberto Guerra Leal Teixeira | ||||
| ATPS- S.G.P.S., SA | (1) | 5,011 | ||
| Ibersol SGPS, SA | 1,400 | |||
| António Carlos Vaz Pinto Sousa | ||||
| ATPS- S.G.P.S., SA | (1) | 5,011 | ||
| Ibersol SGPS, SA | 1,400 |
| Data | Aquisições | SALDO | |
|---|---|---|---|
| (1)ATPS- S.G.P.S ., SA | nº acções | 30.06.2006 | |
| Ibersol SGPS, SA | 425,182 | ||
| ATPS III-SGPS, SA (2) | 697,483,937 | ||
| I.E.S.- Indústria Engenharia e Seviços, SA (3) | 2,000,000 | ||
(2) ATPS III - SGPS, SA
| I.E.S.- Indústria Engenharia e Seviços, SA (3) | 455,000 |
|---|
(3) I.E.S.- Indústria Engenharia e Seviços, SGPS, SA
| Ibersol SGPS, SA | 9,998,000 |
|---|
FISCAL ÚNICO
O Fiscal Único, PricewaterhouseCoopers & Associados, SROC, Lda, não detinha acções em 30 de Junho de 2006 e não realizou transacções com acções da Ibersol SGPS.
PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS
Em cumprimento do artº 8º alínea e) do Regulamento da CMVM nº 4/2004, indicamos os titulares de participações qualificadas conhecidos a 30 de Junho de 2006:
| Accionista | nº acções | % capital social | % direitos voto |
|---|---|---|---|
| ATPS - SGPS, S.A. | |||
| Directamente | 425,182 | 2.13% | 2.31% |
| I.E.S.-Indústria, Engenharia e Serviços, SGPS,S.A. | 9,998,000 | 49.99% | 54.26% |
| António Alberto Guerra Leal Teixeira | 1,400 | 0.01% | 0.01% |
| António Carlos Vaz Pinto Sousa | 1,400 | 0.01% | 0.01% |
| Total participação detida / imputável | 10,425,982 | 52.13% | 56.58% |
| Banco BPI, S.A. | |||
| Directamente | 1,200,000 | 6.00% | 6.51% |
| BPI Gestão Activos - Soc. Gestora Fundos Investimento Mobiliário, S.A. | 365,671 | 1.83% | 1.98% |
| Total participação detida / imputável | 1,565,671 | 7.83% | 8.50% |
| Millenium bcp,S.A. | |||
| AF PPA | 716,763 | 3.58% | 3.89% |
| AF Acções Portugal | 666,954 | 3.33% | 3.62% |
| Total participação detida / imputável | 1,383,717 | 6.92% | 7.51% |
| Caixagest-Técnica de Gestão Fundos, SA | |||
| Caixagest Portugal Acções | 764,823 | 3.82% | 4.15% |
| Caixagest PPA | 546,483 | 2.73% | 2.97% |
| Postal Acções | 29,349 | 0.15% | 0.16% |
| Total participação detida / imputável | 1,340,655 | 6.70% | 7.28% |

IBERSOL – S.G.P.S., S.A.
Sociedade Aberta
Sede: Praça do Bom Sucesso 105/159-9º andar-Porto
Contribuinte Nº 501.669.477 Matriculada na Cons. Reg. Com. Porto sob o Nº 51.117
Capital Social: 20.000.000 Euros
Relatório e Contas Individuais
1º Semestre de 2006
RELATÓRIO DE GESTÃO
Senhores Accionistas,
No cumprimento das obrigações legais e estatutárias, apresentamos a V. Exas o Relatório de Gestão e as Contas da IBERSOL - S.G.P.S., S.A. relativas ao primeiro semestre de 2006.
1- ENVOLVENTE ECONÓMICA
Reflectindo o comportamento favorável da procura externa, a actividade económica em Portugal apresentou uma trajectória ascendente.
O crescimento do PIB para 2006 foi revisto em alta para 1,2%, mas ainda claramente abaixo do crescimento da actividade na área do euro.
No final do semestre, as taxas de referência do BCE aumentaram em 25 bp reflectindo a evolução das taxas de juro no mercado monetário.
Em resultado de uma apreciação mais favorável do desempenho económico no 1º semestre, o Fundo Monetário Internacional reviu em alta as previsões de crescimento da economia mundial para 2006- 2007.
