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Conduril — Interim / Quarterly Report 2004
Sep 28, 2004
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Interim / Quarterly Report
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RELATÓRIO DE GESTÃO
1º. SEMESTRE DE 2004

INDIVIDUAL E CONSOLIDADO
.
RELATÓRIO DE GESTÃO
1º. SEMESTRE DE 2004



1º. SEMESTRE DE 2004 – RELATÓRIO DE GESTÃO – INDIVIDUAL
1.
A conjuntura económica foi moldada, no semestre, pela captação de sinais de retoma e de menor desequilíbrio das contas públicas, augurando a aproximação da fase de crescimento do produto, pela libertação de algumas amarras do investimento. A crise política do fim do período trouxe perturbação cuja rápida ultrapassagem é necessária ao arranque efectivo para a fase ascensional do ciclo económico.
Neste contexto, o mercado das obras públicas teve alguma reanimação pela melhoria do nível de promoções e de adjudicações, minorando os efeitos resultantes do passado período de decrescimento prolongado da actividade.
2.
No semestre, consolidámos o objectivo estratégico de reforço sustentado da nossa actividade no estrangeiro: em Marrocos, estamos já a trabalhar, em consórcio, na obra "Rocade – Mediterrannenne ELJEBHA/AJDIR – LOT 2", no valor de 24 milhões de euros e há boa expectativa de novas obras; em Angola e em Moçambique, temos em curso obras de grande significado, quer no aspecto técnico, quer na dimensão pecuniária, e há perspectivas de próximas adjudicações de obras importantes.
Em Portugal, a nossa capacidade produtiva está efectivamente mais agilizada, em consequência da reestruturação operada, melhorando o índice de produtividade e obtendo melhor performance nos concursos, em que participámos de forma mais intensiva. Registamos a adjudicação de obras de valor significativo (de que destacamos a obra "A 10 / Lota A / Construção do Viaduto sobra a Ribeira da Laje e Rio Grande da Pipa", no valor de 23.7 milhões de euros), bem como a expectativa de próximas adjudicações de obras relevantes (com realce para a obra "A 10 / Lote A / Obra Geral e Obras de Arte – sublanço IC 11, no valar de 64.7 milhões de euros, a realizar em consórcio).
3.
O valor da produção no semestre aproximou-se dos 28 milhões de euros, e a carteira de encomendas garante já cerca de 80% do trabalho orçamentado para o ano de 2005, na execução do plano estratégico de médio prazo. O resultado líquido foi de 1 762 709 euros e o índice de autonomia financeira atinge o valor de 34.5%.
4.
A actividade das empresas do grupo é especificada no relatório consolidado, sendo de registar o cumprimento dos objectivos fixados, com realce para a Conduril – Engenharia (Angola), Lda.
5.
Mantêm-se em carteira 200 000 acções próprias, sem que tenham sido objecto de qualquer transacção no semestre.
6.
Gestão de risco: a política de gestão do risco de câmbio assenta essencialmente em reuniões periódicas do Conselho de Administração, no sentido de acompanhar a evolução dos câmbios associados aos investimentos no estrangeiro.
7.
Integram este Relatório de Gestão: Anexo ao Relatório de Gestão, Balanço e Demonstração dos Resultados, Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados e Relatório do Auditor Externo.
Ermesinde, 30 de Agosto de 2004


ANEXOS AO RELATÓRIO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
1. Acções detidas pelos titulares dos órgãos sociais
Não houve qualquer alteração no semestre.
| acções detidas em 30.06.2004 |
|
|---|---|
| António Luís Amorim Martins | 281 408 |
| Carlos da Silva Teixeira Mourão | 149 700 |
| Carmo Coelho Moreira Pereira | 108 218 |
| Ricardo Manuel de Araújo Catarino | 70 884 |
| Maria Benedita Andrade de Amorim Martins | 7 210 |
| Ademar Américo Soares Paiva | 6 284 |
| António Baraças Andrade Miragaia | 6 802 |
2. Participações qualificadas
| nº | % de direitos | ||
|---|---|---|---|
| de acções | de voto | ||
| António Luís Amorim Martins | |||
| directamente | 281 408 | 15.63 | |
| através de Geonorte Geotecnia e Fundações Especiais, Lda | 179 252 | 9.96 | (a) |
| total imputável | 460 660 | 25.59 | (a) |
| José Álvaro Fonseca Moura | 213 684 | 11.87 | |
| Carlos da Silva Teixeira Mourão | 149 700 | 8.31 | |
| Carmo Coelho Moreira Pereira | 108 218 | 6.01 | |
| Ricardo Manuel de Araújo Catarino | 70 884 | 3.93 | |
| Maria Estela Pinto de Andrade Amorim Martins | 164 842 | 9.15 | |
| Maria Luisa Andrade Amorim Martins | 68 458 | 3.80 | |
| AF-INVESTIMENTOS | 43 418 | 2.41 | (a) |
| BPI – SGPS, SA | 244 668 | 13.59 | (a) |
(a) - participação calculada em termos de direito de voto e de acordo com o artº. 20º do CVM


BALANÇO ANALÍTICO
| em 30 de Junho de 2004 e 2003 ACTIVO |
2004 | unid. EUR 2003 |
||
|---|---|---|---|---|
| AB | AP | AL | AL | |
| IMOBILIZADO | ||||
| Imobilizações incorpóreas | ||||
| Propriedade industrial e outros direitos | ||||
| 21 049 21 049 |
21 049 21 049 |
21 049 21 049 |
||
| Imobilizações corpóreas | ||||
| Terrenos e recursos naturais | 6 532 183 | 63 154 | 6 469 029 | 6 532 183 |
| Edifícios e outras construções | 6 979 051 | 2 816 506 | 4 162 544 | 4 408 910 |
| Equipamento básico | 22 770 407 | 21 783 937 | 986 470 | 1 210 458 |
| Equipamento de transporte | 5 233 250 | 4 581 610 | 651 640 | 625 763 |
| Ferramentas e utensílios | 1 382 | 652 | 730 | |
| Equipamento administrativo | 690 048 | 534 715 | 155 333 | 141 275 |
| Imobilizações em curso | ||||
| 1 658 286 | 1 658 286 | 1 137 228 | ||
| Investimentos financeiros | 43 864 608 | 29 780 575 | 14 084 033 | 14 055 817 |
| Partes de capital em empresas do grupo | ||||
| 3 692 236 | 5 749 | 3 686 487 | 3 019 683 | |
| Empréstimos a empresas do grupo | 38 730 | 38 730 | 45 242 | |
| Títulos e outras aplicações financeiras | 327 274 | 327 274 | 327 274 | |
| 4 058 240 | 4 052 491 | 3 392 199 | ||
| CIRCULANTE | ||||
| Existências | ||||
| Matérias primas subs. e consumo | 1 792 117 | 33 420 | 1 758 698 | 1 924 340 |
| Produtos e trabalhos em curso | 5 230 379 | 5 230 379 | 4 932 895 | |
| 7 022 497 | 33 420 | 6 989 077 | 6 857 235 | |
| Dívidas de terceiros - curto prazo | ||||
| Clientes c/c | 37 373 156 | 37 373 156 | 30 026 358 | |
| Clientes c/ retenção de garantias | 1 979 979 | 1 979 979 | 1 902 895 | |
| Clientes duvidosos | 222 967 | 222 967 | 0 | |
| Adiantamentos a fornecedores | 742 778 | 742 778 | ||
| Estado e outros entes públicos | 31 490 | 31 490 | 115 824 | |
| Outros devedores | 2 870 061 | 2 870 061 | 16 681 541 | |
| 43 220 431 | 222 967 | 42 997 464 | 48 726 618 | |
| Depósitos bancários e caixa | ||||
| Depósitos bancários | 2 009 979 | 2 009 979 | 95 356 | |
| Caixa | 236 180 | 236 180 | 120 613 | |
| 2 246 159 | 2 246 159 | 215 969 | ||
| ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS | ||||
| Acréscimos de proveitos | 1 109 400 | 1 109 400 | 1 617 427 | |
| Custos diferidos | 206 460 | 206 460 | 246 666 | |
| 1 315 860 | 1 315 860 | 1 864 093 | ||
| TOTAL DE AMORTIZAÇÕES | 29 780 575 | |||
| TOTAL DE PROVISÕES | 262 136 | |||
| TOTAL DO ACTIVO | 101 748 843 | 30 042 711 | 71 706 133 | 75 132 978 |


| CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO | 1º SEMESTRE | unid. EUR |
|---|---|---|
| 2004 | 2003 | |
| CAPITAL PRÓPRIO | ||
| Capital | 10 000 000 | 10 000 000 |
| Acções Próprias | ||
| Valor nominal | -1 000 000 | -1 000 000 |
| Descontos e prémios | 50 000 | 50 000 |
| Ajustamento de partes de capital em empresas do grupo | 61 037 | |
| Reservas de reavaliação | 6 468 622 | 6 832 719 |
| Reservas | ||
| Reservas legais | 815 856 | 785 856 |
| Reservas livres | 3 914 415 | 3 545 083 |
| Ressultados transitados | 2 645 268 | 2 324 779 |
| 22 955 198 | 22 538 437 | |
| Resultado líquido do exercício | 1 762 709 | 1 179 456 |
| Total do capital próprio | 24 717 907 | 23 717 893 |
| Dívidas a terceiros - Médio e longo prazo | ||
| Dívidas a instituições de crédito | 2 250 000 | |
| Fornecedores de imobilizado c/c | 280 498 | |
| Outros empréstimos obtidos | 10 000 000 | |
| Dívidas a terceiros - Curto prazo | 2 530 498 | 10 000 000 |
| Dívidas a instituições de crédito | ||
| Fornecedores c/c | 11 790 006 | 18 909 563 |
| 20 747 013 | 13 155 272 | |
| Fornecedores - facturas em recepção e conferência | 426 833 | 253 429 |
| Fornecedores - títulos a pagar | 2 064 528 | 1 326 989 |
| Fornecedores de imobilizado - títulos a pagar | 83 095 | |
| Adiantamentos de clientes | 3 373 418 | |
| Fornecedores de imobilizado c/c | 277 526 | 619 632 |
| Estado e outros entes públicos | 2 402 719 | 1 510 216 |
| Outros credores | 300 487 | 1 355 755 |
| 41 465 625 | 37 130 856 | |
| ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS | ||
| Acréscimos de custos | 1 098 794 | 1 138 094 |
| Proveitos diferidos | 1 893 309 | 3 146 134 |
| 2 992 102 | 4 284 228 | |
| Total do passivo | 46 988 226 | 51 415 084 |
| TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO | 71 706 133 | 75 132 978 |


DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS
unid. EUR
| CUSTOS E PERDAS | 1º. SEMESTRE | |||
|---|---|---|---|---|
| 2 004 | 2003 | |||
| Custo das merc. vendidas e das mat.cons. | ||||
| Matérias | 5 486 727 | 5 486 727 | 3 344 553 | 3 344 553 |
| Fornecimentos e serviços externos | 14 980 233 | 9 423 861 | ||
| Custos com o pessoal | ||||
| Remunerações | 4 085 069 | 3 893 632 | ||
| Encargos sociais | ||||
| Pensões | 3 861 | |||
| Outros | 1 111 666 | 5 200 596 | 1 093 622 | 4 987 254 |
| Amortiz.imobilizado corpóreo e incorpóreo | 487 592 | 509 025 | ||
| Provisões | 487 592 | 509 025 | ||
| Impostos | 347 321 | 170 089 | ||
| Outros custos operacionais | 477 930 | 825 251 | 843 320 | 1 013 409 |
| (A) | 26 980 398 | 19 278 102 | ||
| Perdas em empresas do grupo e associadas | 11 748 | 96 033 | ||
| Juros e custos similares | ||||
| Outros | 641 477 | 653 225 | 776 891 | 872 924 |
| (C) | 27 633 624 | 20 151 026 | ||
| Custos e perdas extraordinários | 111 550 | 17 386 | ||
| (E) | 27 745 174 | 20 168 412 | ||
| Imposto s/ rendimento do exercício | 320 081 | 519 065 | ||
| (G) | 28 065 256 | 20 687 477 | ||
| Resultado líquido do exercício | 1 762 709 | 1 179 456 | ||
| 29 827 965 | 21 866 933 | |||
| PROVEITOS E GANHOS | ||||
| Prestações de serviços | 25 979 418 | 25 979 418 | 19 035 163 | 19 035 163 |
| Variação da produção | 701 898 | 729 024 | ||
| Trabalhos para a própria empresa | 287 705 | 200 226 | ||
| Proveitos suplementares | 488 295 | 168 429 | ||
| Outros proveitos operacionais | 703 157 | 1 191 452 | 1 223 571 | 1 392 000 |
| (B) | 28 160 474 | 21 356 413 | ||
| Ganhos em empresas do grupo e associadas | 903 368 | 385 704 | ||
| Outros juros e proveitos similares | ||||
| Outros | 97 200 | 1 000 568 | 121 476 | 507 180 |
| (D) | 29 161 042 | 21 863 593 | ||
| Proveitos e ganhos extraordinários | 666 923 | 3 340 | ||
| (F) | 29 827 965 | 21 866 933 | ||
| Resultados operacionais | (B) - (A) | 1 180 076 | 2 078 311 | |
| Resultados financeiros | (D - B) - (C-A) | 347 342 | - 365 744 | |
| Resultados correntes | (D) -(C) | 1 527 418 | 1 712 567 | |
| Resultados antes de impostos | (F) - (E) | 2 082 790 | 1 698 521 | |
| Resultado líquido do exercício | (F) - (G) | 1 762 709 | 1 179 456 | |


ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2004 (Montantes expressos em Euros)
NOTA INTRODUTÓRIA
A Conduril – Construtora Duriense, S.A. é uma sociedade anónima, com sede em Ermesinde, constituída em 14 de Fevereiro de 1959 e que tem como actividade principal o desenvolvimento de empreitadas públicas ou particulares, e todas as diligências e trabalhos que se prendam com o exercício dessa actividade.
A Empresa irá preparar e apresentar em separado demonstrações financeiras consolidadas.
As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano Oficial de Contabilidade. As notas cuja numeração é omitida neste anexo não são aplicáveis à Empresa ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras anexas.
1. DISPOSIÇÕES DO PLANO OFICIAL DE CONTABILIDADE DERROGADAS NO EXERCÍCIO
As demonstrações financeiras foram elaboradas segundo a convenção do custo histórico, modificada pelas reavaliações legais e extraordinárias sobre o imobilizado corpóreo.
2. IMPOSTOS DIFERIDOS
A Empresa optou por não reconhecer os ajustamentos referentes aos saldos de activos por impostos diferidos e de passivos por impostos diferidos relativos a situações ocorridas em data anterior à data de entrada em vigor da Directriz Contabilística nº 28 – Impostos sobre o Rendimento (Nota 6).
3. BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS
As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, mantidos de acordo com princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal.
Estas demonstrações financeiras reflectem apenas as contas individuais da Empresa, preparadas nos termos legais.
Embora os investimentos financeiros tenham sido registados pelo método da equivalência patrimonial, o que está de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceites, estas demonstrações financeiras não incluem o efeito da consolidação integral ao nível de activos, proveitos e custos. O efeito desta consolidação origina um aumento dos activos de 3 946 075 Euros e os proveitos em 579 450 Euros.
Na Nota 16 é apresentada informação financeira relativa às empresas do Grupo e associadas.
Os principais critérios valorimétricos utilizados na preparação das demonstrações financeiras foram os seguintes:
a) Imobilizações incorpóreas
As imobilizações incorpóreas encontram-se registadas ao custo.
b) Imobilizações corpóreas
As imobilizações corpóreas encontram-se registadas ao custo de aquisição.
As imobilizações corpóreas foram objecto de reavaliações de acordo com as disposições legais (Nota 12), com base em coeficientes oficiais de desvalorização monetária. O valor dos terrenos e edifícios encontra-se influenciado pelo registo de uma reavaliação extraordinária em 31 de Dezembro de 2001 no montante de 6 469 629 Euros.
As amortizações do imobilizado corpóreo são calculadas segundo o método das quotas constantes. As taxas de amortização correspondem às taxas máximas fiscalmente aceites.