2 – ACTIVIDADE
A evolução da actividade da Ibersol SGPS está associada ao desenvolvimento estratégico das suas participadas, cujo volume de negócios, no 1º semestre, cresceu cerca de 6,6%.
A Ibersol SGPS centrou a sua actividade na prestação de serviços técnicos de administração e gestão às empresas do Grupo, com especial enfoque na vertente estratégica e financeira do negócio.
3 - SITUAÇÃO ECONÓMICO – FINANCEIRA
Tal como no final do ano, a sociedade aplicou o método da equivalência patrimonial na valoração das participações financeiras . No semestre homólogo de 2005 havia utilizado o critério do custo de aquisição.
Passamos a referir os factos mais importantes ocorridos no período, no que concerne aos resultados e às alterações verificadas na estrutura patrimonial da empresa.
3.1 Resultados
O resultado operacional apurado no exercício ascende a 153 mil euros, sendo que:
a) os proveitos inerentes à prestação de serviços à participada - Ibersol Restauração, S.A. que faz a gestão dos serviços partilhados pelas diferentes Marcas exploradas pelo Grupo, foram idênticos aos do 1º semestre de 2005;
b) os custos operacionais reduziram em 10 mil euros face ao 1º semestre do ano transacto e ascenderam a 147 mil euros.
Por força da utilização do método de equivalencia patrimonial, o resultado financeiro aumentou e foi positivo em 3,3 milhões de euros.
O resultado extraordinário negativo de 46 mil euros teve origem nos custos associados à liquidação da participada inglesa Ibersol Restaurants International, Ltd .
O resultado líquido situa-se em 3.25 milhões de euros.
3.2 Situação Patrimonial
Em 30 de Junho de 2006, o activo ascendia a 140,7 milhões de euros e o endividamento liquido remunerado ascendia a cerca de 370 mil euros. O capital próprio situava-se nos 49,3 milhões de euros.
4 - ACÇÕES PRÓPRIAS
O objectivo de contribuir para uma maior liquidez no mercado bolsista levou a que no período a sociedade tenha efectuado a venda de 4.920 acções por 40.610 euros e adquirido 206.000 acções próprias pelo montante de 1.546.730 euros.
Em 30 de Junho de 2006, a sociedade detinha 1.573.211 acções, com valor nominal de 1€ cada, com um valor global de aquisição de 6.754.133 euros.
5 - PERSPECTIVAS
O planeamento estratégico e operacional será o principal foco da nossa actividade no 2º semestre no sentido de reforçar os factores competitivos das nossas participadas para o próximo ano.
Porto, 19 de Setembro de 2006
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
António Alberto Guerra Leal Teixeira
____________________________
____________________________
____________________________
António Carlos Vaz Pinto de Sousa
Juan Carlos Vázquez-Dodero
| Activo | 30.06.06 | 31.12.05 | ||
|---|---|---|---|---|
| Activo | Amortizações | Activo | ||
| Bruto | Provisões | Liquido | AL | |
| IMOBILIZADO: | ||||
| Imobilizações incorpóreas: | ||||
| Despesas de investigação e de desenvolvimento | 50,574 | 50,574 | 0 | 0 |
| 50,574 | 50,574 | 0 | 0 | |
| Imobilizações corpóreas: | ||||
| Edifícios e outras construções | 29,828 | 25,354 | 4,474 | 5,965 |
| Equipamento básico | 3,736 | 3,736 | 0 | 0 |
| Ferramentas e Utensilios | 196 | 196 | 0 | 0 |
| Equipamento administrativo | 215,338 | 215,338 | 0 | 0 |
| Outras imobilizações corpóreas | 18,093 | 17,188 | 905 | 1,810 |
| 267,191 | 261,812 | 5,379 | 7,775 | |
| Investimentos financeiros: | ||||
| Partes de capital em empresas do grupo | 104,080,363 | 0 | 104,080,363 | 100,471,550 |
| Empréstimos a empresas do grupo | 15,147,403 | 15,147,403 | 15,755,625 | |
| Partes de capital em empresas grupo-Trespasses | 19,547,230 | 7,296,173 | 12,251,057 | 12,764,609 |