c) Locação financeira
Os activos imobilizados adquiridos mediante contratos de locação financeira bem como as correspondentes responsabilidades são contabilizados pelo método financeiro. De acordo com este método o custo do activo é registado no imobilizado corpóreo, a correspondente responsabilidade é registada no passivo e os juros incluídos no valor das rendas e a amortização do activo são registados como custos na demonstração dos resultados do exercício a que respeitam.
d) Investimentos financeiros
Os investimentos financeiros em empresas do grupo são registados pelo método de equivalência patrimonial, sendo as participações inicialmente contabilizadas pelo custo de aquisição, o qual foi acrescido ou reduzido ao valor proporcional à participação nos capitais próprios dessas empresas, reportado à data de aquisição ou da primeira aplicação do método da equivalência patrimonial.
Anualmente as participações financeiras em empresas do grupo são ajustadas à taxa de câmbio vigente na data do balanço, por contrapartida da conta Ajustamento de partes de capital.
De acordo com o método da equivalência patrimonial as participações financeiras são ajustadas anualmente pelo valor correspondente à participação nos resultados líquidos das empresas do grupo por contrapartida de ganhos ou perdas do exercício.
Os restantes investimentos financeiros encontram-se registados ao custo de aquisição ou, no caso dos empréstimos concedidos a empresas do grupo ao valor nominal convertido à taxa de câmbio vigente na data do balanço.
e) Existências
As matérias-primas, subsidiárias e de consumo encontram-se valorizadas ao custo de aquisição (252 750 €) e ao custo médio de aquisição (1 539 367 €).
Os produtos e trabalhos em curso, encontram-se valorizados tendo por base o custo de construção, conforme definido no caderno de encargos, que inclui o custo das matérias-primas incorporadas, mãode-obra e gastos gerais de fabrico.
Foi constituída uma provisão para depreciação de existências pela diferença entre o valor de custo e o respectivo valor de realização das existências no caso deste ser inferior ao custo.
Para reconhecimento dos proveitos e dos custos das obras em curso, foi adoptado o método da percentagem de acabamento. De acordo com este método, no final de cada exercício os custos e proveitos relacionados com obras em curso são reconhecidos na demonstração de resultados do exercício em função do critério da percentagem de acabamento das obras.
g) Especialização de exercícios
A Empresa regista as suas receitas e despesas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual as receitas e despesas são reconhecidas à medida em que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos.
h) Trabalhos para a própria empresa
Os trabalhos para a própria empresa correspondem aos custos associados à execução e reparação de equipamentos próprios e incluem custos com materiais, mão de obra directa e subcontratos.
i) Saldos e transacções expressos em moeda estrangeira
Todos os activos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para Euros utilizandose as taxas de câmbio vigentes na data do balanço.
As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transacções e as vigentes na data das cobranças, pagamentos ou à data do balanço, foram registadas como proveitos e custos na demonstração dos resultados do exercício.


4. COTAÇÕES UTILIZADAS PARA CONVERSÃO EM EUROS
Foram utilizadas as seguintes taxas de câmbio para converter para Euros os activos e passivos expressos em moeda estrangeira:
Dólar americano = 0.8211€
6. IMPOSTOS
A Empresa optou por não reconhecer os ajustamentos referentes a saldos de activos por impostos diferidos e de passivos por impostos diferidos relativos a situações ocorridas em data anterior à data de entrada em vigor da Directriz Contabilística nº 28 – Impostos sobre o Rendimento.
Caso tivesse optado pelo registo do valor dos activos e passivos por impostos diferidos, o impacto seria: débito de 2 035 milhares de Euros em Reservas de reavaliação, crédito de 349 milhares de Euros em Imposto sobre o rendimento e crédito de 1 686 milhares de Euros em Acréscimos e diferimentos – passivos por impostos diferidos.
7. NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL
O número médio de pessoal da Empresa durante o 1º. semestre de 2004 foi de 388.
10. MOVIMENTO DO ACTIVO IMOBILIZADO
Durante o semestre, o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas, corpóreas e investimentos financeiros, bem como nas respectivas amortizações acumuladas e provisões, foi o seguinte:
ACTIVO BRUTO
| Rubricas | Saldo inicial | Aumentos | Diminuições | Saldo final |
|---|---|---|---|---|
| Imobilizações Incorpóreas | ||||
| Propriedade industrial e outros direitos | 21 049 | 21 049 | ||
| 21 049 | 21 049 | |||
| Imobilizado Corpóreo | ||||
| Terrenos e recursos naturais | 6 532 183 | 6 532 183 | ||
| Edifícios e outras construções | 6 979 051 | 6 979 051 | ||
| Equipamento básico | 23 397 127 | 103 084 | 729 804 | 22 770 407 |
| Equipamento de transporte | 5 400 058 | 219 178 | 385 986 | 5 233 250 |
| Ferramentas e utensílios | 642 | 740 | 1 382 | |
| Equipamento administrativo | 663 391 | 41 633 | 14 976 | 690 048 |
| Imobilizações em curso | 1 385 075 | 273 211 | 1 658 286 | |
| 44 357 527 | 637 846 | 1 130 766 | 43 864 607 | |
| Investimentos Financeiros | ||||
| Partes capital em empresas grupo | 2 437 373 | 1 260 446 | 5 583 | 3 692 236 |
| Empréstimos a empresas do grupo | 37 420 | 1 310 | 38 730 | |
| Títulos e outras aplicações financeiras | 327 274 | 327 274 | ||
| 2 802 067 | 1 721 552 | 5 583 | 4 518 036 |
AMORTIZAÇÕES
| Rubricas | Saldo inicial | Reforço | Regulari zações |
Saldo final |
|---|---|---|---|---|
| Imobilizações Incorpóreas | ||||
| Imobilizações Corpóreas | ||||
| Terrenos e recursos naturais | 49 956 | 13 198 | 63 154 | |
| Edifícios e outras construções | 2 676 183 | 140 323 | 2 816 506 | |
| Equipamento básico | 22 324 161 | 187 386 | 727 610 | 21 783 937 |
| Equipamento de transporte | 4 844 051 | 122 128 | 384 569 | 4 581 610 |
| Ferramentas e utensílios | 642 | 10 | 652 | |
| Equipamento administrativo | 525 144 | 24 547 | 14 976 | 534 715 |
| 30 420 137 | 487 592 | 1 127 155 | 29 780 574 |
10


O movimento ocorrido na rubrica de investimentos financeiros reflecte a aplicação do método de equivalência patrimonial.
12. REAVALIAÇÕES DE IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS
A Empresa procedeu em anos anteriores à reavaliação das suas imobilizações corpóreas ao abrigo da legislação aplicável, nomeadamente:
Dec.Lei nº. 430/78, de 27 de Dezembro Dec.Lei nº. 111/88, de 2 de Abril Dec.Lei nº. 219/82, de 2 de Junho Dec.Lei nº. 49/91, de 25 de Janeiro Dec.Lei nº. 399/G/84, de 28 de Dezembro Dec.Lei nº. 264/92, de 24 de Novembro Dec.Lei nº. 118/B/86, de 27 de Maio Dec.Lei nº. 31/98, de 11 de Fevereiro
Para além destas reavaliações, procedeu-se ainda a uma reavaliação livre.
13. REAVALIAÇÕES DE IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS
O detalhe dos custos históricos de aquisição de imobilizações corpóreas e correspondente reavaliação em 30 de Junho de 2004, líquidos de amortizações acumuladas, é o seguinte:
| Rubricas | Custos históricos (a) |
Reavaliações (a) e (b) |
Valores contabilísticos reavaliados (a) |
|---|---|---|---|
| Imobilizações Corpóreas | |||
| Terrenos e recursos naturais | 2 733 881 | 3 735 148 | 6 469 029 |
| Edifícios e outras construções | 1 363 827 | 2 798 717 | 4 162 544 |
| Equipamento básico | 986 470 | 986 470 | |
| Equipamento de transporte | 651 641 | 651 641 | |
| Ferramentas e utensílios | 730 | 730 | |
| Equipamento administrativo | 154 451 | 882 | 155 333 |
| 5 891 000 | 6 534 747 | 12 425 747 |
a) Líquidos de amortizações
15. LOCAÇÃO FINANCEIRA
Em 30 de Junho de 2004 a Empresa mantém os seguintes bens em regime de locação financeira:
| Valor de aquisição | Amortizações acumuladas | Valor contabilístico | |
|---|---|---|---|
| Equipamento básico | 858 482 | 645 607 | 212 875 |
| Equipamento de transporte | 1 652 849 | 1 290 948 | 361 901 |
Conforme indicado na Nota 3.c), a Empresa regista os seus bens pelo método financeiro.
16. EMPRESAS DO GRUPO
Em 30 de Junho de 2004, as empresas do grupo eram as seguintes:
| Firma e sede | Fracção de capital detido |
Capital próprio |
Resultado do Exercício |
|---|---|---|---|
| Enop – Engenharia e Obras Públicas, Lda. Avª. 25 de Setembro, 1123-10º Maputo - Moçambique |
85.47% | 1 560 654 | 57 871 |
| Conduril – Engenharia (Angola), Lda. R. Kima Kyenda 2 - IL Luanda - Angola |
99% | 2 281 156 | 862 531 |
| Mabalane – Inertes, Lda. Avª. 25 de Setembro, 1123-10º Maputo - Moçambique |
55% | -10 453 | -21 359 |
| Conduril – Gestão de Concessões de Infraestruturas,SA Av. Engº. Duarte Pacheco, 1835 Ermesinde – Valongo - Portugal |
100% | 100 000 | 0 |
b) Englobam as sucessivas reavaliações líquidas de amortizações


32. GARANTIAS PRESTADAS
Em 30 de Junho de 2004, a Empresa tinha assumido responsabilidades por garantias prestadas, no montante de 27 849 066 Euros, relacionadas com as empreitadas.
34. MOVIMENTO OCORRIDO NAS PROVISÕES
Durante o 1º semestre de 2004, ocorreram os seguintes movimentos nas rubricas de provisões:
| Contas | Saldo inicial | Aumentos | Saldo final |
|---|---|---|---|
| 28 - Provisão p/ cobranças duvidosas | 222 967 | 222 967 | |
| 29 – Provisões p/ riscos e encargos | 5 749 | 5 749 | |
| 39 - Provisão p/ depreciação de existências | |||
| Materiais de consumo | 33 420 | 33 240 |
36. COMPOSIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL
Em 30 de Junho de 2004 o capital da Empresa, totalmente subscrito e realizado, era composto por 2.000.000 acções com o valor nominal de 5 Euros, cada.
39. VARIAÇÃO DAS RESERVAS DE REAVALIAÇÃO OCORRIDAS NO EXERCÍCIO
| Contas | Saldo inicial | Diminuição | Saldo final |
|---|---|---|---|
| Reservas de reavaliação | |||
| Dec. Lei nº. 31/98, de 11 de Fevereiro | 98 473 | 3 978 | 94 495 |
| Reserva de reavaliação livre | 6 383 332 | 9 206 | 6 374 126 |
40. VARIAÇÃO NAS OUTRAS RUBRICAS DE CAPITAL PRÓPRIO
O movimento ocorrido nas rubricas de capital próprio durante o 1º semestre de 2004 foi como segue:
| Contas | Saldo inicial | Aumentos | Diminuições | Saldo final |
|---|---|---|---|---|
| 51 - Capital | 10 000 000 | 10 000 000 | ||
| 52 - Acções próprias | ||||
| 521 - Valor nominal | -1 000 000 | -1 000 000 | ||
| 522 - Descontos e prémios | 50 000 | 50 000 | ||
| 55 - Ajust. partes cap. em Emp. Grupo | -296 457 | 357 495 | 61 037 | |
| 56 - Reservas de reavaliação | 6 481 805 | 13 183 | 6 468 622 | |
| 57 - Reservas | ||||
| 571 - Reservas legais | 785 856 | 30 000 | 815 856 | |
| 574 - Reservas livres | 3 545 083 | 369 333 | 3 914 415 | |
| 59 - Resultados transitados | 2 632 085 | 13 183 | 2 645 268 | |
| 88 - Resultados líquidos | 597 333 | 1 762 709 | 597 333 | 1 762 709 |
41. CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS E MATÉRIAS CONSUMIDAS
O custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas no 1º semestre de 2004, foi determinado como segue:
| Movimentos | Matérias primas, subsidiárias e de consumo |
|---|---|
| Existências iniciais | 1 563 610 |
| Compras | 5 715 235 |
| Existências finais | 1 792 117 |
| Custo no exercício | 5 486 727 |
12


42 VARIAÇÃO DA PRODUÇÃO
A demonstração da variação da produção ocorrida no 1º semestre de 2004 é como segue:
| Movimentos | Produtos e trabalhos em curso |
|---|---|
| Existências finais | 5 230 379 |
| Existências iniciais | 4 528 523 |
| Aumento no exercício | 701 856 |
43. REMUNERAÇÃO DOS MEMBROS DOS ORGÃOS SOCIAIS
As remunerações atribuídas aos membros dos órgãos sociais no 1º semestre de 2004 foram respectivamente:
Conselho de Administração - 313 649 € Fiscalização - 4 979 €
44. VENDAS E PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS POR MERCADOS
As vendas e prestações de serviços no 1º semestre de 2004 distribuem-se da seguinte forma:
mercado interno - 16 548 789 € mercado externo - 9 430 630 €
45. DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS FINANCEIROS
Os resultados financeiros têm a seguinte composição:
| Custos e perdas | 1º semestre Proveitos e ganhos |
1º semestre | |||
|---|---|---|---|---|---|
| 2004 | 2003 | 2004 | 2003 | ||
| 681- Juros suportados | 447 943 | 596 730 781- Juros obtidos | 22 347 | 3 369 | |
| 682 - Perdas empresas do grupo | 11 748 | 96 033 782 - Ganhos emp.grupo | 903 367 | 385 704 | |
| 685 - Dif. câmbio desfavoráveis | 53 023 | 21 733 785 - Dif.câmbio favoráveis | 39 731 | 99 929 | |
| 688 - Outros custos e perdas | 140 511 | 158 428 786 - Desc. p.p. obtidos | 19 815 | 9 506 | |
| Resultados financeiros | 347 342 | -365 744 788 - Out. prov. e ganhos | 15 307 | 8 672 | |
| 1 000 567 | 507 180 | 1 000 567 | 507 180 |
46. DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS
Os resultados extraordinários têm a seguinte composição:
| Custos e perdas | 1º semestre | Proveitos e ganhos | 1º semestre | ||
|---|---|---|---|---|---|
| 2004 | 2003 | 2004 | 2003 | ||
| 691 - Donativos | 250 | 5 794 - Ganhos em imobilizações | 662 874 | 3175 | |
| 695 - Multas e penalidades | 729 | 3 508 795 – Benef. penad. contratuais | 1 043 | ||
| 697 - Cor.rel. exercícios anteriores | 110 571 | 798 - Outros proveitos e | |||
| 698 - Outros custos e perdas extraord. | 13 873 | ganhos extraordinários | 3 007 | 165 | |
| Resultados extraordinários | 555 372 | - 14 046 | |||
| 666 923 | 3 340 | 666 923 | 3 340 |
Ermesinde, 30 de Agosto de 2004
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas
Bernardes, Sismeiro & Associados, SROC, Lda.
o'Porto Bessa Leite Complex Rua António Bessa Leite, 1430 - 5º 4150 - 074 Porto Portugal
Tel +351 22543 30 00 Fax +351 22543 34 99
Relatório de Revisão Limitada Elaborado por Auditor Registado na CMVM sobre a Informação Semestral
Introdução
- 1 Para os efeitos do artigo 246.º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004, da Conduril – Construtora Duriense, S.A., incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço (que evidencia um total de 71.706.133 euros e um total de capital próprio de 24.717.907 euros, incluindo um resultado líquido de 1.762.709 euros) e na Demonstração dos resultados por naturezas do período findo naquela data e no correspondente Anexo.
- 2 As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos.
Responsabilidades
- 3 É da responsabilidade do Conselho de Administração: (a) a informação financeira histórica, seja preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo CVM; (b) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (c) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (d) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
- 4 A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva, lícita e em conformidade com o exigido pelo CVM, competindonos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso trabalho.