| Títulos e outras aplicações financeiras | 264,000 | 264,000 | 264,000 | |
| Prestações acessórias a empresas do grupo | 7,225,000 | 7,225,000 | 7,225,000 | |
| Adiantamentos por conta de investim. financeiros | 172,085 | 172,085 | 172,085 | |
| 146,436,081 | 7,296,173 | 139,139,908 | 136,652,869 | |
| CIRCULANTE: | ||||
| Dívidas de terceiros - Curto prazo: | ||||
| Empresas do grupo | 720,282 | 720,282 | 2,234,372 | |
| Estado e outros entes públicos | 31,896 | 31,896 | 26,476 | |
| Outros devedores | 27,268 | 27,268 | 13,101 | |
| 779,446 | 0 | 779,446 | 2,273,949 | |
| Títulos negociáveis: | ||||
| Outras aplicações de tesouraria | 0 | 50,000 | ||
| 0 | 0 | 50,000 | ||
| Depósitos bancários e caixa: | ||||
| Depósitos bancários | 38,918 | 38,918 | 36,516 | |
| Caixa | 6 | 6 | 6 | |
| 38,924 | 38,924 | 36,522 | ||
| ACRÉSCIMO E DIFERIMENTOS: | ||||
| Acréscimos de proveitos | 539,854 | 539,854 | 0 | |
| Custos diferidos | 4,556 | 4,556 | 6,205 | |
| Impostos diferidos | 150,101 | 150,101 | 259,219 | |
| 694,511 | 694,511 | 265,424 | ||
| Total de amortizações | 312,386 | |||
| Total de provisões | 7,296,173 | |||
| Total do activo | 148,266,728 | 7,608,559 | 140,658,168 | 139,286,539 |
BALANÇO EM 2006.06.30 (valores em Euros)
| (valores em Euros) | |||
|---|---|---|---|
| Capital próprio e passivo | 30.06.06 | 31.12.05 | |
| CAPITAL PRÓPRIO: | |||
| Capital | 20,000,000 | 20,000,000 | |
| Acções próprias | |||
| Valor nominal | -1,573,211 | -1,372,131 | |
| Desconto e prémios | -5,180,922 | -3,859,837 | |
| Prémios de emissão de acções | 469,937 | 469,937 | |
| Ajustamentos de partes de capital em filiais e associadas | 14,433,245 | 8,503,126 | |
| Reservas de reavaliação | 12,110 | 12,110 | |
| Reservas: | |||
| Reservas legais | 4,000,000 | 4,000,000 | |
| Reservas legais- Acções própriasOutras Reservas | 6,754,1337,095,102 | 12,798,682 | |
| Resultados transitados | |||
| Subtotal | 46,010,394 | 40,551,887 | |
| Resultado Líquido do exercício | 3,253,753 | 7,955,056 | |
| Total do capital próprio | 49,264,147 | 48,506,942 | |
| PASSIVO: | |||
| Provisões para riscos e encargos: | |||
| Outras provisões para riscos e encargos | 5,257 | 5,257 | |
| 5,257 | 5,257 | ||
| DÍVIDAS A TERCEIROS - MÉDIO E LONGO PRAZO | |||
| 0 | 0 | ||
| DÍVIDAS A TERCEIROS - CURTO PRAZO : | |||
| Dívidas a instituições de crédito | 409,668 | 403,993 | |
| Fornecedores, c/c | 12,267 | 5,894 | |
| Empresas do grupo | 58,483 | ||
| Fornecedores de imobilizado, c/c | |||
| Estado e outros entes públicos | 9,364 | 130,792 | |
| Outros credores | 645,675 | 3,647 | |
| 1,135,457 | 544,326 | ||
| ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS : | |||
| Acréscimos de custos | 88,780 | 65,487 | |
| Proveitos diferidos | 90,164,527 | 90,164,527 | |
| 90,253,307 | 90,230,014 | ||
| Total do passivo | 91,394,021 | 90,779,597 | |
| Total capital próprio e do passivo | 140,658,168 | 139,286,539 |
O Conselho de Administração,
António Alberto Guerra Leal Teixeira
António Carlos Vaz Pinto Sousa
Juan Carlos Vázquez-Dodero
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS EM 30 DE JUNHO
| Custos e perdas | (valores em Euros) | |||
|---|---|---|---|---|
| 2006 | 2005 | |||
| Fornecimentos e serviços externos | 36,349 | 36,349 | 64,571 | 64,571 |
| Custos com o pessoal: | ||||
| Remunerações | 89,934 | 67,382 | ||
| Encargos sociais: | ||||
| Outros | 15,352 | 105,286 | 15,760 | 83,142 |
| Amortizações do Imobilizado corpóreo e incorpóreo | 2,396 | 2,591 | ||
| Provisões | 2,396 | 2,591 | ||
| Impostos | 2,738 | 6,464 | ||
| Outros custos operacionais | 2,738 | 6,464 | ||