Sociedade de Revisores Oficiais de Contas
Conduril – Construtora Duriense, S.A.
Âmbito
- 5 O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida não contém distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu: (a) principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicação, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita; e (b) em testes substantivos às transacções não usuais de grandes significado.
- 6 O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
- 7 Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente relatório sobre a informação semestral.
Parecer
8 Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 contém distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal e que não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
Porto, 1 de Setembro de 2004
Bernardes, Sismeiro & Associados, S.R.O.C., Lda. representada por:
Hermínio António Paulos Afonso, R.O.C.


1º. SEMESTRE DE 2004 - RELATÓRIO DE GESTÃO - CONSOLIDADO
- Em complemento ao Relatório de Gestão e Contas Individuais, cumpre integrar, nas condições legais, a actividade do semestre e as contas das empresas do grupo.
2. ENOP – Engenharia e Obras Públicas, Lda.
| unid € | |
|---|---|
| Capital social | 354 189 |
| Capital próprio | 1 560 654 |
| Activo líquido | 4 861 586 |
| Produção | 798 364 |
| Resultado do semestre | 57 871 |
O nível da actividade e os resultados obtidos situam-se no intervalo programado, esperando-se para o segundo semestre valores sensivelmente aproximados.
3. CONDURIL Engenharia (Angola), Lda.
| unid € | |
|---|---|
| Capital social | 1 683 224 |
| Capital próprio | 2 745 596 |
| Activo líquido | 2 958 313 |
| Produção | 2 078 818 |
| Resultado do semestre | 1 326 971 |
O semestre decorreu satisfatoriamente, com os objectos globais excedidos, perspectivando-se um segundo semestre igualmente positivo, ainda que, porventura, em dimensão algo inferior.
4. MABALANE – Inertes, Lda.
Por razões de ordem administrativa, a empresa está paralisada, sendo os resultados negativos de 21 359 euros consequência de custos de estrutura inevitáveis. Aguardam-se diligências em curso com vista à reactivação desejável
-
- A actividade da empresa mãe, CONDURIL CONSTRUTORA DURIENSE, SA, consta do Relatório de Gestão e Contas individuais, que aqui se dá por transcrita.
-
- O balanço consolidado apresenta o resultado líquido de 1 762 709 euros, com o total de capital próprio de 24 717 907, sendo de 244 871 o valor dos "interesses minoritários".
-
- Gestão de risco: a política de gestão do risco de câmbio assenta essencialmente em reuniões periódicas do Conselho de Administração, no sentido de acompanhar a evolução dos câmbios associados aos investimentos no estrangeiro.
-
- Integram este Relatório de Gestão: Balanço e Demonstração dos Resultados, Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados e Relatório do Auditor Externo.


BALANÇO ANALÍTICO CONSOLIDADO
unid. EUR
em 30 de Junho de 2004 e 2003
| ACTIVO | 2004 | 2003 | ||
|---|---|---|---|---|
| AB | AP | AL | AL | |
| IMOBILIZADO | ||||
| Imobilizações incorpóreas | ||||
| Propriedade industrial e outros direitos | 114 076 | 114 076 | 119 262 | |
| 114 076 | 114 076 | 119 262 | ||
| Imobilizações corpóreas | ||||
| Terrenos e recursos naturais | 6 532 183 | 63 154 | 6 469 029 | 6 532 183 |
| Edifícios e outras construções | 7 438 253 | 2 851 740 | 4 586 513 | 4 679 011 |
| Equipamento básico | 23 845 408 | 22 356 116 | 1 489 292 | 1 794 392 |
| Equipamento de transporte | 6 016 249 | 4 736 132 | 1 280 117 | 980 802 |
| Ferramentas e utensílios | 1 382 | 652 | 730 | |
| Equipamento administrativo | 818 267 | 571 967 | 246 300 | 196 126 |
| Outras imobilizações corpóreas | 49 496 | 47 903 | 1 593 | 1 759 |
| Imobilizações em curso | 2 686 604 | 2 686 604 | 1 152 871 | |
| 47 387 842 | 30 627 664 | 16 760 178 | 15 337 144 | |
| Investimentos financeiros | ||||
| Partes de capital em empresas do grupo | 100 000 | |||
| Títulos e outras aplicações financeiras | 327 274 | 327 274 | 327 274 | |
| 327 274 | 327 274 | 427 274 | ||
| CIRCULANTE | ||||
| Existências | ||||
| Matérias primas subs. e consumo | 2 070 863 | 33 420 | 2 037 443 | 1 997 283 |
| Produtos e trabalhos em curso | 5 889 086 | 5 889 086 | 5 716 359 | |
| 7 959 949 | 33 420 | 7 926 529 | 7 713 642 | |
| Dívidas de terceiros - curto prazo | ||||
| Clientes c/c | 40 774 910 | 41 669 | 40 733 241 | 31 504 858 |
| Clientes c/ retenção de garantias | 2 080 063 | 2 080 063 | 2 074 229 | |
| Clientes duvidosos | 222 967 | 222 967 | 0 | |
| Adiantamentos a fornecedores | 783 474 | 783 474 | 43 569 | |
| Adiant. a fornecedores - imobilizado | 4 988 | |||
| Estado e outros entes públicos | 33 317 | 33 317 | 122 406 | |
| Outros devedores | 3 157 900 | 3 157 900 | 17 132 142 | |
| 47 052 631 | 264 636 | 46 787 995 | 50 882 192 | |
| Depósitos bancários e caixa | ||||
| Depósitos bancários | 2 180 529 | 2 180 529 | 190 195 | |
| Caixa | 239 200 | 239 200 | 127 409 | |
| 2 419 729 | 2 419 729 | 317 604 | ||
| ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS | ||||
| Acréscimos e proveitos | 1 109 400 | 1 109 400 | 1 617 427 | |
| Custos diferidos | 207 027 | 207 027 | 269 659 | |
| 1 316 427 | 1 316 427 | 1 887 086 | ||
| TOTAL DE AMORTIZAÇÕES | 30 627 664 | |||
| TOTAL DE PROVISÕES | 298 056 | |||
| TOTAL DO ACTIVO | 106 577 928 | 30 925 720 | 75 652 208 | 76 684 204 |
| 17 |


unid. EUR
| CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO | 1º SEMESTRE | ||
|---|---|---|---|
| 2004 | 2003 | ||
| CAPITAL PRÓPRIO | |||
| Capital | 10 000 000 | 10 000 000 | |
| Acções próprias | |||
| Valor nominal | -1 000 000 | -1 000 000 | |
| Descontos e prémios | 50 000 | 50 000 | |
| Diferenças de consolidação | 280 928 | ||
| Reservas de reavaliação | 6 996 888 | 7 276 903 | |
| Reservas | |||
| Reservas legais | 815 856 | 785 856 | |
| Reservas livres | 3 914 415 | 3 545 083 | |
| Resultados transitados | 1 897 111 | 1 923 085 | |
| 22 955 198 | 22 580 927 | ||
| Resultado líquido do exercício | 1 762 709 | 1 133 225 | |
| Total do capital próprio | 24 717 907 | 23 714 152 | |
| INTERESSES MINORITÁRIOS | 244 871 | 258 391 | |
| Dívidas a terceiros - Médio e longo prazo | |||
| Dívidas a instituições de crédito | 2 250 000 | ||
| Fornecedores Imobilizado C/corrente | 280 498 | ||
| Outros empréstimos obtidos | 10 000 000 | ||
| 2 530 498 | 10 000 000 | ||
| Dívidas a terceiros - Curto prazo | |||
| Dívidas a instituições de crédito | 11 790 006 | 18 909 563 | |
| Fornecedores c/c | 22 061 672 | 13 780 092 | |
| Fornecedores - facturas em recepção e conferência | 426 833 | 253 429 | |
| Fornecedores - títulos a pagar | 2 064 528 | 1 326 989 | |
| Fornecedores de imobilizado - títulos a pagar | 83 095 | ||
| Adiantamentos de clientes | 3 373 418 | ||
| Fornecedores de imobilizado c/c | 277 526 | 619 632 | |
| Estado e outros entes públicos | 3 513 158 | 1 906 137 | |
| Outros credores | 666 162 | 1 443 394 | |
| 44 256 398 | 38 239 236 | ||
| ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS | |||
| Acréscimos de custos | 1 184 723 | 1 274 051 | |
| Proveitos diferidos | 2 717 811 | 3 198 374 | |
| 3 902 534 | 4 472 425 | ||
| Total do passivo | 50 689 430 | 52 711 661 | |
| TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO, DOS INTERESSES | |||
| MINORITÁRIOS E DO PASSIVO | 75 652 208 | 76 684 204 | |


DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS
unid. Euro
| 1º. SEMESTRE | ||||
|---|---|---|---|---|
| CUSTOS E PERDAS | 2 004 | 2003 | ||
| Custo das mercadorias vendidas e das mat.cons. | ||||
| Matérias | 5 308 636 | 5 308 636 | 3 532 090 | 3 532 090 |
| Fornecimentos e serviços externos | 15 148 654 | 9 862 584 | ||
| Custos com o pessoal | ||||
| Remunerações | 3 844 154 | 3 764 725 | ||
| Encargos sociais | ||||
| Pensões | 3 861 | |||
| Outros | 1 117 602 | 4 965 617 | 1 059 453 | 4 824 178 |
| Amortiz.imobilizado corpóreo e incorpóreo | 696 317 | 642 874 | ||
| Provisões | 696 317 | 642 874 | ||
| Impostos | 370 575 | 178 467 | ||
| Outros custos operacionais | 477 930 | 848 505 | 843 320 | 1 021 787 |
| (A) | 26 967 729 | 19 883 513 | ||
| Juros e custos similares | ||||
| Outros | 683 704 | 683 704 | 800 945 | 800 945 |
| (C) | 27 651 433 | 20 684 458 | ||
| Custos e perdas extraordinários | 201 329 | 17 832 | ||
| (E) | 27 852 762 | 20 702 290 | ||
| Imposto s/ rendimento do exercício | 784 521 | 539 802 | ||
| (G) | 28 637 283 | 21 242 092 | ||
| Interesses minoritários | 7 422 | 33 252 | ||
| Resultado consolidado líquido do exercício | 1 762 709 | 1 133 225 | ||
| 30 407 414 | 22 408 569 | |||
| PROVEITOS E GANHOS | ||||
| Vendas | ||||
| Produtos | 1 594 | 846 | ||
| Prestações de serviços | 26 640 027 | 26 641 621 | 19 142 762 | 19 143 608 |
| Variação da produção | 810 583 | 1 487 567 | ||
| Trabalhos para a própria empresa | 297 248 | 235 073 | ||
| Proveitos suplementares | 1 128 906 | 168 611 | ||
| Outros proveitos operacionais | 703 157 | 2 939 894 | 1 240 399 | 1 409 010 |
| (B) | 29 581 515 | 22 275 258 | ||
| Outros juros e proveitos similares | ||||
| Outros | 157 624 | 129 562 | 129 562 | |
| (D) | 29 739 139 | 22 404 820 | ||
| Proveitos e ganhos extraordinários | 668 275 | 3 749 | ||
| (F) | 30 407 414 | 22 408 569 | ||
| RESUMO | ||||
| Resultados operacionais | (B) - (A) | 2 613 786 | 2 391 745 | |
| Resultados financeiros | (D - B) - (C-A) | - 526 080 | - 671 383 | |
| Resultados correntes | (D) -(C) | 2 087 706 | 1 720 362 | |
| Resultados antes de impostos | (F) - (E) | 2 554 652 | 1 706 279 | |
| Res. cons. c/os interesses minorit. do exercício | (F) - (G) | 1 770 131 | 1 166 477 |


ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM 30.06.2004
(Montantes expressos em Euros)
NOTA INTRODUTÓRIA
As notas que se seguem respeitam a numeração definida no Plano Oficial de Contabilidade para a apresentação de demonstrações financeiras consolidadas. As notas cuja numeração é omitida neste anexo não são aplicáveis ao Grupo ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras consolidadas anexas.
BASES DA CONSOLIDAÇÃO
As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas no quadro das disposições em vigor em Portugal e, portanto, de acordo com os princípios contabilísticos e normas de consolidação consignados no Plano Oficial de Contabilidade, com as alterações que lhe foram introduzidas pelo Decreto-Lei 238/91, de 2 de Julho, e com as directrizes contabilísticas da CNC.
EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO
As empresas incluídas na consolidação, suas sedes sociais e proporção do capital detido em 30 de Junho de 2004, são as seguintes:
| Firma e Sede | Fracção de capital detido |
Razões de inclusão |
|---|---|---|
| CONDURIL – Construtora Duriense,SA | Empresa Mãe | |
| ENOP – Engenharia e Obras Públicas,Lda. Maputo – Moçambique |
85.47% | DL.238/91, artº1, nº1, alínea a) |
| CONDURIL Engenharia (Angola), Lda. Luanda – Angola |
99% | " |
| MABALANE – Inertes, Lda. Maputo – Moçambique |
55% | " |
| CONDURIL – Gestão de Concessão de Infraestruturas, SA Av. Eng. Duarte Pacheco, 1835 Ermesinde – Valongo - Portugal |
100% | " |
7. NÚMERO MÉDIO DE PESSOAL
Durante o 1º semestre de 2004, o número médio de pessoal ao serviço das empresas incluídas na consolidação foi de 615.
22. GARANTIAS PRESTADAS
Em 30 de Junho de 2004, a Empresa tinha assumido responsabilidades por garantias prestadas, no montante de 27 849 066 Euros, relacionadas com as empreitadas.
23. BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS CRITÉRIOS VALORIMÉTRICOS UTILIZADOS
Bases de apresentação
As demonstrações financeiras consolidadas anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas incluídas na consolidação (Nota 1), mantidos de acordo com princípios de contabilidade geralmente aceites em Portugal.