| (A) | 146,769 | 156,768 | ||
| Perdas em empresas do grupo e associadas | ||||
| Amortizações e ajustamentos de investim. financeiros | 558,774 | |||
| Juros e custos similares: | ||||
| Relativos a empresas do grupo | ||||
| Outros | 10,025 | 568,799 | 11,423 | 11,423 |
| (C) | 715,568 | 168,191 | ||
| Custos e perdas extraordinárias | 46,360 | |||
| (E) | 761,928 | 168,191 | ||
| Imposto sobre o rendimento: | ||||
| Corrente | 189 | 0 | ||
| Diferido | 109,118 | 109,307 | 106,484 | 106,484 |
| (G) | 871,235 | 274,675 | ||
| Resultado líquido do exercício | 3,253,753 | 2,345,922 | ||
| 4,124,988 | 2,620,597 | |||
| Proveitos e ganhos | ||||
| Prestação de serviços | 300,000 | 300,000 | 300,000 | 300,000 |
| Trabalhos para a própria empresa | ||||
| Proveitos suplementares | 157 | |||
| Subsídios à exploração | ||||
| Outros proveitos e ganhos operacionais | 157 | 0 | ||
| (B) | 300,157 | 300,000 | ||
| Ganhos em empresas do grupo e associadas | 3,584,729 | |||
| Rendimentos de participações de capital | 2,066,179 | |||
| Rendimentos de títulos negoc. e de outras aplic. financ.: | ||||
| Relativos a empresas do grupo | 0 | |||
| Outros | ||||
| Outros juros e proveitos similares: | ||||
| Relativos a empresas do grupo | 239,854 | 211,545 | ||
| Outros | 248 | 3,824,831 | 16,501 | 2,294,225 |
| (D) | 4,124,988 | 2,594,225 | ||
| Proveitos e ganhos extraordinários | 26,372 | |||
| (F) | 4,124,988 | 2,620,597 | ||
| Resumo: | ||||
| Resultados Operacionais:(B) - (A) = | 153,388 | 143,232 | ||
| Resultados Financeiros: [(D) - (B)] - [(C) - (A)] = | 3,256,032 | 2,282,802 | ||
| Resultados Correntes: (D) - (C) = | 3,409,420 | 2,426,034 | ||
| Resultados antes de Impostos: (F) - (E) = | 3,363,060 | 2,452,406 | ||
| Resultado Líquido do Exercício: (F) - (G) = | 3,253,753 | 2,345,922 |
O Conselho de Administração,
António Alberto Guerra Leal Teixeira
António Carlos Vaz Pinto Sousa
Juan Carlos Vázquez-Dodero
ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS EM 30 de Junho de 2006
Nota Introdutória:
As demonstrações financeiras, foram elaboradas em conformidade com o Plano Oficial de Contabilidade (POC) aprovada pelo Decreto-Lei n.º 410/89, de 21 de Novembro, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 238/91, de 2 de Julho, pelo Decreto-Lei n.º 79/2003, de 23 de Abril.
As Notas às Demonstrações Financeiras respeitam a ordem estabelecida pelo POC, sendo de referir que as notas não incluídas neste Anexo não têm aplicação, por inexistência ou irrelevância de valores ou situações a reportar.
1. DERROGAÇÕES AO POC
Embora as contas individuais da Ibersol SGPS, SA sejam elaboradas de acordo com o POC, para efeitos de determinação dos ajustamentos resultantes da aplicação do método de equivalência patrimonial, utilizaram-se como referencia as contas consolidadas preparadas de acordo com os IFRS, por se entender que estas representam de forma mais verdadeira e apropriada a situação financeira e os resultados das operações realizadas pelo conjunto das empresas incluídas na consolidação. No caso do goodwill, porém, o mesmo foi amortizado conforme preconizado pelo POC, sendo nas contas consolidadas sujeito a testes de imparidade anual. Tal facto faz com que os Capitais Próprios e os Resultados Liquidos nas contas individuais sejam diferentes dos das contas consolidadas no montante de :
| Resultado liquido | -490.471 € |
|---|---|
| Capitais próprios | -1.112.405€ |
2. COMPARABILIDADE DOS EXERCÍCIOS
O balanço e demonstração dos resultados não são comparáveis, em algumas rúbricas, em virtude de no 1º semestre de 2005 a sociedade não ter aplicado o método da equivalãencia patrimonial (MEP).