Princípios de consolidação
A consolidação das empresas subsidiárias referidas na Nota 1, efectuou-se pelo método de integração global. As transacções e saldos significativos entre as empresas foram eliminados no processo de consolidação. O valor correspondente à participação de terceiros nas empresas subsidiárias é apresentado no balanço na rubrica de interesses minoritários.
Os investimentos financeiros representativos de partes de capital em empresas participadas em menos de 20%, foram valorizadas ao custo de aquisição.
a) Imobilizações incorpóreas
As imobilizações incorpóreas encontram-se registadas ao custo.
b) Imobilizações corpóreas
As imobilizações corpóreas encontram-se registadas ao custo de aquisição.
As imobilizações corpóreas foram objecto de reavaliações de acordo com as disposições legais (Nota 12), com base em coeficientes oficiais de desvalorização monetária. O valor dos terrenos e edifícios encontra-se influenciado pelo registo de uma reavaliação extraordinária em 31 de Dezembro de 2001 no montante de 7 108 433 Euros.
As amortizações do imobilizado corpóreo são calculadas segundo o método das quotas constantes. As taxas de amortização correspondem às taxas máximas fiscalmente aceites.
c) Locação financeira
Os activos imobilizados adquiridos mediante contratos de locação financeira bem como as correspondentes responsabilidades são contabilizados pelo método financeiro. De acordo com este método o custo do activo é registado no imobilizado corpóreo, a correspondente responsabilidade é registada no passivo e os juros incluídos no valor das rendas e a amortização do activo são registados como custos na demonstração dos resultados do exercício a que respeitam.
d) Investimentos financeiros
Os investimentos financeiros encontram-se registados ao custo de aquisição.
e) Existências
As matérias-primas, subsidiárias e de consumo encontram-se valorizadas ao custo de aquisição (531 496 €) e ao custo médio de aquisição (1 539 367 €).
Os produtos e trabalhos em curso encontram-se valorizados tendo por base o custo de construção, conforme definido no caderno de encargos, que inclui o custo das matérias-primas incorporadas, mão-de-obra e gastos gerais de fabrico, e que é inferior ao valor de realização.
Foi constituída uma provisão para depreciação de existências pela diferença entre o valor de custo e o respectivo valor de realização das existências no caso deste ser inferior ao custo.
Para reconhecimento dos proveitos e dos custos das obras em curso, foi adoptado o método da percentagem de acabamento. De acordo com este método, no final de cada exercício os custos e proveitos relacionados com obras em curso são reconhecidos na demonstração de resultados do exercício em função do critério da percentagem de acabamento das obras.
g) Especialização de exercícios
A Empresa regista as suas receitas e despesas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual as receitas e despesas são reconhecidas à medida em que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos.
h) Trabalhos para a própria empresa
Os trabalhos para a própria empresa correspondem aos custos associados à execução e reparação de equipamentos próprios e incluem custos com materiais, mão-de-obra directa e subcontratos.
i) Saldos e transacções expressos em moeda estrangeira
Todos os activos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para Euros utilizando-se as taxas de câmbio vigentes nas datas dos balanços.


As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transacções e as vigentes na data das cobranças, pagamentos ou à data do balanço, foram registadas como proveitos e custos na demonstração dos resultados do exercício.
j) Impostos diferidos
A Empresa optou por não reconhecer os ajustamentos referentes aos saldos de activos por impostos diferidos e de passivos por impostos diferidos relativos a situações ocorridas em data anterior à data de entrada em vigor da Directriz Contabilística nº 28 – Impostos sobre o Rendimento.
24. COTAÇÕES UTILIZADAS PARA CONVERSÃO EM EUROS
Foram utilizadas as seguintes taxas de câmbio para converter para Euros os activos e passivos expressos em moeda estrangeira: 1 € = 28 233.50 Meticais
1 € = 1.2179 \$USD
27. MOVIMENTO DO ACTIVO IMOBILIZADO
Durante o 1º semestre de 2004, o movimento ocorrido no valor das imobilizações incorpóreas, corpóreas e investimentos financeiros, bem como nas respectivas amortizações acumuladas foi o seguinte:
ACTIVO BRUTO
| Rubricas | Saldo inicial | Reavaliações | Aumentos | Diminuições | Saldo final |
|---|---|---|---|---|---|
| Imobilizações Incorpóreas | |||||
| Prop. industrial e outros direitos | 110 992 | 3 112 | 28 | 114 076 | |
| 110 992 | |||||
| Imobilizado Corpóreo | |||||
| Terrenos e recursos naturais | 6 532 183 | 6 532 183 | |||
| Edifícios e outras construções | 7 410 803 | 27 451 | 7 438 254 | ||
| Equipamento básico | 24 406 988 | 168 224 | 729 804 | 23 845 408 | |
| Equipamento de transporte | 6 104 486 | 297 750 | 385 987 | 6 016 249 | |
| Ferramentas e utensílios | 642 | 740 | 1 382 | ||
| Equipamento administrativo | 738 389 | 94 854 | 14 976 | 818 267 | |
| Outras imobilizações corpóreas | 46 537 | 2 959 | 49 496 | ||
| Imobilizações em curso | 1 399 188 | 1 287 416 | 2 686 604 | ||
| 46 639 216 | 1 879 394 | 1 130 767 | 47 387 843 | ||
| Investimentos Financeiros | |||||
| Partes de capital em empresas do grupo | |||||
| Títulos e outras aplicações financeiras | 327 274 | 327 274 | |||
| 327 274 | 327 274 |
AMORTIZAÇÕES
| Rubricas | Saldo inicial | Reforço | Regularizações | Saldo final |
|---|---|---|---|---|
| Imobilizações Incorpóreas | ||||
| Imobilizações Corpóreas | ||||
| Terrenos e recursos naturais | 49 956 | 13 198 | 63 154 | |
| Edifícios e outras construções | 2 698 518 | 151 803 | -1 419 | 2 851 740 |
| Equipamento básico | 22 753 708 | 301 602 | 699 194 | 22 356 116 |
| Equipamento de transporte | 4 920 710 | 197 307 | 381 885 | 4 736 132 |
| Ferramentas e utensílios | 642 | 10 | 652 | |
| Equipamento administrativo | 552 993 | 32 193 | 13 219 | 571 967 |
| Outras imobilizações corpóreas | 44 846 | 205 | -2 852 | 47 903 |
| 31 021 373 | 696 318 | 1 090 027 | 30 627 664 |
36. VENDAS E PRESTAÇÕES DE SERVIÇO POR ACTIVIDADE E MERCADOS GEOGRÁFICOS
mercado interno - 16 548 789 € mercado externo - 10 092 832 €


39. REMUNERAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS SOCIAIS
As remunerações atribuídas aos membros dos órgãos sociais pelo desempenho das suas funções no exercício de 2004, foram respectivamente:
Conselho de Administração: 374 304 €
Fiscalização: 4 979 €
41. REAVALIAÇÕES DE IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS
O Grupo procedeu em anos anteriores à reavaliação das suas imobilizações corpóreas ao abrigo da legislação aplicável, nomeadamente:
Dec.Lei nº. 430/78, de 27 de Dezembro Dec.Lei n.º. 111/88, de 2 de Abril Dec.Lei n.º. 219/82, de 2 de Junho Dec.Lei n.º. 49/91, de 25 de Janeiro Dec.Lei n.º. 399/G/84, de 28 de Dezembro Dec.Lei n.º. 264/92, de 24 de Novembro Dec.Lei n.º. 118/B/86, de 27 de Maio Dec.Lei n.º. 31/98, de 11 de Fevereiro
Para além destas reavaliações, procedeu-se ainda a reavaliações livres.
42. REAVALIAÇÕES DE IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS
O detalhe dos custos históricos de aquisição de imobilizações corpóreas e investimentos financeiros e correspondente reavaliação em 30 de Junho de 2004, líquidos de amortizações acumuladas, é o seguinte:
| Rubricas | Custos históricos (a) |
Reavaliações (a) e (b) |
Valores contabilísticos reavaliados (a) |
|---|---|---|---|
| Imobilizações Corpóreas | |||
| Terrenos e recursos naturais | 2 733 881 | 3 735 148 | 6 469 029 |
| Edifícios e outras construções | 1 451 421 | 3 135 092 | 4 586 513 |
| Equipamento básico | 1 285 098 | 204 193 | 1 489 291 |
| Equipamento de transporte | 1 280 118 | 1 280 118 | |
| Ferramentas e utensílios | 730 | 730 | |
| Equipamento administrativo | 240 227 | 6 072 | 246 299 |
| 6 991 475 | 7 080 505 | 14 071 980 |
a) Líquidos de amortizações
44. DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS FINANCEIROS
Os resultados financeiros têm a seguinte composição:
| Custos e perdas | 1º semestre | Proveitos e ganhos | 1º semestre | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2004 | 2003 | 2004 | 2003 | ||||
| 681- Juros suportados 685 - Dif. câmbio desfavoráveis 688 - Outros custos e perdas Resultados financeiros |
447 943 83 732 152 028 -526 079 |
596 783 781- Juros obtidos 24 226 785 - Dif.câmbio favoráveis 179 937 786 - Desc. p.p. obtidos -671 385 788 - Outros prov. e ganhos |
30 795 91 707 19 815 15 307 |
6 603 102 131 9 506 11 321 |
|||
| 157 624 | 129 561 | 157 624 | 129 561 |
45. DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS
Os resultados extraordinários têm a seguinte composição:
| Custos e perdas | 1º semestre | Proveitos e ganhos | 1º semestre | ||
|---|---|---|---|---|---|
| 2004 | 2003 | 2004 | 2003 | ||
| 691 - Donativos | 250 | 5 794 - Ganhos em imobiliz. | 662 874 | 3 175 | |
| 694 - Perdas em imobilizações | 795 – Benef.Penal.contratuais | 1 043 | |||
| 695 - Multas e penalidades | 1 099 | 3 508 797 - Correcção exerc.anterior | 1 353 | ||
| 697 - Correcção exerc.anterior | 195 054 | 798 - Outros proveitos e | |||
| 698 - Outros custos e perdas | ganhos extraordinários | 3 007 | 574 | ||
| extraordinários | 4 926 | 14 319 | |||
| Resultados extraordinários | 466 948 | -14 083 | |||
| 668 277 | 3 749 | 668 277 | 3 749 |
b) Englobam as sucessivas reavaliações líquidas de amortizações


46. MOVIMENTO OCORRIDO NAS PROVISÕES
Durante o exercício realizaram-se os seguintes movimentos nas contas de provisões:
| Contas | Saldo inicial | Aumentos | Saldo final |
|---|---|---|---|
| 28 – Provisão para cobranças duvidosas 39 - Provisão p/ depreciação de existências |
262 145 | 2 491 | 264 636 |
| Materiais de consumo | 33 420 | 33 420 |
47. LOCAÇÃO FINANCEIRA
Em 30 de Junho de 2004 o Grupo mantém os seguintes bens em regime de locação financeira:
| Valor de aquisição | Amortizações acumuladas | Valor contabilístico | ||
|---|---|---|---|---|
| Equipamento básico | 858 482 | 645 607 | 212 875 | |
| Equipamento de transporte | 1 652 849 | 1 290 948 | 361 901 |
48. INFORMAÇÃO POR SEGMENTOS
Segmentos de negócio:
Em termos operacionais o Grupo encontra-se organizado em 2 segmentos principais – Obras públicas e privadas
| Obras Públicas | Obras Privadas | Consolidado | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2004 | 2003 | 2004 | 2003 | 2004 | 2003 | |
| RÉDITOS | ||||||
| Vendas e prestação de serviços | 23 090 460 | 15 857 754 | 3 551 160 | 3 285 854 | 26 641 620 | 19 143 608 |
| RESULTADOS | ||||||
| Resultados Operacionais | 2 572 418 | 1 810 020 | 41 368 | 581 726 | 2 613 786 | 2 391 746 |
| Gastos de Juros | -683 704 | -800 945 | ||||
| Proveitos de Juros | 157 624 | 129 561 | ||||
| Imposto sobre os lucros | -784 521 | -539 802 | ||||
| Resultados de actividades ordinárias | 1 303 185 | 1 180 560 | ||||
| Resultados extradordinários | 466 946 | -14 083 | ||||
| Interesses minoritários | -7 422 | -33 252 | ||||
| Resultado Líquido | 1 762 709 | 1 133 225 |
Segmentos geográficos:
A Empresa opera em 3 áreas geográficas: Portugal Angola e Moçambique
| Réditos de vendas e prestação de serviços por mercados geográficos |
2004 | 2003 |
|---|---|---|
| Portugal | 16.548.789 | 13.872.372 |
| Angola | 8.596.299 | 5.023.194 |
| Moçambique | 1.496.532 | 248.042 |
| Total | 26.641.620 | 19.143.608 |
49. OUTRAS INFORMAÇÕES
impostos diferidos
A Empresa optou por não reconhecer os ajustamentos referentes a saldos de activos por impostos diferidos e de passivos por impostos diferidos relativos a situações ocorridas em data anterior à data de entrada em vigor da Directriz Contabilística nº 28 – Impostos sobre o Rendimento.
Caso tivesse optado pelo registo do valor dos activos e passivos por impostos diferidos, o impacto seria: débito de 2.035 milhares de Euros em Reservas de reavaliação, crédito de 349 milhares de Euros em Imposto sobre o Rendimento e crédito de 1.686 milhares de Euros em Acréscimos e diferimentos – passivos por impostos diferidos.
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas
Bernardes, Sismeiro & Associados, SROC, Lda.
o'Porto Bessa Leite Complex Rua António Bessa Leite, 1430 - 5º 4150 - 074 Porto Portugal
Tel +351 22543 30 00 Fax +351 22543 34 99
Relatório de Revisão Limitada Elaborado por Auditor Registado na CMVM sobre a Informação Semestral Consolidada
Introdução
- 1 Para os efeitos do artigo 246.º do Código dos Valores Mobiliários, apresentamos o nosso Relatório de Revisão Limitada sobre a informação consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004, da Conduril – Construtora Duriense, S.A., incluída: no Relatório de Gestão, no Balanço consolidado (que evidencia um total de 75.652.208 euros, um total de interesses minoritários de 244.871 e um total de capital próprio de 24.717.907 euros, incluindo um resultado líquido de 1.762.709 euros) e na Demonstração consolidada dos resultados por naturezas do período findo naquela data e no correspondente Anexo.
- 2 As quantias das demonstrações financeiras, bem como as da informação financeira adicional, são as que constam dos registos contabilísticos.
Responsabilidades
- 3 É da responsabilidade do Conselho de Administração: (a) a preparação de informação financeira consolidada que apresente de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das empresas incluídas na consolidação e o resultado consolidado das suas operações; (b) a informação financeira histórica, preparada de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo CVM; (c) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados; (d) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (e) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade, posição financeira ou resultados.
- 4 A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva, lícita conforme exigido pelo CVM, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso trabalho.

Sociedade de Revisores Oficiais de Contas
Conduril – Construtora Duriense, S.A.
Âmbito
- 5 O trabalho a que procedemos teve como objectivo obter uma segurança moderada quanto a se a informação financeira anteriormente referida não contém distorções materialmente relevantes. O nosso trabalho foi efectuado com base nas Normas Técnicas e Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, planeado de acordo com aquele objectivo, e consistiu: (a) principalmente, em indagações e procedimentos analíticos destinados a rever: (i) a fiabilidade das asserções constantes da informação financeira; (ii) a adequação das políticas contabilísticas adoptadas, tendo em conta as circunstâncias e a consistência da sua aplicação; (iii) a aplicação, ou não, do princípio da continuidade; (iv) a apresentação da informação financeira; e (v) se a informação financeira consolidada é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita; e (b) em testes substantivos às transacções não usuais de grande significado.
- 6 O nosso trabalho abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira consolidada constante do relatório de gestão com os restantes documentos anteriormente referidos.
- 7 Entendemos que o trabalho efectuado proporciona uma base aceitável para a emissão do presente parecer sobre a informação semestral.
Parecer
8 Com base no trabalho efectuado, o qual foi executado tendo em vista a obtenção de uma segurança moderada, nada chegou ao nosso conhecimento que nos leve a concluir que a informação financeira consolidada do período de seis meses findo em 30 de Junho de 2004 contém distorções materialmente relevantes que afectem a sua conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal e que não seja completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
Porto, 1 de Setembro de 2004
Bernardes, Sismeiro & Associados, S.R.O.C., Lda. representada por:
Hermínio António Paulos Afonso, R.O.C.