Os efeitos da aplicação do MEP na demonstração de resultados do periodo findo em 30 de Junho de 2006 são os seguintes:
| Efeitos de aplicação do MEP | euros |
|---|---|
| Custos e proveitos financeiros | 558,774 |
| Proveitos e ganhos financeiros | 2,063,261 |
| Resultado liquido | 1,504,487 |
3. CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS UTILIZADOS
As demonstrações financeiras foram elaboradas de harmonia com os princípios definidos no Plano Oficial de Contabilidade. Entre outros, foram preparadas segundo o princípio dos custos históricos, do acréscimo, e na base da continuidade das operações.
a) Investimentos Financeiros
As Partes de Capital em filiais e associadas são valorizadas de acordo com a Directriz Contabilística nº9, a qual preconiza a utilização do método da equivalência patrimonial, caso não existam restrições severas e duradouras que prejudiquem significativamente a capacidade de transferência de fundos para a empresa detentora; ou, as partes de capital sejam adquiridas e detidas exclusivamente com a finalidade de venda num futuro próximo. Nestes dois casos deverá ser utilizado o método do custo.
Os empréstimos de financiamento a empresas do grupo, estão registados pelo valor nominal dos mesmos.
b) Imobilizações Corpóreas e incorpóreas
O Imobilizado é registado ao custo de aquisição. Procedeu-se à Reavaliação do Imobilizado Corpóreo, no exercício de 1993, com base no Decreto-Lei nº 264/92, de 24 de Novembro.
As Amortizações são calculadas segundo o método das quotas constantes, utiliza ndo-se para o efeito as taxas máximas definidas no Decreto Regulamentar nº 2/90.
c) Imposto sobre rendimento
O imposto corrente sobre o rendimento é apurado tendo em consideração as disposições do Código do Imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas (IRC).
Os impostos diferidos são calculados quando existam diferenças temporárias entre os valores considerados para efeitos fiscais e os montantes relevados na contabilidade em activo ou passivo, custos ou proveitos. De acordo com a Norma Internacional de Contabilidade nº 12 (Revista), e por força da Directriz Contabilística nº 28 – Impostos sobre o Rendimento, são reconhecidos impostos diferidos activos e passivos sempre que os respectivos efeitos sejam significativos para a melhoria da imagem verdadeira e apropriada das demonstrações financeiras da entidade.
6. IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO
O Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC) é auto-liquidado pela Sociedade e as autoridades fiscais têm o direito de inspeccionar e ajustar as declarações a qualquer momento dentro dos quatro anos subsequentes àquele a que a declaração respeita (seis em caso de utilização de prejuízos fscais). Os prejuízos fiscais são reportáveis nos seis exercícios subsequentes.
O valor do reporte fiscal à data de 30 de Junho de 2006 ascende a 545.822 euros (relativos ao exercício de 2002, podendo ser utilizados até 2008), tendo sido reconhecidos os respectivos impostos (à taxa de 27,5%) diferidos activos no montante de 150.101 euros em rúbrica própria do Activo. Em rúbrica própria da Demonstração de Resultados é relevado o valor do Imposto correspondente ao reporte utilizado no período e que ascendeu a 109.118 euros.
7. PESSOAS AO SERVIÇO DA EMPRESA
O número médio de pessoas ao serviço da empresa foi de três.
10. MOVIMENTOS DO ACTIVO IMOBILIZADO
| TRANSFERÊNCIAS | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| RÚBRICAS | SALDO INICIAL | AUMENTOS | ALIENAÇÕES | E | SALDO FINAL |
| 01-01-2006 | ABATES (a) | 30-06-2006 | |||
| Imobilizações incorpóreas: | |||||
| Despesas de Invest. e Desenvolvimento | 50,574 | 50,574 | |||
| 50,574 | 0 | 0 | 0 | 50,574 | |
| Imobilizações corpóreas: | |||||
| Edifícios e outras construções | 29,828 | 29,828 | |||
| Equipamento básico | 3,736 | 3,736 | |||
| Ferramentas e Utencilios | 196 | 196 | |||
| Equipamento administrativo | 215,338 | 215,338 | |||
| Outras imobilizações corpóreas | 18,093 | 18,093 | |||
| 267,191 | 0 | 0 | 0 | 267,191 | |
| Investimentos financeiros: | |||||
| Partes de capital em empresas do grupo 100,471,550 | 1,399,394 | 0 | 2,209,419 | 104,080,363 | |
| Empréstimos a empresas do grupo | 15,755,624 | 960,000 | 820,000 | -748,221 | 15,147,403 |
| Partes de cap. em emp. grupo/trespasses19,503,430 | 0 | 0 | 43,800 | 19,547,230 | |
| Títulos e outras aplicações financeiras | 264,000 | 0 | 0 | 0 | 264,000 |
| Outros empréstimos concedidos | 7,225,000 | 0 | 0 | 0 | 7,225,000 |
| Adiantamento p/conta invest.financeiro | 172,085 | 0 | 0 | 0 | 172,085 |
| 143,391,689 | 2,359,394 | 820,000 | 1,504,998 | 146,436,081 |
1 - ACTIVO BRUTO
a) Em transferências e abates estão incluidos os ajustamentos introduzidos pela aplicação do MEP
A regularização em "Empréstimos a empresas do Grupo resulta da liquidação da participada Ibersol Restaurants International.
| RÚBRICAS | SALDO INICIAL01-01-2006 | REFORÇO | REAVALIAÇÃO REGULARIZAÇÕES(a) | SALDO FINAL30-06-2006 | |
|---|---|---|---|---|---|
| Imobilizações incorpóreas:Despesas de Invest. e Desenvolvimento | 50,574 | 50,574 | |||
| 50,574 | 0 | 0 | 0 | 50,574 | |
| Imobilizações corpóreas:Edifícios e outras construçõesEquipamento básicoFerramentas e UtensiliosEquipamento AdministrativoOutras imobilizações corpóreas | 23,8633,736196215,33816,283259,416 | 1,4919052,396 | 0 | 0 | 25,3543,736196215,33817,188261,812 |
| Investimentos FinanceirosPartes de cap. em emp. grupo/trespasses 6,738,821 | 557,352 | 7,296,173 | |||
| 6,738,821 | 0 | 0 | 557,352 | 7,296,173 |
2 - AMORTIZAÇÕES E PROVISÕES
(a) Esta coluna contém o valor de ajustamentos provocados pela aplicação do MEP.
O reforço das amortizações para Partes de capital em empresas do Grupo/Trespasses no montante de 558.574 euros está relevada na rúbrica de custos financeiros (amortizações e ajustamentos de investimentos financeiros) da Demonstração dos Resultados.
12. REAVALIAÇÃO DE IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS OU DE INVESTIMENTOS FINANCEIROS
Foi efectuada, em 1993, reavaliação aos bens do Imobilizado Corpóreo com base no, Decreto-Lei nº 264/92, de 24 de Novembro.
O aumento relativo à reavaliação já foi integralmente amortizado.
16. RELAÇÃO DAS EMPRESAS DO GRUPO E ASSOCIADAS
| Capital | Valor | % | Contas Aprovadas | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| EMPRESAS | Sede | Social da | de | Cap. | de | C.Próprios | Resultados | ANO |
| Participada | Aquisição | Detido | Participação | |||||
| EMPRESAS DO GRUPO | ||||||||
| Ibersol - Restauração S.A. | Porto | 150,000 | 93,592 | 500 | 0.3% | 1,423,774 | 412,976 2005 | |
| Ibersol Madeira Restauração, SA | Funchal | 50,000 | 50,000 | 50,000 | 100.0% | 101,668 | -15,422 2005 | |
| Iberusa-Hotelaria e Restauração, S.A. | Porto | 90,000 | 158,119 | 4,500 | 5.0% | 4,164,668 | 1,316,381 2005 | |
| Asurebi, SGPS, S.A. | Porto | 4,100,000 100,000,946 3,803,669 | 92.8% 104,778,532 | 1,750,838 2005 | ||||
| Restmon Portugal Lda | Lisboa | 65,000 | 498,798 | 39,000 | 60.0% | -838,986 | -134,717 2005 | |
| Ibergourmet- Produtos Alimentares, SA Porto | 50,000 | 57,020 | 50,000 | 100.0% | 315,931 | -327,946 2005 | ||
| GVG Gestão Projectos , SA | Porto | 50,150 | 645,000 | 50,150 | 100.0% | 98,115 | 6,732 2005 | |
| Total | 100,859,903 |
32. GARANTIAS PRESTADAS
Fiança à Ibersol Restauração, S.A. pelas obrigações que esta sociedade assumiu no arrendamento de uma loja comercial, de 231 m2, em Oeiras, no valor de 28.342 euros.
As responsabilidades por garantias bancárias prestadas por sua conta é de 291.083 euros.
34. PROVISÕES ACUMULADAS
Desdobramento das contas de provisões acumuladas e movimentos ocorridos no período:
| CONTAS | Saldo Inicial | Aumento | Redução | Saldo Final |
|---|---|---|---|---|
| 29 - Provisões para outros riscos e encargos | ||||
| 298 - Outros Riscos e Encargos | 5.257 | 5.257 |
36. DIVISÃO DO CAPITAL SOCIAL
O Capital Social está representado por 20.000.000 acções ao portador, com o valor nominal unitário de 1 € e está integralmente subscrito e realizado.
37. PARTICIPAÇÃO NO CAPITAL SOCIAL SUPERIOR OU IGUAL A 20%, POR PESSOAS COLECTIVAS
IES - Indústria, Engenharia e Serviços, SGPS, S.A. - 49,99%
40. MOVIMENTOS NAS RÚBRICAS DE CAPITAIS PRÓPRIOS OCORRIDOS NO EXERCÍCIO
Nas rubricas de capitais próprios ocorreram os movimentos resultantes de :
- a) deliberação aprovada na Assembleia Geral Anual de 18 de Abril de 2006 :
- aplicação dos resultados liquidos de 2005 em reservas livres (948.141 euros) e reservas
- não distribuiveis ( ajustamentos em partes de capital no montante de 5.906.915 euros) e;
- distribuição de dividendos no montante de 1.100.000 euros;
- b) reservas por alteração do perimetro de consolidação ( 23.806 euros)
- c) aquisição de acções próprias ( 1.546.830 euros) e alienação acções próprias (24.565 euros e constituição de reservas de 16.045 euros)
- d) constituição de reservas indisponíveis pelo montante das acções próprias (6.754.133 euros)
| RÚBRICAS | Saldo Inicial | Aumento | Efeito alteraçãoPerimetro | Redução | Saldo Final |
|---|---|---|---|---|---|
| Capital | 20,000,000 | 20,000,000 | |||
| Acções Próprias | |||||
| Valor nominal | -1,372,131 | -206,000 | -4,920 | -1,573,211 | |
| Descontos e Prémios | -3,859,837 | -1,340,730 | -19,645 | -5,180,922 | |
| Ajustamentos em partes capital em filiais | 8,503,125 | 5,906,915 | 23,806 | 601 | 14,433,245 |
| Prémios de Emissão | 469,937 | 469,937 | |||
| Reservas de Reavaliação | 12,110 | 12,110 | |||
| Reservas: | |||||
| Reservas Legais | 4,000,000 | 0 | 4,000,000 | ||
| Reservas Legais - Acções Próprias | 6,754,133 | 6,754,133 | |||
| Outras Reservas | 12,798,682 | 2,064,186 | 7,767,766 | 7,095,102 | |
| Resultados Liquidos do Exercício | 7,955,056 | 3,253,753 | 7,955,056 | 3,253,753 |
43. REMUNERAÇÕES ATRIBUÍDAS AOS ORGÃOS SOCIAIS
Fiscal Único 13.150 euros
O Conselho de Administração não é remunerado pela sociedade. É remunerado pela IES - Industria Engenharia e Serviços, SGPS,SA que celebrou um contrato de prestação de serviços com a participada Ibers ol Restauração, S.A. em vigor no 1º semestre de 2006, pelo valor de 152.210 euros.
44. REPARTIÇÃO DO VALOR LIQUIDO DAS VENDAS E PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS
As prestações de serviços foram exclusivamente prestadas no mercado interno.
45. DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS FINANCEIROS
| RUBRICAS | Exercícios | RUBRICAS | Exercícios | ||
|---|---|---|---|---|---|
| 2006 | 2005 | 2006 | 2005 | ||
| 681 - Juros suportados suportados | 5,871 | 8,099 781 - Juros obtidos(a) | 240,102 | 228,046 | |
| 782 - Ganhos em emp.do Grupo e assoc. (b) | 3,584,729 | 0 | |||
| 683- Amortizações e Ajusta. Em Inv. Fin. (c) | 558,774 | ||||
| 784 - Rendimentos de participações de capital | 2,066,179 | ||||
| 688 - Outros custos e perdas financeiras | 4,154 | 3,324 | |||
| Resultados financeiros | 3,256,032 | 2,282,802 | |||
| 3,824,831 | 2,294,225 | 3,824,831 | 2,294,225 |
a) Os juros obtidos são essencialmente provenientes da remuneração de suprimentos prestados a participadas e a divida resultante
está incluída no saldo da rúbrica de balanço " Dividas de terceiros c.p.- Empresas do Grupo"
b) Os ganhos em empresas do Grupo resultam da aplicação do MEP.
c) As amortizações e ajustamentos de investimentos financeiros decorrem da aplicação do MEP.
46. DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS
| ExercíciosRUBRICAS | RUBRICAS | Exercícios | |||
|---|---|---|---|---|---|
| 2006 | 2005 | 2006 | 2005 | ||
| 698 - Outros custos e perdas extraordináriasResultados extraordinários | 46,360-46,360 | 26,372 | 794 - Ganhos em imobilizações0 798 - Outros proveitos e ganhos extraordinários | 00 | 67,30017,900 |
| 0 | 26,372 | 0 | 85,200 |
47. INFORMAÇÕES EXIGIDAS POR DIPLOMAS LEGAIS
- DECRETO LEI nª 495/88
A actividade da sociedade rege-se pelo disposto no Decreto-Lei nº 495/88, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei nº 318/94, de 24 de Dezembro. Nos termos do nº.3 do artº.4 º, informamos que durante o exercício foram celebrados e vigoraram contratos de
prestação de serviços com:
Ibersol - Restauração, S.A.
- DECRETO LEI nª 318/94
Nos termos do nº 4 do artº 5 do Decreto-Lei nº 318/94, de 24 de Dezembro informamos que:
- Créditos concedidos a empresas participadas
| SALDO | MOVIMENTOS DO ANO | SALDO | ||
|---|---|---|---|---|
| EMPRESAS | INICIO | Concedidos | Devolvidos | EM |
| ANO | 30.06.06 | |||
| Empresas do grupo | ||||
| Iberusa- Hotelaria e Restauração, SA | 13,565,407 | 900,000 | 820,000 | 13,645,407 |
| Asurebi, SGPS,SAIbersol Restaurants International, Ltd | 269,000748,221 | 00 | 00 | 269,0000 |
| Ibersol Restauração, SA | 522,996 | 0 | 0 | 522,996 |
| Ibersol Madeira Restauração, SA | 30,000 | 0 | 0 | 30,000 |
| Restmon Portugal | 620,000 | 60,000 | 0 | 680,000 |
| SUB-TOTAL | 15,755,624 | 960,000 | 820,000 | 15,147,403 |
| Prestações Suplem./Acessórias | ||||
| Ibergourmet -Produtos Alimentares, SA | 1,025,000 | 0 | 0 | 1,025,000 |
| Iberusa- Hotelaria e Restauração, SA | 6,000,000 | 0 | 0 | 6,000,000 |
| Ibersol Madeira Restauração, SA | 200,000 | 0 | 0 | 200,000 |
| SUB-TOTAL | 7,225,000 | 0 | 0 | 7,225,000 |
| TOTAL GERAL | 22,980,624 | 960,000 | 820,000 | 22,372,403 |
48. OUTRAS INFORMAÇÕES
1. Financiamentos não remunerados
Não existem financiamentos às participadas não remunerados.
2. Dívidas de empresas do Grupo – curto prazo
Esta rúbrica é decomposta da seguinte forma:
| Empresa do Grupo | Valor |
|---|---|
| Ibersol Restauração | 700,000 |
| Restmon | 20,282 |
| 720,282 |
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO,
António Alberto Guerra Leal Teixeira
António Carlos Vaz Pinto Sousa
Juan Carlos Vásquez-Dodero